Gestão de Conforto Ambiental em Edificações Sustentáveis

Unidade III Conforto Acústico
Prof. D.Sc. Ludmila Rodrigues de Morais

Tópicos Abordados
• • • • Conceitos básico Ouvido humano Pressão, Potência, Intensidade e Nível Isolamento acústico (ruído aéreo e de impacto) • Propagação do som ao ar livre

CONCEITOS BÁSICOS

Acústica Arquitetônica
• Antigamente se limitava apenas a alguns tipos de construções – igrejas, teatros e escolas • Últimos anos – todos os ambientes construídos • Projeto Acústico
– Cada ambiente um caso específico – Basear nas leis da física (som segundo seus aspectos físicos e propagação) – Estudar e pesquisar cada ambiente – Estudar e pesquisar cada material a ser utilizado – Transição entre o projeto e execução

• Função do Arquiteto
– Criar e projetar de forma clara – Selecionar, dispor dimensionar, detalhar criteriosamente cada material do projeto

Raes diz que o arquiteto deve promover os meios para que todos os executantes tenham os “seus instrumentos perfeitamente afinados e a realização resulte harmoniosa”, como se fosse o arquiteto o regente de uma orquestra.

O tratamento acústico compreende 3 etapas distintas e indispensáveis para um bom resultado:
– Isolamento acústico – Estudo geométrico da sala – Tempo de reverberação

• Projetos acústicos não estão isentos de incertezas:
– Dúvida quanto a qualidade efetiva dos materiais – Simplificação nos estudos teóricos dos problemas – Há diferença entre projeto e obra acabada – Ensaios e medidas acústicas no local antes de concluir a obra → correções necessárias

Som x Ruído
O SOM O RUÍDO

- agradável (música, conversa) - útil (telefone, buzina)

Incômodo Subjetividade

ex: música clássica de madrugada (incômodo?) som de carros de corrida (agradável? adepto de competições)

Som
• Senso Comum
– Som é tudo aquilo que ouvimos

Física
– Som é uma forma de energia vibratória que se propaga em meios elásticos

• •

O som propaga-se no meio através da vibração de partículas do meio em torno da posição de equilíbrio. Som no ar pode ser definido como uma variação da pressão em relação à pressão atmosférica detectável pelo sistema auditivo

- A menor variação de pressão detectável pelo ouvido humano é da ordem dos 2x10-5

• Psicologia
– Som é uma sensação inerente a cada indivíduo

• Fisiologia
– Se preocupa com a maneira que o som percorre as vias auditivas até atingir o cérebro

• Muitos corpos podem servir de fonte sonora, para isto ele precisa ser capaz vibrar ou oscilar • Depende das propriedades físicas inerentes a cada corpo: massa e elasticidade

Onda sonora
• É uma onda produzida por uma fonte ou elemento vibrador que quando estimulado é capaz de produzir perturbações ou variações na densidade do meio ao seu redor, como conseqüência do aumento ou diminuição da pressão sonora.

• É mecânica – depende de um meio para se propagar

• É tridimensional

• Propagação do som no ar

• A onda sonora se caracteriza por:
– Freqüência – Amplitude – Velocidade do som – Comprimento de Onda

Freqüência
– Nome dado ao número de ciclos que as partículas materiais realizam em um segundo – É a taxa pela qual a fonte sonora vibra em Hz

– Sons Graves / Médios / Agudos – Espectro em frequência

Infrasons < 20 Hz - 200 a 2.000 Hz - 20.000 Hz < ultrasons GRAVES MÉDIOS AGUDOS

Programa :Wave Tool Cd sons por frequência

Bandas de oitava
63Hz 125Hz 250Hz 500Hz 1000Hz 2000Hz 4000Hz 8000Hz 1600Hz

Bandas de 1/3 de oitava
63Hz 630Hz 6300Hz 80Hz 800Hz 8000Hz 100Hz 1000Hz 10000Hz 125Hz 1250Hz 12500Hz 160Hz 1600Hz 16000Hz 200Hz 2000Hz 20000hz 250Hz 2500Hz 25000Hz 315Hz 3150Hz 31500Hz 400Hz 4000Hz 40000Hz 500Hz 5000Hz 50000Hz

• Amplitude
– É a medida do afastamento das partículas materiais de sua posição de equilíbrio

– Sons fracos / sons fortes – Nível Sonoro / decibel (intensidade sonora)

• Velocidade de Propagação
– A celeridade ou velocidade de propagação do som no ar é, praticamente, a mesma para todas as freqüências, porém ela varia de acordo com o meio de propagação. Alguns exemplos:

PROPAGAÇÃO DO SOM NO MEIO SÓLIDO
MATERIAIS aço concreto tijolo Rochas, alvenarias Madeira Vidro cortiça VELOCIDADE DA ONDA

PROPAGAÇÃO DO SOM NO MEIO FLUIDO
MATERIAIS VELOCIDADE DA ONDA 1.434 m/s 405 m/s 1.504 m/s 340 m/s 347 m/s 345 m/s

4990 m/s 3500 m/s 2300 m/s 2.500 m/s 4.000 m/s 5000 m/s 430 m/s água Vapor d’água Água do mar ar Ar úmido (70%) a 200 C Ar seco (a 200 C)

•Onda plana
- Se parássemos o tempo e víssemos a distribuição de pressão no espaço

- Comprimento de onda grande

- Comprimento de onda pequeno

– Quanto mais alta a freqüência, menor o comprimento de onda e vice-versa. – Geralmente considerem-se os comprimentos de onda dos sons no ar, adotando c = 340 m/s. – Exemplo de valores de comprimentos de onda em função da freqüência.
f(Hz) λ(m) 20 17,25 50 7,9 100 3,45 200 1,725 500 0,79 1000 2000 5000 0,345 0,173 0,079

– Ver programa WAVE TOOL

• Som simples
– Emitido por um instrumento musical simples (ex.: diapasão) – Suas vibrações podem ser registradas por qualquer processo – Apresenta forma de uma curva periódica, regular, sinusoidal

• Sons complexos
– São emitidos pelos instrumentos musicais – Originário de um som puro dotados de freqüências mais elevadas e cujo número de vibrações é múltiplo do fundamental

• Qualidade da onda sonora
– Altura, Intensidade e Timbre

• Altura:
– Relacionada com a freqüência da onda sonora (não a intensidade sonora) – Permite classificá-la de grave a agudo

• Intensidade
– Relacionada a amplitude sonora, a pressão efetiva e sua energia transportada – Permite classificá-la de varia de fraco a forte

• Timbre
– Relacionado com a qualidade do som e sim da fonte sonora – Permite diferenciar a fonte sonora

• Tipos de onda sonora
– A onda sonora pode ser classificada de acordo com número de freqüências presentes nela, em senoidal ou complexa e periódica ou aperiódica

Onda Senoidal
– Resulta de um movimento harmônico simples – Origina o som puro, composto de uma só freqüência

• A onda sonora pode ser classificada de acordo com a presença ou ausência de periodicidade em:
– Onda Periódica
• Repete em iguais intervalos de tempo • Teorema de Fourier - onda complexa é a soma de um número de ondas senoidais simples somadas

– Onda Aperiódica
• Falta de periodicidade • Movimento vibratório → aleatório • Comuns no dia-a dia
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Ruído
• Todo som pode ser considerado um ruído • Sua classificação é muito subjetiva e sua distinção se refere ao fato de ser ou não desejável • Fisicamente – ruído é um sinal aperiódico, originado da superposição de vários movimentos de vibração com diferentes freqüências as quais não apresentam relações entre si.
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• O ruído pode ser classificado segundo sua intensidade em:
– Contínuo
• Há variações desprezíveis (até 3dB) durante o período de observação

– Intermitente
• Há variações continuamente de um valor apreciável (+ 3dB) durante o período de observação

– Impacto ou impulsivo
• Apresenta dois picos de energia acústica de duração inferior a um segundo.
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• RUÍDO - Está presente em praticamente todos os instantes da nossa vida
– “Subproduto” do desenvolvimento – Pode acarretar Perda Auditiva dependendo do:
• Nível de pressão sonora e • Tempo de exposição do indivíduo

– Surdez – Irritação e Stress – Perturbações na vida diária das pessoas (social e familiar)
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• Aumento generalizado das fontes produtoras de ruído (subproduto do desenvolvimento) • Tendência de crescimento das cidades

Importância crescente da acústica na atualidade
• Aumento das exigências de conforto/saúde – Aumento da qualidade de vida • Ao nível da saúde – Problemas auditivos – Problemas Psíquicos – Problemas Fisiológicos • Efeitos negativos no desempenho (trabalho, aprendizagem) • Aumento das exigências de saúde no trabalho

Efeitos do Ruído
Aumento da produção Hormônios da tireóide Aumento da produção de adrenalina e corticotrofina Contração de vasos sanguíneos Dilatação da pupila Aumento do ritmo de batimento cardíaco

Contração do estômago e abdomen Reação muscular

Exposição a elevadas intensidades de ruído causam:
Irritação / Falta de concentração / Surdez

RUÍDOS NOS EDIFÍCIOS
Fontes exteriores ao edifício
• • • • • Tráfego rodoviário Tráfego ferroviário Tráfego Aviões Atividades comerciais Atividades industriais

Fontes interiores ao edifício
• Comunicação oral • Televisores; aparelhagens • Atividades levadas a termo pelos moradores (passos; queda de objetos, etc) • Maquinaria diversa: Elevadores; canalização; sistemas de ventilação e de ar condicionado; máquinas de lavar

OUVIDO HUMANO

• Sistema sensível, delicado, completo e discriminativo • Permite perceber e interpretar o som • Transdutor – transforma vibração em sinais elétricos • Pode ser dividido em três diferentes partes:
– Ouvido Externo – Ouvido Médio – Ouvido Interno

• Ouvido Externo
– Composto por 3 elementos – pavilhão da orelha, tubo ou canal auditivo e tímpano – Pavilhão da orelha – forma afunilada – Tímpano – membrana côncava

• Ouvido Médio
– Composto por 3 ossículos – martelo, bigorna e estribo- janela oval, janela circular e Trompa de Eustáquio – Atua como amplificador através dos ossículos – Contém importantes elementos para proteger o sistema de audição - Trompa de Eustáquio

• Ouvido Interno
– Transmite as informações por nervos até o cérebro – Cóclea
• Colhe as informações • Ondas percorrem distâncias diferentes, com diferentes tempos de atraso
– Distinção das freqüências

• Percepção e direcionalidade do som
– Diferença de tempo que o som chega em um ouvido ou no outro – Informa direção de chegada (fácil localização da fonte)

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Faixa de Audição Humana e Sensibilidade do Ouvido
• Onda sonora audível
– Varia conforme a intensidade e a freqüência (0 a 120 dB) – Freqüência audível de 20 Hz a 20.000 Hz

Gráfico de Audibilidade
– Percepção média de indivíduos com percepção normal – Escala logarítmica – Nível 0 dB → freqüência 1.000 Hz


– Limiar de percepção – Sensibilidade máxima → 3.000 Hz – Limiar da dor – varia conforme a freqüência de 110 dB a 140 dB

• Curiosidade
– Limites de audibilidade humana: 20 a 20.000 Hz – Limites de audibilidade do cachorro: 120 a 50.000 Hz – Limites de audibilidade do morcego: 50 a 100.000 Hz

Memória Musical

Músicas

Curva de Ponderação – curvas A, B e C

• Tabela de correção de ponderação A, B e C
Freqüência (Hz) Curva A (dB(A)) Curva B (dB(B)) Curva C (dB(C)) 31,5 -39,4 -17,1 -3 40 -34,6 -14,2 -2 50 -30,2 -11,6 -1,3 63 -26,2 -9,3 -0,8 80 -22,5 -7,4 -0,5 100 -19,1 -5,6 -0,3 125 -16,1 -4,2 -0,2 160 -13,4 -3 -0,1 200 -10,9 -2 0 250 -8,9 -1,3 0

Freqüência (Hz) Curva A (dB(A)) Curva B (dB(B)) Curva C (dB(C))

315 -6,6 -0,8 0

400 -4,8 -0,5 0

500 -3,2 -0,3 0

630 -1,9 -0,1 0

800 -0,8 0 0

1000 0 0 0

1250 0,6 0 0

1600 1 0 -0,1

2000 1,2 -0,1 -0,2

2500 1,3 -0,2 -0,3

Freqüência (Hz) Curva A (dB(A)) Curva B (dB(B)) Curva C (dB(C))

3150 1,2 -0,4 -0,5

4000 1 -0,7 -0,8

5000 0,5 -1,2 -1,3

6300 -0,1 -1,9 -2

8000 -1,1 -2,9 -3

10000 -2,5 -4,3 -4,4

12500 -4,3 -6,1 -6,2

16000 -6,6 -8,4 -8,5

20000 -9,3 -11,1 -11,2

PRESSÃO, POTÊNCIA , INTENSIDADE E NÍVEIS

Pressão Sonora (P)
• Serve de base no estudo dos sons – “pressão acústica ou sonora” (P) • A pressão sonora audível varia conforme é mostrado abaixo: • Valores de referência
– Pressão mínima audível 2 x 10-5 N/m2
• Já provoca sensação auditiva

– Pressão máxima acústica audível 20 N/m2

2 x 10-5 < P < 20 (N/m2)

Nível de Pressão Sonora (LP)
• Nível – sinônimo de decibel • O nível de pressão sonora de um som de pressão de raiz quadrada P é definido por:
2

P L p = 20 log P  0

 P  = 10 log  P   0

   

Onde: P0 = Pref = 2 x 10-5 Pa (N/m2) (nível de pressão sonora de referência) LP é a quantia que é realmente medida quando um microfone é colocado em um campo de som

Não é prático a utilização da pressão sonora à gama de pressões audíveis (faixa muito grande de variações)

Nível Sonoro em decibel

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Potência Sonora
• Energia acústica emitida por uma fonte • É uma característica da fonte sonora • Valor absoluto, isto é, não é afetado pelo ambiente (quantidade de energia acústica produzida por unidade de tempo). • Potência = Intensidade x Área
Orquestra Avião a jato (decolando) Voz humana 10W 1000Kw 1mW

• Unidade = W (Permite a caracterização quantitativa (Watt) das fontes sonoras)

Potência elétrica - Temperatura

Potência acústica – Pressão sonora

• Aparelhos de som 75W→ Potência de energia e não potência sonora

Nível de Potência Sonora (LW)
• O nível de potência sonora (LW) é uma medida de carga de energia de uma fonte sonora. O LW é definido por:
W  LW = 10 log W    0

Onde
W0 = 10-12W (potência acústica de referência) W = potência acústica da fonte LW expresso em dB

Intensidade
• Permite distinguir sons fortes ou fracos
– Relação com a energia das oscilações que são provocadas no ouvido do observador

• A intensidade física do som decresce com a distância da fonte sonora
– “altura” do som não se altera ao longo da propagação (grave ou agudo) desde que a fonte e o receptor estejam parados

• Determina para cada ponto do espaço por onde passam ondas sonoras e onde podem elas ser captadas por um ouvido humano ou um receptor mecânico (microfone, por exemplo)

P 2x10 Pa

I 1 W/m2

Bell 12

dB 120

2x10-5 Pa

10-12 W/m2

0

0

• Escala logaritma de intensidade ou níveis em dB
– Adota-se para “origem dos níveis” ou nível zero (“zero decibel”), o limiar de percepção do ouvido humano médio para a freqüência de 1000Hz. – O valor eficaz da pressão acústica atribuído a esse limiar, conforme observações experimentais, é : P0 = 0,00002 newton/m2 = (0,0002 bária ou microbar)

Nível de Intensidade Sonora (LI)
• Nível de Intensidade e sonoridade. Sensação psicológica de sonoridade (volume do som) varia aproximadamente com o logaritmo da intensidade e não com a própria intensidade. • O nível de intensidade sonora (LI) de uma intensidade de som, I é definido por:
 I L I = 10 log I  0  P  = 10 log  P   0  P  = 20 log  P   0
2

   

Onde
I0 = Iref = 10-12 W/m2 (intensidade de referência) LI expresso em dB

Nível sonoro 130 – 140 dB

Descrição Perigo de ruptura do tímpano - Avião a jato a 1m - Fogo de artilharia - Avião a pistão a 3m - Broca pneumática -Indústria muito barulhenta - Orquestra sinfônica - Rua barulhenta - Aspirador - Rua de ruído médio - Pessoa falando a 1m - Rádio com volume médio - Escritório de ruído médio - Restaurante calmo - Sala de aula (ideal) - Escritório privado - Conversa - Quarto de dormir - Movimento da folhagem - Estúdio de rádio - Deserto ou região polar sem vento - Respiração normal

Sensações médias Insuportável (por longo tempo)

100 - 120dB

Muito ruidoso

80 -

90dB

Ruidoso

60 -

70dB

Moderado

40 -

50dB

Calmo

10 -

30dB

Silencioso

0-

10dB

Muito silencioso
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ADIÇÃO DE NÍVEIS SONOROS
60dB+60dB=120?????

L1+L2=10log(10L1/10+10L2/10)

• Soma dB
LpT = 10 log(10
L1 10

+ 10

L2

10

+ ... + 10

Ln

10

)

• Usando ordens diferentes de adição podem dar resultados que diferem em 1dB, no qual normalmente não é tão significante. Contudo, para achar com grande precisão, deve-se combinar logaritmicamente os decibels.

LP = 10 log(10 L1 10 + 10 L2 10 + ...) LP = 10 log(103, 4 + 10 4,1 + 10 4,3 + 105,8 ) LP = 10 log(6,6 x105 ) LP = 58,2dB
– O método simplificado pode ser usado para checar as respostas.

Diferença de Adicionar ao maior valor

0 ou 1 3

2 ou 3 2

4 até8 1

9 ou 10 0,5

>11dB 0

34 41 43 58 34 58 41 43

41 – 34 = 7 → soma 1 ⇒ 41 + 1 = 42 58 – 42 = 16 → soma 0 58 + 0 = 58dB

58 – 43 = 15 → soma 0 ⇒ 58 + 0 = 58

58 – 34 = 24 → soma 0 ⇒ 58 + 0 = 58 58 – 45 = 13 → soma 0 58 + 0 = 58dB

43 – 41 = 2 → soma 2 ⇒ 43 + 2 = 45

Soma de níveis para fontes idênticas
Nº de fontes idênticas Decibel para adicionar em um nível 2 3 4 5 6 7 8 10 15 20 50 100 3 5 6 7 8 8 9 10 12 13 17 20

(10 log x) usa-se 10 log n, onde n é o número de fontes idênticas: n = 2 onde 10 log (2) = 3 n = 10 onde 10 log (10) = 10

Exemplo 1
Numa determinada fábrica registrou-se num, determinado ponto, um nível sonoro de 30 dB com a máquina A ligada, e, nesse mesmo ponto 60 dB quando a máquina B estava ligada, mas separadamente. Qual o nível sonoro nesse ponto, quando A e B simultâneo? estão a funcionar em

Exemplo 1
Numa determinada fábrica registrou-se num, determinado ponto, um nível sonoro de 30 dB com a máquina A ligada, e, nesse mesmo ponto 60 dB quando a máquina B estava ligada, mas separadamente. Qual o nível sonoro nesse ponto, quando A e B simultâneo? estão a funcionar em

60 30

60 – 30 = 30 → soma 0 ⇒ 60 + 0 = 60dB

Exemplo 2
Numa determinada fábrica registrou-se num, determinado ponto, um nível sonoro de 45 dB com a máquina A ligada, e, nesse mesmo ponto 60 dB quando a máquina B estava ligada, mas separadamente. Qual o nível sonoro nesse ponto, quando A e B simultâneo? estão a funcionar em

Exemplo 2
Numa determinada fábrica registrou-se num, determinado ponto, um nível sonoro de 45 dB com a máquina A ligada, e, nesse mesmo ponto 60 dB quando a máquina B estava ligada, mas separadamente. Qual o nível sonoro nesse ponto, quando A e B simultâneo? estão a funcionar em

60 15

60 – 15 = 15 → soma 0 ⇒ 60 + 0 = 60dB

Exemplo 3
Numa determinada fábrica registrou-se num, determinado ponto, um nível sonoro de 58 dB com a máquina A ligada, e, nesse mesmo ponto 60 dB quando a máquina B estava ligada, mas separadamente. Qual o nível sonoro nesse ponto, quando A e B simultâneo? estão a funcionar em

Exemplo 3
Numa determinada fábrica registrou-se num, determinado ponto, um nível sonoro de 58 dB com a máquina A ligada, e, nesse mesmo ponto 60 dB quando a máquina B estava ligada, mas separadamente. Qual o nível sonoro nesse ponto, quando A e B simultâneo? estão a funcionar em

60 58

60 – 58 = 2 → soma 2 ⇒ 60 +20 = 62dB

Exemplo 4
Numa determinada fábrica registrou-se num, determinado ponto, um nível sonoro de 60 dB com a máquina A ligada, e, nesse mesmo ponto 60 dB quando a máquina B estava ligada, mas separadamente. Qual o nível sonoro nesse ponto, quando A e B simultâneo? estão a funcionar em

Exemplo 4
Numa determinada fábrica registrou-se num, determinado ponto, um nível sonoro de 60 dB com a máquina A ligada, e, nesse mesmo ponto 60 dB quando a máquina B estava ligada, mas separadamente. Qual o nível sonoro nesse ponto, quando A e B simultâneo? estão a funcionar em

60 60

60 – 60 = 0 → soma 3 ⇒ 60 + 3 = 63dB

SUBTRAÇÃO DE NÍVEIS SONOROS
- Para se determinar o nível sonoro provocado apenas por uma fonte (ou conjunto de fontes) quando se conhecem os níveis global e parcial resultantes da emissão de totalidade das fontes sonoras com excepção daquela que é desconhecida. - Este tipo de situação ocorre com frequência na indústria quando se pretende saber qual a contribuição de cada máquina para o ruído global.

• Subtração dB
– O método também pode ser usado para subtrair valores de decibels. Tem que subtrair o valor achado do maior valor.
LpT = 10 log(10
Li 10

− 10

L2

10

)

Subtração de níveis
Diferença entre os níveis 0 1 2 3 4 ou 5 6a9 10 ou mais Subtrair do maior valor 10 ou mais 7 4 3 2 1 0

ISOLAMENTO ACÚSTICO

• Absorção extra
– Reduz a intensidade reverberante, ajudando no isolamento
• Redução pequena em comparação ao isolamento

• Isolamento contra
– Ruído aéreo – ruído “originado” pelo ar – Ruído de impacto – passos, batidas no fechamento, etc.

Níveis de ruídos (dB(A)) – ABNT 10152
Locais
Hospitais Apartamentos, Enfermarias, Berçários, Centros Cirúrgicos Laboratórios, Áreas para uso do público Serviços Escolas Bibliotecas, Salas de música, Salas de desenho Salas de aula, Laboratórios Circulação Hotéis Apartamentos Restaurante, Salas de estar Portaria, Recepção, Circulação Residências Dormitórios Salas de estar

dB (A)
35 – 45 40 – 50 45 – 55 35 – 45 40 – 50 45 – 55 35 – 45 40 – 50 45 – 55 35 – 45 40 – 50

Locais
Auditórios Salas de concertos, Teatros Sala de conferencia, Cinema, Sala de uso múltiplo Restaurantes Escritórios Salas de reunião Salas de gerência, Salas de projetos e de administração Salas de computadores Salas de mecanografia Igrejas e Templos (Cultos meditativos) Locais para esporte Pavilhão fechado para espetáculos e atividades esportivas

dB (A)
30 – 40 35 – 45 40 – 50 30 – 40 35 – 45 45 – 65 50 – 60 40 – 50

45 – 60

Notas: a) O valor inferior da faixa representa o nível sonoro para conforto, enquanto que o valor superior significa o nível sonoro aceitável para a finalidade. b) Níveis superiores aos estabelecidos nesta Tabela são considerados de desconforto, sem necessariamente implicar risco de dano à saúde.

Isolamento a sons aéreos

-Principais elementos responsáveis pela transmissão do ruído aéreo: - Janelas, portas, paredes, pisos, tectos, frestas e fendas - A transmissão do ruído aéreos resulta da vibração dos elementos construtivos

Avaliação do isolamento sonoro em laboratório

- Avaliação do isolamento sonoro considera a transmissão por via direta (apenas através da divisória) -Determinação da curva de redução sonora em bandas de terços de oitava - (100Hz - 5000 Hz)

Isolamento sonoro
Painel simples

A transmissão do ruído aéreo é controlada essencialmente pela massa

Parede

Divisória

Pavimentos

Índices de redução de ruído dos materiais

TABELA DE ISOLAMENTO - PAREDE
55dB - 45cm de tijolo maciço ou pedra - 23cm de tijolo maciço, rebocado - 18cm de concreto agregado miúdo - 30cm de concreto com agregado graúdo, rebocado - Duas placas de concreto celular de 7.5cm, rebocado, com câmara de ar não menor de 7.5cm, com grampos “borboleta” ou nenhum - 12cm de tijolo maciço, rebocado - 10 cm de concreto com agregado miúdo - 20cm de concreto com agregado graúdo, rebocado - Duas placas de concreto celular de 5cm, rebocado, com câmara de ar não menor de 2.5cm, com grampos “borboleta” - 7.5cm de concreto celular, rebocado dos dois lados - 5cm de concreto agregado miúdo - 5cm de concreto celular, rebocado dos dois lados - 5cm de tijolo furado, rebocado dos dois lados - Estuque (3 camadas) dos dois lados de sarrafos de 10cm - Painel de duas placas de compensado de madeira ou fibra compensada, de ¼ “, sobre sarrafos de 6cm, com 5cm de lã de vidro nas cavidades - Estucado de gesso sobre malha, 1.8cm dos dois lados de sarrafos de 10cm - Estucado de gesso sobre malha, 1.8cm sobre marco de madeira Placa de polpa de madeira aglomerada de ½ “, dos dois lados de um marco de madeira

50dB

45dB

40dB

35dB

30dB 25dB 20dB

TABELA DE ISOLAMENTO – JANELAS E PORTAS - Duas portas de 5 cm de madeira maciça, com todas as frestas adequadamente seladas, conjuntamente com uma câmara de ar - Janela dupla de vidros de 3mm, separados por 20cm, bem seladas, com absorvente no marco interior entre os vidros (usar placas de vidro de 6mm para melhor isolamento de sons graves) - Janela dupla de vidros de 3mm, separados por 10cm, bem seladas, com absorvente no marco interior entre os vidros - Janelas duplas móveis de vidro de 3mm, em marcos de madeira ou metal separados por 20 cm, fechadas, mas não seladas, com absorventes no marco interior entre os vidros - Duas portas compostas (ocas, com compensado de madeira ou fibra prensada de 3mm de cada lado) com frestas seladas e câmara de ar - Janela de placa de vidro de 6mm, todas as bordas seladaS - Porta maciça de 5 cm, todas as bordas seladas - Janela de placa de vidro de 3mm, todas as bordas seladas - Porta maciça de 5 cm, com frestas normais nos cantoS - Janela simples de vidro de 3mm sobre marco de madeira ou metal, normalmente fechada porém não selada - Duas portas compostas (ocas, com compensado de madeira ou fibra prensada de 3mm de cada lado) com frestas seladas - Duas portas compostas (ocas, com compensado de madeira ou fibra prensada de 3mm de cada lado) com frestas normais nos cantos

45dB

35dB

30dB 25dB

20dB

15dB

Nota: estes valores estimativos referem-se a isolamento de paredes entre habitações. Para o isolamento entre uma habitação e um ruído ao ar livre, o isolamento geral deve ser reduzido em 5dB.

TABELA DE ISOLAMENTO - ENTREPISOS
- Laje de concreto de 18 cm, rebocada no teto, com qualquer acabamento do piso -Entrepiso de concreto, rebocado no teto, com piso flutuante de madeira ou material afi - Entrepiso de concreto, com forro pesado livremente suspenso e qualquer acabamento no piso - Entrepiso de concreto, rebocado no teto com 5 cm de argamassa leve por cima - Entrepiso de vigas de madeira, com assoalho flutuante, forro estucado e 5cm de argamassa de cal e areia diretamente sobre o forro, apoiada em paredes grossas -Entrepiso de concreto rebocado no teto com qualquer acabamento de piso - Entrepiso de vigas de madeira. Piso de tábua macho-fêmea, com forro estucado e 5cm de argamassa de cal e areia diretamente sobre aquele - Entrepiso de viga de madeira, assoalho flutuante, forro estucado e 7,5cm de lã de rocha (ou similar) diretamente sobre o forro apoiada em paredes grossas -Entrepiso de vigas de madeira. Piso de tábua macho-fêmea, forro de gesso de 2cm sobre malha de 7,5cm de lã de rocha (ou similar) diretamente sobre o forro - Entrepiso de vigas de madeira. Piso de tábua macho-fêmea e forro estucado - Entrepiso de vigas de madeira, com assoalho flutuante e 2cm de forro de gesso sobre malha - Entrepiso de vigas de madeira, assoalho de tábua macho-fêmea e forro de gesso de 2cm sobre malha - Entrepiso de vigas de madeira, assoalho de tábua macho-fêmea e forro de gesso de 2cm sobre malha, juntas preenchidas e coladas com papel - Entrepiso de vigas com assoalho simples e forro de gesso de 1,8cm sobre malha, juntas preenchidas e coladas com papel - Entrepiso de vigas de madeira com assoalho de tábuas macho-fêmea sem forro

50dB

45dB

40dB

35dB 30dB 25dB 20dB

Material
Alvenaria de tijolo maciço (espessura de 10 cm) Alvenaria de tijolo maciço (espessura de 20 cm) Alvenaria de tijolo maciço (espessura de 30 cm) Alvenaria de tijolo maciço (espessura de 40 cm) Alvenaria de tijolo furado (espessura de 25 cm) Chapa de fibra de madeira tipo “Soft-board” (espessura de 12 mm) Chapa de fibra de madeira tipo “Soft-board”, com camada de ar intermediária de 10 cm Chapas ocas de gesso (espessura de 10 cm) Compensado de madeira (espessura de 6 mm) Compensado de madeira (espessura de 6 mm) duas placas com camada de ar intermediária de 10cm Concreto – laje entre pavimentos Vidro de janela (espessura de 2 a 4 mm) Vidro grosso (espessura de 4 a 6 mm) Vidro de fundição (espessura de 3 a 4mm) uma placa Vidro de fundição (espessura de 4 a 6mm) duas placas com camada de ar intermediária

Isolamento acústico a 500Hz (dB) 45 50 53 55 10 18 30 24 20 25 68 20 a 24 26 a 32 24 36

• Nota: Supõe-se um piso de concreto com não menos de 220kg/m2 de peso médio. Este valor inclui pisos com cerâmica oca ou unidades de concreto (ou pré-moldados), sempre que as vigas estejam integradas na estrutura, enchendo o piso de concreto. Não estão incluídas lajes livremente apoiadas em vigas não integradas, exceto, quando as próprias lajes pesem pelo menos 220kg/m2 , incluindo qualquer agregado.

Projeto de Isolamento Acústico
Planejamento
Escolha do local Projeto do edifício Vizinhança Ruas Definição da posição em planta

Som deveria ser representado nos desenhos
Em forma de mancha preta de uns 50 metros ou mais de diâmetro – não haveria descuido

Enclausuramento

Fonte

Enclausuramento

Atenuador Acústico

Veneziana Acústica

• Evitar ter que projetar sistemas altamente isolantes quando a construção já estiver começada ou acabada → remendos • Separar com a maior distância possível as fontes de ruído das áreas que precisam de silêncio; • Projetar edifícios ou locais que não sejam particularmente suscetíveis ao ruído, para funcionarem como espaço intermediário entre fontes sonoras e áreas que precisam de silêncio (corredores, dispensas); • Situar as dependências que podem ser fontes de ruído em partes do edifício onde já existam outras fontes de ruído (inclusive exteriores). Inversamente, situar dependências que precisem de silêncio em partes tranqüilas do edifício;

• Situar máquinas e fontes que transmitam seus ruídos através da estrutura, se possível, diretamente acima das fundações. A estrutura ali é geralmente mais pesada e por isso mais isolante. Ainda mais: as vibrações poderão ser absorvidas diretamente pela terra.

MOLAS (amortecimento da vibração)

• Atenção para os pontos fracos: uma janela aberta ou uma porta leve, numa parede pesada e muito isolante, levará o isolamento global a níveis muito baixos, apesar das melhores intenções do construtor.

Janelas

Detalhamento montagem da esquadria Fonte: www.finestra.com.br

Obs.: Os vidros duplos devem ser de espessuras diferentes e não paralelos entre si.

Janela com esquadria em madeira e vidro duplo Fonte: www.finestra.com.br

Janela com esquadria em alumínio e vidro duplo Fonte: www.finestra.com.br

Porta Acústica

• PROCESSO DE TRABALHO
– Projeto
• Classificar todas as dependências em ordem decrescente em relação ao nível sonoro que produzem ou possam produzir; • Classificar também as dependências em ordem crescente em relação a sua tolerância ao ruído (em função dos critérios de ruído)

• Formar um monograma com as duas classificações

médio

– Classificar as áreas de acordo com o local, para que possa ser definido requerido. Exemplo de classificação de áreas numa escola:

• Separar o máximo as áreas ruidosas (que produzem ruído) das áreas que necessitam de silêncio → poupar isolamento • Determinar (ou classificar) os fechamentos com respeito ao isolamento requerido • Estudar cuidadosamente portas, janelas e os casos especiais – sistemas de ar condicionado, dutos, geradores, etc., a fim de não se reduzir o isolamento. QUANTO MAIOR O ISOLAMENTO MAIS CARA A CONSTRUÇÃO

Soluções de projetos

RUÍDOS DE INSTALAÇÕES
- Ruídos que resultam do escoamento turbulento -Vibrações são transmitidas através do suporte de tubos e dos atravessamentos dos elementos construtivos. Soluções - Dimensionar redes e montar as peças de acordo com as especificações regulamentares e recomendadas pelos fabricantes. - No traçado das canalizações, substituir acessórios como “Tês” por derivações a 45º e joelhos por curvas.

RUÍDOS DE INSTALAÇÕES
Soluções
-Podem interpor-se materiais elásticos entre: - Braçadeiras e os tubos, - Entre os maciços ou peças de ancoragem e a estrutura em que se apoiam - Entre os tubos e os elementos atravessados.
Material elástico Material elástico

RUÍDOS DE EQUIPAMENTOS: Alguns exemplos
Equipamentos de carácter coletivo
Casa das Máquinas Habitação

-Determinação do Nível de Avaliação L Ar – Nível sonoro continuo equivalente que se estabelece no compartimento receptor devido ao funcionamento do equipamento

Elevador

LAr≤30B(A)– Funcionamento contínuo LAr≤35B(A) – Funcionamento intermitente

RUÍDOS DE EQUIPAMENTOS: Alguns exemplos
-Controle do ruído aéreo:

-Atenuar o nível sonoro no espaço emissor -Aumentar o isolamento do elemento de separação
Elevador

Controlo do ruído de transmissão estrutural: -Apoios antivibráticos - Aplicação de sistema flutuante

Ar condicionado

RUÍDO DE IMPACTO

Definição

RUÍDO DE IMPACTO

Ruídos aéreos X Ruídos de impacto

Provenientes de solicitações aplicadas diretamente nos elementos de construção Transmissão predominante por via sólida Estabelecem-se campos sonoros incômodos em locais distantes do local de origem de excitação

PROCESSOS DE PROPAGAÇÃO DO SOM NO MEIO SÓLIDO
MATERIAIS aço concreto tijolo cortiça ar VELOCIDADE DA ONDA P 5000 m/s 3500 m/s 2300 m/s 430 m/s 340 m/s

- A propagação dos sons de percussão está associada ás características de vibração do meio: - Massa - Rigidez - Amortecimento

RUÍDOS PROVENIENTES DE SOLICITAÇÕES APLICADAS DIRETAMENTE NO MEIO SÓLIDO Fontes interiores ao edifício
Ações de Choque – Caráter Impulsivo

Gerada pela atividade dos moradores (passos; queda de objetos, marteladas na parede; etc) Atividades comerciais/industriais

Fontes interiores ao edifício
Ações Periódicas – Caráter Periódico ou Aleatório Maquinaria diversa: Elevadores; canalização; sistemas de ventilação, Instalações AVAC (Aquecimento; Ventilação e Ar condicionado); máquinas de lavar; grupos hidropressores; automatismos de garagem; etc Atividades industriais/comerciais (e.x. grupos de frio)

Vias de transmissão do ruído de equipamentos: - Via aérea - Via sólida

Fontes exteriores ao edifício
Tráfego Provenientes de edifícios vizinhos

DETERMINAÇÃO DO ISOLAMENTO CONFERIDO PELOS ELEMENTOS DE CONSTRUÇÃO Isolamento aos sons aéreos Isolamento aos ruídos de impacto

L1

L2

Dn=L1-L2-10log (A/A0) R=L1-L2-10log (A/A0) -Cálculo de uma curva em frequência: -Cálculo de um índice: Rw; Dn,w; Ln,w; L’n,w

L2

Ln = L2 +10log (A/Ao) -Exigências regulamentares são definidas apenas sobre os pavimentos:

METODOLOGIA GERAL PARA EVITAR /DIMINUIR A PROPAGAÇÃO DOS SONS NOS EDIFÍCIOS
Agir sobre a superfície de contato
Revestimento Final Camada enchimento

laje estrutural

- Agir sobre o meio de propagação:
Revestimento final Laje flutuante Revestimento Camada de Enchimento Teto Falso Revestimento final Camada resiliente

laje estrutural

Camada resiliente

laje estrutural

laje estrutural

Camada de enchimento

MÉTODOS DE MEDIÇÃO - Norma ISO 140/6 – Ensaios em Laboratório - Norma ISO 140/8 – Ensaios de revestimentos de piso
Transmissão Direta

Li
Material resiliente

Elemento a caracterizar

Ln = Li+10log(A/A0)

MÉTODOS DE MEDIÇÃO: EQUIPAMENTO DE ENSAIO Máquina de impacto normalizada Equipamento de medição

SOLUÇÕES CONSTRUTIVAS PARA EVITAR /DIMINUIR A PROPAGAÇÃO DO RUÍDO DE IMPACTO NOS EDIFÍCIOS
PAVIMENTOS COM APLICAÇÃO DE LAJE FLUTUANTE
Revestimento final Laje flutuante

laje estrutural Características do revestimento final - Pode ser qualquer um Características da lajeta flutuante Espessuras da Laje flutuante 3cm 4cm 5cm 5cm Armadura na laje flutuante sem armadura sem armadura sem armadura com armadura

Camada resiliente

Área da laje flutuante menos de 15 m2 de 15 a 30 m2 de 30 a 100 m2 Mais de 100 m2

PAVIMENTOS COM APLICAÇÃO DE LAJE FLUTUANTE

Características da camada resiliente - Polietileno reticulado de célula fechada (rolos com h=3, 5,10 mm) - Lã de rocha (h=20,30,40,50,60 mm) - Aglomerado negro de cortiça - Poliestireno extrudido - Espuma de poliuretano

laje estrutural

PAVIMENTOS COM APLICAÇÃO DE LAJE FLUTUANTE

Material da camada resiliente

Espessura (cm) 0.9

Diminuição do ruído de impacto (dB)
Revestimento final

graves 7 12 4 9 3 6 1 4 0 2 5 Lã de rocha 2.0 0.25 Lã de vidro 1.3 0.4 Borracha 1.2 Poliestireno expandido Fragmentos de poliestireno expandido sobre feltro betuminoso Grãos de cortiça colados sobre feltro betuminoso Feltro têxtil Partículas de tecido 1.0 0.5 0.5 0.8 1

médios 26 26 16 34 7 23 17 17 11 21 25

agudos 39 37 31 47 22 44 35 32 34 40 39
laje estrutural

Laje flutuante Camada resiliente

PAVIMENTOS COM APLICAÇÃO DE LAJE FLUTUANTE Aspectos construtivos

PAVIMENTOS FLUTUANTES
Revestimento final Camada resiliente

laje estrutural

Camada de enchimento

Pavimentos tradicionais em madeira maciça - Assoalho diretamente assentado em material resiliente - Assoalho assentado em ripas que por sua vez são assentados em material resiliente
Ripas Camada resiliente

laje estrutural

Camada resiliente

laje estrutural

PAVIMENTOS FLUTUANTES
Pavimentos tradicionais em madeira maciça

Ripas Camada resiliente

laje estrutural

- Fixação dos barrotes à laje com um betume que funciona de camada resiliente - Execução difícil

PAVIMENTOS FLUTUANTES

Pavimentos flutuantes colados
- Lamelas de pequena espessura ligadas a uma camada resiliente aplicada em fábrica
laje estrutural
Camada resiliente

- Camada resiliente constituída por cortiça - Fixas à laje com colas adequadas

PAVIMENTOS FLUTUANTES
Pavimentos flutuantes contracolados

laje estrutural

Camada resiliente

Camada resiliente: -Poliuretano reticulado de célula fechada (e=2-3mm) -Sistema de encaixe macho/fêmea que permite montar o pavimento de forma a “flutuar” sobre a camada resiliente

PAVIMENTOS FLUTUANTES

Revestimento final Camada resiliente

laje estrutural laje estrutural

Soleira Material Flexível Revestimento final Camada resiliente

laje estrutural

AGIR SOBRE A SUPERFÍCIE DE CONTATO
Revestimento Final Camada enchimento

laje estrutural

Características do revestimento final
- Cortiça - Vinílico de base flexível - Linóleo - Carpete

SOLUÇÕES CONSTRUTIVAS PARA EVITAR /DIMINUIR A PROPAGAÇÃO DO RUÍDO DE IMPACTO NOS EDIFÍCIOS
80

60

75

77 71
dL (dB)

50 40

Sand/cement screed on polyethylene foam 18dB Agolomerado de cortiça expandida 25mm (lajeta 4cm) Carpet 3 to 5 mm Parquet (floating) 18 dB

70 Ln (dB)

30 20 10 0

65

60
Betão h=0,15 Betão h=0,20

55

50 Ln,w 100 125 160 200 250 315 400 500 630 800 1000 1250 1600 2000 2500 3150 4000 5000

-10 100 125 160 200 250 315 400 500 630 800 1000 1250 1600 2000 2500 3150 4000 5000

Frequência (Hz)

Frequência (Hz)

• Isolamento de Impacto Relativo em Pavimentos
– Acabamento macio
• • • • tapete grosso com ou sem feltro; borracha ou linóleo com base de espuma de borracha; capa plástica ou linóleo sobre feltro de pelo; capa pesada de linóleo sobre fibra de madeira de 12mm; ladrilho de cortiça (não menor que 1cm). tapete fino, ladrilho de cortiça (espessura menor que 1cm); linóleo grosso; tábuas de madeira; ladrilho e capa plástica ou borracha.

– Acabamento médio
• • • • •

– Acabamento duro
• • • • • Marmorite ladrilho de concreto ou cerâmica, mármore ou pedra; asfalto; linóleo fino; tacos de madeira.

Acabamento do assoalho Macio 31 a 41, inclusive 42 – 43 – 44 45 Médio 32 – 35 36 – 37 – 38 31 – 33 – 34 – 41 39 – 40 – 42 – 43 – 44 – 45 32 Duro

Avaliação do isolamento de impacto Muito bom Bom Pobre Muito pobre

PROPAGAÇÃO DO SOM AO AR LIVRE

Propagação do som ao ar livre
• Energia gerada por fontes sonoras
– Atenuação ao se propagar ao ar livre
• • • • • • distância percorrida barreiras absorção atmosférica vegetação variação de temperatura efeito do vento

Análise de campo acústico em comunidade
– Desenvolver relações entre a potência (Lw) das fontes sonoras, níveis de pressão sonora do receptor e a influencia dos caminhos sonoros de propagação.

• Propagação
– Afetada pela atenuação ao longo do caminho de transmissão – Estimada através de correções aditivas para divergências esféricas
• Absorção do ar • Reflexão • Efeito da vegetação • Efeito da topografia do solo • Efeito de barreiras • Espalhamento nas próprias instalações • Condições atmosféricas
– umidade relativa do ar – temperatura

Atenuação do ruído com a distância
• Fonte Pontual
– Som irradia esfericamente (Figura 01) – Intensidade: inversamente proporcional a distância ao quadrado Ir/IR = R2 / r2 – Nível de pressão sonora (diferença do nível de pressão sonora entre dois pontos) Lpr – LpR = 20 log (R/r) – Caso especial: Se R = 2r Lpr – LpR = 6dB

– Nível de Potência Sonora (Lw) x Nível de Pressão Sonora (Lp) (característica da fonte) Lpr = Lw –11 – 20 log r
Onde: r é a distância da fonte ao receptor (m) Lpr é o nível de pressão sonora (dB) Lw é o nível de potência sonora (dB)

– Na expressão acima subtrai 3dB se as fontes estiverem apoiadas em superfícies altamente refletoras

• Barreira Acústica
– Dispositivos implantados entre a fonte e o receptor, que têm como principal função bloquear a propagação do som na direção dos receptores expostos a elevados níveis de ruído. – Umas das principais ferramentas utilizadas em engenharia de controle de ruído. – Número de Fresnel
• A difração é definida como sendo a modificação de um campo sonoro devido à introdução de um obstáculo dentro deste campo sonoro.

Alta Freqüência

Fonte Sombra Acústica

Média Freqüência

Barreira

Baixa Freqüência

• Influência do vento
– Distorção da frente de onda devido a velocidade e direção do vento. Criação de sombra acústica

• VENTO – a medida que a direção do vento é igual ao sentido do receptor, os raios sonoros tendem a se defletir em direção ao receptor;

Fonte: Be-a-bá da arquitetura

• Influência da cobertura do solo
– Indício que o solo com grama absorve no máximo 25 a 30dB nas freqüências de 200 a 400Hz para a distância de 1.000m. (boa para ruído industrial – menor que a fala)

• Influência da temperatura
– A velocidade de propagação do som no ar depende na temperatura (T1/2) – Gradiente de temperatura causa deformação da frente de onda com criação de sombra acústica simétrica

Fonte: Be-a-bá da arquitetura

• Número de fontes produtores de ruídos é cada vez maior; • Conseqüências para o homem são prejudiciais; • Edificações com novos materiais e de baixo isolamento acústico; • Cidades (traçado urbano) cada vez maiores e mais barulhentas = problemas acústicos.

• RUÍDO E URBANISMO
– Ruído – consequência do progresso da era da máquina; – Crescimento da CIDADE = Aumento do RUÍDO – Hoje o ruído causa desvalorização das casas situadas em áreas centrais = ocupação de áreas mais afastadas pelos mais abastados = aumento do perímetro urbano.

• TANTO O INDIVÍDUO COMO A COLETIVIDADE TEM A NECESSIDADE DE ATENTAR PARA A SERIEDADE DO PROBLEMA QUE É O RUÍDO !!!

• RUÍDO E URBANISMO
– Rino Levi em Curitiba sobre este tema:
• “Planejar não é utopia. É a maneira correta de enfretar efetivamente a realidade, com economia e sem desperdício. Tratase de um trabalho complexo, que deverá ser atualizado constantemente e que exige a cooperação de vários especialistas e a compreenção do poder público e da coletividade.”

• Como resolver o problema:
– 1 - Planejamento; – 2 - Leis que tratem sobre ruídos urbanos; – 3 -Carta acústica das cidades (baseada no levantamento dos níveis de ruído de uma cidade = alto custo) – a partir disso estabelece limites de ruídos toleráveis para cada zona.

Medição de ruídos

• Como resolver o problema:
–Sistematização da rede viária:
• a)Execução rigorosa de projeto: arborização, ajardinamento, rampas, muros ou barreiras refletoras. • b)- Manutenção dos asfaltos – ou utilização do asfalto absorvente acústico com raspa de pneus usados.

- Regulamento do tráfego;
• a)Regularização da distribuição do tráfego; • b)Propaganda e disciplina para os usuários de automóveis;

– Diminuição do ruído dos veículos (silenciador no nível de ruído).

ARQUITETOS E URBANISTAS NÃO PODEM MAIS DEIXAR O RUÍDO DAS CIDADES EM ÚLTIMO LUGAR DA LISTA DE

PREOCUPAÇÕES POIS A CORREÇÃO DO PROBLEMA É SEMPRE MAIS DIFÍCIL!!!

FOTOS

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