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Didaciica Magna (1621-1657i
IoIannis Anos Concnius (1592-1670i

Vcrsao para cDool
cDoolsDrasil.con

Fonic Digiial

Digiializaçao dc
Didaciica Magna
Iniroduçao, Traduçao c Noias dc
JOAOUIM FEFFEIFA COMES

CopyrigIi.
© 2001 FUNDACÃO CALOUSTE CULDENKIAN
íNoia dc CopyrigIi|
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ÍNDICE
Noia do Ediior. 75
Didaiica Magna. 10
Saudaçao aos Lciiorcs. 13
A iodos aquclcs dc prcsidcn as coisas Iunanas.
23
Uiilidadc da Aric Didaiica. 47
Assunios dos Capíiulos. 51
Noias do Traduior. 547
4

Nota do Editor
Dci×o quc o proprio Auior jusiifiquc a
prcscnic cdiçao cn cDool dc sua olra.
º16. Dai nasccu csic ncu iraiado, ondc o
icna c, assin o cspcro, dcscnvolvido
nais longancnic c nais clarancnic do
quc nunca o foi aic ao prcscnic. Escriio
inicialncnic cn vcrnaculo, para uso do
ncu povo, sai agora, a consclIo dc
alguns Ioncns cnincnics, vcriido cn
laiin, para quc, sc possívcl, aprovciic a
iodos.
17. Con cfciio, a caridadc nanda quc o
quc Dcus nanifcsiou para salvaçao do
gcncro Iunano (assin fala o cnincnic
Lulin da sua Dídutícu, sc nao csconda
dos noriais, nas sc nanifcsic a iodo o
nundo. Efciivancnic, c da naiurcza dc
iodos os lcns (coniinua o ncsno Lulini
quc scjan conunicados a iodos; c quanio
nais c a riqucza c sc põc cn conun,
ianio nclIor c c ianio nais calc a iodos.
18. É ianlcn una lci dc Iunanidadc
quc, sc sc conIccc qualqucr ncio dc ir
cn au×ilio do pro×ino para o iirar das
suas dificuldadcs, nao sc dcvc Icsiiar;
solrciudo quando sc iraia, nao dc un
5
Ioncn so, nas dc nuiios, c nao apcnas
dc nuiios Ioncns, nas dc nuiias
cidadcs, províncias c rcinos c, digo aic,
do gcncro Iunano iniciro, cono c o caso
prcscnic."
E ainda.
º15. Pcço ianlcn c suplico, cn nonc dc
Dcus, quc ncnIun douio dcsprczc csias
coisas, pclo faio dc vircn dc un Ioncn
ncnos insiruído quc clc. Na vcrdadc, às
vczcs, «ncsno un canponcs diz coisas
nuiio oporiunas, c ialvcz o quc iu nao
salcs o saila un lurrinIo», cono dissc
Crísipo. E Crisio dissc ianlcn. «O
cspíriio sopra ondc qucr; c iu ouvcs a
sua voz, nas nao salcs dc ondc clc vcn,
ncn para ondc vai». Juro dianic dc Dcus
quc nao fui novido a fazcr csias coisas,
ncn pcla confiança na ninIa
inicligcncia, ncn pcla scdc da fana, ncn
pcla cspcrança dc daí iirar algun
provciio pcssoal; nas o anor dc Dcus c o
dcscjo dc iornar nclIorcs as coisas dos
Ioncns, pullicas c pariicularcs,
csiinula-nc dc ial nancira quc nao
posso dci×ar cnvolio no silcncio aquilo
quc un oculio insiinio nc sugcrc
consianicncnic. Sc algucn, porianio,
podcndo fazcr andar para a frcnic os
6
nossos dcscjos, os nossos voios, as
nossas advcricncias c os nossos csforços,
cn vcz disso, lIcs faz rcsisicncia c os
conlaic, saila quc dcclarara gucrra, nao
a nos, nas a Dcus, à sua conscicncia c à
naiurcza Iunana quc qucr quc os lcns
pullicos scjan conuns, dc dirciio c dc
faio."
O ncsno cspíriio quc novcu o Auior a
cscrcvcr, o iraduior à iraduçao c a Fundaçao
Calousic Cullcnlian a pullica-la cn papcl, nos
novcu ncsia vcrsao para cDool.
TcnIo ccricza. Concnius, iao cniusiasnado
pcla inprcnsa, icria adorado os cDools, pclo quc
poicncializan das oporiunidadcs quc iao lcn
aponiou cn sua olra.
Na prcscnic vcrsao para cDool, fciia anics dc
iudo visando o lciior lrasilciro, apcnas a
oriografia foi ºalrasilcirada»; convcrvanos,
coniudo, os accnios diacríiicos do prcicriio, ncn
quc scja pcla clarcza, nas solrciudo cono
sugcsiao para una fuiura rcforna oriografica.
Nao consian dcsia vcrsao a nagnífica
Iniroduçao dc Joaquin Fcrrcira Concs, ncn as
ilusiraçõcs c, con ccricza, por sc iraiar dc ic×io
proccssado por OCF, apcsar dc duas rcvisõcs,
nao icn a corrcçao da olra inprcssa.
7
E a vcrsao nais conplcia, cn cDool, c a cn
cDoolPro.
MinIa lusca pclas livrarias viriuais
lrasilciras rcsuliou cn nada, nas rcconcnda-sc
aos csiudiosos quc sc dirijan ao wclsiic da
Fundaçao Calousic Cullcnlian
íIiip.11www.gullcnlian.pi1|
para vcrificar da disponililidadc da olra, quc
ianlcn podcra, con ccricza, scr cnconirada nas
loas lillioiccas das loas Faculdadcs.
Sobre a Fundação CaIouste GuIbenkIan:
ºA Fundaçao Calousic Cullcnlian c una
insiiiuiçao poriugucsa dc dirciio privado
c uiilidadc pullica, cujos fins
csiaiuiarios sao a Educaçao, a Cicncia, a
Dcncficcncia (Saudc c Proicçao Sociali c
as Arics. Criada por disposiçao
icsiancniaria dc Calousic Sarlis
Cullcnlian, os scus csiaiuios foran
aprovados cn 1956. A Fundaçao icn a
sua scdc cn Lisloa. Na prossccuçao dos
scus fins csiaiuiarios a Fundaçao
pronovc c apoia a rcalizaçao dc
c×posiçõcs, cursos, cnconiros c
coloquios, conccrios, ciclos dc
cspciaculos dos nais variados gcncros;
airilui sulsídios a projcios, conccdc
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lolsas dc csiudo, apoia progranas dc
naiurcza cicniífica, cducacional c
ariísiica ianio cn Poriugal cono no
csirangciro. Sao inporianics os projcios
dc coopcraçao con os paíscs africanos
lusofonos c ianlcn, dcsdc 1999, cn
Tinor-Lorosac (Scrviço da Coopcraçao
para o Dcscnvolvincnioi, os dc
prcscrvaçao dos icsicnunIos da
prcscnça poriugucsa no nundo c os dc
divulgaçao da culiura poriugucsa no
csirangciro (anlos no anliio da açao do
Scrviço Inicrnacionali, lcn cono os dc
apoio à diaspora arncnia (Scrviço das
Conunidadcs Arncniasi. A Fundaçao
nanicn cn iodo o País un conjunio dc
lillioiccas. Na arca dc inicrvcnçao do
Scrviço dc Saudc c Proicçao Social c
rclcvanic a sua açao junio dos Iospiiais
poriugucscs. No canpo das cdiçõcs, a
Fundaçao dcscnvolvc una inicnsa
aiividadc (principalncnic airavcs do
Scrviço dc Educaçao c Dolsasi."
O lciior csia cordialncnic convidado a visiiar
o wclsiic da Fundaçao, para conIcccr un pouco
nais dos rclcvanics scrviços por cla prcsiados a
Poriugal, aos paíscs dc língua poriugucsa c à
Iunanidadc.
Sobre o Tradutor:
9
O Profcssor Douior Joaquin Fcrrcira Concs,
da Faculdadc dc Lciras dc Coinlra c dc ianias
ouiras insiiiuiçõcs, c nonc quc dispcnsa
aprcscniaçao para os cducadorcs lrasilciros.
Para conIccc-lo nclIor, c surprccndcr-sc con
suas coniriluiçõcs para o conIccincnio Iunano,
lasia una rapida pcsquisa no Cooglc, no Sapo,
ou qualqucr ouira fcrrancnia dc lusca.
Fcconcndanos, ainda, a lciiura do Ensuíos
cn Honcnugcn u Jouquín Fc))cí)u Goncs,
pullicado cn Scicnlro dc 1998, por ocasiao do
scu julilcu acadcnico. ºTraia-sc da colcianca dc
ariigos cscriios por alguns dos scus aniigos
alunos, por colcgas c anigos dc varias
Univcrsidadcs poriugucsas c csirangciras, cn
rcconIccincnio do coniriluio nuiio significaiivo
quc dcu para o dcscnvolvincnio da Psicologia c
das Cicncias da Educaçao cn Poriugal."
E nao apcnas a Poriugal! Nos, no Drasil, lIc
dcvcnos nuiio, nuiio, inclusivc a naravilIosa
iraduçao da olra quc vocc vai lcr.
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DIDÁTICA
MAGNA

COMENIUS
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DIDÁTICA MAGNA

Traiado da Aric Univcrsal dc Ensinar Tudo a
Todos

ou
Proccsso scguro c c×cclcnic dc insiiiuir, cn
iodas as conunidadcs dc qualqucr Fcino crisiao,
cidadcs c aldcias, cscolas iais quc ioda a
juvcniudc dc un c dc ouiro sc×o, scn c×cciuar
ningucn cn sivciaric alguna, possa scr fornada
nos csiudos, cducada nos lons cosiuncs,
inprcgnada dc picdadc, c, dcsia nancira, possa
scr, nos anos da pulcrdadc, insiruída cn iudo o
quc diz rcspciio à vida prcscnic c à fuiura, con
ccononia dc icnpo c dc fadiga, con agrado c con
solidcz.
Ondc os ]unduncntos dc iodas as coisas quc
sc aconsclIan sao iirados da propria naiurcza
das coisas; a sua uc)dudc c dcnonsirada con
c×cnplos paralclos das arics nccanicas; o cu)so
dos cstudos c disiriluído por anos, ncscs, dias c
Ioras; c, cnfin, c indicado un caninIo facil c
scguro dc pór csias coisas cn praiica con lon
rcsuliado.
12
A proa c a popa da nossa Dídutícu scra
invcsiigar c dcscolrir o nciodo scgundo o qual os
profcssorcs cnsincn ncnos c os csiudanics
aprcndan nais; nas cscolas, Iaja ncnos
larulIo, ncnos cnfado, ncnos iralalIo inuiil, c,
ao conirario, Iaja nais rccolIincnio, nais
airaiivo c nais solido progrcsso; na Crisiandadc,
Iaja ncnos ircvas, ncnos confusao, ncnos
dissídios, c nais luz, nais ordcn, nais paz c
nais iranquilidadc.
Ouc Dcus tcnIu pícdudc dc nòs c nos
uIcncoc! Fucu I)ííIu) soI)c nòs u íuz du suu ]ucc
c tcnIu pícdudc dc nòs! Pu)u quc soI)c cstu tc))u
possunos conIccc) o tcu cunínIo, ò ScnIo), c u
tuu u]udu suíutu) u todus us gcntcs (Salno 66, 1-
2i.
13

SAUDAÇÃO AOS LEITORES

1. Didaiica significa aric dc cnsinar. Accrca dcsia
aric, dcsdc Ia pouco icnpo, alguns Ioncns
cnincnics, iocados dc picdadc pclos alunos
condcnados a rclolar o rocIcdo dc Sísifo,
puscran-sc a fazcr invcsiigaçõcs, con rcsuliados
difcrcnics.
2. Alguns csforçaran-sc por arranjar conpcndios
apcnas para cnsinar nais facilncnic, csia ou
aqucla língua. Ouiros procuraran cnconirar os
nciodos nais lrcvcs para cnsinar, nais
rapidancnic, csia ou aqucla cicncia ou aric.
Ouiros fizcran ouiras icniaiivas. Ouasc iodos por
ncio dc algunas olscrvaçõcs c×icrnas rccolIidas
con o nciodo nais facil, ou scja, con o nciodo
praiico, isio c, u postc)ío)í, cono lIc cIanan.
3. Nos ousanos proncicr una Dídutícu Mugnu,
isio c, un nciodo univcrsal dc cnsinar iudo a
iodos. E dc cnsinar con ial ccricza, quc scja
inpossívcl nao conscguir lons rcsuliados. E dc
cnsinar )upíduncntc, ou scja, scn ncnIun
cnfado c scn ncnIun alorrccincnio para os
alunos c para os profcssorcs, nas anics con
suno prazcr para uns c para ouiros. E dc cnsinar
soííduncntc, nao supcrficialncnic c apcnas con
14
palavras, nas cncaninIando os alunos para una
vcrdadcira insiruçao, para os lons cosiuncs c
para a picdadc sinccra. Enfin, dcnonsirarcnos
iodas csias coisas u p)ío)í, isio c, dcrivando-as da
propria naiurcza inuiavcl das coisas, cono dc
una fonic viva quc produz cicrnos arroios quc
vao, dc novo, rcunir-sc nun unico rio; assin
csialclcccnos un nciodo univcrsal dc fundar
cscolas univcrsais.
4. Na vcrdadc, a proncssa quc fazcnos c cnornc
c corrcspondc a un dcscjo nuiio vivo, nas
podcnos facilncnic inaginar quc Iavcra pcssoas
quc ncla vcrao nais un sonIo quc un proposiio
fundado na rcalidadc. No cnianio, qucn qucr quc
iu scjas, lciior, suspcndc o icu juízo, aic quc
icnIas conIccido a sulsiancia das coisas; cniao
icras a lilcrdadc, nao soncnic dc julgar, nas
ianlcn dc ic pronunciarcs. Con cfciio, cu nao
dcscjo, para nao dizcr quc nao anliciono,
arrasiar ningucn, con os ariifícios da pcrsuasao,
a dar o scu asscniincnio a una coisa quc nao
ofcrccc qualqucr ccricza. Mas, con ioda a alna,
advirio, c×orio c suplico, a qucn qucr quc olIc o
nosso iralalIo, quc nclc fi×c o scu proprio olIar c
quc o fi×c con ioda a sua pcnciraçao, pois c o
unico ncio dc sc nao dci×ar pcriurlar pclas
opiniõcs fascinanics dc ouircn.
5. O assunio c rcalncnic da nais scria
inporiancia c, assin cono iodos dcvcn augurar
15
quc clc sc concrciizc, assin ianlcn iodos dcvcn
c×anina-lo con lon scnso, c iodos, unindo as
suas proprias forças, o dcvcn inpulsionar, pois
dclc dcpcndc a salvaçao dc iodo o gcncro
Iunano. Ouc prcscnic nais lclo c naior
podcnos nos ofcrcccr à Pairia quc o dc insiruir c
cducar a juvcniudc, principalncnic quando,
pclos cosiuncs c pclas condiçõcs dos icnpos
aiuais, a juvcniudc, cono diz Cíccroí1|, cnirou
nun ial caninIo quc, con os csforços dc iodos,
dcvc scr iravada c rcfrcada? Filipc MclancIion,
con cfciio, cscrcvcu quc a cducaçao pcrfciia da
juvcniudc c coisa un pouco nais difícil quc a
ionada dc Troiaí2|. E S. Crcgorio Nazianzcno
pcnsa da ncsna nancira quando diz.

isio c, a aric das arics csia cn fornar o Ioncn,
o qual c o nais vcrsaiil c o nais conplc×o dc
iodos os aninaisí3|.
6. Ensinar a aric das arics c, porianio, un
iralalIo scrio c c×igc pcrspicacia dc juizo, c nao
apcnas dc un so Ioncn, nas dc nuiios, pois
un so Ioncn nao podc csiar iao aicnio quc lIc
nao passcn dcsapcrcclidas nuiiíssinas coisas.
7. É por isso quc, con razao, pcço aos ncus
lciiorcs, nais ainda, cn nonc da salvaçao do
gcncro Iunano, suplico a iodos aquclcs quc
16
iivcrcn ocasiao dc lançar un olIar solrc a
ninIa olra. princiro, quc nao inpuicn à
prcsunçao o faio dc icr Iavido algucn quc, nao
apcnas icnIa icniado, nas ousado proncicr
lcvar a lon icrno iao grandc cnprcsa, pois csia
foi cnprccndida con un oljciivo saluiar.
Scgundo, quc nao dcscspcrcn sc a c×pcricncia
nao rcsuliar logo ao princiro cnsaio, c nao dcr
conplciancnic os rcsuliados dcscjados. É
ncccssario, con cfciio, quc princiro gcrnincn as
scncnics das coisas; csias virao a scguir,
gradualncnic, scgundo a sua naiurcza. Por nais
inpcrfciia quc scja a ninIa icniaiiva c nao
cIcguc a aiingir o oljciivo quc cu nc Iavia
proposio, o ncu c×cnplo irara, iodavia, ao
ncnos, a prova dc quc foi pcrcorrida una longa
ciapa quc janais Iavia sido pcrcorrida c quc o
cunc a cscalar csia nais pro×ino quc aic aqui.
Enfin, pcço aos ncus lciiorcs quc prcsicn
aicnçao, scjan corajosos c julgucn con lilcrdadc
c pcrspicacia, cono convcn nas coisas da
na×ina inporiancia. Diio isio, c ncu dcvcr, por
un lado, indicar cn poucas palavras aquilo quc
nc proporcionou a ocasiao dc cnprccndcr csic
iralalIo, c, por ouiro lado, rcsunir as principais
caracicrísiicas das novidadcs quc clc conicn,
anics dc o cnircgar, con inicira confiança, à loa
fc c às ulicriorcs invcsiigaçõcs dc iodos aquclcs
quc julgan con scnsaicz.
17
8. Esia aric dc cnsinar c dc aprcndcr, lcvada ao
ponio dc pcrfciçao quc parccc agora csforçar-sc
por aiingir, foi, cn loa paric, dcsconIccida nos
scculos passados c, por cssc faio, os csiudos c as
cscolas curvavan ao pcso dc fadigas c dc
capricIos, dc Icsiiaçõcs c dc ilusõcs, dc crros c
dc falias, dc ial nancira quc apcnas podian
adquirir, à força dc luiar, una insiruçao solida,
aquclcs quc iinIan a fclicidadc dc possuir una
inicligcncia divina.
9. Mas, dcsdc Ia algun icnpo, Dcus concçou a
propiciar-sc do scculo nasccnic, vcrdadcirancnic
novo, dirci quasc una aurora, c susciiou, na
AlcnanIa, alguns Ioncns dc lcn quc,
dcsgosiosos con a confusao dos nciodos
uiilizados nas cscolas, sc puscran a invcsiigar
un nciodo nais curio c nais facil para cnsinar
as línguas c as arics; dcpois dos princiros vicran
ouiros, c prccisancnic por isso alguns oliivcran
succsso naior quc ouiros, cono sc rcvcla
cvidcnic pclos livros c cnsaios didaiicos por clcs
pullicados.
10. Oucro rcfcrir-nc a Failcí4|, Luliní5|,
Hclwigí6|, Fiiicrí7|, Dodiní8|, Clauní9|, Vogclí10|,
Wolfsiirní11| c àquclc quc dcvcria scr noncado
cnirc os princiros, Joao Valcniin Andrcaí12| (o
qual, assin cono pós a claro os nalcs da Igrcja c
do Esiado, assin ianlcn, aqui c alcn, nos scus
cscriios puros cono ouro, nosirou os nalcs das
18
cscolas c, cn varios lugarcs, indicou os
rcncdiosi, c a ouiros, sc os Ia, os quais nos sao
ainda dcsconIccidos. A propria França concçou
a rclolar cssc rocIcdo, quando Jcan-Cccilc
Frcyí13| pullicou, cn Paris, cn 1629, una
c×cclcnic didaiica, sol o iíiulo Nouo c )upídìssíno
nctodo quc conduz us cícncíus díuínus, us u)tcs,
us íìnguus c uos díscu)sos ínp)ouísudos.
11. Tcndo-sc-nc aprcscniado a ocasiao dc ioda a
paric, pus-nc a lcr os livros dcsscs cscriiorcs; c
sc disscssc quanio prazcr c×pcrincnici c cono
foran grandcncnic aliviadas as dorcs cn nin
provocadas pcla ruína da ninIa pairia c pclo
irisic csiado dc ioda a Ccrnania, ningucn nc
acrcdiiaria. Conccci, na vcrdadc, a cspcrar quc a
Providcncia divina nao fazia coincidir cn vao
iodos csscs inforiunios, una vcz quc, à ruína das
vclIas cscolas corrcspondia, ao ncsno icnpo, a
cclosao dc cscolas novas no quadro dc projcios
novos. Con cfciio, qucn projcia consiruir un
novo cdifício concça Ialiiualncnic por aplanar o
icrrcno, indo aic à dcnoliçao do vclIo cdifício,
pouco cónodo c a ancaçar ruína.
12. Esic pcnsancnio dcspcriava cn nin una
lcla cspcrança aconpanIada dc un docc prazcr;
nas, a scguir, apcrccli-nc dc quc, pouco a
pouco, a cspcrança sc diluía, una vcz quc,
qucrcndo dcscniulIar o icrrcno conplciancnic,
19
dc lai×o aic cina, julgava nao scr capaz dc iao
grandc cnprcsa.
13. Por isso, dcscjando possuir infornaçõcs nais
conplcias solrc ccrios ponios c dar a ninIa
opiniao solrc alguns ouiros, cscrcvi a un, a un
ouiro c dcpois a un icrcciro dos auiorcs airas
ciiados, nas cn vao, pois, por un lado, quasc
iodos guardaran ciosancnic scgrcdo a rcspciio
das suas dcscolcrias c, por ouiro lado, as
ninIas carias foran-nc dcvolvidas scn rcsposia,
porquc os dcsiinaiarios cran dcsconIccidos no
cndcrcço indicado.
14. So un dclcs, o cnincnic J. V. Andrca, nc
rcspondcu, dizcndo quc, dc lon grado, nc daria
quaisqucr csclarccincnios, c cncorajando a
ousadia do ncu cnprccndincnio. Foi assin quc,
picado, por assin dizcr, pcla cspora, nc pus dc
novo a pcnsar nais frcqucnicncnic ncsic
iralalIo c quc, finalncnic, un ardcnic anor do
lcn pullico nc olrigou a icniar a cnprcsa,
concçando pclos fundancnios.
15. Posias, porianio, dc lado as dcscolcrias, as
opiniõcs, as olscrvaçõcs c as advcricncias dos
ouiros, dccidi-nc a rcfazcr iudo por nin ncsno
c a c×aninar o assunio c a procurar as causas,
os nciodos, os proccssos c os fins daquilo quc,
con Tcriulianoí14|, cIananos, sc isso nos c
liciio, up)cndízugcn (disccniiai.
20
16. Dai nasccu csic ncu iraiado, ondc o icna c,
assin o cspcro, dcscnvolvido nais longancnic c
nais clarancnic do quc nunca o foi aic ao
prcscnic. Escriio inicialncnic cn vcrnaculo, para
uso do ncu povo, sai agora, a consclIo dc alguns
Ioncns cnincnics, vcriido cn laiin, para quc, sc
possívcl, aprovciic a iodos.
17. Con cfciio, a caridadc nanda quc o quc Dcus
nanifcsiou para salvaçao do gcncro Iunano
(assin fala o cnincnic Lulin da sua Dídutícuí15|,
sc nao csconda dos noriais, nas sc nanifcsic a
iodo o nundo. Efciivancnic, c da naiurcza dc
iodos os lcns (coniinua o ncsno Lulini quc
scjan conunicados a iodos; c quanio nais c a
riqucza c sc põc cn conun, ianio nclIor c c
ianio nais calc a iodos.
18. É ianlcn una lci dc Iunanidadc quc, sc sc
conIccc qualqucr ncio dc ir cn au×ilio do
pro×ino para o iirar das suas dificuldadcs, nao sc
dcvc Icsiiar; solrciudo quando sc iraia, nao dc
un Ioncn so, nas dc nuiios, c nao apcnas dc
nuiios Ioncns, nas dc nuiias cidadcs,
províncias c rcinos c, digo aic, do gcncro Iunano
iniciro, cono c o caso prcscnic.
19. Sc, iodavia, Iouvcr algun cspíriio iao
inpcriincnic quc pcnsc quc c coisa csiranIa à
vocaçao dc un icologo csiudar os prollcnas
cscolarcs, saila quc cssc cscrupulo pcsou iao
21
foricncnic solrc o ncu coraçao a ponio dc o
fazcr sangrar. Apcrccli-nc, porcn, dc quc nao
podcria lilcriar-nc dclc dc ouira nancira scnao
prcsiando Ioncnagcn a Dcus c pcdindo
pullicancnic consclIo a iodos accrca dc iudo
aquilo quc una iniuiçao divina nc sugcriu.
20. Dci×ai-nc, o alnas crisias, falar-vos con ioda
a confiança! Oucn nc conIccc nuiio dc pcrio
salc nuiio lcn quc sou Ioncn dc fraca
inicligcncia c quasc dc ncnIuna insiruçao; c
salc ianlcn quc cIoro os inforiunios da nossa
cpoca c dcscjo vivancnic suprir, sc isso c
possívcl, qucr con as ninIas invcnçõcs, qucr
con as dos ouiros (iodas as invcnçõcs dcrivan,
dc rcsio, do nosso lon Dcusi, a iudo o quc nos
falia dc nais inporianic.
21. Sc, porianio, cnconirci agora alguna loa
idcia, cla nao dcvc scr ninIa, nas d'Aquclc quc
cosiuna olicr louvorcs da loca das criançasí16|,
c quc, para sc nosirar dc faio ficl, vcraz c
lcnigno, da a qucn pcdc, alrc a qucn laic c
ofcrccc a qucn procura (Luc., II, 9i, porquc aic
nos cunulanos dc dons aquclcs por qucn dclcs
fonos ianlcn cunulados. O ncu Crisio salc
quc icnIo un coraçao iao sinplcs quc nao Ia
para nin difcrcnça alguna cnirc cnsinar c scr
cnsinado, advcriir c scr advcriido, cnirc scr
ncsirc dos ncsircs (sc nc c líciio falar assini c
22
discípulo dos discípulos (sc acaso posso cspcrar
algun progrcssoi.
22. Por isso, as olscrvaçõcs quc o ScnIor nc
conccdcu fazcr, cis quc as ponIo cn pullico c cn
conun con iodos.
23. Sc algucn cnconirar nclIor, faça o ncsno,
para nao scr acusado pclo ScnIor dc colocar os
scus dinIciros no cofrc c dc os cscondcr, pois o
ScnIor qucr quc os scus scrvos ncgoccicn, para
quc os dinIciros dc cada un dclcs, posios no
lanco, rcndan ouiros dinIciros (Luc., 19i.
E íìcíto, ]oí íìcíto c scnp)c sc)u íìcíto p)ocu)u)
us coísus g)undcs. E nuncu sc)u cn uuo o t)uIuíIo
conccudo cn nonc do ScnIo).
23

A TODOS AQUELES
QUE PRESIDEM ÀS COISAS HUMANAS,
AOS MINISTROS DE ESTADO,
AOS PASTORES DAS IGREJAS,
AOS DIRETORES DAS ESCOLAS,
AOS PAIS E AOS TUTORES,
SEJA DADA A GRAÇA E A PAZ DE DEUS,
PAI DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO,
NO ESPÍRITO SANTO

As duus nuís cxccícntcs oI)us du c)íucuo. o
pu)uìso c o Ioncn.
1. Dcus, no princípio do nundo, criou o Ioncn,
plasnando-o con a icrra, c colocou-o nun
paraíso dc dclícias, por Elc planiado no Oricnic,
nao so para quc o guardassc c culiivassc
(Gcncsís, 2, 15i, nas ianlcn para quc clc
proprio fossc para o scu Dcus un jardin dc
dclícias.
Conpu)ucuo cnt)c o Ioncn c o pu)uìso.
2. Na vcrdadc, assin cono o paraíso cra a paric
nais ancna do nundo, assin o Ioncn cra a
nais anada das criaiuras. O paraíso foi planiado
a Oricnic; o Ioncn, à inagcn d'Aquclc quc icvc
origcn dcsdc o princípio, dcsdc os dias da
cicrnidadc. No paraíso, crcsccran iodas as
planias lclas para scrcn visias, c dcliciosas para
24
scrcn conidas, cscolIidas cnirc iodas aquclas
quc csiavan cspa1Iadas, aqui c alcn, por ioda a
icrra; no Ioncn, foran acunulados, por assin
dizcr, cono nun so nonic, iodos os clcncnios do
nundo, iodas as fornas c iodos os graus das
fornas, para quc nanifcsiassc ioda a aric da
divina salcdoria. O paraíso iinIa a arvorc da
cicncia do lcn c do nal; o Ioncn icn a ncnic
para disiinguir c a voniadc para cscolIcr o quc
c×isic dc lcn ou dc nal. No paraíso, c×isiia a
arvorc dc vida; no Ioncn, c×isic ianlcn a
arvorc da inorialidadc, ou scja, a salcdoria dc
Dcus, a qual colocou no Ioncn raízcs cicrnas
(Ecícsíustíco, I, 16i. Dcssc lugar dc dclícias, saía
un rio, quc rcgava o paraíso c dcpois sc dividia
cn quairo ranos principais (Gcncsís, 2, 10i; no
coraçao do Ioncn, conflucn varios dons do
Espíriio Sanio, quc vao irriga-lo, c dcpois, do scu
scio, lroian rios dc agua viva (S. Jouo, 7, 38i,
isio c, no Ioncn c por olra do Ioncn, difundc-
sc, dc varios nodos, a salcdoria dc Dcus, cono
rios quc sc dcrranan cn iodas as dircçõcs. Isio c
aicsiado ianlcn pclo Aposiolo, quando afirna
quc, por ncio da Igrcja, sc iorna nanifcsia aos
principados c às poicsiadcs dos ccus a
nuliifornc salcdoria dc Dcus (E]csíos, 3, 10i.
3. Vcrdadcirancnic, porianio, cada Ioncn c
para o scu Dcus un paraíso dc dclícias, sc sc
nanicn no lugar quc lIc foi narcado. Dc nodo
scnclIanic, ianlcn a Igrcja, quc c a
25
conunidadc dc iodos os Ioncns consagrados a
Dcus, c, nuiias vczcs, conparada, na Sagrada
Escriiura, ao paraíso, ao jardin c à vinIa dc
Dcus.
Pc)du dc unIos os pu)uìsos
4. Mas quc dcsvcniura foi a nossa! Esiavanos no
paraíso das dclícias corporais, c pcrdcno-lo; c, ao
ncsno icnpo, pcrdcnos o paraíso das dclícias
cspiriiuais, quc cranos nos ncsnos. Fonos
c×pulsos para as solidõcs da icrra, c iornano-nos
nos proprios una solidao c un auicniico dcscrio
cscuro c csqualido. Con cfciio, fonos ingraios
para con aquclcs lcns, dos quais, no paraíso,
Dcus nos Iavia cunulado con alundancia
rclaiivancnic à alna c ao corpo; ncrccidancnic,
porianio, fonos dcspojados dc uns c dc ouiros, c
a nossa alna c o nosso corpo iornaran-sc o alvo
das dcsgraças.
Dcus íuncntu-sc dísso.
5. Accrca dcsics faios, ouçanos un profcia, quc
fala alcgoricancnic a un rci dc Tiro, solcrlo c
condcnado a scr punido pcla sua solcrla. «Tu
vivias no ncio das dclícias do paraíso dc Dcus; c
o icu vcsiido csiava ornado dc ioda a casia dc
pcdras prcciosas. o sardio, o iopazio, o jaspc, o
crisoliio, a cornclina, o lcrilo, a safira, o
carlunculo, a csncralda, juniancnic con oljcios
dc ouro. Tínpanos c gaiias dc folcs foran
26
prcparados, no dia cn quc fosic fciio rci, para
iocarcn cn iua Ionra. Tu cras un qucrulin c
por isso ic ungi cono proicior (scnIor das ouiras
criaiurasi; por isso ic fiz cIcfc; vivias no nonic
sanio dc Dcus c caninIavas no ncio dc pcdras
prcciosas inccssanicncnic flancjanics. Andando
pclos icus caninIos, cras pcrfciio dcsdc o dia da
iua assunçao ao rcino, aic quc foi cnconirada cn
ii a iniquidadc! Na nuliidao das iuas iraficancias,
as iuas vísccras cncIcran-sc dc iniquidadc c
concicsic pccados. Por isso ic c×pulsci do nonic
dc Dcus, ic cnircguci à ruína, cic. Ouando o icu
coraçao sc cncIcu dc solcrla con a iua
nagnificcncia, iu pcrdcsic a salcdoria, c cu
lancci-ic por icrra, cic.» (Ezcquící, 28, 12 c ss.i.
Nun noncnio da sua jusia indignaçao, lançou-
nos por icrra c c×pulsounos, c assin, cnlora
fósscnos cono un jardin do Édcn, doravanic
iornano-nos cono una solidao do dcscrio.
Hcconquístu do nosso pu)uìso po) ncío du g)ucu
dc Dcus.
6. Scja glorificado c louvado c Ionrado c lcndiio
para scnprc o nosso niscricordioso Dcus quc,
cnlora nos icnIa alandonado por un ccrio
icnpo, iodavia, nao nos dci×ou na solidao
cicrnancnic; pclo conirario, nanifcsiando a sua
salcdoria, ncdianic a qual dclincou o ccu c a
icrra c iodas as ouiras coisas, con a sua
niscricordia foriificou, dc novo, o scu
27
alandonado paraíso, ou scja, o gcncro Iunano; c
assin, con o nacIado c a scrra c a foicc da sua
lci, coriadas pclo pc c podadas as arvorcs ncio
norias c sccas do nosso coraçao, aí planiou
novos rclcnios cscolIidos no paraíso cclcsic; c
para quc csics pudcsscn pcgar c crcsccr, irrigou-
os con o scu proprio sanguc, c nunca nais
dci×ou dc os rcgar con varios dons do scu
Espíriio Sanio, quc sao cono quc arroios dc agua
viva; c nandou ianlcn os scus opcrarios,
jardinciros cspiriiuais, a iraiar con cuidado ficl a
nova planiaçao dc Dcus. Efciivancnic, assin fala
Dcus a Isaías c, na pcssoa dclc, a ouiros. «Pus as
ninIas palavras na iua loca c proicgi-ic con a
sonlra da ninIa nao, para quc planics os ccus
c fundcs a icrra c digas a Siao. o ncu povo cs iu»
(Isuìus, 51, 16i.
A Ig)c]u )cuc)dccc o pu)uìso.
7. Vcrdcja, porianio, ouira vcz, o jardin da Igrcja,
dclícia do coraçao divino, cono dc novo diz Isaías
(51, 3i. «O ScnIor consolara, pois, Siao, c
consolara iodas as suas ruínas; c iransfornara o
scu dcscrio nun lugar dc dclícias c a sua solidao
nun jardin do ScnIor. Ai Iavcra gozo c alcgria,
açao dc graças c vozcs dc louvor». E cn Salonao.
«Jardin conplciancnic fccIado, irna ninIa,
ninIa csposa; jardin conplciancnic fccIado,
fonic sclada. As iuas planias fornan un jardin
dc dclícias cIcio dc ioda a qualidadc dc ronas, dc
28
fruios dc ciprc c dc nardo, cic.» (Cuntíco dos
Cuntícos, 4, 12-13i. Fcspondc-lIc a csposa, a
Igrcja. «Tu, a fonic dos jardins, o poço das aguas
vivas, quc con ínpcio corrcn do Lílano!
Lcvania-ic, aquilao, c vcn iu, vcnio do ncio-dia,
assopra dc iodos os lados no ncu jardin, c
cspalIcn-sc os scus aronas. Ouc o ncu anado
vcnIa para o jardin c cona as suas fruias
prcciosas» (IIíd., 15, 16 c 17i.
Con o undu) do tcnpo, po)cn, us píuntus
nu)cIun.
8. Mas, vcrdadcirancnic, csia nova planiaçao
icvc un succsso corrcspondcnic às cspcranças
ncla dcposiiadas? Todos os rclcnios crcsccn
lcn? Todas as arvorcs as planias da nova
planiaçao produzcn nardo c açafrao, ou nirra,
ou aronas, ou fruios prcciosos?í1|. Ouçanos a
voz dc Dcus, quc fala à sua Igrcja. «Eu planici-ic,
o vinIa, con sarncnios iodos dc loa qualidadc.
Cono, pois, dcgcncrasic para nin, convcricndo-
ic cn vinIa lasiarda?» (Jc)cníus, 2, 21i. Eis
Dcus quc sc lancnia, dizcndo quc ianlcn csia
nova planiaçao sc alasiardou!
Oucíxus dc Dcus c dos Ioncns suIíos ucc)cu
dcstc ussunto.
9. A Sagrada Escriiura csia cIcia dc quci×as
scnclIanics. csiao cIcios dc iodo o gcncro dc
confusao os olIos dc iodos aquclcs quc alguna
29
vcz sc dispuscran a c×aninar as condiçõcs
Iunanas c ianlcn as da Igrcja. O nais salio
dos Ioncns, Salonao, rcflciindo profundancnic
cn iudo o quc aconiccc sol o sol, ncsno nas
coisas por clc ncsno pcnsadas, diias c fciias,
concçou a dcplorar quc «nunca sc lIc
aprcscniassc à ncnic ouira coisa scnao vaidadc c
dcsordcn; quc as pcrvcrsidadcs sc nao pudcsscn
corrigir c os dcfciios cnuncrar» (Ecícsíustcs, I,
15i. Dc ial nancira quc aic «a vcrdadcira
salcdoria c una afliçao do cspíriio c nuliiplica a
indignaçao c a dcsgraça» (IIíd., 8i.
Po)quc c quc o pouo nuo sc cu)u dcstus coísus.
10. Con cfciio, assin cono qucn ignora quc icn
una docnça, nao a cura; qucn nao scnic dorcs,
nao sc lancnia; qucn nao sc apcrcclc do pcrigo,
nao sc arrcpia, ncsno quc csicja solrc un
alisno ou solrc un prccipício; assin ianlcn
nao c dc adnirar quc as dcsordcns, quc corrocn
o gcncro Iunano c a Igrcja, nao façan inprcssao
a qucn as nao considcra. Mas qucn sc vc a si
ncsno, c os ouiros, colcrios dc infiniias
nancIas, c scnic ja quc as suas ulccras c as dos
ouiros supuran cada vcz nais, c icn o nariz
cIcio do icrrívcl odor quc dclas sai; qucn sc vc a
si c aos ouiros csiar no ncio dc pcricolusíssinas
voragcns c dcspcnIadciros, c girar cnirc laços
icnsos; nais ainda, qucn sc vc conduzido por
prccipícios ininicrrupios, c quc csic c aquclc sc
30
prccipiiaran ja, c difícil quc nao sc arrcpic, quc
nao sc sinia aicrrado, quc nao norra dc dor.
Dcnost)u-sc po) índucuo quc tudo o quc nos
pc)tcncc cstu pc)uc)tído c dcp)uuudo.
11. Na vcrdadc, do quc c×isic cn nos ou do quc a
nos pcricncc, Iavcra algo quc csicja no scu
dcvido lugar ou no scu csiado? Nada, cn paric
alguna. Invcriido c csiragado, iudo csia
dcsiruído ou arruinado. No lugar da inicligcncia,
pcla qual dcvcrcnos igualar os anjos, csia, na
naior paric dc nos, una csiupidcz iao grandc
quc, prccisancnic cono os aninais lruios,
ignoranos aic as coisas quc nais ncccssidadc
icnos dc salcr. No lugar da prudcncia, pcla qual,
scndo nos dcsiinados à cicrnidadc, dcvcrcnos
prcparar-nos para a cicrnidadc, csia un iao
grandc csquccincnio, nao so da cicrnidadc, nas
aic da noric, quc a naior paric dos Ioncns sao
prcsa dc coisas icrrcnas c passagciras c aic dc
inincniíssina noric. No lugar da salcdoria
cclcsic, pcla qual nos fora conccdido rcconIcccr c
vcncrar os aspccios oiinos das coisas oiinas c
salorcar, por isso, os scus fruios dulcíssinos,
csia una rcpugnaniíssina avcrsao àquclc Dcus
quc nos da a vida, o novincnio c o scrí2|, c una
csiuliíssina irriiaçao conira a sua divina
poicncia. No lugar do anor nuiuo c da
nansidao, csiao odios rccíprocos, ininizadcs,
gucrras c carnificinas. No lugar da jusiiça, csia a
31
iniquidadc, a injusiiça, as oprcssõcs, os furios c
as rapinas. No lugar da casiidadc, csia a
inpurcza c a olsccnidadc dos pcnsancnios, das
palavras c das açõcs. No lugar da sinplicidadc c
da vcracidadc, csiao as ncniiras, as fraudcs c os
cnganos. No lugar da Iunildadc, csia o fausio c a
solcrla dc uns para con os ouiros.
E nòs cstunos conpíctuncntc pc)dídos.
12. Ai dc ii, infcliz gcraçao, quc dcgcncrasic
ianio! «O ScnIor olIa do ccu para os filIos dos
Ioncns, para vcr sc Ia qucn icnIa prudcncia c
lusquc a Dcus. Todos à una sc c×iraviaran c sc
pcrvcricran; nao Ia qucn faça o lcn, nao Ia
scqucr un» (Suíno 13, 2-3i. Mcsno aquclcs quc
sc aprcscnian cono guias dc ouiros scgucn por
caninIos naus c ioriuosos; aquclcs quc
dcvcrian scr poriadorcs dc luz, a naioria das
vczcs, difundcn ircvas. Efciivancnic, sc, aqui ou
alcn, Ia un pouquinIo dc lcn c dc vcrdadc, c
nuiilado, dclil c dispcrso, nao passando dc una
sonlra, dc una opiniao, sc sc confronia con
aquilo quc vcrdadcirancnic dcvcria scr. Sc Ia
algucn quc sc nao apcrccla disio, saila quc
sofrc dc vcriigcns. os salios, conicnplando as
coisas quc lIcs dizcn rcspciio c as alIcias, nao
con os oculos das opiniõcs conuns, nas con a
luz clara da vcrdadc, vccn aquilo quc vccn.
32
Dupío con]o)to.
1 - O Pu)uìso ctc)no.
13. Fcsia, iodavia, para nos un duplo conforio.
Princiro. Dcus prcpara para os scus clciios o
paraíso cicrno, ondc rcadquirirao a pcrfciçao c
aic una pcrfciçao nais plcna c nais solida quc
aqucla princira pcrfciçao, agora pcrdida. Ncssc
paraíso Ialiia Crisio (Lucus, 23, 43i, a clc foi
arrclaiado Paulo (Co)ìntíos, II, 12, 4i, c Joao pódc
vcr a sua gloria (Apocuíípsc, 2, 7 c 21, 10i.
TunIcn uquí, dc tcnpos u tcnpos, sc podc
)cnouu) o pu)uìso du Ig)c]u.
14. O scgundo conforio vcn do faio dc quc Dcus,
cosiuna rcnovar, dc icnpos a icnpos, ncsno
aqui na icrra, a sua Igrcja, c iransfornar os
dcscrios nun jardin dc dclícias, cono o nosiran
prccisancnic as proncssas divinas acina
rcfcridas. Salcnos quc, dcsias iransfornaçõcs,
algunas foran fciias dc nodo solcnc. dcpois da
Oucda; dcpois do Diluvio; dcpois da cnirada do
povo Iclrcu na icrra dc Canaan; no icnpo dc
David c no icnpo dc Salonao; dcpois do rcgrcsso
da Dalilónia c da rccdificaçao dc Jcrusalcn;
dcpois da asccnsao dc Crisio ao ccu c da
prcgaçao do EvangclIo aos gcniios; no icnpo dc
Consianiino c cn ouiras ocasiõcs. Sc,
porvcniura, ianlcn agora, apos os furorcs dc
gucrras iao airozcs c apos iao grandcs
33
dcvasiaçõcs dc naçõcs, o Pai das niscricordias sc
prcpara para nos olIar con una facc nais
lcnigna, sonos olrigados a caninIar ao
cnconiro dc Dcus c a concorrcr ianlcn nos para
o apcrfciçoancnio da nossa vida, scgundo os
nodos c os caninIos quc nos nosirar o ncsno
sapicniíssino Dcus, o qual ordcna iudo confornc
os scus caninIos.
O nodo nuís c]ícuz dcstu )cnouucuo ]o)nccc-u
unu )ctu ]o)nucuo du ]uucntudc.
15. Un dos princiros cnsinancnios, quc a
Sagrada Escriiura nos da, c csic. sol o sol nao Ia
ncnIun ouiro caninIo nais cficaz para corrigir
as corrupçõcs Iunanas quc a rcia cducaçao da
juvcniudc. Con cfciio, Salonao, dcpois dc icr
pcrcorrido iodos os lalirinios dos crros Iunanos
c dc sc icr lancniado porquc sc nao podian
corrigir as pcrvcrsidadcs c cnuncrar os dcfciios
dos Ioncns, volia-sc finalncnic para os jovcns,
suplicando-lIcs «quc sc lcnlrcn do scu Criador
nos dias da juvcniudc c O icnan c olscrvcn os
nandancnios, porquc isio c o csscncial para o
Ioncn» (Ecícsíustcs, 12, 13i. E nouiro lugar diz.
«Insirui o jovcn no caninIo quc dcvc scguir, c clc
nao sc afasiara dclc, ncsno quando for vclIo»
(P)ouc)Iíos, 22, 6i. E por isso David diz. «Vindc
filIos, ouvi-nc, cu vos cnsinarci o icnor dc Dcus»
(Suíno 33, 11i. Mas ianlcn o proprio David
cclcsic c o auicniico Salonao, o FilIo cicrno dc
34
Dcus, cnviado do ccu para rcgcncrar a
Iunanidadc, nos cnsinou, cono quc lcvaniando
o dcdo, o ncsno caninIo, quando dissc. «Dci×ai
vir a nin as criancinIas, c nao as afasicis dc
nin, porquc c dclas o rcino dos ccus» (Mu)cos,
10,14i. E a nos dissc. «Sc nao vos convcricrdcs c
vos nao iornardcs cono ncninos, nao cnirarcis
no rcino dos ccus» (Mutcus, 18,3i.
As c)íuncus nuo suo upcnus o oI]cto, nus tunIcn
o cxcnpíu) du uc)dudcí)u )cgcnc)ucuo
16. Mas quc palavras sao csias?! Ouvi-as lcn c
c×aninai-as aicniancnic iodos, para vcr quc
coisa qucria dizcr o Mcsirc c ScnIor dc iodos.
Cono proclana quc so as criancinIas sao
ncrcccdoras do rcino dc Dcus, adniiindo a
pariicipar na Icrança apcnas os Ioncns quc sc
icnIan iornado scnclIanics às criancinIas!
O×ala vos, dilcias criancinIas, possais cnicndcr
csic vosso cclcsic privilcgio! Eis no quc clc
consisic. c vosso o rcsio dc dignidadc quc ficou
ainda no gcncro Iunano, ou scja, o dirciio quc
clc icn ainda a pairia cclcsic! (Crisio c vosso,
vossa c a saniificaçao do Espíriio, vossa a graça
dc Dcus, vossa a Icrança da vida fuiura; sin,
iudo isio c vosso, pcricncc-vos a vos
pariicularncnic c infalivclncnic, pcricncc ncsno
so a vos, a nao scr quc qualqucr ouiro,
convcricndo-sc, sc iornc cono vos. Eis quc nos,
adulios, quc julganos quc so nos sonos Ioncns
35
c vos sois nacaquinIos, so nos salios c vos
doidinIos, so nos faladorcs inicligcnics c vos
ainda nao apios para falar, cis quc, cnfin, sonos
olrigados a vir à vossa cscola! Vos fosics-nos
dados cono ncsircs, c as vossas olras sao dadas
às nossas cono cspclIo c c×cnplo!
Po)quc c quc Dcus tcn cn tuntu consídc)ucuo us
c)íuncínIus.
17. Sc algucn quiscr salcr porquc c quc Dcus
icn cn iao grandc considcraçao as criancinIas c
as aprccia ianio, por nais quc rcfliia, nao
cnconirara una razao nais foric quc csia. as
criancinIas icn iodas as faculdadcs nais
sinplcs c nais apias para rccclcr os rcncdios
quc a niscricordia divina ofcrccc para a cura das
coisas Iunanas, cn csiado iao dcploravcl. Con
cfciio, cnlora a corrupçao, produzida pcla qucda
dc Adao, icnIa invadido ioda a sulsiancia do
nosso scr, iodavia, una vcz quc Crisio, scgundo
Adao, cn×criou dc novo cn si ncsno, arvorc da
vida, a naiurcza Iunana, c nao c c×cluído scnao
qucn sc c×clui a si ncsno pcla sua propria
incrcdulidadc (Mu)cos, 16, 16i (a qual nao podc
ainda vcrificar-sc nas criancinIasi, rcsulia quc as
criancinIas, nao csiando ainda novancnic
nancIadas, ncn pclos pccados ncn pcla
incrcdulidadc, sao proclanadas Icrdciras da
Icrança pairinonial do rcino dc Dcus, dcsdc quc
sailan conscrvar a graça dc Dcus ja rccclida c
36
nanicr-sc linpas do nundo. Alcn disso, csias
coisas podcn cnsinar-sc nais facilncnic às
crianças quc aos ouiros, pois nao csiao ainda
doninadas pclos naus Ialiios.
Po)quc nos oI)ígu u nòs, uduítos, u í) ]unto dus
c)íuncus.
18. Crisio ordcna quc nos, adulios, nos
convcrianos para quc nos façanos cono
criancinIas, isio c, para quc dcsaprcndanos os
nalcs quc Iavíanos coniraído con una na
cducaçao c aprcndido con os naus c×cnplos do
nundo, c rcgrcsscnos ao priniiivo csiado dc
sinplicidadc, dc nansidao, dc Iunildadc, dc
casiidadc, dc olcdicncia, cic. E, na vcrdadc, una
vcz quc nao Ia coisa nais difícil quc dcsaliiuar-
sc daquilo a quc sc csiava Ialiiuado (con cfciio,
o Ialiio c una scgunda naiurcza, c a naiurcza,
ainda quc sc c×pulsc con a forca, volia scnprc a
aparcccrí3|i, daí rcsulia quc nao Ia coisa nais
difícil quc voliar a cducar lcn un Ioncn quc foi
nal cducado. Na vcrdadc, una arvorc, ial cono
crcscc, alia ou lai×a, con os ranos lcn dirciios
ou iorios, assin pcrnanccc dcpois dc adulia c
nao sc dci×a iransfornar. Os pcdaços dc nadcira,
curvados para fazcr as rodas, cndurccidos ali no
scu posio, quclran dc prcfcrcncia a iornarcn-sc
dirciios, cono a c×pcricncia o nosira dc nodo
cvidcnic. Accrca dos Ioncns Ialiiuados a fazcr o
nal, Dcus afirna o ncsno. «Acaso un Eiíopc
37
podc nudar a cor da sua pclc c un lcopardo as
suas nalIas? Acaso podcis fazcr o lcn, vos quc
nao aprcndcsics scnao a fazcr o nal?» (Jc)cníus,
13, 23i.
E ncccssu)ío quc u )c]o)nu du Ig)c]u conccc pcíus
c)íuncínIus.
19. Daqui sc infcrc csia conclusao ncccssaria. sc
sc dcvcn aplicar rcncdios às corrupiclas do
gcncro Iunano, inporia fazc-lo dc nodo cspccial
por ncio dc una cducaçao scnsaia c prudcnic da
juvcniudc. Inporia fazcr prccisancnic cono
qucn qucr rcnovar un ponar, o qual icn
ncccssariancnic dc planiar novas arvorczinIas c
dc as iraiar con nuiio cuidado, para quc
crcsçan lclas c grandcs; con cfciio, para
iransplaniar arvorcs vclIas c nclas infundir
fccundidadc, nao lasia a força da aric. Porianio,
as ncnics sinplcs c nao ainda ocupadas c
csiragadas por vaos prcconcciios c cosiuncs
nundanos, sao as nais apias para anar a Dcus.
TcstcnunIo dc Dcus.
20. Dcus nosira isio pcla loca do profcia,
quando, ao lancniar-sc da corrupçao univcrsal,
afirna quc «ja nao Ia a qucn Elc possa cnsinar a
salcdoria, a qucn possa fazcr cnicndcr a sua
douirina, a nao scr aos ncninos acalados dc
dcsquiiar, aos quc acalan dc scr dcsnanados»
(Isuìus, 28, 9i.
38
Acuo síntonutícu )cuíízudu po) C)ísto.
21. E parccc quc o ScnIor icnIa qucrido nosirar
csia ncsna vcrdadc alcgoricancnic quando, no
noncnio dc pariir para Jcrusalcn, ordcnou quc
lIc fosscn luscar una juncnia c o juncniinIo,
filIo da juncnia; iodavia, nao noniou a juncnia,
nas o juncniinIo. E o cvangclisia acrcsccnia quc
o ScnIor «cnviou dois dos scus discípulos,
dizcndo. Idc a cssa aldcia, quc csia fronicira;
cnirando ncla, cnconirarcis un juncniinIo
aiado, cn quc nunca noniou pcssoa alguna»
(Lucus, 19, 30i. Scra quc iudo isio foi fciio c
consagrado no EvangclIo para nada? Ncn pcnsar
nisso. Todas as coisas, as dc nínina c as dc
na×ina inporiancia, diias c fciias por Crisio,
assin cono ianlcn iodas as vírgulas da Sagrada
Escriiura, conicn un nisicrio para nossa
insiruçao. Por isso, icnIa-sc por ccrio quc,
cnlora Crisio cIanc a si os vclIos c os jovcns c
acalc por rccclcr uns c ouiros, para os conduzir
à Jcrusalcn cclcsic, iodavia, os nais jovcns, nao
ainda suljugados pclo nundo, csiao nais apios
para sc Ialiiuarcn ao jugo dc Crisio quc aquclcs
a qucn o nundo ja csiragou c viciou, nanicndo-
os sol os scus gravcs iriluios. A cquidadc c×igc,
porianio, quc a nossa infancia scja conduzida a
Crisio; c Crisio icn prazcr cn colocar a infancia
sol o scu docc jugo c sol si ncsno (Mutcus, II,
30i.
39
Ouc sígní]ícu cducu) u ]uucntudc p)ouíduncntc.
22. Educar, pois, providancnic a juvcniudc c
providcnciar para quc os cspíriios dos jovcns
scjan prcscrvados das corrupiclas do nundo c
para quc as scncnics dc Ioncsiidadc nclcs
lançadas scjan, por ncio dc adnocsiaçõcs c
c×cnplos casios c coniínuos, csiinuladas para
quc gcrnincn fclizncnic, c, por fin, providcnciar
para quc as suas ncnics scjan inluídas dc un
vcrdadciro conIccincnio dc Dcus, dc si ncsnas
c da nuliiplicidadc das coisas; para quc sc
Ialiiucn a vcr a luz à luz dc Dcusí4|, c a anar c
a vcncrar, acina dc iudo, o Pai das luzcs.
E quc ])uto sc tí)u duì.
23. Sc sc fizcssc assin, rcvclar-sc-ia claro quc c
rcalncnic vcrdadciro aquilo quc cania o Salnisia.
«Da loca das crianças c ncninos dc pciio, Dcus
fcz sair un louvor pcrfciio conira os scus
advcrsarios, para rcprinir o ininigo c o agrcssor»
(Suíno 8, 2i, isio c, para confundir Saianas, quc,
para sc vingar da sua condcnaçao, qucr dcsiruir
as arvorczinIas dc Dcus, ou scja, a juvcniudc,
fcrindo-as dc varios nodos con as suas
fraudulcniíssinas naquinaçõcs, c con o vcncno
infcrnal (dos c×cnplos dc varia inpicdadc c dos
naus insiiniosi qucr infccia-las aic às raízcs,
para quc scqucn dc iodo c caian, ou, ao ncnos,
nurcIcn, dcfinIcn c sc iorncn inuicis.
40
Dc quc nodo p)ouc Dcus u ]uucntudc.
24. Prccisancnic por csia razao, Dcus dcu às
criancinIas os anjos cusiodios (Mutcus, 18, 10i c
consiiiuiu os pais cn cducadorcs, ordcnando-
lIcs quc cducasscn os filIos con cnsinancnios c
corrcçõcs conforncs à douirina do ScnIor
(E]csíos, 6, 4i, c adnocsiou scriancnic iodos os
ouiros a quc nao cscandalizasscn ncn
corronpcsscn a juvcniudc con naus c×cnplos,
anunciando, para qucn proccdcssc dc nodo
divcrso, casiigos cicrnos (Mutcus, 18, 6 c 7i.
Ouuí c u nossu oI)ígucuo; o cxcnpío dos
put)íu)cus.
25. Mas dc quc nodo podcrcnos fazcr isso, ncsic
incnso diluvio dc confusao nundial? No icnpo
dos Pairiarcas, cono csscs sanios Ioncns
Ialiiavan scparadancnic, scgrcgados do rcsio
do nundo, c, nas suas fanílias, cran, nao so
cIcfcs dc fanília, nas ianlcn saccrdoics,
ncsircs c profcssorcs, as coisas corrian nuiio
nais facilncnic. Con cfciio, afasiados os scus
filIos da conpanIia dos naus, c iluninando-os
con o lon c×cnplo dc pcssoas viriuosas, con
doccs advcricncias, c×oriaçõcs c, sc ncccssario,
con rcprccnsõcs, conduzian-nos consigo. Ouc
Alraao fazia assin, c o proprio Dcus quc o
icsicnunIa, quando diz. «Eu sci quc Ia-dc
ordcnar a scus filIos, c à sua casa dcpois dclc,
41
quc guardcn os caninIos do ScnIor, c quc
praiiqucn a cquidadc c a jusiiça.» (Gcncsís, 18,
19i.
Ago)u us nus conpunIíus íuncun u ]uucntudc nu
pc)dícuo.
26. Mas agora Ialiianos proniscuancnic, os
lons nisiurados con os naus, c o nuncro dos
naus c infiniiancnic naior quc o dos lons. E a
juvcniudc c dc ial nancira arrasiada pclos scus
c×cnplos, quc os prccciios dados cono aniídoio
do nal, accrca do nodo dc culiivar a viriudc, sao
dc pouca ou ncnIuna cficacia.
E os puís nuo sc p)cocupun ou nuo suIcn opo)-sc
uos nuícs.
27. Mas qual c a razao por quc os prccciios
accrca da viriudc sc ninisiran iao rarancnic?
Dos pais, poucos sao aquclcs quc podcn cnsinar
aos filIos qualqucr coisa dc lon, qucr porquc
clcs proprios nunca aprcndcran nada dc lon,
qucr porquc, dcvcndo ocupar-sc dc ouiras coisas,
dcscuran csic scu dcvcr.
E ncn todos os ncst)cs.
28. E, dos ncsircs, poucos sao aquclcs quc
salcn insiilar lcn no anino da juvcniudc coisas
loas; c, sc por vczcs aparccc un, logo qualqucr
sairapa o cIana para prcsiar os scus scrviços cn
42
privado, cn provciio dos scus; nas o povo nao
podc dar-sc a csic lu×o.
Po) ísso tudo sc to)nu scíuugcn c uuí dc nuí cn
pío).
29. Daqui rcsulia quc o rcsio da juvcniudc crcscc
scn a dcvida culiura, cono una sclva quc
ningucn plania, ningucn rcga, ningucn poda c
ningucn sc csforça por fazcr crcsccr dirciia. Por
csic noiivo, cosiuncs c Ialiios grossciros c
dcpravados cncIcn o nundo, iodas as cidadcs c
praças forics, iodas as casas c iodas as pcssoas,
cujos corpos c alnas csiao ioialncnic cIcios dc
confusao. Sc Iojc voliasscn a vivcr cnirc nos
Diogcncs, Socraics, Scncca c Salonao, nao
cnconirarian scnao o quc cra nos icnpos
passados. Sc Dcus nos falassc do ccu, nao diria
coisa difcrcnic daquilo quc dissc. «Todos csiao
corronpidos c iornaran-sc aloninavcis cn iodas
as suas pai×õcs» (Suíno 13, 2i.
Todos u unu po)tunto, dcucnos pcnsu) nu
suíuucuo conun; ou cntuo sò nos )cstu cspc)u) os
custígos dc Dcus.
30. Por isso, sc, cn qualqucr paric do nundo, Ia
algucn quc possa dar ou dcscolrir algun lon
consclIo, ou quc possa, à força dc gcnidos, dc
suspiros, dc pranios c dc lancniaçõcs, olicr dc
Dcus a graça dc vcr qual a nclIor nancira
possívcl dc conduzir a juvcniudc, nao dcvc csiar
43
calado, nas aconsclIar, pcnsar c pcdir. «Maldiio
aquclc quc faz un ccgo crrar no caninIo», dissc
Dcus (Dcutc)ononío, 27, 18i. Maldiio, porianio,
ianlcn aquclc quc, podcndo rcconduzir o ccgo
ao lon caninIo, o nao rcconduz. «Ai daquclc quc
cscandalizar un so dcsics pcqucninos», dissc
Crisio (Mutcus, 18, 6 c 7i. Porianio, ai ianlcn
daquclc quc, podcndo afasiar os cscandalos, os
nao afasia. «Dcus nao qucr quc sc alandonc o
juncnio ou o loi quc anda crranic pclas sclvas c
pclos canpos, ou quc caiu dclai×o da carga, nas
qucr quc sc socorra, ainda quc sc nao saila dc
qucn c, ainda quc sc saila quc c dc un ininigo
nosso» (E×odo, 2, 3, 4; Dcutc)ononío, 22, 1i. E
scr-lIc-a agradavcl quc nos, vcndo dcsviar-sc,
nao un aninal lruio, nas una criaiura racional,
passcnos à frcnic irrcflciidancnic, scn lIc
csicndcr a nao? Longc dc nos scnclIanic
pcnsancnio!
E ncccssu)ío cnpunIu) u cspudu cont)u u
HuIííoníu dus con]usocs.
31. «Maldiio aquclc quc faz a olra do ScnIor con
na fc; c naldiio aquclc quc nanicn afasiada do
sanguc da Dalilónia a sua cspada» (Jc)cníus, 48,
10i. E podcrcnos cspcrar csiar scn culpa nos
quc, scn nos prcocuparnos, iolcranos a
aloninavcl confusao das nossas Dalilónias? AI!
qucn qucr quc iu scjas, dcscnlainIa a cspada
quc icns à cinia, ou quc salcs csiar cscondida
44
cn qualqucr lainIa, c para scrcs lcndiio por
Jcova, conirilui para o c×icrnínio dc Dalilónia!
Ouc sc cspc)u dos nugíst)udos poíìtícos.
32. Fazci ir para a frcnic csia olra do ScnIor, o
govcrnanics, ninisiros do Dcus aliíssino, c con
a cspada quc o ScnIor vos colocou à cinia, con a
cspada da jusiiça, c×icrninai as dcsordcns, con
as quais o nundo cncIcu a ncdida c dcspcriou a
ira dc Dcus.
E dos níníst)os du Ig)c]u.
33. Fazci ianlcn ir para a frcnic csia olra, o
canpcõcs da Igrcja, ninisiros ficis dc Jcsus
Crisio, c con a cspada dc dois guncs quc vos foi
cnircguc, a cspada da palavra, coriai iodos os
nalcs!í5|. Con cfciio, fosics colocados ncssc
lugar para dcscnraizar, dcsiruir, dissipar c
c×icrninar o nal, c para c×aliar c planiar o lcn
(Jc)cníus, I, l0; Suíno 101, 5; Honunos, 13, 14,
cic.i. E conprccndcsics ja quc, no gcncro
Iunano, nao podc rcsisiir-sc aos nalcs con
naior cficacia, quc rcsisiindo-lIc na princira
idadc da vida; quc nao podc planiar-sc con naior
cficacia arvorczinIas quc duran aic à cicrnidadc,
quc planiando c fazcndo dcscnvolvcr
arvorczinIas novas; quc sc nao podc, con naior
cficacia, cdificar Sion no lugar dc Dalilónia, quc
iralalIando dcsdc ccdo as pcdras vivas dc Dcus,
ou scja, a juvcniudc, c dcslasiando-as c polindo-
45
as c adapiando-as à consiruçao cclcsic. Sc,
porianio, qucrcnos Igrcjas c Esiados lcn
ordcnados c florcsccnics c loas adninisiraçõcs,
princiro quc iudo ordcncnos as cscolas c
façano-las florcsccr, a fin dc quc scjan
vcrdadciras c vivas oficinas dc Ioncns c vivciros
cclcsiasiicos, políiicos c cconónicos. Assin
facilncnic aniigircnos o nosso oljciivo; douiro
nodo, nunca o aiingircnos.
Ago)u ínpo)tu cxpo) c cxunínu) o nodo dc oItc)
tuí c]cíto.
34. Dc quc nodo, pois, sc dcva alordar o assunio
c conscguir o cfciio dcscjado, cis quc o
paicnicanos agora, porquc o ScnIor dcspcriou o
nosso cspíriio! Vos quc rccclcsics dc Dcus olIos
para vcr, ouvidos para ouvir c ncnic para julgar,
vcdc, ouvi c julgai.
Ouc) uígucn uc]u uígo dc unu nouu íuz, quc) nuo,
quc dcuc ]uzc)-sc¯
35. Sc a algucn surgir una fulgida luz, nao
advcriida anicriorncnic, Ionrc a Dcus c nao
rccusc à nova idadc cssc novo fulgor. Sc, dcpois,
ncssa luz, noiarcs qualqucr falia dc luz, ainda
quc nínina, conplcia-a iu, ou csclarccc-a, ou
advcric para quc possa scr csclarccida. nuiios
olIos vccn nais quc un.
46
As pcssous utíuus dcucn cspc)u) os p)cníos
nc)ccídos.
36. Assin nos ajudarcnos nuiuancnic a scguir,
dc lon acordo, as olras dc Dcus; assin
fugircnos à naldiçao anunciada para aquclcs
quc rcalizan as olras do ScnIor dc nodo
fraudulcnio, assin nos ocuparcnos da nclIor
nancira das nais prcciosas riquczas do nundo,
isio c, da juvcniudc; assin pariiciparcnos no
fulgor pronciido àquclcs quc cducan os ouiros
para a jusiiça (Dunící, 12, 3i.
Dcus tcnIu pícdudc dc nòs, pu)u quc, nu suu
íuz, uc]unos u íuzí6|. Ancn.
47

UTILIDADE DA ARTE DIDÁTICA

Ouc a Didaiica sc lascic cn rcios princípios
inicrcssa.
1. Aos puís quc, aic agora, na naioria dos casos,
ignoravan o quc dcvcrian cspcrar dc scus filIos.
Coniraiavan prcccpiorcs, pcdian-lIcs,
acarinIavan-nos con prcscnics c aic os
nudavan, quasc scnprc cn vao c às vczcs con
algun fruio. Conduzido, porcn, o nciodo
didaiico a una ccricza infalívcl, scra inpossívcl,
con a ajuda dc Dcus, nao olicr scnprc o cfciio
cspcrado.
2. Aos p)o]csso)cs, a naior paric dos quais
ignorava conplciancnic a aric dc cnsinar; c por
isso, qucrcndo cunprir o scu dcvcr, gasiavan-sc
c, à força dc iralalIar diligcnicncnic, csgoiavan
as forças; ou cniao nudavan dc nciodo,
icniando, ora con csic ora con aquclc, olicr un
lon succsso, nao scn un cnfadonIo dispcndio
dc icnpo c dc fadiga.
3. Aos cstuduntcs, porquc podcrao, scn
dificuldadc, scn icdio, scn griios c scn
pancadas, cono quc divcriindo-sc c jogando, scr
conduzidos para os alios cuncs do salcr.
48
4. As cscoíus, porquc, corrigido o nciodo,
podcrao, nao so conscrvar-sc scnprc prospcras,
nas scr auncniadas aic ao infiniio. Con cfciio,
scrao vcrdadcirancnic un divcriincnio, casas dc
dclícias c dc airaçõcs. E quando (pcla
infalililidadc do nciodoi, dc qualqucr aluno sc
fizcr un profcssor (do cnsino supcrior ou do
prinarioi, nunca scra possívcl quc falicn pcssoas
apias para dirigir as cscolas c quc os csiudos nao
csicjan prospcros.
5. Aos Estudos, scgundo o icsicnunIo dc
Ciccroí1|, airas ciiado. Con o qual concorda o
scguinic passo (rcfcrido por Siolcoi dc Diogcncs,
discípulo dc Piiagoras. «Oual c o fundancnio dc
iodo o Esiado? A cducaçao dos jovcns. Con
cfciio, as vidciras quc nao sao lcn culiivadas
nunca produzcn lon fruioȒ2|.
6. A Ig)c]u, pois soncnic a rcia organizaçao das
cscolas podc icr cono rcsuliado quc às igrcjas
nao falicn profcssorcs insiruídos, c aos
profcssorcs insiruídos nao falicn alunos
apropriados.
7. Finalncnic, inicrcssa uo Ccu quc as cscolas
scjan rcfornadas dc nodo a ninisirarcn aos
cspíriios una culiura c×aia c univcrsal, nao
scndo assin dc adnirar quc, con o fulgor da luz
divina, nais facilncnic scjan lilcriados das
ircvas aquclcs a qucn o son da ironlcia divina
49
nao conscguc acordar. Efciivancnic, cnlora sc
prcguc o EvangclIo aqui c alcn, c o×ala scja
prcgado aic ao fin do nundo, iodavia, cono cn
qualqucr rcuniao pullica, nas fciras, nas pcnsõcs
ou cn qualqucr ouiro iunuliuoso ajuniancnio
da gcnic, cosiuna aconicccr quc nao sc faz ouvir
soncnic ou principalncnic qucn pronuncia
oiinos discursos, nas, confornc algucn sc
cnconira con ouiro ou lIc csia vizinIo, dc pc ou
scniado, assin o ocupa ou dcicn con as suas
ninIarias; dc igual nodo aconiccc no nundo.
Cunpran os ninisiros da palavra o scu dcvcr
con iodo o zclo possívcl. falcn, c×oricn,
supliqucn; iodavia, nao scrao ouvidos pcla paric
nais inporianic da populaçao. Muiios, na
vcrdadc, nao frcqucnian as rcuniõcs sacras, a
nao scr nun ou nouiro caso; ouiros vao, nas
con os olIos c os ouvidos fccIados, porquc, a
naioria das vczcs, inicriorncnic ocupados cn
ouiras coisas, csiao pouco aicnios ao quc ali sc
faz. Mas adniianos ianlcn quc csicjan aicnios
c quc consigan vcr o oljciivo das sagradas
adnocsiaçõcs; c ccrio, iodavia, quc nao rccclcn
ncn una inprcssao ncn una conoçao iao foric
cono scria convcnicnic, porquc o cosiunado
iorpor da alna c o ja coniraído Ialiio do vício
cngrossan, fascinan c cndurcccn dc ial nodo as
suas ncnics, quc nao podcn lilcriar-sc daqucla
cspccic dc lciargo. Pcrnancccn, porianio, na
cosiunada ccgucira c nos scus pccados, cono
50
quc anarrados a grilIõcs, dc ial nancira quc,
ningucn, c×ccio apcnas Dcus, os podc lilcriar
dos nalcs invcicrados c ruinosos; cono dissc un
dos Sanios Padrcs, c quasc un nilagrc quc un
pccador invcicrado sc rcsolva a fazcr pcniicncia.
Mas porquc, por ouiro lado, ondc Dcus fornccc
alundanics ncios, prcicndcr nilagrcs c icniar
Dcusí3|, inpõc-sc acciiar quc, ianlcn no nosso
caso, o prollcna nao sc põc dc nodo divcrso.
Crcnos, porianio, quc c nosso dcvcr pcnsar nos
ncios pclos quais ioda a juvcniudc crisia scja
nais fcrvidancnic inpclida para o vigor da ncnic
c para o anor das coisas Cclcsics. E sc
conscguirnos olicr csic cfciio, vcrcnos quc o
rcino dos ccus nos infundira a sua força, cono
nos icnpos passados.
Ningucn, porianio, disiraia os scus
pcnsancnios, os scus dcscjos, as suas cncrgias c
as suas forças dcsic saniíssino proposiio. Oucn
nos conccdcu a loa voniadc, conccdcr-nos-a
ianlcn a rcalizaçao do fin; nas convcn suplicar
à niscricordia divina, pcdir-lIo iodos scn
c×ccçao, c confiar quc a nossa cspcrança sc
rcalizc. Traia-sc aqui, con cfciio, da salvaçao dos
Ioncns c da gloria do Aliíssino.
Jouo Vuícntín And)cu.
Dcscspc)u) do Ion cxíto c íngíò)ío;
DcsdcnIu) dos conscíIos uíIcíos c ín]u)íosoí4|.
51

ASSUNTOS DOS CAPÍTULOS

I. O Ioncn c u nuís uítu, u nuís uIsoíutu c u
nuís cxccícntc dus c)íutu)us.. 55

II. O ]ín úítíno do Ioncn cstu ]o)u dcstu uídu.. 58

III. Estu uídu nuo c scnuo unu p)cpu)ucuo pu)u u
uídu ctc)nu.. 66

IV. Os g)uus du p)cpu)ucuo pu)u u ctc)nídudc suo
t)cs. conIccc)no-nos u nòs ncsnos (c conosco
todus us coísus), gouc)nu)no-nos c dí)ígí)no-nos
pu)u Dcus.. 72

V. As scncntcs dcstus t)cs coísus (du insiruçao,
du noral c du rcligiaoi suo postus dcnt)o dc nòs
pcíu nutu)czu.. 79

VI. O Ioncn tcn ncccssídudc dc sc) ]o)nudo
pu)u quc sc to)nc Ioncn.. 101

VII. A ]o)nucuo do Ioncn ]uz-sc con nuítu
]ucííídudc nu p)íncí)u ídudc, c cIcgo u dízc) quc
nuo podc ]uzc)-sc scnuo ncssu ídudc.. 111

VIII. E ncccssu)ío, uo ncsno tcnpo, ]o)nu) u
52
]uucntudc c uI)í) cscoíus.. 119

IX. Todu u ]uucntudc dc unIos os scxos dcuc sc)
cnuíudu us cscoíus.. 127

X. Nus cscoíus, u ]o)nucuo dcuc sc) uníuc)suí..
134

XI. Atc ugo)u, nuo tcn Iuuído cscoíus quc
co))cspondun pc)]cítuncntc uo scu ]ín.. 144

XII. As cscoíus podcn sc) )c]o)nudus.. 153

XIII. O ]unduncnto dus )c]o)nus cscoíu)cs c u
o)dcn cn tudo.. 174

XIV. A o)dcn pc)]cítu du cscoíu dcuc í) Iuscu)-sc
u nutu)czu.. 182

XV. Funduncntos pu)u p)oíongu) u uídu.. 192

XVI. Hcquísítos pu)u cnsínu) c pu)u up)cndc), ísto
c, cono sc dcuc cnsínu) c up)cndc) pu)u quc sc]u
ínpossìucí nuo oItc) Ions )csuítudos.. 204

XVII. Funduncntos pu)u cnsínu) c up)cndc) con
]ucííídudc.. 233

XVIII. Funduncntos pu)u cnsínu) c up)cndc)
soííduncntc.. 259
53

XIX. Funduncntos pu)u cnsínu) con uuntu]osu
)upídcz.. 289

XX. Mctodo pu)u cnsínu) us Cícncíus cn gc)uí..
330

XXI. Mctodo pu)u cnsínu) us A)tcs.. 348

XXII. Mctodo pu)u cnsínu) us Lìnguus.. 363

XXIII. Mctodo pu)u cnsínu) u Mo)uí.. 378

XXIV. Mctodo pu)u íncutí) u Dcuocuo ou Pícdudc..
390

XXV. Sc )cuíncntc quc)cnos cscoíus )c]o)nudus
scgundo us uc)dudcí)us no)nus do uutcntíco
C)ístíunísno, os ííu)os dos puguos, ou dcucn sc)
u]ustudos dus cscoíus, ou uo ncnos dcucn sc)
utííízudos con nuís cuutcíu quc utc uquí.. 415

XXVI. Du díscípíínu cscoíu).. 448

XXVII. As ínstítuícocs cscoíu)cs dcucn sc) dc
quut)o g)uus, cn con]o)nídudc con u ídudc c con
o up)oucítuncnto.. 458

XXVIII. Píuno du cscoíu nutc)nu.. 466

54
XXIX. Píuno du cscoíu dc íìnguu nucíonuí.. 479

XXX. Píuno du cscoíu íutínu.. 494

XXXI. Du Acudcníu, dus uíugcns c du ussocíucuo
dídutícu.. 507

XXXII. Du o)gunízucuo uníuc)suí c pc)]cítu dus
cscoíus.. 517

XXXIII. Dos )cquísítos ncccssu)íos pu)u conccu) u
po) cn p)utícu cstc nctodo uníuc)suí.. 532
55


Capítulo 1
O HOMEM
É A MAIS ALTA,
A MAIS ABSOLUTA
E A MAIS EXCELENTE
DAS CRIATURAS

SupunIu-sc quc o conIccc-tc u tí ncsno tíucssc
uíndo do ccu.
1. Ouando Píiacoí1| pronunciou o scu «conIccc-ic
a ii ncsno» os salios acolIcran csia
na×ina con iao grandcs aplausos quc, para a
rcconcndarcn ao povo, afirnaran quc cla vicra
do ccu, c iivcran o cuidado dc a fazcr inscrcvcr,
cn lciras dc ouro, no icnplo dc Apolo, cn Dclfos,
ondc o povo afluia cn grandc nuncro. Esic foi
un aio dc salcdoria c dc picdadc; aqucla foi, dc
faio, una ficçao, nas alsoluiancnic confornc à
vcrdadc, cono para nos c cvidcnic nais quc para
clcs.
Vcío uc)dudcí)uncntc do ccu.
2. Efciivancnic, a voz quc, vindo do ccu, rcssoa
nas Sagradas Escriiuras, quc ouira coisa qucr
dizcr scnao. «o Ioncn, quc iu nc conIcças, quc
iu ic conIcças?» Eu, fonic dc cicrnidadc, dc
56
salcdoria c dc lcaiiiudc; iu, criaiura, inagcn c
dclícia ninIa.
SuIíínídudc du nutu)czu Iununu.
3. Con cfciio, dcsiinci-ic a conpariilIar conigo
da cicrnidadc; para icu uso, prcparci o ccu, a
icrra c iudo o quc nclcs csia coniido; so cn ii
junici, ao ncsno icnpo, iodas as prcrrogaiivas,
das quais as ouiras criaiuras apcnas icn una. o
scr, a vida, os scniidos c a razao. Fiz-ic solcrano
das olras das ninIas naos, c coloquci iudo a
icus pcs, as ovclIas, os lois c os ouiros aninais
da icrra, as avcs do ccu c os pci×cs do nar, c
dcsia nancira coroci-ic dc gloria c dc Ionra
(Suíno 8, 6-9i. A ii, finalncnic, para quc nada ic
faliassc, dci-nc cu proprio, ncdianic a uniao
Iiposiaiica, ligando para scnprc a ninIa
naiurcza con a iua, soric quc nao coulc a
ncnIuna das ouiras criaiuras visívcis c
invisívcis. Con cfciio, qual das ouiras criaiuras,
no ccu ou na icrra, sc podc gloriar dc quc Dcus
sc rcvclassc na sua propria carnc c aprcscniado
pclos anjos? (Tínòtco, I, 3, i6i, ou scja, nao
apcnas para quc vcjan c sc adnircn a vcr qucn
dcscjavan vcr (Pcd)o, I, 1, 12i, nas ainda para
quc adorcn a Dcus quc sc rcvclou vcsiido dc
carnc, ou scja, FilIo dc Dcus c do Ioncn
(HcI)cus, I, 6; Jouo, I, 51; Mutcus, 4, 11i. Dcvcs,
porianio, conprccndcr quc cs o proioiipo, o
adniravcl conpcndio das ninIas olras, o
57
rcprcscnianic dc Dcus no ncio dclas, a coroa da
ninIa gloria.
E ncccssu)ío coíocu) cstu uc)dudc dcIuíxo dos
oíIos dc todos os Ioncns.
4. O×ala iodas csias vcrdadcs scjan csculpidas,
nao nas porias dos icnplos, nao nos froniispícios
dos livros, nao, cnfin, nas línguas, nos ouvidos c
nos olIos dc iodos os Ioncns, nas nos scus
coraçõcs. Dcvc procurar-sc, na vcrdadc, quc
iodos aquclcs a qucn calc a nissao dc fornar
Ioncns façan con quc iodos vivan conscicnics
dcsia dignidadc c c×cclcncia, c cnprcgucn iodos
os ncios para aiingir o oljciivo dcsia
sullinidadc.
58

Capítulo II
O FIM
ÚLTIMO DO HOMEM
ESTÁ
FORA DESTA VIDA

A nuís cxccícntc dus c)íutu)us dcuc
ncccssu)íuncntc tc) u ]ínuíídudc nuís cxccícntc.
1. A propria razao nos diz quc una criaiura iao
c×cclcnic c dcsiinada a un fin nais c×cclcnic
quc o dc iodas as ouiras criaiuras, isio c, scn
duvida, a gozar, juniancnic con Dcus, quc c o
cunc da pcrfciçao, da gloria c da lcaiiiudc, para
scnprc, a nais alsoluia gloria c lcaiiiudc.
O quc c cuídcntc.
2. Mas cnlora isio sc infira clarancnic da
Sagrada Escriiura c nos acrcdiicnos firncncnic
quc c dc faio assin, iodavia, nao scra icnpo
pcrdido vcr dc quanios nodos, ncsia vida, Dcus
nos icnIa figurado o Aícn («Plus ulira»i ou dc
quanios nodos a clc possanos cIcgar.
1. Du Iístò)íu du c)íucuo.
3. En princiro lugar, no proprio noncnio da
criaçao. Con cfciio, nao ordcnou ao Ioncn
59
sinplcsncnic, cono aos ouiros scrcs, quc vicssc
ao nundo; nas, apos una solcnc dclilcraçao,
fornou-lIc o corpo cono quc con os scus
proprios dcdos c insuflou-lIc por alna una paric
dc si ncsno.
2. Du constítuícuo do nosso sc).
4. A consiiiuiçao do nosso scr nosira quc nao
nos lasian as coisas quc possuinos ncsia vida.
Con cfciio, icnos aqui ircs cspccics dc vida.
vcgciaiiva, aninal, c iniclcciual ou cspiriiual ÷ a
princira das quais nunca sc nanifcsia fora do
corpo; a scgunda, ncdianic as opcraçõcs dos
scniidos c do novincnio, põc-nos cn rclaçao con
os oljcios c×icriorcs; a icrccira podc c×isiir
ianlcn scparadancnic, cono sc vcrifica nos
anjos. Ora, una vcz quc c cvidcnic quc csic grau
suprcno da vida c foricncnic olscurccido c
pcriurlado cn nos pclos ouiros dois, scguc-sc
ncccssariancnic quc o scra ianlcn no lugar
ondc cla for conduzida ao nais clcvado grau dc
pcrfciçao .
3. Dc tudo o quc ]uzcnos c so])cnos ncstu uídu.
5. Tudo o quc fazcnos c sofrcnos ncsia vida
nosira quc nao aiinginos aqui o nosso fin
uliino, nas quc iudo o quc c nosso, c lcn assin
nos proprios, icndc para ouiro lugar. Con cfciio,
iudo o quc sonos, fazcnos, pcnsanos, falanos,
inaginanos, adquirinos c possuínos nao c
60
scnao una cspccic dc cscada, na qual, sulindo
cada vcz nais acina, c ccrio quc sulinos scnprc
dcgraus nais alios, nas nunca cIcganos ao
uliino. A p)íncìpío, con cfciio, o Ioncn nada c,
cono nada cra uI uctc)no; concça a dcscnvolvcr-
sc soncnic no uicro naicrno, a pariir dc una
goia dc sanguc paicrno. Ouc c, porianio, o
Ioncn no princípio? Maicria infornc c lruia. A
scguir, assunc os iraços dc un pcqucno corpo,
nas ainda scn scniidos ncn novincnios.
Dcpois, concça a novcr-sc c, por força da
naiurcza, vcn à luz; c, pouco a pouco, concçan
a alrir-sc os olIos, os ouvidos c os rcsianics
scniidos. Apos un ccrio lapso dc icnpo, rcvcla-sc
o scniido inicrno, quando scnic quc vc, quc ouvc
c quc scnic. Dcpois, noiando as difcrcnças cnirc
as coisas, nanifcsia-sc o iniclccio; finalncnic, a
voniadc, aplicando-sc a ccrios oljcios c fugindo
dc ouiros, assunc o papcl dc dirciora.
En todus cstus coísus Iu unu g)uducuo, nus scn
tc)no.
6. Mas cn cada una daquclas coisas Ia una
ncra gradaçao. Dc faio, pouco a pouco, aparccc a
inicligcncia, cono a luz radianic da aurora, c
concça a cncrgir da profunda cscuridao da noiic;
c, duranic iodo o icnpo quc dura a vida, crcscc
scnprc nais a luz iniclcciual (a nao scr quc sc
iraic dc un dclili, aic ao noncnio da noric. Dc
igual nodo, as nossas açõcs sao, a princípio,
61
icnucs, dclcis, rudcs c nuiio confusas; dcpois, a
pouco c pouco, juniancnic con as forças do
corpo, ianlcn as poicncialidadcs da alna sc
dcscnvolvcn, dc ial nancira quc, duranic iodo o
icnpo da vida (c×ccio qucn c ionado dc un
c×ircno iorpor, scndo cono quc un norio vivoi,
Ia scnprc qualqucr coisa a fazcr, a propor c a
icniar; iodas aquclas faculdadcs, nuna alna
gcncrosa, icndcn scnprc nais para cina, scn
un icrno. Con cfciio, ncsia vida, nunca sc
conscguc cnconirar o fin, ncn dos nossos
dcscjos ncn das nossas icniaiivas.
Tudo ísto c dcnonst)udo pcíu cxpc)ícncíu.
7. Para qualqucr paric quc algucn sc volic,
conIcccra csia vcrdadc por c×pcricncia. Sc
algucn ana o podcr c as riquczas, nao
cnconirara ondc saciar a sua fonc, ainda quc
cIcguc a possuir iodo o nundo, o quc c cvidcnic
pclo c×cnplo dc Alc×andrc. Sc algucn ardc con
scdc dc Ionras, nao podcra icr paz ainda quc scja
adorado por iodo o nundo. Sc algucn sc cnircga
aos prazcrcs, cnlora iodos os scus scniidos
nadcn nun nar dc dclícias, iodas as coisas lIc
parcccn gasias c o scu apciiic corrc dc un oljcio
para ouiro. Sc algucn aplica a ncnic ao csiudo
da salcdoria, nunca cnconira o fin, pois, quanio
nais coisas una pcssoa salc, ianio nclIor
conprccndc quc lIc rcsian nais para salcr.
Efciivancnic, con ioda a razao, Salonao dissc.
62
«Os olIos nao sc sacian dc vcr c os ouvidos icn
scnprc dcscjo dc cscuiar» (Ecícsíustcs, 1, 8i.
Ncn ncsno u no)tc poc ]ín us nossus uspí)ucocs.
8. Os c×cnplos dos norilundos provan quc ncn
a noric narca o uliino icrno das nossas
aspiraçõcs. Con cfciio, à Iora da noric aquclcs
quc passaran Ioncsiancnic a vida c×ulian ao
pcnsar quc c para cnirar nuna vida nclIor; ao
conirario, aquclcs quc ncrgulIaran no anor da
vida prcscnic, apcrcclcndo-sc dc quc a vao
alandonar c dc quc dcvcrao cnigrar para ouiro
síiio, concçan a ircncr, c sc, dc un nodo ou dc
ouiro, ainda o podcn fazcr, rcconcilian-sc con
Dcus c con os Ioncns. E cnlora o corpo,
cnfraquccido pclas dorcs, sc dcliliic, os scniidos
sc ofusqucn c a propria vida c×pirc, iodavia, a
ncnic, con nais vivacidadc quc nunca, rcaliza as
suas funçõcs, ionando con dcvoçao, gravidadc c
circunspccçao as ncccssarias disposiçõcs accrca
dc si ncsno, da fanília, da Icrança, do Esiado,
cic.; dc ial nancira quc, qucn vc norrcr un
Ioncn picdoso c salio parccc vcr un pcdaço dc
icrra quc sc csloroa, c qucn o ouvc falar, parccc
ouvir un anjo; c icn ncccssariancnic quc
confcssar quc nao sc iraia scnao dc un Iospcdc
quc sc prcpara para alandonar un pcqucno
iugurio prcsics a cair cn ruínas. Os proprios
pagaos conprccndcran csia vcrdadc; c por isso
os ronanos, cono sc lc cn Fcsioí1|, cIanaran à
63
noric pu)tídu, («ccaliiio»i, c os grcgos usan,
nuiias vczcs, a palavra quc significa ir-sc
cnlora, cn vcz dc pc)ccc) ou dc no))c). Porquc,
scnao porquc sc conprccndc quc, pcla noric, sc
passa para un ouiro lugar?
O cxcnpío do C)ísto-Honcn cnsínu quc os Ioncns
suo dcstínudos u ctc)nídudc.
9. Mas, a nos crisiaos, csia vcrdadc parccc nais
clara dcpois quc Crisio, FilIo dc Dcus vivo,
cnviado do ccu a rcproduzir a inagcn dc Dcus
dcsaparccida dc nos, nosirou a ncsna coisa con
o scu c×cnplo. Efciivancnic, concclido c dado à
luz ncdianic o nascincnio, andou cnirc os
Ioncns; dcpois dc norio, rcssusciiou c suliu aos
ccus, c a noric ja O nao icn sol o scu donínio.
Ora Elc c cIanado, c c dc faio, o nosso prccursor
(HcI)cus, 6, 20i, o prinogcniio dos irnaos
(Honunos, 8,29i, a calcça dos scus ncnlros
(E]csíos, 1, 22 c 23i, o arquciipo dc iodos aquclcs
quc dcvcn scr rcfornados à inagcn dc Dcus
(Honunos, 8, 29i. Porianio, assin cono Elc nao
vcio para coniinuar a vivcr ncsic nundo, nas
para passar, icrninado o curso da vida, às
Ialiiaçõcs cicrnas, assin ianlcn nos, una vcz
quc nos calc a ncsna soric quc a Elc, nao
dcvcnos pcrnancccr aqui, nas cnigrar para
ouiro lugar.
O Honcn tcn t)cs cspccícs dc no)udu.
64
10. Para cada un dc nos, porianio, csiao
csialclccidas ircs cspccics dc vida c ircs cspccics
dc norada. o uicro naicrno, a icrra c o ccu. Da
princira, cnira-sc para a scgunda, ncdianic o
nascincnio; da scgunda, para a icrccira,
ncdianic a noric c a rcssurrciçao; da icrccira,
nunca nais sc sai, cicrnancnic. Na princira,
rccclcnos apcnas a vida, juniancnic con un
novincnio c scniidos incipicnics; na scgunda, a
vida, o novincnio c os scniidos con os
prinordios da inicligcncia; na icrccira, a
plcniiudc pcrfciia dc iodas as coisas.
E t)cs cspccícs dc uídu.
11. A princira vida dc quc falci c una prcparaçao
para a scgunda; a scgunda para a icrccira; a
icrccira, dc sua propria naiurcza, nunca icrnina.
A passagcn da princira para a scgunda c da
scgunda para a icrccira c csirciia c aconpanIada
dc dorcs, c nun c nouiro caso sc dcvcn dcpor os
dcspojos ou involucros (ou scja, no princiro caso,
a placcnia, c, no scgundo, o proprio organisno do
corpoi, cono faz o piniainIo, quando, quclrada a
casca, sai para fora. A princira c a scgunda
norada, porianio, sao cono duas oficinas.
naqucla forna-sc o corpo para uso da vida
scguinic; ncsia, forna-sc a alna racional para
uso da vida cicrna; a icrccira norada produz a
vcrdadcira pcrfciçao c prazcr dc anlos.
65
Os ís)ucíítus suo sìnIoío dísto.
12. Assin, os isracliias (scja-nos líciio adapiar
csic sínlolo ao nosso casoi foran gcrados no
Egiio c dc la, pclos csirciios caninIos dos
nonics c do Mar VcrnclIo, iransfcridos para o
dcscrio, aí acanparan cn icndas, aprcndcran a
lci, luiaran con varios ininigos; finalncnic,
airavcssado pcla força o Jordao, foran
consiiiuídos Icrdciros da icrra dc Canaan, ondc
corrian rios dc lciic c dc ncl.
66

Capítulo III
ESTA VIDA
NÃO É
SENÃO UMA PREPARAÇÃO
PARA A VIDA ETERNA

TcstcnunIos dcstu uc)dudc
1. Ouc csia vida, una vcz quc icndc para ouira,
nao c vida (falando con rigori, nas un procnio
da vida vcrdadcira c quc durara para scnprc,
iornar-sc-a cvidcnic, princiro, pclo icsicnunIo
dc nos ncsnos; scgundo, pclo icsicnunIo do
nundo; c, finalncnic, pclo icsicnunIo da
Sagrada Escriiura.
1. Pcío tcstcnunIo dc nòs ncsnos.
2. Sc lançarnos un olIar inirospcciivo solrc nos
ncsnos, vcrcnos quc iodas as coisas da nossa
vida proccdcn dc ial nodo gradualncnic, quc a
anicccdcnic prcpara o caninIo para a scguinic.
Por c×cnplo. a nossa princira vida dcscnvolvc-sc
nas vísccras naicrnas. Mas cn provciio dc
qucn? Acaso cn provciio dc si ncsna? Dc nodo
algun. Traia-sc apcnas dc fornar
convcnicnicncnic un pcqucnino corpo para
scrvir dc Ialiiaçao c dc insiruncnio à alna, para
67
conodidadc c uso da vida scguinic, a qual
vivcnos à luz do sol. E apcnas aquclc pcqucnino
corpo csia pcrfciio, sonos dados à luz, pois ja
nao Ia ncnIuna razao para quc coniinui
naquclas ircvas. Do ncsno nodo, porianio, csia
vida quc vivcnos à luz do sol nao c scnao una
prcparaçao para a vida cicrna, dc ial nancira quc
nao c dc adnirar quc a alna sc sirva do corpo
para conscguir aquclas coisas quc lIc scrao uicis
para a vida fuiura. Apcnas fciios csics
prcparaiivos, cnigranos daqui, porquc nada
nais icnos aqui a fazcr. É vcrdadc quc alguns,
anics quc icnIan fciio csscs prcparaiivos, sao
arrclaiados, ou anics, lançados no scio da noric,
do ncsno nodo quc, nos casos dc alorio, o fcio c
lançado fora do uicro, nao para o scio da vida,
nas para o scio da noric; cn anlos os casos,
porcn, isso aconiccc, c ccrio quc con a
pcrnissao dc Dcus, nas coniudo, por culpa dos
Ioncns.
2. O nundo uísìucí ]oí c)íudo soncntc pu)u sc)uí)
dc scncntcí)u, dc uííncntudo) c dc cscoíu uos
Ioncns.
3. Tanlcn o nundo visívcl, dc qualqucr paric
quc sc olIc, aicsia quc nao foi criado para ouiro
fin scnao para scrvir para a nuliiplicaçao, para a
alincniaçao c para a cducaçao do gcncro
Iunano.
68
Con cfciio, una vcz quc a Dcus nao aprouvc
criar os Ioncns iodos junios, no ncsno
noncnio, cono fcz con os anjos, nas produziu
apcnas un nacIo c una fcnca, dando-lIcs, a
fin dc quc, por via dc gcraçao, sc nuliiplicasscn,
as forças ncccssarias c a sua lcnçao, foi prcciso
conccdcr un cspaço dc icnpo ncccssario para
csia succssiva nuliiplicaçao, pclo quc foran
conccdidos alguns nilIarcs dc anos. E para quc
cssc icnpo nao fossc un icnpo dc confusao, dc
surdcz c dc ccgucira, fcz a c×icnsao dos ccus,
guarnccidos con o sol, a lua c as csirclas, c
ordcnou quc csics asiros, con as suas
rcvoluçõcs, scrvisscn para ncdir as Ioras, os
dias, os ncscs c os anos. A scguir, una vcz quc o
Ioncn scria una criaiura corporca, con
ncccssidadc dc un lugar para Ialiiar, dc un
cspaço para rcspirar c para sc novcr, dc alincnio
para crcsccr c dc vcsiidos para sc adornar, fcz (na
paric nais lai×a do nundoi un pavincnio
solido, a icrra. c circundou-a dc ar c lanIou-a
con as aguas, c ordcnou-lIc quc produzissc
planias c aninais nuliiforncs, nao apcnas para
saiisfazcr as ncccssidadcs do Ioncn, nas
ianlcn para scu dclciic. E, una vcz quc fornara
o Ioncn à sua inagcn, doiado dc inicligcncia,
para quc ianlcn nao faliassc à inicligcncia o scu
alincnio, dcrivou dc cada una das criaiuras
nuiias c varias cspccics, para quc csic nundo
visívcl aparcccssc cono un lucidíssino cspclIo
69
da infiniia poicncia, salcdoria c londadc dc
Dcus, na conicnplaçao do qual o Ioncn fossc
arrclaiado por un scniincnio dc adniraçao pclo
Criador c inpclido a conIccc-lo c novido a ana-
lo. Efciivancnic, a solidcz, a lclcza c a doçura do
Criador pcrnanccc invisívcl c cscondida no
alisno da cicrnidadc, nas por ioda a paric
lrilIa por ncio das coisas visívcis c prcsia-sc a
scr apalpada, olscrvada c salorcada. Porianio,
csic nundo nada nais c quc a nossa scncnicira,
o nosso alincniador c a nossa cscola. Dcvc, por
isso, c×isiir un nuís uícn («Plus ulira»i, ondc,
una vcz saídos das aulas dcsia cscola, nos
nairicularcnos na Acadcnia Eicrna. Pcla razao,
porianio, consia quc as coisas sc passan assin;
nas c ainda nais cvidcnic pclas Sagradas
Escriiuras.
3. O p)òp)ío Dcus o utcstu con us suus puíuu)us.
4. O proprio Dcus afirna, pcla loca dc Oscias,
quc os ccus c×isicn por causa da icrra, a icrra
por causa do irigo, do vinIo c do azciic, c iudo
isio por causa dos Ioncns (Oscíus, 2,22i. Tudo,
porianio, c×isic por causa do Ioncn, aic o
proprio icnpo. Con cfciio, nao scra conccdida ao
nundo una duraçao nais longa quc a ncccssaria
para conplciar o nuncro dos clciios (Apocuíípsc,
6, 11i. Apcnas csic nuncro csicja conplcio, os
ccus c a icrra dcsaparcccrao c nao sc cnconirara
nais lugar para clcs (Apocuíípsc, 2U,?i, pois
70
surgira un novo ccu c una nova icrra, ondc
Ialiiara a jusiiça (Apocuíípsc, 21,1 c 2; Pcd)o, II,
3, 18i. Finalncnic, aic os noncs quc as Sagradas
Escriiuras dao a csia vida dao a cnicndcr quc
csia nao c scnao una prcparaçao para ouira.
Con cfciio, dao-lIc o nonc dc uíu, uíugcn, po)tu,
cspc)u; c a nos, o nonc dc pc)cg)ínos, ]o)ustcí)os,
ínquííínos, uspí)untcs a una ouira cidadania, a
qual scra vcrdadcirancnic pcrnancnic (Gcncsís,
47,9; Suíno 29, 13; JoI, 7, 12; Lucus, 12, 36i.
A cxpc)ícncíu.
5. Todas csias coisas sao dcnonsiradas pclos
proprios faios c pcla condiçao dc iodos os
Ioncns, o quc c colocado sol os olIos dc iodos
nos. Con cfciio, qucn dc iodos os quc nasccran,
dcpois quc aparcccu no nundo, nao dcsaparcccu
dc novo? Prccisancnic porquc sonos dcsiinados
à cicrnidadc. Porquc, porianio, pcricnccnos à
cicrnidadc, c ncccssario quc csia vida scja
apcnas una passagcn. Por isso Crisio dissc.
«Esiai prcparados, porquc nao salcis cn quc
Iora vira o FilIo do Ioncn» (Mutcus, 24, 44i. E c
csia a razao (salcno-lo ianlcn pcla Escriiurai
por quc Dcus cIana dcsic nundo alguns ainda
na princira idadc da vida. cIana-os ccriancnic
quando os vc prcparados cono Enoc (Gcncsís, 4,
24; SuIcdo)íu, 4, 14i. Porquc c quc, ao conirario,
usa dc longaninidadc para con os naus? Scn
duvida, porquc nao qucr surprccndcr ningucn
71
nao prcparado, nas quc iodos sc convcrian
(Pcd)o II, 3, 9i. Sc, iodavia, algun coniinua a
alusar da pacicncia dc Dcus, csic ordcna quc
scja arrclaiado pcla noric.
Concíusuo.
6. Porianio, assin cono c ccrio quc a csiadia no
uicro naicrno c una prcparaçao para vivcr no
corpo, assin ianlcn c ccrio quc a csiadia no
corpo c una prcparaçao para aqucla vida quc
scra una coniinuaçao da vida prcscnic c durara
cicrnancnic. Fcliz aquclc quc sai do uicro
naicrno con os ncnlros lcn fornados! Mil
vczcs nais fcliz aquclc quc sair dcsia vida con a
alna lcn linpa!
72

Capítulo IV
OS GRAUS
DA PREPARAÇÃO
PARA A ETERNIDADE
SÃO TRÊS:
CONHECER-SE A SI MESMO
(E CONSIGO TODAS AS COISAS),
GOVERNAR-SE
E DIRIGIR-SE PARA DEUS

Dc ondc sc udquí)c o conIccíncnto dos ]íns
sccundu)íos do Ioncn, suIo)dínudos uo ]ín
sup)cno (u ctc)nídudc)¯
1. É cvidcnic, porianio, quc o fin uliino do
Ioncn c a lcaiiiudc cicrna con Dcus. Ouais
scjan os fin sulordinados àquclc c conforncs a
csia vida iransiioria, iorna-sc cvidcnic pclas
palavras con quc Dcus nanifcsiou a rcsoluçao
dc criar o Ioncn. «Façanos o Ioncn à nossa
inagcn c scnclIança, c prcsida aos pci×cs do
nar, c às avcs do ccu, c aos aninais sclvaiicos, c
a ioda a icrra, c a iodos os rcpicis quc sc novcn
solrc a icrra» (Gcncsís, 1, 26i.
Suo t)cs.
73
1. quc conIccu todus us coísus;
2. quc sc]u )cí dc sí ncsno;
3. quc sc]u dcíìcíu dc Dcus.
2. Ora, dcsia passagcn, iorna-sc cvidcnic quc foi
colocado cnirc as criaiuras visívcis para quc scja.
I. Criaiura racional.
II. Criaiura scnIora das ouiras criaiuras
III. Criaiura inagcn c dclícia do scu Criador
Esias ircs coisas csiao dc ial nodo ligadas
quc nao podc adniiir-sc ncnIun divorcio cnirc
clas, porquc solrc clas sc funda a lasc da vida
prcscnic c da fuiura.
Ouc sígní]ícu quc c c)íutu)u )ucíonuí¯
3. Ouc c criaiura racional qucr dizcr quc olscrva,
da o nonc c sc apcrcclc dc iodas as coisas, isio
c, quc podc conIcccr c dar un nonc a iodas as
coisas dcsic nundo c cnicndc-las, cono c
cvidcnic (Gcncsís, 2, 19i. Ou cniao, scgundo a
cnuncraçao dc Salonao (SuIcdo)íu, 7, 17 c ss.i.
conIcccr a consiiiuiçao do nundo c a força dos
clcncnios, o princípio c o fin c o ncio das
csiaçõcs, as nudanças dos solsiícios c a
varialilidadc do icnpo, a duraçao do ano c a
posiçao das csirclas, a naiurcza dos aninais c a
alna dos lruios, as forças dos cspíriios c os
pcnsancnios dos Ioncns, as difcrcnças das
planias c a poicncia das suas raízcs. nuna
74
palavra, iodas as coisas oculias ou nanifcsias,
cic. Nisio csia conprccndido ianlcn a cicncia
dos ariíficcs c a aric da palavra; dc ial nancira
quc (cono diz o Eclcsiasiicoi cn ncnIuna coisa,
pcqucna ou grandc, Iaja algo dc dcsconIccido
(Ecícsíustíco, 5, 18i. Soncnic assin, con cfciio,
podcra dc faio conscrvar o iíiulo dc aninal
racional, isio c, sc conIcccr os fundancnios dc
iodas as coisas.
Ouc sígní]ícu quc c scnIo) dus out)us c)íutu)us¯
4. Ouc c o scnIor das ouiras criaiuras qucr dizcr
quc, ordcnando iudo para fins lcgíiinos, faz
rcvcricr iudo uiilncnic cn scu provciio; qucr
dizcr quc, poriando-sc por ioda a paric, no ncio
das criaiuras, cono un rci, isio c, gravc c
saniancnic (ou scja, adorando apcnas o Criador
acina dc si ncsno; os anjos dc Dcus, scus
conpanIciros, cono a si ncsno, c iodas as
ouiras coisas ncnos quc a si ncsnoi dcfcndc a
dignidadc quc lIc c conccdida; quc nao csia
sujciio a ncnIuna criaiura, ncn ncsno à
propria carnc c quc aprovciia dc iudo c dc iudo
sc scrvc livrcncnic; quc nao ignora ondc,
quando, cono c aic quc ponio dcvc olcdcccr ao
corpo, c ondc, quando, cono c aic quc ponio dcvc
scrvir o pro×ino. Nuna palavra, quc podc rcgular
prudcnicncnic os novincnios c as açõcs,
c×icrnas c inicrnas, dc si ncsno c dos ouiros.
75
Ouc sígní]ícu quc c ínugcn dc Dcus¯
5. Finalncnic, quc c inagcn dc Dcus, qucr dizcr
quc rcprcscnia ao vivo a pcrfciçao do scu
arquciipo, cono diz o proprio Arquciipo. «Scdc
sanios, porquc Eu, o vosso Dcus, sou sanio»
(Lcuìtíco, 19, 2i.
Os )c]c)ídos t)cs ut)íIutos )cduzcn-sc.
1. u ínst)ucuo;
2. u uí)tudc;
3. u pícdudc.
6. Daqui sc scguc quc os auicniicos rcquisiios do
Ioncn sao. 1. quc icnIa conIccincnio dc iodas
as coisas; 2. quc scja capaz dc doninar as coisas
c a si ncsno; 3. quc sc dirija a si c iodas as
coisas para Dcus, fonic dc iudo. Esias ircs
coisas, sc as quiscrnos c×prinir por ircs palavras
vulgarncnic conIccidas, scrao.
I. Insiruçao,
II. Viriudc, ou scja, Ioncsiidadc dc cosiuncs,
III. Fcligiao, ou scja, picdadc;
cnicndcndo-sc por ínst)ucuo, o conIccincnio
plcno das coisas, das arics c das línguas; por
costuncs, nao apcnas a urlanidadc c×icrior, nas
a plcna fornaçao inicrior c c×icrior dos
novincnios da alna; c por )cíígíuo, a vcncraçao
inicrior, pcla qual a alna Iunana sc liga c sc
prcndc ao Scr suprcno.
76
Estus t)cs coísus suo o csscncíuí do Ioncn ncstu
uídu; todus us out)us suo uccssò)íus (¤upsu) .
7. Ncsias ircs coisas rcsidc ioda a c×cclcncia do
Ioncn, porquc so csias sao o fundancnio da
vida prcscnic c da fuiura; as ouiras (a saudc, a
força, a lclcza, o podcr, a dignidadc, a anizadc, o
succsso, a longcvidadci nao sao scnao acrcscinos
c ornancnios c×icrnos da vida, sc acaso Dcus os
junia a cla, ou vaidadcs supcrfluas, pcsos inuicis
c csiorvos nocivos, sc algucn, dcscjando-os
apai×onadancnic, os vai procurar, c, dcscuradas
as coisas nais inporianics, dclcs sc ocupa c
nclcs sc ncrgulIa.
Iíust)u-sc ísto con o cxcnpío.
1. do )cíògío.
8. Ilusiro a ninIa afirnaçao con c×cnplos. O
rclogio (solar ou nccanicoi c un insiruncnio
clcganic c nuiio ncccssario para ncdir o icnpo,
cuja sulsiancia ou csscncia c consiiiuída por
una corrcspondcncia pcrfciia dc iodas as suas
parics. Os csiojos cn quc sc coloca, as
csculiuras, as piniuras c os dourados sao coisas
accssorias quc acrcsccnian qualqucr coisa à sua
lclcza, nas nada à sua londadc. Sc algucn
quiscr un insiruncnio dcsics dc prcfcrcncia lclo
a lon, scra cscarnccida a sua pucrilidadc, pois
nao rcpara ondc csia solrciudo a uiilidadc.
2. do cuuuío.
77
Do ncsno nodo, o valor dc un cavalo csia na
sua força junia con a nagnaninidadc ou
agilidadc c a proniidao do volicar; a cauda solia
ou aiada, a crina pcnicada c crcia, os frcios
dourados, a gualdrapa con lordados dc ouro, c
os colarcs, scjan dc quc cspccic forcn, c vcrdadc
quc acrcsccnian ornancnio, nas, sc vísscnos
algucn ncdir por csias coisas a c×cclcncia do
cavalo, cIanar-lIc-íanos csiupido.
3. du suúdc
Finalncnic, o lon csiado da nossa saudc
dcpcndc dc una digcsiao rcgular c dc una loa
disposiçao inicrior. Dciiar-sc cn lciios nolcs,
irazcr vcsiidos lu×uosos c concr alincnios
salorosos, nao so nao favorccc a saudc, nas aic
a prcjudica; por isso, qucn procura coisas
dclciiavcis dc prcfcrcncia a coisas sas, c un
inscnsaio. E c un inscnsaio infiniiancnic nais
prcjudicial aquclc quc, dcscjando scr Ioncn, sc
prcocupa nais con os ornancnios quc con a
csscncia do Ioncn. Por isso, o Salio cIana
ínpio c csiulio «a qucn julga quc a nossa vida c
coisa dc lurla c un ncrcado lucraiivo» c diz c
rcpcic quc «a aprovaçao c a lcnçao dc Dcus csia
nuiio longc dc scnclIanic Ioncn» (SuIcdo)íu,
15, 12 c 19i.
Concíusuo.
78
9. Fiquc, porianio, asscnic isio. quanio naior c a
aiividadc quc, ncsia vida sc dcspcndc por anor
da insiruçao, da viriudc c da picdadc, ianio nais
nos apro×inanos do fin uliino. Por isso, scjan
csias ircs coisas a olra csscncial da nossa vida
; iudo o rcsio c accssorio, cnpccilIo,
aparcncia cnganosa.
79

Capítulo V
AS SEMENTES
DAQUELAS TRÊS COISAS
(DA INSTRUÇÃO, DA MORAL E DA RELIGIÃO)
SÃO POSTAS
DENTRO DE NÓS
PELA NATUREZA

A p)ínítíuu nutu)czu do Ioncn c)u Iou. u cíu
(ííIc)tundo-nos du co))upcuo) dcucnos )cg)cssu).
1. Ncsic lugar, por naiurcza, cnicndcnos, nao a
corrupçao quc, dcpois da qucda, a iodos aiingiu
(c por causa da qual sonos cIanados, por
naiurcza, ]ííIos du í)uí1|, incapazcs, por nos
proprios, dc pcnsar scja o quc for dc loni, nas o
nosso csiado priniiivo c fundancnial, ao qual
dcvcnos rcgrcssar cono nosso princípio. Ncsic
scniido, Luís dc Vivcs dissc. «Ouc ouira coisa c o
crisiao scnao o Ioncn rcgrcssado à sua naiurcza
c rcsiiiuído, por assin dizcr, à sua origcn, dc
ondc o dcnónio o Iavia afasiado?» (Du Concò)díu
c du Díscò)díu, livro Iií2|. Ncsic scniido ianlcn
podc ionar-sc aquilo quc Scncca cscrcvcu. «A
salcdoria csia cn rcgrcssar à naiurcza c cn
voliar àquclc lugar dc ondc o crro pullico (ou
sc]u, o c))o conctído pcío gcnc)o Iununo ut)uucs
dos p)íncí)os puísií3| nos c×pulsou». E diz ainda.
80
«O Ioncn nao c lon, nas, lcnlrando-sc da sua
origcn, iransforna-sc cn lon, para quc icnda a
igualar Dcus. Dcsoncsiancnic, ningucn
conscguc sulir ao lugar dc ondc dcsccra» (Cu)tu
93ií4|.
A ]o)cu p)oucnícntc du p)ouídcncíu ctc)nu ínpcíc
pu)u o cstudo p)ínítíuo.
2. Enicndcnos ianlcn pcla palavra naiurcza a
providcncia univcrsal dc Dcus, ou scja, o influ×o
inccssanic da londadc divina para opcrar iudo
cn iodos, ou scja, cn cada criaiura aquilo para
quc a dcsiinou. Na vcrdadc, o oljciivo da
salcdoria divina foi nada fazcr cn vao, isio c,
ncn scn qualqucr finalidadc, ncn scn os ncios
adcquados para conscguir cssc fin. Por
conscqucncia, iudo o quc c×isic, c×isic para
qualqucr fin, c para quc o possa aiingir foi
doiado dos ncccssarios orgaos c au×ílios; nais
ainda, foi doiado ianlcn dc una vcrdadcira
icndcncia, a fin dc quc nunca scja inpclido para
o scu fin conira a sua voniadc c con rcluiancia,
nas anics con proniidao c con prazcr pclo
insiinio da propria naiurcza, dc nodo quc, sc
disso c naniido afasiado, advcnIa o sofrincnio c
a noric. É ccrio, por isso, quc ianlcn o Ioncn
foi fciio, por naiurcza, apio para a inicligcncia
das coisas, para a Iarnonia dos cosiuncs c para
o anor a Dcus solrc iodas as coisas (vinos ja,
con cfciio, quc foi dcsiinado para csias coisasi, c
81
c iao ccrio quc as raízcs daquclas ircs coisas sc
cnconiran nclc, quanio c ccrio quc a cada plania
foran dadas as raízcs sol a icrra.
A suIcdo)íu coíocou no Ioncn )uìzcs ctc)nus.
3. Para quc sc iornc nais cvidcnic o quc prcicndc
dizcr o Eclcsiasiico quando proclana quc a
salcdoria colocou fundancnios cicrnos nos
Ioncns (Ecícsíustíco, 1, 14i, vcjanos quc
fundancnios dc SuIcdo)íu, dc Ví)tudc c dc
Hcíígíuo foran posios cn nos, para quc nos
apcrcclanos quao naravilIoso organisno dc
salcdoria c o Ioncn.
I. To)nundo-o upto pu)u udquí)í) conIccíncnto dus
coísus. O quc c cuídcntc, po)quc o ]cz.
1. suu ínugcn
4. É cvidcnic quc iodo o Ioncn nascc apio para
adquirir conIccincnio das coisas. princiro,
porquc c inagcn dc Dcus. Con cfciio, a inagcn,
sc c pcrfciia, aprcscnia ncccssariancnic os
iraços do scu arquciipo, ou cniao nao scra una
inagcn. Ora, una vcz quc, cnirc os airiluios dc
Dcus, sc dcsiaca a onniscicncia,
ncccssariancnic lrilIara no Ioncn algo dc
scnclIanic a cla. E porquc nao? Scn duvida quc
o Ioncn csia no ncio das olras dc Dcus, icndo
una ncnic lucida, cono un cspclIo csfcrico,
suspcnso na parcdc dc una sala, o qual rccclc a
inagcn dc iodas as coisas, digo, dc iodas as
82
coisas quc o rodcian. Efciivancnic, a nossa
ncnic nao aprccndc soncnic as coisas vizinIas,
nas ianlcn apro×ina dc si as quc csiao
afasiadas (qucr quanio ao lugar, qucr quanio ao
icnpoi, crguc-sc às quc csiao clcvadas, invcsiiga
as oculias, dcsvcla as vcladas c csforça-sc por
pcrscruiar aic as inpcrscruiavcis, dc ial nancira
c algo dc infiniio c dc indcicrninavcl. Sc fosscn
conccdidos ao Ioncn nil anos dc vida, duranic
os quais aprcndcssc consianicncnic qualqucr
coisa, dcduzindo una coisa dc ouira, iodavia,
icria scnprc ondc rccclcr ouiras coisas quc sc
lIc aprcscniasscn, a ial ponio a ncnic do
Ioncn c dc capacidadc incsgoiavcl quc, no
conIccincnio, sc aprcscnia cono un alisno.
O nosso pcqucno corpo csia cnccrrado nun
círculo csirciio; a nossa voz vai un pouco nais
alcn; a visia apcnas cIcga à cupula cclcsic; nas
à nossa ncnic nao podc fi×ar-sc un liniic, ncn
no ccu ncn fora do ccu. ianio sc clcva acina dos
ccus dos ccus, cono dcscc alai×o do alisno do
alisno; c ncsno quc csics cspaços fosscn
nilIõcs dc vczcs nais vasios do quc sao, cla aí
pcnciraria, iodavia, con incrívcl rapidcz. E
Iavcnos cniao dc ncgar quc iodas as coisas lIc
sao accssívcis, quc cla c capaz dc iudo?
2. Hcsuno do uníuc)so.
83
5. O Ioncn c cIanado pclos filosofos ,
rcsuno do univcrso, conprccndcndo, dc nodo
olscuro, iodas as coisas quc sc vccn por ioda a
paric anplancnic cspalIadas pclo univcrso
(nuc)o-cosnosi. Ouc assin c, dcnonsirar-sc-a
nouiro lugarí5|. En conscqucncia disso, a ncnic
do Ioncn quc cnira no nundo conpara-sc con
nuiia razao a una scncnic ou a un caroço, no
qual, cnlora nao c×isia ainda cn aio a figura da
crva ou da arvorc, iodavia, nclc c×isic ja dc faio a
crva ou a plania, cono sc iorna cvidcnic quando
a scncnic, nciida dclai×o da icrra, lança para
lai×o as raízcs c para cina os rclcnios, os quais,
pouco dcpois, por una força ingcniia, sc alongan
cn ranos c cn ranagcns, sc colrcn dc folIas c
sc adornan dc florcs c dc fruios.
N.H.
Nao c ncccssario, porianio, iniroduzir nada no
Ioncn a pariir do c×icrior, nas apcnas fazcr
gcrninar c dcscnvolvcr as coisas das quais clc
conicn o gcrncn cn si ncsno c fazcr-lIc vcr
qual a sua naiurcza. Por isso, acciianos quc
Piiagoras cosiunava dizcr quc cra iao naiural ao
Ioncn salcr iudo quc, sc un ncnino dc scic
anos fossc prudcnicncnic inicrrogado accrca dc
iodas as qucsiõcs dc ioda a filosofia, con ccricza
quc podcria rcspondcr a iodas, prccisancnic
porquc a luz da razao c a forna c a norna
suficicnic dc iodas as coisas. Sinplcsncnic
84
agora, apos a qucda, quc o olscurccc c confundc,
c incapaz dc sc lilcriar pclos scus proprios
ncios; c aquclcs quc dcvcrian ajuda-lo nao
conirilucn scnao para auncniar o cnlaraço cn
quc sc cnconira.
3. Dotudo dc scntídos
6. Alcn disso, à alna racional quc Ialiia cn nos,
foran acrcsccniados orgaos c cono quc
cnissarios c olscrvadorcs, con a ajuda dos
quais, ou scja, da visia, do ouvido, do olfaio, do
gosio c do iaio, cla procura cIcgar a iudo aquilo
quc sc cnconira fora dcla, dc ial nancira quc, dc
iodas as coisas criadas, nada podc pcrnancccr-
lIc cscondido. Una vcz quc, porianio, no nundo
visívcl, nada Ia quc sc nao possa vcr, ou ouvir,
ou apalpar, c, por isso, quc sc nao possa salcr o
quc c c dc quc naiurcza c, daí sc scguc quc nada
c×isic no nundo quc o Ioncn, doiado dc
scniidos c dc razao, nao consiga aprccndcr.
4. Estínuíudo pcío dcsc]o dc suIc).
7. Esia inplaniado ianlcn no Ioncn o dcscjo
dc salcr; c nao apcnas a acciiaçao rcsignada,
nas aic o apciiic do iralalIoí6|. Surgc logo na
princira idadc infaniil c aconpanIa-nos duranic
ioda a vida. Con cfciio, qucn nao c×pcrincnia a
inpacicncia dc ouvir, dc vcr ou dc apalpar
scnprc algo dc novo? Oucn nao scnic prazcr cn
conparcccr iodos os dias cn qualqucr lugar, ou
85
cn convcrsar con algucn, cn pcrguniar
qualqucr coisa? En rcsuno, cis o quc sc passa.
os olIos, os ouvidos, o iaio c ianlcn a ncnic,
procurando scnprc o scu alincnio, lançan-sc
scnprc para fora dc si ncsnos, nada Iavcndo,
para una naiurcza viva, iao iniolcravcl cono o
ocio c o iorpor. E una vcz quc aic os idioias
adniran os Ioncns douios, quc significa isio
scnao quc ianlcn os idioias c×pcrincnian pclo
salcr os airaiivos dc un dcscjo naiural, nos
quais clcs proprios gosiarian dc pariicipar, sc
acIasscn quc isso cra possívcl?; nas porquc
vccn quc isso nao c possívcl, suspiran c olIan
con rcvcrcncia aquclcs quc vccn dc inicligcncia
nais clcvada.
Dc ondc )csuítu quc nuítos, tonundo-sc u sí
ncsnos po) guíu, conscgucn pcnct)u) no
conIccíncnto dus coísus.
8. Os c×cnplos dos auiodidaias nosiran, dc
nancira cvidcnic, quc o Ioncn, conduzido pcla
naiurcza, podc aprcndcr iodas as coisas. Con
cfciio, alguns foran nais adianic quc os scus
proprios ncsircs, ou (cono diz S. Dcrnardoií7|,
cnsinados pclos carvalIos c pclas faias (ou scja,
passcando c ncdiiando nas florcsiasi fizcran
nais progrcssos quc ouiros, insiruídos na cscola
dc diligcnics profcssorcs. Acaso nao nos nosira
isio quc, dcniro do Ioncn, csiao, dc faio, iodas
as coisas, isio c, o facIo c o candiciro, o azciic c a
86
iorcida, c iudo o ncccssario? Dasia-lIc salcr
riscar o fosforo, fazcr ionar fogo à accndalIa, c
accndcr as luzcs para quc vcja, ianio cn si
ncsno cono no vasio nundo (olscrvando cono
iodas as coisas foran ordcnadas con nuncro,
ncdida c pcsoí8|i, os naravilIosos icsouros da
salcdoria dc Dcus, nun cspciaculo cIcio dc
lclcza. Sc, porcn, a sua luz inicrior nao csia
accsa, nas apcnas sc faz girar do c×icrior, à volia
dclc, as lanpadas das opiniõcs alIcias, nao podc
aconicccr divcrsancnic do quc aconiccc; c cono
sc sc fizcssc girar arcIoics à volia dc una prisao
olscura c fccIada, dos quais cnirarian pclos
rcspiradouros soncnic alguns raios, nas nao a
plcna luz. É prccisancnic cono dissc Scncca. «As
scncnics dc iodas as arics csiao colocadas
dcniro dc nos, c Dcus, nosso ncsirc, dc una
nancira oculia, produz os gcniosȒ9|.
A nossu ncntc c conpu)udu.
1. u tc))u;
2. u un ]u)dín;
3. u unu tuIuu )usu.
9. O ncsno nos cnsinan as coisas a quc sc
conpara a nossa ncnic. Con cfciio, a icrra (à
qual, nuiias vczcs, a Sagrada Escriiura conpara
o nosso coraçaoií10| nao rccclc acaso scncnics
dc ioda a cspccic? E acaso un so c o ncsno
jardin nao pcrniic quc nclc sc planicn crvas,
florcs c planias aronaiicas dc ioda a cspccic?
87
Con ccricza, sc ao jardinciro nao falia prudcncia
c zclo. E quanio naior for a varicdadc, ianio nais
lclo scra o cspciaculo para os olIos, ianio nais
suavc c o prazcr para o nariz c ianio nais foric c
o conforio para o coraçao.
Arisioiclcs conparou a alna Iunana a una
ialua rasa, ondc nada csia cscriio c ondc sc podc
cscrcvcr iudoí11|. Porianio, da ncsna nancira
quc, nuna ialua, ondc nao Ia nada, o cscriior
podc cscrcvcr, c o pinior piniar aquilo quc qucr,
dcsdc quc saila da sua aric, assin ianlcn na
ncnic Iunana, con a ncsna facilidadc, qucn
nao ignora a aric dc cnsinar podc gravar a cfígic
dc iodas as coisas. E sc isio nao aconiccc, con
ioda a ccricza quc nao c por culpa da ialua
(c×ccio, una ou ouira vcz, quando cla c
dcnasiado rugosai, nas por ignorancia do
cscrivao ou do pinior. Ha, porcn, una difcrcnça.
na ialua, nao c possívcl iraçar linIas scnao aic
ao liniic cn quc as nargcns o pcrniicn, ao
passo quc, na ncnic, por nais quc sc cscrcva ou
csculpa, nunca sc cnconira un sinal quc indiquc
o icrno, pois (cono airas sc olscrvoui, cla nao
icn icrno.
4. u cc)u, ondc podcn ínp)íní)-sc ín]ínítos scíos.
10. Conpara-sc ianlcn, con razao, o nosso
ccrclro, oficina dos pcnsancnios, à ccra, ondc,
ou sc inprinc un sclo, ou dc quc sc fazcn
88
csiaiucias. Con cfciio, da ncsna nancira quc a
ccra, adapiando-sc a rccclcr qualqucr forna, sc
sulncic cono sc qucr a ionar c a nudar dc
figura, assin ianlcn o ccrclro, prcsiando-sc a
rccclcr as inagcns dc iodas as coisas, rccclc cn
si iudo o quc o univcrso conicn. Con csic
c×cnplo, nosira-sc, ao ncsno icnpo, dc una
nancira clcganic, o quc c o nosso pcnsancnio c o
quc c a nossa cicncia. Tudo o quc nc
inprcssiona a visia, o ouvido, o olfaio, o gosio c o
iaio c para nin cono un sclo, pclo qual a
inagcn dc una coisa sc inprinc no ccrclro; c
nclc o inprinc dc ial nancira quc, ncsno quc a
coisa sc afasic dos olIos, dos ouvidos, do nariz c
das naos, pcrnanccc scnprc a sua inagcn; c
nao c possívcl quc cla nao pcrnancça, a nao scr
quando una aicnçao ncgligcnic fornou una
inprcssao dclil. Por c×cnplo. sc fi×o un Ioncn
ou lIc falo; sc, viajando, conicnplo una
nonianIa, un rio, un canpo, una florcsia, una
cidadc, cic.; sc, por vczcs, ouço irovõcs, nusica c
discursos; sc lcio aicniancnic algunas linIas
nun livro, cic.; iodas csias coisas sc inprincn
no ncu ccrclro, dc ial nancira quc, iodas as
vczcs quc a sua rccordaçao sc nc rcnova, c o
ncsno quc sc nc csiivcsscn dianic dos olIos,
nc rcssoasscn aos ouvidos c as salorcassc ou
apalpassc ncsic noncnio. E cnlora un ccrclro,
ou rcccla csias inprcssõcs dc nodo nais
disiinio, ou as rcprcscnic con naior clarcza, ou
89
as rcicnIa con naior fidclidadc quc ouiro, no
cnianio, cada un dclcs as rccclc, rcprcscnia c
rcicn, dc qualqucr nancira.
A cupucídudc du nossu ncntc c un nííug)c dc
Dcus.
11. A csic proposiio, dcvcnos adnirar o cspclIo
da salcdoria dc Dcus, a qual providcnciou dc
nodo quc a nassa do ccrclro, quc nao c grandc
sol aspccio ncnIun, fossc capaz dc rccclcr
nilIarcs c nilIõcs dc inagcns. Con cfciio, iudo
aquilo quc cada un dc nos (principalncnic as
pcssoas insiruídasi, duranic ianios anos, viu,
ouviu, salorcou, lcu c adquiriu con a c×pcricncia
c con o raciocínio, c dc quc, scgundo as suas
forças, sc podc rccordar, c cvidcnic quc iudo isso
sc conscrva ordcnado no ccrclro, ou scja, as
inagcns das coisas una vcz visias, ouvidas,
lidas, cic., cnlora c×isian por nilIõcs c sc
nuliipliqucn aic ao infiniio, con o faio dc vcr, dc
ouvir c dc lcr, quasc cada dia, qualqucr coisa dc
novo, iodavia, csiao coniidas no ccrclro. Ouc
coisa c csia inpcrscruiavcl salcdoria da
onnipoicncia dc Dcus? Salonao naravilIa-sc
quc iodos os rios dcsagucn no occano c, iodavia,
nao cncIan o nar (Ecícsíustcs, 1, 7i; c qucn nao
Ia-dc adnirar-sc con csic alisno da nossa
ncnoria quc iudo rccclc c iudo rcsiiiui, scn
janais sc cncIcr c scn janais sc csvasiar?
Assin, a nossa ncnic c vcrdadcirancnic naior
90
quc o nundo, do ncsno nodo quc o coniincnic c
ncccssariancnic naior quc o conicudo.
A nossu ncntc c un cspcíIo.
12. Finalncnic, o olIo ou o cspclIo sinloliza
nuiio lcn a nossa ncnic, pois dc iudo o quc sc
lIc aprcscnia, dc qualqucr forna ou cor quc scja,
incdiaiancnic nosirara cn si una inagcn
parccidíssina, a nao scr quc sc lIc aprcscnic un
oljcio às cscuras, ou da paric dciras, ou
dcnasiado longc, por causa da disiancia naior
quc o dcvido, ou quc sc inpcça dc rccclcr a
inprcssao, ou csia scja laralIada por un
novincnio coniínuo; ncsics casos, icnos dc
confcssa-lo, nao sc olicn c×iio. Falo, porcn,
daquilo quc cosiuna aconicccr naiuralncnic,
quando Ia luz c o oljcio c aprcscniado cono
convcn. Da ncsna nancira quc, porianio, nao c
ncccssario forçar os olIos a alrircn-sc c a
fi×arcn os oljcios, porquc (ial cono aquclc quc
naiuralncnic icn scdc dc luzi clcs c×pcrincnian
prazcr cn olIar csponiancancnic, c sao capazcs
dc olIar iodas as coisas (dcsdc quc os nao
pcriurlcn, aprcscniando-lIcs ao ncsno icnpo
dcnasiados oljciosi c nunca podcn saciar-sc dc
olIar; assin ianlcn a nossa ncnic c scquiosa
das coisas, csia scnprc aicnia, iona, ou nclIor,
agarra iodas as coisas, scn nunca sc cansar,
dcsdc quc nao scja ofuscada con una nuliidao
91
dc oljcios c quc, con a dcvida ordcn, sc lIc dc a
olscrvar una coisa apos ouira.
II. No Ioncn, u )uíz du Ioncstídudc c u Iu)noníu.
13. Os proprios pagaos viran quc c naiural ao
Ioncn a Iarnonia dos cosiuncs, cnlora,
ignorando ouira luz divinancnic acrcsccniada c o
guia nais scguro quc nos foi dado para cIcgar à
vida cicrna, icnIan considcrado (icniaiiva vai
aquclas ccniclIas, vcrdadciros farois. Con cfciio,
assin fala Cíccro. «Nas nossas faculdadcs
cspiriiuais csiao inaios os gcrncns da viriudc, os
quais, sc pudcsscn dcscnvolvcr-sc c crcsccr,
scrian suficicnics, por naiurcza, para nos
conduzircn à lcaiiiudc (ísto c cxugc)udo!i.
Porcn, apcnas sonos dados à luz c concçanos a
scr cducados, rclolano-nos coniinuancnic cn
ioda a cspccic dc inundícics, dc ial nancira quc
parccc quc, juniancnic con o lciic da ana,
lclcnos os crros» (Tuscuíunuc, IIIií12|. Ouc c
vcrdadciro quc ccrios gcrncns dc viriudc nasccn
juniancnic con o Ioncn, infcrc-sc dcsics dois
arguncnios. princiro, iodo o Ioncn scnic prazcr
con a Iarnonia; scgundo, clc proprio nao c
scnao Iarnonia, inicrior c c×icriorncnic.
1. Con u quuí sc dcícítu cn todu u pu)tc. cn todus
us coísus uísìucís,
14. Ouc o Ioncn sc dclciia con a Iarnonia c
procura ardcnicncnic cIcgar a cla, c cvidcnic.
92
Efciivancnic, a qucn sc nao dclciiaria ao vcr un
Ioncn fornoso, un cavalo clcganic, una
csiaiua lcla c una piniura linda? Dc ondc nascc
cssc prazcr scnao do faio dc quc a pcrfciia
proporçao das parics c das corcs produz o
agrado? Essa proporçao c o prazcr nais naiural
para os olIos.
nus coísus uudìucís,
Pcrgunio igualncnic. a qucn nao agrada a
nusica? E porquc? Scn duvida porquc a
Iarnonia das vozcs produz un son agradavcl.
nus coísus quc sc suIo)cíun,
A qucn nao agradan os alincnios lcn
icnpcrados? Scn duvida porquc a icnpcraiura
dos salorcs dclciia agradavclncnic o paladar.
nus coísus puípuucís,
Cada un goza con un calor lcn proporcionado,
con una frcscura lcn rcpariida, con una
posiçao jusia c un novincnio cquililrado dos
ncnlros. Porquc? Prccisancnic porquc iodas as
coisas icnpcradas sao anigas c saluiarcs para a
naiurcza c iodas as coisas dcsncsuradas sao
suas ininigas c prcjudiciais.
c utc nus p)òp)íus uí)tudcs.
93
Sc nos ananos aic as viriudcs uns nos ouiros
(dc faio, ncsno qucn c privado dc viriudc
adnira as viriudcs dos ouiros, ncsno quc os nao
iniic, una vcz quc considcra inpossívcl vcnccr
os scus naus Ialiiosi, porquc c quc, porianio,
cada un nao Ia-dc anar a viriudc cn si ncsno?
Ccgos dc nos, sc nao rcconIcccnos quc csiao cn
nos as raízcs dc ioda a Iarnonia!
2. A quuí sc cncont)u tunIcn no Ioncn. tunto
)cíutíuuncntc uo co)po
15. Mas ianlcn o proprio Ioncn nao c scnao
Iarnonia, ianio rclaiivancnic ao corpo, cono
rclaiivancnic à alna. Con cfciio, assin cono o
grandc nundo c parccido con un cnornc
rclogio, dc ial nodo falricado scgundo as rcgras
da aric, con nuiiíssinas rodas c naquinisnos,
quc para produzir novincnios coniínuos c
pcrfciiancnic ordcnados, una paric os conunica
à ouira, airavcs dc iodo o rclogio, assin ianlcn
o Ioncn.
Con cfciio, quanio ao corpo, consiruído con aric
adniravcl, cn princiro lugar csia o coraçao, quc
c novcl, fonic dc vida c dc aiividadc; dclc os
ouiros ncnlros rccclcn o novincnio c a
ncdida do novincnio. Mas o pcso, ou scja, a
vcrdadcira força noiriz, c o ccrclro, o qual,
scrvindo-sc dos ncrvos, cono dc cordas, faz
andar as ouiras rodas (os ncnlrosi para dianic c
94
para iras. Na vcrdadc, a varicdadc das opcraçõcs
inicriorcs c c×icriorcs corrcspondc à c×aia c
pcrfciia corrcspondcncia dos novincnios do
rclogio.
cono no quc díz )cspcíto u uínu
16. Assin, nos novincnios da alna, a principal
roda c a voniadc; os pcsos quc a fazcn novcr sao
os dcscjos c as pai×õcs quc inclinan a voniadc
para csia ou para aqucla paric. A valvula, quc
alrc c fccIa o novincnio, c a razao, a qual ncdc
c dcicrnina quc coisa, ondc c aic quc ponio sc
dcvc alraçar ou afasiar. Os ouiros novincnios
da alna sao cono quc as rodas ncnorcs, quc
scgucn a principal. Por isso, sc aos dcscjos c às
pai×õcs sc nao airilui un pcso dcnasiado
grandc, c a valvula, ou scja, a razao, alrc c fccIa
convcnicnicncnic, c inpossívcl nao sc scguir
una ordcn c un acordo pcrfciio dc viriudcs, isio
c, un pcrfciio cquilílrio das açõcs c das pai×õcs.
A Iu)noníu pc)tu)Iudu podc )cncdíu)-sc.
17. Eis, porianio, quc rcalncnic o Ioncn cn si
ncsno nao c scnao Iarnonia. Por isso, assin
cono accrca dc un rclogio ou dc un insiruncnio
nusical, fciio pclas naos dc un ariíficc pcriio, sc
acaso sc csiraga ou sc iorna dcsafinado, nao
dizcnos incdiaiancnic quc ja nao scrvc para
nada (podc, con cfciio, conscriar-sc c iornar a
afinar-sci, assin ianlcn accrca do Ioncn,
95
cnlora corronpido pclo pccado, dcvc afirnar-sc
quc, con dcicrninados ncios, c possívcl sana-lo,
por graça da viriudc dc Dcus.
III. Ouc no Ioncn cstuo us )uìzcs du )cíígíuo
u)guncntu-sc.
1. pcíu nutu)czu du suu ínugcn,
18. Ouc as raízcs da rcligiao csiao no Ioncn, por
naiurcza, dcnonsira-sc pclo faio dc quc clc c a
inagcn dc Dcus. Con cfciio, a inagcn inplica
scnclIança. c quc iodo o scnclIanic sc
congraiula con o scu scnclIanic c lci inuiavcl
dc iodas as coisas (Ecícsíustíco, 13, 19i. O
Ioncn, porianio, una vcz quc nada icn dc igual
a si, a nao scr Aquclc à inagcn do qual foi fciio, c
naiural quc nao scja conduzido pclos scus
dcscjos scnao para a fonic dc ondc dcrivou,
conianio quc a conIcça con suficicnic clarcza.
2. pcíu )cuc)cncíu ínutu cn todos pu)u con u
díuíndudc,
19. Isio c cvidcnic ianlcn pclo c×cnplo dos
pagaos, os quais, nao scndo ajudados por
ncnIuna palavra dc Dcus, apcnas pclo oculio
insiinio da naiurcza cIcgaran, nao so a conIcccr
Dcus, nas ianlcn a vcncra-lo c a dcscja-lo,
cnlora crrasscn quanio ao nuncro dos dcuscs c
à forna do culio. «Todos os Ioncns icn a noçao
dos dcuscs c iodos airilucn o lugar suprcno a
qualqucr poicncia divina», cscrcvc Arisioiclcs no
96
livro I Do Ccu, cap. 3í13|. E Scncca. «En princiro
lugar, o culio divino consisic cn acrcdiiar nos
dcuscs; dcpois, cn airiluir-lIcs a najcsiadc
dcvida c cn airiluir-lIcs a londadc, scn a qual
nao Ia qualqucr najcsiadc; cn salcr quc sao
clcs quc govcrnan o nundo, quc rcgulan iodas
as suas coisas c quc providcncian pcla
conscrvaçao do gcncro Iunano» (Cu)tu 96ií14|.
Acaso csia opiniao difcrc nuiio da do Aposiolo?
«Porquanio c ncccssario quc o quc sc apro×ina dc
Dcus acrcdiic quc Elc c×isic c quc c rcnuncrador
dos quc O luscan» (HcI)cus, II, 6i.
3. pcío dcsc]o nutu)uí do Suno Hcn (quc c Dcus),
20. Plaiao diz. «Dcus c o suno lcn, supcrior a
ioda a sulsiancia c a ioda a naiurcza, o qual c
naiuralncnic dcscjado por iodas as criaiuras»
(Tíncuií15|. E isio (quc Dcus c o suno lcn,
naiuralncnic dcscjado por iodas as criaiurasi c
dc ial nodo vcrdadciro quc Cíccro diz. «A princira
ncsira da picdadc c a naiurcza» (Du nutu)czu dos
dcuscs, Iií16|. E isio ºporquc (cono cscrcvc
Laciancio, no livro 4, cap. 28i fonos gcrados con
a condiçao dc prcsiarnos a Dcus, quc nos criou,
as jusias c dcvidas Ioncnagcns c dc apcnas
rcconIcccrnos a Elc cono Dcus c dc O
scguirnos. Con csic vínculo da picdadc sonos
aiados c ligados a Dcus; dc ondc a propria
rcligiao rccclc o scu noncȒ17|.
97
quc ncn scquc) pcíu qucdu do gcnc)o Iununo ]oí
cxtínto.
21. Dcvc, iodavia, confcssar-sc quc csic dcscjo
naiural dc Dcus, cono suno lcn, foi corronpido
con a qucda do pccado c dcgcncrou nuna
cspccic dc vcriigcn, quc nao c capaz dc rcgrcssar
à rciidao con as suas proprias forças; naquclcs,
porcn, quc Dcus dc novo ilunina con o scu
Vcrlo c con o scu Espíriio, clc volia a aguçar-sc
dc ial nodo quc David, voliado para Dcus, clana.
«Oucn icnIo cu, la no ccu, c×ccio iu? E, fora dc
ii, nada nc dclciia solrc a icrra. Dcsfalccc a
ninIa carnc c o ncu coraçao, c o rocIcdo do
ncu coraçao c a ninIa Icrança c Dcus para
scnprc» (Suíno 72, 24 c 25i.
E, po)tunto, ínpíuncntc quc sc p)ocu)un p)ctcxtos
cont)u o cxc)cìcío du pícdudc.
22. Ouc ningucn, porianio, cnquanio sc
procuran rcncdios para corrupçao, nos oponIa a
corrupçao, porquc Dcus, por olra do scu Espíriio
c con a inicrvcnçao dc ncios adcquados,
prcpara-sc para a fazcr dcsaparcccr. Dc faio,
assin cono a Nalucodonosor, quando foi privado
do scniido Iunano c provido dc un coraçao
lcsiial, lIc foi dci×ada, iodavia, a cspcrança dc
podcr rcadquirir a ncnic Iunana, c aic ncsno
ianlcn a dignidadc rcal, logo quc rcconIcccssc
quc o podcr vcn do ccu (Dunící, 4, 23i; assin
98
ianlcn, a nos, planias c×cluídas do paraíso dc
Dcus, foran dci×adas as raízcs, as quais,
solrcvindo a cIuva c o sol da graça dc Dcus,
podcn dc novo gcrninar.
Porvcniura o nosso Dcus, logo a scguir à qucda c
à proclanaçao da nossa ruína (a pcna dc norici
nao planiou incdiaiancnic (con a proncssa da
scncnic lcndiiai, dc novo, nos nossos coraçõcs,
rclcnios dc nova graça? Acaso nao nos cnviou o
scu FilIo, pclo qual nos scrian rcsiiiuídos os
lcns pcrdidos?
E nuo dcuc suIícuu)-sc o ucíIo Aduo cont)u o
nouo.
23. É coisa iorpc c ncfanda c sinal cvidcnic dc
ingraiidao csiar scnprc a apclar para a corrupçao
c dissinular a rcdcnçao. Corrcr airas daquilo quc
o vclIo Adao cn nos dci×ou c nao procurar aquilo
quc Crisio, novo Adao, nos proporcionou! Muiio
accriadancnic, o Aposiolo, cn scu nonc c no dc
iodos os rcgcncrados, diz. «Tudo posso naquclc
quc nc conforia, Crisio» (Fííípcnscs, 4, 13i. Sc c
possívcl quc un garfo dc arvorc doncsiica,
cn×criado nun salguciro, nun cspinIciro ou cn
qualqucr arvorc lrava, gcrninc c fruiifiquc,
porquc nao Ia-dc aconicccr o ncsno sc for
cn×criado lcn solrc a propria raiz? Vcja-sc a
arguncniaçao do Aposiolo (Honunos, 11, 24i.
Alcn disso, sc Dcus, dc pcdras, podc fazcr nasccr
99
filIos dc Alraao (Mutcus, 3, 9i, porquc nao Ia-dc
dcspcriar os Ioncns, fciios ja filIos dc Dcus
dcsdc a criaçao, adoiados dc novo por Crisio c
rcgcncrados pclo Espíriio da graça, para ioda a
cspccic dc loas olras?
A g)ucu dc Dcus nuo sc dcuc cou)ctu), nus
)cconIccc) con g)utíduo.
24. AlsiinIano-nos dc coarciar a graça dc Dcus,
pois Elc csia pronio a infundi-la cn nos
lilcralíssinancnic. Con cfciio, sc nos,
cn×criados cn Crisio por ncio da fc c dados a Elc
por ncio do Espíriio dc adoçao, sc nos, digo, con
a nossa gcraçao, nao sonos apios para as coisas
do Fcino dc Dcus, cono c quc cniao Crisio,
falando das criancinIas, afirnou quc «c dclas o
rcino dc Dcus»?í18| Ou cono c quc no-las
aprcscnia cono nodclo, ordcnando a iodos quc
«sc convcrian c sc façan cono crianças, sc
qucrcn cnirar no rcino dos ccus?» (Mutcus, 18,
3i. Cono c quc o Aposiolo proclana sanios c ncga
quc scjan inpuros os filIos dos crisiaos (ncsno
quando so un dclcs pcricncc ao nuncro dos
ficisi? (Co)ìntíos, I, 7, 14i. Pclo conirario, aic
daquclcs quc ja ncrgulIaran na praiica dc vícios
gravíssinos, o Aposiolo ousa afirnar. «E iais crcis
alguns dc vos; nas fosics lavados, nas fosics
saniificados, nas fosics jusiificados cn nonc dc
Nosso ScnIor Jcsus Crisio, pclo Espíriio do
nosso Dcus» (Co)ìntíos, I, 6, 11i. Prccisancnic por
100
isio, quando dizcnos quc os filIos dos crisiaos
(nao a gcraçao do vclIo Adao, nas a gcraçao
rcgcncrada pclo novo Adao, isio c, os filIos dc
Dcus, os irnaos c as irnas dc Crisioi pcdcn para
scrcn fornados c csiao apios a rccclcr as
scncnics da cicrnidadc, a qucn podc parcccr quc
isio scja inpossívcl? A ningucn, pois nao
procuranos olicr fruios dc una olivcira lrava,
nas ajudanos os rclcnios da arvorc da vida,
novancnic planiados, para quc produzan fruios.
Concíusuo.
25. Fiquc, porianio, asscnic quc c nais naiural c,
pcla graça do Espíriio Sanio, nas facil, quc o
Ioncn sc iornc salio, Ioncsio c sanio, do quc a
pcrvcrsidadc advcniícia podcr inpcdir o
progrcsso. Con cfciio, qualqucr coisa rcgrcssa
facilncnic à sua naiurcza. E c csia a advcricncia
quc nos faz a Escriiura. «A salcdoria facilncnic
sc dci×a vcr por aquclcs quc a anan; cla corrc
ncsno airas dc qucn a pcdc, anics dc scr
conIccida, c por aquclcs quc a cspcran faz-sc
cnconirar, scn fadiga, scniada à sua poria»
(SuIcdo)íu, 6, 13 c ss.i. E c conIccida a scnicnça
do pocia vcnusino. Níngucn c tuo scíuugcn quc,
p)cstundo pucícntc ouuído u cuítu)u, nuo possu sc)
doncstícudoí19|.
101

Capítulo VI
O HOMEM
TEM NECESSIDADE
DE SER FORMADO,
PARA QUE SE TORNE
HOMEM

As scncntcs nuo suo uíndu ])utos.
1. Cono vinos, a naiurcza da as scncnics do
salcr da Ioncsiidadc c da rcligiao, nas nao da
propriancnc o salcr, a viriudc c a rcligiao; csias
adquircn-sc orando, aprcndcndo, agindo. Por
isso, c nao scn razao, algucn dcfiniu o Ioncn
un «aninal cducavcl», pois nao podc iornar-sc
Ioncn a nao scr quc sc cduquc.
E ínutu no Ioncn u uptíduo pu)u suIc), nus nuo
o p)òp)ío suIc).
2. Efciivancnic, sc considcranos a cicncia das
coisas, c proprio dc Dcus salcr iudo, scn
princípio, scn progrcsso, scn fin, ncdianic un
so c sinplcs aio dc iniuiçao; nas ncn ao Ioncn
ncn ao anjo podc dar csic salcr, pois nao lIc
podia dar a infiniiudc c a cicrnidadc, isio c, a
divindadc. Aos Ioncns c aos anjos lasia aquclc
grau dc c×cclcncia dc Iavcrcn rccclido a
agudcza dc inicligcncia, con a qual podcn
102
indagar as olras dc Dcus c assin acunular para
si un icsouro iniclcciual. Prccisancnic por isso,
consia, accrca dos anjos, quc clcs, conicnplando,
aprcndcn (Pcd)o, I, 1, 12; E]csíos, 3, 10; Hcís, I,
22, 20; JoI, 1, 6i; c, por isso, o conIccincnio
dclcs, dc igual nodo quc o nosso, c c×pcrincnial.
Ouc o Ioncn dcuc sc) ]o)nudo «ud Iununítutcn»,
nost)u-sc.
1. con o cxcnpío dus out)us c)íutu)us.
3. Ningucn acrcdiic, porianio, quc o Ioncn podc
vcrdadcirancnic scr Ioncn, a nao scr aquclc
quc aprcndcu a agir cono Ioncn, isio c, aquclc
quc foi fornado naquclas viriudcs quc fazcn o
Ioncn. Isio c cvidcnic pclos c×cnplos dc iodas
as criaiuras, as quais sc nao iornan uicis ao
Ioncn, cnlora a isso dcsiinadas, a nao scr
dcpois dc adapiadas pcla nossa nao. Por
c×cnplo. as pcdras foran-nos dadas para
scrvircn para consiruir casas, iorrcs, nuros,
colunas, cic.; nas, dc faio, nao scrvcn para isso,
a nao scr dcpois dc ialIadas, dcslasiadas c
csquadriadas pclas nossas naos. Do ncsno
nodo, as pcrolas c as gcnas, dcsiinadas a
scrvircn dc ornancnios Iunanos, dcvcn scr
coriadas, raspadas c polidas pclos Ioncns; os
nciais, produzidos para usos noiavcis da nossa
vida, dcvcn scr cavados, liqucfciios, dcpurados,
fundidos c iralalIados a nariclo dc varios
nodos; scn iudo isso, sao para nos ncnos uicis
103
quc a lana. Das planias, c×iraínos alincnios,
lclidas c rcncdios, con a condiçao, porcn, dc
quc c ncccssario scncar, sacIar, ccifar,
dclulIar, nocr c pisar os ccrcais c as crvas; as
arvorcs c ncccssario plania-las, poda-las c
csiruna-las; os fruios colIc-los, scca-los, cic.; c,
nuiio nais, sc qualqucr dcsias coisas dcvc scrvir
para rcncdio ou para consiruir, pois ncssc caso c
ncccssario prcpara-las dc nuiiíssinos ouiros
nodos. Os aninais, una vcz quc doiados dc vida
c dc novincnio, parccc quc sc lasicn a si
ncsnos; iodavia, sc algucn sc qucr scrvir dclcs
para o uso para quc foran conccdidos, c
ncccssario quc princiro os sulncia a c×crcícios.
Eis, con cfciio, un cavalo dc laialIa, un loi
para carrcios, un lurro dc carga, un cao dc
guarda ou dc caça, un falcao c un gaviao dc
caça, cic., cada un icn inaia a apiidao para cssc
scrviço dcicrninado; iodavia, valcn lcn pouco,
sc nao sao ircinados para o c×crcício da sua
funçao.
2. Con o cxcnpío do p)òp)ío Ioncn, quunto us
ucocs co)pò)cus.
4. O Ioncn, cnquanio icn un corpo, c fciio para
iralalIar; vcnos, iodavia, quc dc inaio clc nao
icn scnao a sinplcs apiidao; pouco a pouco, c
ncccssario cnsinar-lIc a csiar scniado c a csiar
dc pc, a caninIar c a novcr as naos, a fin dc
quc aprcnda a fazcr qualqucr coisa. Cono podc,
104
porianio, a nossa ncnic, scn una prcparaçao
prcvia, icr a prcrrogaiiva dc sc nosirar pcrfciia
cn si c por si? Nao c possívcl, porquc c lci dc
iodas as coisas criadas o concçar do nada c
clcvar-sc gradualncnic, ianio no quc diz rcspciio
à csscncia cono no quc diz rcspciio às açõcs.
Con cfciio, aic accrca dos anjos, nuiio vizinIos
dc Dcus cn pcrfciçao, consia quc nao salcn
iudo, nas progridcn gradualncnic no
conIccincnio da adniravcl salcdoria dc Dcus,
cono noianos pouco airas.
3. E po)quc ]u untcs du qucdu, c)u ncccssu)ío
cxc)cítu) o Ioncn, nuíto nuís c ncccssu)ío ugo)u,
dcpoís du co))upcuo.
5. É cvidcnic ianlcn quc, ja anics da qucda,
Iavia sido alcria, para o Ioncn, no paraíso
icrrcsirc, una cscola, na qual clc ia, pouco a
pouco, fazcndo progrcssos. Con cfciio, cnlora às
duas princiras criaiuras, apcnas criadas, nao
faliassc ncn o novincnio, ncn a palavra, ncn o
raciocínio, iodavia, do coloquio dc Eva con a
scrpcnic, iorna-sc cvidcnic quc nao iinIan
conIccincnio das coisas, o qual vcn da
c×pcricncia; pois sc aqucla dcsvcniurada fossc
doiada dc una c×pcricncia nais rica, nao icria
adniiido con iania sinplicidadc quanio a
scrpcnic lIc dissc, pois icria cniao a ccricza dc
quc aqucla criaiura nao podia scr doiada da
capacidadc dc discorrcr, c quc, por isso, dcvia
105
csiar a scr víiina dc un cngano. Con naior
razao, porianio, sc podcra susicniar quc agora,
no csiado dc corrupçao, sc sc qucr salcr alguna
coisa, c ncccssario aprcndc-la, porquc rcalncnic
vinos ao nundo con a ncnic nua cono una
ialua rasa, scn salcr fazcr nada, scn salcr
falar, ncn cnicndcr; nas c ncccssario cdificar
iudo a pariir dos fundancnios. E, na vcrdadc,
isio conscguc-sc nais dificilncnic do quc sc
conscguiria no csiado dc pcrfciçao, porquc as
coisas sao para nos olscuras c as línguas
confusas (dc ial nodo quc, cn vcz dc una so, sc
dcvcn agora aprcndcr varias, sc algucn, para sc
insiruir, qucr falar cn varias línguas, vivas c
noriasi; alcn disso, porquc as línguas vcrnaculas
sc iornaran nais conplicadas, c, quando
nasccnos, nada conIcccnos dclas.
E po)quc os cxcnpíos nost)un quc o Ioncn scn
ínst)ucuo nuo sc to)nu nuís quc un I)uto.
6. Tcnos c×cnplos dc alguns quc, rapiados na
infancia pclas fcras c crcscidos no ncio dclasí1|,
nada nais salian quc os lruios; nais ainda,
con a língua, con as naos c con os pcs, nao
cran capazcs dc fazcr nada dc divcrso daquilo
quc fazcn os aninais, a nao scr quc, dc novo,
icnIan sido conscrvados, duranic algun icnpo,
cnirc os Ioncns. Aduzirci dois c×cnplos. por
1540, nuna aldcia dc Hcsscn, siiuada no ncio dc
florcsias, aconicccu quc un ncnino dc ircs anos,
106
por incuria dos pais, sc pcrdcu. Alguns anos
dcpois, os canponcscs viran corrcr, juniancnic
con os lolos, un aninal dc forna difcrcnic,
quadrupcdc, nas con facc scnclIanic à do
Ioncn; cono, à força dc sc falar no caso, a
novidadc sc cspalIou, o cIcfc daqucla aldcia
ordcnou-lIcs quc visscn sc Iavia nancira dc o
prcndcr vivo. En confornidadc con csia ordcn,
foi apanIado c conduzido ao cIcfc da aldcia, c
finalncnic cnviado ao príncipc dc Kasscl.
Iniroduzido na sala do príncipc, pós-sc a corrcr,
fugiu, c foi cscondcr-sc dclai×o dc un lanco,
olIando con ar ancaçador c lançando icrrívcis
uivos. O príncipc fc-lo alincniar cnirc Ioncns, c
assin a fcra concçou, a pouco c pouco, a iornar-
sc nansa, dcpois a nanicr-sc dirciia solrc os pcs
c a caninIar cono os lípcdcs, finalncnic a falar
con inicligcncia c a agir cono Ioncn. E cniao,
quanio podia rccordar-sc, coniou quc iinIa sido
rapiado c alincniado pclos lolos, icndo-sc dcpois
Ialiiuado a andar à caça con clcs. M. Drcsscr
cscrcvc csia Iisioria no livro Dc nouu ct untíquu
díscípíínuí2| c rccorda-a ianlcn Cancrario nas
suas Ho)us (i. I, Cap. 7ií3|, acrcsccniando ouira
Iisioria parccida. Coularic, nas Mu)uuííIus do
nosso sccuío, cscrcvc quc cn França, cn 1563,
aconicccu quc alguns nolrcs, andando à caça, c
dcpois dc Iavcrcn naiado dozc lolos, acalaran
por apanIar, con un laço, un rapaz, dc ccrca dc
scic anos, nu, dc pclc anarclada c dc calclcira
107
cncrcspada. TinIa as unIas aduncas cono una
aguia; nao falava ncnIuna língua, nas cniiia
una cspccic dc nugido grossciro. Conduzido a
una forialcza, conscguiu-sc con grandc
dificuldadc ncic-lo a fcrros, dc ial nodo sc
iornara fcroz; nas, sulnciido, duranic alguns
dias, às ausicridadcs da fonc, concçou a
anansar, c, dcniro dc scic ncscs, a falar.
Lcvaran-no dc cidadc cn cidadc, para o
aprcscniar cono cspciaculo, o quc cra fonic dc
grandcs rccciias para os scus propriciarios.
Finalncnic, una polrc nulIcr rcconIcccu-o
cono scndo scu filIoí4|. Dcsic nodo, vcnos quc c
vcrdadciro aquilo quc Plaiao dci×ou cscriio (Lcís,
livro 6i. o Ioncn c un aninal cIcio dc nansidao
c dc csscncia divina, sc c iornado nanso por ncio
dc una vcrdadcira, cducaçao; sc, pclo conirario,
nao rccclc ncnIuna ou a rccclc falsa, iorna-sc o
nais fcroz dc iodos os aninais quc a icrra
produzí5|.
Tcn ncccssídudc dc cnsíno.
1. os cstúpídos c os íntcíígcntcs,
7. Esics faios dcnonsiran cn gcral, quc a
culiura c ncccssaria a iodos. Sc agora lançarnos
un olIar às divcrsas condiçõcs dos Ioncns,
vcrificanos o ncsno. Con cfciio, qucn podcra
pór cn duvida quc os csiupidos icnIan
ncccssidadc dc insiruçao, para sc lilcriarcn da
sua csiupidcz naiural? Mas, na rcalidadc, os
108
inicligcnics icn nuiio nais ncccssidadc dc
insiruçao, porquc a ncnic suiil, sc nao for
ocupada cn coisas uicis, ocupar-sc-a cla ncsna
cn coisas inuicis, frívolas c pcrniciosas. Con
cfciio, assin cono un canpo, quanio nais fcriil
c, ianio nais produz cspinIos c cardos, assin
ianlcn o cngcnIo pcrspicaz csia scnprc cIcio
dc pcnsancnios frívolos, a nao scr quc nclc sc
scncicn as scncnics da salcdoria c da viriudc.
E assin cono, sc à no quc gira nao c fornccido o
grao, dc quc c fciia a farinIa, cla sc gasia a si
ncsna c inuiilncnic sc cncIc dc pocira,
produzindo po, con csircpiio c fragor c ainda con
o csfarclancnio c a rupiura das parics, assin
ianlcn o cspíriio agil, sc pcrnanccc privado dc
iralalIos scrios, ncrgulIa inicirancnic cn
coisas vas, frívolas c nocivas, c scra a causa da
sua propria ruína.
2. os )ícos c os poI)cs,
8. Ouc sao os ricos scn salcdoria scnao porcos
cngordados con farclo? Ouc sao os polrcs scn
conprccnsao das coisas scnao lurros
condcnados a iransporiar a carga? Un Ioncn
fornoso privado dc culiura, quc c scnao un
papagaio dc plunagcn lrilIanic ou, cono dissc
algucn, una laínIa dc ouro con una cspada dc
cIunlo?í6|
109
3. uqucícs quc dcuc)uo sc) postos u cuIccu dos
out)os c uqucícs quc dcuc)uo sc) súdítos.
9. Aquclcs quc, alguna vcz, dcvcrao scr posios à
calcça dos ouiros, cono os rcis, os príncipcs, os
nagisirados, os parocos c os douiorcs da Igrcja
dcvcn cnlclcr-sc dc salcdoria iao
ncccssariancnic cono o guia dos viajanics dcvc
icr olIos, o inicrprcic dcvc icr língua, a ironlcia,
son c a cspada, gunc. Dc nodo scnclIanic,
ianlcn os sudiios dcvcn scr csclarccidos, para
quc sailan olcdcccr prudcnicncnic àquclcs quc
govcrnan saliancnic. nao coagidancnic, con
una sujciçao asinina, nas voluniariancnic, por
anor da ordcn. Con cfciio, a criaiura racional
nao dcvc scr conduzida por ncio dc griios, dc
prisõcs c dc lasionadas, nas pcla razao. Sc sc
proccdc dc nodo divcrso, a ofcnsa rcdunda
conira Dcus quc ianlcn nclcs dcpós a sua
inagcn; c as coisas Iunanas csiarao cIcias,
cono dc faio csiao, dc violcncias c dc
inquiciaçao.
Todos, po)tunto, scn ncnIunu cxcccuo.
10. Fiquc, porianio, asscnic quc a iodos aquclcs
quc nasccran Ioncns c ncccssaria a cducaçao,
porquc c ncccssario quc scjan Ioncns, nao
aninais fcrozcs, ncn aninais lruios, ncn
ironcos incrics. Daí sc scguc ianlcn quc,
quanio nais algucn c cducado, nais sc clcva
110
acina dos ouiros. Scja, porianio, o Salio a
concluir csic capíiulo. «Aquclc quc nao faz caso
ncnIun da salcdoria c do cnsino c un infcliz, as
suas cspcranças sao vas (ou scja, cspcra cn vao
conscguir o scu fini, infruiuosas as suas fadigas
c inuicis as suas olras» (SuIcdo)íu, 3, 11i.
111

Capítulo VII
A FORMAÇÃO DO HOMEM
FAZ-SE COM MUITA FACILIDADE
NA PRIMEIRA IDADE,
E NÃO PODE FAZER-SE
SENÃO NESSA IDADE

O nodo dc dcscnuoíuc)-sc do Ioncn c scncíIuntc
uo du píuntu.
1. Do quc foi diio, c cvidcnic quc c scnclIanic a
condiçao do Ioncn c a da arvorc. Efciivancnic,
da ncsna nancira quc una arvorc dc fruio (una
nacicira, una pcrcira, una figucira, una vidcirai
podc crcsccr por si c por sua propria viriudc,
nas, scndo lrava, produz fruios lravos, c para
dar fruios lons c doccs icn ncccssariancnic quc
scr planiada, rcgada c podada por un agriculior
pcriio, assin ianlcn o Ioncn, por viriudc
propria, crcscc con fciçõcs Iunanas (cono
ianlcn qualqucr aninal lruio crcscc con as
suas fciçõcs propriasi, nas nao podc crcsccr
aninal racional, salio, Ioncsio c picdoso, sc
princirancnic nclc sc nao planian os gcrncns
da salcdoria, da Ioncsiidadc c da picdadc. Agora
inporia dcnonsirar quc csia planiaçao dcvc scr
fciia cnquanio as planias sao novas.
112
A ]o)nucuo do Ioncn dcuc conccu) con u
p)íncí)u ídudc.
1. po) cuusu du íncc)tczu du uídu p)cscntc.
2. Ouanio aos Ioncns, as razõcs fundancniais
dcsia ncccssidadc sao scis. En princiro lugar, a
inccricza da vida prcscnic, da qual c ccrio quc sc
icn dc sair, nas c inccrio ondc c quando. O
pcrigo dc algucn scr surprccndido inprcparado c
iao gravc quc nao sc podc afasiar. Con cfciio, o
icnpo prcscnic foi conccdido para quc, duranic
clc, o Ioncn ganIc ou pcrca para scnprc a
graça dc Dcus. Efciivancnic, assin cono no
uicro da nac o corpo do Ioncn sc forna, dc ial
nancira quc, sc algun dc la sai con qualqucr
ncnlro a ncnos, ncccssariancnic ficara scn clc
duranic ioda a vida, assin ianlcn a alna,
cnquanio vivcnos no corpo, dc ial nancira sc
forna para o conIccincnio c para a pariicipaçao
dc Dcus, quc, sc algun nao conscguc adquiri-la
ncsic nundo, una vcz saído do corpo, ja lIc nao
rcsia ncn lugar ncn icnpo para fazcr ial
aquisiçao. Una vcz quc, porianio, sc iraia aqui
dc un ncgocio dc iao grandc inporiancia,
convcn fazc-lo o nais dcprcssa possívcl, para quc
sc nao scja surprccndido pcla noric, anics dc o
Iavcr conduzido ao fin.
2. pu)u quc sc]u ínst)uìdo nuquíío quc dcuc ]uzc)
ncstu uídu, untcs dc conccu) u ]uzc-ío.
113
3. Mas, ncsno quc a noric nao csicja inincnic c
sc csicja scguro dc una vida nuiio longa, dcvc,
iodavia, concçar-sc a fornaçao nuiio ccdo, pois
nao dcvc passar-sc a vida a aprcndcr, nas a
fazcr. Convcn, porianio, insiruir-sc, o nais ccdo
possívcl, naquilo quc dcvc fazcr-sc ncsia vida, a
fin dc nao scrnos olrigados a pariir, anics dc
icrnos aprcndido o quc dcvcnos fazcr. Mcsno
quc fossc do agrado dc algucn passar ioda a vida
a aprcndcr, c infiniia a nuliidao das coisas quc o
Criador das ncsnas coisas fcz oljcio dc
cspcculaçao agradavcl, dc ial nancira quc sc a
algucn fossc conccdida una vida iao longa cono
a Ncsior, icria scnprc cn quc a cnprcgar dc
nodo nuiio uiil, invcsiigando os icsouros da
salcdoria divina cspalIados por ioda a paric, c
adquirindo con clcs apoios para a vida cicrna.
Dcvc, porianio, dcsdc ccdo, alrir-sc os scniidos
do Ioncn para a olscrvaçao das coisas, pois,
duranic ioda a sua vida, clc dcvc conIcccr,
c×pcrincniar c c×ccuiar nuiias coisas.
3. todus us coísus ]o)nun-sc nuíto nuís
]ucííncntc, cnquunto suo tcn)us.
4. É una propricdadc dc iodas as coisas quc
nasccn o faio dc, cnquanio sao icnras, sc
podcrcn facilncnic dolrar c fornar, nas, una
vcz cndurccidas, ja nao olcdcccn. A ccra nolc
dci×a-sc anassar c nodclar, nas, cndurccida,
quclra nais facilncnic. Una arvorczinIa dci×a-
114
sc planiar, iransplaniar, podar, dolrar para aqui
ou para ali, nas una arvorc ja crcscida dc nodo
algun. Assin, qucn qucr fazcr un vcncclIo, dcvc
ionar un rano vcrdc c novo, pois nao podc scr
iorcido un quc scja vclIo, scco c nodoso. Dc ovos
frcscos, cIocados, nasccn no dcvido icnpo os
piniainIos, os quais, cn vao sc cspcrarian, dc
ovos rcsscssos. O carrocciro cnsina o cavalo, o
lavrador o loi, o caçador o cao c o falcao a
iralalIar (assin cono o Ioncn dc circo cnsina o
urso a lailar, c a lru×a cnsina a pcga, o corvo, c
o papagaio a falari, nas cscolIcn aquclcs quc
sao nuiio novos, pois, sc ionan os quc sao ja
vclIos, pcrdcn o icnpo.
TunIcn o Ioncn.
5. Evidcnicncnic, csics rcsuliados olicn-sc, da
ncsna nancira, no Ioncn cujo ccrclro (quc,
cono airas disscnos, c scnclIanic à ccra,
rccclcndo as inagcns das coisas quc lIc sao
iransniiidas pclos scniidosi, na idadc infaniil, c
inicirancnic Iunido c nolc c apio a rccclcr
iodas as figuras quc sc lIc aprcscnian; nas
dcpois, pouco a pouco, scca c cndurccc, dc ial
nodo quc nclc nais dificilncnic sc inprincn ou
csculpcn as coisas, cono a c×pcricncia
dcnonsira. Daqui, a scguinic afirnaçao dc
Cíccro. «as crianças aprccndcn rapidancnic
inuncras coisasȒ1|. Assin ianlcn as nossas
naos c os nossos ouiros ncnlros nao podcn
115
c×crciiar-sc nas arics c nos ofícios scnao nos
anos da infancia, cn quc os ncrvos csiao icnros.
Sc algucn qucr vir a scr lon cscrivao, pinior,
alfaiaic, fcrrciro, nusico, cic., dcvc aplicar-sc ao
scu ofício dcsdc os princiros anos, cnquanio a
inaginaçao c agil c os dcdos flc×ívcis; dc ouiro
nodo, nunca fara nada dc lon. Dc nodo
scnclIanic, porianio, sc sc qucr quc a picdadc
lancc raízcs no coraçao dc algucn, inporia
plania-la nos princiros anos; sc sc dcscja quc
algucn sc iornc un nodclo dc apurada
noralidadc, c ncccssario Ialiiua-lo aos lons
cosiuncs dcsdc icnra idadc; a qucn dcvc fazcr
grandcs progrcssos no csiudo da salcdoria,
inporia alrir-lIc os scniidos para iodas as
coisas, nos princiros anos, cnquanio o scu ardor
c vivo, o cngcnIo rapido c a ncnoria icnaz. «É
coisa iorpc c ridícula un vclIo scniado nos
lancos da cscola prinaria. ao jovcn conpcic
prcparar-sc; ao vclIo rcalizar-sc», cscrcvc Scncca,
na Cu)tu, 36í2|.
4. Ao Ioncn ]oí dudo un íongo cspuco dc tcnpo
pu)u sc ]o)nu), o quuí nuo dcuc sc) gusto nout)us
coísus.
6. Para quc o Ioncn pudcssc fornar-sc «ad
Iunaniiaicn», Dcus conccdcu-lIc os anos da
juvcniudc, duranic os quais, scndo inalil para
ouiras coisas, fossc apio apcnas para a sua
fornaçao. É ccrio, con cfciio, quc o cavalo, o loi,
116
o clcfanic c iodos os ouiros aninais, dc qualqucr
iananIo, cn un ano ou dois, aiingcn una
csiaiura pcrfciia; o Ioncn, porcn, so o conscguc
cn vinic ou irinia anos. Sc algun, porcn, julgar
icr cIcgado a cssa csiaiura pcrfciia por un ncro
acaso ou dcvido a quaisqucr causas scgundas,
ccriancnic dcspcriara adniraçao. A iodas as
ouiras coisas, Dcus fi×ou una ncdida; so ao
Ioncn, scnIor das coisas, pcrniiiu passar o scu
icnpo ao acaso? Ou pcnsarcnos quc,
rclaiivancnic ao Ioncn, Dcus icnIa conccdido à
naiurcza a graça dc proccdcr a passo lcnio, a fin
dc quc nais facilncnic possa rcalizar a sua
fornaçao? Ora, scn ncnIuna fadiga, cn alguns
ncscs, cla forna corpos naiorcs. Nao rcsia,
porianio, ncnIuna ouira Iipoicsc scnao quc o
nosso Criador, con anino dclilcrado, sc dignou
conccdcr-nos a graça dc rciardar o nosso
dcscnvolvincnio, para quc fossc nais longo o
cspaço dc icnpo para nos dcdicarnos ao csiudo;
c iornar-nos, duranic ianio icnpo, inalcis para
os ncgocios cconónicos c políiicos, para quc,
duranic o rcsianic icnpo da vida (c ianlcn na
cicrnidadci, nos iornasscnos nais Ialcis ncsscs
assunios.
5. Pc)nunccc ]í)nc soncntc uquíío dc quc sc
cnIcIc u p)íncí)u ídudc.
7. No Ioncn, so c firnc c csiavcl aquilo dc quc
sc cnlclc a princira idadc; o quc c cvidcnic
117
pclos ncsnos c×cnplos. Un vaso dc larro
conscrva, aic quc sc quclrc, o odor daquilo con
quc foi cncIido quando cra novoí3|. Una arvorc,
da nancira cono, ainda icnrinIa, csicndcu os
ranos para cina ou para lai×o, para csic ou para
aquclc lado, assin os nanicn duranic ccn anos,
cnquanio a nao coriarcn. A la conscrva iao
icnazncnic a princira cor dc quc sc cnlclcu
quc nao Ia pcrigo dc quc dcsloic. Os arcos dc
una roda, dcpois dc cndurccidos, fazcn-sc nais
facilncnic cn nil pcdaços do quc volian a ficar
dirciios. Do ncsno nodo, no Ioncn, as
princiras inprcssõcs csianpan-sc dc ial
nancira quc c un auicniico nilagrc fazc-las
ionar nova forna; por isso, c dc aconsclIar quc
clas scjan nodcladas logo nos princiros anos da
vida, scgundo as vcrdadciras nornas da
salcdoria.
6. Nuo cducu) Icn c unu coísu sununcntc
pc)ígosu.
8. Finalncnic, c una coisa sunancnic pcrigosa
nao cnlclcr o Ioncn, logo dcsdc os princiros
anos, dos prccciios saluiarcs à vida. Con cfciio,
porquc a alna Iunana, apcnas os scniidos
c×icrnos concçan a dcscnpcnIar o scu papcl, dc
nodo algun podc csiar quicia, ianlcn ja nao
podc alsicr-sc, sc nao csia ja ocupada cn coisas
uicis, dc sc ocupar cn coisas vas dc ioda a
cspccic, c aic (dados os naus c×cnplos do nosso
118
scculo corrupioi ianlcn cn coisas prcjudiciais,
quc dcpois c inpossívcl ou nuiio difícil
dcsaprcndcr, cono advcriinos ja. Por isso, o
nundo csia cIcio dc cnornidadcs, para fazcr
ccssar as quais nao lasian ncn os nagisirados
políiicos ncn os ninisiros da Igrcja, cnquanio sc
nao iralalIar scriancnic para csiancar as
princiras fonics do nal.
Concíusuo.
9. Porianio, na ncdida cn quc a cada un
inicrcssa a salvaçao dos scus proprios filIos, c
àquclcs quc prcsidcn às coisas Iunanas, no
govcrno políiico c cclcsiasiico, inicrcssa a
salvaçao do gcncro Iunano, aprcsscn-sc a
providcnciar para quc, dcsdc ccdo, as
planiazinIas do ccu concccn a scr planiadas,
podadas c rcgadas, c a scr prudcnicncnic
fornadas, para alcançarcn cficazcs progrcssos
nos csiudos, nos cosiuncs c na picdadc.
119

Capítulo VIII
É NECESSÁRIO,
AO MESMO TEMPO,
FORMAR A JUVENTUDE
E ABRIR ESCOLAS

O cuídudo dos ]ííIos díz )cspcíto p)op)íuncntc uos
puís.
1. Dcnonsirado quc as planiazinIas do paraíso,
ou scja, a juvcniudc crisia, nao podcn crcsccr à
nancira dc una sclva, nas prccisan dc
cuidados, vcjanos agora a qucn incunlc csscs
cuidados. Naiuralíssinancnic, isso conpcic aos
pais, dc ial nancira quc, assin cono foran os
auiorcs da vida, scjan ianlcn os auiorcs dc
una vida racional, Ioncsia c sania. Ouc para
Alraao isso fossc una olrigaçao solcnc, aicsia-o
Dcus. «Porquc cu sci quc Ia-dc ordcnar a scus
filIos c à sua casa, dcpois dclc, quc guardcn os
caninIos do ScnIor, c quc praiiqucn a cquidadc
c a jusiiça» (Gcncsís, 18, 19i. A ncsna coisa
c×igc Dcus dos pais, cn gcral, ao ordcnar.
«Esforçar-ic-as por cnsinar aos icus filIos as
ninIas palavras c falar-lIcs-as dclas quando
csiivcrcs scniado cn iua casa c quando andarcs
pclos caninIos, quando forcs para a cana c
quando ic lcvaniarcs» (Dcutc)ononío, 6, 7i. E pcla
120
loca do Aposiolo. «Vos, pais, nao provoqucis à ira
os vossos filIos, nas cducai-os na disciplina c
nas insiruçõcs do ScnIor» (E]csíos, 6, 4i.
Suo-íIcs dudos, toduuíu, cono uuxíííu)cs, os
p)o]csso)cs dus cscoíus.
2. Todavia, porquc, icndo-sc nuliiplicado ianio
os Ioncns cono os afazcrcs Iunanos, sao raros
os pais quc, ou sailan, ou possan, ou pclas
nuiias ocupaçõcs, icnIan icnpo suficicnic para
sc dcdicarcn a cducaçao dc scus filIos, dcsdc Ia
nuiio, por saluiar consclIoí1|, sc iniroduziu o
cosiunc dc nuiios, cn conjunio, conconfiarcn a
cducaçao dc scus filIos a pcssoas cscolIidas,
noiavcis pcla sua inicligcncia c pcla purcza dos
scus cosiuncs. A csscs fornadorcs da juvcniudc,
c cosiunc dar o nonc dc prcccpiorcs, ncsircs,
ncsircs-cscola c profcssorcs; os locais dcsiinados
a csscs c×crcícios conuns rccclcn o nonc dc
cscolas, insiiiuios, audiiorios, colcgios, ginasios,
acadcnias, cic.
O)ígcn c dcscnuoíuíncnto dus cscoíus.
3. Josc aicsiaí2| quc o princiro a alrir cscola,
incdiaiancnic a scguir ao Diluvio, foi o pairiarca
Scn, a qual dcpois foi cIanada cscola judaica. E
qucn nao salc quc na Caldcia, principalncnic
na Dalilónia, Iavia nuncrosas cscolas, ondc sc
culiivavan ianio ouiras cicncias c arics cono a
asirononia? É salido, con cfciio, quc, dcpois (no
121
icnpo dc Nalucodonosori, ncssa salcdoria dos
Caldcus foran insiruídos Danicl c os scus
conpanIciros (Dunící, 1, 20i. Havia-as ianlcn
no Egiio, ondc foi cducado Moiscs (Atos dos
Apòstoíos, 7, 22i. No povo dc Isracl, por ordcn dc
Dcus, cn iodas as cidadcs foran consiruídas
cscolas, cIanadas sinagogas, ondc os lcviias
cnsinavan a Lci, as quais duraran aic ao icnpo
dc Crisio, iornando-sc cclclrcs pcla prcgaçao
d'Elc c dos Aposiolos. Dos cgípcios, os grcgos, c
dcsics, os ronanos rccclcran o cosiunc dc
fundar cscolas; a pariir dos ronanos, cspalIou-
sc o louvavcl cosiunc dc alrir cscolas por iodo o
Inpcrio, principalncnic, apos a propagaçao da
rcligiao dc Crisio, pcla soliciiudc ficl dc príncipcs
c lispos picdosos. Accrca dc Carlos Magno, aicsia
a Iisioria quc, à ncdida quc ia sulncicndo cada
povo pagao, logo lIc cnviava lispos c profcssorcs,
c crigia icnplos c cscolas. Scguiran o scu
c×cnplo ouiros inpcradorcs crisiaos, rcis,
príncipcs c govcrnadorcs dc cidadcs; c dc ial
nodo auncniaran o nuncro das cscolas quc
csias sc iornaran inuncravcis.
Expíícu-sc quc, ]ínuíncntc, dcucn sc) uIc)tus
cscoíus po) todu u pu)tc.
4. Ouc csic sanio cosiunc sc dcvc, nao apcnas
nanicr, nas aic auncniar, inicrcssa a ioda a
Crisiandadc, a fin dc quc cn ioda c qualqucr
conunidadc dc Ioncns lcn ordcnada (qucr scja
122
cidadc, ou vila ou aldciai, sc consirua una cscola
para a cducaçao conun da juvcniudc. E×igc-o,
con cfciio.
1. o dcco)o du o)dcn quc dcuc sc) oIsc)uudu po)
todu u pu)tc,
5. A ordcn louvavcl das coisas. Con cfciio, sc un
pai dc fanília nao icn disponililidadc para fazcr
iudo o quc a adninisiraçao dos ncgocios
doncsiicos c×igc, nas sc scrvc dc varios
cnprcgados, porquc nao Ia-dc fazcr o ncsno no
nosso caso? Na vcrdadc, quando clc icn
ncccssidadc dc farinIa, dirigc-sc ao nolciro;
quando icn ncccssidadc dc carnc, ao carnicciro;
quando icn ncccssidadc dc lclidas, ao
ialcrnciro; quando icn ncccssidadc dc un faio,
ao alfaiaic; quando icn ncccssidadc dc calçado,
ao sapaiciro; quando icn ncccssidadc dc una
casa, dc una rclIa do arado, dc un prcgo, cic.,
dirigc-sc ao narccnciro, ao pcdrciro, ao fcrrciro,
cic. Una vcz quc, para insiruir os adulios na
rcligiao, icnos os icnplos; para discuiir as
causas cn liiígio, c para convocar o povo c para o
infornar accrca das coisas ncccssarias, icnos os
irilunais c os parlancnios, porquc nao Iavcnos
dc icr cscolas para a juvcniudc? Alcn disso, ncn
scqucr os canponcscs apasccnian, cada un por
si, os scus porcos c as suas vacas, nas
coniraian pasiorcs assalariados quc scrvcn ao
ncsno icnpo a iodos, dcdicando-sc clcs,
123
cnircianio, con ncnos disiraçõcs, aos scus
ouiros ncgocios. Na vcrdadc, Ia una grandc
ccononia dc fadiga c dc icnpo, quando una so
pcssoa faz una so coisa, scn scr disiraída por
ouiras coisas; dcsic nodo, con cfciio, una so
pcssoa podc scrvir uiilncnic a nuiias, c nuiias
podcn scrvir a una so.
2. u ncccssídudc,
6. En scgundo lugar, a ncccssidadc. Porquc, con
cfciio, rarancnic os pais csiao prcparados para
cducar lcn os filIos, ou rarancnic dispõcn dc
icnpo para isso, daí sc scguc cono conscqucncia
quc dcvc Iavcr pcssoas quc façan apcnas isso
cono profissao c dcssc nodo sirvan a ioda a
conunidadc.
3. u utííídudc,
7. E ncsno quc nao faliasscn pais a qucn fossc
possívcl dcdicar-sc inicirancnic à cducaçao dos
scus filIos, scria, iodavia, nuiio nclIor cducar a
juvcniudc cn conjunio, nun grupo naior,
porquc, scn duvida, o fruio c o prazcr do
iralalIo c naior, quando uns rccclcn c×cnplo c
inciiancnio dc ouiros. Con cfciio, c
naiuralíssino fazcr o quc fazcn os ouiros, ir ondc
vcnos ir os ouiros, scguir os quc vao à frcnic c ir
à frcnic dos quc vcn airas.
124
AIc)to o cu))uí, tunto ncíIo) co))c o ]o)tc cuuuío,
quunto tcn u qucn pussu) u ])cntc c u qucn
scguí)í3|.
Alcn disso, a idadc infaniil conduz-sc c govcrna-
sc nuiio nclIor con c×cnplos quc con rcgras.
Sc sc lIc ordcna alguna coisa, pouco sc
inicrcssara; sc sc lIc nosira os ouiros a fazcr
alguna coisa, iniia-los-a, ncsno quc lIo nao
ordcncn.
4. os cxcnpíos constuntcs du nutu)czu
8. Finalncnic, a naiurcza da-nos, por ioda a
paric, o c×cnplo dc quc aquclas coisas quc
dcvcn crcsccr alundanicncnic dcvcn scr
criadas cn un so lugar. Assin, as arvorcs nas
florcsias, as crvas nos canpos, os pci×cs nas
aguas, os nciais nas profundidadcs da icrra, cic.,
nasccn cn grupos. E isso dc ial nancira quc, cn
gcral, a florcsia quc produz pinIciros ou ccdros
ou carvalIos, produ-los alundanicncnic,
cnquanio quc as ouiras cspccics dc arvorcs ncla
sc nao dcscnvolvcn igualncnic lcn; a icrra quc
produz ouro, nao produz, con a ncsna
alundancia, os ouiros nciais. Todavia, aquilo
quc qucrcnos dizcr cnconira-sc ainda nais lcn
c×prcsso no nosso corpo, ondc c ncccssario quc
cada ncnlro rcccla una paric do alincnio quc
sc iona, c iodavia nao sc da a cada un a sua
porçao ainda crua para quc a prcparc c adapic a
125
si, nas Ia dcicrninados ncnlros, quc sao cono
quc oficinas dcsiinadas a cssc iralalIo, os quais,
para uiilidadc dc iodo o corpo, rccclcn os
alincnios, fazcn-nos fcrncniar, digcrcn-nos c,
finalncnic, disirilucn o alincnio assin
prcparado pclos ouiros ncnlros. Assin, o
csiónago forna o quilo, o fígado o sanguc, o
coraçao o cspíriio viial, c o ccrclro o cspíriio
aninal, os quais, ja prcparados, difundcn-sc
facilncnic por iodos os ncnlros c conscrvan
agradavclncnic a vida cn iodo o corpo. Porquc c
quc, porianio, nao sc Ia-dc crcr quc, do ncsno
nodo quc as oficinas rcforçan c rcgulan os
iralalIos, os icnplos a picdadc, os irilunais a
jusiiça, assin ianlcn as cscolas produzcn,
dcpuran c nuliiplican a luz da salcdoria c a
disirilucn a iodo o corpo da conunidadc
Iunana?
5. c du u)tc
9. Finalncnic, nas coisas ariificiais, iodas as
vczcs quc sc proccdc racionalncnic, olscrvanos
o ncsno. É ccrio quc o siviculior, girando pclas
florcsias c pclos pinIais, nao plania os
ncrgulIõcs por ioda a paric ondc os cnconira
proprios para a planiaçao, nas arranca-os c
iransporia-os para un vivciro c iraia-os
juniancnic con ccnicnas dc ouiros. Do ncsno
nodo, qucn sc ocupa cn nuliiplicar os pci×cs
para uso da cozinIa, consiroi un vivciro, ondc os
126
faz nuliiplicar, iodos junios, aos nilIarcs. E
quanio naior c a planiaçao, ianio nclIor
cosiunan crcsccr as planias; c quanio naior c o
vivciro, ianio naiorcs sc iornan os pci×cs. Ora,
assin cono sc dcvcn fazcr vivciros para os pci×cs
c planiaçõcs para as planias, assin sc dcvcn
consiruir cscolas para a juvcniudc.
127

Capítulo IX
TODA
A JUVENTUDE
DE AMBOS OS SEXOS
DEVE SER ENVIADA
ÀS ESCOLAS

As cscoíus dcucn sc) usííos conuns du ]uucntudc.
1. Ouc dcvcn scr cnviados às cscolas nao apcnas
os filIos dos ricos ou dos cidadaos principais,
nas iodos por igual, nolrcs c plclcus, ricos c
polrcs, rapazcs c raparigas, cn iodas as cidadcs,
aldcias c casais isolados, dcnonsiran-no as
razõcs scguinics.
1. Po) quc todos dcucn sc) )c]o)nudos u ínugcn
dc Dcus.
2. En princiro lugar, iodos aquclcs quc
nasccran Ioncns, nasccran para o ncsno fin
principal, para scrcn Ioncns, ou scja, criaiura
racional, scnIora das ouiras criaiuras, inagcn
vcrdadcira do scu Criador. Todos, por isso, dcvcn
scr cncaninIados dc nodo quc, cnlclidos
scriancnic do salcr, da viriudc c da rcligiao,
passcn uiilncnic a vida prcscnic c sc prcparcn
dignancnic para a fuiura. Ouc, pcranic Dcus,
nao Ia pcssoas privilcgiadas, Elc proprio o afirna
128
consianicncnicí1|. Porianio, sc nos adniiinos à
culiura do cspíriio apcnas alguns, c×cluíndo os
ouiros, fazcnos injuria, nao so aos quc
pariicipan conosco da ncsna naiurcza, nas
ianlcn ao proprio Dcus, quc qucr scr conIccido,
anado c louvado por iodos aquclcs cn qucn
inpriniu a sua inagcn. E isso scra fciio con
ianio nais fcrvor, quanio nais accsa csiivcr a luz
do conIccincnio. ou scja, ananos ianio nais,
quanio nais conIcccnosí2|.
2. Todos sc dcucn p)cpu)u) pu)u os o]ìcíos du suu
]utu)u uocucuo.
3. En scgundo lugar, porquc nao nos c cvidcnic
para quc coisa nos dcsiinou a divina providcncia.
É ccrio, porcn, quc, por vczcs, dc pcssoas
paupcrrinas, dc condiçao lai×íssina c
olscuraniíssina, Dcus consiiiui orgaos
c×cclcnics da sua gloria. Iniicnos, por isso, o sol
cclcsic, quc ilunina, aquccc c vivifica ioda a
icrra, para quc iudo o quc podc vivcr, vcrdcjar,
florir c fruiificar, viva, vcrdcjc, florcsça c
fruiifiquc.
3. Aíguns soI)ctudo (os cstúpídos c os dcIcís po)
nutu)czu) dcucn sc) nuíto u]ududos.
4. Nao dcvc fazcr-nos olsiaculo o faio dc vcrnos
quc alguns sao rudcs c csiupidos por naiurcza,
pois isso ainda nais rcconcnda c iorna nais
urgcnic csia univcrsal culiura dos cspíriios. Con
129
cfciio, quanio nais algucn c dc naiurcza lcnia ou
rudc, ianio nais icn ncccssidadc dc scr ajudado,
para quc, quanio possívcl, sc lilcric da sua
dclilidadc c da sua csiupidcz lruial. Nao c
possívcl cnconirar un cspíriio iao infcliz, a quc a
culiura nao possa irazcr alguna nclIoria.
Ccriancnic, da ncsna nancira quc un vaso
csluracado, nuiias vczcs lavado, cnlora nao
conscrvc ncnIuna goia dc agua, iodavia, iorna-
sc nais liso c nais linpo, assin ianlcn os
dclcis c os csiupidos, ncsno quc nos csiudos
nao façan ncnIun progrcsso, iornan-sc,
iodavia, nais lrandos nos cosiuncs, dc nodo a
salcrcn olcdcccr às auioridadcs políiicas c aos
ninisiros da Igrcja. Consia, dc rcsio, pcla
c×pcricncia, quc ccrios indivíduos, por naiurcza
nuiio lcnios, dcpois dc icrcn scguido o curso dos
csiudos, passaran à frcnic dc ouiros nais lcn
doiados. E isio c iao vcrdadciro quc un pocia
afirnou. «O iralalIo olsiinado vcncc iudo»í3|.
Alcn disso, da ncsna nancira quc algucn, na
infancia, c lclo c foric dc corpo, c dcpois sc iorna
cnfcrniço c cnagrccc, c un ouiro, ao conirario,
cn jovcn, c dc consiiiuiçao docniia, c dcpois
adquirc força c crcscc rolusio, assin ianlcn sc
vcrifica con as inicligcncias, dc ial nancira quc
algunas sao prccoccs, nas dcprcssa sc csgoian
c acalan por sc iornar oliusas, c ouiras a
princípio sao rudcs, nas dcpois iornan-sc finas c
nuiio pcnciranics. Alcn disso, gosianos dc icr
130
nos ponarcs, nao apcnas arvorcs quc produzcn
fruios prccoccs, nas ianlcn arvorcs quc
produzcn fruios dc ncia csiaçao, c fruios
scródios, porquc cada coisa c loa no scu icnpo
(cono diz algurcs o Ecícsíustícoií4| c, cnlora
iardc, acala por nosirar, cn dcicrninada aliura,
quc nao c×isiia cn vao. Porquc c quc, cniao, no
jardin das lciras, apcnas qucrcnos iolcrar as
inicligcncias dc una so cspccic, ou scja, as
prccoccs c agcis? Ningucn, por conscguinic, scja
c×cluído, a nao scr a qucn Dcus ncgou a
scnsililidadc c a inicligcncia.
Dcuc udnítí)-sc nos cstudos tunIcn o scxo ])ugíí¯
Sín.
5. Nao podc aduzir-sc ncn scqucr un noiivo
valido pclo qual o sc×o fraco (para quc accrca
dcsic assunio diga pariicularncnic alguna coisai
dcva scr c×cluído dos csiudos (qucr csics sc
ninisircn cn laiin, qucr sc ninisircn na língua
naicrnal. Con cfciio, as nulIcrcs sao
igualncnic inagcns dc Dcus, igualncnic
pariicipanics da graça c do rcino dos ccus,
igualncnic doiadas dc una ncnic agil c capaz dc
aprcndcr a salcdoria (nuiias vczcs aic nais quc
o nosso sc×oi, igualncnic para clas csia alcrio o
caninIo dos ofícios clcvados; una vcz quc,
frcqucnicncnic, sao cIanadas pclo proprio Dcus
para o govcrno dos povos, para dar saluiarcs
consclIos a rcis c a príncipcs, para c×crccr a
131
ncdicina c ouiras arics saluiarcs ao gcncro
Iunano, para pronunciar profccias c c×prolar
saccrdoics c lispos. Porquc c quc, cniao, as
Iavíanos dc adniiir ao alc c dcpois as Iavíanos
dc afasiar do csiudo dos livros? Tcnos ncdo quc
concian icncridadcs? Mas quanio nais lIcs
iivcrnos ocupado o pcnsancnio, ianio ncnor
lugar cnconirara a icncridadc, a qual,
nornalncnic, c originada pcla dcsocupaçao da
ncnic.
Toduuíu, con quc p)ccuucuo¯
6. Todavia, dc ial nancira quc lIcs nao scja dado
cono alincnio ioda a cspccic dc livros (do ncsno
nodo quc à juvcniudc dc ouiro sc×o; scndo
dcploravcl quc, aic aqui, csic nal nao icnIa sido
cviiado con naior prccauçaoi, nas livros nos
quais possan Iaurir consianicncnic, con o
vcrdadciro conIccincnio dc Dcus c das suas
olras, vcrdadciras viriudcs c a vcrdadcira
picdadc.
HcIutc-sc unu oI]ccuo.
7. Ningucn, porianio, nc oljcic con as palavras
do Aposiolo. «Nao pcrniio à nulIcr quc cnsinc»
(Tínòtco, I, 2, 12i, ou con as dc Juvcnal, na
Sutí)u 6.
Ouc u nuíIc) quc sc dcítu ]untuncntc contígo nuo
tcnIu u nuníu dc ]uíu) ou dc cn)oíu) ])uscs pu)u
132
const)uí) cntíncnus, ncn suíIu todus us
Iístò)íusí5|.
ou con aquilo quc, cn Euripcdcs, diz Hipoliio.
Odcío u nuíIc) c)udítu, pu)u quc cn nínIu cusu
nuncu sc cncont)c unu quc suíIu nuís do quc
conucn suIc) u unu nuíIc). Con c]cíto, Vcnus
ínspí)u nuío) ustúcíu us nuíIc)cs c)udítusí6|.
Esias afirnaçõcs, rcpiio, nada olsian ao nosso
consclIo, pois c nossa opiniao quc as nulIcrcs
scjan insiruídas, nao para a curiosidadc, nas
para a Ioncsiidadc c para a lcaiiiudc. Solrciudo
naquclas coisas quc a clas inporia salcr c quc
podcn coniriluir qucr para adninisirar
dignancnic a vida faniliar, qucr para pronovcr a
sua propria salvaçao, a do narido, dos filIos c dc
ioda a fanília.
Out)u oI]ccuo.
8. Sc algucn disscr. ondc ircnos nos parar, sc os
opcrarios, os agriculiorcs, os noços dc frcics c
finalncnic aic as nulIcrcs sc cnircgarcn aos
csiudos? Fcspondo. aconicccra quc, sc csia
cducaçao univcrsal da juvcniudc for dcvidancnic
coniinuada, a ningucn faliara, daí cn dianic,
naicria dc lons pcnsancnios, dc lons dcscjos,
dc loas inspiraçõcs c ianlcn dc loas olras. E
iodos salcrao para ondc dcvcn dirigir iodos os
aios c dcscjos da vida, por quc caninIos dcvcn
133
andar c dc quc nodo cada un Ia-dc ocupar o
scu lugar. Alcn disso, iodos sc dclciiarao, ncsno
no ncio dos iralalIos c das fadigas, ncdiiando
nas palavras c nas olras dc Dcus, c cviiarao o
ocio, causa dc pccados carnais c dc dcliios dc
sanguc, lcndo frcqucnicncnic a Díllia c ouiros
lons livros (c csics prazcrcs, nuiio doccs,
airaicn qucn ja os salorcoui. E, para quc diga
iudo dc una so vcz, aprcndcrao a vcr Dcus por
ioda a paric, a louva-lo por ioda a paric, a
apro×inar-sc dclc por ioda a paric; c, dcsic
nodo, aprcndcrao a passar con naior alcgria
csia vida dc niscrias c a cspcrar, con naior
dcscjo c naior cspcrança, a vida cicrna. Acaso
nao c vcrdadc quc scnclIanic csiado da Igrcja
rcprcscniaria para nos o paraíso, ial cono c
possívcl ic-lo na icrra?
134

Capítulo X
NAS ESCOLAS,
A FORMAÇÃO
DEVE SER UNIVERSAL

Ouc sc cntcndc po) uqucíc «tudo» quc, nus cscoíus,
sc dcuc cnsínu) c up)cndc)¯
1. Inporia agora dcnonsirar quc, nas cscolas, sc
dcvc cnsinar iudo a iodos. Isio nao qucr dizcr,
iodavia, quc c×ijanos a iodos o conIccincnio dc
iodas as cicncias c dc iodas as arics (solrciudo
sc sc iraia dc un conIccincnio c×aio c
profundoi. Con cfciio, isso, ncn, dc sua
naiurcza, c uiil, ncn, pcla lrcvidadc da nossa
vida, c possívcl a qualqucr dos Ioncns. Vcnos,
con cfciio, quc cada cicncia sc alarga iao
anplancnic c iao suiilncnic (pcnsc-sc, por
c×cnplo, nas cicncias físicas c naiurais, na
naicnaiica, na gconciria, na asirononia, cic. c
ainda na agriculiura ou na siviculiura, cic.i quc
podc prccncIcr ioda a vida, ncsno dc
inicligcncias grandcncnic doiadas quc acaso
quciran dcdicar-sc à icoria c à praiica, cono
aconicccu con Piiagoras na naicnaiicaí1|, con
Arquincdcs na nccanica, con Agrícola na
nincralogiaí2|, con Longolio na rciorica (o qual
sc ocupou dc una so coisa, para quc vicssc a scr
135
un pcrfciio ciccronianoií3|. Prcicndcnos apcnas
quc sc cnsinc a iodos a conIcccr os
fundancnios, as razõcs c os oljciivos dc iodas as
coisas principais, das quc c×isicn na naiurcza
cono das quc sc falrican, pois sonos colocados
no nundo, nao soncnic para quc façanos dc
cspcciadorcs, nas ianlcn dc aiorcs. Dcvc,
porianio, providcnciar-sc c fazcr-sc un csforço
para quc a ningucn, cnquanio csia ncsic nundo,
surja qualqucr coisa quc lIc scja dc ial nodo
dcsconIccida quc solrc cla nao possa dar
nodcsiancnic o scu juízo c dcla, sc nao possa
scrvir prudcnicncnic para un dcicrninado uso,
scn cair cn crros nocivos.
Ou sc]u, uqucíus coísus quc dízcn )cspcíto u
cuítu)u do Ioncn todo.
2. Dcvc, porianio, icndcr-sc inicirancnic c scn
c×ccçao para quc, nas cscolas, c,
conscqucnicncnic, pclo lcncfico cfciio das
cscolas, duranic ioda a vida. I. sc culiivcn as
inicligcncias con as cicncias c con as arics; II. sc
apcrfciçocn as línguas; III. sc forncn os
cosiuncs para ioda a cspccic dc Ioncsiidadc; IV.
sc prcsic sinccrancnic culio a Dcus.
Cícncíu, p)udcncíu, pícdudc.
3. Efciivancnic, dissc una palavra dc salio
aquclc quc afirnou quc as cscolas sao oficinas dc
Iunanidadcí4|, coniriluindo, cn vcrdadc, para
136
quc os Ioncns sc iorncn vcrdadcirancnic
Ioncns, isio c (icndo cn visia os oljciivos airas
csialclccidosi. I. criaiura racional; II. criaiura
scnIora das ouiras criaiuras (c ianlcn dc si
ncsnai; III. criaiura dclícia do scu Criador. O
quc aconicccra sc as cscolas sc csforçarcn por
produzir Ioncns salios na ncnic, prudcnics nas
açõcs c picdosos no coraçao.
Ouc cstus coísus sc nuo dcucn scpu)u), p)ouu-sc.
4. Por conscguinic, csias ircs coisas dcvcrao scr
inplaniadas cn iodas as cscolas para lcncfício
dc ioda a juvcniudc. O quc dcnonsirarci, indo
luscar o fundancnio dc ncu raciocinio. I. às
coisas quc ncsic nundo nos rodcian; II. a nos
ncsnos; III. a Crisio, Honcn-Dcus ,
nodclo pcrfciiíssino da nossa pcrfciçao.
1. u pu)tí) du coc)cncíu dus p)òp)íus coísus.
5. As proprias coisas, cnquanio nos dizcn
rcspciio, nao podcn scr divididas scnao cn ircs
cspccics. Na vcrdadc. algunas sao apcnas oljcio
dc olscrvaçao, cono o ccu c a icrra c as coisas
quc nclcs c×isicn; ouiras sao oljcio dc iniiaçao,
cono a ordcn adniravcl cspalIada por ioda a
paric, a qual o Ioncn icn olrigaçao dc c×prinir
ianlcn nas suas olras; ouiras, cnfin, sao oljcio
dc fruiçao, cono o favor da divindadc c a sua
nuliíplicc lcnçao, ncsic nundo c para scnprc.
Sc o Ioncn dcvc scr scnclIanic a csias coisas,
137
inporia ncccssariancnic quc sc prcparc, ianio
para conIcccr as coisas, quc, ncsic naravilIoso
anfiicairo, sc ofcrcccn à sua olscrvaçao, cono
para fazcr aquclas coisas quc sc lIc ordcna quc
faça, cono, finalncnic, para gozar daquclas quc,
con nao lilcral, o lcnigníssino Criador lIc
ofcrccc (cono a un Iospcdc quc csicja cn sua
casai para sua fruiçao.
2. u pu)tí) du csscncíu du nossu uínu.
6. Sc nos olscrvarnos a nos ncsnos,
dcprccndcnos igualncnic quc a iodos, por igual,
convcn a insiruçao, a noralidadc c a picdadc,
qucr olscrvcnos a csscncia da nossa alna, qucr
a finalidadc para quc fonos criados c posios no
nundo.
7. A csscncia da alna c consiiiuída por ircs
faculdadcs (as quais rcflcicn a Trindadc
incriadai. inicligcncia, voniadc c ncnoria. A
inicligcncia alarga-sc a olscrvar as difcrcnças
das coisas (aic às nais pcqucnas ninuciasi; a
voniadc dirigc-sc à cscolIa das coisas, ou scja, a
cscolIcr as quc sao loas c a rcjciiar as quc sao
prcjudiciais; a ncnoria, por sua vcz, rcicn, para
uso fuiuro, as coisas dc quc, alguna vcz, sc
ocuparan a inicligcncia c a voniadc, c lcnlra à
alna a sua origcn (dcriva dc Dcusi c a sua
nissao; sol csic aspccio, cIana-sc ianlcn
conscicncia. Ora, para quc csias ircs faculdadcs
138
possan cunprir lcn a sua nissao, c ncccssario
insiruí-las pcrfciiancnic cn coisas quc ilunincn
a inicligcncia, dirijan a voniadc c csiinulcn a
conscicncia, dc nodo quc a inicligcncia pcncirc
profundancnic, a voniadc cscolIa scn crro, c a
conscicncia rcfira iudo avidancnic a Dcus. Ora,
assin cono aquclas ircs faculdadcs (a
inicligcncia, a voniadc c a conscicnciai, una vcz
quc consiiiucn una ncsna alna, nao podcn
scparar-sc, assin ianlcn aquclcs ircs
ornancnios da alna, a insiruçao, a viriudc c a
picdadc, nao dcvcn scparar-sc.
E u pu)tí) do ]ín du nossu níssuo no nundo.
8. Sc agora considcrarnos porquc c quc fonos
colocados no nundo, dc novo sc iornara cvidcnic
quc as finalidadcs sao ircs. para scrvir a Dcus, às
criaiuras c a nos ncsnos; c para gozar o prazcr
cnananic dc Dcus, das criaiuras c dc nos
ncsnos.
1. Pu)u quc sí)uunos u Dcus, uo p)òxíno c u nòs
ncsnos.
9. Sc qucrcnos scrvir a Dcus, ao pro×ino c a nos
ncsnos, c ncccssario quc icnIanos, cn rclaçao
a Dcus, picdadc; cn rclaçao ao pro×ino,
Ioncsiidadc; c cn rclaçao a nos ncsnos, cicncia.
Esias coisas csiao, porcn, dc ial nancira ligadas
quc, do ncsno nodo quc o Ioncn dcvc scr, para
consigo ncsno, nao so prudcnic, nas ianlcn
139
norigcrado c picdoso, assin ianlcn nao so os
nossos cosiuncs, nas ianlcn o nosso salcr c a
nossa picdadc dcvcn scrvir para uiilidadc do
pro×ino; c nao soncnic a nossa picdadc, nas
ianlcn o nosso salcr c os nossos cosiuncs
dcvcn scrvir para louvor dc Dcus.
3. Pu)u quc gozcnos un t)ìpíícc p)uzc)
pc)nuncntc.
10. Sc considcranos o prazcr, vcnos quc Dcus
afirnou na criaçao quc o Ioncn c dcsiinado a
goza-lo, una vcz quc o iniroduziu nun nundo ja
doiado dc ioda a cspccic dc lcns, c, alcn disso,
cn aicnçao a clc, criou un paraíso dc dclícias; c,
finalncnic, rcsolvcu iorna-lo pariicipanic da sua
cicrna lcaiiiudc.
11. Dcvc, iodavia, cnicndcr-sc por prazcr, nao o
do corpo (cnlora ianlcn csic, una vcz quc nao
c scnao o vigor da saudc, c o agrado do alincnio
c do sono, nao possa dcrivar scnao da viriudc da
icnpcrançai, nas o da alna, o qual rcsulia, ou
das coisas quc nos ccrcan, ou dc nos ncsnos,
ou cniao dc Dcus.
ai dus p)òp)íus coísus,
12. O prazcr quc lroia das proprias coisas c
aqucla alcgria quc o Ioncn salio c×pcrincnia
nas suas olscrvaçõcs. Con cfciio, scja o quc for
quc clc faça, para qualqucr lado quc sc volic, cn
140
qualqucr coisa quc fi×c a sua aicnçao, cn iudo c
por iudo pcrnanccc prcso dc iananIa alcgria,
quc, nuiias vczcs, cono quc arrclaiado fora dc
si, sc csquccc dc si ncsno. É prccisancnic o quc
afirna o livro da salcdoria. «Conscrvar a
salcdoria nao produz anargura c convivcr con
cla nao produz icdio, nas alcgria c
conicniancnio» (SuIcdo)íu, 8, 16i. E un salio
pagao cscrcvcu.
.
«Na vida, nada Ia nais docc quc o filosofar»í5|.
li dc nòs ncsnos,
13. O prazcr quc cada un goza cn si ncsno c
aquclc dulcíssino dclciic quc o Ioncn, cnircguc
à viriudc, goza pcla sua loa disposiçao inicrior,
scniindo-sc pronio para iudo o quc a ordcn da
jusiiça rcqucr. Esia alcgria c nuiio naior quc
aqucla dc quc, Ia pouco, falanos, scgundo csia
na×ina. A Iou conscícncíu c un Iunquctc
pc)cncí6|.
ci dc Dcus.
14. O prazcr quc nos vcn dc Dcus c o nais alio
grau dc alcgria quc sc podc c×pcrincniar ncsia
vida, una vcz quc o Ioncn, scniindo quc Dcus
lIc c cicrnancnic propício, c×ulia dc ial nancira
no scu paicrnal c inuiavcl favor, quc o coraçao sc
141
lIc consonc no anor dc Dcus; c ja nao salc ncn
fazcr ncn dcscjar ouira coisa scnao, incrgindo-sc
iodo na niscricordia dc Dcus, vivcr una docc
iranquilidadc c salorcar, ja ncsic nundo, a
alcgria da vida cicrna. «Esia c a paz quc Dcus nos
conccdc c quc csia acina dc iodo o cnicndincnio
Iunano» (Fííípcnscs, 4, 7i, nao scndo possívcl
dcscjar ncn pcnsar coisa nais sullinc. Porianio,
aquclas ircs coisas, a insiruçao, a viriudc c a
picdadc, sao as ircs fonics, das quais lroian
iodos os arroios dos nais pcrfciios prazcrcs.
3. Pcío cxcnpío dc C)ísto, nosso nodcío.
15. Por uliino, quc csias ircs coisas dcvcn c×isiir
cn iodos c cn cada un, cnsinou-o con o scu
c×cnplo aquclc quc sc nanifcsiou na carnc (para
nosirar cn si a forna c a norna dc iodas as
coisasi, Dcus. Con cfciio, o cvangclisia afirna
quc clc, cnquanio crcscia cn idadc, crcscia cn
salcdoria c cn graça, dianic dc Dcus c dos
Ioncns (Lucus, 2, 52i. Eis ondc sc cnconiran
aquclas ircs lascs dos nossos ornancnios!
Efciivancnic, quc c a salcdoria scnao o
conIccincnio dc iodas as coisas cono sao na
rcalidadc? Ouc c quc produz a graça dianic dos
Ioncns, scnao a analilidadc dos cosiuncs? E
quc c quc nos grangcia a graça dianic dc Dcus,
scnao o icnor do ScnIor, ou scja, a íniina, scria
c fcrvorosa picdadc? Sinianos, porianio, cn nos
aquilo quc sc cnconira cn Crisio Jcsus, o qual c
142
o proioiipo pcrfciiíssino dc ioda a pcrfciçao, con
o qual nos dcvcnos confornar.
16. Prccisancnic por isso, con cfciio, Elc dissc.
«Aprcndci dc nin» (Mutcus, 11, 29i. E porquc o
proprio Crisio foi dado ao gcncro Iunano cono
ncsirc sapicniíssino, saccrdoic saniíssino c rci
poicniíssino, c cvidcnic quc os crisiaos dcvcn
scr fornados scgundo o nodclo dc Crisio, c
iornar-sc salios na ncnic, sanios na purcza dc
conscicncia c forics (cada un scgundo a sua
vocaçaoi nas olras. Porianio, as nossas cscolas
virao a scr, finalncnic, vcrdadciras cscolas
crisias, sc nos fazcn o nais scnclIanics possívcl
a Crisio.
In]cííz díuò)cío.
17. Vcrifica-sc, porianio, un infcliz divorcio, cn
iodos os casos cn quc csias ircs coisas nao csiao
unidas por un liganc adananiino. Infcliz a
insiruçao quc sc nao convcric cn noralidadc c
cn picdadc! Con cfciio, quc c a cicncia scn a
noral? Oucn progridc na cicncia c rcgridc na
noral (c nuxínu untígui, anda nais para iras quc
para a frcnicí7|. Por isso, aquilo quc Salonao
dissc da nulIcr fornosa, nas ininiga da
salcdoria, podc dizcr-sc ianlcn dc un Ioncn
douio, nas dc naus cosiuncs. «A insiruçao
infundida nun Ioncn ininigo da viriudc c un
colar dc ouro colocado no focinIo dc un porco»
143
(P)ouc)Iíos, 11, 22i. Da ncsna nancira quc as
pcdras prcciosas sc nao cncasioan no cIunlo,
nas no ouro, para quc cn conjunio irradicn un
lrilIo nais csplcndoroso, assin ianlcn a
cicncia nao dcvc juniar-sc à lilcriinagcn, nas à
viriudc, para quc una auncnic o lrilIo da ouira.
E quando a una c ouira sc junia una picdadc
vcrdadcira, cniao a pcrfciçao ficara conplcia. Dc
faio, o icnor dc Dcus, da ncsna nancira quc c o
princípio c o fin da salcdoria, c ianlcn o cunc
c a coroa da cicncia, porquc a plcniiudc da
salcdoria consisic cn icncr o ScnIor.
(P)ouc)Iíos, 1, 7; Ecícsíustíco, 1, 14 c nouiros
lugarcsií8|.
Concíusuo.
18. En rcsuno, una vcz quc dos anos da
infancia c da cducaçao dcpcndc iodo o rcsio da
vida, sc os cspíriios dc iodos nao forcn
prcparados dcsdc cniao para iodas as coisas dc
ioda a vida, csia iudo pcrdido. Porianio, assin
cono no uicro naicrno sc fornan os ncsnos
ncnlros para iodo o scr quc Ia-dc iornar-sc
Ioncn, c para cada un sc fornan iodos, as
naos, os pcs, a língua, cic., cnlora ncn iodos
vcnIan a scr aricsaos, corrcdorcs, cscrivacs c
oradorcs, assin ianlcn, na cscola, dcvc cnsinar-
sc a iodos iodas aquclas coisas quc dizcn
rcspciio ao Ioncn, cnlora, nais iardc, unas
vcnIan a scr nais uicis a uns c ouiras a ouiros.
144

Capítulo XI
ATÉ AGORA
NÃO TEM HAVIDO ESCOLAS
QUE CORRESPONDAM
PERFEITAMENTE AO SEU FIM

Ouc c unu cscoíu quc co))cspondu cxutuncntc uo
scu ]ín¯
1. Parcccrci c×ccssivancnic prcsunçoso con csia
afirnaçao ousada. Mas vou alordar o assunio dc
frcnic, consiiiuindo o lciior cono juiz c nao
rcprcscniando cu proprio scnao o papcl dc aior.
CIano cscola pcrfciiancnic corrcspondcnic ao
scu fin aqucla quc c una vcrdadcira oficina dc
Ioncns, isio c, ondc as ncnics dos alunos scjan
ncrgulIadas no fulgor da salcdoria, para quc
pcncircn proniancnic cn iodas as coisas
nanifcsias c oculias (cono diz o Líu)o du
SuIcdo)íu, 7, 21i, as alnas c as inclinaçõcs da
alna scjan dirigidas para a Iarnonia univcrsal
das viriudcs, c os coraçõcs scjan ircspassados c
inclriados dc anorcs divinos, dc ial nancira quc,
ja na icrra, sc Ialiiucn a vivcr una vida cclcsic
iodos aquclcs quc, para sc cnlclcrcn dc
vcrdadcira salcdoria, sao cnviados às cscolas
crisias. Nuna palavra. ondc alsoluiancnic iudo
145
scja cnsinado alsoluiancnic a iodos («uli
Onncs, Onníu, Onníno, doccaniur»i.
Ouc us cscoíus dcucn sc) ussín, nus quc, dc ]uto,
o nuo suo, dcnonst)u-sc.
2. Mas qual c a cscola quc, aic Iojc, sc propós
csic grau dc pcrfciçao? Nao falcnos scqucr cn
alguna quc o icnIa aiingido. Mas para quc nao
parcça quc acalcnianos idcias plaiónicas c
sonIanos con una pcrfciçao quc nao c×isic cn
paric alguna, ncn ialvcz possa cspcrar-sc ncsia
vida, nosirarcnos, con ouiro arguncnio, quc as
cscolas dcvcn scr cono dissc, c quc, iodavia, aic
agora, nao icn sido assin.
1. Con o uoto dc Lutc)o
3. Luicro, na sua c×oriaçao às cidadcs do
Inpcrio, para quc consiiiuísscn cscolas (cn
1525i, cnirc ouiras coisas, cniiiu csics dois
voios. P)íncí)o, «quc, cn iodas as cidadcs, vilas c
aldcias, scjan fundadas cscolas, para cducar
ioda a juvcniudc dc anlos os sc×os
(prccisancnic cono, no capíiulo IX, nosiranos
dcvcr fazcr-sci, dc ial nancira quc, ncsno
aquclcs quc sc dcdican à agriculiura c às
profissõcs nanuais, frcqucniando a cscola, ao
ncnos duas Ioras por dia, scjan insiruídos nas
lciras, na noral c na rcligiao». Scgundo. «quc
scjan insiruídos con un nciodo nuiio facil, nao
so para quc sc nao afasicn dos csiudos, nas aic
146
para quc para clcs scjan airaídos cono para
vcrdadciros dclciics», c, cono clc diz, «para quc as
crianças c×pcrincnicn nos csiudos un prazcr
nao ncnor quc quando passan dias iniciros a
lrincar con pcdrinIas, con a lola, c às
corridas». Assin falava Luicroí1|.
2. Con o tcstcnunIo dus p)òp)íus coísus. Con
c]cíto.
4. ConsclIo vcrdadcirancnic salio c digno dc iao
grandc Ioncn. Mas qucn nao vc quc, aic agora,
pcrnancccu un sinplcs voio? Ondc csiao, con
cfciio, cssas cscolas univcrsais? Ondc csia cssc
nciodo airacnic?
1i Aíndu nuo ]o)un ]undudus cscoíus po) todu u
pu)tc.
5. Vcnos prccisancnic o conirario. nas aldcias c
nos pcqucnos povoados, nao foran ainda
fundadas cscolas.
2i E nuo sc pcnsu cn quc, ondc cxístcn, sc]un
pu)u todos.
6. E, ondc c×isicn, nao sao indisiiniancnic para
iodos, nas apcnas para alguns, ou scja, para os
ricos, porquc, scndo dispcndiosas, nclas nao sao
adniiidos os nais polrcs, salvo casos raros, ou
scja, quando algucn faz una olra dc
niscricordia. No cnianio, c provavcl quc, dc cnirc
147
os polrcs, inicligcncias nuiias vczcs c×cclcnics
passcn a vida c norran scn podcr insiruir-sc,
con gravc dano para a Igrcja c para o Esiado.
3i Nuo suo cscoíus, nus pudu)íus.
7. Alcn disso, na cducaçao da juvcniudc, usou-
sc quasc scnprc un nciodo iao duro quc as
cscolas sao considcradas cono os cspanialIos
das crianças, ou as canaras dc ioriura das
inicligcncias. Por isso, a naior c a nclIor paric
dos alunos, alorrccidos con as cicncias c con os
livros, prcfcrcn cncaninIar-sc para as oficinas
dos aricsaos, ou para qualqucr ouiro gcncro dc
vida.
4. En íugu) uígun sc cnsínu tudo, c ncn scquc)
us coísus p)íncípuís.
8. Àquclcs quc fican na cscola (ou consirangidos
pcla voniadc dos pais c dos lcnfciiorcs, ou
aliciados pcla cspcrança dc, con os csiudos,
conscguircn un dia un pouco dc auioridadc, ou
inpclidos por una força csponianca da naiurcza
para una cducaçao lilcrali, a csscs, ninisira-sc
una culiura, c ccrio, nas scn a scricdadc c a
prudcncia ncccssarias, anacrónica c na sol
iodos os aspccios. Efciivancnic, aquilo quc
solrciudo sc dcvia inplaniar na alna dos jovcns,
isio c, a picdadc c a noralidadc, dcscura-sc dc
nodo pariicular. E afirno quc csias duas coisas,
cn iodas as cscolas (ncsno nas Univcrsidadcs,
148
quc dcvian scr o ponio nais alio da culiura
Iunanai, icn sido as nais dcscuradas, c, cn
conscqucncia disso, a naioria das vczcs, saicn
dc la, cn vcz dc cordciros nansos, fcrozcs lurros
sclvagcns c nulos indóniios c pciulanics; c, cn
vcz dc una índolc nodclada pcla viriudc, irazcn
dc la un conjunio dc loas nanciras quc dc noral
icn apcnas o vcrniz, c os olIos, as naos c os pcs
adcsirados para as vaidadcs nundanas. Na
vcrdadc, a quanios dcsics Ionunculos, polidos
duranic ianio icnpo con o csiudo das línguas c
das arics, vira à ncnic scr, para iodos os ouiros
Ioncns, c×cnplo dc icnpcrança, dc casiidadc,
dc Iunildadc, dc Iunanidadc, dc gravidadc, dc
pacicncia, dc coniincncia, cic.? E dc ondc nascc o
nal scnao do faio dc quc sc nao c×igc às cscolas
quc cnsincn a vivcr Ioncsiancnic? Isio c
icsicnunIado pcla disciplina dissoluia dc quasc
iodas as cscolas, pclos cosiuncs rcla×ados dc
iodas as classcs sociais c pclos infiniios
lancnios, suspiros c lagrinas dc nuiias pcssoas
picdosas. E Ia ainda algucn quc possa dcfcndcr
o csiado das cscolas? A docnça Icrcdiiaria,
dcscida aic nos a pariir das duas princiras
criaiuras, donina-nos dc ial nodo quc, posia dc
paric a arvorc da vida, volianos
dcsordcnadancnic os nossos apciiics so para a
arvorc da cicncia. E as cscolas, sccundando csics
apciiics dcsordcnados, aic agora nao icn
procurado scnao a cicncia.
149
5i Nuo con un nctodo ut)ucntc, nus uíoícnto.
9. E, ncsno isio, con quc nciodo c con quc
rcsuliado? Dc nodo a rcicr os csiudanics
duranic cinco, dcz, ou nais anos, cn coisas quc
a ncnic Iunana c capaz dc aprcndcr cn un
ano. O quc sc podcria inculcar c infundir
suavcncnic nos cspíriios, c nclcs inprcsso
violcniancnic, ou nclIor, c nclcs cnicrrado c
cnsacado. O quc podcria scr posio dianic dos
olIos dc nodo claro c disiinio, c aprcscniado dc
nodo olscuro, confuso c inirincado, cono quc
por ncio dc cnignas.
6. E níníst)udu unu ínst)ucuo nuís uc)Iuí quc
)cuí.
10. Dci×o dc lado quc, nas prcscnics
circunsiancias, quasc nunca os cspíriios sao
alincniados con coisas vcrdadcirancnic
sulsianciosas, nas, na naior paric dos casos,
sao aiulIados con palavras ocas (palavras dc
vcnio c linguagcn dc papagaioi c con opiniõcs
quc pcsan ianio cono a palIa c o funo.
O cnsíno du íìnguu íutínu c p)oííxo c con]uso.
11. O proprio csiudo da língua laiina (alordo-o
dc passagcn, apcnas para ciiar un c×cnploi, o
lon Dcus, cono c inirincado, cono c pcnoso,
cono c longo! Ouaisqucr scrvcnics, criados ou
noços dc rccados, cnircgucs aos iralalIos da
150
cozinIa, aos scrviços niliiarcs ou a ouiros
scrviços vis, aprcndcn nais dcprcssa una língua
qualqucr, ou aic duas ou ircs, cnlora difcrcnic
da sua língua naicrna, quc os alunos das cscolas
aprcndcn so o laiin, cnlora icnIan iodo o
icnpo livrc c sc cnircgucn ao csiudo con iodas
as suas forças. E cono c dcsigual o rcsuliado! Os
princiros, apos alguns ncscs, falan
corrcnicncnic cn língua csirangcira; os
scgundos, ncsno dcpois dc quinzc ou vinic anos,
na naior paric dos casos nao sao capazcs dc
dizcr scnao ccrias coisas cn laiin, a nao scr quc
sc socorran dc granaiicas c dc dicionarios cono
os co×os dc nulcias; c, ncsno cssas coisas, nao
scn Icsiiar c iiiulcar. Dc ondc podc vir csic
dcploravcl dispcndio dc icnpo c dc csforço, scnao
dc un nciodo dcfciiuoso?
Luncnto dc LuIín ucc)cu dísto.
12. A rcspciio dcsic nciodo, cscrcvcu, con razao,
o cnincnic EilIard Lulin, douior cn Tcologia c
profcssor na Univcrsidadc dc Fosiocl. «O nciodo
corrcnic dc cducar as crianças nas cscolas
parccc-nc inicirancnic cono algo quc algucn,
cnprcgando iodo o scu csforço c ioda a sua
capacidadc, fossc cncarrcgado dc pcnsar a
nancira ou o nciodo con o qual os profcssorcs
conduzisscn c os alunos fosscn conduzidos ao
conIccincnio da língua laiina apcnas con
incnsas fadigas, con cnornc icdio c con
151
infiniias pcnas, c apcnas apos un longuíssino
cspaço dc icnpo.
Ouanio nais pcnso ncsic crro, runinando no
ncu cspíriio aiorncniado, ianio nais sinio o
coraçao apcriar-sc c arrcpios pcrcorrcrcn os
ncus ossos».
E, logo a scguir, acrcsccnia. «Enquanio, conigo
ncsno, pcnso frcqucnicncnic ncsias coisas,
confcsso quc, nais dc una vcz, fui lcvado a
pcnsar c a crcr firncncnic quc csias coisas
foran iniroduzidas nas cscolas por un gcnio
naligno c invcjoso, ininigo do gcncro
IunanoȒ2|. Assin fala csic ncsirc. Dc cnirc
nuiios ouiros icsicnunIos dc pcssoas dc valor,
quis ciiar apcnas csic.
E do uuto).
13. Mas, afinal, quc ncccssidadc Ia dc procurar
icsicnunIos? Ouanios dc nos, icrninados os
csiudos, sainos das cscolas c das acadcnias,
apcnas con unas vagas iinias dc una vcrdadcira
culiura! Eu proprio, níscro Ionunculo, sou un
dcsscs nuiios nilIarcs quc passaran c gasiaran
niscravclncnic a ancníssina prinavcra da vida
c os anos florcsccnics da juvcniudc nas
lanalidadcs da cscola. AI! quanias vczcs, nais
iardc, quando conccci a vcr as coisas un pouco
nclIor, a rccordaçao do icnpo pcrdido nc
arrancou suspiros do pciio, lagrinas dos olIos c
152
griios dc dor do coraçao. AI! quanias vczcs cssa
dor nc lcvou a c×clanar.
«oI! sc Júpítc) nc uoítussc u du) os unos
pussudos!Ȓ3|.
Luncntos c uotos pu)u quc us coísus nudcn pu)u
ncíIo).
14. Mas csics dcscjos sao vaos, pois o dia quc
passa nao voliara nais. NcnIun dc nos, quc
csianos ja carrcgados dc anos, voliara a
rcjuvcncsccr dc nodo a podcr dar à vida una
nova dircçao c a prcparar-sc nclIor para cla con
a insiruçao. Para nos, ja nao Ia rcncdio. Fcsia-
nos apcnas una coisa, una so coisa c possívcl.
quc iudo aquilo quc pudcrnos fazcr cn provciio
dos nossos vindouros, o façanos, ou scja,
dcnonsirado cn quc crros nos lançaran os
nossos profcssorcs, lIcs nosircnos o caninIo dc
cviiar csscs crros. E isio sc fara no nonc c sol a
dircçao daquclc «quc c o unico quc podc
cnuncrar os nossos dcfciios c cndirciiar as
nossas idcias iorias» (Ecícsíustcs, I, 15i.
153

Capítulo XII
AS ESCOLAS
PODEM SER REFORMADAS

Dcucn upíícu)-sc )cncdíos pu)u tcntu) cu)u) us
docncus ínuctc)udus¯
1. É pcnoso c difícil, c considcrado quasc
inpossívcl, curar as docnças invcicradas.
Todavia, sc algucn cnconira un rcncdio cficaz,
acaso o docnic rcjciia-o? Ou nao dcscja anics
aplica-lo, o nais dcprcssa possívcl,
principalncnic sc scnic quc o ncdico c guiado,
nao por una opiniao icncraria, nas por una
razao solida? Eis-nos, por isso, cIcgados ao
noncnio dc, rclaiivancnic ao nosso ousado
proposiio, nosirar. princiro, quais sao as nossas
proncssas; scgundo, cn quc sc fundancnian.
Ouc p)opoc c p)onctc ugo)u o uuto)¯
2. Proncicnos una organizaçao das cscolas,
airavcs da qual.
I. Toda a juvcniudc (c×ccio a qucn Dcus ncgou a
inicligcnciai scja fornada.
II. En iodas aquclas coisas quc podcn iornar o
Ioncn salio, prolo c sanio.
154
III. Ouc cssa fornaçao, cnquanio prcparaçao para
a vida, csicja icrninada anics da idadc adulia.
IV. Ouc cssa ncsna fornaçao sc faça scn
pancadas, scn violcncias c scn qualqucr
consirangincnio, con a na×ina dclicadcza, con
a na×ina doçura c cono quc csponiancancnic.
(Da ncsna nancira quc un corpo vivo crcscc cn
csiaiura, scn quc icnIa ncccssidadc dc novcr os
scus ncnlros ncn para un lado ncn para o
ouiro, pois lasia quc prudcnicncnic scja
alincniado, ajudado c c×crciiado, para quc, por
si, pouco a pouco, crcsça cn csiaiura c cn
rolusicz, quasc scn sc apcrcclcr disso, do
ncsno nodo, sc sc alincnia, ajuda c c×crciia o
cspíriio prudcnicncnic, cssa inicrvcnçao
convcric-sc, por si ncsna, cn salcdoria, cn
viriudc c cn picdadci.
V. Ouc iodos sc forncn con una insiruçao nao
aparcnic, nas vcrdadcira, nao supcrficial nas
solida; ou scja, quc o Ioncn, cnquanio aninal
racional, sc Ialiiuc a dci×ar-sc guiar, nao pcla
razao dos ouiros, nas pcla sua, c nao apcnas a
lcr nos livros c a cnicndcr, ou ainda a rcicr c a
rcciiar dc cor as opiniõcs dos ouiros, nas a
pcncirar por si ncsno aic ao anago das proprias
coisas c a iirar dclas conIccincnios gcnuínos c
uiilidadc. Ouanio à solidcz da noral c da
picdadc, dcvc dizcr-sc o ncsno.
155
VI. Ouc cssa fornaçao nao scja pcnosa, nas
facílina, isio c, nao consagrando scnao quairo
Ioras por dia aos c×crcícios pullicos c dc ial
nancira quc un so profcssor scja suficicnic para
insiruir, ao ncsno icnpo, ccnicnas dc alunos,
con un csforço dcz vczcs ncnor quc aquclc quc
aiualncnic cosiuna dispcndcr-sc para cnsinar
cada un dos alunos.
Iíust)u-sc u utítudc dos Ioncns u )cspcíto dus
nouus ínucncocs con o cxcnpío du nuquínu dc
A)quíncdcs,
3. Mas qucn carcdiiara ncsias coisas anics dc as
vcr? É lcn salido quc, anics dc qualqucr
invcnçao, iodos os Ioncns icn icndcncia para sc
adnirar, pcnsando cono cssa invcnçao possa scr
possívcl; c, dcpois quc foi invcniada, adniran-sc
pcnsando cono c quc ja o nao fora Ia nais
icnpo. Ouando Arquincdcs proncicu ao rci
Hicrao lançar ao nar, con una so nao, un navio
iao grandc quc ccn Ioncns nao podian rcnovcr,
foi rccclido con un sorriso; nas, dcpois, viran
con adniraçaoí1|.
c do nouo nundo.
4. NcnIun rci, c×ccio o dc Casiclaí2|, quis dar
ouvidos ou a ncnor ajuda a Colonlo, quc
cspcrava dcscolrir novas ilIas a ocidcnic, para
quc icniassc a prova. A Iisioria rccorda quc os
proprios conpanIciros dc navcgaçao, ionados dc
156
indignaçao c dc dcscspcro, csiivcran prcsics a
lançar Colonlo ao nar c a rcgrcssar scn Iavcr
rcalizado a cnprcsa. No cnianio, foi dcscolcrio
aquclc iao vasio novo nundo, c agora iodos sc
adniran cono foi possívcl quc iivcssc
pcrnanccido dcsconIccido duranic ianio icnpo.
Mas vcn ianlcn a proposiio a scguinic
lrincadcira fciia pclo proprio Colonlo. os
cspanIois, invcjosos da gloria adquirida por un
iialiano con a sua grandc dcscolcria,
lonlardcaran-no, duranic un lanqucic, con
sarcasnos, c, cnirc ouiras coisas, disscran, cn
voz alia, para quc clc ouvissc, quc a dcscolcria
daquclc Icnisfcrio iinIa sido o rcsuliado dc un
acaso, c nao dc un aio dc lravura, c podia icr
sido fciia por qualqucr ouiro. Eniao, Colonlo
propós csic inicrcssanic prollcna. Cono c quc
un ovo dc galinIa podc nanicr-sc solrc una das
c×ircnidadcs scn qualqucr apoio? Dcpois dc
iodos os ouiros o icrcn icniado cn vao, clc,
laicndo lcvcncnic con o ovo no praio c
quclrando un pouco a c×ircnidadc, conscguiu
quc o ovo sc naniivcssc dirciio. Todos sc
puscran cniao a rir c a griiar, dizcndo quc,
assin, ianlcn clcs cran capazcs. Colonlo
rcspondcu. Con ccricza, porquc o visic fazcr;
nas porquc c quc ncnIun o fcz anics dc nin?
c du u)tc típog)u]ícu,
157
5. Crcio quc icria aconiccido o ncsno sc Joao
Fausio, invcnior da aric iipograficaí3|, iivcssc
concçado a divulgar quc iinIa dcscolcrio a
nancira dc un so Ioncn, cn oiio dias, cscrcvcr
nais livros do quc Ialiiualncnic cscrcvcrian dcz
copisias lcn ircinados, duranic un ano iniciro; c
quc csscs livros scrian cscriios dc una nancira
clcganic c quc iodos os c×cnplarcs icrian
c×aiancnic a ncsna forna aic à uliina vírgula,
c quc iodos scrian corrciíssinos, dcsdc quc un
so dclcs fossc corrcio, cic. Oucn acrcdiiaria nclc?
A qucn nao icrian parccido cnignas csias
afirnaçõcs? Ou, ao ncnos, una galarolicc va c
inuiil? E cis, iodavia, quc agora aic as crianças
salcn quc isso cra vcrdadc.
c du u)tc dc IonIu)dcu),
6. Sc DcriIold ScIwarz, invcnior dos canIõcs dc
lronzcí4|, sc voliassc para os frccIciros c lIcs
disscssc. «Os vossos arcos, as vossas lalisias, as
vossas fundas valcn pouco. Eu vos darci un
cngcnIo quc, scn rccorrcr à força dos lraços,
apcnas pcla açao do fogo, nao so aiirara pcdras c
pcdaços dc fcrro, nas lança-los-a nais longc c
aiingira o alvo con naior ccricza c o dcsiruira c
alaicra nais dcprcssa». Oucn o nao icria
acolIido con una grandc risada? Dc ial nodo c
cosiunc ionar as coisas novas c inusiiadas por
coisas niraculosas c incrívcis!
158
c du u)tc dc csc)cuc).
7. É ccrio quc os índios da Ancrica nao podcrian
inaginar quc cra possívcl un Ioncn podcr
conunicar a ouiro Ioncn os scniincnios da sua
alna, scn falar, scn cnviar un ncnsagciro, nas
apcnas con a c×pcdiçao dc un pcdacinIo dc
papcl; cnquanio quc, cnirc nos, aic os nais
csiupidos o cnicndcn. Por isso, por ioda a paric c
cn iodos os casos, sc podc dizcr. «as cnprcsas
ouirora considcradas inpossívcis farao rir os
scculos fuiuros».
TunIcn u ínucncuo dc un nctodo pc)]cíto cstu
su]cítu u c)ìtícus.
8. Ouc nao vai aconicccr dc nancira difcrcnic
con csic nosso novo invcnio, diz-no-lo una voz
inicrior. Mais ainda, sofrcnos ja, cn paric, o
assalio da críiica. Todos sc adnirarao c sc
indignarao dc quc Iaja pcssoas quc ouscn lançar
cn rosio às cscolas, aos livros c aos nciodos,
acciics pclo uso, a sua inpcrfciçao, c propor un
nao sci quc dc insoliio c supcrior a ioda a crcnça.
Cono sc dcuc oIuíu) u cstus c)ìtícus.
9. Scr-nc-ia, na vcrdadc, facil afirnar quc os
rcsuliados fuiuros provarao quc a ninIa
afirnaçao c alsoluiancnic vcrdadcira (assin
confio cn Dcusi; nas, cono nao cscrcvo csias
coisas para o vulgo ignoranic nas para pcssoas
159
insiruídas, dcvo dcnonsirar quc c possívcl quc
ioda a juvcniudc scja iniroduzida nas lciras, na
noral c na picdadc, scn iodo aquclc cnfado c
dificuldadc quc, con o nciodo corrcnicncnic cn
uso, c×pcrincnian, por ioda a paric, ianio os
profcssorcs cono os alunos.
Funduncntos du dcnonst)ucuo cícntì]ícu.
10. O fundancnio unico, nas nais quc
suficicnic, dcsia dcnonsiraçao, csia no scguinic
princípio. qualqucr coisa, para ondc sc inclina
por naiurcza, nao soncnic sc dci×a facilncnic
conduzir, nas aic para la sc dirigc
csponiancancnic con vcrdadcira saiisfaçao, dc
ial nodo quc scnic ncsno dor, sc disso c
inpcdida.
Expíícucuo
11. É ccrio, con cfciio, quc, para quc una avc sc
Ialiiuc a voar, un pci×c a nadar, una fcra a
caninIar nao c ncccssario consirangc-los; fazcn-
no logo quc scnicn quc os ncnlros dcsiinados a
csscs novincnios csiao suficicnicncnic
dcscnvolvidos. Tanlcn nao c ncccssario
consirangcr a agua para quc corra pclas
cncosias, ou o fogo para quc qucinc, dcsdc quc
Iaja conlusiívcl c ar, ou una pcdra rcdonda
para quc rolc para lai×o, ou una pcdra quadrada
para quc sc nanicnIa no scu lugar, ou os olIos
ou o cspclIo, para quc, Iavcndo luz, rccclan os
160
oljcios, ou a scncnic para quc, ajudada pcla
Iunidadc c pclo calor, gcrninc. Todo o scr icn
possililidadc dc fazcr csponiancancnic aquclas
coisas para quc foi dcsiinado; ajudado, ainda quc
pouquíssino, fa-las.
c upíícucuo.
12. Ora, una vcz quc (cono vinos no capíiulo Vi,
cn iodos os Ioncns (c×cciuanos os nonsiros dc
Ioncnsi, c×isicn, por naiurcza, as scncnics da
cicncia, da noral c da picdadc, daí sc scguc
ncccssariancnic quc clcs nao prccisan scnao dc
un ligciríssino csiínulo c dc una dircçao
inicligcnic.
P)íncí)u oI]ccuo.
13. Mas oljcia-sc. nao sc faz un Mcrcurio con
qualqucr nadciraí5|. Fcspondo. nas dc qualqucr
Ioncn faz-sc un Ioncn, sc a corrupçao sc
nanicn afasiada.
Scgundu oI]ccuo
14. É, iodavia, vcrdadciro (rcplica ouiroi quc as
nossas capacidadcs inicriorcs foran
cnfraquccidas con a princira qucda. Fcspondo.
nas nao foran c×iinias. Tanlcn, na vcrdadc, as
forças do corpo csiao nuiio cnfraquccidas;
iodavia, salcnos rcconduzi-las ao scu vigor
naiural con passcios, corridas c con os c×crcício
161
das profissõcs nanuais. Efciivancnic, cnlora as
duas princiras criaiuras, incdiaiancnic apos
icrcn sido criadas, pudcsscn andar, falar c
raciocinar, c nos, sc princiro nao aprcndcnos
pcla praiica, nao possanos ncn andar, ncn
raciocinar, dai nao sc scguc, iodavia, quc cssas
coisas nao possan aprcndcr-sc scnao dc nodo
confuso c pcnoso, c por caninIos inccrios. Con
cfciio, sc aprcndcnos scn grandcs dificuldadcs a
fazcr aquilo quc c proprio do corpo, a concr, a
lclcr, a caninIar, a saliar c a c×crccr profissõcs
nanuais, porquc nao Iavcnos dc aprcndcr
ianlcn as coisas quc sao proprias da ncnic,
dcsdc quc nao falic a ncccssaria insiruçao? Ouc
Ici-dc acrcsccniar nais? En alguns ncscs, o
donador dc cavalos cnsina un cavalo a iroiar, a
saliar, a volicar c a rcgular o novincnio cn
confornidadc con os sinais do cIicoic. Un
vulgar cIarlaiao cnsina un urso a fazcr
panioninas, una lclrc a iocar ianlor, un cao a
conduzir o arado, a luiar, a adivinIar, cic. Una
lru×a frívola cnsina un papagaio, una pcga, un
corvo, a iniiar a voz Iunana ou ccrias nclodias,
cic.; c iudo isio, cnlora nao scja confornc à
naiurcza, cn pouco icnpo. E nao podcra o
Ioncn scr facilncnic cducado naquclas coisas
para as quais a naiurcza, nao apcnas o cIana c
conduz, nas aic o airai c arrasia? TcnIanos
vcrgonIa dc o afirnar, para quc aic ncsno os
162
doncsiicadorcs dc aninais sc nao rian
sarcasiicancnic na nossa cara.
Tc)ccí)u oI]ccuo.
15. Mas, rcplica-sc ainda, a dificuldadc inirínscca
das coisas c ial quc ncn iodos as cnicndcn.
Fcspondo. Ouc dificuldadc c cssa? Porvcniura
Iavcra na naiurcza un oljcio dc cor iao sonlria
quc nao possa rcflciir-sc nun cspclIo, dcsdc quc
scja dcvidancnic colocado dianic dclc quando Ia
luz? Porvcniura Iavcra alguna coisa quc nao
possa scr piniada nuna icla, dcsdc quc a pinic
qucn conIcça a aric da piniura? Porvcniura
Iavcra alguna scncnic ou raiz quc a icrra nao
rcccla no scu scio c, con o scu calor, nao faça
gcrninar, dcsdc quc Iaja qucn saila ondc,
quando c cono cada coisa dcvc scr planiada c
scncada? Acrcsccniarci ainda isio. nao Ia no
nundo un pcnIasco ou una iorrc iao alia quc
nao possa scr cscalada por qucn qucr quc icnIa
pcs, dcsdc quc a cla sc cncosicn as cscadas
ncccssarias, ou cniao, ialIando as rocIas no
lugar c con a ordcn apropriada, ncla sc façan
dcgraus, c, do lado dos prccipícios pcrigosos, sc
ponIan dcfcsas. Porianio, sc iao poucos cIcgan
à sunidadc do salcr, cnlora nuiios para la sc
cncaninIcn con anino ardcnic c valoroso, c, sc
aquclcs quc cIcgan aic ccrio ponio, o nao
conscgucn scnao à cusia dc fadiga, dc angusiia,
dc cansaço c dc vcriigcns, iropcçando c caindo
163
nuiias vczcs, isso nao qucr dizcr quc para a
inicligcncia Iunana Iaja qualqucr cunc
inaccssívcl, nas quc os dcgraus nao csiao lcn
disposios c quc sao curios, gasios c arruinados,
ou scja, quc o nciodo c confuso. Sulindo por
dcgraus dcvidancnic disposios, nivclados,
solidos c scguros, qucnqucr podc scr conduzido
a qualqucr aliura.
Ouu)tu oI]ccuo.
16. Oljciar-sc-a ainda. Ia inicligcncias iao
cnloiadas quc c inpossívcl fazcr pcncirar nclas
scja o quc for. Fcspondo. dificilncnic sc cnconira
un cspclIo iao sujo quc, dc qualqucr nodo, nao
rcfliia as inagcns; dificilncnic sc cnconira una
ialua iao grosscira na qual, dc qualqucr nodo,
sc nao possa cscrcvcr, qualqucr coisa. Mas, sc o
cspclIo csia cnodoado ou colcrio dc pocira,
anics dc iudo, c ncccssario linpa-lo; sc a ialua c
grosscira, c ncccssario poli-la. Eniao nao
rccusarao o scu scrviço. Da ncsna nancira, sc
os jovcns forcn aguçados c polidos, csiinular-sc-
ao c linar-sc-ao uns aos ouiros, dc nodo quc
iodos acalcn por cnicndcr iudo.
Insisio firncncnic na ninIa asscrçao, porquc c
lcn firnc o scu fundancnio. Noiar-sc-a apcnas
csia difcrcnça. os dc inicligcncia nais lcnia,
quaisqucr quc scjan os conIccincnios quc
icnIan adquirido, icrao a inprcssao dc Iavcr
164
aiingido o scu plcno grau dc dcscnvolvincnio, ao
passo quc os nais lcn doiados, csicndcndo o
scu apciiic dc un oljcio a ouiro, pcncirarao cada
vcz nais fundo nas coisas c farao icsouro dc
novas c uiilissinas olscrvaçõcs accrca das
coisas. Finalncnic, cnlora Iaja alguns cspíriios
conplciancnic inapios para a culiura, cono un
pcdaço dc nadcira alsoluiancnic inproprio para
csculpir, iodavia, a nossa asscrçao scra scnprc
vcrdadcira accrca das inicligcncias ncdias, dc
quc, por graça dc Dcus, Ia scnprc una produçao
riquíssina. É facil dc vcr, con cfciio, quc os
dclcis ncniais sao iao raros cono aquclcs quc,
por naiurcza, sao dcfciiuosos do corpo.
Efciivancnic, c ccrio quc a ccgucira, a surdcz, o
scr co×o c a dclilidadc dc saudc rarancnic sao
congcniias ao Ioncn, nas coniracn-sc por
culpa nossa; o ncsno aconiccc con a fraqucza
iniclcciual.
Ouíntu oI]ccuo.
17. Faz-sc ainda csia oljcçao. a alguns nao falia
a apiidao para os csiudos, nas a voniadc; c
olriga-los a csiudar conira a voniadc c, ao
ncsno icnpo, cnfadonIo c inuiil. Fcspondo.
prccisancnic por isso, sc conia quc un filosofo,
icndo dois alunos, un csiupido c ouiro insolcnic,
os nandou anlos cnlora, porquc un, cnlora
quiscssc, nao podia aprovciiar, c o ouiro, cnlora
pudcssc, nao qucriaí6|. E sc sc dcnonsirar quc a
165
causa do dcsgosio pclo csiudo sao os proprios
profcssorcs? Arisioiclcs afirnou quc o dcscjo dc
salcr c inaio no Ioncní7| c, quc assin c, vino-lo
no capíiulo quinio c, ainda Ia pouco, no capíiulo
dccino princiroí8|. Mas porquc, por vczcs, a
c×ccssiva indulgcncia dos pais dcprava nos filIos
o apciiic naiural, porquc, por vczcs, a pciulancia
dos conpanIciros os airai para a paric frovola
das coisas, porquc, ouiras vczcs, as proprias
crianças, por causa das ocupaçõcs cívicas ou
aulicas, ou ainda pcla visao dc quaisqucr coisas
c×icrnas, sao afasiadas das airaçõcs inaias do
cspíriio; daqui rcsulia quc ncnIun dcscjo icn dc
conIcccr o dcsconIccidoí9|, ncn possan
rccolIcr-sc facilncnic. (Con cfciio, da ncsna
nancira quc a língua, cnlclida por un salor,
nao aprccia lcn ouiro, assin ianlcn a ncnic,
ocupada dc un lado, nao aicndc suficicnicncnic
ao quc lIc c ofcrccido do ouiro ladoi. Porianio,
cn princiro lugar, c ncccssario c×pulsar dcsscs
jovcns aquclc iorpor advcniício, c rcconduzir a
naiurcza ao scu vigor proprio; rcgrcssara, cniao,
con ccricza, o apciiic dc salcr. Mas quanios
daquclcs quc assuncn o cncargo dc fornar a
juvcniudc pcnsan cn iorna-la princiro apia para
rccclcr cssa fornaçao? Efciivancnic, assin cono
o iornciro, anics dc iorncar un pcdaço dc
nadcira, o dcslasia con o nacIado; c o fcrrciro,
anics dc laicr o fcrro, o aquccc; c o falricanic dc
iccidos, anics dc fiar, urdir c icccr a la, purga-a,
166
lava-a c carda-a; c o sapaiciro, anics dc coscr os
sapaios, iralalIa o couro, csiica-o c polc-o nuiio
lcn; assin ianlcn o profcssor, anics dc sc pór a
insiruir o aluno à força dc rcgras, dcvc princiro
iorna-lo avido dc culiura, nais ainda, apio para a
culiura c, conscqucnicncnic, pronio a cnircgar-
sc a cla con cniusiasno. Mas qucn alguna vcz
pcnsou nisso? Ouasc scnprc, o profcssor iona o
aluno ial qual o cnconira, c concça logo a iornca-
lo, a laic-lo, a carda-lo, a iccc-lo, a nodcla-lo a
scu nodo, prcicndcndo quc clc sc iornc
incdiaiancnic una lclcza, una joia; c, sc o nao
conscguc logo (c cono scria possívcl conscgui-
lo?i, cncIc-sc dc ira, indigna-sc, cnfurccc-sc. E
Iavcnos dc adnirar-nos quc Iaja qucn criiiquc
c fuja dc scnclIanic nciodo dc cducaçao?
Dcvcnos anics adnirar-nos quc Iaja ainda qucn
sc cnircguc a iais cducadorcs.
Scís cspccícs dc íntcíígcncíus.
18. Eis quc sc nos ofcrccc a ocasiao para fazcr
algunas advcricncias accrca das difcrcnças das
inicligcncias. unas sao pcnciranics c ouiras
oliusas, unas sao nalcavcis c doccis, c ouiras
duras c olsiinadas; unas sao, dc si ncsnas,
inclinadas para as lciras, c ouiras dclciian-sc cn
ocupaçõcs nccanicas. Dcsics ircs grupos dc dois,
rcsulia quc Ia scis cspccics dc inicligcncias.
I
167
19. Ocupan o princiro lugar as inicligcncias
pcnciranics, avidas dc salcr c faccis dc dirigir,
quc sao as nais apias dc iodas para os csiudos;
nao scndo scnao ncccssario ninisirar-lIcs o
alincnio da salcdoria, dcscnvolvcn-sc por si,
cono planias dc loa qualidadc. É ncccssario
apcnas usar dc prudcncia, nao sc lIcs pcrniiindo
quc andcn c×agcradancnic dcprcssa, para quc
nao aconicça quc dcfinIcn c sc iorncn
prcnaiurancnic csicrcis.
II
20. Ouiras sao pcnciranics nas lcnias, scndo,
iodavia, doccis. Esias prccisan apcnas dc scr
csiinuladas.
III
21. Ocupan o icrcciro lugar as inicligcncias
pcnciranics c avidas dc salcr, nas indonavcis c
olsiinadas. Esias sao gcralncnic dcicsiadas nas
cscolas c considcradas cono sc nada Iouvcssc a
cspcrar dclas. Todavia, cosiunan iornar-sc
Ioncns dc valor, sc sao lcn oricniadas. A
Iisioria ofcrccc-nos un c×cnplo cn Tcnísioclcs,
grandc cIcfc dos Aicnicnscs. cn adolcsccnic, cra
dc caraicr iao aliivo quc o scu ncsirc lIc dissc.
«Mcu rapaz, nao viras a scr nada dc ncdíocrc. ou
scras un grandc lcn para a pairia, ou un
grandc nalȒ10|. E quando, nais iardc, algucn
nosirava csiranIcza pcla iransfornaçao opcrada
168
na sua nancira dc scr, clc cosiunava dizcr. «Os
poldros sclvagcns iornan-sc os nclIorcs cavalos,
sc sao dcvidancnic disciplinadosȒ11|. O quc,
cfciivancnic, sc vcrificou no Hucc]uío dc
Alc×andrc Magno. Vcndo Alc×andrc quc scu pai,
Filipc, qucria dcsfazcr-sc, cono dc coisa inuiil, dc
un cavalo quc, porquc dcnasiado sclvagcn, nao
suporiava quc ningucn o noniassc, c×clanou.
«Ouc cavalo pcrdcn csics quc, por inpcrícia, sc
nao salcn scrvir dclc!» E iraiando o cavalo con
aric adniravcl, scn lIc dar açoiics, conscguiu,
nao so ncssa aliura, nas duranic a vida, fazcr-sc
iransporiar por clc, nao scndo possívcl cnconirar
cn iodo o nundo un cavalo nais gcncroso quc
aquclc c nais digno dc iao grandc Icroi. Pluiarco,
dcpois dc coniar csia Iisioria, arccsccnia.
«Aquclc cavalo advcric-nos dc quc nuiias
inicligcncias, nascidas lcn, dcfinIan por culpa
dos cducadorcs, quc iransfornan cavalos cn
asnos, porquc nao salcn cducar jovcns
ardorosos c livrcsȒ12|.
IV
22. Ocupan o quario lugar as inicligcncias doccis
c, ao ncsno icnpo, avidas dc salcr, nas lcnias c
oliusas. Esias podcn scguir as pcgadas das quc
vao à frcnic, nas, para quc o consigan, dcvc
condcsccndcr-sc con a sua fraqucza, nada lIcs
inpondo violcniancnic, nada lIcs c×igindo
scvcrancnic, nas anics, c cn iudo, iolcrando-as,
169
ajudando-as, aninando-as, csiinulando-as, con
lcnignidadc, para quc nao dcsanincn. Enlora
csias cIcgucn à ncia nais iardc, o rcsuliado c,
iodavia, dc nais longa duraçao, cono cosiuna
aconicccr con os fruios scródios. Assin cono c
nais difícil inprinir un sclo no cIunlo nas,
una vcz inprcsso, dura nais icnpo, assin
ianlcn, nuiias vczcs, csias inicligcncias
conscrvan os conIccincnios duranic nais icnpo
quc as ouiras, c as coisas por clas olscrvadas,
ainda quc una so vcz, nao sc lIcs cscapan iao
facilncnic. Nao dcvcn, por isso, scr afasiadas
das cscolas.
V
23. O quinio lugar c ocupado por alguns dc
inicligcncia oliusa c, alcn disso, lcnios c
prcguiçosos. Esics, a nao scr quc una invcncívcl
olsiinaçao a isso sc oponIa, podcn ainda
corrigir-sc, nas c ncccssario nuiia prudcncia c
nuiia pacicncia.
VI
24. Ocupan o uliino lugar os dc inicligcncia
dclil c, ao ncsno icnpo, da naiurcza iorcida c
nalígna; na sua naioria c gcnic pcrdida. Mas
porquc c ccrio quc, para ioda a cspccic dc nalcs,
sc podc cnconirar na naiurcza un aniídoioí13|, c
quc as arvorcs csicrcis por naiurcza sc podcn
iornar fruiífcras por una planiaçao convcnicnic,
170
nao dcvc dcscspcrar-sc dc iodo, nas vcr sc, ao
ncnos a olsiinaçao podc scr vcncida c rcnovida.
Sc isso nao for possívcl, dcvcra cniao pór-sc dc
lado cssc pcdaço dc nadcira iorcida c nodosa,
con a qual cn vao sc cspcrara consiruir un
Mcrcurio. «Nao convcn culiivar ncn rcgar a icrra
arcnosa», dissc Caiaoí14|. No cnianio, dcsias
inicligcncias iao dcgcncradas, apcnas sc
cnconirara una cn nil, o quc c una prova
insígnc da lcnignidadc dc Dcus.
25. O rcsuno do quc foi diio cnconira-sc na
scguinic scnicnça dc Pluiarco. «Nao csia nas
naos dc ningucn quc os scus filIos nasçan con
csias ou aquclas qualidadcs; nas, quc sc iorncn
lons por ncio dc una loa cducaçao, csia cn
nosso podcr»í15|. Eis o quc clc diz. «csia cn
nosso podcr». Efciivancnic, c ccrio quc, dc
qualqucr ncrgulIao, o agriculior conscguc fazcr
una arvorc, uiilizando a ncsna aric cn ioda a
planiaçao.
Ouc, toduuíu, todus us íntcíígcncíus sc podcn
t)utu) con u ncsnu u)tc c con o ncsno nctodo,
dcnonst)u-sc dc quut)o nuncí)us.
26. Ouc scja possívcl insiruir, cducar c fornar
iodos os jovcns, dc índolc iao divcrsa, con un so
c o ncsno nciodo, dcnonsiran-no csias quairo
razõcs.
I.
171
27. Princira. iodos os Ioncns dcvcn scr
dirigidos para os ncsnos fins ÷ a salcdoria, a
noral c a pcrfciçao.
II.
28. Scgunda. cnlora doiados dc inicligcncias
divcrsas, iodos os Ioncns icn a ncsna naiurcza
Iunana, doiada dos ncsnos orgaos.
III.
29. Tcrccira. a divcrsidadc das inicligcncias nao c
scnao un c×ccsso ou una dcficicncia da
Iarnonia naiural, do ncsno nodo quc as
docnças do corpo sao dcvidas a un c×ccsso dc
Iunidadc ou dc sccura, dc calor ou dc frio. Por
c×cnplo. quc c a acuidadc da inicligcncia scnao a
suiilcza c a agilidadc dos cspíriios aninais no
ccrclro, corrcndo rapidancnic airavcs dos ncrvos
scnsiiivos c pcncirando nas coisas? Sc csia
agilidadc nao for dc qualqucr nodo coilida, podc
aconicccr quc o cspíriio sc dispcrsc, ficando o
ccrclro cnfraquccido ou cnlruiccido; por isso,
vcnos quc nuiias inicligcncias prccoccs, ou sao
surprccndidas por una noric prcnaiura ou sc
cnloian. Ao conirario, quc c a oliusidadc da
inicligcncia scnao a viscosa gordura c
olscuridadc dos cspíriios no ccrclro, a qual c
ncccssario dispcrsar c aclarar por una agiiaçao
nais frcqucnic? Ouc c a pciulancia c a aliivcz
scnao una c×ccssiva firncza do coraçao, janais
172
disposio a ccdcr? Esia dcvc scr iornada flc×ívcl
por ncio da disciplina. Finalncnic, quc c a
prcguiça scnao una c×ccssiva nolcza do coraçao
quc ncccssiia dc cncrgia? Por isso, da ncsna
nancira quc, para o corpo, o rcncdio nais cficaz
nao c aquclc quc junia conirarios a conirarios
(pois assin provoca-sc una luia nais violcniai,
nas aquclc quc procura a Iarnonia dos
conirarios, dc nodo a suprinir ioda a dcficicncia
c iodo o c×ccsso; assin ianlcn, conira os
dcfciios da ncnic Iunana, o rcncdio nais
adapiado c o nciodo quc, pondo cn cquilílrio os
c×ccssos c as insuficicncias das inicligcncias,
rcduz iudo a una cspccic dc Iarnonia c dc suavc
conccrio. Scgundo csic criicrio, o nosso nciodo
cnconira-sc adapiado às inicligcncias ncdias
(das quais Ia scnprc nuiiíssinasi, dc ial
nancira quc ncn falicn os frcios para nodcrar
as inicligcncias nais suiís (para quc nao
cnfraqucçan prcnaiurancnici, ncn o acicaic c o
csiinulo para inciiar os nais lcnios.
IV.
30. Por fin, digo quc o nclIor noncnio para
rcncdiar as dcficicncias c os c×ccssos das
inicligcncias, c quando clas sao novas. Con
cfciio, assin cono, no c×crciio, os rccruias sc
nisiuran con os vcicranos, os dclcis con os
rolusios, os indolcnics con os valorosos, c sao
lcvados a conlaicr sol as ncsnas landciras, c
173
dirigidos pclos ncsnos conandos duranic iodo o
icnpo quc dura a laialIa, nas, oliida
finalncnic a viioria, cada un pcrscguc o ininigo
cnquanio qucr c cnquanio podc, pilIando à sua
voniadc; assin ianlcn, no c×crciio cscolar,
convcn proccdcr dc nodo quc os nais lcnios sc
nisiurcn con os nais vclozcs, os nais csiupidos
con os nais sagazcs, os nais duros con os nais
doccis, c scjan guiados con as ncsnas rcgras c
con os ncsnos c×cnplos, duranic iodo o icnpo
cn quc icn ncccssidadc dc scr guiados. Dcpois
dc icrcn dci×ado as cscolas, cada un prosscguira
os csiudos, con o ardor dc quc for capaz.
Ouuí u p)udcncíu dc quc dcuc usu)-sc uo nístu)u)
íntcíígcncíus dc cupucídudcs díuc)sus.
31. Enicndo aqucla «nisiura», nao apcnas cn
rclaçao ao lugar, nas, nuiio nais, cn rclaçao ao
au×ílio, dc ial nancira quc, quando o profcssor
cnconira un aluno nais inicligcnic, dcvc confiar-
lIc dois ou ircs dos nais lcnios para quc os
insirua, c quando dcscolrc un ouiro dc loa
índolc dcvc confiar-lIc ouiros dc icnpcrancnio
nais fraco, para quc os vigic c dirija. Assin,
aprovciiarao uns c ouiros, solrciudo sc o
profcssor csiivcr aicnio a quc iudo proccda
scgundo as nornas da razao. Mas ja c icnpo dc,
finalncnic, concçarnos a c×plicar o nosso icna.
174

Capítulo XIII
O FUNDAMENTO
DA REFORMA DAS ESCOLAS
É A ORDEM EXATA
EM TUDO

A o)dcn c u uínu dus coísus.
1. Sc procurarnos quc c quc conscrva no scu scr
o univcrso, juniancnic con iodas as coisas
pariicularcs, vcrificanos quc nao c scnao a
ordcn, a qual c a disposiçao das coisas anicriorcs
c posicriorcs, naiorcs c ncnorcs, scnclIanics c
disscnclIanics, consoanic o lugar, o icnpo, o
nuncro, as dincnsõcs c o pcso dcvido c
convcnicnic a cada una dclas. Por isso, algucn
dissc, con clcgancia c vcrdadc, quc a ordcn c a
alna das coisas. Con cfciio, iudo aquilo quc c
ordcnado, duranic iodo o icnpo cn quc conscrva
a ordcn, conscrva o scu csiado c a sua
inicgridadc; sc sc afasia da ordcn, dcliliia-sc,
vacila, canlalcia c cai. O quc c cvidcnic por ioda
a cspccic dc c×cnplos iirados dc ioda a naiurcza
c da aric.
Iíust)u-sc cstu uc)dudc con cxcnpíos tí)udos.
1. do nundo.
175
2. Efciivancnic, quc c quc faz con quc o nundo
scja o nundo c sc nanicnIa na sua plcniiudc?
Scn duvida, o faio dc quc cada criaiura, scgundo
a prcscriçao da naiurcza, pcrnanccc
cscrupulosancnic dcniro dos scus proprios
liniics; csia nanuicnçao da ordcn pariicular
conscrva a ordcn do univcrso.
2. do ]í)nuncnto.
3. Ouc c quc faz corrcr, dc nodo iao ordcnado c
scn qualqucr confusao, dc scculo cn scculo, o
icnpo dividido, con iania prccisao, cn anos,
ncscs c dias? Unicancnic a ordcn inuiavcl do
firnancnio.
3. dc unínuízínIos quc t)uIuíIun con cxutíduo c
p)ccísuo sínguíu).
4. Ouc c quc faz con quc as alclIas, as fornigas
c as aranIas c×ccuicn iralalIos iao c×aios c
prccisos, quc a inicligcncia do Ioncn nclcs
cnconira naicria nais para adnirar quc para
iniiar? Nada nais quc a sua Ialilidadc inaia
para olscrvar, cn iodos os scus aios, a ordcn, o
nuncro c a ncdida.
4. do co)po Iununo.
5. Ouc c quc faz con quc o corpo Iunano scja
un organisno iao naravilIoso, quc podc rcalizar
un nuncro dc açõcs quasc infiniio, cnlora nao
176
scja doiado dc insiruncnios infiniios? Ou scja,
porquc c quc, con o nuncro rcduzido dc
ncnlros quc o conpõcn, podc rcalizar iralalIos
dc iao naravilIosa varicdadc, nao icndo noiivos
para dcscjar ouiros ncn para scr difcrcnic do quc
c? Isso rcsulia, scn duvida, da salia proporçao
dc iodos os ncnlros, ianio cn si ncsnos, cono
na rclaçao dc uns para con os ouiros.
5. du nossu ncntc.
6. Ouc c quc faz con quc un so cspíriio,
infundido no corpo, lasic para govcrnar iodo o
corpo c, ao ncsno icnpo, para rcalizar ianias
açõcs? Nada nais quc a ordcn, cn viriudc da
qual iodos os ncnlros csiao unidos por vínculos
pcrpciuos c sc dci×an novcr cn iodas as
dircçõcs a un sinal do princiro novincnio, quc
provcn da ncnic.
6. dc un )cíno suIíuncntc udníníst)udo.
7. Ouc c quc faz con quc un so Ioncn, rci ou
inpcrador, possa govcrnar povos iniciros? Dc ial
nancira quc, cnlora as opiniõcs scjan ianias
quanias as calcças, iodavia, iodos scgucn a
voniadc dcssc unico Ioncn, c, sc cssc Ioncn
faz andar lcn a adninisiraçao, ncccssariancnic
iudo anda lcn? Nada nais quc a ordcn, cn
viriudc da qual iodos, ligados pclos vínculos da
lci c da olcdicncia, csiao sujciios a cssc suno
nodcrador do Esiado, dcpcndcndo alguns dclc
177
incdiaiancnic, c ouiros dc cada un dcsics, c
assin succssivancnic uns dos ouiros, aic ao
uliino. E×aiancnic cono os ancis dc una cadcia
quc, csiando ligados uns aos ouiros, sc sc novc o
princiro, novcn-sc iodos c, sc o princiro csia
parado, csiao iodos parados.
7. du nuquínu dc A)quíncdcs.
8. Ouc c quc pcrniiiu quc Hicrao, sozinIo,
pudcssc lançar ao nar una nolc iao grandc quc
ianias ccnicnas dc Ioncns Iavian icniado cn
vao novcr?í1|1 Apcnas una pcqucna naquina,
consiruída scgundo as rcgras da aric c nunida
dc nuncrosos cilindros, roldanas c cordas,
conlinadas dc ial nancira quc, una pcça
ajudando a ouira, as forças fosscn nuliiplicadas.
8. dos cunIocs.
9. Os icrrívcis cfciios dos canIõcs, con os quais
sc dcsiroicn nuros, sc alaicn iorrcs c sc
dcslaraian c×crciios, nao provcn scnao dc una
ordcn dcicrninada dos naquinisnos c da
aplicaçao dc sulsiancias aiivas a sulsiancias
passivas, ou scja, dc una dosc c×aia dc niiraio
nisiurado con cn×ofrc (una sulsiancia nuiio
fria con una sulsiancia nuiio qucnici, da
dcvida proporçao da lonla, da suficicnic
quaniidadc dc polvora, da loa csiruiura das
lalas c, finalncnic, da loa dircçao dos iiros. Sc
178
falia una so dcsias coisas, iodo o aparclIo sc
iorna inuiil.
9. du u)tc típog)u]ícu.
10. Ouc c quc iorna iao pcrfciia a aric iipografica,
pcla qual os livros sao nuliiplicados
rapidancnic, clcganicncnic, corrciancnic? Scn
duvida, a ordcn olscrvada na loa falricaçao,
fundiçao c acalancnio dos iipos ncialicos das
lciras, na sua disiriluiçao nos cai×oiins, na sua
disposiçao cn paginas, na sua colocaçao sol o
prclo, cic., na prcparaçao, coric c dolragcn do
papcl, cic.
10. do cu))o.
11. E, para quc alordc ianlcn o donínio das
arics nccanicas, pcrgunio. quc c quc faz con quc
un carro, ou scja, a nadcira c o fcrro
(cfciivancnic, clc c conposio dcsias duas
naicriasi va iao vcloz airas dos cavalos quc
corrcn à frcnic c sirva iao lcn para iransporiar
Ioncns c coisas pcsadas? Nada nais quc a
coordcnaçao da nadcira c do fcrro,
iransfornados, scgundo as rcgras da aric, cn
rodas, ci×os, iinõcs, airclagcns, cic. Con cfciio,
sc una so dcsias pcças sc dcspcdaça ou sc
quclra, a naquina ja nao scrvc para nada.
11. do nuuío.
179
12. Ouc c quc faz con quc os Ioncns sulan
para un pcdaço dc nadcira c, confiando-sc ao
nar furioso, sc avcniurcn aic aos aniípodas, c
rcgrcsscn saos c salvos? Nada nais quc a
coordcnaçao da quilIa, dos nasiros, das
anicnas, das vclas, dos rcnos, do lcnc, da
ancora, da lussola c dos rcsianics insiruncnios
do navio. Sc algun dclcs vicr a pcrdcr-sc, Ia
pcrigo dc lalanços, dc naufragio c dc noric.
12. do )cíògío.
13. Oual, cnfin, a razao por quc no rclogio,
insiruncnio quc ncdc o icnpo, o ncial,
iralalIado c ligado dc varias nanciras, produz
novincnios csponiancos c assin narca
Iarnonicancnic os ninuios, as Ioras, os dias,
os ncscs, c aic ialvcz os anos, c nao so nos
pcrniic vcr, nas aic nos pcrniic ouvir, ncsno dc
longc c às cscuras, quc Ioras sao? Oual a razao
por quc csic insiruncnio dcspcria o Ioncn à
Iora quc clc qucr c aic accndc a luz dc ial
nancira quc, ao acordarnos, vcnos
incdiaiancnic o quario iluninado? Oual a razao
por quc o rclogio nos pcrniic vcr succssivancnia
ianlcn o calcndario políiico, rcligioso c
doncsiico, as fascs da lua, o curso dos plancias c
os cclipscs? Ouc coisa Iavcra digna dc
adniraçao, sc dcla nao c digno csic rclogio?
Acaso o ncial, sulsiancia, dc sua naiurcza,
inaninada, produz novincnios iao vivos, iao
180
consianics, iao rcgularcs? Anics dc scr
invcniado, nao icria sido considcrado una coisa
iao inpossívcl, cono sc algucn iivcssc afirnado
quc as planias c as pcdras podian caninIar? No
cnianio, os olIos aicsian quc clc c una coisa
rcal.
Todo o nístc)ío do )cíògío consístc nu o)dcn.
14. Mas quc força oculia anina o rclogio?
NcnIuna ouira scnao a força da ordcn quc
nanifcsiancnic rcina cn iodas as suas parics,
ou scja, a força provcnicnic da disposiçao dc
iodas as suas pcças, quc concorrcn con o scu
nuncro, as suas dincnsõcs c a sua ordcn para
iornar aqucla disposiçao ial quc cada pcça icn
un papcl dcicrninado c ncios para o
dcscnpcnIar, ou scja, a proporçao c×aia dc cada
pcça con as ouiras, a Iarnonia dc cada una
con as quc lIc csiao cn rclaçao c lcis nuiuas
para conunicar rcciprocancnic a força unas às
ouiras. Assin, iudo sc passa c×aiancnic cono
nun corpo vivo, posio cn novincnio pclo proprio
cspíriio. Sc, iodavia, qualqucr pcça sc csiilIaça,
ou sc paric, ou anda nal, ou concça a csiar
lanla, ou sc iorcc, ainda quc scja a rodinIa
nais pcqucna, o ci×o nais pcqucno, o parafuso
nais pcqucno, incdiaiancnic iodo o rclogio para
ou anda nal. Dcsic nodo sc iorna cvidcnic quc
iudo dcpcndc apcnas da ordcn.
181
Espc)u cncont)u)-sc unu ]o)nu dc cscoíus
scncíIuntcs uo )cíògío.
15. A aric dc cnsinar nada nais c×igc, porianio,
quc una Ialilidosa rcpariiçao do icnpo, das
naicrias c do nciodo. Sc a conscguirnos
csialclcccr con c×aiidao, nao scra nais difícil
cnsinar iudo à juvcniudc cscolar, por nais
nuncrosa quc cla scja, quc inprinir, con lcira
clcganiíssina, cn naquinas iipograficas, nil
folIas por dia, ou rcnovcr, con a naquina dc
Arquincdcsí2|, casas, iorrcs ou qualqucr ouira
cspccic dc pcsos, ou airavcssar nun navio o
occano c aiingir o novo nundo. E iudo andara
con nao ncnor proniidao quc un rclogio posio
cn novincnio rcgular pclos scus pcsos. E iao
suavc c agradavclncnic cono c suavc c agradavcl
o andancnio dc un ial auiónaio. E, finalncnic,
con iania ccricza quania podc olicr-sc dc
qualqucr insiruncnio scnclIanic, consiruído
scgundo as rcgras da aric.
Concíusuo.
16. Procurcnos, porianio, cn nonc do Aliíssino,
dar às cscolas una organizaçao ial quc
corrcsponda, cn iodos os ponios, à dc un
rclogio, consiruído scgundo as rcgras da aric c
clcganicncnic ornado dc cinzcladuras variadas.
182

Capítulo XIV
A ORDEM
APRIMORADA DAS ESCOLAS
DEVE IR BUSCAR-SE
À NATUREZA
E SER TAL
QUE NENHUNS OBSTÁCULOS
A POSSAM ENTRAVAR

Os ]unduncntos du A)tc dcucn sc) p)ocu)udos nu
nutu)czu.
1. Concccnos, cn nonc dc Dcus, por sondar os
fundancnios solrc os quais, cono solrc una
rocIa inovcl, possa cdificar-sc o nciodo dc
cnsinar c dc aprcndcr. Os rcncdios conira os
dcfciios da naiurcza nao dcvcn procurar-sc
scnao na naiurcza; nas sc csic princípio c
vcrdadciro, cono cfciivancnic c, a aric nada podc
fazcr, a nao scr iniiando a naiurczaí1|.
A nutu)czu ]o)nccc-nos nodcíos do quc dcuc ]uzc)-
sc.
1. do nudu)
2. Tornc-sc claro csic assunio por ncio dc
c×cnplos. Vc-sc un pci×c nadar na agua? Para o
pci×c, c una coisa naiural. Sc o Ioncn o quiscr
iniiar, icra ncccssariancnic quc rccorrcr a
183
insiruncnios c a novincnios scnclIanics, ou
scja, cn vcz das larlaianas dcvc csicndcr os
lraços, c cn vcz da cauda, os pcs, c novc-los do
ncsno nodo quc o pci×c novc as suas
larlaianas. Aic ncsno os navios nao podcn
consiruir-sc scnao solrc csic nodclo. cn vcz das
larlaianas, csiao os rcnos ou as vclas, c cn vcz
da cauda, csia o lcnc. Vc-sc una avc voar? Para
cla, c una coisa naiural. Mas, quando Dcdalo
quis iniia-la, icvc dc nunir-sc dc duas asas,
capazcs dc susicniar un corpo iao pcsado cono
o scu.
4. do p)oduzí) sons
3. O orgao con o qual os aninais produzcn o
son c a iraqucia, quc c conposia dc ancis
cariilaginosos, c icn no scu vcriicc a laringc,
cncarrcgada dc fccIar a loca, c, na lasc, c
nunida dc un folc, o pulnao, quc põc a
rcspiraçao cn novincnio. À sua iniiaçao,
consiroicn-sc as ironlcias, as gaiias dc folcs c
iodos os ouiros insiruncnios dc sopro.
5. do )cíunpc]u)
4. Conprccndcu-sc quc a sulsiancia quc
dcscncadcia das nuvcns un fragor c arrcncssa
fogo c pcdras c niiraio inflanado c cn×ofrc; por
isso, à sua iniiaçao, con cn×ofrc c niiraio,
falrica-sc a polvora pírica quc, inflanando-sc c
saindo para fora dos canIõcs, produz algo dc
184
scnclIanic aos irovõcs, aos rclanpagos c aos
raios.
6. do conduzí) u uguu pu)u quuíquc) íugu).
5. Olscrvou-sc quc a agua icndc a nivclar-sc,
ncsno cn dois vasos conunicanics iao
afasiados un do ouiro lugar quanio sc qucira.
E×pcrincniou-sc cniao fazcr aqucduios con
canos, c viu-sc quc a agua, scja dc quc
profundidadc for, solc a qualqucr aliura, dcsdc
quc dcsça dc un lado ianio cono solc do ouiro.
Esic faio c ariificial, nas c ianlcn naiural, pois,
quc aconicça dcsia ou daqucla nancira, dcvc-sc
à aric, nas quc aconicça dcvc-sc à naiurcza.
7. do ncdí) o tcnpo
6. Olscrvou-sc o firnancnio c vcrificou-sc quc
Iavia un novincnio pcrpciuo c quc as varias
rcvoluçõcs dos asiros produzian a varicdadc das
csiaçõcs quc convcn ao nosso univcrso. En
conscqucncia disso, à sua iniiaçao, invcniou-sc
un insiruncnio capaz dc rcproduzir c×aiancnic
o novincnio roiaiorio diario do firnancnio c dc
ncdir as Ioras. E cssc insiruncnio c conposio
dc pcqucnas rodas, nao soncnic para quc una
scja arrasiada pcla ouira, nas ianlcn para quc
o novincnio possa coniinuar indcfinidancnic.
Mas foi ncccssario conpor csic insiruncnio dc
pcças novcis c dc pcças inovcis, prccisancnic
cono o nundo.
185
Anuíísc do )cíògío pu)u conp)ccndc) Icn todu u
cst)utu)u.
Na vcrdadc, no nosso insiruncnio, no lugar da
icrra, princiro corpo fi×o do nundo, sao posias
lascs inovcis, colunas, guarniçõcs, c no lugar
das csfcras novcis, do ccu, as varias rodinIas.
Mas cono nao sc podia dar a una roda a iarcfa
dc girar solrc si ncsna c dc fazcr girar,
juniancnic consigo, as ouiras (cono o Criador
dcu aos asiros a força dc sc novcrcn a si
ncsnos c dc fazcrcn novcr ouiros, juniancnic
consigoi, foi ncccssario ionar cnprcsiada da
naiurcza a força gcradora do novincnio, ou scja,
o novincnio gcrado ou pcla gravidadc ou pcla
lilcrdadc. Con cfciio, ou sc prcndc un pcso ao
ci×o cilíndrico da roda ncsira c, cnquanio o pcso
pu×a para lai×o, o ci×o cilíndrico gira c faz girar a
sua roda, c csia faz girar, juniancnic consigo,
ouiras, c assin succssivancnic; ou sc faz una
longa nola dc aço quc, consirangida a volvcr cn
rcdor dc un ci×o cilíndrico, cnquanio sc csforça
por rcgrcssar à lilcrdadc c por sc csicndcr, faz
girar o ci×o cilíndrico c a sua roda. E para quc o
novincnio do rclogio nao scja c×ccssivancnic
rapido, nas lcnio cono o do ccu, cncai×an-sc
ouiras rodinIas dc nodo quc a uliina, aqucla
quc, novida apcnas por dois dcniinIos, vai para
a frcnic c para iras c faz tíc-tuc, tíc-tuc, rcprcscnia
o rcvczar-sc da luz, quc vai c vcn, ou scja, o
rcvczar-sc dos dias c das noiics. Àqucla paric,
186
porcn, quc dcvc dar o sinal da Iora, ou do quario
dc Iora, ligan-sc aparclIos, fciios scgundo as
rcgras da aric, quc scrvcn para auncniar ou
dininuir o novincnio, consoanic a ncccssidadc,
prccisancnic do ncsno nodo quc a naiurcza,
ncdianic o novincnio das csfcras cclcsics, faz
surgir ou dcsaparcccr o invcrno, a prinavcra, o
vcrao c o ouiono, cada un dclcs dividido cn
ncscs.
Concíusuo ucc)cu du ínítucuo dos ]utos nutu)uís
nu u)tc dídutícu.
7. Dc iudo isio, c cvidcnic quc a ordcn, quc
dcscjanos scja a rcgra univcrsal pcrfciia na aric
dc iudo cnsinar c dc iudo aprcndcr, nao dcvc scr
procurada c nao podc scr cnconirada scnao na
cscola da naiurcza. Con lasc solida ncsic
princípio, as coisas ariificiais proccdcrao iao
facilncnic c iao csponiancancnic cono
facilncnic c csponiancancnic flucn as coisas
naiurais. Con cfciio, Ciccro cscrcvcu. «Sc
scguirnos a naiurcza por guia, nunca
crrarcnos». E acrcsccnia. «Sol a dircçao da
naiurcza, dc nodo algun podc crrar-scȒ2|.
Tcnos prccisancnic cssa cspcrança, c, por isso,
pondo cn açao os ncsnos proccssos quc a
naiurcza põc cn açao, ao rcalizar csia ou aqucla
iarcfa, prosscguircnos dc nodo igual a cla.
OI]ctu-sc con cínco oIstucuíos.
187
8. Podcria, no cnianio, opor-sc a csia nossa
grandc cspcrança o aforisno dc Hipocraics.

isio c, «A vida c lrcvc c a aric c longa; os
noncnios oporiunos passan dcprcssa, as
c×pcricncias nao sao nuiio scguras c o juízo
accrca dos faios c difícil»í3|. Ncsic aforisno, sao
indicados cinco olsiaculos por causa dos quais
poucos conscgucn cIcgar à sunidadc do salcr.
I. A lrcvidadc da vida quc faz con quc, a naioria
das vczcs, scjanos iirados dcsic nundo
prccisancnic quando nos prcparanos para vivcr;
II. A incnsa nuliidao das coisas quc dcvcn scr
oljcio do nosso conIccincnio, quc faz con quc, a
qucrcrnos iniroduzir iudo dcniro dos liniics do
nosso cnicndincnio, nao icrnincnos nais; III. A
falia dc icnpo oporiuno para aprcndcr as arics c
as cicncias, c, sc alguna vcz surgc, logo
dcsaparccc. (Efciivancnic, os anos da juvcniudc,
quc sao os nais prcciosos para a culiura do
cspíriio, passan-sc, a naioria das vczcs, cn
divcriincnios, c a idadc quc vcn a scguir, dado
cono a vida csia Iojc organizada, frcqucnicncnic
fornccc nais ocasiao para coisas frívolas quc para
coisas scrias; c sc, por vczcs, sc aprcscnia
alguna ocasiao favoravcl, passa anics quc dcla sc
aprovciicií4|. IV. A fraqucza do nosso cngcnIo c a
olscuridadc do nosso juízo quc fazcn con quc,
188
nuiias vczcs, fiqucnos na casca c nao
pcncircnos aic ao anago das coisas. V.
Finalncnic, sc algucn, por ncio dc longas
olscrvaçõcs c dc rcpciidas c×pcricncias, qucr
pcncirar nas vcrdadciras csscncias das coisas,
vc-sc pcranic un iralalIo nuiio pcnoso c, ao
ncsno icnpo, dc c×iio nal scguro c inccrio.
(Con cfciio, na nuliiplicidadc iao inirincada das
coisas, facilncnic nuiiíssinos faios podcn
cscapar aic à invcsiigaçao dc olscrvador nais
suiíl; sc sc concic ainda quc scja un so crro,
ioda a olscrvaçao fica cnvolia na inccriczai.
Hcspondc-sc.
Ouc Dcus, con suIío conscíIo, ussín o)dcnou.
9. Sc iodas csias coisas sao vcrdadciras, cono c
quc nos ousanos proncicr un nciodo dc
csiudos iao univcrsal, iao ccrio, iao facil c iao
scguro? Fcspondo. quc csias coisas sao
alsoluiancnic vcrdadciras, nosira-o a
c×pcricncia; nas quc, para csias coisas, Ia
rcncdios cficacíssinos, nosira-o ianlcn a
c×pcricncia. Efciivancnic, aquclcs olsiaculos
foran criados pclo sapicniíssino arliiro das
coisas, por Dcus, nas para nosso lcn; podcn,
porianio, prudcnicncnic, convcricr-sc cn lcn.
Dcus dcu-nos, cfciivancnic, una vida dc lrcvc
duraçao, porquc, na prcscnic corrupçao, ja nao
salcnos fazcr lon uso da vida. Con cfciio, sc,
ncsno agora quc norrcnos quasc no insianic
189
cn quc nasccnos, c o fin sc anuncia dcsdc o
noncnio cn quc icnos origcní5|, nos pcrdcnos
airas dc frivolidadcs, quc aconicccria sc
iivcsscnos a ccricza dc vivcr ccnicnas ou
nilIarcs dc anos?
I
Dcus quis, por isso, conccdcr-nos apcnas o
icnpo quc considcrou suficicnic para nos
prcpararnos para una vida nclIor. Para csic
cfciio, porianio, a vida c suficicnicncnic longa, sc
a soulcrnos uiilizar.
II.
10. Dcus quis quc as coisas fosscn nuiias,
ianlcn para uiilidadc nossa, isio c, para nos
scrvircn dc ocupaçao, dc c×crcício c dc insiruçao.
III.
11. Ouis quc as ocasiõcs fosscn fugazcs para
quc, apcrcclcndo-nos disso, nos csforçasscnos
por agarra-las, ondc as pudcsscnos agarrar.
IV.
12. Ouis quc as c×pcricncias fosscn falazcs, para
quc aprcndcsscnos a csiar aicnios c vísscnos a
ncccssidadc dc cnirar lcn a fundo nas coisas.
V.
190
13. Ouis, cnfin, quc cniiir juízo accrca das
coisas fossc difícil, para quc sc iralalIassc con
naior cnpcnIo c con nais foric cspíriio dc
iniciaiiva. E quis quc assin fossc, para quc a
salcdoria dc Dcus, cspalIada dc nancira oculia
por ioda a paric, sc iornassc nais nanifcsia con
naior prazcr nosso. «Efciivancnic, diz Sanio
AgosiinIo, sc sc cnicndcssc iudo facilncnic, ncn
a vcrdadc scria procurada con pai×ao, ncn
cnconirada con doçura».
Estcs oIstucuíos podcn p)udcntcncntc sc)
u]ustudos.
14. Inporia, porianio, vcr dc quc nodo, con a
ajuda dc Dcus, sc podcn afasiar os olsiaculos
quc a divina Providcncia nos opós
c×irinsccancnic, para auncniar a nossa
aplicaçao. Nao podcrao afasiar-sc scnao.
I. Prolongado a vida, dc nodo quc cIcguc para a
carrcira quc nos foi dcsiinada;
II. Alrcviando os csiudos, dc nodo quc
corrcspondan à duraçao da vida;
III. Aprovciiando as ocasiõcs, dc nodo quc nao
surjan inuiilncnic;
IV. Dcspcriando os cngcnIos, dc nodo quc
facilncnic pcncircn no anago das coisas;
191
V. Colocando no lugar das olscrvaçõcs vagas un
fundancnio csiavcl c scguro.
O)dcn dos cupìtuíos scguíntcs.
15. Concccnos, porianio, a iraiar csias
qucsiõcs, para quc, con a ajuda das indicaçõcs
fornccidas pcla naiurcza, dcscolranos os
fundancnios.
÷ para prolongar a vida, a fin dc quc sc aprcnda
iudo o quc c ncccssario;
÷ para alrcviar os csiudos, a fin dc quc sc
aprcnda nais rapidancnic;
÷ para aprovciiar as ocasiõcs, a fin dc quc sc
aprcnda rcalncnic;
÷ para dcspcriar os cngcnIos, a fin dc quc sc
aprcnda facilncnic;
÷ para aguçar o juízo, a fin dc quc sc aprcnda
solidancnic.
Traiarcnos csias cinco qucsiõcs cn cinco
capíiulos, colocando, iodavia, cn uliino lugar, o
nodo dc alrcviar os csiudos.
192

Capítulo XV
FUNDAMENTOS
PARA
PROLONGAR A VIDA

Ao Ioncn c conccdídu unu uídu su]ícícntcncntc
íongu.
1. Arisioiclcsí1| c Hipocraicsí2| lancnian-sc da
lrcvidadc da vida c ccnsuran a naiurcza por
Iavcr dcsiinado una duraçao iao curia à
c×isicncia do Ioncn, quc c cIanado a iao alios
dcsiinos, cnquanio quc conccdcu naior
longcvidadc aos vcados, aos corvos c a ouiros
aninais. Mas Scncca rcspondc saliancnic. «Nao
rccclcnos una vida lrcvc, nas iornano-la
lrcvc; ncn icnos ncnos quc o ncccssario dc
vida, nas dcspcrdiçano-la. Sc sc soulcr fazcr
lon uso da vida cla c longa». E acrcsccnia. «Foi-
nos conccdida nuna vida suficicnicncnic longa c
suficicnicncnic anpla para conduzir a lon
icrno as coisas nais inporianics, dcsdc quc scja
ioda cla lcn cnprcguc» (Du I)cuídudc du uídu,
cap. I c IIi.
Mus c po) nòs uI)cuíudu.
193
2. Sc isio c vcrdadc, cono cfciivancnic c, cniao c
por culpa nossa quc a vida nao cIcga ncn scqucr
para csclarcccr os assunios da nais alia
inporiancia. E nao dcvcnos adnirar-nos con
isio, pois nos proprios a gasianos
pcrdulariancnic, cn paric porquc nos
cnircganos à violcncia, dc nodo quc
ncccssariancnic a vida sc c×iinguc anics do scu
icrno naiural; c cn paric, porquc gasianos os
rcialIos dc icnpo cn coisas inuicis.
quc) dcIííítundo-íIc us ]o)cus,
3. Un cscriior noiavcl (Hipoliio Cuarinoi cscrcvc
c dcnonsira con arguncnios quc, ncsno o
Ioncn dc nais dclicada consiiiuiçao, sc vcn à
luz scn dcfciios, icn cn si iania força viial quc
lIc lasia naiuralncnic aic aos scsscnia anos, c
aquclc quc c dc consiiiuiçao foriíssina, aic aos
ccnio c vinic anos. Sc alguns norrcn anics
dcsics liniics (c qucn ignora quc nuiios norrcn
na infancia, na juvcniudc c na idadc viril?i, c por
culpa dos Ioncns quc, concicndo c×ccssos
varios ou nao icndo cn considcraçao as rcscrvas
da vida, arruinan ianio a sua propria saudc
cono a dos filIos, quc acaso vcnIan a gcrar, c
aprcssan a noricí3|.
quc) nuo u gustundo todu cn cnp)ccndíncntos dc
uuío), cono ]ízc)un. Aícxund)c Mugno,
194
4. Alcn disso, quc, nun c×íguo cspaço dc vida
(por c×cnplo, 50, 40, 30 anosi, c possívcl rcalizar
coisas nuiio inporianics, dcsdc quc sc saila
fazcr lon uso do icnpo, prova-o o c×cnplo
daquclcs quc, anics dc icrcn aiingido os anos da
virilidadc, cIcgaran ondc ouiros ncn scqucr
icniaran cIcgar, cnlora iivcsscn iido una vida
longuíssina. Alc×andrc Magno norrcu aos irinia
c ircs anos, c nao so possuía una culiura
prodigiosa, nas iinIa vcncido iodo o nundo,
sujciiando-o, nao ianio con a força das arnas,
cono con a salcdoria dos scus planos c con a
sua cspaniosa rapidcz cn c×ccuiar as cnprcsas

Píco dc Mí)undoíu,
Joao Pico dc Mirandola nao cIcgou scqucr à
idadc dc Alc×andrcí4|, nas clcvou-sc dc ial nodo,
no csiudo da salcdoria, acina dc iudo o quc a
inicligcncia Iunana podc aiingir quc foi
considcrado una naravilIa do scu scculo.
c utc o p)òp)ío C)ísto.
5. E, para nao ciiar ouiros c×cnplos, o proprio
ScnIor Nosso Jcsus Crisio, cnlora nao iivcssc
vivido solrc a icrra nais quc 34 anos, rcalizou a
grandc olra da Fcdcnçao, qucrcndo, scn duvida,
nosirar con o scu c×cnplo (una vcz quc ioda a
sua vida c alcgoricai quc, qualqucr quc scja o
195
nuncro dc anos quc caila vivcr ao Ioncn, lIc
lasian para sc prcparar para a cicrnidadc.
Nuo dcucnos, po)tunto, qucíxu)-nos du I)cuídudc
du uídu.
6. Ncsic lugar, nao posso dci×ar dc rcfcrir as
aurcas palavras pronunciadas por Scncca (Cu)tu
94i a csic proposiio. «TcnIo cnconirado nuiios a
rccalciirar con razao conira os Ioncns; conira
Dcus, ningucn. E×prolanos, iodos os dias, o
dcsiino... Ouc nal Ia cn sair ccdo dc un lugar
dc ondc, nais ccdo ou nais iardc, icns dc sair? A
vida c longa, sc c plcna. E aiingc a sua plcniiudc,
quando o cspíriio conscguiu o scu proprio lcn c
sc iornou scnIor dc si ncsno». E acrcsccnia.
«Suplico-ic, ncu caro Lucílio, façanos dc nodo
quc a vida, cono una pcdra prcciosa, nao icnIa
una grandc dincnsao, nas un grandc valor.
Mcçano-la pclas açõcs, c nao pclo icnpo». E logo
a scguir. «Louvcnos, porianio, c coloqucnos no
nuncro dos fclizcs aquclc quc cnprcgou lcn o
pouco dc icnpo quc lIc foi conccdido, porquc viu
a vcrdadcira luz c nao foi un dc ianios cono Ia
por aí, c vivcu vcrdadcirancnic c cn plcno vigor».
E dc novo. «Assin cono un Ioncn podc scr
pcrfciio, ncsno quc scja dc pcqucna csiaiura,
assin ianlcn a vida podc scr pcrfciia, ncsno
quc scja dc lrcvc duraçao. A duraçao da vida c
una coisa c×icrna. Oucrcs salcr duranic quanio
icnpo, ao na×ino, sc dcvcria vivcr? Aic ao
196
noncnio cn quc sc icnIa adquirido a salcdoria.
Aquclc quc aí cIcga, aiingc, nao a ncia nais
longínqua, nas a nais clcvada»í5|.
Doís )cncdíos.
7. Conira os lancnios solrc a lrcvidadc da vida,
cis, para nos c para os nossos filIos (c ianlcn
para as cscolasi, csics dois rcncdios. ÷ csforçar-
sc ianio quanio possívcl por.
I. Dcfcndcr o corpo das docnças c da noric;
II. Dispor a ncnic a fazcr iudo con scnsaicz.
I. Po)quc dcucnos p)csc)uu) o co)po dus docncus¯
Po)quc cíc c.
1. u IuIítucuo du uínu,
8. Tcnos o dcvcr dc nanicr o corpo ao alrigo das
docnças c das rccaídas. princiro, porquc clc c a
Ialiiaçao, c a unica Ialiiaçao da alna; por isso,
sc o corpo sc arruina, a alna c olrigada a
cnigrar incdiaiancnic dcsic nundo; c ncsno
quc sc arruinc, pouco a pouco, por ncio dc
rupiuras quc sc alrcn; ora dc un lado, ora do
ouiro, o scu Iospcdc, a alna, scnic a Ialiiaçao
incónoda. Sc, porianio, sc qucr csiar o nais
icnpo possívcl c o nclIor possívcl, no palacio do
nundo, ondc fonos colocados pcla lcnignidadc
dc Dcus, c ncccssario icr aicnios cuidados con
csic ialcrnaculo quc c o corpo.
197
2. o ò)guo du uínu.
Scgundo. porquc o corpo foi fciio, nao so para
Ialiiaçao da alna racional, nas ianlcn para
scu orgao, c, scn clc, cla nada podc ouvir, ncn
vcr, ncn agir, ncn scqucr pcnsar. Efciivancnic,
porquc nada podc scr oljcio da inicligcncia quc
princiro nao icnIa sido oljcio dos scniidos, a
ncnic rccclc dos scniidos a naicria dc iodos os
scus pcnsancnios c nao podc dcscnpcnIar a
funçao dc pcnsar scnao por ncio da scnsaçao
inicrna, ou scja, conicnplando as inagcns
alsiraídas das coisas. Daqui rcsulia quc,
danificando o ccrclro, danifica-sc a faculdadc
inaginaiiva, c sc os ncnlros do corpo csiao
docnics, c afciada ianlcn a ncnic. Por isso, o
pocia icvc razao cn dizcr. «Dcvc pcdir-sc una
ncnic sa nun corpo saoȒ6|.
Dc quc nodo¯ Po) ncío dc díctu. E u )cg)u du
díctu cnsínu-sc con o cxcnpío dc unu u)uo)c quc
tcn ncccssídudc.
1. dc un uííncnto nodc)udo,
9. O nosso corpo nanicn-sc vigoroso por ncio dc
una dicia nodcrada. Mas, accrca dcsic assunio,
so os ncdicos podcn falar con auioridadc. Por
isso, farcnos apcnas algunas olscrvaçõcs,
scrvindo-nos do c×cnplo dc una arvorc. Por
naiurcza, a arvorc icn ncccssidadc dc ircs
coisas; 1. dc Iunidadc coniinua; 2. dc
198
iranspiraçao frcqucnic; 3. dc rcpouso alicrnado.
Tcn ncccssidadc dc Iunidadc, porquc scn cla
dcfinIa c scca; nas inporia quc a Iunidadc scja
nodcrada, porquc, sc c c×ccssiva, faz apodrcccr
as raízcs. Do ncsno nodo, o corpo icn
ncccssidadc dc alincnio, pois, scn clc, iorna-sc
scco, c norrc dc fonc c dc scdc; nas o alincnio
nao dcvc scr c×ccssivo, a fin dc quc as funçõcs
digcsiivas nao fiqucn solrccarrcgadas c
oprinidas. Con quanio nais nodcraçao sc
ninisirar os alincnios, ianio nais facil c pcrfciia
scra a digcsiaçao. Cono, cn gcral, nao sc iona
isio cn considcraçao, nuncrosos sao aquclcs quc
arruinan as forças c a vida por c×ccsso dc
alincnio. Efciivancnic, a noric vcn das
docnças; as docnças, dos naus Iunorcs; os
naus Iunorcs, da na digcsiao; a na digcsiao,
do c×ccsso dc alincniaçao, porquc o csiónago
fica iao cIcio quc nao c capaz dc digcrir, c, por
conscqucncia, vc-sc olrigado a cspalIar pclos
orgaos Iunorcs pouco ou nada digcridos, dos
quais c inpossívcl quc nao provcnIan docnças.
«nuiios norrcran por voracidadc, nas o Ioncn
solrio prolongara a vida» (Ecícsíustíco, 37, 34i.
c sínpícs,
10. Mas, para nanicr o vigor da saudc, nao c
ncccssario apcnas ionar alincnios concdidos,
nas ianlcn alincnios sinplcs. O jardinciro nao
rcga una plania, por nais dclicada quc cla scja,
199
con vinIo ou con lciic, nas con o líquido quc
convcn a iodos os vcgciais, ou scja, con agua.
Inporia, porianio, quc os pais cviicn Ialiiuar as
crianças às sulsiancias c×ciianics,
pariicularncnic as quc sao dcsiinadas a scguir
os csiudos, porquc nao foi cscriio por ncro acaso
quc Danicl c os scus conpanIciros, jovcns dc
sanguc rcal, consagrados aos csiudos, cnlora sc
alincniasscn con lcguncs c agua, foran
considcrados nais agcis c nais gordos c, o quc c
nais, nais inicligcnics quc os ouiros, quc
conian as dclícias da ncsa do rci (Dunící, 1, 22 c
ss.i. Mas, accrca dcsias coisas, falarci nais
porncnorizadancnic nouiro lugarí7|.
2. du t)unspí)ucuo ])cqùcntc,
11. Una arvorc icn ncccssidadc ianlcn dc
iranspirar c dc sc rolusicccr frcqucnicncnic
ncdianic os vcnios, as cIuvas c o frio. Douiro
nodo, langucscc c norrc. Do ncsno nodo, o
corpo Iunano icn alsoluia ncccssidadc dc
novincnio, dc ginasiica, dc c×crcícios scrios ou
dc jogos.
3. dc )cpouso uítc)nudo.
12. Finalncnic, dc icnpos a icnpos, a arvorc icn
ncccssidadc dc rcpouso. Naiuralncnic nao c
ncccssario quc csicja scnprc a produzir rclcnios,
florcs c fruios, nas, dc quando cn quando, dcvc
iralalIar ianlcn no scu inicrior, digcrir os
200
sucos, c, por csic ncio, rcnovar as suas forças. E
Dcus qucr quc ao vcrao succda o invcrno,
prccisancnic para dar rcpouso a iodos os scrcs
quc crcsccn solrc a icrra, c ianlcn à propria
icrra. c para csic cfciio ordcnou por ncio dc lcis
quc, iodos os scic anos, sc dcssc rcpouso à icrra
(Lcuìtíco, 25, 3 c 4i. Dc nodo scnclIanic, criou a
noiic para os Ioncns (c para os ouiros aninaisi,
para quc, qucr con o sono, qucr ainda con a
conscrvaçao dos ncnlros cn rcpouso, sc
rccupcrasscn as forças pcrdidas con as
ocupaçõcs do dia. Mas c ncccssario, por ncio dc
inicrvalos, dar ccrio alívio, ianio ao corpo cono à
ncnic, con qualqucr rccrcaçao ncnor, dc una
Iora, para cviiar o pcrigo dc quc iralalIcn
consirangidos pcla violcncia, a qual c ininiga da
naiurcza. É, porianio, prudcnic inicrronpcr
ianlcn os iralalIos diurnos para rcspirar un
pouco c cnircgar-sc a convcrsas, lrincadciras,
jogos, nusica c ouiras coisas scnclIanics, ondc
os scniidos c×icrnos c inicrnos cnconiran
rcpouso c prazcr.
Dcstus t)cs coísus (cscupuíosuncntc oIsc)uudus)
dcpcndc u consc)uucuo du uídu.
13. Sc algucn olscrva csias ircs coisas
(alincniar-sc solriancnic, c×crciiar o corpo c
ajudar a naiurczai, c inpossívcl quc nao conscrvc
duranic nuiiíssino icnpo a saudc c a vida, salvo
caso dc força naior. Una grandc paric, porianio,
201
dc una loa organizaçao cscolar dcvcra scr
procurada nuna convcnicnic rcpariiçao do
iralalIo c do rcpouso, das fcrias c dos rccrcios.
II. Inpo)tu utííízu) Icn o tcnpo dc t)uIuíIo.
14. Inporia falar agora do nodo dc uiilizar
prudcnicncnic o icnpo quc rcsia c quc dcvc scr
consagrado ao iralalIo. Trinia anos? Parccc
coisa insignificanic c facil dc dizcr; nas irinia
anos conprccndcn un lon nuncro dc ncscs,
dc dias c dc Ioras. É ccrio quc cn iao grandc
cspaço dc icnpo, podc fazcr-sc nuiias coisas,
dcsdc quc sc andc, ainda quc sc andc nuiio
dcvagarinIo. É una prova cvidcnic disso o nodo
cono crcsccn as arvorcs, as quais, ncn ncsno
con a visia nais pcrspicaz, podcnos apcrcclcr-
nos quc crcsccn, porquc isso sc faz, pouco a
pouco c inscnsivclncnic; nas vc-sc quc, iodos os
ncscs, crcsccn un pouco, c, apos irinia anos,
olscrva-sc quc crcsccran ianio quc sao ja
arvorcs nuiio grandcs. O nosso corpo, ao crcsccr
cn csiaiura, scguc a ncsna rcgra. nao o vcnos
crcsccr, nas vcnos quc crcsccu. E, quc nao c
divcrsa a rcgra scguida pcla ncnic quc procura
adquirir conIccincnio das coisas, provan-no
csics vcrsos conIccidos.
Ac)csccntu u unu pcqucnu quuntídudc nuís un
pouco c uíndu un pouquíto,
202
c, cn pouco tcnpo, tcns const)uìdu unu
nontunIu.
A ]o)cu do p)og)csso c nu)uuííIosu.
15. Oucn nao ignora a força do progrcsso,
advcric-o facilncnic. Con cfciio, cnquanio, cn
cada ano, dc cada rclcnio dcsponia apcnas un
raninIo, apos irinia anos, una arvorc icra nil
ranos, uns nais grossos c ouiros nais dclgados,
c folIas c florcs c fruios inuncravcis. E Ia-dc
parcccr inpossívcl quc, cn vinic ou irinia anos, o
csforço do Ioncn cIcguc a qualqucr aliura c a
qualqucr disiancia? E×anincnos un pouco csic
prollcna.
Hcpu)tícuo cxutu do tcnpo.
16. O dia naiural icn 24 Ioras, as quais,
divididas cn ircs parics, scgundo as
ncccssidadcs da vida, dao. oiio Ioras para o
sono, oiio Ioras para as ocupaçõcs c×icrnas (por
c×cnplo, para iraiar da saudc, para concr, para
vcsiir, para rccrcaçõcs Ioncsias, para convcrsar
con os anigos, cic...i c oiio Ioras para cnfrcniar
as ocupaçõcs scrias, con ardor c con alcgria.
Todas as scnanas, por isso (scndo o sciino dia
conplciancnic dcdicado ao rcpousoi, icnos 48
Ioras dcsiinadas ao iralalIo; cn cada ano,
2495; c cn dcz, vinic, irinia anos?
203
A uídu cIcgu pu)u ]untu) g)undcs tcsou)os dc
ínst)ucuo.
17. Sc, cn cada Iora, sc aprcndcr un so icorcna
dc qualqucr cicncia, ou una rcgra dc una aric
praiica, ou una Iisioria inicrcssanic, ou una
na×ina salia (c c cvidcnic quc isio sc podc fazcr
scn ncnIuna fadigai, quc icsouro dc insiruçao
sc conscguira adquirir?!
Concíusuo.
18. Por isso, Scncca dissc con razao. «Sc
soulcrnos fazcr lon uso da vida, cla c
suficicnicncnic longa, c cIcga para lcvar a lon
icrno as cnprcsas nais inporianics, sc sc
cnprcga ioda lcnȒ9|. Tudo csia cn salcr
cnprcga-la ioda lcn. É disso quc vanos agora
falar.
204

Capítulo XVI
REQUISITOS GERAIS
PARA ENSINAR E PARA APRENDER,
ISTO É,
COMO SE DEVE ENSINAR
E APRENDER COM SEGURANÇA,
DE MODO QUE SEJA IMPOSSÍVEL
NÃO OBTER BONS RESULTADOS

As coísus nutu)uís c)csccn cspontuncuncntc.
1. É lcla aqucla paralola dc Nosso ScnIor Jcsus
Crisio, rcfcrida pclo cvangcIsia. «O rcino dc Dcus
c cono un Ioncn quc lança a scncnic à icrra, c
quc dornc c sc lcvanic noiic c dia, c a scncnic
lroia c crcscc scn clc salcr cono. Porquc a icrra
por si ncsna produz princirancnic a crva,
dcpois a cspiga, c por uliino o irigo grado na
cspiga. E, quando o fruio csia naduro, ncic logo
a foicc, porquc csia cIcgado o icnpo da ccifa»
(Mu)cos, 4, 26 c ss.i.
Cono dcucn c)cscc) tunIcn us coísus u)tí]ícíuís.
2. Ncsia paralola, o Salvador nosira quc Dcus c
quc faz iudo cn iodas as coisas, c quc ao Ioncn
dci×a ianlcn apcnas o cuidado dc rccclcr
ficlncnic no coraçao as scncnics daquilo quc lIc
cnsina. Dcus as fara gcrninar c crcsccr iodas aic
205
ao scu plcno dcscnvolvincnio, scn quc o Ioncn
disso sc apcrccla. Por isso, aquclcs quc insirucn
c cducan a juvcniudc nao icn ouira olrigaçao
alcn dc scncar Ialilncnic na alna dos jovcns
as scncnics daquilo quc icn dc cnsinar, c dc
rcgar cuidadosancnic as planiazinIas dc Dcus; o
crcscincnio c o incrcncnio virao por acrcscino.
A pc)ìcíu dc píuntu) cstu nu u)tc.
3. Oucn ignora quc, para scncar c planiar, sc
c×igc una ccria aric c una ccria Ialilidadc? Na
vcrdadc, ao jardinciro, quc ignora a aric dc
scncar un jardin, norrc a naior paric das
planiazinIas, c, sc algunas crcsccn lcn, isso
dcpcndc nais do acaso quc da aric. Sc, ao
conirario, clc c prudcnic, iralalIa con cnpcnIo,
c salc o quc dcvc fazcr c o quc dcvc dci×ar dc
fazcr, c ondc c quando c cono, con ccricza quc
nao Ia o pcrigo dc clc fazcr qualqucr coisa
inuiilncnic. O rcsuliado podc, porcn, una ou
ouira vcz, scr nulo ncsno para os pcriios (porquc
c quasc inpossívcl ao Ioncn fazcr iudo con
iania lucidcz quc nao scja, por vczcs, dc una ou
dc ouira nancira, induzido cn crroi. Ncsic
noncnio, iodavia, nao falanos ncn da prudcncia
ncn do acaso, nas da aric dc prcvcnir os acasos
con prudcncia.
O nctodo dc cducu) dcuc Iuscu)-sc nu u)tc.
206
4. Una vcz quc, aic Iojc, o nciodo dc cducar icn
sido iao vago quc dificilncnic algucn ousaria
dizcr. «cu, cn ianios anos, conduzirci csic jovcn
aic csic ponio, c dci×a-lo-ci insiruído dcsia ou
daqucla nancira, cic.», inporia vcr sc csia aric
dc planiar nos cspíriios podc lascar-sc nun
fundancnio iao solido quc conduza, con ccricza
c scn crro possívcl, ao progrcsso iniclcciual.
Vc-ío-cnos ]uzcndo un pu)uícío cnt)c us coísus
nutc)íuís c us coísus u)tí]ícíuís.
5. Mas, cono csic fundancnio nao podc consisiir
scnao cn confornar, con o na×ino cuidado
possívcl, as opcraçõcs dcsia aric con as nornas
quc rcgulan as opcraçõcs da naiurcza (cono
vinos ja, no capíiulo XIVi, pcrscruicnos os
caninIos da naiurcza, scrvindo-nos do c×cnplo
dc una avc quc faz sair dos ovos os scus filIos; c,
olscrvando cono os jardinciros, os piniorcs c os
arquiicios scgucn fclizncnic os vcsiígios da
naiurcza, facilncnic vcrcnos cono c quc clcs
dcvcn ianlcn scr iniiados pclos fornadorcs da
juvcniudc.
E po)quc ussín¯
6. Sc a algucn csias coisas parcccrcn dcnasiado
vulgarcs, dcnasiado conIccidas c dcnasiado
nasiigadas, lcnlrc-sc quc prcicndcnos
prccisancnic dcduzir dc coisas corrcnics c
conunncnic conIccidas, quc sc fazcn con c×iio
207
no canpo da naiurcza c da aric (fora das cscolasi,
coisas ncnos conIccidas, quc sao o oljciivo do
nosso csiudo. E sc, dc faio, as coisas quc
ionanos cono c×cnplo, para dclas dcduzir as
nossas rcgras, sao conIccidas, cspcranos quc,
prccisancnic por isso, ianlcn as nossas
conclusõcs scrao nais cvidcnics.
FUNDAMENTO I
Funduncnto I du nutu)czu.
Nudu sc ]uz ]o)u do tcnpo.
7. A nutu)czu cspc)u o noncnto ]uuo)uucí.
Por c×cnplo. una avc, para nuliiplicar a sua
raça, nao concça a iralalIar no invcrno, quando
iudo csia frio c iniciriçado; ncn no vcrao, quando
iudo csia qucnic c sc csiiola; ncn no ouiono,
quando a viialidadc dc iodas as coisas,
juniancnic con o sol, csia cn dccrcscincnio, c o
invcrno, ininigo das coisas novinIas, csia para
surgir; nas na prinavcra, quando o sol volia a
dar vida c vigor a iodos os scrcs. Efciivancnic,
quando a icnpcraiura csia ainda nuiio fria, a
avc concclc os ovos c conscrva-os no corpo, ondc
csiao rcsguardados do frio; quando o ar concça a
aqucccr, põc-nos no ninIo, c, finalncnic, na
paric nais qucnic do ano, alrc-os, a fin dc quc,
a pouco c pouco, a sua criaiura sc Ialiiuc à luz c
ao calor.
208
Nos ]u)díns c cn u)quítctu)u c Icn ínítudu u u)tc.
8. Tanlcn o jardinciro icn a prcocupaçao dc
nada fazcr fora dc icnpo. Nao plania duranic o
invcrno (porquc, ncssa aliura, a sciva csia dc ial
nodo adcrcnic às raízcs quc nao podc sulir para
alincniar os ranosi, ncn no vcrao (porquc a
sciva csia ja dispcrsa pclos ranosi, ncn duranic
o ouiono (porquc a sciva sc rciira para as raízcsi,
nas duranic a prinavcra, quando a sciva, a
pariir das raízcs, concça a circular, c as parics
supcriorcs da plania concçan a aprcscniar
vcgciaçao. Dcpois, c ncccssario fazcr qualqucr
coisa à volia das planias, pclo quc dcvc conIcccr-
sc o icnpo oporiuno dc iodos os iralalIos, ou
scja, o icnpo dc csirunar, dc podar, dc nondar,
cic., c ainda quc a plania icn o scu icnpo dc
alrolIar, dc florir, dc anadurcccr os fruios, cic.
O arquiicio faz o ncsno, pois, ncccssariancnic,
dcvc coriar a nadcira, cozcr os iijolos, alrir os
aliccrccs, lcvaniar os nuros, rcloca-los, cic.,
quando o icnpo lIo pcrniic.
Nus cscoíus uc)í]ícu-sc un dupío dcsuío
)cíutíuuncntc u cstc nodcío.
9. Nas cscolas, pcca-sc, dc dois nodos, conira
csic fundancnio.
I. Nao aprovciiando o noncnio favoravcl para
c×crciiar as inicligcncias.
II. Nao organizando cuidadosancnic os
209
c×crcícios dc nodo a quc clcs sc dcscnrolcn
iodos, pouco a pouco, scgundo una rcgra
fi×a.
Efciivancnic, a criança, cnquanio scia na
princira infancia, nao podc scr insiruída, porquc
a raiz da inicligcncia csia ainda profundancnic
apcgada ao cIao. Duranic a vclIicc, c dcnasiado
iardc para insiruir o Ioncn, porquc a
inicligcncia c a ncnoria csiao ja cn rcgrcssao.
No ncio da vida, c difícil, porquc as forças da
inicligcncia, dispcrsas pcla varicdadc das coisas,
so a nuiio cusio podcn conccnirar-sc. Inporia,
porianio, insiruir na idadc juvcnil, quando o vigor
da razao c da vida csia cn plcno crcscincnio;
cniao, iodas as faculdadcs crcsccn c lançan
profundas raízcs.
T)ìpíícc co))ccuo.
10. Concluínos, porianio.
I. Ouc a fornaçao do Ioncn dcvc concçar na
prinavcra da vida, isio c, na pucrícia. (Na
vcrdadc,a pucrícia asscnclIa-sc à prinavcra; a
juvcniudc, ao vcrao; a idadc viril, ao ouiono; a
vclIicc, ao invcrnoi.
II. Ouc as Ioras da nanIa sao as nais favoravcis
aos csiudos (porquc, ianlcn aqui, a nanIa
corrcspondc à prinavcra; o ncio dia, ao vcrao; a
iardc, ao ouiono; a noiic, ao invcrnoi.
210
III. Ouc iudo o quc dcvc aprcndcr-sc dcvc dispor-
sc scgundo a idadc, dc nodo a nao dar a
aprcndcr scnao as coisas quc os alunos scjan
capazcs dc cnicndcr.
FUNDAMENTO II
Funduncnto II. A nutc)íu untcs du ]o)nu.
ll. A nutu)czu p)cpu)u u nutc)íu, untcs dc
conccu) u ínt)oduzí)-íIc unu ]o)nu.
Por c×cnplo. a avc quc qucr produzir una
criaiura scnclIanic a si, princiro concclc-a cn
csiado dc cnlriao a pariir dc una goia do scu
sanguc; dcpois, faz o ninIo, ondc põc os ovos;
finalncnic, cIoca-os, c assin forna a sua criaçao
c a faz sair da casca.
Inítucuo.
12. Da ncsna nancira, o arquiicio prudcnic,
anics dc concçar a consiruçao dc un cdifício,
lcva para o local nonics dc nadcira, dc pcdra, dc
cal, dc fcrro c dc ouiras coisas ncccssarias, para
quc dcpois os iralalIos nao scjan airasados por
falia dc naicriais ou para quc a solidcz da
consiruçao nao fiquc prcjudicada. Dc igual nodo,
o pinior, quc qucr piniar qualqucr coisa, prcpara
a icla, csicndc-a na noldura, prcpara o fundo do
quadro, nisiura as corcs, põc os pinccis ao
alcancc da nao c, finalncnic, pinia. Tanlcn o
jardinciro, anics dc concçar a planiaçao, procura
211
icr à nao os ncrgulIõcs, os rclcniõcs c iodos os
uicnsílios, para nao icr dc procurar as coisas
ncccssarias duranic o iralalIo, con pcrda dc
icnpo.
AIc))ucuo.
13. Conira csic fundancnio, pccan as cscolas.
Princiro, porquc nao sc prcocupan cn icr
scnprc prcparados iodos os uicnsílios ÷ livros,
quadros, napas, anosiras, nodclos, cic. ÷ para
dclcs sc scrvircn quando for prcciso, nas so
quando csia ou aqucla coisa c prccisa, so cniao a
procuran, a fazcn, ou a diian, ou a copian, cic.;
c iodas as vczcs quc o profcssor inc×pcricnic ou
ncgligcnic (c a raça dcsics c scnprc a nais
nuncrosai sc cnconira ncsics casos, proccdc dc
un nodo quc c digno dc do, prccisancnic cono
un ncdico quc, iodas as vczcs quc iivcssc dc
ninisirar un rcncdio, corrcssc dc ca para la,
airavcs dos jardins c das florcsias, à procura dc
crvas c dc raízcs, as cozcssc, as disiilassc, cic.,
quando cra indispcnsavcl quc iivcssc à nao os
rcncdios apropriados para cada caso.
14. Scgundo, porquc, ncsno nos livros quc as
cscolas possucn, nao c olscrvada a ordcn
naiural, dc nodo quc vcnIa princiro a naicria c
dcpois a forna. Ouasc por ioda a paric, c o
conirario quc sc faz. aprcscnia-sc a ordcn das
coisas anics das proprias coisas, cnlora scja
212
inpossívcl ordcnar, quando sc nao icn ainda o
naicrial para ordcnar. É o quc dcnonsirarci con
a ajuda dc quairo c×cnplos.
15. (1i As cscolas cnsinan a fazcr un discurso
anics dc cnsinar a conIcccr as coisas solrc quc
dcvc vcrsar o discurso, pois olrigan, duranic
anos, os alunos a aprcndcr as rcgras da rciorica,
c, soncnic dcpois, nao sci quando, os adniicn
ao csiudo das cicncias posiiivas (studíu )cuííui, da
naicnaiica, da física, cic. Mas, una vcz quc as
coisas sao a sulsiancia c as palavras os
acidcnics; coisa o corpo, palavra o adorno; coisa a
polpa, palavra a pclc c a casca, dcvc scr ao
ncsno icnpo quc csias coisas Iao-dc scr
aprcscniadas à inicligcncia Iunana, nas icndo a
prcocupaçao dc concçar a pariir das coisas, pois
csias sao oljcio ianio da inicligcncia cono do
discurso.
16. (2i Tanlcn no csiudo das línguas sc proccdc
crradancnic, porquc nao sc principia por
qualqucr auior ou por qualqucr dicionario
convcnicnicncnic ilusirado, nas pcla granaiica,
cnlora os auiorcs (c os dicionarios ianlcn, a
scu nodoi forncçan a naicria do discurso, isio c,
os vocalulos, c a granaiica apcnas acrcsccnic a
forna, ou scja, as lcis para fornar, ordcnar c
associar os vocalulos.
213
17. (3i No nundo das disciplinas, ou scja, nas
cnciclopcdias, por ioda a paric, as arics colocan-
sc cn princiro lugar c, so dcpois, a rcspciiosa
disiancia, vcn as cicncias c as aplicaçõcs, nao
olsianic csias conduzircn a aprcndcr as coisas,
c aquclas o nciodo das coisas.
18. (4i Enfin, cnsinan-sc princiro rcgras cn
alsiraio, c so dcpois sc ilusiran con c×cnplos,
cnquanio quc a luz dcvc prcccdcr a pcssoa a
qucn sc qucr iluninar o caninIo.
19. Fcsulia dc iudo isio quc, para corrigir
radicalncnic o nciodo, c ncccssario.
I. Tcr à nao os livros c iodo o rcsianic naicrial
cscolar;
II. Fornar a inicligcncia anics da língua;
III. Nao aprcndcr ncnIuna língua a pariir da
granaiica, nas a pariir dc auiorcs apropriados.
IV. Colocar as disciplinas posiiivas ()cuícs
díscípíínusi anics das disciplinas linguísiicas c
logicas (o)gunícísií1|.
V. Dar c×cnplos anics dc cnsinar as rcgras.
FUNDAMENTO III
Funduncnto III. A nutc)íu dcuc sc) to)nudu uptu
pu)u )cccIc) u ]o)nu.
214
20. A naiurcza iona un sujciio apio para as
opcraçõcs quc cla qucr rcalizar ou, ao ncnos,
prcpara-o para o iornar apio para isso.
Por c×cnplo. una avc nao põc no ninIo una
coisa qualqucr para cIocar, nas un oljcio ial
quc scja possívcl fazcr sair dclc una avczinIa, ou
scja, põc la un ovo. Sc no ninIo cai qualqucr
pcqucna pcdra ou ouiro oljcio qualqucr, lança-o
fora, cono coisa inuiil. CIocando a naicria
coniida no ovo, nanicn-na qucnic, rcvira-a c
forna-a aic quc csicja apia para sair do ovo.
Inítucuo
21. Do ncsno nodo, o arquiicio, dcpois dc
coriada a nclIor nadcira quc podc adquirir, fa-la
sccar, dcslasia-a, scrra-a; a scguir, aplaina o
icrrcno, linpa-o, lança os fundancnios, ou cniao
rcsiaura c rcforça aquclcs quc c×isiian ja, dc
nodo a podcr uiiliza-los.
22. Tanlcn o pinior, sc nao icn una icla
suficicnicncnic loa ou sc o fundo do quadro nao
c proprio para as corcs, cn princiro lugar
csforça-sc por iornar nclIor a icla c o fundo,
raspando-os, alisando-os c prcparando-os dc
qualqucr nodo para o uso dcscjado.
23. Dc igual nodo, o jardinciro. 1. cscolIc o
ncrgulIao nais vigoroso quc podc, c provcnicnic
dc una plania fruiífcra; 2. iransporia-o para o
215
jardin c plania-o con iodo o cuidado; 3. nao o
sulncic à dclicada opcraçao da cn×criia, sc
princiro nao vc quc lançou raízcs; 4. c, anics dc o
cn×criar, arranca-lIc os scus princiros rclcnios
c coria-lIc paric do ironco, a fin dc quc
ncnIuna paric da sciva possa circular a nao scr
para iornar foric o garfo.
AIc))ucuo.
24. As cscolas icn pccado conira csic
fundancnio, nao ianio porquc rccclcn alunos
inlccis c csiupidos (una vcz quc, scgundo a
nossa inicnçao, dcvcn rccclcr ioda a cspccic dc
jovcnsi, nas na ncdida cn quc.
I. Nao iransporian cssas planiazinIas para as
planiaçõcs, isio c, nao as rccclcn iodas nas
cscolas, dc ial nancira quc iodos aquclcs quc
dcvcn scr fornados para o ofício dc Ioncn nao
scjan dcspcdidos da oficina anics da sua
conplcia fornaçao.
II. A naioria das vczcs, icn icniado cn×criar os
garfos do salcr, da noral c da picdadc, anics quc
a plania a cn×criar iivcssc lançado as raízcs, isio
c, anics dc Iavcrcn dcspcriado o dcscjo dc
aprcndcr naquclcs quc, por naiurcza, nao
csiavan dclc inflanados.
III. Nao podaran as planiazinIas ou os
ncrgulIõcs, anics dc os planiar, isio c, nao
216
lilcriaran os cspíriios das ocupaçõcs supcrfluas,
consirangcndo-os a ocupar o scu lugar por ncio
da disciplina c olrigando-os a nanicr-sc cn
ordcn.
Co))ccuo.
25. Conscqucnicncnic, daqui para o fuiuro.
I. Todo aquclc quc for cnviado à cscola dcvcra scr
assíduo.
II. Dcvcra dispor-sc a inicligcncia dos alunos para
o csiudo dc qualqucr naicria quc concccn a
csiudar. (Dcsic assunio iraiarcnos nais
anplancnic no capíiulo scguinic, Fundancnio
IIi.
III. Lilcricn-sc os alunos dc ioda a cspccic dc
inpcdincnios, porquc, cono diz Scncca, «dc nada
scrvc forncccr rcgras, sc princiro sc nao suprinc
o quc consiiiui olsiaculo às rcgras»í2|. É una
vcrdadc. Dcla falarcnos no capíiulo scguinic.
FUNDAMENTO IV
Funduncnto IV. Todus us coísus sc ]o)nun
dístíntuncntc c ncnIunu con]usuncntc.
26. A nutu)czu nuo )cuíízu us suus oI)us nu
con]usuo, nus p)occdc dístíntuncntc.
Por c×cnplo. a naiurcza, cnquanio forna una
avczinIa, nun dado noncnio põc cn ordcn os
217
ossos, as vcias c os ncrvos; nouiro noncnio,
rolusiccc a carnc; nouiro noncnio, disicndc a
pclc; nouiro noncnio, rccolrc-a dc pcnas; c
nouiro ainda, cnsina-a a voar, cic.
Inítucuo.
27. O arquiicio, quando faz os fundancnios, nao
consiroi ao ncsno icnpo as parcdcs; c, nuiio
ncnos, põc o icio. Mas faz cada coisa no icnpo c
lugar dcvidos.
28. Tanlcn o pinior nao pinia, ao ncsno icnpo,
vinic ou irinia rciraios, nas iralalIa con
aicnçao cn un so. Efciivancnic, cnlora nos
inicrvalos prcparc o fundo dc ouiros quadros, ou
faça qualqucr ouira cspccic dc iralalIo, iodavia,
o scu principal iralalIo c scnprc un so.
29. Dc nodo scnclIanic, o jardinciro nao faz
varios cn×crios ao ncsno icnpo, nas fa-los un a
scguir ao ouiro, para sc nao cnganar ou para nao
csiragar a opcraçao da naiurcza.
AIc))ucuo.
30. Ora nas cscolas rcina a confusao, pclo faio dc
sc qucrcr ncicr na calcça dos alunos nuiias
coisas ao ncsno icnpo.
Por c×cnplo. granaiica laiina c granaiica grcga,
rciorica c ialvcz ainda pociica, c sci la nais o quc.
Efciivancnic, qucn nao salc quc, nas cscolas
218
classicas, quasc cn cada Iora do dia, varia a
naicria das liçõcs c dos c×crcícios? Mas, quc c a
confusao, sc nao c isio a confusao? É cono sc sc
ncicssc, na calcça dc un sapaiciro, fazcr, ao
ncsno icnpo, scis ou scic parcs dc sapaios, c
ora pcgassc nclcs iodos, un apos o ouiro, ora os
puscssc dc paric. Ou cono sc un padciro, ora
ncicssc no forno alguns pacs, ora os iirassc dc
la, dc ial nodo quc fossc ncccssario quc cada pao
fossc nciido c iirado do forno nuiiíssinas vczcs.
Mas qucn, dc cnircs clcs, c iao louco cono isso?
O sapaiciro, anics dc icr icrninado un par dc
sapaios, nao concça ouiro. O padciro, anics quc
os pacs csicjan cozidos, nao ncic no forno ouira
fornada.
Co))ccuo.
31. Iniicnos, suplico-vos, csics c×cnplos c
alsiinIano-nos dc qucrcr cnsinar a dialciica a
qucn csiuda granaiica; c, cnquanio a dialciica
afina a ncnic, quc csia nao scja pcriurlada pcla
rciorica; c, cnquanio nos ocupanos da língua
laiina, nao scjanos inporiunados pcla língua
grcga, cic., para nao cairnos, dc una nancira ou
dc ouira, cn cnlaraços, pois, qucn pcnsa cn
nuiias coisas ao ncsno icnpo arrisca-sc a nao
conprccndcr scriancnic ncnIuna dclas. Salia-o
lcn o grandc Josc Escalígcro, o qual (ialvcz por
rcconcndaçao dc scu paii nunca sc ocupava
scnao dc una so naicria dc cada vcz c ncla fazia
219
incidir iodas as forças da sua ncnicí3|. Daqui
rcsuliou quc, una apos ouira, sc iornou pcriio
cn caiorzc línguas, c adquiriu ianios
conIccincnios ariísiicos c cicniíficos, quanios os
quc cacn sol o donínio do cngcnIo Iunano; c
dc ial nancira quc cra nais vcrsado cn iodos
csscs conIccincnios quc aquclcs quc sc dcdican
a un so. Oucn, dcpois, icniou scguir, con firnc
proposiio, as suas pcgadas, nao o fcz cn vao.
32. Ouc, porianio, ianlcn nas cscolas, os
alunos sc ocupcn apcnas dc una naicria dc
cada vcz.
FUNDAMENTO V
Funduncnto V. P)íncí)o us coísus íntc)ío)cs.
33. A nutu)czu conccu cudu unu dus suus
opc)ucocs pcíus pu)tcs nuís íntc)nus.
Por c×cnplo. a naiurcza nao forna princiro as
unIas, ou as pcnas, ou a pclc da avc, nas as
vísccras; dcpois, no scu icnpo proprio, as parics
c×icriorcs.
34. Tanlcn o jardinciro nao aplica os garfos a
casca pcla paric dc fora, ncn os cn×cria à
supcrfícic do «cavalo», nas faz una fcnda quc vai
aic ao coraçao da plania c aí cncai×a, o nais
profundancnic quc podc, os garfos lcn
adapiados, c iapa dc ial nancira lcn as juniuras
quc a sciva nao possa sair por ncnIuna paric,
220
nas va incdiaiancnic para o inicrior dos garfos c
nclcs infunda ioda a sua força, para os fazcr
crcsccr vigorosos.
35. Igualncnic, a arvorc alincniada con o
alincnio da cIuva ou nuirida pcla sciva do
icrrcno, nao c×irai cssas sulsiancias airavcs da
casca, nas alincnia-sc airavcs dos poros das
suas parics inicrnas. É por isso quc o jardinciro
nao cosiuna rcgar os ranos, nas as raízcs. E os
aninais nao ninisiran os alincnios aos
ncnlros c×icriorcs, nas ao csiónago, quc os
prcpara c os cnvia para iodo o corpo. Dcsic nodo,
sc o cducador da juvcniudc culiiva solrciudo a
raiz do salcr, isio c, a inicligcncia, facilncnic o
vigor passara para o scio do Ioncn, ou scja,
para a ncnoria, c finalncnic aparcccrao florcs c
fruios, isio c, o uso corrcnic da língua c a praiica
das coisas.
AIc))ucuo.
36. Erran, porianio, aquclcs profcssorcs quc
qucrcn rcalizar a fornaçao da juvcniudc quc lIcs
foi confiada, diiando nuiias coisas c nandando-
as aprcndcr dc cor, anics dc as icrcn c×plicado
dcvidancnic. Erran ianlcn aquclcs quc as
qucrcn c×plicar, nas nao salcn cono, ou scja,
nao salcn cono dcscolrir, pouco a pouco, a raíz,
c ncla cn×criar os garfos das coisas cnsinadas. E
prccisancnic por isso csiragan os alunos, cono
221
sc algucn, para fazcr una fcnda nuna plania,
cn vcz dc una faca, uiilizassc una lcngala ou
un laic-csiacas.
Co))ccuo.
37. Por isso, daqui para o fuiuro.
I. En princiro lugar, fornar-sc-a a inicligcncia
para a conprccnsao das coisas; cn scgundo
lugar, a ncnoria; cn icrcciro lugar, a língua c as
naos.
II. O profcssor dcvcra procurar iodos os caninIos
dc alrir a inicligcncia c fazc-los pcrcorrcr dc
nodo convcnicnic. (O quc invcsiigarcnos no
capíiulo scguinici.
FUNDAMENTO VI
Funduncnto VI. P)íncí)o us coísus gc)uís.
38. A nutu)czu conccu todus us suus oI)us pcíus
coísus nuís gc)uís c ucuIu pcíus nuís
pu)tícuíu)cs.
Por c×cnplo. qucrcndo, dc un ovo, produzir una
avc, a naiurcza nao concça por fornar a calcça,
ou os olIos, ou as pcnas, ou as unIas; nas
aquccc ioda a nassa do ovo, c o novincnio
produzido pclo calor da nascincnio a una rcdc
dc vcias quc ofcrccc o csloço dc ioda a avczinIa
(a calcça, as asas, os pcs, cic., cn cnlriaoi, c,
222
finalncnic, pouco a pouco, cada paric sc
dcscnvolvc aic aiingir a sua forna pcrfciia.
Inítucuo.
39. Iniiando csic faio naiural, o arquiicio concça
por concclcr, na sua ncnic, o plano gcral dc iodo
o cdifício, ou dcscnIa-o cn pcrspcciiva no papcl,
ou cniao faz un nodclo dc nadcira; c, cn
confornidadc con cssc plano, lança os
fundancnios c lcvania os nuros, c, finalncnic,
colrc a consiruçao con o iclIado. Dcpois disso,
ocupa-sc das parics nais pcqucnas, as quais
dcvcn iornar a casa pcrfciia. as porias, as
janclas, as lancadas, cic. Por uliino, acrcsccnia-
lIc os ornancnios. piniuras, csculiuras,
iapcçarias, cic.
40. Tanlcn o pinior quc qucr piniar o rosio
Iunano, nao inagina ncn pinia princiro una
orclIa, ou un olIo, ou o nariz ou a loca, nas
csloça con o carvao o rosio (ou o Ioncn iniciroi.
Dcpois, sc vc quc as proporçõcs csiao c×aias,
con un pcqucno pinccl, forna o fundo do
quadro, nas nanicndo-sc scnprc nas linIas
gcrais. A scguir, dcscnIa os inicrvalos cnirc as
sonlras c a luz, c finalncnic forna os ncnlros
con iodos os porncnorcs c adorna-os con corcs
pcrfciiancnic disiinias.
41. Dc nodo idcniico, o csculior, quc qucr fazcr
una csiaiua, iona un ironco rudc, losqucja-o
223
cn rcdor, c da-lIc princiro una forna grosscira;
dcpois, una forna nais pcrfciia, para lIc dar dc
qualqucr nodo o aspccio dc csiaiua, c, por fin,
rasga-lIc dc nodo pcrfciiíssino cada un dos
ncnlros c rcvcsic-os dc corcs.
42. Igualncnic, o jardinciro nao iona scnao o
csloço gcral das planias, isio c, o garfo, o qual
podc, quasc logo, lançar ianios ranos principais
quanios sao os scus rclcnios.
AIc))ucuo.
43. Dc ondc sc scguc quc o cnsino das cicncias c
nal fciio quando c fragncniario c quando nao
concça por un prcvio csloço gcral dc iodo o
prograna, c quc ningucn podc scr pcrfciiancnic
insiruído nuna cicncia pariicular, sc nao icn
una visao gcral das ouiras cicncias.
44. Daí sc scguc ianlcn quc sc cnsinan nal as
arics, as cicncias c as línguas, sc sc nao concça
pclos scus princiros rudincnios; nas
Ialiiualncnic ningucn faz cssc csiudo prcvio,
pois, apcnas adniiidos aos csiudos da dialciica,
da rciorica c da nciafísica, os infclizcs dos alunos
vccn-sc arrasados sol una nonianIa dc rcgras
proli×as, dc concniarios, dc c×plicaçõcs aos
concniarios, dc confronios dc auiorcs c dc
conirovcrsias. Dc igual nodo, sao cnpaniurrados
dc granaiica laiina con iodas as suas c×ccçõcs c
irrcgularidadcs, dc granaiica grcga con os scus
224
dialcios, cnquanio para la csiao aióniios c scn
salcrcn para quc iudo aquilo possa scrvir.
Co))ccuo
45. Para cviiar csia dcsordcn, cis o rcncdio.
I. Ouc na ncnic das crianças, quc sc dcsiinan
aos csiudos, sc façan cnirar, logo dcsdc o
concço da sua fornaçao, os fundancnios dc una
insiruçao univcrsal, isio c, una ial coordcnaçao
das naicrias quc os csiudos quc, pouco a pouco,
sc scgucn, parcçan nada irazcr dc
alsoluiancnic novo, nas scjan apcnas un
dcscnvolvincnio porncnorizado das coisas
anicriorcs. Efciincnic, ianlcn nuna arvorc,
ainda quc o scu crcscincnio sc prolonguc por
nais dc ccn anos, nao nascc ncnIun rano novo,
nas aquclcs quc nasccran ao princípio alongan-
sc consianicncnic c fornan novas pcqucnas
ranagcns.
II. Ouc qualqucr língua, cicncia c aric sc cnsinc.
princiro, por ncio dc rudincnios nuiio sinplcs,
para quc sc aprccnda o scu plano gcral; dcpois,
nais conplciancnic, por ncio dc rcgras c
c×cnplos; cn icrcciro lugar, por ncio dc sisicnas
conplcios, a quc sc acrcsccnian as
irrcgularidadcs; finalncnic, sc isso for ncccssario,
por ncio dc concniarios. Efciivancnic, qucn
aprcndc una coisa a pariir dos scus
fundancnios, ja nao icn ncccssidadc dc
225
concniarios, pois podcra, pouco dcpois, concnia-
la por si ncsno.
FUNDAMENTO VII
Funduncnto VII. Tudo g)uduuíncntc; nudu po)
suítos.
46. A nutu)czu nuo du suítos, nus p)occdc
g)uduuíncntc.
Assin, a fornaçao dc una avczinIa passa pclas
suas ciapas, as quais nao podcn scr
ulirapassadas ncn iransposias, aic quc a
avczinIa, quclrada a sua prisao, saia para fora.
Transposia csia ciapa, a nac da avczinIa nao lIc
ordcna incdiaiancnic quc sc ponIa a voar c a
procurar alincnios (porquc ainda nao podci, nas
alincnia-a cla, c, coniinuando a aquccc-la con o
scu proprio calor, ajuda-a a colrir-sc dc pcnas.
Ouando as pcnas csiao ja crcscidas, nao a inpclc
incdiaiancnic a voar fora do ninIo, nas
c×crciia-a pouco a pouco, princiro a csicndcr as
asas dcniro do ninIo, dcpois a novc-las
csgucndo-sc acina do ninIo, c, porianio, a icniar
voar fora do ninIo, nas pcrio; dcpois, a voar dc
rano cn rano, c, dcpois, dc una arvorc para
ouira arvorc, c dcpois dc un nonic para ouiro
nonic; c assin, finalncnic, cnircga-a con
confiança ao ccu livrc. Mas vc-sc quc cada una
dcsias coisas qucr scr fciia, nao so no noncnio
prcciso, nas ianlcn gradualncnic, c nao so
226
gradualncnic, nas ianlcn scgundo una scric
inuiavcl dc graus.
Inítucuo
47. Assin proccdc qucn cdifica una casa. nao
concça pcla arnaçao do iclIado, ncn pclas
parcdcs, nas pclos aliccrccs; c, fciios os
fundancnios, nao lIc coloca logo cn cina o icio,
nas consiroi as parcdcs. Nuna palavra, assin
cono iodas as coisas sc ajudan nuiuancnic,
assin ianlcn iodas dcvcn csiar conc×as cnirc
si scgundo una ordcn dcicrninada.
48. É ianlcn ncccssario quc o jardinciro faça os
scus iralalIos gradualncnic. c ncccssario, con
cfciio, quc cscolIa os rclcniõcs c alra as covas,
quc os iransplanic, os podc, os fcnda, lIcs
cn×cric os garfos c lIcs rcculra as conissuras.
E, dc iodas csias coisas, nao podc dci×ar dc
fazcr-sc ncn scqucr una so, ncn fazcr una
quando dcvc fazcr-sc ouira. E, sc as faz
gradualncnic c cada una no scu dcvido icnpo, c
quasc inpossívcl quc o scu iralalIo nao rcsulic
lcn.
AIc))ucuo.
49. Torna-sc, porianio, cvidcnic quc nao podc
cIcgar-sc a qualqucr rcsuliado valido, sc os
profcssorcs, no dccurso do scu cnsino c no
dccurso dos csiudos dos scus alunos, nao
227
disirilucn as naicrias, nao soncnic dc nancira
quc a una sc succda scnprc ouira, nas ianlcn
dc nancira quc cada una scja ncccssariancnic
csiudada dcniro dos liniics fi×ados, pois, sc sc
nao csialclcccn as ncias c os ncios para aiingir
as ncias c a ordcn para aplicar os ncios,
facilncnic alguna coisa fica para iras, facilncnic
alguna coisa sc invcric, facilncnic nascc a
confusao c a dcsordcn.
Co))ccuo.
50. Daqui paia o fuiuro, porianio.
I. Disirilua-sc cuidadosancnic a ioialidadc dos
csiudos cn classcs, dc nodo quc os princiros
alran c ilunincn o caninIo aos scgundos, c
assin succssivancnic.
II. Disirilua-sc nciiculosancnic o icnpo, dc
nodo quc a cada ano, ncs, dia c Iora scja
airiluída a sua iarcfa cspccial.
III. Olscrvc-sc csiriiancnic cssc Iorario c cssa
disiriluiçao das naicrias cscolarcs, dc nodo quc
nada scja dci×ado para iras c nada scja invcriido
na sua ordcn.
FUNDAMENTO VIII
Funduncnto VIII. Nuo sc dcuc pu)u), u nuo sc)
dcpoís dc tc)nínudu u oI)u.
228
51. A nutu)czu, quundo cnp)ccndc un t)uIuíIo,
nuo o uIundonu scnuo dcpoís dc o Iuuc)
tc)nínudo.
A avc, con cfciio, quando por insiinio concça a
cIocar os ovos, nao dci×a dc os cIocar aic a sua
cclosao, pois, sc dci×assc dc o fazcr, ainda quc
fossc apcnas por dcrninada algunas Ioras, o
fcio arrcfcccria c norrcria. Mcsno quando as
avczinIas sairan ja da casca, nao ccssa dc as
nanicr qucnics, aic quc, cIcias dc vida c
colcrias dc pcnas, csicjan apias a suporiar a
inprcssao do ar.
Inítucuo.
52. Dc igual nodo, o pinior, una vcz concçado o
rciraio, icn iodo o inicrcssc cn prosscguir a sua
olra aic ao fin, sc qucr quc as iinias sc
Iarnonizcn nclIor c adiran nais solidancnic.
53. Da ncsna nancira, c oiino nciodo lcvar a
consiruçao dc un cdifício do princípio aic ao fin,
scn inicrrupçao, pois, dc ouiro nodo, o sol, a
cIuva c os vcnios csiragan as parcdcs, c aquclas
coisas quc dcpois sc lIcs junian ja sc nao
agarran iao solidancnic. iudo, cn suna, sc
fcndc, sc grcia c sc csiraga.
54. Tanlcn o jardinciro prudcnic, dcpois dc
Iavcr concçado a planiaçao, nao a alandona, a
nao scr una vcz icrninado o iralalIo, pois, sc
229
inicrronpc o scu iralalIo c sc dcnora a icrnina-
lo, a sciva dos rclcniõcs c dos garfos cvapora-sc c
a plania scca.
AIc))ucuo.
55. Daqui sc infcrc quc consiiiui un grandc dano
cnviar as crianças à cscola por inicrvalos dc
ncscs ou dc anos c, dcpois, por ouiros inicrvalos,
cnprcga-las nouiras ocupaçõcs. Dc igual nodo,
consiiiui un grandc dano quc o profcssor ora
inicic o aluno ncsia naicria ora naqucla, scn
nunca lcvar ncnIuna scriancnic aic ao fin.
Finalncnic, consiiiui ianlcn un grandc dano
sc, cn cada Iora, nao propõc c nao icrnina un
prograna dcicrninado, para quc, dc cada vcz quc
cnsina, sc vcrifiquc un rcal progrcsso. Ondc falia
csic fcrvor, iudo sc csfria. Efciivancnic, nao c por
ncro acaso quc sc diz quc sc dcvc laicr o fcrro
cnquanio clc csia qucnic, pois, sc sc dci×a
arrcfcccr, cn vao scra laiido con o nariclo,
dcvcndo ncccssariarncnic voliar a rccorrcr-sc ao
fogo; c, cnircianio, gasia-sc nais un pouco dc
icnpo c nais un pouco dc fcrro. Con cfciio,
iodas as vczcs quc o fcrro c nciido no fogo, pcrdc
scnprc algo da sua sulsiancia.
Co))ccuo.
6.Porianio,
230
I. Oucn frcqucnia as cscolas, quc nclas
pcrnancça aic sc iornar un Ioncn insiruído,
Ioncsio c rcligioso.
II. A cscola dcvc csiar nun local iranquilo,
afasiado dos ruídos c das disiraçõcs.
III. Dcvc fazcr-sc iudo scgundo o prograna
csialclccido, scn adniiir qualqucr Iiaio.
IV. Nao dcvc conccdcr-sc a ningucn (scja sol quc
prcic×io fori auiorizaçao para sair da cscola c
cnircgar-sc a fuiilidadcs.
FUNDAMENTO IX
Funduncnto IX. E ncccssu)ío cuítu) us coísus
cont)u)íus.
57. A nutu)czu cuítu dcíígcntcncntc us coísus
cont)u)íus c p)c]udícíuís.
Con cfciio, a avc, cnquanio, cIocando-os, aquccc
os ovos, proicgc-os do vcnio foric, lcn cono da
cIuva c do granizo. Alcn disso, afasia do ninIo
as scrpcnics, os aluircs c ouiros aninais
nocivos.
58. Tanlcn o arquiicio, ianio quanio lIc c
possívcl, conscrva scca a nadcira, os iijolos c a
cal, c nao dci×a cair ncn arruinar-sc aquilo quc
ja consiruiu.
231
59. Dc igual nodo, o pinior proicgc do vcnio, do
calor inicnso, da pocira c das naos dc csiranIos
un rciraio ainda frcsco.
60. O jardinciro, con a ajuda dc una paliçada ou
dc una sclc, proicjc das calras c das lclrcs as
planias jovcns.
AIc))ucuo.
61. Concic-sc, porianio, una inprudcncia iodas
as vczcs quc, logo no início do csiudo dc una
nova disciplina, sc propõc aos alunos una
naicria conirovcrsa, isio c, scnprc quc sc lcvania
una duvida accrca da naicria quc dcvcn ainda
csiudar. Efciivancnic, a quc cquivalc isso scnao
a dar forics sacudidclas nuna planiazinIa
dcscjosa dc lançar as raízcs? Hugo cscrcvcu con
razao. «Nunca cIcgara a aiingir a vcrdadc, aquclc
quc concçar a insiruir-sc con conirovcrsias»í4|.
Concic-sc ianlcn una inprudcncia quando sc
nao afasia a juvcniudc dos livros iorpcs, cIcios
dc crros c dc confusõcs, assin cono ianlcn das
nas conpanIias.
Co))ccuo.
62. Pcnsc-sc, porianio, quc c csscncial.
I. Nao dar aos alunos ncnIuns ouiros livros, alcn
dos da sua classc.
232
II. Ouc csscs livros scjan iao cuidadosancnic
ilusirados quc, jusia c ncrccidancnic, possan
scr considcrados vcrdadciros inspiradorcs dc
salcdoria, dc noralidadc c dc picdadc.
III. Nao dcvcn scr iolcradas nas cscolas, ou nas
vizinIanças das cscolas, conpanIias dissoluias.
Concíusuo.
63. Sc iodas csias rcgras forcn olscrvadas
cscrupulosancnic, scra quasc inpossívcl quc as
cscolas falIcn na sua nissao.
233

Capítulo XVII
FUNDAMENTOS
PARA ENSINAR E APRENDER
COM FACILIDADE

Nuo Iustu ]uzc) quuíquc) coísu con scgu)uncu; c
p)ccíso p)ocu)u) u ]ucííídudc.
1. E×aninanos os ncios, graças aos quais o
cducador da juvcniudc podc aiingir con
scgurança o scu oljciivo; vcjanos agora dc quc
nodo aquclcs ncsnos ncios dcvcn scr aplicados
às inicligcncias, para quc o scu cnprcgo sc faça
con facilidadc c con prazcr.
Dcz ]unduncntos dcssu ]ucííídudc.
2. Sc olscrvarnos as pcgadas da naiurcza, iorna-
sc-nos cvidcnic quc a cducaçao da juvcniudc sc
proccssara facilncnic, sc.
I. Concçar ccdo, anics da corrupçao das
inicligcncias.
II. Sc fizcr con a dcvida prcparaçao dos cspíriios.
III. Proccdcr das coisas gcrais para as coisas
pariicularcs.
IV. E das coisas nais faccis para as nais difíccis.
234
V. Sc ningucn for dcnasiado solrccarrcgado con
iralalIos cscolarcs.
VI. Sc cn iudo sc proccdcr lcniancnic.
VII. E sc os cspíriios nao forcn consirangidos a
fazcr nada nais quc aquilo quc dcscjan fazcr
csponiancancnic, scgundo a idadc c por cfciio do
nciodo.
VIII. Sc iodas as coisas forcn cnsinadas,
colocando-as incdiaiancnic sol os scniidos.
IX. E fazcndo vcr a sua uiilidadc incdiaia.
X. E sc iudo sc cnsina scnprc con un so c o
ncsno nciodo.
Assin, rcpiio-o, iudo sc proccssara scgundo un
andancnio suavc c agradavcl. Mas rcgrcsscnos
dc novo às pcgadas da naiurcza.
FUNDAMENTO I
Funduncnto I. Tonu-sc u nutc)íu pu)u.
3. A nutu)czu nuo conccu scnuo pu)tíndo do
cstudo dc uí)gíndudc (u p)íuutíonc).
Una avc, con cfciio, iona para o cIoco ovos
frcscos quc conicnIan una naicria puríssina;
sc ja anics iivcssc concçado a fornar-sc una
ouira avczinIa, cn vao sc cspcraria un lon
rcsu1iado.
235
Inítucuo.
4. Igualncnic, o arquiicio, quc qucr consiruir
una casa, icn ncccssidadc dc un pcdaço dc
icrrcno dcsinpcdido; ou cniao, sc a qucr
consiruir no lugar dc una ouira, dcvc
ncccssariancnic, cn princiro lugar, dcnolir a
vclIa.
5. Tanlcn o pinior pinia nuiio lcn nuna icla
quc nunca scrviu. Mas sc cla csia ja piniada, ou
nancIada, ou aprcscnia rugas, c ncccssario
princiro quc a raspc c a linpc.
6. Dc igual nodo, qucn qucr guardar ungucnios
prcciosos, icn ncccssidadc dc frascos novos ou,
ao ncnos, lcn linpos do líquido quc
anicriorncnic coniinIan.
7. Tanlcn o jardinciro plania nuiio lcn as
planiazinIas jovcns, c, sc acaso plania algunas
quc sao ja adulias, c ncccssario quc princiro lIcs
coric os ranos c lIcs iirc iodas as ocasiõcs dc
dcspcrdiçar a sciva. Foi por csia razao quc
Arisioiclcs colocou o «csiado dc virgindadc»
(p)íuutíoi cnirc os princípios das coisasí1|, pois via
quc cra inpossívcl infundir una nova forna na
naicria, anics dc suprinir a princira.
AIc))ucuo.
236
8. Daqui, sc scguc. princiro, quc as ncnics
jovcns, ainda nao Ialiiuadas a disiraircn-sc con
ouiras ocupaçõcs, sc cnlclcn lcn dos csiudos
da salcdoria. E quc, quanio nais iardc concça a
fornaçao, ianio nais cnlaraçada proccdc, pois a
ncnic csia ja ocupada con ouiras coisas.
Scgundo, quc una criança nao podc scr
insiruída, con fruio, por varios ncsircs ao
ncsno icnpo, pois c quasc inpossívcl quc iodos
cnprcgucn o ncsno nciodo; daí sc scguc a
disiraçao dos cspíriios juvcnis c os cnlaraços da
sua fornaçao. Tcrcciro, quc agcn cono
inc×pcricnics aquclcs quc, cncarrcgando-sc da
fornaçao dc crianças ja crcscidas c dc
adolcsccnics, nao concçan pcla cducaçao noral,
para quc, donando-lIcs as pai×õcs, os iorncn
apios para as rcsianics coisas. É lcn salido quc
os donadorcs, princiro donan o cavalo con o
frcio c iornan-no olcdicnic, c so dcpois lIc
cnsinan a ionar csia ou aqucla posiçao. Scncca
dissc con razao. «Princiro aprcndc a noral c
dcpois a cicncia, pois csia aprcndc-sc nal scn
aqucla»í2|. E Cíccro cscrcvcu. «A filosofia noral
prcpara os cspíriios para rccclcr a loa
scncnicȒ3|.
Co))ccuo.
9. Porianio.
I. Ouc a fornaçao da juvcniudc conccc ccdo.
237
II. Ouc, para un ncsno aluno c na ncsna
naicria, nao Iaja scnao un so profcssor.
III. Ouc, anics dc iudo, sc cduqucn os cosiuncs
das crianças, dc nodo quc olcdcçan con
proniidao ao ncnor sinal do profcssor.
FUNDAMENTO II
Funduncnto II. A nutc)íu to)nu-sc uuídu dc
)cccIc) unu ]o)nu.
10. A nutu)c)zu p)cdíspoc u nutc)íu dc nodo u
to)nu)-sc uuídu dc unu ]o)nu.
Assin, a avczinIa ja fornada no ovo, scndo avida
dc una pcrfciçao naior, agiia-sc naiuralncnic c
ronpc a casca con as paias ou con o lico.
Lilcria daqucla prisao, scnic prazcr cn scr
aquccida pcla nac; scnic prazcr cn quc cla lIc
dc dc concr c, por isso, alrc o lico c cngolc a
licada; scnic prazcr cn olIar o ccu; scnic prazcr
cn scr ircinada no voo, c, pouco dcpois, cn voar;
nuna palavra,, aprcssa-sc avidancnic a pór cn
açao iodas as suas funçõcs naiurais, nas
gradualncnic.
Inítucuo.
11. Tanlcn o jardinciro dcvc ncccssariancnic
icr a prcocupaçao dc quc a plania, provida da
Iunidadc c do calor viial ncccssario, crcsça
frcsca c vigorosa.
238
AIc))ucuo.
12. Porianio, cuidan nal dos inicrcsscs das
crianças aquclcs quc as olrigan aos csiudos pcla
força. Efciivancnic, quc podcn clcs cspcrar? Sc o
icu csiónago nao rccclc os alincnios con apciiic
c iu o qucrcs aiulIar, nao podcn vir-ic scnao
nauscas c voniios, ou, pclo ncnos, una na
digcsiao c dano para a saudc. Ao conirario,
qualqucr quc scja o alincnio quc ncias nun
csiónago fanclico, clc digcrc-o lcn c iransforna-
o cuidadosancnic cn quilo c cn sanguc. Por
isso, dizia Isocraics. . «Sc gosias
dc aprcndcr, aprcndcras nuiioȒ4|. E Ouiniiliano
cscrcvcu. «A pai×ao dc aprcndcr dcpcndc da
voniadc, quc nao podc scr forçada»í5|.
Co))ccuo
13. Porianio.
I. Dcvc inflanar-sc, dc qualqucr nodo, nas
crianças, o dcscjo ardcnic dc salcr c dc aprcndcr.
II. O nciodo dc cnsinar dcvc dininuir o iralalIo
dc aprcndcr, dc nodo quc nada nagoc os alunos
c os afasic dc prosscguir os csiudos.
Dc quc nodo dcuc o dcsc]o u)dcntc dc up)cndc)
sc) cxcítudo c ]uuo)ccído nus c)íuncus.
14. O dcscjo ardcnic accndc-sc c favorccc-sc nas
crianças, pclos pais, pclos profcssorcs, pcla
239
cscola, pclas proprias coisas, pclo nciodo c pclas
auioridadcs civis.
1i Pcíos puís.
15. Os pais, sc c×alian frcqucnicncnic, dianic dc
scus filIos, os lcncfícios da insiruçao c o valor
das pcssoas insiruídas; sc os c×orian ao anor
pclo csiudo, proncicndo-lIcs lclos livros, lclos
vcsiidos ou qualqucr ouira coisa quc lIcs dc
prazcr; sc fazcn o clogio dos profcssorcs (c
cspccialncnic daquclc a qucn confian os filIosi,
pondo cn rclcvo ianio a supcrioridadc da sua
insiruçao cono a sua londadc para con os
alunos (con cfciio, o anor c a adniraçao sao os
scniincnios nais forics para dcscnvolvcr o gosio
da iniiaçaoi; sc, finalncnic, cncarrcgan, por
vczcs, os filIos dc dcscnpcnIar qualqucr nissao
junio do profcssor, ou dc lIc lcvar qualqucr
pcqucno prcscnic, os pais, rcpiio, conscguirao
facilncnic quc clcs considcrcn o profcssor cono
un anigo, c as disciplinas quc clc cnsina cono
dignas da sua dcdicaçao.
2i Pcíos p)o]csso)cs.
16. Os profcssorcs, por sua vcz, sc forcn afavcis c
carinIosos, c nao afasiarcn dc si os cspíriios
con qualqucr aio dc aspcrcza, nas os airaírcn a
si afciuosancnic, con aiiiudcs c palavras
paicrnais; sc c×aliarcn os csiudos cnprccndidos
pclas crianças, nosirando a sua inporiancia, o
240
scu cncanio c a sua facilidadc; sc louvarcn os
alunos nais diligcnics (disiriluindo ncsno, pclas
crianças, pcras, naças, nozcs, doccs, cic.i; sc,
cIanando-os para junio dc si, ncsno cn
pullico, lIcs nosirarcn aquilo quc dcpois
dcvcrao aprcndcr, figuras, insiruncnios dc oiica,
dc gconciria, csfcras arnilarcs c ouiros oljcios
scnclIanics quc dcspcrian a adniraçao das
crianças c as airacn; sc os cncarrcgarcn dc lcvar
qualqucr rccado aos pais; sc, nuna palavra,
iraiarcn os alunos con afalilidadc, facilncnic
conscguirao iornar-sc scnIorcs dos scus
coraçõcs, dc nodo quc clcs sinian aic nais
prazcr cn csiar na cscola quc cn casa.
Pcíu p)òp)íu cscoíu, sc c cIcíu dc Icíczu po) dcnt)o
c po) ]o)u.
17. A propria cscola dcvc scr nun local
agradavcl, aprcscniando, no c×icrior cono no
inicrior, un aspccio airacnic. No inicrior, dcvc
scr un cdifício fccIado, lcn iluninado, linpo,
iodo ornado dc piniuras, qucr scjan rciraios dc
Ioncns ilusircs, qucr scjan carias gcograficas,
ou rccordaçõcs Iisioricas, ou quaisqucr lai×os-
rclcvos. No c×icrior, adjaccnics à cscola, dcvc
Iavcr, nao so un pcdaço dc icrrcno dcsiinado a
passcios c a jogos (quc, dc quando cn quando,
nao dcvcn ncgar-sc às crianças, cono, vcrcnos
dcniro cn lrcvcí6|i, nas ianlcn un jardin
aondc, cn ccrios noncnios, os alunos dcvcrao
241
scr conduzidos para rccrcarcn os olIos con a
visia das arvorcs, das florcs c das planias. Sc sc
iivcr isio cn considcraçao na consiruçao das
cscolas, c provavcl quc as crianças vao à cscola
nao ncnos gosiosancnic quc quando vao a
qualqucr fcira ou cspciaculo, ondc cspcran vcr c
ouvir scnprc qualqucr coisa dc novo.
4i Pcíus coísus.
18. As proprias naicrias dc cnsino airacn a
juvcniudc, sc sao ninisiradas dc nodo adapiado
à sua capacidadc c con a naior clarcza, c sc sao
inicrncadas con qualqucr graccjo ou, ao ncnos,
con qualqucr coisa ncnos scria quc as liçõcs,
nas scnprc agradavcl. Con cfciio, c a isio quc sc
cIana juniar o uiil ao agradavclí7|.
5i Pcío nctodo (dcsdc quc sc]u nutu)uí c nístu)c
p)udcntcncntc o útíí con o ug)uduucí)
19. Para quc o proprio nciodo c×ciic o apciiic dos
csiudos, c ncccssario. princiro, quc scja naiural.
Con cfciio, iudo o quc c naiural dcscnvolvc-sc
csponiancancnic. Para quc a agua corra ao longo
dc un dcclivc, nao c ncccssario consirangc-la;
lasia quc sc lcvanic o diquc ou qualqucr
olsiaculo quc a rcicn, c cla corrcra
incdiaiancnic. Tanlcn nao c ncccssario pcdir a
una avc quc voc; lasia alrir-lIc a gaiola.
Tanlcn nao c ncccssario pcdir aos olIos quc
conicnplcn una lcla piniura ou aos ouvidos quc
242
ouçan una lcla nclodia, sc sc lIcs da cnscjo
disso; ncsics casos, c aic, às vczcs, ncccssario
rcfrca-los. Ouais dcvan scr os rcquisiios do
nciodo naiural, nosira-no-lo o capíiulo
prcccdcnic, c ainda as rcgras quc sc scgucn.
c nístu)c p)udcntcncntc o útíí con o ug)uduucí)
En scgundo lugar, para quc as inicligcncias
scjan aliciadas pclo proprio nciodo, c ncccssario,
con una ccria Ialilidadc, adoça-lo, dc ial
nancira quc iodas as coisas, ncsno as nais
scrias, scjan aprcscniadas nun ion faniliar c
agradavcl, isio c, sol a forna dc convcrsas ou dc
cIaradas, quc os alunos, cn conpciiçao,
procurcn adivinIar; c, cnfin, sol a forna dc
paralolas c dc apologos. Accrca disio, falarcnos
nais anplancnic no scu dcvido lugarí8|.
6i Pcíus uuto)ídudcs cíuís.
20. As auioridadcs civis c aquclcs a qucn
incunlc o cuidado das cscolas podcn inflanar o
zclo da juvcniudc csiudiosa, sc assisicn
pcssoalncnic às provas pullicas (qucr scjan
c×crcícios, dcclanaçõcs c dispuias, qucr scjan
c×ancs c pronoçõcsi c disirilucn (scn
parcialidadci, aos nais csiudiosos, louvorcs c
pcqucnos prcnios.
FUNDAMENTO III
243
Funduncnto III. Todus us coísus nusccn dc
p)íncìpíos p)òp)íos.
21. A nutu)czu p)oduz todus us coísus, ]uzcndo-us
nuscc) dc cícncntos pcqucnos quunto u nussu,
nus ]o)tcs quunto u potcncíu.
Por c×cnplo. a sulsiancia dc quc Ia-dc scr
fornada a avc cnccrra-sc nuna goia c csia
circundada dc una casca, para facilncnic podcr
scr iransporiada no vcnirc c scr naniida qucnic
no ninIo. Todavia, cssa sulsiancia conicn cn si,
poicncialncnic, ioda a avc, porquc dcpois, a
pariir dcla, o corpo da avczinIa c fornada pclo
cspíriio aí cnccrrado.
Inítucuo.
22. Do ncsno nodo, una arvorc, por naior quc
scja, csia ioda conccnirada, ou no caroço dos
scus fruios, ou nos rclcnios dos ranos nais
alios, pois, sc os lanças à icrra, a pariir dclcs
dcscnvolvc-sc una ouira arvorc inicira, pcla
poicncia quc opcra no inicrior do caroço ou do
rclcnio.
AIc))ucuo quc ]uz cstu))ccc).
23. Conira csic fundancnio, concic-sc
vulgarncnic nas cscolas un pccado cnornc. Con
cfciio, a naior paric dos profcssorcs csfalfa-sc a
scncar crvas cn vcz dc scncnics, c a planiar
244
arvorcs cn vcz dc ncrgulIõcs, pois, cn vcz dos
princípios fundancniais, aiulIan a calcça dos
alunos con un caos dc conclusõcs varias, c aic
dc ic×ios iniciros. Ora, assin cono c ccrio quc o
nundo c conposio dc quairo clcncnios (apcnas
varian as fornasi, assin ianlcn c ccrio quc a
insiruçao sc conccnira ioda cn pouquíssinos
princípios, dos quais (dcsdc quc sc conIcçan as
difcrcnças nodaisi, dcriva una infiniia nuliidao
dc corolarios, do ncsno nodo quc, dc una
arvorc dc raízcs lcn solidas, podcn rcsuliar
ccnicnas dc ranos, c nilIarcs dc folIas, dc florcs
c dc fruios. Ouc Dcus icnIa picdadc do nosso
scculo c alra os olIos da ncnic a algucn quc
consiga pcncirar profundancnic o nc×o das
coisas c o nosirc aos ouiros! Pcla nossa paric, sc
Dcus quiscr, aprcscniarcnos un csloço da
nossa icniaiiva no Conpcndío dc Punso]íu C)ístu,
con a cspcrança Iunildc dc quc, cn icnpo
oporiuno, Dcus rcvclc, por ncio dc ouiros, coisas
nais inporianics.
Co))ccuo.
24. Enircianio, noicn-sc ircs coisas.
I. Toda a aric dcvc cnccrrar-sc cn nuiio poucas
rcgras, nas c×aiíssinas.
II. Toda a rcgra dcvc csiar coniida cn
pouquíssinas palavras, nas claríssinas.
245
III. Cada rcgra dcvc scr scguida dc nuncrosos
c×cnplos quc façan vcr cono c grandc a
varicdadc dos casos a quc sc csicndc a sua
aplicaçao.
FUNDAMENTO IV
Funduncnto IV. P)íncí)o, us coísus nuís ]uccís.
25. A nutu)czu cunínIu dus coísus nuís ]uccís
pu)u us nuís dí]ìccís.
Por c×cnplo. a fornaçao do ovo nao concça pcla
paric nais dura, isio c, pcla casca, nas pcla
gcna c pcla clara, as quais, princiro, sao
circundadas por una pcqucna ncnlrana c
dcpois por un involucro nais duro. Tanlcn a
avc, quc qucr sair do ninIo para voar, princiro
finca os pcs, dcpois alrc as asas, a scguir agiia-
as c, finalncnic, laicndo-as con nais força,
clcva-sc, c dcsic nodo sc Ialiiua a cnircgar-sc
ao ccu incnso.
Inítucuo.
26. Igualncnic, o carpiniciro, princiro aprcndc a
coriar a nadcira, dcpois a apara-la, a scguir a
cncai×a-la c, finalncnic, a consiruir cdifícios, cic.
AIc))ucuo dc uu)íu cspccíc
27. Agc-sc dcsasadancnic iodas as vczcs quc,
nas cscolas, sc cnsina o dcsconIccido por ncio
246
do igualncnic dcsconIccido, cono aconiccc. 1.
quando sc dao, aos principianics dc língua laiina,
rcgras cscriias cn laiin, o quc c o ncsno quc
c×plicar o Iclraico con rcgras cscriias cn
Iclraico, c o aralc, con rcgras cscriias cn
aralc; 2. quando, aos ncsnos principianics, sc
da cono au×iliar un dicionario laiino-vcrnaculo,
quando dcvc fazcr-sc o conirario. Con cfciio, nao
dcvcn aprcndcr a língua vcrnacula airavcs do
laiin, nas dcvcn aprcndcr o laiin ncdianic a
língua vcrnacula, quc conIcccn ja. (Accrca dcsia
alcrraçao, falarcnos nais dcnoradancnic no
capíiulo XXII.i 3. quando sc da à criança un
prcccpior csirangciro quc nao conIccc a língua
naicrna da criança. Efciivancnic, una vcz quc
nao icn un insiruncnio conun a anlos para
sc cnicndcrcn, c nao conunican scnao por ncio
dc gcsios, quc podcn clcs cdificar scnao una
iorrc dc Dalcl? 4. concic-sc ianlcn un gravc
crro conira a rcia razao quando, con as ncsnas
rcgras granaiicais (por c×cnplo, as dc
MclancIion ou dc Fanoií9|, cic., sc cnsina a
juvcniudc dc iodas as naçõcs (franccsa, alcna,
locna ou polaca, Iungarica, cic.i, una vcz quc
cada língua icn, con a língua laiina, una
rclaçao pariicular c dc ccrio nodo propria, a qual
c ncccssario dcscolrir, sc rcalncnic sc qucr
cnsinar os jovcns a pcncirar rapidancnic na
índolc da língua laiina.
Co))ccuo.
247
28. Corrigir-sc-ao csics dcfciios, sc.
I. O profcssor c o aluno falan, dcsdc o lcrço, a
ncsna língua.
II. Todas as c×plicaçõcs sao dadas nuna língua
conIccida.
III. Sc as granaiicas c os dicionarios sc
adapiarcn à língua ncdianic a qual sc dcvc
aprcndcr a língua nova (por c×cnplo, os dc laiin
à língua naicrna; os dc grcgo à laiina, cic.i.
IV. Sc o csiudo da nova língua proccdcr
gradualncnic, dc nancira quc o aluno sc Ialiiuc
princiro a conprccndc-la (o quc c nuiio facili,
dcpois a cscrcvc-la (dando-lIc icnpo para rcflciiri
c, finalncnic, a fala-la (o quc c nuiio nais difícil,
pois iraia-sc dc una inprovisaçaoi.
V. Ouando o cnsino do laiin c paralclo ao da
língua naicrna, o dcsia, una vcz quc cla c nais
conIccida, dcvc scr ninisirado princiro,
scguindo-sc o da língua laiina.
VI. É ncccssario coordcnar as naicrias a cnsinar,
dc nodo quc princiro sc cnsincn as quc csiao
nais pro×inas, dcpois as quc csiao nais
afasiadas c, finalncnic, as quc csiao ainda nais
afasiadas. Por isso, nas princiras vczcs quc sc
aprcscnian rcgras às crianças (por c×cnplo, dc
logica, dc rciorica, cic.i, dcvcn scr ilusiradas con
248
c×cnplos nao afasiados da sua capacidadc dc
conprccnsao (icologicos, políiicos, pociicos, cic.i,
nas iirados da vida praiica dc iodos os dias. Dc
ouiro nodo, nao cnicndcrao ncn a rcgra, ncn o
cnprcgo da rcgra.
VII. E×crciicn-sc princiro os scniidos das
crianças (o quc c nuiio facili, dcpois a ncnoria,
a scguir a inicligcncia, c por fin o juízo. Todos
csscs c×crcícios dcvcn scr fciios un apos o ouiro,
gradualncnic, pois o salcr concça a pariir dos
scniidos, c, airavcs da inaginaçao, passa para a
ncnoria, c dcpois, pcla induçao a pariir das
coisas singularcs, cIcga à inicligcncia das coisas
univcrsais, c finalncnic, accrca das coisas lcn
cnicndidas, cniic o juízo, o quc pcrniic cIcgar à
ccricza da cicncia.
FUNDAMENTO V
Funduncnto V. Nudu dc nodo soI)ccu))cgudo.
Inítucuo.
29. A nutu)czu nuo sc soI)ccu))cgu c contcntu÷sc
con pouco.
Por c×cnplo. a naiurcza nao c×igc quc, dc un
ovo, nasçan duas avczinIas, nas conicnia-sc
con quc nasça lcn una so. O jardinciro nao
cn×cria nuiios garfos nun so pc; sc vc quc clc c
lasianic rolusio, cn×cria-lIc, ao na×ino, dois.
AIc))ucuo.
249
30. É criar a disiraçao nos cspíriios, o aprcscniar
aos alunos varias naicrias ao ncsno icnpo,
cono a granaiica c a dialciica, c ialvcz ianlcn
ncsno a rciorica c a pociica c a língua grcga,
cic., no ncsno ano. (Vcr o capíiulo prcccdcnic,
Fundancnio IVi.
FUNDAMENTO VI
Funduncnto VI. Nudu dc nodo p)ccípítudo.
31. A nutu)czu nuo sc p)ccípítu, nus p)occdc
ícntuncntc.
Efciivancnic, una avc nao lança os ovos no fogo,
para quc os scus filIos nasçan nais dcprcssa,
nas aquccc-os doccncnic con o scu calor
naiural; ncn dcpois, para quc crcsçan nais
dcprcssa, os cnpaniurra con alincnios (sufoca-
los-ia, con cfciio, nais facilncnic!i, nas da-lIcs,
pouco a pouco c cauiclosancnic, apcnas aquilo
quc c capaz dc digcrir a sua faculdadc nuiriiiva,
ainda icnrinIa.
Inítucuo
32. Tanlcn o arquiicio nao consiroi à prcssa as
parcdcs cn cina dos fundancnios, c o icio cn
cina das parcdcs; porquc os fundancnios, ainda
nao lcn cn×uios c consolidados, ccdcn sol o
pcso, c, conscqucnicncnic, arruinan o cdifício.
Por isso, nao podc icrninar-sc una consiruçao
250
grandiosa cn un ano, nas icn dc dcnorar-sc o
icnpo ncccssario.
33. Tanlcn o jardinciro nao prcicndc quc a
plania crcsça logo no princiro ncs, ou quc dc
fruio logo no princiro ano. Por isso, nao anda à
volia dcla iodos os dias, ncn a rcga iodos os dias,
ncn, para a aqucccr, a apro×ina do fogo ou
cspalIa consianicncnic, junio dcla, cal viva, nas
conicnia-sc con o nodo cono a rcga o ccu c a
aquccc o sol.
AIc))ucuo
34. Foi, porianio, una auicniica carnificina para
os jovcns. 1. rcic-los iodos os dias, duranic scis,
scic c aic oiio Ioras, cn liçõcs pullicas c
c×crcícios, c ainda, duranic algun icnpo, cn
liçõcs pariicularcs; 2. olriga-los a ouvir
c×posiçõcs didaiicas, a conpor c×crcícios c a
aiulIar a ncnoria con una nuliidao dc coisas,
aic à nausca, ou ncsno aic ao dclírio, cono
nuiias vczcs nos proprios vinos. Na vcrdadc, sc
algucn prcicndc cncIcr un pcqucno frasco dc
gargalo csirciio (a inicligcncia das crianças podc
scr-lIc conparadaií10| à força, cn vcz dc o
cncIcr goia a goia, quc adiania? Scn duvida quc
a naior paric da agua salia fora, c no frasco
cnira ncnos do quc cniraria sc cla fossc
iniroduzida pouco a pouco. Agc, porianio,
idioiancnic aquclc quc prcicndc cnsinar aos
251
alunos, nao quanio clcs podcn cnicndcr, nas
quanio clc proprio dcscja, pois as forças qucrcn
scr ajudadas c nao oprinidas, c o fornador da
juvcniudc, da ncsna nancira quc o ncdico, c
apcnas o ninisiro da naiurcza, c nao o scu
scnIor.
Co))ccuo.
35. Tornara, porianio, os csiudos nais faccis c
nais airacnics aos csiudanics aquclc quc.
I. os cnvia às liçõcs pullicas duranic o ncnor
nuncro possívcl dc Ioras, ou scja, duranic
quairo Ioras, rcscrvando ouiro ianio dc icnpo
para o csiudo privado.
II. lIcs solrccarrcga o ncnos possívcl a ncnoria,
ou scja, apcnas olriga a aprcndcr dc cor as
coisas fundancniais, dci×ando corrcr livrcncnic
as ouiras coisas.
III. c, iodavia, lIcs cnsina iodas as coisas dc
nodo proporcionado à sua capacidadc, a qual,
con o progrcdir da idadc c dos csiudos, crcsccra
por si ncsna.
FUNDAMENTO VII
Funduncnto VII. Nudu cont)u u uontudc.
252
36. A nutu)czu nuo cnpu))u nudu, nus upcnus du
o scu ínpuíso uos sc)cs quc utíngí)un o scu pícno
dcscnuoíuíncnto c uspí)un u ]uzc) u suu í))upcuo.
A naiurcza, con cfciio, nao consirangc a
avczinIa a alandonar o ovo, a nao scr quando
icn ja os ncnlros lcn confornados c
rolusiccidos; ncn a olriga a voar, a nao scr
quando csia ja colcria dc pcnas; ncn a c×pulsa
do ninIo, a nao scr quando vc quc ja salc voar,
cic.
Tanlcn a arvorc nao lança os scus rclcnios,
scnao quando a sciva, sulindo pclas raízcs, os
inpclc para fora; ncn faz dcsalrocIar os loiõcs,
a nao scr dcpois quc as folIas, fornadas
juniancnic con as florcs, a pariir da sciva
inicrna, aspiran a alrir-sc; ncn dci×a cair a flor,
a nao scr quando o fruio csia ja colcrio con a
pclc; ncn dci×a cair o fruio, a nao scr dcpois dc o
Iavcr fciio anadurcccr.
AIc))ucuo.
37. Faz-sc, porianio, violcncia às inicligcncias. 1.
iodas as vczcs quc sc consirangcn a fazcr coisas
supcriorcs à sua idadc c à sua capacidadc; 2.
iodas as vczcs quc sc olrigan a aprcndcr dc cor
ou a fazcr coisas quc princiro nao foran
c×plicadas, csclarccidas c cnsinadas nuiio lcn.
Co))ccuo.
253
38. Daqui para o fuiuro, porianio.
I. A nada sc olriguc a juvcniudc, a nao scr àquilo
quc a idadc c a inicligcncia, nao so adniicn, nas
aic dcscjan.
II. Nada sc olriguc a aprcndcr dc cor, a nao scr
aquilo quc a inicligcncia conprccndcu
pcrfciiancnic. E nao sc olriguc una criança a
rcciiar dc cor una liçao, scn sc icr a ccricza dc
quc cla a conprccndcu.
III. Nada sc nandc fazcr, a nao scr dcpois dc
Iavcr nosirado a sua forna c indicado a rcgra
quc dcvc scguir-sc para a c×ccuiar.
FUNDAMENTO VIII
Funduncnto VIII. Tudo dc nodo cuídcntc, díuntc
dos scntídos.
39. A nutu)czu u]udu-sc u sí ncsnu dc todus us
nuncí)us quc podc.
Por c×cnplo. ao ovo nao falia o scu calor viial,
nas, apcsar disso, o pai da naiurcza, Dcus,
providcncia quc clc scja ajudado ianio pclo calor
do Sol, cono pclas pcnas da avc quc o cIoca.
Mcsno dcpois dc a avczinIa sair do ovo, c aic
quc disso icnIa ncccssidadc, a nac conscrva-a
aquccida, forna-a c forialccc-a, dc varios nodos,
para as funçõcs da vida. E, a csic proposiio,
podcnos vcr dc quc nodo as ccgonIas vao cn
254
ajuda das suas ccgonIinIas, dci×ando quc clas
lIcs sulan para cina c iransporiando-as dc
rcgrcsso ao ninIo, ainda quc icnIan dc agiiar as
asas. Tanlcn as anas ajudan, dc varias
nanciras, a fraqucza dos lclcs. cnsinan-lIcs
princiro a lcvaniar a calcça, dcpois a csiar
scniados, dcpois a csiar dc pc, c, a scguir, a
novcr os pcs c a dar passos, c dcpois a nanicr-sc
firncs nos pcs c a andar dcvagarinIo, c
finalncnic a caninIar c×pcdiiancnic. dc ondc sc
scguc, dcpois, a agilidadc na corrida. Ouando,
dcpois, os cnsinan a falar, nao so pronuncian as
palavras, nas, con as naos, nosiran-lIcs o quc
significan cssas palavras, cic.
AIc))ucuo.
40. É, por isso, crucl o profcssor quc, icndo
narcado aos alunos un iralalIo, os nao
csclarccc lcn no quc clc consisic, ncn nosira
cono clc dcvc scr fciio, c, nuiio ncnos, os ajuda
cnquanio icnian fazc-lo, nas os olriga a csiar ali
a suar c a sofrcr sozinIos, c sc fazcn qualqucr
coisa ncnos lcn, iorna-sc furioso. Mas quc c isio
scnao a vcrdadcira ioriura da juvcniudc? Scria o
ncsno quc sc una ana olrigassc un lclc, quc
ainda vacila, a nanicr-sc dc pc, a caninIar
c×pcdiiancnic, c sc o nao fizcssc, o olrigassc a
andar à força dc lasionadas. A naiurcza cnsina-
nos ouira coisa, a salcr, quc sc dcvc iolcrar a
fraqucza, cnquanio nao vcn a força.
255
Co))ccuo.
41. Daqui para o fuiuro, porianio.
I. Por causa da insiruçao, nao sc inflija ncnIun
açoiic. (Efciivancnic, sc nao sc aprcndc, dc qucn
c a culpa scnao do profcssor, quc nao salc ou
nao sc prcocupa cn iornar o aluno docil?i
II. Tudo aquilo quc dcvc scr aprcndido pclos
alunos, dcvc scr-lIcs aprcscniado c c×plicado iao
clarancnic, quc o icnIan prcscnic cono os cinco
dcdos das proprias naos.
III. A fin dc quc iodas cssas coisas sc inprinan
nais facilncnic, uiilizc-sc, o nais quc sc pudcr,
os scniidos.
42. Por c×cnplo. associc-sc scnprc o ouvido à
visia, a língua à nao; ou scja, nao apcnas sc
narrc aquilo quc sc qucr fazcr aprcndcr, para quc
cIcguc aos ouvidos, nas rcprcscnic-sc ianlcn
graficancnic, para quc sc inprina na inaginaçao
por inicrncdio dos olIos. Os csiudanics, por sua
vcz, dcvcn aprcndcr, ao ncsno icnpo, a c×por
as idcias con a língua c a c×prini-las por ncio dc
gcsios, dc nodo quc sc nao dc por icrninado o
csiudo dc ncnIuna naicria, scnao dcpois dc cla
csiar suficicnicncnic inprcssa nos ouvidos, nos
olIos, na inicligcncia c na ncnoria. Con csic
oljciivo, scra lon quc iodas as coisas, quc
cosiunan scr csiudadas cn dcicrninada classc,
256
scjan rcprcscniadas graficancnic nas parcdcs da
sala dc aulaí11|. qucr sc iraic dc icorcnas c dc
rcgras, qucr sc iraic dc inagcns c dc lai×o-
rclcvos da disciplina quc sc csia a csiudar. Con
cfciio, sc isio sc fizcr, c cnornc a ajuda quc podc
dar, para produzir as ncncionadas inprcssõcs.
Tcn rclaçao con isio o faio dc Ialiiuar os alunos
a iranscrcvcr, nos scus cadcrnos diarios, iudo o
quc ouvcn c ianlcn o quc lccn nos livros,
porquc assin, nao so sc ajuda a inaginaçao, nas
ianlcn nais facilncnic sc c×crciia a ncnoria.
FUNDAMENTO IX
Funduncnto IX. Tudo con]o)nc u suu utííídudc.
43. A nutu)cZu nuo p)oduz scnuo uquíío quc sc
)cucíu íncdíutuncntc útíí.
Por c×cnplo. quando forna una avczinIa, vc-sc
incdiaiancnic quc lIc da as asas para voar, as
paias para corrcr, cic. Tanlcn iudo o quc nascc
nuna arvorc icn uiilidadc, ncsno a casca c a
pclugcn dos fruios, cic. Porianio.
Inítucuo.
44. Auncniar-sc-a ao csiudanic a facilidadc da
aprcndizagcn, sc sc lIc nosirar a uiilidadc quc,
na vida quoiidiana, icra iudo o quc sc lIc cnsina.
E isso dcvc vcrificar-sc cn iodas as naicrias. na
granaiica, na dialciica, na ariinciica, na
gconciria, na física, cic. Scn csic cuidado prcvio,
257
aconicccra quc iudo o quc lIc coniarcn lIc
parcccra un nonsiro dc un nundo
dcsconIccido; c a criança, ainda nao nuiio
inicrcssada cn salcr quc cssas coisas c×isicn na
naiurcza c cono c×isicn, podcra acrcdiiar nclas,
nas a sua crcnça nao consiiiuira cicncia. Mas, sc
sc lIc nosirar qual c o oljciivo dc cada coisa, c
cono ncicr-lIa na nao, para quc saila quc salc
c sc Ialiiuc a uiiliza-la.
Porianio.
45. Nao sc cnsinc scnao aquilo quc sc aprcscnia
cono incdiaiancnic uiil.
FUNDAMENTO X
Funduncnto X. Todus us coísus uní]o)ncncntc.
46. A nutu)czu ]uz todus us coísus uní]o)ncncntc.
Por c×cnplo. do ncsno nodo quc sc proccssa a
gcraçao dc una avc, assin sc proccssa a gcraçao
dc iodas as avcs, c aic a dc iodos os aninais,
nudadas apcnas algunas circunsiancias. Assin
sc vcrifica ianlcn nas planias. do ncsno nodo
quc una crva nascc da sua scncnic c crcscc; do
ncsno nodo quc una arvorc sc plania, gcrnina
c florcscc, assin aconiccc con iodas, por ioda a
paric c scnprc. E assin cono c, nuna arvorc,
una folIa, assin sao iodas as ouiras; c assin
cono sao csic ano, assin scrao no ano scguinic c
scnprc.
258
AIc))ucuo.
47. Confundc, porianio, a juvcniudc c iorna os
csiudos c×ccssivancnic inirincados, a varicdadc
do nciodo, ou scja, o faio dc, nao so divcrsos
auiorcs cnsinarcn as arics dc nodo divcrso, nas
aic dc un c o ncsno cnsinar dc nodo divcrso.
Por c×cnplo. un nciodo para a granaiica, ouiro
para a dialciica, cic., quando podcrian cnsinar-
sc uniforncncnic, c cn confornidadc con a
rclaçao c o nc×o conun quc as coisas c as
palavras icn cnirc si.
Co))ccuo.
48. Por csia razao, procurar-sc-a, daqui pa×a o
fuiuro, quc.
I. Sc cnsincn, con un so c ncsno nciodo, iodas
as cicncias; con un so c o ncsno nciodo, iodas
as arics; con un so c ncsno nciodo, iodas as
línguas.
II. Na ncsna cscola, scja a ncsna a ordcn c os
proccssos dc iodos os c×crcícios.
III. As cdiçõcs dos livros da ncsna disciplina
scjan, ianio quanio possívcl, as ncsnas.
Assin iudo progrcdira facilncnic, scn
cnlaraços.
259

Capítulo XVIII
FUNDAMENTOS
PARA ENSINAR E APRENDER
SOLIDAMENTE
Gc)uíncntc u ínst)ucuo c supc)]ícíuí.
1. As lancniaçõcs dc nuiios c os proprios faios
aicsian quc sao poucos os quc irazcn da cscola
una insiruçao solida, c nuncrosos os quc dc la
saicn apcnas con un vcrniz ou una sonlra dc
insiruçao.
Dupíu cuusu.
2. Sc procurarnos as causas disso, cnconiranos
duas. ou porquc as cscolas, dcscurando as coisas
nais inporianics, sc ocupan dc lanalidadcs c dc
frivolidadcs; ou cniao porquc os alunos, icndo
passado a corrcr por cina dc nuiias naicrias,
nas nao sc icndo dciido dcnoradancnic cn
ncnIuna dclas, voliaran a dcsaprcndcr aquilo
quc Iavian aprcndido. E csic scgundo dcfciio c
iao conun, quc poucos sao aquclcs quc dclc sc
nao lancnian. Efciivancnic, sc a ncnoria
csiivcssc scnprc pronia a pór à nossa disposiçao
iudo o quc, alguna vcz, lcnos, ouvinos c
conprccndcnos, cono scríanos considcrados
pcssoas insiruídas! En iodas as ocasiõcs cn quc
fósscnos posios à prova, nada nos cscaparia!
260
Mas, porquc c o conirario quc sc vcrifica, scn
duvida quc andanos a iransporiar agua con un
crivo...
O )cncdío pu)u cstcs doís nuícs dcuc pcdí)-sc uo
nctodo nutu)uí.
3. Mas Iavcra rcncdio para csic nal? Scn
duvida, sc, iniroduzidos dc novo na cscola da
naiurcza, invcsiigarnos por quc vias cla produz
criaiuras dc longa duraçao. Scra possívcl
cnconirar o nodo pclo qual algucn podc salcr,
nao so aquclas coisas quc aprcndc, nas ainda
nais do quc as quc aprcndc, isio c, nao soncnic
aquclas coisas quc aprcndc dos profcssorcs c dos
varios auiorcs, corrcspondcndo lcn ao scu
cnsino, nas ianlcn as quc clc proprio aprcndc,
rcflciindo solrc os fundancnios das coisas.
Dus condícocs.
4. Conscguir-sc-a isso,
I. Sc nao sc csiudar scnao assunios quc virao a
scr dc solida uiilidadc.
II. E sc iodos csscs assunios forcn csiudados
scn os scparar.
III. E sc iodos clcs rcpousarcn cn fundancnios
solidos.
261
IV. E sc csscs fundancnios ncrgulIarcn lcn
fundo.
V. E sc, dcpois, iodas as coisas nao sc apoiarcn
scnao solrc csscs fundancnios.
VI. Sc iodas as coisas quc dcvcn scr disiinguidas
forcn ninuciosancnic disiinguidas.
VII. Sc iodas as coisas quc vcn a scguir sc
lascian nas quc csiao anics.
VIII. Sc iodas as coisas quc icn cnirc si una
rclaçao csirciia, sc nanicn consianicncnic
rclacionadas.
IX. Sc iodas as coisas forcn ordcnadas cn
proporçao da inicligcncia, da ncnoria c da
língua.
X. Sc iodas as coisas forcn consolidadas con
c×crcícios coniínuos.
E×anincnos cuidadosancnic cada una dcsias
dcz condiçõcs.
FUNDAMENTO I
Funduncnto I. Nuo dcuc uIo)du)-sc nudu do quc
nos nuo díz )cspcíto.
5. A nutu)czu nuo conccu nudu quc sc]u ínútíí.
262
Por c×cnplo. quando concça a fornar a
avczinIa, nao lIc faz cscanas, ncn larlaianas,
ncn guclras, ncn cornos, ncn quairo paias, ncn
qualqucr ouira coisa quc cla nao uiilizara, nas
faz-lIc a calcça, o coraçao, as asas, cic. Do
ncsno nodo, à arvorc, a naiurcza nao faz
orclIas, olIos, pcnas, pclos, cic., nas faz-lIc a
casca, o livrilIo, o ccrnc, as raízcs, cic.
Inítucuo cn coísus nccunícus.
6. Dc igual nodo, qucn dcscja un canpo, una
vinIa ou un ponar fruiífcros, nao culiiva la
zizania, uriigas, cspinIciros c silvas, nas
scncnics c planias da nclIor cspccic.
7. Tanlcn o arquiicio, quc icn inicnçao dc
lcvaniar consiruçõcs solidas, nao adquirc colno
ou palIa, ou lana, ou nadcira dc salguciro, nas
pcdras, iijolos, nadcira dc carvalIo c dc planias
scnclIanics, dc filra foric c conpacia.
TunIcn nus cscoíus.
8. Nas cscolas, porianio,
I. Nao sc iraic scnao daquclas coisas quc sao
solidancnic uicis para a vida prcscnic c para a
vida fuiura; nais ainda para a vida fuiura. (Ncsia
icrra, con cfciio, dcvcn aprcndcr-sc, scgundo o
aviso dc S. Jcrónino, prccisancnic aquclas
coisas cujo conIccincnio coniinuara no ccuí1|i.
263
II. Sc, na rcalidadc, c prcciso (cono, cfciivancnic,
ci infundir na ncnic dos jovcns algunas coisas
ianlcn por causa da vida prcscnic, cssas coisas
dcvcn scr dc naiurcza a nao inpcdircn a
consccussao dos lcns cicrnos c a produzircn un
fruio solido para a vida prcscnic.
Dcuc t)utu)-sc upcnus dc coísus sòíídus.
9. Con cfciio, para quc scrvcn as ninIarias? Ouc
inicrcssa aprcndcr coisas quc ncn irazcn
vaniagcn solidas, a qucn as salc, ncn
dcsvaniagcn a qucn as ignora c quc, con o
andar da idadc, acalarao por dcsaparcccr ou por
sc csqucccr no ncio das ocupaçõcs dc iodos os
dias? A nossa lrcvc vida conporia ncccssidadcs
suficicnics para a cncIcr conplciancnic, ncsno
quc nao gasicnos un noncnio scqucr con cssas
fuiilidadcs. As cscolas icn, porianio, a olrigaçao
dc nao ocupar a juvcniudc scnao cn coisas
scrias. (Dc quc nodo sc dcvan iornar scrias as
coisas jocosas, vc-lo-cnos nais adianicií2|.
FUNDAMENTO II
Funduncnto II. Nuo dcuc dcíxu) dc ]uzc)-sc nudu
quc tcnIu íntc)cssc.
10. A nutu)czu nuo onítc nudu dc quunto sc
upc)ccIc quc podc sc) útíí pu)u o co)po quc ]o)nu.
Por c×cnplo. cnquanio forna a avczinIa, nao sc
csquccc dc fazcr-lIc ncn a calcça, ncn as asas,
264
ncn as paias, ncn as unIas c a pclc, ncn, cn
suna, ncnIuna daquclas coisas quc dizcn
rcspciio à csscncia da avc (no scu gcncroi.
Inítucuo nus cscoíus.
11. Da ncsna nancira, porianio, as cscolas,
cnquanio fornan o Ioncn, dcvcn forna-lo iodo,
dc nodo a iornarcn-no igualncnic apio para os
ncgocios dcsia vida c para a cicrnidadc, para a
qual icndcn iodas as coisas quc sc fazcn ncsic
nundo.
12. Ensinc-sc, porianio, nas cscolas, nao apcnas
as cicncias c as arics, nas ianlcn a noral c a
picdadc. A cicncia c a aric, con cfciio, adcsiran a
inicligcncia, a língua c as naos do Ioncn a
conicnplar, a falar c a fazcr racionalncnic iodas
as coisas uicis. Sc sc dci×a dc aprcndcr alguna
dcssas coisas, Iavcra un Iiaio, quc nao so
iornara a insiruçao dcfciiuosa, nas alalara aic a
sua solidcz, pois ncnIuna coisa podc scr solida
sc nao icn iodas as parics lcn ligadas.
FUNDAMENTO III
Funduncnto III. As coísus sòíídus dcucn Iuscu)-
sc soííduncntc.
13. A nutu)czu nuo ]uz nudu scn ]unduncnto, ou
sc]u, scn )uìzcs.
265
É salido quc a plania, anics dc lançar pcla icrra
alai×o as raízcs, nao lança rclcnios para cina,
ou, sc o icnia, ncccssariancnic scca c norrc. Por
isso, o jardinciro prudcnic nao a plania anics dc
icr vcrificado quc as raízcs sao dc loa qualidadc.
Na avc c cn iodos os ouiros aninais, as vísccras
(ncnlros viiaisi fazcn as vczcs das raízcs, c, por
isso, sao scnprc as princiras a fornar-sc, cono
fundancnio dc iodo o corpo.
Inítucuo.
14. Tanlcn o arquiicio nao consiroi a paric
visívcl do cdifício, scnao apos Iavcr lançado
solidos fundancnios, pois, dc ouiro nodo, iudo
cairia cn ruínas. Dc igual nodo, o pinior asscnia
as suas iinias solrc un fundo, pois, scn clc,
facilncnic as corcs sc dcspcgan, sc dcicrioran c
dcsloian.
AIc))ucuo
15. Nao fazcn rcpousar a insiruçao solrc
scnclIanic fundancnio os profcssorcs quc. 1. sc
nao csforçan, anics dc iudo, por iornar os alunos
doccis c aicnios; 2. nao dao, logo no início, aos
alunos, a idcia gcral dc ioda a naicria quc clcs
vao csiudar, a fin dc quc clcs cnicndan, dc nodo
lcn disiinio, o quc icn a fazcr. Dc rcsio, sc a
criança concça a aprcndcr scn gosio, scn
aicnçao c scn conprccndcr, quc rcsuliado solido
podc cspcrar-sc?
266
Co))ccuo.
16. Daqui para o fuiuro, porianio.
I. Ao concçar-sc scja quc csiudo for, dcspcric-sc
un anor scrio por clc nos alunos, por ncio dc
arguncnios iirados da c×cclcncia, da uiilidadc,
do cncanio c dc qualqucr ouiro aspccio da
naicria a csiudar.
II. Inprina-sc scnprc no cspíriio do csiudanic a
idcia gcral dc una língua ou dc una aric (a qual
nao c scnao o scu rcsuno, dclincado dc nodo
gcncralíssino, nas conicndo iodas as suas
paricsi, anics dc sc passar a iraiar dcla dc una
nancira pariicular, para quc, do canpo quc dcvc
pcrcorrcr, o aluno vcja, logo dcsdc os princiros
passos, ioda a c×icnsao c iodos os liniics c aic a
disposiçao das parics inicrnas. Efciivancnic, do
ncsno nodo quc o csquclcio c a lasc dc iodo o
corpo Iunano, assin ianlcn o plano dc una
aric c a lasc c o fundancnio dc ioda cssa aric.
FUNDAMENTO IV
Funduncnto IV. Ouc os ]unduncntos sc]un
p)o]undos.
17. A nutu)czu íuncu us )uìzcs Icn pu)u o ]undo.
Assin, nos aninais, cscondc os ncnlros viiais
na paric nais inicrna do corpo. E a arvorc quanio
nais para o fundo lança as suas raízcs, ianio
267
nais scgura csia; aqucla quc as lança apcnas à
flor da icrra, arranca-sc facilncnic.
Co))ccuo du uIc))ucuo.
18. Daqui rcsulia cvidcnic quc nao so sc dcvc
c×ciiar scriancnic a docilidadc no aluno, nas
ianlcn sc dcvc inprinir profundancnic nas
inicligcncias a idcia gcral da naicria a csiudar. E
quc ningucn scja adniiido ao csiudo
aprofundado dc una aric ou dc una língua,
anics dc cssa idcia gcral csiar plcnancnic
conprccndida c lcn cnraizada.
FUNDAMENTO V
Funduncnto V. Tudo u pu)tí) dus p)òp)íus )uìzcs.
19. A nutu)czu p)oduz tudo u pu)tí) du )uíz, c
nudu u pu)tí) dc out)o cícncnto.
Efciivancnic, na arvorc, iudo o quc vira a scr a
nadcira, a casca, as folIas, as florcs c os fruios,
nao provcn scnao da raiz. Dc faio cnlora as
cIuvas caian solrc a plania c o jardinciro a
rcguc, iodavia, c ncccssario quc iodas as coisas
scjan dcsiiladas airavcs das raízcs, c dcpois
circulcn pclo ironco, pclos ranos, pclas folIas c
pclos fruios. Por isso, cnlora o jardinciro va
luscar o garfo a ouiro lugar, dcvc, iodavia,
cn×cria-lo no ironco, para quc clc, incorporando-
sc na sua sulsiancia, possa sugar a sciva das
suas raízcs. Dcsic nodo, à arvorc iudo vcn a
268
pariir das raízcs, nao scndo ncccssario ir a
qualqucr ouira paric luscar os ranos c as folIas
c aplicar-lIos. Da ncsna nancira, quando una
avc dcvc rcvcsiir-sc dc pcnas, csias nao vao
luscar-sc àquclas dc quc una ouira avc sc
dcspojou, nas dcsponian das parics íniinas do
scu proprio corpo.
Inítucuo cn coísus nccunícus.
20. Tanlcn o arquiicio scnsaio consiroi iodas as
parics do cdifício dc nodo quc, asscnics solrc os
scus proprios aliccrccs, sc susicnicn por si
ncsnas, scn ncccssidadc dc apoios c×icrnos.
Efciivancnic, sc un cdifício prccisa dcsscs
apoios, c porquc c dcfciiuoso c ancaça ruína.
21. Dc igual nodo, qucn prcpara una piscina ou
un poço dc agua, nao iransporia as aguas dc
qualqucr ouiro local, ncn cspcra as aguas das
cIuvas, nas alrc as vcias dc una nasccnic viva,
c, por ncio dc canais c dc iulos sulicrrancos,
cncaninIa-a para o scu rcscrvaiorio.
TunIcn nu cscoíu.
22. Dcsia rcgra fundancnial, scguc-sc quc
insiruir lcn a juvcniudc nao consisic cn rccIcar
os cspíriios con un anonioado dc palavras, dc
frascs, dc scnicnças c dc opiniõcs iiradas dc
varios auiorcs, nas cn alrir-lIcs a inicligcncia à
conprccnsao das coisas, dc nodo quc dcla
269
lroicn arroios cono dc una fonic dc agua viva, c
cono, dos «olIos» das arvorcs, lroian os
rclcnios, as folIas, as florcs c os fruios, c, no ano
scguinic, dc cada «olIo», nascc dc novo un ouiro
rano con as suas folIas, as suas florcs c os scus
fruios.
Eno)nc uIc))ucuo dus cscoíus.
23. Aic aqui, as cscolas nao sc icn proposio
rcalncnic cono oljciivo Ialiiuar os cspíriios a
ircn luscar o vigor às proprias raízcs, cono
fazcn as arvorcs, nas icn-lIcs cnsinado apcnas
a nunircn-sc dc pcqucnos ranos arrancados dc
ouiro lugar, c, assin, a cnfciiarcn-sc con as
pcnas dos ouiros, cono o corvo dc Esopoí3|; c
icn-sc csforçado, nao ianio por cavar a fonic da
inicligcncia nclcs cscondida, cono por irriga-la
con aguas alIcias. Isio c, nao lIcs icn nosirado
as proprias coisas, cono c quc clas sao por si c
cn si, nas quc c quc, accrca disio ou daquilo,
pcnsou ou cscrcvcu csic ou aquclc, un icrcciro
ou aic un dccino auior; a ial ponio quc cIcgou a
pcnsar-sc quc a na×ina crudiçao consisiia cn
salcr dc cor opiniõcs discrcpanics dc nuiios
auiorcs accrca dc nuiias coisas. Daí quc nuiios
nao sc ocuparan scnao cn rcspigar, dc varios
auiorcs, frascs, scnicnças, c opiniõcs,
consiruindo una cicncia quc nao passava dc
una nania dc rcialIos. A csics, rcprccndc-os
aspcrancnic Horacio. «Iniiadorcs, rclanIo dc
270
cscravos!Ȓ4|. Dc faio, rclanIo dc cscravos,
Ialiiuados apcnas a iransporiar a carga dos
ouiros.
Vc)níz du ínst)ucuo supc)]ícíuí.
24. Mas, por anor dc Dcus, quc inicrcssa
disirair-sc con as opiniõcs cniiidas por varios
auiorcs accrca das coisas, quando o quc sc
procura salcr c cono sao vcrdadcirancnic as
coisas cn si ncsnas? Scra quc iudo o quc
fazcnos na vida nao consisic scnao cn andar
airas dos ouiros, quc corrcn dc ca para la, c cn
olscrvar ondc algucn sc dcsvia, iropcça ou pcrdc
o noric? Ó vos iodos, dci×ai os caninIos
ioriuosos, c àvanic para a ncia! Sc icnos una
ncia fi×a c lcn dcicrninada, porquc nao
Iavcnos dc csforçar-nos por aiingi-la pclo
caninIo dircio? Porquc c quc Iavcnos dc scrvir-
nos nais dos olIos dos ouiros quc dos nossos?
A cuusu dísto c o nctodo dc]cítuoso.
25. Ouc as cscolas concicn o crro dc cnsinar a
olIar con os olIos dos ouiros c a salorcar con o
coraçao dos ouiros, nosira-o o nciodo dc iodas
as arics, o qual nao cnsina a alrir as fonics c a
dcrivar dclas varios arroios, nas apcnas nosira
os arroios dcrivados dos auiorcs, qucrcndo quc,
airavcs dclcs, aiinjanos as fonics. Con cfciio,
ncnIun dicionario (a nin parccc assin, sc sc
c×cciuar o polaco dc Knapslií5|, nas, quanio a
271
dicionarios, nosirarci o quc pcnso, no capíiulo
XXIIi cnsina a falar, nas a conprccndcr; quasc
ncnIuna granaiica cnsina a conpor un
discurso, nas a analisa-lo, c ncnIuna csiilísiica
nosira a nancira dc conpor clcganicncnic
frascs ou dc as variar, apcnas aprcscniando un
noniao confuso dc frascs.
Ouasc ningucn cnsina a física por ncio dc
dcnonsiraçõsc graficas c dc c×pcricncias, nas
iodos a cnsinan lcndo o ic×io dc Arisioiclcs ou dc
ouiro auior. Ningucn procura fornar os
cosiuncs por ncio dc una rcforna inicrna das
inclinaçõcs, nas iodos csloçan supcrficialncnic
una rcforna noral, por ncio dc dcfiniçõcs c dc
divisõcs c×icrnas das viriudcs. Isio aparcccra
nais claro quando, con a ajuda dc Dcus,
falarnos do nciodo cspccial dc cnsinar as arics c
as línguasí6|, c nais claro ainda, sc Dcus o
pcrniiir, no Píuno du Punso]íuí7|.
Os u)tcsuos c os opc)u)íos t)utun ncíIo) us suus
coísus.
26. É rcalncnic dc adnirar quc, ncsic assunio,
os aniigos nao icnIan visio nclIor quc nos, ou,
ao ncnos, quc csic crro nao icnIa ja sido
corrigido pclos nodcrnos; c, scn duvida, aí quc
rcsidc a vcrdadcira causa da c×ircna lcniidao dos
nossos progrcssos. Ouc digo? Porvcniura o
carpiniciro nosira ao scu aprcndiz a aric dc
272
falricar casas, dcsiruindo-as? Pclo conirario, c
consiruindo quc lIc nosira quais os naicriais
quc sc dcvcn cscolIcr c cono cada un dclcs, por
sua vcz, dcvc scr ncdido, dcslasiado, polido,
lcvaniado, colocado, cncai×ado, cic.
Efciivancnic, qucn c ncsirc na aric dc
consiruir, dc nodo algun considcra cono una
aric a dcnoliçao, dc ncsno nodo quc, qucn
salc coscr lcn un vcsiido, nao considcra una
aric o dcscosc-lo. Dcnolindo casas, nunca
ningucn aprcndcu a scr consiruior, c dcsfazcndo
vcsiidos, nunca ningucn cIcgou a alfaiaic.
A íncú)íu dos Ioncns dc cstudo ucc)cu dus suus
p)òp)íus coísus c dupíuncntc nocíuu.
27. Scn duvida, os inconvcnicnics, c aic os
danos, dc nao rcfornar csic nciodo, sao
nanifcsios. 1. porquc a insiruçao dc nuiios, sc
nao ncsno da naioria, sc rcduz a una ncra
noncnclaiura; isio c, salcn, dc faio, rcciiar os
icrnos c as rcgras das arics, nas nao salcn
fazcr lon uso dclas; 2. porquc a lnsiruçao, a lcn
dizcr dc iodos, nao c una cicncia univcrsal quc
sc nanicnIa, sc rcforcc c sc difunda por si
ncsna, nas c una cspccic dc nania dc
raialIados, con un pcdaço iirado daqui c ouiro
dc alcn, scn qualqucr conc×ao c incapaz dc
produzir qualqucr cspccic dc fruio solido.
Efciivancnic, cssa cicncia, consiiiuída por una
273
colccçao dc varias scnicnças c opiniõcs dc
divcrsos auiorcs, asscnclIa-sc nuiio à arvorc
quc c cosiunc lcvaniar cn ccrias fcsias dc
aldcia, a qual, cnlora sc aprcscnic adornada
con ranos, florcs c fruios, c aic con grinaldas c
coroas, a cla ligadas dc varios nodos, iodavia,
una vcz quc csias coisas nao crcsccn dc una
raiz propria, nas sao anarradas c×icrnancnic,
nao podcn ncn nuliiplicar-sc ncn durar nuiio
icnpo. Con cfciio, scnclIanic arvorc nao produz
ncnIuns fruios, c os ranos, quc dcla pcndcn,
nurcIan c cacn. Mas a pcssoa insiruída a pariir
dos fundancnios c cono una arvorc quc icn
raízcs proprias c sc alincnia dc sciva propria, c,
por isso, csia scnprc vigorosa (nais ainda, iorna-
sc, dc dia para dia, cada vcz nais rolusiai c
vcrdcjanic c apia para produzir florcs c fruios.
Co))ccuo.
28. A conclusao dc iudo isio c csia. ianio quanio
possívcl, os Ioncns dcvcn scr cnsinados, nao a
ir luscar a cicncia aos livros, nas ao ccu, à icrra,
aos carvalIos c às faias; isio c, a conIcccr c a
pcrscruiar as proprias coisas, c nao apcnas as
olscrvaçõcs c os icsicnunIos alIcios accrca das
coisas. E isio cquivalc a dizcr quc c prcciso
caninIar dc novo pclas pcgadas dos nais aniigos
salios, sc sc qucr alcançar o conIccincnio, nao
dc ouiras fonics, nas do proprio arquciipo das
coisas. Scja, porianio, lci.
274
I. Dcrivar iudo dos princípios inuiavcis das
coisas.
II. Nada cnsinar apcnas con arguncnios dc
auioridadc, nas cnsinar iudo por ncio dc
dcnonsiraçao, scnsívcl c racional.
III. Nada cnsinar con o nciodo analíiico soncnic,
nas dc prcfcrcncia iudo con o nciodo siniciico.
FUNDAMENTO VI
Funduncnto VI. Todas as coisas disiiniancnic.
29. Ouunto nuís nunc)osos suo os usos pu)u quc
u nutu)czu p)cpu)u dctc)nínudu coísu, tunto nuís
nínucíosuncntc u dístínguc.
Por c×cnplo. quanio nais disiiniancnic un
aninal icn os ncnlros divididos cn
ariiculaçõcs, ianio nais c capaz dc un
novincnio nais disiinio. cono o cavalo nais quc
o loi, o lagario nais quc o caracol, cic. Tanlcn
una arvorc, quc icnIa csicndido lcn os lraços
dos ranos c das raízcs, c nais rcsisicnic c nais
lcla.
Dcuc ínítu)-sc.
30. Porianio, na insiruçao da juvcniudc, inporia
fazcr iudo o nais disiiniancnic possívcl, dc nodo
quc, nao so qucn cnsina, nas ianlcn qucn
aprcndc, cnicnda, scn ncnIuna confusao, ondc
275
csia c o quc faz. Inporia, por isso, quc iodos os
livros uiilizados nas cscolas scjan clalorados
scgundo csic luninoso c×cnplo da naiurcza.
FUNDAMENTO VII
Funduncnto VII. Tudo cn contìnuo p)og)csso.
31. A nutu)czu cstu cn contìnuo p)og)csso; nuncu
pu)u, nuncu uIundonu us coísus ucíIus pu)u ]uzc)
coísus nouus, nus upcnus contínuu, uuncntu c
upc)]cícou us coísus quc untcs conccu)u.
Por c×cnplo. na fornaçao do fcio, a sulsiancia
quc concçou a iornar-sc calcça, pcs, coraçao,
cic., pcrnanccc isso ncsno c apcnas sc
apcrfciçoa. Una arvorc nascida dc scncnic nao
dciia fora os princiros ranos con quc nasccu,
nas coniinua soliciiancnic a forncccr-lIc sciva
viial, para quc possan, iodos os anos, lançar
novos ranos.
Dcuc ínítu)-sc.
32. Porianio, nas cscolas.
I. DisponIan-sc iodos os csiudos dc ial nancira
quc os scguinics sc lascicn scnprc nos
prcccdcnics, c os quc sc fazcn princiro scjan
consolidados pclos quc vcn a scguir.
276
II. Todas as coisas c×plicadas, dcpois dc lcn
aprccndidas pcla inicligcncia, fi×cn-sc ianlcn
na ncnoria.
A ncnò)íu dcuc sc) uuncntudu c )c]o)cudu nu
p)íncí)u ídudc.
33. Porquc, ncsic nciodo naiural, iudo o quc
prcccdc dcvc scrvir dc fundancnio a iudo o quc
sc scguc, nao podc proccdcr-sc dc ouiro nodo
scnao asscniando iodas as coisas cn lascs
solidas. Ora nao sc iniroduzcn solidancnic no
cspíriio scnao as coisas quc forcn lcn
cnicndidas c cuidadosancnic confiadas à
ncnoria. Ouiniiiiano cscrcvcu accriadancnic.
«Todo o progrcsso cscolar dcpcndc da ncnoria c
c inuiil ir à liçao, sc cada una das coisas quc
ouvinos (ou lcnosi dcsaparcccȒ8|. E Luis dc
Vivcs. «Duranic a princira idadc, c×crciic-sc a
ncnoria, pois cla dcscnvolvc-sc, culiivando-a;
confic-sc-lIc nuiias coisas, con cuidado c
frcqucnicncnic. Con cfciio, aqucla idadc nao
scnic a fadiga, porquc ncn scqucr pcnsa ncla.
Assin, scn fadiga c scn icdio, a ncnoria alarga-
sc c iorna-sc capacíssina». (Dus Díscípíínus, Livro
IIIií9|. E, na Int)oducuo u SuIcdo)íu, cscrcvc.
«Nunca dci×cs a ncnoria scn fazcr nada. Nada
lIc c nais agradavcl c nada a dcscnvolvc nais
quc o iralalIo. Confia-lIc, iodos os dias,
qualqucr coisa. quanio nais coisas lIc confiarcs,
ianio nais ficlncnic as guardara; quanio ncnos
277
coisas lIc confiarcs, ianio ncnos ficlncnic as
guardaraȒ10|. Ouc csics cscriiorcs dizcn una
grandc vcrdadc, provan-no os c×cnplos da
naiurcza. Con cfciio, una arvorc, quanio nais
Iunidadc alsorvc, ianio nais rolusiancnic
crcscc; c quanio nais rolusiancnic crcscc, ianio
nais alsorvc. Tanlcn un aninal, quanio nais
digcrc, ianio nais crcscc; c quanio nais crcscc,
ianio nais alincnio dcscja c digcrc.
E da ncsna nancira iodas as coisas ionan
naiuralncnic incrcncnio cn razao das suas
proprias aquisiçõcs. Nao dcvc, porianio, sol csic
aspccio, poupar-sc a princira idadc (dcsdc quc sc
proccda racionalncnici; isso consiiiuira o
fundancnio dc un solidíssino progrcsso.
FUNDAMENTO VIII
Funduncnto VIII. Todus us coísus con ncxos
contìnuos.
34. A nutu)czu íígu todus us coísus con ncxos
contìnuos.
Por c×cnplo. quando forna una avczinIa, liga dc
iodos os nodos ncnlro con ncnlro, osso con
osso, ncrvo con ncrvo, cic. Tanlcn nuna
arvorc, da raiz lroia o ironco, do ironco os
ranos, dos ranos as ranagcns, das ranagcns os
rclcniõcs, dos rclcniõcs os rclcnios, dos
rclcnios as folIas, as florcs c os fruios, c dcpois
278
novos rclcniõcs, cic., dc ial nancira quc, cnlora
scjan nilIõcs os ranos, as ranagcns, as folIas c
os fruios, nao consiiiucn scnao una so c a
ncsna arvorc. Tanlcn nun cdifício, sc sc qucr
quc clc durc, iodas as suas parics, as naiorcs
cono as níninas, as parcdcs con os aliccrccs, o
forro c o icio con as parcdcs, dcvcn nao so
conlinar-sc cnirc si, nas ianlcn cncai×ar-sc dc
ial nancira quc sc unan firncncnic c
consiiiuan una casa.
Dcuc ínítu)-sc.
35. Daqui rcsulia quc.
I. Os csiudos da vida inicira dcvcn scr disposios
dc ial nodo quc consiiiuan una cnciclopcdia, na
qual nada sc cnconirc quc nao icnIa nascido da
raiz conun c quc nao csicja asscnic no scu
dcvido lugar.
II. Todas as coisas quc sc cnsinan dcvcn dc ial
nodo lascar-sc cn razõcs solidas quc nao
dci×cn facilncnic lugar ncn à duvida ncn ao
csquccincnio.
Efciivancnic, as razõcs sao os prcgos, as fivclas c
os gancIos quc fazcn csiar una coisa
scgurancnic ligada c nao a dci×an canlalcar
ncn cair.
Ouc sígní]ícu cnsínu) pcíus cuusus¯
279
36. Consolidar iodas as coisas con razõcs,
significa cnsinar iodas as coisas pclas suas
causas, isio c, nosirar nao so cono c quc alguna
coisa c, nas ianlcn po)quc nao podc scr dc
ouira nancira. Con cfciio, salcr significa
conIcccr as coisas por ncio das suas causas. Por
c×cnplo. sc sc puscr a qucsiao dc salcr sc c nais
corrcio dizcr Totus popuíus ou Cunctus popuíus,
sc o profcssor rcspondcr Cunctus popuíus, nas
nao dcr a razao, o aluno lcn dcprcssa sc
csqucccra. Mas sc disscr quc cunctus c una
coniraçao dc con]unctus c quc, porianio, totus sc
diz nais apropriadancnic dc una coisa solida, c
cunctus, dc algun colciivo, cono no caso
prcscnic, nao vcjo cono una criança o possa
csqucccr, a nao scr quc scja nuiio csiupida.
Dc igual nodo, dispuian os granaiicos porquc c
quc sc diz Mcu )c]c)t, Tuu )c]c)t, E]us )c]c)t, isio c,
porquc c quc na princira c na scgunda pcssoa sc
usa o allaiivo (con cfciio, assin pcnsani c na
icrccira o gcniiivo? Sc cu disscr quc aconiccc
assin porquc Hc]c)t c, ncsic lugar, una
coniraçao dc Hcs ]c)t (pcla clisao do si, c quc, por
isso, sc dcvcria dizcr Mcu )cs ]c)t, Tuu )cs ]c)t,
E]us )cs ]c)t (ou, dc nodo coniracio, Mcu )c]c)t,
Tuu )c]c)t, E]us )c]c)ti c quc, assin, Mcu c Tuu
nao sao allaiivos nas noninaiivos, nao irarci luz
à ncnic do aluno?
280
En conclusao, qucrcnos quc os alunos scjan
cnsinados a conIcccr, dc nodo disiinio c
c×pcdiio, a origcn dc iodas as palavras c a razao
dc iodas as frascs (ou consiruçõcsi c os
fundancnios dc iodas as rcgras nas arics c nas
cicncias (cfciivancnic, os icorcnas das cicncias
dcvcn apoiar-sc, nao cn raciocínios c Iipoicscs,
nas na dcnonsiraçao princira quc c incrcnic às
proprias coisasi. Alcn dc un dulcíssirno prazcr,
csic c×crcício icn ianlcn una noiavcl uiilidadc,
pois prcpara o caninIo para una solidíssina
insiruçao, una vcz quc assin sc alrcn os olIos
aos alunos, iornando-os dcscjosos dc, por si,
passarcn do conIccincnio dc unas coisas para
o dc ouiras, c assin succssivancnic.
Concíusuo.
37. Porianio, nas cscolas, iodas as coisas scjan
cnsinadas pclas suas causas.
FUNDAMENTO IX
Funduncnto IX. Todus us coísus scgundo unu
p)opo)cuo contìnuu, dus coísus íntc)ío)cs pu)u us
cxtc)ío)cs.
38. A nutu)czu consc)uu unu ]ustu p)opo)cuo
cnt)c us )uìzcs c os )unos, )cíutíuuncntc u
quuntídudc c u quuíídudc.
Con cfciio, assin cono, dclai×o da icrra, as
raízcs sc dcscnvolvcn nais rolusiancnic ou
281
nais dclilncnic, assin ianlcn, cn plcno ar, os
ranos sc dcscnvolvcn nais rolusiancnic ou
nais dclilncnic. E c ncccssario quc scja assin,
pois, sc a arvorc crcsccssc apcnas para cina, nao
podcria nanicr-sc dc pc, una vcz quc c naniida
dc pc pclas raízcs. Sc crcsccssc apcnas para
dclai×o da icrra, scria inuiil, pois o fruio c
produzido pclos ranos, c nao pclas raízcs.
Tanlcn no aninal, os ncnlros c×icriorcs
crcsccn paralclancnic con os inicriorcs. Sc os
inicriorcs csiao lcn, ianlcn os c×icriorcs sc
scnicn lcn.
Dcuc ínítu)-sc.
39. Assin ianlcn a insiruçao, cnlora, anics dc
iudo, dcva scr concclida, incrcncniada c
rolusiccida na raiz inicrior da inicligcncia,
iodavia, dcvc procurar-sc quc, ao ncsno icnpo,
lancc para fora, dc nodo visívcl, os scus ranos c
as suas folIas, isio c, c ncccssario quc, ao ncsno
icnpo quc sc cnsina a cnicndcr as coisas, sc
cnsinc ianlcn a dizc-las c a fazc-las, ou scja, a
po-las cn praiica; c vicc-vcrsa.
40. Porianio.
I. Logo quc una coisa scja cnicndida, pcnsc-sc
incdiaiancnic na uiilidadc quc cla podc vir a icr,
para quc nada sc aprcnda cn vao.
282
II. Logo quc una coisa scja cnicndida, difunda-sc
dc novo, conunicando-a a ouiros, para quc nada
sc saila cn vao.
Efciivancnic, ncsic scniido, c vcrdadcira a
scguinic na×ina. O tcu suIc) nudu uuíc, sc out)o
nuo suIc quc tu suIcsí11|. Por isso, nao sc alra
ncnIuna foniczinIa dc cicncia, scn dcla fazcr
dcrivar incdiaiancnic pcqucnos riacIos. Mas,
accrca dcsic assunio, falarcnos nais
anplancnic, no fundancnio scguinic.
FUNDAMENTO X
Funduncnto X. Todus us coísus con cxc)cìcíos
contìnuos.
41. A nutu)czu uíuí]ícu-sc c )oIustccc-sc u sí
ncsnu con nouíncnto constuntc.
Assin, una avc, nao so nanicn qucnics os ovos
con o cIoco, nas ianlcn os vira, iodos os dias,
dc un lado para o ouiro, para quc sc nanicnIan
igualncnic qucnics dc iodas as parics. (É facil
olscrvar csic faio nas paias, nas galinIas c nas
ponlas quc fazcn nasccr os scus filIos nas
nossas casasi. Dcpois, c×crciia c rolusiccc a
avczinIa acalada dc nasccr, fazcndo-a novcr
frcqucnicncnic o lico c as paias, alrir, laicr c
lcvaniar as asas, c fazcr varias icniaiivas dc
caninIar c dc voar. Tanlcn una arvorc, quanio
nais frcqucnicncnic c laiida pclos vcnios, ianio
283
nais viçosa sc clcva no ar c ianio nais fundo
lança as raízcs; pclo quc, para iodas as planias, c
un lcn scrcn provadas pclos aguacciros, pclo
granizo, pclos irovõcs c pclos raios, dizcndo-sc
aic quc as rcgiõcs laiidas pclos vcnios c pclos
raios produzcn nadcira nais foric.
Inítucuo cn coísus nccunícus.
42. Dcsic nodo, ianlcn o arquiicio aprcndcu a
cn×ugar c a cndurcccr os scus iralalIos ao sol c
ao vcnio. E o fcrrciro, para quc o fcrro cndurcça c
agucnic dcpois o coric, ncic-o nuiias vczcs no
fogo c na agua, c dcsia nancira o faz provar, ora
o calor ora o frio, a fin dc quc, anolcccndo
nuiias vczcs, cndurcça ainda nais.
O nodcío dos cxc)cìcíos cscoíu)cs dcuc í) Iuscu)-
sc u nutu)czu.
43. Dai rcsulia quc a insiruçao nao podc cIcgar a
scr solida, scnao a força dc rcpciiçõcs c dc
c×crcícios, fciios quanio nais vczcs c quanio
nclIor possívcl. Dc rcsio, qual scja o nclIor
nodo dc fazcr c×crcícios, cnsinan-no-lo os
novincnios naiurais quc, no corpo vivo, scrvcn
a faculdadc nuiriiiva, ou scja, os novincnios dc
alsorçao, dc digcsiao c dc assinilaçao.
Efciivancnic, da ncsna nancira quc, no aninal
(c ianlcn na planiai, qualqucr ncnlro dcscja o
alincnio para o digcrir, c o digcrc, ianio para sc
alincniar a si ncsno (dci×ando para si c
284
assinilando una paric do alincnio digcridoi,
cono para o conunicar aos ncnlros vizinIos,
para a conscrvaçao do iodo (con cfciio, cada
ncnlro scrvc os ouiros, para quc os ouiros o
sirvan ianlcni, dc igual nodo nuliiplicara a
douirina qucn scnprc.
I. Procurar c ionar para si o alincnio do cspíriio;
II. Tcndo-o cnconirado c alsorvido, o runinar c
digcrir;
III. Tcndo-o digcrido, o assinilar c o conunicar a
ouiros.
44. Esias ircs coisas sao c×prcssas nos scguinics
vcrsos. «Trcs coisas ofcrcccn ao aluno a
oporiunidadc dc supcrar o profcssor. pcrguniar
nuiias coisas, rcicr o quc pcrguniou c cnsinar o
quc rcicvc».
Pc)guntu-sc, consuliando o profcssor, ou un
condiscípulo, ou un livro accrca das coisas quc
sc ignoran; )ctcn-sc, confiando à ncnoria as
coisas conIccidas c cnicndidas, c, para quc a
ccricza scja naior, ionando aponiancnios (pois
sao poucos aquclcs dc cngcnIo iao fcliz, quc
possan confiar iudo à ncnoriai; cnsínu-sc,
coniando, por sua vcz, aos condiscípulos, c a
quaisqucr pcssoas quc sc cnconircn, iodas as
coisas aprcndidas.
285
Os dois princiros c×crcícios sao lcn conIccidos
nas cscolas; o icrcciro ainda o nao c
suficicnicncnic, nas scria nuiio lon iniroduzi-
lo. Con cfciio, c alsoluiancnic vcrdadcira csia
na×ina. «qucn cnsina os ouiros, insirui-sc a si
ncsno», nao so porquc, rcpciindo os proprios
conIccincnios, os rcforça cn si ncsno, nas
ainda porquc cnconira una loa ocasiao para
pcncirar nais a fundo nas coisas. Por isso,
Joaquin Foriius, Ioncn cnincnic pclo salcr,
falando dc si ncsno, afirna quc «as coisas quc,
alguna vcz, apcnas ouviu ou lcu, lIc fugian da
ncnoria dcniro dc un ncs ou aic nais ccdo;
nas aquclas quc cnsinou aos ouiros, conIcci-as
iao lcn cono aos proprios dcdos da nao c
julgava quc so a noric lIas podcria arrclaiar».
Por isso, da o scguinic consclIo. «o csiudioso quc
dcscja fazcr grandcs progrcssos, arranjc alunos,
aos quais cnsinc, iodos os dias, aquilo quc
aprcndc, ainda quc icnIa dc pagar-lIc a pcso dc
ouro». E acrcsccnia. «Valc lcn a pcna quc
algucn rcnuncic a quaisqucr vaniagcns
naicriais, dcsdc quc Iaja qucn o qucira ouvir
cono ncsirc, isio c, qucn o qucira fazcr
progrcdirȒ12|. Assin falava csic grandc Ioncn.
Cono dcuc ínt)oduzí)-sc nus cscoíus.
45. Mas isio far-sc-a nais conodancnic c, scn
duvida, con uiilidadc para un naior nuncro dc
pcssoas, sc o profcssor dc cada classc insiiiuir,
286
cnirc os scus alunos, csic naravilIoso gcncro dc
c×crcício, do nodo scguinic. cn qualqucr aula,
dcpois dc lrcvcncnic aprcscniada a naicria a
aprcndcr, c dc c×plicado clarancnic o scniido das
palavras, c dc nosirada alcriancnic a aplicaçao
da naicria, nandc-sc lcvaniar qualqucr dos
alunos, o qual (cono sc fossc ja profcssor dos
ouirosi rcpiia, pcla ncsna ordcn, iudo o quc foi
diio pclo profcssor. c×pliquc as rcgras con as
ncsnas palavras; nosirc a sua aplicaçao por
ncio dos ncsnos c×cnplos. Sc acaso crrar, o
profcssor dcvcra corrigi-lo. Dcpois, nandc-sc
lcvaniar ouiro para fazcr o ncsno, cnquanio
iodos os ouiros csiao a ouvir; c dcpois, un
icrcciro c un quario, c quanios for ncccssario,
aic quc sc vcja clarancnic quc iodos
conprccndcran lcn a liçao c ja sao capazcs dc a
rcpciir c dc a cnsinar. Nao aconsclIo a quc sc
olscrvc, ncsia caso, una ordcn rígida, nas
aconsclIo quc sc cIanc princiro os nais
inicligcnics, a fin dc quc os dc inicligcncia nais
lcnia, aninados pclo c×cnplo dos princiros,
possan nais facilncnic scgui-los.
Utííídudc dcstcs cxc)cìcíos.
46. Esia cspccic dc c×crcícios icra noiavcl
uiilidadc.
I. O profcssor iornara os alunos scnprc aicnios
às suas palavras. Con cfciio, una vcz quc, logo a
287
scguir, qualqucr dclcs dcvcra lcvaniar-sc c rcpciir
ioda a liçao, c, por isso, cada un icncra ianio
por si cono pclos ouiros, dc loa ou dc na
voniadc icra os ouvidos aicnios, para nao dci×ar
quc nada lIc cscapc. Esic ircino da aicnçao,
rcforçado por un c×crcício dc alguns anos,
iornara o jovcn dcspcrio para iodas as ocupaçõcs
da vida.
II. O profcssor podcra vcrificar nclIor sc iodas as
rcgras c×posias foran lcn cnicndidas por iodos;
sc assin nao aconicccu, fara as dcvidas
corrcçõcs, con grandc vaniagcn para si c para os
alunos.
III. Dado quc as ncsnas coisas sc rcpcicn
nuiias vczcs, ncsno os alunos dc inicligcncia
nuiio lcnia acalarao por conprccndc-las, dc
nodo a podcrcn avançar para a frcnic ao lado
dos ouiros, cnquanio quc os nais inicligcnics,
ccrios dc Iavcrcn aprcndido as coisas nais quc
clarancnic, c×pcrincniarao un docc prazcr.
IV. Con csia rcpciiçao assin ianias vczcs
rcnovada, a liçao iornar-sc-a nais faniliar a
iodos do quc csiudando afincadancnic duranic
longas Ioras cn casa; dc ial nancira quc,
rclcndo-a dcpois à noiic c dc nanIa, apcnas por
divcriincnio c por prazcr, csiarao scguros dc
Iavcr fi×ado na ncnoria iodas as coisas.
288
V. Una vcz quc, dcsic nodo, o aluno c adniiido a
c×crccr cono quc o ofício do profcssor, dcspcriara
na sua ncnic un grandc dcscjo c un grandc
ardor dc aprcndcr c adquirira o don dc salcr
iraiar, con palavra franca c coragcn, dc qualqucr
assunio pcranic o pullico, o quc scra dc grandc
uiilidadc na vida.
Exc)cícío dc cnsínu) os out)os ]o)u du cscoíu.
47. Alcn disso, os alunos podcn, ncsno fora da
cscola, scniados ou a passcar, discuiir cnirc si,
qucr accrca dc coisas aprcndidas Ia pouco ou Ia
nuiio icnpo, qucr accrca dc qualqucr naicria
nova quc acaso sc lIcs aprcscnic. Para
scnclIanic c×crcício, sc sc junian cn nuncro
lasianic clcvado, dcvcn cscolIcr un (à soric ou
por voiaçaoi quc faça as vczcs dc profcssor,
dirigindo c nodcrando as discussõcs. Sc algun,
noncado pclos condiscípulos, rccusa, scja
scvcrancnic casiigado, pois qucrcnos quc scja
inflc×ívcl a lci scgundo a qual ningucn, nao so
nao fuja às ocasiõcs dc cnsinar c aprcndcr, nas
aic quc iodos as procurcn.
Ouanio aos c×crcícios cscriios (quc sao ianlcn
una ajuda valida para progrcdir solidancnici,
darcnos consclIos cspcciais, ao falarnos da
cscola dc língua nacional c da cscola classica. nos
capíiulos XXIX c XXX.
289

Capítulo XIX
FUNDAMENTOS
PARA ENSINAR
COM VANTAJOSA RAPIDEZ

P)cuínc-sc unu oI]ccuo ucc)cu du dí]ícuídudc.
Hcspostu. Inpo)tu p)ocu)u) ccononízu) tcnpo c
]udígu
1. Mas, dira algucn, csias coisas sao iralalIosas
c dcnasiado dcnoradas. Ouanios profcssorcs,
quanias lillioiccas c quanias fadigas scrian
ncccssarias para una insiruçao univcrsal dcsic
gcncro? Fcsposia. scn duvida, sc sc nao procura
ccononizar icnpo c fadiga, a cnprcsa icn una
c×icnsao nuiio anpla c c×igc fadigas scn fin.
Con cfciio, a aric c iao longa, iao anpla c
profunda. cono o proprio nundo quc sc qucr
conquisiar con o cspíriio. Mas qucn nao salc
quc ncsno os iralalIos longos sc podcn
cncuriar, c quc as coisas iralalIosas sc podcn
iransfornar cn vaniajosas? Oucn ignora quc os
iccclõcs icccn rapidancnic nilIarcs c nilIarcs
dc fios, dcscnIando figuras dc adniravcl
varicdadc? Oucn nao salc quc os nolciros nocn
rapidancnic nilIarcs c nilIarcs dc graos c quc
scparan pcrfciiancnic o farclo da farinIa, scn
ncnIuna dificuldadc? Oucn nao salc quc os
290
nccanicos, con pcqucnas naquinas, c quasc
scn ncnIuna fadiga, lcvanian c iransporian
grandcs pcsos? E quc os pcsadorcs, fazcndo
corrcr pclo ficl da lalança ainda quc scja una so
onça, pcsan coisas con nuiias lilras dc pcso? É
lcn vcrdadc quc, nuiias vczcs, valc nais o jciio
quc a força. E cniao Ia-dc scr prccisancnic
apcnas às pcssoas quc sc dcdican ao csiudo, quc
Iao-dc faliar os ncios para c×ccuiar
cngcnIosancnic os proprios iralalIos? Ouc o
proprio scniincnio dc Ionra nos olriguc a una
ardorosa cnulaçao, na procura dos rcncdios
susccpiívcis dc suprinir as dificuldadcs quc, aic
ao prcscnic, icn aiorncniado as insiiiuiçõcs
cscolarcs.
E ncccssu)ío conIccc) u docncu untcs do )cncdío.
2. Mas nao podcrcnos cnconirar os rcncdios,
scn princiro icrnos dcscolcrio as docnças c as
causas das docnças. Ou scja, scn princiro
icrnos dcscolcrio qual foi a causa quc, a ial
ponio rciardou os iralalIos cscolarcs c o scu
progrcsso quc a naior paric dos csiudanics,
ncsno quc icnIan passado ioda a vida nas
cscolas, nao conscguiran ainda pcncirar cn
iodas as cicncias c cn iodas as arics, c algunas
ncn scqucr as saudaran do liniar da poria.
Oíto cuusus dos ut)usos cscoíu)cs.
291
3. É salido quc sao alsoluiancnic vcrdadciras as
scguinics causas.
I
Princira. nao Iavia ncnIunas ncias fi×as, aic às
quais dcvian scr conduzidos os alunos cn cada
ano, cn cada ncs c cn cada dia, nas iudo cra
inccrio c duvidoso.
II
4. Scgunda. nao csiavan iraçadas ncnIunas
vias quc conduzissscn infalivclncnic às ncias.
III
5. Tcrccira. as disciplinas, quc por naiurcza sao
conc×as, cran cnsinadas scn aicndcr às suas
rclaçõcs nuiuas, nas nanicndo-as scparadas.
Por c×cnplo. àquclcs quc principiavan a csiudar
os princiros clcncnios das línguas, cnsinava-sc
apcnas a lcr, dci×ando-sc para alguns ncscs
dcpois o cnsino da cscriia. Na cscola dc laiin,
olrigavan-sc os adolcsccnics, duranic alguns
anos, a conlaicr con palavras, scn Iavcr a
prcocupaçao dc lIcs cnsinar coisas, dc ial nodo
quc os anos da adolcsccncia sc gasiavan iodos
nos csiudos da granaiica, dci×ando-sc os
csiudos filosoficos para una idadc nais
avançada. Dc igual nancira, olrigavan-sc
apcnas a aprcndcr, c nunca a cnsinar. Enlora
292
iodas cssas coisas (lcr c cscrcvcr, palavras c
coisas, aprcndcr c cnsinari dcvan scr fciias iao
sinuliancancnic cono, quando sc anda, sc
lcvanian c sc alai×an os pcs, quando sc
convcrsa, sc ouvc c sc rcspondc, quando sc joga a
lola, sc aiira c sc rccclc, cono vinos ja airas,
nos scus dcvidos lugarcs.
IV
6. Ouaria. Faras vczcs, cn qualqucr lugar, as
arics c as cicncias cran aprcscniadas dc nodo
suficicnicncnic cnciclopcdico, nas por
fragncnios. Daí rcsuliava quc, aos olIos dos
alunos, cran cono quc un noniao dc paus ou
dc sarncnios, ningucn pcnsando scqucr na
razao por quc csiavan junias. As conscqucncias
disso cran quc un adquiria csic conIccincnio c
ouiro aquclc, nas ningucn conscguia una
insiruçao vcrdadcirancnic univcrsal c, por isso,
fundancnial.
V
7. Ouinia. Uiilizavan-sc nciodos nuliiplos c
varios. cada cscola iinIa o scu, cada profcssor
iinIa o scu, c aic o ncsno profcssor usava un
para cnsinar una aric ou língua c ouiro para
cnsinar ouira aric ou língua; c, o quc c pior, para
cnsinar una c a ncsna coisa, ncn scnprc usava
o ncsno nciodo, dc nodo quc os alunos poucas
vczcs salian lcn dc quc sc iraiava. Daqui as
293
Icsiiaçõcs c os airasos, c ianlcn quc ccrias
disciplinas fizcsscn nasccr a nausca ou o
dcscspcro, anics ncsno dc a clas sc cIcgar, dc
nodo quc nuiios ncn scqucr as qucrian
concçar a csiudar.
VI
8. Sc×ia. Faliava o proccsso dc insiruir ao ncsno
icnpo iodos os alunos da ncsna classc, fazcndo-
sc un csforço inaudiio para os insiruir un por
un. E, sc acaso os alunos cran nuiios, aconiccia
quc os profcssorcs iinIan un iralalIo dc lurro
dc carga, c os alunos, ou iinIan nuiias ocasiõcs
dc ocio inuiil, ou, sc lIcs davan algun iralalIo a
fazcr, fazian-no con icdio c alorrccincnio.
VII
9. Sciina. E, sc cran varios os profcssorcs, quc
podia daí rcsuliar scnao una nova confusao?
Con cfciio, quasc cn cada Iora, cran proposias
c rcalizadas iarcfas difcrcnics. Para ja nao falar
dc quc a nuliidao dos profcssorcs, assin cono a
nuliidao dos livros, disiracn os cspíriios.
VIII
10. Oiiava. Finalncnic, pcrniiia-sc aos alunos,
scn quc os ncsircs o lcvasscn a nal, possuir,
alcn dos livros dc ic×io, ouiros livros, na cscola c
fora da cscola; c julgava-sc quc, quanio nais
294
auiorcs folIcasscn, ianias nais ocasiõcs sc lIcs
ofcrccian dc fazcr progrcssos, quando nao cran
scnao nais noiivos dc disiraçao. Por isso, nao c
ianio para adnirar quc poucos conscguisscn
pcrcorrcr iodas as disciplinas, quanio c para
adnirar quc algun conscguissc dcscnlaraçar-sc
daquclcs lalirinios, o quc nao aconiccia scnao às
inicligcncias nais lcn doiadas.
A )cg)u pu)u u]ustu) cstcs ut)usos dcuc í) Iuscu)-
sc u nutu)czu.
11. Para o fuiuro, porianio, dcvcrcnos afasiar
csics olsiaculos c csics airasos, c scguir apcnas,
scn rodcios, os caninIos quc conduzcn
dirciancnic ao oljciivo, ou cniao (scgundo a
rcgra conuni nao cnprcgar nuiios ncios, ondc,
con poucos, c possívcl conscguir o rcsuliado.
Ou sc]u, o soí.
12. Aqui na icrra, dcvcnos procurar iniiar o sol,
quc c o nclIor nodclo quc nos ofcrccc a
naiurcza. Efciivancnic, cnlora clc dcscnpcnIc
una funçao difícil c quasc infiniia (a nissao dc
cspalIar por ioda a icrra os scus raios c dc
ninisirar luz, calor, vida c vigor a iodos os
corpos, sinplcs c conposios, aos nincrais, às
planias c aos aninais, cujas cspccics c indivíduos
sao infiniiosi, iodavia, cIcga para iodos c, iodos
os anos, rcaliza con c×aiidao o giro quc icn por
nissao rcalizar.
295
Hcsuno dus opc)ucocs soíu)cs.
13. Vcjanos, porianio, os nodos cono o sol
rcaliza a sua funçao, icndo cn ncnic os nodos,
ja passados cn rcvisia, con quc as cscolas
dcscnpcnIan a sua nissao.
I. O sol nao sc ocupa dc cada un dos oljcios, por
c×cnplo, dc una arvorc ou dc un aninal, nas
ilunina c aquccc ioda a icrra.
II. Con os ncsnos raios, ilunina iodas as coisas;
con a ncsna condcnsaçao c dissoluçao das
nuvcns, rcga iodas as coisas; con o ncsno
vcnio, vcniila iodas as coisas; con o ncsno calor
c con o ncsno frio, incrcncnia iodas as coisas,
cic.
III. No ncsno icnpo, produzindo para iodas as
rcgiõcs a prinavcra, o vcrao, o ouiono c o
invcrno, faz gcrninar, florir c fruiificar as
planias, nao olsianic una anadurcccr os fruios
nais ccdo c ouira nais iardc, ou scja, cada una
scgundo a sua naiurcza propria.
IV. E nanicn scnprc a ncsna ordcn. a dc Iojc
scra a ncsna dc ananIa, a dcsic ano, a ncsna
do ano scguinic c, no ncsno gcncro dc coisas,
conscrva inuiavclncnic a ncsna forna.
V. E faz nasccr iodas as coisas das suas
scncnics c nao dc ouira origcn.
296
VI. E produz juniancnic iodas as coisas quc
dcvcn c×isiir juniancnic. o ironco juniancnic
con a casca c con o ccrnc, a flor juniancnic con
as folIas; o fruio juniancnic con a casca, o
pccíolo c o caroço.
VII. E faz crcsccr iodas as coisas gradualncnic,
cono convcn a cada una, para quc unas
prcparcn o caninIo às ouiras c sc acolIan
rcciprocancnic.
VIII. Enfin, nao produz coisas inuicis, c sc
porvcniura alguna nascc, dcsiroi-a c aniquila-a.
14. Agircnos à iniiaçao do sol, sc
I. Cada cscola, ou ao ncnos cada classc, iivcr un
so profcssor.
II. Para cada naicria, Iouvcr un so auior.
III. Para iodos aquclcs quc csiao a assisiir às
liçõcs, sc dispcndcr, cn conun, o ncsno
iralalIo.
IV. Todas as disciplinas c iodas as línguas forcn
cnsinadas con o ncsno nciodo.
V. Todas as coisas forcn cnsinadas, a pariir dos
scus fundancnios, dc nodo lrcvc c cficaz, dc ial
nancira quc a inicligcncia sc possa alrir cono
quc con una cIavc, c as coisas sc lIc possan
nanifcsiar csponiancancnic.
297
VI. Todas as coisas quc por naiurcza sao conc×as
forcn cnsinadas cn conc×ao unas con as
ouiras.
VII. E sc iodas as coisas sc cnsinarcn
gradualncnic, scn inicrrupçõcs, dc nodo quc
iodas as coisas aprcndidas Iojc scjan un rcforço
das aprcndidas onicn c una prcparaçao para as
quc sc aprcndcrao ananIa.
VIII. Enfin, sc, cn iudo, sc puscr dc paric as
coisas inuicis.
15. Sc pudcrnos iniroduzir nas cscolas csics
princípios pcdagogicos, c iao ccrio quc o curso
dos csiudos sc proccssara con nais facilidadc c
con nais rapidcz, cono c ccrio quc vcnos o sol
rcalizar, iodos os anos, o scu giro à volia do
nundo iniciro. Enircnos, porianio, no assunio,
para quc vcjanos cono c facil pór cn praiica
csics nossos consclIos.
PROBLEMA 1
Cono podc un sò p)o]csso) sc) su]ícícntc pu)u
quuíquc) núnc)o dc uíunos¯
Po)quc c quc cn cudu cscoíu dcuc Iuuc) un sò
p)o]csso).
1.
16. Nao so afirno quc c possívcl quc un so
profcssor cnsinc algunas ccnicnas dc alunos,
298
nas susicnio quc dcvc scr assin, pois isso c
nuiio vaniajoso para o profcssor c para os
alunos. Aquclc dcscnpcnIara, scn duvida, as
suas funçõcs con ianio naior prazcr quanio
nais nuncrosos forcn os alunos quc vir dianic
dc si (con cfciio, aic os ninciros c×ulian, quando
vccn quc o nincrio c alundanici, c quanio nais
ardoroso clc for, ianio nais aicnios iornara os
alunos.
Dc nodo igual, quanio nais nuncrosos forcn os
alunos, ianio naior prazcr c uiilidadc scniirao
(para iodos os quc iralalIan consiiiui un
grandc conforio icr nuiios conpanIciros dc
iralalIoi, una vcz quc sc csiinularao c sc
ajudarao nuiuancnic, pois ianlcn csia idadc
scnic os csiínulos da cnulaçao.
Alcn disso, quando o profcssor c ouvido por
poucos, facilncnic csia ou aqucla coisa passa
inadvcriida aos ouvidos dc iodos; quando c
ouvido por nuiios, cada un fi×a quanio podc c
dcpois, con as rcpciiçõcs, volia-sc ao princípio
cn cada coisa, coniriluindo iodas as coisas para
a uiilidadc dc iodos, una vcz quc a inicligcncia
dc un afia a inicligcncia dc ouiro, a ncnoria dc
un, a ncnoria dc ouiro. Nuna palavra, assin
cono o padciro, con una so fornada dc nassa c
aqucccndo una so vcz o forno, cozc nuiios pacs,
c o fornciro, nuiios iijolos, c o iipografo, con
una so conposiçao, iira ccnicnas c nilIarcs dc
299
copias dc un livro, assin ianlcn o profcssor,
con os ncsnos c×crcícios, podc, ao ncsno
icnpo c dc una so vcz, ninisirar o cnsino a una
nuliidao dc alunos, scn qualqucr incónodo. Do
ncsno nodo quc vcnos ianlcn quc un so
ironco c suficicnic para susicniar c cnlclcr dc
sciva una arvorc, por nais ranos quc cla icnIa,
c o sol c suficicnic para fccundar ioda a icrra.
Cono c possìucí¯ P)ouu-sc con cxcnpíos du
nutu)czu.
17. Mas cono podc fazcr-sc isso? Vcjanos, pclos
c×cnplos da naiurcza, Ia pouco rcfcridos, qual o
nodo dc proccdcr. O ironco nao sc csicndc aic às
c×ircnidadcs dc iodas as ranagcns, nas,
conscrvando-sc no scu lugar, conunica a sciva
aos ranos principais, quc lIc csiao
incdiaiancnic ligados, c csics conunican-na a
ouiros c assin succssivancnic aic às uliinas c
nais pcqucninas parics da arvorc. Tanlcn o sol
nao incidc, cn pariicular, solrc cada una das
arvorcs, das crvas c dos aninais, nas,
cspalIando os scus raios, do cino dos ccus,
ilunina ao ncsno icnpo iodo un Icnisfcrio,
apropriando-sc cada una das coisas criadas da
sua luz c do scu calor, para uiilidadc propria.
Dcvc, iodavia, olscrvar-sc ianlcn quc a açao do
sol c ajudada pcla siiuaçao do lugar, pois os raios
conccnirados nos valcs aqucccn nais a rcgiao
vizinIa.
300
Nus cscoíus dcuc ínítu)-sc u nutu)czu.
18. Porianio, sc a organizaçao cscolar sc
confornar con csics c×cnplos naiurais, con a
ncsna facilidadc un so profcssor lasiara para a
cducaçao dc un grandc nuncro dc alunos. Ou
scja.
I. Díuídíndo os uíunos cn cíusscs.
I. Sc os alunos forcn divididos cn varias iurnas,
por c×cnplo dc dcz alunos cada una; c sc sc
colocar à frcnic dc cada una un aluno quc vigic
os ouiros, c à frcnic dcsscs cIcfcs dc iurna,
ouiros alunos c assin succssivancnic aic ao
cIcfc suprcno.
II. Nuo dundo íícocs u ncnIun cn scpu)udo, nus
u todos cn con]unto.
II. Sc nunca sc insiruir un aluno sozinIo, ncn
privadancnic fora da cscola, ncn pullicancnic
na cscola, nas iodos ao ncsno icnpo c dc una
so vcz. Por isso, o profcssor nao dcvcra
apro×inar-sc dc ncnIun aluno cn pariicular,
ncn pcrniiir quc qualqucr aluno, scparando-sc
dos ouiros, sc apro×inc dclc, nas, nanicndo-sc
na caicdra (dc ondc podc scr visio c ouvido por
iodosi, cono o sol, cspalIara os scus raios solrc
iodos; c iodos, con os olIos, os ouvidos c os
cspíriios voliados para clc, rccclcrao iudo o quc
clc c×poscr con palavras, ou nosirar con gcsios
301
ou graficos. Dcsic nodo, con un so vaso dc cal
podcrao caiar-sc, nao duas parcdcs, nas
nuiiíssinasí1|.
III. To)nundo todos utcntos.
19. Scra prcciso apcnas Ialilidadc para iornar
aicnios iodos c cada un dos alunos, dc ial nodo
quc, acrcdiiando quc a loca do profcssor c (cono
cfciivancnic ci a fonic dc ondc para clcs corrcn
os arroios do salcr, iodas as vczcs quc noian quc
csia fonic sc alrc, sc Ialiiucn a colocar logo
dclai×o dcla o vaso da aicnçao, para quc nada
passc scn cnirar no vaso. Por isso, o profcssor
icra o na×ino cuidado cn nada dizcr, sc os
alunos nao csiao a ouvir, c cn nada cnsinar, sc
nao csiao aicnios. Sc cn algun lugar icn
calincnio, c prccisancnic aqui quc o icn csia
advcricncia dc Scncca. «Nao dcvc cnsinar-sc nada
a nao scr a qucn icn voniadc dc cscuiarȒ2|. E
ialvcz ianlcn aqucla scnicnça dc Salonao. «O
Ioncn inicligcnic faz-sc dcscjar» (P)ouc)Iíos, 17,
27i, isio c, nao lança as suas palavras ao vcnio,
nas no cspíriio dos Ioncns.
Cono c ísso possìucí¯ Con u u]udu dos noníto)cs
c con u ucuo do p)o]csso), scguíndo oíto uíus.
20. Podcra dcspcriar-sc c nanicr-sc viva a
aicnçao, nao so con a ajuda dos cIcfcs dc iurna
c dc ouiros cncarrcgados dc qualqucr vigilancia
(ou scja, dc csiar lcn aicnios aos ouirosi, nas
302
ianlcn c solrciudo pcla açao do proprio
profcssor, scguindo csias oiio vias.
1. Sc sc csforçar por ofcrcccr scnprc aos alunos
qualqucr coisa dc airacnic c dc inicrcssanic, pois
assin os scus cspíriios scrao airaidos a ir à
cscola dc loa voniadc c disposios a csiar aicnios.
2. Sc, no princípio dc cada liçao, os cspíriios dos
alunos forcn cspcviiados con a dcnonsiraçao da
inporiancia da naicria a c×plicar, ou soliciiados
por ncio dc pcrgunias accrca dc coisas ja
c×plicadas c quc csicjan cn conc×ao con a
naicria da liçao dcssc dia, ou accrca dc coisas
ainda a c×plicar, a fin dc quc, apcrcclcndo-sc da
sua ignorancia accrca dcssc assunio, sc lanccn
nais avidancnic a adquirir conIccincnio claro
do icna.
3. Sc o profcssor, nanicndo-sc nun lugar
clcvado, lançar os olIos cn rcdor c nao pcrniiir a
ncnIun aluno quc faça ouira coisa scnao icr os
olIos fi×os nclc.
4. Sc ajudar a aicnçao dos alunos, aprcscniando
iodas as coisas, scnprc quc possívcl, aos
scniidos, cono nosiranos no capíiulo XVII,
fundancnio VIII, rcgra III. Con cfciio, isso
faciliia, nao so a conprccnsao, nas ianlcn a
aicnçao.
303
5. Sc, a dcicrninada aliura da liçao,
inicrronpcndo a c×posiçao, disscr. «Fulano ou
Sicrano, quc c quc acalci dc dizcr? Fcpcic o
uliino pcríodo; Fulano, diz a quc proposiio
csianos a falar disio», c coisas scnclIanics, para
provciio dc ioda a classc. E sc vcrificar quc algun
nao csiava aicnio, rcprccnda-o ou casiiguc-o.
Assin, iodos farao iodo o csforço possívcl por
csiar aicnios.
6. Dc igual nodo, sc o profcssor inicrrogar un
aluno, c csic nao rcspondcr, passc ao scgundo,
ao icrcciro, ao dccino, ao irigcsino, c convidc-o a
rcspondcr, scn lIc rcpciir a pcrgunia. Faça-sc
isio scnprc con o oljciivo dc quc, quando sc diz
una coisa a un, iodos sc csforccn por csiar
aicnios, c por iirar daí qualqucr uiilidadc.
7. Podc ianlcn proccdcr-sc do scguinic nodo. sc
un ou dois nao salcn dcicrninada coisa,
pcrgunic-sc a ioda a classc; c cniao aquclc quc
rcspondcr cn princiro lugar ou quc rcspondcr
nclIor, scja louvado dianic dc iodos, para quc
sirva dc c×cnplo à cnulaçao. Sc algun sc
cnganar, scja corrigido, fazcndo-lIc vcr ianlcn o
noiivo do cngano (quc a un profcssor sagaz nao
scra difícil dcscolriri c fazcndo-o dcsaparcccr. O
progrcsso rapidíssino quc sc faz dcsia nancira c
algo dc incrívcl.
304
8. Finalncnic, icrninada a liçao, dc-sc aos
alunos a oporiunidadc dc pcrguniarcn ao
profcssor iudo o quc quiscrcn, qucr accrca dc
alguna dificuldadc surgida ncssa liçao, qucr cn
liçõcs anicriorcs. Nao dcvc, iodavia, pcrniiir-sc
pcdidos dc c×plicaçao cn pariicular. É ncccssario
quc cada un consulic o profcssor cn pullico,
qucr por si, qucr por ncio do scu cIcfc dc iurna
(sc csic nao foi capaz dc dar-lIc una rcsposia
saiisfaioriai, dc nodo quc iudo sc iornc uiil a
iodos, ianio as pcrgunias, cono as rcsposias. Sc
algun faz un naior nuncro dc pcrgunias uicis,
dcvc scr louvado nais frcqucnicncnic, para quc
aos ouiros nao falicn c×cnplos c inciiancnios
para scrcn diligcnics.
Ouuo g)undc c u utííídudc du utcncuo ussín
cxc)cítudu.
21. ScnclIanic c×crcício quoiidiano da aicnçao
scra uiil aos adolcsccnics, nao soncnic no
prcscnic, nas assin duranic ioda a vida.
Haliiuados, con cfciio, pcla praiica coniínua dc
alguns anos, a fazcr scnprc aquilo quc dcvcn
fazcr, farao scnprc iudo aicniancnic, scn
cspcrar quc os ouiros os advirian ou csiinulcn.
E sc as cscolas proccdcrcn assin, porquc nao
Ia-dc cspcrar-sc quc forncçan una
alundaniíssina produçao dc Ioncns dc valor?
305
OI]ccuo. sc)u possìucí quc ussín sc utcndu u
todos c u cudu un dos uíunos¯ Hcspondo quc sín.
1. Con u u]udu dos cIc]cs dc tu)nu.
22. Podc, porcn, oljciar-sc quc c ncccssario una
vigilancia pariicular, por c×cnplo, para vcr cono
cada un conscrva os livros asscados, cono
cscrcvc corrciancnic as liçõcs, cono aprcndc
lcn dc cor, cic. Ora, sc os alunos sao nuiios,
csic iralalIo c×igc nuiio icnpo. Fcsposia. Nao c
ncccssario quc o profcssor ouça scnprc iodos os
alunos, ncn quc c×aninc scnprc os livros c os
cadcrnos dc iodos, pois, icndo cono ajudanics os
cIcfcs dc iurna, csics csiarao aicnios a quc os
alunos, colocados sol a sua rcsponsalilidadc,
proccdan cono dcvcn.
2. Con u IuIííídosu uígííuncíu do p)òp)ío
p)o]csso).
23. Pcssoalncnic, o profcssor, cono inspcior
suprcno, dcvcra apcnas csiar aicnio ora a csic,
ora àquclc aluno, para vcrificar a sua fidclidadc,
dc nodo cspccial daquclc dc qucn dcsconfia. Por
c×cnplo. nandara dizcr a liçao, aprcndida dc cor,
a un, dois ou ircs ou nais alunos, un apos o
ouiro, ianio dos uliinos cono dos princiros,
cnquanio ioda a classc csia a ouvir. Assin, iodos
scniirao ncccssidadc dc csiar scnprc prcparados
para rcspondcr, pois cada un icra rcccio dc scr
inicrrogado. Ou cniao, quando o profcssor vc quc
306
dcicrninado aluno concça a rcspondcr
dcscnlaraçadancnic, sc csia pcrsuadido dc quc
clc rcspondcra lcn no rcsio, ordcna a ouiro quc
coniinui. Sc ianlcn csic nosira scgurança,
nandc quc o icrcciro pcríodo ou o icrcciro
paragrafo scja diio por ouiro.
Assin, c×aninando accrca dc poucas coisas,
ccriificar-sc-a sc iodos csiudaran a liçao.
Modo dc cxunínu) us íícocs dítudus c csc)ítus.
24. Proccdc do ncsno nodo rclaiivancnic às
liçõcs cscriias, apos Iavcrcn sido diiadas, sc
acaso as Iouvcr. Manda lcr o cscriio a un ou a
dois ou, sc ncccssario, a varios, con voz clara c
disiinia, c noiando ianlcn c×prcssancnic os
sinais dc poniuaçao; os ouiros, olIando cada un
o scu cadcrno, corrigcn. Podcra, iodavia, o
profcssor, dc vcz cnquando, c×aninar clc proprio
os cadcrnos dc un ou dois alunos, ao acaso; c, sc
for cnconirado algun ncgligcnic, scja casiigado.
Modo dc co))ígí) os cxc)cìcíos dc conposícuo.
25. Para corrigir os c×crcícios dc conposiçao,
parccc quc scra ncccssario un pouco nais dc
iralalIo, nas, ainda aqui, nao faliarcnos con o
nosso consclIo àquclcs quc scguircn o caninIo
quc indicanos. Por c×cnplo, nos c×crcícios dc
iraduçao, proccda-sc do scguinic nodo. dcpois dc
iodos, iurna por iurna, icrcn icrninado a
307
iraduçao, nanda-sc lcvaniar un c dcsafiar o
advcrsario quc quiscr. Logo quc o advcrsario
csicja dc pc, o ouiro lcia a sua iraduçao, un
pcdaço dc cada vcz, cnquanio iodos os ouiros
cscuian aicniancnic, c o profcssor (ou cniao o
cIcfc dc iurnai csia a vigiar, pclo ncnos para
c×aninar a oriografia. Dcpois dc lcr un pcríodo,
para, nosirando o advcrsario os crros quc acaso
noiou.
A scguir, pcrniic-sc a iodos os alunos daqucla
iurna c, finalncnic, a iodos os alunos da classc,
quc façan a críiica daquclc pcríodo; dcpois, sc
ncccssario, o profcssor faça as suas olscrvaçõcs.
Enircianio, iodos olscrvan os scus proprios
cadcrnos, c, sc concicran crros iguais, corrigcn-
nos, c×ccio o advcrsario quc dcvc conscrvar
iniacia a sua iraduçao para a críiica quc sc
scguira. Dcpois dc lcn c×aninado c dc lcn
corrigido csic pcríodo, passc-sc a ouiro, c assin
succssivancnic aic ao fin.
Eniao, o advcrsario lcra a sua iraduçao, scguindo
o ncsno proccsso, nas csiando aicnio aquclc
quc o provocou, para quc nao lcia una iraduçao
corrigida cn vcz da nao corrigida. Far-sc-a a
criiica dc cada palavra, dc cada frasc c dc cada
concciio, scguindo o proccsso anicriorncnic
usado. Dcpois, aplica-sc o ncsno sisicna con
ouiro par dc alunos, c con ianios ouiros parcs
quanios o icnpo o pcrniiir.
308
Míssuo dos cIc]cs dc tu)nu ncstu nutc)íu.
26. Mas os cIcfcs dc iurna dcvcrao vigiar. 1.
quc, anics quc conccc a corrcçao, iodos icnIan
icrninado a iraduçao; 2. quc, cnquanio sc faz a
corrcçao; iodos csicjan aicnios, para corrigircn
os proprios crros à ncdida quc vao ouvindo os
crros dos ouiros.
Utííídudc dcstc nctodo.
27. Assin sc conscguira quc.
I. Ao profcssor scja dininuído o iralalIo.
II. NcnIun dos alunos scja csquccido c iodos
scjan insiruídos.
III. A aicnçao dc iodos scja nais viva.
IV. Tudo o quc, por qualqucr razao, sc disscr a
un, sirva igualncnic a iodos.
V. A varicdadc das frascs ÷ pois, scndo divcrsos
os alunos, scra inpossívcl quc nao uscn frascs
divcrsas ÷ sirva para fornar c confirnar ianio o
juízo accrca das coisas, cono o uso da língua.
V. Finalncnic, fciia a corrcçao das iraduçõcs dc
dois ou ircs parcs dc alunos, aparcccra claro aos
ouiros quc pouco ou nada falia para corrigir. Por
isso, o rcsio do icnpo scja consagrado a iodos cn
conun, para quc aquclcs quc, ou icn qualqucr
309
duvida accrca da sua propria iraduçao, ou crccn
Iavc-la fciio nclIor quc os ouiros, aprcscnian o
scu ponio dc visia c solrc clc sc pronuncic un
juízo.
28. Dissc csias coisas accrca dos c×crcícios dc
iraduçao cono quc à nancira dc c×cnplo, nas
clas podcn aplicar-sc facilncnic, cn iodas as
classcs, aos c×crcícios dc csiilo, dc oraioria, dc
logica, dc icologia, dc filosofia, cic.
29. Assin sc vc quc un so profcssor podc lasiar
para ccnicnas dc alunos, scn quc scja naior a
sua fadiga do quc sc dcvcssc iralalIar apcnas
para un ou dois alunos.
PROBLEMA II
cono c possìucí cnsínu) u todos con os ncsnos
ííu)os.
A cstc p)opòsíto c ncccssu)ío oIsc)uu) cínco
coísus.
I. Du)untc cssc tcnpo nuo dcuc pc)nítí)-sc out)os
ííu)os.
30. Todos salcn quc a pluralidadc dos oljcios
disirai os scniidos. Conscguir-sc-a, por isso, una
grandc ccononia dc fadiga c dc icnpo. Princiro,
sc aos alunos sc nao pcrniiircn scnao os livros
dc ic×io da sua classc, a fin dc quc scja scnprc
posio cn praiica o noic quc, nos icnpos aniigos,
cra rcpciido a iodos os quc ofcrccian sacrifícios.
310
Atcncuo! cstus u o]c)ccc) un suc)í]ìcío!í3|.
Efciivancnic, quanio ncnos os ouiros livros
ocuparcn os olIos, ianio nais os livros dc ic×io
ocuparao a ncnic.
II. Dos ííu)os dc tcxtos dcuc Iuuc) uIunduncíu.
31. Scgundo, sc iodo o naicrial cscolar, isio c,
quadros, cariazcs, livros clcncniarcs, dicionarios,
iraiados accrca das arics c das cicncias, cic.
csiivcr prcparado. Efciivancnic, cnquanio os
profcssorcs fazcn (cono, dc faio, fazcni, para os
alunos, os quadros alfalciicos, cscrcvcn nodclos
dc caligrafia c diian rcgras, ic×ios ou iraduçõcs
dc ic×ios, cic., quanio icnpo sc pcrdc!
Scra, por isso, vaniajoso icr pronios, cn
quaniidadc suficicnic, iodos os livros quc sc
usan cn iodas as classcs; c aquclcs quc Iao-dc
vcricr-sc para a língua naicrna, icnIan a
iraduçao ao lado, pois assin iodo o icnpo quc
dcvcria consagrar-sc a diiar, a cscrcvcr c a
iraduzir, podcra dcdicar-sc, dc nodo nuiio nais
uiil, a c×plicaçõcs, a rcpciiçõcs c a icniaiivas dc
iniiaçao.
P)cuínc-sc unu oI]ccuo.
32. E nao dcvc icr-sc rcccio dc, assin, foncniar a
prcguiça dos profcssorcs. Con cfciio, assin cono
sc o prcgador lc o ic×io sagrado da Díllia, c
c×plica c nosira a sua uiilidadc aos ouvinics
311
(para os cnsinar, c×oriar, consolar, cic.i, sc acciia
quc cunpriu o scu dcvcr, cnlora nao icnIa sido
clc a iraduzir o ic×io original, nas sc icnIa
scrvido dc una iraduçao ja fciia, (una vcz quc
isso, para os ouvinics, pouco inicrcssai, assin
ianlcn aos alunos pouco inporia quc o proprio
profcssor ou qualqucr ouiro anics dclc icnIa
prcparado a sua liçao, dcsdc quc aquilo quc c
ncccssario csicja pronio c o profcssor cnsinc o
scu uso c×aio.
É lon, pois, quc iudo csicja prcparado, para quc
Iaja, qucr naior scgurança quanio aos crros,
qucr naior cspaço dc icnpo para os c×crcícios
praiicos.
III. Sc]un ]cítos con p)íno) c csc)ítos cn
íínguugcn uccssìucí.
33. Esics livros, porianio, dcvcrao scr conforncs
às nossas lcis da facilidadc, da solidcz c da
lrcvidadc, c coniar, para iodas as cscolas, iudo o
quc c ncccssario, dc nodo conplcio, solido c
aprinorado, para quc scjan una inagcn
vcrdadcira dc iodo o univcrso (o qual dcvc scr
nprcsso nas ncnics juvcnisi. E (o quc vivancnic
dcscjo c inculcoi quc csscs livros c×ponIan iodas
as coisas dc nodo faniliar c popular, para quc
iorncn iudo accssívcl aos alunos, dc nodo quc o
cnicndan por si, ncsno scn qualqucr profcssor.
Po)quc conucn conpo-íos cn ]o)nu dc díuíogo¯
312
34. Cosiaria quc csscs livros fosscn conposios
cn forna dc dialogo, pclas scguinics razõcs. 1.
porquc, dcssa nancira, nais facilncnic sc podc
adapiar a naicria c o csiilo aos cspíriios juvcnis,
para quc nao inagincn quc as coisas sao, para
clcs, ou inpossívcis ou arduas ou dcnasiado
difíccis, pois nada Ia dc nais faniliar ncn dc
nais naiural quc a convcrsaçao, pcla qual, pouco
a pouco, o Ioncn podc scr conduzido ondc sc
qucr c scn quc clc sc apcrccla disso. Assin, cn
forna dc dialogo, cscrcvcran os concdiografos
iodas as suas olscrvaçõcs accrca da dccadcncia
dos cosiuncs, para advcricncia do povo; assin
cscrcvcu Plaiao ioda a sua filosofia; assin
cscrcvcu Cíccro varias das suas olras c Sanio
AgosiinIo ioda a sua icologia, a fin dc sc
adapiarcn à capacidadc dos lciiorcs. 2. Os
dialogos c×ciian, aninan c rcavivan a aicnçao,
prccisancnic pcla varicdadc das pcrgunias c das
rcsposias, c pclos difcrcnics noiivos c fornas
dcsias, solrciudo sc nclas sc nisiuran coisas
agradavcis; nais ainda, pcla varicdadc c iroca
dos inicrlocuiorcs, nao so o cspíriio sc lilcria do
icdio, cono, csicndcndo nais o canpo da sua
aiividadc, sc iorna scnprc nais dcscjoso dc csiar
a ouvir. 3. O dialogo iorna a insiruçao nais
solida. Con cfciio, da ncsna nancira quc
rccordanos nclIor un faio quc nos proprios
vinos, quc un faio quc apcnas ouvinos rcfcrir,
assin ianlcn na ncnic dos alunos pcrnancccn
313
nais icnazncnic fi×as as coisas quc aprcndcn
por ncio dc una concdia ou dc una convcrsaçao
(pois, ncsics casos, lIcs parccc nao so ouvir, nas
ianlcn vcr o faioi quc as quc apcnas ouvcn
coniar dc una forna nua pclo profcssor, cono o
dcnonsira a c×pcricncia. 4. Una vcz quc a naior
paric da nossa vida c consiiiuída por convcrsas, a
juvcniudc c para isso facilncnic conduzida, sc sc
Ialiiua, nao so a conprccndcr as coisas uicis,
nas ainda a discorrcr accrca dclas con
varicdadc, clcgancia, gravidadc c proniidao. 5.
Finalncnic, os dialogos scrvcn para faciliiar as
rcpciiçõcs, ncsno quando csias sao fciias
privadancnic cnirc os alunos.
IV. Dc unu sò cdícuo.
35. Scra lon ianlcn quc os livros uiilizados
scjan da ncsna cdiçao, dc ial nodo quc as
paginas, as linIas c iodas as ouiras coisas
concordcn, por causa das ciiaçõcs c da ncnoria
local, c para quc, cn paric alguna, sc dc noiivo
a airasos.
V. O contcúdo dos ííu)os dcuc píntu)-sc nus
pu)cdcs.
36. Scra da naior uiilidadc, para o nosso
oljciivo, quc sc pinic nas parcdcs das aulas o
rcsuno dc iodos os livros dc cada classc, ianio o
ic×io (con vigorosa lrcvidadci, cono ilusiraçõcs,
rciraios c rclcvos, pclos quais os scniidos, a
314
ncnoria c a inicligcncia dos csiudanics scjan,
iodos os dias, csiinulados. Con cfciio, nao foi
scn razao quc os aniigos nos iransniiiran csic
proccsso; nas parcdcs do icnplo dc Esculapio
csiavan inscriias as rcgras dc ioda a ncdicina,
as quais Hipocraics, cnirando la às cscondidas,
copiouí4|. Tanlcn Dcus cncIcu, por ioda a
paric, csic grandc icairo do nundo dc piniuras,
csiaiuas c inagcns, cono vivos rcprcscnianics da
sua salcdoria, c qucr insiruir-nos por ncio dclcs.
(Accrca dcsias piniuras, falarcnos nais
anplancnic na dcscriçao pariicular das
classcsií5|.
PROBLEMA III
Cono c possìucí quc, nu cscoíu, todos ]ucun us
ncsnus coísus du)untc o ncsno tcnpo.
Po)quc conucn quc todos sc ocupcn dc unu sò
coísu uo ncsno tcnpo.
37. É cvidcnic quc scria uiil quc, na ncsna
classc, apcnas una naicria fossc csiudada, ao
ncsno icnpo, por iodos, pois assin o profcssor
icria ncnos iralalIo c os alunos aprovciiarian
nais. Efciivancnic, un aguça o cngcnIo do
ouiro, quando iodos csiao a pcnsar c a iralalIar
csforçadancnic à volia da ncsna coisa, c, alcn
disso, dcpois corrigcn-sc uns aos ouiros con
nuiuas ajudas. Assin cono un oficial nao
cnsina os c×crcícios aos rccruias, insiruindo-os
315
un a un, nas, conduzindo-os cn conjunio para
a parada, nosira a iodos o uso das arnas c o
nodo dc as nancjar, c, cnlora sc dirija
pariicularncnic a un so, qucr, iodavia, quc os
ouiros façan as ncsnas coisas quc csic faz, quc
csicjan aicnios a csic c procurcn fazcr os
ncsnos c×crcícios quc csic faz, assin ianlcn
dcvc proccdcr, cn iudo, o profcssor.
Cono c possìucí¯
38. Para quc isso scja possívcl, scra ncccssario.
1. Nao alrir as cscolas scnao una vcz por ano, do
ncsno nodo quc o sol nao concça o scu
iralalIo à volia dc iodos os vcgciais scnao una
vcz por ano (na prinavcrai.
2. Dispor iudo o quc dcvc fazcr-sc, dc nancira
quc, cn cada ano, ncs, scnana, dia c aic cn
cada Iora, Iaja una iarcfa a rcalizar, dc nodo
quc iodos, scn iropcçar, a possan rcalizar c
assin aiinjan a ncia juniancnic.
Mas, accrca disio, falarcnos nais
pariicularncnic, dcniro cn lrcvc, nos scus
dcvidos lugarcs.
PROBLEMA IV
Cono c possìucí quc sc cnsínc todus us coísus con
un sò nctodo.
316
O nctodo nutu)uí nuo c scnuo un c dcuc sc)
utííízudo cn todos os donìníos.
39. Nos capíiulos XX, XXI c XXII,
dcnonsirarcnos quc o nciodo para cnsinar
iodas as cicncias nao c scnao un, o nciodo
naiural, cono nao c scnao un o nciodo para
cnsinar iodas as arics c as línguas. Con cfciio, a
variaçao ou divcrsidadc, sc acaso alguna sc
vcrifica nun ou nouiro donínio, c iao ligcira quc
nao podc consiiiuir una nova cspccic dc nciodo,
c nao rcsulia da csscncia da naicria csiudada,
nas do criicrio do profcssor, lascando-sc cssc
criicrio na pcculiar rclaçao das línguas ou das
arics cnirc si, c na capacidadc c no progrcsso dos
alunos. Olscrvar, porianio, cn iodos os
donínios, o nciodo naiural, consiiiuira para os
alunos una grandc ccononia dc icnpo c dc
fadiga, do ncsno nodo quc para os viajanics
scguir por un caninIo unico c plano, scn
dcsvios. As difcrcnças pariicularcs noiar-sc-ao
nais facilncnic, sc sc fizcrcn vcr
pariicularncnic, pcrnancccndo iniacias as
qualidadcs gcrais c conuns do nciodo.
PROBLEMA V
Cono, con poucus puíuu)us, sc podc tc)
conp)ccnsuo cíu)u dc nuítus coísus.
Os ííu)os Ions dcucn p)c]c)í)-sc uos ííu)os
ncdìoc)cs.
317
40. Dc nodo algun c uiil aiorncniar os cspíriios
con voluncs ou discursos inicrninavcis. Con
cfciio, c ccrio quc ao csiónago Iunano da nais
alincnio un pcdaço dc pao c un irago dc vinIo
quc un saco dc palIa ou dc qualqucr ni×ordia. É
nclIor icr no lolso una so nocda dc ouro quc
ccn nocdas dc cIunlo. E Scncca, falando das
rcgras, dissc c×prcssancnic. «as scncnics dcvcn
cspalIar-sc con jusia ncdida, pois nao inporia
quc scjan nuiias, nas quc scjan loasȒ6|. Con
cfciio, pcrnanccc asscnic aquilo quc
dcnonsiranos no capíiulo Ví7|, isio c, quc, no
Ioncn, cnquanio nicrocosnos , c×isicn
iodas as coisas, nao scndo ncccssario scnao
iniroduzir-lIc una luz para quc clc vcja
incdiaiancnic. E qucn nao salc quc, ncsno dc
una pcqucna cIana dc candcia, podc sair una
luz suficicnic para un Ioncn quc csiudc dc
noiic? Porianio, para cnsinar as arics c as
línguas, cono livros fundancniais dcvcn
cscolIcr-sc ou fazcr-sc dc novo voluncs dc
pcqucno iananIo c dc noiavcl uiilidadc, quc
c×ponIan as coisas sunariancnic, ou scja,
nuiias coisas cn poucas palavras (cono advcric
o Ecícsídstíco, 32, 8i, isio c, quc ponIan sol os
olIos dos alunos as coisas fundancniais, iais
quais sao, con poucas palavras, nas lcn
cscolIidas c por ncio dc icorcnas c dc rcgras
facílinas dc cnicndcr, dc nodo quc iodas as
318
ouiras coisas scjan naiuralncnic aprccndidas
pcla inicligcncia.
PROBLEMA VI
Cono )cguíu) us coísus dc nodo quc, con un sò
t)uIuíIo, sc ]ucun duus ou t)cs coísus.
A nutu)czu nost)u quc, con un sò t)uIuIo, sc
podcn ]uzc) uu)íus coísus.
41. Os c×cnplos da naiurcza nosiran-nos quc,
ao ncsno icnpo c con o ncsno iralalIo, sc
podcn fazcr divcrsas coisas. Una arvorc, no
ncsno icnpo, dcscnvolvc-sc para cina, para
lai×o c para os lados, c, ao ncsno icnpo, faz
crcsccr o ironco, a casca, as florcs c os fruios. A
ncsna coisa podc olscrvar-sc nun aninal, pois
os scus ncnlros crcsccn iodos ao ncsno
icnpo. Alcn disso, cada ncnlro icn varias
funçõcs. Con cfciio, os pcs pcrniicn ao Ioncn
csiar dc pc, andar para a frcnic c para iras; dc
varios nodos; a loca c nao so a poria do corpo,
nas ianlcn a no c a iula quc rcssoa, iodas as
vczcs quc sc lIc ordcna; o pulnao, con a ncsna
rcspiraçao, rcfrcsca o coraçao, vcniila o ccrclro,
produz o son, cic.
E u u)tc ínítu.
42. O ncsno aconiccc nas coisas ariificiais.
Efciivancnic, no rclogio solar, o ncsno poniciro,
con a ncsna sonlra, podc narcar as Ioras do
319
dia (c isso aic scgundo divcrsos rclogiosi, o sinal
do Zodíaco, ondc sc cnconira cniao o sol, a
duraçao das noiics c dos dias, o dia do ncs c
nuiias ouiras coisas. Nos carros, o ncsno iinao
scrvc para dirigir, para voliar c para parar o
carro. Tanlcn un lon orador c pocia, con a
ncsna olra, cnsina, conovc c dclciia, cnlora
csias ircs coisas scjan disiinias cnirc si.
TunIcn us cscoíus u dcucn ínítu). No)nu gc)uí
ucc)cu dcstc tcnu.
43. Fcgulc-sc, porianio, scgundo csic nodclo, a
fornaçao da juvcniudc, para quc cada iralalIo
produza nais quc un fruio. A norna gcral para
olicr cssc cfciio c a scguinic. scnprc c cn ioda a
paric, ionc-sc o rclaiivo con o scu corrclaiivo.
Por c×cnplo. juniar as palavras c as coisas, lcr c
cscrcvcr, c×crciiar o csiilo c o cngcnIo, aprcndcr
c cnsinar, coisas jocosas c coisas scrias, c, alcn
disso, iodas as coisas scnclIanics quc possan
c×cogiiar-sc.
Espccíuíncntc cínco coísus. I. As puíuu)us con us
coísus; c uícc-uc)su.
44. Porianio, nao sc cnsincn ncn sc aprcndan
as palavras scnao juniancnic con as coisas, da
ncsna nancira quc sc vcndcn, sc conpran c sc
iransporian o vinIo juniancnic con a garrafa, a
cspada con a lainIa, o ironco con a casca c os
fruios con a pclc. Efciivancnic, quc sao as
320
palavras scnao os involucros c as lainIas das
coisas? Porianio, scja qual for a língua quc os
alunos aprcndan, ncsno a naicrna, nosircn-
sc-lIcs as coisas quc dcvcn scr significadas con
as palavras; c, invcrsancnic, cnsinc-sc-lIcs a
c×prinir, por ncio dc palavras, iudo o quc vccn,
ouvcn, apalpan c salorcian, para quc a língua c
a inicligcncia caninIcn c sc dcscnvolvan
scnprc a par. TcnIanos, porianio, cono rcgra.
Ouanio nais algucn cnicndc una coisa, ianio
nais sc Ialiiuc a dizc-la; c, vicc-vcrsa, aprcnda a
cnicndcr aquilo quc diz. Nao sc pcrniia a
ningucn rcciiar aquilo quc nao cnicndc, ou
cnicndcr aquilo quc nao podc dizcr. Na vcrdadc,
qucn nao c×princ os scniincnios da propria
alna c una csiaiua; qucn iaranclcia aquilo quc
nao cnicndcu c un papagaio. Nos, ao conirario,
fornanos Ioncns, c dcscjanos forna-los con
ccononia dc icnpo c dc fadiga, o quc aconicccra
sc, cn ioda a aprcndizagcn, andarcn juniancnic
as palavras con as coisas, c as coisas con as
palavras.
Co)oíu)ío. os ííu)os puíuu)osos dcucn sc)
consídc)udos Icxígus cIcíus dc ucnto.
45. Por força dcsia rcgra, dcvcrao lanir-sc das
cscolas iodos os auiorcs quc apcnas cnsinan
palavras, c nao fazcn adquirir ncnIun
conIccincnio dc coisas uicis. Con cfciio, dcvc
icr-sc naior cuidado con aquilo quc valc nais.
321
«Inporia proccdcr dc nodo quc nao scjanos
cscravos das palavras, nas do scniido», cscrcvcu
Scncca na Cu)tu 9í8|. Sc qucrcis quc scjan lidos
ccrios livros, fazci-os lcr fora da cscola, dc
passagcn c a corrcr, scn c×plicaçõcs proli×as c
faiiganics c scn un csforço aiurado dc iniiaçao,
pois cssc csforço podcra dispcndcr-sc nais
uii1ncnic cn coisas nais posiiivas.
II. Juntu) u ícítu)u c u csc)ítu.
46. Tanlcn os c×crcícios dc lciiura c dc cscriia
sc farao scnprc junios, con grandc ccononia dc
icnpo c dc fadiga. Na vcrdadc, c quasc inpossívcl
c×cogiiar para os alunos do a l c un csiínulo ou
un airaiivo nais foric do quc nandar-lIcs
aprcndcr as lciras, cscrcvcndo-as. Con cfciio,
porquc c quasc naiural às crianças qucrcrcn
piniar, dclciiar-sc-ao con csic c×crcício;
cnircianio, a sua força inaginaiiva dcscnvolvcr-
sc-a duplancnic. Assin, nais iardc, quando
soulcrcn lcr corrcnicncnic, c×crciicn-sc
naquclas naicrias quc posicriorncnic icrao dc
aprcndcr, por c×cnplo, naquclas naicrias quc
inculcan o conIccincnio das coisas, a noral c a
picdadc. Assin, quando principian a aprcndcr a
lcr o laiin, o grcgo c o Iclraico, consiiiuira una
ccononia dc icnpo c dc fadiga rcpciir as
dcclinaçõcs c as conjunçõcs, fazcndo-as rclcr c
copiar nuiias c nuiias vczcs, aic quc os alunos
as sailan lcr c cscrcvcr, conIcçan o significado
322
das palavras con scgurança c, finalncnic,
sailan fornar lcn as dcsincncias. Eis, porianio,
ncsic caso, un quadruplo fruio dc un so c
ncsno iralalIo! Podcra, a scguir, cn qualqucr
gcncro dc csiudos, aplicar-sc csic uiilíssino
nciodo dc ccononia dc icnpo c dc fadiga, dc ial
nancira quc iodos os fruios quc sc rccolIcn da
lciiura, a pcna os iransfornc nun corpo, cono
diz Scnccaí9|; ou, cono cscrcvc Sanio
AgosiinIoí10í dc si ncsno, para quc progrcdindo
cscrcvanos, c cscrcvcndo progridanos.
III. Os cxc)cìcíos csc)ítos sc]un, uo ncsno tcnpo,
cxc)cìcíos du ncntc c du Iocu.
47. Os c×crcícios cscriios cosiunan gcralncnic
fazcr-sc scn cscolIcr a naicria c scn procurar a
conc×ao dos icnas, dc ondc rcsulia quc sao
ncros c×crcícios dc cscriia c pouco ou nada
c×crciian a ncnic; nais ainda, aconiccc quc,
cnlora scjan clalorados con csforço, sc iornan
dcpois farrapos dc papcl, scn ncnIuna uiilidadc
para a vida. Dcvc, porianio, c×crciiar-sc a pcna
naqucla naicria cicniífica ou liicraria, na qual sc
c×crciia a inicligcncia na aula, fazcndo conpor
aos alunos, ou rclaios Iisioricos (accrca dos
invcniorcs da aric dc quc sc iraia, accrca dos
lugarcs c das cpocas, cn quc, dc nodo cspccial,
florcsccran, c coisas scnclIanicsi, ou
concniarios, ou cnsaios dc iniiaçao, para quc,
con o ncsno iralalIo, a pcna c a inicligcncia sc
323
c×crciicn, cnquanio quc csias coisas sao ianlcn
rcciiadas pcla língua.
IV. Con]ugucn-sc o up)cndc) c o cnsínu).
48. Cono sc possa cnsinar incdiaiancnic iudo
aquilo quc sc aprcndc, nosirano-lo no fin do
capíiulo XVIIIí11|; nas cono isio ajuda, nao so a
solidcz, nas ianlcn a rapidcz do progrcsso, diz
rcspciio ianlcn ao arguncnio dc quc iraianos
agora.
V. As coísus ]ocosus dcucn ]untu)-sc us sc)íus.
V. 49. Finalncnic, conscguir-sc-a una noiavcl
ccononia dc icnpo c dc fadiga, sc as coisas
jocosas, quc sc conccdcn aos jovcns para lIcs
rccrcar o cspíriio, forcn iais quc lIcs
rcprcscnicn ao vivo as coisas scrias da vida c
cricn nclcs o Ialiio das coisas scrias.
Efciivancnic, as arics nanuais, os assunios
cconónicos, os ncgocios políiicos, o c×crciio, a
arquiiciura c ouiras coisas podcn rcprcscniar-sc
airavcs dos insiruncnios quc lIcs sao proprios.
É ainda possívcl prcparar os cspíriios para o
csiudo da ncdicina, sc, na prinavcra, sc
conduzcn a un canpo ou a un jardin c sc lIcs
nosira as cspccics das crvas, pcrniiindo-sc una
salaiina, para vcr qucn conIccc naior nuncro.
Assin, nao so sc iornara cvidcnic quais os quc,
por naiurcza, sao inclinados para a loianica, nas
ianlcn sc accndcrao incdiaiancnic cIanas no
324
coraçao dos alunos. E podcria, para naior
csiínulo, a qucn naiorcs progrcssos fizcr ncsic
canpo, dar-sc o iíiulo dc douto), ííccncíudo ou
IucIu)cí cn ncdicina. Do ncsno nodo, nos
ouiros c×crcícios. por c×cnplo, no c×crciio,
podcn airiluir-sc os iíiulos dc gcnc)uí, co)oncís,
cupítucs c po)tu-Iundcí)us; na políiica, o dc )cí,
conscíIcí)os du co)ou, p)íncí)o níníst)o, nu)ccIuí,
scc)ctu)íos, cnIuíxudo)cs, cic.; c ainda o dc
consuí, scnudo)cs, p)csídcntcs dus cdnu)us,
usscsso)cs, cic. Esias lrincadciras conduzcn a
coisas scrias. Eniao, rcalizarcnos plcnancnic o
scguinic voio dc MariinIo Luicro. «ocupar a
juvcniudc, nas cscolas, con csiudos scrios, nas
dc nodo quc dclcs iircn prazcr nao ncnor do quc
sc passasscn os dias iniciros a jogar às
pcdrinIasȒ12|. Assin, as cscolas scrao una
agradavcl prcparaçao para a vida.
PROBLEMA VII
Cono conucn cn tudo p)occdc) g)uduuíncntc.
O nístc)ío du g)uduucuo díz )cspcíto tunIcn u
cstc ussunto.
50. Esiudanos a nancira dc usar o nciodo
gradual, no capíiulo XVI, fundancnios V, VI, VII
c VIII, c no capíiulo XVIII, fundancnios V, VI c
VII. É scgundo cssas nornas quc dcvcrao rcdigir-
sc os livros dc ic×io para as cscolas dc
Iunanidadcs, nas acrcsccniando-lIcs algunas
325
indicaçõcs nciodologicas para os profcssorcs,
accrca do nodo dc usar lcn c proniancnic csscs
livros, a fin dc quc a insiruçao, a noral c a
picdadc possan aiingir gradualncnic a sua
pcrfciçao.
PROBLEMA VIII
Do nodo dc sup)íní) c dc cuítu) os ut)usos
Nuo t)utu) dc cc)tus coísus.
51. Una vcz quc, nao scn razao, sc icn diio quc
«nao Ia coisa nais va quc salcr c aprcndcr
nuiias coisas, ou scja, coisas quc nao virao a
scrvir para nada», c ainda quc «salc, nao qucn
salc nuiias coisas, nas qucn salc coisas uicis»,
podcrao iornar-sc nais faccis os iralalIos
cscolarcs, fazcndo alguna ccononia no cnsino
das coisas, isio c, sc nao sc cnsinar.
I. Coisas nao ncccssarias;
II. Coisas aniipaiicas (uíícnui;
III. Porncnorcs insignificanics.
I. Nuo t)utu) dc coísus nuo ncccssu)íus (cono suo
nuítus dus quc sc cncont)un nos ííu)os dos
puguos).
52. Sao coisas nao ncccssarias aquclas quc nao
favorcccn ncn a noral, ncn a picdadc, c scn as
quais, iodavia, a insiruçao nao sofrc qualqucr
326
dano. Sao assin os noncs c a Iisioria dos ídolos
c dos riios pagaos, c ainda as csquisiiiccs c
coisas scnclIanics dos pocias c dos
concdiografos dc cngcnIo lu×urioso c aic
icndcnic para a lascívia. Sc, una ou ouira vcz,
inicrcssar a algun lcr iais coisas nos auiorcs por
clc usados, quc as lcia; nas, nas cscolas, ondc
dcvcn lançar-sc os fundancnios da salcdoria,
colocar dianic dos alunos iais coisas nao iraz
uiilidadc ncnIuna. «Ouc csiuliícia, c×clana
Scncca, aprcndcr coisas supcrfluas, quando
icnos iania falia dc icnpo! Nada sc aprcndc,
porianio, apcnas para a cscola, nas para a vida,
para quc, quando sc sair da cscola, nada scja
lcvado pclo vcnioȒ13|
II. Nuo t)utu) dc coísus untíputícus (cono suo
cc)tos oI]ctos pu)u cc)tos cngcnIos).
53. Sao aniipaiicas as coisas quc nao sao
conforncs ao cngcnIo dcsic ou daquclc. Con
cfciio, assin cono c varia a índolc das crvas, das
arvorcs c dos aninais, c assin cono un scr Ia-
dc iraiar-sc dc un nodo c ouiro dc ouiro nodo, c
ncn iodas as coisas sc podcn uiilizar igualncnic
para os ncsnos fins, assin ianlcn aconiccc
con os cngcnIos dos Ioncns. É ccrio quc nao
falian cngcnIos fclizcs, os quais pcnciran ondc
qucrcn, nas ianlcn nao falian aquclcs quc,
pcranic ccrios oljcios, sc pcriurlan c sc
olscurcccn dc nodo csiranIo. Dcicrninado
327
indivíduo, nas cicncias cspcculaiivas, c una
aguia, cnquanio quc, nos csiudos praiicos, c
cono un lurro dianic dc una lira. Un ouiro,
Ialil cn iodas as ouiras disciplinas, nao da nada
na nusica; c o ncsno aconiccc con ouiros,
rclaiivancnic à naicnaiica, ou à pociica, ou à
logica, cic. Ncsics casos, quc dcvc fazcr-sc?
Oucrcr iirar da naiurcza aquilo quc cla nao icn c
luiar conira a naiurcza, nun csforço inuiil. Con
cfciio, ou nao sc aprovciia nada, ou cniao o
provciio nao conpcnsa o csforço. E cono o
profcssor c ninisiro, c nao scnIor, ncn
fornador, ou rcfornador da naiurcza, sc vc quc
algun dos scus alunos csia a fazcr qualqucr
coisa conira a voniadcí14|, nao o forcc, c icnIa a
cspcrança dc quc, cono cosiuna aconicccr,
aquclc aluno conpcnsara cn ouira disciplina a
dcficicncia naqucla naicria. Efciivancnic,
quclrado ou coriado un rano a una arvorc, os
ouiros dcscnvolvcn-sc con nais vigor, pois ioda
a força passa para clcs. E quando ncnIun aluno
for consirangido a fazcr qualqucr coisa conira a
voniadc, nada Iavcra quc gcrc a nausca c
cniorpcça a ncnic, scja a qucn for, nas cada un
progrcdira facilncnic naquclcs csiudos para os
quais (por disposiçao da divina providcnciai o
arrasia un oculio insiinio, c, nais iardc, no
lugar quc convcn às suas capacidadcs, scrvira
uiiilncnic a Dcus c à socicdadc Iunana.
III. Nuo t)utu) dc po)ncno)cs ínsígní]ícuntcs.
328
54. Do ncsno nodo, sc algucn quiscssc
cnuncrar as níninas pariicularidadcs (cono
iodas as difcrcnças das crvas c dos aninais, c
ainda iodas as aiividadcs dos ariisias, os noncs
dos scus insiruncnios, c coisas scnclIanicsi,
iornar-sc-ia proli×o c confuso c, por
conscqucncia, cnfadonIo. Dasia, porianio, nas
cscolas, passar cn rcscnIa os gcncros das coisas
con as suas principais difcrcnças (nas
vcrdadcirasi, dcsdc quc ial rcscnIa scja conplcia
c solida; as ouiras coisas, na ocasiao propícia,
aprcscniar-sc-ao por si à inicligcncia.
Efciivancnic, assin cono qucn qucr sair
rapidancnic viiorioso do ininigo, nao sc dcnora
a dar o assalio a iodas as pcqucnas posiçõcs,
nas aicndc aos aspccios nais inporianics da
gucrra, con a ccricza dc quc, sc vcnccr o grosso
do c×crciio, c c×pugnar as principais foriificaçõcs,
iudo o rcsio sc lIc cnircgara csponiancancnic c
passara para o scu podcr, assin ianlcn
aconicccra no caso quc nos inicrcssa, dc nodo
quc, sc sc conscguir sulncicr à inicligcncia as
coisas principais, as ninucias acalarao por
csclarcccr-sc por si ncsnas. A csic gcncro dc
olsiaculos pcricnccn os vocalularios c os
dicionarios cIanados conpíctos, ou scja, aquclcs
quc alrangcn iodos os vocalulos dc una língua;
c una vcz quc una loa paric dclcs nunca virao a
scr usados, para quc olrigar os jovcns a aprcndc-
los c a solrccarrcgar con clcs a ncnoria?
329
Eis o quc qucria dizcr accrca da ccononia dc
icnpo c dc fadiga quc podc fazcr-sc quando sc
cnsina c quando sc aprcndc.
330

Capítulo XX
MÉTODO PARA ENSINAR
AS CIÊNCIAS EM GERAL
Os )íucIos dcucn con]íuí) pu)u un )ío.
1. Fcunanos, finalncnic, cn un so lugar, as
olscrvaçõcs dispcrsas, aqui c alcn, accrca do
nodo dc cnsinar nciodicancnic as cicncias, as
arics, as línguas, a noral c a picdadc. Dissc
«nciodicancnic», isio c, dc nodo facil, solido c
rapido.
A cícncíu c u uísuo du ncntc, cxígíndo os ncsnos
)cquísítos quc u uísuo dos oíIos.
2. A cicncia ou conIccincnio das coisas, una vcz
quc nao c scnao una visao inicrna das coisas,
c×igc os ncsnos rcquisiios quc a olscrvaçao ou
visao c×icrna, ou scja, os olIos, o oljcio c a luz.
Dados csics ncios, scguc-sc a visao. Ora os olIos
da visao inicrna c a ncnic ou cngcnIo; o oljcio
sao iodas as coisas colocadas fora c dcniro da
inicligcncia; a luz c a dcvida aicnçao. Mas, assin
cono, na visao c×icrna, c prcciso usar una
iccnica propria, sc sc qucr vcr as coisas iais cono
sao, assin ianlcn, na cicncia, c prcciso usar un
nciodo proprio, a fin dc quc as coisas sc
aprcscnicn à inicligcncia dc nodo quc csia as
aprccnda c conIcça con proniidao c ccricza.
331
3. En rcsuno, dcvcn proporcionar-sc ao
adolcsccnic, quc dcscja pcncirar a fundo as
parics nais inirincadas das cicncias, as quairo
condiçõcs scguinics.
I. Ouc icnIa puros os olIos da inicligcncia;
II. Ouc os oljcios lIc csicjan pro×inos;
III. Ouc prcsic aicnçao; c cniao
IV. Ouc sc lIc ofcrcçan as coisas quc csiao
rclacionadas con ouiras coisas, con o dcvido
nciodo. Assin, conprccndcra iudo, lcn c
dcprcssa.
I. Cono consc)uu) pu)os os oíIos du ncntc.
4. Nao csia nas naos dc ningucn rccclcr una
inicligcncia doiada dcsias ou daquclas
qualidadcs. Dcus, a scu lcncplaciio, disirilui
csics cspclIos da ncnic, csics olIos inicriorcs.
Esia, iodavia, cn nosso podcr nao pcrniiir quc
csics nossos cspclIos sc cnlacicn dc po c
pcrcan o scu lrilIo. Sao po as ocupaçõcs
ociosas, vas c inuicis da ncnic. Con cfciio, o
nosso cspíriio csia cn coniinuo novincnio cono
una no quc gira, a quc os scniidos c×icrnos,
scus Ialiiuais ninisiros, forncccn
consianicncnic naicria, ionada dc qualqucr
paric, nas, a naioria das vczcs (a nao scr quc a
razao, suprcna inspciora, csicja lcn aicniai,
332
forncccn-lIc coisas vas, ou scja, cn vcz dc irigo c
ccvada, forncccn-lIc folIclIos, palIa, arcia,
dcspcrdícios c coisas scnclIanics. E cniao
aconiccc cono na no. iodos os luracos sc
cncIcn dc po. Prcscrvar, porianio, a nossa no
inicrior, a ncnic (quc c ianlcn un cspclIoi, da
pocira, significa Ialiiuar scnsaiancnic a
juvcniudc às coisas Ioncsias c uicis, nanicndo-a
afasiada das ocupaçõcs frívolas.
II. Cono up)oxínu) os oI]ctos.
5. Ora, para quc o cspclIo rcfliia lcn os oljcios,
cn princiro lugar, c ncccssario quc os oljcios
scjan solidos c cvidcnics, c, cn scgundo lugar,
quc csscs ncsnos oljcios scjan aprcscniados
aos scniidos. Con cfciio, a ncllina c ouiras
coisas scnclIanics, pouco consisicnics, nao
lrilIan, c rcflcicn-sc dcnasiado dclilncnic no
cspclIo; c as coisas afasiadas nao sc rcflcicn dc
nodo algun. Porianio, os oljcios quc sc qucr
fazcr conIcccr à juvcniudc dcvcn scr coisas, nao
sonlras dc coisas; c coisas solidas, vcrdadciras c
uicis, quc produzan loa inprcssao nos scniidos
c na inaginaçao; c produzi-la-ao sc sc apro×inan
ianio quc os inprcssioncn.
Tudo po) ncío du ucuo dí)ctu du uístu.
6. Por isso, scja para os profcssorcs rcgra dc
ouro. quc cada coisa scja aprcscniada àquclc dos
scniidos a quc convcn, ou scja, as coisas visívcis
333
à visia, as audívcis ao ouvido, as odorosas ao
olfaio, as salorosas ao gosio, as iangívcis ao iaio;
c sc algunas podcn, ao ncsno icnpo, scr
pcrccpcionadas por varios scniidos, scjan
colocadas, ao ncsno icnpo, dianic dc varios
scniidos, cono sc dissc no capíiulo XVII,
fundancnio VIII.
T)ípíu )uzuo dcstu )cg)u
7. Isio lascia-sc cn ircs razõcs validas.
l. po)quc os scntídos duo concco uo
conIccíncnto.
1. O conIccincnio dcvc ncccssariancnic
principiar pclos scniidos (una vcz quc nada sc
cnconira na inicligcncia, quc princiro nao icnIa
passado pclos scniidosi. Porquc c quc cniao o
cnsino Ia-dc principiar por una c×posiçao vcrlal
das coisas, c nao por una olscrvaçao rcal dcssas
ncsnas coisas? Soncnic dcpois dc csia
olscrvaçao das coisas icr sido fciia, vira a
palavra, para a c×plicar nclIor.
2.po)quc o to)nun cc)to.
2.8. Scgunda. a vcrdadc c a ccricza da cicncia
ianlcn nao dcpcndcn scnao do icsicnunIo dos
scniidos. Con cfciio, as coisas inprincn-sc
princirancnic c incdiaiancnic nos scniidos, c
dcpois, graças aos scniidos, na inicligcncia. É
334
prova disso o faio dc quc, ao conIccincnio
scnsiiivo, sc prcsia asscniincnio por si ncsno,
ao passo quc, no raciocínio ou na afirnaçao dc
ouircn, para sc icr a ccricza, rccorrc-sc ao
icsicnunIo dos scniidos. Dc faio, nao nos fianos
na razao scnao quanio ao quc podc dcnonsirar-
sc con a induçao cspccífica dc c×cnplos (c c
pclos scniidos quc sc vcrifica sc clcs ncrcccn fci.
Sc julganos quc nos cnconiranos cn prcscnça
dc coisas conirarias à nossa propria c×pcricncia
scnsívc1, nao nos dci×anos convcnccr pclos
icsicnunIos dc ouircn. Por isso, quanio nais o
salcr dcriva dos scniidos, ianio nais c ccrio. En
conscqucncia disso, sc qucrcnos quc os alunos
sailan as coisas con vcrdadc c con ccricza, c
ncccssario fazcr iudo para lIas cnsinar iodas por
ncio da açao dircia da visia c da pcrccpçao
scnsívcl.
3. po)quc o con]íun u ncnò)íu.
9. E porquc os scniidos sao o nais ficl
dispcnsciro da ncnoria, cssa dcnonsiraçao
scnsívcl dc iodas as coisas icn por cfciio quc,
iudo o quc sc salc airavcs dcla, sc salc para
scnprc. Con cfciio, sc, ainda quc una so vcz,
salorcci o açucar, sc alguna vcz vi un canclo, sc
alguna vcz ouvi caniar un rou×inol, sc alguna
vcz csiivc cn Fona c a visiici (con a ncccssaria
aicnçao, lcn cnicndidoi, csias coisas adcrcn
fi×adancnic à ncnoria c nao podcn dcsprcndcr-
335
sc. Daqui sc vc quc, con inagcns, facilncnic sc
podc inprinir na ncnic das crianças a Iisioria
sagrada c ouiras Iisiorias. E c cvidcnic quc cada
un dc nos inagina nais facilncnic c nais
icnazncnic o quc c un rinoccronic, sc, ao ncnos
una vcz, o viu (ncsno quc fossc cn inagcni; c
qucn ionou paric pcssoalncnic nuna cnprcsa,
conIccc a sua Iisioria con nais ccricza do quc
sc, icndo csiado auscnic, a ouvissc coniar
ccnicnas dc vczcs. Daqui o diio dc Plauio. «Una
so icsicnunIa ocular valc nais quc dcz
icsicnunIas auricularcsȒ1|. E o dc Horacio.
«aquclas coisas quc vcn pclos ouvidos dcspcrian
nuiio nais lcniancnic a aicnçao quc as quc sc
aprcscnian à fidclidadc dos olIos do olscrvador
c quc clc vc por si ncsnoȒ2|. Dcsic nodo, qucn,
una vcz, olscrvou aicniancnic a anaionia do
corpo Iunano, cnicndc c rccordar-sc-a dc iodas
as coisas con nais ccricza do quc qucn lcu
c×icnsos iraiados dc anaionia, scn olscrvaçao
ocular. Daqui a na×ina. A oIsc)uucuo ocuíu) ]uz
us uczcs du dcnonst)ucuo.
G)undc utííídudc dus ínugcns no cnsíno.
10. Sc porvcniura nao c possívcl icr as coisas à
nao, podcn uiilizar-sc os rcprcscnianics dclas,
isio c, nodclos ou dcscnIos fciios cspccialncnic
para o cnsino, cono foi ja uliinancnic posio cn
praiica pclos profcssorcs dc loianica, dc zoologia,
336
dc gconciria, dc gcodcsia c dc gcografia, quc
junian inagcns às suas dcscriçõcs.
N.H. Esqucícto u)tí]ícíuí do co)po Iununo.
Assin conviria fazcr ianlcn no cnsino da física c
dc ouiras disciplinas. Por c×cnplo, cn nosso
cnicndcr, o funcionancnio do corpo Iunano
cnsinar-sc-a nuiio do corpo lcn por ncio dc
dcnonsiraçõcs ocularcs, sc, à volia dc cada osso
dc un csquclcio Iunano (cono aquclcs quc
Ialiiualncnic sc cnconiran nas Acadcnias, ou
cniao fciios dc nadcirai, sc colocan os nusculos,
os icndõcs, os ncrvos, as vcias c as aricrias,
juniancnic con as vísccras, os pulnõcs, o
coraçao, o diafragna, o fígado, o csiónago c os
inicsiinos, fciios dc pclcs cIcias dc la. Todas
csias parics do corpo Iunano dcvcn, porcn, scr
colocadas no scu dcvido lugar c scr
proporcionadas, cscrcvcndo-sc solrc cada una
dclas o scu nonc c aquilo para quc scrvc.
Efciivancnic, sc un csiudanic dc Iisioria
naiural c conduzido a vcr csic nancquin, quc,
dianic dclc, c dcsnoniado, para quc olscrvc
iodas as suas parics, una por una, clc
cnicndcra iodas as coisas cono quc divcriindo-sc
c, a pariir dc cniao, conprccndcra a csiruiura do
scu corpo. Scria ncccssario, porianio, consiruir
insiruncnios dcsic gcncro (isio c, nodclos das
coisas, pois ncn scnprc c possívcl icr à nao
coisas vcrdadcirasi, cn iodos os canpos do
337
salcr, dc nodo a podcr ic-los à nao nas cscolas.
Enlora, para fazcr csias coisas, scja ncccssaria
alguna dcspcsa c un pouco dc pcrícia, iodavia, o
rcsuliado conpcnsara iodos os csforços.
Sc todus us coísus podcn sc) up)cscntudus uos
scntídos.
11. Sc algucn duvidassc quc iodas as coisas,
ncsno as cspiriiuais c auscnics (as quais sc
cnconiran ou aconicccn no ccu ou nos alisnos,
ou nas rcgiõcs uliranarinasi, podcn, dcsic nodo,
scr sulnciidas aos scniidos, lcnlrc-sc quc, por
olra da divina providcncia, iodas as coisas foran
fciias con pcrfciia Iarnonia, dc nodo quc as
coisas supcriorcs podcn scr rcprcscniadas por
ncio das infcriorcs, as auscnics por ncio das
prcscnics, c as invisívcis por ncio das visívcis,
cono o dcnonsira con suficicnic clarcza o
Muc)oníc)ocosnos dc Folcrio Fluiius, o qual
nosira ariificialncnic cono sc gcran os vcnios,
as cIuvas c os irovõcsí3|. E nao Ia duvida quc
iais coisas podcn ainda rcduzir-sc a naior
cvidcncia c a naior facilidadc.
III. En quc consístc u íuz du utcncuo.
12. O quc disscnos rcfcrc-sc à aprcscniaçao dos
oljcios aos scniidos. Falcnos agora da luz, pois,
sc cla falia, c cn vao quc sc colocan os oljcios
dianic dos olIos. A luz do salcr c a aicnçao,
graças à qual o aluno, con a inicligcncia prcscnic
338
c, por assin dizcr, alcria, rccclc iodas as coisas.
Con cfciio, assin cono, às cscuras c con os
olIos fccIados, ningucn vc scja o quc for, ncsno
quc o oljcio sc cnconirc nuiio pcrio dos olIos,
assin ianlcn, sc sc diz ou sc sc nosira
qualqucr coisa a qucn nao csia aicnio, cla
passar-lIc-a dcsapcrcclida aos scniidos, cono sc
vc aconicccr àquclcs quc, disiraídos por ouiros
pcnsancnios, nao sc apcrcclcn dc nuiias coisas
quc succdcn na sua prcscnça. Porianio, do
ncsno nodo quc qucn qucr nosirar a ouiro,
duranic a noiic, una coisa, dcvc ncccssariancnic
accndcr a lanpada c cspcviia-la nuiias vczcs,
para quc dc una luz clara, assin ianlcn o
profcssor, sc qucr iluninar con o conIccincnio
das coisas un aluno circundado pclas ircvas da
ignorancia, a princira coisa quc icn a fazcr c
dcspcriar nclc a aicnçao, a fin dc quc a ncnic,
scdcnia das coisas, lcla aquilo quc sc lIc
cnsina. O nodo cono isio dcvc scr fciio,
nosirano-lo no capíiulo XVII c no capíiulo XIX.
IV. Ouc cxígc o nctodo dc up)cscntu) us coísus
po) ncío dc unu íuz cíu)u¯
13. Ainda rclaiivancnic à luz, dcvc falar-sc agora
do nodo ou do nciodo dc aprcscniar os oljcios
dc ial nancira aos scniidos quc clcs produzan
una inprcssao duradoura. Farcnos lcn,
dccalcando o proccsso dcsic nciodo solrc a
iccnica da visao c×icrna. Ora, quando sc qucr vcr
339
una coisa lcn visia, c ncccssario. 1. coloca-la
dianic dos olIos; 2. nao dcnasiado longc, nas à
disiancia convcnicnic; 3. nao dc lado, nas cn
frcnic dos olIos; 4. c nao invcricndo ou pondo dc
iravcs a facc da coisa, nas nanicndo-a dirciia; 5.
dc nodo quc os olIos possan, dc un so golpc,
alrangc-la ioda; 6. c, dcpois, c×aninar cada una
das parics scparadancnic; 7. scguindo una
ordcn nciodica, dcsdc o princípio aic ao fin; 8.
insisiindo, dcpois, no c×anc dc cada paric; 9. aic
quc iodas as pariicularidadcs scjan lcn
disiinguidas, graças à pcrccpçao das difcrcnças.
Olscrvando dcvidancnic csias rcgras, a visao
rcaliza-sc adcquadancnic; nas lasia csqucccr
una para quc cla dci×c dc sc rcalizar ou sc
rcalizc nal.
Escíu)ccc-sc o ussunto con un cxcnpío.
14. Por c×cnplo. sc algucn qucr lcr una caria
quc lIc foi cnviada por un anigo, c ncccssario. 1.
quc a aprcscnic aos olIos (pois, sc a nao vc,
cono podc lc-la?i; 2. quc a apro×inc dos olIos a
una disiancia adcquada (a dcnasiada disiancia,
a visia nao disiinguci; 3. quc a ponIa dc frcnic (o
quc sc vc dc iravcs, vc-sc confusancnici; 4. quc a
coloquc dirciia dianic dc si (cfciivancnic, sc sc
aprcscnia aos olIos una caria ou un livro do
invcs, ou dc iravcs, qucn os podcra lcr?i; 5. c
prcciso quc, anics dc iudo, sc olscrvcn as coisas
nais gcrais da caria, isio c, qucn a cscrcvc, a
340
qucn, dc ondc c quando (scn o conIccincnio
prcvio dcsias coisas, os porncnorcs do ic×io
scrao nuiio ncnos clarosi; 6. quc, a scguir, sc
lcia iudo o rcsio, dc nodo quc nao cscapc nada
(dc ouira nancira, nao sc ionara conIccincnio
dc iodas as coisas, c podcra ncsno aconicccr
quc sc nao cIcguc ao oljciivo principali; 7. c
prcciso quc sc lcia ordcnadancnic cada pcríodo,
cono csiao no ic×io, un a scguir ao ouiro (sc sc
iona un pcdaço aqui c ouiro alcn, un pcríodo
daqui c ouiro dc alcn, dcsliga-sc c confundc-sc o
scniidoi; 8. dcvc dcnorar-sc cn cada una das
coisas, aic quc sc cnicndan iodas c cada una cn
pariicular (cfciivancnic, sc sc da à caria apcnas
una rapida olIadcla, facilncnic qualqucr coisa
dc uiil passara dcsapcrccliçla à ncnici; 9.
finalncnic, ionado conIccincnio dc iodas as
coisas, prcsic-sc aicnçao à difcrcnça cnirc unas
coisas c ouiras, nais ou ncnos ncccssarias.
Apíícucuo u u)tc dc cnsínu) us cícncíus po) ncío
dc nouc )cg)us.
15.Dcsias olscrvaçõcs, rcsulian, para os quc
cnsinan as cicncias, novc rcgras nuiio uicis.
I. Hcg)u
I. Ensinc-sc iudo o quc sc dcvc salcr.
Efciivancnic, sc sc nao ofcrcccn ao aluno
aquclas coisas quc clc dcvc salcr, dc ondc as vira
341
a salcr? AlsicnIan-sc, porianio, os profcssorcs
dc nanicr qualqucr coisa cscondida dos alunos,
qucr inicncionalncnic, cono fazcn
Ialiiualncnic os invcjosos c os dcslcais, qucr por
ncgligcncia, cono cosiunan fazcr aquclcs quc
qucrcn icrninar o scu iralalIo o nais ccdo
possívcl. Ncsias coisas, c ncccssario a loa fc c o
zclo.
II. Hcg)u.
16. Tudo o quc sc cnsina, cnsinc-sc cono coisa
do nundo dc Iojc, c dc uiilidadc ccria.
Isio para quc o aluno vcja quc aquilo quc aprcndc
nao sao coisas vindas do país da uiopiaí4| ou das
idcias dc Plaiao, nas coisas quc vcrdadcirancnic
csiao à nossa volia c cujo conIccincnio pcrfciio c
rcalncnic uiil para a vida. Assin, a ncnic
lançar-sc-a a clas con naior ardor c disccrni-las-
a con naior c×aiidao.
III. Hcg)u.
17. Tudo o quc sc cnsina, cnsinc-sc dc una
nancira dircia, c nao con rodcios.
Efciivancnic, vcnos as coisas dirciancnic, c nao
dc iravcs, quando, nao soncnic as vcnos,
confusa c olscurancnic, nas as aprccndcnos
con a visia. Scja qual for a coisa, coloquc-sc
dianic dos olIos do aluno, fazcndo-lIc vcr a sua
342
csscncia nuancnic, c nao por ncio dc
sulicrfugios, dc palavras, dc nciaforas, dc
alusõcs c dc Iipcrlolcs, figuras dc rciorica quc sc
usan para cngrandcccr ou dininuir as coisas ja
conIccidas, para as louvar ou rclai×ar, nas nao
para as fazcr conIcccr; iraia-sc aqui dc cnfrcniar
as coisas dirciancnic.
IV. Hcg)u.
18. Tudo o quc sc cnsina, cnsinc-sc ial qual c c
aconiccc, isio c, pclas suas causas.
Con cfciio, o conIccincnio c pcrfciio quando as
coisas sc conIcccn iais quais sao, pois sc sao
conIccidas dc nodo divcrso do quc sao, o
conIccincnio nao c vcrdadciro conIccincnio,
nas crro. Toda a coisa c ial cono foi fciia, pois sc
c difcrcnic dc cono foi fciia, dcvc cnicndcr-sc quc
foi alicrada. Ora, ioda a coisa c fciia pclas suas
causas. Logo, c×plicar as causas da coisa, c
cnsinar a vcrdadcira cicncia da coisa, scgundo a
na×ina quc diz . salcr c conIcccr una coisa
pclas suas causasí5|. Alcn disso, a causa c o
guia da ncnic. As coisas scrao, porianio,
conIccidas nclIor, nais facilncnic c con naior
ccricza, sc forcn conIccidas cono csiao fciias.
Do ncsno nodo quc, a qucn qucr lcr una caria,
csia dcvc scr ofcrccida scgundo a posiçao cn quc
csia cscriia, pois lcr una caria ao invcs ou dc
iravcs c difícil, igualncnic, sc sc c×plica una
343
coisa cono cla aconiccc, scra cnicndida
facilncnic c con scgurança; sc, ao conirario, cla
c c×plicada, colocando cn princiro lugar o quc
aconicccu cn scgundo lugar, (pcr i c
nudando, dc varios ouiros nodos, a ordcn
naiural, con ioda a ccricza quc sc ncrgulIara o
aluno na confusao. Porianio, o nciodo didaiico
dcvc scguir a ordcn das coisas. princiro, as quc
aconicccran princiro; dcpois, as quc
aconicccran dcpois.
V. Hcg)u.
19. Tudo o quc sc ofcrccc ao conIccincnio,
ofcrcça-sc princiro dc nodo gcral, c dcpois por
parics.
A razao dcsia rcgra foi c×plicada no capíiulo XVI,
fundancnio VI. Ofcrcccr una coisa para scr
conIccida dc nodo gcral, consisic cn c×plicar a
csscncia c os acidcnics dc ioda cssa coisa. A
csscncia c×plica-sc por ncio dcsias pcrgunias.
Ouc c? Oual c? Porquc? À pcrgunia quc c,
rcspondc o nonc, o gcncro, a nissao c a
finalidadc da coisa; à pcrgunia quuí c, rcspondc a
forna da coisa, ou scja, o nodo cn viriudc do
qual a coisa c apia para o scu fin; à pcrgunia
po)quc, rcspondc a cficicncia, ou scja, aqucla
força pcla qual a coisa sc iorna apia para o scu
fin. Por c×cnplo. sc sc dcscja dar ao aluno un
vcrdadciro conIccincnio gcral do Ioncn dir-sc-
344
a. «O Ioncn c. 1. a criaiura dc Dcus nais
pcrfciia, dcsiinada a govcrnar as ouiras; 2.
cnriquccida con o don dc cscolIcr c dc fazcr
livrcncnic qualqucr coisa; 3. c, por isso. doiada
da luz da razao, para quc possa rcgular
saliancnic as suas cscolIas c as suas açõcs».
Esic c un conIccincnio gcral do Ioncn, nas
fundancnial, pois cnuncia iodas as coisas
ncccssarias accrca do Ioncn. Sc sc quiscr, a
csias coisas, podcra acrcsccniar-sc ccrios
acidcnics, ianlcn dc caraicr gcral, cono, por
qucn foi fciio, ondc icvc origcn, quando, cic.
Fciio isio, c prcciso csiudar as parics do Ioncn,
o corpo c a alna, dcconpondo o corpo por ncio
da anaionia dos ncnlros, c c×plicando a alna
por ncio das faculdadcs quc a consiiiucn, cic.
Tudo isio dcvc scr fciio con a dcvida ordcn.
VI. Hcg)u.
20. ConIcçan-sc iodas as parics da coisa,
ncsno as nais pcqucninas, scn oniiir
ncnIuna, rcspciiando a ordcn, a posiçao c as
rclaçõcs quc unas icn con as ouiras.
Con cfciio, nada c inuiil, c, por vczcs, c
prccisancnic na paric nais pcqucnina quc rcsidc
a força das parics naiorcs. E salido quc, no
rclogio, una so rodinIa pariida, iorcida ou
dcslocada podc fazcr parar ioda a naquina; c, sc
a un corpo vivo sc iirar un so ncnlro, podc
345
iirar-sc-lIc a vida; c, nuiias vczcs, no conic×io
dc un discurso, a nais pcqucna palavra (cono
una prcposiçao ou una conjunçaoi nodifica c
aic invcric iodo o scniido. E assin aconiccc cn
iodas as coisas. O conIccincnio pcrfciio dc una
coisa olicn-sc, porianio, conIcccndo iodas as
suas parics, c salcndo o quc c c para quc scrvc
cada una dclas.
VII. Hcg)u.
21. Ensincn-sc iodas as coisas succssivancnic,
c, duranic o ncsno icnpo, nao sc cnsinc scnao
una coisa so.
Con cfciio, assin cono a visia nao podc, ao
ncsno icnpo, voliar-sc para dois ou ircs oljcios,
scnao dispcrsancnic c confusancnic (c cvidcnic
quc qucn lc un livro nao podc olIar para duas
paginas ao ncsno icnpo, ncn ncsno para duas
linIas, cnlora csicjan pro×inas una da ouira,
ncn scqucr para duas palavras, c ncn aic para
duas lciras, nas olIa para clas succssivancnic,
una apos a ouirai, assin ianlcn a ncnic nao
podc cspccular scnao accrca dc una so coisa
duranic o ncsno cspaço dc icnpo. Proccda-sc,
porianio, disiinancnic dc una coisa para ouira,
para quc as inicligcncias nao scjan olsiruídas.
VIII. Hcg)u.
346
22. Insisia-sc solrc cada naicria, aic quc cla scja
pcrfciiancnic conprccndida.
Nada aconiccc nun insianic, pois, iudo o quc
aconiccc, aconiccc graças ao novincnio c o
novincnio inplica succssao. Dcvc, porianio,
dcnorar-sc con o aluno cn qualqucr paric do
salcr, aic quc a icnIa aprccndido lcn c saila
quc a salc. Conscguir-sc-a isso, inculcando,
c×aninando c rcpciindo, aic quc as coisas
csicjan lcn fi×as na ncnic, cono nosiranos no
capíiulo XVIII, fundancnio X.
IX. Hcg)u.
23. Ensincn-sc lcn as difcrcnças das coisas,
para quc o conIccincnio dc iodas as coisas scja
disiinio.
Esia coniida una grandc vcrdadc ncsia na×ina
fanosa ( i. Oucn disiinguc lcn, cnsina
lcn. Efciivancnic, a nuliidao das coisas
pcriurla o aluno c a varicdadc confundc-o, a nao
scr quc sc uiilizcn rcncdios. no princiro caso, o
rcncdio scra a ordcn, dc nodo quc sc cnsinc
una coisa apos ouira; no scgundo caso, scra a
considcraçao aicnia das difcrcnças, dc nodo quc
sc iornc scnprc nanifcsio qual a difcrcnça quc
vai dc una coisa a ouira. Apcnas csic proccsso
fornccc un conIccincnio disiinio, claro c ccrio,
porquc, nao so a varicdadc, nas ianlcn a
vcrdadc das coisas dcpcndc das difcrcnças, cono
347
o cnuncianos acina, no capíiulo XVIII,
fundancnio VI.
As cícncíus quc sc cnsínun nus cscoíus dcucn sc)
udo)nudus con cstc nctodo.
24. Mas, porquc nao c dado a iodos podcr c×crccr
o ofício dc profcssor con iudo o quc clc c×igc dc
dcsircza, c ncccssario sulncicr iodas as cicncias
quc sc cnsinan nas cscolas a csias rcgras do
nciodo, a fin dc quc o cnsino nao dcscarilIc c
nao falIc no scu oljciivo. Efciivancnic, sc csias
rcgras sc fi×an c sc olscrvan csiriiancnic, scra
inpossívcl quc un jovcn, iniroduzido no icairo
do univcrso, nao scja capaz dc pcncirar con a
sua agudcza ioda a nagnificcncia das coisas ali
c×posias; c assin, cn plcna luz, caninIar cnirc
as olras dc Dcus c dos Ioncns, con a ncsna
facilidadc con quc algucn, iniroduzido nun
palacio rcal podc, nun dcicrninado cspaço dc
icnpo c scn icdio, vcr nuiio lcn iudo o quc nclc
sc cnconira. piniuras, iralalIos dc cinzcl,
iapcçarias c qualqucr ouiro ornancnio.
348

Capítulo XXI
MÉTODO
PARA ENSINAR AS ARTES

E p)ccíso cstudu) nuís us u)tcs p)utícus quc us
cícncíus cspccuíutíuus.
1. «A icoria das coisas c facil c lrcvc, c nao
produz scnao prazcr; ao conirario, a sua
aplicaçao c ardua c dcnorada, proporcionando
naravilIosas vaniagcns», diz Vivcsí1|. Scndo as
coisas assin, inporia invcsiigar con diligcncia o
nciodo dc guiar facilncnic a juvcniudc a pór cn
praiica as coisas quc dizcn rcspciio às arics
iccnicas.
T)cs )cquísítos du u)tc.
2. A aric rcqucr ircs coisas. 1. O nodclo ou
inagcn, quc c una cspccic dc forna c×icrna, quc
o ariisia olscrva c icnia rcproduzir. 2. A naicria,
quc c aquilo a quc dcvc inprinir-sc a nova forna.
3. Os insiruncnios, con a ajuda dos quais sc
c×ccuia o iralalIo.
Out)us tuntus coíus suo )cquc)ídus pu)u u ucuo
p)utícu.
349
3. Dcpois (quando sc possucn ja os
insiruncnios, a naicria c o nodcloi, o cnsino da
aric rcqucr. 1. a uiilizaçao dcvida dcsias ircs
coisas; 2. a sua dircçao prudcnic; 3. c×crcícios
frcqucnics. Isio c, quc sc cnsinc ao aluno ondc c
cono cada una dcsias ircs coisas dcvc scr
uiilizada. E, cnquanio as uiiliza, a dirigi-las lcn,
para quc nao concia crros; c, sc acaso os concic,
para quc os corrija. Finalncnic, para quc dci×c
dc crrar, cnsinc-sc-lIc a afasiar-sc dos crros, aic
quc icnIa aprcndido a iralalIar con scgurança,
con rapidcz c scn concicr crros.
Onzc cunoncs ucc)cu dcstc ussunto.
4. Fclaiivancnic a csic assunio, sao dc noiar
onzc canoncs. scis accrca da uiilizaçao; ircs
accrca da dircçao; c dois accrca do c×crcício.
I
5. Aprcnda-sc a fazcr fazcndo.
Os nccanicos nao dcicn os aprcndizcs das suas
arics con cspcculaçõcs icoricas, nas põcn-nos
incdiaiancnic a iralalIar, para quc aprcndan a
falricar falricando, a csculpir csculpindo, a
piniar piniando, a dançar dançando, cic.
Porianio, ianlcn nas cscolas, dcvc aprcndcr-sc
a cscrcvcr cscrcvcndo, a falar falando, a caniar
caniando, a raciocinar raciocinando, cic., para
quc as cscolas nao scjan scnao oficinas ondc sc
350
iralalIa fcrvidancnic. Assin, finalncnic, pclos
lons rcsuliados da praiica, iodos c×pcrincniarao
a vcrdadc do provcrlio. fazcndo aprcndcnos a
fazcr (FuI)ícundo ]uI)ícunu)i.
II
6. Façan-sc scnprc os iralalIos scgundo
dcicrninada forna c norna.
Olscrvando cssa forna c cssa norna, c cono quc
caninIando pclas suas pcgadas, o aluno dcvc
iniia-la. Con cfciio, nao podc ainda invcniar
nada dc scu, una vcz quc ignora o quc dcvc fazcr
c cono o dcvc fazcr; por isso, c ncccssario
nosirar-lIo. Alcn disso, scria una crucldadc
consirangcr algucn a fazcr aquilo quc iu qucrcs,
ignorando clc o quc iu qucrcs. Do ncsno nodo,
scria una crucldadc qucrcr quc iracc linIas
rcias, angulos rcios ou círculos rcdondos, scn
princiro lIc icr nciido nas naos o csquadro, a
rcgua c o conpasso, c scn lIc Iavcr nosirado o
uso dcsscs insiruncnios. Inporia, por isso,
procurar scriancnic quc, dc iodos os iralalIos
quc dcvcn fazcr-sc na cscola, Iaja figuras ou
dcscnIos c nodclos, vcrdadciros, claros c
sinplcs, faccis dc cnicndcr c dc iniiar, qucr
scjan csloços ou dcscnIos das coisas, qucr
scjan planos ou «naqucics» das olras. Eniao, ja
nao scra alsurdo c×igir daquclc a qucn foi
ninisirada luz, quc vcja, daquclc quc ja sc
351
nanicn dc pc, quc conccc a andar, daquclc quc
salc ja nancjar os insiruncnios, quc iralalIc.
III
7. Mosirc-sc o uso dos insiruncnios, nais con a
praiica quc con palavras, isio c, nais con
c×cnplos quc con rcgras.
Ja aniigancnic advcriiu Ouiniiliano quc «c longo
c difícil o caninIo por ncio dc rcgras, nas lrcvc
c cficaz por ncio dc c×cnplos»í2|. Mas,
nornalncnic, quao pouco sc rccordan dcsia
advcricncia as cscolas! É salido quc cniulIan dc
ial nancira, ncsno os principianics dc
granaiica, con prccciios c rcgras, con c×ccçõcs
às rcgras c c×ccçõcs às c×ccçõcs, quc clcs, a
naioria das vczcs, nao salcn quc fazcr c
concçan anics a ficar csiupidos quc a cnicndcr.
Mas, na vcrdadc, nao vcnos quc os nccanicos
proccdan dc nodo a cnsinarcn ianias rcgras aos
scus aprcndizcs, nas, conduzidos csics à oficina,
nandan-nos olscrvar os scus iralalIos, c
incdiaiancnic, para quc os iniicn (pois o
Ioncn c un aninal iniiador. ( i, ncicn-lIcs
na nao os insiruncnios c cnsinan-lIcs cono os
dcvcn nancjar; cniao, sc sc cnganan, advcricn-
nos c corrigcn-nos, nais con o c×cnplo quc con
palavras; c a praiica nosira quc a iniiaçao
facilncnic conscguc lons rcsuliados. Con cfciio,
c vcrdadcira csia lcla na×ina alcna. «Ein guicr
352
Vorgängcr findci cincn guicn NacIgängcr» (Un
lon prccursor cnconira scnprc un lon
scguidorií3|. E ianlcn icn aqui calincnio o diio
dc Tcrcncio. «Vai à frcnic, quc cu ic scguirci»í4|.
Dcsic nodo, vcnos as crianças aprcndcr a andar,
a corrcr, a falar, a cnircgar-sc a jogos varios,
apcnas graças à iniiaçao, scn rcgras faiiganics c
pcnosas. Efciivancnic, as rcgras sao auicniicos
cspinIos para os cspíriios c c×igcn aicnçao c
agudcza, ao passo quc con c×cnplos aic as
calcças nais rudcs sao ajudadas. Alcn disso, so
con rcgras, ningucn scra capaz dc adquirir o
Ialiio dc una língua ou dc una aric; nas, con a
praiica, ncsno scn rcgras, podc adquiri-lo
pcrfciiancnic.
IV
8. O c×crcício dcvc concçar con os princiros
rudincnios, c nao con olras acaladas.
Con cfciio, o carpiniciro nao cnsina, logo nos
princiros dias, o scu aprcndiz a consiruir iorrcs c
forialczas dc nadcira, nas a pcgar no nacIado,
a coriar a nadcira, a pór cn csquadria as iravcs
c a pcrfurar larroics, a prcgar prcgos c a fazcr
cncai×cs, cic. Tanlcn o pinior nao nanda o scu
aprcndiz piniar rosios Iunanos, nas cnsina-lIc
a nisiurar as corcs, a nancjar os pinccis, a
iraçar pcqucnas linIas, c dcpois a icniar csloçar
dcscnIos, cic. E qucn cnsina una criança a lcr,
353
nao lIc coloca à frcnic un livro conpacio, nas as
lciras do alfalcio, princiro una dc cada vcz,
dcpois unidas cn sílalas, a scguir unidas cn
palavras c finalncnic cn frascs, cic. Porianio,
ianlcn a qucn concça a csiudar a granaiica,
princiro dcvc pór-sc-lIc à frcnic palavras, una
dc cada vcz, dcpois fazcr-lIas juniar duas a duas,
dcpois cnsinar-lIc c×prcssõcs dc una so
proposiçao, dcpois dc duas c dc ircs; dcpois,
passc-sc à csiruiura dos pcríodos c daí a un
discurso iniciro. Tanlcn na dialciica, princiro
aprcndan a disiinguir as coisas c os concciios
accrca das coisas por ncio dos gcncros c das
difcrcnças; dcpois, a coordcnar as coisas scgundo
as suas rclaçõcs nuiuas (con cfciio, dc qualqucr
nancira, cada coisa icn rclaçõcs con ouirai; a
scguir, a dcfini-las c a classifica-las; finalncnic, a
c×aninar cn conjunio as coisas c os concciios
das coisas, procurando rcsposia para csias
pcrgunias. Ouc c? Accrca dc quc? Por causa dc
quc? É ncccssaria ou coniingcnic? Naquclas
coisas cn quc ja csiivcr suficicnicncnic
c×crciiado, passa-sc ao aio do raciocínio, no qual,
dadas c conccdidas ccrias coisas, sc dcduzcn
ouiras. Por fin, passc-sc aos discursos, ou scja,
às c×posiçõcs conplcias dc icnas. Dc nodo
scnclIanic, no csiudo da rciorica, os progrcssos
scrao rapidos, sc o aluno sc c×crciiar princiro,
duranic un ccrio icnpo, a rccolIcr sinóninos,
dcpois aprcndcr a dar a dcsignaçao propria aos
354
noncs, aos vcrlos c aos advcrlios, c,
incdiaiancnic a scguir, aprcndcr a csclarccc-los
con ouiros dc significado oposio, c dcpois a falar,
dc varios nodos, por ncio dc pcrífrascs, c a
nudar os icrnos proprios cn ouiros ncdianic
nciaforas, a dcslocar as palavras para olicr loa
Iarnonia, a nudar, dc iodos os nodos possívcis,
as frascs sinplcs cn frascs figuradas; finalncnic,
c nao anics, quando soulcr fazcr proniancnic
cada una dcsias coisas, passar-sc-a aos
ornarncnios dc oraçõcs iniciras. Sc, cn qualqucr
aric, sc caninIa assin gradualncnic, c
inpossivcl nao fazcr progrcssos rapidos c solidos.
O fundancnio disio foi c×posio no capíiulo XVII,
fundancnio IV.
V
9. Os princiros c×crcícios dos principianics
scjan accrca dc naicria conIccida.
Esia rcgra foi-nos sugcrida pclo fundancnio IX
do capíiulo XVII c pclo corolario VI do
fundancnio IV. Ela significa quc o csiudanic nao
dcvc scr solrccarrcgado con coisas
dcsproporcionadas à sua idadc, à sua capacidadc
c à sua condiçao, para nao scr olrigado a
conlaicr con sonlras. Por c×cnplo. a una
criança polaca, quc aprcndc a lcr ou a cscrcvcr o
alfalcio, nao sc dcvc aprcscniar un ic×io cn
laiin, cn grcgo ou aralc, nas na sua língua,
355
para quc cla cnicnda o quc faz. Assin, para quc a
criança conprccnda o cnprcgo das rcgras da
dialciica, dcvc scr c×crciiada con c×cnplos,
ionados, nao dc Virgílio ou dc Cíccro ou dc
assunios icologicos, políiicos c ncdicos, nas dc
coisas faniliarcs à criança, cono un livro, un
vcsiido, una arvorc, una casa, una cscola, cic.
Isio fara con quc os c×cnplos ionados para
c×plicar a princira rcgra, scndo ja conIccidos,
sirvan para iodas as ouiras. Cono sc, no csiudo
da dialciica, sc ionar (por c×cnploi una arvorc.
nosirc-sc o scu gcncro, a sua difcrcnça, as suas
causas, os scus cfciios, as suas parics suljciivas
c acrcsccniadas, cic., a sua dcfiniçao, a sua
classificaçao, cic.; dcpois, dc quanias nanciras
alguna coisa sc podc prcdicar dc una arvorc; a
scguir, cono c quc, por ncio dc un raciocínio,
daquclas coisas quc aic cniao foran diias accrca
da arvorc, sc podcn dcduzir c dcnonsirar ouiras,
cic. E×plicado dcsic nodo, con un, dois ou ircs
c×cnplos faniliarcs, o cnprcgo das rcgras, o
jovcn podcra facilncnic, por via dc iniiaçao,
fazcr o ncsno cn iodos os ouiros casos.
VI
l0. A princípio, a iniiaçao faça-sc scgundo a
forna prcscriia; dcpois, podcra scr nais livrc.
Efciivancnic, quanio nais a fornaçao dc una
coisa nova sc apcga à sua forna, ianio nclIor c
356
nais c×aiancnic c c×prcssa a forna. Cono as
nocdas, quc sao iiradas do ncsno cunIo, sao
iodas c×aiancnic iguais, ianio ao scu cunIo
cono unas con as ouiras; c igualncnic os livros
inprcssos c os iralalIos fundidos cn ccra, gcsso,
ncial, cic. Porianio, na ncdida do possívcl,
ianlcn nos ouiros iralalIos, a iniiaçao (ao
ncnos a princirai apcguc-sc csirciiancnic ao
scu nodclo, aic quc as naos, a ncnic c a língua
sc Ialiiucn a novcr-sc nais livrcncnic c con
nais scgurança, c a fornar por si coisas
scnclIanics. Por c×cnplo. aquclcs quc aprcndcn
a cscrcvcr ioncn un papcl fino c dc qualqucr
nodo iransparcnic, c coloqucn-lIc dclai×o un
nodclo ( i, ou scja,, aqucla cscriia quc
dcscjan iniiar, pois assin podcrao facilncnic
iniiar os iraços das lciras quc iransparcccn. Ou
cniao inprinan-sc, cn papcl lranco, nodclos,
nuna cor airacnic, anarcla ou cscura, para quc
os alunos, fazcndo passar a pcna, cIcia dc iinia
prcia, airavcs daquclcs iraços, sc Ialiiucn a
iniiar aquclas lciras, con aqucla ncsna forna.
Do ncsno nodo, quanio ao csiilo, iona-sc dc un
auior una frasc, un pcnsancnio ou un pcríodo,
c nanda-sc ao aluno fornar ouiras scnclIanics.
Por c×cnplo, porquc sc diz díucs opuní5| nanda-
sc a criança iniiar c dizcr díucs nunno)un, díucs
pccuníuc, díucs pcco)ís, díucs uíncu)un, cic. Una
vcz quc Ciccro diz. «Eudcno, scgundo a opiniao
dc pcssoas douiíssinas, c dc longc o princiro cn
357
asirononiaȒ6|, iniiando-o, podcra dizcr-sc.
«Ciccro, scgundo a opiniao dc oradorcs
douiíssinos, c dc longc o princiro cn cloqucncia»
c «Paulo, no aposiolado, scgundo a opiniao dc
ioda a Igrcja, c dc longc o princiro», cic. Do
ncsno nodo, aparcccndo cn logica csia dilcna.
«ou c dia ou c noiic; ora c noiic; logo nao c dia»,
aprcnda a criança a iniiar iodos os conirarios
incdiaios assin c×posios. Por c×cnplo. «ou c
ignoranic ou c crudiio; ora c ignoranic; logo nao c
crudiio». «Cain ou foi pio ou foi ínpio; ora nao foi
pio...»
VII
11. Os nodclos a iniiar scjan o nais pcrfciios
possívcl, para quc, sc algucn conscguc iniia-los
lcn, possa scr considcrado pcrfciio na sua aric.
Efciivancnic, assin cono, con una rcgua curva,
ningucn podc iraçar linIas rcias, assin ianlcn
dc un nodclo dcfciiuoso nao podc fornar una
lcla olra. Scra ncccssario, porianio, csforçar-sc
por quc Iaja nodclos vcrdadciros, pcrfciios,
sinplcs c faccis dc iniiar dc iudo o quc dcvc
fazcr-sc na cscola c, nais ainda, duranic ioda a
vida, qucr scjan inagcns das coisas, piniuras,
dcscnIos, qucr scjan prcscriçõcs c rcgras,
lrcvíssinas, claríssinas, inicligívcis por si
ncsnas c vcrdadciras scn ncnIuna c×ccçao.
358
12. O princiro csforço dc iniiaçao scja o nais
aprinorado possívcl, para quc sc nao afasic do
nodclo ncn scqucr no nínino porncnor.
Isio, naiuralncnic, nos liniics do possívcl. Mas c
ncccssario. Con cfciio, iodas as princiras coisas
sao cono quc os fundancnios das quc virao a
scguir; scndo clas solidas, as ouiras podcrao
consiruir-sc solidancnic; sc forcn vacilanics,
iudo vacilara. E assin cono os ncdicos olscrvan
quc as irrcgularidadcs da princira digcsiao sc
nao corrigcn na scgunda c na icrccira, assin
ianlcn, cn qualqucr iralalIo, os princiros
crros prcjudican iudo o quc vcn a scguir. Por
isso, Tinoico, profcssor dc nusica, fazia pagar as
liçõcs pclo dolro aos alunos quc Iavian ja
csiudado os rudincnios daqucla aric con ouiros
profcssorcs, dizcndo quc isso inplicava para clc
una duplicaçao dc iralalIo, pois princiro iinIa
dc fazcr dcsaprcndcr aquilo quc Iavian
aprcndido nal, c dcpois cnsinar-lIo lcní7|. É
ncccssario, porianio, fazcr iudo para quc os
alunos procurcn iniiar o nclIor possívcl os
nodclos da aric quc csiudan, pois, supcrada
csia dificuldadc, o rcsio scguir-sc-a nornalncnic,
da ncsna nancira quc una cidadc, cujas porias
foran c×pugnadas, csia ja na nao do vcnccdor.
Inporia, por isso, alsicr-sc dc ioda a
prccipiiaçao, para quc nunca sc passc às coisas
quc vcn a scguir, anics dc sc Iavcr consolidado
con o ncccssario cuidado as coisas quc csiao
359
princiro. CaninIa suficicnicncnic dcprcssa
qucn nunca sc afasia do caninIo. E o icnpo quc
sc gasia para consolidar lcn os rudincnios nao
c icnpo pcrdido, nas rcprcscnia una grandc
ccononia dc icnpo c dc fadiga, porquc pcrniiira
doninar facilncnic, rapidancnic c scgurancnic
as coisas quc vcn a scguir.
IX.
13. O crro scja corrigido pclo profcssor quc
assisic à liçao, nas acrcsccniando as
olscrvaçõcs, a quc cIananos rcgras c c×ccçõcs
às rcgras.
Ensinanos aic aqui quc as arics dcvcn cnsinar-
sc nais con c×cnplos quc con rcgras.
Acrcsccnianos agora quc sc dcvcn ajuniar as
nornas c as rcgras quc dirijan o iralalIo c o
pcrscrvcn dc crros, nosirando clarancnic o quc
no nodclo sc cnconira dc nodo olscuro, isio c,
nosirando por ondc sc dcvc concçar o iralalIo,
para quc fin dcvc icndcr, cono dcvc ir avançando
c porquc convcn fazcr cada coisa dc dcicrninada
nancira. Tudo isio forncccra, finalncnic, un
solido conIccincnio da aric c a confiança c a
scgurança na iniiaçao. Mas inporia quc cssas
rcgras scjan o nais lrcvcs c o nais claras
possívcl, para quc sc nao cnvclIcça cn cina
dclas; aquclas, porcn, quc una vcz foran
aprcndidas, scjan uicis para scnprc, ncsno
360
quando posias dc paric. Para quc nao aconicça
cono à criança a qucn as ialas foran dc grandc
uiilidadc para aprcndcr a dar os princiros
passos, c dcpois dci×aran dc icr qualqucr
uiilidadc.
X.
Os cxc)cìcíos síntctícos dcucn sc) ]cítos untcs dos
unuíìtícos.
14. O cnsino pcrfciio da aric consisic na sínicsc c
na analisc. No capíiulo XVIII, fundancnio V,
nosiranos, con c×cnplos iirados da naiurcza c
das arics nccanicas, quc, no nosso caso, o
principal papcl calc à sínicsc. E quc, na naior
paric das disciplinas, os c×crcícios siniciicos
dcvcn fazcr-sc anics, nosiran-no ainda as
razõcs scguinics. 1. Dcvc concçar-sc scnprc
pclas coisas nais faccis; ora nos cnicndcnos
nais facilncnic as nossas coisas quc as alIcias.
2. Os auiorcs cscondcn con cuidado a aric das
suas olras, dc nodo quc os alunos, logo à
princira visia, dificilncnic nclas conscgucn
pcncirar; conscgui-lo-ao, iodavia, quando ja
csiivcrcn un pouco c×crciiados con as suas
proprias rudcs invcnçõcs. 3. O quc sc prcicndc
aiingir cn princiro lugar dcvc fazcr-sc cn
princiro lugar; ora, o nosso princiro inicnio c
quc os csiudanics das arics sc Ialiiucn a
procurar novas invcnçõcs c nao apcnas a scrvir-
361
sc das quc ja foran rcalizadas. (Vcr o quc foi diio
ianlcn no capíiulo XVIII, fundancnio Vi.
Inpo)tu, toduuíu, u]untu) cxc)cìcíos unuíìtícos.
15. É, iodavia, alsoluiancnic ncccssario ajuniar
a analisc aicnia das invcnçõcs c das olras dos
ouiros. Con cfciio, conIccc lcn una csirada
qucn a pcrcorrcu frcqucnics vczcs dc una ponia
à ouira, c olscrvou, aqui c alcn, iodas as
cncruzilIadas, lifurcaçõcs c cnironcancnios.
Alcn disso, sao varios, c aic ccrio ponio infiniios,
os nodos das coisas, dc ial nancira quc nao c
possívcl condcnsar iodas as coisas cn rcgras,
ncn quc csias csicjan iodas na calcça dc un so.
A varios, c possívcl vcr nais coisas; as coisas, quc
sc nao iornan nossas a nao scr quc as
adquiranos c conIcçanos, dcvcn gcrar cn nos,
pclo cspíriio dc cnulaçao c dc iniiaçao, o Ialiio
dc produzir coisas scnclIanics.
Hcsuno do quc sc díssc.
16. Dcscjanos, porianio, quc, cn qualqucr aric,
sc façan nodclos ou c×cnplarcs conplcios c
pcrfciios, dc iudo aquilo quc, dcssa aric, sc dcvc,
sc cosiuna c sc podc colocar pcranic os alunos,
acrcsccniando-sc, ao lado, advcricncias c rcgras
quc c×prinan as razõcs do quc sc fcz c do quc
Ia-dc fazcr-sc, dirijan no csforço dc iniiar,
prcscrvcn dos crros c pcrniian corrigir os crros
conciidos. Dccn-sc, dcpois, ao aluno ouiros c
362
ouiros c×cnplos, os quais clc adapic, un por un,
aos nodclos, c por iniiaçao faça ouiros
scnclIanics. Finalncnic, c×anincn-sc as olras
alIcias (nas dc ariisias dc valori c julgucn-sc cn
confornidadc con os nodclos c con as rcgras
airas rcfcridas, qucr para quc sc ponIa nais cn
cvidcncia a aplicaçao das ncsnas rcgras, qucr
para quc aprcndan a aric dc cscondcr os
ariifícios. Con a coniinuaçao dcsic c×crcício
podcra, finalncnic, julgar-sc con scnsaicz accrca
das invcnçõcs c accrca da clcgancia das
invcnçõcs, proprias c alIcias.
XI
17. Esics c×crcícios dcvcn scr coniinuados, aic
quc icnIan criado o Ialiio da aric.
Efciivancnic, so a praiica faz os ariisiasí8|.
363

Capítulo XXII
MÉTODO
PARA ENSINAR AS LÍNGUAS

Po)quc sc dcucn up)cndc) us íìnguus c quuís.
1. As línguas aprcndcn-sc, nao cono una paric
da insiruçao ou da salcdoria, nas cono un
insiruncnio para adquirir a insiruçao c para a
conunicar aos ouiros. Por isso, nao dcvcn
aprcndcr-sc iodas, o quc c inpossívcl, ncn
nuiias, o quc c inuiil, alcn dc quc roularia o
icnpo dcvido ao csiudo das coisas; nas apcnas
as ncccssarias. Ora, sao ncccssarias. a língua
naicrna, para iraiar dos ncgocios doncsiicos; as
dos paíscs vizinIos, para cnirar cn rclaçõcs con
clcs (assin, para os polacos, dc una paric, a
língua alcna, c, dc ouira paric, a língua Iungara,
a roncna c a iurcai; para lcr livros saliancnic
cscriios, a laiina, quc c a língua conun da gcnic
insiruída; para os filosofos c para os ncdicos, a
grcga c a aralica; para os icologos, a grcga c a
Iclraica.
Cudu íìnguu dcuc sc) up)cndídu conpíctuncntc¯
2. Ncn iodas as línguas dcvcn aprcndcr-sc cn
iodas as suas parics, aic a pcrfciçao, nas apcnas
364
ianio quanio c ncccssario. Con cfciio, nao c
ncccssario pronunciar iao pcrfciiancnic a língua
grcga c a Iclraica cono a vcrnacula, pois nao Ia
Ioncns con qucn as falcnos. Dasia aprcndcr o
suficicnic para lcr c cnicndcr os livros.
Nuo conucn up)cndc-íus scn us coísus.
3. O csiudo das línguas, cspccialncnic na
juvcniudc, dcvc caninIar paralclancnic con as
coisas, dc nodo quc sc aprcnda a cnicndcr c a
c×prinir ianio as coisas cono as palavras.
Efciivancnic, fornanos Ioncns, c nao
papagaios, cono sc dissc no capíiulo XIX,
fundancnio VI.
Co)oíu)íos.
1. Con os ncsnos ííu)os podcn up)cndc)-sc us
coísus c u íìnguu.
4. Daqui sc scguc, cn princiro lugar, quc as
palavras nao sc dcvcn aprcndcr scparadancnic
das coisas, una vcz quc as coisas scparadas das
palavras ncn c×isicn, ncn sc cnicndcn; nas,
cnquanio csiao unidas, c×isicn aqui ou alcn c
dcscnpcnIan csia ou aqucla funçao. Esia
considcraçao lcvou-nc a cscrcvcr a Po)tu dus
íìnguus (Janua Linguaruni, ondc as palavras quc
fornan as frascs c×princn ao ncsno icnpo a
csiruiura das coisas, c (ao quc parccci con lons
rcsuliadosí1|.
365
2. clNao c ncccssario para ningucn conIcccr
una língua conplciancnic.
5. En scgundo lugar, scguc-sc quc nao c
ncccssario para ningucn conIcccr
conplciancnic una língua, c sc algucn
procurassc aprcndc-la conplciancnic faria una
coisa ridícula c csiupida. Con cfciio, ncn scqucr
Cíccro iinIa un conIccincnio ioial da língua
laiina (da qual, alias, c considcrado o naior
ncsirci, pois clc ncsno confcssa quc ignorava os
icrnos iccnicos dos aricsaosí2|, nao icndo janais
convcrsado con os sapaiciros c con os opcrarios
dc ouiras profissõcs, para olscrvar iodos os scus
iralalIos c aprcndcr a dcnoninaçao dc iodos os
insiruncnios quc clcs nancjan. E para quc lIc
scrviria aprcndcr iudo isso?
Os unpííudo)cs (Doccníus, Kínc)us, ctc.) du
«Po)tu» ugí)un ínconsídc)uduncntc, c po) ísso o
uuto), quc conccu)u u «Scgundu po)tu du
íutínídudc» nuo u tc)nínou.
6. A isio nao aicndcran alguns anpliadorcs da
nossa Po)tu, quc a cncIcran dc palavras
inusiiadas, significando coisas quc ulirapassan
cn nuiio, a capacidadc das crianças. Una poria
nao dcvc scr scnao una poria; as ouiras coisas
dcvcn rcscrvar-sc para ouira aliura,
principalncnic aquclas quc ou nunca ocorrcn
ou, sc ocorrcn, podcn procurar-sc cn livros
366
sulsidiarios (vocalularios, dicionarios,
proniuarios, cic.i. Por csia razao, inicrronpi a
Scgundu Po)tu du Lutínídudc, colcianca dc
palavras arcaicas c pouco usadas, quc Iavia
concçado.
As c)íuncus dcuc o]c)ccc)-sc tcnus ín]untís, c nuo
Cícc)o c out)os uuto)cs, quc suo pu)u Ioncns
]cítos.
7. En princiro lugar, scguc-sc quc as crianças
dcvcn fornar ianio a sua inicligcncia cono a sua
língua, iralalIando dc prcfcrcncia solrc naicrias
quc convcn às crianças c dci×ando as coisas
proprias dc Ioncns fciios para ouira aliura da
vida; por isso, faz olra va qucn coloca dianic das
crianças Cíccro c ouiros grandcs auiorcs quc
iraian dc coisas quc ulirapassan a capacidadc
infaniil. Con cfciio, sc nao cnicndcn as coisas,
cono podcn cnicndcr a aric con quc cssas
ncsnas coisas sao cficazncnic c×prcssas? Essc
icnpo dispcndc-sc con naior uiilidadc cn coisas
nais Iunildcs, dc nodo quc, ianio a língua cono
a inicligcncia sc nao apcrfciçocn scnao
gradualncnic. A naiurcza nao da salios, c
ianlcn os nao da a aric, quando iniia a
naiurcza. À criança dcvc cnsinar-sc a dar passos,
anics dc a c×crciiar na dança; a cavalgar un lclo
c longo pau, anics dc noniar cavalos ricancnic
arrcados; a consiruir sílalas, anics quc a falar, c
a falar, anics quc a discursar, pois Cíccro afirna
367
quc sc nao podc cnsinar a discursar a qucn nao
salc falarí3|.
Oíto )cg)us ucc)cu du poíígíotíu.
8. Ouanio à poligloiia ( i, digo quc iornara
lrcvc c suavc o csiudo, para aprcndcr divcrsas
línguas, o nciodo quc cnccrro nas oiio rcgras
scguinics.
I
9. Aprcnda-sc cada língua cn scparado.
Princiro, a língua naicrna; dcpois, aqucla quc
Ia-dc uiilizar-sc cn vcz da naicrna, cono scria a
língua dc un povo vizinIo. (Sou dc opiniao, con
cfciio, quc as línguas vulgarcs dcvcn aprcndcr-sc
anics das línguas saliasi. A scguir, a língua
laiina c, dcpois dcsia, a grcga, a Iclraica, cic.;
scnprc una dcpois da ouira, c nao ao ncsno
icnpo; dc ouira nodo, una gcra confusao na
ouira. Finalncnic, iodavia, quando, con a
praiica, sc doninarcn cssas línguas, podcrao
uiilncnic confroniar-sc, con a ajuda dc
dicionarios, dc granaiicas conparadas, cic.
II
10. Ao csiudo dc cada língua, consagrc-sc un
pcríodo dcicrninado dc icnpo.
368
Para quc nao façanos, daquilo quc c sccundario,
a aiividadc principal ( i, c pcrcanos con
palavras o icnpo quc dcvc cnprcgar-sc no csiudo
das coisas. A língua naicrna, porquc sc liga con
as coisas quc, pouco a pouco, sc aprcscnian à
inicligcncia, c×igc ncccssariancnic varios anos.
por c×cnplo, oiio ou dcz anos, isio c, ioda a
infancia c paric da pucrícia. Podc, dcpois, passar-
sc a ouira língua vulgar, podcndo o curso dc cada
una dclas rcalizar-sc suficicnicncnic lcn no
cspaço dc un ano; o csiudo da língua laiina podc
fazcr-sc nun licnio; o do grcgo cn un ano c o do
Iclraico nun scncsirc.
III
11. Todas as línguas dcvcn aprcndcr-sc nais
con a praiica quc por ncio dc rcgras.
Isio c, ouvindo, lcndo, rclcndo, iranscrcvcndo,
icniando a iniiaçao con a nao c con a língua, o
nais frcqucnicncnic possívcl. Vcja-sc o quc foi
diio no capíiulo anicrior, canon I c XI.
IV
Todavia, as rcgras dcvcn ajudar c confirnar a
praiica.
Cono foi diio no capíiulo anicrior, canon II, cic.
Esic princípio aplica-sc principalncnic às línguas
salias, as quais ncccssariancnic sc dcvcn
369
aprcndcr por ncio dc livros, nas ianlcn às
línguas vulgarcs, pois ianlcn a língua iialiana, a
franccsa, a alcna, a locna, a Iungara, cic.,
podcn scr sulnciidas a rcgras c, dc faio, icn ja
rcgras fornuladas.
V
13. As rcgras das línguas scjan granaiicais, c
nao filosoficas.
Isio c, nao inquiran suiilncnic accrca das razõcs
c das causas dos vocalulos, das frascs, c dos
nc×os, porquc c ncccssario fazcr dcsia ou daqucla
nancira, nas c×pliqucn, dc nodo accssívcl, o
quc sc faz c cono sc faz. Un c×anc nais suiil
das causas c dos nc×os, das scnclIanças c das
disscnclIanças, das analogias c das anonalias,
quc as coisas c as palavras icn cnirc si, pcricncc
ao filosofo, c faz pcrdcr icnpo ao filologo.
VI
14. A norna para cscrcvcr as rcgras dc una nova
língua scja una língua ja conIccida, para quc sc
nosirc apcnas a difcrcnça daqucla rclaiivancnic
a csia.
Efciivancnic, rcpciir os aspccios conuns, nao
soncnic c inuiil, nas c aic prcjudicial, pois, ao
vcr una c×icnsao c una discordancia naior quc
aqucla quc rcalncnic c×isic, a ncnic assusia-sc.
370
Por c×cnplo. ao cnsinar a granaiica grcga, nao
Ia ncccssidadc dc rcpciir as dcfiniçõcs dos
noncs, dos vcrlos, dos casos, dos icnpos, cic.,
ou as rcgras siniaiicas quc nada iragan dc novo,
cic., pois supõc-sc quc csias coisas ja sao
salidas. E×ponIan-sc, porianio, apcnas aquclas
coisas cn quc a língua grcga sc afasia da laiina,
ja conIccida. Eniao, scra possívcl rcduzir a
granaiica grcga a algunas paginas; c iudo scra
nais disiinio, nais facil c nais solido.
VII
15. Os princiros c×crcícios dc una nova língua
scjan accrca dc naicria ja conIccida.
Para quc nao scja ncccssario consirangcr a ncnic
a dirigir os scus csforços, ao ncsno icnpo, solrc
as coisas c solrc as palavras, c, dcssc nodo, a
disirair-sc c a cnfraqucccr-sc, nas apcnas solrc
as palavras, para dclas sc asscnIorar nais
facilncnic c nais rapidancnic. Essa naicria
podcra scr ou os capíiulos do caiccisno ou da
Iisioria sagrada, ou, cn suna, coisas ja
suficicnicncnic conIccidas. (Ou cniao, sc sc
quiscr, o nosso VcstìIuío c a nossa Po)tu, cnlora
csics dois livros, por causa da sua lrcvidadc,
scjan nais adapiados a scr aprcndidos dc cor, ao
passo quc os ouiros sao nais adapiados para
scrcn lidos c rclidos, pois frcqucnicncnic
371
ocorrcn as ncsnas palavras, quc assin nclIor
sc insinuan na inicligcncia c na ncnoriai.
VIII
16. Todas as línguas podcn, porianio, aprcndcr-
sc por un so c ncsno nciodo.
Isio c, podcn aprcndcr-sc pcla praiica, con a
adiçao dc rcgras facílinas, quc nosircn apcnas a
difcrcnça quc ncdcia cnirc a língua conIccida
princiro c aqucla quc sc qucr csiudar; c con a
adiçao dc c×crcícios fciios solrc naicrias
conIccidas, cic.
DAS LÍNGUAS QUE SE DEVEM APRENDER
DE MODO PERFEITO
A p)utícu cxígc quc upcnus sc up)cndun dc nodo
quusc pc)]cíto duus íìnguus, c cstus duus po)
quut)o g)uus.
17. No princípio dcsic capíiulo, advcriinos quc
ncn iodas as línguas, quc sc aprcndcn, dcvcn
aprcndcr-sc con o ncsno csncro. À língua
naicrna c à língua laiina dcvcnos consagrar un
ial cuidado quc acalcnos por donina-las
pcrfciiancnic. En ordcn a aiingir csic rcsuliado,
o csiudo dcsias línguas dcvc scr disiriluído por
quairo idadcs.
÷ a princira c a idadc infaniil, lallucianic, cn
quc sc aprcndc a falar dc un nodo qualqucr;
372
÷ a scgunda c a idadc pucril, crcsccnic, cn quc
sc aprcndc a falar con propricdadc;
÷ a icrccira c a idadc juvcnil, florida, cn quc sc
aprcndc a falar con clcgancia;
÷ a quaria c a idadc viril, vigorosa, cn quc sc
aprcndc a falar con rigor.
Po)quc ussín¯
18. Efciivancnic, nao sc podc andar para a frcnic
con succsso scnao por graus; dc ouiro nodo,
iudo scra confuso, dcsariiculado c cIcio dc
lacunas, cono a naioria dc nos c×pcrincnianos
cn nos proprios. Alcn disso, os csiudanics dc
línguas podcn scr conduzidos facilncnic airavcs
dcsics quairo graus, sc os insiruncnios para
cnsinar as línguas forcn c×cclcnics, ou scja, sc
ianio os livros didaiicos, para scrcn posios nas
naos dos alunos, cono os livros infornaiivos,
conpilados para uso dos profcssorcs, sao, uns c
ouiros, lrcvcs c nciodicos.
373

Os ííu)os pu)u cnsínu) unu íìnguu dcucn sc) dc
quut)o cspccícs.
19. Os livros didaiicos, confornc os graus da
idadc, dcvcn scr quairo.
I. O Vcsiílulo
II. A Poria
III. O Palacio
IV. O Tcsouro
Da língua
(por c×cnplo da língua laiinai,
con os scus livros au×iliarcs
I. O VcstìIuío
20. O VcstìIuío dcvc conicr naicria para
lallucianics, algunas ccnicnas dc vocalulos
ligados cn forna dc pcqucnas frascs, icndo
anc×as as ialuas das dcclinaçõcs c das
conjugaçõcs.
II. A Po)tu.
21. A Po)tu dcvc conicr iodas as palavras nais
usadas da língua, ccrca dc oiio nil, rcunidas sol
a forna dc pcqucnas frascs, quc c×prinan ao
vivo as coisas, na sua siiuaçao naiural. Dcvc,
alcn disso, icr anc×as lrcvcs c claríssinas rcgras
granaiicais, quc cnsincn, dc nodo facil c
sinplcs, a nancira auicniica c gcnuína dc
cscrcvcr c dc pronunciar as palavras, c dc fornar
c consiruir as frascs dcssa língua.
374
III. O Puíucío.
22. O Puíucío dcvc conicr varios irccIos accrca dc
iodas as coisas, cIcios dc iodo o gcncro dc frascs
c dc florcs dc clcgancia, con noias narginais quc
indiqucn dc quc auior foi iirado cada un dos
cscriios. No fin, acrcsccnian-sc as rcgras para
variar c colorir dc nil nanciras as frascs c os
pcnsancnios.
IV. O Tcsou)o dc uuto)cs.
23. Da-sc o nonc dc Tcsou)o aos auiorcs
classicos quc cscrcvcran, con gravidadc c vigor,
accrca dc qualqucr assunio. Dcvc scr prcccdido
das rcgras solrc a invcsiigaçao c a cscolIa das
parics nais vigorosas dc un discurso, assin
cono solrc a iraduçao c×aia dos idioiisnos (o
quc c una das rcgras nais inporianics a
olscrvari. EscolIan-sc alguns dcsics auiorcs
para lcr nas cscolas; dos ouiros, faça-sc un
caialogo para quc sc, nais iardc, a algun aluno
surgir a ocasiao ou o dcscjo dc pcrcorrcr os
auiorcs quc iraian c×ausiivancnic dcsia ou
daqucla naicria, saila quais sao csscs auiorcs.
Líu)os Auxíííu)cs.
24. Da-sc o nonc dc livros au×iliarcs àquclcs quc
ajudan a usar, dc una nancira nais rapida c
con naior fruio, os livros didaiicos. Tais sao.
375
I
O vocalulario língua naicrna-laiin c laiin-
naicrna, para o VcstìIuío í4|.
II
Para a Po)tu, o dicionario ciinologico laiin-língua
naicrna, con os radicais c os scus dcrivados c
conposios, c aprcscniando a razao do scu
significadoí5|.
III
Para o Puíucío, o dicionario frascologico língua
naicrna-língua naicrna, laiin-laiin (c, sc
ncccssario, grcgo-grcgoi, ondc scrao coordcnadas
as difcrcnics c×prcssõcs, dcnoninaçõcs c
pcrífrascs clcganics cspalIadas no Puíucío, con a
indicaçao dos auiorcs dc quc foran iiradas, ondc
isso ocorrcr.
IV
Finalncnic, o Tcsou)o scra au×iliado ou rcforçado
por un p)ontud)ío uníuc)suí, quc c×pliquc a
riqucza dc una ou dc ouira língua (con a língua
naicrna, a riqucza do laiin; dcpois, con o laiin,
a riqucza do grcgoi, dc ial nancira quc iudo
aquilo dc quc sc icn ncccssidadc aí sc possa
cnconirar, c quc cada coisa csicja cn pcrfciia
corrcspondcncia, a fin dc quc scja possívcl
iraduzir as c×prcssõcs proprias por palavras
376
proprias, os pcnsancnios figurados por palavras
figuradas, os icrnos Iunorísiicos por icrnos
Iunorísiicos, os provcrlios por provcrlios, cic.
Nao c, con cfciio, vcrosinil quc c×isia una língua
naicrna iao polrc quc nao possua una
quaniidadc suficicnic dc palavras, dc c×prcssõcs
c dc provcrlios quc sc nao possan
judiciosancnic pór cn ordcn c confroniar con os
do laiin; ou, con ccricza, nao Ia ncnIuna
língua naicrna quc nao possua cssa quaniidadc
dc palavras, sc sc c suficicnicncnic Ialil na aric
dc iniiar c dc fornar icrnos, dcrivando-os dos
scnclIanics das línguas scnclIanics.
Nuo cxístc ncnIun p)ontuu)ío íínguìstíco, uícn do
do poíuco G. Cnupío.
25. Un ial «Pronpiuariun» univcrsal nao c×isic,
porcn. É vcrdadc quc FcIor Knapasli, jcsuíia
polaco, prcsiou, ncsic donínio, un grandc
scrviço ao scu povo, cscrcvcndo a olra iniiiulada
Tcsou)o poíuco-íutíno-g)cgoí6|. Mas, ncsia olra dc
ncriio, falian csias ircs coisas. Princira, clc nao
conpilou iodas as palavras c frascs da língua
pairia. Scgunda, nao as conpilou scgundo a
ordcn quc indicanos, dc nodo a fazcr
corrcspondcr (na ncdida do possívcli un icrno
con ouiro icrno, os icrnos proprios con os
icrnos proprios, os figurados con os figurados,
os arcaicos con os arcaicos, dc nodo a iornar-sc
paicnic, con igual claridadc, o caraicr, o
377
csplcndor c a riqucza dc una c ouira língua. Con
cfciio, a cada palavra ou frasc polaca, clc faz
scguir un nuncro naior dc palavras c dc frascs
laiinas, ao passo quc nos dcscjanos quc a cada
una corrcsponda una so, a fin dc quc iodas as
clcgancias dos laiinos sc iransforncn cn
clcgancias nossas; ou scja, a fin dc quc csic
proniuario sirva pcrfciiancnic ianlcn para
iraduzir quaisqucr livros do laiin para a nossa
língua, c vicc-vcrsa. En icrcciro lugar,
dcscjaríanos vcr no Tcsou)o dc Cnapio naior
cuidado na ordcnaçao das frascs cn scrics, ou
scja, quc nao fosscn anonioadas dc qualqucr
nancira, nas quc princiro fosscn aprcscniadas
as fornulas sinplcs c Iisioricas dc c×prinir as
coisas; dcpois, as c×prcssõcs nais clcvadas da
oraioria; a scguir, as nais sullincs, as nais
difíccis c nais insoliias da pociica; c finalncnic,
as c×prcssõcs dcsusadas.
26. Mas dci×cnos para ouira ocasiao a c×posiçao
conplcia accrca da csiruiura dcssc P)ontuu)ío
Uníuc)suí, assin cono ianlcn a c×posiçao
accrca do nodo cspccial c do nciodo dc uiilizar o
VcstìIuío, a Po)tu, o Puíucío c o Tcsou)o, para quc
sc siga infalivclncnic o rcsuliado quc
prcicndcnos, isio c, a pcrfciçao da língua.
Discorrcr accrca dcsias coisas, dc nodo
porncnorizado, diz rcspciio à organizaçao
cspccial das classcs.
378

Capítulo XXIII
MÉTODO
PARA ENSINAR A MORAL

Tudo o quc disscnos aic aqui c accssorio.
CIcganos finalncnic ao csscncial. a noral c a
picdadc.
1. Aic aqui, nosiranos cono sc dcvc cnsinar c
aprcndcr nais rapidancnic as cicncias, as arics c
as línguas. A proposiio dcsias coisas, vcn-nc à
ncnic, c con razao, aquclc diio dc Scncca (da
Cu)tu 89i. «nao dcvcnos aprcndcr csias coisas
agora, nas dcvíanos ic-las aprcndido»í1|. Scn
duvida, pois nao sao scnao propcdcuiicas para
coisas nais inporianics; c, cono clc diz. «os
nossos iralalIos sao rudincnios, c nao olras
acaladas». Ouais sao cniao as olras acaladas? O
csiudo da salcdoria quc nos iornc sullincs,
forics c nagnaninos, ou scja, aquilo quc, aic
aqui, indicanos con o nonc dc noral c dc
picdadc, pois, por ncio dclas, nos clcvanos
vcrdadcirancnic acina das ouiras criaiuras c
nos apro×inanos nais dc Dcus.
Inpoc-sc ncccssu)íuncníc )cduzí-íus u no)nus dc
u)tc.
379
2. Inporia, porianio, csforçar-sc, quanio possívcl,
por csialclcccr con c×aiidao a aric dc incuiir no
nosso cspíriio a noral c a picdadc auicniicas, c
por iniroduzi-las nas cscolas, para quc csias
scjan vcrdadcirancnic, cono sao cIanadas,
oficinas dc Ioncns.
Dczcsscís cunoncs du no)uí.
3. A aric dc fornar os cosiuncs icn dczcsscis
canoncs principais.
I.
O princiro c o scguinic. Dcvc inplaniar-sc na
juvcniudc iodas as viriudcs, scn c×cciuar
ncnIuna.
Efciivancnic, cn naicria dc rciidao c dc
Ioncsiidadc, nao podc fazcr-sc ncnIuna
c×ccçao, scn ronpcr c pcriurlar a Iarnonia.
II.
4. En princiro lugar, inporia planiar as viriudcs
fundancniais, a quc sc da o nonc dc viriudcs
cardiais. prudcncia, jusiiça, forialcza c
icnpcrança.
Para quc o cdifício nao scja lcvaniado scn
aliccrccs, c para quc as parics, nao lcn ligadas
cnirc si, nao asscnicn nal solrc as suas
proprias lascs.
380
III.
5. A prudcncia adquirc-sc por una loa insiruçao,
aprcndcndo a conIcccr as vcrdadciras difcrcnças
das coisas c o scu valor.
Con cfciio, o c×aio juízo accrca das coisas c o
vcrdadciro fundancnio dc ioda a viriudc. Sao
lclas csias palavras dc Vivcs. «A vcrdadcira
salcdoria consisic cn julgar as coisas con
cquidadc, dc nodo quc avalicnos cada coisa ial
cono cla c, para quc nao procurcnos as coisas
vis cono sc fosscn prcciosas, ou rcjciicnos as
coisas prcciosas, cono sc fosscn vis; para quc
nao viiupcrcnos as coisas dignas dc louvor, ncn
louvcnos as quc ncrcccn viiupcrio. Daqui, con
cfciio, nascc iodo o crro na ncnic dos Ioncns c
iodo o vício; c nada Ia, na vida Iunana, nais
pcrnicioso quc cssa dcpravaçao dos juízos, pois
nao sc da às coisas o scu valor proprio. Haliiuc-
sc, por isso, o Ioncn (coniinua Vivcsi, dcsdc
pcqucnino, a icr opiniõcs c×aias accrca das
coisas, as quais opiniõcs crcsçan juniancnic
con a idadc. E apcguc-sc às coisas rcias c fuja
das nas, para quc csic Ialiio dc proccdcr lcn sc
convcria nclc cono quc nuna scgunda
naiurczaȒ2|.
IV.
6. Ensincn-sc c Ialiiucn-sc a olscrvar a
icnpcrança no concr c no lclcr, no sono c na
381
vigília, no iralalIo c nos divcriincnios, na
palavra c no silcncio, duranic iodo o icnpo da
sua insiruçao c cducaçao.
Para isso, c prcciso rccordar consianicncnic aos
jovcns csia rcgra dc ouro. Nudu cn cxccsso! 3, a
fin dc quc, cn iudo, parcn anics dc aiingircn a
sacicdadc c o icdio.
V.
7. Aprcndan a forialcza vcnccndo-sc a si
ncsnos, ou scja, doninando a pai×ao dc
discorrcr, ou dc sc divcriir fora ou alcn do icnpo
proprio, c rcfrcando a inpacicncia, a
nurnuraçao c a ira.
O fundancnio disio csia cn Ialiiuar os alunos a
proccdcr scnprc cn confornidadc con a razao c
nunca cn confornidadc con as inclinaçõcs c con
as pai×õcs. Con cfciio, o Ioncn c un aninal
racional; porianio, Ialiiuc-sc a guiar-sc pcla
razao ao dclilcrar quais sao as açõcs loas,
porquc as dcvc fazcr c cono as dcvc fazcr; para
quc o Ioncn scja vcrdadcirancnic scnIor dos
scus aios. Mas, porquc as crianças (ao ncnos,
ncn iodasi nao sao ainda capazcs dc proccdcr
assin dclilcradancnic c assin racionalncnic,
scra dc grandc provciio quc sc lIcs cnsinc a
nancira dc c×crciiar a forialcza c dc sc
doninarcn a si ncsnas, Ialiiuando-as a fazcr
dc prcfcrcncia a voniadc dos ouiros quc a
382
propria, por c×cnplo, a olcdcccr, cn iudo c
scnprc, aos supcriorcs, con a na×ina proniidao.
«Aquclcs quc doncsiican lcn os cavalos, diz
Laciancio, anics dc iudo cnsinan-lIcs a olcdcccr
ao frcio; porianio, qucn qucr insiruir c cducar
crianças, Ialiiuc-as princiro a prcsiar aicnçao
ao quc sc lIcs diz»í4|. Ouc grandc cspcrança nao
Iavcria dc iransfornar para nclIor as confusõcs
Iunanas, dc quc csia inundado o univcrso, sc,
dcsdc a princira idadc, iodos sc Ialiiuasscn a
fazcr conccssõcs nuiuas c a proccdcr cn iudo
con lasc cn razõcs validas!
VI.
8. Aprcndan a jusiiça, nao fazcndo nal a
ningucn, dando a cada un o quc c scu, fugindo
da ncniira c dos cnganos, c nosirando-sc
prcsiavcis c anavcis.
Ncsia viriudc, cono nas ouiras acina
ncncionadas, dcvcn scr fornados con os nodos
c nciodos prcscriios pclos canoncs scguinics.
VII.
9. Ha duas cspccics dc forialcza. franqucza
Ioncsia c pcrscvcrança nas fadigas, as quais sao
nuiio cspccialncnic ncccssarias à juvcniudc.
Efciivancnic, porquc a vida sc dcvc passar a
convcrsar c a iralalIar, inporia cnsinar às
383
crianças a nao icr ncdo ncn das faccs Iunanas
ncn dc ncnIun iralalIo Ioncsio, a fin dc quc
sc nao iorncn ou norccgos ou nisaniropos
( i, nandriõcsí5| c pcsos inuicis solrc a
icrraí6|. A viriudc culiiva-sc con aios, c nao con
palavras.
VIII.
10. A franqucza Ioncsia adquirc-sc convcrsando
frcqucnicncnic con pcssoas Ioncsias c
c×ccuiando pcranic clas qualqucr nissao
rccclida.
Arisioiclcs cducou Alc×andrc dc ial nancira quc,
aos dozc anos, csic salia iraiar con pcssoas dc
iodas as condiçõcs, con rcis, con cnlai×adorcs
dc rcis c dc povos, con salios c con ignoranics,
con ciiadinos, canponcscs c aricsaos; c, solrc
qualqucr assunio, inicrrogava ou rcspondia con
scnsaicz. Para quc, na nossa cducaçao univcrsal,
sc cnsinc a iodos a iniiar con c×iio Alc×andrc,
scra ncccssario cscrcvcr rcgras dc convcrsaçao c
fazc-las pór cn praiica, Ialiiuando os alunos a
convcrsar nodcsiancnic c a raciocinar iodos os
dias accrca dc varias coisas, con os profcssorcs,
con os condiscípulos, con os pais, con os
criados c con ouiras pcssoas. Finalncnic, os
profcssorcs dcvcrao csiar aicnios, c, sc noiarcn
cn algun aluno un pouco dc prcguiça ou dc
384
icncridadc, dc grosscria ou dc icinosia, cic.,
dcvcrao cIana-lo ao lon caninIo.
IX.
11. Os jovcns adquirirao a pcrscvcrança no
iralalIo, sc fizcrcn scnprc qualqucr coisa, ou a
scrio ou cono divcriincnio.
Efciivancnic, dcscjando nos nanic-los ocupados,
nada inporia quc façan una coisa ou ouira, con
csic ou con aquclc fin, dcsdc quc façan
qualqucr coisa. Ouando o noncnio c as
circunsiancias o c×igcn, ncsno dos graccjos sc
podcn iirar cnsinancnios scrios c uicis. Assin
cono sc aprcndc a fazcr fazcndo (cono vinos
jaií7|, assin ianlcn sc aprcndc a iralalIar
iralalIando, dc nodo quc as coniínuas
ocupaçõcs do cspíriio, c do corpo (nodcradas,
lcn cnicndidoi sc iransforncn cn cncrgia c
iorncn iniolcravcl ao Ioncn lalorioso a
ociosidadc csicril. Eniao, scra vcrdadciro aquilo
quc Scncca diz. «O iralalIo alincnia os cspíriios
foricsȒ8|.
X.
12. Enirc as princiras, c ncccssario incuiir no
cspíriio das crianças una viriudc irna da jusiiça.
a soliciiudc c o dcsvclo cn scrvir os ouiros.
385
Efciivancnic, c incrcnic à nossa naiurcza
corrupia un gravc vício, o cgoísno ( i, quc
inpclc cada un a dcscjar apcnas o scu proprio
lcn-csiar, scn sc prcocupar con o quc aconiccc
aos ouiros. Ora csic vício c fonic dc varias
confusõcs nas coisas Iunanas, pois cada un sc
afana con os scus proprios ncgocios, scn olIar
ao lcn pullico. Inporia, por isso, inculcar na
juvcniudc o oljciivo da nossa vida, ou scja, quc
nao nasccnos apcnas para nos, nas ianlcn
para Dcus c para o pro×ino, isio c, para a
conunidadc do gcncro Iunano, a fin dc quc as
crianças, scriancnic pcrsuadidas dcsia vcrdadc,
sc Ialiiucn, dcsdc pcqucninas, a iniiar Dcus, os
anjos, o sol, cic. c iodas as ouiras criaiuras nais
gcncrosas, isio c, dcscjcn c sc csforccn por
ajudar, con os scus scrviços, o naior nuncro
possívcl dc pcssoas. Assin, finalncnic, a
siiuaçao das coisas privadas c das coisas
pullicas scria fcliz, sc iodos soulcsscn c
quiscsscn coopcrar nos inicrcsscs conuns c cn
iudo c scnprc ajudar-sc nuiuancnic. Os
Ioncns insiruídos salcn c qucrcn fazcr assin.
XI.
13. A fornaçao das viriudcs dcvc concçar dcsdc
a nais icnra idadc, anics quc os cspíriios icnIan
coniraído vícios.
386
Efciivancnic, sc nun canpo sc nao scncian
scncnics loas, clc produzira con ccricza crvas.
Mas quc crvas? Cizania c joio. Ora, sc c una
alna quc sc dcvc culiivar, cla culiivar-sc-a nais
facilncnic c con nais fundadas cspcranças
nuna ncssc alundanic, sc for lavrada, scncada
c sacIada, logo no princípio da prinavcra. É
nuiio inporianic Ialiiuar lcn as crianças,
dcsdc a nais icnra idadcí9|, pois, «sc un odor
conscguc infilirar-sc nun vaso novo. aí
pcrnanccc duranic nuiio icnpoȒ10|.
XII.
14. As viriudcs aprcndcn-sc, praiicando
consianicncnic açõcs Ioncsias.
Vinos, con cfciio, nos capíiulos XX c XXI, quc sc
aprcndc a conIcccr conIcccndo, c a fazcr
fazcndo. Porianio, assin cono as crianças
aprcndcn facilncnic a caninIar caninIando, a
falar falando, a cscrcvcr cscrcvcndo, cic., assin
ianlcn aprcndcrao a olcdicncia olcdcccndo, a
alsiincncia alsicndo-sc, a vcracidadc dizcndo a
vcrdadc, a consiancia scndo consianics, cic.,
dcsdc quc nao falic qucn lIcs alra o caninIo,
con palavras c con c×cnplos.
XIII.
15. Os pais, as anas, os profcssorcs c os
condiscípulos dccn c×cnplos dc vida
387
disciplinada, quc, cono farois, lrilIcn scnprc
dianic das crianças.
Con cfciio, as crianças sao nacaquinIos
inpacicnics por iniiar iudo o quc vccn, o lcn
cono o nal, scn quc scja prcciso nandar-lIo;
por isso, aprcndcn a iniiar anics dc aprcndcr a
conIcccr. É cvidcnic, porcn, quc dcvcn scr
posios dianic das crianças ianio c×cnplos vivos,
cono c×cnplos Iisioricos, nas principalncnic
c×cnplos vivos, pois dci×an inprcssõcs nais
forics c nais duradouras. Sc, porianio, os pais
forcn prolos c ficis guardiõcs da disciplina
doncsiica, c os profcssorcs forcn rcalncnic
Ioncns dc clciçao, adniravcis pclos scus
cosiuncs, icrcnos o ncio naravilIoso dc inpclir
foricncnic os alunos para una vida Ioncsia.
XIV.
16. Aos c×cnplos dcvc acrcsccniar-sc, porcn,
prccciios c rcgras dc vida.
Isio c ncccssario para corrigir, ajudar c rcforçar a
iniiaçao. (Vcja-sc dc novo o quc foi diio no
capíiulo XXI, rcgra IXi. Esscs prccciios irao
luscar-sc à Sagrada Escriiura c às na×inas dos
salios. Por c×cnplo. porquc c cono dcvcnos
prcscrvar-nos da invcja? Con quc arnas
dcvcnos prcnunir o coraçao conira as dorcs c
conira qualqucr infclicidadc quc acaso possa cair
solrc un Ioncn? Cono dcvcnos nodcrar as
388
alcgrias? Dc quc nancira sc dcvc doninar a ira,
afasiar un anor ilíciio, c ouiras coisas
scnclIanics? É facil dc cnicndcr quc dcvc icr-sc
cn conia a idadc c o grau dc progrcsso.
XV.
17. É indispcnsavcl dcfcndcr, con a na×ina
diligcncia, as crianças das nas conpanIias, para
quc nao scjan coniagiadas por clas.
Efciivancnic, por causa da corrupçao da nossa
naiurcza, o nal aconcic-nos, nao so nais
facilncnic, nas ianlcn nais icnazncnic.
Inporia, porianio, con iodo o cuidado, nanicr
longc da juvcniudc iodas as ocasiõcs dc
corrupçao, cono sao as nas conpanIias, as
convcrsas grossciras, as lciiuras frívolas c fuicis
(pois os c×cnplos dc vícios quc sc infiliran, qucr
pclos ouvidos, qucr pclos olIos, sao vcncno para
os cspíriiosi; c, finalncnic, a ociosidadc, para quc
as crianças, csiando scn fazcr nada, nao
aprcndan a fazcr nalí11| ou sc dci×an invadir
pclo iorpor da alna. Scra lon, porianio, nanic-
los scnprc ocupados, qucr cn coisas scrias, qucr
cn divcriincnios. O csscncial c quc nunca sc
dci×cn cnircgucs à ociosidadc.
XVI.
18. E porquc c quasc inpossívcl icr ial
clarividcncia quc sc inpcça quc qualqucr
389
locadinIo dc nal sc insinuc cnirc as crianças, c
ncccssaria a disciplina para fazcr larrcira aos
naus cosiuncs.
Efciivancnic, o nosso ininigo, Saianas, nao so
nos vigia cnquanio dorninos, nas ianlcn
quando csianos acordados c scncanos a loa
scncnic nos canpos da inicligcncia, para aí
cspalIar a sua cizania; c cnfin, a nossa propria
naiurcza corrupia csprciia furiivancnic, aqui c
alcn, dc nodo quc c ncccssario inpcdir a
passagcn do nal con a força. Inpcdc-sc a
passagcn do nal con a disciplina, isio c, con
rcprccnsõcs c casiigos, con palavras c con
vcrgasiadas, scgundo os casos, nas scnprc
quando o faio ainda csia frcsco, a fin dc quc a
plania do vício scja sufocada incdiaiancnic
apcnas dcsponia, ou nclIor, sc possívcl, scja
arrancada. Porianio, nas cscolas, a disciplina
dcvc scr scvcra, nao ianio por causa das lciras
(as quais, cnsinadas con un lon nciodo, sao
dclícias c airaiivos para a inicligcncia Iunanai,
cono por causa dos cosiuncs.
Mas, accrca da disciplina, falarcnos ainda no
capíiulo XXVI.
390

Capítulo XXIV
MÉTODO
PARA INCUTIR A PIEDADE
Sc o cspì)íto dc pícdudc sc podc cnsínu)
nctodícuncntc, cono unu u)tc.
1. Enlora a picdadc scja un don dc Dcus, c scja
dada pclo ccu, por olra c graça do Espíriio Sanio,
una vcz, porcn, quc Esic ordinariancnic opcra
airavcs dos ncios ordinarios, c assin cscolIc
para scus ninisiros os pais, os profcssorcs c os
saccrdoics quc, con cuidado ficl, dcvcn planiar c
rcgar as arvorczinIas do paraíso (Co)ìntíos, I, 3,
6, 8i, c jusio quc csics cnicndan a razao do scu
ofício.
Ouc sc cntcndc po) pícdudc.
2. Ouc significa para nos a palavra pícdudc, ja o
nosiranos airasí1|, isio c, quc o nosso coraçao
(dcpois dc cnlclido dc un scniincnio rcio cn
naicria dc fc c dc rcligiaoi saila, por ioda a paric,
procurar Dcus (a qucn a Sagrada Escriiura
cIana rci cscondido (Isuìus, 45, 15i c rci invisívcl
(HcI)cus, II, 27i, isio c, aquclc quc sc colrc con
o vcu das suas olras, c, csiando prcscnic
invisivclncnic cn iodas as coisas visívcis,
invisivclncnic as rcgci; c, icndo-o cnconirado,
391
saila scgui-lo por ioda a paric; c, icndo cIcgado
aic Elc, saila goza-lo para scnprc.
T)cs coísus.
1.2.3.
Ao princiro inicnio, cIcga-sc con a inicligcncia;
ao scgundo, con a voniadc; c ao icrcciro, con a
saiisfaçao da conscicncia.
Sígní]ícudo dcstus t)cs coísus.
3. Procuranos Dcus, olscrvando airavcs dc ioda
a criaçao os vcsiígios da divindadc. Scguinos
Dcus, cnircgando-nos inicirancnic c cn iodas as
coisas, à sua voniadc, ianio para fazcr cono para
sofrcr iudo o quc lIc agradar. Cozanos Dcus,
rcpousando no scu anor c no scu favor, dc nodo
quc, qucr no ccu qucr na icrra, nada c×isia para
nos dc nais dcscjavcl quc o proprio Dcus, nada
dc nais lclo quc pcnsar n'Elc, nada dc nais docc
quc louva-lo; c con ial inicnsidadc quc o nosso
coraçao arda dc anor por Elc.
T)cs ]ontcs c, conscqùcntcncntc, t)cs g)uus dc
IcIc).
4. Ha para nos ircs fonics ondc lclcnos csic
anor, c ircs nodos ou graus dc o lclcr.
A ]ontc c u t)ìpíícc Puíuu)u dc Dcus. ]cítu, csc)ítu c
ínspí)udu.
392
5. As fonics sao a Sagrada Escriiura, o nundo c
nos ncsnos. na princira, cnconiran-sc as
palavras dc Dcus, no scgundo as olras c cn nos
os insiinios. É para nos fora dc duvida quc, pcla
Sagrada Escriiura, sc cIcga ao conIccincnio c
ao anor dc Dcus. Ouc airavcs do nundo c da
inicligcnic conicnplaçao das suas naravilIas,
quc sao olras dc Dcus, scjanos lcvados a scniir
picdadc para con Elc, dao-nos disso icsicnunIo
aic os pagaos, os quais, apcnas a pariir da
conicnplaçao do nundo, foran lcvados à
vcncraçao da divindadc, cono c cvidcnic pclo
c×cnplo dc Socraics, dc Plaiao, dc Epiicio, dc
Scncca c dc ouiros, cnlora aquclc scu
scniincnio dc anor fossc inpcrfciio c sc
dcsviassc do scu oljciivo, pois cniao os Ioncns
nao cran ajudados por una cspccial rcvclaçao
divina. Mas quc aquclcs quc sc csforçan por
aiingir o conIccincnio dc Dcus, airavcs da sua
Palavra c das suas olras, sc inflanan dc un
anor ardcniíssino, c cvidcnic pclo c×cnplo dc
Jol, dc Eliuí2|, dc David c dc ouiras alnas
picdosas. E ncsic noncnio, convcn olscrvar a
pariicular providcncia dc Dcus para conosco (o
nodo naravilIoso cono nos fornou, nos
conscrvou aic agora c nos govcrnai, cono o
nosiran, con o scu c×cnplo, David (Suíno
139ií3| c Jol (cap. 10i.
T)ìpíícc nodo dc IcIc) nus t)cs ]ontcs.
393
6. O nodo dc Iaurir a picdadc dcsias ircs fonics
c iríplicc. a ncdiiaçao, a oraçao c a icniaçaoí4|. O
cnincnic Luicro dissc quc csias ircs coisas fazcn
icologo; nas ianlcn o crisiao cn gcral, so csias
ircs coisas o podcn fazcr.
I. Mcdítucuo.
7. A ncdiiaçao c a considcraçao frcqucnic, aicnia
c dcvoia das olras, das palavras c dos lcncfícios
dc Dcus, c dc cono iudo provcn dc Dcus (quc
opcra ou pcrniici c dc cono, por caninIos
naravilIosos, iodos os dcsígnios da voniadc
divina sao c×aiancnic rcalizados.
II. O)ucuo.
8. A oraçao c a frcqucnic c, dc ccrio nodo,
coniínua aspiraçao para Dcus, c a inploraçao da
sua niscricordia, para quc nos conscrvc c nos
govcrnc con o scu cspíriio.
III. Tcntucuo.
9. Finalncnic, a icniaçao c a frcqucnic
c×ploraçao do nosso progrcsso na picdadc, qucr
scja fciia por nos proprios, qucr scja fciia por
ouiros, c a quc, a scu nodo, pcricnccn as
icniaçõcs Iunanas, dialolicas c divinas. Con
cfciio, o Ioncn dcvc icniar-sc consianicncnic a
si ncsno, para vcr sc icn fc (Co)íntíos, II, 13, 5i c
para vcr con quc soliciiudc faz a voniadc dc
394
Dcus; c icn ncccssidadc dc scr posio à prova
pclos Ioncns, anigos c ininigos. Isio aconiccc
quando aquclcs quc prcsidcn dcvoiancnic aos
ouiros sc põcn a c×plorar, con vigilanic aicnçao
c con invcsiigaçõcs alcrias ou oculias, os
progrcssos rcalizados, c quando Dcus nos coloca
ao lado un advcrsario, quc nos cnsinc a
rcfugiarno-nos cn Dcus c nos nosirc qual a
força da fc quc cn nos c×isic. Finalncnic, Dcus
cosiuna lançar ianlcn o proprio Saianas, ou
aic Elc ncsno insurgir-sc conira o Ioncn, para
quc sc nanifcsic o quc sc cnconira no scu
coraçao. Todas csias coisas, porianio, dcvcn scr
incuiidas na juvcniudc crisia para quc cla sc
Ialiiuc a clcvar-sc para Dcus airavcs dc iudo o
quc c×isic, dc iudo o quc aconiccc c dc iudo o
quc vira a aconicccr, c a procurar a paz da alna
soncnic n'Aquclc quc c a princira c a nais
pcrfciia dc iodas as coisas.
O nctodo du pícdudc cncc))u-sc cn 21 cunoncs.
11. O nciodo cspccial para cnsinar as coisas quc
dizcn cn rcspciio à picdadc csia coniido nos
vinic c un canoncs scguinics.
I.
I. O cuidado para incuiir a picdadc conccc nos
princiros anos da infancia.
395
Dcvc concçar-sc nos princiros anos da infancia,
ianio porquc nao adiar ial cuidado c uiil, cono
porquc adia-lo c pcrigoso. A propria razao nos
nosira quc as princiras coisas dcvcn scr fciias
princiro, c as nclIorcs nclIor. E quc coisa podc
csiar princiro ou c nclIor quc a picdadc? Scn
cla, qualqucr ouira aiividadc scrvc para pouco, ao
passo quc cla icn as proncssas da vida prcscnic
c da vida fuiura (Tínòtco, I, 4, 8i. Una so coisa c
ncccssaria (Lucus 10,42i. procurar o rcino dc
Dcus, pois, a qucn sc prcocupa con isso, iudo o
rcsio lIc scra dado por acrcscino (Mutcus, 6, 33i.
É pcrigoso adia-lo, pois, sc os aninos sc nao
cnlclcn do anor dc Dcus, quando sao ainda
icnros, facilncnic, na vida praiica, vivida duranic
algun icnpo scn rcspciio pcla divindadc, sc
insinua cn iaciio dcsprczo pcla ncsna divindadc
c un cspíriio profano, quc, dcpois, so con nuiia
dificuldadc, sc arrancan, c, cn ccrios casos,
nunca nais c possívcl arrancar. Por isso, un
profcia, lancniando o Iorrcndo diluvio dc
inpicdadc quc Iavia invadido o scu povo, dissc
quc ja nao Iavia ningucn a qucn Dcus
cnsinassc, a nao scr «aos ncninos acalados dc
dcsquiiar, aos quc acalan dc scr dcsnanados»
(Isuìus, 28, 9i. Accrca dos ouiros, un ouiro
profcia dissc quc «nao podcn corrigir-sc dc nodo
a praiicarcn o lcn, pois csiao acosiunados a
fazcr o nal» (Jc)cníus, 13, 23i.
II.
396
11. Porianio, logo quc concçan a scrvir-sc dos
olIos, da língua, das naos c dos pcs, aprcndan
as criancinIas a olIar os ccus, a crgucr as naos,
a pronunciar o nonc dc Dcus c dc Crisio, c
ajoclIar-sc dianic da sua invisívcl najcsiadc c a
vcncra-la.
As criancinIas nao sao iao incapazcs dc aprcndcr
csias coisas, cono o inaginan aquclcs quc, nao
aicndcndo a quanio c ncccssario fugir dc
Saianas, do nundo c nos ncsnos, ninisiran un
cnsino dc iananIa inporiancia con grandc
ncgligcncia. Enlora, a princípio, as crianças,
una vcz quc icn o uso da razao dclil, nao
cnicndan lcn o quc significan aquclcs aios
rcligiosos, iodavia, c dc prinaria inporiancia quc
sailan quc dcvcn fazcr aquilo quc, prccisancnic
pcla praiica, aprcndcn quc dcvcn fazcr.
Efciivancnic, dcpois dc, à força dc fazcrcn,
icrcn aprcndido aquilo quc dcvcn fazcr, o quc
vcn incdiaiancnic a scguir podcra nais
facilncnic incuiir-sc no scu coraçao, dc nodo
quc concccn a cnicndcr quc aios sao aquclcs
quc praiican, porquc os praiican, c dc quc nodo
dcvcn scr praiicados. Dcus ordcnou, por ncio dc
una lci, quc iodas as prinícias lIc fosscn
consagradasí5|; porquc c quc cniao sc lIc nao
Iao-dc consagrar as prinícias dos nossos
pcnsancnios, das nossa palavras lalluciadas,
dos nossos novincnios c açõcs?
397
III.
12. Logo quc as crianças icn idadc suficicnic
para scrcn cnsinadas, dcvc, anics dc iudo,
infundir-sc-lIcs a convicçao dc quc nao csianos
no nundo por causa dcsia vida, nas quc
caninIanos para a cicrnidadc, c quc aqui
csianos apcnas dc passagcn, para nos
prcpararnos convcnicnicncnic para cnirarnos
dignancnic nas noradas cicrnas.
Isio podc cnsinar-sc facilncnic, con os c×cnplos
quoiidianos daquclcs quc sao arrclaiados pcla
noric c passan para a ouira vida. crianças,
adolcsccnics, jovcns c vclIos. Fccordcn-sc-lIcs
frcqucnicncnic csias coisas, para quc sc
lcnlrcn quc ningucn podc pcrnancccr para
scnprc aqui na icrra.
IV.
13. Conscqucnicncnic, advirian-sc dc quc, ncsic
nundo, nada nais icnos a fazcr quc
prcpararno-nos para a vida quc Ia-dc vir.
Alias, scria una loucura ocuparno-nos dc coisas
quc lcn dcprcssa icnos dc alandonar, c
dcscurarnos aquclas quc nos aconpanIarao aic
à cicrnidadc.
V.
398
14. Ensinc-sc ainda às crianças quc Ia duas
cspccics dc vida, para ondc cnigran os Ioncns.
una fcliz con Dcus, c ouira infcliz no infcrno; c
anlas sao cicrnas.
Ensinc-sc isio con o c×cnplo dc Lazaro c do
ricaço, cujas alnas foran lcvadas, a do princiro
pclos anjos para o ccu, a do scgundo pclos
dcnónios para o infcrnoí6|.
VI.
15. Ensinc-sc-lIcs, pois, quc sao fclizcs, nil vczcs
fclizcsí7|, aquclcs quc na icrra rcgulan a sua vida
dc nodo a scrcn considcrados dignos dc
passarcn para o scio dc Dcus.
Efciivancnic, fora dc Dcus, fonic dc luz c dc vida,
nao Ia scnao ircvas, Iorrorcs, iorncnios c noric
pcrpciua, scn fin; dc nodo quc icria sido nclIor
nao icrcn nascido aquclcs quc virao a afasiar-sc
dc Dcus c a prccipiiar-sc no prccipício da ruína
cicrna.
VII.
16. Ouc passarao para o scio dc Dcus iodos
aquclcs quc, ncsic nundo, caninIan con Dcus.
(Cono EnocI c Elias, anlos ainda cn vida; os
ouiros, dcpois da noric ÷ Gcncsís, 5, 24, cic.i.
VIII.
399
17. Ouc caninIan con Dcus aquclcs quc o icn
dianic dos olIos, o icncn c olscrvan os scus
nandancnios.
E isio c o csscncial do Ioncn (Totun Honínísi
(Ecícsíustcs, 12, 13i, aquilo quc Crisio dissc scr
«a unica coisa ncccssaria» (Lucus, 10,42i.
Ensincn-sc iodos os crisiaos a icr scnprc na
loca c no coraçao csia vcrdadc, a fin dc quc, con
Maria, nao sc prcocupcn dcnasiado con os
cuidados dcsia vida.
IX.
18. Porianio, iudo aquilo quc as crianças vccn,
ouvcn, iocan, fazcn c sofrcn, Ialiiucn-sc a
rcfcri-lo a Dcus, incdiaiancnic ou
ncdiaiancnic.
Ilusircnos isio con c×cnplos. aquclcs quc sc
dcdican aos csiudos c à vida conicnplaiiva,
dcvcn fazc-lo prccisancnic para conicnplarcn o
podcr, a salcdoria c a londadc dc Dcus,
difundidas por ioda a paric, c para assin sc
inflanarcn dc anor por Elc, c, por anor, sc
apcgarcn a Elc cada vcz nais foricncnic, dc
nodo a nunca nais sc dcsligarcn, cicrnancnic.
Aquclcs quc sc cnircgan aos iralalIos naicriais,
à agriculiura, aos iralalIos nanuais, cic.,
procuran o pao c as ouiras coisas ncccssarias à
vida, nas procuran-nas prccisancnic para
vivcrcn conodancnic, c dcvcn vivcr
400
conodancnic para scrvircn a Dcus con alna
iranquila c alcgrc, c para lIc agradarcn,
scrvindo-O, c para csiarcn cicrnancnic con Elc,
agradando-LIc. Aquclcs quc fazcn csias coisas
con ouiro fin, crran c afasian-sc da inicnçao do
proprio Dcus.
X.
19. Aprcndan, pois, dcsdc o princípio da vida, a
ocuparcn-sc, o nais quc possan, nas coisas quc
conduzcn incdiaiancnic a Dcus. na lciiura das
Sagradas Escriiuras, nos c×crcícios do culio
divino c nas loas olras corporais.
Efciivancnic, a lciiura das Sagradas Escriiuras
c×ciia c rcaviva a rccordaçao dc Dcus; o c×crcício
do culio divino coloca Dcus dianic do Ioncn c
unc-o a clc; as loas olras rcforçan csia uniao,
porquc nosiran-nos quc vcrdadcirancnic
caninIanos pclos caninIos cnsinados por Dcus.
Esias ircs praiicas rcligiosas dcvcn rcconcndar-
sc scriancnic a iodos os candidaios a una vida
picdosa (quais sao iodos os jovcns crisiaos,
consagrados a Dcus pclo laiisnoi.
XI.
20. Por isso, quc a Sagrada Escriiura scja, nas
cscolas crisias, o Alfa c o Oncga.
401
Hypcrius dissc quc o icologo nascc na
Escriiuraí8|, c nos vcnos quc o Aposiolo S. Pcdro
csicndcu nuiio nais a cficacia dos livros
sagrados, dizcndo quc «os filIos dc Dcus nasccn
dc una scncnic incorrupiívcl, pcla palavra do
Dcus vivo, quc pcrnanccc cicrnancnic» (Pcd)o, I,
1, 23i. Porianio, nas cscolas crisias, con csic
livro dc Dcus, nais quc con iodos os ouiros
livros, a c×cnplo dc Tinoico, iodos os jovcns
crisiaos, insiruídos dcsdc pcqucninos nas
Sagradas Escriiuras, adquiran a salcdoria quc
os conduzira à salvaçao (Tínòtco, II, 3, 15i,
alincniados con as palavras da fc (Tínòtco, I, 4,
6i. Ja no scu icnpo, Erasno discorrcu lclancnic
solrc csic assunio na sua «Pu)ucícsís», ou scja,
na Exo)tucuo uo cstudo du ]ííoso]íu c)ístu. «A
Sagrada Escriiura, diz, adapia-sc igualncnic lcn
a iodos, alai×a-sc aic às criancinIas, aconoda-
sc ao scu nodo dc vivcr, alincniando-as con
lciic, aqucccndo-as, susicniando-as, iudo
fazcndo aic quc sc iorncn grandcs cn Crisio. E,
cnircianio, assisic dc ial nancira aos nais
pcqucnos, quc c adniravcl ncsno para os
naiorcs. con os pcqucnos c pcqucna, con os
grandcs c nais quc grandc. Nao rcjciia ncnIuna
idadc, ncnIun sc×o, ncnIuna foriuna, ncnIuna
condiçao. O sol, porianio, nao c iao conun c iao
fruívcl por iodos cono a douirina dc Crisio. Nao
rcpclc alsoluiancnic ningucn, a nao scr quc
cssc ncsno sc rcpila a si, odiando-sc a si
402
proprio», cic.í9|. E acrcsccnia. «Prouvcra a Dcus
quc a Díllia fossc iraduzida cn iodas as línguas
dc iodos os povos, para quc pudcssc scr lida c
conIccida, nao so pclos cscoccscs c pclos
irlandcscs, nas ianlcn pclos iurcos c pclos
sarraccnos. Podcria aconicccr quc nuiios sc
risscn, nas alguns ficarian cncaniados. O×ala
os canponcscs, à raliça do arado, canicn alguns
vcrsículos, o×ala os iccclõcs aconpanIcn
qualqucr irccIo ao son da lançadcira; o×ala o
viajanic suavizc a durcza do caninIo con as
narraçõcs líllicas; c quc iodas as convcrsas dos
crisiaos scjan solrc icnas da Díllia! Con cfciio,
nos sonos aquilo quc forcn as nossas convcrsas
quoiidianas. Cada un cIcguc ondc podc, cada
un diga o quc podc. Oucn vcn airas nao invcjc
aquclc quc vai à frcnic; aquclc quc csia cn
princiro lugar cncorajc o quc o scguc, c nao o
dcsprczc. Porquc rcsiringinos a poucos una
profissao conun a iodos?Ȓ10|. E pcrio do fin.
«Todos quanios juranos no laiisno solrc as
palavras dc Crisio (sc acaso juranos con ioda a
alnai, logo cnirc os alraços dos pais c cnirc as
carícias das anas, cnlclcno-nos dos princípios
dc Crisio. Con cfciio, pcnciran
profundíssinancnic c pcrnanccn
icnacíssinancnic agarradas as princiras coisas
dc quc sc cnlclc o virgcn vaso da alna. Ouc a
princira palavra quc sc aprcnda a lallucinar
scja Crisio; c quc, con os scus EvangclIos, sc
403
fornc a princira infancia. dcscjaria quc csias
coisas lIc fosscn cnsinadas cnirc as princiras,
para quc fosscn anadas pclas crianças.
Dcdiqucn-sc, dcpois, as crianças aos csiudos
líllicos, aic quc, con iaciios progrcssos, sc
iransforncn cn Ioncns rolusios cn Crisio.
Fcliz aquclc quc a noric cnconira con a Díllia na
nao! Todos, porianio, ancno-la con iodo o
coraçao, alraccno-nos a cla, dcdiqucno-nos
coniinuancnic a cla, lcijcno-la c, finalncnic,
norranos por cla c iransforncno-nos ncla, pois
os cosiuncs idcniifican-sc con os csiudos,
cic.»í11|. O ncsno Erasno, no Conpcndío dc
Tcoíogíu, diz. «Nao fiz una açao dc inscnsaio
aprcndcndo à lcira os livros sagrados, ncsno
aquclcs quc nao cnicndia, cono diz Sanio
AgosiinIo, cic.Ȓ12|. Nas cscolas crisias, porianio,
nao rcssocn os noncs ncn dc Plauio, ncn dc
Tcrcncio, ncn dc Ovídio, ncn dc Arisioiclcs, nas
os dc Moiscs, dc David c dc Crisio. Pcnsc-sc no
nodo dc iornar a Díllia iao faniliar cono o
alfalcio à juvcniudc consagrada a Dcus
(cfciivancnic, iodos os filIos dos crisiaos sao
sanios ÷ Co)ìntíos, I, 7, 14i. Con cfciio, assin
cono iodo o discurso c consiiiuído por sons c por
lciras, assin ianlcn, dos clcncnios da Sagrada
Escriiura, sc crguc ioda a csiruiura da rcligiao c
da picdadc.
XII.
404
21. Ouc iudo o quc sc aprcndc airavcs da
Escriiura sc rcfira à fc, à caridadc c à cspcrança.
Esias ircs viriudcs sao, con cfciio, os ircs
na×inos fundancnios a quc sc rcfcrcn iodas as
coisas quc a Dcus aprouvc nanifcsiar-nos con as
suas palavras. Efciivancnic, ccrias coisas rcvcla-
as, para quc as sailanos; ouiras ordcna-as, para
quc as façanos; ouiras ainda proncic-as, para
quc as cspcrcnos da sua lcnignidadc, ncsia vida
c na vida fuiura. E cn ioda a Sagrada Escriiura
nada sc cnconira quc sc nao rcfira a qualqucr
dcsics assunios. Ensincn-sc, porianio, csias
coisas a iodos, para quc sailan conscicnicncnic
novcr-sc dcniro dos dcsígnios divinos.
XIII.
22. Ensinc-sc a pór cn praiica a fc, a caridadc c
a cspcrança.
É ncccssario, con cfciio, fornar crisiaos praiicos,
c nao icoricos, dcsdc os princiros anos da sua
fornaçao, sc qucrcnos icr vcrdadciros crisiaos. A
rcligiao c viva, c nao piniada; por isso, nosirc os
cfciios da sua viialidadc, cono una scncnic viva
quc, lançada cn lon icrrcno, logo gcrnina. É por
isso quc a Sagrada Escriiura c×igc una fc cficaz
(Guíutus, 5, 6i c, sc c privada dc cficacia, cIana-
lIc noria (Tíugo, 2, 20i, c qucr ianlcn una
cspcrança viva (Pcd)o, I, 1, 3i. Daí quc aparcça,
frcqucnics vczcs, na Escriiura, a advcricncia dc
405
quc as coisas rcvcladas pcla divina providcncia
sao rcvcladas para quc as façanos. Crisio diz. «Sc
salcis csias coisas, scrcis fclizcs sc as fizcrdcs»
(Jouo, 13, 17i.
XIV.
23. Ensinar-sc-a a pór adcquadancnic cn
praiica a fc, a caridadc c a cspcrança, sc sc
cnsinar às crianças (c a iodosi a acrcdiiar
firncncnic no quc Dcus rcvcla, a cunprir o quc
Elc ordcna c a cspcrar o quc Elc proncic.
Inporia fazcr noiar c inculcar con diligcncia na
ncnic dos jovcns quc, sc qucrcn quc a palavra
dc Dcus infunda nclcs a viriudc dc sc salvarcn,
dcvcn icr un coraçao Iunildc c dcvoio, scnprc c
por ioda a paric prcparado a sulncicr-sc cn
iudo a Dcus; nais ainda. un coraçao ja
cfciivancnic cnircguc a Dcus. Con cfciio, assin
cono o sol, con a sua luz, nada rcvcla a qucn
nao qucr alrir os olIos, c os alincnios, colocados
solrc a ncsa, nao sacian aquclc quc sc rccusa a
concr, assin ianlcn a luz divina, ninisirada à
nossa ncnic, c as nornas dadas às nossas açõcs
c a lcaiiiudc pronciida às pcssoas icncnics a
Dcus scrao vas, sc as nao alraçarnos con fc
pronia, con caridadc ardcnic c con cspcrança
firnc. Dcsia nancira, Alraao, pai dos crcnics,
icndo fc nas palavras dc Dcus, acrcdiiava ncsno
cn coisas incrívcis para a razao Iunana; c,
406
cunprindo as ordcns dc Dcus, fazia coisas
duríssinas para o scu coraçao (cono foi dci×ar a
pairia, sacrificar o filIo, cic.i; c, foric con as
proncssas dc Dcus, cspcrava ondc nao Iavia
noiivo para cspcrarí13|. Todavia, csia fc, viva c
cficaz, foi-lIc jusiancnic iida cn considcraçao. E
assin, inporia cnsinar, a iodos aquclcs quc sc
cnircgan a Dcus, a fazcr a c×pcricncia dcsia
rcgra cn si ncsnos c a olscrva-la
consianicncnic.
XV.
24. Mcsno iudo aquilo quc sc cnsina à juvcniudc
crisia apos a Sagrada Escriiura (Cicncias, Arics,
Línguas, cic.i, scja-lIc cnsinado
sulordinadancnic às Sagradas Escriiuras,
prccisancnic para quc cla possa, por ioda a
paric, noiar c vcr clarancnic quc iudo c ncra
vaidadc, sc sc nao rcfcrc a Dcus c à vida fuiura.
Socraics c louvado pclos aniigos, porquc
conduziu a filosofia, das cspcculaçõcs nuas c
cspinIosas, para os prollcnas norais; c os
Aposiolos propuscran-sc irazcr os crisiaos, das
cspinIosas qucsiiunculas da Lci, para a docc
caridadc dc Crisio (Tínòtco, I, 1, 5, 6, 7, cic.i; c,
da ncsna nancira, alguns picdosos icologos
nodcrnos procuraran arranca-los dc
conplicadas conirovcrsias, quc scrvcn nais para
dcsiruir quc para cdificar a Igrcja, para os
407
lcvarcn a prcocuparcn-sc con os prollcnas da
conscicncia c da vida praiica. OI! quc Dcus,
icndo niscricordia dc nos, nos faça cnconirar un
nodo c un nciodo gcral, capaz dc nos cnsinar a
voliar para Dcus iodas as coisas quc csiao fora dc
Dcus, c dc quc sc ocupa a inicligcncia Iunana, c
a voliar para o csiudo das coisas cclcsics iodas
as ocupaçõcs dcsia vida, nas quais sc cnlaraça c
sc incrgc o nundo! Assin icríanos una cspccic
dc cscada sagrada, pcla qual, ncdianic iodas as
coisas quc c×isicn c quc sc fazcn, as nossas
ncnics sulirian, scn olsiaculo, aic ao suprcno
c cicrno scnIor dc iodas as coisas, fonic da
vcrdadcira fclicidadcí14|.
XVI.
25. Ensinc-sc a iodos a assisiir rcligiosancnic ao
culio divino, ianio inicrno cono c×icrno; para
quc o culio inicrno, scn o c×icrno, nao arrcfcça;
c o c×icrno, scn o inicrno, nao dcgcncrc cn
Iipocrisia.
O culio c×icrno dc Dcus consisic cn falar dc
Dcus, cn prcgar c ouvir a sua palavra, cn adora-
lo dc joclIos, cn caniar Iinos dc louvor, cn
frcqucniar os sacrancnios c cn olscrvar os
ouiros riios sagrados, pullicos c privados. Por
sua vcz, o culio inicrno dc Dcus consisic cn
pcnsar coniinuancnic quc Dcus csia prcscnic,
cn icncr c cn anar a Dcus, cn rcnunciarnos a
408
nos ncsnos c cn cnircgarno-nos nas naos dc
Dcus, ou scja, na voniadc pronia dc fazcr c dc
sofrcr iudo o quc agrada a Dcus. Esics dois
culios dcvcn juniar-sc c nao scparar-sc. nao
soncnic porquc c jusio quc Dcus scja glorificado
pclo nosso corpo c pclo nosso cspíriio, quc lIc
pcricnccn (Co)ìntíos, I, 6, 20i, nas ianlcn
porquc os nao podcnos scparar scn os pcrigo.
Con cfciio, Dcus alonina os riios c×icrnos, scn
vcrdadc inicrna. «qucn pcdiu iais ofcrias às
vossas naos?, cic.» (Isuìus, I, 12 c nouiros
lugarcsi. Porquc Dcus c cspíriio, qucr scr adorado
cn cspíriio c vcrdadc (Jouo, 4, 24i. Mas, cono
nos nao sonos ncrancnic cspiriiuais, nas
ianlcn corporais c doiados dc scniidos, c
ncccssario, por conscqucncia, c×ciiar os nossos
scniidos a fazcr c×icrnancnic aquilo quc sc dcvc
fazcr inicrnancnic cn cspíriio c vcrdadc.
Prccisancnic por isio, Dcus, cnlora c×ija
solrciudo praiicas inicrnas, ordcnou, iodavia, ao
ncsno icnpo, praiicas c×icrnas, c qucr quc
scjan olscrvadas. O proprio Crisio, cnlora
lilcriassc das ccrinónias o culio prcscriio no
Novo Tcsiancnio, c cnsinassc quc sc dcvc adoiar
a Dcus cn cspíriio c vcrdadc, iodavia, adorava o
Pai con a facc por icrra c prolongava cssa
adoraçao por noiics iniciras, frcqucniava as
rcuniõcs sagradas, ia ouvir os Douiorcs da Lci c
inicrrogava-os, prcgava a palavra dc Dcus,
caniava Iinos, cic. Porianio, ao fornarnos a
409
juvcniudc para a rcligiao, forncno-la por iniciro,
c×icrnancnic c inicrnancnic, para nao
fornarnos Iipocriias, ou scja, culiorcs dc Dcus
supcrficiais, fingidos c sinuladorcs, ou cniao
fanaiicos, quc sc dclciian nos scus sonIos c,
dcsprczando o ninisicrio c×icrno, dissolvcn a
ordcn c o dccoro da Igrcja; ou ainda gcnic fria, sc
as praiicas c×icrnas nao csiinulan as inicrnas, c
as praiicas inicrnas nao rcavivan as c×icrnas.
XVII
26. As crianças dcvcn scr diligcnicncnic
Ialiiuadas às olras c×icrnas, ordcnadas por
Dcus, para quc sailan quc o vcrdadciro
crisiianisno csia cn dcnonsirar a sua fc con
olras.
Essas olras consisicn cn c×crciiar, scn
inicrrupçao, a icnpcrança, a jusiiça, a
niscricordia c a pacicncia, pois, sc a nossa fc nao
produz csics fruios, dcnonsira quc csia noria
(Tíugo, 2, 17i. Ora cla dcvc scr viva, sc qucr scr
salvadora.
XVIII
27. Ensinc-sc-lIcs ianlcn a disiinguir
acuradancnic os fins dos lcncfícios c das
condcnaçõcs dc Dcus, para quc sailan fazcr lon
uso dc iodas as coisas, c nao façan nau uso dc
nada.
410
Fulgcncio (Cu)tu 2 u Guííui dividc os lcncfícios dc
Dcus cn ircs cspccicsí15|. Diz quc alguns duran
cicrnancnic, quc ouiros scrvcn para adquirir a
cicrnidadc, c quc ouiros ainda sc uiilizan apcnas
na vida prcscnic. Os da princira cspccic sao.
conIccincnio dc Dcus, alcgria no Espíriio Sanio
c caridadc dc Dcus, a qual sc difundc nos nossos
coraçõcs. Da scgunda cspccic sao a fc, a
cspcrança c a niscricordia para con o pro×ino.
Da icrccira cspccic sao a saudc, as riquczas, os
anigos c ouiros lcns c×icriorcs quc, por si
ncsnos, nao nos iornan ncn fclizcs ncn
infclizcs.
Do ncsno nodo, cnsinc-sc quc as condcnaçõcs
dc Dcus, isio c, os scus casiigos, sao dc ircs
cspccics. Alguns (aos quais Dcus csialclcccu
poupar cicrnancnici sao casiigados ncsic nundo
c iransporian a sua cruz para quc sc iorncn
puros c lrancos (Dunící, 11, 35; Apocuíípsc, 7,
14i, cono Lazaro; ouiros sao poupados ncsic
nundo, para scrcn casiigados cicrnancnic,
cono o rico conilaoí16|; os sofrincnios dc ouiros
concçan aqui na icrra, para scrcn prolongados
cicrnancnic, cono os dc Saul, dc Aniíoco, dc
Hcrodcs, dc Judas c dc ouiros. Ensinc-sc,
porianio, aos Ioncns a disiinguir iodas as
coisas, para quc nao aconicça quc, cnganados
pclos lcns scnsívcis, prcfiran os lcns quc sao
apcnas icnporais, c para quc aprcndan a rcccar,
nao ianio os nalcs prcscnics, cono o infcrno, c a
411
icncr solrciudo, nao aquclcs quc apcnas podcn
aiingir o corpo, nas aquclc quc podc nao so
pcrdcr o corpo, nas ianlcn lcvar a nossa alna
para o infcrno (Lucus, 12, 4 c 5i
XIX
28. E advirian-sc as crianças dc quc o caninIo
nais scguro da vida c o caninIo da cruz, c quc,
prccisancnic por isso, foi por cla quc o Mcsirc,
Crisio, saiu dcsia vida, o qual convidou os ouiros
a scguircn por cssc caninIo, c por clc conduz
aquclcs a qucn qucr nclIor.
O nisicrio da nossa salvaçao foi rcalizado na
Cruz, c fciio dc Cruz, na qual c crucificado o
vclIo Adao, para quc viva o novo, criado scgundo
Dcus. Por isso, Dcus casiiga aquclcs quc ana c,
por assin dizcr, crucifica-os con Crisio, para,
dcpois da rcssurrciçao, os colocar à sua dirciia,
no ccu, juniancnic con Crisio. E cnlora a
palavra Cruz scja a poicncia dc Dcus para salvar
aquclcs quc acrcdiian, iodavia, para a carnc, c
loucura c csiorvo (Co)ìntíos, I, 1, 18i; dc ial
nancira quc c ncccssario inculcar nuiio lcn nos
Crisiaos csia vcrdadc, para quc cnicndan quc
nao podcn scr discípulos dc Crisio, sc nao
rcnuncian a si ncsnos, sc nao iransporian
solrc os scus onlros a Cruz dc Crisio (vcja-sc
Lucus, 14, vcrsículo 27i, c sc nao csiao
prcparados a scguir Dcus duranic ioda a vida,
412
por qualqucr paric por ondc Elc qucira conduzi-
los.
XX
29. Dcvc providcnciar-sc para quc, cnquanio sc
cnsinan csias coisas às crianças, nao lIcs scja
dado ncnIun c×cnplo cn conirario.
Isio c, procurc-sc quc as crianças nao ouçan
ncn vcjan llasfcnias, pcrjuros, profanaçõcs do
nonc dc Dcus ou ouiras inpicdadcs, nas quc,
para qualqucr paric quc sc volicn, cnconircn
rcvcrcncia pcla divindadc, olscrvancia da rcligiao
c purcza dc conscicncia. E sc alguna coisa
aconiccc cn conirario disio, cn casa ou na
cscola, quc noicn quc cla nao fica inpunc, nas
sc casiiga scvcrancnic; c dc ial nancira quc a
pcna, infligida pclo crinc dc lcsa-divindadc,
scndo scnprc nais dura quc a pcna infligida por
una ofcnsa conciida conira Priscianoí17|, nosirc
quc c quc, acina dc iudo c anics dc iudo, sc dcvc
icncr.
XXI
30. Finalncnic, porquc, na prcscnic corrupçao do
nundo c da naiurcza, nunca progrcdinos ianio
cono dcvíanos; c, ncsno quc progridanos
alguna coisa, a nossa carnc dcpravada cai
facilncnic na conicnplaçao dc si ncsna c na
solcrla cspiriiual, c assin (porquc Dcus rcsisic
413
aos solcrlosi, í18| a nossa salvaçao corrc un
pcrigo gravíssino, inporia cnsinar, a icnpo, a
iodos os crisiaos, quc os nossos lons csiudos c
as nossas loas olras, pcla sua inpcrfciçao, nada
valcn, sc nao vcn cn nossa ajuda, con a sua
pcrfciçao, Crisio, o Cordciro dc Dcus quc iira os
pccados do nundoí19|, c no qual apcnas sc
conpraz o Pai, cic.í20|. É ncccssario, porianio,
invocar Crisio c so nclc confiar.
Assin, finalncnic, colocanos cn scguro a
cspcrança da nossa salvaçao c dos nossos, sc a
colocarnos solrc Crisio, pcdra angularí21|, o
qual, assin cono c o vcriicc dc ioda a pcrfciçao,
na icrra c no ccu, assin ianlcn c o unico
iniciador c apcrfciçoador da nossa fc, da nossa
caridadc, da nossa cspcrança c da nossa
salvaçao. Efciivancnic, o Pai cnviou Crisio do
Ccu à icrra, prccisancnic para quc, fciio
Enanucl (Dcus-Ioncni, rcunissc os Ioncns c
Dcus; c, vivcndo saniíssinancnic na
Iunanidadc assunida, sc aprcscniassc aos
Ioncns cono nodclo da vida divina; c, norrcndo
inoccnicncnic, c×piassc con o sacrifício dc si
ncsno as culpas do nundo, c, con o proprio
sanguc, lavassc os nossos pccados; c, cnfin,
rcssusciiando, nosirassc quc a noric fora
vcncida con a noric, c, sulndo ao ccu, c dc la
cnviando o Espíriio Sanio, pcnIor da nossa
salvaçao, c, ncdianic o ncsno Espíriio,
Ialiiassc cn nos cono Tcnplos scus, c nos
414
rcgcssc c nos guardassc para a salvaçao,
cnquanio luianos aqui na icrra, c dcpois nos
rcssusciiassc c lcvassc para si, para quc, ondc
Elc csia, csicjanos ianlcn nos c conicnplcnos
a sua gloria, cic.
31. A csic unico salvador dc iodos os Ioncns,
con o Pai c o Espíriio Sanio, scja dado cicrno
louvor, Ionra, lcnçao c gloria, por iodos os
scculos dos scculos. Ancn.
32. Convcn, iodavia, dcicrninar o nodo
pariicular dc rcalizar apiancnic iodas csias
coisas, cn iodas as classcs das cscolas.
415

Capítulo XXV
SE REALMENTE
QUEREMOS ESCOLAS REFORMADAS
SEGUNDO AS VERDADEIRAS NORMAS
DO AUTÊNTICO CRISTIANISMO,
OS LIVROS DOS PAGÃOS,
OU DEVEM SER AFASTADOS DAS ESCOLAS,
OU AO MENOS DEVEM SER UTILIZADOS
COM MAIS CAUTELA QUE ATÉ AQUI[1]

Dc quc coísu sc conccu u pc)suudí) ncstc cupìtuío.
1. Una ncccssidadc incviiavcl olriga-nos a
dcscnvolvcr un pouco nais o assunio a quc, dc
passagcn, fizcnos ja ncnçao no capíiulo
prcccdcnic, pois, sc qucrcnos icr cscolas
vcrdadcirancnic crisias, inporia afasiar dclas
una nuliidao dc douiorcs pagaos. E×porcnos,
princiro, as causas urgcnics dcsia aiiiudc, c,
dcpois, cnsinarcnos qual a cauicla dc quc sc
dcvc usar rclaiivancnic a csscs salios, para fazcr
nossos iodos os scus pcnsancnios, os scus diios
c os scus faios, quando sao lons.
E con quc zcío pu)u con Dcus.
2. O anor da gloria dc Dcus c da salvaçao dos
Ioncns inpclc-nos a iraiar con zclo csic
assunio, pois vcnos quc as principais cscolas dos
416
crisiaos profcssan Crisio apcnas dc nonc c, dc
rcsio, nao põcn as suas dclícias scnao nos
Tcrcncios, Plauios, Cíccros, Ovídios, Caiulos c
Tílulos, Musas c Vcnus. Daqui rcsulia quc
salcnos nais do nundo quc dc Crisio, c quc
icnos ncccssidadc dc procurar os crisiaos no
ncio da crisiandadc, prccisancnic porquc,
ncsno a nuiios icologos, cnirc os nais crudiios
c noiavcis, Crisio apcnas fornccc una nascara, c
Arisioiclcs, con a rcsianic nuliidao dos pagaos,
fornccc o sanguc c o cspíriio. Ora isio c un
Iorrcndo aluso da lilcrdadc crisia, una
iurpíssina profanaçao c una coisa cIcia dc
pcrigos. Con cfciio.
Cuusus po) quc os ííu)os puguos dcucn sc)
cxcíuìdos dus cscoíus c)ístus c os ííu)os díuínos
dcucn sc) ínt)oduzídos.
P)íncí)u.
3. En princiro lugar, os nossos filIos, nascidos
para o ccu, rcnasccran por viriudc do Espíriio dc
Dcus. Dcvcn, por conscqucncia, scr fornados
cono cidadaos para o ccu c, principalncnic,
dcvcn ionar conIccincnio con os Ialiianics do
ccu. Dcus, Crisio, os Anjos, Alraao, Isac, Jacol c
ouiros. E, posias dc paric, cnircianio, iodas as
ouiras coisas, dcvc procurar fazcr-sc isio anics dc
iudo, nao so por causa da inccricza dcsia vida,
para quc ningucn vcnIa a scr arrclaiado pcla
noric scn csiar prcparado, nas ianlcn porquc
417
as princiras inprcssõcs pcrnancccn
profundancnic gravadas na ncnic c (sc sao
saniasi iornan nais scguras iodas as ouiras
coisas quc sc dcvcn iraiar dcpois, duranic a
vida.
Scgundu.
4. En scgundo lugar, Dcus, cnlora provcssc
alundanicncnic ao scu povo clciio, iodavia, nao
lIc nosirou ouira cscola alcn da dos scus airios,
ondc csialclcccu scr Elc ncsno o nosso
profcssor, nos os alunos, c a douirina, a voz dos
scus profcias. Con cfciio, fala assin pcla loca dc
Moiscs. «Ouvc, o Isracl, o ScnIor nosso Dcus c o
unico ScnIor. Anaras ao ScnIor icu Dcus dc
iodo o icu coraçao, c dc ioda a iua alna, c con
ioda a iua força. E csias palavras, quc cu Iojc ic
iniino, csiarao gravadas no icu coraçao; c iu as
cnsinaras a icus filIos, c as ncdiiaras scniado
cn iua casa, c andando pclo caninIo, c csiando
no lciio, c ao lcvaniar-ic, cic.» (Dcutc)ononío, 6, 4
c ss.i. E pcla loca dc Isaías. «Eu sou o ScnIor icu
Dcus, quc ic cnsino o quc c uiil, quc ic dirijo pclo
caninIo quc scgucs» (Isuìus, 48, 17i. E nouiro
lugar. «Porvcniura o povo nao Ia-dc consuliar o
scu Dcus?» (Isuìus, 8, 19i. E Crisio diz.
«Pcrscruiai as Escriiuras» (Jouo, 5, 39i.
Tc)ccí)u.
418
5. E quc csia sua voz c luz fulgidíssina da nossa
inicligcncia c rcgra pcrfciiíssina das nossas
açõcs c, nun c nouiro caso, un au×ílio
suficicniíssino para a nossa fraqucza, dcclara-o
con csias palavras. «Eis quc vos cnsinci os
csiaiuios c os ordcnancnios judiciarios.
Olscrvai-os c pondc-os cn praiica, pois csia aqui
a vossa salcdoria c a vossa prudcncia dianic dos
olIos dos povos, os quais, ouvindo csias coisas,
dirao. «Apcnas csia gcnic c un povo salio c
prudcnic» (Dcutc)ononío, 4, 5 c 6i. E cn Josuc
ordcna. «Nao sc aparic da iua loca o livro dcsia
lci; nas ncdiiaras nclc dia c noiic para olscrvar
c cunprir iudo o quc nclc csia cscriio; cniao
lcvaras o icu caninIo dirciio c prospcraras»
(Josuc, 1, 8i. E pcla loca dc David. «A douirina dc
Jcova c ínicgra c rcsiauradora da alna; o
icsicnunIo dc Jcova c vcraz c da salcdoria aos
ignoranics, cic.» (Suíno 19, 8i. Finalncnic, o
Aposiolo aicsia. «Toda a Escriiura, divinancnic
inspirada, c uiil para cnsinar, para rcprccndcr,
para corrigir, para fornar na jusiiça; a fin dc quc
o Ioncn dc Dcus scja pcrfciio, apio para ioda a
olra loa» (Tínòtco, II, 3, 16 c 17i. Igualncnic os
Ioncns nais salios (cnicnda-sc crisiaos,
vcrdadcirancnic iluninadosi rcconIcccran
ianlcn csia vcrdadc c profcssaran-na. S. Joao
Crisosiono diz. «Tudo aquilo quc c ncccssario
salcr ou ignorar, aprcndcno-lo nas
Escriiuras»í2|. E Cassiodoro. «A Escriiura c una
419
cscola cclcsic, una crudiçao viial, a aula da
vcrdadc, una disciplina ccriíssinancnic
singular, c ocupa os alunos con pcnsancnios
fruiuosos, c nao con vaos ariifícios dc palavras,
cic.Ȓ3|.
Ouu)tu.
6. Alcn disso, Dcus proiliu c×prcssancnic ao
scu povo as douirinas c os cosiuncs dos pagaos.
«Nao aprcndais os caninIos dos gcniios» (dissc
Jc)cníus, 10,2i. E igualncnic. «Porvcniura nao
Ia un Dcus cn Isracl, para vos virdcs consuliar
Dclsclu, dcus dc Acaron?» (IV Líu)o dos Hcís, 1, 3i
«Porvcniura o povo nao Ia-dc consuliar o scu
Dcus? Ha-dc ir falar con os norios accrca dos
vivos? Anics dcvc rccorrcr à lci c ao icsicnunIo,
pois, sc nao falarcn scgundo csia linguagcn, nao
raiara para clcs a luz da nanIa» (Isuìus, 8, 19-
20i. Porquc assin? Porquc «ioda a salcdoria vcn
dc Dcus c con clc pcrnanccc para scnprc». E
logo a scguir. «A raiz da salcdoria a qucn foi
janais rcvclada?» (Ecícsíustíco, 1, 1 c 6i. «Esics
jovcns viran a luz, c Ialiiaran solrc a icrra;
nas ignoraran o caninIo da salcdoria, c nao
cnicndcran as suas vcrcdas, ncn scus filIos a
rccclcran; cla sc rciirou para longc dclcs. Nao foi
ouvida na icrra dc Canaa, ncn foi visia cn Tcna.
Tanlcn os filIos dc Agar, os quais procuran a
prudcncia quc vcn da icrra, os falulisias c os
csquadrinIadorcs da inicligcncia, ignoraran o
420
caninIo da salcdoria. Mas aquclc quc salc
iodas as coisas, conIccc-a c dcscolriu iodos os
caninIos da salcdoria c cnsinou-a a Jacol, scu
scrvo, c a Isracl, scu anado» (Hu)uc, 3, vcrsículos
20, 21, 22, 23, 32, 36, 37i. «Nao fcz assin a
ncnIuna ouira naçao, c por isso nao
conIcccran os scus prccciios» (Suíno 147, 20i.
Ouíntu.
7. Ouando o scu povo sc dcsviava da sua lci, indo
à procura dos airaiivos da faniasia Iunana,
Dcus ccnsurava-lIc nao so a loucura, pois
alandonava a fonic da salcdoria (Hu)uc, 3, 12i,
nas ianlcn a dupla nalícia «porquc o ncu povo
fcz dois nalcs. alandonaran-nc a nin, quc sou
a fonic dc agua viva, c cavaran para si cisicrnas,
cisicrnas roias, quc nao podcn rcicr as aguas»
(Jc)cníus, 2, 13i. E, pcla loca dc Oscias,
lancniando-sc porquc o scu povo iinIa rclaçõcs
dcnasiado anisiosas con os gcniios, acrcsccnia.
«Os nuliípliccs cnsinancnios da ninIa lci, quc
por nin foran cscriios, considcran-nos cono
coisa fciia para os ouiros» (Oscíus, 8, 12i.
Porvcniura proccdcn dc nancira difcrcnic
aquclcs crisiaos quc icn scnprc cnirc as naos,
dc dia c dc noiic, os livros dos pagaos?í4|. Do
sagrado codigo dc Dcus, cono sc sc iraiassc dc
una coisa dos ouiros quc a clcs nao diz rcspciio,
ncnIun sc inicrcssa, cnlora clc nao scja «coisa
va, quc possa inpuncncnic dcscurar-sc, nas a
421
nossa propria vida», scgundo o icsicnunIo do
proprio Dcus (Dcutc)ononío, 32, 47i.
Scxtu.
8. Por isso, a vcrdadcira Igrcja c os vcrdadciros
culiorcs dc Dcus nao procuraran ncnIuna ouira
cscola, alcn da palavra dc Dcus, ncla Iaurindo
alundanicncnic a salcdoria vcrdadcira c cclcsic,
quc c supcrior a ioda a salcdoria nundana.
Efciivancnic, David diz dc si ncsno. «Mais salio
quc os ncus ininigos nc iornou o icu
nandancnio, porquc clc csia scnprc conigo.
Sou nais prudcnic quc iodos os ncus ncsircs,
porquc os icus nandancnios sao a ninIa
ncdiiaçao, cic.» (Suíno 118, 98, cic.i. Dc nodo
scnclIanic, Salonao, o nais salio dos noriais,
dcclara. «O ScnIor c qucn da a salcdoria, c da
sua loca sai a prudcncia c a cicncia» (P)ouc)Iíos,
2, 6i. Tanlcn Jcsus, filIo dc Sirac (no prologo do
scu livroi, afirna quc a sua salcdoria foi Iaurida
«na lciiura da lci c dos profcias» (Ecícsíustícoi.
Daqui, a alcgria dos sanios, quando vian a luz na
Luz dc Dcus (Suíno 35, 10i. «Sonos diiosos, o
Isracl, porquc as coisas quc agradan a Dcus nos
sao nanifcsias» (Hu)uc, 4, 4i. «ScnIor, para qucn
Iavcnos nos dc ir? So iu icns palavras dc vida
cicrna» (Jouo, 6, 69i.
Sctínu.
422
9. E×cnplos dc iodos os scculos nosiran quc,
scnprc quc a Igrcja sc dcsviou das fonics dc
Isracl, scnprc cssc dcsvio foi ocasiao dc cisnas c
dc crros. Fclaiivancnic à Igrcja israclíiica; o faio
c suficicnicncnic conIccido, airavcs das
lancniaçõcs dos profcias; rclaiivancnic à Igrcja
crisia, infcrc-sc da Iisioria quc, scnprc quc foi
govcrnada pclos Aposiolos c por pcssoas
aposiolicas, apcnas con a douirina do EvangclIo,
scnprc pcrnancccu vigorosa a sinccridadc da fc.
Mas, logo quc os pagaos concçaran a cnirar cn
nuliidao na Igrcja, c arrcfcccu o priniiivo ardor c
soliciiudc cn scparar as douirinas puras das
inpuras, c, por isso, sc concçou a lcr, princiro
privadancnic c dcpois cn pullico, os livros dos
pagaos, c cvidcnic quc cspccic dc nisiura c dc
confusao dc douirinas rcsuliou. Prccisancnic por
culpa daquclcs ncsnos quc sc jaciavan dc scr os
unicos dcposiiarios da cIavc da salcdoria,
pcrdcu-sc cssa cIavc; cn conscqucncia disso, cn
lugar dos ariigos da Fc, surgiu una infinidadc dc
opiniõcs csiranIas; daí os dissídios c os liiígios,
quc nao dao ainda nosiras dc qucrcrcn
dcsaparcccr. Dcsic nodo, a caridadc arrcfcccu c
a picdadc c×iinguiu-sc, c, sol o nonc dc
crisiianisno, surgiu c rcina o paganisno.
Efciivancnic, foi ncccssario quc sc rcalizassc cn
plcniiudc a ancaça dc Jcova. «sc clcs nao falarcn
scgundo csia linguagcn nao raiara para clcs a
luz da nanIa» (Isuìus, 8, 20i. «Por isso, Dcus
423
infundiu nclcs o cspíriio dc sonolcncia c fccIou-
lIcs os olIos, para quc para clcs ioda a visao
fossc cono as palavras dc un livro fccIado, cic.»
(Isuìus, 29, 10 c ss.i, pois icnian Dcus scgundo
os nandancnios c as douirinas dos Ioncns. OI!
quao vcrdadcirancnic sc vcrifica, a rcspciio
dcsics, aquilo quc o Espíriio Sanio afirnou dos
filosofos pagaos, dizcndo quc «sc dcsvancccran
nos scus pcnsancnios c olscurcccu-sc o scu
coraçao inscnsaio» (Honunos, 1, 21i. Por isso, sc
a Igrcja sc qucr purgar con lon rcsuliado dos
inquinancnios, nao Ia ncnIun ouiro caninIo
nais scguro quc o dc alandonar as disscriaçõcs
scduioras dos Ioncns c rcgrcssar às unicas
fonics puras dc Isracl, c rcionar, nos c os nossos
filIos, por ncsirc c guia, Dcus c a palavra dc
Dcus. Assin, finalncnic, sc rcalizara a profccia
dc Isaías. «iodos os filIos da Igrcja scrao
cnsinados pclo ScnIor» (Isuìus, 54, 13i.
Oítuuu.
10. Ncn ccriancnic a nossa dignidadc dc
crisiaos (quc, por Crisio, fonos fciios filIos dc
Dcus, un saccrdocio rcalí5| c Icrdciros do ccui
pcrniic quc nos c os nossos filIos nos alai×cnos
c nos prosiiiuanos dc nodo a iraiar os
noralisias pagaos cono anigos íniinos c
façanos dclcs as nossas dclícias. É cvidcnic, con
cfciio, quc aos filIos dos rcis c dos príncipcs nao
c cosiunc dar cono pcdagogos os parasiias, os
424
lolos, os lufõcs, nas pcssoas gravcs, salias c
dcvoias. E nos nao nos cnvcrgonIanos dc dar
cono pcdagogos aos filIos do rci dos rcis, aos
irnaos dc Crisio, aos Icrdciros da cicrnidadc,
aquclc lrincalIao do Plauio, aquclc lascivo do
Caiulo, aquclc inpuro do Ovídio, aquclc Luciano,
ínpio cscarncccdor dc Dcus, aquclc olsccno do
Marcial c ouiros do ncsno jacz, quc nao
conIcccn ncn icncn o vcrdadciro Dcus? Os
quais, una vcz quc vivcran scn cspcrança
alguna dc una vida nclIor c apcnas pcnsaran
cn ncrgulIar-sc no cIarco da vida prcscnic, nao
podcn dci×ar dc rcnc×cr consigo nas ncsnas
inundícics aquclcs quc os frcqucnian. Dasia,
lasia, o crisiaos, dc scnclIanic loucura! É icnpo
dc icrninar con cla, pois Dcus cIana-nos a
coisas nclIorcs, c c jusio scguir qucn nos
cIana.
A cscoíu dc Dcus.
Crisio, cicrna salcdoria dc Dcus, alriu una
cscola cn sua casa para os filIos dc Dcus, ondc
faz dc rciior c dc ncsirc suprcno o proprio
Espíriio Sanio, dc profcssorcs c dc ncsircs os
profcias c os aposiolos, iodos doiados dc
vcrdadcira salcdoria, iodos cnsinando,
luninosancnic, con a palavra c con o c×cnplo,
o caninIo da vcrdadc c da salvaçao, iodos
Ioncns sanios; ondc sao alunos apcnas os
clciios dc Dcus, as prinícias dos Ioncns
425
rcsgaiados por Dcus c pclo Cordciro; c ondc
fazcn dc inspciorcs c dc prcfciios os anjos c os
arcanjos, os principados c as poicsiadcs quc
csiao no ccu (E]csíos, 3, l0i. Tudo o quc sc cnsina
ncsia cscola ninisira a iodos una cicncia quc c
nais vcrdadcira, nais ccria c nais pcrfciia quc os
raciocínios do ccrclro Iunano, c quc sc csicndc
a iodos os usos dcsia vida c da vida fuiura. Con
cfciio, so a loca dc Dcus c a fonic dc ondc
pronanan iodos os rios da vcrdadcira salcdoria;
so a facc dc Dcus c o luzciro dc ondc sc difundcn
os raios da vcrdadcira luz; so a palavra dc Dcus c
a raiz dc ondc dcsponian os vcrdadciros gcrncns
da inicligcncia. Fclizcs, porianio, aquclcs quc
olIan a facc dc Dcus, csiao aicnios à sua loca c
rccclcn no coraçao as suas palavras, pois c csic
o unico caninIo dc una incfavcl, vcrdadcira c
cicrna salcdoria, c fora dclc nao Ia ouiro.
Nonu.
11. Ncn dcvc passar-sc cn silcncio quao
scriancnic Dcus proiliu ao scu povo as rclíquias
dos gcniios, ncn aquilo quc aconicccu àquclcs
quc nao prcsiaran aicnçao à scguinic ancaça. «O
ScnIor c×icrninara dianic dc ii aquclas naçõcs,
cic. Tu, porcn, qucinaras no fogo as suas
csculiuras; nao coliçaras a praia ncn o ouro dc
quc sao fciias, ncn dclas ionaras nada para ii,
para quc nao iropcccs, visio scrcn a aloninaçao
do ScnIor icu Dcus. E nao lcvaras para iua casa
426
coisa alguna dc ídolo, para quc ic nao iorncs
anaicna, cono clc o c» (Dcutc)ononío, 7, 22, 25,
26i. E no capíiulo 12. «Ouando o ScnIor icu
Dcus iivcr c×icrninado dianic dc ii as naçõcs cn
quc cnirarcs para as possuir, c as possuírcs, c
Ialiiarcs na sua icrra, alsicn-ic dc as iniiar,
dcpois quc clas iivcrcn sido dcsiruídas à iua
cnirada, c dc ic infornar das suas ccrinónias,
dizcndo. Assin cono csias naçõcs adorarcn os
scus dcuscs, do ncsno nodo ianlcn cu os
adorarci. Nao faras assin con o ScnIor icu
Dcus. Porquc clas fizcran pclos scus dcuscs
iodas as aloninaçõcs, quc o ScnIor alorrccc,
ofcrcccndo-lIcs scus filIos c filIas c qucinando-
os no fogo. Fazc soncnic cn Ionra do ScnIor
aquilo quc cu ic ordcno; nao acrcsccnics ncn
iircs nada» (Dcutc)ononío, 12, 29, c ss.i. E
cnlora Josuc (Josuc, 24, 23i, dcpois da viioria,
iivcssc rccordado aos isracliias csic nandancnio
dc Dcus c os aconsclIassc a alandonar os ídolos
no quc nao foi olcdccido, csias rclíquias pagas
iornaran-sc para clcs una cilada, c assin
rccaíran scnprc na idolonania aic à ruína dos
dois rcinos Iclraicos. E nos, iornados nais
cauiclosos pclo c×cnplo alIcio, nao Iavcrcnos dc
ionar juízo?
Os ííu)os dos puguos suo ìdoíos.
12. Mas os livros nao sao ídolos, oljciara algucn.
Fcspondo. Mas sao rclíquias daquclas gcnics quc
427
o ScnIor nosso Dcus dispcrsou da facc do scu
povo crisiao, cono ouirora, nas sao nais
pcrigosas quc ouirora. Con cfciio, cniao ficavan
prcsos no laço apcnas aquclcs cujos coraçõcs sc
cnlruiccian (Jc)cníus, 10, 14i; agora, porcn,
ncsno os nais salios podcn scr cnganados
(Coíosscnccs, 2, 8i. Eniao, cran olras das naos
Iunanas (c assin quc Dcus cosiuna falar ao
c×prolar a csiuliícia do idolairai; agora, sao
olras da inicligcncia Iunana. Eniao, o
rcsplcndor da praia c do ouro cncandcava os
olIos; agora, a plausililidadc da salcdoria carnal
ccga a ncnic. O quc? Ncgas quc os livros pagaos
sao ídolos? Oucn c quc cniao afasiou dc Crisio o
inpcrador Juliano?í6| Oucn fcz pcrdcr a calcça
ao papa Lcao X, quc considcrava una falula a
Iisioria dc Crisio?í7| Por quc cspíriio foi Dcnlo
inspirado a dissuadir o Cardcal Sadolcio da
lciiura dos Livros Sanios (sol o prcic×io dc quc
aquclas incpcias nao cran dignas dc un varao
cnincnic?ií8|. Ouc c quc, ainda Iojc, faz
prccipiiar no aicísno ianios salios iialianos c
ouiros?í9|. O×ala na Igrcja dc Crisio rcfornada
nao c×isian ianlcn aquclcs quc Cíccro, Plauio,
Ovídio, cic. arrasian airas dc si con un odor
vcrdadcirancnic norial!
Euusuo.
13. Sc algucn disscr. o aluso nao dcvc inpuiar-
sc às coisas, nas às pcssoas; ora, Ia crisiaos
428
picdosos aos quais a lciiura dos pagaos nao faz
nal algun ÷ o Aposiolo rcspondc. «salcnos quc
o ídolo nao c nada no nundo», «nas ncn cn
iodos Ia csic conIccincnio» (capaz dc disccrniri.
«Tcndc cauicla, pois, para quc a vossa lilcrdadc
sc nao iornc ocasiao dc qucda para os fracos»
(Co)ìntíos, 1, 8, 4, 7, 9i. Porianio, cnlora o Dcus
niscricordioso prcscrvc nuiios da ruína, iodavia,
nos nao podcnos scr cscusados sc,
conscicnicncnic c voluniariancnic, iolcranos
iais airaiivos (qucro dizcr as varias invcnçõcs do
ccrclro Iunano ou ainda da fraudc saianicai,
alindados dc suiilczas c dc clcgancias, cnquanio
quc c ccrio quc csscs airaiivos fazcn pcrdcr a
calcça a alguns, c aic a nuiios, c fazcn-nos cair
nas ciladas dc Saianas. Olcdcçanos, anics, a
Dcus c nao iniroduzanos ídolos nas nossas casas
ncn coloqucnos Dragõcs ao lado da arca da
aliançaí10|, para quc nao nisiurcnos a salcdoria
quc vcn do ccu con a salcdoria icrrcna, naicrial
c dialolica, ncn dcnos a Dcus ocasiõcs para
dcsalafar a sua jusia ira conira os nossos filIos.
Aícgo)íu.
14. Na vcrdadc, ianlcn aquclc caso, rccordado
por Moiscs alcgoricancnic, ialvcz icnIa aqui
calincnio. Nalad c Aliu, filIos dc Arao,
saccrdoics principianics, icndo colocado (porquc
nao conIccian ainda lcn o ccrinoniali, nos scus
iurílulos, fogo csiranIo à rcligiao (isio c, fogo
429
conuni, cn vcz dc fogo sagrado, para inccnsar o
ScnIor, foran fcridos pclo fogo dc Dcus c
norrcran dianic do ScnIor (Lcuìtíco, 10, 1 c ss.i.
Mas quc sao os filIos dos crisiaos scnao «un
saccrdocio sanio para ofcrcccr sacrifícios
cspiriiuais, agradavcis a Dcus»? (Pcd)o, I, 2, 5i.
Porcn, sc cncIcnos os scus iurílulos, ou scja,
as suas ncnics, con un fogo quc lIcs c
csiranIo, nao fazcnos nais quc c×pó-los ao furor
da ira divina. E, cfciivancnic, nao c c nao dcvc
scr csiranIa ao coraçao dos crisiaos qualqucr
coisa quc provcnIa dc ouiro lugar c nao do
cspíriio dc Dcus? E nao provcn dc Dcus a naior
paric dos dclírios filosoficos c pociicos dos
pagaos, scgundo o icsicnunIo do Aposiolo
(Honunos, 1, 21, 22 c Coíosscnccs, 2, 8, 9i. E,
nao scn razao, S. Jcrónino cIanou à pocsia
vinIo dos dcnóniosí11|, con o qual Saianas
cnlclcda as ncnics incauias, nclas infundc
sonolcncia c nclas susciia sonIos quc sao causa
dc opiniõcs nonsiruosas, dc pcrigosas icniaçõcs
c dc naus dcscjos. Convcn, por isso, icr cuidado
con csics filiros saianicos.
Os c]csíos dcucn sc) ínítudos.
15. Sc nao olcdcccnos a Dcus, quc nos
aconsclIa coisas nais scguras, no dia dc juízo
1cvaniar-sc-ao conira nos os Efcsios, os quais,
logo quc a luz da divina salcdoria rcfulgiu a scus
olIos, qucinaran iodos os livros dc arguncnio
430
liccncioso, iornados inuicis para clcs crisiaos
(Atos dos Apòstoíos, 19, 19i. E a nodcrna Igrcja
grcga, cnlora icnIa livros dc filosofia c dc
pocsia, cscriios na sua língua clcganic por
auiorcs aniigos, considcrados os Ioncns nais
salios do nundo, iodavia, proiliu a sua lciiura,
sol pcna dc c×conunIao, aos cclcsiasiicos c
àquclcs quc profcssan a sua rcligiao. Daqui
rcsuliou quc o nundo grcgo, porquc inundado
pcla larlaric, icnIa caído cn grandc ignorancia c
cn nuiias supcrsiiçõcs, nas foi aic agora
prcscrvado por Dcus do diluvio anii-crisiao dos
crros. Inporia, porianio, iniiar os grcgos ncsic
ponio (icndo, porcn, cn naior considcraçao o
csiudo das Sagradas Escriiurasi, para nais
facilncnic afasiar as ircvas quc nos foran
dci×adas pclo paganisno, pois, so na Luz dc Dcus
sc vc a luz (Suíno 35, 10i. «Vos, pois, da casa dc
Jacol, vindc c caninIcnos na luz do nosso
Dcus» (Isuìus, 2, 5i
Díssoíucn-sc ugo)u us oI]ccocs.
16. Vcjanos, porcn, con quc razõcs sc insurgc
conira csias coisas a razao Iunana,
coniorccndo-sc cono una scrpcnic, para quc sc
nao vcja olrigada a acciiar o olscquio da fc c a
cnircgar-sc a Dcus. Assin insian os
racionalisias.
431
1. du g)undc suIcdo)íu contídu nos ííu)os dos
puguos.
17. Nos livros dos filosofos, dos oradorcs c dos
pocias, csia coniida una grandc salcdoria.
Fcspondo. sao dignos das ircvas aquclcs quc
dcsvian os olIos da luz. É ccrio quc à coruja o
crcpusculo parccc o ncio dia, nas os aninais
nascidos para a luz, conIcccn-na lcn
divcrsancnic. Ó Ioncn fuiil, quc procuras a luz
clara nas ircvas do raciocínio Iunano, lcvania os
olIos para o ccu! Dc la dcscc a luz vcrdadcira, do
Pai das luzcs.
Nas olras Iunanas, sc porvcniura sc cnconira
qualqucr jorro ou qualqucr cIispa dc luz, sao
pcqucnas ccniclIas, as quais, cnlora a qucn
csia nas ircvas parcçan un csplcndor, iodavia,
para nos quc icnos à nao cIanas ardcnics
ofcriadas cn don (a fulgidíssina palavra dc
Dcusi, quc uiilidadc podcn irazcr aquclas
ccniclIas? Con cfciio, os filosofos, sc dispuian
accrca da naiurcza, nao fazcn nais quc lanlcr o
vidro, scn nunca aiingir as papas. Ora, na
Sagrada Escriiura, o proprio ScnIor da naiurcza
narra os grandcs nisicrios das suas olras,
c×plicando as princiras c as uliinas razõcs dc
iodas as criaiuras visívcis c invisívcis. Sc os
filosofos falan dc noral, fazcn cono as avczinIas
prcsas pclo visco quc, por nais quc csvoaccn
con ioda a força, nao conscgucn cfciivancnic
432
voar. Ora a Escriiura conicn vcrdadciras c claras
dcscriçõcs das viriudcs c profundas c×oriaçõcs,
quc pcnciran aic à ncdula dos ossos, c c×cnplos
vivos dc ioda a cspccic. Ouando os pagaos
qucrcn cnsinar a picdadc, cnsinan a
supcrsiiçao, porquc nao csiao cnlclidos ncn do
vcrdadciro conIccincnio dc Dcus, ncn do
vcrdadciro conIccincnio da sua voniadc. «Eis
quc as ircvas colrcn a icrra c a cscuridao os
povos; cn Sion, porcn, nascc o ScnIor c aí sc vc
a sua gloria» (Isuìus, 60, 2i.
Enlora, porianio, aos filIos da luz scja dada a
lilcrdadc dc sc alcirarcn, por vczcs, dos filIos
das ircvas, para quc, noiada a difcrcnça, possan
c×uliar ainda nais no caninIo da luz, dcvcn, c
ccrio, conpadcccr-sc das ircvas daquclcs
infclizcs, nas, sc prcfcrcn as suas ccniclIas à
nossa luz, concicn una loucura iniolcravcl c
injuriosa conira Dcus c conira a nossa alna.
«Ouc inicrcssa progrcdir nas douirinas
nundanas c langucsccr nas douirinas divinas?
Scguir as ficçõcs caducas c icr fasiio pclos
nisicrios cclcsics? É ncccssario alsicr-sc dc iais
livros c, por anor das Sagradas Escriiuras, fugir
dos auiorcs quc dcslunlran pclo scu csiilo, nas
sao dcsiiiuídos dc viriudc c dc salcdoria», diz
Sanio Isidoroí12|. Eis o louvor dc iais livros! Sao
cascas scn niolo. A csic proposiio, Filipc
MclancIion pcnsa o scguinic. «Ouc cnsinan cn
gcral os filosofos, sc acaso algun dclcs cnsina
433
accriadancnic, scnao a confiança c o anor dc
nos proprios? Ciccro, no scu livro «Dc finilus
lonorun ci nalorunȒ13|, acIa quc ioda a razao
dc praiicar a viriudc nascc do anor dc nos
proprios c do cgoísno. Ouanio dc cnfaiuado c dc
solcrla nao Ia cn Plaiao? E nao nc parccc quc
una inicligcncia sagaz c pcnciranic possa
conscguir facilncnic nao conirair qualqucr
dcfciio da anliçao plaiónica, sc acaso lcr os scus
cscriios. A douirina dc Arisioiclcs c, no scu
conjunio, una auicniica pai×ao dc polcnizar, dc
ial nancira quc nao o julganos scqucr digno do
uliino lugar, cnirc os cscriiorcs dc filosofia
noral, cic.» (Conpcndío dc Tcoíogíu, no lugar
ondc iraia do pccadoií14|.
2. du suu ncccssídudc pu)u u ]ííoso]íu.
18. Dizcn ianlcn. Sc os cscriiorcs pagaos nao
cnsinan rciancnic a Tcologia, cnsinan, porcn, a
filosofia, a qual nao podc Iaurir-sc da Sagrada
Escriiura, quc nos foi dada para nossa salvaçao.
Fcspondo. A fonic da salcdoria c a palavra dc
Dcus quc csia nos ccus (Ecícsíustíco, 1, 5i. A
vcrdadcira filosofia nao consisic scnao no
vcrdadciro conIccincnio dc Dcus c das suas
olras, c csias coisas nao podcn aprcndcr-sc cn
paric alguna con nais vcrdadc quc da loca dc
Dcus. Por isso, Sanio AgosiinIo, icccndo louvorcs
à Sagrada Escriiura, afirna. «Aqui csia a filosofia.
porquc iodas as causas dc iodas as naiurczas
434
csiao cn Dcus, scu criador. Aqui csia a Éiica.
porquc a vida cquililrada c Ioncsia nao podc
fornar-sc dc ouiro nodo scnao anando,
juniancnic con a vida, as coisas quc sc dcvcn
anar, c anando-as cono sc dcvc, isio c, Dcus c o
pro×ino. Aqui csia a logica. porquc a vcrdadc c a
luz da razao Iunana nao c scnao Dcus. Aqui csia
ianlcn a nais louvavcl salvaçao do Esiado.
porquc nao sc iuicla da nclIor nancira o lcn-
csiar dos cidadaos, a nao scr quando, con o
fundancnio c con o vínculo da fc c dc una firnc
concordia, sc ana o lcn conun, quc c Dcus,
suno c vcrdadciro lcnȒ15|. E alguns auiorcs do
nosso scculoí16| dcnonsiraran ja quc, na
Sagrada Escriiura, csiao coniidos, con nais
vcrdadc quc cn ouiras olras, os princípios
fundancniais dc iodas as cicncias c dc iodas as
arics filosoficas; dc ial nancira quc sc dcvc
adnirar o nagisicrio do Espíriio Sanio, quc
procura infornar-nos principalncnic das coisas
invisívcis c cicrnas, nas, ao ncsno icnpo, aqui c
alcn, nos dcscolrc as razõcs das coisas naiurais
c ariificiais, c nos da nornas suficicnics para
pcnsar c opcrar saliancnic, cnquanio quc,
accrca dc iudo isio, nos filosofos pagaos, apcnas
conscguc cnconirar-sc una sonlra. Sc, porianio,
un grandc icologo cscrcvcu. «a lcla salcdoria dc
Salonao csia no faio dc quc iniroduziu a Lci dc
Dcus nas casas, nas cscolas c nas corics», sc nos
inculcarnos à juvcniudc, cn vcz dos cscriiorcs
435
pagaos, a lci dc Dcus, prcscrcvcndo assin rcgras
para iodo o gcncro dc vida, quc c quc nos inpcdc
dc cspcrar quc volic aic nos a salcdoria
salonónica, ou scja, a salcdoria vcrdadcira c
cclcsic? Esforccno-nos, porianio, para icrnos cn
nossas casas iudo aquilo quc podc iornar-nos
salios, ncsno naqucla cicncia c×icrna, c por
assin dizcr profana, a quc cIananos filosofia. É
ccrio quc Iouvc una cpoca dcsgraçada, cn quc
os filIos dos isracliias sc viran olrigados a ir aos
filisicus arranjar a rclIa do arado, a cn×ada, o
nacIado c o sacIo, pois nao Iavia fcrrciro na
icrra dos isracliias (Sunucí, I, 13, 19 c 20i. Mas
scra ncccssario angusiiar c pór assin scnprc cn
dificuldadcs os isracliias? Nao, principalncnic
quando c ccrio quc isso iraz o dano dc quc, cono
cniao, os filisicus fornccian, c ccrio, as cn×adas,
nas dc nodo algun fornccian as cspadas aos
isracliias, quc as usarian conira clcs; assin
ianlcn podc ir luscar-sc à filosofia paga
silogisnos conuns, fciios à força dc raciocínios c
dc florcs oraiorias, nas dc nodo algun as
cspadas c as lanças para dclclar a inpicdadc c a
supcrsiiçao. Dcscjcnos, porianio, anics a cpoca
dc David c dc Salonao, cn quc os filisicus foran
vcncidos c cn quc Isracl rcinava c gozava dos
scus lcns.
E, dc íguuí nodo, po) cuusu du cícguncíu do cstíío.
436
19. Ao ncnos, porianio, por causa do csiilo,
lcian Tcrcncio, Plauio c ouiros cscriiorcs
scnclIanics, os csiudiosos da Laiinidadc.
Princira Fcsposia. Porvcniura, para quc
aprcndan a falar, Iavcnos dc lcvar os nossos
filIos pclas iascas, laiucas, ialcrnas, lupanarcs,
c ouiras cloacas scnclIanics? Cono cfciio, para
ondc conduzcn a juvcniudc Tcrcncio, Plauio,
Caiulo, Ovídio c ouiros scnclIanics, scnao para
lugarcs sordidos cono aquclcs? Ouc cspciaculo
lIc ofcrcccn scnao facccias, galIofas,
concsainas, lclcdciras, anorcs lai×os,
dcvassidõcs, cnganos c ouiras coisas parccidas,
das quais c ncccssario afasiar os olIos c os
ouvidos dos crisiaos, ncsno quando sc lIcs
aprcscnian dianic por ncro acaso? Porvcniura
julganos quc o Ioncn csia pouco dcpravado cn
si, dc ial nodo quc scja ncccssario ninisirar-lIc
do c×icrior fornas dc ioda a cspccic dc iorpczas,
csiínulos c inccniivos, c cono quc cnpurra-lo
para a ruína? Mas dir-sc-a. Ncsics cscriiorcs,
ncn iudo c nau. Fcspondo. o nal, porcn, apcga-
sc-nos scnprc nais facilncnic, c, por isso, cnviar
a juvcniudc ondc o nal csia nisiurado con o
lcn, c coisa nuiio pcrigosa. Con cfciio, ncsno
para naiar algucn, nao sc cosiuna, ncn ncsno
sc podc, dar-lIc o vcncno puro, nas nisiurado
con os nclIorcs nanjarcs ou lclidas; nas,
apcsar disso, o vcncno faz scniir a sua força c
provoca a noric a qucn o iona. E×aiancnic
437
assin, o aniigo Ionicida, sc qucr insinuar-sc no
ncio dc nos, ncccssariancnic icn dc adoçar os
scus io×icos infcrnais con o açucar das carícias
das suas ficçõcs c discursos. Conscicnics disio,
nao Iavcnos nos dc nandar para o dialo o scu
ncfando ariifício? Podcra dizcr-sc. Ncn iodos sao
porcos. Cíccro, Virgílio, Horacio c ouiros sao
Ioncsios c gravcs. Fcspondo. Todavia, ianlcn
csics sao pagaos ccgos quc dcsvian as ncnics
dos lciiorcs, do vcrdadciro Dcus para os dcuscs c
dcusas (Jupiicr, Maric, Nciuno, Vcnus, Foriuna c
ouiras divindadcs, scn duvida fingidasi. Ora
Dcus dissc ao scu povo. «Nao dcvcis rccordar o
nonc dos dcuscs csirangciros, c a vossa loca nao
dcvc pronuncia-lo» (Êxodo, 23, 13i. E, alcn disso,
ncsscs cscriiorcs, quc caos dc supcrsiiçõcs, dc
opiniõcs falsas, dc cupidczas nundanas, cn
gucrra unas conira as ouiras! Evidcnicncnic
quc cncIcn os scus discípulos dc un cspíriio
difcrcnic daquclc quc Crisio nclcs qucr infundir.
Crisio cIana-nos para fora do nundo, clcs
incrgcn-nos no nundo; Crisio cnsina-nos a
rcnuncia a nos ncsnos, clcs cnsinan o anor a
nos ncsnos; Crisio cIana para a Iunildadc,
clcs para o orgulIo; Crisio rcconcnda a
sinplicidadc das ponlas, clcs insiilan, dc nil
nanciras, a aric das suiilczas; Crisio aconsclIa a
nodcsiia, clcs cspalIan a frivolidadc; Crisio ana
os crcdulos, clcs prcfcrcn os suspciiosos, os
dispuiadorcs, os olsiinados. E, para concluir
438
con poucas palavras, pcrgunio con as palavras
do Aposiolo. «Ouc socicdadc podc Iavcr cnirc a
luz c as ircvas? E quc concordia cnirc Crisio c
Dclial? Ou quc dc conun cnirc o ficl c o inficl?»
(Co)ìntíos, II, 6, 14 c 15i. Tanlcn Erasno diz,
con razao, nas suas Pu)uIoíus. «As alclIas
alsicn-sc das florcs podrcs; do ncsno nodo,
nao dcvc iocar-sc nun livro quc conicnIa
pcnsancnios puiridos»í17|. E igualncnic. «Assin
cono nos podcnos dciiar con scgurança
alsoluia no ircvo, pois ncsia crva as scrpcnics
nao sc cscondcn; assin ianlcn dcvcnos
frcqucniar aquclcs livros ondc nao Ia ncnIun
vcncno a icncrȒ18|.
II. Hcspostu.
20. Mas, afinal, quc icn dc lclo c gracioso os
cscriiorcs pagaos, dc nodo a scrcn prcfcridos aos
nossos cscriiorcs sagrados? Acaso so clcs nos
nosiran as clcgancias liicrarias? O nais pcrfciio
ariíficc da língua c aquclc quc a criou, o cspíriio
dc Dcus; c os sanios dc Dcus c×pcrincnian c
prcgan quc as suas palavras sao nais doccs quc
o ncl, nais pcnciranics quc una cspada dc dois
guncs, nais cficazcs quc o fogo quc fundc os
nciais c nais pcsadas quc o nariclo quc
dcspcdaça as pcdras. Acaso so os cscriiorcs
pagaos conian Iisiorias ncnoravcis? A nossa
Díllia csia cIcia dc faios vcrdadciros c nuiio
nais naravilIosos. Acaso so clcs fornan iropos,
439
figuras, nciaforas, alcgorias, paralolas c
na×inas? Ncsias coisas, os nais alios cinos
foran por nos aiingidos. É una inaginaçao
lcprosa prcfcrir ao Jordao c às ouiras aguas dc
Isracl, o Allana c o Farfar, rios dc Danasco (Líu)o
dos Hcís, IV, 5, 12i. É ranclosa a visia a quc o
Olinpo, o Elícona c o Parnaso ofcrcccn
panoranas nais ancnos quc o Sinai, o Sion, o
Ernon, o Talor c o Monic das Olivciras. É surdo
o ouvido a quc soa nais doccncnic a lira dc
Orfcu, a ironpa dc Honcro c dc Virgílio, quc a
Iarpa dc David. É csiragado a paladar, ao qual
salcn nclIor o fingido ncciar c a anlrosia, c as
fonics dc Casialio, quc o vcrdadciro nana cclcsic
c as fonics dc Isracl. É pcrvcrso o coraçao a quc
proporcionan naiorcs dclícias os noncs dos
dcuscs c das dcusas, das nusas c das graças,
quc o nonc adoravcl dc Jcova, dc Crisio Salvador
c dos varios dons do Espíriio sanio. É ccga aqucla
cspcrança quc passcia pclos canpos Elíscos, dc
prcfcrcncia a passcar pclos jardins do paraíso,
pois, naquclcs, iudo c faluloso, ao passo quc,
ncsics, iudo c rcal c alsoluiancnic vcrdadciro.
III. Hcspostu.
21. Acciicnos, no cnianio, quc os cscriiorcs
pagaos icn ianlcn clcgancias, frascs, adagios c
na×inas norais, dignas dc scrcn iransfcridas
para nos. Mas dcvcnos cnviar para junio dclcs os
nossos filIos, para colIcrcn cssas florziias?
440
Acaso nao c líciio dcspojar os cgípcios c priva-los
dos scus ornancnios? Sin, c líciio; c aic
convcnicnic, scgundo as ordcns dc Dcus (Êxodo,
3, 22i. Con cfciio, dc dirciio, pcricnccn à Igrcja
iodas as propricdadcs dos gcniios. É ncccssario,
porianio, insisic-sc, ir para a frcnic c ionar
possc dcssas coisas. Fcsposia. Manasscs c
Efrain, icndo inicnçao dc ocupar un país dc
gcniios para os Isracliias, avançaran arnados c
so con Ioncns; as crianças c os fracos ficaran
cn casa, cn lugar scguro (Josuc, 1, 14i. Façanos
nos ianlcn assin. nos, Ioncns ja firncs c
rolusios pcla insiruçao, pclo disccrnincnio c
pcla picdadc crisia, ioncnos cssas parics dos
cscriiorcs pagaos, nas nao c×ponIanos a
juvcniudc a csscs pcrigos. Efciivancnic, quc
faríanos nos, sc csscs pagaos irucidasscn ou
fcrisscn ou lcvasscn cono cscravos os nossos
filIos? Infclizncnic, irisics c×cnplos nos
nosiran quanios dclcs a filosofia dcssa iurla
paga scparou dc Crisio c prccipiiou no aicísno.
Scria, porianio, una aiiiudc cIcia dc scgurança
cnviar gcnic arnada a roular àquclcs quc, por
disposiçao divina, csiao fcridos pcla c×conunIao,
iodo o ouro c praia c qualqucr ouira coisa
prcciosa, c fazcr a sua disiriluiçao pclos
Icrdciros do ScnIor. Ouc Dcus susciic cspíriios
Icroicos quc rccolIan iodas as florzinIas dc
clcgancia quc sc cnconiran ncsscs vasios
dcscrios c sc conprazan cn iransporia-las para
441
os jardins da filosofia crisia, para quc nao possa
dcscjar-sc algo dc nais na nossa casa!
IV. Hcspostu.
22. Finalncnic, sc dcvc adniiir-sc algun dos
pagaos nas nossas cscolas, scja Scncca, Epiicio,
Plaiao c ouiros scnclIanics, ncsircs dc viriudc c
dc Ioncsiidadc, nos quais Ia a noiar un ncnor
nuncro dc crros c dc supcrsiiçõcs. Era csic o
consclIo do grandc Erasno, quc aconsclIava sc
alincniassc a juvcniudc crisia con as proprias
Sagradas Escriiuras, c finalncnic acrcsccniava.
«Sc acaso cla dcvc dcnorar-sc na liicraiura
profana, quanio a nn, gosiaria quc sc dcnorassc
naqucla paric quc csia nais pro×ina da
liicraiura rcvclada» (Erasno, no Conpcndío dc
Tcoíogíuií19|. Mas, ncsno csics cscriiorcs, nao c
lon coloca-los dianic da juvcniudc, sc princiro
nao foran c×purgados dc nodo a iirar-lIcs os
noncs dos dcuscs c qualqucr ouira coisa quc
saila a supcrsiiçao, c sc os cspíriios dos jovcns
nao csiao ja lcn firncs no crisiianisno.
Efciivancnic, Dcus pcrniiiu casar con virgcns
pagas, con a condiçao dc sc lIcs rapar os calclos
c coriar as unIas (Dcutc)ononío, 21, 12i.
Enicndano-nos, porianio, lcn. nao proilinos,
dc iodo, aos crisiaos os cscriiorcs dos pagaos,
para quc conIcçan lcn o privilcgio cclcsic con
quc Crisio cunulou os crcnics (noic-sc lcn. os
c)cntcsi. «nanuscarao scrpcnics c, sc lclcrcn
442
alguna coisa noriífcra, nao lIcs fara nal»
(Mu)cos, 16, 18i; nas qucrcnos quc sc usc dc
prccauçao, c pcdinos c suplicanos quc sc nao
c×ponIan às scrpcnics os filIos dc Dcus, quc
nao icnIan ainda una fc lcn firnc, c quc, con
icncraria scgurança, sc lIcs nao dc ocasiõcs dc
lclcr vcncnos. «Dissc o cspíriio dc Crisio quc os
filIos dc Dcus dcvian scr alincniados con o lciic
sinccro da palavra dc Dcus» (Pcd)o, I, 2, 2;
Tínòtco, II, 3, 15i.
4a. oI]ccuo. du dí]ícuídudc du Sug)udu Esc)ítu)u
pu)u os p)íncí)os unos.
23. Mas, aquclcs quc incauiancnic pairocinan a
causa dc Saianas conira Crisio, dizcn ainda. Os
livros da Sagrada Escriiura sao dcnasiado
difíccis para a juvcniudc, c, por isso, dcvc ncicr-
sc-lIc nas naos, cnircianio, ouiros livros,
cnquanio sc lIc dcscnvolvc a capacidadc dc
disccrnincnio.
I. Hcspostu.
Princira Fcsposia. Esia c una afirnaçao dc
qucn csia cn crro, ignora as Escriiuras c nao
conIccc a força dc Dcus. O quc dcnonsiro dc
ircs nanciras. Princiro. c conIccida a Iisioria dc
Tinoico, cclclrc nusico dc icnpos passados, o
qual, iodas as vczcs quc rccclia un novo aluno,
cosiunava pcrguniar-lIc sc ja iinIa concçado a
csiudar con ouiro profcssor. Sc rcspondia quc
443
nao, rccclia-o por un prcço acciiavcl; sc
rcspondia quc sin, dolrava o prcço,
aprcscniando a razao dc quc, para o cnsinar,
cran ncccssarios iralalIos dolrados. un para
lIc fazcr dcsaprcndcr as coisas quc Iavia
aprcndido nal; c ouiro para lIc cnsinar a aric
vcrdadciraí20|. Nos, porcn, cnlora icnIanos
dcclarado a iodo o gcncro Iunano quc o nosso
ncsirc c douior c Jcsus Crisio, alcn do qual
csianos proilidos dc procurar ouiro (Mutcus, 17,
5; 23, 8i, o qual dissc. «Dci×ai vir a nin as
criancinIas c nao as cnlaraccis» (Mu)cos, 10,
14i, Iavcrcnos dc coniinuar, conira a voniadc
dclc, a conduzi-las a ouiro? A nao scr quc
icnIanos rcccio quc Crisio scja un ocioso quc,
con dcnasiada condcsccndcncia, lIcs cnsinc a
sua noral; c, conscqucnicncnic, conduzino-las
daqui para alcn, princiro pclas oficinas dos
ouiros c, cono dissc, pclas ialcrnas, pclas iascas
c por iodas as csirunciras c, finalncnic, quando
csiao ja csiragadas c conianinadas, lcvano-las a
Crisio, para quc as rcfornc à sua nancira. Mas
cn quc sc pcnsa ncnos quc ncsics jovcns
infclizcs c, quanio a csic ponio, dc iodo
inoccnics? Ou dcvcn ncccssariancnic luiar
duranic ioda a vida, ianlcn para dcsaprcndcr as
coisas dc quc foran cnlclidos nos princiros
anos, ou sao alsoluiancnic rcpclidos para longc
dc Crisio c sao alandonados a Saianas, para quc
os fornc clc? Con cfciio, aquilo quc c consagrado
444
a Moloc, nao c a aloninaçao dc Dcus? Esias
coisas sao Iorrcndas, nas infclizncnic sao
vcrdadciras. Suplico, pcla niscricordia dc Dcus,
aos nagisirados crisiaos c aos cIcfcs das Igrcjas
quc nao pcrniian quc scjan ofcrccidos a Moloc
os jovcns crisiaos, nascidos para Crisio, c a Elc
consagrados pclo laiisno.
II. Hcspostu.
24. É falso aquilo quc aprcgoan.
A Escriiura c dcnasiado sullinc c csia acina da
capacidadc da idadc infaniil. Ou scra quc Dcus
nao cnicndcu aic quc ponio a sua palavra c
adapiada ao nosso cspíriio? (Dcutc)ononío, 31,
11, 12, c 13i. E David nao afirna quc «a lci do
ScnIor ninisira a salcdoria às crianças» (Suíno
18, 8i? Noic-sc lcn. às crianças. E nao diz S.
Pcdro quc «a palavra dc Dcus c o lciic das
crianças rcgcncradas, o qual lIcs c dado para
quc, alincniadas con clc, crcsçan c sc
dcscnvolvan» (Pcd)o, I, 2, 2i? Eis o lciic dc Dcus,
frcsquíssino, dulcíssino, salulcrrino, dc nodo
quc o alincnio das criancinIas gcradas para
Dcus scja a palavra dc Dcus. Porquc c quc cniao
sc Ia-dc coniradizcr a Dcus, ianio nais quc a
douirina paga c una conida dura dc rocr con os
dcnics, c aic capaz dc quclrar os proprios
dcnics? Por isso, o Espíriio Sanio, pcla loca dc
David, convida as criancinIas para a sua cscola,
445
dizcndo. «Vindc, filIos, ouvi-nc c cu vos cnsinarci
o icnor dc Dcus» (Suíno 33, 12i.
III. Hcspostu.
25. Finalncnic, confcssanos quc Ia, dc faio, nas
Sagradas Escriiuras, lugarcs dc grandc
profundidadc, nas iais quc nclcs os clcfanics sc
afogan c os cordciros nadan, cono cscrcvcu
clcganicncnic Sanio AgosiinIoí21|, ao qucrcr
noiar a difcrcnça cnirc os salios do nundo, quc
prcsunçosancnic lccn as Escriiuras, c os filIos
dc Crisio, quc dclas sc apro×inan con anino
Iunildc c docil. E quc ncccssidadc Ia dc scr
conduzido incdiaiancnic ao nar alio? Podc ir-sc
pouco a pouco. Princiro inporia cosicar os
liiorais da douirina do caiccisno; dcpois, fazcr
lrcvcs iravcssias, aprcndcndo a Iisioria sagrada,
pcnsancnios norais c coisas scnclIanics, quc
nao ulirapasscn a capacidadc da ncnic, nas a
conduzan, pouco a pouco, a coisas nais
clcvadas, quc sc scgucn. Finalncnic, iornan-sc
apios para nadar nos nisicrios da fc. Dcsic
nodo, insiruídos dcsdc a infancia nas Sagradas
Escriiuras, prcscrvar-sc-ao nais facilncnic das
corrupçõcs nundanas c adquirirao aqucla
salcdoria quc conduz à salvaçao, por ncio da fc
quc csia cn Crisio Jcsus (Tínòtco, II, 3, 15i.
Efciivancnic, cn qucn sc da a Dcus c, scniando-
sc aos pcs dc Crisio, alrc os ouvidos à salcdoria,
quc vcn do alio, c inpossívcl quc nao cnirc o
446
cspíriio dc graça, para lIc accndcr a luz da
vcrdadcira inicligcncia c para lIc nosirar
clarancnic iluninados os caninIos da salvaçao.
Hcdu)guícuo.
26. Para icrninar. aquclcs auiorcs (Tcrcncio,
Cíccro, Virgílio, cic.i quc sc prcicndc ofcrcccr à
juvcniudc crisia, cn vcz da Díllia, sao iais cono
clcs afirnan quc c a Sagrada Escriiura. difíccis c
ncnos inicligívcis quc cla para a juvcniudc.
Efciivancnic, nao foran cscriios para
adolcsccnics, nas para Ioncns dc juízo naduro,
quc sc novcn ja no palco ou no foro. Aos ouiros,
dc nada aprovciian, cono o provan os faios. É
ccrio, con cfciio, quc un Ioncn fciio c quc
proccdc virilncnic, nuna so liçao solrc Cíccro
aprovciia nais quc un adolcsccnic quc o aprcnda
iodo, linIa por linIa. Porquc c quc cniao sc nao
rcncic para un icnpo oporiuno o csiudo dcsics
classicos inporianics, sc dc faio sao
inporianics? Mas c digno da naior considcraçao
aquilo quc dissc ja, isio c, quc, nas cscolas
crisias, sc dcvc fornar cidadaos para o ccu, c nao
para o nundo, c quc, por conscqucncia, sc lIcs
dcvc dar profcssorcs iais quc lIcs incuian
douirinas cclcsics, dc prcfcrcncia a douirinas
icrrcnas, douirinas sanias, dc prcfcrcncia a
douirinas profanas.
Concíusuo.
447
27. Concluanos, porianio, con csias palavras
angclicas. «Nao podc a consiruçao dc un cdifício
Iunano crgucr-sc naquclc lugar, ondc sc concça
a vcr a cidadc do Aliíssino» (Líu)o IV dc Esd)us,
10, 54i. E una vcz quc Dcus qucr quc scjanos
«arvorcs dc jusiiça c planiaçao dc Jcova, ondc clc
scja glorificado» (Isuìus, 61, 3i, nao convcn,
porianio, quc os nossos filIos scjan arlusios da
planiaçao dc Arisioiclcs, ou dc Plaiao, ou dc
Plauio, ou dc Tulio, cic. Dc ouiro nodo, a
scnicnça ja foi profcrida. «Toda a plania quc ncu
Pai cclcsiial nao planiou, scra arrancada pcla
raiz» (Mutcus, 15, 13i. Tona prccauçao, c, sc
algucn quiscr conduzir-ic conira a cicncia dc
Dcus, nao ccdas, (Co)ìntíos, II, 10, 5i.
448

Capítulo XXVI
DA DISCIPLINA ESCOLAR

Nus cscoíus c ncccssu)íu u díscípíínu.
1. É vcrdadciro o scguinic provcrlio usado na
língua popular locna. unu cscoíu scn díscípíínu
c un noínIo scn uguu. Efciivancnic, assin cono
sc sc iira a agua a un noinIo, clc para
ncccssariancnic, assin ianlcn, sc na cscola
falia a disciplina, iudo afrou×a. Do ncsno nodo,
sc un canpo nao c sacIado, logo nclc nasccn
cizania c ouiras crvas daninIas; sc as arvorcs
nao sao podadas, iornan-sc sclvagcns c lançan
rclcnios inuicis. Daqui nao sc scguc quc a cscola
dcva csiar cIcia dc griios, dc pancadas c dc
varas, nas cIcia dc vigilancia c dc aicnçao, da
paric dos profcssorcs c da paric dos alunos. Con
cfciio, quc c a disciplina scnao un proccsso
adcquado dc iornar os discípulos
vcrdadcirancnic discípulos?
Ouunto u díscípíínu dcucn oIsc)uu)-sc t)cs coísus.
2. Scra, porianio, lon quc o fornador da
juvcniudc conIcça, nao so o fin, nas ianlcn a
naicria c a forna da disciplina, para quc nao
449
ignorc porquc, cono c quando dcvc usar una
scnsaia scvcridadc.
1. Fín du díscípíínu.
3. Anics dc iudo, crcio quc c douirina acciic por
iodos quc a disciplina sc dcvc c×crccr conira
qucn c×orliia, nas nao porquc c×orliiou
(cfciivancnic, o faio nao podc dcsfazcr-sci, nas
para quc nao c×orliic nais. Dcvc, por isso,
aplicar-sc a disciplina scn pai×ao, scn ira c scn
odio, con ial candura c ial sinccridadc, quc
aquclc ncsno a qucn a aplicanos sc apcrccla
dc quc a pcna disciplinar sc lIc aplica para scu
lcn c quc c diiada pclo afcio paicrno quc lIc
dcdican aquclcs quc o dirigcn, c por isso a dcvc
rccclcr con o ncsno anino con quc cosiuna
ionar os rcncdios rccciiados pclo ncdico.
2. Mutc)íu po) cuusu du quuí sc dcuc upíícu) u
díscípíínu uos uíunos. Nuo po) cuusu dos cstudos.
4. Nao dcvc cnprcgar-sc una disciplina scvcra no
quc sc rcfcrc aos csiudos c às lciras, nas apcnas
nos aspccios ligados aos cosiuncs. Con cfciio, sc
os csiudos sao adcquadancnic rcgulados (cono
cnsinanos jai, sao, por si ncsnos, airaiivos para
os cspíriios, c, pcla sua doçura, airaicn c
cncanian a iodos (sc sc c×cciuar os nonsiros dc
Ioncnsi. Sc aconiccc divcrsancnic, a culpa nao
c dos alunos, nas dos profcssorcs. Mas, sc sc
ignoran os nciodos dc airair con aric os
450
cspíriios, c, scn duvida, cn vao quc sc cnprcga a
força. Os açoiics c as pancadas nao icn
ncnIuna força para inspirar, nos cspíriios, o
anor das lciras, nas, ao conirario, icn nuiia
força para gcrar, na alna, o icdio c a avcrsao
conira clas. Por isso, quando sc advcric quc à
alna sc apcga a docnça do icdio, csia dcvc scr
afasiada con dicia c, dcpois, con rcncdios
doccs, cn vcz dc a iornar nais violcnia con o
cnprcgo dc rcncdios violcnios. Dcsia prudcncia
da-nos nosiras o proprio sol quc, no princípio da
prinavcra, nao incidc logo solrc as planias
novinIas c icnras, ncn, logo dcsdc o princípio, as
csirciia c qucina con o scu calor, nas
aqucccndo-as pouco a pouco, inscnsivclncnic,
fa-las crcsccr c ganIar vigor; c, finalncnic,
quando ja sao adulias c anadurcccn os scus
fruios c as suas scncnics, lança-sc solrc clas
con ioda a sua força. O jardinciro usa dos
ncsnos cuidados, iraiando con nais dclicadcza
as planias novinIas, con nais icrnura as quc
sao ainda icnrinIas, c nao faz scniir a icsoura,
ncn a navalIa, ncn a foicc, ncn as fcridas às
planias quc ainda as nao podcn suporiar. E o
nusico, sc a guiiarra, ou a Iarpa, ou o violino
csia dcsafinado, nao laic nas cordas con o
punIo ou con un pau, ncn o aiira conira una
parcdc, nas proccdc con aric aic quc as icnIa
lcn afinadas. É dcsia nancira quc dcvc cIcgar-
sc a criar, nos alunos, un anor Iarnonioso dos
451
csiudos, sc sc qucr cviiar quc a sua indifcrcnça
sc iransfornc cn Iosiilidadc, c a sua apaiia cn
csiupidcz.
Cono sc dcucn cstínuíu) pu)u os cstudos.
5. Sc, porcn, por vczcs, c ncccssario cspcviiar c
csiinular, o cfciio podc scr oliido por ouiros
ncios c nclIorcs quc as pancadas. às vczcs, con
una palavra nais aspcra c con una rcprccnsao
dada cn pullico; ouiras vczcs, clogiando os
ouiros. «olIa cono csiao aicnios csic icu colcga c
aquclc, c cono cnicndcn lcn iodas as coisas!
Porquc c quc iu cs assin prcguiçoso?»; ouiras
vczcs, susciiando o riso. «Eniao iu nao cnicndcs
una coisa iao facil? Andas con o cspíriio a
passcar?» Podcn ainda csialclcccr-sc «dcsafios»
ou «salaiinas» scnanais, ou ao ncnos ncnsais,
para vcr a qucn calc o princiro lugar ou a Ionra
dc un clogio, cono cnsinanos ja nouiro lugar,
dcsdc quc sc vcja quc isio nao vai rcsuliar nun
ncro divcriincnio ou nuna lrincadcira, c por
isso inuiil, nas para quc o dcscjo do clogio c o
ncdo do viiupcrio c da IunilIaçao csiinulcn
vcrdadcirancnic à aplicaçao. Por csia razao, c
alsoluiancnic ncccssario quc o profcssor assisia
ao «dcsafio» c o dirija con scricdadc c scn
ariifícios, ccnsurc c rcprccnda os nais
ncgligcnics c clogic pullicancnic os nais
aplicados.
452
Díscípíínu po) cuusu dos costuncs.
1 2 3
6. No cnianio, dcvc aplicar-sc una disciplina
nais scvcra c nais rígida àquclcs quc c×orliian
no donínio dos cosiuncs. Ou scja. 1. En caso dc
qualqucr aio dc inpicdadc, cono a llasfcnia, a
olsccnidadc, c iodas as falias quc sc concicn
alcriancnic conira a lci dc Dcus. 2. En caso dc
coniunacia c dc nalícia olsiinada, cono quando
algun aluno dcsprcza as ordcns do profcssor ou
dc qualqucr ouiro supcrior, c quando salc o quc
dcvc fazcr, nas, conscicnicncnic, o nao faz. 3.
En caso dc solcrla c dc vaidadc, ou ainda dc
invcja c dc prcguiça, cono quando un aluno,
soliciiado por un colcga para lIc cnsinar
qualqucr coisa, sc rccusa a ajuda-lo.
Po)quc )uzuo sc dcuc p)occdc) ussín.
7. Con cfciio, aquclcs dcliios do princiro gcncro
ofcndcn a najcsiadc dc Dcus; os do scgundo
gcncro arruinan a lasc dc iodas as viriudcs
(Iunildadc c docilidadci; os do icrcciro gcncro
inilcn c rciardan os progrcssos rapidos nos
csiudos. O dcliio conira Dcus c un
dcsrcgrancnio quc dcvc scr c×piado con un
duríssino casiigo; aquclc quc algucn concic
conira os Ioncns c conira si ncsno c una
iniquidadc a quc sc dcvc rcncdiar con una
corrcçao dura; aquclc quc sc concic conira
453
Priscianoí1| c una nodoa quc sc dcvc iirar con a
csponja da rcprccnsao. Nuna palavra, a
disciplina dcvc icndcr no scniido dc quc, cn iudo
c scnprc, sc csiinulc c sc forialcça, airavcs dc
un c×crcício c dc una praiica consianic, a
rcvcrcncia para con Dcus, o rcspciio para con o
pro×ino c o dcscjo dc cunprir os dcvcrcs c as
olrigaçõcs da vida.
3. A ]o)nu du díscípíínu c tonudu do soí.
8. Un oiino nciodo dc rcgular a disciplina c-nos
cnsinado pclo Sol, o qual ninisira às coisas quc
crcsccn. 1. scnprc, luz c calor; 2.
frcqucnicncnic, cIuva c vcnio; 3. raras vczcs,
raios c irovõcs, cnlora csias coisas icnIan
ianlcn a sua uiilidadc.
Cono dcuc p)occdc)-sc pu)u utííízu) cstc nodcío.
9. À iniiaçao do sol, o dircior da cscola csforçar-
sc-a por lcvar a juvcniudc a cunprir o scu dcvcr.
1.
I. Con c×cnplos consianics, nosirando quc c un
nodclo vivo dc iodas aquclas coisas para as quais
os alunos dcvcn prcparar-sc. Sc falia isio, iudo o
rcsio c vao.
2.
454
II. Con palavras dc fornaçao, dc c×oriaçao c dc
ccnsura, con a condiçao dc quc, qucr cnsinc,
qucr adnocsic, qucr nandc, qucr rcprccnda,
nosirc scnprc lcn clarancnic quc faz iudo con
anor paicrnal, con inicnçao dc cdificar a iodos c
nao dc arruinar scja qucn for. Sc o discípulo nao
vc lcn clarancnic csic anor c nao csia dclc
convcncido, facilncnic, nao so dcsprcza a
disciplina, cono aic sc olsiina conira cla.
3.
III. Todavia, sc Iouvcr algun aluno con un
cspíriio iao infcliz para qucn csics rcncdios
suavcs nao scjan suficicnics, inporia rccorrcr a
rcncdios nais violcnios, para quc nada do quc foi
plancado scja alandonado, c anics dc clc scr
dado por incorrcgívcl, cono un icrrcno inproprio
para qualqucr culiura, do qual nada Ia a
cspcrar. Talvcz, accrca dc alguns, ainda Iojc scja
vcrdadciro o scguinic provcrlio. o frígio nao sc
corrigc scnao à força dc pancadasí2|. Ao ncnos,
csia disciplina, sc nao aprovciiar àquclc a qucn c
aplicada, aprovciiara, iodavia, aos ouiros, pclo
ncdo quc lIcs incuic, dcsdc quc sc icnIa o
cuidado dc nao rccorrcr, por qualqucr noiivo,
cono frcqucnicncnic aconiccc, a rcncdios
c×ircnos, para quc os rcncdios c×ircnos sc nao
csgoicn anics dos casos c×ircnos.
Hcsuno.
455
10. O rcsuno do quc sc dissc c do quc vai dizcr-
sc scja o scguinic. a disciplina icnda para quc,
naquclcs quc prcparanos para Dcus c para a
Igrcja, forncnos c confirncnos consianicncnic
a icnpcra das inclinaçõcs, dc nodo a iornar ial
icnpcra scnclIanic àqucla quc Dcus c×igc aos
scus filIos, confiados à cscola dc Crisio, para quc
«c×ulicn con ircnor» (Suíno 2, 11i, c
iralalIando na sua salvaçao con icnor c ircnor
(Fííípcnscs, 2, 12i, gozcn no ScnIor (IIíd, 2, 2i
isio c, para quc possan c sailan, nao so anar,
cono ianlcn rcvcrcnciar os scus fornadorcs, c
nao so sc dci×cn conduzir dc loa voniadc ondc
dcvcn scr conduzidos, nas aic dcscjcn
vivancnic scr conduzidos. Esia icnpcra das
inclinaçõcs nao podc olicr-sc con ncios divcrsos
daquclcs quc aponianos ja. lons c×cnplos,
palavras carinIosas, anor consianicncnic
sinccro c nanifcsio; soncnic cn casos nuiio
c×iraordinarios, fulninando c irovcjando
alcriancnic, nas, ncsno cniao, scnprc con a
inicnçao dc quc a scvcridadc icrninc scnprc no
anor, sc c isso possívcl.
Po) unu upíícucuo scncíIuntc.
11. Efciivancnic, qucn viu alguna vcz (scja-nc
ainda líciio csclarcccr csic ponio con un
c×cnploi un ourivcs fornar una pcqucna
inagcn so à força dc golpcs? Ningucn. As
inagcns pcqucnas fazcn-sc nclIor, fundindo-as
456
quc nariclando-as. E sc lIc fica prcso algun
pcdaciio dc ncial supcrfluo c inuiil, o ariisia
Ialilidoso nao o laic inpciuosancnic con o
nariclo, nas c×irai-o suavcncnic con o
nariclinIo, ou dcsprcndc-o con a lina, ou coria-
o con a pinça, c, fazcndo iudo con cauicla,
acala por polir c alisar a sua olra. E julganos
nos podcr fornar una pcqucna inagcn do Dcus
vivo, una criaiura racional, con inpcios
irracionais?
Out)o cxcnpío.
12. Tanlcn o pcscador quc pcnsou apanIar
pci×cs cn aguas nais profundas, con una rcdc
naior, nao prcndc à rcdc apcnas pcdaços dc
cIunlo quc a ncrgulIcn na agua c a olrigucn
a arrasiar-sc pclo fundo, nas, do lado oposio,
prcndc-lIc pcdaços dc coriiça quc a nanicnIan
à supcrfícic da agua. Dc nodo scnclIanic, qucn
rcsolvcu fazcr una pcsca dc viriudcs con a
juvcniudc, por un lado, dcvcra donina-la pcla
scvcridadc para a iornar icncnic, Iunildc c
olcdicnic, c, por ouiro lado, pcla afalilidadc,
dcvcra conduzi-la ao anor c ao zclo alcgrc. Fclizcs
os ariíficcs dcsia icnpcra! Fcliz a juvcniudc quc
icn iais ncsircs!
13. Tcn aqui calincnio a opiniao do cnincnic
EilIard Lulin, Douior cn Tcologia, o qual, no
prcfacio ao Novo Tcsiancnio, cdiiado cn grcgo,
457
laiin c alcnao, disscriando accrca da rcforna
das cscolas, cscrcvcu csias palavras. «A ouira
coisa c quc iudo o quc sc propõc à juvcniudc, quc
scja adapiado à sua capacidadc, lIc scja c×igido
dc nodo quc nada façan conira a voniadc c à
força, nas, ianio quanio c possívcl,
csponiancancnic c dc loa voniadc, c con
vcrdadciro prazcr do cspíriio. Por isso, sou dc
opiniao dc quc as varas c as vcrgasias,
insiruncnios scrvís c dc nodo algun
convcnicnics para pcssoas livrcs, sc nao
cnprcgucn nas cscolas, nas scjan afasiadas
para longc, c scjan cnprcgadas con cscravos ou
con naus scrvos dc cspíriio scrvil. Esics dcvcn
scr noiados a icnpo c dcvcn scr afasiados das
cscolas, igualncnic a icnpo, nao so por causa da
sua índolc, propria dc cspíriios scrvís, nas
ianlcn por causa da sua pcrvcrsidadc, quc
quasc scnprc anda cnparclIada con aqucla; c
sc a csias pcssinas qualidadcs sc acrcsccnian os
ncios do salcr c das arics, cniao csias c aquclcs
iransfornan-sc cn arnas dc vilcza c scrao
cspadas nas naos dc loucos furiosos quc, con
clas, sc dcgolarao a si ncsnos c aos ouiros. Ha,
iodavia, ouiros gcncros dc pcnas quc podcn scr
aplicadas aos jovcns quc nasccran livrcs c dc
alna lilcral, cic.Ȓ3|.
458

Capítulo XXVII
AS INSTITUIÇÕES ESCOLARES
DEVEM SER DE QUATRO GRAUS,
EM CONFORMIDADE COM A IDADE
E COM O APROVEITAMENTO

A p)udcncíu dos ]ííIos do sccuío dcuc sc) ínítudu
pcíos ]ííIos du íuz.
1. Os aricsaos concçan por fi×ar aos scus
aprcndizcs un ccrio icnpo (dois anos, ircs anos,
cic., aic scic anos, confornc a sua aric c nais
suiil ou nais conplc×ai, c, dcniro dcssc cspaço
dc icnpo, o curso das liçõcs dcvc csiar
icrninado; c cada un, dcpois dc insiruído cn
iudo o quc diz rcspciio àqucla aric, dc aprcndiz
iorna-sc oficial da sua aric, c dcpois ncsirc.
Convcn, porianio, fazcr o ncsno nas nossas
cscolas, c csialclcccr para as arics, para as
cicncias c para as línguas, un dcicrninado
cspaço dc icnpo, dc nodo quc, dcniro dcssc
pcríodo, os alunos icrnincn iodo o curso gcral
dos csiudos c saian dcssas oficinas dc
Iunanidadc Ioncns vcrdadcirancnic insiruídos,
vcrdadcirancnic norigcrados c vcrdadcirancnic
picdosos.
459
Pu)u unu cducucuo pc)]cítu do Ioncn todo,
)cquc)-sc todo o tcnpo du ]uucntudc. 24 unos.
2. Para olicr csic cscopo, ionanos, para
c×crciiar os cspíriios, iodo o icnpo da juvcniudc
(cfciivancnic, no nosso caso, nao sc iraia dc
aprcndcr una so aric, nas o conplc×o dc iodas
as arics lilcrais, juniancnic con iodas as
cicncias c algunas línguasi, dcsdc a infancia aic
à idadc viril, ou scja 24 anos, rcpariidos cn
pcríodos dcicrninados, os quais sc dcvcn dividir
ionando por guia a naiurcza. Efciivancnic, a
c×pcricncia nosira quc o corpo do Ioncn, cn
gcral, crcscc cn csiaiura, aic à idadc dc vinic c
cinco anos, c nao aic nais iardc; dcpois,
rolusiccc-sc, adquirindo vigor. E csic crcsccr
lcnio (con cfciio, o corpo dc ccrios aninais,
nuiio naior, cn alguns ncscs, ou cniao cn un
ano ou dois, aiingc o scu na×ino
dcscnvolvincnioi c dc crcr quc a divina
providcncia o icnIa rcscrvado à naiurcza
Iunana, prccisancnic para quc o Ioncn icnIa
iodo o icnpo ncccssario para sc prcparar para
rcalizar as funçõcs da vida.
Dcuc sc) )cpu)tído cn quut)o cscoíus.
3. Dividircnos, porianio, cn quairo parics
disiinias os anos da idadc asccndcnic. infancia,
pucrícia, adolcsccncia c juvcniudc, airiluindo a
460
cada una dcsias parics scis anos c una cscola
pcculiar, dc nodo quc.
I. O rcgaço naicrno scja a cscola da infancia;
II. A cscola prinaria (íudus íítc)u)íusi , ou cscola
pullica dc língua vcrnacula, scja a cscola da
pucrícia;
III. A cscola dc laiin ou o ginasio scja a cscola da
adolcsccncia;
IV. A Acadcnia c as viagcns scjan a cscola da
juvcniudc.
E c ncccssario quc a cscola naicrna c×isia cn
iodas as casas; a cscola dc língua vcrnacula, cn
iodas as conunas, vilas c aldcias; o ginasio, cn
iodas as cidadcs; a Acadcnia cn iodos os rcinos
c aic nas províncias nais inporianics.
Os t)uIuíIos dc cudu unu dcstus cscoíus nuo
dcucn dí]c)í) quunto u nutc)íu, nus quunto u
]o)nu.
4. Enlora csias cscolas scjan divcrsas, nao
qucrcnos, iodavia, quc nclas sc aprcndan coisas
divcrsas, nas as ncsnas coisas dc nancira
divcrsa, ou scja, iodas aquclas coisas quc podcn
iornar os Ioncns vcrdadcirancnic Ioncns, os
crisiaos vcrdadcirancnic crisiaos, os salios
vcrdadcirancnic salios, nas scgundo a idadc c o
grau da prcparaçao anicccdcnic, c conduzindo
461
scnprc nais acina. Scgundo as lcis do nciodo
naiural, as disciplinas nao dcvcn scr cnsinadas
scparadancnic, nas scnprc iodas cn conjunio,
da ncsna nancira quc una arvorc crcscc
scnprc ioda, cn cada una das suas parics, c isio
duranic csic ano, para o ano quc vcn c aic daqui
a ccn anos, cnquanio csiivcr vcrdcjanic.
Dí]c)cncu dus cscoíus cn )uzuo du ]o)nu dos
cxc)cìcíos.
5. Havcra, iodavia, una iríplicc difcrcnça.
Princiro, porquc nas princiras cscolas iodas as
coisas scrao cnsinadas dc nodo gcral c
rudincniar; nas cscolas scguinics, iudo scra
cnsinado dc nancira nais pariicularizada c
disiinia. Da ncsna nancira quc una arvorc quc,
cn cada ano, sc c×pandc cn novas raízcs c cn
novos ranos, c assin cada vcz nais sc rcvigora c
cada vcz nais fruios produz.
1. Po)quc nunu cscoíu ínpo)tu cnsínu) dc unu
nuncí)u, c nout)u dc out)u.
2. Po)quc nunu cscoíu c ncccssu)ío ínsístí) nuís
nunus coísus, c nout)us.
6. Scgundo, porquc, na princira cscola, na
naicrna, sc dcvcn c×crciiar solrciudo os
scniidos c×icrnos, para quc sc Ialiiucn a
aplicar-sc lcn aos proprios oljcios c a conIccc-
los disiiniancnic. Na cscola prinaria, dcvcn
c×crciiar-sc os scniidos inicrnos, a inaginaçao c
462
a ncnoria, juniancnic con os scus orgaos
c×ccuiorcs, as naos c a língua, lcndo,
cscrcvcndo, piniando, caniando, coniando,
ncdindo, pcsando, inprinindo varias coisas na
ncnoria, cic. No ginasio, con o csiudo da
dialciica, da granaiica, da rciorica c das ouiras
cicncias posiiivas c arics, cnsinadas icorica c
praiicancnic, fornar-sc-a a inicligcncia c o juízo
dc iodas as coisas rccolIidas airavcs dos
scniidos. Finalncnic, as Acadcnias fornarao
solrciudo aquclas coisas quc dizcn rcspciio à
voniadc, ou scja, as faculdadcs quc cnsinan a
conscrvar a Iarnonia (c, quando csia c
pcriurlada, a rcfazc-lai, scrvindo-sc da Tcologia
para a alna, da filosofia para a ncnic, da
ncdicina para as funçõcs viiais do corpo c da
jurisprudcncia para os lcns c×icriorcs.
Motíuo dcstu g)uducuo.
7. Con cfciio, o vcrdadciro nciodo dc fornar
adcquadancnic os cspíriios consisic
prccisancnic cn quc, princiro, as coisas scjan
aprcscniadas aos scniidos c×icrnos, aos quais
inprcssionan incdiaiancnic. E quando a
scnsaçao c×icrna inpriniu nos scniidos inicrnos
as inagcns das coisas, csics, c×ciiados por cssas
inagcns, dcvcn aprcndcr a c×prini-las c a
rcproduzi-las, ianio inicriorncnic por ncio da
rcninisccncia, cono c×icriorncnic por ncio das
naos c da língua. Dcpois dcsics iralalIos
463
prcparaiorios, cnirc a inicligcncia cn açao, c, por
ncio dc ninuciosas olscrvaçõcs, confronic iodas
as coisas cnirc si c pondcrc-as, para lIcs
aprccndcr as razõcs, o quc fornara a vcrdadcira
inicligcncia das coisas c o vcrdadciro juízo accrca
das ncsnas. Finalncnic, Ialiiuc-sc a voniadc
(quc c o ccniro do Ioncn c a dirciora dc iodas as
suas açõcsi a c×crccr lcgiiinancnic o scu inpcrio
solrc iodas as coisas. Oucrcr fornar a voniadc
anics da inicligcncia (cono qucrcr fornar a
inicligcncia anics da inaginaçao c a inaginaçao
anics dos scniidosi c iralalIo pcrdido. Mas,
infclizncnic, proccdcn assin aquclcs quc
cnsinan às crianças a logica, a pociica, a rciorica
c a ciica, anics das coisas rcais c scnsívcis; agcn
cono qucn quiscssc fazcr dançar una criancinIa
dc dois anos, quc ainda nal sc susicn cn pc.
Manicno-nos firncs na nossa opiniao dc, cn
iudo c scnprc, ionar a naiurcza por guia; c
assin cono csia nanifcsia as suas faculdadcs,
unas apos as ouiras, assin ianlcn nos sonos
dc opiniao dc quc, para o dcscnvolvincnio dc
una, dcvcnos cspcrar pclo dcscnvolvincnio da
ouira.
3. Po)quc uns sc cxc)cítun ncstus, c out)os
nuqucíus.
8. A icrccira difcrcnça rcsidc cn quc as cscolas
infcriorcs, a naicrna c a prinaria, c×crciian a
juvcniudc dc anlos os sc×os; a cscola dc laiin
464
dcvc cducar solrciudo, dc nodo pcrfciio, os
adolcsccnics quc aspiran a coisas nais alias quc
os iralalIos nanuais; c as Acadcnias dcvcn
fornar os douiorcs c os fuiuros conduiorcs dos
ouiros, para quc, ncn às igrcjas, ncn às cscolas,
ncn às adninisiraçõcs pullicas, falicn
dirigcnics conpcicnics.
As quut)o cscoíus co))cspondcn us quut)o pu)cs
do uno.
9. Esias quairo cspccics dc cscolas podcn, nao
scn razao, conparar-sc às quairo parics do ano.
a cscola naicrna faz lcnlrar a ancna prinavcra,
cnlclczada dc rclcnios c dc florinIas dc varia
fragrancia; a cscola prinaria rcprcscnia o vcrao,
quc nos nosira as cspigas cIcias c ainda ccrios
fruios prccoccs; o ginasio corrcspondc ao ouiono,
quc rccolIc os ricos fruios dos canpos, dos
jardins c das vinIas, c os guarda nos arnazcns
da ncnic; c, finalncnic, a acadcnia dcvc
asscnclIar-sc ao invcrno quc prcpara, para os
varios usos, os fruios rccolIidos, para quc possa
icr-sc con quc vivcr duranic iodo o rcsio da vida.
TunIcn us u)uo)cs c)csccn g)uduuíncntc cn
quut)o tcnpos.
10. Esia nancira dc insiruir c cducar
acuradancnic a juvcniudc podc conparar-sc
ianlcn ao culiivo dos jardins. Con cfciio, as
criancinIas dc scis anos, lcn c×crciiadas pclos
465
cuidados dos pais c das anas, parcccn
scnclIanics às arvorczinIas quc foran
carinIosancnic planiadas, cnraizaran lcn c
concçan a lançar pcqucninos ranos. Os
udoícsccntczínIos dc dozc anos asscnclIan-sc
às arvorczinIas quc ja icn ranos c lançan
rclcnios fruiífcros; nas nao sc vc ainda lcn quc
c quc conicn csscs rclcnios; vcr-sc-a cn lrcvc.
Os udoícsccntcs dc dczoiio anos, quc possucn ja
conIccincnio plcno das línguas c das arics,
asscnclIan-sc às planias quc csiao iodas
rcvcsiidas dc florcs c, con isso, ofcrcccn un lclo
cspciaculo aos olIos c un agradavcl odor ao
nariz c proncicn fruios salorosos para a loca.
Finalncnic, os ]oucns dc vinic c quairo ou vinic c
cinco anos, ja plcnancnic culiivados con os
csiudos acadcnicos, lcnlran as arvorcs cIcias
dc fruios, os quais c icnpo dc colIcr c dc uiilizar
dc varias nanciras.
Mas cada una dcsias coisas dcvc scr c×posia dc
una nancira nais porncnorizada.
466

Capítulo XXVIII
PLANO
DA ESCOLA MATERNA

Dcucn p)ocu)u)-sc p)íncí)o us coísus p)íncípuís.
1. Todos os ranos principais quc una arvorc vira
a icr, cla fa-los dcsponiar do scu ironco, logo nos
princiros anos, dc ial nancira quc, dcpois,
apcnas c ncccssario quc clcs crcsçan c sc
dcscnvolvan. Do ncsno nodo, iodas as coisas,
cn quc qucrcnos insiruir un Ioncn para
uiilidadc dc ioda a vida, dcvcrao scr-lIc
planiadas logo ncsia princira cscola. Ouc isio c
possívcl, iornar-sc-a claro a qucn pcrcorrcr iodos
os gcncros dc csiudos. Mosira-lo-cnos con
poucas palavras, rcsunindo iodas cssas coisas
cn vinic poniosí1|.
Cutuíogo dus nutc)íus u sc)cn cnsínudus ncstus
cscoíus.
I.
2. A cIanada Mctu]ìsícu icn prccisancnic aqui o
scu início, pois iodas as coisas, a princípio, sao
aprccndidas pclas crianças con concciios gcrais c
confusos. cnquanio vccn alguna coisa, ouvcn,
salorcian, apalpan, advcricn quc alguna coisa
467
c×isic, nas nao julgando quc coisa scja cn
cspccic, c so nais iardc, pouco a pouco,
disiinguindo o quc scja. Concçan, porianio, a
cnicndcr os scguinics icrnos gcrais. alguna
coisa, nada, c×isic, nao c×isic, dcsia nancira, dc
ouira nancira, ondc, quando, cic., scnclIanic,
disscnclIanic, cic., as quais coisas sao
prccisancnic os fundancnios da cicncia
nciafísica.
II.
3. Nas cícncíus ]ìsícus, ncsics princiros scis anos,
podc conduzir-sc a criança dc nodo a nao ignorar
o quc scja a agua, a icrra, o ar, o fogo, a cIuva, a
ncvc, o gclo, a pcdra, o fcrro, a plania, a crva, a
avc, o pci×c, o loi, cic. E dcvc ianlcn aprcndcr a
noncnclaiura c o uso dos ncnlros do scu
proprio corpo, ao ncnos dos c×icrnos. Esias
coisas aprcndcn-sc facilncnic ncsia idadc c
lançan os fundancnios da cicncia naiural.
III.
4. A criança cnicndc os rudincnios da òtícu,
quando concça a disiinguir c a dcsignar a luz c
as ircvas c a sonlra, c as difcrcnças cnirc as
varias corcs. lranco, prcio, vcrnclIo, cic.
IV.
468
5. Scra o início da ust)ononíu, conIcccr aquilo a
quc sc cIana ccu, sol, lua, csirclas, c noiar quc
csias coisas nasccn c sc põcn iodos os dias.
V.
6. Aprcndc os prinordios da gcog)u]íu, quando
concça a cnicndcr o quc c un nonic, un valc,
un canpo, un rio, una aldcia, un casiclo, una
cidadc, scgundo as ocasiõcs quc lIc ofcrccc o
lugar ondc c cducada.
VI.
7. Lançan-sc os fundancnios da c)onoíogíu, sc a
criança cnicndc o quc significa Iora, dia,
scnana, ano, c o quc significa vcrao, invcrno cic.,
c onicn, no dia anicrior, ananIa, dcpois dc
ananIa, cic.
VII.
8. Consiiiui o início da Iístò)íu podcr rccordar-sc
c passar cn rcscnIa os faios aconiccidos Ia
pouco, cono c quc ial ou ial indivíduo sc
conporiou ncsia ou naqucla siiuaçao, cnlora
csias coisas scjan iraiadas pucrilncnic.
VIII.
9. Lançan-sc as raízcs da u)ítnctícu, sc a criança
cnicndc quc significa pouco c nuiio, sc salc
coniar ainda quc scja aic dcz, sc noia quc ircs
469
sao nais quc dois c quc ircs nais un sao quairo,
cic.
IX.
10. Possuirao os rudincnios da gconct)íu, sc
cnicndcrcn a quc c quc cIananos grandc c
pcqucno, conprido c lrcvc, largo c csirciio,
grosso c fino. Igualncnic, sc cnicndcn a quc c
quc cIananos linIa, cruz, círculo, cic, c vccn
ncdir ccrias coisas con o palno, con o lraço,
con os dcdos, cic.
X.
11. Inician ianlcn o csiudo da cstutícu, sc vccn
pcsar as coisas con a lalança, c aprcndcn a
pcsar qualqucr coisa con a nao, para salcrcn sc
c pcsada ou lcvc.
XI.
12. Concçan o iirocínio das u)tcs nccunícus, sc
sc lIcs pcrniic, c aic sc lIcs cnsina a fazcr
qualqucr coisa. por c×cnplo, iransporiar una
coisa daqui para alcn, ordcnar as coisas dcsia ou
daqucla nancira, consiruir c dcsiruir, unir c
dcsunir, cic., cono às crianças, ncsia idadc, da
prazcr. Esias coisas, cono nao sao scnao
icniaiivas para produzir coisas scgundo o nodclo
da naiurcza, nao so nao dcvcn scr proilidas,
470
nas aic dcvcn scr foncniadas c prudcnicncnic
dirigidas.
XII.
13. A aric díuíctícu da razao dcsponia ja aqui c
lança os scus gcrncns. olscrvando quc as
convcrsas sc fazcn por ncio dc pcrgunias c dc
rcsposias, as crianças Ialiiuan-sc ianlcn a
pcrguniar qualqucr coisa c a rcspondcr às
pcrgunias quc lIcs sao fciias. Inporia apcnas
cnsinar-lIcs a inicrrogar apiancnic c a
rcspondcr dirciancnic às pcrgunias, para quc sc
Ialiiucn a fi×ar o pcnsancnio no icna proposio,
c a nao divagar.
XIII.
14. A g)unutícu infaniil consisiira cn pronunciar
corrciancnic a língua naicrna, isio c, cn profcrir
ariiculadancnic as lciras, as sílalas c as
palavrasí2|.
XIV.
15. Inician o csiudo da )ctò)ícu, sc iniian os
iropos c as figuras coniidas nas convcrsas
faniliarcs. En princiro lugar, inporia cnsinar-
lIcs quc o gcsio dcvc corrcspondcr às palavras c
quc o ion da voz dcvc corrcspondcr à qualidadc
da convcrsa, dc nodo quc aprcndan a
pronunciar con voz nais alia as uliinas sílalas
471
das pcrgunias c, con voz nais lai×a, as uliinas
sílalas das rcsposias, c coisas scnclIanics, quc
a propria naiurcza cono quc cnsina; c, sc
qualqucr coisa passa das ncdidas, podc, con
prudcnic nciodo fornaiivo, corrigir-sc
facilncnic.
XV.
16. A criança adquirira o gosio pcla pocsíu, sc,
ncsia princira idadc, lIc cnsinarcn nuiios
pcqucnos pocnas, solrciudo dc scniido noral,
qucr ríinicos, qucr nciricos, dc quc csiao lcn
providas iodas as línguas.
XVI.
17. Adquirira os prinordios da núsícu,
aprcndcndo alguns dos nais faccis salnos c
Iinos sagrados, o quc icra lugar nos c×crcícios
quoiidianos dc picdadc.
XVII.
18. Os rudincnios dc ccononíu doncsiica
consisiirao cn aprcndcr dc cor o nonc das
pcssoas dc quc consia a fanilia, ou scja, qucn sc
cIana pai, nac, criada, criado, inquilino, cic., c
igualncnic aprcndcndo os noncs das parics da
casa. airio, cozinIa, quario, csialulo, cic., c dos
uicnsílios doncsiicos. ncsa, praio, faca, copo,
cic., juniancnic con o scu uso.
472
XVIII.
19. Ouanio à poíìtícu, a criança inicia-sc ncla
nais dificilncnic, pois os conIccincnios dcsia
idadc con dificuldadc sc projcian fora dc casa.
Podc, iodavia, scr iniciada, sc lIc fazcn olscrvar
quc ccrias pcssoas da cidadc sc rcuncn na
Canara, as quais sao cIanadas Scnadorcs; c, dc
cnirc csics, un icn o nonc dc Prcsidcnic, ouiro
o dc Sccrciario, ouiro o dc Noiario, cic.
XIX.
20. A no)uí (ciicai c a disciplina quc, na cscola
naicrna, dcvcra, anics dc iodas, rccclcr
fundancnios solidíssinos, sc qucrcnos quc as
viriudcs scjan cono quc congcniias à juvcniudc
lcn fornada. Por c×cnploí3|.
(1i a tcnpc)uncu. olscrvc-sc a capacidadc do
csiónago, c nunca sc pcrniia às crianças quc
ioncn alincnios, alcn dos ncccssarios para
saciar a fonc c a scdc.
(2i a íínpczu na ncsa, nos vcsiidos c ianlcn nos
lrinqucdos c nos oljcios dc adorno das crianças
dcvc scr csncrada.
(3i a ucnc)ucuo dcvida para con os supcriorcs.
(4i a oIcdícncíu, scnprc pronia c solíciia, às
ordcns c às proiliçõcs.
473
(5i a uc)ucídudc rcligiosa cn iodas as coisas, dc
ial nancira quc nunca sc lIcs pcrniia quc
ninian ou cngancn, qucr a lrincar qucr a scrio
(pois a lrincadcira, cn coisas nao loas, podc
acalar por dcgcncrar nun dano scrioi.
(6i aprcndan a ]ustícu, nao iocando, ncn lcvando
para casa, ncn guardando para si, ncn
oculiando nada scn liccnça do dono, c nada
fazcndo quc causc irisicza ou invcja a ouircn.
(7i cduqucn-sc solrciudo para a cu)ídudc, para
quc csicjan scnprc pronias a disiriluir pclas
ouiras daquilo quc icn, iodas as vczcs quc
algucn, inpclido pcla ncccssidadc, a clas sc
dirigc; nais ainda, a fazc-lo csponiancancnic.
Con cfciio, c csia a viriudc nais crisia c
rcconcndada acina dc iodas pclo cspíriio dc
Crisio; sc, principalncnic con cla, na
frigidíssina vclIicc do nundo prcscnic, sc
aqucccr o coraçao dos Ioncns, conscguircnos a
salvaçao da Igrcja.
(8i as crianças dcvcn scr ianlcn c×crciiadas
cn, iralalIos c ocupaçõcs coniínuas, qucr dc
caraicr scrio qucr dc caraicr ludico, para quc a
ociosidadc sc lIcs iornc insuporiavcl.
(9i Ialiiucn-sc as crianças, nao soncnic a nao
iagarclarcn consianicncnic c a nao dizcrcn iudo
o quc lIcs vcn à loca, nas ianlcn a guardar
silcncio quando a ocasiao o c×igc, cono c o caso
474
quando ouiros falan, quando csia prcscnic
alguna pcssoa dc clcvada caicgoria, quando sc
produz algun aconiccincnio quc c×igc o silcncio.
(10i Ncsia princira idadc, dcvcn scr fornadas
solrciudo na pucícncíu, da qual icrao
ncccssidadc duranic ioda a vida; dc ial nancira
quc, anics quc as pai×õcs irronpan nais
violcniancnic c lanccn raízcs, scjan donadas, c
as crianças sc Ialiiucn a dci×arcn-sc guiar pcla
razao c nao pcla pai×ao, c a rcfrcarcn c a nao
darcn largas à ira, cic.
(11i a co)tcsíu c soliciiudc cn scrvir os ouiros c o
nais lclo ornancnio da juvcniudc c, nais ainda,
da vida inicira. Dcvcn, por isso, scr ncla
c×crciiadas, duranic csics princiros scis anos,
para quc scnprc quc sc lIcs ofcrcça a ocasiao dc
scrvir c dc scr agradavcl aos ouiros, o façan
incdiaiancnic.
(12i Dcvc acrcsccniar-sc ianlcn a u)Iunídudc
das aiiiudcs, para quc nada façan incpiancnic
ou iolancnic, nas façan iudo con a dcvida
nodcsiia. A csia viriudc pcricnccn a afalilidadc
das aiiiudcs, cunprincniar, rcspondcr aos
cunprincnios, pcdir «por favor" quando
ncccssiian dc qualqucr coisa, dizcr «nuiio
olrigado» quando rccclcn qualqucr lcncfício,
fazcndo una nodcsia inclinaçao dc calcça,
lcijando as naos, c coisas scnclIanics.
475
XX.
21. Finalncnic, as crianças dc scis anos podcn
scr iniroduzidas no csiudo da )cíígíuo c da
pícdudcí4|, dc nodo a aprcndcrcn dc cor os
principais ponios do caiccisno c os fundancnios
do crisiianisno c, ianio quanio a idadc o pcrniic,
os concccn a cnicndcr c a pór cn praiica. E
assin, conpcnciradas do scniincnio da
divindadc, vcndo Dcus prcscnic cn ioda a paric c
considcrando-o cono vingador jusiíssino do nal,
sc Ialiiucn a nao concicr nada dc nal; c, ao
conirario, anando-o, vcncrando-o, invocando-o,
louvando-o, cono rcnuncrador lcnigníssino do
lcn, c dclc cspcrando niscricordia na vida c na
noric, sc Ialiiucn a nao dci×ar dc fazcr nada dc
quanio lcn sc apcrcclcran quc lIc agrada c a
vivcr sol o olIar dc Dcus c (cono diz a Escriiurai
a andar con Dcusí5|.
Utííídudc du ín]uncíu ]o)nudu dcstu nuncí)u.
22. Assin, podcra dizcr-sc dos filIos dos crisiaos
aquilo quc o cvangclisia dissc do proprio Crisio.
quc clc «crcscia cn salcdoria, cn idadc c cn
graça, dianic dc Dcus c dos Ioncns» (Lucus, 2,
52i.
Po)quc c quc, u cstc p)opòsíto, sc nuo podc
p)csc)cuc) nudu dc nuís po)ncno)ízudo.
476
23. Esias scrao as ncias, csias scrao as iarcfas
da cscola naicrna. Mas nao sc podc c×plicar nais
porncnorizadancnic, ou scja, nao sc podc
nosirar por ncio dc quadros quc prograna sc
dcva dcscnvolvcr cn cada ano, cn cada ncs, cn
cada dia (cono nosirarcnos scr ncccssario na
cscola prinaria c na dc laiinií6|; c nao sc podc
porncnorizar, cono no prograna das cscolas quc
vcn a scguir, por duas razõcs. En princiro lugar,
porquc os pais, ocupados con os ncgocios
doncsiicos, nao podcn olscrvar iao csiriiancnic
a ordcn cono nas cscolas pullicas, ondc sc nao
faz ouira coisa scnao cducar a juvcniudc. En
scgundo lugar, porquc o cngcnIo c o dcscjo dc
aprcndcr sc nanifcsian dc nodo nuiio divcrso
nas crianças, scndo unas nais prccoccs c ouiras
nais lcnias. Algunas crianças dc dois anos falan
ja dcscnvoliarncnic c sao capazcs dc iudo;
ouiras, dificilncnic, aos cinco anos, csiao ao
nívcl daquclas. Por isso, c ncccssario confiar
inicirancnic à prudcncia dos pais a fornaçao das
criancinIas dcsia princira idadc.
Suíuo duus g)undcs u]udus.
I. O ín]o)nudo) du cscoíu nutc)nu.
24. Podc, iodavia, fazcr-sc uiilncnic duas coisas.
Princira. conpilar un livro dc consclIos para os
pais c para as anas, para quc nao ignorcn os
scus dcvcrcs. Ncsic livro, dcvcn c×por-sc, una
477
por una, iodas as coisas cn quc c ncccssario
fornar a infancia, c dizcr dc quc ocasiõcs dcvc
aprovciiar-sc para agir, c quais as nanciras c as
rcgras quc dcvcn olscrvar-sc na fala c no gcsio
para incuiir nas crianças as princiras noçõcs
clcncniarcs. Un opusculo dcsic gcncro (sol o
iíiulo O ín]o)nudo) du cscoíu nutc)nuií7| scra por
nos cscriio.
II. O cxc)cítudo) dos scntídos.
25. Ouira coisa quc podcra scr uiil aos c×crcícios
da cscola naicrna scra un Líu)ínIo dc Inugcns, a
colocar nas naos das proprias crianças. Con
cfciio, cono ncsia cscola sc dcvc solrciudo
c×crciiar os scniidos a rccclcr as inprcssõcs das
coisas nais faccis, c a visia ocupa un lugar
inporianic cnirc os scniidos, conscguircnos o
nosso oljciivo sc colocarnos sol os olIos das
criancinIas iodas as princiras noçõcs dc Iisioria
naiural, dc oiica, dc asirononia, dc gconciria,
cic., ncsno scgundo a ordcn do prograna
didaiico, Ia pouco dclincado. Ncsic livro, con
cfciio, podc piniar-sc nonics, valcs, planias,
avcs, pci×cs, cavalos, lois, ovclIas, Ioncns dc
varias idadcs c dc varias csiaiuras, c
principalncnic a luz c as ircvas, o ccu con o sol,
a lua, as csirclas, as nuvcns, as corcs
fundancniais, c ianlcn os uicnsílios doncsiicos
c os dos aricsaos. panclas, frigidciras, ialIas,
nariclos, icsouras, cic. Dc igual nodo, podcn
478
piniar-sc pcssoas con os scus disiiniivos, cono
un rci con o cciro c a coroa, un soldado con as
arnas, un cocIciro con o cocIc, un lavrador
con a cIarrua, un cariciro a disiriluir carias, c,
cn cina dc cada figura, una inscriçao a indicar o
scu significado. cavalo, loi, cao, arvorc cic.í8|.
Utííídudc dcstc ííu)o.
26. A uiilidadc dcsic livro c iríplicc. 1. ajuda a
inprinir as coisas na ncnic das crianças, cono
disscnos ja; 2. airai os cspíriios icnros a
procurar cn qualqucr ouiro livro coisas para sc
divcriir; 3. faz aprcndcr a lcr nais facilncnic,
pois, cono as figuras das coisas icn o scu nonc
cscriio por cina, podcra concçar-sc a cnsinar a
lcr, cnsinando a lcr as lciras dcsscs noncs.
479

Capítulo XXIX
PLANO
DA ESCOLA
DE LÍNGUA NACIONAL

A cscoíu dc íìnguu nucíonuí dcuc sc) untc)ío) u dc
íutín.
1. No capíiulo IX, dcnonsirci quc ioda a
juvcniudc, dc un c ouiro sc×o, dcvc scr cnviada
às cscolas pullicas. Agora acrcsccnio quc ioda a
juvcniudc dcvc scr confiada, princiro, às cscolas
dc língua nacional, cnlora alguns scjan dc
opiniao coniraria. Zcppcr, no livro 1, cap. 7, da
sua Poíìtícu ccícsíustícuí1|, c Alsicd, no cap. 6 da
sua Escoíustícuí2|, aconsclIan «a nandar às
cscolas dc língua nacional apcnas as raparigas c
os rapazcs quc virao a dcdicar-sc às arics
nccanicas; nas aconsclIan a cnviar, nao à
cscola dc língua nacional, nas dirciancnic à
cscola dc laiin, as crianças quc, scgundo a
inicnçao dc scus pais, aspiran a una nais
profunda culiura do cspíriio». Alsicd acrcsccnia.
«discordc qucn quiscr; cu proponIo o caninIo c
o nciodo quc gosiaria dc vcr scguido por aquclcs
quc dcscjaria o nais lcn insiruídos possívcl».
Ora, o nciodo da nossa Didaiica olriga-nos a
discordar.
480
Po)quc.
2. Discordanos porquc. 1. qucrcnos dar a iodos
aquclcs quc nasccran Ioncns una insiruçao
gcral capaz dc cducar iodas as faculdadcs
Iunanas. Inporia, porianio, conduzi-los iodos,
cn conjunio, aic ondc c possívcl conduzi-los
iodos cn conjunio, a fin dc quc iodos sc
anincn, sc cncorajcn c sc csiinulcn
nuiuancnic; 2. qucrcnos quc iodos sc forncn
cn iodas as viriudcs, c, por isso, ianlcn na
nodcsiia, na concordia c no scrviço nuiuo. Nao
dcvcn, porianio, scparar-sc iao ccdo uns dos
ouiros, ncn dcvc ofcrcccr-sc a alguns ocasiao dc
sc julgarcn nais quc ouiros c dc os dcsprczarcn;
3. qucrcr dcicrninar, à volia dos scis anos, qual
a vocaçao dc cada un, sc para os csiudos ou
para os iralalIos c arics nanuais, parccc un
vcrdadciro aio dc prccipiiaçao, pois, naqucla
idadc, nao sc nanifcsian ainda lcn ncn as
forças do cngcnIo ncn as inclinaçõcs da alna; c
unas c ouiras dcscnvolvcn-sc nuiio nclIor
dcpois; prccisancnic cono sc nao podc vcr quais
as crvas quc sc dcvcn arrancar c quais as quc sc
dcvcn conscrvar nun jardin, cnquanio sao
novinIas, nas podc vcr-sc quando csiao ja
crcscidas. E nao sc alra a cscola dc laiin apcnas
aos filIos dos ricos, ou dos nolrcs, ou apcnas
daquclcs quc c×crccn as nagisiraiuras, porquc
nao sao soncnic os filIos dcsics quc nasccn
para sulir aos alios graus nas nagisiraiuras,
481
nas ianlcn os ouiros, quc, por isso, nao dcvcn
scr posios dc paric cono gcnic scn cspcrança. O
cspíriio sopra ondc qucr, c ncn scnprc concça a
soprar cn dcicrninado icnpo.
3. A quaria razao c, para nos, quc o nosso
nciodo univcrsal nao aspira apcnas a possuir
cssa ninfa, gcralncnic oljcio dc un ardcnic
anor, quc c a língua laiina, nas procura ianlcn
o caninIo a scguir para quc possan doninar-sc
igualncnic as línguas vcrnaculas dc iodos os
povos (para quc iodos os cspíriios louvcn, cada
vcz nais, o ScnIori. Scria inoporiuno pcriurlar
una ial inicnçao con un salio iao dcsncdido por
cina dc ioda a língua nacional.
4. En quinio lugar, qucrcr cnsinar una língua
csirangcira a qucn nao donina ainda a sua
língua nacional, c cono qucrcr cnsinar cquiiaçao
a qucn nao salc ainda caninIar. É prcfcrívcl,
porianio, fazcr as coisas scparadancnic, cono
dcnonsiranos no capíiulo XVI, fundancnio IV.
Do ncsno nodo quc Cíccro dizia quc lIc cra
inpossívcl cnsinar a aprcndcr a qucn nao salia
falarí3|, ianlcn o nosso nciodo proclana quc
nao convcn cnsinar o laiin a qucn nao salc
ainda a sua língua nacional, pois csialclcccu quc
csia dcvc dar a nao à ouira c scrvir-lIc dc guia.
5. Finalncnic, cono a insiruçao quc nos
procuranos dar c una insiruçao praiica, c
482
possívcl, con igual facilidadc, conduzir os alunos
ao conIccincnio do naicrial linguísiico con a
ajuda dc livros cscriios cn língua nacional, quc
conicnIan a noncnclaiura das coisas.
Proccdcndo assin, os alunos aprcndcrao a língua
laiina nuiio nais facilncnic, pois lasiara quc
adapicn às coisas por clcs ja conIccidas a nova
noncnclaiura laiina c quc dcpois, con prudcnic
gradaçao, acrcsccnicn ao conIccincnio praiico
das coisas o scu conIccincnio icorico.
OI]ctíuos c nctus du cscoíu dc íìnguu nucíonuí.
6. Manicndo, porianio, a nossa Iipoicsc dc
quairo cspccics dc cscolas, dilincarcnos cono sc
scguc a cscola dc língua nacional. O oljciivo c a
ncia da cscola dc língua nacional c cnsinar a
ioda a juvcniudc, dos scis aos dozc (ou irczci
anos dc idadc, aquclas coisas quc lIc scrao uicis
duranic ioda a vida. Ou scja.
I. Lcr corrcnicncnic iudo aquilo quc, cn lciras
iipograficas ou à nao, csia cscriio na língua
nacional.
II. Escrcvcr, princiro caligraficancnic, dcpois
rapidancnic, c, por uliino, cn confornidadc con
as rcgras granaiicais da língua nacional, as
quais dcvcn scr c×posias do nodo nais faniliar,
c dcvidancnic aplicadas por ncio dc c×crcícios.
483
III. Coniar, por ncio dc nuncros ou dc calculos,
confornc a ncccssidadc.
IV. Mcdir, scgundo as rcgras da aric, dc qualqucr
nancira, o conprincnio, a largura, a disiancia,
cic.
V. Caniar nclodias das nais corrcnics; c aos quc
iivcrcn nais apiidõcs para isso, cnsinar ianlcn
os rudincnios da nusica.
VI. Aprcndcr dc cor a naior paric das salnodias c
dos Iinos sagrados quc sao usados cn varios
lugarcs, para quc, alincniados pclos louvorcs dc
Dcus, sailan (cono diz o Aposioloií4| cnsinar-sc
c adnocsiar-sc a si ncsnos, ncdianic os salnos,
os Iinos c os caniicos cspiriiuais, caniando-os
cn louvor dc Dcus nos scus coraçõcs.
VII. Alcn do caiccisno, sailan na ponia da
língua as Iisiorias c as na×inas principais dc
ioda a Sagrada Escriiura, para quc as sailan
rcciiar.
VIII. Aprcndan dc cor, cnicndan c concccn a
pór cn praiica os cnsinancnios norais,
c×prcssos cn rcgras c ilusirados con c×cnplos,
adapiados à capacidadc da sua idadc.
IX. Accrca das condiçõcs cconónicas c políiicas,
conIcçan o suficicnic para conprccndcrcn
484
aquilo quc iodos os dias vccn fazcr cn casa c na
socicdadc.
X. Nao ignorarao a Iisioria gcral do nundo. a
criaçao, a qucda, a rcdcnçao c o nodo cono c
saliancnic rcgido por Dcus.
XI. Aprcndan as coisas principais da
cosnografia, rclaiivas à forna rcdonda do ccu, ao
glolo icrrcsirc suspcnso no ncio do cspaço, ao
occano quc cnvolvc a icrra, às varias
sinuosidadcs dos narcs c dos rios, às principais
parics do nundo, aos nais inporianics Esiados
da Europa, c, solrciudo, as cidadcs, os nonics,
os rios c iudo o quc Ia dc nais noiavcl na sua
pairia.
XII. Finalncnic, dcvcn adquirir conIccincnios
varios, dc ordcn gcral, accrca das arics
nccanicas, qucr apcnas con o oljciivo dc nao
scrcn iao crassancnic ignoranics quc nao
sailan o quc sc faz na vida Iunana, qucr para
quc, nais iardc, con naior facilidadc, a naiurcza
rcvclc aquilo para quc cada un c nais foricncnic
inclinado.
Po)quc c quc ncstu cscoíu sc p)opocn oI]ctíuos tuo
unpíos.
7. Sc iodas csias coisas forcn capazncnic
ninisiradas ncsia cscola dc língua nacional,
aconicccra quc, nao so aos adolcsccnics quc
485
cniran para a cscola laiina, nas ianlcn aquclcs
quc passan a c×crccr o concrcio, a agriculiura
ou os ofícios nanuais, nada sc dcparara quc scja
dc ial nancira novo do qual nao icnIan ja
Iaurido o gosio aqui; c, por isso, iudo aquilo quc
cada un, nais iardc, dcvcra fazcr, c×crccndo a
sua propria aric, ou ouvir dos oradorcs sagrados
ou dc ouiros, ou, cnfin, dcvcra lcr cn qualqucr
livro, nada nais scra quc, ou una nais rica
dilucidaçao ou una dcduçao nais pariicular dc
coisas ja anics conIccidas; c os Ioncns
c×pcrincniarao por si ncsnos quc sao rcalncnic
apios para aprcndcr, para fazcr c para julgar
nclIor iodas as coisas.
Mcíos uptos pu)u utíngí) cstcs ]íns.
8. Para aiingir csic oljciivo, icnos os scguinics
ncios.
I. As cíusscs.
I. A populaçao da cscola dc língua nacional, quc,
duranic scis anos, sc dcdicara aos csiudos, dcvc
disiriluir-sc cn scis classcs (scparadas, sc
possívcl, ncsno quanio ao lugar, para quc sc nao
pcriurlcn nuiuancnici.
II. Os ííu)os.
II. A cada classc scjan dcsiinados livros dc ic×io
proprios, quc conicnIan iodo o prograna
486
prcscriio para cssa classc (quanio à insiruçao, à
noral c à picdadci, para quc, duranic o cspaço dc
icnpo cn quc os jovcns sao conduzidos pclo
caninIo dcsics csiudos, nao icnIan ncccssidadc
dc ncnIun ouiro livro, c con a ajuda dcsics
livros possan scr conduzidos infalivclncnic às
ncias fi×adas. Con cfciio, c ncccssario quc csics
livros conicnIan iodo o prograna dc língua
nacional. por c×cnplo, iodos os noncs das coisas
quc as crianças, scgundo a sua idadc, sao
capazcs dc cnicndcr, c os principais c nais
usados nodos dc dizcr.
A nutc)íu dos ííu)os dus uu)íus cíusscs c u
ncsnu. sò u ]o)nu c dí]c)cntc.
9. Porianio, cn confornidadc con o nuncro dc
classcs, csics livros scrao scis, difcrcnics cnirc si,
nao ianio pclas naicrias iraiadas, cono pcla
forna. Con cfciio, iodos iraiarao dc iodas as
coisas; nas o princiro aprcscniara os aspccios
nais gcrais, nais conIccidos, nais faccis; o
scguinic pronovcra a iniclccçao dc aspccios nais
cspcciais, nais dcsconIccidos c nais difíccis, ou
ofcrcccra un nodo novo dc considcrar as
ncsnas coisas, para fazcr salorcar novas
dclícias aos cspíriios, cono dcniro cn lrcvc sc
nosirara.
Ncstcs ííu)os, tudo dcuc)u sc) uduptudo u ìndoíc
du ídudc.
487
10. Dcvc, iodavia; Iavcr a prcocupaçao dc quc,
ncsscs livros, iudo scja adapiado aos cspíriios
infaniis, os quais, por naiurcza, sao inclinados
para as coisas agradavcis, jocosas c ludicas, c
alorrcccn, cn gcral, as coisas scrias c scvcras.
Porianio, para quc possan aprcndcr as coisas
scrias quc, a scu icnpo, scrao dc uiilidadc ao
Ioncn scrio, c aprcndc-las con facilidadc c
prazcr, inporia nisiurar por ioda a paric o uiil
ao agradavcl, o qual airaia os cspíriios por ncio
dos scus cncanios quasc coniínuos, c os conduza
aic ondc dcscjanos.
Pu)u uíícíu) us c)íuncus, udo)ncn-sc os ííu)os con
tìtuíos Ionítos.
11. Ouc os livros scjan ianlcn ornados con
iíiulos quc, pcla sua suavidadc, alicicn a
juvcniudc, c, ao ncsno icnpo, c×prinan
clcganicncnic iodo o conicudo do livro. Espcro
quc csscs iíiulos scjan iirados das cspccics dos
jardins dcssa ancníssina propricdadc quc c a
cscola. Efciivancnic, porquc a cscola sc conpara
a un jardin, porquc c quc o livrinIo da princira
classc sc nao Ia-dc cIanar Cuntcí)o dc uíoíctus,
o da scgunda Hoscí)uí c o da icrccira Vc)gcí,
cic.?í5|.
Ncstcs ííu)os, todos os tc)nos tccnícos dcucn sc)
cxp)cssos cn íìnguu nucíonuí.
488
12. Accrca dcsics livros, c accrca da sua naicria
c da sua forna, falarcnos nais
porncnorizadancnic nouiro lugar. Acrcsccnio
apcnas isio. porquc csics livros sao cscriios cn
língua nacional, ianlcn os icrnos iccnicos
dcvcn scr c×prcssos na língua nacional, c nao
dcvc usar-sc dc icrnos laiinos ou grcgos.
Po)quc¯
1.
Fazao. I. Oucrcnos proporcionar à juvcniudc quc
cnicnda iudo scn pcrda dc icnpo. Ora, as
palavras dc una língua csirangcira, anics dc
scrcn cnicndidas, dcvcn scr c×plicadas; c,
ncsno dcpois dc c×plicadas, nao sao cnicndidas,
nas apcnas sc crc quc signifiqucn aquilo quc
significan, c, conscqucnicncnic, rcicn-sc con
grandc dificuldadc. Ao passo quc, quando sc iraia
dc palavras faniliarcs, nao c ncccssaria ouira
c×plicaçao alcn dcsia. ial palavra significa ial
coisa; c incdiaiancnic sc cnicndc c sc inprinc
na ncnoria. Oucrcnos, porianio, quc os
cnpccilIos c os insiruncnios dc suplício csicjan
auscnics dcsia princira infornaçao, para quc
iudo corra cono un rio. II. Alcn disso, qucrcnos
quc sc culiivcn as línguas nacionais, nao à
nancira dos franccscs quc conscrvan icrnos
laiinos c grcgos quc o povo nao cnicndc (c a
ccnsura fornulada por Sicvinusií6|, nas
c×prinindo iodas as coisas con palavras quc o
489
povo cnicnda, cono o aconsclIa o ncsno
Sicvinus aos scus conpairioias lclgas c o
nosirou clcganicncnic na sua Maicnaiicaí7|.
T)cs oI]ccocs.
13. Podc oljciar-sc, c cosiuna oljciar-sc, quc
ncn iodas as línguas sao iao ricas dc nodo a
podcrcn iraduzir igualncnic lcn os vocalulos
grcgos c laiinos. Oljcia-sc ainda quc, ncsno quc
cssas línguas iraduzan lcn csscs vocalulos,
iodavia, os crudiios, Ialiiuados aos scus icrnos,
nao os alandonan. Finalncnic, oljcia-sc quc c
nclIor quc as crianças, quc dcvcn scr iniciadas
no csiudo do laiin, sc Ialiiucn ja aqui à língua
dos crudiios, para quc nao scja ncccssario dcpois
aprcndcr duas vczcs os icrnos iccnicos.
Hcspostu u p)íncí)u oI]ccuo.
14. Mas rcspondc-sc a cssas oljcçõcs. A culpa
nao c das línguas, nas dos Ioncns, sc alguna
língua sc rcvcla olscura, nuiilada c inpcrfciia
para significar aquilo quc c ncccssario. Tanlcn
os laiinos c os grcgos iivcran dc invcniar
princiro as palavras c dc as fazcr cnirar no uso
corrcnic; a princípio, parcccran-lIcs iao aspcras
c olscuras, quc clcs proprios duvidaran sc as
dcvian ou nao culiivar; nas, dcpois quc foran
acciics, nao Ia nada dc nais significaiivo. É o
quc sc vcrifica con as palavras cnic, csscncia,
sulsiancia, acidcnic, qualidadc, quididadc, cic.
490
Nao faliaria, porianio, nada a ncnIuna língua,
sc aos Ioncns nao faliassc o cngcnIo.
A scgundu.
15. Ouanio à scgunda oljcçao. quc os crudiios
conscrvcn para si a sua língua; nos agora
pcnsanos apcnas nos ignoranics c no nodo dc os
lcvar ianlcn a cnicndcr as arics lilcrais c as
cicncias, isio c, no nodo dc lIcs nao falar con
loca dc csirangciro c nuna língua c×oiica.
A tc)ccí)u.
16. Finalncnic, aquclas crianças quc, nais iardc,
sc dcdicarao ao csiudo das línguas, scniirao iao
pcqucno incónodo por salcrcn os icrnos
iccnicos na sua língua pairia, cono por
cIanarcn a Dcus Pai, na sua língua, anics quc
cn laiin.
III. Tc)ccí)o )cquísíto. un Ion nctodo, o quuí
constu dc quut)o ícís.
17. O icrcciro rcquisiio scra un nciodo facil dc
aprcscniar csics livros à juvcniudc, o qual
condcnsarcnos nas rcgras scguinics.
I. Nao sc dcdiqucn diariarncnic aos csiudos
pullicos scnao quairo Ioras. duas anics c duas
dcpois do ncio dia. As ouiras podcrao scr
passadas uiilncnic nos iralalIos doncsiicos
491
(principalncnic nas fanílias nais polrcsi ou cn
quaisqucr rccrcaçõcs Ioncsias.
II. As Ioras da nanIa dcvcn scr consagradas a
culiivar a inicligcncia c a ncnoria; as da iardc, a
c×crciiar as naos c a voz.
III. Nas Ioras da nanIa, porianio, o profcssor
prclccionara a liçao narcada no Iorario,
cnquanio iodos os alunos csiarao a ouvir; c, sc
for ncccssario c×plicar qualqucr ponio, fa-lo-a do
nodo nais faniliar, para quc scja inpossívcl quc
os alunos nao cnicndan. Eniao, nandara quc,
por ordcn, os alunos rclcian, dc nodo quc,
cnquanio un lc clarancnic c disiiniancnic, os
ouiros, olIando para os scus livrinIos,
aconpanIcn cn silcncio. E, sc sc coniinuar a
fazcr assin, duranic ncia Iora ou nais,
aconicccra quc os nais inicligcnics icnicn
rcciiar aqucla liçao scn livro c, finalncnic,
ianlcn os nais lcnios. Noic-sc quc as liçõcs
dcvcn scr nuiio lrcvcs, adapiadas aos icnpos
dos Iorarios c à capacidadc das inicligcncias
infaniis.
IV. Esias liçõcs radicar-sc-ao ainda nclIor na
ncnic dos alunos, nas Ioras dc dcpois do ncio
dia, nas quais nao qucrcnos quc sc iraic
ncnIun icna novo, nas quc sc rcpiia a ncsna
liçao da nanIa. cn paric, iranscrcvcndo os
proprios livros inprcssos, c cn paric fazcndo
492
«salaiinas», a vcr qucn rcpcic con nais
proniidao as liçõcs anicriorcs ou qucn cscrcvc,
cania c conia con nais scgurança c clcgancia,
cic.
Po)quc uconscíIunos quc os uíunos copícn os
ííu)os con u suu p)òp)íu nuo.
18. Nao c scn razao quc aconsclIanos quc iodas
as crianças copicn con a sua propria nao, o
nais asscadancnic possívcl, os scus livros
inprcssos. Efciivancnic.
1. Esic iralalIo scrvc para inprinir iudo nais
profundancnic na ncnoria, pois ocupa os
scniidos duranic nais icnpo, nas ncsnas
naicrias. 2. Con csic c×crcício quoiidiano dc
cscriia, as crianças adquirirao o Ialiio dc
cscrcvcr caligraficancnic, rapidancnic c
oriograficancnic, Ialiio nuiio ncccssario para
os csiudos ulicriorcs c para os ncgocios da vida.
3. Para os pais, scra un arguncnio cvidcniíssino
dc quc, na cscola, os scus filIos sc ocupan
daquilo dc quc dcvcn ocupar-sc, c podcrao nais
facilncnic julgar do aprovciiancnio dos filIos c
aic quanio csics acaso os supcran a clcs
ncsnos.
ConscíIo ucc)cu do cstudo dus íìnguus dos pouos
uízínIos.
493
19. Fcscrvanos as coisas nais pariicularcs para
ouira ocasiao. Advcriinos, iodavia, quc, sc
algunas das crianças quiscrcn dcdicar-sc ao
csiudo das línguas dos povos vizinIos, façan-no
ncsia aliura, cn quc icn dcz, onzc ou dozc anos,
ou scja, cnirc a cscola dc língua nacional c a
cscola laiina. O quc sc fara nuiio facilncnic sc
forcn cnviados para un lugar ondc sc falc iodos
os dias, nao a sua língua naicrna, nas aqucla
quc qucrcn aprcndcr, c sc os livros dc ic×io da
cscola dc língua vcrnacula (ja dclcs conIccidos,
quanio à naicriai sao por clcs lidos, copiados,
dccorados c oljcio dc c×crcícios cscriios c orais,
ncssa nova língua.
494

Capítulo XXX
PLANO
DA ESCOLA LATINA

Mctu dcstu cscoíu. quut)o íìnguus c todu u
cncícíopcdíu dus u)tcs.
1. Fi×anos as ncias a csia cscola, dc nodo quc,
con quairo línguas, sc alranja ioda a
cnciclopcdia das Arics, ou scja, dc nodo quc,
conduzindo dcvidancnic os adolcsccnics por
csias classcs, consiganos.
I. G)unutícos conpcicnics para forncccr, dc nodo
pcrfciio, as razõcs dc iodas as coisas, cn laiin c
na língua nacional c, sc ncccssario, cn grcgo c
cn Iclrcu.
II. Díuíctícos pcriios cn dcfinir, disiinguir,
arguncniar c cn rclaicr os arguncnios dos
ouiros.
III. Hctò)ícos ou Oradorcs capazcs dc discorrcr
clcganicncnic solrc qualqucr icna.
IV. Mutcnutícos c
495
V. Gconct)us, ianio para as varias ncccssidadcs
da vida, cono porquc csias cicncias prcparan c
aguçan o cngcnIo para as ouiras.
VI. Músícos, praiicos c icoricos.
VII. Ast)ononos, vcrsados, ao ncnos, nas coisas
fundancniais, ou scja, na douirina da csfcra c no
cónpuio, pois, scn csias, a Física, a Ccografia c
a naior paric da Hisioria sao ccgas.
2. Esias sao as iao dccaniadas scic Arics lilcrais,
quc o vulgo julga dcvcrcn scr cnsinadas pclo
profcssor dc Filosofia. Mas, para quc os alunos
sulan nais alio, qucrcnos quc Iaja ianlcn.
VIII. Nutu)uíístus (PIysicii quc conIcçan a
conposiçao do nundo, a naiurcza dos clcncnios,
as difcrcnças dos aninais, as propricdadcs das
planias c dos nincrais, a csiruiura do corpo
Iunano, cic., considcrando csias coisas, ianio
cn gcral, cono sao cn si ncsnas, c ainda cono
coisas criadas para uiilidadc da nossa vida, o quc
conprccndc a paric quc diz rcspciio à ncdicina,
à agriculiura c a iodas as ouiras arics nccanicas.
IX. Gcòg)u]os quc icnIan gravado na ncnic o
glolo icrrcsirc, os narcs, as suas ilIas, os rios,
os Esiados, cic.
496
X. C)onoíogístus quc sailan dc cor a succssao
das varias cpocas, dcsdc o concço do nundo, c
as suas divisõcs.
XI. Hísto)íudo)cs quc sailan cnuncrar a naior
paric das nais noiavcis iransfornaçõcs do gcncro
Iunano, dos principais Esiados c da Igrcja, c
lcn assin os varios cosiuncs c riios dos povos c
dos Ioncns.
XII. Mo)uíístus quc conIcçan c×aiancnic os
gcncros c as difcrcnças das viriudcs c dos vícios,
c sailan fazcr olscrvar aquclas c lcvar a fugir
dcsics, considcrando ianio a sua idcia gcral cono
a sua aplicaçao praiica, rclaiivancnic à vida
cconónica, políiica, cclcsiasiica, cic.
XIII. Finalncnic, qucrcnos fazcr Tcòíogos quc,
nao so conIcçan os fundancnios da sua fc, nas
possan clcs proprios ir Iauri-los nas Sagradas
Escriiuras.
3. Dcscjanos quc, icrninado csic curso dc scis
anos, os adolcsccnics scjan, cn iodas csias
coisas, sc nao pcrfciios (cono cfciio, ncn a idadc
juvcnil podc aiingir a pcrfciçao, ncn c possívcl,
cn scis anos dc insiruçao, csgoiar o occanoi, pclo
ncnos possuidorcs dc solidos fundancnios, ondc
podcra asscniar una culiura nais pcrfciia.
CunínIo pu)u utíngí) cstcs oI]ctíuos. scís cíusscs.
497
4. Scra ncccssario quc, rcpariindo-sc a insiruçao
por scis anos, Iaja scis classcs, as quais,
concçando a cnuncrar dcsdc a nais lai×a,
podcn rccclcr os scguinics noncs.
I. Cranaiica
II. Física
III. Maicnaiica
IV. Éiica
V. Dialciica
VI. Fciorica.
Po)quc c quc, dcpoís u g)unutícu, nuo dcuc uí)
íncdíutuncntc u díuíctícu¯
5. Espcro quc ningucn nova una canpanIa
conira nos, pclo faio dc pornos cn princiro lugar
a granaiica, cono sc cla fossc a poricira das
ouiras disciplinas. Porcn, aquclcs quc
considcran os cosiuncs cono sc fosscn lcis,
ialvcz sc adnircn quc coloqucnos a dialciica c a
rciorica dcpois das cicncias posiiivas. Convcn,
iodavia, fazcr assin, pois csianos convcncidos dc
quc sc dcvc cnsinar as coisas anics do nodo das
coisas, isio c, a naicria anics da forna, c dc quc
o unico nciodo capaz dc nos fazcr progrcdir, dc
nancira scgura c rapida, c aquclc quc consisic
cn adquirir conIccincnio das coisas anics dc sc
498
concçar, ou a julga-las a fundo ou a c×pó-las
con csiilo florido. Proccdcndo dc nodo divcrso,
icr-sc-a à disposiçao iodos os nodos dc discorrcr
c dc falar, nas scr-sc-a polrc quanio às coisas a
c×aninar c a aconsclIar; c, cniao, quc podcra
c×aninar-sc ou aconsclIar-sc? Assin cono c
inpossívcl quc una virgcn dc à luz, sc princiro
nao concclcu, assin ianlcn c inpossívcl quc
algucn falc das coisas racionalncnic, sc princiro
nao ionou conIccincnio das coisas. As coisas,
cn si ncsnas, sao aquilo quc sao, ainda quc a
razao ou a língua sc nao ocupcn dclas; nas a
razao c a língua apcnas iralalIan con as coisas
c dcpcndcn dclas. scn as coisas, ou sc rcduzcn
a nada, ou iornan-sc sons scn pcnsancnio, por
cfciio dc un csforço, ou csiupido ou ridículo.
Porianio, una vcz quc o raciocínio c o discurso sc
fundan nas coisas, c alsoluiancnic ncccssario
quc o fundancnio scja lançado princiro.
Po)quc quc c quc u no)uí sc coíocu dcpoís dus
cícncíus nutu)uís.
6. Enlora nuiios façan o conirario, Ioncns
douios dcnonsiraran quc as cicncias naiurais
dcvcn colocar-sc anics das cicncias norais.
Lípsio, no Livro I, capíiulo 1, da sua Físíoíogíu,
cscrcvc. «Agrada-nos a opiniao dos grandcs
auiorcs, c conscniirci c dclilcrarci quc a Física sc
cnsinc cn princiro lugar. Ncsia paric (da
Filosofiai c naior o prazcr, apio para airair c para
499
prcndcr; c Ia ianlcn una dignidadc naior c un
csplcndor quc c×ciia a adniraçao; finalncnic,
una prcparaçao c culiivo da alna dc nodo a
ouvir-sc con fruio as liçõcs da Éiica»í1|.
Po)quc c quc, u cxcnpío dos untígos, sc nuo poc u
nutcnutícu untcs du ]ìsícu¯
7. Ouanio à naicnaiica, podcria duvidar-sc sc
cla dcvc scguir ou anicccdcr a física. É ccrio quc
os aniigos principiaran a olscrvaçao das coisas
pclos csiudos naicnaiicos c, por isso, as
naicrias a csiudar sc cIanaran {Oacv-¦, ou scja,
disciplinas; c Plaiao nao adniiia na sua
Acadcnia ncnIun ugconct)u ( i. A razao c
cvidcnic, porquc as cicncias quc iraian dc
nuncros c dc quaniidadcs lascian-sc, nais quc
ouiras, nos scniidos c, por isso, sao nais faccis c
nais ccrias, c conccniran c fi×an a força
inaginaiiva, c, finalncnic, porquc dispõcn c
c×ciian a csiudar ouiras coisas nais afasiadas
dos scniidos.
P)íncí)u Hcspostu.
8. Tudo isio c vcrdadc. No cnianio, a csic
proposiio, dcvcnos fazcr algunas considcraçõcs,
una vcz quc. 1. sc aconsclIou a c×crciiar os
scniidos na cscola dc língua nacional c a aguçar
os cspíriios con as coisas scnsívcis; porianio, os
nossos alunos ja nao scrao ioialncnic
agcónciras ( i. 2. O nosso nciodo proccdc
500
scnprc gradualncnic. Porianio, anics dc cIcgar
às nais sullincs cspcculaçõcs das quaniidadcs,
c lon quc sc dcnorc un pouco a cnsinar as
coisas concrcias accrca dos corpos, porquc csics
scrvcn cono quc dc passagcn para aiingir c
aprccndcr nclIor as coisas alsiraias. 3. Ao
prograna da classc dc naicnaiica, nos
acrcsccnianos varias coisas ariificiais, cujo
conIccincnio facil c vcrdadciro dificilncnic podc
adquirir-sc scn o cnsino das cicncias naiurais, c,
por isso, colocanos princiro csias cicncias. Mas,
sc as razõcs dos ouiros ou ncsno a praiica
convcnccrcn quc c nclIor proccdcr
divcrsancnic, nao icnos inicnçao dc nos opor.
Mas, por cnquanio, csianos convcncidos das
nossas razõcs.
A Fìsícu dcuc sc) p)cccdídu du Mctu]ìsícu. nus dc
quuí¯
9. Dcpois dc adquirido un conIccincnio
ncdiano da língua laiina (airavcs do VcstìIuío c
da Po)tu, a quc consagranos a princira classci,
aconsclIanos quc sc aprcscnic aos alunos una
cicncia gcncralíssina, a qual c cIanada cicncia
princira, c vulgarncnic Mctu]ìsícu (cn nosso
cnicndcr, scria nais corrcio cIanar-lIc p)o]ìsícu
( i ou Iípo]ìsícu { ¦, ou scja, prcparaçao
para o csiudo da físicai. Esia cicncia dcvc
dcscolrir aos alunos os princiros c os nais
profundos fundancnios da naiurcza, cono, por
501
c×cnplo, os rcquisiios ncccssarios, os airiluios c
as difcrcnças dc iodas as coisas, c dar a conIcccr
as lcis nais gcrais, as dcfiniçõcs, os a×ionas, o
nodclo c a csiruiura dc iodas as coisas. Ouando
iivcrcn adquirido csics conIccincnios (c, con o
nosso nciodo, scra nuiio facili, podcrao dirigir as
olscrvaçõcs para iodos os pariicularcs, pois a
naior paric dclcs parcccrao ja conIccidos, c nada
parcccra alsoluiancnic novo, a nao scr a
aplicaçao das lcis gcrais aos casos pariicularcs.
Dcsias coisas gcrais, a quc sc podc dcdicar, ao
na×ino, un irincsirc (con cfciio, cnicndcn-sc
nuiio facilncnic, pois sao cono quc princípios
quc qualqucr dos scniidos aprccndc c adniic so
pcla sua propria luzi, passc-sc incdiaiancnic à
olscrvaçao do nundo visívcl, para quc as
naravilIas da naiurcza (rcvcladas na p)o]ìsícui sc
iorncn cada vcz nais claras por ncio dc
c×cnplos pariicularcs cscolIidos na propria
naiurcza. Esic csiudo consiiiuira a classc dc
Física.
A scguí) u Fìsícu ucn u Mutcnutícu; dcpoís, u
Etícu.
10. Da csscncia das coisas, passar-sc-a cniao a
una olscrvaçao nais acurada solrc os acidcnics
das coisas. A csic csiudo danos o nonc dc classc
dc Maicnaiica.
502
11. Incdiaiancnic a scguir, os alunos dcvcrao
fazcr cspcculaçõcs solrc o proprio Ioncn con as
açõcs da sua voniadc livrc, cono scnIor das
coisas, para aprcndcrcn a vcr o quc csia c o quc
nao csia sol o nosso podcr c sol o nosso arlíirio,
cono convcn govcrnar iodas as coisas scgundo
as lcis do univcrso, cic.
Isio cnsinar-sc-a no quario ano, na classc dc
Éiica. Mas csiudcn-sc iodas csias coisas, ja nao
apcnas Iisioricancnic, isio c, pcla praiica, cono
aconiccia nos rudincnios da cscola dc língua
nacional, nas icoricancnic, para quc os alunos
sc Ialiiucn a considcrar as causas c os cfciios
das coisas. Mas alsicnIan-sc os profcssorcs dc
nisiurar con o prograna dcsias princiras quairo
classcs algo dc conirovcrso, pois qucrcnos
rcscrvar csias coisas inicgralncnic para a quinia
classc, cono sc scguc.
Cíussc dc Díuíctícu.
12. Na classc dc Dialciica, dcpois dc
aprcscniadas, dc nodo lrcvc, as rcgras do
raciocínio, qucrcnos quc sc pcrcorra o prograna
da Física, da Maicnaiica c da Éiica, c sc vcniilc
iudo o quc dc nais inporianic la sc conicn, quc
scja oljcio das conirovcrsias dos crudiios. Eniao
cnsinar-sc-a. Oual a origcn da conirovcrsia? qual
o scu csiado aiual? qual a icsc c a aniíicsc? con
quc arguncnios vcrdadciros ou provavcis sc
503
dcfcndc csia ou aqucla? Procurc-sc dcpois
dcscolrir o crro, a ocasiao dc crro c a falacia dos
arguncnios da icsc oposia, c, lcn assin, a força
dos arguncnios a favor da icsc vcrdadcira, ou
ainda, sc anlas as asscrçõcs conicn algo dc
vcrdadciro, icnic-sc a conciliaçao. Assin, con o
ncsno iralalIo, far-sc-a, por un lado, una
agradalilíssina rcpciiçao do prograna ja
csiudado, c, por ouiro lado, una uiilíssina
c×plicaçao das coisas quc nao foran cnicndidas,
c, con ccononia dc icnpo c dc fadiga, cnsinar-
sc-a ainda a aric dc raciocinar, dc invcsiigar as
coisas dcsconIccidas, dc csclarcccr as olscuras,
dc disiinguir as anlíguas, dc dcicrninar as
gcrais, dc dcfcndcr as vcrdadciras con as arnas
da propria vcrdadc, dc rcjciiar as falsas c, cnfin,
dc ordcnar as coisas confusas con coniínuos
c×cnplos, con un nciodo lrcvc c cficaz.
Cíussc dc Hctò)ícu.
13. A uliina classc scra a dc Fciorica, na qual
qucrcnos quc sc façan c×crcícios
vcrdadcirancnic praiicos, faccis c agradavcis, dc
iodas as coisas cnsinadas aic aqui, c airavcs dos
quais sc iornc cvidcnic quc os nossos alunos
aprcndcran alguna coisa c quc nao csiivcran na
cscola inuiilncnic. Na vcrdadc, scgundo a
na×ina socraiica «fala para quc saila qucn
cs»í2|, qucrcnos fornar a língua para una salia
504
cloqucncia àquclcs dc quc aic agora fornanos
principalncnic a ncnic para a salcdoria.
14. Aprcscniadas, porianio, dc novo, lrcvíssinas
c claríssinas rcgras dc cloqucncia, passc-sc aos
c×crcícios, ou scja, à iniiaçao dos nclIorcs
ncsircs na aric dc dizcr. Nao convcn, iodavia,
dcnorar-sc scnprc nas ncsnas naicrias, nas
dcvc pcrcorrcr-sc novancnic iodos os canpos da
vcrdadc c da varicdadc das coisas, c os jardins da
Ioncsiidadc Iunana c os paraísos da salcdoria
divina, para quc iudo aquilo quc os alunos salcn
quc c vcrdadciro, lon c uiil, isio c, agradavcl c
Ioncsio, o sailan ianlcn dizcr lcn c, sc
ncccssario, o sailan inculcar foricncnic. Para
csic cfciio, csiando ja dc possc, graças aos
csiudos prcccdcnics, dc un calcdal dc
conIccincnios nao dcsprczívcl, ou scja, dc un
razoavcl conIccincnio dc coisas dc ioda a
cspccic, dc palavras, dc frascs, dc adagios, dc
scnicnças, dc Iisiorias, cic., adquirirao ncsia
classc una nova lagagcn.
O cstudo du Iístò)íu dcuc díst)íIuí)-sc po) todus
us cíusscs.
15. Accrca dcsias coisas pariicularcs, falarcnos
dc novo, sc ncccssario, pois a praiica nos
cnsinara iudo o rcsio. Scja-nc líciio acrcsccniar
apcnas isio. Porquc c cvidcnic quc o
conIccincnio da Iisioria c una paric lclíssina
505
da insiruçao c c cono quc os olIos dc ioda a
vida, sou dc opiniao dc quc a Iisioria scja
disiriluída por iodas as classcs dcsic sc×cnio,
para quc os nossos alunos nao ignorcn iudo
aquilo quc dc ncnoravcl fcz ou dissc a
aniiguidadc. É, iodavia, para dcscjar quc csic
csiudo scja ninisirado con prudcncia, para quc
nao auncnic o iralalIo dos alunos, nas aic o
iornc nais suavc, c scja para clcs cono quc o
condincnio dos csiudos nais scvcros.
E cono.
16. Pcnsanos quc scra possívcl conpilar, para
cada classc, un livrinIo cspccial, quc conicnIa
un ccrio gcncro dc faios Iisioricos, scgundo o
prograna scguinic, disiriluído pclas scis classcs.
I. Conpcndio dc Iisioria sagrada.
II. Hisioria das cicncias naiurais.
III. Hisioria das arics c das invcnçõcs.
IV. Hisioria da noral. c×cnplos nais c×cclcnics
dc viriudcs, cic.
V. Hisioria dos riios. accrca dos varios riios dos
povos, cic.
VI. Hisioria Univcrsal, ou scja, Iisioria dc iodo o
nundo c dos principais povos, nas solrciudo da
Pairia dc cada un. Tudo scra c×posio
506
rcsunidancnic, iraiando apcnas das coisas
ncccssarias c oniiindo as quc nao icn
inporiancia.
Aduc)tcncíu ucc)cu do nctodo contínuuncntc
uní]o)nc dcstus cscoíus.
17. Accrca do nciodo cspccial quc dcvc usar-sc
ncsias cscolas, nada dirci agora, a nao scr o
scguinic. dcscjanos quc as quairo Ioras dc liçõcs
pullicas scjan assin divididas. as duas Ioras da
nanIa (apos un c×crcício dc picdadci dcdiqucn-
sc àqucla cicncia ou àqucla aric, da qual a classc
iona o nonc; quc a Hisioria ocupc a princira
Iora dcpois do ncio dia, scndo a scgunda Iora
consagrada a c×crcícios da pcna, da palavra c das
naos, cn confornidadc con o quc c rcqucrido
pcla naicria dc cada classc.
507

Capítulo XXXI
DA ACADEMIA

Po)quc sc t)utu uquí du Acudcníu.
1. En vcrdadc, o nosso nciodo nao sc csicndc
aic a Acadcnia (Univcrsidadci. Mas quc nal Ia
cn alordar csic icna, para dizcr quais sao os
nossos voios a scu rcspciio? Disscnos airasí1|
quc, por dirciio, sc dcvc dci×ar às Acadcnias as
parics nais clcvadas c conplcncniarcs dc iodas
as cicncias c iodas as faculdadcs supcriorcs.
T)cs uotos u scu )cspcíto.
2. Dcscjanos, porianio, quc nas Acadcnias.
I. Sc façan csiudos vcrdadcirancnic univcrsais,
dc ial nancira quc nada c×isia nas lciras c nas
cicncias Iunanas quc la sc nao ninisirc.
II. Sc adoicn os nciodos nais faccis c nais
scguros, para inluir iodos aquclcs quc as
frcqucnian dc una crudiçao solida;
III. Ouc os cargos pullicos nao scjan confiados
scnao àquclcs quc nclas sc prcpararan con
succsso, c quc sao dignos c idóncos para quc sc
508
lIcs cnircguc con scgurança o govcrno das
coisas Iunanas.
Vcjanos agora, nodcsiancnic, o quc nos parccc
c×igir cada un dcsics voios.
I. Ouc sc]un uc)dudcí)uncntc Uníuc)sídudcs.
3. Para quc os csiudos acadcnicos scjan
univcrsais, Ia ncccssidadc. dc P)o]csso)cs dc
iodas as cicncias, arics, faculdadcs c línguas,
crudiios c ardorosos, quc c×iraian dc si, cono dc
rcscrvaiorios vivos, c conuniqucn a iodos iodas
as coisas; c dc una HíIííotccu sclcia dos varios
auiorcs c dc uso inicirancnic conun.
II. Ouc tcnIun un nctodo uc)dudcí)uncntc
uníuc)suí.
4. Os iralalIos da Acadcnia prosscguirao nais
facilncnic c con naior succsso, sc, cn princiro
lugar, so para la forcn cnviados os cngcnIos
nais sclcios, a flor dos Ioncns; os ouiros cnviar-
sc-ao para a cIarrua, para as profissõcs
nanuais, para o concrcio, para quc, alias,
nasccran.
Ondc dcuc oIsc)uu)-sc.
5. Sc, cn scgundo lugar, cada un sc aplicar ao
csiudo daqucla disciplina para a qual, scgundo
ccrios indícios nosiran, a naiurcza o dcsiinou.
Con cfciio, assin cono, por insiinio naiural, un
509
sc iorna nusico, pocia, orador, naiuralisia, cic.
nclIor quc ouiro, assin ianlcn un c nais apio
quc ouiro para a icologia, para a ncdicina ou
para a jurisprudcncia. Mas, quanio a isio, pcca-
sc dcnasiado frcqucnicncnic, pois qucrcnos, a
nosso arlíirio, fazcr un Mcrcurio dc qualqucr
nadciraí2|, scn aicndcr às inclinaçõcs da
naiurcza. Daqui rcsulia quc, lançando-nos nos, a
dcspciio da nossa naiurcza, ncsics ou naquclcs
csiudos, nada fazcnos quc scja digno dc louvor,
c, frcqucnicncnic, sonos nais conpcicnics cn
qualqucr ouira coisa accssoria ( i quc na
nossa propria profissao. Scria, porianio, dc
aconsclIar quc, no icrno da Escola Classica,
fossc fciio, pclos Dirciorcs das Escolas, un
c×anc pullico às capacidadcs dos alunos, para
quc pudcsscn dclilcrar quais dos jovcns dcvian
scr cnviados para a Univcrsidadc c quais os quc
dcvian dcsiinar-sc aos ouiros gcncros dc vida; c,
igualncnic, dc cnirc aquclcs quc fosscn
dcsiinados para prosscguir os csiudos, quais os
quc dcvcrian dcdicar-sc à Tcologia, ou à Políiica,
ou à Mcdicina, cic., icndo cn conia as suas
inclinaçõcs naiurais c ainda as ncccssidadcs da
Igrcja c do Esiado.
III.
6. En icrcciro lugar, convcn csiinular os
cngcnIos Icroicos para iudo, para quc nao
falicn Ioncns quc sailan nuiio ( i, ou
510
sailan iudo ( i, ou scjan salios cn iudo
( i.
IV.
7. Dcvc, iodavia, Iavcr o cuidado dc quc so vao
para as Univcrsidadcs os alunos diligcnics,
Ioncsios c solíciios, c quc clas nao iolcrcn os
falsos csiudanics, os quais cslanjan, no ocio c
no lu×o, o icnpo c o dinIciro, dando nau
c×cnplo aos ouiros. Assin, ondc nao Ia pcsic,
nao Ia coniagio; iodos sc csforçarao por cunprir
o scu dcvcr.
V. ConscíIo ucc)cu do )csuno dc uuto)cs dc todu
u cspccíc.
8. Disscnos quc, na Acadcnia, sc dcvia csiudar
iodo o gcncro dc auiorcs. Ora, para quc csic
csiudo nao scja dcnasiado pcnoso, c, coniudo,
scja uiil, scria para dcscjar quc sc pcdissc às
pcssoas douias, aos filosofos, aos icologos, aos
ncdicos, cic. quc prcsiasscn à juvcniudc
csiudiosa o ncsno favor quc os gcografos
prcsian aos csiudiosos da gcografia, cnccrrando
províncias iniciras, rcinos c nundos cn napas, c
pondo c×icnsíssinas parics da icrra c do nar sol
os olIos, dc nodo a podcrcn scr olscrvadas con
un so golpc dc visia. Efciivancnic, porquc c quc,
do ncsno nodo quc os piniorcs rcprcscnian ao
vivo as rcgiõcs, as cidadcs, as casas c as pcssoas,
sc nao Ia-dc rcprcscniar Cíccro, Lívio, Plaiao,
511
Aiisioiclcs, Pluiarco, Taciio, Cclio, Hipocraics,
Calcno, Cclso, Sanio AgosiinIo, S. Jcrónino c
ianios ouiros? Nao digo quc sc dcva fazcr apcnas
c×iraios dc scnicnças c florilcgios (cono foi fciio
por algunsi, nas quc sc rcsunan as olras
iniciras às coisas sulsianciais.
Ouud)upíu utííídudc dcsscs ííu)os.
9. Esics rcsunos dos auiorcs icrian una grandc
uiilidadc. En princiro lugar, para aquclcs quc
nao icn icnpo para lcr olras c×icnsas, para quc
ao ncnos adquirisscn un conIccincnio gcral
dcsscs auiorcs. En scgundo lugar, para aquclcs
quc (scgundo o consclIo dc Scnccaií3|
dcscjasscn faniliarizar-sc apcnas con un auior
(pois ncn iodas as coisas convcn igualncnic a
iodosi pudcsscn cscolIcr nais facilncnic c nais
judiciosancnic, quando, icndo salorcado varios
auiorcs, iivcsscn scniido quc csic ou aquclc csia
nais cn rclaçao con os scus gosios. En icrcciro
lugar, csscs rcsunos prcpararao nuiio lcn para
una lciiura nais fruiuosa aquclcs quc dcvcrao
csiudar as olras conplcias, da ncsna nancira
quc, para un viajanic, o faio dc icr conIccido no
napa a corografla dc dcicrninada rcgiao, o ajuda
a olscrvar con nais facilidadc, con nais
scgurança c con naior prazcr iodas as
pariicularidadcs quc, a scguir, lIc cacn sol os
olIos. Finalncnic, csscs lrcviarios scrvirao a
iodos, para fazcr nais rapidancnic as rcvisõcs
512
ncccssarias dos auiorcs c para dclcs c×irair a
sulsiancia quc sc fi×a no cspíriio c sc iransforna
cn alincnio viial.
ConscíIo ucc)cu du cdícuo dcsscs conpcndíos.
10. Podcrian csscs sunarios dos auiorcs scr
cdiiados cn scparado (para uso dos nais polrcs
ou daquclcs quc nao icn possililidadcs dc
csiudar inicgralncnic os grandcs voluncsi c,
dcpois, scrcn juniados aos rcspcciivos auiorcs,
para quc, qucn sc prcpara para lcr una olra
inicira, possa princiro aprccndcr o rcsuno dc
ioda cla.
VI. ConscíIo ucc)cu du c)íucuo, nu Acudcníu, dc
«Coícgíos Gcííunos»
11. Ouanio aos c×crcícios acadcnicos, nao sci sc
dcvcrci iniroduzir Coloquios ( i pullicos,
scgundo o nodclo dos Colcgios dc Cclioí4|; ou
scja, quando un profcssor iraia pullicancnic dc
dcicrninado icna, dcvcn disiriluir-sc pclos
alunos iodos os nclIorcs auiorcs quc iraian
dcssc assunio, para quc os lcian privadancnic.
E, accrca dc iudo quanio o profcssor prclccionou
na liçao anics do ncio dia, far-sc-a una
discussao, na aula dc dcpois do ncio dia, cn quc
pariiciparao iodos os alunos. Proccdcr-sc-a do
scguinic nodo. os csiudanics aprcscniarao
qucsiõcs, ou solrc dcicrninado ponio quc acaso
algun nao icnIa cnicndido, ou solrc una
513
dificuldadc quc algun icnIa cnconirado, ou
solrc una opiniao discordanic quc algun icnIa
dcscolcrio no scu auior, c coisas scnclIanics.
Conpcic ao profcssor, cono prcsidcnic da
rcuniao, dizcr quando c quc c líciio a
dcicrninado aluno (scguindo-sc, coniudo, una
ordcn dcicrninadai rcspondcr c aos ouiros, a
scguir, julgar c pronunciar-sc solrc sc a rcsposia
c saiisfaioria, c, finalncnic, icrninar a
conirovcrsia. Assin, parccc quc iudo aquilo quc
nuiios lcran sc podc juniar nun iodo, nao
soncnic para quc aprovciic a iodos, nas ainda
para quc iudo sc inprina nclIor nos cspíriios c,
conscqucnicncnic, iodos façan progrcssos
vcrdadcirancnic solidos na icoria c na praiica
das cicncias.
III. Tc)ccí)o uoto.
nuo conccdc) u co)ou scnuo uos uíto)íosos.
12. Parccc quc, a pariir dcsics c×crcícios
colciivos, possa scr saiisfciio, scn nuiia
dificuldadc, o nosso uliino voio, c quc c ianlcn
o voio dc iodas as pcssoas dc lcn. Nao scjan
adniiidos nos cargos pullicos scnao aquclcs quc
sao dignos. Conscguir-sc-a csic dcsidcraio, sc
isso nao dcpcndcr do arlíirio privado dc una ou
duas pcssoas, nas da conscicncia c do
icsicnunIo pullico dc iodos. Por isso, una vcz
por ano, do ncsno nodo quc as cscolas dos
graus infcriorcs dcvcn scr visiiadas pclos scus
514
dirciorcs, rccclan ianlcn as Acadcnias a visiia
dc inspciorcs do Esiado, quc procurcn conIcccr
o cnpcnIo con quc foran fciias iodas as coisas,
qucr da paric dos profcssorcs, qucr da paric dos
alunos. Vcrificarao aquclcs quc nais sc
disiinguiran pcla sua diligcncia c, para aicsiar
pullicancnic o scu valor, confcrir-lIcs-ao o grau
dc Douior ou dc Mcsirc.
Mcdo du uítò)íu.
13. Sc sc nao qucr fazcr apcnas una parodia,
nas auicniicas Dispuias, para a colaçao dos
graus acadcnicos, scra convcnicniíssino quc o
candidaio (ou varios ao ncsno icnpoi sc coloquc,
scn o scu nodcrador, no ncio da sala. E cniao
os nais douios c os nais vcrsados na praiica
proponIan-lIc quc faça iudo o quc julgarcn
nclIor para vcrificar o scu progrcsso icorico c
praiico. Por c×cnplo. qucsiõcs varias, iiradas dc
un ic×io (da Sagrada Escriiura, dc Hipocraics, do
Codigo dc Dirciio, cic.i, pcrguniando-lIc. ondc
vcn cscriia csia, ou aqucla, ou aquclouira coisa?
Cono podc csiar dc acordo con isio ou con
aquilo? ConIccc algun auior quc csia cn
dcsacordo? Oual? E quc arguncnios aprcscnia?
E cono rcsolvcr a qucsiao? E ouiras coisas
scnclIanics. Ouanio à praiica, proponIan-sc ao
candidaio varios casos. dc conscicncia, dc
docnças, dc proccssos. E pcrgunic-sc-lIc. cono
proccdcria ncsic ou naquclc caso? E porquc
515
proccdcria assin? Insisia-sc con novas
pcrgunias c con novos casos, aic quc sc iornc
cvidcnic quc clc c capaz dc cniiir juízo accrca
das coisas, saliancnic c con vcrdadciro
fundancnio. Oucn nao cspcraria quc os alunos
porian ioda a diligcncia no csiudo, sc soulcsscn
quc icrian dc cnfrcniar un c×anc iao pullico,
iao scrio c iao scvcro?
Dus uíugcns.
14. Ouando às viagcns (a quc dcnos un lugar
ncsic uliino sc×cnio, ou no fin dclci, nao c
ncccssaria ncnIuna advcricncia, a nao scr ialvcz
dizcr quc nos agrada, c csia dc acordo con os
nossos princípios, a opiniao dc Plaiao, o qual
proilia à juvcniudc viajar anics dc acalnar a
c×ccssiva inpciuosidadc da idadc ardcnic c anics
dc adquirir a prudcncia c a capacidadc
ncccssaria para viajarí5|.
Acc)cu dc unu cscoíu dus cscoíus. quuí o scu
oI]ctíuo c u suu utííídudc.
15. E ncn scqucr c prcciso nosirar quao
ncccssaria scria una cscoíu dus cscoíus ou una
Socicdadc Didaiica (Coíícgíun Díductícunií6|, a
fundar cn qualqucr paric, ou, sc isso nao for
possívcl, ao ncnos cnirc os crudiios inicrcssados
cn pronovcr, dcssa nancira, a gloria dc Dcus,
ncsno scn una prcscnça corporal. Os iralalIos
dcsia socicdadc dcvcn icndcr para dcscolrir,
516
cada vcz nais, os fundancnios das cicncias, para
dcpurar c difundir pclo gcncro Iunano, con
nclIor succsso, a luz da salcdoria c para fazcr
scnprc prospcrar os inicrcsscs Iunanos con
novas c uiilíssinas invcnçõcs. Efciivancnic, sc
nao qucrcnos csiar scnprc agarrados ao ncsno
caninIo, ou aic andar para iras, icnos dc
pcnsar cn fazcr progrcdir as loas cnprcsas.
Mas, cono para isio nao lasia, ncn un Ioncn
so, ncn apcnas a vida dc un Ioncn, c
ncccssario quc nuiios Ioncns juniancnic c
succssivancnic coniinucn a olra concçada.
Esic colcgio univcrsal scria para as ouiras
cscolas o quc o csiónago c para os ncnlros do
corpo, ou scja, a oficina viial quc a iodos
forncccria suco, vida c força.
16. Mas volicnos àquclas coisas quc nos falia
ainda dizcr accrca das nossas cscolas.
517

Capítulo XXXII
DA ORGANIZAÇÃO
UNIVERSAL E PERFEITA
DAS ESCOLAS

Hccupítuíucuo do quc ]oí díto.
1. Discorrcnos largancnic accrca da ncccssidadc
c do nodo dc rcfornar as cscolas. Nao scra fora
dc proposiio quc façanos o rcsuno, qucr dos
nossos voios, qucr dos nossos consclIos. É o quc
vanos fazcr.
Hcsuno dos uotos u sutís]uzc) pu)u quc u u)tc
dídutícu utín]u u p)ccísuo c u cícguncíu du u)tc
típog)u]ícu.
2. Dcscjanos quc o nciodo dc cnsinar aiinja ial
pcrfciçao quc, cnirc a forna dc insiruir
Ialiiualncnic usada aic Iojc c a nossa nova
forna, aparcça clarancnic quc vai a difcrcnça
quc vcnos cnirc a aric dc nuliiplicar os livros,
copiando-os à pcna, cono cra uso aniigancnic, c
a aric da inprcnsa, quc dcpois foi dcscolcria c
agora c usadaí1|. Efciivancnic, assin cono a
aric iipografica, cnlora nais difícil, nais cusiosa
c nais iralalIosa, iodavia, c nais aconodada
para cscrcvcr livros con naior rapidcz, prccisao c
518
clcgancia, assin ianlcn, csic novo nciodo,
cnlora a princípio ncia ncdo con as suas
dificuldadcs, iodavia, sc for acciic nas cscolas,
scrvira para insiruir un nuncro nuiio naior dc
alunos, con un aprovciiancnio nuiio nais ccrio
c con naior prazcr, quc con a vulgar auscncia
dc nciodo ( i.
Vuntugcns du ínp)cnsu soI)c o nunusc)íto.
3. É facil pcnsar quao pouco uiil pódc parcccr o
csforço do princiro invcnior da inprcnsa, dado o
uso iao livrc c iao rapido da pcna. Mas os faios
nosiran quanias vaniagcns irou×c csia
invcnçao. En princiro lugar, dois rapazcs podcn
inprinir nais c×cnplarcs dc dcicrninado livro,
do quc, no ncsno icnpo, o fazian ialvcz
duzcnios copisias. En scgundo lugar, csscs
nanuscriios scrao difcrcnics quanio ao nuncro,
forna c disposiçao das folIas, das paginas c das
linIas; ao conirario, os livros inprcssos sao dc ial
nancira corrcspondcnics uns aos ouiros quc
ncn un ovo c iao scnclIanic a ouiro ovo; c isio
vcrifica-sc rclaiivancnic a iodos os c×cnplarcs, o
quc c una pariicularidadc cIcia dc clcgancia c dc
airaiivos. En icrcciro lugar, nao c ccrio quc as
copias fciias à pcna scjan corrcias, sc sc nao
rcvccn, sc nao sc confronian c sc nao sc
corrigcn cuidadosancnic iodas c cada una
dclas, o quc sc nao podc fazcr scn un nuliíplicc
iralalIo, quc provoca o icdio. Ao conirario,
519
corrigidas as provas iipograficas dc un so
c×cnplar, iodos os ouiros, scjan clcs quanios
nilIarcs forcn, ficarao corrigidos; o quc parccc
algo dc incrívcl para qucn nao conIccc a aric
iipografica, nas c, dc faio, vcrdadc. En quario
lugar, para cscrcvcr (quando sc cscrcvc con a
pcnai, ncn iodo o papcl c lon, nas soncnic o
quc c nais foric, quc nao dci×c ircspassar a iinia,
ao passo quc podc inprinir-sc cn qualqucr
cspccic dc papcl, ncsno solrc papiro nuiio fino
c iransparcnic, solrc linIo, cic. Finalncnic,
podcn inprinir clcganicncnic livros, ncsnos
aquclcs quc nao salcn cscrcvcr clcganicncnic,
porquc c×ccuian o iralalIo, nao con as proprias
naos, nas por ncio dc caracicrcs
proposiiadancnic prcparados para isso.
Vuntugcn do nctodo pc)]cíto (o quc p)cconízunos)
)cíutíuuncntc uo nctodo usudo utc Io]c.
4. Parccc quc nada aconicccra dc difcrcnic sc, a
iudo aquilo quc diz rcspciio à nossa nova forna
univcrsal dc insiruir, dcrnos un rcio
ordcnancnio (cfciivancnic, nao afirnanos quc a
nossa ja scja assin; apcnas louvanos o nciodo
univcrsal, i, dc ial nancira quc. 1. con un
ncnor nuncro dc profcssorcs, sc possa cnsinar
un nuncro nuiio naior dc alunos, quc con o
nciodo aic aqui usado; 2. c os alunos sc iorncn
vcrdadcirancnic insiruídos; 3. c rccclan una
insiruçao polida c cIcia dc gravidadc; 4. c sc
520
adniian a csia culiura ncsno aquclcs quc nao
sao doiados dc grandcs inicligcncias c aic os dc
inicligcncia lcnia; 5. finalncnic, scrao Ialcis
para cnsinar, ncsno aquclcs a qucn a naiurcza
nao doiou dc nuiia Ialilidadc para cnsinar, pois
a nissao dc cada un nao c ianio iirar da propria
ncnic o quc dcvc cnsinar, cono solrciudo
conunicar c infundir na juvcniudc una crudiçao
ja prcparada c con insiruncnios ianlcn ja
prcparados, colocados nas suas naos. Con
cfciio, assin cono qualqucr organisia c×ccuia
qualqucr sinfonia, olIando para a pariiiura, a
qual ialvcz clc nao fossc capaz dc conpor, ncn dc
c×ccuiar dc cor so con a voz ou con o orgao,
assin ianlcn porquc c quc nao Ia-dc o
profcssor cnsinar na cscola iodas as coisas, sc
iudo aquilo quc dcvcra cnsinar c, lcn assin, os
nodos cono o Ia-dc cnsinar, o icn cscriio cono
quc cn pariiiuras?
Inucstígucuo nuís pu)tícuíu) dcstc ussunto.
5. Mas rcioncnos a conparaçao quc fonos
luscar à iipografia c uiilizcno-la para c×plicar
nclIor ainda cn quc consisic o nccanisno
rcgular do nosso nciodo c para nosirar
clarancnic quc c possívcl inprinir as cicncias no
cspíriio da ncsna nancira quc, c×icrnancnic, c
possívcl inprini-las no papcl, con iinia. E quc
razao Iavcra para quc sc nao possa forjar un
nonc susccpiívcl dc convir à nossa nova
521
Didaiica, cono o icrno díducog)u]íu ( i,
nodclado solrc a palavra iipografia? Mas
c×ponIanos o assunio paric por paric.
Anuíísc du u)tc típog)u]ícu quunto uos nutc)íuís c
uos t)uIuíIos.
6. A aric iipografica icn os scus naicriais c os
scus iralalIos. Os naicriais principais sao. o
papcl, os iipos, as iinias c o prclo; os iralalIos
sao. a prcparaçao do papcl, a conposiçao, a
paginaçao, colocar iinia nos iipos, a iiragcn das
folIas, a sccagcn, a corrcçao das provas, cic., c
cada una dcsias coisas faz-sc dc una nancira
cspccial, c sc sc faz da nancira prcscriia, iudo
corrc nornalncnic.
E íguuíncntc du u)tc dídutícu.
7. Na Díducog)u]íu (agrada-nc usar csia palavrai,
as coisas passan-sc prccisancnic da ncsna
nancira. O papcl sao os alunos, cn cujos
cspíriios dcvcn scr inprcssos os caracicrcs das
cicncias. Os iipos sao os livros didaiicos c iodos
os ouiros insiruncnios proposiiadancnic
prcparados para quc, con a sua ajuda, as coisas
a aprcndcr sc inprinan nas ncnics con pouca
fadiga. A iinia c a viva voz do profcssor quc
iransfcrc o significado das coisas, dos livros para
as ncnics dos alunos. O prclo c a disciplina
cscolar quc a iodos dispõc c inpclc para sc
cnlclcrcn dos cnsinancnios.
522
Ouc pupcí sc )cquc).
8. O papcl c lon, scja qual for a sua naiurcza; no
cnianio, quanio nais puro for, ianio nais
niiidancnic rccclc c rcprcscnia as coisas
inprcssas. Assin ianlcn o nosso nciodo adniic
iodas as inicligcncias, nas faz progrcdir nclIor
as quc sao nais lrilIanics.
Hcíucuo cnt)c os típos c os ííu)os dídutícos.
9. A analogia cnirc os iipos ncialicos c os nossos
livros didaiicos (iais cono nos qucrcnosi c nuiio
grandc. Efciivancnic, cn princiro lugar, assin
cono c ncccssario fundir, polir c adapiar os iipos,
anics dc sc concçar a inprcssao dos livros,
assin ianlcn c ncccssario prcparar os
insiruncnios do novo nciodo, anics dc concçar
a pór cn praiica cssc novo nciodo.
2.
10. E×igc-sc una ial alundancia dc iipos quc
scja suficicnic para os iralalIos quc sc qucr
c×ccuiar. Igualncnic, c ncccssaria grandc
alundancia dc livros c dc insiruncnios didaiicos,
porquc c nolcsio, alorrccido c prcjudicial
concçar un iralalIo c nao o podcr coniinuar por
falia dos ncios ncccssarios.
3.
523
11. O iipografo pcrfciio icn iipos dc iodas as
cspccics, para quc nunca sc cnconirc dcsprovido
dc qualqucr dos iipos dc quc acaso vcnIa a
prccisar. Do ncsno nodo, c ncccssario quc os
nossos livros conicnIan iudo aquilo quc
pcricncc à plcna culiura dos cspíriios, para quc a
ningucn csicja vcdado aprcndcr aquilo quc podc
aprcndcr.
4.
12. Os iipos, para quc possan csiar scnprc à
nao para qualqucr uso, nao sc dcvcn dci×ar
cspalIados aqui c alcn, nas dcvcn scr colocados
ordcnadancnic cn cai×as c cn cai×oiins. Do
ncsno nodo, os nossos livros, iudo o quc nos
ofcrcccn para aprcndcrnos, nao o dcvcn ofcrcccr
dc nodo confuso, nas rcpariido do nodo nais
disiinio possívcl, cn iarcfas dc un ano, dc un
ncs, dc un dia c dc una Iora.
5.
13. Fciiran-sc das cai×as apcnas os iipos dc quc
icnos ncccssidadc para c×ccuiar dcicrninada
olra, dci×ando-sc os ouiros scn sc lIcs iocar.
Tanlcn sc dcvcn colocar nas naos das crianças
soncnic os livros didaiicos dc quc icn
ncccssidadc na sua classc, para quc os ouiros
nao scjan ocasiao dc disiraçao c dc confusao.
6.
524
14. Finalncnic, o iipografo scrvc-sc dc un
conponcdor para dispor lincarncnic os
caracicrcs cn palavras, as palavras cn linIas, as
linIas cn colunas, para quc nada fiquc fora dc
proporçao. Do ncsno nodo, aos cducadorcs da
juvcniudc, c ncccssario dar nornas, cn
confornidadc con as quais c×ccuicn as suas
olras, isio c, dcvcn cscrcvcr-sc para uso dclcs
Líu)os-)otcí)os quc os aconsclIcn quanio ao quc
Iao-dc fazcr, cn quc lugar c dc quc nodo, para
quc sc nao caia cn crro.
Doís gcnc)os dc ííu)os dídutícos.
15. Os livros didaiicos scrao, porianio, dc dois
gcncros. vcrdadciros livros dc ic×io para os
alunos, c livros-roiciros (ín]o)nuto)ííi para os
profcssorcs, para quc aprcndan a scrvir-sc lcn
daquclcs.
Ouc c u tíntu dídutícu.
16. Disscnos quc a iinia didaiica c a voz do
profcssor. Efciivancnic, assin cono os
caracicrcs, quando csiao cn×uios, pcrnancccn
ianlcn (pcla açao do prcloi inprcssos no papcl,
nas nao dci×an, iodavia, scnao vcsiígios ccgos,
quc, pouco dcpois, dcsaparcccn, nas, cnlclidos
dc iinia, nclc inprincn inagcns visililíssinas c
quasc indclcvcis, assin ianlcn as coisas quc os
nudos profcssorcs das crianças, os livros dc
ic×io, colocan dianic dclas, sao rcalncnic
525
nudas, olscuras c inpcrfciias, nas, quando aos
livros sc junia a voz do profcssor (quc c×plica
iudo racionalncnic, scgundo a capacidadc dos
alunos, c iudo cnsina a pór cn praiicai, iornan-
sc cIcios dc vida, inprincn-sc profundancnic
nos scus cspíriios, c assin, finalncnic, os alunos
cnicndcn vcrdadcirancnic aquilo quc aprcndcn.
E cono a iinia da inprcnsa c difcrcnic da quc sc
usa con a pcna, ou scja, nao c fciia con agua,
nas con olco (c aquclcs quc dcscjan rccclcr o
grandc clogio dc scrcn vcrdadcirancnic ariisias
iipograficos, usan olco puríssino c po dc carvao
dc nozi, assin ianlcn a voz do profcssor,
ncdianic un nciodo didaiico suavc c sinplcs,
dcvc insinuar-sc, cono olco finíssino, no cspíriio
dos alunos, c juniancnic consigo, dcvc insinuar
as coisas.
A díscípíínu c o p)cío dídutíco.
17. Finalncnic, aquilo quc para os iipografos faz
o prclo, nas cscolas so a disciplina o conscguc
rcalizar, a qual nao da a ningucn a possililidadc
dc nao rccclcr a culiura ninisirada. Porianio,
assin cono na inprcnsa qualqucr papcl, quc
dcvc iransfornar-sc cn livro, nao podc fugir ao
prclo (cnlora o papcl nais foric scja apcriado
nais foricncnic, c o nais dclicado nais
dclicadancnici, assin ianlcn qucn vai à cscola
para sc insiruir dcvc sujciiar-sc à disciplina
conun.
526
Os graus da disciplina sao os scguinics. princiro,
una utcncuo contìnuu. Efciivancnic, cono a
diligcncia c a inoccncia das crianças nunca nos
ofcrcccn una confiança scgura (sao filIos dc
Adaoi, c ncccssario aconpanIa-las con os olIos,
para qualqucr paric quc sc volicn. En scgundo
lugar, a rcprccnsao, con a qual sc cIanan ao
caninIo da razao c da olcdicncia aquclcs quc
c×orliian. Finalncnic, o casiigo, sc rccusan
olcdcccr aos sinais dc rcprccnsao c às
advcricncias. Mas iodas csias pcnas disciplinarcs
dcvcn scr aplicadas con prudcncia, c scn ouiro
fin quc nao scja iornar iodos os alunos punidos
nais dcscjosos dc iudo fazcrcn con a naior
scricdadc.
Con])onto p)opo)cíonudo dos t)uIuíIos.
18. Dissc ianlcn quc sc rcqucrian iralalIos
dcicrninados, fciios dc nodo dcicrninado.
Fcsunirci ianlcn csic assunio cn lrcvcs
palavras.
19. Ouanios dcvcrao scr os c×cnplarcs dc un
dado livro, ouiras ianias dcvcrao scr as folIas a
cncIcr con o ncsno ic×io c con os ncsnos
caracicrcs; c dcvcra nanicr-sc o ncsno nuncro
dc folIas, dcsdc o princípio do livro aic ao fin,
scn o auncniar ncn o dininuir, pois, dc ouiro
nodo, alguns c×cnplarcs rcsulian dcfciiuosos.
Do ncsno nodo, o nosso nciodo didaiico c×igc
527
ncccssariancnic quc iodos os alunos dc una
cscola scjan confiados ao ncsno profcssor, para
quc os cduquc c insirua con os ncsnos
prccciios c os fornc gradualncnic, dcsdc o
princípio aic ao fin, nao adniiindo ncnIun na
cscola dcpois do princípio das liçõcs, ncn
dci×ando quc ncnIun sc va cnlora anics do fin.
Assin sc conscguira quc un so profcssor scja
suficicnic para una populaçao cscolar ncsno
nuiio nuncrosa, c quc iodos aprcndan iudo,
scn lacunas ncn inicrrupçõcs. Scra ncccssario,
porianio, quc iodas as cscolas pullicas sc alran
c sc cnccrrcn una vcz por ano (icnos razõcs
para aconsclIar quc isso sc faça no Ouiono, dc
prcfcrcncia a fazcr-sc na Prinavcra ou nouira
aliurai, para quc, cn cada ano, o prograna dc
cada classc possa scr dcscnvolvido c iodos os
alunos (a nao scr quc a dcficicncia ncnial dc
alguns o inpcçai, conduzidos cn conjunio para a
ncia, scjan pronovidos cn conjunio à classc
supcrior, prccisancnic cono aconiccc nas
iipografias, cn quc, iirada a princira folIa para
iodos os c×cnplarcs, sc passa à scgunda, à
icrccira, c assin succssivancnic.
20. Os livros nais clcganicncnic inprcssos icn
os capíiulos, as colunas c os paragrafos
clarancnic disiinios, con ccrios cspaços vazios
(rcqucridos, qucr pcla ncccssidadc, qucr por una
nclIor visaoi, ianio narginais cono
inicrlincarcs. Tanlcn o nciodo didaiico dcvc
528
ncccssariancnic prcscrcvcr pcríodos dc iralalIo
c pcríodos dc rcpouso, dc dcicrninada duraçao,
para rccrcaçõcs Ioncsias. Efciivancnic, cssc
nciodo prcscrcvc progranas para scrcn
dcscnvolvidos cn un ano, cn un ncs, cn un
dia c cn una Iora... E sc sc olscrvarcn lcn
csias prcscriçõcs, c inpossívcl quc cada classc
nao pcrcorra iodo o scu prograna, c assin, cn
cada ano, nao aiinja a sua ncia. Tcnos loas
razõcs para aconsclIar quc sc nao dispcndan a
iralalIar nas cscolas pullicas nais dc quairo
Ioras por dia. duas anics c duas dcpois do ncio
dia. E sc ao Salado sc fizcr fcriado dc iardc c o
Doningo for iodo consagrado ao culio divino,
icrcnos 22 Ioras scnanais dc aula c (conccdidos
ainda os fcriados ncccssarios para as fcsias nais
solcncsi icrcnos ccrca dc nil Ioras por ano. E,
cn nil Ioras, quanias coisas sc podcn cnsinar c
aprcndcr, sc sc proccdc scnprc nciodicancnic.
21. Tcrninada a paginaçao da olra quc dcvc scr
inprcssa, vai luscar-sc o papcl c csicndc-sc no
scu lugar proprio, para quc csicja à nao c nao
Iaja nada quc airasc os iralalIos. Igualncnic, o
profcssor coloca os alunos dianic dos scus olIos,
para quc os vcja c para quc iodos o vcjan
scnprc, cono, no capíiulo XIX, qucsiao 1,
cnsinanos quc dcvia fazcr-sc.
4.
529
22. Mas o papcl, para quc sc iornc nais apio
para rccclcr a inprcssao, cosiuna Iuncdcccr-sc
c anolcccr-sc. Do ncsno nodo, inporia na
cscola inciiar consianicncnic os alunos a quc
csicjan aicnios, uiilizando os proccssos dc quc
falanos no ncsno capíiulo.
5.
23. Fciio isio, cnlclcn-sc dc iinia os iipos
ncialicos, para quc a sua inagcn fiquc
clarancnic inprcssa no papcl. Tanlcn o
profcssor ilusirara scnprc con a propria voz a
liçao quc da cn dcicrninada Iora, lcndo-a,
rclcndo-a c c×plicando-a, dc nodo a podcr
cnicndcr-sc iudo clarancnic.
6.
24. Incdiaiancnic a scguir, as folIas sao
colocadas, una dc cada vcz, dclai×o do prclo,
para quc os caracicrcs ncialicos inprinan a sua
propria figura cn iodas c cn cada una das
folIas. Do ncsno nodo, o profcssor, dcpois dc
icr nosirado suficicnicncnic o scniido dc un
irccIo, c nosirado con alguns c×cnplos a
facilidadc dc o iniiar, nandc fazcr o ncsno a
cada un dos alunos, para quc, à ncdida quc clc
avança, clcs o sigan, c passcn do csiado dc
disccnics ao dc cicnics.
7.
530
25. Dcpois dc inprcssas as folIas, c×põcn-sc ao
ar c ao vcnio, para quc scqucn. Na cscola, faça-
sc a vcniilaçao das inicligcncias por ncio dc
rcpciiçõcs, dc c×ancs c dc «salaiinas», aic quc sc
icnIa a ccricza dc quc iodo o prograna sc fi×ou
na ncnic dos alunos.
8.
26. Por uliino, icrninada a iiragcn do livro,
rccolIcn-sc iodas as folIas inprcssas c põcn-sc
cn ordcn, para quc possa vcr-sc clarancnic sc
os c×cnplarcs csiao conplcios c ínicgros, scn
dcfciios c cn csiado dc scrcn c×pcdidos c posios
à vcnda, dc scrcn lidos c uiilizados. Isio ncsno
farao os c×ancs pullicos, no fin do ano, quando
os inspciorcs das cscolas vcrificarcn o
aprovciiancnio dos alunos, para consiaiarcn a
sua solidcz c a sua cocsao, quc sao a prova dc
quc iudo o quc dcvia scr aprcndido foi, dc faio,
conplciancnic aprcndido.
Concíusuo.
27. Ncsic noncnio, fiqucn diias csias coisas dc
nancira gcral; rcscrvcn-sc as coisas nais
pariicularcs para ocasiõcs pariicularcsí2|. Por
agora, lasia icr fciio vcr quc, assin cono,
dcscolcria a aric iipografica, sc nuliiplicaran os
livros, vcículos da insiruçao, assin ianlcn,
dcscolcria a díducog)u]íu ( i ou nctodo
uníuc)suí ( i c possívcl nuliiplicar os jovcns
531
insiruídos, con grandc provciio para a
prospcridadc das coisas Iunanas, scgundo a
na×ina «a nuliidao dos salios c a salvaçao do
nundo» (SuIcdo)íu, 6, 26i. E porquc nos
csforçanos por nuliiplicar a insiruçao crisia,
para infundir cn iodas as alnas consagradas a
Crisio a picdadc, o salcr c a Ioncsiidadc dos
cosiuncs, c lcgíiino cspcrar aquilo quc os
oraculos divinos nos ordcnan quc cspcrcnos.
«quc un dia a icrra sc cncIa do conIccincnio do
ScnIor, cono o nar csia cIcio dc agua» (Isuìus,
11,9i.
532

Capítulo XXXIII
DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS
PARA COMEÇAR
A PÔR EM PRÁTICA
ESTE MÉTODO UNIVERSAL

Luncntu-sc quc us Ious ídcíus ncn scnp)c suo
postus cn p)utícu.
1. Crcio quc ja nao Iavcra ningucn quc,
pondcrada sol iodos os scus aspccios a
inporiancia da nossa causa, nao adviria cono
scria fcliz a condiçao dos rcinos c das rcpullicas
crisias, sc fosscn criadas cscolas ial cono nos as
prcconizanos. Crcio dcvcr agora acrcsccniar o
quc nc parccc indispcnsavcl para quc os ncus
projcios nao coniinucn apcnas projcios, nas
possan, dc qualqucr nancira, iornar-sc una
rcalidadc. Nao scn razao, con cfciio, Joao Cccilio
Frcy sc adnira c sc indigna dc quc, no dccurso dc
ianios scculos, ningucn icnIa iido a ousadia dc
rcncdiar os cosiuncs iao larlaros dos colcgios c
das acadcniasí1|.
TunIcn po) cuusu dus cscoíus.
2. Dcsdc Ia nais dc ccn anos, cspalIou-sc una
grandc quaniidadc dc lancniaçõcs solrc a
533
dcsordcn das cscolas c do nciodo, c, solrciudo
nos uliinos irinia anos, pcnsou-sc ansiosancnic
nos rcncdios. Mas con quc provciio? As cscolas
pcrnancccran iais quais cran. Sc algucn,
pariicularncnic, ou cn qualqucr cscola
pariicular, concçou a fazcr qualqucr coisa, pouco
adianiou. ou foi acolIido pclas gargalIadas dos
ignoranics, ou colcrio pcla invcja dos nalcvolos,
ou cniao, privado dc au×ílios, sucunliu ao pcso
dos iralalIos; c, assin, aic agora, iodas as
icniaiivas icn rcsuliado vas.
Inpo)tu po) cn nouíncnto unu nuquínu
p)cpu)udu pu)u sc po) cn nouíncnto.
3. É ncccssario, porianio, procurar c cnconirar
un proccsso pclo qual una naquina iao lcn
consiruída, ou ao ncnos, a consiruir solrc lons
fundancnios, scja posia cn novincnio, con a
ajuda dc Dcus, nas princiro inporia afasiar con
prudcncia c forialcza os olsiaculos quc aic agora
lIc icn inpcdido o novincnio, c quc podcn
coniinuar a inpcdir-lIo, sc nao sao afasiados.
Cínco ínpcdíncntos u )c]o)nu dus cscoíus
uníuc)suís.
1.
4. Podcn noiar-sc os scguinics inpcdincnios.
Por c×cnplo. princiro, falia dc pcssoas
conIcccdoras do nciodo, as quais, alcrias
cscolas por ioda a paric, possan dirigi-las dc
534
nodo quc produzan o solido fruio por nos
dcscjado. (Efciivancnic, accrca da nossa Po)tu, ja
acciic nas cscolas, un Ioncn cnincnic
cscrcvcu-nos dizcndo quc, cn nuiios lugarcs,
apcnas falia una coisa. pcssoas idóncas quc a
sailan inculcar na juvcniudci.
2.
5. No cnianio, ncsno quc Iouvcssc profcssorcs
assin conpcicnics, ou quc aprcndcsscn
facilncnic a dcscnpcnIar as suas funçõcs cn
confornidadc con os nossos planos, cono scria
possívcl rcnuncra-los convcnicnicncnic, sc
iivcsscn dc fi×ar-sc cn iodas as cidadcs, cn
iodas as aldcias c cn iodos os lugarcs ondc
nasccn c sc cducan Ioncns para Crisio?
3.
6. E, alcn disso, con quc sulsídios podcrian
ajudar-sc os filIos dos nais polrcs a frcqucniar a
cscola?
4.
7. Solrciudo, parccc scrcn dc icncr os pscudo-
salios, cujo coraçao sc conpraz na roiina dos
vclIos Ialiios c quc olIan iudo quanio c novo
con un franzir dc solrancclIas c una pcriinaz
rcluiancia, c ouiras coisas parccidas, dc ncnor
535
inporiancia. Mas facilncnic podc cnconirar-sc
rcncdio para iais dificuldadcs.
5.
N.D.
Aquí cstu o p)íncípuí du qucstuo.
8. Una so coisa c dc c×iraordinaria inporiancia,
pois, sc cla falia, podc iornar-sc inuiil ioda una
naquina iao lcn consiruída, ou, sc csia
prcscnic, podc pó-la ioda cn novincnio. una
provisao suficicnic dc livros pan-nciodicosí3|.
Efciivancnic, da ncsna nancira quc, forncccndo
o naicrial iipografico, c facil cnconirar qucn o
possa, saila c qucira uiilizar, c qucn ofcrcça
qualqucr sona para inprinir lons c uicis livros,
c qucn conprc csscs livros, dc prcço accssívcl c
dc grandc uiilidadc, assin ianlcn scria facil,
una vcz prcparados os ncios ncccssarios para a
pan-didaiica, cnconirar os fauiorcs, os
pronoiorcs c os dirciorcs dc quc cla prccisa.
E ncccssu)ío un coícgío dc douto)cs quc coopc)c
nu )cuíízucuo du cnp)csu.
9. Porianio, o ponio ccniral dc ioda csia qucsiao
csia na prcparaçao dc livros pan-nciodicos. E
csia prcparaçao dcpcndc da consiiiuiçao dc una
socicdadc dc Ioncns douios, Ialcis, ardorosos
para o iralalIo, associados para lcvar a lon
icrno una cnprcsa iao sania, c ncla
colalorando, cada un scgundo os scus ncios.
536
Mas csia cnprcsa nao podc scr olra dc un so
Ioncn, principalncnic sc csia ocupado cn
ouiras coisas, c nao icn conIccincnio dc iudo
aquilo quc c ncccssario colocar na pun-nctòdícu
( i; c ialvcz aic, para rcalizar ial iralalIo,
nao scja suficicnic a vida dc un Ioncn, sc iudo
sc fizcr dcniro da na×ina pcrfciçao. É ncccssaria,
porianio, una socicdadc dc pcssoas cscolIidas.
Estus pcssous tcn ncccssídudc do ]uuo), du u]udu
c du uuto)ídudc púIíícu.
10. Para consiiiuir, porcn, csia socicdadc, c
ncccssaria a auioridadc c a lilcralidadc dc
qualqucr rci, príncipc ou rcpullica, dc un local
iranquilo c soliiario, dc una lillioicca c dc iodas
as ouiras coisas indispcnsavcis. Inporia,
porianio, quc, iraiando-sc dc un projcio iao
sanio, quc visa dcvoiancnic a auncniar a gloria
dc Dcus c a salvaçao dos Ioncns, ningucn
procurc coniraria-lo, nas anics iodos sc csforccn
por scrcn ninisiros da lcnignidadc divina,
disposia a fazcr-nos pariicipanics dc si ncsna
por proccssos scnprc novos c con iania
lilcralidadc.
Súpíícu
1. uos puís.
11. Por isso, vos, caríssinos pais, a cuja fc Dcus
confiou prcciosíssinos icsouros, as suas
pcqucninas inagcns vivas, cnquanio ouvis quc sc
537
discuicn csics saluiarcs projcios, inflanai-vos dc
zclo c nunca ccsscis dc rogar ao Dcus dos dcuscs
pclo fcliz succsso da nossa cnprcsa; insisii con
as vossas suplicas, con os vossos voios, con os
vossos sufragios c as vossas soliciiaçõcs junio
dos nagnaics c das pcssoas insiruídas;
cnircianio, cducai os vossos filIos no icnor dc
Dcus, prcparando assin dignancnic o caninIo
para aqucla culiura nais univcrsal.
2. Aos ]o)nudo)cs du ]uucntudc.
12. Vos ianlcn, fornadorcs da juvcniudc, quc
con fc consagrais os vossos csforços a planiar c a
rcgar as pcqucninas planias do paraíso, fazci
scrios voios para quc cssas pcqucninas planias,
conforio das vossas fadigas, sc iorncn lclas o
nais ccdo possívcl c sc prcparcn para scrcn
uicis no na×ino grau. Efciivancnic, scndo vos
cIanados «a planiar os ccus c a fundar a icrra»
(Isuìus, 51, 16i, podcra aconicccr-vos coisa nais
agradavcl quc vcr o fruio alundaniíssino das
vossas fadigas? Ouc csia vossa cclcsic vocaçao,
assin cono a confiança cn vos dcposiiada pclos
pais, cnircgando-vos os scus filIos, scja cono
quc un fogo na ncdula dos vossos ossos quc vos
nao dc a paz c, por ncio dc vos, ianlcn aos
ouiros, aic quc o fogo dcsia luz, inflanc c iluninc
lrilIanicncnic ioda a nossa pairia.
3. As pcssous ííust)udus.
538
13. E vos ianlcn, pcssoas insiruídas, a qucn
Dcus doiou dc salcdoria c dc juízo pcnciranic,
para quc possais julgar dcsias coisas c, con o
vosso prudcnic consclIo, nclIorar scnprc nais
os projcios lcn idcados, nao Icsiicis cn irazcr
ianlcn as vossas ccniclIas, c ncsno aic os
vossos arcIoics c os vossos folcs, para aiiçar
nclIor csic fogo sagrado. Ouc cada un dc vos
pcnsc ncsias palavras dc Crisio. «Eu vin irazcr o
fogo à icrra, c quc qucro cu, scnao quc clc sc
accnda»? (Lucus, 12, 49i. Sc Elc qucr quc o scu
fogo arda, ai daquclc quc, podcndo irazcr
qualqucr coisa para inflanar cssas cIanas, nao
iraz scnao ialvcz os funos da invcja, da
dcnigraçao c da oposiçao. Lcnlrai-vos da
rcnuncraçao quc proncic aos scrvos lons c ficis
quc cnprcgan os ialcnios quc lIcs foran
confiados para ncgociar, dc nodo a ganIarcn
ouiros, c cono ancaça os prcguiçosos quc
cnicrran os scus ialcnios! (Mutcus, 25i. Tcnci,
porianio, quc so vos scjais insiruídos, c csforçai-
vos por fazcr progrcdir ianlcn os ouiros na
insiruçao. Sirva-vos dc csiínulo o c×cnplo dc
Scncca, quc afirna. «Dcscjo iransfundir nos
ouiros iudo aquilo quc sci». E igualncnic. «Sc a
salcdoria nc fossc dada con a condiçao dc a
nanicr fccIada c dc a nao conunicar, rccusa-la-
ia» (Cu)tu 27ií4|. Nao ncgucis, porianio, a
ningucn, dc iodo o povo crisiao, o vosso salcr c a
vossa salcdoria, nas dizci anics con Moiscs.
539
«Oucn nc dcra quc iodo o povo dc Dcus
profciizassc!» (Núnc)os, 11,29i. Una vcz quc,
fornar lcn a juvcniudc, c fornar ianlcn c
rcfornar a Igrcja c o Esiadoí5|, nos, quc nao
ignoranos isio, Iavcnos dc csiar para aí ociosos,
cnquanio os ouiros csiao vigilanics?
Ncstc ussunto, nuo sc cxcctuu níngucn.
14. Un so cspíriio nos aninc, suplico-vos, para
quc iudo aquilo quc, scja qucn for, possa irazcr
para a rcalizaçao dc un oljciivo iao conun c iao
saluiar, aconsclIando, advcriindo, c×oriando,
corrigindo, csiinulando, nao dci×c dc o fazcr,
para Ionra dc Dcus c provciio das gcraçõcs
fuiuras. E quc ningucn pcnsc quc isio nao c
olrigaçao sua. Efciivancnic, ncsno quc algun
pudcssc julgar quc nao nasccu para a cscola ou
ainda quc nao foi dcsiinado para as funçõcs da
vocaçao cclcsiasiica, políiica ou ncdica, pcnsaria
nal sc julgassc quc csiava dispcnsado da
olrigaçao conun dc favorcccr a rcorganizaçao
das cscolas. Na vcrdadc, sc qucrcs scr ficl à iua
vocaçao, c àquclc quc ic cIanou, c àquclcs para
os quais fosic cnviado, cs olrigado, nao so a
scrvir pcssoalncnic a Dcus, à Igrcja c à Pairia,
nas ianlcn a procurar, cono Ioncn prudcnic,
quc, dcpois dc ii, Iaja qucn faça o quc iu fizcsic.
A Socraics foi iriluiado louvor, porquc, podcndo
prcsiar uiilncnic o scu coniriluio à pairia,
c×crccndo qualqucr ouiro cargo, prcfcriu dcdicar-
540
sc à cducaçao da juvcniudc, dizcndo «quc cra
nais uiil ao Esiado qucn iornava nuiios
cidadaos idóncos para o govcrno do Esiado, quc
qucn o govcrnava cfciivancnicȒ6|.
Condcnucuo dc un p)cconccíto c súpíícu uos
doutos.
15. Pcço ianlcn c suplico, cn nonc dc Dcus,
quc ncnIun douio dcsprczc csias coisas, pclo
faio dc vircn dc un Ioncn ncnos insiruído quc
clc. Na vcrdadc, às vczcs, «ncsno un canponcs
diz coisas nuiio oporiunas, c ialvcz o quc iu nao
salcs o saila un lurrinIo», cono dissc
Crísipoí7|. E Crisio dissc ianlcn. «O cspíriio
sopra ondc qucr; c iu ouvcs a sua voz, nas nao
salcs dc ondc clc vcn, ncn para ondc vaiȒ8|.
Juro dianic dc Dcus quc nao fui novido a fazcr
csias coisas, ncn pcla confiança na ninIa
inicligcncia, ncn pcla scdc da fana, ncn pcla
cspcrança dc daí iirar algun provciio pcssoal;
nas o anor dc Dcus c o dcscjo dc iornar
nclIorcs as coisas dos Ioncns, pullicas c
pariicularcs, csiinula-nc dc ial nancira quc nao
posso dci×ar cnvolio no silcncio aquilo quc un
oculio insiinio nc sugcrc consianicncnic. Sc
algucn, porianio, podcndo fazcr andar para a
frcnic os nossos dcscjos, os nossos voios, as
nossas advcricncias c os nossos csforços, cn vcz
disso, lIcs faz rcsisicncia c os conlaic, saila quc
dcclarara gucrra, nao a nos, nas a Dcus, à sua
541
conscicncia c à naiurcza Iunana quc qucr quc
os lcns pullicos scjan conuns, dc dirciio c dc
faio.
4. Aos tcòíogos.
16. Dirijo-nc ianlcn a vos, o icologos, pois
facilncnic vcjo quc vos, con a vossa auioridadc,
podcis fazcr nuiio para pronovcr ou para dcicr a
ninIa cnprcsa. Sc vos agradar nais dcic-la,
vcrificar-sc-a aquilo quc S. Dcrnardo cosiunava
dizcr. «Crisio nao icn ininigos nais nocivos quc
aquclcs quc icn à sua volia, ncn quc aquclcs
quc, dc cnirc csics, dcicn o prinadoȒ9|. Mas nos
cspcranos coisas nclIorcs c nais condizcnics
con a vossa dignidadc. Dcvcis pcnsar quc o
ScnIor confiou a Pcdro quc apasccniassc, nao so
as suas ovclIas, nas ianlcn os scus cordciros,
c, cn princiro lugar, os cordciros (Jouo, 21, 15i.
E a razao disio c quc os pasiorcs apasccnian
nais facilncnic as ovclIas quc os cordciros,
porquc as ovclIas csiao ja Ialiiuadas às
pasiagcns da vida, cn viriudc da ordcn quc
rcgula o rclanIo, c do cajado, quc rcgula a
disciplina. Sc algucn prcfcrc alunos rudcs, scn
duvida irai a propria ignorancia! Con cfciio, quc
ourivcs sc nao alcgra, sc da falrica lIc c
fornccido ouro puríssino? Oual c o sapaiciro quc
nao prcfcrc iralalIar con couros c pclcs lcn
curiidas? Scjanos, porianio, ianlcn nos, filIos
da luzí10|, prudcnics nas nossas cnprcsas, c
542
dcscjcnos quc as cscolas nos forncçan alunos o
nais lcn fornados possívcl.
Súpíícu cont)u u ínuc]u.
17. Ouc a invcja, o scrvos do Dcus vivo, nao cnirc
scqucr no coraçao dc un dc vos! Sois conduiorcs
dos ouiros para a caridadc, a qual nao scnic
rivalidadc, nao c anliciosa, nao c cgoísia, nao
pcnsa nal, cic.í11|. Nao siniais invcja, sc os
ouiros fazcn o quc ncn scqucr vos vcio à calcça;
ioncnos anics c×cnplo uns dos ouiros, para quc
(scgundo as palavras dc S. Crcgorioi «iodos cIcios
dc fc possanos conscguir iocar qualqucr coisa
cn Ionra dc Dcus, para quc cnconircnos os
insiruncnios da vcrdadcȒ12|.
5. Aos gouc)nuntcs.
18. VcnIo a vos, quc cn nonc dc Dcus prcsidis
às coisas Iunanas, o doninadorcs dos povos c
govcrnanics; a vos principalncnic sc dirigcn as
nossas palavras, porquc vos sois os Nocs, a
qucn, para a conscrvaçao da scncnic sania, no
ncio dc iao Iorrcndo diluvio dc confusõcs
nundanas, a divina providcncia cncarrcgou dc
consiruir a Arca (Gcncsís, 6i. Vos sois aquclcs
Príncipcs quc dcvcis, nais quc os ouiros,
concorrcr con as vossas ofcrias para a
consiruçao do saniuario, para quc os ariisias,
quc o ScnIor cncIcu do scu cspíriio, a fin dc quc
c×cogiicn coisas cngcnIosas, nao scjan
543
consirangidos a rciardar os iralalIos quc dcvcn
c×ccuiar (Êxodo, 36i. Vos sois os Davidcs c os
Salonõcs quc icn a olrigaçao dc cIanar os
arquiicios para consiruir o icnplo do ScnIor, c
dc lIcs forncccr, con alundancia, os naicriais
ncccssarios (Hcís, I, 6; Crónicas, I, 29i. Vos sois
os ccniuriõcs, quc Crisio anara, sc vos anardcs
as suas criancinIas c para clas consiruirdcs
sinagogas (Lucus, 7, 5i.
Súpíícu uos ncsnos.
19. Pcço-vos, por Crisio, suplico-vos, pcla
salvaçao dos nossos filIos, cscuiai-nc! A coisa c
scria, nuiio scria, pois diz rcspciio à gloria dc
Dcus c à salvaçao dos povos. Esiou convcncido
da vossa dcvoçao, o pais da Pairia, c, sc vicssc
algucn proncicr-vos consclIos solrc o nodo dc
foriificar, con pcqucna dcspcsa, iodas as nossas
cidadcs, solrc o nodo dc insiruir ioda a
juvcniudc na aric niliiar, dc iornar navcgavcis
iodos os nossos rios c dc os cncIcr dc
ncrcadorias c dc riquczas, ou solrc o nodo dc
conduzir o Esiado c os pariicularcs a una naior
prospcridadc c scgurança, os vossos ouvidos, nao
soncnic ouvirian cssc consclIciro, nas aic lIcs
ficarian graios por sc icr nosirado iao
dcvoiancnic solíciio do vosso lcn-csiar c do dos
vossos concidadaos. Ora, no nosso caso, iraia-sc
dc algo nuiio nais inporianic, pois nosira-sc o
caninIo vcrdadciro, ccrio c scguro dc conscguir,
544
con alundancia, Ioncns iais quc, para ncgocios
dcsic gcncro ou ouiros scnclIanics, scrvirao a
Pairia scn fin, uns apos ouiros. Sc, porianio,
Luicro, dc sania ncnoria, c×oriando as cidadcs
da AlcnanIa a crigir cscolas, cscrcvcu con razao.
«Ouando, para cdificar cidadcs, forialczas,
nonuncnios c arscnais, sc gasia una so nocda
dc ouro, dcvcn gasiar-sc ccn para cducar lcn
un so jovcn, para quc csic, quando Ioncn fciio,
possa guiar os ouiros pclos caninIos da
Ioncsiidadc. Efciivancnic, o Ioncn lon c salio
(acrcsccnia Luicroi c o nais prccioso icsouro dc
iodo o Esiado, pois nclc, nais quc nos
csplcndidos palacios, nais quc nos nonics dc
ouro c dc praia, nais quc nas porias dc lronzc c
nos fcrrolIos dc fcrro, csia..., cic.í13| (Esias
idcias concordan con as dc Salonao.
Ecícsíustcs, 9, 13i; sc, rcpiio, acIanos quc sao
salias csias palavras quando afirnan quc nada
sc dcvc poupar para cducar lcn un so jovcn,
quc Iavcra cniao dc dizcr-sc, quando sc
cscancara a poria para una culiura iao univcrsal
c iao ccria dc alsoluiancnic iodos os cspíriios?
E quando Dcus proncic infundir cn nos os scus
dons, nao goia a goia, nas cnvia-los cono quc
cn iorrcnic? Ouando sc vc quc a sua saluiar
ajuda sc apro×ina ianio, quc conosco Ialiia na
icrra a sua gloria?
Exo)tucuo.
545
20. «Alri, o princípcs, as vossas porias c
dcscnpcdi as porias do nundo, para quc cnirc o
rci da gloria» (Suíno 24, 7i. Trazci ao ScnIor, o
filIos dos forics, irazci-lIc gloria c Ionra. Scja
cada un dc vos aquclc David quc «fcz csic
jurancnio ao ScnIor, csia proncssa ao Dcus dc
Jacol. Nao cnirarci na icnda da ninIa casa, nao
sulirci ao csirado do ncu lciio, nao darci sono
aos ncus olIos, ncn rcpouso às ninIas
palpclras, aic quc cnconirc un lugar para o
ScnIor, una norada para o scu Talcrnaculo»
(Suíno 131, 2-5i. Nao olIcis, porianio, a
ncnIuna dcspcsa; dai ao ScnIor c Elc vos
rciriluira a ccn por un. Efciivancnic, cnlora
c×ija con iodo o dirciio qucn diz. «É ninIa a
praia c c ncu o ouro» (Agcu, 2, 9i, iodavia, c
cIcio dc lcnignidadc aquilo quc acrcsccnia
(c×oriando o povo a cdificar o scu icnploi. «Fazci
a prova para vcr sc cu nao alrirci para vos as
caiaraias do ccu, c nao lançarci solrc vos as
lcnçaos aic à alundancia» (Muíuquíus, 3, 10i.
O)ucuo u Dcus.
21. Tu, porianio, o ScnIor, nosso Dcus, da-nos
un coraçao alcgrc para scrvirnos a iua gloria,
cada un dcniro das suas possililidadcs. Con
cfciio, c iua a nagnificcncia, a força, a gloria c a
viioria. Tudo o quc c×isic no ccu c na icrra c icu;
icu c o rcino, o ScnIor, c iu csias acina dc iodos
os príncipcs. Tuas sao as riquczas, iua c a gloria,
546
a força c a poicncia; nas iuas naos csia
nagnificar c confirnar scja o quc for. Con cfciio,
quc sonos nos, quc iudo rccclcnos so das iuas
naos? Sonos pcrcgrinos c forasiciros dianic dc
ii, assin cono iodos os nossos anicpassados; os
nossos dias solrc a icrra sao cono una sonlra,
c dclcs nao Ia adiancnio. Ó ScnIor, nosso Dcus,
aquilo quc prcparanos cn Ionra do icu sanio
nonc, iudo vcio das iuas naos. Da aos icus
Salonõcs un coraçao pcrfciio para fazcrcn iudo
o quc conduz à iua gloria (C)onícus, I, 29i.
Confirna, o Dcus, aquilo quc cn nos opcrasic
(Suíno 67, 29i. Scjan diafanas as iuas olras
para con os icus scrvos c as iuas lclczas para
con os filIos dclcs. Finalncnic, csicja conosco a
suavidadc dc Jcova, nosso Dcus, c quc scja Elc a
dirigir as olras das nossas naos (Suíno 90, 16i.
Espcranos cn ii, o ScnIor; nao scjanos
confundidos cicrnancnic. Ancn.
547

Notas do Tradutor
Saudação aos LeItores
í1| - CÍCEFO, Dc díuínutíonc, Lil. II, c. 2, § 4.
í2| - MclancIiIon a Cancrarius, cn 19 dc
Scicnlro dc 1544. Co)pus Hc]o)nuto)un (PI.
MclancI. Opcra Onnia, Hallc, 1834 c ss.i, V,
481.
í3| - S. CFECÓFIO NAZIANZENO, O)utío scc.
upoíog., 16 (MICNE, Put)oíogíu G)uccu, vol. 35,
col. 425i.
í4| - FATKE (1571-1635i cra lcn conIccido dc
Concnio pclos rclaios dos scus colaloradorcs CI.
Hclwig c J. Jungius. Ku)zc) Hc)ícIt uon dc)
Díductícu odc) LcI)Iunst Voí]gungí HutícIíí,
Clcsscn, 1614, c A)tícIcí uu]] ucícIcn
]ùI)ncIníícI díc HutícIíuníscIc LcI) Kunst
Ic)uIct, Lcipzig, 1616. (Esics dois csiudos foran
rcinprcssos por P. STÖTZNEF, HutícIíuníscIc
ScI)í]tcn, Lcipzig, 1892-93i.
í5| - EILHAFDUS LUDINUS (1565-1621i, Nouí
Jcsu CI)ístí Tcstuncntí G)ucco-Lutíno-Gc)nunícuc
cdítíonís pu)s p)ínu ... Cun p)ucíínínu)í...
cpístoíu, ín quu dc Lutínu íìnguu conpcndíosc u
puc)ís uddísccndu cxponítu), 1617. Concnio ciia
548
pcla 2a. cdiçao. Fosiocl, 1626 (Cf. Opc)u
Díductícu Onníu, pars II, col. 71 c ss.i.
í6| - CHFISTOPH HELWIC (1581-1617i cscrcvcu,
dc colaloraçao con Failc, una Dídutícu,
pullicada posiunancnic. CI)ístopIo)í Hcíuící...
ííI)í díductící g)unnutícuc uníuc)suíís Lutínuc,
G)uccuc, HcI)uícuc, CIuíduícuc, unu cun
gcnc)uíís Díductícuc dcííncutíonc ct spccíuíí ud
coííoquíu ]uníííu)íu uppíícutíonc, Clcsscn, 1619.
í7| - STEPHANUS FITTEF, Nouu Díductícu, dus íst
uoIíncíncndc) und ín dc) Vc)nun]t
uoIíIcg)ùndctc) Untc))ícIt, du)cI uus Míttcí und
Vcís díc Jugcnd díc íutcíníscIc Sp)ucI nít uící
ucnígc) uís sonstcn unzuucndctcn MùI und Zcít
]usscn und Icg)cí]cn nogc, 1621.
í8| - ELIAS DODINUS, Hc)ícIt uon dc) Nutu)-und
uc)nun]tsncssígcn Díductícu odc) LcI)Iunst.
NcIcnst Icíícn und sonncnIíu)cn Hcucíss, uíc
Icutígcn Tugcs dc) studí)cndcn Jugcnd díc
)ccItcn ]unduncntu uc))ucIt und cntzogcn
uc)dcn, Hanlurgo, 1621.
í9| - PHILIPP CLAUM, Díspututío Custcííunu dc
nctIodo doccndí u)tcn quunuís ínt)u octíduun,
Clcsscn, 1621.
í10| - EZECHIEL VOCEL, EpIcnc)ídcs totíus
íìnguuc íutínuc uníus unní sputío duuIus
sínguío)un díc)un p)o]csto)un Io)ís ]uxtu
549
p)ucníssun díductícun cx uc)o ]unduncnto ]ucííí
nctIodo doccnduc ct dísccnduc, 2a. cd., Lcipzig,
1631. (Cf. Opc)u Díductícu Onníu, pars II, col.
81i.
í11| - JACOD WOLFFSTIFN, ScIoíu p)íuutu, Ioc
cst nouu ct conpcndíosíssínu )utío ín]o)nunduc
puc)ítíuc u p)ínís ííttc)u)un (íínguuc Lutínuc ct
Gc)nunícuc) cícncntís usquc ud pc)]cctun
g)unnutící sc)nonís cognítíoncn, Drcncn, 1619.
(2.a cd., 1641i.
í12| - JOH. VAL. ANDFEA (1586-1654i. Dos
cscriios dcsic icologo dc Wuriicrnlcrg, icn
inicrcssc pcdagogico. TIcopIííus síuc Consíííun
dc CI)ístíunu )cíígíonc sunctíus coícndu, uítu
tcnpc)untíus ínstítucndu ct íítc)utu)u )utíonuIíííus
doccndu, Siuiigari, 1649; c a Uiopia
«CIrisiianopolis» - HcípuIíícuc CI)ístíunopoíítunuc
dcsc)íptío, Esiraslurgo, 1619.
í13| - JANUS CAECILIUS FFEY, Víu ud díuus
scícntíus u)tcsquc, íìnguu)un notítíun, sc)noncs
cxtcnpo)uncos nouu ct cxpcdítíssínu, Paris, 1628.
í14| - TEFTULLIANUS, Dc unínu ííIc), 24.
í15| - EILHAFDUS LUDINUS (1565-1621i, Nouí
Jcsu CI)ístí Tcstuncntí... Cun p)ucíínínu)í...
cpístoíu, ín quu dc íutínu íínguu conpcndíosc u
puc)ís uddísccndu cxponítu), p. 16c.
550
í16| - Suíno 8, 3.
551

A todos aqueIes...
í1| - Cuntíco dos Cuntícos, 4, 14.
í2| - Atos dos Apòstoíos, 17, 28.
í3| - HOFÁCIO, Epíst. I, 10, 24. naiuran c×pcllas
furca, iancn usquc rccurrci...
í4| - Suíno 35, 10.
í5| - Apocuíípsc, 2, 12.
í6| - Suíno 36, 10.
552

UtIIIdade da Arte DIdátIca
í1| - CÍCEFO, Dc díuínutíonc, II, 2, 4.
í2| - JOÃO STODAIOS, AntIoíogíon (Florilcgiui,
cap. 95. ( i. Ediçao dc A. MEINEKZ, Lcipzig,
1855, II, 103;, ondc, iodavia, o icrno c airiluído,
nao a Diogcncs, nas ao discípulo dc Proiagoras,
Dioiogcncs. Concnio uiilizou provavclncnic a
iraduçao, nuiio divulgada, dc C. CESSNEF,
ZuricI, 1543.
í3| - Mutcus, 12, 39; Lucus, 11, 29.
í4| - J. V. ANDFEA, TIcopIííus, (cd. dc Lcipzig.
1706, p. 16i.
553

Cap¡tuIo I
í1| - Píiaco c un dos scic salios da Crccia. Esia
na×ina c a sua Iisioria foran c×icnsancnic
clucidadas por EFASMO, nos Adugíu, CIil. 1,
ccni. VI, 95 (Opc)u Onníu, cdiçao dc J.
CLEFICUS, vol. II. Lcidc, 1703, p. 258i.
554

Cap¡tuIo II
í1| - S. P. FESTUS, Dc uc)Io)un sígní]ícutu.
«aliiio» (cd. dc W. M. LINDSAY, Lcipzig, 1913, p.
21i.
555

Cap¡tuIo V
í1| - E]csíos, 2, 3.
í2| - J. LUÍS VIVES (1492-1540i, Dc conco)díu ct
dísco)díu íu Iununo gcnc)c, cn Opc)u Onníu,
Dasilcia, 1555, vol. II, p. 764.
í3| - O quc csia cnirc parcnicsis c un adiiancnio
dc Concnio.
í4| - SENECA, Epíst. 92, § 29-30,cd. dc O.
HENSE, Lcipzig, 1914, p. 398; cd. dc A.
DELTFAM, Fona, 1931, II, 48. Concnio ciia por
ouira cdiçao.
í5| - Cfr. PIusícuc Sunopsís, XI, 21, cd. dc J.
FEDEF, p. 308 c s.
í6| - AFISTÓTETES, Mctu]ìsícu, I, no Princípio
(Acadcnia dc Dcrlin, cd. dc DEKKEF, 980i.
í7| - S. DEFNAFDO, Epìstoíu 106, § 2 (MICNE,
Put)oíogíu Lutínu, vol. 182, col. 242i.
í8| - Líu)o du SuIcdo)íu, 11, 20.
í9| - SENECA, Dc Icnc]ícííís, IV, 6.
í10| - Por c×cnplo, Mutcus, 13, 3 c Lucus, 8, 5.
í11| - AFISTÓTELES, , III, 4 (cd. dc
DEKKEF, 430 ai
556
í12| - CÍCEFO, Tuscuíunu)un Díspututíonun, III,
1, 2.
í13| - AFISTÓTELES, , I, 3 (cd. dc DEKKEF,
720 li.
í14| - SENECA, Epíst. 95, 50.
í15| - No cap. IV do Tíncu, cnconira-sc o scniido
dcsia frasc, cnlora nao à lcira.
í16| - CÍCEFO, Dc nutu)u dco)un, I, 42, 117.
í17| - LACTÃNCIO, Díuínu)un ínstítutíonun, lil.
IV, 28.
í18| - Mu)cos, 10, 14.
í19| - HOFÁCIO, Epíst. I, 1, 39 c s.
557

Cap¡tuIo VI
í1| - Nuncrosos rclaios solrc dcscolcrias dcsic
gcncro podcn lcr-sc cn J. A. L. SINCH c F. M.
ZINCC, Voí] cIííd)cn und ]c)uí nun, Univcrsiiy of
Dcnvcr Pullicaiions, Nova Yorl c Londrcs, 1941.
í2| - Nao foi possívcl localizar csia passagcn cn
Drcsscr.
í3| - PH. CAMEFAFIUS, Opc). Io)u)un
suIcísíuu)un ccnt. I, 75, Franlfuri, 1602.
í4| - SIMON COULAFT, T)Icso) d`Iístoí)cs
udní)uIícs, Paris, 1600, cic. Ncsia olra, Ia un
capíiulo iniiiulado En]uns nou))ís pu)ní ícs íoups.
í5| - PLATÃO, Lcís, VI, 12, 766 a.
í6| - DIÓCENES LAÉFCIO, Dc uítís
pIííosopIo)un, VI, § 65.
558

Cap¡tuIo VII
í1| - CÍCEFO, Cuto Muío) dc Scncctudc, c. 21, §
78.
í2| - SENECA, Epíst. 36, 4.
í3| - HOFÁCIO, Epíst. I, 2, 69.
559

Cap¡tuIo VIII
í1| - Cfr. MAFTINHO LUTEFO, W. A., 15, 34
(Clcncn, 2, 448i.
í2| - FLÁVIO JOSÉ, Antíquííutun ]uduícu)un, I,
106.
í3| - OVÍDIO, A)s unuto)íu, III, 595 c s.
560

Cap¡tuIo IX
í1| - Dcutc)ononío, 1, 17; Honunos, 2, 11; Pcd)o,
I, 1, 17.
í2| - SANTO ACOSTINHO, Dc spí)ítu ct ííttc)u
(MICNE, Put)oíogíu Lutínu, vol. 44, col. 199 c ss.i.
í3| - VIFCÍLIO, Gco)g., 1, 145 C s.
í4| - Ecícsíustíco, 39, 40.
í5| - JUVENAL, VI, 448-450.
í6| - EUFÍPEDES, Huppoíítos, V, 640 c ss.
561

Cap¡tuIo X
í1| - Aqui Concnio icn cn visia, scn duvida, nao
apcnas a olra naicnaiica dc Piiagoras, nas a
sua inicrprciaçao do Univcrso cono Iarnonia c
nuncro.
í2| - C. ACFÍCOLA (1494-1555i, Hc)nunnus síuc
dc )c nctuííícu ííI)í XII, Dasilcia, 1530 (cd. críiica,
Dcrlin, 1920i.
í3| - CHF. LONCOLIUS (circa 1488-1522i,
Iunanisia franccs, iravou cclclrc dispuia con
Erasno solrc sc dcvia iniiar-sc à lcira a
linguagcn dc Cíccro, ou sc cra prcfcrívcl adapiar
o laiin à cvoluçao das varias cpocas. Foi
ridicularizado por Erasno no dialogo
«Ciccronianus». Cfr. ALLEN, E)usní Epístoíus,
cspccialncnic a 914 c a 935.
í4| - Nas Opc)u Díductícu Onníu, Concnio
cscrcvcu quc isio fora afirnado por un profcia.
«Vcrlo, ioiun Ionincn cssc fornandun ad
Iunaniiaicn, rcparandanquc in nolis ioian
divinan inagincn, ad arcIciypi sui
siniliiudincn. ui scIola Iacc cssc incipiai vcrc,
quod cssc dclclani onncs, Iunaniiaiis officina,
cocliquc ci icrrac planiariun, ui pcr propIcian
loquiiur Dcus» (Pars III, col. 3-4i.
562
í5| - Enlora nao liicralncnic, o scniido dcsia
frasc cnconira-sc na Apoíogíu dc Plaiao, 36 c s.
í6| - Líu)o dos P)ouc)Iíos, 15, 15.
í7| - Cfr. Lcgcs íííust)ís gunnusíí Lcsncnsís,
Faiionc norun, 1.
í8| - Enirc csscs ouiros lugarcs. Líu)o dos
P)ouc)Iíos, 9, 10; Líu)o dc JoI, 28, 28; Suíno 110,
10.
563

Cap¡tuIo XI
í1| - MAFTINHO LUTEFO, An díc Hu)gc)ncustc)
und HudIc))n uííc)ícu Stcdtc unn DcutscIcn
íundcn, 1524. W. A., XV, p. 44-47. (Clcncn II,
456 c as.i.
í2| - EILHAFDUS LUDINUS, Nouí Jcsu CI)ístí
Tcstuncntí G)ucco-Lutíno- Gc)nunícuc cdítíonís
pu)s p)ínu... Cun p)ucíínínu)í... cpístoíu ín quu
consíííu,n dc Lutínu íínguu conpcndíosc u puc)ís
uddísccndu cxponítu), 1617, p. 7-8 l.
í3| - VIFCÍLIO, Acncís, VIII, 560.
564

Cap¡tuIo XII
í1| - Accrca do larco dc Hicrao, quc Arquincdcs
pós cn novincnio, cscrcvcran PLUTAFCO,
Mu)ccííus, 14 c ATHENAIOS, DcípnosopIístuc, V,
206 d.
í2| - Fcrnando dc Casicla. Provavclncnic,
Concnio colIcu csics dados no livro dc C.
DENZONI, Hísto)íu dcí Mondo Nuouo, Vcncza,
1565.
í3| - Concnio considcra Joao Fusi o invcnior da
inprcnsa. Con cfciio, a iradiçao faniliar dos Fusi
afirna quc Cuicnlcrg aprcndcu dc Fusi.
í4| - A dcscolcria da polvora pclo nongc DcriIold
ScIwarz nao c Iisioricancnic ccria.
í5| - Solrc csic aforisno, vcr EFASMO, Adugíu,
CIil. II, ccni. IV, 45 (Opc)u, cd. dc J. CLEFICUS,
Lcidcn, 1703-1706, vol. II, col. 537i.
í6| - Concnio c×iraiu, por ccrio, csia narraiiva do
Fío)íícgíun Mugnun, cdiiado por J. LANC
(capíiulo. «Discipulus»i, Franlfuri, 1621, p. 865.
í7| - AFISTÓTELES, Mctu]ìsícu, I, no princípio (cd.
dc DEFKEF, 980 ai.
í8| - Vcr o capíiulo V, § 7 c o cap. XI.
565
í9| - Cfr. OVÍDIO, A)s unuto)íu, III, 397. ignoii
nulla cupido.
í10| - PLUTAFCO, Tcnístocícs, cap. 2; EFASMO,
ApopItIcgnutu V, TIcnístocícs, 17 (cd. dc J.
CLEFICUS, vol. IV, col. 342i.
í11| - EFASMO, ApopItIcgnutu V, TIcnístocícs,
18 (cd. dc J. CLEFICUS, vol. IV, col. 244i.
í12| - PLUTAFCO, Aícxund)c, cap. 6. O
adiiancnio, iodavia, nao provcn dc Pluiarco,
nas do Fío)íícgíun Mugnun cdiiado por J. LANC,
Franlfuri, 1621, capíiulo. «Educaiio».
í13| - A douirina dos «aniídoios» dcscnpcnIou
papcl inporianic na filosofia c na ncdicina
ncdicvais. Solrc o «Aniidoiariun», vcr STEPHEN
D'IFSAY, Hístoí)c dcs Uníuc)sítcs, vol. I, Paris,
1933, p. 104 c ss.
í14| - CATÃO, Dc ug)ícuítu)u, cap. 5, 6.
í15| - PLUTAFCO, Dc cducutíonc puc)o)un, cap
VI.
566

Cap¡tuIo XIII
í1| - Cfr. o capíiulo XII, 5.
í2| - Cfr. o capíiulo XII, 5 c o cap. XIII, 8.
567

Cap¡tuIo XIV
í1| - AFISTÓTELES, Mctu]ìsícu, IV, 3 (cd. dc
DEKKEF, 1005 li.
í2| - Cfr. CÍCEFO, Dc O]]ícíís, I, 28, 100.
í3| - HIPÓCFATES, A]o)ísnos.
í4| - DIONISIUS CATO, Díctu Cutonís ud ]íííun
suun, cdiçao dc E. DAHFENS, cn Poctu íut. nín.,
III, Lcipzig, 1881, p. 225. Fcn iili quan noccs
apian, diniiicrc noli; fronic capillaia, posi Iacc
occasio calva (Díst. II, 26i. Cfr. ianlcn
COMENIUS, O)Iís píctus. Prudcniia.
í5| - M. MANILIUS, Ast)ononícon, IV (cd. dc A. E.
HOUSMAN, Londrcs, 1920i § 16.
568

Cap¡tuIo XV
í1| - Con Scncca (Dc I)cuítutc uítuc, 1, 2i,
Concnio airilui a Arisioiclcs una afirnaçao quc,
nais corrciancnic, pcricncc a Tcofrasio. Cfr.
CÍCEFO, Tuscuí., III, 28, § 69.
í2| - HIPÓCFATES, no princípio dos A]o)ísnos.
í3| - H. CUAFINONIUS, Díc G)cucí dc)
Vc)uùstung ncnscIíícIcn G)cscIíccIts,
Ingolsiadi, 1610, cap. IV.
í4| - O Iunanisia c filosofo iialiano Pico dclla
Mirandola falcccu aos 32 anos (1494i.
í5| - SENECA, Epíst. 93, § 1-8.
í6| - JUVENAL, Sutí)uc, X, 356.
í7| - In]o)nuto)íun dc) Muttc) ScIuí, nova cdiçao
dc J. HEUDACH, Hcidcllcrg, 1960, cap. V p. 14 c
ss.
í8| - HESÍODO, , V, 361 c s.
í9| - SENECA, Dc I)cuítutc uítuc, I, § 3.
569

Cap¡tuIo XVI
í1| - Hcuícs díscípíínus p)ucníttí o)gunícís. A
palavra «organicis» conicn una rcfcrcncia às
olras logicas dc Arisioiclcs, o conjunio das quais
c conIccido pclo nonc dc O)gunon.
í2| - SENECA, Epíst. 95, 38.
í3| - J. SCALÍCEFO (1540-1609i, cclclrc filologo c
Iisioriador (filIo do igualncnic cclclrc Julio
Ccsar Scalígcroi foi, duranic nuiio icnpo,
considcrado o fundador da filologia Iisiorica.
í4| - HUCO DE S. VICTOF, In Eccícsíustcn
Honíííu XVII (MICNE, Put)oíogíu Lutínu, vol. 175,
col. 237 c ss.i.
570

Cap¡tuIo XVII
í1| - AFISTÓTELES, Fìsícu, I, cap. 8 (cd. dc
DEKKEF, 191 li c Cap. 9 (cd. dc DEKKEF, 192
ai.
í2| - Concnio iirou csia ciiaçao, por ccrio, do
Fío)íícgíun Mugnun, cd. dc J. LANC, Franlfuri,
1621, col. 1496, Capíiulo. «Insiiiuiio».
í3| - CÍCEFO, Tuscuí., II, 5, 13.
í4| - ISÓCFATES, O)ut. ud Dcnonícun, § 18.
í5| - OUINTILIANO, Instít. O)ut., I, 3, 8.
í6| - Capíiulo XIX, § 50.
í7| - HOFÁCIO, Epíst. II, 3, 343. Onnc iulii
punciun, qui niscuii uiilc dulci.
í8| - Cap. XIX, § 50 c ainda no In]o)nuto)íun dc)
Muttc) ScIuí, V, 14 c ss.
í9| - Concnio aduz MclancIiIon c P. Fanus, scn
duvida pclo faio dc as Cranaiicas dclcs Iavcrcn
sido iraduzidas para cIcco.
í10| - Cfr. OUINTILIANO, Instít. O)ut., I, 2, 27 c s.
í11| - Dados nais porncnorizados solrc csic
consclIo cnconiran-sc na «ScIolac PansopIicac
Pars II», cn Opc)u Díductícu Onníu, pars III, col.
571
36 c ss. ConsclIos scnclIanics podcn lcr-sc na
Cídudc do Soí dc Canpanclla.
572

Cap¡tuIo XVIII
í1| - S. JEFÔNIMO, Epíst. 53, § 9 (MICNE,
Put)oíogíu Lutínu, vol. 22, col. 549i.
í2| - Vcr o capíiulo XIX, § 50.
í3| - ESOPO, FuIuíus 200 c 200l; FEDFO,
FuIuíus dc Esopo, I, 3.
í4| - HOFÁCIO, Epíst. I, 19, 19.
í5| - O jcsuíia polaco FEH0F KNAPSKI (1564-
1638i conpõs o TIcsuu)us Poíono-Lutíno-G)uccus
(Cracovia, 1621-32i quc, no scu icnpo, foi
fanoso. Concnio aprccia csia olra no cap. XXII,
§ 15.
í6| - Capíiulos XXI c XXII.
í7| - Solrc a Punso]íu, Concnio cscrcvcu varias
olras. Vcr a nossa Int)oducuo íDisponívcl apcnas na
cdiçao cn papcl da Fundaçao Calousic Cullcnlian - N.E. da
vcrsao para cDool|.
í8| - OUINTILIANO, Instít. O)ut., XI, 2, 1.
í9| - J. LUIS VIVES, Dc T)udcndís díscípíínís lil.
III, cn Opc)u, Dasilcia, 1555, vol. I, p. 468.
í10| - J. LUIS VIVES, Int)oductío ud Supícntíun,
180-183, cn Opc)u, Dasilcia, 1555, vol. II, p. 77.
573
í11| - PEFSIUS FLACCUS, Sutí)uc, I, 27.
í12| - J. FOFTIUS (Fingcllcrgi, Dc )utíonc studíí,
cn «II. Croiii ci aliorun Disscriaiioncs dc siudiis
insiiiucndis», Ancsicrda, 1645, capíiulo «Dc
raiionc doccndi» (nao à lcirai. Cfr. Opc)u
Díductícu Oníníu, pars III, col. 758 c ss.
574

Cap¡tuIo XIX
í1| - CÍCEFO, Epíst. ud ]uníí., VII, 29, 2;
EFASMO, Adugíu, cIil. I, ccni. VII, 3 (cdiçao dc J.
CLEFICUS, II, 263i.
í2| - SENECA, Epíst. 29, 1.
í3| - Cfr. OVÍDIO, Fustí, I, 321.
í4| - PLÍNIO, Nutu)uíís Iísto)íuc lilcr XXIX, I, 2.
í5| - Vcr o capíiulo XX, § 10.
í6| - SENECA, Epíst. 9, 20.
í7| - Capíiulo V, § 5.
í8| - SENECA, Epíst. 9, 20.
í9| - SENECA, Epíst. 84, 2.
í10| - SANTO ACOSTINHO, Epíst. 143, § 2
(MICNE, Put)oíogíu Lutínu, vol. 33, col. 585i.
í11| - Capíiulo XVIII, § 44-47.
í12| - MAFTINHO LUTEFO, An díc Hu)gc)ncustc)
und HudIc))n uííc)ícu Stcdtc unn DcutscIcn
íundcn, 1524. W. A., XV, p. 44-47 (Clcncn, II,
456 c ss.i.
í13| - SENECA, Epíst. 48, 12.
575
í14| - CÍCEFO, Dc O]]ícíís, I, 31, 110. inviia, ui
aiuni, Mincrva, id csi advcrsanic ci rcpugnanic
naiura.
576

Cap¡tuIo XX
í1| - PLAUTO, T)ucuícntus, V, 489; EFASMO,
Adugíu, cIil. II, ccni. VI, 54 (cd. dc J. CLEFICUS,
II, 602i.
í2| - HOFÁCIO, Epíst. II, 3, 180-182.
í3| - FODEFT FLUDD (1574-1637i, Ut)íusquc
cosní, nu]o)ís scíííícct ct níno)ís, nctupIusícu,
pIusícu utquc tccInícu Iísto)íu (Prina Pars.
Macrocosni; Sccunda Pars. Microcosni Iisioriai,
Franlfuri, 1626, no capíiulo PIííosopIíu uc)c
cI)ístíunu scu nctco)oíogícu.
í4| - O faio dc cnprcgar a palavra Utopíu nao nos
garanic quc Concnio icnIa lido a olra dc
TIonas Morus con cssc iíiulo.
í5| - AFISTÓTELES, Mctu]ìsícu, I, cap. 2 (cdiçao
dc DEKKEF, 982i.
577

Cap¡tuIo XXI
í1| - Nao foi possívcl localizar csia ciiaçao.
í2| - Esia frasc nao c dc Ouiniiliano, nas dc
Scncca, Epíst. VI, 5.
í3| - Ciiado cn alcnao por Concnio.
í4| - TEFENCIO, And)íu, vcrso 171.
í5| - VIFCÍLIO, Acncís, I, 14.
í6| - CÍCEFO, Dc díuínutíonc, II, 42, 87.
í7| - OUINTILIANO, Instít. O)ut., II, 3, 3. Concnio
volia a aduzir o ncsno c×cnplo no capíiulo XXV,
§ 23.
í8| - OVÍDIO, A)s unuto)íu, II, 675 c s.
578

Cap¡tuIo XXII
í1| - COMENIUS, Junuu íìnguu)un, )csc)utu, síuc
scnínu)íun íìnguu)un ct scícntíu)un onníun,
Lcszno, 1631.
í2| - CÍCEFO, Dc ]ín., III, 2, 4.
í3| - CÍCEFO, Dc O)uto)c, III, 10, 38.
í4| - Vcr o Hcpc)to)íun VcstíIuíu)c síuc ícxící íutíní
)udíncntun, cn «Opcra Didaciica Onnia», pars
III, col. 175 c ss.
í5| - Vcr a Suíuu Lutínuc Línguuc, uocun
dc)íuutu)un copíun cxpíícuns, síuc ícxícon
Junuuíc, cn «Opcra Didaciica Onnia», pars III,
col. 219 c ss.
í6| - FEHOF KNAPASKI (1564-1638i, TIcsuu)us
Poíono-Lutíno-G)uccus, Cracovia, 1621-32.
579

Cap¡tuIo XXIII
í1| - SENECA, Epíst. 88, 1.
í2| - J. LUIS VIVES, Int)oductío ud Supícntíun, I
(Opc)u, Dasilcia, 1555, II, 70 c s.i.
í3| - Nc quid ninis. Cfr. EFASMO, Adugíu, cIil. I,
ccni. VI, 96 (cd. dc J. CLEFICUS, II, 259i.
í4| - Tcn cn visia, scn duvida, a conIccida
passagcn dc PLUTAFCO, Dc uudícndo, § 3.
í5| - Vcnt)cs píg)í. Cfr. a Epìstoíu u Títo, I, 12.
í6| - Inuiilia pondcra icrrac. c×prcssao Ioncrica
( i.
í7| - Capíiulo XXI, § 5.
í8| - SENECA, Epíst. 31, 4.
í9| - VIFCÍLIO, Gco)g., III, 272.
í10| - HOFÁCIO, Epíst. I, 2, 69 c s.
í11| - L. J. M. COLUMELLA, Dc )ustícu, XI, I, 26.
Nan illud vcrun csi M. Caionis oraculun «niIil
agcndo Ionincs nalc agcrc discuni».
580

Cap¡tuIo XXIV
í1| - Capíiulo IV, § 6.
í2| - Vcr o Líu)o dc JoI, cap. 32 c ss.
í3| - Suíno 138, 14.
í4| - LUTEFO, no Prologo da cdiçao das suas
olras cscriias cn alcnao, 1539. Du uí)stu d)cu
Hcgcí ínncn ]índcn, du)cI dcn guntzcn Psuín
(nuní. dcn ll9) )cícIíícI ]u)gcstcííct. Und Icísscn
uíso. O)utío, ncdítutío, tcntutío (W. A., 50, 659i.
í5| - Êxodo, 22, 29-30; 23, 19.
í6| - Lucus, 16, 19 c ss.
í7| - E×prcssao dccalcada cn VIFCÍLIO, Acncís,
1, 94.
í8| - ANDFEAS CEFAFDUS HYPEFIUS cscrcvcu
accrca do csiudo da Sagrada Escriiura pclos
icologos no scgundo livro dc Dc TIcoíogo scu
)utíonc studíí tIcoíogící ííI)í IV, Dasilcia, 1559; c
accrca do csiudo da Sagrada Escriiura cn gcral
no Dc suc)uc sc)íptu)uc ícctíonc ct ncdítutíonc
quotídíunu, Dasilcia, 1563.
í9| - EFASMO, Opc)u, cd. dc J. CLEFICUS, vol. V,
Lcidc, 1704, col. 140 A D.
581
í10| - IIíd., col. 140 CD.
í11| - IIíd., col. 144 AC.
í12| - EFASMO, Hutío scu nctIodus conpcndío
pc)ucnícndí ud uc)un tIcoíogíun, Ausgcw. Wcrlc,
cdiçao dc H. HOLDOFN, MuncIcn, 1933, p. 293
(CLEFICUS, V, 132i SANTO ACOSTINHO, Dc
doct)ínu cI)ístíunu, II, 9 (MICNE, Put)oíogíu
Lutínu, vol. 34, col. 42i.
í13| - Gcncsís, 22, 16 c ss.
í14| - Alusao, scn duvida, à cscada da visao dc
Jacol. Gcncsís, 28, 12 c ss.
í15| - FULCENTIUS, Epíst. II, § 12-21 (MICNE,
Put)oíogíu Lutínu, vol. 65 cols. 315-317i.
í16| - Lucus, 16, 19 c ss.
í17| - PFISCIANUS (+ 526i, Instítutíoncs
G)unnutícuc. Esic livro foi considcrado, duranic
ioda a Idadc Mcdia, c aic à cpoca dc Concnio, a
olra dc naior auioridadc para o csiudo da
Cranaiica Laiina.
í18| - Pcd)o, I, 5, 5; Tíugo, 4, 6.
í19| - Jouo, 1, 29.
í20| - Mutcus, 3, 17; Mu)cos, 1, 11.
582
í21| - Suíno 117, 22; Mutcus, 21,42; Mu)cos, 12,
10; E]csíos, 2,20.
583

Cap¡tuIo XXV
í1| - Da vasia lilliografia solrc csic icna,
ciianos apcnas. H. I. MAFFOU, Hístoí)c dc
í`cducutíon duns í`untíquítc, 3c. cd., Édiiions du
Scuil, Paris, 1955, p. 423-425; J. V. ANDFEAE,
TIcopIííus (1a. cd., 1649i, Dialogo III. Dc
íítc)utu)u cI)ístíunu. Concnio foi niiidancnic
influcnciado por csia olra. Vcr ainda MAFTINHO
LUTEFO, W. A., 15, 52 (Clcncn, II, 462i.
í2| - CFISÓSTOMO, Concniario à scgunda
Epísiola a Tinoico, Honíííu LX, 1 (MICNE,
Put)oíogíu Lutínu, vol. 62i.
í3| - CASSIODOFO, Exposítío ín Psuítc)íun, ps.
15, uliino capíiulo (MICNE, Put)oí. Lut., vol. 70,
col. 116i.
í4| - Cfr. HOFÁCIO, Epíst. II, 3, 268 c s.. Vos
c×cnplaria Cracca nociurna vcrsaic nanu,
vcrsaic diurna.
í5| - Pcd)o, I, 2, 9.
í6| - O inpcrador Juliano Aposiaia (scc. IVi
afasiou-sc do crisiianisno por influcncia da
filosofia nco-plaiónica. Os scus cscriios filosoficos
Iavian sido rccdiiados cn 1583.
584
í7| - Lcao X foi Papa prccisancnic no icnpo da
Fcforna (1513-1521i. Concnio rcflcic aqui as
opiniõcs icndcnciosas dos proicsianics accrca do
Papado, c×prcssas, por c×cnplo, na olra dc J.
DALE, TIc Pugcunt o] Popcs, Londrcs, 1574.
í8| - Tal consclIo carccc, scn duvida, dc
auicniicidadc. É ccrio, iodavia, quc, dcsics dois
cardcais c anigos, da cpoca do Fcnascincnio,
Sadolcio cra pariidario do novincnio líllico, ao
passo quc Dcnlo, aic à sua posicrior viragcn,
scguia un Iunanisno nuiio nundano.
í9| - Nao sc rcfcrc ianio aos caiolicos ronanos,
cono aos Iunanisias iialianos Icrcgcs do scc.
XVI. Concnio iravou polcnica, dc nodo cspccial,
con o Sozzinianisno. Solrc o novincnio dos
«Erciici iialiani», vcr D. CANTIMOFI, E)ctící
ítuííuní dcí cínqucccnto. Hícc)cIc sto)ícIc, C. C.
Sansoni Ediiorc, Fircnzc, 1939.
í10| - P)íncí)o Líu)o dos Hcís, 5, 2.
í11| - S. JEFÔNIMO, Epíst. ud Dunusun, no.
114.
í12| - SANTO ISIDOFO DE SEVILHA,
Scntcntíu)un LíI)í, III c. 13, 2, 3 (MICNE, Put)oí.
Lut., vol. 83, col. 686i.
í13| - CÍCEFO, Dc ]ín., III, 5, 16.
585
í14| - MELANCHTON, TIcoí. Iupotuposcs, dc
pccuto, cn «Corpus Fcfornaiorun», XXI, col. 101
c s.
í15| - SANTO ACOSTINHO, Epíst. 137, § 7
(MICNE, Put)oíogíu Lutínu, vol. 33, col. 524i.
í16| - Concnio pcnsa aqui solrciudo cn
ALSTED, T)íunpIus IíIíío)un suc)o)un scu
Encucíopocdíu IíIíícu, cxIíIcns t)íunpIun
pIííosopIíuc, ]u)ísp)udcntíuc ct ncdícínuc suc)uc
ítcnquc suc)osunctuc tIcoíogíuc, quutcnus íííu)un
]unduncntu cx Sc)íptu)u V. ct N. T. coíííguntu),
Franlfuri, 1625.
í17| - EFASMO, Pu)uIoíuc síuc síníííu. «E×
Arisioiclc, Plinio, TIcopIrasic» (cd. dc J.
CLEFICUS, I, 606 ci.
í18| - IIíd., I, 615 c s.
í19| - EFASMO, Hutío scu nctIodus conpcndío
pc)ucnícndí ud uc)un tIcoíogíun, Ausgw. Wcrlc,
cd. dc H. HOLDOFN, MuncIcn, 1933, p. 190 (cd.
dc J. CLEFICUS, V, 82i.
í20| - Vcr cap. XXI, § 12 c cap. XXV, § 23, c suas
rcspcciivas noias.
í21| - Traia-sc, nao dc Sanio AgosiinIo, nas dc
S. CFECÓFIO MACNO, Mo)uííun ííI)í (MICNE,
Put). Lutínu, vol. 75, col. 515i.
586

Cap¡tuIo XXVI
í1| - Prisciano c un cclclrc granaiico do scc. VI,
auior das Instítutíoncs G)unnutícuc quc foran
livro dc ic×io cn quasc iodas as cscolas da
Europa, aic dcpois da Fcnasccnça.
í2| - CÍCEFO, P)o Fíucco, 27, 65; EFASMO,
Adugíu, cIil. I, ccni. VIII, 36 (cd. dc J. CLEFICUS,
II, 311i.
í3| - EILHAFDUS LUDINUS (1565-1621i, Nouí
Jcsu CI)ístí Tcstununtí G)ucco-Lutíno-Gc)nunícuc
cdítíonís pu)s p)ínu... Cun p)ucíínínu)í... cpístoíu,
ín quu consíííun dc Lutínu íìnguu conpcndíosc u
puc)ís uddísccndu cxponítu), 1617, p. 16-17.
587

Cap¡tuIo XXVIII
í1| - Cfr. In]o)nuto)íun dc) Muttc) ScIuí, cap. IV,
§ 7-11; c cap. VI-VIII.
í2| - Solrc un iao anplo concciio dc granaiica,
vcr E. F. CUFTIUS, Eu)opuíscIc Lítc)utu) und íut.
Míttcíuítc), Dcrn, 1948, p. 50.
í3| - Cfr. In]o)nuto)íun, cap. IV, § 7; c cap. IX.
í4| - Cfr. In]o)nuto)íun, cap. IV, § 5 c s.; c cap. X.
í5| - Gcncsís, 5, 22-24.
í6| - Cap. XXIX c XXX.
í7| - Esia olra icn o scguinic iíiulo. ScIoíu
In]untíuc síuc dc p)ouídu ]uucntutís p)íno scxcnnío
cducutíonc. Vcn pullicada nas «Opcra Didaciica
Onnia», pars I, col. 198 c ss.
í8| - Solrc csic icna, vcr o O)Iís scnsuuííun
píctus.
588

Cap¡tuIo XXIX
í1| - WILHELM ZEPPEF, no cap. VI dc Dc poíítíu
cccícsíustícu, Hcrlorn, 1607, rcconcnda quc sc
nao crijan cscolas dc língua naicrna, ondc as
Iaja dc laiin. Vcr ainda A. MOLNAF, Lcxícon
Lutíno-G)ucco-Ungu)ícun, vol. I, Franlfuri, 1645.
í2| - J. H. ALSTED, Encucíopucdíu scptcn tonís
dístínctu, Hcrlorn, 1630, cap. VI, p. 1513. So
dcvcn frcqucniar a cscola dc língua naicrna os
ncninos «qui ariilus nccIanicis aliquando sc
applicaluni».
í3| - CÍCEFO, Dc o)uto)c, III, 10. 38.
í4| - Coíosscnccs, 3, 16.
í5| - Os nonc quc Concnio cscolIcu para csscs
scis livros sao Víoíu)íun, Hosu)íun, Ví)ídu)íun,
Supícntíuc LuIu)íntIus, Spí)ítuuíc Huísuncntun,
Pu)udísus Anínuc. Vcr «Opcra Didaciica Onnia»,
pars I, col. 248 c s.
í6| - SIMON STEVIN (1548-1620i, naicnaiico c
físico Iolandcs quc cscrcvcu cn flancngo.
í7| - P)oIícnutun gconct). ííI)í V, Aniucrpia,
1583. Livro I.
589

Cap¡tuIo XXX
í1| - JUSTO LÍPSIO, PIusíoíogíuc Stoíco)un ííI)í
t)cs, Aniucrpia, 1604, Livro, I, Diss. 1, p. 2.
í2| - XENOFONTE, Mcno)uIíííu Soc)ut., I, 6, 15;
EFASMO, ApopItIcgnutu III, Soc)utícu 10 (cd. dc
J. CLEFICUS, IV, 156i.
590

Cap¡tuIo XXXI
í1| - Capíiulo XXVII, § 6.
í2| - EFASMO, Adug., cIil, II, ccni. IV, 45 (cd. dc
J. CLEFICUS, II, 537i.
í3| - SENECA, Epíst. 2, 2.
í4| - As cclclrcs Noctcs Atícuc dc A. Ccllius csiao
cscriias cn forna dc coloquios.
í5| - PLATÃO, Lcís, XII, cap. 5 (949 E - 950 Di.
í6| - Esia idcia dc una Socicdadc dc Profcssorcs c
nais anplancnic dcscnvolvida por Concnio na
Víu íucís, cap. 18.
591

Cap¡tuIo XXXII
í1| - Vcja-sc, a csic proposiio, o opusculo dc
COMENIO, Tupog)upIcun uíuun, Ioc cst, u)s
conpcndíosc, ct tuncn copíosc uc cícguutc),
supícntíun non cIu)tís scd íngcníís ínp)íncndí,
cn «Opcra Didaciica Onnia», pars IV, col. 85-96.
í2| - Cfr. Tupog)upIcun uíuun, § 19 c ss.
592

Cap¡tuIo XXXIII
í1| - JANUS CAECILIUS FFEY (+1631i, Víu ud
díuus scícntíus u)tcsquc, íìnguu)un notítíun,
sc)noncs cxtcnpo)uncos nouu ct cxpcdítíssínu,
Paris, 1628, cap. II, scçao 1.
í2| - Cfr. HOFÁCIO, Epíst. II, 3, 355.
í3| - Solrc csics livros, vcr cap. XXII, § 19 c ss.;
cap. XXVIII, § 23 c ss.; c cap. XXX, § 16.
í4| - SENECA, Epíst. 6, 4. No ic×io lc-sc,
crradancnic, Epíst. 27.
í5| - Cfr. CÍCEFO, Dc díuínutíonc, II, 2, 4.
í6| - XENOFONTE, Mcno)uI. I, 6, 15. EFASMO,
ApopItIcnutu III, Soc)utícu 10 (cd. dc J.
CLEFICUS, IV, 156i.
í7| - EFASMO, Adugíu, cIil. I, ccni. VI, 1 (cd. dc
J. CLEFICUS, II, 220i.
í8| - Jouo, 3, 8.
í9| - S. DEFNAFDO, Sc)nonís dc Sunctís, I, 3
(MICNE, Put)oíogíu Lutínu, vol. 183, col. 362i.
í10| - Lucus, 16, 8
í11| - Co)ìntíos, I, 13, 4.
593
í12| - S. CFECÓFIO MACNO, Mo)uííun ííI)í XXX,
cap. 27, § 81 (MICNE, Put)oí. Lut., vol. 76, col.
569i.
í13| - MAFTINHO LUTEFO, An díc Hu)gc)ncustc)
und HudIc))n uííc)ícu Stcdtc unn DcutscIcn
íundcn, 1524. W. A., XV, p. 50 c 34, (Clcncn, II,
445 c 448i.
594

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Capítulo XVIII

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