EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DO MATO GROSSO.

(qualificação da parte Autora) por interédio do seu advogado que esta subscreve (procuração anexa), com escritório profissional sito no rodapé desta, onde indica para receber as comunicações e intimações de estilo, vem respeitosamente à ínclita presença de Vossa Excelência, ajuizar

AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS POR ATO ILICÍTO E REPETIÇÃO DE INDÉBITO, com PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA contra

Em desfafor da CEF –Caixa Econômica (ou outro nome da instituição bancária), insituição financeira, com sede na (endereço)) 2123-1166, em decorrência das justificativas de ordem fática e de direito abaixo delineadas:

que percebendo a fraude fez o estorno das 03 parcelas que haviam sido descontadas . o que causa não só constrangimento e prejuízo material....... mais também moral e psicológico. passou no caixa de alto atendimento e retirou um extrato da sua conta e constatou que o valor da aposentadoria depositado naquele mês era inferior que nos meses anteriores fato que lhe causou estranheza. Ao indagar a atendente da agência sobre o valor depositado a menor. Este fato causou mais estranheza ainda na Autora. no valor de R$ 5.. o que lhe vem causando problemas diariamente. imediatamente a Autora dirigiu-se até uma delegacia de polícia e registrou um boletim de ocorrência do acontecido (doc. sendo que naquela oportunidade já haviam sido debitados 03 parcelas do seu benefício de n. De posse dessas informações. ou seja. diminuindo a renda familiar.. pois. esta não havia feito nenhum empréstimo com o dinheiro que recebia da sua aposentadoria. foi informada que tinha ocorrido um desconto referente a uma parcela de um empréstimo feito na Agência 1918 da Caixa Econômica Federal referente ao contrato de número 10191811...24.00. que consequentemente. sendo dele que provem o sustento de sua família.. tem cunho alimentício.. Excelência cabe ressaltar. Lá estando explicou tudo ao gerente.841.DOS FATOS Em meados de outubro de 2010. que tal infortúnio ocorreu sem o consentimento da Autora. ou seja. a Autora deslocou-se até a agência bancária do Banco do Brasil na cidade de oconé para receber sua aposentadoria mensal. ] É oportuno ainda salientar Excelência.. que foi parcelado em 60 prestação de R$ 176... Com o fito de evitar maiores prejuízos a Autora viajou até Cuiabá e dirigiu-se a agência bancária de onde tinha originado o empréstimo..... paga as contas e compra remédios... Antes de fazer a retirada do dinheiro.. pois sua única fonte de renda é o benefício do qual esta sendo descontado o referido empréstimo. Anexo). qualquer centavo que lhe é retirado fará grande falta. que o benefício que a Autora percebe é totalmente assistencialista...º . diminuindo seu poder compra de alimento na mesa.

com o que lhe está sobrando não consegue mais adimplir seus compromissos. recebendo dos mais diversos diplomas legais a devida proteção. a Autora esgotou todos os meios suasórios com o fito de resolver esse imbróglio ocorrido em seu benefício. por vez. inclusive.72. o que em pouco tempo pode virar uma bola de neve. além da indenização por dano material. deparou-se com uma situação incômoda. pois. 5º (omissis): V – é assegurado o direito de resposta. humilhante e absolutamente constrangedora. ver a Reclamada ser responsabilizada por todo ocorrido. Pois bem. inc. Na esperança de resolver este impasse e evitar que maiores prejuízos lhe aconteça. tendo em vista que o INSS disse que não poderia fazer nada e que era para a Autora procurar seus direitos. como se vê. a Autora procurou o INSS de sua cidade. estando amparada pelo art. merecendo. voltou a Autora para sua lida diária em um sítio em Poconé. fato que vem se repetindo desde então. vexatória. Acreditando.até aquela data. colocando a Reclamante em dificuldade financeira. DO DIREITO DOS DANOS MORAIS A moral é reconhecida como bem jurídico. explanando o ocorrido. por certo. no mês seguinte houve novamente o desconto da parcela do empréstimo fraudulento no benefício da Autora. diante destes acontecimentos. uma vez que o próprio gerente da Caixa Econômica constatou a fraude ocorrida no seu benefício. que as parcelas que estão sendo descontadas do benefício da Autora estão lhe causando um grande prejuízo. pelo todo demonstrado não restam dúvidas que a Autora. Impende salientar. cujo o valor foi de R$ 528. proporcional ao agravo. V da Carta Magna/88: “Art. Excelência. porém todas tentativas restaram infrutíferas. moral ou à imagem. 5º. Todavia Excelência. Porém. . conforme se faz prova o comprovante de pagamento em anexo. não logrou êxito. que tudo estava resolvido.

186 e 187). Como informado anteriormente. a mesma se depara com um constrangimento que jamais tinha passado durante toda sua existência. Ao contrário do que ocorre em outros setores.” “Art. Contudo Excelência. um constrangimento gerado naquele que o sofreu e que repercutiria de igual forma em uma outra pessoa nas mesmas circunstâncias. fica obrigado a repará-lo. onde o demandante viu-se submetido a uma situação de estresse constante.” (Sílvio Salvo . que lhe causou e vem causando sérios dissabores e danos de difíceis reparações. 927. conquistada ao longo dos anos. negligência ou imprudência. No nosso sistema foi adotada a responsabilidade objetiva no campo do consumidor. por ato ilícito (arts. virtude esta. . isenta de qualquer mácula. comete ato ilícito. optou por correr o risco de colocar a promovente nesta situação de infortúnio e de constrangimento. 186. decorrentes da atividade do fornecedor de produtos e serviços. Aquele que. o nome da Autora é o seu bem valioso. levando esta a passar por um verdadeiro martírio para conseguir restabelecer a honradez junto aos seus fornecedores. uma comoção interna. 186 e art. permitiu que o terceiros fizessem empréstimo no nome da Autora. indignação e constrangimento. pois. Está negligência a torna culpada pelo evento danoso. devolvendo a mesma o direito de usufruir de sua aposentadoria integral livre de qualquer ônus. no momento em que a Autora mais precisa de paz. como sabido. ainda que exclusivamente moral. 927 do Código Civil de 2002 assim estabelecem: “Art. causar dano a outrem. devem ser cabalmente indenizados. sem a devida diligência que se espera de uma instituição financeira. conquistado ao longo de sua vida. A Requerida ao arrepio da Lei. deriva de uma dor íntima. Vejamos o que ensina o Mestre SÍLVIO DE SALVO VENOSA em sua obra sobre responsabilidade civil: “Os danos projetados nos consumidores. sem sua anuência. tudo pelo fato da Ré agir de forma negligente. no campo da indenização aos consumidores não existe limitação tarifada. Esse é o caso em tela. o qual foi pautado pela honradez de seus compromissos.” Ocorre que o dano moral. por ação ou omissão voluntária. sem que haja limites para a indenização.O art. violar direito e causar dano a outrem. que lhe garantiu uma moral ilibada. ao invés de acatar o pedido da Autora de cancelamento imediata da dívida e abster-se de fazer o desconto do seu benefício. de despreocupação. Aquele que.

O valor arbitrado traduz uma quantia suficiente para garantir a punição do banco. devendo arcar com os danos materiais e morais decorrentes da sua conduta. É o que acentua Sergio Cavalieri Filho: ". Atlas. Vejamos a jurisprudência da nossa Turma Recursal acerca de casos semelhantes: INDENIZAÇÃO DANO MORAL . O art. os constrangimentos e vexações causados aa Autora. Dessa forma. Ed. situando-se no âmbito psíquico do ofendido. Sendo assim. pois.. 2.ª ed. 14. Responsabilidade Civil. deve-se reconhecer a culpa da requerida pelo fato de ter concedido um empréstimo indevido sem anuência da Autora e por estar fazendo desconto indevido referente ao empréstimo no benefício da mesma.. Daí. . CDC .. configura sem sombra de dúvidas em abalo a ordem psíquica e moral do promovente. derivaram-se da conduta ilícita da empresa Ré.Venosa.. 2004.RESPONSABILIDADE DO BANCO FALHA NO SERVIÇO . Há falha no serviço prestado pelo banco quando seu funcionário deixa de creditar valor contratado pela cliente. 206). uma presunção hominis ou facti. Presume-se que a Promovente sofreu lesão em sua honra objetiva. provada a ofensa.EMPRÉSTIMO BANCÁRIO FORMALIZADO IMPORTÂNCIA NÃO CREDITADA . 14 do CDC responsabiliza o prestador de serviço pelos erros cometidos.CULPA DA VÍTIMA AFASTADA FATO DE TERCEIRO INOCORRÊNCIA . deriva inexoravelmente do próprio fato ofensivo. o fato da Autora ter sido submetido a uma situação de constrangimento e de desrespeito que já perdura por quase 8 (oito) meses. o dano moral está configurado. que decorre das regras da experiência comum. sendo evidente o liame lógico entre um e outro.DANO EXISTENTE .VALOR MANTIDO. ipso facto está demonstrado o dano moral à guisa de uma presunção natural. p. evidente se mostra o nexo causal. . Pois. São Paulo. Direito Civil. de tal modo que. p. e mesmo assim procede ao desconto na conta corrente de quatro prestações referentes ao pagamento do empréstimo. Como visto.DÉBITO INDEVIDO NA CONTA DO VALOR DA PRESTAÇÃO MENSAL . 80).MINORAÇÃO DO QUANTUM . demonstrados o dano e a culpa do agente." (Programa de responsabilidade civil. O dano moral existe in re ipsa.ART. Malheiros: 2000. o dano moral reputa-se provado pela só demonstração de que a inscrição fora indevida.

Juiz de Direito – Relator Dirceu dos Santos).198 . razoável e proporcional ao dano verificado.726-6 .JOÃO BOSCO SOARES DA SILVA – 2ª TURMA RECURSAL)” " INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS – DESCONTO INDEVIDO DE PARCELA DE FINANCIAMENTO NÃO CONTRATADO PELO CONSUMIDOR – INEXISTÊNCIA DE DÉBITO – PREJUÍZO DE ORDEM MATERIAL E MORAL – DANO OBJETIVO – CONSTRANGIMENTO EXTRAPATRIMONIAL CARACTERIZADO – VERBA INDENIZATÓRIA – CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO – GRAVIDADE DA LESÃO E CAPACIDADE FINANCEIRA DO RESPONSÁVEL – RAZOABILIDADE – RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.005. quando ponderado. 001.2008. .(QUINTA CÂMARA CÍVEL – TJ/MT.COMARCA DE PRIMAVERA DO LESTE – RELATOR DES. deve ser mantido”(Processo Virtual nº 120080027327 – RELATOR .CLASSE CNJ .1ª Turma Recursal Cível . É ilícita a conduta do fornecedor que indevidamente lança débitos ao consumidor e encaminha o nome ao cadastro do SPC. CARLOS ALBERTO ALVES DA ROCHA) “AÇÃO DE RECLAMAÇÃO – RESTRIÇÃO COMERCIAL INDEVIDA – ALEGAÇÃO DE ILETITIMIDADE PASSIVA – EMPRESAS QUE INTEGRAM O MESMO GRUPO EMPRESARIAL – PRELIMINAR REPELIDA . (Recurso Cível nº. O valor da indenização pelos danos morais.DÉBITO INEXISTENTE – ALEGAÇÃO DE FATO DE TERCIERO – FATO PREVISÍVEL E EVITÁVELATO ILÍCITO CONFIGURADO – DANOS MORAIS PRESUMIDOS VALOR DA CONDENAÇÃO – OBSERVÂNCIA AOS PRINCIPÍOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE – RECURSO IMPROVIDO. por débito contraído por terceiros.APELAÇÃO Nº 85142/2009 .

E o ilustre mestre diz mais: “Dano moral é o prejuízo que afeta o ânimo psíquico. Excelência. inclusive. Como afirmamos. Ed. Nem sempre o valor fixado na sentença revelará a justa recompensa ou o justo lenitivo para a dor ou para a perda psíquica. embora seja altamente relevante. isto é. o dano imaterial. a reparação do dano moral deve guiar-se especialmente pela índole dos sofrimentos ou mal-estar de quem os padece. DO “QUANTUM” INDENIZATÓRIO. nos quais ora o valor do dano moral guarda uma relatividade com o interesse em jogo. Nesse sentido. repondo o patrimônio abalado. que sofreu descontos indevidos em seu benefício e transtornos que refletiram de maneira negativa no seu conceito moral.” (Sílvio Salvo Venosa.) “Por tais razões. Responsabilidade Civil. Por vezes. A jurisprudência é rica de exemplos. insusceptível de avaliação pecuniária porque é incomensurável. a satisfação de seu prejuízo. ora não guarda qualquer relação. uma vez demonstrada a flagrante violação à honra da Reclamante. os exemplos da jurisprudência variam da mesquinhez à prodigalidade. é irreparável. mormente em sede de dano moral. não estando sujeita a padrões predeterminados ou matemáticos.”(Sílvio Salvo Venosa. Na verdade. senão vejamos: “Do ponto de vista estrito. A condenação em dinheiro é mero lenitivo para a dor. pedagógico. mas também atua como forma educativa ou pedagógica para o ofensor e a sociedade e intimidativa para evitar perdas e danos futuros. preventivo e repressor: a indenização não apenas repara o dano. deve-lhe ser assegurada por meio desta ação.” (. sendo mais uma satisfação do que uma reparação (Cavalieri Filho. 2004. 944 do presente código que “a reparação do dano moral deve constituir-se em compensação ao lesado e adequado desestímulo ao lesante”. entre nós.. o aspecto mais importante da indenização. No que concerne ao quantum indenizatório. Direito Civil. a reparação poderá não cumprir essa finalidade reconhecida pelo próprio legislador. no sentido de que a indenização pecuniária não tem apenas cunho de reparação do prejuízo. com a indenização pelo dano moral sofrido. p. dada a amplitude do espectro casuístico e o relativo noviciado da matéria nos tribunais. mas que não constitui ainda. o Projeto de Lei nº 6. .. danos ínfimos são recompesados exageradamente ou vice-versa. moral e intelectual da vítima. 41). São Paulo. Tal entendimento. forma-se o entendimento jurisprudencial. Atlas. não patrimonial. 2000:75).Assim. é defendido pelo ilustre doutrinador SÍLVIO SALVO VENOSA.960/2002 acrescenta o art. Existe também cunho punitivo marcante nessa modalidade de indenização. mas também caráter punitivo ou sancionatório. se o julgador estiver aferrolhado a um limite indenizatório.

(g.n. A SITUAÇÃO PATRIMONIAL DAS PARTES. São Paulo. INCLUSÃO INDEVIDA DO NOME NO SERASA. III . : 53 (até 31/12/1993 na Seção 2.RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. UNÂNIME. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA PRESTADORA DE SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES. ESTE COM CARÁTER EDUCATIVO A FIM DE QUE.RESTANDO PATENTES OS DANOS MORAIS SOFRIDOS E O NEXO CAUSAL ENTRE A LESÃO E A CONDUTA NEGLIGENTE DA INSTITUIÇÃO PRESTADORA DE SERVIÇOS.º 8.CORRETA É A FIXAÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS QUE LEVA EM CONTA OS PARÂMETROS ASSENTADOS PELA DOUTRINA E PELA JURISPRUDÊNCIA. UNÂNIME. : 41 (até 31/12/1993 na Seção 2. VALOR FIXADO DENTRO DOS PARÂMETROS DETERMINADOS PELA DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA.078/90 (CDC). SENTENÇA MANTIDA. POR UNANIMIDADE. RECURSO IMPROVIDO. Atlas. SENTENÇA MANTIDA.F. DANOS MORAIS. CONSUMIDOR. a partir de 01/01/1994 na Seção 3) Ementa CIVIL. DANOS MORAIS COMPROVADOS. 2. SENTENÇA MANTIDA. Decisão CONHECER E NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. Relator : ALFEU MACHADO Publicação no DJU: 30/08/2004 Pág. INDENIZAÇÃO DEVIDA. QUANTUM ARBITRADO CORRETAMENTE. 39/40).) Classe do Processo : APELAÇÃO CÍVEL NO JUIZADO ESPECIAL 20040110053689ACJ DF Registro do Acordão Número : 197708 Data de Julgamento :18/08/2004 Órgão Julgador : Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do D. 2004. A INTENSIDADE DA CULPA DO RÉU. CDC. o valor da condenação deve ter por finalidade dissuadir o réu infrator de reincidir em sua conduta.NÃO HÁ DE SE FALAR EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS QUANDO NÃO EXISTE ADVOGADO EM DEFESA DA PARTE EX ADVERSA. Responsabilidade Civil.n. Relator : SOUZA E AVILA Publicação no DJU:24/05/2004 Pág. CONFORME DETERMINA A LEI N. A GRAVIDADE E REPERCUSSÃO DA OFENSA. Ed. A SABER: COMPENSAÇÃO E PREVENÇÃO. EVITAR A REPETIÇÃO DO EVENTO DANOSO. ALÉM DE ATENDER AO CARÁTER PEDAGÓGICO PREVENTIVO E EDUCATIVO DA INDENIZAÇÃO. consoante tem decidido a jurisprudência pátria: Classe do Processo : APELAÇÃO CÍVEL NO JUIZADO ESPECIAL 20020110581572ACJ DF Registro do Acordão Número : 191685 Data de Julgamento : 12/08/2003 Órgão Julgador : Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do D. p.I .Direito Civil. ESTA TEM RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA NA REPARAÇÃO DOS MESMOS.(g. a partir de 01/01/1994 na Seção 3) Ementa CIVIL.II . NÃO GERANDO ASSIM ENRIQUECIMENTO ILÍCITO. 3SENTENÇA MANTIDA.) . Decisão: NEGAR PROVIMENTO. 1-PARA A FIXAÇÃO DO DANO MORAL DEVE-SE LEVAR EM CONSIDERAÇÃO OS SEGUINTES FATORES: A RESPONSABILIDADE DO OFENSOR. Daí. MORMENTE OS QUE DIZEM RESPEITO À COMPENSAÇÃO PELA DOR SOFRIDA E À PREVENÇÃO.F.

ainda. DA REPETIÇÃO DO INDÉBITO EM DOBRO Prescreve o Código de Defesa do Consumidor em seu art. A Jurisprudência é assente nesse sentido: RECURSO INOMINADO .LANÇAMENTO INDEVIDO DE VALOR NA FATURA DO CARTÃO DE CRÉDITO DO AUTOR . reiterando a conduta ilícita e evidenciando seu descaso para com os direitos do consumidor.DESNECESSIDADE DE PROVA DO DANO .º 7467/2009.º 5725/2009. Gonçalo Antunes de Barros Neto. por valor igual ao dobro do que pagou em excesso. Magistrado Dr. acrescido de correção monetária e juros legais.DIREITO À REPETIÇÃO DE INDÉBITO EM DOBRO COMO PRESCREVE O ART.CONSUMIDOR . parágrafo único do CDC. ( Processo n.LIMITE ULTRAPASSADO FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO . Magistrado Dr. conquanto. DO CDC . salvo hipótese de engano justificável”.RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.QUANTUM INDENIZATÓRIO MANTIDO . . deve a indenização ser fixada em patamar capaz de desencorajar novas condutas da parte requerida nesse sentido.TELEFONIA SENTENÇA EXTRA PETITA INOCORRÊNCIA APLICABILIDADE DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR .SENTENÇA MANTIDA RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.DANO MORAL CONFIGURADO IN RE IPSA . pois. 3ª Turma Recursal) RECURSO INOMINADO . Não resta dúvida também de que houve má-fé do Banco Reclamado em cobrar do Autor à quantia indevida. o que dá causa para a punição prevista no art.( Processo n. era sabedor que o empréstimo que originou a dívida foi conseguindo mediante fraude e sem anuência da Autora. .PARÁGRAFO ÚNICO. 42.REVISIONAL . não obstante os inúmeros transtornos que vem causando aos consumidores em razão de sua desídia. 42. restou-se claro que o Autora foi cobrado por quantia indevida.DIREITO A REPETIÇÃO DE INDÉBITO EM DOBRO COMO PRESCREVE O ART. 42. “que o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito.Ressalto. inexistia a dívida. PARÁGRAFO ÚNICO. parágrafo único. devendo . Gonçalo Antunes de Barros Neto. continua adotando a mesma sistemática para abertura de contas telefônicas.COMPRA NÃO EFETUADA . DO CDC . Dessume-se então dessas premissas que o Banco Reú agiu com dolo. 42. 3ª Turma Recursal No caso em tela. Por esses motivos. a reprovabilidade da conduta da requerida. pois.

409. Ademais. Restando exaustivamente demonstradas as lesões provocadas aos direitos da Autora. pois. que ainda restam 53 prestações a serem debitadas do seu benefício. conquanto. nada está a dever a Requerida ou a quem quer que seja. desde que a requerida. ou ainda quando esse já se efetivou. proveniente de um empréstimo que não teve sua anuência e que utilizou seu benefício de aposentadoria. Caso continuem debitando. sendo. provocará maiores e constantes prejuízos a Autora. em ver seu dinheiro sendo retirado de sua aposentadoria de forma indevida. durante os períodos nos quais exercerão o contraditório e a ampla defesa. a fim de garantir e consagrar os padrões de convívio social e do próprio Estado de Direito. nada mais justo que lhe prestar a tutela jurisdicional inaudita altera pars. cujo total descontado foi de R$ 1. em situações de risco de dano. equivalente as parcelas que foram descontadas do benefício da Autora. estreitará seu poder de compra e de adimplir com seus compromissos.92 (um mil e quatrocentos e nove reais e noventa e dois centavos) DA TUTELA ANTECIPADA O bom direito milita a favor da Autora. a tutela antecipada deve ser concedida de urgência. Por mais que o rito procedimental e os serviços judiciários sejam rápidos e eficientes. O risco a que está sujeito a Requerente agrava-se com o passar dos dias. A tutela jurisdicional constitui-se em dever estatal. que até o presente momento perfazem 08.por isso o mesmo ser condenado a repetição de indébito em dobro do valor indevidamente cobrado. deixando de adimplir com alguma obrigação será certamente taxada de caloteira. entre o pedido e a entrega definitiva da tutela jurisdicional. abaixo transcrito: . além de aumentar o número de pessoas (físicas e jurídicas) que passarão a ter uma ideia errônea do comportamento da Autora. eis que todo mês está sendo descontado de sua aposentadoria mensal o valor das parcelas do empréstimo. portanto. o que se faz na forma prevista no artigo 273 do Código de Processo Civil. eis que a dívida que esta sendo cobrada é indevida. não sendo justo que a Autora continue sofrendo os prejuízos que virá com os descontos das parcelas do empréstimo que foi feito de forma indevida. o que torna o empréstimo inexistente. ocorrerá um lapso de tempo considerável. conquanto. a fim de não retardar ainda mais o sofrimento da Autora.

"O juiz poderá. RT 731/410). que deferindo Vossa Excelência a Tutela Antecipada a fim de determinar que a Reclamada se abstenha de fazer os descontos das parcelas. É oportuno ainda salientar Excelência. Câmara do T.996. com certeza se valerá a Requerida. em nada irá alterar o suposto empréstimo. Alç. Ora.04. a qualquer momento tal desconto poderá ser renovado. que inclusive ficou constatado pelo gerente da Reclamada. também por forcas Constitucional tem eles o direito de não sofrer danos irreparáveis no curso do processo. para a Autora fará grande falta. RS: O envio do nome do devedor a serviço de informação de crédito. qualquer centavo que falte. os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial. bem como a apresentação a protesto de títulos referente a débitos em discussão. das quais. que o benefício que a Autora percebe é totalmente assistencialista. representam prejuízos em suas relações comerciais. não deixam margens para qualquer dúvida. a justificar a concessão de tutela antecipada de sustentação daquelas medidas até solução do litígio ( 11. ou seja. caso a Requerida comprovem que as argumentações até aqui expendidas não tenham qualquer fundamento. o que fatalmente ocorrerá pela natural delonga inerente ao contraditório e ampla defesa. Finalmente. Some-se ainda. uma vez que o empréstimo foi feito mediante fraude. tem os litigantes o dever da submissão às vias processuais estabelecidas. a antecipação da tutela que ora se requer. necessário ressaltar que. se convença da verossimilhança de alegação e: I . o que provocará maiores e mais sérios danos à honra e à moral da Requerente. maior ainda será caso persista os descontos. total ou parcialmente. diante do risco que é concreto. efetivou o estorno das parcelas até então debitadas no benefício da Autora. a requerimento da parte. . se por forca da Constituição. antecipar. ou seja.haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação".1. Mais do que provado o dano irreparável e. Diferente não se posicionam os nossos Tribunais: 6a. desde que. paga as contas e compra remédios. A prova inequívoca e a verossimilhança. sendo dele que provem o sustento de sua família. existindo prova inequívoca. tem cunho alimentício. motivos que justificam plenamente a concessão da antecipação assecuratória. que ao tomar ciência do ocorrido. conforme se constata no comprovante de depósito em anexo.

conta . Código de Defesa do Consumidor. requer a Autora que Vossa Excelência digne-se de: a) Conceder a tutela antecipada inaudita altera pars. e) conceder a parte autora os benefícios da Justiça Gratuita. eis que não tem condições de arcar com o pagamento das custas do processo e honorários de advogado. inc. para que a Reclamada se abstenha de debitar as parcelas. VIII do CDC.. c) Determinar a citação da Requerida.. parágrafo único. sob pena de multa. vez que foi gerada sem anuênca da mesma e de forma unilateralmente e indevidamente pela empresa Ré. D... em regime de urgência ordenando a Reclamada que se abstenha de debitar as parcelas do empréstimo na conta do Banco do Brasil – Agência ... 5º. nos termos dos art. Diante de todo o exposto..Isto posto. no endereço fornecido nesta inicial na pessoa de seu representante legal para. requer seja concedida a liminar... 186 e art. . DO PEDIDO. condenando-os a ressarcir em dobro o que cobrou indevidamente. 6º. nos termos do art.. querendo. VI da Lei. nos termos do artigo 42.078/90. fato este que vem causando grande transtorno na vida da Autora.. devendo a mesma ser condenada no valor do teto máximo do Juizado Especial Federal D5) condenar os Reclamados na repetição do indébito. inc. 6º... que estão sendo efetuadas na conta da Autora no Banco do Brasil – . V da CF/88 c/c art. a inversão do ônus da prova em favor do demandante. da Lei 8. devido a cobrança de dívida inexistente.. referente ao benefício de titularidade da Autora. inc.3) CONDENAR A DEMANDADA. 927 do CC/2002 e art. 8. d) JULGAR PROCEDENTE A PRESENTE DEMANDA E ACOLHER OS PEDIDOS para: d1) declarar nula o empréstimo consignado que esta sendo cobrado da Autora. sob pena de revelia e confissão quanto à matéria de fato. b) Conceder. contestarem a presente em prazo legal.078/90 A PAGAR A AUTOR OS DANOS MORAIS A ELE CAUSADOS.

Cuiabá. requerido. desde logo.f) Requer ainda a condenação do Requerido em custas e honorários advocatícios. II do CPC. juntada ulterior de documentos e tudo mais que se fizer necessário para a perfeita resolução da lide. Dá-se à causa. inc. DO VALOR DA CAUSA.600. o que fica. o valor de R$ 30. O autor protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos.00 (trinta mil e seiscentos reais). 259. Nestes Termos. DOS MEIOS DE PROVA. depoimento pessoal da representante da demandada sob pena de confissão. . inclusive prova testemunhal. 14 de março de 2011. nos termos do art. Pede e aguarda deferimento.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful