Curso de Direito

DIREITO PENAL III

(Proibida a Reprodução)

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Expediente Curso de Direito — Coletânea de Exercícios Direção Nacional do Centro de Ciências Jurídicas Profa. Solange Ferreira de Moura Coordenação do Projeto Prof. Sérgio Cavalieri Filho Coordenações Pedagógicas Profa. Sonia Regina Vieira Fernandes Profº Marcos Lima Organização da Coletânea Prof.ª Daniela Duque-Estrada Professores Colaboradores Prof.ª Ana Paula Lopes Ribeiro Prof.ª Cláudia Serpa Costa Ribeiro Prof.ª Cristiane de Costa Pereira Iannuzzi Prof.ª Eloísa Helena de Oliveira S Rodrigues Prof. Jorge Viana Dória Prof.ª Marcelle Rezende Saraiva de Carvalho Prof.ª Patricy Barros Justino

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APRESENTAÇÃO Caro aluno
A Metodologia do Caso Concreto aplicada em nosso Curso de Direito é centrada na articulação entre teoria e prática, com vistas a desenvolver o raciocínio jurídico. Ela abarca o estudo interdisciplinar dos vários ramos do Direito, permitindo o exercício constante da pesquisa, a análise de conceitos, bem como a discussão de suas aplicações. O objetivo é preparar os alunos para a busca de resoluções criativas a partir do conhecimento acumulado, com a sustentação por meio de argumentos coerentes e consistentes. Desta forma, acreditamos ser possível tornar as aulas mais interativas e, consequentemente, melhorar a qualidade do ensino oferecido. Na formação dos futuros profissionais, entendemos que não é papel do Curso de Direito tão somente oferecer conteúdos de bom nível. A excelência do curso será atingida no momento em que possamos formar profissionais autônomos, críticos e reflexivos. Para alcançarmos esse propósito, apresentamos a Coletânea de Exercícios, instrumento fundamental da Metodologia do Caso Concreto. Ela contempla a solução de uma série de casos práticos a serem desenvolvidos pelo aluno, com auxílio do professor. Como regra primeira, é necessário que o aluno adquira o costume de estudar previamente o conteúdo que será ministrado pelo professor em sala de aula. Desta forma, terá subsídios para enfrentar e solucionar cada caso proposto. O mais importante não é encontrar a solução correta, mas pesquisar de maneira disciplinada, de forma a adquirir conhecimento sobre o tema. A tentativa de solucionar os casos em momento anterior à aula expositiva, aumenta consideravelmente a capacidade de compreensão do discente. Este, a partir de um pré-entendimento acerca do tema abordado, terá melhores condições de, não só consolidar seus conhecimentos, mas também dialogar de forma coerente e madura com o professor, criando um ambiente acadêmico mais rico e exitoso. Além desse, há outros motivos para a adoção desta Coletânea. Um segundo a ser ressaltado, é o de que o método estimula o desenvolvimento da capacidade investigativa do aluno, incentivando-o à pesquisa e, consequentemente, proporcionando-lhe maior grau de independência intelectual. Há, ainda, um terceiro motivo a ser mencionado. As constantes mudanças no mundo do conhecimento – e, por conseqüência, no universo jurídico – exigem do profissional do Direito, no exercício de suas atividades, enfrentar situações nas quais os seus conhecimentos teóricos acumulados não serão, per si, suficientes para a resolução das questões práticas a ele confiadas. Neste sentido, e tendo como referência o seu futuro profissional, consideramos imprescindível que, desde cedo, desenvolva hábitos que aumentem sua potencialidade intelectual e emocional para se relacionar com essa realidade. E isto é proporcionado pela Metodologia do Estudo de Casos. No que se refere à concepção formal do presente material, esclarecemos que o conteúdo programático da disciplina a ser ministrada durante o período foi subdividido em 15 partes, sendo que a cada uma delas chamaremos “Semana”. Na primeira semana de aula, por exemplo, o professor ministrará o conteúdo condizente a Semana nº1. Na segunda, a Semana nº2, e, assim, sucessivamente. O período letivo semestral do nosso curso possui 22 semanas. O fato de termos dividido o programa da disciplina em 15 partes não foi por acaso. Levou-se em consideração não somente as aulas que são destinadas à aplicação das avaliações ou os eventuais feriados, mas, principalmente, as necessidades pedagógicas de cada professor. Isto porque, o nosso projeto pedagógico reconhece a importância de destinar um tempo extra a ser utilizado pelo professor – e a seu critério – nas situações na qual este perceba a necessidade de enfatizar de forma mais intensa uma determinada parte do programa, seja por sua complexidade, seja por ter observado na turma um nível insuficiente de compreensão. A certeza que nos acompanha é a de que não apenas tornamos as aulas mais interativas e dialógicas, como se mostra mais nítida a interseção entre os campos da teoria e da prática, no Direito. Por todas essas razões, o desempenho e os resultados obtidos pelo aluno nesta disciplina estão intimamente relacionados ao esforço despendido por ele na realização das tarefas solicitadas, em conformidade com as orientações do professor. A aquisição do hábito do estudo perene e perseverante, não apenas o levará a obter alta performance no decorrer do seu curso, como também potencializará suas habilidades e competências para um aprendizado mais denso e profundo pelo resto de sua vida. Lembre-se: na vida acadêmica, não há milagres, há estudo com perseverança e determinação. Bom trabalho. Direção do Centro de Ciências Jurídicas

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PROCEDIMENTOS PARA UTILIZAÇÃO DAS COLETÂNEAS DE EXERCÍCIOS 1- O aluno deverá, antes de cada aula, desenvolver pesquisa prévia sobre os temas objeto de estudo de cada semana, envolvendo a legislação, a doutrina e a jurisprudência e apresentar soluções, por meio da resolução dos casos, preparando-se para debates em sala de aula. 2- Antes do início de cada aula, o aluno depositará sobre a mesa do professor o material relativo aos casos pesquisados e pré-resolvidos, para que o docente rubrique e devolva no início da própria aula. 3- Após a discussão e solução dos casos em sala de aula, com o professor, o aluno deverá aperfeiçoar o seu trabalho, utilizando, necessariamente, citações de doutrina e/ou jurisprudência pertinentes aos casos. 4- A entrega tempestiva dos trabalhos será obrigatória, para efeito de lançamento dos graus respectivos (zero a um), independentemente do comparecimento do aluno às provas. 4.1- Caso o aluno falte à AV1 ou à Av2, o professor deverá receber os casos até uma semana depois da prova, atribuir grau e lançar na pauta no espaço específico. 5- Até o dia da AV 1 e da AV2, respectivamente, o aluno deverá entregar o conteúdo do trabalho relativo às aulas já ministradas, anexando os originais rubricados pelo professor, bem como o aperfeiçoamento dos mesmos, organizado de forma cronológica, em pasta ou envelope, devidamente identificados, para atribuição de pontuação (zero a um), que será somada à que for atribuída à AV1 e AV2 (zero a nove). 5.1- A pontuação relativa à coletânea de exercícios na AV3 (zero a um) será a média aritmética entre os graus atribuídos aos exercícios apresentados até a AV1 e a AV2 (zero a um). 6- As provas (AV1, AV2 e AV3) valerão até 9 pontos e serão compostas de questões objetivas, com respostas justificadas em até cinco linhas, e de casos concretos, baseados nos casos constantes das Coletâneas de Exercícios, salvo as exceções constantes do regulamento próprio.

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Disposições Gerais sobre os crimes contra a honra. Violação da intimidade. Constrangimento ilegal. Violação de domicílio.Crimes contra a pessoa. Rixa. SEMANA 12 Crimes contra o patrimônio. Omissão de socorro.Concurso de pessoas. Crimes contra a Honra. SEMANA 7 Crimes contra a Pessoa. Seqüestro e redução a condição análoga à de escravo. Furto. Continuação. Crimes de perigo. Concurso de pessoas. SEMANA 8 Crimes contra a Pessoa. SEMANA 3 . Maus tratos. Aborto. SEMANA 6 Crimes contra a Pessoa. Perdão Judicial. Crimes contra a Vida. Da Periclitação da Vida e da Saúde. Exceção da verdade nos crimes contra a honra. Roubo.Crimes contra a Pessoa. Formas majoradas. Extorsão indireta. Figuras típicas do homicídio: homicídio qualificado. Perdão judicial. Lesões Corporais. Aborto.SUMÁRIO SEMANA 1 – Crimes contra a Pessoa. Crimes contra a Honra. Estelionato e outras fraudes. injúria e difamação.Figuras típicas. Distinção entre roubo próprio e impróprio. Receptação. Concurso de Crimes. Crimes contra a Vida. A injúria real. Abandono de incapaz e exposição e abandono de recém nascido. Causas especiais de exclusão do delito. Ameaça. Da Periclitação da Vida e da Saúde. SEMANA 13 Crimes contra o patrimônio. A representação como condição de procedibilidade da ação penal para o delito de lesões corporais leves e culposas. O princípio da insignificância e os delitos contra o patrimônio. SEMANA 5 Crimes contra a Pessoa. O consentimento do ofendido do delito de furto. SEMANA 14 Crimes contra o Patrimônio. Continuação. Figuras típicas. Perigo para a saúde de outrem. SEMANA 9 Crimes contra a Pessoa. Extorsão mediante seqüestro. Homicídio. SEMANA 11 Crimes contra o Patrimônio. Espécies. Violação de segredo. Crimes de perigo. Crimes contra a Vida. SEMANA 4 Crimes contra a Pessoa. Crimes omissivos próprios e impróprios. Induzimento. Homicídio culposo. Lesões Corporais previstas no Código Penal e Lesões Corporais no Código de Trânsito Brasileiro – confronto. O pedido de explicações em juízo. Escusas absolutórias. Dos crimes contra a Liberdade Individual. Figuras Típicas. Homicídio culposo previsto no Código Penal e o homicídio culposo no Código de Trânsito Brasileiro – confronto. SEMANA 10 Crimes contra a Pessoa. Violação de correspondência. Extorsão. instigação e auxílio ao suicídio. Furto de coisa comum.Perigo de contágio venéreo. Perigo de contágio de moléstia grave. O delito de Injúria. 5 . SEMANA 2 . Figuras típicas: Calúnia. Homicídio: noções gerais. Semelhanças e dessemelhanças entre calúnia e difamação. Concurso de Crimes. Distinção entre o delito furto e outras figuras típicas. Infanticídio. A retratação. Figuras típicas do homicídio: homicídio simples e homicídio privilegiado. Ação penal nos crimes contra a honra.

Usurpação. Apropriação Indébita. Apropriação de coisa havida por erro.SEMANA 15 Crimes contra o Patrimônio. caso fortuito ou força da natureza. Apropriação de coisa achada. Crimes contra o Sentimento Religioso e contra o Respeito aos Mortos 6 . Apropriação previdenciária. Dano.

passa na vasilha destinada à colocação do alimento dos animais um veneno que acarreta a morte em algumas horas.. Leandra. em lugar de Gracindo. Primeira parte.São Paulo: Saraiva.2.SEMANA 1 Crimes contra a Pessoa. Curso de Direito Penal Brasileiro. Entretanto. capítulo II .1. • BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA: Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos constantes na Bibliografia Básica da Disciplina. Rel. Curso de Direito Penal. Homicídio: noções gerais. todas as manhãs bem cedo. Internado há mais de sessenta dias e com fortes dores somente amenizadas pelo uso de pesadas drogas.Embargos de Nulidade n. Primeiro Grupo de Câmaras Criminais. é correto imputar à conduta de Hélio os delitos de homicídio doloso na forma tentada em relação a Gracindo e homicídio culposo em relação a Leandra? Responda justificadamente com base nos estudos feitos sobre o tema.. Hélio tranca Leandra num cômodo próximo ao lago. com um simples contato com o corpo. na manhã esperada. 59 anos. 70017274515.v 2. • solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar corretamente as condutas em conformidade com os princípios constitucionais e infraconstitucionais. • PRADO. Com a finalidade de afastar qualquer suspeita. para surpresa de Hélio. que acaba por tocar a vasilha e contaminar-se. • BITENCOURT. São Paulo: Saraiva. • CAPEZ. Cezar Roberto. encontra-se em fase terminal de um câncer de próstata. para patos. Fernando. Crimes contra a Vida. São Paulo: RT. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos constitucionais. impedindo-a de pedir socorro. bem como outros autores indicados por seu professor. • TJRS . capítulo I.. • aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em espécie. Des. Luiz Regis. Carlos. CASO CONCRETO 1 Hélio.Ranolfo Vieira. capítulo I. onde normalmente fica guardado o material de jardinagem. em determinado dia chama seu médico particular e amigo. e sabendo que este coloca ração. comparece para alimentar os animais a filha de seu desafeto. Sendo certo que Leandra faleceu poucas horas após o envenenamento. e lhe pede que ministre juntamente com a medicação um veneno que o 7 . título I. julgado em 10/11/2006). com a intenção de causar a morte de Gracindo. Figuras típicas do homicídio: homicídio simples e homicídio privilegiado. Tratado de Direito Penal.2. v.v. CASO CONCRETO 2 Ubirajara. no lago existente dentro do condomínio no qual residem.

UnB) a) Caso Alonso interrompesse voluntariamente os atos de execução. c)Caso Alonso fosse interrompido. Silvio foi levado ao hospital Boa Sorte. c) Homicídio consumado. 8 . desferiu-lhe cinco facadas.3688/1941. caracterizar-se-ia o arrependimento posterior. b)Caso Alonso utilizasse os meios que tinha ao seu alcance para atingir a vítima. b) Perigo para a vida ou saúde de outrem. principalmente de sua amada esposa Helena. aceita seu pedido e. na manhã seguinte. praticou conduta compatível com a vontade de matar Betina.provocando-lhe ferimentos mortais. após praticar tudo o que estava ao seu alcance para consumar o crime. d) Homicídio tentado. não chegando a fazer tudo que pretendia para consumar o crime. resolvesse impedir o resultado. ministra não o veneno solicitado. ao encontrar com seu desafeto Silvio Correpouco. dec. assinale a opção correta: (34° Exame OAB/Cespe . caracterizar-se ia desistência voluntária. onde morreu por efeito de substância nociva ministrada por engano pelo médico socorrista. 19. e ele só responderia pelos atos já praticados. Sendo certo que Carlos realizou o desejo de seu amigo pode afirmarse que o mesmo não será responsabilizado pelo resultado morte face à inexigibilidade de conduta diversa? Responda justificadamente com base nos estudos feitos sobre o tema. QUESTÕES OBJETIVAS 1)Alonso. pois não suporta mais conviver com sua dor e de sua família. mas outra medicação capaz de acelerar a morte de Ubirajara. durante os atos de execução. com evidente intenção homicida. Carlos.mate de forma rápida. A partir dessa situação hipotética. 2) Fernando Cerol. não se caracterizaria a tentativa de homicídio. obtendo êxito neste ato. Qual a tipificação do ato praticado por Fernando? (Promotor de Justiça – ES) a) Contravenção penal prevista no art. mas lesão corporal. emocionado e movido pela compaixão e respeito ao velho amigo. mas ficaria afastado o arrependimento eficaz. Socorrido rapidamente. por circunstâncias alheias à sua vontade.lei n. mas não conseguisse fazê-lo. ele só responderia por expor a vida de terceiro a perigo. e) Lesões corporais. d)Caso Alonso não fosse interrompido e.

70008620320. Res 326118/MS . • TJRS .Min. Curso de Direito Penal. 70025769100. • CAPEZ.Res 663251/MG . • STF. • STJ. Resp.2. julgado em 01/08/2008. 9 . julgado em 13/12/2005. Rel. homicídio e suas conseqüências.São Paulo: Saraiva. • PRADO.Min. O Homicídio Qualificado. capítulo I e v. Gilmar Mendes. Res 515350/RS . Res 196578/RO. • analisar a incidência da Lei n.. título I. • solucionar casos concretos nos quais haja um aparente conflito de normas entre o delitos contra a vida e outras figuras típicas. • analisar a possibilidade da concorrência entre qualificadoras e privilégio no delito de homicídio. • TJRS . Min. Primeiro Grupo de Câmaras Criminais. Rel.última atualização: 01/10/2008 20:17:00.Des. disponível em http://www. São Paulo: Saraiva. bem como identificar os casos nos quais haja concurso de crimes e continuidade delitiva. Laís Rogéria Alves Barbosa. Rel. bem como de causas especiais de diminuição de pena ou circunstâncias atenuantes genéricas.v. Homicídio.2. Continuação. São Paulo: RT. • STJ . julgado em 07/11/2002.Jorge Scartezzini. Curso de Direito Penal Brasileiro. Primeira Câmara Criminal. BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA: Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos constantes na Bibliografia Básica da Disciplina. • analisar a incidência de circunstâncias majorantes. 922932/SP. qualificadoras. O homicídio culposo previsto no Código Penal e o homicídio culposo no Código de Trânsito Brasileiro – confronto.HC 21442 / SP. • BITENCOURT. Marco Antônio Ribeiro de Oliveira.2. v. julgado em 13/12/2007. Rel. Felix Fischer. Cezar Roberto.v. Tratado de Direito Penal. 4.1.Embargos Infringentes n. capítulo I. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos constitucionais • aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em espécie. Fernando. 8072/1990 (crimes hediondos) nos delitos contra a vida. Quinta Turma.com. julgado em 24/09/2008. O Homicídio Culposo.Apelação Crime n. capítulo II. HC 86969 /RS.br. Primeira parte.SEMANA 2 Crimes contra a pessoa. Perdão Judicial. especificamente. bem como outros autores indicados por seu professor. CASO CONCRETO 1 Suspeito de engravidar enteada de 10 anos é linchado Fonte:Terra Notícias. Luiz Regis. Des. Segunda Turma. • STJ .terra. Rel.

Disto resultou o rompimento do cabo de aço que sustentava o referido elevador. 121 do Código Penal. a menina sequer tinha noção das mudanças no corpo e pensou que estivesse doente. atuantes na área há muitos anos. foram condenados pela prática do delito previsto no art. De acordo com a polícia.Belo Horizonte . tendo sido comprovado pelo laudo pericial que o cabo de aço encontrava-se desgastado pelo uso. ao receber o relatório das encomendas a serem entregues no dia seguinte. procede a alegação defensiva? Responda de forma justificada com base nos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais pesquisados. b) latrocínio. 121. exceto. voltou ao local na noite desta terça-feira e foi linchado por moradores. sob o fundamento de estar presente bis in idem a aplicação da causa de aumento prevista no §4° do art. responderá pelo delito de: a) homicídio simples. que não tinha sido visto no bairro Marilândia desde a divulgação da gravidez da enteada. Ela teria confirmado os abusos aos conselheiros.. o relógio que esconde em seu uniforme. Segundo informações do Conselho Tutelar que evita falar sobre o assunto porque o processo está sob segredo de Justiça. impetram habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça. mas não resistiu os ferimentos. alguns moradores do bairro Marilândia disseram que também vão matá-la se ela voltar à região. além de outras irregularidades. na região metropolitana de Belo Horizonte. oxidado. proprietários de uma construtora e mestres de obras. QUESTÕES OBJETIVAS 1) Jonas.§§ 3° e 4° do CP por permitirem que um de seus operários utilizasse o elevador exclusivo de transporte de cargas leves para sua própria condução. por tratar-se de uma surpresa de seu filho mais velho. Diante do caso narrado é correto afirmar que Jonas. como se nada tivesse ocorrido. depara-se com a entrega de um valioso relógio a uma pessoa que reside em zona rural do estado. com base nos estudos feitos sobre o tema responda às questões abaixo de forma fundamentada: a) O homicídio praticado neste caso é qualificado ou privilegiado? b) Trata-se de delito hediondo? CASO CONCRETO 2 Manoel e Airton. ao sair do trabalho. 56 anos. ele retornou à casa e teria sido linchado por aproximadamente 20 pessoas". A menina tem epilepsia e toma remédios controlados desde o inicio da gravidez.. sua queda e conseqüente morte do operário. Ante o caso concreto exposto. no mesmo dia.. Ferreira chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital de Ibirité. Jonas dirige-se à casa de Claudionor e o mata com uma chave de fenda. Por volta das 22h30. A casa onde a família vivia está fechada e a mãe está foragida. afirmou. De acordo com o sargento Klécius Vladmaker. motorista da empresa de transportes “Toda Segurança é Pouca”. Visando apoderar-se do relógio. residente na capital. realiza as entregas previstas. 10 . o suspeito Ataíde Ferreira dos Anjos. A criança diz que sempre dormiu na cama com a mãe e o padrasto. Inconformados com as decisões proferidas em 1ª e 2ª instâncias. encontrou o corpo do padrasto de uma menina de 10 anos que estaria grávida dele. Ante o exposto. No dia seguinte. conforme cartão anexo à caixa. Sendo certo que Claudionor não tinha ciência da entrega.A Polícia Militar em Ibirité.

do excesso de velocidade. Diante dos fatos narrados é correto afirmar que Júlio responderá por homicídio e lesões corporais culposas previstos: a) No Código Penal. 9503/1997). d) lesão corporal seguida de morte. Bia. após ter bebido algumas latas de cerveja durante o churrasco de final de ano da sua empresa. em concurso material de crimes.c) homicídio qualificado. também. mas. perde o controle do carro vindo a causar sua colisão com uma árvore. 9503/1997). após alguns minutos na condução do veículo automotor. em concurso formal de crimes. morreu instantaneamente. de dez anos que dormia no banco de trás do carro. Do acidente. 11 . enquanto. d) No Código de Trânsito Brasileiro (Lei n. c) No Código de Trânsito Brasileiro (Lei n. Entretanto. em concurso formal de crimes sendo beneficiado pelo perdão judicial. haja vista o fato do seu lado do carro ter se chocado com árvore. saíram praticamente ilesos. b) No Código Penal. Júlio e seu filho Paulo. ao retornar à sua casa convence sua companheira de que encontra-se em condições de conduzir seu carro. em decorrência não só da bebida. em concurso formal de crimes sendo beneficiado pelo perdão judicial. 2)Júlio.

capítulo II. vai à sua procura e decide auxiliá-la acreditando ser o único meio de curá-la da profunda depressão na qual se encontrava .Recurso em Sentido Estrito n. Pedro dá partida no motor 12 . • CAPEZ.Des. Primeira Parte. instigação e auxílio ao suicídio e homicídio consoante conduta perpetrada pelo agente no caso de pacto de morte. São Paulo: Saraiva. Vladimir Giacomuzzi. após isso. Terceira Câmara Criminal. segundo declaração de seu médico. Cezar Roberto.Danúbio Edon Franco. 2. Induzimento. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos constitucionais. São Paulo: Saraiva. o auxílio de seu apaixonado Pedro que. Câmara Criminal. • Analisar a possibilidade de ocorrência de concurso de pessoas no delito de infanticídio. • Diferenciar o delito de infanticídio de outras figuras típicas. 2 e 3. Fernando. Curso de Direito Penal. • Solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar corretamente as condutas em conformidade com os princípios constitucionais e infraconstitucionais. fecham o portão e as janelas e. 2006.Apelação Crime n. capítulos III e IV. Samanta. instigação e auxílio ao suicídio. bem como outros autores indicados por seu professor.2.v. Terceira Rel. Infanticídio. transtornada pelo acontecimento o que. itens n. 70011093465. para tanto. São Paulo: RT. Ambos entram na garagem da casa de Paulo. assustado ao perceber que Samanta havia levantado. abandono de incapaz e abandono de recémnascido qualificados pelo resultado morte. • TJRS . CASO CONCRETO 2 Pedro e Paulo resolvem cometer suicídio juntos. acordada durante a madrugada angustiada dirige-se ao berço de Maricarla e a sufoca com a utilização de um travesseiro tendo. • aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em espécie.v. Tratado de Direito Penal. julgado em 19/12/2007. Diante do caso concreto. o casal será responsabilizado por homicídio qualificado pela asfixia? Responda de forma justificada abordando as controvérsias existentes sobre o tema. tais como: homicídio e crimes de perigo. Luiz Regis. • BITENCOURT. ainda. Des. • TJRS . quinze dias após o nascimento de sua filha Maricarla e. BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA: Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos constantes na Bibliografia Básica da Disciplina.SEMANA 3 Crimes contra a Pessoa. Curso de direito penal brasileiro. • PRADO. • Diferenciar os delitos de induzimento.2. Rel. 70021939301. Crimes contra a Vida. corresponderia ao estado puerperal. julgado em 02/06/2005 CASO CONCRETO 1 v.

d) devem ser objeto de denúncia somente as hipóteses de instigação. incrivelmente. constitui fato atípico. 2) No que se refere aos crimes dolosos contra a vida. seja classificado como fato social normal. a) a tentativa de suicídio é impunível. b) não se admite a possibilidade de verificação de um homicídio privilegiadoqualificado. pois o Direito Penal não pode exigir um sacrifício heróico do agente. considerando que tal hipótese. Após alguns minutos. abrindo as portas e janelas.visando-se apurar a participação de terceira pessoa. seria um estímulo punir o suicida nesta modalidade. c) a hipótese de autodestruição na forma consumada deve ser sempre objeto de investigação em inquérito policial. na visão sociológica. d) caracteriza o infanticídio a ação da mãe que logo após o parto e em estado puerperal mata o próprio filho. transmite o vírus da AIDS a outrem. especificamente ao suicídio. dolosamente. mas Paulo. b) a autolesão é punível quando o iter criminis percorrido pelo agente se aproximar da hipótese de lesão grave ou gravíssima. Ante o exposto. induzimento ou auxílio ao suicídio. as condutas perpetradas por Pedro e Paulo são típicas? Responda fundamentadamente com base nos estudos realizados sobre o tema.do carro para fazer com que o gás da queima do combustível asfixie os dois. 13 . Maria. Pedro sofre lesão corporal de natureza grave em virtude da inalação do gás. evitando a morte dos suicidas. QUESTÕES OBJETIVAS 1) Em relação aos crimes contra a vida assinale a alternativa correta: a) quem pratica eutanásia está isento de pena. c) quem. isoladamente. mulher de Paulo chega e desliga o motor do automóvel. embora. pode ser responsabilizado pelo crime de lesões corporais gravíssimas. nada sofre. do ponto de vista da política criminal. assinale a opção INCORRETA: (Defensor Público – AC). já que.

deixando-a largada no meio da rua logo após o ato. capítulo V . Hélio obriga a jovem a acompanhá-lo até sua casa onde.. Rel. São Paulo: Saraiva.Marcelo Bandeira Pereira. Rel. ainda mediante violência. Supremo Tribunal Federal – ADI n. • Informativo n. face aos 5 meses do feto.2. 508. OBJETIVOS ESPECÍFICOS O aluno deverá ser capaz de: • Compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos constitucionais. capítulo I. • Aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em espécie. Luiz Regis.v. §§ 1° e 2°.3510.SEMANA 4 Crimes contra a Pessoa. entretanto. • Diferenciar as condutas típicas de aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante dos delitos previstos no art. Min. São Paulo: RT.São Paulo: Saraiva. Com vergonha da família.. bem como outros autores indicados por seu professor. Alexandra esconde o fato de todos. Partindo-se da premissa que Alexandra não é maior de 18 anos. enfermeiro. 385. foi seguida por seu vizinho Hélio ao sair de casa em direção ao colégio e surpreendida por ele antes de chegar ao final de sua rua. Hélio realiza as manobras abortivas. • solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar corretamente as condutas em conformidade com os princípios constitucionais e infraconstitucionais. Cezar Roberto. CASO CONCRETO 1 Alexandra.54.Carlos Britto. • TJRS . • BITENCOURT. Fernando. Passados cinco meses do fato e não mais sendo possível esconder a gravidez de sua família. • Diferenciar as condutas típicas de auto-aborto. Supremo Tribunal Federal – ADPF n. Aborto. capítulo I. Curso de Direito Penal. título I. Câmara Medidas Urgentes Criminal. 129.Agravo de Instrumento n. v. incisos IV e V do Código Penal. que a ajuda na realização de diversos exames. Primeira parte. Na data e horário combinados. exceto de seu amigo Juliano. Com emprego de violência. aborto provocado por terceiro com ou sem o consentimento da gestante. Crimes contra a Vida. o mesmo não morreu no ventre da mãe. Des. 70018163246.Tratado de Direito Penal. julgado em 03/01/2007. Alexandra pede a Hélio que lhe pratique um aborto. • Informativo n.item n.v 2. é correto afirmar que Hélio terá sua conduta tipificada pelo homicídio? Responda de forma justificada com base nos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais pesquisados. maio de 2008. pratica conjunção carnal. jovem de 17 anos. Curso de Direito Penal Brasileiro. dentre os quais descobre estar grávida em decorrência do estupro. • CAPEZ. BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA: Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos constantes na Bibliografia Básica da Disciplina. o que foi incentivado pelos pais da jovem ao descobrirem o que ocorrera.4. • PRADO. mas fora deste. 14 . empreendendo fuga.2.

II c/c art. Ao chegar ao hospital.124 e o médico pelos delitos previstos nos art. Joana sofre grave lesão uterina da qual resulta intensa hemorragia. Erra. que passara a residir com a irmã dela. No curso das manobras abortivas. 127c/c art. auxiliar de enfermagem. Durante o trajeto Adalberto. inconformada por ter engravidado “por acidente” de um colega de faculdade. Carla. b) Será responsabilizada pelo delito previsto no art. mas apenas sofrera um breve mal estar decorrente de alguma substância que ingerira na festa. d) Sua conduta em relação ao aborto será atípica por tratar-se de arrependimento eficaz. assinale a alternativa correta em relação à conduta e respectiva responsabilização penal de Adalberto: a) Será responsabilizado pelo delito de aborto sem o consentimento da gestante na forma tentada. dirige-se a casa desta e tenta convencer Beto a retornar ao lar conjugal. assinale a alternativa correta em relação à conduta e respectiva responsabilização penal de Joana: a) Será responsabilizada pelo delito previsto no art. decide realizar o aborto e. 129.§2°. Adalberto questiona a um dos médicos acerca da saúde de sua amada e de seu bebê. 126 n/f do art 14. Magnólia foi prontamente socorrida. abandonado por Beto. Joana assina a documentação.124 e o médico pelos delitos previstos nos art. de um revólver. Carla estava em evidente estado de gravidez. Lá chegando. desejando provocar o aborto na sua ex-namorada Magnólia lhe serve um drinque que contém grande quantidade de substância abortiva. expulsão do feto vivo e. 129. bem como exige que a mesma assine um termo eximindo o médico e sua equipe de qualquer responsabilidade em relação às possíveis conseqüências das manobras abortivas.CASO CONCRETO 2 Ana. c) Sua conduta em relação ao aborto será atípica por tratar-se de crime impossível. 15 . para tanto. b) Será isento de pena. entretanto o alvo. Adalberto decide levá-la rapidamente ao hospital mais próximo a fim de tentar evitar a consumação do delito inicialmente visado por ele. todos do CP. uma vez que Adalberto era a ele conhecido por todos. que atingida em pleno coração. em decorrência da substância abortiva ingerida apresenta fortes dores abdominais. conseqüente perda do referido órgão reprodutor. Diante do caso concreto apresentado.§2°. Após detalhados exames. por exclusão de sua culpabilidade. III n/f do art 70. jovem de 23 anos. prontamente aceita o pedido. tem morte quase instantânea. Vendo firmemente repelidos seus insistentes apelos. e dispara um tiro em direção ao seu marido. ao perceber que Magnólia ainda demonstra interesse por ele e. procura uma clínica abortiva clandestina situada em município próximo ao seu. e acerta Carla. paga pelo procedimento e é encaminhada a uma sala na qual ingere uma droga para adormecer. QUESTÕES OBJETIVAS 1) Adalberto. quando é surpreendido pela notícia de que Magnólia não se encontrava grávida. saca. III n/f do art 70. Nervosa e ansiosa por resolver logo o problema. após ingerir a bebida sente-se mal e pede carona a Adalberto que. 2) Joana. transtornada. Magnólia. Pergunta-se: Ana responderá pela morte de Carla e pelo aborto em concurso de crimes? Responda de forma justificada com base nos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais pesquisados. mas sequer foi vista por Ana. todos do CP. é prontamente atendida pela recepcionista da clínica que a esclarece sobre o procedimento cirúrgico. durante uma festa. Diante do caso concreto apresentado.

pois não se pune. em regra. por previsão expressa do art. 129. d) Não será responsabilizada. 127 do CP. 127 do CP.§2°. pois não se pune. a autolesão no Direito Brasileiro e o médico pelos delitos previstos nos art. III n/f do art 70. todos do CP. em regra. 126 n/f do art 14. por previsão expressa do art.c) Não será responsabilizada. 16 . II c/c art. a autolesão no Direito Brasileiro e o médico pelo delito previsto no art. 127 do CP.

•BITENCOURT. • Diferenciar o delito de lesão corporal de outras figuras típicas.2. decidindo pela separação. Titulo II. posteriormente. o fato de ser ele o pai de seus filhos. • Diferenciar situações nas quais haja conflito aparente de normas ou concurso de crimes. fugiu.2. CASO CONCRETO 1 Romeu e Julieta foram casados por 10 anos. bem como outros autores indicados por seu professor. injúria qualificada. Curso de direito penal brasileiro. assustados por ouvirem os gritos. Lesões Corporais. a realizar exame de corpo de delito. Lesões Corporais previstas no Código Penal e Lesões Corporais no Código de Trânsito Brasileiro – confronto. Cezar Roberto. Os policiais convenceram Julieta a acompanhá-los à delegacia e. item 1. instaurando-se o inquérito policial.SEMANA 5 Crimes contra a Pessoa. já que o amara durante todos aqueles anos. Ocorre que Julieta almejava a reconstrução da sua vida amorosa ao lado de Ricardo. Perdão judicial. • solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar corretamente as condutas em conformidade com os princípios constitucionais e infraconstitucionais. Capítulo II. • aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em espécie. Primeira Parte. ressaltando. • PRADO. chamaram a Polícia. 2. no qual se contatou a presença de lesões corporais leves. tais como: homicídio na forma tentada. Fernando. razão pela qual não concordou com os pedidos de perdão de seu ex-marido. ainda. Julieta entendeu que essa situação tornava insuportável o convívio do casal. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos constitucionais. 17 . Tratado de Direito Penal. São Paulo: RT. • CAPEZ. Luiz Regis. São Paulo: Saraiva. assustado. Explicou a Romeu que planejava unir-se a Ricardo a fim de formarem uma família. Titulo I. Capítulo VI . causando-lhe cortes nos lábios e hematomas no rosto. todavia. São Paulo: Saraiva. Romeu decidiu conversar com Julieta. Curso de Direito Penal. Romeu. • Analisar as modalidades de concurso de pessoas no delito de lesão corporal. Romeu era um bom marido. contravenção penal de vias de fato. Romeu agrediu Julieta.Os vizinhos. agredia verbalmente seus filhos e sua companheira. buscando uma reconciliação. BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA: Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos constantes na Bibliografia Básica da Disciplina. A representação como condição de procedibilidade da ação penal para o delito de lesões corporais leves e culposas. sempre que se excedia no consumo de álcool. Cego de ciúmes. deixando Julieta e os filhos aos prantos. que não desejava mal nenhum a ele. exposição a perigo a vida ou a saúde de outem. No dia 01/08/2008.v.v. resultando dessa união o nascimento de dois filhos. v. principalmente nos finais de semana.

já aos gritos. Policias deram voz de prisão a Pedro que ofereceu resistência e foi levado do local algemado. indaga-se: a) O fato de Pedro estar descontrolado em decorrência do ciúme tem relevância jurídica para a sua conduta? Fundamente sua resposta. Desta forma. QUESTÕES OBJETIVAS 1) Em uma festa na casa de Ana Cristina. na sala de jantar. n. Ante o exposto. constatando-se a existência de traumatismo craniano. onde foi internado. Tendo em vista os fatos narrados. Inconformado.9503/97 – Código de Trânsito? Fundamente sua resposta. batendo com a cabeça na quina de uma mesa. em virtude do qual Inácio tropeçou e caiu. e subitamente Carlos. Carlos Roberto. c) Neste caso será aplicável o Código Penal ou a Lei. tendo apenas um deles sofrido lesões leves no braço. Pedro ligou para seu celular e Pilar pediu a um dos rapazes que atendesse ao telefone. juntamente com Ricardo. já que o Ministério Público atuara independentemente da vontade da vítima. compareceu à Delegacia de Polícia a fim de informar ao delegado que não gostaria de ver o pai de seus filhos processado e que o havia perdoado. Pedro descontrolou-se e rodou com seu carro.Ocorre que Julieta. Contudo. Em decorrência da discussão. visando machucar e intimidar Inácio. Ante o exposto. que não desejava processar seu exmarido. Conforme testemunho dos jovens que a consolaram. indivíduo violento. jovem de 24 anos discutiu com sua namorada Pilar em uma boate por ciúmes de um ex-namorado que aparecera no local e. Inácio foi levado às pressas para o hospital mais próximo. tendo sido consolada por rapazes que passavam pelo local. o Ministério Público interpõe recurso em sentido estrito com o objetivo de ver recebida a denúncia. ambos se levantaram. o inquérito policial foi encaminhado ao Ministério Público que ofereceu denúncia. Desmaiando imediatamente após a queda e permanecendo inconsciente. dando um cavalo-de-pau e jogando-o contra os jovens que. um Honda Civic. mormente em razão de reconhecê-lo como um alcoólatra. Logo em seguida. Três dias depois ele faleceu. deu-lhe um forte empurrão.Findas as investigações. Pilar saiu da boate chorando. 20/09/2008) Pedro. a confusão teria começado dentro da boate por volta das 3h40min. Acalorando-se a discussão.1a Fase): 18 . indaga-se: a) Qual o delito praticado por Romeu? b) Como deverá ser decidido o recurso? Por quê? c) Poderia Julieta retratar-se do oferecimento da representação? CASO CONCRETO 2 JOVEM É PRESO APÓS TENTAR ATROPELAR 5. envolveu-se em uma discussão com Inácio. alegando ausência de condições da ação. (Fonte: Jornal O GLOBO. b) Qual o delito praticado por Pedro? Fundamente sua resposta. conseguiram pular para não serem atingidos. após conversar com toda a sua família. o juiz de primeiro grau a rejeitou. recinto repleto de móveis e objetos diversos. pode-se afirmar que Carlos Roberto deverá ser indiciado e processado criminalmente por (OAB/MG. em virtude desse ferimento. gerando extrema irritação em seu namorado. segundo a polícia. No entanto. apiedou-se de seu exmarido. a autoridade policial recusou-se a paralisar o inquérito policial.

2) Acerca da lesão corporal. grave e gravíssima.a) b) c) d) homicídio. assinale a opção correta. homicídio culposo. por mais de duzentos dias. terão aumento especial de pena na proporção de um terço. 134 Exame de Ordem. se praticadas através da violência doméstica. lesão corporal seguida de morte. 19 . classifica a lesão como gravíssima. nenhuma das respostas acima. 1a Fase) a) O aumento especial de pena aplicado à violência doméstica praticada contra portador de deficiência aplica-se à lesão corporal leve. grave e gravíssima. (OAB/SP. d) a incapacidade permanente para as ocupações habituais da vítima de lesão corporal. b) as lesões corporais leve. c) lesão corporal culposa e a de natureza leve são delitos de ações penais públicas condicionadas a representação da vítima ou de seu representante legal.

• CAPEZ. p. a 400 km de São Paulo. • Diferenciar os delitos de perigo de contágio venéreo.2. Rel.v. Câmara de Férias Criminal. Rel. em Franca. • Analisar as modalidades de concurso de pessoas nos delitos de perigo.00.SEMANA 6 Crimes contra a Pessoa. Cezar Roberto.2. caso seja necessário. • aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em espécie. HC n 9378/RS. Um recém-nascido foi encontrado na tarde desta sexta-feira (22) em uma lixeira. JSTJ 21. Perigo de contágio de moléstia grave. • Diferenciar os delitos de perigo de abandono de incapaz e exposição e abandono de recém nascido das demais figuras típicas contra a pessoa ou família. perigo para a saúde de outrem das demais figuras típicas contra a pessoa ou incolumidade pública.Apelação Crime n. • PRADO.. bem com aplicar. 70000012872.globo. Perigo para a saúde de outrem. disponível em: http://www. Hamilton Carvalhido. 1 a 5. capítulos VII a XI. acesso em 22/08/2008) Criança estava enrolada em pano onde estava escrito 'nasceu hoje às 9h45'. bem como outros autores indicados por seu professor. • TJRS . • STJ. . perigo de contágio de moléstia grave. Título III. Crimes de perigo. Primeira Parte. Curso de Direito Penal. • BITENCOURT.499866-9/000. Itens n. Sexta Turma. Perigo de contágio venéreo.0000. Segundo o 20 . OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos constitucionais. Curso de direito penal brasileiro. São Paulo: RT. dentro de uma caixa de sapato. BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA: Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos constantes na Bibliografia Básica da Disciplina. Marco Antônio Barbosa Leal. Hélcio Valentim. • Solucionar os casos concretos nos quais haja conflito aparentes de normas nos os crimes de perigo sejam subsidiários.383.Min. julgada em 22/11/2005 CASO CONCRETO 1 Bebê é abandonado dentro de lixeira em Franca (Fonte: Jornal O GLOBO ON-LINE. v. Tratado de Direito Penal. São Paulo: Saraiva. Recém-nascido foi levado para hospital do município e está fora de perigo.com. São Paulo: Saraiva. 2. Fernando. concurso de crimes de modo a tipificar corretamente as condutas em conformidade com os princípios constitucionais e infraconstitucionais. Des. 2.v. julgada em 09/11/1999. Luiz Regis. Abandono de incapaz e exposição e abandono de recém nascido. capítulo III. Da Periclitação da Vida e da Saúde. Rel.Apelação Criminal n. Des. • Diferenciar os delitos de perigo dos delitos de dano de modo a solucionar os conflitos aparentes de normas no caso concreto. • TJMG .

sem prestar-lhe a assistência devida. conseguiu manter a gravidez em segredo até que. com medo de seu pai e em respeito à sua família e conhecidos. o bebê foi encontrado no bairro São José e está fora de perigo. de que sabe ou deve saber que está contaminado”.com. A pena prevista para o crime de que Oliveira é acusado é de até um ano de detenção. por enquadramento no crime de periclitação da vida. está correta a tipificação inicialmente feita? CASO CONCRETO 2 Preso em MS acusado de transmitir HIV intencionalmente (Fonte: http://www. de 43 anos. Ainda no estado puerperal. provocou o parto dando à luz uma criança do sexo masculino. Ele está em uma cela do 1º Distrito Policial de Dourados. levou a criança para local diverso deixando-a debaixo de uma árvore. com base nos estudos feitos sobre o tema. pelo menos até segunda-feira(25). 21 . depois de muito esforço. a mulher responderá pelo crime de abandono de incapaz e também por tentativa de homicídio por causa da condição de risco do local onde ela o deixou. filha de pai rude e violento. acesso em 12/06/2008) Durante investigação de assaltos cometidos em Dourados. em observação. que consiste. A criança foi encontrada por um catador de papelão que mexia na lixeira. José Marcelo de Oliveira. aborto provocado pela própria gestante. abandono de recém-nascido.news. por impropriedade absoluta do objeto. responda com base nos estudos sobre o tema: está correta a tipificação apresentada no site? QUESTÕES OBJETIVAS 1)Gertrudes. foi localizado um mandado de prisão expedido pela comarca de Ponta Porã. razão pela qual veio esta a falecer. com 20 anos de idade. Contra ele. impelido por relevante valor social. o Delegado Seccional de Franca. às escondidas. a contágio de moléstia venérea. residente no sítio Pica-Pau. Ela estava enrolada em um pano onde estava escrito: "Nasceu hoje às 9h45”. a criança foi levada para a Santa Casa do município e permanecerá no hospital. a Polícia Militar cumpriu na noite de ontem o mandado de prisão de um homem acusado pela de transmitir o vírus HIV a outras pessoas sabendo que tinha.Conselho Tutelar. Envergonhada. foi preso em um hotel da cidade. Diante do caso concreto apresentado. homicídio privilegiado. b) o exercício da prostituição por um dos sujeitos não exclui o delito.br. Diante do caso concreto apresentado. em expor alguém. O acusado.campogrande. segundo notícia veiculada. em relação à transmissão dolosa do vírus HIV. moral. para ocultar sua desonra. 2) Relativamente ao crime de perigo de contágio venéreo é incorreto afirmar que: (Juiz de Direito/ MG) a) se a vítima já está contaminada. Maury Segui Filho. Segundo a conselheira tutelar Vanessa Barbosa Tristão. o crime é impossível. manteve um relacionamento amoroso com Vivaldo Borba. Gertrudes praticou o crime de:(Juiz de Direito/MG) a) b) c) d) infanticídio. segundo o Código Penal. engravidando. por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso. moça pacata.

sabendo do risco de contaminação.c) para a configuração do delito não é necessário o contágio. exclui a responsabilidade penal. d) o consentimento do ofendido nas relações sexuais. 22 . bastando a exposição.

o banhista pede auxílio a um salva-vidas que se encontrava na areia. Primeira Parte. • Diferenciar situações nas quais haja conflito aparente de normas ou concurso de crimes com delitos previstos no Código Penal e na Legislação Extravagante. ao ouvir os gritos da criança. Não sabendo nadar e começando a se afogar. CASO CONCRETO 1 Adalto. ao chegar do trabalho é recebido por Natália.2. Ante o exposto. porque este negava-se a comer desde cedo. qual a correta tipificação à conduta de Adalto? Responda justificadamente com base nos entendimentos doutrinários e jurispudenciais pesquisados. São Paulo: RT. correu até a delegacia mais próxima e relatou o que havia escutado. mas devido a força da correnteza. Desta agressão. Rixa. BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA: Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos constantes na Bibliografia Básica da Disciplina. bem como outros autores indicados por seu professor.Omissão de socorro. Da Periclitação da Vida e da Saúde. morre afogado. São Paulo: Saraiva. vizinha de Adalto.6 e 7 e Título IV. Neste caso responde o banhista por algum crime? 23 . Luiz Regis. Cansado e irritado com a discussão entre mãe e filho. CASO CONCRETO 2 Um banhista se aventura no mar agitado e é levado por uma correnteza para fora da arrebentação. Suzana. capítulos III e IV. sua esposa. Tratado de Direito Penal.capítulos XII. v.2. XIII e XIV.v. é resgatado por um helicóptero. • BITENCOURT. • aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em espécie. O banhista.v. Curso de Direito Penal. • CAPEZ. 6 anos. • solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar corretamente as condutas em conformidade com os princípios constitucionais e infraconstitucionais. São Paulo: Saraiva. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos constitucionais. O salvavidas entra no mar para retirar da água o banhista. o banhista conseguiu sobreviver. Embora quase tenha morrido no mar. Crimes de perigo. afirmando que Adalto estava torturando seu filho. pai severo e cruel na educação de seus filhos. 2. • PRADO. Cassiano sofre lesões corporais de natureza leve. que reclama ter passado o dia todo brigando com Cassiano. posteriormente à morte do salvavidas. Cezar Roberto. Maus tratos. Curso de direito penal brasileiro. Fernando.SEMANA 7 Crimes contra a Pessoa. Itens n. agride a criança com um cabo de vassoura. com o propósito de corrigi-lo. Título III.

1ª Fase) a) contravenção de vias de fatos. c) Não se admite a responsabilização de agente como partícipe no crime de rixa. 1ª Fase) a) O agente que participa de rixa responde pela prática do delito como partícipe. um dos quais vem a sofrer ferimentos graves. assinale a alternativa correta. o torcedor Raimundo invade o campo e passa a distribuir socos e pontapés nos contendores. 170° Concurso. (133° Exame OAB/SP. A infração penal cometida por Raimundo caracteriza-se como:(Juiz de Direito/SP. conduta tipificada pelo art.QUESTÕES OBJETIVAS 1) Durante uma partida de futebol. porque é um crime plurissubjetivo. que terminou num conflito entre jogadores. 24 . d) O crime de rixa não admite concurso de agentes. d) participação em rixa simples. b) O agente que participa de rixa responde pela prática do delito como autor. b) participação em rixa qualificada. 137 do Código Penal. causados por outra pessoa envolvida no tumulto. 2) A respeito da rixa. c) crime de lesão corporal grave.

além da classificação suplementar desses delitos.v. BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA: Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos constantes na Bibliografia Básica da Disciplina. Primeira Parte. Curso de Direito Penal. Rel. Curso de Direito Penal Brasileiro. Título I. xinga-o da seguinte forma: “ É assim que se bate em cachorro. Rodrigo o surpreende com gritos assustadores e o obriga a abraçar uma árvore para poder amarrá-lo. • Diferenciar os delitos de calúnia e difamação. 2. Min. ou será que você agora virou um rato”? Diante do caso concreto.SEMANA 8 Crimes contra a Pessoa. Figuras típicas: Calúnia. aproveitando-se do fato de Bebeto estar sozinho próximo ao campo de futebol da Universidade. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • Compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos constitucionais. São Paulo: Saraiva. capítulos XV a XVIII. capítulo V. Rodrigo começa a agredi-lo fisicamente com seu cinto e.2007/0185573-3. o primeiro cursando o terceiro ano de graduação e Rodrigo. Cezar Roberto. injúria e difamação. durante a agressão. • STJ. o primeiro ano. • Diferenciar situações nas quais haja conflito aparente de normas ou concurso de crimes. Certo dia. bem como outros autores indicados por seu professor. • CAPEZ. • BITENCOURT. não se falam desde o trote de calouros no qual Rodrigo sentiu-se extremamente humilhado pelas péssimas brincadeiras realizadas por Bebeto. • Solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar corretamente as condutas em conformidade com os princípios constitucionais e infraconstitucionais. • Aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em espécie. Exceção da verdade nos crimes contra a honra. Luiz Regis.v. v. Fernando. 25 .2.2. Após ter imobilizado a vítima. Capítulo V. • PRADO. Tratado de Direito Penal. Crimes contra a Honra. Semelhanças e dessemelhanças entre calúnia e difamação. estudantes universitários.Nilson Naves. São Paulo: Saraiva. • Proporcionar a interpretação e compreensão dos tipos penais ligados à honra objetiva e subjetiva. julgado em 15/04/2008. HC 88545/SP. tipifique a conduta de Rodrigo com base nos estudos realizados sobre o tema. São Paulo: RT. • Compreender a relevância do instituto da exceção da verdade e sua aplicação ao caso concreto. CASO CONCRETO 1 Bebeto e Rodrigo.

outra carta. Seu colega de classe é ladrão!”. Gabriel. porém. tem os dizeres: “Gabriel furtou R$ 50. Ante o exposto é possível afirmar que Gerônimo praticou algum delito contra a honra? Responda fundamentadamente com base na doutrina e/ou jurisprudência estudados.convencido. com os seguintes dizeres: “Cuidado. respectivamente. assinale a opção correta: (36° Exame OAB. Paulo e Lúcio cometeram. comete o crime de difamação. advogado. QUESTÕES OBJETIVAS 1) Acerca dos crimes contra a honra. comete o crime de calúnia. 26 . denunciação caluniosa e comunicação de falsa de crime.00 que se encontravam dentro da bolsa de Maria”. no intuito de ofender sua reputação.CASO CONCRETO 2 Gerônimo. No dia seguinte. dirige-se à central de distribuições processuais e peticiona ao juízo afirmando que havia algo errado com o serventuário Gilson. Cesp/UnB): a)O agente que preconceituosamente se refere a alguém como velho surdo. lotado em seu cartório judicial. sendo. ciente da falsidade da imputação. ciente da idade e deficiência da pessoa. vendo-se cobrado por seu cliente Adamastor pela demora na solução de inventário – partilha de bens . desta vez enviada por Lúcio. no mesmo local e para as mesmas pessoas. injúria e calúnia. c)O agente que imputa a alguém a conduta de mulherengo. difamação e injúria. d) O agente que designa alguém como ladrão. e que este deveria ter algum interesse pessoal na lentidão do andamento do processo. calúnia e denunciação caluniosa. no intuito de ofender sua dignidade. os crimes de:(Promotor de Justiça/PE) a) b) c) d) e) comunicação falsa de crime e difamação. falsa a imputação. comete o crime de injúria. face ao valor dos bens constantes no espólio. 2)Paulo enviou carta a todos os alunos da classe de seu desafeto. b)O agente que atribui a alguém a autoria de um estupro. comete uma das modalidades do crime de racismo.

Sylvio Baptista Neto. encontrava-se em missão fora de sua cidade a fim de atender a comunidades carentes ribeirinhas. médico oficial superior das forças armadas. capítulos XV a XVIII. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • • • • • • Diferenciar os delitos de calúnia. 2. Ação penal nos crimes contra a honra. Diferenciar o delito de injúria dos demais delitos nos quais haja violência ou discriminação contra a pessoa. Sétima Câmara Criminal. Curso de Direito Penal. São Paulo: Saraiva. Em cada comunidade visitada. Continuação. • TJRJ .03324. O pedido de explicações em juízo. Des. A injúria real. Espécies. DJ 19/01/2006. Diante do caso concreto 27 . parece aquele filme americano do macacão preto que se apaixona pela branquela!” e começaram a rir sem parar. Cezar Roberto. capítulo V. Fernando. Disposições Gerais sobre os crimes contra a honra. Certo dia. julgado em 02/10/2008 •TJMG – Apelação Criminal n. Crimes contra a Honra. Terceira Câmara Criminal. Rel. Luiz Regis.2. • CAPEZ. Identificar a aplicação do instituto da retratação. capítulo V. julgado em 04/08/2005 CASO CONCRETO 1 Carlos Roberto.v. Causas especiais de exclusão do delito. Tratado de Direito Penal. Solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar corretamente as condutas em conformidade com os princípios constitucionais e infraconstitucionais. Verificar o alcance do pedido de explicações em juízo.Apelação Criminal n. • TJRS . dois rapazes de cerca de 20 anos gritaram: “Olha só. Primeira Câmara Criminal. Carlos Roberto decidiu por pegá-la no colo a fim de realizar um exame mais cuidadoso.v. Demonstrar as causas especiais de exclusão do delito. • • BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA: Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos constantes na Bibliografia Básica da Disciplina. Primeira Parte.2. 70011779816.SEMANA 9 Crimes contra a Pessoa. • PRADO. Rel. Des.2008. Carlos Roberto atuava em parceria com Mônica. Des. Curso de Direito Penal Brasileiro. São Paulo: RT. São Paulo: Saraiva. Formas majoradas. Tão logo Mônica aproximou-se do colega. Kelsen Carneiro. A retratação. v.Apelação Criminal n. Identificar as causas majorantes dos delitos contra a honra. Título I. Concurso de pessoas nos crimes contra a honra. O delito de Injúria. bem como outros autores indicados por seu professor. Analisar a ação penal nos crimes contra a honra.050.difamação e injúria. • BITENCOURT. Marcus Basílio. Rel. também oficial médica. 1045602012684-7/001. ao aproximar-se de uma criança de colo visivelmente desnutrida.

b) a exceção da verdade é cabível nos delitos de calúnia. somente terá a extinção de sua punibilidade declarada se o querelante concordar com a retratação. de fato. transtornada com o fato de ter sido abandonada pelo noivo Cláudio e desconfiada que o motivo tenha sido outra mulher. d) na calúnia admite-se a prova da verdade desde que. então descobre que Cláudio está. é incorreto afirmar que: (Juiz de Direito – MG) a) no crime de calúnia ou de difamação contra o Presidente da República ou contra Chefe de Governo estrangeiro. d) o querelado que. 2) A respeito dos crimes contra a honra. antes da sentença. Anabela decide vingar-se escrevendo uma carta para Cláudio xingando Bia de destruidora de lares. morando com outra pessoa:Bia. decide segui-lo por alguns dias quando. o ofendido não tenha sido condenado por sentença irrecorrível. 141 do Código Penal. c) admite-se a exceção da verdade na difamação. incide a causa de aumento de pena prevista no art.é correto afirmar que a conduta dos rapazes amolda-se à conduta típica contra a honra ou delito de racismo? Responda de forma fundamentada. com base nos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais estudados é correto afirmar que Anabela praticou algum delito contra a honra? Responda de forma justificada. 28 . Cláudio. se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. meretriz e interesseira. QUESTÕES OBJETIVAS 1) Nos crimes contra a honra previstos no Código Penal. decide mostrá-la a Bia como forma de comprovação de que sua ex-noiva é completamente desequilibrada. Ante o exposto. de forma reprovável. ao abrir a correspondência. assinale a opção correta: a) admite-se o perdão judicial no delito de difamação. Desesperada com a descoberta. constituindo o fato interpretado crime de ação privada. provocou diretamente a injúria. CASO CONCRETO 2 Anabela. c) o juiz pode deixar de aplicar a pena quando o ofendido. se retrata. tratando-se de crime comum. difamação e injúria. b) na difamação admite-se a exceção da verdade se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções.

e imediatamente acionou a polícia que o deteve. tendo o imóvel permanecido em condomínio até o desfecho do inventário por separação. Primeira Parte. • solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar corretamente as condutas em conformidade com os princípios constitucionais e infraconstitucionais. decide tirar uma “soneca” no sofá da sala do apartamento do ex-casal no qual. Título I.v. Título VI. Edmundo Valência ameaça Antonio Pedro. Seqüestro e redução à condição análoga à de escravo. Itens 1 a 4. Curso de direito penal brasileiro. Luiz Regis. 182 do 29 . sete meses após o fato e amedrontado com a má reputação de Edmundo. dormindo. Fernando. v. Inicialmente. São Paulo: RT. • BITENCOURT. Violação de correspondência. mas depois refletiu que poderia ser uma hipótese de imunidade penal relativa (escusa absolutória – art. Capítulo • PRADO.2. O rapaz alegou na delegacia que entrara no referido imóvel (que também era dele em face do pacto judicial) pela janela que só estava encostada. BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA: Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos constantes na Bibliografia Básica da Disciplina. Capítulos XIX a XXVII. Ao chegar à sua casa do trabalho. Tratado de Direito Penal. o que poderá ser feito legalmente contra Edmundo? CASO CONCRETO 2 Terêncio. Violação de segredo. No entanto. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos constitucionais. Constrangimento ilegal. 2.2. São Paulo: Saraiva. Curso de Direito Penal. Cezar Roberto. • aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em espécie.. bem como outros autores indicados por seu professor. o ofendido resolve tomar as medidas legais adequadas ao caso. divorciado de Augusta há um ano. Ameaça. Violação de domicílio. dizendo que iria matá-lo. Com base nos estudos realizados sobre os crimes contra a honra. São Paulo: Saraiva.SEMANA 10 Crimes contra a liberdade individual.v. • Demonstrar a natureza subsidiária desses delitos. VI. Augusta continuou morando sozinha. O Delegado inicialmente entendeu ser o fato atípico. CASO CONCRETO 1 Após acirrada discussão. • CAPEZ. Violação da intimidade. Augusta viu seu exmarido deitado no sofá da sala. • Diferenciar situações nas quais haja conflito aparente de normas ou concurso de crimes. após o divórcio. Antonio Pedro não levou a sério a referida ameaça.

d) há redução à condição análoga à de escravo. mas a situação acima descrita não prova tal consentimento. e disse que só poderia proceder se Augusta representasse criminalmente contra o seu ex-marido. pois o consentimento dos ofendidos é irrelevante para a caracterização do delito.CP). a conduta de Alexander será responsabilizada pelo crime de: a) cárcere privado qualificado pelo fato da vítima sofrer grave sofrimento físico. b) ocorre cárcere privado. em vista de não disporem de outra opção de emprego na região. Assiste alguma razão ao Delegado de Polícia? Responda justificadamente. mantendo trabalhadores rurais em trabalho de 14 horas diárias. os empregados afirmam consentir com esta situação. a fim de obrigá-la a reatar o namoro a priva de liberdade. QUESTÕES OBJETIVAS 1) Claúdio. jovem de 19 anos. rico e conhecido usineiro. c) constrangimento ilegal. grave sofrimento físico. pois em decorrência da miserabilidade dos trabalhadores. em razão de maus tratos. é surpreendido por fiscais da DRT.8069/1990. que dos mesmos cobra. crime de ação pública incondicionada. Ouvidos no local. inconformado por ter sido abandonado por sua namorada Alexia. além das penas correspondentes à violência. d) seqüestro previsto no art. mantendo-a trancada na sauna de sua casa por doze dias e provoca-lhe. c) há constrangimento ilegal. e tipifique a conduta de Terêncio. impedindo-os de sair do local de trabalho. 230 da lei n. já que provocou grave sofrimento físico para a vítima. 30 . Ante o exposto. 2) Alexander. independente da vontade dos ofendidos. que foram alertados mediante denúncia anônima. estes vêem-se obrigados a trabalhar nestas condições. com breve descanso de 15 minutos para digerir a pouca ração. Ante o exposto assinale a alternativa correta: a) o consentimento dos ofendidos impede a caracterização de crime contra a liberdade individual. de 17 anos. com base nos estudos realizados sobre os crimes contra a honra. b) seqüestro em concurso com lesões corporais.

julgado em 02/08/2007.2006. julgado em 24/06/2008.11. Min.Tratado de Direito Penal.09. ● STJ . DJ 10/09/2007 p. não lhe tendo sido oferecida a proposta de suspensão condicional do processo em face das circunstâncias pessoais. julgado em 04. 521. Cezar Roberto. O princípio da insignificância e os delitos contra o patrimônio. Rel.10. Rel.HC 60. Luiz Regis.HC 67829 / SP. Ministra Laurita Vaz. Fernando.2007. ● STJ . DJe 04/08/2008. Furto de coisa comum. p. Curso de direito penal brasileiro. Figuras típicas. Min. julgado em 20. • Analisar o desvalor da conduta em relação ao desvalor do resultado para fins de tipificação da conduta e conseqüente cominação de sanção penal. insignificância e proporcionalidade para os delitos contra o patrimônio. por ocasião da sentença o juiz entendeu que o caso não merecia a 31 . capítulo I. Rel. Concurso de pessoas. DJ 04. que tinha maus antecedentes e era reincidente. HC 94. • PRADO. julgado em 07/04/2005 CASO CONCRETO 1 Pascoal. São Paulo: Saraiva. São Paulo: RT. capítulo I. Ministra Jane Silva (Desembargadora Convocada Do Tj/Mg). bem como identificar os casos nos quais haja concurso de crimes. título II.HC 82. Quinta Turma. ● STJ – Resp 750626 / RS. Distinção entre o delito furto e outras figuras típicas.Ministro Arnaldo Esteves Lima.2. ● STJ .3. Curso de Direito Penal.Min. furto mediante fraude e estelionato. DJ 17.04.765-RS. • Diferenciar os delitos de furto qualificado e roubo. 334. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • Identificar o bem jurídico tutelado pelo Direito Penal. Escusas absolutórias. • BITENCOURT. v.v.2007.10.2007.833/RJ. Ministra Laurita Vaz. capítulo I. Rel.2007. Concurso de Crimes. 260) ● STJ . 235. Ellen Gracie. julgado em 8/4/2008. ● STF – Informativo n. p.2. p.12. • Solucionar casos concretos nos quais haja um aparente conflito de normas entre o delito de furto e outras figuras típicas. Ministro Hamilton Carvalhido julgado em 11. Rel. • CAPEZ. • STJ . ● STJ .SEMANA 11 Crimes contra o Patrimônio.2006.HC 96. 332. José Arnaldo Da Fonseca. O consentimento do ofendido do delito de furto. Quinta Turma. Rel.949/PE. Jane Silva (Desembargadora convocada do TJMG).v. Furto. Segunda parte.HC 104316/SP. BIBLIOGRAFIA/JURISPRUDÊNCIA Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos constantes na Bibliografia Básica da Disciplina. DJ 22.HC 35050/MG. Após regular trâmite processual.00. Quinta Turma.929-MS. • Compreender a aplicação dos princípios da lesividade. subtraiu um boné avaliado em R$50. bem como outros autores indicados por seu professor. Rel. Rel.São Paulo: Saraiva.

(135° Exame OAB/SP. razão pela qual o condenou.incidência do princípio da insignificância por ser Pascoal reincidente. batedor de carteira profissional. alterasse o relógio medidor para que ele girasse mais lentamente de modo a diminuir seu consumo médio de energia elétrica. pelo qual. d) Privilegiado. Nesse caso. 32 . ao invés de realizar a ligação clandestina de luz. Não tendo dinheiro para comprar a referida jaqueta. mas sua punibilidade está condicionada à representação da ofendida. contra sua mãe. resolveu dar um “jeitinho” e fazer uma ligação clandestina. pelo qual deverá ser condenada na forma do caput do art. jovem de 20 anos que reside com seus pais. pelo abuso de confiança. 2) Adriana. Aproveitouse de um dia de domingo frio e chuvoso e saiu à procura de um casaco “esquecido dentro de qualquer carro” e escolheu. pelo abuso de confiança. decide “arranjar uma semi-nova”. Brito quebra o vidro do carro com uma pedra e sai correndo levando a res furtiva. pelo abuso de confiança. não poderá ser condenada por ser isenta de pena. de onde subtrai parte de suas jóias. com isso obtendo o dinheiro necessário para saldar suas dívidas. um local turístico:o estacionamento da feira de artesanato de Caruaru (PE). agiu corretamente o magistrado ao ter negado a incidência do princípio da insignificância? Justifique sua resposta com base nos estudos realizados sobre os crimes contra o patrimônio. à pena de um ano e seis meses de reclusão. Ante o exposto responda de forma justificada: a) Qual o crime praticado por Cristal? b) Caso Cristal. Diante do caso concreto apresentado. penetra no quarto deles. c) Qualificado. contra sua mãe. empenhando-as. entretanto. Adriana deverá responder pelo crime de furto: a) Simples contra sua mãe. prometeu à sua namorada Belízia que lhe daria uma jaqueta de couro de presente de aniversário. para tanto. sua situação se alteraria? QUESTÕES OBJETIVAS 1) Brito. c) Qualificado pelo rompimento de obstáculo. por furto simples. 2ª Fase . b) Simples. preocupada com o excesso de gasto mensal de sua família. pelo qual deverá ser condenada na forma do §4° do art. d) Qualificado. Brito encontrou um veículo Fox com uma jaqueta no banco de trás do carro.155 do CP. Ante o exposto. Algumas horas após. tendo como lesada sua mãe. CASO CONCRETO 2 Cristal.155 do CP. Brito deverá responder pelo crime de furto: a) Qualificado pela destreza.junho de 2008). por meio de ligação direta entre a rede de seu vizinho e sua casa a fim de economizar o valor da conta da luz ao final do mês. a seguir. b) Qualificado. todas de elevado valor. Decidido a subtrair a jaqueta. necessitando saldar dívida contraída com cartões de crédito por ter excedido todos os limites.

São Paulo: Saraiva. ● Informativo n. Cezar Roberto.lesividade e proporcionalidade para a tipificação das condutas e conseqüente cominação da pena. Roubo. Min. Frederico entrega o carro a Cleosbaldo que. Luiz Regis. HC N.Figuras típicas. parado em um semáforo. DJ/ 26 set. tão logo abre o sinal sai em velocidade normal a fim de não chamar atenção. julgado em 19/08/2008. na verdade. aproveita-se do fato do vidro estar aberto e insere metade do seu corpo dentro do carro gritando: você tem medo de morrer? Então sai do carro agora! Apavorado com a ameaça. Frederico o estava levando para a concessionária. Fernando. Entretanto.Min. ● Informativo n.2008. capítulo II. o veículo morre por pane elétrica. Três quarteirões após.363-RS. título II.v. Concurso de Crimes. Rel. bem como outros autores indicados por seu professor. • solucionar casos concretos nos quais haja um aparente conflito de normas entre o delito de roubo e outras figuras típicas. Cleosbaldo insiste em que o carro funcione e é surpreendido por dois policiais que. Curso de Direito Penal. rel. 517 STF . julgado em 26.Tratado de Direito Penal.Menezes Direito. • CAPEZ.Concurso de pessoas. Segunda parte. capítulo III.8.Rel. Curso de direito penal brasileiro.2. 521 STF . BIBLIOGRAFIA/JURISPRUDÊNCIA Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos constantes na Bibliografia Básica da Disciplina. ao se aproximarem do carro recebem um chamado pelo rádio avisando do roubo próprio e • 33 .2008 ● STJ. Marco Aurélio. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • identificar as condutas perpetradas de modo a tipificá-las corretamente consoante a incidência de circunstâncias majorantes e diferenciá-las das qualificadoras. decidem prestar auxílio ao seu condutor. 2008.SEMANA 12 Crimes contra o patrimônio. • analisar o desvalor da conduta em relação ao desvalor do resultado para fins de tipificação da conduta como crime hediondo. v.v. Roubo e Extorsão. ago. São Paulo: RT.3. Distinção entre roubo impróprio. preocupados com o trânsito e com o risco de um carro importado como aquele ser roubado. capítulo II. 94. AgRg no REsp 984572 / RS. • PRADO. é abordado por Cleosbaldo que.2. bem como identificar os casos nos quais haja concurso de crimes. • Compreender a aplicação dos princípios da dignidade da pessoa humana.São Paulo: Saraiva. CASO CONCRETO 1 Frederico. HC 92450/DF. Arnaldo Esteves Lima. diferenciar os delitos de Furto qualificado e Roubo. pois. • BITENCOURT. Min.

Paulo e Roberto. d) não admite a forma tentada porque se trata de crime formal.2008) QUESTÕES OBJETIVAS 1) Assinale a alternativa correta. Jun. é correto afirmar que o roubo não consumou-se? Responda de forma justificada. 1ª Fase) No roubo impróprio.sendo. b) se consuma com a retirada da coisa móvel subtraída da esfera de vigilância da vítima. (135ª Exame de Ordem. no valor global de R$ 980. subtraíram o celular e o relógio de Kênia e. com emprego de arma de fogo. mediante grave ameaça. e foge do local do crime sem levar dinheiro algum. no total de 4 saques. vindo a prendê-lo em flagrante delito. invade uma locadora de vídeo e anuncia um assalto exigindo do funcionário da mesma que lhe entregue todo o dinheiro que está no caixa. Cleosbaldo preso em flagrante delito. com vontade livre e consciente e unidade de desígnios. desta forma. tipifique e diferencie as condutas violentas de Paulo e Roberto. a fornecer-lhes a senha e as letras de acesso para a realização de saques em conta-corrente. c) João praticou o delito de latrocínio. utilizando-se de grave ameaça pelo emprego de arma de fogo. Ante o exposto. João desfere dois tiros no mesmo. c) não admite a forma tentada porque sua tentativa configuraria furto consumado ou tentado. após tal conduta. responda com base nos estudos realizados sobre os crimes contra o patrimônio: a) como a prisão em flagrante delito resultou de mera falta de sorte de Cleosbaldo. Neste caso. b) João praticou o delito de homicídio qualificado para assegurar a execução de outro crime. OAB/SP. qual a tipificação correta à conduta de João? (31° Exame de Ordem OAB/RJ) a) João praticou o delito de roubo majorado pelo emprego de arma de fogo na forma tentada. a resposta seria a mesma? CASO CONCRETO 2 No dia 2 de maio de 2006. 2) João. Considerando a situação hipotética acima descrita. o crime: a) se consuma com a subtração da coisa móvel alheia. constrangeramna. b) caso os policiais tivessem assistido ao roubo e perseguissem Cleosbaldo.00. Diante da recusa do funcionário da locadora. que vem a falecer instantaneamente. (133° Exame OAB/SP. d) Todas as respostas acima estão incorretas 34 .

3. capítulo II. • analisar a incidência de circunstâncias majorantes. capítulo II.v. • analisar a incidência da lei n. Última atualização: 28/09. ele saía de uma faculdade particular na Avenida José Malcher e quando se dirigia ao seu carro.2. BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA: Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos constantes na Bibliografia Básica da Disciplina. Segunda parte. Curso de direito penal brasileiro.com. Cipriano Sabino Júnior foi vítima de um sequestro relâmpago na noite do último sábado. foi abordado por assaltantes que o levaram em seu carro. qualificadoras. estacionado na Av. Segundo o Major Robson.Tratado de Direito Penal. São Paulo: RT. Antônio Barreto. • solucionar casos concretos nos quais haja um aparente conflito de normas entre o delitos contra o patrimônio e outras figuras típicas.O ex-deputado estadual e atual Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). 16h30.2. disponível http://www. Min. do Grupamento Aéreo da PM (GRAER). Por volta de 19h. lesividade e proporcionalidade para a tipificação das condutas e conseqüente cominação da pena. Napoleão Nunes Maia Filho. Luiz Regis. Alcindo Cacela com Tv. julgado em 21/02/2008 CASO CONCRETO 1 Cipriano Sabino é vítima de seqüestro relâmpago em Belém (Fonte: Jornal Diário do Pará on-line. título II. a ação durou cerca de 10 minutos. capítulos IV. Cezar Roberto. Extorsão mediante seqüestro. 8072/1990 (crimes hediondos) nos delitos contra o patrimônio e suas conseqüências.São Paulo: Saraiva.diariodopara.HC 86127/RJ. bem como identificar os casos nos quais haja concurso de crimes e continuidade delitiva.v. 9 de Janeiro. bem como de causas especiais de diminuição de pena ou circunstâncias atenuantes genéricas. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • identificar as condutas perpetradas de modo a tipificá-las corretamente de modo a saber diferenciar os delitos contra o patrimônio e suas conseqüências.br). uma Pajero.SEMANA 13 Crimes contra o patrimônio. • CAPEZ. ● STJ . • PRADO. • BITENCOURT. • compreender a relevância da proteção aos bens jurídicos tutelados que podem ultrapassar a esfera patrimonial de modo a aplicar os princípios da dignidade da pessoa humana. v. quando Cipriano foi liberado no próprio carro na Av. Curso de Direito Penal. Rel. Extorsão indireta. Fernando. em BELÉM (PA) . V e VI . Extorsão. Ele contou que foi acionado via CIOP e 35 . bem como outros autores indicados por seu professor. São Paulo: Saraiva.

tentada. Segundo a assessoria da Polícia Civil. b) estelionato tentado.imediatamente seguiu para a área. Quando do pagamento da quantia pedida. a) extorsão. amigo de Marcondes. consumase quando:(119° Exame OAB/SP. c) falsificação ou adulteração de substância alimentícia. mas tivesse sido obrigado a sacar vultuosa quantia em dinheiro em três caixas eletrônicos antes de sua libertação. O Major não soube informar quantos assaltantes participaram da ação.(Elyne Santiago/Diário do Pará). Que crime foi cometido por Mário? (Juiz de Direito/SC. Daniel. Mário foi preso e descobriuse que ele não havia colocado na loja os referidos produtos. e) falsidade ideológica. sua conduta o beneficiaria no que concerne à aplicação de pena? QUESTÕES OBJETIVAS 1) Mário telefonou para a gerência de determinado supermercado. Cipriano é o atual coordenador de Informática e Processamento de Imagens do TCE. Como o estabelecimento já havia sofrido essa prática. Ante o exposto responda com base nos estudos realizados sobre o tema : a)Qual o crime praticado por Marcondes e Daniel? Neste caso o delito resta consumado ou tentado? b)Caso Daniel tivesse informado à autoridade policial o local do cativeiro. O local onde seria entregue o dinheiro foi ajustado. 2) O crime de extorsão mediante seqüestro. que logo depois de liberado. mas ninguém foi localizado. d) extorsão consumada. Foram levados o celular da vítima.00. mais uma quantia em dinheiro e um relógio. entretanto.Ante o exposto responda com base nos estudos realizados sobre os crimes contra o patrimônio : 1) Qual a tipificação para o denominado “sequestro relâmpago”? 2) Caso o ex-deputado não tivesse sido libertado 10 minutos após a ação dos assaltantes. pois é preso em flagrante quando saia do local do cativeiro da vítima. Marcondes telefona para a família da vítima e exige R$1. bem como os dados de Marcondes de modo a auxiliar a libertação de Andréa. em conatus. dizendo que havia colocado em várias prateleiras produtos alimentícios adulterados e exigindo quantia em dinheiro para indicar os locais onde eles se encontravam.2006). No dia seguinte ao seqüestro.000.000. Cipriano foi para casa e que não registraria ocorrência pelos objetos roubados por serem irrelevantes. os responsáveis iniciaram as negociações. a tipificação da conduta seria a mesma? CASO CONCRETO 2 Marcondes seqüestrou Andréa com o intuito de obter resgate. Major Robson ainda sobrevoou o local para tentar localizar alguma pessoa em atitude suspeita. até a tarde deste domingo. Após a liberação de Cipriano. 1ª Fase) 36 . não consegue chegar a tempo para buscar o resgate. Uma irmã de Cipriano informou ainda na noite do assalto. em sua modalidade simples. A família imediatamente concorda com o valor determinado por Marcondes. o ex-deputado não registrou ocorrência em nenhuma delegacia de Belém.

● STJ.estelionato e extorsão. Curso de direito penal brasileiro. • Diferenciar situações nas quais haja conflito aparente de normas ou concurso de crimes. Receptação. • aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em espécie. SEMANA 14 Crimes contra o Patrimônio. C. • PRADO. São Paulo: RT. • analisar o desvalor da conduta em relação ao desvalor do resultado para fins de tipificação da conduta como crime hediondo. c) houver decorrido o prazo de vinte e quatro horas do seqüestro. Luiz Regis. Capítulo VI. Murta Ribeiro. Des. 24. v. julgada em 20/03/2007.no Conflito de Competência n. Jane Silva .lesividade e proporcionalidade para a tipificação das condutas e conseqüente cominação da pena. Tratado de Direito Penal. 48. bem como outros autores indicados por seu professor. 246.AgRgn. 2006. TJ/RS. 554. • STF – Verbetes de Súmulas n. Cezar Roberto. Des. ● Apelação Criminal n. • STJ – Verbetes de Súmulas n.04734 TJ/RJ.050. Min.2. Segunda Parte. parágrafo) • solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar corretamente as condutas em conformidade com os princípios constitucionais e infraconstitucionais.a) ocorre a obtenção da vantagem patrimonial pretendida pelos agentes. 284. Rel. 3. 37 . capítulos VI e VII. São Paulo: Saraiva. Naele Ochoa Piazzeta. diferenciando os delitos consoante suas elemntares. • Diferenciar os delitos de extorsão e estelionato. J. Estelionato e outras fraudes. BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA: Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos constantes na Bibliografia Básica da Disciplina. b) a vítima é liberada ou morta após o pagamento do preço do resgate. estelionato e apropriação indébita. CASO CONCRETO 1 ● Apelação Criminal 2006.(Desembargadora convocada do TJ/MG). OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • identificar as condutas perpetradas de modo a tipificá-las corretamente consoante a incidência de circunstâncias majorantes e diferenciá-las das qualificadoras. Títulos VI e VII .2. Fernando.v. Curso de Direito Penal. 107 e 244. 521. julgada em 03/04/2008. • compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos constitucionais. • Compreender a aplicação dos princípios da dignidade da pessoa humana. • BITENCOURT. Rel. estelionato e curandeirismo (art. 74225/SP (2006/0235921-8). • CAPEZ. d) a vítima é arrebatada. 17. São Paulo: Saraiva. Rel. 70021107842.v.

00. como era de costume. no ato do pagamento. por pessoa ignorada.000. apresentando. 38 . os deposita em sua conta pessoal a fim de utilizar a referida quantia para a sua viagem de férias. pagando com cheque subtraído de Carla e falsificado por ela (Maria). ao invés de depositar os cheques na conta do escritório conforme acordado de costume com seu chefe Augusto. c) arrependimento eficaz. corrente esta que havia sido subtraída. e) é isento de pena. 2006) a) estelionato tentado. QUESTÕES OBJETIVAS 1) João comprou. d) arrependimento posterior. de seu primo e companheiro de quarto Joaquim. por ter sido o crime de que proveio a coisa cometido em prejuízo de seu primo. considerado os posicionamentos doutrinários e jurisprudenciais sobre o tema. Maria. d) é isento de pena. com o qual coabita. por meio da internet -"Internet Banking". por R$20. por ser desconhecido o autor do crime de que proveio a coisa. c) é isento de pena. de um menino de 14 anos de idade. pressentindo que seria descoberta. por ter adquirido a jóia de pessoa inimputável.Fulano. imediatamente. utilizando-se de fraude eletrônica. Nesse caso. secretária de Augusto em um escritório de cobrança. Partindo da premissa de que o animus de Joana desde o início foi de utilizar a referida quantia em seu próprio proveito. tipifique a conduta de Fulano. a identidade de Carla com sua fotografia. avaliada em R$2. Este não havia dado por falta da jóia. acessa sua conta e efetua diversos saques. Estamos diante da hipótese de: (Juiz de Direito/SP. aproveita-se do acesso que possui aos cheques entregues pelos devedores cadastrados no escritório e retira dois cheques pós-datados do cofre. b) desistência voluntária. CASO CONCRETO 2 Joana. bem como efetua compras com o cartão também por meio da rede de computadores. b) não responderá pelo crime de receptação. Margareth é surpreendida ao retirar um extrato de sua conduta e.Responda com base nos estudos realizados sobre o tema. porque o proprietário da jóia não havia providenciado a lavratura de boletim de ocorrência a respeito do furto de que fora vítima. tipifique sua conduta sob o aspecto jurídico-penal. entra em contato com o gerente de sua agência bancária a fim de averiguar o ocorrido. motivo porque sequer havia feito a comunicação da ocorrência à polícia.00. consegue descobrir o número da conta corrente e respectivas senhas de Margareth e. uma corrente de ouro. João:(Promotor de Justiça/PE) a) responderá por crime de receptação culposa. Disto resulta a instauração de inquérito policial para apuração de autoria e materialidade dos fatos. resolveu abandonar o estabelecimento. 2) Maria ingressou em um estabelecimento comercial e efetuou compras. Enquanto a funcionária consultava o título de crédito. Nas datas fixadas para o depósito. Ante o exposto.

• PRADO.2. Tratado de Direito Penal. TJ/RS. Apropriação de tesouro.v. capítulos III. Des. Luiz Regis. Rel. •BITENCOURT. bem como de causas especiais de diminuição de pena ou circunstâncias atenuantes genéricas.SEMANA 15 Crimes contra o Patrimônio. • solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar corretamente as condutas em conformidade com os princípios constitucionais e infraconstitucionais. o imóvel mobiliado de Carlos situado na região litorânea de Santa Catarina.2. Ao término do período de locação. v. São Paulo: Saraiva. • CAPEZ. ● Apelação Criminal n. qualificadoras. São Paulo: RT. Gabriel retira-se do apartamento. capítulos VII a XVII. Diante do caso apresentado tipifique a conduta de Gabriel com base nos estudos realizados sobre o tema. • Diferenciar os delitos contra o patrimônio de modo a solucionar os casos concretos apresentados. 3.v. IV e V. Apropriação previdenciária. Quarta Câmara Criminal. caso fortuito ou força da natureza. Crimes contra o Sentimento Religioso e contra o Respeito aos Mortos OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos constitucionais. Apropriação indébita.locou por temporada. • analisar a incidência de circunstâncias majorantes. mas. CASO CONCRETO 2 39 . São Paulo: Saraiva. Curso de Direito Penal. Apropriação de coisa havida por erro. Fernando. IV e V. Segunda Parte. Dano. Aristides Pedroso de Albuquerque Neto. por estar apaixonado pelos objetos típicos do local leva consigo os móveis que guarneciam o referido imóvel. Cezar Roberto. BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA: Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos constantes na Bibliografia Básica da Disciplina. julgado em 13/03/2008. bem como outros autores indicados por seu professor. Curso de direito penal brasileiro.Usurpação. Capítulos III. • aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em espécie. seja por meio do conflito aparente de normas ou do concurso de crimes. 70022197560. Apropriação de coisa achada. CASO CONCRETO 1 Gabriel.

ainda que a ação seja exercida contra a própria coisa. no prazo legal. consumado no momento em que Júlio decidiu deixar de recolher as contribuições. ausentes que se encontram as qualificadoras previstas no § 4º do artigo 155. confesse e efetue o pagamento integral das contribuições à previdência social. os policiais deram voz de prisão em flagrante a Túlio. deixou de recolher. b) venda posterior da coisa furtada configura o delito de disposição de coisa alheia como própria. QUESTÕES OBJETIVAS 1) Júlio. b)O juiz deve conceder o perdão judicial ou aplicar somente a pena de multa. se no caso em tela. de propriedade da empresa concessionária de serviço público. que deve ser processado na justiça federal mediante ação penal pública incondicionada. depois de ultrapassado o prazo legal. antes do início da ação fiscal. assinale a opção correta: (EXAME OAB/ Cespe.Túlio. do CP. chutes e batendo com o fone no corpo do aparelho. vindo a desferir um golpe na mão de Carlos. Ao constatarem o fato. caso Júlio seja primário e tenha bons antecedentes. por volta das 10h e em praça pública de grande movimento.1. admite tentativa e a modalidade culposa. contribuição destinada à previdência social que ele havia descontado de pagamento efetuado a segurado. c)O crime praticado por Júlio constitui espécie de apropriação indébita. mediante socos. 2) Assinale a opção correta: a) se o agente já detinha a coisa e a partir de certo momento a torna sua. ele terá direito à suspensão condicional da pena. há concurso de crimes. 1ª Fase) a)Caso Júlio. pois. comunicaram o fato à Policia Militar. d)O crime. momento em que este puxou de uma faca. bem como sua respectiva bolha de fibra. o sujeito ativo deverá cometer violência ou grave ameaça contra a vítima 40 . policial militar. espontaneamente. inconformados com a conduta de Túlio. empresário. causando-lhe lesões corporais. Populares. Diante do caso apresentado tipifique a conduta de Túlio com base nos estudos realizados sobre o tema e responda. a hipótese é de furto simples. d) o crime de extorsão assemelha-se ao crime de roubo e ao crime de constrangimento ilegal. tendo policiais se dirigido ao local. Considerando a situação hipotética descrita.UnB 2008. c) o furto praticado com destruição ou rompimento de obstáculo é qualificado. destruiu um telefone público (orelhão). em ambos. reagindo.

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