“Produção de açúcar e álcool em usinas.

” “PRODUÇÃO DE AÇÚCAR E ÁLCOOL”

INTRODUÇÃO O presente trabalho visa o estudo de parâmetros de controle e monitoramento dos processos que compõem a linha de produção do açúcar e álcool. Este controle dá-se a matéria-prima, através do controle de pragas, melhoramento genético da cana, corte e transporte da cana até a indústria. Os processos da extração, destilação, produção do açúcar também vem sendo alvo constante destes estudos, uma vez que, o controle e monitoramento destes, fornecem um aumento significativo da eficiência da industria. MATÉRIA-PRIMA A composição química da cana de açúcar é muito variável em função das condições climáticas, das propriedades físicas, químicas e microbiológicas do solo, do tipo de cultivo, da variedade. Da idade, do estágio de maturação, do estado sanitário, entre outros fatores. Da sua composição, 99% são devido aos elementos hidrogênio, oxigênio e carbono. A distribuição destes elementos no colmo, em média é de 75% em água, 25% de matéria orgânica. As duas frações principais da cana de açúcar para processamento são a fibra e o caldo, sendo esta a rigor, em nosso caso, a matéria prima a fabricação de açúcar e álcool. O Caldo, definido como uma solução impura de sacarose, glicose e frutose, é constituído de água ( = 82% ) e sólidos solúveis ou Brix ( = 18% ), sendo estes agrupados em açucares orgânicos, não açucares e inorgânicos. Os açucares são representados pela sacarose, glicose e frutose. A sacarose, como o componente mais importante, tem um valor médio de 14%, enquanto os demais, dependendo do estado de maturação, 0,2 e 0,4%, respectivamente para a frutose e glicose. Estes carboidratos que constituem o açúcar total, quando expressos em glicose ou açúcar invertido, apresentam um teor de cerca de 15 – 16%. Os açúcares redutores ( glicose e frutose) quando em teores elevados mostram um estágio pouco adiantado de maturação da cana, além da presença de outras substâncias indesejáveis ao processamento. No entanto, em cana madura, os açucares redutores contribuem, embora com uma pequena porcentagem, para o aumento do teor de açúcar total. Os compostos orgânicos não açucares são constituídos de substâncias nitrogenadas ( proteínas, aminoácidos, etc ), ácidos orgânicos. As substâncias inorgânicas, representadas pelas cinzas, têm como componentes principais: sílica, fósforo, cálcio, sódio, magnésio, enxofre, ferro e alumínio. Definição de diversos tipos de caldo: A ) “caldo absoluto” Indica todo o caldo da cana, uma massa hipotética que pode ser obtido pela diferença: ( 100 – fibra % cana ) = caldo absoluto por cento de 1

“Produção de açúcar e álcool em usinas.” cana. B ) “caldo extraído” Refere-se à produção de caldo absoluto que foi extraído por meio mecânico. C ) “caldo clarificado” Caldo resultante do processo de clarificação, pronto para entrar nos evaporadores, o mesmo que “caldo decantado” D ) “caldo misto“ Caldo obtido nas moendas com embebição, sendo portanto formado pela parcela caldo extraído com água de embebição. Fibra: Matéria seca insolúvel em água contida na cana, chamada “fibra industrial” quando o valor refere-se a análise de matéria prima e portanto, inclui as impurezas ou matérias estranhas que provocam aumento dos sólidos insolúveis ( palhas, ervas daninhas, ponteiro de cana, terra, etc ). Em colmos limpos define-se a “fibra botânica”. Brix: É a porcentagem pesos / peso dos sólidos em uma solução de sacarose, ou seja, o teor de sólidos na solução. Por consenso, admite-se o Brix como a porcentagem aparente de sólidos solúveis contida em uma solução açucarada impura ( caldo extraído da cana ). O brix pode ser obtido por aerômetros utilizando solução de sacarose à 20º C, sendo denominado “brix aerométrico”, ou por refratômetro, que são aparelhos eletrônicos que medem o índice de refração de soluções de açúcar sendo denominado “brix refratométrico”. Pol: A pol representa a porcentagem aparente de sacarose contida numa solução impura de açúcar, sendo determinada por métodos polarimétricos ( polarímetros ou sacarímetros ). O caldo de cana contém em sua composição basicamente três açucares: Sacarose Glucose Frutose

Os dois primeiros são dextro rotatórios ou dextrógiros, isto é, provocam desvio do plano da luz polarizada para a direita. A frutose é levógira por desviar este plano para a esquerda. Assim quando se analise o caldo de cana, obtém-se a leitura polarimétrica representada pela soma algébrica dos desvios dos três açucares. Para o caldo da cana madura, o teor de glucose e frutose é geralmente muito baixo, menor que 1% comparado ao teor de sacarose, maior que 14%. 2

5%. A rotação específica da sacarose à 20º C é de +66. Para materiais com altos teores de glucose e frutose. 3 .oriundos da inversão da sacarose). Seu peso molecular é 342.4º. sendo comumente aceita como tal. A sacarose é um dissacarídeo ( C12H22O11 ) e constituí o principal parâmetro de qualidade da cana de açúcar. Durante a maturação da cana de açúcar. Os monossacarídeos são oticamente ativos. 342 g de sacarose absorvem 18 g de água para produzir 360 g de açucares invertidos (glucose + frutose . Uma vez que a pol % do caldo pode ser arbitrada como igual à sacarose % caldo. a pol e o tor de sacarose diferem significativamente.70º e da frutose 92.” Isso faz com que o valor da pol. o qual é uma mistura em partes iguais de soluções de sulfato de cobre pentahidratado e tartarato duplo de sódio e potássio com hidróxido de sódio.53º. Pode-se dizer que 100 g de sacarose irão produzir 105. É o único açúcar diretamente cristalizável no processo de fabricação.95. sendo a rotação específica da glucose à 20º C de 52. Açucares Redutores: Esse termo é empregado para designar a glicose e a frutose por terem a propriedade de reduzir o óxido de cobre do estado cúprico a cuproso. quando na presença de certos ácidos e temperatura adequada ou então. à medida que o teor de sacarose se eleva.588 g/cm3. obtém-se: Açucares invertidos % caldo = ( pol % caldo ) / 0. com densidade de 1. Emprega-se o licor de Fehling.“Produção de açúcar e álcool em usinas. A inversão ácida ou enzimática pode ser representada por: C12H22O11 + H2O  C6H12O6 + C6H12O6 Dessa forma.3 g. aproxime-se bastante do teor real da sacarose.263 g de açucares invertidos ou então 95 g de sacarose produzem 100 g de açucares invertidos. pela ação da enzima denominada invertase. Este açúcar hidroliza-se estequiometricamente numa mistura equimolecular de glucose e frutose. como o melaço. os açucares redutores decrescem de quase 2% para menos de 0.

RECEPÇÃO E DESCARREGAMENTO DE CANA A matéria prima é recebida na Usina. enquanto a frutose que é levógira.95 Para o caldo de cana madura o teor de sacarose não difere significativamente da pol. A cana pode ser basicamente de três tipos: Cana inteira queimada. pelas balanças 0.25%. sendo denominada “pureza real”.95 O conhecimento do teor de açucares totais é importante para a avaliação da qualidade da matéria prima destinada à produção de álcool etílico. colhida por máquinas. Cana picada crua. determinados na solução açucarada por oxiredutimetria na relação peso / peso. a porcentagem de sacarose contida nos sólidos solúveis. neste caso pode-se obter AT da seguinte forma: AT = AR + Pol / 0.00. outras substâncias redutoras presentes no caldo de cana são incluídos na análise. No caldo de cana foi demonstrado que a relação dextrose/levulose é normalmente maior que 1. Por ser dextrogiratória a glucose é denominada dextrose. decrescendo de 1. frutose e sacarose invertida. Açucares Totais: Os açucares totais ou açucares redutores totais. representam a somatória dos açucares redutores e da sacarose invertida por hidrólise ácida ou enzimática pela invertase. colhida por máquinas 4 .” Quando em proporções iguais. a rotação da mistura é de 39. Onde são classificadas± rodoviárias. Cana picada queimada.6 à 1.“Produção de açúcar e álcool em usinas.1 com o aumento do teor de sacarose nos colmos.70º. quando o Brix foi determinado por refratômetro. por corte manual. Quando se utiliza Pol e Brix diz-se “pureza aparente” ou ainda “pureza aparente refratométrica”. Pode-se calcular o teor de açucares totais pela equação: AT = açucares redutores + sacarose / 0. receber a denominação de levulose. Pureza: A pureza do caldo. Além da glucose. as quais tem tolerâncias de estatisticamente para análise. expressa normalmente.

a qual tem a função de prover a alimentação da moenda. etc. estas ocasionarão uma perda muito grande de açúcar. de suma importância. fornecendo à moenda um material finalmente dividido. dando continuidade a moagem. evitando enganos nas facas. dividindo-se em pedaços pequenos e curtos.“Produção de açúcar e álcool em usinas. onde é amostrada por sonda nos pontos específicos determinados para a carga. iniciando o processo de desintegração. O nivelador tem a finalidade de regularizar a distribuição da cana no condutor e nivelar a camada a uma medida certa e uniforme. A cana inteira também pode ser descarregada por hilos localizados em pátios onde a matéria prima é estrategicamente armazenada para alimentação da moenda em caso de falta ou deficiência de matéria prima. É inconveniente a lavagem da cana picada. pois tendo ela muitas partes expostas.” A cana classificada para análise passa pelo laboratório de Pagamento de Cana por Teor de Sacarose. é descarregada por equipamentos hilos diretamente na mesa alimentadora de 45º . através da mesa alimentadora 15º. Logo após o nivelador há uma instalação para promover a lavagem da cana. trabalha em sentido oposto a este. pois a sua deterioração é mais rápida. não podendo ser descarregada ou armazenada no pátio. PREPARO DA CANA Nivelador: Na Usina usa-se um nivelador colocado através do condutor de cana. girando de maneira que a ponta dos braços. pelos quais a cana passa. 5 . porque permite maior extração do caldo. cinza. esta pode vir suja de terra. assegurando uma regular alimentação à mesma. A cana picada é descarregada diretamente na mesa alimentadora 45º. uma vez que neste tipo de matéria prima a sacarose encontra-se mais exposta aos agentes fermentadores. palha. pois devido ao seu carregamento mecânico na lavoura. Picadores de Cana: Sobre a esteira condutora de cana são instalados 2 conjuntos de picadores. passando perto do estrado do condutor. Em seguida.

e posterior ( por onde sai ). Cada grupo de 3 rolos compõe uma moenda ou terno. retalhando-a e fazendo-a em fragmentos. Uma entre o cilindro superior e o de entrada e a outra entre o rolo superior e de saída.moenda.pela.“Produção de açúcar e álcool em usinas. Separador Magnético: É instalado ocupando toda a largura do condutor e tem a finalidade de atrair e reter os pedaços de ferro que passam pelo seu campo de ação.moagem. Neste 1º terno é possível obter de 50 a 70% de extração.passa. possuindo uma superfície construída de maneira que rasgue e desfibre a cana para que a moenda possa trabalhá-la com eficiência e rapidez. onde sofre duas compressões. facilitando a extração pelas moendas. o terceiro cilindro chamado superior está colocado entre os dois. O desfibrador é constituída por dois cilindros dispostos horizontalmente. Desfibrador : Têm como objetivas a preparação e a desintegração da cana. dois se encontram situados à mesma altura. 6 . etc. Ganchos de ferro . A moenda utilizada na Usina é constituída de 3 cilindros ou rolos dispostos de tal modo que a unidade de seus centros forma um triângulo isósceles. em plano superior. recebendo o nome de anterior ( por onde entra a cana ).” Os picadores podem ser acionados por três tipos de motores: máquina a vapor turbina a vapor motor elétrico Na Usina. um conjunto de ternos forma uma moenda. o picador é acionado por uma turbina a vapor. girando na mesma direção. Normalmente. O desfibrador é instalado sozinho após o conjunto de picadores e antes do separador magnético. pode-se calcular que o separador magnético evita cerca de 80% dos danos que seriam causados à superfície dos rolos sem o uso. Os objetos mais freqüentes são pedaços de faca de picadores. Destes três cilindros. Pode contar com a eliminação completa dos objetos. Todos os pedaços de ferro são atraído pelo o eletroímã até os que se acham na parte inferior da cama de cana. porcas.. girando em sentido contrário. A cana preparada é encaminhada a 1ª moenda. cuja finalidade é prepará-la para posterior. A cana após passar por estes processos descritos. MOAGEM Acionadas por turbinas a vapor.

7 . Este caldo fica retido nas células que escapam ao esmagamento. Para se evitar estas fermentações se recomendam diversos cuidados tais como: . Apresenta no geral uma umidade mínima de 40 a 45%. . o caldo residual fica diluído.limpeza de todas as peças. encontramse diversas bactérias e fungos que podem causar a fermentação do caldo. Submetendo-se esse bagaço assim tratado a uma nova moagem consegue-se aumentar a extração do caldo ou sacarose. entretanto adicionando-se certa quantidade de água a esse bagaço. . Embebição Completa: Entende-se por embebição composta a distribuição da água em um ou mais pontos da moenda e do caldo diluído obtido de uma única moenda para embeber o bagaço no terno anterior. Embebição Simples: Entende-se por embebição simples a distribuição de H2O sobre o bagaço.desinfeção periódica com anti-sépticos. A umidade permanece a mesma. uma embebição com água e caldo diluído é sempre realizada.lavagem periódica destas partes com água quente e vapor.“Produção de açúcar e álcool em usinas. após a 2ª é de 50%. De uma extração a seco. Evidentemente o bagaço torna-se menos açucarado. após cada moenda. tubulações e caixas por onde transita o caldo. formando gomas e destruindo a sacarose. a umidade do bagaço após a 1ª moenda é de 60%. condutores e caixas com as quais que servirão de fontes de infecção. dupla. O bagaço sofrerá tantas compressões quantas foram as unidade esmagadoras e para aumentar a extração de sacarose. Embebição: O bagaço resultante da extração pela última moenda contém ainda uma certa quantidade de caldo constituído de água e sólidos solúveis. podendo chegar a 40% no ultimo terno. A prática de se adicionar água ou caldo diluído ao bagaço entre uma moenda e outra com a finalidade de diluir a sacarose remanescente é chamada de embebição. A embebição simples pode ser única.” O bagaço ainda contendo caldo é conduzido para uma Segunda moenda onde passa novamente por 2 compressões e um pouco mais de caldo é extraído nesta 2ª unidade esmagadora. tripla. CUIDADOS HIGIÊNICOS NECESSÁRIOS ÀS INSTALÇÕES DE MOAGEM Nas peças da moenda. de um modo geral. ocorrendo simplesmente a substituição do caldo original por certa quantidade de água que se adicionou. etc.

é. O caldo é aquecido de 50 a 70º C e bombeado para o sulfitador para ser tratado com SO2.4 a 6. porém. neutralizador. caindo entre a bagaceira e o rolo de saída. alcança em geral. durante a sulfitação do caldo.8.. Seu pH varia entre 4. O separador de bagacilho é colocado após as moenda que serve para peneirar os caldos fornecidos pelas moendas e mandar novamente o bagaço retido para um condutor intermediário. gomas.de.o.açúcar. areias. O bagaço final a medida que vai saindo da última moenda sendo encaminhado para.8.. ainda. Os ácidos diluídos no caldo sobre a sacarose sofre um efeito hidrolítico. tais como: bagacilhos. mas apenas os bagacilhos em suspensão. calculados em matéria seca por Kg de caldo. descorador e preservativo.inversão.e.” Bagacilho: Muitos pedaços de bagaço caem debaixo das moendas. O gás sulfurico tem a propriedade de flocular diversos colóides dispersos no caldo que são os corantes e formar com as impurezas do caldo produtos insolúveis. açúcar e impurezas.8 a 5. provenientes do espaço entre o chute e o rolo de entrada.as.pois.invertido. SULFITAÇÃO O caldo misto resultante da moagem tem um aspecto verde escuro e viscoso. levando em consideração os pedaços grandes.servindo. O separador de bagacilho é denominado de cush-cush.um. proteínas. colóides. ou sendo extraídos dos pelos pentes ou. é rico em água. que se eleva e arrasta consigo esse bagacilho e verteo por um meio de uma rosca sem fim. O gás sulfuroso age no caldo como purificador. clorofila e outras substâncias corantes.combustível.caldeiras. 1 a 10 g. Esta quantidade de bagaço fino é muito variável. Produção de SO2: O gás sulfuroso é produzido por um queimador rotativo de enxofre que consta de um cilindro giratório no qual se faz a combustão do S.como. C12H22O11 + H2O ⇒ C6H12O6 + C6H12O6 Esse. Calagem: 8 . sobre o conduto de bagaço de 1ª moenda. pelo qual uma molécula de sacarose com outra de água dão uma de glicose e uma de levulose. S + O2 ⇒ SO2 Devido a energética ação inversiva do H2SO4 é preciso evitar a sua formação.“Produção de açúcar e álcool em usinas. O SO2 é adicionado em uma corrente em sentido contrário até que o pH abaixe entre 3.fenômeno.

recebendo leite de cal.1%. sendo fixados neste por pinos.óxido. os mais utilizados. com a formação de produtos escuros. Se a quantidade de cal adicionada for excessiva haverá a decomposição de açucares redutores. dilui-se essa massa com água e mede-se a densidade do caldo.“Produção de açúcar e álcool em usinas. deixa-se repousar durante 12 a 24 horas. Provocar floculação. Os aquecedores são equipamentos nos quais tem a passagem de caldo no interior dos tubos e a circulação do vapor pelo casco ( calandra ). Os cabeçotes são divididos internamente por chicanas em vários compartimentos. Na outra extremidade dos cabeçotes localizam-se as tampas com dobradiças.0 – 7. sendo os primeiros. Os caldos com densidade superior a 14º Be. com maior exatidão possível.magnésio. denominados ninhos ou passe. apóiam suas bases sobre o espelho. Em seguida. Nas extremidades desse conjunto existem dois “cabeçotes” que por sua vez. Os aquecedores podem ser horizontais ou verticais. correndo ainda o perigo da perda de açúcar por inversão. onde atinge temperatura média de 105º C.4. Os principais objetivos do aquecimento do caldo são: Eliminar microorganismos por esterilização. que dificultam a decantação. presas por meio de parafusos de borboletas. Preparação do Leite de Cal: Partindo-se da cal virgem. Teores mais elevados de magnésio causam incrustações nos evaporadores. a filtração e a cristalização. Completar reações químicas.de. como também escurecem e depreciam o açúcar fabricado. junta-se água em quantidade suficiente para não permitir a secagem da massa. É de máxima importância adicionar a cal. passam com dificuldade nas bombas e nos encanamentos. Esses equipamentos constam de um cilindro fechado nas duas extremidades por chapas perfuradas de cobre ou ferro fundido. até pH 7. Deve se usar um cal virgem com 97 – 98% de óxido de cálcio. pois se a quantidade adicionada for insuficiente o caldo permanecerá ácido.” O caldo depois de sulfitado é encaminhado para o tanque de calagem. mesmo depois de decantado. e conseqüentemente será turvo. 9 . e. O vapor cede calor para o caldo e condensa-se. chamadas de chapas tubulares ou espelhos.de. onde são mandriados ou soldados os tubos de circulação do caldo. AQUECIMENTO O caldo sulfitado e caleado segue para os aquecedores ( 04 aquecedores de cobre ).

se o flasheamento não ocorre. Temperatura do Caldo: A experiência tem demonstrado que a melhor prática é aquecer o caldo à temperatura de 103 – 105º C. As perfurações do espelho. Para isso são realizadas limpezas periódicas nos mesmos. A temperatura do caldo deve ser superior à 103º C.de.Incompleta eliminação dos gases.para. A pressão do vapor vegetal é em torno de 0. afetando a eficiência dos trocadores de calor. bolhas de gás aderidas aos flocos diminuirão a velocidade de decantação. Formação de cor no caldo devido à decomposição de substâncias. a fim de propiciar a circulação em vaivém do caldo. sendo a temperatura de aquecimento muito importante para a clarificação. Pressão e Temperatura do Vapor Escape: O vapor utilizado nos aquecedores é o vapor sangrado dos pré evaporadores ( vapor vegetal ). Logo. causando aumento de substâncias. Temperaturas insuficientes de aquecimento podem causar: .para.Coagulação incompleta. podem ocorrer: Destruição e perda de açúcar.a.operação. A remoção dos gases incondensáveis e a descarga dos condensadores também são necessária para uma boa transferência do calor do vapor para o caldo em um aquecedor. Pressões baixas incorrem em baixas temperaturas.Formação de flocos deficientes devido à reações químicas que não se completam. A eliminação dos gases é realizada quando se envia o caldo aquecido.7 Kgf/cm3 com temperatura de 115º C.o. seguem uma distribuição tal que cada conjunto de tubos forma um feixe que conduz o caldo em sentido ascendente e outro descendente. evitando-se valores incorretos de temperatura durante.balão. não permitindo a total remoção das impurezas. ar e vapor do caldo Em caso de temperatura alta.flash.retirada.mesmos. caracterizando o sistema de passagens múltiplas.“Produção de açúcar e álcool em usinas. O número de tubos por feixe depende do diâmetro do tubo e da velocidade desejada. 10 .” Os desenhos dos cabeçotes superior e inferior são diferentes.dos. . Caramelização do açúcar. por isso esses equipamentos possuem válvulas no seu corpo. O aquecimento do caldo pode ser prejudicado pela presença de incrustação nos tubos dos aquecedores. Consumo excessivo e desnecessário de vapor. os termômetros existentes na linha de caldo de aquecedores devem ser inspecionados periodicamente. .

11 . visto eu as perdas de cargas são grandes. há maior incrustação e a temperatura do caldo vai rapidamente com o passar do tempo de uso.895 Kcal / 1º C e um xarope de 60º Brix aproximadamente 0.301. que por sua vez. Essa velocidade de circulação do caldo não deve ser inferior à 1.0 m/s. menor será o valor do caldo específico.operação. A água possui um calor específico igual a 1 e o 0 da sacarose que entra na solução em maior quantidade é igual a 0.equacionam. pois quando isso ocorre.5 – 2. Para o cálculo do calor específico das soluções de sacarose.580 Kcal / 1º C. As velocidades médias mais recomendáveis estão entre os valores de 1. Pela interpretação desta fórmula.301 cal / ºC X = porcentagem de água no caldo.se.0 m/s quando a eficiência da transmissão de calor e a economicidade. pois ela aumenta o coeficiente de transmissão de calor por concepção.da.“Produção de açúcar e álcool em usinas. sais.0. pode-se concluir que quanto maior o brix do caldo. varia em função da concentração da solução. Hugot estabelece uma fórmula prática com resultado bastante aproximado: C = 1 .Cs(1–X) Onde: C = calor específico do caldo.006 B Onde: C = calor específico em cal / º C B = brix da solução Velocidade e Circulação do Caldo: A velocidade adotada para a circulação do caldo é importante. Um caldo com 15º Brix apresenta calor específico de aproximadamente 0.” A quantidade de calor necessário para aquecer o caldo do seu calor específico. Os demais componentes que fazem parte da composição do caldo se apresentam em pequenas concentrações ( glicose. frutose. Trom estabelece a seguinte fórmula: C = Ca. principalmente de sacarose. Velocidade maiores que 2 m/s também são indesejáveis. etc ) e influem muito pouco em seu calor específico. em cal / ºC C a = calor específico da água –1cal / ºC C s = calor específico da sacarose –0.

Máximo volume de lodos. Características Floculantes / Quantidades Adicionadas: As principais características dos floculantes são: peso molecular e grau de hidrólise. . ou seja. testando-se polímeros de diferentes graus de hidrólise e pesos moleculares.Melhoria na turbidez do caldo clarificado.” DECANTAÇÃO Dosagem de Polímero: Promover formação de flocos mais densos nos processos de clarificação do caldo. Rápida velocidade de assentamento. Formação de lodos densos. onde na câmara aquecedora. se não houver uma perfeita interação entre a qualidade do caldo a ser clarificado.Menores perdas de sacarose na torta. em vez de provocar atração das partículas. resultados desfavoráveis na clarificação do caldo podem originar-se devido às seguintes causas: 12 . o caldo passa pelos balões de flash e entram para os decantadores. do ponto de vista prático são: Precipitação e coagulação tão completa quanto possível dos colóides.Maior velocidade de sedimentação. Segundo estudos realizados.Compactação e redução do volume de lodo. Outro fator importante é a quantidade adicionada. visando: . acontece a repulsão. pois esses determinam o caráter físico desse sistema sólido – líquido. ocasionando um caldo filtrado mais limpo. . Normalmente a dosagem varia de 1 – 3 ppm em relação à matéria prima. na entrada do decantador é aquecido e recebe o polímero.“Produção de açúcar e álcool em usinas. Entretanto. o pH e a temperatura do caldo para decantação e o tempo de retenção nos decantadores.Produzir lodo com maior filtrabilidade. Os principais objetivos da decantação. Produção de caldo. . o mais claro possível. esses objetivos podem não ser atingidos. Floculação / Decantação: Após o aquecimento. . a qualidade e a quantidade dos agentes clarificantes. A seleção do polímero mais adequado é feita por tentativa em testes preliminares no laboratório. A adição de grandes quantidades pode provocar efeito contrário.

.Grande volume de lodos.d2 ) g/18u Onde: V = velocidade de sedimentação D = diâmetro das partículas d1 = densidade das partículas d2 = densidade do meio g = aceleração da gravidade u = viscosidade do líquido. Pequena diferença de densidade entre o precipitado e o líquido. Excessiva área superficial das partículas. forma e densidade.“Produção de açúcar e álcool em usinas. De início. A lei que rege a sedimentação das partículas através da resistência do meio e sob a gravidade foi estabelecida por Stokes: V = D2 ( d1 . Como o processo de precipitação formado no líquido é feito por sedimentação. As partículas grandes de forma mais ou menos esférica são as que sedimentam mais rapidamente. pondo em contato umas partículas com as outras. Além do mais o calor desidrata os colóides e diminui a densidade e a velocidade do meio. bem como a densidade e viscosidade do caldo. o que faz aumentar o tamanho e a densidade das mesmas. com a clarificação química há formação de flóculos que apresentam-se amorfos. DECANTADORES Os decantadores constituem-se basicamente de equipamentos nos quais o caldo tratado entra continuamente. A velocidade de sedimentação das partículas depende de seu tamanho. Densidade de algumas que pode ocorrer devido os seguintes fatores: Precipitação lenta que pode ocorrer devido os seguintes fatores: Alta viscosidade.” Precipitação incompleta dos colóides que podem ocorrer por: Pequeno tamanho das partículas. Os 13 . Baixa densidade dos lodos que pode ocorrer à: Forma e tamanho das partículas precipitadas. lodo e escumas. com saída simultânea de caldo clarificado. Com o emprego da temperatura. Hidratação das partículas. diminuindo as correntes interferentes. principalmente fosfatos. O melhor projeto é aquele em que tem-se velocidades mínimas ma entrada e nos pontos de saída. a produção de flóculos bem formados é muito importante. Ação coloidal protetora. ocorre maior movimentação. que pode advir da grande quantidade de material precipitáveis.

portanto provêm as seguintes funções: Remoção de gases. Estas perdas também dependem da temperatura e do pH do caldo. Remoção de escumas. Lodo. como as operações subseqüentes de cozimento de açúcar são. O caldo claro após peneirado estaticamente. que se espessa no fundo do decantador. O equipamento. Sedimentação. sendo 14 . como em paradas são maiores. As perdas nas quais o caldo é mantido no decantador. assim. devido à dificuldade em manter a temperatura. caldo parados nos decantadores por mais de 24 horas. relativamente livre de matéria insolúvel e à um nível de pH apto a fornecer um xarope com pH de aproximadamente 6. Para manter as perdas num nível mínimo. Isto significa um produto estéril. onde é peneirado para retirada de impurezas que ainda possam ter permanecido em suspensão. contendo os sais insolúveis e bagacilhos. O lodo separado no decantador é de carater gelatinoso.2%. O pH tende a cair com as paradas.0. FILTRAÇÃO A decantação separa o caldo tratado em duas partes: Caldo claro ( ou sobrenadante ). O caldo clarificado passa pelas peneiras estáticas. O crescimento de microrganismo não pode ser tolerado.5. excluindo-se a filtração. segue para a Destilaria / Fábrica.afetados. Normalmente. Espessamento e remoção do lodo. atingem 0.” decantadores com múltiplos pontos de alimentação e saída de caldo são mais difíceis de controlar. principalmente as que ocorrem por inversão da sacarose. enquanto o lodo é filtrado para que se separe o caldo do material precipitado. a temperatura deve ser mantida acima de 71º C. Paradas do Decantador: As perdas normais na clarificação.“Produção de açúcar e álcool em usinas. para impedir ou prevenir o crescimento de microrganismos. a adição de leite de cal é realizada para impedir que desça abaixo de 6. O decantador fornece meios para obtenção do caldo a partir da etapa de alcalinização com boas condições para recuperação do açúcar. destruição e manuseio. Retirada de caldo clarificado. Este valor inclui perdas por inversão da sacarose. não podendo ser submetido diretamente à filtração. pois não apenas ocorrem perdas de sacarose. são bastante prejudicados.

de. uma vez que proporciona ao lodo consistência e porosidade. Ao iniciar o movimento giratório. A quantidade de bagacilho a ser adicionado para a filtração. consta das seguintes partes: Filtros Rotativos.e. feita para que haja distribuição do vácuo de dois cabeçotes. no geral.torta. até sair do líquido em que estava parcialmente 15 . Em seguida.auxiliar. formando um ângulo de 15º com a circunferência. que podem ser de cobre. tomando o mesmo passível de filtração. daí também a necessidade. Instalação pneumática para transporte de bagacilho. Externamente.do. latão ou aço inoxidável. Estudos teóricos demonstram que o tamanho desejável de bagacilho deve ser menor que 14 mesh. uma seção de tambor entra em comunicação com a tubulação de baixo vácuo. pois arrasta parte do lodo. uma estação de filtração à vácuo.” necessário adicionar uma certa quantidade de bagacilho. Acessórios dos filtros.do. O bagacilho é misturado ao lodo na caixa misturadora.“Produção de açúcar e álcool em usinas. A sua superfície está dividida em 24 seções longitudinais independentes. Sobre essa base. O líquido que atravessa esta seção é turvo. Funcionamento do Filtro Rotativo à Vácuo: Essencialmente. existe uma divisão no centro do tambor. aumentando a espessura da torta. O filtro rotativo é um equipamento constituído por um tambor rotativo que gira ao redor de um eixo horizontal. a seção passa pela tubulação de alto vácuo. formando na superfície do tambor uma fina camada proveniente dos materiais em suspensão.caldo. Adição de Bagacilho: Das esteiras – moendas / caldeiras é retirado o bagacilho ( bagaço fino ) que funciona como elemento coadjuvante da filtração. Nos filtros grandes. Essas divisões são desmarcadas por barras colocadas no sentido do comprimento do equipamento. aumentando a porosidade do bolo. sendo construído na forma cilíndrica. as perfurações da tela filtrante são muito grande para reter os flocos. em chapa de aço carbono ou inoxidável. O líquido é então aspirado. o tambor é revestido por grades de polipropileno. Misturados de lodo. Está servirá como elemento de filtração. a mistura é filtrada em dois filtros rotativos à vácuo e um filtro prensa para a separação. que permitem a drenagem e circulação do caldo filtrado. está entre 4 a 12 Kg de bagacilho por tonelada de cana. A quantidade e o tamanho do bagacilho a ser adicionado são muito importante para a eficiente retenção do filtro.filtração. sobrepõem-se as telas.da. Em seguida. Além disso.

admitir-se a mistura de lodo e bagacilho na calha.DO. retira a torta que ficou impregnada na superfície do tambor. enquanto o tambor continua em movimento. o vácuo se eleva ao redor de 20 a 25 cm de Hg. Entretanto. sendo a mesma conduzida até o sistema de armazenamento Mecanismo de Funcionamento de Filtro Rotativo à Vácuo: Para iniciar a operação de filtração. principalmente no filtro prensa são utilizados os polieletrólitos. dando-se início à movimentação do filtro. a fim que se forme uma camada filtrante uniforme. ligam-se a bomba de vácuo e as de filtrado.” submersa. Nesse momento o resultado da filtração é um caldo turvo. conseqüentemente.“Produção de açúcar e álcool em usinas. A elevação do vácuo é necessária. colocam-se em movimento os agitadores da mistura. e o caldo obtido é claro. sendo enviado à fase de clarificação. e o baixo vácuo de 10 a 25 cm de Hg começa a agir. A torta desprendida cai no sistema transportador. Para melhorar a consistência do lodo para filtração. Nesse instante. um líquido filtrado mais claro. até a altura de transbordamento. a qual não é. de onde é retirado por bomba centrifuga.FILTRAÇÃO. obtendo-se. A quantidade de caldo claro obtido nesta fase corresponde de 40 a 70% do volume. um raspador horizontal convenientemente regulado. Jateia-se água quente sobre a torta. Da quantidade de caldo recuperado.LODO. Após a última seção de bicos injetores de água. Antes da mesma seção entrar novamente em contato com o líquido a ser filtrado. porque uma floculação mais completa é obtida. para logo a seguir. donde será transportada para o campo. observa-se logo que uma seção de filtro é mergulhada no líquido. Após o sistema entrar em regime normal de trabalho.viscosa. as pequenas perdas de açúcar são compensadas pelos filtrados mais claros e a torta que se desprende bem do cilindro. sendo conduzida para o sistema de armazenamento. deixando-se secar em seguida. Quando a seção emerge do líquido. para utilização como adubo. Segundo observações de Baikow. A fase seguinte consiste em remover a torta formada da superfície de filtração. a qual geralmente se localiza na parte superior do filtro. o lodo tratado com polieletrólito é mais difícil de desaçucarar. TRATAMENTO. inicia-se a fase de secagem da torta. ainda pela ação do vácuo. que sai através das canalizações e vai até o local correspondente. recebe a seguir. que é conseguido mediante o rompimento do vácuo e sob a ação do raspador. pois a torta se espessa e a resistência à filtração aumenta. Logo que a torta se formou sobre a superfície filtrante. 30 a 60% é constituída pelo caldo turvo.PARA. que vai arrastando o açúcar da torta. água quente. em vários pontos. 16 .

A temperatura da água deve estar ente 75 a 80º C para melhorar a extração. Falta de limpeza da superfície e filtrante.C. dificultando a lavagem. Esse fato ocorre porque a viscosidade do caldo decrescem à medida que a temperatura se eleva. Vácuo deficiente. acelerando o processo. Água de Lavagem: Logo que a seção do filtro emerge no líquido. O emprego de uma quantidade excessiva de água aumenta a concentração de impurezas no caldo claro. bem como a sua temperatura.“Produção de açúcar e álcool em usinas. O importante não é tanto a quantidade. Vácuo deficiente devido a vazamento.80º. o que é indesejável. Velocidade de Operação e Pol da Torta: A velocidade de operação dos filtros depende da sua regulagem em função da obtenção de pol da torta o menor possível. A quantidade de água a ser aplicada é fator determinante para a eficiência do processo.de. Assim sendo. pois a cera abaixo dessa temperatura impermeabiliza a torta. pois caldos com alto Brix são de difícil processamento posterior. somente 20 a 30% saem no caldo claro. visando a aumentar a extração do caldo. Entretanto. pH do lodo inadequado. Velocidade excessiva de rotação do filtro.acima. 17 . prejudicam a condução do processo de filtração. Excesso de terra no lodo.” Temperatura para Filtração: A elevação da temperatura dos lodos tem um efeito positivo sobre a filtração. mantendo o Brix do caldo clarificado em valores aceitáveis. mas sim a observância das recomendações técnicas. os mais importantes são: Lodo pouco consistente. Devido a adição de água na torta. Falta de resistência da válvula automática. é preferível filtrar a.elevadas. Vários são os fatores que concorrem para ineficiência da operação de filtração. Da água utilizada a maior parte fica retida na torta. Quantidade inadequada de bagacilho. o modo de aplicá-la. é necessário aplicar água para a lavagem da torta. Quantidade e modo de aplicação de água de lavagem de cana.. são também fatores responsáveis pelo bom resultado desta operação. em virtude da grande quantidade de água contida no mesmo. existe uma diferença de 15 a 25% entre o brix do caldo turvo e o do claro.temperaturas.

segundo a fórmula: Economia de Vapor = M / N Onde: M = posição do efeito N = número de efeitos Assim. até o último sucessivamente. Ao sair da última caixa de evaporação o caldo já concentrado até 56 a 62º brix é chamado de Xarope. a pressão no efeito precedente aumentará a e evaporação se reduzirá até que o equilíbrio seja estabelecido. Capacidade: A capacidade de uma seção de evaporação em retirar água é estabelecida pela taxa de evaporação por unidade de área da superfície de aquecimento. a última caixa de evaporação trabalha com 23 a 24 polegadas de vácuo. uma melhor eficiência quanto ao uso de vapor é conseguida pelo aquecimento do vapor de um dos efeitos da evaporação. a sangria do primeiro efeito de um quadruplo resultaria em uma economia de um quarto do peso de vapor retirado. 18 . A economia obtida varia conforme a posição do efeito de onde é sangrado. Para que o vapor vegetal fornecido para cada corpo de evaporação possa aquecer o caldo da caixa seguinte é necessário trabalhar-se com pressão reduzida ( vácuo ) a fim de que o ponto de ebulição do líquido seja mais baixo. assim por exemplo. Sangria de Vapor: Como os cozedores a vácuo são corpos de evaporação de simples efeito. pelo número de efeitos e pela localização e quantidade de vapor sangrado.” EVAPORAÇÃO Os evaporadores correspondem a 4 ou 5 corpos de evaporação de funcionamento contínuo.“Produção de açúcar e álcool em usinas. que saído dos decantadores é enviado para um reservatório e através de bombeamento chega ao 1º corpo de evaporação numa temperatura de mais ou menos 120 – 125º C sob pressão e por intermédio de uma válvula regulada para passar para o 2º corpo. a capacidade é determinada pela performance do efeito menos positivo. Observa-se que o primeiro corpo de evaporadores é aquecido por intermédio de vapor vindo das caldeiras ou vapor de escape que já passou por máquina a vapor ou turbina. reduzindo o ponto de ebulição do líquido até 60º C.Com a finalidade principal de remoção da maior parte da água existente no caldo clarificado. Sem o uso de sangria. O sistema é auto-equilibrável. Se um efeito seguinte não consegue usar todo o vapor produzido pelo efeito precedente.

Nível de líquido. Os elementos essenciais são: Pressão absoluta ( vácuo ). mantendo desse modo uma temperatura do xarope no último corpo ao redor de 55º C. Os vazamentos de ar constituem usualmente a principal causa do mau funcionamento do evaporador. A alimentação dever ser mantida uniforme. maior a quantidade requerida. No entanto.descobrir.funcionamento. uma válvula de água é aberta para manter a evaporação.detectado. utilizando-se tanque de caldo como controle pulmão. a pressão absoluta será da ordem de 10 cm de coluna de mercúrio.nos. sendo 65º brix. o suprimento de vapor de escape para a primeira caixa deve ser controlado de modo a produzir a evaporação total requerida. A pressão absoluta é controlada pela regulagem da quantidade de água que vai para o condensador. CONDENSADORES Condensadores e Sistema de Vácuo: Com um condensador satisfatório e adequado a capacidade da bomba de vácuo.vazamento. Um condensador bem projetado fornecerá. uma alimentação uniforme de caldo é essencial para uma boa performance da evaporação. para se prevenir a possibilidade de cristalização na evaporação. uma diferença de 3º C entre a água descarregada e o vapor sendo condensado.“Produção de açúcar e álcool em usinas. O valor de ajuste da pressão absoluta dependerá também do brix do xarope. Abaixo de um certo nível. os pontos importantes na operação são a quantidade e temperatura da água e vazamentos de ar.” Operação: Na operação da evaporação.testes.para. mantendo-se o xarope numa faixa de 65 a 70º brix. na capacidade nominal. Na faixa de 65 – 70º brix. difícil de. Brix do xarope. reduz-se o suprimento de vapor à evaporação. O brix do xarope é controlado pela regulagem da válvula de saída do xarope da última caixa.ser.se. a um nível mínimo. Acima de certo nível. Todas as caixas e tubulações devem ser revisadas periodicamente quanto a vazamentos. A quantidade de água necessária depende de sua temperatura.em. quanto maior a temperatura. Controle Automático: A eficiência da evaporação pode ser aumentada pelo uso de instrumentação de controles automáticos. a alimentação é sinalizada de modo a reduzir a quantidade de caldo que chega. Outra dificuldade comem é o ar contido no caldo alimentado. Alimentação. 19 .

a água condensada não seja reutilizada para fins como o de reposição em caldeiras. causam contaminações dos condensados para alimentação de caldeiras e poluição na descarga das águas dos condensadores. O caldo é expandido do topo dos tubos com uma velocidade suficiente para otimizar o líquido e projetar gotículas a uma altura considerável.quente.” Remoção de Condensadores: A remoção inadequada dos condensadores pode causar afogamento parcial dos tubos no lado vapor da calandra. instaladas no corpo dos. Para evitar ou minimizá-las são utilizados produtos denominados anti-incrustantes. Os gases saem geralmente por válvulas de tiragem de gases incondensáveis. junto com pequenas quantidades de outras substâncias.fábrica.na. sendo indesejáveis como fonte de alimentação de caldeiras de alta pressão.equipamentos.. estes gases se acumularão. O ar entra também através de vazamentos nas caixas sob vácuo e o dióxido de carbono é gerado no caldo.podem. Os condensados dos pré-aquecedores e evaporadores são geralmente retirados por purgadores instalados nos seus corpos. Gases Incondensáveis: Uma quantidade considerada de gases incondensáveis ( ar e dióxido de carbono ) podem entrar na calandra com vapor de aquecimento.fonte. mas maior constituinte é o sulfato de cálcio. causa o crescimento de incrustações duras. A velocidade aumenta da primeira para a 20 . pois esses condensados contém geralmente matéria orgânica volátil. Os gases incondensáveis das calandras sob pressão podem ser soprados para a atmosfera. Os condensados são armazenados e analisados.utilizados. além disso. Arraste: Arraste de caldo com vapor de um efeito para a calandra do efeito seguinte ou para o condensador no efeito final resultam em perda de açúcar e. A transferência de calor é bastante prejudicada. com redução da superfície efetiva de aquecimento. Em contra partida. principalmente na última caixa. outros álcoois como ésteres e ácidos. A precipitação destes compostos. interferindo na condensação do vapor na superfície do tubo.como. Incrustações: O caldo torna-se saturado no que diz respeito a sulfato de cálcio e sílica antes que a concentração dos sólidos dissolvidos atinja o nível desejado de 65º brix para o xarope. Caso não sejam removidos. Os que estiverem sob vácuo devem ser soprados para o sistema de vácuo. as quais são principalmente: álcool etílico.ser. A quantidade de incrustações depositadas depende de concentração total de compostos precipitáveis no caldo.“Produção de açúcar e álcool em usinas. de forma que havendo contaminação.

atingindo no último corpo velocidades que podem chegar a 18 m/s. A dificuldade no suprimento de vapor e no sistema de vácuo e de respeito à remoção de gases e condensados e a incrustações. a fim de evitar a caramelização do açúcar e também a temperatura mais baixas para uma cristalização melhor mais fácil. O xarope é lentamente concentrado até que se atinja a condição de supersaturação. Bomba de vácuo. Vazamentos de ar no sistema. Isto significa uma anormalidade na caixa que requer investigação. Irregularidades: Os problemas com o mau funcionamento da evaporação poder ter muitas causas. COZIMENTO O cozimento é efetuado com pressão reduzida. e um separador de arraste eficiente é essencial.do. a pressão aumenta.ser. dependendo.de.do. Assim.pelas. se o gradiente de temperaturas em uma caixa aumenta. 21 .leituras.diâmetro.como. Caso o vapor não seja retirado. Remoção de condensados. Por exemplo.observado. a que através das outras caixas será menor. O problema é mais sério no último efeito.Massa. Nesta operação ainda tem-se uma mistura de cristais da sacarose e mel. quando aparecem os primeiros cristais de sacarose. são percebidos com mais facilidade pela observação da queda de temperatura através das caixas. O problema decréscimo na evaporação do conjunto todo pode ser causado pela pouca retirada ( sangria ) do vapor para os aquecedores e cozedores a vácuo.” última caixa.pressão.tubo. e talvez decorra de falhas na remoção de condensados ou gases incondensáveis. Sangria de vapor. enquanto a queda do conjunto de evaporação permanece a mesma. as medidas da temperatura e pressão em caixa devem ser registradas regularmente.Cozida. as principais são: Baixa pressão do vapor. Uma irregularidade pode ser visualizada pela mudança dessas medidas. Suprimento de água ao condensador. conhecido. Incrustações.“Produção de açúcar e álcool em usinas. o que pode.

ficando retidos os cristais de açúcar.“Produção de açúcar e álcool em usinas. sendo que nas descontínuas turbinam-se açúcares da 1ª e nas contínuas os açúcares da 2ª que servirão como pé de cozimento para os de 1ª. Tanto as massas de 1ª como as de 2ª são descarregadas dos cozedores em caixas retangulares de fundo cilíndrico chamadas cristalizadores. estes cristais vão crescendo até um certo tamanho desejado. requer então proceder o seu conhecimento. Para a separação dos cristais e dos méis que os acompanham é necessário proceder-se a turbinação das massas. Tem-se uma certa quantidade de cristais já formados em um dos aparelhos de cozimento e vai se alimentando os mesmos com xarope que está depositado. Costuma-se alimentar os cristais de açúcar com xarope até certo ponto do cozimento e depois continua adicionandose mel rico.” Massa Cozida de Primeira: Falta a cristalização do xarope. Os cozimentos devem ser bem controlados. 22 . Aí as massas ficam até o ponto de turbinagem. que o operário pode observar através de lunetas dispostas nos aparelhos e também por meio de sonda. O açúcar é retirado no fim da turbinagem pelo fundo do cesto. os cristais ainda são muito pequenos.sacarose. o mel separado das massas de 2ª tem o nome de mel final que será transformado por fermentação em vinho fermentado e este será após destilação em álcool hidratado ou anidro. No início da centrifugação a massa é levada com água quente retirando-se o que chamamos de mel rico. Isto se faz em centrifugas contínua e descontínuas. Os méis rico e pobre são recolhidos em tanques separados. evitando a formação de falsos cristais que prejudicam a posterior turbinagem das Massas Cozidas. o qual servirá como pé de cozimento para as massas de 1ª . As turbinas constam de um cesto metálico perfurado e um motor para acionamento. aguardando o momento proveniente da massa de 2ª e de cor amareloclara e diluído com água ou xarope nos dá um produto denominado Magma. Pela centrifugação os meios atravessam os furos do cesto. O açúcar retirado das turbinas é descarregado em uma esteira e conduzido através de um elevador de canecas para um cilindro rotativo com passagem de ar com a finalidade de extrair a umidade presente a tal ponto que não permita o desenvolvimento de microorganismos os quais causaria deterioração com perda de. Massa Cozida de Segunda: Utiliza-se em pé de cozimento feito com xarope e alimenta-se estes cristais com mel pobre.

O açúcar armazenado sofre quebra de polarização. Quando o ar exterior estiver mais úmido. As balanças podem ser comuns. O tambor é levemente inclinado em relação ao plano horizontal. o qual consiste de um grande tambor provido internamente de telas. As diversas operações necessárias para realizar o Controle Químico estão a cargo do Laboratório Industrial. deve-se manter as portas fechadas. análises e cálculos feitas sobre as diversas fases dos processos. com uma otimização do processo. por exemplo. O processo somente é otimizado quando se conhecem os parâmetros que o governam. pode ser armazenado a granel temporariamente em silos e depois armazenados em sacos de 50Kg ou Bigbags ou expedidos diretamente dos silos. e esta pode ser lenta ou gradual ( normal ) e rápida ( anormal ). por serem mais praticas. A eficácia do controle 23 .“Produção de açúcar e álcool em usinas. Uma maior rentabilidade está relacionada com uma produtividade mais elevada. permitindo calcular as reações custo / benefício. o que se consegue. que deverá ter recursos humanos e materiais compatíveis com a responsabilidade inerente. sendo o piso preferivelmente asfaltado. por isso. entrando o açúcar na parte superior e saindo na mais baixa. constituem o que se denomina “Controle Químico”. e a conseqüente tomada de decisão. O armazém deve ser impermeável.” OPERAÇÕES FINAIS Secagem: O açúcar é secado em secador de tambor. tendo como suporte os princípios básicos de observação e medida que integram a análise do sistema. As paredes devem ser impermebealizadas pelo menos até o nível do solo. A quebra brusca pode ser causada por excesso de umidade ( mais comum ) e pela presença de muitas impurezas. O açúcar é acondicionado em sacos. Não deve ter janelas e deve conter poucas portas. Convém que os sacos empilhados apresentem a menor superfície de exposição possível. principalmente em lugares onde a umidade relativa é alta. proporcionando em retorno compatível com os investimentos realizados. RESULTADOS E DISCUSSÃO O primeiro objetivo da unidade industrial é ser rentável. O conjunto de operações de medidas. como açúcares redutores e microorganismos. mas já são utilizadas também automáticas e semi-automáticas. após a secagem. constituindo um dos alicerces de contabilidade açucareira. possibilitando a interpretação dos resultados. as pilhas altas e grandes são as melhores. A ventilação dever ser mínima. Ensaque e Armazenagem: O açúcar. ao mesmo tempo em que é pesado. O controle do processo é feito. O ar quente penetra em contracorrente ao açúcar para secagem do mesmo. permitindo introduzir modificações corretivas eventuais efetivando um controle adequado.

avaliação. o caldo clarificado irá para a pré-evaporação e o lodo para novo tratamento. Este tratamento consiste em aquecer o caldo a 105ºC sem adição de produtos químicos. dependerá da precisão dos números levantados ( função da amostragem técnica analítica criteriosa ) da qualidade / qualidade das informações relativas às condições operacionais e da experiência dos.técnicos. O mosto na Usina Ester é composto de caldo clarificado. evapora água e é concentrado a 20ºBrix. portanto o processo de moagem de cana é o mesmo já descrito. PREPARO DO MOSTO Mosto é o material fermentescível previamente preparado. TRATAMENTO DO CALDO Parte do caldo é desviado para tratamento específico para fabricação álcool. evitando perdas extraordinárias.na.” aplicado.“Produção de açúcar e álcool em usinas. FABRICAÇÃO DE ÁLCOOL A fabricação de álcool é uma unidade anexa.processo.este. regulagem da vazão. Este aquecimento favorece a fermentação por fazer uma "esterilização" das bactérias e leveduras selvagens que concorreriam com a levedura do processo de fermentação.números. melaço e água. medidores de vazão e controlador de Brix automático. O caldo quente que vem do préevaporador é resfriado a 30ºC em trocadores de calor tipo placas. 24 . Densímetros. teor de açúcares e temperatura. decantá-lo. Após decantação. semelhante feito ao lodo do açúcar.monitoram. PRÉ-EVAPORAÇÃO Na pré-evaporação o caldo é aquecido a 115ºC. e após isto. No preparo do mosto define-se as condições gerais de trabalho para a condução da fermentação como.envolvidos.dos. e enviado às dornas de fermentação.

portanto.TRATAMENTO DO FERMENTO A levedura após passar pelo processo de fermentação se "desgasta".8 a 3. é enviado às cubas de.0 adicionando-se ácido sulfúrico que também tem efeito desfloculante e bacteriostático. em separadores que separam o fermento do vinho. O fermento. uma dorna no terceiro e uma dorna no quarto estágio. duas dornas no segundo. O tratamento é contínuo e tem um tempo de retenção de aproximadamente uma hora.” FERMENTAÇÃO A fermentação é contínua e agitada. todas fechadas com recuperação de álcool do gás carbônico. A fermentação é regulada para 28 a 3OºC. consistindo de 4 estágios em série. VI . composto de três dornas no primeiro estágio. com uma concentração de aproximadamente 60%. Após a separação do fermento do vinho. No processo de transformação dos açúcares em etanol há desprendimento de gás carbônico e calor. Nenhum nutriente é usado em condições normais. O vinho delevurado irá para os aparelhos de destilação onde o álcool é separado. Regula-se o pH em torno de 2.tratamento. CENTRIFUGAÇÃO DO VINHO Após a fermentação a levedura é recuperada do processo por centrifugação. o fermento a 60% é diluído a 25% com adição de água.5% de álcool. 25 . por ficar exposta a teores alcoólicos elevados. eventualmente é usado bactericida para controle da população contaminante. concentrado e purificado. é necessário que as dornas sejam fechadas para recuperar o álcool arrastado pelo gás carbônico e o uso de trocadores de calor para manter a temperatura nas condições ideais para as leveduras. Com exceção do primeiro. Utiliza-se uma levedura especial para fermentação alcoólica. As dornas tem capacidade volumétrica de 400. O mosto fermentado é chamado de vinho. a Saccharomyces uvarum. o restante tem agitador mecânico. Esse vinho contém cerca de 9.“Produção de açúcar e álcool em usinas.000 litros cada. do açúcar em álcool. O fermento tratado volta ao primeiro estágio para começar um novo ciclo fermentativo. É na fermentação que ocorre a transformação dos açúcares em etanol ou seja. O tempo de fermentação é de 6 a 8 horas.

” DESTILAÇÃO O vinho com 9. O álcool neutro é destinado à indústria de perfumaria. Editora EME. nitrogênio.“Produção de açúcar e álcool em usinas. W. São Paulo: Edgard Blucher. A . AQUARONE. Produção de Etanol. BORZANI. AQUARONE. W.. São Paulo: Edgard Blucher.. 2. Produção de Etanol. garantindo a qualidade final de cada etapa que envolve a fabricação. U.. V... Técnologia do Açucar e das Fermentações Industriais ( Afrânio Antonio Delgado ) .. V. U. 2001. AQUARONE. A . SCHMIDELL. 180 m³/dia. 4. In: LIMA. rica em água. (coord). U. Cálculos na agroindustria de cana-de-açúcar. BASSO. BORZANI.. A .. 2003. AMORIM. In: LIMA. Biotecnologia Industrial: Fundamentos... W. L. sendo o álcool neutro o produto de maior produção. Técnologia dos Produtos Agropecuários I. A . capacitando-as a conduzir o processo de forma segura e responsável. In: LIMA. W. industrial e carburante.. W. H. 2001. 1975. SCHMIDELL. 2001. 2001. BASSO. é utilizada na lavoura para irrigação da cana... Antonio Carlos. Piracicaba. U. Produzimos álcool neutro. H. um com capacidade nominal para 120 m³/dia e outro para 150 m³/dia.. (coord).álcool. BASSO. V. Biotecnologia Industrial: Engenharia Bioquimica . A . São Paulo: Edgard Blucher. L. São Paulo: Edgard Blucher. In: LIMA. H. L. LIMA. A . v. BORZANI. Escola Superior de Agricultura LUIZ DE QUEIROS.. AQUARONE. W. bebidas e farmacêutica. 26 . A . Produção de Etanol. AMORIM.. U. LIMA.. U. As pessoas envolvidas passam por treinamentos específicos. C. A vinhaça. H. BORZANI. U.. (coord). QUALIDADE Todas as etapas do processo são monitoradas através de análises laboratoriais de modo a assegurar a qualidade final dos produtos.5% em álcool é enviado aos aparelhos de destilação. U.. E. v. C. 2 ed. matéria orgânica. E. 3. C. SCHMIDELL. A . AMORIM. W. C. 1. A Usina Ester produz em média 35O m³ de álcool / dia. 2003. LIMA.. (coord).açúcar. BASSO. Biotecnologia Industrial: processos fermentativos e enzimático.e.de. na chamada fertirrigação. a vinhaça. Na destilação do vinho resulta um subproduto importante. STAB-Sociedade dos Técnicos Açucareiro e Alcooleiros do Brasil. E. Produção de Etanol. em dois aparelhos. potássio e fósforo. Biotecnologia Industrial: Biotecnologia na produção de alimentos. L. v. V. BIBLIOGRAFIA Fernandes. W. LIMA. SCHMIDELL. v. AMORIM. E..