CONHECIMENTOS BANCÁRIOS CEF 2010

ÍNDICE

1. ABERTURA E MOVIMENTAÇÃO DE CONTAS 2. PESSOA FISICA E PESSOA JURIDICA 3. DOCUMENTOS COMERCIAIS E TITULOS DE CREDITO 4. DOCUMENTO DE CRÉDITO (DOC) 5. CHEQUES 6. SISTEMA DE PAGAMENTOS BRASILEIRO 7. TIPOS DE SOCIEDADE 8. ESTRUTURA DO SISTEMA FINACEIRO NACIONAL (SFN) 9. TIPOS DE GARANTIA 10. NOÇÕES DE POLÍTICA ECONÔMICA 11. PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS 12. MERCADO FINANCEIRO 13. MERCADO PRIMARIO E MERCADO SECUNDÁRIO

04 04 08 09 09 10 11 18 63 66 68 85 98

1. ABERTURA E MOVIMENTAÇÃO DE CONTAS: DOCUMENTOS BÁSICOS Conheça os tipos de contas existentes: Conta Individual: conta para um único titular, que permite movimentação a crédito e a débito. Conta Conjunta. Conta Conjunta Simples (E): conta para mais de um titular cuja movimentação a débito somente poderá ser feita com as assinaturas, sempre em conjunto, dos titulares. Conta Conjunta Solidária (E/OU): conta para mais de um titular cuja movimentação a crédito ou a débito poderá ser feita por qualquer um dos titulares isoladamente. Contas para menores: • Menores de 18 e maiores de 16 anos: conta em nome do menor, cuja movimentação será livre, desde que autorizada pelo responsável legal. A abertura e movimentação de conta de menor poderá ser efetuada sem a necessidade de autorização por seu representante legal, desde que o menor seja legalmente emancipado e faça prova de sua emancipação. • Menores de 16 anos: conta em nome do menor, cuja movimentação somente poderá ser feita pelo responsável indicado na abertura da conta. Documentos Necessários Para abertura de Conta de Depósito (conta-poupança e conta-corrente) para maiores de 18 anos, é necessária a cópia e o original dos seguintes documentos: • RG; • CPF; • Comprovante de Residência; • Comprovante de renda* (Ex.: holerite, contracheque etc.). Situações especiais para os menores de 18 anos trazidas pelo novo Código Civil: 1) Para abertura de conta de depósito (conta-poupança e conta-corrente) cujo titular seja menor com 16 anos de idade completos, não emancipados, é obrigatória comprovação da existência de relação de emprego, do qual tenha economia própria, mediante exibição da Carteira de Trabalho e portar cópia e original dos documentos RG e CPF e do comprovante de endereço. 2) Para abertura de conta de depósito (conta-poupança e conta-corrente) para titulares menores emancipados, deve-se apresentar, além de cópia e original dos documentos RG e CPF e do comprovante de endereço, registro de nascimento com a Averbação da Emancipação conferida pelos pais.

2. PESSOA FÍSICA E JURÍDICA PESSOA FÍSICA É o ser humano nascido da mulher. Sua existência começa do nascimento com vida (a respiração é a melhor prova do nascimento com vida) e termina com a morte. O homem, pessoa natural, é sujeito e titular da relação jurídica. PESSOA JURÍDICA

podemos distinguir as associações. as associações de utilidade publica. as sociedades. contrato ou o compromisso são reformáveis no tocante a administração. e de que modo. isto e. pias. isto é. atribui alguma conseqüência a tal organismo. nega-lhe personalidade civil. estudos ou compromissos em seu registro publico peculiar. religiosas.o modo por que se administra e representa a sociedade. e dos membros da diretoria provisória ou definitiva. atos constitutivos. pelas obrigações sociais. b) as que se constituem em torno de um patrimônio destinado a um fim. pelos seus diretores.se os membros respondem ou não. é necessário o elemento formal. . o Distrito Federal e cada um dos Municípios legalmente constituídos). das pessoas jurídicas de direito privado começa com a inscrição dos seus contrates. isto é. VI . 2) De acordo com sua órbita de atuação: as pessoas podem ser de direito externo (as várias Nações. Dentre as pessoas jurídicas de Direito privado. mas o direito despreza sua existência. isto e. subsidiariamente. adquire personalidade. a Organização das Nações Unidas) ou interno (a União. Capacidade e Representação das Pessoas Jurídicas. Antes da inscrição. Não se lhe admitem os direitos personalísticos. Responsabilidade das Pessoas Jurídicas As pessoas jurídicas são responsáveis na orbita civil. não os designando. III . ainda. os centros culturais. a pessoa jurídica recorre a pessoas físicas que a representam. uns pelos outros. como os clubes desportivos.Pessoas jurídicas são entidades a que a lei empresta personalidade. os fins e a sede da associação. e. porém. por quem os respectivos estatutos designarem ou. Naturalmente ela só pode ser titular daqueles direitos compatíveis com a sua condição de pessoa fictícia. judicial e extrajudicialmente. ou seja. Para se proceder ao registro de uma pessoa jurídica de direito privado de natureza civil. são seres que atuam na vida jurídica.se os estatutos. bem como o nome e residência do apresentante dos exemplares. as que se compõem pela reunião de pessoas. ou seja. os agrupamentos individuais com escopo de lucro. nega-lhe a capacidade para ser titular de direitos (pois. os patrimônios. etc. Para exercer tais direitos. embora não prestigie a existência. as fundações. as fundações e. estado civil ou profissão de cada um. II . agrupamentos de indivíduos sem fim lucrativo. as entidades pias. no livro competente: I . No documento deve figurar. científicas ou literárias. bem como o tempo de sua duração. 1) De acordo com a sua estrutura: a) as que têm como elemento adjacente o homem.. tais como as associações e as sociedades. No momento em que a pessoa jurídica registra seu contrato constitutivo. e de direito privado (as sociedades civis.a denominação fundo social (quando houver). capazes de serem sujeitos de direitos e obrigações na ordem civil.as condições de extinção das pessoas jurídicas. isto e. com indicação da nacionalidade. morais. para que seja declarado peio Oficial. apresentam-se dois exemplares do jornal oficial em que houverem sido publicados os estatutos. isto é. Assim. V . as sociedades mercantis). Requisitos para a existência legal das pessoas jurídicas. a Santa Sé. nesse caso. com personalidade diversa da dos indivíduos que os compõem. para que a pessoa moral ingresse na orbita jurídica. IV . capacidade para ser titular de direito. contratos ou outros documentos constitutivos ao cartório competente. os Estados. contratual e extracontratual. a inscrição no registro próprio).os nomes dos fundadores. de outro. ativa e passivamente. ou fundação. e o destino de seu patrimônio. ou seja. A existência. ou instituidores. a pessoa jurídica pode existir no plano dos acontecimentos. antes de seu registro. Cumpre ressaltar. ou seja. que o ordenamento jurídico não pode ignorar a existência de fato da pessoa moral. perante a lei.

que todo homem pode ser titular de uma relação jurídica. Tal hipótese raramente se apresenta. nos regimes onde florescia a escravidão. a Fundação adquire personalidade jurídica. o patrimônio seguira a destinação dada pelos Estatutos. Isto é. Afirmar que o homem tem personalidade e o mesmo que dizer que ele tem capacidade para ser titular de direitos. CAPACIDADE E INCAPACIDADE Se toda relação jurídica tem por titular um homem. deliberada entre os seus membros. deve a vitima demonstrar a culpa da associação. Fundações. 3º) aprovação da autoridade competente. A lei só permite que se altere o Estatuto da Fundação consoante três condições: 1º) deliberação da maioria dos administradores e representantes da Fundação. a deliberação eficaz dada pelos sócios sobre a matéria. III pela sua dissolução em virtude de ato do Governo que lhe casse a autorização para funcionar. Fundação e uma organização que gira em torno de um patrimônio. No mundo moderno. nada se encontra na lei. extingue-se quando se torna nociva ao interesse publico. Tal culpa poderá se configurar quer na eleição de seus administradores. quando a pessoa jurídica incorra em atos opostos aos seus fins ou nocivos ao bem público. o Estatuto devera ser registrado e. verdade e. praticados por seus representantes. ao órgão do Ministério Publico. todo ser humano tem capacidade para ser titular de direitos. Mas.pela sua dissolução. atualmente. Antigamente. no Município. submetendo-o a autoridade competente. neste caso. nenhum problema surge quanto ao destino dos bens.ineficaz. finalmente. Se. porque. Parece que melhor se conceituaria personalidade dizendo ser a aptidão para adquirir direitos e assumir obrigações na ordem civil.mesmos nada resolveram. Quanto a responsabilidade das associações que não tem lucro. sob pena de ser condenada solidariamente a reparação do prejuízo. também. II pela sua dissolução. I . além disso. 2º) respeito a sua finalidade original. a Fundação e criada por prazo indeterminado. Apenas. Deve ser ultimada por escritura publica ou testamento. em geral . Aquele a quem o instituidor cometer a aplicação do patrimônio elaborara o Estatuto da fundação projetada. Aprovado por este. que se destina a uma determinada finalidade. Extinção das Pessoas Jurídicas. A responsabilidade pela reparação do prejuízo será do agente causador. provando-se que concorreram com culpa para o evento danoso. quer na vigilância de sua atividade. quando a lei determine. ou se a deliberação for . quando seu objeto se torna impossível. isto e. Assim. Como se vera. o patrimônio da Fundação extinta vai se incorporar ao de outras de fins idênticos ou semelhantes. Quando se trata de pessoa jurídica com finalidade lucrativa. Eles serão repartidos entre os sócios. Tal personalidade se adquire com o nascimento com vida. surge a presunção que precisa ser destruída pela própria pessoa jurídica. o escravo em vez de sujeito era objeto de direito. pois o lucro constitui o próprio objeto que os reuniu. neste momento. em não havendo tal. o patrimônio passara a Fazenda Publica. a aptidão para adquirir direitos não se identifica com a aptidão para . Nas associações sem fim lucrativo que se dissolvem. e. inexistirem estabelecimentos nas condições indicadas. quando a pessoa jurídica de finalidade lucrativa causar dano a outrem através de ato de seu representante. salvo o direito da minoria e de terceiros. A Fundação se extingue quando vencido o prazo de sua existência. a mera circunstancia de existir confere ao homem a possibilidade de ser titular de direitos. houve uma evolução nesta interpretação através de uma farta jurisprudência de nossos Tribunais.As pessoas jurídicas com fim lucrativo só serão responsáveis pelos atos ilícitos. devolver-se-á o patrimônio a um estabelecimento publico congênere ou de fins semelhantes. Estado ou no Distrito-Federal. A isso se chama personalidade. Se os . Nas três hipóteses acima.

Trata-se de pessoas que. e nulo o ato e não gera efeitos. assim. numa pessoa. não lhes permite o exercício pessoal de direitos. a seus herdeiros. cessa sua aptidão para ser titular de direitos. ou faz um contrato de seguro. Este representa uma relação de fato entre uma pessoa e um lugar. São absolutamente incapazes aqueles que não podem. deixando esposa gravida. incapacidade é o reconhecimento da inexistência. Por exemplo: suponha que um indivíduo morreu. Como a sua deficiência só se mostra no trato de seus próprios bens. A lei. deixam de ser considerados relativamente incapazes se adaptarem e se integrarem a civilização do pais. O ato praticado pelo relativamente incapaz não e nulo. se a criança nascer viva. embora só lhe conceda a personalidade se nascer com vida. não contam. A personalidade que o indivíduo adquire. . o relativamente incapaz e apenas assistido. A idéia de animo definitivo vai decorrer das circunstancias externas reveladoras da intenção do indivíduo. Já foi dito que todo ser humano. . Portanto. na ordem civil. com um grau de experiência suficiente para defender sua pessoa e seus bens. Enquanto o absolutamente incapaz e representado. isto é. Mas isso não significa que todas as pessoas possam exercer. apresentam um grau de perfeição intelectual não-desprezível. a saúde ou o desenvolvimento intelectual de determinadas pessoas. então. A lei brasileira protege os direitos do nascituro desde a sua concepção (nascituro é o ser já concebido. gasta e destrói o seu patrimônio. no caso. não produz efeitos na orbita do direito. a mãe. em contato com o branco. No entanto. morrendo no segundo subseqüente. A lei. conforme se demonstre que o indivíduo nasceu morto. tem capacidade para ser titular de direitos e obrigações. No instante em que expira. tal ato e absolutamente ineficaz. se deve ressaltar a relevância. Entende-se por pródigo aquele que. desprezada que é pelo ordenamento jurídico. termina com a morte. que pessoalmente não os podem exercer. ao nascer com vida. O conceito de domicílio se distingue do de residência. o patrimônio de seu pai pré-morto (que foi a seu filho no momento em que ele nasceu com vida) passara aos do infante. porque a manifestação de vontade provinda dele. do seu propósito de fazer daquele local o centro de suas atividades. desde seu nascimento ate sua morte. o patrimônio do "de cujus" passara aos herdeiros deste. praticar quaisquer atos jurídicos e. habitualmente.adequado das coisas. desordenadamente.domicílio voluntário e o estabelecido voluntariamente pelo indivíduo. daqueles requisitos que a lei acha indispensáveis para que ela exerça os seus direitos. mas que se encontra no ventre materno). com o intuito de protege-las. lhes permite a pratica de atos jurídicos. se a criança nascer morta. mas anulável. tais atos são nulos. condicionando a validade destes ao fato de eles se aconselharem com pessoa plenamente capaz(seu pai. por si mesmos. Os silvícolas. por viverem afastados da civilização. porque a inaptidão físico-psíquica e menos intensa. uma distinção entre incapacidade absoluta e relativa. enquanto o de domicílio compreende o de residência. incontinenti. na pratica. tutor ou curador)que os devem assistir-nos atos jurídicos. se ele os tiver. Espécies de domicílio. se o fizerem. sem terem um julgamento .exercer direitos. sem sofrer outra influência que não a de sua vontade ou conveniência. acrescido do animo de ai fazer o centro de sua atividade jurídica. REPRESENTAÇÃO E DOMICILIO Domicílio-civil da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece sua residência com animo definitivo. Por exemplo: se um menor impubere vende uma propriedade. pessoalmente. envolvendo a idéia de habitação. e seus bens se transmitem. Diferente e a incapacidade relativa. de tal dispositivo. Existe. Voltando a analise. ou morreu logo após o nascimento. que podem ser seus pais. sua incapacidade e limitada aos atos que o podem conduzir a um empobrecimento. tais direitos. da qual se excluem as pessoas mencionadas (incapazes). e denomina tais pessoas de incapazes. tendo em vista a idade.

Tendo a pessoa jurídica de direito privado diversos estabelecimentos. Domicílio ocasional ou aparente. alegar extraterritorialidade. A mudança de domicílio ocorre quando a pessoa natural altera a sua residência. o lugar onde funciona a Administração Municipal.domicílio de eleição ou convencional é o escolhido pelos contratantes. o seu domicílio. ou. A prova da intenção resultara do que declarar a pessoa mudada às municipalidades dos lugares. suas funções. que deixa. Caso de pluralidade de domicílios. Domicílio da pessoa jurídica de Direito Privado. O preso ou desterrado tem o domicílio no lugar onde cumpre a sentença ou o desterro. ou vários centros de ocupações habituais. com as circunstancial que a acompanharem. para os atos nele praticados. em dia e local determinado.. os incapazes tem necessariamente por domicílio o dos seus representantes. em caráter permanente. no tocante as obrigações contraídas por cada uma das suas agencias. poderá ser demandado no Distrito Federal ou no ultimo ponto do território brasileiro onde o teve. sito no Brasil. sem ponto central de negócios. 3. . nos contratos escritos. e dos Municípios. O ministro ou o agente diplomático do Brasil que.domicílio legal ou necessário é aquele que a lei impõe a determinadas pessoas. DUPLICATA Documento emitido pelas empresas. ou empregue a vida em viagens. em lugares diferentes. O domicílio da União e o Distrito Federal. que não tenha residência habitual. em que o comprador se declara conhecedor do débito através de sua assinatura. O domicílio do militar em serviço ativo e o lugar onde servir. a pessoa natural tiver diversas residências onde alternadamente viva. Assim. isto quando nos seus estatutos não constar eleição de domicílio especial. nos seus estatutos ou atos constitutivos. O domicilio da mulher casada e o do marido (exceção: a) quando estiver separada. Quando o direito pleiteado se originar de um fato ocorrido onde um ato praticado. O domicílio dos oficiais e tripulantes da marinha mercante e o lugar onde estiver matriculado o navio. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural. Domicílio da pessoa jurídica de Direito Público. e para onde vai. ou onde elegeram domicílio especial. considerar-se-á domicílio seu qualquer destes ou daquelas. da própria mudança. o lugar do estabelecimento. b) . as respectivas Capitais. ou onde tiver sua sede a autoridade de que o ato emanou. Domicílio da pessoa jurídica estrangeira. fora do Distrito Federal. no pais. porem. Das demais pessoas jurídicas. cada um será considerado domicílio. DOCUMENTOS COMERCIAIS E TÍTULOS DE CRÉDITO NOTA PROMISSÓRIA Promessa de pagamento de uma quantia em dinheiro. o lugar onde for encontrada. Se. citado no estrangeiro. a União será demandada na seção judicial em que o fato ocorreu. ou onde este tenha de ser executado. que se encontram em dadas circunstâncias. haver-se-á por domicílio da pessoa-jurídica. para fim de exercício dos direitos e cumprimento das obrigações que dos mesmos decorram. É o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações. com a intenção de transferir o seu centro habitual de atividade.Os funcionários públicos reputam-se domiciliados onde exercerem. dos Estados. Se a administração e diretoria tiver sede no estrangeiro.quando lhe couber a administração dos bens do casal). ou que deva produzir os seus efeitos. sem designar onde tem. o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações. a que ela responder. se tais declarações não fizer. .

FATURA É uma síntese da nota fiscal. • contra-ordem escrita do emitente (bloqueio). 4. mas na prática tem sido utilizado e. mesmo estando em praças diferentes. • o portador do cheque tem o prazo de 6 meses para promover a execução (ação de cobrança judicial do cheque) contra seu emitente ou avalista sob pena de prescrição (perder o direito a esta ação judicial). ORDEM DE PAGAMENTO: DEFINIÇÃO. • divergência ou insuficiência na assinatura do emitente. visados ou DOC de emissão do próprio correntista são movimentados como se dinheiro fossem. TIPOS. que relata as mercadorias fornecidas ao comprador pelo vendedor. • os cheques administrativos. Saques sobre valor • valores depositados em cheque (que somente entram para as reservas ao banco após sua compensação) somente podem ser movimentados. DOCUMENTO DE CREDITO (DOC): NOÇÕES GERAIS O documento de crédito (DOC) é utilizado para pagamentos ou depósitos entre bancos. produtores para acompanhar mercadoria do vendedor ao comprador. CIRCULAÇÃO. todos os cheques são obrigatoriamente nominativos. • deve ser a apresentado para pagamento no prazo 30 dias da emissão (quando emitido no lugar onde deve ser pago). 5. É exigido pela Legislação tributária e fiscal.00 se não forem nominativos serão devolvidos (sem que o nome do emitente vá para o cadastro de emitentes de cheques sem fundos). no mesmo dia. caso contrário em 60 dias. • encerramento de contas. Recusa de pagamentos de cheques • os bancos podem recusar o pagamento de cheques nos seguintes casos: • insuficiência de fundos (cheques sem fundo). EMISSÃO E LIQUIDAÇÃO . embora sempre compensados. emprestando um recurso antes de realmente dispor dele. • o cheque pré-datado não é juridicamente válido. NOTA FISCAL Documento emitido pelos comerciantes industriais. CHEQUE: REQUISITOS COMPENSAÇÃO ESSENCIAIS. Cheques cruzados • os cheques cruzados não podem ser descontados. quer para saque.cidade) pois do contrário dão origem aos chamados "saques sobre valor" onde o banco perde reservas pois estaria. via cheque (ainda assim caso sejam da mesma praça . CRUZAMENTO. ENDOSSO. na verdade. assume características de uma promissória. depósito ou pagamento • os cheques acima de R$ 100. Cheques nominativos x ao portador • Após o plano Collor. assim. • cheque é uma ordem de pagamento a vista (considera-se não escrita qualquer menção em contrário). globalizando o valer da venda de um determinado período. apenas depositados. Numa fatura podem ser incluídas várias notas fiscais. • irregularidade formal (erro no preenchimento).

consolidação do relacionamento com o banco 4. • cobrança indexada: em qualquer índice ou moeda. é um documento bancário com a mesma finalidade. garantia do processo de cobrança (quando necessário o protesto) Processo de cobrança bancária: 1. Num contexto mais restrito. inexistência do risco de crédito. o sacado paga. 2. crédito imediato dos títulos cobrados 3. 3. via computador) são passados ao banco. Os títulos a serem cobrados (ou modernamente apenas seus dados. Servem para aumentar o relacionamento instituição financeira x empresa. 6. • cobrança de cheques pré-datados: cobrança remunerada: remuneração dos valores cobrados. capilaridade da rede bancária 2. aumentam a quantidade de recursos transitórios e permitem maiores aplicações destes recursos em títulos públicos. consolidação do relacionamento com o cliente 4. o banco emite os bloquetes aos sacados (aquele que deverá pagar o valor do bloquete). aumento dos depósitos à vista.Qualquer documento escritural em que uma pessoa autoriza outra a receber pagamento de uma terceira (em geral um banco). o banco credita o valor na conta do cliente (cedente). as ordens de pagamento mais comum são o próprio papel-moeda e o cheque. 4. Os valores resultantes da operação de cobrança são automaticamente creditados na conta corrente da empresa cliente no prazo estipulado entre o banco e o cliente. aumento das receitas pela cobrança de tarifas sobre serviços 3. pelos créditos das liquidações 2. • Para o Cliente: 1. • cobrança seriada: para pagamento de parcelas • cobrança de consórcios: para pagamento de consórcios. A ordem de pagamento OP é utilizada para pagamentos ou depósitos dentro do mesmo banco. Nesse contexto. para agencias em praças diferentes. SISTEMA DE PAGAMENTOS BRASILEIRO COBRANÇA E PAGAMENTO DE TÍTULOS E CARNÊS A cobrança de títulos foi o produto mais importante envolvido pelas instituições nos últimos 10 anos. • cobrança casada: cedente sensibiliza sacado e vice-versa. A cobrança é feita através de bloquetes que podem circular pela câmara de compensação (câmara de integração regional) o que permite que os bancos cobrem títulos de clientes em qualquer praça (desde que pagos até o vencimento . .após o vencimento. Diferentes tipos de cobrança (criados devido a concorrência): • cobrança imediata: sem registro de títulos. Vantagens da cobrança de títulos: • Para o Banco: 1. o pagamento somente poderá ser feito na agencia emissora do bloquete).

PAGAMENTOS DE TÍTULOS E CARNÊS Os títulos a pagar de um cliente têm o mesmo tratamento de seus títulos a receber (cobrança). respondendo todos os sócios. De posse desses dados. OBS. para agencias em praças diferentes. Parágrafo único. NOVO CÓDIGO CIVIL CAPÍTULO II Da Sociedade em Nome Coletivo Art.: nota fiscal x fatura x duplicata • nota fiscal é um documento fiscal. 1. no que seja omisso.041. cobrança antecipada: eliminação de tributos de vendas a prazo. cobrança caucionada: cobrança das garantias de contratos de empréstimos cobrança de títulos descontados: desconto de títulos. • duplicata é um título de crédito formal e nominativo emitido pelo vendedor com a mesma data. Sem prejuízo da responsabilidade perante terceiros. os dados sobre seus fornecedores. 1. no ato constitutivo. A razão social ou firma pode aparecer em nome de um. A ordem de pagamento OP é utilizada para pagamentos ou depósitos dentro do mesmo banco. pelas do Capítulo antecedente. entrega de comprovantes necessários ao pagamento. O documento de crédito (DOC) é utilizado para pagamentos ou depósitos entre bancos. • fatura é uma relação de notas fiscais que correspondem a uma venda a prazo. Art. 997. comprovante obrigatório da saída de mercadoria de um estabelecimento comercial ou industrial. informando ao cliente todos os passos executados. podem os sócios.039. mesmo estando em praças diferentes. . O cliente informa ao banco. 7. via computador.040. valor global e vencimento da fatura que lhe deu origem e representa um direito de crédito do sacador (vendedor) contra o sacado (comprador). solidária e ilimitadamente. além das indicações referidas no Art. TIPOS DE SOCIEDADE: EM NOME COLETIVO É uma sociedade em que seus membros são responsáveis por todas as operações e pelas obrigações contraídas. o banco organiza e executa todo o fluxo de pagamento do cliente. de alguns. ou de todos os sócios. ou por unânime convenção posterior.• • • • cobrança programada: garantia do fluxo de caixa do cedente. a firma social. A sociedade em nome coletivo se rege pelas normas deste Capítulo e. Somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo. se for o caso. com datas e valores a serem pagos e. pelas obrigações sociais. via débito em conta DOC ou ordem de pagamento. Art. O contrato deve mencionar. A propriedade da duplicata pode ser tranSTerida por endosso. limitar entre si a responsabilidade de cada um. 1.

A quota é indivisível em relação à sociedade.043. 1. A sociedade se dissolve de pleno direito por qualquer das causas enumeradas no Art. II . for acolhida judicialmente oposição do credor.052. O capital social divide-se em quotas. privativo dos que tenham os necessários poderes. O contrato social poderá prever a regência supletiva da sociedade limitada pelas normas da sociedade anônima. Art. se empresária.tendo ocorrido prorrogação contratual. Art. levantada no prazo de noventa dias. pretender a liquidação da quota do devedor. o objeto da sociedade e seja sempre seguida pela palavra "limitada". o § 1 No caso de condomínio de quota. 1. salvo para efeito de transferência. A sociedade limitada rege-se. nos limites do contrato. O credor particular de sócio não pode. NOVO CÓDIGO CIVIL CAPÍTULO IV Da Sociedade Limitada Seção I Disposições Preliminares Art. se for o caso. Parágrafo único.053. 1. as indicações do Art. o § 2 É vedada contribuição que consista em prestação de serviços. contado da publicação do ato dilatório. Poderá fazê-lo quando: I .054. até o prazo de cinco anos da data do registro da sociedade. A administração da sociedade compete exclusivamente a sócios.044. a firma social. a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas. nas omissões deste Capítulo. mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social. Art.Art. 997. também pela declaração da falência. POR QUOTAS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA Sociedade comercial por cotas de responsabilidade limitada: cada sócio responde apenas na medida de sua cota. Parágrafo único. 1. sendo o uso da firma. os direitos a ela inerentes somente podem ser exercidos pelo condômino representante. pelas normas da sociedade simples. e. antes de dissolver-se a sociedade. 1. iguais ou desiguais. Seção II Das Quotas Art. Art. 1. . Deve adotar uma razão social que explique quanto possível.a sociedade houver sido prorrogada tacitamente. ou pelo inventariante do espólio de sócio falecido. no que couber.056. O contrato mencionará. caso em que se observará o disposto no artigo seguinte. Art. 1.042. 1. Na sociedade limitada. § 1o Pela exata estimação de bens conferidos ao capital social respondem solidariamente todos os sócios.055. cabendo uma ou diversas a cada sócio. 1.033 e.

§ 2o Sem prejuízo do disposto no Art. 1. ou a estranho. 1. a qualquer título. Art. Se o contrato permitir administradores não sócios. ou pelo término do prazo se. a designação deles dependerá de aprovação da unanimidade dos sócios. subscrito pelos sócios anuentes. o sócio pode ceder sua quota. o § 2 A cessação do exercício do cargo de administrador deve ser averbada no registro competente.062. mencionando o seu nome. Seção IV . 1. 1. independentemente de audiência dos outros. A sociedade limitada é administrada por uma ou mais pessoas designadas no contrato social ou em ato separado. Os sócios serão obrigados à reposição dos lucros e das quantias retiradas. § 1o Tratando-se de sócio nomeado administrador no contrato. estado civil. as prestações estabelecidas no contrato mais as despesas. após a averbação e publicação. A cessão terá eficácia quanto à sociedade e terceiros.058. enquanto o capital não estiver integralizado. no mínimo. deduzidos os juros da mora. Seção III Da Administração Art. nacionalidade. 1. desde o momento em que esta toma conhecimento da comunicação escrita do renunciante. os outros sócios podem. e.057. Não integralizada a quota de sócio remisso.063. com exibição de documento de identidade. não houver recondução. 1. Parágrafo único. 1. O exercício do cargo de administrador cessa pela destituição. Art.060. Na omissão do contrato.003. o § 3 A renúncia de administrador torna-se eficaz. o ato e a data da nomeação e o prazo de gestão. 1.064. salvo disposição contratual diversa. excluindo o primitivo titular e devolvendo-lhe o que houver pago.065. 1. residência. deve o administrador requerer seja averbada sua nomeação no registro competente. Parágrafo único. Art. no mínimo. tomá-la para si ou transferi-la a terceiros. Art. a partir da averbação do respectivo instrumento. O administrador designado em ato separado investir-se-á no cargo mediante termo de posse no livro de atas da administração. o § 1 Se o termo não for assinado nos trinta dias seguintes à designação. 1. A administração atribuída no contrato a todos os sócios não se estende de pleno direito aos que posteriormente adquiram essa qualidade. Art. após a integralização. ainda que autorizados pelo contrato. total ou parcialmente. em relação à sociedade.061. quando tais lucros ou quantia se distribuírem com prejuízo do capital. e de dois terços. sua destituição somente se opera pela aprovação de titulares de quotas correspondentes. mediante requerimento apresentado nos dez dias seguintes ao da ocorrência. em relação a terceiros. Art. a dois terços do capital social. inclusive para os fins do parágrafo único do Art. em qualquer tempo. sem prejuízo do disposto no Art.004 e seu parágrafo único. do balanço patrimonial e do balanço de resultado econômico. os condôminos de quota indivisa respondem solidariamente pelas prestações necessárias à sua integralização. a quem seja sócio. o § 2 Nos dez dias seguintes ao da investidura. 1.059.052. fixado no contrato ou em ato separado. Ao término de cada exercício social. Art. Art. proceder-se-á à elaboração do inventário. se não houver oposição de titulares de mais de um quarto do capital social. do titular. esta se tornará sem efeito. O uso da firma ou denominação social é privativo dos administradores que tenham os necessários poderes. 1.

1. o cônjuge ou parente destes até o terceiro grau. aos membros do conselho fiscal incumbem.070.069.078. pela assembléia dos sócios que os eleger. 1. II . 1. dos balanços e das contas. devendo os administradores ou liquidantes prestar-lhes as informações solicitadas.praticar. Seção V Das Deliberações dos Sócios Art. contabilista legalmente habilitado. V . O conselho fiscal poderá escolher para assisti-lo no exame dos livros. fraudes ou crimes que descobrirem. VI . individual ou conjuntamente. Parágrafo único. o o § 1 Não podem fazer parte do conselho fiscal. VIII . Dependem da deliberação dos sócios. 1.071.068. salvo cessação anterior. VII . estado civil. mediante remuneração aprovada pela assembléia dos sócios. A remuneração dos membros do conselho fiscal será fixada. o direito de eleger.a destituição dos administradores. além dos inelegíveis enumerados no § 1 do Art. que representarem pelo menos um quinto do capital social.exarar no mesmo livro e apresentar à assembléia anual dos sócios parecer sobre os negócios e as operações sociais do exercício em que servirem.a modificação do contrato social. esta se tornará sem efeito.a aprovação das contas da administração. ou sempre que ocorram motivos graves e urgentes. Art. os membros dos demais órgãos da sociedade ou de outra por ela controlada. pode o contrato instituir conselho fiscal composto de três ou mais membros e respectivos suplentes. separadamente. Sem prejuízo dos poderes da assembléia dos sócios. residentes no País. IV . eleitos na assembléia anual prevista no Art.lavrar no livro de atas e pareceres do conselho fiscal o resultado dos exames referidos no inciso I deste artigo. O membro ou suplente eleito.o modo de sua remuneração. As atribuições e poderes conferidos pela lei ao conselho fiscal não podem ser outorgados a outro órgão da sociedade. III . IV .067. III . sócios ou não. que exercerá.011. quando feita em ato separado. ou a cessação do estado de liquidação. os deveres seguintes: I . os empregados de quaisquer delas ou dos respectivos administradores. Art. 1.a nomeação e destituição dos liquidantes e o julgamento das suas contas. nacionalidade.a incorporação. 1.016).denunciar os erros. Parágrafo único. assinando termo de posse lavrado no livro de atas e pareceres do conselho fiscal. Art. residência e a data da escolha. VI . Se o termo não for assinado nos trinta dias seguintes ao da eleição. tendo em vista as disposições especiais reguladoras da liquidação. II .o pedido de concordata. até a subseqüente assembléia anual. § 2o É assegurado aos sócios minoritários.a designação dos administradores. 1. 1. os livros e papéis da sociedade e o estado da caixa e da carteira.convocar a assembléia dos sócios se a diretoria retardar por mais de trinta dias a sua convocação anual. . um dos membros do conselho fiscal e o respectivo suplente. pelo menos trimestralmente. sugerindo providências úteis à sociedade. além de outras matérias indicadas na lei ou no contrato: I . ficará investido nas suas funções. durante o período da liquidação da sociedade. em que se mencione o seu nome. Além de outras atribuições determinadas na lei ou no contrato social. anualmente. e a responsabilidade de seus membros obedece à regra que define a dos administradores (Art. a fusão e a dissolução da sociedade. quando não estabelecido no contrato.Do Conselho Fiscal Art. V .066. Art.examinar. tomando por base o balanço patrimonial e o de resultado econômico. os atos a que se refere este artigo. 1.

os administradores.031. III . A reunião ou a assembléia podem também ser convocadas: I .152. § 3o A reunião ou a assembléia tornam-se dispensáveis quando todos os sócios decidirem. 1. podem requerer concordata preventiva.010. A assembléia dos sócios instala-se com a presença. serão tomadas em reunião ou em assembléia. II . por mais de sessenta dias. 1. nos vinte dias subseqüentes à reunião.pelo conselho fiscal. se houver. será entregue cópia autenticada da ata. Ressalvado o disposto no Art. 1. Art. nos casos previstos nos incisos II. 1. cientes do local. 1. 1. Quando houver modificação do contrato. apresentada ao Registro Público de Empresas Mercantis para arquivamento e averbação. em segunda.069. pedido de convocação fundamentado. § 2o Nenhum sócio. Art. nos casos a que se refere o inciso V do Art. ainda que ausentes ou dissidentes.063. com qualquer número. 1. 1.072. de titulares de no mínimo três quartos do capital social. ata assinada pelos membros da mesa e por sócios participantes da reunião. 1. § 4o No caso do inciso VIII do artigo antecedente. e. pode votar matéria que lhe diga respeito diretamente. que a solicitar. no livro de atas da assembléia.pela maioria de votos dos presentes. nos quatro meses seguintes à ao término do exercício social.Art. se houver urgência e com autorização de titulares de mais da metade do capital social.074. no prazo de oito dias. quando todos os sócios comparecerem ou se declararem. por si ou na condição de mandatário. mediante outorga de mandato com especificação dos atos autorizados. o o § 2 Dispensam-se as formalidades de convocação previstas no § 3 do Art. 1. com indicação das matérias a serem tratadas. aplicando-se.por sócio.071. ou pela mesa. o disposto na presente Seção sobre a assembléia. o disposto no Art. terá o sócio que dissentiu o direito de retirar-se da sociedade.078. o § 1 A deliberação em assembléia será obrigatória se o número dos sócios for superior a dez. A assembléia dos sócios deve realizar-se ao menos uma vez por ano. Art.pelos votos correspondentes. § 3o Ao sócio. data. nos casos previstos em lei ou no contrato. quantos bastem à validade das deliberações.077. nos casos previstos nos incisos V e VI do Art. o § 6 Aplica-se às reuniões dos sócios. no silêncio do contrato social antes vigente. por escrito. III. nos trinta dias subseqüentes à reunião. 1. por escrito.071. a três quartos do capital social. obedecido o disposto no Art. com o objetivo de: . Art. o § 1 O sócio pode ser representado na assembléia por outro sócio. conforme previsto no contrato social.061 e no § 1o do Art. devendo o instrumento ser levado a registro. As deliberações dos sócios. 1. o § 1 Dos trabalhos e deliberações será lavrada. incorporação de outra. o § 5 As deliberações tomadas de conformidade com a lei e o contrato vinculam todos os sócios. ou dela por outra. 1. quando os administradores retardarem a convocação. ou por advogado. 1. devendo ser convocadas pelos administradores nos casos previstos em lei ou no contrato. se este não exigir maioria mais elevada. 1.076.075. IV e VIII do Art. quando não atendido. fusão da sociedade. ou por titulares de mais de um quinto do capital. sobre a matéria que seria objeto delas. no mínimo. Art.pelos votos correspondentes a mais de metade do capital social. o § 2 Cópia da ata autenticada pelos administradores. Art. A assembléia será presidida e secretariada por sócios escolhidos entre os presentes. hora e ordem do dia. nos demais casos previstos na lei ou no contrato. as deliberações dos sócios serão tomadas: I .073. nos casos omissos no contrato. juntamente com a ata. II . em primeira convocação. será. mas sem prejuízo dos que queiram assiná-la.

na proporção das quotas de que sejam titulares. do balanço patrimonial e do de resultado econômico. a discussão e votação. mediante a correspondente modificação do contrato: I . 1. § 3o Decorrido o prazo da preferência.079. no Registro Público de Empresas Mercantis. o § 1 No prazo de noventa dias.depois de integralizado. proceder-se-á à averbação. os do conselho fiscal.081. Art.072.082. da ata da assembléia que a tenha aprovado. 1.030. se houver. pelo presidente. no Registro Público de Empresas Mercantis. obedecido o disposto no § 1 do Art. quando a maioria dos sócios. § 3o Satisfeitas as condições estabelecidas no parágrafo antecedente.se excessivo em relação ao objeto da sociedade. em ambos os casos. salvo erro. pode ser o capital aumentado. o § 1 Até trinta dias após a deliberação. ou se provado o pagamento da dívida ou o depósito judicial do respectivo valor. Art. integralizadas as quotas. Art.tomar as contas dos administradores e deliberar sobre o balanço patrimonial e o de resultado econômico. o credor quirografário. e assumida pelos sócios. dolo ou simulação. ou dispensando-se as prestações ainda devidas. 1.084. 1. se houver perdas irreparáveis. 1.080. à disposição dos sócios que não exerçam a administração. nesta não podendo tomar parte os membros da administração e. 1. quando for o caso. o estabelecido nesta Seção o sobre a assembléia. nos casos omissos no contrato. haverá reunião ou assembléia dos sócios. da ata que tenha aprovado a redução. o § 2 A redução somente se tornará eficaz se. As deliberações infringentes do contrato ou da lei tornam ilimitada a responsabilidade dos que expressamente as aprovaram. § 3o A aprovação. 1.tratar de qualquer outro assunto constante da ordem do dia. o § 4 Extingue-se em dois anos o direito de anular a aprovação a que se refere o parágrafo antecedente. poderá opor-se ao deliberado.designar administradores. sem reserva. e com a prova do respectivo recebimento. os do conselho fiscal. II . com diminuição proporcional. 1. Seção VI Do Aumento e da Redução do Capital Art.082. Seção VII Da Resolução da Sociedade em Relação a Sócios Minoritários Art. Pode a sociedade reduzir o capital. a redução do capital será feita restituindo-se parte do valor das quotas aos sócios.083. 1. II . no prazo estabelecido no parágrafo antecedente. contado da data da publicação da ata da assembléia que aprovar a redução. exonera de responsabilidade os membros da administração e. representativa de mais da metade do capital social.057. § 2o À cessão do direito de preferência.I . o § 1 Até trinta dias antes da data marcada para a assembléia. por título líquido anterior a essa data. os quais serão submetidos. No caso do inciso I do artigo antecedente. se houver.085. proceder-se-á à leitura dos documentos referidos no parágrafo antecedente. 1. por escrito. Aplica-se às reuniões dos sócios. No caso do inciso II do Art. terão os sócios preferência para participar do aumento. não for impugnada. III . tornando-se efetiva a partir da averbação. ou por terceiros. 1. Ressalvado o disposto em lei especial. para que seja aprovada a modificação do contrato. do valor nominal das quotas. Art. entender que um ou mais sócios estão pondo em risco a continuidade da empresa. § 2o Instalada a assembléia. os documentos referidos no inciso I deste artigo devem ser postos. com a correspondente modificação do contrato. a totalidade do aumento. a redução do capital será realizada com a diminuição proporcional do valor nominal das quotas. Art. . aplica-se o disposto no caput do Art. Ressalvado o disposto no Art.

obrigando-se cada sócio ou acionista somente pelo preço de emissão das ações que subscrever ou adquirir. industrial. Na sociedade anônima ou companhia. 1. A sociedade anônima rege-se por lei especial. poderá excluí-los da sociedade. aplicando-se-lhe. ANÔNIMAS Sociedade comercial forma por. Podem exercer qualquer tipo de atividade comercial. Art. FIRMAS INDIVIDUAIS O comércio pode ser exercido assim por uma pessoa isoladamente como por uma sociedade comercial. montepios e afins devem receber autorização especial para funcionamento. ciente o acusado em tempo hábil para permitir seu comparecimento e o exercício do direito de defesa. uma outra exigência concorre para a sua qualificação e sem a qual a prática desenvolvida será irregular. 1. Referimo-nos ao requisito da capacidade .pressuposto do exercício do comércio individual. A exclusão somente poderá ser determinada em reunião ou assembléia especialmente convocada para esse fim. Art. sendo o capital de cada um representado pelo número proporcional de ações e sua responsabilidade limitada ao capital investido. 1. nos casos omissos. O seu emprego generalizou-se após a promulgação do Código Comercial francês de 1807. Efetuado o registro da alteração contratual. Entretanto.em sociedade ou isoladamente . sete sócios. A sociedade dissolve-se. mediante alteração do contrato social. Apenas as sociedade anônimas constituídas para atividades bancárias. 1. Em outros termos.086. aplicar-se-á o disposto nos arts. Desta trataremos em outra oportunidade. cumpre-nos observar que o uso da palavra comerciante é relativamente recente. 1.087. além do exercício profissional de atos de comércio. não importa. o que o caracterizava era prática profissional de atos de comércio. Parágrafo único. para o comerciante individual. por qualquer das causas previstas no Art. de pleno direito.032. porém.044. 1. qualquer que seja a forma do exercício da atividade comercial . Mas comerciante ou mercador.088.à sua caracterização é indispensável a prática profissional de atos de comércio. Seção VIII Da Dissolução Art. pois o que no interessa presentemente é o exame de aspectos jurídicos relacionadas com a pessoa natural do comerciante.031 e 1. . que é requisito comum a toda sorte de atividade mercantil.em virtude de atos de inegável gravidade. agrícola ou de prestação de serviços.089. as disposições deste Código. desde que prevista neste a exclusão por justa causa. o capital divide-se em ações. Utilizava-se até então o vocábulo mercador. Antes de fazê-lo. seguradoras. NOVO CÓDIGO CIVIL CAPÍTULO V Da Sociedade Anônima Seção Única Da Caracterização Art. no mínimo.

entidades e empresas é responsável pela captação e transferência de recursos financeiras. Já Fortuna (2002. São exemplos dessa modalidade os depósitos à vista. São eles: Banco Central do Brasil. controlam e fiscalizam os seis conjuntos de instituições e entidades listadas no parágrafo anterior (alíneas “a” a “f”). associações e outras formas jurídicas que serão analisadas mais abaixo. foi dada por Cavalcante (2002. Na forma indireta. da poupança que é capaz de gerar. sociedades. depósitos a prazo e poupança. Outros intermediários ou Auxiliares Financeiros. e. Superintendência de Seguros Privados e Secretaria de Previdência Complementar. ao trabalho de propiciar condições satisfatórias para a manutenção de um fluxo de recursos entre poupadores e investidores. por sua vez. entidades e empresas: Instituições Financeiras Captadoras de Depósitos à Vista. para que o funcionamento dessas empresas não ofereça risco às economias da sociedade. circulação e liquidação de títulos e valores mobiliários. Administradoras de Recursos de Terceiros. Se o tomador não pagar. Fazem parte do sistema financeiro nacional os seguintes grupos de instituições. a instituição arca com o prejuízo. pela administração da previdência privada. de recursos de terceiros e pela distribuição. pode ser dito que os quatro organismos acima . sob sua responsabilidade. de alguma forma.regulam. CVM. pertencentes às instâncias maiores do governo federal. as carteiras administradas e a venda de títulos públicos. p. que por sua vez se transformam em trinta e três tipos de empresas financeiras. . São exemplos de intermediação direta os fundos de investimento. e cria condições para que os títulos e valores mobiliários tenham liquidez no mercado”. primordialmente. A instituição tem o livre arbítrio de emprestá-lo a quem melhor lhe aprouver (ou a lei determinar). p. o Sistema Financeiro Nacional criou o Fundo Garantidor de Crédito – FGC. Numa visão esquemática. ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL (SFN) Uma conceituação bastante simples. é regulado e recebe outros poderes reguladores e fiscalizatórios do Conselho Monetário Nacional. cujas perspectivas de investimento superam as respectivas disponibilidades de poupança. Susep e SPC . Empresas ou entidades ligadas à Custódia e Liquidação de Títulos públicos e privados. os recursos do poupador são transferidos para o tomador do empréstimo e quem assume o risco pelo não pagamento é o próprio poupador. dos seguros. seja colocado em contato com outro.8. Visando oferecer maior garantia aos poupadores-investidores. Na modalidade de intermediação direta. torna-se necessária constante vigilância com o objetivo de se adotarem medidas capazes de criar condições estáveis.BC. Existem dois tipos de intermediação financeira – a direta e a indireta – e sua diferença é fundamental para o poupador. em algum empreendimento próprio. O poupador deposita seu dinheiro na instituição financeira. sem perspectivas de aplicação. Entidades ligadas aos Sistemas de Previdência e de Seguros. Assim. que é o órgão responsável maior pela definição das diretrizes de atuação de todo o sistema financeiro. As empresas que compõem o segmento financeiro da economia utilizam. Todo esse conjunto é regulado e fiscalizado por outros organismos e entidades hierarquicamente superiores. os recursos do poupador são repassados para a instituição financeira e desta para o tomador do empréstimo. A instituição financeira age apenas como corretora e seu ganho se limita às taxas que cobra. da poupança popular em suas intermediações financeiras. Demais Instituições Financeiras. O mercado financeiro – onde se processam essas transações – permite que um agente econômico qualquer (um indivíduo ou empresa). Cada um desses órgãos. porém abrangente. explanando sobre o mesmo assunto. 25) quando comenta ser o sistema financeiro “um conjunto de instituições e instrumentos financeiros que possibilita a transferência de recursos dos ofertadores finais aos tomadores finais. 15). diz que: Uma conceituação bastante abrangente de sistema financeiro poderia ser a de um conjunto de instituições que se dedicam. Esse conjunto de instituições. Comissão de Valores Mobiliários.

Seu objetivo é oferecer garantia de crédito para os clientes das instituições que dele participam caso seja decretado intervenção. por fim. por meio dos blocos econômicos. (5) o processo de estabilização monetária denominado Plano Real. a estrutura e as funções do SFN vêm sendo atingidas pelas medidas de estabilização e reestruturação da economia brasileira dos últimos oito anos. após a estabilização da economia. criado pelas instituições financeiras e as associações de poupança e empréstimos. além de exigir o desenvolvimento de produtos e serviços ágeis no mercado de câmbio. especializar-se na captação de recursos de terceiros e apropriar-se do denominado “imposto inflacionário”. No plano interno. No período de inflação mais acentuada. durante outros mais de 15 anos. notadamente na ordem econômica. compensando. Vista Panorâmica Analisado sob um foco mais amplo. evidenciaram uma relativa incapacidade de algumas instituições em promoverem espontânea e tempestivamente os ajustes necessários para sua sobrevivência no novo ambiente econômico. Deve-se notar que os bancos são apenas uma das inúmeras modalidades de instituições financeiras. (2) o corte de subsídios a vários setores produtivos. o SFN sofre o impacto dos efeitos transformadores do processo de globalização das relações de produção. o processo de integração mundial é extremamente veloz e realizado através das redes de comunicação de dados entre os centros financeiros mundiais. com baixa lucratividade e deseconomias. comércio e serviços do mercado internacional. No plano externo. a globalização ocorre de forma mais lenta. ainda que de forma passageira. O Brasil tem o maior e mais complexo sistema financeiro na América Latina. liquidação extrajudicial ou falência. que passou a refletir-se na incapacidade de recuperação de empréstimos concedidos pelos bancos. o Sistema Financeiro Nacional tem suas características marcadas por duas ordens de fatores localizadas nos planos externo e interno. por uma crescente e rápida evolução tecnológica. A abertura da economia. A longa convivência com a inflação possibilitou às instituições financeiras alto índice de lucratividade proporcionado pelos passivos não remunerados. de difícil liquidação. com repercussões sobre a distribuição do crédito bancário e sua velocidade de retorno. . No comércio e na produção. bastando. para auferir grandes lucros. e. Já no setor financeiro. conjugados com o desaparecimento do “imposto inflacionário”. ineficiências administrativas e perdas decorrentes de concessões de créditos que se revelaram. Além disso. com suas profundas conseqüências para a dinâmica do sistema econômico e para o Sistema Financeiro Nacional como um todo. perderam a capacidade de avaliar corretamente riscos e analisar a rentabilidade de investimentos. como regra geral. na estrutura e funções do setor público. e nos últimos 12 a 15 anos. Todos esses fatos. a ponto de colocar o sistema bancário brasileiro entre os mais modernos e ágeis do planeta. sem fins lucrativos. com o incremento das importações e exportações. além de cerca de 15 mil postos de atendimento adicionais. contemplando cinco grandes transformações em andamento: (1) a abertura da economia ao comércio exterior e as mudanças de política industrial visando à inserção mais competitiva dos produtos brasileiros nos mercados emergentes. (3) a redistribuição de gastos do setor público. revelou o grau de ineficiência de alguns setores industriais e comerciais.O FGC foi constituído sob a forma de instituição privada. com duas centenas de bancos e mais de 17 mil agências. as políticas monetária e fiscal restritivas seguidas a partir da implementação do Plano Real contribuíram adicionalmente para as dificuldades creditícias enfrentadas por alguns setores da economia. dos acordos tarifários e da integração entre processos industriais localizados nos diferentes países. na organização administrativa do estado e nos sistemas previdenciários. (4) a iniciativa de reformas no ordenamento constitucional do país. em especial com a adoção da política de estabilização fiscal (primeiro com o Fundo Social de Emergência e posteriormente com o Fundo de Estabilização Fiscal). ao longo do tempo. as instituições brasileiras. O desenvolvimento desse sistema nos últimos trinta anos foi profundamente marcado pelo crônico processo inflacionário que predominou na economia brasileira. O processo de restauração da economia brasileira alterou radicalmente o cenário em que atuavam as instituições financeiras. com os depósitos à vista e os recursos em trânsito. possivelmente a mais forte.

Em 1980.182. observa-se a situação indicada no demonstrativo a seguir: em 31. em substituição. objetivando o progresso econômico e social do País. O Conselho Monetário surgiu para ser o órgão deliberativo máximo do sistema Financeiro Nacional. Em dezembro de 1970. com reuniões em Brasília. para fins de controle das entidades fechadas de previdência.378. em 2001) como resultado do aperfeiçoamento das regras de funcionamento desses fundos ocorrido no 2º semestre de 1995. aumentou com o maior número de fundos de investimento e de aplicação. entretanto.544 instituições financeiras devem ser agregados os 103 fundos de investimento criados nesse ano. denominada Lei da Reforma Bancária. pelo secretário executivo do Ministério do . mais 1. posto que às 1. “com a finalidade de formular a política da moeda e do crédito como previsto nesta lei. havia 2.436 instituições autorizadas pelo Banco Central (com 22. presidido pelo Ministro da Fazenda.647. o diploma legal extinguia o Conselho da Sumoc . dos mais variados tipos. Junto ao CMN funciona a Comissão Técnica da Moeda e do Crédito (Comoc). Quanto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. existiam 1. funcionamento e fiscalização das instituições financeiras e disciplinar os instrumentos de política monetária e cambial. à Comissão de Valores Mobiliários.923 dependências. Os serviços de secretaria são exercidos pelo Bacen. embora suas dependências tenham aumentado para 10. à Superintendência de Seguros Privados e à Secretaria de Previdência Complementar. de 31 de dezembro de 1964. elevara-se para 1.436 dependências no país. implementa e julga a consistência de toda a política monetária. pelo presidente da CVM. (de 1008. cambial e creditícia do país. composta pelo presidente do Bacen. Indústria e Comércio Exterior. o Conselho Monetário Nacional. O vínculo com o CMN se faz por ser o BNDES um dos mais importantes instrumentos de execução da política de investimentos do Governo Federal.736. instituído como órgão colegiado integrante do Ministério da Fazenda.921 instituições financeiras (com 18. no Ministério da Fazenda. ele atual em harmonia com a política econômicofinanceira do Governo Federal e mantém ligações com o Ministério da Fazenda na medida em que a destinação dos lucros da instituição e quaisquer alterações em sua composição societária devem ser apreciados por este ministério.046 instituições financeiras.A evolução da rede de agências das instituições financeiras O número de sedes e dependências de instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central teve incremento significativo entre 1970 a 1996. Em junho de 1994. sendo o Ministro do Planejamento o vice. É o instrumento de governo que planeja. embora subordinada hierarquicamente ao Ministério da Previdência Social e Assistência Social. É um órgão que domina toda a política monetária e ao qual se submetem todas as instituições que o compõem.008 fundos de investimento e aplicação e 507 consórcios (estes com 3. em relação a meados de 1994 (397 contra 507). o número de instituições. Para o exercício de fiscalização e regulação. É o Bacen quem emite as resoluções e normativos. compete ao CMN regular as condições de constituição. significando o aumento da capilaridade do sistema financeiro como um todo. A partir do Plano Real.595. Além de estabelecer as diretrizes gerais das políticas monetária. No seu artigo 2º. passou para 5. Esta. o CMN é hoje constituído pelo ministro da Fazenda (presidente). Depois de inúmeras mudanças quanto a sua formação.450 instituições em funcionamento. ao mesmo tempo em que dispunha sobre a política e as instituições monetárias. e criava. Conselho Monetário Nacional Foi a Lei 4.” Nascia o CMN como órgão normativo do sistema financeiro nacional. com 17. O número de consórcios existentes também diminuiu. apesar de estar subordinado ao Ministério do Desenvolvimento.Superintendência da Moeda e do Crédito. pelo ministro do Planejamento e Orçamento e pelo presidente do Banco Central. o Conselho Monetário delega poderes ao Banco Central.12. Esse crescimento continuou ocorrendo no início da década de noventa. vincula-se ao CMN através do Banco Central. bancárias e creditícias.516 dependências). Nesse total estão incluídas 1. com 9. O total de instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. funcionavam no país 3. na qualidade de coordenador. que criou o Conselho Monetário Nacional. O número de dependências subiu para 14.2001.392 dependências). em 1994. cambial e creditícia. elabora.876 dependências).

A Sumoc havia sido criada em 1945. era o Banco do Brasil quem desempenhava as funções de banco do governo. com a finalidade de exercer o controle monetário e preparar a organização de um banco central. controla os meios de pagamento e o orçamento monetário. O processo de reordenamento financeiro se estendeu até 1988. período em que as funções de autoridade monetária foram transferidas progressivamente do Banco do Brasil ao Banco Central. atuando como (3) executor da política monetária. em 1985. emite e controla o fluxo da moeda. coordena e fiscaliza a política monetária e financeira interna e externa definida pelo Conselho Monetário Nacional A estrutura atual do sistema financeiro brasileiro tem como centro da principais decisões duas instituições constituídas dentro do organograma do Ministério da Fazenda. vinculada ao Banco do Brasil. Assim. . o recebimento dos depósitos compulsórios e voluntários dos bancos comerciais e a execução de operações de câmbio em nome de empresas públicas e do Tesouro Nacional. Vinte e um anos após. que tem como principal função viabilizar a execução das decisões do Conselho Monetário). Enquanto (1) banco dos bancos. (3) de Crédito Rural. sem funções executivas) e o Banco Central do Brasil (autarquia federal. supervisionava a atuação dos bancos comerciais. Fortaleza. que. Belo Horizonte e Belém. financia o Tesouro Nacional. (2) de Mercado de Valores Mobiliários e de Futuros. em conjunto. como as relacionadas ao fomento e à administração da dívida pública federal. mediante o controle das operações de comercio exterior.64 – a mesma lei que criou o Conselho Monetário Nacional) em substituição à Superintendência da Moeda e do Crédito – Sumoc. Porto Alegre. na qualidade de (2) gestor do sistema financeiro. autoriza. No mesmo período (1945-1964). foi promovido o reordenamento financeiro do governo e dessa mudança decorreu a separação das contas e das funções do Banco Central. o Bacen tem entre suas atribuições agir como: (1) banco dos bancos. (4) de Crédito Industrial. Banco Central do Brasil O Banco Central é a instituição bancária que executa. fiscaliza e intervém. normatiza. bem como os juros sobre depósitos bancários.12. enquanto as atividades atípicas exercidas por este último. (4) banco emissor e (5) agente financeiro do governo. A partir daí. o órgão de regulação e fiscalização mais importante do Sistema Financeiro Nacional. Comercial e Industrial (Creai). (6) de Endividamento Público e (7) de Política Monetária e Cambial. órgão executivo central do sistema financeiro. pelo secretário executivo do Ministério da Fazenda. Visando melhor desempenho em áreas específicas da economia. Curitiba. de 31. estão previstas as comissões consultivas (1) de Normas e Organização do Sistema Financeiro. orientava a política cambial e representava o País junto a organismos internacionais.Planejamento. e. com exceção das entidades vinculadas aos sistemas de previdência e de seguros (ligadas a SPC e a Susep. sendo (4) banco emissor. foram transferidas para o Tesouro Nacional. cuja vinculação é indireta). Têm sua sede em Brasília e escritórios regionais em São Paulo. de acordo com as normas estabelecidas pela Sumoc e pela Carteira de Crédito Agrícola. (5) de Crédito Habitacional e para Saneamento e Infra-estrutura Urbana. (3) executor da política monetária. Além de ser o responsável pela execução das normas que regulam o Sistema Financeiro. ele é o recebedor dos depósitos compulsórios das outras instituições bancárias e realiza redescontos para a manutenção do equilíbrio do sistema. tudo o mais tem ingerência direta do Bacen que é. Além disso. O Banco Central também foi criado em 1964. Tinha a responsabilidade de fixar os percentuais de reservas obrigatórias dos bancos comerciais. como (5) agente financeiro do governo. Em 1986 foi extinta a Conta Movimento que transferia automaticamente recursos governamentais ao Banco do Brasil. do Banco do Brasil e do Tesouro Nacional. as taxas de redesconto e da assistência financeira de liquidez. pela Lei da Reforma do Sistema Financeiro (4595/64. Rio de Janeiro. administra a dívida pública e atua como depositário das reservas internacionais. são denominadas Autoridades Monetárias: o Conselho Monetário Nacional (órgão colegiado essencialmente normativo. cuja estrutura já não mais correspondia às necessidades das transformações econômicas. o fornecimento de recursos passou a ter clara identificação orçamentária em ambas instituições. pelo secretário do Tesouro Nacional e por quatro diretores do Bacen indicados pelo seu presidente. (2) gestor do SFN. abaixo do CMN.

tanto para executar a Política Monetária quanto para o próprio financiamento do Tesouro Nacional. Executar compra e venda de Títulos federais (por meio das operações de Open Market). além de fiscalizar e supervisionar os débitos de estados e municípios. conceitualmente. Como (3) Fiscal de todas as instituições financeiras e auxiliares. Atuando como (4) Gestor da política cambial. o Bacen administra suas reservas bancárias (saldos de depósitos que essas instituições mantém obrigatoriamente no Banco Central. Gestor da política monetária. dos nomes indicados pelo Presidente da República para os cargos de presidente e diretores da instituição. É por meio do Banco Central que o Governo intervém diretamente no sistema financeiro e indiretamente na economia do país. venda ou troca de mercadorias ou serviços. adquirindo os títulos emitidos pelo Tesouro Nacional. mais explicitamente. ele estabelece as regras de funcionamento e operacionais em relação às moedas estrangeiras.diz-se que. Regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis. em seu artigo 192. que deverá substituir a Lei 4595/64 e redefinir as atribuições e estrutura do Banco Central do Brasil e de outras instituições financeiras ligadas ao Governo. autorizar. Gestor da política cambial. Além disso. assim como realizar operações de redesconto e outros tipos de empréstimos às instituições financeiras. isto é. Reafirmando cabe ao Banco Central cumprir e fazer cumprir as normas emanadas do CMN e as disposições que lhe são atribuídas por lei. nas condições e nos limites fixados pelo Conselho Monetário. A regulamentação do artigo 192 é uma “novela” que vem se desenrolando há quase 15 anos. haja uma operação de natureza monetária com algum intermediário financeiro: há um cheque para receber ou depositar. o Bacen administra a dívida pública monetária federal interna. Controlar e fiscalizar o crédito e administrar a dívida interna. Visto sob a forma esquemática acima apresentada. uma duplicata para ser descontada. Duma outra forma. o Bacen determina o estoque o fluxo da moeda na economia. a atuação do Banco Central pode ser dividida em cinco grandes formas de atuação: Banco do Governo. . A Constituição também prevê. uma transferência de dinheiro de uma conta para outra ou uma operação de crédito para antecipar a realização do negócio. Receber depósitos compulsórios e voluntários do sistema bancário. Ser o depositário das Reservas Internacionais do país e controlar o fluxo de capitais estrangeiros. É também sua função administrar as dívidas públicas interna e externa. E como (5) Gestor da política monetária. entre as principais atribuições legais atribuídas Bacen constam as seguintes: Emitir papel-moeda e moeda metálica e executar os serviços relativos à circulação. Exercendo a função de (2) Banco das instituições financeiras monetárias (bancos comerciais). enquanto (1) Banco do Governo. com a inflação sob controle. a elaboração de Lei Complementar do Sistema Financeiro Nacional. Banco das instituições financeiras monetárias (aquelas que administram depósitos à vista). dentre as quais destacam-se o exercício exclusivo de competência da União para emitir moeda e a exigência de aprovação prévia pelo Senado Federal. fiscalizar e aplicar as penalidades previstas às instituições financeiras. e. Fiscal de todas as instituições financeiras e instituições auxiliares. evitando problemas de liquidez que possam afetar a integridade de todo o sistema. buscando proporcionar o seu crescimento sustentado. em decorrência de qualquer movimentação de compra. em votação secreta. Ou. vedou ao Banco Central a concessão direta ou indireta de empréstimos ao Tesouro Nacional. o Bacen procura garantir o funcionamento coreto de todas elas. do qual uma parte fica compulsoriamente retida). após argüição pública.A Constituição Federal de 1988 estabeleceu dispositivos importantes para a atuação do Banco Central. Pressupostos de atuação Banco Central Faz parte do jogo econômico a expectativa de que. Autorizar o funcionamento.

O principal efeito do Raet é a perda do mandato dos dirigentes da instituição e sua substituição por um conselho diretor nomeado pelo Banco Central. não é possível prever as conseqüências para a economia das famílias. pode-se afirmar que a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional foi à garantia de sucesso do Plano Real. é fundamental a estabilidade do sistema que interliga essas operações para segurança das relações entre os agentes econômicos. são de três modalidades: intervenção. em especial no mercado paralelo. Por sua vez. Constatada a inevitabilidade de insolvência de uma instituição financeira.Qualquer fato econômico seja ele de transformação. A oportunidade para a decretação do regime especial será. assumindo a gestão direta da instituição. No regime de intervenção. As conseqüências de uma intervenção poderão ser ou a retomada das atividades normais da instituição. liquidação extrajudicial e administração especial temporária. A conseqüência de uma crise bancária é comparada com um vendaval ou um terremoto: diante de sua ocorrência.595 criou o Banco Central. o momento adequado para a decretação do regime de intervenção. Essa modalidade tem duração limitada e visa principalmente à adoção de procedimentos objetivando a retomada das atividades normais da instituição. por exemplo). A administração especial imposta pelo Bacen às instituições financeira ou outros tipos de instituições a elas equiparadas (consórcios. Diante da experiência brasileira dos últimos anos. O regime de administração especial temporária (Raet) é uma espécie de intervenção que não interrompe e nem suspende as atividades normais da empresa. o Raet poderá ser transformado em intervenção ou em liquidação extrajudicial. costuma ser a evidência de alguns surtos febris – pequenas crises momentâneas. . o interventor nomeado pelo Banco Central tem plenos poderes. uma vez que a reversão das taxas inflacionárias não foi seguida pela fuga endêmica de capitais do sistema financeiro para outros tipos de ativos. suspendendo as suas atividades normais e destituindo os respectivos dirigentes. Atuação saneadora do Bacen Como já dito. o Banco Central exerce ação fiscalizadora e saneadora sobre o sistema financeiro. A busca de dólares. passível de avaliação subjetiva. baseado no entendimento de que. Diante de uma situação instável. Tem por escopo promover a venda dos ativos existentes para pagamento dos credores. guardadas as características de cada regime especial. a liquidação extrajudicial é tipo de medida mais grave e tem caráter definitivo. é fundamental que se mantenha a credibilidade no sistema financeiro. A intervenção tem duração limitada. a experiência com o Plano Real foi bastante diferente dentre diversos países que adotaram políticas de estabilização monetária. Quando essa retomada não for possível. de liquidação extrajudicial ou de administração especial temporária pelo Banco Central dependerá das circunstâncias particulares a cada caso. Foi na busca da estabilidade que a Lei 4. com devolução das sobras aos controladores ou sua responsabilização pelo passivo a descoberto. circulação ou consumo é suficiente para movimentação do mercado financeiro. A fim de se proteger evitar desse tipo de distorção. No Brasil. pois. Por isso. E vice-versa. deve-se procurar a condição negociada que revelar ser menos onerosa à autoridade monetária e menos lesiva aos depositantes e investidores. A intervenção tem caráter preventivo e é realizada com a intenção de evitar o agravamento das irregularidades cometidas ou de impedir que qualquer situação de risco possa prejudicar as pessoas que negociam com as instituições financeiras. ou a decretação da sua liquidação extrajudicial ou sua falência. é comum que os titulares de ativos fujam do sistema financeiro e busquem segurança em outros tipos de aplicação para preservar o valor do seu patrimônio: imóveis ou moeda estrangeira. Promove a extinção da empresa quando for caracterizada sua insolvência. A eclosão de instabilidade é capaz de provocar uma crise bancária e contaminar todo o sistema econômico. das empresas e para toda a economia de um país. A legislação que se seguiu regulamentando o mercado financeiro atribuiu-lhe simultaneamente as funções de zelar pela estabilidade da moeda e da liquidez e solvência do sistema financeiro.

letras de câmbio. pois dependiam das próprias sociedades interessadas. mas não garante investimento em fundos. independentemente do valor total e da distribuição em diferentes formas de depósito e aplicação. O patrimônio dos bancos não se confunde com o patrimônio dos fundos de investimento financeiro que eles administram. De conformidade com o ordenamento legal brasileiro. situava-se em torno de 400 penalidades.Atuação punitiva do Bacen Além da possibilidade de decretação da intervenção no sistema financeiro. o Bacen dispõe de instrumentos de processo administrativo. As empresas vinculadas contribuem com 0. por instituição. o Bacen voltou a dispor de instrumental para atuar de forma preventiva ou recuperadora nas instituições financeiras. entretanto um casal com o mesmo CPF e contas distintas somente terá direito a uma indenização. O Bacen não dispunha de poderes suficientes com os quais pudesse efetivar o afastamento de administradores. O Proer foi instituído pelo Conselho Monetário Nacional. No caso de conjuntas com CPF diferente. a alienação de controle. por intermédio da Resolução nº 2. com ou sem emissão de certificado (CDB/RDB).00 por depositante ou aplicador. que administra um mecanismo de proteção aos correntistas. prosseguir em juízo para o indiciamento e julgamento pela prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. como a suspensão do mandato dos administradores e/ou sua inabilitação para o exercício de cargos de direção em instituição financeira. foi criado um mecanismo com objetivo de proteger os titulares de créditos perante instituições financeiras. Proer Outro importante instrumento criado para que o Banco Central possa atuar no saneamento e reordenação do sistema financeiro é o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional – Proer. diante de problemas organizacionais ou de liquidez. com exclusão das cooperativas de crédito.000. em caso de falência ou de sua liquidação. o Banco Central não possuía um firme mecanismo de ação preventiva visando à recuperação das instituições financeiras diante de situações e que aos mesmo tempo protegessem os clientes de perdas decorrentes de alguns distúrbios no sistema. cabe ao Ministério Público Federal. O valor máximo. o Banco Central efetuou um total de 1. haverá o direito de indenização por titular.025% do montante mensalmente escriturado relativo aos saldos das contas correspondentes às obrigações objeto de garantia. depósitos a prazo.208. Entre 1991 e 1995.226 comunicações de indícios criminais ao Ministério Público Federal. a reorganização da empresa ou exigir medidas de capitalização.95. As seguintes modalidades financeiras são objeto da garantia proporcionada pelo FGC: depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio. Os mecanismos usados para sanear as instituições eram de pouca eficiência. Com esse programa. de 03. é de R$ 20. sem fins lucrativos. Participam do FGC as instituições financeiras e as associações de poupança e empréstimo responsáveis pelos créditos garantidos. que culmina. O Fundo Garantidor é uma entidade privada. poupadores e investidores. São as instituições financeiras que contribuem com uma porcentagem dos depósitos para a manutenção do FGC. sob a forma de Fundo Garantidor de Créditos. esse número foi elevado para 1. que permite recuperar os depósitos ou créditos mantidos em instituição financeira. entre outras situações. . Em 1995.11. Fundo Garantidor de Crédito Até 1995. A média das punições administrativas a pessoas indiciadas por irregularidades na gestão de instituições financeiras. letras imobiliárias e letras hipotecárias. e não ao Banco Central. envolvendo administradores de instituições financeiras e de consórcios. depósitos em caderneta de poupança. até 1994. Para preencher a lacuna existente. sendo 505 no ano de 1995.294 em conseqüência da reorganização administrativa e dos novos procedimentos para a apuração dos ilícitos administrativos.

fusão ou incorporação de instituições financeiras. através das reorganizações societárias e transferência de ativos e passivos. dispunha que. Com o advento do Proer pretende-se que a combinação de alguns dos mecanismos anteriores. São objetivos formais do Copom: estabelecer diretrizes de política monetária. os estímulos fiscais concedidos em outras épocas eram ilimitados. apurados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia).73. foi instituído em 20 de junho de 1996. A taxa de juros fixada na reunião do Copom é a meta para a taxa Selic (taxa média dos financiamentos diários. sem prejuízo da política de estabilização. em janeiro de 1999. poderia o Conselho Monetário Nacional autorizar fosse contabilizado como prejuízo a diferença entre o valor da aquisição e o valor patrimonial líquido. nos casos de aquisição do controle acionário. e analisar o Relatório de Inflação. que a existência de estímulos fiscais e tributários visando à reorganização e o fortalecimento do SFN é prática antiga. o Banco da Inglaterra também instituiu o seu Monetary Policy Committee (MPC). de 31. assim como o Banco Central Europeu desde a criação do Euro.303. em maior parte. o Decreto-lei nº 1. Por exemplo. mantendo-se os parâmetros gerais da política fiscal. Por outro lado. É de se lembrar que. advir do próprio mercado. como despesa. O mesmo dispositivo legal facultava fosse deduzido. Nota-se. com lastro em títulos federais. definir a meta da taxa Selic e seu eventual viés. ao contrário dos benefícios instituídos pelo Proer que não podem ultrapassar 30% do lucro líquido. reestruturação ou modernização administrativa. Permitia-se. Se for o caso. Posteriormente. outros decretos-leis autorizaram facilidades e tratamentos especiais para as instituições financeiras em casos de fusões e incorporações. inclusive através de transferências de controle acionário e modificação de objeto social. operacionais e societárias de instituições. permita que os processos de saneamento e reorganização de instituições financeiras atingidas por crises de liquidez e solvência sejam feitos com menor custo financeiro e administrativo para as autoridades monetárias. bem como sua amortização em mais de um exercício financeiro.12. as eventuais crises terão impactos menores em razão da existência do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) formado por contribuições das instituições financeiras bancos. bem como permitia a isenção do imposto de renda incidente sobre o lucro e sobre a valorização do ativo das instituições fusionadas ou incorporadas. o Copom também pode definir o viés (tendência à . deduzia-se como prejuízo o ágio na aquisição de ações e também a isenção do imposto de renda sobre a valorização do ativo da instituição fusionada ou incorporada ou sobre o lucro verificado em poder dos acionistas. bem como processos de reorganização. entre outras coisas. a exemplo do que já era adotado pelo Federal Open Market Committee (FOMC) do Banco Central dos Estados Unidos e pelo Central Bank Council do Banco Central da Alemanha. a qual vigora por todo o período entre reuniões ordinárias do Comitê. os quais. aliados à eficiente utilização de engenharia financeira e jurídica juntamente com a agilidade proporcionada pelos sistemas informatizados. conhecido como Copom. concediam estímulos fiscais à reorganização do Sistema Financeiro Nacional. valores que o Bacen considerasse como encargos de instituições financeiras no fortalecimento do Sistema Financeiro. ainda sobreviventes. Os recursos movimentados pelo Programa deverão. Em junho de 1998. O Copom O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil. pois. com especificidades próprias de cada época. com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa de juro. o parcelamento sucessivo em exercícios posteriores de amortização de custos e despesas para fins de apuração do lucro real. O Programa de Reestruturação e Fortalecimento se tornou o resultado do aperfeiçoamento de dispositivos anteriormente existentes na legislação brasileira.Os mecanismos oferecidos pelo Proer permitem ao Bacen agir nas reorganizações administrativas.

os demais membros da Diretoria Colegiada fazem suas ponderações e apresentam eventuais propostas alternativas. No segundo dia. No último dia de cada trimestre civil (março. os índices gerais de preços. Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban). procedese à votação das propostas. ambiente externo. Organograma Veja abaixo o organograma do Banco Central. que é a prerrogativa dada ao Presidente do Banco Central para alterar a meta para a taxa SELIC a qualquer momento entre as reuniões ordinárias. sempre que possível. o consenso. as reservas monetárias internacionais etc. setembro e dezembro). o Diretor de Política Monetária apresenta propostas de diretrizes de política monetária e alternativas para a taxa de juros. nível de atividade. ou seus substitutos. buscando-se. o Assessor de Imprensa e. Ao término da reunião. Para decidir sobre eventuais alterações nas taxas de juros. operações com as reservas internacionais. Mercado financeiro: neste estudo são incluídas informações sobre a liquidez do sistema bancário. entre outras coisas. Integram ainda a primeira sessão de trabalhos dois Consultores e o Secretário-Executivo da Diretoria. ao mesmo tempo em que a decisão final é divulgada à imprensa. sendo a primeira sessão às terçasfeiras a partir das 15:00 horas e a segunda às quartas-feiras a partir das 16:30. O Comitê é composto pelos oito membros da Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil. Oito dias após cada reunião do Copom. No primeiro dia das reuniões. o comportamento do mercado cambial. finanças públicas. . os Chefes de Departamento apresentam uma análise da conjuntura abrangendo inflação. evolução dos agregados monetários. o Copom analisa informações de três grandes áreas: Conjuntura: são estudos sobre a situação econômica. o Coordenador do Grupo de Comunicação Institucional. é divulgado o documento Notas da Reunião do COPOM na página do Banco Central na Internet e aos jornalistas através da Assessoria de Imprensa. quando necessário.bc. sem direito a voto. As reuniões ordinárias do Copom são mensais. Ao final. operações de mercado aberto e avaliação prospectiva das tendências da inflação. Em seguida. sendo presidido pelo seu Presidente. outros Chefes de Departamento convidados a discorrer sobre assuntos de suas áreas. Mercado Cambial: são avaliados o ambiente econômico externo. baseadas na avaliação da conjuntura. junho. o comportamento das operações do mercado aberto. entre outros indicadoras. mercado monetário. as finanças públicas. que explicita as condições da economia que orientaram as decisões do Copom com relação à condução da política monetária.br. é publicado o Relatório de Inflação. estado da liquidez bancária. Os Chefes de Departamento. participam apenas do primeiro dia de reuniões. que informa a nova meta da Taxa Selic e seu eventual viés. é expedido Comunicado através do Sistema de Informações do Banco Central (Sisbacen). Também integram o Copom os Chefes dos seguintes departamentos: Departamento Econômico (Depec). apresentado no site www.gov. que tem o voto de qualidade. dividindo-se em dois dias. com direito a voto. balanço de pagamentos.alteração). Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab) e Departamento de Estudos e Pesquisas (Depep). mercado doméstico de câmbio. Departamento de Operações das Reservas Internacionais (Depin).

Comissão de Valores Mobiliários .

de 1976 sofreu alterações e foi consolidada pela Lei 10. e posteriormente os teve confirmados. funcionamento e operações das bolsas de valores. registro de distribuições de valores mobiliários. suspensão de emissão. Subseqüentemente à Lei da CVM foi sancionada a Lei das S. para tanto. Anteriormente. da auto-regulação e da autodisciplina dos agentes. A fiscalização realizada pela CVM se faz através do acompanhamento das informações veiculadas ao mercado e às pessoas que dele participam. a CVM nasceu com poderes. Ainda podem ser elencados: Bônus de subscrição Notas promissórias Certificados de depósitos de valores mobiliários . a CVM busca a consecução de seus objetivos por meio da indução de comportamento. entre outras coisas. pequenas modificações haviam sido introduzidas pela Lei 9. podem ser financeiros ou referirem-se a fatos relevantes da vida das empresas. Referida lei disciplinava a emissão. Entende-se como mercado de valores mobiliários aquele em que são negociados títulos emitidos pelas empresas para captar. Apesar de haver predominância no mercado de valores mobiliários com a negociação de ações. negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários. busca zelar pela sua regularidade e confiabilidade e. os cupões desses títulos e os bônus de subscrição. o funcionamento e as operações das bolsas de valores.404. disciplinar as seguintes matérias: registro de companhias abertas. de 7 de dezembro de 1976. Fatos relevantes são os eventos que podem influir na decisão do investidor. A Lei das S. A CVM tem por norma não exercer julgamentos de valor em relação às informações divulgadas pelas companhias. a promoção de estudos de alternativas e a adoção de iniciativas.A. debêntures e quotas de fundos de investimento.A. Todavia.A Comissão de Valores Mobiliários foi instituída pela lei 6. bem como outros títulos criados ou emitidos pelas sociedades anônimas. de 15 de dezembro de 1976) vindo a produzir uma interligação entre os agentes econômicos e financeiros através das ações.A. No que concerne às políticas ou normas voltadas para o desenvolvimento dos negócios com valores mobiliários. As inspeções se destinam à apuração de situações específicas sobre a atuação das empresas nos negócios com valores mobiliários. este gera a veiculação de informações aos investidores e ao mercado em geral. Esses informes. apenas intervindo diretamente nas atividades de mercado quando tal tipo de procedimento se mostra ineficaz. normatizar e fiscalizar a atuação dos diversos integrantes do mercado de valores mobiliário. credenciamento de auditores independentes e administradores de carteiras de valores mobiliários. quanto a negociar ou não com valores emitidos pela companhia. Competência e objetivos É competência da CVM. Quanto à política geral de atuação. como entidade autárquica vinculada ao Ministério da Fazenda. (6. de 20/10/2001 que foi popularmente conhecida como a Nova Lei das S. administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários. normatiza e persegue a sua padronização para facilitar o entendimento público. de tal maneira que quaisquer modificações sejam realizadas com suficiente fundamentação técnica e possam ser assimiladas com facilidade. distribuição ou negociação de determinado valor mobiliário ou decretar recesso de bolsa de valores. distribuição e negociação dos valores mobiliários. de 15/05/97. debêntures e outros papéis que giram no mercado. fornecidos periódica e obrigatoriamente por todas as companhias abertas. credenciamentos ou autorizações. Dessa forma. junto ao público. partes beneficiárias e debêntures. a lei define quais são os valores mobiliários para efeito de sua disciplina e fiscalização: as ações. Em seu artigo 2º. a Comissão age suscitando a discussão de problemas.303. para disciplinar. organização. suspensão ou cancelamento de registros.385. a critério do Conselho Monetário Nacional. recursos destinados ao financiamento de suas atividades. A este cabe fixar a orientação geral a ser observada pela CVM cujas atividades devem ser exercidas sob a coordenação com o Banco Central. existe um vasto leque de outros títulos. bem como a organização. Com referência ao sistema de registros.457.

Valores mobiliários e desenvolvimento Uma das mais importantes funções do mercado de valores mobiliários é o estímulo à poupança e ao investimento para atender as necessidades de financiamento de médio e longo prazos por parte das empresas. na medida em que reúne condições para oferecer às companhias um volume adequado de recursos a custos satisfatórios.Índices representativos de carteiras de ações Direitos e Recibos de subscrição Quotas de fundos imobiliários Certificados de recebíveis imobiliários Contratos de parceria para engorda de animais Certificados representativos de contratos mercantis de compra e venda a termo de energia elétrica • Depositary receipts (recibos de depósitos). Ação fiscalizadora Com a intenção de dotar a CVM de poderes institucionais para administrar as relações de mercado. através de instrumentos atraentes para o público. torna-se ainda mais sensível. suspensão ou inabilitação para exercício de cargo e suspensão ou cassação da autorização ou registro de exercício de cargos ou atividades. Por isso. evidentemente desde que inseridos no conceito de valor mobiliário e devidamente registrados na CVM. enquanto os segundos permitem a punição daqueles que praticarem atos em desacordo com as normas e regulamentos. estadual e federal. a legislação concedeu-lhe poderes normativos e punitivos. Essa relação não esgota o limite. com exceção das debêntures. é a confiabilidade num relacionamento ético e eficiente que consegue manter a sobrevivência e o desenvolvimento dos negócios. Ética e eficiência Credibilidade é fator essencial em qualquer nível de relacionamento. liquidez e garantia. o mercado de valores mobiliários se torna à fonte de recursos com o propósito de financiar a expansão ou o aperfeiçoamento tecnológico das empresas. A confiança é fundamental para o seu desenvolvimento do mercado e esse desenvolvimento tem relação direta com a credibilidade e a eficácia de seu órgão regulador. bem como as cambiais de responsabilidade de instituições financeiras. . Com referência ao mercado de derivativos. quanto a retorno. Em outras palavras. funcionando como um grande fórum de debates. multa. Em razão disso. prazo. contrato de opções e contrato de futuros de tudo o que seja considerado valor mobiliário. cujos instrumentos financeiros derivam do valor de um outro ativo denominado ativo-objeto. Ficam excluídos os títulos da dívida pública municipal. instrumento utilizado na colocação de ações de companhias brasileiras no exterior Opções de compra e venda de valores mobiliários. Os primeiros visam regular a atuação dos diversos agentes. Isso abrange os contratos a termo. Em relação aos negócios e aos aspectos financeiros que os envolve. a CVM procura sempre se manter atenta a questões de interesse do mercado. Os que transgredirem as normas de mercado ou praticarem atos irregulares estarão sujeito a penas de advertência. discutindo idéias e propostas de diversos segmentos. Em razão de o funcionamento do mercado se fundamentar num estreito relacionamento entre investidores e os agentes que oferecem títulos. somente serão alvo de negociação os títulos decorrentes daqueles acima descritos que estão sob a jurisdição da CVM. o mercado de valores mobiliários se vê obrigado a exigir de seus intervenientes padrões de conduta rigorosos de ética e de eficiência. pois ainda podem ser negociados quaisquer outros títulos emitidos pelas sociedades anônimas.

a CVM criou a Superintendência de Proteção e Orientação a Investidores. instruído da documentação pertinente. abre inquérito administrativo. Estrutura técnica A atenção da CVM com os sistemas e os processos de informações não se esgotam no campo da normatização ou quanto ao seu conteúdo e à periodicidade de sua disponibilização. ao mesmo tempo. de modo a avaliar sua precisão e fidelidade.457/97 ampliou o leque de penalidades aplicáveis pela CVM e. a CVM tem a obrigação de oferecer denúncia ao Ministério Público de ilícitos penais constatados nos processos em que apura irregularidades no mercado. Instrução – são aqueles através dos quais a CVM regulamenta matérias expressamente previstas nas Leis nº 6385/76 (Lei da CVM) e 6404/76 (Lei das S. acompanhar e analisar todas as informações oferecidas pelas companhias. através de seus órgãos técnicos. num primeiro momento. a superintendência as repassa ao acusado para que ele preste os esclarecimentos ou tome as providências cabíveis para solução da pendência. Para atender o mercado. Concomitantemente a essas providências. fatos relevantes. Deliberação – diz respeito aos atos de competência do Colegiado. Mais que isso.A. com o objetivo promover e orientar projetos educacionais.br).). além de contar com página na Internet (www. Nomenclatura Os atos públicos expedidos pela CVM obedecem à seguinte nomenclatura: Ato Declaratório – é o documento através do qual a CVM credencia ou autoriza o exercício de atividades próprias do mercado de valores mobiliários. nos termos do Regimento Interno. mas procura oferecer ao investidor as informações suficientes para que ele mesmo faça suas avaliações. Portaria – diz respeito aos atos envolvendo aspectos da administração interna da CVM. no caso de publicação. a superintendência realiza investigações e. No caso de reclamações contra qualquer agente do mercado. Uma eventual deficiência informativa é imediatamente comunicada à empresa. assegurado ao acusado amplo direito de defesa. entre outras matérias de interesse do investidor. visando ampliar o conhecimento desses investidores quanto às características do mercado de valores mobiliários. que irá apurar a responsabilidade dos administradores. com a determinação de elaborar as correções necessárias e. alertas ao mercado. instituiu um Termo de Compromisso que possibilita a suspensão do procedimento administrativo desde que o acusado interrompa a prática do ato incorreto e indenize eventual prejudicado. ao rito do inquérito administrativo. Quando busca orientar os investidores. se for o caso. de republicá-la. no caso de insistência na falta ou reincidência.gov. Nota Explicativa – fornece explicações sobre a aplicação de determinada norma. sem entrar em questões de mérito. a CVM não entra no mérito dos diversos tipos de investimento. Parecer de Orientação – sedimenta o entendimento da CVM sobre assunto que lhe caiba regular. e em especial orientar os investidores.Essas penalidades são passíveis de aplicações pelo Colegiado da CVM após a instauração de processo administrativo. a CVM disponibiliza um sistema telefônico de discagem gratuita (0800-241616).cvm. a Lei 9. expõe os motivos que levaram a CVM a editá-la ou apresentar proposição ao Conselho Monetário Nacional a respeito da matéria. oferecendo ao mercado orientação sobre o assunto. Em razão do crescimento do mercado e da consciência cada vez mais ampla quanto à importância do investidor e da relevância do setor de relação com investidores. destacando legislação e regulamentação. Quando a reclamação traz indícios de irregularidade. A lei garante também a CVM o direito de participar nos processos judiciais que envolvam matéria de interesse do mercado de valores mobiliários oferecendo esclarecimentos. a respeito de matéria por ela regulada. Igual responsabilidade prevê o encaminhamento do processo à Receita Federal quando da ocorrência de ilícito fiscal. nem sobre empresas ou instituições. A não apresentação da informação nos prazos estabelecidos sujeita a empresa. a entidade procura. Parecer – responde às consultas específicas formuladas por agentes do mercado e investidores ou por membros da própria CVM. . à punição de uma multa diária e. Visando aumentar a capacidade de fiscalização.

como é conhecida internacionalmente por sua sigla em inglês. Trata-se de uma organização internacional da qual fazem parte 30 membros de 26 países. Sua estrutura básica é composta pelo Conselho de Mercado Comum (órgão deliberativo máximo) e pelo Grupo do Mercado Comum (órgão executivo) Este. sendo 12 da Comunidade Européia e cinco países não europeus membros do G-10: Alemanha. Trata-se da Organização Internacional das Comissões de Valores. Já o Mercosul é um tratado de livre comércio inicialmente entre Brasil. Itália. Essa organização conta atualmente com mais de 130 membros de 80 países. Espanha. Portugal. e que tem demonstrado exercer um impacto significativo sobre os esforços internacionais de cooperação realizados pelos seus membros. com a finalidade de garantir a rigorosa aplicação das leis e punição de infratores. Essa comissão tem por objetivo a harmonização dos padrões de regulação mínima para a região abrangida pelo Mercosul.Outro segmento importante de atividades é um programa de instrução do investidor. Os membros originais do ECG totalizam 17 países. A CVM faz parte da Comissão de Mercado de Capitais do subgrupo 4 (assuntos financeiros) coordenado pelo Banco Central do Brasil. Paraguai e Uruguai. Intercambiar informações e experiências que proporcionem o desenvolvimento de mercados domésticos. Mercado de derivativos No capítulo em que trata da conceituação de derivativos. Suécia e Suíça. Proporcionar assistência recíproca em investigações. tais como a Iosco. a organização tornou-se o principal fórum internacional para as autoridades reguladoras dos mercados de valores e de futuros. À semelhança da existência do Procon. é a principal organização internacional que congrega reguladores de valores. Para a produção do material de divulgação e realização dos eventos. A Iosco. Central e do Sul. Fazem parte de seus objetivos: Promover altos padrões de regulação. Argentina. Foi fundado em 1992. França. Holanda. A participação da CVM na Iosco tem contribuído para um sensível ganho de qualidade em ambiente regulatório brasileiro e para a inserção do Brasil no mercado mundial de valores mobiliários. a CVM criou o Prodin – Programa de Orientação e Defesa do Investidor. buscando estabelecer os mecanismos para viabilizar a comercialização de fundos mútuos de investimento. 113) assim sem expressa: . Canadá. O Cosra (Council of the Securities Regulators of the Américas) é o Conselho de Reguladores de Valores das Américas e congrega os reguladores das Américas do Norte. A Iosco nasceu como uma entidade interamericana e teve a CVM como uma das fundadoras da organização. eficientes e eqüitativos. Luxemburgo. o órgão de proteção ao consumidor. Estados Unidos. Bélgica. se divide em dez diferentes subgrupos de trabalho. p. o Prodin está apto a lhe dar a orientação para obter o reparo dos danos causados. o Mercosul e o ECG. Foi oficialmente criada em 1983. A CVM também mantém contatos com o ECG (Enlarged Contact Group on the Supervision Investment Funds). Irlanda. Cavalcante (2002. cuja sigla seria OICV em Português. através da realização de seminários. Reino Unido. a CVM mantém convênios com universidades. Participações internacionais A CVM mantém relações com outros organismos internacionais. para oferecer ao investidor meios para conhecer o mercado de valores mobiliários e nele atuar munido das informações necessárias. Na hipótese de o investidor ser vítima de algum tipo de irregularidade. Buscar a divulgação de padrões internacionais de contabilidade e auditoria e um eficaz sistema de supervisão das transações internacionais nos mercados de capitais. por sua vez. Com tal amplitude. Dinamarca. adequados à manutenção de mercados seguros. palestras e vídeos. Japão. Os membros da Iosco são responsáveis pela quase totalidade da capitalização do mercado de valores mobiliários mundial. Grécia. a Cosra. que é um grupo composto pelos encarregados da supervisão de fundos de investimento nos órgãos reguladores de mercados mais desenvolvidos.

com a redação que lhe deu a Lei n° 4.131. muito alavancados. tratava-se de mercados de elevado risco. altamente especulativos. a liquidação física (entrega) dos contratos é uma porcentagem mínima dos negócios. 16º andar. tendendo a assumir grandes dimensões. de 3 de setembro de 1962. 43 da Lei n° 4. e IV. O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional é constituído por oito Conselheiros. V . Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro (CRSFN) é um órgão colegiado. de câmbio. 4° da Lei n° 4. de 07 de dezembro de 1976. parecia não apresentar porte nem maturidade suficiente para conviver com o seu derivativo. A CVM e a comunidade financeira trabalharam em torno do assunto.Quadra 3. A nomenclatura opções e futuros são especificidades de derivativos. e no art. por sua vez. absorver novas modalidades.SBS .1954. porém.390. e no parágrafo único do art. das decisões que concluírem pela não aplicação das penalidades previstas no item anterior. possuidores de conhecimentos especializados em assuntos relativos aos mercados financeiro. são títulos que derivam seu valor de um ativoobjeto (também denominado subjacente). um contrato de futuros diz respeito a um acordo estabelecido entre duas partes para permutar ativos ou serviços numa época especificada no futuro a um preço acordado na época de celebração contratual.3279. petróleo. de 31 de dezembro de 1964: no art. Fax 226. 2° do Decreto-lei n° 1. crescer junto com ele. 3° do Decreto-lei n° 448.595. . Inicialmente negociando mercadorias ou produtos primários. de 31 de dezembro de 1964. observada a seguinte composição: I . II .248. Os derivativos geralmente são negociados em bolsas específicas e os volumes transacionados atingem volumes fantásticos.025. a um preço fixo. fones (061) 226.380.1830.069. suco de laranja.95. combinado com o § 7° do art. 414. de 21 de agosto de 1964. Nos mercados futuros e de opções. da Lei n° 4.385. negociam-se várias vezes a colheita anual. nas infrações previstas: I . evoluiu-se para negociação com derivativos de ouro e metais preciosos. Enquanto opção é um tipo de derivativo que dá ao investidor o direito de comprar ou vender uma quantidade de um ativo-objeto. de capitais estrangeiros. 25 da Lei n° 4. e cuidar para que seus recursos tecnológicos. Apesar da existência de um mecanismo de proteção financeira denominado hedge. interpostos pelos órgãos de primeira instância. CEP 70074-900. até ou na data de vencimento da opção.8876. madeira compensada. metodologias e tecnologias que se tornam necessárias. de 10 de junho de 1966.no § 4° do art. os mercados de liquidação futura de ações amadureceram e hoje o Brasil recebe reconhecimento internacional pela qualidade e sofisticação de seu mercado de derivativos. de 3 de fevereiro de 1969. II . O Conselho tem ainda como finalidade julgar os recursos de ofício. e cuja SecretariaExecutiva funciona no Edifício Sede do Banco Central do Brasil . de crédito rural e industrial. 74 da Lei n° 5.no § 2° do art. obrigações e títulos governamentais. Também faz parte dos objetivos da CVM acompanhar os movimentos do mercado.no § 2° do art.na legislação cambial. 414. de 29 de agosto de 1964. 11 da da Lei n° 6.595. índices de ações e outros bens. de capitais. de 29. como o de soja.no inciso XXVI do art. em Brasília-DF. e de crédito rural e industrial. O mercado à vista. de 29 de novembro de 1972. conforme disposto na Lei nº 9. materiais e humanos se mantenham sempre em dia com as necessidades e o porte de suas tarefas. Bloco B. isto é. pela Comissão de Valores Mobiliários e pela Secretaria de Comércio Exterior.Futuros e opções são valores mobiliários derivativos.06. São atribuições do Conselho de Recursos: julgar em segunda e última instância administrativa os recursos interpostos das decisões relativas às penalidades administrativas aplicadas pelo Banco Central do Brasil.um representante do Ministério da Fazenda (Minifaz). 4° e no § 5° do art. integrante da estrutura do Ministério da Fazenda. de segundo grau. moedas estrangeiras. ativos ou indicadores. 44.

Estão também trabalhando de forma mais especializada. designados pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional. Nos últimos anos da década noventa do século findo houve grande incentivo governamental para que esses bancos realizassem fusões e incorporações.um representante da Secretaria de Comércio Exterior (MIDIC). O representante do Ministério da Fazenda é o presidente do Conselho e o vice-presidente é o representante designado pelo Ministério da Fazenda dentre os quatro representantes das entidades de classe que integram o Conselho. Tal tendência de concentração acabou sendo estendida também às demais instituições do Sistema Financeiro Nacional. podendo ser reconduzidos uma única vez. através deste órgão. recebimentos de impostos e tarifas públicas. diminuindo consideravelmente o número de sedes bancárias e promovendo incremento na quantidade de agências. aluguel de cofres.II . Fazem ainda parte do Conselho de Recursos dois Procuradores da Fazenda Nacional. nacionais e internacionais. Num sentido amplo. Tanto os Conselheiros Titulares. adiantamentos sob caução de títulos comerciais. tais como cobranças mediante comissão. CNBV (Comissão de Bolsas de Valores). responsável pela execução e coordenação dos trabalhos administrativos. Para tanto. serviços de câmbio e outros serviços. Suas atividades e funcionamento são regulados e fiscalizados pelo Banco Central do Brasil e. na forma de empréstimos em curto prazo. objetivando melhor produtividade e maior competitividade. Abel (Associação Brasileira das Empresas de Leasing). que costumam trabalhar com muitos clientes. com mandatos de dois anos. Bancos Comerciais Em termos operacionais. com a formação de conglomerados financeiros atuando nos mais diversos segmentos do mercado. transferências de fundos de uma para outra praça. tanto para pessoas físicas quanto para atender às necessidades de capital de giro das empresas. são nomeados pelo Ministro da Fazenda. As entidades de classe que integram o CRFSN são as seguintes: Abrasca (Associação Brasileira das Companhias Abertas). como suplentes.um representante do Banco Central do Brasil (Bacen). realizar operações de abertura de crédito simples ou em conta corrente. nomeado pelo Ministério da Fazenda. para os deficitários. Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento). voltados . os bancos são classificados em bancos de varejo.quatro representantes das entidades de classe dos mercados afins. Febraban (Federação Brasileira das Associações de Bancos). e um Secretário-Executivo. sendo que os representantes das quatro primeiras entidades têm assento no Conselho como membros-titulares e os demais. Além disso. AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil). como os seus respectivos suplentes. a Comissão de Valores Mobiliários e a Secretaria de Comércio Exterior proporcionam o respectivo apoio técnico e administrativo. II . segmentando sua participação no mercado com base no volume dos negócios dos clientes e na forma de atendimento. com a atribuição de zelar pela fiel observância da legislação aplicável. também prestam também serviços auxiliares. na medida em que os bancos emprestam diversas vezes o volume dos depósitos à vista captados no mercado. cheques especiais etc. captar depósitos à vista e a prazo fixo. custódia de valores. realizar operações especiais de crédito rural. com a justificativa de reduzir os custos operacionais e elevar a eficiência administrativa. São instituições constituídas obrigatoriamente sob a forma de sociedades anônimas. A característica especial dos bancos comerciais é a sua capacidade de criar moeda (moeda escritural).um representante da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). os bancos vêm apresentando rápida evolução em sua estrutura de funcionamento e adaptando suas operações e produtos às exigências de um público cada vez mais experiente e globalizado. de câmbio e de comércio exterior. obter recursos junto às instituições oficiais para repasse aos clientes. captado através dos depósitos à vista e de depósitos em aplicações. Com isso. Adeval (Associação das Empresas Distribuidoras de Valores). sem maiores exigência com relação a suas rendas e bancos de negócios. os bancos comerciais podem descontar títulos. através do efeito multiplicador do credito. por estas indicados em lista tríplice. Através dessa segmentação. V . bancos comerciais são instituições financeiras que transferem recursos dos agentes superavitários. as autoridades monetárias controlam a liquidez do sistema bancário. o Banco Central do Brasil. IV .

Uma parte dos recursos depositados é recolhida ao banco que lhe representa na câmara de compensação. recebimento de contas de serviços públicos e o processamento da folha de pagamento dos funcionários da empresa. juntamente com os bancos comerciais.1964. são as mais antigas instituições do Sistema Financeiro. empréstimos sob garantia de penhor industrial e caução de títulos. muitas vezes. as caixas econômicas se transformaram em bancos múltiplos. 5. permitem uma melhor comercialização dos produtos rurais e criam facilidades para o escoamento das safras agrícolas para os consumidores. No setor primário. financiando bens de consumo duráveis. de 16. As cooperativas de créditos também podem oferecer produtos como conta corrente. Para efeito de constituição. de natureza civil. Com a extinção do Banco Nacional de Habitação. Caixas Econômicas As caixas econômicas. atualmente. capitalização e seguros diversos. sociedades de pessoas. exercendo. Na prática. São regulamentadas pelas Leis nºs. a pequenas e médias empresa ou.preferencialmente às grandes operações financeiras. ainda. como corporate bank. além de funcionar como agente do Tesouro Nacional no cumprimento de programas governamentais de cunho sócio-econômico. Equiparando-se às instituições financeiras.12. Entretanto. trabalhando com um número mais reduzido de clientes de alto poder aquisitivo. Outra forma de captação permitida pelo Banco Central às cooperativas é a de operar contas de depósitos à vista e a prazo. as cooperativas normalmente atuam em setores primários da economia ou são formadas entre funcionários de empresas. tornando-se o agente do governo federal para a execução de sua política habitacional. Todas as operações facultadas as cooperativa são exclusivas aos cooperados. No interior das empresas em geral.12. São constituídas sob a forma de empresa pública. Cooperativas de Crédito Cooperativas de crédito são instituições financeiras. atuam também na captação de depósitos à vista. Com relação ao tipo de atendimento dispensado. Nesse sentido. pois. as Caixas Econômicas (federal e estaduais) podem receber depósitos à vista do público e fazer empréstimos. voltados preferencialmente para as grandes corporações. como os demais bancos. constituídas com o objetivo de propiciar crédito e prestar serviços aos seus associados. Também atuam no crédito direto ao consumidor. uma cooperativa só se tornará viável. Detém a exclusividade das operações de empréstimo sob penhor de bens pessoais e sob consignação. atuam como gestoras do PIS e do FGTS. os bancos comerciais costumam atuar como private bank.764. sem fins lucrativos e não sujeitas à falência. ou como personal bank. o poder de criação de moeda escritural. as cooperativas oferecem possibilidades de crédito aos funcionários. os quais contribuem mensalmente para a sobrevivência e o crescimento da mesma. sendo autorizadas a receber depósitos à vista em conta corrente.595. caderneta de poupança. além dos atos normativos baixados pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil e pelo respectivo estatuto social. conseqüentemente. a partir de pelo menos 200 cooperados. de 31. A conta de depósitos à vista é uma forma de captação de recursos com custo zero diante das contribuições que têm de ser remuneradas. cheque especial. como reserva técnica. mas a maior parte é repassada aos associados na forma de mais empréstimos. e 4. a Lei Cooperativista (5764) estabeleceu que as cooperativas de crédito singulares são constituídas pelo número mínimo de 20 pessoas físicas.1971. a Caixa Econômica Federal absorveu seus ativos e passivos. economicamente. Da mesma forma que os bancos comerciais. com forma e natureza jurídica próprias. . assim como os depósitos a prazo. previdência privada. em que dão atendimento a pessoas físicas de alta renda e. neste caso chamados de Recibos de Depósitos de Cooperativas (RDC). modalidade em que atendem a pessoas físicas de elevadíssima renda e/ou patrimônio. Também exercem atividades típicas de bancos comerciais. tendo como principais atividades integrar o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo e o Sistema Financeiro da Habitação.

para suprimento de capital fixo ou de movimento de empresas do setor privado. operações e prestação de serviços. nem à Reserva Bancária. todavia. Além de terem seio criados para canalizar recursos de médio e longo prazos para suprimento de capital fixo ou de giro das empresas. Os recursos captados são investidos em empréstimos e financiamentos específicos para aquisição de bens de capital pelas empresas ou para subscrição de ações e debêntures. em especial. as cooperativas de crédito se equiparam a uma instituição financeira. em sua denominação social. a homologação dos atos societários não implica qualquer juízo sobre a veracidade dos dados consignados. Elas devem adotar obrigatoriamente. As cooperativas de crédito rural deverão dispor de estrutura organizacional específica para operar em crédito rural. que por questão da legislação que rege as cooperativas de crédito. independentes e autônomas. emitidos por eles. Bancos de Investimento Bancos de investimento são instituições financeiras constituídas sob a forma de sociedade anônima. . as disposições do Manual de Crédito Rural (MCR) A aprovação. controle. que são de total responsabilidade da instituição requerente e sujeitos a posterior verificação pelo Banco Central. obrigatoriamente. de captação e repasse de recursos e de venda de cotas de fundos de investimentos. dos pleitos de cooperativas de crédito não as exime do cumprimento das formalidades legais dos atos societários. podem ser classificadas em: cooperativas de crédito rural cujo quadro social é formado por pessoas que desenvolvam. sendo vedada à utilização da palavra "Banco". que será objeto de exame pela Junta Comercial. Ocorre. de forma efetiva e predominante. pecuárias ou extrativas. elas não têm acesso ao Serviço de Compensação de Cheques e Outros Documentos.os BI não podem destinar seus recursos a empreendimentos mobiliários e têm limites para investimentos no setor estatal. Além disso. as cooperativas singulares prestam serviços diretamente aos seus sócios cooperados. pelo Banco Central. Bancos Comerciais Cooperativos Os Banco Comerciais Cooperativos são instituições financeiras de direito privado e são juridicamente independentes. A sua principal função é prestar serviços às cooperativas de crédito. efetuam empréstimos e prestam outros serviços de natureza bancária aos seus sócios cooperados. Não podem captar recursos na forma de depósito à vista em contas correntes. devem também adequar a sua área de ação às possibilidades de reunião. as cooperativas de crédito dependem da celebração de um convênio com um banco comercial para que os cheques. em termos gerais. com Diretoria eleita entre seus associados. recebidos como depósitos dos seus sócios cooperados e. e cooperativas de crédito mútuo cujo quadro social é formado por pessoas que exerçam determinada profissão ou atividades. atividades agrícolas. As cooperativas de crédito são instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Para efeitos societários. A captação de recursos é feita principalmente através da emissão de CDB e RDB. cujo objetivo principal é a prática de operações de investimento. fiscalizadas por um Conselho Fiscal e pelo Banco Central do Brasil. ou se dediquem a operações de captura e transformação do pescado. e possuem CNPJ e sede própria. Os cooperados são correntistas das cooperativas de crédito e não de outros bancos conveniados. As organizações cooperativas. na área de atuação da cooperativa. para operarem. mediante a celebração de convênios com outras cooperativas . intermediação e aplicação de recursos de terceiros. possam ser compensados. mediante a aplicação de recursos próprios e coleta. Por essas razões. Da mesma forma. ou estejam vinculadas à determinada entidade. participação ou financiamento a prazos médios (superiores a um ano) e de longo prazo. as cooperativas de crédito recebem depósitos à vista e a prazo. especialmente o de compensação de cheques e outros papéis. Por sua vez. constar à expressão "Banco de Investimento". Em sua denominação deve. também. conforme autorizado pelo Banco Central do Brasil. a expressão "Cooperativa". cumprindo-lhe observar. Como instituições financeiras que são.

pela sua estrutura técnica. Financiamento e Investimento. orientam a aplicação de seus recursos repassados no fortalecimento do capital social das empresas. entre outras. na promoção do desenvolvimento tecnológico. obrigações ou quaisquer outros títulos e valores mobiliários para investimento ou revenda no mercado de capitais (operações de underwriting). via expansão ou realocação de empreendimentos. Atuam também na área de leasing financeiro. Esses bancos são regidos pelas normas legais vigentes a todas as demais instituições do Sistema Financeiro Nacional. Um tipo de operação mais recentemente realizada pelos bancos de investimento é a denominada securitização de recebíveis que consiste. seguida do nome do estado em que tenha sede. cisões. arrendamento mercantil. as operações ativas que podem ser praticadas pelos bancos de investimento são: empréstimo a prazo mínimo de um ano para financiamentos de capital fixo ou capital de giro. Podem funcionar como agentes financeiros de órgãos nacionais e estrangeiros e sua atenção volta-se para a formação da infra-estrutura agrícola e industrial da região a que servem. administração de projetos e outros. estabelecem sistema de integração com o BNDES. Os bancos de investimento dedicam-se também à prestação de vários outros serviços. Assim. do qual são agentes financeiros. Os bancos de investimento também se capacitam. Para tanto. Bancos de Desenvolvimento Bancos de desenvolvimento são instituições financeiras encarregadas pelos governos federal e estaduais de atender a demanda de financiamento a empresas privadas e ao setor público para impulsionar o desenvolvimento e fortalecer o empresariado nacional. da mesma forma que o BNDES. os organismos estatuais estão voltados para o desenvolvimento econômico. Sociedades de Crédito. mas suas áreas de atuação ficam restritas às regiões Nordeste e Amazônia legal. Os bancos e as companhias estaduais de desenvolvimento são instituições criadas por governos estaduais. clubes de investimento. via treinamento ou assistência técnica. custódias. As principais instituições de fomento regional são do Banco do Nordeste (BNB) e o Banco da Amazônia (BASA). como assessoria na realização de negócios. na ampliação da capacidade produtiva da economia. garantias. os Bancos Estaduais de Desenvolvimento que são instituições financeiras constituídas sob a forma de sociedade anônima e controladas pelos governos estaduais. da racionalização e da modernização das empresas. estimulando fusões. Normalmente. Em síntese. repasses de empréstimos obtidos no País ou no exterior. aquisição de ações. . Devem adotar obrigatória e privativamente.Desta forma. prestação de garantia de empréstimos no País ou provenientes do exterior. e estabelecem parcerias com outros órgãos regionais e setoriais de desenvolvimento. e sua constituição e funcionamento dependem de autorização do Banco Central. no incentivo à melhoria da produtividade. os bancos de desenvolvimento apóiam formalmente o setor privado da economia. têm funções semelhantes ao BNDES. a oferecer uma série de serviços. orientação financeira. São agentes de governo com objetivo de prover financiamentos a médio e longo prazos aos setores primários. cuja atividade básica é o apoio financeiro às iniciativas econômicas de interesse dos seus estados. em sua denominação. através da reorganização. Diante desse objetivo. na transformação de valores a receber e créditos das empresas em títulos negociáveis no mercado. em essência. via subscrição ou aquisição de títulos. As companhias de participação podem também constituir-se com recursos do setor privado ou de combinação desses recursos com capitais do setor público. administram fundos de investimento de renda fixa e de ações. Reiterando. por meio principalmente de operações de empréstimos e financiamentos. fianças. secundário e terciário. O Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o principal agente de financiamento do governo federal. operam com repasse de órgãos financeiros do Governo Federal. e realizam operações de lançamento de títulos no mercado brasileiro e no exterior. administração de carteiras de títulos e valores mobiliários etc. tais como: avais. incorporações (corporate finance). a expressão "Banco de Desenvolvimento". só que em nível regional.

através de aceite. e a integração das sociedades arrendadoras ao Sistema Financeiro Nacional pela da Resolução nº 351. ligadas a conglomerados financeiros. como bancos múltiplos e sociedades de arrendamento mercantil. popularmente conhecidas como “financeiras”. em que o cliente tem a posse e o uso do bem. As sociedades de arrendamento mercantil costumam captar recursos de longo prazo principalmente por meio da emissão de debêntures. é uma operação de financiamento com duração aproximada da vida útil do bem. mediante. de produção nacional ou estrangeira. Os recursos assim captados são transferidos aos mutuários (consumidor ou empresa comercial). por meio de contratos específicos. postos avançados de atendimento. financiar profissionais autônomos legalmente habilitados e conceder crédito pessoal.099. A arrendadora adquire o bem selecionado de um fornecedor e o entrega para uso da . quando atuam sem nenhuma vinculação com outras instituições financeiras. Na esfera das financeiras. o lojista e a financeira. de adquirir o equipamento pelo valor residual fixado em contrato ou de devolvê-lo à empresa. cuja função primordial é o financiamento de bens de consumo duráveis através do crédito direto ao consumidor e financiamento das vendas (crediário). e bens imóveis adquiridos de terceiros para uso da arrendatária em sua atividade econômica. geralmente. Não podem manter contas correntes e os seus instrumentos de captação restringem-se às letras de câmbio. também conhecido como leasing. Os principais tipos de leasing são: Leasing operacional: assemelha-se a um aluguel. Leasing financeiro – é realizado por algumas instituições financeiras. em geral. e suas características podem ser bem diferenciadas. As sociedades financeiras podem ser classificadas como: independentes. giram as chamadas promotoras de vendas. em que figuram com poderes especiais. tendo o cliente. e recebem. Sociedades de Arrendamento Mercantil. de 1975. pagando por isso um preço geralmente mensal. adotando obrigatória e privativamente em sua razão social a expressão "Arrendamento Mercantil". Seu objetivo principal é praticar operações de arrendamento mercantil de bens móveis. as opções de renová-la. As operações de leasing foram regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional através da Lei nº 6. constituídas sob a forma de sociedade anônima. As letras de câmbio são emitidas pelo mutuário. a operação de leasing se assemelha a uma locação. inclusive para sacar letras de câmbio na qualidade de procuradores dos financiados e também prestando garantia del credere dos contratos intermediados. de 09/74. Essas instituições também praticam operações de cessões de créditos. As debêntures não têm prazo fixo de resgate. sendo corrigidas por diferentes índices. sob a forma de sociedades civis que servem de elo entre o consumidor final. ligadas a grandes grupos industriais. ligadas a grandes estabelecimentos comerciais. Financiamento e Investimento. ao final do contato. Podem também as financeiras realizar repasses de recursos governamentais. Visam unicamente cadastrar clientes para as operações de financiamento. As empresas conhecidas por promotoras de vendas não são instituições financeiras. como montadoras de veículos.As Sociedades de Crédito. inclusive com cláusula cambial. a coobrigação da Sociedade de Crédito. e é efetuado geralmente pelas próprias empresas fabricantes de bens. constituídas. Tais empresas devem constituir-se sob a modalidade de sociedade anônima. Arrendamento mercantil. Em linhas gerais. por exemplo. que são títulos de crédito sacados pelos financiados e aceitos pelas financeiras para colocação junto ao público. recebendo uma comissão por esses serviços. Financiamento e Investimento são instituições privadas. que consistem na negociação das contraprestações dos contratos de arrendamento realizados com outras instituições financeiras. Esse tipo de empresa surgiu da percepção de que o lucro de uma atividade produtiva pode advir da simples utilização do equipamentos e não de sua propriedade. títulos que têm como cobertura o patrimônio da empresa que os emitiu ou de empréstimos no país ou no exterior.

credenciadas por instituições financeiras intermediadoras (sociedades corretoras. Alexandre Assaf Neto (2001. por parte do primeiro. Em seu livro “Mercado Financeiro. c) adquirir bens não destinados ao uso próprio.770. É vedado às sociedades corretoras de câmbio: a) realizar operações de câmbio por conta própria. quotas de fundos de investimento e derivativos. inclusive através de cessão de direitos. A empresa de leasing. bancos e financeiras) que têm como atividade a distribuição e a mediação de títulos e valores mobiliários. a arrendatária é assegurado o direito de prorrogar o contrato. a arrendatária poderá ou não exercer seu direito de compra do bem por um valor residual garantido estabelecido previamente. A constituição de tais sociedades deve ser sob a forma de sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada. de 18/11/90. prorrogável até duas vezes pelo Banco Central.. empréstimos ou adiantamentos a seus clientes. Tal atividade somente pode ser exercida por pessoa natural ou jurídica autorizada pela CVM. cujo pagamento é efetuado em forma de aluguel (arrendamento). Basicamente. o bem não é removido fisicamente. cujo objeto social exclusivo é a intermediação em operações de câmbio e a prática de operações no mercado de câmbio de taxas flutuantes. A Resolução 1. sempre sob a responsabilidade e como preposto das instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários. tenha concluído o ensino médio em instituição reconhecida oficialmente e tenha sido aprovada em exame técnico prestado perante entidade certificadora autorizada pela CVM. da mesma forma que as instituições financeiras. são fiscalizados pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários. ressalvados os casos expressamente previstos em lei. Em verdade. intervém entre a empresa produtora do bem ativo e a empresa que necessita do bem. No caso de pessoa jurídica. a organização e o funcionamento das sociedades corretoras de câmbio. sem perder sua posse. caso em que deverá vendê-los dentro do prazo de um ano a contar do recebimento. p. O ativo demandado pela empresa arrendatária é adquirido pela sociedade de arrendamento mercantil e transferido ao cliente por determinado período. b) realizar operações que caracterizam sob qualquer forma. Lease-back: ocorre quando uma empresa vende determinado bem de sua propriedade e o aluga imediatamente. devendo constar obrigatoriamente em sua denominação social a expressão “corretora de câmbio” e dependem de prévia autorização do Banco Central. devolver o bem à empresa arrendadora ou adquirir o bem definitivamente pelo preço estabelecido no contrato de arrendamento firmado..114) informa que: [. distribuidoras. domiciliada no País.arrendatária. na verdade. Ao final desse prazo. Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários. estabelece as condições para a constituição. o prof. de certo bem durante um prazo determinado.] a operação de arrendamento mercantil pode ser compreendida como uma forma especial de financiamento. Agentes autônomos de investimento são pessoas físicas ou jurídicas uniprofissional. salvo os recebidos em liquidação de dívida de difícil ou duvidosa solução. visando à utilização. e . Ao final do prazo pactuado. passando a empresa de proprietária do ativo para arrendatária do mesmo. Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários. a concessão de financiamentos. A autorização para exercer a atividade será concedida à pessoa natural. a autorização somente será concedida à pessoa jurídica constituída como uma sociedade uniprofissional domiciliada no País que: a) tenha como objeto social exclusivo o exercício da atividade de agente autônomo e esteja regularmente constituída e registrada no CNPJ. Esses profissionais. que possua reputação ilibada. essa modalidade praticada mediante a celebração de um contrato de arrendamento (aluguel) efetuado entre um cliente (arrendatário) e uma sociedade de arrendamento mercantil (arrendadora). Essa modalidade é demandada principalmente por empresas que necessitam de reforço de capital de giro. A sociedade corretora de câmbio é obrigada a manter sigilo de seus negócios e serviços.

aplicando aos infratores as penalidades cabíveis. Objetos negociados na Bolsa São admitidos à negociação apenas os títulos e valores mobiliários registrados na Bolsa: ações de sociedades anônimas (devidamente registradas na CVM e com todas as condições legais e cujas empresas emissoras tenham cumprido as exigências da Bolsa de Valores). debêntures e títulos públicos federais e estaduais. Desde que autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários. O agente autônomo de investimento é responsável. Estão sujeitos à advertência. Objetivos Sociais a) manter local adequado ao encontro de seus membros e à realização. dar ampla e rápida divulgação às operações efetuadas em seu pregão. pelos seus membros e pelas sociedades emissoras de títulos e valores mobiliários. Possuem autonomia financeira. Ao mencionado título corresponde um assento na Bolsa cujo patrimônio integre. multa e cassação da autorização para o exercício de tal atividade. que disciplinam as operações da Bolsa. não podendo nenhum membro possuir mais de um título de cada Bolsa de Valores. bônus. pelos prejuízos resultantes de seus atos dolosos ou culposos e pelos que infringirem normas legais. controlar e aperfeiçoar o sistema e o mecanismo de registro e liquidação das operações realizadas. As Bolsas de Valores são associações civis. patrimonial e administrativa. de transações de compra e venda de títulos e valores mobiliários. das disposições legais regulamentares. civil e administrativamente. administrar. submetendo-se às exigências legais e estatutárias da mesma. entre eles. sem fins lucrativos. sendo um deles indicado como representante da pessoa jurídica perante a CVM. Membros das Bolsas de Valores (BV) Os membros das BV são as firmas individuais constituídas pelos antigos corretores de fundos públicos e as sociedades corretoras. e de eventual responsabilidade penal. qualquer sociedade corretora pode adquirir um título patrimonial da Bolsa em que deseje ingressar.b) tenha como sócios exclusivamente agentes autônomos autorizados. estabelecer sistema de negociação que propicie e assegure a continuidade das cotações e a plena liquidez do mercado de títulos e valores mobiliários. Seu patrimônio é representado por títulos patrimoniais que pertencem às sociedades corretoras membros. em mercado livre e aberto. organizado e fiscalizado pelos próprios membros e pelas autoridades monetárias. criar e organizar os meios materiais. mas estão sujeitas à supervisão da Comissão de Valores Mobiliários e obedecem as diretrizes e políticas emanadas do Conselho Monetário Nacional. organizar. assegurar aos investidores completa garantia pelos títulos e valores negociados. os recursos técnicos e as dependências administrativas necessárias à pronta. sem prejuízo da responsabilidade da pessoa jurídica de direito privado que a contratou ou a supervisionou de modo inadequado. estatutárias e regimentais. regulamentares ou estatutárias. Fundo de Garantia . c) exercer outras atividades conexas e correlatas que lhe sejam permitidas por lei. segura e eficiente realização e liquidação das operações efetuadas no recinto de negociação (pregão). Organização interna Órgão deliberativo máximo das Bolsas de Valores é a assembléia geral e a gestão dos seus negócios sociais é feita através do conselho de administração e do superintendente geral. Bolsas de Valores. b) fiscalizar o cumprimento.

As Bolsas de Valores são obrigadas a manter um Fundo de Garantia, com a finalidade de ressarcir os clientes de seus associados dos prejuízos que lhes sejam ocasionados por ato doloso ou culposo dos membros da entidade. O Fundo de Garantia é constituído com recursos cobrados aos associados das Bolsas numa taxa equivalente a 1% das corretagens por eles recebidas e 25% das importâncias pagas às Bolsas pela aquisição dos títulos patrimoniais. No mínimo 50% do Fundo de Garantia são investidos em títulos de renda fixa e o restante em ações de sociedades anônimas de capital aberto. Bolsas de Mercadorias e de Futuros A Bolsa de Mercadorias & de Futuros - BM&F é uma associação civil, sem fins lucrativos, oriunda da fusão, em 1991, da Bolsa Mercantil & de Futuros (antiga BM&F) com a Bolsa de Mercadorias de São Paulo (BMSP). Tem sede e foro em São Paulo e escritórios em Santos, Rio de Janeiro, Campo Grande e Nova Iorque. História No começo do século passado, empresários paulistas, ligados à exportação, ao comércio e à agricultura, criaram, em 26 de outubro de 1917, a Bolsa de Mercadorias de São Paulo (BMSP). Foi à primeira no Brasil a introduzir operações a termo, e alcançou, ao longo dos anos, fecunda tradição na negociação de contratos agropecuários, particularmente café, boi gordo e algodão. Em julho de 1985, surgiu a Bolsa Mercantil & de Futuros, a BM&F. Seus pregões começaram a funcionar em 31 de janeiro de 1986. Em pouco tempo, conquistou posição invejável entre suas congêneres, ao oferecer à negociação produtos financeiros em diversas modalidades operacionais. Em 9 de maio de 1991, BMSP e BM&F fecharam acordo para unir suas atividades operacionais, aliando a tradição de uma ao dinamismo da outra. Surgiu então a Bolsa de Mercadorias & de Futuros, sendo mantida a sigla BM&F. Em 30 de junho de 1997, ocorreu novo acordo operacional, agora com a Bolsa Brasileira de Futuros (BBF), fundada em 1983 e sediada no Rio de Janeiro, com o objetivo de fortalecer o mercado nacional de commodities e consolidar a BM&F como o principal centro de negociação de derivativos do Mercosul. Em 31 de janeiro de 2000, ao completar 14 anos de existência e inaugurar novas e modernas instalações, a BM&F ingressou na Aliança Globex, formada pelas bolsas de Chicago (Chicago Mercantile Exchange), Paris (Euronext), Cingapura (Singapore Exchange-Derivatives Trading), Madri (Mef – Mercado Oficial de Futuros y Opciones Financieros) e Montreal (Montreal Exchange). O objetivo da aliança foi servir de plataforma para acordos bilaterais ou multilaterais, visando acesso aos vários mercados e redução de margens por meio de sistemas mútuos de compensação, troca de informações e outros serviços. No dia 22 de setembro do mesmo ano, a BM&F introduziu seu sistema eletrônico de negociação, o Global Trading System (GTS) Em 22 de abril de 2002, deu início às atividades da Clearing de Câmbio BM&F. No dia 25 do mesmo mês, adquiriu da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) os direitos de gestão e operacionalização das atividades da câmara de compensação e liquidação de operações com títulos públicos, títulos de renda fixa e ativos emitidos por instituições financeiras. Adquiriu também os títulos patrimoniais da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ), passando a deter os direitos de administração e operacionalização do sistema de negociação de títulos públicos e outros ativos, conhecido como Sisbex. Com isso, a BM&F amplia a abrangência de sua atuação e se transforma na principal clearing da América Latina, proporcionando um conjunto integrado de serviços de compensação de ativos e derivativos, ao mesmo tempo em que oferece economias de escala, custos competitivos e segurança operacional. Objetivos O objetivo maior da BM&F é efetuar o registro, a compensação e a liquidação, física e financeira, das operações realizadas em pregão ou em sistema eletrônico, bem como desenvolver, organizar e operacionalizar mercados livres e transparentes, para negociação de títulos e/ou contratos que possuam como referência

ativos financeiros, índices, indicadores, taxas, mercadorias e moedas, nas modalidades a vista e de liquidação futura. Para concretizar seus objetivos, a BM&F mantém local e sistemas de negociação, registro, compensação e liquidação adequados à realização de operações de compra e de venda, dotando-os de todas as facilidades e aprimoramentos tecnológicos necessários, a fim de divulgar as transações com rapidez e abrangência. Além disso, a instituição possui mecanismos para acompanhar e regular seus mercados e normas que asseguram aos participantes de seus mercados o adimplemento das obrigações assumidas, em face das operações efetuadas em seus pregões e/ou registradas em quaisquer de seus sistemas de negociação, registro, compensação e liquidação. Destaca-se nesse particular o reconhecimento, pelo órgão regulador do mercado norte-americano – a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) – , em julho de 2002, da adequação desses sistemas e mecanismos, o que significa que são equiparáveis, perante a CFTC, aos adotados pelo mercado dos Estados Unidos. No âmbito de seu poder de auto-regulação, a Bolsa estabelece normas visando à preservação de princípios eqüitativos de negociação e comércio e de elevados padrões éticos para as pessoas que nela atuam, direta ou indiretamente. A BM&F também atua na regulamentação e fiscalização das negociações e das atividades de seus associados, resolve questões técnicas e operacionais, aplica penalidades aos infratores das normas; concede crédito operacional a seus associados, defende seus interesses, bem como de seus associados, junto às autoridades constituídas; e dissemina a cultura dos mercados de derivativos no País, por meio de eventos educacionais, treinamentos e publicações. Administração A administração central da BM&F está divida em três instâncias: a Assembléia Geral, o Conselho de Administração e o Diretor Geral. A Assembléia Geral, da qual pode participar todos os associados, é o órgão deliberativo máximo. Reúne-se duas vezes ao ano: em dezembro, para eleger os membros do Conselho de Administração, examinar e votar a proposta orçamentária e o programa de trabalho da instituição para o próximo período; e no primeiro trimestre, para examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras da Bolsa relativas ao ano anterior. O Conselho de Administração é composto de 17 Conselheiros e quatro Suplentes, a saber: cinco Conselheiros e um Suplente eleitos pelos Membros das Câmaras de Compensação; cinco Conselheiros e um Suplente eleitos pelas Corretoras de Mercadorias; três Conselheiros e um Suplente eleitos pelos Sócios Efetivos três Conselheiros e um Suplente indicados pelo Sócio Honorário; (veja a estrutura societária em 12.1.6), e o Diretor Geral. Os Conselheiros têm mandato de três anos, com uma parte deles sendo renovada anualmente. Os Suplentes têm mandato de apenas um ano. Já o Diretor Geral é membro nato do Conselho. O Presidente e o Vice-Presidente são eleitos anualmente dentre os membros do Conselho de Administração (CA), ao qual cabe traçar a política geral da BM&F e zelar por sua boa execução, aprovar regulamentos e normas, definir as condições para admissão e exclusão de sócios, autorizar a negociação de contratos, aprovar a estrutura organizacional da Bolsa e fixar contribuições, taxas e emolumentos. O Conselho de Administração pode criar Comitês Deliberativos, relativos a mercados e sistemas da Bolsa, como o Comitê Deliberativo para Assuntos de Câmbio, cujo propósito é tratar de eventuais alterações que visem o aprimoramento do Regulamento da Clearing de Câmbio BM&F, bem como dos serviços por ela prestados. Para questões não-operacionais, o Conselho de Administração dispõe do Conselho Consultivo, formado por ex-presidentes da BM&F e por pessoas de destaque no cenário político-econômico nacional. Outros órgãos constituídos pelo Conselho de Administração são as Câmaras Consultivas, que se reúnem periodicamente para estudar e sugerir novos métodos e modalidades operacionais, bem como medidas para o aperfeiçoamento dos vários mercados e contratos. São várias as Câmaras Consultivas existentes: Análise de Risco; Assuntos de Câmbio; Assuntos Operacionais; Ativos Financeiros; Índices de Ações e ADRs; Energia; Boi Gordo e Bezerro; Açúcar e Álcool; Algodão; Milho e Soja; e Café.

Essas câmaras também propõem ao Conselho de Administração a criação das Comissões de Ágio e Deságio dos preços das mercadorias e de Padronização, Classificação e Arbitramento da qualidade das respectivas mercadorias, compostas de classificadores e árbitros. O Conselho de Administração indica o Diretor Geral e fiscaliza sua gestão. Ao Diretor Geral, dentre outras atribuições, compete executar a política e as determinações do Conselho de Administração, praticar todos os atos necessários ao funcionamento da Bolsa, estabelecer os procedimentos a serem observados e os limites operacionais, propor a admissão de novos contratos à negociação e administrar e investir os recursos financeiros da instituição. Tem sob sua direção o corpo executivo da Bolsa, que responde pelas Clearings de Derivativos, de Câmbio e de Ativos e pelas áreas de Sistemas e Tecnologia, Operações e Desenvolvimento de Mercado, Técnica e de Planejamento, Imprensa e Mídia, Relações Institucionais e Administração, Mercados Agrícolas e Jurídica e de Auditoria, área à qual está ligada a BM&F (USA) Inc., com sede em Nova Iorque, que presta serviços aos investidores estrangeiros. O Diretor Geral é membro nato de todos os comitês, câmaras e comissões. Em seu assessoramento para assuntos relacionados a risco nos mercados BM&F, conta com o Comitê de Risco, composto de executivos da instituição, que, no mínimo semanalmente, analisa o cenário macroeconômico e seus efeitos sobre os mercados, avalia parâmetros de liquidez, fixa diretrizes de mensuração de risco de mercado, examina a política de gerenciamento de margens de garantia e acompanha o grau de alavancagem do sistema. Serviços aos associados A BM&F presta os seguintes serviços aos seus associados: Pregão de Viva Voz: sistema em que as operações são executadas por Operadores de Pregão, que são os representantes das Corretoras, e por Operadores Especiais, em postos de negociação predeterminados para cada ativo ou mercadoria. Sistema de Registro de Operações do Mercado de Balcão: trata-se de um sistema de registro, controle escritural e informação dos valores de liquidação de operações de swap e opções flexíveis, que são fechadas previamente entre as instituições por telefone e levadas a registro na Bolsa pelas Corretoras credenciadas. Global Trading System (GTS): plataforma por meio da qual os membros da Bolsa podem operar eletronicamente todos os mercados por ela oferecidos à negociação, alguns dos quais com exclusividade. Sisbex-Negociação: sistema eletrônico de negociação de títulos públicos e câmbio que conecta ampla rede de instituições financeiras detentoras de títulos de Sócio DO. (DO = Direito de Operação: são títulos patrimoniais especiais que dão direito ao detentor de operar em Câmbio ou Títulos Públicos através do sistema SisbexNegociação). As negociações ocorrem em diferentes ambientes do sistema, cujas telas podem ser programadas pelos próprios operadores. As ofertas de compra e de venda são lançadas e visualizadas por todos os participantes. A um simples comando, o sistema executa, instantaneamente, o fechamento automático de negócios contra as ofertas disponíveis na tela. Os operadores têm à disposição uma variada gama de funções que lhes permitem operar nos mercados de títulos públicos e de câmbio. O sistema é processado por um computador central, a partir do qual os aplicativos são distribuídos para as estações de trabalho nas mesas de operações, por meio de links diretos com as instituições. Sisbex-Registro: é um tipo de serviço oferecido aos participantes autorizados a negociar títulos públicos, detentores ou não de títulos de Sócio DO. As operações realizadas no mercado de balcão são registradas por meio desse sistema, para liquidação pela Clearing de Ativos. O Sisbex-Registro permite a integração da liquidação de operações executadas em múltiplos sistemas de negociação em um único ambiente de processamento de instruções de liquidação, já integrado à área de retaguarda das principais instituições financeiras. Sistema de Custódia: o sistema de custódia da Bolsa fornece serviços de custódia para ativos em geral, com destaque para ouro. No caso da Custódia Fungível de Ouro, o metal é registrado em contas individualizadas, com as transferências de propriedade efetuadas por meio de lançamentos contábeis. Já a guarda do ouro negociado no mercado disponível da Bolsa está a cargo de bancos custodiantes, devidamente credenciados. O metal fica registrado em nome da BM&F junto a essas instituições. A BM&F, por

vale observar. em seus Estatutos Sociais. pela compensação e pela liquidação de todos os negócios realizados em pregão de viva voz ou eletrônico. cuja classificação de algodão é feita desde 1922 e a de café. e seu suplente. replicando todas as suas funções e dispositivos. a sentença proferida em arbitramento tem os mesmos efeitos da proferida pelo juiz togado. controla a posição escritural de cada cliente. • Corretor de Algodão: opera com exclusividade no mercado físico de algodão. a rapidez e o baixo custo. Os indicados escolhem um terceiro árbitro. São vários os benefícios da solução de pendências por esse meio. Com isso. mas somente nos mercados de commodities agropecuárias. Os detentores desse título são os responsáveis. mantém quadro de árbitros de reconhecida competência e especialidade nos mercados de sua atuação. Teleouro: sistema de registro de operações e liquidação centralizada para os negócios de compra e venda de ouro realizados no mercado de balcão. ainda. Estrutura Sendo uma associação civil. Seus títulos de sócios estão divididos nas seguintes categorias: • Membro de Compensação: o título de Membro de Compensação pode ser adquirido por bancos múltiplos. No caso de instauração do Juízo Arbitral. Seu curso profissionalizante de classificador de algodão é reconhecido pelo Ministério da Agricultura. prestar serviços de execução de ordens às Corretoras. devidamente autorizados a funcionar pelo Banco Central.sua vez. os detentores desse título podem operar diretamente apenas as commodities agropecuárias. a informalidade. o ouro em custódia é utilizado automaticamente na garantia das posições do cliente.carteira própria . a fim de viabilizar uma estratégia de recuperação automática e simultânea para eventos de falha. . câmbio. As Corretoras de Mercadorias que não são Membros de Compensação. seus clientes. Esse mercado não faz parte dos pregões da BM&F. em seu nome. • Corretora de Mercadorias Agrícolas: embora com direitos semelhantes aos de uma Corretora de Mercadorias. perante os quais assumem deveres e obrigações. Classificação de Café e Algodão: são serviços iniciados pela BMSP. O Teleouro funciona de modo interativo com os sistemas de liquidação e custódia da BM&F. comerciais e de investimento. os Operadores Especiais de Mercadorias Agrícolas. • Corretora de Mercadorias: garante à pessoa jurídica que o detém o direito de realizar operações em seu nome . mas sua regulamentação é de sua competência. equipado conforme normas internacionais. corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários. desde 1978. Dentre eles. os Operadores Especiais. Além disso. Em função disso. No caso do algodão. Além desses serviços. • Sócio DO (com direito de operação): pessoa jurídica autorizada a intermediar e registrar operações com títulos públicos. contudo. este tipo de operador está autorizado a realizar negócios em seu próprio nome. mas que não está autorizada a realizar operações em nome de terceiros. títulos de renda fixa e ativos emitidos por instituição financeira. que a BM&F prevê. a BM&F é o órgão oficial de classificação do Estado de São Paulo.e em nome de terceiros. Para segurança desses serviços. instauração do Juízo Arbitral para a solução de controvérsias oriundas de contratos celebrados em seu âmbito. que funciona integrado à infra-estrutura de tecnologia de forma ininterrupta e em tempo real. • Sócio DL (com direito de liquidação): pessoa jurídica autorizada a efetuar a compensação e a liquidação de operações com títulos públicos. títulos de renda fixa e ativos emitidos por instituição financeira. em todos os mercados da BM&F. • Corretora Especial: título que proporciona a seu detentor o direito de registrar swaps e opções flexíveis nos sistemas correspondentes da BM&F. • Operador Especial: pessoa física (ou firma individual) que opera diretamente. em comparação com a Justiça comum. sua estrutura é montada em termos de sócios. para o registro de suas operações. a BM&F dispõe de um site de contingência. cada parte designa um árbitro e o respectivo suplente. as Corretoras de Mercadorias Agrícolas e as Corretoras Especiais são obrigados a contratar pelo menos dois Membros de Compensação. Pode. que será o presidente do Juízo Arbitral. • Operador Especial de Mercadorias Agrícolas: igualmente o Operador Especial. perante a BM&F.

As partes também determinam se o contrato de opção de compra ou de venda terá ou não a garantia da BM&F. as partes trocam um índice de rentabilidade por outro. e colaborar para o desenvolvimento dos mercados físicos dos produtos-objeto de seus contratos. As Opções Flexíveis são negociadas em balcão e registradas na Bolsa via sistema eletrônico. Os títulos de Corretora de Mercadorias. entre detentores de títulos de Sócio DO. esses swaps exigem margem inferior à dos swaps de balcão e admitem consolidação com outros contratos financeiros de risco simétrico e que sejam ajustados diariamente. os swaps são contratos negociados em balcão e registrados na BM&F. a Bolsa pretende. Deve-se mencionar que. com o intuito de fazer hedge. equalizar preços. devem escolher a combinação de variáveis apropriada à sua operação e definir preço. coloca à disposição de instituições habilitadas a operar na Clearing de Câmbio BM&F e de detentores de títulos de Sócio DO a negociação de moedas estrangeiras. Isso possibilita melhor administração dos vencimentos pela autoridade monetária e respectiva programação pelo mercado. Sócio Honorários e Sócio Efetivo conferem a seus detentores o direito de votar e de ser votados na Assembléia Geral que elege o Conselho de Administração da Bolsa. Termo: é semelhante ao mercado futuro. até ou em determinada data. a Bolsa oferece a possibilidade para que sejam realizadas a negociações eletrônicas de títulos públicos. Swaps com Ajustes Diários: esses instrumentos. via sistema eletrônico. contando com o ajuste diário do valor dos contratos. optando igualmente pela garantia ou não da Bolsa. Adicionalmente. Membro de Compensação. não há ajuste diário nem intercambialidade de posições. Neste caso. No mercado a termo. • Sócio Honorário: esta modalidade pertencente à Bovespa. que foram criados especialmente pela BM&F para permitir a negociação da taxa de cupom cambial para datas específicas. Opções sobre Disponível: uma parte adquire de outra o direito de comprar (opção de compra) ou de vender (opção de venda) o ativo-objeto de negociação. através dos sistemas Sisbex-Negociação e Sisbex-Registro. Para tanto. para entrega pronta. fomentar os mercados futuros e de opções. por meio da formação transparente de preços que resulta da negociação à vista. no mercado interbancário de taxas livremente pactuadas. vencimento e tamanho do contrato. Futuro: neste tipo de operação as partes assumem compromisso de compra e/ou venda para liquidação (física e/ou financeira) em data futura. Disponível (à vista ou spot): modalidade reservada apenas a alguns ativos ou commodities. são os seguintes os mercados abrangidos pela BM&F. por preço previamente estipulado. As ofertas do Banco Central ocorrem via leilão e podem ter a posição criada em data futura. Mercados Em termos gerais. prazo e tamanho. ao mesmo tempo. em que é as partes assumem compromisso de compra e/ou venda para liquidação em data futura. “casar” posições ativas com posições passivas. tais como preço de exercício. cujos contratos têm liquidação imediata. na qualidade de instituidora da BM&F. Com isso. quando ocorre o início de sua valorização. até ou em determinada data. por preço previamente estipulado. com a diferença de que são as partes que definem alguns de seus termos. arbitrar mercados ou até alavancar posições. Clearings . são utilizados pelo Banco Central do Brasil na rolagem do hedge cambial oferecido ao mercado. porém. Opções Flexíveis: são operações semelhantes às opções de pregão (sobre disponível e sobre futuro). Por ter ajuste diário. Swaps: igualmente as “opções flexíveis”. ficando as partes vinculadas uma à outra até a liquidação do contrato. que é o mecanismo que possibilita a liquidação financeira diária de lucros e prejuízos das posições. Opções sobre Futuro: uma parte adquire de outra o direito de comprar (opção de compra) ou vender (opção de venda) contratos futuros de um ativo ou commodity.• Sócio Efetivo: é um tipo de título que assegura à pessoa física ou jurídica que o detém redução nos custos de transação.

com estruturas adequadas ao gerenciamento de risco de todos os participantes. 4) a. caso as julgue necessárias. c) ativos.Fundo de Liquidação de Operações e c. 2) Limites de Concentração de Posições e de Oscilação Diária de Preços. a boa liquidação dos negócios realizados em pregão e em sistema eletrônico. podendo fazer chamadas adicionais de margem. b) câmbio. Além da aquisição do título e de sua caução a favor da BM&F. deve manter depósito de garantia para compor o Fundo de Liquidação de Operações e cumprir os limites impostos às posições sob sua responsabilidade para diminuir o risco de alavancagem. A cada 20 minutos ao longo de uma sessão. O valor do fundo está limitado ao valor patrimonial do título de Membro. 3) Margem de Garantia e 4) Fundo Especial dos Membros de Compensação. igualmente para ser utilizado no caso de inadimplemento de um ou mais deles. 3) Margem de Garantia: exigida de todos os clientes que mantêm em aberto posições de risco para a Bolsa. no plano operacional. Esse modelo é aplicado a três clearings da BM&F. o Membro precisa atender a uma série de exigências. 4a) O Fundo Especial dos Membros de Compensação é composto de recursos constituídos para esse fim e de parcela do patrimônio da Bolsa detido pelos Membros. As Corretoras e os Operadores Especiais são responsáveis pelas operações que executam. a) Derivativos O modelo da Clearing de Derivativos BM&F estabelece a figura do Membro de Compensação como responsável. Essas condições são proporcionadas pelas câmaras de registro. a estrutura de salvaguardas da Clearing de Derivativos BM&F está subdividida em 1) Limite de Risco Intradiário do Membro de Compensação. Fundo de Liquidação de Operações e Fundo de Garantia: 1) Limite de Risco Intradiário do Membro de Compensação: atribuído pela Clearing com base no patrimônio do Fundo Especial dos Membros de Compensação e do Fundo de Liquidação de Operações. independentemente de qualquer manifestação da BM&F. A Clearing acompanha essas posições por cliente ou grupo de clientes atuando em conjunto. todos os demais se tornam solidários. 2) Limites de Concentração de Posições e de Oscilação Diária de Preços: visam impedir a concentração de mercado. transformando-se no comprador para o vendedor e no vendedor para o comprador. perante a Bolsa. evitar manipulações e controlar os riscos de liquidez e de crédito. Para garantir a integridade do mercado e os direitos contratuais de seus participantes. para cada vencimento de contrato e para cada mercado administrado pela Bolsa. mediante um sistema de compensação que chama para si a responsabilidade pela liquidação dos negócios. compensação e liquidação de operações: a) derivativos. Havendo inadimplência de determinado Membro de Compensação. agregando os novos negócios realizados no dia às posições de fechamento do dia anterior. exigidos pela Bolsa em termos de capacidade operacional e financeira. em mais um estágio. . No plano financeiro. Os Membros de Compensação também podem impor-lhes limites operacionais e deles exigir garantias adicionais. segundo as características dos mercados para os quais oferecem serviços de registro. compensação e liquidação (clearings). 4b) Já o Fundo de Liquidação de Operações é formado por recursos depositados pelos próprios Membros de Compensação. bem como para a aceitação de operações de balcão (swaps e opções flexíveis) e quando da violação dos limites de risco intradiário do Membro de Compensação e de concentração de posições. Fundo Especial dos Membros de Compensação.Uma das mais importantes condições para o perfeito funcionamento dos mercados financeiro e de capitais é a confiança entre seus participantes de que seus ganhos serão recebidos e de que suas operações de compra e venda serão liquidadas nas condições e no prazo estabelecidos. com a finalidade de atender à inadimplência de um ou mais participantes. equivalente ao valor patrimonial do título de Membro. deve manter o capital de giro mínimo determinado pela Clearing. o sistema recalcula o risco dos portfólios dos Membros. pela liquidação de todas as operações. perante os Membros de Compensação aos quais estejam vinculados. Eles também devem preencher requisitos mínimos. desde o registro até a liquidação final. Fundo de Garantia: asseguram. b. até o limite de um segundo aporte de recursos.

A câmara mantém conta de liquidação em moeda nacional junto ao Bacen e contas de liquidação em moeda estrangeira no Exterior. A partir de 2003. calculado de acordo com sua participação no mercado de câmbio. viabiliza a eliminação do risco de principal. com sistemas adaptados e regras específicas estabelecidas. os títulos físicos foram substituídos por simples registros eletrônicos. que se destina à cobertura de prejuízos originários de falhas operacionais. A Clearing de Ativos BM&F terá o intuito de processar a liquidação das operações realizadas nos sistemas Sisbex-Negociação e Sisbex-Registro com títulos públicos e com títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras. em 1979. depósitos prévios de garantia. juntamente com o novo Sistema de Pagamentos Brasileiro. o cumprimento das obrigações de responsabilidade da Clearing. Além disso. já que as operações são fechadas no mesmo dia em que ocorrem. conforme o projeto de reestruturação desenvolvido pelo Banco Central do Brasil. para tanto. as operações financeiras eram realizadas com o manuseio e a movimentação física desses títulos.4c) Quanto ao Fundo de Garantia. múltiplos e de investimento. é um sistema eletrônico que processa o registro. com base em sistema de rating desenvolvido pela Bolsa e na análise do histórico de operações de cada participante no mercado interbancário. criado pela Andima . Mais do que um órgão . seu objetivo é assegurar a seus clientes a devolução de diferenças de preços resultantes da execução infiel de ordens ou do uso inadequado de importâncias depositadas para aplicação nos mercados BM&F. Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC) Na década de 70. Por ser a parte contratante de todas as operações cursadas em seus sistemas. Com isso visa assegurar a liquidação das operações na hipótese de inadimplência de participantes. de forma a controlar o risco de liquidez de mercado. Começou a funcionar em 22 de abril de 2002. com as movimentações financeiras ocorrendo dentro da mesma janela de tempo. gerando enorme ganho de eficiência. incluindo bancos comerciais. administrativas ou funcionais da Clearing no processo de gerenciamento ou execução de suas atividades. A Clearing de Câmbio BM&F oferece as condições operacionais apropriadas à gestão de riscos intrínsecos às operações de compra e venda de moeda estrangeira cursadas por intermédio de seus sistemas. que é o depósito inicial exigido de todos os participantes no ato de sua habilitação. A partir da criação do Selic – Sistema Especial de Liquidação e Custódia. corretoras e distribuidoras de valores. b) Câmbio A Clearing de Câmbio BM&F é a primeira câmara de compensação e liquidação de operações no mercado interbancário de câmbio com estrutura de gerenciamento de risco que se tem conhecimento no mundo. O Selic. Há ainda o Patrimônio Especial. oferecendo grande risco de fraude e extravio. Conta também com o Fundo Operacional. A estrutura de salvaguardas da Clearing de Câmbio BM&F conta também com o Fundo de Participação. estará totalmente em operação. A Clearing de Câmbio BM&F dispõe de mecanismos apropriados para acompanhar a variação da taxa de câmbio no período entre a contratação e a liquidação. agilidade e transparência aos negócios. utilizando o princípio de pagamento contra pagamento por valores líquidos compensados. A Andima é uma entidade civil sem fins lucrativos que reúne cerca de 270 instituições financeiras. estabelece limites operacionais aos participantes. exclusivamente. que é constituído pela BM&F e pelas Corretoras de Mercadorias e Corretoras de Mercadorias Agrícolas. por força do Sistema de Pagamentos Brasileiro. c) Ativos A Clearing de Ativos foi adquirida da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) e está em fase de reconstituição. aplicando-se os mesmos princípios gerais adotados pelas demais câmaras.Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto. que é uma fração contabilmente separada do patrimônio total da BM&F para garantir. exigindo. a custódia e a liquidação financeira das operações realizadas com títulos públicos. garantindo segurança. em parceria com o Bacen.

Algumas vezes. Os operadores das instituições envolvidas. Por sua importância no volume de operações do mercado monetário. são registrados no Selic. 96) comenta que: [. através da Circular 2. quer sejam emitidos pelo Tesouro ou pelo Banco Central. A primeira parceria resultou. Cabe destacar que os leilões informais já são realizados eletronicamente. Assaf (2001. Criada em 1971.] os dois sistemas de liquidação e custódia (Selic e Cetip) têm por objetivo básico promover a boa liquidação das operações do mercado monetário. Central de Liquidação Financeira e de Custódia de Títulos (CETIP) A Cetip – Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos foi criada em 1986 pela Andima. como CDB. O resultado de cada leilão é automaticamente encaminhado ao Selic para o registro e a liquidação financeira dos títulos negociados. as instituições e demais associações da área financeira. os negócios de títulos públicos têm liquidação imediata. em 1979. servindo de importante referencial para a formação dos juros de mercado. transferem estas operações. de outro. Sua criação visava eliminar o risco de extravio e fraudes ao substituir a movimentação física de títulos. Os títulos estaduais e municipais posteriores a esta data são registrados na Cetip. De um lado.. no que diz respeito ao Leinf. Seu uso segue os mesmos procedimentos operacionais e de segurança já adotados pelo Selic. emitidos até janeiro de 1992. o sistema opera também com títulos públicos que se encontram em poder do setor privado da economia. Através do Selic. transparência e agilidade às operações financeiras realizadas no Brasil. propiciando maior segurança e autenticidade aos negócios realizados. o referido normativo apenas incorpora ao MNI as normas para sua operacionalização. representadas pelo Banco Central. O Ofpub é um sistema destinado a registrar e processar as propostas das instituições financeiras para os leilões formais de títulos federais. a taxa definida no âmbito desse sistema é aceita como uma taxa livre de risco da economia. oferecendo suporte técnico e operacional às instituições. Por meio do Selic. debêntures. RDB.671. a taxa Selic e a taxa Cetip. ao Selic. entidade de padrão internacional voltada à negociação de títulos privados. cheques e faturas por registros eletrônicos. . só que abrigando títulos privados. e os títulos públicos estaduais e/ou municipais. O computador imediatamente transfere o registro do título para o banco comprador do mesmo e faz o crédito na conta do banco vendedor. as autoridades da área econômica. a Associação se destaca como importante prestadora de serviços. em 1986. A Cetip opera de maneira bastante semelhante ao Selic. à criação da Cetip – Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos. CDI etc. o Selic e a Cetip divulgam periodicamente duas taxas de juros amplamente adotadas pelos agentes econômicos. Ambos os sistemas garantem segurança. p.de representação do setor. Assim. promovendo o desenvolvimento de novos mercados e trabalhando pelo desenvolvimento do Sistema Financeiro Nacional. as instituições financeiras podem adquirir e vender títulos todos os dias. Apenas títulos públicos federais. de forma a incorporar ao MNI – Manual de Normas e Instruções do Banco Central as regras que balizarão o acesso das instituições financeiras aos sistemas Ofpub – Oferta Pública Formal Eletrônica e Leinf – Leilão Informal Eletrônico de Moedas e de Títulos. via terminal. Como os títulos negociados no Selic são de grande liquidez e teoricamente de risco mínimo (títulos públicos). A segunda parceria deu origem. Em 1996. após acertarem os negócios envolvendo os títulos. a Andima atuou sempre em conjunto com os protagonistas do mercado financeiro brasileiro. o Bacen realizou mudanças no regulamento do Selic. em uma iniciativa pioneira: o Selic – Sistema Especial de Liquidação e Custódia. para garantir mais segurança e agilidade às operações realizadas com títulos privados.. substituindo títulos e cheques por registros eletrônicos controlados por terminais de computador. Ambas as partes envolvidas têm certeza da validade da operação efetuada. um dos mais modernos e sofisticados sistemas eletrônicos de negociação de títulos públicos do mundo. criando um taxa diária conhecida por overnight e representativa das operações de um dia útil. em conjunto com outras entidades representativas do setor financeiro e o Banco Central.

o velho e confiável conceito de “entrega contra recebimento”. senha. que aprova as políticas de atuação e diretrizes da Cetip. os resultados líquidos dos negócios. os sistemas da Cetip comunicam o resultado financeiro dos negócios aos participantes e aos bancos liquidantes.. A instância máxima da Cetip é o Conselho de Administração. e. com cerca de 4. Acrefi – Associação das Empresas de Investimento. na prática. a transferência do título só se completa após a checagem dos itens básicos de segurança – código de acesso. A taxa Selic. Abecip – Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança. é conhecida por D0 (dê-zero). Registro de Negócios e Liquidação Financeira. que é formado pelos presidentes de cinco entidades do mercado financeiro: Andima – Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto.Sistema de Pagamentos Brasileiro). por ter sua liquidação financeira prevista para o ato da operação. tornando-se referência para o custo do dinheiro no mercado financeiro. Na Cetip. Anbid – Associação Brasileira de Bancos de Investimento. Como balizamento do mercado. Toda essa operação garante a compensação financeira do negócio em apenas um dia ou. no dia-a-dia.735 do Banco Central. assumindo obrigatoriamente em sua denominação a expressão “Crédito Imobiliário”. representadas principalmente pela natureza dos títulos constantes do sistema e liquidação verificada no próprio dia ou no dia seguinte. a taxa Selic é mais importante. Hoje. A administração. No desempenho de suas atividades. Negociação On Line. distribuidoras. os bancos liquidantes confirmam. Oferece ainda sistemas e suporte tecnológico para a CIP – Câmara Interbancária de Pagamentos (a clearing de pagamentos da Febraban) e para a Central Clearing de Compensação e Liquidação (câmara de ativos criada pela Cetip para atender ao SPB . Tecendo comentários sobre o sistema operacional da Central.] quando um negócio é realizado através de qualquer um dos sistemas da Cetip. Ao longo do dia seguinte. Por ser liquidada mediante cheques administrativos dos bancos. a Cetip é uma das maiores empresas de custódia e liquidação financeira da América Latina. após a compensação bancária. sendo por isso a taxa de juro formada diariamente no sistema conhecida por taxa Cetip ou D1 (dê-um). As informações do comprador e do vendedor são casadas. O presidente do Conselho de Administração é o presidente da Andima. É o C. Se houver qualquer divergência nessa comparação. No dia do fechamento das operações. prestando serviços integrados de custódia. negociação on-line. corretoras. o mercado costuma embutir na taxa de juro as expectativas do que pode ocorrer no dia seguinte. oferece o suporte necessário a toda a cadeia de operações. como se diz no mercado. prestando serviços integrados de Custódia. p. a taxa Cetip é também denominada de taxa ADM (administrativa). junto a Cetip. . entidade que coordenou a criação da Cetip. em D + 1. Fortuna (2002. validade de datas etc. a Cetip dá sustentação a toda uma cadeira de operações. Crédito e Financiamento. é feita por uma diretoria executiva. reguladas pela Resolução 2. demais instituições financeiras. empresas de leasing. A Cetip repassa então essa confirmação ao Banco Central e sensibiliza as contas de reserva bancária dos bancos liquidantes.114) diz que: [. Considerando que a compensação se processa em D+1. a operação será rejeitada pelo sistema. toda compra de títulos nesse mercado somente terá sua liquidação efetuada no dia seguinte ao da operação. tais como seguradoras e fundos de pensão –. constituídas sob a forma de sociedade anônima.400 participantes – entre bancos. Febraban – Federação Brasileira das Associações de Bancos.Hoje. As diferenças entre ambas são pequenas.A. registro de negócios e liquidação financeira. fundos de investimento e pessoas jurídicas não essencialmente financeiras.. O negócio só é aceito pelo sistema com a confirmação da liquidação financeira – configurando. Sociedades de Crédito Imobiliário Sociedades de Crédito Imobiliário são instituições financeiras integrantes do Sistema Financeiro Nacional.

Os instrumentos de captação das SCI são garantidos dentro de limites fixados pelo FGC – Fundo Garantidor de Crédito. de propriedade comum de seus associados. em bancos múltiplos. administrada pelo Banco do Brasil. Os associados têm direito à participação nos resultados. letras hipotecárias letras imobiliárias. de 21 de novembro de 1966. Pelo Decreto-Lei nº 73. cooperativas e outras formas associativas para a construção ou aquisição da casa própria sem finalidade de lucro”. os provenientes de: depósitos de poupança. extinta pelo mesmo Decreto. A captação de recursos é feita através de caderneta de poupança. que previu a criação. o Sistema Nacional de Seguros Privados. além de recursos próprios. de 21 de novembro de 1966. com base no dispositivo da Lei nº 4. Informa Fortuna (2002. gozando de preferência sobre todos os demais créditos contra elas. As sociedades de crédito imobiliário podem empregar em suas atividades. existem carteiras de crédito imobiliário cujo funcionamento e fiscalização assemelha-se ao das SCI. inclusive provenientes de fundos nacionais.33) que “suas cartas patentes foram emitidas pelo extinto BNH. Ressalte-se que.782. em substituição à Inspetoria de Seguros. de fundações.DNSPC. enquanto instituições financeiras. Sistema de Seguros Privados e Previdência Complementar Conselho Nacional de Seguros Privados A intervenção do Estado nas atividades de seguro remonta há vários anos. Histórico O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) é o órgão normativo das atividades securitícias do país. A emissão de letras imobiliárias é prerrogativa das SCI. As SCI são instituições participantes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE). também. Em 2002 existia um única Associação de Poupança e Empréstimos. cujo objetivo principal é financiar a aquisição de casa própria. bem como vendas de loteamentos etc. incentivar e disseminar a poupança. As letras imobiliárias são lastreadas pelo conjunto de habitações financiadas pelo sistema e pelo ativo das SCI. Essa modalidade de associação faz parte do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo e costuma atuar de forma restrita a determinada região.CNSP. p. de 14 de julho de 1934. Associações de Poupança e Empréstimo Associações de Poupança e Empréstimos são instituições constituídas obrigatoriamente sob a forma de sociedades civis. venda ou aquisição de habitação. Suas operações ativas e passivas são semelhantes às sociedades de crédito imobiliário. nos termos da regulamentação em vigor. em substituição. estando sujeitas. do qual o citado Colegiado é o órgão de cúpula. a Superintendência de Seguros Privados.380/64. diploma que institucionalizou. construção. foi criado pelo Decreto-Lei nº 73. depósitos interfinanceiros. foi criado o Departamento Nacional de Seguros Privados e Capitalização . . a Poupex. Pelo Decreto nº 24. às normas e à fiscalização do Banco Central. repasses e refinanciamentos contraídos no País. captar. inclusive os provenientes de repasses e refinanciamentos de recursos externos. foi extinto esse Departamento e criada. e outras formas de captação de recursos autorizadas pelo BC. no âmbito do SFH. empréstimos e financiamentos contraídos no exterior.As SCI têm como objetivo financiar operações imobiliárias relativas a incorporações de prédios. Mesmo Decreto-Lei nº 73/66 instituiu o Sistema Nacional de Seguros Privados e criou o Conselho Nacional de Seguros Privados .

com fixação dos limites legais e técnicos das respectivas operações. O CNSP tem se submetido a várias mudanças em sua composição. funcionamento e fiscalização dos que exercem atividades subordinadas ao Sistema Nacional de Seguros Privados. sendo a última através da edição da Lei nº10. bem como a aplicação das penalidades previstas. Superintendência de Seguros Privados A Superintendência de Seguros Privados (Susep) é uma autarquia especial vinculada ao Ministério da Fazenda. na época da sua criação. ainda. de Previdência Privada Aberta e de Capitalização. composto pelo Superintendente e por quatro Diretores. capitalização e resseguro. cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e aprovar instruções. o IRB Brasil Resseguros S. sem direito a voto. prorrogado até a data de promulgação da Lei Complementar de que trata o Art. legislar sobre suas normas gerais e fiscalizar as operações no mercado nacional. que lhe determinou a atual estrutura. de 21 de novembro de 1966. que dispôs sobre o regime de previdência complementar. o CNSP teve o prazo da vigência para funcionar como órgão Colegiado.392. Representante do Ministério da Justiça Representante do Banco Central do Brasil Representante do Ministério da Previdência e Assistência Social Representante da Comissão de Valores Mobiliários Atribuições Fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados. 192 da Constituição Federal. fazendo parte do Sistema Nacional de Seguros Privados. de 30 de dezembro de 1991.A. circulares e pareceres de orientação em matérias de sua competência. no âmbito das entidades abertas. . (na época chamado de Instituto de Resseguros do Brasil .A principal atribuição do CNSP. o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). Fixar as características gerais dos contratos de seguros.IRB). com vistas à ordenação das atividades do mercado. o Secretário-Geral e Procurador-Geral. Também integram o Colegiado. as sociedades autorizadas a operar em seguros privados e capitalização. que tem por finalidade o controle e fiscalização dos mercados de seguro. Compete ao Colegiado fixar as políticas gerais da Autarquia. como atribuições. Regular a constituição. Estabelecer as diretrizes gerais das operações de resseguro. previdência privada aberta. 1º da Lei nº 8.190. Conforme disposto no Art. suas atribuições se estendido à Previdência Privada. as entidades de previdência privada aberta e os corretores habilitados. de 14 de fevereiro de 2001. previdência privada aberta e capitalização. A presidência do Colegiado cabe ao Superintendente que tem. na qualidade de Presidente. organização. Disciplinar a corretagem do mercado e a profissão de corretor.435. Além da Susep. cujo decreto instituiu o Sistema Nacional de Seguros Privados e dispôs da competência privativa do Governo Federal de formular a política de seguros privados. Legislação posterior produziu alterações sobre o assunto. era a de fixar as diretrizes e normas da política governamental para os segmentos de Seguros Privados e Capitalização. Estrutura A Susep é administrada por um Conselho Diretor.SUSEP. Superintendente da Superintendência de Seguros Privados. tendo posteriormente. Composição Ministro de Estado da Fazenda ou seu representante. A Susep foi criada pelo Decreto-lei nº 73. promover os atos de gestão da Autarquia e sua representação perante o Governo e demais instituições. com o advento da Lei nº 6. especialmente a Lei Complementar 109. de 29 de maio de 2001. de 15 de julho de 1977. Prescrever os critérios de constituição das Sociedades Seguradoras. também foram criados. na qualidade de Vice-Presidente.

Cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNPS e exercer as atividades que por ele forem delegadas. com vistas à maior eficiência do sistema nacional de seguros privados e do sistema nacional de capitalização. a coordenação. e decreto-lei nº 261. Planos de Previdência Privada e de Capitalização. que atua como presidente substituto e por representantes do Ministério da Previdência e Assistência Social. são editados os instrumentos normativos operacionais.decreto-lei nº 73. tendo a seguinte legislação básica: seguros . a Resoluções do CNSP e as Circulares da Susep.67. de capitalização e de previdência complementar aberta. capitalização . CNSP . de capitalização e de previdência complementar aberta obedecem a diversos instrumentos legais. pelo Ministério da Fazenda.78 e Lei Complementar 109. por intermédio do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Susep .decreto-lei nº 73. assegurando sua expansão e o funcionamento das entidades que neles operem. A Lei Complementar 109 prevê especificamente que a normatização. nos dias úteis. de 23.11. Atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das operações de seguros. de 13. na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP. de 21.01. pelo Superintendente da Susep. Promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais a eles vinculados.435.11. . uma equipe de técnicos para esclarecer seus direitos quanto a Seguros. de capitalização e das entidades de previdência complementar aberta. Fixar as características gerais dos contratos de seguros. que é o seu presidente. Promover a estabilidade dos mercados sob sua jurisdição.77. de 21. Conhecer dos recursos de decisão da Susep e do IRB.02. Zelar pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado. Disciplinar a corretagem do mercado e a profissão de corretor. Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados.402. a supervisão.02.lei nº 6. e decreto nº 60. organização. com fixação dos limites legais e técnicos das respectivas operações. o Conselho Nacional de Seguros Privados é formado pelo Ministro da Fazenda. em relação à regulação e fiscalização das entidades abertas.Atribuições Na atual composição. Disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas entidades.67.66.05. As informações também podem ser solicitadas.07. organização. através do Disque Susep 0800 21-8484. de capitalização e entidades de previdência complementar aberta. de capitalização e de previdência complementar aberta.03. decreto nº 81. Estabelecer as diretrizes gerais das operações de resseguro. Prover os serviços de secretaria executiva do CNSP. em especial os efetuados em bens garantidores de provisões técnicas. O Atendimento ao público é oferecido na sede da autarquia e em suas Regionais. de 29. das 09:30h às 17:00h. funcionamento e fiscalização dos que exercem atividades subordinadas ao sistema nacional de seguros privados. funcionamento e operação das sociedades seguradoras. As atribuições do Conselho Nacional de Seguros Privados são: Fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados.Atribuições As principais atribuições da Susep são: Fiscalizar a constituição. de 15.A Susep mantém a disposição dos interessados.66. Regular a constituição. As operações de seguros. a fiscalização e o controle das atividades de previdência complementar serão exercidos.459. de 28. bem como a aplicação das penalidades previstas. do Banco Central do Brasil e da Comissão de Valores Mobiliários. previdência privada aberta . Prescrever os critérios de constituição das sociedades seguradoras. Com base nessa legislação.

O mercado segurador brasileiro. Esses fatores são os orientadores da Política de Seguros implementada pelo órgão regulador e direcionam toda a sua estratégia de atuação. capitalização e previdência aberta. O crescimento deste segmento constitui resposta positiva do mercado à crise fiscal do Estado que levou a limitação da previdência pública aos segmentos de renda mais baixa. Missão e objetivos Conforme se depreende do que foi dito acima. auferiu uma receita de R$ 4. O setor de capitalização. de capitalização e das entidades de previdência complementar aberta. No caso do seguro. .3 bilhões. a redução dos custos de transação e contratação. até dezembro/2001. O setor de previdência complementar aberta auferiu uma receita. e. Todas essa áreas são importantes geradores de poupança e investimentos de longo prazo. emitiu um total de R$ 24. na viabilização de novos investimentos.2 bilhões em prêmios de seguros. no ano de 2001. a missão da Susep tem significativa importância no Brasil por se tratar de um organismo regulador e fiscalizador da área de seguros. Em vista disso. contribui também oferecendo instrumentos para administração de riscos. sendo tais instrumentos fundamentais para o controle e fiscalização à distância desses mercados. ressalta-se a importância do setor de previdência complementar aberta como alternativa para a previdência estatal.665 pessoas físicas e 25.4 bilhões até dezembro de 2001. proporcionando uma expressiva contribuição para a formação da poupança nacional com reservas da ordem de R$ 36. e. acumulando provisões técnicas no montante de R$ 9. tem que ser lembrada a potencialidade do mercado de capitalização de promover a poupança em setores que não teriam incentivos a praticá-la. com o intuito de garantir o correto funcionamento e o desenvolvimento desses mercados.8 bilhões.7 bilhões em prêmios e acumulou reservas técnicas no montante de R$ 6. por 129 sociedades seguradoras. torna-se necessário o atendimento de três fatores-chave que constituem os objetivos regulatórios da Susep: 1. 18 sociedades de capitalização e 77.7 bilhões. ainda. Desta forma. a credibilidade dos contratos que são o cerne da própria existência do mercado regulado. bem como propiciar ambiente confiável para a criação dos novos instrumentos que atendam as necessidades dos consumidores. 31 entidades de previdência complementar aberta. mas neles como em todos os mercados abertos e competitivos existem conflitos de interesse e assimetria de poder e informação nas relações entre os agentes que devem ser atenuados através de uma atuação constante do organismo regulador e fiscalizador. Ação fiscalizadora Através da modernização e atualização dos sistemas de coleta periódica de dados das sociedades seguradoras. configurando-se em uma atividade de significativo componente social. resseguros. a indução de oferta de produtos adequados ás necessidades dos consumidores.396 pessoas jurídicas. bem como de financiar aquisição de certos tipos bens. até dezembro/2001. acumulando provisões técnicas totais de R$ 20. de R$ 7. A missão fundamental esperada da Susep é o desenvolvimento e a manutenção do equilíbrio desses mercados. vem sendo possível aprimorar os mecanismos de controle de cobertura das provisões técnicas por ativos garantidores e da solvência das empresas. Além dos aspectos referentes à captação de poupança.061 corretores.5 bilhões de contribuições de planos previdenciários. previdência complementar aberta e capitalização. 2.Os mercados de seguro. das quais 46 estavam autorizadas a atuar também em previdência. O segmento de mercado supervisionado pela Susep era constituído. sendo 51. é imprescindível uma atuação forte do aparato governamental a fim de manter o equilíbrio das relações entre os agentes. Além disso. do desenvolvimento e implantação de Planos de Contas específicos para cada um dos mercados supervisionados. em julho de 2002. 3.7 bilhões. Cabe ressaltar que esse segmento é responsável pelo movimento de recursos da ordem de R$ 36.

V. Orçamento e Gestão. Essas medidas proporcionam o aumento da confiabilidade do Sistema Nacional de Seguros Privados e criam melhores condições para o desenvolvimento saudável do sistema como um todo. O aprimoramento desses mecanismos possibilita a publicação mensal de estatísticas confiáveis dos mercados supervisionados.2º do art.CGPC é órgão colegiado.65 da Lei Complementar nº 109. acabam por ser interessantes às próprias seguradoras. com o objetivo de se prevenir ante algumas situações.678 de 25 de abril de 2003 devolveu ao CGPC a atribuição de órgão de caráter recursal. produzindo resultados mais efetivos com menor dispêndio. O Decreto nº 4. Secretaria-Executiva . II . observada a seguinte composição: I . com significativa contribuição para a melhora do grau de informação dos agentes dos mercados fiscalizados. Cada representante referido nos incisos I a VII tem um suplente. que são uma espécie de seguro dentro do seguro.um representante do Ministério do Planejamento. a adoção de programas de fiscalização seletiva e objetiva. denominados financeiramente de reservas técnicas. As reservas são constituídas conforme parâmetros estabelecidos pelo Conselho Nacional de Seguros Privados.Secretário de Previdência Complementar. COMPOSIÇÃO O Conselho é integrado por 8 Conselheiros. gerando redução de tempo e recursos gastos nas fiscalizações externas.instância de deliberação configurada pela reunião ordinária ou extraordinária de seus membros. 3. com base no caput e no §. Órgão Recursal – última instância de decisão administrativa. Relação da Susep com o Banco Central As seguradoras são obrigadas a constituir fundos especiais. Tais reservas. em última instância. IV. prestando todo o apoio necessário ao cumprimento das finalidades do Conselho.um representante das entidades fechadas de previdência complementar. que exerce as competências de regulação. de 2001. ESTRUTURA 1.Os instrumentos de fiscalização à distância permitem ainda. Plenário . 2. com base nas orientações definidas pelo Conselho Monetário Nacional. Conselho de Gestão da Previdência Complementar ATRIBUIÇÃO Conselho de Gestão da Previdência Complementar . os recursos interpostos contra as decisões da Secretaria da Previdência Complementar – SPC.um representante do Ministério da Fazenda. que o presidirá. que tem por finalidade o julgamento dos recursos das decisões da Secretaria de Previdência Complementar. o Banco Central do Brasil editou regulamentações sobre aplicação dessas reservas técnicas. cabendo-lhe apreciar e julgar. COMPETÊNCIAS . II.um representante dos participantes e assistidos das entidades fechadas de previdência complementar. competindo-lhe examinar e propor soluções às matérias submetidas ao CGPC. Por determinação do Conselho Monetário Nacional. o que vem sendo aperfeiçoado regularmente. VI . VI . de normatização e de coordenação das atividades das entidades fechadas de previdência complementar estabelecida na Lei Complementar nº 109/2001.um representante dos patrocinadores e instituidores de entidades fechadas de previdência complementar. VII.Ministro de Estado da Previdência Social. e que integra a estrutura básica do Ministério da Previdência Social. O programa de fiscalização seletiva das entidades fiscalizadas é fundamentado principalmente nos resultados das análises dos dados coletados e nas reclamações/denúncias do público consumidor.executa as atividades técnico-administrativas e de assessoramento. uma vez que elas fazem aplicações financeiras dessas importâncias e acabam tendo um rendimento extra.um representante da Secretaria da Previdência Social.

II . de modo a assegurar sua transparência. geralmente fundos de pensão. orientar e controlar as atividades relacionadas com a previdência complementar fechada. acessíveis a qualquer pessoa que subscreva e custeie o seu plano de benefícios. II . transferência de controle e reforma dos estatutos das entidades fechadas de previdência privada. V .05. de atuaria. II . de 29.conhecer e julgar os recursos interpostos contra decisões da Secretaria de Previdência Complementar relativas à aplicação de penalidades administrativas. de planos e de reservas entre entidades fechadas. A ação do Estado . em consonância com os objetivos da ação do Estado discriminados no art. fundações. VI .estabelecer normas complementares para os institutos da portabilidade. sua estrutura organizacional. reorganização da entidade e retirada de patrocinador.proceder à liquidação das entidades fechadas de previdência privada que tiverem cassada a autorização de funcionamento ou das que deixarem de ter condições para funcionar.fiscalizar as atividades das entidades fechadas de previdência privada.estabelecer regras para a constituição e o funcionamento da entidade fechada.propor as diretrizes básicas para o Sistema de Previdência Complementar.gov. V . a Lei Complementar nº 108. inclusive. econômico-financeira e de estatística. sociedades de Economia mista e outras entidades públicas e suas respectivas entidades fechadas de previdência complementar. 3° da Lei Complementar n° 109. XI . O regime de previdência complementar privada no Brasil está organizado sob a tutela da Lei Complementar nº 109. o Distrito Federal e os Municípios. II .I .apreciar recursos de ofício. do resgate e do autopatrocínio. os Estados. suas autarquias. interpostos pela Secretaria de Previdência Complementar. incorporação. e XII . que. XI . IV . regulando. VI .05. VI – estabelecer normas especiais para a organização de planos instituídos.harmonizar as atividades das entidades fechadas de previdência privada com as políticas de desenvolvimento social e econômico-financeira do Governo. liquidez e equilíbrio financeiro. do benefício proporcional diferido.br.2001. VII – determinar a metodologia a ser empregada nas avaliações atuariais. dispôs sobre a relação entre a União. garantidos aos participantes.estabelecer as normas gerais de contabilidade. solvência.estabelecer as normas gerais complementares à legislação e regulamentação aplicável às entidades fechadas de previdência complementar. submetendo parecer técnico ao Ministro de Estado. quanto ao cumprimento da legislação e normas em vigor e aplicar as penalidades cabíveis. específicas dos empregados de determinada empresa ou grupo de empresas. funcionamento. segundo o site www. X – estabelecer regras para o número mínimo de participantes ou associados de planos de benefícios. IV . também de 29. de grupo de participantes.supervisionar. que a criou em dois níveis: o das entidades fechadas.normatizar novas modalidades de planos de benefícios. IX – fixar limite para as despesas administrativas dos planos de benefícios e das entidades fechadas de previdência complementar. coordenar. Por outro lado. grupamento.determinar padrões para a instituição e operação de planos de benefícios.normatizar a transferência de patrocínio. de 2001. fusão. e o das entidades abertas.2001. tem as seguintes atribuições: I . Secretaria de Previdência Complementar A SPC é um órgão do Ministério da Previdência Social.mpas. das decisões que concluírem pela não aplicação de penalidade prevista na legislação própria ou que reduzirem a penalidade aplicada.analisar os pedidos de autorização para constituição.

A legislação prevê que a normatização. Fiscalizar as entidades de previdência complementar. as participações estão em nível de paridade. existiam cerca de 560 mil trabalhadores assistidos por esse regime. A população abrangida pela instituição abrangia 401. Entretanto. dependentes de aposentados e dependentes de funcionários da ativa. ao regime geral de previdência social para a constituição de reservas que garantam o benefício previdenciário. Em 2002.263 pensionistas. por intermédio do Conselho de Gestão da Previdência Complementar (CGPC) e da Secretaria de Previdência Complementar (SPC) relativamente às entidades fechadas. pelo Ministério da Previdência e Assistência Social. Atualmente. As entidades de previdência fechadas denominadas Fundos de Pensão diferenciam-se das entidades abertas por diversos aspectos básicos. com fins específicos de preservar a liquidez. com a proteção dos trabalhadores cujas energias foram consumidas pelo processo produtivo e com a manutenção do mercado consumidor interno do País. que no futuro se chamaria Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) e acabou se tornando o maior fundo de pensão da América Latina e 77º do mundo em patrimônio. Ao participarem do custeio dos planos de benefícios. antes mesmo da Previdência Oficial.O regime de previdência complementar é organizado de forma autônoma e facultativa.298 associados e atendia a 64. o regime dos Fundos de Pensão foi instituído com base na experiência de outros países e tem se desenvolvido ao nível dos melhores sistemas existentes no mundo. a Previ. por intermédio do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e da Superintendência de Seguros Privados (Susep).2002) com 125. suas operações e aplicar penalidades. sendo 52. Os Fundos de Pensão No Brasil. . Convém notar que apenas um fundo de pensão. o fato de não terem como objetivo a distribuição de lucro e de receberem contribuições de duas fontes. A modalidade de um fundo de pensão consiste na conjugação dos esforços das empresas e dos seus empregados para o custeio dos planos de benefício. tem por missão assegurar o complemento de aposentadoria e pensão concedidas pela Previdência Oficial. Seu objetivo principal é instituir e executar planos de benefícios de caráter previdenciário. aposentados. desde 1904. no conjunto de suas atividades.296 aposentados e 12. com a fundação da Caixa Montepio dos Funcionários do Banco da República do Brasil. elas demonstram sua preocupação com a reprodução da força de trabalho. três ou mais vezes o montante da participação do empregado.559 beneficiários. Entre eles. A Previ estava (jun. coordenação. a participação desta era duas. contribuindo para manter o padrão de vida dos participantes e seus dependentes. coordenar e supervisionar as atividades reguladas pela Lei Complementar 109. entre funcionários do BB em atividade. que são sempre complementares aos do sistema oficial. Durante muitos anos e em muitas empresas. do trabalhador participante e de sua empresa. da mesma forma que cabe ao Ministério da Fazenda. entre outros: Formular a política de previdência complementar. A Previ. isoladamente. Proteger os interesses dos participantes e assistidos dos planos de benefícios. Disciplinar. fiscalização e controle das atividades de previdência complementar serão regulados. do pessoal do Banco do Brasil. o Brasil já tinha experiência no ramo. beneficiários de pensões.527 pessoas. tem mais de 64 mil assistidos. e de cada entidade de previdência. entidade fechada. a regulação e fiscalização das entidades abertas. Considera-se participante a pessoa física que adere aos planos de benefícios e assistido o participante ou seu beneficiário em gozo de benefício de prestação continuada. a solvência e o equilíbrio dos planos de benefícios. A ação do Estado será exercida com os seguintes objetivos. supervisão. Determinar padrões mínimos de segurança econômico-financeira e atuarial. compatibilizando-as com as políticas previdenciárias e de desenvolvimento social e econômico-financeiro. até que seja publicada lei específica (Reforma da Previdência). FP e política de recursos humanos Os fundos de pensão constituem um dos mais importantes instrumentos de valorização do trabalho de que dispõem as empresas.

no Japão. os sistemas previdenciários são os maiores formadores da poupança interna dos respectivos países. FP e formação de poupança Na economia brasileira. os fundos de pensão brasileiros financiaram os principais shopping centers do País e grande número de prédios comerciais. . na realidade. histórica financiadora da sua economia. os fundos de pensão têm sido historicamente o sustentáculo do mercado de ações. aeronáutica. e também no exterior. A totalidade dos recursos em poder das instituições pertence. efeito do regime de capitalização que constitui a espinha dorsal da sua vitalidade. telefonia. Eles são constituídos para administrar recursos recolhidos pelos trabalhadores e por suas empresas para o custeio dos planos de benefícios. que. financiando projetos no setor privado e colaborando para fortalecer a independência do país em relação à poupança externa. É esse fato que lhes confere caráter privado. tendo sido. Os recursos originários das empresas integram a cesta de remuneração dos seus empregados. alimentação. fato que conduz ao envelhecimento o quadro de pessoal e ao bloqueio dos canais de acesso funcional na empresa. os fundos de pensão se transformaram no principal mecanismo amadurecido de formação de poupança estável e de longo prazo. a maior parte do financiamento às exportações é sustentada pelos recursos da previdência complementar privada. cerca de 6 trilhões de dólares. uma vez que. por muitos anos. portanto. como a Previ. turismo. para sua família e para o País. que resultam no efeito político colateral de tornar os trabalhadores participantes interessados na economia. porque seus trabalhadores não hesitam em exercer o direito à aposentadoria tão logo este se constitui. Além dos investimentos no mercado acionário. tal como foi negociado com eles. petroquímica e indústrias diversas. no mundo inteiro. são eles os titulares das ações das empresas de que os fundos de pensão participam. Esses investimentos são.Tem sido demonstrado que as empresas que o fazem possuem quadros de pessoal mais jovens e mais produtivos. como a Lei Complementar nº 109 reconhece e os tribunais o têm consagrado. Nos Estados Unidos esse sistema possui investidos na economia nacional. mantendo extensas carteiras que são administradas de forma conservadora. siderurgia. O crescimento da massa de recursos que constitui as reservas dos fundos de pensão significa incremento da participação dos Fundos no capital das empresas. fator de estabilidade no mercado da construção civil. Entidade de direito privado Os fundos de pensão são personalidades jurídicas de direito privado. os Fundos de Pensão são também grandes investidores. aos seus participantes. no crescimento das empresas e do País. assim contribuindo para a estabilidade desse mercado. A instituição de fundos de pensão tem figurado crescentemente na pauta de reivindicação trabalhista em grandes empresas. os fundos de pensão. Empregados de empresas não patrocinadoras preferem não solicitar aposentadoria receosos de perderem qualidade de vida. Além disso. uma forma saudável e economicamente eficaz de socialização. em essência. Projeções mostram que a poupança formada pelos fundos de pensão brasileiros poderá sustentar a retomada do crescimento econômico do Brasil. FP e socialização do capital Como grandes formadores de poupança. evidenciando a tomada de consciência por parte dos trabalhadores a respeito da importância da proteção previdenciária para si. Também aplicam nos fundos de renda fixa e renda variável. No Brasil. Diga-se de passagem. metalurgia. fazem investimentos nos setores de energia elétrica. por exemplo. independentemente da natureza jurídica da empresa patrocinadora. um atividade-meio dos fundos de pensão.

de forma direta ou por intermédio de companhias estrangeiras que operavam no Brasil. As aplicações desses recursos são feitas de acordo com as diretrizes do Conselho Monetário Nacional. para a retenção de maior volume de negócios em nossa economia. a atuação do Instituto se concentrou no ramo Incêndio. Extravio e Roubo. Depois de satisfeitas as exigências regulamentares no que se refere aos benefícios. em 3 de abril de 1940 Inicialmente. objetivando reforço das provisões. Naquela época. a atividade de resseguro no País era feita quase totalmente no Exterior. implantado no Brasil em janeiro de 1944. jurisdicionada ao Ministério do Trabalho. responsável pelo maior volume de seguros no país. entidades complementares à Previdência Social e colaboram com o poder público para a solução do grave problema da proteção social dos trabalhadores. cerca de 75% do total de todas as modalidades exploradas na época. A necessidade de favorecer o aumento da capacidade seguradora das sociedades nacionais. Tais reservas são aplicadas no mercado financeiro. Por um Mercado Mais Seguro O IRB iniciou suas operações um ano depois de sua criação. os fundos de pensão representam a forma mais eficaz de proteção na medida em que combinam um sistema socialmente eficiente e economicamente viável. as companhias seguradoras passaram a ceder integralmente suas responsabilidades referentes aos Riscos de Guera a um pool do qual faziam parte o próprio IRB e todas as sociedades que operavam no ramo Transportes. O Resseguro Brasileiro e a Segunda Guerra Mundial Com a Segunda Guera Mundial.Entidade de caráter social Funcionando como entidades de caráter social. o Instituto conseguiu reter no país cerca de 90% dos prêmios de resseguros-incêndio praticados. as entidades fechadas têm a obrigação de constituir. com o objetivo de regular o cosseguro. na proporção em que contribuíram para o custeio do plano. São. Por seu perfil mutualista. uma sociedade de economia mista. substancialmente. A criação do IRB teve tal importância naquele momento para o desenvolvimento do mercado segurador brasileiro assim como para o incremento da economia nacional que o resultado de suas operações se expressou em números significativos: com apenas nove meses de atuação. os fundos de pensão deveriam ter o tratamento correspondente. Assim nasceu o IRB. tornava urgente a organização de uma entidade nacional de resseguro. com destaque para o Seguro Aeronáutico. conforme os critérios definidos pelo Ministério da Previdência e Assistência Social. Com o agravamento do conflito. o superávit apurado pelas entidades fechadas de previdência privada é destinado à constituição de reserva de contingência. Se houver excedente aos 25% durante três anos. novos pools foram formados. Gradativamente. desta vez nos ramos Incêndio. graças ao então presidente Getúlio Vargas. a legislação permite que a utilização para a redução das taxas de contribuição das patrocinadoras e dos participantes. fundos especiais ou reservas técnicas. da Indústria e do Comércio. até o limite de 25% (vinte e cinco por cento) do valor das reservas matemáticas. . novos ramos foram sendo incorporados pelo IRB. com parte do valor investido no plano. o resseguro e a retrocessão. Relação da SPC como Banco Central Com o objetivo de cumprir seus compromissos futuros. que servem como provisões. Instituto de Resseguros do Brasil O Instituto de Resseguros do Brasil foi criado em 1939. seja quanto à definição da sua natureza. quando ainda operava em caráter embrionário no resto do mundo. além de promover o desenvolvimento das operações de seguros no País. seja quanto aos benefícios assegurados a instituições deste tipo.

obteve faturamento de US$ 50 milhões contra os US$ 400 mil registrados em 1970. o IRB. o que afetou a atividade brasileira de resseguro na primeira metade da década. Por outro lado. e também instituiu a cobertura sobre o Seguro Agrário. Essa política fez com que o mercado brasileiro passasse a aceitar negócios do Exterior em volume correspondente a 60% dos resseguros cedidos. Automóveis e Lucros Cessantes. A partir dessa data. Definindo Cosseguro Além de pulverizado entre as resseguradoras. Mas Quem Segura o Resseguro? Muitas vezes. Acidentes Pessoais. podemos dizer que o resseguro é uma das atividades econômicas que há mais tempo pratica a globalização. Cascos. Crescimento Excepcional Em 1975. permanecendo como empresa estatal de economia mista. iniciou-se uma fase de operações em larga escala entre o IRB e o mercado ressegurador mundial. o mercado segurador brasileiro e a atividade de resseguro tiveram suas bases ainda mais solidificadas durante a década de 70. Essa operação é chamada de cosseguro. o Congresso Nacional aprovou a quebra de monopólio para a atividade de resseguro no Brasil. Em agosto de 1996. no mesmo momento. dos Fundos de Pensão e a expansão do Seguro Rural. Em 1979. ou apenas uma apólice para uma das companhias. O Início das Relações com o Exterior Até 1948. onde são emitidas tantas apólices quantas forem às empresas envolvidas. A nova realidade econômica determinou importantes mudanças no comportamento da população brasileira. Em 1976. o valor do bem segurado também pode ser dividido entre duas ou mais seguradoras. com forte redução de resultados. graças a medidas como a criação de uma empresa especializada em Segurança de Crédito. Ainda no mesmo ano. os valores envolvidos nos contratos de seguro são tão altos que mesmo o resseguro necessita de cobertura. até então.A partir da década de 50. essa atividade apresentou. denominada líder. exclusivamente ao IRB.7%.5 milhões na conta de Seguros do Balanço de Pagamentos. com controle acionário da União. maior a necessidade de envolvimento de um grupo maior de empresas. o IRB procurou incentivar o processo de fusões e incorporações de seguradoras. Em apenas cinco anos foi alcançado o excepcional crescimento de 262. a pulverização de risco é feita entre resseguradoras internacionais recebendo o nome de retrocessão. Por isso. sob a forma de sociedade por ações. o Instituto de Resseguros do Brasil foi transformado em IRB-Brasil Resseguros. . o que resultou em maior economia de escala nas operações securitárias. as operações do IRB com o exterior se limitavam à cessão de responsabilidades. Um ano depois. o IRB passou a estar jurisdicionado ao Ministério da Fazenda. Vida. a regulamentação do Seguro Saúde. consolidando o seguro como meio de captação de poupança interna. influenciando positivamente o mercado segurador. Quanto maior o valor do contrato. Aeronáuticos. com escritório de operações em Londres (maior centro ressegurador mundial). as perspectivas do mercado segurador brasileiro foram ainda mais ampliadas. o Brasil registrou o superávit de US$ 3. Nesse período. A mesma proporção de participação para as empresas seguradoras nacionais foi mantida. Um Novo Formato para um Novo Milênio A década de 90 trouxe a abertura geral do mercado à concorrência estrangeira e uma política nacional de manutenção da inflação em índices mais baixos. Nesse caso. O resultado foi fruto direto da política de reciprocidade de negócios que promoveu o intercâmbio internacional do seguro brasileiro e reverteu a tendência tradicional para déficits cambiais sistemáticos. um volume de sinistros atípico. Acompanhando passo a passo o desenvolvimento da economia. delegada. o IRB passou a aceitar solicitações de resseguro sobre riscos para os ramos Transportes.

em termos genéricos. A probabilidade da ocorrência recebe o nome de risco. o seguro se funda no princípio da solidariedade. escritório em Londres e uma subsidiária em Nova Iorque.Onde Estamos O IRB-Brasil Re possui sede própria. e bem mais tarde. são os seguros pessoais. em 24 de fevereiro de 1808. obrigações. acidentes pessoais e eventos que possam afetar pessoas e bens. A empresa tem ainda três Gerências Comerciais. desastres. O seguro de propriedade inclui o mercantil. toma o nome de sinistro. o seguro se classifica em duas grandes categorias. Porto Alegre e no Rio de Janeiro. A Lei 4. na Bahia. que são o seguro pessoal e o de propriedade. que correm os mesmos riscos. à Av. introduzir modificações de profundidade na legislação específica aplicável à atividade. Sujeitam-se a normas emanadas do CMN como instituições financeiras. constituídas como sociedades anônimas. Quanto ao objeto do qual tratam os contratos. capitalização é a aplicação em papéis financeiros. O seguro. o valor econômico dos danos que possam ocorrer a alguns por acontecimento fortuito. O Banco Central regulamenta quanto aos limites de aplicação de suas reservas técnicas nos mercados de renda fixa e renda variável. mediante o recebimento de contribuição preestabelecida. transportes. Denominava-se Companhia de Seguros Boa Fé e se baseava no modelo da Casa de Seguros de Lisboa. contudo. tendo em vista a duração da vida humana. Sociedades de Capitalização Em termos gerais. mediante o pagamento de determinado valor denominado “prêmio” assume a obrigação de pagar indenizações se ocorrerem perdas e danos nos bens segurados. capitalização é o processo de aplicação de uma importância a uma determinada taxa de juros e de seu crescimento por força da incorporação desses mesmos juros à quantia inicialmente aplicada. sem. podem ser objeto de contrato de seguro. materiais ou não. Sua proposta básica é diluir entre os elementos de um grupo. responsabilidades. Nos seus aspectos específicos. 171 . Somente na última década do século XIX iniciaram-se as operações de seguro de vida. subordinando-as a novas disposições legais. surgiriam os seguros de acidentes de trabalho. Todos os bens. em São Paulo. Em outras palavras. o de transportes. Marechal Câmara. além do chamado seguro social. mesmo quando feito por uma empresa seguradora com fins lucrativos. a cujas conseqüências todos estavam expostos e contra as quais se protegem dessa maneira. que. na segunda década do século XX. e também um escritório de representação em Brasília Sociedades Seguradoras Seguradoras são empresas administradora de riscos. Ramo vida: garantem benefícios ou rendas. contra acidentes. Se ela se torna um fato. enquadrou as seguradoras como instituições financeiras. Operou cobrindo apenas dos riscos de transporte e incêndio. contra incêndios. Seguro no Brasil A primeira sociedade seguradora a funcionar no Brasil foi autorizada por decreto do príncipe regente. entre outros Como instituição econômico-social. que tenham valor econômico e estejam sujeitos a riscos. é um contrato pelo qual uma pessoa ou empresa se compromete a indenizar ou garantir outra pessoa ou empresa contra perdas decorrentes de riscos.Rio de Janeiro. com . Ramo saúde: garantem assistência médica em caso de doenças.595/64 (Reforma Bancária) que reformulou o Sistema Financeiro Nacional. adquiridos à vista ou a prazo. garantias e direitos. as seguradoras têm atividades reguladas e controladas pelo CNSP. Operam os seguintes ramos básicos: Ramos elementares: garantem perdas e danos provenientes de incêndios. Os seguros de vida. roubos. A execução de suas funções é fiscalizada pela Susep.

por sua vez. por intermédio de sua subsidiária Brasilcap. a partir da década de 80. capitalização é uma combinação de economia programada e sorteio. embora nada impeça que possam ser estruturados com periodicidades diversas. sendo que o conceito financeiro acima exposto aplica-se apenas ao componente "economia programada". Nas décadas de 40 e 50 a comercialização dos títulos de capitalização proliferou em todo território brasileiro.possibilidade de ganho por meio de sorteios. O Sistema Nacional de Capitalização foi instituído pelo Decreto-Lei n° 261. conforme apelo publicitário no site www. de forma programada. opera com diversos modelos de capitalização. 192. Entretanto. O CNSP é o órgão responsável pela definição da política normativa de capitalização. da Constituição Federal de 1988.bb. de 28.com. Para a venda de um título de capitalização é necessário uma série de formalidades que visam à garantia do consumidor. toda ou em parte. sendo a sua comercialização condicionada à aprovação do órgão. o recebimento da quantia que se pretende economizar ou de um múltiplo dela de conformidade com o plano. devem conter o número do processo aprovado pelo órgão fiscalizador. o funcionamento e as operações das sociedades de capitalização. As reservas técnicas das companhias que operam no setor – constituídas para efetuar os pagamentos de resgate e de sorteio aos titulares dos planos de capitalização – são igualmente supervisionadas pela Susep. este produto recuperou. novos produtos têm sido concebidos. Inciso II. Os planos de capitalização são formatados tecnicamente em prêmios mensais (PM) ou a prêmio único (PU). atingem cada uma seus objetivos no contexto de cada plano. é que contempla as regras básicas dos títulos de capitalização.br/appbb/portal/hs/ourocap/index. Todo novo produto a ser lançado no mercado deve ser submetido previamente a Susep. no período de vigência do título” ou então “ter mais de mil chances de ser sorteado”. tendo sido esta forma de aplicação muito significativa para o desenvolvimento da economia do país. No sentido particular do termo. Cabe a Susep fiscalizar a constituição. Assim como os demais instrumentos financeiros. constituindo os produtos por elas comercializados. onde as duas parcelas. seu status. uma vez que é de competência da União "fiscalizar as operações de crédito. Breve história do mercado de capitalização As Sociedades de Capitalização formam um segmento de mercado bastante particular. A capitalização teve sua origem na França em meados do século XIX foi introduzida no Brasil nos primeiros anos da década de 1930. Para citar como exemplo. os títulos de capitalização deixaram de ser atrativos para o público adquirente.02. capitalização e seguro". . com "prêmio de sorteio" que normalmente é denominado. com o surgimento de planos de capitalização indexados à correção monetária. através do qual o aplicador adquire desde um título através de pagamento único até título por um prazo de 48 meses. oferecendo “a oportunidade para. cujas aplicações retornarão ao cliente. As peças publicitárias de produto. simplesmente. com características distintas. que é o pagamento efetivado pelo comprador do título. A Susep está subordinada ao Ministério da Fazenda. Atualmente. guardar para aquisição de bens e semanalmente concorrer a premiações pelo valor que se propôs a poupar. em parte. de 12/05/2000. É importante não confundir "prêmio". Posteriormente. As sociedades de capitalização devem submeter o seu plano a Susep. o Banco do Brasil. por sorteio. os títulos de capitalização. os títulos de capitalização têm legislação própria. principalmente como propulsora do segmento da construção civil nas principais capitais. ficando a cargo da Susep a execução desta política. com o processo inflacionário crescente e o advento do instituto das cadernetas de poupança.jsp. conforme Art.1967 e é constituído pelos seguintes organismos: Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) Superintendência de Seguros Privados (Susep) Sociedades autorizadas a operar no ramo. num misto de formação de poupança e de premiação por sorteio. a Circular Susep nº 130. Ao longo do tempo. cabendo ao componente lotérico o papel de poder antecipar. poupança e sorteio. corrigidas ao fim do plano. a qualquer tempo.

São entidades constituídas sob a forma de fundação ou sociedade civil. através da Secretaria de Previdência Complementar. é um contrato pelo qual uma pessoa ou empresa se compromete a indenizar ou garantir outra pessoa ou empresa contra perdas decorrentes de riscos. o seguro se classifica em duas grandes categorias. A atividade é exercida por entidade constituída com a finalidade única de instituir planos de pecúlios e/ou rendas. desastres. com a finalidade de instituir planos privados de concessão de benefícios complementares ou assemelhados ao da previdência social. Sua proposta básica é diluir entre os elementos de um grupo. Outras informações sobre fundos de pensão. além do chamado seguro social. por sua vez. o valor econômico dos danos que possam ocorrer a alguns por acontecimento fortuito. quando constituída sob a forma mercantil de sociedade anônima. Das 359 entidades existentes em 2001. contra acidentes. para atender aos funcionários de uma determinada empresa. EFPP são instituições sem fins lucrativos cujo objetivo é a exploração de serviços de previdência privada. que acumularam um ativo total de cerca de R$ 170 bilhões. O seguro de propriedade inclui o mercantil. A probabilidade da ocorrência recebe o nome de risco. está constituída em dois grupos distintos: Entidades Fechadas e Entidades Abertas de Previdência Privada. são denominadas patrocinadoras. Em 2001 a população abrangida pelas EFPP chegou a 6. Se ela se torna um fato. que correm os mesmos riscos. Enquanto os planos de previdência privados fechados são administrados por fundações ou sociedades civis. representando cerca de 15% do PIB brasileiro. entre participantes e dependentes. Como regra geral. . mesmo quando feito por uma empresa seguradora com fins lucrativos. e a previdência privada. entre outros Como instituição econômico-social. mediante o recebimento de contribuição preestabelecida. que. as quais.5 milhões de pessoas. no caso das entidades fechadas. o de transportes. na qual os resultados da entidade são levados ao patrimônio da mesma. além do fato de que o plano de benefícios deve ser oferecido. a todos os empregados da patrocinadora. acessíveis aos empregados ou dirigentes de uma empresa ou grupo de empresas.Entidades Abertas e Entidades Fechadas de Previdência Privada Entidades Fechadas de Previdência Privada O sistema de previdência social no Brasil está construído sobre dois pilares: a previdência social básica. toma o nome de sinistro. ou entidade sem fins lucrativos. mediante contribuição regular de seus participantes. também conhecidas como Fundos de Pensão. 76% são do setor privado. constituídas como sociedades anônimas. O seguro. para atender ao público em geral e empresas diversas. quando constituída sob a forma de sociedade civil. Esta. enquanto que as entidades abertas se vinculam ao Ministério da Fazenda por intermédio da Superintendência de Seguros Privados – Susep. Os seguros de vida. Quanto ao objeto do qual tratam os contratos. os planos abertos são administrados por Bancos ou Seguradoras. são vinculadas ao Ministério da Previdência e Assistência Social. sendo 45% atendidas por entidades do setor público e 55% do setor privado. Entidades Abertas de Previdência Privada São instituições cujo objetivo é a exploração de serviços de previdência privada. Corretoras de Seguros Seguradoras são empresas administradora de riscos. que são o seguro pessoal e o de propriedade. proporcionada pelo Poder Público. obrigatoriamente. para os efeitos do regulamento que as regem. a cujas conseqüências todos estavam expostos e contra as quais se protegem dessa maneira. As entidades fechadas. roubos. de caráter complementar.3. é obrigatório o vínculo empregatício entre o participante e a empresa patrocinadora. são os seguros pessoais. em termos genéricos. contra incêndios. consultar o tópico 9. mediante o pagamento de determinado valor denominado “prêmio” assume a obrigação de pagar indenizações se ocorrerem perdas e danos nos bens segurados. organizando-se sob a forma de entidade de fins lucrativos. o seguro se funda no princípio da solidariedade. A principal distinção entre ambas é que.

publicando. tendo em vista a duração da vida humana. responsabilidades. as seguradoras têm atividades reguladas e controladas pelo CNSP. sem. Sociedades Administradoras de Seguro-Saúde. obrigações. São empresas que administram os planos ou seguros privados de assistência à saúde e que garantem aos segurados a cobertura de despesas médico-hospitalares. Visando promover um equilíbrio nas relações entre os segmentos envolvidos. Os seguros-saúde permitem livre escolha de serviços e reembolso de valores pagos. . São operados por companhias seguradoras. registrados no Conselho Regional e Contabilidade e na CVM. mas tãosomente ao regime de liquidação extrajudicial. Ramo saúde: garantem assistência médica em caso de doenças. controlar e fiscalizar as atividades que garantam a assistência suplementar à saúde. Denominava-se Companhia de Seguros Boa Fé e se baseava no modelo da Casa de Seguros de Lisboa.656/98. normalmente sem qualquer desembolso. apresentar notas e recibos das despesas e receber o reembolso.Todos os bens. Sujeitam-se a normas emanadas do CMN como instituições financeiras. na Bahia. Tem a função de regular. normatizar. O segurado tem a liberdade de utilizar os serviços oferecidos (credenciados ou não). Seguro no Brasil A primeira sociedade seguradora a funcionar no Brasil foi autorizada por decreto do príncipe regente. em 24 de fevereiro de 1808. A seguradora também pode oferecer uma rede de serviços (credenciada ou referenciada). contudo. entre outras coisas.961.595/64 (Reforma Bancária) que reformulou o Sistema Financeiro Nacional. surgiriam os seguros de acidentes de trabalho. através da Lei 9. o parecer respectivo. A seguradora poderá pagar diretamente aos profissionais e organizações médico-hospitalares credenciados que prestaram os serviços. foi criada a Agência Nacional de Saúde Complementar – ANS. anualmente. que tenham valor econômico e estejam sujeitos a riscos. Somente na última década do século XIX iniciaram-se as operações de seguro de vida. A execução de suas funções é fiscalizada pela Susep. Operou cobrindo apenas dos riscos de transporte e incêndio. Operam os seguintes ramos básicos: Ramos elementares: garantem perdas e danos provenientes de incêndios. acidentes pessoais e eventos que possam afetar pessoas e bens. subordinando-as a novas disposições legais. tornou-se o resultado dessas discussões que se iniciaram no Legislativo após a promulgação da Constituição Federal. de 10/01/2000. garantias e direitos. A evolução da regulamentação do setor de saúde suplementar envolveu 10 anos de negociações no Congresso Nacional até ser definida em lei. onde o segurado poderá se utilizar dos serviços. com sede e foro na cidade do Rio de Janeiro e atuação em todo território nacional. na segunda década do século XX. Ramo vida: garantem benefícios ou rendas. transportes. materiais ou não. e bem mais tarde. A Lei 4. que dispôs sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde. Nos seus aspectos específicos. enquadrou as seguradoras como instituições financeiras. Diz ainda a 9656 que as operadoras não podem requerer concordata e não estão sujeitas a falência. podem ser objeto de contrato de seguro. introduzir modificações de profundidade na legislação específica aplicável à atividade. ou efetuar o reembolso ao próprio segurado. Esta lei determina. juntamente com as demonstrações financeiras determinadas em lei. A Lei 9. de acordo com as condições e limites contratados. como autarquia especial vinculada ao Ministério da Saúde. como agência reguladora. que as operadoras dos planos de assistência à saúde deverão submeter suas contas a auditores independentes. O Banco Central regulamenta quanto aos limites de aplicação de suas reservas técnicas nos mercados de renda fixa e renda variável.

Vale destacar que a sua aprovação no Senado somente foi possível pela introdução de determinadas alterações no enunciado legal por meio de Medida Provisória com a concordância dos atores sociais envolvidos – para evitar que o setor permanecesse operando sem regras por mais tempo. 9. Esta MP. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA Transferência ao credor do domínio e posse de um bem. a Lei 9961. institui-se a garantia na construção do imóvel: o construtor obriga-se. Outras são o penhor e a fiança. papéis de crédito ou hipoteca de bens de raiz. que criou a ANS e lhe deu as atribuições de regulação. controle e fiscalização do setor. a garantia é estabelecida em documento para assegurar a qualidade do produto. TIPOS DE GARANTIA: NOÇÕES GERAIS Compromisso adicional que se estabelece numa transação. portanto.665. Também é caução o depósito em títulos da dívida pública como garantia da seriedade de uma licitação ou do cumprimento de um contrato. durante cinco anos. em garantia ao pagamento de uma obrigação que lhe é devida por alguém. durante certo período de tempo e em determinadas condições. CAUÇÃO Contrato pelo qual uma pessoa se obriga a satisfazer e cumprir as obrigações contraídas por um terceiro. Embora conserve a posse do bem. No Sistema Financeiro da Habitação. PENHOR Entrega de bem móvel ao credor como garantia de pagamento da dívida. "Prestar caução". Assim. por exemplo. Seja dívida não é paga no prazo acertado. ou se só for paga uma parte dela. o credor pode executar a hipoteca. que também podem ser (hipotecados). DIREITOS DE GARANTIA: REAIS HIPOTECA Garantia de pagamento de uma dívida dada sob a forma de um bem imóvel (com exceção de navios e aviões. significa fazer depósito em valores. o devedor só readquire sua propriedade após o pagamento integral da dívida. O bem é devolvido a seu antigo proprietário depois que ele resgatar a dívida. que é dado em garantia. entende-se o conjunto formado pela Lei 9656/98 e a MP. que à época tomou a numeração 1. republicada várias vezes leva atualmente o número 2177-44. gerência ou tesouraria de que se é encarregado. ao fim do prazo contratado. se este não as cumprir. a reparar qualquer dano devido a problemas de construção. como forma de assegurar sua realização e/ou lisura. envolve a posse de um bem de valor. o fabricante obriga-se repor ou restaurar o equipamento. Se a dívida não for paga. títulos da dívida pública. . o credor entra em posse definitiva do bem penhorado. em janeiro de 2000. PESSOAIS: FIANÇA E AVAL FIANÇA É um contrato em que o banco (que atua neste caso como fiador) garante o cumprimento da obrigação de seu cliente (neste caso o afiançado). Como marco legal do processo de regulação. Uma forma muito comum é a hipoteca de um imóvel como garantia de pagamento de uma dívida. Geralmente. assumindo a propriedade total do bem. Na área comercial. para responder pelos desfalques que se possam dar na administração. Ao conjunto Lei 9656 mais Medida Provisória foi acrescida.

em ordens de compra. equipamentos.. direta ou indiretamente. materiais. • contratos de prestação de serviços em empreitadas. cuja delimitação de prazo seja impraticável. • liberação de veículos e outros bens móveis. comprovada através de cópias de pedidos. • contratos de integralização de capitais (pessoas jurídicas). equipamentos. sujeito a correção monetária). taxas (prazo indeterminado sujeito a multa.. • contratos de fornecimento de mercadorias. em um determinado valor e num determinado período. . • contrato de execução de obras adjudicadas por meio de concorrências públicas ou particulares. previdenciários. garantindo praticamente um limite de crédito para compras. no País. matéria-prima. tomadas de preços. pedidos de mercadoria ou assemelhados. desde que assegurado o cumprimento das obrigações assumidas pelas partes contratantes. sujeito a correção monetária). • mediante a entrega. máquinas. juros e correção monetária). máquinas. equipamentos e mercadorias retidos nas alfândegas e outros órgãos públicos (prazo indeterminado sujeito a multa. ao banco. juros e correção monetária). ensejar aos favorecidos a obtenção de empréstimos em geral. • outras formas de cumprimento de obrigações não vedadas pelo Banco Central. As cartas de fiança concedidas devem ser sempre por prazo determinado. • liberação de máquinas. • adiantamentos relativos a contratos de prestação de serviços. penhor mercantil ou hipoteca. • obtenção de liminar resultante de mandado Z segurança destinado a sustar cobrança de impostos. ou o levantamento de recursos junto ao público. A fiança é normalmente baixada: • quando do término do prazo de validade da Carta de Fiança. • contratos de construção civil. • aquisição ou compra de mercadorias. o prazo é de 6 meses). faturas próforma. exceto para garantir interposição de recursos fiscais ou que sejam garantias prestadas para produzir efeitos perante órgãos fiscais ou entidades por elas controladas. convênio. ou que assegurem o pagamento e obrigações decorrentes da aquisição de bens e serviços • que não tenham perfeita caracterização ao valor em moeda nacional e vencimento definido. • compra específica de mercadorias. não está sujeita ao IOF. etc (prazo indeterminado. liberando a garantia prestada. produtos. ou simplesmente adiantamentos ou sinais (importâncias entregues antecipadamente por conta de serviços ou outros). não podendo exceder a 12 meses (nas concorrências públicas. guia de importação. da declaração do credor (beneficiário). matérias-primas (no País ou no exterior). sujeito a multa. até determinado valor. juros e correção monetária. • contratos de execução de obras. matérias-primas. O Banco Central autoriza a outorga de carta de fiança nas seguintes situações" • participações em concorrências públicas ou particulares. • isenção de tributos junto à alfândega. • mediante devolução da Carta de Fiança. O Banco Central veda a outorga de carta de fiança nas seguintes situações: • que possam. e não de empréstimo. contratos. • contratos de prestação de serviços em geral. conforme condições expressas. . licitações. • interposição de recursos em processos administrativos judiciais (prazo indeterminado.Por tratar-se de garantia. etc . • operações ligadas ao comércio exterior. caução. trabalhistas ou seu parcelamento (prazo indeterminado. • produtos. • pagamentos de débitos fiscais. para permanência temporária de máquinas. ordens de compra. vinculados a contratos por alienação fiduciária.

• aos parentes até o segundo grau das pessoas a que se refere a alinea anterior. em cada caso. Para preencher a lacuna existente. que permite recuperar os depósitos ou créditos mantidos em instituição financeira. a reorganização da empresa ou exigir medidas de capitalização. o aval em branco .000. letras imobiliárias e letras hipotecárias. O valor máximo. e • as pessoas jurídicas. Tipos: o aval completo / pleno / em reto . depósitos a prazo. fiscais e semelhantes. assumida por um banco. No caso de conjuntas com CPF diferente. de cujo capital participem com mais de 10%. O Fundo Garantidor é uma entidade privada. em limites que forem fixados pelo Conselho Monetário Nacional. que administra um mecanismo de proteção aos correntistas. . letras de câmbio.traz o nome da pessoa em favor é quem é dado. bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o segundo grau. a fim de garantir o pagamento de um título de um cliente preferencial. Os mecanismos usados para sanear as instituições eram de pouca eficiência. em caso de falência ou de sua liquidação. O aval pode ser completo (quando o banco garante toda a divida) ou parcial (quando o banco garante parte da dívida). AVAL É uma obrigação. O patrimônio dos bancos não se confunde com o patrimônio dos fundos de investimento financeiro que eles administram. poupadores e investidores. em caráter geral. a alienação de controle. sob a forma de Fundo Garantidor de Créditos. quaisquer os diretores ou administradores da própria instituição financeira. depósitos em caderneta de poupança. O Bacen não dispunha de poderes suficientes com os quais pudesse efetivar o afastamento de administradores. quando se tratar de operações lastreadas por efeitos comerciais resultantes de transações de compra e venda ou penhor de mercadorias. São as instituições financeiras que contribuem com uma porcentagem dos depósitos para a manutenção do FGC. à aquisição de terrenos que não se destinem ao uso próprio ou que se destinem à execução de empreendimentos ou unidades haitacionais • a diretoria do banco e membros dos conselhos consultivos ou administrativos. é de R$ 20. Fundo Garantidor De Crédito (FGC) Até 1995. mas não garante investimento em fundos. bem como aos respectivos cônjuges. por qualquer forma. exceto quando se tratar de operações ligadas ao comércio exterior. foi criado um mecanismo com objetivo de proteger os titulares de créditos perante instituições financeiras. haverá o direito de indenização por titular.• em moeda estrangeira ou que envolva risco de variação de taxas de câmbio. com ou sem emissão de certificado (CDB/RDB). pois dependiam das próprias sociedades interessadas. As seguintes modalidades financeiras são objeto da garantia proporcionada pelo FGC: depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio.não traz o nome da pessoa sendo mera assinatura do avalista. com mais e 10%. sem fins lucrativos. • as pessoas físicas ou jurídicas que participem do capital do banco. o débito daí resultante passa a ser uma operação de crédito sujeita ao IOF. independentemente do valor total e da distribuição em diferentes formas de depósito e aplicação. • vinculadas. o Banco Central não possuía um firme mecanismo de ação preventiva visando à recuperação das instituições financeiras diante de situações e que aos mesmo tempo protegessem os clientes de perdas decorrentes de alguns distúrbios no sistema.00 por depositante ou aplicador. Se a afiançada não cumprir com as obrigações e o banco louvar a fiança concedida. por instituição. salvo autorização específica do BC. entretanto um casal com o mesmo CPF e contas distintas somente terá direito a uma indenização.

pode . por exemplo.025% do montante mensalmente escriturado relativo aos saldos das contas correspondentes às obrigações objeto de garantia. se levada ao extremo. distribuição e consumo de bens e serviços. segundo os objetivos governamentais: estruturais. segmentos da sociedade se beneficiarão com as diretrizes econômicas emanadas do Estado. Convém ressalvar. de estabilização conjuntural e de expansão.Participam do FGC as instituições financeiras e as associações de poupança e empréstimo responsáveis pelos créditos garantidos. o principal órgão executor da política monetária é o Banco Central. As práticas seletivas. Cada uma dessas modalidades apóia-se numa corrente ou mais de pensamento econômico e liga-se a critérios políticos e ideológicos. a política monetária constitui atualmente um instrumento de combate aos surtos inflacionários. alterando a distribuição de renda ou nacionalizando empresas estrangeiras. 0 alcance e o conteúdo de uma política econômica variam de um país para outro. do nível de atuação dos grupos de pressão (partidos. As empresas vinculadas contribuem com 0. controlando a taxa de juros por meio da fixação das taxas de redesconto 'cobradas dos títulos apresentados pelos bancos. podem ocorrer reformulações estruturais e medidas de combate à inflação. Sua maior eficácia em relação às outras políticas econômicas se deve à flexibilidade com que pode ser aplicada e ao conjunto de medidas práticas que põe ao alcance das autoridades. A política de expansão tem por objetivo a manutenção ou a aceleração do desenvolvimento econômico. De maneira geral. regulando as operações de open market ou impondo aos bancos o sistema de reservas obrigatórias (depósitos compulsórios) para garantir a liquidez do sistema bancário. de tal maneira que estes sejam plenamente utilizados e tenham um emprego tão eficiente quanto possível. da regulação do crédito. regulando o funcionamento do mercado (proibição de monopólios e trustes) ou criando empresas públicas. a política econômica depende da própria visão que os governantes têm do papel do Estado no conjunto da sociedade. encarregada da emissão de moeda. visam sobretudo a direcionar o crédito para as atividades mais rentáveis e produtivas da economia. associações de classe e movimentos de opinião pública). podem-se classificar as políticas econômicas em três tipos. que essa "autonomia monetarista". No Brasil e em outros países. podem ser adotadas medidas restritivas ou práticas seletivas. desobrigando-as de submeter suas decisões ao legislativo. 10. Finalmente. A política estrutural está voltada para a modificação da estrutura econômica do país (podendo chegar até mesmo a alterar a forma de propriedade vigente). Nesse caso. Pode envolver tanto uma luta contra a depressão como o combate à inflação ou à escassez de determinados produtos. As primeiras geralmente ocorrem em períodos de elevada inflação ou crise no balanço de pagamentos e consistem na fixação dos limites de crédito bancário e na redução dos prazos de pagamento dos empréstimos. da natureza do regime social. A política monetária pode recorrer a diversas técnicas de intervenção. NOÇÕES DE POLÍTICA MONETÁRIA Conjunto de medidas adotadas pelo governo visando a adequar os meios de pagamento disponíveis às necessidades da economia do país. NOÇÕES DE POLÍTICA ECONÔMICA Conjunto de medidas tomadas pelo governo de um país com o objetivo de atuar e influir sobre os mecanismos de produção. quando o Estado passou a intervir diretamente na economia para controlar as crises cíclicas do sistema e promover e orientar o desenvolvimento. desde o mercantilismo. Essa adequação geralmente ocorre por meio de uma ação reguladora exercida pelas autoridades sobre os recursos monetários existentes. esse órgão põe ao alcance dos bancos os mesmos serviços que eles prestam a seus clientes. Na maior parte dos países. De maneira geral. proteção alfandegária e maior rigor na política cambial contra a concorrência estrangeira. Em relação ao crédito. passando pelo liberalismo econômico . essas medidas obedecem também a critérios de ordem política e social .laissez-faire e intensificando-se após a crise econômica de 1929. da manutenção do padrão monetário e do controle de câmbio. entidade do Estado ou dele dependente. regulamentando os conflitos trabalhistas. dependendo do grau de diversificação de sua economia. sindicatos. quais. por sua vez. Embora dirigidas ao campo da economia.na medida em que determinam. com exclusão das cooperativas de crédito. Essa subordinação das decisões governamentais a posições teóricas acompanhou todo o desenvolvimento do capitalismo. A política de estabilização conjuntural visa à superação de desequilíbrios ocasionais. no entanto.

05) . ao lucro que o capital proporciona a quem o possui. por sua vez. Para os economistas clássicos.00 = R$ 50. formando um montante sobre o qual é calculado o juro seguinte. cujo movimento acompanham.125 R$ 157. alcançasse o mais alto nível de atividade econômica. o juro vencido e não pago é somado ao capital emprestado.50 juros do 3º ano = 5% de R$ 1102. conseqüentemente. Quando o juro é calculado sobre o montante do capital. transformada em instrumento de uma política de desenvolvimento econômico ou de combate à inflação. c é o capital emprestado. a taxa de juros vem associada à taxa de lucro marginal e não à taxa de lucro médio. FORMAÇÃO DA TAXA DE JURO JURO. a "renúncia" do dono do capital à liquidez. o cálculo do juro composto seria o seguinte: j = R$ 1000 (1+0. a Igreja teve de fazer . Mas. os economistas clássicos como Adam. para agilizar a economia. num pólo do pensamento econômico. o resultado será: juros simples = 3 X 5% de R$ 1000. resultante da produção capitalista. por um período de três anos. ou seja. Na teoria marginalista. Para o cálculo do juro composto.c. Smith. Deve-se dizer. para quem a regulação da atividade econômica deve ser exercida pelo rígido controle do crescimento da massa monetária. A contribuição decisiva para a teoria do juro foi oferecida por John M.00). É o que afirmam. considera o juro a participação financeira no lucro (forma de expressão da mais-valia) do capitalista produtivo. no outro pólo. A reboque dos fatos. a cobrança de juros constituía. as novas exigências de capitais mais vultosos estimularam a cobrança de juros. porém. os partidários da escola de Chicago. um problema ético. Marx. por exemplo.00 juros do 2º ano = 5% de R$ 1050. A cobrança também foi considerada o pagamento de um serviço. que a determinação da taxa de juros como instrumento de política econômica tem sido considerada pouco eficaz. Na medida em que o juro composto é calculado sobre um montante cada vez maior. era terminantemente proibida pela Igreja na Idade Média. uma compensação pelo fato de o dono do capital deixar de dispor desse dinheiro. Keynes.50 = R$ 55. e afirma que a taxa de juro deve ser inferior à taxa média de lucro. A política econômica ideal seria a de baixar a taxa de juros até o ponto em que. n é o número de períodos (um ano.00 Se o juro for composto. Alguns keynesianos propuseram a instituição de uma taxa de juros alta.625 0 juro composto (R$ 157.00 = R$ 52. é chamado de juro simples. uma vez que o peso do juro no custo da produção não é significativo. Antes da expansão comercial e do desenvolvimento do capitalismo. Ricardo e Marx associam de alguma forma a taxa de juro à taxa de lucro.ocasionar graves distorções e resultados muitas vezes desastrosos. que tanto pode ser utilizada em investimentos quanto em consumo ou especulação. As várias correntes econômicas também se posicionam sobre as variações da taxa de juros.00 = R$ 150. A essa posição contrapôs-se o próprio Keynes. 0 cálculo do juro composto pode ser simplificado mediante a fórmula j = c(1+i)n . cresce com uma taxa de juros baixa. aliada à preferência pela liquidez. o resultado será: juros do 1º ano = 5% de R$ 1000. uma semana etc. A conseqüência prática da teoria keynesiana do juro foi possibilitar a manipulação da oferta monetária disponível e. alterar a taxa de juros. Chamada de usura. Esta seria determinada pela oferta e procura da moeda. com a expansão do comércio. quando considerou que a extensão da poupança é determinada pelo fluxo de investimento e este. isto é. ou seja. Suponhamos um empréstimo de R$ 1000. Se o contrato estabelecer juros simples.00 a 5% ao ano. Os economistas clássicos atribuíam a cobrança de juros à produtividade do capital. No exemplo anterior. atuando como fator de desestímulo ao gasto de recursos escassos e de incentivo à poupança.R$ 1000 = 157. seu resultado será sempre maior do que o juro simples. com pleno emprego. para quem a quantidade de moeda.) ou intervalos nos quais o juro é composto. e. Do ponto de vista teórico. é que determina a taxa de juros. Remuneração que o tomador de um empréstimo deve pagar ao proprietário do capital emprestado.625. que deveria aumentar em conformidade com uma taxa previamente determinada ou limitada a uma estreita faixa de variação. essas variações são decorrência das variações na taxa de lucro. da possibilidade de dispor de um capital. i é a taxa de juro. onde j é o juro a ser calculado. os defensores das reformas estruturais.625) é maior do que o juro simples (R$ 150. em relação à curva de lucro. Keynes explicou a cobrança de juros pela escassez de capital (fator objetivo) e por um elemento subjetivo. Outros viram na cobrança de juros uma compensação pela "espera".

como aconteceu com o Brasil no final dos anos 70 e início dos anos 80. atualmente. • configura os bancos comerciais como entidades financeiras monetárias. a reforma calvinista aceitou e justificou "teologicamente" a cobrança de juros. • é chamada de captação a custo zero (dinheiro gratuito) Existe entretanto um custo implícito na abertura e movimentação da conta (custo operacional da conta) para fazer frente a este custo. sem contar a correção monetária do montante emprestado.concessões e passou a proibir somente a cobrança de juros em empréstimos destinados ao consumo pessoal. Embora ainda existam limites para a cobrança de juros. São aqueles incidentes tomando-se por base um ano de 365 dias. Renda. . em conseqüência de ato do devedor. juros decorrentes da mora. a Constituição de 1988 estabeleceu que o juro real máximo a ser cobrado pelo sistema financeiro é de 12% ao ano. inexistindo correção monetária. Tabela Price. JUROS FLUTUANTES. JURO REAL. pagos durante todo o período do empréstimo. Vigentes no mercado no momento do pagamento dos juros das dívidas contraídas. fixados pelos movimentos do mercado. É o juro correspondente a um empréstimo ou financiamento. isto é. Ao contrário dos juros fixos. de acordo com uma taxa preestabelecida em contrato. livremente movimentáveis: • é atividade típica e distintiva dos bancos comerciais. DEPÓSITO À VISTA A captação de depósitos a vista. No século XVI. desconto de duplicata. JUROS DE MORA. com pequenas variações conforme a política de cada estabelecimento. Os valores são. John Maynard. JURO NOMINAL. possuem finalidade econômica e são estabelecidos pelas autoridades monetárias de cada país. Marx. incluindo a correção monetária do montante emprestado. mas foi somente no século XVIII que os estudiosos começaram a buscar uma justificativa econômica para a cobrança de juros sobre os empréstimos monetários. Esse dispositivo constitucional necessita de lei complementar para ser regulamentado. JUROS EXATOS. Veja também Keynes. Karl Heinfich. Quando a inflação é zero. em geral. os bancos podem estabelecer valores mínimos para a abertura e manutenção de saldo médio. É o juro cobrado ou pago sobre um empréstimo ou financiamento. onerando extraordinariamente o serviço da dívida. empréstimo pessoal. giram em torno de taxas comuns a todos os bancos. relacionados à prestação de serviços aos clientes. 11. uma vez que a Constituição não esclarece o que significa juro real nem estabelece as sanções para aqueles que infringirem a norma. esses limites. os juros flutuantes trazem surpresas muito desagradáveis para os devedores. No Brasil. pois podem elevar-se acentuadamente antes do término do pagamento de um empréstimo. cuja remuneração ao banco é obtida através do float (permanência de recursos transitórios dos clientes no banco) ou pela cobrança de tarifa de prestação de serviço. o juro nominal é equivalente ao juro real. A taxa de juros cobrada pelos bancos nas operações efetuadas junto aos clientes varia com o tipo de operação realizada: cheque especial. capital de giro etc. isto é. JURO BANCÁRIO. do atraso no pagamento de algo. PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS Depósitos a Vista e demais Produtos Vinculados a Prestação de Se Bancários Entende-se por produtos de serviços os.

DEPÓSITOS A PRAZO (CDB e RDB) Depósito a Prazo e demais produtos de Captação A captação de recursos é uma das funções das mesas de operações das instituições financeiras desempenhada pela chamada mesa de captação". depósito ou pagamento • os cheques acima de R$ 100. • deve ser a apresentado para pagamento no prazo 30 dias da emissão (quando emitido no lugar onde deve ser pago). Cheques cruzados • os cheques cruzados não podem ser descontados. ou seja. Recusa de pagamentos de cheques • os bancos podem recusar o pagamento de cheques nos seguintes casos: • insuficiência de fundos (cheques sem fundo). assim. assume características de uma promissória. utilizando: • depósitos • cheques • ordens de pagamento. Cheques nominativos x ao portador • Após o plano Collor. Cheques • cheque é uma ordem de pagamento a vista (considera-se não escrita qualquer menção em contrário). emprestando um recurso antes de realmente dispor dele. • o cheque pré-datado não é juridicamente válido. operações que envolvam a definição de taxa de juros e. através dela são movimentados os recursos do cliente. • encerramento de contas. • os cheques administrativos. • o portador do cheque tem o prazo de 6 meses para promover a execução (ação de cobrança judicial do cheque) contra seu emitente ou avalista sob pena de prescrição (perder o direito a esta ação judicial). .A conta é o produto básico de relação entre o cliente e o banco. As mesas de operações centralizam as operações com o mercado. caso contrário em 60 dias. • irregularidade formal (erro no preenchimento). por conseguinte.cidade) pois do contrário dão origem aos chamados "saques sobre valor" onde o banco perde reservas pois estaria. no mesmo dia.00 se não forem nominativos serão devolvidos (sem que o nome do emitente vá para o cadastro de emitentes de cheques sem fundos). • divergência ou insuficiência na assinatura do emitente. na verdade. apenas depositados. todos os cheques são obrigatoriamente nominativos. • etc. o spread que é a diferença do custo do dinheiro tomado captado) e o custo do dinheiro vendido (na norma de empréstimo). • contra-ordem escrita do emitente (bloqueio).. visados ou DOC de emissão do próprio correntista são movimentados como se dinheiro fossem. mas na prática tem sido utilizado e. via cheque (ainda assim caso sejam da mesma praça . Saques sobre valor • valores depositados em cheque (que somente entram para as reservas ao banco após sua compensação) somente podem ser movimentados. embora sempre compensados. que para saque..

Para os CDB -pós. CDB (Pré/Pós) CDB . são os mais antigos títulos de captação de recursos utilizados pelos bancos comerciais. COBRANÇA E PAGAMENTO DE TÍTULOS E CARNÊS A cobrança de títulos foi o produto mais importante envolvido pelas instituições nos últimos 10 anos.A função da mesa de captação é formar uma taxa para captação através de CDB/RDB que seja baixa o bastante para garantir o lucro nas operações de empréstimo (dos recursos captados através dos CDB/RDB) alta o bastante para ser atrativa para os investidores. aumentam a quantidade de recursos transitórios e permitem maiores aplicações destes recursos em títulos públicos. deduzidas as despesas de imposto de renda. CDB Rural São títulos cuja captação é específica dos bancos comerciais e múltiplos com carteira comercial. cuja rentabilidade é definida no ato da negociação podendo ser pré-fixada ou pós-fixada. Desde que respeitados os prazos mínimos.inflação) somente será conhecido no dia do resgate. pró-trateamento da TR nas operações cujo prazo não seja múltiplo de 30 dias será sempre feito nos primeiros dias de vigência do contrato até a data base. que embutem uma expectativa inflacionária na taxa nominal. CDB com taxa flutuante Nas aplicações com prazo mínimo de 30 dias. . Para títulos pós fixados em TR. o CDB é transferível antes do vencimento por endosso em preto (nominativo). mas podem ser renovados. Servem para aumentar o relacionamento instituição financeira x empresa. o prazo mínimo é de 4 meses. Não podem ser prorrogados. já que o ganho real (nominal . de repactuar a cada 30 dias a taxa de remuneração do CDB. ao final do prazo estabelecido. Seus prazos são idênticos aos do CDB. para o investidor. dentro de critérios já estabelecidos no próprio contrato. acrescido do rendimento obtido por taxa de juro negociada.Recibo de Depósito Bancário Investimento que garante ao cliente o resgate do valor aplicado. É um título intransferível que se destina às aplicações de pessoas físicas e jurídicas com conta corrente no banco. existe a possibilidade.Certificado de depósito bancário e o RDB . RDB . Este recibo é intransferível. A diferença fundamental é que os recursos captados por este títulos devem ser obrigatoriamente utilizados para o financiamento da comercialização de produtos agropecuários e/ou máquinas e equipamentos agrícolas. bancos de investimentos e bancos múltiplos com pelo menos uma dessas carteiras. O prazo mínimo é de 30 dias para títulos prefixados.Recibo de depósito bancário. o. É um título de renda fixa com prazo predeterminado. a comprovação desta utilização se dá através de mapas enviados ao BC.

consolidação do relacionamento com o banco 4. 2. o banco credita o valor na conta do cliente (cedente). • Para o Cliente: 1. • duplicata é um título de crédito formal e nominativo emitido pelo vendedor com a mesma data. Vantagens da cobrança de títulos: • Para o Banco: 1. o pagamento somente poderá ser feito na agencia emissora do bloquete). • fatura é uma relação de notas fiscais que correspondem a uma venda a prazo. • cobrança antecipada: eliminação de tributos de vendas a prazo. pelos créditos das liquidações 2. inexistência do risco de crédito. aumento das receitas pela cobrança de tarifas sobre serviços 3. Os títulos a serem cobrados (ou modernamente apenas seus dados. o sacado paga. OBS. Os valores resultantes da operação de cobrança são automaticamente creditados na conta corrente da empresa cliente no prazo estipulado entre o banco e o cliente. • cobrança caucionada: cobrança das garantias de contratos de empréstimos • cobrança de títulos descontados: desconto de títulos. o banco emite os bloquetes aos sacados (aquele que deverá pagar o valor do bloquete). crédito imediato dos títulos cobrados 3. capilaridade da rede bancária 2. Diferentes tipos de cobrança (criados devido a concorrência): • cobrança imediata: sem registro de títulos. PAGAMENTOS DE TÍTULOS E CARNÊS Os títulos a pagar de um cliente têm o mesmo tratamento de seus títulos a receber (cobrança).: nota fiscal x fatura x duplicata • nota fiscal é um documento fiscal. valor global e vencimento da fatura que lhe deu origem e representa um direito de crédito do sacador (vendedor) contra o sacado (comprador). aumento dos depósitos à vista.após o vencimento. 4. . garantia do processo de cobrança (quando necessário o protesto) Processo de cobrança bancária: 1. • cobrança de cheques pré-datados: cobrança remunerada: remuneração dos valores cobrados. comprovante obrigatório da saída de mercadoria de um estabelecimento comercial ou industrial. • cobrança seriada: para pagamento de parcelas • cobrança de consórcios: para pagamento de consórcios. 3. consolidação do relacionamento com o cliente 4. A propriedade da duplicata pode ser tranSTerida por endosso. via computador) são passados ao banco. • cobrança casada: cedente sensibiliza sacado e vice-versa. • cobrança programada: garantia do fluxo de caixa do cedente. • cobrança indexada: em qualquer índice ou moeda.A cobrança é feita através de bloquetes que podem circular pela câmara de compensação (câmara de integração regional) o que permite que os bancos cobrem títulos de clientes em qualquer praça (desde que pagos até o vencimento .

os bancos podem também ficar incumbidos de pagar ao público. necessitam manter diferentes contas correntes em diferentes agências de um banco. transfere saldo de uma conta para outra de modo a manter os níveis desejados em cada uma delas. • banco. A circular do BC 1. via computador.BANCO VIRTUAL) A evolução das tecnologias de informática e telecomunicações permitiu a troca eletrônica de informações entre banco e cliente. quando desempenham este papel.O cliente informa ao banco.850/90 estabeleceu que os tributos arrecadados terão o mesmo tratamento dos depósitos a vista para efeitos do depósito compulsório (não geram float). estão substituindo as antigas coletorias de impostos que tradicionalmente faziam a cobrança e recebimento dos mesmos. entrega de comprovantes necessários ao pagamento.. para agencias em praças diferentes. portanto. Ultimamente esta tarefa também tem sido atribuída a agências de correio. • cliente determina o nível de saldo que deseja manter em cada uma dessas contas correntes. A ordem de pagamento OP é utilizada para pagamentos ou depósitos dentro do mesmo banco. mesmo estando em praças diferentes. INTERNET BANKING (HOME/OFFICE BANKING. por diversas razoes. OBS. que estabelecem as condições de arrecadações e repasses desses tributos/tarifas. como por exemplo • restituição do Imposto de Renda. • Home banking • EDI. As tarifas ficam de fora e. continuam gerando float bancário.: os bancos. ao final de cada dia. • PIS • FGTS • ETC. os dados sobre seus fornecedores. com datas e valores a serem pagos e. criando a possibilidade de novos produtos de serviços como.. através de acordos e convênios específicos. TRANSFERÊNCIA AUTOMÁTICA DE FUNDOS Este serviço é prestado a clientes que. ARRECADAÇÃO DE TRIBUTOS E TARIFAS PÚBLICAS São serviços prestados à instituições públicas. se for o caso. informando ao cliente todos os passos executados. por exemplo. o banco organiza e executa todo o fluxo de pagamento do cliente. via débito em conta DOC ou ordem de pagamento. REMOTE BANKING . . De posse desses dados. O documento de crédito (DOC) é utilizado para pagamentos ou depósitos entre bancos. Por outro lado.

• cotações de moedas. da seguinte forma: • Base de difusão de informação pelo banco • central de atendimento • unidade de resposta audível (talker) • talker com fax • telex • micro • mainframe (servidor de redes de computador) • Canal utilizado para envio da informação: • modem (modelador / demodulador) -aparelho que transforma as informações do formato gerado pelo computador. bem como o seu meio. • consultas sobre posição de aplicações e resgate de fundos. impedindo que os mesmo sejam interceptados por terceiros. para o formato aceito pela linha de comunicação e vice-versa. • consulta de movimentações em conta corrente. • os computadores do banco e cliente não necessitam ser os mesmos. contas a pagar. • linha telefônica (todas com a mesma função . • criptografia (codificação) dos dados que estiverem trafegando na linha telefônica. Serviços prestados através do homebanking • Consulta de saldos em conta corrente e caderneta de poupança. qualidade e quantidade de informação transferida) • discada • dedicada • transdata da embratel • Renpac • FM (receptor especial) • Veículo do cliente • telefone . índices e bolsa de valores" • solicitação de alterações dos seus títulos em cobrança. • solicitação de talões de cheques. considerando o home banking a troca eletrônica de informações entre o banco e o cliente podemos classificar as duas pontas da comunicação.transferência de informações . • fibra ótica. deve haver.HOME BANKING Conceito • ligação entre o computador (ou fax) do cliente e o computador do banco características • a ligação é feita através da linha telefônica podendo ser pública ou privada e utilizando os mais diferentes meios como: • cabo. o que é possível devido à utilização de: • senha para que o computador do banco possa reconhecer quem e o cliente que esta se comunicando com ele. porém compatibilidade entre eles • é necessária uma segurança na conexão e na transmissão dos dados. • consultas de saldo e movimentação de cobrança.diferindo na velocidade. • movimentação de conta. • satélite.

FUNDOS MÚTUOS DE INVESTIMENTO Fundo Mútuo de Investimento em Debêntures e Notas Promissórias (Commercial Papers) Semelhante aos fundos de renda fixa. A diferença essencial é que: • os fundos de renda fixa carregam títulos de emissão de instituições financeiras. . O DINHEIRO DE PLÁSTICO Trata-se de uma série de alternativas ao papel moeda que tem como objetivo facilitar o dia a dia das pessoas e. em muitas situações.. é um fator e despesas para os bancos (investimentos em instalações). O atendimento dentro de agências. é o de atendimento ao cliente fora das agencias. • os Fundos Mútuos de Investimento em Debêntures e Notas Promissórias carregam títulos de emissão de empresas.• • • • • • fax telex monitor de videotexto microcomputador terminal ponto de venda pager REMOTE BANKING O conceito de remote banking. aplicar e etc. representam um incentivo ao consumo. por outro lado. • Remessa de numerário ao cliente. além de ser.. um incômodo ara os clientes (trânsito e filas). Serviços oferecidos • Saques em dinheiro • pontos de atendimento externo tipo rede banco 24 horas • pontos de atendimento interno tipo balcão eletrônico • pontos de atendimento externo em postos de gasolina e redes de lojas • Depósitos fora do caixa dos bancos • depósitos nas redes tipo banco 24 horas • depósitos expressos em caixas coletoras • depósitos em cheque pego em casa de clientes • Entrega em domicílio de talões de cheque • em mãos • via correio • Pagamento de contas fora do caixa dos bancos • terminais de auto-pagamento • coletas de contas em casa para posterior pagamento e devolução de recibo pelo correio • envio das contas a pagar através dos correios • Débito automático em conta corrente de concessionárias de serviços públicos e outras empresas • Troca de informações constante com os bancos via home banking para obter extrato. Portanto o remote banking foi uma solução encontrada pelos bancos.

no mínimo. • cotas de FIF e títulos de renda fixa. negociáveis no pais. HOT MONEY . Sua composição consiste. • posições em mercados organizados de liquidação futura. FMIA-CIL no limite mínimo de 95%. portanto. Carteira de aplicações: • 51% em ações de companhias abertas. com a possibilidade de alcançar maiores ganhos ou perdas. Aplicações e restantes feitos por telefone (Com créditos e débitos automáticos na conta corrente). As demais características são idênticas às dos FMIA / FMIA-CL. Resgate . Pode manter posições em mercados organizados de liquidação futura . adquiridos em bolsas de valores. mercados de balcão organizados. acesso às Debêntures (hoje inacessíveis pelos seus altos valores de face). de 51% de suas aplicações em: • ações. Os saldos dos recursos podem ser aplicados em cotas de FIF ou títulos de renda fixa.conversão das cotas é feita no dia seguinte.carteira livre (FMIA-CL) É um fundo de ações que tem a alternativa de concentrar suas aplicações em operações de maior risco e. O saldo de recursos (até 49%) poderá ser aplicado em • outros valores mobiliários de emissão de companhias abertas. Fundo de Investimento em Cotas de Fundo Mútuo de Investimento em ações Fundos cuja carteira é composta de aplicações em cotas de FMIA. Fundo Mútuo de Investimento em ações . • cotas de FMIA e FMIA-CL.máximo 9% do PL.Permitem que pequenos e médios investidores tenham. • cotas de FIF e títulos de renda fixa. Estes fundos foram uma alternativa para pequenas instituições que não possuem uma infra-estrutura para adequada análise do mercado de ações. Instituições não financeiras podem administrar estes fundos. indiretamente. Formado por cotas com variação diária de valor. envolvendo contratos referenciados em ações ou índices de ações desde que não caracterize operações de hedge ou rendimentos pré-fixados. • outros valores mobiliários emitidos por companhias abertas. O resgate pode ser efetuado a qualquer tempo. de empresas do Mercosul. bônus de subscrição e debêntures conversíveis em ações das companhias abertas • de depósito de ações. ou durante o período de distribuição pública. embora os estatutos prevejam a possibilidade de carência. Fundo Mútuo de Investimento em ações (FMIA) É um fundo destinado a investidores atraídos pelo mercado de ações que não tenham tempo ou conhecimento para investir.

Os encargos são cobrados de acordo com sua utilização. É comum criar-se um contrato fixo de hot money para cada cliente.8575% CONTAS GARANTIDAS / CHEQUES ESPECIAIS É um tipo de empréstimo em que são utilizadas em conjunto duas contas: • a conta corrente de livre movimentação • a conta garantida A conta garantida é uma conta de crédito com um valor limite. sem aplicação. CRÉDITO ROTATIVO (CABCR) São linhas de crédito abertas com determinado limite que as empresas utilizam a medida de suas necessidades. com todas as regras e permitindo que cada liberação de recursos seja feita por fax. sobre valores referenciados em duplicatas de cobrança ou notas promissórias. feito pelo banco. • taxa do Hot = 119%. Normalmente é movimentada pelo cliente através de seus cheques. o desconto de duplicatas é feito sobre títulos com prazo máximo de 60 dias e prazo médio de 30 dias. Exemplo: • Taxa do CDI = 17%.75% sobre 19% = O. portanto. ou seja. incluindo multa e/ou juros de mora pelo atraso. em manutenção de reservas e livre movimentação em stand by e. A medida que entram recursos na conta corrente do cliente.PIS = 2% . caso o título não seja pago pelo sacado. o cedente assume a responsabilidade do pagamento. A formação da taxa do Hot Money é baseada na taxa do CDI do dia da operação mais o PIS mais um spread. desde que não haja saldo disponíveis em sua conta corrente de movimentação. Para o cliente garante uma fluidez de recursos. FINANCIAMENTO DE CAPITAL DE GIRO . na mesma forma das contas garantidas DESCONTOS DE TÍTULOS (NOTAS PROMISSÓRIAS / DUPLICATAS) É o adiantamento de recursos aos clientes. eles são usados para cobrir o saldo devedor da conta garantida. Para as reservas do banco pode ser um problema pois implica.O. A operação de desconto dá direito de regresso. Normalmente.1425% • Receita bruta do banco = margem da operação = 2% • Receita líquida do banco = receita bruta .É o empréstimo de curtíssimo prazo normalmente de 1 dia e no máximo de 10 dias. Para o Banco é um poderoso recursos mercadológico.1425 = 1. • margem da operação = 2% • PIS = O. no vencimento. telefone ou telex eliminando fluxo de papéis. de forma a antecipar o fluxo de caixa do cliente.

opera plenamente com operações de "leasing". Na China Comunista. COILLOT critica o termo "crédit-bail" (crédito-arrendamento) e propõe que seja substituído por "equipement-bail" (equipamento-arrendamento). caso o locatário queira tornar-se proprietário da coisa. a utilização da coisa. A matéria de que vamos tratar é conhecida simplesmente como Ieasing" e. ou até operações entre bancos centrais e o World Bank" de Washington. a França apelidou o leasing de "prêt-bail" e de "crédit-bail" e a Bélgica empregou a expressão "location-financement". Outras legislações.São as operações tradicionais de empréstimos vinculadas a um contrato específico que estabeleça prazo. em seu lugar. Na Alemanha. duas são as palavras empregadas na operação de locação de bens: "renting". o correspondente "Miet". mas que financia. os autores usam o termo inglês e. valores e garantias necessárias e que atendam as necessidades do capital de giro das empresas. ao final do contrato. em prestações de um contrato de compra e venda. desenvolvidas pelo economista Dr. também. Leasing vem do verbo "to lease" (arrendar) e pode significar o processo de arrendamento (operação de leasing). Na Colômbia. No Brasil. o aluguei feito por quem não é o fabricante. Assim. Afirma COILLOT: "Em primeiro lugar expliquemos as palavras empregadas: . a sistemática de "leasing" interno foi bastante explorada e muitos bancos possuem departamentos específicos para tais operações. Conceitos A PALAVRA "LEASING". Um modo viável para introduzir e promover este sistema financeiro no Terceiro Mundo seria a formação Oe "joint ventures" entre instituições financeiras internacionais e bancos governamentais do Terceiro Mundo. foi formado um "joint venture" entre bancos alemães. sendo que as contraprestações pagas a título de aluguei poderão reverter. devido. usá-la-emos sem aspas. O Banco BCN do Grupo Conde. ou ter o sentido substantivo de arrendamento enquanto tal (contrato de leasing). "arrendamento mercantil". LEASING (TIPOS. sem dúvida. raramente. Nos Estados Unidos. ou seja. O sistema "leasing" não é ainda muito bem divulgado em muitos países do Terceiro Mundo por falta de iniciativa da Comunidade Financeira. qualquer operação de aluguei de coisas Teito pelo proprietário das mesmas e Ieasing". ou por falta de legislação em muitos desses países. BENS) As transações de "leasing" se desenvolveram em muitos países do mundo ocidental e têm a sua origem técnica no sistema financeiro norte-americano. Os italianos chamam o leasing de Iocazione finanziaria". O legislador brasileiro preferiu deixar de lado o termo inglês e empregou. por ser aceita em todos os países sob esta denominação. preferem usar expressões típicas. recentemente. FUNCIONAMENTO. taxas. para o locatário. ou seja. às peculiaridades do instituto no direito pátrio. Os empréstimos normalmente são garantidos por duplicatas numa relação de 120 a 150% do principal emprestado. existe um "joint venture" entre o "World Bank" e o "Banco de Lã Nación de Colômbia" para oferecer operações de "leasing" à importação de equipamentos industriais pesados. "prestito locativo" e "finanziamento di locazione". Mario Squassoni Filho para este banco. japoneses e o "China Bank" para oferecer estas operações de Ieasing' internacional.

" A respeito do termo "crédit-bail". . as placas de propriedade). Assinala. Com efeito. um ato econômico de equipamento. são respeitadas igualmente. Considera-se arrendamento mercantil a operação realizada entre pessoas jurídicas. em comparação com os altos aluguéis cobrados. quando. de bom uso. como muitos outros. ademais. As facetas contábil e fiscal. O termo equipamento significa. A lei brasileira o definiu do seguinte modo. em direito. para definir as relações da empresa de leasing e o arrendatário-usuario com terceiros diversos do fabricante. de pagar aluguéis. o "crédit-bail" é a operação pela qual um estabelecimento credor. o nome "leasing" não quer dizer grande coisa. que utilizam com mais freqüência os termos "aluguel" e "equipamento' sem nenhum respaldo. permite ao credor recuperar os fundos que despendeu. tratados e nas legislações dos vários países. em sentido lato. estão na essência mesma do aluguel. em conferência pronunciada em 1970." DEFINIÇÕES DE LEASING. atuando conjuntamente. pois. para fins de uso próprio da arrendatária e que atendam às especificações desta. o loca a uma empresa usuária. no fim do arrendamento poderá adquirir a propriedade do bem. de assegurar. porque o crédito-arrendamento irá permitir às empresas obter bens de produção graças a um financiamento exterior. ainda. CALAIS-AULOY professor na Faculdade de Direito de Montpellier. como um. por uma segunda razão. que permite o desfrute e o uso pleno e total do material. o aspecto financeiro da inversão: a operação de crédito a médio prazo. então. que. Aqui há por parte da sociedade de leasing e do usuário. acrescentamos que a supressão da promessa unilateral de venda.a) a palavra "arrendamento" Pelas razões precedentes. de rescisão em caso de falta de pagamento ou de inobservância de qualquer das cláusulas do contrato. N. . e mais precisamente uma necessidade de crédito a longo ou médio prazo. na origem do contrato de leasing. QUEIROZ. é sob esta denominação que nós o empregamos constantemente. Citemos. técnica e jurídica que se apresenta no arrendamento. que tenha por objeto o arrendamento de bens adquiridos a terceiros pela arrendadora. necessidade econômica que é uma necessidade de crédito.aquela que obtém a coisa sem que tenha de fornecer numerário. O legislador francês escolheu uma expressão que denota melhor a complexidade da operação: entre nós o leasing tornou-se o "crédit-bail". Por conseqüência. a jurisprudência poderia assimilar o leasing à venda a prazo.aquela que fornece o numerário e que nós chamamos de "credor". b) O termo "equipamento": Este termo nos foi sugerido pelas sociedades francesas de leasing. o domínio de atividade do contrato que está especialmente reservado para o equipamento industrial. que estudou a matéria em profundidade. é uma técnica jurídica ao serviço de uma necessidade econômica. acordo mediante o qual uma empresa. necessitando . por um lado." JOSÉ W. As obrigações de manutenção. Igualmente somos tentados a adotar o termo equipamento. afirmou: Portanto. Seu equivalente francês mais exato seria sem dúvida a palavra "bail". nas "journées d'étude" por aquela Faculdade.aquela que fornece o bem e que nós chamamos de "vendedor"-. Muitas são as definições encontradas nos. e. assim se expressa: "Conseqüentemente. deixamos margem à promessa unilateral de venda. uma instituição bastante nova que apresenta algumas analogias com a nossa: a tomada de propriedade e dos bens de equipamento (cf. comercial e profissional. o termo arrendamento é o mais conveniente ' Explica perfeitamente as intenções das partes que se negam a toda transferência de propriedade com suas conseqüências prejudiciais em caso de falência. e que nós chamamos de "usuário". Inclusive. Por que "crédit-bail"? Porque tal contrato. após ter comprado um bem. A operação relaciona. poder-se-ia definir o leasing. consolidaria a posição da empresa de leasing em caso de falência. três tipos de pessoas: . à pagamento dos aluguéis ' e depois o do preço eventual residual. Queremos falar da estreita colaboração entre a sociedade de leasing e o fabricante.

Leasing em seu Decreto Real n. os contratos de arrendamento concedem ao usuário uma opção de compra dos bens arrendados. seguindo as especificações do futuro usuário. reservando-se a propriedade dos mesmos. Tipos . o leasing é um financiamento destinado a oferecer aos industriais e aos comerciantes um meio flexível e novo de dispor de um bem de equipamento. findo o qual poderá a locatária optar entre a devolução do objeto do contrato. por sua vez.67. quando essas operações. 55."O leasing e uma operação financeira efetuada por sociedades especializadas. consegue que uma empresa. por prazo determinado. No momento. e o arrendatário está obrigado a continuar pagando os aluguéis. nos seguintes termos: "Para nós. especialmente adquiridos com vistas a essa locação por empresas que permanecem proprietárias destes bens. De maneira acessoria. os pagamentos efetuados a título de aluguel" A Bélgica. pelo menos em parte. mediante pagamento de alugueres calculados de modo que se amortize o valor dos bens. o contrato e irrevogável pelas partes. chamada de leasing (locadora). de 10. no todo. compram bens de equipamento e os colocam à disposição das firmas requerentes em forma e arrendamento ligado a condições especiais". 10) nos seguintes termos: "As operaçoes de crédito-arrendamento ("'crédit-bail") a que se refere a presente lei são operações e locação de bens de equipamento." SERGE ROLIN alinha outras definições. e que tem como suporte jurídico um contrato de aluguei de coisas. tratou da matéria referente ao. 6." Na França. o leasing é chamado de "crédit-bail" e a definição desse instituto encontra-se na Lei 661455 (art. que passamos a transcrever: ."O leasing é uma operação de financiamento a médio e longo prazo. excedem o prego de compra do bem adquirido. adquira-o e loque-o à empresa interessada. material de trabalho ou de bens imóveis de uso profissional. o projeto de regulamentação do leasing fixou o entendimento que devem ser incluídas neste instituto as operações de arrendamento de bens de equipamento. a pedido de seus clientes.099/74. veículo ou imóvel (terreno ou edificação). especificamente no tocante ao conceito que o instituto recebeu em nossa legislação. o cotejo com as definições oferecidas pela Doutrina e pela Legislação servirão para dar ao leitor um conceito aproximativo do que seja leasing. ." Na Espanha. mediante um preço convencionado. praticada por uma sociedade financeira. chamado período inicial do aluguel. dão-nos em arrendamento por um período correspondente à duração resumida da utilização econômica os ens. De um modo geral os pagamentos são escalonados em período equivalente à maior parte da vida útil do bem. como dissemos. a renovação da locação ou a sua aquisição por compra e venda. levando-se em conta. alugando-o em vez de compra-lo Esta operação é realizada por sociedades especializadas que compram o material. ao. no período de utilização previsto no contrato. opção que o usuário poderá exercer ao final do arrendamento. a exposição de motivos ficou esclarecido que: "As empresas especializadas adquirem bens de equipamento segundo as especificações de seus clientes e. pelo valor residual avençado no instrumento contratual. dão ao locatário a. Ao analisarmos o art. Durante esse período. o prazo convencionado e mediante a percepção de contra prestações fixadas em contrato e que deve reservar ao arrendatário uma opção de compra do bem ao término do período inicial. entendendo-se como bens de equipamento os destinados às atividades próprias de uma empresa. que. faculdade de obter total ou parcialmente os bens locados. O próprio SERGE ROLIN definiu o leasing. voltaremos ao assunto. qualquer que seja sua denominação. pagamentos que. mediante o pagamento de uma quantia que é comparada ao valor residual estimado dos bens.11. 10 da Lei n.utilizar determinado equipamento." RICHARD VANCIL oferece a seguinte definição: "Trata-se de um contrato pelo qual o arrendatário aceita efetuar uma série de pagamentos ao arrendador. alugando-o durante. invés de comprar.

ao invés de adquiri-la. ter-se-á o arrendamento universalmente apelidado de "leasing".RENTING E LEASING. exige certa sofisticação. no estado em que a recebeu. a compra do bem locado. também. portanto. pois as prestações não contêm. salvo as deteriorações ocorridas pela ação da natureza e pelo uso regular da coisa. No anteprojeto do Código Civil a locação foi prevista nos arts. ao que parece. ou operar-se através de uma atividade financeira. ao final do contrato. embora isto possa acontecer. tanto para o "renting". dito. de curta duração e sempre determinado. por exemplo. no qual não é prevista a possibilidade de o arrendatário adquirir o = ao final do contrato. A tendência da empresa que opera com o "renting" é de se tornar especializada na locação de determinados bens. diminuindo. No primeiro caso. O prazo do contrato é. as quais poderiam ser assim resumidas: a) o locador fica obrigado a entregar a coisa alugada e a mantê-la na posse do locatário durante todo o tempo do contrato. máquinas xerográficas e automóveis. com o tempo. taça uso deles. por determinado tempo e preço certo. a idéia de investimento do locador. tais como a manutenção e a assistência técnica. embora tenha. a faculdade de compra pelo locatário. de preferência. bem como a levar ao conhecimento do locador as turbações de terceiros e a restituir a coisa. Não é revista. a locação continuará. O primeiro. O Código Comercial define a "locação mercantil" seguinte modo: "A locação mercantil é o contrato pelo qual uma clãs partes se obriga a dar à outra. possibilidade de fornecer assistência técnica e manutenção. de acordo com o setor da economia que deseja servir. no segundo. . O "renting" apareceu sob a espécie de aluguei de aparelhos ou máquinas por parte dos fabricantes ou produtores. para Computadores eletrônicos. ou do seu trabalho". com seus próprios meios. por isso mesmo. o segundo envolveria. para que ela. A cessão do uso poderá ser compensada por um simples aluguel. enquanto. quanto para o "operational leasing". sujeita às regras gerais que vem regendo esse tipo de operação. sendo que. o custo da operação. não haveria razão para nos determos em análises de conceitos alienígenas. com o aluguei de carros e vagões. Na prática. o "renting". necessariamente. pelo fabricante. há locação no sentido tradicional. finda a locação. por sua vez. mas os seus autores evitaram tratar especificamente do leasing. de acordo com a expressão americana. o tratamento fiscal é o mesmo. em geral. ao invés de executar a prestação. O "RENTING" E O "OPERACIONAL LEASING". o uso de alguma coisa. Estas são as duas formas básicas que a locação assume e que serão analisadas a seguir. por envolver financiamento. e feito porque o locatário prefere usar coisa alheia. cede seus bens à locatária. fica obrigado a servir-se do uso da coisa na forma convencionada em contrato e a pagar pontualmente o aluguel. Seus bens ficam. O locador fica obrigado a arcar com certos ônus da locação. por curto espaço de tempo. c) quanto ao contrato propriamente. Alguns autores fazem distinção entre renting" e "operational leasing". a curto prazo de tempo. A sociedade que opera com "renting" se vê coartada pelos meios que fazem sua própria oferta. Em razão dessa técnica própria. E o que acontece. Além do mais. embora visando um certo fim ou um determinado serviço. Consiste esse instituto no arrendamento de bens. standartizados. nem há previsão de valor residual. porém. sendo que. seu campo de ação e menor que o de uma pessoa jurídica que opere com leasing. ou. Assim sendo. visto que o leasing. 552 e seguintes. b) o locatário. seria considerado como o arrendamento de bens móveis. E uma espécie de sociedade de prestação de serviços. o "renting" é usado. possuindo o Brasil tratamento uniforme para a locação de bens. assim. A locação pura e simples de bens foi a primitiva forma.

A respeito do leasing financeiro RUOZI. restituir o bem arrendado. 45. em geral. um contrato de leasing e um contrato "sui generis".as contraprestações são periódicas. . no término do contrato. no leasing financeiro são objeto de contrato bens diversificados. neste caso. cuja propriedade. . previstas como encargo do locador.no tocante ao íntermediário financeiro. por outro lado. em alguns países. LEASING FINANCEIRO (FINANCIAL LEASING). sem haver opção de compra. entre ambas. mas não oferece ao arrendatário a assistência que o leasing operacional proporciona. b) contrato rescindível pelo arrendatário. Em suma. A duração efetiva de um contrato de leasing financeiro é cautelosamente calculada em relação à duração econômica do bem cedido em arrendamento. já que os bens estão sujeitos ao fenômeno da 'obsolescência". a cumprir para com o intermediário financeiro com certas exigências periódicas.Em conclusão. FOSSATI. 71 da Lei n. Na legislação do imposto de renda. Fixa-se uma prestação determinada. a título oneroso. possível a dedução de despesas com aluguéis. . de modo irrevogável.o contrato tem caráter irrevogável. as despesas de administração e os encargos que pesam sobre o locador. baseada num contrato de locação de bens móveis ou imóveis. quando necessárias para que a empresa mantenha a posse. uso ou fruição do bem que produz o rendimento e desde que o aluguei não constitua aplicação de capital na aquisição do bem. na verdade. do intermediário financeiro ao estabelecimento locatário. Na opinião de RUOZI. no término do contrato. são apontadas as seguintes: (a) o arrendatário poderá renovar o contrato. que intervém entre o estabelecimento produtor do bem objeto do contrato e o estabelecimento que solicita uso do mesmo. art. os juros do capital empatado.a respeito das opções. o leasing financeiro é mais rentável que o operacional. afirma: Quando a sociedade financeira de leasing não concede ao locatário o complexo de serviços colaterais examinados no parágrafo precedente. no qual coexistem as características de contrato de mútuo. podendo. regressivas. sociedades financeiras. (b) poderá. de locação e eventual compra e venda. adquirindo do primeiro o bem mencionado e cedendo-o em locação ao segundo. locação entre empresa locatária e empresa locadora. compra e venda entre estabelecimento produtor e locatário. São. o qual. mensal. desde que possam ter grande utilização para a arrendatária. analisando esta definição. d) a operação poderá ser contratada diretamente com o fabricante. O financiamento é conseguido por um intermediário financeiro. ficar acertado que as contraprestações serão progressivas ou.061/64 (RIR. sem que o prazo determinado em contrato tenha a mesma rigidez do contrato de leasing c) manutenção e assistência técnica. constituídas com a participação de institutos de crédito. uma soma estipulada de antemão. . inferiores às do primeiro contrato. o qual se compromete. de companhias de seguros ou investidores organizados . pela iniciativa deste último. Enquanto no leasing operacional "renting" são objeto de locação apenas bens standartizados. o renting oferece as seguintes características a) arrendamento. poderá ser transferida. se for o caso. ao final do contrato. de locação e de compra e venda. no caso. é o de financiar o locatário. Além do mais o leasing financeiro exige do arrendador maior cuidado no cálculo de sua rentabilidade. tendo-se em conta a depreciação.o objeto do contrato está no arrendamento de bens móveis e imóveis.é celebrado para duração a médio e longo prazos. o leasing praticado por e a . nem distribuição disfarçada de lucros. ou (c) tornar-se proprietário do bem objeto do contrato. A retratação pelo arrendatário é permitida quando desembolsado em favor do arrendador o valor das prestações a pagar (com desconto geralmente muito pequeno) e da multa contratual. com nova fixação de contra prestações periódicas. através de uma quantia global superior ao custo do bem. na maioria das vezes. semestral ou anual. visa adquirir o bem arrendado. o "renting" é previsto no art. eventual compra e venda. 174).é operação típica de financiamento: o escopo principal. as empresas que alugam seus bens não os fabricam porque não são industriais. pagando. RUOZI definiu o leasing financeiro como sendo uma operação de financiamento a médio e longo prazo. enumera os seguintes pontos característicos do leasing financeiro: . .

sejam de que natureza forem. A opção de compra. à escolha do arrendatário. compra do produtor ou intermediário determinada coisa. Permanece o elemento básico de que o "aluguel".09. será então. ou com opção ao preço de mercado no momento de seu exercício. na sua integridade. pour Ia Location d'Equipements Professioneis-CLEP). variável em cada caso. mediante um "aluguel". os autores fazem conjecturas e seria exaustivo enumerarmos as espécies por eles apontadas. cobrirá sempre os custos totais do arrendador. ou a sua classificação em "tipos". mas pelo preço de mercado da coisa rio momento em que for exercida a opção. Assim. sem que com isso se lhe tire necessariamente a opção de compra. ao invés de adquirir um bem móvel de que necessita e após ter conseguido saber quais as suas características e seu preço.perde as características operativas e torna-se exclusivamente instrumento de financiamento da "azienda" locatária. A título de exemplo. Por isto." ESPÉCIES DE LEASING. é tarefa difícil. modificam-se os termos do contrato escrito.65 (B. como ele mesmo 2. acrescidos e seu lucro. na qual se tem o mesmo contrato inicialmente descrito. que pode ter o arrendatário. enfim. esclarece ele: "São três as espécies básicas do "leasing"-. O contrato não é denunciável pon vontade unilateral de qualquer das partes. A primeira espécie do negócio tem ainda uma terceira modalidade. por preço residual preestabelecido. uma "locação" mediante "aluguel" correspondente aos custos totais do arrendador. uma vez que o instituto está. MAURO BRANDARLOPES no "O Estado de São Paulo" (edi de 25.o não é uma divisão exaustiva. de modo que o arrendatário tenha a faculdade unilateral de rescindi-lo a qualquer tempo.74). que se denominou inicialmente de "financial leasing" ou "full payout lease". por conveniência de exposição) e dá a este em "locação". junto ao vendedor. e conhecido por "financiar leasing". em que é por este denunciado o contrato. em conferência pronunciada em 30. acrescidos de seu lucro (operação que tem portanto o mesmo caráter de "full payout lease"). adquiri-lo por um preço menor. os quais terá de suportar durante todo o prazo do contrato . E esta a forma básica e original do negócio. no término do prazo. Esta terceira modalidade da éspécie básica não é mais do que simples modificação de traços não essenciais das duas outras. A "locação" se liga uma opção do arrendatário para compra da coisa. e não cancelável unilateralmente. que na sua integridade é igual aos custos totais relativos à coisa. . No final desse período. seja ele qual for. não por preço residual predeterminado.12. leasing operacional e leasing financeiro. E esta a modalidade denominada de "operating lease". solicita a uma sociedade financeira especializada que o compre em seu lugar e o alugue por um período convencionado. ou seja. ou seja. a empresa locatária pode escolher entre restituir simplesmente o bem locado. ainda. locação. geralmente escolhida para coisa mais facilmente colocável no mercado. mas. ou seja. afirmava "Todos sabem que se trata de uma fórmula na qual um industrial. sob especificações ou não do tomador do "leasing" o "lessee" do direito americano (a seguir denominado "arrendatário". tal tipo de leasing é chamado de financeiro. a opera ao conserva o seu caráter de "full payout lease". em fase de formação e não recebeu tratamento definitivo em nossa legislação. o agente do 'leasing". a) Na primeira espécie. acrescidos de seu lucro. A divisão exata das várias espécies de leasing. Méra é Diretor Geral da União Francesa de Bancos e Presidente Diretor Geral da "Cie. pagável em parcelas. alugá-lo novamente para um período variável mediante uma renda reduzida ou. Nesta segunda modalidade da primeira espécie. Deixamos bem claro que já se pode achar uma divisão fixada nos dois tipos básicos de. acima apontados. MÉRA. por conveniência de exposição). transcrevemos um trecho do artigo escrito pelo Prof. o "lessor" do direito americano (a seguir denominado "arrendador". ou até o momento. mas sempre suficiente para permitir a amortização integral do investimento realizado pela sociedade financeira." B. Desta espécie há uma segunda modalidade. mas sem opção de compra. Fora desses limites.

o "aluguel" compreensivo de custos totais e lucro ("full payout lease"). ou seja. com as mesmas cláusulas fundamentais dos contratos anteriormente descritos. como no "operating lease". arrendador é que usando numerário próprio ou financiado por outrem. embora entre sociedades do mesmo grupo. apresenta duas modalidades. acrescida de todos os custos acessórios e do lucro que tem o arrendador. ou seja. Admitida esta realidade econômica. vê-se desde logo que em todas as três aludidas espécies de "leasing". na sua integridade. e acrescida do lucro do financiador. do arrendatário e do vendedor da coisa. para alcançar e mesmo ultrapassar o valor ela. o arrendatário simplesmente assume a função. devidamente acentuada que foi em cada modalidade é o caráter do "aluguel" pactuado. com a possível opção de compra e os diversos mecanismos para o seu exercício. que pode ou não pertencer ao grupo. a importância do arrendamento. a alternativa seria dispêndio direto na aquisição da coisa pelo interessado ou o uso de numerário próprio para capital de giro. sociedades coligadas ou interdependentes. existe real financiamento. Na verdade. na qualidade de arrendatária. o contrato exiba o mesmo traço fundamental do "leasing" entre pessoas economicamente estranhas umas às outras. a de permitir ao financiado. mediante o mesmo "aluguel" compreensivo de custos e lucros. sociedades de um mesmo grupo econômico. e não parece possível negar a evidência dos fatos. O "leasing" tem aqui a mesma característica básica das modalidades já descritas nas espécies anteriores. No "lease back". Assim. o arrendador funciona manifestamente como autêntico financiador. Analisada friamente a operação nas suas implicações econômicas. Este "aluguel". o fabricante ou produtor da coisa assume a posição de arrendador. a coisa que fabricou. dando á operação o caráter de "full payout lease . mediante contrato com a mesma característica básica dos demais contratos descritos. o uso de quantias que de outra forma permaneceriam imobilizadas. No . nisto consistindo a comutatividade do contrato no "leasing". com a típica conseqüência. Nesta.. nas três modalidades da primeira espécie de "leasing".(no número anterior) das diversas espécies de "leasing". com todos os custos acessórios. mais custos e mais lucros. C) A terceira espécie de "leasing". é simplesmente paga parceladamente sob a forma de "aluguel". Na segunda modalidade desta terceira espécie. Assim. É este o fim de todo o financiamento no campo industrial. adquire a coisa de sociedade. e dá diretamente ao arrendatário. acrescidos de seu lucro. na qualidade de arrendador. e o arrendatário como financiado. e o recobra do arrendatário. compreende' a totalidade dos custos suportados pelo operador. respectivamente. ou seja. o "aluguel" não se pode dizer equivalente ao valor de uso da coisa antes está em flagrante desproporção com ele. em parcelas equivalentes no seu total ao valor de aquisição. o "aluguel" total pago pelo arrendatário eqüivale a importância muito superior ao valor da própria coisa. ou seja. percebe-se claramente qual é a sua característica essencial. o uso da coisa é dado ao locatário mediante equivalente contraprestação.b) Na segunda espécie de "leasing". ou a produz ele mesmo. em "locação". conhecida por "self leasing". o que tira inteiramente ao contrato de locação o elemento de comutatividade. aplicada pelo arrendador na compra da coisa. é a forma denominada de "Iease back". ou somente os dois primeiros. ou seja. na sua aquisição. Esta espécie. ou seja. bastando que. excedendo-o de muito. para em seguida dele torná-la em "locação". que também pode tomar a forma de contrato denunciável pelo arrendatário a qualquer tempo. o caráter de "payout lease". Na primeira. o arrendatário vende coisa sua ao arrendador. o que torna impossível considerar o contrato como sendo de simples locação. Não importam as razões da operação. inclusive também com a possível opção de' compra por valor residual predeterminado ou por valor de mercado no momento de seu exercício. Na descrição feita . nas suas diferentes modalidades. ou por esta representada. que lhe paga o seu valor. o arrendatário obtém o seu capital de giro mediante venda da coisa ao arrendador. no total de suas parcelas. diretamente visada. que nas modalidades da primeira espécie tem o produtor da coisa ou intermediário na sua venda. assumem as posições do arrendador. para seu "capital de giro". uma delas. se já de sua propriedade. desembolsa o valor da coisa. a em seguida recuperá-lo na operação de leasing com todos os seus custos e mais lucro. ou ao valor da coisa produzida.

vale meditarmos sobre o que disse o professor que. CARTÕES DE CRÉDITO . instalações etc. Em fevereiro de 1990. é aquele representado por imóveis. isto é. desenvolvendo o hábito da poupança. sobretudo ' por considerarmos. e mesmo de caráter não econômico. equipamentos. a parte do capital utilizada em máquinas." Quisemos transcrever. Mauro. máquinas e equipamentos. quando grande parte de seus valores foram "bloqueados" pelo governo. os depósitos em caderneta de poupança começaram naturalmente a decrescer. em seus arquivos. mas o "leasing" propriamente assume as mesmas características econômicas. mas uma grande campanha de recuperação do prestígio da poupança e a liberação dessas taxas acarretaram o enorme crescimento da poupança privada. estas linhas do Prof. do artigo citado e. eles representavam apenas 20% dos ativos financeiros. não porque julguemos sua divisão perfeita."self leasing". provocaram uma redução temporária da poupança privada interna. Foi nossa intenção poupar ao leitor a busca. Já que estamos nas páginas iniciais de nossa história do leasing. em 1974. a caderneta de poupança voltou a ser uma opção de investimento financeiro. uma vez observada a condição de que saques e depósitos sejam feitos em épocas predeterminadas. nos períodos de alta inflação de 1988 e 1989. Sua maior utilização é na aquisição de veículos e eletrodomésticos. em muitos lugares do citado artigo. embora não recuperasse sua função de instrumento para o financiamento da construção de moradias. Enquanto isso. como a limitação das taxas de juros e a correção monetária. ficando a ela vinculado pela figura da alienação fiduciária (a propriedade do bem adquirido fica com a financeira até a quitação do empréstimo). De acordo com a concepção marxista. 1990. os depósitos em caderneta de poupança continuaram a crescer. sua finalidade como instrumento do mercado imobiliário para a construção de moradias praticamente deixou de existir. A partir de 1980. os depósitos em caderneta de poupança já representavam 17.4% do total de depósitos feitos em todo o país. com as normas expressas pela Lei 6.099/74. CDC . para uma elaboração mais acurada do aspecto comercial do leasing. estimulados pelos altos juros nominativos. Veja também Ativo.CRÉDITO DIRETO AO CONSUMIDOR É o financiamento concedido por uma Financeira para aquisição de bens e serviços por seus clientes. uma vez que aquela casa é celeiro de grandes valores no mundo jurídico. decretada pelo Plano Cruzado 2. CADERNETAS DE POUPANÇA Contas sobre cujos depósitos são creditados mensalmente (lei de agosto de 1983) juros e correção monetária. O bem adquirido serve de garantia da opera ao. e. Sua atuação efetiva data de junho de 1968. Em maio do mesmo ano. FINANCIAMENTO DE CAPITAL FIXO Em termos da contabilidade de uma empresa."lege referenda". de grande valia as idéias ai expressas por um professor adjunto da Faculdade de Direito a USP. é verdade. A partir de julho de 1994. Capital Constante. é a parte não circulante do capital constante. pois o próprio autor assevera não ser exaustiva a definição que apontou. medidas econômicas adotadas pelo governo federal. O funcionamento das Associações de Poupança e Empréstimo foi decretado em 1966 com o objetivo de propiciar a aquisição de casa própria a seus associados. com o advento do Plano Real e a estabilização de preços. Com o desestímulo provocado pelo Plano de Estabilização Financeira aplicada em março de. É também chamado de ativo fixo. em novembro de 1986. Mesmo assim. que se verificou a partir de então. apesar da "desilusão monetária" (confusão entre taxas de juros reais e nominais). Com a extinção do BNH. pode colaborar no campo de . os depósitos em caderneta de poupança chegaram a representar 25% dos ativos financeiros do país. um mês antes da instituição do Plano Collor. o motivo da operação pode ser diferente. embora colocando-se em aberta contradição. a caderneta de poupança foi perdendo sua finalidade de instrumento de financiamento da casa própria para transformar-se em mecanismo de financiamento da dívida pública.

o rendimento será inferior ao de um fundo ou de uma caderneta de poupança. Tipos de cartões • quanto ao usuário. como uma espécie de complementação de aposentadoria. com o intuito de garantirem para si uma pensão mensal. Funciona como um crédito automático e é a moeda do futuro. os fundos de pensão (assim como pecúlios e outros sistemas da previdência privada) são organizados por empresas financeiras que fazem aplicações com a soma do dinheiro dos pequenos poupadores. • Carregamento . Características: • Capital Nominal . sempre superior a dez anos). • carência para resgate (não pode ser superior a 24 meses e se o prazo de pagamento for inferior a 48 meses.taxa de administração.valor a ser resgatado corrigido e com juros. • quanto à utilização. • pessoa física. 12. a saber • para a poupança • para o sorteio. o indivíduo passa a receber seu dinheiro de volta. • Provisão Rara sorteio -. Sem a ajuda da sorte. TÍTULOS DE CAPITALIZAÇÃO Conceitos e Características São um investimento com características de um jogo onde se pode recuperar parte do valor gasto na aposta. • Prazo (não pode ser inferior a um ano). a carência não pode ser superior a 12 meses).parcela do investimento que vai compor a poupança do investidor. • para cobrir as despesas do fundo. • Prêmio. • Sorteios. acrescido de juros e correção. • de uso internacional. existindo carência para a retirada das parcelas depositadas.PLANOS DE SEGUROS Espécie de pecúlio ou poupança formada por um conjunto de pequenos investidores e poupadores. A liquidez é limitada. PLANOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO PRIVADOS . A Constituição de 1988 veda qualquer subvenção ou auxilio do poder público às entidades de previdência privada com fins lucrativos. • Provisão matemática . São regulamentados pela SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). • empresarial. parcela da prestação que ira compor o premio. Em geral.É um indutor ao crescimento das vendas. depois de um prazo determinado. O valor aplicado pelo investidor é dividido em três partes. MERCADO FINANCEIRO Mercado de capitais . • exclusivo no mercado brasileiro. Depois de um prazo (em geral. Possibilita ao cliente um financiamento e a adequação de suas despesas a seu fluxo de caixa.

sociedades corretoras e outras instituições financeiras autorizadas. principalmente. reinvestimentos dos lucros e participação dos acionistas (anexo 3). a cada ação corresponde um voto e. Por que comprar ações? Em tese.que permitem a circulação de capital para custear o desenvolvimento econômico. É constituído pelas bolsas de valores. as ações são as ordinárias. Os lançamentos de ações novas no mercado de uma forma ampla e não restrita à subscrição pelos atuais acionistas. como contrapartida à participação no seu capital. bônus de subscrição e "commercial papers" -. Formas e Classes • Quanto a ESPÉCIE. as negociações com direitos e recibos de subscrição de valores mobiliários. Através da participação de acionistas (venda de ações) uma empresa ganha condição de obter novos recursos. Normalmente. Ações. as preferenciais. certificados de depósitos de ações e demais derivativos autorizados à negociação. o capital produtivo (ações) deve ter um retorno superior ao capital especulativo (aplicações de dinheiro). mas cuja negociação não faz em local determinado e sim por telefone ou por meio eletrônico. No mercado de capitais. não haveria investimento em capital produtivo. chamam-se lançamentos públicos de ações ou operações de UNDERWRITING. Ações ordinárias: caracterizam-se. Classificação das Ações: Espécies. via mercado. Quem compra ações. Mercado Secundário de Ações O mercado secundário de ações é onde se transferem títulos entre investidores e/ou instituições (Bolsas de Valores e Mercado de Balcão). por empresas – debêntures conversíveis em ações. Partindo-se desse pressuposto. passa a fazer parte do empreendimento e. . naturalmente. quando procura uma instituição de crédito.características e direitos O empresário para a realização de investimentos conta com fontes internas e externas de financiamento.as ações . para levantar fundos e aplicar em seu negócio. através do qual os operadores promovem entre si ofertas de compra e venda de títulos. não exigíveis. O mercado de capitais abrange. É condição para a existência do Mercado Primário. do investidor inicial (aplicador do dinheiro na ciranda financeira). investe em capital produtivo. os indivíduos que detém o maior número de ações podem eleger os diretores. e o investidor final (empresário) deve sobrar um recurso líquido na mão desse último. ou seja. se o mesmo não gerasse um retorno maior do que aquele dinheiro captado junto ao aplicador inicial. quando a diretoria é eleita. chega-se à conclusão de que.O mercado de capitais é um sistema de distribuição de valores mobiliários. O Mercado de Balcão é simplesmente um mercado organizado de títulos. portanto. que tem o propósito de proporcionar liquidez aos títulos de emissão de empresas e viabilizar seu processo de capitalização.ou de empréstimos tomados. caso contrário. As empresas à medida que se expandem carecem de mais recursos que podem ser obtidos basicamente através de: empréstimos de terceiros. Um mercado secundário organizado e eficiente é extremamente importante. pelo direito de voto que dão aos seus possuidores (além. Mercado Primário de Ações O mercado primário de ações é onde se negocia a subscrição (venda) de novas ações ao público. portanto. onde a empresa obtém recursos para seus empreendimentos. cumprindo ordens de seus clientes ou por conta própria. da participação nos lucros da sociedade). pois como se justificaria a atitude de um empresário. ainda. As duas primeiras geralmente são utilizadas para manter sua atividade operacional. os principais títulos negociados são os representativos do capital de empresas . É a primeira negociação da ação e o dinheiro da venda vai para a empresa (anexo 4).

Existem três casos em que os acionistas preferenciais passam a ter direito ao voto: • quando a empresa passa três anos consecutivos sem pagar dividendos. • Ações Escriturais: todos os tipos de ações podem circular nos mercados de capitais sem a emissão de cautelas ou seja. podem comprar e vender em grandes quantidades de uma só vez.No Brasil. comprovando esse procedimento através de extratos. todas são nominativas. Isto é. e • quando as ações preferenciais tem direito a voto. as empresas tendem a ser administradas por profissionais especializados e não por aqueles que detém o maior número de ações. conforme os estatutos. Entretanto. Ex. O acionista. pode afetar o comportamento do mercado. B. Assim sendo. na maioria dos casos. aquelas participam. seja comprando ou vendendo ações. • Quanto à FORMA de circulação. eqüitativamente com estas. cada vez mais propriedade e administração vão se dissociando. prejudicando seu funcionamento. O fato de poder votar permite ao seu titular tomar parte ativa na administração da sociedade: influir na modificação de estatutos. 9. tem responsabilidades e obrigações correspondentes ao montante das ações possuídas. • Quanto à CLASSE.). têm o nome do proprietário. • quando são títulos conversíveis. • Ações cautelas: que têm emissão do papel/cautela. na autorização de venda de bens fixos. Debêntures É um título de renda fixa emitido por uma sociedade anônima para tomar empréstimo no mercado. e que processa os pagamentos de direitos e resultados e as transferências de propriedade na forma da Lei. porém. Na medida em que a sociedade se desenvolve. tais como: direito a voto. C. Previ). em caso de dissolução da empresa. Os investidores institucionais reúnem recursos de um grupo de pessoas para aplicar em negócios com ações. têm também prioridade (em relação aos acionistas possuidores de ações ordinárias) no reembolso do capital. Neste caso elas são escrituradas por uma Instituição. as ações preferenciais passaram a ser privilegiadas com um dividendo 10% superior as ações ordinárias. na eleição da diretoria. As ações são representadas por letras (A. . Seu lançamento pode ser público ou particular. os dirigentes da empresa são os próprios acionistas majoritários. dos lucros remanescentes. Os principais investidores institucionais são: BNDES e suas subsidiárias. Pode ser assegurado um dividendo mínimo às ações preferenciais. normalmente. etc. desde que já não foram contempladas com dividendos mínimos ou fixos.547 de 05/05/97. que é fiel depositária das ações da Empresa. Investidores Individuais e Institucionais Os investidores individuais são as pessoas físicas ou jurídicas que participam diretamente do mercado. Ações preferenciais: geralmente garantem ao acionista a prioridade no recebimento dos dividendos e. Companhias de Seguros. mas. para si próprias. desmaterializadas. FIFs de Ações. Entidades de Previdência Privada (Fundos de Previdência Privada. as ações ordinárias e preferenciais podem circular através de cautelas ou serem escriturais ou desmaterializadas. Em alguns casos as ações preferenciais têm assegurado o direito a um dividendo fixo. não dão direito a voto. Com a Lei nr. por sua conta e risco. direito a dividendos maiores. ou seja. as ações preferenciais podem se distinguir por classe. porque tem suas atividades reguladas por lei e estão sob o controle de autoridades governamentais. Essas letras (classes) especificam direitos adicionais. estabelecidos pelo Estatuto da empresa. possuidor dessas ações. São chamados de investidores institucionais porque sua formação é institucional. isto é. após o pagamento desse dividendo e ao das ordinárias. Sua característica mais importante é que eles centralizam e tomam as decisões sobre grandes negócios com ações.

por sua conta e risco. Melhor Esforço ou Best-effort underwriting – É o lançamento de ações. pode emitir tais títulos. estabilidade política. os seguintes aspectos: existência de um clima de confiança nos resultados da economia. Companhias Fechadas:Não possuem registro na CVM. Operações de underwriting Underwriting . ou consórcio de instituições subscreve a emissão total. Os bancos de investimento montam operações financeiras nas quais intermediam a colocação (lançamento) ou distribuição de ações. pelo menos. nas melhores condições possíveis e num determinado período de tempo. encarregando-se. são. Os lançamentos públicos de ações podem ser basicamente de três tipos: Underwriting Firme – É um esquema de lançamento no qual a instituição financeira. O UNDERWRITING é um esquema de lançamento de ações para subscrição pública. Os investidores que compram as debêntures. O fato de uma emissão ser colocada através de Underwriting Firme oferece uma garantia adicional ao investidor. . em troca. mercado secundário e motivações para oferta dos novos títulos. se as instituições financeiras do consórcio estão dispostas a assumir o risco da operação. porque. de determinada quantidade de ações para liquidação (pagamento) imediato. As dificuldades de colocação das ações irão se refletir diretamente na empresa emissora. diretamente na sala de negociações ou pelo sistema eletrônico). supõe um estudo da conjuntura econômica global a fim de evitar que não obtenha êxito por falta de senso de oportunidade. Diferenças entre companhias abertas e companhias fechadas Companhias Abertas: serão assim consideradas se os valores mobiliários de sua emissão estiverem sendo negociados em Bolsas ou no mercado de Balcão. é porque confiam no êxito do lançamento. o controle é interno. empresas familiares. findo o qual ela própria subscreverá a parcela que o mercado não absorveu. em épocas e condições pré-determinadas. para lançamento público. O risco é inteiramente do underwriter (intermediário financeiro que executa uma operação de underwriting). em sua maior parte. no qual a instituição financeira assume apenas o compromisso de fazer o melhor esforço para colocar o máximo de uma emissão junto à sua clientela. de colocá-la no mercado junto aos investidores individuais (público) e institucionais.Quando uma empresa quer captar recursos (conseguir dinheiro) para investir e/ou pagar dívidas. Neste tipo de operação. As Companhias Abertas devem ser registradas na CVM – Comissão de Valores Mobiliários. tanto das perspectivas da empresa quanto das instituições financeiras encarregadas do lançamento. dos seus sócios majoritários.A tradução literal é subscrição. proporcional ao volume do lançamento. por opção de seu portador. e empresa já recebeu integralmente o valor correspondente às ações emitidas. recebendo uma comissão (fee) pelos serviços prestados. Neste caso o investidor deve proceder a uma avaliação mais cuidadosa. inflação controlada. uma vez que não há interesse de sua parte em imobilizar recursos por muito tempo. Aspectos Operacionais do Underwriting: a decisão de emitir ações. no qual a empresa encarrega um intermediário financeiro da colocação destes títulos no mercado. Residual ou Stand-by underwriting – É um esquema de lançamento. Normalmente os prazos são superiores a um ano. Debêntures conversíveis em ações são aquelas que. podem ser convertidas em ações. Funcionamento do mercado à vista de ações O mercado à vista de ações tem como objetivo a operação à vista de compra e venda em pregão (Sessão na qual se efetuam negócios em uma bolsa de valores. no caso de um eventual fracasso. no qual a instituição financeira se compromete a promover a colocação das ações no mercado dentro de um certo prazo. debêntures ou outros títulos mobiliários. recebem uma taxa de juros fixa ou variável sobre o valor emprestado. para investimento ou revenda no mercado de capitais. É preciso que se avaliem.

controla a posição escritural de cada cliente. o ouro em custódia é utilizado automaticamente na garantia das posições do cliente. comliquidação financeira em "Dia + 3" . .Mercado de câmbio O fato de não se aceitar moedas estrangeiras em pagamento das exportações. devidamente credenciados. Quando um intermediário financeiro tiver. diligências razoáveis no sentido de executar ambas as ordens em condições mais favoráveis. Transações entre Bancos localizados em diferentes países. simultaneamente. isto é. ser negociados valores mobiliários que. por seu intermédio. mercado este denominado “Mercado Cambial ou Mercado de Divisas”. nem a moeda nacional em pagamento das importações constitui a base de um mercado onde são compradas e vendidas as moedas dos diversos países. Com isso. No caso da Custódia Fungível de Ouro. Operação de Custódia O sistema de custódia da Bolsa fornece serviços de custódia para ativos em geral. com as transferências de propriedade efetuadas por meio de lançamentos contábeis. ordens de compra e venda de um mesmo valor mobiliário. Os intermediários financeiros só podem receber e executar ordens de venda de valores mobiliários que se encontrem depositados ou registrados. Transações entre Bancos Centrais localizados em diferentes países. A BM&F. quando se trata de valores admitidos à negociação em Bolsa. Operações com Ouro Futuros e opções são valores mobiliários derivativos. por sua vez. Inicialmente negociando mercadorias ou produtos primários. não são neles exclusivamente e obrigatoriamente transacionados. Quando utilizamos a expressão MERCADO CAMBIAL. devem divulgá-los de imediato em sessão. 6 . embora admitidos à negociação nos outros mercados. conforme sejam titulados ou escriturais em contas abertas junto deles pelos ordenantes.A liquidação física (entrega de papéis) é feita em "Dia + 2" (dia da negociação mais dois dias úteis). O metal fica registrado em nome da BM&F junto a essas instituições. e a liquidação financeira (pagamento) em "Dia + 3" (dia da negociação mais 3 dias úteis) O day-trade é uma operação de compra e venda de uma mesma ação. Os intermediários financeiros devem enviar mensalmente a CMVM e às Bolsas a relação dos valores transacionados. Mercado de Balcão São negociáveis no mercado de balcão os valores mobiliários não admitidos à negociação em Bolsa ou em mercados secundários especiais. o fazemos no sentido que tal significará o contato sistemático entre vendedores e compradores com o objetivo de realizar transações cambiais. são títulos que derivam seu valor de um ativoobjeto (também denominado subjacente). Há 5 diferentes categorias de transações que são realizadas em um Mercado Cambial: Transações entre Bancos e Clientes dentro do país. Podem. ele só poderá fazer a respectiva compensação após ter realizado. sem sucesso. com destaque para ouro. no mercado de balcão e. que pode ser realizada em um mesmo pregão. Já a guarda do ouro negociado no mercado disponível da Bolsa está a cargo de bancos custodiantes. Transações entre Bancos no mesmo país. o metal é registrado em contas individualizadas. Transações entre Bancos e Bancos Centrais dentro do mesmo país. ainda. evoluiu-se para negociação com derivativos de ouro e metais preciosos. Os derivativos geralmente são negociados em bolsas específicas e os volumes transacionados atingem volumes fantásticos.

que desejam vender divisas. Bancos. OPERAÇÕES DE CÂMBIO Na realização das operações cambiais. que é o responsável por todo o departamento de câmbio que fornece ao operador as linhas gerais sobre como atuar. Nas demais praças. dividendos. compradores de serviços ou de títulos estrangeiros. vamos encontrar os Bancos. a operar em câmbio. turistas e especuladores também. ainda que dotadas de dependência de bolsa de valores. ESTRUTURA DO MERCADO CAMBIAL BRASILEIRO . provenientes de exportações ou de outra qualquer operação. representado pelos exportadores. pelas nossas autoridades monetárias (Banco Central do Brasil). os quais se encarregam de comprar e vender moedas estrangeiras. pagamentos de viagem. O local onde os operadores operam é denominado de mesa de operações. CORRETORES DE CÂMBIO Como intermediários entre bancos e as partes interessadas. No Brasil é considerada ilegítima aquela que não transitar por estabelecimento autorizado. quando alguns mercados estão iniciando suas operações. turistas e. Tais operadores possuem a sua disposição vários equipamentos de comunicação. os quais centralizam as compras e vendas de divisas. além dos exportadores e importadores. quais as melhores taxas e condições para seus clientes e aproxima as partes interessadas para que os negócios sejam concretizados. provenientes de importações. Importante: no Brasil a obrigatoriedade da interveniência somente ocorrerá quando as operações cambiais forem realizadas em praças onde houver pregões diários e regulares em bolsas de valores. a fim de liquidar seus compromissos no exterior. etc. também Bolsa de Valores. outros já estão terminando seu expediente. utilizam-se os bancos de funcionários altamente especializados. Aliás essa intervenção bancária é obrigatória na maioria dos países. VENDEDORES E COMPRADORES De um lado vamos ter um grupo de vendedores. não podendo. pois. vendedores de serviços. OS BANCOS Agindo como intermediários entre esses 2 grupos. tomadores de empréstimos no exterior. pagamento de serviços. por qualquer motivo. O corretor procura. remessa de capitais. às vezes. é facultativa essa intermediação. Normalmente. O operador de câmbio não deve ser confundido com o gerente de câmbio. isso porque. encontramos os corretores de câmbio. desses corretores. em virtude das diferenças de fuso horário. haver entendimentos diretos entre o grupo comprador e o grupo vendedor. Corretores e outros elementos que. tenham transações com o exterior. os operadores cambiais não efetuam as transações diretamente com os clientes. Em bancos internacionais de grande movimento poderemos ter um operador para cada uma das principais moedas negociadas. Eventualmente poderá abranger as chamadas autoridades monetárias (Tesouro e Bancos Centrais). sob qualquer denominação. os operadores de câmbio (dealers). temos o grupo comprador onde são incluídos todos aqueles elementos (importadores. sob o comando de um operador chefe (chief dealer). especuladores. no mercado cambial.ESTRUTURA DO MERCADO CAMBIAL O Mercado Cambial compreende. que desejam adquirir divisas. Os operadores devem ficar de olho nos relógios que indicam qual a hora nas principais praças financeiras do mundo. De outro lado. ou já se enceraram. mas utilizam por conveniência.

para operações da espécie. durante o dia. são considerados vários elementos. Assim. essas taxas. tais como: taxas do dia anterior. pela utilização dos créditos para poder realizar as entregas imediatas. uma vez que a cobertura só entrará futuramente. VENDIDA: quando o total das vendas supera o total das compras. tabelas essas que contém 2 valores para a moeda estrangeira: um de compra e outro de venda. são afixadas. A diferença entre esses dois valores. consideradas globalmente todas as moedas e conjunto de seus departamentos credenciados no país. novas taxas em substituição à de abertura. Na determinação dessas taxas. a posição cambial pode estar nivelada. Quando a posição apresenta-se vendida diz-se que há um descoberto ou um buraco. procuram determinar as taxas em que tem interesse em realizar negócios. variar de acordo com o desenvolvimento das operações no decorrer do dia. ou seja o operador da mesa procurará um casamento nas operações de compra de venda.CORRETOR CORRETOR VENDEDORES BANCO COMPRADOR FUNCIONAMENTO DO MERCADO CAMBIAL Estabelecimento das cotações cambiais: no início das atividades do dia. poderão evidentemente. Uma vez feito isso. A fim de evitar riscos. A posição de câmbio não deve ser confundida com disponibilidade cambial. os operadores procuram equilibrar sua posição de modo que as compras sejam equivalentes às vendas. estará descoberto no exterior. as quais são afixadas nos bancos para conhecimento do público. mas só não haverá disponibilidades sacáveis. determinados limites de posição. declaram os bancos quais as taxas que irão adotar. Essa situação poderá apresentar-se em relação a uma dada moeda ou um conjunto delas. Isso explica-se pela diversidade dos prazos de liquidação das compras ou das vendas que foram feitas. No Brasil os bancos autorizados a operar em câmbio devem observar. pode-se estar com a posição nivelada e ter disponibilidade. deverá estar incluída o saldo da posição (vendida ou comprada) do dia ou do período anterior. Deverá o banco manter uma posição para operações futuras. periodicamente estabelecidos pelas autoridades monetárias. os banqueiros e corretores. com por essa circunstância. mediante consultas recíprocas. Quando o mercado cambial está instável. acontecimentos políticos ou econômicos que possam implicar uma variação dessas taxas. chamadas de abertura. Se as compras foram a prazo e as vendas prontas (à vista). ou ainda estar comprado. NIVELADA: quando o total das compras é igual ao total das vendas. representa o ganho do banco. SUBDIVISÕES DO MERCADO CAMBIAL . Geralmente os bancos mantém uma posição individual para cada moeda. embora não estando vendido. As taxas cambiais são agrupadas em tabelas de cotações. no movimento diário de compras e vendas de câmbio. Na posição. Posição de Câmbio: denomina-se posição de câmbio o registro que expressa a situação das compras e vendas de moedas efetuadas por um estabelecimento bancário durante um determinado período. mas não tê-las. a descoberto. COMPRADA: quando o total das compras supera o total das vendas. assim como estar vendido e ter disponibilidades. etc.

trata-se do mercado onde são realizadas apenas operações entre bancos. é utilizado praticamente por viajantes que se dirigem ao exterior e que. Em muitos países essas operações são geralmente efetuadas em agências e passagens e turismo e casas bancárias. As operações de câmbio manual. remessa clandestina de lucros. Em dúvida. compreende todas as operações conduzidas por meio de pessoas físicas ou jurídicas não autorizadas a operar no mercado de câmbio. como também as moedas metálicas em circulação. assim. A concretização dessas operações ocorre mediante movimentação (débito ou crédito) nas contas de depósitos que os bancos mantém junto aos seus correspondentes no exterior. é muito limitado. além desses dois. compreende a compra. pouco ocorrendo nos bancos. que nada mais é do que o comércio de dinheiro em espécie quando pelo menos uma das moedas transacionadas for de país estrangeiro. tráfico de drogas. porém. venda ou troca de moedas em espécie ou traveler’s checks. No segmento flutuante. Quando um banco estiver com sua posição cambial vendida acima dos limites permitidos. etc. do SISBACEN. Assim a denominação de mercado negro ou clandestino. qualquer que seja o valor da transação. O câmbio manual. lista todas as instituições autorizadas nos dois segmentos do mercado de câmbio. Instituições Autorizadas a Operar Podem operar no mercado de câmbio apenas as instituições autorizadas pelo Banco Central. pagamento de mercadorias contrabandeadas. Operações Básicas . Trata-se pois de operações ilegítimas. MERCADO PARALELO DE CÂMBIO: é bastante comum no Brasil a confusão entre mercado de câmbio manual e mercado paralelo de câmbio.MERCADO DE CÂMBIO SACADO: o mercado de câmbio sacado compreende o grosso das operações cambiais realizadas pelos estabelecimentos bancários. venda ou troca de moedas em espécie ou traveler’s checks. O mercado de câmbio manual. entendem-se por operações de câmbio manual a compra. desde que exercida por pessoas ou entidades autorizadas a operar nesse mercado pelos organismos fiscalizadores competentes. portanto uma atividade perfeitamente legal. É assim. São transacionadas não apenas as cédulas bancárias. É um exemplo de operação interbancária. podem ter permissão para operar as agências de turismo. As taxas mais ou menos acompanham as vigorantes para o câmbio sacado. instabilidade monetária. disponível ao público em geral. valores mobiliários. MERCADO DE CÂMBIO INTERBANCÁRIO: como o próprio nome indica. pagamento de propinas e suborno. representadas por depósitos. o cliente deve solicitar documentação comprobatória da aprovação do Banco Central e/ou contatar a representação do Departamento de Câmbio na praça ou região ou ainda ligar para as Centrais de Atendimento do Banco Central. adquirem os recursos para atender às despesas pessoais fora do país. bem como viajantes que procedem do exterior e que necessitem adquirir moeda nacional. os meios de hospedagem de turismo e as corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários. Quais seriam as causas da existência do mercado paralelo? Vejamos algumas: instabilidade política. O mercado paralelo de câmbio. ordens de pagamento. inclusive traveler’s checks estão isentas de contrato de câmbio e de intervenção de corretor. MERCADO DE CÂMBIO MANUAL: dentro do mercado cambial. porém. letras de câmbio. cheques. O segmento livre é restrito aos bancos e ao Banco Central. A transação PCAM 830. encontramos o chamado mercado de câmbio manual. No Brasil. conforme foi dito acima. poderá adquirir divisas de um outro banco. ou seja a compra e venda de divisas estrangeiras.

tais como. Mercado flutuante (operações de turismo) Inicialmente. doações. custos adicionais para o exportador. que consiste na troca entre a moeda nacional e a estrangeira. se houver. pois já se encontram descritas e especificadas nos regulamentos e normas vigentes (Consolidação das Normas Cambiais . o Fechamento do Câmbio com um banco autorizado e escolhido pelo exportador é formalizado com o preenchimento do formulário BACEN – TIPO 01. A operação cambial envolve os seguintes agentes: o exportador. condições de financiamento.Como regra geral. bastando procurar uma instituição autorizada a contratar câmbio. As operações não regulamentadas dependem de manifestação prévia do Banco Central. O Contrato de Câmbio deve conter os seguintes dados: nome do banco autorizado a contratar o câmbio. dados bancários do exportador. A participação de uma corretora de câmbio pode implicar. prazo para liquidação. caso seja requerida pelo vendedor da moeda estrangeira. visto que nesse mercado. como regra geral. Toda vez que é realizada uma transação comercial ou financeira com residentes no exterior é necessária uma operação cambial. comissão do corretor de câmbio. porém. etc. Grande parte dessas operações não necessita de autorização prévia do Banco Central para sua realização. nome do exportador. contribuições a entidades associativas. podem ser realizadas diversas transferências não relacionadas ao turismo. tais como compras a título de turismo. Nesse mercado. esclarecemos que o termo "turismo" é utilizado de forma inadequada. Contratos de Câmbio ¾ características. nome do importador. transferências unilaterais e pagamentos de serviços. estadual e municipal. quaisquer pagamentos ou recebimentos em moeda estrangeira podem ser realizados no mercado de câmbio. tais como aquelas relativas a investimentos estrangeiros no País e empréstimos a residentes sujeitos a registro no Banco Central. manutenção de residentes e tratamento de saúde. aposentadorias e pensões. não há limite de valor para as operações previstas no regulamento do mercado flutuante (capítulo 2 da CNC). Atualmente. que vende a moeda estrangeira.CNC). há a opção de intermediação por uma corretora de câmbio. o banco autorizado pelo Banco Central a realizar operações de câmbio. de exportação e de importação. As vendas ao exterior são efetuadas por meio de Contrato de Câmbio entre o exportador – vendedor da moeda estrangeira – e um banco autorizado a operar com câmbio – comprador da moeda estrangeira. também são realizadas as operações dos governos. nome do corretor de câmbio. O formulário deve ser preenchido e registrado no Sistema de Informações Banco Central (SISBACEN). contado da data do embarque das mercadorias. taxa de câmbio negociada. nas esferas federal. heranças. a corretora de câmbio. valor da operação. Fechamento do câmbio Nas exportações com prazo não superior a 180 dias. além das operações relativas à compra e venda de moeda estrangeira para o turismo internacional. . Mercado de Câmbio Livre ou Comercial No mercado livre você pode realizar as operações decorrentes de comércio exterior. É importante ressaltar que. ou seja. Também têm curso no mercado de câmbio de taxas livres outras operações. que monitora as operações cambiais. bem como pagamentos e recebimentos de serviços.

como: A data da entrega dos documentos. conforme determinação do Banco Central. desde que as alterações sejam acordadas por ambas as partes. a uma determinada taxa de câmbio. estes se solicitados pelo importador. o Banco Central permite que sejam alteradas apenas as datas de vencimento dos compromissos do exportador.O Fechamento do Câmbio implica os seguintes compromissos por parte do exportador: negociar as divisas obtidas com a instituição financeira escolhida. a contar da data de entrega dos documentos. Este procedimento é conhecido como Liquidação do Câmbio. que é marcada pela entrada efetiva da moeda estrangeira. no caso de venda a prazo. Assinale-se que o exportador deve solicitar a prorrogação antes do vencimento do prazo original. relacionada com a operação de câmbio. Cancelamento do Contrato de Câmbio O Contrato de Câmbio pode ser cancelado dentro dos seguintes prazos: . é a entrega da moeda estrangeira ao banco. entregar. fará sua remessa ao banco emissor. da taxa de juros nominal vigente e da expectativa de alterações na taxa de câmbio. evidentemente. do pagamento por parte do importador. Em casos de fatores fora do alcance do exportador. para a entrega dos documentos comprobatórios da exportação ao banco autorizado. ou após o vencimento da letra de câmbio. A definição do momento mais apropriado para o Fechamento do Câmbio depende da necessidade de recursos financeiros para a elaboração do produto a ser exportado. os documentos comprobatórios da exportação e outros comprovantes. a data que se está alterando é a do embarque. No entanto. Alterações no Contrato de Câmbio O Contrato de Câmbio pode ser modificado. contado da data de embarque. no caso de transação à vista. O banco deverá liquidar o câmbio no prazo máximo de 10 dias. a contar da data de entrega dos documentos pelo exportador. ou até 180 dias após o seu embarque. Para obter esta prorrogação. que inclua os juros citados. apenas para os contratos de câmbio com prazo inferior a 180 dias. Liquidação do Câmbio A última obrigação do exportador. efetuará o pagamento do valor equivalente em moeda nacional à taxa de câmbio acertada na data da contratação do câmbio. portanto. É importante notar que a legislação brasileira estabelece o prazo máximo de 10 dias para a Liquidação do Câmbio. Nas operações amparadas por Carta de Crédito. A data de embarque é definida pela data do Conhecimento de Embarque. e substituir a letra de câmbio anterior por uma nova. que após a devida conferência. desde que não ultrapasse o total de 180 dias contados da data de embarque. O cumprimento deste compromisso depende. A data da liquidação do Contrato de Câmbio. contado da data de embarque. no exterior. A entrega da moeda estrangeira pode efetuar-se das seguintes formas: O importador efetua o pagamento na conta do banco com que foi contratado o câmbio. um período não superior a 30 dias pode ser concedido ao exportador para que efetue o embarque da mercadoria. entre a data escolhida para a contratação e a data da liquidação do contrato de câmbio. e já transcorridos os 180 dias. em data fixada. O Banco Central estabelece o prazo máximo de 15 dias. desde que não ultrapasse o total de 180 dias. Efetuar a liquidação do câmbio em uma determinada data. que. A prorrogação é permitida. mediante preenchimento do formulário BACEN-Tipo 07. É importante lembrar que a data acordada não pode ultrapassar o limite máximo de 15 dias após o embarque da mercadoria para o exterior. O Fechamento do Câmbio na exportação pode ser efetuado até 180 dias antes do embarque da mercadoria. por sua vez. contado do fechamento do câmbio. pois o prazo para a entrega dos documentos continuará sendo de no máximo 15 dias. a entrega dos documentos comprobatórios da exportação ao banco é considerada equivalente à entrega de moeda estrangeira. Na realidade. o exportador deverá obter a concordância do importador em pagar os juros correspondentes ao prazo adicional.

A mercadoria não foi embarcada: até 20 dias, contados do vencimento do prazo para a entrega dos documentos. O exportador deverá arcar com os encargos financeiros, pagamento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), se recebeu a antecipação, e outras despesas; A mercadoria foi embarcada: até 30 dias, contados do vencimento do prazo para a liquidação do contrato de câmbio. Este caso pode estar condicionado a um dos seguintes fatores: ação judicial em andamento contra o devedor no exterior, retorno da mercadoria com o correspondente desembaraço vinculado ao Registro de Exportação no SISCOMEX, ou redução do preço da mercadoria exportada (anuência da SECEX). O exportador também deverá arcar com os juros, taxas e outras despesas. O cancelamento de um Contrato de Câmbio, após o envio da mercadoria ao exterior, exige, assim, que o exportador tome todas as providências para obter o pagamento, mantenha as autoridades monetárias informadas do andamento do processo de ressarcimento e providencie a venda da moeda estrangeira ao banco autorizado, caso obtenha o pagamento. Taxas de Câmbio A taxa cambial nada mais é do que o preço, em moeda nacional, de uma unidade de moeda estrangeira, ou vice-versa. A taxa cambial mede o valor externo da moeda, fornece uma relação direta entre os preços destes nos demais países. Com os preços nacionais e externos a um dado nível, um conjunto de baixas taxas de câmbio prejudicará as exportações, estimulará as importações, o que poderá provocar um déficit no balanço de pagamentos. Se, ao contrário, tivermos taxas cambiais elevadas, as exportações ficaram mais competitivas e as importações não estimuladas, o que tenderá a provocar um superávit no balanço de pagamentos. Formação Teórica De Taxa Cambial Como qualquer mercadoria exposta à venda, as divisas estrangeiras estão sujeitas à lei da oferta e da procura, motivo pelo qual a taxa cambial, ou seja o preço das divisas, poderá ser explicada mediante a utilização dos mesmos artifícios geométricos comumente utilizados na formação de preços em geral, explicando melhor: A taxa cambial tende a permanecer estável quando ocorrer qualquer das seguintes situações: - a oferta e a procura permanecem invariáveis; - a oferta e a procura aumentam em iguais proporções; - a oferta e a procura diminuem em iguais proporções. A taxa cambial tende a aumentar em qualquer dos casos abaixo: - a procura aumenta e a oferta permanece estável ou diminui; - a procura aumenta e a oferta também, aumenta, porém em proporção menor; - a oferta diminui e a procura permanece estável; - a oferta diminui e a procura também diminui, porém em proporção menor. A taxa cambial tende a diminuir quando se verificar qualquer das situações seguintes: - a oferta aumenta e a procura permanece estável ou diminui; - a oferta aumenta e a procura também aumenta, porém em proporção menor; - a procura diminui e a oferta permanece estável; - a procura diminui e a oferta também diminui, porém em proporção menor. Essa oferta e essa procura de divisas poderão representar o movimento normal das transações realizadas com o exterior (exportação e importação de mercadorias, pagamento ou recebimento de serviços, entrada ou saída de capitais, etc), como também poderão ser resultantes de manobras especulativas por parte de grupos interessados em auferir lucros com as elevações e quedas bruscas das taxas cambiais. Embora as flutuações da taxa possam ser bastante significativas (desde que o mercado seja livre), elas tendem a nivelar-se a longo prazo. De fato, se a procura de uma moeda estrangeira se mantiver por muito tempo superior à oferta, o seu preço poderá tornar-se tão elevado, que provocará um desencorajamento por parte dos importadores nacionais, com repercussão sobre a procura, o que fará que a taxa volte novamente ao seu nível normal.

Além disso, com o objetivo de eliminar as flutuações exageradas, o objetivo de eliminar as flutuações exageradas, o governo poderá intervir no mercado, seja mediante congelamento da taxa cambial, seja através dos chamados fundos de estabilização cambial. Os fundos de estabilização cambial são constituídos, de substanciais reservas de ouro ou moeda estrangeira em poder do governo, de modo que o mesmo poderá influenciar as taxas cambiais objetivando a sua manutenção a um nível desejado. Paridade monetária - A paridade monetária também denominada paridade legal ou par metálico, vem a ser o valor de uma moeda em relação à outra, baseando-se esse valor apenas nas quantidades de metal precioso contidas nessas moedas ou equivalentes a elas. Em outras palavras, vem a ser uma relação entre os padrões de duas moedas. Ao contrário da taxa cambial, que é variável de acordo com as condições de mercado, a paridade monetária é fixa e somente se altera quando algum dos países modifica a quantidade de metal precioso correspondente à sua moeda padrão, quando as moedas gozam de estabilidade de valor, as taxas cambiais de mercado, embora variáveis, situam-se bem próximas à paridade monetária. Quando um país solicitava sua admissão como membro do “FMI”, uma das primeiras providências a tomar era a de declarar o padrão de sua moeda. Com base nesses padrões, a paridade monetária era automaticamente estabelecida. Todavia com a reforma do sistema monetário internacional, em decorrência da reunião realizada em Kingston-USA, em 1976 foram eliminadas as paridades com valor ouro. Tipos De Taxas Cambiais Ao examinarmos o funcionamento do mercado cambial, fizemos menção a dois tipos de taxas: compra e venda. Todavia, outros tipos de taxas existem, conforme a seguir: Taxa de Repasse e de Cobertura: Taxa de Repasse é aquela pela qual o Banco Central do Brasil adquire moeda estrangeira dos bancos comerciais. Taxa de cobertura é aquela pela qual o Banco Central do Brasil, vende moeda estrangeira aos bancos comerciais. Taxas Livres e Oficiais: Taxas Livres são aquelas provenientes das condições de oferta e procura de divisas em um mercado livre de câmbio, admitindo-se contudo, a possibilidade de uma intervenção das autoridades monetárias, mediante operações de compra e venda de divisas, com o objetivo de evitar variações excessivas das taxas. Taxas oficiais são as determinadas pelas autoridades monetárias, não resultando, assim, do livre entrechoque das condições de oferta e procura, embora estas possam, em grande parte, influenciar o pensamento das autoridades monetárias na determinação do nível das taxas oficiais. Taxas Prontas e Taxas Futuras: Taxas prontas são aquelas aplicadas em operações de compra e venda de moeda estrangeira, onde ela é entregue dentro do prazo de até dois dias úteis (48 horas), contados da data de negociação. Taxas futuras referem-se às transações de compra e venda de moeda estrangeira, onde a entrega dessa moeda e o seu pagamento somente ocorrerão após o período de tempo concordado entre partes. Taxas Fixas e Taxas Variáveis: Taxas fixas são aquelas mantidas invariáveis em um determinado nível, seja por determinação governamental, (congelamento da taxa), seja por operações de compra e venda de divisas por parte das autoridades governamentais sempre que as cotações de mercado se desviarem das taxas determinadas pelo governo. Uma pequena variante das taxas fixas seria a taxa estável, onde é permitida uma certa variação, dentro de pequenos limites. As autoridades monetárias não intervém no mercado, a não ser quando é atingido o limite mínimo ou máximo. As taxas variáveis, como o próprio nome está dizendo, são aquelas que variam. Podem ser flexíveis, quando as paridades monetárias são reajustadas gradualmente, dentro de pequenos intervalos de tempo. Existe também uma outra taxa variável, que é conhecida por Taxa Flutuante, neste caso não existem paridades

monetárias e as taxas cambiais flutuam livremente, embora possam estar sujeitas a sofrer intervenções da parte das autoridades monetárias, em caso de flutuações exageradas. Não é possível dizer qual dos dois sistemas (taxas fixas ou taxas variáveis) apresenta maiores vantagens ou desvantagens. A verdade é que ambos os sistemas apresentam méritos e deficiências, devendo ser aplicados conforme a situação econômica de cada país. Remessas As remessas de ou para o exterior são efetuadas, através de ordens (cheque, ordem por carta, ordem por telex, telegráfica ou fax). Em operações financeiras, Banco opera com câmbio pronto, pagando ou recebendo à vista, o equivalente em reais. Operações As operações de cambio, como regra geral, são basicamente a troca da moeda de um país pela de outro. Os tipos de operações são, conforme o estabelecimento do operador: de compra, venda, arbitragem (entrega de moeda estrangeira contra o recebimento de outra moeda estrangeira). Essas conversões da moeda surgem em função da exportação, importação ou transferências (movimentação financeira de capitais de entrada ou saída país. Sendo assim, pelas características das operações, elas se dividem em operações comerciais e financeiras. Quanto à forma de como as trocas são feitas, podemos classificá-las como: • câmbio manual: operações que envolvem e compra e a venda de moedas estrangeira em espécie, como por exemplo quando um turista troca os seus dólares pelo equivalente em reais; • câmbio sacado: quando na troca existem documentos ou títulos representativos da moeda. As trocas se processam pela movimentação bancária em moeda estrangeira, através de saques de letras de câmbio, cartas de crédito, ordens de pagamentos e os cheques. A movimentação dos capitais estrangeiros ocorre através de empréstimos, investimentos e financiamentos, cujo controle é feito pelo Banco Central, com o objetivo de evitar sua evasão. As transferências dos pagamentos e recebimentos relativos às operações cambiais entre estabelecimentos bancários são meramente contábeis. Isto se deve ao sistema de compensação mútua de seus débitos e créditos no exterior. Os bancos nacionais são obrigados a manter contas correntes em moedas estrangeiras no exterior e estabelecer relações para proteção mútua no exterior. Existem ainda convênios de pagamentos entre dois ou mais países através do Banco Central, centralizador das operações. Resumindo temos: Operações Prontas • Compra e venda de moeda estrangeira;, • Prazo de entrega até 48 horas.

automaticamente. MERCADO SECUNDÁRIO. 2) mercado onde são transacionados em primeira-mão os títlos emitidos pelo governo (de sua dívida pública) mediante leilões. é denominado portfolio lender. onde são vendidos títulos (securities) cuja origem é o empréstimo feito no mercado de primário. corretores de câmbio ou bancos credenciados pelo exportador ou importador. • Funções: a) proteger o importador e o exportador de variações futuras das taxas de câmbio. de contratos futuros e de opções são oferecidas. que interliga eletronicamente os exportadores e importadores ao DECEX.Operações a Termo (ou futura) • compra e venda de moeda estrangeira para entrega em data futura. 13. não vende esses créditos no mercado secundário. a nível nacional. 3) mercado no qual novas emissões de títulos. BACEN e Secretaria da Receita Federal. Os operadores deste mercado revendem então tais títulos no mercado secundário aos investidores em geral. documentos indispensáveis ao desembaraço aduaneiro das mercadorias e à realização da exportação ou importação. isto é. aprovando ou registrando eletronicamente eventuais exigências a serem cumpridas pelo exportador ou importador. • Desconto se s cotação estabelecida no contrato é menor que a do mercado à vista. • Prêmio se a cotação estabelecida no contrato é maior que a do mercado à vista.A emissão de RE. ou por despachantes aduaneiros. A expressão tem pelo menos três significados distintos: 1) mercado no qual um empréstimo é feito diretamente a um devedor. permitindo a emissão de RE . mediante simples acesso informatizado ao SISCOMEX. que se distingue do mercado secundário. Fase do mercado de ações e títulos que vem logo em seguida ao mercado primário e se caracteriza pela obrigatoriedade de se fazer as transações nas Bolsas de Valores. b) proteger os bancos relativamente a posições vendidas ou compradas no mercado à vista ou a termo. . • Prazos: Exportações à D+180 dias Importações à D+360 dias (regra geral 180 dias) SISCOMEX Sistema informatizado.Declaração de Importação.Registro de Exportação. Um banco ou instituição de crédito que mantém seus empréstimos até a data do vencimento. analisa as operações. MERCADO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO MERCADO PRIMÁRIO. LI e DI são solicitados diretamente pela própria empresa exportadora ou importadora. LI Licenciamento Não Automático e DI . o qual através de seus órgãos gestores e anuentes.

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