Prefácio do Autor

Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:26:49 e.v. Escrito por Swami Vivekananda

Desde a aurora da História, vários fenômenos extraordinários registraram-se entre os seres humanos. Não faltam testemunhas, nos tempos atuais, para atestar desses acontecimentos, até mesmo onde a ciência moderna impera, em toda sua efulgência. O grande acervo de tantas evidências é duvidoso, pois vêm de pessoas ignorantes, supersticiosas ou desonestas. Em muitos casos, os chamados milagres são imitações. O que imitam? Não é próprio da mente sincera e científica descartar nada, sem primeiro investigar. Cientistas superficiais, incapazes de explicar os vários fenômenos mentais extraordinários, pretendem ignorar-lhes a existência. São, por isso, mais culpados que os que crêem que suas preces são atendidas por um ser ou seres acima das nuvens, ou dos que acre ditam que por seus pedidos, tais seres modificarão o curso do universo. Os últimos têm a desculpa da ignorância, ou, ao menos, de um sistema defeituoso de educação, que os ensinou a serem dependentes de tais seres, dependência que se tornou parte de sua natureza debilitada. Os primeiros não têm tal desculpa. Esses fenômenos foram estudados, investigados e generalizados, há milhares de anos; todo o campo das faculdades religiosas do homem foi, assim, analisado; o

resultado prático desses estudos é a ciência chamada RajaYoga. A Raja-Yoga, não nega, à maneira imperdoável de algumas ciências modernas, a existência de latos difíceis de serem explicados; ao contrário, gentil, mas firmemente, ela declara aos supersticiosos que os milagres, as respostas às orações, os poderes da fé, conquanto fatos verdadeiros, não se tornam compreensíveis pelas explicações supersticiosas, que os atribui à intervenção de um ser ou seres dissimulados pelas nuvens. Declara que cada homem é somente um conduto para o oceano infinito de conhecimento e potência que existe por trás da Humanidade. Ensina que os desejos e as necessidades estão no homem, que o poder de satisfazê-los também é do homem e que onde e sempre que um desejo, uma necessidade ou uma prece é satisfeita, foi daquele depósito infinito que veio a satisfação e não de um ser sobrenatural. À idéia de seres sobrenaturais pode acirrar, até certo grau, o poder de ação no homem, mas traz consigo, também, a decadência espiritual. Traz dependência, medo, superstição. Degenera na terrível crença que o homem é naturalmente débil. Não existe o sobrenatural, lis o yogui. Na natureza, há manifestações densas e sutis. As sutis são as causas, as grosseiras, os efeitos. Estas podem ser facilmente percebidas pelos sentidos; aquelas, não tanto. A prática de raja-yoga conduz á obtenção das percepções sutis. Todos os sistemas ortodoxos da filosofia hindu têm um mesmo objetivo: a liberação da alma pela perfeição, O método é a yoga. A palavra joga abarca um campo vasto. Tanto a filosofia Samkhya como a Vedanta referem-se à voga, sob urna forma ou outra. O assunto deste livro é a forma de yoga conhecida como Raja Yoga. Os Aforismos de Patanjali constituem a mais excelsa autoridade sobre Raja-Yoga. São o seu manual. Os outros filósofos, ocasionalmente diferindo de Patanjali sobre alguns pontos de filosofia, aceitam, regra geral, o método de prática por ele preconizado. A primeira parte deste livro compreende várias aulas dadas pelo autor, em Nova York. A segunda parte é tradução algo livre dos Aforismos (Sutras) de Patanjali, com um breve comentário. Fez-se um esforço para evitar tecnicismos tanto quanto possível, atendo- se à forma livre e cômoda do estilo de conversação. Na primeira parte dão-se diretivas simples e especificas aos estudantes interessados em praticar;

mas tais estudantes são especialmente e sinceramente advertidos que, salvo algumas exceções, Raja-Yoga somente pode ser aprendida sem riscos, pelo contato direto com um instrutor. Se estas conversações conseguirem despertar o desejo de maiores esclarecimentos sobre o assunto, o instrutor não faltará. O sistema de Patanjali baseia-se sobre a filosofia Samkhya, sendo bem poucos os pontos de divergência. As duas maiores diferenças são: a primeira, que Patanjali admite o Deus Pessoal, sol a forma do Primeiro Instrutor, enquanto que o único Deus que a. Samkhya admite é um ser quase-perfeito, a cargo, temporariamente, de um ciclo de criação. A segunda, os yoguis afirmam que a mente é igualmente onipenetrante como a Alma ou Purusha, o que a Samkhya não admite. VIVEKANANDA

Introdução
Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:29:37 e.v. Escrito por Swami Vivekananda

Todo nosso conhecimento repousa sobre a experiência O que chamamos conhecimento inferente, no qual se vai do particular para o geral ou vice-versa, tem a experiência por base. Nas chamadas ciências exatas, chega-se facilmente verdade, porque eia diz respeito às experiências específicas de todo ser humano. O cientista não exige que acreditemos em algo, cegamente; obteve certos resultados, que são fruto de suas próprias experiências e quando, fazendo delas a base de seu raciocínio, deseja que aceitemos suas conclusões, ele faz apelo a alguma experiência universal da Humanidade. Em toda ciência exata há uma base que pertence a toda Humanidade, de modo que podemos imediatamente perceber a verdade ou a falsidade de suas conclusões. A pergunta, agora, é esta: possui a religião tal base? Responderei tanto afirmativa, como negativamente. A religião, como geralmente ensinada, fundamenta-se na fé e na crença, e na maioria dos casos, consiste somente de diferentes esquemas de teorias; eis porque vemos religiões contra religiões. Essas teorias também repousam sobre crenças. Alguém me diz que existe um grande Ser sentado

se perguntam por uma razão. esteve em contato direto com elas e as pregou ao mundo. cada qual pregando as idéias que mais lhe convém”. que tento impingir aos outros. uma: base de crença universal. em diferentes países. Cristo disse que viu Deus. contam com número pequeno de seguidores. As que não têm livro desapareceram quase por completo e as novas. ter minhas próprias idéias. que escreveram seus livros. viu-as. em todas encontramos uma opinião geral: que as verdades apregoadas são o resultado das experiências de determinadas pessoas. numa alma e em seu estado melhor. Vemos. nele. no Budismo. e o que viram. Se buscarmos essa base. corro Encarnação de Deus. pregaram. Parece que todo homem culto diz: “Essas religiões são feixes de teorias sem qualquer ponto de apoio sólido. declaram que experimentaram certas verdades. não poderei dar nenhuma. Não obstante. que predicam. Existe apenas uma diferença. Todos os instrutores viram Deus. encontraremos que elas também estão baseadas sobre experiências universais. pois. em Cristo. num Deus. Na maioria dessas religiões. pouco numerosas. Assim por diante.sobre as nuvens. encontramo-las divididas em dois grupos: as que possuem um livro e as que não têm nenhum. veremos que está baseado na experiência. Entretanto. ou sábios. Os cristãos pedem que acreditemos em sua religião. viram suas próprias almas. Se lhes perguntarmos por que. É por isso que a religião e a filosofia religiosa gozam. governando todo o universo e pede-me que acredite no que diz. ao analisarmos as diversas religiões do mundo. de mau conceito. claramente. o futuro dessas almas e sua eternidade. os discípulos afirmaram que O sentiram. Mas se formos à fonte do Cristianismo. uma queixa peculiar se . simplesmente que crêem nisso. de que dependem todas as diferentes teorias e idéias das diferentes seitas. que experimentou certas verdades. dizem. sàmente pela autoridade de sua afirmativa. Também com os Hindus: os “rishis”. especialmente nos tempos modernos. Em primeiro lugar. da mesma maneira. Posso. que todas as religiões do mundo foram construídas sobre o universal e adamantino fundamento de todo nosso conhecimento: a experiência direta. As primeiras são mais fortes e contam com maior número de adeptos. atualmente. Da mesma maneira. trata-se da experiência do próprio Buddha. existe na religião.

Se os homens acreditam num Deus. tanta luta e agitação em nome de Deus? Já se derramou mais sangue em Seu nome que por outra causa qualquer. entre os semi-educados. eu não teria a mínima consideração pela natureza humana. tal coisa. Nego. melhor não crer. desejando que todos fizessem o mesmo. a menos que se a tenha sentido. são fúteis. certamente segue-se que essa experiência foi possível milhões de vezes antes e repetir-se-á eternamente. Se houve uma experiência neste mundo. os fundadores das religiões que levam seu nome. temos que tomar tais religiões sob fé. porque as pessoas nunca buscavam a fonte.faz: que tais experiências são impossíveis de serem repetidas atualmente. Que direito tem um homem de dizer que possui uma alma. não só que a religião se baseia sobre as experiências de outrora. realmente. podem tornar-se bons. Podem fazê-lo? Se pudessem. de um lado. Não podemos culpá-los de alimentarem essas idéias. Foram possíveis somente para alguns. em qualquer ramo particular de conhecimento. se não O viu? Se há um Deus. O homem deseja . carecem de base. Pede-se-lhes que vivam de palavras. Os instrutores da ciência denominada Raja-Yoga declaram. pelas mesmas experiências. A uniformidade é a lei rigorosa da natureza: o que ocorreu uma vez poderá ocorrer sempre. A idéia que prevalece. e toda busca de um Ser Supremo. absolutamente. De pouco vale discorrer sobre religião. do contrário. se há uma alma. portanto. de outro lado. devemos vê-Lo. a idéia consiste em que essas coisas. ele próprio. e perfeitos cidadãos. mas também que nenhum homem pode ser verdadeiramente religioso enquanto não passar. devemos percebêla. entre os “letrados” é que a religião. contentando-se apenas em dar o assentimento mental aos costumes de seus maiores. E’ preferível ser um ateu confesso que um hipócrita. a metafísica. se não a sentiu. pois todo o ensinamento que recebem é simplesmente o de acreditar num eterno palavreado sem conteúdo substancial. Hoje em dia essas experiências tornaram-se obsoletas e portanto. morais. Por que existe tanta desarmonia. e cujo único valor reside no fato de se constituírem em forte motivo para fazermos bem ao mundo. ou que há um Deus. Raja-Yoga é a ciência que nos ensina a alcançar essas experiências.

toda ciência deve possuir seu próprio método de investigação. por homens puros e inegoístas. O mesmo com a Química. que se baseia na observação. O conhecimento da mente. fazer. mas antes de agirmos assim. não seremos racionais em negar a verdade de suas assertivas. recorremos à generalização. Se desejamos nos tornar astrônomos e nos sentamos a gritar: “Astronomia! Astronomia!”. o caminho foi encontrado. Quando ele a possuir. imbuídos unicamente do desejo de fazer bem ao mundo. experimentos. teremos o direito de dizer que a proposta não tem fundamento. declaram os Vedas. antes. do pensamento. Inicialmente. de todos os tempos. A ciência chamada Raja-Yoga propõe-se colocar frente à Humanidade um método prático e cientificamente elaborado para alcançar essa verdade. Não existe outro caminho”.a verdade. Devemos ir a um laboratório. Esta verdade foi predicada por sábios de todos os países. Um método determinado necessita ser seguido. misturá-las. Primeiro. Todos afirmam haver encontrado verdades mais elevadas que aquilo que os sentidos podem trazer-nos e propõem sua verificação. Assim poderemos nos tornar astrônomos. vós que morais na mais alta esfera. Se não conseguirmos encontrar essa verdade mais alta. quer experimentá-la por si mesmo. só então. senti-la no profundo de seu coração. Cada ciência terá seu próprio método. Há uma vereda que conduz para bem longe das trevas e essa vereda é perceber Aquele que está além de toda escuridão. jamais o seremos. iremos a um observatório. estudaremos as estrelas e os planetas. desenvolvido o poder de observar o que acontece dentro de nós. realizá-la. Se quisermos ser astrônomos. tomaremos o telescópio. jamais será conseguido se não tivermos. Para adquirir conhecimentos. “Ó filhos da imortalidade. de tudo isso advirá o conhecimento da Química. examiná-las. depois generalizamos e enfim concluímos ou formulamos princípios. tomar diferentes substâncias. da natureza interna do homem. desaparecerá a escuridão e toda sinuosidade endireitar-se-á. com elas. á. Ë comparativamente fácil observar fatos no mundo . Convidam-nos a seguir a disciplina e a praticar honestamente. a menos que se pratique o método. Posso pregar mil sermões. utilizando os métodos recomendados: a luz há de chegar. porém eles não tornarão ninguém religioso. Devemos trabalhar fielmente. observamos os fatos. as dúvidas serão dissipadas.

externo, porque muitos instrumentos foram inventados para esse propósito; mas para o mundo interior, carecemos de instrumentos que nos ajudem. Todavia, sabemos que necessitamos observar, a fim de fazermos, realmente, ciência. Sem a devida análise, qualquer ciência será impotente, pura e simples teorização; eis porque os psicólogos têm discutido tanto entre si, desde os mais remotos tempos, exceto aqueles poucos que encontraram os meios de observação. A ciência denominada Raja-Yoga propõe-se, em primeira instância, fornecer-nos os adequados meios que nos possibilitem a observação dos estados interiores. O instrumento empregado é a própria mente, O poder de atenção, acertadamente guiado e conduzido para o mundo interior, analisará a mente e nos iluminará os fatos. Os poderes da mente assemelham-se a raios luminosos difusos; quando concentrados, iluminam. este o único meio de conhecimento de que dispomos. Todos o utilizamos, tanto no mundo externo como no interno; mas, a mesma minúcia de observação que o cientista dirige ao mundo externo, o psicólogo deve dirigir para o interno, o que requer muito treino. Desde a infância fomos sempre ensinados a prestar atenção sàmente às coisas externas, nunca às internas; daí que atrofiamos nossa capacidade de observar o mecanismo interno. Virar a mente, por assim dizer, para dentro, fazê-la cessar de se dirigir para fora, concentrar toda sua força e projetá-la sobre si mesma, a fim de que ela conheça sua própria natureza e se analise, é tarefa árdua. Entretanto, é o único caminho, a verdadeira aproximação científica ao assunto. Para que esse conhecimento? Primeiramente, o conhecimento é, em si mesmo, sua mais alta recompensa. Em segundo lugar, dissipará nossa infelicidade. Analisando sua própria mente, o homem chega face a face, por assim dizer, com algo que jamais é destruído, algo que, por sua natureza, é eternamente puro e perfeito. Então, jamais será infeliz. Toda infelicidade emana do medo, do desejo não gratificado. Ao descobrir que nunca morrerá, o homem não mais temerá a morte. Quando souber que é perfeito, não mais terá vãos desejos. E ambas causas, estando ausentes, não existirá mais o sofrimento, mas sim a felicidade mais perfeita, ainda neste corpo.

Há somente um método para atingir-se esse conhecimento: a concentração. O químico, no laboratório, concentra todas as energias de sua mente sobre um único foco, dirigindo-as para as substâncias que analisa. Assim, descobre-lhes os segredos. O astrônomo concentra todas as energias de sua mente e as projeta, através do telescópio, para os céus; e as estrelas, o sol e a lua entregam-lhe seus segredos. Quanto mais eu puder concentrar meus pensamentos sobre o assunto de nossa palestra, tanto mais luz projeto sobre esse assunto. Vós me escutais e quanto mais concentrardes vossos pensamentos, tanto mais claramente conseguireis entender o que vos tenho a dizer. Como pode ser adquirido todo o conhecimento que existe neste mundo, senão pela concentração dos poderes da mente? O mundo está pronto a revelar seus segredos se soubermos como bater, como dar-lhe o primeiro impulso. A extensão e a força do impulso vêm através da concentração. Não há limite ao poder da mente humana. Quanto mais concentrada, maior poder convergirá sobre um ponto só. Eis o segredo. É fácil concentrar a mente sobre coisas externas. Ela vai, naturalmente, para o exterior. O mesmo não ocorre em religião, psicologia ou metafísica, onde o sujeito e o objeto são um só. O objeto é interno: a própria mente é o objeto; é ela que se necessita estudar. A mente estuda a mente. Sabemos de uma propriedade da mente chamada reflexão. Estou falando convosco, mas, ao mesmo tempo, fico de lado, como uma segunda pessoa, que ouve e conhece o que estou dizendo. Trabalhais e pensais simultaneamente, enquanto uma porção de vossa mente se posta de lado e vê o que estais pensando. Os poderes da mente devem ser concentrados e dirigidos de volta sobre ela; e assim como os mais obscuros recantos revelam seus segredos ante os penetrantes raios de sol, assim também a mente concentrada descobrirá os seus segredos mais recônditos. Chegaremos assim à base mesma da crença, à religião real. Perceberemos, por nós mesmos, se ou não temos alma, se a vida dura cinco minutos ou toda a eternidade, se há ou não um Deus. Tudo isso nos será revelado. É o que Raja-Yoga propõe-se ensinar; o escopo de seus ensinamentos é mostrar-nos como concentrar nossa mente; depois, como descobrir-lhe os últimos recessos; depois, como

generalizarmos seus conteúdos e formar, a partir deles, nossas próprias conclusões. Não nos pergunta qual o nosso credo – se somos deístas, ateus, cristãos, judeus, budistas. Somos seres humanos: basta. Todo ser humano tem o direito e a capacidade de buscar a religião; o direito de perguntar o porquê e ver sua pergunta respondida por si mesmo – se apenas quiser dar-se ao trabalho de fazê-lo. Portanto, vemos que para o estudo de Raja-Yoga, não se exige fé ou crença prévia. “Não creias em nada que não possas descobrir por ti mesmo”, eis o que nos ensina. A verdade não carece de suporte algum para ficar de pé. Direis então que os fatos de nosso estado de vigília devem ser provados por sonhos ou imaginações? Claro que não. O estudo de Raja-Yoga demanda muito tempo e prática contínua. Uma pequena parte dessa prática é física, a maior parte, mental. Veremos, à medida que prosseguirmos, quão íntima é a ligação da mente ao corpo. Se crermos que a mente é simplesmente uma fração mais sutil do corpo e que atue sobre ele, concluiremos que o corpo deve reagir sobre a mente. Se o corpo está enfermo, a mente torna-se enferma também. Se o corpo está saudável, a mente será saudável e forte. Quando estamos zangados, a mente fica perturbada; e quando a mente está conturbada, o corpo também o está. Na maioria das pessoas, a mente permanece, principalmente, sob o domínio do corpo; são mentes muito pouco desenvolvidas. A maior parte da Humanidade está bem pouco longe dos animais, pois, em muitos casos, o poder de controle que possui é um pouquinho maior que o daqueles. Temos pouco poder sobre nossas mentes. Portanto, para obter esse comando, para conseguirmos controlar corpo e mente, devemos tornar ajudas físicas; quando o corpo está suficientemente controlado podemos tentar a manipulação da mente. Manipulando a mente, estaremos aptos para tê-la sob nosso controle, fazê-la trabalhar como desejarmos e compeli-la a concentrar seus poderes a nosso bel-prazer. De acordo com o raja-yogui, o mundo externo é somente a forma densa do interno ou sutil. O mais fino é sempre a causa e o mais grosseiro, o efeito. Portanto, o mundo externo é o efeito, e o interno, a causa. Desta forma, as forças externas são apenas- mente os elementos mais densos daquilo de que as internas são os mais finos. O homem que descobriu e aprendeu

que desaparecerão. porque estes conheciam algo. onde atingem. estudando a natureza interna. Na Índia. O objetivo de toda ciência é descobrir a Unidade. ambas opiniões estão certas. os limites de seu conhecimento. De igual maneira que numa mesma sociedade. Raças diferentes dedicam-se a processos diferentes de controlar a natureza. O progresso e a civilização da raça humana significam.a manipular as forças internas terá toda a natureza sob seu controle. caiu nas mãos de pessoas que destruíram noventa por cento de seu conhecimento e tentaram fazer um grande segredo do restante. Os externalistas e os internalistas estão fadados a encontrar-se no mesmo ponto. à de controlar totalmente a natureza. Nos países ocidentais esse estudo foi considerado como sendo ocultismo e as pessoas que desejavam praticá-lo. o Uno. Será o mestre de toda natureza. que controlando-se a natureza externa. ou foram queimadas. É tentativa muito antiga. a interna. A índia tem sido a sua mantenedora especial. interna e externa. encontram-se falsos mestres. no Ocidente. o controle da natureza. as que desejam controlar a natureza externa enquanto que outras. porque na natureza não existe divisão alguma. que são piores que os da índia. alguns indivíduos desejam controlar a natureza externa e outros a interna. do qual o múltiplo provém. Raja-Yoga determina-se iniciar partindo do mundo interno. Afinal. e através dela. São limitações fictícias. Deseja chegar ao ponto onde o que chamamos leis da natureza não terão nenhuma influência sobre ele. o Uno que se manifesta como muitos. Como um físico. da mesma forma há. ao passo que aqueles modernos expoentes nada sabem. controlamos tudo. . mas também houve tentativas feitas por outras nações. onde será capaz de ultrapassá-las a todas. controlar tudo – tanto interno como externo. Dizem que controlando-se a natureza interna. ambos. Nos tempos atuais. descobre que aquele se funde na metafísica. O yogui se propõe uma tarefa não inferior à de dominar o universo inteiro. controlamos tudo. entre as raças. dizem também. ou mortas como feiticeiras e bruxas. ao levar o conhecimento aos últimos limites. por fim. por várias razões. puramente. também um metafísico descobre que o que denomina mente e matéria são apenas distinções aparentes.

O melhor guia na vida é a força. da mesma maneira devemos tomar esta para estudo. Quase destruiu a Yoga. nem perigo. o Purusha. Em religião. formulada. resultando daí a percepção. repetirei simplesmente o que dizem os livros. mais erros comete. a Alma. desta. com o único propósito de conservar si todos os poderes. Devemos exercitar nossa razão e julgamento. A seguir o Purusha dá a ordem de volta aos centros motores. Tanto quanto possa utilizar o raciocínio. Assim como tomamos qualquer ciência. nada temos a ver com isso. mais racional é seu ensinamento. mas a mente é matéria muito mais sutil que os instrumentos externos. ao invés de deixá-la sob o esplendor da luz do dia e da razão. ao pamo que quanto mais antigo o escritor. os órgãos levam as impressões à mente. De acordo com a filosofia Samkhya. neste sistema de Yoga. É fato digno de nota que quanto mais moderno seu comentarista. a Yoga caiu nas mãos de algumas pessoas que fizeram dela um segredo. umas das mais sublimes ciências. Antes de prosseguirmos. O mercadejar com mistérios enfraquece o cérebro humano. E’ um erro crer cegamente. a gênese da percepção é a seguinte: as impressões dos objetos externos são levadas. Com exceção do Purusha. pelos instrumentos externos. Desde o tempo de sua descoberta. como em qualquer outro assunto. e ensinada. devemos aprender pela prática. ou órgãos. Assim. descartemos tudo o que nos enfraquece. à faculdade determinativa. a mente. a Yoga foi perfeitamente delineada.Tudo o que for secreto e misterioso. todos os outros são materiais. gostaria de dizer algo a respeito da filosofia Samkhya. recebe-as. para executarem o necessário. Toda tentativa de mistificação destas coisas é suscetível de produzir grandes riscos. sobre a qual se baseia toda a Raja-Yoga. O material de que a mente se compõe torna-se mais grosseiro e forma os tanmatras. Até o ponto em que é verdadeira. O pouco que sei vo-lo direi. à plena luz do dia. assim farei. Nela não há mistério. A maioria dos escritores modernos cerca-se de toda espécie de mistério. deve ser imediatamente rejeitado. deve ser predicada nas vias públicas. mais de quatro milhares de anos atrás. na índia. se tais coisas ocorrem ou não. aquilo que não sei. a seus respectivos centros cerebrais. Estes se . Em primeiro lugar não há mistério algum no que ensino.

posso não ver coisa alguma. através de que a Alma percebe os objetos externos. mas sim ao auditivo. às vezes a um. Afirmam. mas enquanto os fisiologistas fazem uma afirmação do ponto de vista físico. Assim com todos os sentidos. como a mente a recebe. O yogui se propõe atingir aquele estado perceptivo sutil onde pode perceber todos os estados mentais. Tem. como a sensação é levada por um nervo particular ao centro nervoso. logo que um órgão externo entra em contato com um objeto. um a um. ele busca saber o que está acontecendo ali. o yogui deseja obter. às vezes liga-se a todos os órgãos simultaneamente. O mesmo se dá com a Raja-Yoga. Certas regras quanto à comida são necessárias: devemos utilizar alimentos que nos proporcionem estados mentais mais . E’ esta a psicologia samkhya. concentrando os poderes da mente e dirigindo-os para dentro. que deve ser seguido antes de poder ser entendido. Nisto não há menção algum de crença. O Purusha é o único princípio inteligente. a diversos órgãos. A mente. Toda ciência requer certo preparo e possui método próprio. também. O campo de nossas pesquisas está além. Vemos assim que entre o intelecto e a matéria densa externa há apenas uma diferença de grau. se escuto o relógio cora muita atenção. nas mãos da Alma. às vezes. como ela é apresentada à faculdade determinativa e como esta última a conduz ao Purusha. o poder reflexivo de voltar-se sobre suas próprias profundezas. outras a nenhum.adensam mais ainda e formam a matéria exterior. como surge uma sensação. A mente está continuamente mudando – pula de objeto a objeto. Liga-se. mas que o órgão está num dos centros nervosos do cérebro. A mente é um instrumento. apesar de ter meus olhos abertos o que demonstra que a mente não estava ligada ao órgão da visão. entretanto. A filosofia Samkhya nos ensina igual coisa. que tais centros estão formados do mesmo material que o próprio cérebro. é resultado da análise feita por certos filósofos. também. Todos estes diferentes estágios devem ser observados. Por exemplo. Este poder. Deve haver percepção mental de todos eles. aquela f az idêntica observação sob o ponto de vista psicológico. por assim dizer. ambas são uma única afirmativa. Pode-se perceber. Os fisiologistas modernos nos dizem que os olhos não são o órgão da visão.

Um yogui deve evitar os dois extremos da luxúria e da austeridade. portanto. diz o Gita. cuidar a qualidade de alimento que ingerimos. Aquele que age assim. Escrito por Swami Vivekananda A Raja-Yoga divide-se em oito estágios. Não deve jejuar. veracidade. depois chegamos ao ponto de não poder pensar. aquele que dorme muito. sem o que nenhuma prática de yoga terá sucesso. Todas as forças que atuam no corpo foram produzidas pela alimentação. então podemos abandonar os cuidados a esse respeito. a cerca pode ser retirada porque a árvore se tornou bastante forte para suportar qualquer agressão. sem elas essa . Depois vem asana. e samadhi. pratyahara. ou controle do prana. A seguir niyama. a menos de ser danificada. ou experiência ultra-sensória. se vamos às jaulas dos leões e tigres encontramo-los inquietos – o que mostra a diferença ocasionada pela alimentação. aquele que jejua. Enquanto a planta está crescendo. quando nossa prática estiver bem avançada. não roubar. mas calmos e meigos. e não receber dádivas. consistindo de limpeza. que consiste em não matar. Depois. Os Primeiros Passos Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:31:30 e. Se visitarmos um jardim zoológico teremos a demonstração disso imediatamente. quando se transforma em árvore. Yama e niyama são treinos morais. estudo e auto-entrega a Deus. ou meditação. austeridade. A medida que o yogui se estabelece nestas. declinarão as forças físicas. primeiro o corpo se enfraquecerá. aquele que trabalha muito. não pode ser um yogui. nem torturar sua carne. dhyana. muito menos tentar qualquer espécie de raciocínio. as forças mentais também serão afetadas: logo falha a memória. O primeiro é yama. pranayama. ou postura. contentamento. dharana. ou retirar os sentidos de seus objetos. Vemos os elefantes: enormes animais.puros. aquele que fica acordado. constatamo-lo diàriamente. Devemos. continência. Se começarmos a jejuar. ou fixação da mente num só ponto. e quando tenhamos adquirido bastante força. aquele que não trabalha – nenhum deles pode ser um verdadeiro yogui. deve ser cercada. porém. ao começo. passados alguns dias.v. principia a colher os frutos de sua prática.

facilmente. diariamente. o único objetivo do hatha-yogui. O resultado da hatha-yoga é simplesmente permitir que se viva durante muito tempo. O passo seguinte é asana. palavra ou ação. Muitas dessas práticas – por exemplo. Sua compaixão não deve ser apenas para seres humanos. deve ir além e estender-se a todo o mundo. com a coluna reta. Nada temos a ver com isso aqui. com o peito para dentro. até alcançarmos estados mais elevados. de modo que as três partes – peito. colocar o corpo em diferentes posições – encontram-se nos ensinamentos de Delsarte e outros. Para pensar. pescoço e cabeça – fiquem em linha reta. Que o peso total dessas partes descanse nas costelas. Um yogui não deve ofender ninguém por pensamento. e teremos uma postura natural e cômoda. que não conseguiremos produzir pensamentos elevados. por assim dizer. Ele se decide a não ficar doente. Correntes nervosas serão deslocadas e encaminhadas através de um novo canal. uma determinada postura pode ser muito cômoda para uma pessoa. postura. Surgirão novas espécies de vibrações. Portanto é absolutamente necessário que encontremos uma postura na qual possamos permanecer durante muito tempo. a constituição inteira será remodelada. não produz grande crescimento espiritual. uma série de exercícios. deve ser a escolhida. Notamos. além do mais. Essa postura. a mais cômoda. Esta porção de yoga é bastante similar à hatha-yoga que trata exclusivamente do corpo físico. Cada parte do organismo pode ser similarmente controlada. Devemos cumprir. sentando-nos eretos. e . físicos e mentais. o corpo se torna teatro de grande atividade.prática jamais frutificará. Seu escopo não é espiritual. Mas a parte essencial da atividade permanecerá ao longo da coluna vertebral. que durante o estudo destes assuntos psicológicos. Saberemos mais tarde. mesmo porque sua prática é muito difícil Não pode ser aprendida num só dia e. Não há um único músculo do corpo sobre o qual não se possa estabelecer perfeito controle: podemos parar o coração ou ordenar-lhe que continue. e cujo objetivo é torná-lo muito forte. portanto a única coisa necessária para a postura é manter a coluna livre. à nossa vontade. enquanto que para outra pode ser desconfortável. mas físico. a saúde é a idéia-mestra.

por todo o dia o cérebro permanecerá fresco. de acordo com certas escolas. cujas impurezas foram descartadas por pranayama. depois. Alguns rejeitaram esta parte. exalar pela direita. se o corpo não estiver apto.jamais fica. Temos de vê-las. Por exemplo. uma prática chamada purificação dos nervos. repetindo as mesmas palavras do seu comentário ao Svetasvatara Upanishad: “A mente. vem o poder de praticar pranayama. Cem anos nada significam para ele. os nervos devem ser purificados. Mas é tudo Um banyam vive. inalar pela esquerda. a prática será obstruída. como não pertencendo à Raja-Yoga. depois. creio adequado mencioná-la. e nunca nos resfriaremos. tudo. à tarde e à meia-noite -– conduz à pureza dos nervos. mas. Poderemos aplicar sempre um esforço mental (o que é usualmente . bombeando-a com a garganta. uma hora. é jovem e saudável aos cento e cinqüenta. nada mais. ao levantarse. devemos executar. Portanto. e o que fazemos. como é aconselhada por uma autoridade tão acatada como o comentador Sankaracharya. nós mesmos. Podeis vos assentar e escutar-me. da prática. feita três ou cinco vezes por quatro períodos do dia – antes da aurora. toma-se fixa em Brahman. Vive longo tempo. fechando a esquerda. alguns de nós acharemos muito eficaz para dores de cabeça inspirar água fria pelo nariz. devemos conservá-lo em condições. senti-las. inalai-a pelas narinas. ao meio-dia. sem qualquer intervalo. uma ou duas lições comuns dos hathayoguis são muito úteis. Sàmente ouvir explicações e teorias não basta. às vezes. inalar pela direita. pela manhã. Entretanto. diàriamente. Em primeiro lugar. Então começa pranayama”. Fechando a narina direita com o polegar. sem um cabelo grisalho. A prática é definitivamente imprescindível. portanto. Se um homem vive muito tempo é apenas um animal com saúde. Há diversos obstáculos à prática. cinco mil anos. Esta prática. Mas é só uma árvore. devemos cuidar o que comemos e bebemos. Outra vez. É muito simples fazê-lo: colocai o nariz dentro da água. O primeiro é um corpo nãosaudável. mas se não praticais. de acordo com a capacidade. em quinze dias ou num mês. de acordo com a capacidade. exalando pela esquerda. Depende. não dareis um só passo adiante. Nunca entenderemos estas coisas enquanto não fizermos a experiência. Depois de termos aprendido a sentar firmes e eretos. ensina-se pranayama.

dentro de algum tempo. Talvez possamos escutar algo que esteja ocorrendo a longa distância. até o melhor de nós duvida. Um exemplo: se concentrarmos o pensamento na ponta do nariz. Sob sua direção estudaram por longo tempo. Nem o corpo. depois dos primeiros meses de prática notaremos que somos capazes de ler os pensamentos alheios. o escopo. por mais que tentemos. que só raramente não são saudáveis. às vezes.chamado “Ciência Cristã”). Ambos pensaram que o corpo era o EU. da natureza. devem ser nossos senhores. além de nós. que nos aparecerão sob a forma de imagens. outra não deve ser a meta. por natureza. Não nos esqueçamos que a saúde é somente o meio. não os escravos. quando concentrarmos a mente com o desejo de ouvir. mas o suficiente para nos incutir fé. que evidenciará a existência de percepções mentais que dispensam o contato com objetos físicos. nem a mente. muitos satisfeito e lhes disse: “Aprendi tudo o que havia para ser aprendido: comei. nada mais a respeito do corpo. O demônio era. Com a prática. Por fim o sábio lhes disse: “Vós mesmos sois o Ser que buscais”. O segundo obstáculo é a dúvida. ignorante. para conservar o corpo vigoroso. uma centelha virá. Mas não devemos perder de vista que esses são apenas os meios. nos esquecer que o corpo é nosso e não nós dele. o suficiente para insuflar-nos coragem e esperança. dentro de alguns dias começaremos a sentir uma fragrância deliciosa. seríamos como animais. ela será bastante para dar-nos fé em todos os ensinamentos de Yoga”. força e esperança. bebei e sede felizes. tampouco podemos. . Isso é tudo. o fim. Se a saúde fosse o fim. Como diz um certo comentador de filosofia Yoga: “Quando conseguimos uma prova. O demônio retornou aos seus. não quis saber mais. Essas centelhas virão. o objetivo de todo este treinamento é a liberação da alma. nós somos o EU. Não podemos viver de palavras. Contentou-se com a idéia que ele era Deus e que pelo EU entendia-se o corpo. Um deus e um demônio procuraram um grande sábio que os instruísse sobre o EU. a dúvida chega quando desejamos saber se há ou não verdade nestes ensinamentos. Por exemplo. Temos que ser os amos. Sempre duvidamos do que não vemos. nada existe”. Assim. Controle absoluto da natureza. por menor que seja. gradativamente no início. para um fim.

saudável. retorquiu o sábio. pensando que talvez a mente fosse o EU. essas forças vitais permaneciam fortes. Porém. seu mestre. além de todo pensamento. a quem a espada não pode transpassar. O sábio retrucou: ‘Descobre-o tu mesmo. mas o pobre demônio. inamovível. sou Brahman. Descobre-o por ti mesmo”. o resultado. uno. Tu és Aquilo”. elas declinavam. depois de algum tempo. Volveu então ao sábio e perguntou: “Senhor. mais uma vez. Inicialmente cometeu o erro de pensar: “Eu. que sabem que mesmo se o corpo durasse mil anos. e lhe disse: “Senhor. Voltou. devo conservá-lo forte. Por acaso insinuastes isto. quisestes dizer que as forças vitais são o EU?” O sábio respondeu: “Busca-o tu mesmo. bem abrigado. dar-lhe toda espécie de prazeres”. ora bons. “tu és Aquilo. intangível. Tu és Aquilo”. O deus foi para casa e por fim descobriu o verdadeiro EU. certamente existia algo mais elevado. alimentando-se. este corpo. vejo que todos os corpos perecem. descobriu que. o Ser sem princípio e sem fim. . encontra poucos interessados em ouvir. Mas há alguns. portanto. Mas. Mas logo descobriu que seus pensamentos eram extremamente variados.O deus era de natureza mais pura. sem nascimento ou morte. Se alguém deseja indicar a meta suprema. logo descobriu que aquele não poderia ser o significado das palavras do santo. entretanto. deuses também. devido ao apego pelo corpo não conseguiu captar a verdade. o EU não deve morrer”. seria o mesmo. O deus voltou para casa. menos ainda são os que perseveram.’ “Não”. Então o deus pensou que as forças vitais que operam no corpo pudessem ser o EU. Ninguém nascido até hoje foi capaz de impedir que seu corpo mudasse. porém.repleto dessas naturezas demoníacas. haveis ensinado que este corpo era o EU? Se assim for. o corpo cal. a mente era mutável demais para ser o EU. Finalmente o deus ficou satisfeito. encontra multidões prontas para segui-lo. jejuando. a quem o ar não pode secar ou a água dissolver. Se alguém se propõe ensinar uma ciência. ora maus. Este mundo está. no fim. onisciente. Pouquíssimos têm o poder de atingir o mais alto. onipotente – não o corpo ou a mente – além de ambos. o fogo queimar. para aumentar a capacidade de gozar pelos sentidos. penso que a mente não é o EU. Há alguns poucos. Retornou ao sábio e lhe falou: ‘Senhor. Quando as forças que o mantêm agregado cessam de funcionar. entretanto.

então Deus o amaldiçoou e ele se tornou Satã. chegamos a pranayama. Do mesmo modo. exceto Iblis. ele disse . o rei ordenou que ele fosse preso na cúspide de uma torre muito alta. tampouco os anjos au os devas podem atingir diretamente a liberdade. é o melhor instrumento de que dispomos. Havia outrora o ministro de um grande rei. muita riqueza ou muita pobreza são entraves grandes ao desenvolvimento mais elevado da alma. o corpo deve ser conservado forte e saudável. e todos o fizeram. as massas d’água estão mudando aos nossos olhos. Somente o homem realiza a perfeição. e o ser humano. em nossa sociedade. deverão descer outra vez e tomar forma humana para atingir a salvação através dessa forma. Depois de criar o homem.O corpo é o nome de uma série de mudanças. e novas massas continuam a surgir. é grosseira e constituída principalmente de lamas. Em resposta. sem antes passar pelo nascimento humano. que. a cada instante. Atrás desta alegoria está a grande verdade que este humano nascimento é o máximo que podemos obter. a todos os anjos. nem mesmo os devas. das classes médias que surgem os grandes homens. uma esposa fiel. Qual a relação entre isso e a concentração dos poderes da mente? O alento é como o volante da máquina chamada corpo. o ministro foi deixado ali para que perecesse. Voltando ao nosso assunto. até que o mais delicado e sutil mecanismo entra em ação. Este corpo humano é o melhor corpo do universo. à noite. Os animais não podem ter pensamentos nobres. controle da respiração. o volante move-se em primeiro lugar. a animal. Numa grande máquina. Deus criou o homem depois de criar os anjos e tudo mais. Todavia. O homem é superior a todos os animais. O alento é esse volante. A criação inferior. pois aí as forças estão igualmente ajustadas e equilibradas. esse movimento é transmitido a partes mais e mais finas. De acordo com os Judeus e Maometanos. entretanto. veio ao pé da torre e chamou seu marido para indagar o que podia fazer para ajudá-lo. ele pediu aos anjos para virem saudá-lo. Como punição. Tinha. o mesmo acontece com o corpo. Até os devas. Isso feito. Aconteceu que caiu em desgraça. os deuses. nada existe superior ao homem. o mais elevado. Como num rio. suprindo e regulando a força central em todas as partes do corpo. sob formas semelhantes.

lançaremos mão do barbante das correntes nervosas. Excogitando muito. Por que? Porque nossa atenção não consegue discriminar o suficiente para captar os movimentos muito sutis que se processam dentro dele. por fim. vagarosamente entraremos dentro do corpo. de que a manifestação mais evidente é i alento. mais dentro do corpo. e o escaravelho iniciou a sua longa jornada. então. O marido ordenou que ela atasse firmemente o cordão de seda ao escaravelho. com a cabeça apontando para cima. Neste nosso corpo. Até que por fim chegou ao cimo da torre. com a respiração. O ministro desceu da torre pela corda e escapou. Não podemos. que untasse seus chifres com uma gota de mel e o deixasse livre no muro da torre. finalmente.à esposa que voltasse na noite seguinte e trouxesse uma longa corda. Para chegarmos às percepções sutis temos que começar com as mais grosseiras. Quando pudermos percebê-las e aprendermos a senti-las. com a corda. Chegamos a conhecer algo sobre esses movimentos sàmente quando a mente se torna mais sutil e entra. fio trançado. depois de puxá-lo. por assim dizer. Então. Nada sabemos sobre nosso corpo. à corda do prana. repetiu o processo com o fio trançado e. destas ao fio trançado de nossos pensamentos. a boa esposa obedeceu ao marido e trouxe os artigos pedidos. Devemos lançar mão daquilo que põe em movimento toda a maquinaria: prana. um escaravelho e um pouco de mel. Sentindo o cheiro do mel à frente. finalmente. para amarrar a outra extremidade do fio ao barbante e. na esperança de atingir o mel. barbante. o resto foi fácil. há pessoas que cortam em pedaços um animal vivo. o que nos possibilitará pesquisar as forças sutis. Ela obedeceu todas estas instruções. começaremos a exercer controle sobre elas e sobre o corpo. que são as correntes nervosas movendo-se por todo o corpo. O ministro agarrou-o e apanhou o fio de seda. e. Isso ainda nada tem a ver com nossos próprios corpos. à sua esposa. para ver o que está dentro. Continuamos sem saber quase nada a seu respeito. controlando o qual atingiremos a liberdade. ‘fio de seda. depois. Daí. o movimento da respiração é o fio de seda. Gritou. conseguindo agarrá-lo e aprendendo a utilizá-lo. A mente também é posta em movimento pelas diversas correntes nervosas. vagarosamente se arrastava para diante. O mais que conseguimos fazer é cortar um cadáver em pedaços. . forte.

gradualmente. são postas em movimento. pela manhã. a simples força da fome quebrará vossa preguiça. Deveis praticar pelo menos duas vezes diariamente. quando sentirdes infelicidade. Mas temos de praticar incessantemente. Pranayama é um tópico extenso. Então. sempre – elas formam o melhor ambiente para um yogui – e quadros agradáveis. Cedo. deve ser conservado sagrado.formando-os em nossos servidores. trans. Vamos abordá-lo. Tudo isso saberemos. Devemos tirar vantagem dessa condição natural e começar a praticar. e o dia se esfuma na noite. Necessitaremos muitas lições para poder explicá-lo completamente. as dúvidas desvanecerão. Não brigueis e não vos encolerizeis e não tenhais pensamentos profanos nesse local. Na Índia. Queimai incenso pela manhã e tarde. Temos de conseguir esse poder. essas correntes em movimento. Logo que começarmos a sentir. Fazei regra de não comer enquanto não tiverdes terminado a prática. Aqueles de vós que tiverem meios. e isso torna-se natural nelas. com pranayama. Colocai flores nessa peça. Não entrareis ali. enquanto não tivermos experimentado. Nem uma porção de argumentos será prova bastante para nós. Não deveis dormir nesse aposento. devem ter um aposento onde possam praticar a sós. as crianças são ensinadas a não comer enquanto não tiverem terminado a prática ou a adoração. e o começo da tarde são os dois períodos de tranqüilidade. a não ser banhados e perfeitamente limpos de corpo e mente. A prova virá da prática. portanto. surgirá uma atmosfera de santidade no aposento. nós mesmos. Somente permiti a pessoas do mesmo pensamento que o vosso. e as melhores horas são pela manhã e à tarde. se o fizerdes. entrar ali. que. quando estiverdes tristes.atingiremos o estado de controle perfeito sobre corpo e mente. Gradualmente conheceremos as razões de cada exercício e também as forças que. ou tiverdes dúvidas. dentro. refreando o prana. ou quando . Nosso corpo tenderá a tornar-se calmo nessas horas. no corpo. devemos começar pelo começo. o que exige dura prática. Quando a noite rompe em dia. um estado de relativa calma permanece. Conhecimento é poder. cada dia. parte por parte. um menino não sentirá fome enquanto não tiver tomado seu banho e praticado as disciplinas de yoga. depois de um certo tempo.

Sentemo-nos numa postura reta. essa idéia se perdeu. as plantas. os cometas. o corpo animal. Enviemos uma corrente de pensamento elevado a toda a criação. ao entrardes ali sentireis profunda e íntima paz. norte. Era esta a idéia real atrás dos templos e das igrejas.vossa mente se conturbar. Os que não puderem se permitir um aposento separado. a lua. despojemo-nos de toda fraqueza. a um dos quais chamam akasa e ao outro. ainda as encontrareis. provém de akasa. cruzaremos o oceano da vida. não concerne. ele se tornará santificado. Prana Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:32:42 e. sul. somente à respiração. prana. Oremos por conhecimento e luz. é akasa que se torna o corpo humano. pensemos que nosso corpo é firme. e oeste. os líquidos. Descobriremos. O fato é que preservando as vibrações espirituais de um lugar. Escrito por Swami Vivekananda Pranayama.v. tem muito pouco a ver com ele. poderão praticar onde mais lhes convier. Pensemos nele como tão forte quanto o diamante. esta. A respiração é um dos muitos exercícios. as estrelas. Mentalmente. os que acreditam em Deus devem orar não por dinheiro. que se torna o sol. Quanto mais o praticarmos. com o seu auxílio. o universo está constituído de dois princípios. tudo que é o resultado de combinação. na verdade. digamos à nossa mente que ela é vigorosa e tenhamos fé ilimitada e esperança em nós mesmos. é o melhor instrumento que possuímos. A liberdade jamais será alcançada pelos fracos. que todos sejam bem-aventurados”. repetiremos: “Que todos os seres sejam felizes. Tudo o que possui forma. saudável. pelos quais chegamos ao pranayama real. cada . Feito isso. e que. Digamos a nosso corpo que ele é forte. que a maneira mais fácil de nos tornarmos felizes é saber que os outros são felizes e o melhor meio de nos tornarmos saudáveis é ver que os outros são saudáveis. De acordo com os filósofos da Índia. que todos sejam em paz. os sólidos. Façamo-lo para o leste. Pranayama significa: controle de prana. mas na sua maioria. a terra. saúde. em alguns. por fim. não pela obtenção do céu. É akasa que Se torna o ar. forte. A seguir. toda outra oração é egoísta. como muitos pensam. Akasa é a existência onipenetrante. melhor nos sentiremos.

ao fim de um ciclo. quando a escuridão envolvia as trevas. No início. as correntes nervosas. quando resolvidas em seu estado original. Se ordenar aos deuses ou às almas dos mortos que apareçam. deste akasa é manufaturado o universo? Pelo poder de prima. é prana que se manifesta como gravitação e magnetismo. desse prana procede tudo o que chamamos energia. em prana. tudo é somente manifestação de prima. Ao fim de um ciclo. o que existia? Aquele akasa existia sem movimento”. elas se levantam de novo. Do pensamento à força física. No ciclo seguinte. lançam-se sobre akasa. em realidade. somente é visto quando se torna denso e toma uma forma.forma que vemos. que um homem tenha compreendido prana perfeitamente e o possa controlar. onipresente. É prana que se está manifestando como movimento. “Quando o nada era nada. Por qual poder. líquidos e todos os gases. prana também se transforma em todas essas manifestações de energia. os sólidos. desde os átomos aos maiores sóis. controlar tudo no universo. Pranayama é. É prana que se manifesta como as ações do corpo. Eis a meta e o objetivo de pranayama. Suponhamos. e todas as forças do universo. tudo que pode ser sentido. e ao fim de um ciclo. Todas as forças . tudo que chamamos força. É essa a chave que nos abre as portas de poder quase infinito. as energias espalhadas pelo universo acalmam-se e se tornam potenciais. que poder. tudo que existe. Da mesma forma que akasa é a substância infinita. onipresente. é chamada prana. não seria o seu? Seria capaz de deslocar o sol e os astros. Não pode ser percebido. procede de akasa. todos os objetos tangíveis resolvem-se em akasa. O movimento físico de prana parou. eles obedecerão seu chamado. mentais ou físicas. por exemplo. Ao começar o ciclo seguinte. como pensamento-força. e à medida que akasa se transforma. No início da criação há somente akasa. Quando o yogui se torna perfeito. A soma total de todas as forças do universo. deste universo. infinito. similarmente. também prana é o poder manifestante. fundemse em akasa outra vez. nada na natureza escapará a seu domínio. mas prana continuava a existir. e a próxima criação. nesta terra. o conhecimento e o controle de prana. e deste surgem as várias formas. é tão sutil que está além de toda percepção ordinária.

da mesma forma. Então como obteremos qualquer conhecimento? Como poderemos conhecer tudo. deve conhecer cada grãozinho de areia. quem governar o prana. atinge a perfeição. chama-os milagres. . sendo conhecido. A pergunta é lançada. Quem dominou o prana dominou sua própria mente e todas as mentes que existem. Mas. Cada qual deve começar onde se encontra. Como. todas as forças foram generalizadas em prana. o que requer um tempo infinito. pelo conhecimento do particular? Os yoguis dizem que cada manifestação particular esconde uma generalização. está o mais perto de nós. deixando os detalhes para serem elaborados mais tarde. só então poderemos esperar controlar todo o prana. mentais é físicas. Agarremo-lo e tudo teremos em nossas mãos. Controlar o prana. Se conseguirmos controlar essa diminuta onda. e mais perto que o corpo. e aquele que consegue aprender essa Existência. nos Vedas: “O que é aquilo que. este universo inteiro foi generalizado em uma Existência Absoluta única. No oceano infinito de prana. o prana que está atuando nesta mente e neste corpo. Atrás das idéias particulares levanta-se um princípio abstrato. generalizado. não mais está submetido a poder nenhum.se todos os livros e todas as filosofias com o propósito de demonstrar aquilo. nos Vedas. compreenderá o universo inteiro. Porque o prana é a fonte de toda energia. Uma peculiaridade da mente Hindu é buscar sempre a mais elevada generalização. Torna-se quase todopoderoso. esta pequena onda de prana.da natureza serão suas escravas. são feitos exclusivamente com esse propósito. É uma parte do prana que movimenta o universo. escreveram. e aprender a controlar aquilo que está mais próximo. O ignorante. está a mente. Todo treinamento e exercícios a respeito. eis o único fim de pranayama. quase onisapiente. O yogui que assim fez. ao ver esses poderes do yogui. por cujo conhecimento todo o mais é conhecido. Aquele que controlou o prana. não poderá fazê-lo. é o mais próximo. conheceremos tudo?” Portanto. terá sob controle todas as forças do universo. mentais e físicas. Este corpo está mais próximo de nós que qualquer outra coisa do universo exterior. que representa nossas próprias energias. controlou seu corpo e todos os corpos que existem. Quem desejar conhecer o universo inteiro.

diferentes manifestações de prana. E’ urna expressão de pensamento. Há. porém. ou pensamento inconsciente. analiso os prós e os contras de certas coisas. A razão é limitada. o controle do prana. além. O cientista diz que sustentar o contrário não faz sentido. sabendo ou não. Se examinarmos essas seitas. Os yoguis dizem que também esse não pode ser o limite do conhecimento. curandeiros pela fé. o plano mais baixo de pensamento. Quando a mente alcança esse estado. encontraremos. penso. vai apenas até um certo limite. O círculo. tenham ou não consciência desse fato. minha mão procurará abatê-lo automaticamente. Se ferverdes todas suas teorias. A força vital em todos os seres é prana.na inconscientemente. Fisicamente. Se me pica um mosquito. mas é a mesma que o yogui utiliza. Neste país há curandeiros pela mente. estão fora dele. empurram a mente. Não há diferença real entre esta mesa e eu: a . como cometas na órbita da terra. Não é tudo. também. a mente pode funcionar num plano ainda mais elevado. Entretanto. o supraconsciente. É a mesma e única força que estão manipulando. ao mesmo tempo. instintivamente.. O pensamento é a mais sutil e a mais elevada manifestação de prana. julgo. Cientistas Cristãos. Neste universo há uma substância continua em cada plano de existência. o universo é uno: não existe diferença entre nós e o sol. Vêm de fora. sem lhe conhecer a natureza. As causas desses fenômenos que se intrometem dentro desse pequeno circulo. ajudam-na a ir cada vez mais alto e tornar-se supraconsciente. chamado samadhi – concentração perfeita – vai além dos limites da razão e cega face a face com fatos que nenhum instinto ou razão poderá jamais conhecer. na verdade. o consciente: raciocino. O pensamento consciente tal como o vemos. Tropeçaram na descoberta de uma força e utilizam. é muito restrito. Todas as manipulações das forças sutis do corpo. encontramos que fatos penetram nesse círculo. como suporte de cada uma. etc. Há também o que chamamos instinto. não constitui todo o pensamento. outro plano de pensamento. de onde ela atua. ainda que essa razão não possa ir além. dentro do qual opera.. espiritualistas. e vem de prana.Em todos os países há seitas que tentaram o controle do prana. o resíduo será esse. Todas as ações reflexas do corpo pertencem a este piano de pensamento. não pode avançar. hipnotizadores.

Ele próprio e todos haviam se tornado pequenos redemoinhos de pensamento. um mineral. vai para outro. outro. Os redemoinhos estão sempre em mudança. algumas drogas têm o poder de nos transportar a um estado supra-sensório onde podemos sentir tais vibrações. as vibrações grosseiras haviam cessado e sàmente as sutis. cada momento. digamos. entra num outro redemoinho. outro. Ele conseguia ver apenas as vibrações sutis. o sol. girando e girando por alguns segundos. e em seguida. Nenhum corpo permanece o mesmo. outro. Há constante mudança. e por fim. em estado mais fino de vibração. Nada é permanente. declarou que o universo inteiro era constituído de idéias. aí permanece por certo tempo. representará a mente. ao seu redor.mesa é um ponto na massa de matéria. Durante a conferência. Não há tal coisa como meu corpo ou vosso corpo. Uma massa de matéria entra num deles. As vezes. ele permaneceu imóvel. Portanto. Muitos de vós vos lembrareis da célebre experiência de Sir Humphrey Davy. saberemos . na qual todas as formas de existência são outros tantos redemoinhos. outro. esse éter. quando o gás hilariante se apoderou dele. tudo se tornara pensamento. permaneceram presentes. o universo inteiro é uma massa de matéria transformando-se continuamente. transforma-se. Se pudermos criar em nós mesmos essa vibração sutil. atônito. a matéria eternamente se formando e desintegrando-se. diferente. a água em cada um deles é. a terra. tudo se transforma. outro. exceto em palavras. substituída por nova quantidade. homem. e ainda ai continua existindo uma massa uniforme. Num curso dágua há milhões de redemoinhos. um turbilhão no oceano infinito de matéria. que ele chamou idéias. outro. do qual. até no universo do pensamento encontramos unidade. veremos e sentiremos que o universo inteiro é constituído de vibrações sutis. A matéria é representada pelo éter. Cada forma representa. Verifica-se o mesmo no mundo interior. da mesma forma. afastando-se depois. Naquele momento. uma planta. por assim dizer. ao chegarmos ao EU Superior. eu. o universo inteiro era um oceano de pensamento. quando a ação de prana é mais sutil. D massa enorme de matéria. após alguns anos. um corpo animal desta vez. quiçá um pedaço de mineral. um corpo humano. um ponto é chamado a lua.

Esse movimento puxa o ar para dentro. como já vimos. Pranayama tem muito pouco que ver com a respiração. há somente um. ele produz a respiração. perdemos o controle e o movimento tornou-se automático. pranayama não é respiração. que buscamos controlar através de pranayama. é o movimento dos pulmões. ao contrário. Se cessa esse movimento. Mas há seres que treinam de tal forma que o corpo continua a viver. potencial. constatamos imediatamente que poderemos controlar todas as outras ações de prana no corpo. Portanto. Não podemos mover as orelhas. regra geral cessam todas as outras manifestações de força do corpo. transmitido através dos nervos aos músculos e destes aos pulmões. em suas formas grosseira e sutil. pessoalmente. por toda a eternidade. no corpo humano. mas controle do poder muscular que move os pulmões. A física moderna demonstrou que a soma total das energias do universo é a mesma. Mas o controle do alento é um meio para a prática efetiva de pranayama. Estes fatos não mais podem ser negados. imanifestada. embora tenha cessado aquele movimento. Pranayama. A manifestação mais tangível de prana. o movimento dos pulmões bombeia o ar para dentro. movimento manifestado existe somente unidade. O controle deste prana.que esse EU só pode ser um. Há pessoas que podem ficar enterradas por dias e todavia vivem sem respirar. Mesmo no. é o prana. homens que controlaram quase todos os músculos do corpo – e por que não? Se posso controlar alguns músculos. Além das vibrações da matéria. por que não todos os músculos e nervos do corpo? O que há de impossível nisso? Hoje em dia. Esse poder. e depois se manifesta como essas várias forças. movimento associado ao alento. como se fosse uma bomba. fazendo-os mover de uma certa maneira. mas sabemos que os . por toda a parte. é o que se chama pranayama. significa controlar o movimento dos pulmões. Para alcançar o sutil devemos servir-nos do grosseiro e caminhar vagarosamente para o mais sutil. à vontade. Vi. Ficou também provado que essa soma total de energia existe em duas formas. Assim continua evoluindo e involuindo. além do movimento. O prana move os pulmões. até conseguirmos nosso objetivo. Quando esse prana for controlado. Não que a respiração o produza. novamente volta ao estado de repouso e outra vez se manifesta. realmente.

Onde está a distância com tais interrupções? Há . vivendo com um fraco. Pelo trabalho árduo e prática. aqueles que vos cercam terão tendência a absorver o mesmo estado. ao traduzir-se a palavra prana por alento. entretanto. É porque a primeira tem um pouco mais de controle sobre seu prana. porém. mas ao contrário. aqueles que vivem perto de vós também terão tendência a se tornar fortes e saudáveis. muito provável. temporàriamente o estimula a um determinado estado de vibração. Não temos esse poder porque não o exercitamos. Quando uma pessoa tenta curar outra.animais o fazem. pode. a força vital. que cada parte do corpo pode ser mantida sob perfeito controle. desejareis saber como isso pode ser feito. Seremos capazes também de controlar o corpo dos outros. Toda enfermidade e debilidade do corpo serão inteiramente vencidas. terá tendência a motivar a mesma tensão em outros. ainda que não muito saudável. fará este último sentir-se um pouco mais forte. Talvez alguns de vós lestes que no pranayama. Cada parte do corpo pode ser enchida com prana. Mas na realidade. Tudo é contagioso neste mundo – bom ou mau. E’ a forma primitiva da arte de curar. o primeiro passo é simplesmente procurar transferir-lhe sua própria saúde. não há distância que admita interrupção. Quando feita conscientemente esta ação se torna mais rápida e mais eficaz. Conhecem-se casos onde este processo foi executado à distância. certos movimentos corporais que estão fora de nosso controle podem ser perfeitamente dominados. sabendo-o ou não. o que o yogui consegue através de pranayama. Um homem muito forte. a saúde pode ser transmitida. Se sois fortes e saudáveis. transmitindo-o à outra. deveis encher vosso corpo inteiro com prana. Assim raciocinando. encontramos que não é de todo impossível. Também sabemos que movimentos que se tornaram latentes podem manifestar-se. e. Há também os casos em que uma pessoa. quando formos capazes de fazê-lo. se vós estiverdes doentes e fracos. Ai existe uma falha. transmitir saúde a outra. durante a inspiração. Consciente ou inconscientemente. Não apenas isso. poderemos controlar o corpo inteiro. Naturalmente. Se vosso corpo estiver em certo estado de tensão.

Em tal caso. O alopata vem. geralmente. não se aplica. Existe alguma lacuna entre uma parte de um rio e outra? Se não há. indica que ele vai morrer em breve. há uma centena de fraudes. o prana adormecido. não cura. e quanto mais conseguir fazê-lo. trata os enfermos de cólera e lhes dá seus medicamentos. tem o poder de levá-lo a um determinado estado de vibração transmissível a outros.algum vazio entre vós e o sol? O que há é uma massa contínua de matéria. o sol sendo uma parte e vós. por que não se pode transmitir qualquer força? Não há razão para não poder. e metade do mundo pensa como eles. porque o homeopata não perturba seus pacientes. um sintoma da doença e. em si mesma. Se somente a fé curasse. Todos sabeis que quando sinto mais entusiasmo. E’ o prana que. porque traz a força de sua mente sobre o paciente e nele desperta. o principio de que a fé cura. e esse prana é tão forte e poderoso que afeta outros num momento. Os curadores pela fé cometem. e quando estou menos entusiasmado. sempre. simplesmente. estou trazendo minha mente a um certo estado de vibração. dotados de gigantesco poder de vontade. faz a cura. Os casos de cura á distância são perfeitamente verdadeiros. mas para cada caso genuíno. tanto mais sereis afetados pelo que eu digo. tais pacientes também seriam curados. haviam trazido seu prana ao mais elevado estado . tiram vantagem do estado naturalmente saudável do corpo humano. O homem de alma pura. milhares são atraídos para eles. Vemos isso em nossas ações diárias. Os líderes da Humanidade. O que procuro fazer? Em realidade. O prana pode ser transmitido a uma distância muito grande. Estou falando convosco. pela fé. Porém. provocando neles vibração similar. o homeopata também prescreve seus remédios e talvez cure mais que o alopata. sozinha. o erro de pensar que é a fé que cura diretamente. gozais da conferência muito mais. O curador pela fé cura ainda mais. os curadores. que controlou o prana. Os grandes profetas do mundo tinham o mais maravilhoso controle do prana e tremenda força de vontade. mas permite à natureza lidar com eles. Nos casos mais comuns. outra. impulsionam seu prana a um altíssimo estado de vibração. sentis falta de interesse. Há doenças em que o pior sintoma é o paciente não pensar que está doente. Essa fé tremenda do paciente é. realmente. Este processo de cura não é tão fácil como parece. a fé.

domina o prana que está em seu corpo. também ondas menores e ainda menores. porém firmemente. Toda manifestação de poder procede desse controle. Num oceano há enormes ondas. Devem ser aprendidas vagarosa e gradualmente. como montanhas. depois um animal. até borbulhas. Às vezes. porém cada qual está conectado com o infinito oceano de energia. que sentirá que há menos prana no artelho ou no dedo. também se exerce controle de prana. e então. e possuirá o poder de suprir o prana que falta. o suprimento de prana gravita mais ou menos em torno de determinada parte. O oceano conecta-se com a borbulha. A capacidade de percepção da mente se tornará tão intensa. mas é esta a explicação. o que chamamos doença. mas atrás de todas está o oceano infinito. uma pequena borbulha. entretanto levará centenas de milhares de anos para se tornar um deva. borbulha microscópica. um aumento de luta. de um lado. Quando se medita. Mas que é o tempo? Um aumento de velocidade. torna-se uma planta. podem cobrir o abismo do tempo. Os homens podem desconhecer o segredo. até que.de vibração. Onde haja vida. é curar a doença. Estas são algumas das várias funções de pranayama. Eliminar o prana supérfluo ou suprir o que falta. Uma pessoa pode continuar vagarosamente a extrair esta energia da massa infinita que existe no universo. o que lhes dava o poder de sacudir o mundo. o equilíbrio de prana se rompe. pode-se encurtar pela intensidade da ação. faz também parte de pranayama. diz o yogui. de diferentes maneiras. o grande objetivo de Raja-Yoga é. com o correr do tempo. então. herança comum de toda criatura. Perceber quando há mais ou menos prana num ponto do corpo. em nosso próprio corpo. o celeiro de energia infinita está por detrás. diminuto. talvez cinco centos de milhares para elevarse ainda mais alto. Manifesta-se. Quando um homem concentra suas energias. O que naturalmente leva muito tempo para ser realizado. realmente. um homem. e com a enorme vaga do outro. O tempo se encurtará se houver crescimento . Isso é atingido através de milhões de eons. ensinar a controlar e a dirigir o prana. e por todo tempo suprindo-se daquela infinita fonte de energia. do que devia haver. como vedes. Um homem pode ser uma onda gigantesca. uma forma se transforma vagarosa. Começando como simples fungo. e quiçá cinco milhões de anos para se tornar perfeito. e outro. e por fim Deus.

mas existem seres com olhos tão poderosos que a poderão ver. Se uma locomotiva. nós o sabemos. universo dentro de universo. esse poder infinito. O que pranayama tem a ver com o espiritismo? O espiritismo é também uma manifestação de pranayama. toda a ciência de Yoga. intensificando o poder de assimilação. aquela meta. e eles não nos vêm ou sentem. Podemos estar continuamente passando e repassando através de seus corpos. É este o significado de concentração: intensificar o poder de assimilação. por que esperar tantos milhões de eons? Por que não atingi-la imediatamente. atravessaram todo o imenso período de tempo necessário para que o homem comum chegue à perfeição. ainda neste corpo. Aumentando a intensidade de uma fonte luminosa. para eles. sentir ou tocar. agora? O ideal do yogui. mas os seres que representam prana num estado vibratório superior. Todos os seres em idêntico estado de vibração vêm-se uns aos outros. Todos os grandes profetas. Mas. Se .se perfeitos. Por que não é possível. com esforço bastante. viveram a vida inteira da Humanidade. não serão vistos. aguardando que toda a raça humana se tenha tornado perfeita. que não conseguimos ver. não alcança a perfeição nesta mesma vida? Todos os seres atingirão. intensificando sua ação. É plano dentro de plano. não pensavam outra coisa. de etapa em etapa. A Raja-Yoga é a ciência que nos ensina corno alcançar o poder de concentração. ao invés de avançar vagarosamente. são dirigidos a ensinar a Humanidade como. encurtar o tempo para realizar a perfeição. deixaremos de vê-la. com esta forma humana? Por que não realizar esse ilimitado conhecimento. encurtando o tempo. santos e videntes do mundo – o que fizeram? Durante uma existência humana. percorrerá a mesma distância em menos tempo com maior suprimento de carvão. não viveram um momento que fosse para outra idéia. Em apenas urna vida tornaram.rápido. desenvolve duas milhas por hora. De igual modo. e assim o caminho encurtou-se. Temos cinco sentidos e representamos prana em um certo estado de vibração. com certa quantidade de carvão. por fim. Se é verdade que os espíritos dos mortos continuam a existir e que apenas não podemos vê-los. por que a alma. é mui provável que haja centenas e milhões deles ao nosso redor. alcançar esta perfeição em seis anos ou seis meses? Não existe limite. mostra-o a razão.

um mais lento. eles aparecerão. este plano mudará imediatamente para mim. diferindo apenas na intensidade de vibração. Alguns de vós. a atmosfera se torna mais e mais fina. as vibrações são mais vagarosas. da mesma forma que com o microscópio e o telescópio podemos aumentar o campo de nossa visão. Suponhamos que eles representem um estado mais rápido e nós. e os animais que vivem no fundo do mar nunca sobem à tona. mais aumenta a pressão da água. Suponhamos que esta sala esteja cheia de seres que não vemos. são mais rápidas. Todavia. e os estados inferiores de samadhi nos dão visões desses seres sobrenaturais. também não veremos a luz. Nossa capacidade visual é apenas um plano das vibrações do prana Tomemos a atmosfera. vibrações supraconscientes da mente. que poderão vêla. mas não conhecerão os que estão acima ou abaixo. Eles representam prana num. são indicados por essa única palavra: samadhi. Todo este trazer a mente a um estado superior de vibração está incluído num só vocábulo. talvez saibam que isso é exato. Pensemos numa coisa inteira. Prana é o material do qual eles se compõem. e o Espírito é o centro. enquanto nós representamos outro. por exemplo: acha-se constituída de camada sobre camada: as camadas mais próximas da terra são mais densas que as mais afastadas. mais vagarosas são as vibrações. Ou tomemos o oceano: quanto mais fundo. centro do qual é a perfeição. Pensemos no universo inteiro como um oceano de éter. similarmente. A matéria é o plano mais externo. em Yoga: samadhi. o mesmo que nós. como os gatos e as corujas.as vibrações forem muito baixas. Todos esses estados de vibração superior. pela yoga. certo estado vibratório. Na espécie . Se eu puder atingir um estado vibratório mais intenso. vibrando sob a ação de prana e consistindo de plano após plano em vários graus de vibração. Nos mais externos. porém há animais. como um círculo. e conforme se vai mais para cima. Quanto mais longe estivermos do centro. Somos todos partes do mesmo oceano de prana. torna-se claro que aqueles que vivem num certo plano de vibração terão o poder de reconhecer-se uns aos outros. Agora. e nos mais próximos do centro. a seguir vem a mente. Não mais vos verei. podemos transportar-nos ao estado de vibração de outro plano e saber o que se passa ali. porque se despedaçariam.

e um canal oco. horizontalmente. passo a passo. Similarmente. descobrireis que onde alguma seita ou grupo de pessoas. na realidade praticam alguma espécie de yoga. até no espiritismo. O Prana Psíquico Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:36:10 e. Escrito por Swami Vivekananda De acordo com os yoguis há duas correntes nervosas na coluna vertebral: Pingala e Irha. O que são todos os fenômenos de eletricidade. Sabemos que a medula espinal tem uma forma peculiar.superior de samadhi vemos a coisa real. Descrevemno como triangular. Descobrireis. é manifestação de prana. está enroscado o poder chamado Kundalini. faz com que o yogui se torne perfeitamente desligado do corpo e da mente. chama-se Raja-Yoga. veremos duas . falando a linguagem simbólica dos yoguis. conheceremos todos os objetos feitos de argila. Vemos assim que pranayama inclui tudo o que é verdadeiro. buscando controlar o prana. Conhecido um pedaço de argila. Ao atingir o cérebro. a alma realiza sua liberdade. estejam tentando descobrir algo oculto. que onde houver qualquer exibição extraordinária de poder. agindo através do vapor. por assim dizer. conforme sobe. vemos a substância de que se compõem todas as espécies de seres. misterioso. e. só pode ser controlado por meios mentais. senão prana? O que é a ciência física? A ciência de pranayama. O prana. Na parte inferior do canal está o que os yoguis denominam “o lótus da Kundalini”. Nele. camada após camada da mente desabrocha. e a parte que se propõe o controle das manifestações do prana como força mental. e muitas visões diferentes e poderes maravilhosos chegam ao yogui. Quando Kundalini desperta. que percorre a medula espinal. também. no universo. Sushumna.v. Tomando o número oito. A parte de pranayama que procura controlar as manifestações físicas do prana por meios físicos é denominada ciência física. força a passagem através do canal oco. por meios externos. por meios mentais. escondido. Mesmo todas as ciências físicas podem ser incluídas em pranayama O que move a locomotiva a vapor? O prana. manifestando-se como poder mental.

o Sahasrara (o lótus de mii pétalas no cérebro). a fim de tornar mais clara a explicação que vamos dar. essas vibrações estão todas conectadas com o cérebro. Os diferentes plexos. outra eferente. O que os diferencia da eletricidade? Suponhamos que esta mesa se move o que suas moléculas também o façam. começando com o Muladhara. A eletricidade se manifesta . Há outros fatos que devemos mencionar. a idéia dos yoguis pode ser facilmente explicada na linguagem da fisiologia. que têm seus centros no canal espinal. a seguir. Há diversos movimentos no universo. mas sabe-se que é uma espécie de movimento. Em última instância. ligadas no meio. de forma que se a cabeça sofrer um golpe. de acordo com a fisiologia moderna. Onde a medula termina em algumas das vértebras lombares. a força deste será amortecida pelo liquido e não ofenderá o bulbo. O que é a eletricidade. A medula espinal. a outra. em diferentes direções. uma sensitiva. no cérebro. possui forma triangular. do cérebro às partes mais externas do corpo. o Manipura (o lótus do umbigo) Tomemos. mas flutua num líquido. mas movimentando-se na mesma direção. que. o básico. somente muito mais fino. O lado esquerdo é irha. situada próxima do que se chama o plexo sacro. que não está fixado no cérebro. teremos uma representação da medula. três são particularmente importantes: o Muladhara (o básico).partes. Urna leva as sensações ao cérebro. uma centrípeta. esse movimento será eletricidade. de que devemos nos lembrar. O canal é fechado na extremidade inferior. e o canal passa até por essa fibra. Ouvimos falar de eletricidade e das outras várias forças ligadas a ela. O yogui descreve diversos centros. e o canal oco que passa pelo centro é Sushumna. ninguém sabe. Assim. termina numa espécie de bulbo. Devemos também recordar que. um fato da física. um sobre o outro. Se empilharmos uma porção de oitos. outra centrífuga. o lótus de mil pétalas. de todos os centros. podem perfeitamente ser o que os yoguis chamam lótus. Sabemos que há duas espécies de ação nas correntes nervosas: uma aferente. e terminando com o Sahasrara. Pingala. como representando esse lótus. um tecido fibroso sutil projeta-se para baixo. se tomarmos os diferentes plexos. o direito. Este é um fato muito importante. a outra motora.

transformada em corrente nervosa. todas as moléculas do ar se deslocarem em uma só direção. também as correntes nervosas transformam– se num movimento similar à eletricidade. ela imprime a todas as moléculas do corpo. . Quando a mente. devemos também nos lembrar que o centro nervoso. o corpo fica transformado em enorme bateria de vontade. quando todos os movimentos do corpo se tornarem perfeitamente rítmicos. regulador do sistema respiratório. Em primeiro lugar. que é distraída por natureza. Agora sabemos por que a respiração rítmica deve ser praticada. numa sala. Portanto. Se. apresenta-se como algo semelhante à eletricidade. tem uma ação de controle sobre todo o conjunto de transmissões nervosas. Pois está provado que os nervos mostram polaridade sob a ação de correntes elétricas. o que indica que a vontade. torna-se concentrada e é assim convertida em forte vontade.quando as moléculas de um corpo se inovem numa única direção. Ainda no tocante à fisiologia. a tendência de se moverem na mesma direção. o aposento se converterá cm uma gigantesca bateria elétrica.

que tende a trazer ação rítmica no corpo. ou reage sem ele? Isso é feito na natureza e o yogui afirma que. todas as sensações e movimentos do corpo são enviadas ao cérebro. a percepção sem objeto ocorre no espaço-Conhecimento. imaginamos ou sonhamos. o espaço ordinário. teremos o problema resolvido. Esta tremenda vontade é exatamente o que o yogui deseja obter. o espaço mental. e deve rompê-la. Semelhantemente. enroscado no Muladhara. o espaço-Conhecimento. Somente então todo o conhecimento nos virá – desvanece a escravidão ao corpo. a fim de não necessitar de fios para atuar. até o Lótus de Mil Pétalas no cérebro. ou espaço físico. Eis porque é tão importante obtermos o . e quando ela atinge a extremidade do canal que se abre no cérebro. Os feixes de fibras sensitivas e motoras da medula espinal são Irha e Pingala dos yoguis. que é o sistema nervoso. dai partindo. se conseguirmos fazê-lo. através do centro respiratório. Quando Kundalini é despertada e penetra no canal de Sushumna. percebemo-lo no espaço. ajudando-nos. a controlar os outros centros. através dos fios das fibras nervosas. sàmente. o yogui os vê numa espécie diferente de espaço.Reprodução simbólica de Kundalini subindo através os diferentes centros no Sushumna. os canais principais por onde circulam as correntes aferentes e eferentes. temos Clziãã1câsa. chamado mahakasa. Voltando à analogia da eletricidade. porém a natureza não tem necessidade de fio para enviar suas formidáveis correntes. encontramos que um homem somente pode enviar corrente ao longo de um fio. todas as percepções se processam no espaço mental. o canal no centro da coluna espinal. A mente confeccionou essa malha. sem fio. livrar-nos-emos da servidão da matéria. Como podemos realizá-lo? Se pudermos fazer com que a corrente passe através do Sushumna. somos incapazes de passar sem ele. Ao ler os pensamentos de outras pessoas ou ao perceber objetos supra-sensórios. O objetivo de pranayama é despertar o poder chamado Kundalini. Eis a explicação fisiológica de pranayama. chittakasa. Por que a mente não envia notícias. o que prova que o fio não é realmente necessário. Quando a percepção se tornou sem objeto e a Alma brilha em Sua própria natureza. Tudo o que vemos. obrigando-nos a utilizá-lo.

haviam sido excitados pelos objetos externos situados na cidade. e. este reage. nos centros automáticos. chamamos Kundalini. então. é chamado Muladhara. De onde vem. independentemente de quaisquer fibras nervosas que façam o papel de fios. mesmo depois de muito tempo. no cérebro. estar armazenadas em algum lugar. E’ muito provável que a energia motriz residual esteja também em reserva no mesmo centro. o Sushumna é fechado na extremidade inferior. por sua. que. Isto é. por assim dizer. Como. através do Sushumna. ação. nos sonhos? Não intervém qualquer ação externa. as sensações devem ter sido “enroladas” em algum lugar. Minha percepção provêm da reação às sensações produzidas pelos objetos externos que. livremente. se conseguirmos enviar a corrente mental através desse canal oco. então. entretanto.controle do Sushumna. solucionamos o problema. conscientemente. após um estudo profundo ou meditação intensa sobre objetos externos. O yogui diz que. Por exemplo. primeiro a percepção e depois o movimento.raiz. apenas em forma mais suave. tornada ativa e conduzida. ou receptáculo. pois. Toda percepção é uma reação à ação externa. deixando passar as correntes nervosas. as formas mais suaves de vibrações similares? Não certamente das sensações primárias. Agora. Se esta energia enroscada for despertada. por sua vez. o que evita a passagem de qualquer corrente. Também ele declara que isso pode ser feito. Portanto. e à energia enrolada de ação. um certo movimento nas moléculas cerebrais foi provocado pelo movimento dos nervos aferentes. Os yoguis propõem uma prática pela qual esse canal pode ser aberto. vejo uma cidade. A reação. segue-se o movimento e nos centros conscientes. compõem aquela cidade. Os sonhos são exatamente o mesmo fenômeno. surgem as percepções. possa me recordar da cidade. As sensações devem. desencadear-se-á . Quando uma sensação é transmitida a um centro. o centro onde todas essas sensações residuais estão. provocaram a reação mais atenuada que chamamos percepção no estado de sonho. Nas pessoas comuns. Ora. “a enrolada”. a ação que motivou. a parte do corpo onde está situado o Muladhara – provavelmente o plexo sacro – se aquece. armazenadas.

ignorantemente. à medida que ela age sobre centro após centro. consciente ou inconscientemente. por assim dizer. Quando uma diminuta fração de energia viaja ao longo de uma fibra nervosa e provoca uma reação dos centros. as pessoas. reage. a reação é formidável. as camadas da mente se abrem. Porém. pelo poder de longa meditação interna. a percepção é um sonho ou uma imaginação. E quando essa energia alcança a metrópole de todas as sensações. sem o saber. através do medo e da tribulação. Conforme a força Kundalini passa de centro a centro. o cérebro. a vasta massa de energia armazenada circula ao longo do Sushumna e toca os diferentes centros. o conhecimento dos efeitos. as causas do universo. ele conseguiu despertar um pouquinho desse infinito poder que está enroscado dentro dele mesmo. E a Raja-Yoga é a ciência da religião. são conhecidas como tais. O despertar pode surgir de várias formas: pelo amor a Deus. e o resultado é o brilho magnífico da iluminação. imensamente superior à reação do sonho ou da imaginação. a explicação racional de . a percepção do Eu Superior. na grande maioria desses casos. leva a esse resultado. pois. Somente então. Portanto. Toda adoração religiosa. que. geralmente. imensamente mais intensa que a reação da percepção sensorial: é a percepção supra-sensória. urna pequena corrente de Kundalini deve ter encontrado o caminho para o Sushumna. pela atitude mental da oração. ou através do poder da vontade analítica do filósofo. ignora que a satisfação veio de sua própria natureza. Ao conhecimento das causas. segue-se. aquilo que os homens. é chamado poder sobrenatural ou sabedoria. uma após outra. Onde tenha havido qualquer manifestação do que. por assim dizer. a Mãe de eterna felicidade.uma reação tremenda. o cérebro inteiro. O homem que crê que suas preces estão sendo atendidas. tanto como sensação e reação. o yogui declara ao mundo que é o poder real enrolado dentro de todos os seres. a percepção superconsciente. e o yogui percebe o universo em sua forma sutil ou causal. Despertar Kundalini é. pela graça de sábios que alcançaram a perfeição. ali. a realização do Espírito. tropeçaram em alguma prática que tenha liberado uma diminuta porção da Kundalini enroscada. certamente. adoram sob vários nomes. Mas quando. o único meio de atingir a sabedoria divina. daí vem todo o conhecimento.

Nossas mentes tornaram-se exteriorizadas e perderam de vista os movimentos •sutis do interior. dois. isto harmonizará o sistema. As correntes nervosas fluem através de todo o corpo. podemos começar. tempo igual tanto na inspiração como na expiração. estaremos aptos para controlar os movimentos mais finos do corpo. Como? Controlando o movimento dos pulmões. mas não as sentimos. e formos capazes de senti-los. . trazendo vida e vitalidade a cada músculo. disso existem diferenças naturais entre a respiração das mulheres e a dos homens A primeira lição . dentro dela. Se vos sentais desleixadamente perturbareis a medula assim deixai-a livre Sempre que vos sentais de maneira displicente e tentais meditar vós vos prejudicais As três partes do corpo – o peito o pescoço e a cabeça – devem estar sempre retos numa linha só. O que queremos. está.toda adoração. a palavra OM ou qualquer outra palavra sagrada. Fazendo-o.é respirar de maneira ordenada. Vamos agora aos exercícios em pranayama. ao invés de contar uni. Escrito por Swami Vivekananda Estudaremos agora os exercícios em pranayama.v. de todas as formas. de toda prece. de acordo com os yoguis. com a respiração. Praticando assim durante algum tempo. etc. Sentai-vos direito o corpo deve ser conservado reto A medula espinal conquanto não ligada à coluna vertebral. durante tempo suficiente. podereis repetir. também. Dissemos que o centro nervoso que regula os órgãos respiratórios exerce uma espécie de efeito controlador sobre os outros nervos eis porque a respiração rítmica e necessária A maneira pela qual geralmente respiramos não deve ser chamada respiração de forma alguma e muito irregular Alem.. cerimônias. Na Índia. Vimos que o primeiro passo. Com um pouco de pratica isto será tão fácil quanto respirar Depois vem o controle dos nervos. O Controle do Prana Psíquico Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:37:07 e. é sentir os movimentos mais finos que se processam no corpo. todavia. a controlá-los. é o controle do movimento dos pulmões. O yogui afirma que poderemos senti-las. e milagres.

costumamos usar palavras simbólicas, para medir os períodos de inalação e exalação. Eis porque, ao praticar, deveis repetir mentalmente uma palavra sagrada. Que a palavra flua para dentro e para fora, com o alento, ritmicamente; ireis notando que o corpo inteiro se vai tornando rítmico. Gozareis então de um descanso real. Comparado com ele, o sono não representa descanso algum. Uma vez conseguido, os nervos mais fatigados se acalmam. Sabereis então que, antes, não havíeis, realmente, descansado. A mudança de expressão, no rosto, é o primeiro efeito desta prática. Desaparecerão as linhas duras; com o pensamento tranqüilo, a calma se espalha pelo rosto. Em seguida vem a beleza; da voz. Jamais vi um yogui com voz rouquenha. Tais sinais chegam após alguns meses de prática. Depois de praticarmos a respiração mencionada acima durante uns poucos dias, devemos abordar uma forma mais elevada. Vagarosamente, enchei os pulmões, fazendo o alento passar através da narina esquerda, concentrando ao mesmo tempo a mente em Irha, a corrente nervosa esquerda. Estareis, por assim dizer, enviando a corrente nervosa para baixo, pela coluna espinal, fazendo-a bater violentamente no último plexo, o lótus básico, ou assento de Kundalini, de forma triangular. Mantende aí a corrente, por algum tempo. A seguir imaginai que estais gradualmente puxando a corrente nervosa, com o alento, através do outro lado, Pingala; então, exalai bem devagar, através da narina direita. Encontrareis nisso alguma dificuldade. A maneira mais fácil é tapar a narina direita com o polegar e inalar lentamente pela esquerda; depois fechar ambas com o polegar e o indicador, imaginando enviar a corrente para baixo, tocando a base do Sushumna; depois, retirai o polegar, deixando o alento escapar através da direita. A seguir inalai, também vagarosamente pela direita, conservando a outra fechada com o indicador; então fechai ambas, como antes. Os Hindus realizam esta prática de uma forma bastante difícil para as pessoas deste pais, porque estão habituados a fazê-lo desde a infância e seus pulmões estão preparados. Aqui, basta começar com quatro segundos e aumentar paulatinamente. Inspirai por quatro segundos, retendo dezesseis segundos, exalai em oito segundos. Isto completa um pranayama. Ao

mesmo tempo, pensai no lótus básico, de forma triangular; concentrai a mente nesse centro. A imaginação vos ajudará bastante. A respiração seguinte consiste em inalar vagarosamente e logo após exalar, lentamente, parando então a respiração de todo, utilizando os mesmos números. A única diferença é que no primeiro caso o alento foi retido e, no segundo, o impedimos de penetrar. Esta última forma é mais fácil, O exercício pelo qual o alento é retido nos pulmões, não deve ser praticado freqüentemente. Fazei-o somente quatro vezes pela manhã e quatro vezes à tarde. Depois, vagarosamente, aumentareis o tempo e o número. Vereis que sois capazes de fazê-lo e sentireis prazer nisso. Cuidadosa e prudentemente, aumentai o número, à medida que sentis capacidade, para seis ao invés de quatro. A prática irregular vos será prejudicial. Dos três processos acima descritos para o controle do prana, e primeiro e o último não são nem difíceis, nem perigosos. Quanto mais praticardes o primeiro, mais calmos sereis. Repeti OM, à medida que respirais; podeis praticá-lo mesmo quando estiverdes sentados, trabalhando. Isso vos fará uni grande bem. Algum dia, se praticais tenazmente, Kundalini será despertada. Praticando uma ou duas vezes por dia, apenas uma pequena calma de corpo e mente se fará sentir, e uma bela voz. Kundalini despertará sã- mente para os que puderem ir além, na prática. Então, toda a natureza se transformará e abrir-se-á a porta do conhecimento. Não mais necessitareis recorrer aos livros; vossa própria mente se tornará vosso livro, contendo infinito conhecimento. Já falei das correntes Irha e Pingala, fluindo através ambos lados da coluna espinal, e também do Sushumna, o canal no centro dó. medula. Os três estão presentes em todo animal – qualquer criatura que tenha uma coluna espinal. Mas os yoguis afirmam que nos seres comuns, o Sushumna está fechado e sua ação não é evidente, enquanto que nos outros dois, sua ação leva força às diferentes partes do corpo. O Sushumna abre-se sàmente para o yogui. Quando a corrente começa a elevar-se pelo Sushumna, vamos além dos sentidos; nossa mente se torna supersensória, supraconsciente; vamos além mesmo do intelecto; lá onde não chega o raciocínio, Abrir o Sushumna é o objetivo primordial do yogui. De acordo com

ele, ao longo do Sushumna estão alinhados os centros, ou lótus, na linguagem figurada da Yoga. O mais inferior está situado na extremidade da medula e é chamado Muladhara, o seguinte, mais alto, é chamado Svadhisthana, o terceiro Manipura, o quarto Anahata, o quinto Visuddha, o sexto Ajna, e o último, que está no cérebro, é chamado Sahasrara ou o lótus de mil pétalas. Toda energia deve ser levantada de seu assento no Muladhara e levada ao Sahasrara. Os yoguis afirmam que de todas as energias do corpo humano, a mais elevada é o que chamam olas. Olas está armazenada no cérebro, e quanto mais ojas tem uma pessoa, tanto mais poderosa, mais intelectual, e mais espiritualmente forte. Um homem pode expressar belos pensamentos em formosa linguagem, mas não consegue impressionar as pessoas. Outro, pode não expressar belamente’ seus pensamentos, entretanto suas palavras encantam e cada movimento seu é poderoso. Este é o poder de ojas. Agora, em cada homem há armazenada, mais ou menos, ojas, A mais alta forma de todas as forças que operam no corpo é ojas, Lembrai-vos que se trata somente de transformação de uma força em outra. A mesma força que está operando fora de nós como eletricidade ou magnetismo, será transformada em força interna; a mesma força que opera como energia muscular será transformada em ojas. Os yoguis dizem que aquela parte da energia humana que se expressa através da ação e do pensamento sexuais, quando reprimida e controlada, transforma-se facilmente em ojas; e como é o Muladhara que dirige essa energia, o yogui presta particular atenção a esse centro, tentando converter toda sua energia sexual em ojas, Somente o homem ou a mulher castos podem criar ojas e armazená-la no cérebro; eis porque a castidade foi sempre considerada a mais alta virtude. O homem sente que se é incontinente, sua espiritualidade se desvanece; perde o vigor mental e a força moral. Eis porque, em todas as ordens religiosas do mundo que produziram gigantes espirituais, sempre encontrareis a insistência sobre a castidade. Eis também porque vieram à existência, monges, que renunciaram ao casamento. preciso perfeita castidade em pensamento, palavra e ato. Sem eia, a prática de raja-yoga é perigosa e pode levar à insanidade mental, Se as pessoas praticam raja-

e. então. Falar-lhe apenas não basta. de uma ou outra forma. Que é pratyahara? Sabemos como nascem as percepções. provocam no paciente. simplesmente dizemos: “Não roubes”. Só quando lhe ensinarmos a controlar sua mente. a razão por que cometem ações tolas e sentem-se infelizes. funcionando no corpo através dos centros cerebrais. realmente ajudamo-la. a mente. como’ esperam tornar-se yoguis? Pratyahara e Dharana Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:37:58 e. é bastante difícil concentrar a mente e ligá-la a apenas um órgão. depois os órgãos internos. vemo-lo praticado nos tempos atuais. internas e externas. que não tenha sido ensinada: “Não roubes”.yoga e ao mesmo tempo levam vida impura. Querendo ou não. Ao mesmo tempo. mas ninguém ensina à criança como evitar o roubo ou a mentira. o sentir e o querer estariam sob controle. Onde conseguem obter que uma pessoa se desembarace do sofrimento. não agiriam assim. por . a dor e o mal. chamados órgãos. Essa. ocorrem quando a mente se liga a determinados centros. Costumamos ouvir: “Sede bons”. Por que não se torna ela um ladrão? Não lhe ensinamos como não roubar. E’ claro até aqui. isto é possível? Certamente que sim. Os curadores pela fé ensinam as pessoas a negarem a desgraça. a mente é a escrava de objetos físicos. Quando todos se juntam e se ligam a algum objeto externo. naturalmente. Não há criança em qualquer pais que seja. Os hipnotizadores. Mas. realmente utilizam uma parte de pratyahara. pois tornam a mente da pessoa. Todas as ações. “Sede bons”. por sua sugestão. que todo o mundo ensina. percebemo-lo. e por último. forte bastante para ignorar os sentidos. tropeçaram numa parte da yoga. porém. se tivessem a mente sob controle.v. as pessoas juntam suas mentes aos centros. negando-o. de maneira similar. “Não mintas”. Em primeiro lugar há os instrumentos externos. “Sede bons”. Qual seria o resultado de controlar-se a mente? Seria o de evitar que eia ficasse ligada aos centros de percepção. Escrito por Swami Vivekananda A etapa seguinte é chamada pratyahara. Porém. Sua filosofia é um tanto vaga.

ao invés de obter a faculdade de controle perfeito. impotente. Em lugar de conduzir a esse resultado. por algum tempo.certo tempo uma espécie de pratyahara mórbido. ao invés de utilizar as rédeas e a força muscular. passiva. finalmente. não apenas é desastrosa mas também engana seu próprio objetivo. quase despidos de alma. por um certo tempo. hipnótica. entorpecer-lhe a mente. a ruína a milhões. Não se trata realmente de controlar os centros nervosos pelo poder do livre-arbítrio do paciente. e a menos que o operador. Em cada uma dessas atuações. feito por um hipnotizador ou por um curador pela fé. torna. Verdadeiramente alguns conseguem fazer o bem a muitos. a fim de. até que sua mente. porque conduz à ruína inevitável. já existente. toda corrente de vontade de outra pessoa. pedir a outra pessoa que desfeche fortes golpes na cabeça dos animais. para refrear a louca corrida de uma fogosa parelha. e o paciente termina num asilo de loucos. o domínio – liberdade da escravidão da matéria e do pensamento. Toda tentativa de controle.se em massa informe. passiva. Cuidado como. da servidão das ações e superstições passadas. domínio da :natureza externa e interna. feita sem a vontade do indivíduo. despertando nos homens e mulheres aquela condição mórbida. simultaneamente. Portanto. controlando diretamente os órgãos ou forçando a que sejam controlados sob condições mórbidas. apenas forja mais um elo à pesada cadeia. sob qualquer forma. a pessoa. levais outras pessoas à ruína. tenha conseguido colocar a mente do paciente numa espécie de condição mórbida. por meio de olhar fixo ou algo parecido. mas sim. torná-los dóceis durante certo tempo. quando vos permitirdes a ação de outras pessoas sobre vós. mas levam. sobre a qual se trabalha. sem o saber. graças a golpes súbitos que a vontade de outrem lhe desfecha. não-voluntário. tonteando-os. cuidado. A sugestão pseudo-hipnótica age somente sobre a mente fraca. É corno. . perde parte de suas energias mentais. que os torna. é repreensível. dando novo caminho às suas propensões. por sugestões inconscientes que semeiam a seu redor. O fim de toda alma é a liberdade. suas sugestões jamais conseguem qualquer resultado. O controle temporário dos centros de um paciente.

portanto. impotentes e vulneráveis a quaisquer outras sugestões. e lembrai-vos que a menos de serdes enfermos. vão simplesmente se tornando mórbidas. estão semeando futura decadência. à vontade. Exercitam singular controle. durante certo tempo.Aquele que pede a outros que o creiam cegamente. Aquele que pôde. Por todo mundo existiram seitas de danças. obteve êxito em pratyahara. conforme cantam. grandes ou bons. alguém o fez beber bastante vinho. a mente. Usai. acabam freqüentemente fazendo degenerar raças inteiras. permanecerem perversos. Não sabem que as mentes que sofrem brusca reviravolta espiritual sob suas sugestões. ligar ou tirar sua mente dos diferentes centros. Sim. passivas. teremos realmente formado nosso caráter. ofende a Humanidade. Quão árduo é controlar a mente! Bem foi ela comparada ao macaquinho maluco. teremos feito um longo estirão na trilha da liberdade. ainda que o não pretenda. da história. crime. é mais saudável para o indivíduo ou para a raça. refrear a capacidade dispersiva da mente. Quando o conseguirmos. Dói-nos o coração pensar quanto mal é feito à Humanidade por tais fanáticos religiosos irresponsáveis. que enquanto se felicitam pelo poder miraculoso de transformar os corações humanos. que vos pedem crença cega. loucura e morte. libertá-la do domínio dos sentidos. nenhuma vontade estranha poderá agir sobre vós. inquieto por sua própria natureza. enquanto isso. acautelai-vos de tudo que vos despoja da liberdade. Sabei que é perigoso e evitai-o. Havia um macaquinho. de pulos e uivos. dançam e pregam. vós mesmos. animados todavia de boas intenções. ou que arrasta as pessoas atrás de si pelo poder controlador de sua vontade mais forte. cujo poder. Evitai todos. Como se não bastasse isso. . controlai corpo e mente. foi-lhes outorgado por algum Ser acima das nuvens. cuja influência se espalha como infecção. do que se tornarem aparentemente bons por um controle tão mórbido e esquisito. somos meras máquinas. ignorantes e enganadas. como todos os macacos. com música e rezas. também elas são espécies de hipnotismo. por piores que sejam. palavra cujo significado é “acumular para o futuro”. Mal sonham essas pessoas. sobre as pessoas sensitivas – mas por desgraça. por todos os meios possíveis. Portanto. pensam.

Que o macaco salte quanto queira. Nos primeiros meses notareis na mente uma infinidade de pensamentos. Como consegui-lo? É um trabalho imenso. enquanto as coisas existem perante nós. sentir somente a mão. Quão árduo o controle da mente! Portanto. Entregai-lhe as rédeas. simplesmente esperai e observai. as divagações da mente serão menos violentas. E para completar sua desgraça. a primeira lição é sentar-se por um tempo e deixar vagar a mente. fazendo-a atribuir-se muita importância. depois. ou estofo . diz o provérbio. que gradualmente ela se vai tornando mais tranqüila. Somente pelo esforço contínuo. talvez surjam muitos terríveis pensamentos. por exemplo. Que significa fixar a mente em certos pontos? Obrigá-la a sentir certas partes do corpo. Enquanto há vapor. Mas deveis praticar pacientemente. embriaga-se com o vinho do desejo. com exclusão de outras. que vão diminuindo e que em mais alguns meses serão bem poucos. Quando uma pessoa é ferrada por um escorpião. que lhe aumenta a turbulência. paciente. e por fim o demônio do orgulho instala-se na mente. que consiste em fixar a mente em certos pontos. Depois de praticardes pratyahara por algum tempo. a mente estará sob perfeito controle. deve demonstrar que não está sub. percebemo-las. um escorpião o ferrou. salta de dor durante todo um dia. até que. Depois que o desejo apoderouse dela. é pratyahara. dharana. e é verdadeiro. por fim. não pode ser feito num dia. ficareis admirados ao ver que é possível ter tais pensamentos. Conhecimento é poder. Quando chitta. Então. a locomotiva corre. dia a dia. Incessantemente ativa por sua própria natureza. Que palavras podem descrever a sua incontrolável inquietação? A mente humana assemelha-se ao macaquinho. A menos que se saiba o que a mente está fazendo. para provar que não é uma máquina. Assemelha-se àquele saltitante macaquinho.missa a nenhum domínio. um demônio o possuiu. Ela está em efervescência durante a maior parte do tempo. Tentai.de forma que se tornou ainda mais irrequieto. durante anos. Controlar a mente e não permitir que ela se ligue aos centros. mas encontrareis que a cada dia que passa. O pobre macaquinho sentiu-se absolutamente miserável. dai o passo seguinte. teremos êxito. vem o ferrão do escorpião do ciúme pelo sucesso dos outros. não se a pode controlar. Da mesma forma uma pessoa.

pensai em um lótus cheio de luz. é absolutamente indispensável uma estrita dieta. São estes alguns dos muitos efeitos que advirão. À medida que a organização geral do corpo se torna mais fina.mental. de outra forma. Fixai a mente sobre ele. já mencionados. O yogui precisa praticar sempre. não deve trabalhar muito. aproximando-se e se fazendo sentir de forma contínua ao ouvido. Encontrarão vantajoso viver apenas de leite e cereais. e simultaneamente com sua prática. por alguns meses. o que é muito difícil. Ou então. temos dharana. Mas os que desejam apenas uma pequena prática para uma vida diária de negócios – que não comam muito. ver-se-ão coisas – pequenas réstias de luz flutuando e aumentando. Haverá sons. ràpidamente. Aqueles que desejam ser yoguis e praticar muito. como uma porção de sinos soando à distância. Ótima saúde será um dos primeiros sinais. no início. do Sushumna. A ninguém prejudica. Os defeitos da voz serão corrigidos. todos serão beneficiados. Só observando essas regras podemos nos tornar yoguis. até que se obtenha perfeito . levemos a mente a pensar sobre um ponto no coração. As vezes. sabei que progredis. capacitando-nos a ver mais claramente as coisas. a companhia de diferentes espécies de pessoas distrai a mente. Temperamento e saúde se tornarão melhores. Deve tentar viver só. no cérebro ou nos diferente centros. Por exemplo. notar-se-á que a mínima irregularidade pode romper o equilíbrio. trará paz. ou a menos. podem comer o que lhes agradar. porque a fala distrai a mente. Um pedacinho de comida a mais. porque muito trabalho distrai a mente. está confinado e limitado a um certo local. Os que praticarem bastante e intensamente conhecerão outros sinais. Dharana é de várias espécies. Tão grande é o poder da yoga que mesmo uma prática muito pequena traz-nos imenso benefício. prejudicará todo o sistema. assim como uma bela voz. devem. Em primeiro lugar fará diminuir o excitamento nervoso. a mente não pode ser controlada depois de um dia inteiro de trabalho árduo. cuidar de sua dieta. e quando tais coisas aparecerem. Não deve falar muito. deve-se dar livre curso à imaginação. É mais fácil imaginar que ali existe um lótus efulgente de luz. Para os que desejam progredir ràpidamente e praticar muito.

Os órgãos vão se tornando mais finos e também as percepções. Outros são meros gramofones. no cérebro. o único que constrói gigantes espirituais. Abandonai toda discussão e outras distrações. Aqueles que apanham uma migalha aqui. como um estrondo. a queda de um simples alfinete soará. cerrai vossas mentes às influências externas e dedicai-vos a desenvolver a verdade dentro de vós. onde pacientemente transformam a gota em pérola. para o fundo do mar. Deixai de lado toda as outras. outra ali. Sede como a ostra que produz a pérola. os estágios através dos quais temos de passar. fecham rapidamente as carapaças e mergulham. depois entendei. vivei dela. fazei dela a vossa vida. devemos ir mais fundo. . Quando uma pessoa começa a se concentrar. Primeiro ouvi. O que pode haver em uma querela intelectual seca? Só tira a mente de seu equilíbrio e a prejudica. e deixando de lado toda distração. urna vez por todas. Quando uma gota cai dentro delas. vêm então à superfície quando surge a estrela e aguardam as gotas preciosas. obtêm resultado. abandonando-a por outra mais nova. Os que realmente desejam ser yoguis devem renunciar. Que cérebro. Estes. ide até o fim e enquanto não o fizerdes. pensai nela. nunca chegarão a nada. Tomai uma coisa sèriamente. Há o perigo de desperdiçar as energias pelo fato de tomar uma idéia só pela sua novidade. Deveis ser assim. mas param aí. Apoderai-vos de uma idéia. aquela gota se torna em pérola. estando a estrela Swati no ascendente. Todos aqueles que perseveram. Unia linda fábula hindu diz que. Eis o caminho do sucesso. sonhai com ela. esse mendigar de coisas. Serão escravos nas mãos da natureza e nunca irão além dos sentidos. Aquele que pode se tornar louco com uma idéia. Podem excitar seus nervos uni momento. quando uma gota de chuva cai numa ostra. segui-a. não a abandoneis. As ostras sabem disso.controle e se possa comer o que se deseja. cada parte de vosso corpo se encha dessa idéia. músculos. nervos. verá a luz. As coisas dos planos mais sutis devem ser realizadas. A mera conversa poderá consegui-lo? Abandonai toda conversa fútil. Lede somente livros escritos por pessoas que tiveram experiências espirituais. Se realmente queremos ser abençoados e tornar os outros abençoados.

os que desejam realizar o mais elevado devem evitar companhia. acham-na interessante. todas as diferentes partes do meu corpo são fortalecidas. ninguém tem consciência. boa ou má. as diferentes partes do cérebro. que é o objetivo da Raja-Yoga. e trabalhar sem almejar o resultado. A consciência que tenho desta mesa e de vossa presença faz-me saber que a mesa e vós estais aqui. Dhyana e Samadhi Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:39:08 e. diz a alma perseverante. E chegareis à meta. dessa vontade. Deveis mergulhar. Ouvem uma palestra. faço-o conscientemente. não progridem. certos alimentos. quando o assimilo. Enchei-vos dessa energia.O primeiro passo é não perturbar a mente. vontade extraordinária. exceto dos mais elevados. não existem vinte pessoas neste corpo. dito racional. faço-o inconscientemente. se viveis ou morreis. pelo sangue. refere-se à consciência. vemos que todo nosso conhecimento.v. quando. Destes. Como seres humanos. Quando me alimento. Praticai firmes. isso é feito inconscientemente. e depois vão para casa e se esquecem dela. Todos sabeis que certas pessoas. Escrito por Swami Vivekananda Tivemos uma visão geral dos diferentes passos em Raja-Yoga. a religião e a filosofia são simples objetos de entretenimento. Trabalhai duro. o treino de concentração. De nada vale só o assistir a uma série de aulas. Como sei que sou eu e não outra pessoa? Pode ser dito que . Mas aqueles que tomam uni pouquinho disso e um tanto do restante. que buscam sempre algo que os divirta. vos repugnam. ignorantes e inertes. sou eu que faço tudo. Evitai-os. Aqueles que são cheios de tamas. “Beberei o oceano e à minha vontade as montanhas ruirão”. certos lugares. Sede valentes e em seis meses vos tomareis perfeitos yoguis. Ao mesmo tempo. tanto faz.estes são os que não perseveram. não nos ligarmos a pessoas cujas idéias possam nos inquietar. E todavia. quando o alimento é transformado em sangue. cujas mentes jamais se fixam sobre qualquer idéia. de uma parte grande de minha existência não tenho consciência: todos os diferentes órgãos dentro do corpo. isto é feito inconscientemente. Para obter sucesso é necessário tremenda perseverança.

nos quais trabalha a mente. A resposta. não degenerou. não há sentimento do “eu” e. A parte do trabalho mental que não está acompanhada do sentimento do “eu”. vem o plano inconsciente. Quase toda parte do corpo pode ser controlada. chega a um plano abaixo da consciência. O que mostra que as funções que estão abaixo da consciência são executadas também por nós. é trabalho inconsciente. pois demonstra-se que quase toda ação de que agora não temos consciência. Nos animais inferiores. o plano consciente. Mas como podemos saber que uma pessoa em samadhi não foi abaixo da consciência. Porém. ao invés de elevar-se? Em ambos OS casos a experiência esteve desacompanhada do sentimento do “eu”. pela alimentação. Quando um homem entra em sono pro– fundo. é que pelos efeitos. pode ser trazida ao plano da consciência. saberemos o que é inferior e o que superior. Há um plano. todavia superior. Da mesma forma que um trabalho inconsciente está abaixa da consciência. talvez move a . onde o trabalho não está acompanhado pelo sentido do “eu”. a mente trabalha. no qual a mente pode trabalhar. e a parte que esta acompanhada de sentimento do “eu” é trabalho consciente. pelos resultados do trabalho. Quando a mente está acima ou abaixo desse plano. Quando a mente ultrapassa o plano de autoconsciência. pode-se trazer até mesmo o coração sob controle. O sentimento do “eu” está apenas no plano médio. aparentemente sem nosso controle. pela prática. e que o fortalecimento do corpo. desacompanhado do sentimento do “eu”. o trabalho inconsciente é denominado instinto. experimenta o samadhi. acima da consciência. Isto não pode ser. no qual todo trabalho é sempre acompanhado pelo sentimento do “eu”. ou superconsciência. O coração bate. Ela pode ir além da consciência. mais devagar ou mais depressa. Suas funções corporais prosseguem durante todo o tempo: respira. executamo-las inconscientemente. Nos animais superiores e no mais elevado de todos. é feito para mim. nenhum de nós pode controlar o coração. ele marcha seu próprio caminho. prevalece o trabalho consciente.minha tarefa é apenas comer e assimilar o alimento. Primeiro. por outra pessoa. Temos portanto dois planos. o homem. A seguir. também há outra espécie de trabalho. Porém o assunto não termina aqui. no entanto. Apenas. ou quase parar. para que ele bata à vontade.

as causas devem ser diferentes. Assim sendo. Se a vida é apenas uma comédia. Todas as perguntas – se há urna Alma Imortal. em suma. está inconsciente. Esta. não aumenta. então por que fazer o bem aos outros? Por que haver perdão. São dois efeitos diferentes. emerge um sábio. todas nossas atitudes morais. a vida humana não terá propósito. Todas nossas teorias éticas. foi moldado pelas respostas que vieram de além do círculo. o samadhi é chamado estado superconsciente. ou muito mais elevada que a obtida pelo raciocínio num estado consciente. justiça ou irmandade? A melhor coisa para os homens deste mundo seria “malhar o ferro enquanto está quente”. Há um pequeno círculo. se há uma suprema Inteligência guiando este universo – estão além do campo da razão. se era um idiota. o homem surge o mesmo que era e do outro estado o homem volta iluminado: um sábio. Toda tentativa é fútil.corpo em seu sono. um santo – todo o seu caráter transformado. cada um por si. se há um Deus. Não pode ultrapassá-lo. Qual a sua aplicação? Ei-la: o campo da razão ou do trabalho consciente da mente. a idéia de samadhi. por que devo amar meu irmão e não cortar-lhe o pescoço? Se nada há além. sem qualquer sentimento do “eu”. Mas quando um homem entra em samadhi. toda a sua vida modificada. absolutamente. além desse circulo de razão. Se não há esperança. é muito importante sabermos as respostas. profeta. tudo o que é bom e grande na natureza humana. jamais poderá responder tais perguntas. tais perguntas são muito importantes para todos nós. uma pessoa regressa do samadhi é muito mais elevada que a que pode ser obtida da inconsciência. O que diz eia? Diz: “Sou agnóstica. quando volta dê seu sono é o mesmo homem de antes. Nenhuma iluminação advém. e todavia. um. não conheço nem o sim nem o não”. dentro do qual a razão humana se movimenta. deve portanto ser superconsciência. Entretanto. o universo uma “fortuita combinação de átomos”. é estreito e limitado. se não existe . Como essa iluminação com a qual. Assim. O que faz a diferença? De um estado. Portanto. Sem resposta adequada. encontramos aquilo que a Humanidade tem como mais caro. A soma total do conhecimento que possuía permanece a mesma. Esta. Todavia. iluminada.

sobre Deus. Por exemplo. De onde veio então? Estudando História. Encontrareis pessoas hoje em dia. utilitaristas. sobre como ser inegoístas? Toda ética. lhe aparecera. desconhecem. Tampouco derivou da razão. Sinto estes desejos e devo cumpri-los. onde foram buscar essa idéia? Sabemos que ela não é instintiva. Aqueles que pregaram o inegoísmo e o ensinaram à raça humana. utilidade para mim significa ser egoísta.na os animais. ó homem! Esta é a mensagem”.liberdade. sobre a Alma imortal. muitos não souberam de onde elas tinham vindo. na forma de um ser humano com asas e lhe dissera: “Ouve. mas poesia não é a razão. encontramos um fato que é ponto pacífico para todos os grandes mestres de religião do mundo: todos afirmam haver recebido suas verdades do mais além. Que base? A busca de maior felicidade para o maior número. um dizia que um anjo havia descido. sobre a bondade. toda ação humana e todo o pensamento humano estão presos a esta única idéia de inegoísmo. sàmente. eu vos direi que sois irracionais. sobre a moralidade. que nos compele a ser inegoístas? Vós pretendeis ser racionais. que agem através do instinto. o poder. nada conheço mais. devemos somente tentar nos tornar felizes aqui. sobre o amor e simpatia. Por que vos queixais? De onde vêm todas as verdades sobre a vida humana. a força. para o maior número. Por que devemos ser inegoístas? Onde está a necessidade. Onde está a utilidade em eu ser inegoísta? Se utilidade significa a maior quantidade de felicidade. e acima de tudo. Mostrai-me a razão pela qual não devo ser egoísta. se ajuda o meu propósito? Como os utilitaristas respondem a esta pergunta? Como saber o que é certo ou o que é errado? Sou levado pelo meu desejo de felicidade. Um terceiro dizia haver sonhado com um . a razão não sabe muita coisa a respeito de tais idéias. Mostrai-me a razão: por que devo ser inegoísta. o ideal da vida humana pode ser condensado nessa palavra: inegoísmo. mas lei dura. Pedir a alguém que seja inegoísta pode parecer tão bem quanto poesia. ser luminoso. eu o realizo porque é esta a minha natureza. mas se não me mostrardes uma razão para a vossa utilidade. rigorosa. Outro afirmava que um deva. que fazem da utilidade a base da moral. não importa. Qual a resposta? O utilitarista nunca poderá dá-la. Por que agir assim? Por que não procurar a maior infelicidade. por que bom? Porque fulano e fulana de tal o dizem.

se o cérebro. O yogui afirma que há grande perigo em se tropeçar com esse estado. Pensai no bem que Maomé fez ao mundo. que tropeçaram com esse estado superconsciente sem entendê-lo. Tropeça nele.antepassado e que este lhe revelara certas coisas. aquele conhecimento então surge – conhecimento metafísico e transcendente. Eram presas de alucinações. por assim dizer. pode. Maomé afirmava que o anjo Gabriel viera a ele numa caverna e o levara no cavalo celeste Harak para visitar os céus. O yogui ensina que a mente atinge um estado superior de existência. e pensai também no grande mal que o seu fanatismo desencadeou! Pensai nos milhões . Como explicá-lo? O homem estava sem dúvida inspirado. com esse estado superconsciente. Desta forma se explica porque uma inspiração. além da razão. por assim dizer. e como regra. Mas todos dizem que esse conhecimento lhes chegou do além e não por seu poder de raciocínio. um estado superconsciente. Maomé falou verdades maravilhosas. Esse estado de ir além da razão. às vezes. de permeio com superstições. Na maioria dos casos existe o perigo de desarranjar. em um parece ter surgido através de um anjo. encontrareis as mais admiráveis verdades. por assim dizer. por maiores que fossem. nada mais sabia além disso. e ao elevar-se até ele. andaram às cegas e em geral. além do conhecimento humano ordinário. num outro através de um deva. O fato real é que esses vários homens deram. mas tropeara. e num terceiro através de Deus. mas declara também que tal conhecimento assomara de dentro de cada um. sobrevir por acaso a um homem que não lhe compreende a maneira de ser. constata-se que todos aqueles. Não era um yogui treinado e não sabia porque agia assim. nessa inspiração. ao lado do seu conhecimento tiveram algumas superstições esquisitas. Contudo. apesar de ser o mesmo em diferentes países. ou conhecimento transcendental. o que ensina a ciência da Yoga? Que todos estavam certos afirmando que o conhecimento lhes havia chegado de além do raciocínio. O que significa isso? Significa que a mente trouxe o conhecimento de dentro de si mesma e que a maneira de encontrá-lo foi interpretada de acordo com as crenças e educação da pessoa através da qual se manifestou. Se lerdes o Corão. e geralmente o interpreta como vindo de fora.

massacrados por causa de seus ensinamentos – mães separadas de seus filhos, crianças tornadas órfãs, países inteiros destruídos, milhões e milhões de pessoas mortas! Portanto, vemos esse perigo quando estudamos a vida de um grande instrutor como Maomé. Sempre que um profeta penetrou no estado superconsciente pela elevação de sua natureza emocional, trouxe não somente verdades mas também algum fanatismo, alguma superstição, tão prejudicial ao mundo quanto o ajudou a grandeza dos ensinamentos. Todavia descobrimos, ao mesmo tempo, que todos os grandes instrutores eram inspirados. Para encontrar algum significado na massa de incongruência que chamamos vida humana, temos de transcender nossa razão; porém devemos fazê-lo cientificamente, vagarosamente, pela prática regular e despojar-nos de toda superstição. Necessitamos estudar o estado superconsciente como a qualquer ciência. Sobre a razão devemos lançar os nossos alicerces, segui-la até onde nos leva, e quando falhar, ela mesma nos mostrará o caminho para o plano superior. Ao ouvirmos um homem dizer: “Eu estou inspirado”, e depois falar irracionalmente, rejeitemo-lo. Por que? Porque esses três estados – instinto, razão e superconsciência, ou inconsciente, consciente e superconsciente – pertencem a uma e mesma mente. Não há três mentes no homem, mas um estado da mente desenvolvese nos outros. O instinto se desenvolve na razão e a razão na consciência transcendental; entretanto nenhum desses estados contradiz o outro. A inspiração real jamais contradiz a razão: completa-a. Assim como os grandes profetas “não vêm para destruir mas para fazer cumprir”, da mesma forma a inspiração sempre vem para completar a razão e estar em harmonia com ela. Todos os diferentes passos na yoga têm a finalidade de nos levar, cientificamente, ao estado superconsciente, ou samadhi. Além disso, entendamos este ponto vital: a inspiração está tanto na natureza de cada homem, como esteve na dos antigos profetas. Esses profetas não eram únicos; eram homens, como vós ou eu. Eram grandes yoguis. Haviam obtido o estado superconsciente, e tanto vós quanto eu podemos fazer igual. Não eram pessoas peculiares o próprio fato de um homem ter alcançado tal estado é prova bastante que é possível para todos. Não apenas possível, mas todos, eventualmente, o

atingirão – e isso é religião. A experiência é o único mestre que temos. Podemos falar e raciocinar durante toda a vida, mas não entenderemos uma palavra de verdade a não ser que a experimentemos nós mesmos. Não podeis esperar que um homem se torne cirurgião pelo simples fato de possuir alguns livros. Não podeis satisfazer minha curiosidade em ver um país, mostrando-me um mapa; devo ter experiência real. Os mapas somente despertam em nós curiosidade para obtermos conhecimento mais perfeito. Fora disso não têm valor. O agarrar-se a livros somente degenera a mente humana. Jamais houve pior blasfêmia que afirmar-se que o conhecimento de Deus está confinado a esse ou aquele livro. Como ousam os homens dizer que Deus é infinito e, entretanto, buscam limitáLo dentro das, capas de um pequeno livro Milhões de pessoas foram mortas porque não acreditavam no que diziam os livros, porque não viam todo o conhecimento de Deus dentro das capas de um livro. Naturalmente, toda essa matança já passou; no entanto, o mundo ainda está tremendamente preso à crença em livros. A fim de atingir o estado superconsciente de uma maneira científica, é necessário passar através dos vários estágios de Raja-Yoga, que ensinei. Depois de pratyahara e dharana, chegamos a dhyana, meditação. Quando a mente foi treinada para permanecer fixa num. determinado objeto, interno ou externo, chega-lhe o poder de fluir,. em corrente continua, por assim dizer, em direção desse objeto. Este estado é chamado dhyana. Quando se intensificou o poder de dhyana, como para se rejeitar a parte externa da percepção e meditar somente na interna, no significado, esse estado é chamado samadhi. Os três, dharana, dhyana e samadhi, juntos, são chamados samyama. Para explicar melhor: se a mente pode primeiro concentrar-se sobre um objeto, logo continuar nessa concentração por um período, e depois, pela concentração contínua, fixar-se na parte interna da percepção, da qual o objeto era o efeito ou a. parte grosseira, tudo estará sob o controle dessa mente. Esse estado meditativo é o mais alto estado de existência. Enquanto há desejo não existirá felicidade verdadeira. Somente o estudo contemplativo, à maneira de testemunha, dos objetos, traz-nos real gozo e felicidade. O animal encontra a felicidade nos senti- dos, o homem em seu intelecto e o deus

na contemplação espiritual &mente para a alma que atingiu esse estado contemplativo, o mundo se torna realmente belo. Para quem nada deseja e não se mistura com o mundo, as múltiplas modificações da natureza são um. panorama contínuo de beleza e sublimidade. Estas idéias devem ser compreendidas ao estudarmos dhyana, ou meditação. Ouvimos um som. Primeiro há a vibração externa; segundo, o movimento dos nervos que a leva à mente; terceiro, a reação da mente, com a qual surge, como relâmpago, o conhecimento do objeto que era a causa externa dessas diferentes mudanças, desde as vibrações etéreas às reações mentais. Estes três fenômenos sã chamados, na yoga, sabda (som), artha (significado), e jnana (conhecimento). Na linguagem da fisiologia são chamados a vibração etérea, o movimento no nervo e cérebro, e a reação mental. Os três, através de processos distintos, misturaram-se de maneira a tornar-se indistinguíveis. De fato, não podemos agora perceber nenhum deles; apenas percebemos seu efeito culminado, que chamamos objeto externo. Cada ato de percepção inclui os três e não hã razão por que não podemos distingui-los. Quando por prévia preparação, a mente se tenha tornado forte -e controlada e obtido poder mais fino de percepção, deve ser utilizada na meditação. Esta, deve começar com objetos grosseiros e -vagarosamente elevar-se a objetos mais finos, até tornar-se sem objeto. A mente deve primeiro dedicar-se a perceber as causas externas das sensações, depois os movimentos internos e depois sua própria reação. Quando conseguir perceber, isoladas, as causas ex- -ternas das sensações, obterá o poder de perceber todas as existências materiais sutis, todos os corpos e formas finos. Quando assim -consegue perceber os movimentos internos em si mesmos, terá o controle de todas as ondas mentais, em si mesma ou nos outros, antes mesmo que se tenham traduzido em energia física. E quando a mente do yogui estiver apta a perceber a reação mental em si mesma, terá adquirido o conhecimento de tudo, desde que tanto os objetos sensíveis, como todo pensamento, são o resultado dessa reação. Então o yogui verá os alicerces mesmos da mente e ela -estará sob seu perfeito controle. Diversos poderes lhe advirão, porém, se ceder às tentações de quaisquer deles, ser-lhe-á bloqueada a estrada de ulterior progresso – conseqüência nefasta da busca de gozos.

Escrito por Swami Vivekananda O que se segue é um sumário de Raja-Yoga. na qual se medita no “eu”. uno com Deus. Aquela. para cada um. Do mais inferior ao anjo mais elevado. o Onipenetrante. sempre – sabei que eles são deuses. o Imortal. Não há diferença agora entre nós e os que não têm religião. A yoga está dividida em duas partes: uma é chamada abhava-yoga. certamente conduzirão ao almejado fim. brilhará em toda sua efulgência e o yogui se encontrará. Da yoga vem o conhecimento. -de todo animal. se não nos conduzir a essa experiência? Cada-. Por uma. e a Alma gozará de eterna liberdade. Aquela.um dos passos para atingir o samadhi foi raciocinado. em tradução livre do Kurma Purana: O fogo da yoga queima a funda de pecado que aprisiona o homem. como vazio e sem qualidades. Fielmente praticados. o yogui . porque não temos experiência. se for bastante forte para rejeitar até mesmo esses poderes milagrosos. De que nos serve. somente nos esforçamos para atingir esse estado. é chamada abhava-yoga. O samadhi é propriedade de todo ser humano – em verdade. maha-yoga. As sementes da ação serão queimadas. Até lá. a outra. -tem começo a religião real. por sua vez. a completa supressão das ondas no oceano da mente. duas vezes. o tempo -‘chegará.Porém. Aquele que combina em si mesmo a yoga e o conhecimento – com ele o senhor se compras. Então a glória da Alma. e então. livre de todas as impurezas. imperturbada pelas distrações da mente ou pelos movimentos do -corpo. O conhecimento se torna purificado e obtém–se diretamente o Nirvana. atingirá a meta da yoga. a Essência do Conhecimento. só então. ou por outra. Resumo Sobre Raja-Yoga Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:40:03 e. é chamada maha-yoga. na qual o “eu” é visto pleno de felicidade. própria-. de atingir esse estado. o conhecimento.v. desvanecerá toda infelicidade. três vezes. Cessará por fim toda tristeza.a concentração. como é e como sempre foi. auxilia o yogui na obtenção da liberdade.mente ajustado e cientificamente organizado. Os que praticam maha-yoga uma vez por dia.

Yama. A verbal. ação. svadhyaya (estudo). mesmo quando se está sofrendo terrivelmente. Não tomar os bens alheios. mas nenhum som é ouvido. que purifica chitta. Relatar os fatos como são – eis a veracidade. Pela verdade tudo se obtém. A purificação do corpo pela água. não receber nada de outros. o banho é um exemplo. palavra. a mente. O jamais produzir dor em qualquer ser vivente. pelos quais o material sattvico do corpo se purifica. não merecem ser niveladas à maha-yoga. é a mais inferior e a inaudível. constitui o que se denomina estudo. Há três espécies de repetição desses mantras. dharana. ou audível. e ao universo inteiro. é chamada purificação . O nãorecebimento de presentes. Os seguintes hábitos e observâncias regulares são auxílios para o sucesso na yoga e denominam-se niyama: tapas (austeridade). A idéia é que o receber dádivas. A repetição inaudível do mantra. é chamado aparigraha. niyama. como Deus. é asteyam.realiza o “EU”. asana. não há felicidade maior que aquela que um homem obtém pela atitude de não-ofensa a toda a criação. perde sua independência. a forma superior. na seguinte. palavra ou ação.e a interna. A repetição em voz alta é a verbal. às escondidas. terra ou outros materiais. É esta a mais alta de todas as yogas. svadhyaya. sobre as quais lemos ou ouvimos falar. somente os lábios se movem. a superior. sempre e em todas as condições é o que se chama brahmacharya. torna-se ligado e apegado. não-injúria. saucham (pureza) e Ishvara-pranidhana (adoração de Deus). As outras yogas. por pensamento. dhyana e samadhi são os degraus de Raja-Yoga. é a purificação externa. e pelas outras virtudes. mental. Repetir-se os Vedas e outros mantras. veracidade. de ninguém. na verdade tudo está estabelecido. ele se degrada. santosha (contentamento). outra. pranayama. Não há virtude mais elevada. ou pela força. A veracidade nos conduz aos frutos do trabalho. torna impuro o coração de um homem. constitui yama. Não injuriar. nãocobiça. é chamado ahimsa. que a não-injúria. é chamada repetição mental. A purificação da mente pela verdade. pratyahara. O jejum ou o controle do corpo por outros meios é o que se chama tapas físico. na qual o yogui descobre-se. Os sábios ensinaram que existem duas espécies de purificação: a externa. Uma é chamada verbal. acompanhada pelo pensamento de seu significado. Castidade em pensamento. não cobiçar. castidade. semi-verbal e a terceira.

Trazê-los para o controle da vontade é o que se chama pratyahara. levitação do corpo e influxo de grande ventura. Depois vem pranayama. os órgãos dos sentidos. estão dirigidos para fora e entram em contato com os objetos externos. chama- . Num pranayama. a multiplicidade das ondas originais dá lugar à unidade e uma só onda permanece na mente. Prana significa a força vital do corpo. OM é acrescentado no começo e no fim. não absorvidas por outras espécies de ondas. Diz: “Meditamos na glória daquele Ser que produziu este universo. puraka (inspiração). temos o pranayama inferior. reter e esvaziar. Na forma inferior de pranayama há perspiração. significa controle. Há um mantra chamado Gayatri. que é o melhor. que Ele ilumine nossas mentes”. Os indriyas. estas ondas. tornam-se gradualmente proeminentes. pelo pensamento e pela devoção. A seguir vem asana. e kumbhaka (retenção ou estacionamento). a respeito. Há três espécies de pranayama: a. muito simples. ombros e cabeça em linha reta. certas ondas mentais se levantam. Quando praticamos pranayama começando com doze segundos. enquanto que todas as outras diminuem e finalmente desaparecem. Quando apenas uma for viável. Ambas são necessárias na prática da yoga. e a palavra ayama. e na superior. na forma média há tremor do corpo. verso mui santo dos Vedas. Quando -nenhuma base é necessária. Confinadas a um local. O fixar a mente no lótus do coração. ou no centro da cabeça. mantendo-se o peito. internamente puro e externamente sujo. é deixar o corpo livre. mas ninguém será um yogui se não tiver ambas. Falamos a respeito de yama e niyama. como base. Deus é adorado pelo louvor. quando toda a mente se tornou em uma única onda e atingiu unidade de forma. Também está dividida em três partes: encher.interna. Todos os livros afirmam que cada pranayama se divide em rechaka (rejeição ou exalação). a purificação interna deve ser preferida. Não basta que um homem seja. e quando começamos com trinta e seis segundos. é chamado dharana. meditação. a média e a muito elevada. o pranayama médio. Isto é dhyana. repetem-se três Gayatris. Em seguida. postura. ternos o pranayama superior. A única coisa a entender-se. ou recolher em si mesmo. com vinte e quatro segundos.

Escolhei um cenário formoso ou um aposento. pensai no Ser Dourado.se a isto samadhi. Se a mente pode ser fixada num centro durante doze segundos. só o significado da onda está presente. Não pratiqueis quando o corpo estiver preguiçoso ou doente. a renúncia de todos esses poderes. Mais tarde saberemos quanto isso ajuda a concentrar a mente. onde há perigo de animais selvagens. Então começai. Trabalhai e tereis . em vossa casa. Tendo sido explicada dhyana. Meditai sobre isso. chega à salvação. Pensai nessa chama como sendo vossa própria alma. Lugares sujos não devem ser escolhidos. como. o Intangível. ou quando a mente sentir-se infeliz e tristonha. o Inefável. que seja agradável. doze dharanas serão uma dhyana.yogui recusa os poderes externos. o Todo poderoso. Dentro do lótus. mesmo o maior inimigo. Meditai sobre isso. Dentro da chama está outra luz efulgente que é a Alma de vossa alma. verdade. a não-injúria. controlando os dois nervos óticos. Não temais se não fordes perfeitos em todos. as oito pétalas do lótus são os oito poderes. ai não se deve praticar yoga. no coração. os estames e os pistilos são a renúncia. Se o . o perdoar. cujo nome é OM. vosso próprio guru e Deus. avança-se um longo caminho em direção ao controle do arco de reação e dai para o controle da vontade. onde houver muito barulho. onde existem muitos formigueiros. Livre de toda associação com lugares e centros. Outra meditação: pensai num espaço em vosso coração. algumas polegadas acima. Deus. ide a um lugar escondido. e fé no Senhor – estes são todos o diferentes votos. isto se aplica mais particularmente à Índia. onde quatro ruas se cruzam. Sentai-vos retos e olhai a ponta de vosso nariz. Dentro. alguns exemplos são dados sobre em que meditar. A castidade. onde ninguém vos possa perturbar. As oito pétalas do lótus são os oito poderes do yogui. onde há muitas pessoas más. Em proximidade de fogo ou água. onde o chão está coberto de folhas secas. cercado de luz efulgente. será uma dharana. Assim. saudai primeiro os antigos yoguis. e doze dhyanas serão um samadhi. mas os estames e pistilos internos são a extrema renúncia. e que no meio desse espaço uma chama está acesa. tendo como centro a virtude e o conhecimento como haste. E quando praticardes. Eis um exemplo de meditação: imaginai um lótus sobre a cabeça.

Ele o concederá. cuja vontade é firme. cujo “eu” está controlado. aquele cuja alma inteira encaminhou-se para o Senhor. viu um homem que tinha estado em meditação havia tanto tempo. cantando e dançando. Ele disse Narada: “Onde vais?” Narada respondeu: “Para o céu”. que está sempre contente. perguntaste ao Senhor a meu respeito?” “Sim. aconteceu dele passar pela mesma estrada. Viajava por todos os lugares. esse é Meu bem-amado bhakta”. * Havia um grande sábio divino chamado Narada. que é firme em sua mente. que está livre de alegria. Narada era um grande e renomado yogui. todo medo. que não pode ser perturbado pelos outros. que jamais é infeliz. grandes yoguis.” “O que . que é paciente. esse é Meu querido. e disse “O Narada. que é puro e ativo. silencioso e pensativo. Narada replicou: “Vou para o céu. amor e renúncia. Aquele que abandonou todo apego. que se compras com o pouco que lhe vem. que nada tem de seu. cujo coração se tornou purificado – seja qual for seu desejo. que não se preocupa pelo bem e pelo mal. que é amigo de todos.êxito. atravessando uma floresta. Aquele do qual não procede nenhuma perturbação. Saltava de um lado para outro.” Narada prosseguiu viagem. que as formigas brancas haviam construído um enorme formigueiro em volta do seu corpo. está livre de egoísmo. sempre devotado à yoga. Mais adiante Narada viu outro homem. Certa vez. “Então pergunta a Deus quando Ele será misericordioso. que é equânime na dor e no prazer. sentado numa só posição. toda cólera. entre os homens. Uma tal pessoa se torna um verdadeiro yogui. Da mesma forma que há sábios. Aquele que não depende de nada. Ele perguntou: “O Narada. já de volta. onde vais?” Sua voz e gestos eram bruscos. Adorai portanto o Senhor pelo conhecimento. que abandonou todos os esforços para si mesmo. No curso do tempo. que é misericordioso com todos. temor e ansiedade. tendo o mundo todo como lar. cuja mente e intelecto estão ofertados a Mim – esse é Meu devoto bem-amado. quando conseguirei a liberação”. aquele que tomou refúgio no Senhor. sem lar.” “Então pergunta quando me libertarei. e lá estava o homem que meditava com o formigueiro à sua volta. também os há entre os deuses. “Aquele que não odeia ninguém. que é o mesmo no louvor e na calúnia.

disse ele?” “O Senhor disse que tu alcançarás a liberdade dentro de mais quatro nascimentos. Vês aquele tamarindeiro? Devo dizer-te que tu deveras nascer tantas vezes quantas são as folhas dessa árvore. devemos apegar-nos a ela. . nada o desencorajava. portanto. Parece ser o consenso de opinião das grandes mentes do mundo. Escrito por Swami Vivekananda Antes de abordar os Aforismos sobre a Yoga. Sàmente perseverança igual a do homem que estava disposto a esperar eons.v. sobre a qual. Isto posto. e todavia ainda me faltam quatro nascimentos!” Narada encontrou-se com o outro homem. para os yoguis. sentiu que apenas quatro nascimentos mais era muito tempo. sim. Mas o primeiro. tentarei analisar uma grande questão. monótono. que deve ser insensato. que somente esta vida pode ser desfrutada e. Então atingirás a liberdade.” Então o homem começou a chorar e a se lamentar: “Eu meditei até que um formigueiro se levantasse ao meu redor. e tem sido quase demonstrado pelos pesquisadores da natureza física. que jaz por detrás de nosso estado relativo atual e que retornaremos àquela condição absoluta. pode trazer grandes resultados.” O homem começou a dançar de alegria e disse: “Terei a liberação depois de tão pouco tempo!” Ouviu– se uma voz: “Meu filho. “Fizeste a minha pergunta?” “Oh. que somos o produto e a manifestação de uma condição absoluta. terás a liberação neste instante!” Foi essa a recompensa de sua perseverança. sem vida. a pergunta é: qual o melhor. Ele estava pronto a trabalhar durante todos aqueles nascimentos. está fundamentada toda a teoria da religião. Introdução aos Aforismos de Patanjali Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:41:17 e. Imaginam que no estado absoluto não pode haver qualidade. o estado absoluto ou o estado atual? Não falta quem pense que o estado manifestado é o mais elevado para o homem. Pensadores de nomeada são de opinião que somos manifestações de um ser indiferenciado e que o estado diferençado é superior ao absoluto.

e vivermos bastante tempo. Se apanharmos uma pedra. na morte. de acordo com teoria atual. e voltarão à nebulosa de origem. aparentemente muito bonita. a corrente elétrica deixa o dínamo. Vede como. permanecia o mesmo. ambos.”. A teoria é absurda e pueril. então. esforçar-se sempre para a frente. Portanto. Onde. levado a um estado superior e purificado de seus males é chamado céu. porque não existe movimento em linha reta. jamais atingindo a meta. é também absurda. nos tempos modernos. permaneciam para sempre. que todas as boas qualidades. sempre para a frente. Ainda que este tema seja estranho a nosso assunto1 posso remarcar que a idéia do movimento circular explica a teoria ética que não podemos odiar. depois. nada pode refreá-lo. atirármo-la ao espaço. De forma similar. Uma linha reta. Havia uma velha solução que afirmava que o homem. essa progressão infinita? Significa somente sair até uma certa distância e volver ao centro de onde se partiu. isto significa que o objetivo do homem é o mundo. assim também o ódio e o amor devem. Não pode haver bem sem mal ou mal sem bem. deverá por fim voltar a vós. Nada é tão certo quanto isto. foi apresentada por várias escolas: que o destino do homem é continuar sempre a melhorar. Todo movimento é circular. Em campos diferentes e mais práticos. esse movimento em linha reta. após a morte. vemos que a teoria da progressão eterna é insustentável. o sol. medo. alegrias’ – onde nos levam? Acabaremos. Essa afirmação. Todas nossas lutas. sem jamais parar. infinitamente projetada. Em termos lógicos. Hão de se dissolver. projetado. pois a destruição é o fim de tudo que é terreno. cada impulso de amor retorna a ele. esperanças. É certo que todo ódio que sai do coração de um homem volta a ele com toda intensidade. Um mundo onde só existe o bem é o que os lógicos hindus chamam “um castelo no ar. analisemos outras soluções sobre a vida. a idéia que o destino do homem é progredir. completando o círculo. esse mundo. Da mesma forma que. exceto as más.Em primeiro lugar. termina num circulo. se não encontrar obstáculo algum. porque tal estado não pode existir. voltará exatamente à nossa mão. Portanto não odieis ninguém. essa pedra. porque o ódio. a lua e as estrelas foram produzidos. é absurda. Outra teoria. mas somente amar. todos. completa o círculo e volta ao dínamo. . voltar à fonte. de nebulosas. Se amais. também esse amor voltará.

A mente se dissolverá e voltará à sua origem. Absoluto. A idéia é que o seu início é perfeito e puro. devemos passar por ele. “De Quem todo este universo emana. através dele. a vida do mundo inteiro é composta das vidas de milhões de pequenos seres. por que termina? O que se corrompe e degenera não pode ser o estado mais elevado. Se é essa a lei da natureza. formos aptos para atingir um estágio mais elevado. e a morte do mundo inteiro é composta das mortes desses milhões de pequenos seres. tudo o que é. Se o nosso estado atual é o mais elevado. em Quem. e por fim volta a Deus. Queiramos ou não. no meio torna-se homem. a fim de podermos nos . o fato permanece o mesmo. e para Quem tudo retorna”. Deus. ou Absoluto. teremos de voltar à nossa origem. ou natureza. chega o tempo que ele inicia a caminhada para cima novamente. chamemo-Lo pelo nome que for – Deus. em última análise. o que está sendo levado a efeito numa esfera repetese em milhões de esferas. A enorme onda consiste de ondas pequenas. tomará a curva ascendente e voltará à fonte original. Cada forma deste mundo é tirada dos átomos circundantes e volta a eles. aplica-se também à mente. não há uma só religião na face da terra que diz que o homem seja o resultado de um aperfeiçoamento. então por que tanto horror e miséria. A mesma lei não pode agir diferentemente em lugares diferentes. degenerando depois até não poder mais e. O homem. A lei é uniforme. decaem e a ela devolvem o que tiraram. no começo. com os homens e com tudo. chamada Deus. tão insatisfatório? É somente desculpável enquanto. A forma monista diz que o homem é Deus e se torna Deus outra vez. Dizem que o presente estado do homem é uma degeneração. Agora surge a pergunta: voltar a Deus é o estado superior ou não? Os filósofos da escola Yoga respondem enfàticamente que sim. A plantas tiram sua subsistência da terra. veremos nesta terra. finalmente. A natureza trabalha segundo um plano uniforme. e por que há um fim para isso? Se é este o estado mais elevado. O que vemos nos planetas. Esta é a forma de explicar o assunto de maneira dualista.Acontece o mesmo em toda parte. O homem pode descer o máximo. nada mais certo. até completar o círculo. vem de Deus. o círculo tem que se descrito. Viemos todos Dele e estamos destinados a voltar a Ele. Eis um fato que é certo. Por que deve ser tão diabólico. talvez milhões delas. Entretanto. Similarmente. vive.

não. e o outro. quando muito lentas.regenerar. nada admitem além dele. Mas há um estado de existência muito superior ao do raciocínio. do pensamento. são diferentes como os pólos. não passa de um estado embrionário. Deus não raciocina. o da pedra. como alguns temem. a mesma ausência de pensamento em Deus? Não. E’ realmente além do intelecto onde se encontra o primeiro escalão da vida religiosa. não raciocina. homens que movem o mundo. melhor para nós. não são vistas por nós. sairemos dele? Absolutamente. muito maiores que aqueles que se limitam somente a falar. melhor. Que direito têm eles de limitar a existência a/dois apenas? Não há algo infinitamente superior ao pensamento? As vibrações da luz. a ausência de pensamento na pedra. Por que deveria fazê-lo? Existe algo que Lhe seja desconhecido. Devemos nos lembrar sempre que a Humanidade não é o estado superior. A parte realmente difícil de se compreender é que o Absoluto. Será que. é esse o começo da vida. Temos que atravessar o lamaçal de desespero e quanto mais rápido o fizermos. Deus não pensa. e dessa dissolução surge uma árvore esplêndida. que ele tenha de raciocinar? A pedra não pode raciocinar. cometendo suicídio. não é. Eis a diferença. o intelecto e todo o raciocínio. De acordo com esses temerosos há dois estágios de existência: uni. Quando se tornam um pouco mais intensas. que jamais pensam em quaisquer fins egoístas. Segue. todos os grandes homens do mundo. Certos filósofos pensam que será algo terrível ultrapassar o pensamento. Quando ultrapassarmos o pensamento. A pergunta seguinte será: qual a prova de que existe um estado superior além do pensamento e do raciocínio? Em primeiro lugar. Quando ainda mais intensas. não as vemos. Seria piorar as coisas. dissolve-se depois de algum tempo. o estado do zoófito ou da pedra. O que se chama comumente vida. que foi chamado o estado superior.se que quanto mais cedo sairmos deste estado chamado Humanidade. Jogai ao solo urna semente e ela se desintegra. Toda alma deve se desintegrar para poder tornar-se Deus.. Torturar-nos ou condenar o mundo não é a maneira de escapar. é escuridão Será esta escuridão a mesma escuridão anterior? Certamente que não. declaram que esta vida é apenas um diminuto . teremos dado o primeiro passo em direção de Deus. tornam-se luz.

fama e renome. 2 Yoga é impedir que o estofo mental (chitta) tome formas variadas (vrittis). devemos então aceitar o niilismo e nada teremos para agarrar. não vêm. Em segundo lugar. Se a razão é o máximo. Mas que nós podemos ir além da razão é a idéia-mestra sobre a qual está apoiado todo o pensamento hindu. não somente o afirmam. Temos que compreender o que é chitta e o que são vrittis. Admitindo-se que não haja estado superior. que ousa buscar e consegue encontrar algo superior à razão. todo o tempo? O que pode explicar a existência do mundo? Se não vamos mais longe. Porém. Em terceiro lugar. conquanto os olhos continuem a existir. mas a todos mostram o caminho. Tiremos o centro nervoso situado no cérebro. Necessitamos explicar bem este aforismo. que nos levará além do mundo. outra explicação. ali onde jaz a explicação do estado presente. Tenho olhos. Se um homem é agnóstico para tudo. que nos conduzirá à outra margem deste oceano de ignorância. explica-se a yoga. explicam seus métodos. Emmanuel Kant disse. este o valor do estudo da Yoga. nosso conhecimento será limitado ao mundo sensório. E’ o que se chama agnosticismo. para que possam seguir suas pegadas. com a . realmente. sem dúvida. que está além.v. para onde iremos nesse círculo.” Este ir além da ignorância. qual a razão para se acreditar no testemunho dos sentidos? Chamaríamos um homem de verdadeiro agnóstico se ele permanecesse quieto na rua e morresse. “Tu és nosso Pai. Os olhos. menos para com dinheiro. Escrito por Swami Vivekananda 1 Agora. se não pedimos mais. será sàmente um trapaceiro. que não podemos penetrar além dessa linha chamada razão.estágio no caminho do Infinito. A Concentração: seu Uso Espiritual Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:43:31 e. e nada mais. não nos resta outra saída. é a meta da religião.

Assim. Outras. enviando-a sob forma de pensamento. de . a faculdade determinativa (buddhi). o instrumento interno. O universo real é a causa ocasional da reação da mente. e instrumento chamado chitta toma certa força. ou chitta. não os escutamos. As vezes uma pessoa está adormecida. ainda que também existam nelas as imagens dos objetos. não o órgão da visão. A Alma é o ser senciente. de um livro. Os veículos rodam pela rua. Este está localizado num centro nervoso do cérebro. em segundo o órgão. Por quê? Porque a Alma inteligente está detrás dela. constituem o grupo chamado de antahkarana. a imagem também. Assim vemos que a mente não é inteligente. Desse alimento. faz com que a água se volte contra a pedra ‘em forma de ondas. O que é o pensamento? E uma força. A forma. necessitamos também o centro no cérebro e a atuação da mente. o corpo tira o poder de se mover e assim por diante. que reage. Os órgãos (indriyas). as forças mais finas. o sentido do eu (ahamkãra) – juntos. buddhi. A mente leva a impressão mais longe e a apresenta à faculdade determinativa. ele não existe exteriormente. e em terceiro a ligação da mente a esses dois. são enviadas como pensamento. assim como uma pedra. Tomemos este livro: como livro. O incognoscível fornece a sugestão que golpeia a mente e a mente responde sob a forma de um livro. entretanto. Uma terceira coisa. No infinito depósito de força da natureza. A força nos é suprida pelo alimento. redemoinhos). os olhos apenas são instrumentos secundários. todavia os olhos não poderão ver. São somente vários processos no estofo mental. como a gravitação ou a repulsão.mento externo. Junto com essa reação. Por quê? Porque a nossa mente não está conectada ao órgão da audição. a mente é mero instrumento pelo qual Aquela percebe o mundo externo. a mescla de ação e reação é levada ao Purusha. a Alma real. atirada dentro d’água. o olho é simplesmente o instru. aparenta ser. Desta forma.retina completa. absorve-a. a mente (manas). o que existe exteriormente é desconhecido e incognoscível. é necessária: a mente deve estar conectada ao órgão. porém. surge a idéia do ego. Os dois olhos não bastam. A luz está ali. entretanto. Depois. Em primeiro lugar vem o instrumento. de olhos abertos. que percebe um objeto nessa mistura. As ondas de pensamento em chitta são chamadas vrittis (literalmente.

O que requer mais força. disse John Stuart Mili. não é o homem entorpecido. O universo de experiência é nossa própria secreção. veremos o fundo. porque ao tentar fazê-lo. chamado. ativo. A calma é a maior manifestação de poder. encontrada nos brutos e idiotas. rajas. Não se deve confundir sattva com torpeza ou preguiça. o lago é chitta. Não podemos ver o fundo de um lago quando sua superfície está encrespada. O homem real está por detrás da mente. O homem calmo é . Quando a abandonamos. onde as ondas cessam e a água do lago-mente se torna límpida. e os vrittis são as ondas e crispações que ali se levantam quando as causas externas o go1peiarn.” Segue-se o estado chamado sattva serenidade. ela se despedaça e se torna em nada. Soltemos. Todos podem fazê-lo. um dos quais é escuridão. E somente possível percebermos o fundo quando cessa a agitação e a água está calma. é intensamente ativo. e o universo ‘real é o parasita que serve de núcleo. emite a secreção e vê somente o que segregou. deixar ir ou fazer parar? O homem calmo. Se está clara e não há ondas. que é um instrumento em suas mãos. tudo que conhecemos é nossa reação mental à sugestão externa. Nenhuma outra idéia surge nesse estado. Se a água estiver barrenta. ou for continuamente agitada. vrittis. calma. o fundo não será visível. Agora entendemos o que significam os vrittis. E’ o estofo mental. Só quando ficamos atrás da mente é que esta se torna inteligente. as rédeas e os cavalos dispararão. A ostra emite lima secreção em volta dele e isto produz a pérola. O fundo do lago é o nosso verdadeiro EU. O homem comum jamais entenderá isso. Sabemos como são produzidas as pérolas: um parasita se introduz na concha e causa irritação. Esses vrittis são nosso universo. Tomemos por exemplo urna ostra. Vem depois o estado. antes. tamas. ou de um homem. Desta forma entendemos o que significa chitta. “A matéria é a possibilidade permanente da sensação”. Não é inativo. Só a sugestão é exterior. leva somente à injúria. E fácil ser ativo. cujos motivos principais são o poder e o gozo: “Serei poderoso e governarei os outros.um elefante. Sua inteligência filtra-se através da mente. por assim dizer. Da mesma forma. e as ondas. a mente tem três estados. não está fora. mas aquele que consegue refrear os cavalos em disparada é o homem forte.

vemos-lhe o fundo. identifico-me com ela. calma. não. chitta pode assumir o seu estado adequado. vemos nossa própria natureza como ela é. A atividade é a manifestação da força inferior. e a segunda. Chitta sempre está tentando voltar a seu estado natural e puro. Em outros momentos (isto é. .aquele que controlou as ondas mentais. Ainda que chitta exista em todo animal. cm minha mente. que leva à injúria. obscurecedora. do inferior ao superior. A “obscurecedora» é torpeza. a. 5. deuses. Chitta manifesta-se nas seguintes formas: dispersiva. O comentador diz que a primeira forma é natural aos devas. Nesse momento (isto é. A salvação imediata é impossível para a vaca ou para o cão. Até que o estofo mental tome a forma de intelecto. Assim também com a mente: quando está tranqüila. é somente no ser humano que a encontramos como intelecto. no momento da concentração). mas é impedida pelos órgãos dos sentidos.) permanece em Seu estado próprio (imodificado). Logo que as ondas cessaram e o lago se acalmou. alguém me culpa. aos demônios. A “agregadora” funciona quando chitta luta para chegar ao centro. vritti. refrear essa tendência para o exterior e iniciar a jornada de volta à Essência da Inteligência é o primeiro passo na yoga. não nos misturamos com as modificações da mente. 3. evitar isso. da superior. o Vedor (Purusha. quando não nos concentrando) o Vedor está identificado com as modificações. Por exemplo. mas permanecemo5 nossos próprios eus. unidirecional e concentrada. quando ela tenta concentrar-se E a “concentrada” leva-nos ao samadhi. isto produz modificação. porque u5mente assim. agregadora. A forma “dispersiva” é atividade. 4. a “unidirecional”. apesar de possuírem mentes. Sua tendência é manifestar-se sob a forma de prazer ou dor. lhe será possível voltar por todos esses passos e liberar a alma. porque sua chitta não pode ainda assumir aquela forma que chamamos intelecto. e o resultado é sofrimento.

e se isto contradiz alguma coisa já percebida. Vejo o mundo: prova suficiente que ele existe. Ouço algo. (algumas) dolorosas e ‘(outras) não dolorosas. Qualquer louco pode entrar neste quarto e dizer que vê anjos ao seu redor. Para ele. tem de ser conhecimento verdadeiro.Existem cinco espécies de modificações. 6. Todos estamos lutando para alcançar conhecimento. Ele não tem que passar pelo processo. portanto as escrituras são sua própria prova. competente. Quando duas de nossas percepções não se contradizem mutuamente. Outros filósofos perdem-se em longas discussões a respeito de ãptavãkya e perguntam: “Qual a prova de suas palavras?” A prova é sua percepção direta. monótono e cansativo. por exemplo. ou prova. suas palavras são sua própria prova. em segundo. Percepção direta. de obtenção de conhecimento pelo qual passamos. anumãna. Em terceiro lugar. não pode contradizer conhecimento . Em primeiro lugar. através de um processo longo e tedioso de raciocínio. Porque tudo que eu vir é sua própria prova e o que quer que virdes é sua própria prova. ãptavãkya. Em segundo lugar. o passado. se nada existe para deludir os sentidos. pratyaksha. Se tais pessoas vivem agora. indiscriminação. dos que viram a Verdade. a isso chamamos prova. porque ele vê o conhecimento em si mesmo. os autores das escrituras sagradas. delusão verbal. se não contradiz nenhum conhecimento anterior. o puro. mas o yogui. suas palavras serão sua própria prova. inferência: vemos um sinal e dele chegamos à coisa significada. o presente e o futuro assemelham.se a um só livro. Eles são. que sua mente lê. a percepção direta dos yoguis. Há conhecimento além dos sentidos e sempre que ele não contradiz a razão e a experiência humana passada. Percepção direta. Há três espécies de prova. 7. isso não seria prova suficiente. Vós e eu temos de batalhar fortemente para chegar ao conhecimento. foi além de tudo isso. eu não o acredito e começo a lutar contra. inferência e evidência constituem conhecimento certo. sono e memória. esse conhecimento é sua própria prova. (Estas são) conhecimento reto. tudo que vemos e sentimos é sua própria prova.

segundo. devemos rejeitá-lo imediatamente. E devemos observar que esse algo não contradiga outras verdades. Portanto. por si mesmos. são percepção sensorial direta. não-baseado na A espécie seguinte de vrittis que surge é tomar urna coisa por outra. a pessoa jamais deve ser uma exceção. Todas estas condições necessitam ser preenchidas: primeiro. Não é “aquele que é inspirado”. inferência. terceiro. se as contradiz. me afirma que não posso tê-la. em primeiro lugar devemos estudar o homem que se declara um ãpta e verificar se é perfeitamente inegoísta e santo. devemos primeiro ouvir o que ela diz. como um pedaço de madrepérola por uma peça de prata. um homem diz: ‘Tive uma visão”. natureza real (de um objeto). ninguém que vende seu conhecimento é um ãpta. porque se crê que a inspiração venha de fora. porque nenhum homem impuro jamais terá o poder de alcançar as verdades da religião. Qualquer descoberta nova de verdade não deve contradizer a verdade passada. mas completá-la. Este vocábulo é difícil de ser traduzido. ao passo que este conhecimento vem tia própria pessoa. que represente somente aquilo que todos possam atingir. e. e as palavras de um ãpta. As três espécies de prova.anterior e. Indiscriminação é falso conhecimento.. mostrar que obteve a experiência superconsciente. 8. Todos devem ter o poder de vê-la. entretanto fazer uma grande descoberta em astronomia. deve depender do caráter de quem o expressa. em segundo lugar. não lhe darei crédito. mas em religião é diferente. e em terceiro. . dar-nos algo que não podemos obter de nossos sentidos e que seja para beneficio da Humanidade. se foi além dos sentidos. Quarto. portanto. em terceiro. que a pessoa seja pura e que não se deixe levar por nenhum motivo egoísta. Ouço dizer que o caráter de uma pessoa não é de grande importância no que diz respeito às suas palavras. Além disso. O significado literal é “aquele que atingiu”. se o que ele diz não entra em contradição com o conhecimento passado da Humanidade. que não tenha sede de ganho ou fama. Em quarto lugar devemos saber se aquela verdade é possível de ser verificada. ao mesmo tempo. Isso pode ser verdadeiro em outras coisas: uma pessoa pode ser má.

A memória é outra espécie de vrittis. 10. Há outra espécie de vrittis que se chama vikalpa. . Quando a espécie peculiar de crispação. menos tem contenção. positivas ou negativas. causa uma crispação que por sua vez dá origem a uma série de crispações. Quando nos despertamos. Quando estiverdes a ponto de ceder à zanga ou à tristeza. se durante o sono. sabemos que estivemos dormindo. somente podemos ter lembrança da percepção. e portanto não poderemos nos lembrar delas. O sono é um vritti que envolve o sentimento de vazio. através das impressões. 11. Quanto mais fraca a pessoa. Toda reação é uma onda no lago. A memória pode vir da percepção direta. chama-se smriti. Ela assemelha-se a uma pedra atirada no lago de chitta. raciocinai um pouco e vereis como algumas notícias chegadas a vós são capazes de lançar vossa mente em vrittis. Uma palavra é pronunciada e não nos detemos em considerar seu significado. a mente não tiver ondas. A delusão verbal deriva de palavras destituídas de realidade (correspondente). lança chitta numa criação de memória. o resultado é chamado um sonho. Por exemplo. Porém. O mesmo se passa com o sono. delusão verbal e sono. A própria razão de nos lembrarmos do sono é que. Sonhar é outra forma da crispação que chamamos memória quando se produz durante o estado de vigília. surgiram certas espécies de ondas na mente. voltam à consciência). saltamos imediatamente para a conclusão. A classe seguinte de vrittis é chamada sono. compreendendo o sonho e o sono profundo. É sinal de fraqueza de chitta. durante ele. falso conhecimento. Agora podemos avaliar a importância da contenção. não terá percepções.9. ouvimos uma palavra. denominada sono. Do que não percebemos não podemos nos lembrar. 12. A memória surge quando (os vrittis dos) objetos percebidos não se esvaem (e. Examinai-vos sempre por essa prova. Isto é memória.

para não se apegada. com grande amor (ao fim a ser atingido). O que é a prática? É a tentativa de reprimir a mente. se maldade. devem ser controlados pelos bons hábitos. a fazer o bem e pensar pensamentos santos. Subjugar a sede de objetos. todos os maus hábitos. Nunca digais que um homem é sem esperança. um feixe de hábitos. e o que resta? Os samskaras. é a única maneira de suprimir as impressões de base. Se prevalece o bem. Diz-se que o hábito é uma segunda natureza. constitui a prática. e raciona]. O único remédio para os maus hábitos são os contra-hábitos. pois ele apenas representa um caráter. mas pela prática longa e Ininterrupta. . e conforme uma onda particular predomina. 14. é desapego. tornamo-nos maus. deve ser clara. boa. A mente. as impressões. tornamo-nos bons. O caráter são hábitos repetidos e somente hábitos repetidos podem reformar o caráter. Continuai. tornamo-nos felizes. que deixaram suas impressões. 15. Ela se torna firmemente alicerçada pelos longos e constantes esforços. A luta incessante para mantê-los (os vrittis) perfeitamente sou controle. vistos ou ouvidos. a qualquer momento. A contenção não chega num dia. As vibrações vão desaparecendo. 13. e a natureza inteira do homem. também primeira natureza. tudo o que somos é o resultado de hábitos. aderem-se e se tornam um hábito. pois tratando-se somente de hábitos. sem cessar. que podem ser substituídos por novos e melhores. Nosso caráter é a soma total dessas impressões. se alegria. Quando um grande número dessas impressões subsiste na mente. Por que devemos praticar? Porque as ações são como as vibrações tremulantes na superfície do lago.Esses (vrittis) são controlados pela prática e desapego. evitando que ela se desdobre em ondas. O que nos traz consolação. cada qual deixando seu resultado. podemos criá-los e desfazer-nos deles. Os samskaras são deixados por essas vibrações que passam pela mente. tomamos esse aspecto.

sattva. além da natureza. se puderdes. nada sereis. A mente está na natureza. até à mais grosseira forma de matéria. Imediatamente minha chitta é lançada numa onda. Eu a vejo. e perfeito. a natureza está constituída de três gunas. A mais elevada manifestação do poder de vairagya ocorre quando ela nos tira até a atração pelos gunas. em si mesma. são combinações e recombinações destas três forças. o EU. outra rajas e a terceira. puro. fatores ou forças. Esse é extremo desapego. Negá-los e não permitir que a mente se quebre em ondas. o lago. Caminho por uma rua. Elas devem ser dirigidas por mim. a experiência dos mundanos nos diz que os prazeres dos sentidos é o ideal mais elevado. com meus olhos. que assume a forma de cólera. e assim impedir que chitta seja governada por e]as. uma. Essas duas forças lançam a mente. Esta classe de fortaleza mental chamase renúncia. atração ou repulsão. Renunciá-las é o que desejamos. 16. e que são os gunas. Da mesma forma. A natureza. chama-se tamas. é vairagya. está além delas. Tudo que existe na natureza. é insensível. Não deveis permitir que isto aconteça. Vairagya é o único caminho para a liberdade. isto é. é renúncia. É esta minha própria experiência. e o equilíbrio dos dois. Desapego é o poder de lutar contra tais forças e manter refreada a mente. Estes três gunas manifestam-se no mundo físico como escuridão ou inatividade. Toda e qualquer inteligência que vemos na natureza. controlar as duplas forças motrizes que surgem de minha própria experiência e da experiência de outros. por efeito deles. tudo está .As forças motivadoras de nossas ações são duas: o que nós mesmos vemos e a experiência de outros. todas as manifestações. Se não puderdes fazê-lo. A natureza foi dividida em várias categorias pela filosofia Samkhya. É efulgente. que abandona até a sede pelos gunas o que vem do conhecimento de (a real natureza do) Purusha. em várias ondas. Tais prazeres são tremenda tentação. o EU do homem. tereis vairagya. o pensamento está na natureza. é sàmente o reflexo desse EU sobre ela. e não eu por elas. do pensamento. deveis vos lembrar que a palavra natureza também inclui a mente. vem um homem e leva meu relógio. De acordo com a filosofia Yoga. Temos primeiro de compreender o que é o Purusha.

e do qual ela surge novamente. é chamada savitarka. que é a meta do yogui. O desapego. O aforismo seguinte define o samadhi. está o Purusha. Deve haver algo. Há duas espécies de objetos de meditação. Conhecimento é poder. “com pergunta”. busca de gozos mundanos e não existe gozo real nesta vida. A primeira chama-se savitarka. obtemos poder sobre ele. onde ambas. toda a natureza retorna. isolando-o de outros. do qual aqueles são produzidos. para que eles possam ceder seus poderes ao homem que medita sobre eles. a Essência da Inteligência. a concentração perfeita. é o maior auxílio para a manifestação do EU. Como estareis lembrados. Além. ego. Não há liberação no ganho de poderes. O estofo mental absorve as forças da natureza e as projeta como pensamento. da mesma forma. também. são uma só coisa. asamprajnata. O samadhi dotado de conhecimento reto é aquele que está acompanhado pelo raciocínio. e o outro. ou natureza. A espécie de meditação. nas vinte e cinco categorias da filosofia Samkhya: as vinte e quatro categorias insensíveis da natureza e o Purusha sensível e único. Toda busca de gozo é vã. ao tempo da criação seguinte. quando a mente medita sobre um objeto várias vezes. O samadhi é de duas espécies: um é chamado samprajnata. Esse algo é chamado avyakta.na natureza. ao qual. sobre a qual já discursamos. . vontade e mente têm uma base comum. No samadhi samprajnata chegam todos os poderes de controlar a natureza. de quatro variedades. discriminação. 17. descrito no aforismo 15 como a subjugação da sede pelos objetos. é esta a antiga. Essa natureza ocultou o EU do homem e quando a própria natureza descerra o véu. Esta parte da Yoga está baseada totalmente na filosofia Samkhya. adquire poder sobre eles. força e matéria. após o término de um ciclo. Este samadhi envolve pergunta aos elementos. é sua manifestação. Vitarka significa “pergunta”. onde os elementos externos grosseiros são os objetos. savitarka. quando a mente começa a meditar sobre os diferentes elementos. por assim dizer. chitta ou estofo mental. o estado imanifestado da natureza antes da criação. o EU aparece em toda Sua glória. ventura e pelo ego não qualificado. e logo que começamos a conhecer algo.

eliminando-se o tempo e o espaço e pensando-se nos elementos finos como eles são. A posse do que se chama poderes ocultos só faz intensificar a mundanidade. Aqueles que.velhíssima. o esforço para tirar os elementos fora do tempo e do espaço. Quando a meditação vai um passo acima e toma os tanmatras como objeto e pensa neles dentro do tempo e do espaço. atingem a meta. Há. os que não param. . outro samadhi. 18. na mesma meditação. o órgão pensante. temos o savichara samadhi. atingido pela prática constante da cessaçã4 de toda atividade mental. quando só o estado sattva do ego permanece. o sofrimento. Quando a própria mente. ao fim. quando as idéias de matérias. livre da impureza de rajas e tamas. segue-se o sananda. indica as possibilidades de sua ciência. quando a meditação amadurece e se concentra. nem mesmo aí. se fundem na natureza sem atingir a meta. e a mesma meditação. grossas e finas. que é a liberdade. ou “despojado do corpo”. lição que o homem encontra tão difícil de aprender. mas terá de pensar em si mesmo como possuindo um corpo fino. é o objeto de meditação. Não existe salvaguarda. Ainda que Patanjali. não libera a alma. perfeito e superconsciente. pois pensa em si mesmo como livre do corpo grosseiro. temos o asmita samadhi. nesse estado. Uma pessoa pode obter todos os poderes e todavia. jamais perde a oportunidade de nos prevenir contra tais poderes. ou samadhi venturoso. mas diferenciado de todos os outros objetos. videha. cair outra vez. porém. “samadhi sem discriminação”. Quando este é pensado como livre das qualidades de atividade e torpeza. os elementos. Aquele que o atingiu é chamado. e no qual chitta retém somente as impressões imanifestadas. é chamada nivichara samadhi. grossos e finos. No passo seguinte. são chamados prakritilinas. são abandonados e o objeto da meditação passa a ser o órgão interior. e. é o que se chama nirvitarka samadhi. “samadhi com discriminação”. são abandonadas. O primeiro estado não nos dá liberdade. o estado que nos clã a liberdade. como cientista. “samadhi sem pergunta”. Até mesmo nesse estado não se transcende completamente a mente. Quando aprende. nos Vedas. Também. pensando-se neles como são. Este é o asamprajnata samadhi. sai do universo e se torna livre.

ainda que o método pareça fácil. das quais possa ser produzida. não haverá mais sementes. uma combinação. Devemos ter sempre em mente que os extremos se assemelham. a ignorância é o estado mais inferior. não é a Realidade. quase destruída a própria mente. Qual o resultado da prática constante dessa concentração superior? Todas as velhas tendências de inquietação e torpeza serão destruídas. e além-do-conhecimento é o estado superior. onde a mente só obtém êxito refreando as ondas em chitta e mantendo-as sob controle. elas permanecem sob a forma de tendências. Ao ser atingido o estado asamprajnata.enquanto a alma não ultrapassar a natureza. O método consiste em meditar sobre a própria mente. o mais alto controle. abatê-lo. O que se quer dizer com isso? Numa concentração em que haja consciência. O conhecimento em si mesmo é algo produzido. como também as tendências de bondade. quando chega a oportunidade. uma vibração muito alta será novamente escuridão. tentamos esvaziar a mente. quando tivermos destruído todas essas tendências. Podemos perguntar que estado seria esse onde não há mente. Quando realmente pudermos fazê-lo. a matéria de ignorância. ou supraconsciência. não permitindo a nenhum levantar-se na mente. várias e várias vezes. então o samadhi se torna sem semente. O caso é semelhante ao dos produtos químicos utilizados para . e sempre que qualquer pensamento surja. Quando.nos de tamas. que torna a mente torpe e estúpida. muito difícil fazer isso. tornando-a assim um completo vazio. Essas tendências. nesse instante atingiremos a liberação. essa planta da vida. tornam-se em ondas outra vez. ou sementes. O que chamamos conhecimento é um estado inferior àquele além do conhecimento. onde não existe conhecimento. Porém. o único que obtemos é cobrir. sem treino e preparação. o conhecimento é o estado médio. os dois extremos parecem o mesmo. Se uma vibração muito baixa do éter é tomada como escuridão e um estado intermediário como luz. o samadhi se torna sem semente. Similarmente. esse incessante girar de nascimento e morte. fazendo-nos crer que ela se está esvaziando. Estarmos aptos para realmente conseguir isso é manifestar grande força.

se houvesse um. Ela afirma que não pode existir Deus deste universo. pode fazer tudo que quiser. Há um Deus. Os yoguis admitem que aqueles a quem a filosofia Samkhya chama de “unidos com a natureza” também . existe uma Alina. esse. constante poder controlador destruirá as más tendências anteriores. ou controlada pela natureza. Assim. e conforme a filosofia Samkhya. livre. refletida por um espelho colocado na parede. porque. Como pode a alma. separada de todas as outras. o Instrutor de todos os instrutores”. qualquer necessidade de criar. Em segundo lugar. Além delas não há um criador do universo. pensa que é ela que se está movendo. por que deveria a Alma. onipotente e onisciente. os yoguis dizem: “Não é assim. nem necessidade de céu ou terra. tanto do bem como do mal. e. De outro lado. fracassam porque são conseguem renunciar completamente todos os poderes. De acordo com a filosofia Samkhya. afirmam os samkhyas que a teoria de Deus é desnecessária. será imediatamente executado. as impurezas são queimadas juntamente com os produtos químicos. Tais deuses existem. Suas mentes se fundem. move-se. ele seria urna alma e uma alma deve ser ligada ou livre. o Deus proclamado nos Vedas é realmente urna dessas almas liberadas. porém. ligada pela natureza. na natureza. A forma da luz. eternamente livre e bendito. Quando aquela Alma livre comanda – não pedir ou implorar. mas comandar então tudo o que Ela deseja. para reemergir como seus senhores. que é livre. não tem. era a natureza que se movia e o movimento se refletia na Alma. deixando só a Alma em toda Sua efulgência. tomando várias formas. Qual a vantagem de existir um Deus? Kapila. De outro lado. criar e manipular tudo? Ela não tem desejos. eventualmente. tolamente. não existe Deus. Então o homem saberá que nunca teve nascimento ou morte. o Sempre-Livre. ensina que muitas almas. Todas essas ilusões desaparecerão. pois a natureza explica tudo. O mesmo se passa com todos nós: chitta move-se constantemente. Essas almas são chamadas deuses. Saberá que jamais veio ou foi. ainda que quase atingindo a perfeição. e pensamos que somos as várias formas. as boas.remover as impurezas do minério de ouro. portanto. por certo tempo. criar? Ela própria é escrava. e a parede. Quando o minério é fundido. Todos nos tornaremos deuses. onipresente. e Ele é o Mestre eterno de toda a criação. Ambas tendências se destruirão mutuamente.

médios. permanecem como governadores de partes do Universo. Os yoguis. enquanto que para os yoguis. Devemos novamente nos lembrar que a filosofia Yoga de Patanjali baseia-se na filosofia Samkhya. . não o mesmo que o Ishvara dos yoguis. quando não seguido de extremo desapego). ainda que. memória. pois. intocado pe1a miséria. com a diferença que esta não tem lugar para Deus. Os yoguis também desejam estabelecer um Deus. como Criador do universo. entretanto. eles atingem a liberação. deve ser a manifestação de uma vontade. torna-se causa da re-manifestação dos deuses e daqueles que se tornaram unidos com a natureza. 20 Outros atingem (este samadhi) pela fé. por um tempo. Deus tem um lugar. representam certos cargos elevados. 19 (Este samadhi. De acordo com os Vedas. ocupados sucessivamente por várias almas. mas a Ele chegam de uma forma peculiar. não associam Deus à idéia de criar ou preservar o universo. Mas nenhuma delas é perfeita. impedidos de atingir a meta. se o Universo é harmonioso. energia. Ishvara é o Criador do Universo. 23 Ou (este samadhi é alcançado) por devoção a Ishvara. nos sistemas hindus de filosofia. ou intensos. ações e seus resultados. conforme sejam adotados meios suaves. Os deuses. 24 Ishvara (o Supremo Governador) é um Purusha especial. Deus. 22 O sucesso dos yoguis difere. 21 O sucesso é rápido para os extremamente enérgicos.existem. O aforismo se refere aos que não desejam a posição de deuses ou mesmo a de governadores de ciclos. e desejos. concentração e discriminação entre o real (e o irreal). São yoguis que resvalaram no caminho da perfeição.

Os seres que sabem devem ajudar-nos a despertar o que está em nós. O fato de que um . Deus é o Instrutor de todos os instrutores. afirma um yogui. de pensar o tempo que é ilimitado. é o poder do conhecimento que faz emergir conhecimento. e nenhum conhecimento pode ser obtido sem sua ajuda. a mente deve também pensar o ilimitado. Os yoguis declaram que esse conhecimento ilimitado pertence a Deus. a constituição mesma de nossas mentes mostra-nos que há conhecimento ilimitado. Também com o conhecimento. Assim. o tempo jamais O limita. mas temos também de pensar o conhecimento infinito em volta dele. pela razão que o valor de ambas. percebemos um outro à volta dele. com o mesmo ato de percepção. como percepções da mente. grandes que foram – até mesmo anjos ou deuses – estão todos ligados e limitados pelo tempo. deve ser estimulado por outro conhecimento. é igual. assim também deve ser a outra. insensível. É verdade que todo conhecimento está dentro de nós. e que se uma parte dessa percepção é verdadeira. porque estes. Ainda que a capacidade de conhecer esteja em nosso interior. Tentemos pensar um segundo. Podemos pensar um espaço limitado. necessita ser despertada. porém. A primeira é que pensando sobre o limitado. que no homem é sàmente um embrião. somente por meio de outro conhecimento. esses instrutores são sempre necessários• O mundo nunca existiu sem eles. A mente sempre anda entre dois extremos. 26 Ele é o’ Instrutor de todos os instrutores anteriores. Fechemos os olhos é pensemos um pequeno círculo. ao mesmo tempo que percebemos o pequeno círculo. jamais pode despertar conhecimento. mas essa mesma idéia nos dá também espaço ilimitado. O mesmo se passa com o tempo. A matéria morta. H duas deduções peculiares dos yoguis. de dimensões ilimitadas.Dizem: 25 Nele se torna infinita aquela onisciência que nos outros é (somente) embrionária. enquanto que Deus não o está. assim. O conhecimento interno pode ser despertado. teremos.

entretanto a relação entre os sons os pensamentos é uma relação natural. possuir o mesmo som Os sons variam em diferentes nações. O pensamento pode ser o mesma em vinte países diferentes. um Instrutor que não seja limitado pelo tempo. Um comentador diz: “Mesmo que a relação entre pensamento e palavra seja perfeitamente natural. como dizem os modernos filósofos. todavia não significa conexão rígida entre um pensamento »e um som”. A palavra que O manifesta é OM. não é necessàriamente verdadeiro que o mesmo pensamento requeira a mesma palavra.homem tenha pequeno conhecimento mostra que Deus tem conhecimento ilimitado. de conhecimento infinito. finalmente. separar o pensamento da palavra. Todavia. houve’ palavras e linguagem. mas certos ambientes são necessários para despertá-lo. Não podemos encontrar conhecimento algum sem instrutores. Quem foi um instrutor. antes deles? Somos forçados a admitir. foi provada ser falsa. Ninguém pode. Desde que existiu o homem. Todo pensamento na mente tem sua contraparte numa palavra: a palavra e o pensamento são inseparáveis. deuses-instrutores e anjosinstrutores. A segunda dedução é que nenhum conhecimento pode vir seus um instrutor. sem começo e sem fim. mas estas palavras não devem. necessariamente. Se aceito? um. que há algo no homem que evolui de seu interior. Os sons variam. chama-se Deus. por que não o outro? A razão me força a aceitar ou rejeitar ambos. Qual a conexão entre um pensamento e uma palavra? Ainda sabendo que deve sempre ter existido uma palavra com um pensamento. alguns reunidos e decidindo sobre as palavras. É verdadeiro. 27. ainda que existam homens-instrutores. Toco conhecimento está no homem. todavia a linguagem é diferente. Se creio que existe um homem com pouco conhecimento devo admitir que há Alguém atrás dele com conhecimento ilimitado. coisa é o que denominamos pensamento. e a parte interna dessa mesma. Devemos ter uma palavra para expressar cada pensamento. pela análise. A conexão entre pensamentos e sons . esse Instrutor. A parte externa de uma coisa é o que chamamos palavra. são todos limitados. A idéia que a linguagem foi criada pelos homens.

usamos o laringe e o palato como caixa ‘de ressonância. deve existir uma generalização entre todas essas palavras.bolo expressou aquela coisa muitas vezes. a idéia de Deus está conectada a centenas de palavras. Por que ele dá ênfase a essa palavra? Há centenas de palavras para Deus. Os monistas. a base de todos os sons. que seja o som mais natural? OM (AUM) é tal som. esse símbolo nunca entrará em uso geral. Tornou-se ela o único símbolo para a aspiração religiosa da . dualistas. algum substratum. Entretanto. O que tem isso a ver com a América e com a Inglaterra. é o som raiz. cada estágio do crescimento religioso da Índia e tem sido manipulada para significar todas as diversas idéias a respeito de Deus. A primeira letra. e se. e se a coisa significada já existe. e o que for o símbolo comum será o mais adequado e realmente os representará a todos. Muito bem. e o U surge da raiz mesma até o fim da caixa de ressonância da boca. Um pensamento está conectado com muitas palavras. então. Ao emitir um som. todas as di-» versas idéias religiosas dos Vedas uniram-se em torno desta palavra. monodualistas. O símbolo manifesta a coisa significada. pronunciada sem tocar nenhuma parte da língua ou do palato. M representa o último som da série. Aparte essas especulações. quando tal símbolo for pronunciado. a chave. Existe algum som articulado. ou. vemos que ao redor da palavra OM estão centradas todas as idéias religiosas da Índia. uma base comum de todos esses símbolos. sendo produzido de lábios fechados. sabemos que o sim. de que todos os outros sejam manifestações. deve ser o símbolo natural. Patanjali diz que a palavra que manifesta Deus é OM. Mesmo se a coisa não estiver presente. Como tal. separatistas e até os ateus. haverá milhares de pessoas que a conhecerão pelo seu símbolo. qualquer outro país? Apenas isto: que a palavra foi conservada. a matriz de todos os sons Denota a extensão total e possibilidade de todas as palavras passíveis de serem pronunciadas. evoca a coisa significada. e cada qual equivale a um símbolo para significá-Lo. eia. tomaram a palavra OM.somente é boa se houver conexão real entre a coisa significada e o símbolo. A. pela experiência. então estamos certos que há uma relação real entre eles. até então. Dessa forma OM representa toda a fenomenologia da produção sonora. Deve haver urna conexão natural entre o símbolo e a coisa significada.

o EU manifestar-se-á. A luz virá. Evitemos as más companhias. O mesmo com as palavras para expressar Deus. para torná-la o Deus Pessoal. temos de acrescentar adjetivos. deveria ser aceita por todos. o sol. Estudai e depois meditai sobre o. mas permanecem ali. Podemos agora entender o significado da repetição. Ao ser destruído este universo. todas as.» serão fundidos. a repetição de OM e o pensar em seu significado equivalem a manter a boa companhia em vossa própria mente. seu significado é muito limitado. ressurgirão. e quando receberem o impulso apropriado. mesmo que as vibrações de chitta desapareçam.enorme maioria de seres humanos. o maior estimulo aos samskaras espirituais. mas as vibrações permanecerão nos átomos. congrega em torno de si. A vibração atômica jamais cessa. Por que deve haver repetição? Não nos esqueçamos da teoria dos samskaras: que a soma total de impressões vive na mente» Podem tornar-se cada vez mais latentes. 28. pensar em OM e em seu significado.da. “Um instante na companhia. a lua. Devemos. Assim. A palavra OM. Como tal. porque trazemos conosco as cicatrizes de velhas feridas e as más companhias são justamente os elementos necessários para fazê-las reviver. Similarmente. Por exemplo tomemos a palavra Deus. entretanto. Dessa» forma. . porém. sabemos que a boa companhia desperta as boas impressões que estão em nós. se vamos além dela. todas as várias significações. em qualquer outra língua. Cada átomo desempenha função idêntica à dos grandes mundos. o’ logo que recebem o estimulo apropriado. dos santos permite construir o navio para cruzar este oceano da vida” – tal o poder da associação. mas que se tornaram latentes. Nada no mundo é mais santo que manter boa companhia. que haveis estudado. Impessoal ou Absoluto. suas vibrações atômicas continuam. exteriorizam-se. A repetição deste (OM) e a meditação sobre seu significado’ (é o caminho). porque as boas impressões terão a possibilidade ele surgir à tona. as estrelas e a terra. vibrações densas desaparecerão. Refere-se apenas a uma função limita.

Dispersão da concentração quando obtida: às vezes. dias ou semanas. preguiça mental. Pessoas enfermiças não podem ser yoguis. e respiração irregular acompanham a inconstância na concentração. De repente. Deve ser bem cuidado. Não nos importemos absolutamente. Entretanto. A repetição de OM e auto-entrega ao Senhor fortalecem a mente e trazem renovada energia. A concentração traz repouso perfeito à mente e ao corpo sempre que praticada. para o yogui? 30. continuemos a praticar. falsa percepção. perseveremos. certo dia. letargia. até chegarem certas experiências psíquicas peculiares. dispersão da concentração quando obtida – são as distrações obstruidoras. todos os obstáculos mentais e físicos começam a desvanecer. Os abalos nervosos podem suceder a quase todos os aspirantes. Quando a prática foi mal dirigida ou a mente não se achava sob perfeito controle. como ouvir ou ver à distância. Enfermidade. impossibilidade de concentração. sem o que não haverá energia ou vontade de praticar. A preguiça mental provoca em nós a perda de todo o interesse no tema. falta de entusiasmo. A prática os curará e tornará firme a postura. as perturbações aparecem.29. ao praticarmos. apego ao gozo sensorial. Quais os obstáculos. 31 Pesar. por assim dizer. Enfermidade: nosso corpo é o barco que nos leva à outra margem do oceano da vida. . por mais forte que seja a convicção intelectual. o progresso parece estancar e nos sentimos. a mente se mostrará ‘alma e facilmente concentrada e achamos que estamos progredindo ràpidamente. Todo progresso se processa por ascensões e quedas. Disso obtêm-se introspecção e a destruição dos obstáculos. Tais lampejos fortalecem a mente e dão perseverança ao praticante. encalhados. O primeiro efeito da repetição e de pensar sobre OM é a manifestação cada vez maior do poder introspectivo. desalento mental. As dúvidas surgirão na mente sobre a verdade da Yoga. dúvida. tremor do corpo.

. essa energia será convertida em poderes mais elevados. A maior parte das dificuldades de nossa vida diária surge porque somos inaptos a controlar nossa mente dessa maneira. respectivamente. devemos manter uma atitude amigável para com ele. em referência a objetos felizes. também com todos os objetos que se colocam diante de nós. alegria e indiferença. descobrirão o que melhor lhes há de servir. Se o objeto é bom. devemos estar felizes. 34. Devemos cultivar essas quatro espécies de atitudes. pacificam chitta. vários métodos serão indicados. devemos ser misericordiosos com ele. a reação surge em forma de ondas na direção do objeto e perdemos nosso poder mental. e cada mau pensamento ou ato de ódio. devemos ser indiferentes. devemos estar alegres. Não que percamos algo assim procedendo. Expelindo e refreando o alento (chitta é pacificada). Assim. misericórdia. ou qualquer pensamento de reação. Para remediar isto (deve-se) praticar sobre um só objeto. será crédito para nós. infelizes. e para com os maus. Toda vez que suprimimos o ódio ou um sentimento de cólera. . Nos aforismos seguintes o conselho será expandido e particularizado. e se é mau devemos ser indiferentes. quando as pessoas estão felizes. se controlado. Os sentimentos de amizade. Cada reação sob a forma de ódio ou um mal. Obrigar a mente a tomar a forma de um objeto por algum tempo. Se é bom. um conselho geral. constitui desgaste para a mente. se o objeto de pensamento for miserável. e todos. a tornarão cheia de paz. devemos ser misericordiosos para os que se encontram em miséria. instantaneamente reagimos com mal Cada reação sob a forma de mal mostra que não estamos aptos para dominar chitta. bons e maus. 33. Por exemplo. destruirá esses obstáculos. Como uma prática pode não convir a todos. Tais atitudes da mente para com os diferentes objetos que a ela se apresentam.32. se alguém nos faz mal. ganharemos infinitamente mais do que suspeitamos. Devemos ter amizade por todos. armazenamos muita energia em nosso favor. por experiência própria.

que mais tarde se desenvolveu uma ciência particular chamada pranayama. um pouco de repetição servirá para fixá-lo em vossas mentes. Ele simplesmente diz que se deve expelir o ar. quando o ciclo seguinte começa. Também. em forma de movimento. tudo o que se move. É prana que se manifesta como movimento. o estofo mental. É o que se manifesta como força e tudo o mais. eles são todos chamados pranas. não dá instruções detalhadas sobre pranayama. aspirá-lo e retê-lo por algum tempo – eis tudo. Vamos estudar um pouco do que os yoguis posteriores têm a dizer. Agora. a palavra prana é utilizada para os sentidos. Vimos também que prana é força. Primeiro começamos a reconhecê-los e depois. a vontade e todos os outros poderes. é um motor que bombeia para dentro o prana do meio ambiente e dele produz as várias forças vitais – as que mantêm o corpo – o pensamento.A palavra utilizada é prana. é somente um dos muitos caminhos. e com isso a mente se tornará um pouco mais calma. o mesmo prana se manifesta também como pensamento e assim por diante. Algo já vós disse antes. outros yoguis descobriram várias coisas a respeito de pranayama e fizeram dele uma grande ciência. temos os diferentes materiais que sentimos e vemos. devemos nos lembrar que prana não é o alento. Descobriremos. Tudo que vemos rio universo. mas não lhe atribui muita ênfase. e a mente é chamada uni prana. De akasa. aquilo que é a vitalidade do alento. como movimento nervoso nos seres humanos e animais. Em primeiro lugar. é manifestação de prana. gradualmente se manifesta. A soma total da energia espalhada pelo universo é chamada prana. é o nome da energia que interpenetra o universo. todas as diferentes forças. posteriormente. Pelo já mencionado processo de respiração podemos controlar todos os diversos movimentos do corpo e as várias correntes nervosas que fluem através dele. ao fim de um ciclo. também o corpo humano. vagarosamente. o expelir e o refrear do prana é o que denominamos pranayama. Prana não é exatamente alento. permanece num estado quase imóvel e. Este prana. mas o que lhe causa o movimento. o pai da filosofia Yoga. O universo inteiro é uma combinação de prana e akasa. porque força é somente a sua manifestação. mas. e de prana. . Patanjali. trabalha ou tem vida. porém. a controlá-los. Chitta. Com Patanjali. Todavia não podemos chamá-lo força.

Resiste. Se não houvesse matéria cinzenta não haveria memória. talvez tenhais notado que quando um homem discorre sobre assuntos onde toma algumas idéias familiares a todos. E isto explica o tremendo conservantismo da natureza humana. há três correntes principais de prana no corpo. Pingala. que se agrada em percorrer as trilhas já existentes. Agora. não é entendido prontamente. Irha à esquerda. novos canais têm de ser feitos. nas pegadas de um pensamento. e a terceira Sushumna. de acordo com eles. sendo apenas necessário referir-se a eles. porque memória significa tornar a passar por esses antigos canais. é fácil segui-lo. de acordo com eles. e combina e recombina tais idéias. Sempre que surge um novo assunto. no canal oco no centro da coluna espinal. Assim. mais conservador será o cérebro e tanto mais lutará contra novos pensamentos. Este é o segredo do conservantismo. e Sushumna. não as próprias pessoas). pois aqueles canais estão presentes no cérebro de todos. mais complicados serão os canais em seu cérebro e mais facilmente tomará novas idéias e as compreenderá. um sulco através do cérebro. Irha e Pingala. como se o fosse. não está ativo. Ainda que Sushumna esteja presente em todos. de outra forma. Lembremo-nos que a yoga transforma o corpo. que entra e forma uma camada para mantê-lo aberto. inconsciente– mente. Mais pensativa é uma pessoa. Isto é bastante racional e pode ser explicado.De acordo com os yoguis posteriores. por assim dizer. Se pensamos. que a mente é semelhante a uma agulha e a substância do cérebro uma massa branda à sua frente. no cérebro. Quantos menos canais houver no cérebro e menos a agulha de prana tenha produzido aquelas trilhas. por assim dizer. O prana tenta fazer novos canais e o cérebro não permite. são correntes agindo em cada homem. porque mais fácil. produzimos uma nova impressão no cérebro. à medida que se pratica. por isso que o cérebro (cérebro. outra Pingala. só para exemplificar. Cada pensamento novo que entretemos deve produzir. A uma chamam Irha. recusa deixar-se levar por idéias novas. não é o mesmo corpo que se tinha antes da prática. com toda idéia nova. através das quais executamos todas as funções da vida. está situada do lado direito da coluna espinal. Funciona somente no yogui. abrimos novos canais através do . Este canal se fechará. então cada pensamento marca um sulco. exceto para a massa cinzenta. o corpo muda.

é bem familiar para nós. e nosso esforço para entendê-la produz novos canais no cérebro.estofo cerebral. começaremos a ver coisas estranhas. na ponta da língua. na gaiola de tempo. Se um homem. tanto quanto possível. que se deixou apanhar. Os yoguis dizem que se a mente estiver concentrada na ponta do nariz. A fim de diminuir essas perturbações. perturbando todo o sistema. na prática de yoga – consistindo. são tiradas de suas tendências habituais. Podemos praticar o que melhor nos convém. Uni pouco do Infinito se projeta em consciência e a isso chamamos nosso mundo. A parte da religião que trata da parte do Infinito que veio ao plano da consciência. no meio da língua. todos esses métodos foram imaginados por Patanjali. Devemos nos lembrar da definição deste nosso mundo: é sàmente a Existência Infinita projetada no plano da consciência. no começo. Assim. eis porque encontramos que. depois de alguns dias começa-se a sentir perfumes maravilhosos. a princípio. nos vem inteiramente nova. começa-se a ouvir sons. e a religião deve lidar com ambos – com o pequeno pedaço chamado nosso mundo e com o Infinito Além. e as idéias a respeito desse plano estão conosco desde tempos imemoriais. Qualquer religião que lidar com somente um dos dois. Se concentrarmos a mente no palato. por assim dizer. de um esquema inteiramente novo de pensamentos e motivos – surja tanta resistência física. filosofia ou psicologia. há um Além Infinito. é tão freqüentemente negligenciada. Isto vem naturalmente com dharana. causam perseverança da mente. como o é. Se na raiz da língua. . sente-se como se estivesse entrando em contato com algum objeto. porque ai já nos encontramos. enquanto que a outra parte. Eis porque encontramos que na prática de yoga. 35 Aquelas formas de concentração que geram percepções sensoriais extraordinárias. no plano da consciência. Deve tratar de ambos. espaço e causação. A parte da religião que trata do Infinito Além. as pessoas comuns. Também eis porque encontramos que a parte da religião que trata do lado externo da natureza é tão largamente aceita. será defeituosa. começa-se a experimentar sabores deliciosos. concentração. que trata da natureza interna do homem.

37 Ou (pela meditação sobre) o coração que abandonou todo apega aos objetos dos sentidos. . Inspirai. Ou (pela meditação sobre) o conhecimento que chega em sonhos ou a felicidade experimentada no Sono profundo. Pensai no lótus do coração. e enquanto expelindo o alento imaginai que as pétalas estão voltadas para cima e que dentro do lótus brilha luz radiosa. Meditemos sobre ele e nossa mente se acalmará. Meditai nisso. após pequena prática. Esse coração tornouse não-apegado. dG atômico ao infinito. assim meditando. que reverenciamos. com as pétalas para baixo e. Às vezes uma pessoa sonha que vê anjos e conversa com eles. Não um tema nocivo. Esta é outra espécie de concentração. há o caminho seguinte. mas algo bom de que se goste: o lugar que se gosta mais. ao acordar. 38. que está em estado extático e ouve música ecoando pelo ar. duvidando. que está muito além de toda tristeza. a idéia que melhor compraz – algo que concentre a mente. Que pense no sonho como real e medite sobre ele.cuja mente está perturbada. 36 Ou (chitta é pacificada por meditação sobre) a Luz Efulgente. terá suas dúvidas satisfeitas quando. Tomemos algumas pessoas santas. algum santo que sabemos perfeitamente desapegado e pensemos em seu coração. tais coisas lhe sucederem. da verdade que ela contêm. desejar praticar algo de yoga. Tudo isso deixa profunda impressão nela. 39 Ou pela meditação sobre algo que atrai uma pessoa corno senda uni bem. o cenário que mais agrada. torna-se desobstruída. o Sushumna. 40 A mente do yogui. entretanto. algumas pessoas grandes. Então perseverará. percorrendo-o. Se não pudermos fazê-lo.

Sempre que medita. Pela prática. significado. como corpos ou objetos materiais. tornam-se mais atenuadas. significa vibração. o Purusha qualificado – não o Purusha em Si Mesmo. coisas grosseiras. e o receptáculo (isto é. e o instrumento de recepção. aqui. assim. Nas que são chamadas “com pergunta”. a alma. e conhecimento. como a mente. o significado e o conhecimento resultante. a mente facilmente contempla o mais diminuto e o mais vasto. é (chamado) “samadhi com pergunta”. Suas ondas. objetos externos e a mente. a mente. o yogui se estabelece em todas essas meditações. analisamos os vários estados de meditação: o primeiro. segundo. que resulta da mistura da palavra. Ao meditar assim. o cristal se torna quase identificado com elas: se vermelhas. significado e conhecimento Há. concentração e uniformidade. o segundo sobre os finos. sobre objetos densos. Três objetos de meditação nos são dados: primeiro. o receptáculo. Som. e destes aos mais finos. assemelha-se a uma peça de cristal. e os abjetos externos). correspondendo à alma. esta. o cristal parece vermelho. a palavra. O que resulta dessa constante meditação? Devemos nos lembrar como. chitta. O resultado é que podemos meditar tão facilmente sobre os finos como sobre os grosseiros. no qual) o som. Ante as flores.Com tal prática. a vibração externa. Quando medita. como um cristal (diante de objetos de cores diferentes). as correntes nervosas que o conduzem. o cristal parece azul. O yogui. é o significado. Todas as várias. 42 (O samadhi. no receptor (o instrumento de) recepção. savitarka. mas o ego. 41. trazida para dentro pelas correntes nervosas. terceiro. são chamadas por Patanjali. torna-se identificado com aquilo sobre o que medita. em primeiro lugar. num aforismo anterior. conservamos a dualidade sujeito-objeto. controlados) obtém. estão misturados. cujos vrittis assim se tornaram sem poder (isto é. pode descartar-se de quaisquer outros pensamentos. “com pergunta”. Depois . a reação. coisas finas. o yogui vê três coisas: o receptor. se azuis. Mais tarde ele nos dá meditações cada vez mais elevadas. meditações de que falamos até agora.

O que subsiste? O resultado da reação – o conhecimento.. a memória. em vossa mente. Podeis perguntar o’ que acontece quando só pensamos na vaca e não ouvimos o som. quando não de fora. Aqui está chitta. que é conhecimento. o som. Essa onda representa a idéia da vaca – a forma ou o significado. Em todas as meditações mencionadas até aqui. É o que se chama nirvitarka. temos esta mistura como objetos de meditação. vibram os sentidos e a onda se eleva. em primeiro lugar. a uma onda sobre ele. A vaca aparente que conheceis é realmente a onda no estofo mental. Não pode existir onda sem esse impulso sonoro. Dizeis “vaca” de modo inaudível. expressando somente o significado (do objeto meditado). e a vibração. ou se torna vazia de qualidades. tão juntos. compreender o que são eles. seguem-se um ao outro. e com isso surge a onda. Em tais ocasiões vós mesmos produzis o som. a palavra. de dentro. chegamos ao estado onde eles não estão misturados.vem uma onda de reação em chitta. surgida como reação às vibrações internas e externas do som. O samadhi seguinte é mais elevado. 43 O samadhi chamado “sem pergunta” (é atingido) quando a memória está purificada. como nós a chamamos. 44 . que não há possibilidade de distingui-los. jamais pode existir sem uma palavra. Tendes esse lago calmo em vós. mas a mistura dos três constitui o que chamamos conhecimento. e eu pronuncio a palavra “vaca”. “samadhi sem pergunta”. Pela prática da meditação sobre esses três objetos. Quando esta meditação tenha sido praticada por bastante tempo.se uma onda em vossa chitta. torna-se purificada. receptáculo de todas as impressões. Então poderemos dissociá-los claramente uns dos outros. Assim que ela chega aos vossos ouvidos. produz. como reação. E quando o som desaparece. a onda esvaece. Com a onda vai morrendo. Podemos nos livrar deles. Devemos nos lembrar sempre a comparação que fizemos entre o estofo mental e um lago. Quando surge o som. Os três estão tão intimamente combinados em nossas mentes que não podemos separá-los. Tentemos.

são grosseiros. porém. e através do testemunho de pessoas competentes. o ego. Os objetos grosseiros são os elementos e o que deles se produz. pela inferência a partir dessa percepção. a mente. 45 Os objetos mais finos terminam com pradhana. ou partículas finas. Os objetos finos começam com os tanmatras. prakriti (natureza). os objetos a serem tomados naquelas meditações.Por esse processo (os samadhis) “com discriminação” e “sem discriminação”. mas aquilo que proporcionam aos yoguis está declarado no aforismo seguinte 47 Quando o yogui se estabelece no samadhi discriminação”. rajas e tamas – chamados pradhana (o chefe). o estado de equilíbrio de sattva. referese aos objetos comuns. sua chitta se torna firmemente fixa. Os órgãos. ou avyakta (o imanifestado) – estão todos incluídos na categoria dos objetos finos. Por pessoas “sem . 48 O conhecimento alcançado por meio dele é chamado “cheia de Verdade”. O conhecimento obtido pelo samadhi mencionado acima é de ordem muito mais elevada. cujos objetos são mais finos. ao passo que nesta são finos. o estofo mental (a causa de toda manifestação). A idéia é que obtemos o conhecimento dos objetos ordinários pela percepção direta. 49 O conhecimento obtido do testemunho e da inferência. podendo penetrar onde não podem o testemunho e a inferência. Um processo similar ao precedente aplica-se outra vez. O aforismo seguinte dará a explicação. são (também) explicados. excetuando-se somente o Purusha (a Alma) 46 Estes samadhis são “com semente” Eles não destroem a semente das ações passadas e portanto não nos podem liberar.

meramente. A idéia central dos yoguis é que da mesma forma que entramos em contato direto com os Objetos dos sentidos. Pela prática de yoga esse poder é despertado e então o homem transcende os limites ordinários da razão e percebe diretamente as coisas que estão além de todo raciocínio. o raciocinar é. O escopo total da realização. alcançaremos aquele estado no qual realizamos o que dizem as escrituras. O que percebemos diretamente tomamos como base. nem a inferência. a única prova das escrituras é o fato de serem o testemunho de pessoas competentes. e onde o testemunho de outros é inválido. em toda criatura. Esse é o significado do aforismo. afirmam que as escrituras não nos levam á realização. ainda que num sentido muito mais intenso. e sobre ela raciocinamos. videntes dos pensamentos gravados nas escrituras. não podem ser percebidas pelos sentidos externos. 50 . A razão nos deixa num ponto bastante indeciso. de transcender até o próprio intelecto – poder que está em todo ser. nem a percepção. preparar o terreno. o poder. Assim é óbvio que o raciocínio tem de andar dentro dos limites da percepção. portanto. O homem traz consigo a faculdade. então. quando praticamos seus ensinamentos. Também sabemos que não podemos raciocinar além dos sentidos.competentes os yoguis sempre se referem aos rishis. entretanto. como o mundo o está fazendo há milhares de anos. O assentimento intelectual ou o dissentimento intelectual não são religião. os Vedas. porém o único resultado será o de nos encontrarmos incompetentes para provar ou refutar os fatos da religião. O ouvir conferências. Podemos raciocinar durante toda nossa vida. A realização é a religião real. De acordo com eles. nem tocá-Lo com minhas mãos. todo o mais é somente preparação. Dizem os yoguis que um homem pode ultrapassar sua percepção sensorial direta e sua razão. também podemos perceber diretamente a religião mesma. Eu não posso ver Deus com meus próprios olhos. porém. isso não é religião. jamais pode ultrapassá-los. que penetra ali onde não vão nem a razão. está além da percepção sensorial. Podemos ler todos os Vedas e todavia nada realizar. o ler livros. como Deus ou a Alma. As verdades da religião.

com a mente. localizadas em algum lugar de chitta. esperando. ao mesmo tempo. porém. O samskara despertado por essa forma de concentração será tão poderoso que obstruirá a ação dos outros. por seu poder de suprimir os samskaras. Ambos estão enganados. O que faz a Alma misturar-se assim? Ondas diferentes que se elevam em chitta e cobrem a Alma. seguramente estarão presentes. deixando-os sob contenção. Em outras ocasiões não surgem tão ativos. Ao invés. Quão incontáveis devem ser essas impressões passadas. com o corpo. são os obstáculos que a mente encontra para alcançar o samadhi. Quando pretendeis pensar em Deus. com exclusão das outras. pensamos que a Alma está zangada – estou zangado”. Assim. Não A podemos perceber porque misturou-se com a natureza. Vemos sàmente um pequeno reflexo da Alma através de tais ondas. que obstrói todas as outras impressões). turbilhonar a vossa mente. vem o samadhi “sem semente”. O homem instruído pensa que sua mente é a Alma. tentando. ao máximo.. Tal é o poder dos vários samskaras em obstaculizar a concentração da mente. o samadhi que acabou de ser mencionado. Vimos no aforismo precedente que a única maneira de atingir a superconsciência é através do samadhi e que os samskaras passados. ou impressões. vemo-nos refletidos nessa onda e . para saltar! Têm de ser suprimidas para que a única idéia que desejamos possa levantar-se. como tigres. quando não quereis que eles apareçam. todas reprimidas. 51 Pela repressão também desta (impressão. Se é de amor. Por que deve ser assim? Por que são muito mais potentes ao tempo da concentração? ] porque os estais reprimindo e reagem com todo seu poder. Devemos nos lembrar que nossa meta é perceber a própria Alma. prontas. Em outras ocasiões não reagem. Todos haveis observado que quando tentais concentrar a mente.A impressão resultante desse samadhi obstrói todas as outras impressões. O homem ignorante pensa que seu corpo é a Alma. é esse o instante justo em que surgem os samskaras. Se a onda é de cólera.. dizemos. é o melhor para praticar-se. os pensamentos perambulam. estão lutando todas para virem.

Se os cavalos são muito fortes e não obedecem às rédeas. Essas várias idéias vêm daquelas impressões. não pode nascer. Quando só uma permanecer. o estudo. são chamados kriya-yoga. semente’. Sua própria glória. os samskaras. e a entrega do frutos do trabalho a Deus. Patanjali primeiro nos ensina o significado dessas ondas. Se é de fraqueza. chega a seu destino. são muito difíceis de serem alcançados. a mente. por assim dizer. em. será chamado “sem. que cobrem a Alma. estão bem controlados pelas rédeas. feito isso. E’ imortal. O primeiro passo. que se seguir. que seja capaz de anular todas as outras. pensamos que somos fracos. então o passageiro. significa prática da yoga através do trabalho. a alma. não pode morrer. essa natureza real jamais será percebida enquanto subsistirem as ondas. será fácil suprimí-la também. o intelecto é o cocheiro. Sua natureza real não é percebida enquanto houver uma única onda no lago de chitta. a melhor forma de reprimi-las. Nada mais resta e a Alma se manifesta como é. indestrutível. então o passageiro sofre. como tornar uma certa onda. os órgãos. o samadhi.v. abordálos vagarosamente. .dizemos que amamos. que. o passo preliminar. e a Alma está refletida nela. com que terminamos o capítulo primeiro. Escrito por Swami Vivekananda 1 A mortificação. e. e terceiro. Concentração: sua Prática Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:45:49 e. ou concentração. e se o co– cheiro não tem discriminação. tão forte. e o cocheiro possuir discriminação. Só então saberemos que a Alma não é um composto. segundo. é chamado kriya– yoga. Assim. literalmente. Mas se os cavalos. a mente são as rédeas. Os samadhis. devemos portanto.. a sempre-vivente essência da inteligência. é a única substância eternamente simples no universo. Os órgãos são os cavalos. como tal. a alma é o passageiro e o corpo é a carruagem. o fogo comendo fogo.

porque os argumentos só fazem perturbar a mente. o decisivo. permanece silencioso e não discute. A única utilidade da argumentação é treinar o intelecto. diz ele. A ginástica intelectual é necessária. “mortificação”? Significa segurar firme mente as rédeas. portanto. e quando terminou. devemos tomar aquilo que possui valor e deixar a impureza. se alguém forçar argumentos convosco. Não respondais a nenhum argumento. nada façamos. aborda o primeiro. ‘qual a vantagem de perturbá-lo mais? O intelecto é um instrumento frágil e só pode dar-nos o conhecimento limitado pelos sentidos. e chega a uma conclusão. e siddhanta. Vada e siddhanta são as duas espécies de conhecimento das escrituras: vada. Da mesma forma. ele tomará todo o leite e deixará a água. Quando um homem é inteiramente ignorante. Simplesmente chegar a uma conclusão não basta. o segredo do conhecimento é tomar sàmente aquilo que é essencial. o estudo das obras que tratam da 1iberação da alma. Ele está certo disso. Quando isso é conseguido. Teve bastante disso e se tornou satisfeito. portanto. permanecei em silêncio. A única coisa que agora busca é intensificar aquela conclusão. . toma o siddhanta o decisivo. Não discutais. como as rochas. mas conservá-los sob o devido controle. há algo mais. discutindo e raciocinando pró e contra. o argumentativo. Cada argumento tira sua mente do equilíbrio. ao início. portanto o intelecto não lhe será de nenhuma utilidade final. Seus estudos são feitos somente para intensificar suas convicções. Tom-1o e tentar viver de acordo. um cisne real. Mas o yogui passou o estágio argumentativo e chegou a uma conclusão. O que significa “estudo”? Certamente não o estudo de romances ou livros de História. O yogui deve ter terminado o seu período de controvérsias. que é inamovível. O yogui deseja ultrapassar os sentidos. Também. esse estudo não significa estudos controversos. o argumentativo. além deles. A vida toda não é para lutas escolares e sociedades de debate.O que significa. aqui. ao guiar o corpo e os órgãos. cegamente. A argumentação e o raciocínio são estágios preliminares. porém. e o tempo é curto. não deixá-los fazer o que querem. mas retiraivos calmamente. e uma perturbação é um passo atrás. Os livros são infinitos em número. preciso realizá-la. no conhecimento. faz surgir perturbação em chitta. Diz uma antiga lenda hindu que colocando-se uma taça de leite e água ante um raja-hamsa.

A ignorância é a causa da consciência intrínseca do “eu”. São estas as cinco espécies de sofrimento. não permitindo que se manifestem. estão adormecidas. exceto a ignorância. pode existir a natureza de um demônio. atenuados. É necessário. aversão e o agarrar-se à vida. os efeitos. os samskaras deixados pelas ações passadas. portanto. aversão. na criança. a delusão? Toda dor da Alma é simplesmente a delusão. consciência intrínseca do “eu”. para se obter o controle da mente e sujeitá-la. Só podem ser removidas pelo controle da mente. estão “atenuadas”. o quíntuplo laço que nos prende. estejam dormentes. mas entregá-los. a alucinação. As obstruções à yoga nascem da falta -de controle e nos causam sofrimento. ao Senhor e permanecer em paz. que se manifesta gradualmente. 2 (Kriya-Yoga conduz ao) samadhi e atenua as dificuldades que causam sofrimento. mantendo-a sob repressão através de kriya-yoga. apego. O que pode torná-La angustiada. e amor à vida. essas impressões. e ele pode controlá-las. “Vencidas” significa que. todavia. As vezes. A maioria de nós assemelha-se a crianças mimadas. ignorância é a causa e as outras quatro. Freqüentemente ouvimos a expressão “inocente como uma criança”. -que se pratique constantemente a kriya-yoga. ambos.A “entrega dos frutos do trabalho a Deus” significa não reivindicar nem crédito nem culpa. Delas. por vezes. Que mais pode tornar-nos infelizes? A natureza da Alma é eterna ventura. que permite à mente fazer tudo o que ela deseja. Essas impressões existem em diferentes estágios. um conjunto . ligadura. Ela é a única causa de toda nossa infelicidade. 3 As dificuldades que causam sofrimento são ignorância. subjugados ou ativos. No yogui. seu poder está bastante enfraquecido. apego. isto é. 4 A ignorância é o campo produtivo de todos aqueles sofrimentos que se seguem.

manifestam-se quando a causa repressiva é afastada. São. ou órgãos dos sentidos. manas. e indryas. “Estou zangado”. Pensamos no EU e o vemos como o corpo. esse não pode mudar. do “eu”. o estofo mental. resultado da ignorância. é o que chamamos apego. o efulgente. 5 Ignorância é tomar o não-eterno. impuro. Nunca nos ligamos ao que nos . este seguir o centro do prazer. não o EU. o sempre-venturoso” – isso é ignorância. o Puro Uno. ou faculdade determinativa. o puro. 6 A consciência intrínseca do “eu” é a identificação do Vedor com o instrumento da visão. Cada um de nós pensa: “Eu sou o corpo. doloroso. quando os samskaras. instrumentos? Chitta. identificamo-nos com o estofo mental e pensamos sentir prazer ou dor. ou mente. por assim dizer. o EU. puro e feliz Atman ou o EU. E quais são seus. flui para elas. onipresente. “Estou infeliz”. e a mente. Como podemos estar zangados e como podemos odiar? Devemos identificar-nos com o EU. buddhi. pela ignorância. o Sempre Santo. Eis a grande delusão. este é o EU do homem. pelo eterno. O Vedor é. tendo ambiente propício. ou “Estou feliz”. Achamos prazer em certas coisas. porém. O último estado é o “ativo”. O que pode transformá-Lo? Está além de toda lei. o que pode afetá-Lo? Nada no universo pode produzir efeito sobre Ele. todavia. infeliz? E’ sem forma. estes Seus instrumentos. atingem atividade mais intensa como bem ou como mal. Se Ele é imutável como pode ser um momento feliz e outro momento. 7 Apego é aquilo que reside no prazer. como uma corrente. infinito. e o não-EU. para ver o mundo externo. e a identificação do EU com os instrumentos é chamada consciência intrínseca. Devemos primeiramente saber o que é a ignorância. (respectivamente). o Imortal. Todas as várias espécies de impressões têm uma única fonte: a ignorância.de impressões é mantido sob controle por aqueles que são mais fortes. Dizemos: “Sou a mente”. o Infinito. em realidade.

ou os patinhos aprendem que a água é o seu elemento natural? Se dizeis que é instinto. Naturalmente. mas agora.desagrada. então é certo que o que jamais experimentamos não pode ser imaginado ou entendido por nós. Do que nos causa dor. onde os pintinhos aprendem a buscar alimento. logo que saem dos ovos. dais apenas uma palavra. mecanicamente. quando aprendiam. às vezes. se é verdade que todo nosso conhecimento proveio da experiência. podeis conversar com amigos enquanto vossos dedos tocam. Se a experiência é a única fonte de conhecimento. mas o princípio permanece: todo objeto que nos causa prazer. Muitas vezes viu-se que. a sede pela vida tem sido um dos argumentos para provar a experiência e a existência passadas. Por exemplo. quão cuidadosamente tinham que colocar os dedos sobre as teclas. imediatamente procuramos nos afastar. vemo-lo manifestado em todo ser vivente. nos países ocidentais. Por exemplo. Este agarramento à vida. aplica-se somente aos homens. não uma explicação. Sobre ele foram feitas várias tentativas para construirse a teoria de uma vida futura. a idéia que o apego à vida indica uma possibilidade de vida futura. começam a buscar alimento. em nós. porquanto os homens amam tanto a vida que desejam também uma vida futura. 9 Permanecendo em sua própria natureza (devido à experiência passada da morte). está o agarrar-se à vida. aqueles de vós que toquem piano podem lembrar-se. Encontramos prazer em coisas muito esquisitas. não incluindo os animais. não dizeis nada. a ele nos ligamos. Logo que os pintos saem do ovo. não é necessário dizer que o argumento não tem muito valor. uma após a outra. quando patos são chocados por uma galinha. correm para a água. Vosso toque tornou-se instintivo. mas a parte mais curiosa dele é que. depois de longos anos de prática. brancas e pretas. e a mãe-galinha pensa que vão se afogar. Na Índia. e tanto quanto . e estabelecido at nos instruídos. 8 Aversão é aquilo que reside na dor. O que é esse instinto? Temos muitos. Assim com todo trabalho: pela prática ele se torna instintivo e automático.

mas o que dizer dos instintos mais finos? Quando estou zangado. com toda a sua convicção intelectual. Sobre isto. A repetida experiência de vários temores produz. Isto é o que se chama teoria da reencarnação. Até os homens mais cultos.sabemos. podem ser controladas mais facilmente. não são inativas. mas agem sutilmente. portanto. todo instinto é. instinto. instintivo. Tivemos centenas de corpos. toda minha mente se torna em enorme onda de cólera. são raciocínio degenerado. luas os yoguis afirmam que é a experiência da mente. Como a razão não pode surgir sem experiência. Eu a . se essa experiência que vem ao pato é a experiência de seus ancestrais ou sua própria. encontramos esse aferrar-se à vida. todos os casos que agora olhamos como automáticos. esse apego à vida. Por quê? Vimos que ele se tornou instintivo. Essa a causa do medo. ambos são resultados da experiência passada Então a pergunta é se aquela experiência pertence a uma alma particular ou simplesmente ao corpo. chamemolo percepção. que são densas. Todas as experiências passadas de morte. Vivem em chuta. que sabem que este corpo morrerá e que dizem: “Não importa. Os samskaras. a experiência passada de dor está presente. na Índia. são experiências tornadas subconscientes. tudo o que chamamos instinto. o resultado da experiência passada. no passar dos tempos. Na linguagem psicológica dos yoguis. E é assim por todo o universo. e que tudo que chamamos. instinto é razão involuida. da criança. A discriminação se torna involuída é passa a ser samskaras automáticos. as ondas da mente. Portanto. podemos apreciar e sentir. transmitida através do corpo. tornouse um samskara. e que o instinto se regenera novamente em razão. Vimos que todo nosso conhecimento. Os modernos homens de ciência afirmam que pertence ao corpo. Os chitta-vrittis. construiu-se um dos maiores argumentos em favor da reencarnação. agora. Os pintinhos temem o gavião e os patinhos amam a água. Na linguagem dos yoguis. razão. estão adormecidos em chitta. deve vir através daquele único canal chamado experiência. é o resultado da experiência passada degenerada em instinto. a Alma não pode morrer” – até neles. é perfeitamente lógico pensar que tudo que chamamos instinto neste mundo é simplesmente raciocínio involuido. finos e ocultos. instinto.

Alguém me diz algo muito áspero e começo a sentir que estou ficando esquentado. na raiz. 11 Pela meditação. rejeitadas. que é um efeito. em suas formas finas. não a vemos. Estes sentimentos devem ser controlados quando em germe. devemos fazê-lo em sua própria raiz. através do samadhi. Somente quando arrebenta e provoca uma ondulação. Os samskaras são as impressões sutis que permanecem. nem mesmo quando quase chegou à superfície. a cólera era uma coisa e eu. asmita ou “consciência do EU”. eu era a cólera. Quando chitta. e quando as tivermos subjugado antes que se tornem densas. mas não terei sucesso algum na luta a menos que vá às suas causas. manipulo-a com facilidade. totalmente. Somente teremos sucesso em lidar com as ondas quando pudermos segurá-las em suas formas finas. ele continua até que eu fique totalmente colérico. mesmo antes de nos tornarmos conscientes que estão agindo sobre nós. não há esperança de conquistar qualquer paixão. Assim como sementes cozidas semeadas no solo jamais hão de brotar. só então estaremos aptos para queimar suas sementes. suas modificações (grosseiras) serão . Mas quando me tornei colérico. os estados finos dessas paixões são completamente desconhecidos – os estados abaixo da consciência. assim também aquelas paixões. Quando esse alguém começou a abusar. em sua causa.demos controlar os samskaras? Pela resolução do efeito na causa.sinto. Como p0. manejo-a. mesmo quando as ondas mentais são destruídas pela meditação. até eutf o. outra. Para controlar nossas paixões. somente então as impressões finas desaparecerão com ela. pensei: “Vou ficar zangado”. dos quais elas vagarosamente emergem. é que sabemos que eia está ali. Quando uma borbulha está surgindo do fundo do lago. a ponto de me esquecer completamente e identificar-me com a cólera. Para a maioria da Humanidade. 10 Os samskaras finos devem ser conquistados. resolvendo-os a sou eu estado causal. Nunca mais surgirão. for resolvida. luto com ela.

o resultado é dor. Qualquer trabalho que façamos. lança a mente numa onda. ainda nesta vida. até tornar-se um hábito. eventualmente provoca dor. ao fim ambos trazem sofrimento. meses. os yoguis olham a soma total das impressões. Os samskaras. Toda a felicidade que deriva dos sentidos. Quando tentamos nos lembrar do trabalho. bom ou mau. Dizem os yoguis: aqueles que. apesar de nós mesmos – a cólera e o ódio serão completamente controlados e reprimidos. boas ou más. pois estava presente. Tanto os pensamentos alegres como os tristes são chamados “obstruções causadoras de dor”. não haveria memória. o que nos traz dor como resultado. até que ela venha. continua desejando e quando o desejo não pode ser satisfeito. 12 O “receptáculo de trabalhos” tem suas raízes nas já menciona das obstruções que causam sofrimento. seja nesta ou nas vidas futuras. e se continuarmos a praticar meditação por dias. ela surge e se torna uma onda outra vez. porque. mas está ainda ali. anos. como obstruções causadoras de dor. Não há limites aos desejos do homem.A meditação é um dos meios efetivos para controlar o surgimento dessas ondas. não morrem. Assim toda ação. Tais homens transformam realmente o material de seus . Por “receptáculo de trabalhos”. se não estivesse. conseguem adquirir tremenda força de bons samskaras. queremos significar a soma total dos samskaras. Não é assim. mas nesta mesma vida podem transmutar seus corpos em corpos de deuses. torna-se fino e ali permanece armazenado. invisível (próxima). vai ao mais profundo nível da mente. Portanto. Em casos excepcionais. impedem o caminho para a liberdade da Alma. Todo gozo fará com que desejemos mais. devem ser olhados como causas que produzem efeitos. quando os samskaras são muito fortes. atos excepcionais de maldade ou de bondade trazem seus frutos. o fruto aparece ràpidamente. Há diversos casos assim que estão mencionados pelos yoguis. de acordo com os yoguis. enquanto vivendo. em seus livros. e depois que o trabalho está terminado pensamos que a onda se foi. a onda se tornou fina. as raízes finas de todos nossos trabalhos. todo pensamento. e a experiência destas vem durante a vida visível (presente) ou na. Pela meditação poderemos subjugálas.

porque é polarizado e tem todas características da eletricidade. em linguagem de ciência. diz-se que está morto. nascimento e morte perdem o significado para ele. podemos enviar eletricidade a qualquer parte do mundo. Como uma aranha faz a teia de sua própria substância e fica ligada por ela. trabalharemos em todo o universo. Os yoguis. Por que não podemos fazer o mesmo? Podemos enviar eletricidade mental a todas as partes. assimilamos energia de uma forma ou de outra. a não ser pelos canais desses nervos. difere do nosso. Podemos. todos. sem o auxílio do sistema nervoso. em qualquer lugar. podemos enviar a eletricidade mental sem utilizarmos esses canais? Os yoguis dizem que isso é perfeitamente possível e praticável. Quando a Alma atua através dos canais nervosos. O que chamamos mente asse. alimentar-se significa assimilar a energia do sol. a planta é comida pelo animal e o animal. do material de nossos corpos. e . enviar nossa eletricidade somente através dos canais nervosos.corpos. pelo homem. rearranjam as moléculas de tal forma. e agora não podemos trabalhar. por que deveria existir apenas uma maneira de assimilar energia? A maneira da planta não é a mesma que a nossa. e. quando pudermos fazê-lo. assim também projetamos. o processo da terra. Todos os corpos do universo são constituídos de tanmatras. Para dar outro exemplo. mas temos de fazê-lo por meio de fios. não podendo ir a nenhuma parte exceto ao longo das linhas daquela teia. essa rede chamada nervos. e o que chamamos morte não chega para eles. A natureza pode enviar vasta massa de eletricidade sem quaisquer fios. Por que não. Os yoguis afirmam que estão aptos a assimilar energia apenas pelo poder da mente e que podem absorver tanto dela quanto desejam. que não têm mais doença.guina quantidade de eletricidade. Está claro que o fluido nervoso tem ai. entretanto. Por que não? Fisiologicamente. dizem que não há necessidade de continuarmos ligados a eles. que tomamos uma quantidade de energia do sol e tornamo-la parte de nós mesmos. Estaremos aptos para trabalhar com qualquer corpo. Mas quando o homem pode agir com ou sem esses canais. sem recurso aos métodos ordinários. de assimilação de energia. A energia primeiro entra na planta. e quando ela cessa de agir através deles. Se é assim. Mas. agora. Isto quer dizer.molha-se à eletricidade. dizemos que o homem vive.

tornando. Somos Os amos do corpo e vivemos nele. torna– se o efeito. Assim pois. outro. Outro homem. os samskaras. Quem purifica o sangue e o envia através das veias? Vós.diferem pela maneira como estes últimos estão dispostos. e assim que possamos fazê-lo. outro. Uma árvore produz uma semente. serão as causas de futuras ações. De acordo com a.se samskaras. Aquele que comete atos maus. estando ali. não estaremos sujeitos nem a nascimento. tornamo-nos automáticos. Um homem nasce. animal. o fruto deve chegar na forma de espécie de seres: um será homem. Todas essas diferenças de longevidade são reguladas pelo karma passado. o efeito. para o prazer. ajo. cem. este aforismo diz que as causas. não viveríeis muito. um demônio. Somente. também tais trabalhos. Então. onde vai. Quem produz o sangue do alimento? Vós. . na mente. morte. outra. estaremos aptos para rejuvenescer como desejamos. certamente. As raízes. degenerados. as causas. o que é feito automàticamente deve ser feito conscientemente. que se torna a causa de outra árvore e assim por diante. E assim continuamos Portanto. a fruição vem (na forma de) espécie. olvidamo-nos do processo de arranjar suas moléculas. mais sutil. A causa. torna-se causa do efeito seguinte. e experiência de prazer e dor. é seguido pela dor. podeis arranjar um corpo como quiserdes. por assim dizer. poderá internar-se numa floresta. outra morre em dois anos e nunca atinge a maturidade. estando presentes. doença. longevidade. Além disso há efeitos diferentes de karma sobre a longevidade: uma pessoa vive cinqüenta anos. filosofia dos yoguis. com certeza colherão o fruto sob forma de dor. 13 As raízes estando ali. manifestam-se e produzem os efeitos. Somos os senhores e devemos regular esse arranjo. Esse é o resultado de seus passados karmas. desaparecendo. o prazer o seguirá até lá. outro. tudo lhe resulta doloroso. Quem faz este corpo senão vós mesmos? Quem come o alimento? Se outro comesse o alimento por vós. perdemos o conhecimento de corno rejuvenescê-lo. Se sois os arranjadores. Todos nossos trabalhos atuais são os efeitos dos samskaras passados. toda ação virtuosa traz ‘prazer e toda ação viciosa gera dor.

14 Elas (as ações) produzem fruto como prazer ou dor, causados pela virtude ou vício. 15 Para aquele que discrimina, tudo é, por assim dizer, doloroso, porque nada existe que não provoque dor, seria como conseqüência ou como antecipação da perda de felicidade, seja como novo desejo derivante de impressões de felicidade e também porque os gunas agem uns contra os outros. Os yoguis dizem que o homem que possui poder de discriminação, o homem de bom senso, vê através de tudo que é chamado prazer ou dor e sabe que estes chegam para todos e que um segue e funde-se no outro. Vê que os homens perseguem um fogo fátuo durante toda a vida, jamais conseguindo satisfazer seus desejos. O grande rei Yudhishthira disse certa vez que a coisa mais maravilhosa na vida é que a cada momento vemos as pessoas morrendo em nossa volta e todavia cremos que nunca havemos de morrer. Pensamos, mesmo cercados de tolos por todos os lados, que somos a única exceção, os únicos instruídos. Ainda que por toda parte exista inconstância, pensamos que nosso amor é o único duradouro. Como pode ser assim? Até o amor é egoísta; e, os yogui’ afirmam que, ao final, descobriremos que até o amor de maridos e esposas e filhos e amigos, vagarosamente desvanece. A decadência assalta tudo nesta vida. Só quando todas as coisas, .o amor, falham, é que, num lampejo, o homem descobre quão vaio, quão fugaz, é este mundo. Obtém então um vislumbre de vairagya, renúncia, e um clarão do Além. Sàmente abandonando este mundo que o outro é visto – jamais através de apego a este. Nunca existiu uma grande alma que não tivesse de rejeitar os prazeres dos sentidos e o gozo, para adquirir sua grandeza. A causa da infelicidade é o choque entre as diferentes forças (gunas) da natureza, cada qual puxando para seu lado e transformando em quimera a felicidade permanente. 16 A infelicidade que todavia não chegou deve ser evitada. Algum karma já esgotamos, algum estamos esgotando em nossa vida atual e algum está à espera de produzir fruto numa

vida futura. A primeira espécie é passada e ida. A segunda, temos de esgotar. Somente aquela que aguarda produzir fruto no futuro é que temos que conquistar e controlar; e para a consecução desse objetivo todas nossas forças devem ser convocadas. É o que Patanjali quer dizer quando afirma (II. 10.) que os samskaras devem ser controlados pela resolução em seu estado causal. 17 A causa dessa (infelicidade) que deve ser evitada é a unção do Vedor com a cousa vista. Quem é o Vedor? O EU do homem, o Purusha. O que é a coisa vista? Toda a natureza, desde a mente à matéria densa. Todo prazer e dor surgem da junção do Purusha e da mente. O Purusha, deveis recordar, de acordo com esta filosofia, é puro; quando unido à natureza, e nela refletido., aparece como sentindo prazer ou dor. 18 O visto, composto de elementos e órgãos e’ caracterizado pela Siumhiação, ação’ e inércia existe para o propósito de experiência e libertação (do Vedor). A natureza, ou o visto, está composta de elementos grossos e finos –.- isto é, os órgãos dos sentidos, a mente e assim por diante – e está caracterizada pela iluminação (sattva), ação (rajas), e Inércia (tamas) . Qual o propósito cabal do visto, ou natureza? É de proporcionar ao Purusha, experiência. O Purusha tem, por assim dizer, esquecida, Sua poderosa e divina natureza. Há a história que o rei dos deuses, Indra, tornou-se certa vez um porco, chafurdando-se na lama; tinha uma porca e uma porção de porquinhos e vivia muito contente. Alguns deuses viram sua triste situação o chegaram até ele, dizendo: “Tu és o rei dos deuses; tens sob teu comando todos os deuses; por que estás aqui?” Indra respondeu: “Não importa. Estou bem aqui; não me importo com o céu enquanto ten1a esta porca e estes porquinhos.” Os pobres deuses ficaram perplexos. Depois de certo tempo decidiram matar todos os porcos, um após outro. Quando todos estavam mortos, Indra começou a chorar e a se lastimar. Então os deuses rasgaram seu corpo suíno, de alto a baixo. Dele saiu Indra e começou a dar gargalhadas quando compreendeu que sonho terrível tinha

tido – ele, o rei dos deuses, ter-se tornado porco e ter pensado que a vida de porco era a única vida! Não somente isso, mas ter deseja- cio que todo o universo se juntasse a ele na vida suína! Da mesma forma, o Purusha, quando identificado com a natureza, esquece que é puro e infinito. O Purusha não ama; é o próprio amor. Não existe; é a própria existência. A Alma não cabe; é o próprio conhecimento. um erro dizer que a Alma ama, existe, ou sabe. O amor, a existência, e o conhecimento não são qualidades do Purusha, mas Sua essência. Quando se refletem sobre algo, podemos chamá-las qualidades daquele algo. Não são as qualidades, mas a essência do Purusha, o grande Atman, o Ser Infinito, sem nascimento nem morte, estabelecido em Sua própria glória. Ele aparece como tão degenerado que se Lhe dissermos: “Tu não és um porco”, ele começa a esbravejar e a morder O mesmo se passa com todos nós nesta maya, este mundo de sonho, onde tudo é miséria, choro, lamentação, onde algumas bolas de ouro são jogadas e todo mundo se acotovela, atrás delas: Nunca fostes atados por leis; a natureza jamais vos agrilhoou. isso o que os yoguis vos dizem. Sede pacientes em aprendê-lo. E os yoguis mostram como, pela junção com a natureza, por sua identificação com a mente e com o mundo, o Purusha se crê infeliz. Então os yoguis prosseguem mostrando que a forma de fugir é pela. experiência. Tendes de obter toda essa experiência; mas, apressai-vos. Vós vos colocastes nesta rede e tendes de sair. Fomos apanhados na armadilha e temos de sair dela, para a liberdade. Assim, obtende a experiência de maridos e esposas e amigos e pequenas afeições; passareis por elas, a salvo, se nunca vos esquecerdes quem realmente sois. Jamais vos olvideis que este é um. estado momentâneo e que tendes que passar por ele. A experiência. é o maior instrutor .– a experiência de prazer e dor – mas sabei que é somente momentânea. Passo a passo leva ao estado onde todas as coisas se tornam diminutas, e o Purusha, tão imenso, que- o universo inteiro parece ser uma gota no oceano e desaparece por sua própria insignificância. Temos de passar por diferentes experiências. Que nunca olvidemos o ideal. 19.

O . luz. os indefinidos (os elementos sutis). Em todo homem.Os estados dos gunas são os definidos (os elementos grosseiros). da qual é parte o intelecto humano. os três gunas principiam a misturar-se de várias maneiras e o resultado é o universo. Além de toda a natureza está o Purusha. que decide. é inteiramente diferente em Sua natureza. Estes se combinam e tornam-se em materiais grosseiros o universo exterior. procedem os elementos sutis.mente. A natureza. e quando tamas. é chamada avyakta. material. e sattva é calma. A função. rajas é atividade. A tese da filosofia Samkhya é que. De mahat. Na psicologia Samkhya há distinção definida entre a função de manas. tudo é o produto de uma substância. indefinida ou indiscreta – isto é. da mente é simplesmente de coletar as impressões externas e apresentálas a buddhi. ou elementos sattva. ou mahat individual. absoluta-. como vos disse. mente. os simplesmente indicados (a inteligência cósmica). e a função de buddhi. Tamas é tudo o que é obscuro. tudo o que é ignorante e pesado.De acordo com a teoria Samkhya. Quando prevalece sattva. inteligência universal. devo recordarvos a cosmologia Samkhya. o intelecto. e os semsinal (prakriti). diferindo somente como estados mais finos ou mais grosseiros de existência. Não é semelhante a coisa alguma. e mais ainda. a mais elevada manifestação da natureza. também. ou mente. consistindo desses três gunas. por sua vez. onde os três gunas se mantêm em perfeito equilíbrio. a atividade. Então esse equilíbrio é rompido. De acordo com ela. existem os três gunas. seja buddhi. quando rajas. a natureza é a causa material e eficiente do universo. o estado no qual não existe distinção de forma ou nome. a escuridão. e aqui novamente. Os mais finos são as causas e os mais grosseiros os efeitos. rajas e tamas. a lassidão. ou inteligência. Não é afim de nenhum destes está inteiramente separado. argumenta-se que o Purusha deve ser imortal. antes da criação. O sistema Yoga está inteiramente construído sobre a filosofia Samkhya. surge o conhecimento. chama-se mahat. do intelecto a um bloco de pedra. provém o sentimento do “eu” do qual. porque não é o resultado de combinação. Na natureza estão os três gunas. que não é. a preguiça e a ignorância. tanmatras ou os materiais grosseiros.

Se somente gente má freqüentasse esses lugares. o lugar o influenciará e despertará suas qualidades sattvicas. entendem-Se os elementos grosseiros. dia e noite. se praticais yoga. segundo os yoguis. que não podem ser experimentados pelos sentidos de pessoas comuns. podem irradiá-la e exercem tremenda influência. quando ele diz que os estados dos gunas são os definidos. tanmatras. os Purushas são infinitos em número. e quanto mais santas se tornem. Se qualquer homem que não -possua muito . todo ser vivo emite urna certa luz que. depois de um certo tempo vossas percepções se tornarão tão finas que vereis realmente os tanmatras. Uma pessoa pode ser tão pura que sua pureza se tornará . vai ali. Nem todos vemos. Foram os próprios homens que tornaram tais lugares santificados e depois o efeito tornou-se a causa e fez com que aqueles se santificassem. Por exemplo. portanto. são significados os materiais muito finos. que possuem muito dessa qualidade sattva. que fazem uma igreja. a atmosfera está cheia desses -materiais Foi assim que veio à mente humana. Agora podemos compreender o aforismo. inconscientemente. De acordo com a Samkhya. os homens encontrariam que um lugar onde as pessoas adoram Deus se tornaria cheio de bons tanmatras. Eis.que não é resultante de combinação. recordareis que sua santidade depende -da congregação de pessoas santas nesses lugares. os indefinidos. Por “Indefinidos”. ouvistes que todo homem irradia urna certa luz à sua volta. o significado de todos os templos e lugares santos. Cada dia as pessoas vão ali. não perece. Por “definidos”. e aonde formos. Não é o edifício. Cada dia de nossas vidas emitimos n’a massa -de bem ou mal. e isso é o que sempre esquecemos. a seu redor. A dificuldade é que o homem se esquece do significado original e põe o carro adiante dos bois. Por que constroem os homens igrejas onde Deus é adorado? Por que não adorá-Lo por toda parte? Mesmo se não soubessem a razão. os simplesmente indicados e os sem-sinal. que podemos experimentar pelos sentidos. mas as pessoas. como urna flor continuamente emite partículas finas que nos permitem sentir-lhe o perfume. Eis porque sábios e santos. Entretanto. a idéia de construir templos e igrejas. diz Patanjali. eles se tornariam tão daninhos como outros quaisquer. pode ser vista por eles. mas todos enviamos esses tanmatras para fora.sattva. mais sagrado aquele lugar.

20 O Vedor é somente inteligência. o EU. que. são verdadeiras. sobre este ponto. e do qual a inteligência é somente a luz emprestada. aparte todas -as idéias de personalidade. A inteligência sofre modificação e se torna matéria grosseira. como um Purusha parece estar feliz ou . como as científicas. Por fim. Então. Tomai urna série infinita AB-A-B-A-B e assim por diante. Os seguidores da Samkhya. ao invés de tudo provir da inteligência. A seguir. que não possuem qualidades. Dizem que as coisas não inteligentes vagarosamente evoluem em animais. A filosofia hindu. e outras pessoas re1igiosas. os animais em homens. vai além da inteligência e da matéria. os “meramente indicados” significam a buddhi cósmica. Toda religião diz que o universo vem da inteligência. e descobre um Purusha. é que a inteligência vem primeira na ordem da criação e que da inteligência procede o que chamamos matéria grosseira. é esta última a aparecer. e. tudo é natureza. e a série se torna inteligência C depois matéria. e assim o processo continua. ainda que pareçam diametralmente opostas umas às outras. Temos novamente aqui a filosofia Samkhya. A teoria de Deus. afirmareis que E vem primeiro. Parece existir grande -diferença entre a ciência moderna e as religiões. da forma mais baixa á inteligência. -dela provêm todas as outras manifestações. Todos os que entram em contato com ela também se tornarão puros.tangível. direis que A vem primeiro mas se tomais a série E-A. Tanto as afirmativas religiosas. os “sem-sinal”. Ambos indicam a mesma cadeia. Vimos dessa mesma filosofia. que está além da inteligência. colocam a inteligência em primeiro lugar. embora puro. Depende do modo de se considerar a série. E’ a primeira manifestação da natureza. tomando a palavra no seu significado psicológico. esta por sua vez funde-se em inteligência. entre.tanto. Os filósofos modernos afirmam que a inteligência é-. ou natureza. Afirmam que. pergunta é: qual vem primeiro. A ou B? Se tomais a série como A-B. O homem científico coloca o dedo sobre a matéria e diz que primeiro vem matéria e depois inteligência. além dela estão os Purushas. o intelecto cósmico. vê através do colorido do intelecto.a última a surgir.

mas que somos livres no que concerne à Alma. A filosofia Samkhya diz que a inteligência é um composto. Sua luz a que brilha através de tudo. Se desejamos atravessar o muro e batemos a cabeça contra ele. eu direi que a idéia de servidão também o é. a aparência de felicidade OU infelicidade na Alma é sàmente um reflexo. o cristal parecerá vermelho. através da inteligência. Não há um único centro para . Estes são nossos conceitos de servidão e liberdade. a natureza é urna coisa. a Alma. Ela não pode ser livre. Sua liberdade filtra-se através de camadas de matéria em várias formas. a inteligência dura eons. Se uma idéia é ilusão. mas pode ser aparada centenas de vezes e o corpo todavia permanece. essas idéias contraditórias surgem. Quem é livre? Os livres certamente devem estar além de causa e efeito. O yogui diz que ambas são verdadeiras – que estamos escravizados até onde vai a inteligência. tudo conectado com matéria está na natureza. assim como o corpo. a outra também o é. mente. Certamente a inteligên-. e esse fato mostranos que algo deve existir além dela. A Alma está separada da natureza. Se dizeis que a idéia de liberdade é uma ilusão. e se uma é verdadeira a outra também. atirado fora. em Si. a Alma outra. que cresce e murcha. Aquilo que se transforma não pode ser imortal. Todavia a inteligência não pode ser imortal. ligado para sempre. Cada órgão tem um centro particular no cérebro. que se modifica. Assim como a unha está para o corpo. A inteligência não tem luz própria. Similarmente. Se uma flor vermelha for colocada perto de urna peça de puro cristal. A unha é uma parte do corpo. todavia. vemos que estamos limitados por esse muro. A natureza real da Alma. porque muda.infeliz? Por reflexo. ou Purusha. crescendo e fenecendo. está além da lei de causação. enquanto este corpo pode ser aparado. A cada passo. Ao mesmo tempo. e que sua natureza quase a mesma que a do corpo. e assim por diante. Temos de crer que somos livres. encontramos que temos uma força ‘de vontade e pensamos que podemos dirigi-la a todas as partes. e portanto. Da mesma forma. não tem colorido. assim o corpo está para a inteligência. porque ambas se firmam sobre a mesma base: a experiência. eia é produzida. a cada momento descobrimos que não o somos. eternamente separadas. Dois fatos chegam à nossa consciência e permanecem ou desaparecem juntos.

fica ligado. os ouvidos. identificamos essa liberdade com a inteligência e com a mente. deve haver uma unidade atrás da inteligência. sendo comum a eles. 21 A (transformação que ocorre na) natureza do visto (isto é. ela aparenta possuir poder. seria necessário que todos os órgãos – os olhos. Descobre que o Purusha é livre. mas esse poder é emprestado. O yogui analisa ambos. Estando o Purusha cerca. torna-se inteligência e.mente um centro. não-ligados. Prakriti não tem poder próprio. até da inteligência. – possuíssem sã. Por que todas as percepções se harmonizam? Onde conseguem sua unidade? Se fosse no cérebro. Mas erroneamente. não é destruída para outros. o universo manifestado procedeu inteiramente da própria prakriti. portanto. A inteligência está ligada com o cérebro. e sua ignorância desaparece. todavia. assim como a luz da lua. está o Purusha. a atribuímos ao corpo e imediatamente a natureza nos afirma que estamos enganados.todos os órgãos. a natureza perde seus encantos para Ela. cada órgão é separado. Mas uma pessoa pode ver e ouvir ao mesmo tempo. De acordo com os yoguis. Essa Alma é livre e é Sua liberdade que nos diz a cada momento que somos livres. Quando a Alma o descobre. prakriti. sabemos com certeza que há dii e. Toda a atividade da natureza é fazer saber à Alma que Ela está inteiramente separada da natureza. o Purusha). mas a prakriti não tem propósito. prakriti) é para Ele (isto é. mas por detrás. Tentamos atribuíla ao intelecto e imediatamente encontramos que o Intelecto não é livre. onde todas as diversas sensações e percepções se juntam e se tornam uma só. vindo através de buddi3i. A própria Alma é o centro para onde todas as diferentes percepções convergem e se unificam. Mas a natureza inteira somente desaparece para aquele que se . Eis porque existe esse sentido misto de liberdade e escravidão ao mesmo tempo. 22. é a essência daquele conhecimento que. a unidade.rentes centros para cada. Apesar de destruída para aquele cujo objetivo foi alcançado. o nariz. entretanto. como tal. o que é livre e o que é ligado. etc. a não ser libertar o Purusha.

que um é o experimentador. 23 A junção (de prakriti e do Purusha) é a causa da realização da natureza dos poderes. Vemos. Este corpo é uma combinação. ficção dizer que tenho um corpo. Se. o experimentado).verso inteiro é um oceano de matéria. a matéria está continuamente em mudança. e desaparece no outro. ela for obtida pela yoga. então que a manifestação do universo fenomenal tem lugar.. Se estivesse perfeitamente certo que não sou este corpo. os poderes. Devido à ignorância é que nos juntamos com corpos particulares e assim nos tornamos vulneráveis à infelicidade. daqueles outros. h4éiiéndêúci’ dó Vedor. permanentemente alcançaremos a separação entre EU e o corpo. dor e prazer. Isto é a destruição da ignorância e a. que a causa de nossa dor ou prazer sempre está em nos identificarmos com o corpo.. cada dia. O que forma o sol um dia. A ignorância é a causa dessa. Sabemos que. para quem a natureza continua a trabalhar. Um número infinito sempre permanecerá. como da natureza (isto é. vós outro. ou algo semelhante. outro. Mas essa súbita exaltação da mente vem como um redemoinho. não sentiria o calor e o frio. É superstição causada pela ignorância que nos faz sentir o calor e o frio. 24 A ignorância é sua causa. Foi demonstrado que sob certas condições mentais um homem pode ser queimado e todavia não sentir dor. e o sol. É nosso dever superarmos essa superstição. conjunção. entretanto. . e o outro. tanto da Alma. num minuto. É superstição que nos torna felizes ou infelizes. a Alma e a natureza) estão em conjunção. De acordo com este aforismo. e o yogui mostra-nos como fazê-lo. Essa idéia do corpo é simplesmente uma superstição. tanto do visto como de seu Senhor. tornam-se manifestos quando eles (isto é. o sol de uma terceira. e sois o nome de uma pequena partícula. 25 Havendo ausência daquela (a ignorância).tornou livre. haverá ausência de junção. O uni. É pura. eu de outra. no dia seguinte pode formar o material de novos corpos.

Essa é a meta de todas as religiões Toda alma é potencialmente divina O objetivo e manifestar essa divindade interior pelo controle da natureza externa e interna Fazei-o. Forças mais sutis que quaisquer outras que conhecemos na natureza física devem ser subjugadas Este corpo e somente a crosta externa da mente. Não são duas coisas diferentes. As doutrinas. controle psíquico. muito mais trabalhosa de ser controlada. Quando. ou todos – e sede livres. dissolvendo-se continuamente. assim devemos fazer. muito mais difícil de ser manejada. essas forças não são diferentes Não são algumas físicas e algumas mentais. ou filosofia – por um. seja pelo trabalho. Portanto. pela .De acordo com a filosofia Yoga é pela ignorância que a alma foi juntada a natureza O objetivo é liberarmo-nos do controle que a natureza exerce sobre nós. mais. os rituais. as físicas são apenas as manifestações grosseiras das finas da mesma forma que o mundo físico é a manifestação grosseira do fino. ignorância são prática ininterrupta de discriminação. os dogmas. não é nem matéria nem mente. são como a ostra e sua concha. combinando e recombinando. É esta a meta real de toda prática: discriminação entre o real e o irreal. não pode possivelmente mudar. este se torna seu servo. as forças finas internas que constituem a mente tiram matéria grosseira do exterior e dela manufaturam essa concha externa o corpo Se então controlarmos as internas é muito fácil ter também o controle das externas Também. e porque ele não é a natureza. São dois aspectos de uma só coisa.’ Raja-Yoga propõe o método de obter tal controle. somos escravos. 26 Os meios de destruição da. Enquanto não pudermos nos livrar da natureza. adoração. Eis toda a religião. A substância interna da ostra tira matéria do exterior e manufatura a concha Da mesma forma. são somente detalhes secundários: O yogui procura alcançar esse objetivo pelo controle psíquico. as formas. como ela ordena. sabendo que o Purusha não é a natureza. os templos. Somente a natureza muda. O yogui afirma que quem controla a mente também controla a matéria A natureza interna e muito mais sutil que a externa. os livros. aquele que conquistou a natureza interna controla todo o universo.

Sentimo-nos realmente certos que encontramos a verdade e que ela não é nada mais do que a verdade. Impossível. juntamos-lhes o EU. e que nem corpo nem mente. Caminhavam sua própria rota e nós. um após o outro. o primeiro sinal que estamos nos aproximando da verdade será o desaparecimento daquele estado de insatisfação. sabemos que estamos obtendo conhecimento. que o sol está nascendo. Logo que temos consciência de uma sede de conhecimento. assim como uma pedra rola do alto da montanha para o vale. o fim de todos os deveres. O terceiro será a consecução de pleno conhecimento. Ao começarmos a desenvolver o poder de discriminação. onde pensamos poder obter alguma verdade. a Ele. então. onipotentes. Quando esse conhecimento vem. causar-nos dor. muito menos juntados. O quarto será o atingirmos. sempre-benditos. Por fim. estiveram ligados.prática constante. em sete passos. externo ou interno. buscamo-lo aqui e ali. começamos a discriminar. e tomando coragem. nós mesmos. nunca mais voltando. A seguir virá o que é chamado liberdade de chitta. e falhando em encontrá-la. A onisciência será nossa. nosso EU era . O primeiro passo nos fará sentir que tomamos conhecimento do que deve ser conhecido. tornamo-nos insatisfeitos e saímos para nova busca. por todo o universo. Seu conhecimento é alcançado em sete passes supremos. que devemos ajudar-nos. que o EU em nós tem estado só. alguma vez. todas s vacilações da mente. onipotente. Mas estivemos sós. qualquer coisa do universo. O segundo passo será a ausência de toda dor. onisciente. Realizaremos que todas as dificuldades e lutas. caíram. encontraremos que estamos estabelecidos em nosso EU verdadeiro. pela ignorância. A mente cessará de sentir-se insatisfeita. por assim dizer. Toda a pesquisa é vã até que começamos a perceber que o conhecimento está dentro de nós mesmos. Saberemos. No passo seguinte chitta realizará que pode fundir-se em suas causas sempre que desejarmos. e à medida que atingimos cada um deles. a ignorância desaparecerá e o Purusha brilhará em Sua natureza real. que a manhã surge para nós. através da discriminação. devemos perseverar até alcançar a meta. chega. que ninguém pode nos ajudar. onipresentes. Onipresente 27.

Yama. resta-nos praticar o método para alcançá-lo. Aquele que deseja ser um perfeito yogui deve abandonar a idéia de sexo. Será o último passo e o yogui se tornará cheio de paz e calmo. não deveis receber presentes. são votos. grandes e universais. está muito acima de nossas cabeças. Não necessitávamos de mais ninguém para nos tornar felizes. nunca mais será tocado pela infelicidade. Tudo de que falamos até agora é muito difícil. Mas é o ideal. continência e não receber presentes são chamados yama. jamais será desiludido. Encontraremos que esse conhecimento não depende de mais nada. . Uma vez conhecido o ideal. todo-poderoso. propósito. asana. eternamente perfeito. não interrompidos por tempo. ou regras dê casta. dharana. por que Se degradaria a Si Mesma com idéias de sexo? Mais tarde entenderemos melhor porque devem tais idéias ser abandonadas A mente do homem que recebe presentes e influenciada pela mente do que da assim o recebedor provavelmente se tornara degenerado A recepção de presentes leva a destruição da independência da mente e nos torna escravos. 30 Não matar. dhyana.tão puro e tão perfeito que não requeríamos mais ninguém. niyama. A primeira coisa necessária de obter-se é o controle da corpo e da mente. são destruídas as impurezas e o conhecimento é atiçado. pratyahara. não roubar. pranayama. local. Através da prática das diferentes partes da yoga. Então a realização do ideal se tornará firme. Por todo o universo nada existe que não se torne efulgente ante esse conhecimento. Agora vêm as disciplinas práticas. pois somos a própria felicidade. jamais sentirá dor. levando à discriminação. Saberá que é eternamente abençoado. 31 Estes. veracidade. Portanto. A Alma não tem sexo. e samadhi são os oito membros da yoga. 29. 28.

a mortificação o estudo e a adoração de Deus são os niyamas. o contentamento. e enquanto está nesse estado. quando uma enorme onda de cólera surgiu na mente. o filhinho chega. a velha onda morre e uma nova surge – amor pela criança. Purificação externa significa manter o corpo puro.Tais disciplinas –. castidade e não receber – devem ser praticadas por todo yogui – homem. não matar. país. falsidade. O amor e o oposto da cólera Similarmente quando a idéia de roubo chega não-roubar deve ser tentado quando a idéia de receber da. Resultam em ignorância infinita e infelicidade – isto é (o método de) pensar o contrário. fica armazenado e um dia voltará com tremendo poder. ou aprovar que alguém o faça – é igualmente pecaminoso. a pureza interna é de maior valor que a externa. Naturalmente. induzir alguém a fazê-lo. ou grandes. se leves. não roubar. mas são ambas necessárias e a pureza externa. ou ignorância. assim por diante – se cometidas. 33 Quando surgem pensamentos obstrutivos à yoga. Uma eclipsa a outra. obtida. por todos. É essa a forma de praticar as virtudes que mencionamos. criança. Dizer mentira. até numa caverna. irrespectivamente de nação. 32 A purificação externa e interna. matar. As vezes uma mãe está muito zangada com seu marido. veracidade. Pensai no amor. Por exemplo. como a controlar’ Levantando uma onda contraria. Todo pensamento vicioso retornará. deve-se utilizar pensamentos contrários. e ela o beija. médias. sem a interna. não tem valor. causadas. mulher. A mentira leve é todavia mentira. um homem não-limpo nunca sera yogui Deve haver também purificação interna. através da prática das virtudes mencionadas em 1. sob forma de alguma . seja pela avareza.33. cólera. cada pensamento de ódio que se tenha tido. ou aprovadas.clivas surge deveis substituí-la por um pensamento contrario 34 As obstruções à yoga são. ou posição.

jamais direis uma inverdade.infelicidade. Tudo o que disserdes será verdade. 38 Por estabelecer-se na continência. Se uma pessoa realiza o ideal de não injuriar os outros. Se um homem está enfermo e disserdes: “que fiques curado”. Os lideres espirituais de homens foram . mesmo em sonho. Evitareis praticar atos maus. antes ela até os animais. tornar-se-á vossa escrava. o yogui obtém energia. e se não vos importardes absolutamente com ela. Quando esse poder de verdade se estabelece dentro de vós. Direis a um homem: “Eu te abençôo”. Quando o yogui está estabelecido em não-matar. por natureza ferozes. se tornarão mansos. sàmente então compreendereis que vos tomastes firmemente estabelecidos na não-injúria. O tigre e o cordeiro brincarão juntos ante o yogui . o yogui obtém toda a riqueza. todas as inimizades (em outros) cessam em sua presença. e aquele homem será abençoado. 31 Por estabelecer-se em não-roubar. palavra e obra. ele se curará imediatamente.Quando tiverdes alcançado esse estado. 35. Quanto mais fugirdes da natureza. mais ela vos segue. Sem castidade não pode existir fortaleza espiritual. A pessoa casta tem tremenda energia e gigantesca força de vontade. Se projetais ódio e ciúme esses sentimentos voltar-se-ão sobre vos com redobrada Intensidade. pensamento. 36 Por estabelecer-se na veracidade. o yogui adquire o poder de atingir para si e para os outros os frutos cio trabalho sem o trabalho. aqui. A continência proporciona maravilhoso controle sobre a Humanidade. Sereis verdadeiros em. Nenhum poder poderá impedi-los e urna vez colocados em movimento tereis de suportar seu fruto Lembrai– vos disso.

assim propõe-se a si mesmo que desta vez será livre. externa e interna. Quando um homem não recebe presentes. Um sentimento agradável é a natureza de sattva. Pela prática de limpeza. Então somente. surge a negligência pelo corpo. o primeiro signo de obtenção de pureza é não pensar que somos um corpo. Assim. o primeiro sinal de que estais vos tornando religiosos serdes alegres. portanto.continentes e isso lhes deu poder. concentração. surge nele o desgosto por seu próprio corpo e o desejo de nãocontato com outros. não fica obrigado a outros. conquista dos órgãos e aptidão para realizar o EU. não mais ir e vir. não mais será escravo da natureza. é a memória da vida passada. Um rosto que os outros chamam de muito bonito aparecerá ao yogui pomo um rosto meramente animal se o Espírito não estiver por trás dele. sabei que estais . Taciturnidade pode ser um sinal de dispepsia. A sede em pós do corpo é o grande veneno da vida humana. desaparece. o yogui se torna perfeitamente fixo em seu ideal. 40 Quando ele está estabelecido na limpeza interna e externa. O yogui. 39 Quando o yogui está estabelecido em não-receber. Se não recebe presentes sua mente é purificada e o primeiro poder que ela obtém. deve ser continente. 41 Também surgem purificação do sattva. Ele vê que veio e foi muitas vezes. Quando há real purificação do corpo. a idéia de tê-lo belo. Somente quando a pureza chega é que nos liberamos da idéia de corpo. corre o risco de receber os males daquele que dá. O que o mundo chama um rosto vulgar será por ele olhado como celestial se brilha o Espírito atrás dele. O material sattva prevalece e a mente se torna concentrada e alegre. mas certamente não é religião. Tudo é agradável ao homem sattvico e quando isto chega. Sua mente se torna pura. obtém a memória da vida passada. Com cada presente. mas permanece independente e livre. alegria da mente.

e assim por diante. 43 A mortificação dos órgãos e do corpo. Quanto mais elevado o ser que desejais realizar. mais dura a prática. A morosidade é uma. será sua maior ajuda. logo ao sentar por alguns minutos. É terrível. Ao invés de degradar a alma. 44 Pela repetição do mantra vem a realização da Deidade Escolhida. Toda dor é causada por tamas deveis vos livrar dela. Firmeza de postura significa que não se sente o corpo absolutamente. o samadhi se torna perfeito. Os fortes. postura. os bem-moldados os jovens os saudáveis os ousados somente esses são aptos a serem yoguis Para o yogui tudo e ventura cada rosto humano que vê lhe traz alegria E esse o sinal do homem virtuoso A infelicidade e causada pelo pecado e por mais nada Que tendes a ver com rostos sombrios. ao invés de serdes escravos dessa máquina. Se tiverdes um rosto sombrio não vos ausenteis nesse dia. encontrareis. de audição de coisas a distância. traz-lhes poderes Os resultados da mortificação são imediatamente vistos. que sentis . fechai-vos em vosso quarto. 42 Do contentamento surge superlativa felicidade. Que direito tendes de levar essa enfermidade para o mundo? Quando vossa mente tornouse controlada tereis controle sobre todo o corpo.progredindo na yoga. Pela resignação ao Senhor. as conseqüências de tamas. fareis dela vossa escrava. 46 Postura é aquela que é firme e agradável. 45 Pelo sacrifício de tudo a Ishvara vem o samadhi. A menos que adquiramos firme postura não poderemos praticar a respiração e outros exercícios. Falando de uma maneira geral. pela destruição de Sua impurezas. Agora vem asana. à vezes por exaltados poderes de visão.

Esse movimento é causado por prana. calor e frio e todos os pares de opostos – não vos perturbarão 49 O controle do movimento de exalação e inalação vem em seguida.toda espécie de perturbações corporais. nem dor. o movimento do prana será então dominado e controlado. (a postura se torna firme e agradável) Podemos tomai a postura firme pensando no Infinito Não podemos realmente pensar no Infinito transcendental mas podemos pensar no céu infinito. ainda que assim seja traduzido usualmente. Nem sentireis prazer. levando para dentro o alento e é o que buscamos controlar por pranayama. o controle das forças vitais do corpo. vossa prática também será firme.mica. Começamos controlando o alento como a maneira mais fácil de obter controle do prana. Quando a postura foi conquistada. É também a energia que existe em cada corpo e sua maia aparente manifestação é o movimento dos pulmões. Assim chegamos a pranayama. Mas quando tiverdes ultrapassado a idéia de corpo grosseiro. vossos nervos também estarão em desequilíbrio e não podereis concentrar a mente 47 Pela diminuição da tendência natural (para a atividade. E quando novamente tiverdes consciência dele. sendo conquistada. 50 . causada pela identificação com o corpo). perdereis todo o sentido do corpo. Prana não é o alento. É a soma total da energia cós. mas enquanto estiverdes perturbados pelo corpo. vos sentireis completamente descansados. e pela meditação sobre o Infinito. 48 A postura. as dualidades não obstruirão. Este e o unido descanso real que podeis dar ao corpo Quando tiverdes obtido êxito ao controlar o corpo e conservá-lo firme. físico. As dualidades – bem e mal.

(O aforismo acima foi também traduzido e interpretado da seguinte maneira: “O quarto pranayama é aquele que rejeita tanto o movimento externo. tanto da exalação. como todos os outros em raja-yoga devem ser praticados sob a orientação de um instrutor). dirigindo-o. seja a objetos externos. quando o alento é conservado nos pulmões ou impedido de ali entrar. “Reguladas pelo tempo”.. são reguladas pelo lugar. As três espécies de movimento em pranayama são: uma. a saber. pela qual expelimos o alento. neste último. refere-se ao tempo que o prana deve estar confinado a um certo lugar. 52 Por esse. internas. qual inalamos. significa que o prana é conservado em alguma parte específica do corpo. etc. e sem movimento. tempo. Caracteriza-se pela ausência de todo movimento do alento. “Reguladas pelo local”. são longas ou curtas. e além disso. atenua-se a cobertura da luz de chitta. e número. a diferença entre o que foi descrito no aforismo prece– ciente e no atual é que.Suas modificações são triplas. tempo. Consiste na parada gradual do curso. O prana pode ser dirigido para dentro ou para fora. Não há necessidade de dizer que estes exercícios. Esta é a quarta espécie de pranayama. 51 A quarta é a retenção do prana. e uma terceira. externas. número. foram deixados de lado segue-se então a quarta espécie de pranayama. seguindo a completa cessação da inalação e da exalação. pela. ou o despertar da Kundalini.. Também variam de acordo com o local e tempo. Quando o alento externo e o interno. a parada da exalação e da inalação é afetada por objetos e alcançada em estágios. regulados pelo lugar. uni outro. O resultado de pranayama é udghata. . e assim sabemos quantos segundos devemos manter uni movimento e quantos. outra. como da inalação.. como descrito no aforismo anterior. seja a objetos internos. como o movimento interno do prana”.

o corpo inteiro fica sob seu domínio. é efetuado quando eles abandonam seus próprios objetos. tornando. é dotada de todo conhecimento. sob perfeito controle. 55 De onde surge o supremo controle dos órgãos. o yogui pode controlar todo o sentir e o agir. Estes. por assim dizer. Quando o yogui foi bem sucedido em impedir que os órgãos tomassem a forma dos objetos externos e fazer que eles permanecessem unos com o estofo mental vem o perfeito controle dos órgãos.Chitta. 54 Pratyahara. porque os órgãos são os centros de todas as sensações e de todas as ações sses órgãos estão divididos em órgãos de ação e órgãos de sensação. Os órgãos se identificam e tomam a forma de tudo que entra em contato com eles Se puderdes impedir que o estofo mental tome essas formas. mas está coberta por partículas de rajas e tamas. Só então começamos a sentir alegria em haver nascido. está na mente. Os órgãos são estados separados do estofo mental. por sua própria natureza. Isto é chamado pratyahara. Vejo um livro: a forma não está no livro. 53 A mente torna-se apta para dharana. ou trazer os órgãos para dentro. estamos aptos para . Quando os órgãos estão controlados. mas a forma real está em chitta. cobertura. É feita de partículas de sattva. Algo do lado de fora evoca aquela forma. Somente então verdadeiramente poderemos dizer: “Bem-aventurado sou que nasci Quando esse controle dos órgãos for alcançado sentiremos quão maravilhoso este corpo e realmente. a forma do estofo mental. essa cobertura é removida. e por pranayama. cada músculo e nervo também o estarão. Após a remoção dessa concentrar a mente. a mente permanecerá calma.

uni seguindo-se ao outro e os três diretamente dirigidos a um só objeto. Quando uma pessoa dirige a mente a algum objeto particular. Isto chega quando. ou fora dele. e de nenhuma outra. Escrito por Swami Vivekananda Chegamos agora ao capítulo onde são explicados os poderes de yoga. e depois perceber somente as sensações Internas. abandonando todas as formas. é samadhi. separando o objeto da parte interna. atingiu dharana. constituem samyama. (Esses) três. Quando a mente procura pensar em algum objeto. gradualmente consegui concentrar a mente sobre ele. em meditação. meditação. dhyana).Os Poderes Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:46:45 e. concentração. nãoexpresso em nenhuma forma. revela somente o significado. seja no corpo. A forma da coisa desaparece e só o seu significado permanece na mente . Quando a mente se aferra a um objeto. eis samyama – isto é. 3 Quando isso (isto é. dharana. alcançou dhyana. (quando praticados) com respeito a algum objeto. aferrar-se a algum lugar determinado. fixando-a ali e conservando-a por algum tempo nele. e samadhi. ou o coração. atingiu dharana. como o alto da cabeça. 2 Um fluir ininterrupto de conhecimento a respeito daquele objeto é dhyana. dhyana. esse estado de dhyana é chamado samadhi 4.v. o significado. a forma ou a parte externa e abandonada. 1 Dharana é pousar a mente em algum objeto paticu1ar. Suponde que estou meditando sobre um livro. e consegue receber sensações somente através dessa parte do corpo. e conserva-se nesse estado. e quando a mente pode conservar-se nesse estado por algum tempo.

por estágios. 8 Mas até elas (isto é. e assim sucessivamente. samyama) deve ser praticado por etapas. mais finos. perdem a capacidade de produzir mais plantas. Os objetos de conhecimento são infinitos e estão divididos em grosseiros. dharana. pranayama. 7 Essas três disciplinas são mais internas que aquelas que precedem. poderes não podem cozinhar as sementes. entretanto.5 Pela obtenção disso (isto é. . Este é o grande instrumento do yogui. dhyana e samadhi. Samyama deve ser primeiro aplicado às coisas grosseiras. os mais finos. Só quando as sementes estão. Essa é uma nota de preocupação para não se andar depressa demais. os mais grosseiros. mas isso não é salvação. ele deve ser levado às mais finas. e quando se começa a obter conhecimento das grosseiras. Não atingimos todavia o samadhi real. e samadhi) são externas ao sem-semente (samadhi) Comparadas com o samadhi sem-semente. samyama) chega luz do conheciQuando se consegue praticar samyama. 9 Pela supressão das impressões perturbadoras da mente e pelo eclodir de impressões de controle. diz-se que a mente. Quando uma pessoa atingiu estas últimas. são mais externas que dharana. yama e niyama. Descrevemos pratyahara. até aquelas disciplinas são externas. obtém poderes como Onisciência e onipotência. asana. o mais elevado. antes. e finos. estamos num estágio inferior. todos os poderes ficam dominados. mais grosseiros. dhyana. onde o universo ainda existe como o vemos e no qual estão todos os poderes descritos no presente capitulo. livre de modificações. As três não tornam a mente nirvikalpa. vagarosamente. mas deixam as sementes de futura incorporação. como diz o yogui. cozinhadas. 6 Isso (isto é.

que quando a mente borbulhá-lo. mas não perfeitamente. e o yogui a tenta controlar. não haveria modificações. deve atingir as Isto é. Todavia este samadhi inferior está muito mais próximo do superior. não notamos. O fluir desse contínuo controle da mente torna-se firme quando praticado dia após dia e a mente obtém a faculdade de constante concentração. . A mente geralmente toma vários objetos. 12 A modificação chamada unidirecionalidade de chitta é adquirida quando a impressão que é passada e ã que é presente são similares. tanto mais profundamente concentrados estaremos. de controle. Como podemos saber que a mente se tornou concentrada? A idéia de tempo desaparecerá. desde que o controle também permaneça como uma onda. as modificações da mente foram controladas. no qual desaparecem todas as vagas. 11 Acolher todas as espécies de objetos e concentrar-se sobre um só objeto. Quando a primeira é suprimida e a outra manifestada. esse mesmo controle será outra modificação. corre atrás de todas as espécies de coisas esse e o estado inferior Há um estado superior da mente. assim não haverá samadhi real. no primeiro estágio de samadhi. Quanto maior a quantidade de tempo que passa sem ser notada. Todo tempo tem uma tendência a ser unificado no presente único. chitta adquire a modificação chamada samadhi. são duas modificações da mente. 10 Seu fluir se torna firme pelo hábito.persistindo nesse estada modificações controladoras. O resultado disto é samadhi. Na vida cotidiana vemos que quando estamos interessados num livro. quando ela toma um só objeto e exclui todos os outros. Uma onda será estancada por outra. o tempo. ficamos freqüentemente surpreendidos ao notar quantas horas se passaram. e quando deixamos o livro. Se há modificação que impele a mente a atirar-se através dos sentidos. absolutamente. porque se o fossem.

As concentrações ensinadas nos aforismos precedentes. que sozinhas. A respeito da “transformação quanto ao tempo”. Da mesma forma é explicada a transformação na matéria e nos órgãos Suponhamos um pedaço de terra Transformado numa vasilha. E finalmente. exceto o Purusha. A transformação similar de matéria foi explicada acima. quando as impressões perturbadoras do estofo mental são fortes e as impressões controladoras são débeis (vide aforismo 9) e vice-versa. estão sujeitas à tripla transformação mencionada no texto. tempo e estado. na matéria e nos órgãos. Isto é chamado “transformação quanto ao estado”. diz-se que a mente está concentrada (1). conforme descrito em 111. 11 e 12. o estofo mental transforma-se em vrittis. ou EU. acima) fica explicada a tripla transformação quanto à forma. temos transformação quanto ao estado. Deve-se notar que todas as entidades. há três aspectos de tempo: presente. pelas três modificações mencionadas. Por fim.Assim. ou chitta. passado e futuro. Isto é chamado “transformação quanto à forma”. abandona a forma primitiva e toma a da vasilha. Agora. . 13 Assim (isto . presentes e futuros. tempo e estado. a vasilha pode ser pensada como nova. é a substância qualificada.4. Os aforismos 9. velha ou como será. Isto é transformação quanto à forma. 11 e 12 explicaram a tripla transformação do estofo mental. 14 Aquilo que sofre a ação das transformações. do tempo. a definição é dada: quando o passado e o presente se tornaram um. Pode-se observar a vasilha sob quaisquer desses três aspectos. como mencionado no texto. referindo-nos aos aforismos 9. sejam passadas. trata-se de transformação quanto ao tempo. presentes ou por serem manifestadas. Desde que a mente é um órgão. dão ao yogui um controle voluntário sobre as transformações de seu estofo mental. Quando passa através dos momentos passados. assim é explicada a transformação dos órgãos quanto à forma. permitem que ele pratique samyama.

“significado” representa a vibração interna. constituem os objetos dos nossos sentidos. assim. com a qual vem a percepção. 18 . este é retido pela mente e a mente pode entrar naquele estado num momento. em seguida a sensação interna levada à mente pelo 6rgão da audição. “Palavra” representa a causa externa. Suponha– mos que eu ouça uma palavra. Não devemos perder de vista a definição de samyama. Se uma pessoa nesse estado deseja conhecer o passado e o futuro. Estes três. surge o conhecimento de todos os sons animais. isto é samyama. algumas já surgiram e outras estão aguardando para atuar. deve praticar samyama sobre as mudanças nos samskaras (III. A palavra que eu conheço é uma mistura das três: vibração. que são ordinàriamente confusos. se emitido por ser humano ou por qualquer animal. sempre se modificando e sendo manifestada. que vai ao cérebro através dos canais dos indriyas. entenderá o significado que aquele som devia expressar. Comumente. a “substância qualificada” é a substância que está sofrendo a ação do tempo ç dos sxiiSkãras. Quando a mente atingiu aquele estado no qual se identifica com as impressões internas do objeto. são inseparáveis. a pessoa descobre o passado e o futuro. por longa prática. pela prática o yogui pode separá-las. se praticar samyama sobre qualquer som. sensação e reação.Isto é. e quando. Algumas estão se desenvolvendo atualmente. e “conhecimento” representa a reação da mente. significado e conhecimento. praticando samyama sobre elas. mas. 17 Através de samyama sobre a palavra. 15 A sucessão de transformações e a causa de evolução múltipla 16. Quando alguém conseguiu fazê-lo. deixando as externas. confusos. então a mente reage é eu conheço a palavra . Pela prática de samyama sobre as três espécies de modificações surge o conhecimento do passado e do futuro. Há primeiro a vibração externa. levando a impressão externa à mente.13).

Um yogui. Deveis vos lembrar que isto somente pode ser feito quando o yogui atingiu aquele poder de concentração onde a forma e a coisa formada estão separadas. na mente. sobre a própria mente. Isso requer um duplo samyama: primeiro. separados. 21 Através da pratica de samyama sobre a forma do corpo. torna-se uma lembrança. Na realidade. que a diferenciam das outras. Praticando samyama sobre o corpo. o corpo do yogui se torna invisível. mas não será visto por ninguém. quando o yogui pratica samyama sobre esses sinais em alguém. no meio deste aposento. e se pudermos revivê-la. sobre os sinais do corpo. e segundo. Então ele pratica samyama sobre aquela forma. Cada experiência que fazemos chega na forma de uma onda em chitta. o yogui não conhece o conteúdo da mente. ele conhece a natureza da mente daquela pessoa. essa onda vai esmaecendo e se torna cada vez mais fina. Assim. porque o poder de perceber formas surge da junção das formas com as coisas formadas. numa forma diminuta. não desaparece. 20 Mas não seu conteúdo. surge o conhecimento de sua mente. 19 Pela prática de samyama sobre Os sinais no corpo de outrem. Cada pessoa tem signos particulares em seu corpo. e o poder de perceber formas é obstruído. se o yogui puder praticar samyama sobre essas impressões. não sendo esse objeto de samyama. por assim dizer. obstruído o poder de perceber formas. Só assim o yogui conhecerá tudo daquela mente. 22 . A forma e o corpo estão. começará a lembrar-se de todas suas passadas existências. Permanece ali. e separado (da forma) o poder de manifestação no olho. pode aparentemente desaparecer. mas nunca se perde.Através da percepção das impressões (surge) o conhecimento da vida passada.

coisas obstruídas por barreiras montanhosas. ele conhece.) vem o conhecimento do fino. pelas que estão esperando. por exemplo. e outras coisas como tal. que ocorrem num lugar distante. pratica samyama sobre a força do elefante e tem-na.36. Sabe quando morrerá. em que hora. Energia infinita está à disposição de todos. a sua respectiva força chega para o yogui. Praticando samyama sobre ambas. ou sobre os sinais chamados arishta. porque no Guita está indicado que os pensamentos no momento da partida têm grande influência para determinar a vida futura. o perdão. os yoguis conhecem o exato momento de sua separação com os seus corpos. e a outra.Dessa maneira o desaparecimento ou a ocultação de palavras que estão sendo pronunciadas. 27 . coisas. O yogui descobriu a ciência de como obtê-la. 26 Através de samyama sobre a luz efulgente (1. presságios. e também coisas que são muito finas. Quando um yogui pratica samyama sobre seu próprio karma. Os hindus pensam muito alto desse conhecimento ou consciência da proximidade da morte. Quando o yogui pratica samyama sobre a luz efulgente em seu coração. sobre aquelas impressões de sua mente que agora estão surgindo e as que estão esperando para surgir. o yogui sobressai nessas respectivas qualidades 25 Através de samyama sobre a força do elefante e de outras criaturas. até em que minuto. vê coisas que estão muito remotas. que deve frutificar mais tarde. e assim por diante (I 33 ). Quando um yogui atingiu samyama e deseja força. exatamente quando seu corpo cairá. basta dispor-se a consegui-la. do obstruído e do remoto. 23 Karma é de ditas espécies: urna que deve produzir frutos logo. 24 Praticando samyama sobre a amizade. são também explicadas.

a fome cessa.Através de samyama sobre o sol (chega) conhecimento d:o mundo. ao homem que tem o poder de pratibha. 31 Sobre a cavidade da garganta. conhecimento do movimento das estrelas 30 (Através de samyama) sobre o círculo do umbigo (surge) conhecimento da constituição do corpo. 32 Sobre o nervo chamado kurma. Se um homem estiver muito faminto. vê os siddhas. sentido no qual é freqüentemente utilizada. Quando ele está praticando disciplinas. Quando um homem se levantou ao elevado estado de pratibha. iluminação espontânea através da pureza. conhecimento do mistério das estrelas. 35 . 28 Sobre a lua. Os siddhas são seres um pouco acima dos fantasmas. fixidez do corpo. ele tem aquela grande luz. 29 Sobre a estrela polar. praticando samyama sobre cavidade da garganta. A palavra siddhas não significa aqui. Quando o yogui concentra a mente sobre o topo da cabeça. Todos esses podem vir. sem qualquer samyama.. aqueles homens que se tornaram livres. sem necessidade de praticar samyama. 34 Ou pelo poder de pratibha (surge) todo o conhecimento. Todas as coisas se tornam aparentes para ele. cessação da fome. Tudo lhe vem naturalmente. o corpo não é per turbado. visão dos siddhas. 33 Sobre a luz que emana do topo da cabeça.

ele alcança pratibha. mas são poderes no estado mundano. 38 Estes são obstáculos ao samadhi. de vez que e o conhecedor 37 Disso surge o conhecimento de (sobrenatural) audição. Tais . Disso surge a discriminação. visão. entretanto. entretanto. outro estado de buddhi que serve seu próprio fim Nesse estado esta livre do sentimento de “eu” e “meu”. ou buddhi. Para o yogui. 36 O gozo chega através da não-discriminação entre a Alma e o sattva (buddhi) que são totalmente diferentes. Se quiser praticar samyama Sobre o conhecimento de que eles são duas coisas diferentes. são obstáculos á consecução do mais alto fim. Quando obteve discriminação. o conhecimento do EU Puro.(Através de samyama) sobre o coração (surge) o conhecimento das mentes. liga-se somente ao Purusha e se torna independente de todas as outras relações. o conhecimento dos gozos do mundo surge pela junção do Purusha com a mente. Essas experiências de buddhi não são por causa própria. Livre de Impurezas. Tornando-se introspectiva. a natureza e o EU. Quando nos concentramos sobre esse aspecto de buddhi. a luz do supremo conhecimento. isto é. o yogui alcança o conhecimento do Purusha. ou Uberdade. paladar e olfato. A prática de samyama sobre esse estado dá o conhecimento do Purusha. que é uma modificação de prakriti. tais como felicidade ou infelicidade. chamado svartha (seu estado puro). que pertencem a pratibha. tato. mas pela de outra. buddhi se torna penetrada pela luz do Purusha e reflete só o Purusha. atingimos o conhecimento do Purusha. Há um outro estado de sattva. O Purusha e o sattva. Mas o Purusha está refletido em buddhi e identifica-se com os diferentes estados de buddhi. A razão de praticar samyama sobre a buddhi purificada é que o Purusha jamais pode ser objeto de conhecimento. Este gozo e para a Alma. Os poderes que o yogui obtém. Há. e assim Se considera feliz ou infeliz. da Alma. são totalmente diferentes entre si.

. 40 Conquistada a corrente chamada udana. Não afunda na água. Se deseja entrar no corpo de outrem. os nervos). faz jorrar luz de seu corpo. Isto. o yogui só pode agir através das correntes nervosas de seu próprio corpo. pode caminhar sobre espinhos e lã. Ou pode entrar num corpo vivo. Tendo-a dominado. por seu conhecimento dos canais de atividade de chitta (isto é. está apto a agir através de outros corpos. porque não somente O seu EU é onipresente. conter-lhe a mente e os órgãos e durante esse tempo.minas de espadas. 42 Através de samyama sobre a relação entre o ouvido e akasa. o yogui se torna leve em peso. 41 Pela conquista da corrente chamada samana. o yogui entra no Corpo de outrem. Sempre que o deseja. e pode morrer quando o desejar. o yogui Obtém pela discriminação entre Purusha e a natureza. Inicialmente.poderes serão encontrados pelo caminho e se o yogui os rejeitar atingirá o mais elevado. pode caminhar sobre espinhos e assim por diante. surge audição divina. o yogui não afunda na água ou em pântanos. Udana é a corrente nervosa que governa os pulmões e as partes superiores do corpo. pratica samyama sobre esse corpo e entra nele. 39 Afrouxando os laços de escravidão. mas também sua mente como ensina a Yoga é apenas uma partícula da mente universal. ficar no meio do fogo e deixar esta vida no momento em que o desejar. entretanto. em seu próprio corpo. ele mesmo. seu progresso ulterior será obstaculizado. O yogui pode entrar num corpo morto e fazer com que se levante e se mova ainda que agindo. agir através desse corpo. o yogui cerca-se de fulgurante luz. mas quando se libertou dessas correntes nervosas. Se deixar-se atrair por sua obtenção.

Akasa é o material deste corpo. As ondas mentais. éter. o ouvido. Ouvirá sons emitidos a quilômetros de distância. Tudo lhe surge como pleno de conhecimento. e quando conheceram os materiais finos. Este samyama é praticado principalmente por uma seita de budistas. adquire a leveza de akasa e pode ir a qualquer lugar através do ar 44 Através de samyama sobre as modificações reais da mente fora do corpo chamadas grandes desincorporações. intrínseca do “eu”. A mente. primeiro sobre os grosseiros e depois sobre os finos. Através de samyama sobre as formas finas e grosseiras dos elementos. 45. Quando o yogui conseguir praticar samyama sobre essas modificações. pensa que está agindo num. seus traços essenciais. Se o yogui praticar samyama sobre o material de seu corpo. a inerência dos gunas neles. surge o desaparecimento daquilo que ocultava a luz. Tomam um pedaço de argila e praticam samyama sobre ele. chega o domínio dos e1ernentos O yogui pratica samyama sobre os elementos. O yogui quer sentir o ego onde mais lhe agrada. em seu estouvamento. o yogui obtém audição supernormal. o corpo é sàmente akasa numa certa forma. tudo o que ocultava a luz desvanece e toda escuridão e ignorância desaparecem. e também o instrumento. Por que devo estar ligado por um sistema de nervos e limitar o ego a um corpo somente. . corpo. surgidas no corpo na ausência de consciência. se a mente é onipresente? Não há razão porque deva. são chamadas “modificações reais” ou “grandes desincorporações”. Praticando samyama sobre eles. 43 Praticando samyama sobre a relação entre akasa e o corpo e considerando-se leve como o algodão e assim por diante o yogui pode atravessar os céus. ouvirá o que quiser. Gradualmente começam a ver as matérias finas de que ele está composto.Há o akasa. e sua contribuição para a experiência da Alma.

. Nos Vedas está escrito que para tal pessoa já não mais existe enfermidade. e assim por diante. 47 “Glorificação do corpo” significa beleza. glorificação do corpo. Assim também com todos os elementos.. sobrevém a conquista. Nada poderá prejudicá-lo. a inerência dos gunas em todos eles. e sua contribuição à experiência da Alma. O ego também está presente no ato. O corpo torna-se indestrutível. Isto significa que o yogui atingiu os oito poderes sobrenaturais. e assim por diante. a todos.. 48 Através de samyama sobre a percepção. compleição. os órgãos deixam seus lugares na mente e dirigem-se aos objetos. tão grande quanto uma montanha. todos os órgãos serão conquistados. 49 . de objetos externos. Quando o yogui pratica samyama sobre este e sobre os outros dois. a seguir sobre o conhecimento que está na forma de um livro. ele vive neste universo em seu corpo”. Nada poderá destruí-lo. pode governar o que desejar. Pode tornar-se tão diminuto como um átomo. o conhecimento que se segue. a “consciência do eu” que acompanha esse conhecimento. por parte dos órgãos. conquistar tudo que quiser. esse processo é seguido de. 46 Disso surge a pequenez e o restante dos poderes. a menos que o yogui o deseje. Com essa. Tomai algo que vedes ou sentis – um livro. conhecimento. então sobre o ego que vê o livro. pode atingir tudo aquilo que gostar. “Quebrando a vara do tempo. dos órgãos. tão pesado como a terra ou tão leve como o ar. morte ou sofrimento.obtêm poder sobre eles. gradualmente. éie conquista os órgãos. dureza adamantina. prática. Um leão sentar-se-á a seu pés como um cordeiro Todos os seus desejos serão cumpridos quando queira. O yogui pode conquistá-los. fortaleza. por exemplo: primeiro concentrai a mente sobre ele. Na percepção de objetos externos. e indestrutibilidade das qualidades corporais.

Há outro perigo também: deuses e outros seres vêm tentar o yogui. 50 Através de samyama sobre a discriminação entre o sattva e o Purusha. assim também. 53 conquistada a natureza e realizada a diferença o Purusha – que o Purusha é indestrutível. A própria onipotência é um sonho. Não querem ninguém perfeitamente livre. deixando a estrada real. Justamente como pela conquista dos elementos surge um corpo glorificado. e onipotência 51 Pela rejeição até desses poderes vem a destruição da própria semente do mal. a meta está além da própria mente. chega a total rejeição de gozo. pois depende da mente. ela pode ser onipotente. . Temem perder suas posições. puro e que a natureza é Seu oposto. como nós. atinge a meta. chegam os poderes mencionados acima.e isto conduz a kaivalya (isolamento).Disso chega ao corpo o poder de movimento rápido como o da mente. 52 O yogui não deve deixar-se atrair ou seduzir pelas propostas de seres celestiais. por medo de mal outra vez. Os yoguis -que não alcançam perfeição. O yogui atinge a solidão e se torna livre. da conquista dos órgãos. poder dos órgãos independentemente do corpo. Quando até mesmo as idéias de onipotência e onisciência forem abandonadas. O que são todos esses poderes? Simplesmente manifestações. Enquanto existe uma mente. então vêm a e a onisciência. contudo. torna-se livre. sobrevêm a onipotência e a onisciência. e a conquista da natureza. Quando foi entre ela e perfeito. tornam-se deuses. depois da morte. internam-se pelos atalhos e obtêm poderes. Quando o yogui viu todos esses poderes maravilhosos e os rejeitou. Mas aquele que é bastante forte para resistir as tentações e vai direito à meta. São ciumentos. e às vezes piores. Não passam de sonhos. das tentações de seres celestiais. Então têm de nascer outra vez.

em todas as suas variações. Logo. A infelicidade que sofremos vem da ignorância. O EU é a única realidade. sinal. o sonho pela realidade. de e sucede essa partícula. sutis e densos. Como devemos evitar tudo isso – ‘devas. da nãodiscriminação entre o real e o irreal. Então somente poderemos evitar todas as diversas idéias de corpo. em todos seus estados. Toda a prakriti. Quando a discriminação chega traz a força. Este é o. poderes? . pelo qual o poder de discriminação pode ser fortalecido. como efetuar a distinção entre uma e outra? Pelos sinais. Isto é feito por samyama sobre uma partícula de tempo e o tempo que a precede e que a segue. sinal. o poder de discriminação adquirido pela prática acima nos capacitará a distingui-los. Mesmo entre vacas. e todos pensamos que somos corpos. O corpo é um sonho irreal. não pode ser o Purusha. Quando os objetos estão tão misturados que mesmo essas diferenças não nos ajudam. está dentro do . Se dois objetos são exatamente similares. Essa não-discriminação. causa do sofrimento. samyama é prescrito. sobrevém discriminação. Alcançado o poder de discriminação o homem vê que tudo neste mundo. a vaca é diferenciada do cão pela espécie. Portanto. e todavia estamos sempre nos identificando com eles. é um. conhecendo o bem do mal. mental e físico. grande erro – a distinção perdeu-se. Este conhecimento é chamado “que salva”. A mais alta filosofia do yogui está baseada sobre este fato: que o Purusha é puro e perfeito e é a única substância simples que existe neste universo. 55 O conhecimento que salva é aquele conhecimento de discriminação que cobre simultaneamente todos os objetos.Através de sumi ama sobre urna partícula de tempo e o que prece.Pela discriminação.. Por exemplo. porém nos olvidamos. Tomamos o mal pelo bem. O corpo e a mente são compostos. 54 Aquilo que não pode ser diferenciado pela espécie. podem ser distinguidos estando em diferentes lugares. composto. ou lugar – até isso será diferenciado pelo samyama acima. é produzida pela ignorância. e lugar. porque leva o yogui através do oceano de nascimento e morte. céus.

esse estado é alcançado quando a mistura de pureza e impureza chamada o sattva. para gozar seus frutos. por assim dizer. Independência Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:47:42 e. o . somos escravos. Às vezes um homem nasce com os siddhis. realiza que sempre esteve só e “isolado”. o grande pai da filosofia Samkhya. Escrito por Swami Vivekananda 1 Os siddhis. e que de nada necessitava para se tornar feliz. as teorias sutis. ou poderes. Não há sucessão na percepção dele. que ele nasceu um siddha. meios químicos. mortificação. que é o Purusha. ou perfeição. ou concentração. simultaneamente. que literalmente significa aquele que atingiu o sucesso. 56 Pela semelhança de pureza entre o sattva e Purusha surge kaivalya. então o sattva reflete somente . Ele atinge o estado de kaivalya. foi tornada tão pura quanto o próprio Purusha.v. e assim por diante. quando sabe que a natureza é transitória e realmente sem significado. Todos sabeis que a química originalmente começou com a alquimia. Quando o Purusha realiza que de nada depende neste universo. Índia havia uma seita chamada os Rasayanas. os homens começaram a buscar a pedra filosofal e os elixires da vida. Enquanto precisamos de alguém ou de algo para a nossa felicidade. são alcançados pelo nascimento. Quando o Purusha descobre que a liberdade é Sua própria natureza e que ele não necessita absolutamente nada para alcançar a perfeição. Kaivalya é a meta. nesse mesmo instante o Purusha atinge a liberação e Se torna “isolado” da natureza.a essência inqualificada da pureza. Quando o EU atinge esse estado. dos deuses aos ínfimos átomos. Os yoguis afirmam que esses poderes também podem ser obtidos por meios químicos. leva a todas as coisas. o poder das palavras. Diz-se de Kapila. Na. o intelecto. num relance.alcance desse conhecimento. Desta vez ele nasceu. naturalmente os obteve em sua encarnação anterior. isto é. De acordo com eles. ou poderes.

que. de modo a libertar-se do nascimento e da morte. Outros acreditavam que certas drogas podiam trazer poderes. Por exemplo. teríamos muito mais tempo para nos tornarmos espirituais. morre. de que não nos apercebemos. Se é possível vivermos depois da morte e fabricarmos outros corpos. sem dissolver inteiramente este corpo – apenas mudando-o continuamente? Também pensavam eles que no mercúrio e no enxofre jazia oculto um poder maravilhoso. a espiritualidade e a religião eram muito bons. dia e noite. Portanto. não nega isso. e assim sucessivamente. Não há limite ao poder cio homem: o poder das palavras e o poder da mente. porque não aqui e agora. Dessa forma perde-se muito tempo em morrer e nascer. Há certas palavras sagradas. Antes que se tenha adiantado muito. quando repetidas sob condições adequadas. Muitos dos mais eficientes remédios dos dias atuais. e se era verdade que cada mente é apenas um escape da energia infinita. por cujos determinados preparos um homem podia conservar o corpo vivo tanto tempo quanto quisesse. Se pudermos fazê-lo. não devia haver limite a que cada ponto de escape buscasse poder de fora. e morre. Afirmavam que este corpo pode ser feito imortal. Toma então outro corpo e recomeça. Estamos vivendo no meio de uma massa de milagres. Certas seitas de yoguis afirmam que muitos dos seus principais instrutores estão todavia vivendo em seus velhos corpos. um homem deseja praticar yoga ou tornar-se espiritual. Assim os Rasayanas diziam que primeiro devemos tornar o corpo bem forte. como voar através do ar. por que seria impossível conservar nossos corpos vivos para sempre? Devemos fabricar todos os corpos que tivermos. . Se o corpo pudesse ser conservado forte e perfeito. sem sair do corpo atual? A teoria é perfeitamente correta. por que será impossível fazermos corpos aqui. de vez em quando. chamadas mantras. devemolos aos Rasayanas. mas o corpo era o único instrumento pelo qual se poderia atingi-los. levaria muito mais tempo para atingir o objetivo. podem produzir esses poderes extraordinários. Logo que este corpo morre temos que produzir outro. a grande autoridade de Yoga. Se o corpo terminasse. O poder das palavras.conhecimento. Patanjali. notavelmente o uso dos metais em medicina. Sua idéia era que se a mente produzia o corpo.

2. as pernas se tornam tão duras nessa posição que eles não consegue mais fleti-las. Certa vez. vi um homem que tinha as mãos levantadas dessa forma e perguntei-lhe como havia se sentido no início Respondeu-me que havia sido uma tortura terrível. dia e noite. O samadhi é o meio pelo qual podemos obter tudo – mental. A água para irrigar os campos já está no canal. Tamanha tortura. 3 Atos bons e maus não são as causas diretas das transformações da natureza. A . Se vivem. Encontrareis homens com as mãos levantadas durante toda a vida. Disse também que o corpo pode ser conservado vivo por qualquer espaço de tempo. As precedentes são apenas secundárias e não podemos. Patanjali adiantou a proposição que esses poderes surgem pelo nascimento. é o principal tema dessa ciência e sua mais alta disciplina. ou siddhis. pelas leis da gravitação. podem ser atingidos.Mortificação: Encontrareis que cada religião prescreve tais disciplinas como mortificação e ascetismo. Depois de um mês já não sofria muito. os poderes. Concentração: Esta é a yoga propriamente dita. que então flui por sua própria natureza. até que. mas atuam como destrutores de obstáculos à sua evolução – como o fazendeiro afasta os obstáculos ao curso da água. elas secam e morrem. afinal. Homens em pé. Diz que isso é feito pelo preenchimento da natureza. Agora. ele continua e afirma qual a causa da mudança do corpo em outra espécie. o que aliviava a dor por algum tempo. através delas. por meios químicos ou através de mortificação. A mudança em outra espécie é efetuada pelo preenchimento da natureza. moral e espiritual. Da mesma forma todo progresso e poder já existem no homem. O fazendeiro abre as comportas e a água flui por si mesma. mas têm de permanecer de pé pelo resto da vida. que ele tinha que ir ao rio e atirar-se n’água. Em assuntos como esses os Hindus sempre vão a extremos. até que seus pés se incham. Através de tais praticas. sustada sómente pelas portinholas. atingir a meta. o que explica no aforismo seguinte.

então. com atitude de filósofos. Mas a teoria dos yoguis é uma explicação melhor. a saber. Então o homem atinge os poderes que já são seus. Todas essas práticas e lutas para nos tornarmos religiosos são somente trabalho negativo. de acordo com os modernos. naturalmente. Os que chamamos maus tornam-se santos. e a maré infinita debate-se na ânsia de se expressar. como de uni companheiro. Essa maré infinita subjacente. Não faltam homens que. Tão logo removido o empecilho. Hoje. Suponhamos que o conhecimento humano tenha avançado tanto que eliminou a competição como um fator na aquisição tanto do sustento físico. a natureza flui livremente. para remover os obstáculos e abrir as portas àquela perfeição que é nosso direito de nascimento. desnecessário. matem os fracos incompetentes – são. Mesmo quando tenha cessado toda a competição. Patanjali.perfeição é a sua própria natureza. porque não descobrimos o caminho adequado para tirar as grades das comportas e deixar a água fluir. causado pela ignorância. surge a natureza. Portanto. Mas o grande evolucionista antigo. a seleção sexual e a sobrevivência do mais apto. nossa natureza. declara que o verdadeiro segredo da evolução é a manifestação da perfeição que já existe em todo ser. a teoria da evolução dos antigos yoguis será melhor compreendida à luz da moderna pesquisa. que essa perfeição tem sido obstaculizada. mas logo que a porta se abriu. momentâneo. os únicos juízes da competência – e assim preservam a raça humana. deve tomar expressão. Toda essa luta de competição é apenas o resultado de nossa ignorância. No animal. o homem foi reprimido. não há razão para acreditar que a competição seja necessária ao progresso. somente que ela está embargada e assim não pode tomar o seu curso normal. cessará o progresso humano e perecerá a raça. É a natureza que nos dirige para a perfeição e eventualmente levará todos até lá. As duas causas da evolução admitidas pelos modernos. . essa natureza perfeita em nós forçar-nos-á para a frente até que todos tenham atingido a perfeição. A competição pela sobrevivência ou a gratificação do sexo é somente um fator alienígena. O resultado dessa teoria é proporcionar a todo opressor um argumento para acalmar as lutas de consciência. Se alguém pode afastar o empecilho. são inadequadas. ela é a causa de toda a manifestação.

e a má ação. Ela de nada vale. Era vosso todo o tempo. os bons feitos removem os obstáculos. e a glória do Purusha se torna evidente. 5 Ainda que as atividades das diferentes mentes criadas sejam várias. O Purusha Em Si Mesmo nunca muda. de seu sentimento do “eu”. a única mente original é a controladora em todas elas. Com a intenção de desgastar seu Karma ràpidamente. aprisionado pelas barras e cadeados da ignorância. criam mentes. Então podereis fazer com ele o que quiserdes. Não que mente seja uma coisa e matéria outra. do sentimento do “eu”. Para todos esses corpos. vossa própria natureza. A matéria e mente são como dois armazéns inesgotáveis. Uma ação boa traz um resultado. Da mesma forma. Quando o conhecimento rompe os obstáculos. manipulando-o à vontade. também. no homem existe o deus potencial.para fora lançou-se o homem. no mesmo alento. sàmente um véu é atirado sobre Ela. lembrar-vos-eis dele. outro. nos quais podem desgastá-lo completamente. da Alma. A teoria de karma é que exper1mentamos os resultados de nossos bons e maus atos. em contra-distinção com suas mentes originais. e ao mesmo tempo. Mas se a Alma pode ser influenciada por uma ação boa ou má. O material do qual é feita a mente criada é o mesmo material usado para o macrocosmos. que agem nos diferentes corpos. e o. mas vós o havíeis esquecido. Essas mentes diferentes. escopo total da filosofia é ajudarnos a realizar a glória do homem.o segredo de seu controle. criar muitas mentes. Quando vos fizerdes yoguis. corpos e mentes produzidas. e os corpos “corpos criados” – isto é. Estas são chamadas “mentes criadas”. os yoguis criam kaya-vyuha. Tudo o que fazeis jamais destrói vossa própria glória. porque a Alma não pode ser influenciada por nada. Quando vos tomardes yoguis. . são chamadas “mentes criadas”. o deus se manifesta. 4 Um yogui pode. ocultando Sua perfeição. pregam o karma. Más ações simplesmente colocam uma trava manifestação da natureza do Purusha. aprendereis . Todas as escrituras entoam a glória do homem. ou grupos de corpos.

Os desejos de meu corpo divino não são os mesmos que num corpo humano. consciência intrínseca do “eu”. somente os desejos (que são) adaptados àquele único estado. ele pode manufaturar qualquer número de corpos ou mentes. o estado fino de existência. Suponhamos que eu tenha executado as três espécies de karma – bom. perfeita concentração. no céu. está livre de todos os desejos. para outros são triplas: pretas. Asmita. Mas para os homens comuns. Quando o yogui atingiu a perfeição. suas ações e os resultados produzidos por elas. brancas e mescladas. mau e misturado – e suponhamos que eu morra e me torne um deus. Trabalha para fazer o bem. O corpo divino não come nem bebe. do qual são manufaturadas as “mentes criadas” e os “corpos criados” do yogui. todavia possui desejos. a mente que atingiu o samadhi. e o faz. 7 As obras não são nem pretas nem brancas para os yoguis. os trabalhos são de três espécies: pretos ou maus. e misturados. quando o yogui descobriu o segredo dessas energias da natureza.são diferentes aspectos da mesma coisa. Apenas trabalha. (OS outros são mantidos em expectativa durante esse tempo). 8 Desses triplos trabalhos são manifestados. é a mais elevada. ou através de mortificações. é o material. porque ele está livre de desejos. que devem produzir como efeito o desejo de comer e beber? Para onde vão. da substância conhecida como consciência intrínseca do “eu”. Um homem que atingiu certos poderes através de drogas. que não chegam até ele. 6 Entre as várias mentes. aquela atingida pelo samadhi é sem desejos. que não atingiram aquele estado mais elevado. não o ligam. mas aquele que atingiu o samadhi pela concentração. quando me torne um deus? A resposta é que desejos somente podem se manifestar . O que acontece com os meus karmas passados não desgastados. Entre as várias mentes que vemos nos vários homens. mas não se preocupa pelos resultados. brancos ou bons. Portanto. em cada estado. através de mantras.

não morre sem produzir seu efeito. o restante permanecerá armazenado. 11 (O desejo) sendo unido pela causa. Não há começo de experiência. até naqueles separados pela espécie. só os desejos animais se tornarão ativos. Isto mostra que o poder do ambiente é uma grande barreira para controlar até o próprio karma. Em cada corpo. torna-se a causa de ação naquele corpo. Nesta vida temos muitos desejos divinos. tomar um corpo divino. As experiências tornando-se finas. os desejos não têm princípio. com a ação consciente atual. apoio e objetos. Se eu. Cada corpo age como se fosse o descendente de uma série de corpos daquela única espécie. Somente aquele karma que está adaptado e adequado para um determinado ambiente. havendo identificação da lembrança e impressões. somente o grupo de impressões adquiridas num corpo similar. assim a consecutividade de desejos não é interrompida. 10 A sede pela felicidade sendo eterna. muitos desejos humanos e muitos desejos animais. uma vez que cada nova experiência é construída sobre a tendência gerada pela passada experiência. se um desejo foi levantado. está ausente. surgirá. porque para eles o ambiente é propício. Os desejos são mantidos juntos por causa e efeito. .sob condições adequadas. E se eu tomar um corpo animal. na ausência desses. somente funcionarão os bons desejos. transformam-se em impressões. esperando a oportunidade os bons desejos. espaço. reduzidas a impressões. 9 Há consecutividade em desejos. mudam em memória. O que nos mostra isso? Mostra-nos que por meio do ambiente podemos sustar desejos. efeito. tempo. As experiências de um corpo dissimilar são mantidas em expectativa. as impressões revivificadas. inclui coordenação inconsciente de experiências passadas. portanto o desejo não tem começo. Toda experiência é precedida pelo desejo de felicidade. A palavra memória aqui. Os desejos só são ativos quando existe ambiente propício.

o receptáculo de todos os desejos passados reduzidos à forma de samskara. até que se tenham esgotado completamente. os gunas sendo sua mais íntima natureza. 14 A unidade nas coisas deriva da unidade nas mudanças (dos gunas). novos desejos se levantarão. há um mundo objetivo independente de nossas mentes. Isto é.Também. 17 . efeito. Além disso. dependendo do colorido que lhe dem. mente e o objeto são de natureza diferente. O passado e o futuro. 13 São manifestados ou finos. enquanto os sentidos recebem os objetos externos. O passado e o futuro surgem dos diferentes modos de manifestação dos três gunas. Os gunas são as três substâncias – sattva. 12 O passado e o futuro existem em sua própria natureza. Se é possível livrar-se da causa. ainda que não-existentes em forma manifestada. o estofo mental é o grande armazém. existem em forma fina. rajas e tamas – cujo estado denso é o universo tangível. Ainda que haja três substâncias. Desde que pessoas diferentes olhem a mesma coisa diferentemente. não pode ela ser uma simples imaginação de qualquer individuo particular (2). Esta é uma refutação do idealismo Budista. sua diferença sendo devida às diferenças nos gunas. apoio e objetos. A idéia é que a existência nunca procede da não-existência. suas mudanças sendo coordenadas\ todos os objetos manifestam uma unidade. somente então ele desaparecerá. não morrem. 15 Desde que a percepção e o desejo variam com respeito ao mesmo objeto. 16 As coisas são conhecidas ou desconhecidas para a mente.

algo mais é necessário. e não há fim. Uma sendo mais lenta e a outra mais rápida. movendo-se m velocidades diferentes. como uma lanterna mágica projeta imagens sobre uma tela.. Tanto matéria como mente estão num estado de fluxo. Devemos completar a série. está sempre em câmbio. em ordem harmoniosa. O movimento somente pode ser percebido quando existe algo que não se move. Mas todavia. ui4 trem está em movimento. juntadas entre si. não essencialmente inteligente. sem. um outro entra. é imutável. Como pode a mente perceber? Ela também está em fluxo. Atrás dessa cadeia interminável de movimento está o Purusha. Por exemplo. Mas quando duas ou três coisas estão se movimentando uma relativamente à outra. conhecendo algo que nunca muda. fazei um quadro contínuo. Todas essas impressões estão meramente refletidas sobre Ele. Seu poder se filtra através de toda a matéria e energia 19 . puro. primeiro percebemos o movimento da mais rápida e depois o das mais vagarosas. Só o Purusha é auto-luminoso. porque o Senhor da mente. enviam Impressões à minha mente. e empresta Sua luz a tudo. manchá-la. Um poder tremendo está manifestado por toda a parte na natureza. e estas. Mente 4 corpo são como duas camadas na mesma substância. ainda que as partes estejam continuamente mudando. o Purusha. até um certo limite. e uma carruagem se move a seu lado É possível determinar o movimento de ambos. É como um redemoinho. e assim por diante. que se mova mais vagarosamente. Mas o que causa a unidade? O que faz dele o mesmo livro? As mudanças são rítmicas.Os estados da mente são sempre conhecidos. A essência total desta teoria é que o universo é tanto mental como material. de forma alguma. O que é este livro? E’ uma combinação de moléculas em câmbio contínuo: um lote sai. imutável. a lógica nos compele a parar em algum lugar. Portanto. incolor. então deveis pensar em algo no qual o movimento é ainda mais vagaroso. Também a mente. Daí que outra coisa seja necessária. podemos distinguir os dois movimentos. sendo um objeto. 18 A mente não é auto-luminosa. mas não é auto-luminoso.

Patanjali diz isto para tornar mais claro que o conhecimento não é uma qualidade do Purusha. Sobre uma parta da mente. 24 conhecer e Quando ela si mesma. Suponhamos que haja uma outra mente que conheça a mente ordinária. conhece os objetos não pode refletir-se sobre Portanto. sobre ela. Se a mente fosse auto-luminosa. 22 Colorida pelo Vedor e pelo visto. O resultado seria a confusão da memória. que então. o Purusha é auto-luminoso e a mente não 20 Outra mente cognoscente sendo admitida. A mente é um composto de várias coisas e portanto não pode agir por si mesma. Quando a mente se aproxima do Purusha. reflete. Assim. . (a mente não é auto-luminosa). serve o propósito de outra entidade para a qual aquela combinação foi feita. e sobre a outra.se. neste mundo. 21 A Essência cio Conhecimento (o Purusha) é imutável. por assim dizer. então deveria existir outra para conhecer a primeira e não haveria fim. ao mesmo tempo. não haveria armazenagem de memória. seria apta a se seus objetos. o Purusha). porque age em combinação. torna-se consciente. não haverá fim a tais suposições e o resultado será a confusão da memória. a mente está.Por causa de ser inapta a conhecer ambos ao mesmo tempo. Tudo que é uma combinação. esta combinação da mente é para o Purusha. o é. 23 A mente. apta a entender tudo. quando a mente toma Sua forma. assim chega à mente o poder de conhecer tudo. o Vedor. ainda que variegada por causa de desejos inu1neráveis age para outro (isto é. o mundo externo. este é refletido. o visto. se torna cognoscente e aparenta ser o Purusha. o que não pode.

inclinada à discriminação. natureza. O Purusha é felicidade e bendição por Sua própria.que surgem (de quando em quando) como obstruçÔe3 a isso. Todas as várias idéias que surgem. 27 Sua destruição é da mesma forma que a da ignorância. Essas impressões têm que desgastar-se. o Rei entronado internamente. Mas esse conhecimento está coberto pelas passadas impressões. como dito antes (II. o samadhi chamado “a nuvem de virtude”. vêm das impressões. a percepção da mente como Atman. Encontramos que a natureza é um composto e está mostrando seu panorama para a satisfação do Purusha que e a testemunha. fazendo-nos crer que necessitamos algo externo para nos tornar felizes. e a mente atinge Isolamento. que todas as combinações da natureza são simplesmente para mostrar esses fenômenos ao Purusha.Para aquele que discrimina. cessa o medo.). aquele que abandona seus frutos – a ele chega. Dessa forma a prática de yoga conduz ao poder de discriminação. a clareza de visão O véu cai dos olhos e vemos as coisas como elas são. cessa. (Há outra forma: “então a mente se torna profunda em discriminação e gravita em direção de kaivalya”). . 25 Então. como resultado de perfeita discriminação. consciência intrínseca do “eu” e assim por diante. Quando surge a discriminação por longa prática. a mente atinge o estado preliminar a kaivalya. 28 Mesmo quando chegando ao correto conhecimento discriminativo das essências. que a natureza não é o Senhor. são obstruções àquela perfeição. isolamento. Através da discriminação o yogui descobre que o Purusha não é a mente.10. 26 Os pensamentos.

o cognoscível parece infinito. uma luz particular. Não mais haverá mal para ele. sua capa desapareceu Uma das escrituras Budistas define o Buda – que o nome de um estado – como conhecimento infinito.a momentos. isento de cobertura e impurezas. “a nuvem de virtude”. com todos os seus objetos de conheci:mento. . tornando-se infinito. o cognoscível se torna diminuto. ao fim de uma série). Quando chegou aquela “nuvem de virtude”. Todas as várias transformações dos gunas. paz e a tranqüilidade e a perfeita pureza tornaram-se em sua própria natureza. A verdade. O conhecimento. infinito como o firmamento. Jesus o alcançou e tornou-se o Cristo. nada mais pode arrastar o yogui.Quando o yogui atingiu discriminação. para eles havia se tornado real. 30 Então o conhecimento. Haviam descoberto os alicerces do conhecimento dentro de si mesmos. todos os poderes mencionados no último capítulo chegarão para ele. para ele. e que são percebidas no outro fim (isto é. é o que se quer significar por sucessão. O universo inteiro. O próprio conhecimento está ali. 29 Disso surge a cessação da dor e das obras. 31 Então têm fim as sucessivas transformações dos gunas. cessam então para sempre. Todos os grandes profetas do mundo cuja história foi gravada. não mais existirá dor. então não mais existe o medo de cair. que atingiram seu fim. tornase infinito e o cognoscível insignificante. 32 As mudanças que existem em relação . O homem comum julga-se muito pequeno. chamada a dharmamegha. mas o verdadeiro yogui os rejeita a todos. porque. torna-se um nada ante o Purusha. A. Todos nós alcançá-lo-emos. Para ele chega um conhecimento peculiar. tinham essa virtude. que mudam de espécie a espécie. depois que abandonaram a vacuidade dos poderes.

e com cada momento há uma mudança de idéia. 33 A resolução dos gunas em ordem inversa. da auto-realização. até que sua glória perdida retorna e ela se lembra de sua própria natureza. mas somente percebo aquelas mudanças ao fim de uma série. Glória a aqueles que realizaram sua própria natureza! Que suas bênçãos se derramem sobre todos nós! Apêndice . é kaivalya (isolamento ou liberdade). todo conhecimento está ali num segundo. e assim.Referências à Yoga Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:50:41 e. essa tarefa inegoísta que nossa doce ama. Tudo se tornou presente para ela. Assim ela traba1ha sem princípio e sem fim. e. Gentilmente ela toma pela mão a alma esquecida. para outros que também perderam seu caminho no deserto sem trilhas da vida. Escrito por Swami Vivekananda Svetasvatara Upanishad CAPÍTULO II 6 . quando estão isentos de quaisquer motivos de ação para o Purusha. perderam-se o passado e o futuro. Isto se chama sucessão. O tempo permanece controlado. Então a mãe gentil volta como veio.. todas as manifestações. Mas para a mente que realizou a onipresença não há sucessão. mostra-1he todas as experiências do universo. o rio infinito de almas está continuamente fluindo para o oceano da perfeição. impôs a si mesma. Enquanto penso. por assim dizer. A tarefa da natureza está cumprida.Patanjali aqui define a palavra sucessão: as mudanças que existem em relação a momentos. através do prazer e da dor. Tudo é conhecido num relance. ou kaivalya é o estabelecimento do Poder de Conhecimento em Sua própria natureza. passam muitos momentos. a natureza. levando-a cada vez mais alto pelos vários corpos.v. Só o presente ‘existe. através do mal e do bem.

sol. 12 Quando as percepções do olfato. a yoga deve ser praticada. 13 Os primeiros signos de iniciação na yoga são leveza. odor agradável do corpo e excreções reduzidas. livre de seixos ou areia. as formas que aparecem primeiro e que gradualmente manifestam Brahman são as dos flocos de neve. paladar. da água. saúde. fazendo os órgãos e a mente entrarem no coração. fumaça.Onde o fogo está atiçado pela fricção. surgindo da terra. então a yoga começou. e som. nem velhice. onde não existem ruídos perturbadores de homens ou cachoeiras. onde o soma flui. aquele que conseguiu um corpo purificado pelo fogo da yoga. 11 Quando a yoga é praticada. em locais agradáveis à mente e não incômodos à vista. O sábio mantém sua mente sem dispersão. o pescoço. 8 Colocando o corpo numa postura reta. como descrito na. cristal. forma. yoga. onde o ar está controlado. do fogo. tiverem ocorrido. livre de fogo. boa compleição. nem morte. voz bela. relâmpago. vaga-lumes. 14 . o sábio cruza todas as temíveis correntes na jangada de Brahman. 9 O homem de esforços bem regulados controla o prana. fogo. com o peito. ausência de desejo. e a lua. e de akasa. 10 Em (solitários) locais. onde o solo é igual. como as cavernas das montanhas. ali uma mente (perfeita) foi criada. respira através das narinas. e quando este se aquietou. vento. e a cabeça eretos. Para ele não existe enfermidade. como o cocheiro refreia os cavalos inquietos. tato.

sobre uma pele (de veado ou tigre) colocada sobre relva Kusa. ao meio. vagarosamente ex. então o yogui medita sobre o fogo no mesmo lugar. Isto deve ser praticado por três ou quatro anos. no qual kumbhaka deve primeiro ser feito por sessenta e quatro segundos. adorando Ganapati. Pensando em HUM (a palavra-semente). A junção do prana com o apana é pranayama. Novamente inspirando. são os signos da purificação dos nervos. ao cair da tarde e à meia-noite (até que) os nervos se tornem purificados. olhos fixos na ponta do nariz. . ou três ou quatro meses. em segredo (a sós num aposento). citado por Sankara “Depois de praticar as posturas como desejado. de acordo com as regras.pele o ar através de Pingala. e então o prana deve ser expelido em dezesseis. composto de rechaka (exalação). na junção de Pingala e Irha (as narinas direita e esquerda). olhando leste ou norte. o ar deve ser vagarosamente expelido através de Irha. bom apetite e audição do Nada.Como um pedaço de ouro ou prata coberto de terra brilha fortemente quando bem limpo. com a palavra Rung. o homem que conquistou as posturas praticará pranayama “Sentado numa postura cômoda. compleição clara. colocando a palma direita sobre a esquerda. e por sessenta e quatro deve ser praticado kumbhaka. mantendo a cabeça e o pescoço na mesma linha. Leveza do corpo. o prana deve ser expelido em trinta e dois segundos. os lábios fechados e firmes. da mesma forma. sem o que a prática será infrutífera. de manhã bem cedinho.dia. e a seguir. evitando muito alimento ou excessivo jejum. de acordo com a orientação de um guru. atinge a NãoDualidade e se torna sem tristeza e bendito. com frutos e guloseimas. Então deve ser praticado pranayama. os nadis devem ser purificados. assim também o homem incorporado. “Há outro pranayama. ó Gargi. o corpo enchido em dezesseis segundos. e puraka (inalação). e enquanto assim meditando. realizando a verdade do Atman. Yajnavalkya. “Depois de encher o corpo da cabeça aos pés em dezesseis segundos. kumbhaka (retenção). através de Pingala. Irha deve ser enchida com ar externo em doze segundos.

33 Controle do prana efetua-se por meio da expulsão e retenção. 74 Pela reflexão sobre os princípios da natureza e pelo abandono deles como “isto não. as impurezas da mente. 32 É aperfeiçoada por dharana. por dharana. LIVRO IV 3 O estudante deve repetidamente ouvir instrução (das escritura e do instrutor) . 36 A meditação também é aperfeiçoada pelo desapego e prática.“Pelo pranayama as impurezas do corpo são expelidas. 29 Pela intensidade de meditação chegam ao Purusha todos os poderes da natureza. Filosofia Samkhya LIVRO III. isto não”. as impurezas do apego. por pratyahara. e por samadhi é removido tudo que esconde a divindade da Alma”. a discriminação e aperfeiçoada. 30 A meditação é o aniquilamento do apego 31 É aperfeiçoada pela supressão das modificações. postura e cumprimento dos deveres. 34 A postura é aquela que é firme e cômoda.

aversão. 13 Ainda que um aspirante deva mostrar devoção a muitas escrituras e instrutores. 9 A associação com muita gente cria paixão. não é perturbado em seu samadhi. e é um obstáculo para a meditação. é feliz) 6 Como a serpente é feliz em largar sua velha pele (assim aquele que abandona tudo. dá-se o mesmo com a meditação. é feliz). e assim por diante. deve tomar deles somente a essência. voluntàriamente.5. 15 Assim como grande dano é feito numa empresa mundana quando as regras prescritas são violadas. o sucesso é alcançado depois de um longo tempo (como no caso de Indra). 8 Aquilo que não é meio de liberação não deve ser pensado. reverência e devoção ao guru. 10 Dá-se o mesmo até entre duas (pessoas). . como a jovem Pingala. 14 Aquele cuja mente se tornou concentrada como o fazedor de setas. 19 Pela continência. Como o gavião sente-se infeliz se seu alimento é tirado dele e feliz se ele mesmo o deixa (assim aquele que abandona tudo. tornase causa de servidão. como a abelha suga a essência de muitas flores. voluntàriamente. 11 Os renunciadores da esperança são felizes. como no caso de Bharata. como os braceletes de concha nas mãos da virgem.

não há injunção (sobre nenhum postura particular). Sutras de Vyasa CAPÍTULO IV. 27 Como o sábio Sauvari (que praticou yoga por muito tempo).20 Não há lei quanto ao tempo. SEÇÃO I 7 A adoração é possível quando se está sentado. 24 Ou (sucesso é obtido) pela associação com quem atingiu a per feição. assim também ocorre com os outros. não podia apaziguar seus desejos pelos gozos. 9 Porque a pessoa que medita é comparada à terra inamovível. como no caso de Vamadeva. não pode ser negada. 8 Por causa da meditação. LIVRO VI 24 Toda postura que é fácil e firme é uma asana. também não o podem ser os siddhis alcançados pela yoga. LIVRO V 128 Como a convalescença pelos medicamentos e assim por diante. 10 . (Portanto devese estar assentado enquanto adorando).

SEIS LIÇÕES DE RAJA-YOGA A Raja-Yoga é uma ciência. Pela prática fiel. nossa escrava. como qualquer outra do mundo. Esses vários extratos dão uma idéia do que os outros sistemas de filosofia Hindu dizem a respeito da Yoga. Vemos como se novos mundos fossem criados à nossa vista. novos poderes são colocados em nossas mãos. como deve ser. Ambos. nem a consciência. cada uma revelando-nos novos fatos. Paulo e Pedro. mas não devemos parar pelo . 11 Não há lei de lugar (para meditação). Todos os grandes instrutores espirituais que o mundo conheceu até hoje. Entretanto. disseram: “Vejo e sei”. enquanto que sobre ele e quase desconhecido para ele. onde a mente está concentrada. é uma ciência. podem ser a limitação da existência. Essa percepção é obtida pela Yoga. Nem a memória. unir a alma do homem á Alma suprema ou Deus. isto é. Jesus. Há um estado superconsciente. Yoga significa “jungir”. camada pós camada da mente abre-se ante nós. deve a meditação ser praticada. O que chamamos consciência representa somente um elo na cadeia infinita que é a nossa natureza. todos proclamaram percepção real das verdades espirituais que ensinaram. “unir”. Este nosso “Eu” abarca apenas uma pequena porção da consciência e grande quantidade da inconsciência. A mente atua na consciência e sob ela. como um chamado à razão. o estado super. Esta Yoga. jaz o plano superconsciente. É uma análise da mente. A Yoga ensina-nos a fazer da matéria.consciente e o estado inconsciente são desprovidos de sensação. um conjunto dos fatos do mundo suprasensório e uma construção do mundo espiritual.Também porque assim afirmam os Smritis. entre eles existe enorme diferença – como entre ignorância e conhecimento. A concentração da mente é a fonte de todo o conhecimento.

lugar ou tempo. Estamos para conhecer a verdade. não abandoná-lo nunca. Devemos ultrapassar o limite dos sentidos e transcender até mesmo a razão. Primeira. Segundo – Dominar os sentidos. Abandonai todas as idéias de gozos neste e no mundo. Quinto – Ligar a mente a uma só idéia. Temos poder para consegui-lo. Para o aspirante que deseja obter sucesso. anelai por eles. Terceiro – Fazer a mente dirigir-se para dentro. A alma não tem sexo. o discípulo deverá reportar-se ao instrutor) . preocupai-vos só com Deus e com a Verdade.caminho ou deixar. três coisas são necessárias.nos confundir por essas “contas de vidro” quando a mina de diamante está logo adiante de nós. Sem essas disciplinas. como o homem que está se afogando anseia por respirar. Intenso desejo de conhecer a Verdade e Deus. Dia e noite deveis repetir a vós mesmos o que realmente sois. A adoração da sociedade e da opinião popular é idolatria. pereceremos. nada mais tomai. país. Terceira. Tomar o assunto e pensar tudo sobre ele. O homem é um ser pensante e deve continuar esforçando-se até conquistar a morte. (Após praticar a primeira lição de respiração durante uma semana. limitamo-lo e ele cessa de ser absoluto. Podemos ser conscientes do absoluto. Livrar-se da superstição. Não vos deixeis sugestionar por qualquer pensamento de inferioridade. Deus somente é nossa meta. jamais poderemos expressá-lo. Ansiai por eles. Não se preocupar com o tempo. Segunda. até ver a luz. Querei somente Deus. Os seis treinos: Primeiro – Impedir que a mente se dirija para fora. Não gastar-se em vãs conversas que nenhum fruto produzem. Quarto – Sofrer tudo sem reclamar. Se falharmos em alcançá-Lo. nenhum resultado advirá. Sexto – Pensar constantemente em vossa natureza real. não para prazeres. Que estes fiquem os animais que gozam como nunca poderemos fazer. – na verdade realizar – vossa unidade com Deus. Abandonai tudo e buscai somente Deus. até realizá-lo. Ao tentar. não vos deixeis iludir mais pelo “aparente”.

inconstância. os que dormem de menos. doença e saúde. Começai com os artelhos e pensai em cada parte de vosso corpo como sendo perfeita. deve ser abandonado. pensando-a como perfeita. A melhor época para a prática é a junção do dia com a noite. um dia que for. Perseverança. por ambas narinas. Segundo. Grande asseio pessoal é necessário – um banho diário. A seguir pensai no conjunto como perfeito. ciúme. toda ação se processa ao longo da coluna e ela não deve ser prejudicada. que nada vos possa abalar. praticai ao despertar e quando vos deitardes. isto é. tudo e que atrai a mente para baixo. Perseverai através o bom e o mau. a pedra cai do lado de fora. os que passam fome. nada lhe faltando. deixando livre a coluna espinal. Se isso não puder ser feito. – figurai-o tanto em vossa mente. o barco no qual cruzareis o oceano e chegareis às margens da verdade eterna. mas a gravitação está em nós. Os que comem demais. respirai uma vez profundamente. mas permanecei firmes. Os três grandes requisitos são: Primeiro. o ponto zero entre dois estados. sentai-vos e que o assento seja firme. Mantende a cabeça. Ignorância. tempo mais calmo nas marés de nossos corpos. Isso feito. mas cessarão. se o preferirdes. Este é o período mais árduo. Ao começo surgirão manifestações maravilhosas. tocando cada parte. os que dormem demais. de prática. ao fim. toda falta de limpeza. se tiverdes paciência. Continuai subindo pouco a pouco. preguiça e apego excessivo são os grandes inimigos ao sucesso na prática de Yoga. nunca percais.PRIMEIRA LIÇÃO “A imaginação é a porta da inspiração e a base de todo pensamento” A explicação da natureza está era nós. o ganho é certo. não podem ser Yoguis. imaginai estar sentados firmes como rocha. expeli o alento e . um instrumento que vos foi dado por Deus para permitir-vos alcançar a Verdade. Terceiro. até alcançar a cabeça. os ombros e os quadris em linha reta. física e mental. não fora. Após o banho. Pureza. Paciência. todas.

Todas se encontrarão no centro. Terceiro – Ahamkara. depois res– pirai naturalmente e oral por iluminação. que Ele ilumine minha mente”. devemos sentí-lo como um fato e se existe uma alma devemos ser capazes de vê-la e senti-la. Todos os que não são Yoguis são escravos. usualmente desperdiçada. ligadura após ligadura devem ser rompidas para nos tornarmos livres. o sentimento do “eu”. Cada individualidade deve ser cultivada. Falai o menos possível.deixai-o fora tanto tempo quanto vos for possível. Meditação santa ajuda a queimar todas as impurezas mentais. Sentai-vos e meditai sobre isso dez ou. quebrado pelas ondas mentais. quinze minutos. o que pensamos tenderemos a nos tornar. por assim dizer. . confortavelmente. Primeiro – Manas. a faculdade cogitante ou pensante. a vontade (às vezes chamada intelecto) . Os Yoguis classificam nossos órgãos sob dois títulos principais – órgãos de sentido e órgãos de movimento. transformar-se nas diversas faculdades. assim é o reflexo da Atman. ou o mar onde as várias faculdades são ondas. Todos poderão encontrar a realidade além. O órgão interno. a reflexão da lua pode ser vista e só quando o estofo mental. o chão da mente. ou conhecimento e ação. exceto vosso Guru. o Eu verdadeiro. Yoga é a ciência pela qual impedimos Chitta de tornar-se ou. ou mente. Conservai vosso pensamento sobre a virtude. convenientemente dirigida é um poder maravilhoso. “Medito na glória daquele Ser que criou este universo. Fazei isso quatro vezes. Não faleis de vossas manifestações a ninguém. A única maneira de saber se há a alma é ser algo que não o corpo. no mar é quebrada ou desfeita pelas ondas. Só quando o mar está calmo como um espelho. tem quatro aspectos. Segundo – Buddhi. porque incontrolada. Como a reflexão da lua. o sentido de autoconsciência (de Aham). Se Deus é verdadeiro. Quarto Chitta. a substância na qual e pela qual atuam todas as faculdades.

Chitta. Podemos aprender a fazê-lo á vontade. São: Primeira – Yama. Não podeis ser Yoguis se falais muito. Esta é a mais importante e tem de governar a vida inteira. Aprendei a tirar a mente e ver que ela é separada do corpo. toda força sobre qualquer assunto. que. ainda que seja matéria em forma maia fina. A liberdade é a prova do ser mais elevado. realizando que não somos o corpo. Não está eternamente presa ao corpo. . controlaremos o universo. Aquele cujos sentidos o governam é mundano – é um escravo. Isto está provado por– que ocasionalmente nos desligamos dele. . A mente não é o corpo. Dotamos o corpo com sensação e vida e depois pensamos que ele está vivo e é real. Se pudermos totalmente impedir que nosso estofo mental se quebre em vagas. A segunda é concentrá-los em. A Yoga deve ajudar-nos a nos despojar do corpo a nosso bel-prazer e vê-lo como nosso servo. SEGUNDA LIÇÃO Esta Yoga é conhecida como Yoga óctupla. Usamo-lo tanto tempo que esquecemos que ele não é idêntico a nós. A vida espiritual começa quando nos libertamos do jugo dos sentidos. que era o de tornar-nos perfeitos. porque está dividida em oito partes principais. porque nosso mundo é aquilo que os sentidos nos trazem. Chegamos a pensar que o fabricar corpos era a meta de nossos esforços. isso dará fim a nossos corpos. controlando os sentidos. tem cinco divisões 1ª – Não ofender nenhum ser por pensamento. seja por pensamento. ele é nosso servo. palavra ou ação. palavra ou ação. o Eu pode ser reconhecido. Por milhões de anos trabalhamos duramente para fabricar esses corpos. absoluta calma. esquecemos nosso propósito real de obtê-los. nosso instrumento. palavra ou ação 2ª_Não cobiçar. Isto é Maya. na luta. está controlado em. 3ª_Perfeita castidade em pensamento. Devemos romper essa delusão e volver ao propósito original. Quando pudermos fazer isso completamente. Controlar os poderes mentais é a primeira grande meta nas práticas de Yoga. não nosso amo.

Tudo isso está errado. Postura. Cuidado corporal. por sua vez. deixando livre a espinha. este sobre a circulação. Quarta – Pranayama. o poder mais forte está realmente dentro.. li o volante de todo o sistema corporal. a meta de todos nossos esforços. fio de seda. etc.Pratyahara. A vontade pode produzir uma sensação externa e a sensação externa pode levantar a vontade. quanto às outras. Yama e Niyama são prática para toda a vida. Dirigir a mente para dentro e impedi-la de sair para fora. mel. Os grandes santos e instrutores foram aqueles que conquistaram esse mundo de pensamento dentro de si mesmos. Iluminação. A natureza exterior joga-nos fora de nosso equilíbrio e não podemos (como devíamos). Meditação. Nossas vontades são débeis. banho diário. não deixar uma folhinha de grama antes de agarrar outra firmemente. Segunda – Niyama.4ª– Perfeita veracidade em pensamento. ombro e cabeça devem ser mantidos em linha reta. estamos tão ligados à matéria. Sétima – Dhyana. revolvendo o assunto na mente a fim de entendê-lo. dieta. sobre o cérebro e o cérebro sobre a mente. Controle do alento (a fim de obter o controle do Prana ou força vital). O assunto desta lição é Pranayama. temos de inteiramente compreender e praticar cada passo antes de dar o seguinte. assim. não avaliamos seu poder. estes sobre o coração. esta. A história do ministro confinado em uma alta torre. Oitava – Samadhi. Terceira – Asana. Primeiro atua sobre os pulmões. palavra ou ação. ou controle do Prana. Em Raja-Yoga a respiração entra no plano psíquico e leva-nos ao espiritual. façamos como a lesma. solto pelos esforços de sua esposa que lhe trouxe um escaravelho. tirar a natureza de seu equilíbrio. falaram com poder. Quadris. A maior parte de nossa ação é de [ora para dentro. Concentração em um só assunto. Sexta – Dharana. Quinta –. Em outras palavras. 5a – Não receber dádivas. .

chamada “sol” (Pingala) começa no hemisfério esquerdo do cérebro. Naturalmente a parte inferior é muito mais longa que a superior. Há duas correntes passando pelo cérebro e circulando espinha. faz a ação contrária e completa a figura oito. Temos de obter o poder de tornar-nos morais. Essas duas correntes são a grande “rédea-mestra” nas mãos do cocheiro e este deve obter o controle delas para controlar os cavalos. jamais poderá atingir a meta. As correntes fluem dia e noite e fazem. Uma destas correntes. o corpo está descrito como a carruagem.barbante e uma corda. o levarão onde desejarem e poderão até destruí-lo. podemos nos descartar dos meios que utilizamos para chegar até ela. do lado direito da espinha e recruza na base da espinha. cruzando-se na base e retornando ao cérebro. A menos que o passageiro tenha entendimento e possa fazer o cocheiro controlar os cavalos. Somente a Yoga capacita-nos levar à prática os ensinamentos da moralidade. Pela concentração podemos aprender a senti-los e localizá-los por todos o corpo. a mente como as rédeas. Isso capacita-nos a agarrar um poder após o outro até que a corda da concentração nos liberte da prisão do corpo e estamos livres. enquanto o não fizermos. mas os sentidos.. como viciosas cavalgaduras. mas raramente somos conscientes deles. Kumbhaka – reter. Rechaka – exalar. Alcançando a liberdade. A outra corrente. depósitos das grandes forças vitais em pontos diferentes. Estas correntes “sol” e “lua” estão inti– mamente ligadas à respiração e pela regulação desta obtemos o controle do corpo. cruza na base do cérebro. sentado na carruagem. Tornar-nos morais é o objeto da Yoga. como metade do número oito. não poderemos controlar nossos atos. comumente conhecidos como “plexos”. Pranayama tem três partes: Puraka – inalar. O eu é o passageiro. abaixo pelos lados. a “lua” (Irha). o intelecto como o cocheiro. ilustra a maneira de obtermos controle de nossa mente utilizando primeiro a regulação física do alento como o fio de seda. Todos os grandes instrutores eram . os sentidos como os cavalos e os objetos dos sentidos como a estrada. No Katha Upanishad.

Depois fechai a narina direita com o polegar e retende o alento. repetindo “OM” oito vezes. Segunda lição de Respiração: Um método não serve para todos. repetindo “0M” quatro vezes. Esta respiração deve ser feita com regularidade rítmica e a maneira mais fácil é contando. Poucos podem encarar-se com a . conservando a esquerda fechada. como antes. fazei o mesmo na exalação e doze vezes. repetindo “OM” quatro vezes. então aumentai gradualmente a duração das respirações. isto é. O processo de Pranayama é como segue: fechai a narina direita com o polegar e vagarosamente inalai através a esquerda. essas correntes na base da espinha e forçam-nas através o centro da coluna espinal. física. Conforme fechais a exalação.Yoguis e controlaram todas as correntes. Descerrai a narina esquerda e exalai lentamente. dois para cada narina. isto é. Dai cada passo às claras. De centenas de milhares. colocando o indicador na esquerda e retende o ar dentro. bem devagar inalai pela narina direita. removendo o polegar da narina direita. fazendo quatro Pranayamas. repetindo a palavra “OM” quatro vezes A seguir fechai firmemente ambas narinas. repetimos a sagrada palavra “OM” um certo número de vezes. Aquele . Os Yoguis prendem. conservando a mesma proporção. Isto necessita-se praticar por uma semana. empurrai o abdômen para dentro para expelir todo o ar dos pulmões. moral e espiritualmente forte. exalai vagarosamente através dela. Não vos deixeis desviar para nenhum atalho. forçando o abdômen para dentro. que só existe no Yogui. repetindo mentalmente “0W’ oito vezes. estes exercícios tornam-nos mais espirituais. durante Kumbhaka. só uma alma dirá: “Hei de ir além -e me unirei com Deus”. como isso é puramente mecânico. mais santificados. em lugar de contar numericamente. se repetis “OM” seis vezes na inalação. Elas então tornam-se a corrente de conhecimento. Então. mais puros. Antes de vos sentardes é bom iniciar com oração. Então.que busca chegar a Deus pela Raja-Yoga deve ser mental. nem procureis quaisquer poderes O amor é o único poder que fica conosco e aumenta. repetindo “OM” quatro vezes. Repeti toda essa operação duas vezes cada tempo de prática.

devemos estar prontos para morrer pela Verdade. mente o imutável pode ser imortal. O corpo é pensamento objetivado. São luminosas em sua vida e também o são as grandes correntes nervosas. Essas correntes não são encontradas em corpos mortos. Sô-. foi a fonte de todo conhecimento religioso. aquele está além da consciência Tem sido chamado de inspiração. até o cérebro. mas o Yogui diz: “Esta faculdade está em cada ser humano e eventualmente todos gozarão dela”. mas de realmente vê-las.verdade. mas enquanto que a ação do instinto é puramente mecânica. a superconsciente. nem a mente. Só então podemos saber que somos imortais. que em todos os países e em todas as épocas. A mudança implica a dualidade de causa e efeito e tudo que muda deve ser mortal. mas somente são localizadas em organismos saudáveis. O Yogui possui -uma terceira espécie. mas devemos separá-la dos sentidos e do pensamento. O excesso de energia é armazenado em determinados pontos (plexos) ao longo da coluna espinal. Quando conseguirmos trazer as correntes através desta passagem. Não nos tornamos imortais. mas devemos descerrar o véu de ignorância que nos esconde a verdade. chamada “Sushumna”. Necessitamos dar nova direção às correntes “sol” e “lua” e abrir– lhes uma nova passagem através o centro da medula espinal. Isto prova que o corpo não pode ser imortal. mas como ela é. Pensamos na alma como corpo. As correntes “sol” e “lua” trazem energia a todas as partes do corpo. comumente conhecidos como centros nervosos. -mas para realizar algo. O Yogui tem uma vantagem pois ele não apenas é capaz de senti-las. porque nada pode atuar sobre ele. Há tanto ação consciente como inconsciente. O estado superconsciente não faz erros. somos imortais. então estaremos separados inteiramente do corpo. TERCEIRA LIÇÃO Kundalini: Realizai a alma não como matéria. . porque estão ambos continuamente mudando.

se a casados e solteiros . próximo ao sacro. a glândula pineal. Esta Ojas é o homem real e somente no ser humano é possível conseguir-se essa armazenagem de Ojas. Vede-o cercado de chamas. até que o mais elevado. é -muito importante. Nenhuma força pode ser criada. Em Raja-Yoga. não pode tornar-se espiritual. Um pouco antes de fazer Pranayama. . Todo bom pensamento. Assim vemos claramente que a castidade é a pedra angular de toda moralidade e de toda religião. na base da espinha. especialmente. no qual toda a força sexual foi transformada em Ojas. levantada da ação animal e enviada ao grande dínamo do sistema humano. resolvem uma parte dessa energia animal em Ojas e ajudam a dar-nos poder espiritual. Nenhum homem ou mulher pode ser realmente espiritual enquanto a energia sexual. pode tão-somente ser dirigida. Quando puderdes ver Kundalini claramente. toda oração. e. Esta serpente adormecida é chama– da Kundalini.Fechai os olhos e figura-o vividamente em vossa imaginação. e levantá-la é o objeto total de Raja–Yoga. e ali armazenada. o assento da substância geradora da energia sexual e é simbolizado pelo Yogui como um triângulo contendo uma serpente pequenina enrolada. absoluta castidade em pensamento. estão em nossas mãos e pelo poder da vontade tornálos espirituais ao invés de meramente animais. na base da espinha. o mais alto poder que o ser humano possui. devemos aprender a controlar os grandes poderes que já. colocai-a. ou abandonaram a vida conjugal. Toda a História nos ensina que os grandes vedores de todas as Idades.O centro nervoso. A grande força sexual. seja alcançada. não tenha sido convertida em Ojas.Se alguém desperdiça as mais potentes forças do ser. A mesma lei aplica. torna--se Ojas. ou foram monges ou ascetas. é um deus Fala com poder e suas palavras regeneram o mundo. ou força espiritual. Portanto. em imaginação. só os de vida pura podem ver Deus. esforçai-vos para visualizar o triângulo . O ser. palavra e ação é uma condição sine qua non. o cérebro. O Yogui figura essa serpente como sendo vagarosamente levantada de estágio a estágio. e com a serpente enrolada no meio.

Pelo poder da vontade devemos segurar a mente e fazê-la parar e reflexionar sobre a glória de Deus.ao reter o alento em Kumbhaka. A mente não é Eu”. Ater-se à idéia: “Eu sou a testemunha observando minha mente andarilhar. mais rapidamente obter-se-á o resultado e Kundalini despertará. Desejamos reverter o processo e começando com um enorme circulo. com força. queremos torná-lo mais estreito até que por fim possamos fixar a mente sobre um só ponto. que ela está despertando. Depois. eu vejo que estou pensando. jamais com a matéria ou com a mente – Figurai a mente tão tranqüila quanto um lago estendido à vossa frente e os pensamentos que vêm e vão. Muitas vezes deve isso ser feito .se e rompendo-se na superfície. Atende-vos à idéia: “Eu não sou a mente. como a superfície de um lago sobre a qual se atira uma pedra. tentai sentir as correntes e experimentai forçá-las através Sushumna . Temos que agarrar essa mente instável e arrastá-la de suas andanças e fixá-la sobre uma só idéia. necessitamos estudá-la. imaginai que sim. como borbulhas levantando.Isso apressa sua ação – QUARTA LIÇÃO Antes de podermos controlar a mente. Isso gradualmente diminui os círculos . fazendo-a permanecer ali. deixá-la pensar como se fora algo completamente à parte de vós mesmos.Pois a mente estende-se em círculos largos de pensamentos e esses círculos se alargam mais em maiores círculos. . Não façais esforço para controlar os pensamentos. sobre a cabeça da serpente para despertá-la. à medida que desaparecem flutuando. e a cada dia vossa identificação com pensamento e sentimento diminuirá mais. de fato. que ela está separada de vós. Quanto mais poderosa a imaginação. Enquanto não obtiverdes. por certo tempo. jogai-o. eu estou observando minha mente agir”. até que por fim podereis inteiramente separar-vos da mente e saber. A maneira mais fácil de conter a mente é sentar-se quieto e deixá-la à deriva quanto queira. mas observai-os e segui-os em imaginação. Identificaivos com Deus.

então saberemos que não podemos morrer ou ferir alguém. A imaginação propriamente utilizada é nossa melhor amiga. Apesar de aparecermos como pequenas ondas.Quando isto for feito. que podeis controlar como o desejais. . devemos bani-lo. Finalmente aprendemos que toda ação é de nós para o espelho. pois o mundo é nosso espelho. Nenhuma Onda pode existir por si mesma. “Todo este universo é meu corpo. Os pensamentos sendo quadros. Para poder conseguir isso é necessário transcender a matéria e ir além de nosso corpo. Temos de excluir todo pensamento da mente e fazê-la um vazio. toda saúde. Vendo o mal. porque este alguém é nós mesmos. A inspiração pertence ao interior e temos que nos inspirar por nossas próprias faculdades superiores. O assento deve ser de altura confortável. primeiro ponde um tapete de grama. ele alcançou o estágio mais alto. Vivei sozinhos tanto quanto possível. Este pequeno corpo é um pequeno espelho que criamos. O que somos. a mente é vossa serva. em nossa natureza essas duas coisas estão ligadas. o mar inteiro está em nossas costas e somos um com ele. mas o universo inteiro é nosso corpo. Quando a mente estiver conquistada. não os devemos criar. mas nós O somos. Somos sem nascimento e sem morte e só devemos amar. vai além da razão e é a única luz que nos guia a todas as partes. Dizei: “Eu sou o universo”. logo que um pensamento surja. depois uma pele de animal e depois uma cobertura de seda. Devemos pensar isto todo o tempo. Cada som tem seu próprio significado. toda felicidade é minha. O ideal mais elevado que temos é Deus. vemo-lo fora. Não podemos conhecer o Conhecedor. Toda a vida do homem é realmente um esforço para isso. nós o estamos •criando. O primeiro estágio para ser um Yogui é ir além dos sentidos. Meditai nele. porque tudo está no universo”. É melhor que o assento não tenha costas e deve ser firme.

A mente não é alma ou espírito. Quando estamos calmos respirando igualmente por ambas narinas encontramo-nos em condição adequada para calma meditação. ao começo. ficai de lado e eles desaparecerão. de trabalhos. imutável. para baixo. estamos além. Não adianta muito tentar concentrar-nos. Não deixeis que os pensamentos vos tomem. encontram-Me. Pranayama deve ser agora ligeiramente modificado. O primeiro passo é deixar a mente derivar. O corpo é pensamento cristalizado. Após um instante.QUINTA LIÇÃO Pratyahara e Dharana: Diz Krishna: “Todos os que Me buscam por quaisquer meios. podemos olhar para fora e ver uma pessoa chegando. hora de meditar. Pratyahara é um reunir de forças na tentativa de dominar a mente e focá-la sobre o objeto desejado. quando pela. O controle do pensamento virá por si mesmo. . mais fina e nós a possuímos e podemos aprender a manipulá-la através as energias nervosas. Todos devem encontrar– Me”. e quando através ambas. (Ideal Escolhido). direita. sobre a cabeça de Kundalini a cada repetição da palavra HUM e imaginai que isso a desperta. os pensamentos anunciarão sua chegada e saberemos a maneira como começam e estaremos cientes do que vamos pensar. É apenas matéria sem. somos o “Atman”. assim como. ver o que ela pensa: ser somente a testemunha. Após suficiente prática de fechar s narinas com o polegar e indicador. O corpo é a vista objetiva do que chamamos mente (subjetiva). a testemunha eterna. observá-la. de corpo e mente. forma. poderemos fazê-lo pelo poder da vontade atraés só o pensamento. Nós. Esse estágio é atingido quando tivermos aprendido a separar-nos da mente e ver-nos como um e o pensamento como algo à parte. Enviai o alento retido com força. deve usar o nome ao invés de “OM” durante a inalação e exalação e usar a palavra “Hum” (com h aspirado) durante Kumbhaka. o Eu. neste plano. Quando o alento está fluindo pela narina esquerda é hora de descanso. Se o aspirante tem o nome de seu “Ishta”. Identificai-vos somente com Deus.

segui o caminho que vos seja mais natural. encontrando o qual estareis tranqüilos para sempre. não têm palavras. Em outras palavras. SEXTA LIÇÃO Sushumna: É muito útil meditar sobre o Sushumna. não podemos pensar sem um fantasma. Sede alegres. se os poderes mais elevados chegarem. Conhecimento absoluto. tende paciência. Às vezes podemos ver un rosto como se estivesse cercado de flamas e nelas ler o caráter e julgar sem errar. quando a idéia se derrete. Podereis obter dele uma visão e este é o melhor caminho. sede bravos. diz o Budista. mas a mesma luz.Segui estes santos pensamentos. é provável que não haja conexão entre pensamento e imagens. desde que os animais parecem pensar. cuidando de mantê-la pura e santificada. entretanto. Nunca vos apresseis. Então meditai . ide com eles e quando eles se fundirem e desaparecerem. O halos são símbolos de luz interior e podem ser vistos pelo Yogui. será o mais fácil. Até a imaginação é semimaterial. Não deixeis que eles vos tentem a sair da estrada principal. mas o fazemos maiormente através os olhos. em verdade. Podemos imaginar através todos os sentidos. colocaios de lado e atende-vos a vosso objetivo verdadeiro – Deus. Somos os resultados de todas reencarnações através de Karma. tendo o todo. pureza e perseverança. Lamparinas diferentes. Mas. lembrai-vos que são somente atalhos. Felicidade absoluta. segui-a e derrete-vos com ela. banhai-vos diàriamente. Tentai conservar a Imaginação em Yoga. “Uma lamparina acendida de outra”. Buscai apenas o Eterno. Este é o estado superconsciente. e. então vos tomareis Yoguis. nada mais fica para buscar e estaremos para sempre em livre e perfeita existência. Existência absoluta. Nosso Ishta poderá apresentar-se em visão e este símbolo será o único sobre o qual descansar e totalmente concentrar nossa mente. encontrareis os pés do Deus onipotente. Todos nós temos nossos peculiaridades no caminho do poder imaginativo.

o inferior circundando o triângulo de Kundalini e o mais alto no cérebro em volta da glândula pineal. até alcançar o cérebro. Na linguagem dos Yoguis. 4º – Fundo da garganta. Cada estágio corresponde a uma nova camada da mente. entre esses dois. esse caminho de salvação pelo qual temos de fazer subir a Kundalini.por muito tempo sobre isso. Devemos despertar a Kundalini. o Sushumna tem seu fim em dois lótus. há quatro outros lótus. 2º – Oposto ao umbigo. 1º – Base da Espinha. . 5º – Entre os olhos. estágios no caminho: 6º – Glândula pineal. muito brilhante. então vagarosamente levantála de um lótus a outro. essa passagem viva através a medula espinal. 3º – A altura do coração. É um fio muito fino.

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