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Iniciação Musical – FLEQUE

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Sobre esta apostila Está aqui todo o conhecimento que o aluno precisa para ter uma boa iniciação musical e um bom desenvolvimento de suas habilidades musicais, que automaticamente o levará á uma boa prática instrumental. Esta apostila visa também facilitar ao aluno, substituindo a sua labuta em escrever uma infinidade de assuntos que serão abordados neste curso, servindo como material para pesquisa e consulta. Todos os exercícios e metodologia aqui aplicados são frutos de anos de estudos instrumentais e pratica de diversos métodos de ensino musical e instrumental. Espero que ao finalizar este curso o aluno tenha desenvolvido as habilidades musicais mais essenciais ao músico.
Fleque – Professor de música e músico.

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Elementos da música e simbologia da música Sobre a apostila-método história da Banda de Música .exemplo com base em samba.Suas origens e Revolução Conhecendo os elementos que formam a música Elementos da escrita musical A Partitura Elemento de Base de Execução 3 7 9 10 10 13 II Escalas .principais células de ritmo Ritmos Irregulares ou Sincopados .principais células de ritmo Prática do Compasso 4/4 ou C .Melodia.conceito. harmonia e ritmo Função dos instrumentos da Banda de Música 29 30 31 32 Iniciação Musical – FLEQUE - 5 .principais células de ritmo Prática do Compasso 3/4 . IV 25 26 27 28 Banda de Música .I Introdução. bossa nova etc. Intervalo Texto sobre o temperamento A função dos sinais de alteração tonal A função do sustenido e do bemol Classificação dos intervalos Conhecendo e identificando as tonalidades Escalas maiores Escalas menores III 15 15 16 17 18 19 20 21 23 Exercícios de Ritmo Prática do Compasso 2/4 . formação e aplicação.Sobre os instrumentos Os Instrumentos da Banda de Música Classificação dos Instrumentos da Banda de Música Composição Musical .

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originou-se nas cerimônias solenes. que pode ainda hoje ser apreciado em partituras de Bach. voltado para a música de concerto do mais alto nível de excelência como é o caso da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo. a concentração da população nas cidades determinou um novo tipo de relacionamento social. A partir do século XIX. como a gaita na Escócia e os pífaros na Alemanha. ainda. Desde a Antigüidade clássica. contribuindo assim para a difusão da música. As bandas deixaram de ser um elemento ligado à guerra e adquiriram uma nova função: a de alegrar festas e demais encontros populares. tradicionalmente militares. ao circo. extrato) operísticos. para levantar-lhes o moral. a música que se entende destinada à essa formação parece restringir-se às marchas (festivas ou fúnebres). que constitui a essência mas não a integralidade (qualidade) do trabalho de uma banda. grupos instrumentais acompanhavam as tropas em campanha. entretanto. ao mesmo tempo em que certas circunstâncias econômicas e sociais. mas apenas muito ocasionalmente a um corpo sinfônico estável. Assim. no universo civil ocorreu numa época em que a música transcendeu os limites dos salões e das salas de concerto para participar das manifestações artísticas populares nas ruas e praças das cidades. Haendel e Telleman. a palavra banda é geralmente associada às formações militares. sequer se aproximam das imensas possibilidades e potencialidades musicais desse agrupamento. mestre de capela da Catedral de São Marcos em Veneza. As três grandes serenatas para sopros de Mozart. também. Essas obras. encontram-se entre as obras primas produzidas nesse período. estimularam a composição de serenatas e divertimentos para execução em ambientes abertos e fechados. A Alemanha dos séculos XVII e XVIII testemunhou um notável desenvolvimento técnico dos instrumentos de metal. no tipo de instrumentos empregados e no repertório que costuma executar. até obras extremamente elaboradas como a ―Sinfonia Fúnebre e Triunfal‖ de Berlioz.Suas Origens O aparecimento das bandas de música. dobrados. passando pelas delicadas serenatas e divertimentos para sopros. como os bombos e bombardinos. A banda se compõe de um conjunto de músicos que utilizam principalmente instrumentos de sopro e percussão. antes de mais nada. Iniciação Musical – FLEQUE - 7 . UM POUCO DE HISTÓRIA A chamada música para instrumentos de sopro. em que pese a nobreza de tratamento que possam eventualmente apresentar. hinos e excertos (trecho. aos coretos das cidades do interior e. fragmento. No Brasil. um avanço técnico e expressivo para os sopros. estabelecido sobretudo em lugares públicos. Cada país incorporava às suas bandas os instrumentos mais característicos de sua cultura. Giovanni Gabrieli (15571612). As bandas militares dos diversos exércitos se distinguiam umas das outras pelos instrumentos escolhidos e pelas peças interpretadas. fúnebres e festivas. Do ponto de vista musical. diferencia-se da orquestra sinfônica pelo fato de só ocasionalmente empregar instrumentos de cordas e por servir-se de outros que lhe são característicos. fanfarras. nas mais variadas ocasiões. das fanfarras para metais. verificáveis nas cortes e nas casas da nobreza do então vigoroso Império Austro-Húngaro. Tal música varia enormemente. como símbolo e estímulo para os soldados. A época de Haydn e Mozart constituiu. O gradual aperfeiçoamento dos instrumentos musicais ocasionou a criação de bandas em quase todas as unidades militares. A tradição militar da banda se evidencia no uso de uniformes por seus componentes. aproveitou a presença das naves do sacro edifício para compor magníficas peças antífonas e policorais que empregavam considerável numero de instrumentos de sopro.

Gunther Schuller. inauguraram um novo conceito de instrumentação para esse tipo de formação e contribuíram para o alargamento dos horizontes e fronteiras da composição moderna. No espaço de apenas vinte anos.constituíram uma verdadeira revolução em termos de formação e repertório das bandas. Paul Hindemith. Arnold Schoemberg e Darius Milhaud. SÉCULO XX . Karel Husa. mas foram os compositores norte-americanos que a adotaram como seu principal meio de expressão e enriqueceram enormemente sua literatura de concerto.A REVOLUÇÃO DAS BANDAS A assombrosa multiplicação das bandas militares e escolares no novo centro econômico e cultural do mundo . a Serenata em Lá de Brahms (destinada à ―orquestra sem violinos‖ para destacar a sonoridade e expressividade dos sopros) e a Serenata para Sopros de Richard Strauss. Morton Gould. contribuíram para manter acesa a chama daquele que parecia ser um meio obsoleto de expressão. O declínio das cerimônias cívicas e religiosas. a partir de meados da década de 1930 vieram à luz inumeráveis obras-primas destinadas às diversas combinações de instrumentos de sopros. são apenas alguns dos maiores compositores deste século que escreveram especificamente para bandas. gênero do qual o Réquiem e a ―Sinfonia Fúnebre e Triunfal‖ de Berlioz. Iniciação Musical – FLEQUE - 8 . assim como o Império Napoleônico que lhe seguiu.<< A Revolução Francesa. Johan de Meij e Micael Colgrass são alguns dos mais importantes compositores deste século que tem como característica central de suas obras a produção para sopros. preparando aquilo que viria a ser o seu principal veículo de divulgação da produção contemporânea. associado à decadência das cortes européias no século XIX. o movimento neoclássico que sucedeu a Primeira Grande Guerra e a necessidade de partituras destinadas aos conjuntos menores. Alfred Reed. Robert Russell Bennett. como a Pequena Sinfonia para Sopros de Gounod. Obras como o Divertimento de Vicent Persichetti. além do surgimento de concursos de bandas e fanfarras na Inglaterra. são felizes exemplos.os Estados Unidos da América . à maneira de Gabrielli. Serge Prokofiev. relegou a produção para sopros a um patamar secundário. propiciaram o ressurgimento da música triunfante e cerimonial para metais. Apenas umas poucas obras importantes. A redescoberta dos ―coros de sopros‖ encabeçada por Gustav Mahler. pavimentaram o caminho triunfante dos sopros no século XX.

fenômeno físico que estimula o sentido da audição. SI. O ouvido distingue pelo seu timbre a mesma nota produzida por um diapasão. sol. DO. pois o instrumento já é fabricado com mecanismo que torna essa variação possível. O som é a matéria prima que compõe a música ele é para musica o mesmo que a tinta é para a pintura. Iniciação Musical – FLEQUE - 9 . Nos seres humanos. timbre e intensidade a música ainda se utiliza da duração dessas notas pra formar melodias. um violino ou um piano. curtíssima e assim por diante. Altura – é a propriedade que o som tem em variar sua afinação. SOL. Timbre . Intensidade – propriedade em que o som pode ser produzido de forma mais forte ou mais fraca. mais intenso ou menos intenso. LA.podem ser produzidos sons de forma mais longa.O som .000 e 20. si.é a característica do som que nos permite distinguir os tons produzidos pelos diferentes instrumentos. Sua pronuncia exata é dó. gerando um som. MI. 15 Pra cada tom do instrumento (conhecido como nota) foi dado um nome pra identificá-la separando umas das outras.000 hertz chega ao ouvido interno. Propriedades do som utilizadas como componentes aplicáveis na música. isso ocorre sempre que uma vibração entre 15. lá. de forma mais curta. fá. embora as ondas sonoras tenham a mesma amplitude e freqüência. Além de tons. FA. ré. Mais informações pag. RE. Ritmo . mi. Esses são seus nomes atuais. Num instrumento musical a afinação já e pré programada. Isso devido aos harmônicos que são componentes adicionais da onda que vibram com múltiplos inteiros da freqüência principal e dão lugar a diferenças de timbre.

do.A seqüência de colocação das notas ( do. Por isso foi criado nos séculos passados uma forma de escrever todos esses elementos com o objetivo de facilitar a compreensão e a labuta com tantos detalhes minúsculos e invisíveis ao olho. si. os espaços e linhas suplementares. As Claves  Clave de Sol. Ex. toda figura que aparecer na segunda linha será um sol.  O Pentagrama é formado por um conjunto de 5 linhas e quatro espaços convencionais. re. Isto quer dizer. fa. re.). Neste exemplo utilizaremos as linhas e os espaços suplementares tanto inferiores como superiores. Iniciação Musical – FLEQUE - 10 . la. mi. 2. sol.. O Pentagrama.No pentagrama são utilizados linhas e espaços. E dependendo da necessidade e da extensão de cada instrumento é utilizado de forma á auxiliar na escrita. .. Esta colocação segue dois princípios básicos: 1. sol. Ordem das linhas e espaços Espaços e linhas Suplementares Inferiores e Superiores. é considerado como objeto abstrato pelo fato de não podermos vê-lo. mi. fa.O som apesar de poder ser ouvido e até mesmo sentido. e etc. sol. A principal função deste símbolo denominado clave de sol. A PARTITURA A função da partitura é representar os elementos que compõe a música através de símbolos facilitando o manuseio e compreensão dos elementos musicais. é a representação do sol na segunda linha.

 Clave de fá. A mesma regra da clave de sol aplica-se na de fá. Positivas (representam sons tocados). As Figuras de Ritmo. Iniciação Musical – FLEQUE - 11 . todo a colocação das notas é mudada. Sendo o fá na quarta linha. Negativas (representam pausas). exceto pela nota que representa e a posição que indica.

Exemplos. Exemplos. Seu efeito é unir a duração das duas notas com se fossem uma só. Ex. É uma ligadura que liga duas ou mais notas. igual á 2) igual á Iniciação Musical – FLEQUE - 12 . escrita. de escrita. É um ponto Seu efeito é acrescentar á figura original aumentando á ela mais metade de seu valor. de acrescentado ao lado da figura. 1) igual á 2) igual á 3) igual á A Ligadura. Figuras Positivas Nome Semibreve Mínima Semínima Colcheia Semicolcheia Fusa Semifusa Figuras Negativas Nome Pausa de 4tempo Pausa de 2tempo Pausa de 1tempo Pausa de ½ tempo Pausa de ¼ tempo Pausa de 1/8 tempo Pausa de 1/16 tempo Duração 4 Tempos 2 Tempos 1 Tempo ½ Tempo ¼ Tempo 1/8Tempo 1/16 Tempo Símbolos que alteram o valor das notas. Ex. 1) . O Ponto de aumento.Estrutura do Símbolo da Nota Musical Quadro dos valores das figuras positivas e negativas.

Exemplo. A conjunção de tempos forma os compassos: O Compasso. quatro ou mais tempos em uma espécie de conjunto.     cada seta representa uma batida ou gestos de um regente. O andamento varia entre lentos intermediários e rápidos. Representação do compasso na escrita musical. Ex.   dois tempos.    três tempos. É uma forma simbólica de juntar os tempos em grupo de dois. três. 1 2 1 2 3 1 2 3 4 Exemplo.     quatro tempos. O tempo é quem formam os andamentos a sua principal função é a marcação precisa por meio de gesto ou batida. o compasso de seis tempos composto é representado pelo símbolo de função Iniciação Musical – FLEQUE - 13 . é a freqüência ou ritmo em que se executa uma música. O compasso de dois tempos é representado pelo símbolo de função O compasso de três tempos é representado pelo símbolo de função O compasso de quatro tempos é representado pelo símbolo de função Existem outros compassos.Elementos de Base de Execução: O Andamento.

pontos e ligaduras misturadas formando uma pequena música: Iniciação Musical – FLEQUE - 14 . pausas.Um exemplo de figuras e pausas misturadas formando uma pequena música: Outro exemplo de figuras.

respectivamente. ao de uma fórmula para a construção de melodias baseando-se em uma escala. termo que varia de significado. ré. desde o de escala. sol. fá. fá sustenido. foram os modos jônico e eólico (os adicionais pelos quais advogava Glareanus) os predominantes. mi. Estas escalas possuem uma série repetida de semitons e tons. Apesar de equivocar-se nisto. e os plagais são pares): Estes modos são também suscetíveis de serem transpostos para começar em qualquer outro tom. Glareanus deu aos 12 modos nomes derivados dos que acreditava serem suas denominações gregas originais. incluídas as hexatônicas (de seis notas) e as pentatônicas com semitons. ré sustenido. si (e dó) —. Escala (música). os nomes dos intervalos indicam o número de notas compreendidas entre dois graus da escala diatônica. sobrevivendo como escala maior e menor. separadas por um semitom — dó. Os nomes e gamas dos modos são os seguintes (os modos autênticos são ímpares. sol sustenido. Os outros modos caíram em desuso na música erudita durante o século XVII. Iniciação Musical – FLEQUE - 15 . As escalas características da música ocidental foram durante muito tempo as diatônicas. O caráter sonoro de uma escala dada depende do tamanho e seqüência dos intervalos entre suas notas sucessivas. graças ao uso cada vez maior de sustenido e bemóis. pois compreende cinco notas dessa escala. dó sustenido. No final do século XIX. A oitava é um intervalo entre duas notas separadas por 5 tons e 2 semitons (por exemplo. lá. ainda que tenham sobrevivido na música folclórica. no qual advogava a adoção de outros quatro modos. o intervalo dó-sol se denomina quinta. Modo (música). diferença de altura entre dois sons musicais ouvidos sucessiva ou simultaneamente. os nomes se mantiveram. do dó central ao dó imediatamente superior). Assim. Existem muitas outras escalas. a música ocidental começou a basear-se não mais nas escalas diatônicas. Os oito modos da música medieval e do Renascimento (conhecidos agora como modos eclesiásticos) eram os padrões que assentaram as bases do canto gregoriano. ordenação ascendente ou descendente das notas utilizadas num sistema musical. As escalas maiores e menores dominaram a música ocidental desde meados de 1650. Os dois modos soam diferentes pela distinta colocação de semitons. FORMAÇÃO E APLICAÇÃO Intervalo (música).CONCEITO. lá sustenido. Em 1547 o monge suíço Henricus Glareanus escreveu um tratado chamado Dodecachordon. mas na cromática: 12 notas numa oitava. Na harmonia ocidental. No sistema da tonalidade que surgiu em finais do século XVI.

os compositores se interessaram cada vez mais pelo sistema temperado. inclusive as mais distantes de dó. nos países islâmicos na Idade Média e na Europa medieval. embora dentro de limites aceitáveis. na China antiga. usada na Grécia antiga. A terça maior é porém mais alta.Sistemas de Afinação e o Temperamento Afinação. Sistemas de sistemas teóricos ou práticos para determinar a correta afinação dos intervalos de uma escala. Base da antiga afinação em 8 notas divididas por tonos inteiros Afinação em 12 notas divididas por ½ tonos Iniciação Musical – FLEQUE - 16 . A descoberta de crucial importância do sistema temperado é que podem ser utilizadas todas as tonalidades. de modo que o si # é idêntico ao dó. Com o desenvolvimento dos estilos musicais no final do século XVIII. um sistema que foi adotado de forma gradual ao longo das primeiras décadas do século XVIII. Isso era fundamental para o desenvolvimento do cromatismo e a complexidade harmônica características da música composta desde meados do século XVIII até nossos dias. Isso significa que todas as quintas estarão algo desafinadas por igual. a oitava se divide em 12 intervalos eqüidistantes. é possível qualquer modulação. Desde os tempos antigos estas escalas ideais se temperavam. quer dizer. O sistema funciona melhor no caso de melodias sem harmonizar. No sistema temperado. ajustavam-se ligeiramente quando havia necessidade de se utilizar um instrumento de traste ou de tecla. como ao cantar ou tocar qualquer instrumento de tom ajustável. A quinta justa é a base da afinação pitagórica.

A FUNÇÃO DOS SINAIS DE ALTERAÇÃO Iniciação Musical – FLEQUE - 17 .

A Função do Sustenido e do Bemol Os Sinais de alteração podem ocorrer de duas maneiras. Iniciação Musical – FLEQUE - 18 .Quando acontece no trecho musical que está sendo executado. Acidentes Ocorrentes . estes são colocados afim de evitar erros por parte do executante.Mesmo havendo acidentes na clave ou também ocorrentes.Quando estes indicam uma tonalidade e são colocados na clave. Acidentes fixos . Acidentes de Precaução .

maior ou justo. O intervalo 4ª justa é quando o intervalo é de 2 ½ tonos O intervalo 5ª justa é quando o intervalo é de 3 ½ tonos O intervalo 5ª menor é quando o intervalo é de 3 tonos também conhecido com trítono O intervalo 5ª maior é quando o intervalo é de 4 tonos O intervalo 6ª menor é quando o intervalo é de 4 tonos O intervalo 6ª maior é quando o intervalo é de 4 ½ tonos O intervalo 7ª menor é quando o intervalo é de 5 tonos O intervalo 7ª maior é quando o intervalo é de 5 ½ tonos Resumo do Gráfico 1 “Baseado na escala diatônica de dó maior” I Grau – Dó é fundamental II Grau – Maior III Grau – Maior IV Grau – Justo V Grau – Justo VI Grau – Maior VII Grau – Maior VIII Grau – Repetição aguda do dó fundamental Iniciação Musical – FLEQUE - 19 . O intervalo 2ª maior é quando de uma nota a outra o espaço de altura é 1 tono.Classificação dos Intervalos Os intervalos das escalas recebem o nome do numero de ordem em que este se encontra na escala acrescentado á ele sua classificação. O intervalo 3ª maior (em casos muito raros classifica-se com 2ª aumentada) é quando de uma nota a outra o espaço de altura é 2 tono. O intervalo 2ª menor é quando de uma nota a outra o espaço de altura é ½ tono. menor. Classificação quanto a distancia de afinação. O intervalo 3ª menor é quando de uma nota a outra o espaço de altura é 1½ tono. Classificação quanto ao número de ordem.

Maior e Menor. Veja a formação da escala diatônica de DO Maior. Porém a localização dos tonos e semi-tonos é diferente da escala maior. Exemplo Maior. A escala diatônica também varia em modo. porem pra formar as músicas as notas se unem em grupos chamados escala diatônica. E o tono pode ser repartido em dois utilizando outra forma de medida o semi-tono. A Escala diatônica é composta por 5 tonos e 2 semi-tonos. A Escala Menor também é composta por 5 tonos e 2 semi-tonos. Vejamos onde são localizados os tonos e semi-tonos. DO RE MI FA SOL LA SI DO O espaço entre uma nota e outra é chamada Tono.A música é formada por notas.CONHECENDO E IDENTIFICADO AS TONALIDADES A Escala Diatônica . Existem três tipos: Natural Harmônica Melódica Iniciação Musical – FLEQUE - 20 .

todas as outras notas também têm seu grupo ou escala diatônica. As escalas são organizadas pela sua quantidade de acidentes. Na regra da teoria musical foi convencionado visando a facilidade do entendimento. Sendo estes acidentes fixos acrescentado na clave respectiva.ESCALAS DIATÔNICAS 1 Exemplos Maiores com Sustenidos Assim como a escala de dó maior diatônico. Iniciação Musical – FLEQUE - 21 . Pra compor estas escalas são utilizados os sustenidos ou bemóis.

Exemplos Maiores com Bemóis Iniciação Musical – FLEQUE - 22 .

dependendo da posição da colocação dos tonos e semi-tonos está no modo maior com ja foi visto. Ela pode. ou menor.ESCALAS DIATÔNICAS 2 Exemplos Menores com Sustenidos A escala diatônica também varia em modo. Iniciação Musical – FLEQUE - 23 . Pra compor estas escalas são utilizados os sustenidos ou bemóis assim como nas escalas maiores.

Exemplos Menores com Bemóis Iniciação Musical – FLEQUE - 24 .

Nessa seção de estudos teremos alguns exercícios pro desenvolvimento da habilidade de ritmar.  Ritmos regulares  Misturando as figuras de ritmo  Acrescentando pausas  Utilizando o Ponto de Aumento Iniciação Musical – FLEQUE - 25 . Esses ritmos são formados por figuras que representam duração.EXERCÍCIOS DE RITMO Compasso Como já vimos a música além de notas e outras coisas também é formada por ritmos.

Compasso Acrescentando a ligadura Prática de Quiálteras Iniciação Musical – FLEQUE - 26 .

Compasso Iniciação Musical – FLEQUE - 27 .

a Bossa Nova. O Samba. Veremos alguns casos de divisão de desenho igual porém de subdivisão e efeitos diferentes. o Mambo e etc. Iniciação Musical – FLEQUE - 28 . Alguns ritmos que servem de base pros estilos.RITMOS IRREGULARES OU SINCOPADOS Obs. Alguns estilos musicais são baseados em ritmos sincopados. o Jazz. Acrescentando as ligaduras. Veremos aqui alguns exemplos.

da qual o sousafone é uma variante. Os clarinetes modernos são fabricados em ébano e. O helicon é uma tuba com o tubo enrolado em forma circular. caixa e bumbo). instrumento musical que consta de um tubo cilíndrico. família de instrumento de sopro com palheta. e foi construído em diversos tamanhos. A outra extremidade termina num pavilhão em forma de campânula.INSTRUMENTOS DA OS INSTRUMENTOS DA BANDA DE MÚSICA Trompete. logo se afirmaram na orquestra. instrumento de sopro (metais) com um tubo de seção cilíndrica. na extremidade superior do tubo. O corpo tem vinte orifícios e está provisto de um sistema de chaves que podem ser abertas ou fechadas. Nas flautas transversas. É muito semelhante á tuba e á trompa porem seu som é intermediário entre os dois. instrumento de sopro (metais) que produz sons pela vibração dos lábios do intérprete contra o bocal. Muito apreciado na música sacra e de câmara. cujo antecedente mais antigo é a buzina romana. Trompa. Sendo que é fabricado em dois modelos a Trompa Harmônica e o Saxhorn. O tubo é enrolado verticalmente e o pavilhão voltado para cima. O trompete moderno tem três válvulas e um orifício. em parte cilíndrico. De forma que o som é manipulado pelo conjunto de três ou quatro válvulas. como a flauta de orquestra européia e a di chinesa. em parte cônico. três válvulas e bocal afunilado. Iniciação Musical – FLEQUE - 29 . Trombone. Tuba. onde o ar vibra quando o sopro do executante é dirigido contra o fio da embocadura. instrumento de sopro (madeira). Sua construção combina a embocadura de palheta simples do clarinete. em Viena. De forma que o som é manipulado pelo conjunto de três ou quatro válvulas. constituído de um tubo cilíndrico com uma única palheta fixada sobre uma abertura no bocal. chamada fuste. O mais usado nas orquestras alcança extensão de três oitavas. Saxofone. Possui um tubo de seção cônica. Flauta. Clarinete. em plástico e têm vinte ou mais orifícios (abertos ou com chaves) para produzir os sons. um corpo metálico e uma versão ampliada do tubo cônico do oboé. em liga de bronze ou latão. O Euphonium (ou Bombardino). Foi patenteado em 1835. Os trombones com válvulas surgidos no começo do século XIX. Percussão (Pratos. O som repercute quando se bate na membrana com baquetas. Orifícios adicionais podem ser abertos ou fechados para produzir diferentes notas. Surgiu por volta de 1400. instrumento de sopro (metais) que produz sons pela vibração dos lábios do intérprete contra o bocal. às vezes. Sendo a caixa e bumbo constituídos em uma ou duas membranas retesadas (pele ou couro) presas a uma armação em forma de tubo. que são entrechocados ou golpeados separadamente com baquetas duras ou macias. a embocadura é aberta na lateral do tubo. boquilha semi-esférica e mecanismo corrediço (vara). instrumento de sopro (metais) que produz sons pela vibração dos lábios do intérprete contra o bocal. perdeu importância em torno de 1700. instrumento de percussão constituído de discos finos e côncavos. o mais grave instrumento musical da família de sopro (metais). sendo os mais comuns o contralto. salvo nas bandas militares do início do século XVIII. o tenor e o baixo. como um aprimoramento do trompete. pelo alemão Friedrich Wilhelm Wieprecht e pelo fabricante de instrumentos Johann Gottfried Moritz.

couro e assim sucessivamente. Uma quinta família foi acrescentada nos últimos anos: os eletrofones (circuitos oscilantes eletrônicos). pois classifica como madeiras as flautas e saxofones metálicos. Outro sistema toma por base o principal uso do instrumento: militar. doméstico. barro. melódica.CLASSIFICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS DA BANDA DE MÚSICA Existem várias maneiras de agrupar os instrumentos.Classificação . Em uma Banda de Música os instrumentos ou grupos de instrumentos são classificados pelo maestro ainda de forma tradicional metais. conhecido como sistema Hornbostel-Sachs. Não é um sistema muito lógico. As famílias são denominadas: idiofones (auto-ressonantes. madeira e percussão. com as famílias de sopro divididas em madeiras e metais. aerofones (ressonantes de ar). membranofones (ressonantes de membrana. Quadro de classificação pela natureza de emissão – Naipes . principalmente os corpos sólidos). Em 1914. harmônica. ou suas funções principais: rítmica.Emissão do Som Metais Bocal Madeiras Palheta Couros Choque mecânico Iniciação Musical – FLEQUE - 30 . embora complicado. É a convenção seguida no leste da Ásia e. surgiu um sistema completo. ou couro). até certo ponto. religioso. nas orquestras ocidentais. Classifica as famílias de instrumentos segundo o elemento que vibra e produz o som. Uma delas considera os materiais utilizados na construção: madeira.

organizadas para produzir uma expressão musical coerente. baixo e teclado.A FUNÇÃO MUSICAL DOS INSTRUMENTOS DA BANDA DE MÚSICA Antes de apresentar esse assunto vamos entender um pouco sobre a composição musical: COMPREENDENDO UM POUCO SOBRE COMPOSIÇÃO MÚSICAL Uma música assume algumas características que são divididas por partes como: A Melodia. O Ritmo. A Harmonia. percussão e instrumentos rítmico-harmônicos como é o caso do baixo. Exemplo prático: Em músicas populares. Instrumentos harmônicos: violão. a combinação de notas que se emitem simultaneamente. guitarra. violão e etc. Iniciação Musical – FLEQUE - 31 . sucessão de notas de altura ou tom e duração específicos. os instrumentos harmônicos acompanham a melodia. Tais padrões controlam o movimento da música e ajudam o ouvido humano a compreender sua estrutura. guitarra. Na música instrumental a melodia é executada por um instrumento. que são notas musicais colocadas junto com a letra pra que essa faça sentido emotivo. Exemplo prático: Em uma música cantada o cantor geralmente executa a melodia. Exemplo prático: É a pulsação que em musicas populares é realizada pela bateria. costuma ser organizado em padrões de recorrência regulares.

QUADRO DE REPRESENTAÇÃO DAS FUNÇÕES MAIS COMUNS DOS INSTRUMENTOS DA BANDA DE MÚSICA. Iniciação Musical – FLEQUE - 32 .

Harmonia e Improvização – Lumiar Editora Enciclopédia Microsoft® Encarta®.Bibliografia Arcanjo. Iniciação Musical – FLEQUE - 33 . © 1993-2001 Microsoft Corporation.Lições Elementares de Teoria Musical .. Almir .Ricordi Chediack. Samuel.