Um Modelo para Sistema de Prevenção e Emergência.

Joel G. Oliveira1 1 Departamento de Ciência da Computação – Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) Av. Airton Senna, 4241, Neópolis – Natal – RN - Brazil
jogonoli@yahoo.com.br

Abstract. This paper describes among some key points for the measurement and classification of natural disasters. A system model is presented in order to minimize financial and human losses due to such adversity. Resumo. Este artigo descreve dentre alguns pontos primordiais para a medição e classificação de desastres naturais. Um modelo de sistema é apresentado com o intuito de minimizar prejuízos financeiros e humanos em decorrência de tais adversidades. 1.Introdução Desastres naturais escondem dois cenários básicos, o caótico que diz respeito aos danos materiais e humanos, haja vista que os maiores desastres ocorrem em locais de pouca estrutura, nesse sentido países emergentes são os que mais sofrem com enchentes e perda de vidas humanas em decorrência disso. Por outro lado, enchentes e deslizamentos possibilitam a remoção de camadas de terras de baixa produtividade, seja pela exaustão de anos de uso ou pelo ressecamento natural do solo, assim permitindo uma nova camada de terra fértil, sem a necessidade de uso de fertilizantes. Contudo é necessário compreender ambos cenários e potencializar os benefícios e prevenir possíveis prejuízos financeiros e humanos, nesse sentido este trabalho visa não apenas descrever o universo paralelo de incertezas naturais como também descrever as diferentes formas de trabalhar com ações rápidas, eficientes e de baixo custo, evitando catástrofes ambientes. Este artigo está assim definido: capítulo 2 – Os dados de desastres naturais; capítulo 3 – Modelo do Sistema; capítulo 4 – Conclusão e por fim as referências. 2.Os Dados de Desastres Naturais A Figura 1 mostra a distribuição temporal dos desastres naturais do mundo no século XX. Há um aumento dramático dos desastres naturais a partir da década de 50 e dos prejuízos econômicos a partir da década de 70. Este fato desencadeou a maior iniciativa científica internacional até então desenvolvida para criar estratégias mitigadoras para todo o globo. A US National Academy of Sciences (NAS) apresentou a iniciativa à ONU em dezembro de 1987. A partir de então, a ONU criou junto com a UN Disaster Relief Organization (UNDRO), a Secretaria para a International Decade for Natural Disaster

As atividades da IDNDR geraram grande sucesso durante o seu período de execução (1990 . em Genebra.1 Definição Segundo Castro (1998).Reduction (IDNDR) em abril de 1989.2000) e alguns resultados foram relatados por Alcántara-Ayala (2002). materiais e/ou ambientais e consequentes prejuízos econômicos e sociais. naturais ou provocados pelo homem. causando danos humanos. Suíça (ROSENFELD. Esta figura demonstra o quão necessário a ajuda externa será de acordo com a dimensão do prejuízo em valores percentuais do PIB do município de forma é servir como termômetro para prazos de reconstrução e recuperação econômica pelos danos causados. sobre um ecossistema (vulnerável). Fonte: adaptada de Alcántara-Ayala (2002). .1 – Desastres naturais ocorridos no mundo e seus respectivos prejuízos. dessa forma é possível prever o impacto no futuro e as probabilidades de reconstrução ou ajuda para esta finalidade. Terada (2006). 2. 2 Classificação e Intensidade Na Figura 2 temos dados referentes a intensidade dos desastres ocorridos equiparando tais valores entre dados financeiros e o PIB municipal. 1994). desastre é definido como resultado de eventos adversos. 2. Figura 1.

ou por outros meios eletrônicos. ou pessoas. 3. umidade e índice pluviométrico. um mediador de informações. temperatura. Nela há uma distinção do ponto de vista sistêmico que permite atualizações a cada 10 segundos. há também um tratamento diferenciado que propicia maior clareza e minimiza possíveis conflitos de dados. como web. ou seja. Modelo do Sistema A Figura 3 mostra a modelo de arquitetura expresso por diagramas de classes em que há a descrição do sistema considerando três pontos específicos e precisos: o Servidor Web responsável pela coleta de dados atuais a níveis locais e nacionais sobre a intensidade dos ventos. Classificação de Desastres Segundo a Intensidade. evita troca de informações ou prováveis conflitos entre os serviços. enviadas para os usuários. o tratamento dos dados vindo do servidor em portas diferentes das recebidas. dados que permitem prever a probabilidade de ocorrer ou não chuvas em uma determinada área ou região com uma antecedência mínima de algumas horas ou dias. responsável por transmitir tais dados aos moradores das regiões possivelmente atingidas pelas adversidades climáticas e por fim os clientes.Figura 2. que podem ser acionadas por meios de mensagens via seus aparelhos móveis. .

ingates e outgates. 3. portas de entrada e portas de saída (em azul)).1.Figure 3. boolean entre outros (em verde )). . ou seja.Modelos lógico do sistema A Figura 4 contempla o modelo lógico de um servidor web responsável por colher dados pelo método de entrada (getRequest?) que recebe dados naturais (id) e dispara uma mensagem a cada 6 segundos (sendData!) dessa forma permitindo que o mediar possa estar atualizado. os gates (gates. as conexões entre os processos (classes (em marrom)) e a parte lógica descrita (em rosa ) nas figuras 4.Ttool Esse modelo arquitetural agrega elementos formais presentes em linguagens formais. tais como Full Lotos. em cada diagrama há quatro cores: os atributos (natural. portas. 5 e 6. Modelo Arquitetural do Sistema .

via celular ou web. caso haja cadastro dos mesmos. Modelo Lógico WebService – Ttool Figure 5. Modelo Lógico WebClient e MobileClient – Ttool A figura 5 mostra duas formas de comunicação para com os clientes. há sim a possibilidade de comunicação (método de confirmação de identificação.Figure 4. [not (id_received) == id_received == 0] onde não há duas pessoas com o mesmo cadastro. . getData? e recepção de dados naturais. mensagem) e confirmação de recebimento (sendRequest!) para garantir a comunicação. ou seja.

Um sistema de envio de mensagens preventivas e voltadas a atualização de medidas que garantam a sobrevivência de vidas inocentes e dados financeiros possam ser dirimidos. no sentido de que não há certeza de que realmente acontecerá. C.107124. I. p. visualizadas na Figura três o item azul da classe processo Medium e nos passos síncronos. 283 p. Referências ALCÁNTARA-AYALA. em outras palavras. 1998. 47. Geomorphology. natural hazard. mas. Brasília: MPO/ Departamento de Defesa Civil. vulnerability and prevention of natural disasters developing countries. Modelo Lógico Medium – Ttool A comunicação é feita por meio do mediador representado pela Figura 6 onde há distinção de tratamento dos dados por portas distintas. há indícios que devem ser levando em considerações e medidas imediatas a serem tomadas. Glossário de defesa civil: estudo de riscos e medicina de desastres. 2002.Conclusão Este trabalho discorre sobre o tema das catástrofes naturais partindo do sentido da prevenção e busca por evitar possíveis prejuízos humanos. Geomorphology. CASTRO. evitar mortes de cidadãos em decorrência da falta de uma sistema ou metodologia que seja eficiente e atuante em eventos imprevisíveis ou temporais.Figure 6. L. A. v. 4. .

Florianópolis: GEDN/UFSC.. Linking hydrological. infinite slope stability and land-use change models through GIS for assessing the impact of deforestation on slope stability in high Andean watersheds. 52. p.. J. 1ª Edição. Ed. B. 10. GOVERS.. 834-846 (CD. E. Papel da comunidade e da universidade no gerenciamento de desastres naturais.. (2006) “Desastres Naturais voltam quando os esquecemos”. R.. P. Geomorphology. 2004. In: Simpósio Brasileiro de Desastres Naturais.V. Â.. ROSENFELD. SCHRÖDER... 2003. Anais. T. .P. SILVA.299-315. REGINATTO. WILLEMS. 2004. 1.M. GRANDO. G. 13 -16. CHECCHIA. The geomorphological dimensions of natural disasters. p.. Florianópolis.27-36. Geomorphology. 1994. v. T. G. V. p. BIEVRE.. M. VANACKER. p.ROM). C.H. TERADA. M. DECKERS.. VANDERSCHAEGHE. Forianópolis – SC. L. Organic Trading. v. Em: Prevenção de Desastres Naturais – Conceitos Básicos – Capítulo 1.KOBIYAMA. POESEN.... J.

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