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Published by: Murilo Dal Bianco Negrisoli on Mar 29, 2011
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EMPREENDEDORISMO NO BRASIL 2009

APRESENTAÇÃO
Somos agentes e testemunhas das mudanças dramáticas pelas quais o mundo passa. O que fazia sentido ontem já não o faz hoje e seguramente será irrelevante amanhã. O espírito empreendedor de criadores como Graham Bell e Henry Ford, embora presente sob novas roupagens, deve incorporar novas texturas e valores na sua relação com o meio e os recursos disponíveis para suas inovações. A preocupação com a sustentabilidade da ação humana e seus efeitos sociais e ambientais tornou-se hoje pré-requisito para todo novo empreendimento. Década após década, o ranking das melhores e maiores empresas listadas nas edições de revistas especializadas, como Forbes e Fortune, mostram rotatividade maior, poucas permanecendo ano após outro. Essa dinâmica de empresas se superando e tomando o lugar de antigas campeãs mostra a força e a importância da inovação e da ação estruturadas dos empreendimentos, com base no conhecimento do mercado, da tecnologia e dos instrumentos modernos de gestão. A importância da atividade empreendedora que inova e traz nova riqueza à economia, gerando emprego e atendendo a necessidades sociais, está amplamente evidenciada. Os estudos do GEM confirmam essa constatação, revelando que, dentre os que empreendem, seja pelo motivo que for, são aqueles que buscam a inovação e almejam o crescimento do seu negócio os que realmente contribuem para o crescimento e evolução social. Como os demais países que estão na corrida pela liderança dos mercados globais, o Brasil, apesar de continuar a se destacar como possuidor de uma população empreendedora, requer ainda alguns avanços considerados críticos para que a verdadeira força do empreendedorismo possa cumprir seu papel histórico de transformação e criação do novo, garantindo, dessa forma, o tão almejado desenvolvimento sustentável. No Brasil, a consolidação da estabilidade econômica e a manutenção do regime democrático têm criado oportunidades para novas conquistas da atividade empreendedora. A taxa de empreendedorismo em estágio inicial (TEA) nacional foi a mais alta da série histórica da pesquisa GEM desde 2001. Em termos absolutos, o Brasil possui cerca de 33 milhões de pessoas desempenhando alguma atividade empreendedora. Em termos da TEA, o Brasil não figura mais entre os dez primeiros colocados da lista do GEM. Isso é resultado principalmente da entrada de novos países na pesquisa, que para a boa surpresa de toda a equipe são fortemente empreendedores e reforçam a importância de se conhecer o tema em novos lugares a cada ano.

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que é o primeiro a sentir a escassez de crédito. Com a divulgação à sociedade dos resultados da pesquisa no Brasil. o país possa materializar o sonho de uma sociedade mais produtiva e com oportunidades para todos. Rodrigo Costa da Rocha Loures Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) 16 . o crescimento do empreendedorismo por oportunidade é fruto da natureza empreendedora da população brasileira. apesar do forte impacto que a crise teve na atividade econômica mundial. mas ambos perceberam um incremento nas taxas. Observou-se certa aceleração do empreendedorismo por necessidade em detrimento daquele por oportunidade. A inovação e o empreendedorismo já estão entre nossas prioridades. Esse fato é certamente explicado pelo impacto da crise sobre o emprego. Estudos como o GEM têm implicações importantes para a política pública e a definição das prioridades nacionais nesse âmbito. que. Por outro lado. mesmo ao observar a crise.EMPREENDEDORISMO NO BRASIL 2009 O destaque desta edição da pesquisa GEM Brasil é que. esperamos contribuir com mais um passo na direção de um desenvolvimento realmente sustentável e que pautado na atividade empreendedora e na inovação. particularmente sobre o emprego industrial. mas o que fazer de concreto depende de que entendamos melhor nossa realidade. o empreendedorismo nacional não se abalou. vê que ela será passageira e que após a tempestade boas oportunidades de negócios surgirão. O GEM dá uma contribuição inestimável para isso com esta nova publicação. pois sem alternativa a indústria é levada a demitir.

Em todo caso. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) integra o grupo GEM desde 2000. em 2009. além de abordagens inéditas. por ser um conceito até então pouco difundido. esta edição oferece novos conceitos e metodologias. que ao longo de dez anos de pesquisa GEM apresentou média de 13% de sua população economicamente ativa empreendendo. Esta edição da GEM analisa. por meio da pesquisa GEM. que formam o mais completo retrato do empreendedorismo global em 54 países. Mas ao mesmo tempo é curioso observar que entre os empreendimentos nascentes houve aumento entre os que são motivados por oportunidade. flagramos a diminuição da mortalidade das empresas. quando a palavra “empreendedorismo” ainda soava estranha.EMPREENDEDORISMO NO BRASIL 2009 PREFÁCIO Com esta edição. os impactos do auge da crise mundial. Estes e outros indicadores são bem mais relevantes. De lá pra cá. Trata-se de um feito raro no país. Em todos esses anos. o cenário do país melhorou bastante e o papel do Sebrae para a sociedade foi se ampliando. o Brasil completa um ciclo de dez anos de estudos ininterruptos sobre o universo empreendedor.6 para 1. a razão é de 1. em que grande parte dos indicadores carece de série histórica. para cada dois empreendedores por oportunidade havia um por necessidade. Uma das consequências disso é a queda no índice de empreendedores por oportunidade (os que têm vocação ou enxergam nichos de mercado). portanto. Mas é a primeira vez que a proporção do empreendedorismo feminino por oportunidade supera a do masculino na mesma condição. nesta edição registra taxa de 15%. Na pesquisa anterior. Como será visto nas páginas seguintes. que hoje se encontra em seu terceiro ano de existência. Hoje. na tentativa de aperfeiçoar os indicadores. o Brasil. Boa leitura! Paulo Tarciso Okamotto Diretor presidente do Sebrae 17 . junto a novos e complexos desafios. entre vários fatores. E novamente flagramos percentual maior de mulheres empreendedoras (53%) do que homens (47%). Temos agora mais uma referência de estudo para formular novas políticas públicas dirigidas às micro e pequenas empresas. do que o ranking com as taxas de nações mais empreendedoras. a partir dos benefícios da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. o aumento da capacitação dos trabalhadores e um ambiente mais propício a novos negócios.

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