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Farmacopéia Brasileira 5 ed. volume 2 - Anvisa

Farmacopéia Brasileira 5 ed. volume 2 - Anvisa

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Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Farmacopeia Brasileira
Volume 2

5ª edição Brasília 2010

Copyright © 2010 Agência Nacional de Vigilância Sanitária / Fundação Oswaldo Cruz Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte. 5ª edição

Fundação oswaldo Cruz Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva Ministro de Estado da Saúde José Gomes Temporão Diretor-Presidente Dirceu Raposo de Mello Adjunto do Diretor-Presidente Pedr
Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Farmacopeia Brasileira
Volume 2

5ª edição Brasília 2010

Copyright © 2010 Agência Nacional de Vigilância Sanitária / Fundação Oswaldo Cruz Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte. 5ª edição

Fundação oswaldo Cruz Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva Ministro de Estado da Saúde José Gomes Temporão Diretor-Presidente Dirceu Raposo de Mello Adjunto do Diretor-Presidente Pedr

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Vaccinum morbillorum vivum

A vacina é constituída de vírus vivos atenuados e

apresentada sob a forma lioflizada. Após reconstituição

com diluente apropriado, tem aspecto de suspensão
homogênea transparente, podendo demonstrar coloração
devido à presença de indicador de pH.

A produção da vacina é baseada no sistema de lote-semente
e a cepa de vírus utilizada, ou cinco lotes consecutivos da
vacina, não podem induzir neuropatogenia em macacos
suscetíveis ao vírus do sarampo. Além disso, a cepa
viral tem que demonstrar imunogenicidade adequada
e segurança para o ser humano. A replicação do vírus é
realizada em cultura de células suscetíveis e a suspensão de

vírus é identifcada e controlada quanto à esterilidade. Após
a clarifcação da suspensão viral por método adequado

para remoção de resíduos celulares, algumas substâncias
estabilizadoras, que comprovadamente não alteram a

efcácia e segurança do produto, são adicionadas. Antes
do envase e lioflização, o produto é analisado quanto à

esterilidade, concentração de vírus e de proteínas derivadas
do soro animal.

O produto é envasado em recipientes adequados, lioflizado,

rotulado e submetido aos controles requeridos.

Outras informações relativas aos critérios de produção e
seus controles estão indicadas na monografa de Vacinas

para uso humano.

IDENTIFICAÇÃO

Reconstituir a vacina com diluente apropriado e adicionar
igual volume de soro contendo anticorpos neutralizantes
para o vírus do sarampo. Incubar a 36 °C por uma hora.
Após a incubação, inocular a mistura em cultura de
células suscetíveis e manter à temperatura de 36 °C por
sete dias. Utilizar como controles uma cultura de células
inoculada com o vírus vacinal e outra não inoculada que

apresentam, ao fnal do teste, presença e ausência de efeito

citopatogênico (ECP), respectivamente. A ausência de ECP

na cultura de células identifca o vírus vacinal.

ENSAIOS FÍSICO-QUÍMICOS

Umidade residual. Proceder como descrito na monografa

de Vacinas para uso humano. No máximo 3%.

TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA

Esterilidade (5.5.3.2.1). Cumpre o teste.

DOSEAMENTO

Proceder ao abrigo da luz direta. Diluir duas amostras
da vacina a ser analisada e uma amostra da vacina de
referência em intervalos de, no máximo, 1,0 log10 em
meio de cultura adequado. Inocular cada diluição em, pelo

v

1370Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

menos, 10 orifícios de microplaca contendo células Vero
em suspensão. Incubar por sete a nove dias a 36 °C ± 1 °C.
As culturas de células são observadas quanto à presença ou
ausência de ECP, e o título da vacina é calculado segundo
o método estimativo de Spearman & Karber. A potência
da vacina é o valor da média geométrica dos frascos
analisados, expressa em CCID50 (dose 50% infectante em
cultura de célula) por dose.

Para a determinação ser considerada válida, é necessário

que (a) ao fnal do ensaio o controle de cultura de células

apresente monocamada inalterada; (b) a variação de
potência entre as duas amostras da vacina não seja maior
que 0,5 log10 CCID50; (c) a potência da vacina de referência
não varie mais que 0,5 log10 CCID50 do seu título médio; (d)

o ECP seja decrescente em relação às diluições crescentes;
(e) as diluições utilizadas no ensaio estejam entre 10% e

90% das culturas de células inoculadas.

A potência da vacina tem que ser, no mínimo, 103,7

CCID50/

dose para a cepa Biken Cam 70 e 103,0

CCID50/dose para
as demais cepas. Caso não cumpra os requisitos, repetir
a determinação da potência e o resultado é a média
geométrica dos dois ensaios realizados.

O método de unidades formadoras de “plaque” (UFP)
pode ser, também, empregado e seu valor de potência para
aprovação do produto tem que estar correlacionado com o
de CCID50.

TERMOESTABILIDADE

O teste é realizado em paralelo ao Doseamento. Incubar
uma amostra da vacina a 36 °C ± 1 °C, por sete dias, e
analisar conforme metodologia descrita para a Doseamento
do produto. A vacina não pode perder mais que 1,0 log10
CCID50 em relação ao título determinado na amostra

conservada em condições adequadas de temperatura. Não
pode, também, apresentar título inferior ao especifcado

para a potência do produto.

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO

Cumpre o estabelecido na monografa de Vacinas para uso
humano
.

ROTULAGEM

Observar a legislação vigente.

VACINA SARAMPO, CAXUMBA,
RUBÉOLA*

Vaccinum parotiditis et rubellae et morbillorum
vivum

A vacina é constituída de mistura dos vírus vivos atenuados
da caxumba, da rubéola e do sarampo e apresentada sob

a forma lioflizada. Após reconstituição com diluente

apropriado, tem aspecto de suspensão homogênea

transparente, podendo demonstrar coloração devido à
presença de indicador de pH.

Cada componente viral presente na vacina é produzido em

separado, conforme descrito nas monografas específcas.

O produto é envasado em recipientes adequados, lioflizado,

rotulado e submetido aos controles requeridos.

IDENTIFICAÇÃO

Reconstituir a vacina com diluente apropriado e adicionar
igual volume mistura de soros contendo anticorpos
neutralizantes para os vírus da caxumba, da rubéola e do
sarampo. Manter por 90 minutos à temperatura de 4 °C a
8 °C, inocular em cultura de células suscetíveis e manter
por 10 dias. Como controle do teste, cultura de células
inoculada com a vacina não-neutralizada com a mistura
de soros contendo anticorpos para os três tipos de vírus, e
outra não-inoculada, devem apresentar presença e ausência
de efeito citopatogênico, respectivamente. A ausência de
ECP na cultura de células inoculadas com a mistura da

vacina mais anticorpos, identifca o produto.

ENSAIOS FÍSICO-QUÍMICOS

Umidade residual. Proceder conforme descrito na
monografa de Vacinas para uso humano. No máximo 2%.

TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA

Esterilidade (5.5.3.2.1). Cumpre o teste

DOSEAMENTO

Proceder ao abrigo da luz direta. Diluir duas amostras
da vacina a ser analisada e uma amostra da vacina de
referência, em intervalos de, no máximo, 1,0 log10 em
meio de cultura adequado. Para titulação de cada tipo de
vírus, adicionar a cada diluição da vacina, igual volume

de antissoro específco heterólogo, conforme o esquema

seguinte:

Vírus a titular

Soro

Caxumba

antissarampo

Rubéola

anticaxumba

Sarampo

anticaxumba

Manter as misturas por 90 minutos à temperatura de 4 °C a
8 °C para a devida neutralização. Inocular cada diluição em
10 orifícios da microplaca contendo a suspensão de células
suscetíveis. Para titulação do vírus da caxumba e do vírus
do sarampo, a inoculação é realizada em células Vero,
enquanto que, para a rubéola, em células RK-13. Incubar
as microplacas contendo células Vero a 36 °C por 10 dias
e as microplacas contendo células RK-13 à temperatura
de 32 °C a 33 °C por 12 dias. Observar as culturas de
células quanto à presença ou ausência de ECP e calcular
os títulos de cada vírus presente na vacina, segundo um
método estatístico comprovado. A potência de cada vírus
é o valor da média geométrica dos frascos analisados,

v

1371

Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

expressa em CCID50 (dose 50% infectante em cultura de
célula) por dose. Para a determinação ser considerada

válida, é necessário que (a) ao fnal do ensaio, o controle de

cultura de células apresente monocamada inalterada; (b) a
variação de potência entre as duas amostras da vacina seja,
no máximo, 0,5 log10 CCID50 para cada tipo de vírus; (c) a
variação do título da vacina de referência seja, no máximo,
0,5 log10 CCID50 do seu título médio para cada tipo de

vírus; (d) o ECP seja decrescente em relação às diluições
crescentes; (e) as diluições utilizadas no ensaio estejam

entre 10% e 90% das culturas de células inoculadas.

A potência da vacina é, no mínimo, 103,7

CCID50/dose
para o vírus da caxumba e 103 CCID50/dose para os vírus
do sarampo e da rubéola. Caso o produto não cumpra
os requisitos de potência, o ensaio é repetido para o(s)
tipo(s) de vírus em que não foi obtido o título limite para
aprovação. A potência da vacina é a média geométrica dos
dois ensaios realizados.

O método de unidades formadoras de “plaque” (UFP)
também pode ser empregado, e o valor de potência para
aprovação do produto tem que estar correlacionado com o
de CCID50.

TERMOESTABILIDADE

O teste é realizado em paralelo ao Doseamento. Incubar
uma amostra da vacina a 37 °C por sete dias e analisar
conforme metodologia descrita para a potência do produto.
A vacina não pode perder mais que 1,0 log10 CCID50/dose,
em relação ao título determinado na amostra conservada em

condições adequadas de temperatura, para cada tipo viral.

Além disso, não pode ter título inferior ao estabelecido
para aprovação do Doseamento. Caso não cumpra os

requisitos, repetir o teste e o título fnal é a média dos dois

testes realizados.

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO

Cumpre o estabelecido na monografa de Vacinas para uso
humano
.

ROTULAGEM

Observar a legislação vigente.

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