You are on page 1of 4

Gab Único RESIDÊNCIA MÉDICA – GASTROENTEROLOGIA – DEZEMBRO DE 2006

PROVA DE GASTROENTEROLOGIA GA 08. Marque a droga de escolha para o tratamento


de esquistossomose.
A) Praziquantel.
GA 01. Paciente com sintomas dispépticos, apresenta B) Metrifonato.
à endoscopia digestiva alta, processo inflamatório C) Oxaminiquine.
superficial, sem sinais de atrofia, com D) Albendazol.
comprometimento do antro gástrico e teste da urease E) Tiabendazol.
positivo. Principal hipótese diagnóstica para esse
quadro é GA 09. O tratamento da estrongiloidíase não
A) adenocarcinoma gástrico. complicada deve ser feito, de preferência, com
B) gastrite autoimune. A) mebendazol.
C) sarcoidose. B) albendazol.
D) linfoma primário de células B. C) cambendazol.
E) gastrite por Helicobacter pylori. D) irvemectina.
E) niclosamida.
GA 02. A dor epigástrica em queimação noturna está
mais associada a GA 10. Paciente com história prévia de libação
A) úlcera gástrica. alcoólica evoluindo com dor epigástrica e vômitos.
B) úlcera duodenal. Foram detectados altos níveis séricos de triglicerídeos.
C) úlcera de estresse. O diagnóstico mais provável é
D) esofagite. A) colecistite aguda.
E) gastrinoma. B) gastrite.
C) hepatite.
GA 03. O tratamento cirúrgico para úlcera gástrica é D) pancreatite.
mais freqüentemente indicado para úlceras gástricas E) diverticulite.
em
A) pequena curvatura do corpo. GA 11. Paciente submetida à colecistectomia
B) grande curvatura do corpo. videolaparoscópica apresenta febre nas primeiras 48
C) pré-pilórica. horas. Neste caso
D) associação com úlcera duodenal. A) é preciso destacar infecção por clostridium, comum
E) junção gastro-esofágica. neste tipo de pós-operatório.
B) complicações pulmonares são as principais causas
GA 04. Indique a droga que acelera a cicatrização de febre.
gástrica, independente de sua causa. C) deve-se iniciar antibióticos prontamente.
A) Hidróxido de alumínio. D) ultrassom abdominal é o passo inicial no
B) Omeprazol. diagnóstico desta complicação.
C) Doxixiclina. E) as dosagens de bilirrubinas e transaminases são
D) Metronidazol. importantes no diagnóstico.
E) Amoxicilina.
GA 12. Nos pacientes portadores de GIST (tumores do
GA 05. A causa mais freqüente de pancreatite crônica é estroma gastro-intestinal) é correto afirmar que
A) cálculo biliar. A) cirurgia seguida de radioterapia é o tratamento
B) desnutrição. ideal.
C) trauma. B) os pacientes devem ser tratados com imatinibe no
D) álcool. pré-operatório.
E) idiopática. C) imatinibe está indicado na doença metastática e
irressecável.
GA 06. O exame considerado como “padrão ouro” D) apresentam excelente resposta a doxurrubicina.
para o diagnóstico de cirrose hepática é E) ocorrem com maior freqüência no intestino delgado.
A) ultrassonografia.
B) tomografia computadorizada. GA 13. Nas recomendações para rastreamento nos
C) histopatológico. pacientes portadores de neoplasia familiar do cólon
D) dosagem de aminotransferases. não polipóide é correto dizer:
E) marcadores sorológicos de fibrose. A) exame pélvico e ultrassom transvaginal devem ser
iniciados entre 25 e 35 anos de idade.
GA 07. É causa freqüente de colestase intra-hepática: B) a colonoscopia deve ser iniciada a partir dos 40
A) coledocolitíase. anos.
B) estenose de ducto biliar. C) pesquisa de sangue oculto anual é suficiente.
C) colangiocarcinoma. D) não há necessidade de rastreamento para câncer
D) hepatite viral. do útero.
E) pancreatite crônica. E) tomografia do crânio deve ser feita anualmente
após 40 anos.
Gab Único RESIDÊNCIA MÉDICA – GASTROENTEROLOGIA – DEZEMBRO DE 2006

GA 14. Em pacientes cirróticos, a classificação de B) pneumoperitôneo é achado específico de úlcera


Child-Pugh estratifica o risco baseado no(s) duodenal perfurada.
seguinte(s) parâmetro(s): C) calcificações pancreáticas são vistas com
A) ascite. freqüência na pancreatite aguda.
B) bilirrubinas. D) alguns pacientes com abdome agudo têm raio-x
C) níveis de albumina. evidenciando obstrução mecânica, quando não existe
D) transaminases. obstrução.
E) encefalopatia. E) raio-x simples ainda tem papel central na avaliação
do paciente com abdome agudo.
GA 15. Em um paciente com apendicite aguda, é
correto afirmar que GA 20. Nos pacientes com hemorragia digestiva é
A) a história típica é de quadro agudo de dor correto afirma que
abdominal difusa seguido de anorexia e náuseas. A) hematêmese é diagnóstico de hemorragia
B) febre é queixa comum no início do quadro. gastrointestinal alta.
C) o apêndice é situado no ponto de Rosiving. B) a ressuscitação do volume intravascular deve ser
D) o exame retal é importante no diagnóstico de feita com solução salina hipertônica.
apendicite aguda. C) a avaliação laboratorial inicial consiste apenas de
E) apendicite aguda com perfuração cursa com hematócrito e hemoglobina.
pneumoperitôneo no raio-x em 50% dos casos. D) hemoglobina abaixo de 10 g/100mL não se
relaciona com incremento da morbi-mortalidade.
GA 16. Paciente com 35 anos com quadro que se E) sem intervenção cirúrgica endoscópica, a maioria
iniciou há vários meses com disfagia após a ingestão dos pacientes com hemorragia digestiva faleceria de
de líquidos, especialmente os gelados, e choque hipovolêmico.
posteriormente com disfagia a sólidos. Evolui com
regurgitação de alimentos não digeridos, perda de GA 21. No câncer gástrico, assinale a opção
peso e infecções pulmonares de repetição. Alivia-se da verdadeira.
disfagia com elevação do queixo e extensão do A) São fatores de risco para o câncer gástrico: status
pescoço. O diagnóstico mais provável é sócio econômico elevado, tabagismo, sexo masculino
A) divertículo de Zenker. e infecção pelo H. pylori.
B) câncer do esôfago. B) Na classificação de Lauren, o adenocarcinoma tipo
C) esofagite de refluxo. difuso é o tipo histológico predominante em áreas
D) acalasia. epidêmicas, sugerindo uma etiologia ambiental.
E) monilíase esofágica. C) Após o diagnóstico, tomografia deve ser solicitada
para avaliação de implantes peritoneais, visto sua alta
GA 17. Paciente de 40 anos com quadro de apendicite acurácia.
aguda foi submetido a apendicectomia, com D) As ressecções gástricas proximais têm maior
diagnóstico de tumor carcinóide de 2,5 cm na ponta do morbi-mortalidade que as gastrectomias totais.
apêndice. A melhor conduta neste caso será E) Esplenectomia faz parte da rotina do tratamento do
A) estadiamento com tomografia do tórax. câncer gástrico.
B) observação.
C) quimioterapia com 5FU e leucovorin. GA 22. Nos pacientes com abscesso hepático
D) linfadenectomia pélvica seletiva. piogênico, a principal rota de inoculação bacteriana
E) hemicolectomia direita. identificável é
A) sistema porta.
GA 18. Sobre as lesões traumáticas do duodeno, é B) artéria hepática.
correto afirmar que C) trauma.
A) a maioria das lesões traumática do duodeno D) extensão direta.
decorre de trauma fechado do abdome. E) árvore biliar.
B) no trauma fechado o cinto de segurança é o
principal fator causal.
C) uma lavagem peritoneal negativa exclui um trauma GA 23. A hepatite mais prevalente em todo o mundo é
duodenal. A) hepatite D.
D) lesões grau III são melhor tratadas com sutura B) hepatite C.
simples. C) hepatite B.
E) a melhor exposição do duodeno é através da D) hepatite A.
retrocavidade dos epíplons. E) hepatite E.

GA 24. Em um paciente ictérico, marque o achado que


GA 19. Sobre os achados radiológicos no raio-x mais provavelmente sugere que a icterícia seja por
simples do abdome, na vigência de abdome agudo, é predomínio da bilirrubina indireta.
correto afirma que A) Anemia.
A) 80% dos cálculos biliares são vistos no raio-x B) Acolia fecal.
simples. C) Prurido intenso.
Gab Único RESIDÊNCIA MÉDICA – GASTROENTEROLOGIA – DEZEMBRO DE 2006

D) Colúria. C) O homem é mais suscetível do que as mulheres à


E) Azia. DHA.
D) A hemorragia gastrintestinal é a causa imediata de
GA 25. A diarréia induzida pelo Bacillus cereus é morte em cerca de 30% dos pacientes com DHA.
predominantemente E) A quantidade de álcool ingerida, a duração, a
A) exsudativa. continuidade e o dano hepático “inicial” são fatores
B) secretória. que interferem na DHA.
C) disabsortiva.
D) invasiva. GA 32. São considerados fatores de risco para a
E) mucinosa. cirrose hepática, EXCETO.
A) Álcool.
GA 26. Quanto ao rastreamento e vigilância do câncer do B) Obesidade.
intestino grosso, considera-se indivíduo de alto risco C) Dieta.
aquele D) Drogas (algumas).
A) portador de polipose familiar. E) Ocupação.
B) portador de obesidade.
C) com idade acima de cinqüenta anos. GA 33. Com respeito à variável ocupação, na úlcera
D) com parentes do terceiro grau com câncer colorretal. péptica, assinale a opção verdadeira.
E) com antecedentes de grande fumante. A) A úlcera gástrica é mais freqüente em pessoas
cujas ocupações envolvem considerável
GA 27. Segundo o 1.º Consenso Nacional sobre responsabilidade.
Helicobacter pylori e Afecções, associadas, o exame de B) Executivos e dirigentes de negócios são
controle de erradicação do H. pylori deverá ser feito especialmente sujeitos à úlcera duodenal.
A) três semanas após o tratamento. C) Os médicos têm alto risco para as úlceras gástrica
B) quatro semanas após o tratamento. e duodenal.
C) três meses após o tratamento. D) Os trabalhadores agrícolas têm risco moradamente
D) duas semanas após o tratamento. alto para a úlcera duodenal.
E) seis meses após o tratamento. E) As taxas em áreas rurais são levemente superiores
as das áreas urbanas.
GA 28. Em relação ao Helicobacter pylori:
A) nos ulcerosos duodenais, a inflamação em geral GA 34. Das doenças abaixo listadas, a mais comum
restringe-se ao antro. emergência abdominal aguda é a
B) a produção de gastrina está baixa em conseqüência do A) colelitíase.
processo inflamatório antral. B) diverticulite.
C) a mucosa do corpo encontra-se poupada e isto explica C) salpingite aguda.
a produção elevada de ácido. D) apendicite.
D) quando testes diagnástico são negativos, deve-se E) hérnia inguinal.
pensar em outras causas de ulcera péptica.
E) N.R.A. GA 35. Considere as seguintes afirmativas sobre a
distribuição da cirrose hepática:
GA 29. O câncer gástrico em seu estádio precoce nem I – A cirrose hepática é amplamente distribuída em
sempre é fácil de ser identificado durante um exame todo o mundo.
endoscópico. O tipo mais difícil de ser diagnosticado é II – No continente europeu as taxas mais altas são as
A) polipóide não elevado. da Dinamarca e Polônia.
B) não polipóide elevado. III – Nos países ocidentais, a mortalidade guarda
C) não polipóide plano. estreito paralelo com o nível nacional de consumo de
D) polipóide deprimido. álcool.
E) N.R.A. IV – Nos EUA a mortalidade é consideravelmente mais
alta em municípios metropolitanos com uma cidade
GA 30. Os três principais órgãos atingidos pelo álcool central que em municípios não metropolitanos.
no aparelho digestivo são São corretas
A) estômago, pâncreas e o fígado. A) apenas I e III
B) fígado, esôfago e pâncreas. B) apenas II e IV
C) fígado, intestinos e pâncreas. C) apenas I, II e III
D) fígado, esôfago e intestinos. D) apenas I, III e IV
E) estômago, intestinos e pâncreas. E) I, II, III e IV
GA 36. Pertence ao grupo de drogas antieméticas que
GA 31. Em relação à doença hepática alcoólica (DHA), agem nos receptores D1, H1 e M1:
marque a opção FALSA. A) metoclopramida.
A) O alcoolismo é uma das principais causas de morte B) domperidona.
nos países ocidentais. C) ciclizine.
B) A DHA é a causa mais comum de disfunção D) difenidramina.
hepática nos Estados Unidos e no Canadá. E) fenotiazinas.
Gab Único RESIDÊNCIA MÉDICA – GASTROENTEROLOGIA – DEZEMBRO DE 2006

GA 37. Marque a estrutura abdominal que está GA 44. Estudos comparativos com placebo
relacionada a dor referida na escápula. demonstram que é mais efetivo para o tratamento da
A) Pâncreas. dispepsia:
B) Apêndice. A) hidróxido de alumínio.
C) Vesícula biliar. B) cimetidina.
D) Cólon transverso. C) ranitidina.
E) Estômago. D) famotidina.
E) omeprazol.
GA 38. A ausência de movimentos peristálticos é mais
comum em GA 45. Marque a droga de escolha para o tratamento
A) obstrução intestinal. de esofagite por cândida em paciente imunodeprimido.
B) peritonite. A) Nistatina.
C) ascite. B) Cetoconazol.
D) sangramento gastrointestinal. C) Fluconazol.
E) pancreatite. D) Itraconazol.
E) Anfotericina B.
GA 39. O volume mínimo de sangue no trato
gastrointestinal que se manifesta como melena é de GA 46. O agente etiológico de diarréia intensa
aproximadamente associada ao uso de antibiótico é
A) 10mL A) Clostridium difficille.
B) 50mL B) Escherichia coli.
C) 150mL C) Shigella flexneri.
D) 300mL D) Staphylococcus aureus.
E) 500mL E) Cryptosporidium.

GA 40. As radiografias simples de abdome em posição GA 47. A manifestação clínica mais freqüente da
supina e em pé fornecem informações precoces para o tuberculose peritoneal é
diagnóstico de A) dor abdominal.
A) perfuração de víscera oca. B) ascite.
B) pancreatite aguda. C) perda de peso.
C) colecistite. D) anemia.
D) rotura de aneurisma. E) diarréia.
E) cistos hepáticos.
GA 48. Assinale o transtorno hereditário do
GA 41. Indique a principal hipótese diagnóstica para metabolismo da bilirrubina mais freqüente na
um paciente portador de cirrose hepática, que população em que o fenobarbital reduz a bilirrubina
apresenta lesão hepática hipoecóica à ultrassonografia para valores praticamente normais.
abdominal e alfa-fetoproteína de 600ng/mL. A) Síndrome de Crigler-Najar tipo I.
A) Hemangioma. B) Síndrome de Crigler-Najar tipo II.
B) Hiperplasia focal nodular. C) Síndrome de Dubin-Johnson.
C) Adenoma. D) Síndrome de Rotor.
D) Carcinoma hepatocelular. E) Síndrome de Gilbert.
E) Adenoma.
GA 49. Dentre as características abaixo, marque a que
mais fortalece a hipótese de abscesso hepático
GA 42. Assinale a patologia mais freqüentemente amebiano para diferenciar do bacteriano.
responsável por hemorragia digestiva maciça. A) Imagem arredondada ou oval.
A) Esofagite. B) Imagem no lobo direito.
B) Úlcera esofágica. C) Múltiplos abscessos.
C) Úlcera gástrica. D) Febre alta.
D) Úlcera duodenal. E) História de diarréia.
E) Varizes esofágicas.
GA 50. É utilizada para tratar o prurido e a
hipercolesterolemia associados com colestase:
GA 43. Marque a conduta inicial para o paciente com A) estatinas.
constipação. B) colestiramina.
A) Ingestão mínima de 12g de fibras por dia. C) rifampicina.
B) Administração de sais de magnésio. D) naltrexone.
C) Uso de solução de polietilenoglicol. E) ácido ursodeoxicólico.
D) Prescrever bisacodil 10mg a cada dois dias.
E) utilização de agonista 5-HT4 .