12 Passos para o

Crudivorismo
Vi ctori a Boutenko
Vi ctori a Boutenko
Tradução
Fati ma Leal
Raw Fami l y Publ i shi ng
Di rei tos autorai s a parti r de 2001 por Vi ctori a Boutenko
Todos os di rei tos são reservados. Nenhuma parte deste l i vro poderá ser reproduzi da por qual quer mei o, quer sej a
mecâni co, i ncl ui ndo fotocópi a, gravação ou outros, sem a expressa permi ssão da edi tora, exceto para a i ncl usão de
breve ci tação em edi ção revi sada.
Raw Fami l y Publ i sh
2253 Hi ghway 99 North, # 58
Ashl and, OR 97520, U.S.A.
www.RawFami l y.com
Fotografi a da capa fei ta por Dragomi r Vukovi c
Edi tado por Jane C.Pi cknel l
Lay out da capa e do i nteri or do l i vro fei to por Li ghtbourne
Códi go do Catál ogo da Li vrari a do Congresso número 2001118915
ISBN 0- 9704819- 3- 4
Observação: As i nformações conti das neste l i vro não devem ser i nterpretadas como consel hos médi cos. Vi ctori a Bou-
tenko não recomenda a di eta crudívora ou nenhum padrão de práti ca médi ca.
Os autores, edi tores e di stri bui dores não assumem qual quer responsabi l i dade por consequênci as adversas resul tantes
da adoção do esti l o de vi da aqui descri to.
Ai nda que os 12 passos aqui i denti fi cados tenham si do i nspi rados nos 12 passos apresentados pel o A. A. (Al coól atras
Anôni mos), não si gni fi ca que sej am uma adaptação deste programa. El es foram cri ados específi camente para esta
publ i cação e não devem ser i nterpretados de outra forma. O A.A. é uma enti dade vol tada apenas para a recuperação
do al cool i smo e não tem nenhuma l i gação com a presente publ i cação.

Dedi co este l i vro a Donal d O. Haughey, a quem devo o i ncenti vo para a real i zação deste trabal ho.
Agradeci mentos
Agradeço aos queri dos ami gos de todo o mundo que foram a i nspi ração do meu presente pensamento.
Agradeço aos Edi tores, Lei tores e Arti stas, pel a genti l eza e paci ênci a.
Meus especi ai s agradeci mentos a Donal d O. Haughey , El i zabeth e Davi d Bechtol d por fi nanci arem meu l i vro.
INDICE
Prefáci o por Gabri el Cousens 4
Observações da autora 6
PARTE I - POR QUE COMER ALIMENTOS CRUS?
Capítul o 1 - Vi da e Energi a 7
Capítul o 2 - O Corpo Humano nunca comete erros 9
Capítul o 3 - A l ei Vi tal da Adaptação 12
Capítul o 4 - Bactéri a, meu ani mal favori to 18
Capítul o 5 - A desi ntoxi cação como uma forma de cura 20
Capítul o 6 - Jej um em Famíl i a 24
PARTE II - COMO PERMANECER NA DIETA CRUDÍVORA.
Capítul o 7 - O porque dos 12 Passos 26
Capítul o 8 - Pri mei ro Passo 30
Capítul o 9 - Segundo Passo 33
Capítul o 10 - Tercei ro Passo 34
Capítul o 11 - Quarto Passo 37
Capítul o 12 - Qui nto Passo 42
Capítul o 13 - Sexto Passo 47
Capítul o 14 - Séti mo Passo 48
Capítul o 15 - Oi tavo Passo 50
Capítul o 16 - Nono Passo 51
Capítul o 17 - Déci mo Passo 54
Capítul o 18 - Déci mo Pri mei ro Passo 56
Capítul o 19 - Déci mo Segundo Passo 58
Capítul o 20 - Recei tas Gourmet 60

Creati ve Heal th Insti tute 61
O val or do apoi o 61
+
PREFÁCIO
Por Gabri el Cousens
Os doze Passos Para o Crudi vori smo é um trabal ho de caráter fundamental para a consol i dação do
“ Movi mento Al i mentos Vi vos” . O fato i novador é o entendi mento arti cul ado por Vi ctora Boutenko,
de que mui tas pessoas são vi ci adas em consumi r al i mentos cozi dos. Por esse moti vo, a transi ção
para uma di eta restri ta a al i mentos crus torna- se mui to di fíci l . Este l i vro é a resposta para este pro-
bl ema.
Vi ctori a, com sua i magi nação e compai xão, apresenta os 12 passos fundamentai s como um pro-
grama de apoi o, para que as pessoas enfrentem com sucesso a fase de transi ção. Mui to do seu
entendi mento sobre o hábi to de se comer al i mentos cozi dos, foi baseado nos tradi ci onai s progra-
mas dos 12 passos que el a tomou como base para a formul ação de um si stema de aj uda a todos,
numa i nvesti da bem sucedi da na di eta crudívora.
Como médi co da Medi ci na Hol ísti ca, psi qui atra e psi coterapeuta fami l i ar, desde 1983 consumi ndo
100% de al i mentos crus, e como al guém que tem aj udado mi l hares de pessoas na transi ção para
a di eta crudívora, posso afi rmar que o presente l i vro é de extraordi nári a i mportânci a. No meu
caso, a mi nha experi ênci a nessa fase de transi ção foi moti vada por um i ntenso foco espi ri tual , e
não preci sei da aj uda de outras pessoas nem de mui to conheci mento. Pessoal mente, me si nto um
pri vi l egi ado em nunca ter experi mentado as di fi cul dades do víci o al i mentar. Por esse moti vo nunca
me ocorreu essa i déi a para que eu pudesse aj udar meus cl i entes a superarem as di fi cul dades. No
“ Tree of Li fe Rej uvenati on Center ” , um centro de rej uvenesci mento na Patagôni a, Ari zona, onde sou
di retor, nós j á uti l i závamos al gumas técni cas que Vi ctori a apresenta, de como aj udar as pessoas a
terem sucesso com a mudança, mas não com a cl areza que el a demonstra neste seu l i vro.
Nós ensi namos o Segundo Passo, que di z que uma di eta vegetari ana crudívora é a di eta da nova
era, a era da paz. Ensi namos o Tercei ro Passo que são os conheci mentos bási cos, recei tas e equi -
pamentos a serem uti l i zados na preparação dos al i mentos; comparti l hamos o Quarto Passo que é
a compai xão e tol erânci a por aquel es que comem al i mentos cozi dos; no Qui nto Passo ensi namos
como evi tar as tentações; no Sexto Passo i ncenti vamos a cri ação de grupos de suporte; no Séti mo
Passo ori entamos como encontrar ati vi dades al ternati vas que substi tuam o hábi to de comer ; no
Oi tavo Passo mostramos como reconhecer uma personal i dade padroni zada e superá- l a; no Nono
Passo trabal hamos a psi col ogi a do víci o al i mentar, oferecendo técni cas e processos de cura através
de um curso especi al , “ zero poi nt,” onde um dos pontos é modi fi car os hábi tos al i mentares; no
Déci mo Passo i ncenti vamos as pessoas a confi arem na própri a i ntui ção para atender as necessi -
dades do corpo; no Déci mo Pri mei ro Passo, encoraj amos e i nspi ramos as pessoas a cel ebrarem o
despertar espi ri tual , oferecendo nosso espaço como um santuári o; e no Déci mo Segundo Passo, i n-
centi vamos o cresci mento do “ Movi mento Al i mentos Vi vos” , aj udando na i ndi cação de l i vros sobre
o assunto e oferecendo até um curso a nível uni versi tári o.
Porém, fal tou o ponto chave: O Pri mei ro Passo, que é a aj uda àquel es com di fi cul dades de cons-
ci enti zação do i ncontrol ável hábi to de consumi r al i mentos cozi dos. Daí a necessi dade de uma
apresentação formal da vi são dos Doze Passos. O Pri mei ro Passo dá o poder necessári o para a rea-
l i zação dos outros. Esse é o ponto de suma i mportânci a que Vi ctori a apresenta através do Pri mei ro
Passo no seu l i vro.
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El a toca exatamente no probl ema que eu , pessoal mente, não entendi a bem até conversarmos
sobre o assunto, e quando ti ve a oportuni dade de l er seu l i vro. Parabéns à Vi ctori a por essa i m-
portante revel ação.
Fi co fel i z em saber que um l i vro como este se encontra no mercado di sponível , e que poderei
recomendá- l o aos meus cl i entes. El e fal a sobre um probl ema que tal vez nem todas, mas mui tas
pessoas enfrentem. Com certeza será de excel ente provei to para o entendi mento e consci enti zação
de todos quantos ti verem acesso a el e.
Vi ctori a conta as di fi cul dades que el a e sua famíl i a enfrentaram na fase de transi ção, fazendo do
seu l i vro um trabal ho de caráter bastante pessoal . Seus rel atos transmi tem al go de humano e real
com que as as pessoas se i denti fi cam. A fase de transi ção vi vi da por sua fami l i a, suas l utas, e o
cresci mento experi mentado nesse processo, são uma verdadei ra i nspi ração. É uma l ei tura que
para mui tos é o retrato real dos seus própri os confl i tos e se não for a sol ução, pel o menos será um
passo a segui r para se al cançar o sucesso na fase de transi ção.
Al ém da i mportante contri bui ção do l i vro, que é o entendi mento cl aro de que para mui tas pesso-
as o al i mento cozi do é um víci o, Vi ctori a dá uma vi são sól i da da i mportânci a dos al i mentos crus
para nossa saúde e bem estar. El a apresenta também al gumas i déi as na preparação de recei tas,
o que é fundamental e na mi nha opi ni ão absol utamente vi ável , fazendo as pessoas entenderem
que a i ntenção não é a preparação de recei tas mas si m a demonstração de como bri ncar com os
al i mentos.
Dessa manei ra, el as podem dar evasão às suas própri as cri ações, de forma a supri r suas própri as
necessi dades. Quando l i este l i vro, vi o quanto é i nteressante compreender o porque das tentati vas
e desi stênci as que é mui to comum no começo da di eta crudívora. Vi ctori a di z que é i mportante
que as recei tas sej am saborosas, no momento em que as pessoas necessi tam psi col ogi camente
do conforto dos gourmets como um estímul o. Ao mesmo tempo ressal va, que a medi da que el as
se vêem envol vi das no novo esti l o de vi da, haverá menor necessi dade a nível de gourmets. El a
aborda o probl ema dos apegos cul turai s, pressões soci ai s, o quanto fomos programados desde o
nasci mento, o probl ema dos maus hábi tos, parti cul armente o do consumo de al i mentos processa-
dos e arti fi ci ai s e ensi na como l i dar com estas di fi cul dades.
Um outro aspecto bastante posi ti vo do l i vro é o apoi o às pessoas para que el as se tornem “ ex-
perts” em detectar o que seu corpo está preci sando. Há mui tas controvérsi as em todos os campos
que envol vem a nutri ção, sej a com rel ação a di eta crudívora ou não. Na sua forma cl ara de abor-
dagem, Vi ctori a ressal va que, uma vez que entramos no proccesso de desi ntoxi cação, devemos
confi ar na sabedori a do corpo. A ânsi a por determi nado al i mento é sempre um si nal de que el e
preci sa daqui l o para sua saúde naquel e momento. Um outro aspecto do seu trabal ho é o excel ente
capítul o sobre desi ntoxi cação como uma forma de cura. Com mui ta habi l i dade, Vi ctori a fal a sobre
al guns dos si ntomas vi venci ados no processo, e transforma a desi ntoxi cação numa cel ebração – a
cel ebração da vi da e do amor por nós mesmos.
Este l i vro é desti nado a ser um cl ássi co. Si nto- me bastante grati fi cado pel a oportuni dade de escre-
ver sua i ntrodução, e o recomendo a todos os profi ssi onai s da área de nutri ção e a todos aquel es
que preci sam de apoi o para adotar e permanecer na di eta crudívora.
Devo di zer também, que é um dos mai s i mportantes trabal hos j á publ i cados de apoi o ao movi men-
to “Al i mentos Vi vos” , que tenho vi sto durante os meus anos de experi ênci a na área.
c
Agradeço a Vi ctori a Boutenko pel a sua val i osa contri bui ção. Bênçãos à sua saúde, bem estar e
al egri a espi ri tual .
Gabri el Cousens, M.D., M.D. (H)
Di retor do Tree of Li fe Rej uvenati on Center, autor de Consci ous Eati ng, Spi ri tual Nutri ti on e The
Rai nbow di et.
OBSERVAÇÕES DA AUTORA
Caro Lei tor:
Acredi to que vocês não se l embram das mi nhas pal avras e si m dos seus própri os pensamentos que
surgem na medi da que me ouvem ou l êem meus l i vros. Estas si m, são as suas própri as descobertas,
e a sua transformação ocorre da forma com que você a conduz. Por i sso é que quando dou aul as,
sempre promovo di ál ogos. Costumo formul ar al gumas questões chaves, e peço a meus al unos
para me responderem da forma mai s honesta possível . Gostari a que você, prezado l ei tor, respon-
desse também como se esti vesse no grupo. É i mportante que haj a honesti dade. Dessa forma,
teremos um di ál ogo si ncero, que é a mel hor forma de conduzi r a verdade.
Quando di go nas mi nhas aul as que o al i mento cozi do é um víci o como outro qual quer, as pessoas
ri em. Quando di go que deveríamos ter os “ Vi ci ados em Al i mentos Cozi dos Anôni mos” el as ri em
ai nda mai s. Porém, na verdade, a coi sa é mai s séri a do que i magi namos. A mai ori a das pessoas
adotam a di eta crudívora por séri os moti vos, como eu, meu mari do e meus fi l hos. Para mi m, foi
como escol her entre a vi da e a morte. Eu estava morrendo; me tornei crudívora e estou vi va, saudá-
vel e fel i z. Agradeço à mi nha famíl i a pel o apoi o, poi s quando vej o outras pessoas l utando com di fi -
cul dades, si nto o quanto é di fíci l enfrentar uma mudança sem ter apoi o. Quando i nvesti mos nesse
cami nho, estamos agi ndo contra tudo o que é consi derado normal com rel ação a al i mentação.
Por compai xão por aquel es que experenci am di fi cul dades em permanecer na di eta, e com o apoi o
da mi nha famíl i a, cri ei o programa dos 12 Passos. Experi mentei nas mi nhas aul as durante um
ano, antes de expor a i déi a num l i vro. Tenho ensi nado os 12 Passos para o Crudi vori smo, tratan-
do o hábi to de consumi r al i mentos cozi dos como um “ víci o” , e os estudantes que têm parti ci pado
conseguem permanecer na di eta a 100% e com mui to sucesso. Para por em práti ca o programa,
são organi zados grupos de apoi o para encontros semanai s. Há grupos de estudo dos 12 passos em
Seattl e, Eugene, Si l ver Spri ng, San Mateo e mui tas outras ci dades. Esses grupos estão crescendo a
cada di a. Se você qui ser contactá- l os por favor vej a as i nformações no fi nal do l i vro.
Pensei em experi mentar o programa por mai s tempo, antes da publ i cação do l i vro, mas recebemos
tantos pedi dos de todas as partes do mundo que deci di mos publ i cá- l o agora. Conti nuaremos a tra-
bal har no programa dos 12 passos, e pl anej amos publ i car uma edi ção mai s compl eta no futuro.
Na Pri mei ra Parte do l i vro, di scuti remos porque consumi r apenas al i mentos crus - a mai s saudável
e nutri ti va forma de se al i mentar - e na Segunda Parte como manter o novo esti l o de vi da, usando
o programa dos 12 Passos para o Crudi vori smo.
/
PARTE I

Por que comer al i mentos crus?
CAPÍTULO 1 - Vi da e Energi a
Quando as pessoas fal am sobre Crudi vori smo , normal mente fal am em enzi ma. Enzi ma é energi a.
Enzi ma é vi da. Não podemos ver as enzi mas a ol ho nu, mas podemos ver vi da e energi a que é o
resul tado das enzi mas. Por exempl o, se pegamos duas nozes , uma crua e a outra cozi da e pl an-
tamos as duas, em três semanas a cozi da estará total mente desi ntegrada no sol o, enquanto que a
crua permanecerá i ntacta no mesmo l ugar. A semente crua pl antada, terá o potenci al de se trans-
formar numa grande e boni ta árvore que dará a l uz a mi l hares de outras nozes. Como nos mostra
o exempl o, a di ferença entre as duas nozes, a cozi da e a crua, é a mesma entre morte e vi da. Uma
contém enzi mas e a outra não. Uma carrega consi go a potênci a vi tal , a outra perdeu a vi da pel o
cozi mento. Se as duas nozes forem entregues a um ci enti sta para serem anal i sadas, el e não encon-
trará nenhuma di ferença nutri ci onal . As duas têm a mesma quanti dade de cál ci o, potássi o, sódi o,
magnési o, zi nco e cobre, que seri am nutri ci onal mente equi val entes. Entretanto, como di ssemos,
uma carrega vi da porque contém enzi mas e a outra não porque perdeu as enzi mas.
Para entendermos mel hor como as enzi mas funci onam, vamos fantasi ar uma estóri a. Num boni to
di a de verão, você está passando por um pomar à procura de maçãs mas el as ai nda estão verdes,
escondi das entre as fol has. Você não pode vê- l as faci l mente nem mesmo senti r o chei ro. Aí você
vol ta ao pomar no outono e as maçãs j á estão grandes vermel has e com aquel e chei ro gostoso.
El as parecem chamar por você, “ ei , ol he para mi m, me chei re, me coma” . Você entende que uma
maçã ser comi da por um ani mal ou por um ser humano si gni fi ca a conti nuação da vi da. Aí você
escol he a mai or e mai s vermel ha e dá uma mordi da. A maçã está chei a de enzi mas vi vas. En-
quanto você a saborei a, as enzi mas(como mi núscul os trabal hadores com a mal a chei a de mági cas
ferramentas de cura) trabal ham no seu corpo. Você sai andando e as enzi mas vão agi ndo no seu
corpo como um ti me, trabal hando aqui e al i ; se detendo mai s naquel e ponto onde é necessári o
mai s atenção . Você se sente bem e chei o de energi a porque a maçã que você comeu contém suas
própri as enzi mas que vão aj udar na di gestão. Seu corpo não preci sa fazer nenhum esforço extra
para di geri r a maçã. Mai s tarde, el a sai do seu corpo em forma de ferti l i zante e a vi da prossegue.
Assi m é que você parti ci pa do ci cl o da vi da. Tudo é ci rcul ar. É a l ei uni versal .
No fi m de semana segui nte, você vol ta ao pomar, col he uma cesta de maçãs, l eva para casa e
exatamente como fazi a sua avó, col oca as maçãs para assar no forno com caramel o e canel a. As-
sadas, el as formam um prato boni to e del i ci oso. Parecem tão nutri ti vas quanto a maça fresca que
você ti rou do pé. Mas não é. As maçãs que você cozi nhou ti veram suas enzi mas destruídas pel a
al ta temperatura. Você come a doce maçã assada, que o caramel o e a canel a esti mul aram o sabor,
cri ando em você uma sensação de grande prazer. Você acaba de comer e vai dei tar um pouco para
descansar, senti do um certo cansaço poi s seu corpo tem que trabal har dobrado para fazer a di ges-
tao. As enzi mas que são produzi das pel o seu própri o corpo têm que dei xar o seu trabal ho, tal vez
l i mpando o seu fígado, protegendo você contra a formação de tumores, evacuando toxi nas aqui e
al i e vão di geri r aquel a maçã assada que não mai s possui suas própri as enzi mas.
J
Quando fi nal mente essa maçã sem vi da dei xa o seu corpo, no vaso sani tári o, el a está chei a das
enzi mas que absorveu do seu própri o organi smo. Essas enzi mas estão i ndo embora para sempre.
O dr. Edward Howel l , um respei tado nutri ci oni sta, di z que na médi a, um ameri cano na fai xa dos 40
anos tem restando no seu corpo apenas 30% das enzi mas. Ai nda assi m podemos cami nhar, fal ar e
pensar. Porém, com somente 30% das enzi mas e tendo que gastar 75% de energi a para desi nto-
xi car o corpo, nos tornamos vul nerávei s à doenças e até menos sensívei s com rel ação aos outros e
a nós mesmos. Podemos sobrevi ver fi si camente mas nunca saudavel mente e espi ri tual mente.
A boa notíci a é que, mesmo com apenas 30% de nosssas enzi mas, podemos prol ongar nossa vi da,
se adotarmos o crudi vori smo, dei xando o corpo se auto- puri fi car.
Há mui ta controvérsi a no campo das enzi mas. Na verdade, mui tos nutri ci oni stas formados ai nda
não entendem a i mportânci a das enzi mas no nosso al i mento. Se você quer ter uma di eta adequa-
da, um escl areci mento compl eto sobre as enzi mas é cruci al .
Por exempl o, vamos ver qual a di ferença entre gordura crua e gordura cozi da.
Para que a gordura exi ste? Todos preci samos de gordura para l ubri fi car nos-
sos ol hos para que possamos enxergar, para l ubri fi car nossa pel e para que el a
fi que maci a, para l ubri fi car nosso cabel o e as nossas j untas. Não podemos
assi mi l ar gordura de l ei te pasteuri zado, mantei ga, creme ou nozes torradas,
porque todos são cozi dos! Podemos fi car obesos, e ai nda assi m carentes da real
gordura. Nosso corpo está fami nto por gordura vi va. As mel hores fontes da boa
gordura são: abacate, coco verde, azei tona, nozes, sementes, e azei te de ol i va
prensado a fri o.
Lembro quando eu era bem gorda. Eu pesava 60 kg a mai s que hoj e. Nessa
época, eu senti a um desej o mui to forte por abacate. Quando comecei a di eta,
cheguei a comer oi to abacates por di a. Comecei a perder peso rapi damente. As
enzi mas da gordura do abacate penetraram nos meus depósi tos de gordura ,
quebrandos- os em pequenos pedaços, el i mi nando- os do meu corpo. Isso não
é i mpressi onante?
Um outro exempl o é o cál ci o. Quando temos defi ci ênci a de cál ci o, somos aconsel hados a tomar
l ei te pasteuri zado. Sempre vemos anúnci os que di zem: “Já tomou seu l ei te hoj e?” Eu di ri a que
quando preci samos de cál ci o a pergunta correta é: “ Tomou seu l ei te de gergel i m?” ou “ Tomou seu
suco de cl orofi l a?” O l ei te de vaca não é para ser consumi do por seres humanos. El e posssui cál -
ci o, mas contém uma concentração mui to grande de proteína, o que produz mui to muco. Al ém do
mai s, o l ei te pasteuri zado é aqueci do a uma temperatura tal que todas as enzi mas são destruídas.
Não há mai s vi da no l ei te pasteuri zado. O corpo absorve apenas mol écul as de cál ci o sem vi da. Do
capi m, é onde a vaca reti ra o seu cál ci o. O cál ci o de ori gem vegetal é de fáci l di gestão pel o corpo
humano porque a mol écul a de cl orofi l a e a mol écul a do sangue são quase i dênti cas. A semente de
gergel i m é a mai s ri ca em cál ci o entre todas as sementes e nozes. O l ei te de gergel i m é del i ci oso
e pode faci l mente ser substi tuído pel o l ei te de vaca.
9
Como havi a di to antes, enzi mas são vi da e energi a. Somos seres humanos e portanto, seres es-
pi ri tuai s. Preci samos de energi a para nos movi mentar, amar, comparti l har, comuni car e i nteragi r.
Todas as vezes que comemos al i mentos cozi dos perdemos as enzi mas que o nosso corpo produz.
Todo o al i mento cozi do que consumi mos faz o corpo trabal har duro usando suas própri as enzi mas
para di geri r aquel e al i mento. Dessa forma, o corpo trata esses al i mentos como se fossem toxi nas
e faz tudo para el i mi ná- l os.
Exi ste al guma forma de recuperar as enzi mas perdi das? Há di ferentes opi ni ões a esse respei to.
O Dr. Howel l di z que todas as cri aturas vi vas têm um potenci al fi xo de enzi mas e que não pode
ser reconsti tuído. As pessoas sempre perguntam se não podem recuperar suas enzi mas tomando
supl ementos. Eu acredi to que não. Os supl ementos de enzi mas à venda não são nada mai s nada
menos que al i mentos crus desi dratados. Por exempl o, os supl ementos vendi dos para aj udar na di -
gestão da carne cozi da são fei tos do fígado cru desi dratado. No meu entender, um bi fe cozi do tem
propri edades di ferentes do fígado cru desi dratado.
Será que podemos comer uma boa quanti dade de maçãs e estocar suas enzi mas? Também não
acredi to. El as fazem o seu trabal ho enquanto estão l á, mas não permanecem. É a mi nha opi ni ão,
com base nas mi nhas l ei turas e experi ênci a. Ni nguém até agora sabe a verdade sobre a reconsti -
tui ção de enzi mas. O que posso di zer é que recuperei mi nha saúde não por tomar supl ementos de
enzi mas mas por preservar as mi nhas própri as, não comendo al i mentos cozi dos. Mi nhas enzi mas
não estão mai s sobrecarregadas com o trabal ho de di geri r al i mentos cozi dos e me si nto chei a de
saúde e energi a.
Acredi to também, que se segui rmos o nosso coração e fi zermos o que fomos predesti nados a fazer
nesta vi da, nos tornaremos seres saudávei s e espi ri tuai s e ai nda receberemos a cota de contri bui -
ção do Uni verso.
CAPÍTULO 2 - O Corpo Humano Nunca Comete Erros
Preci samos confi ar no nosso corpo. Para i sso é preci so segui r a nossa i ntui ção, nosso eu superi or e
nossa própri a experi ênci a. Cada um de nós é um ser úni co com suas própri as e di ferentes necessi -
dades. Preci samos ser os mel hores “ experts” em nós mesmos.
Se você muda sua di eta apenas porque ouvi u os consel hos de Vi ctori a, não vai durar mui to tempo
ou dure, até você ouvi r um outro “ expert ” que l he apresenta i déi as di ferentes sobre saúde. O meu
consel ho é que você faça somente aqui l o que sente que é o certo para você.
Há bons i nstrutores espal hados pel o mundo hoj e em di a. Vamos i magi nar segui ndo a sugestão de
cada um . Um nutri ci oni sta nos aconsel ha a evi tar frutas porque el as têm açúcar que pode causar
di abetes. Um outro nutri ci oni sta popul ar di z que devemos comer apenas frutas e não verduras.
Outro argumenta que frutas cítri cas causam artri te e que prej udi ca nossos ossos. O Dr. Hi l ton Ho-
tema, que j á tem quase 100 anos de i dade, nos di z para não comer repol ho, couve e nem fol has
verdes, porque sendo parte da famíi l i a dos ópi os, el as também são tóxi cas. Um outro nutri ci oni sta,
no seu l i vro sobre brotos, escreveu que os grãos brotados são tão tóxi cos e que nem mesmo os
ani mai s deveri am comê- l os. Uma outra pessoa bri l hante e mui to mi nha ami ga, nos aconsel ha a
não comer nenhum ti po de grão porque el es causam danos ao cérebro. Os Hi gi eni stas di zem que
não devemos comer nozes nem frutas secas porque são al i mentos mui to concentrados. Ouvi um
outro professor mui to popul ar na área do Crudi vori smo di zer que não devemos comer cenoura,
1J
nabo, nem raízes, porque são híbri dos e o corpo não os reconhece como al i mentos. Se segui rmos
os consel hos de todos os bons professores, o que nos restará para comer? Em vez de crudívora eu
me tornari a “ breatheri an” (al guém que vi ve só do ar que respi ra). Já pensou como é confuso? A
úni ca sol ução é ouvi r o seu própri o corpo.
Vamos fazer uma experi ênci a. Se você fossse a uma barraca de frutas orgâni cas agora, que fruta
escol heri a? Pera, maçã, l aranj a, fi go, mamão, banana, uva, abacate, manga ou cerej a? Será que
todos que estão l endo este l i vro vão pegar a mesma fruta? Provavel mente que não. Somos todos
i ndi víduos úni cos. Seu corpo sabe do que você preci sa. A fruta que você escol he é aquel a que el e
está pedi ndo naquel e di a. Seu dever é dar a seu corpo aqui l o que el e preci sa. Amanhã el e pode
querer a mesma fruta ou uma coi sa nova. Dei xe que el e comande.
Tenho segui do o meu corpo por oi to anos. Durante esse tempo fui a di versas conferênci as onde os
pal estrantes argumentavam contra um ou outro ti po de al i mento. Lembro de um professor que fa-
l ou contra comer grãos. Nesse di a eu estava com desej o de comer qui noa (um ti po de grão) , então
fal ei para o pal estrante, “ Eu respei to sua opi ni ão e sua pesqui sa mas meu corpo é o meu chefe” .
Se el e di z que quer qui noa, eu ponho para brotar e como. El e sabe mel hor do que eu. Ouça seu
corpo para ter saúde e fel i ci dade.
Acredi te na sua própri a i ntui ção e não cometa o engano de pensar que outra pessoa sabe mel hor
sobre seu corpo do que você. Seu corpo é bel o e sábi o. Cada uma das 35 tri l hões de cél ul as que
el e possui tem al ma própri a e sabedori a sufi ci ente para saber o que fazer. Vamos i magi nar que
uma partícul a de poei ra cai a no seu ol ho di rei to. Que ol ho i rá pi scar? O di rei to, é cl aro. Seu ol ho
esquerdo não vai pi scar por engano porque o corpo nunca se engana. Sua mãe deu a l uz a um
bebê perfei to. Nossos corpos são perfei tos. Quando não dei xamos nosso corpo nos gui ar, aí cri a-
mos um grande probl ema.
Por exempl o, qual é a reação típi ca de al guém que está com febre, na nossa cul tura? A resposta
é: Aspi ri na. Acredi to que se meu corpo cri ou a febre é porque preci so dessa febre. Quando el e
cri a di arréi a, está di zendo que eu preci so da di arréi a. Tomar remédi o contra a di arréi a é i r contra
a sabedori a do corpo. Nosso corpo nunca comete erros. Todos nós sabemos o que preci sa ser fei to
quando ouvi mos o nosso corpo.
Quando mi nha famíl i a ti nha doi s meses na di eta crudívora, meus fi l hos começaram a desej ar
di ferentes ti pos de frutas. Sergei queri a manga e uva- do- monte e Val ya queri a azei tona e fi go. O
desej o del es por essas frutas era tão grande que eu ti nha que correr atrás para sati sfazê- l os. Certa
vez, dei uma manga a Sergei . El e comeu e pedi u mai s. Comprei uma cesta, pensando que i a du-
rar uma semana, e el e comeu em um di a com casca e tudo, e ai nda pedi u mai s. A mesma coi sa
aconteceu com uva- do- monte. Comprei um saco de um qui l o de uva- do- monte e el e comeu todo
de uma vez . Val ya gostava de fi go. El a queri a fi gos frescos, fi gos secos, nunca se fartava de comer
fi gos. Também gostava mui to de comer azei tonas.
Durante nossas féri as, na pri mavera, vi si tamos o Dr. Bernard Jasnsen, um famoso cl íni co e nutri -
ci oni sta. Perguntamos a el e o que Sergei preci sava comer para a di abetes. El e
ol hou no seu l i vro e di sse que a mel hor coi sa para di abates é manga e uva-
do- monte. Então perguntamos o que Val ya preci sava comer para a asma. El e
di sse, fi go e azei tona. Fi quei abi smada e fal ei para el e que era exatamente o
que as cri anças estavam sempre desej ando.
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Compreendi então que o nosso corpo está sempre pedi ndo certo ti po de al i mento, aqui l o que el e
preci sa. O corpo das cri anças fal a antes que o nosso corpo de adul tos.
Al gumas semanas depoi s das cri anças, Igor e eu começamos a senti r desej os. Lembro que um di a
senti um desej o enorme de comer al ho- porro. Senti a o chei ro em todo l ugar.
Quando ti ve a oportundi dade de conversar com Dr. Jansen novamente, perguntei a el e sobre esse
meu ataque por al ho- porro. Ti nha l i do que não devemos comer nenhum ti po de cebol a ou al ho
porque i rri ta nossa membrana mucosa. Dr. Jansen me di sse que sempre que as pessoas têm mui -
to muco, o corpo desej a al go como al ho e cebol a para di ssol ver o muco e fazer expel i r.
Você j á teve ânsi a por doce? Quando nosso corpo preci sa de cál ci o, senti mos
desej o de comer doce.O cál ci o na sua forma natural é adoci cado. Se pl antamos
morangos num sol o ri co em cál ci o, os morangos serão bem doces. Al gumas
vezes a nossa reserva de cál ci o é tão bai xa que fi camos vi ci ados em doce. Eu
mesma ti ve mui ta di fi cul dade de me l i bertar do açúcar. Conversei com uma
ami ga sobre i sso e el a fal ou: “ Vi ctori a você está apenas preci sando de cál ci o” .
El a me di sse para por sementes de gergel i m de mol ho, preparar o l ei te e tomar em j ej um durante
duas semanas. Segui seu consel ho. Pri mei ro tomei o l ei te de gergel i m com mel . Poucos di as depoi s
não queri a mai s o l ei te tão doce , então pus menos mel . Depoi s de uma semana,, j á não queri a
mai s o l ei te com mel . Aí mudei para um ti po de gergel i m mai s escuro que tem um gosto mai s amar-
go. Por duas semanas não i a a l ugar nenhum sem o meu copo de l ei te de gergel i m. O equíl i bri o
no meu corpo ti nha mudado. Perdi o forte desej o por doce, até mesmo por frutas doces que são
saudávei s. Fantásti co! Estava na época de uva e não senti aquel e desej o de comer uva como antes.
Graças ao l ei te de gergerl i m, que é mesmo o campeão em cál ci o.
Certa vez, Sergei quebrou a cl avícul a e teve vontade de tomar suco de cl orofi l a e l ei te de gergel i m.
Depoi s que fi cou bom, não preci sou de fi si oterapi a. Os médi cos di sseram que el e l evari a de oi to a
dez semanas para se recuperar, mas i sso aconteceu bem antes. Por ter tomado l ei te de gergel i m,
em apenas duas semanas o corpo de Sergei produzi u a cal ci fi cação necessári a para que os ossos
se uni ssem e vol tassem ao normal .
Al gumas vezes você também vai desej ar al go que nunca experi mentou antes . Você tem vári as op-
ções, mas nada parece l he atrai r porque você preci sa de al guma coi sa que não está al i . Para aj udar
na i denti fi cação do que o seu corpo está querendo, você pode começar a comprar frutas e verduras
que nunca experi mentou antes. O que é bom para um, pode não ser bom para outros.
Certa vez fui fazer um al moço para 25 pessoas. Fui na horta e avi stei uns pés de dente- de l eão.
Achei aquel as fol has tão atrati vas e deci di experi mentar uma. El as pareci am doce para mi m. Não
ti nham nada de amargo. Enchi uma cesta e fal ei para os convi dados que teríamos um al moço
especi al . Pus no processador 6 abacates e suco de l i mão para fazer o mol ho da sal ada. Col oquei
mi nha obra de arte na mesa, os convi dados provaram e excl amaram, “ Como i sso está amargo! ”
Termi nei comendo a sal ada sozi nha. Na manhã segui nte, acordei com a pel e amarel ada. O que
aconteceu foi que aquel a sal ada l i mpou meu fígado. Antes da l i mpeza que o dente- de l eão fez,
mi nha pel e era branca e pál i da. Depoi s fi cou compl etamente rosada. Meu corpo sabi a que eu
preci sava daqui l o.
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O corpo humano é tão maravi l hoso e nem nos damos conta do quanto.
Aprendi na escol a, que o sangue fl ui no nosso corpo para bai xo, pel o efei to da gravi dade, e para
ci ma, i mpul si onado pel as bati das do coração. Não! O traj eto do sangue não é tão si mpl es assi m.
O sangue é um mi l agroso ri o de vi da que vi aj a através de tri l hões de vasos , numa vel oci dade cós-
mi ca. El e não fl ui apenas pel o efei to da gravi dade. El e percorre di ferentes di reções, tudo de acordo
com as l ei s uni versai s que não podemos sequer entender. Quando eu corto meu dedo, o própri o
sangue l ava a suj ei ra do corte; depoi s el e coagul a e fecha o feri mento formando um cascão. Quan-
do esse cascão cai , eu tenho uma nova pel e no l ugar do corte. Isto não é fantásti co?
O corpo humano é mesmo fasci nante. Tomemos como outro exempl o, a nossa mão. A mão tem
mai s de 100 pequenos ossos. Mi nha mão pode segurar uma maçã, descascar uma banana, reti rar
raízes do sol o ou me aj udar a subi r numa árvore. Quando col oco a mi nha mão na água, a água
não penetra na pel e, porém, se meu corpo preci sa transpi rar, eu posso transpi rar através das mi -
nhas mãos que há um mi nuto atrás pareci a à prova d’ água. Nosso corpo é tão mi l agroso que de-
veríamos estar sempre fasci nados e agradeci dos por cada fi o de cabel o da nossa cabeça (enquanto
temos! )
O corpo de cada pessoa quer ser boni to e saudável . O que i mpede que i sso aconteça? Antes eu
pensava que ti nha ti do uma má sorte por ter nasci do com um corpo horrível . El e sempre me fazi a
ter dores e furúncul os, e o que quer que eu comesse, me fazi a engordar. Desde que adotei o cru-
di vori smo, perdi cerca de 60 kg e tenho mai s energi a do que nunca na mi nha vi da. Agora posso
correr, pul ar e bri ncar. Eu amo meu corpo. No entanto, é o mesmo que eu ti nha há oi to anos atrás.
O mesmo corpo que eu achava ter, por fal ta de sorte. O que mudou? Ti rei a mi nha “ cabeça pro-
gramada” do cami nho. Comecei a ouvi r a l i nguagem do meu corpo em vez de ouvi r a l i nguagem
da mi nha mente. Como al i mentos crus porque é o que meu corpo preci sa. A úni ca certeza para ser
saudável é aprender a entender o que o corpo quer e preci sa. Tudo o que temos a fazer é ouvi - l o
e segui - l o.
CAPITULO 3 - A Lei Vi tal da Adaptação
O corpo de todo o ser vi vo é desti nado a l utar pel a sua sobrevi vênci a. El e faz tudo para se proteger
e preservar a espéci e, não i mporta os obstácul os. Se o corpo ti ver duas escol has, uma, ser ati ngi do
podendo morrer, outra, sobrevi ver, el e sempre escol herá sobrevi ver. É a l ei da sobrevi vênci a. Temos
vári os exempl os que comprovam essa l ei .
Todo ser vi vo se adapta ao seu ambi ente. Por exempl o, os coel hos mudam a cor do pel o de marrom
no verão, para branco no i nverno. O propósi to dessa mudança de cor é para a camufl agem nos
campos durante o verão, e na neve durante o i nverno, o que aumenta as chances de sobrevi vênci a
dos coel hos na l uta contra os predadores.
Se caírmos numa ducha bem quente de manhã, podemos quei mar nossa pel e. Porém, se entrar-
mos aos poucos com a água morna e formos aumentando a temperatura gradual mente, podemos
chegar a uma temperatura bem quente sem senti r nenhum desconforto. O corpo se adapta ao
aumento gradual da temperatura.
Depoi s de passar o i nverno com os pés sempre cal çados, nossos pés doem quando andamos des-
cal ços no cascal ho, durante a pri mavera. Porém, se conti nuarmos andando descal ços, no fi m do
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verão nossos pés j á cri aram resi stênci a, e se torna fáci l cami nhar no cascal ho. Os mi núscul os mús-
cul os em nossos pés se tornaram mai s resi stentes e quando pi samos no cascal ho el es se curvam
de forma a se amol darem ao ti po de chão. Isso j á l he aconteceu al guma vez? O corpo se adapta
para cui dar de nós.
Um di a você está di ri gi ndo na ci dade grande e fi ca preso no trânsi to. Então você l i ga o rádi o como
um passa- tempo. Na manhã segui nte, você l evanta cedo para trabal har e serenamente entra no
carro, l i ga o motor e o som al to do radi o que fi cou l i gado, chega a doer nos seus ouvi dos. Como
i sso aconteceu? A resposta é i nteressante. Quando você estava no centro da ci dade, seus ouvi dos
se adaptaram à pol ui ção sonora. A sua audi ção fi cou reduzi da 20%. Seu corpo fez esse aj usta-
mento porque o barul ho é prej udi ci al e se el e não fi zer i sso, você pode ter dor de cabeça ou fi car
extremamente i rri tado. El e se adaptou ao barul ho para l he proteger. Quando então você chega em
casa e dorme, seu corpo vai se adaptar à qui etude da sua casa.
Se você for à Rússi a, vai ver que os homens l á tomam um l i tro de vodka por di a. El es vendem a vo-
dka e o pão próxi mos um do outro. Isso é consi derado como parte da al i mentação normal . Se en-
contramos al guém que nunca tomou ál cool , como uma cri ança austral i ana aborígi ne, vegetari ana,
e l he dermos um copo de vodka, el a poderá morrer envenenada pel o ál cool . Os homens russos,
por outro l ado, têm corpos que j á se adaptaram à i ngestão do ál cool , mas com certeza pagam o
preço por essa adaptação.
No l i vro Man’ s Hi gh Conci ousness do Dr. Hi l ton Hotema, l i sobre uma experi ênci a fei ta com pás-
saros conduzi da por Cl aude Bernard. El e col ocou um pássaro dentro de um reci pi ente com uma
quanti dade de oxi gêni o que l he permi ti ri a sobrevi ver por três horas, e o reti rou no fi nal da se-
gunda hora quando ai nda poderi a sobrevi ver por mai s uma hora. Col ocou um segundo pássaro
no l ugar do pri mei ro, e este morreu i nstantaneamente. O segundo pássaro não estava adaptado à
quanti dade reduzi da de oxi gêni o. O pri mei ro pássaro que sobrevi veu por duas horas foi se adap-
tando aos poucos à mudança de oxi gêni o, o que possi bi l i tari a a sua sobrevi vênci a por mai s tempo.
O segundo pássaro não teve tempo de se adaptar, a mudança foi abrupta.
O ponto a que eu quero chegar, é que o corpo se adata para sobrevi ver. Nosso corpo humano
tem se adaptado a mui tas forças e estímul os externos com o i ntui to de sobrevi ver. Pense em tudo o
que nós, humanos, j á nos adaptamos: radi ação de forno mi cro- ondas, o uso de ócul os, pol ui ção
sonora, pol ui ção do ar, água tratada com cl oro, vi ol ênci a, pensamentos vi ol entos, o ar vi ci ado
dos ambi entes fechados, tel evi são, não dormi r o sufi ci ente, fal ta de exercíci os, maus hábi tos al i -
mentares, l uz el étri ca, stress, remédi os, roupas si ntéti cas, al i mentos arti fi ci ai s, vi tami nas si ntéti cas,
e mui to mai s. Quando nosso corpo faz uma adaptação, pagamos com a nossa saúde. Pagamos
com a nossa energi a e expectati va de vi da.
O que podemos fazer para aumentar nossa energi a e expectati va de vi da,
agora? Ser o mai s natural possível . Vi ver em estado de fel i ci dade. Acabar com
as pressões. Acabar com o stress. Dormi r do l ado de fora. Al gumas vezes sen-
ti r fri o, fi car mol hado e tremer de fri o. Vi aj ar acampando. Podemos mudar a
nossa al i mentação. Podemos adotar o crudi vori smo. Tudo i sso é possível . Se
o al i mento cozi do não é a fonte de nutri ção i deal para o nosso corpo, porque
fazer del e a nossa al i mentação bási ca? Nossos ancestrai s eram crudívoros,
2000 a 5000 anos atrás.
1+
As vezes i magi no que a ori gem de se cozi nhar os al i mentos vei o de um grande i ncêndi o na fl oresta
onde todas as raízes, pl antas e sementes foram quei madas. Não havi a comi da. A famíl i a fami nta
vai á fl oresta i ncendi ada e encontra l á pedaços de ani mai s cozi dos e pensa, “ Comer i sso é estra-
nho, mas é mel hor do que morrer de fome” . A carne assada é trazi da para casa e consumi da. Todos
concordam que é mel hor mudar a al i mentação do que morrer de i nani ção. O corpo reage àquel a
substânci a estranha e tem que escol her entre rej ei tar o al i mento cozi do e morrer de fome, ou se
adaptar e sobrevi ver. A escol ha é se adaptar.
Como o corpo se adapta ao al i mento cozi do? Cri ando um muco que funci ona
como uma espéci e de fi l tro. Toda a superfíci e do aparel ho di gesti vo que é desi gnada a ab-
sorver os nutri entes dos al i mentos, é coberta por esse muco que vai proteger o sangue contra as
toxi nas. O muco se forma começando pel a l íngua, e faz todo um percurso até os i ntesti nos. Al gu-
mas pessoas podem vê- l o na sua l íngua. Aquel es que têm um muco denso cobri ndo seus i ntesti -
nos, normal mente têm a l íngua esbranqui çada como se acabasse de comer creme de l ei te. O corpo
cri a o muco para fi l trar as toxi nas produzi das pel o al i mento cozi do. Quanto mai or a quanti dade
de al i mentos cozi dos que consumi mos, mai s muco o corpo produz como proteção. Quanto mai s
estranhas as substânci as al i mentares são para o corpo, mai s aumentam os fi l amentos de muco.
Com o passar dos anos el e se torna mai s grosso e endureci do.
Nosso corpo cri a a pri mei ra camada de muco quando comemos nosso pri mei ro al i mento cozi do,
quando ai nda bebês. A parti r daí, as toxi nas do al i mento cozi do não penetram no corpo compl eta-
mente por causa do muco protetor. Você pode perguntar: De onde vem fi nal mente esse muco? O
corpo humano com a sua i ntel i gênci a o reti ra do própri o al i mento cozi do!
Por temer bactéri as como a “ e- col i , sal monel l a” e outras, cozi nhamos, pasteuri zamos e i rradi a-
mos nossos al i mentos. O al i mento passa a ser al tamente processado e mani pul ado. Comemos
uma grande quanti dade de al i mentos e dessa forma nosso corpo cri a uma grande quanti dade de
muco.
Os naturopatas chamam esse muco no i ntesti no de pl aca mucosa. A pl aca mucosa se assemel ha a
uma grande manguei ra de borracha verde que protege o corpo contra as toxi nas. Porém, a assi -
mi l ação dos nutri entes dos al i mentos fi ca bastante reduzi da. Quanto mai s muco nós temos, menos
nutri entes podemos receber.
Depoi s de vári os anos comendo al i mentos cozi dos, desenvol vemos severa defi -
ci ênci a nutri ci onal , nos tornando por assi m di zer, mal nutri dos. Nos tornamos
cada vez mai s fami ntos. Chegamos ao ponto que eu cheguei há oi to anos atrás,
que quando l evantava da mesa j á estava com fome novamente. Estamos cons-
tantemente com fome porque nosso corpo está desesperado por nutri entes.
Nossas cél ul as estão gri tando por todos os 120 mi nerai s que preci samos. Estão
pedi ndo por sódi o, magnési o, cobre, zi nco... Tudo i sso porque, não i mporta o
quanto comemos, apenas uma pequena percentagem é assi mi l ada.
Quando adotamos e permanecemos no crudi vori smo, essa camada mucosa
pode ser di ssol vi da. No tempo certo, o corpo a di ssol ve. Quanto mai or a quan-
ti dade de al i mentos crus consumi dos, mai s a pl aca é di ssol vi da. Se somos 100%
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crudívoros, el a desaparece compl etamente e nossa assi mi l ação aumenta sen-
si vel mente. Não preci samos passar um tel egrama a todos os nossos órgãos
anunci ando. Nosso corpo capta a mensagem, começa a mudar i medi atamente
e a cel ebrar a mudança.
O quadro abai xo mostra a quanti dade de al i mentos cozi dos e al i mentos crus que consumi mos em
rel ação a quanti dade de nutri entes que é assi mi l ada pel o nosso corpo. Não posso afi rmar que este
é um quadro ci entífi co, mas sei que é verdadei ro. Estes números não são preci sos, mas quem ado-
tar a di eta crudívora vai ver que faz senti do.
Percentagem de al i mentos cozi dos e al i mentos crus consumi dos e percentagem de assi mi l ação
% de alimentos crús % de alimentos cozidos % de assimilação
5 95 .03
10 90 .06
25 75 .1
50 50 .3
75 25 1.0
99 1 3.0
100 0 30.0
Vou expl i car esse quadro através de uma i l ustração.
Vamos chamar nosso personagem pri nci pal de Ji m, que tem entre 40 a 50 anos. Ji m come pou-
cos al i mentos crus. Está sempre com fome porque não está assi mi l ando bastante nutri entes. El e
tem uma barri ga avantaj ada porque come mui to, tentando saci ar a fome do seu corpo. Tem uma
col una frági l devi do ao peso da sua barri ga e está sempre cansado. A di eta de Ji m é de 5% de
al i mentos crus. Qual quer pessoa que come sandui ches ou hamburgers está comendo cerca de 5%
de al i mentos crus porque os tomates e a al face formam os 5%. Dessa forma, o corpo de Ji m está
assi mi l ando aproxi madamente .03% de nutri entes dos al i mentos.
Vamos supor que Ji m fi que mui to doente. El e vai a um mercado de produtos naturai s e observa que
poderi a se senti r mel hor se adotasse a di eta vegetari ana.
El e adi ci ona bastante vegetai s frescos na sua di eta e dei xa de comer carne. Agora el e está consu-
mi ndo 25% de al i mentos crus e 75% de al i mentos cozi dos. Sua assi mi l ação aumentou para .1%.
El e começa a se senti r mel hor e passa a ter um pouco mai s de energi a. Começa a sai r com novos
ami gos que são também vegetari anos. Um del es l he convi da para uma reuni ão em que cada um
l evará uma recei ta di ferente, onde nada é cozi do. Ji m fi ca tão i mpressi onado com os pratos boni tos
que vê, que aumenta seu consumo de al i mentos crus para 50%. Sua assi mi l ação passa a ser de
.3%, 10 vezes mai s do que antes. El e j á sente a di ferença. Começa a se senti r bem mel hor. Passa
a frequentar essas reuni ões semanal mente e aumenta seu consumo de al i mentos crus para 75%.
Agora el e está assi mi l ando 1%, 30 vezes mai s do que antes. El e vai fi cando um homem bem mai s
i nteressante. Costumava pensar que as mul heres não l he ol havam mai s, e que estava envel hecen-
do. Agora el e aparenta mai s saudável , mai s j ovem e mai s corado.
1c
Ji m começa a l er mui tos l i vros sobre crudi vori smo e até passa a dar aul as sobre o assunto. Agora
el e está consumi ndo 99% de al i mentos crus e 1% de al i mentos cozi dos. Sua assi mi l ação passa a
ser de 3%. Está tão saudável que aparenta 10 anos mai s j ovem. El e faz mui tos ami gos e sua vi da
soci al é mai s i ntensa.
Al guns anos depoi s, ti vemos notíci as de Ji m. El e tem l i do mui tos l i vros sobre crudi vori smo, tem
frequentado semi nári os, e quando possível tem i do a di ferentes centros de tratamento.
Um di a Ji m acordou com um pressenti mento de que deveri a segui r sua voz i nteri or dei xando de
uma vez de comer al i mentos cozi dos e passa a ser 100% crudívoro. El e fez a i ntel i gente escol ha.
Doi s a três meses consumi ndo apenas al i mentos crus, sua assi mi l ação passou de 3.0% para 30%.
Por que mudando a di eta de 99% para 100% faz tanta di ferença na percentagem de assi mi l ação?
O 1% é si gni fi cante porque o corpo não preci sa mai s fi car na defesa contra os al i mentos cozi dos.
Ji m agora passa a comer apenas uma vez por di a, uma porção de sal ada, e é tudo. Nada mai s do
que i sso porque está assi mi l ando 30%. Hoj e, é essa a quanti dade que eu como também. Que meu
mari do come. Que meus fi l hos comem.
Quando meu fi l ho Sergei vai esqui ar, el e sai às 6: 30 da manhã e vol ta às 7: 00 da noi te. El e l eva
consi go duas l aranj as orgâni cas para comer no ôni bus. Come uma no cami nho para a neve e a
outra no cami nho de vol ta para casa. É o bastaante porque el e assi mi l a 30%.
Sergei di z que seus ami gos de esqui vão vári as vezes às suas l anchei ras tomar chocol ate quente e
comer sandui che porque sentem mui ta fome. El es fi cam com fome, sem energi a e preci sam comer.
Enquanto Sergei fi ca esqui ando o di a i ntei ro e nunca fi ca cansado. E tudo i sso com apenas duas
l aranj as. O segredo é que el e assi mi l a 30%, enquanto os outros estão assi mi l ando apenas entre
.03% a .1%.
Vol tando ao exempl o de Ji m, por que a mudança fi nal de 99% para 100% de al i mentos crus fez
tanta di ferença na taxa de assi mi l ação? Encontrei a resposta para i sso na l i teratura dos Al coól atras
Anôni mos (A.A).
Os al coól atras são encoraj ados, nos encontros do A.A, a fi carem 100% sóbri os. Se el es vol tam ao
encontro e di zem que estão 99% sóbri os, porque tomam apenas uma dose de vodka di a si m di a
não, el es não são consi derados sóbri os pel os i nstrutores. Os membros do A.A j á perceberam há
mui to tempo atrás, que dei xar de beber 99% nunca funci ona. Se al guém quer real mente dei xar
a bebi da, preci sa permanecer 100% sóbri o. Esse 1%, não i mporta se é uma quanti dade míni ma,
fará o corpo conti nuar adaptado ao al cool . Podemos usar essa anal ogi a com rel ação aos al i mentos
cozi dos.
Vamos dar um outro exempl o: Andrew tem consumi do arroz cozi do desde cri ança. Seu corpo se
adaptou bi oqui mi camente e psi col i gi camente a este consumo.Um di a, Andrew se consci enti za que
arroz branco não é bom para el e. Deci di u parar de comer arroz. Como resul tado, seu corpo de-
senvol veu um forte desej o por arroz cozi do. Desej os são expectati vas bi oquími cas e emoci onai s do
corpo. Seu corpo se aj ustou a receber carboi drato do arroz cozi do. Em vez do arroz, Andrew come-
ça a consumi r carboi drato do mi l ho verde, grãos brotados e cenoura. Doi s meses depoi s, o corpo
de Andrew se adaptou e acabou a sua ânsi a por arroz. Se el e conti nuasse a comer arroz , mesmo
em pequenas quanti dades, o aj ustamento do seu corpo j amai s seri a compl eto e conti nuari a a senti r
desej o aquel e forte desej o.
Quando nos permi ti mos comer mesmo que somente 1% de al i mentos cozi dos, dei xamos a porta
aberta para saci ar aquel e desej o quando el e aparecer, pri nci pal mente quando estamos depri mi -
1/
dos, com fome, aborreci dos ou cansados, que é quando comemos mai s. É quando desej amos co-
mer o que não é saudável , tomar bebi das al coól i cas, fumar ou tomar drogas. Desi sti r do 1% é como
fechar defi ni ti vamente a porta para as tentações.
Quando nossa famíl i a começou a di eta crudívora a 100%, há oi to anos atrás, nossa ami ga Judy
também começou, porém a 95%. Confesso que sofri nos doi s pri mei ros meses, enquanto meu
corpo estava se adaptando. Depoi s de doi s meses não mai s me senti a atraída por al i mentos cozi -
dos. Dei xei de dar atenção a restaurantes e ao chei ro das comi das e do café. Mi nha ami ga Judy
porém, ai nda está sofrendo. El a fi cou na di eta por al gumas semanas, e aí com a chegada de uma
vi si ta na sua casa vol tou a comer comi da cozi da novamente. El a confessa: “ Estava na di eta a 95%
por duas semanas e aí mi nha ti a vei o me vi si tar, fez para mi m um bol o del i ci oso e eu não resi sti .
Depoi s di sso, fui dei xando mai s e mai s os al i mentos crus.” El a di sse também, “ Eu estava i ndo mui to
bem até as comemorações do fi m de ano. Só consegui vol tar aos meus 95% na segunda semana
de feverei ro.
Dei xando a porta aberta dos 5%, mi nha ami ga Judy só prol ongará seu sofri mento.
Mesmo com 99%, com j á di sse, ai nda somos vi ci ados e nos permi ti mos acei tar aquel e desej o
quando el e aparece. Tenho vi sto pessoas que fi cam na di eta a 99% e meses depoi s desi stem com-
pl etamente. O que quero reforçar é que esse míni mo 1%, i nevi tavel mente nos conduzi rá ao cami -
nho de vol ta aos al i mentos cozi dos.
Você pode sofrer por uns doi s meses, porque a mudança cri a sofri mento. Mas depoi s desse perío-
do, tudo se torna mai s fáci l .
El i mi ne da sua casa todas as tentações( comi da cozi da, comi da processada, cardápi os) e não vá a
restaurantes, festas de ani versári o ou pi queni ques por pel o menos doi s meses.
Cri e uma zona l i vre de tentações. A manei ra mai s fáci l de permanecer 100%, é fazer a mudança
consci entemente. Não comece, até senti r que está pronto.
Quando você se consci enti zar de que a comi da cozi da é um víci o como outro qual quer, você tomará
a deci são. Se tornar crudívoro sem o apoi o necessári o, é mui to di fíci l . Conheço al gumas pessoas
que entenderam que comer al i mentos crus é mui to bom e se tornaram crudívoras por cerca de sei s
meses. Quando se senti ram sol i tári as ou depri mi das, vol taram ao que l hes era fami l i ar, a comi da
cozi da.
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CAPITULO 4 - Bactéri a, meu ani mal favori to
Neste capítul o, quero expl i car a vocês o porque da mi nha admi ração pel a bactéri a. Tal vez o seu
concei to sobre bactéri a mude depoi s di sso.
Bactéri a é o mai or reci cl ador de l i xo do mundo.
Pense bem ni sso: ao transformar toda matéri a orgâni ca morta em sol o, a bactéri a reci cl a
todo esse l i xo transformando- o na fonte ori gi nal de todos os el ementos. A bactéri a é mui to espe-
ci al . El a é mi núscul a e i mensa ao mesmo tempo. Menor do que qual quer cél ul a vi va, a bactéri a
pode i nstantaneamente aumentar o seu poder, se mul ti pl i cando em tri l hões. A bactéri a é a mai s
bri l hante i nvenção de Deus e um presente para todos nós! Estamos constantemente tentando
destrui r o mai or número possível de bactéri as porque não entendemos o seu propósi to aqui na
Terra. Vamos i magi nar o mundo sem bactéri a. Haveri a rocha mas não haveri a sol o para pl antar o
nosso al i mento. Todos os ani mai s mortos, pássaros, i nsetos, cobras, corpos humanos ou matéri a
orgâni ca estari am empi l hados formando enormes montanhas. Que bagunça não seri a!
No processo natural de desi ntegração, a bactéri a não causa nenhum mau chei ro. Di fíci l de acre-
di tar? Na fl oresta ni nguém cata as fol has do chão, ni nguém enterra os ani mai s mortos, tudo é
dei xado no mesmo l ugar. Os excrementos dos ani mai s fi cam onde são dei xados. Você poderi a até
pensar que uma fl oresta deve chei rar mui to mau. Então me responda: A úl ti ma vez que você foi a
uma fl oresta, senti u mau chei ro? Aposto que a sua resposta foi “ não” . Na verdade, quando esta-
mos numa fl oresta, respi ramos fundo e di zemos, “ ah, que chei ro gostoso” .Se a bactéri a agi ndo no
habi tat natural da fl oresta não causa mau chei ro, por que então associ amos o processo de desi n-
tegração com o mau chei ro? Por que no mundo ci vi l i zado, a bactéri a causa mau chei ro? É porque
a bactéri a tem di fi cul dade em reci cl ar aqui l o que nós cri amos. Para comprovar esta afi rmação,
você pode fazer sua própri a experi ênci a. Col oque al gumas frutas ou vegetai s frescos numa vasi l ha.
Você vai notar que el es vão se desi ntegrar sem nenhum mau chei ro. Agora, col oque numa vasi l ha
comi da cozi da como macarronada, sopa de frango, ou purê de batatas. Depoi s de al guns di as você
vai senti r um mau chei ro i nsuportável que é causado pel a bactéri a tentando agi r sobre o al i mento
cozi do.
Um outro fato i nteressante é que a bactéri a nunca toca aqui l o que está vi vo. Árvores gi gantescas
que ati ngem de 100 a 2000 anos, permanecem l i vres de bactéri a. Suas raízes estão sempre presas
ao sol o, e mesmo assi m a bactéri a não as ati nge. Assi m que a árvore morre entretanto, a bactéri a
age fazendo com que el a se transforme em sol o. A bactéri a reconhece o que e é vi vo e o que é
morto, e só se i nteressa pel a matéri a morta.
Ol hando para a natureza como exempl o, vemos que o l i mo e outros parasi tas não vi vem em árvo-
res saudávei s. Em hortas orgâni cas, se o sol o é bal anceado, as l esmas não aparecem. Os parasi tas
não penetram em tomates saudávei s. Da mesma forma, os parasi tas não prol i feram nas pol pas das
frutas saudávei s. Nós, humanos, estamos l onge de termos nosso corpo bal anceado, por não termos
uma al i mentação adequada.
A bactéri a pode causar doença no corpo humano? Si m e não. Si m, se o corpo é chei o de toxi nas.
Não, se o corpo está l i mpo por dentro. Quanto mai s matéri a tóxi ca acumul amos no nosso corpo,
mai s bactéri a atrai mos. Por i sso é que as pessoas que comem al i mentos cozi dos contraem i nfecções
tão faci l mente. Se você teme doenças i nfecci osas, o mel hor a fazer é manter seu corpo l i mpo por
dentro. Comer al i mentos crus é a úni ca forma de consegui r i sso. O mesmo se apl i ca aos parasi -
tas.
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Se conservamos nosso corpo l i mpo, saudável e puro, o parasi ta não vai morar
l á e nem mesmo os mosqui tos i rão nos pi car.
Certa vez, eu e mi nha fami l i a fi zemos uma cami nhada em Mi nesota, o estado do mosqui to. Na
fl oresta Boundary Wasters, os guardas fl orestai s têm que usar mosquetei ros. Nós não tínhamos
mosquetei ros e não l evamos sequer uma pi cada. Durante as ci nco noi tes que passamos l á, não
usamos nem mesmo barracas para dormi r.
Todos os parasi tas abandonam o corpo humano quando el e fi ca l i mpo. Aqui está um outro exempl o
para i l ustrar esse ponto.
Logo depoi s que começamos a di eta , l emos um l i vro sobre os parasi tas que os seres humanos
carregam no corpo. Ti vemos tanto medo, que deci di mos fazer uma l i mpeza. Tomamos aquel es
tradi ci onai s remédi os para verme durante dez di as e comprovamos por exames, que el es desapare-
ceram. Cerca de doi s meses depoi s, fi zemos um outro exame e constatamos que os parasi tas esta-
vam de vol ta. O remédi o manteve nosso corpo l i mpo por apenas doi s meses. Um ano e mei o mai s
tarde, mantendo a di eta crudívora a 100%, repeti mos o teste. Nosso sangue estava total mente
l i mpo. Não havi a mai s parasi tas! Nosso sangue consi sti a apenas de cél ul as brancas e cél ul as ver-
mel has. Era tudo. Não havi a bactéri a. Estávamos l i mpos.
Quando ol hamos o sangue de uma pessoa que come al i mentos cozi dos, podemos ver normal men-
te uma porção de bactéri as fl utuando entre as cél ul as.
Certa vez, convi dei um especi al i sta para fazer uma demonstração de anál i se das cél ul as do san-
gue, na mi nha aul a. El e reti rou amostras de sangue de três vol untári os. Um del es era um j ovem de
19 anos. Seu sangue estava tão chei o de bactéri as que el e fi cou envergonhado! El e di sse, “ Mas eu
tomo banho todos os di as” . Respondi : “ As bactéri as e parasi tas do sangue, não têm nada a ver
com o número de banhos que você toma. Fal e para nós como é o seu esti l o de vi da” . El e di sse ,
“ ah, eu estou mel horando” . Nós di ssemos, “ apenas rel axe e di ga o que você come. Quai s são os
seus hábi tos? Como você tem vi vi do os 19 anos da sua vi da?” El e di sse, “ eu tenho tomado drogas,
cervej a, fui di agnosti cado como portador do vi rus da AIDS, como comi das que não são saudávei s,
pi zza é o meu prato favori to, e nunca como sal adas.”
Podíamos ver i sso no seu sangue. Não i mporta o quanto l avamos nosso corpo por fora, por dentro
podemos estar bastante i nfectados.
A bactéri a descobre l ogo onde as toxi nas se encontram. El a só quer real i zar o seu trabal ho. Sem
causar nenhuma dor, el a penetra nas cél ul as do corpo e se mul ti pl i ca. El a só quer aj udar o nosso
corpo a se l i vrar das toxi nas.
O que sabemos com certeza absol uta, é que as pessoas que só comem al i mentos crus não têm
parasi tas nem bactéri as. Pessoas que foram exami nadas e que os médi cos confi rmaram como
portadoras de parasi tas, foram capazes de combatê- l os comendo 100% de al i mentos crus. Os
médi cos fi cam surpresos porque normal mente é mui to di fíci l tratar os parasi tas. El es exi stem nas
mai s vari adas formas , em di ferentes estági os, e se você el i mi na um estági o, um outro começa a
se desenvol ver. Quando comemos al i mentos crus, nosso corpo fi ca l i vre de toxi nas. Não há nada
para os parasi tas comerem, então el es vão embora.
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CAPITULO 5 - Desi ntoxi cação como uma forma de cura
Quando comemos al i mentos cozi dos pel a pri mei ra vez, quando ai nda bebês, a
pri mei ra camada de muco é cri ada no nosso corpo. Uma parte do muco é for-
mada como um fi l amento ao l ongo do aparel ho di gesti vo, enquanto o restante
fi ca acumul ado num l ugar mai s conveni ente, os pul mões. Esse muco não pode
fi car nos pul mões permanentemente, então, el es usam um mecani smo si mi l ar
ao peri stal se, para se l i vrar do muco. É como mi l hões de pequenos dedos na
sua superfíci e, que trabal ham como um ci nto móvel fazendo a l i mpeza. Este
mecani smo l eva porções do muco dos pul mões até o nari z – é quando vemos os
bebês com o nari z escorrendo. Quando al i mentamos nosso bebê com al i men-
tos que formam muco, o bebê tem cori sa o tempo todo. É o corpo tentando
expul sar o muco. É a natureza agi ndo. Todo excesso do muco seri a evacuado
através do nari z do bebê e os pul mões fi cari am l i mpos, se dei xássemos que i sso
acontecesse.
Porém, o que é que nós fazemos quando vemos o nari z do nosso bebê escorrendo? A reação típi ca
é, “ oh! meu bebê está com cori za. A pel e em vol ta do nari zi nho del e está tão i rri tada. Tenho que
fazer al guma coi sa. Vou l evá- l o ao médi co” . O médi co prescreve umas gôtas nasai s. Nos senti mos
bem porque fi zemos o que pudemos para aj udar nosso bebê. Infel i zmente essas gôtas não são
necessári as, pel o contrári o, são prej udi ci ai s. O bebê não tem nenhuma defi ci ênci a no nari z. Essas
gôtas são tóxi cas. São tão tóxi cas que o corpo pára de expul sar o muco dos pul mões e se concentra
em expul sar as toxi nas das gôtas nasai s. O nari z pára de escorrer e o muco vol ta para os pul mões.
Ol hamos para o nosso bebê e di zemos, “ Si m, o remédi o funci onou. Meu bebê está bem agora.” O
que não sabemos é que o nari z parou de escorrer porque o corpo concentrou energi a para el i mi nar
as toxi nas das gôtas. E que o nari z vermel ho escorrendo não é tão peri goso quanto os pul mões
chei os de muco e os efei tos das toxi nas das gôtas no corpo. Com o tempo, as camadas de muco
vão se tornando mai s densas. Aí, cerca de três meses depoi s, o nari z do bebê começa a escorrer
novamente. O que nós fazemos? Nós pensamos, “ está com cori za, é mel hor l i gar para o médi co” .
Levamos o bebê de vol ta para o médi co que prescreve umas gôtas mai s fortes, dessa vez porque
a quanti dade de secreção é mai or e mai s concentrada e faz as amídal as fi carem i nfl amadas. A
secreção também provoca rouqui dão, porque percorre a traquéi a, cobri ndo as cordas vocai s. O
medi camento mai s forte, geral mente anti bi óti co, é tão tóxi co que o corpo pára de desi ntoxi car e
passa a se concentrar em el i mi ná- l o. Aí, o bebê não vai fi car doente por al gum tempo, até que o
corpo recupere a energi a necessári a e conti nue no esforço para desi ntoxi car.
Pense por um momento: Quando normal mente você tem mai s energi a do que de costume? Você
tem mai s energi a quando está de féri as, ou no fi m de semana se consegue rel axar? Quando geral -
mente você fi ca doente? Você j á fal ou al guma vez, “ é sempre assi m, ti ro al gum tempo para des-
cansar e fi co doente.” Quando seu corpo recebe extra energi a, el e aprovei ta para uti l i zá- l a antes
que sej a desvi ada para outra coi sa. El e usa essa energi a para desi ntoxi car. É por i sso que fi camos
doentes quando damos uma parada.
Para acel erar a l i beração das toxi nas o corpo cri a a febre. Febre não é si mpl es-
mente uma el evação da temperatura, e si m um compl exo processo que requer
tempo e energi a para real i zar o seu trabal ho. Para cri ar a febre, o corpo tem
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que trabal har mui to. O coração tem que bombear 20 a 30 vezes a mai s que o
normal . Todas as gl ândul as hormonai s performam um trabal ho extra. É por i sso
que senti mos mol eza no corpo. Para preservar a energi a usada na di gestão dos
al i mentos, o corpo cri a a fal ta de apeti te. A l íngua é revesti da por uma camada
de muco para que se perca o pal adar; o nari z é congesti onado para não ser-
mos tentados pel o chei ro da comi da; as amídal as fi cam i nfl amadas para fi car
di fíci l engol i r qual quer coi sa. O corpo preci sa do j ej um nesse momento, por
i sso se uti l i za desses arti fíci os.
O que acontece quando o corpo tem febre? El e entra no processo de transpi ração para que o
muco sai a através dos poros. Você se l embra daquel e suor pegaj oso e com um odor típi co que
acontece durante uma febre al ta? A febre aj uda o muco a fi car mai s fi no e mai s fáci l de ser expe-
l i do. É quando o nari z começa a escorrer.
Infel i zmente o que as pessoas fazem nessa hora é tomar aspi ri na. Para que tomar aspi ri na? Não
temos defi ci ênci a de aspi ri na. Aspi ri na é fei ta em grande parte de enxofre que é prej udi ci al . Nosso
corpo não espera tamanha cruel dade da nossa parte. O enxofre é tão prej udi ci al que o corpo fi ca
sem energi a sufi ci ente para conti nuar el i mi nando o muco. O tão i mportante processo de cura é
então i nterrompi do. Tudo o que o corpo se preocupa agora é com a aspi ri na no sangue. A pri ori da-
de passa a ser em el i mi nar a aspi ri na o mai s rápi do possível . Para i sso, el e é obri gado a trabal har
dobrado e fi ca tão enfraqueci do que não pode nem conti nuar a manter a temperatura normal . Aí,
a temperatura cai para abai xo do normal . Temos que fi car na cama porque nos senti mos fracos. A
reação do corpo contra a aspi ri na é que provoca a fraqueza, e não a febre em si .
Para pi orar a si tuação, quando nos senti mos fracos, comemos al i mentos pesados, como sopa de
frango, por exempl o. Não temos apeti te. Nosso corpo está di zendo, “ Não coma! ” E ai nda assi m,
pensamos que preci smos comer para recuperar mai s rápi do .Eu costumava agi r assi m com meus
fi l hos. Eu di zi a, “ tome um pouco de sopa de frango, você preci sa se al i mentar para fi car bom l ogo” ,
ou então, fazi a el es comerem al go que ti vesse bastante cal ori as. Em reação ao ato de comer, na
fase em que não devemos comer, o corpo ai nda usa um úl ti mo recurso que é o vômi to. É como
se esti vesse di zendo “ Não, não é i sso. O que eu preci so é recuperar toda a mi nha energi a para
me curar ” .
Se comemos quando o corpo está na fase do “ não comer ” o sangue tem que agi r no estômago
para processsar a sopa de frango, usando a energi a que era necessári a ao processo de desi nto-
xi cação.

O problema está em não cooperarmos com o nosso corpo. De não entendermos a sua linguagem.
A recuperação depoi s que usamos medi camentos, requer mui ta energi a. Depoi s de uma cri se
dessas, el a pode desaparecer por um l ongo período, só que i sso não quer di zer saúde e si m que
o corpo não está tendo energi a para desi ntoxi car. El e preci sa estocar mai s energi a para um outro
processo de cura. Enquanto i sso, o muco nos pul mões vai aumentando. O muco fresco tem a cor
cl ara. O mai s vel ho é verde, l aranj a escuro, marrom ou amarel o. Para el i mi nar esse denso muco, o
corpo pode cri ar a pneumoni a, num esforço herói co para se puri fi car. Isso requer ai nda mai s ener-
gi a do que no processo de febre. É quando nos senti mos mui to debi l i tados e a respi ração fi ca di fíci l .
Quando temos penumoni a, tomamos peni ci l i na. Isso faz parar a expul são do muco e enfraquecer
o corpo. Por mui to tempo não vai haver desi ntoxi cação, apenas fracas tentati vas, como pequenos
resfri ados de vez em quando.
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O corpo conti nua a estocar o excesso de muco nos pul mões até restar apenas 1/ 3 di sponível , e a
essa al tura os pul mões di zem: “ É demai s. Preci so desse 1/ 3 para conti nuar respi rando. Não posso
vi ver com menos oxi gêni o do que i sso. Como um recurso, o corpo começa a se uti l i zar de uma
camada embai xo da pel e , pri mei ro desenvol vendo uma i rri tação ou fazendo a pel e fi car áspera.
Depoi s , quando andamos, mesmo por pouco tempo, começamos a suar e o muco começa a sai r
através dos poros. Esse muco é áci do e causa uma i rri tação . Se você col oca umas gotas de l i mão
na sua pel e e esfrega, el a fi ca i rri tada e coça. Quando o muco áci do sai através dos poros, senti mos
essa mesma sensação. Chamamos i sso de al ergi a. Por que a al ergi a acontece? Porque temos uma
grande quanti dade de toxi nas no nosso corpo. As pessoas di zem, “ i sso acontece quando como
frutas áci das” . Os cítri cos apenas di ssol vem as toxi nas, fazendo el as passarem através da pel e com
mai s rapi dez. Sem dúvi da, i sso é bom para nós. Si gni fi ca, na verdade,que temos uma quanti dade
enorme de toxi nas e que preci samos el i mi ná- l as.
Al gumas vezes acumul amos tanto muco que desenvol vemos uma condi ção de respi ração forçada,
com di spnéi a, que chamamos de asma. Não podemos respi rar. Não temos oxi gêni o sufi ci ente e fi ca
di fíci l respi rar porque estamos chei os de secreção.
Há ai nda um pequeno espaço entre os ossos do sei o da face e na testa.O muco estocado aí, perto
do cérebro, causa dor de cabeça. É a chamada si nusi te. Essa frequente congestão pode causar até
tumores. Aquel e espaço não foi desti nado a ser preenchi do.
Podemos veri fi car quanto muco temos acumul ado, quando por exempl o, damos uma corri da em
vol ta do quartei rão. Normal mente o nari z começa a escorrer. Quanto mai or a quanti dade de muco,
mai s secreção é expel i da pel o nari z.
Da mesma forma, se você puder correr respi rando apenas pel o nari z, pode di zer que seus pul mões
estão l i mpos. Você j á notou que os corredores de maratonas têm que cuspi r quando estão par-
ti ci pando de corri das? El es comem sua comi da vegetari ana cozi da, com grandes quanti dades de
cal ori as, como arroz e purê de batatas, que são al i mentos que formam muco, e pensam que estão
fazendo uma di eta adequada. Conheço mui tos crudívoros que correm e nunca têm probl ema com
secreção. El es não preci sam cuspi r e podem respi rar pel o nari z. El es têm oxi gêni o bastante para
correr e ai nda conversar ao mesmo tempo. Seus pul mões estão l i mpos.
Nosso corpo é suposto l i mpar quando corremos. Somos ani mai s desti nados a pel o menos andar.
Por i sso é que temos uma quanti dade l i mi tada de depósi tos de muco. Fomos cri ados para nos mo-
ver. Nós temos esse mecani smo. Quando estamos nos movendo e sacudi ndo, os pul mões começam
a bombear e desl ocar o muco. Porém, se não corremos e raramente fazemos cami nhadas, como
podemos esperar que o muco sej a desl ocado? Em vez de aj udar o corpo na el i mi nação, i nterrom-
pemos seu esforço e tomamos aspi ri na, quando temos cori za ou febre.
O corpo tem que estar preparado para receber a febre. Quando somos capazes de produzi r re-
al mente uma boa febre, devemos cel ebrar! Fi que contente. O corpo se dedi ca a fazer de você
uma pessoa saudável . Quando ti ver febre, faça a sua parte apenas fi cando sem comer. O apeti te
desaparece porque o corpo preci sa desse tempo para se puri fi car; e vol ta natural mente no tempo
certo.
Quando eu era cri ança e ti nha febre, nunca queri a comer. Mi nha mãe sempre me dava l ei te quente
com mantei ga por ci ma e outras coi sas que eu rej ei tava. Lembro que quando eu ti rava o cobertor ,
mi nha mãe di zi a: “ se cubra, você não pode tomar vento” . Mi nha mãe fazi a o que el a achava que
era o mel hor para mi m. Agora sabemos que o mel hor a fazer é ouvi r o nosso corpo. Você pode
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se cobri r se senti r fri o ou abri r as j anel as se senti r cal or. Faça o que seu corpo tem vontade. El e é
cl aro com rel ação ao que quer.
Para aj udar o corpo no seu trabal ho, você pode fazer compressas, al ternar banhos fri os e quentes,
dei tar numa banhei ra.
Todos nós temos toxi nas no corpo. Desi ntoxi car é o esforço que o corpo faz para se l i vrar das to-
xi nas. Desi ntoxi car é i mprescíndi vel para nos tornarmos saudávei s.
Quai s são os pri nci pai s si ntomas de desi ntoxi cação? Antes de responder, quero contar uma estóri a
para vocês.
Quando trabal hei no Creati ve Heal th Insti tute (CHI) , as pessoas que chegavam l á a procura de
aj uda, fi cavam hospedadas por duas a sei s semanas para desi ntoxi car e aprender o esti l o de vi da
crudívoro. Para resol ver seus probl emas de saúde, pri mei ro el as são i nstruídas a fazer doi s di as
de di eta de suco, depoi s são al i mentadas com suco de cl orofi l a, grãos brotados e outros al i men-
tos crus. Todos os di as el as se encontram com os i nstrutores para di scuti r os si ntomas da desi nto-
xi cação, que são os eventos normai s que envol vem a cura. El as se quei xam de erupção da pel e,
dor de cabeça, di arréi a, resfri ado e fraqueza. Havi a sempre uma pessoa em cada grupo que não
apresentava nenhum si ntoma. Em vez de ser uma boa notíci a , os i nstrutores sabem que não ter
si ntomas de desi ntoxi cação é um si nal de al erta. Isso si gni fi ca que o corpo não tem reservas de
energi a para cri ar uma si tuação de cura. Por i sso é que quero que vocês cel ebrem esses eventos.
Quando adotamos a di eta crudívora, i medi atamente devol vemos ao corpo a energi a que l he é
própri a para se curar, e entramos no processo de desi ntoxi cação. Se i sso não acontece, pode ser
um si nal de al gum probl ema. Por i sso é bom estar al erta para a reação do corpo. Mesmo que você
tenha os si ntomas de desi ntoxi cação num di a i nconveni ente, no trabal ho ou enquanto parti ci pa de
uma reuni ão ou numa vi agem, não i mporta, sej a grato. Se você tem si nai s de desi ntoxi cação, você
deve cel ebrar. Si nta- se fel i z! Comemore!
Quai s são os si ntomas mai s comuns de desi ntoxi cação? 75% das pessoas que adotam o crudi vori s-
mo, experi mentam uma rachadura e i nfl amação nos l ábi os. Isso acontece porque a sal i va se torna
mui to áci da, o que i rri ta os l ábi os e a gengi va. Os l ábi os fi cam sensívei s e i rri tados. Não adi anta
l avar ou usar nenhum creme. A úni ca coi sa a fazer é esperar que a sal i va vol te ao normal . Quando
você começa a di eta, seu corpo começa a l i mpar j ogando no sangue toda a suj ei ra acumul ada.
Isso cri a uma si tuação de aci dez, temporári a. Por i sso é que quando fazemos j ej um, exal amos mau
chei ro. Quando fazemos j ej um ou mudamos nossa di eta de forma radi cal , nosso corpo chei ra a
amoni a.
Um outro si ntoma de desi ntoxi cação é a fraqueza. Mui tas pessoas experi mentam al gumas horas
de fraqueza na pri mei ra semana . De vez em quando nos senti mos tão fracos de repente, porém
essa sensação l ogo desaparece e passamos a ter mai s energi a do que nunca. A fraqueza aparece
quando o corpo usa esse tempo e energi a para l i mpar certos órgãos. De repente el e encontra um
órgão que preci sa ser trabal hado. Uma mensagem é envi ada ao centro de energi a e el e di z, “ ôpa,
tem al guma coi sa aqui . Preci so demorar um pouco mai s nesse l ocal e usar extra energi a.” É assi m
que o corpo trabal ha.
Um outro si ntoma é dor de cabeça. Se você comeu mui to açúcar branco na sua vi da, tomou mui to
café ou sempe usava anal gési co, provavel mente vai experi mentar dores de cabeça. A dor de cabe-
ça normal mente não dura mai s que doi s ou três di as, mas parece i nsuportável . Para l he aj udar a se
senti r mel hor, dei te, descanse, procure dormi r, rel axe numa banhei ra de água quente ou faça uma
l avagem i ntesti nal . Pergunte a seu corpo “ o que é que você preci sa?” E ouça.
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Nosso corpo di vi de as toxi nas em grupos. Um grupo é el i mi nado através dos ouvi dos, um outro é
faci l mente el i mi nado pel o nari z. Al gumas toxi nas só podem ser el i mi nadas através da pel e, no suor.
Quanto mai s áci do o suor, mai s persi stente será a i rri tação. O que fazer para al i vi ar essa i rri tação?
Entre numa banhei ra de água quente e transpi re. Faça uma sauna. Quando fi zer sauna, l embre-
se de tomar banho depoi s para reti rar do corpo o suor áci do. Tenho observado pessoas entrarem
numa sauna e depoi s sentarem do l ado de fora para secar. O corpo então, reabsorve as toxi nas.
Quando nossos poros estão fechados, a pel e funci ona como uma esponj a, absorvendo tudo de
vol ta. Por i sso devemos tomar uma boa ducha depoi s da sauna, para reti rar o suor e as toxi nas.
Água fri a é mel hor, porque os poros vão se abri r faci l i tando a saída das toxi nas.
Uma outra forma de el i mi nação é a di arréi a. Al gumas pessoas têm di arréi a, o que é mui to bom.
Certa vez rezei para ter di arréi a e não ti ve. Um ami go meu não queri a ter di arréi a e teve mui tas
vezes, por sei s meses. Queri a ter di arréi a porque eu ti nha prol apso do cól on e soube que a di ar-
réi a faz o cól on se aj ustar. Di arréi a não é uma coi sa rui m e não é causada por bactéri a. Di arréi a é
causada pel o corpo tentando se puri fi car.
Quando você ti ver si ntomas de desi ntoxi cação, a pri mei ra coi sa a fazer é entrar em contato com
al guém da comuni dade crudívora que tem mai s experi ênci a e pode l he ti rar al gumas dúvi das. Esse
contato é i mportante porque por mai s que eu tente expl i car, as pessoas mui tas vezes entram em
pâni co, e é preci so estar confi ante de que o cami nho escol hi do para ter saúde foi o cami nho certo.
Você pode l i gar para um outro crudívoro. É fundamental ter al guém que possa l he di zer que você
está bem e que tudo o que está senti ndo é normal no processo de cura.
Ao senti r um dos si ntomas descri tos, você deve l evar em consi deração fazer um j ej um tomando
apenas suco durante 24 a 48 horas. O j ej um vai acel erar o processo de desi ntoxi cação. Lei a l i vros
sobre o assunto, antes de deci di r fazer j ej um. Se você qui ser fazer um j ej um prol ongado, vá a uma
cl íni ca especi al i zada, que é a forma mai s segura.
CAPITULO 6 - O Jej um em famíl i a
Jej uar é um pri vi l égi o. Jej uar é uma sati sfação. Qual é o momento certo de j ej uar? Você saberá a
hora certa quando tudo o que você comer não ti ver sabor, nem mesmo aqui l o que você mai s gosta.
É o si nal de que seu corpo está preci sando j ej uar.
Eu tenho fei to j ej um frequentemente apenas tomando água, de 1 a 21 di as. Al gumas vezes tomo
somente suco por vári os di as. Gostamos de j ej uar em famíl i a; normal mente quando vi aj amos de
carro a l ongas di stânci as para fazer workshops. Nossa vi agem fi ca mai s fáci l e menos cansati va.
Fazemos em famíl i a, vári os di as de j ej um de suco e mui tas vezes um di a ou doi s de j ej um a água.
Em feverei ro deste ano, ti vemos uma experi ênci a mui to i nteressante. Nossa famíl i a compl etou
quatorze di as de j ej um a água. Isso nos fez fi car tão uni dos! Todos os di as nos reuníamos em casa
para comparti l har as mudanças no nosso corpo. Estávamos todos vi vendo a mesma experi ênci a .
Perguntávamos: “ Você senti u i sso? Si m? Que bom.” No tercei ro di a todos nós senti mos fraqueza.
Observamos que a fraqueza acontece no momento em que o corpo não mai s se uti l i za do al i men-
to e passa a usar suas própri as reservas i nternas.
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No quarto di a, todos estávamos chei os de energi a. Sergei esqui ou o di a todo. Fi cou ani mado para
contar a seus ami gos que estava há três di as sem comer. El es não acredi taram. Na noi te do qui nto
di a, nos abraçamos. “ Gente, esse é o nosso qui nto di a! ” Nos perguntamos, “ Vamos j ej uar por
mai s uma semana e mei a como havíamos pl anej ado?” Uma semana e mei a a mai s pareci a mui to
tempo, mas conti nuamos.
Começamos a perceber quanto tempo l i vre estávamos tendo fazendo j ej um. Durante o di a, po-
díamos aprovei tar aquel e tempo que normal mente passávamos fazendo compras, preparando
comi da e comendo. Na hora do al moço íamos para a sauna. Por senti r fal ta do chei ro gostoso da
comi da, l evávamos essênci a de l i mão para col ocar na sauna. Tínhamos tanta energi a que l evantá-
vamos quando o sol nasci a e íamos dormi r por vol ta da mei a noi te. Gostávamos de observar como
nosso corpo estava tomando uma outra forma. Foi real mente uma experi ênci a maravi l hosa! Sergei
di sse,” não sabi a que eu era tão condi ci onado ao ri tual de comer ” .
Por vol ta do fi nal do j ej um, Sergei chamou um dos seus ami gos e di sse, “ Você quer meu skate? Ve-
nha pegar. Deci di que não vou mai s esqui ar. É perda de tempo. Vou começar a l er mai s, de agora
em di ante.” Depoi s de concl ui r o j ej um, Sergei dobrou o número de suas aul as de músi ca e es-
creveu um arti go para uma revi sta. El e pareci a estar mai s amadureci do, e agora está dando aul as
sobre crudi vori smo na nossa ci dade. Fi cou também um pouco místi co. Val ya pareci a mai s confi ante
e estava constantemente fel i z e de bom humor.
Por vol ta dos úl ti mos di as do j ej um, al guns de nós em períodos di ferentes, senti mos fraqueza. É
quando o corpo preci sa de descanso. É hora de dei tar e rel axar. Quando recuperamos, percebe-
mos que aquel e determi nado pocesso de cura estava compl eto. Fi camos chei os de energi a. E que
energi a preci osa!
Na déci ma tercei ra noi te do j ej um, eu ti ve um sonho. No sonho eu era cri ança e estava sentada
num vel ocípede ol hando meu pai que usava um spray no j ardi m. Quando acordei vei o à mi nha
l embrança o tempo em que meu pai usava DDT para matar os i nsetos e eu bri ncava por perto.
Imagi no que esse veneno deve ter fi cado no meu sangue esse tempo todo e que foi el i mi nado com
o j ej um depoi s de tantos anos. Foi mui to si gi ni fi cante para mi m, l embrar aquel e epi sódi o com
tanta cl areza.

No fi m do j ej um, fi camos pensando em como sai r do processo. Tínhamos vári os l i vros sobre o
assunto e cada um sugeri a uma forma di ferente. Um di z que é mel hor tomar suco de fruta, outro
sugere suco de cl orofi l a, um outro aconsel ha l aranj a, outro tomate sem pel e. Deci di mos medi tar
em famíl i a e ouvi r a voz do nosso corpo para ver o que el e pedi a. A resposta foi i medi ata. Ti vemos
maçã orgâni ca ral ada, abacaxi e amei xas.
Quando meus fi l hos chegaram do col égi o, Igor e eu tínhamos preparado uma boni ta mesa com
fl ores no mei o, e cada um teve uma travessa com uma porção de maçã ral ada, rodel as de abaca-
xi , amei xas, e no centro a água da amei xa que pusemos de mol ho de véspera. Fi zemos um cartaz
escri to: “ Parabéns famíl i a Boutenko, no seu bem sucedi do déci mo quarto di a de j ej um! ” Sentamos
de mãos dadas. “ Devemos comer mesmo?” Sergei perguntou. “ Queri a poder fi car um di a mai s” ,
Val ya excl amou. “ Oh, foi tão bom! ” Nenhum de nós pôde termi nar nem a metade do prato. Nosso
estômago ti nha reduzi do. Dei xamos o resto para mai s tarde. Fi camos em pé abraçados por um
tempo, nos senti ndo orgul hosos pel o que fomos capazes de real i zar. Senti mos uma enorme grati -
dão e fi camos ai nda mai s uni dos e fel i zes.
Zc
Jej uar em famíl i a foi real mente uma experi ênci a mui to boni ta. Fi zemos anotações do que achamos
i mportante. Sergei di z que gostari a de j ej uar em famíl i a uma ou duas vezes ao ano e de escrever
um l i vro chamado Jej um em famíl i a. El e e Val ya perderam quase 10 kg, mas não pareci am magros.
Com três di as de di eta de suco, recuperaram 5 kg. Foi surpreendente! Todos nós apreci amos essa
nossa nova experi ênci a, e não vemos a hora de j ej uar em famíl i a novamente.
PARTE I I

Como Permanecer na Di eta Crudívora
CAPÍTULO 7 - O porque dos doze passos
Gostari a de fazer uma pergunta: Comer é o seu prazer número um? Antes de responder pense em
como cel ebramos datas especi ai s. Fazemos j ej um em nosso ani versári o, no nosso casamento ou
nos feri ados? Fazemos cami nhadas para cel ebrar essas ocasi ões? Ou fazemos banquetes estrava-
gantes? Quando parti ci pamos dessas festas, esperamos ansi osos pel o momento de sermos bem
servi dos? O que você pensari a de uma festa em que nada fosse ofereci do?
Comi da é si nôni mo de comemoração, na nossa cul tura. Pl anej amos del i ci osas refei ções e prepa-
ramos recei tas de dar água na boca. Temos até pratos especi ai s que associ amos a cada ti po de
comemoração, como comi das típi cas de cada regi ão, tortas, aperi ti vos, bol os e doces fi nos. Como
você se sente depoi s de um j antar desses? Você poderi a expl i car honestamente como seu corpo se
sente na manhã segui nte? Você sente sonol ênci a, cansaço? Tem vontade de tomar café?
Já notou que seu corpo tende a fi car dessa forma depoi s de um grande j antar comemorati vo?
Mesmo que a resposta sej a si m, esse desconforto nos i mpede de pl anej ar a nossa próxi ma cei a de
feri ado?
Se comêssemos apenas para nutri r o nosso corpo, comeríamos batatas fri tas, tomaríamos café ou
cervej a? Quando vamos à uma pastel ari a e admi ramos os pratos boni tos da seção, estamos admi -
rando os val ores nutri ci onai s daquel e al i mento ou o sabor e o grande prazer que aquel a comi da
oferece? A mai ori a de nós provavel mente di ri a, o prazer. Quando reconhecemos que comi da é
sempre o prazer número um, podemos fi car consci entes do fato de que consumi mos al i mentos não
pel o seu val or nutri ci onal , mas pel a sensação do prazer.
Quando preferi mos o prazer à nutri ção, então o val or nutri ci onal do al i mento é sacri fi cado em prol
do prazer. Por esse moti vo, acabamos comendo tudo que tem um gosto al tamente esti mul ante e
mui to pouco val or nutri ci onal . Estas são as duas característi cas do al i mento cozi do. O al i mento cru,
no entanto, nos dá ambos, o val or nutri ci onal e também nos dar prazer.
Comecei a dar aul as sobre al i mentação crudívora há oi to anos atrás. Assi m que perdi meus pri mei -
ros 30 qui l os, reuni vi zi nhos e ami gos em mi nha casa e comecei a fal ar sobre os benefíci os que eu
estava tendo com a mi nha di eta. El es fi caram i mpressi onados e deci di ram me segui r. Entretanto,
ni nguém permaneceu nem mesmo até o café da manhã do di a segui nte. Encontrei al guns del es
di as depoi s, numa l oj a, e perguntei como estavam i ndo. Uma pessoa di sse, “ não consegui ai nda.
Z/
Tenho que cozi nhar para a mi nha famíl i a” . Outros tentavam me evi tar.
Achei que não fari a um bom trabal ho ensi nando crudi vori smo, j á que as pessoas não permane-
ci am na di eta. Deci di estudar mai s. Vi si tei di ferentes centros de cura al ternati va, e l i a di a e noi te.
Vol tei a ensi nar novamente, e dessa vez col oquei em práti ca tudo que aprendi . Até cantei e dancei
músi cas do fol cl ore russo e contei pi adas. Tentei tudo o que foi possível para fazer do assunto o
mai s i nteressante possível .
No fi m da aul a, as pessoas pareci am bastante moti vadas, mas depoi s eu descobri a que el as não
persi sti am nem mesmo por um di a.
Encontrei certa vez, num mercado, doi s dos meus al unos e quando me vi ram tentaram esconder o
que estavam comendo. El es di sseram, “ descul pe Vi ctori a, mas não consegui mos” .
Sabi a que al guma coi sa estava errada. Não gostava da i déi a de ver meus ami gos se escondendo
de mi m como se eu fosse a pol íci a. Deci di dar um tempo, até encontrar uma manei ra de fazer as
pessoas segui rem natural mente meus ensi namentos, como se propunham nas aul as.
Meu obj eti vo passou a ser encontrar outros professores da di eta crudívora, e aprender com el es
como ensi nar com sucesso.
Por doi s anos e mei o vi aj amos em vol ta do país e vi si tamos mui tos centros al ternati vos de cura.
Fomos a vári os l ugares onde o esti l o de vi da crudívoro era ensi nado. Pessoas de di versas partes do
mundo com câncer, di abetes, al ergi as, asma, e outras doenças séri as, vão a esses centros e fi cam
geral mente por sei s semanas, para aprender o esti l o de vi da crudívoro. Os i nstrutores ensi nam
porque comer al i mentos crus é a di eta natural do ser humano. Aos hóspedes são servi dos pratos
boni tos e vari ados. Num desses l ugares, o CHI, fi camos durante nove meses. O CHI possui as con-
di ções i deai s para fazer a di eta ai nda mai s efeti va . Os hóspedes são compl etamente afastados do
stress e das tentações e convi vem num ambi ente boni to e aconchegante.
Mui tos del es foram di agnosti cados como portadores de doenças fatai s como câncer. Na mai ori a
dos casos, deci di ram tentar a di eta crudívora como um úl ti mo recurso de cura. Mui tos j á ti nham
passado por qui mi oterapi a e radi oterapi a e até si do desenganados pel os médi cos.
Os cl i entes do CHI foram i ntroduzi dos na di eta crudívora 100% e todas as 132 pessoas di sseram
se senti r mel hor. El es observaram seus tumores reduzi rem em questão de semanas, assi m como
outros si ntomas decorrentes da doença. El es garanti am persi sti r, j á que senti am uma grande me-
l hora. Quando os fami l i ares vi nham vi si tá- l os, fazi am questão de i ncenti var seus entes queri dos a
conti nuarem na di eta, ao ver a di ferença e como el es se senti am mel hor. Estava bem cl aro que a
di eta crudívora l hes dari a as condi ções para vi ver mai s tempo. Todos nós fi camos mui to fel i zes ao
vê- l os passarem por essa experi ênci a de cura. Antes de parti rem, todos nós l hes desej amos boa
sorte.
Prossegui ndo na mi nha observação, perguntei a Don Haughey, dono do CHI, se el e ti nha fei to
al guma pesqui sa sobre quantas pessoas na verdade permanecem na di eta depoi s de chegarem
em casa? El e parou por um momento, suspi rou e di sse, “ Cerca de 2%. Quando el es chegam em
casa não conti nuam.” Fi quei sem acredi tar. “ El es preferem morrer?” Perguntei . El e não respondeu
e uma l ágri ma rol ou na sua face. Não pude encontrar uma expl i cação para o fato de as pessoas
não permanecerem na di eta, mesmo tendo experenci ado os extraordi nári os benefíci os e se dedi -
ZJ
cado ao esti l o de vi da cudívoro. Isso se tornou um grande mi stéri o para mi m e eu queri a resol ver
a questão.
Enquanto pensava sobre esse eni gma, conti nuava a dar mi nhas aul as. Os al unos estavam sempre
moti vados e eu ensi nava como preparar del i ci osos pratos, mas nem assi m consegui a um bom re-
sul tado. Fui fi cando cansada e sem estímul o.
Certo di a, um ami go me convi dou para um encontro dos A.A (Al coól atras Anôni mos), aberto ao
públ i co. Ao ouvi r as decl arações das pessoas sobre o víci o de consumi r ál cool , ti ve um estal o. A
comi da cozi da também é um víci o. É por i sso que força de vontade e boas i ntenções não são bas-
tante para uma pessoa permanecer crudívora. Fi nal mente eu desvendei o eni gma. Fi quei tão fel i z!
Aqui l o foi como uma revel ação!
No di a segui nte, fui correndo a uma l i vrari a e pedi l i vros que fal assem sobre víci os. A bi bl i otecári a
me mostrou mui tas pratel ei ras chei as de l i vros sobre o assunto. El es fal avam sobre todos os ti pos
de víci o, desde drogas e ál cool , até o víci o de gastar di nhei ro e o víci o de comer demai s. Pesqui sei
38 l i vros e vol tei para pegar mai s, até l er todos el es. Com certeza, a bi bl i otecári a pensou que eu
estava com um probl ema mui to séri o.
Depoi s fi z uma vi si ta à mai or bi bl i oteca da ci dade. Passei o di a todo l endo e trouxe mui tos l i vros
para casa. Um del es ti nha si do escri to por doi s médi cos e professores, e ti nha um questi onári o
uni versal a respei to de víci os em todo o ti po de substânci as quími cas. Se uma pessoa responder
“ si m” a mai s de três questões, então essa pessoa é vi ci ada em um determi nado ti po de substânci a.
Como experi ênci a, fi z uma cópi a do questi onári o, substi tui ndo o termo “ substânci a quími ca” por
“ al i mentos cozi dos” . Entreguei o questi onári o a meus al unos, em três aul as e todos responderam
“ si m” a quase todas as perguntas. Ai eu pensei , “Al el ui a, aqui está a prova, é um víci o. Uau! Isso é
tão profundo! ” Senti como se ti vesse pul ado do Empi re States Bui l di ng. Quanto mai s eu pensava,
mai s aqui l o fazi a senti do para mi m.
Há mi l hares de pessoas que querem ser crudívoras. El as aprenderam sobre os efei tos benéfi cos e
si nceramente desej am mudar seu esti l o de vi da. Al gumas del as se sentem esti mul adas por terem
séri os probl emas de saúde, depoi s descobrem que permanecer é mui to di fíci l ou quase i mpossível .
Poucas pessoas , na verdade, permanecem 100% crudívoras por mai s de um ano. Até mesmo co-
nheci dos i nstrutores do crudi vori smo, admi tem não serem 100% crudívoros. O que parece ser fáci l
à pri meri a vi sta, na real i dade passa a ser mui to di fíci l , porque o hábi to de comer al i mentos cozi dos
é um víci o.
Se você l er o grande l i vro dos AA(Al coól atras Anôni mos), vai ver que somente uma pessoa em tal -
vez mi l é capaz de dei xar de beber si mpl esmente pel a força de vontade.Você vai ver também que o
programa dos 12 passos tem aj udado mi l hares de pessoas. Acredi to que se funci ona para pessoas
com outros víci os, pode funci onar para os vi ci ados em al i mentos cozi dos.
Cheguei à concl usão de que apenas ensi nando os benefíci os do crudi vori smo, eu não consegui a
aj udar as pessoas. Até agora só conheci duas ou três que permanceram na di eta por mai s de um
ano, usando apenas a força de vontade. A força de vontade é anul ada pri nci pal mente quando a
pessoa se sente tri ste, sol i tári a ou depri mi da.
Por esse moti vo, cri ei o l i vro 12 Passos para o Crudi vori smo. Há um ano e mei o tenho ensi nado esse
programa em Washi ngton, Mi nesota, Oregon, Ari zona, Maryl and, Col orado e Cal i fórni a. No i níci o
fi quei apreensi va. Não sabi a como as pessoas i ri am reagi r. Pensei , “ Isso é tão radi cal e tão estra-
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nho! ” Porém, a mai ori a dos estudantes que experi mentaram os 12 passos, consegui ram permane-
cer na di eta por vári os meses, j á passaram de um ano e conti nuam fi rmes! O programa tem um
poder mui to grande, e como di sse antes, vou conti nuar trabal hando para mel horar ai nda mai s.

O programa do l i vro 12 Passos para o Crudi vori smo tem mai s di ferenças do que semel hanças com
outros programsas dos12 passos. Acredi to que o hábi to de comer al i mento cozi do é mui to mai s
suti l , mai s cruel e mui to mai s di fíci l de superar. O al i mento cozi do é um víci o l egal , fáci l de ser ad-
qui ri do e tem propaganda em toda parte.
Não apenas é acei to, como também i ncenti vado. Enrai zado na nossa cul tura, o al i mento cozi do é
ti do como normal , puro e saudável . Nem passa pel a cabeça das pessoas dei xar de cozi nhar seus
pratos maravi l hosos. Por não enxergarmos a real i dade, conti nuamos procurando sol uções sem en-
contrar a resposta certa para os nossos probl emas de saúde. Todos os que se tornaram crudívoros,
ti veram uma razão especi al . Uns por doença, outros por questões éti cas, espi ri tuai s ou outras. Para
mi m, foi uma questão de vi da ou morte. Eu sabi a que i a morrer se não i nsi sti sse em procurar des-
cobri r essa verdade por mi m mesma. Todos da mi nha famíl i a ti nham probl emas séri os. A estóri a da
nossa famíl i a está descri ta no nosso l i vro O Crudi vori smo em Famíl i a.
O víci o de al i mentos cozi dos é mai s di fíci l de ser trabal hado do que qual quer outro víci o. A mai o-
ri a dos l i vros sobre drogas fal am que quanto mai s cedo as pessoas tomam drogas ou substânci as
quími cas, mai s di fíci l se torna el i mi nar o víci o.
Pense sobre a pri mei ra vez que você comeu al i mento cozi do. Você deveri a ter sei s meses a um ano
de i dade. Você acha que gostou, a pri mei ra vez que provou? Provavel mente não. Você não l embra.
Vamos fazer uma anal ogi a. Tente l embrar a pri mei ra vez que você tomou café. Que gosto ti nha?
Amargo não é? Você deve ter pensado “ Como é que os adul tos podem gostar de café?” Café é um
hábi to adqui ri do. Ignoramos a reação do nosso corpo de repel i r o gosto amargo e conti nuamos ex-
peri mentando café até nos acostumarmos com el e. Fazemos i sso porque café é uma bebi da soci al e
um símbol o dos adul tos. Você gostou de cervej a a pri mei ra vez que provou? E do pri mei ro ci garro?
Você l embra da reação do seu corpo ? Quando provamos pel a pri mei ra vez al guma coi sa que não
é saudável , nosso corpo sempre rej ei ta. Quando você provou al i mento cozi do pel a pri mei ra vez,
provavel mente chorou. Tal vez até tenha ti do uma reação al érgi ca. Mas sua mãe pode ter atri buído
à fase de denti ção, e com a mel hor das i ntenções, conti nuou l he dando al i mentos cozi dos. E aí você
foi se acostumando e fi cando cada vez mai s dependente.
Há um grande probl ema em afi rmarmos que o al i mento cozi do é um víci o. A pal avra víci o não tem
uma boa reputação na nossa soci edade, e não gostamos de admi ti r que somos vi ci ados.
Porém, a verdade é que todos nós temos um ti po de víci o, como o víci o de comprar, de acumul ar
coi sas, de assi sti r tel evi são ou de comer doces. Chamamos i sso de maus hábi tos. Não gostamos de
chamar de víci o. Quando ouvi mos a pal avra víci o, i magi namos pessoas desequi l i bradas, depressi -
vas e que agem de forma desonesta.
Quero pedi r descul pas se magoei al guém fal ando dessa forma. Não é mi nha i ntenção ofender ou
fazer ni nguém se senti r mal . O que descobri é tão i ncrível e mi nha mi ssão é passar essa mensagem
para todos.
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CAPITULO 8 - Pri mei ro Passo
Admi to ter perdi do o control e sobre o meu hábi to de comer al i mentos cozi dos.
Dos doze passos, o pri mei ro é o mai s di fíci l . É o momento em que na mi nha aul a, as pessoas l e-
vantam e saem da sal a. Depoi s di sso, nunca mai s ouço fal ar del as. Peço descul pas por causar esse
mal estar, mas tenho que i nsi sti r no ponto que para mi m é fundamental . Peço ao l ei tor que não se
apresse em mudar sua manei ra de pensar. Vamos trabal har um pouco j untos.
Questi onári o sobre a dependênci a de al i mentos cozi dos. Este questi onári o vai determi nar o víci o
de se comer al i mentos cozi dos. Por favor, responda com si nceri dade “ si m” ou “ não” ás segui ntes
questões. Em vez de responder “ às vezes” , “ raramente” ou “ tal vez” , responda “ si m” , quando ti ver
dúvi da.

1. Você não está com fome, mas se alguém lhe oferece um prato da sua comida favorita, você aceita?
2. Você sabe que não é recomendável comer antes de dormi r mas se tem um prato del i ci oso em
ci ma da mesa, você come?
3. Quando você está stressado sente que come mai s do que o normal ?
4. Você come até senti r o estômago compl etamente chei o?
5. Você come mai s quando está aborreci do?
6. Você ol ha para anúnci os de restaurantes, mesmo quando não está com fome?
7. Se é convi dado para j antar, você sempre acei ta o convi te?
8. Em restaurantes “ sel f- servi ce” , você normal mente come demai s?
9. Al guma vez você j á prometeu a si mesmo não comer antes de dormi r e dei xou de cumpri r?
10. Você gastari a os úl ti mos R$10 do seu bol so no seu prato favori to?
11. Você se presenteari a com comi da por ter al cançado um desafi o?
12. Você comeri a uma comi da que sobrou só para não j ogar no l i xo?
13. Se você sabe que um certo ti po de comi da que você gosta vai l he fazer mal mai s tarde, ai nda
assi m você come?

Se você respondeu “ si m” para três ou mai s questões, então você é um dependente.
Al gumas vezes os crudívoros respondem “ si m” para mai s de três questões. Normal mente i sso acon-
tece com pessoas que não fazem a di eta 100% ou aquel es que se tornaram 100% há pouco tempo.
Durante um ano e mei o sendo 100% crudívora, eu ai nda encarava o al i mento como um el emento
de conforto para as mi nhas di fi cul dades. Eu ai nda pensava que comi da era um si nal de amor, uma
forma de senti r prazer e recompensa. Essa mi nha vi são mudou depoi s desse período de um ano e
mei o. A parti r daí, comecei a senti r prazer em outras coi sas da vi da. Não vej o mai s a comi da como
um conforto. Se você é crudívoro e respondeu “ si m” a mai s de três questões do teste, não se preocu-
pe; breve você mudará o seu foco. Para aquel es que são 99%, conforto e prazer em comer poderá
permanecer para o resto da vi da. Fi car preso a 1% de al i mentos cozi dos pode fazer você conti nuar
desej ando. É como al guém que dei xa de beber mas ai nda toma uma dose de vodka todo sábado.
Essa pessoa na verdade dei xou de beber?
Você j á ouvi u a expressão “ um estal o” ? Tal vez sai ba de al guém que teve “ um estal o” e dei xou de
beber de uma hora para a outra. Imagi ne aquel es que têm bebi do por mui tos anos, arrui nado a
saúde, perdi do a famíl i a e o emprego, os entes queri dos i mpl orando para que dei xem de beber e
el es não conseguem. De repente, “ um estal o” e o mi l agre acontece. El es estão curados para o bem
de todos. Você j á parou para pensar o que é que real mente exerce esse poder tão grande sobre
essas pessoas? Eu costumava pensar que seri a o seu grau de desespero ao ver a proxi mi dade
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da morte. Você também acha o mesmo? Porém, tenho boas notíci as. Na verdade, não é i sso o
que acontece. Você j á notou que todos que conseguem esse estal o estão em di ferentes nívei s de
dependênci a? Al gumas pessoas têm enfi zema antes de dei xarem de fumar, outras são capazes de
dei xar o víci o num estági o bem recente de dependênci a, j á outros, perdem tudo, morrem, e nunca
conseguem. Isso si gni fi ca que “ o estal o” não está l i gado a doenças e desespero e si m a al go mai s.
Que magi a é essa que faz al gumas pessoas vol tarem a vi ver a vi da pl enamente?
El a é chamada de O PODER DE ADMITIR. Em outras pal avras, encarar a real i dade. O reconheci -
mento é o pri mei ro passo para a mudança. Este é o ponto chave do nosso programa. Por favor,
tente entender cl aramente. O grande estal o acontece quando as pessoas honestamente admi tem
terem perdi do o control e sobre um hábi to. Normal mente el as passam por um l ongo período de
sofri mento antes que estej a pronta a admi ti r. Isso mostra que mui tas pessoas têm medo de en-
frentar a verdade, e não entendem o quanto i sso é i mportante. Você j á ouvi u um al coól atra di zer,
“ ah, eu posso dei xar de beber a hora que qui ser, eu é que não quero” . El es não querem admi ti r,
é a própri a negação da real i dade. Ou você j á ouvi u um fumante di zer, “ Eu posso dei xar de fumar,
mas eu gosto e si nto um prazer mui to grande” . Você vê como essa pessoa está num processo de
negação? Todos nós sabemos que fumar é prej uci al à saúde. Admi ti r i sso é um al ívi o. Ao admi -
ti r, adqui ri mos uma cl areza absol uta e não há necessi dade de cai r em sofri mento ou se tornar
desesperadamente doente para reverter a si tuação. Quando real mente admi ti mos que temos um
probl ema, começamos a tentar superá- l o, e é aí que a transformação acontece. Mai s cedo ou mai s
tarde, o estal o vai acontecer. A menos que sej a tarde demai s.
Vou fal ar honestamente da mi nha experi ênci a como se esti vesse vendo vocês pel a pri mei ra vez:
Al ô, meu nome é Vi ctori a Boutenko e sou uma dependente de al i mentos cozi dos, só que tenho
procurado puri fi car meu corpo durante oi to anos. Nesse período, saí da di eta uma vez e me arre-
pendo. As consequênci as foram desastrosas.
O desej o por al i mentos cozi dos é um gi gante que está dormi ndo em al gum l ugar no meu corpo.
Dormi ndo exatamente agora, num sono tão profundo que não vai i nterferi r na mi nha experi ênci a
de estar vi vendo a vi da i ntensamente. Por ter esse víci o, sei que se comer o que quer que sej a
cozi do, esse gi gante pode acordar e destrui r mi nha vi da. Por i sso, tenho que mantê- l o adormeci do.
Acabei de admi ti r ser uma dependente e o mundo não se acabou por i sso. Ni nguém foi ati ngi do
por eu ter fei to essa revel ação. Meu mari do ai nda me ama. Meus fi l hos também conti nuam me
amando. Tudo está bem. Admi ti r a mi nha dependênci a me fez mai s forte. Sei como cui dar de mi m
agora porque assumi a mi nha condi ção de vi ci ada. O poder está em conhecer a si mesmo.
O al i mento cozi do causa tanta dependênci a. Se vamos a um mercado de produtos naturai s e ve-
mos uma manga orgâni ca que custa $1,50, pensamos, “ que absurdo! ” Aí damos uma vol ta numa
l anchonete e l á estão del i ci osos croi ssants por $1,50. Então pensamos, é um bom negóci o; o que
eu quero mesmo é matar mi nha fome” . Compramos o croi ssant na i l usão de um si mpl es prazer
passagei ro; o prazer i rresi stível de comer al go sem nenhum val or nutri ci onal , apenas pel o prazer.
Quantos de nós j á di ssemos, “ Eu real mente gostari a de ser crudívoro, mas quando chego em casa
e ol ho a gel adei ra, sempre procuro por aqui l o que me conforta, nunca por um al i mento saudável .
Pense sobre a questão número doi s do “ Questi onári o Sobre a Dependênci a de Al i mentos Cozi dos” .
Você come tarde da noi te, mesmo sem estar com fome, apenas porque seu companhei ro começou
a abri r um pacote com uma comi da gostosa? Se a resposta é si m, você perdeu o control e sobre
si mesmo. Você deci di u não comer antes de dormi r, mas não se control a porque a tentação está
al i na sua frente. Lembramos as vezes em que aquel e al i mento nos deu tanto prazer; por i sso
queremos senti r novamente a mesma sensação. Isto é víci o. O desej o e a necessi dade superam a
sua deci são de não comer antes de dormi r. As pessoas portadoras de câncer que conheci no CHI,
3Z
fi caram l á por um período e mel horaram consi deravel mente. Seus tumores começaram a di mi nui r
e el es deci di ram se tornar crudívoros. Porém, ao chegaram em casa, j ustamente na época das
comemorações de fi m de ano, todos fraquej aram. Todos el es morreram. Não consegui ram manter
a di eta. El es dei xaram seus fi l hos e entes queri dos porque não resi sti ram ao víci o dos al i mentos
cozi dos. Esta é a pura verdade. Posso ci tar o nome de todos el es.
Conheci de perto essas pessoas. Eu as ensi nei como fazer brotar os grãos, conversei com suas
famíl i as, e todos di zi am dar o mai or apoi o. Lembro de Cynthi a, de Mi chi gan, que teve o apoi o de
toda a famíl i a. Era professora e ti nha três fi l hos. El es di zi am, “ mãe, nós fazemos o suco pra você.
Apenas mantenha a di eta e fi que boa” . Seu mari do di zi a, “ mantenha a di eta crudi vora, estamos
aqui para l he dar todo o apoi o” . El a não consegui u. O câncer vol tou. El a morreu. O al i mento
cozi do é mesmo um víci o.
Essas estóri as da vi da nos mostram o quanto o víci o de comer al i mentos cozi dos
é mai s forte do que o própri o medo da morte. É mai s forte do que o medo da
doença, por mai s dor e sofri mento que el a possa causar.
A úni ca forma de vencer a comi da cozi da é entender o quanto el a nos vi ci a, enxergando o poder
que el a tem de nos control ar, usando o programa dos 12 passos. Apoi o, é a força mai s poderosa
que conheço. Se eu não ti vesse ti do o apoi o da mi nha famíl i a provavel mente teri a morri do. Por
mui to tempo não percebi que dentro da mi nha casa eu ti nha um grupo de suporte como o AA, que
me dava a mão quando eu pareci a fraquej ar. Si m, tenho si do 100% crudívora por oi to anos. Si nto-
me compl etamente determi nada a só comer al i mentos crus e saudávei s. Esqueci o que é cozi nhar.
Quando ando pel as ruas, não presto mai s atenção a restaurantes. Quando passo pel o “ Barnes and
Nobel ” não dou atenção ao chei ro do café. Tenho consci ênci a de que o víci o dos al i mentos cozi dos
ai nda mora no meu corpo, mas a determi nação de prossegui r no meu cami nho, é superi or.
Vou comparti l har aqui com vocês trechos de al guns di ál ogos durante workshops, com respostas de
di ferentes pessoas sobre o Pri mei ro Passo.
Li nda: Eu acho que ti ve o“ estal o” . Tenho si do crudívora por al gum tempo. No Natal com a famíl i a,
resol vi fazer aquel a cei a tradi ci onal . Fi z tudo que costumava fazer antes. Torta, doce de nozes, sal -
gadi nhos e todas aquel as comi das que nos dão conforto e prazer e que eu adorava. Fi quei mui to
doente depoi s dos feri ados por ter comi do tudo aqui l o. Aprendi com a experi ênci a e crei o que não
vou repeti r. Esse foi o meu “ estal o” .
Dal i a: O meu apeti te é total mente i ncontrol ável e confesso ser dependente de al i mentos cozi dos.
Acho que por meus pai s terem me i ntroduzi do a esse ti po de al i mentação mui to cedo e reforçado
meu comportamento com rel ação aos hábi tos al i mentares.
Carol : Tenho ti do mui ta di fi cul dade em permanecer na di eta.
Vi ctori a: É normal ter di fi cul dades.
Carol : Acho que ai nda não cheguei ao ponto de admi ti r que sou vi ci ada.
Vi ctori a: Tudo bem, sej a bem vi nda, de qual quer forma.
Carol : Eu quero mui to cami nhar nessa di reção mas é di fi ci l fal ar do meu víci o.
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Vi ctori a: Agradeço- l he por comparti l har conosco.
Bryan: Sou defi ni ti vamente dependente e não sei se vou consegui r superar.
Kathl een: Tenho entrado e saído da di eta por quase três anos e penso que é real mente verdade
que sou uma dependente. Quando estou cozi nhando tofu, ou arroz, ou o que quer que sej a para
mi nha famíl i a, sei que não queri a comer, que seri a mel hor ter col ocado mai s energi a e preparado
al go di ferente para mi m. Mas sempre acabo comendo o que preparei para el es.
CAPÍTULO 9 - Segundo Passo
Acredi to que a di eta vegetari ana de al i mentos crus é a di eta natural do ser humano.
Na pri mei ra parte deste l i vro, apresentamos as razões pel as quai s comer al i mentos crus é a di eta
mai s natural para o corpo humano. Di scuti mos a i mportânci a das enzi mas e como el as atuam no
corpo. Fal amos de como o corpo se adapta ao al i mento cozi do, cri ando o noci vo muco. Fal amos
também da rel ação entre o al i mento cru e a bactéri a, dos parasi tas e das doenças.
Para compl ementar, gostari a de contar para vocês como a al i mentação crudívora mudou a vi da da
mi nha famíl i a.
Há oi to anos atrás, todos nós fi camos mui to doentes. Eu ti nha arri ti mi a e vi vi a em estado de pro-
funda depressão. Meu mari do sofri a de uma dol orosa artri te e estava com ci rurgi a marcada para
remoção da ti reói de. Meu fi l ho foi di agnosti cado como portador de di abetes j uveni l e ti nha pres-
cri ção para uso de i nsul i na. Mi nha fi l ha ti nha asma. Todas essas doenças são consi deradas i ncurá-
vei s pel os médi cos. Tínhamos também outros probl emas , como i ndi gestão, obesi dade, fraqueza,
mudanças de humor, probl emas com dentes e outros.
Entretanto, depoi s da di eta, todos nós fi camos compl etamente curados. Hoj e temos uma saú-
de perfei ta e fel i ci dade constante. Não temos nenhuma espéci e de assi stênci a médi ca porque
nos senti mos total mente responsávei s pel a nossa saúde.Vi vemos constantemente com uma i ncrível
energi a. Todos nós somos capazes de correr mui tas mi l has. Em 1998 fi zemos uma cami nhada atra-
vés dos Estados Uni dos pel a tri l ha Paci fi c Crest Trai l . Al gumas pessoas podem duvi dar, mas todos
nós temos pl ena consci ênci a das mudanças que começamos a senti r na nossa saúde, assi m que
adotamos a di eta crudívora.
Acredi to que todos nós podemos ter mui to mai s saúde do que possamos i magi nar.
3+
Capítul o 10 - Tercei ro Passo
Devo obter os conheci mentos necessári os, aprender as recei tas bási cas, e adqui ri r os utensíl i os
uti l i zados na preparação dos pratos.
É i mportante que a comi da crua sej a real mente saborosa? Menci onamos antes que para a mai ori a
das pessoas, comer é o mai or dos prazeres da vi da. Por i sso, mui tas pessoas NÃO PERMANECERÃO
NA DIETA se a comi da não for del i ci osa. Será que a comi da crua pode ser tão saborosa quanto a
cozi da? Com certeza! Aprendemos a preparar del i ci osos pratos crus e mi nha famíl i a tem ensi nado,
com mui to sucesso, os segredos dos gourmets crudívoros a centenas de pessoas de di ferentes i da-
des. Nos úl ti mos anos, si mpl esmente dei xei de anunci ar que os pratos que eu preparava não eram
cozi dos, a menos que me perguntassem.
Certa vez, uma senhora me perguntou: “ Soube que você é uma boa cozi nhei ra, será que poderi a
preparar um j antar de casamento para 50 pessoas?” El a não di sse que ti po de j antar queri a, e
como eu estava preci sando de um di nhei ro extra, na época, não pude recusar a proposta. “ Com
certeza” , respondi . Foi uma di versão para mi m preparar um bol o de três andares, sal gadi nhos,
sal adas, gardenburgers, sucos e sorvetes! Nenhum dos convi dados era crudívoro. Todos estavam
acostumados à Di eta Padrão Ameri cana. Ni nguém recl amou! Todos fal avam, “ que comi da del i ci osa
é essa?” El es adoraram e queri am conhecer a cozi nhei ra. Quando anunci ei que toda a comi da
era vegetari ana e sem cozi nhar, todos fi caram surpresos. “ Como uma comi da saudável poderi a ser
tão saborosa! ” , di sseram.
Você não vai se tornar um mestre cuca crudívoro apenas observando, por i sso ponha para fora seu
l i qui di fi cador, processador e desi dratador, col oque- os na mesa e mãos à obra. Faça uma bagunça
na sua cozi nha! Isso é i nevi tável . Comece j á e di vi rta- se. Se uma i nvenção sua não sai r como
você esperava, transforme- a em adubo e todas as mi nhocas do seu qui ntal e da vi zi nhança apare-
cerão, atraídas pel a sua comi da. Você só pode aprender a fazer del i ci osos pratos pel as tentati vas
e erros.
Por ci nco anos, mi nha fi l ha Val ya teve recei o de fazer cobertura de bol o. El a di zi a, “ i sso eu não
vou consegui r. Não vai fi car gostoso” . Certa vez, quando eu estava fora da ci dade, um de nossos
ami gos pedi u a Val ya que preparasse um bol o de ani versári o. Mi nha fi l ha teve que preparar tudo
sozi nha, e consegui u. Quando cheguei em casa, Val ya me di sse, “ foi tão fáci l . Peguei apenas
al gumas nozes, tâmaras e água, bati no l i qui di fi cador e essa foi a cobertura! ” Se você qui ser, pode
cri ar di ferentes sabores acrescentando bauni l ha, canel a, casca de l i mão ou qual quer outro i ngre-
di ente natural . É tão si mpl es! Val ya me mostrou uma dúzi a de pequenos bol i nhos com di ferentes
coberturas . El a fal ou sobre o assunto o resto do di a. “ Não pensei que fosse tão fáci l ,” di sse el a.
Meu mari do Igor, teve recei o de fazer “ gardenburger ” ( hamburger vegetari ano) El e di sse , “ era
fáci l com carne. Bastava cortar e fri tar com ól eo. Agora tenho que cri ar carne fei ta de cenoura,
sem o boi ?” El e me vi u preparar gardenburger centenas de vezes e ai nda achava que seri a mui to
compl i cado para el e. Por sei s anos el e nunca nem tentou. Até que uma vez, ti vemos uma si tuação
de emergênci a, quando mui ta gente apareceu para j antar. Eu estava ocupada preparando a sopa.
Quem fari a os “ gardenburgers” ? Só podi a ser Igor. Antes que eu acabasse de fazer a sopa el e j á
ti nha termi nado. Daí por di ante nunca mai s fi z gardenburgers. Igor tomou a frente. Agora chama-
mos esse prato de “ Igorburger ” .
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Igor começou a gostar de preparar pratos crus e cri ava suas própri as recei tas. Seus bi scoi tos “ Rus-
si an Borodi nsky” são popul ares em toda parte. Em Icel and, Igor demonstrou como preparar um
del i ci oso sanduíche cru. El e col ocava os gardenburgers sobre os bi scoi tos e decorava com azei tonas
secas e pápri ca.Quando as pessoas experi mentavam fi cavam admi radas como eram del i ci osos os
sanduíches de Igor.
Se você qui ser aprender a preparar del i ci osos recei tas de pratos crus, vej a al gumas sugestões no
fi nal do l i vro.
Há uma di ferença bási ca entre cozi nhar e preparar os al i mentos. O quadro abai xo vai aj udar você
a entender porque ao preparar pratos crus os resul tados são sempre vari ados.
Comparação entre cozi nhar e preparar:
Os i ngredi entes da comi da cozi da sempre mudam
seu sabor própri o como resul tado do cozi mento.
Os i ngredi entes usados na preparação dos
pratos crus não perdem seu sabor própri o.
A comi da cozi da não tem cores nem textura atrati vas.
A comi da crua é bastante col ori da e é
natural mente atraída pel os ol hos humanos.
O sabor ori gi nal de frutas frescas, verduras, nozes e
sementes desaparecem quase
compl etamente depoi s de cozi dos.
O ri co sabor ori gi nal das frutas frescas, verduras ,
nozes e sementes permanecem
depoi s que preparamos um prato cru.
A comi da cozi da quando não temperada, não tem
nenhum sabor. Preci sa que se acrescente sal ,
pi menta e outros condi mentos.
O prato cru é natural mente del i ci oso e
requer mui to pouco ou nenhum condi mento.
O gosto da comi da cozi da é determi nado pel os
temperos e condi mentos que acrescentamos.
O gosto de um prato cru é determi nado pel o
equi l íbri o dos 5 sabores:
doce, azedo, amargo, sal gado e api mentado.
Os condi mentos têm gosto determi nado.
As frutas frescas, verduras, nozes e sementes têm uma
ampl a vari edade de sabores.
Quando preparamos um prato cozi do,
segui r a recei ta é mui to i mportante.
Quando preparamos um prato cru, podemos
modi fi car a recei ta e garanti r um resul tado del i ci oso
fazendo o aj ustamento fi nal dos 5 sabores.
Mesmo quando segui mos todos os passos, medi mos tudo, o sabor fi nal é di ferente a cada vez que
preparamos um prato cru, devi do ao sabor própri o dos al i mentos vi vos.
Mi l ho, abobri nha, ervi l ha e outros vegetai s quando cozi dos, têm quase o mesmo sabor e requer o
adi ci onamento de ól eo e sal para que fi que gostoso. O mi l ho cru, a abobri nha, as ervi l has e outros
vegetai s crus têm cada um seu sabor própri o, i mpossível de ser confundi do. Quando preparo pra-
tos crus, uti l i zo recei tas apenas para me gui ar ou somente para combi nar os i ngredi entes. Então,
procuro aj ustar o gosto fi nal usando o método dos ci nco sabores.
Há mi l hares de di ferentes sabores na comi da natural e se soubermos bal ancear os ci nco pri nci pai s
sabores, doce, azedo, sal gado, api mentado, e amargo, faremos pratos del i ci osos.
Ao pl anej ar o preparo de uma del i ci osa refei ção crua, estej a certo de que todos os ci nco sabores
estarão presentes sem fal tar nenhum. Pessoas que têm experi ênci a no preparo de gourmets crus,
podem di zer cl aramente se um ou doi s i ngredi entes estão fal tando, apenas provando uma ou duas
vezes. Outros têm que experi mentar mai s vezes, perguntando a cada vez: Está bom de pi menta?
Está bom de sal ? Está bom de doce? Os ci nco sabores não têm que ser fortes. Apenas o bastante
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para aquel e determi nado prato. Por exempl o, o sabor mai s acentuado para o “ gardenburger ” deve
ser doce, pi menta e sal com apenas um toque de azedo e amargo, mas todos os ci nco sabores têm
que estar presentes. Vá experi mentando até que el es estej am perfei tamente combi nados. Chamo
esse processo de aj ustamento do sabor. No i níci o, o processo de aj ustamento pode ser um pouco
demorado. Não desani me, com a práti ca será mai s rápi do.
Se você prepara um bol o, um mol ho ou um croquete, o aj ustamento dos ci nco sabores é i mpresci n-
dível . Por qual quer razão pensamos, que se a comi da é saudável não é gostosa. Se j ogamos ai po
e suco de l i mão no l i qui di fi cador e nem sequer experi mentamos, quando começamos a comer,
senti mos um gosto mui to amargo ou mui to azedo. Por i sso é que usamos o teste do sabor e adi ci o-
namos o que está fal tando.
Depoi s de aproxi madamente um ano e mei o consumi ndo 100% de al i mentos crus, cada vez mai s
íamos preferi ndo comer o al i mento i ntegral em vez de todo esse preparo. De fato, os al i mentos
i ntegrai s quando maduros, j á possuem esse conj unto de sabores bal anceados natural mente.
Entretanto, seu sabor é tão del i cado que i nfel i zmente, depoi s de mui tos anos consumi ndo al i men-
tos cozi dos , chei os de condi mentos, nosso anti go pal adar não consegue apreci ar o sabor natural .
Por i sso é que necessi tamos de uma fase de transi ção.
A segui r temos uma l i sta de sugestões do grupo dos ci nco sabores. Esta é apenas uma fração do
que temos di sponível no pl aneta Terra. Uns são predomi nantes, como o sal e a pi menta. Basta que
usemos o bom senso na hora da dosagem.
Para o sabor azedo acrescente: l i mão, tomates, i ogurte de sementes ou vi nagre de maçã.
Para o sabor doce acrescente: Frutas secas tai s como fi go, tâmaras, amei xas, passas; frutas frescas
como banana, manga, pêssego, pêra; suco de maçã, suco de l aranj a, mel natural ou fol has frescas
de stevi a.
Para o sabor api mentado acrescente: Fol has ou dentes de al ho, coentro, sal sa, fol has ou pol pa de
cebol a, gengi bre, fol has ou grãos de mostarda, rabanete, pi menta, ervas frescas ou secas como ,
manj eri cão, al ecri m, canel a, noz moscada, bauni l ha ou hortel ã- pi menta.
Para o sabor sal gado adi ci one: sal são, coentro, sal sa, al gas mari nhas ou sal mari nho.
Para o sabor amargo acrescente: sal sa, al ho, cebol a, dente de l eão, fol ha de l ouro,ou pi menta.
3/
CAPÍTULO 11 - Quarto Passo
Devo vi ver em harmoni a com as pessoas que comem al i mentos cozi dos
Tenho uma pergunta: O que você sente quando al guém l he di z o que você deve fazer? Lembra das
vezes em que uma pessoa estava l he dando um consel ho e que você não queri a ouvi r?
Qual foi sua reação? Al go como por exempl o, “ você está engordando, preci sa fazer mai s exercíci o
e dei xar de comer doce” . Ou, “ você devi a cortar esse cabel o, parece um hi ppi e.” Ou, “ você deve
parar de fumar, pense na sua saúde.” Al guma destas sugestões j á l he aj udou?
Provavel mente não. Lembra de quando você era cri ança e seu pai di zi a, “ você está bri ncando
mui to, preci sa estudar mai s.” Como você se senti a? Você senti a vontade de correr para os l i vros
i medi atamente? Você di zi a, “ obri gado papai , vou pegar um l i vro agora mesmo?” Não. Você se
senti a mesmo era revol tado e ressenti do, e a úl ti ma coi sa que fari a naquel a hora era sentar e estu-
dar. Aqui estão al guns exempl os do que meus al unos di zem na aul a, quando l hes pergunto da sua
reação di ante de um consel ho.
Nancy: Eu não dou atenção e rej ei to aquel e consel ho.
George: Eu sorri o e i gnoro.
Doroth: Eu tenho resi stênci a. Detesto ouvi r críti ca.
Bryan: Eu sou i rôni co.
Whi tney: Eu não acei to consel ho porque o que faço na mi nha vi da é uma escol ha mi nha. Tenho
mui ta resi stênci a.
Wendy: Eu procuro agradar, fazer o que me pedem, mas sou di screto e fi co ressenti do.
Carl a: Fi co depri mi da, mui to mal .
Sam: Al gumas vezes quando me fal am para mudar al guma coi sa, mesmo sabendo que têm razão,
eu não faço e fi co aborreci do por saber que aqui l o é o certo e que eu não estou fazendo. Fi co ma-
goado e constrangi do.
Quando al guém nos di z que sabe mel hor do que nós o que é bom para nós mesmos, fi camos i rri -
tados, achando que aquel a pessoa está querendo nos control ar.
É exatamente como sua famíl i a vai se senti r se você chega em casa di zendo, “ Sou crudívoro agora.
A parti r de hoj e não como nada cozi do” . Um anúnci o como este, pode dei xar toda a famíl i a apre-
ensi va. Comi da cozi da é o que todos conhecem, gostam e consi deram normal em nossa cul tura.
Você vai querer que as pessoas que você ama fi quem revol tadas, negati vas, se si ntam control adas?
É exatamente como el as i rão se senti r se você l hes di sser um di a, “ não comam essas bestei ras na
mi nha frente! Só em ol har me faz senti r doente.” Devemos fazer exatamente o oposto. Quando
você deci di r ser crudívoro, converse com sua famíl i a o mai s rápi do possível . Expl i que para el es com
todo o amor, “ Sabe gente, i sso não tem nada a ver com vocês. Comer al i mentos crus é uma esco-
l ha que eu fi z para mi m, não estou querendo que vocês façam o mesmo” . Você pode di zer para
seu mari do, “ tudo bem que você conti nue tomando sua cervej a, fumando seu ci garro e comendo
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seu bi fe favori to, é sua escol ha. Eu o amo do j ei to que você é. Eu é que estou tentando mudar,
porque me si nto mel hor assi m. Não estou esperando que você me acompanhe, que se i nteresse ,
nem mesmo que quei ra experi mentar da mi nha comi da” .
Não espere que el es l he perguntem se podem comer a comi da del es na sua frente. Tome a i ni ci a-
ti va de conversar antes, e você verá como vão se senti r al i vi ados.
Não temos que fal ar de uma forma que faça aquel es que amamos se senti rem mal . Até mesmo um
si mpl es ol har de reprovação pode ter o mesmo efei to das pal avras.
Por exempl o, uma senhora, em uma das mi nhas aul as, comentou, “ mi nha famíl i a está aborreci da
com a mi nha di eta, mesmo sem eu nunca ter pedi do para que me segui ssem. Meu mari do é vege-
tari ano por 30 anos. Meu fi l ho por 12 anos e el es sempre me pedem para cozi nhar para el es e as
vezes sai o da di eta. El es não me dão mui to apoi o. Meu fi l ho faz gozação do meu suco verde e não
entende porque como meu bol o de col her ” .
Eu di sse a el a, “ você deve estar agi ndo de al guma forma, sem ter consci ênci a, e está fazendo el es
se i rri tarem. Apenas preste atenção a você mesma e tente captar esses momentos. Não preste
atenção aos outros. Observe você mesma e vej a o que poderá estar acontecendo. Al guns di as de-
poi s quando el a chegou na cl asse, fal ou, “ si m, eu me peguei tocando em al guns pontos que deve
tê- l os magoado. Mudei mi nha ati tude e el es mudaram também. Preci sei acei tá- l os mai s para que
el es também me acei tassem. Agora meu mari do aprendeu a preparar meu suco verde e me l eva
na cama toda manhã. El e di z, “ queri da, quero que você conti nue com sua di eta, se é para o seu
bem” . De repente nossa casa se transformou num ambi ente de paz e meu fi l ho fi ca querendo
experi mentar tudo que eu faço” .
Tenho trabal hado dando aul as sobre crudi vori smo e segui do a di eta 100% durante oi to anos. Po-
rém, se al guém ti vesse me aconsel hado, acho que não teri a ouvi do. Deci di por mi m mesma, não
porque al guém achou que era o mel hor pra mi m. A comi da cozi da vi ci a. Desi sti r del a não é fáci l .
Cada um deve escol her seu própri o momento.
Mi nha ami ga Ti na, que mora em Denver, teve um séri o probl ema de saúde. Por mui tos meses teve
que fi car i ndo ao hospi tal para um tratamento bastante i nconveni ente e dol oroso. Quando che-
gamos na ci dade para vi si tá- l a, el a se i nteressou pel a nossa di eta. “ Tenho uma ci rurgi a de cól on
marcada para daqui a duas semanas, que eu preferi a não fazer. Antes vou tentar essa di eta” , di sse
el a. Ti na mudou sua al i mentação, e dentro de al guns di as seu i ntesti no começou a funci onar nor-
mal mente. El a passou a ser crudívora e hoj e vi ve mui to bem. Evi tou a ci rurgi a porque compreen-
deu que para el a havi a apenas duas escol has: o crudi vori smo ou não fazer a ci rurgi a. Ter vi da e
saúde ou esperar que o seu probl ema no cól on se agrave até que sej a tarde demai s. Ti na escol heu
a vi da. Seus fi l hos não ti nham uma al i mentação saudável e seu mari do gostava de vodka, carne e
gordura de porco. El a não comentou com el es sobre a sua di eta. Dei xou que percebessem como a
mudança dos hábi tos al i mentares i a l he devol vendo a saúde, e preferi u apenas servi r de exempl o,
o que concordei pl enamente.
Um ano depoi s, passando por Denver, paramos para vi si tá- l os. Vi o mari do de Ti na, Sam, e el e
pareci a di ferente. Eu di sse, “ Sam, está tudo bem com você? Você mudou.” El e respondeu com um
sorri so aberto, “ Eu passei a ser 100% crudívoro há um mês atrás. Toda a famíl i a está fel i z e as cri an-
ças agora também adotaram a di eta” . Sam me contou sua estóri a. El e di sse que um di a, estava
i ndo buscar Ti na no trabal ho. Chegou um pouco adi antado e sentou de frente para a cartei ra del a,
enquanto a esperava. Achou sua esposa tão boni ta. Vi u al guns cl i entes ol hando para el a. Notou
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como el a estava saudável , sexy e radi ante. De repente, el e se senti u desconcertado. El e di sse, “ corri
até o banhei ro e me ol hei no espel ho. Vi como eu ti nha ol hei ras, o rosto avermel hado, e fi os de
cabel o gri sal ho por todo o l ado. Desabotoei a cami sa e ol hei para o meu pei to chei o de espi nhas.
“ Ni nguém vai me achar atraente desse j ei to” , pensou. El e me di sse que concl ui u que Ti na estava
fi cando cada vez mai s boni ta e el e fi cando cada vez mai s vel ho. Sam deci di u que preci sava mudar
para não fi car para trás. El e di sse, “ No cami nho de vol ta para casa eu i mpl orei a Ti na para me
aj udar a fazer sua di eta.” Ti na fi cou ai nda mai s fel i z em poder aj udar seu mari do. El a di sse que
assi m que el e resol veu l he acompanhar, as cri anças fi zeram o mesmo. Sua fi l ha emagreceu, fi cou
mai s boni ta, e estava agora fazendo parte de um curso de voz num teatro. Di sse que tudo está
i ndo maravi l hosamente bem e que senti u como uma força di vi na conduzi ndo a sua vi da. Ti na é
uma mul her mui to i ntel i gente. El a não tentou convencer sua famíl i a de nada. Seu corpo se curou, e
todos observaram as mudanças. Por causa do seu bom exempl o, sua famíl i a escol heu l he segui r.
Posso dar a vocês i números exempl os que mostram a i mportânci a de convi ver em paz com as outras
pessoas. Isso é fundamental ! Será que é o que nós fazemos na verdade? Não, fazemos j ustamente
o oposto. Comprometemos a nossa própri a paz. Começamos uma guerra. Fazemos as pessoas
se i rri tarem. Peço a todos que façam a escol ha consci ente de vi ver em paz com todos a sua vol ta.
Você pode fazer i sso. É quando os mi l agres acontecem. Quando as pessoas não são pressi onadas,
el as fi cam mai s di spostas a cooperar. Não podemos control ar os outros. Não devemos esperar que
as pessoas mudem quando el as ai nda não estão prontas. Na verdade, seu dever é expl i car à sua
famíl i a que não pretende que el es mudem e que por você ter adotado uma nova di eta não si gni fi -
ca que não mai s j antarão j untos. Chegue em casa, sente com seu mari do e di ga, “ queri do vamos
j antar em famíl i a. Você pode saborear sua costel a de porco e eu o meu pi mentão recheado.” Vocês
podem conversar sobre como foi o di a e se senti rem bem em estar j untos. Afi nal de contas estar
em famíl i a é um ato de amor e não um ato de senti r prazer através da comi da. Quando seus entes
queri dos sentem que você não está cri ando nenhuma expectati va, el es rel axam. El es podem l he
dar apoi o sem se senti rem pressi onados a mudar. Nós, crudívoros, fi zemos a escol ha para nós, por
séri os moti vos. Fi zemos a escol ha certa para nós, não a escol ha certa para os outros.
Quando adotei o crudi vori smo, fi z exatamente o oposto do que agora aconsel ho vocês a fazerem.
Por onde eu andava, fal ava para todos dos benefíci os da di eta. Queri a mudar todo mundo. Nos
supermercados, eu puxava conversa com pessoas que estavam com peso aci ma do normal e ten-
tava expl i car a el as como é fáci l perder peso. Fi quei tão empol gada com a mudança que eu e mi -
nha famíl i a estávamos experi mentando, que queri a passar i sso a todo custo. O resul tado é que as
pessoas foram se afastando de mi m e fi z até i ni mi gos. Tudo i sso até entender que cada um preci sa
encontrar seu própri o cami nho e deci di r o seu própri o desti no.
Quando respei tamos o di rei to dos outros, aí teremos o apoi o, pri nci pal mente daquel es que ama-
mos. Devemos ser si nceros e não ter recei o de di zer a el es. “ Meu bem, por favor me aj ude. Preci so
do seu apoi o. Preci so dessa di eta pra mel horar mi nha saúde, porque si nto que a comi da cozi da
me faz mal . Por favor me aj ude. Não preci so que você mude por mi nha causa mas preci so do seu
apoi o para que eu possa mudar. Tenho uma i déi a. Em vez de me trazer da rua chocol ate, como de
costume, que tal uma manga bem madura? Ou uma fruta exóti ca? Vou fi car mui to fel i z! Aquel es
doces que estão no armári o, fi cari a grata se você l evasse para o seu carro para que eu não me sinta
tentada” . Coisas desse tipo. Tudo com muito amor e compreensão e você ficará em paz.
Sej a fi rme com seus ami gos, col egas de trabal ho e parentes. Se você não é fi rme, el es conti nuarão
a l he oferecer tudo o que você deci di u não comer mai s. El es vão tentar testar sua força de vontade
e determi nação. Faça com que respei tem a sua deci são. Dei xe cl aro que é i mportante para sua
saúde que você permaneça na di eta. Pedi r um apoi o é di ferente de tentar convencer as pessoas
+J
daqui l o que você acha certo. Agi ndo assi m, el es l he darão apoi o e não haverá constrangi mento.

Mi l l i e é um óti mo exempl o. Quando el a foi di agnosti cada com câncer de mama, começou com a
di eta crudívora. Toda a famíl i a, seus três fi l hos rapazes e seu mari do, todos ti nham um comporta-
mento hosti l e odi avam a pal avra “ crudi vori smo” .Aí Mi l l i e frequentou as aul as dos doze passos.
Com o quarto passo em mente, el a tomou consci ênci a e repensou sua comuni cação com a famí-
l i a. Al gumas semanas depoi s das aul as, el a me envi ou um e- mai l que di zi a, “ meu mari do está
orgul hoso de mi m! Parece um mi l agre! El es agora j á entendem o quanto eu preci so de apoi o” .
Porque Mi l l i e tem câncer, sua famíl i a entende que el a preci sa de aj uda. Como el a não tem tentado
convencê- l os, todos estão vi vendo em equi l íbri o e paz e passaram a entender o quanto el a preci sa
del es como uma força.
Não i mporta o quanto gostaríamos que a nossa famíl i a senti sse os benefíci os do crudi vori smo. O
fato é que podemos control ar apenas uma pessoa no mundo, nós mesmos. Não temos o di rei to de
control ar nossos fi l hos ou nossos pai s, mesmo que el es estej am com uma doença grave.

Aprendi uma l i ção quando mi nha mãe estava morrendo de câncer. Assi m que ti ve a notíci a, peguei
o avi ão e fui até a Rússi a para convencê- l a da di eta crudívora e sobrevi ver. Fi z o que pude. Corri a
até a fei ra para comprar cenouras e fazer suco o di a todo. No tercei ro di a, assi m que eu sai para o
mercado el a fal ou bai xi nho para o meu i rmão, “ você pode me preparar uns ovos mexi dos, estou
morrendo de fome! ” Quando vol tei , o quarto de mi nha mãe chei rava a ovos mexi dos.
Meu i rmão di sse, “ el a me pedi u e eu fi z. ” Nesse momento, senti o quanto eu estava sendo cruel
com a mi nha mãe forçando- a a fazer uma coi sa que el a não estava preparada. Se el a não estava
pronta, em que i sso i ri a l he aj udar?
Conheço também um rapaz em Seattl e, que por ser tão l i gado à sua mãe, sofre ao vê- l a senti r tan-
tas dores. El e di sse que sempre di z a el a, que fazendo a di eta crudívora dei xari a de senti r aquel as
dores. Perguntei a el e: “ Você sabe que está fazendo el a sofrer mai s ai nda por não corresponder às
suas expectati vas? ” El e di sse, “ nunca ti nha pensado ni sso.” Depoi s de pensar sobre o assunto, el e
chegou em casa e fal ou para sua mãe, “ sabe mãe, tudo bem que você não quei ra tentar a mi nha
di eta.” Poucos di as depoi s el e me tel efonou para di zer: “ um mi l agre aconteceu. Mi nha mãe expe-
ri mentou mi nha comi da e está gostando! ”
Conheço pessoas que começaram a tentar convencer a famíl i a a adotar a di eta mesmo antes de
tentarem el as mesmas, como Li nda e Ji m. Li nda apenas apareceu em uma das mi nhas aul as, e
quando chegou em casa queri a convencer seu mari do Ji m. Di as depoi s el a apareceu numa outra
aul a, se quei xando que seu mari do não estava l he dando apoi o. Certa vez, Li nda consegui u l evar
Ji m para assi sti r uma aul a. El e j á ti nha cri ado uma grande resi stênci a, mas depoi s de ouvi r a pa-
l estra fi cou mui to i nteressado. Doi s meses depoi s el e me tel efonou di zendo que estava fazendo a
di eta mas que Li nda achou mui to di fíci l e desi sti u.
Se as pessoas notarem que você está tentando convencê- l as, el as vão l he cri ti car por i sso. Não
di scuta e nem tente provar ci enti fi camente que você está com a razão. Al gumas vezes nós, que
sabemos dos benefíci os que estamos experi mentando, pomos mui ta pressão nas pessoas queri das,
i nti mi dando- as a mudarem.
Em Phoeni x, Ari zona, três mari dos se reuni ram e formaram um cl ube de mari dos opri mi dos pel as
esposas crudívoras. El es se encontravam uma vez por semana para comer pi zza e comentar suas
+1
di fi cul dades com a si tuação. Espero que o que expus neste capítul o, vá evi tar cl ubes como esse a
se formarem.
E com rel ação às cri anças em casa, que você tem que preparar as refei ções? Nós mesmos acostu-
mamos nossos fi l hos com a di eta padrão, por i sso temos que i r aos poucos i ntroduzi ndo mai s frutas
e vegetai s crus na di eta del es, dei xando tudo di sponível para que el es vej am e se si rvam com fre-
quênci a. Aprenda como fazer sorvete de fruta natural , l ei te de nozes, mi l k shake de nozes, doces
e bol os naturai s e tudo o que é ti po de comi da saudável . Mostre a el es que o al i mento cru pode ser
del i ci oso. Convi de- os a preparar os pratos com você. Cri anças adoram essas coi sas. Mas o mai s
i mportante de tudo, é ser um bom exempl o.
Sempre me perguntam como não magoar nossos parentes que associ am comi da com amor, e não
demonstrar desrespei to quando recusamos o que el es oferecem? Para responder a essa pergunta
vamos pensar numa hi pótese: Numa das mi nhas aul as eu trago um l i tro de vodka que trouxe da
Rússi a para bri ndar com meus al unos. Garanto que aquel es que não acei tarem aquel a bebi da vão
encontrar as pal avras certas para recusar a mi nha oferta, sem com i sso me magoar.
Quando fui à Rússi a e recusei a tradi ci onal comi da russa e bebi das como a vodka, meus parentes
se senti ram ofendi dos a pri ncípi o, mas ao verem o quanto eu estava bem e quando expl i quei as
razões pel as quai s adotei a di eta, el es compreenderam e me apoi aram. Se exi ste uma atmosfera
de amor na famíl i a, tudo é fáci l de se entender. Há oi to anos atrás, quando fal ei para o meu mari do
que eu i a adotar a di eta crudívora por doi s meses, el e fal ou: “ De j ei to nenhum, eu sou um homem
russo, estou acostumado com borscht russo, carne vermel ha, carne de porco e pi menta.” Comi da
une as pessoas e se você i nsi sti r nessa di eta , tenho certeza que será o fi m do nosso casamento.
Essa foi a sua pri mei ra reação. Sabi a das ori gens do meu mari do, mas sabi a também da i mpor-
tânci a da mi nha deci são e que eu encontrari a as pal avras certas, no momento certo para fazê- l o
entender.
+Z
CAPÍTULO 12 - Qui nto Passo
Devo me manter afastado das tentações.
Imagi ne uma i l ha onde todas as pessoas fossem crudívoras. Não haveri a chei ro de comi da cozi da
nas ruas, não haveri a fogão nem forno mi cro- ondas e todos os restaurantes servi ri am somente
comi da natural . Os anúnci os di ri am “ Tomou seu suco de cl orofi l a hoj e?” Imagi ne se todas as cri an-
ças carregassem cestas de frutas para o Hal l oween em vez de chocol ate. Não seri a fáci l para nós
crudívoros, vi vermos num l ugar assi m? Por que é fáci l vi ver nessa i l ha i magi nári a e di fíci l na vi da
real ? Porque na i l ha i magi nári a, ao contrári o da vi da real , não há tentações.
Vamos anal i sar a pal avra “ tentação” . O que é tentação? Por favor tente encontrar suas própri as
respostas. Vou aj udar fazendo al gumas perguntas. Há al guma di ferença entre tentação e desej o?
Tentação i ncl ui desej o e o que mai s? Quando desej amos comer uma fruta, por exempl o, ou quan-
do senti mos vontade de acari ci ar um cachorri nho, não cri amos nenhuma expectati va de que al go
de mau possa nos acontecer por causa di sso, não é mesmo? Não chamamos i sso de tentação.
Chamamos de desej o. Quando é que chamamos um desej o de tentação? Por favor, pense bem até
ter uma compl eta cl areza do que sej a tentação.
Vamos até a rai z do probl ema. Temos que descobri r. Afi nal de contas o que há de negati vo na
tentação? É al go que sabemos que não deveríamos fazer, não é mesmo? Por que? Chamamos
de tentação aqui l o que sabemos que vai nos causar al gum mal . A l ongo prazo experi mentaremos
dor, doença, outros probl emas, até mesmo a morte. Parece al go terrível . Mas por que caímos na
tentação? Porque a tentação nos promete um momento de prazer. Um prazer a curto prazo. Com
que rapi dez experi mentamos o prazer? Instantaneamente. Com que rapi dez a puni ção acontece?
A l ongo prazo, al gumas vezes temos a sensação de que nunca vai acontecer.
Concl ui ndo: Tentação é o desej o por al guma coi sa que promete nos dar prazer a curto prazo com a
consci ênci a de consequênci as negati vas no futuro. Nos preci pi tamos no prazer momentâneo. Esse
prazer é tão grande que não resi sti mos. Agora que entendemos cl aramente o que sej a tentação e
como el a di fere de desej o, podemos aprender com sucesso a evi tar a tentação.
Há doi s ti pos de tentação, a evi tável e a i nevi tável . Consi dero evi távei s as tentações que podemos
fi car afastados por determi nado período. Chamo de tentação i nevi tável aquel a que não podemos
control ar a presença.
Você sabe qual é a sua mai or tentação com rel ação à comi da cozi da? El a é sempre baseada na sua
preferênci a pessoal por determi nado al i mento. Se el e é saudável , tudo bem. Se não, aí está o pro-
bl ema. Mui tos do meus al unos apontam como tentação os segui ntes al i mentos: Café, chocol ate,
coca- col a, pi poca, doces, quei j o, pi zza, macarrão, arroz, bi scoi tos, bol o, batata fri ta etc.
O que você mai s senti ri a fal ta no mundo dos al i mentos cozi dos? Que ti po de al i mento cozi do fari a
você sai r da di eta crudívora? Qual o seu mai or recei o em adotar a di eta?

Faça esse exercíci o. Pegue um caderno e escreva numa fol ha, do l ado di rei to, as tentações que você
consi dera evi távei s e do l ado esquerdo os l ugares onde você vai encontrar essas tentações. Numa
outra fol ha escreva as tentações i nevi távei s e os l ugares onde você vai encontrá- l as. Esse exercíci o
vai fazer você fi car consci ente de todos os l ugares onde i rá se senti r tentado, dessa forma você
estará preparado para enfrentar o desafi o.
Vamos di scuti r pri mei ro as tentações evi távei s. Al guns exempl os de tentações evi távei s são: macar-
rão, bol o, chocol ate, comi da típi ca, todos os ti pos de fri tas. Todos são evi távei s, a menos, é cl aro,
+3
que você trabal he numa fábri ca do produto. Quando você deci di r adotar a di eta crudívora, faça um
séri o e consci ente esforço de não se expor a esses produtos por cerca de doi s meses ou mai s para
cri ar uma resi stênci a. Aprenda a substi tui r esse ti po de comi da por recei tas da di eta crudívora. Ti re
todas as tentações da sua casa, carro e escri tóri o. Não dei xe em casa, nem que sej a escondi da, sua
comi da favori ta, porque ao pensar nel a, sabendo que está a seu al cance, você poderá procurá- l a
a qual quer momento.Você não será capaz de rel axar ou se concentrar no seu trabal ho.Quando
estamos com fome, aborreci dos, sol i tári os ou depri mi dos, pensamos em comer o nosso prato favo-
ri to para al i vi ar as tensões e rel axar.
Evi te ol har para anúnci os o quanto puder. Você j á notou que as propagandas de bebi das sempre
mostram um momento em que as pessoas estão fel i zes, sorri ndo? El as só não mostram, é cl aro, as
consequênci as negati vas como náuseas, enj ôo e vômi tos que essas bebi das vão causar depoi s.
Revi stas e tel evi são estão chei as de propagandas de al i mentos processados. Mui tas del as rel aci o-
nam esse ti po de comi da com i mportantes eventos soci ai s. A i déi a é que, se você come o produto
que el es estão anunci ando você se senti rá fel i z e real i zado, como aquel as pessoas que aparecem
no anúnci o. Todos nós sabemos que propaganda é como uma peça de teatro, que as pessoas estão
apenas atuando, mas mesmo assi m senti mos desej o por aquel a comi da e pel o estado de fel i ci dade
que a el a está rel aci onado.
Não vá à festas até você se tornar fi rme no seu propósi to. Tome aul as de cul i nári a crudívora e
procure andar com pessoas que estão no mesmo cami nho. Di sponha de al gumas horas para pra-
ti car a preparação de pratos di ferentes. Mai s tarde, quando você aprender como preparar al guns
gourmets crudívoros, poderá até se tornar uma cel ebri dade em organi zar eventos , como mui tas
pessoas estão fazendo.
Al i mente- se bem antes de i r fazer compras para não se senti r tentado por tudo o que é exposto.
Evi te aquel es mercados onde amostras de determi nados al i mentos são ofereci das ao públ i co em
determi nadas seções. Quando ti ver que i r a um del es, l eve uma fruta para manter sua boca ocu-
pada e sej a fi rme em di zer “ NÃO, obri gado” quando l he oferecerem al go.
A fase mai s di fíci l normal mente l eva doi s meses. Faça o possível para ul trapassa- l a. Lei a al guns l i -
vros sobre víci os. Isso aj uda mui to. Cri e uma i l ha à sua vol ta. Lembre- se de que, o que é i mpossível
na presença de tentações, se torna mui to fáci l numa zona l i vre de tentações.
Agora vamos fal ar das tentações i nevi távei s. Al guns exempl os de tentações i nevi távei s são: A comi -
da cozi da que os outros membros da sua famíl i a comem na sua presença; as máqui nas que ven-
dem refri gerantes e saqui nhos de l anche, por onde você sempre passa; a padari a do outro l ado da
rua com aquel e chei ro característi co do pão fresco de manhã; O cafezi nho gráti s que é ofereci do
no trabal ho; as cai xas de del i ci osos chocol ates que ganhamos de presente; o al moço no restauran-
te do trabal ho; doces ofereci dos nas agênci as bancári as e na i grej a que você freqüenta; reuni ões
de famíl i a e mui tos outros.
Quando l i damos com as tentações evi távei s, nossa pri nci pal estratégi a é evi tar nos expormos a
el as. Não há como apl i car a mesma táti ca às tentações i nevi távei s. O que mai s podemos fazer?
Usar uma certa di sci pl i na ou a nossa força de vontade? Já menci onamos que não podemos superar
as tentações usando a força de vontade. Quando não vemos as tentações, temos a certeza de que
podemos enfrentá- l as com a força de vontade, mas na real i dade quando as encaramos, a tendên-
ci a é fraquej ar.

++
Entretanto, podemos nos preparar psi col ogi camente para l i dar com as tentações i nevi távei s sem
sati sfazê- l as. Para saber o que di zer, e como reagi r, temos que pl anej ar com antecedênci a.
Nas mi nhas aul as eu ensi no um j ogo que aj uda as pessoas a l i darem com as si tuações i nevi távei s.
El as prati cam di zer “ Não” às tentações com mui ta graça. Pri mei ro el es i denti fi cam seus pontos fra-
cos, ou sej a aquel es al i mentos que têm di fi cul dade em resi sti r . Então cri am di ferentes si tuações em
que sua comi da predi l eta é ofereci da e prati cam como di zer “ não” com segurança e habi l i dade.
A segui r vamos dar um exempl o desse j ogo, fei to durante um dos workshops.
Lara se apresentou como vol untári a para fazer o papel de “ tentada” , porque queri a dei xar de to-
mar café. El a vei o para a frente da cl asse.
Vi ctori a: Lara, você tem certeza que quer dei xar de tomar café?
Lara: Si m é cl aro. Tenho prometi do a mi m mesma por doi s anos, dei xar de tomar café, e o máxi mo
que consegui fi car foi uma semana. O tempo máxi mo que pude aguentar com a dor de cabeça.
Vi ctori a: Qual seu ti po de café favori to e onde você vai tomar?
Lara: “ Latté” . Vou no “ Starbucks” .
Vi ctori a aos al unos: “ Por favor, façam propostas tentadoras a Lara. Sej am cri ati vos para que suas
ofertas pareçam reai s e di fíci l de recusar ” .
Vi ctori a para Lara: “ Lara, você terá que di zer “ Não obri gada” , e di zer de uma forma que não faça as
pessoas se senti rem mal , ok” ? Numa si tuação real em que al guém l he oferece al go , de coração,
você nunca vai di zer, “ Sai a daqui , eu não tomo mai s café” Procure expressar seus agradeci mentos
si nceros e dê uma outra sugestão al ternati va como, “ Mui tíssi mo obri gada, você é mui to genti l , mas
por que não tomamos um suco?” Se el es i nsi sti rem , conti nue fi rme. Di ga, “ Descul pe, mas dei xei de
tomar café há al gum tempo por questões de saúde” , ou di ga, “ eu deci di dei xar de tomar café” , ou
“ meu médi co me proi bi u” , ok?
Karen: Sabe Lara, eu estava no Starbucks, el es estavam fazendo uma promoção l á e eu trouxe
para você o seu café favori to. Aqui está.
Lara: Oh meu Deus...
Vi ctori a para Lara: O que você vai di zer?
Lara: Oh Karen, é mui to genti l da sua parte! Obri gada, mas eu não tomo mai s café. Eu tenho pres-
são al ta. De qual quer forma, obri gada! Você não quer ver se acha uma outra pessoa que quei ra?
Karen: Com certeza! eu entendo.
Mi ke: Sou seu pai . Parabéns! Você acaba de herdar de sua famíl i a, uma fábri ca de café. Você está
ri ca agora. De acordo com a nossa tradi ção, todas as manhãs você tem que provar o café fresco
da companhi a.
Lara: Obri gada papai , eu me si nto bastante comovi da! Mas meu médi co está seri amente preocu-
+5
pado com a mi nha pressão. Você acha que o gerente poderi a fazer i sso no meu l ugar?
Mi ke: Eu entendo, mi nha fi l ha. Nós tentaremos resol ver i sso.
Sarah: Oi Lara, l embrei de você quando estava no Starbucks e ganhei um cupom que dá di rei to
a tomar gráti s qual quer ti po de café durante um ano. E você sabe que eu não tomo café, por i sso
estou l he dando porque você é mi nha mel hor ami ga.
Lara: É uma boa! Mas mui tíssi mo obri gada! Sabe, Sarah, por sermos mui to ami gas, sei que você
vai entender. Eu deci di não mai s tomar café por questões de saúde. Mas tenho certeza que você vai
achar al guém que quei ra receber um presente como esse.

Sarah: Ok.
Jerry: Lara, estou di ri gi ndo com você do meu l ado por mui tas horas. São 2: 00 da manhã e temos
que conti nuar. Antes que peguemos no sono, vou parar num posto de gasol i na e comprar um café
pra a gente, tá?
Lara: Obri gada Jerry. Você pode tomar seu café, mas sei por experi ênci a própri a, que i sso não me
aj udari a. É mel hor que eu ti re um cochi l o enquanto você vai comprar seu café. Tal vez comer umas
nozes fosse mel hor pra me manter acordada.
Marl ene: Oi Lara, você está pronta para o nosso encontro no café? Tenho mui tas novi dades para
l he contar. Vamos l á.
Lara: Descul pe Marl ene, mas não posso i r ao café.
Marl ene: Por que não?
Lara: Estou l ouca pra saber as novi dades, mas prefi ro i r a um outro l ugar. Meu médi co me proi bi u
de tomar café. Se eu for, vou me senti r tentada. Vamos a uma casa de suco e eu pago um bom suco
de frutas pra você.
Marl ene: Mas a gente sempre se encontrou l á. Não vai ser a mesma coi sa!
Lara: Ouça Marl ene, eu não quero que você fi que chateada mas preci so do seu apoi o agora. Por
favor, me entenda.
Marl ene: Ok, vamos tomar um suco de frutas.

Vi ctori a: Lara, você poderi a comparti l har com o grupo sobre al guma mudança que você tenha
percebi do durante a bri ncadei ra? Você se senti u mai s fortal eci da em não se dei xar l evar pel as ten-
tações?
Lara: É curi oso como tudo pareci a real . Foi di fíci l para mi m di zer não no i níci o. Depoi s foi se tor-
nando cada vez mai s fáci l . Si nto como se ti vesse traçado meu cami nho de agora em di ante. Tenho
certeza que saberei como reagi r em si tuações reai s, no futuro.
Todos os meus al unos acham que esse j ogo aj uda mui to na fase de transi ção. Recomendo que sej a
prati cado nos grupos de suporte e reuni ões e todos devem ter a chance de parti ci par pel o menos
uma vez.
+c
Ci enti stas que fazem pesqui sa sobre o víci o de drogas, fal am a respei to de uma reação em cadei a.
É mai s di fíci l mudar um comportamento quando não pl anej amos de antemão como i remos reagi r
em determi nadas si tuações. Por exempl o, quando um al coól atra tem di nhei ro no bol so para pagar
o al uguel , mas encontra aquel e vel ho ami go na esqui na, a tendênci a é que el e acompanhe o ami -
go a um bar e gaste o di nhei ro do al uguel . A menos que j á estej a preparado para uma resposta
a essa si tuação, faci l mente será i nfl uenci ado. A mel hor forma de se preparar para reagi r a esses
casos, é quando você está em casa ou num l ugar onde não há possívei s tentações. É o momento
certo de pensar no que fazer.
Se na sua casa você é a úni ca pessoa que está fazendo a di eta crudívora, você deve separar uma
parte da sua cozi nha como uma zona l i vre de tentações.
Só quando você ti ver estabel eci do al guma resi stênci a, poderá começar a frequentar restaurantes.
Você não tem que fi car em casa e se senti r i sol ado. Vi ver em soci edade é i mportante. No i níci o,
sai r com um ami go vai aj udar mui to. Se você ti ver três ou quatro ami gos fazendo a di eta crudívora,
você deve sai r com el es uma vez por semana. Podem trazer de casa um frasqui nho com o mol ho de
sal ada que você preparou, ou grãos brotados que você tem em casa, e todos terão um agradável
momento de soci al i zação comendo uma del i ci osa sal ada fresca.
Se você não sabe ai nda como preparar um del i ci oso mol ho de sal ada, mi sture i guai s porções de
mol ho de soj a natural com um bom azei te de ol i va e vi nagre de maçã. Mi sture tudo e aí está o seu
mol ho. Tenha sempre esse mol ho no carro; el e fi ca fresco por l ongo tempo. Leve com você quando
for a um restaurante, ponha sobre sua sal ada e desfrute da sua refei ção.
Para faci l i tar e tornar mai s agradável as vezes que você sai r, você pode usar o cartão que meu
ami go Jonathan preparou. Faça uma cópi a desse cartão num papel duro, corte e col oque na sua
cartei ra j unto com seu cartão de crédi to.
Quando vou sozi nha ou com ami gos a um restaurante, não tenho que me senti r embaraçada na
frente de todos, tentando expl i car ao garçon o meu pedi do especi al . Em vez di sso, eu entrego o
cartão a el e com um sorri so. Acho que os cozi nhei ros gostam de aprovei tar a chance para serem
cri ati vos, poi s meus pratos de sal ada são sempre mui to boni tos.
O Cartão de Jonathan: EU SÓ COMO ALIMENTOS CRUS
Gostari a que me trouxesse uma sal ada ou um prato de verduras com qual quer dos i tens abai xo,
sem cozi nhar:
Al face tomate abacate cenoura
Abobri nha grãos brotados pepi no al ho porro
Brocol i cebol i nha rabanete cebol a
Couve- fl or sal sa repol ho couve
Espi nafre coentro pi mentão beterraba
Cogumel os hortel ã manj eri cão nabo
Infel i zmente, são poucos os restaurantes que usam vegetai s orgâni cos. Ai nda assi m, acho que sai r
+/
com um ami go uma vez por semana é vál i do e não faz mal que você coma por um di a uma sal ada
que não é orgâni ca. Na verdade, vi ver soci al mente l he aj udará a manter o seu novo esti l o de vi da.
Ao sai r, você se habi tuará a se expor às tentações e vai dei xar de pensar nel as. Você não pode fi car
confi nado em casa. É grati fi cante quando encaramos as tentações e nos senti mos fortal eci dos.
CAPÍTULO 13 - Sexto Passo
Devo procurar um apoi o
Faça ami zade com al guém que j á estej a há al gum tempo fazendo a di eta. Tudo o que você preci sa
fazer é encontrar uma pessoa no seu bai rro, na sua casa ou no seu trabal ho, com quem você possa
se encontrar di ari amente para conversar e comparti l har uma refei ção j untos. Esse passo pode até
parecer i rrel evante, mas do meu ponto de vi sta, esse apoi o no i níci o e mesmo a l ongo termo, é
cruci al . Se tornar crudívoro sem o apoi o de outras pessoas me parece quase i mpossível . Ao mesmo
tempo, permanecer crudívoro com apoi o de outros é di verti do e fáci l .
Se você real mente se i nteressar, com certeza vai encontrar a pessoa certa para l he dar apoi o. To-
dos os meus al unos do curso dos 12 Passos encontraram um parcei ro de apoi o. Em al guns casos,
o companhei ro de apoi o não é nem mesmo uma pessoa que estej a fazendo também a di eta. Pode
ser um parente que está apoi ando o seu ente queri do que tem um probl ema de saúde. Por exem-
pl o, Anete tem câncer e seu mari do, que não é crudívoro, deci di u ser seu companhei ro de apoi o.
Como esse apoi o funci ona? Quase sempre, a opi ni ão de outras pessoas é mai s i mportante para
nós do que a nossa própri a opi ni ão. Romper um compromi sso que assumi mos com uma outra
pessoa é mai s di fíci l do que romper um compromi sso que assumi mos com nós mesmos. Sua mente
não vai vaci l ar tanto quanto se você esti vesse sozi nho. Tente comparti l har pel o menos uma vez por
di a uma refei ção com seu companhei ro de apoi o.
Se você encontra al guém que estej a fazendo a di eta, j untos vocês podem preparar pratos del i ci o-
sos. Um faz o mol ho, o outro corta as verduras da sal ada. Vocês podem trocar i déi as sobre recei -
tas, i r descobri ndo coi sas novas e sua vi da crudívora vai se tornando cada vez mai s agradável .
Quando você não tem um companhei ro de apoi o, e seus ami gos l he convi dam para um j antar,
você poderá se senti r i sol ado por não parti ci par da mesma refei ção com el es. Porém, se seu com-
panhei ro de apoi o está por perto, você terá a força necessári a para resi sti r. Esse apoi o nos aj uda
a ver nossas própri as escol has e ações de forma bem cl ara. Todas as pessoas que conheço e que
manti veram o esti l o de vi da crudívoro ti veram um apoi o.
+J
Capi tul o 14 - Séti mo Passo
Devo encontrar ati vi dades e di versões al ternati vas
Anti gamente mi nha vi da se resumi a prati camente em comer Cheguei a essa concl usão quando me
tornei crudívora.
Quando comemos comi da cozi da, vi vemos de uma refei ção para outra. Es-
tamos sempre preparando al go para comer. Comi da é como uma forma de
recompensa. Normal mente nosso di a é pl anej ado assi m: café da manhã, tra-
bal ho, l anche, trabal ho, al moço, trabal ho, l anche, trabal ho, j anta, tel evi são
com um l anche, cama. Mui tas pessoas têm pouco ou nenhum tempo extra para
aprovei tar mel hor a vi da.
Quando você adota a di eta crudívora, dentro de al gumas semanas nota que
o seu consumo de comi da começa a di mi nui r. Numa questão de meses, suas
refei ções podem se reduzi r a apenas duas por di a. Aí, sua vi da não mai s se
concentra em torno do ato de comer. As pessoas que adotam a di eta crudívo-
ra e que conti nuam com o vel ho hábi to de comer, começam a senti r fal ta dos
momentos de di versão e al egri a e eventual mente desi stem da di eta. Se você
gosta de comer mai s do que qual quer coi sa, então é bom procurar preencher
seu tempo de uma outra forma.
No crudi vori smo, seu corpo vai preci sar de menos tempo de sono.
Comendo menos você vai economi zar. Vai ter mai s energi a. E o que você vai fazer com essa ener-
gi a, tempo e di nhei ro extras? Todos sabemos como l i dar com di nhei ro extra, é fáci l . E com energi a
sobrando, o que fazer? Se não soubermos aprovei tar bem essa energi a, podemos fi car i rri tados
e mal humorados. Tempo extra pode nos conduzi r à depressão ou a um outro víci o. O tempo e a
energi a que teremos a mai s com o novo esti l o de vi da, são verdadei ros tesouros, se soubermos
usá- l os corretamente. Quando você descobre que está comendo menos, sua vi da não mai s vai fi car
concentrada em torno do ato de comer. Você preci sa encontrar outros mei os e pl anej ar sua vi da
em função del es.
Pense sobre um sonho que você nunca real i zou. Al ém de real i zar seu sonho, você pode tentar ou-
tros hobbi es. Vá a um centro educaci onal para ter i déi as e senti r o que l he atrai , o que toca seu
coração.
+9
Vej a os exempl os abai xo de al guns sonhos que as pessoas comparti l haram durante meus
workshops:
Desenvol ver al gum trabal ho de arte
Tomar aul as de francês
Escrever um l i vro
Tomar aul as de fl auta
Fazer cami nhadas
Passar mai s tempo com as cri anças
Tomar aul as de i oga
Bri ncar com ani mai s
Cui dar do j ardi m
Aprender a dançar sal sa
Vi aj ar
Aprender a costurar
Tomar aul as de mergul ho, etc.
Toda pessoa tem um sonho que tal vez tenha si do dei xado para trás por fal ta de tempo. Agora você
pode real i zar o que antes pareci a i mpossível .
Acho também que exercíci o físi co é essenci al para bal ancear a energi a do seu corpo e mente. Se
você teve al guma experi ênci a negati va com exercíci os físi cos , no passado, tenho boas notíci as.
Com o crudi vori smo a performance de qual quer ati vi dade físi ca se torna mai s prazerosa e mai s
fáci l . Acabam as pontadas do l ado, as cãi bras, não mai s fal ta de ar, e di fi ci l mente contusões. Infe-
l i zmente, o crudi vori smo ai nda não foi descoberto por atl etas profi ssi onai s.
5J
CAPÍTULO 15 - Oi tavo Passo
Devo permi ti r que o meu Eu Superi or conduza a mi nha vi da
Somos seres humanos, portanto seres espi ri tuai s. Não somos apenas corpo. É fáci l e óbvi o senti r o
corpo. Nossa energi a espi ri tual não é tão óbvi a assi m, daí a nossa tendênci a em i gnorá- l a. Nosso
corpo é movi do por energi a, da mesma forma que um tel efone cel ul ar é movi do por ondas el etro-
magnéti cas. Podemos senti r o tel efone quando tocamos nel e, mas não podemos senti r as ondas
el etromagnéti cas. Se negamos a exi stênci a dessas ondas, é como negar a uti l i dade do tel efone
cel ul ar que é a sua razão de exi sti r.
Nascemos perfei tamente si ntoni zados com o nosso eu espi ri tual . Quando crescemos, aprendemos
a nos comportar não como nos senti mos mas como “ se espera” que nos comportemos. Incorpora-
mos uma segunda personal i dade, a materi al i sta. Essa segunda personal i dade é tão bem aj ustada
à vi da em soci edade que passamos a uti l i zá- l a mai s e mai s e nos i denti fi camos com el a como se
fosse o nosso própri o eu. Fi nal mente esquecemos quem real mente somos. Quando ouvi mos al -
guém di zer que somos seres espi ri tuai s, temos dúvi da. Nosso eu materi al i sta requer provas.Todas
as pessoas são espi ri tuai s. Entretanto, mui tos de nós esquecemos di sso.
Ser conduzi do pel a personal i dade materi al i sta é mai s seguro e mai s fáci l com rel ação à carrei ra ou
ao acúmul o de bens e mui tos outros benefíci os. Apenas uma coi sa é i mpossível consegui r com a
personal i dade materi al i sta – SER FELIZ. É i mportante não confundi r fel i ci dade com prazer. Prazer é
uma emoção a curto prazo. Quando compro um vesti do novo ou como uma torta eu si nto prazer.
Fel i ci dade é um senti mento espi ri tual , é um bem estar permanente.
Quando somos conduzi dos pel a personal i dade materi al i sta, nos tornamos ori entados pel o prazer.
Os prazeres nos l evam ao víci o. É por i sso que no i ntui to de nos l i vrarmos de um víci o, preci samos
fazer o possível para nos conectar com o nosso eu espi ri tual . Como podemos fazer i sso? Há vári as
formas. Nenhuma del as garante um compl eto despertar espi ri tual , mas você será capaz de senti r
uma certa conexão com o seu ser real .
Passe al guns di as em contato com a natureza. Você vai estar fora da energi a mundana e a energi a
da natureza i rá i nteragi r com o seu eu superi or fazendo você se senti r em paz e em harmoni a com
o Uni verso. Todos da mi nha famíl i a experi mentaram uma profunda fel i ci dade numa cami nhada
que fi zemos na tri l ha Paci fi c Crest Tri al durante sei s meses.
Você pode também fazer um j ej um a água por sete di as ou mai s. O j ej um aumenta sua energi a de
uma forma i ncrível . Você senti rá uma tremenda conexão com o seu eu espi ri tual . Não faça j ej um
se você não sabe a técni ca. Lei a sobre o assunto ou consul te um especi al i sta antes.
Tenha um di ál ogo si ncero com uma pessoa ami ga. Mui tas pessoas nunca se abri ram com al guém
durante toda a vi da.Converse de manei ra si ncera com al guém. Mui tas vezes não é fáci l . Confun-
di mos “ si nceri dade” com “ negati vi dade” . Fal ar si nceramente não si gni fi ca fal ar sobre senti mentos
negati vos, e si m comparti l har senti mentos ínti mos que fi cam guardados dentro de nós. Procure um
bom ami go que concorde em não fazer j ul gamentos sobre suas pal avras e senti mentos. Quando
você fal a si nceramente, seu eu i nterno fal a através dos seus l ábi os. Você poderá fi car al tamente
surpreso pel o poder e sabedori a das suas própri as pal avras. Também não confunda uma conversa
si ncera com um si mpl es “ bate- papo” entre ami gos.
51
Procure se comuni car com os ani mai s. Cachorros, caval os, gatos, gansos, pássaros. Os ani mai s não
se preocupam em como você está vesti do, se sua casa é grande ou se você tem dívi das. Mas el es
podem senti r se você está em paz ou aborreci do. El es são atraídos pel a sua natureza humana e l he
aj udam a se senti r conectado com o seu eu espi ri tual .

Bri nque com cri anças pequenas. El as são também menos condi ci onadas que os adul tos. Seu eu
i nterno vai rel axar di ante del as.
Se você sente a si ntoni a do ser espi ri tual de uma pessoa, estar perto del a pode despertar seu pró-
pri o ser espi ri tual . Da mesma forma , o contato com pessoas materi al i stas torna seu ser espi ri tual
obscuro.
Quando nos dei xamos conduzi r pel a nossa personal i dade espi ri tual , nos senti mos fel i zes e com-
pl etos. Nesse estado de fel i ci dade, si mpl esmente esquecemos da nossa aparênci a e do que vamos
comer. Quando estamos fel i zes, nos concentramos naqui l o que é mai s i mportante para nós. O ato
de comer, por si só, é apenas uma pequena parcel a da nossa exi stênci a. É por i sso que acredi to,
que dei xar nosso eu superi or conduzi r a nossa vi da é essenci al quando nos senti mos determi nados
a mudar nosso esti l o de vi da.
CAPÍTULO 16 - Nono Passo
Devo fazer um i nventári o dos reai s moti vos que me l evam a procurar conforto e prazer nos al i men-
tos cozi dos
Observando as experi ênci as das pessoas em um dos meus workshops, pude ver através dos co-
mentári os, que todas vi vem mai s ou menos as mesmas experi ênci as.
Vou mostrar al guns di ál ogos regi strados, que tal vez possam l he aj udar a encontrar as razões da
procura de conforto e prazer através da comi da cozi da.
Gostari a de reafi rmar que quando você fal a si nceramente, todos fi cam i nteressados em ouvi r por-
que se sentem i denti fi cados. Temos di ferentes condi ci onamentos, mas somos i guai s com rel ação
aos senti mentos. Quando estamos sendo honestos, as outras pessoas, mesmo não estando prontas
para se expressar, reconhecem seus senti mentos e se sentem encoraj adas. El as devem pensar:
“ Como essa pessoa é coraj osa! El a está di zendo coi sas que não tenho coragem de di zer ” . Depoi s
dessa expl anação, todos se sentem al i vi ados e mai s fel i zes.
Vou mostrar al guns di ál ogos regi strados nas mi nhas aul as, que tal vez possam aj udar a encontrar
as razões pel as quai s procuramos prazer e conforto através da comi da:
Paul : As vezes ponho uma comi da na boca sem nem me dar conta.
Sharon: Procuro saci ar meus desej os através da comi da. Quando eu ti nha 10 anos, mi nha mãe
morreu de câncer, dei xando nove fi l hos. Lembro que foi quando o meu desej o em compensar
aquel e senti mento de tri steza, começou.
Si mon: Sou vi ci ado em sorvete. É como se i sso fosse reafi rmar quem real mente sou. Mesmo que
sej a um sorvete que eu nem goste mui to; dá pra senti r que é mesmo um víci o.
5Z
Donna: Tenho enfrentado mui tas horas de duro trabal ho. No fi m do di a eu quero apenas uma
compensação, al go que preencha o meu vazi o.
Vi ctori a: Tal vez vocês possam tentar outras ati vi dades como cul ti var fl ores, fazer um esporte. Você
pode preencher seu vazi o fazendo uma outra coi sa. Esses momentos di fícei s estarão sempre pre-
sentes depoi s de um di a duro de trabal ho. El es não desaparecem com a comi da.

Paul a: Sei que tenho desej o por bol o de chocol ate porque me si nto só e al gumas vezes não tenho
coragem de encarar os probl emas, e pensar no que real mente preci so.
John: Quando estou sem energi a, procuro comi da em vez de descanso.
Li nda: Quando eu era cri ança, mi nha avó procurava me agradar me dando sempre al go para co-
mer. Acredi to que agora posso me sati sfazer de outras formas.
Mi ke: Eu como para compensar mi nha fal ta de moti vação.
Vi ctori a: Por que você se sente desmoti vado?
Mi ke: Porque eu vi vo só.
Vi ctori a: Vi ver só é moti vo para estar desmoti vado? Você acha que rel aci onamento traz saúde e
fel i ci dade? Se você sente sol i dão,você conti nuará senti ndo, mesmo estando numa rel ação.
Si mon: Acho que como mui to, só para me senti r confortado.
Sharon: Fui cri ada numa famíl i a mui to rígi da, tendo que comer em horas determi nadas. Al gumas
vezes eu estava com fome mas ti nha que esperar pel o j antar. Outras vezes não estava com fome,
mas ti nha que sentar na mesa para comer j unto com todos. Acho que i sso me fez fi car ansi oso e
mui tas vezes comi a demai s para não fi car com fome depoi s.
Jul i e: Vi vi numa famíl i a que ti nha mui to control e sobre tudo. Comi da era a úni ca coi sa que eu po-
di a control ar. Ni nguém tomava de mi m aqui l o que eu queri a comer.
Vi ctori a: Há al go de mági co no que estamos fazendo agora. Se você consegue ver cl aramente a
razão pel a qual procura conforto na comi da cozi da, e se você
consegue focal i zar esse ponto, essa razão pode desaparecer. Então será mai s fáci l permanecer na
di eta crudívora. Por favor, tente ver cl aramente o que acontece com você. Tente ser preci so e não
tenha recei o.
John: Quando estou vol tado para as mi nhas emoções mai s ínti mas, me si nto vul nerável e tenho
vontade de comer doce para al i vi ar as tensões.
Vi ctori a: Você sabe como l i dar com esses senti mentos sem preci sar de açúcar?
John: Gostari a de mudar esse comportamento, mas estou sempre adi ando.
Vi ctori a: Se não sabemos como l i dar com senti mentos de tri steza e sol i dão sem a comi da cozi da ou
o açúcar, vamos fi car apri si onados aí. Temos que concl ui r por nós mesmos, como poderíamos agi r
de forma al ternati va.
53
Si mon: Isso é verdade. Recentemente ti ve uma grande decepção na mi nha vi da e vol tei a comer
al i mentos cozi dos.
Vi ctori a: O que você está querendo sufocar ou confortar? Por que você preci sa de al guma coi sa
gostosa para comer? Para confortar o que? Todos entenderam a pergunta? Estamos procurando
honestamente e sem recei o o porque de procurarmos conforto na comi da. Será que não encontra-
ríamos prazer si mpl esmente pel o fato de estarmos vi vos?
Donna: Si nto um tédi o mui to grande e queri a quebrar a roti na.
Vi ctori a: Por que sua vi da é uma roti na? A vi da é maravi l hosa! Transforme sua vi da de roti na numa
vi da pl ena. O que eu estou di zendo faz senti do pra você?
Donna: Si m, al gumas vezes eu penso assi m. Queri a descobri r porque me permi to perder a opor-
tuni dade de vi ver pl enamente.
Vi ctori a: Temos recei o de que sem comi da, i remos senti r desconforto. De onde vem esse descon-
forto? Medo de que?
Li nda: Pra mi m é o medo do vazi o. Penso mai s nos outros do que em mi m mesma e i sso me dei xa
aborreci da.
Vi ctori a: Obri gada por apontar essa questão. Não somos capazes de di zer “ não” quando real mente
queremos di zer “ não” . Aí nos arrependemos e o conforto para o arrependi mento é a comi da. É
i mportante, porque se você enxergar i sso agora, tal vez não repi ta no futuro. Isso repercute em nós.
Mui tas vezes quando ouvi mos fal ar em crudi vori smo, senti mos um enorme recei o porque achamos
tal vez que i sso não vai nos preencher. Temos medo não da fal ta daquel a comi da em si e si m do
vazi o que carregamos conosco.
Mi ke: Al gumas vezes uso a comi da para substi tui r al go que não quero fazer.
Jul i e: Eu si nto o mesmo. As vezes também como para evi tar fazer aqui l o que eu preci sava fazer e
que não si nto vontade.
Vi ctori a: Al guns anos atrás, deci di só fazer o que eu gostava .Ti ve que aprender a l i mpar e arru-
mar mi nha casa com amor. Esse é um ponto i mportante para se pensar. Podemos vi ver sem esse
senti mento de que temos que fazer i sso ou aqui l o. Podemos aprender a amar o que fazemos.
Susan: Desde cri ança aprendi a guardar meus segredos. Nunca gostei de ser notada nem de expor
o que penso. Eu me senti a segura em ser medíocre.
Vi ctori a: Será que exi stem outras formas de você l i dar com esse... senti r- se segura? Tal vez se você
fal ar abertamente com al guém sobre i sso, quem sabe se senti rá mai s segura?
Susan: Tenho fei to terapi a durante 10 anos.
Donna: As pessoas fi cam i ni bi das na terapi a.
Vi ctori a: Vamos anal i sar a i ni bi ção. O que nos faz fi car i ni bi dos? É quando nos preocupamos com
que os outros pensam de nós. Devemos pensar em como nos senti mos di ante de nós mesmos. Isso
é que é i mportante. Eu ti nha vergonha de fal ar dos meus probl emas, mas depoi s que resol vi me
abri r mai s, descobri que nada era assi m tão séri o. Quando eu fal ava com as pessoas, el as di zi am
5+
que vi vi am mai s ou menos a mesma si tuação. O que se passava comi go não era nada de extraor-
di nári o. Por guardar tudo i sso dentro de mi m por tanto tempo, mi nha auto- esti ma estava sempre
para bai xo. Espero que todos refl i tam sobre i sso.

Sharon: Eu ti ve uma experi ênci a pareci da, por i sso não consegui a perder peso. Eu me senti a
exatamente dessa forma que vocês col ocaram. Ti nha medo de me expor. Foi mui to bom pra mi m
enfrentar meus medos porque pude fi nal mente me senti r fel i z com o meu corpo e me l i vrar dos
meus bl oquei os em vez de tentar fugi r del es. A di eta crudívora me aj udou a perder peso e agora
me si nto bem com meu corpo e tenho mai s l i berdade.
Vi ctori a: Depoi s desses comentári os, concl uímos que o real moti vo da nossa procura por conforto
através dos al i mentos é sempre para fugi r de al guma coi sa. Quando procuramos prazer na comi da
ou em qual quer outro víci o, estamos procurando escapar da sol i dão , do tédi o, da fal ta de auto-
esti ma, do rancor, do medo e de outras emoções negati vas. Nos vol tamos então para aqui l o que
nos dá prazer. Ao ver de manei ra cl ara as razões reai s da procura de conforto, podemos encarar
di retamente nossos ansei os não real i zados, em vez de enganá- l os com comi da.
CAPÍTULO 17 - Déci mo Passo
Devo segui r mi nha i ntui ção
Por que preci samos de i ntui ção? Será que nós, seres humanos , não somos i ntel i gentes o bastante
para não preci sar usar i ntui ção? Não temos bastante conheci mento? Não temos especi al i stas que
nos ensi nam como ter saúde? Por que não podemos confi ar nas i nformações dos computadores e
mi croscópi os? A verdade é que conheci mento NUNCA substi tui rá i ntui ção.
Intui ção é o nosso i nsti nto natural de sobrevi vênci a. O i nsti nto natural de todos os seres vi vos. É o
que tem fei to o nosso pl aneta permanecer em equi l íbri o por bi l hões de anos. Intui ção é uma l ei
uni versal , como a l ei da gravi dade. Paradoxal mente, i gnoramos a i ntui ção e acredi tamos apenas
no conhecimento. Não acreditamos na nossa própria voz interna. Esquecemos que devemos segui- la.
Uma mi núscul a l arva segue seu i nsti nto de não comer aquel e grão de avei a que foi cozi do no va-
por. É por i sso que se col oca os grãos de avei a no vapor, para que as l arvas não penetrem. A l arva
não tem outro conheci mento a não ser o i nsti nto.El a segue seu i nsti nto e nunca come avei a cozi da.
As l arvas são bastante saudávei s. As pessoas, com seu conheci mento, l êem no pacote de avei a as
i nformações sobre seus nutri entes. Ai el as comem a avei a cozi da e dão para os fi l hos, achando que
estão comendo um al i mento compl eto. Se quer real mente se tornar saudável , você preci sa usar a
sua i ntui ção.
Por favor, toque no seu rosto. Não é maci o? Agora toque no carpete do chão. Você senti u a di fe-
rença? Como você sabe? Você senti u que sua pel e é maci a e o carpete é áspero. Como seu corpo é
capaz de transmi ti r essa i nformação? Você j á pensou ni sso? Você confi a compl etamente nas suas
mãos ao l i dar com superfíci es? Por que você acredi ta na sensi bi l i dade da sua mão? Você si mpl es-
mente confi a, não é mesmo? E se eu trouxer aqui um “ expert ” no assunto, vesti do com um terno
de $1000 dól ares, com uma boni ta gravata e fal ar ci enti fi camente, com provas de que o contrári o
é que é a verdade. Você acredi tará nel e? Não? Por que? O corpo é tratado normal mente como
uma si mpl es matéri a, exatamente como apreendemos na escol a.
55
Se confi ássemos na nossa i ntui ção, confi aríamos no nosso corpo. Então compreenderíamos que
el e nunca comete erros. Nosso corpo está sempre se comuni cando conosco através de di ferentes
sensações. Quando nosso corpo nos avi sa que está fri o, sabemos que temos que por um casaco.
Quando preci sa de descanso el e cri a a sensação de fadi ga. Quando o corpo preci sa de água el e
nos faz senti r sede. Quando está chei o de toxi nas el e pode reduzi r nosso apeti te pedi ndo por um
j ej um . Normal mente i gnoramos a mai ori a dos pedi dos do corpo. Não descansamos quando nos
senti mos cansados, não ti ramos os sapatos al tos quando senti mos os pés i ncomodarem e não pa-
ramos de comer mesmo quando estamos chei os. Por i sso é que todos fi camos doentes. Se sai rmos
perguntando a pessoas di ferentes, que frutas el as gostari am de comer hoj e, não teríamos a mesma
resposta. Quando desej amos uma determi nada fruta ou verdura, é aquel e ti po de nutri ente que
seu corpo preci sa naquel e di a. Amanhã poderá ser outro. Sua responsabi l i dade é sati sfazer as
necessi dades do seu corpo. As pessoas que respei tam as necessi dades do corpo têm permi ssão de
vi ver uma vi da mai s l onga e mai s saudável .
Gostari a de comparti l har com vocês como mi nha famíl i a sobrevi veu graças à i mpetuosi dade da
nossa i ntui ção.
Assi m que i ni ci amos a nossa cami nhada na tri l ha Paci fi c Crest Trai l , pl anej amos comer cada um de
nós 5 tâmaras por di a. Nos doi s pri mei ros di as, comemos o que era suposto comer em dez di as.
Ti nha um outro pacote que íamos pegar no correi o, mas a 10 km de onde estávamos. Não restava
mai s nada para comer a não ser um pouco de ól eo e um saqui nho de sementes de gi rassol . Então
pensamos, vamos aprovei tar para j ej uar. No quarto di a, senti mos mui ta fome. Observamos que a
fl oresta é chei a de ani mai s e que os ursos, esqui l os, coi otes, pássaros e i nsetos, todos sobrevi vem.
Todos têm uma di eta di ferente. El es não estão morrendo. El es têm sempre o que comer. Se el es
podem sobrevi ver , nós também podemos.
Passamos a prestar uma aci rrada atenção às pl antas à nossa vol ta. Al gumas del as pareci am ten-
tadoras. Ol hando embai xo de uma rocha, encontrei uma pl anta que ti nha um cal do grosso e su-
cul ento e eu experi mentei . Ti nha um gosto medi ci nal , como perfume. Dei um saco a cada um e
di sse, “ Se vocês verem al guma pl anta que pareça comestível , ponham no saco mas não comam.”
Logo, cada um de nós ti nha a sacol a chei a de pl antas di ferentes. Sentamos para exami nar o que
tínhamos col hi do. Esfregamos as pl antas entre os dedos, chei ramos as fol has e provamos de l eve.
Jogamos fora as que eram amargas e não ti nham chei ro agradável e guardamos as que ti nham
mel hor sabor. Igor di sse, “ eu vou comer al gumas antes e vamos ver o que si nto. Se eu não senti r
nada estranho, então vocês todos comem” . Igor provou um pouco esperamos cerca de 30 mi nutos
e então el e fal ou, “ estou com fome, vamos comer mai s” . Aí todos nós comemos. No di a segui nte ,
enquanto cami nhávamos, enchíamos nossas sacol as com todo o ti po de fol has verdes comestívei s
que encontrávamos. No al moço, col ocamos as fol has verdes numa ti gel a, j ogamos sementes de
gi rassol por ci ma, al gumas gotas de ól eo, mi sturamos e pronto. Estava del i ci osa a nossa sal ada.
Depoi s di sso, prometemos a nós mesmos comer de forma si mpl es quando vol tássemos para a ci -
dade. Na fl oresta, aprendemos a confi ar i ntei ramente na nossa i ntui ção.
Perdemos a tri l ha mui tas vezes. Depoi s do tercei ro mês, não mai s ti vemos medo de nos perder.
Sempre conseguíamos encontrar o cami nho. Uma vez, perdemos a tri l ha e ti vemos que cami nhar
mui to até encontrá- l a. Subi mos uma montanha de 7000 pés de al tura, chegando ao topo que es-
tava coberto de neve. O mapa mostrava que tínhamos que segui r di reto pel o l ado norte da mon-
tanha. Entretanto, no cami nho havi a um profundo decl i ve formado por um curso d´ água. Como
estava chovendo mui to e nossas mochi l as estavam mui to pesadas, i gnoramos o mapa e pegamos
o cami nho que achamos certo. Depoi s de sei s horas, cruzamos a tri l ha. Nossa i ntui ção nos con-
duzi u. Encontramos ani mai s que nunca tínhamos vi sto e vi aj amos como el es, confi ando na nossa
5c
i ntui ção. Encontrávamos sempre o que comer, onde menos esperávamos. Durante a cami nhada da
tri l ha, a mi nha i ntui ção fi cou ai nda mai s aguçada. Sabi a exatamente quando i a chover ou quando
o sol i a abri r. Não podi a entender como pude vi ver tanto tempo sem usar a mi nha i ntui ção. Não
trocari a el a por nada no mundo.
CAPÍTULO 18 - Déci mo Pri mei ro Passo
Através da Cl areza obterei Fel i ci dade
Se você segui r sua i ntui ção por um tempo vai notar que sua percepção da vi da
vai mudar. Mui tas das suas crenças vão parecer fal sas. Aquel as anti gas opi ni -
ões vão parecer sem senti do. Não tenha nenhum recei o. No l ugar dos anti gos
conheci mentos vai aparecer a CLAREZA. Cl areza é o mel hor presente que po-
demos receber.
Quando não temos cl areza, tentamos acumul ar conheci mento. Conheci mento nunca poderá subs-
ti tui r a cl areza. Eu costumava acredi tar que “ Conheci mento é Poder ” Agora eu estou consci ente de
que conheci mento não é nem mesmo i nformação.Conheci mento é uma expl i cação e i nterpretação
humana dos eventos da vi da. Cl areza é um estado da mente em que podemos ver os eventos da
vi da como el es real mente são, sem as di storções do conheci mento. Mui to frequentemente, o co-
nheci mento nos i mpede de obter a real cl areza dos fatos. Normal mente confundi mos cl areza com
expl i cação cl ara. Por exempl o, se eu memori zar o l i vro Anatomi a Humana não si gni fi ca que eu te-
nha cl areza de como funci ona o corpo humano. Temos mui to conheci mento e mui to pouca cl areza.
Quando não entendemos a di ferença entre os doi s, optamos pel o conheci mento. A cl areza começa
quando começamos a segui r a nossa i ntui ção.Quando segui mos nossa i ntui ção não estamos tra-
bal hando contra, e si m j unto com a natureza. Nos tornamos parcei ros e co- cri adores da exi stênci a,
o que nos permi te ter uma vi são cl ara da perfei ta harmoni a do Uni verso.
Com a cl areza, podemos perceber a natureza espi ri tual dos seres humanos. Podemos ver a na-
tureza úni ca de todos os seres vi vos.Com cl areza seremos capazes de experi mentar a fel i ci dade
verdadei ra. Quando somos fel i zes de verdade, não preci samos procurar por prazeres. Somente
pessoas i nfel i zes estão concentradas nos prazeres. Fel i ci dade é parte da l ei natural do uni verso.
Para adqui ri r cl areza prati que o “ descondi ci onamento” .

Todos nós temos mui tos condi ci onamentos. Estar condi ci onado si gni fi ca ter uma opi ni ão formada
sobre tudo, no passado. Não estar condi ci onado si gni fi ca vi ver no presente. Por exempl o, quando
passamos a morar perto das montanhas, no i níci o admi ramos a bel eza daquel a pai sagem o tempo
todo. Depoi s de doi s meses, dei xamos de prestar atenção à montanha. Nos condi ci onamos ao fato
daquel a montanha estar sempre l á. As pessoas que chegam, observam a montanha porque têm
uma nova e não condi ci onada l i gação com el a. O fato é que podemos vol tar a notar a montanha
todos os di as com novos ol hos. Para que possamos nos “ descondi ci onar ” , preci samos enxergar o
mai or número possível de condi ci onamentos que guardamos conosco.
Aqui estão al gumas i déi as sobre condi ci onamentos que comparti l hamos num dos meus
workshops.
Vi ctori a: Vou começar pel a mi nha experi ênci a. Eu era condi ci onada a não dei xar sobra de comi da
5/
no prato porque na Áfri ca cri ança s morrem de fome.
Li nda: Eu era condi ci onada a ter que ti rar boas notas na escol a. De outra forma eu me senti a uma
al una medíocre.
Kel l y: Eu era condi ci onada a pensar que ti nha que ri r para todo mundo e agradecer por tudo.
Laura: Eu era condi ci onada a ter que estar ocupada o tempo todo.
Mary: Eu era condi ci onada a não me aproxi mar mui to das pessoas, em não parti ci par com el as, em
não ri r demai s e a não me senti r moti vada.
Sharon: Eu era condi ci onada a ter tudo perfei tamente organi zado em casa.
Si mon: Eu era condi ci onado a estar sempre aborreci do.
Donna: Eu era condi ci onada a pensar que homem é superi or à mul her.
Val : Eu era condi ci onada a me achar gorda e fei a.
Marl ene: Eu era condi ci onada a me senti r pobre, a nunca ter um di nhei ro extra ou condi ções de
comprar nada al ém do necessári o.
Shannon: Eu era condi ci onada a pensar que era mel hor do que os outros porque sou de uma fa-
míl i a que tem recursos.
Sam: Eu era condi ci onado a estar senpre trabal hando, não me permi ti ndo nunca ter féri as.
Mol l y: Eu era condi ci onada a me vesti r bem para que as pessoas me ol hassem com bons ol hos.
Chri s: Eu era condi ci onada a sempre pedi r favores. Achava que não ti nha capaci dade de resol ver
nada sozi nha.
Vi ctori a: Obri gada a todos! Como vocês vêem, temos mui tos condi ci onamentos em comum. Eu
mesma tenho al guns del es. São como correntes que nos apri si onam. Trabal har esses condi ci ona-
mentos é um grande benefíci o que fazemos a nós mesmos.
5J
CAPÍTULO 19 - Déci mo Segundo Passo
Devo dar apoi o à outras pessoas que adotaram o crudi vori smo
Procure l embrar quem foi a pri mei ra pessoa que l he fal ou sobre crudi vori smo. Quem foi seu pri -
mei ro i nstrutor? Pense nessa pessoa com grati dão. O que el a tem de especi al ? Por que você confi ou
nel a? El a foi paci ente e compreensi va com você? Vocês comi am sempre j untos? Como estari a sua
vi da se você não a ti vesse conheci do?
Você concl ui u os 12 Passos e se tornou fortal eci do. Agora é a sua vez de ser paci ente e genti l com
os outros.
O que nos dari a mai s al egri a do que aj udar pessoas que procuram mel horar sua saúde? Ser sau-
dável e ser um bom exempl o é o mel hor apoi o que podemos dar às outras pessoas.
Lembra da pri mei ra vez que você parti ci pou de uma reuni ão em que cada um l evou um prato
di ferente? Você não fi cou entusi asmado com a vari edade das recei tas? Faça a sua parte agora,
i ncenti vando outras pessoas. Mesmo que a sua al i mentação j á tenha se tornado mai s si mpl es, tente
trazer pratos mai s sofi sti cados para esses encontros. Não traga apenas fol has de couve ou uma
ti gel a de sal ada de frutas.
Como i nstrutor, quem você acha que seri am seus segui dores? Pessoas que estão senti do dor? Um
ente queri do que foi di agnosti cado como portador de doença termi nal ? Eu di ri a que não. De acor-
do com a mi nha experi ênci a, só aquel es que estão i nteressados i rão l he ouvi r. Essas pessoas é que
preci sam do seu apoi o. Dedi que uma parte do seu tempo a el as, preparando refei ções j untos, i ndo
a restaurantes. Empreste os l i vros que você j á l eu. Servi r de apoi o a al guém é mui to grati fi cante, e
esse apoi o acaba sendo recíproco.
Quantas pessoas você acha que poderá i nfl uenci ar, durante sua vi da? Pense naquel es que você
encontra di ari amente. Seus vi zi nhos, parentes, col egas de trabal ho e todos que l he vêem compran-
do e comendo uma comi da saudável . É como pl antar uma semente. Nunca sabemos quantos frutos
i rão surgi r.
Mui tos dos meus al unos fi caram tão empol gados com os benefíci os que obti veram com o novo es-
ti l o de vi da que passaram a ser i nstrutores do crudi vori smo como uma opção de trabal ho.
59
OS 12 PASSOS PARA O CRUDIVORISMO
1 - Admi to ter perdi do o control e sobre o meu hábi to de comer al i mentos cozi dos.
2 - Acredito que a dieta baseada no consumo de vegetais crus é a mais natural para o ser humano.
3 - Devo adqui ri r os equi pamentos necessári os e aprender a preparar as recei tas bási cas.
4 - Devo vi ver em harmoni a com as pessoas que comem al i mentos cozi dos.
5 - Devo me manter afastado das tentações.
6 - Devo cri ar um grupo de apoi o.
7 - Devo procurar por hobbi es e ati vi dades al ternati vas.
8 - Devo dei xar o meu eu superi or conduzi r a mi nha vi da.
9 - Devo fazer um i nventári o das razões pel as quai s procuro conforto e prazer através da comi da
cozi da.
10 - Devo permi ti r que a mi nha i ntui ção me aj ude a reconhecer as necessi dades do meu corpo.
11 - Através da cl areza obterei a verdadei ra fel i ci dade.
12 - Devo dar apoi o à outras pessoas que estão tentando adotar a di eta crudívora.
cJ
CAPÍTULO 20 - Recei tas
SUCO VERDE
Corte e passe no l i qui di fi cador os segui ntes i ngredi entes:
1 pé de couve
2 maçãs médi as
1 l i mão com casca (sem os caroços)
1 xícara de água
Passe na penei ra.
Serve 3 a 4 pessoas.
BORSHT
(essa é uma recei ta adaptada de um prato russo)
Passe no l i qui di fi cador os segui ntes i ngredi entes:
2 xícaras de água
3 beterrabas
1 pedaço de gengi bre
3 a 4 dentes de al ho
6 a 7 fol has de l ouro
Col oque a mi stura numa ti gel a.
Passe rapi damente no l i qui di fi cador os i ngredi entes abai xo: (cerca de 30 segundos)
2 xícaras de água
2 cenouras
2 pedaços de sal são
2 col heres de sopa de vi nagre de maçã
3 a 4 l aranj as descascadas e sem sementes
1 col her de sopa de mel
1 xícara de azei te de ol i va
sal mari nho a gosto
Acrescente ½ copo de nozes e passe no l i qui di fi cador bem rapi damente a bai xa vel oci dade, ape-
nas para quebrar um pouco.
Corte em pedaços:
¼ de uma cabeça de repol ho
1 a 2 cenouras
1 pé de sal sa
Acrescente à mi stura da ti gel a e mexa. Serve 7 a 8 pessoas.
c1
SOPA DE COCO RALADO
Passe no l i qui di fi cador por 1 a 2 mi nutos:
2 xícaras de água
½ copo de coco fresco ral ado
Acrescente os segui ntes i ngredi entes e l i gue o l i qui di fi cador novamente por mai s 1 mi nuto:
2 xícaras de sal são (cortadi nho)
2 col heres de sopa de mol ho de soj a natural
1 dente de al ho
pi menta a gosto (se desej ar)
Col oque numa ti gel a grande e adi ci one:
1 cenoura médi a ral ada
¼ de pé de sal sa(cortadi nha)
2 batatas médi as ral adas
pedaços de cogumel o (opci onal )
Serve 7 pessoas
SOPA CREME
Passe no l i qui di fi cador 1 copo de carne de coco com 1 copo de água por 2 mi nutos.
Acrescente 1 copo de castanhas e l i gue o l i qui di fi cador por mai s 1 mi nuto. Acrescente os i ngredi en-
tes abai xo e l i gue novamente o l i qui di fi cador:
1 xícara de água
½ xícara de azei te de ol i va
1 col her de sopa de mel
1 xícara de sal são cortadi nho
pi menta para dar gosto
2 a 5 dentes de al ho
Acrescente um ou mai s dos segui ntes i ngredi entes:
Brocol i cortadi nha, cogumel o fresco, tomate, mi l ho verde, ervi l has ou cenoura ral ada.
Pol vi l he com sal sa antes de servi r. Serve 5 pessoas.
cZ
CHILI
Passe no l i qui di fi cador os segui ntes i ngredi entes:
1 xícara de água
2 xícaras de tomates frescos (cortados)
½ xícara de tâmaras ou passas
½ xícara de azei te de ol i va
1 xícara de tomate seco
1 xícara de cogumel o desi dratado
1 xícara de sal são cortado
sal ou mol ho de soj a natural
1 a 2 col heres de sopa de suco de l i mão
pi menta a gosto
2 a 5 dentes de al ho
Uma porção de manj eri cão
Acrescente ½ qui l o de fei j ão, ervi l ha ou l enti l ha brotados. Não passe no l i qui di fi cador!
Pol vi l he com sal sa antes de servi r. Serve 5 a 7 pessoas.
GAZPACHO
Passe no l i qui di fi cador os segui ntes i ngredi entes:
½ xícara de água
¼ de copo de azei te de ol i va
5 tomates maduros
2 dentes de al ho ou pi menta a gosto
1 col her de sopa de mel ( tâmaras ou passas podem substi tui r o mel )
¼ de xícara de suco de l i mão
½ col her de chá de sal mari nho
1 pé de manj eri cão
Essa é a parte l íqui da do gazpacho
Agora corte os segui ntes vegetai s em cubos:
1 abacate grande
1 pi mentão médi o
5 pedaços de sal são
1 cebol a pequena
Acrescente esses i ngredi entes à mi stura anteri or e pol vi l he com sal sa seca.
Serve 4 a 5 pessoas.

c3
RECEITA BÁSICA DE MOLHO PARA SALADA
Passe no l i qui di fi cador os segui ntes i ngredi entes:
Ól eo (qual quer bom ól eo como de gergel i m, ol i va, açafrão). Use o bastante que dê para cobri r a
hél i ce do l i qui di fi cador.
1 col her de chá de mel (ou outro adoçante como passa ou banana)
2 col heres de sopa de suco de l i mão ou vi nagre de maçã
½ xícara de água
1 copo de tempero verde cortado – de preferênci a fresco: sal são, sal sa, coentro, manj eri cão ou
outro.
Para dar um sabor api mentado acrescente al ho, mostarda, gengi bre ou pi menta fresca.
1/ 3 de xícara de sementes ou nozes (os mai s usados são sementes de gi rassol ou gergel i m, semen-
tes de abóbora, amêndoas etc.)
½ col her de chá de sal ( al gas mari nhas ou mol ho de soj a natural )
Não tenha recei o de i mprovi sar. Você pode fazer a mi stura mai s l íqui da.
Pode acrescentar ou dei xar de acrescentar um dos i ngredi entes. O i mportante é fi car gostoso. Boa
sorte!
Serve 7 a 10 pessoas.


BISCOITOS IGOR
Passe no processador 2 copos de sementes de l i nhaça e reserve.
Passe no l i qui di fi cador os segui ntes i ngredi entes:
1 xícara de água
1 cebol a grande cortada
3 pedaços de sal são cortados
4 dentes médi os de al ho
2 tomates(opci onal )
1 col her de chá de sementes de coentro
1 col her de chá de sal mari nho
Acrescente à semente de l i nhaça que você processou e mi sture tudo com as mãos.
Cubra com uma toal ha e dei xe a mi stura repousar durante a noi te para uma l eve fermentação.
No di a segui nte, usando uma espátul a, espal he a mi stura na fol ha tefl ex do desi dratador. Di vi da
em quadrados no tamanho desej ado. Desi drate até fi car seco, mas não tão ressecado. Ou seque
bastante, se você desej a bi scoi tos para guardar al guns meses. A quanti dade vari a entre 25 a 32
bi scoi tos. Se você não ti ver desi dratador el étri co, ponha a mi stura no sol .

c+
HAMBURGER VEGETARIANO
Passe no processador ½ qui l o de nozes. Depoi s acrescente os segui ntes i ngredi entes no processa-
dor:
½ qui l o.de cenoura
1 cebol a médi a
1 col her de sopa de adoçante(mel , banana bem madura, passa)
1 col her de sopa de ól eo
1 a 2 col heres de tempero
sal mari nho a gosto
2 a 3 col heres de sopa de l evedo (opci onal )
Se a mi stura não fi car consi stente o bastante, acrescente 1 ou 2 dos segui ntes i ngredi entes: al ho
em pó, cebol a em pó, sal sa seca, l evedo, fari nha de l i nhaça.
Faça bol i nhos ou use a forma que desej ar. Pol vi l he com pápri ca antes de servi r.
Obs: Se você qui ser “ fi shburger ” (sabor de pei xe) acrescente al gas mari nhas.
Serve 10 pessoas.
HAMBURGER DE COGUMELO
Passe no processador ½ qui l o de nozes e acrescente os segui ntes i ngredi entes no processador:
½ qui l o de cenoura
1 cebol a médi a
1 col her de sopa de adoçante (mel , banana bem madura ou passas)
1 col her de sopa de ól eo
1 a 2 col heres de sopa de tempero seco
sal mari nho a gosto
2 a 3 col heres de l evedo (opci onal )
Se a mi stura não fi car fi rme o bastante, acrescente 1 ou 2 dos segui ntes i ngredi entes: al ho em pó,
cebol a em pó, fl ocos de sal sa seca, l evedo, fari nha de l i nhaça.
Forme porções em forma de hamburger. Corte em rodel as 2 grandes tomates maduros e 1 cebol a
grande.
Tenha pronto o segui nte:
10 pequenos ou 5 grandes cogumel os abertos ao mei o.
10 fol has de espi nafre fresco
Forme os hamburgers dessa forma: col oque uma parte do cogumel o num prato, col oque as fol has
de espi nafre, a mi stura em ci ma, depoi s uma fati a de tomate e por úl ti mo uma fati a de cebol a.
Você pode uni r seu sanduíche com pal i tos.
Serve 10 pessoas.

c5
PIZZA
Massa:
Passe no processador 2 copos de sementes de l i nhaça.
Passe no l i qui di fi cador os segui ntes i ngredi entes:
1 xícara de água
1 cebol a grande cortada
3 pedaços de ai po cortados
2 tomates médi os
1 col her de sopa de sal mari nho
Junte a l i nhaça processada à mi stura aci ma com as mãos. Espal he sobre as fol has do desi dratador
com uma espátul a. Di vi da em quadrados do tamanho desej ado. Desi drate até fi car seco, mas não
demai s.
Cobertura:
Passe no l i qui di fi cador os segui ntes i ngredi entes com o míni mo de água possível .
1/ 2 qui l o de nozes
1/ 2 xícara de tomate seco
1/ 2 xícara de passas
suco de 1 l i mão
2 col heres de sopa de azei te de ol i va
1 col her de sopa de manj eri cão seco
Ponha numa ti gel a e acrescente:
1 col her de sopa de cebol a em pó
1 col her de sopa de al ho em pó
2 a 3 col heres de sopa de l evedo
1 col her de sopa de mi ssô
Mi sture bem.
Forme a pi zza:
Espal he a cobertura sobre a massa .
Decore com batata doce ral ada, tomate cortado, pedaços de cogumel o, pedaços de azei tonas e
sal sa cortadi nha.
Podem ser formados 9 fati as de pi zza.

cc
ROLOS DE ALGAS MARINHAS
Patê:
1/ 2 xícara de nozes
2 xícaras de sementes de gi rassol de mol ho durante a noi te
3 dentes de al ho
1 xícara de sal são cortadi nho
1 e1/ 2 col her de chá de sal
1/ 3 de xícara de azei te de ol i va
1/ 2 xícara de suco de l i mão
1 col her de chá de pi menta do rei no(ou o seu tempero favori to)
Ingredi entes adi ci onai s:
Corte em pedaços compri dos:
Metade de um abacate
Metade de um pi mentão grande
2 cebol i nhas
5 fol has de al gas mari nhas (nori )
Passe todos os i ngredi entes do patê no processador até fi car cremoso.
Espal he o patê sobre as fol has, acrescente os vegetai s cortados e enrol e na fol ha.
Obs: Para fazer as fol has aderi rem mai s ao patê você pode umedecê- l as com água, l i mão ou suco
de l aranj a. Espere uns dez mi nutos e depoi s comece a cortar em pedaços de 2 pol egadas. Forma
10 a 15 rol os.

IMITAÇÃO DE ESPAGUETE
Passe na parte l arga do ral o pedaços de abóbora para fi carem em forma de espaguete Pol vi l he com
pápri ca e ól eo antes de servi r.
Mol ho de tomate com manj eri cão:
Passe no l i qui di fi cador 2 tomates.
Adi ci one os segui ntes i ngredi entes e l i gue novamente o l i qui di fi cador.
2 a 4 dentes de al ho
3/ 4 de xícara de manj eri cão fresco
suco de um l i mão
2 col heres de sopa de azei te de ol i va
4 tâmaras(ou al gumas passas)
1 xícara de tomates secos
Serve 7 pessoas.

c/
QUEIJO DE NOZES OU DE SEMENTES
2 xícaras de nozes ou sementes col ocadas de mol ho durante a noi te.
Ponha de mol ho as nozes ou sementes com água fi l trada durante a noi te. No di a segui nte l ave e
escorra. Passe no l i qui di fi cador com um copo de água fi l trada até que vi re um creme. Col oque
num saqui nho de pano, pendure o saqui nho e dei xe fermentar à temperatura ambi ente por apro-
xi madamente 8 a 12 horas.
Transfi ra o quei j o para uma ti gel a, mi sture com seu tempero favori to e mexa bem.
Para dar sabor ao seu quei j o de sementes você pode temperar com: al ho, suco de l i mão, coentro
cortadi nho, mol ho de soj a natural , pi menta do rei no, sal sa, tomate seco, cebol a cortadi nha, azei te
de ol i va, sal mari nho.
QUEIJO DE AMÊNDOAS APIMENTADO
Mi sture os segui ntes i ngredi entes numa ti gel a:
2 xícaras de pol pa de amêndoas que fi cou do l ei te
1/ 4 de xícara de azei te de ol i va
1/ 2 copo de suco de l i mão
1/ 2 col her de chá de sal
1/ 2 xícara de cebol a cortadi nha
1/ 2 xícara de pi mentão vermel ho cortadi nho
Decore com pequenos tomates.
Serve 4 pessoas.

Patê de nozes
Col oque os segui ntes i ngredi entes no processador até que a mi stura fi que bem fi na.
3 xícaras de nozes que fi cou de mol ho durante a noi te
1/ 2 xícara de tâmaras
3 dentes de al ho (pode ser pi menta)
1/ 4 de xícara de suco de l i mão
1/ 4 de xícara de azei te de ol i va
1/ 4 de xícara de coentro
1/ 2 col her de chá de sal mari nho
Use esse patê para rechei o de pi mentão ou fol has de repol ho
Serve 5 a 6 pessoas.
cJ
PATÊ
1/ 2 xícara de nozes
2 xícaras de sementes de gi rassol de mol ho durante a noi te
3 dentes de al ho
1 copo de sal são cortadi nho
1 col her de chá de sal
1/ 2 xícara de suco de l i mão
1 col her de sopa de manj eri cão seco
Passe os i ngredi entes no processador até fi car maci o. Si rva com bi scoi tos, em fol has de repol ho ou
como rechei o de pi mentão. Serve 12 pessoas.
PATÊ DE GRÃO DE BICO DE SERGEI
Passe no l i qui di fi cador os segui ntes i ngredi entes:
2 xícaras de grão de bi co brotado por um di a.
1/ 2 xícara de azei te de ol i va
1 xícara de tomate cortadi nho
1 xícara de sal são cortadi nho
sal ou mol ho de soj a
1 a 2 col heres de sopa de manj eri cão seco ou 1 xícara se for fresco.
1 a 2 col heres de sopa de suco de l i mão
pi menta para dar gosto
2 a 5 dentes de al ho
Pol vi l he com fl ocos de sal sa fresca antes de servi r.
Serve 5 a 7 pessoas.

Recei ta bási ca de bol o
Massa:
Combi ne os segui ntes i ngredi entes e mi sture bem:
1 xícara de nozes, sementes ou grãos passados no processador
1 col her de sopa de ól eo
1 col her de sopa de mel
Opci onal :
½ xícara de frutas frescas amassadas ou ½ xícara de frutas secas de mol ho por 1 a 2 horas e pas-
sadas no processador.
1 col her de chá de bauni l ha
½ col her de chá de noz moscada
½ xícara de al farroba em pó
casca de 2 tangeri nas passadas no processador
Se a mi stura não fi car fi rme o bastante, adi ci one coco ral ado. Forme uma crosta num prato raso.
c9
Cobertura:
Passe no l i qui di fi cador os segui ntes i ngredi entes; adi ci one água com uma col her de chá se neces-
sári o:
½ xícara de frutas frescas ou congel adas
½ xícara de nozes (nozes brancas fi ca mai s boni to)
½ xícara de azei te de ol i va
2 a 3 col heres de sopa de mel
suco de 1 l i mão médi o
1 col her de chá de bauni l ha
Espal he a cobertura sobre a massa. Decore com frutas, cerej as e nozes frescas ou secas.
Exempl o de nozes, sementes e grãos: amêndoas, castanhas, amendoi m, gergel i m, sementes de
l i nhaça, fari nha de avei a ou avei a em grão, tri go e cevada.
Exempl o de frutas secas: amei xa, passa, damasco, tâmara, fi go ou grosel ha.
Exempl o de frutas frescas: morango, maçã, banana, abacaxi , manga, damasco,.
Serve 12 pessoas.



BOLO DE COCO VERDE DE SERGEI
Esse bol o ganhou o concurso do Festi val Crudívoro em Portl and.
Massa:
1 xícara de nozes
½ xícara de tâmaras
½ xícara de água de coco verde
4 col heres de sopa de al farroba
1 mamão pequeno
Passe no processador as nozes e as tâmaras até que a mi stura fi que maci a. Mi sture com a al farroba
e a água de coco.
Espal he uma camada da massa num prato.
Col oque as fati as de mamão sobre a pri mei ra camada, e a segunda camada em ci ma das fati as
de mamão.
Cobertura:
1 copo de carne de coco verde
Um pouco de água
1 col her de sopa de mel
Passe todos os i ngredi entes no l i qui di fi cador. Espal he a cobertura sobre o bol o. Decore com rodel as
de frutas e nozes.
/J
TORTA DE TÂMARAS COM NOZES
Massa:
4 xícaras de nozes
2 xícaras de tâmaras
suco de uma l aranj a
1 col her de chá de sal
¼ de col her de chá de bauni l ha
Passe no processador as nozes até que a mi stura fi que bem fi na. Ponha numa ti gel a. Em segui da,
passe no processador as tâmaras e o suco de l aranj a e acrescente as nozes processadas. Acrescente
o sal e o extrato de bauni l ha.
Espal he a massa num prato. Corte em rodel as fi nas bananas ou sua fruta favori ta e espal he sobre
a massa. Depoi s cubra as frutas com outra camada da massa.
Decore a torta com pedaci nhos de l aranj a e nozes e (ou) com sua fruta favori ta.
Serve 8 a 12 pessoas.



IMITAÇÃO DE BOLO DE CHOCOLATE
Massa:
Combi ne os segui ntes i ngredi entes e mi sture bem:
1 xícara de nozes passadas no processador
1 col her de sopa de ól eo
1 xícara de passas
1 xícara de al farroba em pó
1 col her de chá de bauni l ha
½ col her de chá de noz moscada
casca de 4 tangeri nas passadas no processador
1 xícara de amei xas de mol ho por 1 a 2 horas e passadas no processador.
Forme uma camada de 12 pol egadas num prato. Espal he o cal do da amei xa entre as camadas
(forme tantas camadas quantas você desej ar)
Cobertura:

Passe no l i qui di fi cador os segui ntes i ngredi entes; acrescente um pouco de água se necessári o.
1 xícara de abacate cortado
1 col her de chá de mel
suco de 1 l i mão médi o
1 col her de chá de bauni l ha
4 a 5 col heres de sopa de al farroba em pó
Espal he essa mi stura sobre a massa. Decore com frutas, cerej as e nozes. Congel e.
Serve 12 pessoas.
/1
DOCINHOS DE SERGEI
1 xícara de nozes sem por de mol ho
½ xícara de tâmaras
¼ de copo de água de coco verde
4 col heres de sopa de al farroba em pó
Passe no processador as nozes e as tâmaras até que a mi stura fi que maci a.
Mi sture a al farroba e a água de coco. Forme pequenos bol i nhos e passe na al farroba em pó. De-
core com sua fruta favori ta.
Forma 8 a 12 doci nhos.


BOLINHOS DE UVA DO MONTE
2 xícaras de maçã ral ada
2 xícaras de pol pa de cenoura que sobrou do suco.
2 xícaras de passas ou tâmara(cortadi nha)
1 xícara de uva do monte (cranberry) fresca ou seca
2 col heres de sopa de mel
2 xícaras de amêndoas passadas no processador
1 xícara de sementes de l i nhaça passadas no l i qui di fi cador com 1 xícara de água
1 xícara de azei te de ol i va
Mi sture com as mãos. Experi mente até fi car na consi stênci a desej ada. Encha uma col her com a
massa e vá col ocando na bandej a do desi dratador.
Desi drate a uma temperatura de 105 a 115 graus por vári as horas. Aproxi madamente 4 horas de
um l ado, e 3 horas do outro l ado.
Forma 24 bol i nhos.
BISCOITOS DE ABÓBORA DE SERGEI
4 xícaras de abóbora descascada e cortada em cubos
1 xícara de passas
suco de 1 l aranj a
½ col her de chá de noz moscada
1 col her de chá de canel a
3 col heres de sopa de mel
Passe a abóbora cortada no processador e transfi ra para uma ti gel a. Em segui da passe no pro-
cessador as passas e o suco de l aranj a. Junte á abóbora. Acrescente o resto dos i ngredi entes e
mi sture.
Use uma concha de pegar sorvete e vá formando porções e col ocando na bandej a do desi dratador.
Vá achatando os bi scoi tos até que el es fi quem a uma expessura de 1 pol egada cada. Ponha o de-
si dratador a 100 graus centígrados por cerca de 12 a 15 horas.
Forma 7 a 12 bi scoi tos


/Z
BISCOITOS DE AMÊNDOAS E LARANJA DE VALYA
Passe no processador os segui ntes i ngredi entes:
4 xícaras de nozes de mol ho durante a noi te
2 xícaras de passas
½ xícara de casca de l aranj a
2 l aranj as médi as
½ col her de chá de sal
2 maçãs
Quando todos os i ngredi entes esti verem processados, use uma espátul a para espal har a mi stura
na bandej a do desi dratador. Ponha a uma temperatura de 115 graus por cerca de 20 horas ou até
fi car seca. Decore cada bi scoi to com nozes cortadas ou passas.
Forma 10 a 12 bi scoi tos.
BISCOITOS DE NOZES E TÂMARAS
4 xícaras de nozes
2 xícaras de tâmaras
suco de uma l aranj a
1 col her de chá de sal
¼ de col her de chá de extrato de bauni l ha
Passe as nozes no processador até que a mi stura fi que bem fi na, e transfi ra para uma ti gel a. Em
segui da passe no processador as tâmaras e o suco de l aranj a e acrescente as nozes processadas.
Acrescente sal e extrato de bauni l ha.
Col oque a mi stura sobre a bandej a do desi dratador e decore com nozes. Desi drate a 100 graus por
12 a 15 horas. Si rva morno.
Forma 7 a 12 bi scoi tos.

BISCOITOS DE GERGELIM
Uma óti ma forma de reaprovei tar a pol pa das sementes depoi s de preparar o l ei te de gergel i m.
5 copos de pol pa de gergel i m
2 copos de passas
3 col heres de sopa de mel
suco de uma l aranj a
Passe as passas e o suco de l aranj a no processador até que a mi stura fi que como um purê.
Ponha numa ti gel a e mi sture com a pol pa de gergel i m. Acrescente o mel e mi sture bem. Espal he
a mi stura na bandej a do desi dratador usando a espátul a e corte em quadrados. Desi drate a 110
graus por 12 a 15 horas ou até fi car seco.
Forma 15 a 20 bi scoi tos.
/3
CEREAL MATINAL
Ponha de mol ho durante a noi te 1 xícara de avei a em grão
Passe a avei a no l i qui di fi cador com ¾ de xícara de água
Acrescente ¼ de xícara de tâmaras sem caroço ou passas
Acrescente 1 col her de sopa do seu ól eo favori to (opci onal )
Sal a gosto
Acrescente al gumas frutas frescas e cerej as antes de servi r.
Serve 3 a 4 pessoas.

CEREAL MATINAL DE TRIGO E PAINÇO
Col oque de mol ho durante a noi te:
1 ½ xícara de pai nço
2 xícaras de tri go em grão
1 xícara de avel ã cortadi nha
Ingredi entes adi ci onai s:
1 xícara de passas
3 col heres de sopa de mel
1 col her de chá de canel a
Usando um rol o amasse o tri go e o pai nço. Transfi ra os grãos para uma ti gel a e acrescente a avel ã.
Acrescente o resto dos i ngredi entes e mi sture.
Espal he a mi stura i gual mente sobre a bandej a do desi dratador. É i mportante espal har de uma for-
ma que não fi que nem mui to fi na nem mui to grossa. Ponha o desi dratador a uma temperatura de
100 graus e desi drate até que o cereal fi que compl etamente seco, o que l evará de 10 a 12 horas.
Si rva com l ei te de nozes.
Serve 3 a 4 pessoas.
VITAMINA FAVORITA DE SERGEI
Passe no l i qui di fi cador os segui ntes i ngredi entes até fi car cremoso:
2 l aranj as (descascadas)
2 bananas congel adas (ou outra fruta congel ada)
Col oque as l aranj as pri mei ro no fundo do copo do l i qui di fi cador e depoi s as bananas
Decore com morangos frescos.
Serve 2 a 3 pessoas( quando você se tornar vi ci ado, só serve 1 pessoa)
LEITE DE NOZES OU DE SEMENTES
1 xícara de nozes ou qual quer ti po de sementes, de mol ho durante a noi te.
2 xícaras de água fi l trada
1 col her de sopa de mel ou 2 a 3 tâmaras
¼ de col her de chá de sal mari nho (opci onal )
Passe todos os i ngredi entes no l i qui di fi cador até fi car um creme.
/+
Col oque a mi stura num coador de pano e esprema para reti rar o l ei te. Col oque numa j arra.
Serve 4 pessoas.
Imi tação de chocol ate
¼ xícara de l ei te de amêndoas
½ xícara de tâmaras
1 coco verde (carne e água)
2 col heres de sopa de al farroba em pó
Passe no l i qui di fi cador . Si rva gel ado.
Serve 5 a 7 pessoas.
MILK SHAKE DE NOZES
Passe os segui ntes i ngredi entes no l i qui di fi cador até fi car cremoso:
3 xícaras de l ei te de amêndoas
½ xícara de morangos, frescos ou congel ados
1 l aranj a médi a (descascada)
1 banana fresca ou congel ada
2 col heres de sopa de mel ou ¼ de copo de tâmaras
¼ de col her de chá de sal
½ xícara de gel o (gel o não é necessári o se você usar fruta congel ada)
Serve 4 a 5 pessoas.
IOGURTE DE NOZES OU DE SEMENTES
Ponha 1 xícara de nozes ou sementes de mol ho durante a noi te com ½ xícara de água fi l trada.
Passe no l i qui di fi cador as nozes col ocando água aos poucos até que fi que um creme grosso. Passe
na penei ra para reti rar a parte l íqui da e ponha a massa numa ti gel a coberta com um pano fi no
para que o ar possa penetrar. Col oque a ti gel a num l ugar morno e dei xe descansar por 6 a 12
horas ou até fi car como um gosto áci do.
Este i ogurte pode ser fei to com gergel i m, semente de gi rassol , com qual quer ti po de nozes ou com
combi nações.
Você pode vari ar o gosto col ocando mel , suco de l i mão, sal mari nho, essênci a natural de bauni l ha
ou outros sabores. Quanto mai s tempo o i ogurte demorar num l ugar morno, mai s áci do i rá fi car.
Sugestões de al gumas combi nações para fazer del i ci osos i ogurtes:
Castanha e gergel i m
Castanha, amêndoa e gergel i m
Castanha e semente de gi rassol
Gergel i m e amêndoa
Semente de gi rassol e amêndoa
Pecam e amêndoa
Gergel i m e avel ã
Creati ve Heal th Insti tute
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“ O l ugar do suco de cl orofi l a”
O Creati ve Heal th Insti tute ensi na o programa “ Li vi ng Foods” da Dra. Ann Wi gmore, e
cel ebra seu vi gési mo séti mo ani versári o em outubro de 2003.
Manti do por Donal d Haughey, o Creati ve Heal th Insti tute foi i naugurado por Ann Wi gmore, onde
vi veu e trabal hou durante toda a sua vi da. Nossos programas são desti nados a segui r a ri sca os
ensi namentos apresentados nos seus l i vros Why suffer? (Por que Sofrer?) e Be Your Own Doctor
(Sej a Seu Própri o Médi co).
O Programa “ l earn- by- doi ng” ensi na: o uso de suco de cl orofi l a para desi ntoxi car e rej uvenescer;
como cul ti var produtos orgâni cos dentro e fora de casa; a i mportânci a das enzi mas na nutri ção;
como brotar grãos e sementes; preparação de refei ções como a sopa energéti ca; hi gi ene do corpo
e exercíci os de al ongamento e respi ração.
Esse programa vi sa a desi ntoxi cação do corpo e a reconsti tui ção de um novo si stema de nutri ção
que os parti ci pantes i rão i ncorporar à sua vi da, ao regressarem para casa. Essa experi ênci a vi vi da
no Creati ve Heal th Insti tute é fundamental para o estabel eci mento de uma vi da saudável e pl ena.
O VALOR DO APOIO
Escri to pel o Grupo de Apoi o de Seattl e
www.rawseattl e.org
Com base nos 12 Passos para o Crudi vori smo, desenvol vi do por Vi ctori a Boutenko, a comuni dade
Raw Seattl e formou doi s grupos de apoi o que se encontram regul armente toda semana. Mui tas
das pessoas que fazem parte da Comuni dade Raw Seattl e, adotaram o esti l o de vi da crudívoro,
como resul tado dos ensi namentos de Vi ctori a nas suas aul as. Grupos de apoi o, não só em Seattl e
como em outras ci dades, têm cresci do e se transformado em mi ni - comuni dades de aventurei ros,
amantes e entusi astas do crudi vori smo, expl orando os l i mi tes do seu própri o mundo e cri ando for-
mas i ntei ramente novas de vi ver a vi da.
A transi ção para o esti l o de vi da crudívoro tem si do um grande desafi o para mui tos dos nossos
membros. Aquel es que acredi tam apenas na força de vontade para adqui ri r novos hábi tos, frequen-
temente não são capazes de fazer uma mudança permanente. Os grupos de apoi o têm promovi do
uma estrutura natural de assi stênci a, para que as pessoas consi gam permanecer 100% na di eta.
É proporci onado um ambi ente de confi ança que permi te aos membros do grupo comparti l harem
com amor e si nceri dade seus obj eti vos, de acordo com a experi ênci a di reta e pessoal de cada um.
Nós , em Seattl e, estamos di spostos a comparti l har nossas estóri as e i nspi rar outras comuni dades
a formarem seus própri os grupos de apoi o.
Caso nossa assi stênci a sej a de i mportânci a, por favor, quei ram entrar em contato conosco. www.
rawseattl e.org.

Victoria Boutenko Tradução Fatima Leal Raw Family Publishing Direitos autorais a partir de 2001 por Victoria Boutenko Todos os direitos são reservados. Nenhuma parte deste livro poderá ser reproduzida por qualquer meio, quer seja mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou outros, sem a expressa permissão da editora, exceto para a inclusão de breve citação em edição revisada. Raw Family Publish 2253 Highway 99 North, # 58 Ashland, OR 97520, U.S.A. www.RawFamily.com Fotografia da capa feita por Dragomir Vukovic Editado por Jane C.Picknell Lay out da capa e do interior do livro feito por Lightbourne Código do Catálogo da Livraria do Congresso número 2001118915 ISBN 0-9704819-3-4 Observação: As informações contidas neste livro não devem ser interpretadas como conselhos médicos. Victoria Boutenko não recomenda a dieta crudívora ou nenhum padrão de prática médica. Os autores, editores e distribuidores não assumem qualquer responsabilidade por consequências adversas resultantes da adoção do estilo de vida aqui descrito. Ainda que os 12 passos aqui identificados tenham sido inspirados nos 12 passos apresentados pelo A. A. (Alcoólatras Anônimos), não significa que sejam uma adaptação deste programa. Eles foram criados específicamente para esta publicação e não devem ser interpretados de outra forma. O A.A. é uma entidade voltada apenas para a recuperação do alcoolismo e não tem nenhuma ligação com a presente publicação. Dedico este livro a Donald O. Haughey, a quem devo o incentivo para a realização deste trabalho. Agradecimentos Agradeço aos queridos amigos de todo o mundo que foram a inspiração do meu presente pensamento. Agradeço aos Editores, Leitores e Artistas, pela gentileza e paciência. Meus especiais agradecimentos a Donald O. Haughey , Elizabeth e David Bechtold por financiarem meu livro.

INDICE
Prefácio por Gabriel Cousens Observações da autora PARTE I - POR QUE COMER ALIMENTOS CRUS? 4 6

1 - Vida e Energia Capítulo 2 - O Corpo Humano nunca comete erros Capítulo 3 - A lei Vital da Adaptação Capítulo 4 - Bactéria, meu animal favorito Capítulo 5 - A desintoxicação como uma forma de cura Capítulo 6 - Jejum em Família
Capítulo PARTE II - COMO PERMANECER NA DIETA CRUDÍVORA.

7 9 12 18 20 24

7 - O porque dos 12 Passos Capítulo 8 - Primeiro Passo Capítulo 9 - Segundo Passo Capítulo 10 - Terceiro Passo Capítulo 11 - Quarto Passo Capítulo 12 - Quinto Passo Capítulo 13 - Sexto Passo Capítulo 14 - Sétimo Passo Capítulo 15 - Oitavo Passo Capítulo 16 - Nono Passo Capítulo 17 - Décimo Passo Capítulo 18 - Décimo Primeiro Passo Capítulo 19 - Décimo Segundo Passo Capítulo 20 - Receitas Gourmet
Capítulo Creative Health Institute O valor do apoio

26 30 33 34 37 42 47 48 50 51 54 56 58 60 61 61

no Oitavo Passo mostramos como reconhecer uma personalidade padronizada e superá-la. a minha experiência nessa fase de transição foi motivada por um intenso foco espiritual. No meu caso. incentivamos o crescimento do “Movimento Alimentos Vivos”. Porém.  . mas não com a clareza que ela demonstra neste seu livro. de como ajudar as pessoas a terem sucesso com a mudança. Esse é o ponto de suma importância que Victoria apresenta através do Primeiro Passo no seu livro. O Primeiro Passo dá o poder necessário para a realização dos outros. me sinto um privilegiado em nunca ter experimentado as dificuldades do vício alimentar. Por esse motivo nunca me ocorreu essa idéia para que eu pudesse ajudar meus clientes a superarem as dificuldades. apresenta os 12 passos fundamentais como um programa de apoio. compartilhamos o Quarto Passo que é a compaixão e tolerância por aqueles que comem alimentos cozidos.” onde um dos pontos é modificar os hábitos alimentares.PREFÁCIO Por Gabriel Cousens Os doze Passos Para o Crudivorismo é um trabalho de caráter fundamental para a consolidação do “Movimento Alimentos Vivos”. no Quinto Passo ensinamos como evitar as tentações. no Sétimo Passo orientamos como encontrar atividades alternativas que substituam o hábito de comer . Como médico da Medicina Holística. a era da paz. com sua imaginação e compaixão. oferecendo técnicas e processos de cura através de um curso especial. desde 1983 consumindo 100% de alimentos crus. a transição para uma dieta restrita a alimentos crus torna-se muito difícil. Nós ensinamos o Segundo Passo. oferecendo nosso espaço como um santuário. Muito do seu entendimento sobre o hábito de se comer alimentos cozidos. Pessoalmente. O fato inovador é o entendimento articulado por Victora Boutenko. ajudando na indicação de livros sobre o assunto e oferecendo até um curso a nível universitário. no Décimo Primeiro Passo. Victoria. Este livro é a resposta para este problema. “zero point. numa investida bem sucedida na dieta crudívora. que é a ajuda àqueles com dificuldades de conscientização do incontrolável hábito de consumir alimentos cozidos. No “Tree of Life Rejuvenation Center”. no Décimo Passo incentivamos as pessoas a confiarem na própria intuição para atender as necessidades do corpo. Arizona. Daí a necessidade de uma apresentação formal da visão dos Doze Passos. foi baseado nos tradicionais programas dos 12 passos que ela tomou como base para a formulação de um sistema de ajuda a todos. e no Décimo Segundo Passo. e não precisei da ajuda de outras pessoas nem de muito conhecimento. Por esse motivo. de que muitas pessoas são viciadas em consumir alimentos cozidos. no Sexto Passo incentivamos a criação de grupos de suporte. receitas e equipamentos a serem utilizados na preparação dos alimentos. que diz que uma dieta vegetariana crudívora é a dieta da nova era. encorajamos e inspiramos as pessoas a celebrarem o despertar espiritual. posso afirmar que o presente livro é de extraordinária importância. e como alguém que tem ajudado milhares de pessoas na transição para a dieta crudívora. onde sou diretor. um centro de rejuvenescimento na Patagônia. psiquiatra e psicoterapeuta familiar. para que as pessoas enfrentem com sucesso a fase de transição. Ensinamos o Terceiro Passo que são os conhecimentos básicos. no Nono Passo trabalhamos a psicologia do vício alimentar. faltou o ponto chave: O Primeiro Passo. nós já utilizávamos algumas técnicas que Victoria apresenta.

Victoria ressalva que. particularmente o do consumo de alimentos processados e artificiais e ensina como lidar com estas dificuldades. É uma leitura que para muitos é o retrato real dos seus próprios conflitos e se não for a solução.Ela toca exatamente no problema que eu . Victoria diz que é importante que as receitas sejam saborosas. que tenho visto durante os meus anos de experiência na área. Com muita habilidade. de forma a suprir suas próprias necessidades. o problema dos maus hábitos. que é um dos mais importantes trabalhos já publicados de apoio ao movimento “Alimentos Vivos”. o quanto fomos programados desde o nascimento. seja com relação a dieta crudívora ou não. Quando li este livro. Parabéns à Victoria por essa importante revelação. são uma verdadeira inspiração. Dessa maneira. Com certeza será de excelente proveito para o entendimento e conscientização de todos quantos tiverem acesso a ele. Fico feliz em saber que um livro como este se encontra no mercado disponível. haverá menor necessidade a nível de gourmets. o que é fundamental e na minha opinião absolutamente viável. Ao mesmo tempo ressalva. e quando tive a oportunidade de ler seu livro. e transforma a desintoxicação numa celebração – a celebração da vida e do amor por nós mesmos. uma vez que entramos no proccesso de desintoxicação. vi o quanto é interessante compreender o porque das tentativas e desistências que é muito comum no começo da dieta crudívora. Na sua forma clara de abordagem. A ânsia por determinado alimento é sempre um sinal de que ele precisa daquilo para sua saúde naquele momento. Um outro aspecto do seu trabalho é o excelente capítulo sobre desintoxicação como uma forma de cura. fazendo do seu livro um trabalho de caráter bastante pessoal. suas lutas. Um outro aspecto bastante positivo do livro é o apoio às pessoas para que elas se tornem “experts” em detectar o que seu corpo está precisando. Sinto-me bastante gratificado pela oportunidade de escrever sua introdução. Victoria conta as dificuldades que ela e sua família enfrentaram na fase de transição. no momento em que as pessoas necessitam psicologicamente do conforto dos gourmets como um estímulo. Este livro é destinado a ser um clássico.  . não entendia bem até conversarmos sobre o assunto. fazendo as pessoas entenderem que a intenção não é a preparação de receitas mas sim a demonstração de como brincar com os alimentos. mas muitas pessoas enfrentem. Ela aborda o problema dos apegos culturais. Seus relatos transmitem algo de humano e real com que as as pessoas se identificam. pelo menos será um passo a seguir para se alcançar o sucesso na fase de transição. Além da importante contribuição do livro. Há muitas controvérsias em todos os campos que envolvem a nutrição. A fase de transição vivida por sua familia. pessoalmente. que a medida que elas se vêem envolvidas no novo estilo de vida. Devo dizer também. devemos confiar na sabedoria do corpo. que é o entendimento claro de que para muitas pessoas o alimento cozido é um vício. Victoria fala sobre alguns dos sintomas vivenciados no processo. Ele fala sobre um problema que talvez nem todas. e o crescimento experimentado nesse processo. e o recomendo a todos os profissionais da área de nutrição e a todos aqueles que precisam de apoio para adotar e permanecer na dieta crudívora. e que poderei recomendá-lo aos meus clientes. Victoria dá uma visão sólida da importância dos alimentos crus para nossa saúde e bem estar. pressões sociais. elas podem dar evasão às suas próprias criações. Ela apresenta também algumas idéias na preparação de receitas.

e peço a meus alunos para me responderem da forma mais honesta possível. Pensei em experimentar o programa por mais tempo. meu marido e meus filhos. Silver Spring. autor de Conscious Eating. tratando o hábito de consumir alimentos cozidos como um “vício”. Para mim. Dessa forma. Gostaria que você. e os estudantes que têm participado conseguem permanecer na dieta a 100% e com muito sucesso. M. Se você quiser contactá-los por favor veja as informações no final do livro. e a sua transformação ocorre da forma com que você a conduz. Há grupos de estudo dos 12 passos em Seattle. prezado leitor. OBSERVAÇÕES DA AUTORA Caro Leitor: Acredito que vocês não se lembram das minhas palavras e sim dos seus próprios pensamentos que surgem na medida que me ouvem ou lêem meus livros. Por isso é que quando dou aulas. a coisa é mais séria do que imaginamos. Agradeço à minha família pelo apoio. Continuaremos a trabalhar no programa dos 12 passos. Quando investimos nesse caminho. É importante que haja honestidade. Na Primeira Parte do livro. (H) Diretor do Tree of Life Rejuvenation Center. Eugene. antes da publicação do livro.D. M. Tenho ensinado os 12 Passos para o Crudivorismo. bem estar e alegria espiritual. criei o programa dos 12 Passos.a mais saudável e nutritiva forma de se alimentar . as pessoas riem. e com o apoio da minha família. discutiremos porque consumir apenas alimentos crus . sempre promovo diálogos. Bênçãos à sua saúde. foi como escolher entre a vida e a morte. Por compaixão por aqueles que experenciam dificuldades em permanecer na dieta. Costumo formular algumas questões chaves. antes de expor a idéia num livro. que é a melhor forma de conduzir a verdade. saudável e feliz. Esses grupos estão crescendo a cada dia. como eu. são as suas próprias descobertas.e na Segunda Parte como manter o novo estilo de vida. estamos agindo contra tudo o que é considerado normal com relação a alimentação. respondesse também como se estivesse no grupo. Gabriel Cousens. A maioria das pessoas adotam a dieta crudívora por sérios motivos.. são organizados grupos de apoio para encontros semanais. me tornei crudívora e estou viva. teremos um diálogo sincero. Quando digo que deveríamos ter os “Viciados em Alimentos Cozidos Anônimos” elas riem ainda mais. sinto o quanto é difícil enfrentar uma mudança sem ter apoio. usando o programa dos 12 Passos para o Crudivorismo. mas recebemos tantos pedidos de todas as partes do mundo que decidimos publicá-lo agora.Agradeço a Victoria Boutenko pela sua valiosa contribuição. Quando digo nas minhas aulas que o alimento cozido é um vício como outro qualquer. pois quando vejo outras pessoas lutando com dificuldades. Experimentei nas minhas aulas durante um ano. Spiritual Nutrition e The Rainbow diet. Eu estava morrendo. e planejamos publicar uma edição mais completa no futuro. Para por em prática o programa. Estas sim. na verdade. San Mateo e muitas outras cidades.D.  . Porém.

Mais tarde. Enzima é energia. a outra perdeu a vida pelo cozimento. Seu corpo não precisa fazer nenhum esforço extra para digerir a maçã. me coma”. As enzimas que são produzidas pelo seu próprio corpo têm que deixar o seu trabalho. que o caramelo e a canela estimularam o sabor. se detendo mais naquele ponto onde é necessário mais atenção . é a mesma entre morte e vida. ele não encontrará nenhuma diferença nutricional. trabalhando aqui e ali. olhe para mim. Você não pode vê-las facilmente nem mesmo sentir o cheiro. Não podemos ver as enzimas a olho nu. zinco e cobre. criando em você uma sensação de grande prazer. Elas parecem chamar por você. coloca as maçãs para assar no forno com caramelo e canela. você volta ao pomar. elas formam um prato bonito e delicioso. evacuando toxinas aqui e ali e vão digerir aquela maçã assada que não mais possui suas próprias enzimas. Enzima é vida.PARTE I Por que comer alimentos crus? CAPÍTULO 1 . Por exemplo. você está passando por um pomar à procura de maçãs mas elas ainda estão verdes. Assadas. Aí você volta ao pomar no outono e as maçãs já estão grandes vermelhas e com aquele cheiro gostoso. vamos fantasiar uma estória. colhe uma cesta de maçãs.Vida e Energia Quando as pessoas falam sobre Crudivorismo . me cheire. terá o potencial de se transformar numa grande e bonita árvore que dará a luz a milhares de outras nozes. Aí você escolhe a maior e mais vermelha e dá uma mordida. uma carrega vida porque contém enzimas e a outra não porque perdeu as enzimas. normalmente falam em enzima. Entretanto.  . talvez limpando o seu fígado. como dissemos. magnésio. As duas têm a mesma quantidade de cálcio. enquanto que a crua permanecerá intacta no mesmo lugar. A maçã está cheia de enzimas vivas. as enzimas(como minúsculos trabalhadores com a mala cheia de mágicas ferramentas de cura) trabalham no seu corpo. É a lei universal. A semente crua plantada. Uma contém enzimas e a outra não. mas podemos ver vida e energia que é o resultado das enzimas. que seriam nutricionalmente equivalentes. a cozida e a crua. protegendo você contra a formação de tumores. Uma carrega consigo a potência vital . Num bonito dia de verão. leva para casa e exatamente como fazia sua avó. Mas não é. se pegamos duas nozes . Assim é que você participa do ciclo da vida. potássio. No fim de semana seguinte. escondidas entre as folhas. Você come a doce maçã assada. Se as duas nozes forem entregues a um cientista para serem analisadas. a diferença entre as duas nozes. ela sai do seu corpo em forma de fertilizante e a vida prossegue. Você se sente bem e cheio de energia porque a maçã que você comeu contém suas próprias enzimas que vão ajudar na digestão. Enquanto você a saboreia. sentido um certo cansaço pois seu corpo tem que trabalhar dobrado para fazer a digestao. Parecem tão nutritivas quanto a maça fresca que você tirou do pé. uma crua e a outra cozida e plantamos as duas. Como nos mostra o exemplo. Para entendermos melhor como as enzimas funcionam. As maçãs que você cozinhou tiveram suas enzimas destruídas pela alta temperatura. sódio. em três semanas a cozida estará totalmente desintegrada no solo. Tudo é circular. Você entende que uma maçã ser comida por um animal ou por um ser humano significa a continuação da vida. Você acaba de comer e vai deitar um pouco para descansar. Você sai andando e as enzimas vão agindo no seu corpo como um time. “ei.

Ainda assim podemos caminhar. O cálcio de origem vegetal é de fácil digestão pelo corpo humano porque a molécula de clorofila e a molécula do sangue são quase idênticas. O corpo absorve apenas moléculas de cálcio sem vida. ela está cheia das enzimas que absorveu do seu próprio organismo. quebrandos-os em pequenos pedaços.  . A boa notícia é que. Isso não é impressionante? Um outro exemplo é o cálcio. sementes. Lembro quando eu era bem gorda. Nosso corpo está faminto por gordura viva. Nessa época. Do capim. Na verdade. O leite de gergelim é delicioso e pode facilmente ser substituído pelo leite de vaca. Podemos sobreviver fisicamente mas nunca saudavelmente e espiritualmente. falar e pensar. no vaso sanitário. Se você quer ter uma dieta adequada. As melhores fontes da boa gordura são: abacate. Por exemplo. creme ou nozes torradas. mas contém uma concentração muito grande de proteína. o que produz muito muco. Além do mais. Sempre vemos anúncios que dizem: “Já tomou seu leite hoje?” Eu diria que quando precisamos de cálcio a pergunta correta é: “Tomou seu leite de gergelim?” ou “Tomou seu suco de clorofila?” O leite de vaca não é para ser consumido por seres humanos. azeitona. um respeitado nutricionista. Comecei a perder peso rapidamente. manteiga. O dr. diz que na média. porque todos são cozidos! Podemos ficar obesos. para lubrificar nossa pele para que ela fique macia. Porém. deixando o corpo se auto-purificar. eu sentia um desejo muito forte por abacate. e azeite de oliva prensado a frio. Quando temos deficiência de cálcio. Não há mais vida no leite pasteurizado. As enzimas da gordura do abacate penetraram nos meus depósitos de gordura . A semente de gergelim é a mais rica em cálcio entre todas as sementes e nozes. com somente 30% das enzimas e tendo que gastar 75% de energia para desintoxicar o corpo. Eu pesava 60 kg a mais que hoje. um americano na faixa dos 40 anos tem restando no seu corpo apenas 30% das enzimas. Ele posssui cálcio. Edward Howell. nozes. nos tornamos vulneráveis à doenças e até menos sensíveis com relação aos outros e a nós mesmos. e ainda assim carentes da real gordura.Quando finalmente essa maçã sem vida deixa o seu corpo. cheguei a comer oito abacates por dia. Para que a gordura existe? Todos precisamos de gordura para lubrificar nossos olhos para que possamos enxergar. Não podemos assimilar gordura de leite pasteurizado. se adotarmos o crudivorismo. mesmo com apenas 30% de nosssas enzimas. coco verde. é onde a vaca retira o seu cálcio. eliminando-os do meu corpo. somos aconselhados a tomar leite pasteurizado. Essas enzimas estão indo embora para sempre. o leite pasteurizado é aquecido a uma temperatura tal que todas as enzimas são destruídas. Há muita controvérsia no campo das enzimas. um esclarecimento completo sobre as enzimas é crucial. Quando comecei a dieta. para lubrificar nosso cabelo e as nossas juntas. muitos nutricionistas formados ainda não entendem a importância das enzimas no nosso alimento. podemos prolongar nossa vida. vamos ver qual a diferença entre gordura crua e gordura cozida.

Um nutricionista nos aconselha a evitar frutas porque elas têm açúcar que pode causar diabetes. que já tem quase 100 anos de idade. Dessa forma. comunicar e interagir. No meu entender. Ninguém até agora sabe a verdade sobre a reconstituição de enzimas. nos tornaremos seres saudáveis e espirituais e ainda receberemos a cota de contribuição do Universo. Howell diz que todas as criaturas vivas têm um potencial fixo de enzimas e que não pode ser reconstituído. Os suplementos de enzimas à venda não são nada mais nada menos que alimentos crus desidratados. mas não permanecem. elas também são tóxicas. enzimas são vida e energia. que se seguirmos o nosso coração e fizermos o que fomos predestinados a fazer nesta vida. Cada um de nós é um ser único com suas próprias e diferentes necessidades. seres espirituais. não comendo alimentos cozidos.O Corpo Humano Nunca Comete Erros Precisamos confiar no nosso corpo. não vai durar muito tempo ou dure. Todas as vezes que comemos alimentos cozidos perdemos as enzimas que o nosso corpo produz. O que posso dizer é que recuperei minha saúde não por tomar suplementos de enzimas mas por preservar as minhas próprias. Vamos imaginar seguindo a sugestão de cada um . um bife cozido tem propriedades diferentes do fígado cru desidratado. escreveu que os grãos brotados são tão tóxicos e que nem mesmo os animais deveriam comê-los. nos aconselha a não comer nenhum tipo de grão porque eles causam danos ao cérebro. com base nas minhas leituras e experiência. nosso eu superior e nossa própria experiência. amar. Ouvi um outro professor muito popular na área do Crudivorismo dizer que não devemos comer cenoura. Os Higienistas dizem que não devemos comer nozes nem frutas secas porque são alimentos muito concentrados. Eu acredito que não. Elas fazem o seu trabalho enquanto estão lá. Uma outra pessoa brilhante e muito minha amiga. É a minha opinião. Precisamos de energia para nos movimentar. os suplementos vendidos para ajudar na digestão da carne cozida são feitos do fígado cru desidratado. Por exemplo. Se você muda sua dieta apenas porque ouviu os conselhos de Victoria. As pessoas sempre perguntam se não podem recuperar suas enzimas tomando suplementos. Há bons instrutores espalhados pelo mundo hoje em dia. O Dr.Como havia dito antes. Outro argumenta que frutas cítricas causam artrite e que prejudica nossos ossos. Minhas enzimas não estão mais sobrecarregadas com o trabalho de digerir alimentos cozidos e me sinto cheia de saúde e energia.  . Acredito também. Precisamos ser os melhores “experts” em nós mesmos. no seu livro sobre brotos. porque sendo parte da famíilia dos ópios. O meu conselho é que você faça somente aquilo que sente que é o certo para você. Um outro nutricionista. nos diz para não comer repolho. Todo o alimento cozido que consumimos faz o corpo trabalhar duro usando suas próprias enzimas para digerir aquele alimento. Será que podemos comer uma boa quantidade de maçãs e estocar suas enzimas? Também não acredito. Para isso é preciso seguir a nossa intuição. Somos seres humanos e portanto. couve e nem folhas verdes. CAPÍTULO 2 . Existe alguma forma de recuperar as enzimas perdidas? Há diferentes opiniões a esse respeito. Hilton Hotema. até você ouvir um outro “expert” que lhe apresenta idéias diferentes sobre saúde. Um outro nutricionista popular diz que devemos comer apenas frutas e não verduras. o corpo trata esses alimentos como se fossem toxinas e faz tudo para eliminá-los. compartilhar. O Dr.

Nosso corpo nunca comete erros. 10 . Tenho seguido o meu corpo por oito anos. laranja. Então perguntamos o que Valya precisava comer para a asma. Quando ele cria diarréia. Durante esse tempo fui a diversas conferências onde os palestrantes argumentavam contra um ou outro tipo de alimento. Lembro de um professor que falou contra comer grãos. Acredite na sua própria intuição e não cometa o engano de pensar que outra pessoa sabe melhor sobre seu corpo do que você. porque são híbridos e o corpo não os reconhece como alimentos. Cada uma das 35 trilhões de células que ele possui tem alma própria e sabedoria suficiente para saber o que fazer. banana. Deixe que ele comande. que fruta escolheria? Pera. Fiquei abismada e falei para ele que era exatamente o que as crianças estavam sempre desejando. “Eu respeito sua opinião e sua pesquisa mas meu corpo é o meu chefe”. Perguntamos a ele o que Sergei precisava comer para a diabetes. é claro. então falei para o palestrante. qual é a reação típica de alguém que está com febre. Quando minha família tinha dois meses na dieta crudívora. Vamos fazer uma experiência. mamão.monte. Amanhã ele pode querer a mesma fruta ou uma coisa nova. Ela queria figos frescos. está dizendo que eu preciso da diarréia. o que nos restará para comer? Em vez de crudívora eu me tornaria “breatherian” (alguém que vive só do ar que respira). Por exemplo. pensando que ia durar uma semana. visitamos o Dr. na primavera. Seu dever é dar a seu corpo aquilo que ele precisa. uva. Acredito que se meu corpo criou a febre é porque preciso dessa febre. Seu corpo sabe do que você precisa. Se ele diz que quer quinoa. e ele comeu em um dia com casca e tudo. O desejo deles por essas frutas era tão grande que eu tinha que correr atrás para satisfazê-los. figo e azeitona. dei uma manga a Sergei. Ouça seu corpo para ter saúde e felicidade. meus filhos começaram a desejar diferentes tipos de frutas. Ele disse. um famoso clínico e nutricionista. Todos nós sabemos o que precisa ser feito quando ouvimos o nosso corpo.nabo. Tomar remédio contra a diarréia é ir contra a sabedoria do corpo. Comprei uma cesta. eu ponho para brotar e como. Quando não deixamos nosso corpo nos guiar. aí criamos um grande problema. Bernard Jasnsen. maçã. Comprei um saco de um quilo de uva-do-monte e ele comeu todo de uma vez . Ele comeu e pediu mais. Se você fossse a uma barraca de frutas orgânicas agora. figos secos. Ele olhou no seu livro e disse que a melhor coisa para diabates é manga e uvado-monte. na nossa cultura? A resposta é: Aspirina. Se seguirmos os conselhos de todos os bons professores. Nossos corpos são perfeitos. A mesma coisa aconteceu com uva-do. Certa vez. A fruta que você escolhe é aquela que ele está pedindo naquele dia. nem raízes. Que olho irá piscar? O direito. Já pensou como é confuso? A única solução é ouvir o seu próprio corpo. abacate. Vamos imaginar que uma partícula de poeira caia no seu olho direito. Nesse dia eu estava com desejo de comer quinoa (um tipo de grão) . Durante nossas férias. Sergei queria manga e uva-do-monte e Valya queria azeitona e figo. figo. nunca se fartava de comer figos. manga ou cereja? Será que todos que estão lendo este livro vão pegar a mesma fruta? Provavelmente que não. e ainda pediu mais. Sua mãe deu a luz a um bebê perfeito. Seu olho esquerdo não vai piscar por engano porque o corpo nunca se engana. Valya gostava de figo. Somos todos indivíduos únicos. Seu corpo é belo e sábio. Também gostava muito de comer azeitonas. Ele sabe melhor do que eu.

em apenas duas semanas o corpo de Sergei produziu a calcificação necessária para que os ossos se unissem e voltassem ao normal. Igor e eu começamos a sentir desejos. minha pele era branca e pálida. O equílibrio no meu corpo tinha mudado. Depois que ficou bom. Certa vez. acordei com a pele amarelada. Certa vez fui fazer um almoço para 25 pessoas. Lembro que um dia senti um desejo enorme de comer alho-porro.Compreendi então que o nosso corpo está sempre pedindo certo tipo de alimento. Depois de uma semana. Por duas semanas não ia a lugar nenhum sem o meu copo de leite de gergelim. Algumas semanas depois das crianças. já não queria mais o leite com mel. Por ter tomado leite de gergelim. Sergei quebrou a clavícula e teve vontade de tomar suco de clorofila e leite de gergelim. Para ajudar na identificação do que o seu corpo está querendo. então pus menos mel. Depois ficou completamente rosada. Não tinham nada de amargo. Coloquei minha obra de arte na mesa. pode não ser bom para outros. O que aconteceu foi que aquela salada limpou meu fígado. Pus no processador 6 abacates e suco de limão para fazer o molho da salada. não precisou de fisioterapia. que é mesmo o campeão em cálcio. até mesmo por frutas doces que são saudáveis. Antes da limpeza que o dente-de leão fez. os convidados provaram e exclamaram. preparar o leite e tomar em jejum durante duas semanas. Quando tive a oportundidade de conversar com Dr. Achei aquelas folhas tão atrativas e decidi experimentar uma. Dr. Sentia o cheiro em todo lugar. Se plantamos morangos num solo rico em cálcio. Jansen me disse que sempre que as pessoas têm muito muco.. sentimos desejo de comer doce. Fui na horta e avistei uns pés de dente-de leão. Você tem várias opções. perguntei a ele sobre esse meu ataque por alho-porro. Os médicos disseram que ele levaria de oito a dez semanas para se recuperar. Meu corpo sabia que eu precisava daquilo. Jansen novamente. O que é bom para um. o corpo deseja algo como alho e cebola para dissolver o muco e fazer expelir. Poucos dias depois não queria mais o leite tão doce .O cálcio na sua forma natural é adocicado. Tinha lido que não devemos comer nenhum tipo de cebola ou alho porque irrita nossa membrana mucosa. Primeiro tomei o leite de gergelim com mel. Graças ao leite de gergerlim. Na manhã seguinte. Aí mudei para um tipo de gergelim mais escuro que tem um gosto mais amargo. Elas pareciam doce para mim. aquilo que ele precisa. O corpo das crianças fala antes que o nosso corpo de adultos. Conversei com uma amiga sobre isso e ela falou: “Victoria você está apenas precisando de cálcio”. você pode começar a comprar frutas e verduras que nunca experimentou antes. mas isso aconteceu bem antes. “Como isso está amargo!” Terminei comendo a salada sozinha. Segui seu conselho. Você já teve ânsia por doce? Quando nosso corpo precisa de cálcio. Eu mesma tive muita dificuldade de me libertar do açúcar. Algumas vezes a nossa reserva de cálcio é tão baixa que ficamos viciados em doce. os morangos serão bem doces. Ela me disse para por sementes de gergelim de molho. mas nada parece lhe atrair porque você precisa de alguma coisa que não está ali. 11 . Perdi o forte desejo por doce. Fantástico! Estava na época de uva e não senti aquele desejo de comer uva como antes. Enchi uma cesta e falei para os convidados que teríamos um almoço especial. Algumas vezes você também vai desejar algo que nunca experimentou antes .

O que mudou? Tirei a minha “cabeça programada” do caminho. Não! O trajeto do sangue não é tão simples assim. me fazia engordar.O corpo humano é tão maravilhoso e nem nos damos conta do quanto. podemos chegar a uma temperatura bem quente sem sentir nenhum desconforto. O propósito dessa mudança de cor é para a camuflagem nos campos durante o verão. eu tenho uma nova pele no lugar do corte. Ele percorre diferentes direções. Se caírmos numa ducha bem quente de manhã. Porém. e o que quer que eu comesse. O que impede que isso aconteça? Antes eu pensava que tinha tido uma má sorte por ter nascido com um corpo horrível. Comecei a ouvir a linguagem do meu corpo em vez de ouvir a linguagem da minha mente. impulsionado pelas batidas do coração. ele sempre escolherá sobreviver. Temos vários exemplos que comprovam essa lei. pular e brincar. outra. perdi cerca de 60 kg e tenho mais energia do que nunca na minha vida. Por exemplo. sobreviver. A mão tem mais de 100 pequenos ossos. numa velocidade cósmica. porém. retirar raízes do solo ou me ajudar a subir numa árvore. se continuarmos andando descalços. se entrarmos aos poucos com a água morna e formos aumentando a temperatura gradualmente. ser atingido podendo morrer. por falta de sorte. CAPITULO 3 . para branco no inverno. depois ele coagula e fecha o ferimento formando um cascão. Depois de passar o inverno com os pés sempre calçados. os coelhos mudam a cor do pelo de marrom no verão. Ele sempre me fazia ter dores e furúnculos. No entanto. O sangue é um milagroso rio de vida que viaja através de trilhões de vasos . Quando esse cascão cai. Aprendi na escola. Minha mão pode segurar uma maçã. Se o corpo tiver duas escolhas. Ele não flui apenas pelo efeito da gravidade. descascar uma banana. a nossa mão. nossos pés doem quando andamos descalços no cascalho. O corpo se adapta ao aumento gradual da temperatura. é o mesmo que eu tinha há oito anos atrás. o que aumenta as chances de sobrevivência dos coelhos na luta contra os predadores. não importa os obstáculos. Porém. podemos queimar nossa pele. e na neve durante o inverno. Isto não é fantástico? O corpo humano é mesmo fascinante. no fim do 12 . Como alimentos crus porque é o que meu corpo precisa. Todo ser vivo se adapta ao seu ambiente. Nosso corpo é tão milagroso que deveríamos estar sempre fascinados e agradecidos por cada fio de cabelo da nossa cabeça (enquanto temos!) O corpo de cada pessoa quer ser bonito e saudável. Desde que adotei o crudivorismo. O mesmo corpo que eu achava ter. Eu amo meu corpo. o próprio sangue lava a sujeira do corte. Tudo o que temos a fazer é ouvi-lo e segui-lo. Ele faz tudo para se proteger e preservar a espécie. Agora posso correr. se meu corpo precisa transpirar. pelo efeito da gravidade. e para cima. Tomemos como outro exemplo. Quando coloco a minha mão na água. A única certeza para ser saudável é aprender a entender o que o corpo quer e precisa. tudo de acordo com as leis universais que não podemos sequer entender. eu posso transpirar através das minhas mãos que há um minuto atrás parecia à prova d’água. Quando eu corto meu dedo. a água não penetra na pele. durante a primavera.A Lei Vital da Adaptação O corpo de todo o ser vivo é destinado a lutar pela sua sobrevivência. uma. É a lei da sobrevivência. que o sangue flui no nosso corpo para baixo.

televisão. 13 . Se o alimento cozido não é a fonte de nutrição ideal para o nosso corpo. O segundo pássaro não estava adaptado à quantidade reduzida de oxigênio. não dormir o suficiente. Na manhã seguinte. pagamos com a nossa saúde. agora? Ser o mais natural possível. li sobre uma experiência feita com pássaros conduzida por Claude Bernard. violência. vegetariana. água tratada com cloro. porque fazer dele a nossa alimentação básica? Nossos ancestrais eram crudívoros. pensamentos violentos. Eles vendem a vodka e o pão próximos um do outro. humanos. Acabar com o stress. alimentos artificiais. O ponto a que eu quero chegar. seu corpo vai se adaptar à quietude da sua casa. Viajar acampando. vitaminas sintéticas. você levanta cedo para trabalhar e serenamente entra no carro. o ar viciado dos ambientes fechados. a mudança foi abrupta. liga o motor e o som alto do radio que ficou ligado. O que podemos fazer para aumentar nossa energia e expectativa de vida. Podemos adotar o crudivorismo. Nosso corpo humano tem se adaptado a muitas forças e estímulos externos com o intuito de sobreviver. Acabar com as pressões. Ele se adaptou ao barulho para lhe proteger. chega a doer nos seus ouvidos. Dormir do lado de fora. como uma criança australiana aborígine. Um dia você está dirigindo na cidade grande e fica preso no trânsito. Os homens russos. e lhe dermos um copo de vodka. Isso é considerado como parte da alimentação normal. Colocou um segundo pássaro no lugar do primeiro. Então você liga o rádio como um passa-tempo. vai ver que os homens lá tomam um litro de vodka por dia. Pagamos com a nossa energia e expectativa de vida.verão nossos pés já criaram resistência. poluição sonora. Isso já lhe aconteceu alguma vez? O corpo se adapta para cuidar de nós. Ele colocou um pássaro dentro de um recipiente com uma quantidade de oxigênio que lhe permitiria sobreviver por três horas. remédios. Viver em estado de felicidade. Se você for à Rússia. Algumas vezes sentir frio. ficar molhado e tremer de frio. Quando nosso corpo faz uma adaptação. por outro lado. Se encontramos alguém que nunca tomou álcool. é que o corpo se adata para sobreviver. ela poderá morrer envenenada pelo álcool. seus ouvidos se adaptaram à poluição sonora. Quando então você chega em casa e dorme. O segundo pássaro não teve tempo de se adaptar. mas com certeza pagam o preço por essa adaptação. Os minúsculos músculos em nossos pés se tornaram mais resistentes e quando pisamos no cascalho eles se curvam de forma a se amoldarem ao tipo de chão. e muito mais. têm corpos que já se adaptaram à ingestão do álcool. luz elétrica. 2000 a 5000 anos atrás. Como isso aconteceu? A resposta é interessante. roupas sintéticas. O primeiro pássaro que sobreviveu por duas horas foi se adaptando aos poucos à mudança de oxigênio. você pode ter dor de cabeça ou ficar extremamente irritado. stress. Seu corpo fez esse ajustamento porque o barulho é prejudicial e se ele não fizer isso. Hilton Hotema. maus hábitos alimentares. Quando você estava no centro da cidade. A sua audição ficou reduzida 20%. o uso de óculos. e se torna fácil caminhar no cascalho. poluição do ar. o que possibilitaria a sua sobrevivência por mais tempo. e este morreu instantaneamente. falta de exercícios. No livro Man’s High Conciousness do Dr. Pense em tudo o que nós. e o retirou no final da segunda hora quando ainda poderia sobreviver por mais uma hora. já nos adaptamos: radiação de forno micro-ondas. Tudo isso é possível. Podemos mudar a nossa alimentação.

mais aumentam os filamentos de muco. Como o corpo se adapta ao alimento cozido? Criando um muco que funciona como uma espécie de filtro. A placa mucosa se assemelha a uma grande mangueira de borracha verde que protege o corpo contra as toxinas. Todos concordam que é melhor mudar a alimentação do que morrer de inanição.. as toxinas do alimento cozido não penetram no corpo completamente por causa do muco protetor. não importa o quanto comemos. Se somos 100% 1 . A carne assada é trazida para casa e consumida. Nos tornamos cada vez mais famintos. nos tornando por assim dizer. Estão pedindo por sódio. A família faminta vai á floresta incendiada e encontra lá pedaços de animais cozidos e pensa. mais muco o corpo produz como proteção. “Comer isso é estranho. O corpo reage àquela substância estranha e tem que escolher entre rejeitar o alimento cozido e morrer de fome. Depois de vários anos comendo alimentos cozidos. Quanto mais estranhas as substâncias alimentares são para o corpo. O alimento passa a ser altamente processado e manipulado. cobre. é coberta por esse muco que vai proteger o sangue contra as toxinas. mas é melhor do que morrer de fome”.. ou se adaptar e sobreviver. Com o passar dos anos ele se torna mais grosso e endurecido. o corpo a dissolve. quando ainda bebês. Nosso corpo cria a primeira camada de muco quando comemos nosso primeiro alimento cozido. Aqueles que têm um muco denso cobrindo seus intestinos. O muco se forma começando pela língua. essa camada mucosa pode ser dissolvida. salmonella” e outras. Chegamos ao ponto que eu cheguei há oito anos atrás. desenvolvemos severa deficiência nutricional. Você pode perguntar: De onde vem finalmente esse muco? O corpo humano com a sua inteligência o retira do próprio alimento cozido! Por temer bactérias como a “e-coli . apenas uma pequena percentagem é assimilada. mais a placa é dissolvida. normalmente têm a língua esbranquiçada como se acabasse de comer creme de leite. O corpo cria o muco para filtrar as toxinas produzidas pelo alimento cozido. magnésio. e faz todo um percurso até os intestinos. A partir daí. plantas e sementes foram queimadas. Quando adotamos e permanecemos no crudivorismo. a assimilação dos nutrientes dos alimentos fica bastante reduzida. que quando levantava da mesa já estava com fome novamente. Quanto maior a quantidade de alimentos cozidos que consumimos. Toda a superfície do aparelho digestivo que é designada a ab- sorver os nutrientes dos alimentos. Os naturopatas chamam esse muco no intestino de placa mucosa. pasteurizamos e irradiamos nossos alimentos. Porém. cozinhamos. Estamos constantemente com fome porque nosso corpo está desesperado por nutrientes. Não havia comida. Tudo isso porque. A escolha é se adaptar. zinco. Nossas células estão gritando por todos os 120 minerais que precisamos. Quanto maior a quantidade de alimentos crus consumidos.As vezes imagino que a origem de se cozinhar os alimentos veio de um grande incêndio na floresta onde todas as raízes. mal nutridos. Algumas pessoas podem vê-lo na sua língua. No tempo certo. menos nutrientes podemos receber. Quanto mais muco nós temos. Comemos uma grande quantidade de alimentos e dessa forma nosso corpo cria uma grande quantidade de muco.

onde nada é cozido. mas quem adotar a dieta crudívora vai ver que faz sentido. Vamos supor que Jim fique muito doente. Tem uma coluna frágil devido ao peso da sua barriga e está sempre cansado. Ele vai a um mercado de produtos naturais e observa que poderia se sentir melhor se adotasse a dieta vegetariana. Vamos chamar nosso personagem principal de Jim. 30 vezes mais do que antes. Costumava pensar que as mulheres não lhe olhavam mais. Agora ele está consumindo 25% de alimentos crus e 75% de alimentos cozidos. Jim come poucos alimentos crus.3 1. Agora ele está assimilando 1%. 10 vezes mais do que antes.crudívoros. Começa a sair com novos amigos que são também vegetarianos. Ele vai ficando um homem bem mais interessante. e que estava envelhecendo. mas sei que é verdadeiro. Estes números não são precisos. Agora ele aparenta mais saudável. Jim fica tão impressionado com os pratos bonitos que vê. tentando saciar a fome do seu corpo.1 . Começa a se sentir bem melhor. Não posso afirmar que este é um quadro científico. Ele adiciona bastante vegetais frescos na sua dieta e deixa de comer carne. Qualquer pessoa que come sanduiches ou hamburgers está comendo cerca de 5% de alimentos crus porque os tomates e a alface formam os 5%. Sua assimilação aumentou para . Não precisamos passar um telegrama a todos os nossos órgãos anunciando. o corpo de Jim está assimilando aproximadamente . Percentagem de alimentos cozidos e alimentos crus consumidos e percentagem de assimilação % de alimentos crús 5 10 25 50 75 99 100 % de alimentos cozidos 95 90 75 50 25 1 0 % de assimilação . Um deles lhe convida para uma reunião em que cada um levará uma receita diferente.0 30.03 . que tem entre 40 a 50 anos. Está sempre com fome porque não está assimilando bastante nutrientes.03% de nutrientes dos alimentos. Sua assimilação passa a ser de . começa a mudar imediatamente e a celebrar a mudança.0 Vou explicar esse quadro através de uma ilustração. Dessa forma. Ele começa a se sentir melhor e passa a ter um pouco mais de energia. O quadro abaixo mostra a quantidade de alimentos cozidos e alimentos crus que consumimos em relação a quantidade de nutrientes que é assimilada pelo nosso corpo. mais jovem e mais corado. que aumenta seu consumo de alimentos crus para 50%.0 3. Ele tem uma barriga avantajada porque come muito. Passa a frequentar essas reuniões semanalmente e aumenta seu consumo de alimentos crus para 75%. A dieta de Jim é de 5% de alimentos crus. Ele já sente a diferença.06 . ela desaparece completamente e nossa assimilação aumenta sensivelmente. Nosso corpo capta a mensagem. 1 .3%.1%.

a ficarem 100% sóbrios. Podemos usar essa analogia com relação aos alimentos cozidos. Que meus filhos comem. Ele faz muitos amigos e sua vida social é mais intensa. precisa permanecer 100% sóbrio. Eles ficam com fome. Dois meses depois. é essa a quantidade que eu como também. tem frequentado seminários. eles não são considerados sóbrios pelos instrutores. ele sai às 6:30 da manhã e volta às 7:00 da noite. Ele tem lido muitos livros sobre crudivorismo.Um dia. Como resultado. Agora ele está consumindo 99% de alimentos crus e 1% de alimentos cozidos. Se alguém quer realmente deixar a bebida. Jim agora passa a comer apenas uma vez por dia. e é tudo. deixamos a porta aberta para saciar aquele desejo quando ele aparecer. e quando possível tem ido a diferentes centros de tratamento. Come uma no caminho para a neve e a outra no caminho de volta para casa. Que meu marido come. tivemos notícias de Jim. Sergei diz que seus amigos de esqui vão várias vezes às suas lancheiras tomar chocolate quente e comer sanduiche porque sentem muita fome.A já perceberam há muito tempo atrás. Voltando ao exemplo de Jim.03% a . Desejos são expectativas bioquímicas e emocionais do corpo. nos encontros do A. Andrew se conscientiza que arroz branco não é bom para ele. Esse 1%. Ele fez a inteligente escolha. Ele leva consigo duas laranjas orgânicas para comer no ônibus.Jim começa a ler muitos livros sobre crudivorismo e até passa a dar aulas sobre o assunto.1%. não importa se é uma quantidade mínima. Vamos dar um outro exemplo: Andrew tem consumido arroz cozido desde criança. Dois a três meses consumindo apenas alimentos crus. o corpo de Andrew se adaptou e acabou a sua ânsia por arroz. Quando meu filho Sergei vai esquiar. sua assimilação passou de 3. Sua assimilação passa a ser de 3%. Se eles voltam ao encontro e dizem que estão 99% sóbrios. mesmo em pequenas quantidades. Alguns anos depois. por que a mudança final de 99% para 100% de alimentos crus fez tanta diferença na taxa de assimilação? Encontrei a resposta para isso na literatura dos Alcoólatras Anônimos (A.A. Os alcoólatras são encorajados. principalmente quando estamos deprimi1 . Nada mais do que isso porque está assimilando 30%. o ajustamento do seu corpo jamais seria completo e continuaria a sentir desejo aquele forte desejo. porque tomam apenas uma dose de vodka dia sim dia não.A). uma porção de salada. Seu corpo se ajustou a receber carboidrato do arroz cozido. Se ele continuasse a comer arroz . que deixar de beber 99% nunca funciona. Seu corpo se adaptou bioquimicamente e psicoligicamente a este consumo. Decidiu parar de comer arroz. Quando nos permitimos comer mesmo que somente 1% de alimentos cozidos. Por que mudando a dieta de 99% para 100% faz tanta diferença na percentagem de assimilação? O 1% é significante porque o corpo não precisa mais ficar na defesa contra os alimentos cozidos.0% para 30%. sem energia e precisam comer. É o bastaante porque ele assimila 30%. fará o corpo continuar adaptado ao alcool. O segredo é que ele assimila 30%. E tudo isso com apenas duas laranjas. Hoje. enquanto os outros estão assimilando apenas entre . grãos brotados e cenoura. Enquanto Sergei fica esquiando o dia inteiro e nunca fica cansado. Os membros do A. Em vez do arroz. Está tão saudável que aparenta 10 anos mais jovem. Andrew começa a consumir carboidrato do milho verde. seu corpo desenvolveu um forte desejo por arroz cozido. Um dia Jim acordou com um pressentimento de que deveria seguir sua voz interior deixando de uma vez de comer alimentos cozidos e passa a ser 100% crudívoro.

fui deixando mais e mais os alimentos crus. com já disse. fumar ou tomar drogas. voltaram ao que lhes era familiar. cardápios) e não vá a restaurantes. Você pode sofrer por uns dois meses. Desistir do 1% é como fechar definitivamente a porta para as tentações. Elimine da sua casa todas as tentações( comida cozida. Se tornar crudívoro sem o apoio necessário. porém a 95%. ainda está sofrendo. porque a mudança cria sofrimento. inevitavelmente nos conduzirá ao caminho de volta aos alimentos cozidos. Só consegui voltar aos meus 95% na segunda semana de fevereiro. Quando se sentiram solitárias ou deprimidas.dos. aborrecidos ou cansados. Deixei de dar atenção a restaurantes e ao cheiro das comidas e do café. Tenho visto pessoas que ficam na dieta a 99% e meses depois desistem completamente. minha amiga Judy só prolongará seu sofrimento. Mas depois desse período. “Eu estava indo muito bem até as comemorações do fim de ano. Conheço algumas pessoas que entenderam que comer alimentos crus é muito bom e se tornaram crudívoras por cerca de seis meses. É quando desejamos comer o que não é saudável. Depois de dois meses não mais me sentia atraída por alimentos cozidos. é muito difícil. Quando você se conscientizar de que a comida cozida é um vício como outro qualquer. Ela ficou na dieta por algumas semanas. Crie uma zona livre de tentações.” Ela disse também. enquanto meu corpo estava se adaptando. O que quero reforçar é que esse mínimo 1%. Quando nossa família começou a dieta crudívora a 100%. Deixando a porta aberta dos 5%. ainda somos viciados e nos permitimos aceitar aquele desejo quando ele aparece. que é quando comemos mais. é fazer a mudança conscientemente. há oito anos atrás. até sentir que está pronto. Ela confessa: “Estava na dieta a 95% por duas semanas e aí minha tia veio me visitar. você tomará a decisão. comida processada. Minha amiga Judy porém. e aí com a chegada de uma visita na sua casa voltou a comer comida cozida novamente. Mesmo com 99%. Não comece. tudo se torna mais fácil. a comida cozida. festas de aniversário ou piqueniques por pelo menos dois meses. tomar bebidas alcoólicas. Depois disso. A maneira mais fácil de permanecer 100%. 1 . nossa amiga Judy também começou. fez para mim um bolo delicioso e eu não resisti. com fome. Confesso que sofri nos dois primeiros meses.

a bactéria não causa nenhum mau cheiro. Coloque algumas frutas ou vegetais frescos numa vasilha. Você vai notar que eles vão se desintegrar sem nenhum mau cheiro. Talvez o seu conceito sobre bactéria mude depois disso. Os parasitas não penetram em tomates saudáveis. tudo é deixado no mesmo lugar. Menor do que qualquer célula viva. sentiu mau cheiro? Aposto que a sua resposta foi “não”. insetos. Da mesma forma. Suas raízes estão sempre presas ao solo. Assim que a árvore morre entretanto. e só se interessa pela matéria morta. Que bagunça não seria! No processo natural de desintegração. Comer alimentos crus é a única forma de conseguir isso. e mesmo assim a bactéria não as atinge. os parasitas não proliferam nas polpas das frutas saudáveis. Quanto mais matéria tóxica acumulamos no nosso corpo. Todos os animais mortos. Difícil de acreditar? Na floresta ninguém cata as folhas do chão. você pode fazer sua própria experiência. estamos longe de termos nosso corpo balanceado. Vamos imaginar o mundo sem bactéria. coloque numa vasilha comida cozida como macarronada. por não termos uma alimentação adequada. se o corpo é cheio de toxinas. quando estamos numa floresta. Bactéria é o maior reciclador de lixo do mundo.CAPITULO 4 . Um outro fato interessante é que a bactéria nunca toca aquilo que está vivo. ninguém enterra os animais mortos. vemos que o limo e outros parasitas não vivem em árvores saudáveis. se o corpo está limpo por dentro. humanos. pássaros. 1 . O mesmo se aplica aos parasitas. se o solo é balanceado. as lesmas não aparecem. Em hortas orgânicas. Se você teme doenças infecciosas. Agora. por que então associamos o processo de desintegração com o mau cheiro? Por que no mundo civilizado. “ah. que cheiro gostoso”. a bactéria causa mau cheiro? É porque a bactéria tem dificuldade em reciclar aquilo que nós criamos. Haveria rocha mas não haveria solo para plantar o nosso alimento. A bactéria reconhece o que e é vivo e o que é morto. ou purê de batatas. A bactéria é a mais brilhante invenção de Deus e um presente para todos nós! Estamos constantemente tentando destruir o maior número possível de bactérias porque não entendemos o seu propósito aqui na Terra. Depois de alguns dias você vai sentir um mau cheiro insuportável que é causado pela bactéria tentando agir sobre o alimento cozido. Pense bem nisso: ao transformar toda matéria orgânica morta em solo. Você poderia até pensar que uma floresta deve cheirar muito mau. Não. A bactéria é muito especial. sopa de frango. Por isso é que as pessoas que comem alimentos cozidos contraem infecções tão facilmente. meu animal favorito Neste capítulo. corpos humanos ou matéria orgânica estariam empilhados formando enormes montanhas. mais bactéria atraimos. Na verdade. respiramos fundo e dizemos. cobras. Olhando para a natureza como exemplo. quero explicar a vocês o porque da minha admiração pela bactéria. Os excrementos dos animais ficam onde são deixados. Então me responda: A última vez que você foi a uma floresta. A bactéria pode causar doença no corpo humano? Sim e não. a bactéria pode instantaneamente aumentar o seu poder. o melhor a fazer é manter seu corpo limpo por dentro. Árvores gigantescas que atingem de 100 a 2000 anos. Ela é minúscula e imensa ao mesmo tempo. permanecem livres de bactéria. Nós. Sim.Bactéria. a bactéria age fazendo com que ela se transforme em solo. a bactéria recicla todo esse lixo transformando-o na fonte original de todos os elementos. Para comprovar esta afirmação.Se a bactéria agindo no habitat natural da floresta não causa mau cheiro. se multiplicando em trilhões.

Nosso sangue estava totalmente limpo. podemos ver normalmente uma porção de bactérias flutuando entre as células. o estado do mosquito. e nunca como saladas. fizemos um outro exame e constatamos que os parasitas estavam de volta. e se você elimina um estágio. que eles desapareceram. Pessoas que foram examinadas e que os médicos confirmaram como portadoras de parasitas. ela penetra nas células do corpo e se multiplica. nosso corpo fica livre de toxinas. não têm nada a ver com o número de banhos que você toma. um outro começa a se desenvolver.Se conservamos nosso corpo limpo. Ele retirou amostras de sangue de três voluntários. Quando comemos alimentos crus. Respondi: “ As bactérias e parasitas do sangue. Um ano e meio mais tarde. Sem causar nenhuma dor. fui diagnosticado como portador do virus da AIDS. repetimos o teste. Um deles era um jovem de 19 anos. Fale para nós como é o seu estilo de vida”. Nós dissemos. convidei um especialista para fazer uma demonstração de análise das células do sangue. Tomamos aqueles tradicionais remédios para verme durante dez dias e comprovamos por exames. então eles vão embora. Quando olhamos o sangue de uma pessoa que come alimentos cozidos. Era tudo. Ele disse . 1 . Estávamos limpos. Logo depois que começamos a dieta . os guardas florestais têm que usar mosqueteiros. “ah. eu e minha familia fizemos uma caminhada em Minesota. Não importa o quanto lavamos nosso corpo por fora. em diferentes estágios. foram capazes de combatê-los comendo 100% de alimentos crus. A bactéria descobre logo onde as toxinas se encontram. Ela só quer ajudar o nosso corpo a se livrar das toxinas. lemos um livro sobre os parasitas que os seres humanos carregam no corpo. na minha aula. “eu tenho tomado drogas. O que sabemos com certeza absoluta. Nós não tínhamos mosqueteiros e não levamos sequer uma picada. o parasita não vai morar lá e nem mesmo os mosquitos irão nos picar. como comidas que não são saudáveis. por dentro podemos estar bastante infectados. Não há nada para os parasitas comerem. que decidimos fazer uma limpeza. Durante as cinco noites que passamos lá.” Podíamos ver isso no seu sangue. não usamos nem mesmo barracas para dormir. Eles existem nas mais variadas formas . Não havia bactéria. é que as pessoas que só comem alimentos crus não têm parasitas nem bactérias. Tivemos tanto medo. “Mas eu tomo banho todos os dias”. Todos os parasitas abandonam o corpo humano quando ele fica limpo. “apenas relaxe e diga o que você come. Não havia mais parasitas! Nosso sangue consistia apenas de células brancas e células vermelhas. Quais são os seus hábitos? Como você tem vivido os 19 anos da sua vida?” Ele disse. Ela só quer realizar o seu trabalho. O remédio manteve nosso corpo limpo por apenas dois meses. mantendo a dieta crudívora a 100%. Seu sangue estava tão cheio de bactérias que ele ficou envergonhado! Ele disse. Aqui está um outro exemplo para ilustrar esse ponto. Certa vez. saudável e puro. pizza é o meu prato favorito. eu estou melhorando”. cerveja. Certa vez. Na floresta Boundary Wasters. Cerca de dois meses depois. Os médicos ficam surpresos porque normalmente é muito difícil tratar os parasitas.

ou no fim de semana se consegue relaxar? Quando geralmente você fica doente? Você já falou alguma vez. O bebê não tem nenhuma deficiência no nariz.” O que não sabemos é que o nariz parou de escorrer porque o corpo concentrou energia para eliminar as toxinas das gôtas. cerca de três meses depois. “ é sempre assim. Porém. porque percorre a traquéia. Pense por um momento: Quando normalmente você tem mais energia do que de costume? Você tem mais energia quando está de férias. Quando alimentamos nosso bebê com alimentos que formam muco. O nariz pára de escorrer e o muco volta para os pulmões. quando ainda bebês. A secreção também provoca rouquidão. E que o nariz vermelho escorrendo não é tão perigoso quanto os pulmões cheios de muco e os efeitos das toxinas das gôtas no corpo. é melhor ligar para o médico”.Desintoxicação como uma forma de cura Quando comemos alimentos cozidos pela primeira vez. Esse muco não pode ficar nos pulmões permanentemente. É como milhões de pequenos dedos na sua superfície. Aí. Vou levá-lo ao médico”. Uma parte do muco é formada como um filamento ao longo do aparelho digestivo. O que nós fazemos? Nós pensamos. é tão tóxico que o corpo pára de desintoxicar e passa a se concentrar em eliminá-lo. as camadas de muco vão se tornando mais densas. Levamos o bebê de volta para o médico que prescreve umas gôtas mais fortes. o que é que nós fazemos quando vemos o nariz do nosso bebê escorrendo? A reação típica é. ele aproveita para utilizá-la antes que seja desviada para outra coisa. que trabalham como um cinto móvel fazendo a limpeza. pelo contrário. são prejudiciais. para se livrar do muco. É por isso que ficamos doentes quando damos uma parada. enquanto o restante fica acumulado num lugar mais conveniente. eles usam um mecanismo similar ao peristalse. Meu bebê está bem agora. Essas gôtas são tóxicas. São tão tóxicas que o corpo pára de expulsar o muco dos pulmões e se concentra em expulsar as toxinas das gôtas nasais. Com o tempo. e sim um complexo processo que requer tempo e energia para realizar o seu trabalho. o remédio funcionou. A pele em volta do narizinho dele está tão irritada. É o corpo tentando expulsar o muco. o bebê tem corisa o tempo todo. Olhamos para o nosso bebê e dizemos. É a natureza agindo. Febre não é simplesmente uma elevação da temperatura. Tenho que fazer alguma coisa.CAPITULO 5 . o nariz do bebê começa a escorrer novamente. Todo excesso do muco seria evacuado através do nariz do bebê e os pulmões ficariam limpos. Infelizmente essas gôtas não são necessárias. se deixássemos que isso acontecesse. os pulmões. tiro algum tempo para descansar e fico doente.” Quando seu corpo recebe extra energia. a primeira camada de muco é criada no nosso corpo. “está com coriza. O medicamento mais forte. cobrindo as cordas vocais. O médico prescreve umas gôtas nasais. então. Para criar a febre. Nos sentimos bem porque fizemos o que pudemos para ajudar nosso bebê. “oh! meu bebê está com coriza. geralmente antibiótico. até que o corpo recupere a energia necessária e continue no esforço para desintoxicar. “Sim. Ele usa essa energia para desintoxicar. Aí. Para acelerar a liberação das toxinas o corpo cria a febre. Este mecanismo leva porções do muco dos pulmões até o nariz – é quando vemos os bebês com o nariz escorrendo. o corpo tem 20 . o bebê não vai ficar doente por algum tempo. dessa vez porque a quantidade de secreção é maior e mais concentrada e faz as amídalas ficarem inflamadas.

Quando temos penumonia.Eu costumava agir assim com meus filhos. “tome um pouco de sopa de frango. não é isso. o nariz é congestionado para não sermos tentados pelo cheiro da comida. quando nos sentimos fracos. num esforço heróico para se purificar. É quando nos sentimos muito debilitados e a respiração fica difícil. usando a energia que era necessária ao processo de desintoxicação. o muco nos pulmões vai aumentando. o corpo cria a falta de apetite. O que acontece quando o corpo tem febre? Ele entra no processo de transpiração para que o muco saia através dos poros. Você se lembra daquele suor pegajoso e com um odor típico que acontece durante uma febre alta? A febre ajuda o muco a ficar mais fino e mais fácil de ser expelido. marrom ou amarelo. O muco fresco tem a cor clara. como pequenos resfriados de vez em quando. só que isso não quer dizer saúde e sim que o corpo não está tendo energia para desintoxicar. Temos que ficar na cama porque nos sentimos fracos. o corpo ainda usa um último recurso que é o vômito. você precisa se alimentar para ficar bom logo”. A prioridade passa a ser em eliminar a aspirina o mais rápido possível. laranja escuro. apenas fracas tentativas. pensamos que precismos comer para recuperar mais rápido . Eu dizia. tomamos penicilina. É como se estivesse dizendo “Não. fazia eles comerem algo que tivesse bastante calorias. comemos alimentos pesados. O corpo precisa do jejum nesse momento. Por muito tempo não vai haver desintoxicação. “Não coma!”E ainda assim.que trabalhar muito. Depois de uma crise dessas. Para eliminar esse denso muco. Aí. Tudo o que o corpo se preocupa agora é com a aspirina no sangue. A recuperação depois que usamos medicamentos. por exemplo. É quando o nariz começa a escorrer. Se comemos quando o corpo está na fase do “não comer”o sangue tem que agir no estômago para processsar a sopa de frango. Isso requer ainda mais energia do que no processo de febre. A língua é revestida por uma camada de muco para que se perca o paladar. ela pode desaparecer por um longo período. como sopa de frango. Para preservar a energia usada na digestão dos alimentos. O tão importante processo de cura é então interrompido. 21 . Todas as glândulas hormonais performam um trabalho extra. É por isso que sentimos moleza no corpo. ele é obrigado a trabalhar dobrado e fica tão enfraquecido que não pode nem continuar a manter a temperatura normal. Ele precisa estocar mais energia para um outro processo de cura. O mais velho é verde. O que eu preciso é recuperar toda a minha energia para me curar”. O enxofre é tão prejudicial que o corpo fica sem energia suficiente para continuar eliminando o muco. as amídalas ficam inflamadas para ficar difícil engolir qualquer coisa. O coração tem que bombear 20 a 30 vezes a mais que o normal. Nosso corpo não espera tamanha crueldade da nossa parte. requer muita energia. Não temos apetite. Nosso corpo está dizendo. A reação do corpo contra a aspirina é que provoca a fraqueza. por isso se utiliza desses artifícios. Para isso. Para que tomar aspirina? Não temos deficiência de aspirina. o corpo pode criar a pneumonia. Aspirina é feita em grande parte de enxofre que é prejudicial. e não a febre em si. Para piorar a situação. Infelizmente o que as pessoas fazem nessa hora é tomar aspirina. ou então. Isso faz parar a expulsão do muco e enfraquecer o corpo. Em reação ao ato de comer. a temperatura cai para abaixo do normal. O problema está em não cooperarmos com o nosso corpo. na fase em que não devemos comer. De não entendermos a sua linguagem. Enquanto isso.

Algumas vezes acumulamos tanto muco que desenvolvemos uma condição de respiração forçada. Minha mãe fazia o que ela achava que era o melhor para mim. primeiro desenvolvendo uma irritação ou fazendo a pele ficar áspera. O apetite desaparece porque o corpo precisa desse tempo para se purificar. isso é bom para nós. Nós temos esse mecanismo. se não corremos e raramente fazemos caminhadas. se você puder correr respirando apenas pelo nariz. faça a sua parte apenas ficando sem comer. Você pode 22 . Os cítricos apenas dissolvem as toxinas. Agora sabemos que o melhor a fazer é ouvir o nosso corpo. o corpo começa a se utilizar de uma camada embaixo da pele . Da mesma forma. Se você coloca umas gotas de limão na sua pele e esfrega. Quando tiver febre. Há ainda um pequeno espaço entre os ossos do seio da face e na testa. Eles têm oxigênio bastante para correr e ainda conversar ao mesmo tempo. As pessoas dizem. Aquele espaço não foi destinado a ser preenchido. e pensam que estão fazendo uma dieta adequada. devemos celebrar! Fique contente. causa dor de cabeça. Não posso viver com menos oxigênio do que isso. Quando somos capazes de produzir realmente uma boa febre. quando andamos. Como um recurso. Esse muco é ácido e causa uma irritação . Sem dúvida. quando temos coriza ou febre. ela fica irritada e coça. nunca queria comer. Significa. Somos animais destinados a pelo menos andar. Quando eu era criança e tinha febre.que temos uma quantidade enorme de toxinas e que precisamos eliminá-las. Minha mãe sempre me dava leite quente com manteiga por cima e outras coisas que eu rejeitava. O corpo tem que estar preparado para receber a febre. “ isso acontece quando como frutas ácidas”. Quando o muco ácido sai através dos poros. quando por exemplo. como podemos esperar que o muco seja deslocado? Em vez de ajudar o corpo na eliminação. Quanto maior a quantidade de muco. Essa frequente congestão pode causar até tumores. minha mãe dizia: “ se cubra. Eles não precisam cuspir e podem respirar pelo nariz. Conheço muitos crudívoros que correm e nunca têm problema com secreção. Por isso é que temos uma quantidade limitada de depósitos de muco. É a chamada sinusite.O muco estocado aí. Quando estamos nos movendo e sacudindo. Seus pulmões estão limpos. Não podemos respirar. Normalmente o nariz começa a escorrer. Fomos criados para nos mover. Chamamos isso de alergia. O corpo se dedica a fazer de você uma pessoa saudável. você não pode tomar vento”. na verdade. começamos a suar e o muco começa a sair através dos poros. que são alimentos que formam muco. sentimos essa mesma sensação. Nosso corpo é suposto limpar quando corremos. que chamamos de asma. interrompemos seu esforço e tomamos aspirina.O corpo continua a estocar o excesso de muco nos pulmões até restar apenas 1/3 disponível. fazendo elas passarem através da pele com mais rapidez. com dispnéia. Depois . perto do cérebro. com grandes quantidades de calorias. Porém. Você já notou que os corredores de maratonas têm que cuspir quando estão participando de corridas? Eles comem sua comida vegetariana cozida. como arroz e purê de batatas. damos uma corrida em volta do quarteirão. Lembro que quando eu tirava o cobertor . os pulmões começam a bombear e deslocar o muco. Preciso desse 1/3 para continuar respirando. e a essa altura os pulmões dizem: “É demais. pode dizer que seus pulmões estão limpos. Por que a alergia acontece? Porque temos uma grande quantidade de toxinas no nosso corpo. mais secreção é expelida pelo nariz. Podemos verificar quanto muco temos acumulado. Não temos oxigênio suficiente e fica difícil respirar porque estamos cheios de secreção. e volta naturalmente no tempo certo. mesmo por pouco tempo.

se cobrir se sentir frio ou abrir as janelas se sentir calor. Faça o que seu corpo tem vontade. Ele é claro com relação ao que quer. Para ajudar o corpo no seu trabalho, você pode fazer compressas, alternar banhos frios e quentes, deitar numa banheira. Todos nós temos toxinas no corpo. Desintoxicar é o esforço que o corpo faz para se livrar das toxinas. Desintoxicar é imprescíndivel para nos tornarmos saudáveis. Quais são os principais sintomas de desintoxicação? Antes de responder, quero contar uma estória para vocês. Quando trabalhei no Creative Health Institute (CHI) , as pessoas que chegavam lá a procura de ajuda, ficavam hospedadas por duas a seis semanas para desintoxicar e aprender o estilo de vida crudívoro. Para resolver seus problemas de saúde, primeiro elas são instruídas a fazer dois dias de dieta de suco, depois são alimentadas com suco de clorofila, grãos brotados e outros alimentos crus. Todos os dias elas se encontram com os instrutores para discutir os sintomas da desintoxicação, que são os eventos normais que envolvem a cura. Elas se queixam de erupção da pele, dor de cabeça, diarréia, resfriado e fraqueza. Havia sempre uma pessoa em cada grupo que não apresentava nenhum sintoma. Em vez de ser uma boa notícia , os instrutores sabem que não ter sintomas de desintoxicação é um sinal de alerta. Isso significa que o corpo não tem reservas de energia para criar uma situação de cura. Por isso é que quero que vocês celebrem esses eventos. Quando adotamos a dieta crudívora, imediatamente devolvemos ao corpo a energia que lhe é própria para se curar, e entramos no processo de desintoxicação. Se isso não acontece, pode ser um sinal de algum problema. Por isso é bom estar alerta para a reação do corpo. Mesmo que você tenha os sintomas de desintoxicação num dia inconveniente, no trabalho ou enquanto participa de uma reunião ou numa viagem, não importa, seja grato. Se você tem sinais de desintoxicação, você deve celebrar. Sinta-se feliz! Comemore! Quais são os sintomas mais comuns de desintoxicação? 75% das pessoas que adotam o crudivorismo, experimentam uma rachadura e inflamação nos lábios. Isso acontece porque a saliva se torna muito ácida, o que irrita os lábios e a gengiva. Os lábios ficam sensíveis e irritados. Não adianta lavar ou usar nenhum creme. A única coisa a fazer é esperar que a saliva volte ao normal. Quando você começa a dieta, seu corpo começa a limpar jogando no sangue toda a sujeira acumulada. Isso cria uma situação de acidez, temporária. Por isso é que quando fazemos jejum, exalamos mau cheiro. Quando fazemos jejum ou mudamos nossa dieta de forma radical, nosso corpo cheira a amonia. Um outro sintoma de desintoxicação é a fraqueza. Muitas pessoas experimentam algumas horas de fraqueza na primeira semana . De vez em quando nos sentimos tão fracos de repente, porém essa sensação logo desaparece e passamos a ter mais energia do que nunca. A fraqueza aparece quando o corpo usa esse tempo e energia para limpar certos órgãos. De repente ele encontra um órgão que precisa ser trabalhado. Uma mensagem é enviada ao centro de energia e ele diz, “ôpa, tem alguma coisa aqui. Preciso demorar um pouco mais nesse local e usar extra energia.” É assim que o corpo trabalha. Um outro sintoma é dor de cabeça. Se você comeu muito açúcar branco na sua vida, tomou muito café ou sempe usava analgésico, provavelmente vai experimentar dores de cabeça. A dor de cabeça normalmente não dura mais que dois ou três dias, mas parece insuportável. Para lhe ajudar a se sentir melhor, deite, descanse, procure dormir, relaxe numa banheira de água quente ou faça uma lavagem intestinal. Pergunte a seu corpo “o que é que você precisa?” E ouça.
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Nosso corpo divide as toxinas em grupos. Um grupo é eliminado através dos ouvidos, um outro é facilmente eliminado pelo nariz. Algumas toxinas só podem ser eliminadas através da pele, no suor. Quanto mais ácido o suor, mais persistente será a irritação. O que fazer para aliviar essa irritação? Entre numa banheira de água quente e transpire. Faça uma sauna. Quando fizer sauna, lembrese de tomar banho depois para retirar do corpo o suor ácido. Tenho observado pessoas entrarem numa sauna e depois sentarem do lado de fora para secar. O corpo então, reabsorve as toxinas. Quando nossos poros estão fechados, a pele funciona como uma esponja, absorvendo tudo de volta. Por isso devemos tomar uma boa ducha depois da sauna, para retirar o suor e as toxinas. Água fria é melhor, porque os poros vão se abrir facilitando a saída das toxinas. Uma outra forma de eliminação é a diarréia. Algumas pessoas têm diarréia, o que é muito bom. Certa vez rezei para ter diarréia e não tive. Um amigo meu não queria ter diarréia e teve muitas vezes, por seis meses. Queria ter diarréia porque eu tinha prolapso do cólon e soube que a diarréia faz o cólon se ajustar. Diarréia não é uma coisa ruim e não é causada por bactéria. Diarréia é causada pelo corpo tentando se purificar. Quando você tiver sintomas de desintoxicação, a primeira coisa a fazer é entrar em contato com alguém da comunidade crudívora que tem mais experiência e pode lhe tirar algumas dúvidas. Esse contato é importante porque por mais que eu tente explicar, as pessoas muitas vezes entram em pânico, e é preciso estar confiante de que o caminho escolhido para ter saúde foi o caminho certo. Você pode ligar para um outro crudívoro. É fundamental ter alguém que possa lhe dizer que você está bem e que tudo o que está sentindo é normal no processo de cura. Ao sentir um dos sintomas descritos, você deve levar em consideração fazer um jejum tomando apenas suco durante 24 a 48 horas. O jejum vai acelerar o processo de desintoxicação. Leia livros sobre o assunto, antes de decidir fazer jejum. Se você quiser fazer um jejum prolongado, vá a uma clínica especializada, que é a forma mais segura.

CAPITULO 6 - O Jejum em família Jejuar é um privilégio. Jejuar é uma satisfação. Qual é o momento certo de jejuar? Você saberá a hora certa quando tudo o que você comer não tiver sabor, nem mesmo aquilo que você mais gosta. É o sinal de que seu corpo está precisando jejuar. Eu tenho feito jejum frequentemente apenas tomando água, de 1 a 21 dias. Algumas vezes tomo somente suco por vários dias. Gostamos de jejuar em família; normalmente quando viajamos de carro a longas distâncias para fazer workshops. Nossa viagem fica mais fácil e menos cansativa. Fazemos em família, vários dias de jejum de suco e muitas vezes um dia ou dois de jejum a água. Em fevereiro deste ano, tivemos uma experiência muito interessante. Nossa família completou quatorze dias de jejum a água. Isso nos fez ficar tão unidos! Todos os dias nos reuníamos em casa para compartilhar as mudanças no nosso corpo. Estávamos todos vivendo a mesma experiência . Perguntávamos: “Você sentiu isso? Sim? Que bom.” No terceiro dia todos nós sentimos fraqueza. Observamos que a fraqueza acontece no momento em que o corpo não mais se utiliza do alimento e passa a usar suas próprias reservas internas.

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No quarto dia, todos estávamos cheios de energia. Sergei esquiou o dia todo. Ficou animado para contar a seus amigos que estava há três dias sem comer. Eles não acreditaram. Na noite do quinto dia, nos abraçamos. “Gente, esse é o nosso quinto dia!” Nos perguntamos, “Vamos jejuar por mais uma semana e meia como havíamos planejado?” Uma semana e meia a mais parecia muito tempo, mas continuamos. Começamos a perceber quanto tempo livre estávamos tendo fazendo jejum. Durante o dia, podíamos aproveitar aquele tempo que normalmente passávamos fazendo compras, preparando comida e comendo. Na hora do almoço íamos para a sauna. Por sentir falta do cheiro gostoso da comida, levávamos essência de limão para colocar na sauna. Tínhamos tanta energia que levantávamos quando o sol nascia e íamos dormir por volta da meia noite. Gostávamos de observar como nosso corpo estava tomando uma outra forma. Foi realmente uma experiência maravilhosa! Sergei disse,”não sabia que eu era tão condicionado ao ritual de comer”. Por volta do final do jejum, Sergei chamou um dos seus amigos e disse, “Você quer meu skate? Venha pegar. Decidi que não vou mais esquiar. É perda de tempo. Vou começar a ler mais, de agora em diante.” Depois de concluir o jejum, Sergei dobrou o número de suas aulas de música e escreveu um artigo para uma revista. Ele parecia estar mais amadurecido, e agora está dando aulas sobre crudivorismo na nossa cidade. Ficou também um pouco místico. Valya parecia mais confiante e estava constantemente feliz e de bom humor. Por volta dos últimos dias do jejum, alguns de nós em períodos diferentes, sentimos fraqueza. É quando o corpo precisa de descanso. É hora de deitar e relaxar. Quando recuperamos, percebemos que aquele determinado pocesso de cura estava completo. Ficamos cheios de energia. E que energia preciosa! Na décima terceira noite do jejum, eu tive um sonho. No sonho eu era criança e estava sentada num velocípede olhando meu pai que usava um spray no jardim. Quando acordei veio à minha lembrança o tempo em que meu pai usava DDT para matar os insetos e eu brincava por perto. Imagino que esse veneno deve ter ficado no meu sangue esse tempo todo e que foi eliminado com o jejum depois de tantos anos. Foi muito siginificante para mim, lembrar aquele episódio com tanta clareza. No fim do jejum, ficamos pensando em como sair do processo. Tínhamos vários livros sobre o assunto e cada um sugeria uma forma diferente. Um diz que é melhor tomar suco de fruta, outro sugere suco de clorofila, um outro aconselha laranja, outro tomate sem pele. Decidimos meditar em família e ouvir a voz do nosso corpo para ver o que ele pedia. A resposta foi imediata. Tivemos maçã orgânica ralada, abacaxi e ameixas. Quando meus filhos chegaram do colégio, Igor e eu tínhamos preparado uma bonita mesa com flores no meio, e cada um teve uma travessa com uma porção de maçã ralada, rodelas de abacaxi, ameixas, e no centro a água da ameixa que pusemos de molho de véspera. Fizemos um cartaz escrito: “Parabéns família Boutenko, no seu bem sucedido décimo quarto dia de jejum!” Sentamos de mãos dadas. “Devemos comer mesmo?” Sergei perguntou. “Queria poder ficar um dia mais”, Valya exclamou. “Oh, foi tão bom!” Nenhum de nós pôde terminar nem a metade do prato. Nosso estômago tinha reduzido. Deixamos o resto para mais tarde. Ficamos em pé abraçados por um tempo, nos sentindo orgulhosos pelo que fomos capazes de realizar. Sentimos uma enorme gratidão e ficamos ainda mais unidos e felizes.

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Estas são as duas características do alimento cozido. recuperaram 5 kg. na nossa cultura. e não vemos a hora de jejuar em família novamente. Fizemos anotações do que achamos importante. Temos até pratos especiais que associamos a cada tipo de comemoração. podemos ficar conscientes do fato de que consumimos alimentos não pelo seu valor nutricional. o prazer. Encontrei alguns deles dias depois. esse desconforto nos impede de planejar a nossa próxima ceia de feriado? Se comêssemos apenas para nutrir o nosso corpo. Assim que perdi meus primeiros 30 quilos. Eles ficaram impressionados e decidiram me seguir. tomaríamos café ou cerveja? Quando vamos à uma pastelaria e admiramos os pratos bonitos da seção. Uma pessoa disse. 2 . nos dá ambos. numa loja. Ele e Valya perderam quase 10 kg. no entanto.O porque dos doze passos Gostaria de fazer uma pergunta: Comer é o seu prazer número um? Antes de responder pense em como celebramos datas especiais. tortas. e perguntei como estavam indo. Sergei diz que gostaria de jejuar em família uma ou duas vezes ao ano e de escrever um livro chamado Jejum em família. esperamos ansiosos pelo momento de sermos bem servidos? O que você pensaria de uma festa em que nada fosse oferecido? Comida é sinônimo de comemoração. O alimento cru. Entretanto. o valor nutricional e também nos dar prazer. aperitivos. Comecei a dar aulas sobre alimentação crudívora há oito anos atrás. Quando reconhecemos que comida é sempre o prazer número um. Quando preferimos o prazer à nutrição. mas pela sensação do prazer. Planejamos deliciosas refeições e preparamos receitas de dar água na boca. “não consegui ainda. como comidas típicas de cada região. Por esse motivo. Como você se sente depois de um jantar desses? Você poderia explicar honestamente como seu corpo se sente na manhã seguinte? Você sente sonolência. cansaço? Tem vontade de tomar café? Já notou que seu corpo tende a ficar dessa forma depois de um grande jantar comemorativo? Mesmo que a resposta seja sim. bolos e doces finos.Jejuar em família foi realmente uma experiência muito bonita. Foi surpreendente! Todos nós apreciamos essa nossa nova experiência. ninguém permaneceu nem mesmo até o café da manhã do dia seguinte. comeríamos batatas fritas. reuni vizinhos e amigos em minha casa e comecei a falar sobre os benefícios que eu estava tendo com a minha dieta. PARTE I I Como Permanecer na Dieta Crudívora CAPÍTULO 7 . mas não pareciam magros. Fazemos jejum em nosso aniversário. no nosso casamento ou nos feriados? Fazemos caminhadas para celebrar essas ocasiões? Ou fazemos banquetes estravagantes? Quando participamos dessas festas. então o valor nutricional do alimento é sacrificado em prol do prazer. acabamos comendo tudo que tem um gosto altamente estimulante e muito pouco valor nutricional. estamos admirando os valores nutricionais daquele alimento ou o sabor e o grande prazer que aquela comida oferece? A maioria de nós provavelmente diria. Com três dias de dieta de suco.

como se propunham nas aulas. Quando eles chegam em casa não continuam. O CHI possui as condições ideais para fazer a dieta ainda mais efetiva . Quando os familiares vinham visitá-los. Os instrutores ensinam porque comer alimentos crus é a dieta natural do ser humano. assim como outros sintomas decorrentes da doença. asma. Eles garantiam persistir. Estava bem claro que a dieta crudívora lhes daria as condições para viver mais tempo. Decidi estudar mais. perguntei a Don Haughey. alergias. vão a esses centros e ficam geralmente por seis semanas. dois dos meus alunos e quando me viram tentaram esconder o que estavam comendo.Tenho que cozinhar para a minha família”. “ Cerca de 2%. para aprender o estilo de vida crudívoro. “Eles preferem morrer?” Perguntei. Ele não respondeu e uma lágrima rolou na sua face. Outros tentavam me evitar. Fomos a vários lugares onde o estilo de vida crudívoro era ensinado. Sabia que alguma coisa estava errada. e dessa vez coloquei em prática tudo que aprendi. Num desses lugares. Encontrei certa vez. já que sentiam uma grande melhora. dono do CHI. Antes de partirem. Muitos já tinham passado por quimioterapia e radioterapia e até sido desenganados pelos médicos. num mercado. Pessoas de diversas partes do mundo com câncer. já que as pessoas não permaneciam na dieta. “desculpe Victoria. Por dois anos e meio viajamos em volta do país e visitamos muitos centros alternativos de cura. mesmo tendo experenciado os extraordinários benefícios e se dedi2 . ficamos durante nove meses. Não pude encontrar uma explicação para o fato de as pessoas não permanecerem na dieta. Decidi dar um tempo. ao ver a diferença e como eles se sentiam melhor. e lia dia e noite. Todos nós ficamos muito felizes ao vê-los passarem por essa experiência de cura. diabetes. Não gostava da idéia de ver meus amigos se escondendo de mim como se eu fosse a polícia. até encontrar uma maneira de fazer as pessoas seguirem naturalmente meus ensinamentos. No fim da aula. e outras doenças sérias. Muitos deles foram diagnosticados como portadores de doenças fatais como câncer. Tentei tudo o que foi possível para fazer do assunto o mais interessante possível. o CHI. Achei que não faria um bom trabalho ensinando crudivorismo. suspirou e disse. se ele tinha feito alguma pesquisa sobre quantas pessoas na verdade permanecem na dieta depois de chegarem em casa? Ele parou por um momento. faziam questão de incentivar seus entes queridos a continuarem na dieta. Prosseguindo na minha observação. Aos hóspedes são servidos pratos bonitos e variados. decidiram tentar a dieta crudívora como um último recurso de cura.” Fiquei sem acreditar. mas depois eu descobria que elas não persistiam nem mesmo por um dia. Eles disseram. Até cantei e dancei músicas do folclore russo e contei piadas. Os clientes do CHI foram introduzidos na dieta crudívora 100% e todas as 132 pessoas disseram se sentir melhor. todos nós lhes desejamos boa sorte. e aprender com eles como ensinar com sucesso. Na maioria dos casos. Meu objetivo passou a ser encontrar outros professores da dieta crudívora. Visitei diferentes centros de cura alternativa. Eles observaram seus tumores reduzirem em questão de semanas. mas não conseguimos”. Voltei a ensinar novamente. as pessoas pareciam bastante motivadas. Os hóspedes são completamente afastados do stress e das tentações e convivem num ambiente bonito e aconchegante.

A bibliotecária me mostrou muitas prateleiras cheias de livros sobre o assunto. Pensei. “Aleluia. Arizona. Por esse motivo. Entreguei o questionário a meus alunos. então essa pessoa é viciada em um determinado tipo de substância. Enquanto pensava sobre esse enigma. Ai eu pensei. desde drogas e álcool. Depois fiz uma visita à maior biblioteca da cidade. Maryland. Com certeza. Pesquisei 38 livros e voltei para pegar mais. É por isso que força de vontade e boas intenções não são bastante para uma pessoa permanecer crudívora. Há milhares de pessoas que querem ser crudívoras. Se uma pessoa responder “sim”a mais de três questões. Ao ouvir as declarações das pessoas sobre o vício de consumir álcool. Os alunos estavam sempre motivados e eu ensinava como preparar deliciosos pratos. Colorado e Califórnia. aberto ao público. vai ver que somente uma pessoa em talvez mil é capaz de deixar de beber simplesmente pela força de vontade. A força de vontade é anulada principalmente quando a pessoa se sente triste. Algumas delas se sentem estimuladas por terem sérios problemas de saúde. Finalmente eu desvendei o enigma. eu não conseguia ajudar as pessoas. Minesota. fiz uma cópia do questionário. A comida cozida também é um vício. Se você ler o grande livro dos AA(Alcoólatras Anônimos). mas nem assim conseguia um bom resultado. No início fiquei apreensiva. Quanto mais eu pensava. Fiquei tão feliz! Aquilo foi como uma revelação! No dia seguinte. Não sabia como as pessoas iriam reagir. Acredito que se funciona para pessoas com outros vícios. até ler todos eles. porque o hábito de comer alimentos cozidos é um vício. permanecem 100% crudívoras por mais de um ano.cado ao estilo de vida cudívoro. pode funcionar para os viciados em alimentos cozidos. O que parece ser fácil à primeria vista. admitem não serem 100% crudívoros. em três aulas e todos responderam “sim”a quase todas as perguntas. Oregon. fui correndo a uma livraria e pedi livros que falassem sobre vícios. tive um estalo. “Isso é tão radical e tão estra2 . Certo dia. um amigo me convidou para um encontro dos A. continuava a dar minhas aulas. na realidade passa a ser muito difícil. Elas aprenderam sobre os efeitos benéficos e sinceramente desejam mudar seu estilo de vida. Passei o dia todo lendo e trouxe muitos livros para casa. aqui está a prova. Até mesmo conhecidos instrutores do crudivorismo. substituindo o termo “substância química” por “alimentos cozidos”. Eles falavam sobre todos os tipos de vício. Há um ano e meio tenho ensinado esse programa em Washington. e tinha um questionário universal a respeito de vícios em todo o tipo de substâncias químicas. Um deles tinha sido escrito por dois médicos e professores. Até agora só conheci duas ou três que permanceram na dieta por mais de um ano. Poucas pessoas . na verdade. criei o livro 12 Passos para o Crudivorismo. Como experiência. solitária ou deprimida. até o vício de gastar dinheiro e o vício de comer demais.Você vai ver também que o programa dos 12 passos tem ajudado milhares de pessoas. depois descobrem que permanecer é muito difícil ou quase impossível. é um vício. a bibliotecária pensou que eu estava com um problema muito sério. Fui ficando cansada e sem estímulo. mais aquilo fazia sentido para mim.A (Alcoólatras Anônimos). usando apenas a força de vontade. Cheguei à conclusão de que apenas ensinando os benefícios do crudivorismo. Uau! Isso é tão profundo!” Senti como se tivesse pulado do Empire States Building. Isso se tornou um grande mistério para mim e eu queria resolver a questão.

Quando você provou alimento cozido pela primeira vez. Nem passa pela cabeça das pessoas deixar de cozinhar seus pratos maravilhosos. Para mim. imaginamos pessoas desequilibradas. O que descobri é tão incrível e minha missão é passar essa mensagem para todos. Não apenas é aceito. Não é minha intenção ofender ou fazer ninguém se sentir mal. como o vício de comprar. Vamos fazer uma analogia. a maioria dos estudantes que experimentaram os 12 passos. A estória da nossa família está descrita no nosso livro O Crudivorismo em Família. Quando ouvimos a palavra vício. Você não lembra. vou continuar trabalhando para melhorar ainda mais. Tente lembrar a primeira vez que você tomou café. Todos da minha família tinham problemas sérios. Enraizado na nossa cultura. conseguiram permanecer na dieta por vários meses. Pense sobre a primeira vez que você comeu alimento cozido. tiveram uma razão especial. Eu sabia que ia morrer se não insistisse em procurar descobrir essa verdade por mim mesma. Não gostamos de chamar de vício. outros por questões éticas. Porém. E aí você foi se acostumando e ficando cada vez mais dependente. Chamamos isso de maus hábitos. mais cruel e muito mais difícil de superar. 2 . puro e saudável. Uns por doença.nho!” Porém. foi uma questão de vida ou morte. continuou lhe dando alimentos cozidos. Você deveria ter seis meses a um ano de idade. de assistir televisão ou de comer doces. Fazemos isso porque café é uma bebida social e um símbolo dos adultos. O vício de alimentos cozidos é mais difícil de ser trabalhado do que qualquer outro vício. Todos os que se tornaram crudívoros. Quero pedir desculpas se magoei alguém falando dessa forma. e como disse antes. Mas sua mãe pode ter atribuído à fase de dentição. e com a melhor das intenções. Que gosto tinha? Amargo não é? Você deve ter pensado “Como é que os adultos podem gostar de café?” Café é um hábito adquirido. já passaram de um ano e continuam firmes! O programa tem um poder muito grande. O alimento cozido é um vício legal. Acredito que o hábito de comer alimento cozido é muito mais sutil. nosso corpo sempre rejeita. Você acha que gostou. depressivas e que agem de forma desonesta. Há um grande problema em afirmarmos que o alimento cozido é um vício. Você gostou de cerveja a primeira vez que provou? E do primeiro cigarro? Você lembra da reação do seu corpo ? Quando provamos pela primeira vez alguma coisa que não é saudável. continuamos procurando soluções sem encontrar a resposta certa para os nossos problemas de saúde. provavelmente chorou. Por não enxergarmos a realidade. O programa do livro 12 Passos para o Crudivorismo tem mais diferenças do que semelhanças com outros programsas dos12 passos. a verdade é que todos nós temos um tipo de vício. e não gostamos de admitir que somos viciados. A maioria dos livros sobre drogas falam que quanto mais cedo as pessoas tomam drogas ou substâncias químicas. de acumular coisas. a primeira vez que provou? Provavelmente não. o alimento cozido é tido como normal. A palavra vício não tem uma boa reputação na nossa sociedade. como também incentivado. Talvez até tenha tido uma reação alérgica. Ignoramos a reação do nosso corpo de repelir o gosto amargo e continuamos experimentando café até nos acostumarmos com ele. espirituais ou outras. mais difícil se torna eliminar o vício. fácil de ser adquirido e tem propaganda em toda parte.

você come? 3. arruinado a saúde. Você se presentearia com comida por ter alcançado um desafio? 12. Questionário sobre a dependência de alimentos cozidos. perdido a família e o emprego. Essa minha visão mudou depois desse período de um ano e meio. Algumas vezes os crudívoros respondem “sim”para mais de três questões. Este questionário vai determinar o vício de se comer alimentos cozidos. Eles estão curados para o bem de todos. você normalmente come demais? 9. Peço desculpas por causar esse mal estar.Primeiro Passo Admito ter perdido o controle sobre o meu hábito de comer alimentos cozidos. Você comeria uma comida que sobrou só para não jogar no lixo? 13. Você sabe que não é recomendável comer antes de dormir mas se tem um prato delicioso em cima da mesa. Você já parou para pensar o que é que realmente exerce esse poder tão grande sobre essas pessoas? Eu costumava pensar que seria o seu grau de desespero ao ver a proximidade 30 . você sempre aceita o convite? 8.CAPITULO 8 . o primeiro é o mais difícil. Quando você está stressado sente que come mais do que o normal? 4. breve você mudará o seu foco. não se preocupe. É o momento em que na minha aula. Não vejo mais a comida como um conforto. Você come mais quando está aborrecido? 6. conforto e prazer em comer poderá permanecer para o resto da vida. Vamos trabalhar um pouco juntos. Em restaurantes “self-service”. Você come até sentir o estômago completamente cheio? 5. Se você sabe que um certo tipo de comida que você gosta vai lhe fazer mal mais tarde. Alguma vez você já prometeu a si mesmo não comer antes de dormir e deixou de cumprir? 10. Essa pessoa na verdade deixou de beber? Você já ouviu a expressão “um estalo”? Talvez saiba de alguém que teve “um estalo”e deixou de beber de uma hora para a outra. Peço ao leitor que não se apresse em mudar sua maneira de pensar. então você é um dependente. responda “sim”. ainda assim você come? Se você respondeu “sim” para três ou mais questões. comecei a sentir prazer em outras coisas da vida. Você gastaria os últimos R$10 do seu bolso no seu prato favorito? 11. 1. “raramente”ou “talvez”. responda com sinceridade “sim”ou “não” ás seguintes questões. Eu ainda pensava que comida era um sinal de amor. De repente. Ficar preso a 1% de alimentos cozidos pode fazer você continuar desejando. Imagine aqueles que têm bebido por muitos anos. eu ainda encarava o alimento como um elemento de conforto para as minhas dificuldades. mesmo quando não está com fome? 7. Se é convidado para jantar. É como alguém que deixa de beber mas ainda toma uma dose de vodka todo sábado. nunca mais ouço falar delas. Depois disso. Por favor. Você olha para anúncios de restaurantes. mas tenho que insistir no ponto que para mim é fundamental. A partir daí. Dos doze passos. mas se alguém lhe oferece um prato da sua comida favorita. os entes queridos implorando para que deixem de beber e eles não conseguem. Para aqueles que são 99%. quando tiver dúvida. Durante um ano e meio sendo 100% crudívora. Normalmente isso acontece com pessoas que não fazem a dieta 100% ou aqueles que se tornaram 100% há pouco tempo. Em vez de responder “às vezes”. Se você é crudívoro e respondeu “sim”a mais de três questões do teste. Você não está com fome. você aceita? 2. uma forma de sentir prazer e recompensa. “um estalo”e o milagre acontece. as pessoas levantam e saem da sala.

Acabei de admitir ser uma dependente e o mundo não se acabou por isso. encarar a realidade. Por ter esse vício. começamos a tentar superá-lo. Sei como cuidar de mim agora porque assumi a minha condição de viciada. Este é o ponto chave do nosso programa. perdem tudo. mas quando chego em casa e olho a geladeira. Você já ouviu um alcoólatra dizer. Tudo está bem. e nunca conseguem. O desejo e a necessidade superam a sua decisão de não comer antes de dormir. tente entender claramente. esse gigante pode acordar e destruir minha vida. Ninguém foi atingido por eu ter feito essa revelação. Isto é vício. Pense sobre a questão número dois do “Questionário Sobre a Dependência de Alimentos Cozidos”. Então pensamos. As consequências foram desastrosas. mas eu gosto e sinto um prazer muito grande”. só que tenho procurado purificar meu corpo durante oito anos. eu posso deixar de beber a hora que quiser. Você também acha o mesmo? Porém. o que eu quero mesmo é matar minha fome”. você perdeu o controle sobre si mesmo. O alimento cozido causa tanta dependência. Dormindo exatamente agora. Admitir isso é um alívio. O poder está em conhecer a si mesmo. o prazer irresistível de comer algo sem nenhum valor nutricional. Por favor. Que magia é essa que faz algumas pessoas voltarem a viver a vida plenamente? Ela é chamada de O PODER DE ADMITIR.50. é a própria negação da realidade. e não entendem o quanto isso é importante. Por isso. Você come tarde da noite. As pessoas portadoras de câncer que conheci no CHI. meu nome é Victoria Boutenko e sou uma dependente de alimentos cozidos. sempre procuro por aquilo que me conforta. O reconhecimento é o primeiro passo para a mudança.50. Eles não querem admitir. Você decidiu não comer antes de dormir. o estalo vai acontecer. e é aí que a transformação acontece. Mais cedo ou mais tarde. Isso mostra que muitas pessoas têm medo de enfrentar a verdade. nunca por um alimento saudável. Ou você já ouviu um fumante dizer. é um bom negócio. Isso significa que “o estalo”não está ligado a doenças e desespero e sim a algo mais.da morte. outras são capazes de deixar o vício num estágio bem recente de dependência. já outros. “Eu realmente gostaria de ser crudívoro. A menos que seja tarde demais. “que absurdo!”Aí damos uma volta numa lanchonete e lá estão deliciosos croissants por $1. Meus filhos também continuam me amando. por isso queremos sentir novamente a mesma sensação. adquirimos uma clareza absoluta e não há necessidade de cair em sofrimento ou se tornar desesperadamente doente para reverter a situação. Quantos de nós já dissemos. Normalmente elas passam por um longo período de sofrimento antes que esteja pronta a admitir. apenas pelo prazer. O desejo por alimentos cozidos é um gigante que está dormindo em algum lugar no meu corpo. sei que se comer o que quer que seja cozido. num sono tão profundo que não vai interferir na minha experiência de estar vivendo a vida intensamente. mesmo sem estar com fome. Ao admitir. eu é que não quero”. Compramos o croissant na ilusão de um simples prazer passageiro. “Eu posso deixar de fumar. Lembramos as vezes em que aquele alimento nos deu tanto prazer. Em outras palavras. Se vamos a um mercado de produtos naturais e vemos uma manga orgânica que custa $1. morrem. Você vê como essa pessoa está num processo de negação? Todos nós sabemos que fumar é prejucial à saúde. apenas porque seu companheiro começou a abrir um pacote com uma comida gostosa? Se a resposta é sim. Na verdade. pensamos. tenho boas notícias. não é isso o que acontece. tenho que mantê-lo adormecido. Vou falar honestamente da minha experiência como se estivesse vendo vocês pela primeira vez: Alô. saí da dieta uma vez e me arrependo. Admitir a minha dependência me fez mais forte. O grande estalo acontece quando as pessoas honestamente admitem terem perdido o controle sobre um hábito. “ah. Você já notou que todos que conseguem esse estalo estão em diferentes níveis de dependência? Algumas pessoas têm enfizema antes de deixarem de fumar. Nesse período. 31 . mas não se controla porque a tentação está ali na sua frente. Quando realmente admitimos que temos um problema. Meu marido ainda me ama.

Acho que por meus pais terem me introduzido a esse tipo de alimentação muito cedo e reforçado meu comportamento com relação aos hábitos alimentares. Eles deixaram seus filhos e entes queridos porque não resistiram ao vício dos alimentos cozidos. Victoria: É normal ter dificuldades. justamente na época das comemorações de fim de ano. Eu as ensinei como fazer brotar os grãos. com respostas de diferentes pessoas sobre o Primeiro Passo.ficaram lá por um período e melhoraram consideravelmente. todos fraquejaram. de qualquer forma. Lembro de Cynthia. Apenas mantenha a dieta e fique boa”. enxergando o poder que ela tem de nos controlar. salgadinhos e todas aquelas comidas que nos dão conforto e prazer e que eu adorava. “mantenha a dieta crudivora. Não conseguiram manter a dieta. e todos diziam dar o maior apoio. 32 . Conheci de perto essas pessoas. O alimento cozido é mesmo um vício. “mãe. mas a determinação de prosseguir no meu caminho. Quando passo pelo “Barnes and Nobel” não dou atenção ao cheiro do café. Sintome completamente determinada a só comer alimentos crus e saudáveis. estamos aqui para lhe dar todo o apoio”. Fiz tudo que costumava fazer antes. conversei com suas famílias. Aprendi com a experiência e creio que não vou repetir. Fiquei muito doente depois dos feriados por ter comido tudo aquilo. Victoria: Tudo bem. Torta. Era professora e tinha três filhos. Dalia: O meu apetite é totalmente incontrolável e confesso ser dependente de alimentos cozidos. por mais dor e sofrimento que ela possa causar. é superior. é a força mais poderosa que conheço. Sim. Linda: Eu acho que tive o“estalo”. Carol: Tenho tido muita dificuldade em permanecer na dieta. Ela não conseguiu. de Michigan. É mais forte do que o medo da doença. Posso citar o nome de todos eles. doce de nozes. Todos eles morreram. Quando ando pelas ruas. que teve o apoio de toda a família. Porém. Carol: Acho que ainda não cheguei ao ponto de admitir que sou viciada. Tenho consciência de que o vício dos alimentos cozidos ainda mora no meu corpo. Se eu não tivesse tido o apoio da minha família provavelmente teria morrido. nós fazemos o suco pra você. Eles diziam. Por muito tempo não percebi que dentro da minha casa eu tinha um grupo de suporte como o AA. Esse foi o meu “estalo”. No Natal com a família. Essas estórias da vida nos mostram o quanto o vício de comer alimentos cozidos é mais forte do que o próprio medo da morte. O câncer voltou. A única forma de vencer a comida cozida é entender o quanto ela nos vicia. Esqueci o que é cozinhar. seja bem vinda. tenho sido 100% crudívora por oito anos. Vou compartilhar aqui com vocês trechos de alguns diálogos durante workshops. Seus tumores começaram a diminuir e eles decidiram se tornar crudívoros. Seu marido dizia. Esta é a pura verdade. resolvi fazer aquela ceia tradicional. Apoio. Tenho sido crudívora por algum tempo. Carol: Eu quero muito caminhar nessa direção mas é dificil falar do meu vício. ao chegaram em casa. usando o programa dos 12 passos. não presto mais atenção a restaurantes. Ela morreu. que me dava a mão quando eu parecia fraquejar.

Hoje temos uma saúde perfeita e felicidade constante. Entretanto. todos nós ficamos muito doentes. Há oito anos atrás. que seria melhor ter colocado mais energia e preparado algo diferente para mim. dos parasitas e das doenças. ou o que quer que seja para minha família.Segundo Passo Acredito que a dieta vegetariana de alimentos crus é a dieta natural do ser humano. obesidade. Todos nós somos capazes de correr muitas milhas. CAPÍTULO 9 .Victoria: Agradeço-lhe por compartilhar conosco. Mas sempre acabo comendo o que preparei para eles. Em 1998 fizemos uma caminhada através dos Estados Unidos pela trilha Pacific Crest Trail. Kathleen: Tenho entrado e saído da dieta por quase três anos e penso que é realmente verdade que sou uma dependente. Acredito que todos nós podemos ter muito mais saúde do que possamos imaginar. Eu tinha arritimia e vivia em estado de profunda depressão. Meu filho foi diagnosticado como portador de diabetes juvenil e tinha prescrição para uso de insulina. Meu marido sofria de uma dolorosa artrite e estava com cirurgia marcada para remoção da tireóide. Quando estou cozinhando tofu. mas todos nós temos plena consciência das mudanças que começamos a sentir na nossa saúde. sei que não queria comer.Vivemos constantemente com uma incrível energia. assim que adotamos a dieta crudívora. todos nós ficamos completamente curados. 33 . fraqueza. Na primeira parte deste livro. Bryan: Sou definitivamente dependente e não sei se vou conseguir superar. como indigestão. Minha filha tinha asma. Falamos também da relação entre o alimento cru e a bactéria. gostaria de contar para vocês como a alimentação crudívora mudou a vida da minha família. mudanças de humor. Tínhamos também outros problemas . Falamos de como o corpo se adapta ao alimento cozido. criando o nocivo muco. Discutimos a importância das enzimas e como elas atuam no corpo. Não temos nenhuma espécie de assistência médica porque nos sentimos totalmente responsáveis pela nossa saúde. ou arroz. apresentamos as razões pelas quais comer alimentos crus é a dieta mais natural para o corpo humano. Todas essas doenças são consideradas incuráveis pelos médicos. problemas com dentes e outros. Para complementar. Algumas pessoas podem duvidar. depois da dieta.

Quando anunciei que toda a comida era vegetariana e sem cozinhar.”disse ela. Valya me disse. Por cinco anos. Você só pode aprender a fazer deliciosos pratos pelas tentativas e erros. muitas pessoas NÃO PERMANECERÃO NA DIETA se a comida não for deliciosa. Bastava cortar e fritar com óleo. uma senhora me perguntou: “ Soube que você é uma boa cozinheira. “foi tão fácil. “Não pensei que fosse tão fácil. os segredos dos gourmets crudívoros a centenas de pessoas de diferentes idades. aprender as receitas básicas. “que comida deliciosa é essa?” Eles adoraram e queriam conhecer a cozinheira. simplesmente deixei de anunciar que os pratos que eu preparava não eram cozidos. salgadinhos. um de nossos amigos pediu a Valya que preparasse um bolo de aniversário. respondi. Até que uma vez. sucos e sorvetes! Nenhum dos convidados era crudívoro. Certa vez. Meu marido Igor. Se uma invenção sua não sair como você esperava. coloque-os na mesa e mãos à obra. casca de limão ou qualquer outro ingrediente natural. Comece já e divirta-se. Daí por diante nunca mais fiz gardenburgers.Terceiro Passo Devo obter os conhecimentos necessários. na época. teve receio de fazer “gardenburger”( hamburger vegetariano) Ele disse . a menos que me perguntassem. bati no liquidificador e essa foi a cobertura!” Se você quiser. Por isso. 3 . Agora chamamos esse prato de “Igorburger”. “isso eu não vou conseguir. não pude recusar a proposta. Não vai ficar gostoso”. Antes que eu acabasse de fazer a sopa ele já tinha terminado. Agora tenho que criar carne feita de cenoura. canela. Nos últimos anos. e como eu estava precisando de um dinheiro extra. Ninguém reclamou! Todos falavam. processador e desidratador. gardenburgers. quando muita gente apareceu para jantar. Igor tomou a frente. por isso ponha para fora seu liquidificador. tivemos uma situação de emergência. “Com certeza”. com muito sucesso. e adquirir os utensílios utilizados na preparação dos pratos. comer é o maior dos prazeres da vida.Capítulo 10 . Quem faria os “gardenburgers”? Só podia ser Igor. Eu estava ocupada preparando a sopa. disseram. “Como uma comida saudável poderia ser tão saborosa!”. Peguei apenas algumas nozes. Certa vez. quando eu estava fora da cidade. Será que a comida crua pode ser tão saborosa quanto a cozida? Com certeza! Aprendemos a preparar deliciosos pratos crus e minha família tem ensinado. minha filha Valya teve receio de fazer cobertura de bolo. Você não vai se tornar um mestre cuca crudívoro apenas observando. Faça uma bagunça na sua cozinha! Isso é inevitável. Foi uma diversão para mim preparar um bolo de três andares. todos ficaram surpresos. atraídas pela sua comida. pode criar diferentes sabores acrescentando baunilha. É importante que a comida crua seja realmente saborosa? Mencionamos antes que para a maioria das pessoas. tâmaras e água. Quando cheguei em casa. Por seis anos ele nunca nem tentou. saladas. “era fácil com carne. Ela dizia. Ela falou sobre o assunto o resto do dia. transforme-a em adubo e todas as minhocas do seu quintal e da vizinhança aparecerão. Todos estavam acostumados à Dieta Padrão Americana. Minha filha teve que preparar tudo sozinha. será que poderia preparar um jantar de casamento para 50 pessoas?” Ela não disse que tipo de jantar queria. e conseguiu. É tão simples! Valya me mostrou uma dúzia de pequenos bolinhos com diferentes coberturas . sem o boi?” Ele me viu preparar gardenburger centenas de vezes e ainda achava que seria muito complicado para ele.

Se você quiser aprender a preparar deliciosos receitas de pratos crus. O quadro abaixo vai ajudar você a entender porque ao preparar pratos crus os resultados são sempre variados. O sabor original de frutas frescas. Precisa que se acrescente sal. As frutas frescas. apenas provando uma ou duas vezes.Igor começou a gostar de preparar pratos crus e criava suas próprias receitas. O milho cru. Mesmo quando seguimos todos os passos. O gosto da comida cozida é determinado pelos temperos e condimentos que acrescentamos. Então. Quando preparo pratos crus. têm quase o mesmo sabor e requer o adicionamento de óleo e sal para que fique gostoso. Pessoas que têm experiência no preparo de gourmets crus. abobrinha. amargo. veja algumas sugestões no final do livro. Ao planejar o preparo de uma deliciosa refeição crua. O prato cru é naturalmente delicioso e requer muito pouco ou nenhum condimento. verduras . verduras. podemos modificar a receita e garantir um resultado delicioso fazendo o ajustamento final dos 5 sabores. Seus biscoitos “Russian Borodinsky”são populares em toda parte. O gosto de um prato cru é determinado pelo equilíbrio dos 5 sabores: doce. Comparação entre cozinhar e preparar: Os ingredientes da comida cozida sempre mudam seu sabor próprio como resultado do cozimento. Os condimentos têm gosto determinado. a abobrinha. perguntando a cada vez: Está bom de pimenta? Está bom de sal? Está bom de doce? Os cinco sabores não têm que ser fortes. o sabor final é diferente a cada vez que preparamos um prato cru. seguir a receita é muito importante. Há milhares de diferentes sabores na comida natural e se soubermos balancear os cinco principais sabores. nozes e sementes têm uma ampla variedade de sabores. Apenas o bastante 3 . impossível de ser confundido. azedo. Quando preparamos um prato cru. faremos pratos deliciosos. Em Iceland. ervilha e outros vegetais quando cozidos. devido ao sabor próprio dos alimentos vivos. A comida cozida não tem cores nem textura atrativas. Os ingredientes usados na preparação dos pratos crus não perdem seu sabor próprio. e amargo. utilizo receitas apenas para me guiar ou somente para combinar os ingredientes. O rico sabor original das frutas frescas. salgado e apimentado. procuro ajustar o gosto final usando o método dos cinco sabores. podem dizer claramente se um ou dois ingredientes estão faltando. esteja certo de que todos os cinco sabores estarão presentes sem faltar nenhum.Quando as pessoas experimentavam ficavam admiradas como eram deliciosos os sanduíches de Igor. Outros têm que experimentar mais vezes. nozes e sementes permanecem depois que preparamos um prato cru. Milho. A comida crua é bastante colorida e é naturalmente atraída pelos olhos humanos. Há uma diferença básica entre cozinhar e preparar os alimentos. nozes e sementes desaparecem quase completamente depois de cozidos. as ervilhas e outros vegetais crus têm cada um seu sabor próprio. verduras. medimos tudo. Ele colocava os gardenburgers sobre os biscoitos e decorava com azeitonas secas e páprica. A comida cozida quando não temperada. pimenta e outros condimentos. não tem nenhum sabor. salgado. Igor demonstrou como preparar um delicioso sanduíche cru. azedo. Quando preparamos um prato cozido. doce. apimentado.

folhas ou grãos de mostarda. já possuem esse conjunto de sabores balanceados naturalmente. noz moscada. passas. Para o sabor apimentado acrescente: Folhas ou dentes de alho. seu sabor é tão delicado que infelizmente. dente de leão. De fato. Esta é apenas uma fração do que temos disponível no planeta Terra. A seguir temos uma lista de sugestões do grupo dos cinco sabores. iogurte de sementes ou vinagre de maçã. que se a comida é saudável não é gostosa. manjericão. Se você prepara um bolo. 3 . cheios de condimentos. pimenta. cada vez mais íamos preferindo comer o alimento integral em vez de todo esse preparo. pimenta e sal com apenas um toque de azedo e amargo. folha de louro. depois de muitos anos consumindo alimentos cozidos . Depois de aproximadamente um ano e meio consumindo 100% de alimentos crus. Se jogamos aipo e suco de limão no liquidificador e nem sequer experimentamos. tâmaras. o ajustamento dos cinco sabores é imprescindível. ervas frescas ou secas como . Por isso é que usamos o teste do sabor e adicionamos o que está faltando. salsa. alecrim. suco de laranja. Uns são predominantes. rabanete. Vá experimentando até que eles estejam perfeitamente combinados. baunilha ou hortelã-pimenta. No início. com a prática será mais rápido. alho. Por exemplo. coentro. mas todos os cinco sabores têm que estar presentes. Por qualquer razão pensamos.ou pimenta. salsa. pêra. Não desanime. Basta que usemos o bom senso na hora da dosagem. um molho ou um croquete. gengibre. Por isso é que necessitamos de uma fase de transição. os alimentos integrais quando maduros. tomates. frutas frescas como banana. mel natural ou folhas frescas de stevia. pêssego. ameixas. nosso antigo paladar não consegue apreciar o sabor natural. como o sal e a pimenta. quando começamos a comer. suco de maçã. manga. Chamo esse processo de ajustamento do sabor. Para o sabor doce acrescente: Frutas secas tais como figo. sentimos um gosto muito amargo ou muito azedo. coentro. o processo de ajustamento pode ser um pouco demorado. folhas ou polpa de cebola. cebola. canela. Para o sabor azedo acrescente: limão. Para o sabor salgado adicione: salsão.para aquele determinado prato. Entretanto. algas marinhas ou sal marinho. Para o sabor amargo acrescente: salsa. o sabor mais acentuado para o “gardenburger”deve ser doce.

Comer alimentos crus é uma escolha que eu fiz para mim. Aqui estão alguns exemplos do que meus alunos dizem na aula. Wendy: Eu procuro agradar.” Devemos fazer exatamente o oposto. Detesto ouvir crítica. mas sou discreto e fico ressentido. não estou querendo que vocês façam o mesmo”. fumando seu cigarro e comendo 3 . vou pegar um livro agora mesmo?” Não. muito mal. parece um hippie. gostam e consideram normal em nossa cultura. Sam: Algumas vezes quando me falam para mudar alguma coisa.” Alguma destas sugestões já lhe ajudou? Provavelmente não. Você se sentia mesmo era revoltado e ressentido. Ou. precisa fazer mais exercício e deixar de comer doce”. isso não tem nada a ver com vocês. quando lhes pergunto da sua reação diante de um conselho. Tenho muita resistência. achando que aquela pessoa está querendo nos controlar. mesmo sabendo que têm razão. eu não faço e fico aborrecido por saber que aquilo é o certo e que eu não estou fazendo. pense na sua saúde.Quarto Passo Devo viver em harmonia com as pessoas que comem alimentos cozidos Tenho uma pergunta: O que você sente quando alguém lhe diz o que você deve fazer? Lembra das vezes em que uma pessoa estava lhe dando um conselho e que você não queria ouvir? Qual foi sua reação? Algo como por exemplo. George: Eu sorrio e ignoro. A partir de hoje não como nada cozido”. precisa estudar mais. Nancy: Eu não dou atenção e rejeito aquele conselho. Você vai querer que as pessoas que você ama fiquem revoltadas. Explique para eles com todo o amor. “obrigado papai. e a última coisa que faria naquela hora era sentar e estudar. converse com sua família o mais rápido possível.CAPÍTULO 11 . “ não comam essas besteiras na minha frente! Só em olhar me faz sentir doente. pode deixar toda a família apreensiva. Um anúncio como este. Whitney: Eu não aceito conselho porque o que faço na minha vida é uma escolha minha. Bryan: Eu sou irônico.” Ou. “você está brincando muito. negativas. É exatamente como sua família vai se sentir se você chega em casa dizendo. “ você deve parar de fumar. fazer o que me pedem.”Como você se sentia? Você sentia vontade de correr para os livros imediatamente? Você dizia. Fico magoado e constrangido. Quando alguém nos diz que sabe melhor do que nós o que é bom para nós mesmos. Comida cozida é o que todos conhecem. “ você está engordando. “tudo bem que você continue tomando sua cerveja. se sintam controladas? É exatamente como elas irão se sentir se você lhes disser um dia. “ você devia cortar esse cabelo. ficamos irritados. Você pode dizer para seu marido. Carla: Fico deprimida. “Sou crudívoro agora. Doroth: Eu tenho resistência. Quando você decidir ser crudívoro. Lembra de quando você era criança e seu pai dizia. “Sabe gente.

Agora meu marido aprendeu a preparar meu suco verde e me leva na cama toda manhã. e ele parecia diferente. quero que você continue com sua dieta. Meu filho por 12 anos e eles sempre me pedem para cozinhar para eles e as vezes saio da dieta. Não espere que eles lhe perguntem se podem comer a comida deles na sua frente. está tudo bem com você? Você mudou. Por exemplo.seu bife favorito. carne e gordura de porco. Tina mudou sua alimentação. Ela passou a ser crudívora e hoje vive muito bem. Meu filho faz gozação do meu suco verde e não entende porque como meu bolo de colher”. falou. passando por Denver. sem ter consciência. Vi o marido de Tina. Precisei aceitá-los mais para que eles também me aceitassem. “Eu passei a ser 100% crudívoro há um mês atrás. porque me sinto melhor assim. se alguém tivesse me aconselhado. não porque alguém achou que era o melhor pra mim. enquanto a esperava. Notou 3 . Não preste atenção aos outros. Observe você mesma e veja o que poderá estar acontecendo. Não temos que falar de uma forma que faça aqueles que amamos se sentirem mal. Ter vida e saúde ou esperar que o seu problema no cólon se agrave até que seja tarde demais. Até mesmo um simples olhar de reprovação pode ter o mesmo efeito das palavras. e você verá como vão se sentir aliviados. Tome a iniciativa de conversar antes. Deixou que percebessem como a mudança dos hábitos alimentares ia lhe devolvendo a saúde. que eu preferia não fazer. “querida. Achou sua esposa tão bonita. Mudei minha atitude e eles mudaram também. Ela não comentou com eles sobre a sua dieta. Antes vou tentar essa dieta”. Sam me contou sua estória. Ele disse que um dia. Alguns dias depois quando ela chegou na classe. Sam. e preferiu apenas servir de exemplo. estava indo buscar Tina no trabalho. A comida cozida vicia. Tenho trabalhado dando aulas sobre crudivorismo e seguido a dieta 100% durante oito anos. é sua escolha. nem mesmo que queira experimentar da minha comida”. Decidi por mim mesma. em uma das minhas aulas. “Sam. comentou. Minha amiga Tina. “você deve estar agindo de alguma forma. teve um sério problema de saúde. disse ela. Quando chegamos na cidade para visitá-la. Apenas preste atenção a você mesma e tente captar esses momentos. Por muitos meses teve que ficar indo ao hospital para um tratamento bastante inconveniente e doloroso. eu me peguei tocando em alguns pontos que deve tê-los magoado. e dentro de alguns dias seu intestino começou a funcionar normalmente. acho que não teria ouvido. Viu alguns clientes olhando para ela. Não estou esperando que você me acompanhe. se é para o seu bem”.”Ele respondeu com um sorriso aberto. “sim. Ele diz. “minha família está aborrecida com a minha dieta. “Tenho uma cirurgia de cólon marcada para daqui a duas semanas. mesmo sem eu nunca ter pedido para que me seguissem. Seus filhos não tinham uma alimentação saudável e seu marido gostava de vodka. Eles não me dão muito apoio. Toda a família está feliz e as crianças agora também adotaram a dieta”. uma senhora. De repente nossa casa se transformou num ambiente de paz e meu filho fica querendo experimentar tudo que eu faço”. Eu disse. Cada um deve escolher seu próprio momento. paramos para visitá-los. que mora em Denver. Evitou a cirurgia porque compreendeu que para ela havia apenas duas escolhas: o crudivorismo ou não fazer a cirurgia. e está fazendo eles se irritarem. Meu marido é vegetariano por 30 anos. Eu disse a ela. o que concordei plenamente. Porém. ela se interessou pela nossa dieta. Tina escolheu a vida. Eu o amo do jeito que você é. Eu é que estou tentando mudar. que se interesse . Um ano depois. Chegou um pouco adiantado e sentou de frente para a carteira dela. Desistir dela não é fácil.

eu puxava conversa com pessoas que estavam com peso acima do normal e tentava explicar a elas como é fácil perder peso. como de costume. Queria mudar todo mundo. Não podemos controlar os outros. Seu corpo se curou. Coisas desse tipo. Quando seus entes queridos sentem que você não está criando nenhuma expectativa. Quando respeitamos o direito dos outros. sua família escolheu lhe seguir. Pedir um apoio é diferente de tentar convencer as pessoas 3 . Preciso do seu apoio. Tina é uma mulher muito inteligente. Deixe claro que é importante para sua saúde que você permaneça na dieta. Fazemos as pessoas se irritarem. Na verdade. “corri até o banheiro e me olhei no espelho. Você pode saborear sua costela de porco e eu o meu pimentão recheado. o rosto avermelhado. ele se sentiu desconcertado. fizemos a escolha para nós. Tudo com muito amor e compreensão e você ficará em paz. por sérios motivos. e fios de cabelo grisalho por todo o lado. Não preciso que você mude por minha causa mas preciso do seu apoio para que eu possa mudar. Vi como eu tinha olheiras. eles continuarão a lhe oferecer tudo o que você decidiu não comer mais. Tenho uma idéia. elas ficam mais dispostas a cooperar. seu dever é explicar à sua família que não pretende que eles mudem e que por você ter adotado uma nova dieta não significa que não mais jantarão juntos. porque sinto que a comida cozida me faz mal. Se você não é firme. Nos supermercados. Eles vão tentar testar sua força de vontade e determinação. Disse que tudo está indo maravilhosamente bem e que sentiu como uma força divina conduzindo a sua vida. Ele disse. É quando os milagres acontecem. Por onde eu andava. fazemos justamente o oposto. fiz exatamente o oposto do que agora aconselho vocês a fazerem. que queria passar isso a todo custo. aí teremos o apoio. Eles podem lhe dar apoio sem se sentirem pressionados a mudar. Faça com que respeitem a sua decisão. Preciso dessa dieta pra melhorar minha saúde.como ela estava saudável. falava para todos dos benefícios da dieta. ficaria grata se você levasse para o seu carro para que eu não me sinta tentada”. De repente. Isso é fundamental! Será que é o que nós fazemos na verdade? Não. sexy e radiante. e estava agora fazendo parte de um curso de voz num teatro. Em vez de me trazer da rua chocolate. Por causa do seu bom exemplo. que tal uma manga bem madura? Ou uma fruta exótica? Vou ficar muito feliz! Aqueles doces que estão no armário.” Tina ficou ainda mais feliz em poder ajudar seu marido. principalmente daqueles que amamos. Por favor me ajude. crudívoros. eles relaxam. Fiquei tão empolgada com a mudança que eu e minha família estávamos experimentando. colegas de trabalho e parentes. por favor me ajude. Começamos uma guerra. Ela não tentou convencer sua família de nada. Ele me disse que concluiu que Tina estava ficando cada vez mais bonita e ele ficando cada vez mais velho. Peço a todos que façam a escolha consciente de viver em paz com todos a sua volta. ficou mais bonita. O resultado é que as pessoas foram se afastando de mim e fiz até inimigos. Ele disse. as crianças fizeram o mesmo. “ Ninguém vai me achar atraente desse jeito”. Nós. Fizemos a escolha certa para nós. Não devemos esperar que as pessoas mudem quando elas ainda não estão prontas. Ela disse que assim que ele resolveu lhe acompanhar. “querido vamos jantar em família. Quando adotei o crudivorismo. Sua filha emagreceu. Tudo isso até entender que cada um precisa encontrar seu próprio caminho e decidir o seu próprio destino. “Meu bem. Sam decidiu que precisava mudar para não ficar para trás. Comprometemos a nossa própria paz. sente com seu marido e diga. Afinal de contas estar em família é um ato de amor e não um ato de sentir prazer através da comida. pensou. “No caminho de volta para casa eu implorei a Tina para me ajudar a fazer sua dieta. e todos observaram as mudanças. Devemos ser sinceros e não ter receio de dizer a eles. Seja firme com seus amigos. Desabotoei a camisa e olhei para o meu peito cheio de espinhas. Posso dar a vocês inúmeros exemplos que mostram a importância de conviver em paz com as outras pessoas. Chegue em casa. Quando as pessoas não são pressionadas. Você pode fazer isso.” Vocês podem conversar sobre como foi o dia e se sentirem bem em estar juntos. não a escolha certa para os outros.

Agindo assim. nós mesmos. sofre ao vê-la sentir tantas dores. seus três filhos rapazes e seu marido. No terceiro dia. “ela me pediu e eu fiz. estou morrendo de fome!”Quando voltei. ela tomou consciência e repensou sua comunicação com a família. elas vão lhe criticar por isso. que fazendo a dieta crudívora deixaria de sentir aquelas dores. Dois meses depois ele me telefonou dizendo que estava fazendo a dieta mas que Linda achou muito difícil e desistiu. intimidando-as a mudarem. Linda apenas apareceu em uma das minhas aulas. Meu irmão disse. Arizona. três maridos se reuniram e formaram um clube de maridos oprimidos pelas esposas crudívoras. mas depois de ouvir a palestra ficou muito interessado. Com o quarto passo em mente. senti o quanto eu estava sendo cruel com a minha mãe forçando-a a fazer uma coisa que ela não estava preparada. todos tinham um comportamento hostil e odiavam a palavra “crudivorismo”. Se as pessoas notarem que você está tentando convencê-las. Linda conseguiu levar Jim para assistir uma aula. “meu marido está orgulhoso de mim! Parece um milagre! Eles agora já entendem o quanto eu preciso de apoio”. se queixando que seu marido não estava lhe dando apoio. Porque Millie tem câncer. Minha mãe experimentou minha comida e está gostando!” Conheço pessoas que começaram a tentar convencer a família a adotar a dieta mesmo antes de tentarem elas mesmas. Quando ela foi diagnosticada com câncer de mama. Ele disse que sempre diz a ela. em que isso iria lhe ajudar? Conheço também um rapaz em Seattle. Eles se encontravam uma vez por semana para comer pizza e comentar suas 0 . assim que eu sai para o mercado ela falou baixinho para o meu irmão. Algumas vezes nós. Ele já tinha criado uma grande resistência. o quarto de minha mãe cheirava a ovos mexidos. Toda a família. Em Phoenix.” Poucos dias depois ele me telefonou para dizer: “ um milagre aconteceu. O fato é que podemos controlar apenas uma pessoa no mundo. eles lhe darão apoio e não haverá constrangimento. sua família entende que ela precisa de ajuda. começou com a dieta crudívora. pomos muita pressão nas pessoas queridas. Não temos o direito de controlar nossos filhos ou nossos pais. que sabemos dos benefícios que estamos experimentando. Corria até a feira para comprar cenouras e fazer suco o dia todo. Aprendi uma lição quando minha mãe estava morrendo de câncer. ela me enviou um e-mail que dizia. Dias depois ela apareceu numa outra aula. todos estão vivendo em equilíbrio e paz e passaram a entender o quanto ela precisa deles como uma força. Se ela não estava pronta. Perguntei a ele: “Você sabe que está fazendo ela sofrer mais ainda por não corresponder às suas expectativas? ”Ele disse. Assim que tive a notícia.Aí Millie frequentou as aulas dos doze passos. peguei o avião e fui até a Rússia para convencê-la da dieta crudívora e sobreviver. ”Nesse momento. “nunca tinha pensado nisso. e quando chegou em casa queria convencer seu marido Jim. Fiz o que pude.” Depois de pensar sobre o assunto. Não discuta e nem tente provar cientificamente que você está com a razão.daquilo que você acha certo. Algumas semanas depois das aulas. ele chegou em casa e falou para sua mãe. tudo bem que você não queira tentar a minha dieta. como Linda e Jim. Certa vez. mesmo que eles estejam com uma doença grave. que por ser tão ligado à sua mãe. Como ela não tem tentado convencê-los. “sabe mãe. “ você pode me preparar uns ovos mexidos. Millie é um ótimo exemplo. Não importa o quanto gostaríamos que a nossa família sentisse os benefícios do crudivorismo.

E com relação às crianças em casa. carne de porco e pimenta. Crianças adoram essas coisas.” Comida une as pessoas e se você insistir nessa dieta . e não demonstrar desrespeito quando recusamos o que eles oferecem? Para responder a essa pergunta vamos pensar numa hipótese: Numa das minhas aulas eu trago um litro de vodka que trouxe da Rússia para brindar com meus alunos. Há oito anos atrás. é ser um bom exemplo. Sabia das origens do meu marido. Quando fui à Rússia e recusei a tradicional comida russa e bebidas como a vodka. carne vermelha. tudo é fácil de se entender. Sempre me perguntam como não magoar nossos parentes que associam comida com amor. estou acostumado com borscht russo. mas ao verem o quanto eu estava bem e quando expliquei as razões pelas quais adotei a dieta. Mostre a eles que o alimento cru pode ser delicioso. Mas o mais importante de tudo. mas sabia também da importância da minha decisão e que eu encontraria as palavras certas. deixando tudo disponível para que eles vejam e se sirvam com frequência. Se existe uma atmosfera de amor na família. Essa foi a sua primeira reação. eu sou um homem russo. quando falei para o meu marido que eu ia adotar a dieta crudívora por dois meses. vá evitar clubes como esse a se formarem. doces e bolos naturais e tudo o que é tipo de comida saudável. meus parentes se sentiram ofendidos a princípio. leite de nozes. milk shake de nozes. eles compreenderam e me apoiaram. Espero que o que expus neste capítulo. Garanto que aqueles que não aceitarem aquela bebida vão encontrar as palavras certas para recusar a minha oferta. ele falou: “ De jeito nenhum. Aprenda como fazer sorvete de fruta natural. sem com isso me magoar. tenho certeza que será o fim do nosso casamento. que você tem que preparar as refeições? Nós mesmos acostumamos nossos filhos com a dieta padrão. Convide-os a preparar os pratos com você. por isso temos que ir aos poucos introduzindo mais frutas e vegetais crus na dieta deles.dificuldades com a situação. no momento certo para fazê-lo entender. 1 .

Quinto Passo Devo me manter afastado das tentações. coca-cola. não criamos nenhuma expectativa de que algo de mau possa nos acontecer por causa disso. Os anúncios diriam “Tomou seu suco de clorofila hoje?” Imagine se todas as crianças carregassem cestas de frutas para o Halloween em vez de chocolate. Temos que descobrir. outros problemas. Concluindo: Tentação é o desejo por alguma coisa que promete nos dar prazer a curto prazo com a consciência de consequências negativas no futuro. Um prazer a curto prazo. doença. Não seria fácil para nós crudívoros. todos os tipos de fritas. a evitável e a inevitável. Esse prazer é tão grande que não resistimos. Vamos analisar a palavra “tentação”. a menos. Você sabe qual é a sua maior tentação com relação à comida cozida? Ela é sempre baseada na sua preferência pessoal por determinado alimento. as tentações que você considera evitáveis e do lado esquerdo os lugares onde você vai encontrar essas tentações. Vou ajudar fazendo algumas perguntas. Afinal de contas o que há de negativo na tentação? É algo que sabemos que não deveríamos fazer. O que você mais sentiria falta no mundo dos alimentos cozidos? Que tipo de alimento cozido faria você sair da dieta crudívora? Qual o seu maior receio em adotar a dieta? Faça esse exercício. Vamos até a raiz do problema. Esse exercício vai fazer você ficar consciente de todos os lugares onde irá se sentir tentado. biscoitos. Considero evitáveis as tentações que podemos ficar afastados por determinado período. macarrão. bolo. chocolate. batata frita etc. por exemplo. Vamos discutir primeiro as tentações evitáveis. Todos são evitáveis. Agora que entendemos claramente o que seja tentação e como ela difere de desejo. Com que rapidez a punição acontece? A longo prazo. Muitos do meus alunos apontam como tentação os seguintes alimentos: Café. Se ele é saudável. Se não. tudo bem. ao contrário da vida real. Imagine uma ilha onde todas as pessoas fossem crudívoras. algumas vezes temos a sensação de que nunca vai acontecer. comida típica. doces.CAPÍTULO 12 . aí está o problema. vivermos num lugar assim? Por que é fácil viver nessa ilha imaginária e difícil na vida real? Porque na ilha imaginária. Com que rapidez experimentamos o prazer? Instantaneamente. Mas por que caímos na tentação? Porque a tentação nos promete um momento de prazer. ou quando sentimos vontade de acariciar um cachorrinho. é claro. 2 . Não haveria cheiro de comida cozida nas ruas. O que é tentação? Por favor tente encontrar suas próprias respostas. do lado direito. Pegue um caderno e escreva numa folha. dessa forma você estará preparado para enfrentar o desafio. Chamamos de desejo. chocolate. A longo prazo experimentaremos dor. pense bem até ter uma completa clareza do que seja tentação. Nos precipitamos no prazer momentâneo. não é mesmo? Não chamamos isso de tentação. Alguns exemplos de tentações evitáveis são: macarrão. arroz. Parece algo terrível. bolo. Há alguma diferença entre tentação e desejo? Tentação inclui desejo e o que mais? Quando desejamos comer uma fruta. não é mesmo? Por que? Chamamos de tentação aquilo que sabemos que vai nos causar algum mal. Quando é que chamamos um desejo de tentação? Por favor. Chamo de tentação inevitável aquela que não podemos controlar a presença. pizza. até mesmo a morte. Numa outra folha escreva as tentações inevitáveis e os lugares onde você vai encontrá-las. não há tentações. Há dois tipos de tentação. queijo. não haveria fogão nem forno micro-ondas e todos os restaurantes serviriam somente comida natural. pipoca. podemos aprender com sucesso a evitar a tentação.

Não deixe em casa. nem que seja escondida. O que mais podemos fazer? Usar uma certa disciplina ou a nossa força de vontade? Já mencionamos que não podemos superar as tentações usando a força de vontade. Tome aulas de culinária crudívora e procure andar com pessoas que estão no mesmo caminho. aborrecidos. o que é impossível na presença de tentações. nossa principal estratégia é evitar nos expormos a elas. sorrindo? Elas só não mostram. a padaria do outro lado da rua com aquele cheiro característico do pão fresco de manhã. reuniões de família e muitos outros. mas mesmo assim sentimos desejo por aquela comida e pelo estado de felicidade que a ela está relacionado. A fase mais difícil normalmente leva dois meses. mas na realidade quando as encaramos. que as pessoas estão apenas atuando. Muitas delas relacionam esse tipo de comida com importantes eventos sociais. sua comida favorita. as máquinas que vendem refrigerantes e saquinhos de lanche. doces oferecidos nas agências bancárias e na igreja que você freqüenta. Evite olhar para anúncios o quanto puder. Não vá à festas até você se tornar firme no seu propósito. Revistas e televisão estão cheias de propagandas de alimentos processados. Evite aqueles mercados onde amostras de determinados alimentos são oferecidas ao público em determinadas seções. Mais tarde. Lembre-se de que. por onde você sempre passa. Você já notou que as propagandas de bebidas sempre mostram um momento em que as pessoas estão felizes. Quando lidamos com as tentações evitáveis.Quando estamos com fome. quando você aprender como preparar alguns gourmets crudívoros. Disponha de algumas horas para praticar a preparação de pratos diferentes. O cafezinho grátis que é oferecido no trabalho. sabendo que está a seu alcance.Você não será capaz de relaxar ou se concentrar no seu trabalho. Quando não vemos as tentações. 3 . as caixas de deliciosos chocolates que ganhamos de presente. porque ao pensar nela. faça um sério e consciente esforço de não se expor a esses produtos por cerca de dois meses ou mais para criar uma resistência. Crie uma ilha à sua volta. A idéia é que. Isso ajuda muito. Faça o possível para ultrapassa-la. você poderá procurá-la a qualquer momento. enjôo e vômitos que essas bebidas vão causar depois. a tendência é fraquejar. Não há como aplicar a mesma tática às tentações inevitáveis. Tire todas as tentações da sua casa. leve uma fruta para manter sua boca ocupada e seja firme em dizer “NÃO. temos a certeza de que podemos enfrentá-las com a força de vontade. como muitas pessoas estão fazendo. Quando você decidir adotar a dieta crudívora. se torna muito fácil numa zona livre de tentações. o almoço no restaurante do trabalho. carro e escritório. Alimente-se bem antes de ir fazer compras para não se sentir tentado por tudo o que é exposto. Alguns exemplos de tentações inevitáveis são: A comida cozida que os outros membros da sua família comem na sua presença.que você trabalhe numa fábrica do produto. é claro. obrigado”quando lhe oferecerem algo. Agora vamos falar das tentações inevitáveis. poderá até se tornar uma celebridade em organizar eventos . como aquelas pessoas que aparecem no anúncio. Quando tiver que ir a um deles. solitários ou deprimidos. pensamos em comer o nosso prato favorito para aliviar as tensões e relaxar. se você come o produto que eles estão anunciando você se sentirá feliz e realizado. Leia alguns livros sobre vícios. Aprenda a substituir esse tipo de comida por receitas da dieta crudívora. Todos nós sabemos que propaganda é como uma peça de teatro. as consequências negativas como náuseas.

eu me sinto bastante comovida! Mas meu médico está seriamente preocu .. O tempo máximo que pude aguentar com a dor de cabeça. Lara: Oh meu Deus. Nas minhas aulas eu ensino um jogo que ajuda as pessoas a lidarem com as situações inevitáveis. e como reagir. podemos nos preparar psicologicamente para lidar com as tentações inevitáveis sem satisfazê-las. Primeiro eles identificam seus pontos fracos. todas as manhãs você tem que provar o café fresco da companhia. eles estavam fazendo uma promoção lá e eu trouxe para você o seu café favorito. Elas praticam dizer “Não”às tentações com muita graça. Victoria para Lara: “Lara. Victoria aos alunos: “ Por favor.Entretanto. De qualquer forma. eu estava no Starbucks. uma fábrica de café. ok? Karen: Sabe Lara. “Saia daqui. A seguir vamos dar um exemplo desse jogo. Victoria: Lara. você é muito gentil. temos que planejar com antecedência. mas eu não tomo mais café. feito durante um dos workshops. ok”? Numa situação real em que alguém lhe oferece algo . obrigada! Você não quer ver se acha uma outra pessoa que queira? Karen: Com certeza! eu entendo. Eu tenho pressão alta. de coração. mas por que não tomamos um suco?”Se eles insistirem . mas deixei de tomar café há algum tempo por questões de saúde”. Aqui está. ou diga. e o máximo que consegui ficar foi uma semana. “eu decidi deixar de tomar café”. De acordo com a nossa tradição. ou seja aqueles alimentos que têm dificuldade em resistir . Você está rica agora. porque queria deixar de tomar café. Lara: Obrigada papai. Parabéns! Você acaba de herdar de sua família. eu não tomo mais café” Procure expressar seus agradecimentos sinceros e dê uma outra sugestão alternativa como. e dizer de uma forma que não faça as pessoas se sentirem mal. você nunca vai dizer. “Muitíssimo obrigada. continue firme. Ela veio para a frente da classe. Então criam diferentes situações em que sua comida predileta é oferecida e praticam como dizer “não” com segurança e habilidade. Victoria: Qual seu tipo de café favorito e onde você vai tomar? Lara: “Latté”. você terá que dizer “Não obrigada”. você tem certeza que quer deixar de tomar café? Lara: Sim é claro. ou “meu médico me proibiu”. Para saber o que dizer. Vou no “Starbucks”. Victoria para Lara: O que você vai dizer? Lara: Oh Karen. Mike: Sou seu pai. “Desculpe. é muito gentil da sua parte! Obrigada.. Diga. Lara se apresentou como voluntária para fazer o papel de “tentada”. deixar de tomar café. Tenho prometido a mim mesma por dois anos. façam propostas tentadoras a Lara. Sejam criativos para que suas ofertas pareçam reais e difícil de recusar”.

vamos tomar um suco de frutas. Vamos lá. mas não posso ir ao café.pado com a minha pressão. Vamos a uma casa de suco e eu pago um bom suco de frutas pra você. vou parar num posto de gasolina e comprar um café pra a gente. vou me sentir tentada. Foi difícil para mim dizer não no início. Antes que peguemos no sono. Recomendo que seja praticado nos grupos de suporte e reuniões e todos devem ter a chance de participar pelo menos uma vez. Talvez comer umas nozes fosse melhor pra me manter acordada. Não vai ser a mesma coisa! Lara: Ouça Marlene. você poderia compartilhar com o grupo sobre alguma mudança que você tenha percebido durante a brincadeira? Você se sentiu mais fortalecida em não se deixar levar pelas tentações? Lara: É curioso como tudo parecia real. Depois foi se tornando cada vez mais fácil. Você acha que o gerente poderia fazer isso no meu lugar? Mike: Eu entendo. lembrei de você quando estava no Starbucks e ganhei um cupom que dá direito a tomar grátis qualquer tipo de café durante um ano. Meu médico me proibiu de tomar café. E você sabe que eu não tomo café. Por favor. eu não quero que você fique chateada mas preciso do seu apoio agora. Marlene: Oi Lara. São 2:00 da manhã e temos que continuar. Marlene: Por que não? Lara: Estou louca pra saber as novidades. Nós tentaremos resolver isso. Sarah: Ok. Lara: É uma boa! Mas muitíssimo obrigada! Sabe. Marlene: Mas a gente sempre se encontrou lá. Tenho certeza que saberei como reagir em situações reais. É melhor que eu tire um cochilo enquanto você vai comprar seu café. Marlene: Ok. por isso estou lhe dando porque você é minha melhor amiga. Se eu for. Jerry: Lara. tá? Lara: Obrigada Jerry. Você pode tomar seu café. Eu decidi não mais tomar café por questões de saúde. sei que você vai entender. mas sei por experiência própria. você está pronta para o nosso encontro no café? Tenho muitas novidades para lhe contar. por sermos muito amigas. Mas tenho certeza que você vai achar alguém que queira receber um presente como esse. minha filha. Todos os meus alunos acham que esse jogo ajuda muito na fase de transição. me entenda.  . Sinto como se tivesse traçado meu caminho de agora em diante. que isso não me ajudaria. Victoria: Lara. Sarah: Oi Lara. estou dirigindo com você do meu lado por muitas horas. no futuro. Lara: Desculpe Marlene. mas prefiro ir a um outro lugar. Sarah.

Faça uma cópia desse cartão num papel duro. ele fica fresco por longo tempo. é quando você está em casa ou num lugar onde não há possíveis tentações. Você não tem que ficar em casa e se sentir isolado. Quando vou sozinha ou com amigos a um restaurante. Acho que os cozinheiros gostam de aproveitar a chance para serem criativos. No início. Se você não sabe ainda como preparar um delicioso molho de salada. Se você tiver três ou quatro amigos fazendo a dieta crudívora. ou grãos brotados que você tem em casa. você pode usar o cartão que meu amigo Jonathan preparou. são poucos os restaurantes que usam vegetais orgânicos. Para facilitar e tornar mais agradável as vezes que você sair. Se na sua casa você é a única pessoa que está fazendo a dieta crudívora. Tenha sempre esse molho no carro. poderá começar a frequentar restaurantes. Leve com você quando for a um restaurante. você deve sair com eles uma vez por semana. falam a respeito de uma reação em cadeia. você deve separar uma parte da sua cozinha como uma zona livre de tentações. A menos que já esteja preparado para uma resposta a essa situação. não tenho que me sentir embaraçada na frente de todos. sair com um amigo vai ajudar muito. Misture tudo e aí está o seu molho. Ainda assim. facilmente será influenciado. É o momento certo de pensar no que fazer. sem cozinhar: Alface Abobrinha Brocoli Couve-flor Espinafre Cogumelos tomate grãos brotados cebolinha salsa coentro hortelã abacate pepino rabanete repolho pimentão manjericão cenoura alho porro cebola couve beterraba nabo Infelizmente. ponha sobre sua salada e desfrute da sua refeição. mas encontra aquele velho amigo na esquina. Em vez disso. quando um alcoólatra tem dinheiro no bolso para pagar o aluguel. Por exemplo. pois meus pratos de salada são sempre muito bonitos. a tendência é que ele acompanhe o amigo a um bar e gaste o dinheiro do aluguel. A melhor forma de se preparar para reagir a esses casos. Só quando você tiver estabelecido alguma resistência. e todos terão um agradável momento de socialização comendo uma deliciosa salada fresca. tentando explicar ao garçon o meu pedido especial. eu entrego o cartão a ele com um sorriso. Podem trazer de casa um frasquinho com o molho de salada que você preparou. O Cartão de Jonathan: EU SÓ COMO ALIMENTOS CRUS Gostaria que me trouxesse uma salada ou um prato de verduras com qualquer dos itens abaixo. É mais difícil mudar um comportamento quando não planejamos de antemão como iremos reagir em determinadas situações. Viver em sociedade é importante. corte e coloque na sua carteira junto com seu cartão de crédito. acho que sair  . misture iguais porções de molho de soja natural com um bom azeite de oliva e vinagre de maçã.Cientistas que fazem pesquisa sobre o vício de drogas.

Ao mesmo tempo. o companheiro de apoio não é nem mesmo uma pessoa que esteja fazendo também a dieta. Se você realmente se interessar. Como esse apoio funciona? Quase sempre. mas do meu ponto de vista. Tudo o que você precisa fazer é encontrar uma pessoa no seu bairro. com quem você possa se encontrar diariamente para conversar e compartilhar uma refeição juntos. Sua mente não vai vacilar tanto quanto se você estivesse sozinho. viver socialmente lhe ajudará a manter o seu novo estilo de vida. o outro corta as verduras da salada. Se você encontra alguém que esteja fazendo a dieta. Na verdade. Esse apoio nos ajuda a ver nossas próprias escolhas e ações de forma bem clara.com um amigo uma vez por semana é válido e não faz mal que você coma por um dia uma salada que não é orgânica. é crucial. ir descobrindo coisas novas e sua vida crudívora vai se tornando cada vez mais agradável. Todas as pessoas que conheço e que mantiveram o estilo de vida crudívoro tiveram um apoio. Ao sair. você se habituará a se expor às tentações e vai deixar de pensar nelas.  . Romper um compromisso que assumimos com uma outra pessoa é mais difícil do que romper um compromisso que assumimos com nós mesmos. Porém. esse apoio no início e mesmo a longo termo. Quando você não tem um companheiro de apoio.Sexto Passo Devo procurar um apoio Faça amizade com alguém que já esteja há algum tempo fazendo a dieta. Vocês podem trocar idéias sobre receitas. permanecer crudívoro com apoio de outros é divertido e fácil. se seu companheiro de apoio está por perto. Esse passo pode até parecer irrelevante. Tente compartilhar pelo menos uma vez por dia uma refeição com seu companheiro de apoio. Anete tem câncer e seu marido. Por exemplo. CAPÍTULO 13 . a opinião de outras pessoas é mais importante para nós do que a nossa própria opinião. É gratificante quando encaramos as tentações e nos sentimos fortalecidos. você poderá se sentir isolado por não participar da mesma refeição com eles. na sua casa ou no seu trabalho. você terá a força necessária para resistir. Se tornar crudívoro sem o apoio de outras pessoas me parece quase impossível. Pode ser um parente que está apoiando o seu ente querido que tem um problema de saúde. decidiu ser seu companheiro de apoio. Em alguns casos. Você não pode ficar confinado em casa. e seus amigos lhe convidam para um jantar. com certeza vai encontrar a pessoa certa para lhe dar apoio. Todos os meus alunos do curso dos 12 Passos encontraram um parceiro de apoio. Um faz o molho. que não é crudívoro. juntos vocês podem preparar pratos deliciosos.

então é bom procurar preencher seu tempo de uma outra forma. lanche. trabalho. E o que você vai fazer com essa energia. Vai ter mais energia. se soubermos usá-los corretamente. você pode tentar outros hobbies. Vá a um centro educacional para ter idéias e sentir o que lhe atrai.  . Normalmente nosso dia é planejado assim: café da manhã. Você precisa encontrar outros meios e planejar sua vida em função deles. Aí. Além de realizar seu sonho. cama. o que fazer? Se não soubermos aproveitar bem essa energia. Muitas pessoas têm pouco ou nenhum tempo extra para aproveitar melhor a vida. televisão com um lanche. Quando você adota a dieta crudívora. trabalho. janta. são verdadeiros tesouros. E com energia sobrando. Comida é como uma forma de recompensa. Se você gosta de comer mais do que qualquer coisa. trabalho. tempo e dinheiro extras? Todos sabemos como lidar com dinheiro extra. começam a sentir falta dos momentos de diversão e alegria e eventualmente desistem da dieta. As pessoas que adotam a dieta crudívora e que continuam com o velho hábito de comer. dentro de algumas semanas nota que o seu consumo de comida começa a diminuir. No crudivorismo.Capitulo 14 . Quando comemos comida cozida. sua vida não mais se concentra em torno do ato de comer. O tempo e a energia que teremos a mais com o novo estilo de vida. o que toca seu coração. é fácil. Comendo menos você vai economizar. lanche. Pense sobre um sonho que você nunca realizou. trabalho. Estamos sempre preparando algo para comer. suas refeições podem se reduzir a apenas duas por dia.Sétimo Passo Devo encontrar atividades e diversões alternativas Antigamente minha vida se resumia praticamente em comer Cheguei a essa conclusão quando me tornei crudívora. sua vida não mais vai ficar concentrada em torno do ato de comer. Numa questão de meses. Quando você descobre que está comendo menos. Tempo extra pode nos conduzir à depressão ou a um outro vício. vivemos de uma refeição para outra. seu corpo vai precisar de menos tempo de sono. podemos ficar irritados e mal humorados. almoço.

Agora você pode realizar o que antes parecia impossível. e dificilmente contusões. Acho também que exercício físico é essencial para balancear a energia do seu corpo e mente. Com o crudivorismo a performance de qualquer atividade física se torna mais prazerosa e mais fácil. Se você teve alguma experiência negativa com exercícios físicos . não mais falta de ar. etc. Toda pessoa tem um sonho que talvez tenha sido deixado para trás por falta de tempo.Veja os exemplos abaixo de alguns sonhos que as pessoas compartilharam durante meus workshops: Desenvolver algum trabalho de arte Tomar aulas de francês Escrever um livro Tomar aulas de flauta Fazer caminhadas Passar mais tempo com as crianças Tomar aulas de ioga Brincar com animais Cuidar do jardim Aprender a dançar salsa Viajar Aprender a costurar Tomar aulas de mergulho. Acabam as pontadas do lado. Infelizmente.  . as cãibras. tenho boas notícias. o crudivorismo ainda não foi descoberto por atletas profissionais. no passado.

Você sentirá uma tremenda conexão com o seu eu espiritual. Quando somos conduzidos pela personalidade materialista. 0 . Confundimos “sinceridade”com “negatividade”. Não faça jejum se você não sabe a técnica. Falar sinceramente não significa falar sobre sentimentos negativos. Procure um bom amigo que concorde em não fazer julgamentos sobre suas palavras e sentimentos. mas não podemos sentir as ondas eletromagnéticas.Oitavo Passo Devo permitir que o meu Eu Superior conduza a minha vida Somos seres humanos. Apenas uma coisa é impossível conseguir com a personalidade materialista – SER FELIZ. Todos da minha família experimentaram uma profunda felicidade numa caminhada que fizemos na trilha Pacific Crest Trial durante seis meses. Você vai estar fora da energia mundana e a energia da natureza irá interagir com o seu eu superior fazendo você se sentir em paz e em harmonia com o Universo. Também não confunda uma conversa sincera com um simples “bate-papo” entre amigos. Quando crescemos. temos dúvida. Muitas vezes não é fácil. portanto seres espirituais. nos tornamos orientados pelo prazer. Nenhuma delas garante um completo despertar espiritual. Finalmente esquecemos quem realmente somos. Você pode também fazer um jejum a água por sete dias ou mais. Se negamos a existência dessas ondas. e sim compartilhar sentimentos íntimos que ficam guardados dentro de nós. da mesma forma que um telefone celular é movido por ondas eletromagnéticas. Nascemos perfeitamente sintonizados com o nosso eu espiritual. Podemos sentir o telefone quando tocamos nele. Os prazeres nos levam ao vício. Entretanto. O jejum aumenta sua energia de uma forma incrível. É importante não confundir felicidade com prazer. Essa segunda personalidade é tão bem ajustada à vida em sociedade que passamos a utilizá-la mais e mais e nos identificamos com ela como se fosse o nosso próprio eu.Converse de maneira sincera com alguém. a materialista. Quando compro um vestido novo ou como uma torta eu sinto prazer. aprendemos a nos comportar não como nos sentimos mas como “se espera” que nos comportemos. É por isso que no intuito de nos livrarmos de um vício. muitos de nós esquecemos disso. Prazer é uma emoção a curto prazo. Como podemos fazer isso? Há várias formas. Nosso eu materialista requer provas. Quando você fala sinceramente. Ser conduzido pela personalidade materialista é mais seguro e mais fácil com relação à carreira ou ao acúmulo de bens e muitos outros benefícios. Tenha um diálogo sincero com uma pessoa amiga. É fácil e óbvio sentir o corpo. Quando ouvimos alguém dizer que somos seres espirituais. daí a nossa tendência em ignorá-la. Leia sobre o assunto ou consulte um especialista antes. Felicidade é um sentimento espiritual. é um bem estar permanente. Nossa energia espiritual não é tão óbvia assim. é como negar a utilidade do telefone celular que é a sua razão de existir. Nosso corpo é movido por energia. precisamos fazer o possível para nos conectar com o nosso eu espiritual. Você poderá ficar altamente surpreso pelo poder e sabedoria das suas próprias palavras. Não somos apenas corpo. Passe alguns dias em contato com a natureza. Incorporamos uma segunda personalidade. seu eu interno fala através dos seus lábios.CAPÍTULO 15 . mas você será capaz de sentir uma certa conexão com o seu ser real.Todas as pessoas são espirituais. Muitas pessoas nunca se abriram com alguém durante toda a vida.

Brinque com crianças pequenas. É como se isso fosse reafirmar quem realmente sou. Quando eu tinha 10 anos. Elas são também menos condicionadas que os adultos. 1 . mesmo não estando prontas para se expressar. minha mãe morreu de câncer. Depois dessa explanação. CAPÍTULO 16 . as outras pessoas. todos ficam interessados em ouvir porque se sentem identificados. Nesse estado de felicidade. Seu eu interno vai relaxar diante delas. Lembro que foi quando o meu desejo em compensar aquele sentimento de tristeza. Elas devem pensar: “Como essa pessoa é corajosa! Ela está dizendo coisas que não tenho coragem de dizer”. Quando estamos felizes. Os animais não se preocupam em como você está vestido. reconhecem seus sentimentos e se sentem encorajadas. todos se sentem aliviados e mais felizes. Se você sente a sintonia do ser espiritual de uma pessoa. que deixar nosso eu superior conduzir a nossa vida é essencial quando nos sentimos determinados a mudar nosso estilo de vida. simplesmente esquecemos da nossa aparência e do que vamos comer. Simon: Sou viciado em sorvete. se sua casa é grande ou se você tem dívidas. Temos diferentes condicionamentos. É por isso que acredito. Quando nos deixamos conduzir pela nossa personalidade espiritual. começou. que talvez possam ajudar a encontrar as razões pelas quais procuramos prazer e conforto através da comida: Paul: As vezes ponho uma comida na boca sem nem me dar conta. O ato de comer. mas somos iguais com relação aos sentimentos.Procure se comunicar com os animais. gatos. Quando estamos sendo honestos. nos sentimos felizes e completos. Vou mostrar alguns diálogos registrados nas minhas aulas. Sharon: Procuro saciar meus desejos através da comida. por si só. Gostaria de reafirmar que quando você fala sinceramente. que todas vivem mais ou menos as mesmas experiências. dá pra sentir que é mesmo um vício. pude ver através dos comentários. que talvez possam lhe ajudar a encontrar as razões da procura de conforto e prazer através da comida cozida. deixando nove filhos. Cachorros. Mas eles podem sentir se você está em paz ou aborrecido. Mesmo que seja um sorvete que eu nem goste muito. Da mesma forma . Vou mostrar alguns diálogos registrados. Eles são atraídos pela sua natureza humana e lhe ajudam a se sentir conectado com o seu eu espiritual. o contato com pessoas materialistas torna seu ser espiritual obscuro. gansos. é apenas uma pequena parcela da nossa existência. estar perto dela pode despertar seu próprio ser espiritual. pássaros.Nono Passo Devo fazer um inventário dos reais motivos que me levam a procurar conforto e prazer nos alimentos cozidos Observando as experiências das pessoas em um dos meus workshops. cavalos. nos concentramos naquilo que é mais importante para nós.

só para me sentir confortado. John: Quando estou voltado para as minhas emoções mais íntimas. Outras vezes não estava com fome. Temos que concluir por nós mesmos. Acho que isso me fez ficar ansioso e muitas vezes comia demais para não ficar com fome depois. como poderíamos agir de forma alternativa. No fim do dia eu quero apenas uma compensação. e pensar no que realmente preciso. Você pode preencher seu vazio fazendo uma outra coisa. Victoria: Talvez vocês possam tentar outras atividades como cultivar flores. Victoria: Se não sabemos como lidar com sentimentos de tristeza e solidão sem a comida cozida ou o açúcar. Sharon: Fui criada numa família muito rígida. algo que preencha o meu vazio.Donna: Tenho enfrentado muitas horas de duro trabalho. e se você consegue focalizar esse ponto. Mike: Eu como para compensar minha falta de motivação. mas tinha que sentar na mesa para comer junto com todos. vamos ficar aprisionados aí. Julie: Vivi numa família que tinha muito controle sobre tudo. Algumas vezes eu estava com fome mas tinha que esperar pelo jantar. John: Quando estou sem energia. Victoria: Você sabe como lidar com esses sentimentos sem precisar de açúcar? John: Gostaria de mudar esse comportamento. mas estou sempre adiando. Tente ser preciso e não tenha receio. Victoria: Por que você se sente desmotivado? Mike: Porque eu vivo só. Simon: Acho que como muito. tendo que comer em horas determinadas. Então será mais fácil permanecer na dieta crudívora. Victoria: Há algo de mágico no que estamos fazendo agora. mesmo estando numa relação. fazer um esporte. Ninguém tomava de mim aquilo que eu queria comer. Paula: Sei que tenho desejo por bolo de chocolate porque me sinto só e algumas vezes não tenho coragem de encarar os problemas. Comida era a única coisa que eu podia controlar. Acredito que agora posso me satisfazer de outras formas. minha avó procurava me agradar me dando sempre algo para comer. Esses momentos difíceis estarão sempre presentes depois de um dia duro de trabalho. tente ver claramente o que acontece com você. Eles não desaparecem com a comida. Se você consegue ver claramente a razão pela qual procura conforto na comida cozida. me sinto vulnerável e tenho vontade de comer doce para aliviar as tensões. essa razão pode desaparecer.você continuará sentindo. Victoria: Viver só é motivo para estar desmotivado? Você acha que relacionamento traz saúde e felicidade? Se você sente solidão. Linda: Quando eu era criança. Por favor. procuro comida em vez de descanso. 2 .

Isso é que é importante. Isso repercute em nós. Esse é um ponto importante para se pensar. Victoria: Alguns anos atrás. As vezes também como para evitar fazer aquilo que eu precisava fazer e que não sinto vontade. Eu tinha vergonha de falar dos meus problemas. O que nos faz ficar inibidos? É quando nos preocupamos com que os outros pensam de nós. Muitas vezes quando ouvimos falar em crudivorismo. elas diziam 3 . Podemos aprender a amar o que fazemos. Penso mais nos outros do que em mim mesma e isso me deixa aborrecida. É importante. iremos sentir desconforto. decidi só fazer o que eu gostava . sentimos um enorme receio porque achamos talvez que isso não vai nos preencher. Susan: Desde criança aprendi a guardar meus segredos. porque se você enxergar isso agora. Temos medo não da falta daquela comida em si e sim do vazio que carregamos conosco. Victoria: Temos receio de que sem comida. Victoria: Obrigada por apontar essa questão. Quando eu falava com as pessoas. Donna: As pessoas ficam inibidas na terapia. Aí nos arrependemos e o conforto para o arrependimento é a comida. Não somos capazes de dizer “não”quando realmente queremos dizer “não”. quem sabe se sentirá mais segura? Susan: Tenho feito terapia durante 10 anos. Eu me sentia segura em ser medíocre. descobri que nada era assim tão sério. talvez não repita no futuro. Victoria: O que você está querendo sufocar ou confortar? Por que você precisa de alguma coisa gostosa para comer? Para confortar o que? Todos entenderam a pergunta? Estamos procurando honestamente e sem receio o porque de procurarmos conforto na comida. Queria descobrir porque me permito perder a oportunidade de viver plenamente. Victoria: Por que sua vida é uma rotina? A vida é maravilhosa! Transforme sua vida de rotina numa vida plena. algumas vezes eu penso assim. Victoria: Vamos analisar a inibição.Tive que aprender a limpar e arrumar minha casa com amor. mas depois que resolvi me abrir mais. Julie: Eu sinto o mesmo. De onde vem esse desconforto? Medo de que? Linda: Pra mim é o medo do vazio. Victoria: Será que existem outras formas de você lidar com esse. Recentemente tive uma grande decepção na minha vida e voltei a comer alimentos cozidos. Devemos pensar em como nos sentimos diante de nós mesmos.Simon: Isso é verdade. O que eu estou dizendo faz sentido pra você? Donna: Sim.. Nunca gostei de ser notada nem de expor o que penso. sentir-se segura? Talvez se você falar abertamente com alguém sobre isso. Será que não encontraríamos prazer simplesmente pelo fato de estarmos vivos? Donna: Sinto um tédio muito grande e queria quebrar a rotina.. Mike: Algumas vezes uso a comida para substituir algo que não quero fazer. Podemos viver sem esse sentimento de que temos que fazer isso ou aquilo.

lêem no pacote de aveia as informações sobre seus nutrientes. O que se passava comigo não era nada de extraordinário. como a lei da gravidade. para que as larvas não penetrem. Não é macio? Agora toque no carpete do chão. O instinto natural de todos os seres vivos. do tédio. da falta de autoestima. vestido com um terno de $1000 dólares. achando que estão comendo um alimento completo. A larva não tem outro conhecimento a não ser o instinto. Não acreditamos na nossa própria voz interna. concluímos que o real motivo da nossa procura por conforto através dos alimentos é sempre para fugir de alguma coisa. As pessoas. Por guardar tudo isso dentro de mim por tanto tempo. estamos procurando escapar da solidão . por isso não conseguia perder peso. do rancor. É por isso que se coloca os grãos de aveia no vapor. seres humanos . Uma minúscula larva segue seu instinto de não comer aquele grão de aveia que foi cozido no vapor. em vez de enganá-los com comida. com provas de que o contrário é que é a verdade.  . podemos encarar diretamente nossos anseios não realizados. Ao ver de maneira clara as razões reais da procura de conforto. ignoramos a intuição e acreditamos apenas no conhecimento. Por favor. Intuição é uma lei universal. Intuição é o nosso instinto natural de sobrevivência.que viviam mais ou menos a mesma situação. Nos voltamos então para aquilo que nos dá prazer. minha auto-estima estava sempre para baixo. Você acreditará nele? Não? Por que? O corpo é tratado normalmente como uma simples matéria. Sharon: Eu tive uma experiência parecida. Como seu corpo é capaz de transmitir essa informação? Você já pensou nisso? Você confia completamente nas suas mãos ao lidar com superfícies? Por que você acredita na sensibilidade da sua mão? Você simplesmente confia. com uma bonita gravata e falar cientificamente. CAPÍTULO 17 . Esquecemos que devemos segui-la. Ai elas comem a aveia cozida e dão para os filhos. do medo e de outras emoções negativas. Paradoxalmente. toque no seu rosto.Décimo Passo Devo seguir minha intuição Por que precisamos de intuição? Será que nós. exatamente como apreendemos na escola. não é mesmo? E se eu trouxer aqui um “ expert” no assunto.Ela segue seu instinto e nunca come aveia cozida. É o que tem feito o nosso planeta permanecer em equilíbrio por bilhões de anos. Espero que todos reflitam sobre isso. não somos inteligentes o bastante para não precisar usar intuição? Não temos bastante conhecimento? Não temos especialistas que nos ensinam como ter saúde? Por que não podemos confiar nas informações dos computadores e microscópios? A verdade é que conhecimento NUNCA substituirá intuição. Foi muito bom pra mim enfrentar meus medos porque pude finalmente me sentir feliz com o meu corpo e me livrar dos meus bloqueios em vez de tentar fugir deles. Quando procuramos prazer na comida ou em qualquer outro vício. Se quer realmente se tornar saudável. Você sentiu a diferença? Como você sabe? Você sentiu que sua pele é macia e o carpete é áspero. Eu me sentia exatamente dessa forma que vocês colocaram. com seu conhecimento. você precisa usar a sua intuição. A dieta crudívora me ajudou a perder peso e agora me sinto bem com meu corpo e tenho mais liberdade. As larvas são bastante saudáveis. Tinha medo de me expor. Victoria: Depois desses comentários.

Tinha um gosto medicinal. Se eles podem sobreviver . comemos o que era suposto comer em dez dias. Nos dois primeiros dias. Normalmente ignoramos a maioria dos pedidos do corpo. pássaros e insetos. então vocês todos comem”. Perdemos a trilha muitas vezes. Estava deliciosa a nossa salada. Todos têm uma dieta diferente. coiotes. Como estava chovendo muito e nossas mochilas estavam muito pesadas. aprendemos a confiar inteiramente na nossa intuição. Não descansamos quando nos sentimos cansados. todos sobrevivem. Quando desejamos uma determinada fruta ou verdura. planejamos comer cada um de nós 5 tâmaras por dia. Tinha um outro pacote que íamos pegar no correio. “Se vocês verem alguma planta que pareça comestível. Não restava mais nada para comer a não ser um pouco de óleo e um saquinho de sementes de girassol. Depois do terceiro mês. No dia seguinte . esquilos. Assim que iniciamos a nossa caminhada na trilha Pacific Crest Trail. como perfume. “eu vou comer algumas antes e vamos ver o que sinto. Igor provou um pouco esperamos cerca de 30 minutos e então ele falou. As pessoas que respeitam as necessidades do corpo têm permissão de viver uma vida mais longa e mais saudável. Então pensamos. no caminho havia um profundo declive formado por um curso d´água.Se confiássemos na nossa intuição. confiaríamos no nosso corpo. ignoramos o mapa e pegamos o caminho que achamos certo. não mais tivemos medo de nos perder. cheiramos as folhas e provamos de leve. Depois de seis horas. Por isso é que todos ficamos doentes. chegando ao topo que estava coberto de neve. Igor disse. O mapa mostrava que tínhamos que seguir direto pelo lado norte da montanha. Nosso corpo está sempre se comunicando conosco através de diferentes sensações. Quando o corpo precisa de água ele nos faz sentir sede. que frutas elas gostariam de comer hoje. Se eu não sentir nada estranho. Quando nosso corpo nos avisa que está frio. vamos aproveitar para jejuar. Se sairmos perguntando a pessoas diferentes. jogamos sementes de girassol por cima. cruzamos a trilha. Observamos que a floresta é cheia de animais e que os ursos. Entretanto. Uma vez. Aí todos nós comemos. cada um de nós tinha a sacola cheia de plantas diferentes. Subimos uma montanha de 7000 pés de altura. encontrei uma planta que tinha um caldo grosso e suculento e eu experimentei. mas a 10 km de onde estávamos. Sentamos para examinar o que tínhamos colhido. prometemos a nós mesmos comer de forma simples quando voltássemos para a cidade. No almoço. sentimos muita fome. Algumas delas pareciam tentadoras.” Logo. Sempre conseguíamos encontrar o caminho. colocamos as folhas verdes numa tigela. confiando na nossa  . Eles têm sempre o que comer. ponham no saco mas não comam. vamos comer mais”. misturamos e pronto. é aquele tipo de nutriente que seu corpo precisa naquele dia. enchíamos nossas sacolas com todo o tipo de folhas verdes comestíveis que encontrávamos. não teríamos a mesma resposta. Encontramos animais que nunca tínhamos visto e viajamos como eles. Amanhã poderá ser outro. Olhando embaixo de uma rocha. sabemos que temos que por um casaco. algumas gotas de óleo. Passamos a prestar uma acirrada atenção às plantas à nossa volta. Dei um saco a cada um e disse. perdemos a trilha e tivemos que caminhar muito até encontrá-la. Na floresta. enquanto caminhávamos. Sua responsabilidade é satisfazer as necessidades do seu corpo. Eles não estão morrendo. Nossa intuição nos conduziu. Jogamos fora as que eram amargas e não tinham cheiro agradável e guardamos as que tinham melhor sabor. No quarto dia. Quando precisa de descanso ele cria a sensação de fadiga. Depois disso. Quando está cheio de toxinas ele pode reduzir nosso apetite pedindo por um jejum . nós também podemos. Esfregamos as plantas entre os dedos. não tiramos os sapatos altos quando sentimos os pés incomodarem e não paramos de comer mesmo quando estamos cheios. Gostaria de compartilhar com vocês como minha família sobreviveu graças à impetuosidade da nossa intuição. Então compreenderíamos que ele nunca comete erros. “estou com fome.

Nos condicionamos ao fato daquela montanha estar sempre lá. não precisamos procurar por prazeres. Victoria: Vou começar pela minha experiência. CAPÍTULO 18 . Com a clareza. Aqui estão algumas idéias sobre condicionamentos que compartilhamos num dos meus workshops. quando passamos a morar perto das montanhas. Para adquirir clareza pratique o “ descondicionamento”. Clareza é o melhor presente que podemos receber.Quando seguimos nossa intuição não estamos trabalhando contra. Conhecimento nunca poderá substituir a clareza. Quando não temos clareza. Todos nós temos muitos condicionamentos. se eu memorizar o livro Anatomia Humana não significa que eu tenha clareza de como funciona o corpo humano. Somente pessoas infelizes estão concentradas nos prazeres.Décimo Primeiro Passo Através da Clareza obterei Felicidade Se você seguir sua intuição por um tempo vai notar que sua percepção da vida vai mudar. Não tenha nenhum receio. Muitas das suas crenças vão parecer falsas. Aquelas antigas opiniões vão parecer sem sentido. Quando não entendemos a diferença entre os dois. Estar condicionado significa ter uma opinião formada sobre tudo. optamos pelo conhecimento. Eu costumava acreditar que “Conhecimento é Poder”Agora eu estou consciente de que conhecimento não é nem mesmo informação. Clareza é um estado da mente em que podemos ver os eventos da vida como eles realmente são. no início admiramos a beleza daquela paisagem o tempo todo. Temos muito conhecimento e muito pouca clareza.Com clareza seremos capazes de experimentar a felicidade verdadeira. o conhecimento nos impede de obter a real clareza dos fatos. Não estar condicionado significa viver no presente. No lugar dos antigos conhecimentos vai aparecer a CLAREZA. precisamos enxergar o maior número possível de condicionamentos que guardamos conosco. As pessoas que chegam. Durante a caminhada da trilha. o que nos permite ter uma visão clara da perfeita harmonia do Universo. Muito frequentemente. a minha intuição ficou ainda mais aguçada. Eu era condicionada a não deixar sobra de comida  . Depois de dois meses. podemos perceber a natureza espiritual dos seres humanos. Não podia entender como pude viver tanto tempo sem usar a minha intuição. Para que possamos nos “ descondicionar”. Felicidade é parte da lei natural do universo. sem as distorções do conhecimento. Por exemplo. Por exemplo. Quando somos felizes de verdade. tentamos acumular conhecimento. Normalmente confundimos clareza com explicação clara.intuição. observam a montanha porque têm uma nova e não condicionada ligação com ela. Nos tornamos parceiros e co-criadores da existência. onde menos esperávamos. Encontrávamos sempre o que comer. Não trocaria ela por nada no mundo. A clareza começa quando começamos a seguir a nossa intuição. O fato é que podemos voltar a notar a montanha todos os dias com novos olhos. deixamos de prestar atenção à montanha.Conhecimento é uma explicação e interpretação humana dos eventos da vida. e sim junto com a natureza. no passado. Sabia exatamente quando ia chover ou quando o sol ia abrir. Podemos ver a natureza única de todos os seres vivos.

Laura: Eu era condicionada a ter que estar ocupada o tempo todo.no prato porque na África criança s morrem de fome. Sam: Eu era condicionado a estar senpre trabalhando. Shannon: Eu era condicionada a pensar que era melhor do que os outros porque sou de uma família que tem recursos.  . a nunca ter um dinheiro extra ou condições de comprar nada além do necessário. em não participar com elas. Simon: Eu era condicionado a estar sempre aborrecido. não me permitindo nunca ter férias. Val: Eu era condicionada a me achar gorda e feia. Sharon: Eu era condicionada a ter tudo perfeitamente organizado em casa. em não rir demais e a não me sentir motivada. De outra forma eu me sentia uma aluna medíocre. Chris: Eu era condicionada a sempre pedir favores. Victoria: Obrigada a todos! Como vocês vêem. temos muitos condicionamentos em comum. Donna: Eu era condicionada a pensar que homem é superior à mulher. Linda: Eu era condicionada a ter que tirar boas notas na escola. São como correntes que nos aprisionam. Kelly: Eu era condicionada a pensar que tinha que rir para todo mundo e agradecer por tudo. Mary: Eu era condicionada a não me aproximar muito das pessoas. Achava que não tinha capacidade de resolver nada sozinha. Trabalhar esses condicionamentos é um grande benefício que fazemos a nós mesmos. Marlene: Eu era condicionada a me sentir pobre. Eu mesma tenho alguns deles. Molly: Eu era condicionada a me vestir bem para que as pessoas me olhassem com bons olhos.

Quem foi seu primeiro instrutor? Pense nessa pessoa com gratidão. quem você acha que seriam seus seguidores? Pessoas que estão sentido dor? Um ente querido que foi diagnosticado como portador de doença terminal? Eu diria que não. e esse apoio acaba sendo recíproco. indo a restaurantes. Não traga apenas folhas de couve ou uma tigela de salada de frutas. Nunca sabemos quantos frutos irão surgir. Dedique uma parte do seu tempo a elas. Muitos dos meus alunos ficaram tão empolgados com os benefícios que obtiveram com o novo estilo de vida que passaram a ser instrutores do crudivorismo como uma opção de trabalho.CAPÍTULO 19 . O que nos daria mais alegria do que ajudar pessoas que procuram melhorar sua saúde? Ser saudável e ser um bom exemplo é o melhor apoio que podemos dar às outras pessoas. De acordo com a minha experiência. Mesmo que a sua alimentação já tenha se tornado mais simples. Essas pessoas é que precisam do seu apoio. incentivando outras pessoas. Empreste os livros que você já leu. Como instrutor. Seus vizinhos.  . durante sua vida? Pense naqueles que você encontra diariamente. só aqueles que estão interessados irão lhe ouvir. É como plantar uma semente. colegas de trabalho e todos que lhe vêem comprando e comendo uma comida saudável. Lembra da primeira vez que você participou de uma reunião em que cada um levou um prato diferente? Você não ficou entusiasmado com a variedade das receitas? Faça a sua parte agora. tente trazer pratos mais sofisticados para esses encontros. Agora é a sua vez de ser paciente e gentil com os outros.Décimo Segundo Passo Devo dar apoio à outras pessoas que adotaram o crudivorismo Procure lembrar quem foi a primeira pessoa que lhe falou sobre crudivorismo. preparando refeições juntos. Servir de apoio a alguém é muito gratificante. parentes. O que ela tem de especial? Por que você confiou nela? Ela foi paciente e compreensiva com você? Vocês comiam sempre juntos? Como estaria sua vida se você não a tivesse conhecido? Você concluiu os 12 Passos e se tornou fortalecido. Quantas pessoas você acha que poderá influenciar.

Devo dar apoio à outras pessoas que estão tentando adotar a dieta crudívora. 11 .Devo viver em harmonia com as pessoas que comem alimentos cozidos. 12 . 7 .Acredito que a dieta baseada no consumo de vegetais crus é a mais natural para o ser humano.Através da clareza obterei a verdadeira felicidade.  .Devo fazer um inventário das razões pelas quais procuro conforto e prazer através da comida cozida. 5 .Devo permitir que a minha intuição me ajude a reconhecer as necessidades do meu corpo.Devo me manter afastado das tentações. 4 . 2 . 3 . 6 .OS 12 PASSOS PARA O CRUDIVORISMO 1 .Devo criar um grupo de apoio. 9 . 10 .Admito ter perdido o controle sobre o meu hábito de comer alimentos cozidos.Devo adquirir os equipamentos necessários e aprender a preparar as receitas básicas. 8 .Devo deixar o meu eu superior conduzir a minha vida.Devo procurar por hobbies e atividades alternativas.

CAPÍTULO 20 . Passe rapidamente no liquidificador os ingredientes abaixo: (cerca de 30 segundos) 2 xícaras de água 2 cenouras 2 pedaços de salsão 2 colheres de sopa de vinagre de maçã 3 a 4 laranjas descascadas e sem sementes 1 colher de sopa de mel 1 xícara de azeite de oliva sal marinho a gosto Acrescente ½ copo de nozes e passe no liquidificador bem rapidamente a baixa velocidade.Receitas SUCO VERDE Corte e passe no liquidificador os seguintes ingredientes: 1 pé de couve 2 maçãs médias 1 limão com casca (sem os caroços) 1 xícara de água Passe na peneira. Corte em pedaços: ¼ de uma cabeça de repolho 1 a 2 cenouras 1 pé de salsa Acrescente à mistura da tigela e mexa. apenas para quebrar um pouco. Serve 3 a 4 pessoas. 0 . BORSHT (essa é uma receita adaptada de um prato russo) Passe no liquidificador os seguintes ingredientes: 2 xícaras de água 3 beterrabas 1 pedaço de gengibre 3 a 4 dentes de alho 6 a 7 folhas de louro Coloque a mistura numa tigela. Serve 7 a 8 pessoas.

Serve 5 pessoas. Acrescente os ingredientes abaixo e ligue novamente o liquidificador: 1 xícara de água ½ xícara de azeite de oliva 1 colher de sopa de mel 1 xícara de salsão cortadinho pimenta para dar gosto 2 a 5 dentes de alho Acrescente um ou mais dos seguintes ingredientes: Brocoli cortadinha. Acrescente 1 copo de castanhas e ligue o liquidificador por mais 1 minuto. Polvilhe com salsa antes de servir. milho verde. ervilhas ou cenoura ralada. cogumelo fresco. tomate. 1 .SOPA DE COCO RALADO Passe no liquidificador por 1 a 2 minutos: 2 xícaras de água ½ copo de coco fresco ralado Acrescente os seguintes ingredientes e ligue o liquidificador novamente por mais 1 minuto: 2 xícaras de salsão (cortadinho) 2 colheres de sopa de molho de soja natural 1 dente de alho pimenta a gosto (se desejar) Coloque numa tigela grande e adicione: 1 cenoura média ralada ¼ de pé de salsa(cortadinha) 2 batatas médias raladas pedaços de cogumelo (opcional) Serve 7 pessoas SOPA CREME Passe no liquidificador 1 copo de carne de coco com 1 copo de água por 2 minutos.

Não passe no liquidificador! Polvilhe com salsa antes de servir. ervilha ou lentilha brotados. Serve 5 a 7 pessoas.CHILI Passe no liquidificador os seguintes ingredientes: 1 xícara de água 2 xícaras de tomates frescos (cortados) ½ xícara de tâmaras ou passas ½ xícara de azeite de oliva 1 xícara de tomate seco 1 xícara de cogumelo desidratado 1 xícara de salsão cortado sal ou molho de soja natural 1 a 2 colheres de sopa de suco de limão pimenta a gosto 2 a 5 dentes de alho Uma porção de manjericão Acrescente ½ quilo de feijão. 2 . Serve 4 a 5 pessoas. GAZPACHO Passe no liquidificador os seguintes ingredientes: ½ xícara de água ¼ de copo de azeite de oliva 5 tomates maduros 2 dentes de alho ou pimenta a gosto 1 colher de sopa de mel ( tâmaras ou passas podem substituir o mel) ¼ de xícara de suco de limão ½ colher de chá de sal marinho 1 pé de manjericão Essa é a parte líquida do gazpacho Agora corte os seguintes vegetais em cubos: 1 abacate grande 1 pimentão médio 5 pedaços de salsão 1 cebola pequena Acrescente esses ingredientes à mistura anterior e polvilhe com salsa seca.

BISCOITOS IGOR Passe no processador 2 copos de sementes de linhaça e reserve. 3 . Divida em quadrados no tamanho desejado. Se você não tiver desidratador elétrico.) ½ colher de chá de sal ( algas marinhas ou molho de soja natural) Não tenha receio de improvisar. espalhe a mistura na folha teflex do desidratador. oliva. ponha a mistura no sol. gengibre ou pimenta fresca. No dia seguinte. 1/3 de xícara de sementes ou nozes (os mais usados são sementes de girassol ou gergelim. Você pode fazer a mistura mais líquida. Desidrate até ficar seco. salsa. manjericão ou outro. 1 colher de chá de mel (ou outro adoçante como passa ou banana) 2 colheres de sopa de suco de limão ou vinagre de maçã ½ xícara de água 1 copo de tempero verde cortado – de preferência fresco: salsão. A quantidade varia entre 25 a 32 biscoitos. amêndoas etc.RECEITA BÁSICA DE MOLHO PARA SALADA Passe no liquidificador os seguintes ingredientes: Óleo (qualquer bom óleo como de gergelim. Use o bastante que dê para cobrir a hélice do liquidificador. coentro. usando uma espátula. Boa sorte! Serve 7 a 10 pessoas. mostarda. Passe no liquidificador os seguintes ingredientes: 1 xícara de água 1 cebola grande cortada 3 pedaços de salsão cortados 4 dentes médios de alho 2 tomates(opcional) 1 colher de chá de sementes de coentro 1 colher de chá de sal marinho Acrescente à semente de linhaça que você processou e misture tudo com as mãos. Ou seque bastante. Pode acrescentar ou deixar de acrescentar um dos ingredientes. sementes de abóbora. açafrão). O importante é ficar gostoso. se você deseja biscoitos para guardar alguns meses. Cubra com uma toalha e deixe a mistura repousar durante a noite para uma leve fermentação. mas não tão ressecado. Para dar um sabor apimentado acrescente alho.

cebola em pó. passa) 1 colher de sopa de óleo 1 a 2 colheres de tempero sal marinho a gosto 2 a 3 colheres de sopa de levedo (opcional) Se a mistura não ficar consistente o bastante. 10 folhas de espinafre fresco Forme os hamburgers dessa forma: coloque uma parte do cogumelo num prato. Tenha pronto o seguinte: 10 pequenos ou 5 grandes cogumelos abertos ao meio. levedo. Serve 10 pessoas. flocos de salsa seca.HAMBURGER VEGETARIANO Passe no processador ½ quilo de nozes. Polvilhe com páprica antes de servir. levedo. Faça bolinhos ou use a forma que desejar. HAMBURGER DE COGUMELO Passe no processador ½ quilo de nozes e acrescente os seguintes ingredientes no processador: ½ quilo de cenoura 1 cebola média 1 colher de sopa de adoçante (mel. coloque as folhas de espinafre. Depois acrescente os seguintes ingredientes no processador: ½ quilo. banana bem madura ou passas) 1 colher de sopa de óleo 1 a 2 colheres de sopa de tempero seco sal marinho a gosto 2 a 3 colheres de levedo (opcional) Se a mistura não ficar firme o bastante. acrescente 1 ou 2 dos seguintes ingredientes: alho em pó. banana bem madura. farinha de linhaça. salsa seca.de cenoura 1 cebola média 1 colher de sopa de adoçante(mel. Obs: Se você quiser “fishburger”(sabor de peixe) acrescente algas marinhas. farinha de linhaça.  . Forme porções em forma de hamburger. cebola em pó. a mistura em cima. Você pode unir seu sanduíche com palitos. acrescente 1 ou 2 dos seguintes ingredientes: alho em pó. depois uma fatia de tomate e por último uma fatia de cebola. Serve 10 pessoas. Corte em rodelas 2 grandes tomates maduros e 1 cebola grande.

Cobertura: Passe no liquidificador os seguintes ingredientes com o mínimo de água possível. pedaços de cogumelo. 1/2 quilo de nozes 1/2 xícara de tomate seco 1/2 xícara de passas suco de 1 limão 2 colheres de sopa de azeite de oliva 1 colher de sopa de manjericão seco Ponha numa tigela e acrescente: 1 colher de sopa de cebola em pó 1 colher de sopa de alho em pó 2 a 3 colheres de sopa de levedo 1 colher de sopa de missô Misture bem. pedaços de azeitonas e salsa cortadinha. Espalhe sobre as folhas do desidratador com uma espátula. mas não demais.PIZZA Massa: Passe no processador 2 copos de sementes de linhaça. Divida em quadrados do tamanho desejado. Podem ser formados 9 fatias de pizza. tomate cortado.  . Passe no liquidificador os seguintes ingredientes: 1 xícara de água 1 cebola grande cortada 3 pedaços de aipo cortados 2 tomates médios 1 colher de sopa de sal marinho Junte a linhaça processada à mistura acima com as mãos. Forme a pizza: Espalhe a cobertura sobre a massa . Desidrate até ficar seco. Decore com batata doce ralada.

 . acrescente os vegetais cortados e enrole na folha. Obs: Para fazer as folhas aderirem mais ao patê você pode umedecê-las com água. Forma 10 a 15 rolos. Espalhe o patê sobre as folhas. Molho de tomate com manjericão: Passe no liquidificador 2 tomates. limão ou suco de laranja. Espere uns dez minutos e depois comece a cortar em pedaços de 2 polegadas. 2 a 4 dentes de alho 3/4 de xícara de manjericão fresco suco de um limão 2 colheres de sopa de azeite de oliva 4 tâmaras(ou algumas passas) 1 xícara de tomates secos Serve 7 pessoas.ROLOS DE ALGAS MARINHAS Patê: 1/2 xícara de nozes 2 xícaras de sementes de girassol de molho durante a noite 3 dentes de alho 1 xícara de salsão cortadinho 1 e1/2 colher de chá de sal 1/3 de xícara de azeite de oliva 1/2 xícara de suco de limão 1 colher de chá de pimenta do reino(ou o seu tempero favorito) Ingredientes adicionais: Corte em pedaços compridos: Metade de um abacate Metade de um pimentão grande 2 cebolinhas 5 folhas de algas marinhas (nori) Passe todos os ingredientes do patê no processador até ficar cremoso. IMITAÇÃO DE ESPAGUETE Passe na parte larga do ralo pedaços de abóbora para ficarem em forma de espaguete Polvilhe com páprica e óleo antes de servir. Adicione os seguintes ingredientes e ligue novamente o liquidificador.

cebola cortadinha. QUEIJO DE AMÊNDOAS APIMENTADO Misture os seguintes ingredientes numa tigela: 2 xícaras de polpa de amêndoas que ficou do leite 1/4 de xícara de azeite de oliva 1/2 copo de suco de limão 1/2 colher de chá de sal 1/2 xícara de cebola cortadinha 1/2 xícara de pimentão vermelho cortadinho Decore com pequenos tomates. pendure o saquinho e deixe fermentar à temperatura ambiente por aproximadamente 8 a 12 horas. Coloque num saquinho de pano. pimenta do reino. sal marinho. 3 xícaras de nozes que ficou de molho durante a noite 1/2 xícara de tâmaras 3 dentes de alho (pode ser pimenta) 1/4 de xícara de suco de limão 1/4 de xícara de azeite de oliva 1/4 de xícara de coentro 1/2 colher de chá de sal marinho Use esse patê para recheio de pimentão ou folhas de repolho Serve 5 a 6 pessoas.  . azeite de oliva. salsa. Serve 4 pessoas. No dia seguinte lave e escorra. molho de soja natural.QUEIJO DE NOZES OU DE SEMENTES 2 xícaras de nozes ou sementes colocadas de molho durante a noite. Patê de nozes Coloque os seguintes ingredientes no processador até que a mistura fique bem fina. suco de limão. tomate seco. Ponha de molho as nozes ou sementes com água filtrada durante a noite. Para dar sabor ao seu queijo de sementes você pode temperar com: alho. coentro cortadinho. Transfira o queijo para uma tigela. misture com seu tempero favorito e mexa bem. Passe no liquidificador com um copo de água filtrada até que vire um creme.

Receita básica de bolo Massa: Combine os seguintes ingredientes e misture bem: 1 xícara de nozes. 1 a 2 colheres de sopa de suco de limão pimenta para dar gosto 2 a 5 dentes de alho Polvilhe com flocos de salsa fresca antes de servir. PATÊ DE GRÃO DE BICO DE SERGEI Passe no liquidificador os seguintes ingredientes: 2 xícaras de grão de bico brotado por um dia. Serve 12 pessoas. Forme uma crosta num prato raso. Serve 5 a 7 pessoas. em folhas de repolho ou como recheio de pimentão. sementes ou grãos passados no processador 1 colher de sopa de óleo 1 colher de sopa de mel Opcional: ½ xícara de frutas frescas amassadas ou ½ xícara de frutas secas de molho por 1 a 2 horas e passadas no processador. Sirva com biscoitos. 1 colher de chá de baunilha ½ colher de chá de noz moscada ½ xícara de alfarroba em pó casca de 2 tangerinas passadas no processador Se a mistura não ficar firme o bastante.PATÊ 1/2 xícara de nozes 2 xícaras de sementes de girassol de molho durante a noite 3 dentes de alho 1 copo de salsão cortadinho 1 colher de chá de sal 1/2 xícara de suco de limão 1 colher de sopa de manjericão seco Passe os ingredientes no processador até ficar macio. adicione coco ralado. 1/2 xícara de azeite de oliva 1 xícara de tomate cortadinho 1 xícara de salsão cortadinho sal ou molho de soja 1 a 2 colheres de sopa de manjericão seco ou 1 xícara se for fresco.  .

Exemplo de nozes. manga. abacaxi. castanhas. Exemplo de frutas frescas: morango. Espalhe uma camada da massa num prato. maçã. tâmara. farinha de aveia ou aveia em grão.Cobertura: Passe no liquidificador os seguintes ingredientes. damasco. Serve 12 pessoas.  . sementes de linhaça. Massa: 1 xícara de nozes ½ xícara de tâmaras ½ xícara de água de coco verde 4 colheres de sopa de alfarroba 1 mamão pequeno Passe no processador as nozes e as tâmaras até que a mistura fique macia.. Espalhe a cobertura sobre o bolo. BOLO DE COCO VERDE DE SERGEI Esse bolo ganhou o concurso do Festival Crudívoro em Portland. Misture com a alfarroba e a água de coco. e a segunda camada em cima das fatias de mamão. Coloque as fatias de mamão sobre a primeira camada. Exemplo de frutas secas: ameixa. damasco. cerejas e nozes frescas ou secas. figo ou groselha. trigo e cevada. adicione água com uma colher de chá se necessário: ½ xícara de frutas frescas ou congeladas ½ xícara de nozes (nozes brancas fica mais bonito) ½ xícara de azeite de oliva 2 a 3 colheres de sopa de mel suco de 1 limão médio 1 colher de chá de baunilha Espalhe a cobertura sobre a massa. amendoim. Decore com frutas. Cobertura: 1 copo de carne de coco verde Um pouco de água 1 colher de sopa de mel Passe todos os ingredientes no liquidificador. passa. gergelim. banana. sementes e grãos: amêndoas. Decore com rodelas de frutas e nozes.

Ponha numa tigela. Em seguida. acrescente um pouco de água se necessário. Serve 12 pessoas. Espalhe o caldo da ameixa entre as camadas (forme tantas camadas quantas você desejar) Cobertura: Passe no liquidificador os seguintes ingredientes. Depois cubra as frutas com outra camada da massa. Forme uma camada de 12 polegadas num prato. Espalhe a massa num prato. 0 . IMITAÇÃO DE BOLO DE CHOCOLATE Massa: Combine os seguintes ingredientes e misture bem: 1 xícara de nozes passadas no processador 1 colher de sopa de óleo 1 xícara de passas 1 xícara de alfarroba em pó 1 colher de chá de baunilha ½ colher de chá de noz moscada casca de 4 tangerinas passadas no processador 1 xícara de ameixas de molho por 1 a 2 horas e passadas no processador. Congele. Corte em rodelas finas bananas ou sua fruta favorita e espalhe sobre a massa. Decore com frutas. 1 xícara de abacate cortado 1 colher de chá de mel suco de 1 limão médio 1 colher de chá de baunilha 4 a 5 colheres de sopa de alfarroba em pó Espalhe essa mistura sobre a massa.TORTA DE TÂMARAS COM NOZES Massa: 4 xícaras de nozes 2 xícaras de tâmaras suco de uma laranja 1 colher de chá de sal ¼ de colher de chá de baunilha Passe no processador as nozes até que a mistura fique bem fina. cerejas e nozes. Serve 8 a 12 pessoas. Acrescente o sal e o extrato de baunilha. passe no processador as tâmaras e o suco de laranja e acrescente as nozes processadas. Decore a torta com pedacinhos de laranja e nozes e (ou) com sua fruta favorita.

2 xícaras de passas ou tâmara(cortadinha) 1 xícara de uva do monte (cranberry) fresca ou seca 2 colheres de sopa de mel 2 xícaras de amêndoas passadas no processador 1 xícara de sementes de linhaça passadas no liquidificador com 1 xícara de água 1 xícara de azeite de oliva Misture com as mãos.DOCINHOS DE SERGEI 1 xícara de nozes sem por de molho ½ xícara de tâmaras ¼ de copo de água de coco verde 4 colheres de sopa de alfarroba em pó Passe no processador as nozes e as tâmaras até que a mistura fique macia. Use uma concha de pegar sorvete e vá formando porções e colocando na bandeja do desidratador. Forma 24 bolinhos. Encha uma colher com a massa e vá colocando na bandeja do desidratador. Aproximadamente 4 horas de um lado. e 3 horas do outro lado. Ponha o desidratador a 100 graus centígrados por cerca de 12 a 15 horas. Misture a alfarroba e a água de coco. Desidrate a uma temperatura de 105 a 115 graus por várias horas. Forma 7 a 12 biscoitos 1 . Experimente até ficar na consistência desejada. Decore com sua fruta favorita. Forma 8 a 12 docinhos. Junte á abóbora. BISCOITOS DE ABÓBORA DE SERGEI 4 xícaras de abóbora descascada e cortada em cubos 1 xícara de passas suco de 1 laranja ½ colher de chá de noz moscada 1 colher de chá de canela 3 colheres de sopa de mel Passe a abóbora cortada no processador e transfira para uma tigela. BOLINHOS DE UVA DO MONTE 2 xícaras de maçã ralada 2 xícaras de polpa de cenoura que sobrou do suco. Forme pequenos bolinhos e passe na alfarroba em pó. Vá achatando os biscoitos até que eles fiquem a uma expessura de 1 polegada cada. Acrescente o resto dos ingredientes e misture. Em seguida passe no processador as passas e o suco de laranja.

Desidrate a 110 graus por 12 a 15 horas ou até ficar seco. e transfira para uma tigela. Espalhe a mistura na bandeja do desidratador usando a espátula e corte em quadrados. Forma 7 a 12 biscoitos.BISCOITOS DE AMÊNDOAS E LARANJA DE VALYA Passe no processador os seguintes ingredientes: 4 xícaras de nozes de molho durante a noite 2 xícaras de passas ½ xícara de casca de laranja 2 laranjas médias ½ colher de chá de sal 2 maçãs Quando todos os ingredientes estiverem processados. BISCOITOS DE GERGELIM Uma ótima forma de reaproveitar a polpa das sementes depois de preparar o leite de gergelim. Forma 15 a 20 biscoitos. use uma espátula para espalhar a mistura na bandeja do desidratador. Coloque a mistura sobre a bandeja do desidratador e decore com nozes. 5 copos de polpa de gergelim 2 copos de passas 3 colheres de sopa de mel suco de uma laranja Passe as passas e o suco de laranja no processador até que a mistura fique como um purê. Sirva morno. Acrescente sal e extrato de baunilha. Decore cada biscoito com nozes cortadas ou passas. BISCOITOS DE NOZES E TÂMARAS 4 xícaras de nozes 2 xícaras de tâmaras suco de uma laranja 1 colher de chá de sal ¼ de colher de chá de extrato de baunilha Passe as nozes no processador até que a mistura fique bem fina. Ponha numa tigela e misture com a polpa de gergelim. Ponha a uma temperatura de 115 graus por cerca de 20 horas ou até ficar seca. 2 . Em seguida passe no processador as tâmaras e o suco de laranja e acrescente as nozes processadas. Desidrate a 100 graus por 12 a 15 horas. Forma 10 a 12 biscoitos. Acrescente o mel e misture bem.

Acrescente o resto dos ingredientes e misture. Serve 2 a 3 pessoas( quando você se tornar viciado. Espalhe a mistura igualmente sobre a bandeja do desidratador. 3 . o que levará de 10 a 12 horas. Transfira os grãos para uma tigela e acrescente a avelã. só serve 1 pessoa) LEITE DE NOZES OU DE SEMENTES 1 xícara de nozes ou qualquer tipo de sementes. Ponha o desidratador a uma temperatura de 100 graus e desidrate até que o cereal fique completamente seco. É importante espalhar de uma forma que não fique nem muito fina nem muito grossa. Serve 3 a 4 pessoas. de molho durante a noite. CEREAL MATINAL DE TRIGO E PAINÇO Coloque de molho durante a noite: 1 ½ xícara de painço 2 xícaras de trigo em grão 1 xícara de avelã cortadinha Ingredientes adicionais: 1 xícara de passas 3 colheres de sopa de mel 1 colher de chá de canela Usando um rolo amasse o trigo e o painço. Serve 3 a 4 pessoas. VITAMINA FAVORITA DE SERGEI Passe no liquidificador os seguintes ingredientes até ficar cremoso: 2 laranjas (descascadas) 2 bananas congeladas (ou outra fruta congelada) Coloque as laranjas primeiro no fundo do copo do liquidificador e depois as bananas Decore com morangos frescos.CEREAL MATINAL Ponha de molho durante a noite 1 xícara de aveia em grão Passe a aveia no liquidificador com ¾ de xícara de água Acrescente ¼ de xícara de tâmaras sem caroço ou passas Acrescente 1 colher de sopa do seu óleo favorito (opcional) Sal a gosto Acrescente algumas frutas frescas e cerejas antes de servir. 2 xícaras de água filtrada 1 colher de sopa de mel ou 2 a 3 tâmaras ¼ de colher de chá de sal marinho (opcional) Passe todos os ingredientes no liquidificador até ficar um creme. Sirva com leite de nozes.

MILK SHAKE DE NOZES Passe os seguintes ingredientes no liquidificador até ficar cremoso: 3 xícaras de leite de amêndoas ½ xícara de morangos.Coloque a mistura num coador de pano e esprema para retirar o leite. Coloque a tigela num lugar morno e deixe descansar por 6 a 12 horas ou até ficar como um gosto ácido. Este iogurte pode ser feito com gergelim. Passe no liquidificador as nozes colocando água aos poucos até que fique um creme grosso. Sugestões de algumas combinações para fazer deliciosos iogurtes: Castanha e gergelim Castanha. amêndoa e gergelim Castanha e semente de girassol Gergelim e amêndoa Semente de girassol e amêndoa Pecam e amêndoa Gergelim e avelã Creative Health Institute  . sal marinho. IOGURTE DE NOZES OU DE SEMENTES Ponha 1 xícara de nozes ou sementes de molho durante a noite com ½ xícara de água filtrada. Serve 5 a 7 pessoas. Passe na peneira para retirar a parte líquida e ponha a massa numa tigela coberta com um pano fino para que o ar possa penetrar. essência natural de baunilha ou outros sabores. semente de girassol. com qualquer tipo de nozes ou com combinações. Você pode variar o gosto colocando mel. mais ácido irá ficar. Coloque numa jarra. Sirva gelado. Imitação de chocolate ¼ xícara de leite de amêndoas ½ xícara de tâmaras 1 coco verde (carne e água) 2 colheres de sopa de alfarroba em pó Passe no liquidificador . Serve 4 pessoas. Quanto mais tempo o iogurte demorar num lugar morno. suco de limão. frescos ou congelados 1 laranja média (descascada) 1 banana fresca ou congelada 2 colheres de sopa de mel ou ¼ de copo de tâmaras ¼ de colher de chá de sal ½ xícara de gelo (gelo não é necessário se você usar fruta congelada) Serve 4 a 5 pessoas.

Essa experiência vivida no Creative Health Institute é fundamental para o estabelecimento de uma vida saudável e plena. Mantido por Donald Haughey.org. A transição para o estilo de vida crudívoro tem sido um grande desafio para muitos dos nossos membros. frequentemente não são capazes de fazer uma mudança permanente. Os grupos de apoio têm promovido uma estrutura natural de assistência. Aqueles que acreditam apenas na força de vontade para adquirir novos hábitos. rawseattle. explorando os limites do seu próprio mundo e criando formas inteiramente novas de viver a vida.  . O VALOR DO APOIO Escrito pelo Grupo de Apoio de Seattle www. www. como resultado dos ensinamentos de Victoria nas suas aulas. higiene do corpo e exercícios de alongamento e respiração. adotaram o estilo de vida crudívoro. onde viveu e trabalhou durante toda a sua vida. de acordo com a experiência direta e pessoal de cada um. preparação de refeições como a sopa energética. não só em Seattle como em outras cidades.“O lugar do suco de clorofila” O Creative Health Institute ensina o programa “Living Foods” da Dra. amantes e entusiastas do crudivorismo. queiram entrar em contato conosco.org Com base nos 12 Passos para o Crudivorismo.rawseattle. Caso nossa assistência seja de importância. É proporcionado um ambiente de confiança que permite aos membros do grupo compartilharem com amor e sinceridade seus objetivos. o Creative Health Institute foi inaugurado por Ann Wigmore. Muitas das pessoas que fazem parte da Comunidade Raw Seattle. Nós . por favor. Esse programa visa a desintoxicação do corpo e a reconstituição de um novo sistema de nutrição que os participantes irão incorporar à sua vida. Grupos de apoio. têm crescido e se transformado em mini-comunidades de aventureiros. como brotar grãos e sementes. Ann Wigmore. a comunidade Raw Seattle formou dois grupos de apoio que se encontram regularmente toda semana. estamos dispostos a compartilhar nossas estórias e inspirar outras comunidades a formarem seus próprios grupos de apoio. para que as pessoas consigam permanecer 100% na dieta. O Programa “learn-by-doing” ensina: o uso de suco de clorofila para desintoxicar e rejuvenescer. Nossos programas são destinados a seguir a risca os ensinamentos apresentados nos seus livros Why suffer? (Por que Sofrer?) e Be Your Own Doctor (Seja Seu Próprio Médico). a importância das enzimas na nutrição. como cultivar produtos orgânicos dentro e fora de casa. em Seattle. ao regressarem para casa. desenvolvido por Victoria Boutenko. e celebra seu vigésimo sétimo aniversário em outubro de 2003.

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