P. 1
ITR140

ITR140

|Views: 4|Likes:
Published by b21t3ch

More info:

Published by: b21t3ch on Feb 18, 2011
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

02/04/2013

pdf

text

original

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS INFORMÇÕES TRIMESTRAIS Em 31 de março de 2010 (Em milhares de reais, exceto se indicado de outra forma) 1 – CONTEXTO OPERACIONAL 1.

1 – Objetivo Social A Companhia Energética de Brasília – CEB é uma sociedade de economia mista de capital aberto, autorizada pela Lei nº 4.545, de 10 de dezembro de 1964, com sua sede social localizada na cidade de Brasília, no Distrito Federal, controlada pelo Governo do Distrito Federal. A CEB tem por objeto social a participação em outras sociedades, como sócia-quotista ou acionista e a exploração direta ou indireta, conforme o caso, de serviços e energia elétrica, compreendendo os sistemas de geração, transmissão, comercialização e distribuição de energia elétrica, bem como serviços correlatos. A CEB, em virtude das exigências estipuladas nos Contratos de Concessão de Geração e de Distribuição nº 65 e 66/1999, respectivamente – firmados com a União Federal, por intermédio da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, e da Lei nº 10.848/2004, em 12 de janeiro de 2006, foi realizada uma reestruturação societária na CEB, que resultou na criação de empresas juridicamente independentes para administrar separadamente os contratos de concessão de distribuição e de geração de energia elétrica, inclusive no que se refere à contabilidade, gestão de ativos e compromissos contratuais. A ANEEL, por meio da Resolução Autorizativa n° 318, de 14 de setembro de 2005, anuiu com a segregação das atividades, transferência de concessões e de participações da Companhia Energética de Brasília – CEB. 1.2 – A CEB possui participação nas seguintes empresas a) Controladas CEB Distribuição S.A. – sociedade por ações, autorizada pela Lei Distrital nº 2.710 de 24 de maio de 2001, constituída como subsidiária integral, concessionária do serviço público de energia elétrica, atuando desde 12 de janeiro de 2006, conforme desverticalização da Companhia Energética de Brasília, na atividade de distribuição de energia elétrica no Distrito Federal. Em 23 de janeiro de 2006, foi firmado o instrumento particular “Compromisso de Subscrição de Ações” entre a Companhia Energética de Brasília – CEB e a CEB Distribuição S.A., com a participação da CEB Lajeado S.A. e do Distrito Federal na qualidade de Intervenientes Anuentes, estabelecendo que: i A CEB compromete-se a subscrever e a integralizar, até 31 de dezembro de 2012, prazo este alterado pela Resolução Autorizativa nº 958, de 12 de junho de 2007 da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, número de ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, de emissão da CEB Distribuição S.A., correspondente ao valor histórico total de R$ 142,7 milhões, atualizado para R$ 150,7 milhões em 31 de março de 2010. A Resolução Autorizativa nº 318, de 14 de setembro de 2005, previa o aporte inicial em dezembro de 2006. Entretanto, a Resolução Autorizativa nº 958, de 12 de junho de 2007, alterou o cronograma de aportes, conforme valores atualizados mostrados a seguir:

Anos dos Aportes Dezembro de 2009 Dezembro de 2010 Dezembro de 2011 Dezembro de 2012 Total

Valor 37.686 37.686 37.686 37.686 150.744

ii Como garantia do aporte do valor total da subscrição, a CEB constituiu, em favor da CEB Distribuição S.A., penhor sobre 33.830.000 (trinta e três milhões, oitocentos e trinta mil) ações ordinárias da CEB Lajeado S.A., de sua propriedade, devendo o valor desta garantia ser reduzido na proporção em que forem acontecendo as integralizações. O § 1º do Art. 5º da Resolução Autorizativa nº 318, de 14 de setembro de 2005, determina que: “Dos recursos oriundos de distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio, relativos à CEB Distribuição, no mínimo, 40% (quarenta por cento) deverão ser destinados ao referido aporte de capital”. Por sua vez, o § 3º do Art. 5º da citada Resolução, estabelece que “(...) na hipótese da insuficiência dos dividendos e juros sobre o capital próprio, a CEB holding deverá aportar os recursos necessários no capital social da CEB Distribuição, cujo aporte anual não poderá ser inferior ao montante das dívidas referidas no Caput deste artigo”. A CEB integralizou na CEB Distribuição S.A., a parcela das ações subscritas relativa a 2008, com valor histórico de R$ 20.030 mil. A integralização das demais parcelas dar-se-á por meio de um imóvel, cuja avaliação (R$ 274.400 mil) foi aprovada pela Assembléia Extraordinária de Acionistas da Companhia realizada em 2009. Após a autorização da ANEEL, o referido ativo foi destinado à Empresa distribuidora e está contabilizado no Patrimônio Líquido com o valor avaliado. Entretanto, a Agência reguladora reconhecerá a integralização das ações por meio do imóvel, apenas quando ocorrer sua alienação, considerando o valor financeiro líquido da operação, deduzidos os impostos relacionados. O processo de alienação foi iniciado no último trimestre de 2009 e encontra-se com duas alternativas excludentes em curso: a) alienação por meio de leilão; e b) alienação por intermédio de venda direta para a Empresa imobiliária do Distrito Federal (Terracap). Seja qual for a hipótese prevalecente, está assegurado o valor da avaliação aprovado na citada Assembléia Extraordinária de Acionistas. Há a previsão de que neste ano seja concluído o processo de alienação em tela, possibilitando o completo atendimento do “Compromisso de Subscrição de Ações” formalizado pelas empresas envolvidas, inclusive de forma antecipada. A conclusão da operação destinará os recursos necessários e suficientes para que a CEB Distribuição S.A. continue o intenso programa de investimentos iniciado em 2007, permitindo a recuperação e as ampliações necessárias do sistema de distribuição de energia da área de concessão e assegurando o adequado padrão de qualidade da energia fornecida a seus clientes. CEB Geração S.A. – sociedade por ações, autorizada pela Lei Distrital nº 2.648 de 26 de dezembro de 2000, constituída como subsidiária integral, concessionária do serviço público de energia elétrica, atuando na geração de energia elétrica.

A CEB Participações S.A. – CEBPar – sociedade por ações, autorizada pela Lei Distrital nº 1.788 de 27 de novembro de 1997, constituída como subsidiária integral, atuando na compra e venda de participações acionárias ou cotas de outras empresas energéticas, de telecomunicações e de transmissão de dados, majoritária ou minoritariamente. A sociedade também atua na comercialização da energia elétrica, na proporção de sua cotaparte de 17,5% no Consórcio CEMIG–CEB, produzida pela Usina Hidrelétrica de Queimado, na condição de produtora independente de energia elétrica. CEB Lajeado S.A. – sociedade por ações, autorizada pela Lei Distrital nº 2.515 de 31 de dezembro de 1999, controlada pela Companhia Energética de Brasília – CEB, concessionária do serviço público de energia elétrica, atuando na geração de energia elétrica. . Companhia Brasiliense de Gás – CEBGAS – sociedade de economia mista, autorizada pela Lei Distrital nº 2.518 de 10 de janeiro de 2001, controlada pela Companhia Energética de Brasília – CEB, concessionária do serviço público de distribuição e comercialização de gás combustível canalizado de produção própria ou de terceiros. . b) Controlada em conjunto com outros acionistas Energética Corumbá III S.A. – sociedade por ações, constituída em 25 de julho de 2001, concessionária do serviço público de energia elétrica, na condição de produtora independente de energia elétrica. c) Coligadas Corumbá Concessões S.A. – sociedade por ações, constituída em 06 de dezembro de 2000, concessionária do serviço público de energia elétrica, atuando na geração de energia elétrica, na condição de produtora independente de energia elétrica. BSB Energética S.A. – sociedade por ações, constituída em 24 de março de 2000, para construir Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs, com potência global máxima instalada de 200 MW e participar de outros empreendimentos ou sociedades, seja como acionista ou quotista. 1.3 – Autorizações e concessões das operações Concessões/Autorizações CEB Distribuição S.A. CEB Participações S.A. CEB Geração S.A. CEB Lajeado S.A. CEBGAS S.A. Data do Ato 20.06.2005 26.01.2000 14.09.2005 31.12.1999 23.03.2001 Data de Vencimento 07.07.2015 18.12.2032 20.10.2019 15.12.2032 09.01.2030

2 – APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS 2.1 – Apresentação das Informações Trimestrais As informações trimestrais individuais e consolidadas foram elaboradas e preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que compreendem a legislação societária brasileira, os pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contabeis – CPC, as normas emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM e as normas definidas pela Agencia Nacional de Energia Elétrica – ANEEL. Estas Informações Trimestrais – ITR’s foram elaboradas seguindo princípios, práticas e critérios consistentes com aqueles adotados na elaboração das demonstrações financeiras

anuais de 31 de dezembro de 2009, publicada em 09 de abril de 2010, desta forma, estas informações trimestrais devem ser lidas em conjunto com as referidas demonstrações financeiras anuais. Por se tratar de uma empresa preponderantemente de participação em outras sociedades, as notas explicativas refletem, basicamente, as práticas contábeis e detalhamentos de contas das suas controladas. 2.2 – Aplicação das novas regras contábeis a partir de 2010 No decorrer do exercício de 2009, foram aprovados pela CVM diversos Pronunciamentos, Interpretações e Orientações Técnicas emitidos pelo CPC com vigência para 2010, que alteram as práticas contábeis adotadas no Brasil. Conforme facultado pela Deliberação CVM nº 603/09 e alterações introduzidas pela Deliberação CVM nº 626/10, a Companhia optou por apresentar suas informações trimestrais utilizando as normas contábeis adotadas no Brasil até 31 de dezembro de 2009. A Companhia postergará a aplicação dos CPC’s vigentes a partir de 2010 em função da complexidade das alterações requeridas pelos novos pronunciamentos e também em razão das discussões que estão sendo realizadas no que se refere a interpretação sobre os critérios de aplicação desses pronunciamentos. Dessa forma, até que haja um maior entendimento sobre a aplicação prática dos pronunciamentos, entendemos não ser possível ainda avaliar e quantificar os eventuais efeitos nas demonstrações contábeis. Não obstante a Companhia fez uma análise preliminar das normas que poderão produzir impactos relevantes nas demonstrações contábeis, resultou nos seguintes itens: i. ICPC 01 – Contratos de Concessão: Esta Interpretação define a forma de contabilização dos ativos de concessões quando atendidas determinadas condições. O entendimento preliminar da Companhia é que esta Interpretação é aplicável às concessões do serviço de distribuição de energia elétrica. O impacto mais provável nas demonstrações contábeis será a transferência dos saldos do Ativo Imobilizado e de Obrigações Especiais para (a) o Ativo Intangível referente ao direito da cobrança de tarifa dos consumidores (direito de exploração da concessão), e/ou (b) eventual registro de um Ativo Financeiro, representando o direito incondicional da Companhia de recebimento de caixa. Devido à complexidade destas mudanças, a Companhia está avaliando os impactos da aplicação da Interpretação em suas demonstrações contábeis; além disso, têm participado de discussões e debates com outros agentes do setor elétrico, órgãos reguladores e associações de classe. Desta forma, a Companhia avalia que não é possível, no cenário atual, quantificar com segurança os impactos da adoção da Interpretação ICPC 01. CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis: Este Pronunciamento define diretrizes e requisitos mínimos para estrutura, conteúdo e apresentação das demonstrações contábeis. CPC 27 – Imobilizado: Este Pronunciamento estabelece os principais pontos a serem considerados na contabilização de um ativo imobilizado, incluindo a composição dos custos e métodos permitidos para cálculo da depreciação.

ii.

iii.

2.3 – Efeitos da reclassificação de saldos Para efeito de comparabilidade das informações trimestrais com as demonstrações contábeis do exercício de 2009, foram realizadas alterações na apresentação do balanço consolidado, em decorrência da aplicação do critério de consolidação proporcional do Consórcio Empreendedor Corumbá III mantido pela Energética Corumbá III S.A. A seguir estamos demonstrando de forma resumida as referidas alterações: Balanço Patrimonial em 31 de Dezembro de 2009

CONTAS

Valores Publicados Anteriorment e 620.391 312.795 -

Valores Ajustados 521.455 213.859 -

Efeito líquido dos ajustes 98.936 (98.936) 0

Investimentos Participação de não Controladores Efeito Líquido 3 – PROCEDIMENTOS DE CONSOLIDAÇÃO

As informações trimestrais foram preparadas de acordo com as normas estabelecidas pela Instrução nº 247 de 27 de março de 1996 da CVM e incluem a Companhia Energética de Brasília – CEB e suas controladas e controladas em conjunto com outros acionistas, listadas no quadro abaixo. Percentual da Participação Empresa CEB Distribuição S.A. CEB Participações S.A. CEB Geração S.A. CEB Lajeado S.A. CEBGAS S.A. Energética Corumbá III S.A. (consolidação proporcional) Os principais procedimentos de consolidação são: ● Uniformização das práticas contábeis entre as empresas consolidadas; ● Eliminação dos saldos das contas de ativos e passivos entre as empresas consolidadas; ● Eliminação das participações no capital, reservas e lucros acumulados das empresas consolidadas; ● Eliminação dos saldos de receitas e despesas decorrentes de negócio entre as empresas. 4 – DISPONIBILIDADES Controladora 31.03.2010 558 211 769 31.12.2009 1.754 2.317 4.071 Consolidado 31.03.2010 22.063 36.495 58.558 31.12.2009 26.566 33.590 60.156 31.03.2010(%) 100 100 100 59,93 17 37,5 31.12.2009(%) 100 100 100 59,93 17 37,5

Descrição Saldos Bancários Aplicações Financeiras Total

As aplicações financeiras são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. Essas aplicações financeiras referem-se, basicamente, a Certificados de depósitos Bancários – CDB emitidos por bancos de

primeira linha. As aplicações são remuneradas em média à taxa de 100% da variação do Certificado de Depósito Interbancário – CDI. 5 – CONSUMIDORES, CONCESSIONÁRIAS E PERMISSIONÁRIAS – CONSOLIDADO A composição dos valores a receber oriundos da atividade de energia elétrica, resulta das rubricas Consumidores, Concessionárias e Permissionárias, Serviços Prestados a Terceiros e Títulos de Crédito a Receber e Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa. Descrição Consumidores, Concessionários e Permissionários Serviços Prestados a Terceiros Títulos de Créditos a Receber Total a Receber Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa Total 31.03.2010 387.723 19.686 7.603 415.012 (65.397) 349.615 31.12.2009 355.291 38.616 8.331 402.238 (66.208) 336.030

6 – PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA A provisão para crédito de liquidação duvidosa foi constituída em bases consideradas suficientes para fazer face a eventuais perdas na realização dos créditos e está em conformidade com as instruções da ANEEL. A constituição da provisão está assim distribuída:

Descrição Residencial vencidos a mais de 90 dias Industrial vencidos a mais de 360 dias Comercial vencidos a mais de 180 dias Rural vencidos a mais de 360 dias Poder Público vencidos a mais de 360 dias Iluminação Pública vencidos a mais de 360 dias S. Público vencidos a mais de 360 dias Concessionários vencidos a mais de 360 dias Governo do Distrito Federal – Acionista Controlador não provisionados (*) Total

31.03.2010 31.12.2009 23.093 22.542 1.995 1.962 32.164 33.758 3.471 3.328 71.559 71.408 25.860 25.859 3.925 3.925 2.000 2.000 (98.670) 65.397 (98.574) 66.208

* Valores a receber de entidades e órgãos da administração pública do Distrito Federal são compostos por fornecimento de energia elétrica, multa, juros e atualização monetária incidentes sobre faturas pagas em atraso no período de 2001 a 2005. Esses valores estão posicionados até a data da emissão das faturas que ocorreu no final de 2005. A administração, com base no atual estágio de cobrança e negociação dos referidos valores, principalmente junto a seu controlador, Governo do Distrito Federal, considera não necessária a constituição de provisão para perdas e entende que a liquidação desses créditos poderá ocorrer por valores diferentes daqueles registrados nas Demonstrações Contábeis, em decorrência de atualizações e/ou descontos a serem concedidos. A decomposição dos créditos pode ser assim demonstrada:

Créditos a receber GDF Secretarias de Governo Administrações Regionais Empresas do GDF Outras Total 7 – SERVIÇOS PRESTADOS A TERCEIROS

31.03.2010 31.12.2009 48.930 48.718 28.634 28.578 17.771 17.261 3.335 4.017 98.670 98.574

Representado, na Controladora e no Consolidado, pelos saldos a receber do Governo do Distrito Federal – GDF, referentes a serviços de manutenção e Implantação de redes de iluminação pública no Distrito Federal. 8 – CRÉDITOS COM EMPREGADOS Descrição Participação nos Lucros – Ação Judicial Adiantamentos Vinculados a Folha de pagamento Total 31.03.2010 31.12.2009 7.172 7.174 2.721 1.746 9.893 8.920

A CEB Distribuição S.A no exercício de 2007, apresentava prejuízo acumulado e Lucro no Exercício. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do DF – STIU/DF não concordando com a negativa da Companhia em pagar a Participação nos Lucros – PL, impetrou ação judicial junto à 17ª Vara do Trabalho – VT. A decisão relativa ao pedido do STIU/DF proferida pelo Juiz condenou a Companhia a pagar a referida PL. O valor da PL está registrado como adiantamento obedecendo a orientação da ANEEL que entende que o valor somente deve ser considerado como despesa quando do trânsito em julgado da ação. A Companhia registrou provisão desse crédito na rubrica Provisão para Contingência.

9 – JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO E DIVIDENDOS A RECEBER – CONTROLADORA Descrição Juros Sobre Capital Próprio CEB Lajeado S.A. Dividendos CEB Lajeado S.A. CEB Participações S.A. – CEBPar CEB Geração S.A. Corumbá Concessões S.A. Total Controladora 31.03.2010 31.12.2009 7.448 10.641 1.056 2.783 214 22.142 7.448 10.641 3.556 3.783 214 25.642

10 – TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS COMPENSÁVEIS Descrição Controladora 31.03.2010 31.12.2009 Consolidado 31.03.2010 31.12.2009

ICMS ISS COFINS PIS Imposto de Renda CSLL Outros Total Total do Circulante Total do Não Circulante

111 195 135 2.959 57 3.457 3.457 -

121 7 107 5.319 536 1 6.091 6.091 -

18.542 122 1.457 635 12.484 5.804 20 39.064 32.351 6.713

20.161 144 591 448 14.755 5.210 63 41.372 28.821 12.551

11– IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DIFERIDOS – CONSOLIDADO Descrição IRPJ Diferido CSSL Diferido Total 31.03.2010 3.881 1.406 5.287 31.12.2009 5.904 2.612 8.516

São calculados e contabilizados créditos tributários, considerando as alíquotas efetivas do imposto de renda e contribuição social sobre prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social sobre o lucro. Os atuais créditos tributários ativados serão realizados de acordo com a compensação das respectivas diferenças temporárias que não deve superar o prazo máximo de 10 anos. 12 – CAUÇÕES E DEPÓSITOS VINCULADOS – CONSOLIDADO Estão classificadas neste grupo as penhoras on-line efetuadas pelas instituições financeiras nas contas correntes da CEB Distribuição S.A., em atendimento ao convênio de cooperação entre o Tribunal Superior do Trabalho e o Banco Central do Brasil, além das Cauções referentes a leilões de energia. Descrição Bloqueios Judiciais Contingências Tabalhistas e Cíveis Cauções Total Circulante Depositos Judiciais - Vinculos a Litigios Total Não Circulante 13 – ATIVOS E PASSIVOS REGULATÓRIOS a) Racionamento Pela Medida Provisória nº 2.198, de 24 de agosto de 2001, foi criado o Programa Emergencial de Redução do Consumo de Energia Elétrica – PERCEE. Esse programa teve por objetivo compatibilizar a demanda de energia com a oferta, a fim de evitar interrupções intempestivas ou imprevistas do suprimento de energia e vigorou de junho de 2001 até fevereiro de 2002, mês em que o governo considerou normalizada a situação hidrológica. 31.03.2010 13.831 1.122 14.953 5.318 5.318 31.12.2009 13.453 1.213 14.666 5.332 5.332

Em dezembro de 2001, o governo e as empresas de energia elétrica firmaram o Acordo Geral do Setor Elétrico com as concessionárias distribuidoras e as geradoras de energia elétrica para retomada do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos existentes e a recomposição de receitas relativas ao período de vigência do PERCEE. Esse acordo abrangeu, no período de vigência do citado Programa Emergencial: (i) as perdas de margem incorridas pelas distribuidoras; (ii) os custos adicionais da denominada “Parcela A” para o período de 01.01.2001 a 25.10.2001; (iii) a parcela dos custos com a compra de energia, no âmbito da CCEE, devida aos geradores não comprometidos com “Contratos Iniciais” de energia, denominada “energia livre”, realizadas até dezembro de 2001; e (iv) a substituição do direito contratual previsto no Anexo V dos Contratos Iniciais (compra e venda de energia) relativo ao período de racionamento. O Acordo Geral do Setor Elétrico também abrangeu o período pós-racionamento, março a dezembro de 2002, para tratar da comercialização das sobras dos Contratos Iniciais. As principais disposições e providências constantes nessa regulamentação normas, aplicáveis às concessionárias distribuidoras, são: Recomposição Tarifária Extraordinária – RTE Com a publicação da Resolução Normativa n˚ 387, de 15 de dezembro de 2009, a ANEEL estabeleceu uma nova metodologia de cálculo, de modo a aferir se os valores repassados pelas distribuidoras representam à efetiva Energia Livre que as geradoras teriam direito. Após o recálculo, contabilizamos através de provisão em 31 de dezembro de 2009 como Energia Livre, o valor a ser repassado de R$ 3.315. Composição da Variação de Itens da “Parcela A” Tratamento isonômico às variações de valores de itens da “Parcela A”, previstos nos contratos de concessão de distribuição de energia elétrica, verificadas no período de 1° de janeiro a 25 de outubro de 2001 e homologadas pela ANEEL, sem o limite temporal previsto no parágrafo 16 do artigo 4° da Lei n° 10.438/2002. Diante do término do prazo para faturamento da RTE (Perda de Receita), a Composição da Variação de Itens da “Parcela A” (período de 01.01.2001 a 25.10.2001) passou a ser recuperada a partir de novembro de 2008 pelo prazo necessário para atingir o montante homologado pela ANEEL, conforme Ofício Circular n° 267/2004: Composição dos Ativos e Passivos Regulatórios Ativos Regulatórios – Despesas Pagas Antecipadamente Conta de Consumo de Combustível CCC Transporte de Energia pela Rede Básica Encargos de Serviços do Sistema Conta de Desenvolvimento Energético CDE Programa de Incentivo a Fontes Alternativas – PROINFA Custo de Aquisição de Energia Transporte de Energia – Itaipu Binacional Diferimento de Reposição Tarifária na Revisão Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da Parcela "A" Total do Circulante TOTAL DOS ATIVOS REGULATÓRIOS 31.03.2010 16.309 2.287 2.930 3.319 1.152 26.315 112 198 52.622 52.622 31.12.2009 12.907 2.421 7.239 3.756 6.316 16.626 112 198 0 49.575 49.575

Passivos Regulatórios Transporte de Energia pela Rede Básica Custo de Aquisição de Energia Transporte de Energia – Itaipu Binacional Superávit do Baixa Renda Programa de Incentivo a Fontes Alternativas – PROINFA Encargos de Conexão Item financeiro – RTE – Parcela A Total do Circulante Superávit do Baixa Renda Total do Não Circulante

31.03.2010 436 7.815 99 0 0 0 2.010 10.360 69.416 69.416

31.12.2009 342 7.281 57 0 0 0 2.010 9.690 68.117 68.117 77.807

TOTAL DOS PASSIVOS REGULATÓRIOS 79.776 Fonte: Demonstrações Financeiras da CEB Distribuição S.A.

Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da Parcela A – CVA: estes custos são apropriados ao resultado à medida que a receita correspondente é faturada aos consumidores, conforme determinado na Lei nº 10.438, de 26 de abril de 2002, nas Portarias Interministeriais n° 296, de 25 de outubro de 2001, e nº 116, de 4 de abril de 2003, e resoluções complementares da ANEEL. Superávit de Baixa Renda: refere-se ao montante dos valores a serem ressarcidos aos consumidores em decorrência do processo de migração de determinados consumidores residenciais, anteriormente enquadrados na subclasse de baixa renda, para consumidores normais. O ressarcimento deve-se ao fato de as tarifas concedidas à Empresa já terem considerado o enquadramento anterior dos consumidores como de baixa renda. A ANEEL deverá estabelecer os procedimentos a serem adotados para o ressarcimento aos consumidores e homologar os valores a serem ressarcidos. A aplicação da tarifa social de baixa renda, que causou impacto significativo nas receitas operacionais das concessionárias, foi instituída pela Lei nº 10.438, de 26 de abril de 2002. O Decreto nº 4.538, de 23 de dezembro de 2002, e a Lei nº 10.604, de 17 de dezembro de 2002, foram os instrumentos legais instituídos para regulamentar o processo de subvenção econômica, com a finalidade de contribuir para a modicidade da tarifa de fornecimento de energia elétrica dos consumidores finais integrantes da subclasse residencial. b) Reajuste Tarifário anual de 2009 Cabe a ANEEL estabelecer tarifas que assegurem ao consumidor o pagamento de um valor justo, como também garantir o equilíbrio econômico-financeiro da concessionária de distribuição, para que ela possa oferecer um serviço com qualidade, confiabilidade e continuidade. Em 26 de agosto de 2009, a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, através da Resolução Homologatória nº 869 de 25 de agosto de 2009, homologou as tarifas de fornecimento de energia elétrica e as Tarifas de Uso dos Sistemas de Distribuição – TUSD e estabelece a receita anual das instalações de conexão e fixa o valor anual da Taxa de fiscalização de Serviços de Energia Elétrica – TRSEE, para a CEB Distribuição S.A., ficando em média reajustadas as tarifas em 9,52%, sendo 5,66% relativo ao reajuste tarifário anual econômico e 2,86% referente aos componentes financeiros pertinentes, correspondendo a um efeito médio de 11,53% a ser percebido pelos consumidores cativos.

14 – INVESTIMENTOS

14.1 – Participações em Empresas Coligadas e Controladas
Patrimônio Participação Participação Número de Liquido no Valor Valor nas Ações Ações Capital Social Ajustado para Capital Contábil Contábil Ordinárias detidas pela Equivalência Social 31.03.2010 31.12.2009 (%) CEB Patrimonial (%) 350.532 7.575 41.271 145.656 3.871 375.453 121.586 1.957 42.159 10.971 46.541 156.037 2.531 372.704 98.631 15.267 Total 100% 100% 100% 59,93% 17% 36,95% 37,5% 9% 100% 350.532.450 100% 100% 59,3% 51,0% 7.575.212 28.850.585 82.013.911 30.600 42.159 10.971 46.541 100.519 430 140.946 44.988 1.374 387.928 53.385 7.827 44.154 97.468 441 143.274 43.803 1.318 391.670

Discriminação

CEB Distribuição S.A. (a) CEB Geração S.A. CEB Participações S.A. CEB Lajeado S.A.(b) Companhia Brasiliense de Gás S.A. Corumbá Concessões S.A. (c) Energética Corumbá III S.A. (d) BSB Energética S.A.

9,30% 256.009.911 25,0% 9,0% 45.594.793 176.157

a) O saldo do investimento não inclui o montante de R$ 273.857 correspondente a integralização de capital por meio de terreno avaliado a valor de mercado. O referido terreno está em processo de venda e somente será considerado no saldo do investimento quando da efetivação da venda. b) O valor do Investimento inclui o saldo de R$ 7.006 da Reserva de Investimento da Controlada que por força de acordo de Acionista é integralmente da CEB, independentemente do percentual de participação de cada acionista; c) O valor do Investimento inclui o saldo de R$ 3.232 referente à Adiantamento para Futuro Aumento de Capital; d) O valor do Patrimônio Líquido ajustado não reflete o percentual de 37,5% em função da inadimplência dos sócios privados.

14.2 – Resultado de participações em Coligadas e Controladas Resultado da Empresa no Período Resultado de Participações em Coligadas e Controladas 31.03.2010 (11.225) (11.225) 3.144 3.144 Resultado de Participações em Coligadas e Controladas 31.03.2009 4.576 1.217

Discriminação

CEB Distribuição S.A. CEB Geração S.A.

CEB Participações S.A. CEB Lajeado S.A. Companhia Brasiliense de Gás S.A. Corumbá Concessões S.A. Energética Corumbá III S.A. BSB Energética S.A. Total

2.387 5.456 (162) (6.303) 989 (5.714)

2.387 3.051 (29) (2.328) 371 (4.629)

1.612 4.385 (6) (3.205) 8.579

14.3 – Investimento em Controladas e Coligadas no Consolidado Segue abaixo os investimentos diretos e indiretos que não são consolidados em razão da CEB não possuir o controle e nem exercer influencia significativa: Consolidado Consórcio Queimado e outros (investimento indireto por meio da CEBPar) Investco S.A. e outros (investimento indireto por meio da CEB Lajeado S.A.) Corumbá Concessões S.A. (investimento direto não consolidado) BSB Energética S.A. (investimento direto não consolidado) Outros Total 31.03.2010 36.981 320.198 140.946 1.374 223 499.722 31.12.2009 36.981 318.199 143.274 1.318 223 499.995

14.4 – Informações adicionais sobre empresa de controle conjunto A Companhia controla de forma conjunta com outros acionistas a empresa Energética Corumbá III S.A. e os montantes dos principais grupos de Ativo, Passivo e Resultado são como segue: Contas Patrimoniais Disponibilidades Consumidores, Concessionárias e Permissionárias Outros Créditos Títulos de Créditos a Receber Investimentos Imobilizado Total de Ativos Fornecedores Títulos e Contribuições Sociais Folha de Pagamento Empréstimos, Financiamentos e Encargos (corrente e não corrente) Outras Obrigações Patrimônio Líquido Total Passivo + Patrimônio Líquido Contas de Resultado Receita Operacional Deduções da Receita Custos de Operação 2010 1.243 3.065 54 4.338 204.936 178.340 391.976 11.147 475 103 113.274 517 266.460 391.976 2010 6.620 (652) (2.966) 2009 1.104 3.498 91 4.269 204.248 176.986 390.176 27.290 244 78 98.075 680 263.829 390.176 2009 4.479 (188) (2.960)

Despesas Financeiras Prejuízo 15 – IMOBILIZADO e INTANGÍVEL

(2.013) 989

(1.490) (159)

Esses ativos estão registrados ao custo de aquisição, corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, deduzidos da depreciação calculada pelo método linear, a taxas anuais variáveis de 2% a 20%. IMOBILIZADO Controladora Descrição Imobilizado em Serviço Terrenos Reservatórios, Barragens e Adutoras Edificações, Obras Civis e Benfeitorias Máquinas e Equipamentos Veículos Móveis e Utensílios Subtotal Depreciação Acumulada (a) Subtotal Imobilizado em Serviço Imobilizado em Curso Obrigações Vinculadas à Concessão (b) Total 359 97 148 604 (185) 419 1.098 1.517 359 97 148 604 (172) 432 662 1.094 3.357 39.238 1.130.260 7.764 3.334 1.183.953 (554.715) 629.238 178.645 (99.408) 708.475 3.357 50.515 1.071.364 7.764 19.619 1.152.619 (564.172) 588.447 223.741 (100.940) 711.248 2,0 a 7,7% 2,0 a 4,0% 3,3 a 6,7% 20% 10% 31.03.2010 31.12.2009 Consolidado 31.03.2010 31.12.2009 Taxas Anuais de Depreciação

a) Itens totalmente depreciados – o montante de R$ 182.681 é representado por itens totalmente depreciados e que continuam em uso. b) Obrigações Vinculadas à Concessão – Controlada CEB Distribuição S.A.

INTANGÍVEL Controladora Descrição Softwares 31.03.2010 8 31.12.2009 8 Consolidado 31.03.2010 13.23 8 31.12.2009 4.8 70

São representadas pelos valores e/ou bens recebidos de municípios, de Estados, da União Federal e de consumidores, relativos a doações e participações em investimentos realizados em parceria com a concessionária. Para fins de elaboração do Balanço Patrimonial, os saldos destas obrigações foram deduzidos do ativo imobilizado, conforme Instrução do Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica.

16 – FORNECEDORES A composição do saldo da conta “Fornecedores” é a seguinte: Descrição Encargos de Uso da Rede Elétrica Suprimento de Energia Elétrica Furnas – Repactuação de Dívidas Materiais e Serviços Total do Circulante Total Geral Controladora 31.03.2010 13.842 13.842 13.842 31.12.2009 10.106 10.106 10.106 Consolidado 31.03.2010 12.717 59.706 45.868 118.291 118.291 31.12.2009 15.966 63.561 48.225 127.752 127.752

17 – TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS – CONSOLIDADO Descrição ICMS ISS IRPJ Retenções IRRF/CSLL/COFINS COFINS PIS CSLL INSS FGTS Outros Total 31.03.2010 30.050 829 4.034 2.674 5.669 1.321 678 2.077 460 429 48.221 31.12.2009 30.839 743 9.286 3.652 5.935 1.114 2.496 2.160 671 142 57.038

18 – CONTRIBUIÇÃO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA – CONSOLIDADO Representam os valores retidos nas faturas cobradas dos consumidores que ainda não foram repassados ao Governo do Distrito Federal. 19 – EMPRÉSTIMOS, FINANCIAMENTOS E ENCARGOS O saldo devedor dos empréstimos e financiamentos é assim demonstrado: Controladora Consolidado

Entidades ELETROBRÁS (Repactuação de dívida) ELETROBRÁS

Encargos

31.03.2010 31.12.2009 31.03.2010 31.12.2009 60.950 SELIC

Juros de 5% a 8% a.a. 59.212 acrescidos de 1% a 2% de taxa de administração.

Banco do BRASIL Banco do BRASIL (FCO) Banco do BRASIL (Finame) Banco Sofisa S.A Banco Mercantil do Brasil S.A CEF CEF BNDES Banco Safra CEB Lajeado Total Total do Circulante Total do Não Circulante 14.667 14.667 8.000 6.667

16.000 16.000 8.000 8.000

10.000 93.050 8.500 10.000 14.664 210.993 13.333 42.478 14.667 478.635 117.266 361.369

11.875 CDI + Juros de 1,57% ao ano. Juros de 10% a.a 94.656 atualização pela TJLP e Bônus de Adimplência de Juros de 4,5% a.a

CDI + juros de 0,65% (durante o período de utilização). CDI + juros de 0,65% 10.028 (durante o período de utilização). CDI + juros de 2,16% ao 214.747 ano. 15.833 CDI + juros de 0,32% ao mês. 36.778 10.000 TJLP + 1,72% ao ano.

CDI + juros de 0,65% (durante o período de utilização). 16.000 CDI+ Juros de 3,90% ao ano. 469.130 102.931 366.199

As obrigações são atualizadas pela variação monetária e pelos juros incorridos até as datas dos balanços, de acordo com os termos dos contratos. As dívidas de longo prazo consolidadas serão liquidadas até o ano de 2023 e possuem seus vencimentos anuais conforme cronograma a seguir: Consolidado ANO Valor 2011 68.588 2012 46.879 2013 45.879 2014 72.879 Após 2014 127.144 Total 361.369

20 – CONTINGÊNCIAS A Empresa é parte em ações trabalhistas, cíveis e fiscais em andamento, que envolvem responsabilidades contingenciais; após análise e quantificação dos riscos de cada uma, são

constituídas provisões para aqueles casos em que a probabilidade de perda é considerada provável, na opinião dos procuradores jurídicos da Empresa. CONTINGÊNCIAS 31.12.2009 CONSTITUIÇÃO ATUALIZAÇÕES BAIXA/REVERSÃO 31.03.2010 20.704 44 345 -1.587 19.506 15.420 1.611 339 -17 17.353 23.721 1.109 1.049 0 25.879 1.427 -1.228 199 61.272 2.764 1.733 -2.832 62.937

TRABALHISTAS CIVEL ANEEL Outros TOTAL

A Administração da Controladora e de suas controladas consubstanciada na opinião de seus consultores legais quanto à possibilidade de êxito nas diversas demandas judiciais, entende que as provisões constituídas registradas no balanço são suficientes para cobrir prováveis perdas com tais causas. 21 – BENEFÍCIOS A EMPREGADOS A Companhia é patrocinadora da FACEB – Fundação de Previdência dos Empregados da CEB, que tem por objetivo suplementar os benefícios assegurados pela Previdência Social aos empregados da CEB Distribuição S.A. e da FACEB e aos seus dependentes. Os planos oferecidos por intermédio da FACEB são: Plano de Benefícios CEBPREV (Contribuição Definida), Plano Complementar de Benefícios Previdenciais (Benefício Definido) e Plano Assistencial da CEB. a) Plano Complementar de Benefícios Previdências O Plano de Benefício 1 adota como regime nas reavaliações atuariais o de capitalização. Para fins de cumprimento à CVM no 371/2000, o método atuarial adotado é o Crédito Unitário Projetado. Em 31.12.2009, o Plano 1 contava com 1.903 participantes (1.909 em 31.12.2008), sendo 639 ativos, 208 autopatrocinados e 1.056 assistidos. a.1) Contrato de Dívida Atuarial Em 27 de dezembro de 2001, a Companhia Energética de Brasília – CEB, na qualidade de patrocinadora da Fundação de Previdência dos Empregados da CEB – FACEB, assinou contrato de parcelamento de contribuição suplementar para com essa Fundação, oriundo dos compromissos especiais assumidos em 1993. Esses compromissos decorrem das alterações ocorridas quando da implantação do Plano Complementar de Benefícios Previdências (aprovado pela Secretaria de Previdência Complementar em 1992), principalmente de verbas salariais introduzidas nas remunerações dos empregados da CEB e que passaram desde então a compor os salários de participação da FACEB, tais como: adicionais de periculosidade e penosidade, décimo quarto salário e participação nos lucros. Até aquele ano, as reservas correspondentes às citadas rubricas eram amortizadas pela CEB por meio do pagamento à FACEB de parcelas mensais extraordinárias ou quitação anual por período. Essa contribuição foi denominada “suplementar”, pois é uma contribuição adicional além da contribuição normal, e foi decorrente do custo do serviço passado dos empregados. As características dessa contratação e que foram incluídas no Regulamento do Plano, conforme descrevemos: encargos financeiros de 6% ao ano; correção monetária igual a variação INPC, capitalizadas mensalmente; prazo de amortização de 180 meses sucessivos. Demonstramos, a seguir, o montante atualizado, líquido das amortizações, até 31 de março de 2010:

Descrição Montante do Passivo Financeiro Circulante (*) Não Circulante

31.03.2010 125.256 77.568 47.688

31.12.2009 124.919 75.811 49.108

(*) Esses valores estão registrados na rubrica Benefícios Pós-Emprego Previdência Privada. Repasses efetuados à FACEB: Especificação Contribuição Patronal Contribuição de Participantes Total 1º Trimestre de 2010 Plano Plano Total Previdenci Assistenci al al 1.722 2.644 4.366 1.742 1.088 2.830 3.464 3.732 7.196 1º Trimestre de 2009 Plano Plano Total Previdenci Assistenci al al 1.573 1.831 3.404 1.873 1.093 2.966 3.446 2.924 Plano Assistencial Especificação 1 - Custo de serviço corrente (com juros) 2 - Juros sobre as obrigações atuariais 3 - Rendimento esperado dos ativos do plano 4 - Amortização dos ganhos ou (perdas) 5- Total da (despesa)/receita bruta 6- Contribuições esperadas dos participantes Total (5+6) 22 – PATRIMÔNIO LIQUÍDO 22.1 – Capital Social O Capital autorizado é de R$ 368.724, conforme art. 7º do Estatuto da Companhia, e o Capital Social subscrito e integralizado é de R$ 342.056, em 31 de dezembro de 2009 e de 2008. As ações são escriturais e sem valor nominal, sendo que as ações preferenciais de ambas as classes não têm direito a voto. A composição do Capital Social subscrito e integralizado por classe de ações e principais acionistas é a seguinte: Classe de Ações Ações Ordinárias Nominativas Ações Preferenciais Classe "A" Ações Preferenciais Nominativas classe "B" Total Fonte: Relações com Investidores da CEB. Quantidade de Ações 4.576.432 1.313.002 3.294.024 9.183.458 1º Trimestre de 2010 873 4.307 2.219 7.399 7.399 1º Trimestre de 2009 794 3.680 409 4.883 4.883 6.370

Efeitos no resultado do trimestre:

Acionistas Governo do Distrito Federal – GDF Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil – NOVACAP REGIUS – Sociedade Civil de Previdência Privada BRADESCO Capitalização S.A. OPPORTUNITY Lógica II FIA International Markets Investimento C. V Gas Canoy Dividendos FIA Fundo de Investimento de Ações IP Seleção Hatteras LLC Outros Total Fonte: Relações com Investidores da CEB

Quantidade de Ações % Ordinárias 4.085.364 89,27 150.473 3,29 97.380 2,13 57.340 1,25 44.600 0,98 29.800 0,65 19.600 0,43 2.964 0,06 2.658 0,05 86.253 1,89 4.576.432 100,00

23 – FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA FATURADA POR CLASSE Valor Descrição Fornecimento Residencial Industrial Comercial Rural Poder Publico Iluminação Pública Serviço Público Fornecimento Não Faturado Líquido (=) Fornecimento de Energia Elétrica (+-) Superávit Baixa Renda Receita (Reversão) Repôs. Tarifário Encargo de Capacidade Emergencial Consumo Próprio Total Geral 163.859 26.790 125.694 5.266 45.679 13.645 15.787 (6.012) 390.708 (7.504) 4 383.208 142.735 19.172 109.469 4.724 41.642 10.919 14.727 (5.373) 338.016 8.568 (3.184) 3 343.403 1º Trimestre de 2010 1º Trimestre de 2009

Fonte: Demonstrações Financeiras da CEB Distribuição S.A.

24 – REMUNERAÇÃO DOS ADMINISTRADORES Os custos com as remunerações e outros benefícios atribuídos ao Conselho de Administração/Conselho Fiscal e Diretoria da CEB são apresentados como segue: Benefícios de Curto Prazo 1º Trimestre de 1º Trimestre de 2010 2009 Conselho de Administração 68 83 Conselho Fiscal Diretoria Total 28 77 173 36 62 181

25 – TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS A CEB celebrou Contrato com a CEB Distribuição S.A. para Rateio/Ressarcimento de Despesas e Custos Diretos e Indiretos. Essas transações com partes relacionadas são praticadas em condições normais de mercado, vigentes nas respectivas datas e não envolvem riscos anormais de recebimento. A relação de suas participações em empresas coligadas e controladas está demonstrada na Nota 3. , Sumário das transações com partes relacionadas Os saldos das operações ativas e passivas da CEB com as partes relacionadas no período são os seguintes: Controlador Ativos Juros Sobre Capital Próprio - JCP Dividendos a Receber Valores a Receber Total Passivos Dividendos a Pagar Valores a Pagar a Sociedades Controladas Total 3.398 3.398 48 48 3.398 48 3.446 435 435 Coligadas Controladas 31.03.2010 31.12.2009 Total Total 7.448 14.694 4.162 26.304 7.448 18.194 3.845 29.487

4.162 4.162

215 215

7.448 14.479 21.927

O valor das principais despesas e receitas entre partes relacionadas no período está demonstrado a seguir: Controlador Despesas Controladas 1º Trimestre de 1º Trimestre de 2010 2009

Despesas de Pessoal Despesas Administrativas Diversas Total Receitas Rendas de Prestação de Serviços Outras Receitas Operacionais Total

-

1.249 11 1.260

1.249 11 1.260

1.131 1.131 -

11.845 11.845

-

11.845 11.845

6.279 6.279

As principais naturezas e transações estão descritas como segue: Despesas de Pessoal – Refere-se ao ressarcimento dos custos relativos ao pessoal cedido pela Controlada CEB Distribuição S.A.. Despesas Administrativas Diversas – Refere-se basicamente ao pagamento do contrato de locação celebrado com a CEB Distribuição S.A.. Rendas de Prestação de Serviços – Corresponde à receita proveniente dos Contratos de Manutenção e Obras do Sistema de Iluminação Pública do Distrito Federal. 26 – INSTRUMENTOS FINANCEIROS A utilização de instrumentos financeiros pela Companhia está restrita a Disponibilidades, Consumidores, Concessionárias e Permissionárias, títulos de Créditos a Receber e Empréstimos e Financiamentos. Considerações gerais: Em 31 de março de 2010 os principais instrumentos financeiros estão descritos a seguir: ● Numerário disponível – está representado ao seu valor de mercado, que equivale ao seu valor contábil; ● Aplicações financeiras – são classificadas como destinadas a negociação. O valor de mercado está refletido nos valores registrados nos balanços patrimoniais. ● Consumidores, Concessionárias e Permissionárias e Títulos de Créditos a Receber – decorrem diretamente das operações das controladas, são classificados como mantidos até o vencimento, e estão registrados pelos seus valores originais, sujeitos a provisão para perdas e ajuste a valor presente, quando aplicável. ● Empréstimos, Financiamentos e Encargos – são classificados como passivos financeiros não mensurados ao valor justo e estão contabilizados pelos seus valores contratuais. Os valores de mercado destes empréstimos são equivalentes aos seus valores contábeis, por se tratarem de instrumentos financeiros com características exclusivas oriundas de fontes de financiamento especificas para investimento em distribuição de energia. 26.1 – Fatores de Risco O resultado das operações da CEB Distribuição S.A. pode ser afetado significativamente pelo fator de risco de mercado, taxa de câmbio (dólar norte-americano), em virtude de a Companhia adquirir parte do suprimento de energia elétrica com pagamento nessa moeda estrangeira. 26.2 – Análise de Sensibilidade

A Companhia desenvolveu análise de sensibilidade, conforme determinado pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM através da Instrução CVM nº 475, de 17.12.2008, que requer sejam apresentados mais dois cenários com deterioração de 25% e 50% da variável de risco considerada. A Empresa estima que a taxa de CDI em 31.03.2011 será de 11,25% (cenário de um ano), diante disso, fez uma análise dos efeitos nos Empréstimos e Financiamentos advindos de uma alta na taxa de CDI em relação a 31 de março de 2010, cenários que consideramos como possível e remoto, respectivamente. Nesses cenários possível e remoto, a taxa do CDI em 31 de março de 2011 seria de 14,06% e 16,88% respectivamente. Risco Alta na Taxa do CDI Efeito Líquido da variação do CDI Base 273.657 Cenário Provável Cenário Possív el 304.443 312.133 (38.476) Cenário Remot o 319.850 (46.193)

(30.786)

Os demais empréstimos foram contratados com taxas pré-fixadas, dessa forma não foram objeto de avaliação no quadro acima.

27 – SEGUROS Os bens móveis e imóveis compostos por equipamentos, máquinas, ferramentas, móveis e utensílios e demais instalações relacionadas à UPA – Usina Hidrelétrica do Paranoá e aos prédios administrativos, operacionais, laboratórios e subestações de distribuição – componentes do Ativo Imobilizado da CEB Geração S.A. e da CEB Distribuição S.A., conforme os critérios de riscos constantes de relatório técnico – estão cobertos, até 02 de dezembro de 2010, por contrato de seguro para riscos nomeados contra incêndio, raio, explosão e danos elétricos, cujo custo do premio foi de R$ 1.698.

Os bens das Usinas Luís Eduardo Magalhães, Queimado, Corumbá III e Corumbá IV também estão devidamente segurados. Os componentes dessa nota explicativa não compõem o escopo de trabalho dos nossos Auditores Independentes.

CARLOS ANTONIO LEAL Diretor-Presidente

FRANCISCO TOLEDO WATSON Diretor de Relações com Investidores

FABIANO CARDOSO PINTO Diretor

ROBERTSON MOREIRA DE SÁ Diretor

VALDAIR TAVARES DA FONSECA Contador CRC – DF 8.269/0

You're Reading a Free Preview

Download
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->