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Gr upo Municipal de Lisboa

Moção

Por um ensino de qualidade e contra a precariedade

Considerando que,

A existência de inúmeras e continuadas queixas de pais, professores e profissionais da educação


relativamente às Actividades de Enriquecimento Curricular e às Componentes de Apoio à Família;

Na área laboral, as queixas apontam para a precariedade das relações laborais, o incumprimento da
lei, através da não realização de contractos, incumprimentos no pagamento à segurança social,
incumprimento das remunerações estipuladas, atrasos repetidos das remunerações, e insuficiências
no enquadramento legal;

Na área pedagógica, as queixas vão no sentido da ausência de projectos com consistência, empresas
gestoras (depois transformadas em IPSS's) sem habilitações para as funções, muitas acusadas de má
gestão e fraudulentas;

Os problemas existentes variam de escola para escola, junta para junta, autarquia para autarquia, num
problema que assume demasiadas matizes;

É defensável a descentralização nestas áreas, mas já não é aceitável a falta de monitorização,


acompanhamento e avaliação, numa abordagem e exigência comum de qualidade nos seus projectos
pedagógicos, de seriedade na gestão e na dignidade de tratamento dos profissionais;

Esta situação não pode continuar e é fundamental procurar respostas e soluções;

O Bloco de Esquerda propõe que Assembleia Municipal de Lisboa reunida em sessão


Ordinária, em 22 de Fevereiro, delibere:

1. Que a Câmara Municipal de Lisboa inicie conversações com o Ministério da Educação e


todas as partes envolvidas: Juntas de Freguesia, Sindicatos, professores, Associações de Pais,
agrupamentos escolares e empresas de forma a fazer um diagnóstico da situação e promover
soluções no sentido da dignificação destas actividades, quer seja no domínio laboral, quer
seja na qualidade da gestão e do projecto pedagógico, promovendo legislação e
regulamentação apropriada, mecanismos de acompanhamento, monitorização e avaliação
com participação dos actores envolvidos.

2. Apelar às entidades competentes para fazer uma auditoria às empresas e IPSS que têm
operado nesta área.

3. Dar conhecimento desta moção aos órgãos de soberania, aos sindicatos, aos movimentos
contra a precariedade, aos agrupamentos escolares, às Associações de País da área de Lisboa,
ao Ministério da Educação e ao Tribunal de Contas

Pelo Grupo Municipal Bloco de Esquerda