Prefácio do Autor

Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:26:49 e.v. Escrito por Swami Vivekananda

Desde a aurora da História, vários fenômenos extraordinários registraram-se entre os seres humanos. Não faltam testemunhas, nos tempos atuais, para atestar desses acontecimentos, até mesmo onde a ciência moderna impera, em toda sua efulgência. O grande acervo de tantas evidências é duvidoso, pois vêm de pessoas ignorantes, supersticiosas ou desonestas. Em muitos casos, os chamados milagres são imitações. O que imitam? Não é próprio da mente sincera e científica descartar nada, sem primeiro investigar. Cientistas superficiais, incapazes de explicar os vários fenômenos mentais extraordinários, pretendem ignorar-lhes a existência. São, por isso, mais culpados que os que crêem que suas preces são atendidas por um ser ou seres acima das nuvens, ou dos que acre ditam que por seus pedidos, tais seres modificarão o curso do universo. Os últimos têm a desculpa da ignorância, ou, ao menos, de um sistema defeituoso de educação, que os ensinou a serem dependentes de tais seres, dependência que se tornou parte de sua natureza debilitada. Os primeiros não têm tal desculpa. Esses fenômenos foram estudados, investigados e generalizados, há milhares de anos; todo o campo das faculdades religiosas do homem foi, assim, analisado; o

resultado prático desses estudos é a ciência chamada RajaYoga. A Raja-Yoga, não nega, à maneira imperdoável de algumas ciências modernas, a existência de latos difíceis de serem explicados; ao contrário, gentil, mas firmemente, ela declara aos supersticiosos que os milagres, as respostas às orações, os poderes da fé, conquanto fatos verdadeiros, não se tornam compreensíveis pelas explicações supersticiosas, que os atribui à intervenção de um ser ou seres dissimulados pelas nuvens. Declara que cada homem é somente um conduto para o oceano infinito de conhecimento e potência que existe por trás da Humanidade. Ensina que os desejos e as necessidades estão no homem, que o poder de satisfazê-los também é do homem e que onde e sempre que um desejo, uma necessidade ou uma prece é satisfeita, foi daquele depósito infinito que veio a satisfação e não de um ser sobrenatural. À idéia de seres sobrenaturais pode acirrar, até certo grau, o poder de ação no homem, mas traz consigo, também, a decadência espiritual. Traz dependência, medo, superstição. Degenera na terrível crença que o homem é naturalmente débil. Não existe o sobrenatural, lis o yogui. Na natureza, há manifestações densas e sutis. As sutis são as causas, as grosseiras, os efeitos. Estas podem ser facilmente percebidas pelos sentidos; aquelas, não tanto. A prática de raja-yoga conduz á obtenção das percepções sutis. Todos os sistemas ortodoxos da filosofia hindu têm um mesmo objetivo: a liberação da alma pela perfeição, O método é a yoga. A palavra joga abarca um campo vasto. Tanto a filosofia Samkhya como a Vedanta referem-se à voga, sob urna forma ou outra. O assunto deste livro é a forma de yoga conhecida como Raja Yoga. Os Aforismos de Patanjali constituem a mais excelsa autoridade sobre Raja-Yoga. São o seu manual. Os outros filósofos, ocasionalmente diferindo de Patanjali sobre alguns pontos de filosofia, aceitam, regra geral, o método de prática por ele preconizado. A primeira parte deste livro compreende várias aulas dadas pelo autor, em Nova York. A segunda parte é tradução algo livre dos Aforismos (Sutras) de Patanjali, com um breve comentário. Fez-se um esforço para evitar tecnicismos tanto quanto possível, atendo- se à forma livre e cômoda do estilo de conversação. Na primeira parte dão-se diretivas simples e especificas aos estudantes interessados em praticar;

mas tais estudantes são especialmente e sinceramente advertidos que, salvo algumas exceções, Raja-Yoga somente pode ser aprendida sem riscos, pelo contato direto com um instrutor. Se estas conversações conseguirem despertar o desejo de maiores esclarecimentos sobre o assunto, o instrutor não faltará. O sistema de Patanjali baseia-se sobre a filosofia Samkhya, sendo bem poucos os pontos de divergência. As duas maiores diferenças são: a primeira, que Patanjali admite o Deus Pessoal, sol a forma do Primeiro Instrutor, enquanto que o único Deus que a. Samkhya admite é um ser quase-perfeito, a cargo, temporariamente, de um ciclo de criação. A segunda, os yoguis afirmam que a mente é igualmente onipenetrante como a Alma ou Purusha, o que a Samkhya não admite. VIVEKANANDA

Introdução
Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:29:37 e.v. Escrito por Swami Vivekananda

Todo nosso conhecimento repousa sobre a experiência O que chamamos conhecimento inferente, no qual se vai do particular para o geral ou vice-versa, tem a experiência por base. Nas chamadas ciências exatas, chega-se facilmente verdade, porque eia diz respeito às experiências específicas de todo ser humano. O cientista não exige que acreditemos em algo, cegamente; obteve certos resultados, que são fruto de suas próprias experiências e quando, fazendo delas a base de seu raciocínio, deseja que aceitemos suas conclusões, ele faz apelo a alguma experiência universal da Humanidade. Em toda ciência exata há uma base que pertence a toda Humanidade, de modo que podemos imediatamente perceber a verdade ou a falsidade de suas conclusões. A pergunta, agora, é esta: possui a religião tal base? Responderei tanto afirmativa, como negativamente. A religião, como geralmente ensinada, fundamenta-se na fé e na crença, e na maioria dos casos, consiste somente de diferentes esquemas de teorias; eis porque vemos religiões contra religiões. Essas teorias também repousam sobre crenças. Alguém me diz que existe um grande Ser sentado

numa alma e em seu estado melhor. que todas as religiões do mundo foram construídas sobre o universal e adamantino fundamento de todo nosso conhecimento: a experiência direta. declaram que experimentaram certas verdades. Todos os instrutores viram Deus. num Deus. corro Encarnação de Deus. nele. Parece que todo homem culto diz: “Essas religiões são feixes de teorias sem qualquer ponto de apoio sólido. É por isso que a religião e a filosofia religiosa gozam. pregaram. Existe apenas uma diferença. encontramo-las divididas em dois grupos: as que possuem um livro e as que não têm nenhum. o futuro dessas almas e sua eternidade. especialmente nos tempos modernos. encontraremos que elas também estão baseadas sobre experiências universais. As que não têm livro desapareceram quase por completo e as novas. que escreveram seus livros. em diferentes países. os discípulos afirmaram que O sentiram. Na maioria dessas religiões. Mas se formos à fonte do Cristianismo. esteve em contato direto com elas e as pregou ao mundo. simplesmente que crêem nisso. Não obstante. Cristo disse que viu Deus. de que dependem todas as diferentes teorias e idéias das diferentes seitas. trata-se da experiência do próprio Buddha. existe na religião. Vemos. Se buscarmos essa base. que tento impingir aos outros. sàmente pela autoridade de sua afirmativa. cada qual pregando as idéias que mais lhe convém”. dizem. se perguntam por uma razão. não poderei dar nenhuma. que predicam. em Cristo. Os cristãos pedem que acreditemos em sua religião. contam com número pequeno de seguidores. claramente. uma: base de crença universal. Se lhes perguntarmos por que. Posso. e o que viram. ao analisarmos as diversas religiões do mundo. da mesma maneira. em todas encontramos uma opinião geral: que as verdades apregoadas são o resultado das experiências de determinadas pessoas. veremos que está baseado na experiência.sobre as nuvens. de mau conceito. que experimentou certas verdades. pouco numerosas. Também com os Hindus: os “rishis”. ou sábios. no Budismo. Assim por diante. atualmente. governando todo o universo e pede-me que acredite no que diz. viram suas próprias almas. uma queixa peculiar se . Em primeiro lugar. viu-as. As primeiras são mais fortes e contam com maior número de adeptos. ter minhas próprias idéias. Da mesma maneira. Entretanto. pois.

em qualquer ramo particular de conhecimento. devemos vê-Lo. portanto. e cujo único valor reside no fato de se constituírem em forte motivo para fazermos bem ao mundo. a idéia consiste em que essas coisas. tanta luta e agitação em nome de Deus? Já se derramou mais sangue em Seu nome que por outra causa qualquer. se há uma alma. entre os semi-educados. podem tornar-se bons. A idéia que prevalece. a metafísica. entre os “letrados” é que a religião. Que direito tem um homem de dizer que possui uma alma. são fúteis. Hoje em dia essas experiências tornaram-se obsoletas e portanto. a menos que se a tenha sentido. morais. De pouco vale discorrer sobre religião. de um lado. O homem deseja . devemos percebêla. A uniformidade é a lei rigorosa da natureza: o que ocorreu uma vez poderá ocorrer sempre. temos que tomar tais religiões sob fé. desejando que todos fizessem o mesmo. absolutamente. os fundadores das religiões que levam seu nome. Podem fazê-lo? Se pudessem. pelas mesmas experiências. e toda busca de um Ser Supremo. eu não teria a mínima consideração pela natureza humana. Não podemos culpá-los de alimentarem essas idéias. não só que a religião se baseia sobre as experiências de outrora. Pede-se-lhes que vivam de palavras. se não O viu? Se há um Deus. Por que existe tanta desarmonia. Se houve uma experiência neste mundo. melhor não crer. ele próprio. mas também que nenhum homem pode ser verdadeiramente religioso enquanto não passar. Raja-Yoga é a ciência que nos ensina a alcançar essas experiências. Se os homens acreditam num Deus. Foram possíveis somente para alguns. e perfeitos cidadãos. realmente. certamente segue-se que essa experiência foi possível milhões de vezes antes e repetir-se-á eternamente. se não a sentiu. porque as pessoas nunca buscavam a fonte. ou que há um Deus.faz: que tais experiências são impossíveis de serem repetidas atualmente. de outro lado. E’ preferível ser um ateu confesso que um hipócrita. Nego. tal coisa. do contrário. carecem de base. Os instrutores da ciência denominada Raja-Yoga declaram. contentando-se apenas em dar o assentimento mental aos costumes de seus maiores. pois todo o ensinamento que recebem é simplesmente o de acreditar num eterno palavreado sem conteúdo substancial.

as dúvidas serão dissipadas. com elas. Posso pregar mil sermões. iremos a um observatório. “Ó filhos da imortalidade. á. por homens puros e inegoístas. não seremos racionais em negar a verdade de suas assertivas. utilizando os métodos recomendados: a luz há de chegar. Devemos trabalhar fielmente. Assim poderemos nos tornar astrônomos. jamais será conseguido se não tivermos. desaparecerá a escuridão e toda sinuosidade endireitar-se-á. Um método determinado necessita ser seguido. toda ciência deve possuir seu próprio método de investigação. a menos que se pratique o método. desenvolvido o poder de observar o que acontece dentro de nós. jamais o seremos. fazer. antes. imbuídos unicamente do desejo de fazer bem ao mundo. Devemos ir a um laboratório. tomaremos o telescópio. estudaremos as estrelas e os planetas. observamos os fatos. do pensamento. Inicialmente. tomar diferentes substâncias. da natureza interna do homem. de tudo isso advirá o conhecimento da Química. Primeiro. mas antes de agirmos assim. senti-la no profundo de seu coração. Todos afirmam haver encontrado verdades mais elevadas que aquilo que os sentidos podem trazer-nos e propõem sua verificação. que se baseia na observação. misturá-las. Ë comparativamente fácil observar fatos no mundo . Cada ciência terá seu próprio método.a verdade. depois generalizamos e enfim concluímos ou formulamos princípios. Convidam-nos a seguir a disciplina e a praticar honestamente. Não existe outro caminho”. Se não conseguirmos encontrar essa verdade mais alta. o caminho foi encontrado. de todos os tempos. vós que morais na mais alta esfera. realizá-la. O mesmo com a Química. A ciência chamada Raja-Yoga propõe-se colocar frente à Humanidade um método prático e cientificamente elaborado para alcançar essa verdade. quer experimentá-la por si mesmo. porém eles não tornarão ninguém religioso. declaram os Vedas. Se quisermos ser astrônomos. examiná-las. experimentos. recorremos à generalização. Há uma vereda que conduz para bem longe das trevas e essa vereda é perceber Aquele que está além de toda escuridão. O conhecimento da mente. teremos o direito de dizer que a proposta não tem fundamento. Esta verdade foi predicada por sábios de todos os países. Para adquirir conhecimentos. Se desejamos nos tornar astrônomos e nos sentamos a gritar: “Astronomia! Astronomia!”. só então. Quando ele a possuir.

externo, porque muitos instrumentos foram inventados para esse propósito; mas para o mundo interior, carecemos de instrumentos que nos ajudem. Todavia, sabemos que necessitamos observar, a fim de fazermos, realmente, ciência. Sem a devida análise, qualquer ciência será impotente, pura e simples teorização; eis porque os psicólogos têm discutido tanto entre si, desde os mais remotos tempos, exceto aqueles poucos que encontraram os meios de observação. A ciência denominada Raja-Yoga propõe-se, em primeira instância, fornecer-nos os adequados meios que nos possibilitem a observação dos estados interiores. O instrumento empregado é a própria mente, O poder de atenção, acertadamente guiado e conduzido para o mundo interior, analisará a mente e nos iluminará os fatos. Os poderes da mente assemelham-se a raios luminosos difusos; quando concentrados, iluminam. este o único meio de conhecimento de que dispomos. Todos o utilizamos, tanto no mundo externo como no interno; mas, a mesma minúcia de observação que o cientista dirige ao mundo externo, o psicólogo deve dirigir para o interno, o que requer muito treino. Desde a infância fomos sempre ensinados a prestar atenção sàmente às coisas externas, nunca às internas; daí que atrofiamos nossa capacidade de observar o mecanismo interno. Virar a mente, por assim dizer, para dentro, fazê-la cessar de se dirigir para fora, concentrar toda sua força e projetá-la sobre si mesma, a fim de que ela conheça sua própria natureza e se analise, é tarefa árdua. Entretanto, é o único caminho, a verdadeira aproximação científica ao assunto. Para que esse conhecimento? Primeiramente, o conhecimento é, em si mesmo, sua mais alta recompensa. Em segundo lugar, dissipará nossa infelicidade. Analisando sua própria mente, o homem chega face a face, por assim dizer, com algo que jamais é destruído, algo que, por sua natureza, é eternamente puro e perfeito. Então, jamais será infeliz. Toda infelicidade emana do medo, do desejo não gratificado. Ao descobrir que nunca morrerá, o homem não mais temerá a morte. Quando souber que é perfeito, não mais terá vãos desejos. E ambas causas, estando ausentes, não existirá mais o sofrimento, mas sim a felicidade mais perfeita, ainda neste corpo.

Há somente um método para atingir-se esse conhecimento: a concentração. O químico, no laboratório, concentra todas as energias de sua mente sobre um único foco, dirigindo-as para as substâncias que analisa. Assim, descobre-lhes os segredos. O astrônomo concentra todas as energias de sua mente e as projeta, através do telescópio, para os céus; e as estrelas, o sol e a lua entregam-lhe seus segredos. Quanto mais eu puder concentrar meus pensamentos sobre o assunto de nossa palestra, tanto mais luz projeto sobre esse assunto. Vós me escutais e quanto mais concentrardes vossos pensamentos, tanto mais claramente conseguireis entender o que vos tenho a dizer. Como pode ser adquirido todo o conhecimento que existe neste mundo, senão pela concentração dos poderes da mente? O mundo está pronto a revelar seus segredos se soubermos como bater, como dar-lhe o primeiro impulso. A extensão e a força do impulso vêm através da concentração. Não há limite ao poder da mente humana. Quanto mais concentrada, maior poder convergirá sobre um ponto só. Eis o segredo. É fácil concentrar a mente sobre coisas externas. Ela vai, naturalmente, para o exterior. O mesmo não ocorre em religião, psicologia ou metafísica, onde o sujeito e o objeto são um só. O objeto é interno: a própria mente é o objeto; é ela que se necessita estudar. A mente estuda a mente. Sabemos de uma propriedade da mente chamada reflexão. Estou falando convosco, mas, ao mesmo tempo, fico de lado, como uma segunda pessoa, que ouve e conhece o que estou dizendo. Trabalhais e pensais simultaneamente, enquanto uma porção de vossa mente se posta de lado e vê o que estais pensando. Os poderes da mente devem ser concentrados e dirigidos de volta sobre ela; e assim como os mais obscuros recantos revelam seus segredos ante os penetrantes raios de sol, assim também a mente concentrada descobrirá os seus segredos mais recônditos. Chegaremos assim à base mesma da crença, à religião real. Perceberemos, por nós mesmos, se ou não temos alma, se a vida dura cinco minutos ou toda a eternidade, se há ou não um Deus. Tudo isso nos será revelado. É o que Raja-Yoga propõe-se ensinar; o escopo de seus ensinamentos é mostrar-nos como concentrar nossa mente; depois, como descobrir-lhe os últimos recessos; depois, como

generalizarmos seus conteúdos e formar, a partir deles, nossas próprias conclusões. Não nos pergunta qual o nosso credo – se somos deístas, ateus, cristãos, judeus, budistas. Somos seres humanos: basta. Todo ser humano tem o direito e a capacidade de buscar a religião; o direito de perguntar o porquê e ver sua pergunta respondida por si mesmo – se apenas quiser dar-se ao trabalho de fazê-lo. Portanto, vemos que para o estudo de Raja-Yoga, não se exige fé ou crença prévia. “Não creias em nada que não possas descobrir por ti mesmo”, eis o que nos ensina. A verdade não carece de suporte algum para ficar de pé. Direis então que os fatos de nosso estado de vigília devem ser provados por sonhos ou imaginações? Claro que não. O estudo de Raja-Yoga demanda muito tempo e prática contínua. Uma pequena parte dessa prática é física, a maior parte, mental. Veremos, à medida que prosseguirmos, quão íntima é a ligação da mente ao corpo. Se crermos que a mente é simplesmente uma fração mais sutil do corpo e que atue sobre ele, concluiremos que o corpo deve reagir sobre a mente. Se o corpo está enfermo, a mente torna-se enferma também. Se o corpo está saudável, a mente será saudável e forte. Quando estamos zangados, a mente fica perturbada; e quando a mente está conturbada, o corpo também o está. Na maioria das pessoas, a mente permanece, principalmente, sob o domínio do corpo; são mentes muito pouco desenvolvidas. A maior parte da Humanidade está bem pouco longe dos animais, pois, em muitos casos, o poder de controle que possui é um pouquinho maior que o daqueles. Temos pouco poder sobre nossas mentes. Portanto, para obter esse comando, para conseguirmos controlar corpo e mente, devemos tornar ajudas físicas; quando o corpo está suficientemente controlado podemos tentar a manipulação da mente. Manipulando a mente, estaremos aptos para tê-la sob nosso controle, fazê-la trabalhar como desejarmos e compeli-la a concentrar seus poderes a nosso bel-prazer. De acordo com o raja-yogui, o mundo externo é somente a forma densa do interno ou sutil. O mais fino é sempre a causa e o mais grosseiro, o efeito. Portanto, o mundo externo é o efeito, e o interno, a causa. Desta forma, as forças externas são apenas- mente os elementos mais densos daquilo de que as internas são os mais finos. O homem que descobriu e aprendeu

controlamos tudo. ou foram queimadas. descobre que aquele se funde na metafísica. por várias razões. Nos tempos atuais. Deseja chegar ao ponto onde o que chamamos leis da natureza não terão nenhuma influência sobre ele. entre as raças. interna e externa. porque na natureza não existe divisão alguma. os limites de seu conhecimento. que são piores que os da índia. São limitações fictícias. Será o mestre de toda natureza. Na Índia. da mesma forma há. também um metafísico descobre que o que denomina mente e matéria são apenas distinções aparentes. Afinal. Dizem que controlando-se a natureza interna. . porque estes conheciam algo. por fim. É tentativa muito antiga. e através dela. puramente. controlar tudo – tanto interno como externo. o Uno que se manifesta como muitos. Raja-Yoga determina-se iniciar partindo do mundo interno. mas também houve tentativas feitas por outras nações. do qual o múltiplo provém. O objetivo de toda ciência é descobrir a Unidade. a interna. as que desejam controlar a natureza externa enquanto que outras. no Ocidente. à de controlar totalmente a natureza. que desaparecerão. estudando a natureza interna. Nos países ocidentais esse estudo foi considerado como sendo ocultismo e as pessoas que desejavam praticá-lo. ao levar o conhecimento aos últimos limites. O progresso e a civilização da raça humana significam. ambos. A índia tem sido a sua mantenedora especial. ambas opiniões estão certas. onde será capaz de ultrapassá-las a todas. alguns indivíduos desejam controlar a natureza externa e outros a interna. Raças diferentes dedicam-se a processos diferentes de controlar a natureza.a manipular as forças internas terá toda a natureza sob seu controle. controlamos tudo. dizem também. De igual maneira que numa mesma sociedade. ou mortas como feiticeiras e bruxas. ao passo que aqueles modernos expoentes nada sabem. onde atingem. o controle da natureza. O yogui se propõe uma tarefa não inferior à de dominar o universo inteiro. encontram-se falsos mestres. o Uno. Como um físico. Os externalistas e os internalistas estão fadados a encontrar-se no mesmo ponto. caiu nas mãos de pessoas que destruíram noventa por cento de seu conhecimento e tentaram fazer um grande segredo do restante. que controlando-se a natureza externa.

à faculdade determinativa. a Yoga caiu nas mãos de algumas pessoas que fizeram dela um segredo. mais erros comete. como em qualquer outro assunto. pelos instrumentos externos. assim farei.Tudo o que for secreto e misterioso. Nela não há mistério. ao invés de deixá-la sob o esplendor da luz do dia e da razão. nada temos a ver com isso. o Purusha. De acordo com a filosofia Samkhya. mais de quatro milhares de anos atrás. na índia. formulada. Estes se . O melhor guia na vida é a força. desta. Em primeiro lugar não há mistério algum no que ensino. a gênese da percepção é a seguinte: as impressões dos objetos externos são levadas. Antes de prosseguirmos. deve ser imediatamente rejeitado. Quase destruiu a Yoga. a seus respectivos centros cerebrais. recebe-as. A seguir o Purusha dá a ordem de volta aos centros motores. para executarem o necessário. os órgãos levam as impressões à mente. ao pamo que quanto mais antigo o escritor. umas das mais sublimes ciências. E’ um erro crer cegamente. gostaria de dizer algo a respeito da filosofia Samkhya. descartemos tudo o que nos enfraquece. todos os outros são materiais. devemos aprender pela prática. É fato digno de nota que quanto mais moderno seu comentarista. com o único propósito de conservar si todos os poderes. à plena luz do dia. Até o ponto em que é verdadeira. mais racional é seu ensinamento. Desde o tempo de sua descoberta. Toda tentativa de mistificação destas coisas é suscetível de produzir grandes riscos. ou órgãos. da mesma maneira devemos tomar esta para estudo. mas a mente é matéria muito mais sutil que os instrumentos externos. se tais coisas ocorrem ou não. Tanto quanto possa utilizar o raciocínio. Devemos exercitar nossa razão e julgamento. aquilo que não sei. O pouco que sei vo-lo direi. e ensinada. Assim. Com exceção do Purusha. a Yoga foi perfeitamente delineada. neste sistema de Yoga. nem perigo. O material de que a mente se compõe torna-se mais grosseiro e forma os tanmatras. a Alma. O mercadejar com mistérios enfraquece o cérebro humano. repetirei simplesmente o que dizem os livros. sobre a qual se baseia toda a Raja-Yoga. Assim como tomamos qualquer ciência. A maioria dos escritores modernos cerca-se de toda espécie de mistério. resultando daí a percepção. a mente. deve ser predicada nas vias públicas. Em religião.

Nisto não há menção algum de crença. Todos estes diferentes estágios devem ser observados. por assim dizer. através de que a Alma percebe os objetos externos. logo que um órgão externo entra em contato com um objeto. Toda ciência requer certo preparo e possui método próprio. A mente é um instrumento. se escuto o relógio cora muita atenção. O campo de nossas pesquisas está além. também. ele busca saber o que está acontecendo ali. aquela f az idêntica observação sob o ponto de vista psicológico. entretanto. ambas são uma única afirmativa. mas enquanto os fisiologistas fazem uma afirmação do ponto de vista físico. Este poder. o poder reflexivo de voltar-se sobre suas próprias profundezas. A mente está continuamente mudando – pula de objeto a objeto. O mesmo se dá com a Raja-Yoga. Tem. Pode-se perceber. posso não ver coisa alguma. às vezes liga-se a todos os órgãos simultaneamente. Vemos assim que entre o intelecto e a matéria densa externa há apenas uma diferença de grau. Os fisiologistas modernos nos dizem que os olhos não são o órgão da visão. é resultado da análise feita por certos filósofos. às vezes. que deve ser seguido antes de poder ser entendido. nas mãos da Alma. apesar de ter meus olhos abertos o que demonstra que a mente não estava ligada ao órgão da visão. mas que o órgão está num dos centros nervosos do cérebro. Certas regras quanto à comida são necessárias: devemos utilizar alimentos que nos proporcionem estados mentais mais . O Purusha é o único princípio inteligente. concentrando os poderes da mente e dirigindo-os para dentro. Afirmam. como surge uma sensação.adensam mais ainda e formam a matéria exterior. como a sensação é levada por um nervo particular ao centro nervoso. que tais centros estão formados do mesmo material que o próprio cérebro. Por exemplo. O yogui se propõe atingir aquele estado perceptivo sutil onde pode perceber todos os estados mentais. Deve haver percepção mental de todos eles. como a mente a recebe. mas sim ao auditivo. E’ esta a psicologia samkhya. também. o yogui deseja obter. outras a nenhum. como ela é apresentada à faculdade determinativa e como esta última a conduz ao Purusha. Liga-se. às vezes a um. Assim com todos os sentidos. A mente. A filosofia Samkhya nos ensina igual coisa. um a um. a diversos órgãos.

puros. ao começo. aquele que não trabalha – nenhum deles pode ser um verdadeiro yogui. quando se transforma em árvore. Devemos. continência. Os Primeiros Passos Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:31:30 e. se vamos às jaulas dos leões e tigres encontramo-los inquietos – o que mostra a diferença ocasionada pela alimentação. pratyahara. principia a colher os frutos de sua prática. ou controle do prana. quando nossa prática estiver bem avançada. a menos de ser danificada. cuidar a qualidade de alimento que ingerimos. aquele que fica acordado. A seguir niyama. passados alguns dias. Enquanto a planta está crescendo.v. constatamo-lo diàriamente. declinarão as forças físicas. ou postura. ou experiência ultra-sensória. que consiste em não matar. não pode ser um yogui. ou fixação da mente num só ponto. dhyana. veracidade. e quando tenhamos adquirido bastante força. consistindo de limpeza. a cerca pode ser retirada porque a árvore se tornou bastante forte para suportar qualquer agressão. Se visitarmos um jardim zoológico teremos a demonstração disso imediatamente. dharana. Aquele que age assim. muito menos tentar qualquer espécie de raciocínio. Um yogui deve evitar os dois extremos da luxúria e da austeridade. sem o que nenhuma prática de yoga terá sucesso. Depois vem asana. Escrito por Swami Vivekananda A Raja-Yoga divide-se em oito estágios. então podemos abandonar os cuidados a esse respeito. porém. primeiro o corpo se enfraquecerá. A medida que o yogui se estabelece nestas. e não receber dádivas. deve ser cercada. ou retirar os sentidos de seus objetos. Yama e niyama são treinos morais. estudo e auto-entrega a Deus. austeridade. as forças mentais também serão afetadas: logo falha a memória. não roubar. ou meditação. Não deve jejuar. aquele que trabalha muito. Vemos os elefantes: enormes animais. portanto. aquele que dorme muito. pranayama. nem torturar sua carne. e samadhi. mas calmos e meigos. diz o Gita. aquele que jejua. depois chegamos ao ponto de não poder pensar. contentamento. Depois. sem elas essa . O primeiro é yama. Se começarmos a jejuar. Todas as forças que atuam no corpo foram produzidas pela alimentação.

que durante o estudo destes assuntos psicológicos. físicos e mentais. uma série de exercícios. Não há um único músculo do corpo sobre o qual não se possa estabelecer perfeito controle: podemos parar o coração ou ordenar-lhe que continue. Correntes nervosas serão deslocadas e encaminhadas através de um novo canal. mesmo porque sua prática é muito difícil Não pode ser aprendida num só dia e. com o peito para dentro. com a coluna reta. palavra ou ação. que não conseguiremos produzir pensamentos elevados. Mas a parte essencial da atividade permanecerá ao longo da coluna vertebral. uma determinada postura pode ser muito cômoda para uma pessoa. Saberemos mais tarde. deve ser a escolhida. sentando-nos eretos. Ele se decide a não ficar doente. Para pensar. e cujo objetivo é torná-lo muito forte. a saúde é a idéia-mestra. Um yogui não deve ofender ninguém por pensamento. O passo seguinte é asana. além do mais. O resultado da hatha-yoga é simplesmente permitir que se viva durante muito tempo. à nossa vontade. de modo que as três partes – peito. o corpo se torna teatro de grande atividade. até alcançarmos estados mais elevados. e teremos uma postura natural e cômoda. a constituição inteira será remodelada. Sua compaixão não deve ser apenas para seres humanos. Portanto é absolutamente necessário que encontremos uma postura na qual possamos permanecer durante muito tempo. Muitas dessas práticas – por exemplo. facilmente. Seu escopo não é espiritual. não produz grande crescimento espiritual. e . Nada temos a ver com isso aqui. enquanto que para outra pode ser desconfortável. Essa postura. por assim dizer. Surgirão novas espécies de vibrações. colocar o corpo em diferentes posições – encontram-se nos ensinamentos de Delsarte e outros. portanto a única coisa necessária para a postura é manter a coluna livre. Devemos cumprir. Notamos. Esta porção de yoga é bastante similar à hatha-yoga que trata exclusivamente do corpo físico. a mais cômoda. o único objetivo do hatha-yogui. Cada parte do organismo pode ser similarmente controlada. postura.prática jamais frutificará. Que o peso total dessas partes descanse nas costelas. pescoço e cabeça – fiquem em linha reta. diariamente. mas físico. deve ir além e estender-se a todo o mundo.

Entretanto. nós mesmos. Se um homem vive muito tempo é apenas um animal com saúde. vem o poder de praticar pranayama. Em primeiro lugar. Outra vez. inalar pela direita. de acordo com a capacidade. senti-las. ensina-se pranayama. Portanto. repetindo as mesmas palavras do seu comentário ao Svetasvatara Upanishad: “A mente. pela manhã. inalar pela esquerda. Sàmente ouvir explicações e teorias não basta. devemos executar. Esta prática. da prática. devemos cuidar o que comemos e bebemos. a prática será obstruída. cujas impurezas foram descartadas por pranayama. toma-se fixa em Brahman. É muito simples fazê-lo: colocai o nariz dentro da água. de acordo com certas escolas. uma hora. A prática é definitivamente imprescindível. depois. O primeiro é um corpo nãosaudável. ao levantarse. e o que fazemos. Nunca entenderemos estas coisas enquanto não fizermos a experiência.jamais fica. fechando a esquerda. é jovem e saudável aos cento e cinqüenta. tudo. Depois de termos aprendido a sentar firmes e eretos. Podeis vos assentar e escutar-me. sem qualquer intervalo. sem um cabelo grisalho. às vezes. Mas é tudo Um banyam vive. Então começa pranayama”. mas se não praticais. Alguns rejeitaram esta parte. creio adequado mencioná-la. Temos de vê-las. exalando pela esquerda. e nunca nos resfriaremos. não dareis um só passo adiante. mas. portanto. Poderemos aplicar sempre um esforço mental (o que é usualmente . como é aconselhada por uma autoridade tão acatada como o comentador Sankaracharya. Depende. ao meio-dia. exalar pela direita. alguns de nós acharemos muito eficaz para dores de cabeça inspirar água fria pelo nariz. cinco mil anos. diàriamente. depois. se o corpo não estiver apto. bombeando-a com a garganta. Por exemplo. devemos conservá-lo em condições. uma prática chamada purificação dos nervos. como não pertencendo à Raja-Yoga. Vive longo tempo. feita três ou cinco vezes por quatro períodos do dia – antes da aurora. de acordo com a capacidade. nada mais. em quinze dias ou num mês. inalai-a pelas narinas. por todo o dia o cérebro permanecerá fresco. uma ou duas lições comuns dos hathayoguis são muito úteis. à tarde e à meia-noite -– conduz à pureza dos nervos. Há diversos obstáculos à prática. Mas é só uma árvore. os nervos devem ser purificados. Fechando a narina direita com o polegar. Cem anos nada significam para ele.

por mais que tentemos. que evidenciará a existência de percepções mentais que dispensam o contato com objetos físicos. bebei e sede felizes. nos esquecer que o corpo é nosso e não nós dele. mas o suficiente para nos incutir fé. gradativamente no início. que nos aparecerão sob a forma de imagens. para um fim. Um exemplo: se concentrarmos o pensamento na ponta do nariz. Um deus e um demônio procuraram um grande sábio que os instruísse sobre o EU. uma centelha virá. por menor que seja. Com a prática. Ambos pensaram que o corpo era o EU. para conservar o corpo vigoroso. . Sempre duvidamos do que não vemos. Assim. Talvez possamos escutar algo que esteja ocorrendo a longa distância. às vezes. Como diz um certo comentador de filosofia Yoga: “Quando conseguimos uma prova. dentro de algum tempo. Controle absoluto da natureza. O segundo obstáculo é a dúvida. Sob sua direção estudaram por longo tempo. dentro de alguns dias começaremos a sentir uma fragrância deliciosa. nada existe”. Essas centelhas virão. não quis saber mais. nem a mente. o objetivo de todo este treinamento é a liberação da alma. O demônio era. tampouco podemos. ignorante. seríamos como animais. ela será bastante para dar-nos fé em todos os ensinamentos de Yoga”. o suficiente para insuflar-nos coragem e esperança. Não nos esqueçamos que a saúde é somente o meio.chamado “Ciência Cristã”). O demônio retornou aos seus. o fim. Mas não devemos perder de vista que esses são apenas os meios. Por fim o sábio lhes disse: “Vós mesmos sois o Ser que buscais”. até o melhor de nós duvida. da natureza. por natureza. Nem o corpo. além de nós. Temos que ser os amos. a dúvida chega quando desejamos saber se há ou não verdade nestes ensinamentos. muitos satisfeito e lhes disse: “Aprendi tudo o que havia para ser aprendido: comei. Se a saúde fosse o fim. outra não deve ser a meta. Contentou-se com a idéia que ele era Deus e que pelo EU entendia-se o corpo. Por exemplo. que só raramente não são saudáveis. depois dos primeiros meses de prática notaremos que somos capazes de ler os pensamentos alheios. Não podemos viver de palavras. nada mais a respeito do corpo. força e esperança. devem ser nossos senhores. não os escravos. o escopo. quando concentrarmos a mente com o desejo de ouvir. nós somos o EU. Isso é tudo.

Pouquíssimos têm o poder de atingir o mais alto. haveis ensinado que este corpo era o EU? Se assim for. Inicialmente cometeu o erro de pensar: “Eu. Finalmente o deus ficou satisfeito. bem abrigado. Então o deus pensou que as forças vitais que operam no corpo pudessem ser o EU. encontra multidões prontas para segui-lo. Porém. além de todo pensamento. porém. penso que a mente não é o EU. descobriu que. jejuando. Tu és Aquilo”. O deus voltou para casa. o fogo queimar. O sábio retrucou: ‘Descobre-o tu mesmo. onipotente – não o corpo ou a mente – além de ambos. Mas há alguns. Mas logo descobriu que seus pensamentos eram extremamente variados. no fim. saudável. deuses também. sou Brahman. onisciente. inamovível. Este mundo está. a quem o ar não pode secar ou a água dissolver. ora maus. que sabem que mesmo se o corpo durasse mil anos. seria o mesmo.repleto dessas naturezas demoníacas. devido ao apego pelo corpo não conseguiu captar a verdade. “tu és Aquilo. e lhe disse: “Senhor. sem nascimento ou morte. Retornou ao sábio e lhe falou: ‘Senhor. vejo que todos os corpos perecem. mas o pobre demônio. devo conservá-lo forte. o Ser sem princípio e sem fim. menos ainda são os que perseveram. o EU não deve morrer”. este corpo. ora bons. Se alguém deseja indicar a meta suprema. intangível. para aumentar a capacidade de gozar pelos sentidos. Descobre-o por ti mesmo”. entretanto. a quem a espada não pode transpassar. uno. logo descobriu que aquele não poderia ser o significado das palavras do santo. alimentando-se. dar-lhe toda espécie de prazeres”. depois de algum tempo. . elas declinavam. Mas. portanto. Quando as forças que o mantêm agregado cessam de funcionar. encontra poucos interessados em ouvir. essas forças vitais permaneciam fortes. o corpo cal. pensando que talvez a mente fosse o EU. seu mestre. Por acaso insinuastes isto. certamente existia algo mais elevado. retorquiu o sábio. Há alguns poucos. quisestes dizer que as forças vitais são o EU?” O sábio respondeu: “Busca-o tu mesmo. Volveu então ao sábio e perguntou: “Senhor.’ “Não”. a mente era mutável demais para ser o EU. mais uma vez. Tu és Aquilo”. Ninguém nascido até hoje foi capaz de impedir que seu corpo mudasse. o resultado. entretanto. Voltou. Se alguém se propõe ensinar uma ciência.O deus era de natureza mais pura. O deus foi para casa e por fim descobriu o verdadeiro EU.

Como punição. Somente o homem realiza a perfeição. das classes médias que surgem os grandes homens. sem antes passar pelo nascimento humano. muita riqueza ou muita pobreza são entraves grandes ao desenvolvimento mais elevado da alma. é grosseira e constituída principalmente de lamas. entretanto. Aconteceu que caiu em desgraça. veio ao pé da torre e chamou seu marido para indagar o que podia fazer para ajudá-lo. a cada instante. Do mesmo modo. suprindo e regulando a força central em todas as partes do corpo. chegamos a pranayama. controle da respiração. as massas d’água estão mudando aos nossos olhos. a todos os anjos. o mesmo acontece com o corpo. Havia outrora o ministro de um grande rei. é o melhor instrumento de que dispomos. Deus criou o homem depois de criar os anjos e tudo mais. a animal. deverão descer outra vez e tomar forma humana para atingir a salvação através dessa forma. exceto Iblis. Voltando ao nosso assunto. e novas massas continuam a surgir. ele disse . até que o mais delicado e sutil mecanismo entra em ação. e todos o fizeram. Isso feito. em nossa sociedade. uma esposa fiel. à noite. Todavia. Depois de criar o homem. e o ser humano. Numa grande máquina. De acordo com os Judeus e Maometanos. então Deus o amaldiçoou e ele se tornou Satã. Até os devas. esse movimento é transmitido a partes mais e mais finas. nem mesmo os devas. o ministro foi deixado ali para que perecesse.O corpo é o nome de uma série de mudanças. sob formas semelhantes. que. Qual a relação entre isso e a concentração dos poderes da mente? O alento é como o volante da máquina chamada corpo. o rei ordenou que ele fosse preso na cúspide de uma torre muito alta. Tinha. pois aí as forças estão igualmente ajustadas e equilibradas. Este corpo humano é o melhor corpo do universo. Os animais não podem ter pensamentos nobres. o mais elevado. Como num rio. o corpo deve ser conservado forte e saudável. os deuses. o volante move-se em primeiro lugar. tampouco os anjos au os devas podem atingir diretamente a liberdade. Atrás desta alegoria está a grande verdade que este humano nascimento é o máximo que podemos obter. O alento é esse volante. ele pediu aos anjos para virem saudá-lo. O homem é superior a todos os animais. Em resposta. nada existe superior ao homem. A criação inferior.

Então. controlando o qual atingiremos a liberdade. O ministro desceu da torre pela corda e escapou. por fim. barbante. fio trançado. o que nos possibilitará pesquisar as forças sutis. à sua esposa.à esposa que voltasse na noite seguinte e trouxesse uma longa corda. repetiu o processo com o fio trançado e. Sentindo o cheiro do mel à frente. e o escaravelho iniciou a sua longa jornada. Até que por fim chegou ao cimo da torre. de que a manifestação mais evidente é i alento. Gritou. com a cabeça apontando para cima. Quando pudermos percebê-las e aprendermos a senti-las. Devemos lançar mão daquilo que põe em movimento toda a maquinaria: prana. Neste nosso corpo. A mente também é posta em movimento pelas diversas correntes nervosas. com a corda. Isso ainda nada tem a ver com nossos próprios corpos. O mais que conseguimos fazer é cortar um cadáver em pedaços. começaremos a exercer controle sobre elas e sobre o corpo. depois de puxá-lo. com a respiração. Excogitando muito. Continuamos sem saber quase nada a seu respeito. Por que? Porque nossa atenção não consegue discriminar o suficiente para captar os movimentos muito sutis que se processam dentro dele. Nada sabemos sobre nosso corpo. Chegamos a conhecer algo sobre esses movimentos sàmente quando a mente se torna mais sutil e entra. finalmente. conseguindo agarrá-lo e aprendendo a utilizá-lo. o resto foi fácil. . na esperança de atingir o mel. destas ao fio trançado de nossos pensamentos. Para chegarmos às percepções sutis temos que começar com as mais grosseiras. depois. o movimento da respiração é o fio de seda. vagarosamente se arrastava para diante. Ela obedeceu todas estas instruções. forte. ‘fio de seda. vagarosamente entraremos dentro do corpo. lançaremos mão do barbante das correntes nervosas. à corda do prana. mais dentro do corpo. um escaravelho e um pouco de mel. então. O marido ordenou que ela atasse firmemente o cordão de seda ao escaravelho. O ministro agarrou-o e apanhou o fio de seda. Daí. finalmente. a boa esposa obedeceu ao marido e trouxe os artigos pedidos. que são as correntes nervosas movendo-se por todo o corpo. por assim dizer. para ver o que está dentro. há pessoas que cortam em pedaços um animal vivo. e. para amarrar a outra extremidade do fio ao barbante e. Não podemos. que untasse seus chifres com uma gota de mel e o deixasse livre no muro da torre.

dentro. no corpo. as crianças são ensinadas a não comer enquanto não tiverem terminado a prática ou a adoração. Vamos abordá-lo. Colocai flores nessa peça. portanto. surgirá uma atmosfera de santidade no aposento. Não brigueis e não vos encolerizeis e não tenhais pensamentos profanos nesse local. Cedo. Queimai incenso pela manhã e tarde. e o começo da tarde são os dois períodos de tranqüilidade. trans. o que exige dura prática. quando sentirdes infelicidade. devemos começar pelo começo. cada dia. e o dia se esfuma na noite. depois de um certo tempo. Não deveis dormir nesse aposento.atingiremos o estado de controle perfeito sobre corpo e mente. são postas em movimento. Devemos tirar vantagem dessa condição natural e começar a praticar. que. ou tiverdes dúvidas. Nosso corpo tenderá a tornar-se calmo nessas horas. refreando o prana. Quando a noite rompe em dia. e as melhores horas são pela manhã e à tarde. Logo que começarmos a sentir. essas correntes em movimento. entrar ali. Nem uma porção de argumentos será prova bastante para nós. com pranayama. e isso torna-se natural nelas. Temos de conseguir esse poder. Tudo isso saberemos. a simples força da fome quebrará vossa preguiça. devem ter um aposento onde possam praticar a sós. Então. as dúvidas desvanecerão. um estado de relativa calma permanece. A prova virá da prática. sempre – elas formam o melhor ambiente para um yogui – e quadros agradáveis. quando estiverdes tristes. deve ser conservado sagrado. Conhecimento é poder. nós mesmos. enquanto não tivermos experimentado. gradualmente. Deveis praticar pelo menos duas vezes diariamente. parte por parte. pela manhã. Pranayama é um tópico extenso. Fazei regra de não comer enquanto não tiverdes terminado a prática. se o fizerdes. ou quando . Aqueles de vós que tiverem meios. Não entrareis ali.formando-os em nossos servidores. a não ser banhados e perfeitamente limpos de corpo e mente. Na Índia. Gradualmente conheceremos as razões de cada exercício e também as forças que. Somente permiti a pessoas do mesmo pensamento que o vosso. Necessitaremos muitas lições para poder explicá-lo completamente. um menino não sentirá fome enquanto não tiver tomado seu banho e praticado as disciplinas de yoga. Mas temos de praticar incessantemente.

mas na sua maioria. É akasa que Se torna o ar. toda outra oração é egoísta. os sólidos. em alguns. os líquidos. Tudo o que possui forma. esta. Era esta a idéia real atrás dos templos e das igrejas. Akasa é a existência onipenetrante. o universo está constituído de dois princípios. Mentalmente. a lua. Feito isso. como muitos pensam. forte. Enviemos uma corrente de pensamento elevado a toda a criação. cada . na verdade. A liberdade jamais será alcançada pelos fracos. norte. por fim. Oremos por conhecimento e luz. Sentemo-nos numa postura reta. o corpo animal. Os que não puderem se permitir um aposento separado. os cometas. cruzaremos o oceano da vida. Descobriremos. que a maneira mais fácil de nos tornarmos felizes é saber que os outros são felizes e o melhor meio de nos tornarmos saudáveis é ver que os outros são saudáveis. pelos quais chegamos ao pranayama real. e oeste. Digamos a nosso corpo que ele é forte. Pensemos nele como tão forte quanto o diamante. A respiração é um dos muitos exercícios. melhor nos sentiremos. que todos sejam em paz. não pela obtenção do céu. as estrelas. poderão praticar onde mais lhes convier. a terra. repetiremos: “Que todos os seres sejam felizes. ainda as encontrareis. pensemos que nosso corpo é firme. sul. provém de akasa. que se torna o sol. somente à respiração. é o melhor instrumento que possuímos. que todos sejam bem-aventurados”. e que. é akasa que se torna o corpo humano. saúde. com o seu auxílio. Quanto mais o praticarmos. De acordo com os filósofos da Índia. tudo que é o resultado de combinação.v. os que acreditam em Deus devem orar não por dinheiro. digamos à nossa mente que ela é vigorosa e tenhamos fé ilimitada e esperança em nós mesmos. A seguir. ao entrardes ali sentireis profunda e íntima paz. Prana Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:32:42 e. prana. Façamo-lo para o leste. Pranayama significa: controle de prana. O fato é que preservando as vibrações espirituais de um lugar. ele se tornará santificado. saudável. essa idéia se perdeu. despojemo-nos de toda fraqueza. as plantas. Escrito por Swami Vivekananda Pranayama. não concerne.vossa mente se conturbar. a um dos quais chamam akasa e ao outro. tem muito pouco a ver com ele.

não seria o seu? Seria capaz de deslocar o sol e os astros. líquidos e todos os gases. No ciclo seguinte. O movimento físico de prana parou. é prana que se manifesta como gravitação e magnetismo. as energias espalhadas pelo universo acalmam-se e se tornam potenciais. Não pode ser percebido. que um homem tenha compreendido prana perfeitamente e o possa controlar. nesta terra. em prana. deste universo. similarmente. desse prana procede tudo o que chamamos energia. Da mesma forma que akasa é a substância infinita. é tão sutil que está além de toda percepção ordinária. quando resolvidas em seu estado original. o conhecimento e o controle de prana. que poder. onipresente. infinito. deste akasa é manufaturado o universo? Pelo poder de prima. procede de akasa. “Quando o nada era nada. É prana que se manifesta como as ações do corpo. eles obedecerão seu chamado. fundemse em akasa outra vez. Quando o yogui se torna perfeito. Eis a meta e o objetivo de pranayama. controlar tudo no universo. por exemplo. também prana é o poder manifestante. onipresente. quando a escuridão envolvia as trevas. mas prana continuava a existir. No início da criação há somente akasa. Ao começar o ciclo seguinte. No início. mentais ou físicas. é chamada prana. Por qual poder. o que existia? Aquele akasa existia sem movimento”. em realidade. Todas as forças . somente é visto quando se torna denso e toma uma forma. Do pensamento à força física. os sólidos. e ao fim de um ciclo.forma que vemos. nada na natureza escapará a seu domínio. e todas as forças do universo. Suponhamos. lançam-se sobre akasa. tudo que existe. tudo é somente manifestação de prima. e à medida que akasa se transforma. Se ordenar aos deuses ou às almas dos mortos que apareçam. ao fim de um ciclo. A soma total de todas as forças do universo. como pensamento-força. prana também se transforma em todas essas manifestações de energia. elas se levantam de novo. todos os objetos tangíveis resolvem-se em akasa. É prana que se está manifestando como movimento. Pranayama é. e a próxima criação. tudo que pode ser sentido. É essa a chave que nos abre as portas de poder quase infinito. desde os átomos aos maiores sóis. Ao fim de um ciclo. as correntes nervosas. tudo que chamamos força. e deste surgem as várias formas.

todas as forças foram generalizadas em prana. são feitos exclusivamente com esse propósito. . No oceano infinito de prana. só então poderemos esperar controlar todo o prana. O ignorante. compreenderá o universo inteiro. não mais está submetido a poder nenhum. mentais é físicas. Aquele que controlou o prana. Como. Quem desejar conhecer o universo inteiro. Porque o prana é a fonte de toda energia. deve conhecer cada grãozinho de areia. pelo conhecimento do particular? Os yoguis dizem que cada manifestação particular esconde uma generalização. este universo inteiro foi generalizado em uma Existência Absoluta única. Este corpo está mais próximo de nós que qualquer outra coisa do universo exterior. que representa nossas próprias energias. Então como obteremos qualquer conhecimento? Como poderemos conhecer tudo. sendo conhecido. e mais perto que o corpo. deixando os detalhes para serem elaborados mais tarde.se todos os livros e todas as filosofias com o propósito de demonstrar aquilo. o que requer um tempo infinito. Todo treinamento e exercícios a respeito.da natureza serão suas escravas. Uma peculiaridade da mente Hindu é buscar sempre a mais elevada generalização. está a mente. e aquele que consegue aprender essa Existência. terá sob controle todas as forças do universo. quase onisapiente. ao ver esses poderes do yogui. Mas. não poderá fazê-lo. nos Vedas. conheceremos tudo?” Portanto. está o mais perto de nós. mentais e físicas. Quem dominou o prana dominou sua própria mente e todas as mentes que existem. Controlar o prana. Se conseguirmos controlar essa diminuta onda. O yogui que assim fez. esta pequena onda de prana. eis o único fim de pranayama. quem governar o prana. é o mais próximo. o prana que está atuando nesta mente e neste corpo. Atrás das idéias particulares levanta-se um princípio abstrato. Torna-se quase todopoderoso. Agarremo-lo e tudo teremos em nossas mãos. chama-os milagres. É uma parte do prana que movimenta o universo. escreveram. nos Vedas: “O que é aquilo que. atinge a perfeição. generalizado. controlou seu corpo e todos os corpos que existem. A pergunta é lançada. por cujo conhecimento todo o mais é conhecido. e aprender a controlar aquilo que está mais próximo. Cada qual deve começar onde se encontra. da mesma forma.

ao mesmo tempo. empurram a mente. O círculo. Os yoguis dizem que também esse não pode ser o limite do conhecimento. Tropeçaram na descoberta de uma força e utilizam. O pensamento consciente tal como o vemos. Não há diferença real entre esta mesa e eu: a . As causas desses fenômenos que se intrometem dentro desse pequeno circulo. Entretanto. outro plano de pensamento. vai apenas até um certo limite. e vem de prana. Se examinarmos essas seitas. O cientista diz que sustentar o contrário não faz sentido. chamado samadhi – concentração perfeita – vai além dos limites da razão e cega face a face com fatos que nenhum instinto ou razão poderá jamais conhecer. penso. minha mão procurará abatê-lo automaticamente. o resíduo será esse. espiritualistas. etc. A força vital em todos os seres é prana. o consciente: raciocino. Não é tudo. sabendo ou não. o supraconsciente. encontramos que fatos penetram nesse círculo.na inconscientemente. a mente pode funcionar num plano ainda mais elevado. curandeiros pela fé. Se ferverdes todas suas teorias. na verdade. Se me pica um mosquito. julgo. não pode avançar.Em todos os países há seitas que tentaram o controle do prana. o controle do prana. Todas as ações reflexas do corpo pertencem a este piano de pensamento. diferentes manifestações de prana. analiso os prós e os contras de certas coisas. o universo é uno: não existe diferença entre nós e o sol.. Neste universo há uma substância continua em cada plano de existência. ainda que essa razão não possa ir além. Neste país há curandeiros pela mente. não constitui todo o pensamento. A razão é limitada. Cientistas Cristãos. como suporte de cada uma. porém. hipnotizadores. além. Há. Quando a mente alcança esse estado. Vêm de fora. E’ urna expressão de pensamento. Todas as manipulações das forças sutis do corpo. é muito restrito. estão fora dele. Fisicamente. instintivamente. sem lhe conhecer a natureza. dentro do qual opera. ajudam-na a ir cada vez mais alto e tornar-se supraconsciente.. ou pensamento inconsciente. também. de onde ela atua. como cometas na órbita da terra. mas é a mesma que o yogui utiliza. tenham ou não consciência desse fato. Há também o que chamamos instinto. encontraremos. o plano mais baixo de pensamento. É a mesma e única força que estão manipulando. O pensamento é a mais sutil e a mais elevada manifestação de prana.

ele permaneceu imóvel. eu. quando a ação de prana é mais sutil. e em seguida. tudo se tornara pensamento. atônito. do qual. outro. por assim dizer. diferente. outro. entra num outro redemoinho. esse éter. o universo inteiro era um oceano de pensamento. Cada forma representa. Durante a conferência. Há constante mudança. saberemos . substituída por nova quantidade. um corpo humano. A matéria é representada pelo éter. digamos. o universo inteiro é uma massa de matéria transformando-se continuamente. outro. Ele conseguia ver apenas as vibrações sutis. a terra. o sol. veremos e sentiremos que o universo inteiro é constituído de vibrações sutis. Num curso dágua há milhões de redemoinhos. exceto em palavras. outro. ao chegarmos ao EU Superior. da mesma forma. a água em cada um deles é. quando o gás hilariante se apoderou dele. Se pudermos criar em nós mesmos essa vibração sutil. Ele próprio e todos haviam se tornado pequenos redemoinhos de pensamento.mesa é um ponto na massa de matéria. cada momento. após alguns anos. algumas drogas têm o poder de nos transportar a um estado supra-sensório onde podemos sentir tais vibrações. uma planta. outro. Nada é permanente. um turbilhão no oceano infinito de matéria. e ainda ai continua existindo uma massa uniforme. D massa enorme de matéria. Nenhum corpo permanece o mesmo. girando e girando por alguns segundos. e por fim. as vibrações grosseiras haviam cessado e sàmente as sutis. Uma massa de matéria entra num deles. declarou que o universo inteiro era constituído de idéias. Muitos de vós vos lembrareis da célebre experiência de Sir Humphrey Davy. quiçá um pedaço de mineral. transforma-se. outro. Portanto. As vezes. Não há tal coisa como meu corpo ou vosso corpo. Os redemoinhos estão sempre em mudança. tudo se transforma. a matéria eternamente se formando e desintegrando-se. Naquele momento. representará a mente. um corpo animal desta vez. até no universo do pensamento encontramos unidade. um ponto é chamado a lua. que ele chamou idéias. Verifica-se o mesmo no mundo interior. homem. vai para outro. ao seu redor. permaneceram presentes. em estado mais fino de vibração. afastando-se depois. na qual todas as formas de existência são outros tantos redemoinhos. aí permanece por certo tempo. um mineral.

à vontade. Além das vibrações da matéria. novamente volta ao estado de repouso e outra vez se manifesta. até conseguirmos nosso objetivo. Mesmo no. Para alcançar o sutil devemos servir-nos do grosseiro e caminhar vagarosamente para o mais sutil. O controle deste prana. Assim continua evoluindo e involuindo. no corpo humano. Pranayama tem muito pouco que ver com a respiração. em suas formas grosseira e sutil. é o movimento dos pulmões.que esse EU só pode ser um. Pranayama. que buscamos controlar através de pranayama. embora tenha cessado aquele movimento. A manifestação mais tangível de prana. pessoalmente. há somente um. e depois se manifesta como essas várias forças. ao contrário. transmitido através dos nervos aos músculos e destes aos pulmões. como se fosse uma bomba. mas controle do poder muscular que move os pulmões. imanifestada. Esse poder. é o prana. mas sabemos que os . por que não todos os músculos e nervos do corpo? O que há de impossível nisso? Hoje em dia. Não que a respiração o produza. fazendo-os mover de uma certa maneira. Ficou também provado que essa soma total de energia existe em duas formas. movimento manifestado existe somente unidade. Portanto. A física moderna demonstrou que a soma total das energias do universo é a mesma. constatamos imediatamente que poderemos controlar todas as outras ações de prana no corpo. Quando esse prana for controlado. perdemos o controle e o movimento tornou-se automático. O prana move os pulmões. regra geral cessam todas as outras manifestações de força do corpo. Mas há seres que treinam de tal forma que o corpo continua a viver. pranayama não é respiração. como já vimos. por toda a eternidade. Estes fatos não mais podem ser negados. além do movimento. Há pessoas que podem ficar enterradas por dias e todavia vivem sem respirar. é o que se chama pranayama. Vi. ele produz a respiração. o movimento dos pulmões bombeia o ar para dentro. movimento associado ao alento. potencial. Esse movimento puxa o ar para dentro. Não podemos mover as orelhas. realmente. Se cessa esse movimento. homens que controlaram quase todos os músculos do corpo – e por que não? Se posso controlar alguns músculos. por toda a parte. significa controlar o movimento dos pulmões. Mas o controle do alento é um meio para a prática efetiva de pranayama.

pode. Um homem muito forte. Toda enfermidade e debilidade do corpo serão inteiramente vencidas. Ai existe uma falha. terá tendência a motivar a mesma tensão em outros. É porque a primeira tem um pouco mais de controle sobre seu prana. Assim raciocinando. Onde está a distância com tais interrupções? Há . certos movimentos corporais que estão fora de nosso controle podem ser perfeitamente dominados. temporàriamente o estimula a um determinado estado de vibração. Cada parte do corpo pode ser enchida com prana. muito provável. vivendo com um fraco. Se vosso corpo estiver em certo estado de tensão. encontramos que não é de todo impossível. durante a inspiração. se vós estiverdes doentes e fracos. ainda que não muito saudável. deveis encher vosso corpo inteiro com prana. quando formos capazes de fazê-lo. Pelo trabalho árduo e prática. a força vital. e. não há distância que admita interrupção. Não apenas isso. Naturalmente. Talvez alguns de vós lestes que no pranayama. ao traduzir-se a palavra prana por alento. Consciente ou inconscientemente. Seremos capazes também de controlar o corpo dos outros. o primeiro passo é simplesmente procurar transferir-lhe sua própria saúde.animais o fazem. aqueles que vos cercam terão tendência a absorver o mesmo estado. poderemos controlar o corpo inteiro. fará este último sentir-se um pouco mais forte. Não temos esse poder porque não o exercitamos. Tudo é contagioso neste mundo – bom ou mau. sabendo-o ou não. entretanto. mas ao contrário. desejareis saber como isso pode ser feito. Mas na realidade. Quando feita conscientemente esta ação se torna mais rápida e mais eficaz. a saúde pode ser transmitida. Conhecem-se casos onde este processo foi executado à distância. transmitir saúde a outra. Quando uma pessoa tenta curar outra. E’ a forma primitiva da arte de curar. Se sois fortes e saudáveis. porém. transmitindo-o à outra. aqueles que vivem perto de vós também terão tendência a se tornar fortes e saudáveis. o que o yogui consegue através de pranayama. que cada parte do corpo pode ser mantida sob perfeito controle. Também sabemos que movimentos que se tornaram latentes podem manifestar-se. Há também os casos em que uma pessoa.

o homeopata também prescreve seus remédios e talvez cure mais que o alopata. sozinha. o erro de pensar que é a fé que cura diretamente. tiram vantagem do estado naturalmente saudável do corpo humano. provocando neles vibração similar. impulsionam seu prana a um altíssimo estado de vibração. gozais da conferência muito mais. não cura. a fé. que controlou o prana. faz a cura. Os grandes profetas do mundo tinham o mais maravilhoso controle do prana e tremenda força de vontade. Os líderes da Humanidade. Existe alguma lacuna entre uma parte de um rio e outra? Se não há. pela fé. e metade do mundo pensa como eles. O alopata vem. porque traz a força de sua mente sobre o paciente e nele desperta. e esse prana é tão forte e poderoso que afeta outros num momento. em si mesma. Há doenças em que o pior sintoma é o paciente não pensar que está doente. não se aplica. Os curadores pela fé cometem. Vemos isso em nossas ações diárias. e quando estou menos entusiasmado. trata os enfermos de cólera e lhes dá seus medicamentos. Essa fé tremenda do paciente é. o sol sendo uma parte e vós. sentis falta de interesse. geralmente. o principio de que a fé cura. dotados de gigantesco poder de vontade. tanto mais sereis afetados pelo que eu digo. indica que ele vai morrer em breve. haviam trazido seu prana ao mais elevado estado . e quanto mais conseguir fazê-lo. há uma centena de fraudes. mas para cada caso genuíno.algum vazio entre vós e o sol? O que há é uma massa contínua de matéria. Os casos de cura á distância são perfeitamente verdadeiros. porque o homeopata não perturba seus pacientes. Todos sabeis que quando sinto mais entusiasmo. por que não se pode transmitir qualquer força? Não há razão para não poder. milhares são atraídos para eles. Este processo de cura não é tão fácil como parece. Se somente a fé curasse. um sintoma da doença e. mas permite à natureza lidar com eles. tem o poder de levá-lo a um determinado estado de vibração transmissível a outros. O prana pode ser transmitido a uma distância muito grande. Estou falando convosco. O que procuro fazer? Em realidade. Em tal caso. Nos casos mais comuns. tais pacientes também seriam curados. E’ o prana que. simplesmente. estou trazendo minha mente a um certo estado de vibração. os curadores. O homem de alma pura. o prana adormecido. Porém. sempre. outra. realmente. O curador pela fé cura ainda mais.

Isso é atingido através de milhões de eons. e com a enorme vaga do outro. Estas são algumas das várias funções de pranayama. do que devia haver. uma pequena borbulha. Começando como simples fungo. pode-se encurtar pela intensidade da ação. e por todo tempo suprindo-se daquela infinita fonte de energia. Num oceano há enormes ondas. Perceber quando há mais ou menos prana num ponto do corpo. O oceano conecta-se com a borbulha. borbulha microscópica. diminuto. depois um animal. faz também parte de pranayama. Mas que é o tempo? Um aumento de velocidade. o grande objetivo de Raja-Yoga é. com o correr do tempo. Manifesta-se. e quiçá cinco milhões de anos para se tornar perfeito. um homem. o celeiro de energia infinita está por detrás. Quando se medita. e possuirá o poder de suprir o prana que falta. o que lhes dava o poder de sacudir o mundo. mas atrás de todas está o oceano infinito. domina o prana que está em seu corpo. como vedes. e outro. Os homens podem desconhecer o segredo. o que chamamos doença. também ondas menores e ainda menores. é curar a doença. até borbulhas. torna-se uma planta. diz o yogui. Quando um homem concentra suas energias. Devem ser aprendidas vagarosa e gradualmente. e então. de um lado. Uma pessoa pode continuar vagarosamente a extrair esta energia da massa infinita que existe no universo. entretanto levará centenas de milhares de anos para se tornar um deva. Toda manifestação de poder procede desse controle. mas é esta a explicação. O tempo se encurtará se houver crescimento . que sentirá que há menos prana no artelho ou no dedo. realmente. Um homem pode ser uma onda gigantesca. O que naturalmente leva muito tempo para ser realizado.de vibração. e por fim Deus. também se exerce controle de prana. ensinar a controlar e a dirigir o prana. então. Às vezes. Eliminar o prana supérfluo ou suprir o que falta. A capacidade de percepção da mente se tornará tão intensa. uma forma se transforma vagarosa. o suprimento de prana gravita mais ou menos em torno de determinada parte. como montanhas. Onde haja vida. talvez cinco centos de milhares para elevarse ainda mais alto. o equilíbrio de prana se rompe. um aumento de luta. porém cada qual está conectado com o infinito oceano de energia. podem cobrir o abismo do tempo. herança comum de toda criatura. em nosso próprio corpo. até que. porém firmemente. de diferentes maneiras.

e eles não nos vêm ou sentem. de etapa em etapa. ao invés de avançar vagarosamente. atravessaram todo o imenso período de tempo necessário para que o homem comum chegue à perfeição. deixaremos de vê-la. aquela meta. não serão vistos. De igual modo. O que pranayama tem a ver com o espiritismo? O espiritismo é também uma manifestação de pranayama. Em apenas urna vida tornaram. Por que não é possível. Todos os grandes profetas. Podemos estar continuamente passando e repassando através de seus corpos. intensificando o poder de assimilação.se perfeitos. por que esperar tantos milhões de eons? Por que não atingi-la imediatamente. não alcança a perfeição nesta mesma vida? Todos os seres atingirão. universo dentro de universo. não viveram um momento que fosse para outra idéia. são dirigidos a ensinar a Humanidade como. ainda neste corpo. Temos cinco sentidos e representamos prana em um certo estado de vibração. e assim o caminho encurtou-se. mostra-o a razão. para eles. É plano dentro de plano. alcançar esta perfeição em seis anos ou seis meses? Não existe limite. que não conseguimos ver. por fim. por que a alma. com esforço bastante. Aumentando a intensidade de uma fonte luminosa. encurtando o tempo. É este o significado de concentração: intensificar o poder de assimilação. intensificando sua ação. aguardando que toda a raça humana se tenha tornado perfeita. percorrerá a mesma distância em menos tempo com maior suprimento de carvão. santos e videntes do mundo – o que fizeram? Durante uma existência humana. mas existem seres com olhos tão poderosos que a poderão ver. Se uma locomotiva. encurtar o tempo para realizar a perfeição. agora? O ideal do yogui. viveram a vida inteira da Humanidade. Se . mas os seres que representam prana num estado vibratório superior. desenvolve duas milhas por hora. é mui provável que haja centenas e milhões deles ao nosso redor. com esta forma humana? Por que não realizar esse ilimitado conhecimento. Todos os seres em idêntico estado de vibração vêm-se uns aos outros. toda a ciência de Yoga. sentir ou tocar. nós o sabemos. com certa quantidade de carvão. A Raja-Yoga é a ciência que nos ensina corno alcançar o poder de concentração. não pensavam outra coisa.rápido. Mas. esse poder infinito. Se é verdade que os espíritos dos mortos continuam a existir e que apenas não podemos vê-los.

mais vagarosas são as vibrações. similarmente. podemos transportar-nos ao estado de vibração de outro plano e saber o que se passa ali. Todavia. em Yoga: samadhi. a atmosfera se torna mais e mais fina. e nos mais próximos do centro. pela yoga. Na espécie . Alguns de vós. são mais rápidas. Se eu puder atingir um estado vibratório mais intenso. e os animais que vivem no fundo do mar nunca sobem à tona. as vibrações são mais vagarosas. Todo este trazer a mente a um estado superior de vibração está incluído num só vocábulo. torna-se claro que aqueles que vivem num certo plano de vibração terão o poder de reconhecer-se uns aos outros. por exemplo: acha-se constituída de camada sobre camada: as camadas mais próximas da terra são mais densas que as mais afastadas. vibrando sob a ação de prana e consistindo de plano após plano em vários graus de vibração. mas não conhecerão os que estão acima ou abaixo. a seguir vem a mente. Nos mais externos. vibrações supraconscientes da mente. Não mais vos verei. mais aumenta a pressão da água. são indicados por essa única palavra: samadhi. talvez saibam que isso é exato. Nossa capacidade visual é apenas um plano das vibrações do prana Tomemos a atmosfera. como os gatos e as corujas. centro do qual é a perfeição. Somos todos partes do mesmo oceano de prana. Suponhamos que esta sala esteja cheia de seres que não vemos. também não veremos a luz. diferindo apenas na intensidade de vibração. da mesma forma que com o microscópio e o telescópio podemos aumentar o campo de nossa visão. eles aparecerão. Pensemos numa coisa inteira. porém há animais. Ou tomemos o oceano: quanto mais fundo. Agora. A matéria é o plano mais externo. e os estados inferiores de samadhi nos dão visões desses seres sobrenaturais. certo estado vibratório. como um círculo. Pensemos no universo inteiro como um oceano de éter. e o Espírito é o centro.as vibrações forem muito baixas. Prana é o material do qual eles se compõem. Todos esses estados de vibração superior. Suponhamos que eles representem um estado mais rápido e nós. Eles representam prana num. que poderão vêla. o mesmo que nós. este plano mudará imediatamente para mim. um mais lento. e conforme se vai mais para cima. enquanto nós representamos outro. porque se despedaçariam. Quanto mais longe estivermos do centro.

Conhecido um pedaço de argila. vemos a substância de que se compõem todas as espécies de seres. O Prana Psíquico Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:36:10 e. por assim dizer. senão prana? O que é a ciência física? A ciência de pranayama. falando a linguagem simbólica dos yoguis. que onde houver qualquer exibição extraordinária de poder. horizontalmente. e. Descobrireis. Ao atingir o cérebro. Vemos assim que pranayama inclui tudo o que é verdadeiro. escondido. Na parte inferior do canal está o que os yoguis denominam “o lótus da Kundalini”. é manifestação de prana. Nele. no universo. buscando controlar o prana. Tomando o número oito. Quando Kundalini desperta. a alma realiza sua liberdade. agindo através do vapor. também. Similarmente. passo a passo. camada após camada da mente desabrocha. faz com que o yogui se torne perfeitamente desligado do corpo e da mente. Sabemos que a medula espinal tem uma forma peculiar. e a parte que se propõe o controle das manifestações do prana como força mental. A parte de pranayama que procura controlar as manifestações físicas do prana por meios físicos é denominada ciência física. e muitas visões diferentes e poderes maravilhosos chegam ao yogui. por meios mentais. por meios externos. chama-se Raja-Yoga. só pode ser controlado por meios mentais. estejam tentando descobrir algo oculto. e um canal oco. conforme sobe. manifestando-se como poder mental. que percorre a medula espinal.superior de samadhi vemos a coisa real. conheceremos todos os objetos feitos de argila. até no espiritismo. está enroscado o poder chamado Kundalini.v. O prana. na realidade praticam alguma espécie de yoga. Descrevemno como triangular. Mesmo todas as ciências físicas podem ser incluídas em pranayama O que move a locomotiva a vapor? O prana. misterioso. descobrireis que onde alguma seita ou grupo de pessoas. O que são todos os fenômenos de eletricidade. veremos duas . Sushumna. força a passagem através do canal oco. Escrito por Swami Vivekananda De acordo com os yoguis há duas correntes nervosas na coluna vertebral: Pingala e Irha.

Há diversos movimentos no universo. Se empilharmos uma porção de oitos. O canal é fechado na extremidade inferior.partes. a outra. Devemos também recordar que. Pingala. Este é um fato muito importante. A eletricidade se manifesta . Os diferentes plexos. outra eferente. e o canal oco que passa pelo centro é Sushumna. e o canal passa até por essa fibra. outra centrífuga. mas sabe-se que é uma espécie de movimento. teremos uma representação da medula. que não está fixado no cérebro. esse movimento será eletricidade. a idéia dos yoguis pode ser facilmente explicada na linguagem da fisiologia. mas movimentando-se na mesma direção. Ouvimos falar de eletricidade e das outras várias forças ligadas a ela. como representando esse lótus. somente muito mais fino. termina numa espécie de bulbo. a força deste será amortecida pelo liquido e não ofenderá o bulbo. Onde a medula termina em algumas das vértebras lombares. O que os diferencia da eletricidade? Suponhamos que esta mesa se move o que suas moléculas também o façam. de forma que se a cabeça sofrer um golpe. Assim. a fim de tornar mais clara a explicação que vamos dar. situada próxima do que se chama o plexo sacro. um tecido fibroso sutil projeta-se para baixo. de todos os centros. Em última instância. Há outros fatos que devemos mencionar. um sobre o outro. de acordo com a fisiologia moderna. o Manipura (o lótus do umbigo) Tomemos. o direito. o Sahasrara (o lótus de mii pétalas no cérebro). ligadas no meio. começando com o Muladhara. Urna leva as sensações ao cérebro. uma centrípeta. o básico. a outra motora. O que é a eletricidade. podem perfeitamente ser o que os yoguis chamam lótus. A medula espinal. que têm seus centros no canal espinal. do cérebro às partes mais externas do corpo. e terminando com o Sahasrara. uma sensitiva. mas flutua num líquido. possui forma triangular. no cérebro. três são particularmente importantes: o Muladhara (o básico). Sabemos que há duas espécies de ação nas correntes nervosas: uma aferente. um fato da física. a seguir. o lótus de mil pétalas. ninguém sabe. essas vibrações estão todas conectadas com o cérebro. O lado esquerdo é irha. de que devemos nos lembrar. O yogui descreve diversos centros. em diferentes direções. se tomarmos os diferentes plexos. que.

o corpo fica transformado em enorme bateria de vontade. o que indica que a vontade. Quando a mente. tem uma ação de controle sobre todo o conjunto de transmissões nervosas. Ainda no tocante à fisiologia. transformada em corrente nervosa. numa sala. apresenta-se como algo semelhante à eletricidade. todas as moléculas do ar se deslocarem em uma só direção. o aposento se converterá cm uma gigantesca bateria elétrica. ela imprime a todas as moléculas do corpo. também as correntes nervosas transformam– se num movimento similar à eletricidade. Pois está provado que os nervos mostram polaridade sob a ação de correntes elétricas. . Em primeiro lugar. devemos também nos lembrar que o centro nervoso. a tendência de se moverem na mesma direção. quando todos os movimentos do corpo se tornarem perfeitamente rítmicos. regulador do sistema respiratório. Se.quando as moléculas de um corpo se inovem numa única direção. Portanto. que é distraída por natureza. torna-se concentrada e é assim convertida em forte vontade. Agora sabemos por que a respiração rítmica deve ser praticada.

obrigando-nos a utilizá-lo. imaginamos ou sonhamos. Somente então todo o conhecimento nos virá – desvanece a escravidão ao corpo. e quando ela atinge a extremidade do canal que se abre no cérebro. através dos fios das fibras nervosas. Voltando à analogia da eletricidade. o yogui os vê numa espécie diferente de espaço. o espaço mental. o espaço-Conhecimento. chittakasa. Por que a mente não envia notícias. porém a natureza não tem necessidade de fio para enviar suas formidáveis correntes. o que prova que o fio não é realmente necessário. Quando a percepção se tornou sem objeto e a Alma brilha em Sua própria natureza. teremos o problema resolvido.Reprodução simbólica de Kundalini subindo através os diferentes centros no Sushumna. ou reage sem ele? Isso é feito na natureza e o yogui afirma que. Eis porque é tão importante obtermos o . que tende a trazer ação rítmica no corpo. Semelhantemente. Como podemos realizá-lo? Se pudermos fazer com que a corrente passe através do Sushumna. O objetivo de pranayama é despertar o poder chamado Kundalini. Ao ler os pensamentos de outras pessoas ou ao perceber objetos supra-sensórios. a controlar os outros centros. Os feixes de fibras sensitivas e motoras da medula espinal são Irha e Pingala dos yoguis. encontramos que um homem somente pode enviar corrente ao longo de um fio. Tudo o que vemos. percebemo-lo no espaço. o canal no centro da coluna espinal. chamado mahakasa. temos Clziãã1câsa. dai partindo. sem fio. enroscado no Muladhara. sàmente. A mente confeccionou essa malha. e deve rompê-la. o espaço ordinário. se conseguirmos fazê-lo. os canais principais por onde circulam as correntes aferentes e eferentes. a percepção sem objeto ocorre no espaço-Conhecimento. Eis a explicação fisiológica de pranayama. livrar-nos-emos da servidão da matéria. a fim de não necessitar de fios para atuar. através do centro respiratório. até o Lótus de Mil Pétalas no cérebro. Esta tremenda vontade é exatamente o que o yogui deseja obter. ajudando-nos. todas as percepções se processam no espaço mental. ou espaço físico. Quando Kundalini é despertada e penetra no canal de Sushumna. que é o sistema nervoso. todas as sensações e movimentos do corpo são enviadas ao cérebro. somos incapazes de passar sem ele.

o Sushumna é fechado na extremidade inferior. entretanto. Os yoguis propõem uma prática pela qual esse canal pode ser aberto. tornada ativa e conduzida. Também ele declara que isso pode ser feito. a parte do corpo onde está situado o Muladhara – provavelmente o plexo sacro – se aquece. conscientemente. E’ muito provável que a energia motriz residual esteja também em reserva no mesmo centro. desencadear-se-á . Toda percepção é uma reação à ação externa. possa me recordar da cidade. um certo movimento nas moléculas cerebrais foi provocado pelo movimento dos nervos aferentes. De onde vem. ação. Isto é. segue-se o movimento e nos centros conscientes. este reage. compõem aquela cidade. as formas mais suaves de vibrações similares? Não certamente das sensações primárias. no cérebro. Minha percepção provêm da reação às sensações produzidas pelos objetos externos que. Se esta energia enroscada for despertada. chamamos Kundalini. As sensações devem. as sensações devem ter sido “enroladas” em algum lugar. mesmo depois de muito tempo. Como. o que evita a passagem de qualquer corrente. Ora. é chamado Muladhara. Agora. que. após um estudo profundo ou meditação intensa sobre objetos externos. Quando uma sensação é transmitida a um centro. Portanto. vejo uma cidade. apenas em forma mais suave. deixando passar as correntes nervosas. Os sonhos são exatamente o mesmo fenômeno.controle do Sushumna.raiz. por sua. a ação que motivou. haviam sido excitados pelos objetos externos situados na cidade. armazenadas. nos sonhos? Não intervém qualquer ação externa. então. primeiro a percepção e depois o movimento. e. Por exemplo. “a enrolada”. por assim dizer. se conseguirmos enviar a corrente mental através desse canal oco. solucionamos o problema. através do Sushumna. ou receptáculo. e à energia enrolada de ação. provocaram a reação mais atenuada que chamamos percepção no estado de sonho. A reação. então. independentemente de quaisquer fibras nervosas que façam o papel de fios. surgem as percepções. O yogui diz que. Nas pessoas comuns. por sua vez. estar armazenadas em algum lugar. pois. o centro onde todas essas sensações residuais estão. nos centros automáticos. livremente.

a reação é formidável. geralmente. sem o saber. urna pequena corrente de Kundalini deve ter encontrado o caminho para o Sushumna. Quando uma diminuta fração de energia viaja ao longo de uma fibra nervosa e provoca uma reação dos centros. pois. pelo poder de longa meditação interna. aquilo que os homens. o cérebro. por assim dizer. as pessoas. pela graça de sábios que alcançaram a perfeição. Mas quando. e o yogui percebe o universo em sua forma sutil ou causal. Conforme a força Kundalini passa de centro a centro. são conhecidas como tais. que. o yogui declara ao mundo que é o poder real enrolado dentro de todos os seres. e o resultado é o brilho magnífico da iluminação. na grande maioria desses casos. ignorantemente. O homem que crê que suas preces estão sendo atendidas. o único meio de atingir a sabedoria divina. através do medo e da tribulação. a percepção superconsciente. adoram sob vários nomes. a realização do Espírito. leva a esse resultado. O despertar pode surgir de várias formas: pelo amor a Deus. ignora que a satisfação veio de sua própria natureza. daí vem todo o conhecimento. a Mãe de eterna felicidade. a percepção do Eu Superior. Despertar Kundalini é. Portanto. a vasta massa de energia armazenada circula ao longo do Sushumna e toca os diferentes centros. E a Raja-Yoga é a ciência da religião. o cérebro inteiro. tropeçaram em alguma prática que tenha liberado uma diminuta porção da Kundalini enroscada. reage. à medida que ela age sobre centro após centro. Ao conhecimento das causas. uma após outra. Onde tenha havido qualquer manifestação do que. pela atitude mental da oração. segue-se. por assim dizer. Somente então. Porém. é chamado poder sobrenatural ou sabedoria. consciente ou inconscientemente. as causas do universo. o conhecimento dos efeitos. imensamente superior à reação do sonho ou da imaginação. E quando essa energia alcança a metrópole de todas as sensações. certamente. ou através do poder da vontade analítica do filósofo. a percepção é um sonho ou uma imaginação. ele conseguiu despertar um pouquinho desse infinito poder que está enroscado dentro dele mesmo.uma reação tremenda. as camadas da mente se abrem. tanto como sensação e reação. imensamente mais intensa que a reação da percepção sensorial: é a percepção supra-sensória. a explicação racional de . ali. Toda adoração religiosa.

Se vos sentais desleixadamente perturbareis a medula assim deixai-a livre Sempre que vos sentais de maneira displicente e tentais meditar vós vos prejudicais As três partes do corpo – o peito o pescoço e a cabeça – devem estar sempre retos numa linha só. podemos começar. Vimos que o primeiro passo. de toda prece.é respirar de maneira ordenada.v. Com um pouco de pratica isto será tão fácil quanto respirar Depois vem o controle dos nervos. a controlá-los. está. tempo igual tanto na inspiração como na expiração. é o controle do movimento dos pulmões. As correntes nervosas fluem através de todo o corpo. estaremos aptos para controlar os movimentos mais finos do corpo. trazendo vida e vitalidade a cada músculo. mas não as sentimos. com a respiração. Sentai-vos direito o corpo deve ser conservado reto A medula espinal conquanto não ligada à coluna vertebral. disso existem diferenças naturais entre a respiração das mulheres e a dos homens A primeira lição . podereis repetir. Como? Controlando o movimento dos pulmões. Nossas mentes tornaram-se exteriorizadas e perderam de vista os movimentos •sutis do interior. cerimônias. também. isto harmonizará o sistema. durante tempo suficiente. ao invés de contar uni. O que queremos. de todas as formas.. e milagres. Vamos agora aos exercícios em pranayama. dois. e formos capazes de senti-los. todavia. Escrito por Swami Vivekananda Estudaremos agora os exercícios em pranayama. . etc. O Controle do Prana Psíquico Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:37:07 e. Praticando assim durante algum tempo. O yogui afirma que poderemos senti-las. Fazendo-o.toda adoração. é sentir os movimentos mais finos que se processam no corpo. de acordo com os yoguis. dentro dela. Na Índia. Dissemos que o centro nervoso que regula os órgãos respiratórios exerce uma espécie de efeito controlador sobre os outros nervos eis porque a respiração rítmica e necessária A maneira pela qual geralmente respiramos não deve ser chamada respiração de forma alguma e muito irregular Alem. a palavra OM ou qualquer outra palavra sagrada.

costumamos usar palavras simbólicas, para medir os períodos de inalação e exalação. Eis porque, ao praticar, deveis repetir mentalmente uma palavra sagrada. Que a palavra flua para dentro e para fora, com o alento, ritmicamente; ireis notando que o corpo inteiro se vai tornando rítmico. Gozareis então de um descanso real. Comparado com ele, o sono não representa descanso algum. Uma vez conseguido, os nervos mais fatigados se acalmam. Sabereis então que, antes, não havíeis, realmente, descansado. A mudança de expressão, no rosto, é o primeiro efeito desta prática. Desaparecerão as linhas duras; com o pensamento tranqüilo, a calma se espalha pelo rosto. Em seguida vem a beleza; da voz. Jamais vi um yogui com voz rouquenha. Tais sinais chegam após alguns meses de prática. Depois de praticarmos a respiração mencionada acima durante uns poucos dias, devemos abordar uma forma mais elevada. Vagarosamente, enchei os pulmões, fazendo o alento passar através da narina esquerda, concentrando ao mesmo tempo a mente em Irha, a corrente nervosa esquerda. Estareis, por assim dizer, enviando a corrente nervosa para baixo, pela coluna espinal, fazendo-a bater violentamente no último plexo, o lótus básico, ou assento de Kundalini, de forma triangular. Mantende aí a corrente, por algum tempo. A seguir imaginai que estais gradualmente puxando a corrente nervosa, com o alento, através do outro lado, Pingala; então, exalai bem devagar, através da narina direita. Encontrareis nisso alguma dificuldade. A maneira mais fácil é tapar a narina direita com o polegar e inalar lentamente pela esquerda; depois fechar ambas com o polegar e o indicador, imaginando enviar a corrente para baixo, tocando a base do Sushumna; depois, retirai o polegar, deixando o alento escapar através da direita. A seguir inalai, também vagarosamente pela direita, conservando a outra fechada com o indicador; então fechai ambas, como antes. Os Hindus realizam esta prática de uma forma bastante difícil para as pessoas deste pais, porque estão habituados a fazê-lo desde a infância e seus pulmões estão preparados. Aqui, basta começar com quatro segundos e aumentar paulatinamente. Inspirai por quatro segundos, retendo dezesseis segundos, exalai em oito segundos. Isto completa um pranayama. Ao

mesmo tempo, pensai no lótus básico, de forma triangular; concentrai a mente nesse centro. A imaginação vos ajudará bastante. A respiração seguinte consiste em inalar vagarosamente e logo após exalar, lentamente, parando então a respiração de todo, utilizando os mesmos números. A única diferença é que no primeiro caso o alento foi retido e, no segundo, o impedimos de penetrar. Esta última forma é mais fácil, O exercício pelo qual o alento é retido nos pulmões, não deve ser praticado freqüentemente. Fazei-o somente quatro vezes pela manhã e quatro vezes à tarde. Depois, vagarosamente, aumentareis o tempo e o número. Vereis que sois capazes de fazê-lo e sentireis prazer nisso. Cuidadosa e prudentemente, aumentai o número, à medida que sentis capacidade, para seis ao invés de quatro. A prática irregular vos será prejudicial. Dos três processos acima descritos para o controle do prana, e primeiro e o último não são nem difíceis, nem perigosos. Quanto mais praticardes o primeiro, mais calmos sereis. Repeti OM, à medida que respirais; podeis praticá-lo mesmo quando estiverdes sentados, trabalhando. Isso vos fará uni grande bem. Algum dia, se praticais tenazmente, Kundalini será despertada. Praticando uma ou duas vezes por dia, apenas uma pequena calma de corpo e mente se fará sentir, e uma bela voz. Kundalini despertará sã- mente para os que puderem ir além, na prática. Então, toda a natureza se transformará e abrir-se-á a porta do conhecimento. Não mais necessitareis recorrer aos livros; vossa própria mente se tornará vosso livro, contendo infinito conhecimento. Já falei das correntes Irha e Pingala, fluindo através ambos lados da coluna espinal, e também do Sushumna, o canal no centro dó. medula. Os três estão presentes em todo animal – qualquer criatura que tenha uma coluna espinal. Mas os yoguis afirmam que nos seres comuns, o Sushumna está fechado e sua ação não é evidente, enquanto que nos outros dois, sua ação leva força às diferentes partes do corpo. O Sushumna abre-se sàmente para o yogui. Quando a corrente começa a elevar-se pelo Sushumna, vamos além dos sentidos; nossa mente se torna supersensória, supraconsciente; vamos além mesmo do intelecto; lá onde não chega o raciocínio, Abrir o Sushumna é o objetivo primordial do yogui. De acordo com

ele, ao longo do Sushumna estão alinhados os centros, ou lótus, na linguagem figurada da Yoga. O mais inferior está situado na extremidade da medula e é chamado Muladhara, o seguinte, mais alto, é chamado Svadhisthana, o terceiro Manipura, o quarto Anahata, o quinto Visuddha, o sexto Ajna, e o último, que está no cérebro, é chamado Sahasrara ou o lótus de mil pétalas. Toda energia deve ser levantada de seu assento no Muladhara e levada ao Sahasrara. Os yoguis afirmam que de todas as energias do corpo humano, a mais elevada é o que chamam olas. Olas está armazenada no cérebro, e quanto mais ojas tem uma pessoa, tanto mais poderosa, mais intelectual, e mais espiritualmente forte. Um homem pode expressar belos pensamentos em formosa linguagem, mas não consegue impressionar as pessoas. Outro, pode não expressar belamente’ seus pensamentos, entretanto suas palavras encantam e cada movimento seu é poderoso. Este é o poder de ojas. Agora, em cada homem há armazenada, mais ou menos, ojas, A mais alta forma de todas as forças que operam no corpo é ojas, Lembrai-vos que se trata somente de transformação de uma força em outra. A mesma força que está operando fora de nós como eletricidade ou magnetismo, será transformada em força interna; a mesma força que opera como energia muscular será transformada em ojas. Os yoguis dizem que aquela parte da energia humana que se expressa através da ação e do pensamento sexuais, quando reprimida e controlada, transforma-se facilmente em ojas; e como é o Muladhara que dirige essa energia, o yogui presta particular atenção a esse centro, tentando converter toda sua energia sexual em ojas, Somente o homem ou a mulher castos podem criar ojas e armazená-la no cérebro; eis porque a castidade foi sempre considerada a mais alta virtude. O homem sente que se é incontinente, sua espiritualidade se desvanece; perde o vigor mental e a força moral. Eis porque, em todas as ordens religiosas do mundo que produziram gigantes espirituais, sempre encontrareis a insistência sobre a castidade. Eis também porque vieram à existência, monges, que renunciaram ao casamento. preciso perfeita castidade em pensamento, palavra e ato. Sem eia, a prática de raja-yoga é perigosa e pode levar à insanidade mental, Se as pessoas praticam raja-

então. o sentir e o querer estariam sob controle. pois tornam a mente da pessoa. que não tenha sido ensinada: “Não roubes”. Sua filosofia é um tanto vaga. por . Os hipnotizadores. Porém. naturalmente. “Sede bons”. é bastante difícil concentrar a mente e ligá-la a apenas um órgão. Falar-lhe apenas não basta. que todo o mundo ensina. forte bastante para ignorar os sentidos. de uma ou outra forma. as pessoas juntam suas mentes aos centros. Quando todos se juntam e se ligam a algum objeto externo. e. por sua sugestão. “Sede bons”. Os curadores pela fé ensinam as pessoas a negarem a desgraça. Não há criança em qualquer pais que seja. percebemo-lo. vemo-lo praticado nos tempos atuais. Onde conseguem obter que uma pessoa se desembarace do sofrimento. ocorrem quando a mente se liga a determinados centros. provocam no paciente. Por que não se torna ela um ladrão? Não lhe ensinamos como não roubar. Costumamos ouvir: “Sede bons”. e por último.yoga e ao mesmo tempo levam vida impura. Mas. mas ninguém ensina à criança como evitar o roubo ou a mentira. negando-o. a dor e o mal. Ao mesmo tempo. Em primeiro lugar há os instrumentos externos. porém.v. de maneira similar. Essa. Escrito por Swami Vivekananda A etapa seguinte é chamada pratyahara. Só quando lhe ensinarmos a controlar sua mente. Que é pratyahara? Sabemos como nascem as percepções. a razão por que cometem ações tolas e sentem-se infelizes. isto é possível? Certamente que sim. a mente. Querendo ou não. se tivessem a mente sob controle. Todas as ações. simplesmente dizemos: “Não roubes”. como’ esperam tornar-se yoguis? Pratyahara e Dharana Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:37:58 e. chamados órgãos. funcionando no corpo através dos centros cerebrais. tropeçaram numa parte da yoga. Qual seria o resultado de controlar-se a mente? Seria o de evitar que eia ficasse ligada aos centros de percepção. “Não mintas”. a mente é a escrava de objetos físicos. realmente utilizam uma parte de pratyahara. realmente ajudamo-la. depois os órgãos internos. não agiriam assim. E’ claro até aqui. internas e externas.

A sugestão pseudo-hipnótica age somente sobre a mente fraca. cuidado. Não se trata realmente de controlar os centros nervosos pelo poder do livre-arbítrio do paciente. passiva. a ruína a milhões.se em massa informe. finalmente. perde parte de suas energias mentais. por sugestões inconscientes que semeiam a seu redor. sobre a qual se trabalha. É corno. controlando diretamente os órgãos ou forçando a que sejam controlados sob condições mórbidas. passiva. porque conduz à ruína inevitável. mas sim. apenas forja mais um elo à pesada cadeia. por meio de olhar fixo ou algo parecido. não-voluntário. torna. impotente. Em cada uma dessas atuações. da servidão das ações e superstições passadas. Em lugar de conduzir a esse resultado. despertando nos homens e mulheres aquela condição mórbida. Verdadeiramente alguns conseguem fazer o bem a muitos.certo tempo uma espécie de pratyahara mórbido. graças a golpes súbitos que a vontade de outrem lhe desfecha. Cuidado como. quando vos permitirdes a ação de outras pessoas sobre vós. Portanto. suas sugestões jamais conseguem qualquer resultado. levais outras pessoas à ruína. ao invés de utilizar as rédeas e a força muscular. quase despidos de alma. mas levam. e o paciente termina num asilo de loucos. domínio da :natureza externa e interna. torná-los dóceis durante certo tempo. simultaneamente. sem o saber. para refrear a louca corrida de uma fogosa parelha. O controle temporário dos centros de um paciente. sob qualquer forma. por algum tempo. toda corrente de vontade de outra pessoa. e a menos que o operador. feito por um hipnotizador ou por um curador pela fé. . é repreensível. pedir a outra pessoa que desfeche fortes golpes na cabeça dos animais. a fim de. por um certo tempo. dando novo caminho às suas propensões. já existente. não apenas é desastrosa mas também engana seu próprio objetivo. entorpecer-lhe a mente. feita sem a vontade do indivíduo. O fim de toda alma é a liberdade. tenha conseguido colocar a mente do paciente numa espécie de condição mórbida. o domínio – liberdade da escravidão da matéria e do pensamento. a pessoa. ao invés de obter a faculdade de controle perfeito. hipnótica. Toda tentativa de controle. que os torna. tonteando-os. até que sua mente.

Mal sonham essas pessoas. Portanto. do que se tornarem aparentemente bons por um controle tão mórbido e esquisito. alguém o fez beber bastante vinho. e lembrai-vos que a menos de serdes enfermos.Aquele que pede a outros que o creiam cegamente. como todos os macacos. enquanto isso. ofende a Humanidade. Como se não bastasse isso. que enquanto se felicitam pelo poder miraculoso de transformar os corações humanos. conforme cantam. impotentes e vulneráveis a quaisquer outras sugestões. inquieto por sua própria natureza. Por todo mundo existiram seitas de danças. a mente. Dói-nos o coração pensar quanto mal é feito à Humanidade por tais fanáticos religiosos irresponsáveis. palavra cujo significado é “acumular para o futuro”. ainda que o não pretenda. permanecerem perversos. controlai corpo e mente. animados todavia de boas intenções. acabam freqüentemente fazendo degenerar raças inteiras. ignorantes e enganadas. Não sabem que as mentes que sofrem brusca reviravolta espiritual sob suas sugestões. por todos os meios possíveis. ligar ou tirar sua mente dos diferentes centros. com música e rezas. sobre as pessoas sensitivas – mas por desgraça. acautelai-vos de tudo que vos despoja da liberdade. teremos realmente formado nosso caráter. loucura e morte. de pulos e uivos. somos meras máquinas. cujo poder. vão simplesmente se tornando mórbidas. pensam. crime. obteve êxito em pratyahara. Quando o conseguirmos. também elas são espécies de hipnotismo. foi-lhes outorgado por algum Ser acima das nuvens. Evitai todos. Exercitam singular controle. . grandes ou bons. Usai. cuja influência se espalha como infecção. Havia um macaquinho. ou que arrasta as pessoas atrás de si pelo poder controlador de sua vontade mais forte. durante certo tempo. Aquele que pôde. Sabei que é perigoso e evitai-o. estão semeando futura decadência. refrear a capacidade dispersiva da mente. dançam e pregam. que vos pedem crença cega. portanto. libertá-la do domínio dos sentidos. é mais saudável para o indivíduo ou para a raça. da história. Quão árduo é controlar a mente! Bem foi ela comparada ao macaquinho maluco. Sim. nenhuma vontade estranha poderá agir sobre vós. teremos feito um longo estirão na trilha da liberdade. à vontade. por piores que sejam. vós mesmos. passivas.

até que. Ela está em efervescência durante a maior parte do tempo. Controlar a mente e não permitir que ela se ligue aos centros. que lhe aumenta a turbulência. diz o provérbio. a locomotiva corre. que gradualmente ela se vai tornando mais tranqüila. fazendo-a atribuir-se muita importância. enquanto as coisas existem perante nós. Enquanto há vapor. dharana. sentir somente a mão.de forma que se tornou ainda mais irrequieto. por exemplo. vem o ferrão do escorpião do ciúme pelo sucesso dos outros. ficareis admirados ao ver que é possível ter tais pensamentos. Depois que o desejo apoderouse dela. com exclusão de outras. embriaga-se com o vinho do desejo. durante anos. deve demonstrar que não está sub. e por fim o demônio do orgulho instala-se na mente. Quando chitta. Depois de praticardes pratyahara por algum tempo. depois. não se a pode controlar. talvez surjam muitos terríveis pensamentos. Que palavras podem descrever a sua incontrolável inquietação? A mente humana assemelha-se ao macaquinho. Nos primeiros meses notareis na mente uma infinidade de pensamentos. um demônio o possuiu. que consiste em fixar a mente em certos pontos. Assemelha-se àquele saltitante macaquinho. para provar que não é uma máquina. e é verdadeiro. Quando uma pessoa é ferrada por um escorpião. Da mesma forma uma pessoa. as divagações da mente serão menos violentas. Tentai. Como consegui-lo? É um trabalho imenso. um escorpião o ferrou. Somente pelo esforço contínuo. Que o macaco salte quanto queira. ou estofo .missa a nenhum domínio. que vão diminuindo e que em mais alguns meses serão bem poucos. a mente estará sob perfeito controle. simplesmente esperai e observai. dai o passo seguinte. paciente. por fim. não pode ser feito num dia. a primeira lição é sentar-se por um tempo e deixar vagar a mente. Mas deveis praticar pacientemente. Incessantemente ativa por sua própria natureza. dia a dia. Que significa fixar a mente em certos pontos? Obrigá-la a sentir certas partes do corpo. E para completar sua desgraça. percebemo-las. O pobre macaquinho sentiu-se absolutamente miserável. Entregai-lhe as rédeas. Quão árduo o controle da mente! Portanto. A menos que se saiba o que a mente está fazendo. salta de dor durante todo um dia. Conhecimento é poder. teremos êxito. mas encontrareis que a cada dia que passa. Então. é pratyahara.

ou a menos. trará paz. porque a fala distrai a mente. todos serão beneficiados. O yogui precisa praticar sempre. deve-se dar livre curso à imaginação. por alguns meses. temos dharana. Não deve falar muito. levemos a mente a pensar sobre um ponto no coração. São estes alguns dos muitos efeitos que advirão. sabei que progredis. As vezes. ràpidamente. a companhia de diferentes espécies de pessoas distrai a mente. assim como uma bela voz. Um pedacinho de comida a mais. À medida que a organização geral do corpo se torna mais fina. e simultaneamente com sua prática. Ou então. A ninguém prejudica. é absolutamente indispensável uma estrita dieta. porque muito trabalho distrai a mente. aproximando-se e se fazendo sentir de forma contínua ao ouvido. capacitando-nos a ver mais claramente as coisas. notar-se-á que a mínima irregularidade pode romper o equilíbrio. no cérebro ou nos diferente centros. Mas os que desejam apenas uma pequena prática para uma vida diária de negócios – que não comam muito. Os defeitos da voz serão corrigidos. Só observando essas regras podemos nos tornar yoguis. já mencionados. prejudicará todo o sistema.mental. cuidar de sua dieta. no início. Para os que desejam progredir ràpidamente e praticar muito. o que é muito difícil. como uma porção de sinos soando à distância. Dharana é de várias espécies. Ótima saúde será um dos primeiros sinais. Temperamento e saúde se tornarão melhores. Haverá sons. Aqueles que desejam ser yoguis e praticar muito. Em primeiro lugar fará diminuir o excitamento nervoso. do Sushumna. Fixai a mente sobre ele. não deve trabalhar muito. pensai em um lótus cheio de luz. Encontrarão vantajoso viver apenas de leite e cereais. Por exemplo. e quando tais coisas aparecerem. Tão grande é o poder da yoga que mesmo uma prática muito pequena traz-nos imenso benefício. até que se obtenha perfeito . a mente não pode ser controlada depois de um dia inteiro de trabalho árduo. É mais fácil imaginar que ali existe um lótus efulgente de luz. podem comer o que lhes agradar. Deve tentar viver só. de outra forma. Os que praticarem bastante e intensamente conhecerão outros sinais. devem. ver-se-ão coisas – pequenas réstias de luz flutuando e aumentando. está confinado e limitado a um certo local.

Aqueles que apanham uma migalha aqui. Lede somente livros escritos por pessoas que tiveram experiências espirituais. fazei dela a vossa vida. o único que constrói gigantes espirituais. Que cérebro. esse mendigar de coisas. abandonando-a por outra mais nova. Primeiro ouvi. onde pacientemente transformam a gota em pérola. Quando uma pessoa começa a se concentrar. Apoderai-vos de uma idéia. ide até o fim e enquanto não o fizerdes. Os órgãos vão se tornando mais finos e também as percepções. cerrai vossas mentes às influências externas e dedicai-vos a desenvolver a verdade dentro de vós. nervos. Unia linda fábula hindu diz que. Deveis ser assim. Serão escravos nas mãos da natureza e nunca irão além dos sentidos. músculos. vêm então à superfície quando surge a estrela e aguardam as gotas preciosas. não a abandoneis. As coisas dos planos mais sutis devem ser realizadas. urna vez por todas. nunca chegarão a nada. outra ali. pensai nela. Aquele que pode se tornar louco com uma idéia. obtêm resultado. Tomai uma coisa sèriamente. os estágios através dos quais temos de passar.controle e se possa comer o que se deseja. depois entendei. aquela gota se torna em pérola. Todos aqueles que perseveram. para o fundo do mar. Há o perigo de desperdiçar as energias pelo fato de tomar uma idéia só pela sua novidade. Os que realmente desejam ser yoguis devem renunciar. a queda de um simples alfinete soará. Se realmente queremos ser abençoados e tornar os outros abençoados. cada parte de vosso corpo se encha dessa idéia. mas param aí. . Podem excitar seus nervos uni momento. como um estrondo. verá a luz. devemos ir mais fundo. Abandonai toda discussão e outras distrações. Estes. Quando uma gota cai dentro delas. segui-a. O que pode haver em uma querela intelectual seca? Só tira a mente de seu equilíbrio e a prejudica. sonhai com ela. estando a estrela Swati no ascendente. A mera conversa poderá consegui-lo? Abandonai toda conversa fútil. Sede como a ostra que produz a pérola. As ostras sabem disso. Outros são meros gramofones. e deixando de lado toda distração. Eis o caminho do sucesso. quando uma gota de chuva cai numa ostra. fecham rapidamente as carapaças e mergulham. no cérebro. Deixai de lado toda as outras. vivei dela.

e trabalhar sem almejar o resultado. sou eu que faço tudo. tanto faz. dessa vontade. Evitai-os. Como sei que sou eu e não outra pessoa? Pode ser dito que . que é o objetivo da Raja-Yoga. refere-se à consciência. Sede valentes e em seis meses vos tomareis perfeitos yoguis. Ouvem uma palestra. Praticai firmes. não progridem. todas as diferentes partes do meu corpo são fortalecidas.v. não existem vinte pessoas neste corpo. Aqueles que são cheios de tamas. ninguém tem consciência. pelo sangue. Para obter sucesso é necessário tremenda perseverança. certos lugares. vos repugnam. Deveis mergulhar. se viveis ou morreis. Escrito por Swami Vivekananda Tivemos uma visão geral dos diferentes passos em Raja-Yoga. faço-o conscientemente. Como seres humanos. ignorantes e inertes. de uma parte grande de minha existência não tenho consciência: todos os diferentes órgãos dentro do corpo.O primeiro passo é não perturbar a mente. as diferentes partes do cérebro. cujas mentes jamais se fixam sobre qualquer idéia. vemos que todo nosso conhecimento. vontade extraordinária. não nos ligarmos a pessoas cujas idéias possam nos inquietar. De nada vale só o assistir a uma série de aulas. que buscam sempre algo que os divirta. os que desejam realizar o mais elevado devem evitar companhia. acham-na interessante. Dhyana e Samadhi Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:39:08 e.estes são os que não perseveram. Trabalhai duro. dito racional. o treino de concentração. quando. quando o assimilo. boa ou má. exceto dos mais elevados. a religião e a filosofia são simples objetos de entretenimento. Mas aqueles que tomam uni pouquinho disso e um tanto do restante. E todavia. Todos sabeis que certas pessoas. certos alimentos. quando o alimento é transformado em sangue. A consciência que tenho desta mesa e de vossa presença faz-me saber que a mesa e vós estais aqui. faço-o inconscientemente. diz a alma perseverante. Ao mesmo tempo. isto é feito inconscientemente. Quando me alimento. “Beberei o oceano e à minha vontade as montanhas ruirão”. Enchei-vos dessa energia. E chegareis à meta. Destes. isso é feito inconscientemente. e depois vão para casa e se esquecem dela.

Mas como podemos saber que uma pessoa em samadhi não foi abaixo da consciência. chega a um plano abaixo da consciência. A seguir. mais devagar ou mais depressa. nenhum de nós pode controlar o coração. para que ele bata à vontade. é que pelos efeitos. nos quais trabalha a mente. Quando a mente ultrapassa o plano de autoconsciência. o homem. Há um plano. no qual todo trabalho é sempre acompanhado pelo sentimento do “eu”. O que mostra que as funções que estão abaixo da consciência são executadas também por nós. pode ser trazida ao plano da consciência. ou quase parar. desacompanhado do sentimento do “eu”. o trabalho inconsciente é denominado instinto. ou superconsciência. no entanto. talvez move a . Quando um homem entra em sono pro– fundo. não degenerou. acima da consciência. pois demonstra-se que quase toda ação de que agora não temos consciência. pela alimentação. Temos portanto dois planos. Porém. pode-se trazer até mesmo o coração sob controle. Primeiro. e a parte que esta acompanhada de sentimento do “eu” é trabalho consciente. não há sentimento do “eu” e. ele marcha seu próprio caminho.minha tarefa é apenas comer e assimilar o alimento. executamo-las inconscientemente. é feito para mim. Quando a mente está acima ou abaixo desse plano. Da mesma forma que um trabalho inconsciente está abaixa da consciência. onde o trabalho não está acompanhado pelo sentido do “eu”. ao invés de elevar-se? Em ambos OS casos a experiência esteve desacompanhada do sentimento do “eu”. pelos resultados do trabalho. é trabalho inconsciente. por outra pessoa. todavia superior. Ela pode ir além da consciência. também há outra espécie de trabalho. Isto não pode ser. Apenas. vem o plano inconsciente. pela prática. saberemos o que é inferior e o que superior. O coração bate. A parte do trabalho mental que não está acompanhada do sentimento do “eu”. A resposta. Nos animais inferiores. Quase toda parte do corpo pode ser controlada. a mente trabalha. aparentemente sem nosso controle. Nos animais superiores e no mais elevado de todos. Suas funções corporais prosseguem durante todo o tempo: respira. Porém o assunto não termina aqui. no qual a mente pode trabalhar. e que o fortalecimento do corpo. o plano consciente. experimenta o samadhi. prevalece o trabalho consciente. O sentimento do “eu” está apenas no plano médio.

tais perguntas são muito importantes para todos nós. Nenhuma iluminação advém. o samadhi é chamado estado superconsciente. o universo uma “fortuita combinação de átomos”. um santo – todo o seu caráter transformado. cada um por si. está inconsciente. toda a sua vida modificada. se não existe . Mas quando um homem entra em samadhi. Esta. Se não há esperança. jamais poderá responder tais perguntas. sem qualquer sentimento do “eu”. a idéia de samadhi. Toda tentativa é fútil. O que faz a diferença? De um estado. Não pode ultrapassá-lo. encontramos aquilo que a Humanidade tem como mais caro. não conheço nem o sim nem o não”. por que devo amar meu irmão e não cortar-lhe o pescoço? Se nada há além. a vida humana não terá propósito. é muito importante sabermos as respostas. então por que fazer o bem aos outros? Por que haver perdão. Portanto. O que diz eia? Diz: “Sou agnóstica. uma pessoa regressa do samadhi é muito mais elevada que a que pode ser obtida da inconsciência. deve portanto ser superconsciência. o homem surge o mesmo que era e do outro estado o homem volta iluminado: um sábio. é estreito e limitado. Há um pequeno círculo. Sem resposta adequada. todas nossas atitudes morais. absolutamente. profeta. dentro do qual a razão humana se movimenta. Todas nossas teorias éticas. Esta. Assim sendo. quando volta dê seu sono é o mesmo homem de antes. um. se há uma suprema Inteligência guiando este universo – estão além do campo da razão. Assim. Todas as perguntas – se há urna Alma Imortal. não aumenta. A soma total do conhecimento que possuía permanece a mesma. se era um idiota. ou muito mais elevada que a obtida pelo raciocínio num estado consciente. e todavia. as causas devem ser diferentes. Se a vida é apenas uma comédia.corpo em seu sono. além desse circulo de razão. iluminada. Qual a sua aplicação? Ei-la: o campo da razão ou do trabalho consciente da mente. justiça ou irmandade? A melhor coisa para os homens deste mundo seria “malhar o ferro enquanto está quente”. se há um Deus. foi moldado pelas respostas que vieram de além do círculo. em suma. Todavia. Como essa iluminação com a qual. Entretanto. emerge um sábio. São dois efeitos diferentes. tudo o que é bom e grande na natureza humana.

e acima de tudo. sobre Deus. toda ação humana e todo o pensamento humano estão presos a esta única idéia de inegoísmo. sàmente. Por exemplo. mas lei dura. Que base? A busca de maior felicidade para o maior número.na os animais. utilidade para mim significa ser egoísta. Sinto estes desejos e devo cumpri-los. onde foram buscar essa idéia? Sabemos que ela não é instintiva. que agem através do instinto. Por que vos queixais? De onde vêm todas as verdades sobre a vida humana. desconhecem. utilitaristas. De onde veio então? Estudando História. Pedir a alguém que seja inegoísta pode parecer tão bem quanto poesia. muitos não souberam de onde elas tinham vindo. Tampouco derivou da razão. não importa. rigorosa. Outro afirmava que um deva. Qual a resposta? O utilitarista nunca poderá dá-la. nada conheço mais. sobre a Alma imortal. ó homem! Esta é a mensagem”. lhe aparecera. a razão não sabe muita coisa a respeito de tais idéias. na forma de um ser humano com asas e lhe dissera: “Ouve. eu o realizo porque é esta a minha natureza. o ideal da vida humana pode ser condensado nessa palavra: inegoísmo. sobre como ser inegoístas? Toda ética. que fazem da utilidade a base da moral. Mostrai-me a razão pela qual não devo ser egoísta. sobre a moralidade. se ajuda o meu propósito? Como os utilitaristas respondem a esta pergunta? Como saber o que é certo ou o que é errado? Sou levado pelo meu desejo de felicidade. Por que devemos ser inegoístas? Onde está a necessidade. Onde está a utilidade em eu ser inegoísta? Se utilidade significa a maior quantidade de felicidade. que nos compele a ser inegoístas? Vós pretendeis ser racionais. eu vos direi que sois irracionais. encontramos um fato que é ponto pacífico para todos os grandes mestres de religião do mundo: todos afirmam haver recebido suas verdades do mais além. Aqueles que pregaram o inegoísmo e o ensinaram à raça humana. ser luminoso.liberdade. a força. sobre o amor e simpatia. Mostrai-me a razão: por que devo ser inegoísta. para o maior número. devemos somente tentar nos tornar felizes aqui. Encontrareis pessoas hoje em dia. mas poesia não é a razão. Por que agir assim? Por que não procurar a maior infelicidade. o poder. Um terceiro dizia haver sonhado com um . um dizia que um anjo havia descido. por que bom? Porque fulano e fulana de tal o dizem. mas se não me mostrardes uma razão para a vossa utilidade. sobre a bondade.

com esse estado superconsciente. constata-se que todos aqueles. por assim dizer. um estado superconsciente. além do conhecimento humano ordinário. aquele conhecimento então surge – conhecimento metafísico e transcendente.antepassado e que este lhe revelara certas coisas. que tropeçaram com esse estado superconsciente sem entendê-lo. de permeio com superstições. às vezes. e como regra. e num terceiro através de Deus. além da razão. por assim dizer. Desta forma se explica porque uma inspiração. num outro através de um deva. nada mais sabia além disso. Contudo. Na maioria dos casos existe o perigo de desarranjar.se o cérebro. por maiores que fossem. Mas todos dizem que esse conhecimento lhes chegou do além e não por seu poder de raciocínio. andaram às cegas e em geral. Tropeça nele. ou conhecimento transcendental. e geralmente o interpreta como vindo de fora. por assim dizer. Maomé afirmava que o anjo Gabriel viera a ele numa caverna e o levara no cavalo celeste Harak para visitar os céus. nessa inspiração. sobrevir por acaso a um homem que não lhe compreende a maneira de ser. e ao elevar-se até ele. Se lerdes o Corão. apesar de ser o mesmo em diferentes países. Não era um yogui treinado e não sabia porque agia assim. o que ensina a ciência da Yoga? Que todos estavam certos afirmando que o conhecimento lhes havia chegado de além do raciocínio. O fato real é que esses vários homens deram. e pensai também no grande mal que o seu fanatismo desencadeou! Pensai nos milhões . Eram presas de alucinações. Maomé falou verdades maravilhosas. mas declara também que tal conhecimento assomara de dentro de cada um. pode. encontrareis as mais admiráveis verdades. Esse estado de ir além da razão. O que significa isso? Significa que a mente trouxe o conhecimento de dentro de si mesma e que a maneira de encontrá-lo foi interpretada de acordo com as crenças e educação da pessoa através da qual se manifestou. O yogui ensina que a mente atinge um estado superior de existência. Pensai no bem que Maomé fez ao mundo. ao lado do seu conhecimento tiveram algumas superstições esquisitas. O yogui afirma que há grande perigo em se tropeçar com esse estado. em um parece ter surgido através de um anjo. Como explicá-lo? O homem estava sem dúvida inspirado. mas tropeara.

massacrados por causa de seus ensinamentos – mães separadas de seus filhos, crianças tornadas órfãs, países inteiros destruídos, milhões e milhões de pessoas mortas! Portanto, vemos esse perigo quando estudamos a vida de um grande instrutor como Maomé. Sempre que um profeta penetrou no estado superconsciente pela elevação de sua natureza emocional, trouxe não somente verdades mas também algum fanatismo, alguma superstição, tão prejudicial ao mundo quanto o ajudou a grandeza dos ensinamentos. Todavia descobrimos, ao mesmo tempo, que todos os grandes instrutores eram inspirados. Para encontrar algum significado na massa de incongruência que chamamos vida humana, temos de transcender nossa razão; porém devemos fazê-lo cientificamente, vagarosamente, pela prática regular e despojar-nos de toda superstição. Necessitamos estudar o estado superconsciente como a qualquer ciência. Sobre a razão devemos lançar os nossos alicerces, segui-la até onde nos leva, e quando falhar, ela mesma nos mostrará o caminho para o plano superior. Ao ouvirmos um homem dizer: “Eu estou inspirado”, e depois falar irracionalmente, rejeitemo-lo. Por que? Porque esses três estados – instinto, razão e superconsciência, ou inconsciente, consciente e superconsciente – pertencem a uma e mesma mente. Não há três mentes no homem, mas um estado da mente desenvolvese nos outros. O instinto se desenvolve na razão e a razão na consciência transcendental; entretanto nenhum desses estados contradiz o outro. A inspiração real jamais contradiz a razão: completa-a. Assim como os grandes profetas “não vêm para destruir mas para fazer cumprir”, da mesma forma a inspiração sempre vem para completar a razão e estar em harmonia com ela. Todos os diferentes passos na yoga têm a finalidade de nos levar, cientificamente, ao estado superconsciente, ou samadhi. Além disso, entendamos este ponto vital: a inspiração está tanto na natureza de cada homem, como esteve na dos antigos profetas. Esses profetas não eram únicos; eram homens, como vós ou eu. Eram grandes yoguis. Haviam obtido o estado superconsciente, e tanto vós quanto eu podemos fazer igual. Não eram pessoas peculiares o próprio fato de um homem ter alcançado tal estado é prova bastante que é possível para todos. Não apenas possível, mas todos, eventualmente, o

atingirão – e isso é religião. A experiência é o único mestre que temos. Podemos falar e raciocinar durante toda a vida, mas não entenderemos uma palavra de verdade a não ser que a experimentemos nós mesmos. Não podeis esperar que um homem se torne cirurgião pelo simples fato de possuir alguns livros. Não podeis satisfazer minha curiosidade em ver um país, mostrando-me um mapa; devo ter experiência real. Os mapas somente despertam em nós curiosidade para obtermos conhecimento mais perfeito. Fora disso não têm valor. O agarrar-se a livros somente degenera a mente humana. Jamais houve pior blasfêmia que afirmar-se que o conhecimento de Deus está confinado a esse ou aquele livro. Como ousam os homens dizer que Deus é infinito e, entretanto, buscam limitáLo dentro das, capas de um pequeno livro Milhões de pessoas foram mortas porque não acreditavam no que diziam os livros, porque não viam todo o conhecimento de Deus dentro das capas de um livro. Naturalmente, toda essa matança já passou; no entanto, o mundo ainda está tremendamente preso à crença em livros. A fim de atingir o estado superconsciente de uma maneira científica, é necessário passar através dos vários estágios de Raja-Yoga, que ensinei. Depois de pratyahara e dharana, chegamos a dhyana, meditação. Quando a mente foi treinada para permanecer fixa num. determinado objeto, interno ou externo, chega-lhe o poder de fluir,. em corrente continua, por assim dizer, em direção desse objeto. Este estado é chamado dhyana. Quando se intensificou o poder de dhyana, como para se rejeitar a parte externa da percepção e meditar somente na interna, no significado, esse estado é chamado samadhi. Os três, dharana, dhyana e samadhi, juntos, são chamados samyama. Para explicar melhor: se a mente pode primeiro concentrar-se sobre um objeto, logo continuar nessa concentração por um período, e depois, pela concentração contínua, fixar-se na parte interna da percepção, da qual o objeto era o efeito ou a. parte grosseira, tudo estará sob o controle dessa mente. Esse estado meditativo é o mais alto estado de existência. Enquanto há desejo não existirá felicidade verdadeira. Somente o estudo contemplativo, à maneira de testemunha, dos objetos, traz-nos real gozo e felicidade. O animal encontra a felicidade nos senti- dos, o homem em seu intelecto e o deus

na contemplação espiritual &mente para a alma que atingiu esse estado contemplativo, o mundo se torna realmente belo. Para quem nada deseja e não se mistura com o mundo, as múltiplas modificações da natureza são um. panorama contínuo de beleza e sublimidade. Estas idéias devem ser compreendidas ao estudarmos dhyana, ou meditação. Ouvimos um som. Primeiro há a vibração externa; segundo, o movimento dos nervos que a leva à mente; terceiro, a reação da mente, com a qual surge, como relâmpago, o conhecimento do objeto que era a causa externa dessas diferentes mudanças, desde as vibrações etéreas às reações mentais. Estes três fenômenos sã chamados, na yoga, sabda (som), artha (significado), e jnana (conhecimento). Na linguagem da fisiologia são chamados a vibração etérea, o movimento no nervo e cérebro, e a reação mental. Os três, através de processos distintos, misturaram-se de maneira a tornar-se indistinguíveis. De fato, não podemos agora perceber nenhum deles; apenas percebemos seu efeito culminado, que chamamos objeto externo. Cada ato de percepção inclui os três e não hã razão por que não podemos distingui-los. Quando por prévia preparação, a mente se tenha tornado forte -e controlada e obtido poder mais fino de percepção, deve ser utilizada na meditação. Esta, deve começar com objetos grosseiros e -vagarosamente elevar-se a objetos mais finos, até tornar-se sem objeto. A mente deve primeiro dedicar-se a perceber as causas externas das sensações, depois os movimentos internos e depois sua própria reação. Quando conseguir perceber, isoladas, as causas ex- -ternas das sensações, obterá o poder de perceber todas as existências materiais sutis, todos os corpos e formas finos. Quando assim -consegue perceber os movimentos internos em si mesmos, terá o controle de todas as ondas mentais, em si mesma ou nos outros, antes mesmo que se tenham traduzido em energia física. E quando a mente do yogui estiver apta a perceber a reação mental em si mesma, terá adquirido o conhecimento de tudo, desde que tanto os objetos sensíveis, como todo pensamento, são o resultado dessa reação. Então o yogui verá os alicerces mesmos da mente e ela -estará sob seu perfeito controle. Diversos poderes lhe advirão, porém, se ceder às tentações de quaisquer deles, ser-lhe-á bloqueada a estrada de ulterior progresso – conseqüência nefasta da busca de gozos.

-de todo animal. Por uma. duas vezes. é chamada abhava-yoga. Resumo Sobre Raja-Yoga Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:40:03 e. o Imortal. o yogui .Porém. como vazio e sem qualidades.a concentração. a outra. o tempo -‘chegará.mente ajustado e cientificamente organizado. brilhará em toda sua efulgência e o yogui se encontrará. três vezes.um dos passos para atingir o samadhi foi raciocinado. a Essência do Conhecimento. de atingir esse estado.v. Aquele que combina em si mesmo a yoga e o conhecimento – com ele o senhor se compras. O conhecimento se torna purificado e obtém–se diretamente o Nirvana. porque não temos experiência. -tem começo a religião real. atingirá a meta da yoga. imperturbada pelas distrações da mente ou pelos movimentos do -corpo. desvanecerá toda infelicidade. Aquela. A yoga está dividida em duas partes: uma é chamada abhava-yoga. na qual o “eu” é visto pleno de felicidade. só então. Até lá. auxilia o yogui na obtenção da liberdade. Fielmente praticados. O samadhi é propriedade de todo ser humano – em verdade. Os que praticam maha-yoga uma vez por dia. é chamada maha-yoga. e então. maha-yoga. Do mais inferior ao anjo mais elevado. por sua vez. uno com Deus. própria-. livre de todas as impurezas. a completa supressão das ondas no oceano da mente. certamente conduzirão ao almejado fim. se for bastante forte para rejeitar até mesmo esses poderes milagrosos. De que nos serve. na qual se medita no “eu”. Cessará por fim toda tristeza. Da yoga vem o conhecimento. para cada um. Aquela. Então a glória da Alma. somente nos esforçamos para atingir esse estado. o Onipenetrante. Não há diferença agora entre nós e os que não têm religião. o conhecimento. Escrito por Swami Vivekananda O que se segue é um sumário de Raja-Yoga. As sementes da ação serão queimadas. em tradução livre do Kurma Purana: O fogo da yoga queima a funda de pecado que aprisiona o homem. e a Alma gozará de eterna liberdade. como é e como sempre foi. sempre – sabei que eles são deuses. ou por outra. se não nos conduzir a essa experiência? Cada-.

é chamada repetição mental. não-injúria. ou pela força. castidade. outra. e pelas outras virtudes. não há felicidade maior que aquela que um homem obtém pela atitude de não-ofensa a toda a criação. É esta a mais alta de todas as yogas. nãocobiça. palavra ou ação. mental. a mente. svadhyaya (estudo). torna impuro o coração de um homem. é a purificação externa. constitui o que se denomina estudo. não merecem ser niveladas à maha-yoga. A purificação do corpo pela água. Pela verdade tudo se obtém. O nãorecebimento de presentes. pranayama. a forma superior. e ao universo inteiro. ou audível. svadhyaya. torna-se ligado e apegado. Yama. mas nenhum som é ouvido. é chamada purificação . Os sábios ensinaram que existem duas espécies de purificação: a externa. Uma é chamada verbal. Os seguintes hábitos e observâncias regulares são auxílios para o sucesso na yoga e denominam-se niyama: tapas (austeridade). na seguinte. dharana. acompanhada pelo pensamento de seu significado. não cobiçar. por pensamento. é chamado aparigraha. A repetição inaudível do mantra. de ninguém.e a interna. às escondidas. As outras yogas. como Deus. Relatar os fatos como são – eis a veracidade. pratyahara. que purifica chitta. saucham (pureza) e Ishvara-pranidhana (adoração de Deus). não receber nada de outros. Não há virtude mais elevada. asana. A repetição em voz alta é a verbal. sobre as quais lemos ou ouvimos falar. Há três espécies de repetição desses mantras. niyama. Não injuriar. que a não-injúria. pelos quais o material sattvico do corpo se purifica. dhyana e samadhi são os degraus de Raja-Yoga. na verdade tudo está estabelecido. O jamais produzir dor em qualquer ser vivente. perde sua independência. Castidade em pensamento. santosha (contentamento). mesmo quando se está sofrendo terrivelmente. A purificação da mente pela verdade. A verbal. A idéia é que o receber dádivas. é chamado ahimsa. O jejum ou o controle do corpo por outros meios é o que se chama tapas físico. Repetir-se os Vedas e outros mantras. veracidade. ação. é asteyam. somente os lábios se movem. é a mais inferior e a inaudível. constitui yama. palavra. semi-verbal e a terceira. A veracidade nos conduz aos frutos do trabalho. a superior. Não tomar os bens alheios.realiza o “EU”. sempre e em todas as condições é o que se chama brahmacharya. ele se degrada. terra ou outros materiais. o banho é um exemplo. na qual o yogui descobre-se.

os órgãos dos sentidos. temos o pranayama inferior. que Ele ilumine nossas mentes”. Também está dividida em três partes: encher. Quando apenas uma for viável. mas ninguém será um yogui se não tiver ambas. Os indriyas. Há um mantra chamado Gayatri. repetem-se três Gayatris. Prana significa a força vital do corpo. puraka (inspiração). e quando começamos com trinta e seis segundos. na forma média há tremor do corpo. como base. é deixar o corpo livre. Em seguida. a purificação interna deve ser preferida. Isto é dhyana. verso mui santo dos Vedas. Falamos a respeito de yama e niyama. a média e a muito elevada. a multiplicidade das ondas originais dá lugar à unidade e uma só onda permanece na mente. Deus é adorado pelo louvor. OM é acrescentado no começo e no fim. e kumbhaka (retenção ou estacionamento). estas ondas. A única coisa a entender-se. mantendo-se o peito. ou recolher em si mesmo. com vinte e quatro segundos. Confinadas a um local. A seguir vem asana. significa controle. chama- . Há três espécies de pranayama: a.interna. Diz: “Meditamos na glória daquele Ser que produziu este universo. Quando -nenhuma base é necessária. estão dirigidos para fora e entram em contato com os objetos externos. Quando praticamos pranayama começando com doze segundos. levitação do corpo e influxo de grande ventura. Num pranayama. que é o melhor. tornam-se gradualmente proeminentes. e a palavra ayama. quando toda a mente se tornou em uma única onda e atingiu unidade de forma. Ambas são necessárias na prática da yoga. meditação. O fixar a mente no lótus do coração. o pranayama médio. ombros e cabeça em linha reta. enquanto que todas as outras diminuem e finalmente desaparecem. Todos os livros afirmam que cada pranayama se divide em rechaka (rejeição ou exalação). reter e esvaziar. pelo pensamento e pela devoção. postura. ou no centro da cabeça. não absorvidas por outras espécies de ondas. internamente puro e externamente sujo. é chamado dharana. Na forma inferior de pranayama há perspiração. e na superior. Não basta que um homem seja. ternos o pranayama superior. muito simples. certas ondas mentais se levantam. Depois vem pranayama. Trazê-los para o controle da vontade é o que se chama pratyahara. a respeito.

se a isto samadhi. e fé no Senhor – estes são todos o diferentes votos. Dentro do lótus. Assim. e que no meio desse espaço uma chama está acesa. onde ninguém vos possa perturbar. chega à salvação. Meditai sobre isso. em vossa casa. Se a mente pode ser fixada num centro durante doze segundos. avança-se um longo caminho em direção ao controle do arco de reação e dai para o controle da vontade. Não temais se não fordes perfeitos em todos. onde há muitas pessoas más. pensai no Ser Dourado. algumas polegadas acima. Escolhei um cenário formoso ou um aposento. mas os estames e pistilos internos são a extrema renúncia. a não-injúria. a renúncia de todos esses poderes. controlando os dois nervos óticos. ai não se deve praticar yoga. ou quando a mente sentir-se infeliz e tristonha. alguns exemplos são dados sobre em que meditar. cujo nome é OM. Se o . Mais tarde saberemos quanto isso ajuda a concentrar a mente. o perdoar. Eis um exemplo de meditação: imaginai um lótus sobre a cabeça. Dentro. cercado de luz efulgente. Trabalhai e tereis . Então começai. como. verdade. mesmo o maior inimigo. Meditai sobre isso. isto se aplica mais particularmente à Índia. Em proximidade de fogo ou água. tendo como centro a virtude e o conhecimento como haste. Não pratiqueis quando o corpo estiver preguiçoso ou doente. ide a um lugar escondido. Tendo sido explicada dhyana. Deus. e doze dhyanas serão um samadhi. Livre de toda associação com lugares e centros. Pensai nessa chama como sendo vossa própria alma. onde quatro ruas se cruzam. E quando praticardes. Sentai-vos retos e olhai a ponta de vosso nariz.yogui recusa os poderes externos. o Inefável. As oito pétalas do lótus são os oito poderes do yogui. onde existem muitos formigueiros. o Todo poderoso. os estames e os pistilos são a renúncia. as oito pétalas do lótus são os oito poderes. onde há perigo de animais selvagens. A castidade. o Intangível. doze dharanas serão uma dhyana. que seja agradável. onde o chão está coberto de folhas secas. só o significado da onda está presente. no coração. onde houver muito barulho. saudai primeiro os antigos yoguis. será uma dharana. Dentro da chama está outra luz efulgente que é a Alma de vossa alma. vosso próprio guru e Deus. Lugares sujos não devem ser escolhidos. Outra meditação: pensai num espaço em vosso coração.

Ele disse Narada: “Onde vais?” Narada respondeu: “Para o céu”. esse é Meu bem-amado bhakta”. * Havia um grande sábio divino chamado Narada. perguntaste ao Senhor a meu respeito?” “Sim. que é amigo de todos. Da mesma forma que há sábios. que está livre de alegria. “Então pergunta a Deus quando Ele será misericordioso. cujo coração se tornou purificado – seja qual for seu desejo. que é firme em sua mente. Narada replicou: “Vou para o céu. Saltava de um lado para outro. que é misericordioso com todos. que está sempre contente. que é puro e ativo. que jamais é infeliz. cuja vontade é firme. que é o mesmo no louvor e na calúnia.” “Então pergunta quando me libertarei. que nada tem de seu. “Aquele que não odeia ninguém. cujo “eu” está controlado. temor e ansiedade. e disse “O Narada.êxito. Viajava por todos os lugares. que é equânime na dor e no prazer. esse é Meu querido. aquele que tomou refúgio no Senhor. aquele cuja alma inteira encaminhou-se para o Senhor. Narada era um grande e renomado yogui. já de volta. cuja mente e intelecto estão ofertados a Mim – esse é Meu devoto bem-amado. cantando e dançando. sem lar. atravessando uma floresta. amor e renúncia. viu um homem que tinha estado em meditação havia tanto tempo. que se compras com o pouco que lhe vem. e lá estava o homem que meditava com o formigueiro à sua volta. Uma tal pessoa se torna um verdadeiro yogui.” Narada prosseguiu viagem. todo medo. quando conseguirei a liberação”. Mais adiante Narada viu outro homem. está livre de egoísmo. No curso do tempo. tendo o mundo todo como lar. toda cólera. Ele o concederá. onde vais?” Sua voz e gestos eram bruscos. Ele perguntou: “O Narada. sentado numa só posição. sempre devotado à yoga. silencioso e pensativo. também os há entre os deuses. Adorai portanto o Senhor pelo conhecimento. Certa vez. aconteceu dele passar pela mesma estrada. que não pode ser perturbado pelos outros. que as formigas brancas haviam construído um enorme formigueiro em volta do seu corpo. Aquele que abandonou todo apego. que é paciente. entre os homens. grandes yoguis. Aquele do qual não procede nenhuma perturbação. que não se preocupa pelo bem e pelo mal.” “O que . Aquele que não depende de nada. que abandonou todos os esforços para si mesmo.

para os yoguis. Parece ser o consenso de opinião das grandes mentes do mundo. Introdução aos Aforismos de Patanjali Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:41:17 e. sentiu que apenas quatro nascimentos mais era muito tempo. pode trazer grandes resultados. terás a liberação neste instante!” Foi essa a recompensa de sua perseverança. devemos apegar-nos a ela. que somente esta vida pode ser desfrutada e. o estado absoluto ou o estado atual? Não falta quem pense que o estado manifestado é o mais elevado para o homem. “Fizeste a minha pergunta?” “Oh.” O homem começou a dançar de alegria e disse: “Terei a liberação depois de tão pouco tempo!” Ouviu– se uma voz: “Meu filho. sobre a qual. portanto. que jaz por detrás de nosso estado relativo atual e que retornaremos àquela condição absoluta. monótono. a pergunta é: qual o melhor. Imaginam que no estado absoluto não pode haver qualidade.” Então o homem começou a chorar e a se lamentar: “Eu meditei até que um formigueiro se levantasse ao meu redor. sim.disse ele?” “O Senhor disse que tu alcançarás a liberdade dentro de mais quatro nascimentos. Então atingirás a liberdade. Escrito por Swami Vivekananda Antes de abordar os Aforismos sobre a Yoga. .v. Mas o primeiro. Sàmente perseverança igual a do homem que estava disposto a esperar eons. nada o desencorajava. sem vida. tentarei analisar uma grande questão. Vês aquele tamarindeiro? Devo dizer-te que tu deveras nascer tantas vezes quantas são as folhas dessa árvore. Ele estava pronto a trabalhar durante todos aqueles nascimentos. que deve ser insensato. Pensadores de nomeada são de opinião que somos manifestações de um ser indiferenciado e que o estado diferençado é superior ao absoluto. que somos o produto e a manifestação de uma condição absoluta. está fundamentada toda a teoria da religião. Isto posto. e todavia ainda me faltam quatro nascimentos!” Narada encontrou-se com o outro homem. e tem sido quase demonstrado pelos pesquisadores da natureza física.

porque não existe movimento em linha reta. deverá por fim voltar a vós. Nada é tão certo quanto isto. levado a um estado superior e purificado de seus males é chamado céu. e voltarão à nebulosa de origem. esse mundo. nada pode refreá-lo. o sol. cada impulso de amor retorna a ele. é também absurda. a corrente elétrica deixa o dínamo. porque tal estado não pode existir. Todo movimento é circular.Em primeiro lugar. analisemos outras soluções sobre a vida. Da mesma forma que. esforçar-se sempre para a frente. permaneciam para sempre. alegrias’ – onde nos levam? Acabaremos. sempre para a frente. voltará exatamente à nossa mão. após a morte. Hão de se dissolver. assim também o ódio e o amor devem. atirármo-la ao espaço. vemos que a teoria da progressão eterna é insustentável. Portanto. nos tempos modernos. jamais atingindo a meta. Em campos diferentes e mais práticos. Havia uma velha solução que afirmava que o homem. Vede como. sem jamais parar. De forma similar. na morte. esse movimento em linha reta. termina num circulo. Essa afirmação.”. mas somente amar. porque o ódio. . Um mundo onde só existe o bem é o que os lógicos hindus chamam “um castelo no ar. voltar à fonte. completa o círculo e volta ao dínamo. projetado. aparentemente muito bonita. essa progressão infinita? Significa somente sair até uma certa distância e volver ao centro de onde se partiu. Outra teoria. é absurda. Portanto não odieis ninguém. isto significa que o objetivo do homem é o mundo. pois a destruição é o fim de tudo que é terreno. que todas as boas qualidades. Em termos lógicos. completando o círculo. Se amais. a idéia que o destino do homem é progredir. e vivermos bastante tempo. a lua e as estrelas foram produzidos. Uma linha reta. Todas nossas lutas. Onde. medo. Ainda que este tema seja estranho a nosso assunto1 posso remarcar que a idéia do movimento circular explica a teoria ética que não podemos odiar. essa pedra. todos. se não encontrar obstáculo algum. foi apresentada por várias escolas: que o destino do homem é continuar sempre a melhorar. É certo que todo ódio que sai do coração de um homem volta a ele com toda intensidade. Se apanharmos uma pedra. infinitamente projetada. exceto as más. então. ambos. Não pode haver bem sem mal ou mal sem bem. A teoria é absurda e pueril. permanecia o mesmo. também esse amor voltará. de acordo com teoria atual. depois. esperanças. de nebulosas.

no meio torna-se homem. Deus. teremos de voltar à nossa origem. vem de Deus. O que vemos nos planetas. chega o tempo que ele inicia a caminhada para cima novamente. O homem. até completar o círculo. Se o nosso estado atual é o mais elevado. a fim de podermos nos . e por fim volta a Deus. Se é essa a lei da natureza. tudo o que é. A natureza trabalha segundo um plano uniforme. no começo.Acontece o mesmo em toda parte. Esta é a forma de explicar o assunto de maneira dualista. devemos passar por ele. Eis um fato que é certo. O homem pode descer o máximo. Por que deve ser tão diabólico. nada mais certo. A mente se dissolverá e voltará à sua origem. e por que há um fim para isso? Se é este o estado mais elevado. A enorme onda consiste de ondas pequenas. tão insatisfatório? É somente desculpável enquanto. aplica-se também à mente. então por que tanto horror e miséria. veremos nesta terra. Entretanto. Viemos todos Dele e estamos destinados a voltar a Ele. Queiramos ou não. por que termina? O que se corrompe e degenera não pode ser o estado mais elevado. formos aptos para atingir um estágio mais elevado. o fato permanece o mesmo. através dele. decaem e a ela devolvem o que tiraram. Cada forma deste mundo é tirada dos átomos circundantes e volta a eles. A plantas tiram sua subsistência da terra. Absoluto. “De Quem todo este universo emana. A lei é uniforme. e a morte do mundo inteiro é composta das mortes desses milhões de pequenos seres. em última análise. a vida do mundo inteiro é composta das vidas de milhões de pequenos seres. Agora surge a pergunta: voltar a Deus é o estado superior ou não? Os filósofos da escola Yoga respondem enfàticamente que sim. ou Absoluto. o que está sendo levado a efeito numa esfera repetese em milhões de esferas. com os homens e com tudo. A idéia é que o seu início é perfeito e puro. em Quem. ou natureza. vive. A mesma lei não pode agir diferentemente em lugares diferentes. chamada Deus. e para Quem tudo retorna”. não há uma só religião na face da terra que diz que o homem seja o resultado de um aperfeiçoamento. chamemo-Lo pelo nome que for – Deus. tomará a curva ascendente e voltará à fonte original. Dizem que o presente estado do homem é uma degeneração. talvez milhões delas. finalmente. A forma monista diz que o homem é Deus e se torna Deus outra vez. degenerando depois até não poder mais e. o círculo tem que se descrito. Similarmente.

. dissolve-se depois de algum tempo. do pensamento. Eis a diferença. Quando ultrapassarmos o pensamento. melhor. que foi chamado o estado superior. Torturar-nos ou condenar o mundo não é a maneira de escapar. e dessa dissolução surge uma árvore esplêndida. Seria piorar as coisas. Será que. Por que deveria fazê-lo? Existe algo que Lhe seja desconhecido. a mesma ausência de pensamento em Deus? Não. como alguns temem. são diferentes como os pólos. o da pedra. sairemos dele? Absolutamente. não. não são vistas por nós. Devemos nos lembrar sempre que a Humanidade não é o estado superior. Toda alma deve se desintegrar para poder tornar-se Deus. que ele tenha de raciocinar? A pedra não pode raciocinar. Deus não pensa. é esse o começo da vida. não é. não as vemos. que jamais pensam em quaisquer fins egoístas. Temos que atravessar o lamaçal de desespero e quanto mais rápido o fizermos. melhor para nós. todos os grandes homens do mundo. nada admitem além dele. Deus não raciocina. o estado do zoófito ou da pedra. Mas há um estado de existência muito superior ao do raciocínio. quando muito lentas. E’ realmente além do intelecto onde se encontra o primeiro escalão da vida religiosa.se que quanto mais cedo sairmos deste estado chamado Humanidade. muito maiores que aqueles que se limitam somente a falar. tornam-se luz. não passa de um estado embrionário.regenerar. Segue. e o outro. a ausência de pensamento na pedra. Jogai ao solo urna semente e ela se desintegra. o intelecto e todo o raciocínio. Quando ainda mais intensas. Que direito têm eles de limitar a existência a/dois apenas? Não há algo infinitamente superior ao pensamento? As vibrações da luz. não raciocina. cometendo suicídio. teremos dado o primeiro passo em direção de Deus. declaram que esta vida é apenas um diminuto . A pergunta seguinte será: qual a prova de que existe um estado superior além do pensamento e do raciocínio? Em primeiro lugar. Certos filósofos pensam que será algo terrível ultrapassar o pensamento. Quando se tornam um pouco mais intensas. A parte realmente difícil de se compreender é que o Absoluto. homens que movem o mundo. O que se chama comumente vida. é escuridão Será esta escuridão a mesma escuridão anterior? Certamente que não. De acordo com esses temerosos há dois estágios de existência: uni.

mas a todos mostram o caminho. Necessitamos explicar bem este aforismo. e nada mais. que não podemos penetrar além dessa linha chamada razão. que nos levará além do mundo. será sàmente um trapaceiro. Tiremos o centro nervoso situado no cérebro.v. conquanto os olhos continuem a existir. este o valor do estudo da Yoga. não somente o afirmam. fama e renome. para que possam seguir suas pegadas. Emmanuel Kant disse. sem dúvida.estágio no caminho do Infinito. Se um homem é agnóstico para tudo. Tenho olhos. explica-se a yoga. que ousa buscar e consegue encontrar algo superior à razão. A Concentração: seu Uso Espiritual Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:43:31 e. explicam seus métodos. Mas que nós podemos ir além da razão é a idéia-mestra sobre a qual está apoiado todo o pensamento hindu. devemos então aceitar o niilismo e nada teremos para agarrar. ali onde jaz a explicação do estado presente. que nos conduzirá à outra margem deste oceano de ignorância. Temos que compreender o que é chitta e o que são vrittis. para onde iremos nesse círculo. nosso conhecimento será limitado ao mundo sensório. não vêm. Se a razão é o máximo. que está além. outra explicação. E’ o que se chama agnosticismo. com a . Em terceiro lugar. Admitindo-se que não haja estado superior. realmente. todo o tempo? O que pode explicar a existência do mundo? Se não vamos mais longe.” Este ir além da ignorância. não nos resta outra saída. se não pedimos mais. Porém. qual a razão para se acreditar no testemunho dos sentidos? Chamaríamos um homem de verdadeiro agnóstico se ele permanecesse quieto na rua e morresse. Em segundo lugar. menos para com dinheiro. 2 Yoga é impedir que o estofo mental (chitta) tome formas variadas (vrittis). Os olhos. é a meta da religião. Escrito por Swami Vivekananda 1 Agora. “Tu és nosso Pai.

Junto com essa reação. Outras. aparenta ser. a mente é mero instrumento pelo qual Aquela percebe o mundo externo. de um livro. Tomemos este livro: como livro. Em primeiro lugar vem o instrumento. A forma. a mente (manas). Este está localizado num centro nervoso do cérebro. Os veículos rodam pela rua. porém.retina completa. a faculdade determinativa (buddhi). A mente leva a impressão mais longe e a apresenta à faculdade determinativa. Os órgãos (indriyas). São somente vários processos no estofo mental. que reage. redemoinhos). são enviadas como pensamento. surge a idéia do ego. Os dois olhos não bastam. não os escutamos. e instrumento chamado chitta toma certa força. Por quê? Porque a Alma inteligente está detrás dela. Desta forma. constituem o grupo chamado de antahkarana. enviando-a sob forma de pensamento. os olhos apenas são instrumentos secundários. Assim vemos que a mente não é inteligente. Uma terceira coisa. o corpo tira o poder de se mover e assim por diante. Por quê? Porque a nossa mente não está conectada ao órgão da audição. necessitamos também o centro no cérebro e a atuação da mente. o sentido do eu (ahamkãra) – juntos. atirada dentro d’água. as forças mais finas. As vezes uma pessoa está adormecida. de olhos abertos. ele não existe exteriormente. o instrumento interno. entretanto. que percebe um objeto nessa mistura.mento externo. buddhi. é necessária: a mente deve estar conectada ao órgão. A força nos é suprida pelo alimento. O incognoscível fornece a sugestão que golpeia a mente e a mente responde sob a forma de um livro. Depois. e em terceiro a ligação da mente a esses dois. como a gravitação ou a repulsão. A luz está ali. não o órgão da visão. a mescla de ação e reação é levada ao Purusha. o que existe exteriormente é desconhecido e incognoscível. assim como uma pedra. A Alma é o ser senciente. As ondas de pensamento em chitta são chamadas vrittis (literalmente. O que é o pensamento? E uma força. Assim. O universo real é a causa ocasional da reação da mente. absorve-a. ainda que também existam nelas as imagens dos objetos. todavia os olhos não poderão ver. de . faz com que a água se volte contra a pedra ‘em forma de ondas. No infinito depósito de força da natureza. ou chitta. entretanto. a Alma real. Desse alimento. a imagem também. o olho é simplesmente o instru. em segundo o órgão.

O que requer mais força. O fundo do lago é o nosso verdadeiro EU. que é um instrumento em suas mãos. é intensamente ativo. ou for continuamente agitada. Não se deve confundir sattva com torpeza ou preguiça. Vem depois o estado.” Segue-se o estado chamado sattva serenidade. o lago é chitta. A calma é a maior manifestação de poder. E’ o estofo mental. cujos motivos principais são o poder e o gozo: “Serei poderoso e governarei os outros. Nenhuma outra idéia surge nesse estado. Só a sugestão é exterior. e os vrittis são as ondas e crispações que ali se levantam quando as causas externas o go1peiarn. as rédeas e os cavalos dispararão. Agora entendemos o que significam os vrittis. disse John Stuart Mili. Não é inativo. mas aquele que consegue refrear os cavalos em disparada é o homem forte. antes. Da mesma forma. Se está clara e não há ondas. deixar ir ou fazer parar? O homem calmo. onde as ondas cessam e a água do lago-mente se torna límpida. Esses vrittis são nosso universo. a mente tem três estados. “A matéria é a possibilidade permanente da sensação”. ela se despedaça e se torna em nada. encontrada nos brutos e idiotas. Soltemos. Só quando ficamos atrás da mente é que esta se torna inteligente. e as ondas.um elefante. um dos quais é escuridão. Não podemos ver o fundo de um lago quando sua superfície está encrespada. não é o homem entorpecido. calma. O homem comum jamais entenderá isso. tudo que conhecemos é nossa reação mental à sugestão externa. A ostra emite lima secreção em volta dele e isto produz a pérola. Sua inteligência filtra-se através da mente. leva somente à injúria. Sabemos como são produzidas as pérolas: um parasita se introduz na concha e causa irritação. Todos podem fazê-lo. E somente possível percebermos o fundo quando cessa a agitação e a água está calma. vrittis. veremos o fundo. e o universo ‘real é o parasita que serve de núcleo. tamas. por assim dizer. rajas. Tomemos por exemplo urna ostra. ou de um homem. ativo. chamado. não está fora. E fácil ser ativo. O universo de experiência é nossa própria secreção. Desta forma entendemos o que significa chitta. O homem calmo é . Quando a abandonamos. emite a secreção e vê somente o que segregou. porque ao tentar fazê-lo. Se a água estiver barrenta. O homem real está por detrás da mente. o fundo não será visível.

do inferior ao superior. vemos nossa própria natureza como ela é. o Vedor (Purusha. A “agregadora” funciona quando chitta luta para chegar ao centro. quando não nos concentrando) o Vedor está identificado com as modificações. e o resultado é sofrimento. identifico-me com ela. alguém me culpa. Em outros momentos (isto é. lhe será possível voltar por todos esses passos e liberar a alma. vemos-lhe o fundo. A salvação imediata é impossível para a vaca ou para o cão. A “obscurecedora» é torpeza. porque u5mente assim. vritti. isto produz modificação. Por exemplo. apesar de possuírem mentes. porque sua chitta não pode ainda assumir aquela forma que chamamos intelecto. não. Nesse momento (isto é. . mas é impedida pelos órgãos dos sentidos. aos demônios. não nos misturamos com as modificações da mente. obscurecedora. 4. Chitta sempre está tentando voltar a seu estado natural e puro.aquele que controlou as ondas mentais. unidirecional e concentrada. a “unidirecional”. Logo que as ondas cessaram e o lago se acalmou. que leva à injúria. quando ela tenta concentrar-se E a “concentrada” leva-nos ao samadhi. Sua tendência é manifestar-se sob a forma de prazer ou dor. A forma “dispersiva” é atividade. no momento da concentração). calma.) permanece em Seu estado próprio (imodificado). a. deuses. cm minha mente. Ainda que chitta exista em todo animal. O comentador diz que a primeira forma é natural aos devas. chitta pode assumir o seu estado adequado. mas permanecemo5 nossos próprios eus. refrear essa tendência para o exterior e iniciar a jornada de volta à Essência da Inteligência é o primeiro passo na yoga. Até que o estofo mental tome a forma de intelecto. evitar isso. da superior. 3. Assim também com a mente: quando está tranqüila. agregadora. e a segunda. Chitta manifesta-se nas seguintes formas: dispersiva. é somente no ser humano que a encontramos como intelecto. A atividade é a manifestação da força inferior. 5.

a percepção direta dos yoguis. Eles são. Quando duas de nossas percepções não se contradizem mutuamente. dos que viram a Verdade. Vejo o mundo: prova suficiente que ele existe. portanto as escrituras são sua própria prova. através de um processo longo e tedioso de raciocínio. o presente e o futuro assemelham. competente. por exemplo. o puro. Outros filósofos perdem-se em longas discussões a respeito de ãptavãkya e perguntam: “Qual a prova de suas palavras?” A prova é sua percepção direta. tudo que vemos e sentimos é sua própria prova. Ouço algo. 6. o passado. ou prova. isso não seria prova suficiente. Se tais pessoas vivem agora. 7. Todos estamos lutando para alcançar conhecimento. e se isto contradiz alguma coisa já percebida. em segundo. ãptavãkya. os autores das escrituras sagradas. se nada existe para deludir os sentidos.Existem cinco espécies de modificações. eu não o acredito e começo a lutar contra. Vós e eu temos de batalhar fortemente para chegar ao conhecimento. esse conhecimento é sua própria prova. indiscriminação. pratyaksha. delusão verbal.se a um só livro. de obtenção de conhecimento pelo qual passamos. Em segundo lugar. a isso chamamos prova. Há conhecimento além dos sentidos e sempre que ele não contradiz a razão e a experiência humana passada. Em primeiro lugar. mas o yogui. foi além de tudo isso. Ele não tem que passar pelo processo. suas palavras serão sua própria prova. porque ele vê o conhecimento em si mesmo. anumãna. monótono e cansativo. se não contradiz nenhum conhecimento anterior. Percepção direta. Há três espécies de prova. inferência: vemos um sinal e dele chegamos à coisa significada. Porque tudo que eu vir é sua própria prova e o que quer que virdes é sua própria prova. inferência e evidência constituem conhecimento certo. (algumas) dolorosas e ‘(outras) não dolorosas. suas palavras são sua própria prova. Para ele. Qualquer louco pode entrar neste quarto e dizer que vê anjos ao seu redor. (Estas são) conhecimento reto. Percepção direta. Em terceiro lugar. sono e memória. não pode contradizer conhecimento . tem de ser conhecimento verdadeiro. que sua mente lê.

porque nenhum homem impuro jamais terá o poder de alcançar as verdades da religião. inferência. O significado literal é “aquele que atingiu”. ao passo que este conhecimento vem tia própria pessoa. Qualquer descoberta nova de verdade não deve contradizer a verdade passada. e em terceiro. mas completá-la. Portanto. ao mesmo tempo. Quarto. terceiro. se as contradiz. Este vocábulo é difícil de ser traduzido. entretanto fazer uma grande descoberta em astronomia. por si mesmos. que não tenha sede de ganho ou fama. mas em religião é diferente. Isso pode ser verdadeiro em outras coisas: uma pessoa pode ser má. me afirma que não posso tê-la. em segundo lugar.. não lhe darei crédito. As três espécies de prova. mostrar que obteve a experiência superconsciente. não-baseado na A espécie seguinte de vrittis que surge é tomar urna coisa por outra. deve depender do caráter de quem o expressa. Em quarto lugar devemos saber se aquela verdade é possível de ser verificada. Além disso. segundo. 8. Ouço dizer que o caráter de uma pessoa não é de grande importância no que diz respeito às suas palavras. . a pessoa jamais deve ser uma exceção. e as palavras de um ãpta. Todas estas condições necessitam ser preenchidas: primeiro. em terceiro. são percepção sensorial direta. devemos rejeitá-lo imediatamente. natureza real (de um objeto). Todos devem ter o poder de vê-la. um homem diz: ‘Tive uma visão”. portanto. se foi além dos sentidos. Indiscriminação é falso conhecimento. se o que ele diz não entra em contradição com o conhecimento passado da Humanidade. E devemos observar que esse algo não contradiga outras verdades. porque se crê que a inspiração venha de fora. devemos primeiro ouvir o que ela diz. em primeiro lugar devemos estudar o homem que se declara um ãpta e verificar se é perfeitamente inegoísta e santo. ninguém que vende seu conhecimento é um ãpta. que a pessoa seja pura e que não se deixe levar por nenhum motivo egoísta. dar-nos algo que não podemos obter de nossos sentidos e que seja para beneficio da Humanidade. Não é “aquele que é inspirado”. e. que represente somente aquilo que todos possam atingir. como um pedaço de madrepérola por uma peça de prata.anterior e.

raciocinai um pouco e vereis como algumas notícias chegadas a vós são capazes de lançar vossa mente em vrittis. Por exemplo. Toda reação é uma onda no lago. Quando estiverdes a ponto de ceder à zanga ou à tristeza. se durante o sono. A memória é outra espécie de vrittis. Examinai-vos sempre por essa prova. Do que não percebemos não podemos nos lembrar. através das impressões. saltamos imediatamente para a conclusão. 11. surgiram certas espécies de ondas na mente. 12. A delusão verbal deriva de palavras destituídas de realidade (correspondente). voltam à consciência). 10.9. . Uma palavra é pronunciada e não nos detemos em considerar seu significado. A memória surge quando (os vrittis dos) objetos percebidos não se esvaem (e. lança chitta numa criação de memória. delusão verbal e sono. somente podemos ter lembrança da percepção. A própria razão de nos lembrarmos do sono é que. Quando a espécie peculiar de crispação. Sonhar é outra forma da crispação que chamamos memória quando se produz durante o estado de vigília. ouvimos uma palavra. sabemos que estivemos dormindo. Quando nos despertamos. É sinal de fraqueza de chitta. menos tem contenção. Isto é memória. causa uma crispação que por sua vez dá origem a uma série de crispações. falso conhecimento. o resultado é chamado um sonho. positivas ou negativas. Há outra espécie de vrittis que se chama vikalpa. e portanto não poderemos nos lembrar delas. a mente não tiver ondas. chama-se smriti. Porém. Ela assemelha-se a uma pedra atirada no lago de chitta. A memória pode vir da percepção direta. Quanto mais fraca a pessoa. Agora podemos avaliar a importância da contenção. O sono é um vritti que envolve o sentimento de vazio. denominada sono. durante ele. O mesmo se passa com o sono. compreendendo o sonho e o sono profundo. não terá percepções. A classe seguinte de vrittis é chamada sono.

para não se apegada. e raciona]. com grande amor (ao fim a ser atingido). também primeira natureza. constitui a prática. a fazer o bem e pensar pensamentos santos. se maldade. tomamos esse aspecto. que deixaram suas impressões. tornamo-nos bons. Por que devemos praticar? Porque as ações são como as vibrações tremulantes na superfície do lago. 13. tudo o que somos é o resultado de hábitos. tornamo-nos felizes. sem cessar. e o que resta? Os samskaras. As vibrações vão desaparecendo. as impressões.Esses (vrittis) são controlados pela prática e desapego. pois tratando-se somente de hábitos. boa. devem ser controlados pelos bons hábitos. deve ser clara. a qualquer momento. que podem ser substituídos por novos e melhores. O que é a prática? É a tentativa de reprimir a mente. todos os maus hábitos. A mente. Diz-se que o hábito é uma segunda natureza. O caráter são hábitos repetidos e somente hábitos repetidos podem reformar o caráter. é a única maneira de suprimir as impressões de base. vistos ou ouvidos. Quando um grande número dessas impressões subsiste na mente. cada qual deixando seu resultado. O único remédio para os maus hábitos são os contra-hábitos. 15. A contenção não chega num dia. se alegria. Os samskaras são deixados por essas vibrações que passam pela mente. A luta incessante para mantê-los (os vrittis) perfeitamente sou controle. O que nos traz consolação. Nunca digais que um homem é sem esperança. e a natureza inteira do homem. Nosso caráter é a soma total dessas impressões. 14. mas pela prática longa e Ininterrupta. Ela se torna firmemente alicerçada pelos longos e constantes esforços. Se prevalece o bem. aderem-se e se tornam um hábito. podemos criá-los e desfazer-nos deles. e conforme uma onda particular predomina. evitando que ela se desdobre em ondas. tornamo-nos maus. é desapego. Continuai. . um feixe de hábitos. pois ele apenas representa um caráter. Subjugar a sede de objetos.

Tudo que existe na natureza. o EU do homem. além da natureza. A natureza foi dividida em várias categorias pela filosofia Samkhya. em várias ondas. e o equilíbrio dos dois. A natureza. tudo está . do pensamento. o lago. Imediatamente minha chitta é lançada numa onda. isto é. em si mesma. 16. É efulgente. Da mesma forma. controlar as duplas forças motrizes que surgem de minha própria experiência e da experiência de outros. Toda e qualquer inteligência que vemos na natureza. a experiência dos mundanos nos diz que os prazeres dos sentidos é o ideal mais elevado. e que são os gunas. fatores ou forças. é sàmente o reflexo desse EU sobre ela. Esta classe de fortaleza mental chamase renúncia. vem um homem e leva meu relógio. e não eu por elas. Renunciá-las é o que desejamos. a natureza está constituída de três gunas. e assim impedir que chitta seja governada por e]as. Tais prazeres são tremenda tentação. Temos primeiro de compreender o que é o Purusha. nada sereis. sattva. uma. Desapego é o poder de lutar contra tais forças e manter refreada a mente. tereis vairagya. é renúncia. Eu a vejo. todas as manifestações. De acordo com a filosofia Yoga. Esse é extremo desapego. atração ou repulsão. por efeito deles.As forças motivadoras de nossas ações são duas: o que nós mesmos vemos e a experiência de outros. com meus olhos. A mente está na natureza. se puderdes. A mais elevada manifestação do poder de vairagya ocorre quando ela nos tira até a atração pelos gunas. que abandona até a sede pelos gunas o que vem do conhecimento de (a real natureza do) Purusha. deveis vos lembrar que a palavra natureza também inclui a mente. o EU. Estes três gunas manifestam-se no mundo físico como escuridão ou inatividade. É esta minha própria experiência. Essas duas forças lançam a mente. está além delas. Não deveis permitir que isto aconteça. puro. Elas devem ser dirigidas por mim. que assume a forma de cólera. é vairagya. outra rajas e a terceira. é insensível. são combinações e recombinações destas três forças. até à mais grosseira forma de matéria. Negá-los e não permitir que a mente se quebre em ondas. Se não puderdes fazê-lo. chama-se tamas. e perfeito. o pensamento está na natureza. Vairagya é o único caminho para a liberdade. Caminho por uma rua.

Deve haver algo. onde ambas. do qual aqueles são produzidos. de quatro variedades. o EU aparece em toda Sua glória. após o término de um ciclo. O samadhi é de duas espécies: um é chamado samprajnata. é esta a antiga. asamprajnata. obtemos poder sobre ele. O aforismo seguinte define o samadhi. e do qual ela surge novamente. A primeira chama-se savitarka. e logo que começamos a conhecer algo. são uma só coisa. nas vinte e cinco categorias da filosofia Samkhya: as vinte e quatro categorias insensíveis da natureza e o Purusha sensível e único. força e matéria. O samadhi dotado de conhecimento reto é aquele que está acompanhado pelo raciocínio. ventura e pelo ego não qualificado. No samadhi samprajnata chegam todos os poderes de controlar a natureza. Vitarka significa “pergunta”. é chamada savitarka. Além. Conhecimento é poder. descrito no aforismo 15 como a subjugação da sede pelos objetos. O estofo mental absorve as forças da natureza e as projeta como pensamento. Não há liberação no ganho de poderes. “com pergunta”. Essa natureza ocultou o EU do homem e quando a própria natureza descerra o véu. O desapego. . a Essência da Inteligência. ao qual.na natureza. quando a mente começa a meditar sobre os diferentes elementos. está o Purusha. ego. isolando-o de outros. Há duas espécies de objetos de meditação. a concentração perfeita. Como estareis lembrados. é o maior auxílio para a manifestação do EU. onde os elementos externos grosseiros são os objetos. chitta ou estofo mental. 17. para que eles possam ceder seus poderes ao homem que medita sobre eles. adquire poder sobre eles. ao tempo da criação seguinte. Este samadhi envolve pergunta aos elementos. e o outro. é sua manifestação. busca de gozos mundanos e não existe gozo real nesta vida. quando a mente medita sobre um objeto várias vezes. também. vontade e mente têm uma base comum. que é a meta do yogui. sobre a qual já discursamos. toda a natureza retorna. Toda busca de gozo é vã. da mesma forma. o estado imanifestado da natureza antes da criação. discriminação. Esse algo é chamado avyakta. Esta parte da Yoga está baseada totalmente na filosofia Samkhya. por assim dizer. ou natureza. A espécie de meditação. savitarka.

o esforço para tirar os elementos fora do tempo e do espaço. pois pensa em si mesmo como livre do corpo grosseiro. temos o savichara samadhi. porém. lição que o homem encontra tão difícil de aprender. na mesma meditação. Quando aprende. ou “despojado do corpo”. nesse estado. atingido pela prática constante da cessaçã4 de toda atividade mental. Não existe salvaguarda. Uma pessoa pode obter todos os poderes e todavia. indica as possibilidades de sua ciência. atingem a meta. nos Vedas. Quando a própria mente. . cair outra vez. jamais perde a oportunidade de nos prevenir contra tais poderes. os elementos. se fundem na natureza sem atingir a meta. O primeiro estado não nos dá liberdade. No passo seguinte. segue-se o sananda. ao fim. são abandonadas. “samadhi com discriminação”. Também. mas diferenciado de todos os outros objetos. Quando este é pensado como livre das qualidades de atividade e torpeza. 18. “samadhi sem discriminação”. sai do universo e se torna livre. grossas e finas. e a mesma meditação.velhíssima. é o que se chama nirvitarka samadhi. que é a liberdade. videha. e. o estado que nos clã a liberdade. quando só o estado sattva do ego permanece. e no qual chitta retém somente as impressões imanifestadas. é o objeto de meditação. Ainda que Patanjali. perfeito e superconsciente. “samadhi sem pergunta”. os que não param. são chamados prakritilinas. temos o asmita samadhi. pensando-se neles como são. ou samadhi venturoso. é chamada nivichara samadhi. livre da impureza de rajas e tamas. nem mesmo aí. outro samadhi. A posse do que se chama poderes ocultos só faz intensificar a mundanidade. quando as idéias de matérias. quando a meditação amadurece e se concentra. eliminando-se o tempo e o espaço e pensando-se nos elementos finos como eles são. Aqueles que. como cientista. Aquele que o atingiu é chamado. Há. mas terá de pensar em si mesmo como possuindo um corpo fino. o sofrimento. Este é o asamprajnata samadhi. o órgão pensante. são abandonados e o objeto da meditação passa a ser o órgão interior. não libera a alma. Quando a meditação vai um passo acima e toma os tanmatras como objeto e pensa neles dentro do tempo e do espaço. grossos e finos. Até mesmo nesse estado não se transcende completamente a mente.

Essas tendências. ou sementes. elas permanecem sob a forma de tendências. Quando. não haverá mais sementes. Similarmente. ou supraconsciência. tornando-a assim um completo vazio. Quando realmente pudermos fazê-lo. várias e várias vezes. Devemos ter sempre em mente que os extremos se assemelham. O método consiste em meditar sobre a própria mente. O que chamamos conhecimento é um estado inferior àquele além do conhecimento. muito difícil fazer isso. tentamos esvaziar a mente.enquanto a alma não ultrapassar a natureza. sem treino e preparação. quase destruída a própria mente. o único que obtemos é cobrir. O conhecimento em si mesmo é algo produzido.nos de tamas. e sempre que qualquer pensamento surja. não permitindo a nenhum levantar-se na mente. Qual o resultado da prática constante dessa concentração superior? Todas as velhas tendências de inquietação e torpeza serão destruídas. Podemos perguntar que estado seria esse onde não há mente. tornam-se em ondas outra vez. onde a mente só obtém êxito refreando as ondas em chitta e mantendo-as sob controle. Se uma vibração muito baixa do éter é tomada como escuridão e um estado intermediário como luz. Ao ser atingido o estado asamprajnata. o mais alto controle. os dois extremos parecem o mesmo. uma vibração muito alta será novamente escuridão. quando chega a oportunidade. ainda que o método pareça fácil. que torna a mente torpe e estúpida. uma combinação. O que se quer dizer com isso? Numa concentração em que haja consciência. e além-do-conhecimento é o estado superior. esse incessante girar de nascimento e morte. O caso é semelhante ao dos produtos químicos utilizados para . nesse instante atingiremos a liberação. o conhecimento é o estado médio. a ignorância é o estado mais inferior. então o samadhi se torna sem semente. como também as tendências de bondade. a matéria de ignorância. o samadhi se torna sem semente. não é a Realidade. Porém. fazendo-nos crer que ela se está esvaziando. quando tivermos destruído todas essas tendências. das quais possa ser produzida. essa planta da vida. abatê-lo. Estarmos aptos para realmente conseguir isso é manifestar grande força. onde não existe conhecimento.

O mesmo se passa com todos nós: chitta move-se constantemente. refletida por um espelho colocado na parede. onipresente. qualquer necessidade de criar. e conforme a filosofia Samkhya. na natureza. as boas. Todas essas ilusões desaparecerão. existe uma Alina. e a parede. fracassam porque são conseguem renunciar completamente todos os poderes. constante poder controlador destruirá as más tendências anteriores. criar? Ela própria é escrava. onipotente e onisciente. tolamente. Quando o minério é fundido. tanto do bem como do mal. os yoguis dizem: “Não é assim. Todos nos tornaremos deuses. nem necessidade de céu ou terra. De outro lado. para reemergir como seus senhores. será imediatamente executado. e pensamos que somos as várias formas. ele seria urna alma e uma alma deve ser ligada ou livre. Os yoguis admitem que aqueles a quem a filosofia Samkhya chama de “unidos com a natureza” também . De outro lado. o Sempre-Livre. porém. e. e Ele é o Mestre eterno de toda a criação. Tais deuses existem. o Instrutor de todos os instrutores”. Ambas tendências se destruirão mutuamente. pode fazer tudo que quiser. esse. Ela afirma que não pode existir Deus deste universo. Então o homem saberá que nunca teve nascimento ou morte.remover as impurezas do minério de ouro. Quando aquela Alma livre comanda – não pedir ou implorar. pensa que é ela que se está movendo. eternamente livre e bendito. por certo tempo. Assim. A forma da luz. De acordo com a filosofia Samkhya. pois a natureza explica tudo. Como pode a alma. ou controlada pela natureza. era a natureza que se movia e o movimento se refletia na Alma. não existe Deus. Essas almas são chamadas deuses. se houvesse um. move-se. separada de todas as outras. afirmam os samkhyas que a teoria de Deus é desnecessária. o Deus proclamado nos Vedas é realmente urna dessas almas liberadas. ligada pela natureza. Além delas não há um criador do universo. ensina que muitas almas. portanto. criar e manipular tudo? Ela não tem desejos. Suas mentes se fundem. Em segundo lugar. ainda que quase atingindo a perfeição. que é livre. porque. não tem. eventualmente. mas comandar então tudo o que Ela deseja. livre. deixando só a Alma em toda Sua efulgência. tomando várias formas. Há um Deus. por que deveria a Alma. Qual a vantagem de existir um Deus? Kapila. as impurezas são queimadas juntamente com os produtos químicos. Saberá que jamais veio ou foi.

24 Ishvara (o Supremo Governador) é um Purusha especial. não o mesmo que o Ishvara dos yoguis. não associam Deus à idéia de criar ou preservar o universo. intocado pe1a miséria. ou intensos. 23 Ou (este samadhi é alcançado) por devoção a Ishvara. Os yoguis. conforme sejam adotados meios suaves. ações e seus resultados. torna-se causa da re-manifestação dos deuses e daqueles que se tornaram unidos com a natureza. 22 O sucesso dos yoguis difere. 20 Outros atingem (este samadhi) pela fé. Mas nenhuma delas é perfeita. 21 O sucesso é rápido para os extremamente enérgicos. São yoguis que resvalaram no caminho da perfeição. Ishvara é o Criador do Universo. por um tempo. entretanto. De acordo com os Vedas. enquanto que para os yoguis. mas a Ele chegam de uma forma peculiar. permanecem como governadores de partes do Universo. Os yoguis também desejam estabelecer um Deus. como Criador do universo. eles atingem a liberação. quando não seguido de extremo desapego). energia. e desejos. nos sistemas hindus de filosofia. memória.existem. ainda que. deve ser a manifestação de uma vontade. representam certos cargos elevados. O aforismo se refere aos que não desejam a posição de deuses ou mesmo a de governadores de ciclos. com a diferença que esta não tem lugar para Deus. concentração e discriminação entre o real (e o irreal). ocupados sucessivamente por várias almas. pois. se o Universo é harmonioso. Deus tem um lugar. Devemos novamente nos lembrar que a filosofia Yoga de Patanjali baseia-se na filosofia Samkhya. 19 (Este samadhi. . Os deuses. Deus. impedidos de atingir a meta. médios.

pela razão que o valor de ambas. Deus é o Instrutor de todos os instrutores. necessita ser despertada. Também com o conhecimento. enquanto que Deus não o está. e que se uma parte dessa percepção é verdadeira. teremos. esses instrutores são sempre necessários• O mundo nunca existiu sem eles. O conhecimento interno pode ser despertado. o tempo jamais O limita. Podemos pensar um espaço limitado. é o poder do conhecimento que faz emergir conhecimento. com o mesmo ato de percepção. Fechemos os olhos é pensemos um pequeno círculo. como percepções da mente. deve ser estimulado por outro conhecimento. mas temos também de pensar o conhecimento infinito em volta dele. e nenhum conhecimento pode ser obtido sem sua ajuda. Assim. somente por meio de outro conhecimento. a constituição mesma de nossas mentes mostra-nos que há conhecimento ilimitado. Ainda que a capacidade de conhecer esteja em nosso interior. H duas deduções peculiares dos yoguis. A mente sempre anda entre dois extremos. de dimensões ilimitadas. ao mesmo tempo que percebemos o pequeno círculo. grandes que foram – até mesmo anjos ou deuses – estão todos ligados e limitados pelo tempo. porque estes. O fato de que um . assim. percebemos um outro à volta dele. assim também deve ser a outra. de pensar o tempo que é ilimitado. É verdade que todo conhecimento está dentro de nós. é igual. jamais pode despertar conhecimento.Dizem: 25 Nele se torna infinita aquela onisciência que nos outros é (somente) embrionária. mas essa mesma idéia nos dá também espaço ilimitado. que no homem é sàmente um embrião. O mesmo se passa com o tempo. Tentemos pensar um segundo. insensível. A matéria morta. afirma um yogui. A primeira é que pensando sobre o limitado. a mente deve também pensar o ilimitado. Os yoguis declaram que esse conhecimento ilimitado pertence a Deus. porém. 26 Ele é o’ Instrutor de todos os instrutores anteriores. Os seres que sabem devem ajudar-nos a despertar o que está em nós.

Os sons variam. um Instrutor que não seja limitado pelo tempo. como dizem os modernos filósofos. são todos limitados. por que não o outro? A razão me força a aceitar ou rejeitar ambos. coisa é o que denominamos pensamento. mas estas palavras não devem. Todavia. A palavra que O manifesta é OM. de conhecimento infinito. que há algo no homem que evolui de seu interior. todavia a linguagem é diferente. sem começo e sem fim. Ninguém pode. foi provada ser falsa. Não podemos encontrar conhecimento algum sem instrutores. Devemos ter uma palavra para expressar cada pensamento. O pensamento pode ser o mesma em vinte países diferentes.homem tenha pequeno conhecimento mostra que Deus tem conhecimento ilimitado. Quem foi um instrutor. A parte externa de uma coisa é o que chamamos palavra. Se creio que existe um homem com pouco conhecimento devo admitir que há Alguém atrás dele com conhecimento ilimitado. Se aceito? um. possuir o mesmo som Os sons variam em diferentes nações. houve’ palavras e linguagem. Desde que existiu o homem. e a parte interna dessa mesma. A conexão entre pensamentos e sons . todavia não significa conexão rígida entre um pensamento »e um som”. chama-se Deus. 27. Um comentador diz: “Mesmo que a relação entre pensamento e palavra seja perfeitamente natural. mas certos ambientes são necessários para despertá-lo. separar o pensamento da palavra. antes deles? Somos forçados a admitir. Qual a conexão entre um pensamento e uma palavra? Ainda sabendo que deve sempre ter existido uma palavra com um pensamento. ainda que existam homens-instrutores. finalmente. É verdadeiro. pela análise. Toco conhecimento está no homem. entretanto a relação entre os sons os pensamentos é uma relação natural. não é necessàriamente verdadeiro que o mesmo pensamento requeira a mesma palavra. esse Instrutor. Todo pensamento na mente tem sua contraparte numa palavra: a palavra e o pensamento são inseparáveis. A segunda dedução é que nenhum conhecimento pode vir seus um instrutor. necessariamente. A idéia que a linguagem foi criada pelos homens. alguns reunidos e decidindo sobre as palavras. deuses-instrutores e anjosinstrutores.

Os monistas. A. Muito bem. pela experiência. Ao emitir um som. Mesmo se a coisa não estiver presente. Um pensamento está conectado com muitas palavras. a chave. Patanjali diz que a palavra que manifesta Deus é OM. então. usamos o laringe e o palato como caixa ‘de ressonância. é o som raiz. haverá milhares de pessoas que a conhecerão pelo seu símbolo. deve existir uma generalização entre todas essas palavras. dualistas. cada estágio do crescimento religioso da Índia e tem sido manipulada para significar todas as diversas idéias a respeito de Deus. sendo produzido de lábios fechados. M representa o último som da série. todas as di-» versas idéias religiosas dos Vedas uniram-se em torno desta palavra. e se. eia. sabemos que o sim. esse símbolo nunca entrará em uso geral. a idéia de Deus está conectada a centenas de palavras. então estamos certos que há uma relação real entre eles. algum substratum. tomaram a palavra OM. pronunciada sem tocar nenhuma parte da língua ou do palato. O símbolo manifesta a coisa significada.somente é boa se houver conexão real entre a coisa significada e o símbolo. ou. Tornou-se ela o único símbolo para a aspiração religiosa da . e o U surge da raiz mesma até o fim da caixa de ressonância da boca. O que tem isso a ver com a América e com a Inglaterra. vemos que ao redor da palavra OM estão centradas todas as idéias religiosas da Índia. uma base comum de todos esses símbolos.bolo expressou aquela coisa muitas vezes. Existe algum som articulado. e cada qual equivale a um símbolo para significá-Lo. de que todos os outros sejam manifestações. Deve haver urna conexão natural entre o símbolo e a coisa significada. separatistas e até os ateus. Por que ele dá ênfase a essa palavra? Há centenas de palavras para Deus. a base de todos os sons. monodualistas. e o que for o símbolo comum será o mais adequado e realmente os representará a todos. deve ser o símbolo natural. que seja o som mais natural? OM (AUM) é tal som. e se a coisa significada já existe. A primeira letra. a matriz de todos os sons Denota a extensão total e possibilidade de todas as palavras passíveis de serem pronunciadas. Aparte essas especulações. evoca a coisa significada. Entretanto. Como tal. qualquer outro país? Apenas isto: que a palavra foi conservada. até então. quando tal símbolo for pronunciado. Dessa forma OM representa toda a fenomenologia da produção sonora.

“Um instante na companhia. que haveis estudado. Evitemos as más companhias. seu significado é muito limitado. se vamos além dela. A palavra OM. o maior estimulo aos samskaras espirituais. Refere-se apenas a uma função limita. a repetição de OM e o pensar em seu significado equivalem a manter a boa companhia em vossa própria mente. porque trazemos conosco as cicatrizes de velhas feridas e as más companhias são justamente os elementos necessários para fazê-las reviver. todas as várias significações. suas vibrações atômicas continuam. sabemos que a boa companhia desperta as boas impressões que estão em nós. deveria ser aceita por todos. A repetição deste (OM) e a meditação sobre seu significado’ (é o caminho). em qualquer outra língua. as estrelas e a terra. A luz virá. a lua. e quando receberem o impulso apropriado. Ao ser destruído este universo. Por que deve haver repetição? Não nos esqueçamos da teoria dos samskaras: que a soma total de impressões vive na mente» Podem tornar-se cada vez mais latentes.da. congrega em torno de si. Similarmente. para torná-la o Deus Pessoal. pensar em OM e em seu significado. Estudai e depois meditai sobre o. Como tal. mas as vibrações permanecerão nos átomos. O mesmo com as palavras para expressar Deus. dos santos permite construir o navio para cruzar este oceano da vida” – tal o poder da associação. mas que se tornaram latentes. todas as. 28. entretanto. ressurgirão. Por exemplo tomemos a palavra Deus.enorme maioria de seres humanos. Nada no mundo é mais santo que manter boa companhia. o sol. temos de acrescentar adjetivos. Dessa» forma. A vibração atômica jamais cessa. exteriorizam-se. mas permanecem ali. mesmo que as vibrações de chitta desapareçam. Cada átomo desempenha função idêntica à dos grandes mundos. porque as boas impressões terão a possibilidade ele surgir à tona. porém. Podemos agora entender o significado da repetição. Devemos. Assim. o EU manifestar-se-á.» serão fundidos. o’ logo que recebem o estimulo apropriado. vibrações densas desaparecerão. Impessoal ou Absoluto. .

e respiração irregular acompanham a inconstância na concentração. Dispersão da concentração quando obtida: às vezes. Enfermidade: nosso corpo é o barco que nos leva à outra margem do oceano da vida. para o yogui? 30. como ouvir ou ver à distância. as perturbações aparecem. ao praticarmos. apego ao gozo sensorial. perseveremos. dias ou semanas. 31 Pesar. dispersão da concentração quando obtida – são as distrações obstruidoras. tremor do corpo. Pessoas enfermiças não podem ser yoguis. A repetição de OM e auto-entrega ao Senhor fortalecem a mente e trazem renovada energia. falta de entusiasmo. a mente se mostrará ‘alma e facilmente concentrada e achamos que estamos progredindo ràpidamente. O primeiro efeito da repetição e de pensar sobre OM é a manifestação cada vez maior do poder introspectivo. todos os obstáculos mentais e físicos começam a desvanecer. Quando a prática foi mal dirigida ou a mente não se achava sob perfeito controle. De repente. encalhados. Deve ser bem cuidado. falsa percepção. Entretanto. desalento mental. Disso obtêm-se introspecção e a destruição dos obstáculos. letargia. preguiça mental. Todo progresso se processa por ascensões e quedas. A prática os curará e tornará firme a postura. por assim dizer. dúvida. Enfermidade. As dúvidas surgirão na mente sobre a verdade da Yoga. certo dia. por mais forte que seja a convicção intelectual. sem o que não haverá energia ou vontade de praticar. . Quais os obstáculos. o progresso parece estancar e nos sentimos.29. impossibilidade de concentração. A preguiça mental provoca em nós a perda de todo o interesse no tema. A concentração traz repouso perfeito à mente e ao corpo sempre que praticada. continuemos a praticar. até chegarem certas experiências psíquicas peculiares. Tais lampejos fortalecem a mente e dão perseverança ao praticante. Os abalos nervosos podem suceder a quase todos os aspirantes. Não nos importemos absolutamente.

um conselho geral. Tais atitudes da mente para com os diferentes objetos que a ela se apresentam. Para remediar isto (deve-se) praticar sobre um só objeto. Por exemplo. descobrirão o que melhor lhes há de servir. respectivamente.32. Assim. quando as pessoas estão felizes. Devemos cultivar essas quatro espécies de atitudes. devemos ser misericordiosos com ele. se o objeto de pensamento for miserável. Nos aforismos seguintes o conselho será expandido e particularizado. será crédito para nós. essa energia será convertida em poderes mais elevados. e se é mau devemos ser indiferentes. pacificam chitta. misericórdia. e todos.. instantaneamente reagimos com mal Cada reação sob a forma de mal mostra que não estamos aptos para dominar chitta. também com todos os objetos que se colocam diante de nós. . e para com os maus. devemos estar felizes. alegria e indiferença. Devemos ter amizade por todos. Cada reação sob a forma de ódio ou um mal. constitui desgaste para a mente. Se é bom. a tornarão cheia de paz. infelizes. Expelindo e refreando o alento (chitta é pacificada). devemos manter uma atitude amigável para com ele. Toda vez que suprimimos o ódio ou um sentimento de cólera. devemos estar alegres. Como uma prática pode não convir a todos. vários métodos serão indicados. em referência a objetos felizes. por experiência própria. Os sentimentos de amizade. se controlado. 33. devemos ser misericordiosos para os que se encontram em miséria. ganharemos infinitamente mais do que suspeitamos. Não que percamos algo assim procedendo. devemos ser indiferentes. A maior parte das dificuldades de nossa vida diária surge porque somos inaptos a controlar nossa mente dessa maneira. 34. ou qualquer pensamento de reação. Obrigar a mente a tomar a forma de um objeto por algum tempo. bons e maus. Se o objeto é bom. e cada mau pensamento ou ato de ódio. se alguém nos faz mal. a reação surge em forma de ondas na direção do objeto e perdemos nosso poder mental. armazenamos muita energia em nosso favor. destruirá esses obstáculos.

porém. Em primeiro lugar. ao fim de um ciclo. aquilo que é a vitalidade do alento. Tudo que vemos rio universo. Ele simplesmente diz que se deve expelir o ar. devemos nos lembrar que prana não é o alento. temos os diferentes materiais que sentimos e vemos. permanece num estado quase imóvel e. De akasa. a vontade e todos os outros poderes. Descobriremos. Primeiro começamos a reconhecê-los e depois. quando o ciclo seguinte começa. vagarosamente. Todavia não podemos chamá-lo força. outros yoguis descobriram várias coisas a respeito de pranayama e fizeram dele uma grande ciência. É prana que se manifesta como movimento. Pelo já mencionado processo de respiração podemos controlar todos os diversos movimentos do corpo e as várias correntes nervosas que fluem através dele. o expelir e o refrear do prana é o que denominamos pranayama. gradualmente se manifesta. Vimos também que prana é força. é manifestação de prana. também o corpo humano. Prana não é exatamente alento. . a palavra prana é utilizada para os sentidos. tudo o que se move. Chitta. Com Patanjali. eles são todos chamados pranas. um pouco de repetição servirá para fixá-lo em vossas mentes. mas o que lhe causa o movimento. em forma de movimento. o pai da filosofia Yoga. aspirá-lo e retê-lo por algum tempo – eis tudo. posteriormente. Agora. e com isso a mente se tornará um pouco mais calma. e a mente é chamada uni prana. É o que se manifesta como força e tudo o mais. Vamos estudar um pouco do que os yoguis posteriores têm a dizer. todas as diferentes forças. como movimento nervoso nos seres humanos e animais. trabalha ou tem vida. que mais tarde se desenvolveu uma ciência particular chamada pranayama. O universo inteiro é uma combinação de prana e akasa. A soma total da energia espalhada pelo universo é chamada prana. porque força é somente a sua manifestação. Este prana. a controlá-los. mas não lhe atribui muita ênfase. e de prana. é um motor que bombeia para dentro o prana do meio ambiente e dele produz as várias forças vitais – as que mantêm o corpo – o pensamento. mas. Também. Algo já vós disse antes.A palavra utilizada é prana. Patanjali. é somente um dos muitos caminhos. o estofo mental. é o nome da energia que interpenetra o universo. o mesmo prana se manifesta também como pensamento e assim por diante. não dá instruções detalhadas sobre pranayama.

Resiste. Irha e Pingala. não as próprias pessoas). porque memória significa tornar a passar por esses antigos canais.De acordo com os yoguis posteriores. novos canais têm de ser feitos. Assim. o corpo muda. exceto para a massa cinzenta. Agora. recusa deixar-se levar por idéias novas. mais complicados serão os canais em seu cérebro e mais facilmente tomará novas idéias e as compreenderá. nas pegadas de um pensamento. Cada pensamento novo que entretemos deve produzir. produzimos uma nova impressão no cérebro. está situada do lado direito da coluna espinal. por isso que o cérebro (cérebro. é fácil segui-lo. não é entendido prontamente. E isto explica o tremendo conservantismo da natureza humana. e a terceira Sushumna. à medida que se pratica. por assim dizer. Irha à esquerda. A uma chamam Irha. porque mais fácil. abrimos novos canais através do . Este canal se fechará. são correntes agindo em cada homem. pois aqueles canais estão presentes no cérebro de todos. inconsciente– mente. então cada pensamento marca um sulco. Quantos menos canais houver no cérebro e menos a agulha de prana tenha produzido aquelas trilhas. Se não houvesse matéria cinzenta não haveria memória. que entra e forma uma camada para mantê-lo aberto. Ainda que Sushumna esteja presente em todos. Isto é bastante racional e pode ser explicado. há três correntes principais de prana no corpo. de acordo com eles. Lembremo-nos que a yoga transforma o corpo. de acordo com eles. como se o fosse. no cérebro. sendo apenas necessário referir-se a eles. Se pensamos. de outra forma. não é o mesmo corpo que se tinha antes da prática. só para exemplificar. Este é o segredo do conservantismo. talvez tenhais notado que quando um homem discorre sobre assuntos onde toma algumas idéias familiares a todos. que a mente é semelhante a uma agulha e a substância do cérebro uma massa branda à sua frente. Funciona somente no yogui. Mais pensativa é uma pessoa. no canal oco no centro da coluna espinal. que se agrada em percorrer as trilhas já existentes. por assim dizer. através das quais executamos todas as funções da vida. e combina e recombina tais idéias. não está ativo. O prana tenta fazer novos canais e o cérebro não permite. um sulco através do cérebro. Pingala. mais conservador será o cérebro e tanto mais lutará contra novos pensamentos. outra Pingala. e Sushumna. com toda idéia nova. Sempre que surge um novo assunto.

A fim de diminuir essas perturbações. Se na raiz da língua. e a religião deve lidar com ambos – com o pequeno pedaço chamado nosso mundo e com o Infinito Além. Qualquer religião que lidar com somente um dos dois. Eis porque encontramos que na prática de yoga. no plano da consciência. são tiradas de suas tendências habituais. na ponta da língua. nos vem inteiramente nova. Se um homem. depois de alguns dias começa-se a sentir perfumes maravilhosos. há um Além Infinito. A parte da religião que trata da parte do Infinito que veio ao plano da consciência. Isto vem naturalmente com dharana. Podemos praticar o que melhor nos convém. Se concentrarmos a mente no palato. no começo. começaremos a ver coisas estranhas. Devemos nos lembrar da definição deste nosso mundo: é sàmente a Existência Infinita projetada no plano da consciência. e nosso esforço para entendê-la produz novos canais no cérebro. e as idéias a respeito desse plano estão conosco desde tempos imemoriais. a princípio. começa-se a ouvir sons. 35 Aquelas formas de concentração que geram percepções sensoriais extraordinárias. eis porque encontramos que. sente-se como se estivesse entrando em contato com algum objeto. porque ai já nos encontramos. como o é. na gaiola de tempo. Assim. de um esquema inteiramente novo de pensamentos e motivos – surja tanta resistência física. Também eis porque encontramos que a parte da religião que trata do lado externo da natureza é tão largamente aceita. é bem familiar para nós. por assim dizer. Os yoguis dizem que se a mente estiver concentrada na ponta do nariz. as pessoas comuns. perturbando todo o sistema. é tão freqüentemente negligenciada. . enquanto que a outra parte. A parte da religião que trata do Infinito Além. Uni pouco do Infinito se projeta em consciência e a isso chamamos nosso mundo. concentração. será defeituosa. tanto quanto possível. causam perseverança da mente.estofo cerebral. na prática de yoga – consistindo. que se deixou apanhar. filosofia ou psicologia. Deve tratar de ambos. que trata da natureza interna do homem. começa-se a experimentar sabores deliciosos. espaço e causação. todos esses métodos foram imaginados por Patanjali. no meio da língua.

torna-se desobstruída. dG atômico ao infinito. Tomemos algumas pessoas santas. terá suas dúvidas satisfeitas quando. Ou (pela meditação sobre) o conhecimento que chega em sonhos ou a felicidade experimentada no Sono profundo. entretanto. e enquanto expelindo o alento imaginai que as pétalas estão voltadas para cima e que dentro do lótus brilha luz radiosa. o Sushumna. 37 Ou (pela meditação sobre) o coração que abandonou todo apega aos objetos dos sentidos. Inspirai. duvidando. . há o caminho seguinte.cuja mente está perturbada. Então perseverará. 36 Ou (chitta é pacificada por meditação sobre) a Luz Efulgente. percorrendo-o. Meditemos sobre ele e nossa mente se acalmará. mas algo bom de que se goste: o lugar que se gosta mais. Se não pudermos fazê-lo. 40 A mente do yogui. Às vezes uma pessoa sonha que vê anjos e conversa com eles. o cenário que mais agrada. algumas pessoas grandes. algum santo que sabemos perfeitamente desapegado e pensemos em seu coração. após pequena prática. ao acordar. que está muito além de toda tristeza. Não um tema nocivo. da verdade que ela contêm. assim meditando. Esta é outra espécie de concentração. Que pense no sonho como real e medite sobre ele. tais coisas lhe sucederem. com as pétalas para baixo e. Tudo isso deixa profunda impressão nela. 38. Pensai no lótus do coração. Meditai nisso. Esse coração tornouse não-apegado. a idéia que melhor compraz – algo que concentre a mente. que reverenciamos. desejar praticar algo de yoga. que está em estado extático e ouve música ecoando pelo ar. 39 Ou pela meditação sobre algo que atrai uma pessoa corno senda uni bem.

o cristal se torna quase identificado com elas: se vermelhas. como um cristal (diante de objetos de cores diferentes). que resulta da mistura da palavra. trazida para dentro pelas correntes nervosas. assemelha-se a uma peça de cristal. a vibração externa. controlados) obtém. cujos vrittis assim se tornaram sem poder (isto é. O yogui. esta. o cristal parece vermelho. Ao meditar assim. é (chamado) “samadhi com pergunta”. terceiro. significado. a mente. a mente facilmente contempla o mais diminuto e o mais vasto. as correntes nervosas que o conduzem. é o significado. O resultado é que podemos meditar tão facilmente sobre os finos como sobre os grosseiros. aqui. e o instrumento de recepção. o cristal parece azul. assim. o segundo sobre os finos. pode descartar-se de quaisquer outros pensamentos. o receptáculo. em primeiro lugar. a reação. mas o ego. significado e conhecimento Há. analisamos os vários estados de meditação: o primeiro. coisas finas. no qual) o som. num aforismo anterior. estão misturados. conservamos a dualidade sujeito-objeto. “com pergunta”.Com tal prática. e o receptáculo (isto é. Mais tarde ele nos dá meditações cada vez mais elevadas. o significado e o conhecimento resultante. 42 (O samadhi. como corpos ou objetos materiais. Todas as várias. objetos externos e a mente. Depois . coisas grosseiras. significa vibração. Suas ondas. e destes aos mais finos. como a mente. 41. Três objetos de meditação nos são dados: primeiro. o yogui se estabelece em todas essas meditações. Sempre que medita. O que resulta dessa constante meditação? Devemos nos lembrar como. meditações de que falamos até agora. segundo. a alma. se azuis. torna-se identificado com aquilo sobre o que medita. chitta. são chamadas por Patanjali. e conhecimento. tornam-se mais atenuadas. Nas que são chamadas “com pergunta”. no receptor (o instrumento de) recepção. a palavra. savitarka. sobre objetos densos. concentração e uniformidade. Ante as flores. o Purusha qualificado – não o Purusha em Si Mesmo. correspondendo à alma. Quando medita. o yogui vê três coisas: o receptor. Pela prática. e os abjetos externos). Som.

Em tais ocasiões vós mesmos produzis o som.. Em todas as meditações mencionadas até aqui.se uma onda em vossa chitta. ou se torna vazia de qualidades. e com isso surge a onda. A vaca aparente que conheceis é realmente a onda no estofo mental. como reação. compreender o que são eles. que não há possibilidade de distingui-los. tão juntos. seguem-se um ao outro. quando não de fora. em primeiro lugar. Podemos nos livrar deles. receptáculo de todas as impressões. Podeis perguntar o’ que acontece quando só pensamos na vaca e não ouvimos o som. a uma onda sobre ele. a onda esvaece. a palavra. O que subsiste? O resultado da reação – o conhecimento. 43 O samadhi chamado “sem pergunta” (é atingido) quando a memória está purificada. É o que se chama nirvitarka. Tendes esse lago calmo em vós. Então poderemos dissociá-los claramente uns dos outros. Assim que ela chega aos vossos ouvidos. Não pode existir onda sem esse impulso sonoro. que é conhecimento.vem uma onda de reação em chitta. Essa onda representa a idéia da vaca – a forma ou o significado. Os três estão tão intimamente combinados em nossas mentes que não podemos separá-los. em vossa mente. e eu pronuncio a palavra “vaca”. expressando somente o significado (do objeto meditado). Aqui está chitta. mas a mistura dos três constitui o que chamamos conhecimento. “samadhi sem pergunta”. produz. a memória. 44 . jamais pode existir sem uma palavra. chegamos ao estado onde eles não estão misturados. Pela prática da meditação sobre esses três objetos. Quando esta meditação tenha sido praticada por bastante tempo. o som. de dentro. temos esta mistura como objetos de meditação. Quando surge o som. vibram os sentidos e a onda se eleva. e a vibração. E quando o som desaparece. torna-se purificada. Dizeis “vaca” de modo inaudível. Devemos nos lembrar sempre a comparação que fizemos entre o estofo mental e um lago. como nós a chamamos. Com a onda vai morrendo. O samadhi seguinte é mais elevado. Tentemos. surgida como reação às vibrações internas e externas do som.

ou partículas finas. rajas e tamas – chamados pradhana (o chefe). cujos objetos são mais finos. são (também) explicados. Os objetos finos começam com os tanmatras. mas aquilo que proporcionam aos yoguis está declarado no aforismo seguinte 47 Quando o yogui se estabelece no samadhi discriminação”. 45 Os objetos mais finos terminam com pradhana. Os órgãos. Um processo similar ao precedente aplica-se outra vez. a mente. os objetos a serem tomados naquelas meditações. Por pessoas “sem . podendo penetrar onde não podem o testemunho e a inferência. 48 O conhecimento alcançado por meio dele é chamado “cheia de Verdade”. O aforismo seguinte dará a explicação. A idéia é que obtemos o conhecimento dos objetos ordinários pela percepção direta. o estado de equilíbrio de sattva. 49 O conhecimento obtido do testemunho e da inferência. o ego. e através do testemunho de pessoas competentes. prakriti (natureza). são grosseiros. o estofo mental (a causa de toda manifestação). O conhecimento obtido pelo samadhi mencionado acima é de ordem muito mais elevada. ou avyakta (o imanifestado) – estão todos incluídos na categoria dos objetos finos. Os objetos grosseiros são os elementos e o que deles se produz. sua chitta se torna firmemente fixa. porém. referese aos objetos comuns. ao passo que nesta são finos.Por esse processo (os samadhis) “com discriminação” e “sem discriminação”. pela inferência a partir dessa percepção. excetuando-se somente o Purusha (a Alma) 46 Estes samadhis são “com semente” Eles não destroem a semente das ações passadas e portanto não nos podem liberar.

não podem ser percebidas pelos sentidos externos. Podemos ler todos os Vedas e todavia nada realizar. portanto. e sobre ela raciocinamos. O escopo total da realização. jamais pode ultrapassá-los. e onde o testemunho de outros é inválido. Também sabemos que não podemos raciocinar além dos sentidos. em toda criatura. como o mundo o está fazendo há milhares de anos.competentes os yoguis sempre se referem aos rishis. o raciocinar é. que penetra ali onde não vão nem a razão. então. Assim é óbvio que o raciocínio tem de andar dentro dos limites da percepção. Dizem os yoguis que um homem pode ultrapassar sua percepção sensorial direta e sua razão. os Vedas. De acordo com eles. As verdades da religião. A razão nos deixa num ponto bastante indeciso. a única prova das escrituras é o fato de serem o testemunho de pessoas competentes. todo o mais é somente preparação. alcançaremos aquele estado no qual realizamos o que dizem as escrituras. entretanto. nem tocá-Lo com minhas mãos. videntes dos pensamentos gravados nas escrituras. de transcender até o próprio intelecto – poder que está em todo ser. Eu não posso ver Deus com meus próprios olhos. nem a inferência. o ler livros. Podemos raciocinar durante toda nossa vida. O assentimento intelectual ou o dissentimento intelectual não são religião. afirmam que as escrituras não nos levam á realização. isso não é religião. A idéia central dos yoguis é que da mesma forma que entramos em contato direto com os Objetos dos sentidos. meramente. Pela prática de yoga esse poder é despertado e então o homem transcende os limites ordinários da razão e percebe diretamente as coisas que estão além de todo raciocínio. O homem traz consigo a faculdade. 50 . porém. quando praticamos seus ensinamentos. nem a percepção. A realização é a religião real. O que percebemos diretamente tomamos como base. ainda que num sentido muito mais intenso. O ouvir conferências. Esse é o significado do aforismo. o poder. porém o único resultado será o de nos encontrarmos incompetentes para provar ou refutar os fatos da religião. como Deus ou a Alma. preparar o terreno. está além da percepção sensorial. também podemos perceber diretamente a religião mesma.

Vimos no aforismo precedente que a única maneira de atingir a superconsciência é através do samadhi e que os samskaras passados. Não A podemos perceber porque misturou-se com a natureza. vem o samadhi “sem semente”. Quão incontáveis devem ser essas impressões passadas. turbilhonar a vossa mente. com o corpo. Tal é o poder dos vários samskaras em obstaculizar a concentração da mente. Assim. pensamos que a Alma está zangada – estou zangado”. com a mente. que obstrói todas as outras impressões). ou impressões. O homem instruído pensa que sua mente é a Alma.. é esse o instante justo em que surgem os samskaras. Se é de amor. porém. quando não quereis que eles apareçam. O homem ignorante pensa que seu corpo é a Alma. estão lutando todas para virem. para saltar! Têm de ser suprimidas para que a única idéia que desejamos possa levantar-se. localizadas em algum lugar de chitta. por seu poder de suprimir os samskaras. O que faz a Alma misturar-se assim? Ondas diferentes que se elevam em chitta e cobrem a Alma. Por que deve ser assim? Por que são muito mais potentes ao tempo da concentração? ] porque os estais reprimindo e reagem com todo seu poder.A impressão resultante desse samadhi obstrói todas as outras impressões. com exclusão das outras. todas reprimidas. Todos haveis observado que quando tentais concentrar a mente. deixando-os sob contenção. prontas. 51 Pela repressão também desta (impressão. O samskara despertado por essa forma de concentração será tão poderoso que obstruirá a ação dos outros. esperando. ao mesmo tempo. são os obstáculos que a mente encontra para alcançar o samadhi. os pensamentos perambulam. Vemos sàmente um pequeno reflexo da Alma através de tais ondas. Ao invés. Devemos nos lembrar que nossa meta é perceber a própria Alma. Se a onda é de cólera. vemo-nos refletidos nessa onda e . tentando. ao máximo. o samadhi que acabou de ser mencionado. é o melhor para praticar-se. Quando pretendeis pensar em Deus. Em outras ocasiões não surgem tão ativos. como tigres. Em outras ocasiões não reagem. seguramente estarão presentes. dizemos.. Ambos estão enganados.

e o cocheiro possuir discriminação. o intelecto é o cocheiro. Nada mais resta e a Alma se manifesta como é. Assim. semente’. . indestrutível. Escrito por Swami Vivekananda 1 A mortificação. Se os cavalos são muito fortes e não obedecem às rédeas. significa prática da yoga através do trabalho. o fogo comendo fogo. será fácil suprimí-la também. e a Alma está refletida nela. abordálos vagarosamente. não pode morrer. a mente. Mas se os cavalos. devemos portanto. e terceiro. a melhor forma de reprimi-las. a alma. Só então saberemos que a Alma não é um composto. que. essa natureza real jamais será percebida enquanto subsistirem as ondas. Os samadhis. e se o co– cheiro não tem discriminação. literalmente. são chamados kriya-yoga. os samskaras.dizemos que amamos. Essas várias idéias vêm daquelas impressões. então o passageiro sofre. com que terminamos o capítulo primeiro. a sempre-vivente essência da inteligência. então o passageiro. é a única substância eternamente simples no universo. ou concentração. que se seguir. é chamado kriya– yoga. que cobrem a Alma. em. Quando só uma permanecer. e a entrega do frutos do trabalho a Deus. Concentração: sua Prática Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:45:49 e. o estudo. Patanjali primeiro nos ensina o significado dessas ondas. chega a seu destino. os órgãos.v. o samadhi. que seja capaz de anular todas as outras. estão bem controlados pelas rédeas. não pode nascer. e. a mente são as rédeas. O primeiro passo. E’ imortal. Sua natureza real não é percebida enquanto houver uma única onda no lago de chitta. será chamado “sem. segundo. por assim dizer. pensamos que somos fracos. Sua própria glória. como tal. a alma é o passageiro e o corpo é a carruagem. o passo preliminar. feito isso. são muito difíceis de serem alcançados. como tornar uma certa onda. Se é de fraqueza.. Os órgãos são os cavalos. tão forte.

o estudo das obras que tratam da 1iberação da alma. e uma perturbação é um passo atrás. nada façamos. devemos tomar aquilo que possui valor e deixar a impureza. Seus estudos são feitos somente para intensificar suas convicções. portanto. Cada argumento tira sua mente do equilíbrio. Diz uma antiga lenda hindu que colocando-se uma taça de leite e água ante um raja-hamsa. Vada e siddhanta são as duas espécies de conhecimento das escrituras: vada. preciso realizá-la. discutindo e raciocinando pró e contra. e chega a uma conclusão. Mas o yogui passou o estágio argumentativo e chegou a uma conclusão. que é inamovível. e siddhanta. além deles. A única utilidade da argumentação é treinar o intelecto. não deixá-los fazer o que querem. um cisne real. o decisivo. Também. diz ele. Quando um homem é inteiramente ignorante. ao início. há algo mais. O yogui deseja ultrapassar os sentidos. aborda o primeiro. como as rochas. Da mesma forma. Quando isso é conseguido. porque os argumentos só fazem perturbar a mente. esse estudo não significa estudos controversos. mas conservá-los sob o devido controle. A vida toda não é para lutas escolares e sociedades de debate. Ele está certo disso. . “mortificação”? Significa segurar firme mente as rédeas. Teve bastante disso e se tornou satisfeito. A argumentação e o raciocínio são estágios preliminares. portanto o intelecto não lhe será de nenhuma utilidade final. aqui. Simplesmente chegar a uma conclusão não basta.O que significa. Não discutais. e quando terminou. no conhecimento. mas retiraivos calmamente. se alguém forçar argumentos convosco. cegamente. e o tempo é curto. A ginástica intelectual é necessária. o argumentativo. Não respondais a nenhum argumento. ele tomará todo o leite e deixará a água. ao guiar o corpo e os órgãos. Os livros são infinitos em número. o argumentativo. ‘qual a vantagem de perturbá-lo mais? O intelecto é um instrumento frágil e só pode dar-nos o conhecimento limitado pelos sentidos. O que significa “estudo”? Certamente não o estudo de romances ou livros de História. Tom-1o e tentar viver de acordo. toma o siddhanta o decisivo. faz surgir perturbação em chitta. o segredo do conhecimento é tomar sàmente aquilo que é essencial. portanto. permanecei em silêncio. O yogui deve ter terminado o seu período de controvérsias. porém. A única coisa que agora busca é intensificar aquela conclusão. permanece silencioso e não discute.

O que pode torná-La angustiada. que se manifesta gradualmente. -que se pratique constantemente a kriya-yoga. todavia. a alucinação. Que mais pode tornar-nos infelizes? A natureza da Alma é eterna ventura. Só podem ser removidas pelo controle da mente. isto é. Freqüentemente ouvimos a expressão “inocente como uma criança”. apego. mas entregá-los. As vezes. pode existir a natureza de um demônio.A “entrega dos frutos do trabalho a Deus” significa não reivindicar nem crédito nem culpa. 2 (Kriya-Yoga conduz ao) samadhi e atenua as dificuldades que causam sofrimento. essas impressões. Essas impressões existem em diferentes estágios. ambos. subjugados ou ativos. Ela é a única causa de toda nossa infelicidade. ligadura. estejam dormentes. No yogui. seu poder está bastante enfraquecido. para se obter o controle da mente e sujeitá-la. ignorância é a causa e as outras quatro. portanto. estão adormecidas. São estas as cinco espécies de sofrimento. consciência intrínseca do “eu”. os efeitos. atenuados. “Vencidas” significa que. e amor à vida. 3 As dificuldades que causam sofrimento são ignorância. na criança. não permitindo que se manifestem. a delusão? Toda dor da Alma é simplesmente a delusão. A ignorância é a causa da consciência intrínseca do “eu”. exceto a ignorância. mantendo-a sob repressão através de kriya-yoga. apego. aversão. Delas. por vezes. A maioria de nós assemelha-se a crianças mimadas. As obstruções à yoga nascem da falta -de controle e nos causam sofrimento. aversão e o agarrar-se à vida. É necessário. estão “atenuadas”. ao Senhor e permanecer em paz. que permite à mente fazer tudo o que ela deseja. os samskaras deixados pelas ações passadas. e ele pode controlá-las. o quíntuplo laço que nos prende. um conjunto . 4 A ignorância é o campo produtivo de todos aqueles sofrimentos que se seguem.

o Sempre Santo. resultado da ignorância. tendo ambiente propício. 7 Apego é aquilo que reside no prazer. “Estou zangado”. todavia. porém. e a identificação do EU com os instrumentos é chamada consciência intrínseca. manas. O Vedor é. quando os samskaras. o EU. não o EU. do “eu”. este seguir o centro do prazer. o efulgente. Dizemos: “Sou a mente”. flui para elas. atingem atividade mais intensa como bem ou como mal. pela ignorância. Como podemos estar zangados e como podemos odiar? Devemos identificar-nos com o EU. identificamo-nos com o estofo mental e pensamos sentir prazer ou dor. Achamos prazer em certas coisas. Pensamos no EU e o vemos como o corpo. o estofo mental. Eis a grande delusão. como uma corrente. onipresente. o que pode afetá-Lo? Nada no universo pode produzir efeito sobre Ele. 5 Ignorância é tomar o não-eterno. puro e feliz Atman ou o EU. este é o EU do homem. Devemos primeiramente saber o que é a ignorância. O último estado é o “ativo”. ou órgãos dos sentidos. 6 A consciência intrínseca do “eu” é a identificação do Vedor com o instrumento da visão. o Puro Uno. o sempre-venturoso” – isso é ignorância. é o que chamamos apego. Se Ele é imutável como pode ser um momento feliz e outro momento. doloroso. ou “Estou feliz”. estes Seus instrumentos. Cada um de nós pensa: “Eu sou o corpo. para ver o mundo externo. infeliz? E’ sem forma. São. “Estou infeliz”. o puro. pelo eterno. e indryas. O que pode transformá-Lo? Está além de toda lei. em realidade. infinito. impuro. Todas as várias espécies de impressões têm uma única fonte: a ignorância. o Imortal. (respectivamente). manifestam-se quando a causa repressiva é afastada. instrumentos? Chitta. Nunca nos ligamos ao que nos . por assim dizer. E quais são seus. ou mente. esse não pode mudar. o Infinito.de impressões é mantido sob controle por aqueles que são mais fortes. e a mente. e o não-EU. ou faculdade determinativa. buddhi.

Vosso toque tornou-se instintivo. Por exemplo. Muitas vezes viu-se que. imediatamente procuramos nos afastar. a sede pela vida tem sido um dos argumentos para provar a experiência e a existência passadas. mas a parte mais curiosa dele é que. Assim com todo trabalho: pela prática ele se torna instintivo e automático. às vezes. correm para a água. não dizeis nada. e tanto quanto . vemo-lo manifestado em todo ser vivente. então é certo que o que jamais experimentamos não pode ser imaginado ou entendido por nós. depois de longos anos de prática. quão cuidadosamente tinham que colocar os dedos sobre as teclas. nos países ocidentais. está o agarrar-se à vida. 9 Permanecendo em sua própria natureza (devido à experiência passada da morte). brancas e pretas. ou os patinhos aprendem que a água é o seu elemento natural? Se dizeis que é instinto. logo que saem dos ovos. O que é esse instinto? Temos muitos. onde os pintinhos aprendem a buscar alimento. Logo que os pintos saem do ovo. Se a experiência é a única fonte de conhecimento. dais apenas uma palavra. quando patos são chocados por uma galinha. a idéia que o apego à vida indica uma possibilidade de vida futura. mas agora. começam a buscar alimento. em nós. porquanto os homens amam tanto a vida que desejam também uma vida futura. Este agarramento à vida.desagrada. quando aprendiam. não incluindo os animais. Do que nos causa dor. se é verdade que todo nosso conhecimento proveio da experiência. não é necessário dizer que o argumento não tem muito valor. Sobre ele foram feitas várias tentativas para construirse a teoria de uma vida futura. Encontramos prazer em coisas muito esquisitas. não uma explicação. uma após a outra. e a mãe-galinha pensa que vão se afogar. podeis conversar com amigos enquanto vossos dedos tocam. Naturalmente. mecanicamente. e estabelecido at nos instruídos. aqueles de vós que toquem piano podem lembrar-se. aplica-se somente aos homens. Por exemplo. Na Índia. 8 Aversão é aquilo que reside na dor. mas o princípio permanece: todo objeto que nos causa prazer. a ele nos ligamos.

Essa a causa do medo. Os chitta-vrittis. a Alma não pode morrer” – até neles. todos os casos que agora olhamos como automáticos. na Índia. se essa experiência que vem ao pato é a experiência de seus ancestrais ou sua própria. é o resultado da experiência passada degenerada em instinto. o resultado da experiência passada. todo instinto é. no passar dos tempos. toda minha mente se torna em enorme onda de cólera. encontramos esse aferrar-se à vida. são experiências tornadas subconscientes. Vivem em chuta. é perfeitamente lógico pensar que tudo que chamamos instinto neste mundo é simplesmente raciocínio involuido. a experiência passada de dor está presente. Os pintinhos temem o gavião e os patinhos amam a água. e que o instinto se regenera novamente em razão. Até os homens mais cultos. instinto é razão involuida. ambos são resultados da experiência passada Então a pergunta é se aquela experiência pertence a uma alma particular ou simplesmente ao corpo. tornouse um samskara. portanto. as ondas da mente. são raciocínio degenerado. Eu a . não são inativas. construiu-se um dos maiores argumentos em favor da reencarnação. da criança.sabemos. Sobre isto. Vimos que todo nosso conhecimento. tudo o que chamamos instinto. que sabem que este corpo morrerá e que dizem: “Não importa. Portanto. deve vir através daquele único canal chamado experiência. Na linguagem psicológica dos yoguis. luas os yoguis afirmam que é a experiência da mente. Na linguagem dos yoguis. Os modernos homens de ciência afirmam que pertence ao corpo. com toda a sua convicção intelectual. Todas as experiências passadas de morte. chamemolo percepção. Como a razão não pode surgir sem experiência. instinto. A repetida experiência de vários temores produz. agora. Tivemos centenas de corpos. podemos apreciar e sentir. razão. Por quê? Vimos que ele se tornou instintivo. A discriminação se torna involuída é passa a ser samskaras automáticos. finos e ocultos. E é assim por todo o universo. e que tudo que chamamos. mas agem sutilmente. instinto. esse apego à vida. podem ser controladas mais facilmente. transmitida através do corpo. instintivo. estão adormecidos em chitta. que são densas. Isto é o que se chama teoria da reencarnação. Os samskaras. mas o que dizer dos instintos mais finos? Quando estou zangado.

assim também aquelas paixões. suas modificações (grosseiras) serão . mas não terei sucesso algum na luta a menos que vá às suas causas.sinto. Quando uma borbulha está surgindo do fundo do lago. 10 Os samskaras finos devem ser conquistados. outra. em sua causa. na raiz. não a vemos. luto com ela. Nunca mais surgirão. ele continua até que eu fique totalmente colérico. é que sabemos que eia está ali. manipulo-a com facilidade. for resolvida. pensei: “Vou ficar zangado”. os estados finos dessas paixões são completamente desconhecidos – os estados abaixo da consciência. Estes sentimentos devem ser controlados quando em germe. Alguém me diz algo muito áspero e começo a sentir que estou ficando esquentado. não há esperança de conquistar qualquer paixão. Quando esse alguém começou a abusar. Para a maioria da Humanidade. mesmo antes de nos tornarmos conscientes que estão agindo sobre nós. totalmente. Somente teremos sucesso em lidar com as ondas quando pudermos segurá-las em suas formas finas. e quando as tivermos subjugado antes que se tornem densas. eu era a cólera. mesmo quando as ondas mentais são destruídas pela meditação. que é um efeito. Para controlar nossas paixões. só então estaremos aptos para queimar suas sementes. devemos fazê-lo em sua própria raiz. até eutf o. Somente quando arrebenta e provoca uma ondulação. Como p0. em suas formas finas. Os samskaras são as impressões sutis que permanecem. somente então as impressões finas desaparecerão com ela. nem mesmo quando quase chegou à superfície.demos controlar os samskaras? Pela resolução do efeito na causa. rejeitadas. a cólera era uma coisa e eu. Quando chitta. Mas quando me tornei colérico. Assim como sementes cozidas semeadas no solo jamais hão de brotar. a ponto de me esquecer completamente e identificar-me com a cólera. resolvendo-os a sou eu estado causal. através do samadhi. asmita ou “consciência do EU”. dos quais elas vagarosamente emergem. manejo-a. 11 Pela meditação.

como obstruções causadoras de dor. ainda nesta vida. Tais homens transformam realmente o material de seus . se não estivesse. a onda se tornou fina. enquanto vivendo. apesar de nós mesmos – a cólera e o ódio serão completamente controlados e reprimidos. Toda a felicidade que deriva dos sentidos.A meditação é um dos meios efetivos para controlar o surgimento dessas ondas. o fruto aparece ràpidamente. lança a mente numa onda. queremos significar a soma total dos samskaras. ao fim ambos trazem sofrimento. Portanto. Assim toda ação. boas ou más. eventualmente provoca dor. o que nos traz dor como resultado. Pela meditação poderemos subjugálas. em seus livros. quando os samskaras são muito fortes. e se continuarmos a praticar meditação por dias. seja nesta ou nas vidas futuras. 12 O “receptáculo de trabalhos” tem suas raízes nas já menciona das obstruções que causam sofrimento. bom ou mau. mas está ainda ali. até tornar-se um hábito. até que ela venha. Tanto os pensamentos alegres como os tristes são chamados “obstruções causadoras de dor”. as raízes finas de todos nossos trabalhos. o resultado é dor. meses. ela surge e se torna uma onda outra vez. pois estava presente. não morrem. invisível (próxima). os yoguis olham a soma total das impressões. todo pensamento. mas nesta mesma vida podem transmutar seus corpos em corpos de deuses. Todo gozo fará com que desejemos mais. Em casos excepcionais. Por “receptáculo de trabalhos”. Não é assim. Não há limites aos desejos do homem. Dizem os yoguis: aqueles que. de acordo com os yoguis. Qualquer trabalho que façamos. conseguem adquirir tremenda força de bons samskaras. e a experiência destas vem durante a vida visível (presente) ou na. Quando tentamos nos lembrar do trabalho. atos excepcionais de maldade ou de bondade trazem seus frutos. impedem o caminho para a liberdade da Alma. anos. vai ao mais profundo nível da mente. não haveria memória. Os samskaras. porque. continua desejando e quando o desejo não pode ser satisfeito. Há diversos casos assim que estão mencionados pelos yoguis. torna-se fino e ali permanece armazenado. devem ser olhados como causas que produzem efeitos. e depois que o trabalho está terminado pensamos que a onda se foi.

trabalharemos em todo o universo. Os yoguis afirmam que estão aptos a assimilar energia apenas pelo poder da mente e que podem absorver tanto dela quanto desejam.corpos. diz-se que está morto. Por que não. A energia primeiro entra na planta. do material de nossos corpos. Por que não? Fisiologicamente. rearranjam as moléculas de tal forma. porque é polarizado e tem todas características da eletricidade. em qualquer lugar. Está claro que o fluido nervoso tem ai. Estaremos aptos para trabalhar com qualquer corpo.guina quantidade de eletricidade. sem o auxílio do sistema nervoso. podemos enviar a eletricidade mental sem utilizarmos esses canais? Os yoguis dizem que isso é perfeitamente possível e praticável. dizem que não há necessidade de continuarmos ligados a eles.molha-se à eletricidade. sem recurso aos métodos ordinários. de assimilação de energia. difere do nosso. assim também projetamos. Se é assim. enviar nossa eletricidade somente através dos canais nervosos. a planta é comida pelo animal e o animal. Podemos. dizemos que o homem vive. quando pudermos fazê-lo. Quando a Alma atua através dos canais nervosos. A natureza pode enviar vasta massa de eletricidade sem quaisquer fios. agora. por que deveria existir apenas uma maneira de assimilar energia? A maneira da planta não é a mesma que a nossa. Mas. mas temos de fazê-lo por meio de fios. Por que não podemos fazer o mesmo? Podemos enviar eletricidade mental a todas as partes. O que chamamos mente asse. Todos os corpos do universo são constituídos de tanmatras. e. podemos enviar eletricidade a qualquer parte do mundo. assimilamos energia de uma forma ou de outra. e agora não podemos trabalhar. e quando ela cessa de agir através deles. Como uma aranha faz a teia de sua própria substância e fica ligada por ela. o processo da terra. que não têm mais doença. pelo homem. não podendo ir a nenhuma parte exceto ao longo das linhas daquela teia. e o que chamamos morte não chega para eles. que tomamos uma quantidade de energia do sol e tornamo-la parte de nós mesmos. e . nascimento e morte perdem o significado para ele. entretanto. Isto quer dizer. Mas quando o homem pode agir com ou sem esses canais. todos. a não ser pelos canais desses nervos. essa rede chamada nervos. em linguagem de ciência. alimentar-se significa assimilar a energia do sol. Para dar outro exemplo. Os yoguis.

tornando. podeis arranjar um corpo como quiserdes. Quem produz o sangue do alimento? Vós. um demônio. manifestam-se e produzem os efeitos. serão as causas de futuras ações. Somos Os amos do corpo e vivemos nele. outro. tudo lhe resulta doloroso. com certeza colherão o fruto sob forma de dor. onde vai. outra morre em dois anos e nunca atinge a maturidade. certamente. tornamo-nos automáticos. degenerados. por assim dizer. o que é feito automàticamente deve ser feito conscientemente. os samskaras. Todos nossos trabalhos atuais são os efeitos dos samskaras passados. outra. toda ação virtuosa traz ‘prazer e toda ação viciosa gera dor. Além disso há efeitos diferentes de karma sobre a longevidade: uma pessoa vive cinqüenta anos. Um homem nasce. Quem faz este corpo senão vós mesmos? Quem come o alimento? Se outro comesse o alimento por vós. o efeito. não viveríeis muito. 13 As raízes estando ali. estaremos aptos para rejuvenescer como desejamos. o fruto deve chegar na forma de espécie de seres: um será homem. morte. doença. o prazer o seguirá até lá. as causas. este aforismo diz que as causas. filosofia dos yoguis. estando presentes. animal. De acordo com a. outro. Outro homem. cem. para o prazer. Todas essas diferenças de longevidade são reguladas pelo karma passado.se samskaras. .diferem pela maneira como estes últimos estão dispostos. que se torna a causa de outra árvore e assim por diante. estando ali. a fruição vem (na forma de) espécie. poderá internar-se numa floresta. Somos os senhores e devemos regular esse arranjo. perdemos o conhecimento de corno rejuvenescê-lo. mais sutil. As raízes. longevidade. e assim que possamos fazê-lo. Quem purifica o sangue e o envia através das veias? Vós. Esse é o resultado de seus passados karmas. Uma árvore produz uma semente. desaparecendo. Aquele que comete atos maus. Se sois os arranjadores. olvidamo-nos do processo de arranjar suas moléculas. ajo. torna– se o efeito. na mente. é seguido pela dor. E assim continuamos Portanto. e experiência de prazer e dor. não estaremos sujeitos nem a nascimento. também tais trabalhos. outro. A causa. Então. Assim pois. torna-se causa do efeito seguinte. Somente.

14 Elas (as ações) produzem fruto como prazer ou dor, causados pela virtude ou vício. 15 Para aquele que discrimina, tudo é, por assim dizer, doloroso, porque nada existe que não provoque dor, seria como conseqüência ou como antecipação da perda de felicidade, seja como novo desejo derivante de impressões de felicidade e também porque os gunas agem uns contra os outros. Os yoguis dizem que o homem que possui poder de discriminação, o homem de bom senso, vê através de tudo que é chamado prazer ou dor e sabe que estes chegam para todos e que um segue e funde-se no outro. Vê que os homens perseguem um fogo fátuo durante toda a vida, jamais conseguindo satisfazer seus desejos. O grande rei Yudhishthira disse certa vez que a coisa mais maravilhosa na vida é que a cada momento vemos as pessoas morrendo em nossa volta e todavia cremos que nunca havemos de morrer. Pensamos, mesmo cercados de tolos por todos os lados, que somos a única exceção, os únicos instruídos. Ainda que por toda parte exista inconstância, pensamos que nosso amor é o único duradouro. Como pode ser assim? Até o amor é egoísta; e, os yogui’ afirmam que, ao final, descobriremos que até o amor de maridos e esposas e filhos e amigos, vagarosamente desvanece. A decadência assalta tudo nesta vida. Só quando todas as coisas, .o amor, falham, é que, num lampejo, o homem descobre quão vaio, quão fugaz, é este mundo. Obtém então um vislumbre de vairagya, renúncia, e um clarão do Além. Sàmente abandonando este mundo que o outro é visto – jamais através de apego a este. Nunca existiu uma grande alma que não tivesse de rejeitar os prazeres dos sentidos e o gozo, para adquirir sua grandeza. A causa da infelicidade é o choque entre as diferentes forças (gunas) da natureza, cada qual puxando para seu lado e transformando em quimera a felicidade permanente. 16 A infelicidade que todavia não chegou deve ser evitada. Algum karma já esgotamos, algum estamos esgotando em nossa vida atual e algum está à espera de produzir fruto numa

vida futura. A primeira espécie é passada e ida. A segunda, temos de esgotar. Somente aquela que aguarda produzir fruto no futuro é que temos que conquistar e controlar; e para a consecução desse objetivo todas nossas forças devem ser convocadas. É o que Patanjali quer dizer quando afirma (II. 10.) que os samskaras devem ser controlados pela resolução em seu estado causal. 17 A causa dessa (infelicidade) que deve ser evitada é a unção do Vedor com a cousa vista. Quem é o Vedor? O EU do homem, o Purusha. O que é a coisa vista? Toda a natureza, desde a mente à matéria densa. Todo prazer e dor surgem da junção do Purusha e da mente. O Purusha, deveis recordar, de acordo com esta filosofia, é puro; quando unido à natureza, e nela refletido., aparece como sentindo prazer ou dor. 18 O visto, composto de elementos e órgãos e’ caracterizado pela Siumhiação, ação’ e inércia existe para o propósito de experiência e libertação (do Vedor). A natureza, ou o visto, está composta de elementos grossos e finos –.- isto é, os órgãos dos sentidos, a mente e assim por diante – e está caracterizada pela iluminação (sattva), ação (rajas), e Inércia (tamas) . Qual o propósito cabal do visto, ou natureza? É de proporcionar ao Purusha, experiência. O Purusha tem, por assim dizer, esquecida, Sua poderosa e divina natureza. Há a história que o rei dos deuses, Indra, tornou-se certa vez um porco, chafurdando-se na lama; tinha uma porca e uma porção de porquinhos e vivia muito contente. Alguns deuses viram sua triste situação o chegaram até ele, dizendo: “Tu és o rei dos deuses; tens sob teu comando todos os deuses; por que estás aqui?” Indra respondeu: “Não importa. Estou bem aqui; não me importo com o céu enquanto ten1a esta porca e estes porquinhos.” Os pobres deuses ficaram perplexos. Depois de certo tempo decidiram matar todos os porcos, um após outro. Quando todos estavam mortos, Indra começou a chorar e a se lastimar. Então os deuses rasgaram seu corpo suíno, de alto a baixo. Dele saiu Indra e começou a dar gargalhadas quando compreendeu que sonho terrível tinha

tido – ele, o rei dos deuses, ter-se tornado porco e ter pensado que a vida de porco era a única vida! Não somente isso, mas ter deseja- cio que todo o universo se juntasse a ele na vida suína! Da mesma forma, o Purusha, quando identificado com a natureza, esquece que é puro e infinito. O Purusha não ama; é o próprio amor. Não existe; é a própria existência. A Alma não cabe; é o próprio conhecimento. um erro dizer que a Alma ama, existe, ou sabe. O amor, a existência, e o conhecimento não são qualidades do Purusha, mas Sua essência. Quando se refletem sobre algo, podemos chamá-las qualidades daquele algo. Não são as qualidades, mas a essência do Purusha, o grande Atman, o Ser Infinito, sem nascimento nem morte, estabelecido em Sua própria glória. Ele aparece como tão degenerado que se Lhe dissermos: “Tu não és um porco”, ele começa a esbravejar e a morder O mesmo se passa com todos nós nesta maya, este mundo de sonho, onde tudo é miséria, choro, lamentação, onde algumas bolas de ouro são jogadas e todo mundo se acotovela, atrás delas: Nunca fostes atados por leis; a natureza jamais vos agrilhoou. isso o que os yoguis vos dizem. Sede pacientes em aprendê-lo. E os yoguis mostram como, pela junção com a natureza, por sua identificação com a mente e com o mundo, o Purusha se crê infeliz. Então os yoguis prosseguem mostrando que a forma de fugir é pela. experiência. Tendes de obter toda essa experiência; mas, apressai-vos. Vós vos colocastes nesta rede e tendes de sair. Fomos apanhados na armadilha e temos de sair dela, para a liberdade. Assim, obtende a experiência de maridos e esposas e amigos e pequenas afeições; passareis por elas, a salvo, se nunca vos esquecerdes quem realmente sois. Jamais vos olvideis que este é um. estado momentâneo e que tendes que passar por ele. A experiência. é o maior instrutor .– a experiência de prazer e dor – mas sabei que é somente momentânea. Passo a passo leva ao estado onde todas as coisas se tornam diminutas, e o Purusha, tão imenso, que- o universo inteiro parece ser uma gota no oceano e desaparece por sua própria insignificância. Temos de passar por diferentes experiências. Que nunca olvidemos o ideal. 19.

os indefinidos (os elementos sutis). rajas e tamas. por sua vez. os simplesmente indicados (a inteligência cósmica). rajas é atividade. que decide.mente. a atividade. a escuridão. e quando tamas. é chamada avyakta. é inteiramente diferente em Sua natureza. tudo o que é ignorante e pesado. A função. O . existem os três gunas. e aqui novamente. procedem os elementos sutis. quando rajas. a mais elevada manifestação da natureza. indefinida ou indiscreta – isto é. ou mahat individual. Então esse equilíbrio é rompido. ou elementos sattva. material. mente. inteligência universal. Em todo homem. surge o conhecimento. a lassidão. tudo é o produto de uma substância. da qual é parte o intelecto humano. seja buddhi. porque não é o resultado de combinação. argumenta-se que o Purusha deve ser imortal. Não é semelhante a coisa alguma. O sistema Yoga está inteiramente construído sobre a filosofia Samkhya. chama-se mahat. e sattva é calma. também. Além de toda a natureza está o Purusha. onde os três gunas se mantêm em perfeito equilíbrio. Estes se combinam e tornam-se em materiais grosseiros o universo exterior. luz. ou inteligência. o estado no qual não existe distinção de forma ou nome. devo recordarvos a cosmologia Samkhya. os três gunas principiam a misturar-se de várias maneiras e o resultado é o universo. Na natureza estão os três gunas. Tamas é tudo o que é obscuro. De mahat. Quando prevalece sattva. ou mente. antes da criação. A tese da filosofia Samkhya é que. e a função de buddhi. Os mais finos são as causas e os mais grosseiros os efeitos. a preguiça e a ignorância. absoluta-. o intelecto. da mente é simplesmente de coletar as impressões externas e apresentálas a buddhi. diferindo somente como estados mais finos ou mais grosseiros de existência. A natureza. tanmatras ou os materiais grosseiros. e os semsinal (prakriti).Os estados dos gunas são os definidos (os elementos grosseiros). provém o sentimento do “eu” do qual. do intelecto a um bloco de pedra. como vos disse. De acordo com ela. Não é afim de nenhum destes está inteiramente separado. a natureza é a causa material e eficiente do universo. e mais ainda. que não é.De acordo com a teoria Samkhya. consistindo desses três gunas. Na psicologia Samkhya há distinção definida entre a função de manas.

o lugar o influenciará e despertará suas qualidades sattvicas. mas as pessoas. e quanto mais santas se tornem. podem irradiá-la e exercem tremenda influência. Se qualquer homem que não -possua muito . Eis porque sábios e santos. entendem-Se os elementos grosseiros. Por exemplo. eles se tornariam tão daninhos como outros quaisquer. diz Patanjali. mas todos enviamos esses tanmatras para fora. pode ser vista por eles. que podemos experimentar pelos sentidos. Agora podemos compreender o aforismo. mais sagrado aquele lugar.sattva. Cada dia de nossas vidas emitimos n’a massa -de bem ou mal. todo ser vivo emite urna certa luz que. quando ele diz que os estados dos gunas são os definidos. tanmatras.que não é resultante de combinação. Se somente gente má freqüentasse esses lugares. portanto. inconscientemente. se praticais yoga. os simplesmente indicados e os sem-sinal. Entretanto. e aonde formos. Nem todos vemos. a idéia de construir templos e igrejas. Foram os próprios homens que tornaram tais lugares santificados e depois o efeito tornou-se a causa e fez com que aqueles se santificassem. que fazem uma igreja. dia e noite. os indefinidos. Por “definidos”. que não podem ser experimentados pelos sentidos de pessoas comuns. Não é o edifício. a atmosfera está cheia desses -materiais Foi assim que veio à mente humana. como urna flor continuamente emite partículas finas que nos permitem sentir-lhe o perfume. recordareis que sua santidade depende -da congregação de pessoas santas nesses lugares. e isso é o que sempre esquecemos. são significados os materiais muito finos. os Purushas são infinitos em número. Por “Indefinidos”. vai ali. os homens encontrariam que um lugar onde as pessoas adoram Deus se tornaria cheio de bons tanmatras. não perece. Eis. Por que constroem os homens igrejas onde Deus é adorado? Por que não adorá-Lo por toda parte? Mesmo se não soubessem a razão. A dificuldade é que o homem se esquece do significado original e põe o carro adiante dos bois. que possuem muito dessa qualidade sattva. ouvistes que todo homem irradia urna certa luz à sua volta. o significado de todos os templos e lugares santos. Cada dia as pessoas vão ali. Uma pessoa pode ser tão pura que sua pureza se tornará . a seu redor. De acordo com a Samkhya. depois de um certo tempo vossas percepções se tornarão tão finas que vereis realmente os tanmatras. segundo os yoguis.

os animais em homens. Toda religião diz que o universo vem da inteligência. Tomai urna série infinita AB-A-B-A-B e assim por diante. ou natureza. pergunta é: qual vem primeiro. A inteligência sofre modificação e se torna matéria grosseira. e. Afirmam que. direis que A vem primeiro mas se tomais a série E-A. Os seguidores da Samkhya. afirmareis que E vem primeiro. tomando a palavra no seu significado psicológico. os “sem-sinal”. sobre este ponto. os “meramente indicados” significam a buddhi cósmica. que não possuem qualidades. Todos os que entram em contato com ela também se tornarão puros. ainda que pareçam diametralmente opostas umas às outras. -dela provêm todas as outras manifestações. tudo é natureza. Depende do modo de se considerar a série. que está além da inteligência. e outras pessoas re1igiosas. Ambos indicam a mesma cadeia. vai além da inteligência e da matéria.tangível. entre. A teoria de Deus. Vimos dessa mesma filosofia. da forma mais baixa á inteligência.a última a surgir. embora puro. ao invés de tudo provir da inteligência. A ou B? Se tomais a série como A-B. são verdadeiras. Temos novamente aqui a filosofia Samkhya. Tanto as afirmativas religiosas. O homem científico coloca o dedo sobre a matéria e diz que primeiro vem matéria e depois inteligência. colocam a inteligência em primeiro lugar. e a série se torna inteligência C depois matéria. Então. e assim o processo continua. é que a inteligência vem primeira na ordem da criação e que da inteligência procede o que chamamos matéria grosseira. além dela estão os Purushas. é esta última a aparecer. como um Purusha parece estar feliz ou .tanto. Os filósofos modernos afirmam que a inteligência é-. vê através do colorido do intelecto. o intelecto cósmico. e do qual a inteligência é somente a luz emprestada. o EU. E’ a primeira manifestação da natureza. A filosofia hindu. esta por sua vez funde-se em inteligência. Dizem que as coisas não inteligentes vagarosamente evoluem em animais. A seguir. como as científicas. aparte todas -as idéias de personalidade. que. 20 O Vedor é somente inteligência. Por fim. Parece existir grande -diferença entre a ciência moderna e as religiões. e descobre um Purusha.

Estes são nossos conceitos de servidão e liberdade. crescendo e fenecendo. Assim como a unha está para o corpo. Se desejamos atravessar o muro e batemos a cabeça contra ele. A natureza real da Alma. Similarmente. atirado fora. e assim por diante. a cada momento descobrimos que não o somos. a inteligência dura eons. assim o corpo está para a inteligência. e esse fato mostranos que algo deve existir além dela. mente. assim como o corpo. vemos que estamos limitados por esse muro. mas que somos livres no que concerne à Alma. Todavia a inteligência não pode ser imortal. Se uma idéia é ilusão. porque ambas se firmam sobre a mesma base: a experiência. A Alma está separada da natureza. a Alma outra. tudo conectado com matéria está na natureza. Certamente a inteligên-. ligado para sempre. em Si. a aparência de felicidade OU infelicidade na Alma é sàmente um reflexo. todavia. a natureza é urna coisa. a Alma. Sua luz a que brilha através de tudo. Da mesma forma. e que sua natureza quase a mesma que a do corpo. Ao mesmo tempo. Cada órgão tem um centro particular no cérebro. que cresce e murcha. Se uma flor vermelha for colocada perto de urna peça de puro cristal. encontramos que temos uma força ‘de vontade e pensamos que podemos dirigi-la a todas as partes. Aquilo que se transforma não pode ser imortal.infeliz? Por reflexo. A inteligência não tem luz própria. porque muda. Não há um único centro para . Se dizeis que a idéia de liberdade é uma ilusão. Sua liberdade filtra-se através de camadas de matéria em várias formas. através da inteligência. essas idéias contraditórias surgem. eu direi que a idéia de servidão também o é. que se modifica. está além da lei de causação. O yogui diz que ambas são verdadeiras – que estamos escravizados até onde vai a inteligência. eternamente separadas. e portanto. Temos de crer que somos livres. A cada passo. mas pode ser aparada centenas de vezes e o corpo todavia permanece. ou Purusha. eia é produzida. A filosofia Samkhya diz que a inteligência é um composto. não tem colorido. a outra também o é. enquanto este corpo pode ser aparado. o cristal parecerá vermelho. Ela não pode ser livre. Dois fatos chegam à nossa consciência e permanecem ou desaparecem juntos. A unha é uma parte do corpo. e se uma é verdadeira a outra também. Quem é livre? Os livres certamente devem estar além de causa e efeito.

ela aparenta possuir poder. os ouvidos. prakriti) é para Ele (isto é. Mas uma pessoa pode ver e ouvir ao mesmo tempo. A própria Alma é o centro para onde todas as diferentes percepções convergem e se unificam. Descobre que o Purusha é livre. não é destruída para outros.rentes centros para cada. torna-se inteligência e. vindo através de buddi3i. cada órgão é separado. mas a prakriti não tem propósito. sabemos com certeza que há dii e. O yogui analisa ambos. o universo manifestado procedeu inteiramente da própria prakriti. o que é livre e o que é ligado. onde todas as diversas sensações e percepções se juntam e se tornam uma só. Estando o Purusha cerca. – possuíssem sã. mas esse poder é emprestado. Mas a natureza inteira somente desaparece para aquele que se . como tal. De acordo com os yoguis. A inteligência está ligada com o cérebro. seria necessário que todos os órgãos – os olhos. identificamos essa liberdade com a inteligência e com a mente. a não ser libertar o Purusha.todos os órgãos. prakriti. todavia. Essa Alma é livre e é Sua liberdade que nos diz a cada momento que somos livres. sendo comum a eles. e sua ignorância desaparece. o Purusha). Toda a atividade da natureza é fazer saber à Alma que Ela está inteiramente separada da natureza. fica ligado. entretanto. o nariz. a unidade. Tentamos atribuíla ao intelecto e imediatamente encontramos que o Intelecto não é livre. deve haver uma unidade atrás da inteligência. Prakriti não tem poder próprio. 21 A (transformação que ocorre na) natureza do visto (isto é. não-ligados. Eis porque existe esse sentido misto de liberdade e escravidão ao mesmo tempo. está o Purusha. etc. mas por detrás. assim como a luz da lua. Mas erroneamente. Quando a Alma o descobre. 22.mente um centro. é a essência daquele conhecimento que. até da inteligência. Apesar de destruída para aquele cujo objetivo foi alcançado. a atribuímos ao corpo e imediatamente a natureza nos afirma que estamos enganados. Por que todas as percepções se harmonizam? Onde conseguem sua unidade? Se fosse no cérebro. portanto. a natureza perde seus encantos para Ela.

e sois o nome de uma pequena partícula. vós outro. O uni. como da natureza (isto é. o experimentado). Essa idéia do corpo é simplesmente uma superstição. e o outro. não sentiria o calor e o frio. A ignorância é a causa dessa. tornam-se manifestos quando eles (isto é. no dia seguinte pode formar o material de novos corpos.tornou livre. e o yogui mostra-nos como fazê-lo. Sabemos que. daqueles outros. Se estivesse perfeitamente certo que não sou este corpo. ou algo semelhante. haverá ausência de junção. então que a manifestação do universo fenomenal tem lugar. o sol de uma terceira. Vemos. 24 A ignorância é sua causa. 25 Havendo ausência daquela (a ignorância).verso inteiro é um oceano de matéria. conjunção.. e o sol. É superstição que nos torna felizes ou infelizes. É superstição causada pela ignorância que nos faz sentir o calor e o frio. para quem a natureza continua a trabalhar. permanentemente alcançaremos a separação entre EU e o corpo. entretanto. Este corpo é uma combinação. É nosso dever superarmos essa superstição. Mas essa súbita exaltação da mente vem como um redemoinho. ela for obtida pela yoga. tanto da Alma. que um é o experimentador. que a causa de nossa dor ou prazer sempre está em nos identificarmos com o corpo. a matéria está continuamente em mudança. É pura. De acordo com este aforismo. Isto é a destruição da ignorância e a. Um número infinito sempre permanecerá. a Alma e a natureza) estão em conjunção. . Se. num minuto. eu de outra.. h4éiiéndêúci’ dó Vedor. e desaparece no outro. O que forma o sol um dia. cada dia. Devido à ignorância é que nos juntamos com corpos particulares e assim nos tornamos vulneráveis à infelicidade. dor e prazer. tanto do visto como de seu Senhor. Foi demonstrado que sob certas condições mentais um homem pode ser queimado e todavia não sentir dor. 23 A junção (de prakriti e do Purusha) é a causa da realização da natureza dos poderes. os poderes. outro. ficção dizer que tenho um corpo.

controle psíquico. ou todos – e sede livres. São dois aspectos de uma só coisa. pela . somos escravos. as físicas são apenas as manifestações grosseiras das finas da mesma forma que o mundo físico é a manifestação grosseira do fino. são como a ostra e sua concha. os rituais. mais. Forças mais sutis que quaisquer outras que conhecemos na natureza física devem ser subjugadas Este corpo e somente a crosta externa da mente. muito mais difícil de ser manejada. ou filosofia – por um. É esta a meta real de toda prática: discriminação entre o real e o irreal. as forças finas internas que constituem a mente tiram matéria grosseira do exterior e dela manufaturam essa concha externa o corpo Se então controlarmos as internas é muito fácil ter também o controle das externas Também. ignorância são prática ininterrupta de discriminação. Quando. e porque ele não é a natureza. adoração. são somente detalhes secundários: O yogui procura alcançar esse objetivo pelo controle psíquico. dissolvendo-se continuamente. A substância interna da ostra tira matéria do exterior e manufatura a concha Da mesma forma. Eis toda a religião. as formas. como ela ordena. Essa é a meta de todas as religiões Toda alma é potencialmente divina O objetivo e manifestar essa divindade interior pelo controle da natureza externa e interna Fazei-o. sabendo que o Purusha não é a natureza. combinando e recombinando. Portanto. seja pelo trabalho. os dogmas.De acordo com a filosofia Yoga é pela ignorância que a alma foi juntada a natureza O objetivo é liberarmo-nos do controle que a natureza exerce sobre nós. O yogui afirma que quem controla a mente também controla a matéria A natureza interna e muito mais sutil que a externa. As doutrinas. Somente a natureza muda. assim devemos fazer. Não são duas coisas diferentes. Enquanto não pudermos nos livrar da natureza. os livros. os templos.’ Raja-Yoga propõe o método de obter tal controle. não pode possivelmente mudar. não é nem matéria nem mente. essas forças não são diferentes Não são algumas físicas e algumas mentais. muito mais trabalhosa de ser controlada. aquele que conquistou a natureza interna controla todo o universo. este se torna seu servo. 26 Os meios de destruição da.

e falhando em encontrá-la. e à medida que atingimos cada um deles. chega. nós mesmos. Impossível. por todo o universo. Caminhavam sua própria rota e nós. Seu conhecimento é alcançado em sete passes supremos. devemos perseverar até alcançar a meta. que a manhã surge para nós. por assim dizer. alguma vez. onipotente. Por fim. que ninguém pode nos ajudar. onde pensamos poder obter alguma verdade. muito menos juntados. Quando esse conhecimento vem. No passo seguinte chitta realizará que pode fundir-se em suas causas sempre que desejarmos. causar-nos dor.prática constante. a Ele. o fim de todos os deveres. juntamos-lhes o EU. o primeiro sinal que estamos nos aproximando da verdade será o desaparecimento daquele estado de insatisfação. Logo que temos consciência de uma sede de conhecimento. começamos a discriminar. e que nem corpo nem mente. todas s vacilações da mente. um após o outro. Sentimo-nos realmente certos que encontramos a verdade e que ela não é nada mais do que a verdade. buscamo-lo aqui e ali. O terceiro será a consecução de pleno conhecimento. O primeiro passo nos fará sentir que tomamos conhecimento do que deve ser conhecido. pela ignorância. encontraremos que estamos estabelecidos em nosso EU verdadeiro. sabemos que estamos obtendo conhecimento. O quarto será o atingirmos. externo ou interno. Realizaremos que todas as dificuldades e lutas. que devemos ajudar-nos. A mente cessará de sentir-se insatisfeita. caíram. tornamo-nos insatisfeitos e saímos para nova busca. Mas estivemos sós. que o sol está nascendo. Toda a pesquisa é vã até que começamos a perceber que o conhecimento está dentro de nós mesmos. através da discriminação. e tomando coragem. A seguir virá o que é chamado liberdade de chitta. Saberemos. sempre-benditos. nunca mais voltando. estiveram ligados. qualquer coisa do universo. em sete passos. onipresentes. assim como uma pedra rola do alto da montanha para o vale. A onisciência será nossa. onisciente. O segundo passo será a ausência de toda dor. onipotentes. Ao começarmos a desenvolver o poder de discriminação. a ignorância desaparecerá e o Purusha brilhará em Sua natureza real. nosso EU era . Onipresente 27. então. que o EU em nós tem estado só.

Aquele que deseja ser um perfeito yogui deve abandonar a idéia de sexo. pois somos a própria felicidade. pratyahara.tão puro e tão perfeito que não requeríamos mais ninguém. não interrompidos por tempo. 29. levando à discriminação. Encontraremos que esse conhecimento não depende de mais nada. . jamais será desiludido. por que Se degradaria a Si Mesma com idéias de sexo? Mais tarde entenderemos melhor porque devem tais idéias ser abandonadas A mente do homem que recebe presentes e influenciada pela mente do que da assim o recebedor provavelmente se tornara degenerado A recepção de presentes leva a destruição da independência da mente e nos torna escravos. Mas é o ideal. veracidade. Então a realização do ideal se tornará firme. todo-poderoso. dhyana. A primeira coisa necessária de obter-se é o controle da corpo e da mente. dharana. Não necessitávamos de mais ninguém para nos tornar felizes. Uma vez conhecido o ideal. Portanto. resta-nos praticar o método para alcançá-lo. 28. 30 Não matar. jamais sentirá dor. são destruídas as impurezas e o conhecimento é atiçado. 31 Estes. Será o último passo e o yogui se tornará cheio de paz e calmo. são votos. eternamente perfeito. asana. está muito acima de nossas cabeças. A Alma não tem sexo. propósito. nunca mais será tocado pela infelicidade. grandes e universais. Por todo o universo nada existe que não se torne efulgente ante esse conhecimento. Saberá que é eternamente abençoado. Agora vêm as disciplinas práticas. local. pranayama. Tudo de que falamos até agora é muito difícil. Yama. continência e não receber presentes são chamados yama. ou regras dê casta. não deveis receber presentes. e samadhi são os oito membros da yoga. niyama. não roubar. Através da prática das diferentes partes da yoga.

quando uma enorme onda de cólera surgiu na mente. médias. a velha onda morre e uma nova surge – amor pela criança. e enquanto está nesse estado. um homem não-limpo nunca sera yogui Deve haver também purificação interna. assim por diante – se cometidas. ou ignorância. Naturalmente. mas são ambas necessárias e a pureza externa. mulher. por todos. a mortificação o estudo e a adoração de Deus são os niyamas. Dizer mentira. causadas. veracidade. 32 A purificação externa e interna. se leves. Todo pensamento vicioso retornará. ou posição. A mentira leve é todavia mentira. irrespectivamente de nação. É essa a forma de praticar as virtudes que mencionamos. Pensai no amor. 33 Quando surgem pensamentos obstrutivos à yoga. O amor e o oposto da cólera Similarmente quando a idéia de roubo chega não-roubar deve ser tentado quando a idéia de receber da. não roubar. fica armazenado e um dia voltará com tremendo poder. como a controlar’ Levantando uma onda contraria. não tem valor. o filhinho chega. o contentamento.clivas surge deveis substituí-la por um pensamento contrario 34 As obstruções à yoga são. cólera. deve-se utilizar pensamentos contrários. até numa caverna. ou aprovar que alguém o faça – é igualmente pecaminoso. país. Resultam em ignorância infinita e infelicidade – isto é (o método de) pensar o contrário. obtida. não matar. cada pensamento de ódio que se tenha tido.Tais disciplinas –. As vezes uma mãe está muito zangada com seu marido. ou grandes. através da prática das virtudes mencionadas em 1. falsidade. Por exemplo. sem a interna. Uma eclipsa a outra. a pureza interna é de maior valor que a externa. induzir alguém a fazê-lo. sob forma de alguma . ou aprovadas. castidade e não receber – devem ser praticadas por todo yogui – homem. seja pela avareza. Purificação externa significa manter o corpo puro. criança. e ela o beija.33. matar.

mais ela vos segue. 31 Por estabelecer-se em não-roubar. Nenhum poder poderá impedi-los e urna vez colocados em movimento tereis de suportar seu fruto Lembrai– vos disso. pensamento. antes ela até os animais. Os lideres espirituais de homens foram . e aquele homem será abençoado. Evitareis praticar atos maus. aqui. O tigre e o cordeiro brincarão juntos ante o yogui . Se projetais ódio e ciúme esses sentimentos voltar-se-ão sobre vos com redobrada Intensidade. A continência proporciona maravilhoso controle sobre a Humanidade. palavra e obra. o yogui obtém toda a riqueza. Se uma pessoa realiza o ideal de não injuriar os outros. o yogui obtém energia. mesmo em sonho. 36 Por estabelecer-se na veracidade. ele se curará imediatamente.Quando tiverdes alcançado esse estado. 38 Por estabelecer-se na continência. tornar-se-á vossa escrava. e se não vos importardes absolutamente com ela. Sem castidade não pode existir fortaleza espiritual. Quando o yogui está estabelecido em não-matar. o yogui adquire o poder de atingir para si e para os outros os frutos cio trabalho sem o trabalho. A pessoa casta tem tremenda energia e gigantesca força de vontade. Quanto mais fugirdes da natureza. todas as inimizades (em outros) cessam em sua presença. Sereis verdadeiros em. 35. Direis a um homem: “Eu te abençôo”. Quando esse poder de verdade se estabelece dentro de vós. Tudo o que disserdes será verdade. se tornarão mansos. Se um homem está enfermo e disserdes: “que fiques curado”.infelicidade. sàmente então compreendereis que vos tomastes firmemente estabelecidos na não-injúria. jamais direis uma inverdade. por natureza ferozes.

Pela prática de limpeza.continentes e isso lhes deu poder. 40 Quando ele está estabelecido na limpeza interna e externa. não mais será escravo da natureza. 41 Também surgem purificação do sattva. portanto. O yogui. Ele vê que veio e foi muitas vezes. desaparece. o primeiro sinal de que estais vos tornando religiosos serdes alegres. assim propõe-se a si mesmo que desta vez será livre. externa e interna. conquista dos órgãos e aptidão para realizar o EU. deve ser continente. mas permanece independente e livre. Sua mente se torna pura. Com cada presente. surge a negligência pelo corpo. Taciturnidade pode ser um sinal de dispepsia. o yogui se torna perfeitamente fixo em seu ideal. o primeiro signo de obtenção de pureza é não pensar que somos um corpo. A sede em pós do corpo é o grande veneno da vida humana. Se não recebe presentes sua mente é purificada e o primeiro poder que ela obtém. Tudo é agradável ao homem sattvico e quando isto chega. Um rosto que os outros chamam de muito bonito aparecerá ao yogui pomo um rosto meramente animal se o Espírito não estiver por trás dele. Assim. obtém a memória da vida passada. é a memória da vida passada. sabei que estais . não fica obrigado a outros. não mais ir e vir. concentração. O que o mundo chama um rosto vulgar será por ele olhado como celestial se brilha o Espírito atrás dele. Quando um homem não recebe presentes. Então somente. Somente quando a pureza chega é que nos liberamos da idéia de corpo. alegria da mente. corre o risco de receber os males daquele que dá. a idéia de tê-lo belo. O material sattva prevalece e a mente se torna concentrada e alegre. 39 Quando o yogui está estabelecido em não-receber. Quando há real purificação do corpo. Um sentimento agradável é a natureza de sattva. surge nele o desgosto por seu próprio corpo e o desejo de nãocontato com outros. mas certamente não é religião.

Que direito tendes de levar essa enfermidade para o mundo? Quando vossa mente tornouse controlada tereis controle sobre todo o corpo. Ao invés de degradar a alma. Toda dor é causada por tamas deveis vos livrar dela. fareis dela vossa escrava. Os fortes. os bem-moldados os jovens os saudáveis os ousados somente esses são aptos a serem yoguis Para o yogui tudo e ventura cada rosto humano que vê lhe traz alegria E esse o sinal do homem virtuoso A infelicidade e causada pelo pecado e por mais nada Que tendes a ver com rostos sombrios. as conseqüências de tamas. mais dura a prática. Pela resignação ao Senhor. será sua maior ajuda. É terrível. 46 Postura é aquela que é firme e agradável. traz-lhes poderes Os resultados da mortificação são imediatamente vistos. Quanto mais elevado o ser que desejais realizar.progredindo na yoga. A menos que adquiramos firme postura não poderemos praticar a respiração e outros exercícios. Firmeza de postura significa que não se sente o corpo absolutamente. 43 A mortificação dos órgãos e do corpo. 44 Pela repetição do mantra vem a realização da Deidade Escolhida. à vezes por exaltados poderes de visão. pela destruição de Sua impurezas. logo ao sentar por alguns minutos. postura. de audição de coisas a distância. 45 Pelo sacrifício de tudo a Ishvara vem o samadhi. fechai-vos em vosso quarto. que sentis . 42 Do contentamento surge superlativa felicidade. Falando de uma maneira geral. e assim por diante. A morosidade é uma. Agora vem asana. ao invés de serdes escravos dessa máquina. o samadhi se torna perfeito. encontrareis. Se tiverdes um rosto sombrio não vos ausenteis nesse dia.

mica. nem dor. perdereis todo o sentido do corpo. (a postura se torna firme e agradável) Podemos tomai a postura firme pensando no Infinito Não podemos realmente pensar no Infinito transcendental mas podemos pensar no céu infinito. Prana não é o alento. Quando a postura foi conquistada. vossa prática também será firme. mas enquanto estiverdes perturbados pelo corpo. E quando novamente tiverdes consciência dele. o controle das forças vitais do corpo. ainda que assim seja traduzido usualmente. Assim chegamos a pranayama. calor e frio e todos os pares de opostos – não vos perturbarão 49 O controle do movimento de exalação e inalação vem em seguida. Mas quando tiverdes ultrapassado a idéia de corpo grosseiro. o movimento do prana será então dominado e controlado. vos sentireis completamente descansados. causada pela identificação com o corpo). As dualidades – bem e mal. É também a energia que existe em cada corpo e sua maia aparente manifestação é o movimento dos pulmões. É a soma total da energia cós. Nem sentireis prazer. sendo conquistada. e pela meditação sobre o Infinito. Esse movimento é causado por prana. 48 A postura. levando para dentro o alento e é o que buscamos controlar por pranayama. físico. Este e o unido descanso real que podeis dar ao corpo Quando tiverdes obtido êxito ao controlar o corpo e conservá-lo firme. as dualidades não obstruirão. Começamos controlando o alento como a maneira mais fácil de obter controle do prana. vossos nervos também estarão em desequilíbrio e não podereis concentrar a mente 47 Pela diminuição da tendência natural (para a atividade. 50 .toda espécie de perturbações corporais.

seguindo a completa cessação da inalação e da exalação. Esta é a quarta espécie de pranayama. internas. e sem movimento. As três espécies de movimento em pranayama são: uma. atenua-se a cobertura da luz de chitta.. número. (O aforismo acima foi também traduzido e interpretado da seguinte maneira: “O quarto pranayama é aquele que rejeita tanto o movimento externo. neste último. e além disso. externas.. e assim sabemos quantos segundos devemos manter uni movimento e quantos. a parada da exalação e da inalação é afetada por objetos e alcançada em estágios. uni outro. tempo. como todos os outros em raja-yoga devem ser praticados sob a orientação de um instrutor). etc. qual inalamos. . pela. Não há necessidade de dizer que estes exercícios. são longas ou curtas. Consiste na parada gradual do curso. como da inalação. ou o despertar da Kundalini. Caracteriza-se pela ausência de todo movimento do alento. dirigindo-o. seja a objetos internos. 52 Por esse. tanto da exalação. 51 A quarta é a retenção do prana. como o movimento interno do prana”. regulados pelo lugar. “Reguladas pelo tempo”. tempo. seja a objetos externos. significa que o prana é conservado em alguma parte específica do corpo.Suas modificações são triplas. quando o alento é conservado nos pulmões ou impedido de ali entrar. a saber. refere-se ao tempo que o prana deve estar confinado a um certo lugar. a diferença entre o que foi descrito no aforismo prece– ciente e no atual é que. Também variam de acordo com o local e tempo. são reguladas pelo lugar.. “Reguladas pelo local”. como descrito no aforismo anterior. O resultado de pranayama é udghata. e número. e uma terceira. O prana pode ser dirigido para dentro ou para fora. outra. Quando o alento externo e o interno. foram deixados de lado segue-se então a quarta espécie de pranayama. pela qual expelimos o alento.

essa cobertura é removida. cada músculo e nervo também o estarão. Após a remoção dessa concentrar a mente. mas a forma real está em chitta. Os órgãos se identificam e tomam a forma de tudo que entra em contato com eles Se puderdes impedir que o estofo mental tome essas formas. ou trazer os órgãos para dentro. Algo do lado de fora evoca aquela forma. sob perfeito controle. Estes. e por pranayama.Chitta. porque os órgãos são os centros de todas as sensações e de todas as ações sses órgãos estão divididos em órgãos de ação e órgãos de sensação. por assim dizer. 53 A mente torna-se apta para dharana. Só então começamos a sentir alegria em haver nascido. Vejo um livro: a forma não está no livro. é efetuado quando eles abandonam seus próprios objetos. Isto é chamado pratyahara. Somente então verdadeiramente poderemos dizer: “Bem-aventurado sou que nasci Quando esse controle dos órgãos for alcançado sentiremos quão maravilhoso este corpo e realmente. Quando o yogui foi bem sucedido em impedir que os órgãos tomassem a forma dos objetos externos e fazer que eles permanecessem unos com o estofo mental vem o perfeito controle dos órgãos. está na mente. o corpo inteiro fica sob seu domínio. o yogui pode controlar todo o sentir e o agir. cobertura. a mente permanecerá calma. 54 Pratyahara. é dotada de todo conhecimento. tornando. Quando os órgãos estão controlados. mas está coberta por partículas de rajas e tamas. É feita de partículas de sattva. estamos aptos para . 55 De onde surge o supremo controle dos órgãos. Os órgãos são estados separados do estofo mental. a forma do estofo mental. por sua própria natureza.

fixando-a ali e conservando-a por algum tempo nele. Quando a mente se aferra a um objeto. como o alto da cabeça. abandonando todas as formas. ou fora dele. separando o objeto da parte interna. uni seguindo-se ao outro e os três diretamente dirigidos a um só objeto. alcançou dhyana. é samadhi. Suponde que estou meditando sobre um livro. constituem samyama. dhyana). revela somente o significado. concentração.Os Poderes Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:46:45 e. e samadhi. meditação. dharana. a forma ou a parte externa e abandonada. e consegue receber sensações somente através dessa parte do corpo. aferrar-se a algum lugar determinado. esse estado de dhyana é chamado samadhi 4. dhyana. gradualmente consegui concentrar a mente sobre ele. Isto chega quando. nãoexpresso em nenhuma forma. seja no corpo. 3 Quando isso (isto é. ou o coração. Quando uma pessoa dirige a mente a algum objeto particular. (Esses) três. Escrito por Swami Vivekananda Chegamos agora ao capítulo onde são explicados os poderes de yoga. atingiu dharana. Quando a mente procura pensar em algum objeto. o significado. e quando a mente pode conservar-se nesse estado por algum tempo. e conserva-se nesse estado.v. e de nenhuma outra. e depois perceber somente as sensações Internas. em meditação. eis samyama – isto é. (quando praticados) com respeito a algum objeto. atingiu dharana. 1 Dharana é pousar a mente em algum objeto paticu1ar. 2 Um fluir ininterrupto de conhecimento a respeito daquele objeto é dhyana. A forma da coisa desaparece e só o seu significado permanece na mente .

. Samyama deve ser primeiro aplicado às coisas grosseiras. dharana. 7 Essas três disciplinas são mais internas que aquelas que precedem. como diz o yogui. Este é o grande instrumento do yogui. Só quando as sementes estão. antes. samyama) chega luz do conheciQuando se consegue praticar samyama. pranayama. Quando uma pessoa atingiu estas últimas. entretanto. dhyana. yama e niyama. obtém poderes como Onisciência e onipotência. As três não tornam a mente nirvikalpa. e samadhi) são externas ao sem-semente (samadhi) Comparadas com o samadhi sem-semente. Descrevemos pratyahara. mas deixam as sementes de futura incorporação. poderes não podem cozinhar as sementes. Os objetos de conhecimento são infinitos e estão divididos em grosseiros. cozinhadas. 6 Isso (isto é. mais grosseiros. diz-se que a mente. Essa é uma nota de preocupação para não se andar depressa demais.5 Pela obtenção disso (isto é. o mais elevado. e quando se começa a obter conhecimento das grosseiras. são mais externas que dharana. 9 Pela supressão das impressões perturbadoras da mente e pelo eclodir de impressões de controle. até aquelas disciplinas são externas. asana. samyama) deve ser praticado por etapas. todos os poderes ficam dominados. onde o universo ainda existe como o vemos e no qual estão todos os poderes descritos no presente capitulo. e finos. livre de modificações. mais finos. os mais finos. 8 Mas até elas (isto é. vagarosamente. dhyana e samadhi. ele deve ser levado às mais finas. os mais grosseiros. e assim sucessivamente. mas isso não é salvação. por estágios. estamos num estágio inferior. Não atingimos todavia o samadhi real. perdem a capacidade de produzir mais plantas.

ficamos freqüentemente surpreendidos ao notar quantas horas se passaram. as modificações da mente foram controladas. 12 A modificação chamada unidirecionalidade de chitta é adquirida quando a impressão que é passada e ã que é presente são similares. não haveria modificações. chitta adquire a modificação chamada samadhi. Na vida cotidiana vemos que quando estamos interessados num livro. no qual desaparecem todas as vagas. no primeiro estágio de samadhi. tanto mais profundamente concentrados estaremos. Uma onda será estancada por outra. Todavia este samadhi inferior está muito mais próximo do superior. Quanto maior a quantidade de tempo que passa sem ser notada. Todo tempo tem uma tendência a ser unificado no presente único. 10 Seu fluir se torna firme pelo hábito. e o yogui a tenta controlar. que quando a mente borbulhá-lo. quando ela toma um só objeto e exclui todos os outros. e quando deixamos o livro. O fluir desse contínuo controle da mente torna-se firme quando praticado dia após dia e a mente obtém a faculdade de constante concentração. desde que o controle também permaneça como uma onda. corre atrás de todas as espécies de coisas esse e o estado inferior Há um estado superior da mente. mas não perfeitamente. O resultado disto é samadhi. Se há modificação que impele a mente a atirar-se através dos sentidos. esse mesmo controle será outra modificação. o tempo. Como podemos saber que a mente se tornou concentrada? A idéia de tempo desaparecerá. de controle. não notamos. Quando a primeira é suprimida e a outra manifestada. absolutamente. porque se o fossem. deve atingir as Isto é. assim não haverá samadhi real. A mente geralmente toma vários objetos. 11 Acolher todas as espécies de objetos e concentrar-se sobre um só objeto. são duas modificações da mente. .persistindo nesse estada modificações controladoras.

presentes e futuros. Pode-se observar a vasilha sob quaisquer desses três aspectos. na matéria e nos órgãos. acima) fica explicada a tripla transformação quanto à forma. 11 e 12. estão sujeitas à tripla transformação mencionada no texto. Desde que a mente é um órgão. referindo-nos aos aforismos 9. passado e futuro. há três aspectos de tempo: presente. ou EU. 14 Aquilo que sofre a ação das transformações. trata-se de transformação quanto ao tempo. Isto é transformação quanto à forma. a vasilha pode ser pensada como nova. Por fim. temos transformação quanto ao estado. Isto é chamado “transformação quanto à forma”. 13 Assim (isto . E finalmente. do tempo. 11 e 12 explicaram a tripla transformação do estofo mental. . Quando passa através dos momentos passados. quando as impressões perturbadoras do estofo mental são fortes e as impressões controladoras são débeis (vide aforismo 9) e vice-versa. o estofo mental transforma-se em vrittis. como mencionado no texto. a definição é dada: quando o passado e o presente se tornaram um. tempo e estado. tempo e estado. exceto o Purusha. Isto é chamado “transformação quanto ao estado”. A respeito da “transformação quanto ao tempo”. velha ou como será. diz-se que a mente está concentrada (1). Os aforismos 9. presentes ou por serem manifestadas. dão ao yogui um controle voluntário sobre as transformações de seu estofo mental. As concentrações ensinadas nos aforismos precedentes. ou chitta. permitem que ele pratique samyama. assim é explicada a transformação dos órgãos quanto à forma. sejam passadas. abandona a forma primitiva e toma a da vasilha. que sozinhas.Assim. pelas três modificações mencionadas. A transformação similar de matéria foi explicada acima. Da mesma forma é explicada a transformação na matéria e nos órgãos Suponhamos um pedaço de terra Transformado numa vasilha. Agora.4. Deve-se notar que todas as entidades. é a substância qualificada. conforme descrito em 111.

mas. praticando samyama sobre elas. Pela prática de samyama sobre as três espécies de modificações surge o conhecimento do passado e do futuro.13). significado e conhecimento. deve praticar samyama sobre as mudanças nos samskaras (III. que são ordinàriamente confusos. este é retido pela mente e a mente pode entrar naquele estado num momento. Não devemos perder de vista a definição de samyama. que vai ao cérebro através dos canais dos indriyas. algumas já surgiram e outras estão aguardando para atuar. a “substância qualificada” é a substância que está sofrendo a ação do tempo ç dos sxiiSkãras. com a qual vem a percepção. 15 A sucessão de transformações e a causa de evolução múltipla 16. sensação e reação. assim. sempre se modificando e sendo manifestada. isto é samyama. “Palavra” representa a causa externa. Se uma pessoa nesse estado deseja conhecer o passado e o futuro. surge o conhecimento de todos os sons animais. se emitido por ser humano ou por qualquer animal. então a mente reage é eu conheço a palavra . pela prática o yogui pode separá-las. e “conhecimento” representa a reação da mente. em seguida a sensação interna levada à mente pelo 6rgão da audição. a pessoa descobre o passado e o futuro. 18 . deixando as externas. Há primeiro a vibração externa. entenderá o significado que aquele som devia expressar. A palavra que eu conheço é uma mistura das três: vibração. “significado” representa a vibração interna. Estes três.Isto é. constituem os objetos dos nossos sentidos. e quando. Quando a mente atingiu aquele estado no qual se identifica com as impressões internas do objeto. Quando alguém conseguiu fazê-lo. confusos. Suponha– mos que eu ouça uma palavra. Comumente. 17 Através de samyama sobre a palavra. Algumas estão se desenvolvendo atualmente. levando a impressão externa à mente. são inseparáveis. por longa prática. se praticar samyama sobre qualquer som.

e se pudermos revivê-la. se o yogui puder praticar samyama sobre essas impressões. e segundo. na mente. 22 . Assim. surge o conhecimento de sua mente. que a diferenciam das outras. Só assim o yogui conhecerá tudo daquela mente. mas não será visto por ninguém. e separado (da forma) o poder de manifestação no olho. Então ele pratica samyama sobre aquela forma. quando o yogui pratica samyama sobre esses sinais em alguém. pode aparentemente desaparecer. sobre a própria mente. o yogui não conhece o conteúdo da mente. não desaparece. e o poder de perceber formas é obstruído. por assim dizer. separados. Permanece ali. Deveis vos lembrar que isto somente pode ser feito quando o yogui atingiu aquele poder de concentração onde a forma e a coisa formada estão separadas. obstruído o poder de perceber formas. Praticando samyama sobre o corpo. Isso requer um duplo samyama: primeiro. ele conhece a natureza da mente daquela pessoa.Através da percepção das impressões (surge) o conhecimento da vida passada. Cada pessoa tem signos particulares em seu corpo. essa onda vai esmaecendo e se torna cada vez mais fina. Na realidade. porque o poder de perceber formas surge da junção das formas com as coisas formadas. Um yogui. sobre os sinais do corpo. começará a lembrar-se de todas suas passadas existências. não sendo esse objeto de samyama. 21 Através da pratica de samyama sobre a forma do corpo. 20 Mas não seu conteúdo. no meio deste aposento. Cada experiência que fazemos chega na forma de uma onda em chitta. mas nunca se perde. o corpo do yogui se torna invisível. 19 Pela prática de samyama sobre Os sinais no corpo de outrem. torna-se uma lembrança. numa forma diminuta. A forma e o corpo estão.

são também explicadas. 23 Karma é de ditas espécies: urna que deve produzir frutos logo. Praticando samyama sobre ambas. Sabe quando morrerá. coisas obstruídas por barreiras montanhosas. 26 Através de samyama sobre a luz efulgente (1. os yoguis conhecem o exato momento de sua separação com os seus corpos. Quando um yogui atingiu samyama e deseja força. e assim por diante (I 33 ). O yogui descobriu a ciência de como obtê-la. coisas. e outras coisas como tal. por exemplo. sobre aquelas impressões de sua mente que agora estão surgindo e as que estão esperando para surgir. que ocorrem num lugar distante. 27 . e a outra. do obstruído e do remoto. porque no Guita está indicado que os pensamentos no momento da partida têm grande influência para determinar a vida futura. pelas que estão esperando. até em que minuto. pratica samyama sobre a força do elefante e tem-na. ele conhece.36. que deve frutificar mais tarde. 24 Praticando samyama sobre a amizade. ou sobre os sinais chamados arishta. o yogui sobressai nessas respectivas qualidades 25 Através de samyama sobre a força do elefante e de outras criaturas. Energia infinita está à disposição de todos. exatamente quando seu corpo cairá.) vem o conhecimento do fino. a sua respectiva força chega para o yogui. Quando o yogui pratica samyama sobre a luz efulgente em seu coração. o perdão. vê coisas que estão muito remotas. presságios. e também coisas que são muito finas.Dessa maneira o desaparecimento ou a ocultação de palavras que estão sendo pronunciadas. em que hora. Os hindus pensam muito alto desse conhecimento ou consciência da proximidade da morte. basta dispor-se a consegui-la. Quando um yogui pratica samyama sobre seu próprio karma.

Todos esses podem vir. a fome cessa. ao homem que tem o poder de pratibha. cessação da fome. Tudo lhe vem naturalmente. sem qualquer samyama. A palavra siddhas não significa aqui. aqueles homens que se tornaram livres.Através de samyama sobre o sol (chega) conhecimento d:o mundo.. 34 Ou pelo poder de pratibha (surge) todo o conhecimento. Se um homem estiver muito faminto. visão dos siddhas. ele tem aquela grande luz. praticando samyama sobre cavidade da garganta. sem necessidade de praticar samyama. Quando ele está praticando disciplinas. iluminação espontânea através da pureza. 31 Sobre a cavidade da garganta. o corpo não é per turbado. Todas as coisas se tornam aparentes para ele. Quando um homem se levantou ao elevado estado de pratibha. 32 Sobre o nervo chamado kurma. 28 Sobre a lua. Os siddhas são seres um pouco acima dos fantasmas. 29 Sobre a estrela polar. 33 Sobre a luz que emana do topo da cabeça. conhecimento do movimento das estrelas 30 (Através de samyama) sobre o círculo do umbigo (surge) conhecimento da constituição do corpo. sentido no qual é freqüentemente utilizada. 35 . conhecimento do mistério das estrelas. vê os siddhas. fixidez do corpo. Quando o yogui concentra a mente sobre o topo da cabeça.

36 O gozo chega através da não-discriminação entre a Alma e o sattva (buddhi) que são totalmente diferentes. visão. isto é. Disso surge a discriminação. liga-se somente ao Purusha e se torna independente de todas as outras relações. ou buddhi. Para o yogui. O Purusha e o sattva. entretanto. mas são poderes no estado mundano. Se quiser praticar samyama Sobre o conhecimento de que eles são duas coisas diferentes. Tais . a natureza e o EU. Há. Essas experiências de buddhi não são por causa própria. Os poderes que o yogui obtém. outro estado de buddhi que serve seu próprio fim Nesse estado esta livre do sentimento de “eu” e “meu”. Há um outro estado de sattva. e assim Se considera feliz ou infeliz. Livre de Impurezas. a luz do supremo conhecimento. chamado svartha (seu estado puro). o conhecimento do EU Puro. Tornando-se introspectiva. o conhecimento dos gozos do mundo surge pela junção do Purusha com a mente. Este gozo e para a Alma. buddhi se torna penetrada pela luz do Purusha e reflete só o Purusha. são obstáculos á consecução do mais alto fim. de vez que e o conhecedor 37 Disso surge o conhecimento de (sobrenatural) audição. ou Uberdade. tato. A razão de praticar samyama sobre a buddhi purificada é que o Purusha jamais pode ser objeto de conhecimento. da Alma. Quando nos concentramos sobre esse aspecto de buddhi.(Através de samyama) sobre o coração (surge) o conhecimento das mentes. que pertencem a pratibha. Mas o Purusha está refletido em buddhi e identifica-se com os diferentes estados de buddhi. atingimos o conhecimento do Purusha. o yogui alcança o conhecimento do Purusha. ele alcança pratibha. são totalmente diferentes entre si. que é uma modificação de prakriti. paladar e olfato. A prática de samyama sobre esse estado dá o conhecimento do Purusha. mas pela de outra. tais como felicidade ou infelicidade. Quando obteve discriminação. 38 Estes são obstáculos ao samadhi. entretanto.

por seu conhecimento dos canais de atividade de chitta (isto é. porque não somente O seu EU é onipresente. mas também sua mente como ensina a Yoga é apenas uma partícula da mente universal. Não afunda na água. . seu progresso ulterior será obstaculizado. ele mesmo. em seu próprio corpo. Udana é a corrente nervosa que governa os pulmões e as partes superiores do corpo. Se deseja entrar no corpo de outrem. e pode morrer quando o desejar. ficar no meio do fogo e deixar esta vida no momento em que o desejar. 41 Pela conquista da corrente chamada samana. faz jorrar luz de seu corpo. O yogui pode entrar num corpo morto e fazer com que se levante e se mova ainda que agindo. Inicialmente. Se deixar-se atrair por sua obtenção. Tendo-a dominado. está apto a agir através de outros corpos.minas de espadas. mas quando se libertou dessas correntes nervosas. 42 Através de samyama sobre a relação entre o ouvido e akasa. o yogui cerca-se de fulgurante luz. o yogui só pode agir através das correntes nervosas de seu próprio corpo. pode caminhar sobre espinhos e lã. surge audição divina. agir através desse corpo. conter-lhe a mente e os órgãos e durante esse tempo. pratica samyama sobre esse corpo e entra nele.poderes serão encontrados pelo caminho e se o yogui os rejeitar atingirá o mais elevado. Ou pode entrar num corpo vivo. o yogui entra no Corpo de outrem. os nervos). 40 Conquistada a corrente chamada udana. o yogui Obtém pela discriminação entre Purusha e a natureza. Sempre que o deseja. 39 Afrouxando os laços de escravidão. Isto. o yogui se torna leve em peso. entretanto. pode caminhar sobre espinhos e assim por diante. o yogui não afunda na água ou em pântanos.

a inerência dos gunas neles. em seu estouvamento. Tudo lhe surge como pleno de conhecimento. primeiro sobre os grosseiros e depois sobre os finos. Ouvirá sons emitidos a quilômetros de distância. se a mente é onipresente? Não há razão porque deva. éter. As ondas mentais. O yogui quer sentir o ego onde mais lhe agrada. Este samyama é praticado principalmente por uma seita de budistas. tudo o que ocultava a luz desvanece e toda escuridão e ignorância desaparecem. ouvirá o que quiser. 45. chega o domínio dos e1ernentos O yogui pratica samyama sobre os elementos. Akasa é o material deste corpo. intrínseca do “eu”. Se o yogui praticar samyama sobre o material de seu corpo. e sua contribuição para a experiência da Alma. o ouvido. o corpo é sàmente akasa numa certa forma. o yogui obtém audição supernormal. Através de samyama sobre as formas finas e grosseiras dos elementos. Por que devo estar ligado por um sistema de nervos e limitar o ego a um corpo somente. pensa que está agindo num. Tomam um pedaço de argila e praticam samyama sobre ele. . 43 Praticando samyama sobre a relação entre akasa e o corpo e considerando-se leve como o algodão e assim por diante o yogui pode atravessar os céus. e também o instrumento. A mente. Praticando samyama sobre eles.Há o akasa. Gradualmente começam a ver as matérias finas de que ele está composto. são chamadas “modificações reais” ou “grandes desincorporações”. surgidas no corpo na ausência de consciência. corpo. seus traços essenciais. e quando conheceram os materiais finos. adquire a leveza de akasa e pode ir a qualquer lugar através do ar 44 Através de samyama sobre as modificações reais da mente fora do corpo chamadas grandes desincorporações. surge o desaparecimento daquilo que ocultava a luz. Quando o yogui conseguir praticar samyama sobre essas modificações.

dureza adamantina. O yogui pode conquistá-los. e sua contribuição à experiência da Alma. Nos Vedas está escrito que para tal pessoa já não mais existe enfermidade. a “consciência do eu” que acompanha esse conhecimento. pode governar o que desejar.. e indestrutibilidade das qualidades corporais. a todos. “Quebrando a vara do tempo.. O corpo torna-se indestrutível. 49 . tão grande quanto uma montanha. sobrevém a conquista. e assim por diante. morte ou sofrimento. por exemplo: primeiro concentrai a mente sobre ele. todos os órgãos serão conquistados. os órgãos deixam seus lugares na mente e dirigem-se aos objetos. gradualmente. o conhecimento que se segue. e assim por diante. de objetos externos. O ego também está presente no ato. 48 Através de samyama sobre a percepção. dos órgãos. então sobre o ego que vê o livro. Na percepção de objetos externos. Com essa. por parte dos órgãos. a inerência dos gunas em todos eles. Pode tornar-se tão diminuto como um átomo. Assim também com todos os elementos. conhecimento. Nada poderá destruí-lo. Tomai algo que vedes ou sentis – um livro.obtêm poder sobre eles. compleição. glorificação do corpo. conquistar tudo que quiser. tão pesado como a terra ou tão leve como o ar. a menos que o yogui o deseje. 46 Disso surge a pequenez e o restante dos poderes. Nada poderá prejudicá-lo. éie conquista os órgãos. fortaleza. ele vive neste universo em seu corpo”. Quando o yogui pratica samyama sobre este e sobre os outros dois. esse processo é seguido de. pode atingir tudo aquilo que gostar. Um leão sentar-se-á a seu pés como um cordeiro Todos os seus desejos serão cumpridos quando queira. 47 “Glorificação do corpo” significa beleza. prática. Isto significa que o yogui atingiu os oito poderes sobrenaturais. a seguir sobre o conhecimento que está na forma de um livro..

então vêm a e a onisciência. Temem perder suas posições. por medo de mal outra vez. 50 Através de samyama sobre a discriminação entre o sattva e o Purusha. pois depende da mente. chega a total rejeição de gozo. A própria onipotência é um sonho. poder dos órgãos independentemente do corpo. O que são todos esses poderes? Simplesmente manifestações. como nós. assim também. depois da morte. tornam-se deuses. atinge a meta. Enquanto existe uma mente. O yogui atinge a solidão e se torna livre. Quando até mesmo as idéias de onipotência e onisciência forem abandonadas. contudo. Mas aquele que é bastante forte para resistir as tentações e vai direito à meta. Os yoguis -que não alcançam perfeição. 53 conquistada a natureza e realizada a diferença o Purusha – que o Purusha é indestrutível. Então têm de nascer outra vez. Quando foi entre ela e perfeito. e a conquista da natureza. internam-se pelos atalhos e obtêm poderes. Justamente como pela conquista dos elementos surge um corpo glorificado. ela pode ser onipotente. e às vezes piores. e onipotência 51 Pela rejeição até desses poderes vem a destruição da própria semente do mal. deixando a estrada real. . da conquista dos órgãos. Há outro perigo também: deuses e outros seres vêm tentar o yogui.e isto conduz a kaivalya (isolamento). puro e que a natureza é Seu oposto. torna-se livre. Não querem ninguém perfeitamente livre. São ciumentos. chegam os poderes mencionados acima. 52 O yogui não deve deixar-se atrair ou seduzir pelas propostas de seres celestiais. sobrevêm a onipotência e a onisciência. Não passam de sonhos. Quando o yogui viu todos esses poderes maravilhosos e os rejeitou. a meta está além da própria mente.Disso chega ao corpo o poder de movimento rápido como o da mente. das tentações de seres celestiais.

e lugar. Este é o. Quando a discriminação chega traz a força. é produzida pela ignorância. e todos pensamos que somos corpos. podem ser distinguidos estando em diferentes lugares. a vaca é diferenciada do cão pela espécie. em todas as suas variações. Essa não-discriminação. Por exemplo. de e sucede essa partícula. Alcançado o poder de discriminação o homem vê que tudo neste mundo. composto. sobrevém discriminação. em todos seus estados.Pela discriminação.Através de sumi ama sobre urna partícula de tempo e o que prece. Como devemos evitar tudo isso – ‘devas. Quando os objetos estão tão misturados que mesmo essas diferenças não nos ajudam. porém nos olvidamos. o poder de discriminação adquirido pela prática acima nos capacitará a distingui-los. e todavia estamos sempre nos identificando com eles. o sonho pela realidade. como efetuar a distinção entre uma e outra? Pelos sinais. causa do sofrimento. Então somente poderemos evitar todas as diversas idéias de corpo. O corpo é um sonho irreal. O EU é a única realidade. grande erro – a distinção perdeu-se. céus. Portanto. 54 Aquilo que não pode ser diferenciado pela espécie. não pode ser o Purusha. da nãodiscriminação entre o real e o irreal. 55 O conhecimento que salva é aquele conhecimento de discriminação que cobre simultaneamente todos os objetos. porque leva o yogui através do oceano de nascimento e morte. sinal. Este conhecimento é chamado “que salva”. Mesmo entre vacas. sutis e densos. pelo qual o poder de discriminação pode ser fortalecido. mental e físico. A mais alta filosofia do yogui está baseada sobre este fato: que o Purusha é puro e perfeito e é a única substância simples que existe neste universo. O corpo e a mente são compostos. conhecendo o bem do mal. ou lugar – até isso será diferenciado pelo samyama acima. A infelicidade que sofremos vem da ignorância. Toda a prakriti. poderes? . está dentro do . samyama é prescrito. Isto é feito por samyama sobre uma partícula de tempo e o tempo que a precede e que a segue. sinal. Tomamos o mal pelo bem. Se dois objetos são exatamente similares. Logo.. é um.

e que de nada necessitava para se tornar feliz. Diz-se de Kapila. isto é. realiza que sempre esteve só e “isolado”. Desta vez ele nasceu. Os yoguis afirmam que esses poderes também podem ser obtidos por meios químicos. para gozar seus frutos. Quando o Purusha descobre que a liberdade é Sua própria natureza e que ele não necessita absolutamente nada para alcançar a perfeição. ou perfeição. o . nesse mesmo instante o Purusha atinge a liberação e Se torna “isolado” da natureza. Índia havia uma seita chamada os Rasayanas. então o sattva reflete somente . o intelecto. que literalmente significa aquele que atingiu o sucesso. Todos sabeis que a química originalmente começou com a alquimia. Enquanto precisamos de alguém ou de algo para a nossa felicidade. somos escravos.alcance desse conhecimento. Independência Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:47:42 e. são alcançados pelo nascimento. as teorias sutis. que é o Purusha.a essência inqualificada da pureza. o grande pai da filosofia Samkhya. simultaneamente. Quando o EU atinge esse estado. dos deuses aos ínfimos átomos. e assim por diante. naturalmente os obteve em sua encarnação anterior. os homens começaram a buscar a pedra filosofal e os elixires da vida. o poder das palavras. Na. De acordo com eles. num relance. leva a todas as coisas. 56 Pela semelhança de pureza entre o sattva e Purusha surge kaivalya. foi tornada tão pura quanto o próprio Purusha. Kaivalya é a meta. mortificação. esse estado é alcançado quando a mistura de pureza e impureza chamada o sattva. Não há sucessão na percepção dele. por assim dizer. quando sabe que a natureza é transitória e realmente sem significado. Às vezes um homem nasce com os siddhis. meios químicos. Ele atinge o estado de kaivalya.v. ou concentração. Quando o Purusha realiza que de nada depende neste universo. ou poderes. ou poderes. Escrito por Swami Vivekananda 1 Os siddhis. que ele nasceu um siddha.

Antes que se tenha adiantado muito. Logo que este corpo morre temos que produzir outro. de modo a libertar-se do nascimento e da morte. e assim sucessivamente. morre. Afirmavam que este corpo pode ser feito imortal. sem sair do corpo atual? A teoria é perfeitamente correta. a espiritualidade e a religião eram muito bons. Se é possível vivermos depois da morte e fabricarmos outros corpos. Assim os Rasayanas diziam que primeiro devemos tornar o corpo bem forte. Há certas palavras sagradas. Se pudermos fazê-lo. Portanto. levaria muito mais tempo para atingir o objetivo. mas o corpo era o único instrumento pelo qual se poderia atingi-los. por que seria impossível conservar nossos corpos vivos para sempre? Devemos fabricar todos os corpos que tivermos. Certas seitas de yoguis afirmam que muitos dos seus principais instrutores estão todavia vivendo em seus velhos corpos. não nega isso. e morre. um homem deseja praticar yoga ou tornar-se espiritual. quando repetidas sob condições adequadas. e se era verdade que cada mente é apenas um escape da energia infinita. teríamos muito mais tempo para nos tornarmos espirituais. a grande autoridade de Yoga. podem produzir esses poderes extraordinários. Patanjali. Muitos dos mais eficientes remédios dos dias atuais. Sua idéia era que se a mente produzia o corpo. Não há limite ao poder cio homem: o poder das palavras e o poder da mente. Estamos vivendo no meio de uma massa de milagres. de que não nos apercebemos. devemolos aos Rasayanas. sem dissolver inteiramente este corpo – apenas mudando-o continuamente? Também pensavam eles que no mercúrio e no enxofre jazia oculto um poder maravilhoso. Se o corpo pudesse ser conservado forte e perfeito. que. Se o corpo terminasse. porque não aqui e agora. O poder das palavras. Outros acreditavam que certas drogas podiam trazer poderes. dia e noite. como voar através do ar. notavelmente o uso dos metais em medicina. não devia haver limite a que cada ponto de escape buscasse poder de fora. Toma então outro corpo e recomeça. Por exemplo. por cujos determinados preparos um homem podia conservar o corpo vivo tanto tempo quanto quisesse. de vez em quando. . chamadas mantras. por que será impossível fazermos corpos aqui. Dessa forma perde-se muito tempo em morrer e nascer.conhecimento.

o que aliviava a dor por algum tempo. que então flui por sua própria natureza. que ele tinha que ir ao rio e atirar-se n’água. mas têm de permanecer de pé pelo resto da vida. Através de tais praticas. moral e espiritual. Patanjali adiantou a proposição que esses poderes surgem pelo nascimento. mas atuam como destrutores de obstáculos à sua evolução – como o fazendeiro afasta os obstáculos ao curso da água. A água para irrigar os campos já está no canal. vi um homem que tinha as mãos levantadas dessa forma e perguntei-lhe como havia se sentido no início Respondeu-me que havia sido uma tortura terrível. ou siddhis. atingir a meta. pelas leis da gravitação. o que explica no aforismo seguinte. Agora. sustada sómente pelas portinholas. Disse também que o corpo pode ser conservado vivo por qualquer espaço de tempo. Em assuntos como esses os Hindus sempre vão a extremos. os poderes. até que. é o principal tema dessa ciência e sua mais alta disciplina. até que seus pés se incham. Depois de um mês já não sofria muito. Se vivem. O fazendeiro abre as comportas e a água flui por si mesma. por meios químicos ou através de mortificação. As precedentes são apenas secundárias e não podemos. afinal. dia e noite. Encontrareis homens com as mãos levantadas durante toda a vida.Mortificação: Encontrareis que cada religião prescreve tais disciplinas como mortificação e ascetismo. 3 Atos bons e maus não são as causas diretas das transformações da natureza. 2. as pernas se tornam tão duras nessa posição que eles não consegue mais fleti-las. elas secam e morrem. O samadhi é o meio pelo qual podemos obter tudo – mental. Homens em pé. através delas. Concentração: Esta é a yoga propriamente dita. Tamanha tortura. Diz que isso é feito pelo preenchimento da natureza. Da mesma forma todo progresso e poder já existem no homem. ele continua e afirma qual a causa da mudança do corpo em outra espécie. A mudança em outra espécie é efetuada pelo preenchimento da natureza. Certa vez. podem ser atingidos. A .

que essa perfeição tem sido obstaculizada. somente que ela está embargada e assim não pode tomar o seu curso normal. e a maré infinita debate-se na ânsia de se expressar. para remover os obstáculos e abrir as portas àquela perfeição que é nosso direito de nascimento. a seleção sexual e a sobrevivência do mais apto. Patanjali. não há razão para acreditar que a competição seja necessária ao progresso. porque não descobrimos o caminho adequado para tirar as grades das comportas e deixar a água fluir. a teoria da evolução dos antigos yoguis será melhor compreendida à luz da moderna pesquisa. desnecessário.perfeição é a sua própria natureza. Os que chamamos maus tornam-se santos. deve tomar expressão. nossa natureza. Mas a teoria dos yoguis é uma explicação melhor. os únicos juízes da competência – e assim preservam a raça humana. Essa maré infinita subjacente. Mas o grande evolucionista antigo. Hoje. . Mesmo quando tenha cessado toda a competição. matem os fracos incompetentes – são. momentâneo. essa natureza perfeita em nós forçar-nos-á para a frente até que todos tenham atingido a perfeição. a natureza flui livremente. É a natureza que nos dirige para a perfeição e eventualmente levará todos até lá. Tão logo removido o empecilho. causado pela ignorância. Então o homem atinge os poderes que já são seus. As duas causas da evolução admitidas pelos modernos. ela é a causa de toda a manifestação. O resultado dessa teoria é proporcionar a todo opressor um argumento para acalmar as lutas de consciência. são inadequadas. a saber. No animal. Toda essa luta de competição é apenas o resultado de nossa ignorância. cessará o progresso humano e perecerá a raça. Todas essas práticas e lutas para nos tornarmos religiosos são somente trabalho negativo. como de uni companheiro. com atitude de filósofos. mas logo que a porta se abriu. declara que o verdadeiro segredo da evolução é a manifestação da perfeição que já existe em todo ser. Se alguém pode afastar o empecilho. então. o homem foi reprimido. Não faltam homens que. Suponhamos que o conhecimento humano tenha avançado tanto que eliminou a competição como um fator na aquisição tanto do sustento físico. Portanto. de acordo com os modernos. surge a natureza. A competição pela sobrevivência ou a gratificação do sexo é somente um fator alienígena. naturalmente.

Então podereis fazer com ele o que quiserdes. e o. e ao mesmo tempo. aprendereis . 4 Um yogui pode. os yoguis criam kaya-vyuha. ou grupos de corpos. também. e os corpos “corpos criados” – isto é. mas vós o havíeis esquecido. os bons feitos removem os obstáculos. nos quais podem desgastá-lo completamente. lembrar-vos-eis dele. Da mesma forma. Quando o conhecimento rompe os obstáculos. Quando vos fizerdes yoguis. a única mente original é a controladora em todas elas. . A teoria de karma é que exper1mentamos os resultados de nossos bons e maus atos. e a glória do Purusha se torna evidente. Todas as escrituras entoam a glória do homem. Uma ação boa traz um resultado. criar muitas mentes. Com a intenção de desgastar seu Karma ràpidamente. Ela de nada vale. Quando vos tomardes yoguis. e a má ação. porque a Alma não pode ser influenciada por nada. outro.para fora lançou-se o homem. pregam o karma. escopo total da filosofia é ajudarnos a realizar a glória do homem. Tudo o que fazeis jamais destrói vossa própria glória. O Purusha Em Si Mesmo nunca muda. Para todos esses corpos. Estas são chamadas “mentes criadas”. são chamadas “mentes criadas”. aprisionado pelas barras e cadeados da ignorância. de seu sentimento do “eu”. no homem existe o deus potencial. 5 Ainda que as atividades das diferentes mentes criadas sejam várias. do sentimento do “eu”.o segredo de seu controle. da Alma. Mas se a Alma pode ser influenciada por uma ação boa ou má. Más ações simplesmente colocam uma trava manifestação da natureza do Purusha. A matéria e mente são como dois armazéns inesgotáveis. vossa própria natureza. em contra-distinção com suas mentes originais. corpos e mentes produzidas. no mesmo alento. Era vosso todo o tempo. manipulando-o à vontade. criam mentes. Essas mentes diferentes. o deus se manifesta. que agem nos diferentes corpos. ocultando Sua perfeição. sàmente um véu é atirado sobre Ela. O material do qual é feita a mente criada é o mesmo material usado para o macrocosmos. Não que mente seja uma coisa e matéria outra.

(OS outros são mantidos em expectativa durante esse tempo). quando me torne um deus? A resposta é que desejos somente podem se manifestar . não o ligam. e misturados. é a mais elevada. brancos ou bons. mau e misturado – e suponhamos que eu morra e me torne um deus. Apenas trabalha. é o material. Um homem que atingiu certos poderes através de drogas. está livre de todos os desejos. O corpo divino não come nem bebe. Suponhamos que eu tenha executado as três espécies de karma – bom. Trabalha para fazer o bem.são diferentes aspectos da mesma coisa. através de mantras. para outros são triplas: pretas. suas ações e os resultados produzidos por elas. Os desejos de meu corpo divino não são os mesmos que num corpo humano. aquela atingida pelo samadhi é sem desejos. os trabalhos são de três espécies: pretos ou maus. 8 Desses triplos trabalhos são manifestados. porque ele está livre de desejos. somente os desejos (que são) adaptados àquele único estado. mas aquele que atingiu o samadhi pela concentração. brancas e mescladas. 6 Entre as várias mentes. a mente que atingiu o samadhi. do qual são manufaturadas as “mentes criadas” e os “corpos criados” do yogui. Portanto. da substância conhecida como consciência intrínseca do “eu”. ele pode manufaturar qualquer número de corpos ou mentes. que devem produzir como efeito o desejo de comer e beber? Para onde vão. que não atingiram aquele estado mais elevado. Mas para os homens comuns. todavia possui desejos. que não chegam até ele. mas não se preocupa pelos resultados. perfeita concentração. O que acontece com os meus karmas passados não desgastados. Asmita. Quando o yogui atingiu a perfeição. consciência intrínseca do “eu”. ou através de mortificações. no céu. e o faz. Entre as várias mentes que vemos nos vários homens. em cada estado. 7 As obras não são nem pretas nem brancas para os yoguis. quando o yogui descobriu o segredo dessas energias da natureza. o estado fino de existência.

E se eu tomar um corpo animal. torna-se a causa de ação naquele corpo. com a ação consciente atual. . Os desejos só são ativos quando existe ambiente propício. As experiências de um corpo dissimilar são mantidas em expectativa. se um desejo foi levantado. espaço. inclui coordenação inconsciente de experiências passadas. 11 (O desejo) sendo unido pela causa. Em cada corpo. Os desejos são mantidos juntos por causa e efeito. surgirá. tomar um corpo divino. Somente aquele karma que está adaptado e adequado para um determinado ambiente. Isto mostra que o poder do ambiente é uma grande barreira para controlar até o próprio karma. Cada corpo age como se fosse o descendente de uma série de corpos daquela única espécie. só os desejos animais se tornarão ativos. apoio e objetos. os desejos não têm princípio. assim a consecutividade de desejos não é interrompida. somente o grupo de impressões adquiridas num corpo similar. está ausente. mudam em memória. reduzidas a impressões. uma vez que cada nova experiência é construída sobre a tendência gerada pela passada experiência. A palavra memória aqui. transformam-se em impressões. até naqueles separados pela espécie. Não há começo de experiência. na ausência desses. tempo. somente funcionarão os bons desejos. As experiências tornando-se finas. Se eu. 9 Há consecutividade em desejos. 10 A sede pela felicidade sendo eterna. efeito. porque para eles o ambiente é propício. esperando a oportunidade os bons desejos. havendo identificação da lembrança e impressões. o restante permanecerá armazenado. as impressões revivificadas. não morre sem produzir seu efeito. O que nos mostra isso? Mostra-nos que por meio do ambiente podemos sustar desejos.sob condições adequadas. Nesta vida temos muitos desejos divinos. Toda experiência é precedida pelo desejo de felicidade. muitos desejos humanos e muitos desejos animais. portanto o desejo não tem começo.

12 O passado e o futuro existem em sua própria natureza. não pode ela ser uma simples imaginação de qualquer individuo particular (2).Também. o receptáculo de todos os desejos passados reduzidos à forma de samskara. Ainda que haja três substâncias. O passado e o futuro surgem dos diferentes modos de manifestação dos três gunas. enquanto os sentidos recebem os objetos externos. o estofo mental é o grande armazém. Os gunas são as três substâncias – sattva. A idéia é que a existência nunca procede da não-existência. até que se tenham esgotado completamente. rajas e tamas – cujo estado denso é o universo tangível. 14 A unidade nas coisas deriva da unidade nas mudanças (dos gunas). dependendo do colorido que lhe dem. efeito. suas mudanças sendo coordenadas\ todos os objetos manifestam uma unidade. 13 São manifestados ou finos. Isto é. os gunas sendo sua mais íntima natureza. há um mundo objetivo independente de nossas mentes. Se é possível livrar-se da causa. O passado e o futuro. Além disso. novos desejos se levantarão. 17 . ainda que não-existentes em forma manifestada. não morrem. sua diferença sendo devida às diferenças nos gunas. mente e o objeto são de natureza diferente. Esta é uma refutação do idealismo Budista. 15 Desde que a percepção e o desejo variam com respeito ao mesmo objeto. 16 As coisas são conhecidas ou desconhecidas para a mente. apoio e objetos. somente então ele desaparecerá. existem em forma fina. Desde que pessoas diferentes olhem a mesma coisa diferentemente.

está sempre em câmbio. Mas todavia. Devemos completar a série. Por exemplo. como uma lanterna mágica projeta imagens sobre uma tela. Portanto. e não há fim. Tanto matéria como mente estão num estado de fluxo. Atrás dessa cadeia interminável de movimento está o Purusha. porque o Senhor da mente. Um poder tremendo está manifestado por toda a parte na natureza. movendo-se m velocidades diferentes. Todas essas impressões estão meramente refletidas sobre Ele. e assim por diante. 18 A mente não é auto-luminosa. primeiro percebemos o movimento da mais rápida e depois o das mais vagarosas. Mente 4 corpo são como duas camadas na mesma substância. até um certo limite. incolor. então deveis pensar em algo no qual o movimento é ainda mais vagaroso. um outro entra. em ordem harmoniosa. Também a mente. e empresta Sua luz a tudo. Só o Purusha é auto-luminoso. é imutável. sem. Mas quando duas ou três coisas estão se movimentando uma relativamente à outra. enviam Impressões à minha mente. e estas. imutável. Daí que outra coisa seja necessária. de forma alguma. Uma sendo mais lenta e a outra mais rápida. não essencialmente inteligente. O que é este livro? E’ uma combinação de moléculas em câmbio contínuo: um lote sai. juntadas entre si. podemos distinguir os dois movimentos. Seu poder se filtra através de toda a matéria e energia 19 . e uma carruagem se move a seu lado É possível determinar o movimento de ambos. ainda que as partes estejam continuamente mudando. algo mais é necessário. mas não é auto-luminoso.Os estados da mente são sempre conhecidos. É como um redemoinho. fazei um quadro contínuo. Como pode a mente perceber? Ela também está em fluxo. Mas o que causa a unidade? O que faz dele o mesmo livro? As mudanças são rítmicas. conhecendo algo que nunca muda. o Purusha. que se mova mais vagarosamente. A essência total desta teoria é que o universo é tanto mental como material. puro.. a lógica nos compele a parar em algum lugar. sendo um objeto. O movimento somente pode ser percebido quando existe algo que não se move. ui4 trem está em movimento. manchá-la.

Assim. Se a mente fosse auto-luminosa. por assim dizer. conhece os objetos não pode refletir-se sobre Portanto. a mente está. não haveria armazenagem de memória. apta a entender tudo. o que não pode. então deveria existir outra para conhecer a primeira e não haveria fim. porque age em combinação. Patanjali diz isto para tornar mais claro que o conhecimento não é uma qualidade do Purusha. torna-se consciente. o Purusha). não haverá fim a tais suposições e o resultado será a confusão da memória. o Purusha é auto-luminoso e a mente não 20 Outra mente cognoscente sendo admitida. O resultado seria a confusão da memória. o visto. serve o propósito de outra entidade para a qual aquela combinação foi feita. Tudo que é uma combinação. 23 A mente. seria apta a se seus objetos. e sobre a outra. (a mente não é auto-luminosa). neste mundo. se torna cognoscente e aparenta ser o Purusha. . ainda que variegada por causa de desejos inu1neráveis age para outro (isto é.Por causa de ser inapta a conhecer ambos ao mesmo tempo. A mente é um composto de várias coisas e portanto não pode agir por si mesma. que então.se. este é refletido. 21 A Essência cio Conhecimento (o Purusha) é imutável. assim chega à mente o poder de conhecer tudo. reflete. Quando a mente se aproxima do Purusha. o Vedor. quando a mente toma Sua forma. o é. 22 Colorida pelo Vedor e pelo visto. Suponhamos que haja uma outra mente que conheça a mente ordinária. Sobre uma parta da mente. 24 conhecer e Quando ela si mesma. o mundo externo. esta combinação da mente é para o Purusha. sobre ela. ao mesmo tempo.

cessa. a percepção da mente como Atman. Essas impressões têm que desgastar-se. Dessa forma a prática de yoga conduz ao poder de discriminação. e a mente atinge Isolamento.que surgem (de quando em quando) como obstruçÔe3 a isso. (Há outra forma: “então a mente se torna profunda em discriminação e gravita em direção de kaivalya”). 28 Mesmo quando chegando ao correto conhecimento discriminativo das essências. natureza. . como resultado de perfeita discriminação. Quando surge a discriminação por longa prática. que a natureza não é o Senhor. isolamento. fazendo-nos crer que necessitamos algo externo para nos tornar felizes. a mente atinge o estado preliminar a kaivalya. como dito antes (II.Para aquele que discrimina. o samadhi chamado “a nuvem de virtude”. 25 Então. inclinada à discriminação. Através da discriminação o yogui descobre que o Purusha não é a mente. o Rei entronado internamente. consciência intrínseca do “eu” e assim por diante. são obstruções àquela perfeição. O Purusha é felicidade e bendição por Sua própria. cessa o medo. Encontramos que a natureza é um composto e está mostrando seu panorama para a satisfação do Purusha que e a testemunha. que todas as combinações da natureza são simplesmente para mostrar esses fenômenos ao Purusha. aquele que abandona seus frutos – a ele chega.10. 26 Os pensamentos.). 27 Sua destruição é da mesma forma que a da ignorância. a clareza de visão O véu cai dos olhos e vemos as coisas como elas são. Todas as várias idéias que surgem. vêm das impressões. Mas esse conhecimento está coberto pelas passadas impressões.

Para ele chega um conhecimento peculiar. uma luz particular. Haviam descoberto os alicerces do conhecimento dentro de si mesmos. porque. A verdade. paz e a tranqüilidade e a perfeita pureza tornaram-se em sua própria natureza. todos os poderes mencionados no último capítulo chegarão para ele. sua capa desapareceu Uma das escrituras Budistas define o Buda – que o nome de um estado – como conhecimento infinito. para ele. O homem comum julga-se muito pequeno. tinham essa virtude. mas o verdadeiro yogui os rejeita a todos. tornando-se infinito. . 30 Então o conhecimento. 32 As mudanças que existem em relação . é o que se quer significar por sucessão. depois que abandonaram a vacuidade dos poderes. nada mais pode arrastar o yogui. cessam então para sempre. tornase infinito e o cognoscível insignificante. torna-se um nada ante o Purusha. O universo inteiro.Quando o yogui atingiu discriminação. com todos os seus objetos de conheci:mento. Todas as várias transformações dos gunas. 29 Disso surge a cessação da dor e das obras. Todos nós alcançá-lo-emos.a momentos. Quando chegou aquela “nuvem de virtude”. A. isento de cobertura e impurezas. para eles havia se tornado real. O próprio conhecimento está ali. e que são percebidas no outro fim (isto é. que atingiram seu fim. ao fim de uma série). infinito como o firmamento. 31 Então têm fim as sucessivas transformações dos gunas. Jesus o alcançou e tornou-se o Cristo. que mudam de espécie a espécie. chamada a dharmamegha. Todos os grandes profetas do mundo cuja história foi gravada. não mais existirá dor. o cognoscível parece infinito. Não mais haverá mal para ele. “a nuvem de virtude”. O conhecimento. então não mais existe o medo de cair. o cognoscível se torna diminuto.

Tudo é conhecido num relance. levando-a cada vez mais alto pelos vários corpos. mostra-1he todas as experiências do universo. Glória a aqueles que realizaram sua própria natureza! Que suas bênçãos se derramem sobre todos nós! Apêndice .v. Isto se chama sucessão. até que sua glória perdida retorna e ela se lembra de sua própria natureza. é kaivalya (isolamento ou liberdade).Patanjali aqui define a palavra sucessão: as mudanças que existem em relação a momentos. Escrito por Swami Vivekananda Svetasvatara Upanishad CAPÍTULO II 6 . impôs a si mesma. perderam-se o passado e o futuro. por assim dizer.. A tarefa da natureza está cumprida. todas as manifestações. Então a mãe gentil volta como veio. através do prazer e da dor. ou kaivalya é o estabelecimento do Poder de Conhecimento em Sua própria natureza.Referências à Yoga Atualizado pela última vez no dia 29/12/2009 04:50:41 e. a natureza. Mas para a mente que realizou a onipresença não há sucessão. da auto-realização. Tudo se tornou presente para ela. essa tarefa inegoísta que nossa doce ama. através do mal e do bem. 33 A resolução dos gunas em ordem inversa. todo conhecimento está ali num segundo. quando estão isentos de quaisquer motivos de ação para o Purusha. Gentilmente ela toma pela mão a alma esquecida. e assim. mas somente percebo aquelas mudanças ao fim de uma série. Assim ela traba1ha sem princípio e sem fim. para outros que também perderam seu caminho no deserto sem trilhas da vida. Enquanto penso. o rio infinito de almas está continuamente fluindo para o oceano da perfeição. Só o presente ‘existe. e. passam muitos momentos. e com cada momento há uma mudança de idéia. O tempo permanece controlado.

fogo. então a yoga começou. como o cocheiro refreia os cavalos inquietos. tiverem ocorrido. paladar. nem morte. boa compleição. 9 O homem de esforços bem regulados controla o prana. vaga-lumes. e quando este se aquietou. fumaça. 11 Quando a yoga é praticada. ali uma mente (perfeita) foi criada. como descrito na. onde o soma flui. livre de fogo. e a cabeça eretos. com o peito. o pescoço. 8 Colocando o corpo numa postura reta. 13 Os primeiros signos de iniciação na yoga são leveza. 14 . em locais agradáveis à mente e não incômodos à vista. ausência de desejo. e som. vento. onde o ar está controlado. cristal. odor agradável do corpo e excreções reduzidas. fazendo os órgãos e a mente entrarem no coração. livre de seixos ou areia. voz bela. aquele que conseguiu um corpo purificado pelo fogo da yoga. Para ele não existe enfermidade. e a lua. saúde. nem velhice. sol. relâmpago. yoga. onde o solo é igual. e de akasa. respira através das narinas. da água. tato. 10 Em (solitários) locais. do fogo. forma. O sábio mantém sua mente sem dispersão. surgindo da terra. o sábio cruza todas as temíveis correntes na jangada de Brahman. como as cavernas das montanhas. as formas que aparecem primeiro e que gradualmente manifestam Brahman são as dos flocos de neve. 12 Quando as percepções do olfato.Onde o fogo está atiçado pela fricção. a yoga deve ser praticada. onde não existem ruídos perturbadores de homens ou cachoeiras.

os nadis devem ser purificados. “Há outro pranayama. colocando a palma direita sobre a esquerda. citado por Sankara “Depois de praticar as posturas como desejado. atinge a NãoDualidade e se torna sem tristeza e bendito. assim também o homem incorporado. ao cair da tarde e à meia-noite (até que) os nervos se tornem purificados. e puraka (inalação). através de Pingala. Então deve ser praticado pranayama. então o yogui medita sobre o fogo no mesmo lugar. sobre uma pele (de veado ou tigre) colocada sobre relva Kusa. o prana deve ser expelido em trinta e dois segundos. com a palavra Rung. mantendo a cabeça e o pescoço na mesma linha. na junção de Pingala e Irha (as narinas direita e esquerda). ó Gargi. em segredo (a sós num aposento). com frutos e guloseimas. A junção do prana com o apana é pranayama. e então o prana deve ser expelido em dezesseis. o ar deve ser vagarosamente expelido através de Irha. Pensando em HUM (a palavra-semente). olhos fixos na ponta do nariz. de manhã bem cedinho. “Depois de encher o corpo da cabeça aos pés em dezesseis segundos. o corpo enchido em dezesseis segundos. compleição clara. Novamente inspirando. no qual kumbhaka deve primeiro ser feito por sessenta e quatro segundos. . evitando muito alimento ou excessivo jejum. Yajnavalkya.dia. Irha deve ser enchida com ar externo em doze segundos. e por sessenta e quatro deve ser praticado kumbhaka. e a seguir. Leveza do corpo. os lábios fechados e firmes. kumbhaka (retenção). composto de rechaka (exalação). o homem que conquistou as posturas praticará pranayama “Sentado numa postura cômoda. ou três ou quatro meses.pele o ar através de Pingala. olhando leste ou norte. bom apetite e audição do Nada.Como um pedaço de ouro ou prata coberto de terra brilha fortemente quando bem limpo. ao meio. e enquanto assim meditando. adorando Ganapati. da mesma forma. de acordo com a orientação de um guru. vagarosamente ex. de acordo com as regras. sem o que a prática será infrutífera. são os signos da purificação dos nervos. Isto deve ser praticado por três ou quatro anos. realizando a verdade do Atman.

isto não”. 36 A meditação também é aperfeiçoada pelo desapego e prática. 32 É aperfeiçoada por dharana. e por samadhi é removido tudo que esconde a divindade da Alma”. a discriminação e aperfeiçoada. LIVRO IV 3 O estudante deve repetidamente ouvir instrução (das escritura e do instrutor) . as impurezas do apego. as impurezas da mente.“Pelo pranayama as impurezas do corpo são expelidas. 29 Pela intensidade de meditação chegam ao Purusha todos os poderes da natureza. Filosofia Samkhya LIVRO III. 33 Controle do prana efetua-se por meio da expulsão e retenção. 30 A meditação é o aniquilamento do apego 31 É aperfeiçoada pela supressão das modificações. por dharana. 34 A postura é aquela que é firme e cômoda. postura e cumprimento dos deveres. por pratyahara. 74 Pela reflexão sobre os princípios da natureza e pelo abandono deles como “isto não.

não é perturbado em seu samadhi. . 11 Os renunciadores da esperança são felizes. deve tomar deles somente a essência. voluntàriamente. aversão. é feliz) 6 Como a serpente é feliz em largar sua velha pele (assim aquele que abandona tudo. como no caso de Bharata. como a jovem Pingala. 19 Pela continência. Como o gavião sente-se infeliz se seu alimento é tirado dele e feliz se ele mesmo o deixa (assim aquele que abandona tudo. é feliz). reverência e devoção ao guru. voluntàriamente. 10 Dá-se o mesmo até entre duas (pessoas). como a abelha suga a essência de muitas flores.5. 13 Ainda que um aspirante deva mostrar devoção a muitas escrituras e instrutores. 15 Assim como grande dano é feito numa empresa mundana quando as regras prescritas são violadas. e assim por diante. 14 Aquele cuja mente se tornou concentrada como o fazedor de setas. dá-se o mesmo com a meditação. 9 A associação com muita gente cria paixão. como os braceletes de concha nas mãos da virgem. 8 Aquilo que não é meio de liberação não deve ser pensado. e é um obstáculo para a meditação. tornase causa de servidão. o sucesso é alcançado depois de um longo tempo (como no caso de Indra).

também não o podem ser os siddhis alcançados pela yoga.20 Não há lei quanto ao tempo. 27 Como o sábio Sauvari (que praticou yoga por muito tempo). (Portanto devese estar assentado enquanto adorando). 8 Por causa da meditação. 10 . LIVRO V 128 Como a convalescença pelos medicamentos e assim por diante. assim também ocorre com os outros. não podia apaziguar seus desejos pelos gozos. não há injunção (sobre nenhum postura particular). não pode ser negada. LIVRO VI 24 Toda postura que é fácil e firme é uma asana. 9 Porque a pessoa que medita é comparada à terra inamovível. SEÇÃO I 7 A adoração é possível quando se está sentado. Sutras de Vyasa CAPÍTULO IV. 24 Ou (sucesso é obtido) pela associação com quem atingiu a per feição. como no caso de Vamadeva.

É uma análise da mente. camada pós camada da mente abre-se ante nós. nem a consciência. cada uma revelando-nos novos fatos. um conjunto dos fatos do mundo suprasensório e uma construção do mundo espiritual. O que chamamos consciência representa somente um elo na cadeia infinita que é a nossa natureza. novos poderes são colocados em nossas mãos. o estado super. Essa percepção é obtida pela Yoga. Jesus. Todos os grandes instrutores espirituais que o mundo conheceu até hoje. “unir”. SEIS LIÇÕES DE RAJA-YOGA A Raja-Yoga é uma ciência. Este nosso “Eu” abarca apenas uma pequena porção da consciência e grande quantidade da inconsciência. Há um estado superconsciente. como qualquer outra do mundo. Paulo e Pedro. isto é. como um chamado à razão. Entretanto. deve a meditação ser praticada. Ambos. 11 Não há lei de lugar (para meditação).Também porque assim afirmam os Smritis. Pela prática fiel. Esses vários extratos dão uma idéia do que os outros sistemas de filosofia Hindu dizem a respeito da Yoga. A Yoga ensina-nos a fazer da matéria. onde a mente está concentrada. A concentração da mente é a fonte de todo o conhecimento. unir a alma do homem á Alma suprema ou Deus. entre eles existe enorme diferença – como entre ignorância e conhecimento. jaz o plano superconsciente.consciente e o estado inconsciente são desprovidos de sensação. Nem a memória. todos proclamaram percepção real das verdades espirituais que ensinaram. A mente atua na consciência e sob ela. como deve ser. Vemos como se novos mundos fossem criados à nossa vista. enquanto que sobre ele e quase desconhecido para ele. podem ser a limitação da existência. nossa escrava. disseram: “Vejo e sei”. Esta Yoga. Yoga significa “jungir”. é uma ciência. mas não devemos parar pelo .

lugar ou tempo. país. pereceremos. (Após praticar a primeira lição de respiração durante uma semana. Ansiai por eles. o discípulo deverá reportar-se ao instrutor) . Dia e noite deveis repetir a vós mesmos o que realmente sois. Não gastar-se em vãs conversas que nenhum fruto produzem. não abandoná-lo nunca. três coisas são necessárias. Deus somente é nossa meta. até ver a luz. – na verdade realizar – vossa unidade com Deus. Segunda. nada mais tomai. não para prazeres.caminho ou deixar. limitamo-lo e ele cessa de ser absoluto. Os seis treinos: Primeiro – Impedir que a mente se dirija para fora. até realizá-lo. Podemos ser conscientes do absoluto.nos confundir por essas “contas de vidro” quando a mina de diamante está logo adiante de nós. Temos poder para consegui-lo. O homem é um ser pensante e deve continuar esforçando-se até conquistar a morte. Segundo – Dominar os sentidos. Não se preocupar com o tempo. Terceiro – Fazer a mente dirigir-se para dentro. preocupai-vos só com Deus e com a Verdade. Ao tentar. Tomar o assunto e pensar tudo sobre ele. Livrar-se da superstição. Abandonai tudo e buscai somente Deus. não vos deixeis iludir mais pelo “aparente”. Intenso desejo de conhecer a Verdade e Deus. Querei somente Deus. anelai por eles. Sexto – Pensar constantemente em vossa natureza real. Abandonai todas as idéias de gozos neste e no mundo. Terceira. Quarto – Sofrer tudo sem reclamar. Estamos para conhecer a verdade. Primeira. como o homem que está se afogando anseia por respirar. Para o aspirante que deseja obter sucesso. A alma não tem sexo. A adoração da sociedade e da opinião popular é idolatria. Que estes fiquem os animais que gozam como nunca poderemos fazer. jamais poderemos expressá-lo. Se falharmos em alcançá-Lo. Quinto – Ligar a mente a uma só idéia. Sem essas disciplinas. Devemos ultrapassar o limite dos sentidos e transcender até mesmo a razão. Não vos deixeis sugestionar por qualquer pensamento de inferioridade. nenhum resultado advirá.

mas permanecei firmes. todas. – figurai-o tanto em vossa mente. mas cessarão. expeli o alento e . Paciência. nunca percais. nada lhe faltando. a pedra cai do lado de fora. Pureza. os que passam fome. isto é. não fora. Os três grandes requisitos são: Primeiro. tocando cada parte. A melhor época para a prática é a junção do dia com a noite. Continuai subindo pouco a pouco. Este é o período mais árduo. sentai-vos e que o assento seja firme. que nada vos possa abalar. o barco no qual cruzareis o oceano e chegareis às margens da verdade eterna. toda falta de limpeza. ciúme. o ponto zero entre dois estados. Ao começo surgirão manifestações maravilhosas. praticai ao despertar e quando vos deitardes.PRIMEIRA LIÇÃO “A imaginação é a porta da inspiração e a base de todo pensamento” A explicação da natureza está era nós. os que dormem de menos. os ombros e os quadris em linha reta. tudo e que atrai a mente para baixo. um dia que for. mas a gravitação está em nós. se tiverdes paciência. até alcançar a cabeça. toda ação se processa ao longo da coluna e ela não deve ser prejudicada. inconstância. Se isso não puder ser feito. respirai uma vez profundamente. imaginai estar sentados firmes como rocha. pensando-a como perfeita. se o preferirdes. deixando livre a coluna espinal. Ignorância. os que dormem demais. Perseverai através o bom e o mau. física e mental. Os que comem demais. Perseverança. Mantende a cabeça. Após o banho. o ganho é certo. doença e saúde. de prática. Segundo. tempo mais calmo nas marés de nossos corpos. preguiça e apego excessivo são os grandes inimigos ao sucesso na prática de Yoga. não podem ser Yoguis. Grande asseio pessoal é necessário – um banho diário. Começai com os artelhos e pensai em cada parte de vosso corpo como sendo perfeita. deve ser abandonado. um instrumento que vos foi dado por Deus para permitir-vos alcançar a Verdade. por ambas narinas. Isso feito. Terceiro. A seguir pensai no conjunto como perfeito. ao fim.

confortavelmente. o sentimento do “eu”. o que pensamos tenderemos a nos tornar. a reflexão da lua pode ser vista e só quando o estofo mental. a vontade (às vezes chamada intelecto) . Não faleis de vossas manifestações a ninguém. Quarto Chitta. tem quatro aspectos. Conservai vosso pensamento sobre a virtude. por assim dizer. convenientemente dirigida é um poder maravilhoso. depois res– pirai naturalmente e oral por iluminação. “Medito na glória daquele Ser que criou este universo. Todos os que não são Yoguis são escravos. Todas se encontrarão no centro. ligadura após ligadura devem ser rompidas para nos tornarmos livres. Sentai-vos e meditai sobre isso dez ou. Fazei isso quatro vezes. transformar-se nas diversas faculdades. Meditação santa ajuda a queimar todas as impurezas mentais. ou conhecimento e ação. Cada individualidade deve ser cultivada. . O órgão interno. quebrado pelas ondas mentais. porque incontrolada. o Eu verdadeiro. a faculdade cogitante ou pensante. Os Yoguis classificam nossos órgãos sob dois títulos principais – órgãos de sentido e órgãos de movimento. Terceiro – Ahamkara. o chão da mente. que Ele ilumine minha mente”. usualmente desperdiçada.deixai-o fora tanto tempo quanto vos for possível. quinze minutos. exceto vosso Guru. assim é o reflexo da Atman. Falai o menos possível. a substância na qual e pela qual atuam todas as faculdades. ou mente. Primeiro – Manas. A única maneira de saber se há a alma é ser algo que não o corpo. Yoga é a ciência pela qual impedimos Chitta de tornar-se ou. Todos poderão encontrar a realidade além. devemos sentí-lo como um fato e se existe uma alma devemos ser capazes de vê-la e senti-la. Só quando o mar está calmo como um espelho. Como a reflexão da lua. Se Deus é verdadeiro. o sentido de autoconsciência (de Aham). Segundo – Buddhi. no mar é quebrada ou desfeita pelas ondas. ou o mar onde as várias faculdades são ondas.

SEGUNDA LIÇÃO Esta Yoga é conhecida como Yoga óctupla. o Eu pode ser reconhecido. seja por pensamento. Dotamos o corpo com sensação e vida e depois pensamos que ele está vivo e é real. Aprendei a tirar a mente e ver que ela é separada do corpo. Quando pudermos fazer isso completamente. 3ª_Perfeita castidade em pensamento. Chegamos a pensar que o fabricar corpos era a meta de nossos esforços. Aquele cujos sentidos o governam é mundano – é um escravo. isso dará fim a nossos corpos. controlaremos o universo. realizando que não somos o corpo. Esta é a mais importante e tem de governar a vida inteira. palavra ou ação. absoluta calma. palavra ou ação 2ª_Não cobiçar. . Usamo-lo tanto tempo que esquecemos que ele não é idêntico a nós. esquecemos nosso propósito real de obtê-los. Isto é Maya. ainda que seja matéria em forma maia fina. que era o de tornar-nos perfeitos. Não está eternamente presa ao corpo. tem cinco divisões 1ª – Não ofender nenhum ser por pensamento. Podemos aprender a fazê-lo á vontade. A mente não é o corpo. controlando os sentidos. São: Primeira – Yama. Controlar os poderes mentais é a primeira grande meta nas práticas de Yoga. Isto está provado por– que ocasionalmente nos desligamos dele. palavra ou ação. Não podeis ser Yoguis se falais muito. porque nosso mundo é aquilo que os sentidos nos trazem. A segunda é concentrá-los em. Por milhões de anos trabalhamos duramente para fabricar esses corpos. ele é nosso servo. que.Chitta. . toda força sobre qualquer assunto. A Yoga deve ajudar-nos a nos despojar do corpo a nosso bel-prazer e vê-lo como nosso servo. nosso instrumento. porque está dividida em oito partes principais. na luta. A vida espiritual começa quando nos libertamos do jugo dos sentidos. Se pudermos totalmente impedir que nosso estofo mental se quebre em vagas. A liberdade é a prova do ser mais elevado. não nosso amo. está controlado em. Devemos romper essa delusão e volver ao propósito original.

ou controle do Prana. dieta. Postura. Em outras palavras. Quadris. mel. . Em Raja-Yoga a respiração entra no plano psíquico e leva-nos ao espiritual. A natureza exterior joga-nos fora de nosso equilíbrio e não podemos (como devíamos). quanto às outras. Os grandes santos e instrutores foram aqueles que conquistaram esse mundo de pensamento dentro de si mesmos.. não avaliamos seu poder. Segunda – Niyama. Primeiro atua sobre os pulmões. Dirigir a mente para dentro e impedi-la de sair para fora. Cuidado corporal. Sétima – Dhyana. A maior parte de nossa ação é de [ora para dentro. falaram com poder. Meditação. O assunto desta lição é Pranayama. li o volante de todo o sistema corporal. A história do ministro confinado em uma alta torre. tirar a natureza de seu equilíbrio. Concentração em um só assunto. esta.4ª– Perfeita veracidade em pensamento. a meta de todos nossos esforços. Controle do alento (a fim de obter o controle do Prana ou força vital). solto pelos esforços de sua esposa que lhe trouxe um escaravelho. sobre o cérebro e o cérebro sobre a mente. deixando livre a espinha. Quarta – Pranayama. Tudo isso está errado. façamos como a lesma. este sobre a circulação. A vontade pode produzir uma sensação externa e a sensação externa pode levantar a vontade. Yama e Niyama são prática para toda a vida. Quinta –. 5a – Não receber dádivas. banho diário. revolvendo o assunto na mente a fim de entendê-lo. estes sobre o coração. Iluminação. Oitava – Samadhi. estamos tão ligados à matéria. não deixar uma folhinha de grama antes de agarrar outra firmemente. assim.Pratyahara. palavra ou ação. temos de inteiramente compreender e praticar cada passo antes de dar o seguinte. Terceira – Asana. Sexta – Dharana. o poder mais forte está realmente dentro. Nossas vontades são débeis. por sua vez. ombro e cabeça devem ser mantidos em linha reta. fio de seda. etc.

Todos os grandes instrutores eram . sentado na carruagem. cruzando-se na base e retornando ao cérebro.. comumente conhecidos como “plexos”. cruza na base do cérebro. O eu é o passageiro. faz a ação contrária e completa a figura oito. Uma destas correntes. jamais poderá atingir a meta. Rechaka – exalar. chamada “sol” (Pingala) começa no hemisfério esquerdo do cérebro. do lado direito da espinha e recruza na base da espinha. Estas correntes “sol” e “lua” estão inti– mamente ligadas à respiração e pela regulação desta obtemos o controle do corpo. Naturalmente a parte inferior é muito mais longa que a superior. o corpo está descrito como a carruagem. Isso capacita-nos a agarrar um poder após o outro até que a corda da concentração nos liberte da prisão do corpo e estamos livres. Temos de obter o poder de tornar-nos morais. o intelecto como o cocheiro. Alcançando a liberdade. Somente a Yoga capacita-nos levar à prática os ensinamentos da moralidade. Pela concentração podemos aprender a senti-los e localizá-los por todos o corpo. enquanto o não fizermos. a “lua” (Irha). depósitos das grandes forças vitais em pontos diferentes.barbante e uma corda. mas os sentidos. Pranayama tem três partes: Puraka – inalar. os sentidos como os cavalos e os objetos dos sentidos como a estrada. No Katha Upanishad. Há duas correntes passando pelo cérebro e circulando espinha. abaixo pelos lados. Tornar-nos morais é o objeto da Yoga. A menos que o passageiro tenha entendimento e possa fazer o cocheiro controlar os cavalos. a mente como as rédeas. A outra corrente. As correntes fluem dia e noite e fazem. Essas duas correntes são a grande “rédea-mestra” nas mãos do cocheiro e este deve obter o controle delas para controlar os cavalos. mas raramente somos conscientes deles. podemos nos descartar dos meios que utilizamos para chegar até ela. não poderemos controlar nossos atos. como viciosas cavalgaduras. como metade do número oito. ilustra a maneira de obtermos controle de nossa mente utilizando primeiro a regulação física do alento como o fio de seda. o levarão onde desejarem e poderão até destruí-lo. Kumbhaka – reter.

Conforme fechais a exalação. repetindo “0M” quatro vezes. se repetis “OM” seis vezes na inalação. repetindo a palavra “OM” quatro vezes A seguir fechai firmemente ambas narinas. Isto necessita-se praticar por uma semana. repetindo “OM” quatro vezes. fazei o mesmo na exalação e doze vezes. então aumentai gradualmente a duração das respirações. Não vos deixeis desviar para nenhum atalho. colocando o indicador na esquerda e retende o ar dentro. De centenas de milhares. conservando a esquerda fechada. Segunda lição de Respiração: Um método não serve para todos. que só existe no Yogui. Então. Então. mais santificados.que busca chegar a Deus pela Raja-Yoga deve ser mental. O processo de Pranayama é como segue: fechai a narina direita com o polegar e vagarosamente inalai através a esquerda. Depois fechai a narina direita com o polegar e retende o alento. como antes. essas correntes na base da espinha e forçam-nas através o centro da coluna espinal. moral e espiritualmente forte. Repeti toda essa operação duas vezes cada tempo de prática. mais puros. física. repetimos a sagrada palavra “OM” um certo número de vezes. em lugar de contar numericamente. repetindo “OM” oito vezes. Dai cada passo às claras. repetindo “OM” quatro vezes. conservando a mesma proporção. empurrai o abdômen para dentro para expelir todo o ar dos pulmões. forçando o abdômen para dentro. Os Yoguis prendem. repetindo mentalmente “0W’ oito vezes. Esta respiração deve ser feita com regularidade rítmica e a maneira mais fácil é contando. nem procureis quaisquer poderes O amor é o único poder que fica conosco e aumenta. Elas então tornam-se a corrente de conhecimento. exalai vagarosamente através dela. só uma alma dirá: “Hei de ir além -e me unirei com Deus”. Descerrai a narina esquerda e exalai lentamente.Yoguis e controlaram todas as correntes. Aquele . durante Kumbhaka. removendo o polegar da narina direita. isto é. dois para cada narina. fazendo quatro Pranayamas. estes exercícios tornam-nos mais espirituais. como isso é puramente mecânico. isto é. bem devagar inalai pela narina direita. Antes de vos sentardes é bom iniciar com oração. Poucos podem encarar-se com a .

mas o Yogui diz: “Esta faculdade está em cada ser humano e eventualmente todos gozarão dela”. mente o imutável pode ser imortal. O corpo é pensamento objetivado. Sô-. então estaremos separados inteiramente do corpo. a superconsciente. nem a mente. Quando conseguirmos trazer as correntes através desta passagem. São luminosas em sua vida e também o são as grandes correntes nervosas. O excesso de energia é armazenado em determinados pontos (plexos) ao longo da coluna espinal. mas como ela é. TERCEIRA LIÇÃO Kundalini: Realizai a alma não como matéria. As correntes “sol” e “lua” trazem energia a todas as partes do corpo. -mas para realizar algo. até o cérebro. Pensamos na alma como corpo. . mas devemos separá-la dos sentidos e do pensamento. O Yogui possui -uma terceira espécie. devemos estar prontos para morrer pela Verdade.verdade. mas somente são localizadas em organismos saudáveis. Há tanto ação consciente como inconsciente. foi a fonte de todo conhecimento religioso. mas de realmente vê-las. aquele está além da consciência Tem sido chamado de inspiração. mas devemos descerrar o véu de ignorância que nos esconde a verdade. mas enquanto que a ação do instinto é puramente mecânica. porque estão ambos continuamente mudando. A mudança implica a dualidade de causa e efeito e tudo que muda deve ser mortal. Só então podemos saber que somos imortais. Isto prova que o corpo não pode ser imortal. que em todos os países e em todas as épocas. O Yogui tem uma vantagem pois ele não apenas é capaz de senti-las. Não nos tornamos imortais. Essas correntes não são encontradas em corpos mortos. Necessitamos dar nova direção às correntes “sol” e “lua” e abrir– lhes uma nova passagem através o centro da medula espinal. porque nada pode atuar sobre ele. comumente conhecidos como centros nervosos. somos imortais. chamada “Sushumna”. O estado superconsciente não faz erros.

é -muito importante. Quando puderdes ver Kundalini claramente. A grande força sexual. e com a serpente enrolada no meio. em imaginação. Toda a História nos ensina que os grandes vedores de todas as Idades. A mesma lei aplica. Em Raja-Yoga.O centro nervoso. especialmente. até que o mais elevado. Assim vemos claramente que a castidade é a pedra angular de toda moralidade e de toda religião. esforçai-vos para visualizar o triângulo . levantada da ação animal e enviada ao grande dínamo do sistema humano. o cérebro. Nenhuma força pode ser criada. ou abandonaram a vida conjugal. Portanto. e ali armazenada. ou força espiritual. O ser. devemos aprender a controlar os grandes poderes que já. Todo bom pensamento. é um deus Fala com poder e suas palavras regeneram o mundo.Se alguém desperdiça as mais potentes forças do ser. o assento da substância geradora da energia sexual e é simbolizado pelo Yogui como um triângulo contendo uma serpente pequenina enrolada. na base da espinha. absoluta castidade em pensamento. Um pouco antes de fazer Pranayama. estão em nossas mãos e pelo poder da vontade tornálos espirituais ao invés de meramente animais. e. e levantá-la é o objeto total de Raja–Yoga. resolvem uma parte dessa energia animal em Ojas e ajudam a dar-nos poder espiritual. Nenhum homem ou mulher pode ser realmente espiritual enquanto a energia sexual.se a casados e solteiros . só os de vida pura podem ver Deus. seja alcançada. na base da espinha. não tenha sido convertida em Ojas.Fechai os olhos e figura-o vividamente em vossa imaginação. Esta Ojas é o homem real e somente no ser humano é possível conseguir-se essa armazenagem de Ojas. o mais alto poder que o ser humano possui. não pode tornar-se espiritual. ou foram monges ou ascetas. pode tão-somente ser dirigida. O Yogui figura essa serpente como sendo vagarosamente levantada de estágio a estágio. a glândula pineal. no qual toda a força sexual foi transformada em Ojas. colocai-a. próximo ao sacro. toda oração. palavra e ação é uma condição sine qua non. . Esta serpente adormecida é chama– da Kundalini. torna--se Ojas. Vede-o cercado de chamas.

necessitamos estudá-la.Pois a mente estende-se em círculos largos de pensamentos e esses círculos se alargam mais em maiores círculos. imaginai que sim. Muitas vezes deve isso ser feito . tentai sentir as correntes e experimentai forçá-las através Sushumna . até que por fim podereis inteiramente separar-vos da mente e saber. como a superfície de um lago sobre a qual se atira uma pedra. queremos torná-lo mais estreito até que por fim possamos fixar a mente sobre um só ponto.ao reter o alento em Kumbhaka. Temos que agarrar essa mente instável e arrastá-la de suas andanças e fixá-la sobre uma só idéia. Ater-se à idéia: “Eu sou a testemunha observando minha mente andarilhar. jogai-o. por certo tempo. jamais com a matéria ou com a mente – Figurai a mente tão tranqüila quanto um lago estendido à vossa frente e os pensamentos que vêm e vão. A maneira mais fácil de conter a mente é sentar-se quieto e deixá-la à deriva quanto queira. Isso gradualmente diminui os círculos . eu vejo que estou pensando. Identificaivos com Deus. mas observai-os e segui-os em imaginação. com força. Depois. que ela está separada de vós. Enquanto não obtiverdes.se e rompendo-se na superfície. Quanto mais poderosa a imaginação. que ela está despertando. Desejamos reverter o processo e começando com um enorme circulo. deixá-la pensar como se fora algo completamente à parte de vós mesmos. e a cada dia vossa identificação com pensamento e sentimento diminuirá mais. fazendo-a permanecer ali. eu estou observando minha mente agir”. mais rapidamente obter-se-á o resultado e Kundalini despertará. A mente não é Eu”. sobre a cabeça da serpente para despertá-la.Isso apressa sua ação – QUARTA LIÇÃO Antes de podermos controlar a mente.Pelo poder da vontade devemos segurar a mente e fazê-la parar e reflexionar sobre a glória de Deus. como borbulhas levantando. de fato. . Atende-vos à idéia: “Eu não sou a mente. à medida que desaparecem flutuando. Não façais esforço para controlar os pensamentos.

a mente é vossa serva. Finalmente aprendemos que toda ação é de nós para o espelho. O primeiro estágio para ser um Yogui é ir além dos sentidos. Vendo o mal. primeiro ponde um tapete de grama. devemos bani-lo. ele alcançou o estágio mais alto. Os pensamentos sendo quadros. Não podemos conhecer o Conhecedor. toda felicidade é minha. Devemos pensar isto todo o tempo. o mar inteiro está em nossas costas e somos um com ele. “Todo este universo é meu corpo. Quando a mente estiver conquistada. O assento deve ser de altura confortável. Vivei sozinhos tanto quanto possível. que podeis controlar como o desejais. depois uma pele de animal e depois uma cobertura de seda. . Dizei: “Eu sou o universo”. nós o estamos •criando. porque tudo está no universo”. vemo-lo fora. Nenhuma Onda pode existir por si mesma. O que somos. pois o mundo é nosso espelho. Meditai nele. mas o universo inteiro é nosso corpo. toda saúde. não os devemos criar. A inspiração pertence ao interior e temos que nos inspirar por nossas próprias faculdades superiores. Para poder conseguir isso é necessário transcender a matéria e ir além de nosso corpo. Temos de excluir todo pensamento da mente e fazê-la um vazio. A imaginação propriamente utilizada é nossa melhor amiga. em nossa natureza essas duas coisas estão ligadas. Somos sem nascimento e sem morte e só devemos amar. É melhor que o assento não tenha costas e deve ser firme. Apesar de aparecermos como pequenas ondas. O ideal mais elevado que temos é Deus. porque este alguém é nós mesmos. então saberemos que não podemos morrer ou ferir alguém. Cada som tem seu próprio significado. Toda a vida do homem é realmente um esforço para isso. logo que um pensamento surja. mas nós O somos. vai além da razão e é a única luz que nos guia a todas as partes.Quando isto for feito. Este pequeno corpo é um pequeno espelho que criamos.

(Ideal Escolhido). Enviai o alento retido com força. Quando o alento está fluindo pela narina esquerda é hora de descanso. Esse estágio é atingido quando tivermos aprendido a separar-nos da mente e ver-nos como um e o pensamento como algo à parte. O controle do pensamento virá por si mesmo. Pranayama deve ser agora ligeiramente modificado. Após suficiente prática de fechar s narinas com o polegar e indicador. poderemos fazê-lo pelo poder da vontade atraés só o pensamento. O corpo é pensamento cristalizado. . Quando estamos calmos respirando igualmente por ambas narinas encontramo-nos em condição adequada para calma meditação. mais fina e nós a possuímos e podemos aprender a manipulá-la através as energias nervosas. ao começo. imutável. quando pela.QUINTA LIÇÃO Pratyahara e Dharana: Diz Krishna: “Todos os que Me buscam por quaisquer meios. sobre a cabeça de Kundalini a cada repetição da palavra HUM e imaginai que isso a desperta. Identificai-vos somente com Deus. e quando através ambas. Pratyahara é um reunir de forças na tentativa de dominar a mente e focá-la sobre o objeto desejado. ver o que ela pensa: ser somente a testemunha. deve usar o nome ao invés de “OM” durante a inalação e exalação e usar a palavra “Hum” (com h aspirado) durante Kumbhaka. estamos além. encontram-Me. Não adianta muito tentar concentrar-nos. O corpo é a vista objetiva do que chamamos mente (subjetiva). de corpo e mente. assim como. hora de meditar. a testemunha eterna. podemos olhar para fora e ver uma pessoa chegando. de trabalhos. observá-la. neste plano. O primeiro passo é deixar a mente derivar. para baixo. A mente não é alma ou espírito. os pensamentos anunciarão sua chegada e saberemos a maneira como começam e estaremos cientes do que vamos pensar. Após um instante. forma. Nós. o Eu. ficai de lado e eles desaparecerão. somos o “Atman”. Todos devem encontrar– Me”. Não deixeis que os pensamentos vos tomem. Se o aspirante tem o nome de seu “Ishta”. É apenas matéria sem. direita.

cuidando de mantê-la pura e santificada. então vos tomareis Yoguis. entretanto. Mas. Até a imaginação é semimaterial. mas o fazemos maiormente através os olhos. será o mais fácil. O halos são símbolos de luz interior e podem ser vistos pelo Yogui. Lamparinas diferentes. e. Todos nós temos nossos peculiaridades no caminho do poder imaginativo. em verdade. tende paciência. “Uma lamparina acendida de outra”. Às vezes podemos ver un rosto como se estivesse cercado de flamas e nelas ler o caráter e julgar sem errar. segui-a e derrete-vos com ela. encontrando o qual estareis tranqüilos para sempre. Este é o estado superconsciente. diz o Budista. Em outras palavras. encontrareis os pés do Deus onipotente. nada mais fica para buscar e estaremos para sempre em livre e perfeita existência. Conhecimento absoluto. se os poderes mais elevados chegarem. Felicidade absoluta.Segui estes santos pensamentos. banhai-vos diàriamente. Não deixeis que eles vos tentem a sair da estrada principal. quando a idéia se derrete. colocaios de lado e atende-vos a vosso objetivo verdadeiro – Deus. pureza e perseverança. segui o caminho que vos seja mais natural. Podereis obter dele uma visão e este é o melhor caminho. sede bravos. lembrai-vos que são somente atalhos. Somos os resultados de todas reencarnações através de Karma. Nosso Ishta poderá apresentar-se em visão e este símbolo será o único sobre o qual descansar e totalmente concentrar nossa mente. ide com eles e quando eles se fundirem e desaparecerem. Nunca vos apresseis. é provável que não haja conexão entre pensamento e imagens. Podemos imaginar através todos os sentidos. Existência absoluta. desde que os animais parecem pensar. tendo o todo. não podemos pensar sem um fantasma. Sede alegres. Então meditai . não têm palavras. mas a mesma luz. SEXTA LIÇÃO Sushumna: É muito útil meditar sobre o Sushumna. Buscai apenas o Eterno. Tentai conservar a Imaginação em Yoga.

Na linguagem dos Yoguis. há quatro outros lótus. 3º – A altura do coração. o Sushumna tem seu fim em dois lótus.por muito tempo sobre isso. . 2º – Oposto ao umbigo. É um fio muito fino. até alcançar o cérebro. entre esses dois. 4º – Fundo da garganta. 1º – Base da Espinha. essa passagem viva através a medula espinal. muito brilhante. então vagarosamente levantála de um lótus a outro. estágios no caminho: 6º – Glândula pineal. o inferior circundando o triângulo de Kundalini e o mais alto no cérebro em volta da glândula pineal. 5º – Entre os olhos. esse caminho de salvação pelo qual temos de fazer subir a Kundalini. Cada estágio corresponde a uma nova camada da mente. Devemos despertar a Kundalini.

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