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Dr med.

Ryke Geerd Hamer

LEGS
"Fondement" d'une
Médecine Nouvelle
Les cinq lois biologiques
de la Médecine Nouvelle

Le système ontogénétique
des tumeurs
Programme biologique spécial
de la nature (SBS)
Leucémie
Psychoses
Epilepsie
Ce livre est dédié
r e s p e c t u e u s e m e n t a u x m o r t s — sincèrement a u x vivants

à m o n fils D I R K , qui est m o r t à l'âge de 19 a n s ,


atteint m o r t e l l e m e n t p e n d a n t son sommeil d ' u n e balle tirée p a r u n p r i n c e
italien. Du fait de sa m o r t , je suis m o i - m ê m e t o m b é m a l a d e , à la suite d ' u n
D H S , « S y n d r o m e D i r k - H a m e r », conflit de perte avec cancer testiculaire.
Cette coïncidence f r a p p a n t e e n t r e un c h o c conflictuel aigu et d r a m a t i q u e
e t m o n p r o p r e cancer, m ' a a m e n é à découvrir l a L O I D ' A I R A I N D U
CANCER.

A ma chère f e m m e S I G R I D , ma « fille intelligente », qui fut la p r e m i è r e


femme-médecin au m o n d e à reconnaître le bien-fondé de la L O I D ' A I R A I N
DU CANCER.

A mes p a t i e n t s , qui sont m o r t s , auxquels j ' é t a i s très a t t a c h é c o m m e à des


e n f a n t s , m a i s qui furent c o n t r a i n t s p a r t o u t e s sortes d e pressions plus o u
m o i n s massives, à se s o u m e t t r e de n o u v e a u au pseudo-traitement des m é d e -
cins au p o u v o i r et à se faire « lyser » m i s é r a b l e m e n t à la m o r p h i n e ,

a u x vivants, q u i o n t eu la c h a n c e ou le c o u r a g e de se s o u s t r a i r e à la p r e s -
sion de la m é d e c i n e dite d ' é c o l e , et o n t pu ainsi r e t r o u v e r la s a n t é .

P u i s s e n t t o u s les h o m m e s de b o n n e v o l o n t é et les c œ u r s sincères t r o u v e r


d a n s le présent o u v r a g e l ' u n des livres les plus réjouissants et les plus récon-
f o r t a n t s qu'ils aient l ' o c c a s i o n de lire !
Forêt-Noire,
le 7 d é c e m b r e 1980, 17 heures

Dirk
mon fils,
Il y a deux a n s a u j o u r d ' h u i , c'était le j o u r le plus s o m b r e , l ' h e u r e la plus
ténébreuse d e m a vie. M o n cher D i r k est m o r t d a n s m e s b r a s . Rien j u s q u e -
là, rien p a r la suite n ' a été aussi cruel, aussi a n é a n t i s s a n t q u e cette h e u r e .
J ' a v a i s pensé q u e la d o u l e u r indicible s ' e s t o m p e r a i t peut-être l e n t e m e n t ,
ce sentiment d ' i m p u i s s a n c e , de déréliction, de tristesse infinie. M a i s cela
n e fait q u ' e m p i r e r . J e n e p o u r r a i j a m a i s plus être celui q u e j ' é t a i s a u p a r a -
v a n t . M o n p a u v r e fils, q u e n ' a s - t u souffert, q u e n'as-tu e n d u r é , sans j a m a i s
te p l a i n d r e . Q u e n ' a u r a i s - j e p a s d o n n é p o u r m o u r i r à ta place ? C h a q u e
nuit tu meurs de nouveau dans mes bras, voilà 730 nuits que tu meurs, depuis
l o r s , à mes côtés, je refuse t o u j o u r s de te lâcher, m a i s la fatalité cruelle
t ' a r r a c h e à c h a q u e fois de mes b r a s . C o m m e il y a 2 a n s , je reste là, d e b o u t ,
i m p u i s s a n t et s a n g l o t a n t sans r e t e n u e , aussi d é s e m p a r é , e n t r e les g r a n d s
m a l a d e s et les médecins et infirmières insensibles, endurcis et impitoyables,
qui n e m ' o n t laissé t ' a p p r o c h e r q u e p o u r t e voir m o u r i r .
O h m o n e n f a n t a d m i r a b l e , m a g n i f i q u e , t u e s m o r t c o m m e u n r o i , fier
et g r a n d , p o u r t a n t si gentil et si b o n en dépit de t o u s les t o u r m e n t s , des
t u y a u x d a n s les veines et les a r t è r e s , m a l g r é l ' i n t u b a t i o n , m a l g r é le terrible
d é c u b i t u s . A la vilenie et à la m é c h a n c e t é de tes b o u r r e a u x tu t ' e s c o n t e n t é
de r é p o n d r e p a r un h o c h e m e n t de tête : « P a p a , ils sont m é c h a n t s , très
m é c h a n t s . » Au cours des derniers j o u r s tu n ' a s plus parlé q u ' a v e c les yeux ;
m a i s j ' a i c o m p r i s c h a c u n e d e tes paroles silencieuses.
A s - t u c o m p r i s , toi aussi, ce q u e je t ' a i dit e n c o r e , à la fin, q u e P a p a et
M a m a n t ' a i m e n t infiniment e t q u e n o u s resterons t o u j o u r s e n s e m b l e , q u e
n o u s ferons t o u t ensemble ? Et q u ' i l va falloir à présent q u e tu sois bien
fort, bien c o u r a g e u x p o u r entrer d a n s u n l o n g s o m m e i l ? T u a s a p p r o u v é
d ' u n signe de tête et je suis sûr q u e tu as t o u t c o m p r i s , m a l g r é t o n a g o n i e .
U n e fois seulement, alors q u e tu avais déjà f e r m é les yeux et q u e tu sentais
mes larmes sur t o n visage, q u e t u m ' e n t e n d a i s sangloter, t u a s r e m u é l a
tête, c o m m e p o u r dire : « P a p a , il ne faut p a s pleurer, n o u s resterons t o u -
j o u r s ensemble ! »

J e n ' a i p a s h o n t e , m o n g a r ç o n . J e p l e u r e s i souvent, q u a n d p e r s o n n e
n e m e voit. N e m ' e n veux p a s . J e sais, t u n ' a s encore j a m a i s v u pleurer
t o n p è r e . M a i s à présent, je suis t o n a p p r e n t i , je suis triste, mais fier de
t o i , en p e n s a n t avec quelle dignité tu n o u s a précédés à travers la g r a n d e
p o r t e de la m o r t . M a i s cette fierté elle-même ne p e u t apaiser m o n déses-
p o i r l o r s q u e c h a q u e nuit tu m e u r s de n o u v e a u d a n s mes b r a s et me laisses
seul et désespéré derrière t o i .
Ce t a b l e a u a été peint p a r m o n fils à l'âge de 18 a n s , à R o m e . C ' e s t un
genre d ' « autoportrait ». Il s'est peint à l'âge de 80 ans — 1 an avant sa m o r t .
(Voir r e p r o d u c t i o n s en c o u l e u r s au milieu du livre)

T o u t d ' a b o r d m o n fils D I R K m ' a fait c o m p r e n d r e l a genèse d u cancer, p a r


la suite j ' a i c o m p r i s p e u à p e u la médecine t o u t entière.
M a femme chérie, D Sigrid H A M E R , médecin e t fidèle c a m a r a d e p e n d a n t
r

près de 30 a n s . Elle réussit à s u r m o n t e r 5 m a l a d i e s cancéreuses, toutes plus


ou m o i n s consécutives à la souffrance p r o v o q u é e p a r là m o r t de son cher
D I R K . Elle est m o r t e d a n s m e s b r a s le 12.4.85 d ' u n i n f a r c t u s aigu du
myocarde.
Table des matières
Préface 3
1. Introduction 7
2. La m é d e c i n e nouvelle 10
3. Les cinq lois biologiques, les nerfs crâniens (nouveau chapitre) 15
4. Les p r o g r a m m e s biologiques spéciaux de la nature ( S B S )
de l ' h o m m e et de l'animal 35
un é v é n e m e n t à trois niveaux :
Psychisme Cerveau Organe
(Programmateur) (ordinateur) (Machine)
5. Le sy st èm e ontogénétique des t u m e u r s , ou
La classification des t u m e u r s en fonction de l'origine
embryonnaire 47
6. Les " d e u x vies de l ' h o m m e " et de l'animal
(cerveau ancien / cerveau nouveau) 65
7. La Loi d'airain du cancer 71
8. Le principe de la maladie du cancer d ' a p r è s la L A C 85
Psychisme Cerveau Organe
C h o c conflictuel Foyer de Hamer C a n c e r de l'organe
Le conflit biologique
9. Foyer de H a m e r au lieu de métastases cérébrales 99
10. Les formes biologiques d'évolution du cancer 233
11. Le r y t h m e végétatif
Sympaticotonie - Vagotonie 241
12. La thérapeutique du cancer
p s y c h i q u e - cérébrale - organique 255
13. La crise épileptique c o m m e passage n o r m a l
pendant la p h a s e de guérison 283
14. Le stade final du cancer guéri et le stade tardif :
le c a r c i n o m e « en s o m m e i l » ou inactivé 311
15. La récidive du conflit 321
16. Le conflit en balance 327
Tableau récapitulatif 346
17. La leucémie - phase de guérison du cancer des os 389
18. Le cercle vicieux 537
19. G a u c h e r s et droitiers 545
20. Les p s y c h o s e s
Dépression et schizophrénie, p s y c h o s e épileptique 569
21. Postface 705
22. Répertoire des termes techniques 709
Préface

Le présent o u v r a g e est le legs de m o n fils D i r k . Je le t r a n s m e t s en t a n t q u e


légateur de son p a t r i m o i n e . Il ne doit j a m a i s être refusé à q u i c o n q u e en
a besoin p o u r survivre. M a i s p e r s o n n e n ' e s t a u t o r i s é à l'enseigner sans m o n
a u t o r i s a t i o n expresse. C e u x q u i s o n t c h a r g é s a u j o u r d ' h u i d'enseigner l a
m é d e c i n e l ' o n t c o m b a t t u six a n n é e s d u r a n t p o u r des r a i s o n s étrangères à
la médecine et relevant plus d ' u n esprit p a r t i s a n q u e d ' u n e h o n n ê t e t é sin-
cère. C'est l a r a i s o n p o u r laquelle j ' a i d é p o s é u n brevet d ' i n v e n t i o n p o u r
éviter j u s t e m e n t q u e le t y p e actuel de professeurs de m é d e c i n e , i n t e r p r é -
t a n t d e travers l e système b a s é sur l a L O I D ' A I R A I N D U C A N C E R , c o n -
t i n u e n t de p r o p a g e r leur m é d e c i n e b r u t a l e , c o m m e si de rien n ' é t a i t .
P o u r v o u s , mes patients, ces 3 t o m e s , legs de m o n fils D I R K , d o i v e n t
être l e f o n d e m e n t d e v o t r e espoir. L a p l u p a r t d ' e n t r e v o u s v o n t p o u v o i r
guérir si v o u s c o m p r e n e z bien le système et l ' a p p l i q u e z a v e c le c o n c o u r s
de médecins authentiques formés à m o n école, de médecins a u x mains c h a u -
d e s , a u c œ u r c h a l e u r e u x e t c o m p a t i s s a n t . L e j o u r v i e n d r a o ù cette d é c o u -
verte basée sur l a L O I D ' A I R A I N D U C A N C E R a p p a r a î t r a c o m m e l e plus
g r a n d a p p o r t fait à la m é d e c i n e t o u t entière
T o u t ce q u i a été écrit j u s q u ' i c i l ' a été en t o u t e conscience et h o n n ê t e t é ,
d a n s l e respect d e l a vérité, des c h a n g e m e n t s n ' i n t e r v e n a n t q u e p o u r p r o t é -
ger la sphère intime du p a t i e n t . Je v o u s d e m a n d e de faire p r e u v e de res-
pect à l'égard des personnes et des destins personnels qui vous sont présentés
ici. Et si p a r h a s a r d v o u s pensez avoir deviné de q u i il p o u r r a i t s'agir, de
g r â c e , sachez faire p r e u v e de discrétion ! Les exemples cités ne sont p a s
là p o u r v o u s divertir, m a i s p o u r vous venir en aide à vous q u i êtes m a l a d e s .
P e r s o n n e ne p e u t p r é t e n d r e être infaillible. Je ne fais p a s exception à
la règle. Je v o u s d e m a n d e expressément de ne pas me « croire sur p a r o l e »,
m a i s de v o u s c o n v a i n c r e v o u s - m ê m e s du b i e n - f o n d é de ce système, q u i est
d é m o n t r a b l e à n ' i m p o r t e q u e l degré de p r o b a b i l i t é et a été p r o u v é .
V o u s p o u r r e z en a p p r e n d r e d a v a n t a g e à la fin de ce livre sur le b o y c o t -
t a g e s y s t é m a t i q u e d e l a L O I D ' A I R A I N D U C A N C E R , d o n t l e caractère
d r a m a t i q u e , m a i s aussi l ' i n f a m i e , en disent l o n g sur l ' i m p o r t a n c e de cette
découverte relative à la genèse du cancer. J ' a i fait m o i - m ê m e un cancer
testiculaire l o r s q u e m o n fils D I R K , m o r t e l l e m e n t blessé p a r un p r i n c e , est
m o r t près de 4 m o i s plus t a r d d a n s mes b r a s . Ce fut le D H S , le S y n d r o m e -
D i r k - H a m e r , q u i m ' a t o u c h é . P o u r les gens qui n o u s e n t o u r e n t , u n événe-
m e n t aussi d r a m a t i q u e p e u t être c o m p r i s e n t a n t q u e c h o c événementiel.
M a i s la p l u p a r t des chocs événementiels pareils ou semblables à celui-ci
passent inaperçus de l'entourage et ne se produisent q u ' a u - d e d a n s du patient.
Ils n ' e n sont p a s moins d r a m a t i q u e s p o u r a u t a n t , ils n ' e n influent pas m o i n s
sur l ' o r g a n i s m e du p a t i e n t . O r , la seule chose qui c o m p t e , c'est ce q u e le
p a t i e n t ressent ou a ressenti. D ' o r d i n a i r e , il ne p e u t en p a r l e r à p e r s o n n e ,
bien q u ' e n fait il ne veuille rien t a n t q u e se libérer de s o n conflit en en

3
p a r l a n t . L e S Y N D R O M E D I R K H A M E R ( D H S ) est l e pivot d e l a Loi
d ' a i r a i n du cancer et de la c o m p r é h e n s i o n du cancer. Il est faux de dire
q u e b e a u c o u p de conflits font lentement un cancer ( c o m m e « facteurs de
risques »), o u q u e d e gros conflits, q u e n o u s v o y o n s venir, font u n cancer,
m a i s ce qui est v r a i , c'est q u e le D H S est p r o d u i t p a r un c h o c conflictuel
i n a t t e n d u , q u i n o u s « s u r p r e n d à contre-pied ». Ce ne s o n t p a s 100 c o u p s
tirés en direction du b u t qui f o n t la victoire, m a i s le c o u p i n a t t e n d u , ou
d é t o u r n é , q u i s u r p r e n d le g a r d i e n de b u t à c o n t r e - p i e d , le c o u p i m p a r a b l e ,
inéluctable. C ' e s t cela le « conflit b i o l o g i q u e » d o n t je p a r l e et q u e n o u s
avons en c o m m u n avec les a u t r e s créatures (mammifères) de n o t r e p l a n è t e .
Il semble q u e la découverte des causes du cancer ait été t r o p difficile p o u r
n o u s a u t r e s v i v a n t s . C'est un m o r t qui n o u s les a révélées. C'est son p a t r i -
moine que je vous transmets.
Ainsi d o n c , la L O I D ' A I R A I N DU C A N C E R est le legs de m o n fils Dirk.
Il n ' a p a s seulement été l ' o c c a s i o n — p a r sa m o r t — de la d é c o u v e r t e de
ces relations de cause à effet, mais je crois q u e m ê m e a p r è s sa m o r t il est
intervenu d a n s cette découverte encore bien d a v a n t a g e q u ' o n pouvait le pré-
sumer jusqu'ici.
Cela s'est passé ainsi :
L o r s q u ' e n s e p t e m b r e 1981 je crus avoir t r o u v é p o u r la p r e m i è r e fois un
système e x p l i q u a n t la genèse du cancer, à savoir le S Y N D R O M E D I R K -
H A M E R , j ' a i « senti mes g e n o u x fléchir » c o m m e on dit. Cette découverte
me paraissait t r o p prodigieuse p o u r q u e je puisse y croire m o i - m ê m e . La
n u i t suivante, je fis un rêve : m o n fils D I R K , d o n t je rêve souvent et avec
lequel je confère alors d a n s m e s rêves, m ' a p p a r u t souriant gentiment, selon
son h a b i t u d e , et me dit : « Ce q u e tu as d é c o u v e r t , G e e r d , c'est v r a i , c'est
a b s o l u m e n t v r a i . J e puis t e l e d i r e , p a r c e q u e m a i n t e n a n t j ' e n sais plus q u e
t o i . Tu as été d r ô l e m e n t astucieux de découvrir ça. Cela va déclencher u n e
révolution d a n s l a médecine. T u p e u x l e p u b l i e r , j ' e n p r e n d s l a r e s p o n s a -
bilité ! M a i s il faut q u e tu p o u r s u i v e s tes recherches, tu n ' a s p a s encore
t o u t d é c o u v e r t . Il te m a n q u e encore d e u x choses i m p o r t a n t e s ! »
E n m ' é v e i l l a n t , j e n o t a i soigneusement c h a q u e m o t d e n o t r e entretien.
J'étais tranquillisé et à partir de ce m o m e n t j ' é t a i s f e r m e m e n t c o n v a i n c u
que le S Y N D R O M E - D I R K - H A M E R était exact. Jusque-là, j ' a v a i s examiné
environ 170 p a t i e n t s . Je t é l é p h o n a i à M. O l d e n b u r g , de la TV b a v a r o i s e ,
qui m ' a v a i t déjà fait un petit r e p o r t a g e sur le H A M E R - S k a l p e l l en m a i 1978
au congrès de chirurgiens à M u n i c h . Il vint à O b e r a u d o r f et t o u r n a un petit
film, qui fut diffusé en Bavière le 4 o c t o b r e 8 1 , tandis q u ' e n m ê m e t e m p s
le c o m p t e r e n d u était diffusé d a n s un r e p o r t a g e à la TV italienne R A I . Je
me mis alors à examiner fébrilement d ' a u t r e s c a s . Je savais p a r f a i t e m e n t
q u ' o n n'allait pas t a r d e r à m e t t r e fin à mes activités à la clinique, du fait
q u e mes résultats allaient à l ' e n c o n t r e de l ' o r t h o d o x i e médicale.
E n o r i e n t a n t s y s t é m a t i q u e m e n t l ' e x a m e n d e n o u v e a u x cas d a n s u n e pers-
pective bien déterminée et en r e p r e n a n t un à un les cas anciens, d o n t j ' a v a i s
consigné les résultats en f o r m e de t a b l e a u , je fis une c o n s t a t a t i o n p r o d i -
gieuse : le cancer du col u t é r i n , p a r e x e m p l e , avait t o u j o u r s p o u r objet

4
un événement conflictuel bien d é t e r m i n é , à savoir un conflit sexuel, t a n d i s
q u e le cancer du sein c o r r e s p o n d a i t t o u j o u r s à un conflit h u m a i n de c a r a c -
tère général, le plus souvent m ê m e à un conflit m è r e - e n f a n t , le cancer o v a -
rien à un é v é n e m e n t conflictuel de type g é n i t o - a n a l , etc. En m ê m e t e m p s ,
j e c o n s t a t a i q u e c h a q u e t y p e d e cancer particulier avait u n délai d e m a n i -
festation spécial, j u s q u ' à ce q u e la p a t i e n t e fût en m e s u r e de r e m a r q u e r
son cancer. E n v i r o n 12 m o i s p o u r le cancer du col de l ' u t é r u s , 2 à 3 m o i s
p o u r le cancer du sein, 5 à 8 m o i s p o u r le cancer o v a r i e n .
Ces découvertes me paraissaient d ' u n e p a r t logiques et raisonnables, mais
p a r ailleurs t r o p r a i s o n n a b l e s p o u r q u e je puisse y a j o u t e r foi. En effet,
n o n seulement elles p r e n a i e n t le contre-pied de la m é d e c i n e classique, m a i s
elles m e t t a i e n t sens dessus dessous la m é d e c i n e t o u t entière, p u i s q u e cela
revenait à dire q u e c'est l'esprit qui définit l ' e n d r o i t où p r e n d naissance
le cancer. De nouveau je sentis mes genoux fléchir. T o u t e l'affaire me parais-
sait « 3 p o i n t u r e s t r o p g r a n d e ». La nuit suivante, je m ' e n t r e t i n s de n o u -
v e a u en rêve avec m o n fils D I R K , qui me félicita d ' a v o i r travaillé si
r a p i d e m e n t : « Tu es v r a i m e n t allé vite en b e s o g n e , c'est du b o n t r a v a i l .
I l n e t e m a n q u e plus q u ' u n e chose e n c o r e , e t alors t u a u r a s t o u t t r o u v é .
Il ne faut pas t ' a r r ê t e r e n c o r e , poursuis tes r e c h e r c h e s , tu t r o u v e r a s
s û r e m e n t ».
E n m e réveillant, j e fus t o u t d ' u n c o u p a b s o l u m e n t c o n v a i n c u d u bien-
f o n d é de mes découvertes et je poursuivis fébrilement mes investigations,
d a n s l'espoir de t r o u v e r ce q u e D I R K e n t e n d a i t p a r la « dernière » d é c o u -
verte q u ' i l me restait à faire. C h a c u n des cas suivants fut étudié et e x a m i n é
en fonction des critères déjà c o n n u s , et je c o n s t a t a i à c h a q u e fois q u ' i l s
se vérifiaient à t o u s les c o u p s . D I R K avait d o n c bien eu r a i s o n .
Je passais m o n t e m p s n o n seulement à étudier à fond t o u s les cas a n t é -
rieurs, d o n t j ' a v a i s établi un procès-verbal m i n u t i e u x , m a i s aussi à e x a m i -
ner t o u t spécialement les cas de « cancer en s o m m e i l », ainsi q u e les cas
suivants. C ' é t a i t u n e véritable course c o n t r e la m o n t r e . Je savais très bien
q u ' u n e décision i m m i n e n t e allait m ' i n t e r d i r e d ' e x a m i n e r d ' a u t r e s p a t i e n t s .
A u c o u r s d e m o n dernier service d e w e e k - e n d , j e poursuivis d o n c mes exa-
m e n s p o u r ainsi dire « j o u r et nuit ». M a i s voilà q u e s o u d a i n je pris c o n s -
cience d ' u n e d é c o u v e r t e a b s o l u m e n t é p o u s t o u f l a n t e : d a n s les cas où les
patients avaient survécu, le conflit était t o u j o u r s résolu, m a i s p a r c o n t r e
il n ' é t a i t p a s résolu d a n s les cas où le p a t i e n t était m o r t ou l o r s q u e le can-
cer c o n t i n u a i t de progresser. Je m ' é t a i s déjà h a b i t u é à tenir p o u r exactes
un certain n o m b r e de choses q u e les collègues avec lesquels j ' a v a i s tenté
d ' e n parler, qualifiaient t o u t simplement d ' a b s u r d e s et d o n t ils refusaient
de discuter. M a i s cette d é c o u v e r t e n ' é t a i t cette fois plus seulement 3 p o i n -
tures t r o p g r a n d e , m a i s bien dix au m o i n s . J ' é t a i s c o m p l è t e m e n t affolé et
mes g e n o u x fléchissaient p o u r d e b o n . D a n s cet é t a t , j ' a v a i s h â t e d e savoir
ce q u ' e n penserait m o n m a î t r e D I R K . D a n s ce n o u v e a u rêve, je le revis
aussi nettement q u e les fois précédentes. Plein d ' a d m i r a t i o n , il me dit : « Je
n ' a u r a i s pas pensé q u e tu t r o u v e s si vite. C ' e s t a b s o l u m e n t exact ce q u e
tu as d é c o u v e r t . M a i n t e n a n t , tu as t o u t , il ne te m a n q u e plus rien. C'est

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e x a c t e m e n t c o m m e cela q u e ça se passe. A présent, tu p e u x t o u t publier
e n s e m b l e , sous m a r e s p o n s a b i l i t é . J e t e p r o m e t s q u e t u n e vas p a s t e cou-
vrir de ridicule, car c'est la vérité ! »
L o r s q u e je me réveillai le l e n d e m a i n m a t i n , a y a n t le rêve bien présent
à l'esprit, m e s d e r n i e r s d o u t e s étaient c o m m e b a l a y é s . J ' a v a i s t o u j o u r s pu
a j o u t e r foi a u x paroles de m o n fils D I R K , et cette fois à plus forte r a i s o n .
Cité d ' a p r è s l e livre C A N C E R , M A L A D I E D E L ' A M E , court-circuit
a u cerveau, l ' o r d i n a t e u r d e n o t r e o r g a n i s m e . — L A L O I D ' A I R A I N D U
C A N C E R , février 1984 aux éditions « A M I C I DI D I R K », C o l o g n e . Ces
dernières a n n é e s , bien des gens o n t contesté la valeur scientifique du p a s -
sage ci-dessus. Il ne p r é t e n d a b s o l u m e n t pas être « scientifique », m a i s uni-
quement authentique.
D ' a i l l e u r s , ce qui i m p o r t e à m o n avis c'est q u e les résultats et les décou-
vertes, q u i s o n t logiques et e m p i r i q u e m e n t solides, sérieuses et v a l a b l e s ,
et qui plus est à t o u t m o m e n t r e p r o d u c t i b l e s , fassent l ' o b j e t de vérifica-
t i o n s , en v u e de c o n s t a t e r s'ils sont définitivement vrais ou faux. M a i s si
des résultats ou des découvertes sont j u s t e s et exacts, il i m p o r t e peu en ce
qui c o n c e r n e la justesse et l ' e x a c t i t u d e , de savoir o ù , c o m m e n t , q u a n d et
p a r qui ils o n t été découverts. Il ne sert à rien n o n plus de persécuter l'auteur
de la d é c o u v e r t e , p a r t o u s les m o y e n s possibles et i m a g i n a b l e s de t e r r e u r
et de discrédit, d a n s le b u t d ' é t o u f f e r la d é c o u v e r t e en faisant le b l a c k - o u t
complet et p o u r éviter les conséquences de la d é c o u v e r t e . La responsabilité
de ceux qui organisent ce b l a c k - o u t ne fait q u e croître d é m e s u r é m e n t . C'est
exactement ce q u i s'est passé ici, au c o u r s des 6 dernières a n n é e s !

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1. Introduction

L e présent o u v r a g e constitue l a p r e m i è r e classification s y s t é m a t i q u e n o n


seulement des t u m e u r s , mais aussi de la médecine t o u t entière, en fonction :

— du feuillet e m b r y o n n a i r e d o n t dérivent ces t u m e u r s ,


— des catégories de conflits,
— des localisations cérébrales spécifiques des « foyers de H a m e r »,
— des f o r m a t i o n s histologiques.

A la lumière de la Loi d ' a i r a i n du cancer, n o u s c o n s t a t o n s q u e la m é d e -


cine et la biologie s ' o r d o n n e n t t o u t n a t u r e l l e m e n t d ' e l l e s - m ê m e s . Il ne sied
pas de vanter sa p r o p r e luzerne. Laissons d o n c au lecteur objectif et impartial
le soin et le plaisir de d é c o u v r i r à son t o u r q u e des processus a p p a r e m m e n t
fortuits et i n c o h é r e n t s r é p o n d e n t m a i n t e n a n t à u n e p a r f a i t e logique.
U n e fois découverte la L o i d ' a i r a i n du cancer et p r é s u m é , puis c o n s t a t é
au cerveau ce q u e mes collègues incrédules avaient baptisé p a r dérision « ces
bizarres foyers de H a m e r », l'histoire de l'évolution embryologique et phylo-
génétique n o u s a p p a r a î t c o m m e la clef de l ' o r d r e p r o d i g i e u x qui régit
l'ensemble de la médecine et de la biologie, c'est-à-dire aussi bien les sphè-
res de c o m p o r t e m e n t h u m a i n et a n i m a l q u e la localisation cérébrale des
foyers de H a m e r et la classification des t u m e u r s en f o n c t i o n de l ' o r g a n e
a u q u e l elles ressortissent.
Jugée hostile et maléfique, la maladie se révèle a u j o u r d ' h u i à n o u s c o m m e
l e signe d ' u n e a l t é r a t i o n t e m p o r a i r e d e n o t r e o r g a n i s m e , d ' u n e modifica-
t i o n c o n s t a m m e n t synchronisée a u triple p l a n p s y c h i q u e , cérébral e t o r g a -
n i q u e , triple facette d ' u n seul o r g a n i s m e . L ' u n n e v a j a m a i s sans l ' a u t r e ,
t o u s évoluent c o n s t a m m e n t à la m ê m e c a d e n c e , selon u n e simultanéité fan-
tastique.
A i n s i , il n o u s va falloir réviser p a s m a l d'idées reçues, n o t a m m e n t celles
q u e n o u s a v i o n s des bactéries e t parasites d e n o t r e o r g a n i s m e . E n effet,
au c o u r s des millions d ' a n n é e s q u e s'est p o u r s u i v i e l ' é v o l u t i o n , les b a c t é -
ries tuberculeuses et les s t a p h y l o c o q u e s ou les s t r e p t o c o q u e s chez l ' h o m m e
aussi bien q u e chez q u a n t i t é de m a m m i f è r e s avaient p o u r mission de net-
toyer et déblayer les t u m e u r s cancéreuses, p a r exemple d a n s le tractus intes-
tinal, où ils faisaient fonction de « chirurgiens intestinaux » : d a n s la phase
de guérison consécutive à la s o l u t i o n du conflit et à l ' a r r ê t s i m u l t a n é de
la prolifération cancéreuse, ces symbiotes et amis ne peuvent entrer en action
qu'avec l'autorisation de notre organisme.
Instruits p a r l ' o n t o g é n é t i q u e , n o u s s a v o n s q u e les alvéoles p u l m o n a i r e s
dérivent du t r a c t u s intestinal, de m ê m e q u e les a m y g d a l e s , les végétations
a d é n o ï d e s p h a r y n g i e n n e s et l'oreille m o y e n n e . A i n s i , les bactéries t u b e r -
culeuses étaient les é b o u e u r s des taches r o n d e s du p o u m o n , qui u n e

7
2. La médecine nouvelle

E n p r o p o s a n t u n e médecine nouvelle p a r o p p o s i t i o n à u n e médecine


« ancienne », il convient d ' a b o r d d'expliquer en q u o i précisément consiste
la n o u v e a u t é de cette m é d e c i n e .
Il s'agit essentiellement d ' u n e c o m p r é h e n s i o n nouvelle de la médecine
conçue c o m m e u n o r g a n i s m e universel, c a p a b l e d e saisir d a n s u n e vision
globale et u n i f i a n t e la t r i a d e constituée p a r :
— le psychisme, intégrale de t o u t e s les fonctions de type c o m p o r t e m e n t a l
et conflictuel ;
— le cerveau, o r d i n a t e u r régissant toutes ces fonctions c o m p o r t e m e n t a l e s
et conflictuelles ;
— l'organe, intégrale de t o u s les a b o u t i s s e m e n t s de ces o p é r a t i o n s .
E n réalité, c'est u n p e u plus complexe d u fait q u ' e n p r o g r a m m a n t l e
psychisme (le p r o g r a m m e u r ) n o t r e cerveau ( l ' o r d i n a t e u r ) se p r o g r a m m e
lui-même.
Il n ' e m p ê c h e q u e le s c h é m a p r é s i d a n t à ce dessein g r a n d i o s e est d ' u n e
simplicité l u m i n e u s e — le c o n t r a i r e eût é t o n n é . M a i s ce qui d e m e u r e
u n e énigme c'est q u e la m é d e c i n e « m o d e r n e », qui se v e u t et se croit
à la p o i n t e du p r o g r è s , n ' a i t p a s deviné et saisi l'essence m ê m e de ce
c h e f - d ' œ u v r e m a g i s t r a l . Au lieu de c o n s a c r e r les ressources i m m e n s e s
d o n t elle dispose à explorer l'interaction mystérieuse des trois pôles de cette
triade psycho-cérébro-organique, elle s'est fixée avec obstination à u n e atti-
t u d e de b r i c o l a g e , se b u t a n t i r r é m é d i a b l e m e n t à la b a r r i è r e de l'unipolarité
organique.
D a n s t o u t e sa c o n d u i t e , son c o m p o r t e m e n t et ses agissements, elle a t o u t
simplement o u b l i é de tenir c o m p t e des d e u x c o m p o s a n t e s m a j e u r e s de la
t r i a d e : le psychisme et le cerveau. O u b l i t r a g i q u e , oubli fatal d o n t font
les frais, j o u r a p r è s j o u r , les m a l a d e s c o n f r o n t é s s u b i t e m e n t a u x d i a g n o s -
tics et p r o n o s t i c s d ' u n e m é d e c i n e b r u t a l e et sans â m e , d ' i n s p i r a t i o n p u r e -
m e n t o r g a n o - s y m p t o m a t i q u e , d o n t le pessimisme implacable les plonge d a n s
les p r o f o n d e u r s abyssales du désespoir.
A q u o i tient cet oubli ? A y a n t désappris à examiner c o m m e il faut le
patient individuel, c'est-à-dire p a s seulement les o r g a n e s , m a i s aussi le
psychisme et le cerveau, la médecine m o d e r n e n ' a j a m a i s pu établir un lien,
u n e connexion, entre le psychisme et les organes, n o t a m m e n t entre les conflits
et les o r g a n e s . A quelques exceptions p r è s , cette omission a m a r q u é t o u t e
l'histoire de la médecine d e p u i s l ' a n t i q u i t é , elle j a l o n n e c o m m e un fil con-
ducteur t o u s les siècles, mais ses effets se sont avérés particulièrement funes-
tes d a n s la m é d e c i n e m o d e r n e .
S'il s'était t r o u v é au cours des siècles et des millénaires un seul médecin
p o u r ausculter à fond, « sous toutes les coutures », un seul patient, il aurait
p u , il a u r a i t dû découvrir les liens de cause à effet qui expliquent l'origine
des m a l a d i e s . Les plus intelligents, il faut bien le r e c o n n a î t r e rétrospec-

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t i v e m e n t , ce furent ces prêtres-médecins de la plus h a u t e a n t i q u i t é , q u i soi-
gnaient n o s ancêtres e n c o m m e n ç a n t p a r r e m e t t r e d e l ' o r d r e d a n s leur
psychisme. Les sorciers et guérisseurs de la forêt vierge, d o n t n o u s p a r l o n s
avec u n sourire c o n d e s c e n d a n t , étaient sans d o u t e plus avisés q u e n o u s .
A u c u n m é d e c i n indigène d e l a b r o u s s e africaine n ' e n t r e p r e n d r a i t u n trai-
t e m e n t s y m p t o m a t i q u e sans avoir traité a u p a r a v a n t le psychisme de son
patient.
M e s collègues p r é t e n d e n t q u e je m e t s t o u t e la m é d e c i n e sens dessus des-
s o u s . Ils o n t p a r f a i t e m e n t r a i s o n . M a i s q u a n t i t é de médecins intelligents
ont déjà exprimé des idées analogues. Je les ai systématisées, sous u n e forme
reproductible, c o n s t a m m e n t vérifiable. E t , c o m m e mes collègues n e m ' o n t
p a s , ou p r e s q u e p a s aidé, il m ' a bien fallu en étudier aussi les détails et
les différentes m a l a d i e s .
La médecine nouvelle n ' e m b r a s s e p a s seulement les r a p p o r t s entre le
psychisme, le cerveau et les o r g a n e s , elle f o u r n i t aussi les explications
e m b r y o l o g i q u e s , qui p e r m e t t e n t d e c o m p r e n d r e p o u r q u o i o n t o g é n é t i q u e -
m e n t les différents centres de relais c é r é b r a u x se situent a u x e n d r o i t s du
cerveau où n o u s les t r o u v o n s . Et elle explique aussi les c o n n e x i o n s entre
les différents feuillets embryonnaires — e n d o d e r m e , ectoderme, m é s o d e r m e
— et les diverses f o r m a t i o n s histologiques des t u m e u r s cancéreuses et des
tissus n o r m a u x . E n effet, n o u s d é c o u v r o n s e n t o u t p o i n t d e l a t u m e u r can-
céreuse la s t r u c t u r e h i s t o l o g i q u e tissulaire q u i , e m b r y o l o g i q u e m e n t , doit
s'y t r o u v e r .
Voilà p o u r q u o i , tout tissu dérivant de l ' e n d o d e r m e , c'est-à-dire du feuillet
interne de l ' e m b r y o n , est un tissu adénoïde, qui en cas de m a l a d i e cancé-
reuse fait un adénocarcinome, tandis que t o u t tissu dérivant de l'ectoderme,
c'est-à-dire du feuillet externe de l ' e m b r y o n (à l'exception du cerveau, d o n t
les n e u r o n e s ne p e u v e n t proliférer) a c o m m e cancer t y p i q u e un carcinome
à épithélium pavimenteux, p a r c e q u e le tissu d ' o r i g i n e a lui aussi de l'épi-
t h é l i u m p a v i m e n t e u x . E n t r e les d e u x se situe le tissu dérivé du mésoderme,
feuillet embryonnaire entre l'ectoderme et l ' e n d o d e r m e qui, p e n d a n t la phase
active du conflit, fait un « m o i n s », c'est-à-dire des ostéolyses, des d é p r e s -
sions h é m a t o p o ï é t i q u e s , e t c . , e t d a n s l a p h a s e d e guérison u n b o u r g e o n n e -
m e n t cicatriciel excessif de tissu osseux et conjonctif, q u e l ' o n désigne, de
façon a b s u r d e , p a r le t e r m e de sarcome, bien q u e ce b o u r g e o n n e m e n t soit
inoffensif. N o u s a v o n s affaire ici à u n e perspective inédite q u i , à ma con-
n a i s s a n c e , n ' a e n c o r e j a m a i s été prise e n c o n s i d é r a t i o n d a n s a u c u n e é t u d e
histologique, alors qu'elle est si simple et d ' u n e logique si c o n t r a i g n a n t e !
A ces deux grands cercles de c o o r d i n a t i o n :
a) entre le psychisme, le cerveau et les organes ;
b) entre les t y p e s de c o m p o r t e m e n t et de conflit et les divers feuillets
embryonnaires d ' u n e p a r t ,
entre les t y p e s de c o m p o r t e m e n t et de conflits et les formations histolo-
giques des tumeurs d ' a u t r e p a r t ,
la médecine nouvelle ajoute un troisième cercle de c o o r d i n a t i o n :

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c) les r a p p o r t s entre divers types de c o m p o r t e m e n t et de conflits sont resi-
tués d a n s le cadre de plus g r a n d e s unités (famille, clan, h o r d e , b a n d e ,
t r o u p e a u , etc.) et cette synopsis est é t e n d u e à l'échelle du c o s m o s t o u t
entier, p e r ç u e d a n s l a perspective d ' u n c a d r e c o s m i q u e forgé a u c o u r s
des millions d ' a n n é e s de cohabitation et de symbiose avec d ' a u t r e s races,
espèces et c r é a t u r e s .
A u j o u r d ' h u i q u e les r e l a t i o n s d e c a m a r a d e r i e nouées p a r n o s ancêtres
avec les a n i m a u x ( n o t a m m e n t avec les chevaux) o n t fait place à un m é p r i s
cynique, n o u s a v o n s de la peine à n o u s d é b a r r a s s e r de ce lest d o n t n o u s
a grevé n o t r e soi-disant « civilisation ». En arriver à ne p a r l e r de n o s ani-
m a u x q u ' e n termes de « p r o d u c t i o n carnée » et de « p r o d u c t i o n animale »
est tellement c o n t r a i r e à t o u t c o d e de n o t r e n a t u r e , q u ' à vrai dire n o u s ne
p o u v o n s p r é t e n d r e a u titre d'humain t a n t q u e n o u s n ' a u r o n s pas r e m é d i é
à cette d é f o r m a t i o n de n o t r e « civilisation ».
Mes adversaires pensent me tourner en dérision en disant : « P o u r H a m e r ,
les a n i m a u x o n t eux aussi u n e â m e : p o u r qui n o u s prend-il ? » En réalité,
ils me font un g r a n d h o n n e u r . Il est avéré, en effet (cf. c h a p i t r e « Le can-
cer chez les a n i m a u x ») q u ' u n a n i m a l a u x prises avec un m ê m e conflit q u e
l ' h o m m e a , d a n s l a m ê m e aire cérébrale q u e l ' h o m m e e t a u m ê m e o r g a n e
q u e l ' h o m m e l e m ê m e p h é n o m è n e q u e l ' h o m m e . M a i s s i n o u s concevons
notre psychisme c o m m e intégrale de toutes les fonctions des sphères de com-
p o r t e m e n t et de conflit, p o u r q u o i d o n c refuserions-nous à n o s c o m p a g n o n s
de création, à nos « co-créatures » et c a m a r a d e s , voire à l'ensemble du cos-
m o s des êtres v i v a n t s , cet a t t r i b u t psychique q u e l ' h o m m e se réserve ? De
m ê m e q u e le statut d'esclave n o u s p a r a î t a u j o u r d ' h u i inconcevable et i n t o -
lérable, e s p é r o n s q u e l ' a c t u e l statut cynique i m p o s é p a r n o t r e « civilisa-
t i o n » a u x a n i m a u x sera aussi i n i m a g i n a b l e d a n s q u e l q u e s a n n é e s .
La m é d e c i n e nouvelle n ' e s t p a s u n e d o c t r i n e de foi c o m m e le sont
a u j o u r d ' h u i les d o g m e s de la médecine b r u t a l e , qui s a n c t i o n n e la n o n -
observance p a r l'interdiction d'exercer sa profession, la psychiatrisation
ou le black-out ; c'est u n e nouvelle vision biologique globale, c o n s t a m m e n t
vérifiable et r e p r o d u c t i b l e d a n s n ' i m p o r t e q u e l cas, selon les règles et les
n o r m e s des catégories de pensée scientifiques. M ê m e la distinction concep-
tuelle entre psychisme, cerveau et o r g a n e n ' e s t q u ' u n e fiction a c a d é m i q u e .
C'est q u ' e n réalité t o u t est u n , et l ' u n n ' e s t p a s concevable sans l ' a u t r e .
La médecine nouvelle est un système si v a s t e , si c o m p l e t et si l o g i q u e ,
q u e la p l u p a r t des m a l a d i e s s'intègrent t o u t n a t u r e l l e m e n t et judicieuse-
m e n t d a n s l e t o u t , t a n d i s q u ' a u t r e f o i s n o u s n e t r o u v i o n s a u c u n sens p a r
exemple dans les innombrables syndromes (simultanéité de plusieurs symptô-
mes). C'est ainsi q u e la schizophrénie n ' e s t q u e la c o n j o n c t i o n de deux con-
flits à D H S , d o n t les foyers de H a m e r se situent d a n s les différents
h é m i s p h è r e s . Les dépressions sont des conflits de territoire conjugués à un
« p a t h o r m o n a l », et le l u p u s é r y t h é m a t e u x , j u s q u ' i c i l ' u n e des m a l a d i e s
les plus r e d o u t a b l e s , n ' e s t lui aussi q u e l'activité conflictuelle simultanée
de plusieurs conflits à teneur spécifique. La leucémie n ' e s t q u e la seconde

12
p a r t i e , l a p h a s e d e guérison, d ' u n cancer des o s , l'infarctus d u m y o c a r d e
n ' e s t q u e la crise épileptiforme au cours de la p h a s e de guérison consécu-
tive à un conflit de territoire, etc.
M a i n t e n a n t q u e nous connaissons le mécanisme de la conjonction, la gué-
rison n'est plus aussi difficile. C'est ainsi que la schizophrénie est une maladie
q u e l ' o n p e u t guérir assez facilement. Dès q u ' i l y a conflictolyse, c'est-à-
dire la solution d ' u n seul des d e u x conflits, le patient n ' e s t plus « disso-
cié », schizoïde. Après la solution ( a u t a n t q u e possible définitive) des deux
conflits, il est m ê m e aussi sain q u ' u n a u t r e qui a t o u j o u r s été j u g é sain.
C e r t e s , on ne p o u r r a pas r é s o u d r e t o u s les conflits, m ê m e si on les con-
n a î t , et il n ' y a u r a d o n c pas m o y e n de guérir t o u s les m a l a d e s , m a i s t o u t
d e m ê m e l a p l u p a r t d ' e n t r e eux.
Toutes ces nouvelles possibilités de reconnaissance et de guérison découlent
d e l a c o m p r é h e n s i o n d e l a L o i d ' a i r a i n d u cancer e t d u D H S ( D i r k - H a m e r -
S y n d r o m ) , qui sont m a i n t e n a n t des termes m é d i c a u x bien établis.
La médecine nouvelle est le legs de m o n fils D I R K . Je me considère c o m m e
l'exécuteur testamentaire de ce legs et j u s q u ' à ma m o r t je m'efforcerai d'exer-
cer fidèlement cette fonction. Il est d a n s son intention q u e cette médecine
nouvelle soit bénéfique a u x m a l a d e s .
Il serait inadmissible q u e la médecine b r u t a l e et cynique s'en e m p a r e e t . . .
s'en p a r e c o m m e des p l u m e s d ' u n p a o n e n c r o y a n t p o u v o i r c o n t i n u e r ,
c o m m e si de rien n ' é t a i t , à se remplir les p o c h e s des derniers deniers des
indigents, en « d a n s a n t la valse à g a u c h e » au lieu de la d a n s e r à d r o i t e ,
c o m m e elle l'a fait j u s q u ' i c i . Le b o y c o t t a g e de la m é d e c i n e nouvelle et la
m o r t de centaines de millions de patients q u ' i l s o n t p r o v o q u é e p a r ce boy-
cottage les a disqualifiés p o u r t o u j o u r s . Ce livre sera t o u j o u r s à la disposi-
t i o n de t o u t p a t i e n t , de t o u t e infirmière et de t o u t m é d e c i n . M a i s il
a p p a r t i e n d r a à des h o m m e s sages de décerner le titre m o r a l qualifiant p o u r
l'enseignement de cette m é d e c i n e nouvelle. Je n ' e n laisserai pas le soin à
des fonctionnaires c o r r o m p u s de partis politiques, ni à des j u g e s , fonction-
naires m é d i c a u x o u professeurs d e médecine c o r r u p t i b l e s . A u c u n d ' e u x n e
doit être a d m i s à enseigner cette médecine nouvelle. Voilà p o u r q u o i j ' a i
décidé de d é p o s e r un brevet d ' e n s e i g n e m e n t de ce n o u v e a u système, d a n s
l'intérêt des m a l a d e s , en v u e d'éviter l ' a b u s de cette m é d e c i n e nouvelle.

13
TRNAVSKA UNIVERSITA
H o m o p t o c n a 23 -
918 43 TRNAVA

ATTESTATION

L e s 8 et 9 septembre 1998, à l'Institut de Cancérologie Hl. Elizabeth de


Bratislava et dans le service de cancérologie de l'hôpital de Trnava, sept cas
de patients avec au total plus de 20 maladies, ont été étudiés en présence du
Prorekteur de l'Université de Trnava, du doyen de la Faculté de soins et de
sociologie de l'Université de Trnava et de 10 maîtres de conférences et de
professeurs. Les protocoles m é d i c a u x de ces cas, qui ont été établis par le
Dr H A M E R , sont joints à la présente. Il fallait constater si son système pou-
vait être vérifié d ' a p r è s les règles scientifiques de reproductibilité.
Cela a été le cas.
D a n s chacun des 100 faits étudiés d ' a p r è s les règles de la « M é d e c i n e
Nouvelle », il a été d é m o n t r é que les lois de la nature, selon la « M é d e c i n e
Nouvelle », s'appliquaient, bien q u e certains cas n ' a i e n t pu être étudiés p a r
m a n q u e de rapport d ' e x a m e n complet.
Les soussignés indiquent d o n c qu'il peut être assuré avec la plus grande
vraisemblance, que sa présentation lors de deux conférences-examen,
démontre son système avec la plus grande probabilité. N o u s estimons très
haut l ' e n g a g e m e n t humain, éthique et patient du Dr H A M E R ainsi que sa
nouvelle approche globale du patient. En considérant tous ces facteurs,
nous s o m m e s d'avis que la question d ' u n e utilisation prochaine de la
« M é d e c i n e Nouvelle » doit être poursuivie d ' u r g e n c e .

Trnava 11.09.1998

prof. MU Dr. J. Pogady, D r S c , Prof.f. Psychiatrie,


Président de la C o m m i s s i o n

prof. M U D R . V ; Kromery, D r S c , D o y e n de la Faculté

doc. RNDr. J. Miklosko, Drsc, Prorekteur de la Faculté de Recherches


Dr. Ryke Geerd H a m e r
Trnava, le 11.09.1998

DECLARATION

Suite à la confirmation par l'Université de Trnava de la vérification de


la M é d e c i n e Nouvelle effectuée le 11.09.1998
D e p u i s le I 1 septembre 1998, la M é d e c i n e Nouvelle est confirmée offi-
ciellement suite aux travaux de vérification effectués à l'Université de
Trnava (Tyrnau) les 8 et 9 septembre 1998.
Le d o c u m e n t a été signé par le Prorecteur (mathématicien), le D o y e n
(oncologue), et le président de la commission scientifique, professeur en
psychiatrie.
Pour celle raison, la c o m p é t e n c e des signataires ne peut être mise en
doute.
Les universités d ' E u r o p e de l'Ouest, principalement l'université de
Tubingen, se sont vigoureusement refusées depuis 17 ans à effectuer u n e
telle verification scientifique.
Dans les années passées, b e a u c o u p de médecins ont procédé à la vérifi-
cation des lois naturelles de la M é d e c i n e Nouvelle au cours de 26 confé-
rences-vérifications. Lors de celles-ci, tous les cas ont toujours été d é m o n -
trés exacts. Pourtant ces d o c u m e n t s , m ê m e avec certification notariale,
n ' o n t pas été reconnus. Toujours et partout il a été « argumenté « que tant
que celle vérification ne serait pas effectuée officiellement par une univer-
sité, elle ne compterait pas et tant que cela ne serait pas fait, la m é d e c i n e
d'école seule serait « reconnue ».
La Médecine Nouvelle, avec ses 5 lois naturelles et biologiques, sans
hypothèse supplémentaire, est valable pour l ' h o m m e , l'animal et les végé-
taux. Elle est si claire et cohérente que l'on aurait pu, et on aurait dû, faci-
lement la vérifier avec le premier cas venu, si on l'avait seulement voulu.
Les appels au meurtre, c a m p a g n e s médiatiques, poursuites par les
médias ou interdiction d'exercer, diverses tentatives d'attentat et menaces
de traitement psychiatrique forcé (pour perte du sens des réalités), j u s q u ' à
l'arrestation (à cause de trois informations données gratuitement sur la
M é d e c i n e Nouvelle. Pour cela on m ' a mis en prison pendant une année).
Tout ceci ne remplace pas les arguments scientifiques p o u r contrer un
adversaire scientifique.
L'étouffement de la découverte, c o m m e on peut le reconnaître mainte-
nant, n'a-t-il pas été l'expression de la force brutale afin de garder le pou-
voir et les biens de l'ancienne médecine ?
La M é d e c i n e Nouvelle est la médecine de l'avenir.
L'obstruction envers elle rend le crime contre l ' h u m a n i t é c h a q u e j o u r
plus grand !
D ' a p r è s les statistiques aussi officielles que celles du centre allemand de
recherches contre le cancer d ' H e i d e l b e r g on peut toujours constater que
très peu de patients, traités à la chimiothérapie par la m é d e c i n e d ' é c o l e ,
sont toujours en vie après 5 ans. Le ministère public de Wiener Neustadt
devait concéder à ce sujet que, lors de la perquisition du « Centre de la
M é d e c i n e Nouvelle de Burgau «, les 6 5 0 0 adresses de patients saisies ont
permis de constater q u e plus de 6 0 0 0 étaient encore en vie après 4 et 5 ans,
soit plus de 90 %.
L'exigence de vérification par une université est remplie. Maintenant,
les patients ont droit à ce que soit mis fin au pire et plus cruel crime contre
l'humanité, et que tous aient la m ê m e chance d'être traités officiellement
selon les 5 lois biologiques naturelles de la M é d e c i n e Nouvelle.
J ' e n appelle à tous les h o m m e s et toutes les f e m m e s sincères et je solli-
cite leur aide.

Dr. H a m e r
La Médecine Nouvelle :
D H S - 5 lois biologiques - SBS
Le psychisme, le cerveau et les organes sont les trois différents niveaux de
notre organisme. L'évolution de chacune des pathologies qui atteint ces trois
niveaux y est synchronisée. Il s'agit d'une science naturelle empirique" qui
repose sur cinq lois biologiques fondamentales. Celles-ci s'appliquent à
chaque pathologie de l'être humain, des mammifères et des végétaux. Cette
science ne fait appel qu'au bon sens : elle se limite à appliquer les principes et
les lois de la nature.

Les 5 Lois biologiques de la Médecine Nouvelle

e r e 12
1 loi biologique : Loi d'Airain du cancer
I er
critère

Tout programme biologique spécial bien-fondé (SBS) ou SBS non ulcératifs


débute simultanément aux trois niveaux PSYCHISME - CERVEAU - ORGANE,
par un DHS (Dirk Hamer Syndrom), c'est-à-dire un choc conflictuel
extrêmement dramatique, vécu de la manière la plus intense, et dans
l'isolement.

2ème c r i t è r e

La teneur du conflit biologique au moment du DHS détermine aussi bien la


localisation du SBS, appelé Foyer de Hamer, au cerveau, que la localisation à
l'organe du SBS ou du SBS non ulcératif.

3ème c r i t è r e

Le déroulement du SBS aux trois niveaux PSYCHISME - CERVEAU- ORGANE


se fait de façon synchrone depuis l'instant du DHS jusqu'à la solution du conflit
(conflictolyse) et à la crise épileptique ou épileptoïde.

11 Qui se fonde sur l'expérience et non sur le savoir théorique.


12
Loi incontournable.

15
La Loi d'Airain du Cancer est valable et s'applique de la même manière pour tous les
SBS ainsi que pour les SBS non ulcératifs concernant la sclérose en plaques, le
diabète, la myopie...

e m e
2 loi biologique : Loi de l'évolution biphasique
Loi les d e u x phases de t o u t S B S lorsqu'il y a solution du conflit.

Tout SBS présente une évolution biphasique :

l ere
phase: Sympathicotonie - Phase active du conflit
2 ème
phase : Vagotonie - Phase de solution du conflit

Dans la première phase de sympathicotonie


Souvent cette phase se présente sous forme asymptomatique . 13

Les symptômes de la sympathicotonie


Vasoconstriction des vaisseaux sanguins.

La personne est sous l'effet du stress, elle a le regard fixe, le masque figé, les
paumes des mains froides et moites. Elle a perdu l'appétit, le sommeil, perd du
poids. Dans cette phase, il est proscrit de faire des régimes ou des jeûnes. La

13
Sans symptôme perçu.

16
personne est pratiquement sans défense et risque de faire de nouveaux conflits
dramatiques à tout moment.
Par exemple, le diagnostic « cancer » peut déclencher chez elle une peur
panique, une peur de la mort ou une dévalorisation de soi.

Le rôle du cerveau dans la phase de sympathicotonie


A partir du DHS, du court-circuit dont la trace au cerveau se présente en
14
forme de cible (Foyer de Hamer), le relais touché par le choc, selon le
ressenti de la personne, va lancer des programmes biologiques spéciaux de la
nature vis-à-vis de l'organe intéressé.

Ces programmes biologiques respectent les différents feuillets embryonnaires


et jouent leur rôle suivant chaque tissu : ils vont :
• soit se multiplier, et former une tumeur (multiplication cellulaire) : ex.
intestin - sein.
• soit provoquer une ulcération : ex. bronches.
• soit provoquer une nécrose : ex. os ou moelle ou ganglion.

D a n s la d e u x i è m e p h a s e , l o r s q u e le conflit e s t résolu, la
personne entre dans la phase de vagotonie

Les symptômes de la vagotonie


Vasodilatation des vaisseaux sanguins.

Reconnaître les symptômes de la 2 è m e


phase (vagotonie) est indispensable pour
comprendre le processus de ce que l'on appelle SBS après la solution du conflit.
Les symptômes (fièvre - frissons - transpiration - douleurs - fatigue -
paralysies flasques - œdèmes cérébraux - hémiplégies - migraines -
15
écoulements sanguins tels qu'épistaxis, métrorragies , saignements rectaux ou
intestinaux, bronchites, etc.) sont des phases de réparation.

Le rôle du cerveau dans la phase de vagotonie


Le cerveau s'organise suivant le programme biologique spécial de la nature, et
fait en sorte de toujours reconstituer l'organe dans l'état d'origine, avant le SBS.
A cet effet s'installe un état de fatigue et de douleur qui va obliger l'organisme à
se reposer pour mieux se reconstruire. L'os va se recalcifier en fabriquant un
16
cal osseux avec l'aide des bactéries.

14
Cercles concentriques en forme d'anneaux, comme ceux produits par un
caillou jeté dans l'eau ou ceux que l'on vise dans un tir à la carabine.
15
Ecoulement de sang entre les règles chez la femme.
16
Surplus de fabrication d'os après une dévalorisation de soi ou une fracture
provoquée lors d'un accident. Le cerveau réagit de la même façon, qu'il s'agisse
d'un coup physique ou d'un conflit.

17
Au niveau du col de l'utérus, les ulcérations seront comblées avec l'aide des
virus qui jouent le rôle de transporteurs.
Dans le cas de l'intestin, la tumeur (multiplication cellulaire) va être nettoyée
avec l'aide des mycobactéries ou bacilles de Koch (tuberculose).

Déroulement du processus de réparation


Le patient retrouve le sommeil, reprend de l'appétit, du poids, reconstitue des
réserves... L'organisme amorce une longue phase de régénération, avec
cedématisation, fatigue et douleur. La paume des mains est chaude.
Le patient, libéré de son angoisse, éprouve une sensation de bien-être. La
lassitude et le manque de ressort ne signifient pas une dégradation de son état,
mais c'est une phase nécessaire de repos pour la récupération de ses forces.

Au niveau cérébral
Au cerveau, l'impact du choc psychique, biologique, à peine visible au scanner
où l'on peut remarquer la trace d'une cible, devient un œ d è m e qui augmente
17

de volume. L'intense activité de réparation se manifeste par une chaleur


perceptible au toucher du cuir chevelu.
A la solution du conflit, le foyer de Hamer au cerveau commence à se réparer
en s'entourant d'œdème. Au bout d'un laps de temps correspondant à la durée
du conflit, on voit l'œdème régresser jusqu'à disparaître ou ne laisser qu'une
petite cicatrice.

Au niveau organique
Dans le corps, les cellules de l'organe cessent de proliférer ou se régénèrent.
Pour les SBS dont le relais est situé dans le cerveau archaïque (tronc cérébral
et cervelet), les tumeurs cessent de proliférer au moment même de la solution
du conflit. Pour les SBS dont le relais est situé dans le cerveau nouveau (cortex
cérébral et moelle du cerveau), les cellules prolifèrent à partir de la solution du
conflit pour régénérer les tissus ulcérés ou nécrosés. Des œdèmes existent
également au niveau des organes, pouvant provoquer des tensions, des
pressions, des gonflements (pleurésie - ascite), des douleurs au niveau des os
dues au décollement et à l'étirement du périoste (membrane entourant l'os).
Exemple : cheville ou genou gonflé.

Pour certains organes apparaissent parfois des kystes.


Exemple :
A la suite d'un SBS de l'ovaire, on peut voir apparaître un kyste ou une tumeur.
Comment cela se déroule-t-il ?

17
Au cerveau, le relais cérébral (Foyer de Hamer) se gonfle de liquide
réparateur, à la manière d'une éponge.

18
I - il peut s'agir d'une nécrose de l'ovaire, produite à la suite d'un conflit de
perte, à ce moment là il y aura une destruction de l'ovaire dans la phase active
du conflit. Dans la phase de réparation, on constatera une tumeur qui
correspond au comblement de la nécrose. Cette tumeur de réparation, à la fin
de la vagotonie, forme un kyste qui peut rester, ou qui peut être évacué grâce à
la participation des microbes.

2 - Il peut s'agir d'une tumeur embryonnaire, à la suite d'un conflit de perte. A


ce moment là, il y aura multiplication cellulaire dans la phase active du conflit.
Dans la phase de réparation, on constatera un arrêt de la prolifération
cellulaire, la tumeur s'enkystera, ou sera évacuée avec la participation des
microbes (TBC).

Dans les deux cas les kystes ou tumeurs sont inoffensifs, et permettront la
fabrication d'une plus grande quantité de progestérone. C'est à cause de cette
quantité de progestérone supplémentaire que nous pouvons constater chez
certaines femmes qu'elles paraissent plus jeunes que leur âge (10 ans de moins).
Les femmes ayant des kystes aux ovaires sont aussi plus fécondes.

Nécessité biologique naturelle et durée de la fatigue, de la douleur, de


l'infection
La personne retrouve sont bien être dans la mesure où les dégâts du SBS n'ont
pas compromis une fonction vitale. C'est une période délicate, surtout dans
certains types de SBS et si le conflit a duré longtemps, a été très intense.
C'est une période qui peut être douloureuse, en raison de la recalcification des
os. La douleur est « mécanique », car elle est provoquée par l'étirement du
périoste lié à l'œdème situé entre l'os nécrosé qui se répare, en fabriquant du
tissu osseux et le périoste. L'os en se réparant comprime le périoste, l'œdème
sera plus ou moins important, selon l'ampleur de la nécrose. Lorsque l'on a
reçu un coup, il y a une ecchymose ou ce que l'on appelle un « bleu », très
douloureux. Il s'agit du même processus.

D'autres symptômes apparaissent et l'on constate l'activité des virus, microbes,


bactéries, que l'organisme associe à la régénération des tissus. Ce sont des
phénomènes naturels que l'on maîtrise quand on les connaît et que l'on
comprend ce qu'est un SBS.
En connaissant la nature et la cause de cette douleur, signe de réparation, elle
devient plus supportable.

Conduite à tenir pendant la phase de réparation


Pendant cette période, le patient doit beaucoup se reposer, bien manger. Le
patient mange de tout, tout ce qui lui plait. Les régimes ne sont pas conseillés, il
ne doit surtout pas faire de jeûne. Il limite l'absorption de liquides à cause des
œdèmes, évite toutes les boissons alcoolisées qui favorisent les œdèmes par le

19
mécanisme de dilatation des vaisseaux ; il peut boire du café fort, du coca cola
ou du thé (les boissons contenant de la caféine favorisent l'évacuation des
œdèmes du cerveau et des organes).

Ce qu'if faut absolument éviter


La prudence est de rigueur quant à l'exposition au soleil ou à la chaleur qui font
augmenter l'œdème au cerveau : marche en plein soleil, ski sur piste ensoleillée
avec bonnet de laine sur la tête, séjour dans une voiture ou chambre
surchauffée, bains chauds, même de courte durée, oreillers en duvet. Pour les
femmes, le casque chauffant pendant les séances chez le coiffeur est à éviter.

Ce qu'il faut faire


Il est recommandé de se couvrir la tête lors d'une sortie ensoleillée, de se
refroidir la tête à l'aide d'une simple serviette mouillée ou une vessie de glace si
nécessaire. Par exemple, si la personne fait du ski, elle peut mettre de la neige
sous le bonnet de laine. Les douches sont autorisées, car l'eau coule sur le
corps et ne fait pas gonfler les capillaires sanguins, contrairement au bain chaud.
Bien sûr, il ne faudra pas abuser en restant des heures sous la douche. L'eau ne
doit pas être trop chaude. Les promenades au grand air sont très bonnes, à
condition de se protéger du soleil et de la grosse chaleur : l'oxygène est utile
pour le bien être du cerveau et de l'organisme en favorisant la diminution de
l'œdème.

Les SBS

Ce que, jusqu'à aujourd'hui, nous appelions « maladie », peut maintenant être


considéré comme un épisode à part entière d'un « programme biologique
spécial » ayant sa raison d'être, prévu par la nature depuis toujours.

Les "maladies" dans le sens où on l'entendait, n'existent ainsi plus en tant que
telles : en effet, dans cette perspective, les symptômes s'expliquent facilement
et peuvent être maîtrisés sans peine dans la plupart des cas. Notre mode de vie
actuel nous éloigne trop souvent de nos besoins biologiques profonds et cette
ignorance se répercute fatalement sur notre état de santé.

La latéralité (gaucher ou droitier)


Dans la recherche du conflit biologique et la lecture du scanner, il est
indispensable de tenir compte de la latéralité (gaucher ou droitier). Le test
d'applaudissement est la manière la plus simple de vérifier si la personne est
droitière ou gauchère. La main qui frappe détermine la latéralité.

20
La main gauche qui La main droite qui
frappe chez le gaucher frappe chez le droitier

Droitier - droitière
Le ressenti biologique touchant le côté droit de son corps correspondra à un
conflit avec le partenaire. Exemple : si une femme droitière vit un SBS du sein
droit, cela correspond à un conflit avec son partenaire.

Le ressenti biologique touchant le côté gauche de son corps correspondra à un


conflit avec l'enfant. Exemple : si une femme droitière vit un SBS du sein
gauche, cela correspond à un conflit avec son enfant.

Gaucher -gauchère
Le ressenti biologique touchant le côté gauche de son corps correspondra à un
conflit avec le partenaire. Exemple : si une femme gauchère vit un SBS du sein
gauche, cela correspond à un conflit avec partenaire.

Le ressenti biologique touchant le côté droit de son corps correspondra à un


conflit avec l'enfant. Exemple : si une femme gauchère vit un SBS du sein droit,
cela correspond à un conflit avec son enfant.

Les spécialistes
Actuellement, la médecine officielle classe les « pathologies » uniquement selon
les différents organes et leurs fonctions connues (appareils digestifs,
respiratoire, système nerveux, maladies mentales, etc.) et ces pathologies sont
réparties entre les différents spécialistes.

Le Dr Hamer a largement démontré que, selon l'origine embryonnaire de ses


tissus, chaque organe est étroitement dépendant de l'aire cérébrale

21
correspondante (Foyer de Hamer). Ce qui peut par ailleurs, être constaté lors
de tout DHS dû à un conflit biologique bien spécifique.

Le patient est acteur de sa réparation


Le patient se prend en charge, c'est lui qui est le « chef », qui sait ce qui lui fait
du bien.
A l'avenir, le patient comprendra la Médecine Nouvelle aussi bien que son
médecin. Il saura que la nature ne fait rien de malin, ni de bénin, elle n'a pas de
défaillance, elle ne fait pas d'erreur fortuite. Tous ces phénomènes ont un sens
biologique toujours synchronisé aux 3 niveaux (psychisme, cerveau, organe) et
vérifiable par le patient lui-même.

22
e m e
3 loi biologique : Système ontogénétique en tant que
SBS
Regardons le schéma :

Crise épileptique
ou èpileptoïde

On distingue dans le schéma ci-dessus deux zones, une zone inférieure jaune
correspondant au cerveau ancien (cervelet et tronc cérébral) et une zone
supérieure rouge correspondant au grand cerveau.
La partie striée représente le cervelet qui régit à la fois des tissus de type
endodermique et mésodermique.
Le grand cerveau (cortex cérébral et moelle du cerveau) régit tous les tissus
ectodermiques. .
Ceci permet de classifier les différentes tumeurs en fonction de l'histoire du
développement embryonnaire, c'est-à-dire d'après les critères des différents
feuillets embryonnaires.
Regardons à nouveau le schéma : nous pouvons voir, qu'au niveau du cervelet,
la phase active du conflit se caractérise par une multiplication cellulaire ; puis,
lors de la phase de réparation, après la solution du conflit (CL), que nous
appelons également phase post-conflictolytique (ou phase PCL), la tumeur sera
éliminée avec la contribution des mycobactéries (tuberculose).

23
En ce qui concerne le cerveau rouge, c'est tout le contraire : en phase active du
conflit, il y a destruction cellulaire (ulcères et nécroses) puis en phase PCL, ces
ulcères et nécroses seront à nouveau comblés et cicatrisés avec l'aide de virus
et bactéries.

La restitution et la cicatrisation des ulcères et nécroses en phase PCL ont été


appelées « cancers » et « sarcomes » dans la médecine officielle, puisqu'il y avait
alors multiplication de grosses cellules et de gros noyaux (mitose) ; il s'agissait
en fait d'un processus de réparation que personne n'avait compris et reconnu.

Il est important de prendre également en compte le feuillet embryonnaire et la


localisation du relais cérébral spécifique à l'organe. Cela nous permet de
classifier de façon très claire tous les SBS et SBS non ulcératifs (qui
correspondent soit à la phase de sympathicotonie ou à la phase de vagotonie).
Nous pouvons trouver par la même occasion les symptômes et les relations de
la phase complémentaire.

L e s y s t è m e o n t o g é n é t i q u e d e s S B S e t S B S non ulcératifs
s ' é n o n c e ainsi :

1. Aux trois feuillets embryonnaires correspondent des types spécifiques de


tissus, pareils sinon identiques sur le plan histologique. Seul le feuillet
embryonnaire moyen ou mésoderme peut être subdivisé en mésoderme
ancien ou cérébelleux et en mésoderme nouveau ou cérébral. Le
mésoderme cérébelleux se comporte de la même façon que l'endoderme
alors que le mésoderme cérébral est comparable à l'ectoderme cérébral.
2. En cas de DHS, qui donne naissance à un FH, les domaines organiques
correspondant à ce FH réagissent en fonction du feuillet embryonnaire
correspondant.
3. La phase de réparation consécutive à la conflictolyse diffère beaucoup selon
les trois feuillets embryonnaires.

Pour l'endoderme
Arrêt de la croissance (multiplication cellulaire) formant ce que l'on appelle une
tumeur, enkystement ou réduction par les champignons ou les mycobactéries,
comme dans la tuberculose.
Pour les organes régis par le tronc cérébral (endoderme) on observera ce type
de tumeur dans le SBS de l'intestin.

Pour le mésoderme
a) en relation avec le cervelet : arrêt de la croissance tumorale, enkystement
ou réduction par les bactéries ou les mycobactéries, par exemple, en cas
d'adénocarcinome de la glande mammaire.

24
b) en relation avec la moelle cérébrale : réparation avec tuméfaction et
croissance luxuriante dans le sens d'un sarcome ou, après ostéolyse, cal
luxuriant comme l'ostéosarcome (un ostéosarcome ne se présente que s'il
y a eu rupture du périoste après une biopsie par exemple). La croissance
luxuriante est absolument inoffensive et s'arrête spontanément à la fin de la
phase normale de réparation. Les bactéries aident à la réparation.

Pour l'ectoderme
Tendance à l'expulsion de la nécrose ulcéreuse avec comblement intégral ou
cicatriciel par l'intermédiaire des virus.

La 3 e m e
loi biologique nous permet de comprendre les causes, la base de tous
les phénomènes de la nature dans la médecine.
Ainsi, les SBS correspondant à chaque feuillet embryonnaire sont des épisodes
qui reviennent régulièrement chez nous comme chez toutes créatures,
épisodes programmés dans notre cerveau depuis des millions d'années et qui se
déroulent à peu près de la même façon, également depuis des millions d'années.
Les S B S correspondant au « cancer » et autres « maladies » décrites par la
médecine officielle sont en réalité, l'expression du bon sens, de la logique et de
l'intelligence de la nature.

Les SBS non ulcératifs

Pour les organes régis par le cerveau ancien


Il n'y a pas de SBS non ulcératifs, c'est-à-dire qu'il n'y a pas de
disfonctionnement organique, mais uniquement des SBS. Il y a des SBS sous
forme de multiplication cellulaire dans la phase active du conflit et à la solution
du conflit, il y a arrêt de la prolifération cellulaire.

Pour les organes d'origine mésodermique régis par la moelle cérébrale


Il n'y a pas de SBS non ulcératifs, c'est-à-dire qu'il n'y a pas de
dysfonctionnement organique, mais des SBS sous forme de nécroses, ostéolyses,
18
perte tissulaire dans la phase active du conflit. Dans les cas de conflictolyse ,
ou phase de réparation, nous constatons un remblayage, un remplissage au
niveau de la substance manquante.

Les S B S non ulcératifs, c'est-à-dire avec un disfonctionnement organique,


touchent exclusivement les organes d'origine ectodermique régis par le cortex
cérébral, et elles n'apparaissent que dans une partie de ces organes, exemples :
diabète, paralysie.

18
Période où la personne passe dans l'étape de solution du conflit et entre dans
la phase de vagotonie ou de réparation.

25
Les SBS non ulcératifs se déroulent exactement selon les 5 lois biologiques
fondamentales. Toutefois, au lieu de présenter des nécroses cellulaires ou des
pertes de substances parenchymateuses19, elles s'accompagnent toujours de
pertes fonctionnelles (diabète, troubles de la vision, troubles de l'audition,
paralysies motrices). Bien que les cellules de l'organe ne soient pas détruites
lors des SBS non ulcératifs, il semble toutefois qu'elles soient altérées dans un
certain sens, comme le sont les aires cérébrales correspondantes (FH).

e m e
4 loi biologique : Système ontogénétique des
microbes
En relation avec les différents feuillets e m b r y o n n a i r e s .

Le Dr R. G. Hamer met à jour et explique l'intervention des microbes et virus qui font
partie intégrante des Programmes Biologiques Spéciaux de la nature.

Tous les jours nous vivons une véritable « chasse aux microbes ». Nous autres
êtres humains, rendons les microbes et virus responsables de pratiquement
tous les SBS, y compris ceux de la pneumonie, de la méningite, de l'angine, de
20
l'hépatite (A, B, C, etc.), du SIDA à l'ESB (« maladie » de la « vache folle »).
Si nous comprenons bien les lois biologiques de la nature, nous pouvons vérifier
sur nous-mêmes que chaque microbe ou virus joue un rôle essentiel dans nos
vies, et suit, scrupuleusement le programme biologique spécial bien fondé de la
nature. Dans ces conditions, les discussions sur les vaccins et les principes de
précaution deviennent inutiles. Cela nous permet d'échapper à bien des peurs,
ainsi qu'aux SBS qui en découlent.

19
Le parenchyme est le tissu fonctionnel d'un organe. Par exemple, le
parenchyme rénal est la partie mésodermique du rein qui filtre les urines.
Parenchyme du foie (il s'agit du foie glande et non des canaux de la bile).
20
Encéphalopathie Spongiforme Bovine

26
Corrélations e n t r e
CERVEAU FEUILLETS MICROBES

Sur cette image, il est facile de faire la corrélation entre le feuillet embryonnaire
de l'organe, le relais cérébral et les microbes.

En jaune = Tronc cérébral Tissus endodermiques


Stries (jaune et orange) = Cervelet Mésoderme cérébelleux
En rouge = Cortex cérébral Tissus ectodermiques et
En orange = Cortex cérébral Tissus mésodermiques
mésoderme (moelle)

Il y a trois sortes de microbes ayant chacun un rôle bien spécifique.

Les m y c o b a c t é r i e s - ou le bacille de Koch de la t u b e r c u l o s e


Les secteurs limites des feuillets embryonnaires se superposent.
Par exemple, les organes gérés par le cervelet, comme le chorion (derme), le
péricarde (enveloppe du cœur), la plèvre (membrane entourant le poumon) et
le péritoine (membrane tapissant l'intérieur de la paroi abdominale). Les
mycobactéries (tuberculose) se multiplient dans la phase active du conflit en
même temps que se multiplient les cellules qui fabriquent les tumeurs. Les
mycobactéries inversent leur rôle, c'est-à-dire : cessent de se multiplier comme
les tumeurs cessent également leur accroissement cellulaire au moment de la
solution du conflit, et jouent leur rôle de nettoyeur, déblayeur de ces tumeurs
afin que l'organe retrouve sa fonction, comme avant le SBS.
Les bactéries peuvent également contribuer à la caséification sous forme de
surinfection. Cette contribution semble néanmoins limitée : elle semble ne

27
s'étendre qu'au tissu conjonctif interstitiel, au bord du chorion ou du
mésothéliome . 21

Rôle - utilité - nécessité des microbes et virus


Les microbes ne sont pas des agents "nuisibles" qu'il nous faut combattre à tout
prix. En réalité, tous les microbes présents sous nos latitudes ont un sens
propre et une utilité unique. Si « grâce à » l'hygiène nous détruisons les
mycobactéries (tuberculose), elles ne peuvent plus jouer leur rôle de
nettoyeurs, et ne sont plus les évacuateurs des tumeurs dans la phase de
solution des conflits. C'est pour cela que, dans ce dernier cas, soit la main du
chirurgien enlève la tumeur, soit celle-ci reste et s'enkyste, (exemples : les
tumeurs du sein, tumeurs de l'ovaire, les mésothéliomes ou les tumeurs de
l'intestin), dans tous les cas ces tumeurs sont inoffensives.

Exemple
Dans le cas d'un SBS de la glande thyroïde, il se produit une multiplication
cellulaire appelée tumeur. Si le conflit est résolu, et que la tumeur ne peut pas
être évacuée par manque d'activité des mycobactéries, la thyroïde reste plus
volumineuse et continue de produire une plus grande quantité de thyroxine, ce
qui, d'un point de vue biologique est dépourvu de sens, puisque la personne a
solutionné son problème.

La présence des mycobactéries permet à la tumeur de se détériorer


naturellement, et de ce fait, le taux de thyroxine se rétabli et retrouve sa
normalité. Ce qui est aberrant, c'est qu'en l'absence de mycobactéries, la
tumeur n'est pas détruite et reste présente.

Cet exemple démontre le processus de la thérapie naturelle, et le bon


fonctionnement des lois de la nature lorsque l'homme ne la contrarie pas.

Parfois, dans certain cas, suite à l'intervention des mycobactéries (tuberculose),


il apparaît une hypothyroïdie. Il s'agit du microbe qui, en nettoyant la «
tumeur » de la thyroïde, a créé une perte des acini qui fabriquent la thyroxine.
22

Dans ce cas il est recommandé de compenser cette hypothyroïdie par un


apport externe de thyroxine.

21
Nom donné dans la médecine officielle au « cancer » de la plèvre ou du
péritoine. Dans la Médecine Nouvelle, le mésothéliome est une cicatrice suite à
un SBS de la plèvre, du péricarde ou du péritoine, totalement inoffensive.
22
Petite masse arrondie formée de quelques cellules sécrétrices à l'extrémité
des canaux de certaines glandes pour ce cas la thyroïde (sécrétion de la
thyroxine).

28
Les mycobactéries
Elles existent depuis presque aussi longtemps que les êtres unicellulaires, donc
depuis plus longtemps que les animaux ou les êtres humains. Elles ont un rôle
bien déterminé : caséifier et détruire les tumeurs gérées par le tronc cérébral
et le cervelet dès le début de la phase de réparation (conflictolyse).

Développement des mycobactéries

La multiplication des mycobactéries (bacille de Koch de la tuberculose) se


développe dès l'instant du DHS et tout au long du conflit actif.

Si la personne contracte des mycobactéries (exemple : tuberculose) alors que


la phase de réparation est déjà enclenchée, ces mycobactéries, appelées
également bacilles acido-résistants , ne servent plus à rien pour ce programme
23

biologique spécial bien précis.


Souvenons-nous, en effet, que comme nous l'avons mentionné plus haut, les
mycobactéries se multiplient seulement au cours de la phase active du conflit.

De plus, notre organisme, en parfaite entente avec son alliée la mycobactérie,


ne produira que des bacilles acido-résistants nécessaires à la caséification et à
24

l'évacuation de la tumeur.

Exemple
Un homme atteint d'un SBS de l'intestin, suite à un conflit indigeste familial lié à
un héritage.

Sur le testament, le père a noté que la maison irait au frère cadet et la grange
au frère aîné. Ce dernier pensait que c'était à lui que revenait la maison. Il a
alors essayé de discuter avec son frère pour faire un échange, mais le frère et la
belle sœur ont refusé. Ce qu'il ne pouvait pas digérer et qui a provoqué le
DHS, c'est que le frère et la belle-sœur aient dit « Non » sans même accepter
de discuter. Ce qu'il ne pouvait pas digérer, c'était le refus de son frère.

Dans la phase active du conflit, à partir du DHS, et durant tout le temps


du conflit, il se produit une multiplication cellulaire pour former la tumeur dans
l'intestin (biologiquement, cette tumeur est destinée à produire une plus grande
quantité de liquide gastrique afin de permettre la digestion du morceau). De
même au moment de cette phase de sympathicotonie, il y a une multiplication
des mycobactéries en nombre suffisant, qui jouent le rôle de nettoyeurs, dans la

Acido-résistant signifie que les acides gastriques ne peuvent les détruire.


24
Transformation d'un tissu suivant l'aspect d'une lésion spécifique à la
tuberculose.

29
phase de solution du conflit, afin de libérer la lumière intestinale, de la tumeur,
qui n'a plus de raison d'être.

Dans la phase de réparation, le cerveau enclenche le programme biologique


spécial de la nature qui consiste à faire passer la personne dans la phase de
vagotonie afin de reconstituer l'organe dans son état d'origine. De la fatigue, de
la chaleur, de la douleur etc. sont parfois ressentis à ce moment là, par le
patient, dans le but d'immobiliser l'individu pour favoriser un meilleur et rapide
rétablissement, sans risque de nouveaux SBS ou récidives.

Dans cette phase, les mycobactéries cessent de se multiplier, et jouent leur


rôle d'éboueurs. Elles caséifient la tumeur, et la fait évacuer. C'est la présence
de sang dans les selles qui alertera le patient. Si l'on procède à une analyse des
selles à ce moment là, on sera en présence de bacille de la tuberculose.

Culture des mycobactéries - sur le poussin


Les mycobactéries ne peuvent pratiquement pas être cultivées sur un terrain
artificiel. L'explication en est simple : pour que les mycobactéries se multiplient,
il faut impérativement un DHS suivi d'un conflit actif.

Sur un terrain vivant, comme l'embryon d'un poussin, leur croissance est faible,
s'il n'y a pas de DHS et de conflit biologique. En l'absence de DHS, il n'y aura
pas de lancement de programme biologique spécial.

Intervention du biologiste
Les mycobactéries (tuberculose) ne se développent que si, au cours de ses
manipulations (telle une ponction par exemple) le bactériologiste inflige à
l'embryon un « DHS », un conflit biologique actif, suivi par conséquent d'un
programme biologique spécial de la nature. A la suite de quoi, les
mycobactéries se multiplieront.

Sans connaître la Médecine Nouvelle, le biologiste ne peut pas imaginer, ni


comprendre pourquoi cette récolte reste faible chez l'embryon du poussin en
l'absence du DHS.

Cette faible récolte de mycobactéries est due tout simplement à l'absence de


conflit biologique actif de l'embryon.
Cela s'explique donc par le fait qu'en l'absence de manipulation agressive,
l'embryon n'avait pas subi de DHS : c'est ainsi qu'en l'absence de multiplication
des mycobactéries, ces dernières sont considérées comme non cultivables.

30
Chez les animaux

Pour la Médecine Nouvelle, l'expérimentation sur les animaux est


naturellement inutile, sans parler de la torture que cela leur impose.

Les tests sur les animaux tels que les cobayes, ont toujours donné des résultats
incohérents, puisque souvent « faussement positifs ».

D H S et m i s e en p l a c e d'un S B S : « P r o g r a m m e b i o l o g i q u e
Spécial de la n a t u r e » c h e z l'animal

Exemple
Pendant plusieurs jours de suite, on injecte dans la cavité abdominale d'un
cochon d'Inde une substance centrifugée tel un sédiment urinaire.

Au moment de l'injection par le biologiste, ce cochon d'Inde va faire un DHS, et


mettre en route le programme biologique spécial de la nature, afin de se
protéger de l'attaque produite par l'aiguille contre son organisme.

Cette perforation de l'abdomen chez l'animal est ressentie par son cerveau
comme un coup, une attaque contre son abdomen. Par réaction, derrière le
point de ponction va se produire une multiplication de cellules au niveau du
péritoine, pour se protéger du traumatisme produit. Le péritoine va former des
petites tumeurs ou s'épaissir à l'endroit de l'attaque : c'est cela le SBS du
péritoine, appelé souvent « mésothéliome » du péritoine. Quand le biologiste
injecte plusieurs fois ou plusieurs jours de suite, il provoque des récidives.

Au repos
Si on laisse l'animal une dizaine de jours tranquille, sans injection, le conflit se
solutionne et le cerveau lance le programme biologique spécial de la nature qui
fait entrer l'organisme dans la phase de réparation et se traduit par l'apparition
habituelle d'ascite . L'ascite est indispensable pour permettre de véhiculer les
25

mycobactéries, empêcher les adhérences produites par l'œdématisation et


nettoyer ainsi le péritoine pour qu'il redevienne comme avant, capable de
continuer son rôle de protection. L'ascite disparaît naturellement en se
dissipant par osmose au travers des capillaires sanguins et tout rentre dans
l'ordre.

25
Liquide sécrété par le péritoine dans la phase de réparation d'un conflit
d'attaque contre l'abdomen : ex. après une biopsie du foie ou de la prostate.

31
Si, lors d'une prochaine injection, on ajoute des bacilles tuberculeux acido-
résistants à la préparation centrifugée, l'ascite ponctionnée 6 à 8 semaines plus
tard sera trouble et nauséabonde, à cause de la présence des mycobactéries, en
plein programme biologique spécial de nettoyage.

Absence de mycobactéries
En l'absence de mycobactéries lors de la phase douloureuse active du conflit, le
liquide de la cavité abdominale du cochon d'Inde est limpide, les tumeurs ne
peuvent donc être détruites et restent en place.

Il en est de même pour le SBS du gros intestin. En l'absence de mycobactéries,


seule une intervention chirurgicale permettra d'éviter d'énormes complications
(telle que l'occlusion). Cette occlusion est produite par la tumeur qui est restée
en place par manque de mycobactéries.

Les bactéries
Le cas des bactéries est différent. Elles appartiennent aux organes gérés par la
moelle cérébrale (zone de couleur orange) : il s'agit du mésoderme (feuillet
embryonnaire moyen). Tout comme les organes gérés par la moelle cérébrale,
elles sont caractérisées par une division cellulaire en phase de solution de
26
conflit, c'est-à-dire qu'elles se multiplient durant la phase de réparation (PCL ).
Pour cette multiplication, elles privilégient les œdèmes, c'est-à-dire qu'elles
favorisent un milieu liquide et chaud.

Ces phénomènes étaient appelés jusqu'ici « abcès froids », (bien qu'ayant lieu
en phase de réparation (PCL), et se produisent dans le cas de tumeurs
tuberculeuses, avec caséification.

Quant à eux, les phénomènes dus aux bactéries sont des abcès « chauds », car
ils se produisent dans la phase de réparation avec œdèmes et chaleur.

26
PCL = phase Post-Conflictolytique.

32
Différentiation des d e u x m i c r o b e s : m y c o b a c t é r i e et bactérie.

Les m y c o b a c t é r i e s (tuberculose ) appartiennent au niveau du cerveau


27

ancien (en jaune) et se comportent comme toutes les tumeurs


correspondantes :

Elles se multiplient en phase active de conflit.

Par contre, les bactéries appartiennent au niveau du cerveau nouveau (orange)


et se comportent comme tous les organes gérés par lui, tout particulièrement
ceux gérés par la moelle cérébrale : elles se multiplient en phase de solution du
conflit. Ainsi, les bactéries ne se multiplient qu'en phase de conflictolyse (CL),
phase de réparation.

Scientifiquement la Médecine Nouvelle permet de comprendre pourquoi il n'y a


pas de tuberculose des os.

Les m i c r o b e s , acteurs indissociables du processus biologique


(SBS)
C'est ainsi que les microbes s'intègrent pleinement dans le processus biologique
des SBS. Ils ont "grandi" comme nous et pour nous. Ils sont également un
maillon de la chaîne. Il ne faut donc pas les détruire par le biais d'antibiotiques
ou de sulfamides.

Les microbes ne représentent aucune atteinte contre nos vies. Ils ont au
contraire un rôle que l'on peut qualifier de thérapeutique. Ce ne sont pas les
microbes qui nous font mourir, mais plutôt l'énorme oedème qui se forme au
cerveau si le conflit dure trop longtemps et a été très intense.

Actuellement, par exemple, dans les différents cas de « méningites », tenter


d'enrayer le ou les microbes par des vaccins ou autres médications est inutile.
Ce n'est pas le microbe qui est la cause de la mort, mais le gros œ d è m e au
cerveau. Il est très possible qu'un enfant ou un adolescent solutionne un conflit
de séparation d'avec ses parents ou des conflits de peur datant de la rentrée,
tors des vacances scolaires.
C'est au cours de ces 15 jours ou 3 semaines de vacances heureuses passées à
la maison que ces conflits vont se résoudre. Cette période de vacances de 2 à 3
semaines correspond précisément à la période nécessaire à la formation de
l'œdème qui précède la crise épileptique ou épileptoïde (cf. le schéma de la
sympathicotonie et vagotonie). C'est pour cela qu'à la fin des vacances ou au

27
Phase de réparation d'un organe formé d'un tissu endodermique, par ex.
alvéole pulmonaire, avec l'aide du bacille de Koch (mycobactérie) qui joue le
rôle d'éboueur.

33
début du 2e trimestre, l'enfant présentera un œdème de réparation, avec la
crise épileptoïde. La médecine officielle dans le cas où plusieurs enfants
souffriraient en même temps, prendra le phénomène pour une épidémie . 28

Au lieu de prescrire un vaccin, il serait urgent de penser avant tout à refroidir


la tête.

Le travail d e s b a c t é r i e s
Le premier travail des bactéries consiste à nettoyer les nécroses de l'os afin de
rendre le tissu osseux « propre », c'est-à-dire sans nécroses, celles-ci étant
équivalentes à de l'os « mort ».

Le deuxième travail consiste à aider à la reconstruction de l'organe à partir d'un


tissu sain. Les bactéries aident à la réparation du cal osseux qui rend l'os plus
solide qu'avant la décalcification liée au conflit de dévalorisation.
Exemple : au cours d'un conflit de dévalorisation de soi, en phase active de
conflit, il se produit une décalcification de l'os, c'est-à-dire une nécrose. Dans la
phase de réparation, la bactérie va d'abord nettoyer cette nécrose, puis lorsque
la nécrose aura disparu, elle permettra la reconstruction de l'os. Le cal osseux
produit avec l'aide de la bactérie aura pour particularité d'être plus solide
qu'avant la décalcification.

On peut signaler, en passant, que le processus concernant les ostéosarcomes se


déroule de la même façon. Un ostéosarcome est bien une réparation, mais
toujours après qu'il y ait eu une rupture du périoste.

Les chirurgiens se servent de cette réalité découverte il y a 50 ans déjà. Par


exemple dans le cas d'une fracture comminutive par perforation, avec une
29

série de pointes permanentes, ils décident de la laisser ouverte . En effet, une


30

fracture ouverte accessible aux bactéries se répare plus rapidement que si la


plaie était fermée. Les bactéries facilitent donc la reconstruction, tout en
débarrassant les fragments d'os inutiles restants. Leur fonction principale reste
la reconstruction.

28
Pourquoi dans une même classe, 5 enfants sur 25 feront une méningite ?
Feront SBS de méningite tous ceux qui avaient auparavant vécu un conflit de
séparation avec les parents, par exemple, ou fait un autre conflit (de peur par
exemple) et qui, au bout de 2 à 3 semaines de vacances, auront solutionné leur
conflit et feront la réparation - la crise épileptoïde - comme il se doit, suivant le
schéma inscrit plus haut.
29
Fracture caractérisée par plusieurs fragments osseux.
30
Signifie qu'il y a une plaie extériorisée.

34
Dans la nature tout a un bon sens biologique. Si l'on supprime certains maillons
de la chaîne, on entrave le bon fonctionnement des circuits de régulation de la
nature (par exemple, en employant les antibiotiques, les sulfamides).

Les virus

Microorganismes de très petite taille, ne contenant qu'un seul acide nucléique


et ne pouvant se développer qu'à l'intérieur d'une cellule vivante.

Ils ne s'agit pas d'organismes vivants à proprement parler tels que les bactéries,
mais de molécules protéiniques de nature complexe, qui se multiplient
exclusivement dans la phase de réparation, après la solution du conflit, et qui
aident à la reconstruction de l'ulcère de la peau ou des muqueuses. Leur action
concerne uniquement des tissus et muqueuses de l'épithélium pavimenteux 31

des feuillets embryonnaires externes, l'ectoderme, (en rouge).

Les virus s o n t liés aux o r g a n e s g é r é s par le c o r t e x cérébral et se


multiplient e x c l u s i v e m e n t en phase PCL (phase de réparation dans
les tissus e c t o d e r m i q u e s , par e x . la peau, les b r o n c h e s .

Rappel : dans la phase de conflit actif, les tissus ectodermiques sont le


siège d'ulcérations.

Les virus ressemblent à des catalyseurs "amicaux", tels que nous les concevons
en chimie.

Ce sont des substances qui, par leur présence, permettent une action de
comblement, de cicatrisation des ulcérations, sans transformer le processus
chimique. Une fois le travail terminé, les virus seront refoulés.

Intervention dans la phase de réparation

Lors de la phase de réparation des organes gérés par le cortex cérébral,


l'intervention des virus est impérative pour qu'ils jouent leur rôle de
comblement des ulcérations le plus naturellement possible, afin que tout se
déroule beaucoup mieux et retrouve une fonction naturelle.

Aujourd'hui, il nous faut donc veiller à ce que les virus qui correspondent à une
certaine phase de réparation soient bien présents.

31
Tissus qui constituent la couche superficielle de la peau ou la couche qui
tapisse une muqueuse (ex. : muqueuse des bronches).

35
Exemple
Une femme droitière a fait un conflit de frustration sexuelle, en apprenant que
son mari a passé la soirée avec une amie commune au couple. Elle s'est sentie
abandonnée, frustrée. Dans la phase active du conflit, il s'est produit une
ulcération du col de l'utérus. Pendant la phase de solution du conflit, il y a eu
une régénération du col de l'utérus aidé par les virus. Dans ce cas, le sens
biologique de la nature est de reconstituer le col de l'utérus comme il était
avant le conflit, pour qu'il joue le rôle de soutien au foetus, puis au bébé, jusqu'à
l'accouchement. Le rôle logique et bienfaisant des virus apparaît ainsi de façon
très claire.

Nous ne savons pas encore si les virus sont transmissibles ou s'ils peuvent être
produits par notre propre organisme. Ce que nous savons, c'est qu'ils doublent
en milieu protéinique.

e m e
5 loi biologique : La Quintessence
Loi de la c o m p r é h e n s i o n : Ce que, jusqu'à ce jour nous avons appelé, à tort,
« maladies » n'est en vérité que la matérialisation du bon sens biologique,
correspondant à un programme spécial de la nature (SBS).

U n e loi scientifique, h u m a i n e et s a c r é e

La 5 loi biologique ou « Quintessence » est le f o n d e m e n t de t o u t e la


è m e

Médecine Nouvelle.

La Médecine Nouvelle se trouve en quelque sorte sacralisée par cette


cinquième loi qui ouvre de gigantesques perspectives :

I - Dans la nature tout est bien organisé pour que les programmes biologiques
fonctionnent d'une façon synchronisée.

D'une part : la « Medicina sagrada » comme l'ont appelé les Espagnols est
33

totalement scientifique basée sur 5 lois biologiques.

D'autre part, elle fait écho à l'ancienne médecine des prêtres d'Asclépios à
l'époque déjà très basée sur l'aspect humain.

Ce qui constitue l'essence, l'essentiel même d'une chose, l'essentiel de la


32

Médecine Nouvelle.
En français : médecine sacrée.
33

36
2 - Elle est sacrée dans le sens où l'on ne peut être qu'admiratif et respectueux
des lois de la nature. D'autre part, elle est totalement scientifique par sa rigueur
et son objectivité.

3 - Les mêmes lois s'appliquent en effet aux êtres humains, aux animaux et aux
plantes. Tout est déjà programmé pour chaque créature dans son
« patrimoine. ».
Chacun d'entre nous peut ainsi mieux comprendre ceux qui nous entourent :
les animaux comme les plantes.

Constater que la « maladie » est un programme biologique spécial parfaitement


fondé peut nous paraître bouleversant, mais c'est ainsi que la nature est
organisée, pour notre survie.

4 - Cela remet naturellement en question la raison d'être des thérapies


symptomatiques et de l'intervention de l'homme contre les cycles de la nature.
Les « maladies » sont tout simplement les différentes phases d'un programme
biologique spécial conçu par la nature, et bien établi.

5 - Si nous prenons en compte cette 5e loi, nous comprenons alors pourquoi


80% à 90% des animaux se rétablissent spontanément. Auparavant et dans les
mêmes proportions, les êtres humains se rétablissaient également
spontanément, sans chimiothérapie, radiothérapie, ni morphine.

La médecine officielle avec ses différentes thérapies perturbe et aggrave le bon


déroulement des programmes biologiques spéciaux de la nature.
Dans cette situation, les patients paniquent et aggravent leur état, c'est pour
cela qu'ils décèdent dans 98% des cas.

Dans la Médecine Nouvelle, les patients comprennent le bon fonctionnement


de leur organisme, donc ils ne paniquent pas car ils connaissent la nature et la
cause de leur mal, ainsi que les différentes étapes à respecter pour la réparation
totale, c'est pourquoi, 95 % des patients soignés survivent.

A la solution du conflit, le cerveau lance le programme biologique spécial de la


nature, pour mettre tout l'organisme en condition de repos dans le but de
favoriser la réparation.

Exemple
La douleur, qui s'observe dans la phase de réparation de l'os, est liée au
décollement du périoste provoqué par l'œdème. Elle est prévue par la nature
pour obliger la personne à rester tranquille. Le repos permet une meilleure
reconstruction de la nécrose de l'os et diminue énormément la douleur.

37
Dans le cas d'un épanchement pleural, l'essoufflement est prévu par la nature
biologique, pour obliger la personne à ne pas bouger. En effet au repos la
personne respire mieux, et par conséquent ne panique pas et cela permet une
rapide évacuation du liquide.

Cicatrisation
Ce programme va reconstituer le relais cérébral en formant un œdème au
niveau du Foyer de Hamer en forme de cible que l'on visualise au scanner dans
la phase active du conflit ainsi que l'organe qui lui correspond, afin de le
cicatriser et rétablir l'organisme comme il était avant le SBS. La plupart du
temps, on ne remarque pas de douleur au niveau du cerveau (céphalées), mais
plutôt de la chaleur au toucher du crâne. Puis progressivement, les fonctions
naturelles biologiques reprendront leur cours normal.

Exemple
Après une ulcération du col de l'utérus, liée à un conflit de frustration sexuelle,
il y aura, lors de la phase de réparation, un comblement des ulcérations, puis
l'évacuation de la tumeur par les saignements (métrorragies, écoulement de
sang entre les règles). Le col de l'utérus de la femme sera à nouveau prêt pour
retenir le bébé, retrouvant le rôle pour lequel il est biologiquement prévu.

38
Les nerfs crâniens
du T R O N C CÉRÉBRAL
Le feuillet e m b r y o n n a i r e interne = l ' e n d o d e r m e (en jaune sur le
tableau synoptique ou sur le s c h é m a du t r o n c cérébral).

39
Les nerfs crâniens du tronc cérébral

Parmi les 12 paires de nerfs crâniens que tous les médecins doivent apprendre
pour le tronc cérébral, sont :

Les deux premiers I - N e r v u s (nerf olfactif) et II - N e r v u s opticus (nerf


rétinien) ne sont apparemment que des protubérances du cortex qui ont
également un relais archaïque au tronc cérébral.

La seconde difficulté se présente lorsque les « nerfs du tronc cérébral »


innervent apparemment, à quelques détails près, des organes sensibles et

40
ex : la couche d'épithélium pavimenteux de la peau et la musculature volontaire
striée), qui appartiennent très visiblement à la mission et à la fonction du
cortex.

En réalité, c e s « nerfs du t r o n c cérébral » de I à XII accompagnent les


fibres nerveuses du côté opposé du cortex entrelacées après coup et qui n'ont
à faire qu'indirectement avec les nerfs archaïques du tronc cérébral. Par
exemple : la musculature péristaltique lisse de la bouche (du gosier) innervée à
l'origine par le tronc cérébral, et largement complétée par la suite de parties de
musculature striée volontaire, innervée par l'écorce cérébrale (muscle
masticatoires, linguaux, e t c . . ) On peut expliquer alors qu'une partie des nerfs
du tronc cérébral ont été appelés aussi « nerfs de l'arc branchial. », car ils
découlent du segment de l'arc branchial, partant de l'écorce cérébrale, dont ils
étaient issus.

C'est la raison pour laquelle,


e m e
le V nerf du t r o n c cérébral N e r v u s trigeminus s'appelle aussi le
« I nerf de l'arc branchial »,
e r

ème è m e
le V I I Nerf du t r o n c cérébral N e r v u s facialis, le « 2 nerf de l'arc
branchial »,

e m e e m e
le | X Nerf du tronc cérébral N e r v u s glossopharyngeus, le « 3
e m e
nerf de l'arc branchial » ainsi que le X nerf du t r o n c cérébral
è m e è m e è m e
N e r v u s vagus, 4 et 5 (atrophiés) e t 6 nerf d e l'arc branchial e n
même temps.

Les SBS concernant les parties d'arc branchial de ces nerfs du tronc cérébral
sont classées parmi les SBS non ulcératifs du groupe rouge (et dans le groupe
orange tant qu'ils concernent des muscles).

La spécificité décisive pour laquelle les nerfs du tronc cérébral sont disposés
par paires de chaque côté est que la partie du gosier et la partie droite du
tronc cérébral avaient la responsabilité de « l'absorption du morceau » et l'ont
toujours. Par contre, la partie gauche du gosier et la partie gauche du tronc
cérébral sont responsables de l'élimination des « déchets du morceau ».

Ces deux fonctions se rencontrent dans le gosier. A cet endroit, le mouvement


péristaltique est opposé. Cela a permis le développement des nerfs bilatéraux
du tronc cérébral, qui a l'époque où existait le gosier commun, avaient encore
des fonctions opposées. Sur le côté gauche, le côté de la fonction d'élimination,
la fonction de l'épithélium pavimenteux de la bouche, innervé par le cortex
cérébral, est toujours de pouvoir ou de vouloir rejeter en crachant ou en

41
toussant tout ce qui ne doit pas pénétrer dans la bouche ou dans les bronches
etc....

Fonction d'absorption
A l'inverse, les adénocarcinomes dépendant du tronc cérébral apparaissent
lorsque nous ne pouvons pas absorber un morceau. Dans les organes du
tractus digestif innervés par le tronc cérébral, nous connaissons au moins 4
propriétés qui peuvent chacune subir un DHS et former un F H au tronc
cérébral.

Les différentes propriétés des nerfs crâniens du tronc


cérébral

1 - U n e propriété sensitive
Elle permet la reconnaissance des particules de nourriture selon leur
composition chimique (graisses, protéines, cellulose, e t c . . )

2 - U n e propriété motrice péristaltique


C'est le mouvement péristaltique qui fait progresser la bouillie. Un DHS suivi
d'un SBS dans ce domaine provoque une accélération du mouvement
péristaltique dans la zone touchée et un arrêt partiel dans le reste,
classiquement appelé paralysie intestinale et opérée comme iléus.

3 - Une propriété sécrétoire


Elle signifie que le morceau sera réduit, découpé, digéré par la sécrétion de sucs
digestifs. Lors du DHS suivi du SBS dans ce domaine, nous trouvons des
adénomes à croissance en chou-fleur, destinés à produire une plus grande
quantité de sécrétions à proximité du morceau trop gros.

4 - U n e p r o p r i é t é de r é s o r p t i o n
Cela signifie que les nutriments passeront de l'intestin vers les voies sanguines
et lymphatiques. Mais la résorption de l'eau et de l'air en fait également partie.
L'eau par exemple, est résorbée dans le colon, mais nous avons encore à
trouver les types de conflits particuliers du programme biologique spécial bien-
fondé de la nature. Lors d'un DHS suivi d'un SBS dans ce domaine, nous
trouvons des adénomes à croissance étalée du type résorbant.

42
A g a u c h e : partie e x c r é t o i r e du tractus digestif a v e c m o i t i é g a u c h e
du gosier.

A droite : partie a b s o r b a n t e du tractus digestif a v e c m o i t i é droite du


gosier.

ère
I Etape : Forme annulaire archaïque
La compréhension des mécanismes conflictuels archaïques de la « période
gosier » de l'histoire de notre évolution est très importante.

La forme annulaire de nos ancêtres dans l'histoire de l'évolution s'est ouverte


au niveau du gosier et la totalité du gosier est devenue notre bouche et notre
gorge actuelles.
Ceci s'est passé au moment où l'épithélium pavimenteux innervé par le cortex
cérébral, avait déjà pénétré par le gosier sur 12 cm de longueur (valable pour
l'homme adulte futur) à l'intérieur de la partie excrétoire du tractus digestif.
Aujourd'hui, nous retrouvons encore, à partir de l'anus, les 12 cm d'épithélium
pavimenteux

Le relais au cerveau de cette muqueuse à épithélium pavimenteux du rectum,


se situe exactement à côté des relais des restes de l'arc branchial (voir groupe
rouge, les nerfs crâniens) de l'ancien gosier qui étaient placés autrefois l'un à
côté de l'autre. La bouche actuelle contient donc les deux paires de nerfs du
tronc cérébral, dont les nerfs droits avaient innervé l'absorption de la
nourriture et les nerfs gauches l'élimination des déchets. A l'époque c'était
certainement déjà une situation très compliquée. Aujourd'hui nous trouvons
encore des restes de cette innervation d'élimination des déchets dans le réflexe
pharyngien.

43
REPRESENTATION S C H E M A T I Q U E
D U DEVELOPPEMENT EMBRYONNAIRE

STADE I

44
e m e
2 Etape : F o r m e embryonnaire tardive
De quelle façon aujourd'hui nous faut-il transposer ces anciens conflits
archaïques dans notre quotidien de vie ?

Exemple : un morceau n'est plus un morceau de nourriture mais une maison,


un emploi, un héritage, un bon cheval de course, une voiture ou autre.

L'ensemble du gosier (ou cavité buccale) en tant que gorge se trouve


maintenant dans la partie primitive du tractus gastro-intestinal, c'est-à-dire du
côté de l'absorption du tractus digestif, mais l'innervation archaïque de la moitié
gauche du gosier provient encore de la moitié gauche du tronc cérébral.
Lorsque l'ouverture de l'intestin s'est faite à proximité immédiate du gosier au
cours de l'évolution, l'épithélium pavimenteux s'était déjà implanté de
l'extérieur vers l'intérieur du gosier dans les parties absorbantes et excrétoires
de l'intestin, et jusqu'à 12 cm dans cette dernière. C'est pourquoi cet
epithelium pavimenteux, que nous décrivons aujourd'hui comme muqueuse
rectale à épithelium pavimenteux, appartient aux restes de l'arc branchial.

S T A D E II
Hémisphère gauche Hémisphère droit

Schéma des relais du cortex cérébral

= bras; J = jambes; M = cortex moteur; S = cortex sensitif; P = périoste


Zones colorées = zones sexuelles ou territoriales

Coupe scanner de la moelle du cerveau

Schéma des relais du cervelet


La 5 loi biologique
e

La Quintessence

La compréhension de ce que nous appelions « maladie » est maintenant


considéré comme faisant partie d'un programme biologique spécial bien-
fondé prévu par la nature au cours des temps.
Cette 5 loi biologique ou « Quintessence » est l'âme de toute la
e

Médecine Nouvelle. Certains l'appellent la « Medicina sagrada ».


C'est vrai, la Médecine Nouvelle est en quelque sorte sacralisée par
cette 5 loi qui complète et concrétise la quintessence. Songez aux perspec-
e

tives gigantesques qui s'ouvrent ainsi.


D'un côté, la « medicina sagrada » est infiniment scientifique, basée sur
5 lois biologiques.
D'un autre côté, elle nous ramène à l'ancienne médecine des prêtres
d'Asclépios, qui était déjà à l'époque très humaine...
D'une part, il n'existe plus les « maladies » dans le sens où on l'enten-
dait auparavant, puisque tous les symptômes que nous pouvons constater
s'expliquent facilement et peuvent être maîtrisés sans peine dans la plupart
des cas.
D'autre part, nous vivons dans un monde qui n'a vraiment rien de bio-
logique.
La « medicina sagrada » ne veut pas dire que nous sommes au paradis,
loin de la souffrance et de la mort, en aucun cas ! Mais cette médecine intel-
lectuelle que l'on prétend scientifique, sans âme, terne et sans compassion,
peut être abandonnée par celui qui a compris les lois et règles de la
Médecine Nouvelle et qui les respecte.
La médecine est devenue maintenant cosmique, puisqu'elle applique les
mêmes lois aux êtres humains, aux animaux et aux plantes. Tout est déjà
programmé pour chaque créature dans son « patrimoine » . Nous pouvons
aujourd'hui pour la première fois comprendre ceux qui nous entourent, les
animaux et les plantes.
C'est un privilège que de pouvoir vivre avec une telle conscience, de
pouvoir respirer et partager avec tous ceux qui nous entourent.
C'est pour moi renversant de constater que la « maladie » est un pro-
gramme spécial dont le sens est biologique. Cela remet en question non
seulement les thérapies symptomatiques, mais en plus les rend absurdes.
Qui voudrait encore intervenir après cette découverte dans les cycles mer-
veilleux de la nature, dans ce programme spécial au sens biologique de la
nature ?
Les « maladies » n'existent pas et n'ont jamais existé au sens où nous
l'entendions. Ce ne sont que différentes phases d'un programme spécial
bien-fondé conçu par la nature.
Nous comprenons maintenant pourquoi 80 à 90 % des animaux guéris-
sent spontanément d'eux-mêmes, même s'il s'agit de cancers. Les êtres
humains guérissaient également spontanément auparavant et dans les

33
4. Les maladies de l'homme
et de l'animal :
un événement à trois niveaux
Psychisme- Cerveau- Organe-
programmeur ordinateur machine

O n p e u t dire q u e j u s q u ' i c i l a médecine classique était p r a t i q u e m e n t cen-


trée sur les o r g a n e s . Ainsi, q u ' u n o r g a n e s ' a r r ê t â t d e f o n c t i o n n e r n o r m a l e -
m e n t , on en recherchait les causes soit dans u n e éventuelle p a n n e mécanique,
soit d a n s u n e infection virale ou b a c t é r i e n n e , soit e n c o r e d a n s u n e allergie,
u n e hypersensibilité d e l ' o r g a n i s m e à u n e s u b s t a n c e é t r a n g è r e . O n n ' a u r a i t
p a s eu l'idée de chercher d ' e m b l é e les causes de la p a n n e m é c a n i q u e d a n s
l ' o r d i n a t e u r , c'est-à-dire le c e r v e a u .
Certes, à p r o p o s des r e l a t i o n s du psychisme et du cancer, on cite v o l o n -
tiers a u j o u r d ' h u i les n o m s de chercheurs q u i a u r a i e n t déjà découvert ou
du m o i n s a d m i s l ' h y p o t h è s e de relations de cause à effet e n t r e le cancer
et le stress, de g r a n d s c h a g r i n s ou des conflits. M a i s cela n ' a rien à voir
avec la L o i d ' a i r a i n du c a n c e r . En effet, la médecine classique p a r t a i t
j u s q u ' i c i du principe, p o s t u l é p a r t o u s les traités et m a n u e l s de m é d e c i n e ,
q u ' e n t r e le m o m e n t où d é b u t a i t un cancer et son é m e r g e n c e clinique, sa
manifestation, il fallait c o m p t e r entre 10 et 20 a n s . Et d ' a u t r e p a r t la n o t i o n
de conflit r é p o n d a i t à u n e définition t o t a l e m e n t différente, c o m m e l'illus-
t r e ce dialogue entre le président du t r i b u n a l administratif d o n t relevait la
F a c u l t é de M é d e c i n e de T û b i n g e n et un professeur de p s y c h o s o m a t i q u e de
cette m ê m e F a c u l t é , le 17 d é c e m b r e 1986. Invité à préciser ce q u ' i l enten-
dait p a r « conflit sexuel » — qui p o u r m o i est un conflit biologique —,
ce professeur r é p l i q u a q u e p o u r lui c'était u n e « vexation narcissique ».
M a i s il ne sut q u e r é p o n d r e l o r s q u ' i l lui fut d e m a n d é ensuite s'il acceptait
cette définition p o u r u n e chienne q u i , en corrélation avec un conflit sexuel,
aurait un foyer de H a m e r localisé d a n s la m ê m e aire t e m p o r o - p a r i é t a l e gau-
che du cerveau et un cancer au col de l ' u t é r u s , c'est-à-dire e x a c t e m e n t a u x
m ê m e s e n d r o i t s d u cerveau e t d e l ' o r g a n i s m e q u e p o u r u n conflit sexuel
féminin.
En effet, ainsi q u e j ' e n ai f o u r n i la preuve à l'aide de scanners cérébraux,
les a n i m a u x p r é s e n t e n t , p o u r le m ê m e type de conflit, un foyer de H a m e r
d o n t la localisation au cerveau est la m ê m e q u e p o u r les êtres h u m a i n s .
Et ce foyer de H a m e r c o r r e s p o n d à la m ê m e partie du c o r p s , au m ê m e
o r g a n e . On p o u r r a i t m ê m e d é m o n t r e r que le cancer progresse à c h a q u e réci-
dive du conflit et régresse ou disparaît u n e fois q u e le conflit est résolu.
Il faut évidemment tenir c o m p t e des p r o g r a m m a t i o n s spécifiques du com-
p o r t e m e n t a n i m a l : ainsi, p a r exemple, le c a n a r d , qui est t o u t à fait à son
aise d a n s l ' e a u , ne va p a s faire, c o m m e les êtres h u m a i n s , des conflits à
p r o p o s de l i q u i d e s . H a b i t u é e depuis des millénaires a u x incendies de gre-
niers à b l é , la souris p e u t fort bien être i n c o m m o d é e et faire un conflit de
p e u r de la fumée, mais celle-ci n ' e s t p a s u n e occasion de conflit p o u r le

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h a m s t e r , qui h a b i t e un terrier c o m p l i q u é , p r o f o n d é m e n t enfoui sous terre :
c o m m e il n ' e s t j a m a i s p e r t u r b é p a r la f u m é e , l ' é q u a t i o n fumée = d a n g e r
n ' e s t p a s p r o g r a m m é e d a n s s o n cerveau.
J u s q u ' i c i , dès q u e le cancer émergeait d a n s u n e p a r t i e q u e l c o n q u e du
c o r p s , la m é d e c i n e classique s'y a t t a q u a i t p a r ces fameuses « t h é r a p e u t i -
ques actives et efficaces », c'est-à-dire p a r la chirurgie, la r a d i o t h é r a p i e et
la c h i m i o t h é r a p i e , o p é r a t i o n s m u t i l a n t e s visant à extirper le m a l par le fer,
à calciner les t u m e u r s p a r des é m a n a t i o n s radioactives du cobalt-60 et à
bloquer la division cellulaire p a r des cytostatiques (poisons cellulaires), géné-
r a l e m e n t p a r perfusion. M a i s o n n e traitait j a m a i s q u e l ' o r g a n e . L e
psychisme de l ' h o m m e et de l ' a n i m a l , ou le cerveau, n ' é t a i e n t pas pris en
c o n s i d é r a t i o n . Il paraissait a b s o l u m e n t e x t r a v a g a n t et fantaisiste d'affir-
m e r , c o m m e je le faisais, q u e la guérison p s y c h i q u e du conflit, la « con-
flictolyse », p e r m e t t a i t de stopper la croissance d ' u n cancer et de
l'encapsuler, voire m ê m e d a n s le cas d ' u n é p i t h é l i o m a , de p r o v o q u e r la dis-
p a r i t i o n d e l a t u m e u r , son é v a c u a t i o n c o m p l è t e d e l ' o r g a n i s m e .
Ce n ' e s t pas q u ' i l soit difficile ou c o m p l i q u é , c o û t e u x ou d a n g e r e u x de
p r o u v e r ce q u ' é n o n c e la Loi d ' a i r a i n du cancer, de d é m o n t r e r le bien-fondé
scientifique de cette loi sur la genèse du c a n c e r . Ce qui est s c a n d a l e u x c'est
q u ' i l faille éviter et e m p ê c h e r à t o u t prix, c o û t e q u e c o û t e , q u e cette p r e u v e
soit apportée et reconnue officiellement, en raison des conséquences i m m e n -
ses q u e cette r e c o n n a i s s a n c e a u r a i t d a n s t o u s les d o m a i n e s . Il serait facile
d'élucider la q u e s t i o n en u n e seule m a t i n é e . Il suffirait en effet de vérifier
si un certain n o m b r e de patientes d o n t le cancer au col de l ' u t é r u s a été
constaté d a n s un service gynécologique, présentent un foyer de H a m e r loca-
lisé d a n s u n e aire t e m p o r o - p a r i é t a l e du cerveau. P o u r agir à c o u p sûr, on
sélectionne d ' e m b l é e des patientes d o n t le conflit de t y p e sexuel est résolu
et qui o n t p a r suite les m a i n s c h a u d e s . Sur leur scanner cérébral le foyer
d e H a m e r doit être e n t o u r é d ' u n œ d è m e périfocal bien évident. E t s i l ' o n
veut être a b s o l u m e n t sûr de son fait en ce q u i c o n c e r n e le côté, l ' h é m i s -
phère du cerveau, on ne sélectionne p o u r ce test q u e des droitières, car d a n s
le cas d ' u n conflit sexuel les gauchères d o i v e n t avoir leur foyer de H a m e r
d a n s u n e aire t e m p o r o - p a r i é t a l e d e l ' h é m i s p h è r e d r o i t . L a p r o c é d u r e d e
vérification ne devrait p a s p r e n d r e plus d ' u n e m a t i n é e . C ' e s t cette simple
vérification q u e la F a c u l t é de M é d e c i n e de T ù b i n g e n s'est refusée d'effec-
tuer en m a i 1982. Au lieu de q u o i , il est d é p e n s é des milliards en p u r e p e r t e
d a n s des entreprises, il faut bien le dire frauduleuses, p o u r la seule raison
q u ' à a u c u n prix H a m e r ne d o i t avoir r a i s o n . T a n t pis p o u r les p a t i e n t s !
Ils m e u r e n t m i s é r a b l e m e n t et ne peuvent se défendre !
L a m é d e c i n e nouvelle finira q u a n d m ê m e p a r t r i o m p h e r d u s y n d r o m e
de T u b i n g e n (envie + a r r o g a n c e + i g n o r a n c e ) p o u r la simple raison q u e
l ' o n ne p e u t étouffer indéfiniment la vérité. M ê m e si m e s adversaires con-
j u g u a n t t o u s les m o y e n s de t e r r e u r et les complicités d o n t ils disposent, par-
venaient à m ' e n v o y e r en exil.
T o u t c o m m e la L o i d ' a i r a i n du cancer, la médecine nouvelle est un legs
de m o n fils D i r k . Elle n ' a rien à voir avec cette p s e u d o m é d e c i n e globale,

38
d o n t p e r s o n n e n ' a r r i v e d'ailleurs à se faire u n e idée bien précise. La m é d e -
cine nouvelle, q u i est axée sur les c o m p o r t e m e n t s et les conflits biologi-
ques, fixe des n o r m e s inédites. L o i n d'être i n h u m a i n e , puisqu'elle est centrée
sur la biologie, elle fait au c o n t r a i r e t a b l e r a s e de cette m é d e c i n e b r u t a l e ,
sans â m e . P e r s o n n e n ' a rien à p e r d r e à la l i q u i d a t i o n d ' u n e e r r e u r .
L o i n de s'orienter en f o n c t i o n de n o r m e s b i o l o g i q u e s , ceux q u i en cou-
lisse tirent les ficelles en d é c i d a n t c o m m e n t d o i t f o n c t i o n n e r n o t r e société
de c o n s o m m a t i o n , s'inspirent de t o u s a u t r e s intérêts. Il est bien évident,
en effet, q u ' u n e famille, n o t a m m e n t u n e famille n o m b r e u s e , telle q u ' e l l e
est p r o g r a m m é e d a n s l ' o r d i n a t e u r q u ' e s t n o t r e cerveau, se m a n i p u l e m o i n s
facilement q u ' u n e foule d e p e r s o n n e s isolées. U n e g r a n d - m è r e casée d a n s
u n e m a i s o n de retraite où elle est p r a t i q u e m e n t isolée de sa famille, p o u r
a u t a n t q u ' i l en existe encore u n e , et q u i d a n s sa c h a m b r e t t e « c o n s o m m e »
de q u o i faire vivre un j e u n e m é n a g e , est le t y p e de l ' a n i m a l grégaire se p r ê -
t a n t de façon idéale à la m a n i p u l a t i o n . A u t r e f o i s , le g r a n d - p è r e confiné
entre les q u a t r e m u r s de sa c h a m b r e de r e t r a i t e , a u r a i t r e n d u à ses enfants
et petits-enfants des services inestimables c o m m e p a t r i a r c h e et conseiller
expérimenté et avisé de sa famille. Ce grand-père m a l d a n s sa p e a u de « pen-
sionnaire » et perclus de conflits ad h o c , est t r a i t é p a r la m é d e c i n e actuelle
sous f o r m e « sédative », c'est-à-dire q u ' i l est b o u r r é de t r a n q u i l l i s a n t s . En
réalité on réprime le b o n fonctionnement de l'ordinateur q u ' e s t son cerveau.
La médecine classique qui, p o u r t a n t de patients, n'est plus q u ' u n e m é d e -
cine b r u t a l e , travaille v r a i m e n t e n dépit d u b o n sens. O n p o u r r a i t facile-
m e n t fermer les 2 / 3 des stations chirurgicales parce q u ' i l est a b s o l u m e n t
superflu d'extirper ces petits renflements ou saillies en f o r m e de n œ u d q u e
l ' o n appelle n o d u l e s et q u ' i l l'est encore p l u s de nettoyer t o u t a u t o u r en
« taillant d a n s le vif ». M a i s p o u r r é p a r e r le p s y c h i s m e - p r o g r a m m e u r ou
le c e r v e a u - o r d i n a t e u r de n o t r e o r g a n i s m e , il faudrait n o n seulement savoir
quel fusible a été grillé p a r le court-circuit, m a i s aussi et s u r t o u t savoir pour-
q u o i il a sauté. Et n o u s voici a m e n é s en droite ligne à la q u e s t i o n majeure :
quel p r o g r a m m e choisir p o u r l'avenir de n o t r e o r g a n i s m e ?
Le p r o g r a m m e idéal est é v i d e m m e n t le p r o g r a m m e b i o l o g i q u e de n o t r e
o r d i n a t e u r c é r é b r a l . P r e n o n s l'exemple d u petit enfant q u i , d a n s l'obscu-
rité de sa c h a m b r e , à o n z e h e u r e s du soir, fait u n e crise de n y c t o p h o b i e
— crainte m o r b i d e de la n u i t . Ses p a r e n t s s o n t sortis, c'est un enfant u n i -
q u e , ce qui est n o r m a l a u j o u r d ' h u i , et c o m m e il n ' a p a s de frères et s œ u r s
p o u r le rassurer, cette crise de terreur n o c t u r n e va peut-être le m a r q u e r p o u r
la vie. Quelle t h é r a p i e va p r o p o s e r la m é d e c i n e classique ? Bien e n t e n d u
u n sédatif. U n cas d e c e genre n ' e s t a b s o l u m e n t p a s p r é v u d a n s l e contexte
qui induit n o t r e p r o g r a m m e cérébral c o m m e modèle de c o m p o r t e m e n t . N o r -
m a l e m e n t , la m è r e ne s'éloignerait pas de son e n f a n t , et il y a n o r m a l e -
m e n t t o u j o u r s assez de frères et s œ u r s contre lesquels l'enfant peut se blottir
s'il fait u n c a u c h e m a r p e n d a n t l a nuit. P o u r l a p r o g r a m m a t i o n psychi-
q u e / c é r é b r a l e d ' u n enfant u n i q u e , l a n a t u r e a u r a i t p r o b a b l e m e n t besoin
d ' u n million d ' a n n é e s .
Il est vraisemblable q u e p r e s q u e toutes les maladies f o n c t i o n n e n t d ' a p r è s

39
n o t r e o r d i n a t e u r cérébral, y c o m p r i s les m a l a d i e s infectieuses (cf. le c h a p i -
t r e sur la t u b e r c u l o s e ) . Il n o u s faut r é a p p r e n d r e à situer t o u t e s ces choses
d a n s u n e t o u t e a u t r e perspective. N o u s s o m m e s atterrés d e voir t o u t c e q u e
n o u s a valu cette civilisation. P l u s n o u s s o m m e s riches et plus l'espérance
de vie recule ( d a n s les hospices et les m a i s o n s de retraite), m o i n s nos fem-
m e s ont d ' e n f a n t s et plus n o s familles sont ruineuses — à l'encontre de
notre code.
Ce q u e je v o u d r a i s illustrer p a r ces exemples c'est q u e n o u s ne p o u v o n s
p a s m a n i p u l e r a r b i t r a i r e m e n t les « s t r u c t u r e s sociales » t o u t en refusant
de n o u s a c c o m m o d e r des conflits qui en résultent f o r c é m e n t . C'est qu'il
existe u n c o d e , u n vaste p r o g r a m m e b i o l o g i q u e , e n g r a m m é d a n s n o t r e cer-
v e a u , et d o n t il n o u s faut bien tenir c o m p t e . F a u t e de régler n o t r e c o n d u i t e
sur ce c o d e , sur ce p r o g r a m m e , n o u s o u v r o n s la p o r t e à t o u t e s sortes de
conflits, et en définitive à un cercle vicieux. A n o t e r q u e ce p r o g r a m m e
b i o l o g i q u e c o m p o r t e lui aussi des conflits à la fois voulus et p r é v u s . Le
jeune cerf qui dispute son territoire à un chef vieillissant, lui inflige un conflit
de territoire qui est b i o l o g i q u e m e n t v o u l u et m ê m e nécessaire. L o r s q u ' u n e
société sécrète u n e r a c e de « cerfs » efféminés, de « softies », qui ne m a n i -
festent plus a u c u n intérêt à c o n q u é r i r et à d é f e n d r e un t e r r i t o i r e , il y a dis-
t o r s i o n e t défiguration d ' u n o r d r e a d m i r a b l e , q u e n o u s r e t r o u v o n s aussi
bien d a n s n o t r e c o s m o s q u e d a n s n o t r e o r g a n i s m e .
On p e u t n a t u r e l l e m e n t discuter à l'infini sur ces idées et ces points de
v u e , é t a n t d o n n é q u e c h a c u n de n o u s a sa p r o p r e vision du m o n d e et ali-
m e n t e la discussion sous f o r m e d ' a p p r é c i a t i o n de ces c o n t e x t e s . M a i s ces
contextes e u x - m ê m e s ne p e u v e n t être niés. Ce qui c o m p t e aussi en défini-
tive c'est de savoir si Dieu, ou le principe divin a u q u e l on se réfère, « sur-
m o n t e » (détruit) ou « réalise » (accomplit) sa p r o p r e création merveilleuse.
D a n s le p r e m i e r cas il est n a t u r e l l e m e n t d o n n é libre accès à t o u t e perver-
sion de la n a t u r e . N o t r e occident chrétien souffre j u s t e m e n t depuis plus
d ' u n millénaire de ce q u e n o u s a v o n s sacrifié ces relations familières, inti-
m e s , que nos ancêtres cultivaient à l ' é g a r d des a n i m a u x , p a r exemple à
l'égard de leurs c h e v a u x , à u n e mentalité de m é p r i s , qui ne voit d a n s les
a n i m a u x q u e d u m a t é r i a u d ' a b a t t o i r e t u n e source d e p r o f i t .
L a m é d e c i n e nouvelle c o n s t a t e t o u t d ' a b o r d q u e d a n s n o t r e o r g a n i s m e
t o u t s e d é r o u l e c o m m e d a n s u n o r d i n a t e u r m o d e r n e , sauf q u e c'est bien
plus g r a n d i o s e du fait q u ' u n e g r a n d e partie des autres espèces animales et
végétales y sont intégrées. S o n g e o n s a u x colibacilles de n o t r e intestin, peut-
être m ê m e à t o u t e s les bactéries q u e l ' o n n o u s a appris j u s q u ' i c i à considé-
rer c o m m e n o s ennemies, c e qu'elles n e s o n t p o i n t d u t o u t . A u x insectes,
a u x p o u x , p u c e s , punaises e t m o u c h e s , e t c . , qui n o u s a c c o m p a g n e n t fidè-
lement depuis des millions d ' a n n é e s a v a n t d ' ê t r e exterminés p a r les insecti-
cides. Un petit n o m b r e de nos contemporains commence peut-être à se douter
de la n o t e q u ' i l va falloir p a y e r lorsqu'ils sentent les c l o a q u e s de n o s fleu-
ves débranchés du r y t h m e biologique : que n o u s n o u s c o n f o r m i o n s au code
de n o t r e cerveau ou l'ignorions p a r bêtise ou de p r o p o s délibéré — il n ' e m p ê -
che q u ' i l existe bel et bien et il n o u s faut en tenir c o m p t e .

40
C'est ce c o d e qui détermine n o s conflits et aussi nos m a l a d i e s : c'est p a r -
ticulièrement évident en ce q u i concerne la m a l a d i e du c a n c e r , d o n t t o u t
le m o n d e affirmait j u s q u ' i c i q u ' e l l e n ' a v a i t p a s de sens et ne rimait à rien :
o n n ' y voyait q u ' u n d é s o r d r e inextricable semé p a r des cellules devenues
a n a r c h i q u e s . R i e n de t o u t cela n ' é t a i t v r a i . D a n s t o u t e la m é d e c i n e il n ' y
a rien de plus logique et c o h é r e n t , rien de plus g r a n d i o s e q u e la m a l a d i e
d u cancer. E v i d e m m e n t , t a n t q u e l ' o n n e considérait q u ' u n seul niveau,
celui de l ' o r g a n e , on n ' a r r i v a i t p a s à déchiffrer ce système. Et ce n ' e s t p a s
en me retirant — p r a t i q u e m e n t à vie — le p e r m i s d ' e x e r c e r la médecine
p a r envie, a r r o g a n c e et i g n o r a n c e (le fameux s y n d r o m e de T u b i n g e n ) , q u e
l ' o n peut faire plus l o n g t e m p s b a r r a g e à cette découverte q u e j ' a i faite en
déchiffrant ces hiéroglyphes. Il y a en F r a n c e d'excellents médecins qui o n t
assimilé ce système p r e s q u e à la perfection et o b t i e n n e n t les meilleurs
résultats.
Ce q u e la m é d e c i n e classique a t a n t de peine à c o m p r e n d r e c'est q u ' i l
faut a p p r e n d r e à repenser la m é d e c i n e de f o n d en c o m b l e . Il ne suffit p a s
de « compléter » p a r la Loi d ' a i r a i n du cancer ce q u e l ' o n avait appris
jusqu'ici : il faut bien se m e t t r e d a n s la tête q u e t o u t ce que l ' o n avait appris
j u s q u ' i c i était f a u x . C'est ce q u i explique q u e mises à p a r t q u e l q u e s digres-
sions scientifiques accessoires, ma documentation bibliographique ne pouvait
consister q u ' e n bibliographie négative ! Il n ' y avait en effet a u c u n e réfé-
rence susceptible d ' é t a y e r o u d e fonder m e s p r o p o s .
A t o u t bien considérer il n ' y a eu j u s q u ' i c i q u e deux sortes de médecins :
d ' u n e p a r t les médecins guérisseurs de la forêt vierge q u i , en plus de leurs
m é t h o d e s curatives naturelles et de leur c o n n a i s s a n c e des plantes médici-
nales, o n t apprécié quelque p e u les corrélations entre le psychisme et les
m a l a d i e s . Et de l ' a u t r e les t e n a n t s de la m é d e c i n e classique, p o u r qui
l ' h o m m e est constitué plus ou m o i n s p a r u n e « m o t t e de p r o t é i n e s », d o n t
le t r a i t e m e n t est p e r t u r b é p a r le psychisme du patient et q u ' i l convient p a r
c o n s é q u e n t d ' i m m o b i l i s e r : c'est ce q u e l ' o n appelle la « s é d a t i o n » m é d i -
c a m e n t e u s e . Ces sorciers et guérisseurs de la forêt vierge, q u e n o u s j u g i o n s
avec t a n t de c o n d e s c e n d a n c e , étaient des m é d e c i n s a u t r e m e n t plus intelli-
g e n t s . I l leur m a n q u a i t seulement u n système p o u r établir u n lien cohérent
entre les c h o s e s .
Ce q u ' i l y a de séduisant d a n s le système
p s y c h i s m e - cerveau - o r g a n e
c'est q u e c'est un système s u r d é t e r m i n é . Il me suffit en effet de c o n n a î t r e
un seul des trois p l a n s p o u r les c o n n a î t r e t o u s les t r o i s . A i n s i , p a r exemple,
si je suis au c o u r a n t des p h é n o m è n e s p s y c h i q u e s , je puis me faire u n e idée
précise de l ' o r g a n e c o r r e s p o n d a n t et de l ' é t a t d a n s lequel se t r o u v e l'aire
cérébrale c o r r e s p o n d a n t e : le foyer de H a m e r . P o u r l ' i n s t a n t on a encore
de la peine à se l ' i m a g i n e r . M a i s d'ici p e u n o u s p a r v i e n d r o n s à n o u s faire
u n e idée assez précise de l'état de l'organe à partir de l'état du cerveau grâce
à un ordinateur d a n s lequel seront mémorisés des milliers de variantes détail-
lées. Il est p r o b a b l e q u e sous p e u la plus g r a n d e partie de l ' e x a m e n m é d i -
cal d ' u n p a t i e n t consistera à établir un scanner du c e r v e a u . M a i s à p a r t i r

41
de ce scanner cérébral je puis aussi tirer des conclusions très précises des
p h é n o m è n e s psychiques : je puis voir quelle était la n a t u r e du conflit, le
stade où il se t r o u v e actuellement (conflit actif ou s t a d e postconflictolyti-
q u e ) , je puis d é d u i r e la durée du conflit qui a précédé et, le cas é c h é a n t ,
son intensité. L ' e x p é r i e n c e a i d a n t , u n e i m a g e aussi finement t r a m é e per-
m e t t r a de c o m b l e r p e u à p e u les lacunes de détail. U n e fois en possession
d ' u n petit n o m b r e d ' i n f o r m a t i o n s p r i m o r d i a l e s , telles q u e : sexe masculin
ou féminin, droitier ou g a u c h e r , j e u n e ou â g é , je suis v r a i m e n t en m e s u r e
de d é d u i r e , à p a r t i r de la c o n n a i s s a n c e exacte de l ' u n des trois p l a n s , l'état
des d e u x a u t r e s .
G a r d o n s - n o u s bien d e concevoir l a Loi d ' a i r a i n d u cancer c o m m e u n jeu
intellectuel. C a r il s'agit ici d ' ê t r e s v i v a n t s , d ' ê t r e s d o n t l ' â m e est m a l a d e
d ' u n conflit q u i p e u t n o u s p a r a î t r e b a n a l o u m ê m e futile e t ridicule, m a i s
d o n t l ' i m p o r t a n c e p o u r ces p a t i e n t s est telle qu'ils r i s q u e n t de s'y briser.
P o u r recueillir les confidences de ces m a l a d e s il faut avoir un c œ u r chaleu-
r e u x , des m a i n s c h a u d e s et du b o n sens. Il ne faut p a s les confier à des
t e n a n t s d ' u n e m é d e c i n e b r u t a l e , t o u j o u r s p r o m p t s à écraser d ' u n e pierre
le m o u s t i q u e qui se p o s e sur v o t r e visage. Les d o g m e s simplistes ne con-
viennent a b s o l u m e n t pas ici. Et ces conflits biologiques n ' o n t rien à voir
avec u n e « v e x a t i o n narcissique », la p r i v a t i o n de la chaleur du nid, du
foyer familial, l'allaitement au sein ou au b i b e r o n , etc. La p l u p a r t du temps
n o u s n o u s c o m p o r t o n s sans le savoir c o m m e un a n i m a l . P e r s o n n e ne se
p o s e de q u e s t i o n sur le « conflit de territoire » de l ' h o m m e . Et p o u r t a n t
la plupart des h o m m e s m e u r e n t justement des suites d ' u n tel conflit, l'infarc-
t u s d u m y o c a r d e . A u f o n d , l a plus g r a n d e p a r t i e d e n o t r e action i n c o n s -
ciente, mais aussi de nos agissements inconscients, se déroulent dans le cadre
de ces m o d è l e s de c o m p o r t e m e n t b i o l o g i q u e s .
Voilà p o u r q u o i la m é d e c i n e nouvelle va déclencher la plus f o r m i d a b l e
révolution médicale et sociale de m é m o i r e d ' h o m m e . A i n s i , p a r exemple,
t o u t j u g e m e n t , t o u t verdict, p e u t tuer u n h o m m e p a r l e c h o c conflictuel
(DHS) qu'il est susceptible de p r o v o q u e r , et m ê m e un seul m o t est en mesure
de le faire m o u r i r .
J ' i g n o r e si je verrai la percée de cette m é d e c i n e nouvelle ; je ne sais pas
si, après cinq a t t e n t a t s m a n q u é s c o n t r e m a p e r s o n n e , j e survivrai a u 6 o u e

au 7 . M a i s cela ne c h a n g e rien. Ce q u e je lègue ici, je le t r a n s m e t s c o m m e


e

le t e s t a m e n t de m o n fils D i r k . Si tu es intelligent, lecteur, t â c h e de le c o m -


prendre !

42
Comparaison de l'évolution biologique du cancer
chez l'homme et chez l'animal

Ce qui m a n q u e à l ' a n i m a l c'est q u e l q u ' u n qui puisse l'aider à t r o u v e r son


conflit et à ne pas y r e t o m b e r à l'avenir. D ' o r d i n a i r e , l ' a n i m a l en est réduit
à endurer son conflit j u s q u ' à ce qu'il soit résolu concrètement, sinon il m e u r t
d u conflit n o n - r é s o l u e t d e s o n cancer. N o u s a v o n s déjà v u q u e d a n s l a
n a t u r e le cancer n ' e s t p a s u n e erreur d'aiguillage, u n e m é p r i s e , q u e ce n ' e s t
p a s l a p e r t e d e c o n t r ô l e d ' u n e cellule d e v e n u e s o u d a i n a n a r c h i q u e , m a i s
q u ' i l a sa r a i s o n d ' ê t r e et s'inscrit c o m m e un élément indispensable d a n s
le p l a n général de la n a t u r e . C h e z l ' a n i m a l n o u s d é c o u v r o n s ce q u e chez
l ' h o m m e on ne peut évoquer q u ' a v e c circonspection : l'aide extérieure, c'est-
à-dire n o n p r é v u e p a r la n a t u r e , p o u r r é s o u d r e les conflits, ne constitue
p a s un acquis qualitatif p o u r les races individuelles m a i s t o u t au plus un
gain quantitatif, qui se paie d ' u n e perte qualitative. Il en est exactement
de même pour l'homme.
Si nous observons attentivement ce qui se passe d a n s la n a t u r e , nous cons-
t a t o n s q u ' à l ' é t a t originel, c'est-à-dire d a n s l a n a t u r e n o n - m a n i p u l é e p a r
les h o m m e s , les a n i m a u x d o i v e n t a p p o r t e r u n e solution réelle et concrète
a u x conflits engendrés p a r u n D H S , e t d o n c à leur c a n c e r . L a perte d ' u n
o u d e plusieurs petits, l a p e r t e d ' u n territoire, n e p e u t être résolue p a r l a
m é t h o d e p s y c h o t h é r a p e u t i q u e , m a i s u n i q u e m e n t p a r u n e s o l u t i o n réelle e t
concrète. N o t o n s toutefois que chez les a n i m a u x supérieurs n o u s entrevoyons
déjà u n e é b a u c h e culturelle d a n s l a maîtrise d u conflit. S o n g e o n s n o t a m -
m e n t à ces rituels funéraires d o n t sont c o u t u m i e r s les é l é p h a n t s . Il s'agit
a p p a r e m m e n t d ' u n e tentative d ' a t t é n u a t i o n o u d e r é s o l u t i o n des conflits
de perte subie p a r des a n i m a u x p a r t i c u l i è r e m e n t affectés ou p a r le t r o u -
p e a u t o u t entier. Les é l é p h a n t s se r a s s e m b l e n t p e n d a n t des j o u r n é e s entiè-
res a u t o u r d ' u n « c a m a r a d e » défunt et p r e n n e n t le deuil. Q u e seraient nos
sépultures sans ce « r a s s e m b l e m e n t » ?
A b s t r a c t i o n faite de ces « r e m è d e s cultuels ou culturels » chez les m a m -
mifères supérieures, il faut en général q u e l ' a n i m a l s u r m o n t e lui-même son
cancer. C'est d'ailleurs s o u v e n t un test de qualité ou de qualification : si
l ' a n i m a l é c h o u e , ne sort p a s v a i n q u e u r de ce test, il lui faut alors m o u r i r .
Voilà p o u r q u o i il faut en général q u e la t h é r a p i e du conflit biologique
soit u n e solution réelle de ce conflit : elle p e u t consister en la r e s t a u r a t i o n
de l'état a n t é r i e u r ou en u n e alternative viable. A i n s i , ou b i e n le vieux cerf
récupère son t e r r i t o i r e , ou b i e n il s ' e m p a r e à s o n t o u r d ' u n a u t r e territoire
a p r è s en avoir expulsé le p r o p r i é t a i r e . U n e chienne d o n t on a pris le chiot
r é s o u d r a son conflit soit en a r r a c h a n t son petit au v o l e u r - p r é d a t e u r , soit
en m a t e r n a n t les a u t r e s c h i o t s , soit encore en p r é p a r a n t u n e nouvelle p o r -
tée. C'est d'ailleurs ce qui se passe le plus s o u v e n t . T a n t q u ' e l l e p o r t e , il
y a g é n é r a l e m e n t absence de conflit, et d o n c pas d ' a c t i v i t é conflictuelle.
U n e fois q u e la femelle a mis b a s , le conflit est résolu a u t o m a t i q u e m e n t .

43
Du fait q u ' à la différence des h u m a i n s , les a n i m a u x vivent n o r m a l e m e n t
leur r y t h m e n a t u r e l , la perte d ' u n petit, p a r exemple, est déjà d a n s une large
m e s u r e p r o g r a m m é e c o m m e « n o r m a l e », de m ê m e q u e la solution de ce
conflit n o r m a l est p r o g r a m m é e d a n s la p o r t é e suivante.
L o r s q u e n o u s a f f i r m o n s q u e l ' h o m m e et le m a m m i f è r e subissent le can-
cer de la m ê m e f a ç o n , bien des gens a d m e t t e n t q u e le cancer soit pareil
ou c o m p a r a b l e au n i v e a u o r g a n i q u e . Il y a également similitude au niveau
cérébral, p u i s q u e l ' o n t r o u v e d a n s u n e aire spécifique d u cerveau d e l ' a n i -
m a l un foyer de H a m e r pareil ou c o m p a r a b l e à celui du cerveau h u m a i n .
Si d o n c ces d e u x niveaux — o r g a n i q u e et cérébral — sont pareils ou c o m -
p a r a b l e s , t o u t p o r t e à croire q u e le niveau psychique est lui aussi pareil,
ou t o u t au m o i n s c o m p a r a b l e . L o r s q u e je dis q u e l ' a n i m a l a fait un conflit
— et j ' e n t e n d s p a r là un conflit biologique —, on a d m e t en général q u e
c'est u n e p r o p o s i t i o n a c c e p t a b l e . Q u a n d j e p r é t e n d s q u e l ' a n i m a l m a n q u e
d'appétit, comme l'homme, qu'il n'arrive pas à dormir, comme l'homme,
q u ' i l est en état de s y m p a t h i c o t o n i e , c o m m e l ' h o m m e , on l'accepte à la
rigueur. M a i s si je vais j u s q u ' à affirmer q u e l ' a n i m a l est o b s é d é p a r un
conflit b i o l o g i q u e , q u ' i l y pense j o u r et n u i t , q u ' i l y rêve d a n s son s o m -
meil, je soulève un tollé g é n é r a l . P o u r q u o i ? P a r c e q u e ce sont là, d i t - o n ,
des attributs de la pensée, privilège de l ' h o m m e . C'est faux. C h e z l ' h o m m e
et chez l ' a n i m a l il y a parallélisme d a n s l ' é v o l u t i o n du conflit, et ce sur
les trois p l a n s p s y c h i q u e , cérébral et o r g a n i q u e . Je conviens q u e p o u r la
p l u p a r t d ' e n t r e n o u s c'est d u r à avaler. P o u r m a p a r t j e t r o u v e cela t o u t
n a t u r e l . C e r t e s , il y a divergences en ce qui c o n c e r n e la t e n e u r du conflit :
ainsi, l'envie, le conflit de la bouffe chez l ' a n i m a l diffère, selon les races,
du conflit h o m o l o g u e chez l ' h o m m e , où il est plus ou m o i n s t r a n s f o r m é ,
m é t a m o r p h o s é ou sublimé, m a i s chez l ' h o m m e aussi ces conflits biologi-
ques se réfèrent t o u j o u r s à un p r o t o t y p e a r c h a ï q u e . C ' e s t ce qu'illustre le
t a b l e a u suivant dressé p o u r divers types de conflits a r c h a ï q u e s .

Comparaison des conflits biologiques chez l'homme et chez l'animal

L'homme L'animal (mammifère)


Ca sein gauche Conflit mère-enfant Conflit du nid : la
e n f a n t accidenté v a c h e se fait enlever
son v e a u
Ca ulcératif du foie Conflit de rancœur Conflit de b o u f f e , de
(nécrose d u réseau généralement conflit territoire : le petit
biliaire) avec u n m e m b r e d e l a chien m a n g e les meil-
famille, d ' h a b i t u d e à leurs m o r c e a u x réservés
propos d'argent au « chef », au chien
berger.
Ca c o r o n a i r e Conflit de territoire Vieux cerf expulsé p a r
bronchique P e r t e d ' e m p l o i , f e m m e u n j e u n e , biche qui
péricardique o u copine chipée p a r s'évade d ' u n territoire
un autre dans un autre

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Ca du col utérin Conflit sexuel féminin U n e chienne en chaleur
Conflit de frustration est t o u j o u r s t e n u e à
sexuelle. M a r i surpris l'écart des m â l e s , elle
en f l a g r a n t délit : la n ' a pas le droit d'avoir
rivale est possédée, des petits
elle p e u t être enceinte,
mais p a s m o i .
Ca testiculaire Conflit de perte U n chien p e r d son
U n p è r e p e r d son m a î t r e ou ses
e n f a n t , u n j e u n e son camarades de jeu
copain
Ca du r e c t u m Conflit de marquage Le cerf du territoire
Ca de la vessie de territoire voisin viole
U n p a t i e n t s'entend c o n s t a m m e n t la ligne
dire : « Tu ignores qui d e d é m a r c a t i o n .
est t o n p è r e ! ( C a du
r e c t u m ) La fille m a r i é e
a mauvaise réputation
(Ca de la vessie)
Ca des os (phase de Conflit de dévalorisation Un chien ne peut plus
guérison = leucémie) Un employé n ' a pas marcher pendant un
d ' a v a n c e m e n t , u n éco- certain t e m p s , u n cerf
lier é c h o u e à l'examen p e r d s a r a m u r e a u
d e p a s s a g e , u n m a l a d e c o m b a t , la défense
a p p r e n d q u ' i l a le d ' u n é l é p h a n t est
cancer mutilée
Ca p u l m o n a i r e Conflit de peur mortelle Souris enfumées en
taches r o n d e s a u x Diagnostic-pronostic l a b o r a t o i r e ; c h a t fai-
poumons b r u t a l « V o u s avez le sant le guet d e v a n t le
cancer. Vous n ' a v e z nid des souris : la sou-
plus a u c u n e c h a n c e de ris obligée de passer
v o u s en tirer ». devant

45
5. Le système ontogénétique
des tumeurs
Le système o n t o g é n é t i q u e de la médecine est un système g l o b a l , cohérent
et logique. N a t u r e l l e m e n t , il découle p a r voie de c o n s é q u e n c e de la Loi
d ' a i r a i n du cancer et de la d é c o u v e r t e du foyer de H a m e r au cerveau. M a i s
ce système o n t o g é n é t i q u e de la médecine, et n o t a m m e n t des t u m e u r s , revêt
p o u r la m é d e c i n e u n e i m p o r t a n c e c o m p a r a b l e à celle du système périodi-
q u e des éléments p o u r les sciences physiques et naturelles. En la restituant
d a n s un e n s e m b l e c o h é r e n t , il m e t en évidence les c o r r é l a t i o n s qui existent
au sein de la m é d e c i n e t o u t entière !

Le S Y S T È M E O N T O G É N É T I Q U E s ' é n o n c e ainsi :
1. A u x trois feuillets e m b r y o n n a i r e s c o r r e s p o n d e n t aussi des types spéci-
fiques de tissus histologiques pareils, sinon i d e n t i q u e s . C e p e n d a n t , le
feuillet e m b r y o n n a i r e m o y e n , ou m é s o d e r m e , se subdivise en un m é s o -
d e r m e a n c i e n , o u m é s o d e r m e cérébelleux, e t u n m é s o d e r m e n o u v e a u ,
ou m é s o d e r m e cérébral. Le m é s o d e r m e cérébelleux a un c o m p o r t e m e n t
a n a l o g u e à celui de l ' e n d o d e r m e du t r o n c cérébral, t a n d i s q u e le m é s o -
d e r m e d u cerveau s e c o m p o r t e c o m m e l ' e c t o d e r m e c é r é b r a l .
2 . L o r s d ' u n D H S p r o v o q u a n t u n foyer d e H a m e r , les sphères o r g a n i q u e s
c o r r e s p o n d a n t à ce foyer de H a m e r ont u n e réaction spécifique en fonc-
tion du feuillet e m b r y o n n a i r e d o n t elles dérivent :

3. La p h a s e de guérison consécutive à la solution du conflit diffère b e a u -


c o u p selon les feuillets e m b r y o n n a i r e s :
Endoderme : A r r ê t de la croissance, e n k y s t e m e n t ou r é d u c t i o n b a c t é -
rienne, p . e x . p a r les bacilles de K o c h .
Mésoderme :
a) Mésoderme cérébelleux : arrêt de la croissance, enkystement ou réduc-
tion b a c t é r i e n n e c o m m e p o u r l ' e n d o d e r m e , p . e x . C a m a m m a i r e .
b) M é s o d e r m e cérébral : restitution avec tuméfaction et croissance luxu-
riante au sens d ' u n sarcome, o u , après ostéolyse, cal luxuriant c o m m e
o s t é o s a r c o m e . La croissance l u x u r i a n t e est a b s o l u m e n t inoffensive
et s ' a r r ê t e s p o n t a n é m e n t à la fin de la p h a s e n o r m a l e de guérison.
Ectoderme : T e n d a n c e à l'expulsion de la nécrose ulcéreuse avec resti-
t u t i o n o u r e s t i t u t i o n cicatricielle.
La L o i d ' a i r a i n du cancer — t o u s les m é d e c i n s l ' o n t c o n f i r m é — consti-
tuait la p r e m i è r e étape de s y s t é m a t i s a t i o n d a n s la c o n f u s i o n générale qui

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régnait j u s q u e - l à à p r o p o s de la n a t u r e des t u m e u r s . Bien des q u e s t i o n s
restaient e n c o r e en s u s p e n s . C e t t e fois, je crois être p a r v e n u à t r o u v e r un
système global q u i ne c o n c e r n e pas seulement les t u m e u r s , m a i s qui régit
en principe la médecine tout entière. En effet, la perturbation de notre sphère
c o m p o r t e m e n t a l e p a r des conflits biologiques n ' e s t q u ' u n cas particulier,
le cas spécial, négatif, d ' u n e dysfonction d ' a i r e cérébrale, précisément du
foyer d e H a m e r , d o n t l a r é p o n s e c o m p o r t e m e n t a l e avait j u s q u e - l à fonc-
tionné des millions de fois avec u n e précision é t o n n a n t e . Ce q u ' i l y a d ' a b s o -
lument fascinant d a n s cette p a n n e d ' o r d i n a t e u r c'est q u e t o u t en mobilisant
l'organisme t o u t entier sous l'impact du D H S , cette dysfonction, loin d'être
a n a r c h i q u e , c'est-à-dire de ne c o r r e s p o n d r e à a u c u n système, a au contraire
un sens bien précis d a n s cette lutte à m o r t , il s'agit en effet de mobiliser
t o u t e s les forces vives p o u r saisir la « dernière c h a n c e » de survie.

Classification des tumeurs


Des années d u r a n t j ' a i été d é r o u t é p a r l ' a b s e n c e p r é s u m é e d e t o u t système
m o r p h o l o g i q u e (forme) et histologique (fines structures) d a n s cette kyrielle
de tumeurs, tuméfactions, carcinomes, sarcomes, séminomes, chorio-
épithéliomes ou gliomes, y c o m p r i s ce q u e la m é d e c i n e classique p r e n a i t
et p r e n d e n c o r e p o u r des m é t a s t a s e s .
Je crois avoir enfin t r o u v é un système de classement q u i , sous u n e f o r m e
plus ou m o i n s modifiée, sera e n c o r e en vigueur p e n d a n t des décennies.
Il s'agit de la classification en fonction de l ' o n t o g é n è s e , de l ' e m b r y o l o -
gie. Si n o u s classons ces différentes t u m e u r s et t u m é f a c t i o n s en fonction
de cette histoire du d é v e l o p p e m e n t e m b r y o n n a i r e , des critères des divers
«feuillets e m b r y o n n a i r e s » , t o u t s ' o r d o n n e c o m m e p a r e n c h a n t e m e n t .
En effet, si le cerveau est v r a i m e n t l ' o r d i n a t e u r de l ' o r g a n i s m e , q u i s'est
constitué progressivement au c o u r s de millions d ' a n n é e s , il est logique q u e
les o r g a n e s du corps p r é s e n t a n t u n e affinité o n t o g é n é t i q u e « c o h a b i t e n t »
a u sein d e l ' o r d i n a t e u r q u ' e s t n o t r e cerveau.
Les embryologistes subdivisent généralement le développement e m b r y o n -
n a i r e selon la f o r m a t i o n des « trois feuillets e m b r y o n n a i r e s », à savoir
l'endoderme, ou feuillet i n t e r n e de l ' e m b r y o n , le mésoderme, ou feuillet
m o y e n d e l ' e m b r y o n , e t l ' e c t o d e r m e , o u feuillet externe d e l ' e m b r y o n . L a
p l u p a r t de n o s o r g a n e s sont dérivés d ' u n seul de ces feuillets : ainsi, p a r
exemple, le t u b e digestif (sans le r e c t u m et les 2 / 3 supérieurs de l ' œ s o p h a g e ,
la petite c o u r b u r e de l ' e s t o m a c , les voies biliaires du foie et les îlots p a n -
créatiques) dérive du feuillet interne de l ' e m b r y o n , l'endoderme. M a i s étant
d o n n é q u e l'intestin est irrigué p a r des vaisseaux sanguins et que ceux-ci
dérivent du feuillet e m b r y o n n a i r e m o y e n , le mésoderme, il possède aussi
des « éléments m é s o d e r m i q u e s ». Et p u i s q u e l'intestin c o m p o r t e aussi un
plexus n e r v e u x , le « système neuro-végétatif », il a aussi des « éléments
e c t o d e r m i q u e s » . N é a n m o i n s q u a n d o n dit d ' u n o r g a n e q u ' i l est d ' o r i g i n e
e n d o d e r m i q u e , p a r exemple, o n n e tient p a s c o m p t e d e ces éléments m é s o -
d e r m i q u e s (vaisseaux) et e c t o d e r m i q u e s (nerfs), vu q u e t o u s les o r g a n e s en
sont pourvus.

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T o u t e f o i s , certains organes sont constitués, sur le p l a n fonctionnel, d ' u n
assemblage de plusieurs éléments dérivés de feuillets e m b r y o n n a i r e s hété-
rogènes : région céphalo-pulmonaire avec la région cardiaque, estomac, foie,
pancréas, d u o d é n u m , région vésico-vagino-anale, y compris le bassinet. Cer-
tains de ces o r g a n e s q u i , p a r la suite o n t fait l ' o b j e t d ' u n a s s e m b l a g e fonc-
t i o n n e l e t q u e n o u s a v o n s pris l ' h a b i t u d e d e considérer c o m m e u n seul
o r g a n e , o n t leurs centres-relais d a n s des parties du cerveau souvent fort
éloignées les u n e s des a u t r e s .
E x e m p l e : l ' u t é r u s se c o m p o s e en fait de d e u x o r g a n e s , d ' u n e p a r t l'ori-
fice et le col utérins et d ' a u t r e p a r t le c o r p s utérin et les t r o m p e s de F a l -
l o p e . Ces d e u x o r g a n e s différents sont a p p a r e m m e n t s o u d é s en un seul
o r g a n e , l ' u t é r u s , m a i s leurs m u q u e u s e s dérivent de feuillets e m b r y o n n a i -
res différents et leurs centres-relais sont situés d a n s des p a r t i e s du cerveau
t o t a l e m e n t différentes :
— l'orifice et le col de l ' u t é r u s d a n s la z o n e péri-insulaire
— la m u q u e u s e du corps de l ' u t é r u s d a n s le p o n t du t r o n c c é r é b r a l . D ' a i l -
leurs, les f o r m a t i o n s histologiques s o n t , elles aussi, t r è s différentes :
— orifice et col de l ' u t é r u s — épithélium p a v i m e n t e u x
— corps de l ' u t é r u s — épithélium a d é n o ï d e .
C'est l a r a i s o n p o u r laquelle j ' a i e u t a n t d e m a l a u d é b u t à t r o u v e r u n e
cohérence d a n s ce système. Ainsi, à l'inverse, des o r g a n e s q u i d a n s le corps
se t r o u v e n t fort éloignés les u n s des a u t r e s , o n t des relais c é r é b r a u x très
p r o c h e s : l'épithélium p a v i m e n t e u x du r e c t u m , du vagin et du larynx voi-
sine d a n s la z o n e péri-insulaire g a u c h e , l'épithélium p a v i m e n t e u x intra-
b r o n c h i q u e , l ' é p i t h é l i u m d e l ' i n t i m a c o r o n a i r e e t l ' é p i t h é l i u m vésical d a n s
la zone péri-insulaire d r o i t e .
Et si je n'avais pas c o m p a r é indéfiniment des régions cérébrales, par exem-
ple les régions somato-sensorielles et m o t r i c e s du cortex cérébral avec les
projections sur le cortex de la m a j e u r e partie du corps (cf. les deux h o m o n -
culus d é f o r m é s ) , les f o r m a t i o n s histologiques, les résultats de recherches
e m b r y o l o g i q u e s d ' a u t r e s traités et m a n u e l s d ' e n s e i g n e m e n t , m e s scanners
c é r é b r a u x , y c o m p r i s les a n a m n è s e s , j ' e n serais encore à me creuser la tête
à ce sujet : en effet, d a n s la p l u p a r t des livres d ' e m b r y o l o g i e , la p r é s e n t a -
t i o n p r ê t e à c o n f u s i o n ou est m ê m e c a r r é m e n t fausse, du fait j u s t e m e n t
q u e p e r s o n n e ne s'était e n c o r e j a m a i s d o u t é q u ' i l y eût là un système
cohérent.
Ainsi, p a r exemple, je sais m a i n t e n a n t q u e toutes les régions d o n t la lame
tissulaire de revêtement est u n e m u q u e u s e à épithélium p a v i m e n t e u x v o n t
e n s e m b l e et dérivent de l ' e c t o d e r m e : leurs centres-relais s o n t d o n c égale-
m e n t voisins a u cerveau.
Si bien q u ' i l y a voisinage des relais c é r é b r a u x d ' o r g a n e s aussi différents
que la muqueuse buccale, la muqueuse bronchique, l'intima coronaire, la
m u q u e u s e rectale, la m u q u e u s e de l'orifice et du col u t é r i n .
T o u s o n t leur centre-relais d a n s la z o n e péri-insulaire d r o i t e et g a u c h e ,
t o u s o n t p o u r conflits c o r r e s p o n d a n t s des conflits sexuels, des conflits de
territoire o u d e m a r q u a g e d e territoire.

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Le mésoderme cérébelleux
et l'ectoderme cérébral
J ' a i t o u j o u r s é p r o u v é quelques difficultés l o r s q u ' i l m ' a fallu, c o m m e d a n s
ce c h a p i t r e , sortir des chemins b a t t u s et t r a n s c e n d e r les connaissances et
les découvertes des embryologistes. C o m m e certaines questions ne leur sem-
blaient p a s revêtir u n e i m p o r t a n c e particulière, ils ne s'y s o n t p a s intéres-
sés o u t r e m e s u r e . Bien e n t e n d u , la p e a u est d ' o r i g i n e e c t o d e r m i q u e , m a i s
seulement l ' é p i d e r m e . L ' é p i d e r m e sans le d e r m e , car celui-ci est d ' o r i g i n e
m é s o d e r m i q u e . B o n , et a p r è s ?
C'est qu'il y a u n e différence subtile entre les couches de la p e a u . Il existe
en effet u n e couche inférieure d'origine m é s o d e r m i q u e , qui contient les glan-
des ( s u d o r i p a r e s , sébacées) et les m é l a n o c y t e s . P a r - d e s s u s il y a la p a r t i e
superficielle de la p e a u , l'épiderme, à épithélium pavimenteux, qui est d ' o r i -
gine e c t o d e r m i q u e . Elle contient les t e r m i n a i s o n s nerveuses superficielles,
siège de la sensibilité tactile.
La différence subtile c'est q u e les cellules de la p r e m i è r e sont innervées
p a r le cervelet, t a n d i s q u e celles de la seconde le sont p a r le cerveau. Aussi
bien leur fonction q u e leur s t r u c t u r e histologique en d é p e n d e n t .

Le mésoderme cérébelleux
Au cours de l'évolution, l o r s q u e le m o m e n t fut venu p o u r nos « ancêtres »
de t r o q u e r le milieu a q u a t i q u e contre celui de la terre f e r m e , à u n e é p o q u e
où le cervelet était en voie de c o n s t i t u t i o n , l'individu avait besoin d ' u n e
p e a u qui lui confère la stabilité, le p r o t è g e c o n t r e un r a y o n n e m e n t solaire
excessif et la d é s h y d r a t a t i o n . Cet o r g a n e , n o u s l ' a p p e l l e r o n s

la peau cérébelleuse
mésodermique. Cette peau cérébelleuse n'était pas encore soumise à de gros-
ses c o n t r a i n t e s m é c a n i q u e s . M a i s l'individu était déjà en m e s u r e de p r o -
gresser p a r r e p t a t i o n , à la m a n i è r e d ' u n ver. La p e a u était déjà d o u é e de
sensibilité « p r o t o p a t h i q u e », aspécifique, c'est-à-dire q u ' e l l e percevait les
pressions et les t e m p é r a t u r e s e x t r ê m e s . Cette p e a u stockait les m é l a n o c y -
tes, cellules d o n t les p i g m e n t s b r u n s ou n o i r s (mélanine) la p r o t é g e a i e n t
n o t a m m e n t c o n t r e les r a y o n s ultra-violets d u soleil. D ' a u t r e p a r t , les glan-
des s u d o r i p a r e s contenues d a n s cette p e a u p e r m e t t a i e n t d e l ' e n d u i r e d ' u n
film liquide, d o n t l'évaporation contribuait p a r son effet réfrigérant à empê-
cher les b r û l u r e s du soleil. A i n s i , l'individu était bien p r o t é g é c o n t r e les
agressions de la sphère vitale.
U n e fois mise en place cette p e a u cérébelleuse, d o n t n o u s t r o u v o n s le
centre-relais d a n s la partie médio-postérieure et latérale du cervelet — conflit
d ' a t t e i n t e à l'intégrité p h y s i q u e et, p a r extension, conflit de souillure —,
c'est le c o m p o r t e m e n t m a m m i f è r e qui fut e n g r a m m é progressivement d a n s
le cervelet n a i s s a n t . L o g i q u e m e n t , les g l a n d e s m a m m a i r e s placées sur la

52
face ventrale du t r o n c des femelles des m a m m i f è r e s , furent intégrées direc-
tement d a n s cette p e a u cérébelleuse, d o n t elles sont une invagination. Ainsi,
a u cervelet t o u t est o r d o n n é c o n v e n a b l e m e n t .
L ' é p i t h é l i u m glandulaire des c a n a u x g a l a c t o p h o r e s n ' a p p a r t i e n t évidem-
m e n t plus a u t y p e a d é n o ï d e d u t r a c t u s intestinal, bien q u ' a u p o i n t d e vue
m o r p h o l o g i q u e il soit encore d a v a n t a g e a p p a r e n t é à celui-ci q u ' à l'épithé-
lium p a v i m e n t e u x de la c o u c h e extérieure de la p e a u . T o u s d e u x sont fort
différents, du fait j u s t e m e n t q u e leur lieu d ' o r i g i n e au cerveau diffère con-
sidérablement ! La meilleure définition q u e l ' o n puisse d o n n e r p a r consé-
q u e n t de l'épithélium g l a n d u l a i r e des c a n a u x g a l a c t o p h o r e s , des glandes
s u d o r i p a r e s et sébacées, serait p a r c o n s é q u e n t celle d ' u n « tissu adénoïde
cérébelleux ». La « p e a u intérieure » du c o r p s , c'est-à-dire le péritoine d a n s
l ' a b d o m e n , la plèvre dans la cage thoracique et le péricarde d a n s le médiastin,
est elle aussi de la p e a u cérébelleuse. On établit u n e distinction entre le péri-
t o i n e p a r i é t a l , qui recouvre la p a r o i extérieure de la cavité a b d o m i d a l e , et
le péritoine viscéral, qui enveloppe les o r g a n e s a b d o m i n a u x , e n t r e la plè-
vre pariétale et la plèvre viscérale, ainsi q u ' e n t r e le p é r i c a r d e pariétal et
le péricarde viscéral.
En réalité c'est encore plus c o m p l i q u é , m a i s en m ê m e t e m p s plus logi-
q u e . En effet, ces « p e a u x intérieures » o n t en principe la m ê m e structure
q u e la peau extérieure du c o r p s . Elles possèdent aussi u n e c o u c h e p r o f o n d e ,
u n e p e a u cérébelleuse m é s o d e r m i q u e , qui c o r r e s p o n d a u d e r m e , o u c h o -
r i o n , de la p e a u extérieure. D ' o ù le t e r m e de mésothéliomes p o u r désigner
leurs cancers. Mais cette p e a u d ' o r i g i n e m é s o d e r m i q u e est recouverte en
tout point par une p e a u extrêmement sensible, à une ou deux couches, d'épi-
thélium p a v i m e n t e u x , qui relève de l ' e c t o d e r m e cérébral, et plus précisé-
m e n t de la région cortico-pariétale.
Q u e cet é p i d e r m e p é r i t o n é a l ou pleural à u n e seule c o u c h e fasse un can-
cer p e n d a n t la p h a s e active, on a un ulcère. P a r suite, t o u t ce q u e l ' o n voit
c'est q u e cette c o u c h e u n i q u e d ' é p i t h é l i u m fait d é f a u t . E n r e v a n c h e , u n
cancer bien visible se d é v e l o p p e d a n s la p e a u cérébelleuse. C'est cette p e a u
cérébelleuse qui est responsable de l ' œ d è m e , d a n s ce cas de l ' é p a n c h e m e n t :
de l ' é p a n c h e m e n t p é r i t o n é a l , ou ascite, de l'épanchement pleural, et du si
r e d o u t a b l e épanchement péricardique, avec la t a m p o n a d e du sac sérofi-
breux qui e n t o u r e le c œ u r ! En principe, c'est très positif, m a i s n é a n m o i n s ,
je le redoute é n o r m é m e n t en t a n t que complication de la phase de guérison !

L'ectoderme cérébral
P a r la suite, la p e a u cérébelleuse m é s o d e r m i q u e n ' a plus suffi à la t â c h e .
Il lui m a n q u a i t les qualités requises p o u r affronter les c o n t r a i n t e s nouvel-
les. La n a t u r e y a remédié en recouvrant l'individu t o u t entier d ' u n e seconde
peau, d'une
peau d'origine cérébrale
Cette p e a u cérébrale, qui était é v i d e m m e n t d ' o r i g i n e e c t o d e r m i q u e , avait
sur l a p e a u cérébelleuse m é s o d e r m i q u e l ' a v a n t a g e d ' ê t r e u n e p e a u résis-

53
t a n t e , à épithélium pavimenteux. Cette p e a u à épithélium p a v i m e n t e u x , qui
relève du cerveau, s'est mise au c o u r s d ' u n e l o n g u e m i g r a t i o n à progresser
le l o n g des segments et a fini p a r recouvrir entièrement la p e a u cérébel-
leuse. Elle a m e n a i t avec elle la sensibilité fine ou superficielle du cerveau
(cortex somato-sensitif, la c i r c o n v o l u t i o n p o s t c e n t r a l e , ou p a r i é t a l e ascen-
dante) et m e t t a i t l ' o r g a n i s m e en m e s u r e de recevoir toutes les i n f o r m a t i o n s
d o n t il avait besoin p o u r a d a p t e r l'individu a u x exigences r a p i d e s et d a n -
gereuses d a n s la lutte p o u r la vie en t a n t q u ' ê t r e le m i e u x organisé.
La f o r m a t i o n de l ' é p i t h é l i u m p a v i m e n t e u x est l'indice "morphologique
t y p i q u e de la p e a u cérébrale ou de l'épithélium cérébral. T o u t e f o i s , cet épi-
t h é l i u m cérébral n ' a p a s a r r ê t é s a m i g r a t i o n a u x frontières d e l ' a n c i e n n e
p e a u cérébelleuse, mais il a recouvert p a r exemple l'adéno-épithélium e n d o -
d e r m i q u e d a n s la vessie et m é s o d e r m i q u e d a n s le bassinet, ou l'épithélium
e n d o d e r m i q u e d a n s l a b o u c h e e t l ' œ s o p h a g e supérieur, d e l a petite c o u r -
b u r e d e l ' e s t o m a c e t des voies biliaires. A i n s i , n o u s t r o u v o n s m a i n t e n a n t
l'épithélium p a v i m e n t e u x t y p i q u e d u cerveau d a n s l a p e a u extérieure d a n s
l a m u q u e u s e d e l a b o u c h e e t d u r h i n o - p h a r y n x , l'épithélium p a v i m e n t e u x
du larynx, des bronches, l'épithélium pavimenteux de l ' œ s o p h a g e , du pylore,
d u b u l b e d u o d é n a l , avec les ramifications poussées j u s q u ' a u x îlots p a n -
créatiques, et l ' é p i t h é l i u m des voies biliaires.
M a i s e n m ê m e t e m p s n o u s t r o u v o n s cet épithélium p a v i m e n t e u x d a n s
la vessie, le bassinet, le vagin, l'orifice et le col utérins et le r e c t u m ! T o u -
tes les régions tapissées avec ce type d ' é p i t h é l i u m p a v i m e n t e u x sont très
sensibles et elles sont reliées au cortex somato-sensitif du cerveau. Elles o n t
t o u t e s des « conflits c é r é b r a u x » typiques (foyers de H a m e r au cerveau).
D a n s cette catégorie figurent aussi les é p i d e r m e s du p é r i c a r d e , de la plèvre
et du périoste, qui sont tous p o u r v u s de nerfs sensibles et peuvent d o n c
faire m a l ! Il arrive s o u v e n t , p a r exemple au r e c t u m , q u ' u n e t u m e u r de
la c o u c h e inférieure e n d o d e r m i q u e traverse la m u q u e u s e e c t o d e r m i q u e à
épithélium p a v i m e n t e u x . N o u s p a r l o n s alors d ' u n « p o l y p e » ( A d é n o c a r -
cinome).

L'ulcère gastro-duodénal
A p r è s avoir consulté p e r s o n n e l l e m e n t u n certain n o m b r e d e s o m m i t é s d e
l ' e m b r y o l o g i e , je suis m a i n t e n a n t assez sûr q u ' a u s s i bien la m u q u e u s e rec-
tale ( j u s q u ' à 12 cm de l ' a n u s ) q u e la m u q u e u s e vaginale avec l'orifice et
le col u t é r i n s , la m u q u e u s e vésicale et le bassinet avec les t u b u l e s r é n a u x ,
ainsi que les d e u x tiers supérieurs de l'épithélium œ s o p h a g i e n avec la petite
c o u r b u r e de l ' e s t o m a c , les îlots p a n c r é a t i q u e s et les voies biliaires du foie
sont d ' o r i g i n e ectodermique. T o u t e s ces m u q u e u s e s sont constituées d ' é p i -
t h é l i u m p a v i m e n t e u x ou a p l a t i , t o u t e s s o n t « invaginées » de l'extérieur
et sont d o n c à p r o p r e m e n t parler des m u q u e u s e s « immigrées ». (Migra-
tion cérébrale e c t o d e r m a l e !).
D a n s ce contexte j ' a i été a m e n é à faire un r a p p r o c h e m e n t a b s o l u m e n t
f o n d a m e n t a l q u i , a p r è s - c o u p semble l'évidence m ê m e , m a i s qui a u p a r a -

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v a n t m ' a v a i t d o n n é bien du fil à r e t o r d r e . Il s'agit de l'ulcus ventriculi
(l'ulcère gastrique) et de l ' u l c u s d u o d e n i (l'ulcère d u o d e n a l ) .
Encore une fois, après-coup t o u t le m o n d e comprend aisément que l'ulcère
gastrique a des causes psychiques, t o u t c o m m e l'ulcère d u o d e n a l . P o u r m o i ,
il n ' y a là rien d ' e x t r a o r d i n a i r e , p u i s q u e en définitive t o u t est c o m m a n d é
p a r l ' o r d i n a t e u r q u ' e s t n o t r e c e r v e a u . Seulement voilà : l'ulcère g a s t r i q u e
et le « faciès g a s t r i q u e » avec le pli n a s o - l a b i a l , familier à t o u s les m é d e -
cins, ne c a d r e n t p a s bien avec les o r g a n e s a b d o m i n a u x régis p a r le t r o n c
c ér éb ra l, et il en va de m ê m e du c a r c i n o m e des îlots p a n c r é a t i q u e s , aussi
bien des cellules a l p h a , qui sécrètent le g l u c a g o n , q u e des cellules b ê t a , qui
sécrètent l'insuline, et d ' u n certain t y p e de c a r c i n o m e du foie ( C a des voies
biliaires).
P o u r t a n t , il existe des carcimones à chou-fleur, si volumineux m ê m e qu'ils
peuvent emplir t o u t l ' e s t o m a c . C o m m e n t expliquer cette c o n t r a d i c t i o n ?
C o m m e n ç o n s p a r n o u s r e m e t t r e à l'esprit u n certain n o m b r e d e faits,
q u e chacun connaît sans d o u t e , mais q u e personne n ' a j a m a i s pu expliquer :
1 . U n e j e u n e f e m m e féminine n ' a p r a t i q u e m e n t j a m a i s d ' u l c è r e gastrique
ou d'ulcère duodenal.
2. Il est e x t r ê m e m e n t r a r e q u ' u n e j e u n e f e m m e féminine puisse faire un
ulcère car ci n o m ateu x d u foie. P o u r m a p a r t j e n ' e n a i encore j a m a i s vue.
3. Les ulcères gastriques sont p r e s q u e t o u j o u r s localisés au m ê m e e n d r o i t :
à l'orifice de sortie de l ' e s t o m a c ( p y l o r e / b u l b e ) et d a n s la petite cour-
b u r e (bord supérieur), j a m a i s d a n s le f u n d u s (grosse tubérosité) ou d a n s
la g r a n d e c o u r b u r e ( b o r d inférieur).
4 . Les 2 / 3 supérieurs d e l ' œ s o p h a g e sont revêtus d ' é p i t h é l i u m p a v i m e n -
teux, t a n d i s q u e le 1/3 inférieur a un revêtement c o n s t i t u é davantage
d'épithélium intestinal. M a i s il arrive souvent que l'épithélium pavimen-
teux se p r o l o n g e j u s q u ' à l'intérieur de l ' e s t o m a c , c'est-à-dire au-delà
du c a r d i a , l'orifice supérieur de l ' e s t o m a c , p a r lequel celui-ci c o m m u -
n i q u e avec l ' œ s o p h a g e .
5. La simultanéité du c a r c i n o m e rectal et de l'ulcère c a r c i n o m a t e u x du foie
est e x t r ê m e m e n t f r é q u e n t e .
Si l ' o n assemble les éléments é p a r s de cette m o s a ï q u e , il s'ensuit, très
p r o b a b l e m e n t , q u e des parties de cet épithélium p a v i m e n t e u x q u i , au cours
de l'évolution s'est mis à tapisser l ' œ s o p h a g e à p a r t i r de la m u q u e u s e b u c -
cale (ectoderme !), ont en réalité p o u s s é leurs r a m i f i c a t i o n s , m a i s s u r t o u t
leurs fibres nerveuses, j u s q u ' à l'intérieur du d u o d é n u m , du p a n c r é a s (îlots)
et du foie. Ces fibres n ' o n t p a s p o u s s é leur m i g r a t i o n p l u s a v a n t , ce q u i
explique q u e l'intestin grêle ne fasse q u e des carcinoïdes. En effet, l'intes-
t i n grêle est u n e pièce r a j o u t é e après c o u p , au c o u r s de l ' é v o l u t i o n , e n t r e
le d u o d é n u m et le c œ c u m , et ni au cerveau, ni au t r o n c cérébral il n ' a de
centre-relais substantiel c o r r e s p o n d a n t à sa d i m e n s i o n . Et il n'existe p a s
n o n plus de teneur conflictuelle spécifique c o r r e s p o n d a n t à l'intestion grêle.
Je ne suis p a s t o u t à fait sûr q u e t o u t e s les fibres nerveuses a s s u r a n t l'inner-
vation sensitive de la petite c o u r b u r e de l ' e s t o m a c , de la région p y l o r o -
b u l b a i r e de l ' e s t o m a c et du d u o d é n u m , des papilles et des c a n a u x p a n c r é a -

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t i q u e , c h o l é d o q u e , cystique et h é p a t i q u e , reçoivent leur i m p u l s i o n du cor-
tex somato-sensitif droit, c'est-à-dire de la p a r t i e latérale inférieure de la
circonvolution postcentrale (postrolandique) droite. J ' e n suis sûr pour l'esto-
m a c et le foie. P o u r le p a n c r é a s je n ' e n suis p a s encore c e r t a i n , l'innerva-
t i o n sensible des îlots p a n c r é a t i q u e s , qui est assurée p a r le diencéphale,
p o u r r a i t p r o v e n i r e n o u t r e d u côté d r o i t .
U n e fois sur cette piste, j ' a i bien sûr r é e x a m i n é et c o n t r ô l é un à un t o u s
m e s scanners c é r é b r a u x , e t effectivement j ' a i constaté q u e j ' a v a i s c o m m i s
u n e grosse e r r e u r , s u r t o u t à p r o p o s de l ' i n f a r c t u s du m y o c a r d e : il arrivait
souvent q u e les patients eussent deux foyers de H a m e r , l ' u n qui était typi-
q u e d u c a r c i n o m e c o r o n a r i e n o u d u c a r c i n o m e b r o n c h i q u e , m a i s aussi u n
second foyer, q u e je n ' a r r i v a i s pas bien à classer, m a i s d o n t je me disais
q u ' i l devait « en faire partie ». O r , il s'agissait t o u j o u r s du b a s de la cir-
c o n v o l u t i o n p o s t c e n t r a l e du lobe pariétal d r o i t . A p a r t i r de là ce n ' é t a i t
plus q u ' u n e question de routine, il ne me restait plus q u ' à consulter les fiches
des m a l a d e s et à vérifier si ceux-ci s'étaient plaints de m a u x d ' e s t o m a c (que
j ' a v a i s interprétés à tort c o m m e « musique d ' a c c o m p a g n e m e n t » de l'angine
de p o i t r i n e du c a r c i n o m e c o r o n a r i e n ) . Et effectivement : d a n s la p l u p a r t
des cas j ' a v a i s n o t é q u e le p a t i e n t s'était plaint « aussi » de violents m a u x
d ' e s t o m a c , de coliques gastriques, de v o m i s s e m e n t s , de selles foncées, e t c . ,
q u e t o u s les médecins a t t r i b u a i e n t a u x d o u l e u r s c a r d i a q u e s et qualifiaient
de « s y n d r o m e g a s t r o c a r d i a q u e ».
E x a m i n o n s m a i n t e n a n t de plus près quelle est la n a t u r e exacte de l'ulcère :
c'est essentiellement u n e p e r t e d e s u b s t a n c e . N o u s t r o u v o n s u n processus
analogue dans tous les carcinomes de tissu épithélial pavimenteux (muqueuse
d e l a cavité b u c c a l e , m u q u e u s e i n t r a - b r o n c h i q u e , m u q u e u s e c o r o n a i r e ,
m u q u e u s e du vagin et de l'orifice utérin, m u q u e u s e de la vessie et du rec-
t u m ) (ici, d a n s la vessie et le r e c t u m m é l a n g é à des p o l y p e s , qui relèvent
de l'épithélium intestinal, d'origine e n d o d e r m i q u e , et ont un tissu adénoïde).
Il ne saurait y avoir de doute : de par leur n a t u r e , l'ulcère gastrique et l'ulcère
d u o d é n a l figurent au n o m b r e des ulcères d'épithélium pavimenteux, ils sont
d ' o r i g i n e e c t o d e r m i q u e , o n t leurs centres-relais d a n s la p a r t i e latérale de
la c i r c o n v o l u t i o n postcentrale droite et sont un a t t r i b u t c o m p o r t e m e n t a l
typiquement masculin.
Ce n'est pas si compliqué que ça : d a n s la partie inférieure de l ' œ s o p h a g e ,
le long de la petite c o u r b u r e de l ' e s t o m a c , ou pylore, orifice de sortie de
l ' e s t o m a c , a u bulbe d u o d é n a l , partie initiale d u d u o d é n u m i m m é d i a t e m e n t
après le p y l o r e , ainsi q u e d a n s le canal p a n c r é a t i q u e , le c h o l é d o q u e et les
c a n a u x h é p a t i q u e s chevauchent deux f o r m a t i o n s épithéliales : l'épithélium
intestinal d ' o r i g i n e e n d o d e r m i q u e , qui fait p a r t i e du t r a c t u s digestif, ainsi
q u e l'épithélium p a v i m e n t e u x plus récent, d ' o r i g i n e e c t o d e r m i q u e , d o n t le
centre-relais est au cerveau. D ' o ù les d o u l e u r s p r o v o q u é e s p a r l'ulcère gas-
t r i q u e o u d u o d é n a l , p a r les coliques h é p a t h i q u e s . D ' o ù également l'inner-
v a t i o n (par co-immigration) des îlots de L a n g e r h a n s p a r le diencéphale (les
îlots pancréatiques sont innervés et dirigés directement p a r le diencéphale !).
A u t r e f o i s , n o m b r e d ' a u t e u r s de m a n u e l s m é d i c a u x c r o y a i e n t q u e les sels

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acides de l'estomac étaient responsables de l'ulcère gastrique. Mais la grande
c o u r b u r e de l ' e s t o m a c , où il y a le plus de sels acides, n ' a j a m a i s d ' u l c è r e .
P e r s o n n e ne conteste q u e les ulcères gastriques aient q u e l q u e chose à voir
avec des conflits. Q u ' i l puisse y avoir d a n s l ' e s t o m a c d e u x t y p e s de cancer
différents, un cancer « ulcératif » et un cancer « à chou-fleur » ne p a r a î t
difficile à c o m p r e n d r e q u ' à p r e m i è r e v u e . Il en est de l'ulcère g a s t r i q u e
c o m m e de l'ulcère de la m u q u e u s e buccale : s'il est p r o d u i t d a v a n t a g e de
cellules (carcinomateuses) inutilisables sur le p l a n f o n c t i o n n e l , il en est
expulsé encore d a v a n t a g e p a r c e q u ' e n r a i s o n de leur d y s f o n c t i o n elles ne
résistent pas a u x sollicitations m é c a n i q u e s . D ' o ù le déficit, la « p e r t e de
s u b s t a n c e ». D ' a i l l e u r s , le l a r y n g o p h a r y n x , l ' œ s o p h a g e et l ' e s t o m a c o n t
leur centre-relais, et d o n c leur foyer de H a m e r p r e s q u e au m ê m e e n d r o i t .
La teneur des conflits est t o u j o u r s en r e l a t i o n avec le territoire.
Q u ' e n est-il du c a r c i n o m e du foie ? Là aussi n o u s a v o n s deux espèces
de t u m e u r s : les u n e s — avec perte de s u b s t a n c e — sont situées d a n s les
voies biliaires, j u s q u ' o ù s'étendent les fibres nerveuses télencéphaliques (sen-
sibles). Les a u t r e s sont situées à la périphérie et font à p r o x i m i t é de la c a p -
sule du foie de g r o s n o d u l e s saillants, qui s o n t souvent p a l p a b l e s . Elles o n t
l'aspect de la t u m e u r intestinale. Si le conflit est résolu, les t u m e u r s nécro-
tiques intérieures peuvent se régénérer facilement (chez les j e u n e s ) , tandis
q u e les t u m e u r s extérieures s'encapsulent d a n s ce cas ou se calcifient. A u t r e -
fois, ces t u m e u r s p o u v a i e n t devenir des « tuberculoses h é p a t i q u e s ».
L ' u l c è r e g a s t r i q u e et d u o d é n a l a encore u n e a u t r e p a r t i c u l a r i t é . Du fait
que le centre-relais est situé d a n s le cortex, il fait après l'irruption de l ' œ d è m e
conflictolytique u n e épilepsie gastrique !
Je pense que les coliques gastriques avec crampes sont souvent, voire m ê m e
la p l u p a r t du t e m p s , u n e crise épileptique consécutive à la s o l u t i o n du con-
flit. C o m m e de t o u t e évidence le « conflit gastrique cérébral » est très a p p a -
renté au conflit de territoire et se manifeste souvent c o n j o i n t e m e n t avec
lui, il est arrivé souvent que le t a b l e a u d ' u n infarctus du m y o c a r d e soit m a s -
q u é p a r le t a b l e a u clinique d ' u n e colique g a s t r i q u e . D a n s des cas m o i n s
d r a m a t i q u e s on parlait alors de « s y n d r o m e h é p a t o - g a s t r o - c a r d i a q u e » ou
de syndrome gastro-cardiaque, selon les organes affectés et les combinaisons.

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Voici quelques scanners cérébraux de patients atteints de carcinomes laryn-
g o p h a r y n g i e n s , de c a r c i n o m e s œ s o p h a g i e n s et de c a r c i n o m e s ulcératifs de
l'estomac.

Conflit de territoire et contrariété territoriale chez u n e patiente de 49 ans,


de t y p e m a s c u l i n , m é n o p a u s é e . A l ' é p o q u e du s c a n n e r , les deux foyers de
H a m e r étaient déjà cicatrisés e t p r é s e n t a i e n t u n nouvel œ d è m e intrafocal
en voie de f o r m a t i o n . D e u x m o i s plus t a r d , la p a t i e n t e s u c c o m b a i t à un
infarctus du m y o c a r d e , en fait à un i n f a r c t u s et à u n e crise épileptique de
cancer ulcératif de l ' e s t o m a c après u n e récidive du conflit.
Le D H S de cette p a t i e n t e a u t r i c h i e n n e venait de ce q u e son fils u n i q u e
avait p o u r la première fois de sa vie découché et passé la nuit chez sa copine,
u n e j e u n e p a y s a n n e . T o u t e l a n u i t , l a patiente avait t o u r n é d a n s son a p p a r -
t e m e n t c o m m e un tigre en c a g e , r é p é t a n t sans cesse : « La p u t a i n , elle est
en train de me le d é b a u c h e r . » Lorsqu'elle lui fit avouer le lendemain m a t i n
q u ' i l avait c o u c h é avec sa c o p i n e , ce fut l ' e x p l o s i o n . Le conflit d u r a dix
m o i s , puis, l ' e n f a n t é t a n t n é , les jeunes gens se m a r i è r e n t et le conflit fut
résolu. La p a t i e n t e fit un p r e m i e r infarctus du m y o c a r d e avec ulcère de

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l ' e s t o m a c . Au b o u t de 4 a n s , en 1983, la p a t i e n t e fit u n e véritable récidive
qui d u r a 3 m o i s . Elle en m o u r u t e n v i r o n un m o i s après la s o l u t i o n du con-
flit. Le scanner q u e voici a été effectué e n v i r o n 10 j o u r s a p r è s le d é b u t de
la p h a s e postconflictolytique de la récidive. On y distingue 4 foyers de
H a m e r . L a flèche supérieure m o n t r e u n œ d è m e d a n s l a m o e l l e d u cerveau,
signalant la s o l u t i o n d ' u n conflit de dévalorisation de soi d a n s la relation
mère-enfant. L a seconde flèche m a r q u e u n foyer d e H a m e r p r o v e n a n t d ' u n
conflit de t e r r i t o i r e , la troisième le foyer de H a m e r d ' u n c a r c i n o m e ulcéra-
tif de l ' e s t o m a c .
Les petites flèches b l a n c h e s cernent un g r o s foyer de H a m e r c o r r e s p o n -
d a n t à l ' o v a i r e droit : on discerne déjà un d é b u t d ' œ d é m a t i s a t i o n i n t r a f o -
cale (grosse flèche). Q u a n d on connaît bien le milieu p a y s a n , on n ' e s t p a s
surpris de voir avec quel a c h a r n e m e n t u n e belle-mère est c a p a b l e de défen-
d r e son t e r r i t o i r e , souvent j u s q u ' a u d é n o u e m e n t t r a g i q u e . Il est r a r e , en
effet, q u e de tels conflits soient v r a i m e n t r é s o l u s . A la p r e m i è r e occasion,
u n e petite vacherie, un m o t inconsidéré est l'étincelle q u i fait r e p a r t i r
l'incendie.
L o r s q u ' o n découvrit le cancer l a r y n g o p h a r y n g i e n , la p a t i e n t e en enten-
d a n t le d i a g n o s t i c , fit un n o u v e a u D H S : conflit de p e u r du cancer. P a r
la suite, on lui extirpa u n e p a r t i e du lobe frontal d r o i t , ainsi q u e des gan-
glions l y m p h a t i q u e s au cou du côté g a u c h e . Je ne possède q u e les p h o t o s
après l ' o p é r a t i o n , qui ne s o n t pas instructives ici.
P e n d a n t 3 à 4 a n s , la p a t i e n t e j o u i t d ' u n « b o n u s de c o m p a s s i o n », elle
n ' é t a i t plus d a n s la c o u r s e . M a i s l o r s q u ' a u b o u t de 4 ans elle eut récupéré
ses forces, elle reprit le vieux c o m b a t à la p r e m i è r e o c c a s i o n .
En m a r g e de cette tragédie, il convient de noter q u ' à la m o r t de la patiente
son m a r i fit un D H S avec conflit de territoire et conflit de dévalorisation
de soi, qui d u r a 9 m o i s . L o r s q u ' i l fut enfin résolu, il ne survécut q u e de
justesse à son « infarctus » a t t e n d u après plusieurs r é a n i m a t i o n s consécu-
tives (voir ce cas au chapitre sur la leucémie).

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C ' e s t chez ce p a t i e n t q u e je découvris p o u r la p r e m i è r e fois, le 6 avril
1983, le foyer de H a m e r q u e je p r é s u m a i s d e p u i s l o n g t e m p s au cerveau.
Q u a t r e semaines a u p a r a v a n t , ce patient m ' a v a i t d e m a n d é à l'occasion d ' u n
congrès à M a y e n c e , s'il r i s q u a i t de faire u n e a t t a q u e d ' a p o p l e x i e . A l ' é p o -
que, il venait de résoudre son conflit et se trouvait en vagotonie. Je lui répon-
dis p a r l'affirmative. L o r s q u e 4 semaines plus t a r d il fit effectivement
l ' a t t a q u e e s c o m p t é e , j e savais q u ' i l devait avoir u n foyer d e H a m e r . N o u s
lui fîmes faire un scanner c é r é b r a l . On y v o y a i t à la fois « t o u t et rien ».
Il n'était t o u t de m ê m e pas possible que le foyer que je m ' a t t e n d a i s à décou-
vrir fût si g r o s .
Le patient avait eu à son insu d e u x « vieux foyers de H a m e r », qui se
t r o u v a i e n t déjà en voie de cicatrisation, d o n t l ' u n , désigné p a r la flèche
inférieure, c o r r e s p o n d a i t à un ulcère g a s t r i q u e . La flèche supérieure, en
h a u t à droite, signale un conflit territorial suivi d ' u n infarctus du m y o c a r d e

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Le patient se plia docilement à tout ce q u ' o n exigeait de lui. Mais l o r s q u ' u n
j o u r , d a n s des circonstances d r a m a t i q u e s à la piscine d ' u n e clinique, on
lui a n n o n ç a q u e son m é l a n o m e faisait des m é t a s t a s e s , ce qui était t o t a l e -
m e n t faux, le patient fut pris de p a n i q u e et fit un n o u v e a u conflit de terri-
toire : il se disait en effet q u e t o u t était p e r d u et q u ' i l n ' a v a i t plus a u c u n e
chance de s'en tirer. A partir de ce m o m e n t il se d é v e l o p p a un cancer b r o n -
chique d a n s la p h a s e active du conflit et un cancer p é r i c a r d i q u e . L o r s q u ' i l
apprit le diagnostic « cancer b r o n c h i q u e » le patient fit un n o u v e a u con-
flit de peur du cancer avec un foyer de H a m e r au lobe frontal gauche (scan-
ner de la p a g e précédente). Le patient p a r v i n t encore à r é s o u d r e t o u s ces
conflits. M a i s l o r s q u e le médecin-chef de l ' h ô p i t a l lui dit b r u t a l e m e n t q u ' i l
n'avait plus aucune chance de s'en tirer, le corps tout entier étant déjà envahi
p a r les « métastases », le p a t i e n t s ' e f f o n d r a , il fut saisi de p a n i q u e à
l ' a n n o n c e d ' u n e m o r t inévitable et en m o u r u t . Au p o u m o n (radio à droite
et en h a u t ) on voit un é n o r m e é p a n c h e m e n t p é r i c a r d i q u e , bien visible à
g a u c h e , le c a r c i n o m e b r o n c h i q u e du côté d r o i t et les taches r o n d e s au p o u -
m o n , qui t r a n s p a r a i s s e n t en p a r t i e à travers l ' é p a n c h e m e n t p é r i c a r d i q u e .

62
Patiente de 68 ans avec carcinome œsophagien, c a r c i n o m e b r o n c h i q u e ,
c a r c i n o m e péricardique et grave dépression. Son cas est décrit au chapitre
sur les d é p r e s s i o n s . Elle avait été « mise à la p o r t e » de la m a i s o n de ses
b e a u x - p a r e n t s d a n s des c o n d i t i o n s o u t r a g e a n t e s . Il lui avait fallu « ava-
ler » cette expulsion du territoire.
Les deux flèches sont pointées vers l ' é n o r m e foyer de H a m e r du carci-
n o m e œ s o p h a g i e n , une sorte de conflit de territoire. La petite flèche signale
q u e la citerne a m b i a n t e est c o m p r i m é e vers le milieu, du fait de la pression
exercée p a r la p o u s s é e massive (processus expansif dû à l ' œ d è m e intra- et
périfocal, à l'intérieur et a u t o u r du foyer de H a m e r ) .
A r r ê t o n s là notre digression à propos des cancers déclenchés par des con-
flits à base de contrariétés territoriales. Revenons-en m a i n t e n a n t au con-

63
texte général de la genèse du cancer en f o n c t i o n des différents feuillets
e m b r y o n n a i r e s : il est avéré q u e d a n s ces d o m a i n e s , un c a r c i n o m e n ' e n v a -
hit j a m a i s l ' o r g a n e a p p a r e m m e n t le plus p r o c h e , il ne p e u t pas franchir
le seuil o r g a n i q u e . J a m a i s n o u s ne v o y o n s un c a r c i n o m e rectal se p r o p a g e r
au sigmoïde, un c a r c i n o m e du col utérin c h e v a u c h e r sur le corps de l ' u t é -
r u s , un c a r c i n o m e ulcératif du bassinet empiéter sur le p a r e n c h y m e g l o m é -
rulaire des reins ou un c a r c i n o m e de l ' œ s o p h a g e supérieur se c o m m u n i q u e r
à la g r a n d e c o u r b u r e de l ' e s t o m a c . M a i s d a n s ces régions cérébrales péri-
insulaires de l ' h é m i s p h è r e d r o i t se situent aussi des centres-relais d ' o r g a -
nes qui o n t eux aussi des m u q u e u s e s à épithélium p a v i m e n t e u x , t o u t en
n ' a y a n t à p r e m i è r e vue rien à voir avec les o r g a n e s recto-vagino-vésicaux :
la cavité buccale, les m u q u e u s e s œ o s o p h a g i e n n e s et b r o n c h i q u e s , ainsi q u e
l ' i n t i m a des artères c o r o n a i r e s sont a p p a r e m m e n t des o r g a n e s t o t a l e m e n t
différents, sans r a p p o r t s les u n s avec les a u t r e s et n ' a y a n t à p r e m i è r e v u e
rien de c o m m u n avec les o r g a n e s recto-vagino-vésicaux de m a r q u a g e de
territoire.
J u s q u ' i c i , les embryologistes ne se sont h e u r t é s à a u c u n e c o n t r a d i c t i o n ,
t a n t q u e la « t r i a d e de la L o i d ' a i r a i n du cancer » n ' é t a i t p a s encore con-
n u e . M a i s depuis q u ' i l n o u s a fallu a p p r e n d r e à t r o u v e r u n e corrélation
exacte, o n t o g é n é t i q u e m e n t plausible, entre conflit b i o l o g i q u e , localisation
au cerveau et correspondance organique, nous a p p r e n o n s aussi à comprendre
sur le p l a n o n t o g é n é t i q u e la c o r r é l a t i o n e n t r e la localisation cérébrale et
la s t r u c t u r e h i s t o l o g i q u e .
N o u s a p p r e n o n s m a i n t e n a n t à c o m p r e n d r e q u e les artères branchiales
o c c u p e n t u n e place à p a r t p a r m i les a r t è r e s , du fait q u e leur t u n i q u e intima
est constituée d ' é p i t h é l i u m p a v i m e n t e u x , s u b o r d o n n é à la région péri-
insulaire du cerveau et d o n c au c o m p o r t e m e n t territorial. D ' a u t r e part, l'épi-
d e r m e p é r i c a r d i q u e du sac séro-fibreux qui enveloppe le c œ u r , et qui est
constitué lui aussi d'épithélium p a v i m e n t e u x , relève également de la région
péri-insulaire au cerveau, t a n d i s q u e le tissu sous-jacent, ou m é s o t h é l i u m ,
est u n e p e a u cérébelleuse. A présent, n o u s c o m p r e n o n s aussi p o u r q u o i d a n s
le passé on a si souvent été i n d u i t en erreur p a r le fait q u ' a u cerveau les
cellules gliales ressemblaient tellement à des cellules épithéliales p a v i m e n -
teuses en voie de k é r a t i n i s a t i o n , l o r s q u e ces cellules gliales formaient des
tissus cicatriciels g l i o m a t e u x , les « gliomes ». Certes, le tissu gliomateux
n ' e s t p a s un tissu épithélial p a v i m e n t e u x , il n ' e m p ê c h e q u e la névroglie est
elle aussi d ' o r i g i n e e c t o d e r m a l e et q u e c'est d o n c le tissu le plus a p p a r e n t é
au tissu épithélial p a v i m e n t e u x . La p e a u extérieure (épiderme) est bien, elle
aussi, e c t o d e r m a l e , m a i s o n t o g é n é t i q u e m e n t la p e a u se c o m p o s e , d a n s son
e n s e m b l e , de d e u x « p e a u x » différentes, l ' u n e , plus a n c i e n n e , d ' o r i g i n e
m é s o d e r m a l e , la « p e a u cérébelleuse », l ' a c t u e l « d e r m e » avec les glan-
des s u d o r i p a r e s et cébacées, d o u é e d ' u n e sensibilité grossière, et l ' a u t r e ,
la « p e a u cérébrale » plus récente (épiderme) à épithélium p a v i m e n t e u x et
sensibilité fine.
Il a p p a r t i e n d r a a u x c h e r c h e u r s et interprètes futurs de m e t t r e en valeur
des p o i n t s de détail. M a i s le système l u i - m ê m e n ' e n sera p a s modifié p o u r
a u t a n t . (Voir le classement o n t o g é n é t i q u e à la fin du livre).

64
6. Les deux vies de l'homme
Comme tout mammifère, l'homme a :
1. Un cerveau ancien (tronc cérébral et cervelet)
2. Un cerveau n o u v e a u ou telencéphale (2 hémisphères)
Le cerveau humain a une double vascularisation artérielle :
1. Les artères vertébrales bilatérales (cerveau ancien)
2. Les carotides internes bilatérales (2 hémisphères)
L'homme a une double innervation motrice :
1. L ' i n n e r v a t i o n m o t r i c e végétative (péristaltique) p a r le cerveau ancien
(viscéro-motricité)
2. L ' i n n e r v a t i o n m o t r i c e centrale des muscles striés p a r le cerveau n o u -
veau (somato-motricité)
L'homme a une double innervation sensible :
1. Sensibilité végétative (intestin, etc.) p a r le t r o n c cérébral ; grossière der-
m i q u e , p a r le cervelet, t o u s d e u x p a r le cerveau ancien
2. L ' i n n e r v a t i o n sensible centrale (sensibilité de la p e a u et de la m u s c u l a -
t u r e striée) p a r le cerveau n o u v e a u
L'homme a une double innervation végétative antagoniste :
1. La p a r a s y m p a t h i c o t o n i e ou v a g o t o n i e , cerveau ancien
2 . L ' i n n e r v a t i o n s y m p a t h i c o t o n i q u e p a r l e cerveau n o u v e a u , n o t a m m e n t
p a r le diencéphale
L'homme a deux vies :
1. U n e vie du cerveau a n c i e n
2 . U n e vie d u cerveau n o u v e a u
Cette différenciation de l ' h o m m e p a r les d e u x parties différentes de son
cerveau a des r a i s o n s o n t o g é n é t i q u e s et ne s'explique q u e p a r là. A l'ori-
gine il n ' y avait q u e le cerveau ancien, qui suffisait a m p l e m e n t p o u r un
m o d e de vie primitif. Le cancer n'existe q u e depuis q u ' i l y a la s y m p a t h i -
c o t o n i e , et celle-ci existe d e p u i s q u ' i l y a le diencéphale, qui c o n t r ô l e le
s y m p a t h i c o t o n u s . Ce système c o m p r e n d : le t h a l a m u s et l ' h y p o t h a l a m u s ,
l ' h y p o p h y s e , les glandes t h y r o ï d e s , les îlots du p a n c r é a s , ainsi q u e les c a p -
sules surrénales et la chaîne s y m p a t h i q u e l a t é r o v e r t é b r a l e .
Il y a des a n n é e s q u e je me creuse la tête au sujet de savoir quelle est
au juste la n a t u r e de la sympathicotonie, quels sont les maillons de la chaîne
s y m p a t h i q u e , p o u r q u o i l a n e u r o p h y s e , l a g l a n d e t h y r o ï d e , l ' o r g a n e insu-
laire du p a n c r é a s , les capsules surrénales (cortex et m é d u l l o s u r r é n a l e ) et
la chaîne s y m p a t h i q u e l a t é r o v e r t é b r a l e ne font pas de cancer, bien q u e p a r
exemple les cellules insulaires a l p h a du p a n c r é a s , à la suite d ' u n conflit avec
foyer de H a m e r à l ' h y p o t h a l a m u s , soient en état de dysfonction avec m o b i -
lisation déficiente du glycogène du foie e n t r a î n a n t un c h o c hypoglycémi-
q u e o u u n état d e p r é c h o c , toutefois sans p r o l i f é r a t i o n des cellules. J ' a i
fait l a m ê m e o b s e r v a t i o n p o u r l e diabète sucré, qui est p r o v o q u é p a r u n
conflit de « r é p u g n a n c e » a v e c foyer de H a m e r c o r r e s p o n d a n t à l ' h y p o -

67
t h a l a m u s du diencéphale et dysfonction des cellules insulaires bêta du pan-
créas, avec p r o d u c t i o n déficiente d ' i n s u l i n e , sans toutefois entraîner une
prolifération des cellules insulaires b ê t a , mais seulement u n e « altération ».
Il en est de m ê m e de la g l a n d e t h y r o ï d e (nodules froids) et des capsules
surrénales (cf. c h a p i t r e sur les o r g a n e s s y m p a t h i c o t o n i q u e s ) .
Je serais d o n c p o r t é à subdiviser l ' a n t h r o p o g é n è s e , ou évolution de
l ' h o m m e (et des m a m m i f è r e s , p a r exemple) en trois p h a s e s :
1. L ' a n t i q u i t é : évolution j u s q u ' a u t r o n c cérébral, j u s q u ' a u mésencéphale,
sans le cervelet.
2. Le m o y e n âge : évolution du cervelet et des m a m m i f è r e s
3. Les t e m p s m o d e r n e s : évolution du diencéphale et du télencéphale.
Certes, on p e u t vivre un certain t e m p s sans cerveau, c'est-à-dire avec col-
lapsus de la circulation s a n g u i n e i n t r a h é m i s p h é r i q u e , m a i s pas sans t r o n c
cérébral.
La vie, q u e n o u s a p p e l o n s vie consciente, est la vie de n o t r e cerveau
m o d e r n e , de n o t r e télencéphale. Mais n o t r e vie biologique est la vie de n o t r e
a b d o m e n et de ses o r g a n e s , au n o m b r e desquels figurent aussi les a m y g d a -
les, les alvéoles p u l m o n a i r e s et l'oreille m o y e n n e , c'est la « c o n d i t i o n sine
q u a n o n ». Sans cette base, u n e vie n'est pas possible, ni sur le plan psychi-
q u e , ni sur le p l a n cérébral, ni sur le plan o r g a n i q u e .
Le d é v e l o p p e m e n t du diencéphale et du télencéphale a d o n n é u n e orien-
tation totalement nouvelle à la conception initiale, il a créé la « chaîne sympa-
thicotonique », le r y t h m e c a r d i a q u e réglable, la m u s c u l a t u r e striée et c'est
grâce à lui q u e l'être vivant s'est ouvert à l'extérieur ! C e t t e o u v e r t u r e à
l'extérieur a posé le p r o b l è m e de la coexistence des individus, p r o b l è m e q u e
l ' é v o l u t i o n a résolu m a g i s t r a l e m e n t . La coexistence et la délimitation au
sein de la n a t u r e p a r r a p p o r t a u x a u t r e s r a c e s , entre fournisseurs et récep-
teurs de p â t u r e , a été codifiée d a n s ce c e r v e a u . N a t u r e l l e m e n t , la symbiose
primitive des êtres vivants à o r g a n e s a b d o m i n a u x , avec les colibacilles et
les microbactéries tuberculeuses, existait déjà dans l'« antiquité cérébrale »,
mais elle n'est guère c o m p a r a b l e à l ' o r d r e p r o d i g i e u x des milliers de systè-
m e s biologiques corrélatifs au sein des différentes races du c o s m o s . N o u s
e n v o y o n s u n e é b a u c h e , u n a v a n t - p r o j e t , d a n s l a relation m è r e - e n f a n t , ins-
tituée a u c o u r s d u m o y e n âge cérébral, p e n d a n t lequel l e c o m p o r t e m e n t
de la m è r e et celui du n o u r r i s s o n , de l ' e n f a n t à la m a m e l l e , sont m i n u t i e u -
sement synchronisés et h a r m o n i s é s , créant ainsi un système de c o r r é l a t i o n
biologique au sein de l'espèce.
J ' a v o u e , c e p e n d a n t , q u ' i l y a un p o i n t où je n ' y vois p a s encore t o u t
à fait clair : de t o u t e évidence, la m i c r o b a c t é r i e t u b e r c u l e u s e est u n e b a c t é -
rie typiquement spécifique de l ' a b d o m e n et avec le colibacille c'est sans doute
l ' u n e des plus anciennes bactéries. T a n d i s q u e le colibacille est u n e sorte
de m a n œ u v r e q u i aide à désagréger la cellulose, les bactéries tuberculeuses
sont les é b o u e u r s de l'intestin. Furent-elles de t o u s t e m p s des o n c o p h a g e s ,
c'est-à-dire des déblayeurs de t u m e u r s cancéreuses, ou b i e n avaient-elles
aussi u n e c o m p é t e n c e en m a t i è r e de petites lésions intestinales ou a u t r e s ?
Se peut-il q u e nos plus anciens organes a b d o m i n a u x aient été déjà atteints

68
du cancer ? D a n s ce cas il fallait bien q u ' à ce stade de l ' é v o l u t i o n il y eût
u n e espèce d ' i n n e r v a t i o n s y m p a t h i q u e . C e n ' e s t q u e plus t a r d q u e l e centre
de contrôle de la chaîne s y m p a t h i q u e l a t é r o v e r t é b r a l e a u r a i t été transférée
d a n s le diencéphale : à cette c h a î n e latérovertébrale serait v e n u e s'ajouter
u n e chaîne plus efficace, e t m ê m e u n e d o u b l e o u triple c h a î n e , voire t o u t
un système de chaînes d ' o r d r e nerveux et h o r m o n a l . En effet, faute de m o b i -
liser le glucose, p a r exemple, la meilleure i n n e r v a t i o n m u s c u l a i r e ne serait
d ' a u c u n e utilité. Voilà p o u r q u o i , en créant les cellules insulaires alpha du
p a n c r é a s qui sécrètent u n e h o r m o n e , l e g l u c a g o n , a u g m e n t a n t l a t e n e u r d u
sang en glucose (sucre), et les cellules bêta q u i , en sécrétant u n e h o r m o n e
antagoniste, l'insuline, favorisent l'utilisation du sucre p a r les tissus et abais-
sent ainsi la teneur du sang en glucose, la n a t u r e a inventé un système magis-
tral de ravitaillement en c a r b u r a n t .
Ainsi d o n c , au cours de l ' é v o l u t i o n , la n a t u r e ne se sera servie q u e du
modèle des deux brides immémoriales que sont le sympathique et le parasym-
p a t h i q u e p o u r u n e nouvelle c o n s t r u c t i o n p r o d i g i e u s e , d e m ê m e q u e l e
« modèle » du territoire du nid a été utilisé p o u r la c o n s t r u c t i o n d ' u n « ter-
ritoire » du cerf, p a r e x e m p l e .
Je crois q u e faute de saisir et de bien c o m p r e n d r e ce contexte de t r a n s -
f o r m a t i o n s successives au c o u r s de l ' é v o l u t i o n , il n ' e s t guère possible de
se faire u n e idée a p p r o f o n d i e des p h é n o m è n e s relatifs à la genèse, à l'évo-
lution et à la guérison de l ' é v é n e m e n t c a n c é r e u x .
P a r c o n s é q u e n t il va falloir à l'avenir p r ê t e r u n e a t t e n t i o n décisive à ces
d e u x g r a n d s p o i n t s de s u t u r e de l'évolution entre l ' a n t i q u i t é et le m o y e n
âge et entre le m o y e n âge et les t e m p s m o d e r n e s de n o t r e cerveau. C'est
en définitive la clé indispensable p o u r c o m p r e n d r e les p h é n o m è n e s et les
lois biologiques de n o t r e o r g a n i s m e et p o u r c o m p r e n d r e les r a p p o r t s bio-
logiques nécessaires entre l ' o r g a n i s m e h u m a i n et le c o s m o s qui l ' e n t o u r e .

69
7. La Loi d'airain du cancer
L a L o i d ' a i r a i n d u cancer est u n e loi b i o l o g i q u e e m p i r i q u e , qui s ' a p p u i e
sur l'expérience et l ' o b s e r v a t i o n . Elle a été vérifiée sans exception d a n s les
q u e l q u e 10 000 cas q u e j ' a i e x a m i n é s j u s q u ' i c i .
Il s'agit d ' u n système surdéterminé de trois fonctions corrélatives, de sorte
q u ' e n en c o n n a i s s a n t u n e , on est à m ê m e de d é d u i r e les d e u x a u t r e s .

A
l'origine, la Loi d'airain du cancer s'énonçait ainsi :
er
1 critère :
Toute maladie cancéreuse débute par un D H S ( D I R K - H A M E R -
S Y N D R O M ) , c'est-à-dire :
u n c h o c conflictuel e x t r ê m e m e n t b r u t a l , aigu e t d r a m a t i q u e , vécu d a n s
l'isolement.
e
2 critère :
A l ' i n s t a n t du D H S c'est la t e n e u r du conflit qui d é t e r m i n e la localisa-
t i o n d u cancer d a n s l ' o r g a n e .
e
3 critère :
A p a r t i r du D H S , il y a c o r r é l a t i o n exacte entre l ' é v o l u t i o n du conflit
e t l ' é v o l u t i o n d u cancer d a n s l ' o r g a n e .

A présent, la Loi d'airain du cancer s'énonce ainsi :


er
1 critère :
T o u t e m a l a d i e d u cancer d é b u t e p a r u n D H S ( D I R K - H A M E R -
S Y N D R O M ) , c'est-à-dire :
u n c h o c conflictuel e x t r ê m e m e n t b r u t a l , d r a m a t i q u e e t vécu d a n s l'iso-
lement,
qui à l ' i n s t a n t du D H S p r o v o q u e au c e r v e a u un foyer de H a m e r et à
l ' i n s t a n t d u D H S l e d é m a r r a g e d u cancer d a n s l ' o r g a n e .
e
2 critère :
A l ' i n s t a n t du D H S la t e n e u r du conflit d é t e r m i n e aussi bien la localisa-
t i o n d u foyer d e H a m e r a u cerveau q u e l a localisation d e l a t u m e u r c a n -
céreuse d a n s l ' o r g a n e .
e
3 critère :
A p a r t i r du D H S , il y a c o r r é l a t i o n e n t r e l'évolution du conflit, celle
de la m o d i f i c a t i o n du foyer de H a m e r au cerveau et celle de la t u m e u r
cancéreuse d a n s l ' o r g a n e .

73
Définition de la notion de conflit
dans la Loi d'airain du cancer
La définition d'un conflit doit pouvoir s'appliquer aussi bien à l ' h o m m e
q u ' à l'animal. Chez moi le mot conflit répond au concept de conflit biolo-
gique. A un j u g e qui lui d e m a n d a i t c o m m e n t il définirait dans son j a r g o n
de psychiatre un conflit sexuel, par exemple, éprouvé par une femme qui
surprend son mari en « flagrant délit » et se traduisant au niveau cérébral
par un foyer de H a m e r au-dessus de l'oreille gauche, un professeur d'uni-
versité répondit : « J'appellerais cela une offense narcissique ». Il ne sut
que r é p o n d r e lorsque je lui d e m a n d a i s'il accepterait p o u r ma chienne la
même qualité dans sa définition de conflit psychique.
Voilà le hic : nos définitions du conflit ont toujours été conçues par la
médecine classique dans une optique religieuse, philosophique, psychanaly-
tique, il s'est toujours agi de définitions dogmatiques.
P o u r moi il n'existe pas de dogmes susceptibles de limiter ou de restrein-
dre une science. L o r s q u e je constate que l ' h o m m e et l'animal sont affectés
par le m ê m e type de conflit biologique et lorsque les m ê m e s p h é n o m è n e s
et modifications s'observent alors chez eux aux niveaux psychique, céré-
bral et o r g a n i q u e , il faut que les conclusions que l'on en tire, les règles ou
les dogmes tiennent compte des faits, et non pas l'inverse.
Ainsi d o n c , le conflit dans la terminologie de la Loi d'airain du cancer
ne doit pas être c o m p r i s , au sens de la psychanalyse, c o m m e l'élaboration
au cours de décennies d'une « constellation conflictive », mais c o m m e un
conflit biologique. Ce conflit biologique, qui lors d'un D H S frappe l'homme
et l'animal d'un coup soudain et irrésistible comme la foudre en p r o v o -
quant au cerveau le foyer de H a m e r , est la constellation d'une seconde.
Naturellement, la personnalité tout entière est impliquée dans un conflit
biologique. M a i s en général ce n'est pas cela qui est décisif. U n e vive alter-
cation avec la belle-mère à p r o p o s de l'éducation des enfants, par exem-
ple, peut déraper, et un seul mot, lâché dans une b o r d é e d'injures —
« salaud », « cochon » — va p r o v o q u e r le D H S . A cet instant m ê m e la
teneur du conflit est définie par la coloration, la signification que revêt ce
mot détonateur dans la conscience du patient. Il va faire par exemple un
conflit de m a r q u a g e de territoire, un foyer de H a m e r dans la zone péri-
insulaire de l'hémisphère droit et sur le plan organique un carcinome de
la vessie. A partir de là, toute la querelle, les démêlés et contestations dans
le cadre de ce conflit biologique vont suivre le rail tracé par la teneur spéci-
fique de ce conflit. La belle-mère aurait aussi bien pu crier « pauvre type,
va ! », le patient aurait pu faire un conflit de dévalorisation de soi, et la
querelle allumée par ce brûlot aurait pris dans la conscience du patient un
tour bien spécifique : le rail, le fil conducteur de tous les démêlés ultérieurs
aurait toujours été l'image de marque du patient, était-il, oui ou n o n , un
pauvre type ? Le rail tracé par la teneur spécifique du conflit aurait été
tout différent.

74
Le conflit biologique se décide dans la seconde, à l'instant même du D H S ,
c'est-à-dire que c'est au m o m e n t ultra-rapide de ce d é m a r r a g e fulgurant
que se décide la coloration, la teneur du conflit, sur le rail de laquelle va
se dérouler dorénavant le conflit biologique. Ainsi, par exemple, une femme
qui surprend son mari « en flagrant délit » ne va pas faire forcément un
conflit biologique sexuel. Et il n'est même pas inévitable qu'elle fasse un
conflit biologique, elle n'en fera un que si elle est confrontée à la situation
d'une manière inattendue, imprévue et inopinée. M ê m e en cas de D H S ,
il y a toute une série de teneurs de conflit possibles :
1" variante :
Lors du D H S la patiente ressent la situation c o m m e conflit biologique
de frustration sexuelle. Au niveau cérébral elle ferait un foyer de H a m e r
dans la zone péri-insulaire de l'hémisphère gauche, sur le plan organi-
que un carcinome du col utérin.
2' variante :
Il se peut que la patiente ait elle-même un a m a n t , elle n ' a i m e plus son
mari. Au m o m e n t du D H S elle ressent la situation c o m m e un affront
et u n e t r a h i s o n h u m a i n e : son mari la couvre de honte et de ridicule
devant les voisins : elle subit à l'instant du D H S un conflit humain géné-
ral, au niveau cérébral elle fait un foyer de H a m e r au cervelet gauche
et sur le plan organique un cancer du sein droit.
3' variante :
Au m o m e n t du D H S la patiente ressent la j e u n e et jolie rivale comme
son p r o p r e conflit de dévalorisation de soi. « Elle a pu lui offrir ce que
je ne suis plus en mesure de lui donner ». D a n s ce cas la patiente éprouve
au m o m e n t du D H S un conflit biologique de dévalorisation de soi, elle
fait un foyer de H a m e r dans la moelle occipitale et un cancer des os
dans la zone du bassin.
4' variante :
Il se peut que la patiente soit m é n o p a u s é e et de ce fait ait des réactions
masculines. Au m o m e n t du D H S , la m ê m e situation sera peut-être res-
sentie ou subie comme un conflit de territoire, avec foyer de H a m e r dans
la zone péri-insulaire de l'hémisphère droit, et sur le plan organique avec
un carcinome coronaire, un carcinome b r o n c h i q u e , ou, s'il s'agit d'un
conflit de m a r q u a g e de territoire perçu et ressenti c o m m e une « cochon-
nerie », avec un carcinome de la vessie. Toutefois, dans la majorité des
cas la patiente fera un carcinome ovarien, c o r r e s p o n d a n t à un « conflit
génito-anal » avec foyer de H a m e r dans la zone p a r a m é d i a n e du lobe
occipital.
Ainsi donc, deux événements, deux situations « identiques » ne sont fina-
lement pas « identiques ».
En effet, l'élément déterminant au moment du D H S c'est la façon dont
le patient voit les choses, ce qu'il ressent, le prisme à travers lequel il per-
çoit l'événement, la situation, le filtre qui lui donne sa coloration spécifi-
que : c'est cette coloration spécifique qui décide de la teneur du conflit et
par suite du « rail » sur lequel va rouler d o r é n a v a n t le conflit biologique.
75
D a n s ce contexte on se rend compte de l'absurdité des « études prospec-
tives ». La « non-convertibilité » d'un système ne constitue pas une fai-
blesse scientifique, elle découle inévitablement du fait qu'il est presque
impossible de prédire avec quelque certitude dans quelle direction ou sur
quel « rail » le patient va vivre ou subir un conflit prévu par des études
prospectives. M ê m e l'entourage immédiat, les proches p a r e n t s sont sou-
vent extrêment étonnés lorsqu'ils ont recherché par exemple quel pouvait
bien être le conflit à l'origine d'un cancer diagnostiqué chez le patient. Il
leur arrive souvent de dire alors : « Ça ne peut être que ceci ou cela. » Si
l'on interroge alors le patient en présence de ses p r o c h e s , il dit souvent :
« N o n , cela ne m ' a absolument pas mis en émoi. » Et ce qui finalement
s'avère être vraiment la cause du D H S et du conflit, les plonge tout d'abord
dans la stupéfaction, puis, par la suite, lorsqu'ils ont compris l'affaire, ils
disent souvent : « E v i d e m m e n t , il ne pouvait pas en être autrement. »
Ce contexte est bien illustré par l'histoire d'un patient que j ' a i été amené
à examiner dans sa chambre de m a l a d e , au C . H . U . d'une ville universi-
taire dans le Sud de l'Allemagne. Il se remettait d'un infarctus aigu du m y o -
carde. Il fallait donc qu'il ait fait un conflit de territoire avec D H S . Le
tout était de savoir quel avait été l'objet de ce conflit de territoire. En pré-
sence du médecin chef de service je lui d e m a n d a i donc q u a n d et quel con-
flit de territoire il avait subi. Réponse : aucun. Il avait un café-restaurant
qui marchait bien, les notables de la localité étaient des clients assidus, il
avait deux enfants sains de corps et d'esprit, sa femme était la bonté m ê m e ,
il n'avait pas de soucis d'argent, tout était en ordre, il ne pouvait être question
de conflit de territoire. Je lui demandai alors depuis q u a n d il avait perdu
du poids. Réponse : depuis 6 semaines. A en juger par l'électrocardio-
gramme, l'infarctus du myocarde n'avait pas dû être particulièrement grave.
Je fis m o n calcul : la solution du conflit — la conflictolyse — avait dû inter-
venir environ six semaines plus tôt, le conflit ne pouvait avoir duré que
3 à 4 mois au plus. Je lui dis : « Il y a 6 mois environ il a dû se passer
quelque chose de fort désagréable, qui vous a valu bien des nuits d'insom-
nie. Tout a dû rentrer dans l'ordre il y a 6 ou 8 semaines. » — « M a i n t e -
nant que vous me posez la question comme ça, Docteur, je vois bien quelque
chose qui irait dans le sens de ce que vous dites, mais tout de m ê m e , je
n'arrive pas à croire q u ' u n infarctus puisse être causé par un truc pareil. »
Voici ce qui s'était passé :
Le patient mettait toute sa fierté dans une volière c o n t e n a n t des oiseaux
exotiques. Il les faisait admirer à ses amis, aux piliers du bistrot, aux habi-
tués du restaurant. C'est qu'il n'avait pas lésiné sur les dépenses, les espè-
ces les plus rares étaient représentées dans la collection. Tous les j o u r s , avant
même de prendre son petit déjeuner, il allait admirer ses oiseaux : la grande
cage en comptait 300 environ.
Un beau m a t i n , il descend c o m m e d ' h a b i t u d e et, en apercevant la cage,
il en reste b o u c h e bée : à l'exception d'un seul oisillon, t o u t e la gent ailée
avait disparu. La première idée qui lui vint à l'esprit — et qui m a r q u a de
son empreinte son D H S — fut : « des voleurs ». Des voleurs ont fait irrup-

76
tion sur m o n territoire. Des voisins vinrent à la rescousse, on examina minu-
tieusement la volière. F i n a l e m e n t , on découvrit un trou minuscule creusé
sous la volière. Un paysan, qui était payé pour le savoir, ne p r o n o n ç a q u ' u n
seul mot : « Belette ». A partir de ce m o m e n t , le patient n ' e u t plus qu'une
idée en tête : attraper la belette. Après un certain n o m b r e d'échecs, il finit
par attrapper la belette dans un piège. C'est alors seulement qu'il put entre-
prendre les t r a v a u x de consolidation. S'étant assuré de l'efficacité de son
blindage anti-belette, le restaurateur se mit à racheter des oiseaux. Au bout
de 3 mois et demi, tout était rentré dans l'ordre, le conflit était définitive-
ment résolu. En y réfléchissant après-coup, le patient se souvint que pen-
dant la phase de conflit actif, il avait été très fier de se délester de quelques
kilos. Depuis 6 semaines, c e p e n d a n t , il avait récupéré t o u t ce qu'il avait
perdu et pris m ê m e quelques kilos en plus.
Le médecin chef de service avait assisté sans m o t dire à t o u t l'entretien.
Il n'en revenait pas. « N o u s serions-nous t r o m p é s sur t o u t e la ligne ? En
tout cas, votre d é m o n s t r a t i o n m ' a b e a u c o u p impressionné. »
Quant au patient, il constatait après-coup : « Réflexion faite, je me rends
compte m a i n t e n a n t , après n o t r e entretien, que rien ne pouvait m'affecter
davantage que le vol de mes oiseaux ».
Tout ceci n ' a rien à voir avec la psychanalyse, ni non plus avec le conflit
au sens psychologique conventionnel. D a n s le cas du conflit biologique,
il est sans i m p o r t a n c e q u ' u n e fois la crise passée, lorsque t o u t est redevenu
n o r m a l , tout est rentré dans l ' o r d r e , l'événement gravissime à l'origine du
choc brutal et d r a m a t i q u e s'estompe à l'horizon des souvenirs comme un
incident mineur. Ce qui c o m p t e , c'est q u ' à l'instant du D H S le patient l'ait
ressenti comme l'événement majeur de sa vie. A l'époque, le conflit déclenché
par le coup de foudre avait acquis sa p r o p r e d y n a m i q u e et fonçait sur le
« rail » bien spécifique, défini à l'instant du D H S par la coloration du con-
flit : q u e l q u ' u n — ne serait-ce q u ' u n e petite belette — s'était introduit sur
le territoire du patient. Il aurait pu commencer tout de suite à colmater
sa volière. Eh bien non. Il n ' a v a i t ni paix ni cesse qu'il n ' e û t retrouvé le
rival qui lui disputait son territoire. Ce n'est q u ' a p r è s l'avoir neutralisé,
mis hors d'état de nuire, qu'il put rebâtir son territoire « en paix ». A tra-
vers cet épisode on perçoit que ce conflit de territoire doit à son enracine-
ment biologique d'acquérir une dimension aussi d r a m a t i q u e .

77
Le DIRK-HAMER-SYNDROM
Le D H S est la b a s e , le fondement de la Loi d'airain du cancer, le pivot
et la charnière de tout diagnostic.
Bien que j ' e n aie fait près de 10 000 fois l'expérience, c'est chaque fois
une aventure, un événement sensationnel. Le cancer n'est pas enclenché
par de quelconques conflits amorcés en douceur, c'est toujours le coup de
foudre brutal et imprévu, le choc qui pétrifie, coupe le souffle, consterne.

Cette photo empruntée à la page sportive d'un journal de Lyon, nous montre
un gardien de but surpris à contre-pied et regardant consterné le ballon
qui se dirige lentement vers le but. C'est u n e constellation analogue, au
sens figuré, que nous t r o u v o n s lors du D H S , le choc conflictuel qui sur-
prend le patient à contre-pied. En effet, une situation conflictuelle qu'il
voit venir, qui lui laisse le t e m p s de s'y préparer, ne fait pas de D H S . De
m ê m e q u ' u n gardien de but est capable de fournir les p a r a d e s les plus fan-
tastiques en dégageant du poing le ballon dirigé vers le coin le plus extrême
du but — à condition qu'il se dirige bien dans la direction où il l'attend
—, de m ê m e n o u s sommes tous capables de supporter m o u l t conflits sans
tomber m a l a d e s , p o u r v u que nous ayons le temps de n o u s y préparer.

78
Coupés des autres créatures, de nos frères les a n i m a u x , et, d'une façon
générale, devenus étrangers à notre environnement n a t u r e l , n o u s en som-
mes arrivés plus ou moins par m a n q u e d'instinct et d'intuition à imaginer
des « conflits intellectuels » sans r a p p o r t avec la réalité biologique. Au lieu
de nous fonder sur l'observation et l'expérience, nous avons construit des
cas abstraits, qui n ' o n t rien à voir avec la vie concrète des gens.
Or, dans la réalité concrète, l ' h o m m e sent et ressent j u s t e m e n t selon des
cercles de régulation archaïques, il éprouve des conflits biologiques, alors
qu'il se figure penser sans lien avec la n a t u r e .
Du fait de la civilisation m o d e r n e , qui ne respecte plus aucune des tra-
mes fondamentales de la biologie, nous sommes confrontés à un dilemme
redoutable : en suivant les modèles de c o m p o r t e m e n t qui n o u s sont tracés
par la n a t u r e , n o u s devrions p r e n d r e en compte toutes sortes de préjudices
sociaux, qui n o u s ruineraient. Mais en nous conformant aux prescriptions
qui nous sont faites par les h o m m e s politiques, les juristes et les Eglises,
et dont la p l u p a r t vont à r e n c o n t r e de nos codes archaïques les plus origi-
n a u x , nous t o m b o n s à coup sûr dans les conflits. Avec n ' i m p o r t e quelle
loi on peut t h é o r i q u e m e n t manipuler les h o m m e s à v o l o n t é , mais le prix
à payer est effrayant. Certes, il y a toujours eu des a d a p t a t i o n s des types
les plus divers aux changements des conditions ambiantes — c'est ce qui
conditionne l'évolution de la n a t u r e —, mais ces évolutions durent généra-
lement plusieurs centaines de milliers d'années. P o u r l'instant et pour les
10 000 années avenir, cela ne nous est d'aucun secours dans notre dilemme.
Jusqu'ici, la plupart des gens n'en savaient encore rien, ou ne s'en étaient
pas bien rendu compte. La Loi d'airain du cancer nous fait le devoir de cher-
cher et de trouver une solution à ce dilemme. Nous ne p o u v o n s pas espérer
éviter toute espèce de conflit, tout conflit biologique. En effet, le conflit
biologique est inhérent à la n a t u r e , il n'est ni b o n ni m a u v a i s . C'est tout
simplement une réalité et, au sein de la n a t u r e , c'est un m o y e n de sélection
et de conservation de l'espèce. Mais je crois que n o t r e vie serait plus heu-
reuse si nous r e c o m m e n c i o n s à vivre selon le code de n o t r e cerveau. Le
D H S ( D I R K - H A M E R - S Y N D R O M ) est un choc émotif extrêmement bru-
tal, aigu et d r a m a t i q u e , initiateur d'un conflit biologique vécu dans l'iso-
lement.

A noter :
Propriétés et i m p o r t a n c e du D H S :
1. Le D H S se produit en l'espace d'une seconde sous forme de choc émo-
tif inopiné, initiateur d'un conflit biologique.
2. Le D H S détermine la teneur du conflit, plus précisément la teneur du
conflit biologique.
C'est sur ce « rail » que va rouler le conflit consécutif.
3. C'est par la teneur du conflit biologique que le D H S détermine la loca-
lisation du foyer de H a m e r au cerveau.
4. Le D H S détermine la localisation du cancer dans l'organisme en déter-

79
m i n a n t la teneur du conflit biologique et la localisation du foyer de H a m e r
au cerveau.
5. Le D H S et — si elle a déjà eu lieu — la conflictolyse sont les piliers
d'angle majeurs de toute anamnèse de conflit biologique : dans chaque
cas il est indispensable de découvrir avec précision le D H S , m ê m e si le
conflit est déjà résolu. En effet, il n'y a m o y e n d'éviter une récidive de
conflit que si l'on connaît parfaitement le D H S initial.
6. Le D H S modifie sur-le-champ non seulement le tonus végétatif en déclen-
chant une sympathicotonie durable, mais aussi la personnalité, c o m m e
on peut le m o n t r e r fort bien à l'exemple du « conflit en suspens ».
7. Le D H S p r o v o q u e dès la première seconde une sorte de court-circuit
au cerveau sur l'emplacement du foyer de H a m e r . M a i s le cerveau tout
entier est plus ou moins impliqué dans ce court-circuit.
8. Le D H S p r o v o q u e dès la première seconde le cancer dans l'organisme.
Le cancer dans l'organisme se manifeste sous différentes formes :
a) forte prolifération cellulaire mitotique dans les organes dérivés de
l'endoderme
b) m é s o d e r m e :
a. mésoderme cérébelleux : prolifération mitotique pendant l'activité
conflictuelle.
b. m é s o d e r m e cérébral (moelle) : nécrose pendant la phase active du
confit.
c) ectoderme cérébral. Cancer ulcératif très mitotique mais dysfonc-
tionnel
mitose nulle avec altération fonctionnelle de la « chaîne de choc »
(système endocrinien de l'hypophyse, glande thyroïde, îlots pancréa-
tiques et cellules alpha de l'estomac, capsules surrénales).
9. L o r s q u ' u n D H S a déclenché un conflit biologique qui est encore dans
la phase active et dont le foyer de H a m e r est situé dans un hémisphère
cérébral, et q u ' u n autre D H S ayant son foyer de H a m e r dans l'hémis-
phère opposé (exception faite des conflits rénaux et ovariens) vient s'y
ajouter, les conditions sont réunies pour une schizophrénie. M a i s le
patient ne fait de crises aiguës de délire ou de fureur que lorsque vient
s'y superposer un conflit central (cf. ci-dessous la définition du conflit
central). La constellation de la schizophrénie peut surgir aussi pour un
double D H S identique.
10.On entend par double D H S un conflit à deux facettes, par exemple un
conflit de territoire avec dévalorisation de soi ou bien un conflit mère-
enfant assorti d'une dévalorisation de soi simultanée sur le plan des rela-
tions mère-enfant (p. ex. l o r s q u ' u n enfant dit à sa mère : « Tu es une
mère d é n a t u r é e , une m a r â t r e »).
11.Un D H S avec conflit central est un choc conflictuel foudroyant, qui
atteint le tréfonds de la personnalité. A l'occasion d'un conflit central
de cet ordre, qui souvent « perce » j u s q u ' a u tronc cérébral, nous voyons
sur le scanner cérébral une image-cible de forme annulaire autour du
centre de l'impact. Le conflit central a toujours une teneur de peur pani-

80
que, qui se n u a n c e en fonction de l'accent principal : peur frontale (peur
intellectuelle, peur du cancer, etc.), peur dans la n u q u e (appréhension d'un
événement tragique), peur de territoire, peur répulsive (engendrant la répu-
gnance, la résistance), peur totale (!).
En général, l o r s q u ' a u cours de l'anamnèse les yeux du patient interrogé
se mouillent soudain de larmes, c'est que l'on a t o u c h é la corde sensible,
mis le doigt sur le D H S qui a p r o v o q u é le conflit à l'origine du cancer.
Toute récidive de conflit ne surgit pas furtivement, mais est provoquée bru-
talement par un nouveau D H S .
Encore une fois, c'est la constellation d'un événement-choc conflictuel
inattendu, le D H S , qui fait le conflit, et non pas l'inverse. Si cette constel-
lation bien particulière ne s'était pas produite, il n'y aurait sans doute jamais
eu de conflit biologique !

81
Le code cérébral du comportement
On ne peut parler de conflits biologiques sans définir au préalable sur quoi
reposent ces conflits, quel en est au juste le fondement. Au chapitre (5)
sur le système ontogénétique des t u m e u r s , n o u s avons vu que ces conflits
sont pour ainsi dire ancrés dans l'évolution, c'est-à-dire la série de t r a n s -
formations successives q u ' o n t subi à travers les âges les êtres vivants.
Parler de conflits biologiques c'est admettre implicitement qu'il ne s'agit
pas u n i q u e m e n t de conflits h u m a i n s , mais aussi de conflits animaux. Des
conflits à ancrage biologique répondant à des lois déterminées, doivent for-
cément obéir à une m a x i m e , relever de préceptes e n g r a m m é s dans le cer-
veau de l'individu, qui rendent possible un tel comportement conflictuel
systématique. J'appelle cela le code cérébral du comportement. Mais on
pourrait tout aussi bien dire somme des types de comportement. Au fond,
toutes ces formules expriment que l'homme et l'animal se comportent selon
un modèle ou un p r o g r a m m e spécifique de l'espèce. Peu i m p o r t e que l'on
utilise telle ou telle définition. Il ne s'agit pas d'inventer de n o u v e a u x dog-
mes. En effet, ces notions existent depuis qu'il y a une histoire de l'évolu-
tion de l ' h o m m e et des a n i m a u x , et pas seulement depuis Darwin.
Quelle que soit la formule employée, il s'agit là de notions générales,
dont je ne prétends pas être l'inventeur. La seule chose qui soit de moi c'est
que face à ce code cérébral du c o m p o r t e m e n t il existe un c o m p o r t e m e n t
biologique conflictuel bien déterminé. C'est cela qui est nouveau. D a n s ce
contexte n o u s avons déjà eu affaire à toute une série d'expériences et aussi
de résultats. Seulement voilà, j u s q u ' i c i on n'arrivait pas à trouver un fil
conducteur, à les ordonner et les classer selon un système logique, les inter-
prétations données étaient parfois complètement absurdes. C'est ainsi, par
exemple, que le m o n d e médical a été confronté il y a deux ans aux résul-
tats « sensationnels » d'une expérimentation soi-disant « extrêmement
sérieuse » effectuée par une équipe de chercheurs d'outre-mer... Ils avaient
découvert que le mélange d'aldéhyde formique ( H C H O ) et d'alcool méthy-
lique ( C H O H ) , connu en solution aqueuse sous le n o m de formol, p r o v o -
3

quait le cancer chez les r a t s .


A la dilution normale utilisée pour la désinfection des locaux et des ins-
truments de chirurgie, le formol est exécré par les rats, qui font un immense
détour pour l'éviter : en effet, cet antiseptique énergique est très irritant
pour leurs m u q u e u s e s oculaire et nasale. M e t t a n t à profit cette aversion
naturelle, les chercheurs eurent l'idée géniale d'utiliser p o u r leur expéri-
m e n t a t i o n scientifique une solution de formol à concentration 1 000 fois
supérieure à la n o r m a l e et... j o u r après j o u r injectèrent ce produit diaboli-
que dans les narines ultra-sensibles de ces pauvres bestioles. A chaque fois
ces bêtes terrorisées faisaient de nouvelles récidives, de nouveaux D H S , infli-
gés par ces brutes en blouse blanche. Au bout d'un certain n o m b r e de mois
de ce traitement sadique, les rats furent « délivrés » de leurs t o u r m e n t s et
leurs m u q u e u s e s soumises à l'analyse histologique. Le microscope révéla
la présence de « cancers de la m u q u e u s e nasale », confirmant du m ê m e
coup l'exactitude de la Loi d'airain du cancer, de H a m e r .

82
Mais comme les animaux, selon la conception classique, ne sauraient avoir
un psychisme à la ressemblance du nôtre et p a r t a n t ne peuvent faire de con-
flits, voire des chocs conflictuels biologiques, la seule conclusion que l'on
pouvait tirer de cette expérience « scientifique » c'était que le formol est
un cancérigène. C Q F D i m p a r d o n n a b l e . En effet, tout être h u m a i n soumis
à une expérimentation aussi infernale utilisant un produit fétide à n ' i m p o r t e
quelle concentration aurait à coup sûr fait un D H S p r o v o q u a n t selon toute
vraisemblance un carcinome de la m u q u e u s e nasale. Mais les chercheurs
purement intellectuels auxquels nous avons affaire aujourd'hui sont de toute
évidence inaccessibles à cette approche et à ce genre de considérations.
Chaque fois que des animaux sont torturés des semaines et des mois durant
à un m ê m e endroit de l ' o r g a n i s m e , le premier D H S p r o v o q u é par la souf-
france atroce et suivi j o u r après j o u r par de nouvelles récidives, par de nou-
veaux D H S de torture, permettent de déclencher un cancer chez ces pauvres
bêtes. Mais il n ' a encore j a m a i s été possible de provoquer un cancer dans
un organe animal déconnecté du cerveau, c'est-à-dire dans une prépara-
tion d'organe in vitro. La seule chose que l'on puisse cultiver in vitro ce
sont des « sarcomes », c'est-à-dire d'anodins bourgeonnements de tissu con-
jonctif. P o r t a n t pour ainsi dire en « sac à dos » des stimulants de prolifé-
ration, les cellules de tissu conjonctif constituent l'équipe de secours médical
urgent chargée de cicatriser les blessures par la formation de bourgeons
charnus à la surface des plaies. Le tissu fœtal a une « poussée de crois-
sance » c o m p a r a b l e à court terme.
Au code de c o m p o r t e m e n t normal chez l ' h o m m e et chez l'animal fait
donc face le comportement conflictuel biologique. Il se peut d'ailleurs qu'il
ne fasse pas du tout « face », mais soit intégré comme variante possible
dans le code cérébral du c o m p o r t e m e n t . N o u s verrons plus loin que chez
le cerf, par exemple, le cancer ulcéreux des coronaires est la seule chance
de survivre encore 2 ou 3 ans, j u s q u ' à ce q u ' u n j o u r u n j e u n e cerf le chasse
définitivement de son territoire.
N o u s qui avons une si haute opinion de notre intelligence d ' h o m m e s et
de femmes civilisés des temps m o d e r n e s , n o u s ne nous r e n d o n s m ê m e pas
compte à quel point nous sommes encore esclaves d'une vision primitive
de l'univers, où la maladie est intrinsèquement mauvaise et contre n a t u r e ,
où les a n i m a u x , réduits à leur plus simple expression utilitaire de « viande
et fourrure », ne sont que des choses privées d'âme et de psychisme et donc
méprisables et torturables à v o l o n t é , où il est permis de saccager à volonté
le cosmos en s'autorisant du « pullulez et dominez » d'une Genèse inter-
prétée à contre-sens.
S'il est vrai qu'il y a similitude entre le c o m p o r t e m e n t codé de l ' h o m m e
et du m a m m i f è r e , par exemple, il n ' e m p ê c h e que chaque espèce, chaque
race a un code de c o m p o r t e m e n t spécifique. Au sein du système cosmique,
dans lequel s'inscrivent et s'ordonnent ces codes diversifiés, des relations
mutuelles s'établissent entre les espèces et les races individuelles : ainsi, par
exemple, tel animal sait par instinct qu'il n ' a rien à redouter de tel autre.
Un chat ne p r e n d r a j a m a i s la fuite à la vue d'une vache ou d'un éléphant,

83
mais il file dès qu'il aperçoit de loin un chien. Il a fallu des millions d'années
à chaque espèce et à chaque race, animale ou h u m a i n e , p o u r l'apprentis-
sage cérébral de son code spécifique de c o m p o r t e m e n t , qui lui permet, ou
devrait lui p e r m e t t r e , de vivre dans sa niche écologique. A peine éclos et
sorti de sa coquille, le poussin caneton sait nager sans l'avoir appris. En
revanche, il est d'autres choses, non engrammées dans son cerveau, qu'il
devra apprendre de sa mère cane. Conformément à son code de cervidé,
le cerf, par exemple, aura toujours un comportement territorial, et il défen-
dra âprement son territoire m ê m e s'il n ' a encore j a m a i s vu un autre cerf.
C'est tout simplement « e n g r a m m é » dans son code de c o m p o r t e m e n t .
Il en va de m ê m e du c o m p o r t e m e n t h u m a i n : dans les mille et une cir-
constances et occasions de la vie quotidienne n o u s agissons et réagissons
correctement par intuition t a n t que nous ne sommes pas dénaturés par ce
que nous appelons avec e m p h a s e notre « civilisation ». Ainsi, pendant des
millions d'années, les humains ont réussi sans difficulté une opération aussi
fondamentalement importante que la mise au m o n d e d'un enfant. La mère
savait intuitivement que l'accroupissement est la position idéale, qu'il lui
fallait couper le cordon ombilical avec ses dents et mettre au sein le nouveau-
né après l'avoir soigneusement léché et nettoyé. Quand on voit en revan-
che avec quelle subtilité la gynécologie bafoue a u j o u r d ' h u i les règles les
plus primitives de la n a t u r e , qu'il s'agisse de l'accouchement p r o v o q u é ou
par césarienne, on se d e m a n d e vraiment de quel droit nous nous arrogeons
le titre de civilisés intelligents. P o u r élever leurs enfants, il faut que les
h u m a i n s compulsent des ouvrages volumineux ou s'inscrivent à l'univer-
sité pour y apprendre par c œ u r des systèmes « pédagogiques » purement
intellectuels, qui, de toute m a n i è r e , ne fonctionnent pas dans la p r a t i q u e .
N ' i m p o r t e quelle mère-chienne ou mère-fauvette s'en tire aisément et bien
mieux sans université. Il n'est pas un animal qui puisse se mesurer à l'homme
civilisé dans l'art de fausser par bêtise le code inné de c o m p o r t e m e n t .
M ê m e si nous n o u s exerçons assidûment à ne pas tenir compte du code
e n g r a m m é dans notre cerveau, il n'empêche que chacun de nos sentiments,
de nos décisions et de nos actions portent l'empreinte de ce code de com-
p o r t e m e n t et en reçoivent une impulsion décisive. N o u s verrons plus loin
que ce sont les m a n i p u l a t i o n s h o r m o n a l e s qui portent le plus gravement
atteinte à notre code h u m a i n de c o m p o r t e m e n t . Il n ' e m p ê c h e : tout D H S
d é m o n t r e à n o u v e a u la corrélation extrêmement précise entre psychisme
et conflit, cerveau et foyer de H a m e r , organe et cancer. Il n'y a j a m a i s
d'exception, si ce n'est systématique, par exemple chez les gauchers. La
régularité de cette corrélation et la somme des corrélations entre tous les
êtres vivants de la création — par exemple entre les h o m m e s et « leurs b a c -
téries » —, tout cela constitue la loi de la n a t u r e . Toute r u p t u r e est une
espèce de meurtre et de suicide. Il n'y a que des apprentis-sorciers à être
assez fous pour tenter de passer outre.

84
8. Le principe de la maladie
du cancer
Le fonctionnement de la Loi d'airain du cancer et l'évolution de la mala-
die du cancer sont traités actuellement dans plusieurs chapitres. Cependant,
à la d e m a n d e de patients et d ' a m i s , j ' a i décidé d'y consacrer un chapitre
spécial, où la question sera exposée de A à Z, au risque d'alourdir un peu
l'ouvrage par quelques redites.

DHS
L o r s q u ' u n être h u m a i n ou un animal fait un D H S , c'est-à-dire subit un
choc conflictuel brutal, d r a m a t i q u e et vécu dans l'isolement, son subcons-
cient associe la teneur du conflit biologique déclenché par le D H S à une
sphère de représentation b i o l o g i q u e , telle que la relation mère-enfant, par
exemple, le territoire, un liquide, l'appréhension, la peur dans la n u q u e ,
la dévalorisation de soi, etc.
Cependant, le subconscient sait fort bien différencier et nuancer les sphères
de représentation à l'instant m ê m e du D H S . Ainsi, j a m a i s une dévalorisa-
tion de soi dans le d o m a i n e sexuel ne p r o v o q u e d'ostéolyse de vertèbres
cervicales, mais toujours une ostéolyse du bassin. Un conflit de dévalori-
sation de soi dans la relation mère-enfant (tu es une m a r â t r e ) ne se traduit
j a m a i s par une ostéolyse du bassin, mais toujours par un cancer de la tête
de l'humérus gauche (chez le droitier). N o u s nous figurons que c'est nous
qui p e n s o n s , mais en réalité il est pensé en n o u s .
A l'instant même du D H S , le foyer de H a m e r émet en direction de l'organe
qui en dépend un message altéré, qui ne correspond plus au code n o r m a l .
Ainsi donc, le système triadique psychisme — cerveau — organe est en réalité
un événement synchronisé reliant le foyer de H a m e r à l'organe en une frac-
tion de seconde.
La plupart des patients sont d'ailleurs à m ê m e de préciser le D H S à la
minute près, du fait j u s t e m e n t que c'est toujours un événement d r a m a t i -
que. Les patients sont généralement « foudroyés », « terrassés », « figés
d'effroi », « incapables de parler », « c o m m e paralysés ». Au cerveau le
D H S est immédiatement discernable au scanner cérébral et dans l'organisme
il se manifeste dès la première seconde sous forme de cancer.

Evolution du conflit
A l'instant m ê m e du D H S l'organisme tout entier est branché sur le système
nerveux autonome orthosympathique, il se trouve en permanence en sympa-
thicotonic, en stress. Nous avons vu que ce stress p e r m a n e n t intervient bio-

87
logiquement parlant comme la « dernière chance » de venir à bout du con-
flit, de t r i o m p h e r et de gagner la partie. Il faut pour cela mobiliser toutes
les forces disponibles de l'individu. Si dans un délai raisonnable celui-ci
ne réussit pas à maîtriser le conflit, il a perdu sa chance biologique. Il meurt,
m ê m e si un j o u r (trop tard) son conflit est résolu.
P e n d a n t la phase active du conflit, la phase de stress, l'organisme tourne
à plein régime, au détriment de la détente, du repos et du délassement de
l'organisme. Il serait déraisonnable de parler ici de maladie. C o m m e n t donc
l'individu pourrait-il arriver à maîtriser son conflit sans jeter toutes ses forces
dans la balance ? Le cancer au niveau organique paraît être un effet secon-
daire indésirable, ou prévu, de ce stress p e r m a n e n t . Il faut dire cependant
que biologiquement parlant la t u m e u r dans l'organe est ce qu'il y a de plus
inoffensif dans toute la maladie du cancer.
P o u r ma part, j ' e s t i m e que la t u m e u r au niveau o r g a n i q u e constitue une
sorte de « sélection organique » et du m ê m e coup un procédé de sélection
naturelle pour la sphère de représentation biologique c o r r e s p o n d a n t e . En
d'autres t e r m e s , l o r s q u ' a u niveau d'une sphère de c o m p o r t e m e n t donnée
et de l'organe c o r r e s p o n d a n t un individu reste longtemps sans parvenir à
sortir v a i n q u e u r de la p r o c é d u r e implacable de sélection naturelle, il est
retiré de la compétition. Souvent, et m ê m e la plupart du t e m p s , il n'est
plus capable de soutenir la concurrence dans la lutte pour la vie et il meurt.
D a n s cette procédure de sélection o r g a n i q u e , les « vieux organes » sont
moins vulnérables que les n o u v e a u x . Les vieux ont leurs centres de relais
dans le cerveau ancien, les nouveaux dans le cerveau p r o p r e m e n t dit. En
revanche, les organes tributaires du cerveau ancien ont une importance vitale,
ceux qui relèvent du cerveau proprement dit ne sont que partiellement indis-
pensables à l'existence. Ce serait là un point de vue dont il conviendrait
de tenir compte tout particulièrement dans l'édification d'une société nou-
velle conforme au code de c o m p o r t e m e n t .
P e n d a n t la phase active du conflit, le patient n ' a p a s , ou peu d'appétit,
il dort m a l , pense sans arrêt à son conflit ou à son p r o b l è m e . La circula-
tion sanguine périphérique est conditionnée par l'accélération du r y t h m e
cardiaque et la constriction des vaisseaux, bref : tous les p h é n o m è n e s de
repos végétatifs sont réduits à un m i n i m u m . Le corps est en situation de
« mobilisation générale » p o u r venir à bout du conflit-problème. P e n d a n t
cette phase active du conflit il y a prolifération du cancer, nécrose ou seu-
lement altération des cellules de l'organe, selon le conflit dont il s'agit.
D u r a n t la phase active, c'est-à-dire entre le D H S et la conflictolyse, la solu-
tion du conflit, le foyer de H a m e r au cerveau est sous l'effet d'un court-
circuit, d'un « stress spécial ». C'est ce « stress spécial » qui est responsa-
ble de la prolifération cellulaire, de la nécrose ou de l'altération organi-
que. Plus le foyer de H a m e r est étendu, plus sont étendues également la
t u m e u r , la nécrose ou l'altération des cellules. Plus le conflit est intense,
plus est rapide la croissance de la t u m e u r , plus est i m p o r t a n t e la nécrose
et forte l'altération des cellules dans les espèces de cancers qui ne font pas
de prolifération cellulaire m i t o t i q u e . Les principales données anamnesti-

88
ques sont le D H S , et, le cas échéant, la conflictolyse (CL). Une fois que
nous connaissons ces d o n n é e s , la dimension du D H S et l'intensité de la
teneur du conflit, nous sommes renseignés sur la gravité des altérations aux-
quelles nous devons nous a t t e n d r e , pour autant que n o u s ne sommes pas
encore au courant de l ' i m p o r t a n c e de la t u m e u r .
N o u s ne savons pas encore au j u s t e si p e n d a n t la sympathicotonie per-
m a n e n t e au cours de la phase active du conflit les cellules alpha du pan-
créas sont stimulées en p e r m a n e n c e , de sorte qu'il y a c o n s t a m m e n t
production de glucagon et mobilisation de glucose dans le foie, qui le mobi-
lise à son tour dans la substance du corps, du fait que la digestion est arrê-
tée ou fortement réduite. M a i s il semble qu'il en soit ainsi. En tout cas,
l'organisme tout entier est m a i n t e n u c o n s t a m m e n t en état d'alerte, la fati-
gue provenant de la digestion ne pourrait que gêner en l'occurrence.

Conflictolyse,
solution du conflit biologique
Toutes ces conditions changent d'un seul coup lorsque survient la solution
du conflit. Ce qui met particulièrement bien en évidence la stratégie cen-
trale qui se cache là derrière. N o u s étions trop naïfs pour n o u s en aperce-
voir. I m m é d i a t e m e n t après la conflictolyse, l'organisme peut se relaxer.
Il est maintenant urgent que soit régénérée et réparée l'infrastructure
d'approvisionnement. Les cellules bêta du pancréas sont stimulées et grâce
à l'apport accru d'insuline le patient a constamment faim. Priorité est donnée
à la digestion. L'organisme tout entier t o m b e dans une profonde parasym-
pathicotonie ou vagotonie. Le conflit étant résolu, le foyer de H a m e r au
cerveau c o m m e n c e à se réparer : le tissu de soutien des cellules nerveuses,
les glies, sont emmagasinées à profusion dans le foyer de H a m e r , et à cet
effet un œ d è m e intra- et périfocal envahit le foyer de H a m e r . La prolifé-
ration cellulaire de la tumeur dans l'organe s'arrête abruptement. La tumeur
s'œdématise elle aussi et guérit. Mais le patient n'est bien p o r t a n t que
lorsqu'il a surmonté aussi la phase de guérison.
Cette phase est en soi extrêmement positive et n o r m a l e m e n t les cas de
mortalité devraient être très r a r e s . En effet, les complications, qui ne sur-
viennent que dans un faible p o u r c e n t a g e de cas de cancer, pourraient être
maîtrisées si nous disposions de conditions optimales de r é a n i m a t i o n . Le
taux de mortalité pourrait être ramené à environ 3% si la maladie du can-
cer était traitée par des médecins et des infirmières intelligents, selon les
critères de la Loi d'airain du cancer. A condition bien entendu que le médecin
de famille ou, en cas de traitement clinique, le personnel médical, les parents
et amis, aient compris ce système. En effet, tout ce quejusqu'ici nous jugions
bon (p. ex. « circulation stable » = sympathicotonie) est m a i n t e n a n t m a u -
vais, signale éventuellement une récidive du conflit ou une nouvelle pani-
que. Tout ce qui était considéré comme m a u v a i s , j u s q u ' i c i (p. ex.
« circulation h y p o d y n a m i q u e » = vagotonie = phase de guérison) est jugé
bon à présent. J u s q u ' i c i , le patient qui se trouvait en profonde vagotonie

89
j u s t e avant sa guérison définitive, était « lysé » à la m o r p h i n e , parce q u ' e n
profonde vagotonie le cas était toujours j u g é désespéré. D a n s le cas du cancer
des os cette phase coïncide aussi toujours avec celle des plus vives douleurs
présumées osseuses. En réalité, l'os, qui p e n d a n t la phase de guérison se
recalcifie et se t r o u v e fortement œ d é m a t i s é , ne fait pas mal du tout. Ce
qui p r o v o q u e la douleur c'est bien plutôt l'extension du périoste, m e m b r a n e
fibreuse hypersensible qui recouvre l'os et que l ' œ d è m e osseux de guéri-
son gonfle comme un ballon. Les douleurs périostiques sont le meilleur indice
de la guérison de l'os sous-jacent. Cette guérison s'observe très bien par
les contrôles radios de l'os, qui indiquent les progrès de la recalcification
(recalcification de l'os, qui se traduit au niveau cérébral p a r la c o l o r a t i o n
très foncée de la moelle du cerveau, qui s'atténue au fur et à mesure que
se poursuit la recalcification). C'est un signe d ' a c c u m u l a t i o n d ' œ d è m e céré-
b r a l , qui peut s'accompagner de m a u x de tête et fait t o u j o u r s obligatoire-
ment une leucémie, ce qui est le meilleur signe de la guérison (ce n'est pas
une maladie !)
Certes, il y a b e a u c o u p de complications possibles au niveau du psychisme
et du cerveau, et naturellement aussi sur le p l a n organique. Mais n'oublions
pas qu'il n'y a pas plus de 3% d'échecs, à condition que les patients soient
traités c o m m e il faut dès le début, et pas seulement q u a n d la médecine clas-
sique rejette le patient à d e m i - m o r t après l'avoir déclaré « incurable ».

La crise d'épilepsie
au cours de la guérison
Toute œ d é m a t i s a t i o n p e n d a n t la phase de guérison atteint à un m o m e n t
d o n n é son point culminant, son p a r o x y s m e . D a n s le cas du cancer ulcé-
reux des c o r o n a i r e s , ce t o u r n a n t est pris environ trois à six semaines après
la solution du conflit. La crise épileptique, ou épileptoïde, signifie que l'œdé-
m a t i s a t i o n a été stoppée p a r l'organisme l u i - m ê m e , qui p r o c è d e à une rec-
tification de c o u r s . Cette brève phase de t o u r n a n t ou de rectification de
cours nous l'appelons crise épileptique, ou, dans le cas du cancer ulcéreux
des c o r o n a i r e s , infarctus du myocarde. Si le patient a s u r m o n t é cette crise
épileptique, et si l'état conflictolytique demeure stable, c'est-à-dire sans pani-
que et sans récidive de conflit, le patient a généralement surmonté en grande
partie sa m a l a d i e . D'ailleurs on en avait fait depuis l o n g t e m p s l'expérience
à p r o p o s de l'infarctus du m y o c a r d e . En effet, la p l u p a r t des cas mortels
se p r o d u i s a i e n t p e n d a n t cette crise d'épilepsie.
L ' i g n o r a n c e de la médecine classique en ce qui concerne les crises d'épi-
lepsie et la n a t u r e de l'infarctus du m y o c a r d e est mis en évidence par le
fait que les cardiologues ont continué de croire jusqu'ici à la fable des « coro-
naires b o u c h é e s », b i e n que dès 1984 j ' a i pu a p p o r t e r dans m o n E t u d e
de Vienne la preuve incontestable que l'infarctus du m y o c a r d e — ou ce
que nous e n t e n d o n s par là — relève u n i q u e m e n t du cerveau, et plus préci-
sément d ' u n œ d è m e péri-insulaire de l'hémisphère droit. Depuis plus de
3 ans cela figure dans m o n livre « Cancer, maladie de l'âme ». L ' a r r ê t

90
du cœur ne provient pas d'un dysfonctionnement du cœur, mais de l'œdème
de guérison au centre-relais du rythme c a r d i a q u e au cerveau.
La crise d'épilepsie plus ou moins aiguë et d r a m a t i q u e qui caractérise
toute phase de guérison après une maladie cancéreuse ou sa phase active
de conflit, survient toujours sur la base d ' u n œ d è m e cérébral. M ê m e la
plus petite crise d'épilepsie implique un œ d è m e cérébral. Voilà p o u r q u o i
ces crises d'épilepsie et l'infarctus du m y o c a r d e surviennent le plus sou-
vent la nuit, au creux de la v a g o t o n i e , et j a m a i s dans une période de ten-
sion, de sympathicotonie : c'est toujours p e n d a n t la phase de relâchement,
d ' a p a t h i e , de repos ou de détente. Le fait que l'infarctus du m y o c a r d e sur-
vienne d ' o r d i n a i r e au cours de la nuit, c'est-à-dire dans des conditions de
relax idéales p o u r le c œ u r , n ' a j a m a i s fait réfléchir les c a r d i o l o g u e s .
L o r s q u e l ' œ d è m e atteint le cortex m o t e u r p r é - r o l a n d i q u e ou q u ' u n con-
flit de peur y a son foyer de H a m e r , la crise épileptique ne peut p r o v o q u e r
que de brèves paralysies des extrémités ou de la face.
La crise d'épilepsie est toujours a c c o m p a g n é e de s y m p t ô m e s secondai-
res typiquement cérébraux : centralisation, sueur d'angoisse, dyspnée, nau-
sée, é t o u r d i s s e m e n t s , vertiges, diplopie, c r a m p e s , céphalées, agitation,
p a n i q u e . Les crises d'épilepsie corticales, c'est-à-dire celles qui sont p r o -
voquées par un foyer de H a m e r au cortex, peuvent s'étendre à tout le cor-
tex et déclencher des c r a m p e s , des c o ntrac tions musculaires continues
(toniques) ou saccadées (cloniques), des m o r s u r e s de la l a n g u e , de l'écume
devant la b o u c h e par coups de langue, etc.
De par sa nature, la crise d'épilepsie est une mise en état de choc de l'orga-
nisme en vue de pressurer l ' œ d è m e intra- et périfocal du foyer de H a m e r ,
dont les p r o p o r t i o n s excessives m e n a c e n t d'asphyxier le centre-relais cor-
r e s p o n d a n t et d'en paralyser le f o n c t i o n n e m e n t . C'est cet œ d è m e qui est
responsable de l'arrêt du cœur et du dysfonctionnement du centre de rythme
cardiaque.
Du fait que les cardiologues ne veulent rien savoir du cerveau, ils met-
tent sous perfusion pratiquement tout patient atteint d'un infarctus du m y o -
c a r d e , de sorte qu'il est t o t a l e m e n t asphyxié par l ' œ d è m e cérébral.
Vouloir traiter un choc central dû à un œ d è m e cérébral, et qui constitue
donc une crise d'épilepsie, c o m m e on traite un choc p r o v o q u é p a r une
h é m o r r a g i e , c'est-à-dire en a u g m e n t a n t le v o l u m e du sang circulant, est
extrêmement d a n g e r e u x . La n a t u r e a mis des millions d ' a n n é e s à mettre
au point l'état de choc et aussi sa t h é r a p i e . A noter toutefois que la nature
a de toute évidence prévu ou constitué la crise d'épilepsie c o m m e une sorte
de critère de sélection. C o m m e l'a montré notre Etude de Vienne sur l'infarc-
tus du m y o c a r d e , lorsque le conflit dure plus de 9 m o i s , les chances de sur-
vie, dans l'état actuel de traitement, diminuent considérablement. Ces risques
sont sensiblement réduits l o r s q u ' o n peut c o m m e n c e r le t r a i t e m e n t préven-
tif à l'avance, c'est-à-dire au cours des 3 à 6 mois de v a g o t o n i e qui précè-
dent la crise d'épilepsie ou l'infarctus du m y o c a r d e , en freinant l ' œ d è m e
cérébral à l'aide de cortisone et de refroidissement de la t ê t e . A m o n avis
ce t r a i t e m e n t devrait p e r m e t t r e de ramener à moins de la moitié le t a u x
de mortalité de l'infarctus du m y o c a r d e .

91
Attention : j ' a i connu plusieurs cas où lors de la crise d'épilepsie le taux
de glycémie est t o m b é à presque zéro. L ' a p p o r t de glucose est donc tou-
j o u r s o p p o r t u n — avec aussi peu de liquide que possible ! Attention : en
cas de schizophrénie, deux foyers de H a m e r étant situés dans deux hémis-
phères différents, il se peut, au cas où les deux conflits en balance sont
résolus en m ê m e t e m p s , que la crise d'épilepsie donne heu à un délire pas-
sager — à condition que vienne s'y ajouter un conflit central p r o v o q u é par
la panique !

Qu'y a-t-il de changé à la Loi d'airain


du cancer depuis 6 ans ?
A y regarder de près, il semble q u ' a u fond rien d'essentiel n'ait changé,
en principe, sinon en ce qui concerne les aspects que n o u s a valus la décou-
verte des foyers de H a m e r au cerveau. Le n o m de « bizarres foyers de
H a m e r » n'est évidemment pas de moi, mais de mes adversaires. Jusqu'ici,
ces foyers de H a m e r étaient pour les neuro-chirurgiens des « t u m e u r s du
cerveau », qu'ils extirpaient avec autant d'ignorance que d'assurance, tout
en sachant, depuis la première année de médecine, que les neurones per-
dent à la naissance l'aptitude à se diviser et ne la retrouvent j a m a i s . Au
cours de la phase de guérison, les foyers de H a m e r se tuméfient, engran-
gent des glies, cellules formant le tissu de soutien du système nerveux, pour
réparer l'isolement e n d o m m a g é du réseau de n e u r o n e s , puis désenflent de
nouveau. P e n d a n t la phase de guérison, les foyers de H a m e r ont naturelle-
ment une tuméfaction cérébrale provisoire bien circonscrite. Elle peut nous
poser des problèmes si le conflit a duré longtemps ou si cet œ d è m e céré-
bral est situé à un endroit défavorable. Mais en principe, après la guéri-
son, le foyer de H a m e r est la cicatrice anodine d'une maladie finie, le n o m
de t u m e u r cérébrale induit sciemment en erreur — tout au moins depuis
que nous savons à quoi nous en tenir, c'est-à-dire depuis 5 ou 6 ans.
La Loi d'airain du cancer n'est q u ' u n schéma, qui indique la régularité
du déroulement d'une maladie cancéreuse, ou, une fois que le conflit est
résolu, de l'évolution de la guérison de cette maladie cancéreuse. L ' u n e et
l'autre se conforment aux mêmes règles.
Bien que la Loi d'airain du cancer ait été découverte tout d'abord comme
une corrélation p u r e m e n t empirique et soit c o n s t a m m e n t reproductible, les
résultats obligent naturellement à pousser la recherche et la réflexion. A
lui seul le fait qu'il y ait b e a u c o u p de conflits présentant simultanément
plusieurs foyers de H a m e r , c o m m e le carcinome coronarien (aire péri-
insulaire de l'hémisphère droit et hémisphère cérébelleux droit), ou des con-
flits de peur (aires corticales et médullaires), ne laisse pas de repos tant que
l'on n ' a pas trouvé comment tout cela se tient.
Voilà m a i n t e n a n t 6 ans que nous savons que tout cancer a « son foyer
de H a m e r spécifique » à un endroit déterminé du cerveau et que ce foyer
de H a m e r est causé par un D H S bien déterminé à teneur de conflit corres-
p o n d a n t , et cela fait 4 ans que l'existence de ces foyers de H a m e r a été
vérifiée.

92
Dès le mois de février 1984j'avais expliqué l'existence des foyers de Hamer
par l'histoire de l'évolution : le fait que le c o m p o r t e m e n t mère-enfant des
mammifères ait été p r o g r a m m é j u s t e m e n t dans la période phylogénétique
où le cervelet était « en formation » explique que le centre-relais du com-
portement mère-enfant soit localisé au cervelet. Ce centre-relais qui, en cas
de maladie p r o v o q u é e par un D H S avec conflit dans la sphère de relation
mère-enfant devient un foyer de H a m e r , émet, comme un ordinateur déré-
glé, selon un code erroné qui p r o v o q u e le cancer dans le sein controlatéral
de la femme.
L'histoire de l'évolution est restée p o u r moi depuis lors une fidèle con-
seillère. A m o n avis il n'y a pas moyen de c o m p r e n d r e vraiment la méde-
cine si l'on ne garde pas c o n s t a m m e n t présente à l'esprit l'histoire de
l'évolution de l ' h o m m e et de l'animal. Ce n'est qu'en faisant preuve de
curiosité, en examinant après coup c o m m e n t s'y est pris le grand maître
de la Création, que l'on est en mesure de c o m p r e n d r e non seulement ce
qui est, mais aussi pourquoi il en est ainsi.
U n e chose vraie, exacte, qui est a u t h e n t i q u e , avérée et effective, c'est-à-
dire conforme à la réalité, n'est pas seulement vérifiable et reproductible,
mais il y a moyen aussi d'en donner une explication évidente, claire et plau-
sible. En effet, ce qui relève a u t h e n t i q u e m e n t de la Création a beau être
souvent extrêmement c o m p l i q u é , mais en principe c'est tout simple.

La Loi d'airain du cancer


comme adjuvant thérapeutique
Depuis que nous connaissons le principe d'une maladie cancéreuse, les
moyens dont nous disposons sur le plan thérapeutique sont tout autres.
Il se peut que certains trouvent que j ' e x a g è r e en affirmant que 9 7 % des
patients atteints du cancer pourraient survivre s'ils étaient traités c o m m e
il faut dès le début au lieu de commencer par être plongés dans toutes sor-
tes de paniques par les pronostics pessimistes des médecins chefs et profes-
seurs. Depuis que nous savons pourquoi le patient est malade et à quel stade
de la maladie il se trouve, c o m m e n t il convient de le traiter sur le triple
plan psychique, cérébral et organique, à quelles complications nous devons
nous attendre, nous pouvons en discuter tranquillement avec le patient, de
manière à ce qu'il ne panique p a s , d'autant qu'il sait que 9 7 % peuvent s'en
tirer, c'est-à-dire que le taux de mortalité de cette maladie n'est pas supé-
rieur à celui d'une mauvaise grippe : dès lors, nous p o u v o n s entreprendre
une thérapie systématique, à bon escient, au lieu de m a n i p u l e r les patients
avec une sotte a r r o g a n c e , c o m m e un apprenti-sorcier.
De son côté, le patient conservera son calme, sachant que les médecins
connaissent le principe et, « à partir de ce principe » savent le guérir. La
Loi d'airain du cancer en tant que principe des relations de cause à effet
du cancer nous a ouvert la porte !

93
La maladie du cancer en tant que perturbation
prévue par la nature du code normal
de comportement chez l'homme
et chez l'animal
Nous l'avons vu, ce livre traite des maladies cancéreuses, des perturbations
du code n o r m a l de c o m p o r t e m e n t chez l ' h o m m e et chez l'animal. Bien
entendu nous sommes parfaitement conscients du fait que ces perturba-
tions dans le code de c o m p o r t e m e n t sont tout aussi nécessaires et inévita-
bles biologiquement que tout le code de comportement lui-même. Elles sont
aussi nécessaires que la panne définitive du code de comportement, la mort.
Imaginons que la m o r t fût supprimée, ne serait-ce que quelques années !
Le code de c o m p o r t e m e n t s'effondrerait d'un seul c o u p .
La régularité avec laquelle ces p e r t u r b a t i o n s du code n o r m a l de com-
portement se déroulent m o n t r e bien j u s t e m e n t que la p a n n e de codage est
elle aussi incorporée dans le n o r m a l . Or, c'est exactement le contre-pied
que prend la médecine classique, dite médecine moderne : pour elle les mala-
dies sont des ennemies du genre humain, tout comme les bactéries, les virus,
les puces et les punaises. Selon la conception de la médecine classique, le
cancer est une cellule anarchique, qui prolifère sans plan et cherche à démolir
l'organisme, qu'il « dévore » après avoir détruit le système i m m u n i t a i r e .
Or, dans la n a t u r e n o u s ne t r o u v o n s aucun indice p e r m e t t a n t d'étayer ou
de conforter de telles élucubrations biologiques. Au c o n t r a i r e , le code de
comportement de l'individu d'une espèce est en même temps intégré et coor-
donné dans l'ensemble du cosmos. La race du grand-duc ne s'applique pas
à exterminer la race des souris, car les années suivantes la race des grands-
ducs n'aurait plus rien à manger et de la sorte elle s'exterminerait elle-même.
C'est ce qui explique q u ' a p r è s un hiver rigoureux les souris étant moins
n o m b r e u s e s , la race des grands-ducs p o n d e moins d ' œ u f s . La symbiose
demeure en équilibre. Malheureusement, l ' h o m m e s'est comporté par igno-
rance comme un apprenti-sorcier et s'est lui-même catapulté hors de quan-
tité de ces équilibres biologiques. Dans son arrogance il s'imagine qu'à l'aide
de tous ses « ismes » et autres systèmes sociaux antibiologiques il est capa-
ble de décliqueter le code biologique et de faire mieux que le créateur de
la n a t u r e . Il en est exactement de m ê m e de la maladie cancéreuse. Le can-
cer n'est pas une maladie p r o v o q u é e par des microbes anarchiques ou par
des molécules d ' A D N déboussolées, c'est une action systématique et coor-
donnée de la n a t u r e , qui se déroule selon une loi rigoureuse, d'après un
code supérieur ne régissant pas le seul individu. Si l ' h o m m e ne faisait pas
tant de ravages en m a n i p u l a n t ce code supérieur, il fonctionnerait encore
aussi bien que depuis des millions d'années. Le fait d'empêcher la coopé-
ration des créatures entre elles selon ce code supérieur de c o m p o r t e m e n t
est à m o n avis plus désastreux que les deux grandes catastrophes naturelles
qu'ait connues notre terre.

94
Si donc le cancer n'est pas une catastrophe p r o v o q u é e par des colonies
de cellules déchaînées, mais une phase de n o t r e vie tout à fait judicieuse,
se conformant biologiquement à une loi rigoureuse, la Loi d'airain du cancer,
il nous faut commencer par en avoir une compréhension t o u t e nouvelle,
afin de ne plus en avoir peur. N o u s savons m a i n t e n a n t , par la Loi d'airain
du cancer et par le foyer de H a m e r , comment cela fonctionne en gros. Nous
savons p o u r q u o i , quand et comment tel ou tel choc conflictuel (DHS) court-
circuite telle ou telle aire de notre cerveau, qui t o m b e en p a n n e et devient
un foyer de H a m e r . Mais n o u s savons aussi c o m m e n t l'organisme est en
mesure de réparer lui-même ce foyer de H a m e r si le conflit peut être résolu.
N o u s sortirions du cadre imparti à ce livre en postulant ici un « retour à
la nature » p o u r toutes les sphères de la vie, de manière à permettre une
réinsertion optimale du code de c o m p o r t e m e n t dans les données biologi-
ques originales, après nous être efforcés au cours des dernières décennies
des temps m o d e r n e s de détruire l'environnement biologique avec ses mil-
liers d'équilibres, de symbioses et de cohabitation de toutes les espèces ani-
males et végétales. Sans compter que les h o m m e s p r é s o m p t u e u x se sont
employés à brasser toutes les races h u m a i n e s que la nature avait réussi à
élaborer par une sélection laborieuse. Si un Suédois a la p e a u aussi claire
c'est pour que son épiderme p a u v r e en pigment puisse capter le rayon de
soleil dont il a vivement besoin pour synthétiser la vitamine D. Un noir
en Afrique a trop de soleil. C'est la raison pour laquelle sa peau a tant
de pigments, qui le protègent contre un excès de rayons solaires. Il serait
stupide de transférer les Suédois en Afrique et les Noirs en Suède. Nous
p o u r r i o n s multiplier les exemples. Mais revenons-en à n o t r e Loi d'airain
du cancer : c'est une loi biologique. L o r s q u ' i l se produit ce type de D H S ,
il y a ici et là une rupture de c h a m p au cerveau et court-circuit. Et les codes
émis par cette aire cérébrale court-circuitée font d é m a r r e r dans l'organe
c o r r e s p o n d a n t , ressortissant à cette aire, un cancer !
La Loi d'airain du cancer n'était à l'origine que le mécanisme de la genèse
et de l'évolution du cancer. Mais il m ' a fallu apprendre rapidement qu'il
y a toute une série d'autres maladies, que jusqu'ici nous n'avions pas l'habi-
tude d'appeler cancer, et qui au fond en étaient bel et bien un. Souvent
nous ne connaissions que la seconde partie de la maladie cancéreuse, par
exemple l'infarctus du m y o c a r d e , la leucémie, le sarcome, etc.
Du coup se posait la question majeure de savoir si, et dans quelle mesure
la phase de guérison des maladies cancéreuses est dangereuse. Il s'est avéré
que la phase de guérison du cancer, lorsqu'elle se déroule c o m m e prévu,
c o m p o r t e certes, selon le type de la maladie cancéreuse et la durée du con-
flit qui a précédé, un risque certain pour la vie du patient, mais que grâce
à la Loi d'airain du cancer, il n'est guère d ' a u t r e maladie où l'on puisse
exercer une action prophylactique avec autant de précision. Ce qui est mer-
veilleux, j u s t e m e n t , c'est que nous connaissons m a i n t e n a n t le m é c a n i s m e ,
que nous p o u v o n s calculer en fonction des données fondamentales ( D H S ,
CL) ce à quoi le patient doit s'attendre et selon quel calendrier. Grâce au
scanner cérébral n o u s disposons d'une m é t h o d e très fiable qui nous per-

95
met de p r e n d r e p r é v e n t i v e m e n t les dispositions visant à éviter cette « crise
d'épilepsie » qui, dans le cas du carcinome c o r o n a i r e , c o n d u i t à l'infarc-
tus du myocarde, à réduire l'œdème cérébral, à ne pas attendre que le patient
soit t o m b é à la m a i s o n p o u r le faire e m m e n e r à la clinique par le S A M U ,
mais à l'y faire a d m e t t r e à l'avance c o m m e une p a r t u r i e n t e au terme de
la grossesse, à le rassurer et à atténuer ainsi l'infarctus imminent, de manière
à ce qu'il puisse bien s u r m o n t e r la crise. De m ê m e , en ce qui concerne la
leucémie, par exemple, qui n'est pas à p r o p r e m e n t parler une maladie, mais
le signe sublime que le conflit de dévalorisation de soi est résolu. P o u r notre
médecine intensive r e m a r q u a b l e m e n t équipée, c'est un j e u d'enfant de main-
tenir le patient à flot j u s q u ' à ce que l'hématopoïèse des érythrocytes t o u r n e
de n o u v e a u à plein régime, de faire la soudure en cas d ' a n é m i e . Si seule-
ment nous parvenions à nous défaire des d o g m e s absurdes et à ouvrir nos
yeux de médecins à la réalité.
Il est difficile de s'imaginer à quel point la Loi d'airain du cancer va
t r a n s f o r m e r notre médecine t o u t entière. M a i s le pivot, la charnière de la
Loi d'airain du cancer c'est le D H S ! En effet, c'est à l'instant m ê m e du
D H S que se décide à quoi le patient va associer son choc conflictuel. A
la lumière de l'histoire de l'évolution, bien des choses qui sans cela nous
paraîtraient t o t a l e m e n t erronées ou incompréhensibles, s'imposent à nous
avec une nécessité c o n t r a i g n a n t e . Qu'il y ait deux espèces de carcinomes
de l ' œ s o p h a g e peut être admis comme un fait, mais que le carcinome de
l'estomac et l'ulcère de l'estomac soient tous deux des cancers de type tota-
lement différent, tout en étant dans le même o r g a n e , voilà qui fera d ' a b o r d
hocher la tête à bien des gens. Mais lorsque les mêmes a u r o n t lu et compris
le chapitre sur les connexions ontogénétiques entre les différentes t u m e u r s ,
lorsqu'ils se seront rendu c o m p t e p o u r q u o i il ne peut en être a u t r e m e n t
du point de v u e e m b r y o l o g i q u e , alors ces m ê m e s gens diront : « E v i d e m -
ment, c o m m e n t pourrait-il en être a u t r e m e n t ? »
Il en est de m ê m e des maladies infectieuses. A première vue d ' a u c u n s
diront : « Voilà m a i n t e n a n t que la tuberculose s'inscrit à son t o u r sur la
liste des maladies cancéreuses. A ce r y t h m e - l à il n'y aura b i e n t ô t plus de
maladie qui ne soit pas un cancer. » Après avoir lu le chapitre sur les mala-
dies infectieuses, les m ê m e s ne m a n q u e r o n t pas de dire : « C o m m e n t se
peut-il que n o u s ayons été si longtemps aveugles ? »
H e u r e u s e m e n t , je n ' e n suis pas réduit à des spéculations ou à des t h é o -
ries, mais suis en mesure de fournir des preuves sous forme de foyers de
H a m e r . En effet, t o u t ce qui se produit dans l ' o r g a n e , doit avoir sa corré-
lation au cerveau. Je t r o u v e v r a i m e n t inutile de perdre son t e m p s à écouter
les apprentis-sorciers que sont les « neurochirurgiens », qui avec une niai-
serie insouciante extirpent à coups de bistouri ces aires de c o r r é l a t i o n céré-
b r a l e s , c o m m e si l'on pouvait réparer un o r d i n a t e u r d ' a v i o n à coups de
m a r t e a u . M a i s l o r s q u ' a v e c u n e admirable régularité je t r o u v e toujours le
foyer de H a m e r responsable du carcinome à chou-fleur de l'estomac au
tronc cérébral (pont) et celui qui est responsable du cancer ulcéreux de l'esto-

96
mac au lobe pariétal droit au-dessus de l'insula, à la base du cortex somato-
sensitif, ce n'est pas sans raison.
A un m o m e n t donné l'embryologie nous a fait faux b o n d . N o u s ne trou-
vons rien, ou p r e s q u e rien sur les « m i g r a t i o n s de l'épithélium p a v i m e n -
leux » dans les « temps m o d e r n e s du cerveau ».
C'était cela, précisément, le p o i n t faible, qui explique p o u r q u o i nous
n ' a v o n s j a m a i s pu c o m p r e n d r e la nature des t u m e u r s . N o u s n ' a v i o n s pas
compris le cerveau et sur le p l a n ontogénétique nous ne savions rien des
« migrations de l'épithélium p a v i m e n t e u x de l'ectoderme ».
La Loi d'airain du cancer nous a appris à c o m p r e n d r e le cancer, mais
elle a valu aussi une nouvelle intellection de la médecine t o u t entière.
P o u r moi, la Loi d'airain du cancer est la clef de la médecine tout entière.
La découverte de cette clef est à mes yeux le legs, le t e s t a m e n t de m o n fils
Dirk. Il se peut que nous autres vivants n o u s n ' a y o n s pas été assez libres
d'esprit, exempts de p r é v e n t i o n s , p o u r t r o u v e r cette clef si difficile et si
simple. Il n'y avait peut-être q u ' u n h o m m e d'une autre d i m e n s i o n à p o u -
voir la trouver — un m o r t !

97
9. Foyers de Hamer
lieu de métastases cérébrales
Tant qu'elle sera bloquée par son d o g m a t i s m e , la médecine classique ne
p o u r r a j a m a i s trouver un système, une explication cohérente aux p h é n o -
mènes du cancer. Me recevant en privé chez lui en novembre 1983, un grand
p a t r o n de C H U allemand confronté à ma découverte du foyer de H a m e r
s'exclamait : « C o m m e n t se fait-il que n o u s ayons été si l o n g t e m p s aveu-
gles ? ». Mais lorsque trois semaines plus tard il eut l'occasion de vérifier
dans 35 cas avec six autres collègues universitaires le bien-fondé de cette
découverte, il n ' o s a pas franchir le pas et la reconnaître officiellement :
« Ce serait avouer l'absurdité de tout ce que nous avons fait au cours des
dernières décennies ».
Un des dogmes les plus sacro-saints de cette médecine classique est, en
effet, celui de ces fameuses t u m e u r s cérébrales, qui en fait n'existent p a s .
Ceux qui croient dur comme fer à cette vérité inébranlable parce que « magis-
ter dixit », s'imaginent voir ces « habits neufs de l'empereur » (conte
d'Andersen), dont la foule se fiant à la rumeur admirait la beauté et la coupe
parfaite j u s q u ' a u m o m e n t où une petite fille voyant passer le m o n a r q u e
fier comme A r t a b a n sous son dais superbe en tête de la procession, s'écria :
« Mais l'empereur n ' a pas d'habit, il est tout nu. »
D a n s cette parabole qui depuis un siècle enchante les petits enfants du
m o n d e entier, l'écrivain danois démasque avec h u m o u r la genèse et le méca-
nisme de l'aveuglement collectif, savamment entretenu. P o u r la confection
de cet habit inexistant, des imposteurs se faisant passer p o u r des tisserands
habiles étaient parvenus à convaincre l'empereur que le tissu aurait la p r o -
priété merveilleuse d'être invisible aux niais et aux incompétents ; ainsi,
le chef de l'Etat n'aurait pas de peine à repérer les imbéciles parmi ses fonc-
tionnaires et ses ministres.
Tous les « experts » de haut niveau que l'empereur chargea successive-
ment d'apprécier la qualité de l'habit inexistant — dont les faux tisserands
empochaient le prix au lieu de le confectionner —, eurent peur de passer
pour des imbéciles en ne voyant pas ce que tous les autres avaient admiré
avant eux. Pris à son p r o p r e piège, l'empereur dérouté par la convergence
de toutes les « expertises » eut peur à son t o u r d'être pris p o u r un imbécile
par ses ministres et déclara « magnifique » le chef-d'œuvre inexistant de
ces imposteurs, auxquels il conféra le titre de « gentilshommes tisserands ».
Sortie, comme toujours, de la bouche d'un enfant, la vérité finit par desil-
ler les yeux des adultes et bientôt dans la foule bernée et flouée qui suivait
la procession on se mit à répéter, d ' a b o r d à mi-voix, puis à cor et à cri,
ce que l'innocente petite fille avait découvert toute seule : « L ' e m p e r e u r
est tout nu ». En entendant la r u m e u r p o p u l a i r e , le chef de l'Etat p r e n a n t
soudain conscience de sa nudité coram p o p u l o se mit à frisonner. Il se rai-
sonna p o u r t a n t et, préoccupé avant tout de ne pas perdre la face, il décida
de conduire la procession j u s q u ' a u b o u t , c o m m e si de rien n'était. B o m -
b a n t le torse, il se d o n n a un air encore plus altier, tandis que ses chambel-
lans continuaient à porter cérémonieusement la traîne qui n'existait p a s .
Ainsi, le mirage des t u m e u r s cérébrales bénignes ou malignes, dont n o u s
m a i n t e n o n s la fiction envers et contre tout pour ne pas endosser devant

101
l'immense cortège des malades bernés par n o u s l'écrasante responsabilité
des « absurdités commises au cours des dernières décennies », relève du
m ê m e p h é n o m è n e hallucinatoire que les prétendues « métastases cérébra-
les », et il est grand temps q u ' u n e voix s'élève pour p r o c l a m e r que « le roi
est nu ».
A l'origine de cette méprise hallucinante, il y a toujours le d o g m e de l'ori-
gine monoclonale du cancer, de la prolifération absurde et d é s o r d o n n é e ,
incontrôlée et irrationnelle de cellules anarchiques à partir d'une seule cel-
lule dévoyée, « transformée ». Bien qu'aucune preuve n'ait j a m a i s été appor-
tée, ce dogme implique aussi q u ' u n e partie des cellules anarchiques,
disséminées par voie artérielle dans d'autres organes, y fondent des colo-
nies, des tumeurs-filles, dites « métastases », du mot grec « métastasis »
signifiant « changement de place ». D a n s cette o p t i q u e , p o u r que des cel-
lules cancéreuses puissent gagner à la nage des territoires éloignés de l'orga-
nisme, elles seraient bien obligées d ' e m p r u n t e r la voie vasculaire artérielle,
étant donné que dans les systèmes veineux et lymphatique le sang et la lymphe
circulent de la périphérie vers le centre, c'est-à-dire vers le cœur, et non
vers la périphérie.
Or, c'est en vain que des milliers d'expériences ont été faites, même sur
des h u m a i n s , p o u r trouver des cellules cancéreuses dans le sang artériel.
Sauf dans le cas d ' o p é r a t i o n s , on n'y est encore j a m a i s p a r v e n u . Bien que
l'on ait passé au peigne fin les cellules sanguines, on n'y a j a m a i s trouvé
aucune cellule cancéreuse.
C'est sur cette première lourde méprise scientifique que repose le dogme
des prétendues métastases. La seconde est la fille illégitime de la première :
étant donné que selon le premier dogme tous les carcinomes dits secondai-
res sont censés être des « métastases » d'un cancer préexistant, dit cancer
primitif, on est amené d o g m a t i q u e m e n t à admettre les t r a n s f o r m a t i o n s ,
les métamorphoses les plus fantastiques de cellules cancéreuses.
Ainsi, par exemple, le carcinome d'un tissu épithélial pavimenteux dérivé
de l'ectoderme serait en mesure de se transformer en adénocarcimone, c'est-
à-dire en cancer d'un tissu glandulaire ou ganglionnaire, dérivé de l'endo-
derme, et vice versa. Ou bien, un a d é n o c a r c i n o m e du tractus intestinal,
dérivé de l'endoderme, serait capable d'engendrer une ostéolyse, c'est-à-
dire une résorption du tissu osseux, dérivé du mésoderme, et ensuite des
métastases ostéosarcomateuses mésodermiques, tandis q u ' à l'inverse, des
sarcomes, c'est-à-dire du tissu conjonctif mésodermique, réussiraient le tour
de force de donner naissance à des métastases carcinomateuses ectodermi-
ques : bref, c'est la jument qui vêle.
E v i d e m m e n t , ces « m é t a m o r p h o s e s » a b r a c a d a b r a n t e s ne s'expliquent
que par l'immobilisme d o g m a t i q u e . On imagine alors l a j o i e éprouvée par
un « a n a p a t h » dont le diagnostic pèse lourd, lorsqu'il constate q u ' u n e
« métastase » sous forme de tache ronde au p o u m o n , présente presque le
m ê m e type histologique — a d é n o c a r c i n o m e — que la t u m e u r dite « primi-
tive », par exemple le carcinome du côlon. Il s'empresse alors de parler
de « métastase authentique », ce qui fait douter naturellement de l'authen-
ticité des autres (90%) « diagnostics de métastases ». M a i s q u ' à cela ne

102
tienne. On n'est pas à cela près. Les histologues prennent les choses comme
elles viennent, et parfois, c o m m e on le voit, elles conviennent particulière-
ment bien.
En réalité, les choses se passent de la manière suivante : A l'instant même
où un violent choc conflictuel, un D H S , n o u s prend au d é p o u r v u , tel un
gardien de but pris à « contre-pied », dans un isolement psychique t o t a l ,
il se produit au cerveau sous l'impact de ce choc un foyer de Hamer. A
chaque type de choc conflictuel, que nous p o u v o n s appeler aussi choc con-
flictuel biologique, correspond une aire bien spécifique de notre cerveau
et en m ê m e t e m p s une partie bien déterminée de notre o r g a n i s m e .
P r e n o n s le cas, par exemple, d'un conflit sexuel : l o r s q u ' u n femme qui
surprend son m a r i « en flagrant délit » ressent ce choc brutal c o m m e une
frustration sexuelle et non pas tellement c o m m e une t r a h i s o n , un abus de
confiance, à l'instant m ê m e de cette réaction foudroyante une aire céré-
brale bien spécifique est court-circuitée dans la région t e m p o r o - p a r i é t a l e
gauche si cette femme est droitière. A cet instant m ê m e , des dizaines de
milliers de cellules du col de l'utérus — et pas seulement une — dégénèrent
en cellules cancéreuses. Du fait que l'orifice ou le col utérin se prêtent par-
ticulièrement bien à l'observation, nous p o u v o n s constater q u ' a u début des
centaines d'îlots cancéreux sont environnés de tissu n o r m a l . J u s q u ' i c i , la
médecine classique postulait que la t u m e u r cancéreuse devait nécessaire-
ment se développer à partir d'une seule cellule transformée. Ce qui, n o u s
l'avons vu, est absolument faux.
Sur cette méprise fondamentale érigée en dogme sont venus se greffer
d'autres dogmes tout aussi erronés, tel celui de l'immortalité de la cellule
cancéreuse, capable de proliférer indéfiniment et conduisant inexorable-
ment à la m o r t . Et bien que le dogme de l'origine m o n o c l o n a l e du cancer
se soit avéré inexact, on continue de soutenir m o r d i c u s son fils illégitime,
le dogme secondaire de l'immortalité, de la prolifération indéfinie des cel-
lules à partir d'une seule cellule, ce qui est tout aussi faux.
De m ê m e q u ' à l'instant du choc conflictuel des dizaines de milliers de
cellules dans une aire bien spécifique de l'organisme dégénèrent simulta-
nément en cellules cancéreuses, de m ê m e , au niveau cérébral, ce n'est pas
seulement une cellule unique qui est court-circuitée à l'instant du choc fou-
droyant : dans l'aire spécifique du cerveau c o r r e s p o n d a n t à la couleur, à
la nuance du conflit, des millions de cellules cérébrales sont mises simulta-
nément en court-circuit et cette rupture de c h a m p branche l'organisme tout
entier en sympathicotonie.
S'il est vrai q u ' à un certain type de conflit correspond au cerveau une
aire déterminée, nous n ' a v o n s pas de peine à concevoir qu'il puisse y avoir
des milliers, voire des centaines de milliers de conflits plus ou moins appa-
rentés, se distinguant par la couleur ou la nuance : leurs impacts au m ê m e
endroit ou à proximité s'inscrivent dans l'aire cérébrale en d o n n a n t nais-
sance à un foyer de H a m e r selon un filigrane toujours n u a n c é et original
en fonction de la couleur du conflit. Au stade de la cicatrisation il se peut
que nous ne puissions plus distinguer ce filigrane original.
Avec le t e m p s , nous a p p r e n d r o n s à observer et à différencier les conflits

103
biologiques qui sont à l'origine de cette maladie du cancer. L ' â m e h u m a i n e ,
l'âme animale, est infiniment diverse et nuancée selon les individus, bien
que p o u r l'observateur superficiel il semble, à première v u e , q u ' à l'inté-
rieur d'une m ê m e race — h o m m e s , chiens, souris ou éléphants — l'âme
soit m o n o c o r d e et tissée sur un modèle standard. C'est vrai aussi de cha-
que conflit, qui est toujours un peu différent d'autres conflits similaires,
dont les autres individus de la m ê m e race ont fait l'expérience dans des
contextes conflictuels analogues. La diversité inouïe des cas de figure pos-
sibles au jeu d'échec nous paraît cependant bien primitive par c o m p a r a i -
son avec les facultés de combinaison des cellules cérébrales h u m a i n e s et
animales. En effet, dans n o t r e cerveau — et aussi dans celui d'une souris
minuscule — ce ne sont pas 64 cases d'échiquier dont dispose notre « matière
grise », mais des milliards o r d o n n é e s dans un espace à trois dimensions
enrichi des dimensions électriques, sans c o m p t e r les autres dimensions que
nous ne connaissons pas encore.
La seconde méprise scientifique érigée en dogme est tout aussi absurde
que la première. Il faut bien se rendre compte en effet de ce que cela veut
dire en clair : une cellule carcinomateuse endodermique, c'est-à-dire une
cellule d ' a d é n o c a r c i n o m e , devrait au cours de sa brève m i g r a t i o n , encore
j a m a i s observée, en direction d'un tissu osseux d'origine mésodermique,
prévoir exactement l'endroit où elle va atterrir et accomplir en un tour de
main une m é t a m o r p h o s e fondamentale pour devenir soudain un tissu dérivé
du mésoderme et former un ostéosarcome, ou vice-versa. Bien entendu,
il n'y a pas m o y e n de r e p r o d u i r e cette m é t a m o r p h o s e en éprouvette ou en
culture. En effet, on ne peut y cultiver p r a t i q u e m e n t que des « sarcomes »
de tissu conjonctif, qui au fond ne sont que des b o u r g e o n n e m e n t s , des p r o -
liférations inoffensives, aux dépens de ce tissu ou des tissus qui en déri-
vent. Selon les manuels d'oncologie, la p r o p o r t i o n de ces « sarcomes »
constituerait 9 5 % des soi-disant « tumeurs » reproduisibles en culture. Il
est probable que l'on ne puisse absolument pas reproduire de véritable car-
cinome en culture, ce qui serait d'ailleurs conforme à la Loi d'airain du
cancer. En revanche, il est tout aussi conforme à la Loi d'airain du cancer
que les cellules du tissu conjonctif dérivé du mésoderme aient une grande
puissance proliférative, qui est d'ailleurs indispensable à la guérison, de
sorte qu'elles sont m ê m e capables de poursuivre la division cellulaire, la
mitose, en culture : une auto filant à toute allure et passant soudain de
la 5' vitesse au point mort est encore capable de franchir sur sa lancée plu-
sieurs centaines de mètres grâce à sa masse d'inertie.
L'invraisemblance de ce d o g m e des métastases saute aux yeux lorsque
nous comprenons qu'à un endroit déterminé du corps c'est toujours le même
type de cancer qui se développe. Depuis que je m ' e n suis rendu compte
et que l'ont reconnu aussi des professeurs d'histologie et d ' h i s t o p a t h o l o -
gie, des écailles me sont t o m b é e s des yeux. Finalement, l'histopathologie
qui, en vertu d'une erreur d o g m a t i q u e et grâce à un tour de prestidigita-
tion s'est arrogée une fonction de « j u g e m e n t dernier », est superflue. Elle
ne se justifierait que pour spécifier dans des zones limitrophes (p. ex. côlon-
sigmoïde-rectum) où se t r o u v e exactement le siège de la t u m e u r , dans la

104
mesure où ce n'est pas plus facile de le déterminer sur le scanner cérébral.
D a n s certains cas d'espèce il serait peut-être intéressant de préciser si la
t u m e u r est encore le siège de mitoses ou s'il s'agit d'un vieux cancer inac-
tivé ne d o n n a n t plus lieu à une division cellulaire : lorsque les antécédents
ne sont pas bien élucidés et q u ' u n scanner cérébral ne permet pas de faire
toute la lumière. Mais dans la plupart des cas il est tout à fait superflu de
procéder à un examen histologique étant d o n n é q u ' à un endroit d o n n é de
l'organisme une tumeur présente toujours la même formation histologique.
Venons-en maintenant aux soi-disant « tumeurs cérébrales » ou « métas-
tases cérébrales », qui dans cette acception n'existent ni les unes ni les autres.
La troisième lourde méprise d o g m a t i q u e c'est que le cerveau ne puisse
pas être l'ordinateur de l'organisme, sous peine d'être acculé à reconnaître
« l'absurdité de tout ce que n o u s avons fait au cours des dernières décen-
nies ». D a n s la logique de cette erreur d o g m a t i q u e , si le cancer provenait
d'une seule cellule t r a n s f o r m é e , il faudrait bien que ces p h é n o m è n e s céré-
braux que mes adversaires avaient baptisés par dérision ces « drôles de foyers
de H a m e r » soient des « t u m e u r s primitives », ou du m o i n s des « m é t a s -
tases ». Or, dès la première année de médecine les étudiants apprennent
que la cellule nerveuse, ou n e u r o n e m a t u r e , n'est j a m a i s le siège de m i t o -
ses, elle a perdu sa capacité de division, de sorte q u ' u n e multiplication ou
un renouvellement de cellules vieillies n'est plus possible. La seule chose
qui puisse se multiplier c'est le « tissu conjonctif cérébral », la névroglie,
tissu de soutien et d'enveloppement fait de cellules gliales, tout comme dans
le reste de l'organisme le tissu conjonctif est capable de proliférer en vue
de la cicatrisation, de l'alimentation et du soutien tissulaire. N o u s disons
donc que le tissu conjonctif dans l'organisme et le tissu glial au cerveau
n ' o n t q u ' u n e fonction nourricière, un rôle de support et de cicatrisation.
De fait, nous n ' a v o n s encore j a m a i s vu un seul n e u r o n e être le siège de
mitoses, nous n ' a v o n s encore j a m a i s constaté de multiplication, de proli-
fération de n e u r o n e s , et p o u r t a n t , faisant fi de ces vérités fondamentales
inculquées en première année de médecine, les médecins continuent de parler
de t u m e u r s cérébrales, voire de « métastases cérébrales ».
Que se passe-t-il donc a u j u s t e dans notre cerveau l o r s q u ' a p p a r a î t ce que
d'aucuns appellent une « tumeur » et que j'affirme être un foyer de Hamer ?
En fait, c'est tout ce qu'il y a de plus simple, il s'agit d'une invention
géniale de la n a t u r e , d'une construction magistrale, dont la médecine clas-
sique a totalement m é c o n n u l'existence. Excisant des tuméfactions céré-
brales généralement anodines, la neurochirurgie mutile le patient qui sort
de la salle d ' o p é r a t i o n a m o i n d r i pour le reste de sa vie, en admettant qu'il
survive, ce qui est très rare du fait de la p a n i q u e qui s'ensuit et des altéra-
tions irréversibles de la personnalité.

105
Qu'est-ce qu'un foyer de Hamer
et que se passe-t-il au cerveau lors du DHS ?
Le foyer de H a m e r au cerveau — ce sont mes détracteurs qui ont inventé
ce terme, en l'affublant de l'épithète « comique », c'est-à-dire « bizarre »,
« étrange », « drôle » — désigne l'aire, la région, ou l'endroit du cerveau
qui est le point d'impact du D H S . Cette localisation n'est pas fortuite :
c'est le relais d'ordinateur que l'individu associe à l'instant m ê m e du D H S ,
en fonction de la teneur du conflit, de sa coloration très particulière. A
l'instant m ê m e du D H S , l'organe en corrélation avec cette aire spécifique
du cerveau, est atteint du cancer. Allant de pair avec la progression du con-
flit, le foyer de Hamer se développe au cerveau, c'est-à-dire que l'aire atteinte
s'étend ou s'altère plus intensément, tandis que simultanément le cancer
progresse dans l'organe, soit que la t u m e u r devienne plus massive par une
authentique division cellulaire mitotique (endoderme), soit qu'elle se tra-
duise par une progression de la destruction nécrotique (mésoderme), soit
encore que le résultat donne lieu à quelque chose d'intermédiaire (ectoderme).
C'est ce que n o u s apprend en effet la Loi d'airain du cancer, et c'est tou-
j o u r s comme cela que ça se passe.
Mais que sont donc ces foyers de H a m e r au cerveau ? S'ils sont bien
visibles, les n e u r o r a d i o l o g u e s les prennent par ignorance pour des t u m e u r s
ou des métastases cérébrales. Moins distincts, ils p r o v o q u e n t un désarroi
général. S'ils présentent un œ d è m e périfocal bien circonscrit et ressortent
bien aux produits de contraste, ils sont qualifiés de « t u m e u r s cérébrales
à progression rapide ». S'ils font de gros œ d è m e s , sans que le foyer de
H a m e r soit visible (comme c'est généralement le cas des foyers de H a m e r
de la moelle), c'est de n o u v e a u l'embarras et la perplexité. S'ils apparais-
sent au cortex, ils sont interprétés à tort c o m m e des t u m e u r s des méninges.
Mais au fond, il s'agit toujours de la m ê m e chose, perçue à divers stades
de l'évolution : des foyers de Hamer !
P a r définition, les t u m e u r s cérébrales, je l'ai déjà dit, n'existent pas :
après la naissance, le n e u r o n e m a t u r e a perdu sa capacité de division, il
ne peut pas proliférer même sous des conditions interprétées à tort jusqu'ici
comme t u m e u r s cérébrales. Et par conséquent sous aucune condition. La
seule chose qui puisse se multiplier ce sont les cellules névrogliques, qui
forment le tissu de soutien du système nerveux : ce tissu conjonctif du cer-
veau qui a exactement la m ê m e fonction que le tissu conjonctif de notre
corps, sauf qu'il est en grande partie d'origine ectodermale. Ces foyers de
H a m e r clairs, rendus étanches par les cellules gliales, sont pris à tort pour
des tumeurs cérébrales, et d ' i n n o m b r a b l e s patients ont payé cher cette
erreur : l'excision de ces foyers les a mutilés et estropiés à tout j a m a i s . Alors
que l'organisme se répare et se régénère à partir de ces foyers de H a m e r ,
il n'y a pas lieu de s'en effrayer et de t r o n q u e r le cerveau, il faut au con-
traire s'en réjouir.
Voyons m a i n t e n a n t point par point c o m m e n t cela se passe : lors d'un

106
D H S , le « centre-relais ad hoc » au cerveau est m a r q u é et devient ainsi un
foyer de H a m e r . Cette aire est « court-circuitée ». Je me sers de cette image
parce que n o u s ne sommes pas encore bien fixés sur la n a t u r e exacte de
ces p h é n o m è n e s bio-électriques. Il y a longtemps que n o u s p o u r r i o n s être
mieux renseignés à ce sujet si l'exorcisme pratiqué par la médecine sympto-
matique n'avait pas bloqué toute recherche utile dans ce d o m a i n e . Ce foyer
de H a m e r est d o n c en état de court-circuit, de sympathicotonie durable.
Les cellules cérébrales n'en meurent pas précisément, tout au moins pas
si vite, mais cela ne les arrange pas non plus. Imaginons q u ' u n circuit élec-
trique trop ténu ait à supporter un courant d'une intensité et d'un voltage
trop élevés. Le câble se met à chauffer i n d û m e n t et c'est d ' a b o r d l'isolant
qui est grillé. Sur le plan bio-électrique c'est un peu différent, et dans le
cerveau il n o u s faut concevoir les cellules cérébrales c o m m e un réseau infi-
niment c o m p l i q u é . Du fait de la sympathicotonie d u r a b l e , qui en principe
est quelque chose de n o r m a l , mais dont il ne faut j u s t e m e n t pas abuser,
les circuits de communication des cellules cérébrales se détériorent, de même
que l'organe corporel est e n d o m m a g é par le cancer. J u s q u ' à la fin de la
phase active du conflit, le foyer de H a m e r ne paraît pas subir de modifica-
tion a l a r m a n t e . Nous p o u v o n s voir par exemple en R . M . N . qu'il y a une
différence par r a p p o r t au milieu ambiant, mais cela n ' a encore rien de bien
d r a m a t i q u e . Mais la réalité est toute différente et nous ne p o u v o n s évaluer
les dégâts q u ' u n e fois intervenue la conflictolyse. A présent, dans la phase
postconflictolytique n o u s p o u v o n s mesurer l'ampleur des d o m m a g e s cau-
sés. En effet, dès le début de la phase pcl, l'organisme c o m m e n c e à réparer
les dégâts de la t u m e u r cancéreuse au niveau organique.

Plan psychique :
C'est la mise au repos. Le psychisme doit se refaire. Le patient se sent
las, mais « comme libéré ».
Plan cérébral :
Il y a r é p a r a t i o n du foyer de H a m e r . N o u s allons m a i n t e n a n t voir cela
de plus près.
Plan organique :
La r é p a r a t i o n de la t u m e u r cancéreuse ou de la nécrose est entreprise
soit par réduction bactérienne, soit par cicatrisation, mais toujours à
l'aide d'une œ d é m a t i s a t i o n suffisante c o m m e signe de guérison.

107
La réparation du foyer de Hamer
La première chose que nous voyons au début de la phase pcl c'est que le
foyer de H a m e r est entouré d'un « ourlet œ d é m a t i q u e périfocal », à la
manière d'un échaffaudage posé autour d'une vieille maison à réparer. Tou-
tefois, cet œ d è m e n'est pas seulement périfocal, il est également intrafo-
cal, c'est-à-dire qu'il inonde de part en part le foyer de H a m e r p r o p r e m e n t
dit. En m ê m e t e m p s , l'organisme procède à la rénovation des isolants des
lignes de connexion entre les neurones. Il faut cependant attendre un peu
pour apercevoir ce processus au scanner cérébral. P o u r assurer une meil-
leure isolation, l'organisme déverse une grande quantité de cellules gliales
entre les mailles du treillage neuronal. Cette prolifération gliale dans le foyer
de H a m e r — qui est en soi un p h é n o m è n e tout à fait positif, et nullement
m o r b i d e , de guérison spontanée de l'organisme — a été prise j u s q u ' i c i par
les neurochirurgiens pour une « tumeur néoplasique » et extirpée à des mil-
lions d'exemplaires. C'est là une des plus grosses bourdes commises en méde-
cine ! N ' i m p o r t e quel guérisseur de la brousse est un sage par comparaison
avec cette arrogance ignare, car dans toute sa vie il n ' a p r o b a b l e m e n t pas
commis autant de sottises qu'un neuro-chirurgien en l'espace d'une semaine.
Une fois que le foyer de H a m e r a un œ d è m e intra- et périfocal, c'est
devenu un « processus expansif », c'est-à-dire que pour gagner de la place
il cherche à écarter, à refouler l'environnement, ou bien c o m p r i m e le tissu
cérébral environnant. Cet espace recherché peut être fourni en partie par
les deux ventricules latéraux. Ils cèdent facilement du fait que la liqueur
cérébrale est évacuée et font ainsi de la place pour le foyer de H a m e r en
voie d'expansion. Ce foyer de H a m e r œ d é m a t i s é , en expansion, est facile-
ment reconnaissable sur le scanner cérébral, n o t a m m e n t au cerveau p r o -
prement dit, du fait que la symétrie est r o m p u e sous l'effet de sa poussée.
Ceci mis à part, la densité est facile à mesurer et l ' œ d è m e a une plus faible
densité que le tissu cérébral. Enfin, le produit de contraste permet de met-
tre en évidence le foyer de H a m e r , dont l'activité m é t a b o l i q u e est cons-
t a m m e n t accrue.
Nous n'allons pas nous arrêter ici sur les complications possibles des foyers
de H a m e r et leurs thérapies, que vous p o u r r e z lire au chapitre sur la théra-
pie du cancer (chap. 11). Si l'on arrive à maîtriser la phase critique de tumé-
faction du foyer de H a m e r par la réfrigération, la cortisone, etc., le foyer
de H a m e r , la tuméfaction s'atténue. Il reste une cicatrice gliale au cerveau
sans œdème. L'expérience de 10 000 patients m o n t r e que les cicatrices gliales
n'entraînent pratiquement pas de déficits neurologiques, elles n'entrent tout
au moins pas en ligne de compte et ne sont généralement pas r e m a r q u é e s .
Il est n é a n m o i n s un type de complication dont il me faut rendre compte
dès à présent, faute de quoi vous ne comprendriez pas les images suivan-
tes : du fait de l ' œ d è m e intrafocal, il se peut que le foyer de H a m e r se
déchire de l'intérieur, qu'il y ait quasi explosion, la c o m m u n i c a t i o n entre
les cellules cérébrales étant perturbée. Il se forme à l'intérieur un kyste de
liquide céphalorachidien et le foyer de H a m e r se présente sous la forme

108
d'un anneau blanc autour de ce kyste. M ê m e alors la guérison se passe en
général assez bien et il est é t o n n a n t de constater que le patient s'en tire le
plus souvent à si bon c o m p t e , qu'il y ait si peu de déficiences cérébrales.

Nous avons affaire ici à l'une des plus belles images de ma collection.
On y voit un i m p o r t a n t foyer de H a m e r à gliose marginale dans la région
péri-insulaire de l'hémisphère droit, avec gros œ d è m e périfocal et œ d è m e
intrafocal (flèche à droite). U n e seconde flèche désigne en position occipi-
tale p a r a m é d i a n e gauche le centre-relais c o r r e s p o n d a n t au testicule gauche
(pas de controlatéralité). Là aussi nous avons affaire à un œdème intra-
et périfocal. A noter enfin le teint foncé de la moelle en position dorsale
des cornes postérieures du ventricule latéral — des deux côtés —, corres-
p o n d a n t à une dévalorisation de soi et à des ostéolyses dans la région du
bassin — des deux côtés —, t o u s les conflits étant en solution, c'est-à-dire
en phase de guérison.

109
Que s'était-il passé ? Il s'agit d'un vieux paysan de la Basse-Saxe, Etat
de l'Allemagne occidentale sur la mer du N o r d . Il pensait que son fils uni-
que, victime d'un grave accident de la circulation, n'avait aucune chance
de s'en tirer. C o m m e c'était le seul héritier de la ferme, le père fit un très
grave conflit de territoire, ce qui se comprend sans peine quand on connaît
la mentalité de la p o p u l a t i o n p a y s a n n e . En b o n père qu'il était il fit aussi
un conflit de p e r t e , avec carcinome testiculaire gauche. Dès qu'il apprit
l'accident, il ressentit une douleur angoissante au cœur, fit une angine de
poitrine. Il n'y a rien de surprenant à ce qu'il ait fait en m ê m e temps une
grosse dévalorisation : en effet, un paysan de Basse-Saxe dont la ferme n ' a
pas d'héritier, ne compte plus b e a u c o u p p o u r son e n t o u r a g e .
R e p r e n o n s m a i n t e n a n t le texte original du livre « Le cancer, maladie de
l'âme » de février 1984 : « Le patient dans l'état où il se trouvait après
l'infarctus du myocarde. Le D H S remontait à six mois au moins. Au moment
où son fils avait eu un grave accident de m o t o , il resta longtemps au ser-
vice des soins intensifs. Son père pensait qu'il serait estropié à vie. Mais
en dépit des pronostics pessimistes, le fils se remit de son accident, recou-
vra la santé. Quatre semaines après qu'il eut repris le travail à la ferme,
son père fit un infarctus du m y o c a r d e , avec vertiges, céphalées, déséquili-
bre. Il en souffre aujourd'hui encore, mais à part cela, il se sent bien. Gros
foyer de H a m e r à droite avec œ d è m e intra- et périfocal, expression du car-
cinome coronaire ». D a n s le livre « Cancer, maladie de l'âme », la coupe
crânienne est plus élevée sur le scanner cérébral. Il est plausible que l'on
fasse deux conflits simultanés.

110
Le même patient que précédemment. Le foyer de H a m e r a un gros œdème
intrafocal et l ' œ d è m e périfocal est également i m p o r t a n t . On dirait que le
foyer p r o p r e m e n t dit a éclaté, de sorte qu'il en résulte à présent une sorte
de kyste. De ce scanner et du précédent il ressort que le foyer correspon-
dant au conflit de territoire n'est pas limité à un seul « lobe cérébral »,
mais situé autour de Vinsula, c'est-à-dire autour du lobe caché au fond de
la scissure de Sylvius. On dit qu'il est « péri-insulaire » : il participe donc
à la fois du lobe t e m p o r a l , du lobe frontal et du lobe pariétal. S'il n'avait
« explosé », la situation paraîtrait moins d r a m a t i q u e . Q u a n d on opère de
tels foyers de H a m e r , qui sont inoffensifs, on découvre que l'ourlet blanc
n'est constitué que pour une partie seulement de névroglie, l'autre partie
est un tissu cicatriciel conjonctif tout à fait n o r m a l , d'origine mésodermique.
A l'intérieur d'un kyste de ce genre résultant de l'explosion, on trouve sou-
vent un peu de vieux sang, signe que le déchirement explosif du tissu peut
p r o v o q u e r aussi la rupture de petits vaisseaux sanguins.
P o u r tentant qu'il soit de ponctionner le kyste formé par l'explosion,
qui serait alors ficelé comme un ballon dont l'air s'est é c h a p p é , on risque
de provoquer une infection avec encéphalite à la clé. Il est vrai que le sympto-
matisme crânien impose parfois une telle démarche. D'un point de vue stric-
tement t e c h n i q u e , une p o n c t i o n avec stéréotaxie ne pose pas de p r o b l è m e .

111
Ces images proviennent du scanner d'un h o m m e de 55 ans, dont le cas
sera traité à fond à la rubrique des cancers des os et des ganglions lympha-
tiques et à p r o p o s des conflits centraux. Je me contenterai donc de m o n -
trer ici que dans la m ê m e série de scanner cérébral le patient présente un
certain n o m b r e de foyers de H a m e r différents qui, bien e n t e n d u , ont tous
une corrélation sur le plan psychique et une corrélation dans le d o m a i n e
organique. P o u r le non-initié, tout cela d o n n e l'impression d'un pêle-mêle
chaotique de taches noires et de taches blanches, et p o u r la médecine tradi-
tionnelle ignare, les taches noires aussi bien que les taches blanches ne sont
que des « métastases ». Mais l'initié porte sur ces images un regard averti,
il les voit avec des yeux tout différents. Il est en mesure d'établir une dis-
tinction précise entre foyers de H a m e r — les taches claires colorées de blanc
par les produits de contraste — et œdèmes périfocaux — les ourlets de colo-
ration foncée disposés a u t o u r des taches claires. Disposant des cartes du
cerveau, nous savons naturellement tout de suite où chercher le cancer cor-

112
r e s p o n d a n t à un foyer de H a m e r déterminé. Bien évidemment, nous con-
naissons aussi le type de conflits q u ' a dû faire le patient et à quel stade
de l'évolution (phase active ou phase postconflictolytique du conflit) doit
se trouver la maladie : en effet, dès lors qu'un foyer de H a m e r a un œ d è m e
périfocal (et intrafocal), ce cancer doit forcément se trouver dans la phase
pcl. Il nous faut donc travailler avec un m a x i m u m de précision à la manière
d'un commissaire de la P. J. lorsque nous p r o c é d o n s à l'anamnèse de notre
patient. P o u r celui-ci, en effet, de m ê m e que pour le médecin qui l'inter-
roge, il est fort insatisfaisant et m ê m e frustrant que le cas ne soit pas par-
faitement élucidé, il faut que cela « se tienne », qu'il n'y ait pas de foyer
de H a m e r inexpliqué. Ou bien le patient n ' a pas tout dit (parce que c'est
peut-être e m b a r r a s s a n t ) , ou bien le médecin a mal travaillé.
Sur l'image de droite, en bas de la page 112, nous v o y o n s une aire (flè-
che inférieure à droite) qui ne semble pas avoir de foyer de H a m e r bien
distinct, mais qui en revanche produit un net refoulement : en comprimant
la corne antérieure du ventricule latéral droit, elle la fait apparaître plus
mince que la corne antérieure gauche. Mais ce n'est pas pour rien q u ' u n
ventricule est c o m p r i m é , et lorsqu'il y a un processus expansif, il faut que
nous en t r o u v i o n s le centre. C'est le foyer de H a m e r , un foyer œ d é m a t i s é .
Le cancer corrélatif à ce foyer de H a m e r , par exemple, est un cancer b r o n -
chique. L o r s q u ' à la fin de ce livre vous aurez un peu plus d'expérience,
vous le verrez au premier coup d'œil. L'image de gauche et l'image au centre
de la rangée inférieure présentent en outre une particularité qui les distin-
gue des autres foyers de H a m e r : il s'agit du foyer de H a m e r du conflit
central ou du conflit p a r a c e n t r a l . C'est à un type de ce genre paracentral
que nous avons affaire ici. Ce sont des conflits de toute sorte, dont l'effet
sur le patient est si foudroyant, que parfois « seul » l'environnement immé-
diat, mais souvent l'ensemble du cerveau prend la configuration concen-
trique d'une « cible en anneaux » débordant la frontière hémisphérique !
Sur l'image du milieu la flèche pointe vers le « centre de séisme », pourrait-
on dire par analogie avec une secousse tellurique, qui se produit en p r o -
fondeur à partir d'un épicentre, ou bien, pour employer une autre image,
elle pointe vers le cratère central de ce volcan. A la fin de ce chapitre nous
verrons encore davantage de conflits centraux de ce genre. Je n'ai pas l'inten-
tion d'exposer ici chaque cas en détail. Le lecteur en t r o u v e r a suffisam-
ment aux chapitres spéciaux sur le cancer des divers feuillets embryonnaires.
Mais cet exposé succinct vous permettra déjà de c o m p r e n d r e qu'il faut sou-
vent 3 heures et m ê m e davantage pour déceler ce que le patient a éprouvé
à l'instant des divers D H S . Il se peut que cela lui paraisse aujourd'hui encore
très important et il est capable de préciser sur-le-champ ce qu'il a ressenti
à l'époque, tandis que d'autres chocs événementiels n ' o n t peut-être plus
q u ' u n e i m p o r t a n c e très secondaire à ses yeux, alors q u ' à l'époque ils revê-
taient une i m p o r t a n c e capitale, au point de déclencher un conflit central.
La corrélation cerveau/organe est encore relativement simple à établir, c'est
presque des m a t h é m a t i q u e s p u r e s , mais c'est ensuite que les choses se cor-
sent vraiment. En effet, pour être en mesure de venir vraiment en aide au

113
patient, il faut arriver avec son concours à découvrir avec précision quels
ont été ses conflits. C'est la seule façon de bien les cerner p o u r les prendre
à bras le corps et les r é s o u d r e , d'en faire p r e n d r e conscience au patient,
de manière à lui éviter de trébucher de nouveau à la p r o c h a i n e occasion.
Loin d'être fastidieuse, cette entreprise de dépistage est absolument pas-
sionnante et enrichissante, aussi bien pour le patient lui-même que pour
celui qui le guide dans cette recherche introspective.

Les coupes du scanner de ce patient de 38 ans montrent en position parié-


tale gauche un énorme œ d è m e périfocal autour d'un foyer de H a m e r , qui
traduit simultanément un conflit sexuel féminin, un conflit de peur bleue,
ainsi q u ' u n conflit de dévalorisation. Cet h o m m e marié avait une amie,
qui était mariée elle aussi. L o r s q u ' i l la r a c c o m p a g n a , un soir très tard, à
la m a i s o n , ils trouvèrent le mari de l'amie — au courant des amourettes
de sa femme — p e n d u dans l'escalier.
Au m o m e n t du choc, son amie lui fit c o m p r e n d r e qu'il était devenu son
« prisonnier », c o m m e remplaçant de son m a r i , dont il était responsable
de la m o r t . C o m m e n t s'expliquer que chez cet h o m m e sensible et féminin
le choc événementiel ait produit un conflit sexuel féminin ? Cela ne se com-
prend que d'un point de vue biologique. C'est comme si une biche voulait
s'échapper du territoire et en était empêchée par le cerf m a î t r e de ce terri-
toire. Le patient a résolu son conflit — entre son amie et sa femme — en
se réfugiant chez sa mère. D a n s ce cas, le foyer de H a m e r s'étend de la
zone péri-insulaire j u s q u ' a u niveau du cortex. L ' œ d è m e très important nous
indique que le conflit a dû être extrêmement étendu et intense, de sorte qu'il
a dû englober plusieurs sphères, telles que celles du conflit de dévalorisa-
tion de soi et de peur bleue. Le cas sera traité plus en détail, au chapitre
du « conflit sexuel féminin ». Le patient qui, en choisissant de s'évader
chez sa m è r e , avait résolu d'un seul coup ses divers conflits n ' a pas été soi-
gné correctement à l'hôpital : c'est de la cortisone qu'il aurait fallu à haute
dose pour maîtriser l'irruption massive de t o u s ces œ d è m e s , pris à tort par
la médecine traditionnelle p o u r une invasion de « métastases cérébrales ».
Le conflit n'était résolu que provisoirement.

114
Sur ces deux coupes de scanner du même patient, je v o u d r a i s vous m o n -
trer le cas relativement rare de deux cratères, impacts de conflits paracen-
traux résolus : sur l'image de gauche (flèche) au thalamus gauche, sur celle
de droite (flèche centrale) au n o y a u caudé gauche.
Un conflit central au t h a l a m u s , le grand relais central du diencéphale,
situé en p r o f o n d e u r entre les hémisphères, est une véritable catastrophe,
et un conflit central au noyau coudé, enroulé en fer à cheval autour du
t h a l a m u s , dont l'impact affecte l'aire de Broca, qui est le centre du lan-
gage, ne se produit généralement que lors d'un conflit de peur bleue. D'après
l'expérience que j ' a i eue j u s q u ' i c i , il est très rare que deux conflits cen-
traux ou paracentraux aient des impacts simultanés. On s'imagine sans peine
l'impression terrifiante qu'a dû faire sur ce patient sensible et facile à émou-
voir la vision soudaine du mari de son amie, pendu dans l'escalier de
l'immeuble. D a n s ce cas nous ne possédons pas de scanner cérébral corres-
pondant à la période de conflit actif. Mais les deux cratères sont sans aucun
doute les vestiges de ces deux conflits p a r a c e n t r a u x . La flèche de droite
sur l'image de droite indique le foyer de H a m e r du conflit de territoire,
plus précisément du cancer b r o n c h i q u e .

115
Scanner cérébral d'une patiente de 55 ans présentant un foyer de H a m e r
bien net dans la moelle à gauche et des ostéolyses vertébrales correspon-
dantes. Cette patiente, accusée à tort par un proche parent d'avoir détourné
de l'argent, fit un grave conflit de dévalorisation de soi, du fait que l'affaire
avait été ébruitée.
N o u s voyons ici un gros œ d è m e autour du foyer de H a m e r , qui occupe
une grande partie de la moelle gauche, et a m ê m e sa réplique dans la moelle
de l'hémisphère droit. Mais nous constatons en m ê m e t e m p s que ce foyer
atteint en hauteur le niveau du cortex. Si bien q u ' a u cours de la phase de
guérison la patiente fut atteinte temporairement de paralysies au bras droit.
Au cours de récidives, suivies de solutions consécutives à l'éloignement de
son détracteur et à des rétractations, la patiente fit de violentes crises d'épi-
lepsie, qui duraient parfois plusieurs heures. La dernière, qui se prolongea
pendant 4 heures d'affilée, lui fut fatale.

116
Cet énorme foyer de H a m e r c o r r e s p o n d a n t à un conflit de peur fron-
tale, fera l'objet d'une étude plus détaillée, incluant le récit du conflit, au
chapitre sur l'épilepsie. Mais il ne s'agit pas là d'une « t u m e u r cérébrale »,
ni d'un m é n i n g i o m e , c'est-à-dire d'une « t u m e u r » développée à partir des
méninges ; c'est la corrélation cérébrale d'un conflit de peur à récidives
chroniques, les D H S successifs engendrant régulièrement de nouveaux con-
flits de peur, suivis aussi régulièrement de phases de solution, au cours des-
quelles l'organisme a tenté d ' e m m a g a s i n e r des cellules de soutien, dites
névrogliques, en vue de réparer les dégâts p r o v o q u é s par le D H S . Si l'on
pratiquait chez cette femme une excision de cet énorme foyer de H a m e r ,
on éliminerait une grande partie de ce qui est à la base de son caractère.
En fait, ce tableau a l'air plus alarmant qu'il ne l'est en réalité. Et si les
peurs de la patiente finissaient par disparaître, l'affaire serait encore bien
moins d r a m a t i q u e . Ce que j ' e n t e n d s montrer â m e s anciens collègues depuis
la découverte de la Loi d'airain du cancer, c'est-à-dire depuis près de 6 ans,
c'est qu'à chaque teneur spécifique de conflit précédé d'un D H S corres-
p o n d , à l'intant m ê m e du choc conflictuel, un foyer de H a m e r dans une
aire bien déterminée du cerveau, tandis qu'à un endroit bien défini de l'orga-

117
nisme c o r r e s p o n d a n t à cette aire cérébrale prend naissance un cancer.
Alors que j u s q u ' i c i nous n o u s sommes préoccupés de définir les circons-
tances de la genèse du foyer de H a m e r , c'est-à-dire à quel m o m e n t et selon
quelle constellation de choc conflictuel, à quel endroit spécifique du cer-
veau (voir le tableau récapitulatif à la fin du livre), il fait son apparition,
nous allons chercher à c o m p r e n d r e m a i n t e n a n t la nature de ce p h é n o m è n e
que mes adversaires ont c o m m e n c é par appeler ces « drôles de foyers de
H a m e r », avant de les désigner tout simplement par le terme de « foyers
de H a m e r ».
Lors d'un conflit sexuel, à l'instant m ê m e du D H S il se produit dans
la zone péri-insulaire gauche (chez la droitière) un « court-circuit » dans
un foyer de H a m e r approximativement sphérique m e s u r a n t environ 1 cm.
Si le conflit d u r e , le foyer de H a m e r demeure en court-circuit. Dès l'ins-
tant du choc p r o v o q u é par le D H S , l'aire du foyer de H a m e r se modifie,
et l'altération est d ' a u t a n t plus i m p o r t a n t e que le court-circuit dure plus
longtemps. N o u s p o u v o n s aussi p h o t o g r a p h i e r ces altérations, mais seul
un œil exercé est en mesure de les discerner.

118
N o u s voyons sur la p h o t o de gauche un foyer de H a m e r un j o u r après
le D H S . Le père, professeur de musique dans un lycée de Vienne, avait
dû, t r e m b l a n t de colère, mettre à la porte de la classe son fils mal élevé,
ou tout simplement à l'âge ingrat, et subit simultanément au m o m e n t du
D H S , un conflit de territoire, un conflit de perte et un conflit de dévalori-
sation de soi. Le lendemain, il tremblait encore de tous ses m e m b r e s , si
bien q u ' u n scanner cérébral fut effectué au centre hospitalier universitaire
de Vienne à la d e m a n d e de son médecin, qui présumait une maladie de Par-
kinson. Le fils ayant été recalé à l'examen de passage fut bien attrapé et
dut faire amende honorable (pour le père : solution du conflit), quatre semai-
nes plus tard le père fit un infarctus du m y o c a r d e , signe de solution du
conflit de territoire, et en m ê m e temps un œ d è m e au lobe occipital gauche
(correspondant au testicule gauche), ainsi q u ' u n œ d è m e étendu dans la
moelle de l'hémisphère droit — zone pariéto-frontale —, signe de solution
de son conflit de dévalorisation. Le père avait donc 3 foyers de Hamer simul-
t a n é s , ou plus exactement 4, du fait que le conflit de territoire c o m p o r t e
toujours en plus du foyer de H a m e r dans la zone péri-insulaire droite un
foyer supplémentaire au cervelet droit (chez les droitiers).

Les images ci-dessus m o n t r e n t le m ê m e foyer de H a m e r , ou plus préci-


sément deux foyers de H a m e r contigus 1 j o u r après le D H S , que le patient
fit lorsqu'il lui fallut mettre son fils mal élevé à la porte de sa propre classe.
A y regarder de plus près on discerne sur la p h o t o de gauche en position
frontale (petite flèche) un autre foyer de H a m e r vaguement indiqué dans
la moelle, traduisant un conflit de dévalorisation dans la relation père-enfant,
c'est-à-dire que le père avait subi une dévalorisation dans ses relations avec
son fils.

119
Quatre mois après l'infarctus du m y o c a r d e , soit 5 mois après la solution
du conflit, la tuméfaction manifestée en plusieurs endroits du cerveau était
redevenue à peu près n o r m a l e . N o u s voyons les deux foyers en position
dorsale du lobe t e m p o r a l droit encore bien circonscrits (flèches). En o u t r e ,
la moelle est particulièrement foncée (œdématisée) à droite. Par ailleurs,
nous voyons en position paramédiane gauche un point très foncé environné
par un ourlet d ' œ d è m e (flèches à gauche) c o r r e s p o n d a n t au testicule gau-
che (pas de controlatéralité) et, sur le plan psychique, à un conflit de perte.
Le père avait vraiment « perdu » son fils. A l'époque il dit qu'il était affreu-
sement en colère contre son fils. Une fois que l'on s'est familiarisé avec
ces catégories de c o m p o r t e m e n t s et de conflits biologiques, on trouve tout
à fait logique que le père ait fait aussi bien un conflit de territoire (région
péri-insulaire droite) q u ' u n conflit de perte (région p a r a m é d i a n e gauche
du lobe occipital) et un énorme conflit de dévalorisation de soi lors du démêlé
humiliant p o u r lui avec son fils, comme l'illustre la moelle œdématisée du
cerveau en voie de guérison. P o u r le père et le fils « l'échec à l'examen de
passage » était une chance inespérée, à savoir la solution du conflit, sans
laquelle le père serait sans doute mort si elle était intervenue six mois plus
tard.

120
Sur le scanner ci-dessus du m ê m e patient, la maladie (en phase de guéri-
son) apparaît clairement : gros œ d è m e dans la zone péri-insulaire droite,
traduisant le conflit de territoire, œ d è m e i m p o r t a n t surtout de la moelle
de l'hémisphère droit, moins de l'hémisphère gauche, ainsi que conflit para-
central gauche, au niveau cortical près de la faux, avec tuméfaction consi-
dérable de l'aire cérébrale c o r r e s p o n d a n t au testicule gauche. En o u t r e , il
semble qu'il y ait encore un conflit de « peur dans la n u q u e » se manifes-
tant au niveau cortical du lobe occipital droit dans l'aire visuelle primaire.
Le patient croyait qu'il devait mourir de la maladie de P a r k i n s o n . Par bon-
heur, ce dernier conflit dura tout juste un mois.

121
Le même patient 2 mois après l'infarctus du myocarde, soit 3 mois après
la solution du conflit. Sur cette coupe au-dessus des ventricules latéraux la
moelle nous apparaît bien foncée : elle traduit l'œdématisation accrue.
L'aire foncée d'un centimètre de diamètre environ, qui se détache en bas
à gauche en position occipitale, près de la faux, correspond à un œdème
de guérison d'un foyer de H a m e r , dont relève le testicule gauche, et qui se
trouve en fait plus en profondeur. Il s'agit ici, plus précisément, d'un con-
flit paracentral en voie de guérison. Ce que l'on ne voit pas ici c'est le con-
flit de peur dans la nuque. Le patient avait par conséquent : 1. un carcinome
ulcératif intracoronaire, 2. un carcinome-ostéolyse des os, 3. un carcinome
testiculaire gauche, 4. un conflit de peur dans la nuque affectant le cortex
visuel droit. L'infarctus de la paroi postérieure a été diagnostiqué à la clini-
que cardiologique du C H U de Vienne, où le patient était hospitalisé. Pen-
dant la phase de guérison il se plaignait de douleurs osseuses (douleurs
périostiques dans toute la colonne vertébrale), ainsi que d'une tuméfaction
du testicule gauche.
La peur dans la nuque se traduisait par une diminution de l'acuité visuelle :
pensant qu'il avait la maladie de Parkinson, le patient croyait que sa der-
nière heure n'était plus bien loin. La tuméfaction du cortex visuel droit affecte
la moitié gauche du champ visuel.

122
Scanner d'un patient étudié au chapitre des sténoses et anévrismes. Le
patient apprit que les progrès de l'artériosclérose carotidienne menaçaient
l'irrigation cérébrale et il se dévalorisait à la pensée d'être bientôt mis au
rancart. Le conflit de dévalorisation était presque généralisé, le bassin et
la colonne fortement ostéolysés. Grâce à ses proches il reprit de l'espoir
et le conflit fut résolu. P e n d a n t la phase de guérison l ' œ d é m a t i s a t i o n de
la moelle cérébrale est presque totale. Sur chacun des hémisphères on devine
l'impact de trois ou quatre foyers de H a m e r dans la moelle.

123
Conflit de territoire et conflit de contrariété (rancœur) territoriale 2 j o u r s
après la CL. Du j o u r au lendemain, les m a i n s glacées du patient devinrent
brûlantes, il put de n o u v e a u m a n g e r et d o r m i r , se sentit très las. Bien qu'il
n'y eût aucun symptôme cérébral, je fis faire un scanner, convaincu qu'il
devait y avoir une amorce d ' œ d è m e périfocal autour du foyer de H a m e r .

Ces coupes réalisées 15 j o u r s après, m o n t r e n t la progression de l ' œ d è m e .


A noter que l'un des foyers (flèche supérieure) est demeuré intact, tandis
que l'autre a explosé. Sur la coupe à gauche on voit le « toit » de ce kyste.
En m a r g e , nous voyons (flèche en bas) un foyer guéri : il s'agit d'un hyper-
n é p h r o n (cancer du rein) du côté droit.

124
Ce cas, traité au chapitre des conflits de la peur dans la n u q u e , m ' a valu
une dénonciation à l'Ordre des médecins.
Le foyer au cervelet gauche de cette patiente avait c o m p r i m é l'aqueduc
et p r o v o q u é une hydrocéphalie. Le C H U de Cologne voulait extirper la
moitié du cervelet : sinon la patiente « serait morte en quelques semaines ».

Je déconseillai, et à juste titre, car la patiente ne fut pas opérée. Quatre


mois plus tard la situation était telle que le m o n t r e le cliché d'en bas. Il
y a de ça un an et demi. La « tumeur » a régressé, l'aqueduc débloqué livre
passage au liquide céphalo-rachidien entre le 3' et le 4' ventricule.

125
Scanner illustrant une hydrocéphalie, due à l'accumulation pathologi-
que du liquide céphalo-rachidien dans les trois premiers ventricules. Ceux-
ci se dilatent aux dépens du tissu cérébral. Le patient a la tête lourde. D a n s
la corne antérieure du ventricule latéral droit n o u s voyons un point blanc
provenant d'un drainage : posé à une date antérieure, le drain était bou-
ché. La pose de ce drainage avait valu à la patiente un terrible D H S , assorti
d'un conflit de liquide et d'un conflit de peur dans la n u q u e : hantise d'un
danger invisible.

Sur le scanner du bas on constate que la situation est redevenue n o r m a l e .


La flèche gauche vise le foyer de H a m e r œ d é m a t i s é en position occipitale
p a r a m é d i a n e gauche c o r r e s p o n d a n t au rein gauche. Sur ce scanner, le con-
flit de peur dans la n u q u e , à l'origine du foyer de H a m e r dans le cortex
visuel du lobe occipital gauche, n'est pas encore en solution.

126
Foyer de H a m e r typique, c o r r e s p o n d a n t à un conflit de peur dans la
n u q u e , de part et d'autre du lobe occipital, mais nettement plus p r o n o n c é
à gauche qu'à droite. L'ourlet quadrangulaire est dessiné par l'œdème péri-
focal. Le conflit, dont la phase active avait duré 7 mois environ, était en
solution depuis quatre semaines à l'époque de ce scanner. Le patient voyait
assez m a l , surtout au soleil et dans une pièce chaude, et il lui arrivait de
heurter de plein fouet — de la tête et des pieds — une p o r t e vitrée, qu'il
n'avait pas vue. Les petites flèches à droite en haut indiquent un gros foyer
de H a m e r , en solution et donc fortement œdématisé, responsable d'un car-
cinome ulcératif de l'estomac. La flèche m é d i a n e met en évidence le refou-
lement du coude droit de la citerne ambiante en direction de la ligne médiane.

Le scanner de droite, effectué quatre mois plus tard, indique que l ' œ d è m e
a disparu du cortex visuel droit, mais q u ' a u cortex visuel gauche le foyer
de H a m e r est loin d'être guéri. Ces foyers de H a m e r étaient pris autrefois
pour des m é n i n g i o m e s , c'est-à-dire des t u m e u r s cérébrales, et d'ailleurs la
médecine traditionnelle les opère aujourd'hui encore. Mais si l'on attend
patiemment la guérison, ces foyers de H a m e r régressent s p o n t a n é m e n t en
perdant leurs œ d è m e s .
S'identifiant aux patients, qui n ' a u r a i e n t pas dû m o u r i r si la thérapie
s'était inspirée de la Loi d'airain du cancer, ce malade avait c o n s t a m m e n t
la hantise qu'ils retombent sous les griffes de la médecine traditionnelle.
Sa « peur dans la n u q u e » était la peur d'un danger invisible et sournois,
qui rôde et frappe par derrière. Il maîtrisa les œdèmes grâce à un traite-
ment prolongé à la cortisone et à la glace.

127
Un cas particulièrement t r a g i q u e , dont vous trouverez plus de détails au
chapitre sur les psychoses. A l'époque de ce scanner, la patiente était rede-
venue « n o r m a l e », après s'être trouvée a u p a r a v a n t en constellation schi-
zophrénique. Tous ses conflits étaient résolus, comme il ressort des œdèmes
périfocaux autour des foyers de H a m e r . Il aurait fallu d o n n e r de toute
urgence de la cortisone à cette patiente, qui à l'époque souffrait de com-
pression cérébrale. Mais les médecins à la clinique la « lysèrent » à la mor-
phine, après avoir « diagnostiqué » des « tumeurs cérébrales généralisées ».
Le foyer de H a m e r au lobe t e m p o r a l droit a explosé. L ' œ d è m e intrafocal
est devenu une sorte de kyste par déchirure du tissu à l'intérieur du foyer
de H a m e r .

128
Sur le scanner de gauche on voit un foyer de H a m e r tout frais, corres-
pondant à un cancer bronchique, dont le D S H (1985) survint lorsqu'au cours
d'une discussion dramatique les enfants du patient refusèrent de faire b a p -
tiser leurs enfants. Le conflit de territoire consécutif à ce D H S ne fut résolu
que 5 mois plus tard. Le foyer de H a m e r se reconnaît surtout au fait que
la corne antérieure du ventricule latéral droit est refoulée en direction
médiane et frontale. Le demi-cercle dessiné symbolise la pression venant
de droite. Plus b a s , on distingue en direction de la flèche une aire assez
foncée. Il s'y était déjà passé quelque chose huit ans plus tôt (1977), lors-
que le patient fit le conflit le plus d r a m a t i q u e et terrible de sa vie à la suite
d'un D H S : il avait perdu sa place à l'imprimerie. C'est ce que le patient
a raconté et c'est bien comme cela qu'il l'a ressenti. A l'époque, le conflit
avait duré également 5 m o i s .
A chaque conflit de territoire péri-insulaire ou temporo-frontal on retrouve
toujours le « foyer de Hamer correspondant » sur le même hémisphère céré-
belleux : c'est pour ainsi dire le foyer afférent d'un conflit du nid. Le foyer
cérébelleux et le foyer cérébral ne sont pas toujours aussi fortement
empreints, mais il faut toujours qu'ils se voient ensemble.
Le foyer de H a m e r cérébelleux était déjà — bien plus visiblement que
le foyer cérébral — cicatrisé depuis longtemps (cicatrice gliale) lorsque ce
nouveau conflit de territoire eut son point d'impact au m ê m e endroit, fai-
sant éclater la cicatrice. Cela se voit au fait que la délimitation extérieure
a l'air fragmentaire, à la manière d'un fût disjoint. Il y a œ d è m e à l'inté-
rieur, aussi bien qu'à l'extérieur.

129
Ces images doivent m o n t r e r avec quelle précision nous sommes déjà en
mesure de tirer au clair un foyer de H a m e r . En effet, on peut choisir les
incidences de coupe de manière à explorer p r a t i q u e m e n t tous les plans du
cerveau. Sur le plan horizontal on aurait tout j u s t e pu se douter de la pré-
sence d'un foyer de Hamer, alors que sur le plan sagital nous pouvons main-
tenant le reconnaître sans difficulté. Il s'agit d'une vieille cicatrice au cervelet,
en position caudale p a r a m é d i a n e , c o r r e s p o n d a n t à un conflit de souillure
(mélanome).
N o u s serons bientôt confrontés au p r o b l è m e de l ' a n a m n è s e très détail-
lée : il faut que nous aidions le patient à explorer sa vie en vue de mettre
en lumière le concours de circonstances et de retrouver la coïncidence entre
toutes ces vieilles cicatrices, les conflits et D H S , ainsi que les cancers cor-
r e s p o n d a n t s . Il est r e c o m m a n d é de placer cet interrogatoire minutieux au
début du traitement. Il se p o u r r a i t en effet que pour une raison ou une
autre le patient soit obligé de s'absenter. N o u s serions alors en présence
d'un scanner cérébral attestant la présence de foyers de H a m e r ou de vieil-
les cicatrices, dont nous ne p o u r r i o n s expliquer les tenants et les aboutis-
sants, ce qui est vraiment frustrant.

130
A la lumière des images ci-dessus, on p o u r r a i t faire la d é m o n s t r a t i o n
de tout le système de la Loi d'airain du cancer. Il s'agit d'une j e u n e femme
de 33 ans, épouse d'un marinier. L ' i m a g e de gauche est un scanner céré-
bral n o r m a l , en vertu duquel il a été diagnostiqué une « t u m e u r cérébrale ».
Mais en réalité cette prétendue « tumeur cérébrale » est partagée en deux
par la faux du cerveau située dans la sissure qui sépare les deux hémisphè-
res cérébraux. Ne serait-ce que pour cette raison, il est impossible qu'il
s'agisse là d'une « tumeur cérébrale ». Les deux autres images (au centre
et à droite) sont obtenues par résonance m a g n é t i q u e nucléaire ( R M N ) , il
s'agit de coupes sagitale et coronaire. Une étude attentive permet de dis-
cerner sur l'image de gauche en position frontale interhémisphérique une
vieille cicatrice de foyer de H a m e r (petite flèche), ainsi qu'à droite, en posi-
tion pariéto-frontale (à l'intersection du lobe pariétal et du lobe frontal)
une cicatrice ténue et déjà ancienne elle aussi, qui témoigne d'un conflit
n ' a y a n t pas duré bien l o n g t e m p s . La patiente a donc 4 foyers de H a m e r
plus très récents, et par conséquent elle a dû avoir 4 carcinomes et naturel-
lement 4 conflits c o r r e s p o n d a n t s . D a n s ce cas il a m ê m e fallu qu'elle ait
un carcinome supplémentaire avec conflit et D H S afférents, car sur la coupe
coronaire de droite on aperçoit à droite une aire sombre étendue, dont la
partie inférieure correspond au centre-relais du rein droit (homolatéral) et
la partie supérieure au centre-relais de l'ovaire droit. Et à y regarder de
plus près on distingue que le centre-relais de l'ovaire gauche est légèrement
atteint, tandis que le centre-relais du rein gauche est de t o u t e manière tou-
ché. Ce qui apparaît en blanc sur le scanner cérébral est reproduit en noir
sur l'image R M N .

La patiente avait :
1. Un petit carcinome rénal gauche datant de l'année 1966 :.prise dans un
remous à la nage, elle était restée quelque temps sous l'eau, y avait rêvé
longtemps, et depuis lors avait une peur panique de l'eau. D ' o ù la vieille
cicatrice de foyer de H a m e r à gauche en position occipitale paramédiane.

131
2 + 3. Un carcinome médiastinal avec carcinome intrabronchique datant de
l'année 1975 : suicide de l'amie avec laquelle elle avait eu une sorte
de relation lesbienne. Elle était — carrément parlant — le « parte-
naire masculin », se culpabilisait en se rendant responsable de ce sui-
cide, perdait du poids : à l'époque on avait trouvé « quelque chose »
au scanner cérébral, que personne ne pouvait expliquer. Au bout d'un
an elle avait repris du p o i d s . Le vieux foyer de H a m e r en position
frontale p a r a m é d i a n e droite (petite flèche) correspond au Ca médias-
tinin et le vieux foyer (grande flèche) et Ca b r o n c h i q u e .

4 + 5. Gros Ca rénal à droite et Ca ovarien des deux côtés, à droite plus


gros qu'à gauche.
Un grave accident s'était produit en 1982 : après la mort de son amie
la patiente avait vécu j u s q u ' e n 1984 sur une péniche. En 1982 le cha-
land avait jeté l'ancre dans un grand port méditerranéen. La patiente
s'était entre-temps mariée et avait un enfant, âgé d'un an à peine,
qui était attaché dans une poussette au soleil, sur le p o n t du bateau.
Soudain, la poussette se mit à rouler sur le pont et t o m b a dans le
bassin portuaire profond de 7 mètres. La patiente, témoin du d r a m e ,
fut pétrifiée. Son mari pensait qu'il n'y avait plus rien à faire. Mais
elle appela la police du p o r t , qui au bout de 10 m i n u t e s repêcha
l'enfant, qui put être réanimé. La patiente fit un « conflit h y d r o -
rénal » et en m ê m e temps un « conflit de perte » r é p u g n a n t , à moi-
tié sexuel. Des mois durant, p e n d a n t presque un an, elle fit des cau-
chemars, où il était toujours question d'eau, de noyades... A compter
de cet accident, elle ne put plus coucher avec son m a r i , ne lui par-
d o n n a n t pas d'avoir voulu rester les bras croisés. Ce n'est qu'en
n o v e m b r e 84 que le conflit fut définitivement résolu, lorsqu'elle se
sépara de son mari. A plusieurs reprises déjà il avait été résolu aupa-
ravant, mais s'embrasait de nouveau souvent.
En m a r s 85 on fit un scanner cérébral, parce que la patiente se plai-
gnait de grandes lassitudes et de céphalées. On ne t r o u v a pas seule-
ment la « t u m e u r cérébrale bilatérale », mais aussi le vieux Ca
b r o n c h i q u e , l'induration des ganglions lympathiques médiastinaux
(dépôts calcaires), ainsi que les Ca rénaux bilatéraux. On l'avertit
qu'elle m o u r r a i t dans quelques semaines.

132
Son médecin me m o n t r a les scanners cérébraux et les R M N . Je dis au
médecin et à la patiente qu'il s'agissait de vieux coucous et que la patiente
pouvait devenir centenaire. Seule l'hypertension, connue depuis 1985, se
maintiendrait. La patiente en pleura de joie : elle me dit qu'elle n'avait pu
s'expliquer p o u r q u o i il lui fallait m o u r i r , alors qu'elle se portait bien. —
Elle continue de bien se porter aujourd'hui, c o m m e me l'a dit son médecin.
A noter que son enfant, qui à l'époque avait tout j u s t e un an, fit un con-
flit de peur mortelle avec D H S , c o m m e on se l'imagine sans peine, il a en
effet une série de taches rondes au p o u m o n que les médecins « ne peuvent
pas s'expliquer », ne connaissant pas la Loi d'airain du cancer.

133
Ce scanner et le « cas » correspondant ont une histoire bien particulière.
Il date de mai 84. Je l'ai découvert lors de l'une de mes incursions dans
la section neuroradiologique d'une clinique universitaire du Sud de l'Alle-
magne. On m ' e n fit cadeau, sans préciser le n o m : il s'agissait d'un cas
de sclérose en p l a q u e s . Il avait retenu m o n attention du fait qu'il présente
un foyer de H a m e r impressionnant au thalamus droit, un foyer que l'œdème
intrafocal avait fait exploser. On avait voulu le p o n c t i o n n e r par la techni-
que stéréotaxique, mais le patient avait refusé. A cette é p o q u e le foyer de
H a m e r datait déjà de trois ans et avait eu plusieurs récidives. Un an après
le m ê m e patient est venu me trouver à Katzenelnbogen — « H a u s F r e u d e
von DIRK » et me soumit les scanners suivants. Je lui dis : « Je ne con-
nais pas votre n o m , je ne vous ai encore j a m a i s vu, mais je vous connais.
N'étiez-vous pas il y a un an à la clinique universitaire... ? »

134
Ce cas est insolite à bien des égards, bien qu'au point de vue du conflit
ce pourrait être un cas passe-partout. Un directeur de b a n q u e s'éprend de
sa secrétaire de 20 ans plus j e u n e que lui, quitte les siens et e m m é n a g e chez
elle. S'il avait été mécanicien ou dentiste, il ne serait sans doute pas passé
grand chose. M a i s il était directeur d'une grande b a n q u e , et dans ce cas
on peut bien coucher avec sa secrétaire, mais s'afficher avec elle ne fait
pas sérieux. Or le « fiasco » humain et professionnel de cet h o m m e fut com-
plet lorsque l'aînée de ses deux enfants, sa fille de 18 ans, lui jeta à la figure :
« Tu es un père misérable, tu ne t'occupes pas de n o u s ! » Le patient ché-
rissait tout particulièrement sa fille, si bien que ses paroles lui t o m b è r e n t
dessus c o m m e la foudre. Il crut perdre ses enfants, sa p r o p r e estime, son
rang, sa carrière professionnelle. Touché au cœur de sa personnalité, il fit
un conflit paracentral au thalamus droit.
Au bout de 3 ans, il crut que le divorce allait enfin lui rendre le calme.
Le conflit était résolu. Mais le divorce fut un enfer ! Un mois avant, sa
famille tenta de nouveau par tous les moyens de l'en dissuader. On le menaça
des pires représailles et de la ruine financière. Le patient fit un nouveau
conflit paracentral, cette fois à gauche, j u s q u ' a u thalamus gauche, avec
paralysie du bras droit et de la j a m b e droite. Il fit en outre un conflit de
peur frontale et un conflit de « résistance » qui, plus t a r d , lors d'une réci-
dive, p r o v o q u a un diabète aigu.
Voyant son mari atteint d'une hémiplégie partielle, l'épouse cessa de
s'opposer au divorce.
Sur les deux premières images du scanner cérébral effectué 2 mois plus
tard (voir ci-dessus), on voit le foyer de H a m e r vieux de 3 ans au thalamus
droit, qui était le siège de multiples récidives, en voie de solution, avec un
puissant œ d è m e intra- et périfocal. Au n o m b r e des conflits dont les D H S
l'avaient frappé comme la foudre 3 mois a u p a r a v a n t , nous discernons bien
le conflit frontal (flèche droite en haut), ainsi que le conflit central de « résis-
tance » (responsable du diabète, flèche inférieure à gauche). Quant au 2
« conflit crucial » au thalamus gauche, on ne peut que le deviner, mais
pas encore le voir, bien que nous puissions le reconnaître sans peine sur
les scanners suivants, réalisés 5 mois plus tard.

135
Ce qu'il y a de fascinant dans cette imagerie c'est que les foyers de H a m e r
individuels suivent leur p r o p r e cours. Ainsi, tandis q u ' a u foyer de H a m e r
au thalamus droit est en voie de guérison, voilà que depuis la fin m a r s 84,
depuis la terrible confrontation à la suite de quoi le patient fut partielle-
ment paralysé, de nouveaux foyers de H a m e r sont en activité conflictuelle
du fait du conflit central. Les spécialistes de la clinique universitaire n ' o n t
pas pu voir ce n o u v e a u foyer de H a m e r fin mai 84. Ils voyaient quelque
chose — le foyer de H a m e r explosé du t h a l a m u s droit —, mais ne pou-
vaient s'expliquer la paralysie partielle du b r a s droit et de la j a m b e droite.
Du fait donc que l'on ne savait rien, le cas fut étiqueté sans autre forme
de procès « sclérose en plaques ».
Bien qu'il se soit terminé t r a g i q u e m e n t , ce cas est fascinant au point de
vue de l'évolution cérébrale, car sur les images suivantes nous voyons quelque
chose de sensationnel :

Sur les images du 2.11.84, 5 mois après les premières, n o u s voyons que
le foyer de H a m e r au t h a l a m u s droit a presque t o t a l e m e n t régressé (flè-
ches à droite des images de la rangée supérieure). Il ne reste plus q u ' u n
anneau qui se colore légèrement au produit de contraste, avec un petit noyau
au centre. En revanche, le foyer de H a m e r au t h a l a m u s gauche prend bien
le contraste, nous voyons aussi un mince ourlet œdémateux périfocal, signi-
fiant que le foyer de H a m e r au t h a l a m u s vient d'entrer en solution. C'est

136
ce que confirme aussi le cliché de droite de la rangée inférieure (136), qui
révèle un large anneau œdémateux autour du conflit central (débordant vers
la gauche). A droite nous voyons encore, à l'intérieur de l'anneau œ d é m a -
teux, le vestige — qui s'est déjà consolidé entre-temps — du foyer de H a m e r
correspondant au conflit central du thalamus droit. La flèche en bas sur le
cliché de gauche de la rangée supérieure (136) signale un foyer de H a m e r
intraventriculaire, qui lui aussi vient d'entrer en solution. Il traverse de part
en part tout le diencéphale, c'est le foyer de H a m e r responsable du diabète.
Au cours des mois précédents, le patient avait eu un léger diabète, il avait
d'ailleurs beaucoup changé psychiquement. A partir de la mi-octobre 84 on
nota une amélioration générale. La paralysie était en régression, de m ê m e
que le diabète, les altérations psychiques s'atténuaient. A cette époque le
patient comptait pouvoir travailler de nouveau à la b a n q u e , bien qu'à la
mi-janvier 85 il fût procédé dans une clinique universitaire à une ponction
stéréotaxique du thalamus gauche, entraînant le diagnostic d'une « tumeur
cérébrale » et l'injection de radium au t h a l a m u s gauche. En même temps
on découvrit des ganglions volumineux au médiastin, si bien que le diagnos-
tic fut modifié en carcinome métastatisant des ganglions lympathiques médias-
tinaux. En réalité, le patient avait en sus de son foyer au thalamus gauche
un autre foyer fronto-pariétal à droite.

Cliché de gauche en haut : nous voyons trois foyers de H a m e r : le thala-


mus gauche (conflit crucial paracentral), flèche à gauche en bas, le conflit
central frontal avec les flèches à gauche et à droite tout en haut, ainsi que
le foyer de H a m e r fronto-pariétal à droite, pas tout à fait en haut, qui cor-
respond au carcinome b r o n c h i q u e .
Cliché de droite : la flèche vise le centre du conflit paracentral, qui a son
point d'impact j u s q u e dans le thalamus gauche.

137
dévalorisation qu'il avait faits dans toute cette affaire, ainsi que du conflit
de « résistance », parce qu'il se sentait c o n s t a m m e n t tiraillé de droite et
de gauche, il s'agissait essentiellement de deux grands conflits fondamen-
teux : d'une part ses enfants, et n o t a m m e n t sa fille furibonde, et de l'autre
son conflit de territoire à p r o p o s de sa situation bancaire. Ce dernier était
définitivement résolu par mise à la retraite anticipée, l'autre était m o m e n -
t a n é m e n t résolu. Lorsqu'il me d e m a n d a ce qu'il convenait de faire, je lui
dis : « Ne pas revoir votre fille p e n d a n t deux ans au m o i n s . Une nouvelle
récidive du conflit pourrait v o u s être fatale ! » Il me répondit que cela ne
posait pas de p r o b l è m e s . En effet, sa fille étudiait dans une ville assez éloi-
gnée, de toute manière il ne risquait pas de la voir dans un proche avenir,
sans compter que la querelle appartenait au passé. Je lui dis : « La que-
relle peut-être, mais pas les émotions qui font les rêves. Ne prenez pas de
risques, cela vaut mieux, c'est t r o p dangereux ! »

Le patient j u r a ses grands dieux, de m ê m e que sa secrétaire intelligente,


devenue entre-temps sa nouvelle femme.
Effectivement, tout aurait pu se terminer pour le mieux. Le patient se
portait de mieux en mieux. La paralysie régressait de plus en plus. Sur les
clichés ci-dessus (rangée supérieure) du mois d'août 85 on ne voit pas

139
encore de changement n o t a b l e , mais sur ceux de la rangée inférieure (139)
du mois d'octobre 85, on discerne un net recul du processus œ d é m a t e u x
expansif. Je l'ai revu j u s q u ' e n janvier 86, et chaque fois les scanners céré-
b r a u x et l'état de santé, la régression de la paralysie et la situation psychi-
que globale étaient en nette progression.
Finalement, le patient se sentit de n o u v e a u presque complètement réta-
bli, il se livrait à son passe-temps favori et fréquentait les manifestations
sportives de h a n d b a l l , le sport qu'il pratiquait lui-même autrefois.

Sur le cliché du 6.11.85, le refoulement du ventricule latéral gauche au-


delà de la ligne médiane vers la droite était nettement régressive, les ventri-
cules avaient p r a t i q u e m e n t retrouvé leur position m é d i a n e .

140
Ces clichés du 5.1.86 sont les derniers que j ' a i vus. Mais ils ne renseignent
au fond que sur le foyer de H a m e r du t h a l a m u s droit. Celui-ci se gonfle
pendant la phase de guérison, il est œdématisé p e n d a n t un certain t e m p s ,
puis se dégonfle de nouveau. Cette évolution si n o r m a l e et biologiquement
si logique est exceptionnellement bien illustrée par ce cas. Les représentants
de la médecine traditionnelle étaient au b o u t de leur latin. En effet, une
tumeur cérébrale doit être c o n s t a m m e n t en progression, sinon tout ce que
les neuro-chirurgiens ont fait j u s q u ' à ce j o u r serait de la pure folie. Sur
cette rangée de clichés du 5.1.86 nous voyons que la situation est presque
redevenue n o r m a l e . Certes, il y a encore un net reliquat d ' œ d è m e , mais
il n'y a plus de refoulement n o t a b l e . Nous discernons aussi très nettement
le vestige en anneau du conflit paracentral à gauche désigné par les trois
flèches sur le dernier, à droite, des trois clichés : c'est ce conflit paracen-
tral qui avait p r o v o q u é les crises d'épilepsie pendant la phase de guérison
et qui était la cause de la paralysie partielle du côté droit.
En février 86 le patient se dit qu'il était à présent en si b o n n e forme qu'il
pouvait prendre le risque d'inviter sa fille, m ê m e s'il avait promis au Dr
H a m e r de ne pas le faire avant 2 ans. Il l'invita. Sa femme ne sait pas ce
qui l'a tant irrité. En tout cas il fit une récidive de son conflit, resta des
j o u r s et des nuits sans pouvoir dormir, dans l'attente fébrile de la visite
de sa fille. Elle vint, la visite se déroula dans l'harmonie et amena une nou-
velle conflictolyse, 2 j o u r s plus tard il ressentit de terribles douleurs

141
p a r t o u t . Il est p r o b a b l e que les deux t h a l a m u s s'étaient de n o u v e a u rem-
plis d'oedèmes à l'endroit où se trouvaient les foyers de H a m e r . Le patient
poussait des cris de douleur et l o r s q u ' o n l'hospitalisa il avait un taux de
glycémie élevé. Mais à la clinique il fut reçut en tant que « carcinome bron-
chique métastasiant en rémission temporaire ». Mais à présent que le patient
avait de si vives douleurs, on ne pouvait faire autrement, paraît-il, que de
lui donner de la m o r p h i n e . Le patient fut placé sous perfusion continue
de m o r p h i n e , il ne reprit pas connaissance et au b o u t d'une semaine fut
définitivement « lysé », ce qui est de la p u r e folie, u n i q u e m e n t parce que
les médecins n'y c o m p r e n n e n t rien.
Je sais ce dont je parle quand je mets en garde contre les récidives. Tant
que le refus de c o m p r e n d r e des médecins sera aussi obstiné et organisé,
tous les patients courent les plus graves d a n g e r s , même s'ils se sentent gué-
ris et en pleine forme. Les conflits familiaux précisément, sont très diffici-
les à guérir définitivement, du fait justement qu'ils sont chargés d'émotion.
Un problème ou un conflit objectif peut être résolu par une décision objec-
tive. Mais le conflit d'un père avec sa fille chérie est très, très difficile à
résoudre définitivement. Et p o u r t a n t , dans ce cas précis, le conflit était bien
définitivement résolu et avec un peu de bon sens les médecins auraient remis
le patient sur pied en l'espace de quelques j o u r s , mais pas avec de la mor-
phine, bien sûr, le seul remède qui vienne à l'idée de ces s y m p t o m a t o l o -
gues cyniques : lyser à la m o r p h i n e !
Les derniers clichés m o n t r e n t à droite en bas (141) le profil des vertèbres
lombaires et une vue d'ensemble du bassin (142) en octobre 85. Nous voyons
les ostéolyses au bassin (l'une est indiquée par une flèche) et une lésion de

142
l'angle vif supérieur ventral de la 4' l o m b a i r e , ainsi que plusieurs lésions
des plateaux vertébraux des lombaires supérieures, conséquences des déva-
lorisations de soi, qui ont atteint le patient « plus bas que la ceinture ».
(« Tu es un piètre père, tu ne t'occupes pas de n o u s . ») L ' é p a u l e gauche
était le siège d'une autre ostéolyse, il est possible qu'il y en ait eu aussi dans
d'autres vertèbres. Il me m a n q u e les radios c o r r e s p o n d a n t e s .
A quoi b o n le meilleur des systèmes si les médecins ignorants ne le prati-
quent pas ?
Peut-être comprenez-vous maintenant pourquoi les uns disent : « Si c'était
si simple que ça, s'il s'agissait " s e u l e m e n t " de résoudre le conflit... » et
p o u r q u o i les autres disent : « Oh bien alors... si c'est si compliqué que
ça... ». La Loi d'airain du cancer n'est ni simple, ni compliquée. Selon
qu'elle est appliquée par des imbéciles ou n'est pas appliquée du tout, ou
bien qu'elle est appliquée par des médecins intelligents, elle donne de mau-
vais ou de bons résultats.

Sur la rangée de clichés ci-dessus n o u s voyons plusieurs foyers de H a m e r


chez une patiente gauchère, qui est mariée et a une liaison extramaritale.
L o r s q u e celle-ci s'ébruita, elle fit un conflit sexuel. Si elle avait été droi-
tière, le foyer de H a m e r serait situé dans la région péri-insulaire de l'hémis-
phère gauche. Mais parce qu'elle était gauchère, nous le trouvons exactement
en face du côté droit. Le conflit avait été très violent, de sorte que n o u s
voyons chez cette patiente non seulement un foyer de H a m e r responsable
du Ca ulcératif du coronaire, qui a explosé à cause de son œ d è m e intrafo-
cal, et qui a p r o v o q u é l'angine de poitrine avant la solution, mais aussi,
en m ê m e t e m p s , un foyer de H a m e r (foyer en haut à droite) avec cancer
b r o n c h i q u e : chez une gauchère, le conflit de peur bleue qui n o r m a l e m e n t
se traduirait sur le plan cérébral par un foyer de H a m e r en haut à gauche
et sur le plan organique par un Ca du larynx, se traduit par un foyer en
haut à droite et un cancer b r o n c h i q u e . Le conflit reste le m ê m e , c'est sa
t r a d u c t i o n cérébrale et organique qui change. Il y a eu constat clinique et
histologique. Ces clichés représentent la phase de guérison (phase pcl) et
font apparaître par conséquent un i m p o r t a n t processus d'expansion dans
la région péri-insulaire droite (région territoriale droite) avec compression

143
et refoulement de tout le ventricule latéral droit au-delà de la ligne médiane
vers le côté opposé. Mais ce n'est pas tout ce q u ' a la patiente : nous voyons
sur les trois coupes les anneaux remplis d ' œ d è m e intrafocal d'un conflit
para-central, dont l'impact cortical a percé j u s q u ' a u t h a l a m u s droit. Du
fait q u ' a u cortex l ' œ d è m e est quasi a d d i t i o n n é , la patiente a eu t e m p o r a i -
rement une parésie — paralysie légère — des extrémités gauches, au sens
d'une attaque (choc rouge). Mais ce n'est pas tout. En effet, la patiente
a aussi du côté gauche un petit foyer de H a m e r , dont la phase postconflic-
tolytique est indiquée par la prise de contraste, ainsi q u ' u n foyer m o d é r é -
ment œdématisé en position fronto-pariétale gauche. Ce qui s'explique ainsi :
lorsqu'elle a fait un traitement chimio, elle a été pratiquement châtrée, tout
au moins t e m p o r a i r e m e n t , par blocage des ovaires ! Les clichés mettent
en évidence les effets désastreux de ces cytostatiques prescrits par une méde-
cine ignorante. Du fait de la castration, la femme a des réactions masculi-
nes. Si pendant cette phase il y a encore une activité conflictuelle, ce conflit
actif revêt tout de suite une forme de réaction masculine. La destruction
de sa liaison est ressentie par elle de la m ê m e manière dont un h o m m e res-
sent l ' a b a n d o n de son territoire par une amie ou par sa femme. Par consé-
quent à partir du m o m e n t où elle subit un traitement c h i m i o , son conflit
c'était que son ami avait quitté son territoire. N o r m a l e m e n t , chez les droi-
tiers, un tel conflit de territoire masculin se traduit par un foyer de H a m e r
dans l'aire spécifiquement territoriale de l'hémisphère droit (péri-insulaire),
mais chez la gauchère — et m ê m e chez le gaucher — ce foyer se trouve
dans l'hémisphère opposé. C'est ce qui explique que du fait de sa castra-
tion t e m p o r a i r e , la patiente ait eu une double t r a n s p o s i t i o n de son conflit
initial, qui était un conflit sexuel féminin : la première fois du fait qu'elle
était gauchère, la seconde en raison de sa castration. P a r b o n h e u r , cette
patiente a pu résoudre son conflit environ un mois après cette p s e u d o t h é -
rapie, si bien que l'on ne voit pas trop d ' œ d è m e à gauche.

144
Gros foyer de H a m e r en œ d è m e à l'hémisphère cérébelleux droit : lors
d'un conflit de territoire c'est le foyer de H a m e r correspondant à l'aire péri-
insulaire droite au cerveau.
Le patient a un carcinome b r o n c h i q u e . Ce cas est traité en détail au cha-
pitre sur le cancer b r o n c h i q u e (ectoderme).

145
Patient de 52 ans, dont le cas figurait dans l'étude sur l'infarctus du myo-
carde à l'université de Vienne en 1984 : il est traité plus en détail au chapi-
tre sur la leucémie. Selon la médecine traditionnelle, ce cliché donnerait
lieu tout au plus au constat suivant : aire péri-insulaire m o d é r é m e n t œdé-
matisée à droite, moins œdématisée à g a u c h e , moelle fortement œ d é m a t i -
sée de la région frontale à la région occipitale. Un point c'est tout. On ne
trouve rien à dire, parce que personne ne connaît « l'histoire ». Ce patient,
dont la femme était sensiblement plus âgée, et dont il avait toujours été
le « chef adjoint », fit à sa mort un triple D H S : un conflit de territoire
masculin (flèche à droite) avec Ca ulcère coronaire et infarctus du m y o -
carde pendant la phase de guérison. Conflit sexuel féminin de déréliction
avec arrêt du c œ u r droit et œ d è m e p u l m o n a i r e pendant la phase de guéri-
son (flèche à gauche), ainsi q u ' u n e dévalorisation de soi généralisée avec
ostéodéminéralisation dans l'ensemble du système squelettique. Les foyers
de H a m e r c o r r e s p o n d a n t s apparaissent c o m m e points très foncés (à tra-
vers le puissant œ d è m e intrafocal) à l'intérieur de la moelle foncée, deux
par exemple dans le p r o l o n g e m e n t des flèches.
Cette forme généralisée de dévalorisation de soi s'appelle aussi forme
infantile ou j u v é n i l e , du fait que les enfants éprouvent le conflit de dévalo-
risation de façon plus diffuse, plus ample et moins spécifique. D'ailleurs
le patient a bien dit qu'il avait le sentiment de ne plus rien valoir du tout
sans sa femme.
Il est intéressant de noter dans ce contexte ce que vous pourrez étudier
plus en détail au chapitre sur les psychoses : du fait des deux foyers de Hamer
actifs simultanément dans les deux hémisphères — aires péri-insulaires droite
et gauche —, le patient se trouvait dans la « constellation schizophréni-
que », et d'ailleurs pendant la phase de conflit actif il passait pour être
« fou » dans son entourage. Ce genre de constellation schizophrénique dis-
paraît — c o m m e ce fut le cas pour ce patient — l o r s q u ' a u moins l'un des
deux conflits c o r r e s p o n d a n t aux foyers de H a m e r en opposition dans les
hémisphères cérébraux est résolu, c'est-à-dire que le foyer de H a m e r est
œdématisé.

146
Ce cliché d'un patient de 54 ans m o n t r e la phase pcl (phase de guérison)
à la suite d'une dévalorisation de soi généralisée et d'ostéolyses correspon-
dantes (résorption du tissu osseux) à la suite du diagnostic « cancer » (méla-
nome). Je parvins à expliquer à ce patient la Loi d'airain du cancer. Lorsqu'il
eut compris pour quelle maladie inoffensive il avait fait son conflit de déva-
lorisation, il fut très rassuré et son conflit de dévalorisation entra dans la
phase postconflictolytique (guérison). A y regarder de plus près, nous cons-
tatons que l ' œ d è m e de la moelle n'est finalement pas aussi h o m o g è n e , on
y discerne déjà des aires particulièrement sombres, aux contours plus accen-
tués, et qui ont donc p r o v o q u é des ostéolyses mieux circonscrites.

147
N o r m a l e m e n t , il ne devrait être question dans ce chapitre que de foyers
de H a m e r . Mais le livre tout entier leur est consacré, d é m o n t r e que le con-
flit biologique déclenché par un D H S , le foyer de H a m e r au cerveau et le
cancer dans l'organe sont toujours en corrélation exacte, aussi bien en ce
qui concerne la genèse et l'achèvement, la teneur du conflit et la localisa-
tion du foyer de H a m e r et du cancer, qu'au point de vue du déroulement,
de l'évolution. Et j u s t e m e n t ces beaux clichés illustrent r e m a r q u a b l e m e n t
cette corrélation.
Cette j e u n e patiente qui, avec son m a r i , exploitait une laiterie en haute
m o n t a g n e , spécialisée dans la fabrication d'un fromage particulier, fit un
grave conflit à p r o p o s de son travail, que symbolisait j u s t e m e n t le lait. Ce
conflit dura des mois. C o m m e il s'agissait d'un conflit de liquide, c'est-à-
dire d'un conflit biologique en relation avec un liquide, elle fit un hyper-
n é p h r o n au pôle supérieur du rein droit (carcinome rénal). Sur le pyélo-
gramme du bassinet on voit que la surrénale droite est détachée par le gros
kyste rénal. P r é s u m a n t que la patiente avait une t u m e u r à la surrénale, les
chirurgiens en firent l'ablation, pour rien, puisque la surrénale n'était pas
en cause, puis la renvoyèrent complètement paniquée dans ses foyers avec
la mention : « métastases », incurable.

148
A titre de c o m p a r a i s o n , voici le scanner d'une patiente atteinte d'un car-
cinome du rein gauche, opéré lui aussi, et p r o v o q u é également par un con-
flit liquidien. Les flèches indiquent le foyer de H a m e r du relais cérébral,
agrandi par l ' œ d è m e , qui est responsable du rein gauche (dans le cas du
carcinome rénal, testiculaire et ovarien, le foyer de H a m e r n'est pas con-
trolatéral par r a p p o r t à l ' o r g a n e , mais homolatéral : hémisphère cérébral
gauche pour le rein gauche, etc.).

149
Sur ce scanner on aperçoit deux foyers de H a m e r en position fronto-
pariétale et péri-insulaire de l'hémisphère cérébral droit. Tous deux se trou-
vent en phase postconflictolytique (phase pel). D'autre part on voit à droite,
et un peu moins à gauche, une nette œ d é m a t i s a t i o n de la moelle, signe d'un
conflit de dévalorisation de soi en solution.
Les foyers de H a m e r c o r r e s p o n d e n t , à cet endroit, à un carcinome ulcé-
ratif coronarien ou à un carcinome péricardique (flèche inférieure) et à un
carcinome b r o n c h i q u e (flèche supérieure).
Chez un droitier, c'est là que le D H S aurait eu son impact s'il avait fait
un grave conflit de territoire masculin.
Mais chez ce patient, qui est à la fois gaucher et « softy », le D H S ne
peut avoir d'impact à cet endroit que s'il fait un conflit sexuel féminin et
un conflit de peur bleue, qui se seraient traduits chez une femme droitière
par un carcinome du col utérin et un carcinome du larynx, mais, chez une

150
femme gauchère ou chez un h o m m e efféminé et gaucher, par un carcinome
ulcératif coronarien ou un carcinome péricardique et un carcinome bron-
chique. D a n s la phase de guérison, cela conduit n o r m a l e m e n t à un infarc-
tus du m y o c a r d e , et cela peut aussi donner lieu à des crises d'épilepsie.
L'épouse de ce patient efféminé refusait toute relation sexuelle avec lui.
Au lieu de quoi elle eut deux enfants d'un a m a n t , mais « exigea » de son
« mari » qu'il reconnaisse ces enfants extra-conjugaux. Il s'exécuta, mais
divorça ensuite.
Peu de t e m p s après il épousa une directrice d'école, dont il eut trois
enfants. C'est elle qui portait la culotte, lui laissant le soin du ménage et
des enfants. Tout alla bien p e n d a n t neuf ans. Puis il avoua à sa seconde
femme que ses deux premiers enfants n'étaient pas de lui. Il aurait mieux
valu ne pas le faire, car il se fit passer un terrible savon. La directrice vou-
lait le quitter. Il la supplia et l'implora, mais elle ne se laissa pas fléchir.
Des mois d u r a n t la discorde p e r t u r b a le m é n a g e . Il avait fait un « conflit
sexuel féminin » et en même temps un conflit de peur bleue, car son « chef »
l'avait menacé de « voies de faits ». Mais c o m m e il était gaucher, ces con-
flits se traduisirent sur le plan cérébral par un carcinome ulcératif coro-
naire et un carcinome b r o n c h i q u e avec foyers de H a m e r en position
péri-insulaire et fronto-pariétale droite. Au bout de 4 mois le couple se récon-
cilia et quelques mois plus t a r d il fit des crises d'épilepsie et un infarctus
du m y o c a r d e . C o m m e il se plaignait de violentes céphalées on lui fit un
scanner cérébral.
Malheureusement, de tels foyers de H a m e r passent, aux yeux de la méde-
cine traditionnelle, pour être des t u m e u r s cérébrales. Le patient fut donc
opéré et on lui excisa d ' é n o r m e s m o r c e a u x de cerveau. On voulait en effet
exorciser ces t u m e u r s diaboliques en taillant dans le vif. D e p u i s , c'est un
mutilé cérébral, qui « faute de masse » serait bien incapable de faire une
récidive.
Si l'on n ' a v a i t absolument rien fait et s'était contenté d'administrer au
patient pendant un certain temps de la cortisone contre son œdème céré-
bral, il serait déjà rétabli, car les crises d'épilepsie se seraient très vite calmées.
C o m m e on peut le voir sur le scanner, la moelle cérébrale présente une
coloration très foncée des deux côtés, mais naturellement bien davantage
à droite q u ' à gauche. Il s'agit d'un œdème de la moelle et signifie que le
patient a fait en plus une forte dévalorisation de soi, qui se trouve égale-
ment en solution, et a dû p r o v o q u e r des ostéolyses des vertèbres dorsales
inférieures et des vertèbres lombaires supérieures.

151
Foyer de H a m e r au lobe temporal gauche dans la fosse moyenne du crâne
chez une patiente à qui les médecins à la suite d'interminables m a n i p u l a -
tions, opérations, insufflations utérotubaires, etc., dirent brutalement qu'il
lui était définitivement impossible d'avoir des enfants. Le foyer de H a m e r
prend le contraste, le conflit est donc résolu. La patiente l'a résolu en adop-
tant un enfant.

Ces deux clichés proviennent de deux patientes qui avaient toutes deux
un cancer du col utérin : celle de gauche a 40 ans, celle de droite 34 ans.
Toutes deux ont leur foyer de Hamer en position péri-insulaire gauche. Tous
deux sont en solution, c'est-à-dire en phase pel.
Les deux cas sont étudiés à fond au chapitre des carcinomes du col utérin.

152
Gros œ d è m e dans la partie fronto-crâniale du lobe t e m p o r a l droit. Etat
consécutif à la solution (temporaire) du conflit de perte de l'emploi (con-
flit de territoire). Les flèches indiquent la zone i m p o r t a n t e d ' œ d é m a t i s a -
tion (teinte foncée). C'est la coupe coronaire en écho de spin d'un patient
hospitalisé en cardiologie au C H U de M u n i c h 3 semaines après le début
de la conflictolyse, à la suite d'un infarctus du m y o c a r d e . Le lobe frontal
droit est soulevé et tourné vers la gauche, dans le sens contraire des aiguil-
les d'une m o n t r e , si bien que la ligne m é d i a n e est déplacée vers la gauche.

153
Ce foyer de H a m e r est la t r a d u c t i o n cérébrale d'un conflit de territoire
correspondant sur le plan organique à un cancer ulcératif coronaire. Il s'agis-
sait plus précisément de 3 conflits de territoires à propos de la même affaire.
A l'époque de ce cliché, son dernier conflit — il s'agissait toujours de son
territoire professionnel — était résolu et l ' œ d è m e périfocal était déjà, selon
toute a p p a r e n c e , en voie de régression. P a r m a l h e u r , au lieu de l'infarctus
on remarqua le foyer de H a m e r au cerveau en position péri-insulaire droite,
que l'on opéra ! C o m m e le patient ne savait pas que son territoire profes-
sionnel était la raison de son conflit territorial et de l ' œ d è m e pris à tort
pour une t u m e u r cérébrale, il r e t o u r n a à sa firme après l'opération, et fit
i m m é d i a t e m e n t une récidive.
Ce cliché date d'avant l'opération. Le foyer de H a m e r n ' a pas explosé,
mais l'activité métabolique est encore accrue et il s'y mêle déjà du tissu
glial. On voit nettement les foyers de H a m e r , qui sont à vrai dire diffé-
rents. Le gros œ d è m e périfocal foncé refoule vers la gauche, au-delà de
la ligne médiane, le ventricule latéral droit fortement comprimé. Si le patient
avait pu résoudre définitivement son conflit et si à ce stade on n'avait plus
rien fait du t o u t , il ne se serait plus passé grand chose, car l ' œ d è m e était
déjà en voie de régression.

154
Gros foyer de H a m e r au cortex frontal droit à la suite d'un terrible D H S
de conflit de peur. Gros œ d è m e perifocal de solution. Le foyer a explosé.
Ce qui semble être un œ d è m e intrafocal est en réalité de la liqueur à l'inté-
rieur d'un foyer de H a m e r m a i n t e n a n t kystique et consolidé par une t r a m e
cicatricielle de tissu glial.

155
Trois foyers de H a m e r bien visibles, celui d'en haut (cerclé) au tronc céré-
bral, un à gauche en bas au cervelet (cerclé) et un troisième, dont il ne reste
plus qu'un reliquat cicatriciel dans l'hémisphère cérébelleux droit. Les deux
foyers de H a m e r cerclés n'ont pas explosé, mais n'ont qu'un marquage mar-
ginal et, c o m m e on voit, se ratatinent en esquissant une forme de stramoi-
nes, signe que l'œdème intrafocal est en régression.

156
Foyer de H a m e r entouré d'un œdème perifocal récent au tronc cérébral
à la suite d'un carcinome sigmoïdien dans la phase postconflictolytique.

Patient, âgé de 34 ans, avec carcinome pancréatique étendu et carcinome


p a r e n c h y m a t e u x du foie, avec gros foyer de H a m e r au t r o n c cérébral et
œ d è m e périfocal récent.
Le patient est venu à b o u t de cette complication, il a pris 6 kg de poids
(vrai), avait bon appétit et dormait bien. Mais il n'a pas résisté à une authen-
tique récidive du conflit, c'est-à-dire à la nouvelle solution accompagnée
d'un œ d è m e autrement plus important au tronc cérébral.
On trouvera une étude plus détaillée de ce cas au chapitre sur le carci-
n o m e p a n c r é a t i q u e (endoderme).

157
Foyer de Hamer en solution (flèche) : carcinome sigmoïdien. Le côté gau-
che du tronc cérébral est œ d é m a t i s é . Il arrive souvent q u ' a u point culmi-
nant de l'extension œ d é m a t e u s e un anneau c o u r o n n e l'ensemble du tronc
cérébral (couronne d ' œ d è m e ) .

158
Clichés avec produits de contraste d'une patiente atteinte d'un cancer
m a m m a i r e droit et d'un cancer de la plèvre droite. Le cliché de gauche est
une coupe semi-coronaire postérieure, c'est-à-dire suivant un plan oblique
allant du sommet de l'occiput vers le b a s . De ce fait nous voyons encore
les parties occipitales sous-tentorielles du cerveau. Le cliché de droite est
une coupe standard ordinaire du cervelet. Le foyer de H a m e r dans la par-
tie latérale gauche du cervelet prend le contraste et a un œ d è m e périfocal
bien net (foncé). Mais l'œdème s'étend j u s q u ' a u milieu, il est donc bien
plus important que ne l'est n o r m a l e m e n t un foyer de H a m e r à cet endroit.
Cela s'explique par le fait que la patiente a aussi un « conflit pleural » en
solution, de sorte qu'il y a chevauchement des œdèmes de guérison de deux
foyers de H a m e r voisins, tous deux en solution. Sur le cliché de droite la
flèche indique le foyer de H a m e r du carcinome pleural. Ce cas est traité
plus en détail au chapitre sur l'infarctus du ventricule droit (ectoderme).

159
Ce cliché de scanner cérébral provient de la clinique universitaire de
Fribourg-en-Brisgau. La tache blanche cerclée à droite est la cicatrice à trame
gliale d'un foyer de H a m e r au niveau de la moelle dans l'hémisphère céré-
bral droit, c o r r e s p o n d a n t à une ostéolyse de la 3' ou 4' vertèbre lombaire,
côté gauche. Le prélèvement effectué par technique stéréotaxique d'une par-
celle de tissu à cet endroit a m o n t r é qu'il s'agissait d'un tissu glial.
D a n s un cas de ce genre, si l'on trouve de la névroglie, sans qu'il y ait
tuméfaction (ce que la médecine traditionnelle appelle « tumeur cérébrale »),
on parle à tort de « sclérose en plaques ». En effet, les symptômes regrou-
pés sous le terme générique de sclérose en plaques sont tout autre chose
que ceux provoqués par un foyer de H a m e r , c o r r e s p o n d a n t à un conflit
de dévalorisation, dans la moelle du cerveau. L o r s q u ' u n patient manifeste
plus d'un symptôme de déficience neurologique motrice ou sensitive, la
médecine traditionnelle y voit un cas suspect de sclérose en plaques. Or,
n o r m a l e m e n t , les p h é n o m è n e s de déficience motrice et sensitive se m a n i -
festent à l'occasion de conflits centraux ayant leur impact dans l'aire cor-
ticale motrice ou somato-sensitive. Si l'on trouve effectivement dans cette
région un foyer de H a m e r — comme sur n o t r e cliché à droite —, on dia-
gnostique immédiatement un m é n i n g i o m e , que les neuro-chirurgiens extir-
pent tout de suite « à cause de la pression exercée sur le centre m o t e u r et
somato-sensitif ». Mais les « p s e u d o - m é n i n g i o m e s » p r é s u m é s en relation

160
avec les méninges renferment presque exclusivement du tissu glial. D ' o ù
l'idée erronée que les foyers gliomateux, tels que celui qui figure sur notre
cliché à droite, et qui n'est pas à l'origine d'un processus expansif, ont quel-
que chose à voir avec la sclérose en p l a q u e s . Lorsque la présidente de la
Société allemande de la sclérose en plaques apprit que pour H a m e r il y avait
un lien entre la sclérose en plaques et la Loi d'airain — et donc avec le
cancer —, elle dit : « Ce n'est pas possible, puisque nous ne t r o u v o n s pas
de cancer chez nos patients atteints de la sclérose en plaques ! ». D ' u n cer-
tain point de vue, superficiel, elle avait m ê m e raison. Seulement, il faut
s'entendre sur ce que l'on appelle cancer. Le cancer du centre moteur, de
la circonvolution précentrale — c'est justement cette déficience de la m o t r i -
cité. A la rigueur, une atteinte de l'aire somato-sensitive peut entraîner
l'apparition d'une polyfibromatose neurocutanée (nodules de Recklinghau-
sen) avec prolifération cellulaire des gaines nerveuses, c'est-à-dire avec p r o -
lifération gliale.
Voyons m a i n t e n a n t l'hémisphère gauche de notre cliché : nous y trou-
vons un œ d è m e de la moelle, p r a t i q u e m e n t d'un seul t e n a n t , correspon-
dant à un conflit de dévalorisation de soi ne concernant qu'un côté du corps.
A l'intérieur de cette moelle nous discernons de petits foyers de H a m e r ,
qui sont vraisemblablement des foyers de H a m e r gliomateux de petits con-
flits de dévalorisation résolus. A y regarder de plus près n o u s p o u v o n s dis-
tinguer dans la moelle à gauche un assez grand n o m b r e de petits points
très foncés, qui par la suite, après la guérison, devraient devenir pareille-
ment de petits foyers blancs.
En principe, il semble que les foyers de H a m e r ne puissent se colorer
en blanc sur le scanner que p e n d a n t la phase pcl et après. Et c'est toujours
la glie qui accroît aussi bien l'activité m é t a b o l i q u e que la densité tissulaire.
En effet, p e n d a n t la phase active du conflit n o u s ne voyons pas de prise
de contraste et de coloration du foyer de H a m e r .
Vous trouverez plus de précisions et des exemples de cas au chapitre spécial
sur la sclérose en p l a q u e s .

161
Différence entre foyer de H a m e r explosé et foyer de H a m e r en expan-
sion. En bas à droite, gros foyer d'un conflit de peur dans la n u q u e , la
flèche du milieu est pointée en direction de l'expansion d'un conflit de ter-
ritoire étendu.
Les deux foyers de H a m e r se trouvent en phase de guérison. Un conflit
de dévalorisation résolu — de toute la moelle gauche — s'étire de l'occipi-
tal au frontal et transparaît aussi sous l ' œ d è m e du conflit de territoire, qui
a p r o v o q u é un cancer b r o n c h i q u e .
On trouvera des renseignements plus détaillés au chapitre sur le conflit
de la peur dans la n u q u e .

162
Sur cette coupe un peu plus profonde du scanner de la m ê m e patiente
on découvre p o u r ainsi dire de nouvelles dimensions : entre le foyer de
H a m e r responsable du cancer b r o n c h i q u e (2' flèche en h a u t à droite) et
le foyer de H a m e r responsable du conflit de la peur dans la n u q u e (flèche
en bas à droite) nous apercevons une aire sombre œdématisée avec un foyer
de H a m e r signalé par une troisième flèche et c o r r e s p o n d a n t au conflit de
contrariété territoriale avec cancer du foie. Au lobe frontal droit et gauche
d'autres foyers de H a m e r traduisent une peur frontale.

163
Sur ce cliché nous voyons que le foyer de peur frontale à gauche et le
foyer de peur dans la nuque en position occipitale à droite se sont prolon-
gés j u s q u e dans le cortex. Ce scanner nous m o n t r e aussi que la patiente
a dû se trouver dans une constellation typiquement schizophrénique, avant
que n'intervienne la conflictolyse, que nous voyons m a i n t e n a n t pour les
deux foyers de H a m e r .
En effet, ces deux foyers de H a m e r sont à présent environnés d'un large
œ d è m e périfocal (phase pcl).

164
Voilà à quoi ressemble au cerveau un cancer b r o n c h i q u e guéri depuis
longtemps. 23 ans avant ces clichés, le patient avait fait un très grave con-
flit de territoire à p r o p o s de son emploi. P e n d a n t 23 ans il se sentit bien,
et n ' a y a n t ni douleurs ni t r o u b l e s , il ne fut j a m a i s r a d i o g r a p h i é .
La flèche à droite en haut signale la vieille cicatrice du conflit de terri-
toire. Celui-ci avait duré près de 9 mois et le foyer de H a m e r est en partie
cicatrisé par une prolifération gliale, si bien que la corne antérieure droite
demeure c o m p r i m é e .
La flèche en bas à gauche vise une vieille cicatrice de foyer de H a m e r ,
c o r r e s p o n d a n t à un h y p e r n é p h r o n du rein gauche. Le patient avait failli
se noyer, il y a bien des années de cela, et il en avait rêvé p e n d a n t plusieurs
semaines.
Lorsque la vieille atelectasie fut découverte par hasard au lobe supérieur
du p o u m o n droit, toute la machinerie fut mise en branle. Le patient avait
beau protester et assurer qu'il se trouvait en parfaite santé, ne se sentait
pas le moins du m o n d e i n c o m m o d é , n ' é p r o u v a i t pas la m o i n d r e diminu-
tion de r e n d e m e n t , rien n'y fit, et bien que la formule sanguine fût excel-
lente, on l'opéra. Après quoi il eut la chance d'être initié à la Loi d'airain
du cancer, ce qui lui évita de c o m m e t t r e d'autres bêtises. Il continue natu-
rellement de se porter aussi bien q u ' a u p a r a v a n t . Ce genre de « cas a n o -
dins », qui depuis longtemps ont cessé d'être des cancers, qui n ' o n t plus
de mitoses, permettent de se targuer de succès, à bon m a r c h é : mais ce ne
sont que supercheries. Ces patients supportent généralement le p s e u d o -
traitement à la chimio, parce qu'ils sont en b o n n e santé. Ils sont présentés
alors c o m m e des « succès » de l ' e m p o i s o n n e m e n t stupide à la chimio.
La seule chose qui puisse tuer cette espèce de patients c'est la p a n i q u e .
Si bien que d ' h a b i t u d e la plupart d'entre eux finissent q u a n d m ê m e par
mourir, terrorisés.

165
Foyer de H a m e r avec œ d è m e périfocal dans le cortex cérébral. P o u r plus
de détails se r a p p o r t e r au chapitre sur le cancer des animaux. Les m a m m i -
fères subissent en principe la plupart des conflits biologiques exactement
comme les êtres h u m a i n s , ils présentent aussi aux m ê m e s endroits du cer-
veau le même foyer de H a m e r que les h o m m e s dans les m ê m e s circonstan-
ces, et le cancer organique se manifeste au même endroit du corps.
C'est-à-dire que la teneur du conflit et l'évolution du conflit concordent
également dans l'ensemble avec celles que l'on observe chez l ' h o m m e . La
seule conclusion que Ton puisse en tirer c'est que :
L ' a n i m a l (mammifère) a une âme c o m m e l ' h o m m e !

166
Ce patient de 54 ans m ' a donné bien du fil à retordre. Ce fut l'un des pre-
miers cas où il me fut donné de comparer les radios et les scanners cérébraux,
dans le cadre de l'étude pilote réalisée entre le 18 août et le 7 décembre 1983.
Le patient avait indubitablement un cancer bronchique au lobe moyen du
p o u m o n droit. Il avait un foyer de H a m e r impressionnant dans la région
péri-insulaire de l'hémisphère droit. Dans l'enthousiasme de la découverte,
quoi de plus tentant que d'établir un rapport entre ces deux observations
spectaculaires ? En fait, le foyer de H a m e r responsable du cancer bronchi-
que se trouvait ailleurs : c'était le petit foyer de H a m e r plus proche de la
région frontale (flèche en h a u t ) . Le grand foyer de H a m e r (flèche en bas)
est responsable d'un cancer ulcératif de l'estomac. Si je me suis étendu sur
ce cas c'est pour vous faire comprendre p o u r q u o i jusqu'ici des diagnostics
erronés ont fait prendre d'inoffensifs foyers de H a m e r pour des « tumeurs
cérébrales ». Le cliché de gauche est du 22 septembre 8 3 , celui de droite date
du 5 décembre 83. Pendant cet intervalle, il semble à première vue que le
foyer de H a m e r en position péri-insulaire ait grandi. Et il semble qu'il con-
tinue de croître au cours des mois suivants, si bien q u ' à chaque fois le ver-
dict des radiologues était impitoyable : pour eux il était « absolument
évident » que la tumeur cérébrale n'arrêtait pas de progresser. Lorsque le
patient, par la suite, fit encore un « choc rouge », qui entraîna temporaire-
ment une paralysie partielle du bras gauche et de la j a m b e gauche, il fut
complètement démoralisé ! — Et pourtant, ces « tumeurs cérébrales » ne
sont que des foyers de H a m e r , et plus tard des cicatrices gliales, avec les-
quelles le patient peut vivre sans difficultés. En effet, à l'intérieur de ces
figures arrondies, qui ont l'air si méchantes et dramatiques, la structure pro-
prement dite des cellules cérébrales dans leurs relations entre elles, n'est pas
sensiblement perturbée. La masse gliale n'y a été « coulée » qu'au titre d'iso-
lant supplémentaire. Et une fois que la phase de guérison est achevée, il reste
souvent, certes, des séquelles, par exemple à la suite de ruptures du tissu

167
provoquées par la pression de l'œdème intrafocal, mais en dépit de ces lésions
anatomiques, qui se produisent à l'occasion en cours de guérison, les séquel-
les fonctionnelles sont en général é t o n n e m m e n t minimes. Il est évident que
les dégâts causés en matière d'isolement sont largement fonction de la durée
et de l'intensité du conflit.
Sur les clichés suivants des p o u m o n s (scanner en b a s , radio des p o u m o n s
à la page suivante) nous v o y o n s , comme il est dit dans les résultats clini-
ques, un carcinome bronchique périphérique, c'est-à-dire un carcinome intra-
bronchique du lobe moyen droit.

Alors que la dimension de ce carcinome i n t r a b r o n c h i q u e doublait à peu


près toutes les 4 semaines, le jury médical international réuni le 6 décem-
bre 1983 à Gyhum en Basse-Saxe dut attester qu'il n'avait pas progressé
à partir de la conflictolyse, ce q u ' a u c u n des professeurs ne pouvait s'expli-
quer d'après la doctrine traditionnelle. Toutefois, il convient de bien s'enten-
dre l o r s q u ' o n parle de prolifération et de non-prolifération. Ainsi, par
exemple, lorsqu'une aire pulmonaire à la périphérie d'une ramification bron-
chique s'atélectasie, c'est-à-dire que les alvéoles pulmonaires se vident d'air
et se rétractent, l'observateur inexpérimenté risque de p r e n d r e pour une
croissance de la tumeur ce qui en réalité n'est q u ' u n e atélectasie et peut
tenir à ce que la muqueuse intérieure de la b r o n c h e se tuméfie comme signe
de guérison. Il est plus clair et net de donner la définition selon laquelle,
après la conflictolyse il n'y a plus de mitose, c'est-à-dire de division cellu-
laire, excédant le renouvellement n o r m a l des cellules. Strictement parlant,
il n'y a plus de mitose accrue !
J u s q u ' i c i , le cancer se définissait ainsi : croissance cellulaire incontrôlée
et prolifération cellulaire active. Une prolifération cellulaire qui n ' a plus
de division cellulaire active, qui en avait seulement eu, à un moment donné,

168
n'est plus du cancer à p r o p r e m e n t parler, m ê m e selon la définition donnée
par la médecine traditionnelle. P o u r t a n t , aucun représentant de la méde-
cine traditionnelle ne veut le savoir. « Et si soudain cela se remet à prolifé-
rer ? » demandent-ils invariablement.

A quoi b o n se disputer au sujet de définitions avec des gens qui de toute


manière ne veulent pas p r e n d r e connaissance de la Loi d'airain du cancer ?
Comme disait le professeur Stender : « H a m e r , cela voudrait dire que depuis
des décennies nous n ' a v o n s fait que des bêtises ! »

169
Ce cliché du m ê m e patient date du 25 février 84. Pour la médecine tradi-
tionnelle, la « tumeur » a augmenté prodigieusement. Au point que le ven-
tricule latéral droit a été refoulé vers la gauche au-delà de la ligne médiane.
Mais en réalité, il s'agit d'une phase de guérison avec un œ d è m e m a x i m u m .
Pour maîtriser un symptôme de guérison aussi excessif il convient de « contre-
braquer » avec de la cortisone, de manière à empêcher une compression exa-
gérée du tissu cérébral et à éviter un « choc rouge », qui résulte de la péné-
tration de l'œdème dans le cortex, et plus précisément dans le cortex moteur
pré-rolandique. Au cours de cette phase, le patient fit une paralysie motrice
partielle de la main gauche et de la j a m b e gauche. Il pouvait encore marcher,
il arrivait aussi à remuer le bras gauche, mais ce n'était plus comme avant.
Le cliché suivant vous permettra de reconnaître les relations de cause à effet.

171
Ce cliché, qui date également du 25.2.84, montre l'œdématisation du cortex
du côté droit. Lorsque cette œ d é m a t i s a t i o n affecte la circonvolution pré-
centrale, ou pré-rolandique, c'est-à-dire l'aire motrice, il en résulte souvent
une attaque, ou « choc rouge », et c'est ce qui s'est p r o d u i t aussi p o u r ce
patient, à ce stade de guérison.
Si l'impact de l'œdème se situe légèrement en arrière, en direction occipi-
tale, dans la circonvolution post-centrale, ou p o s t - r o l a n d i q u e , c'est-à-dire
dans le cortex somato-sensitif, nous avons affaire au m ê m e type d ' a t t a q u e ,
sauf que les déficiences, au lieu d'être motrices, sont d'ordre sensitif.
A l'avenir, j ' e s p è r e que les patients ne seront plus pris de panique si d'aven-
ture ils font, au cours de cette phase, un « choc rouge ». Mais pour ce patient,
ce fut à l'époque une expérience terrible. J'eus b e a u lui dire que sa paralysie
faisait partie de la guérison, d ' u n point de vue « objectif » son état empira
vraiment, pas seulement en a p p a r e n c e , mais cliniquement. C'est à peu près
comme si une équipe de chirurgiens en train d'opérer dans la cavité a b d o -
minale se voyait interdire de poursuivre l'intervention chirurgicale. M ê m e
s'il se réveillait, le patient serait mort en quelques minutes. On dirait alors :
« Vous voyez bien que c'est vous qui l'avez tué ». L'équipe de chirurgiens
répondrait sans doute que l'opération et l'anesthésie ne constituaient q u ' u n e
aggravation, une détérioration passagère, et que si on leur avait permis de
terminer l'opération, le patient aurait p r o b a b l e m e n t recouvré entièrement
la santé.
Il en va de même des « complications de la guérison » au cours de la phase
pcl. Du fait que la Loi d'airain du cancer a été soumise à un boycottage
total, d'innombrables patients sont m o r t s , alors que si dans un grand élan
de solidarité nous avions tous unis sincèrement nos efforts, ils n'auraient
j a m a i s dû mourir !

172
Ce cliché a été réalisé 2 mois après les deux derniers et il m o n t r e p o u r
la première fois une certaine c o n s o l i d a t i o n de la guérison, c'est-à-dire que
l ' œ d è m e a dépassé son point d ' e x p a n s i o n m a x i m u m , les ventricules laté-
raux sont e n v o i e de retour à la position m o y e n n e . On r e c o n n a î t m a i n t e -
nant très n e t t e m e n t le foyer de H a m e r en p o s i t i o n fronto-pariétale (flèche
supérieure), qui est r e s p o n s a b l e du cancer b r o n c h i q u e .

173
Encore 2 mois plus tard, en juin 84. L'œdème est en nette régression.
Il ne faudra plus attendre bien longtemps pour que les ventricules aient
rejoint leur position médiane. Le blanc du foyer inférieur, qui prend le con-
traste, est dû à l'emmagasinage de névroglie, de tissu conjonctif. Ce cliché
autorisait les meilleurs espoirs, car l'œdème de guérison était nettement
en régression !
Au cours de cette phase, le patient fit une grave récidive de son conflit,
qui l'occupa plusieurs semaines durant, en l'empêchant de dormir. Il par-
vient à résoudre son conflit, mais ne put survivre au double œdème de gué-
rison qui s'ensuivit. On trouvera plus de détails sur ce cas au chapitre sur
le cancer bronchique (ectoderme).

174
Sur ce cliché du même patient que précédemment, vous voyez deux foyers
de Hamer : l'un au cervelet, en position latérale droite. Il s'agit du « foyer
de Hamer primitif » du conflit de territoire, c'est-à-dire de l'aire du foyer
de Hamer correspondant au vieux conflit de territoire du nid, le conflit
de la femme qui fait un cancer du sein gauche (si elle est droitière !). Le
second foyer de Hamer est au centre et signalé par deux flèches ténues,
c'est le relais au tronc cérébral d'un conflit central de peur viscérale de la
mort. Le cliché date du mois d'août 1983. On discerne nettement à gau-
che, en bordure de l'anneau extérieur du foyer de conflit central, l'ourlet
foncé de l'œdème, signe de la guérison qui s'amorce au début de la phase pcl.

175
Scanner cérébral d'un garçon de 7 ans effectué à la clinique pour enfants
d'un CHU du Sud de l'Allemagne. C'est un scanner typique de leucémi-
que. On notera la coloration très foncée de la moelle et la forte compres-
sion des ventricules latéraux. Sur le cliché de gauche la flèche est dirigée
vers l'aire cérébrale correspondant au testicule gauche, qui est nettement
plus importante par comparaison avec celle de droite. Ainsi donc, ce petit
garçon n'a pas seulement fait un conflit de dévalorisation de soi générali-
sée (c'est la réaction normale chez les enfants de cet âge), mais le grossisse-
ment de l'aire cérébrale responsable de la région testiculaire fait penser à
un « conflit de perte ». La maman du petit garçon l'a interrogé à ce sujet :
il lui a dit qu'il avait constamment une « douleur de pincement au testi-
cule » gauche.

176
Conflit-DHS : au mois de février 86, une violente crise d'asthme emporta
d'un seul coup un proche parent du petit garçon : cet oncle âgé de 40 ans,
était « tout ce qu'il avait de plus cher ».
Profondément consterné, il était inconsolable des semaines et des mois
durant, rapporte sa mère. Au mois d'août 86 on constata une dépression
de toute la moelle osseuse. Depuis lors il avait fallu lui faire à plusieurs
reprises des transfusions sanguines. Sa mère pense que la solution du con-
flit est intervenue seulement en février 87, à l'occasion de la messe anni-
versaire pour l'oncle. Le scanner cérébral a été réalisé environ 10 jours après
la conflictolyse. Depuis lors, affirme la mère, il y a eu quelque chose de
changé chez le petit garçon. Il est maintenant capable de parler de cet oncle
qu'il aimait tant, ce qu'il n'avait jamais pu faire auparavant. Sur le cliché
au bas de la page 176 nous discernons une tuméfaction supplémentaire au
niveau du lobe temporal droit : le petit garçon a fait un triple conflit : 1.
un conflit de perte, 2. un conflit de dévalorisation de soi, 3. un conflit de
territoire. A chaque fois, nous sommes amenés à constater chez les
« enfants » qu'ils ne sont pas « neutres ». Ce garçon est un « petit homme »
qui a subi un conflit de perte lorsque son meilleur camarade a quitté son
territoire. A ce conflit de territoire est venu s'ajouter le fait qu'il se dépré-
ciait à ses propres yeux. Tous les DHS sont intervenus simultanément, au
même instant. Lors d'un contrôle, le 17 juillet 87, le cerveau est apparu
moins foncé (œdématisé). La différence n'est toutefois pas considérable.
Mais il y a trois choses que nous voyons distinctement :
1. Les cornes antérieures du ventricule latéral sont un peu plus dilatées.
Il faut avoir l'habitude et une bonne loupe pour le discerner. Cela pourrait
signifier que nous venons de dépasser l'apogée de l'œdématisation.

177
2. Par rapport au dernier cliché, les deux cortex visuels ont maintenant des
œdèmes. Nous en déduisons après-coup que le petit garçon a dû avoir
un terrible conflit de peur dans la nuque et que cette peur est maintenant
en solution.
Je demandai aux parents si à un moment donné l'enfant voyait mal. Ils
confirmèrent qu'en effet, il y avait de ça pas mal de temps, l'enfant avait
toujours les yeux collés au livre et n'aimait pas lire. La maîtresse et les
parents avaient mis ça sur le compte de la paresse. Depuis 2 mois envi-
ron, tout était de nouveau rentré dans l'ordre.
3. Nous voyons maintenant des foyers de peur frontale en solution, foyers que
nous ne pouvions pas voir auparavant, tant que le conflit était encore actif.
De tout cela il n'y a qu'une seule conclusion à tirer : l'enfant avait une
peur panique, occipitale et frontale, de l'hôpital. L'ambiance affreuse, les
tourments qu'il fallait y endurer, le climat de fatalité, les ponctions de la
moelle osseuse, surtout les traitements en hospitalisation, les pronostics pes-
simistes, que l'enfant devine à la mine des parents, les hurlements des enfants
torturés, des petits enfants à la tête chauve. Depuis que l'enfant ne vient
plus à l'hôpital que pour des transfusions occasionnelles — son père lui pro-
mettant qu'il sera de retour dans la soirée et pourra dormir dans son lit à
la maison —, la peur est dissipée, le conflit est résolu. Si dans le langage
obscur de nos scanners vous cherchez une lueur d'espoir et de confiance,
regardez bien ce cliché. Bien des médecins s'imaginent que les petits patients
ne se rendent pas bien compte. Ils se rendent mieux compte que l'on pense,
et surtout ils sont davantage effarouchés qu'un adulte, parce qu'ils ne peu-
vent pas mesurer l'ampleur du danger, en saisir la portée. Dans le psychisme
et le cerveau il se passe des choses effrayantes qu'aucun médecin ne remar-
que, et que d'ailleurs il ne tient pas du tout à remarquer, parce que cela gêne,
dérange et perturbe.

178
Ces clichés sont ceux d'une patiente qui avait toute une série de conflits
et toute une série de foyers de Hamer, dont elle s'est bien remise. Ces deux
atélectasies des poumons proviennent de deux carcinomes bronchiques dis-
tincts, qui avaient chacun « leur » foyer de Hamer dans la région fronto-
pariétale du cerveau. D'autre part, à propos d'un autre grave problème
elle fit encore un conflit de peur dans la nuque à droite. Lorsqu'on lui fit
part du diagnostic : cancer bronchique inopérable avec « métastases céré-
brales », elle fit un conflit paracentral de peur, d'affres de la mort, à droite,
avec taches rondes au poumon. Elle eut la chance de découvrir à ce moment
la Loi d'airain du cancer. Elle comprit que le diagnostic était évidemment
absurde et ne se vérifierait que si elle cédait à la panique. Elle parvint ainsi
à se dépaniquer et les taches rondes au poumon demeurèrent stationnaires.

179
Ci-dessus scanner du poumon. On voit nettement que les atélectasies sont
en connexion avec le hile du poumon.

180
Se détachant sur le scanner du poumon une petite tache ronde (adéno-
carcinome des alvéoles, d'origine endodermale). Ces taches rondes sont cou-
rantes lors de conflits de peur de la mort. Le foyer de Hamer correspondant
se trouve toujours au tronc cérébral (pont/bulbe). Mais chez l'homme il
y a pratiquement toujours, en même temps, un foyer de peur au cortex,
correspondant à l'aspect conscient du conflit, l'autre aspect étant la peur
viscérale.

181
Ce conflit paracentral conscient est bien visible sur le scanner cérébral
ci-dessus. A la page suivante (183) nous découvrons que ce conflit para-
central a « percé » jusqu'au nœud caudé du diencéphale. Le foyer de Hamer
est nettement en solution, car il est entouré d'un large œdème en forme
d'anneau. Ce cliché a été effectué après la solution du conflit.
Pour la médecine traditionnelle, tout ça ce sont des tumeurs cérébrales,
ou, si l'on a déjà un cancer, ce sont naturellement des métastases cérébra-
les. Les tenants de cette médecine ne s'embarrassent pas de savoir si ce sont
des œdèmes ou pas des œdèmes. Ils n'ont pas d'opinion sur la question
(« c'est tout des métastases »). A plus forte raison ils ne s'intéressent pas
à l'évolution des foyers de Hamer. « Il faut tout extirper, tailler aussi loin
que possible dans le vif », tout comme on extirpait (exorcisait) jadis le dia-
ble de l'hérétique par le fer et le feu. Les choses n'ont pas sensiblement
changé depuis lors. Et pourtant, quelle cohérence, quelle logique fascinante
que cette corrélation que nous constatons au triple niveau psycho-cérébro-
organique !

182
La flèche supérieure à droite vise une aire cicatrisée, un vieux foyer qui
était responsable des deux carcinomes bronchiques. A noter d'ailleurs que
pendant des deux conflits la patiente avait souffert — ce qui est normal
— de dépression et d'arythmie cardiaque, et pendant la phase de guérison
avait fait à chaque fois un épanchement péricardique. Ce qui indique que
le foyer de Hamer empiétait sur la région péri-insulaire moyenne, qui est
responsable du carcinome ulcératif coronaire et du carcinome péricardique.
La flèche ténue qui, partant du lobe frontal gauche vise le noyau caudé
droit, nous indique l'endroit où le conflit paracentral a eu son impact. Enfin,
les trois grosses flèches en bas signalent un conflit de peur dans la nuque
en bas à droite, qui a provoqué un affaiblissement de l'intensité lumineuse
de la fovea centrale gauche. Le conflit est lui aussi en solution.

183
Conflit paracentral dans un vieux tissu cicatriciel du cortex avec œdème
périfocal. Mais il se peut aussi que les vieux foyers de Hamer aient de nou-
veau « co-réagi » à leur cime corticale. (Carcinome bronchique et carci-
nome ulcératif coronaire). En effet, les deux conflits antérieurs impliquaient
un conflit de peur par identification avec un membre de la famille, la peur
que ce parent meure. Quoi de plus naturel à ce que face à un « diagnos-
tic » de mort, qui a provoqué chez le patient lui-même un grave conflit
paracentral de peur de la mort, les vieux souvenirs terrifiants renaissent ?
Je ne puis pas dire avec certitude ce que c'est exactement. A en juger par
l'autre cliché, on dirait qu'il s'agit plutôt d'un œdème périfocal normal
du conflit paracentral.

184
Deux foyers de Hamer se confondant chez une patiente atteinte d'un car-
cinome ovarien bilatéral. Les foyers de Hamer prennent le produit de con-
traste, ils sont largement pourvus d'œdème intrafocal, et tous deux paraissent
déchirés et exploses à l'intérieur. Le conflit est donc résolu.
La patiente avait fait un conflit « moche », semi-génital, en découvrant
que son mari avait dilapidé une grosse somme d'argent avec des copines,
de sorte qu'il lui manquait de l'argent pour ouvrir un salon de coiffure.
Conformément au « revers de la médaille », à savoir le côté pécuniaire,
la patiente fit de surcroît lors du DHS un cancer du foie (contrariété terri-
toriale à propos d'argent). La flèche signale le « conflit du foie » corres-
pondant (cancer des voies biliaires).

185
Ce cliché d'un patient de 63 ans pourrait s'intituler un « conflit de terri-
toire total ». Le pauvre homme pensait avoir perdu d'un seul coup l'ensem-
ble de son territoire lorsqu'un boucher voisin le dénonça, lui qui avait un
grand magasin d'alimentation, et lui envoya un vétérinaire du service
d'hygiène. Celui-ci s'amena à l'improviste, après le travail, pour inspecter
sa chambre froide. Par malchance, le petit chat du patient voyant que l'on
pénétrait dans la chambre froide, crut qu'on allait lui donner à manger
et accourut allègrement. N'attendant que cette occasion, le vétérinaire
ordonna la fermeture immédiate de l'étal de boucherie-charcuterie. L'homme
fit un DHS, et en voyant le travail de décennies réduit à néant, fut complè-
tement effondré. Conformément à l'échelle psychique des divers types,
teneurs et colorations de conflits de territoire, nous voyons au lobe tempo-
ral droit une aire d'impacts absolument gigantesque, où l'on peut discer-
ner les différents points d'impact. Sur le plan organique il fit simultanément
un cancer bronchique, un cancer ulcératif coronaire, un cancer ulcératif
de l'estomac et des ostéolyses : le pauvre homme était littéralement brisé.
Le conflit resta longtemps actif du fait que pour sauver la face et cacher
l'affaire, le patient chercha à vendre toute sa viande dans des sachets de
plastique sous vide. Au cours de la phase de guérison, le patient fit une
attaque (v. pages 187 et 188).

186
Sur le cliché ci-dessus on voit sur une seule coupe de scanner cérébral
toute la palette des conflits de territoire, ou plus précisément de leurs foyers
de Hamer. Ce qui à l'époque me semblait être une « grosse attaque d'apo-
plexie », était en réalité un « conflit de territoire total », comme il ne s'en
produit que chez les hommes à la sensibilité très intense et très masculine,
lorsqu'on leur prend vraiment tout ce qu'ils possèdent, c'est-à-dire l'ensemble
de leur territoire.

187
Sur ce cliché du même patient, avec le gros œdème dans la région péri-
insulaire droite, le foyer de Hamer correspondant au carcinome bronchi-
que (flèche à droite en haut) est particulièrement bien circonscrit.
Le patient est mort, mais il n'a pas succombé à ce foyer de Hamer. En
effet, bien que l'affaire paraisse gigantesque, il aurait pu s'en tirer. En effet,
nous constatons une marginalisation en direction de la ligne médiane, ce
qui montre que l'œdème était déjà en régression. Le patient est mort d'une
panique iatrogène, d'une peur panique de la mort, avec taches rondes aux
poumons, lorsqu'on lui a dit : « Il n'y a plus aucune chance ! » La grande
majorité des patients dans nos hôpitaux ne meurent pas de leur cancer, mais
de l'affolement, de la panique iatrogène déclenchée par le « pronostic nul »
formulé par les « médecins » : encore que ce titre ne convienne pas du tout,
c'est un pur euphémisme.

188
Carcinome bronchique du même patient, en février 83, 2 semaines avant
la conflictolyse. Après la conflictolyse, la tumeur n'a plus progressé, ce
qui est d'ailleurs conforme à la Loi d'airain du cancer.

189
Foyer de Hamer et conflit central
Le conflit central et paracentral est sans doute la forme la plus grave du
conflit biologique. La médecine traditionnelle n'y a vu qu'un artefact, c'est-
à-dire une altération artificielle due à l'appareil. Il m'a été donné toutefois
(cf. chapitre sur le conflit central) d'en suivre l'évolution au cours de la
phase postconflictolytique. On découvre alors que ce type de foyer de Hamer
guérit en principe tout comme les autres en formant des œdèmes. Sur le
plan psychique il s'agit généralement de conflits de peur dramatiques, assortis
d'une dévalorisation de soi en profondeur et dont l'impact peut se suivre
souvent à la trace jusqu'au diencéphale. Le conflit central se reconnaît au
fait que sous son impact le cerveau tout entier a l'air de se figer « en
anneaux ». On dirait que les cercles décrits par l'impact d'une pierre jetée
dans l'eau se congèlent. Conformément à son caractère, le conflit central
provoque souvent la paralysie des extrémités en affectant le cortex moteur
dans la circonvolution précentrale. Ces paralysies peuvent guérir, mais la
régression est fonction de celle de l'œdème cérébral.

Conflit central chez une jeune fille choquée par le diagnostic erroné :
« récidive d'une tumeur cérébrale » à la suite de l'excision d'un foyer de
Hamer au lobe temporal gauche. La patiente avait fait un conflit sexuel
lorsque les gynécologues mirent fin aux manipulations interminables de l'uté-
rus en constatant que l'appareil génital n'étant pas en état de fonctionner,
elle ne pouvait avoir d'enfant. Le conflit sexuel fut résolu lorsque le cou-
ple adopta un enfant. Si l'on n'avait pas découvert par hasard la trace céré-
brale de ce conflit, à savoir un foyer de Hamer inoffensif au lobe temporal
gauche, ce cancer du col de l'utérus serait passé inaperçu et la pauvre femme
n'aurait pas eu tous ces ennuis de santé. Alors qu'à présent, du fait de cette
opération absurde et totalement superflue, il y a de nouveau cicatrisation
et angoisse. Lorsque les médecins lui annoncèrent la « récidive d'une tumeur
cérébrale » et qu'elle n'avait plus aucune chance de s'en sortir (il faut le
faire !), elle fit un conflit central. Cette femme eut toutefois la chance que
son mari intelligent comprit la Loi d'airain du cancer et sut la tranquilli-
ser. Après une phase de guérison laborieuse, mais qui put être maîtrisée
grâce à la cortisone, cette patiente a fini par reprendre le dessus. On trou-
vera une relation plus détaillée au chapitre sur les conflits sexuels, ainsi
qu'au chapitre sur les conflits centraux.

190
Conflit central d'une jeune femme de 26 ans, qui a duré 4 ans. Le scan-
ner cérébral a été réalisé 2 jours après la conflictolyse. On voit l'amorce
d'œdématisation des anneaux. A l'époque de l'anamnèse et de la solution
du conflit, il y avait encore une parésie partielle du pied gauche. Les méde-
cins avaient diagnostiqué une sclérose en plaques. La jeune femme vivait
avec un ami libanais très sensible, et elle-même était plutôt masculine. Il
y avait eu en 1982 une violente altercation avec les parents, qui étaient oppo-
sés à cette liaison et s'employaient à faire expulser ce Libanais. Depuis lors,
elle sentait l'épée de Damoclès suspendue au-dessus de sa tête. Nous par-
lons d'un conflit central en suspens, ou d'un « conflit en balance » (Ceb).
Le conflit ne fut définitivement résolu qu'au moyen d'une longue conver-
sation en présence des parents, qui cédèrent définitivement : la sclérose en
plaques disparut. On lira le cas complet au chapitre sur la sclérose en plaques.

191
Sur ce cliché nous apercevons toute une série de foyers de Hamer blancs,
qui en fait sont de nature tout à fait anodine. Ils indiquent l'endroit où
un foyer de Hamer a été actif et a récupéré sa capacité fonctionnelle grâce
à l'inclusion de tissu glial. Nous voyons à gauche un demi-cercle de foyers
de Hamer, qui est peut-être le vestige d'un vieux conflit central. Il se pour-
rait que les autres foyers de Hamer aient été situés sur les anneaux exté-
rieurs de la cible. On trouvera plus de détails au chapitre sur les psychoses.

192
Foyer de Hamer avec œdème périfocal récent au lobe temporal gauche
(1), correspondant à un cancer de la vessie ou du rectum. Mais ce n'est
pas tout, et surtout pas le problème essentiel de ce patient, dont vous pourrez
lire l'histoire au chapitre sur les psychoses. En effet, avant ce scanner, le
patient se trouvait en constellation schizophrénique. Le conflit le plus lourd
de conséquences est certainement le conflit central (2), qui a son point
d'impact dans le thalamus gauche. Mais à l'époque où a été réalisé ce scan-
ner, il était déjà en solution, comme en témoignent les anneaux œdémati-
sés, dont le plus extérieur est indiqué par les trois flèches supérieures (3-5).
Celle du milieu, la 4 en position frontale droite, désigne en même temps
e

le centre d'un autre foyer de Hamer, correspondant à une peur frontale,


en position frontale droite, tandis que la plus à droite des 3 flèches (5) marque
le foyer de Hamer d'un conflit de territoire. En position symétrique à celui
du côté gauche, la corne antérieure gauche est comprimée par un foyer de
Hamer, qui est typique d'un cancer du larynx (6). Enfin, la flèche la plus
basse, à gauche (7) indique un foyer de Hamer œdématisé correspondant
à un hypernéphron du rein gauche, qui fut alors extirpé.
Quant aux autres foyers de Hamer, on n'en a vu qu'un, celui dont l'œdé-
matisation fait une tache foncée au lobe temporal gauche et que l'on a pris
pour une « métastase rénale ». La flèche 8 fait d'ailleurs partie du terri-
toire sexuel féminin des foyers de Hamer 1 et 6 et forme le pendant d'un
carcinome péricardique du côté droit. Tous les conflits sont en solution.

193
Ce qui importe, à mon avis, c'est que vous appreniez à reconnaître les
foyers de Hamer non pas seulement à la coloration due à la prise de con-
traste, mais aussi aux refoulements provoqués par la compression exercée
à l'intérieur du tissu cérébral. Les ventricules latéraux ne constituent pas
seulement une indication optique idéale (impression, compression), mais
aussi un élément de comparaison très sûr, l'asymétrie latérale qui, au cer-
veau, est toujours le signe certain de la présence d'un foyer de Hamer. Enfin,
l'œdème périfocal et le processus expansif d'un foyer de Hamer nous per-
mettent même de déduire le stade du conflit (phase pcl). Il est également
très instructif d'étudier sur ce scanner le conflit paracentral, dont le centre
a son point d'impact exactement dans le thalamus gauche. Ces conflits cen-
traux et paracentraux sont les plus terribles de tous les conflits, du fait qu'ils
traversent littéralement tout le cerveau, et le transpercent souvent jusqu'au
tronc cérébral.
Ce cliché met aussi bien en évidence la raison pour laquelle la médecine
traditionnelle est désemparée devant de tels foyers de Hamer, vu qu'ils ne
deviennent compréhensibles qu'une fois que l'on a compris la Loi d'airain
du cancer.

194
Conflit central, plus précisément conflit paracentral droit, et, moins net,
conflit de peur en position frontale droite. C'est ce que nous appelons une
« constellation mi-schizophrénique ». Certes, les foyers de Hamer correspon-
dant aux conflits sont situés tous les deux du côté droit, et à ce point de vue
il ne s'agit pas de constellation schizophrénique. Mais le conflit central empiète
sur le côté gauche et modifie le rythme de base des deux hémisphères. Or, la
condition requise pour qu'il y ait une « constellation schizophrénique »
s'énonce ainsi : si les deux hémisphères ont des rythmes différents, aucun des
deux n'ayant toutefois un rythme normal, nous sommes en présence d'une
« constellation schizophrénique ». Etant donné que par suite du conflit para-
central les deux hémisphères ont des rythmes égaux, sinon normaux, mais
qu'en raison du conflit de peur supplémentaire en position frontale droite
l'hémisphère droit est de nouveau modifié dans son rythme, nous avons donc,
à proprement parler, une « constellation schizophrénique ». Mais dans la
pratique, les gens qui ont une telle constellation, éventuellement sous forme de
« conflit en balance », comme c'est le cas ici, passent des années durant pour
être un peu excentriques et insolites, voire même « un peu fous », mais ils
n'ont pas la réputation d'être schizophréniques. Sans faire dans la dentelle,
on prend l'habitude de les qualifier tout simplement de « psy »chopates. On
trouvera plus de détails sur ce cas au chapitre consacré aux psychoses.

195
Gros foyer de Hamer chez une patiente atteinte d'un carcinome kysti-
que cervico-branchial gauche.
Le foyer de Hamer est situé à la base du lobe temporal droit, il s'agit
pratiquement d'un conflit paracentral droit, qui est en solution. Ce conflit
paracentral était en fait un profond « conflit de bouche » (« cigarette »),
le cauchemar de toute épouse : son mari était sorti juste un instant, le temps
de chercher rapidement des « cigarettes » et... n'est pas revenu...
Le reste du conflit n'est pas difficile à imaginer !

196
Petite fille atteinte d'un conflit central, à demi en solution (conflit cen-
tral en balance). L'enfant avait fait un virulent DHS, à l'instant où elle
avait été vaccinée contre la variole entre les omoplates en position para-
vertébrale. Peu après l'enfant était paralysé aux quatre extrémités. Les méde-
cins présumèrent à tort une tumeur dans le canal vertébral, c'est-à-dire une
tétraplégie incomplète. De ce fait le conflit fut maintenu constamment en
activité, car on manipulait tout le temps au même endroit.
Peu à peu, l'enfant parvint à remuer de nouveau les deux bras. Les méde-
cins découvrirent alors les taches rondes au poumon. (Cf ci-dessous le scan-
ner, coupe des segments apicaux). Par bonheur, la mère comprit la Loi
d'airain du cancer et sur mon conseil ne fit rien !
Aujourd'hui, l'enfant se porte bien, elle arrive à remuer presque nor-
malement les jambes. A la stupéfaction des médecins, le cancer ne proli-
fère plus. L'enfant a les mains chaudes, mange bien et se sent tout à fait
bien. La mère n ' a plus de panique. Elle sait que toute l'affaire guérira
d'autant plus vite que l'on manipulera moins l'enfant. Le cas est traité
exhaustivement au chapitre sur la sclérose en plaques.

197
Scanner cérébral d'un homme de 49 ans qui, depuis près de 30 ans, fait
un conflit paracentral « en balance », à gauche. Ce conflit paracentral, dont
l'impact est cortical, a atteint le centre-relais du rein gauche ; il n'est pas
encore résolu, mais est « en suspens » depuis une trentaine d'années, c'est-
à-dire depuis son appel sous les drapeaux pendant la guerre d'Algérie. Le
DHS date en effet de sa mobilisation, l'événement le plus catastrophique
de sa vie : pris de tremblements incoercibles, il perdit 14 kg, fit des crises
de spasmes sur la voie motrice, et c'est de cette époque que datent les migrai-
nes qui lui empoisonnent l'existence. Le tout aurait été déclenché à l'occa-
sion d'un test urinaire, ce qui expliquerait ce « conflit de liquide ». Depuis
lors, il a toujours fait de l'hypertension. Il semble que ce patient fasse de
surcroît un carcinome de la muqueuse vésicale (flèches supérieures bilaté-
rales), qui provoqua la « constellation schizophrénique » et dont le conflit
est toujours actif. S'il y a eu solution à un moment donné, elle a été tout
au plus temporaire, d'où le fait que le foyer prenne le contraste. Le patient
n'est pas seulement affligé de migraines perpétuelles, mais il est psychi-
quement changé depuis près de 30 ans. Sa démobilisation n'y a rien fait.

198
Conflit central frontal sur une coupe coronaire chez un patient de 50 ans :
il s'agit d'un homme persécuté pour ses opinions politiques et qui, des mois du-
rant, a vu venir le danger. Le scanner a été effectué peu de temps après la con-
flictolyse. Les anneaux périphériques du conflit central ont déjà des œdèmes.
La question qui se pose à la vue de ce cliché c'est qu'à condition de choisir
la coupe qui convient, nous finirons peut-être par constater qu'il y a beaucoup
plus de conflits centraux ou paracentraux que nous ne pensons. On peut se de-
mander même si tous les foyers de Hamer ne correspondent pas à des conflits
centraux ou paracentraux : le tout serait de choisir la coupe idoine.
Il est certain que nombre de foyers de Hamer ont une forme sphérique,
mais dans leur grande majorité ils ont sans doute la forme de troncs d'arbres
et aussi d'anneaux, comme les cernes ou cercles annuels des arbres. Quand
on coupe un tronc d'arbre en travers, dans le sens horizontal, on peut compter
les couches concentriques et reconnaître ainsi son âge. Mais si on le coupe
dans le sens vertical, on obtient des planches, qui ont bien une madrure,
certes, mais celle-ci ne permet plus de dénombrer les cercles annuels.
La coupe ci-dessus est donc crânio-caudale. Un foyer de Hamer situé en
position frontale des cornes antérieures des ventricules latéraux et dont l'exten-
sion interhémisphérique suit une coupe sagittale, a été coupé de manière telle
que l'on puisse bien saisir ses anneaux (figuration en forme de cible).

199
Voici le scanner cérébral d'une patiente de 62 ans présentant un conflit
central en solution. Sur le cliché de gauche on ne voit qu'un seul anneau,
en position cortico-crâniale au-dessus des ventricules latéraux. La patiente
avait fait en septembre 82 un cancer mammaire droit, que l'on ne décou-
vrit que plus tard sous la forme de micro-calcifications. Mais en février
83 un conflit de dévalorisation de soi fit apparaître sous l'aisselle droite
une nodosité : un ganglion lymphatique. A partir de cette découverte elle
fut complètement transformée, aux dires de son entourage. En effet, en
même temps que son cancer mammaire à droite (parce que son frère et sa
belle-sœur, qui venaient de passer six mois en sa compagnie à la Guade-
loupe — où elle habitait à l'époque —, étaient repartis en la laissant seule),
et le foyer de Hamer correspondant au cervelet gauche, elle avait fait un
conflit de territoire (flèche à droite sur le scanner de droite) : il semble qu'elle
ait fait un cancer du pharynx, car elle a eu mal à la gorge pendant près
de 6 mois. Le foyer de Hamer dans l'hémisphère droit, le foyer de Hamer
dans l'hémisphère cérébelleux gauche, ainsi que le conflit central totalisent
plus qu'il n'en faut pour une mi-constellation schizophrénique !
Tous les conflits sont en solution sur ce scanner, et même le conflit de
non-sportivité (occipital des deux côtés), qui vaut actuellement à la patiente
des douleurs aux genoux et aux pieds (prises pour des rhumatismes) et des
jambes enflées (coupe de droite).

200
Sur le cliché ci-dessus, qui représente un puissant conflit paracentral, on
est tout d'abord enclin à prendre cette figure en « cible » pour un « arte-
fact », c'est-à-dire pour un effet provoqué par l'appareil enregistreur. Mais
il saute aux yeux que nous avons plusieurs anneaux œdématisés, et même
une zone annulaire dans l'hémisphère gauche. Or, il est bien impossible
qu'un artefact puisse être œdématisé, c'est-à-dire qu'il y ait infiltration de
séreuse. Il est donc exclu qu'il s'agisse d'un artefact.
Il s'agit d'un patient originaire de Rome, qui a travaillé en France. Comme
tant de ses concitoyens, il avait commencé à se construire dans la grande
banlieue de Rome un pavillon à proximité de l'aéroport Leonardo da Vinci,
en 1980. L'année suivante, alors que le gros œuvre était presque terminé,
le service de l'urbanisme ordonna l'arrêt de la construction. Le patient fit
un DHS avec conflit de contrariété en relation avec son territoire, et un
cancer du foie. Toutefois, au bout de quelques jours il reprit la truelle et
posa les moellons au clair de lune. Comme il ne construisait sa maison qu'à
l'occasion des congés annuels, ses vacances se muaient en jeu de cache-
cache avec le service d'urbanisme. A quatre reprises celui-ci interrompit
la construction, et à chaque arrêt forcé le patient faisait un DHS, ou plu-
tôt une récidive de DHS. Mais la perspective de la maison à la campagne,
dans laquelle il irait prendre sa retraite, lui redonnait des ailes et la joie
anticipée balayait soucis et conflits. Fin 85 il obtint effectivement l'autori-
sation d'achever sa construction, moyennant paiement d'une amende.
Lorsqu'en novembre 85 son médecin lui laissa entendre qu'il avait peut-
être un cancer du foie, il fit un DHS de peur du cancer, suivi promptement
d'un ganglion de peur du cancer au cou, du côté gauche. Lors de l'opéra-
tion de ce nodule en février 86, les médecins diagnostiquèrent un cancer
du foie avec métastases. Ce diagnostic brutal, reçu en plein visage comme
un soufflet, déclencha un violent conflit paracentral : tremblant de tous
ses membres à la pensée d'une mort inéluctable, le patient se mit à perdre
rapidement du poids.

201
Ce cliché date du 26 mai 86, soit du lendemain de la solution du conflit
de peur de la mort. Sur les clichés suivants du 9 juillet 86, il ne reste plus
de ce conflit para-central que le cratère central de l'impact.

Le patient est encore parvenu à surmonter ce conflit. Les taches rondes


au poumon demeurèrent stationnaires, allant même jusqu'à régresser légè-
rement.
Mais la vie ne s'arrête pas. La vieille contrariété refit surface sous forme
de récidive : du fait de sa maladie (ascite !) le patient ne pouvait plus se
dépenser sans compter pour achever la construction. Ses enfants ne lui don-
naient pas le coup de main qu'il escomptait, ils ne comprenaient pas qu'il
était de leur intérêt de terminer rapidement et de payer l'amende exigée
par le service de l'urbanisme. Il y eut une discussion dramatique. Le patient
parvint cependant, une fois encore, à trouver une solution. Mais voilà qu'au
tronc cérébral l'œdème, pas encore résorbé, du conflit central et le nouvel
œdème survenu à la suite de la solution réitérée du conflit de contrariété
(foie) se conjuguèrent, et en dépit de la cortisone le patient mourut dans
le coma, en pleine vagotonie !
A noter que pendant la période active du conflit et jusqu'à environ 2
semaines après la conflictolyse, le patient eut le bras gauche paralysé. Après
quoi il put de nouveau bouger son bras jusqu'à sa mort.

202
Sur ces deux coupes de scanner cérébral d'une patiente de 62 ans, nous
distinguons 7 foyers de Hamer, dont les trois premiers, correspondant à
des conflits « féminins », se situent dans l'hémisphère gauche. Il s'agit
d'abord, en position péri-insulaire (flèche supérieure, hémisphère gauche)
d'un foyer œdématisé (petit carré) correspondant à un « conflit de peur
bleue » déclenché par un accident, qui lui a fait perdre la parole, au sens
propre. En effet, le DHS a eu son point d'impact — comme on voit —
à la partie inférieure et postérieure du lobe frontal dans l'hémisphère gau-
che, là où se situe la zone de Broca, aire de la surface corticale dévolue
à la coordination des muscles de la bouche, de la langue et du larynx mis
en jeu dans la parole. C'est dans cette aire qu'ont leur impact tous les con-
flits de peur bleue déclenchés par un DHS ! L'œdème indique que le con-
flit est résolu.
Toujours en position péri-insulaire, nous voyons dans une aire voisine
l'œdème d'un foyer de Hamer spécifique du conflit féminin de frustration
sexuelle. Ce très grave conflit, que la patiente fit en apprenant que son mari
avait une maîtresse, ne dura que quelques semaines.
En position dorso-insulaire de ce même hémisphère gauche, ce troisième
foyer de Hamer, qui est pour ainsi dire le corollaire du précédent, traduit
un conflit spécifiquement féminin d'être délaissée, abandonnée et isolée
sur le territoire, de ne pas savoir où est sa place, le chef de territoire étant
« occupé » ailleurs.
Ces trois conflits spécifiquement féminins, correspondant respectivement
aux cancers du larynx, du col de l'utérus et du rectum, se traduisent par
un foyer de Hamer dans l'hémisphère gauche et par un foyer corollaire
dans l'hémisphère cérébelleux gauche.
Deux semaines après la solution de son conflit sexuel, la patiente fut hos-

203
pitalisée en raison d'une insuffisance cardiaque et d'un œdème pulmonaire.
A peine de retour à la maison, elle apprit que sa fille allait divorcer : pour
la patiente cela signifiait qu'elle ne reverrait pas de sitôt ses petits-enfants
auxquels elle était très attachée. Elle fit un nouveau DHS avec conflit de
territoire (hémisphère droit, position péri-insulaire) et un conflit de perte
(relais ovariens à droite et à gauche en position occipitale), ainsi qu'un conflit
central, dont le centre en position paracentrale a son point d'impact dans
le diencéphale (flèche visant le centre à partir du bas de l'hémisphère gau-
che). Le conflit central a pu être résolu au bout de deux mois. Quant au
conflit de territoire, la solution vient tout juste d'intervenir. Le foyer n'a
que peu d'œdème, mais il comprime déjà la corne antérieure du ventricule
latéral droit. Ces clichés ont été réalisés juste après cette dernière conflic-
tolyse. La patiente souffre encore d'arythmies.

Conflit central au cortex moteur, qui vient d'être résolu, chez une patiente
étrangère. Exposé plus en détail au chapitre sur les psychoses.

204
Lorsque je soumis au chef de service neuroradiologique d'un CHU ouest-
allemand les scanners cérébraux ci-dessus en même temps que les clichés
des pages précédentes, il dut s'avouer vaincu. En effet, la preuve était bien
trop évidente qu'il ne pouvait s'agir d'artefacts. Ces clichés montrent la
prise de contraste progressive — l'œdématisation graduelle des anneaux
d'un conflit central antécédent : la démonstration ne saurait être plus con-
vaincante. Ce cas est relaté en détail au chapitre sur le conflit central.

205
Ces clichés d'une patiente de 50 ans présentent un foyer de Hamer récent
en position fronto-pariétale droite. Un autre foyer plus petit est visible en
position dorso-insulaire. Sur le cliché de gauche le foyer de Hamer est plus
marginal, sur celui de droite plus central. La patiente fit un conflit de ter-
ritoire (ménopausée) et un cancer bronchique. Le DHS a eu lieu 7 mois
avant ce scanner : à cause d'une péritonite aiguë le gendre devait être opéré,
mais les médecins ne lui accordaient guère de chance de survie. Le conflit
ne dura en tout que deux mois, mais fut en revanche très intense. Il semble
que le foyer de Hamer ait éclaté. Ce qui s'expliquerait peut-être par le fait
qu'un mois plus tôt la patiente fit un conflit de territoire analogue, mais
plus court, lorsque son mari dut être opéré d'une hernie inguinale aiguë.
Toutefois, ce conflit n'avait duré que trois semaines.

A droite, nous voyons un autre foyer de Hamer qui était très étendu et
se trouve à présent en voie de consolidation. La patiente a fait deux con-
flits sexuels à D H S . A l'âge de 17 ans, elle fut violée par son beau-frère
et elle a souffert longtemps de ce conflit. Son fils n'avait que 16 ans lorsqu'il
devint père d'un enfant, ce qui pour la patiente fut de nouveau l'objet d'un
DHS.
La flèche sur le cliché de droite indique un conflit central en solution.
La patiente avait fait un DHS une semaine auparavant lorsque sa sœur
se rendit à son chevet et lui raconta que la nuit précédente leur mère défunte
lui avait annoncé dans un rêve qu'elle allait venir chercher la patiente. Celle-ci
fit un conflit central de peur de la mort, qui traversa le cerveau de part
en part, du cortex au bulbe rachidien.

206
Foyer de Hamer d'un conflit central en phase de guérison. Nous voyons
clairement que les anneaux individuels sont œdématisés. C'est la manifes-
tation corticale de la peur consciente de la mort, alors que la peur viscé-
rale, la peur irréfléchie de la mort, se manifeste par un foyer de Hamer
au tronc cérébral (bulbe rachidien).

Conflit central au niveau du bulbe rachidien. Ce conflit de peur viscé-


rale de la mort est en solution. La flèche indique le foyer de Hamer : on
distingue autour l'ourlet sombre d'un œdème périfocal, signe de la phase
de guérison.

207
Ce sont les coupes de scanner cérébral d'un patient de 45 ans atteint d'un
cancer du foie, dont les foyers hémisphériques sont visibles sur les deux
clichés de droite (en solution). La coloration foncée de la moelle cérébrale
— signe d'un conflit de dévalorisation de soi en solution — est bien carac-
téristique sur le cliché de gauche en bas, tandis que l'on voit sur le cliché
de gauche en haut l'impact annulaire d'un conflit central (qui lui aussi vient
d'être résolu), provoqué par le diagnostic extrêmement brutal. Le patient
est mort par la suite dans un hôpital d'un accident de transfusion sanguine.
Voir le chapitre sur le cancer du foie.

208
Nous allons voir à présent un cas apparemment spectaculaire : en l'espace
de 4 semaines la situation au niveau pulmonaire s'est considérablement modi-
fiée, en apparence ou en réalité. Il s'agit seulement de montrer à quel point
tout est constamment en train de changer. Tous les résultats, constatations,
observations et symptômes sur lesquels tablent nos médecins « scientifi-
ques », ne sont que des instantanés d'une situation susceptible de changer
radicalement d'une heure à l'autre.

209
Tâchez de bien graver ces clichés dans votre mémoire, ça en vaut la peine.
Il faut chercher longtemps avant de trouver des images aussi impression-
nantes. Vous en apprendrez davantage au chapitre sur le cancer bronchique.
Ces clichés doivent vous montrer comment un conflit peut « sauter »,
par exemple lorsqu'on administre au patient des cytostatiques (chimio). Pre-
nons un patient atteint d'un cancer bronchique avec un foyer de Hamer
dans l'hémisphère cérébral droit, en position fronto-pariétale : si on lui fait
de la chimio, il est instantanément inapte à la reproduction, tout au moins
temporairement. Il se peut — mais ce n'est pas obligatoire — qu'il ait ins-
tantanément des réactions féminines et que le foyer de Hamer saute à l'ins-
tant même en position controlatérale sur l'autre hémisphère cérébral. Les
soi-disant « métastases » s'expliquent en grande partie ainsi. En effet, le
patient est alors atteint instantanément d'un cancer du larynx, dont le foyer
de Hamer est situé, en inversion spéculaire, au même endroit du « côté fémi-
nin » que le foyer du cancer bronchique chez l'homme. (A propos des gau-
chers, voir le chapitre qui leur est consacré : chez eux tout est inversé.)

Le patient dont proviennent ce cliché et les deux clichés suivants, est âgé
de 45 ans. Son scanner cérébral n'est dramatique qu'en apparence. Il a fait
un DHS avec conflit central et en même temps un conflit de territoire, ainsi
qu'un conflit de perte, affectant les deux testicules.

210
Le patient dont proviennent les clichés ci-dessous, trouva en rentrant chez
lui sa mère en pleine crise d'asthme et crut qu'elle en mourrait. Il fit un
DHS ; il semble que le conflit central ait eu son point d'impact dans les
deux centres relais des testicules, dont il a fait des foyers de Hamer.

Sur le scanner d'en bas nous discernons clairement le processus d'expan-


sion en douceur de l'œdème péri-insulaire. Le gros œdème dans l'hémis-
phère cérébelleux droit (voir premier cliché), qui est le foyer corollaire du
foyer de Hamer péri-insulaire, correspondant au conflit de territoire, montre
que la composante « nid » est très prononcée.
Comme le conflit a été très virulent, mais n'a duré qu'une semaine, la
mère s'étant rétablie après, les foyers de Hamer ne sont pas nettement cir-
conscrits et ils se reconnaissent principalement à leurs œdèmes étendus, cer-
tes, mais peu compacts. Cela tient précisément au fait que le scanner cérébral
a été réalisé au moment où la phase d'œdématisation atteignait son apo-
gée. Deux semaines plus tard, il est probable que l'on n'aurait pas vu grand
chose.

Conflit central Conflit de territoire


(flèche en haut) et conflit central
nettement en solution

211
Foyers de Hamer aux deux centres-relais des ovaires. Le conflit tenait
à ce que l'on voulait enlever à cette enseignante masculine son ami « softy ».
Les parents étaient d'avis que ce n'était pas un homme, et que du fait de
sa profession — carreleur — il lui était intellectuellement inférieur. Elle
se battit comme une lionne.
Lorsque la patiente, au bout du compte, épousa son « softy », les deux
foyers de Hamer entrèrent dans la phase de solution, comme en témoigne
le processus expansif de l'œdématisation focale.
Mais par la suite, le « softy » s'abandonna à l'humeur capricieuse d'un
enfant terrible, et il lui arriva de frapper si brutalement la patiente à l'oreille
que le tympan éclata : elle fit un conflit central de peur de la mort. Elle
voulut se donner la mort. La sensibilité de la jambe gauche était perturbée
du fait que le conflit central avait eu son point d'impact au cortex somato-
sensitif droit. Sur le cliché de droite, le conflit central de peur de la mort
n'est pas encore en solution à la partie inférieure du pont.

212
Sur le cliché de gauche, le conflit central n'est pas encore en solution.
Sur celui de droite, la coloration foncée de la moelle, œdématisée, indique
la phase postconflictolytique d'un conflit de dévalorisation de soi. En outre,
on voit en position péri-insulaire droite un conflit de territoire. Sur le cli-
ché gauche, à noter par ailleurs en position occipitale droite un conflit de
peur dans la nuque en solution.

Cliché de gauche : la flèche gauche vise un conflit central, celle de droite


un conflit de territoire avec oedème périfocal. Cliché de droite : foyer de
Hamer au cervelet gauche correspondant à un Ca mammaire droit avec
œdème intrafocal en phase postconflictolytique tardive.

213
Patient avec un foyer de Hamer correspondant à un conflit de peur fron-
tale en solution et un conflit de territoire (produit de contraste) qui, dans
la phase de solution, a provoqué un infarctus du myocarde (Ca ulcératif
coronaire).
Simultanément conflit de perte avec foyer de Hamer au testicule droit
(flèche à droite en bas). Cette combinaison est assez fréquente lorsqu'une
personne aimée « sort du territoire ».
Sur le cliché de gauche en bas, le foyer corollaire au tronc cérébral entouré
d'un gros oedème périfocal, correspondant au foyer de peur frontale sur
le cliché du haut.

214
Sur le scanner que voici nous voyons un vieux conflit de peur-dans-la-
nuque, que cette patiente a fait à l'âge de 12 ans (à présent 54 ans). A l'épo-
que, sa mère était entrée dans sa chambre à coucher, lui avait cassé un œuf
sur la tête en disant : « Je suis un fakir ! » L'œuf dégoulina le long de sa
tête à droite et à gauche. La petite fille fut prise d'une peur panique. Sa
mère était folle. Depuis lors, la petite avait constamment peur que sa mère
recommence à faire des folies. Elle en rêva pendant des années. Plus tard,
à l'âge de 19 ans, elle sauva « in extremis » sa mère qui tentait de se noyer,
en la tirant par les cheveux d'une mare. Elle fit ainsi un conflit de liquide.
L'hypernéphron correspondant ne fut découvert que bien plus tard. En 1983
la patiente fit un très grave conflit de dévalorisation de soi lorsque son frère
préféré l'ignora complètement et refusa de lui ouvrir sa porte lorsqu'elle voulut
régler un conflit avec lui. Des mois durant elle n'échangea pas un seul mot avec
lui et elle était aussi incapable d'en parler à quiconque. Les deux flèches supé-
rieures visent la moelle très œdématisée à gauche qui, après la solution du con-
flit, signalisait la guérison. Le gros foyer de Hamer à cicatrisation gliale en po-
sition occipitale gauche dans le cortex visuel provient du conflit prolongé de
peur-dans-la-nuque à propos de la mère. La patiente voit mal de l'œil droit.
Pour plus de détails voir le chapitre sur le « conflit de peur-dans-la-nuque ».

215
Tant que vous ne tiendrez pas compte du psychisme du patient, y com-
pris de tous les éléments qui influent sur le psychisme, vous resterez tou-
jours de pauvres apprentis-sorciers. Mais ne vous imaginez pas qu'il suffit
de vous exercer un peu à ce jeu de détective et de diagnostic des conflits
pour « saisir » l'âme de vos patients. Il faut pour cela un véritable don,
un charisme. Cela ne s'apprend pas. Parmi les intellectuels de la médecine
symptomatique qui peuplent aujourd'hui les cliniques, il n'y en a que fort
peu qui en soient capables.
C'est que le psychisme est le point de départ décisif, le conflit déclenché
par un DHS. Or c'est là justement que le fossé se creuse le plus entre la
théorie et la pratique. Théoriquement, on peut résoudre n'importe quel con-
flit, seulement dans la pratique c'est souvent absolument impossible. Dans
la réalité concrète, il faut constamment redouter des récidives du conflit,
tout au moins en ce qui concerne certaines espèces de conflits, comme le
conflit de dévalorisation de soi et le conflit de peur panique de la mort.
Ce n'est pas par l'hypnose que l'on peut rendre à quelqu'un le sentiment
de sa propre valeur, une fois qu'il l'a perdu, ou lui enlever ses angoisses :
il faut pour cela s'y prendre avec précaution, restaurer en douceur la con-
fiance en soi, l'espoir et le calme. La génération actuelle de médecins qui
s'imaginent détenir le monopole de l'orthodoxie médicale, fait exactement
le contraire dans sa brutalité insouciante : où que l'on regarde, elle sème
l'angoisse et la panique.
Mais dans la mesure du possible, il faut que le patient apprenne à bien
saisir les relations de cause à effet de la maladie du cancer aux trois niveaux
psychique, cérébral et organique. Ce qui implique aussi qu'il comprenne
ce que représente en principe le foyer de Hamer sur le plan histologique.

216
Voici le scanner cérébral d'un patient dont on avait excisé un foyer de
Hamer de la région frontale droite, ce qui était naturellement absurde. Ce
foyer résultait d'un DHS de peur du cancer provoqué par un diagnostic
erroné. Lorsque le résultat de l'expertise fut annulé un mois plus tard, le
foyer de Hamer s'est environné comme d'habitude d'un ourlet œdémateux.
Comme le patient se plaignait de céphalées frontales, on trouva ce foyer
de Hamer, qui aurait disparu spontanément quelques semaines plus tard
si l'on n'avait rien fait. Au lieu de quoi il fut extirpé en tant que « métas-
tase cérébrale », de sorte que la première présomption de cancer allait désor-
mais être confirmée rétroactivement comme diagnostic « ex juvantibus ».
« Il fallait bien qu'il eût un cancer, sinon il n'aurait pas eu de métastase. »
Comme s'il ne suffisait pas que les médecins lui aient amputé une partie
importante du lobe frontal — ce qui entraîne de graves altérations du carac-
tère et de la personnalité — l'ouverture de la corne antérieure du ventri-
cule latéral droit provoqua une infection de tout le système ventriculaire
et des espaces sous-arachnoïdiens, c'est-à-dire une encéphalite. Le patient
est considéré à présent comme étant schizophrène, c'est une épave et pres-
que un infirme, un infirme iatrogène qui, sans l'intervention des médecins,
serait aujourd'hui en parfaite santé.

217
Histologie des foyers de Hamer
Notre cerveau humain — il en va de même des animaux — se compose
pour 10% environ de cellules nerveuses (neurones) et pour 90% de cellules
dites névrogliques, ou glies, qui sont le tissu conjonctif du cerveau. Les
savants ne sont toujours pas d'accord sur l'origine et la fonction de ces
glies. Je ne prétends donc pas être plus malin que les papes dans ce domaine.
Il est incontestable que les glies se composent
a) de macro-glies et
b) de micro-glies
On présume aujourd'hui que les microglies sont formées par la moelle
osseuse et sont très apparentées — sinon identiques — aux monocytes. Elles
sont donc en tout cas dérivées du mésoderme. Autrefois, on présumait
qu'elles provenaient de la pie mère, le tissu conjonctif qui repose directe-
ment sur la surface externe du cerveau. Mais en tout cas les microglies sont
d'origine mésodermique.
La macroglie se compose d'astrocytes et d'oligodendrocytes. Les astrocy-
tes forment essentiellement les cicatrices au cerveau, tandis que les oligo-
dendrocytes exercent en quelque sorte la fonction des gaines de Schwann
au cerveau, c'est-à-dire entourent et isolent les cellules nerveuses. Mais il
n'est pas si facile de différencier ces fonctions qu'il le paraît en théorie.
Nous l'étudierons de plus près. Il est toutefois singulier que macroglies et
microglies coopèrent étroitement, la microglie étant mobile (tout au moins
au début) et la macroglie proliférant à endroit fixe. C'est la raison pour
laquelle des chercheurs pensent que la totalité des glies sont d'origine méso-
dermique, tandis que la plupart estiment que la macroglie procède du tube
neural, qu'elle est d'origine ectodermique.
Il convient d'abord de bien retenir que les neurones ne peuvent plus se
diviser ou proliférer après la naissance. De sorte que, par définition, il n'y
a pas de tumeurs cérébrales au sens de carcinomes.
La seule chose qui puisse proliférer c'est la glie. Par conséquent on ne
peut parler à vrai dire que de cicatrices cérébrales faites de tissu conjonc-
tif, ou de « chéloïde gliale ».
Cette définition, que j'estime être encore la meilleure pour le moment,
ne convient qu'à moitié, car il existe toutes sortes de cicatrices au cerveau
et toutes espèces de combinaisons possibles. Il n'empêche que ce sont tous
des foyers de Hamer.
J'ai demandé au neuro-histopathologue d'Erlangen comment il conce-
vait et s'expliquait ce qui se passe au cerveau et aboutit au foyer de Hamer.
Il l'explique de la manière suivante : lorsqu'il y a altération d'une aire céré-
brale — qui est pour lui une « tumeur cérébrale » — il se produit pour
une raison ou une autre ce que les Français appellent une croissance péri-
neuronale, c'est-à-dire l'enrobage entrecroisé des neurones. Si l'on conçoit
les neurones individuels comme de petites batteries, en admettant que pour
une raison ou une autre un grand nombre de ces batteries perdent leur étan-
chéité, il faudrait les colmater ou les isoler les unes des autres par des glies.

218
On pourrait concevoir pareillement un gigantesque treillage dont les inters-
tices seraient remplis par exemple de sable, de verre, etc. Cette « consis-
tance solide » que nous appelons foyer hyperdense, est constituée d'ensilage
glial. D'habitude, ce genre de foyer hyperdense bénéficie d'une meilleure
irrigation sanguine, comme le sont d'ailleurs nos cicatrices, et spécialement
les cicatrices chéloïdiennes du corps. C'est aussi la raison pour laquelle ces
foyers hyperdenses prennent généralement mieux les moyens de contraste.
D'ordinaire c'est le cas partout où, par unité de temps, il circule davan-
tage de sang enrichi de produit de contraste.
Le lecteur se pose tout de suite la question : « Est-ce donc possible que
ce soit en principe la même chose : l'apoplexie, l'hémorragie cérébrale, le
kyste cérébral, la tumeur cérébrale, le méningiome, le foyer hyperdense (den-
sité accrue) et hypodense (densité moindre), et toutes les tuméfactions céré-
brales imprécises de toute sorte ? »
Réponse : à part quelques exceptions, c'est kif-kif ! Il y a naturellement
les hématomes sous-duraux, relativement assez rares, qui surviennent à
l'occasion de chutes (saignement entre la dure-mère et l'arachnoïde), il y
a bien sûr les méningites (inflammation de la fine membrane délicate qui
épouse les sillons du cerveau) et les encéphalites, par exemple à la suite de
blessures et d'opérations et, bien entendu, il se produit occasionnellement
des hémorragies massives au cerveau. Mais mises à part ces exceptions, qui
représentent tout au plus 1%, toutes les autres altérations cérébrales sont
des foyers de Hamer, à différents stades d'évolution, en différentes locali-
sations et pendant ou après des durées de conflit différentes.

Patiente de 59 ans au CHU de Vienne, hospitalisée sans connaissance,


le corps brûlant, en pleine vagotonie. Sur le scanner cérébral effectué à son
arrivée, on voyait un gros hématome sous-dural à droite (ligne pointillée,
flèches), c'est-à-dire un épanchement sanguin entre la dure-mère et l'arach-
noïde. Les médecins apprirent des membres de la famille que la patiente

219
en faisant une chute dans son appartement était tombée sur le côté droit
du crâne. Dans ce cas, la cause de la chute aurait fourni la solution : la
patiente avait un gros œdème dans la région péri-insulaire de l'hémisphère
droit, correspondant à la phase pcl après un conflit de territoire, c'est-à-
dire avait fait un authentique infarctus du myocarde. Mais en même temps,
le côté gauche présente également un œdème de moindre envergure, cor-
respondant à un conflit sexuel résolu, avec cancer du col utérin. Par la suite
il fut raconté que la patiente avait « fait en tombant un infarctus du myo-
carde », raison pour laquelle elle aurait été hospitalisée. Du fait que les
collègues ne se doutent pas qu'il y ait une corrélation entre le cerveau et
l'infarctus, il y a facilement confusion entre la cause et l'effet.
Le bref exposé qui suit va tenter de dresser une liste des principaux types
de foyer de Hamer. Mais cette énumération ne prétend pas être exhaustive.

1. L'ictus apoplectique ou attaque cérébrale


Il s'agit pratiquement toujours d'un foyer de Hamer étendu, situé géné-
ralement, chez les droitiers, en position péri-insulaire droite. Au point
de vue cérébral il ne se distingue habituellement de l'infarctus du myo-
carde que par le fait que le processus cérébral n'atteint le niveau corti-
cal que jusqu'à la circonvolution précentrale, c'est-à-dire jusqu'à l'aire
motrice. Si bien que c'est alors la paralysie qui figure au premier plan.
A cette peur dans la zone corticale correspond corrélativement du côté
opposé du tronc cérébral le noyau du nerf facial, innervant la muscula-
ture de la face, qui est co-responsable de la paralysie faciale, de sorte
que nous parlons à la fois à tort et à raison d'une paralysie « continue »,
qui n'est effective que sur le plan organique par moitiés, tandis que sur
le plan cérébral diverses aires sont atteintes, et même, en ce qui con-
cerne le cerveau et le tronc cérébral, de différents côtés, ce qui est d'ail-
leurs normal. Mais d'une façon générale, le conflit de peur de la mort
peut se manifester en position pariétale droite même sans conflit de ter-
ritoire, ou se combiner par exemple avec un conflit de dévalorisation
de soi (à condition qu'il y ait un DHS) : toutefois, ces deux combinai-
sons conflit de peur de la mort + conflit de territoire et conflit de peur
de la mort + conflit de dévalorisation de soi sont de loin les plus fré-
quentes. Pour le médecin expérimenté il importe par conséquent de remar-
quer si les muscles faciaux innervés par le nerf facial conjointement avec
les fibres du cortex moteur controlatéral fonctionnent de nouveau. C'est
en fait plus important que le fonctionnement des membres, car l'inner-
vation faciale est assurée pour moitié par le tronc cérébral et l'innerva-
tion des extrémités par le cerveau. Mais pour le médecin moins
expérimenté il paraît bien plus dramatique que le patient fasse, par exem-
ple, une crise d'épilepsie (provoquée par le cortex moteur du cerveau)
bien qu'au point de vue vital ce ne soit pas du tout aussi dramatique.
Rigoureusement parlant, l'ictus apoplectique continu a deux foyers de
Hamer responsables, l'un au tronc cérébral et un autre au cerveau, celui-
ci (cortical) pouvant être combiné avec un conflit de territoire (à droite)
ou avec un conflit sexuel (gauche), ou bien avec un conflit de dévalori-

220
sation de soi avec participation de la moelle, au cerveau, et au plan orga-
nique avec des ostéolyses. En revanche, dans le cas du conflit de terri-
toire, la correspondance organique sera naturellement le cancer coronaire
ou bronchique ou bien le cancer péricardique, et dans le cas du conflit
sexuel féminin le cancer du col utérin, l'infarctus du ventricule droit ou
le cancer péricardique du côté droit, la tamponade dans la phase pcl.
Tout cela chez les droitiers seulement, chez les gauchers, le conflit a son
point d'impact cérébral du côté opposé, à partir duquel tout se déroule
ensuite « normalement ».
A l'instar de l'infarctus et de la crise épileptique, l'ictus apoplectique
ne survient jamais que pendant la phase pcl !

2. La soi-disant tumeur cérébrale (en réalité un foyer de Hamer)


C'est ce je-ne-sais-quoi anodin qui dans le monde entier est extirpé à
des milliers d'exemplaires du cerveau en raison de sa consistance plus
dense et parce qu'il prend davantage le produit de contraste. Double
phénomène qui tient du même processus : la prolifération du tissu con-
jonctif glial qui entoure l'aire altérée du foyer de Hamer et répare, c'est-
à-dire renforce, l'isolement électrique. Innombrables sont ceux qui ont
eu la chance que personne n'ait jamais découvert chez eux ces vestiges
inoffensifs d'un événement cancéreux pris à tort pour des tumeurs céré-
brales, et qu'ils continuent de porter allègrement, pendant des décen-
nies, sans perturbations cérébrales notables.
Ce foyer de Hamer qui, au scanner cérébral apparaît comme une tache
ou une aire blanche plus ou moins grande, correspondant à une accu-
mulation accrue de cellules névrogliques dans une aire cérébrale précé-
demment altérée, ce foyer de Hamer représente la fin de la guérison
lorsqu'il n'a plus d'œdème intra- et périfocal. C'est tout simplement
une cicatrice bénéficiant d'une meilleure irrigation sanguine que l'aire
environnante, mais se distinguant des cicatrices du reste du corps par
le fait que l'ancien canevas, le réseau ou trame spécifique des neurones
de cette aire cérébrale, s'y retrouve intact. C'est la clé du mystère qui
explique pourquoi la partie du corps malade auparavant, le cancer orga-
nique encapsulé, continue après la guérison de coexister pacifiquement,
en étant même capable, jusqu'à un certain point, d'assumer de nouveau
sa mission ancienne. Le cerveau-ordinateur est pour ainsi dire réparé
sommairement. Nous comprenons mieux maintenant pourquoi une réci-
dive du conflit a forcément des conséquences désastreuses, bien qu'il
y ait certainement aussi d'autres éléments qui entrent en jeu.

3. Le foyer de Hamer dans la phase de guérison


A l'exception des paralysies, la plupart des processus cérébraux de la
maladie du cancer ne se remarquent que pendant la phase pcl, la phase
de guérison. Il n'y a là rien d'étonnant. En effet, ce n'est qu'à ce stade
qu'ils s'accompagnent d'œdèmes de guérison, devenant ainsi des « pro-
cessus expansifs ». Or c'est justement cette expansion qui était prise

221
jusqu'ici à tort comme critère d'une tumeur. C'est bien une tumeur dans
l'acception originelle du terme — enflure, gonflement, tuméfaction —,
mais pas dans celle de carcinome ou de soi-disant « métastases » (inexis-
tantes). Surtout, l'œdème intra- et périfocal du foyer de Hamer dans
la phase de guérison n'est que passager. En effet, si nous regardons le
foyer de Hamer une fois que la phase de guérison est achevée, nous cons-
tatons qu'il n'y a plus trace de poussée expansive. Les interstices entre
les neurones sont à présent remplis durablement de glies et le dysfonc-
tionnement (électrique) dû à la sympathicotonie pendant la phase active
du conflit, est manifestement réparé. Toute tuméfaction cérébrale régresse
également.
L'autre critère particulier c'est que, si le carcinome croît pendant la
phase active, sympathicotonique, du conflit, par une véritable prolifé-
ration cellulaire, la tuméfaction du foyer de Hamer n'intervient que
durant la phase de guérison postconflictolytique (pcl), et elle n'est que
passagère. La seule chose qui soit difficile à comprendre c'est l'authen-
tique prolifération cellulaire du tissu conjonctif cérébral qui se comporte
au fond comme la croissance d'un sarcome. Car le sarcome, qui est en
principe une prolifération tout à fait inoffensive de tissu conjonctif pen-
dant la phase de guérison, a lui aussi une prolifération cellulaire authen-
tique. Mais tandis que la prolifération de tissu conjonctif a pour but
de réparer une plaie mécanique, une déficience, une fracture, etc., par
cicatrisation ou apport de cal, c'est-à-dire en général en comblant som-
mairement une déficience substantielle de manière à lui rendre sa capa-
cité de fonctionner (p. ex. lors d'une fracture), les cellules glies ne font
pendant la croissance périneuronale dans le foyer de Hamer au cerveau
que colmater les interstices du treillage interneuronal en vue de restau-
rer le bon fonctionnement (p. ex. au point de vue isolement) des cellu-
les cérébrales qui, elles, demeurent inaltérées dans leur structure
spécifique. A la suite de toute solution de conflit, la phase pcl consécu-
tive, ou phase de guérison, est toujours la « phase du mésoderme ». Au
cours de cette phase, tout est réparé dans la mesure du possible, encap-
sulé, cicatrisé, etc., au niveau organique, toujours avec formation
d'œdème — tel l'épanchement pleural après le cancer de la plèvre, l'épan-
chement péricardique après le cancer du péricarde, l'ascite après le can-
cer du péritoine, la recalcification par cal après les ostéolyses des os (voir
leucémie). C'est toujours le même principe de guérison accompagnée
d'œdème.

Bien qu'en principe tout œdème cérébral régresse, du fait que comme tout
œdème corporel il n'est que passager, il se peut néanmoins que le patient
meure d'hypertension cérébrale avant que l'œdème n'ait régressé.
D'après l'expérience acquise jusqu'ici à la lumière de la Loi d'airain du
cancer, nous connaissons surtout 6 possibilités de complications à issue létale
dans la phase de guérison :

222
1. Trop longue durée du conflit ou trop grande intensité du conflit res-
ponsable.
2. Cumul de plusieurs œdèmes périfocaux simultanés avec foyers de Hamer
pendant la guérison simultanée de plusieurs maladies cancéreuses.
3. Localisation particulièrement malencontreuse du foyer de Hamer et de
son œdème périfocal pendant la phase de guérison, par exemple à proxi-
mité du centre de la respiration dans le bulbe rachidien ou du centre
du rythme cardiaque dans la région péri-insulaire des hémisphères céré-
braux droit et gauche.
4. Déplacement des voies d'évacuation de la liqueur céphalo-rachidienne,
en particulier de l'aqueduc. Il se produit alors un engorgement de la
liqueur et une hydrocéphalie, c'est-à-dire que les ventricules emplis de
liqueur se dilatent au maximum aux dépens des tissus environnants. Il
en résulte une hypertension intracrânienne.
5. Lors de multiples récidives de conflits, avec alternance réitérée d'acti-
vité conflictuelle et de phase de guérison avec œdème intra- et périfo-
cal, il se peut que les connexions entre les cellules cérébrales soient le
siège de phénomènes de fatigue et d'usure, ce qui est particulièrement
conséquent lorsque le foyer de Hamer est localisé dans le tronc céré-
bral. Cela peut entraîner l'effondrement subit de l'aire tout entière. Si
cela se produit dans le tronc cérébral, la mort peut être instantanée.
6. Dans la pratique, un mécanisme aussi simple que lourd de conséquen-
ces joue un très grand rôle : il se peut que les symptômes de la phase
de guérison, tels que « troubles circulatoires », vagotonie, ascite, ten-
sion périostique, anémie résiduelle, leucémie ou thrombopénie résiduelle
dans la phase de guérison accompagnant la recalcification à la suite
d'ostéolyses, carcinophobie ou peur de métastases (DHS), plongent le
patient dans la panique et provoquent un conflit central avec peur de
mourir. Il suffit souvent d'une parole irréfléchie, de la part d'un méde-
cin, que le patient estime compétent, pour le précipiter dans un abîme
de désespoir et de panique, dont on aura toutes les peines du monde
à le tirer. C'est une complication très fréquente et très grave, et de sur-
croît une complication parfaitement inutile.

L'œdème intra- et périfocal est le signe de la guérison dans le cas normal.


Cela vaut aussi lorsque le foyer de Hamer, par suite de la faible durée du
conflit, de sa faible intensité ou en raison de réactions spécifiques indivi-
duelles, ne peut pas être circonscrit nettement : c'est ce qui se passe d'habi-
tude après la solution de dévalorisations de soi généralisées (chez les enfants)
dans la moelle du cerveau.

4. Rupture du foyer de Hamer par l'œdème intrafocal :


Une des formes sous lesquelles se présente souvent ce que l'on prend
à tort pour une « tumeur cérébrale » est le kyste, une sorte de sphère
creuse, qui se remplit de liquide et apparaît au scanner cérébral comme
Un anneau clair. Ce kyste est normalement tapissé de glies et de tissu

223
conjonctif. Il arrive même souvent que le kyste se remplisse de sang pro-
venant des petits vaisseaux de l'ourlet cicatriciel. Cela donne lieu à tou-
tes sortes de diagnostics erronés et jusqu'ici on n'avait encore jamais
pu l'expliquer. Lorsque la médecine classique est confrontée à ce genre
de kystes, elle les extirpe en les prenant pour des « tumeurs cérébrales »,
ce qui est totalement absurde. Dans la petite série qui suit, empruntée
au livre « Le cancer, maladie de l'âme, court-circuit au cerveau », je
voudrais illustrer la genèse de ces kystes.
Dans le cadre de conflits circonscrits de longue durée, dont le patient
n'est affecté que dans une perspective bien déterminée et qui pour cette
raison n'ont provoqué qu'à un endroit bien déterminé du cerveau une
altération de longue durée, il se peut que dans la phase pcl le tissu céré-
bral se déchire sous la pression extensive de l'œdème intrafocal. Il en
résulte un kyste rempli de liquide, qui commence par grossir de plus
en plus, avant de rapetisser, sans toutefois jamais régresser complète-
ment du fait que, dans l'intervalle, l'intérieur a été tapissé de tissu con-
jonctif et s'est par suite consolidé. En coupe de scanner cérébral le kyste
apparaît comme figure annulaire, ou bien, s'il est saisi en plan tangen-
tiel, il ressemble à une sphère blanche plus ou moins grosse.

224
Chez ce patient, dont proviennent aussi les clichés suivants, nous avons
eu la chance de trouver un scanner datant d'une époque où on n'avait pas
encore trouvé son cancer. Le cliché a été pris à l'apogée du conflit. Les
foyers de Hamer sont donc déjà présents, mais pas encore représentables
par les méthodes de prise de contraste actuelles, et ils ne sont pas non plus
œdématisés.

Ces clichés ont été réalisés 4 mois plus tard que les précédents, et 5 semai-
nes après la solution du conflit. Sur la coupe hémisphérique de gauche on
voit les deux foyers de Hamer, et sur la coupe de droite on discerne égale-
ment le foyer de Hamer au tronc cérébral qui, sur les clichés suivants, sera
de plus en plus net. L'aqueduc est encore bien ouvert. Il n'y a donc pas
d'obstacle à l'écoulement de la liqueur.

225

226
La légende des 4 premières coupes de cette série est tirée du livre « Le
cancer, maladie de l'âme... » : en haut pendant le conflit, en bas 5 semai-
nes après la solution du conflit. Les foyers de Hamer à gauche dans la moelle
viennent d'être déchirés de l'intérieur, et par la suite ils seront gonflés, comme
nous pouvons le voir sur les coupes suivantes. Les trois petits foyers de Hamer
originaux sont devenus de grands « anneaux », c'est-à-dire des kystes. Plus
loin, on voit chez le même patient le même phénomène au tronc cérébral
(pont) et au cervelet. Le foyer de Hamer correspondant, au niveau cortical,
à celui du tronc cérébral, nous apparaît sur la dernière coupe juste en-dessous
de la voûte crânienne. Il traduit un conflit de peur de la mort, que le patient
a fait lorsqu'on lui communiqua brutalement le diagnostic prétendument
sans espoir de cancer des ganglions lymphatiques du médiastin (maladie de
Hodgkin). Le « conflit de base » avec DHS fut déclenché par le fait que
la commune, au cours d'une séance dramatique du conseil municipal, refusa
au patient — propriétaire d'une grande entreprise d'autocars — l'autorisa-
tion de construire un grand hangar sur un terrain qui lui appartenait et qui
convenait très bien. Le patient ressentit cette décision comme une dévalori-
sation de soi vexante : la commune n'avait pas estimé à leur juste valeur
les services qu'il lui rendait.

Scanner d'une patiente de 45 ans, avec cancer mammaire et taches rondes


au poumon, réalisé une heure après la solution du conflit. Immédiatement
après la solution du conflit, la patiente fit une crise d'épilepsie corticale focale
(jacksonienne), fut emmenée à la clinique où, en dépit de mes protestations,
on lui fit des rayons. A cette clinique de Brème, je conjurai mon collègue
de ne pas la traiter par les rayons, car l'œdème ne ferait certainement qu'aug-
menter. Il ne s'est pas laissé fléchir et a continué d'irradier la patiente, qui
est alors morte comme je l'avais prévu. On voit sur les clichés des foyers
de Hamer typiques, tout frais, entourés d'un œdème périfocal dans la région
corticale. Sur le cliché de gauche le foyer en position occipitale gauche cor-
respond à un conflit de peur-dans-la-nuque résolu. Sur le cliché de droite
le foyer de Hamer en position corticale correspondant au cortex moteur droit
traduit un conflit, résolu, de ne-pas-pouvoir-fuir.

227
La même patiente qu'à la page précédente. Le cliché de gauche a été réa-
lisé le même jour que ceux de la page précédente, il présente lui aussi un
foyer de Hamer typique avec œdème périfocal en position pariétale à proxi-
mité du cortex. Au poumon on voit les taches rondes typiques traduisant
un conflit de peur de la mort. Le cliché a été fait quelques heures après
la solution du conflit. A droite un cliché de contrôle au bout de 6 jours.
Epouse d'un chauffeur de taxi, la patiente avait été témoin à trois repri-
ses et à intervalles relativement courts, que des clients pris en charge par
son mari l'avaient ensuite menacé d'un pistolet et lui avaient tiré dessus.
Depuis lors elle était paniquée à la pensée que les clients, dont les noms
étaient connus, reviennent — ils avaient porté plainte — et les abattent tous
les deux.
Au cours de l'entretien, pendant lequel elle éclata en sanglots, la patiente
fit une crise d'épilepsie focale dans mon cabinet de consultation, à Gyhum
où, au cours de l'été 83, fut effectuée une étude-pilote en vue du jury médical.

228
En vous confrontant aux images précédentes, j ' a i voulu, chers lecteurs,
vous dérouter complètement en vous présentant toutes ces différentes for-
mations du cerveau — formations maladives temporaires ou durables — en
tant que foyers de Hamer. Vous serez tout à fait déconcertés lorsque je vous
aurai dit que tous ces foyers de Hamer sont en principe la même chose, sauf
qu'ils sont vus à différents stades de l'évolution et en différentes localisa-
tions, naturellement, mais aussi en fonction de différents modes de réaction
individuelle. De même qu'autrefois après le vaccin antivariolique, nous pou-
vions observer chez un enfant une violente réaction se manifestant sous forme
de chéloïde cicatricielle, alors que chez un autre c'est tout juste si l'on pou-
vait retrouver l'endroit où avait été fait le vaccin, de même, au cerveau, les
réactions cicatricielles gliales sont très variées, en fonction des modes de réac-
tion individuels. Mais il convient de mettre à part la réaction vive ou intense
au niveau organique et cérébral provoquée par un conflit particulièrement
intense ou d'une durée particulièrement longue.
Je ne veux pas faire non plus comme si je savais tout. C'est toujours
après coup que l'on se rend compte à quel point l'on savait peu de choses
quand on s'imagine en savoir un peu plus. Nous sommes tous des appren-
tis et nous n'avons aucune raison de nous reposer sur de quelconques lau-
riers. Au nombre des choses qu'il nous faut apprendre figure en premier
lieu que nous devons apprendre à écouter ce que le patient dit. Nous ne
savons que trop où nous mènent les écoles philosophiques, psychologiques,
théologiques ou sociologiques qui, ne faisant pas de différence entre les
patients, les mettent tous dans le même sac, les traitent et soignent selon
le même « protocole » dogmatique. On en est arrivé à examiner l'Homme
schématiquement : par exemple en fonction de la tension, sans que le méde-
cin se soit préoccupé de savoir si le patient est actuellement en sympathico-
tonie (avec constriction vasculaire et « tension suffisante »), ou en vagotonie,
prise pour une tension critique ou un trouble circulatoire. On a procédé
de même pour tous les symptômes et aussi pour les diagnostics, y compris
les psychiques.
Ce qui fait justement la difficulté particulière des foyers de Hamer c'est
en fait quelque chose que nous voyons à longueur de journée dans la méde-
cine. Chacune des valeurs que nous mesurons est une valeur instantanée,
qui n'est fiable que pour quelques secondes, tout au plus pour les minutes
ou les heures qui suivent. Pendant que nous les analysons elles ont souvent
changé depuis longtemps. Ainsi, par exemple, une récidive de conflit de
dévalorisation de soi peut provoquer en l'espace d'une demi-heure — j ' e n
ai fait l'expérience — une chute des thrombocytes de 85 000 à 8 000 (mesuré
à plusieurs reprises au CHU de Cologne). On est tenté soi-même de pren-
dre des variations aussi extrêmes pour des erreurs de mesure. Mais quand
on sait que le petit garçon de 7 ans (leucémique) a fait au cours de cette
demi-heure une récidive indéniable avec DHS, on sait à quoi rattacher cette
soudaine dépression de thrombocytes.
J'entends par là que l'homme poursuit sa course, continue de vivre, res-
pirer, penser et sentir pendant que nous l'examinons et nous entretenons

229
avec lui. Il m'est déjà arrivé des centaines de fois que le patient s'amène
à la consultation, ou plutôt à l'entretien, avec des mains glacées et en reparte
avec des mains bouillantes, comme on dit. Que s'était-il passé ? Le patient
avait, au cours de l'entretien, résolu son conflit, fait une conflictolyse. Dans
ce cas nous pouvons mettre instantanément en évidence ce qui s'est passé.
Dans son jaillissement à l'intérieur et autour du foyer de Hamer, l'œdème
en fait du même coup un « processus expansif ». Et même d'une demi-
heure à l'autre nous pouvons constater très nettement l'amorce de cette
transformation au cerveau.
Une patiente (voir ci-dessus) qui n'avait encore jamais fait de crampes
dans sa vie, a fait une crise de crampes pendant l'entretien dans mon cabi-
net de consultation à Gyhum, et après-coup, elle s'est trouvée même dans
le « status epilepticus » qui, à la suite du traitement mal approprié à la
clinique de Brème où je fus malheureusement contraint de la transférer,
a fini par lui être fatale. De tels incidents ne se produisent normalement
que parce que justement la non-compréhension de la Loi d'airain du can-
cer induit une pseudothérapie absurde (dans ce cas le traitement par la bombe
au cobalt à cause de soi-disant « métastases cérébrales »).
Si vous n'aviez lu que cet unique chapitre, en connaissant bien la Loi
d'airain du cancer, vous devriez, à condition d'avoir lu bien attentivement,
comprendre quelle était mon intention. C'est à dessein que j ' a i mélangé
pêle-mêle des foyers de Hamer bien nets et moins évidents, aussi bien dans
la phase d'activité conflictuelle que dans la phase postconflictolytique, pen-
dant la phase de guérison et après la phase de guérison. C'est bien plus
facile pour vous que ça ne l'a été pour moi : il vous est donné de compren-
dre en un seul jour ce qu'il m ' a fallu des années pour découvrir laborieuse-
ment, en dépit de tous les bâtons qui m'étaient jetés dans les roues. Je
voudrais que vous compreniez que tous les foyers de Hamer, aussi dissem-
blables qu'ils paraissent, évoluent selon le même canevas, le même « point
de tricot », qu'au fond ils ne sont pas si différents : toutes ces taches variées,
les blanches et les noires, les processus expansifs et les figurations annulai-
res en forme de « cibles », ne sont que des stades d'évolution ou des degrés
d'intensité des conflits biologiques de notre âme, matérialisés et de ce fait
rendus visibles.
A l'aide de quelques exemples j ' a i essayé de vous montrer comment pro-
céder pour assembler la mosaïque dans le cas individuel. Croyez-moi, c'est
absolument passionnant, et à plus forte raison quand on peut apporter de
la sorte une aide incommensurable. Si je vous ai proposé une série relati-
vement importante de cas, en choisissant autant que possible des exemples
de chaque localisation de cancer, c'est pour que vous puissiez constater à
mainte et mainte reprise que tout en étant chacun fondamentalement indi-
viduel sur le plan humain et psychique, tous les cas se déroulent selon un
système très cohérent, dont on ne trouve pas d'exemple plus logique dans
toute la médecine. Il vous faut toujours embrasser la triade psychisme-
cerveau-organe d'un coup d'œil synoptique : tout en saisissant chacun des
plans individuellement, ne jamais perdre de vue les deux autres.

230
Il se peut aussi que vous commenciez à comprendre peu à peu ce que
j'entends par système ultra-déterminé quand je parle de la Loi d'airain du
cancer. En principe, les foyers de Hamer n'auraient pas été nécessaires.
La Loi d'airain du cancer fonctionne même sans les foyers de Hamer, ou
seulement sous la condition implicite qu'ils existent. Mais je puis déjà cons-
tater que le patient se trouve ou non dans la phase de solution de son con-
flit lorsque je lui donne la main. Il serait naturellement stupide de ne pas
tirer parti d'un moyen aussi bon, fiable et rapide d'établir un diagnostic.
Et comme dans notre médecine brutale le psychisme, réputé insaisissable,
est jugé du même coup non-scientifique, il a fallu que les foyers de Hamer
crèvent littéralement les yeux de tous ces ignorants en blouse blanche pour
qu'ils finissent par reconnaître l'évidence et cessent enfin de laisser périr
misérablement nos patients !

231
10. Les formes d'évolution biologiques
de la maladie du cancer
De même que les hommes de la civilisation moderne ont perdu le sens et
la notion des phénomènes naturels, ne comprennent plus les relations d'inter-
dépendance et les imbrications d'une création tout entière, où l'homme
devrait être l'hôte discret et modeste invité à la grande table de la nature,
de même nous avons complètement perdu le sens et la notion du déroule-
ment naturel des maladies.
A la rigueur, les vétérinaires s'y entendent encore un peu sur le cours
naturel des maladies, mais même ce savoir-là se perd de plus en plus. Il
faut que l'animal guérisse rapidement. Le meilleur docteur est celui qui guérit
le plus vite.
Mais aujourd'hui nous savons que cette « guérison rapide » se fait tou-
jours au détriment d'une guérison complète du foyer de Hamer au cerveau,
du fait que le processus de guérison vagotonique, qui est pris généralement
(à tort !) pour la maladie elle-même, est raccourci sans nécessité par des
sympathicotoniques.
Si une telle médication était mise en oeuvre en vue d'atténuer par exem-
ple un oedème excessif, il n'y aurait rien à objecter. Mais aujourd'hui nos
« guérisseurs rapides » font cela sans rime ni raison. Et les patients, ou
les « propriétaires d'animaux-patients » y sont eux aussi favorables. Un
vétérinaire me disait un jour : « Si pour les 5 marks que ne doit pas dépas-
ser le traitement d'un cobaye je dois encore m'informer du conflit éven-
tuel qu'aurait pu faire ce petit mammifère, vous pensez bien que je ne
gagnerais plus rien. Et même pour une vache ou un cochon ça poserait des
problèmes au point de vue des honoraires ! »
Voilà pourquoi j ' a i pris la décision de consacrer un chapitre à la ques-
tion de savoir comment se déroulerait par exemple une maladie cancéreuse
si — hormis la solution du conflit — on ne faisait rien du tout.
La médecine classique appelle cela « guérisons spontanées ». Depuis qu'il
y a des scanners cérébraux on n'a encore jamais vu autant de vestiges de
cancers terminés par guérison spontanée. Autant les patients ont eu de la
chance, à l'époque, de n'avoir jamais rien su de leur cancer, autant il est
catastrophique aujourd'hui pour nos patients qu'un apprenti-sorcier
s'exclame soudain « eurêka » en découvrant un vieux cancer encapsulé,
que son diagnostic prend pour une tumeur fraîche.
Ainsi donc, ces vieux carcinomes encapsulés ou en tout cas inactivés,
présentaient une « évolution biologique normale », incluant une conflic-
tolyse, sans quoi on les aurait certainement remarqués quelques mois plus
tard. Si l'on demande à un patient dont on voit au poumon un vieux carci-
nome bronchique, ou ses vestiges, comment son cancer s'est déroulé, il sera
encore capable de nous dire avec précision quel fut son D H S . Et il sera
également en mesure de nous dire assez exactement comment, ou par quoi
et quand le conflit a été résolu. Après quoi, il a toussé pendant un certain

235
temps, s'est senti très las et fatigué, a sans doute eu aussi des maux de tête,
a transpiré la nuit, et beaucoup racontent qu'à l'époque ils avaient dû por-
ter des lunettes.
Au bout de quelques mois, racontera le patient, il s'est senti de nouveau
tout à fait en forme. Si vous me demandez combien j ' a i vu de cas de guéri-
son spontanée de carcinomes bronchiques, je dirai que parmi mes 10 000
cas j ' e n ai connu au moins 200. Ce chiffre est encore sensiblement plus
élevé pour les carcinomes rénaux. Ils « s'y prêtent » particulièrement bien.
Si les carcinomes rénaux s'y prêtent particulièrement bien c'est parce
qu'une proportion exceptionnellement élevée parvient à une solution spon-
tanée du conflit et partant à une guérison spontanée du carcinome rénal.
La plupart des conflits d'eau ont été déclenchés par un DHS tangible et
concret : un inondation, une « presque noyade », une perfusion à l'hôpi-
tal, etc. La plupart du temps le problème et ses conséquences sont devenus
sans objet au bout de quelques mois et ont été résolus ainsi le plus souvent.
A première vue il semble que ce soit le carcinome du foie qui se prête
le moins à ce genre de guérisons spontanées. On sait en effet que la contra-
riété est sujet à d'innombrables récidives, surtout au sein de la famille ou
de l'entreprise. Cela signifie que ces carcinomes prennent rarement fin. En
revanche, ces carcinomes sont extrêmement fréquents : la fréquence dépend
en tout premier lieu de l'intensité du diagnostic. La plupart des carcino-
mes du foie chez un homme jeune régénèrent, de sorte que par la suite ils
deviennent invisibles. Lorsque le patient a pris de l'âge, nous constatons
une transformation de ces carcinomes — à condition que le conflit finisse
par s'arrêter — en tissu conjonctif. C'est ce que nous appelons cirrhose
du foie. Autrefois, on s'imaginait toujours que la cirrhose avait pour cause
l'alcool. Récemment tous les journaux ont rapporté que des chercheurs amé-
ricains avaient découvert des relations de cause à effet entre la consomma-
tion d'alcool et le cancer du sein, plus fréquent chez les femmes alcooliques.
En réalité, le pourcentage des alcooliques est prédominant dans les cou-
ches sociales défavorisées. Ils sont infiniment plus exposés aux conflits que
leurs concitoyens des classes plus aisées. Ce n'est pas le cancer qui pro-
vient de l'alcool, mais le cancer et l'alcool sont favorisés par les contrarié-
tés et les soucis. De sorte que ce n'est qu'une question de temps, tôt ou
tard les conditions d'un DHS se trouveront réunies.
Si donc nous avons tant de guérisons spontanées du cancer, nous devrions
aussi en observer beaucoup. Ce n'est pourtant pas le cas — pas encore.
Pour faire ces observations il faudrait sans doute aller dans un pays en voie
de développement. En effet, à peine a-t-on diagnostiqué un cancer, même
si c'en est un vieux, encapsulé, que toute la machinerie du cancer se met
en mouvement. Le patient fait l'objet d'une véritable inscription au bud-
get, car d'ici à ce qu'il meure, il vaut bien 200 000 DM, soit près de 700 000
francs lourds. Les innombrables interventions symptomatiques, les muti-
lations, brûlures, intoxications et empoisonnements, ainsi que tous les autres
tourments et tortures des innombrables « contrôles » rapportent tant
d'argent qu'une immense industrie spécialisée en la matière et la moitié du

236
corps médical s'effondreraient si demain la Loi d'airain du cancer était recon-
nue partout.
Du fait que nous observons assez rarement des guérisons de cancers qui
se produisent spontanément sans toutes ces manipulations à outrance des
apprentis-sorciers, il est pratiquement impossible à la grande majorité des
médecins de s'imaginer une telle guérison spontanée biologique. D'où la
croyance erronée et solidement ancrée que le cancer conduit plus ou moins
irrésistiblement à la mort, même s'il est parfois retardé par de soi-disant
« rémissions spontanées », dont on pense cependant qu'elles ne peuvent
jamais déboucher sur des guérisons définitives. Si l'on prend en considéra-
tion que le « cancéreux », même si en fait il n'en est plus un, est fiché comme
tel dans notre société dès la découverte de la tumeur cancéreuse (peut-être
déjà vieille), on voit qu'il ne lui est plus guère possible d'échapper à cette
machinerie impitoyable. Je connais quantité de cas où le diagnostic cancer
s'est avéré par la suite histologiquement erroné. Et pourtant, une fois pris
dans l'engrenage, ces malheureux patients n'ont pas réussi à se dégager des
griffes de la machinerie et ont finalement été expédiés « ad patres » par
une piqûre de morphine. Le diagnostic a été ensuite couvert « ex juvanti-
bus », comme on dit si joliment, car lorsqu'on fait des « métastases » c'est
donc bien qu'il y avait un cancer primitif. Et une fois de plus le grand patron
a eu raison !
Les Français ont une mentalité différente. Ils sont nombreux à « con-
sulter » leurs médecins. Puis ils consultent leur oreiller. La nuit portant
conseil, ils rejettent purement et simplement les « propositions » faites par
les médecins : intimidés par la terreur que ne manqueraient pas de déclen-
cher les caisses de maladies et les médecins, les patients allemands n'ont
pas cette tranquille audace. D'ailleurs on ne leur demande même pas leur
avis.
Par conséquent en France on voit encore beaucoup d'évolutions sponta-
nées. Et les patients y trouvent leur compte, pour autant que l'esthétique
n'est pas forcément le critère décisif. On y voit par exemple un sein atteint
jadis du cancer, qui est guéri depuis dix ans déjà en laissant de vilaines
cicatrices, mais qui ne dérange absolument plus. On peut voir de gros sar-
comes, qui sont bien tolérés et demeurent stationnaires depuis de nombreuses
années, des carcinomes bronchiques, qui eux non plus ne dérangent plus
depuis bien longtemps. Si ces patients entraient dans un hôpital, ils seraient
morts au plus tard en l'espace d'un an.
Je connais personnellement le cas d'un homme de 75 ans qui, au cours
des 10 dernières années, a construit de ses mains pour sa famille une mai-
son valant plusieurs millions. Le patient était ouvrier mineur en Haute-
Silésie. A l'âge de 40 ans il fut opéré à l'estomac pour un énorme cancer.
Les médecins de Breslau lui ouvrirent l'estomac, y jetèrent un coup d'oeil
et le refermèrent. L'homme n'avait plus que quelques semaines à vivre.
Une querelle de longue durée l'avait opposé à sa femme. Au moment de
l'opération il s'était déjà séparé d'elle et son conflit était résolu, mais natu-
rellement aucun médecin ne s'y était intéressé. On lui versa une pension

237
d'invalidité, sans lui dire la vérité : le motif invoqué c'est que le travail
de mineur était trop dur pour lui. Lorsque cet homme s'installa en Alle-
magne de l'Ouest 30 ans plus tard, il réclama une pension d'invalidité. Les
médecins ne voyaient pas pourquoi cet homme de 45 ans, qui se portait
comme un charme, aurait besoin de toucher une pension d'invalidité. Les
médecins de confiance firent venir les dossiers de Breslau. En l'espace de
quelques semaines il toucha sa pension. Le cancer de l'estomac n'avait pas
disparu, il remplissait encore tout l'estomac. Il n'empêche que cet homme
est en parfaite santé, on lui donnerait 60 ans. Il ne sait toujours pas qu'il
a le cancer. Il se souvient qu'à un moment donné il a eu un gros « ulcère
de l'estomac ». Sa seconde femme a vu les dossiers. Elle dit : « Ce que
j'ignore me laisse froide ».
A l'avenir nous verrons assez de « guérisons spontanées ». Pour que le
lecteur puisse se faire une idée de la manière dont cela se passe en prati-
que, j ' a i inséré dans les chapitres 26 à 28 une section consacrée aux « évo-
lutions spontanées ».

238
L'évolution spontanée biologique
L'évolution spontanée est ce que je prévois pour l'avenir dans plus de 80%
des cas de cancer. Les patients vont trouver le médecin. Il se rend compte
qu'il existe un conflit actif et, en corrélation, un foyer de Hamer actif, ainsi
qu'un cancer à l'organe correspondant. Le patient a les extrémités froides,
il n ' a guère d'appétit, a perdu du poids et dort mal. Ses pensées tournent
constamment autour de son conflit. Le médecin s'entretient avec son patient,
il trouve sans difficulté le DHS à l'origine du conflit et dit au patient que
ce n'est pas si tragique que ça, il faut seulement résoudre le conflit le plus
vite possible. Les efforts conjugués de l'un et l'autre en viennent à bout.
Le patient n'est pas paniqué, il se rend dans un sanatorium spécialisé où
il fait une cure sous forme de « vacances prolongées ». Après quoi l'affaire
est « réglée ». Il sait quelle sphère conflictuelle il lui faudra éviter à l'ave-
nir. Il ne met pas le doigt dans l'engrenage de la panique, il ne figure dans
aucun « fichier de cancer, son nom n'est pas communiqué à toutes les ban-
ques avec la mention « cancer, pas de crédit ». Il a parfaitement compris
le mécanisme de la maladie, ses tenants et aboutissants, de sorte qu'il n ' a
pas peur de « métastases tôt-ou-tard ». Il sait que ces expressions stupides
appartiennent au vocabulaire du X X siècle, méprisé pour être le « siècle
e

le plus bête de l'histoire du monde ». L'homme continue de vivre comme


auparavant. Le fait qu'il ait eu le cancer n'est pas plus intéressant que si
quelqu'un dit aujourd'hui qu'il a souvent eu des angines purulentes, ce qui
est aussi un cancer.
Malheureusement, nous ne pouvons pas vivre avec autant de candeur
que les animaux, ou comme l'ouvrier mineur de Haute-Silésie. Mais je pense
qu'une fois que nous aurons vraiment compris les tenants et les aboutis-
sants de la maladie du cancer, nous pourrons vivre de nouveau avec pres-
que autant d'insouciance que les animaux.
La panique iatrogène face à l'évolution naturelle du cancer correspond
exactement à la panique médiévale déclenchée par l'Inquisition. Si nous
arrivons à voir la maladie du cancer sans prévention, avec autant de natu-
rel que les animaux, on n'entendra plus parler de « front du cancer », de
« lutte contre le cancer », qui répond au besoin absurde qu'éprouvent les
médecins d'extirper le cancer, de le couper à la racine. Nous n'avons plus
à investir des milliards dans la guerre contre cet ennemi imaginaire, qui
n'en est pas un, il suffit que nous fassions connaissance avec les lois de
la nature, que nous soyions attentifs à ses pulsations. Notre demi-savoir
nous a empêchés de voir ces choses naturelles aussi naturellement que les
animaux les voient.
Pouvez-vous vous imaginez à quel point il peut être passionnant de s'occu-
per du « phénomène cancer » sans la panique iatrogène ? Pour ma part,
j ' e n ai souvent fait l'expérience, en dernier lieu à Katzenelnbogen où les
patients confirmaient : « Dès que nous sommes arrivés à la "Haus Freunde
von DIRK", nous étions libérés de la panique. Nous formions une grande
famille joyeuse ». Vous ne pouvez vous imaginer comme les patients y étaient

239
heureux avant d'être expulsés par un détachement de police-secours en armes,
et de retrouver l'ambiance de panique qui règne dans les hôpitaux tradi-
tionnels. Comprenez bien : le rôle dévolu par la médecine traditionnelle
à la soi-disant psychothérapie des patients, n'est que l'accompagnement
psychique de l'euthanasie. Elle a pour mission d'éviter que les patients se
révoltent, de les amener à se résigner, à s'incliner devant leur sort, à ne
pas faire d'esclandre, à accepter sagement toutes les horreurs qu'on leur
impose, jusqu'à ce que le « patron » en blouse blanche déclare qu'il n'y
a plus rien à faire, qu'il n'y a plus aucune chance de les guérir et donne
l'ordre de « lyser ».
La forme d'évolution biologique tend toujours à la solution du conflit,
à son terme naturel. Cette solution consiste presque toujours à chercher
une conclusion réelle au problème qui est à la base du conflit. Le cerf qui
a perdu son territoire et en a fait un DHS, a besoin de récupérer ce terri-
toire ou de s'en approprier un autre en échange. Un animal blessé, qui se
trouve temporairement dans l'impossibilité de marcher, ne peut mettre fin
à son conflit que si la plaie guérit et s'il retrouve l'usage de ses pattes. Une
souris qui a déjà été égratignée par les griffes du chat et en a fait un DHS,
sait parfaitement qu'elle n'a de chance réelle de résoudre son conflit de
peur-dans-la-nuque que si le chat renonce à faire le guet nuit et jour devant
son trou ou si elle découvre une autre sortie que le chat ne connaît pas.
Si elle ne trouve pas de solution réelle, mais est obligée de sortir tous les
jours chercher de la nourriture en risquant à chaque fois le coup de griffe
fatal, elle fera tous les jours une nouvelle récidive de ce conflit de peur-
dans-la-nuque, dont le foyer de Hamer est localisé, chez la souris aussi,
dans les deux cortex visuels du lobe occipital ; elle finira au bout de quel-
que temps par perdre la vue et sera alors une proie facile pour le chat, avant
même que la sympathicotonie durable ne l'ait réduite à l'état de squelette
et qu'elle soit morte de cachexie.

240
11. Le rythme végétatif
Sympathicotonie/Vagotonie
S'il n'y avait eu qu'un seul médecin au monde à s'intéresser au rythme le
plus fondamental de la biologie, le rythme jour/nuit, ou rythme sympa-
thicotonie/vagotonie, s'il avait pris la peine ensuite d'examiner à fond et
consciencieusement 3 seulement de ses patients malades du cancer, les rela-
tions de cause à effet du cancer n'auraient pu lui échapper. Je suis le pre-
mier à me sentir responsable de cette omission pendant les 20 premières
années de mon activité médicale.
Malheureusement on ne jouit pas d'un grand prestige à s'occuper de ques-
tions relatives au rythme biologique et on peut même dire qu'au sein de
notre médecine ce secteur vit dans l'ombre. Les ouvrages de psychosoma-
tique les plus complets n'y consacrent que quelques lignes. Et encore ces
quelques lignes sont-elles plutôt chiches, dans le genre : « quand il y a per-
turbation, on appelle ça dystonie végétative », point final.
Dans le domaine de la genèse du cancer, de l'évolution et de la guérison,
le rythme végétatif joue un rôle absolument central !

Nota Bene :
La perturbation du rythme végétatif (biorythme) est le critère diagnos-
tique le plus important de la maladie cancéreuse — aussi bien de sa genèse
que de sa guérison (DHS et CL).
La genèse d'une maladie cancéreuse consiste, dans le domaine du
biorythme, en une sympathicotonie permanente provoquée par un DHS,
mais en revanche, une vagotonie permanente caractérise le processus
de guérison postconflictolytique. La guérison définitive consiste en un
retour à la normotonie !

L'état végétatif d'un patient est parfaitement accessible au diagnostic.


Il suffit de donner la main au patient et on sait exactement s'il a les mains
froides ou chaudes, c'est-à-dire s'il est en sympathicotonie ou en vagotonie.
Les variations de rythme sont considérées en général comme des trou-
bles de la circulation et sont ramenées à des valeurs normales. Bien des
gens arrivent à tenir le coup une semaine ou deux, à condition de pouvoir
se remettre ensuite à la maison du stress de l'hôpital. Mais il n'en est guère
qui supportent cela plus de 4 semaines.
Chez mes patients malades du cancer, la situation se complique du fait
que les médecins ne comprennent pas la Loi d'airain du cancer : lorsque
j'envoyais à l'hôpital pour une intervention minime (p. ex. ponction de la
plèvre, transfusion sanguine) un patient qui se trouvait déjà engagé dans
la phase de guérison consécutive à la solution du conflit (phase pcl), le per-
sonnel faisait obstruction : « La circulation est complètement perturbée par
le cancer, on ne va pas se lancer là-dedans. Le patron a prescrit la mor-

243
phine ». On faisait ensuite comprendre à la famille que la circulation étant
pratiquement à plat, il valait mieux laisser le patient mourir en paix et ne
pas le tourmenter inutilement. Au bout de quelques jours il succombait
effectivement à la morphine.
Je connais quantité de patients qui ont passé des mois dans cet état de
profonde vagotonie permanente, de soi-disant « effondrement total de la
circulation », mais qui sont aujourd'hui en pleine forme et vaquent à leurs
occupations en toute euphorie. Il ne faut pas oublier, en effet, que la vago-
tonie, phase de guérison après la solution du conflit, n'est justement qu'une
phase, qui prend fin tout naturellement une fois que l'organisme a retrouvé
son rythme normal, la normotonie. Mais la nature s'arrange pour que cette
normalisation n'intervienne qu'une fois l'organisme réparé au double niveau
du cerveau et de l'organe, de manière à ce que l'individu puisse faire face
de nouveau à la lutte pour l'existence. Il serait en effet suicidaire de refaire
surface et de se lancer de nouveau dans la bagarre avant que les batteries
soient rechargées à plein. De même que dans la phase active du conflit l'orga-
nisme mobilise toutes ses forces pour faire pencher la balance en sa faveur,
le mot d'ordre pendant la phase de guérison est d'assurer le repos complet
pour favoriser au maximum la récupération au double plan cérébral et
organique.
De même que l'on peut subdiviser la journée de 24 heures en une phase
diurne et une phase nocturne, on pourrait pareillement subdiviser la mala-
die du cancer en une phase diurne sympathicotonique, ou phase de conflit,
et une phase nocturne vagotonique, ou phase de récupération. Et tout comme
l'homme, pendant la nuit, n'est pas malade parce qu'il dort, et n'est pas
malade non plus pendant le jour parce qu'il ne dort pas, on peut dire qu'en
principe la phase active du conflit est quelque chose de normal, comme
l'est aussi la phase de guérison.
Au fond, l'ensemble de la maladie du cancer est quelque chose d'abso-
lument normal. C'est rien moins qu'une cellule devenue anarchique, qui
jouerait à la folle en mettant tout sens dessus dessous, proliférant de façon
totalement incontrôlée, se multipliant aux dépens de l'organisme censé lui
offrir l'hospitalité. C'est la raison pour laquelle les apprentis-sorciers en
blouse blanche se croient obligés de livrer bataille à ces cellules considérées
comme des ennemies, les exorciser comme de méchants petits diablotins
ou les couper à la racine.
Mais les tumeurs cancéreuses contre lesquelles se déchaîne l'ire des méde-
cins, ne sont qu'un baromètre, un indicateur destiné à jauger la maladie
proprement dite, au niveau du psychisme et du cerveau. C'est un baromè-
tre tout à fait inoffensif. Mais au fond, le conflit que nous faisons au moment
du DHS, n'est qu'un test de la nature : est-ce que notre organisme est encore
en mesure de venir à bout d'un tel conflit ? N'est-il pas temps de céder
la place à un autre « congénère », à un autre de nos semblables, mieux
équipé, mieux en forme, qui saura, lui, réussir à ce test haut la main ? La
tumeur organique montre seulement que depuis pas mal de temps déjà nous
ne réussissons plus à ce test et qu'il est grand temps de se ressaisir, de pren-

244
dre un nouvel élan. Extirper ou exciser cette tumeur dans l'espoir de guérir
ainsi complètement la maladie, c'est comme si sur le coup de midi quelqu'un
se bouchait les yeux et se persuadait que le soleil était couché.
Tant que nous n'aurons pas compris le rythme végétatif, qui est pour ainsi
dire la pulsation, le battement rythmique de la nature, il ne nous est pas
possible non plus de comprendre intégralement la Loi d'airain du cancer.
Tous les principes et lois de la nature sont cohérents et au fond, on n'en
trouve au bout du compte qu'un petit nombre, dont dérivent tous les autres.
C'est au nombre de ceux-là que figure le rythme dans la nature, qu'en l'appli-
quant à notre organisme, nous appelons rythme végétatif.
Mes patients avaient l'habitude de se saluer au réveil par une poignée de
main, assortie de ce commentaire technique : « Eh bien, ça va ! elles sont
bien chaudes ce matin, les fusibles ont l'air d'être toujours bien en place ! »
Bien sûr, maintenant qu'on le sait, il est facile de dire qu'au fond il aurait été
facile de le découvrir, du moment que tout cancer en phase de conflit actif
se traduit par une sympathicotonie permanente et tout cancer en phase de gué-
rison après la solution du conflit se manifeste par une vagotonie permanente.
Quel rapport y a-t-il entre ce phénomène et notre biorythme ? Où se trouve
la panne ? Y a-t-il même une panne ? Nous touchons là aux racines mêmes
de la notion de cancer.
Commençons par le début : il y a deux phases dans notre rythme diurne :
1. La phase diurne :
— c'est pendant cette phase que nous travaillons et luttons. Il faut que
nous soyons tout à fait éveillés !
Elle dure de 4 heures du matin, environ, à 8 heures du soir en été, et
de 6 heures du matin à 6 heures du soir en hiver. Les organes ergotropes
sont innervés, les organes du travail, les muscles, le cœur, le cerveau.
2. La phase nocturne :
— c'est dans cette phase que nous dormons. Le psychisme, le cerveau
et les organes se reposent du travail.
Pendant cette phase il y a innervation et arrosage sanguin accru des « orga-
nes trophotropes », l'estomac, l'intestin, le foie et le pancréas. La nour-
riture est digérée tranquillement, le psychisme, le cerveau et les organes,
l'organisme tout entier, récupère, prend des forces pour le lendemain.
Jusqu'ici, cela paraît encore clair. La médecine dite moderne a essayé
d'ignorer ce rythme jour/nuit. Dans les services de réanimation il n'y a plus
de rythme jour/nuit, les tubes au néon sont allumés en permanence, la ten-
sion, indice certain de la différence entre le rythme diurne et nocturne, est
« stabilisé », comme on dit si bien, 24 heures sur 24.
C'est là que ça commence à dérailler. Donc, pour maintenir artificielle-
ment à un niveau élevé la tension artérielle qui, chez toute personne saine
tombe pendant le sommeil au-dessous de 10 mm Hg (systole), le patient se
voit administrer régulièrement des stimulants, qui ne sont autres que des
sympathicotoniques. Il est pratiquement dans l'impossibilité de dormir d'un
sommeil profond.

245
Homme DHS CL Patient
sain t choc conflictuel Cancéreux conflictolyse
k dramatique. solution du au stade de guérison du cancer Homme guéri
.Isolement/ conflit

Psychisme Equilibre Conflit durable. Stress Bien-être, mais fatigue et lassitude allant jusqu'à la faiblesse Equilibre retrouvé
subjective, souvent dépressif
Innervation Eutonie = Sympathicotonie durable Vagotonie Eutonie
végétative Normotonie bon appétit, regain de poids, sommeil Normotonie

Cerveau Fonction normale Rupture de champ au cerveau Oedème intra- et perifocal l Restitution ou gliose cicatri- Restitution ad inte-
dans et autour du foyer de i cielle du FH allant de pair grum ou bien foyer
cérébral ni perturbation, ni Foyer de Hamer encore sans oedème Hamer. I avec régression de l'œdème de Hamer.
foyer de Hamer au Risque de compression céré- • intra- et perifocal Ancienne rupture
cerveau brale locale par œdème de champ guérie
par cicatrisation
gliale

Organe Organiquement sain Organe. Croissance du cancer ! Carcinostase , Ce qui a été malade et œdé- Etat consécutif à
corporel i matisé est restitué ; générale- l'expulsion de la
I ment encapsulement cicatriciel tumeur (Ca à epi-
i par tissu conjonctif thelium pavimen-
teux) ou tumeur
cicatrisée par tissu
conjonctif

Vagotonie durable

Phase de guérison
.DHS
Carcinostase

Eutonie = Normotonie 1
Evolution du conflit Eutonie
Rythme normal sympathico-vagotonique i Sympathicotonie durable, phase active du I
rythme diurne/nocturne j cancer, croissance du cancer •
Phase exsudative Phase cicatricielle de restitution
Sur le schéma ci-contre, qui est reproduit de nouveau à la fin de ce livre,
la l phase est la normotonie, la 2 la sympathicotonie, la 3 la vagotonie
r e e e

et la 4 est de nouveau la normotonie. Entre le DHS et la renormalisation


e

en eutonie se situe la maladie cancéreuse avec ses deux phases, la phase


de conflit actif (phase CA) et la phase de guérison ou phase pcl (phase post-
conflictolytique).
Pour comprendre le sens et la nature de la perturbation du biorythme,
nous reprenons l'exemple du cerf pour nous représenter un conflit de terri-
toire typique :
Un jeune cerf fait irruption sur le territoire du vieux cerf, il met à profit
l'effet de surprise et chasse le vieux cerf de son territoire. Le vieux cerf
fait un DHS avec conflit de territoire permanent. Ce DHS avec le conflit
de territoire correspondant est en même temps une perturbation, une panne,
une maladie. Il peut entraîner la mort du vieux cerf, mais c'est peut-être
aussi sa chance. En effet, s'il n'avait pas fait de DHS, son organisme n'aurait
aucune raison de mobiliser toutes ses forces. Mais, pour faire face à cette
situation, il est bien obligé de sonner le branle-bas de combat, de mobiliser
toutes ses forces, son organisme tourne à plein régime. Il lance une atta-
que à l'endroit propice, met à profit toute l'expérience du combat amassée
depuis des années. Le jeune cerf n'est pas de taille à se mesurer avec lui,
à lui tenir tête. Il doit abandonner le champ de bataille et battre en retraite.
Le vieux cerf a profité de sa chance, peut-être pour 2, voire même 3 ans,
qui sait. Un jour ou l'autre se revérifiera la Loi d'airain de la lutte pour
le territoire. Alors, le vieux cerf vaincu se retirera du champ de bataille
et le jeune cerf restera maître du territoire. Le vieux cerf perdra ses forces,
maigrira et finalement mourra d'inanition — comme un homme qui est
malade du cancer et n ' a pas réussi à résoudre son conflit.
Dites-le vous-mêmes, le DHS est-il une perturbation, une panne, ou bien
un processus nécessaire de sélection naturelle ? La nature a mis des mil-
lions d'années à créer ce système fantastique à des centaines de variantes.
Il a fait ses preuves. C'est pourquoi je n'arrive pas à croire que cela n'ait
pas de sens, bien que notre myopie ne nous permette pas de voir plus loin
que le bout de notre nez, de n'apercevoir que « panne et maladie ». Il est
évidemment difficile de consoler un malade en lui disant que sa mort est
elle aussi normale sur le plan biologique. Nous avons l'habitude de com-
battre toutes les maladies, les tumeurs, les bactéries et même les symptô-
mes individuels, tels que la fièvre, la nausée, les œdèmes, etc., qui sont
à nos yeux quelque chose de pernicieux, de méchant, d'hostile, qui cher-
che à détruire l'homme. Je crois qu'il est urgent que nous apprenions à
voir la maladie dans une autre optique, à redécouvrir sa nature et son essence.
Si l'on veut, la phase active du conflit, la phase active de croissance du
cancer est pour ainsi dire la phase diurne permanente. C'est un peu comme
cela que l'Iliade nous dépeint « Achille furibond », qui demeura fou de
rage jusqu'à ce qu'il eût tué Hector, qui avait tué son ami Patrocle. Peu
après, Achille succomba à un infarctus du myocarde, comme on pourra
le lire plus en détail au chapitre sur l'infarctus.

247
Le patient qui se trouve au rythme diurne permanent n'arrive pas à dor-
mir, la sécrétion d'adrénaline est accrue, il perd du poids, jusqu'à ce qu'il
ait enfin résolu son conflit, ou ne puisse jamais le résoudre.
Il entre alors dans la phase postconflictolytique, la phase de guérison, la
phase nocturne permanente.
La maladie du cancer est donc si l'on veut la prolongation à une plus grande
dimension du processus d'alternance rythmique diurne/nocturne. Il est peu
probable qu'un processus aussi bien ordonné puisse être « fortuit ». Il est
naturellement exclu que, selon la conception des apprentis-sorciers, un pro-
cessus aussi bien ordonné puisse être l'œuvre démentielle et fortuite d'une
« cellule anarchique ».
Ainsi donc, notre organisme tout entier court la bride sur le cou, ou plu-
tôt avec deux brides : l'innervation sympathique et l'innervation parasym-
pathique, le rythme diurne/nocturne, entre la tension et la détente, la
relaxation, entre la phase de stress et la phase de guérison, entre la phase
de conflit actif et la phase de conflit résolu, entre la croissance du cancer
et la guérison du cancer.
Ce système nerveux végétatif est chronologiquement le second système ner-
veux de notre corps. Il date de l'époque où le pont de Varole, la protubé-
rance annulaire de notre jeune tronc cérébral servait quasiment de « cerveau »
à nos ancêtres primitifs. Cela doit remonter à quelque 80 ou 100 millions
d'années, c'est-à-dire à une époque où il n'y avait pas encore de mammifè-
res : pour la première fois la différence entre le jour et la nuit acquérait de
l'importance, la température du corps devenait réglable et l'organisme était
doté d'une sorte d'horloge rythmique, qui marquait le rythme jour/nuit.

Le système nerveux végétatif, ordinateur central du rythme biologique de


notre corps :
Lorsque notre organisme est sain, il oscille selon des rythmes et en même
temps en fonction de cycles plus ou moins importants : rythme diurne/noc-
turne, cycle veille-sommeil, alternance tension-repos, ou rythme sympathi-
cotonique-parasympathicotonique = vagotonique. Chez l'homme et chez
l'animal le rythme diurne-nocturne oscille comme une horloge. A noter que
certaines espèces animales (« chasseurs de nuit ») ont leur phase de tension
pendant la nuit et leur phase de repos durant la journée. Ce rythme, que
nous appelons aussi rythme végétatif, est un élément central de tout notre
organisme, voire de toute notre vie. La fonction de tous nos organes est coor-
donnée par ce rythme végétatif. Le système nerveux, qui assure cette coor-
dination, est ce que l'on appelle le système nerveux végétatif ou autonome.
On le compare souvent aux brides, entre lesquelles « chevauche » notre orga-
nisme : l'une, qui tire en direction de la tension, est le sympathique, l'autre,
le parasympathique, tirant en direction du repos, de la détente. Comme le
nerf principal de tout ce genre du système nerveux parasympathique est le
nerf vague (du latin vagare = se ramifier), l'innervation de repos s'appelle
aussi vagotonie. L'innervation sympathique et parasympathique ont chacune
leur propre réseau télégraphique, comme le montrent les schémas d'inner-
vation suivants.

248
Ce qui compte pour nous dans le cadre de ce livre, c'est de comprendre
ces « brides nerveuses » de notre organisme. En effet, toutes les cellules
de notre corps sont dirigées par ces brides. Nous nous en apercevons à la
sympathicotonie permanente pendant la phase active du conflit, qui est la
phase de croissance du cancer, et à la vagotonie permanente pendant la
phase pcl. Pour le réseau télégraphique parasympathique il semble qu'il
suffise d'une seule ligne. Les relais télégraphiques, appelés ganglions, s'éti-
rent du cou jusqu'au bassin. Il semble qu'il y ait en gros deux lignes pour
le réseau télégraphique sympathique : l'une, qui est parallèle à la ligne télé-
graphique parasympathique mais dont les impulsions viennent de la ligne
principale, à savoir de la moelle épinière, la seconde est la ligne neuro-
hormonale
Thalamus — hypophyse — glande thyroïde
Thalamus — hypophyse — îlots pancréatiques (alpha et bêta)
Thalamus — hypophyse — capsule surrénale
Chez l'homme et les animaux supérieurs, le réseau télégraphique sympa-
thique est développé à la perfection, car en cas de fuite, défense ou attaque
impérative, il faut que la transmission neuro-sympathique fonctionne ins-
tantanément. Le moindre retard pourrait entraîner la mort de l'individu.
En revanche, il n'y a pas d'inconvénient majeur à ce que le relâchement
ou la détente après le combat dure quelques secondes de plus.
Il y a dans nos organismes des organes et des systèmes d'organes qui
servent principalement à la restauration des forces, à la reconstitution des
énergies épuisées, à l'organisation du ravitaillement du front. C'est le cas,
par exemple, du tractus gastro-intestinal. Bien qu'à l'origine ce tractus
gastro-intestinal se soit étendu de l'estomac à l'anus, au cours de l'évolu-
tion il a été en partie recouvert par l'ectoderme de la cavité buccale et de
l'intestin et il ne s'étend plus à présent que de la fin du duodénum jusqu'à
12 cm au-dessus de l'anus. Toutefois, dans cette région recouverte, l'ancien
épithélium adénoïde intestinal subsiste dans une large mesure en profon-
deur, sous forme de couche inférieure.
Il se peut que des innervations antagonistes desservent un même organe,
par exemple l'estomac : l'innervation sympathique, qui peut conduire au
cancer ulcératif de l'estomac dans la petite courbure et au bulbe duodénal,
là où nous trouvons aussi de l'épithélium pavimenteux, et l'innervation (prin-
cipale) parasympathique, qui assure un péristaltisme tranquille. Il en va
de même, mutatis mutandis, du foie, de l'œsophage et de la plupart des
autres organes. Nous ne savons pas encore bien précisément s'il y a vrai-
ment des organes et des groupes d'organes à n'être innervés que par une
seule bride et qui ne puissent être freinés en même temps par l'autre bride.
Mais pour notre propos, il importe bien plus de connaître la fonction
différente de ces brides. Prenons par exemple un patient qui jusqu'ici avait
bon appétit, qui se trouvait en vagotonie et qui soudain n ' a plus envie de
manger, est pris de nausée pendant le repas, a l'impression que l'œsophage
est étranglé : c'est qu'il n'est plus en vagotonie mais se trouve de nouveau
en sympathicotonie. Et dans 9 cas sur 10 il a commencé un conflit de peur

251
panique. Souvent c'est en voyant quel organe réagit le plus fort que l'on
peut déduire sur quoi porte le conflit de peur panique.
Ou bien, lorsqu'un patient qui jusque-là avait les mains glacées, n'arri-
vait pas à manger et ne pouvait dormir, mais était constamment obsédé
par son conflit, retrouve soudain l'appétit et le sommeil, a les mains chau-
des et ne pense plus qu'à s'étendre et dormir, alors nous savons que le
système nerveux végétatif est inversé, que la sympathicotonie a fait place
à la parasympathicotonie, ou vagotonie. Pour un bon médecin, il y a dans
les deux cas à tirer des conséquences immédiates. Dans le premier, il faut
chercher à résoudre le plus vite possible le conflit du patient, dans le second
il convient de faire bien attention aux complications possibles de la phase
de guérison !
La « situation végétative », ou état d'innervation du système neuro-
végétatif, est d'une importance décisive, et pourtant on ne la trouve men-
tionnée de nos jours sur aucune fiche de maladie. Et comme on n'y a pas
attaché d'importance jusqu'ici, on n ' a pas élaboré de méthode pour éta-
blir la différence. A propos de la leucémie, nous verrons que la numéra-
tion érythrocytaire, soit le dénombrement des globules rouges par m m , 3

et l'hématocrite permettent de déterminer le pourcentage du volume des


globules par rapport au plasma sanguin, mais pas de calculer combien cela
fait en tout. En effet, si le patient pendant la phase leucémique (vagotoni-
que) n'a « que » 2 millions d'érythrocytes par m m et un hématocrite de
3

17% — pourcentage du volume des érythrocytes par rapport au volume


du plasma —, c'est trop peu pour des conditions normales. Mais si l'on
prend en compte que pendant la vagotonie le circuit sanguin contient un
volume de sang de 2 à 3 fois supérieur à la normale, ce pourcentage est
presque normal ! Naturellement, tous les patients ressentent une grande
lassitude pendant la vagotonie. Mais si le patient est un leucémique, on
dit que c'est à cause de l'anémie. Du fait que la vagotonie, dans sa spécifi-
cité, n'a pas été reconnue comme une phase de guérison, mais interprétée
comme une maladie, on a abouti à des résultats totalement absurdes. Il
en va de même de la plupart des symptômes végétatifs : autrefois, dans
beaucoup de maladies infectieuses, la fièvre était encore considérée comme
quelque chose de normal. Aujourd'hui, il faut la combattre par des anti-
biotiques. En fait, c'est un symptôme cérébral de guérison, le signe d'un
œdème cérébral, et non point, comme se le figurent les représentants de
la médecine symptomatique, le résultat de toxines élaborées par certaines
bactéries.
Mais si le système neuro-végétatif est d'une importance aussi décisive
pour toutes les maladies, tout au moins pour la plupart d'entre elles, et
si notre médecine n'a pas encore pris connaissance de cette divergence végé-
tative entre sympathicotonie et vagotonie, on n ' a pas de mal à se figurer
à quel niveau cette médecine a travaillé jusqu'ici !
Le rythme végétatif entre tension et détente, jour et nuit, activité con-
flictuelle et phase pcl de la guérison, a une dimension encore bien supé-
rieure. Il s'insère en effet dans des cycles rythmiques plus importants, tels

252
que le cycle lunaire, le cycle des saisons et le cycle de la vie. Sans compter
que les grands rythmes sont modifiés par les influences des planètes et des
grands astres, en tout premier lieu par l'influence solaire.
De tout temps les hommes se sont représenté le matin comme un enfant
nouveau-né, de même qu'ils se sont toujours figuré le printemps sous les
traits d'un nouveau-né. Par analogie, ils se figurent le soir et la nuit,
l'automne et l'hiver, comme la fin de la vie. Entre ces deux extrêmes se
situe le point culminant de la vie, l'activité créatrice, la procréation, tous
les succès, les réussites des hommes, de l'humanité. Si nous transposons
l'image du rythme, de par sa nature végétatif, aux conditions d'innerva-
tion de la maladie cancéreuse, alors la phase active du conflit, la phase
sympathicotonique, est une phase de force, d'énergie concentrée à la énième
puissance, avec laquelle on s'attaque à un problème. L'organisme met tout
en oeuvre, fait tourner le moteur à plein régime pour venir à bout de son
conflit en mobilisant toutes ses forces. Lorsqu'un grand capitaine déploie
lui aussi toutes les forces dont il dispose et galvanise toutes les énergies de
l'armée qu'il lance contre celle de l'ennemi, on n'a que louanges pour sa
sagesse et sa clairvoyance. Mais lorsque notre organisme fait la même chose,
les apprentis-sorciers que nous sommes jugent cela maladif. Rien de plus
normal, pensons-nous, à ce que la nuit soit utilisée à récupérer après la
tâche journalière et le stress, à ce que les animaux hibernent en attendant
le printemps. MAIS que notre propre organisme éreinté par des mois de lutte
conflictuelle, par un combat où il a engagé ses forces jusqu'aux toutes der-
nières réserves, ait besoin après la solution de ce grave conflit de quelques
mois de détente et de repos réparateur, c'est ce que les apprentis-sorciers
n'arrivent pas à comprendre, ils trouvent cela maladif ! Au fond, notre
maladie cancéreuse n'est seulement qu'un rythme végétatif très judicieux,
traîné en longueur, comme la nature nous en fournit partout des modèles.
Le modèle du rythme végétatif est un principe naturel !

253
12. La thérapeutique du cancer
La thérapeutique du cancer doit être envisagée à un triple niveau :
1. Plan psychique : thérapie psychique inspirée par le bon sens
2. Plan cérébral : surveillance de l'évolution, thérapie des complications
éventuelles
3. Plan organique : thérapie des complications éventuelles.

La thérapeutique selon la Loi d'airain du cancer se distingue radicale-


ment de la pseudothérapie pratiquée jusqu'à ce jour par la médecine clas-
sique. Les oreilles me tintent en pensant à l'avenir... Oubliant leurs
protocoles, ils affirmeront sans sourciller que c'était bien là évidemment
la thérapeutique qu'ils ont toujours préconisée et appliquée !
Ce que l'on a toujours cherché, au fond, c'était tuer l'ennemi, le can-
cer ! comme au temps de l'Inquisition médiévale, lorsque le diable qui s'était
introduit dans l'hérétique était extirpé par le glaive, le feu et le poison. Au
bout du compte, quelles que fussent les méthodes de torture employées par
les inquisiteurs, l'hérétique finissait toujours par rendre l'âme, même si ses
tortionnaires étaient parvenus auparavant à lui extorquer des aveux. En
effet, par ces aveux il se reconnaissait coupable d'avoir partie liée avec le
diable. Mais si, en revanche, il se montrait réticent au point de ne pas répon-
dre, alors à plus forte raison il méritait la torture la plus rigoureuse.
Aujourd'hui encore les patients asservis aux protocoles de la médecine
classique sont soumis aux pires tortures d'un pseudo-traitement chimique,
qui va crescendo lorsque le Malin, dont on ne sait pas trop comment il a
réussi à s'introduire, nargue les tortionnaires en refusant de se laisser extirper.
C'est ainsi qu'en plein X X siècle, des millions de patients, dans tous les
e

pays civilisés, continuent de se faire massacrer, et c'est finalement eux qui


sont tenus pour responsables : leur organisme n'a pas « répondu » aux exi-
gences du protocole...
Un patron, et non des moindres, de la corporation médicale m'invita
un jour à faire la démonstration de mes succès. Je lui fis voir un certain
nombre de radios, qui prouvaient à l'évidence que la tumeur était stoppée.
Je lui expliquai qu'il y avait déjà des centaines de patients guéris, même
si le cancer inactivé dans le corps, l'organe, était encore visible. La tumeur
ne gênait pas, il n'y avait plus de mitoses, c'est-à-dire de division cellu-
laire, et s'il y avait encore un problème à résoudre, il était plutôt d'ordre
esthétique. Le grand patron en question n'arrivait pas du tout à me suivre
sur ce terrain. Pour lui le cancer n'était guéri qu'une fois « parti », mais
alors vraiment « parti, parti », par exemple à la suite d'une opération :
une fois la tumeur extirpée, il fallait largement nettoyer tout alentour, en
taillant au besoin « dans le vif ». Il avait sa petite idée sur le schéma, le
« protocole » à suivre : d'abord opérer le patient, secundo irradier, puis
traiter aux cytostatiques, qui entraînent la mort de la cellule en bloquant

257
la division cellulaire. Enfin, il convenait de « freudiser » les derniers vesti-
ges de l'âme par le traitement psychique anti-cancéreux de Hamer. C'est
très volontiers qu'il m'aurait confié ce travail de peaufinage.
Je lui dis que les patients qui venaient me voir n'avaient que faire, en
principe, de chirurgiens ou de médecins pour les irradier ou les empoison-
ner. Mises à part les complications éventuelles d'ordre organique, telles
qu'hémorragies, tuméfactions cérébrales, etc., ou d'ordre psychique, tel-
les que nouvelles paniques provoquées par des chocs ou des médecins irres-
ponsables, des récidives de conflits, etc., ces patients pouvaient se considérer
comme guéris et en bonne santé. Ils avaient même toute chance de vivre
encore 30 ou 40 ans, à condition bien sûr de ne pas être constamment ter-
rorisés par l'entourage, qui les avait déjà fichés et voulait les contraindre
à mettre le petit doigt dans l'engrenage de la médecine brutale, pour finir
euthanasiés à la morphine. C'en était trop pour cet éminent représentant
de la médecine classique et nous avons repris chacun notre chemin.
Depuis peu on tente d'abréger le processus d'euthanasie à la morphine
en utilisant le cyanure. La plainte que j'avais déposée à ce sujet contre un
représentant de ce « syndicat », a été rejetée par les juges. Ils n'ont pas
hésité à sanctionner le meurtre au cyanure comme acte médical.
Profondément choqué et scandalisé par un tel cynisme, un tel mépris de
la vie humaine, je refuse cette médecine sans âme, uniquement symptoma-
tique. Qu'il s'agisse d'un être humain ou d'un animal, le traitement médi-
cal d'un malade est pour moi un acte sacré. Il y a 2 000 ans, les médecins
de nos ancêtres étaient en même temps des prêtres, c'étaient des hommes
expérimentés, intelligents, qui méritaient la confiance de leurs semblables.
Ce qui n'exclut pas, bien au contraire, un degré élevé de savoir et d'esprit
scientifique.
Mais depuis que la corporation médicale s'est mise à sécréter un nou-
veau type d'ingénieur-médical, un intellectuel à montures de lunettes nic-
kelées, d'orientation symptomatique, et dont la réussite professionnelle va
étrangement de pair avec une certaine froideur, je n'arrive plus à voir dans
cette médecine « cool » une pépinière de médecins authentiques, de méde-
cins par vocation, au cœur chaleureux et aux mains chaudes.

258
1. Le plan thérapeutique psychique :
une thérapeutique psychique pratique,
inspirée par le bon sens
Théoriquement, la thérapeutique peut bien se concevoir sur trois plans dis-
tincts, comme j'essaie de le faire, mais à condition de ne pas oublier que
tout est constamment synchronisé dans notre organisme. Si bien qu'il sera
préférable à l'avenir de ne plus faire soigner nos patients par des « spécia-
listes » : tandis que l'un inspecte l'âme, le second jette un coup d'œil dans
le cerveau et le troisième ausculte les organes. Ce travail en équipe, qui
a la cote aujourd'hui, n'est acceptable, à la rigueur, que s'il s'agit d'une
équipe d'omnipraticiens ayant une grande expérience dans tous les domaines.
Normalement, le patient qui vient nous trouver souffre d'un conflit « dont
on ne peut pas parler », ou tout au moins dont on ne pouvait parler jusqu'ici.
Que nous jugions cela convenable ou nécessaire, ou que nous soyons d'avis
qu'il aurait peut-être mieux valu en parler depuis longtemps déjà, est sans
intérêt pour ce qui est de la maladie actuelle. La seule chose qui compte
c'est que nous tâchions de comprendre pourquoi le patient, étant donné
sa mentalité, ne pouvait pas parler !
Je me souviens d'une vieille femme atteinte d'un carcinome sigmoïdien
consécutif à un DHS provoqué par la mort de son canari, auquel elle tenait
beaucoup : pendant 12 ans il avait été son meilleur ami. Elle le retrouva
un beau matin mort dans sa cage. Il était maculé de fiente liquide. La vieille
femme en rêva des mois durant. Elle se reprochait toujours en songe de
n'avoir pas su nourrir comme il faut son « Hansi » et elle le revoyait sans
cesse dans ses rêves gisant tout crotté dans sa petite cage. Au bout de 4
mois le conflit fut résolu inopinément, sa fille lui avait fait cadeau d'un
« nouveau Hansi ». Le cancer était passé inaperçu et il ne fut signalé que
par le saignement habituel pendant la phase de guérison. La vieille dame
ne dut sa survie qu'au fait q u ' à son âge les médecins estimaient que la thé-
rapie ne valait plus le coup. Si elle avait été plus jeune, elle aurait eu droit
à des opérations de grande envergure, notamment à une sigmoïdostomie,
c'est-à-dire à la création d'un anus artificiel avec son corollaire de déva-
luations de soi, à la suite de quoi on aurait constaté les soi-disant « métas-
tases osseuses », prélude à la « potion », euphémisme pour l'euthanasie
à la morphine. C'est aujourd'hui la filière habituelle, malheureusement —
car c'est une filière parfaitement inutile. Voilà 5 ans que la vieille dame
est complètement rétablie. J'ai recommandé expressément à sa famille qu'au
cas où le « nouveau Hansi » viendrait à rendre son âme à Dieu, de ne pas
attendre 4 mois pour lui faire cadeau d'un remplaçant.
J'ai connu dans la Sarre un cas analogue : la femme d'un gérant de sana-
torium souffrait d'un cancer bronchique. On ne découvrit l'affaire que parce
que la patiente toussait légèrement. Le médecin de famille fit donc faire
une radio des poumons, sur laquelle apparaissait une « tache ronde soli-
taire ». Ces taches rondes solitaires du poumon sont toujours des carcino-

259
mes bronchiques solitaires, qui ont provoqué une atélectasie, c'est-à-dire
un affaissement des alvéoles pulmonaires, qui se vident d'air, et la rétrac-
tion d'une petite ramification bronchique. Ces taches rondes ne paraissent
pas rondes de toutes parts, mais présentent généralement une extension en
pointe vers le hile.
Le mari de la patiente, âgée de 57 ans, me demanda conseil. J'ai aus-
culté et interrogé la patiente. Huit mois auparavant elle avait fait un DHS
lorsqu'on avait piqué son chat « Mohrle », parce qu'il était malade. « Nous
l'avions depuis 16 ans, c'était notre enfant, il mangeait avec nous à table »
dit-elle. A partir du moment où le vétérinaire lui avait dit qu'il allait fal-
loir piquer le chat elle avait perdu beaucoup de poids, n'arrivait plus à dormir
la nuit, ne faisait plus que penser à son petit chat, qui fut d'ailleurs piqué
15 jours plus tard. Le conflit dura 4 mois. Le mari, qui ne supportait plus
de la voir souffrir ainsi, lui apporta un jour un nouveau petit chat, pres-
que pareil à l'ancien. Et lorsque 2 mois plus tard on découvrit la « tache
ronde solitaire » de près de 5 cm de diamètre, au poumon droit, la patiente
avait déjà récupéré tous les kilos perdus, elle dormait bien la nuit, et voyait
de nouveau la vie en rose. Elle supporta même l'ouverture du diagnostic,
l'empoisonnement chimiothérapique et l'irradiation du cobalt. Les méde-
cins s'étonnèrent que la tumeur ne progresse pas, ni ne régresse, ne fasse
absolument rien. Deux mois après, la patiente ayant surmonté toute la pro-
cédure, elle vint me trouver avec son mari pour s'enquérir du « suivi »,
ils voulaient savoir ce qu'il fallait faire. Je leur répondis : « Prenez bien
soin du petit chat ». J'aurais aussi bien pu garder ce conseil pour moi, car
le nouveau petit chat était bien entendu déjà intégré dans la famille et avait
sa place à table. La patiente, quant à elle, se porte bien depuis 4 ans.
Ces deux cas pourraient servir d'exemple pour illustrer comment, dans
le cas idéal et à condition que l'affaire soit réalisable, je me représente con-
crètement une thérapie pratique, inspirée par le simple bon sens. Peu me
chaut que d'anciens collègues qui ont pris du galon, sourient amusés de
me voir passer 2 heures à causer de son canari ou de son serin décédé à
une vieille dame qui n'a plus personne au monde que son canari Hansi.
Il est bien évident qu'elle ne pourrait pas payer les 2 000 marks d'honorai-
res auxquels aurait droit un professeur passant 2 heures à recueillir ses con-
fidences émouvantes au sujet d'un canari, qui valait tout au plus 10 marks
de son vivant.
Peu m'importe aussi que d'éminents psychologues pensent qu'il faille
tout d'abord éclairer la toile de fond psychologique, préciser comment et
pourquoi, en fonction de quel événement traumatisant on pourrait trou-
ver une explication plausible. Cela ne tient pas debout, car ces investiga-
tions n'apportent aucune précision sur le D H S . On en revient toujours à
l'exemple du gardien de but au football. Il est en mesure de repousser tous
les ballons qu'on lui envoie tant qu'il peut prévoir leur trajet : mais pour
peu qu'ils soient détournés et qu'ils le surprennent à contre-pied, il n'est
plus qu'un spectateur impuissant et paralysé, qui voit le ballon en vrille
se diriger tout droit vers le but, peut-être même juste à côté de lui, sans

260
qu'il puisse esquisser un geste pour le détourner. Le DHS est toujours la
constellation et la situation imprévues. Aucun psychologue ne peut l'inclure
dans ses prévisions.
Il convient ici d'esquisser au moins deux autres cas pour montrer qu'il
ne suffit pas de faire la « psychothérapie » du patient individuel. On s'aper-
çoit souvent que le patient est à ce point conditionné par son environne-
ment, que c'est le milieu, ou tout au moins les proches, qu'il faudrait
commencer par traiter, ce qui est souvent impossible.
Une patiente de 45 ans, dont le lecteur pourra étudier le cas sous la rubri-
que cancer des os et leucémie, « attrapa », comme elle le pensait, un can-
cer des os des cervicales et du bassin, après avoir eu, auparavant, un cancer
du sein. Le diagnostic s'énonçait ainsi : « Récidive d'un cancer du sein (après
amputation). Métastases généralisées ». On prévint la patiente qu'il n'y avait
plus rien à faire et on poussa son lit dans la chambre mortuaire d'un petit
hôpital. Elle était naturopathe. Appelé à donner mon avis à titre unique-
ment complémentaire, je trouvai, comme prévu, que les prétendues « métas-
tases généralisées » provenaient de deux dévalorisations différentes, causées
par deux DHS bien spécifiques.
Elève d'une école de naturopathes, la patiente avait deux enfants adop-
tés. Pour « jouer », elle s'était acheté un tampon de naturopathe, dont elle
n'avait bien sûr pas le droit de se servir officiellement tant qu'elle n'aurait
pas passé son examen de fin d'études. Or, un beau jour, ses enfants se trou-
vant seuls à la maison, avaient décidé pour passer le temps de jouer au fac-
teur. Ayant chipé dans un tiroir le sceau maternel, ils se mirent à tamponner
des centaines de « fiches », qu'ils allèrent glisser ensuite dans les boîtes aux
lettres du quartier.
En découvrant à son retour à la maison dans quels beaux draps ses enfants
l'avaient fourrée, la maman fut comme clouée au sol par la peur. Tout
le quartier allait la montrer du doigt, l'accuser d'imposture, sa carrière se
terminait dans la honte avant même d'avoir commencé... à moins que...
à moins que cet examen, très sévère et difficile à passer du premier coup,
elle n'arrive en cravachant bien, à le décrocher à la hussarde, très rapide-
ment, avant que le scandale n'éclate.
Harcelée par la peur, elle travailla d'arrache-pied, apprenant jour et...
nuit, ce qui n'était pas difficile, vu qu'elle ne pouvait plus dormir, à cause
de cette impatience fébrile. Elle était comme en transe. Mis « entre paren-
thèses », son mari trouva la chose saumâtre, protesta et se plaignit sans
ménagements d'avoir une si mauvaise épouse.
Mais celle-ci s'en moquait, ne voyant, ni n'entendant plus rien autour
d'elle. Elle n'avait qu'une seule idée en tête, réussir le plus vite possible
à son examen pour n'être pas taxée d'imposture. Le DHS qui l'avait clouée
sur place lorsqu'elle apprit ce que ses enfants avaient fait, était à l'origine
de ce conflit de dévalorisation intellectuelle... qui lui faisait plier le cou,
baisser la tête de honte.
Or voici que pendant cette période active de son conflit elle fit un second
DHS de dévalorisation de soi, mais cette fois dans le domaine sexuel. Son

261
mari ne cachait pas son dépit et lui faisait comprendre sans ménagement
qu'elle ne valait plus rien au lit.
Trois mois après son premier DHS de dévalorisation intellectuelle, elle
décrocha à la hussarde son examen de naturopathe. Elle avait sauvé la face.
Mais ce n'était pas pour rien qu'elle avait plié le cou.
Lorsque je la vis pour la première fois, son lit se trouvait dans le réduit
des moribonds. Les cervicales 2 à 4 étaient à ce point ostéolysées qu'un
effondrement paraissait imminent, avec tétraplégie à la clé. D'ailleurs, pour
lui épargner cette épreuve, on lui avait déjà administré de la morphine. Tou-
tefois, à la demande de ses proches, on l'avait arrêtée, parce que j'avais
posé cela comme condition. Elle se trouvait à moitié en vagotonie et à moitié
en sympathicotonie.
Une fois que j'eus fini de l'examiner, de l'interroger et de prendre con-
naissance des radios, elle voulut savoir s'il lui restait encore une chance
de s'en tirer. Je lui répondis : « Oui, si vous arrivez à ne pas bouger du
tout la tête pendant 4 semaines, il n'y aura pas d'affaissement possible.
Le tissu de régénération osseuse, qui soude les fragments d'os fracturés,
le cal, sera "ensilé" en si grande quantité que les cervicales ne pourront
plus s'effondrer. Il est bien évident, en effet, que ce conflit-là est définiti-
vement résolu. Maintenant, pour ce qui est des ostéolyses du bassin, vous
ne pouvez pas en mourir si vous refusez qu'on vous donne de la morphine,
mais je ne sais pas comment vont évoluer vos relations conjugales. Or, c'est
de cela, évidemment, que dépend votre "valorisation de soi sexuelle". »
De fait, au grand étonnement des médecins de l'hôpital, les cervicales
se resoudèrent comme prévu. Pour rester immobile, la patiente s'était
astreinte à dormir le plus possible, 4 semaines durant elle avait réussi le
tour de force de ne pas remuer la tête. Au bout du compte, le cal emmaga-
siné était supérieur à la teneur en calcium préalable.
Tandis que les cervicales se recalcifiaient comme prévu, la régénération
osseuse du bassin alternait, comme prévu, avec de nouvelles ostéolyses, dont
les causes étaient évidentes. La patiente m'avoua : « Mon mari a toujours
une mine d'enterrement lorsqu'il pénètre dans ma chambre d'hôpital, il
ne m'aime pas, je crois qu'il n ' a aucune envie que je guérisse. Je lui dis
alors : "Va-t'en, mais laisse les enfants ici, je ne puis pas supporter ton
visage !" »
Au lieu de l'aider moralement, de la remonter, son mari lui faisait des
scènes terribles qui la dévalorisaient complètement, et ce ravage moral se
lisait, deux semaines plus tard, sur les radios du bassin : nouvelles résorp-
tions du tissu osseux, nouvelles ostéolyses. Que la patiente se mît à repren-
dre un peu d'espoir, le bassin se recalcifiait, mais la tuméfaction de guérison,
qui est en soi quelque chose de positif et d'encourageant, tendait doulou-
reusement le périoste, membrane fibreuse, riche en nerfs, qui recouvre l'os.
Et déjà les médecins attentifs lui proposaient d'atténuer la douleur par une
injection de morphine. D'ailleurs, à plusieurs reprises ils lui en ont admi-
nistré à son insu et contre sa volonté expresse.
Je conseillai donc à cette pauvre femme de se faire transférer dans un

262
sanatorium et de se détacher intérieurement de son mari, seule chance qui
lui restait de rompre le cercle vicieux. Mais la caisse maladie refusa de payer,
aucun sanatorium n'accepta de la prendre, son mari ne voulait pas de « toute
cette agitation à la maison », elle lui était devenue complètement indifférente.
Finalement, les médecins lui donnèrent de la morphine, comme ça, sans
lui demander son avis, et cette fois pour de bon, sans discontinuer.
Lorsqu'elle rendit le dernier soupir, son mari écrivit sur le faire-part : « Te
voilà maintenant arrivée à bon port »...
Bien que « typique », le cas suivant n'a pourtant rien d'exceptionnel.
Une jeune femme, dont le cas est traité au chapitre concernant le conflit
de peur dans la nuque, avait deux conflits de ce type : l'un, parce qu'elle
avait reçu un avis (DHS) qu'il lui faudrait servir à vie une pension de retraite
à sa belle-mère. Des mois durant elle fut talonnée et harcelée par cette peur
dans la nuque. Le second conflit de peur dans la nuque était provoqué par
une double menace d'opération : on voulait l'opérer au cerveau et on la
pressait de se faire opérer la moitié du cervelet.
Presque aveugle, cette jeune femme attend patiemment, à la maison, que
les foyers de Hamer tuméfiés au cortex visuel du lobe occipital désenflent
pour qu'elle puisse y voir de nouveau. Les progrès sont lents. Le plus grand
obstacle à cette amélioration, c'est la propre mère de la patiente, qui enrage
d'avoir à aider sa fille. Elle voudrait que celle-ci aille à l'hôpital et cherche
à m'influencer par ses coups de téléphone : « Bonjour, Docteur, c'est Mme
Z à l'appareil. Vous savez bien, la mère de Mme X. Dites donc, Docteur,
vous croyez maintenant que ça va donner quelque chose ? Moi, je vois bien
ce que je vois. Pour moi, voyez-vous, ça va plus rien donner. Elle est si
lasse, ses forces déclinent. Elle peut même plus sortir du lit. Ah, quelle
misère ! Dire qu'il faut voir ça de ses propres yeux, assister impuissante
la mort lente de sa propre fille ! Ça serait pas mieux qu'elle en finisse tout
de suite, au lieu de tant se tourmenter ? Moi je trouve que ça serait plus
indiqué de la mettre à l'hôpital, au lieu de traîner ici en attendant la mort.
Je vous dis franchement, moi j ' y crois pas, Docteur (elle baisse la voix,
mais parle encore assez fort pour que sa fille l'entende bien), je vois bien
qu'elle est en train de mourir. Vous ne croyez pas sincèrement que ça va
encore donner quelque chose ? »
Commentaire superflu ! Voilà, bien concrètement, les situations dans les-
quelles on est amené à appliquer la thérapie du cancer. Là aussi on se heurte
à la mauvaise volonté des caisses-maladie, à la mauvaise volonté des méde-
cins. Il se contentent de prescrire laconiquement l'hospitalisation qui, pour
la patiente en question, serait la mort à coup sûr. A la maison elle est livrée
à une mère impitoyable qui s'est mis dans la tête que sa fille refuse d'aller
à l'hôpital uniquement pour la faire enrager. En effet, si sa fille pouvait
se débrouiller toute seule et n'avait pas besoin de l'aide d'une mère « qui
voit pour elle », la maman aurait tout loisir de « faire des ménages à l'exté-
rieur », comme autrefois, et elle enrage à la pensée de tout cet argent qui
lui file ainsi entre les doigts. Si le mari de la patiente ne conservait pas tout
son sang-froid, il y a longtemps que la patiente serait morte.

263
Je m'imagine fort bien la déception des psychiatres et des psychologues.
En effet, quand on pratique mon système on n ' a plus le temps de consa-
crer des semaines et des mois, voire des années, à l'analyse freudienne sur
un divan, le temps manque pour les constructions intellectuelles, les secondes
et les minutes d'horloge filent inexorablement. C'est tout de suite qu'il faut
trouver le conflit et si possible la solution devrait suivre dans les plus brefs
délais. Chaque jour qui passe, en effet, risque d'amener des complications,
surtout lorsqu'il s'agit d'un conflit de panique et d'un conflit central. Et
nous n'avons pas affaire uniquement au patient qui est là devant nous, il
faut que son entourage joue le jeu, sans quoi il n'y a pratiquement pas moyen
de l'aider. La plupart des lecteurs auront de la peine à ajouter foi à tel ou
tel petit tableau que j ' a i brossé à leur intention pour illustrer la thérapie
concrète telle qu'elle se présente dans la vie de tous les jours. Mais ils sont
tous authentiques, sauf qu'au lieu d'en rajouter il m'a fallu en retrancher,
par souci de discrétion. Il ne s'agit pas, en effet, de ridiculiser quiconque,
mais d'apprendre, à partir de cas typiques, à cerner les problèmes géné-
raux typiques que pose ce système.
A partir de statistiques, nous savons qu'en fonction de la modification
du milieu il y a aussi variation du type et aussi de la fréquence des diverses
maladies du cancer. Au temps des familles nombreuses, le cancer de l'esto-
mac était fréquent. On avait de la peine à s'éviter, les contrariétés d'ordre
familial donnent lieu, de préférence, à des cancers de l'estomac. Dans la
société actuelle, profondément dissociée, ce sont là des problèmes qui ne
se posent plus aujourd'hui. De sorte qu'il n'y a presque plus de cancers
de l'estomac. Au temps des grandes familles, les conflits mère-enfant étaient
relativement rares. Les mères qui avaient beaucoup d'enfants supportaient
plus facilement la mort d'un enfant que ne le peuvent aujourd'hui les mères
d'enfants uniques. D'autre part, le fait de « discuter » — que l'on songe
aujourd'hui aux discussions interminables entre les mères et leur progéni-
ture unique, hyper-névrosées — était autrefois taxé d'insolence, et se punis-
sait d'une paire de claques, ce qui ménageait les nerfs de la mère et de
l'enfant. Aujourd'hui, ces discussions les mène l'une et l'autre au bord de
la frénésie. Le cancer du sein a considérablement augmenté, bien que nous
ayons moins de mères et beaucoup moins d'enfants qu'autrefois.
Du fait de l'émancipation sexuelle, la fréquence des carcinomes du col
de l'utérus a été réduit à un pourcentage insignifiant. Quand on se sou-
vient de l'effet produit, autrefois, par des faux-pas commis en la matière,
on peut juger de l'évolution. Une fredaine, et puis après ? C'est à partir
des groupes d'immigrés en Amérique, par exemple d'immigrés en prove-
nance du Japon, que nous pouvons juger le mieux la modification de la
fréquence des différents types de cancer. Dès que ces immigrés japonais
se libèrent des contraintes sévères auxquelles ils sont assujettis dans le cadre
de leur vie de famille et de travail au Japon, où le cancer de l'estomac,
par exemple, et le cancer du col de l'utérus étaient fréquents, on note aussi
une modification de la fréquence des maladies cancéreuses selon les diffé-
rents types de cancer. En Amérique, il est rare que les immigrants souf-

264
frent de cancers de l'estomac, il n'en est plus guère à être atteints du can-
cer du col de l'utérus, mais en revanche il y a beaucoup de cancers du sein
qui étaient fort peu répandus au Japon.
Il serait donc illusoire de s'imaginer qu'il suffit de changer les condi-
tions sociales ou de modifier le milieu pour qu'il y ait moins de cancers.
Ce qui change c'est uniquement le type du conflit et, partant, le type des
maladies cancéreuses.
Il y a cependant une réalité qui mérite vraiment d'être soulignée, parce
qu'on a trop tendance à la passer sous silence. Quantité de situations démon-
trent qu'en moyenne les gens riches sont bien moins sujets aux conflits et
au cancer que les gens pauvres. Ainsi, par exemple, un huissier — vérita-
ble catastrophe pour le pauvre —, ne constitue pour le riche qu'un petit
effort importun, celui d'écrire un chèque, parce qu'il a oublié de payer une
facture. Les conflits sont les contraintes insurmontables que le patient ne
peut pas résoudre. Mais avec de l'argent on peut en résoudre une grande
partie, sinon toutes.
Ce point, encore relativement anodin, nous amène cependant à nous poser
une question de taille, à savoir quelle peut être la marche à suivre, quel
peut être le sens et le but de notre thérapie.

265
Les normes de la thérapeutique :
le code de notre cerveau
Aux critiques éventuelles de zélateurs religieux, me reprochant d'ériger
l'homme en norme, à la place de lois divines, je dirai qu'en tant que créa-
ture de Dieu, l'homme a sa place au sein du cosmos et que cette place lui
est assignée par le code engrammé dans son cerveau. Si petit qu'il soit, l'ani-
mal comprend ce code de son cerveau, qui a été engrammé chez lui comme
il l'est chez l'homme. Ainsi, le lion ne tuera pas plus de gibier qu'il lui en
faut pour se rassasier.
L'homme invente des bombes atomiques pour anéantir des villes entiè-
res, comme Hiroshima ou Nagasaki. Il a dû par conséquent y avoir quel-
que chose de détraqué dans le code de certains hommes pour qu'ils aient
adopté cette manière de vivre paranoïaque et mégalomane, qui n'est pas
prévue au code de notre cerveau.
D'ailleurs, il n'est absolument pas possible de s'engager simultanément
dans deux directions, c'est-à-dire d'une part en fonction de la civilisation
(ou ce que nous entendons par là), et d'autre part en respectant le code
biologique.
En effet, quelle thérapie appliquer à un grand-père qui a fait un DHS
parce qu'en vertu de la « civilisation » on l'a parqué dans un hospice où,
selon le code de son cerveau, il n'est pas du tout à sa place ? Pour sa part,
la société attend du médecin qu'il applique une thérapie adaptée, ce qui
est fort problématique, pour ne pas dire contre nature.
Il existe certes des contraintes et des constellations qui ne permettent pas
de réaliser une solution du conflit conforme au code. Mais cela ne change
rien au principe. Elle sera longue la voie qui mène à une nouvelle cons-
cience d'un comportement conforme au code de notre cerveau. Le code
implique aussi une famille et un environnement qui lui soit conforme. Il
est absurde de ne considérer l'homme qu'en tant qu'individu, car cela revient
à programmer de véritables conflits avec notre propre code.
Ce long préambule ne visait qu'à rendre superflue la question de savoir
quelle thérapie concrète je propose pour le cancer. Le médecin intelligent
et doué de charisme aura compris de lui-même ce que j'entends par là. Quant
aux médecins qui ont des yeux pour ne pas voir, ils ne comprendront pas,
de toute manière.
Si vous demandez à une mère comment elle s'y prend pour faire passer
un gros chagrin à son enfant, elle vous répondra médusée qu'elle ne le sait
pas, mais que jusqu'ici elle est toujours parvenue à le consoler et à le ren-
dre de nouveau joyeux.
Il serait stupide de ma part de proposer des schèmes préfabriqués, car
les médecins qui n'ont pas compris le système se trouveraient de toute
manière confrontés à de nouvelles difficultés, étant donné que le patient
n'est pas suspendu dans le vide, il réfléchit, éprouve des sentiments et « ça
travaille » en lui. En effet, le seul fait de dépister et déceler le conflit dont

266
il ne pouvait parler à personne jusque-là est le premier pas qui fait rouler
la pierre.
Peut-être sommes-nous en droit d'espérer en une nouvelle génération de
médecins doués, ayant une bonne connaissance des hommes, de médecins
intuitifs, à la sensibilité affinée, qui prendront la relève des médecins-
ingénieurs de la médecine dite moderne.
Je suis toutefois en mesure de vous donner tout de suite une recette pra-
tique : évitez à tout prix que vos patients ne paniquent, ils pourraient en
mourir. Depuis qu'est découverte la Loi d'airain du cancer, il n'y a plus
lieu de paniquer. En effet, les patients sont à même de suivre et de com-
prendre ce qui se passe et comment cela doit se passer. Presque tous les
patients (97%) peuvent surmonter leur cancer à condition d'éviter la pani-
que. Beaucoup de patients feront un nouveau conflit, auront un nouveau
cancer. C'est tout à fait normal, c'est cela la vie. Mais ce n'est pas si grave
que ça quand on a un médecin intelligent, pour qui c'est tout ce qu'il y
a de plus normal.
La raison pour laquelle il n'est pas possible de proposer des schémas fixes
c'est qu'ils ne tiennent pas compte des différentes situations et constella-
tions psychiques. Le trésor, pour l'un, c'est son canari, pour l'autre ce sera
son château. Les deux conflits ou problèmes sont équivalents, ils ont la
même importance et une valeur égale. Il faut être borné pour ne pas com-
prendre cela. Mais il serait absurde de donner à l'imbécile des recettes sur
la manière de faire des choses intelligentes.
Et puisque je ne puis élaborer des règles fixes concernant la psychothé-
rapie d'un patient, il m'est a fortiori impossible de préciser quelle thérapie
il convient d'appliquer aux proches de ce patient, à son patron, aux collè-
gues, pour qu'ils « jouent le jeu ». C'est tout l'art du médecin, qui doit
montrer beaucoup de doigté. Dans ce domaine, les échecs ne manquent
pas, j ' e n fais l'expérience tous les jours.
C'est ainsi qu'une thérapeutique efficace se heurtera bien souvent au peu
d'empressement à « prolonger » l'oncle, le beau-frère, ou même le propre
père... dont la survie risquerait de reporter aux calendes grecques la « ques-
tion de l'héritage ».

267
L'hôpital idéal
Se sentir en sécurité, pour un jeune mammifère, c'est être blotti contre sa
mère. La sécurité pour un enfant c'est la chaleur du nid, le foyer familial.
Pour un malade c'est la santé. Nos hôpitaux actuels sont des usines à tor-
ture, des fabriques de mort. Il ne saurait être question de santé, de bien-être.
Est-ce bien inévitable ? Avec le prix de la journée dans un médiocre hôpital
d'arrondissement le patient pourrait se payer le luxe d'un grand hôtel et
deux personnes à son service, ou un lit de première classe, avec infirmière
particulière, dans un sanatorium.
Mes patients n'ont besoin ni de l'un, ni de l'autre. Ce qu'il leur faut c'est
se sentir chez eux, dans une atmosphère de chaleur et de sécurité euphori-
santes. C'est là la condition essentielle, le fondement d'une thérapeutique
psychique, lorsque le patient doit être mis en observation ou en traitement
hospitalier. Mais pour qu'il soit vraiment apaisé, tranquillisé, rasséréné,
il faut un petit service de soins intensifs en prévision de complications impré-
vues, prévues ou prévisibles. Il faudrait que ce service de soins intensifs
soit doté d'un équipement de scanographie cérébrale, de manière à éviter
que des médecins étrangers au service ne paniquent les patients par des pro-
nostics alarmants.
La prise de sang quotidienne pour des contrôles, qui n'ont plus leur rai-
son d'être, disparaîtra de l'hôpital idéal. Il n'empêche que les patients auront
droit à un diagnostic optimal, conforme aux normes internationales, ce qui
est tout à fait possible, vu que la chasse aux « métastases » est devenue
superflue : un patient qui se sent bien, a bon appétit, dort bien, peut être
rassuré, il est en bonne santé.
Dans l'hôpital idéal, les infirmières ont un rôle capital : selon l'étymo-
logie allemande, elles sont en effet les « sœurs des malades », les « Kran-
kenschwester ». Il n'est pas toujours possible de constituer une grande
famille, comme ce fut le cas dans ma dernière tentative de mettre sur pied
une formule de ce genre. Mes patients m'ont souvent répété que le temps
passé dans cet embryon d'hôpital idéal comptait parmi les plus beaux
moments de leur vie. Nous étions une grande famille, à l'abri de toute pani-
que. Autant que possible, tous prenaient leurs repas ensemble..., assis, en
fauteuil roulant, ou même alités, à la grande table centrale, où l'ambiance
euphorique tranchait tellement sur l'atmosphère si cafardeuse des cliniques
et sanas, aux repas solitaires en chambre, que les visiteurs, parents ou amis
de passage n'arrivaient pas à faire la différence entre patients et bien por-
tants. Il est d'ailleurs très important que le patient sache qu'il peut se faire
accompagner d'un proche parent. Ce qui n'est pas du tout gênant ; d'autant
qu'il s'agit généralement d'une « sélection positive », comme le montre
l'expérience.
Le « personnel », y compris les médecins doit être trié sur le volet ; en
embauchant une infirmière, un médecin ou une femme de ménage, il con-
vient de se demander si, au cas où l'on filerait soi-même du mauvais coton,
on aimerait les avoir à son chevet. Mais si l'ambiance de la maison est bonne,

268
on fait souvent des constatations étonnantes : l'occasion ne fait pas seule-
ment le larron, elle révèle des ressources insoupçonnées, des cordes à son
arc qui ne demandent qu'à vibrer. Il y a des conteurs nés, dont les récits
hauts en couleurs feront revivre indéfiniment des sites enchanteurs où ils
ont été amenés à exercer leur profession, d'autres, qui ont digéré des biblio-
thèques entières, alimenteront des discussions intarissables et souvent pas-
sionnées, tandis que des équipes de cuisiniers rivaliseront d'ingéniosité en
découvrant que le plaisir le plus délicat est de faire celui d'autrui.
Il ne s'agit pas d'occuper le patient, mais de le motiver pour qu'il ne
soit plus obsédé par sa maladie, qui doit passer au second plan. A quoi
bon se faire de la bile, du moment qu'on guérit.
Il y a deux manières de rassurer le patient. La première, c'est qu'il trouve
tout à fait normal que l'on guérisse dans ce type d'hôpital idéal, puisque
les autres aussi se rétablissent. Ces patients font confiance, ils croient. C'est
bien. Mais pour les plus intelligents, cela ne suffit pas, ils veulent com-
prendre le système. C'est encore mieux. En effet, c'est tout à fait compré-
hensible. Il est donc recommandé de faire de véritables « cours de
perfectionnement » pour les patients.

269
2. Le plan cérébral :
surveillance de l'évolution et thérapie
des complications cérébrales
Il est recommandé de suivre de très près les processus cérébraux au cours
des deux phases de la maladie cancéreuse, mais ce n'est pas une condition
sine qua non. Du fait de la synchronisation des évolutions psychique, céré-
brale et organique, il y a moyen de les reconstituer en quelque sorte lorsqu'on
a une certaine expérience des scanners cérébraux. D'ailleurs, ceux-ci sont
inoffensifs, et pour ma part je m'en suis déjà fait faire à plusieurs reprises,
aussi bien avec, que sans moyens de contraste.
En principe, le scanner cérébral est facile à interpréter, tout au moins
en ce qui concerne les hémisphères, du fait que tout déplacement de masse
et processus expansif se reconnaissent à la compression ou au déplacement
des ventricules et des citernes.
Autant il m'est difficile de formuler des règles générales sur la méthode
optimale de thérapie psychique des patients, autant je le puis dans ce
domaine-ci :
1. Si le conflit responsable du cancer est encore actif, il convient à ce stade
d'effectuer un « scanner cérébral de base » avant la solution du conflit.
a) Cet examen de base est important pour l'appréciation des cicatrices
résiduelles. En effet, alors que le patient ne peut que nous faire part
de ses conflits, nous pouvons voir sur le scanner cérébral de base quel
a été l'« impact » de ces conflits.
b) Le scanner de base est aussi important pour l'appréciation ultérieure.
Le conflit n'étant pas encore résolu, ce scanner ne révèle pas d'œdème,
tandis que les scanners effectués ultérieurement, après la solution du
conflit, devront faire apparaître des œdèmes intra- et périfocaux.
c) Le scanner de base va permettre aussi de se rendre compte si l'on ne
s'est pas trompé de conflit dans la thérapie. Normalement, on s'en aper-
çoit même sans scanner cérébral. Mais il y a des cas douteux, des cas
critiques, surtout lors de récidives, et il est très important alors de dis-
poser d'un scanner de base.
d) Ce scanner est important aussi pour le patient. En effet, il voudrait
bien voir quelque chose de concret et, pour le rassurer, on peut à l'aide
de ce scanner lui faire une véritable leçon de choses, une démonstration
de la manière dont les choses se passent. Quand le patient s'aperçoit
que le médecin est sûr de son affaire et croit l'avoir bien en main, il
est rassuré. Or, il est essentiel que le patient ne panique pas.
2. Si le conflit responsable du cancer est déjà résolu, il importe de faire
au plus vite un scanner cérébral :
a) La crise épileptique ou épileptoïde à laquelle il faut s'attendre peut
faire une complication, que l'on devrait pouvoir évaluer à l'avance. Dans
le cas d'infarctus du myocarde, cette méthode permet d'en prévoir

270
l'échéance à 15 jours près lorsqu'on sait à quel moment a eu lieu la solu-
tion du conflit et à quoi ressemble le scanner.
b) Chez les patients dont on n'est pas très sûr de la date à laquelle est
intervenue la solution du conflit — qui n'est pas aussi ponctuelle qu'un
DHS —, on peut être surpris par un œdème cérébral.
c) Pendant la phase postconflictolytique (pcl), la thérapeutique médi-
camenteuse doit être fonction du scanner cérébral.
Le scanner de contrôle effectué conjointement au contrôle de l'évolu-
tion sur le plan psychique, nous informe de l'évolution de la maladie.
Cet examen est presque plus simple que celui des organes, parce que
l'œdème de guérison au niveau organique n'est pas toujours facile à
apprécier correctement.
a) Le patient et le médecin sont tous les deux rassurés lorsqu'ils peuvent
lire « noir sur blanc » l'évolution de la maladie. Il est très important
que le patient puisse constater de visu le revirement intervenu et se ren-
dre compte qu'il est hors de danger.
b) En nous renseignant sur l'état de tuméfaction cérébrale, le scanner
nous offre la possibilité d'évaluer la dose de cortisone, ou autres anti-
inflammatoires cortisone-like, qui nous aide à freiner une œdématisa-
tion intempestive au niveau cérébral et organique, ce qui a l'avantage
de diminuer les risques, mais l'inconvénient de prolonger la durée de
la guérison.
c) Il arrive souvent que le patient — surtout le patient non-hospitalisé
— ait fait depuis la visite précédente un nouveau conflit, dont il ne parle
pas, parce que c'est trop embarrassant. Mais il est très important de
savoir ce genre de choses. Certes, pendant la phase active du conflit,
il est difficile de se faire une idée bien précise des foyers de Hamer au
scanner tomodensitométrique. En revanche, l'imagerie par résonance
magnétique nucléaire, qui donne une représentation très contrastée des
différents tissus mous, permet de les cerner plus facilement.

271
Directives générales
Il convient là aussi d'établir une distinction entre la phase de conflit actif
(phase Ca) et la phase de guérison, ou phase postconflictolytique (phase pcl).

a) Phase Ca
Les cures d'amaigrissement sont strictement prohibées, bien qu'elles ne coû-
tent pas beaucoup au malade, qui n'a pas un appétit d'ogre. Elles peuvent
en effet avoir une issue fatale.
Il convient par ailleurs d'éviter soigneusement toute espèce de contra-
riété, d'émoi, d'agitation et d'énervement : en raison de l'état de sympa-
thicotonie dans lequel se trouve le patient pendant la phase de conflit actif,
il peut y avoir dérapage pour une raison futile, le malade s'excite, s'échauffe
et un nouveau DHS peut faire « sauter les plombs ». C'est que pendant
cette phase de conflit actif, le seuil est très abaissé, de sorte que le patient,
plus vulnérable que jamais, rechute facilement.
Les sédatifs de tout genre ne font que donner le change et risquent de
transformer un conflit aigu actif en conflit subaigu en balance.
Pour résoudre son conflit, le patient a par principe besoin de se trouver
dans des conditions correspondant à son code cérébral. Or, du fait que la
société actuelle n'en tient pas compte, il nous faudra bien un jour ou l'autre
transformer notre société. D'une façon générale, on peut dire qu'il est encore
plus important de « se sentir » que de « se voir » au sens rationnel du terme.
C'est que les malades au bout du compte finissent par redevenir des enfants
(forme de comportement régressive). Le patient sort de son conflit de panique
en se sentant rassuré, de même que l'animal sort de son conflit de panique
dès qu'il sent ou flaire son terrier protecteur, son nid, sa mère, son trou-
peau, sa meute, ses congénères.

b) Phase Pcl
On devrait conseiller aux hommes de se mettre à l'école de leurs compa-
gnons de création. En effet, tout animal qui se trouve dans la phase de
guérison, se tient tranquille, dort abondamment et attend paisiblement qu'il
récupère ses forces sympathicotoniques.
Pendant cette phase pcl, aucun petit animal n'irait sans nécessité s'exposer
aux rayons du soleil. En effet, ils ont un œdème cérébral et leur instinct,
pulsion naturelle inspirée par le code de comportement engrammé dans le
cerveau, les incite à éviter que cet œdème cérébral ne soit irradié directe-
ment par le soleil. J'ai connu des patients qui en sont morts, comme on
peut mourir aussi de tout ce qui favorise une œdématisation intempestive,
tel le séjour prolongé dans une voiture exposée au soleil, ou tout simple-
ment l'ingestion d'alcool. D'ailleurs la chaleur dégagée par un foyer de
Hamer œdématisé pendant la phase de guérison est perceptible au simple
toucher à travers la peau du crâne. Ce serait de la pure folie que d'exposer
directement au soleil... ou à l'alcool une tête déjà si brûlante.

272
La meilleure thérapie consiste à tempérer ces ardeurs en appliquant sur
ces points chauds des foyers de Hamer en voie de guérison des vessies à
glace ou des sachets réfrigérants vendus en pharmacie et conservés au free-
zer (« dolo-freeze »), en prenant la précaution d'interposer une flanelle entre
la peau et le réfrigérant. La vagotonie étant la plus profonde pendant la
nuit jusque vers 3 ou 4 heures du matin, c'est-à-dire jusqu'à l'inversion
du rythme jour/nuit, c'est souvent le moment où la tuméfaction est la plus
importante et où les patients souffrent le plus. En plus des réfrigérants,
ils ont souvent recours à une tasse de café et franchissent le cap doulou-
reux en lisant un bouquin, puis se rendorment au petit matin : au rythme
semi-diurne, ils arrivent à dormir assez bien, mais évidemment pas à poings
fermés. Même en l'absence de douleurs caractérisées, certains patients cons-
cients d'avoir des œdèmes cérébraux importants, se sentent plus sécurisés
avec des sachets réfrigérants maintenus sur les points névralgiques du crâne
par des résilles, filets dont on enveloppe les cheveux. Il faut dire cepen-
dant que ces précautions ne sont pas nécessaires dans la grande majorité
des cas.
Une des choses les plus importantes à noter pendant la phase de guéri-
son postconflictolytique, c'est que la grande lassitude qui caractérise cette
phase n'a rien d'alarmant, c'est un phénomène tout à fait normal, qui dis-
paraît de lui-même après la phase de guérison.
Pour la médecine classique c'est au contraire un signe alarmant ; la fati-
gue, la lassitude traduisent un grave trouble circulatoire, le cancer est en
train de paralyser la circulation, c'est le commencement de la fin !
Autre chose que doivent apprendre les patients : les douleurs et les tumé-
factions signalent la phase de guérison. L'ascite, accumulation de liquide
dans la cavité péritonéale, l'épanchement pleural entre les deux feuillets
de la plèvre, la tension douloureuse du périoste due à la tuméfaction de
la moelle osseuse pendant la phase de guérison, sont des phénomènes gênants
et parfois très pénibles, mais ce n'est pas le signe d'un « néo avancé », d'un
« envahissement général », d'un « cancer généralisé avec métastases par-
tout » : il n'y a pas de quoi paniquer, car les tuméfactions et les douleurs
de guérison disparaissent au bout d'un certain temps, comme elles sont
venues, et tout rentre dans l'ordre. C'est l'arc-en-ciel qui annonce la guéri-
son tant attendue !
Pour la médecine classique c'est évidemment un tout autre son de clo-
che : douleurs et tuméfactions sont, dans cette optique, le signe sûr et cer-
tain de la mort prochaine du cancéreux. Dès les premières douleurs, les
infirmières reçoivent l'ordre de « shooter » pour écourter « miséricordieu-
sement » le calvaire du malade et épargner au service ce « spectacle » inutile.
Le lecteur comprend peut-être mieux maintenant pourquoi on ne peut
pas mener de front deux thérapeutiques aussi divergentes. Ces pronostics
péremptoires de la médecine classique sont objectivement faux. Ce qui leur
confère une apparence de vérité c'est que le patient intoxiqué par la mor-
phine meurt effectivement, de sorte que le gros malin qui a donné l'ordre
de « lyser », reste, pour le personnel, le grand « caïd » qui une fois de plus

273
a eu raison. C'est oublier que n'importe lequel d'entre nous, « shooté »
une ou deux semaines durant, finirait, avec ou sans « néo avancé », par
passer l'arme à gauche !
Ce qui fait la nocivité de la morphine et de ses dérivés c'est que c'est
un poison cellulaire à effet sympathicotonique qui modifie à ce point les
vibrations organiques propres au cerveau que dès la première injection le
patient n ' a plus aucun ressort psychique et, devenu aussi aboulique qu'un
enfant, réclame sans cesse de nouvelles injections pour retrouver l'état
d'euphorie provoqué par la première, mais suivi bientôt de désordres physi-
ques et intellectuels. Et pratiquement tous les cancéreux reçoivent tôt ou
tard de la morphine, au plus tard lorsqu'ils commencent à être agités ou
à ressentir des douleurs, le plus souvent même contre leur volonté et géné-
ralement à leur insu.
Mais il arrive souvent que le patient ne tienne plus tellement à être mis
au courant après le pronostic « vous n'avez plus aucune chance » que le
médecin chef inconscient lui a asséné comme un coup de massue, tel un
grand inquisiteur maître de la vie et de la mort.
Les conséquences de la morphine c'est que l'organisme tout entier s'arrête
de fonctionner. Le patient ne réagit plus, ne mange plus. Les infirmières
poussent son lit au rancart des moribonds, où il meurt d'inanition quel-
ques jours plus tard. Depuis peu, des médecins chefs se prenant carrément
pour Dieu, administrent du cyanure au lieu de la morphine. C'est meilleur
marché et l'effet est plus rapide. Cynisme révoltant de misérables apprentis-
sorciers !
Quand on pense que tout cela est objectivement faux et l'a toujours été,
quand nous songeons à tous ces malheureux sacrifiés à l'ignorance des
médecins-chefs et professeurs imbus de leur suffisance, c'est à faire dres-
ser les cheveux sur la tête, comme se sont dressés ceux du juge lorsque le
patron de la neuroradiologie à l'Université de Tûbingen osa lui dire que
ça ne l'intéressait pas le moins du monde de savoir si Hamer avait raison.
C'est incroyable !
Il n'y a que le Créateur à pouvoir, par la mort, nous priver d'espoir.
Tant que nous vivons, nous autres créatures, hommes, animaux et plan-
tes, nous avons un droit fondamental à l'espoir. S'arroger des pouvoirs
divins en privant son prochain de l'espérance, c'est se rendre coupable du
pire des crimes, par bêtise et arrogance cynique. Par ignorance et suffi-
sance ils ont arraché le dernier espoir aux patients qui leur étaient confiés !

274
Les médicaments dans la thérapie du cancer
Les médicaments sont censés symboliser le progrès de la médecine moderne,
ou ce que l'on prend pour tel. D'innombrables patients ingurgitent tous
les jours 10, voire 20 différentes espèces de médicaments pour et contre
tout ce qu'on peut imaginer. Un médecin qui ne prescrit pas de médica-
ments n'est pas un vrai docteur. Les médicaments paraissent d'autant plus
efficaces qu'ils sont plus chers.
Quel bluff gigantesque !
Le plus idiot dans tout cela c'est que l'on a toujours cru que les médica-
ments agissaient localement. Le cerveau était censé n'avoir rien à faire là-
dedans. Ces apprentis-sorciers ! Comme si l'on pouvait duper un ordina-
teur tel que notre cerveau ! Comme si le cerveau ne se rendait pas compte
de ce que les apprentis-sorciers étaient en train de fabriquer et de bousiller
avec leurs infusions, leurs injections et leurs comprimés.
Or c'est un fait que pratiquement aucun médicament n'agit directement
sur l'organe, si l'on fait abstraction de réactions locales de l'intestin lors
de l'absorption orale d'un poison ou d'un médicament. Tous les autres médi-
caments agissent sur le cerveau et leur « effet » est pratiquement celui que
produit l'empoisonnement du cerveau, ou de ses différentes parties, sur
le plan organique.
Exemple : A l'occasion d'un congrès de cardiologie, j ' a i demandé à un
professeur qui décrivait l'effet sur le cœur d'un médicament stabilisateur
du rythme cardiaque, s'il était sûr que le médicament agissait vraiment direc-
tement sur le cœur et si son effet ne s'exerçait pas plutôt sur le cerveau,
c'est-à-dire s'il pensait que le médicament agissait sur un cœur greffé. Le
professeur ne sut que répondre et s'empressa d'ajouter que la question
n'avait pas encore été étudiée, mais que bien entendu le cœur greffé ne pou-
vait fonctionner qu'avec un stimulateur cardiaque !
Même la digitaline, la pénicilline et les remèdes contre la grippe agissent
« seulement » sur le cerveau !

A noter :
A l'exception des hormones, des enzymes et des vitamines, pratiquement
tous les médicaments agissent par la voie du cerveau !

Remarque :
Si l'on fait abstraction des stupéfiants purs, des narcotiques et des tran-
quillisants, il reste deux grands groupes de médicaments :
1. les sympathicotoniques, qui accentuent le stress,
2. les parasympathicotoniques, ou vagotoniques qui soutiennent la phase
de récupération ou de repos.
Etant donné que le cancer, une fois résolu le conflit et amorcée la phase
de guérison, est un processus végétatif hétérophasique, un seul et même
médicament ne peut jamais être à la fois « pour » et « contre » le cancer.
Par conséquent, un médicament peut soit renforcer la sympathicotonie et

275
freiner la vagotonie, ou inversement. Un médicament ne peut pas agir simul-
tanément dans les deux directions, du fait qu'elles sont diamétralement
opposées.
Le premier groupe des sympathictoniques comprend l'adrénaline et la
noradrénaline, la cortisone et l'hydrocortisone et des médicaments appa-
remment aussi différents que la caféine, la théine, la pénicilline et la digi-
taline, ainsi que bien d'autres encore. En principe, on peut avoir recours
à tous ces médicaments quand on désire atténuer l'effet de la vagotonie
et réduire du même coup l'œdème cérébral, qui en soi est quelque chose
de bon et de positif, mais qui en excès est une complication.
Le second groupe comprend tous les sédatifs et les anticonvulsifs, qui
accentuent la vagotonie ou atténuent la sympathicotonie. Ce qui fait la dif-
férence entre les sympathicotoniques et les vagotoniques c'est qu'au cer-
veau ils agressent tout particulièrement des aires spécifiques, et les autres
moins ou à peine. C'est aussi ce qui a amené les pharmacologues à croire
que les agents opéraient directement sur un organe. On peut le prouver en
branchant temporairement un organe sur un autre circuit sanguin. Si l'on
fait passer le médicament en question dans le sang, et du même coup dans
le cerveau, l'organe qui n'est débranché qu'au point de vue sanguin, mais
qui reste connecté nerveusement avec le cerveau, réagit comme s'il était
raccordé à la circulation sanguine originale. Nous savons aussi que rien
n'agit sur le cœur greffé, du fait que les fibres nerveuses sont sectionnées !

Un mot sur la péniciline


La péniciline est un cytostatique sympathicotonique. Son action bactéri-
cide est insignifiante et secondaire par rapport à l'effet qu'elle a sur l'œdème
du tronc cérébral. Voilà pourquoi on peut l'utiliser dans la phase postcon-
flictolytique pour atténuer l'œdème du tronc cérébral, en revanche elle est
inférieure à la cortisone dans les autres aires cérébrales. Il ne s'agit pas de
minimiser l'importance de la découverte de la péniciline et des autres anti-
biotiques. Ce qu'il y a, c'est que cette découverte a été effectuée à partir
de prémisses et de notions complètement fausses. On s'est toujours ima-
giné que les produits de désintégration des bactéries faisaient l'effet de toxines
et produisaient la fièvre. Il suffisait donc de tuer les méchantes petites bac-
téries pour éviter aussi les méchantes toxines.
C'était une erreur !
Ce qui est vrai c'est que Fleming a « par mégarde » eu le bonheur de
découvrir une substance provenant de moisissures, qui a atténué l'œdème
du tronc cérébral. Comme tout cytostatique et antiœdématique cette subs-
tance affecte aussi les bactéries, nos amies assidues, qui sont provisoire-
ment relevées de leurs fonctions, parce que leur travail est remis à plus tard :
il se fera alors de façon moins dramatique.
Comme la péniciline et les autres antibiotiques, tout cytostatique a un
effet déprimant sur l'hématopoïèse : d'où son effet désastreux dans le trai-
tement de la leucémie, qui est la phase de guérison du cancer des os.

276
Dosage recommandé pour l'hydrocortisone
Pendant la phase de guérison, 60 à 70% des patients n'ont pas besoin de
médicaments. La décision ne peut être prise toutefois qu'après s'être assuré
à l'aide d'un scanner cérébral que ce n'est vraiment pas nécessaire. Si l'on
n'est pas sûr, il vaut mieux pendant les 8 premières semaines consécutives
à la conflictolyse donner tous les jours 2 x 4 mg d'hydrocortisone retard,
à savoir en fin de matinée et le soir 4 mg chaque. A cette dose pendant
ce laps de temps il n'y a pas d'effets secondaires à redouter. Au bout de
8 semaines on peut ramener la dose quotidienne à 1 x 4 mg d'hydrocorti-
sone retard.
Quant aux patients qui ont un œdème au tronc cérébral ou qui ont eu
plusieurs carcinomes, résolus tous à la fois, ou dont un conflit responsable
de leur cancer a duré longtemps, il convient de donner 4 x 4 mg d'hydro-
cortisone retard, répartis pendant la journée, au besoin 5 x 4 mg, soit au
total 20 mg par jour, par exemple le matin 1 x 4 mg, à midi 2 x 4 mg et
le soir de nouveau 2 x 4 mg. Les patients qui ont besoin de plus de 20 mg
d'hydrocortisone, doivent être traités autant que possible sous contrôle
clinique.
Parallèlement au traitement de base à la cortisone, tous les sympathico-
toniques sont possibles et indiqués, y compris la péniciline et autres anti-
biotiques, tous les antiinflammatoires comme les antihistaminiques et les
antiallergiques, les anticéphalalgiques et les antimigraine, etc. Il y a toute-
fois moyen de se passer de quantité de médicaments en les remplaçant par
des compresses froides, des douches froides ou, par temps frais, par une
promenade à tête découverte. Nager en eau froide est également très effi-
cace, mais le sauna, en revanche ne convient pas : il peut provoquer très
facilement un collapsus central cardio-vasculaire, comme l'insolation. Le
médicament le plus simple est une tasse de café, plusieurs fois par jour.
Toutes ces recommandations ne valent, bien entendu, que pour la phase
vagotonique pcl, après la solution du conflit.
Recommandation en cas de récidive ou de nouveau DHS
Il s'ensuit qu'en cas de nouveau DHS, c'est-à-dire lorsque le patient est
de nouveau en sympathicotonie, la cortisone est immédiatement contre-
indiquée. On ne peut donc pas dire à un patient « repassez dans trois mois »,
sans avoir attiré expressément son attention sur cette circonstance. En effet,
s'il continue à prendre de la cortisone, il va accroître l'intensité de son conflit.
Par ailleurs, il ne faudrait pas que le patient supprime la cortisone d'un
seul coup, mais (v. ci-dessous) dans ce cas il convient d'éliminer la corti-
sone progressivement en l'espace de quelques jours. Le mieux serait évi-
demment que le nouveau conflit soit résolu immédiatement et que la
médication puisse être maintenue telle quelle.

Point fondamental
Il faut bien expliquer à chacun des patients que ces médicaments qu'on leur

277
donne ne constituent pas un traitement du cancer, mais qu'ils visent seule-
ment à atténuer l'œdème cérébral et corporel, qu'ils constituent par consé-
quent une mesure de précaution pour éviter des complications pendant
l'autoguérison du cerveau et de l'organe corporel.

Réduction progressive de la cortisone, éventuellement à l'aide d'ACTH


Autant que possible il ne faut pas arrêter d'un seul coup la cortisone. Il
n'y a là rien de neuf, tout médecin le sait bien. A la fin du traitement, il
convient d'injecter de l'ACTH retard (corticotrophine). Cette mesure ne
s'impose que lorsque le patient a reçu des doses élevées de cortisone. En
cas de nouveau DHS ou de DHS de récidive, il convient de réduire pro-
gressivement, mais très vite, la cortisone, dans la mesure où il n'y a pas
moyen de résoudre rapidement le conflit.

La crise épileptique
Au cours de la phase postconflictolytique, tout patient fait une crise épi-
leptique ou épileptoïde plus ou moins accusée. Dans les cas graves il con-
vient toujours d'administrer immédiatement 50 mg d'hydrocortisone en
injection intraveineuse, en recommençant éventuellement une seconde fois
6 à 8 heures plus tard à la même dose. On arrive souvent à atténuer ou
même parfois à éviter totalement la crise épileptique en administrant pro-
philactiquement de petites doses de cortisone.

278
3. Le plan organique :
thérapie des complications organiques
Il convient peut-être de préciser que je ne suis pas absolument hostile à
toute intervention chirurgicale. J'ai d'ailleurs mis au point il y a quelques
années un scalpel pour faciliter le travail des chirurgiens et dont le tran-
chant est 20 fois supérieur à celui d'un scalpel normal. En effet, je suis
partisan d'utiliser raisonnablement tout ce qui peut soulager le patient.
En ce qui concerne maintenant les travaux du chirurgien dans l'optique
de la Loi d'airain du cancer, il me semble qu'il y a un certain nombre de
remarques à faire pour que le patient, justement, sache bien à quoi s'en tenir.

1. Dans la perspective de la médecine classique, la chirurgie ignorait jusqu'ici


que le cancer, au niveau organique, est relativement peu important et
qu'il s'arrête de progresser dès que le conflit est résolu au plan psychi-
que et qu'il y a inversion de codage au niveau cérébral. Le reliquat de
ce processus que nous appelons cancer est biologiquement d'une impor-
tance très secondaire pour l'organisme.
2. Par voie de conséquence, la chirurgie classique n ' a pas tenu compte des
corrélations entre les organes opérés et l'ordinateur qu'est notre cerveau.
Sauf exception louable, les neurochirurgiens ont excisé en toute inno-
cence ce qu'ils prenaient pour des « tumeurs cérébrales », mais qui n'était
en réalité que des foyers de Hamer relativement anodins, généralement
guéris ou en voie de guérison.
3. De toute manière, la chirurgie classique n ' a pas, sauf exception raris-
sime, discerné un lien de cause à effet entre psychisme et ostéolyse. Le
lecteur est maintenant assez informé pour se rendre compte des consé-
quences catastrophiques que ce non-discernement a pu avoir pour les
patients.
4. La chirurgie classique ne s'est pas préoccupée non plus, sauf exception
remarquable, des processus d'ordre végétatif qui, en corrélation avec
le cancer, se déroulent selon un schéma bien déterminé. Il est donc bien
aisé de percevoir maintenant, rétrospectivement, à quel danger inouï
s'exposait jusqu'ici un patient cancéreux, dont le conflit était résolu et
qui se trouvait par conséquent en état de profonde vagotonie. Suivant
l'importance de l'œdématisation cérébrale une anesthésie générale pouvait
être fatale. Opérer sans avoir pris connaissance au préalable du scanner
cérébral du patient cancéreux, c'était lui faire courir un risque énorme.
En effet, si l'opération n'est pas d'une nécessité vitale, l'œdème céré-
bral est une contre-indication absolue, surtout si le foyer de Hamer est
situé dans le tronc cérébral, c'est-à-dire à proximité immédiate des cen-
tres vitaux. Sans compter qu'une opération effectuée pendant la phase
postconflictolytique de guérison vagotonique constitue de toute manière
un risque énorme sur le plan organique, vu que pendant cette phase tout
saigne et suppure : le risque de complication est colossal. S'il le faut

279
absolument, il vaut mieux opérer la tumeur cancéreuse une fois termi-
née la phase de guérison.
5. Si le patient se trouve encore dans la phase de conflit actif, le cancer
va continuer de proliférer après l'opération, de la même manière
qu'avant. L'opération est donc également inutile et conte-indiquée dans
cette phase, d'autant que le patient fera certainement une récidive, qui
lui vaudra une nouvelle panique lorsqu'il en prendra soudain con-
naissance.

Le patient, maître des décisions en matière d'intervention chirurgicale.


Dans l'optique de la médecine nouvelle, le patient est un partenaire, auquel
le médecin peut offrir son aide. Je suis convaincu qu'à l'avenir, la plupart
des patients renonceront à l'aide chirurgicale lorsqu'il s'agira de décider
si l'on doit ou non exciser leur tumeur inoffensive.
Du fait justement que pour la grande majorité des patients il n'y a pas
péril en la demeure et aucune nécessité d'opérer, je suis convaincu que dans
le cadre de la médecine nouvelle le pourcentage des patients à vouloir se
faire opérer sera minime. Tout patient raisonnable y réfléchira à deux fois
avant de courir le risque énorme de faire exciser une tumeur anodine, sur-
tout en pleine phase de vagotonie.
J'estime qu'à l'avenir les excisions de tumeurs ne représenteront plus que
10% environ de ce qu'elles totalisent actuellement. Et d'ailleurs ces exci-
sions seront des « opérations anodines », il ne sera plus question d'abla-
tions mutilantes, dont le « protocole » exige qu'il soit nettoyé tout autour
en « taillant dans le vif » : on se contentera alors de lever ou supprimer
les obstacles mécaniques.
Ne nous faisons pas d'illusions, il faudra du temps encore avant que ne
soit « extirpée » cette peur panique, qui a été profondément inculquée dans
nos consciences. D'ici là, combien de « sorcières » vont devoir encore monter
sur le bûcher d'une « inquisition » anachronique.
Ce qu'il nous faut, en revanche, c'est de la « petite chirurgie » pour remé-
dier à de petites complications : par exemple, un drainage d'ascite dans
la veine fémorale, un drainage péricardique dans la plèvre, etc., constituent
de petites interventions importantes, qui peuvent épargner bien des souf-
frances au patient. Mais ces interventions minimes ne prendront tout leur
sens et n'auront une raison d'être que dans la perspective de la médecine
nouvelle. Ainsi, par exemple, lorsqu'une ascite, accumulation de liquide
dans la cavité péritonéale, cessera d'être interprétée dans la pratique médi-
cale comme « le commencement de la fin », pour devenir le rayon d'espoir
annonçant la guérison, on abordera tout autrement une complication de
ce symptôme favorable !

Alternative : « l'élimination naturelle du cancer ».


La détective médicale est un métier passionnant et j ' a i été ravi de décou-
vrir que les bactéries sont nos amies, nos auxiliaires bénévoles hautement
spécialisés, nos « symbiotes ». Pourquoi refuser leur aide gratuite ?

280
Le déblaiement d'un carcinome colonique par d'inoffensives bactéries
tuberculeuses du type « bovinus » est peut-être bien moins dangereux, parce
que plus naturel, qu'une énorme opération abdominale. Il faudrait com-
mencer par acquérir une certaine expérience de cette nouvelle « thérapie
biologique ». De toute manière, l'indication d'une telle « opération biolo-
gique » dépendra beaucoup de la localisation de la tumeur. Et d'autre part
il s'agira en tout premier lieu d'établir si cette opération — biologique ou
mécanique — est absolument nécessaire, en raison des risques d'occlusion
intestinale.
Il va falloir écrire de nouveaux manuels, avec de nouvelles indications,
parce que nous partons d'une base totalement nouvelle.

281
13. La crise épileptique
passage normal à la phase de guérison
Toute maladie cancéreuse a certains points marquants, qui sont

1. DHS = Début de la maladie, début de l'activité conflictuelle


2. CL = Début de la phase de guérison, fin de l'activité conflictuelle
3. CE = Crise épileptique = point d'inversion entre la progression et la
régression de l'œdème (au cerveau et dans l'organe)
4. VRN = Re-Normalisation Végétative

C'est dans ce cadre que se déroule toute évolution de la maladie cancé-


reuse. Mais ce schéma ne vaut que pour le cas où il n'y a qu'une seule maladie
cancéreuse. Au cas où il y en aurait plusieurs simultanément, plusieurs pos-
sibilités peuvent se présenter : au point de vue du déroulement, elles peu-
vent être

en phase et déphasées

Comme la plupart des choses abordées ici, celle-ci est en principe tout
à fait simple. Mais c'est dans le détail, dit le proverbe, que se trouve le
diable, et c'est bien le cas ici. Naturellement, lorsque deux conflits débu-
tent par un DHS simultané et sont des conflits cérébralement analogues,
ayant leurs centres-relais dans des parties comparables du même cerveau
(p. ex. hémisphères), on peut théoriquement dire qu'ils sont en phase, sur-
tout s'ils ont été déclenchés simultanément.
Mais tout de suite on se heurte à la première difficulté systématique :
il est rare que les processus de guérison soient en phase. Cela tient à ce
que l'intensité conflictuelle de deux conflits simultanés n'est évidemment
pas la même. Ainsi, par exemple, il se peut que l'un des deux conflits ait
fortement diminué d'intensité dans l'intervalle, et il n'est pas forcé non plus
que les deux conflits soient résolus en même temps. Nous disons alors :
un conflit est encore en suspens, ou « en balance ».
D'autres complications résultent forcément du fait que les débuts des con-
flits (DHS) n'ont pas eu lieu simultanément. C'est actuellement le cas le plus
fréquent : le patient reçoit brutalement, en pleine figure, le diagnostic et le
pronostic d'un médecin inconscient, et ce second DHS déclenche son second
cancer.
Toute l'affaire se complique encore du fait qu'à des conflictolyses inter-
venues entre-temps succèdent de nouvelles récidives de conflit. Parallèlement,
il se peut fort bien qu'un second conflit demeure en activité permanente :
c'est une situation que nous ont rendue familière les conflits « en balance ».
Dans de tels cas le patient n'a pas les mains chaudes de quelqu'un en bonne
santé, mais du fait que chez lui la sympathicotonie durable et la vagotonie
durable s'emmêlent et s'enchevêtrent, il est « à moitié en état de stress » !
En fin de compte, cet état singulier n'est pas à mettre sur le même plan que
la normotonie, il en est qualitativement totalement différent.
Notre médecine actuelle ne tient absolument pas compte de ce genre de
choses. Tout ce qui n'est pas normal peut être tout au plus une « dystonie
végétative » (« Tu as une araignée dans le plafond »).
Il faut commencer par savoir et comprendre tout cela pour arriver à sai-
sir ce que signifie une « crise épileptique », pendant le processus de guéri-
son, ce qu'elle est essentiellement, quand elle survient, dans quelle
constellation, etc.

A noter :
1. La crise épileptique au cours du processus de guérison d'un cancer est
le point d'inversion au sommet de la phase d'œdématisation, qui amorce
la phase d'expulsion de l'œdème;
2. Tout cancer a une crise épileptique ou épileptoïde au point culminant et
en même temps au point d'inversion de l'œdème de guérison (phase
d'hydratation), qui amorce la phase d'expulsion ou de déshydratation.
3. Ces crises épileptiques ou épileptoïdes ont une évolution clinique très dif-
férente, selon la localisation du foyer de Hamer au cerveau
4. Seules les crises épileptiques corticales ont des crampes tonico-cloniques
du fait de la participation du cortex moteur prérolandique. Les autres
crises épileptoïdes du cervelet, du tronc cérébral ou du diencéphale ont
leur propre tableau clinique bien spécifique, sans contractures musculai-
res toniques et cloniques.
5. Après la crise épileptique, l'œdème de guérison régresse.
6. Un cancer sur deux ou trois fait, au cours de la phase de guérison, une
crise épileptique ou épileptiforme. Une conflictolyse simultanée de plu-
sieurs conflits peut donc être dangereuse, du fait qu'alors plusieurs par-
ties du cerveau sont simultanément le siège d'une épilepsie ou d'un
processus épileptoïde.
7. L'épilepsie (voir le chapitre sur l'épilepsie) n'est pas une maladie continue
spécifique, mais — même en cas de crises épileptiques fréquentes — une
« constellation de processus de guérison se reproduisant chroniquement.

286
8. L'infarctus du myocarde est une sorte d'épilepsie lorsque les aires cor-
ticales de la région insulaire sont touchées !
Par souci de clarté, nous n'allons envisager que deux possibilités de cons-
tellation : d'abord, « le cas normal » :

Il s'énonce ainsi :
L'aire constituée par la courbe de l'intensité du conflit pendant la phase
active du conflit, depuis le DHS jusqu'à la conflictolyse, correspond en
gros à la surface que le degré de vagotonie, mesurable à l'ampleur de l'œdé-
matisation, forme avec l'axe des X. C'est-à-dire : plus le conflit a été intense
et plus longue a été sa durée, plus importante sera l'œdématisation et plus
elle sera prolongée.

287
Si nous admettons que toute maladie cancéreuse a aussi pendant sa phase
de guérison « son type spécial de crise épileptique », qui est naturellement
fonction du type de conflit et de la localisation correspondante du foyer
de Hamer, alors il est important de savoir :
1. Quel était le conflit ?
2. Quand a eu lieu le DHS ?
3. Combien de temps a duré le conflit ?
4. Le conflit est-il déjà résolu ?
5. Quand faut-il escompter la crise épileptique ?
6. Quelle intensité aura la crise épileptique escomptée ?
7. Sous quelle forme se manifestera la crise épileptique ou épileptoïde ?
8. Comment peut-on prévenir cette crise épileptique ou épileptoïde ?
L'infarctus du myocarde est une crise épileptique, souvent aussi une crise
épileptoïde. Le foyer de Hamer est situé dans la région insulaire de l'hémis-
phère droit. Connaissant la durée et l'intensité du conflit on peut, avec un
degré de probabilité voisinant la certitude, prévoir dans la plupart des cas
3 à 6 semaines auparavant, c'est-à-dire au moment de la conflictolyse, si
le patient survivra ou non — en utilisant les méthodes actuelles.
Dans notre étude viennoise sur l'infarctus du myocarde, aucun patient
n'a survécu lorsque le conflit de territoire avait duré plus de 9 mois. A con-
dition, bien entendu, que l'activité conflictuelle ait été « normale ».
En cas d'activité conflictuelle inférieure à la « normale », un patient
auquel on appliquerait la soi-disant thérapeutique actuelle pourrait survi-
vre, même si le conflit avait duré plus d'un an. Les patients ont toujours
fait « leur crise épileptique » 3 à 6 semaines après la conflictolyse, pour
certains mon expérience m'a permis de prédire cette crise avec une grande
précision.
Voici, très schématiquement, comment se déroule la crise épileptique dans
le cas de l'infarctus du myocarde :

288
Pour la prophylaxie des complications cérébrales, qui font partie du
système et sont par conséquent tout à fait normales, il est naturellement
vital pour le patient que le médecin sache à quelles complications il doit
s'attendre et à quel moment telle ou telle d'entr'elles se produira. Nous
en avons parlé au chapitre de la thérapeutique du cancer.
Ce qui nous intéresse surtout ici, c'est la crise épileptique, qui non seule-
ment est inhérente à tout processus de guérison consécutif à la phase active
du cancer (PAC), mais qui est aussi très dangereuse ! Si le patient a fait
plusieurs cancers déclenchés par autant de chocs conflictuels (DHS), alors,
à chacune de ces phases de conflit actif, correspond après la conflictolyse
une « crise épileptique ». Cette crise est souvent masquée.

Cas où la crise épileptique est masquée

1. Simultanéité de différentes phases de cancers divers


Une crise épileptique ou épileptoïde peut être masquée si elle intervient
au moment où un autre cancer se trouve encore en phase active. L'effet
produit est alors le même que si l'on administrait de la cortisone, de
la péniciline ou d'autres sympathicotoniques.
2. Localisation du foyer de Hamer comme critère du type de crise épilep-
tique ou épileptoïde
Certaines formes de crise épileptique sont faciles à reconnaître, par exem-
ple les crises épileptiques correspondant aux foyers de Hamer dans le
cortex, c'est-à-dire dans la substance grise qui occupe toute la surface
des circonvolutions cérébrales dans le télencéphale. Le plus souvent il
y a réaction du cortex tout entier, et les contractions musculaires tonico-
cloniques déclenchées par le cortex moteur prérolandique, ou circonvo-
lution précentrale, ne peuvent guère passer inaperçues. Généralement,
le pont de Varole (protubérance annulaire) ou la moelle allongée (bulbe
rachidien) du tronc cérébral réagissent en même temps que le cortex,

289
suivant la nature de la peur. Nous pouvons constater aussi dans une
certaine mesure les crises épileptiques déclenchées par des foyers de
Hamer localisés dans les aires d'origine des nerfs crâniens.
Mais il est presque impossible de constater une crise épileptique con-
sécutive à un conflit de dévalorisation de soi, à un conflit d'eau ou à
un conflit mère-enfant. Et pourtant, ces conflits ont eux aussi « leur
crise épileptique ou épileptiforme spécifique ».
Il nous faut apprendre à classer les symptômes de ces crises épilepti-
formes. Dans le cas d'un conflit de dévalorisation de soi, le symptôme
caractéristique consiste en une diminution à court terme des thrombocytes
(plaquettes), qui ne dure souvent que quelques heures, mais peut don-
ner lieu à des hémorragies fâcheuses. Cependant ce même symptôme
peut déclencher aussi une brève récidive de conflit de dévalorisation de
soi, qui est accompagné de panique. Dans le cas d'un conflit d'eau, la
crise épileptique peut provoquer une sorte de colique néphrétique, ne
donnant lieu éventuellement qu'à une élimination de sables rénaux.
3. Dissimulation médicamenteuse
Vu toute la gamme de médicaments que tout patient reçoit normale-
ment dans un hôpital du type traditionnel, les médecins finissent par
ne plus savoir ce qui fait de l'effet, quand, où et comment. On s'était
complètement trompé — en principe ! En effet, presque tous les médi-
caments n'agissent pratiquement que par l'intermédiaire du cerveau. Mais
les médecins se figurent que les médicaments agissent directement sur
l'organe ou les organes, de même qu'ils ont toujours cru en l'action de
prétendus « carcinogènes », qui n'existent pas. Or, si le cerveau, sur
lequel agissent les médicaments, est perturbé dans son fonctionnement
par des foyers de Hamer, nous assistons souvent à des « réactions para-
doxales », que personne ne pouvait comprendre. Du fait de l'action con-
vergente ou divergente, totalement fortuite, des nombreux médicaments
administrés, il se peut qu'il y ait uniquement simulation d'une crise épi-
leptique, ou qu'une crise effective soit dissimulée
La crise épileptique dans la phase de guérison, on devrait même dire la
crise épileptique obligatoire dans la phase de guérison, est l'un des phéno-
mènes les plus importants et les plus lourds de conséquences de tout le
système de la Loi d'airain du cancer. La crise épileptique est la cause la
plus fréquente de la mort dans la phase de guérison après la solution du
conflit. En tant que cause de mort elle est encore bien plus fréquente que
l'œdème cérébral avant la crise épileptique, où le patient peut tout simple-
ment mourir d'une hypertension intracrânienne.

A noter :
La crise épileptique ou épileptoïde dans la phase de guérison postcon-
flictolytique est l'une des causes les plus fréquentes de mort et de compli-
cations de la guérison ! Son atténuation préventive est d'une importance
capitale. C'est particulièrement évident dans le cas de l'infarctus du
myocarde.

290
La nature de la crise épileptique
Au terme de cette longue discussion, chacun s'interroge sur ce qu'est au
fond la crise épileptique.
On peut en donner une triple définition :
1. La crise épileptique est le point d'inversion pendant la phase de guéri-
son, c'est le début d'une contre-régulation, et par conséquent
2. C'est un bref pat neurovégétatif !
3. C'est une décharge électrique, analogue à un éclair d'orage, qui éclate
entre deux champs de pôles contraires, quasi un « pat électrique ».

291
Rapide Paris-Cologne, 6 octobre 1984. Départ 7 h 37

Un événement mémorable devait marquer ce voyage Paris-Cologne : l'émo-


tion mal dissimulée de quelques dizaines de lycéennes parisiennes (12-13
ans) prenant congé sur le quai de la gare du Nord de toute une classe de
lycéens de Hambourg (14-15 ans), qu'elles avaient accueillis dans leurs famil-
les pendant près de deux mois, riches en émotions juvéniles. Vers 9 h 30
je fus réveillé par un appel du chef de train, qui réclamait par haut-parleur
la présence urgente d'un médecin au compartiment... Sur place, six com-
partiments plus loin, un jeune lycéen allemand, pris d'une crise épilepti-
que (grand mal), reprenait connaissance. Normalement, dans des cas pareils,
la prochaine station est priée, par radio, de préparer une ambulance pour
le transport d'urgence à l'hôpital le plus proche. On attendait de moi que
je donne des instructions dans ce sens.
Mais après les adieux déchirants sur le quai de la gare du Nord, je savais
déjà à quoi m'en tenir. Pour compléter mon diagnostic, il me manquait
encore le DHS de peur (de la mort). Je m'assis donc sur la banquette à
côté du jeune lycéen, qui était encore choqué, mais dont la circulation se
remettait, et lui demandai depuis quand il avait des crises pareilles. Il me
dit que la première datait d'un an et que depuis ça lui avait repris deux
ou trois fois. « Et que s'était-il passé avant la première crise ? » Il me répon-
dit : « Rien ». Ce qui était à la fois vrai et faux. Je lui demandai alors :
« Quel a été l'événement le plus effrayant de ta vie, dont tu as gardé le
plus mauvais souvenir ? » Il eut un tressaillement, l'effroi dans son regard
me fit comprendre que j'étais sur la bonne voie. Le lycéen répondit :
« Rien ». C'est que la prof, et des camarades de classe, se tenaient debout
à la porte entrouverte du compartiment. La prof comprit lorsque je dis :
« Ce à quoi tu penses c'est justement ça que je veux dire. » Elle s'éclipsa
discrètement et ferma la porte. Nous étions seuls, sans témoins, l'adoles-
cent n'avait plus à redouter le regard moqueur de ses camarades : « Un
grand garçon de 14 ans n'a pas à avoir peur ».
Il me raconta que ce à quoi il avait pensé tout de suite c'était de loin
l'événement le plus terrible de sa vie, « l'affaire de l'ambulance ». Un an
plus tôt il avait eu une mauvaise grippe et la fièvre n'arrêtant pas de grim-
per, ses parents affolés avaient appelé le « Samu ». Ce jour-là, les « urgences
de service » se trouvaient à 20 km de là, à l'autre bout de Hambourg, 20 km
séparé de ses parents, dans l'isolement complet, avec des maux de tête et
la grippe, paniqué à la pensée de l'hôpital, où il serait seul à affronter
l'inconnu : qu'allait-on faire de lui ? Il y avait un an de cela. Un ou deux
jours plus tard, la vie reprenait son visage normal, et tout d'un coup il fit
à l'hôpital sa première crise d'épilepsie. Par la suite, il s'était retrouvé à
deux reprises dans des situations analogues de peur panique, d'abandon,
de délaissement et d'isolement, bien que dans des conditions un peu moins
dramatiques. A chaque fois, alors que tout était de nouveau rentré dans
l'ordre, s'était normalisé, il avait été pris de crises convulsives.
Je tranquillisai mon jeune patient en lui expliquant ce qui lui était arrivé.

292
La douleur des adieux de la famille française, où il s'était senti si bien,
et surtout la séparation de la copine française, dont il avait fait la connais-
sance dans cette famille, et dont il s'était épris spontanément, dans l'élan
primesautier de ses 14 ans, de cette copine qu'il avait vue pleurer à chau-
des larmes sur le quai de la gare, tout cela avait ravivé d'un seul coup et
très intensément le sentiment de déréliction et d'isolement, exactement
comme un an plus tôt, lorsque le signal bleu clignotant et la sirène de l'ambu-
lance frayait un passage au « Samu » qui fonçait vers un hôpital paniquant.
Le lycéen acquiesça d'un mouvement des paupières : « Oui, c'était exacte-
ment le même sentiment qu'à l'époque. Dans le train, à la sortie de Paris,
il s'était très vite retrouvé au sein de sa classe, dans l'ambiance de camara-
derie collective, repris par son milieu habituel, par l'atmosphère de Ham-
bourg, le conflit s'était dissipé comme par enchantement. »
Le chef du train vint me demander s'il fallait commander une ambu-
lance. Je lui dis que non, « tout va bien ». Quant au jeune garçon, je lui
conseillai d'aller prendre une tasse de café ou de thé au wagon-restaurant.
Comme il n'avait pas d'argent, je lui remis 5 marks, et soutenu par deux
petites camarades de sa classe, il partit se réconforter en excellente compa-
gnie. En prescrivant ce stimulant j'entendais freiner la vagotonie excessive,
ce qui rendait fort improbable une reprise des convulsions. En effet, le pire
qui pût lui arriver, c'était que se reproduise — au vu de ses camarades de
classe — la même situation qu'un an auparavant : le girophare bleu et la
sirène de l'ambulance, l'isolement, mais cette fois dans un pays étranger,
de nouveau la solitude paniquante jusqu'à la prochaine clinique neurochi-
rurgicale, la rééditition presque point par point du choc traumatisant de
son expédition à travers Hambourg. De quoi le rendre, éventuellement, épi-
leptique à vie.
J'expliquai à la prof ce qui s'était passé et lui demandai de bien s'occu-
per de lui. Avec le temps, il finirait sûrement par être moins fragile, moins
sujet à cette peur de déréliction. C'était là tout le secret de 1'« épilepsie juvé-
nile ». Je lui donnai à lire mon livre en lui conseillant surtout le chapitre
sur l'épilepsie : « Vous comprendrez mieux ce qui vient de se passer dans
le train : un heureux hasard lui a fait éviter de justesse la catastrophe ».
Elle me répondit : « Où trouve-t-on encore aujourd'hui des médecins
qui s'intéressent à l'âme et aux angoisses de leur patient, et qui savent s'y
prendre ?» A mon tour je lui posai la question : « Et qui donc nous envoie
la plupart des arrivistes, cette sélection négative de lèche-cul, qui pour fran-
chir la barrière de la mention-très-bien ouvrant la porte aux études médi-
cales, incite systématiquement à la flagornerie dans les relations avec les
profs de lycée ? » Elle devint pensive : « Vous avez peut-être raison. »

293
Le patient, dont voici le scanner, avait une épilepsie, c'est-à-dire qu'il
faisait des crises d'épilepsie.
L'étonnant c'est que ces crises survenaient presque régulièrement, tou-
tes les 4 semaines, depuis l'automne 79. Personne ne pouvait se l'expliquer.
A part cela, il se portait bien, avait le type masculin. Petit, nerveux, spor-
tif, c'était un ancien officier. Ce patient faisait une sorte d'épilepsie « ter-
ritoriale ». Il avait un conflit de territoire, qui incluait le cortex. Tous les
mois il faisait une récidive, suivie tous les mois d'une solution, et à la suite
de cette conflictolyse il faisait à chaque fois une crise d'épilepsie.
En 1979, le patient eut un nouveau chef. Plus âgé que son chef hiérar-
chique, il avait en outre sur lui l'avantage d'avoir été officier pendant la
guerre, alors que son chef n'était que « cadet ». Lorsque le nouveau chef
vint rejoindre son poste de commandement et que les deux officiers se retrou-
vèrent en même temps devant la porte d'entrée, le patient dit : « Je vous
en prie, les jeunes ont la préséance ». Le nouveau chef comprit l'affront,
et à partir de ce jour-là ce fut la guerre entre l'ancien officier et actuel subor-
donné, d'une part, et l'ancien « cadet » et actuel chef d'autre part. Tous
les mois, le patient se vit assigner un nouveau travail, qu'il devait effectuer
par écrit. La tension était alors à son paroxisme, il y avait des étincelles
dans l'air. Le patient s'imaginait à chaque fois, d'ailleurs à juste titre, comme
il devait s'avérer par la suite, que le chef ne cherchait qu'une occasion pour
le coincer. A chaque fois il faisait un D H S , une récidive. A partir de ce
moment il se trouvait en état de stress, en sympathicotonie, surtout vers
la fin du délai imparti, juste avant d'exposer son travail écrit et de le moti-
ver oralement. L'exposé oral était toujours fort brillant. A chaque fois on

294
retrouvait l'officier d'ordonnance, et en face de lui son chef redevenait le
« cadet » lorsque le patient célébrait son exposé et démolissait facilement
les objections de son chef, le « cadet ».
Au cours de la nuit suivante, il faisait régulièrement sa crise d'épilepsie.
Curieusement, ça ne lui arrivait jamais pendant les vacances !
Lorsqu'il prit sa retraite, il prit congé de son chef, qui lui dit : « Au revoir,
Herr Ordonnanz-Offizier ! ». Le patient rétorqua : « Au revoir, Herr
Kadett ! ». A la suite de quoi il fit encore, en guise d'adieu, une grande
crise d'épilepsie, mais ce fut la dernière car désormais le chef restait à tout
jamais le Kadett !
La flèche indique le petit foyer de Hamer, empli d'oedème, à droite, au
niveau cortical, en position « territoriale » insulaire. Voilà à quoi ressem-
ble le type classique d'épilepsie à base de conflit de territoire. Tous les mois,
après la conflictolyse, on trouve ce foyer de Hamer oedématisé, mais en
revanche, l'œdème disparaît pendant la phase active du conflit. C'est au
fond comme cela que se déroulent toutes les épilepsies. Le patient avait
de surcroît un 2 foyer de Hamer territorial, à savoir un foyer correspon-
e

dant à une vive contrariété d'ordre territorial, dont il fit un cancer ulcé-
ratif de l'estomac, mais qui de toute évidence n'était pas à l'origine de ses
crises d'épilepsie. Sur le cliché de droite, en bas, nous voyons que l'œdème
de guérison atteint le cortex dans la fosse cérébrale moyenne, c'est-à-dire
dans la région du marquage de territoire. C'était bien ça : six années durant,
le pauvre homme fut obligé tous les mois de marquer de nouveau son ter-
ritoire. Même à l'état sauvage on ne trouverait guère de lutte plus implaca-
ble pour la possession d'un territoire,.

295
Sur le cliché ci-dessous nous voyons un épanchement péricardique, qui
est peut-être compartimenté, c'est-à-dire qui n'enserre pas le cœur tout entier.
Les crises d'épilepsie devaient sans doute, puisqu'il s'agissait régulièrement
du même « phénomène territorial », s'accompagner tous les mois d'un petit
épanchement péricardique compartimenté, tel que celui-ci, ou même plus
petit encore.

296
Cette jeune femme de 26 ans est affligée depuis l'âge de 8 ans de crises
d'épilepsie consécutives à une peur terrible. Depuis lors, elle a toujours eu
en de pareilles circonstances des peurs paniques, dont elle rêve aussi. Lors-
que tout est rentré dans l'ordre, elle fait sa crise d'épilepsie.
Son père est mort de leucémie, il y a un an. A l'époque, la jeune femme
voulait se suicider. Du fait que la peur initiale était en relation avec le père
et que celui-ci était pour elle le modèle sur lequel elle calquait sa conduite,
les peurs et les rêves angoissants n'ont fait qu'empirer.
Sur le scanner cérébral nous voyons à gauche en position frontale un
foyer de Hamer cortical. Il est nettement œdématisé, mais paraît d'ailleurs
être déjà cicatrisé. On peut supposer que depuis sa première crise d'épilep-
sie, il s'agit toujours du même foyer de Hamer.

297
On pourrait intituler ce cas et le suivant « aventures amoureuses à la tur-
que ». Ce scanner, avec le foyer typique de conflit de peur dans la nuque, est
celui d'une épouse turque, qui avait des relations intimes avec le cousin de son
mari. Elle était pleinement consciente de ce qui lui arriverait au cas où ça s'é-
bruiterait. C'est la raison pour laquelle elle tremblait de peur, se retournait fur-
tivement, pour voir si on la suivait lorsqu'elle filait au rendez-vous. Elle faisait
une crise d'épilepsie soit immédiatement après, soit au plus tard le lendemain.
La flèche de droite indique le foyer de Hamer du conflit de peur dans la nuque,
celle de gauche vise le foyer de Hamer correspondant au conflit féminin de
marquage de territoire, c'est-à-dire au bassinet gauche et à un ulcère du bassinet.
La seule personne au courant de ces relations, et qui devait jouer occa-
sionnellement le rôle de « postillon d'amour », c'était la fille de l'amant,
âgée de 16 ans, qui elle aussi faisait des crises d'épilepsie... C'est d'elle que
provient le scanner suivant.

298
Voici le scanner de la fille du cousin de son mari. Elle était au courant
des relations extra-maritales de son père et... elle avait une peur panique
(dans la nuque) que son père soit assassiné un beau soir, au clair de lune,
par le mari jaloux.
Chaque fois que le père s'en allait... après le souper, « au café », elle
se mettait à trembler de tous ses membres, au lit, et ne se calmait qu'au
retour de son père. Elle faisait toujours des crises d'épilepsie la nuit même,
ou avait des absences le lendemain.
La flèche signale le conflit de peur dans la nuque à droite. La femme
turque, aussi bien que la jeune fille turque, avaient des problèmes de vision
à l'œil gauche.

299
Ces scanners proviennent d'un travailleur étranger, marié, qui travaille
depuis 18 ans dans la Ruhr. Il y a une quinzaine d'années il s'est épris d'une
fille de 16 ans, originaire du même patelin que lui. Elle attendait un enfant.
Un jour, une voisine vint lui annoncer que la jeune fille en question était
morte en couches.
Le patient fit un DHS, il fut littéralement renversé et se mit à trembler
de tous ses membres. Un peu plus tard, sa femme lui fit part de la même
nouvelle catastrophique, qui le brûla comme un pic rougi au feu.
Quinze ans plus tard, il reçut d'une femme de son patelin, une lettre
l'informant qu'elle avait quelque chose d'important à lui dire. Il fit de nou-
veau un DHS, car il ne s'imaginait pas qu'il pût s'agir d'autre chose et il
pensait que la voisine avait dû recevoir à l'époque des confidences de son
amie. Après avoir lu la lettre, il se mit de nouveau à trembler de tous ses
membres.
Il finit par rencontrer cette femme et il s'avéra qu'il s'agissait de tout
autre chose. Le lendemain, il fit sa première crise d'épilepsie qui fut suivie
de bien d'autres par la suite, du fait qu'il rêvait souvent que l'on cherchait
à le contacter à propos de cette affaire.
Et ce sont des images comme celles-ci que l'on trouve alors au cerveau.
Le patient a un foyer de peur dans la nuque, entouré d'un œdème tout
récent, en position pariéto-occipitale gauche. Comme nous le voyons sur
la coupe de droite, cet œdème périfocal atteint le cortex. De toute évidence
c'est ce foyer de Hamer qui est responsable de l'épilepsie.

300
Mais à côté de ce foyer de Hamer nous en trouvons au moins trois autres,
qui étaient probablement tous actifs il y a 15 ans. Ils furent inactivés par
la suite, à l'exception d'un « conflit paracentral en balance », que nous pou-
vons voir presque au centre du cliché et que j ' a i marqué d'une flèche venant
d'en haut à gauche.
A côté de ce foyer de conflit paracentral, nous voyons que l'ancien foyer
de peur frontale à droite et le vieux foyer de peur dans la nuque, à droite
en position occipitale, ont repris de l'activité et sont de nouveau entourés
d'oedème de solution.
En reconstituant tout cela, nous constatons qu'à l'époque, il y a 15 ans,
aussi bien qu'à présent, le patient a dû se trouver en « constellation schizophré-
nique ». On pourrait presque dire : la personnalité tout entière de cet homme
était habitée à l'époque, et l'est de nouveau à présent, par une énorme peur.
En théorie, le patient pourrait faire aussi ses crises d'épilepsie du fait de
son foyer de peur frontale, dont nous reconnaissons l'œdème au fait que
la faux du cerveau est déportée vers la gauche de la ligne médiane. Il se pour-
rait pareillement que la crise d'épilepsie fût déclenchée par le conflit de peur
dans la nuque, à droite. Mais il est plus vraisemblable que ces crises d'épi-
lepsie aient été occasionnées par la partie corticale du gros foyer de peur
en position pariéto-occipitale (« peur de la déréliction »).

301
Voici les scanners d'une jeune fille de 16 ans, qui se trouvait dans un camp
de vacances avec une autre jeune fille.
Un soir que toutes deux se promenaient sur la plage, elle fut engagée dans
une lutte à mort avec une jeune fille algérienne, dont elle présumait qu'elle
était armée d'un couteau. Le combat se termina par l'épuisement complet
des deux filles. Mais au cours des quatre semaines suivantes au camp de vacan-
ces, elle eut constamment peur que cette fille fougueuse ne l'épiât pour la
surprendre dans un moment d'inattention, et elle savait que cette fois elle
n'en sortirait pas vivante.
Le lendemain matin, après le combat, elle fit sa première crise d'épilepsie
avec morsure de la langue et convulsions toniques et cloniques. Elle fit encore
quelques crises épileptiques pendant le camp de vacances. Auparavant, elle
avait toujours rêvé à la guerre.
Même après le camp de vacances, elle continua de rêver et de faire des
crises d'épilepsie. Ses rêves étaient toujours peuplés de visions de guerre,
qui la remplissaient d'une peur panique. Le tout dura 2 ans, et au cours
de cette période l'acuité visuelle de son œil droit diminuait de plus en plus.
Par l'intermédiaire d'amis, elle eut la chance d'être initiée à la Loi d'airain
du cancer. Ayant compris le rôle capital de la communication, elle osa pour
la première fois parler du terrible combat nocturne, raconter ses peurs oni-
riques, ses angoisses mortelles, sa peur dans la nuque, qui se répercutaient
chaque fois dans ses rêves, lorsqu'elle se voyait en songe épiée par la jeune
fille du camp. Il y avait à présent 2 ans que s'était produit l'événement cru-
cial de sa vie, et pour la première fois elle put dire qu'elle se sentait changée
depuis, elle ne pouvait préciser comment, mais se contentait d'affirmer qu'elle
se « sentait plus normale ».
Ces échanges, cette communication, lui permirent de résoudre complète-
ment ses conflits de peur. Le conflit para-central qui, sur nos clichés, n'est
pas encore pleinement résolu mais ne fait qu'amorcer sa solution, est main-
tenant en bonne voie. Cette jeune fille, qui s'était trouvée en « constellation
schizophrénique » (cf. le chapitre sur les psychoses), est redevenue tout à
fait normale depuis, les cauchemars ont pris fin, elle ne fait plus de crises
d'épilepsie. Elle a recouvré la santé. Ce qu'il y a de particulier, dans ce
cas, c'est que la jeune fille n'avait jamais pu parler de ses peurs avec quel-
qu'un d'autre, parce qu'elle éprouvait de la gêne. Et pourtant, elle ne dési-
rait rien aussi ardemment que de pouvoir se confier à quelqu'un. C'est ce
qui explique que ces secrets refoulés depuis si longtemps jaillirent comme

302
une fontaine le jour où elle rencontra des gens disposés à l'écouter et à par-
ler systématiquement avec elle de ce qui l'opprimait. Elle en était tellement
heureuse, reconnaissante et soulagée !

Sur le premier cliché de la série, nous voyons sur la coupe supérieure du


scanner cérébral, c'est-à-dire au cortex sous la voûte crânienne, deux foyers
de Hamer, dont celui de droite correspond à un conflit de peur cruciale au
thalamus, et dont la trajectoire va pratiquement du cortex au thalamus droit.
Le foyer de Hamer en position paramédiane gauche ne paraît pas descendre
aussi bas. Les deux foyers commencent tout juste à s'entourer d'un peu
d'œdème. Un troisième foyer de Hamer se trouve à droite en position fronto-
basale (conflit de peur frontale), et un quatrième en position occipitale gau-
che, dans le cortex visuel. Il se pourrait qu'il y en ait aussi un quatrième
au cortex visuel droit.
Tous les foyers de Hamer sont maintenant œdématisés. Les scanners ont
été faits quelques jours après la longue conversation libératrice. A la suite
de ce déballage, la jeune fille fit une dernière grande crise d'épilepsie.
Il est merveilleux de pouvoir libérer une jeune fille de 18 ans tourmentée
par ses peurs et ses angoisses, d'arriver à lui rendre son insouciance et à la
délivrer de la tare d'une prétendue « épilepsie congénitale » ! Cela dédom-
mage de tant de blessures infligées par une médecine ignorante, qui se pique
d'orthodoxie. A noter que cette jeune fille n'a plus besoin de médicaments.
Elle n'arrive plus, rétrospectivement, à s'imaginer l'état dans lequel elle se
trouvait antérieurement, lorsque dans les brefs intervalles entre rêve et crise
d'épilepsie elle était en « constellation schizophrénique ».
Ceux qui ignorent ce qui se passe dans l'âme humaine, et en particulier
dans celle d'une jeune fille de 16 ans, peuvent bien douter qu'il soit possible
d'être à ce point détruit par une seule querelle (« guerre »). Je dirais qu'il
suffit même d'un seul mot pour anéantir quelqu'un, et surtout une fille de

303
16 ans. Mais cela mis à part, il ne s'agissait pas seulement d'une querelle,
c'était une lutte à mort !

Ces clichés d'un cuisinier, âgé à présent de 41 ans, constituent un document


impressionnant de tragédie iatrogène, car nous pouvons à présent fort bien
reconstituer ce qui s'est passé il y a 5 ans. Il y a 5 ans, en effet, le patient fit un
conflit de peur frontale en se versant par inadvertance de l'huile bouillante sur
la main droite. Cela sentait le poulet rôti, se souvient le patient. Il dut faire à
l'époque un cancer des sinus maxilaires à gauche. Mais personne ne s'en aper-
çut. 3 mois plus tard, le conflit fut résolu lorsque la plaie se mit à guérir. Il fit
alors sa première crise épileptique. Lorsque les représentants de la médecine
traditionnelle firent un scanner cérébral, ils diagnostiquèrent avec la précision
d'un couperet une « tumeur cérébrale ». Ils décidèrent donc d'opérer ce pau-
vre homme et lui extirpèrent une grande partie du lobe frontal droit et du lobe
temporal droit. Ce faisant, on excisa pour ainsi dire son conflit, qui de toute
manière n'existait déjà plus à l'époque, sinon le patient n'aurait pas fait de
crise d'épilepsie.
Le patient n'a plus de crises d'épilepsie provenant de son conflit de peur
frontale, mais en revanche il est affligé maintenant d'une épilepsie cicatri-
cielle, consécutive à l'ablation d'une partie du cerveau, sans compter la modi-
fication de sa personnalité à la suite de l'excision d'une bonne partie du
cerveau, notamment du lobe frontal.
Les flèches signalent le foyer de Hamer très œdématisé à droite, en posi-
tion fronto-temporale basale, qui témoigne de la phase postconflictolytique
de ce conflit de peur olfactive. Les clichés datent d'avant l'opération (juin
83). Pour le patient, il s'agissait en même temps d'un conflit territorial, car
après l'échaudage, il lui fallut arrêter immédiatement son travail et il ne savait
pas s'il pourrait jamais travailler de nouveau comme cuisinier et s'il réussi-
rait à se faire réembaucher par cet hôtel. A l'époque de ces clichés, il y avait
déjà longtemps que tout était guéri, il travaillait de nouveau depuis 3 mois
et depuis le mois de mars il avait déjà fait 83 crises d'épilepsie !

304
Epilepsie — Conséquence d'un foyer de Hamer
à la suite d'un conflit de peur de la mort par identification

Cliché d'en haut : œdème de guérison au mésencéphale


Clichés d'en bas : foyer de Hamer avec œdème périfocal à gauche, au cor-
tex occipito-pariétal.
Une jeune fille de 15 ans joue de la trompette dans un orchestre dirigé
par un vieux musicien idéaliste, lui-même trompette, qui l'avait pratique-
ment créé à partir de rien. Tous les musiciens, et surtout les garçons et les
filles, étaient entichés de cet homme aussi exceptionnel, parce que désinté-
ressé. Parmi eux, Karin, une fille de 15 ans. Lors du premier concert, dont
on espérait la percée de cet orchestre, il se produisit ceci (7.2.75) :
Le directeur de l'orchestre, qui était chef d'orchestre et soliste tout à la
fois, avait déjà eu bien des années avant de gros ennuis avec un homme
âgé, trop assidu auprès d'une jeune fille de son orchestre. A présent il redou-
tait qu'il ne récidive auprès des jeunes filles du nouvel orchestre, et juste
avant le spectacle il s'était produit une violente altercation entre les deux
hommes (récidive de conflit de territoire). Le chef d'orchestre avait repoussé
cet « ennemi juré du territoire ».
Pendant le concert, « Willi », comme l'appelaient ses jeunes amis, exé-
cuta magistralement un solo de trompette. C'était le clou de la soirée.
Lorsqu'il eut terminé et que la tension se relâcha, il s'affaissa soudain
et tomba raide mort aux pieds de la jeune Karin. Celle-ci, et ses camara-
des, demeurèrent figés d'effroi. Au bout de deux heures il fut annoncé que
la tentative de réanimation à l'hôpital n'avait pas réussi.
Karin demeurait inconsolable : elle demanda et obtint la trompette du
maître. Elle se rendit tous les jours sur sa tombe, ce que ne fit aucun de
ses camarades d'orchestre. Elle dit qu'elle lui était très attachée et qu'il lui
fallait penser tout le temps à la mort. Au bout de six mois elle avait sur-
monté le pire. Immédiatement après la mort du maître, Karin fit des crises
d'asthme chaque fois qu'elle avait très peur.
Un an après, elle assiste à la mise en bière de la sous-locataire. Une semaine
après, elle fait sa première crise d'épilepsie. Le conflit vicariant de peur
de la mort était revenu. Deux ans après, en 1978, Karin trouve sa grand-
mère gisant dans sa cuisine devant le frigo ouvert, la tête dedans, « comme
morte ». De nouveau, elle est terrifiée. Elle dit qu'elle avait pensé intensé-
ment à Willi et à sa mort. La grand-mère reste, pour le moment, en vie,
le conflit est résolu. Quelques semaines plus tard, en décembre 78, la patiente
fait 4 crises d'épilepsie (grand mal). En janvier 1979, dans le cadre de recher-
ches à la clinique universitaire de Bonn on découvre sur un scanner céré-
bral un foyer de Hamer entouré d'un vaste œdème périfocal, dont il est
donné évidemment une interprétation erronée. La clinique a ... écrit au méde-
cin de famille le 5.1.79 :
« Sur la coupe à 6,5 cm on voit en position pariéto-occipitale droite, tout
à fait en haut, une région corticale hyperdense (c'est-à-dire prenant le con-
traste). On remarque toutefois sur plusieurs coupes une absence très nette
d'homogénité parenchymateuse, telle que nous l'observons fréquemment
à l'occasion de perturbations de la circulation cérébrale d'origine angios-
pastique. Signé : Dr. Scheef ».
C'est par cette circonlocution que l'on désignait autrefois un foyer de
Hamer, décrit comme une zone à œdème périfocal, caractérisée alors par
son absence d'homogénéité parenchymateuse. On mesure le degré d'embar-

306
ras et de perplexité que traduit ce constat purement parce que l'auteur de
cette expertise « nage » complètement. Il n'arrive pas non plus à s'expli-
quer comment une fille si jeune peut attraper un truc comme ça. La jeune
fille subit un examen neurologique et psychiatrique approfondi à la clini-
que universitaire, mais personne ne lui posa de questions sur le terrible évé-
nement central qu'elle avait vécu. C'est que ça ne cadre pas avec les conflits
freudiens, si bien que du point de vue psychiatrique cela ne présente aucun
intérêt.
La grand-mère finit par mourir, en février 79. Ce conflit est résolu au
bout d'une semaine environ, tout le monde étant d'avis que cela valait mieux
pour elle. Deux semaines après, nouvelles conclusions épileptiques (grand
mal), toujours de nuit, en plein sommeil. Amélioration progressive. Mais
chaque fois qu'elle a très peur, la jeune fille fait des crises d'asthme.
En mai 83 son père meurt. Karin se culpabilise, comme elle l'avait fait
en découvrant sa grand-mère gisant par terre, la tête dans le frigo. Elle s'était
reproché de n'avoir pas rendu visite depuis longtemps déjà à sa grand-mère.
En effet, elle l'avait déjà appelée souvent au téléphone, sans recevoir de
réponse.
Quatre jours après l'enterrement du père, elle fit de nouveau une con-
vulsion épileptique généralisée. Au cours des semaines suivantes, elle fit
encore plusieurs crises. — Toujours des crises d'asthme.
En janvier 84, mort de la seconde grand-mère, avec laquelle Karin s'enten-
dait bien, mais à laquelle elle n'avait pas rendu visite à l'hôpital, par peur.
De nouveau elle se culpabilise. Quinze jours plus tard elle refait une crise
de convulsions généralisée, malgré l'ingestion de médicaments depuis 1975 !
— bien qu'elle n'ait plus fait de crise épileptique depuis juillet 83.

307
Scanner cérébral d'une femme très religieuse, de 50 ans, qui vivait dans
la hantise des esprits. Lorsque sa fille fit une crise d'épilepsie à l'âge de
15 ans, elle crut sérieusement qu'elle était habitée par 4 esprits de défunts.
Elle fit un DHS de peur frontale. Les esprits furent paraît-il exorcisés, c'est-
à-dire expulsés par un guérisseur autrichien. Ce fut pour la patiente la solu-
tion du conflit.
Elle fit une très violente récidive avec DHS à propos d'une affaire pareille
lorsque son fils âgé de 26 ans, qui se trouvait en constellation schizophré-
nique avec conflit central, fit une crise de catatonie. Lorsque sa mère se
trouva à son chevet à la clinique, elle sut tout de suite que les esprits étaient
de nouveau à l'œuvre, et qu'il s'agissait des mêmes quatre esprits de défunts,
qui avaient déjà perturbé sa fille. Le foyer de Hamer s'exacerba, c'est-à-
dire qu'il y eut relance de l'activité conflictuelle, jusqu'à ce que finalement
grâce à l'influence télépathique du guérisseur autrichien, les quatre vilains
esprits furent expulsés à leur tour.
Cette conflictolyse date d'environ 3 semaines avant la réalisation de ces
clichés. Nous voyons ici un foyer de Hamer déjà consolidé au lobe fron-
tal, qui gonfle à présent pour la seconde fois et a provoqué aussi des crises
d'épilepsie, à l'origine de ces clichés.
Je n'ai jamais vu cette femme et n'ai appris l'histoire que par l'intermé-
diaire du mari. Nous voyons que la faux du cerveau, qui sépare les deux
hémisphères en haut, est refoulée à gauche. D'ordinaire ces gros foyers de
Hamer circulaires sont qualifiés de « méningiomes », parce qu'ils parais-
sent si fermes sur les bords. On se figurait jusqu'ici qu'une tumeur ménin-
gée pouvait s'incarner au cerveau ! Il suffit d'attendre tranquillement que
ces foyers d'apparence dramatique se mettent à régresser, il ne se passera
plus rien, et même les crises d'épilepsie finissent par s'arrêter, à condition
qu'il ne se produise pas de nouvelles récidives de conflits. Mais si l'on excise
une masse du lobe frontal, le patient est, au point de vue caractère, estro-
pié à vie.

308
Cette patiente qui, en 1953, à l'âge de 17 ans, fit pour la première fois
une crise épileptique, a un lobe frontal rempli de part et d'autre de foyers
de Hamer.
Cliché de gauche :
Flèches gauches : conflits de peur frontale et de peur bleue.
Flèches droites : conflits de peur frontale et territoriale
Cliché de droite : foyer de peur pour un proche, au tronc cérébral
La patiente a une histoire singulière :
Elle est âgée à présent de 51 ans et tient un petit commerce.
Son premier amour, à l'âge de 17 ans, avait pour objet un garçon sensi-
ble, plus jeune qu'elle. Le jeune homme voulait coucher avec elle, mais
elle refusa par crainte de ses parents et grands-parents. La séparation fut
très dure, mais son conflit de peur fut résolu provisoirement et elle fit sa
première crise épileptique. La peur revient avec le second ami. Ce fut son
grand amour. Elle ne coucha pas non plus avec celui-là, néanmoins ils furent
tous les deux « surpris » ensemble et la patiente fit un grand conflit de peur
bleue. Après la séparation du second ami, la seconde conflictolyse fut sui-
vie de la seconde crise épileptique.
A l'âge de 30 ans, elle se maria, sans se douter que son mari était un
exhibitionniste. Elle était enceinte de 5 mois lorsque la police vint lui annon-
cer que son mari avait été arrêté pour cause d'exhibitionnisme, et que dans
la petite ville tout le monde le savait.
Elle en fit un DHS. Elle apprit que son mari pratiquait l'exhibitionnisme
depuis de nombreuses années déjà.
Mais du fait qu'elle était enceinte, le conflit était provisoirement inopé-
rant. Lorsqu'après la naissance elle passa un coup de fil à la maison, son
mari était absent. Il était de nouveau en train de s'exhiber quelque part.
Depuis lors, chaque fois qu'elle lui a pardonné et qu'il lui a juré ses grands
dieux qu'il s'amenderait, elle faisait une crise d'épilespsie.
Depuis 2 ans, cette femme âgée de près de 50 ans a un ami âgé de 20

309
ans ; avec lequel elle coucherait volontiers si elle n'avait pas aussi peur d'être
surprise.
Il lui arrive souvent de faire des crises épileptiques, à la maison, lorsqu'elle
revient de chez son ami. Je ne puis pas le prouver, mais je crois que la flè-
che gauche représente le conflit de peur bleue de cette femme droitière, y
compris toutes les récidives, tandis que la flèche droite signale le foyer de
Hamer de la peur frontale, que cette femme à présent masculine, éprouve
du fait de la différence d'âge par rapport à son ami âgé de 20 ans.
Ce cas vous permet de comprendre pourquoi tant d'épilepsies sont si dif-
ficiles à « guérir ». En effet, par quoi voulez-vous commencer ? La catas-
trophe est programmée à l'avance dans les deux directions : la peur
provoquée par les frasques du mari ne peut qu'empirer, car il n'y a guère
de chance que son comportement change. Et d'autre part sa propre sexua-
lité ne s'atténuera pas de sitôt, et du même coup sa peur d'être découverte
avec son amant ou de le perdre.

310
14. Le stade avancé et terminal
du cancer guéri
a) le carcinome expulsé
b) le « carcinome déblayé » par les bactéries
c) le carcinome inactivé ou « engourdi »
d) le carcinome à conflit réduit « en suspens » ou en veilleuse
e) le carcinome substitué par réparation (p. ex. cal), baptisé plus tard
« sarcome »

Nous parlons de guérison après le cancer lorsque l'œdème cérébral de


la phase de guérison a de nouveau complètement disparu. Du fait, par exem-
ple, que le « conflit en suspens » n ' a jamais eu de phase de guérison et
n ' a donc jamais eu d'œdème intra- et périfocal à l'intérieur et autour du
foyer de Hamer, le cancer provoqué par le conflit en suspens est certes très
affaibli, mais il n'est pas guéri. En effet, lorsqu'on guérit définitivement
un conflit qui a été en suspens depuis de nombreuses années, il s'ensuit
un œdème considérable à l'intérieur et autour du foyer de Hamer !
Pour la médecine classique et symptomatique, le cancer est censé être
guéri lorsqu'il est « parti », c'est-à-dire lorsqu'il a été extirpé par le bis-
touri, les rayons et la chimie. Le cerveau n'intéresse pas dans ce contexte.
On part toujours de l'idée — jamais prouvée ! — que des cellules filles
peuvent essaimer par migration sanguine et s'implanter dans une autre partie
de l'organisme pour y fonder des colonies, ou « métastases ». Cette con-
ception erronée devrait présupposer un autre dogme, selon lequel ces cel-
lules imaginaires emportées par le flux sanguin seraient temporairement
coupées du cerveau mais réussiraient par la suite à s'y raccorder de nou-
veau pour retrouver exactement la structure histologique du tissu autoch-
tone originaire de cet endroit colonisé par les cellules filles. C'est digne des
meilleures acrobaties scolastiques ! Lorsqu'en vertu de ces élucubrations
hasardeuses les tumeurs cancéreuses ont essaimé un peu partout, si bien
que l'on croit ne plus pouvoir les opérer, les calciner aux rayons ou les ren-
dre inoffensives par du poison cellulaire, le patient, qui ne répond plus au
protocole, est systématiquement empoisonné à la morphine ou « euthana-
sié » au cyanure.
C'est à partir du cancer des animaux que mon système est le plus facile
à illustrer. Il est étrange que personne n'ait encore jamais eu l'idée de tirer
les conséquences de cette comparaison.
Lorsque l'animal — à la suite d'un DHS et d'un conflit durable — fait
un cancer, nous assistons normalement à la « forme d'évolution biologi-
que » (cf. chap. 9). En effet, l'animal n'est pas insécurisé ou même pani-
qué par des pronostics affolants, des angoisses intellectuelles, réfléchies.
Le DHS provoqué habituellement par le diagnostic-pronostic brutal, lui
est heureusement épargné. Si bien que nous voyons chez l'animal les for-
mes les plus authentiques du cancer guéri.

313
Suffisamment endoctriné pour n'avoir pas mauvaise conscience, le « bou-
cher moderne » auquel on a inculqué depuis son enfance que la vache n'a
pas d'âme, ne voit pas de mal à tuer, voire à égorger le veau de cette vache
sous les yeux de celle-ci : sous le choc, cette mère-vache qui ne peut s'inter-
poser pour protéger son petit, fait un DHS avec conflit mère-enfant, avec
un carcinome du pis à gauche. Si la vache-mère redevient gravide — le cancer
s'arrête de progresser — et met au monde un nouveau veau, le conflit est
alors résolu. Cette vache-mère conserve le nodule dans son pis. C'est ce
que nous appellerions la forme d'évolution biologique : le nodule dans le
pis comme stade final du cancer guéri. Mais ce qui est bien plus impor-
tant, c'est le stade final du foyer de Hamer correspondant au cerveau, l'ordi-
nateur de notre organisme. Voilà pourquoi ce chapitre doit traiter des divers
stades terminaux de l'ensemble de la maladie du cancer — aux trois niveaux
— tels qu'ils devraient se présenter normalement, c'est-à-dire de façon natu-
relle, et non pas tels qu'ils sont produits artificiellement sous forme de muti-
lation résiduelle, de calcination ou d'empoisonnement à la suite du
pseudo-traitement purement symptomatique.

a) Le carcinome expulsé :
Sous cette forme de guérison, il n'y a pas de différence avec les autres
maladies cancéreuses au niveau du psychisme et du cerveau.
Sur le plan organique, nous découvrons une certaine systématique : tous
les carcinomes à épithélium pavimenteux, dont le centre-relais est localisé
en gros dans la région péri-insulaire, guérissent par évacuation et rejet des
cellules cancéreuses, surtout si la matrice épithéliale est encore intacte, s'il
s'est agi par conséquent d'un ulcère superficiel. Du fait que la couche extrême
de l'épithélium pavimenteux est toujours tournée en dehors, c'est-à-dire
vers le monde extérieur, l'organisme rejette le tissu purement et simplement
au-dehors et produit de bas en haut de nouvelles cellules pavimenteuses,
comme il en a d'ailleurs l'habitude. On a de la peine à s'imaginer combien
de millions de ces cellules à épithélium pavimenteux se desquament de la
muqueuse buccale d'un chien pendant qu'il ronge comme il faut son os.
Ainsi donc, dans ces cas l'ulcère cancéreux disparaît complètement, soit
avec restitution intégrale, si la matrice n'était pas encore atteinte, soit par
cicatrisation. De nouvelles cellules sont fournies par en-dessous !

b) Le carcinome déblayé par des bactéries


Cette autoguérison symbiotique du cancer du corps est sûrement la forme
la plus ancienne de guérison d'une tumeur cancéreuse. Ce sont d'ailleurs
les cancers les plus anciens.
Là non plus il n'y a pas une différence essentielle dans le processus de
guérison aux niveaux psychique et cérébral. Toutes ces maladies cancéreu-
ses ont leurs centres-relais dans le tronc cérébral. Au point de vue organi-
que elles sont toutes localisées dans la cavité abdominale ou affectent des
organes annexes du tractus gastro-intestinal.

314
On rencontre toutefois des types pareils ou analogues d'auto-guérison
dans des organes dérivant du mésoderme (tuberculose osseuse, tuberculose
ganglionnaire, etc.)- Le mécanisme en est expliqué au chapitre sur la tuber-
culose.
Au moment de la conflictolyse, l'ordinateur qu'est notre cerveau donne
pour ainsi dire un « ordre général aux armées », il branche l'organisme
sur la vagotonie, lance une invitation à toutes les bactéries et autorise le
déblaiement de la tumeur cancéreuse.
La médecine classique se croit obligée de combattre les bactéries, de même
qu'elle se figure que pour lutter contre le cancer il faut s'attaquer aux symptô-
mes organiques. En fait, les bactéries sont nos symbiotes. Elles ne font que
ce que notre cerveau-ordinateur leur enjoint de faire. Une tache ronde aux
poumons, par exemple, est déblayée en biologie par les « éboueurs spécifi-
ques » des poumons, à savoir les bactéries tuberculeuses. Après leur pas-
sage il reste une caverne. Un carcinome amygdalien qui, tout comme les
alvéoles pulmonaires, dérive du feuillet interne de l'embryon (endoderme),
est déblayé par les éboueurs spécifiques du pharynx, les streptocoques et
les staphylocoques. Le déblaiement est toujours la phase de guérison. A
ce moment, le cancer actif est en fait déjà terminé, de même que le conflit.
A y regarder de plus près, nous constatons qu'à l'époque où nous, la
race humaine, menions encore une vie biologique — c'est-à-dire il y a quelque
10 000 ans — nous disposions d'ouvriers spécialisés — bactéries spéciali-
sées — pour certaines régions du corps :

p. ex. - Les bactéries tuberculeuses étaient préposées surtout au déblaie-


ment des tumeurs cancéreuses de l'endoderme !
Nous ne voyons pratiquement jamais de tuberculose de l'épithé-
lium pavimenteux, qui dérive de l'ectoderme. Même la tubercu-
lose de tissus conjonctifs et d'os, dérivés du mésoderme, est très
rare, et dans ce cas il faut qu'ils soient au contact de l'air. En effet,
les bactéries tuberculeuses sont aérobies, c'est-à-dire qu'elles ont
besoin pour vivre d'air ou d'oxygène libre. Nous lisons toujours
dans nos manuels que les bactéries tuberculeuses sont des « bâton-
nets acido-résistants ». Personne ne s'est jamais posé la question
de savoir pourquoi ils sont acido-résistants. Le seul endroit de notre
corps où règne un milieu acide c'est le tractus gastro-intestinal et
les alvéoles pulmonaires, qui assurent l'échange gazeux entre le
sang et l'air inspiré (acide carbonique). Mais les alvéoles dérivent
de l'endoderme. Embryologiquement ces « vésicules pulmonaires »
produits par bourgeonnement sont originaires du tractus gastro-
intestinal, tout comme les amygdales (tuberculose tonsillaire !),
le conduit auditif interne, y compris la muqueuse mastoïdienne
(tuberculose de l'oreille moyenne !) ou les « végétations adénoï-
des » rhino-pharyngiennes, qui peuvent tous présenter une tuber-
culose.

315
Bref :
Les bactéries tuberculeuses acido-résistantes (ou mycobactéries)
sont des ouvriers spécialisés du tractus gastro-intestinal, où il y
a toujours de l'air et des gaz, avec toutes les formations annexes,
notamment les alvéoles. En revanche, on n'observe jamais de
« tuberculose bronchique », bien que la proximité semble favori-
ser la contagion. Au temps jadis, où nous offrions encore l'hospi-
talité à tous nos amis, les bactéries tuberculeuses, dans le cadre
d'une symbiose bénéfique, si d'aventure nous faisions un cancer
du colon, une fois que le conflit était résolu, ces petits auxiliaires
silencieux et infatigables se chargeaient de déblayer discrètement
le carcinome intestinal. Au bout du compte, il ne restait plus sur
la radio que quelques ganglions lymphatiques calcifiés, là où il y
avait eu auparavant un carcinome intestinal.
Quant à la question de la primo-infection, censée immuniser toute
la vie contre la tuberculose, il y a longtemps qu'elle a été réfutée.
Actuellement, on ne sait absolument plus rien, comme en témoi-
gnent nos manuels. On s'aperçoit que tout cela était pure illusion.
Sans rime ni raison nous avons exterminé nos plus vieux amis, tout
comme nous avons dilapidé nos richesses forestières et maritimes,
par pure présomption et arrogance civilisatrice !
Et n'avons-nous pas soigné autrefois nos tuberculeux par des cures
de repos, en les préservant de toute panique, c'est-à-dire précisé-
ment de la même manière que nous devrions traiter aujourd'hui
nos patients qui se remettent du cancer dans la phase postconflic-
tolytique de guérison ?
Ça ne te dit rien, lecteur ?

p. ex. - Les staphylocoques, les bactéries de nos furoncles


La furonculose est la phase de guérison consécutive à une dévalo-
risation de soi. Elle se manifeste au cerveau par une œdématisa-
tion de la moelle et sur le plan organique par une nécrose de tissu
conjonctif. Après la conflictolyse, les staphylocoques assidus
déblaient les nécroses : c'est ce que nous appelons furonculose.
Partout où il y a colliquéfaction anaérobie de tissu conjonctif, les
éboueurs spécialisés dans ce genre d'ordures nécrotiques sont immé-
diatement sur place. Au lieu de les laisser faire tranquillement leur
boulot utile, nous nous ingénions à les en empêcher par de la péni-
ciline, dont la médecine s'enorgueillit encore comme d'une décou-
verte géniale ce qui au fond est absurde. En effet, nous nous servons
pratiquement de la péniciline comme d'un anti-inflammatoire céré-
bral. C'est uniquement cette action anti-inflammatoire qui fait tom-
ber la fièvre, et non pas le fait que la péniciline — qui a aussi un
effet cytostatique — extermine une grande quantité de nos petites

316
amies, les bactéries : apprentis-sorciers, nous nous apercevons trop
tard des dégâts et ravages causés par des interventions intempesti-
ves qui compromettent l'équilibre de la nature.

c) Le carcinome inactivé ou « en sommeil »


Les carcinomes sont pratiquement tous inactivés quand le conflit est résolu.
Dire qu'un carcinome est « en sommeil » revient à constater qu'il ne pro-
gresse pas, ce qui est commun à tous les cancers après la conflictolyse. Au
fond, en étudiant ici ce type de guérison spontanée, je m'écarte un peu de
la classification prévue. Mais il faut bien reconnaître qu'elle a sa place ici.
J'entends par là que l'homme ayant éliminé artificiellement les bactéries
ad hoc, qui déblayaient le cancer par voie biologique, l'organisme a dû par
la force des choses se débrouiller tout seul et, faute de pouvoir se débar-
rasser complètement des carcinomes, les a tout simplement encapsulés.
Autrefois, il n'y avait pas de vieux foyers inactivés au poumon sous forme
de taches rondes, parce que la tuberculose existait pratiquement à l'état
endémique. Il n'y avait absolument pas moyen de se protéger de la tuber-
culose. Il aurait fallu éviter de monter dans les trams, de se promener sur
les trottoirs. L'air était partout infesté de bactéries tuberculeuses qui tour-
billonnaient dans l'atmosphère. Mais pour attraper la tuberculose pulmo-
naire il fallait avoir eu très peur de la mort, être passé par des transes
mortelles et... être pauvre ! Car seuls les pauvres avaient constamment peur
de la mort !
Comment se fait-il que les petits enfants attrapent si facilement la tuber-
culose ?
Réponse : parce que jusqu'à l'âge de 2 ans les petits enfants ont souvent
très peur.
Pourquoi les jeunes sont-ils de nouveau plus vulnérables, plus sujets à
la tuberculose à partir du début de la puberté, c'est-à-dire à 13/14 ans ?
Réponse : c'est parce qu'à cet âge, précisément, ils sont de nouveau tel-
lement angoissés.
Et entre les deux ?
Réponse : parce que c'est la période heureuse de l'enfance, tout au moins
pour la plupart !
Depuis que l'homme civilisé n'a plus de bactéries spécialisées, nos vesti-
ges de cancer restant sur place sont parfois diagnostiqués. Ces diagnostics
déclenchent alors le cercle vicieux de la panique.
Lorsque j ' a i découvert pour la première fois la genèse du cancer, j ' a i
dit à mes anciens collègues : « Si nous arrivons à percer le mystère des can-
cers inactivés et en sommeil, nous connaîtrons les relations de cause à effet
du cancer ». Ils se gaussaient de moi lorsque je recherchais fébrilement dans
les archives de CHU des carcinomes en sommeil et ne comprenaient pas
que je perde mon temps à ces « niaiseries », au lieu de les rejoindre sur
les courts de tennis.

317
d) Le carcinome à conflit réduit « en suspens » ou en veilleuse
De façon analogue au conflit en balance, le carcinome en suspens n'est pas
un carcinome inactivé, il n'est que suspendu pour une durée plus ou moins
longue, réduit à une faible division cellulaire. La circonspection est de
rigueur ! L'événement conflictuel et cancéreux peut s'exacerber à tout
moment, il faut se méfier des retours de flamme.
Pour plus de détails, le lecteur est invité à se reporter au chapitre 16 sur
le conflit en balance. Il convenait d'en tenir compte ici, parce que ça reste
souvent le stade terminal lorsque le patient n'arrive pas, jusqu'à la fin de
sa vie, à sortir de ce « conflit en balance ». Ce qui s'observe fréquemment
chez les patients atteints de parésies spastiques et paralytiques à la suite
de conflit central affectant la circonvolution pré-rolandique, c'est-à-dire
le cortex moteur. Nos centres de réhabilitation et nos foyers de handicapés
sont pleins de cas pareils.

e) Le carcinome substitué par réparation (p. ex. cal) et qualifié par la suite
de « sarcome ».
La capacité de régénération du tissu de notre organisme diffère d'un organe
à l'autre. Il y a à cela des raisons d'ordre ontogénétique et fonctionnel.
Nous avons déjà vu que les muqueuses, et naturellement la peau, se régé-
nèrent très facilement. C'est aussi le cas du foie, chez les jeunes. Quant
au tissu conjonctif et aux os, types du dérivé mésodermique, la capacité
de régénération est quasi professionnelle chez eux. Toutes les cicatrices sont
réparées par le tissu conjonctif, toutes les fractures sont recalcifiées et
« resoudées » par le cal. La régénération est colossale ! C'est aussi la rai-
son pour laquelle presque toutes les tumeurs « cultivées » ne sont à vrai
dire que du tissu conjonctif à prolifération latente : c'est le seul tissu capa-
ble de conserver pendant un certain temps ses propriétés typiques et spéci-
fiques alors qu'il est déjà séparé du cerveau.
Le mésoderme se distingue par une double manifestation « tumorale » :
d'une part, lors de la résorption du tissu osseux, l'ostéolyse, qui s'accom-
pagne d'une activité métabolique accrue et de mitoses du fait que les cellu-
les de cal sont détruites et remplacées par des cellules non-calcaires. Mais
après la conflictolyse de la dévalorisation de soi il se produit exactement
le contraire. C'est ce contraire — les histologues disent qu'à force de cal-
caire ils ne voient plus rien — que l'on appelait jusqu'ici sarcome, ostéo-
sarcome, parce que c'était de la prolifération osseuse. Des pathologues de
renom m'ont confirmé qu'ils sont absolument incapables d'établir une dis-
tinction histologique entre le cal, tissu de régénération d'une fracture nor-
male, et le tissu ostéosarcomateux. C'est en fin de compte la même chose,
bien que le point de départ soit différent. Mais si l'ostéosarcome n'est au
fond rien d'autre que la chéloïde cicatricielle réunissant les parties divisées
par une blessure ou une plaie, c'est-à-dire une prolifération luxuriante,
« surabondante », alors il n'existe pas de sarcome, dans l'acception tradi-
tionnelle du terme. Comme tant de « phénomènes » de la soi-disant onco-
logie, c'est un fantasme, le « nouvel habit de l'empereur ».

318
f) Le carcinome cicatrisé ou calcifié
Partout où la capacité régénérative est provisoirement ou définitivement
déficiente, par exemple dans le foie d'une personne âgée, le tissu conjonc-
tif peut intervenir et encapsuler la tumeur, voire même la calcifier. Le même
phénomène s'observe lors du revêtement de petites cavernes lorsque les bac-
téries tuberculeuses ont déblayé la tumeur. Ce n'est pas la tumeur elle-même
qui se sclérose, se calcifié — sauf quand il s'agit de carcinome d'origine
mésodermique —, mais elle est réduite et remplacée par du tissu conjonc-
tif, éventuellement même par du tissu conjonctif calcifié. C'est ce phéno-
mène que nous observons sous certaines constellations dans la cirrhose du
foie. A la suite de blessures, d'opérations, de ruptures de foyer de Hamer,
les aires cérébrales avariées et les kystes éclatés sont cicatrisés, revêtus de
tissu conjonctif ou calcifiés.
Mais tout cela est au fond parfaitement normal et l'organisme ne réagit
pas autrement chaque fois qu'il y a blessure !

319
15. La récidive du conflit
La récidive authentique, c'est-à-dire la réapparition du même conflit, est
l'une des choses que je redoute le plus. J'ai vu trop de gens en mourir.
Ainsi, ce n'est un secret pour personne qu'on ne voit guère de patient
se remettre d'un second infarctus. Mais depuis que nos scanners cérébraux
nous ont révélé combien l'organisme a de la peine à réparer son ordinateur
cérébral, nous nous rendons compte à quel point il est grave de rouvrir
pour ainsi dire une plaie en voie de guérison ou tout juste guérie. La guéri-
son est alors bien plus difficile et plus longue que la première fois.
Si nous concevons les cellules du cerveau comme un gigantesque treil-
lage, comportant des milliards de mailles, nous pouvons aussi nous faire
une idée des différents changements qui se produisent pendant la guérison
d'un foyer de Hamer :

a) il se forme un œdème intra- et périfocal. Les synapses, points de con-


tact entre deux cellules nerveuses, sont soumises à une forte élongation
et dilatation, tout en conservant leur fonction de transmission de l'influx
nerveux. A la fin de la phase de guérison, ces élongations et dilatations
doivent rétrograder, cette fois encore, sans que leur fonction en pâtisse.
b) De toute évidence, l'isolement des neurones pendant la phase conflic-
tuelle active de la sympathicotonie durable est très affecté. L'organisme
y remédie de manière aussi simple qu'ingénieuse et efficace en procé-
dant à un isolement supplémentaire par ensilage de névroglie dans le
treillage des neurones. C'est ce que les neurochirurgiens prennent à tort
pour des « tumeurs cérébrales ». Et il faut que la fonction de l'aire céré-
brale soit constamment assurée pendant ce processus.
c) Non seulement il faut que cette fonction spécifique soit assurée pour
l'organe correspondant, mais le foyer de Hamer coupe pour ainsi dire
le courant à la tumeur cancéreuse et donne le feu vert aux bactéries spé-
ciales responsables du déblaiement.

Si ces processus et fonctions que la nature a engrammés au cours de mil-


lions d'années sont perturbés par le fait qu'il se produit un effet d'accor-
déon, c'est-à-dire qu'en l'espace de très peu de temps les synapses sont
distendues et rétrécies — en sus de la crise d'épilepsie normale — il vient
un moment où le cerveau est surmené et ne marche plus. Le château de
cartes construit laborieusement s'effondre et le préjudice est pire qu'avant,
lorsque la récidive d'un conflit survient pendant ou peu de temps après la
phase de guérison.
Pour ces raisons, j'estime qu'une authentique récidive de conflit est même
plus dangereuse qu'un second cancer. Tout dépend évidemment de la loca-
lisation du foyer de Hamer au cerveau.
Il convient d'ajouter encore ceci : la cicatrice du conflit psychique devient

323
en quelque sorte pour le patient son talon d'Achille, son point faible. On
dirait qu'il est fasciné par ce conflit, qu'il en subit une attirance magique
et retombe toujours dans le même piège, même quand il est prévenu et le
sait. Après y avoir longtemps réfléchi, je suis arrivé à la conclusion que
c'est prévu par la nature. En effet, le cerf qui a été contraint et forcé de
céder son territoire à un plus jeune est quasi poussé par une pulsion inté-
rieure à remettre ça, à tenter une nouvelle fois sa chance, l'attirance est
si forte qu'on la dirait inscrite à son programme. C'est la seule explication
plausible à la sympathicotonie durable, elle doit mettre le cerf en état et
en mesure de « garder sa chance » et de récupérer de nouveau son terri-
toire. S'il n'y avait plus que des « cerfs battus » à errer à travers les forêts,
les biches ne sauraient plus à quel saint se vouer et ce serait la pagaille au
royaume des cervidés. Mutatis mutandis, les réactions humaines en la matière
ne sont pas tellement différentes... J'ai vu tant de récidives à dénouement
fatal qui, du simple point de vue logique et rationnel, étaient absolument
inutiles et absurdes, que cette vision des choses s'est littéralement imposée
à moi.
Le moment le plus dangereux pour récidiver son conflit ce n'est pas le
début de la phase postconflictolytique, mais la fin de la phase de guérison
ou même le début de la phase de normalisation : après tout ce qui a été
dit c'est sûrement facile à comprendre. En effet, à ce moment la récidive
du conflit rouvre les vieilles cicatrices sur les trois plans à la fois et produit
de surcroît l'effet d'accordéon. Il arrive même souvent que le patient attei-
gne la seconde phase de guérison. Mais alors le nouvel œdème jaillit avec
une telle force à l'intérieur et autour du foyer de Hamer, que le patient
peut en mourir dans les plus brefs délais — généralement pendant la crise
épileptique ou épileptoïde qui, dans ces cas, peut se produire bien plus tôt
que d'habitude.

Quelques exemples :
Une patiente avait plusieurs conflits qui, pour plus de clarté, ne seront pas
exposés ici. Elle les avait tous surmontés, l'un après l'autre. A la fin, elle
fit un DHS à l'occasion d'une grave dispute avec son mari, à propos de
la belle-mère, censée terroriser la patiente à longueur de journée. La belle-
mère mourut en juillet dernier. Peu après on découvrit le cancer du foie.
La patiente fit un nouveau D H S , parce qu'elle se dit : « Ce n'est main-
tenant plus qu'une question de temps ». La peur la saisissait littéralement
à la nuque et elle fit en conséquence un conflit de peur dans la nuque. Les
médecins refusèrent tout traitement, parce qu'ils se figuraient que le corps
tout entier était à présent envahi de « métastases ». Certes, le conflit de
contrariété et de rancœur à l'égard de la belle-mère avait perdu quelque
peu de son acuité, mais le mari, qui rendait sa femme responsable de la
mort de sa mère, prenait cette fois carrément le parti de celle-ci et la bataille
faisait de nouveau rage.
La patiente vint me trouver et me demanda conseil. Je lui dis : « Vous

324
pouvez vous en tirer à condition de prendre le large, de vous séparer assez
longtemps de votre mari, de vous réfugier chez votre mère, où vous serez
complètement à l'abri de l'orage conflictuel. Alors, vous n'aurez plus besoin
d'avoir peur ».
La patiente suivit mon conseil. Dans un premier temps elle se sentit extrê-
mement lasse, mais au bout de 4 mois elle put travailler de nouveau et faire
le ménage de sa mère. Elle se sentait tout à fait bien. Les enfants adoles-
cents étaient restés à la maison chez le père, parce qu'il n'y avait pas de
place pour eux chez la grand-mère.
Un jour — pour la première fois depuis 7 mois — la patiente voulut ren-
dre visite à sa fille dans sa propre maison. Elle croyait que son mari était
absent. Mais alors qu'elle se trouvait debout à la cuisine, son mari surgit
inopinément et se mit à lui tourner autour, de manière provocante, pleine
de reproches, agressive. La patiente fit une récidive, un D H S . Deux jours
après, elle m'appela au téléphone, complètement désespérée. A la suite du
DHS elle était devenue en l'espace de quelques heures totalement ictérique
(jaune) sur tout le corps. Elle ne pouvait plus rien manger et rendait sans
cesse de la bile verte. En l'espace de deux jours elle avait déjà perdu 4 kg.
Les médecins voulaient la placer immédiatement sous morphine, car pour
eux c'était le commencement de la fin. Je la tranquillisai et lui dis que je
l'avais bien mise en garde à l'époque. Mais comme la récidive avait duré
relativement peu de temps, je lui dis que j'étais sûr qu'à condition de res-
ter comme avant à la maison chez sa mère et de se garder de toute pani-
que, le cauchemar serait terminé au plus tard dans une semaine. Il en fut
exactement ainsi. Au bout d'une dizaine de jours elle me rappela pour me
dire que l'ictère avait bientôt régressé et qu'elle allait de nouveau relative-
ment bien. Sauf qu'elle se sentait très lasse mais en revanche elle avait bon
appétit. Comme elle savait très exactement comment cela s'était passé la
dernière fois, elle n'avait à présent plus de panique. Elle pouvait de nou-
veau se promener dans l'appartement. Les médecins ne comprenaient pas
comment cela se faisait qu'elle n'avait plus besoin de morphine. Quelqu'un
qui avait cinq espèces de « métastases » ne pouvait évidemment pas recou-
vrer la santé. Et pourtant on le peut ! (Pour plus de détails voir le chapitre
sur le cancer du foie).
Mais je vais vous décrire maintenant un cas qui s'est mal terminé.
Un patient fit un DHS lorsque sa femme fut opérée d'une occlusion intes-
tinale, et dut repasser sur le billard quelques jours après. Le mari enra-
geait parce qu'il pensait que le chirurgien avait raté son coup. Il est probable
qu'il s'agissait d'un iléus paralytique et que le chirurgien n'y pouvait rien.
Mais le mari était d'un autre avis et prenait le chirurgien pour un mauvais
ouvrier. Sa rancœur se prolongea pendant 6 semaines, jusqu'à ce que sa
femme sorte de l'hôpital : deux semaines plus tard son mari s'était calmé,
le conflit était résolu. On constata alors un cancer du foie, du fait que son
ventre gonflait sous l'effet d'un début d'ascite.
A la suite de quelques fausses routes à travers la médecine d'école, que
je n'ai pas l'intention de décrire ici, l'ascite se mit à régresser, le foie était

325
nettement en voie de guérison. Le patient se sentait encore las et fourbu,
mais arrivait déjà à marcher de nouveau, et dans l'ensemble il se sentait
assez bien. Je n'ai pas l'habitude de faire des pronostics sur l'évolution
probable, parce que la vie se permet trop souvent de faire des crochets et
de changer brutalement de direction et qu'il se passe des choses invraisem-
blables, que personne n'aurait cru possibles. Mais dans ce cas j'avais fait
une exception à la règle et m'étais permis d'écrire pour lui à sa caisse mala-
die que selon toute vraisemblance le patient se remettrait de son cancer du
foie.
Il se passa exactement ce qui n'aurait pas dû se produire, et à vrai dire
ce qui, selon les prévisions humaines, ne pouvait pas non plus se passer.
Le gynécologue examina la femme du patient et crut y avoir décelé une
« tumeur ». Elle fut immédiatement hospitalisée et opérée. Il s'avéra qu'on
l'avait opérée pour rien : il s'agissait d'une erreur. Mais le patient, à peine
convalescent, enragea et fut saisi immédiatement de panique (talon
d'Achille : « le travail bousillé »). Il fit une récidive brève, mais très intense,
à l'endroit précis de la vieille cicatrice. Le pauvre homme n ' a pas survécu
à la solution de ce conflit. Sa femme n'avait malheureusement pas com-
pris le système de la Loi d'airain du cancer. Et lorsqu'on m'appela, 1'« enfant
était déjà tombé dans le puits ». (Pour plus de détails voir le cas au chapi-
tre du cancer du foie).

326
16. Le conflit en balance
La Loi d'airain du cancer comporte un certain nombre de cas spéciaux et
de constellations spéciales : ainsi, par exemple, le cancer ne progresse pas
pendant la grossesse, parce que la vie nouvelle a priorité absolue. Toute-
fois, le conflit n'est pas automatiquement résolu par la grossesse, il n'est
que différé, remis à une date ultérieure. S'il n'est pas résolu réellement,
il est ponctuellement de retour au début des douleurs. Il arrive alors sou-
vent que les conditions soient réunies pour les psychoses de gestation, ou
plutôt pour les psychoses de naissance. Le conflit, avec tout ce qu'il com-
porte, demeure en suspens, sans progresser ni disparaître, pour la durée
exacte de la grossesse.
C'est à un phénomène analogue, bien qu'un peu différent, que nous avons
affaire à propos du conflit en balance proprement dit.
Qu'est-ce à dire ? Le conflit en balance est un conflit qui a débuté par
un DHS et qui, à sa manière, comporte un foyer de Hamer avec corréla-
tion cancéreuse au plan organique. Mais son activité est très réduite, sans
être résolue. Ce genre de conflit est dans un certain sens relativement ano-
din du fait qu'au point de vue cancer il n ' a plus ou presque plus d'activité.
Mais un conflit de ce genre est moins inoffensif et très désagréable s'il est
issu d'un conflit central et affecte le cortex moteur (circonvolution pré-
rolandique), de sorte qu'il y a paralysie persistante. La paralysie est « en
suspens », c'est-à-dire qu'elle reste accrochée. Cet état est souvent qualifié
de sclérose en plaques. Mais la situation peut devenir dangereuse et dra-
matique si à la suite d'un DHS un autre conflit venant s'ajouter à ce con-
flit en suspens, on a un foyer de Hamer dans l'hémisphère opposé du
cerveau. Dans ce cas, tant que les deux conflits persistent simultanément,
le patient est étrange, bizarre, schizophrène. En effet, les conditions sont
alors réunies pour la constellation schizophrénique, à savoir que le patient
a désormais un conflit actif sur chacun des deux hémisphères cérébraux.
Le patient est au sens littéral du terme « dissocié ». Je crois que l'on
ne saurait souligner assez l'importance du conflit en suspens. Les « mala-
dies affectives, mentales » sont les maladies les plus fréquentes, plus fré-
quentes que l'infarctus du myocarde. Et la plupart de ces pauvres patients,
internés dans des hospices d'aliénés, n'ont probablement échoué dans ces
hospices que parce qu'ils étaient affligés d'un tel « conflit en balance »,
auquel venait s'ajouter de temps en temps un nouveau conflit (situé malen-
contreusement du côté opposé du cerveau), ce qui a amené le patient à
« décliqueter », ou à dérailler. Les patients devenus dramatiquement bizarres
ont, selon mes observations, fait sans exception un conflit central supplé-
mentaire.
Qu'est-ce à dire ? Les patients affligés de 2 conflits de ce genre, dont
un dans chacun des deux hémisphères du cerveau (à l'exception des relais
cérébraux des reins et testicules/ovaires), deviennent schizophréniques de

329
façon non dramatique, ou tout au moins pas plus dramatique que la façon
dont on tombe malade en devenant cancéreux.
Les patients qui deviennent psychotiques de façon dramatique, qui font
d'une manière ou d'une autre des actions dramatiques, se démènent furieu-
sement ou « dérapent », ont généralement de surcroît un conflit central.
Bien entendu, aucun psychiatre n'a jamais été en mesure jusqu'ici de four-
nir des explications valables sur ces relations de cause à effet ou différen-
ciations. Et d'ailleurs aucun d'eux n'a jamais effectué de recherches sur
ce genre de conflits. Le psychiatre, tel que nous l'avons connu jusqu'ici,
aurait cru déroger, manquer à sa dignité, à son rang, que de communiquer
humainement avec le patient, c'est-à-dire autrement qu'avec hauteur, con-
descendance et dédain à l'égard du « fou ». Jusqu'à ce jour, le psychoti-
que est considéré pour le restant de sa vie comme quelqu'un d'anormal,
un être originaire d'une autre planète, avec qui on ne peut s'identifier que
par-ci, par-là, mais pas vraiment. Par suite, tous les psychotiques sont
« immobilisés », comme on dit dans le jargon d'hospice, à l'aide de tran-
quillisants majeurs ou mineurs. Cette immobilisation — on ne peut pas tolé-
rer de raffut et de boucan dans une clinique — était exactement le contraire
de ce qu'il fallait faire, tout au moins du point de vue du patient : on con-
gelait les conflits en les transformant en « conflits en balance », de sorte
que le patient demeurait en permanence schizophrène. Il était désormais
dans l'impossibilité de trouver une issue à ses conflits, d'autant que par
la suite de sa liquidation sociale — l'hospitalisation durable ne signifie rien
d'autre — il se trouvait confronté à un vide humain et social béant, auquel
il ne pouvait se soustraire qu'en restant blotti dans son petit coin miséra-
ble de l'hospice, comme un lépreux au ban de la société.
Les épilepsies constituent une autre catégorie de conflits en balance. Les
épilepsies sont toujours des conflits de peur, pris généralement pour des
récidives chroniques, mais qui en réalité sont le plus souvent des « conflits
en balance ». Elles ont chacune un foyer au tronc cérébral et dans le cor-
tex du cerveau. L'épileptique fait toujours ses crises dans la phase post-
conflictolytique, par exemple pendant la nuit à la suite d'un terrible
cauchemar. Il faut savoir que chaque épileptique a son rêve d'angoisse spé-
cial. Chez les épileptiques, les limites ne sont pas bien définies entre la récidive
chronique et le véritable conflit en balance, car il intervient toujours une
solution, et malgré tout le conflit n'est pas liquidé. Le cas de « Papa Noël »
est ici très instructif : à chaque fois, le patient obtenait une « petite solu-
tion » du fait que le père Noël disparaissait de nouveau, jusqu'à ce qu'enfin,
suivant mon conseil, la « grande solution » fut atteinte quasi définitive-
ment, en rossant le père Noël. Toute solution n'est pas forcément la meil-
leure. Lorsqu'au chapitre sur la schizophrénie, sur les psychoses, vous lirez
les cas énumérés, vous constaterez qu'un grand nombre de patients avaient
un conflit en balance avant qu'un second ne vienne s'y associer pour ren-
dre « fou » le malheureux patient. Je me rends bien compte que ces cas
auraient pu tout aussi bien figurer individuellement dans un autre chapi-
tre. Mais ce qui compte, chers lecteurs, c'est que vous compreniez le système.

330
Alors, tout s'explique comme par enchantement. Les patients handicapés
par des paralysies et leurs suites constituent eux aussi un pourcentage con-
sidérable de nos pensionnaires d'hospices. Les paralysies sont généralement
consécutives à un foyer de Hamer, par exemple à un conflit central à la
circonvolution pré-rolandique : à la suite du DHS, il y a d'abord un con-
flit durable qui, par la suite, s'atténue, sans être jamais résolu complète-
ment. En effet, dans l'intervalle, le psychisme du patient ne demeure pas
neutre ou indifférent. Même chez les enfants et les animaux, les paralysies
sont suivies tout d'abord d'un DHS générateur de conflit de dévalorisa-
tion. Le DHS survient le plus souvent à l'instant où le patient sent qu'il
est paralysé. Cela peut être un « conflit dévalorisant de non-sportivité »,
mais cela peut être aussi un conflit central de dévalorisation. Viennent ensuite
les ostéolyses des os, qui entraînent à leur tour des déformations du sque-
lette. Il se produit parfois des revalorisations, où le patient arrive à se reva-
loriser tant bien que mal sur un plan inférieur ou transformé, et ces
revalorisations sont suivies alors de recalcifications qui ont pour résultat
de cimenter du même coup d'infirmité de l'estropié, privé de l'usage nor-
mal d'un ou de plusieurs membres, et exposé à subir toutes sortes de réper-
cussions d'ordre psychique.
Les radios faites un an sur deux par des radiologues ou des orthopédis-
tes qui n'ont pas la moindre notion de la Loi d'airain du cancer et ne veu-
lent pas entendre parler de psychisme, n'apportent pas le moindre
renseignement sur l'évolution. Vouloir corriger par voie opératoire les dévia-
tions osseuses, comme la scoliose, etc. qui résultent d'un long processus
psycho-cérébro-organique, est très sujet à caution, tout au moins aussi long-
temps que l'on ne s'est absolument pas préoccupé de l'évolution de ce pro-
cessus, c'est-à-dire du psychisme du patient.
C'est ainsi que nos « estropiés » végètent dans les hospices pour incura-
bles. Ils y ont échoué pour des motifs relativement futiles, qu'il aurait fallu
résoudre rapidement, mais dont les conséquences en cascade sont catas-
trophiques. Si dans cette optique on s'interroge sur le type de médecins
qui conviendraient pour ces pauvres malheureux, il est sûr que ce n'est pas
le genre de médico-millionnaires qui promènent leur suffisance à travers
les chambres de malades, le nez au plafond, toujours entourés de l'escorte
de leurs courtisans conscients de leur importance et soulignant démonstra-
tivement de la tête chaque parole tombée de la bouche du souverain et que
l'on appelle assistants.
La médecine, à l'avenir, sera difficile — et merveilleuse. Il nous faut
retrouver le niveau qu'avaient déjà les médecins de nos ancêtres et que nous
avons perdu.

331
Papa Noël
Papa Noël : Epilepsie depuis 23 ans, « conflit en suspens ». Guérison par
solution définitive des causes du conflit. Un jeune homme de
26 ans, que j'ai examiné à Marseille en compagnie de son méde-
cin, souffrait d'épilepsie depuis l'âge de 17 ans. Lorsque je
lui demandai ce qui avait pu l'effaroucher à ce point-là à cet
âge, il ne sut sincèrement pas que répondre. Il insistait sur le
fait que la crise épileptique se produisait toutes les nuits.
Question : Qui est-ce qui l'a vue pour la première fois ?
Réponse : Mon amie.
Question : Dès la première nuit ?
Réponse : Oui, dès la première nuit, et depuis lors très souvent.
Question : (l'amie était présente). Et depuis quand êtes-vous amis ?
Réponse : Depuis 10 ans.
Question : Il se peut donc que vous ayez déjà fait des crises d'épilepsie
avant ?
Réponse : Oui, ça se peut bien.
Question : Vous êtes-vous jamais réveillé à l'occasion d'une telle crise ?
Réponse : Oui, mais seulement depuis que je couche avec mon amie et
qu'elle me tire souvent brutalement de ma léthargie.
Question : Pouvez-vous vous rappeler à quoi vous rêviez quand votre amie
vous réveillait ?
Réponse : Oui, très bien, c'est toujours le même rêve à propos de papa
Noël.
Question : Chaque fois que vous aviez une crise épileptique et que votre
amie vous a réveillé, vous aviez rêvé auparavant à papa Noël ?
Réponse : C'est exact.
Question : Aviez-vous une aura avant la crise ou le rêve ?
Réponse : Oui, toujours la même : j'entendais un coup de sonnette.
Question : Est-ce que le matin vous vous aperceviez de quelque chose après
une crise ?
Réponse : Oui, le bras gauche est toujours comme à moitié paralysé, alors
je sais que j ' a i eu une attaque. En outre, je me suis presque
toujours mouillé.
Question : Aviez-vous déjà ces douleurs au bras gauche et vous étiez-vous
parfois mouillé avant de faire la connaissance de votre amie ?
Réponse : Oui, je me mouille depuis cette affaire avec papa Noël. Et je
me souviens que souvent, à l'époque, quand je m'étais mouillé,
le bras gauche ne fonctionnait pas très bien.
Question : Racontez-moi, que s'était-il passé avec papa Noël ?
Réponse : Voilà : alors que j'avais trois ou quatre ans, j'avais été mal
élevé, comme on dit, rien de bien terrible, ce que font les petits
enfants. C'était avant Noël. Soudain, mon père crie :
« Ecoute ! ». Tout est calme, et puis un coup de sonnette reten-
tit, exactement comme je l'entends toujours avant d'avoir mon

332
cauchemar, ou plutôt cela commence toujours comme ça. A
l'époque j ' a i eu une peur bleue lorsque mon père dit : « C'est
papa Noël, maintenant prends bien garde à toi ! » Je fus saisi
d'effroi. J'entendais à présent un véritable tintamarre dans la
pièce à côté et des coups frappés à la porte. J'eus horrible-
ment peur. Cela dura 10 minutes, mais c'était comme une éter-
nité pour moi, et je pensais tout le temps : il va entrer d'un
moment à l'autre et m'emmener. Je tremblais de tous mes
membres comme une feuille. Au bout de 10 minutes, le vacarme
prit fin, mais j'étais comme foudroyé. Et c'est toujours la même
chose que j ' a i rêvé quand mon amie m ' a réveillé. Toujours
le même rêve avec papa Noël.

RMN en mai 86 à Marseille du patient épileptique depuis 23 ans, qui était


bourré de barbituriques, sans le moindre succès. Il faisait continuellement
de nouvelles crises d'épilepsie. L'aura consistait chaque fois dans le coup
de sonnette de papa Noël. Chaque fois il n'avait qu'une petite solution,
lorsqu'au bout de dix minutes de rêve, qui lui paraissaient une éternité,
le papa Noël finissait par sortir de la pièce à côté. Lorsque par la suite on
procéda suivant mon conseil à la reconstitution de la scène et qu'il étrilla
en bonne et due forme le « double » du papa Noël, le mirage s'évanouit
comme par enchantement. Il n'a plus jamais eu de crise d'épilepsie et n'a
plus eu besoin de médicaments.
Sur le RMN ci-dessus on distingue nettement les deux foyers de Hamer
cerclés : celui d'en haut est situé juste en-dessous du cortex, où il pénètre
sur les autres clichés. Il est localisé dans la zone de la circonvolution pré-
centrale droite, ce qui explique pourquoi après chaque crise il y avait paraly-
sie partielle du bras gauche. Cet enfant avait le conflit de peur moteur de
ne pouvoir fuir, qui était réactivé lors de chaque rêve, et ensuite résolu de

333
nouveau. Le foyer inférieur est situé en position occipitale droite et signi-
fie qu'il avait constamment « la peur dans la nuque » (de papa Noël). Ces
deux conflits en balance ont à chaque fois déclenché la crise épileptique.
La solution était toujours une petite solution provisoire, jusqu'à la nuit
suivante, mais pas une solution définitive. C'est le signe typique de la soi-
disant épilepsie.

Au RMN, le foyer de Hamer correspondant au tronc cérébral est un peu


plus difficile à voir, mais on le distingue tout de même nettement. Il est
probable qu'à cet endroit il s'agisse d'un vieux conflit central en suspens
(pont/bulbe).

334
Thérapie :
La thérapie découle logiquement du diagnostic : je lui ai conseillé d'enga-
ger un de ses amis pour la somme de 300 francs. Il devait consentir en
échange à se laisser étriller par lui. Il pensait que cela ne poserait pas de
problème, et que surtout si ça avait un sens, un ami s'y prêterait. Il était
donc convenu que l'on arrangerait un soir toute la scène, mais de manière
à ce qu'il ne sache pas auparavant quand cela serait. L'ami devait donc
s'annoncer par un coup de sonnette et arriver, comme autrefois, déguisé
en papa Noël, en faisant beaucoup de bruit dans la pièce à côté. Mais à
la différence de ce qui s'était passé réellement 23 ans plus tôt, il devait cette
fois se précipiter sur le père Noël et le rosser comme il faut. Toute l'affaire
serait alors terminée.
Le patient remercia très poliment, le médecin était lui aussi très satisfait
et fit faire le RMN. Mais il eut cependant un moment de surprise. D'où
le D Hamer pouvait-il bien savoir que le patient aurait au cortex un ou
r

même deux foyers de Hamer ? Et il dit au patient que le D Hamer aurait


r

peut-être bien raison, là aussi. On passa donc à l'action, on supprima la


dose de barbituriques, on régla la scène comme j'avais dit, l'ami se fit étriller
et toucha ensuite l'équivalent de cent marks, et le patient n ' a plus jamais
eu de crise d'épilepsie, il ne s'est jamais plus mouillé, sans aucun médica-
ment. Il dit qu'il se sentait « comme libéré, non seulement parce qu'il n'avait
plus eu de crise, mais parce qu'il s'était réveillé définitivement d'un cau-
chemar ».

335
Une gaminerie et ses suites
L'histoire suivante n'est pas inventée, c'est la vie elle-même qui l'a écrite,
telle que je vais tenter de la raconter. Elle vient du Midi de la France.
Deux gosses de douze ans étaient assis dans la grange et fumaient. Ils
savaient naturellement que le père de l'un d'eux, dans la grange duquel
ils étaient assis, l'avait rigoureusement interdit à son fils. Mais ce qui est
défendu, on le sait bien, n'en a que plus d'attrait. C'était en 1970, une gami-
nerie comme on en voit tous les jours. Soudain, une sœur passe la tête dans
la porte de la grange entrebaillée : « Qu'est-ce que vous faites là, vous
fumez ? Je vais le dire à papa ! » Elle ne pensait pas le dire au père, elle
ne faisait que bluffer. L'un des garçons fut pris de panique : « Si elle mou-
charde, je vais recevoir une raclée ! » « Dis donc, si elle moucharde, je
me pends ! »
Deux jours plus tard, on le trouva pendu au-dessus de la baignoire. Les
parents apprirent pourquoi leur gosse s'était pendu. Le village tout entier
était en émoi, et tous les regards se portaient sur Jean, notre patient. Jean
fit un terrible choc conflictuel, un triple DHS : un conflit de perte (corres-
pondant à un Ca testiculaire droit), un conflit de territoire (correspondant
à un cancer bronchique du lobe pulmonaire supérieur gauche), un conflit
de dévalorisation de soi (correspondant à des ostéolyses des vertèbres cer-
vicales et dorsales).
En même temps, il a fait un vitiligo en forme de manchette (trouble de
pigmentation de la peau = maladie de la tache blanche) au cou et aux deux
poignets. Le foyer de Hamer au centre-relais correspondant se trouve dans
l'hémisphère cérébelleux droit, immédiatement à côté du corrélatif céré-
belleux du conflit de territoire (à l'origine centre-relais du conflit du nid,
qui réagit toujours en même temps que la région péri-insulaire droite), et
dans l'hémisphère cérébelleux gauche, qui est un centre-relais indépendant.
Dès le jour du DHS, lorsque son meilleur ami se fut pendu, le jeune Jean
se trouvait en sympathicotonie. Il rêvait presque toutes les nuits à la mort
de son ami, se voyait en rêve aller au cimetière, perdit du poids, avait tou-
jours les mains froides. Mais le pire c'est qu'il était terriblement déprimé
et étrange, disons à demi schizophrène, parce que de plus la région contro-
latérale du cervelet était touchée.
Au bout d'un an environ, le conflit s'atténua, sans avoir jamais été résolu.
Il ne devint que partiellement un conflit en balance, car il s'était énormé-
ment dévalorisé et fit en conséquence une scoliose des vertèbres dorsales
et une décalcification des cervicales, en particulier de l'atlas ( l cervicale)
r e

et des 4 et 5 cervicales.
e e

Lorsque 3 ans plus tard on fit une opération de soutien, celle-ci échoua
et il se produisit une fracture de cervicale. On le dit au patient.
Celui-ci fit un choc terrible, tout lui rappelait le cou de son ami mort
à l'aide d'une corde, il entra immédiatement en délire, ne faisait que fixer
le plafond, il avait le sentiment de dépersonnalisation, se voyait couché,
tout se transformait sous lui en eau, car son ami s'était pendu au-dessus

336
de la baignoire. Dans tous les événements qu'il voyait dans son délire, son
ami pendu était toujours présent.
Le patient avait fait un conflit central en sus des 4 conflits en suspens,
ce qui explique qu'il entra immédiatement en délire, il avait depuis lors une
tétraplégie, c'était un estropié paralysé, un être étrange, replié sur lui-même,
ce que son entourage attribuait à son triste destin. Le conflit central dont
l'impact au cortex moteur se situait dans la circonvolution précentrale des
deux hémisphères cérébraux droit et gauche, se traduisait par la paralysie
des bras et des jambes des deux côtés et par des gonflements des gaines ter-
minales des nerfs répartis sur le corps tout entier, ce que l'on appelle la maladie
de Recklinghausen. De plus il avait toujours, et de nouveau, de la dépression.
Lorsque je le vis pour la première fois, en mai 86, le jeune homme était
presque complètement paralysé. Il ne pouvait bouger qu'un tout petit peu
le bras droit, mais il était incapable d'empoigner ni de lever le bras. Toutes
les extrémités étaient atteintes de paralysie spastique (bras droit en partie
paralysé). A vrai dire il n'était venu qu'à titre d'essai, puisqu'aucun méde-
cin ne savait que faire. Ses mains étaient glacées. Il était assis, ou plutôt
couché dans son fauteuil roulant, d'une maigreur squelettique. Nous avons
conversé pendant plusieurs heures. Aucun médecin ne lui avait encore jamais
fait cette faveur. Il aurait été relégué depuis longtemps dans un hospice d'infir-
mes si sa famille ne s'était occupée de lui avec autant de dévouement. Au
cours de l'entretien il se mit à me faire confiance, s'étonnant que pour la
première fois quelqu'un s'intéressât à ce dont il rêvait la plupart des nuits :
l'affaire du suicide de son ami, 16 ans auparavant.
Et le miracle se produisit !
Pour la première fois depuis 16 ans, ce jeune homme si sensible, si éprouvé
par la souffrance et le chagrin, se mit à se libérer de toute la peine et l'afflic-
tion accumulée depuis 16 ans, pleurant à chaudes larmes, interrompu à tout
moment par des sanglots convulsifs. Le passé remontait à la surface, dans
un jaillissement mêlé d'explosions. Dans son entourage, tout le monde était
au courant, chacun évitait, par égard pour son point sensible, de lui en par-
ler. De sorte que le cercle vicieux se refermait sur lui.
Mais à présent, ce jeune homme prisonnier jusque-là de sa sourde léthar-
gie se réveillait d'un seul coup comme d'un profond cauchemar. Au beau
milieu de la conversation, il dit soudain tout de go : je sais et je sens très
clairement que maintenant je vais recouvrer la santé. Lorsqu'on l'emmena,
il avait pour la première fois depuis 16 ans des mains sinon chaudes, du moins
plus glacées. La fusée était allumée. A la suite de cela, il eut des mois très
difficiles : ses mains devinrent bouillantes, sa tête aussi, le cerveau se tumé-
fia considérablement et le peu de motricité de la main droite commença par
régresser. Mais en revanche il se mit à avoir très faim et put enfin dormir
sans faire de cauchemars : il se sentait franchement bien.
Au régime de 30 mg de cortisone par jour il parvint à surmonter la phase
critique de la longue tuméfaction cérébrale, d'autant que le moral étant com-
plètement rétabli et les psychoses surmontées, le patient pouvait apporter
le concours d'un psychisme intact.

337
Depuis, il arrive à bouger relativement bien ses bras, les jambes partiel-
lement. Il a repris 20 kg et continue, sans cortisone, de reprendre du poids.
Il se sent paraît-il en pleine forme. En réalité il lui faudra certainement atten-
dre encore six mois avant de pouvoir essayer de faire ses premiers pas. Mais
le miracle n'est pas infirmé pour autant, parce que cela dure un peu plus
longtemps. Sur le plan psychique, le patient est également en pleine forme,
du fait qu'il s'est débarrassé de ses psychoses (dépression et schizophré-
nie), comme s'il était l'homme le plus normal au monde. Mais il se sent
toujours las, et la fatigue l'accompagnera sûrement encore pendant six mois,
même s'il n'a plus besoin à présent de cortisone.

338
Les deux clichés ci-dessus présentent des coupes de scanner réalisées envi-
ron 2 semaines avant la solution du conflit. C'est la raison pour laquelle
on n'y voit pas encore l'œdème. Sur le cliché de gauche, on notera la flèche
supérieure indiquant le foyer de Hamer en filigrane dans la zone péri-insulaire,
résultant du conflit de territoire et corrélativement, sur le thorax à gauche
en bas, l'actélétasie relictuelle du cancer bronchique au lobe supérieur gau-
che (fléchettes). La flèche inférieure du cliché en haut à gauche signale le
relais du testicule droit. Ces « conflits en balance » sont en suspens depuis
16 ans. Les flèches du scanner cérébral en haut à droite, du même jour, mon-
trent le conflit central avant la conflictolyse. La photo en bas à droite mon-
tre le vitiligo en forme de collerette. A l'époque où a été prise cette photo
(août 86), le patient avait déjà repris 10 kg. A la suite du premier quadruple
DHS, le patient était seulement « étrangement changé » du fait qu'en sus
du foyer de Hamer en position péri-insulaire droite, il avait fait encore un
foyer de Hamer au cervelet gauche. Entre 1970 et 74, les 4 conflits étaient
tous « en balance ». De sorte que lorsqu'il fit encore un conflit central, en
1974, il glissa instantanément dans le délire.

339
Le scanner cérébral en haut à gauche date du 22 juillet 86, mais il ne put
être effectué que grâce à une « astuce ». En effet, les médecins ne voyaient
pas l'utilité d'effectuer un contrôle sur un « infirme », alors que le pre-
mier scanner n'avait déjà « rien donné ». Le patient prétexta donc des dou-
leurs sinusiennes frontales. Sur ce, il fut effectué un scanner cérébral spécial,
de sorte que je ne possède que des clichés de la base.
On voit bien toute la région péri-insulaire œdématisée (flèche), là où le
premier scanner cérébral est œdématisé (flèche). L'œdème provoque un
processus expansif au-delà de la ligne médiane en direction de la gauche.
Sur le cliché de droite en haut, nous voyons que les deux côtés du cerve-
let sont si fortement œdématisés et refoulés qu'ils ont complètement com-
primé le 4 ventricule. Si le cerveau n'avait pas été, lui aussi, comprimé,
e

il en serait résulté une hydrocéphalie. Malheureusement, ce scanner ne fut


suivi d'aucun autre, de sorte que la thérapie à la cortisone dut se faire au
jugé. Le profil du crâne (cliché d'en bas) montre la prothèse de soutien
incorporée en 1974. A cette époque il s'était produit une fracture de
l'apophyse épineuse de l'épistrophe. On avait prévenu auparavant le patient
que l'on s'attendait à une éventuelle fracture de compression de l'atlas, ce
qui pourrait entraîner instantanément une tétraplégie élevée. D'où la nécessité
d'une opération jugée vitale. Lorsqu'à la suite de l'opération on lui fit part
de l'échec, ce qui signifiait à ses yeux un arrêt de mort, il fit en 1974 le

340
conflit central. Mais la nature fit bien les choses puisque, malgré l'opéra-
tion et en dépit du délire, l'atlas se recalcifia lentement. Entre la calotte
et l'épistropeus nous voyons un étayage osseux complet avec raidissement
des articulations.

Sur le cliché de gauche on voit nettement le foyer de Hamer étendu du conflit


de territoire qui, après quatre années de « suspense », est entré en phase
de guérison et s'est œdématisé. La flèche indique le point d'impact, le cen-
tre du foyer de Hamer.
Sur le scanner de droite, le pointillé à droite délimite le foyer de Hamer
péri-insulaire du conflit de territoire qui perce jusqu'au cortex et corres-
pond à une « peur territoriale ». Au centre, bien cerclé, le conflit central,
qui est nettement œdématisé, bien que pas excessivement, davantage à gau-
che qu'à droite.

341
Sur les clichés ci-dessus, on voit la recalcification de la base crânienne et
de la cervicale suprême. La fixation qui, à l'origine, n'avait été mise qu'à
titre palliatif en vue de retarder la tétraplégie imminente, stabilisa le crâne.
Aujourd'hui, elle serait superflue car tout est bien stabilisé par un cal épais.

342
Ce scanner de la mi-juillet 87, je l'avais attendu avec impatience. J'avais
tellement espéré qu'il en serait ainsi, pour le patient et pour les millions
de pauvres malades qui sont atteints de la même maladie. Et maintenant,
il est là, et il est merveilleux !
Ce jeune homme avait bien toujours dit et redit : « Je sais que le D Hamer
r

a raison, et je sens tous les jours que ça va mieux. Peu importe le temps
que ça prendra, j ' y arriverai ! »
Et voici qu'il y est arrivé ! Il arrive à bouger déjà dans son lit, il sent
de nouveau ses membres qui, auparavant, étaient insensibles, et il peut déjà
se servir en grande partie de ses muscles.
Et, maintenant, nous voyons au scanner cérébral que la raison de sa
paralysie, les conflits centraux, entrent enfin dans la phase pcl.
Nous savions tous qu'il fallait qu'il en fût ainsi, car je n'ai jamais cru
à la fable de la tétraplégie. On a toujours vite fait de prononcer ce mot.
Les relations de cause à effet entre conflits et paralysie étaient par trop
évidentes.

343
Ne vous arrive-t-il pas, chers lecteurs, de tressaillir d'allégresse à la pen-
sée des répercussions mondiales de ce qui a été trouvé là ? Qu'au bout de
tant d'années l'on puisse encore résoudre un conflit et que l'innervation
semble fonctionner de nouveau. C'est vraiment un miracle.
Il me faut néanmoins modérer quelque peu vos espoirs. Tous les jeunes
gens n'ont pas un moral aussi admirable que ce jeune homme. C'est un
bien long chemin. Bien sûr, ils n'ont plus grand chose à perdre. Mais la
reprise de la fonction cérébrale n'est pas exempte de douleurs. Il y a des
hyperestésies, des céphalées, de la fièvre, etc., car la zone corticale a aussi
une corrélation au tronc cérébral.
Dans des cas pareils, ils vous faut toujours procéder avec le flair d'un détec-
tive, arriver à découvrir exactement l'origine de chacune des paralysies. On
ne peut plus se contenter d'étiqueter « tétraplégie » tout ce qu'on ne peut
pas expliquer, ou à le mettre sur le compte d'une contusion des racines ner-
veuses.
Il se peut aussi, et dans bien des cas c'est même extrêmement probable,
que les enfants venus au monde avec une paralysie aient subi pendant la
vie intra-utérine un grave conflit à DHS dont le point d'impact se situait
au cortex moteur. Il faut toujours que ce soit un conflit de peur d'être « cap-
tivé » ou « prisonnier », qui a conduit à une paralysie de la motricité. Cela
n'a absolument rien à voir avec l'intelligence ou avec une réflexion cons-
ciente. En fonction du type de DHS conflictuel, l'individu, l'homme et l'ani-
mal, réagit par un type spécifique de « paralysie de sidération », du fait
justement que le centre ad hoc du cerveau est atteint. Il en va de même
de tout ordinateur que l'on a placé en régime automatique. Naturellement,
vous allez tout de suite me demander comment faire pour découvrir le conflit
après tant d'années. Sûrement pas en parlant de tout et de rien, il faut sou-
vent un travail assidu de détective. Cependant, il y a des choses que l'on
connaît déjà, à savoir le type de conflit que ça devait être. Il semble que
la mère puisse faire pendant la grossesse un DHS, mais pas de conflit con-
sécutif, comme c'est le cas normalement. Il y a à cela des raisons biologi-
ques. Et bien des conflits se résolvent alors du fait de la grossesse elle-même.
Mais l'enfant encore à naître peut fort bien faire des conflits dans le sein
de sa mère.
La seconde difficulté que j'entrevois, c'est qu'il y a au fond très peu de
gens intelligents. La plupart sont malheureusement dépourvus de cet apa-
nage. Et parmi les moins doués, il y en a toujours qui se prennent pour
des surdoués. De sorte qu'il sera difficile de trouver des médecins engagés
et intelligents, qui ne cherchent pas à devenir des millionnaires.

344
Nota Bene : le cancer du foyer de Hamer au cortex de la circonvolution
pré-centrale c'est la paralysie, car il n'émet plus de code moteur tant qu'il
y a une activité conflictuelle.
Le cancer du foyer de Hamer au cortex somato-sensitif de la circonvo-
lution post-centrale est la perturbation de la sensibilité, souvent accompa-
gnée de nodosités de Recklinghausen, prolifération gliale de la gaine des
nerfs, du fait que la ligne afférente menant au foyer de Hamer est bloquée.
Le conflit du centre de la motricité est la peur conflictuelle de la sidéra-
tion, la peur de ne pouvoir prendre la fuite ou s'esquiver.
Le conflit du centre somato-sensitif est le conflit de la peur de ne pas
remarquer ou de ne pas pouvoir sentir, c'est-à-dire la peur de ne pas perce-
voir un danger en temps voulu, ce qui, dans la nature, est mortel et par
extension la peur de perdre le contact corporel, la peur d'être laissé seul.

345
Les trois feuillets e m b r y o n n a i r e s - e n d o d e r m e , m é s o d e r m e , e c t o d e r m e
en corrélation avec la a) m a n i f e s t a t i o n o r g a n i q u e du cancer
b) teneur du conflit biologique
c) localisation cérébrale du foyer de H a m e r ( F H )
d) s t r u c t u r e histologique

Endoderme (feuillet embryonnaire interne)


Cancer_ Teneur Localisation Structure
du conflit cérébrale histologique
1. Partie endodermique de l'estomac Conflit en relation avec le type Foyer de Hamer au Adéno-Ca
(grande courbure) et du tiers infé- archaïque de « conflit de la tronc cérébral (pont)
rieur gauche de l'œsophage. bouffe » dans le cadre de la
cellule initiale (famille), Envie,
peur archaïque de mourir
d'inanition (subconscient).

2. Duodénum, hormis la partie crâ- Peur de n'avoir pas assez à » » »


nienne du bulbe ; pancréas, hormis manger, envie en relation avec
les « îlots » ; foie, hormis les voies la « bouffe ».
biliaires. Peur de mourir de faim.
Foie, famille, fric.

3. Carcinoïde de l'intestin grêle Conflit d'envie / digestion » » Adéno-carcinoïde


A l'intestin primitif, minuscule, cor- Ennuis de famille, difficiles à p. ex. Morbus Crohn
respondait une aire cérébrale infime, « digérer », p. ex. enfant se
trop exiguë à présent pour les six dévouant pour parents adorés,
mètres de l'intestin actuel. D'où car- mais exécrables,
cinoïdes au lieu de cancers.

4. Côlon, caecum, appendice, Grosse contrariété, souvent en » » Adeno-Ca


sygmoïde relation avec la famille, à pro-
pos d'une « saloperie », d'un
« tour de cochon », impossible
à digérer, « c'est trop
dégueulasse .

5. Taches rondes au poumon (dérivé Peur de la mort. Foyer de Hamer au »


embryologiquement de l'intestin par Peur archaïque d'étouffer. mésencéphale
invagination), cancer alvéolaire.
6. Amygdales, oreille moyenne, con- Conflits de peur Foyer de Hamer au »
duit auditif interne. tronc cérébral (pont
inférieur / bulbe
supérieur)
7. Muqueuse du corps de l'utérus Conflit à coloration sexuelle, à Foyer de Hamer au »
et ' propos de situation dramatique tronc cérébral (pont).
8. Muqueuse prostatique en relation avec les enfants (vie Foyer de Hamer au
cancers des « grands-parents » ou de couple) et petits-enfants ou tronc cérébral (pont). »
assimilés. assimilés (p. ex. élèves).
9. Epithélium tubulaire Conflit à coloration sexuelle à » » »
propos d'une vilenie.
10. Parotides (acini) Peur viscérale de mourir de » » »
faim
11. Ca sublingual (acini) Peur de l'inanition Foyer de Hamer au »
tronc cérébral

12. Ca thyroïdien (acini) » Foyer de Hamer au noyau »


salivaire du pont

13. Ca parathyroïdien » Foyer de Hamer au tronc


cérébral (pont)
347
Maladies cancéreuses du feuillet embryonnaire moyen
A. Mésoderme cérébelleux (feuillet embryonnaire moyen)

1. Mélanome Conflit de perte de l'intégrité Foyer de Hamer contro- Ca adénoïde, par la


Ca de la peau cérébelleuse support physique, « conflit de souil- latéral dans les deux suite à cicatrisation
des mélanophores ; côté droit du ïure » : se sentir sali, giflé, zones dorsales, périphé- cirrhotique.
corps pour cervelet gauche et vice- dénoncé, outragé, diffamé, riques, médianes des
versa ; comme p. ex. aussi l'acné insulté. hémisphères cérébelleux,
juvénile, la tuberculose de la peau,
etc.

2. Cancer mammaire gauche Conflit mère/enfant ou conflit Zone latérale droite du »


(chez les droitières) du nid (chez droitière), aussi cervelet, directement voi-
bien cfl. de la mère avec/con- sine de la zone correspon-
de l'enfant que cfl. souci pour dant au mélanome, du fait
l'enfant ou le nid (logement), qu'aussi bien le mélanome
> que les cancers mammai-
res sont des maladies de la
peau cérébelleuse méso-
dermique.

Cancer mammaire droit Conflit femme/époux (non pas Zone latérale gauche du »
(chez les droitières) sexuel, mais cfl. humain cervelet, directement voi-
d'ordre général) et autres con- sine de la zone correspon-
flits humains généraux (chez dant au mélanome.
droitière)

Cancer mammaire droit Conflit mère/enfant ou conflit Zone latérale gauche du »


(chez les gauchères) du nid (chez gauchère) cervelet, directement voi-
sine de la zone correspon-
dant au mélanome.

Cancer mammaire gauche Conflit femme/époux (non Zone latérale droite du


(chez les gauchères) sexuel mais humain général) et cervelet, directement »
autres conflits humains géné- voisine de la zone cor- soi-disant méso-
raux (chez gauchère) respondant au théliome
mélanome.

3. Cancer de la plèvre gauche Conflit mère/enfant profondé- Foyer de Hamer au cer- »


(chez les droitières) ment intériorisé ou conflit du velet, en position para-
L'épanchement pleural ne se produit nid (chez droitière). médiane droite, du côté
que pendant la phase pcl de guéri- opposé : controlatéralité
son. C'est un critère diagnostic sûr du cerveau et de
que le conflit doit être résolu ! C'est l'organe,
donc en principe un bon signe,
même s'il peut occasionner tempo-
rairement des ennuis mécaniques et
nécessiter une ponction.

Cancer de la plèvre droite Conflit profondément intério- Foyer de Hamer au cer- »


(chez les droitières) risé d'ordre humain général velet, en position para-
(avec le mari ou d'autres et médiane gauche, du côté
aussi à propos de choses) (chez opposé : controlatéralité
droitière) du cerveau et de l'organe.

Cancer de la plèvre droite Conflit mère/enfant ou conflit Foyer de Hamer au cer- »


(chez les gauchères) du nid profondément intério- velet en position para-
mi (chez gauchère) médiane gauche, du côté
opposé : controlatéralité
du cerveau et de
l'organe. 3 4 9
Cancer de la plèvre gauche Conflit humain d'ordre géné- Foyer de Hamer au cer- Carcinome adénoïde à
Mésothéliome pleural (gauchères) ral, très intériorisé, en relation velet droit du côté cicatrisation cirrhoti-
avec le mari, d'autres person- opposé (controlatéralité que (mésothéliome).
nés, ou même les choses (gau- du cerveau à l'organe)
chères)
Cancer bilatéral de la plèvre
Le cancer bilatéral de la plèvre, membrane séreuse dont les deux feuillets recouvrent les poumons et les organes avoisinants,
peut aussi traduire une peur viscérale de ce qui « ce passe dans le coffre », de l'inconnu que voile cette enveloppe, de même
que la peur panique de ce qui « se passe dans le bide », la crainte que l'intégrité physique soit menacée par un mal invisible,
rongeant l'organisme, peut déclencher le cancer du péritoine, autre membrane séreuse dont l'un des feuillets tapisse les parois
profondes de l'abdomen et l'autre enveloppe et dissimule les organes abdominaux. Dans les deux cas le DHS est provoqué
par une peur panique de l'inconnu, dissimulé par une membrane qui menace l'intégrité de l'être dans son tréfonds vital.

4. Le cancer péricardique gauche Conflit de territoire allant de Foyer de Hamer dans Carcinome adénoïde
mésothéliome (chez les droitiers), pair avec la perte du nid, chez l'hémisphère cérébelleux par la suite à cicatrisa-
L'épanchement qui s'accumule dans l'homme et la femme déréglée droit en position latérale, tion cirrhotique.
le sac séro-fibreux entourant le cœur ou ménopausée. Il s'agit d'un comme pour le cancer du Mésothéliome.
est le signe de la phase de guérison conflit profond très intériorisé, sein gauche, et en même
après la solution du conflit. La com- temps dans la région péri-
pression brutale, la tamponade, peut insulaire droite du cerveau
entraîner la paralysie fonctionnelle
du cœur et impose un drainage péri-
cardique.

Le cancer péricardique droit (chez Conflit sexuel féminin (conflit Foyer de Hamer dans »
les droitiers). Si le péricarde n'a pas de frustration sexuelle) chez la l'hémisphère cérébelleux
de cloison étanche, dans le cas de la femme ou chez l'homme âgé gauche, en position laté-
tamponade en phase pcl, le péri- (droitiers). Conflit profond et raie, comme pour le can-
carde tout entier et l'ensemble du intériorisé. cer du sein droit, et en
cœur sont affectés, dans le cas con- même temps dans la
traire, ce n'est que le cœur droit. région péri-insulaire gau-
che du cerveau.

Le cancer péricardique droit Conflit de territoire intériorisé Foyer de Hamer dans »


(chez les gauchers) chez l'homme ou la femme l'hémisphère cérébelleux
déréglée ou ménopausée gauche, en position laté-
(gauchers) raie, comme pour le can-
cer du sein droit, et en
même temps dans la
région péri-insulaire gau-
che du cerveau.

Le cancer péricardique gauche Conflit sexuel féminin intério- Foyer de Hamer dans »
(chez les gauchers) risé chez la femme ou l'homme l'hémisphère cérébelleux
âgé (chez les gauchers). droit, en position latérale,
et en même temps dans la
région péri-insulaire droite
• du cerveau.

5. Ca du péritoine Atteinte à l'intégrité au tré- Foyer de Hamer à droite et Carcinome adénoïde à


(chez les droitiers et les gauchers) fonds de l'organisme (« pro- à gauche du côté opposé à cicatrisation cirrhoti-
Carcinome de la tunique séreuse, fondement blessé ») l'organe, en position para- que. Mésothéliome
mésothéliome. médiane au cervelet, près- péritonéal.
que au même endroit que
le foyer de Hamer corres-
pondant au cancer de la
plèvre. Le péritoine est
donc partagé en son
milieu, chez les droitiers
c'est le côté droit du cer-
velet qui est responsable
du côté gauche du péri-
toine, et vice-versa.
351
B - Mésoderme cérébral (feuillet embryonnaire moyen)
1. Nécrose du tissu conjonctif. Léger conflit de dévalorisation Foyer de Hamer dans la Tissu conjonctif cica-
Furonculose moelle du cerveau triciel appelé à tort
lors de la guérison : « sarcome »
chéloïde cicatricielle

2. Dyschondrose » » Foyer de Hamer dans la Cicatrice cartilagi-


lors de la guérison : moelle du cerveau neuse, appelée à tort
prolifération cartilagineuse « chondrosarcome »

3. Ostéolyses, nécroses osseuses Grave conflit de dévalorisation Foyer de Hamer dans la Déminéralisation,
lors de la guérison : de soi « j e suis atteint moelle du cerveau, contro- ostéolyses osseuses,
formation de cal, jusqu'aux moelles » latéralité ! « panmyélophtysie »,
recalcification p. ex. chez une droitière : déva- Calotte et cervicales: ANEMIE!
« leucémie » lorisation de soi dans les rela- frontal Nouvelle formation de
tions mère/enfant. Epaule gauche : en posi- cal
tion ventro-latérale par Réactivation de
rapport aux cornes anté- l'HEMATOPOÏÈSE,
rieures. leucocytose, érythrocy-
Dorsales/lombaires : en tose, thrombo-cal
position latérale des ven- appelé à tort ostéosar-
tricules latéraux. corne « leucémie ».
Bassin : en position laté-
rale à partir des cornes
postérieures.

4. Nécroses des vaisseaux sanguins. Léger conflit de dévalorisation Moelle des hémisphères Nécrose des vaisseaux
Nécroses des vaisseaux lymphati- de soi. cérébraux sanguins et lymphati-
ques. Nécroses des ganglions ques, anévrismes,
lymphatiques. Nécrose des parois ectasies des veines.
cardiaques (pas les artères bran- Guérison : chéloïdes
chiales !) vasculaires, sténoses
vasculaires, « leucémie
lymphatique ».

5. Cancer de l'œsophage Peur et contrariété à propos de Foyer de Hamer au cerve- Ca ulcératif à épithé-
(deux-tiers supérieurs de l'œso- la « bouffe » (on n'arrive pas let droit et dans la partie lium pavimenteux,
phage, les faces ventrale et droite du à avaler les morceaux. Et tant dorso-insulaire du cerveau tissu conjonctif cica-
tiers inférieur). qu'ils ne sont pas avalés, ils ne (chez les droitiers ou les triciel forme « l'ulcère
Ca ulcératif de l'œsophage. sont pas encore incorporés, femmes âgées, les femmes cicatriciel ».
c'est-à-dire que les rivaux peu- gauchères et les hommes
vent encore le chiper). âgés).

6. Ca ulcératif de la petite courbure de Contrariétés territoriales avec Foyer de Hamer dans la Ca ulcératif à épithé-
l'estomac des membres de la famille, partie latérale du cervelet lium pavimenteux.
Cancer progressant en ulcérant- conflit d'envie en relation avec droit et dans la région Pendant la phase de
perforant-réduisant. le territoire « Il ne peut pas le dorso-insulaire du cer- guérison, cicatrisation
Carcinome « Ulcus ventriculi » digérer ». Conflit avec des gens veau. Chez les hommes par tissu conjonctif.
qu'on ne peut éviter, c'est la droitiers et les femmes
raison pour laquelle il est plus âgées,
fréquent dans les familles
intactes. Chez les hommes
droitiers et les femmes âgées.

Ca ulcératif de la petite courbure de Conflit féminin de la dérélic- Foyer de Hamer dans la » »


l'estomac tion sur le territoire, conflit de partie latérale du cervelet
ne pas savoir où est sa place droit et dans la région
parce que le territoire n'est pas dorso-insulaire du cerveau
dirigé (chez les femmes gauche- (chez les femmes gauchè-
res et les hommes âgés res et les hommes gauchers
gauchers). âgés).
353
10. Nécrose de la rate Conflit de dévalorisation de soi Foyer de Hamer dans la Nécrose de la rate.
moelle du cerveau Lymphocytophtisie
Lymphocytopénie
Guérison : gonflement
de la rate, leucémie
lymphatique.

11. Nécrose des tendons Conflit de dévalorisation de soi Foyer de Hamer dans la Guérison : tendons
moelle du cerveau couenneux

12. Ontogénétiquement, les cellules du sang (erythrocytes et leucocytes de la série myéloïde et lymphatique) figurent
aussi parmi les dérivés du feuillet embryonnaire moyen. C'est exact. Mais du point de vue de l'événement conflictuel
et de l'événement cérébral, elles ne valent que dans la mesure où elles sont encore reliées nerveusement au cerveau,
c'est-à-dire sont des cellules productrices de sang (cellules-souches). Dès que les cellules sanguines ne sont plus reliées
au cerveau, elles ne se divisent plus. Voir aussi les osteolyses osseuses, les nécroses lymphatiques et spléniques, les
leucémies.

Ectoderme (feuillet embryonnaire externe)


A. S N C - e c t o d e r m e spécifique
O r g a n e s et structures qui établissent le c o n t a c t avec l ' e n v i r o n n e m e n t .

1. Système nerveux central et système Pas de division cellulaire Altération des cellules,
nerveux périphérique, cellules ner- et donc pas de tumeurs pas de prolifération
veuses cérébrales, neurones périphé- Guérison : œdème intra- cellulaire !
riques, névroglie. et perifocal du foyer de Guérison : ensilage de
Hamer glies aux fins de répa-
rations des membranes
d'isolement intercellu-
laires.

2. Tissu glial, Pendant la guérison Gliomes


tissu conjonctif cérébral : cérébrale : forte division Cicatrices cérébrales
1. Fonction nutritive cellulaire ! Cicatrisation, Histologie
2. Fonction de soutien réfection de l'isolement facile à confondre
3. Fonction cicatricielle des cellules cérébrales à avec le carcinome à
la périphérie : forte pro- epithelium pavimen-
lifération cellulaire des teux kératine de la
gaines de Schwann. Si le muqueuse bronchique,
foyer de Hamer est loca-
lisé au cortex somato-
sensitif de la circonvolu-
tion post-centrale :
nodules de Reckling-
hausen.

3. Epithelium sensoriel de l'oreille, du Pas de division cellulaire


nez, des yeux (rétine) et de la neu- et donc pas de tumeurs !
rohypophyse (font partie du système
nerveux central)
355
Les conflits de peur sont des maladies cancéreuses. Ils ont un DHS, un foyer de Hamer, pendant la phase active du conflit
ils se manifestent par de la sympathicotonie et, pendant la phase pcl, par de la vagotonie et des œdèmes cérébraux. Mais
en réalité, le cancer c'est la paralysie motrice ou sensible des nerfs périphériques, c'est le disfonctionnement rétinien lorsque
l'impact a lieu au cortex de la vision, etc. La polyfibromatose neurocutanée — nodules de Recklinghausen — n'apparaissent
que dans le cas du conflit de peur d'être abandonné : il s'agit alors d'une prolifération gliale et d'un gonflement de la gaine
myélinique des nerfs. Mais il semble que ce soit un cas spécial : les impulsions émanant de la cellule — dans le cas de la cellule
nerveuse tactile — ne parviennent plus au cerveau, du fait que le foyer de Hamer au cerveau y font un blocus. Il semble que
ce soient ces impulsions bloquées qui provoquent le gonflement glial des gaines nerveuses de Schwann. Mais dans ce cas le
cancer c'est la perturbation sensible et non pas les nodules de Recklinghausen.

Nous distinguons en principe deux types de peurs :


1. la peur viscérale, avec localisation à la limite entre le bulbe rachidien et le pont de Varole,
2. la peur consciente dans le cortex cérébral.

Il arrive souvent — et même généralement — que ces deux types de peur se manifestent simultanément. C'est-à-dire que la
peur consciente est presque toujours accompagnée d'une « peur primitive » viscérale. Chacune de ces peurs peut faire une
épilepsie pendant la phase de guérison. La peur d'être tué peut'venir aussi bien par derrière, ou dans le dos, nous parlons
alors de conflit de peur dans la nuque, que par devant : nous l'appelons alors conflit de peur frontale. En désignant l'origine
de la peur (par derrière ou par devant), en précisant le danger d'étouffement, de mort d'inanition, de perte de territoire, etc.,
nous ne disons encore rien sur ce que l'homme et l'animal redoutent à travers cette peur, à savoir par exemple la mort, la
paralysie, la faillite, etc. N'oublions pas que la peur éprouvée pour soi-même et la peur ressentie pour un autre (peur-souci)
peuvent paraître identiques au plan cérébral et organique ! Il faut savoir tout cela pour comprendre la nature des peurs.

1. Carcinome à épithélium pavimen- Conflit de peur frontale, con- Foyer de Hamer ou Ca à épithélium pavi-
teux des rudiments branchiaux (Car- flit central de peur frontale, foyer central de Hamer menteux, fistules
cinome de fistule branchiogène au lobe frontal, unilaté- branchiogènes rudi-
latérale) ral ou bilatéral dans le mentaires.
cas du conflit central ou
para-central, et foyer de
Hamer au bulbe/pont.

2. Paralysie motrice du côté opposé Conflit de peur d'être prison- Foyer de Hamer ou foyer Perte de fonction au
conformément au schéma de nier, conflit de peur de ne pou- central de Hamer au cor- lieu de prolifération
P« homunculus » voir s'enfuir. tex moteur de la circonvo- cellulaire.
N lution précentrale et foyer
de Hamer au bulbe/pont.

3. Paralysie sensorielle du côté opposé Conflit de peur d'être aban- Foyer de Hamer ou foyer Perte fonctionnelle au
conformément au schéma de donné, d'être laissé en plan, central de Hamer au cor- lieu de prolifération cel-
Phomunculus. conflit d'isolement, conflit de tex somato-sensitif de la lulaire, les nodosités de
n'avoir plus de contact avec les circonvolution postcen- Recklinghausen sont
membres de la famille, de la traie et foyer de Hamer au une prolifération gliale
meute, de la horde, du trou- bulbe/pont. des gaines de Schwann,
peau, etc. et pas à proprement par-
ler de carcinomes.

4. Faiblesse de la vue, controlatérale. Conflit de peur dans la nuque, Foyer de Hamer ou foyer Altération de la rétine,
Un foyer de Hamer au cortex visuel peur d'un danger que l'on ne central de Hamer à droite qui est réversible si le
droit diminue l'acuité visuelle de la peut voir en face, mais qui ou à gauche dans le cortex conflit ne dure pas trop
fovea centrale gauche. Un foyer de menace constamment par visuel et au bulbe/pont, longtemps, mais qui en
Hamer au cortex visuel gauche dimi- derrière cas de longue durée peut
nue l'acuité visuelle de la fovea cen- provoquer une atrophie
traie droite. optique et un décolle-
ment de la rétine.

5. Chute auditive Peur de devoir entendre une Foyer de Hamer ou foyer Altérations de l'oreille
chose que l'on ne veut pas central de Hamer au cortex interne, qui sont irréver-
entendre parce qu'elle est dou- pariétal et au pont (neuri- sibles si le conflit dure
loureuse. « Je ne peux plus nome acoustique), corres- longtemps,
l'entendre sans m'affoler ! » pondant à une nodosité de
« Je n'en crois pas mes oreilles » Recklinghausen entre
l'oreille interne et le pont.
357
6. Cancer du larynx Conflit de peur bleue. On a le Foyer de Hamer ou foyer Ca à épithélium pavi-
souffle coupé. Peur d'étouffer central de Hamer au cor- menteux
ou peur d'être étranglé ! Con- tex et au centre de Broca
flit féminin d'effroi ! La (langage) fronto-pariétal
femme gauchère ne peut le gauche (territoire) et au
faire qu'après la ménopause au cervelet gauche, en posi-
lieu d'un conflit de terri- tion latérale, éventuelle-
toire/cancer bronchique. ment aussi au bulbe/pont.

7. Conflit de peur de frustration


sexuelle, voir à : cancer du col
de l'utérus.

8. Conflit de peur d'être' aban-


donné sur le territoire, voir à :
cancer du rectum.

9. Conflit de peur territoriale de


l'homme, voir à : cancer bron-
chique.

10. Nodules froids de la glande thyroïde Conflit de peur impuissante Foyer de Hamer en posi- Inactivité cellulaire
avec hyperthyrose du tissu envi- « Mais il faudrait faire quelque tion frontale à gauche Nodosités froides pas
ronnant. chose » (mais personne ne fait de prolifération cel-
rien, bien qu'il faille faire quel- lulaire.
que chose ! »)

11. Conflit de peur territoriale et


conflit de contrariété territo-
riale. Voir ci-dessous à : can-
cer ulcératif coronaire, cancer
ulcératif œsophagien, cancer
ulcératif de l'estomac, cancer
ulcératif du foie.

Le conflit de peur de la mort, conflit viscéral primitif, n'a pas besoin chez l'animal de foyer de Hamer cortical mais, chez
l'homme, il a presque toujours un foyer de Hamer supplémentaire au cortex. Il en est de même des carcinomes solitaires com-
pacts, d'origine endodermique, du foie, c'est-à-dire du conflit de peur d'inanition (voir à : carcinomes dérivés de l'endoderme,
au début du tableau récapitulatif)-
359
Cancer de l'ectoderme (feuillet embryonnaire externe)
C a n c e r de l ' e c t o d e r m e cérébral.

1. Carcinome ulcératif des coronaires. Conflit de territoire aussi bien Foyer de Hamer Ca à épithélium pavi-
Pendant la phase active du conflit : à propos du territoire lui-même 1. au cervelet droit en menteux
ulcération des parois vasculaires, pas (maison, emploi, etc) qu'au position latérale.
de rétrécissement de la lumière, sujet du contenu du territoire 2. dans l'aire péri-insulaire
Angine de poitrine cérébrogène par (épouse, chien, etc.) chez les cérébrale
spasmes vasculaires. Arhytmie : nommes et les femmes âgés (chez les droitiers)
pendant la phase de guérison. (chez les droitiers).
Infarctus du myocarde : la sténose
coronaire n'intervient que bien après
l'infarctus par cicatrisation de
l'ulcère coronaire.

Pas d'angine de poitrine mais aryth- Conflit de territoire Foyer de Hamer Ca à épithélium pavi-
mies : dans la phase de guérison (chez les gauchers) 1. au cervelet gauche en menteux.
embolie pulmonaire : de façon ana- ' position latérale
logue au Ca de col de l'utérus. 2. dans l'aire péri-insulaire
de l'hémisphère cérébral
gauche (chez les gauchers)

2. Carcinome péricardique gauche Conflit de territoire plus pro- Foyer de Hamer Ca à épithélium pavi-
à la fois Ca de la fond, incluant souvent un con- 1. au cervelet droit latéral menteux et adénoïde
1. couche mésodermique cérébel- flit territorial de nid 2. dans l'aire péri-insulaire par la suite,
leuse, qui provoque l'épanché- (chez les droitiers) droite du cerveau Ca cirrhotique de
ment péricardique pendant la (chez les droitiers) l'ectoderme céré-
phase de guérison (tamponade belleux.
du sac fibro-séreux).

2. couche ectodermique cérébrale,


sensibilisée par le cerveau qui,
pendant la phase active du con-
flit, fait un ulcère et, dans la
phase de guérison, devient
couenneux comme tout autre
ulcère.

Carcinome péricardique gauche Conflit sexuel « abandon », Foyer de Hamer au cerve- Ca adénoïde par la suite
A la fois Ca de frustration sexuelle (chez la let droit et dans la région cicatrisation cirrhotique
1. la couche mésodermique cérébel- femme gauchère ou chez péri-insulaire de l'hémis- de la peau cérébelleuse
leuse qui, pendant la phase de l'homme gaucher âgé) phère droit (gauchers) et Ca ulcératif à épithé-
guérison, provoque aussi l'épan- lium pavimenteux de la
chement du péricarde (tam- peau cérébrale,
ponade).
2. couche ectodermique cérébrale,
sensibilisée par le cerveau qui,
pendant la phase active du con-
flit fait un ulcère, et dans la
phase de guérison devient couen-
neuse comme tout autre ulcère.

Carcinome péricardique droit Conflit sexuel de la femme, Foyer de Hamer au cerve- Ca adénoïde, par la
A la fois Ca de la conflit de l'abandon à l'inté- let gauche et dans la région suite à cicatrisation cir-
1. couche mésodermique cérébel- rieur du territoire, conflit de péri-insulaire gauche du rhotique de la peau céré-
leuse et de frustration sexuelle (chez la cerveau. belleuse et Ca à épithé-
2. la couche ectodermique céré- femme droitière ou l'homme lium pavimenteux ulcé-
brale. âgé droitier) ratif de la peau céré-
brale.

361
Arythmie cardiaque pendant la
phase de guérison
embolie pulmonaire

Carcinome péricardique droit


A la fois Ca de la Conflit de territoire de Foyer de Hamer au cer- » »
1. couche mésodermique cérébel- l'homme et de la femme âgée, velet gauche et dans la
leuse et de souvent associé à un quasi con- région péri-insulaire gau-
2. la couche ectodermique flit de nid (chez les gauchers) che du cerveau chez les
cérébrale. gauchers.

3. Carcinome ulcératif de la carotide Conflit de territoire chez Foyer de Hamer au cerve- A l'origine, Ca à épi-
avec anévrisme carotidien et cicatri- l'homme droitier ou la femme let droit et dans la région thélium pavimenteux
sation de l'ulcère carotidien (sténose âgée droitière, ou bien conflit péri-insulaire droite de l'intima des artères
carotidienne après la phase de sexuel de la femme gauchère (« région territoriale branchiales (Ca ulcé-
guérison). ou de l'homme âgé. droite) du cerveau (chez les ratif de l'intima con-
hommes droitiers ou les duisant à l'anévrisme),
; femmes âgées, chez les par la suite, ulcère
femmes gauchères ou les cicatrisé formant sté-
hommes âgés). nose carotidienne.

4. Carcinome bronchique Conflit de territoire chez Foyer de Hamer au cerve- Ca ulcératif à épithé-
ulcératif, qui généralement aboutit l'homme droitier ou la femme let droit et dans la région lium pavimenteux qui,
à une atélectasie bronchique du âgée, ou bien conflit sexuel de dorso-insulaire du cerveau surtout pendant la
parenchyme pendant la phase de la femme gauchère ou de (secteur territorial droit) phase de guérison,
guérison par œdématisation et cica- l'homme âgé. (chez les droitiers ou les provoque des atélecta-
trisation du tissu conjonctif. femmes âgées, les femmes sies de la bronche :
gauchères ou les hommes a) par œdématisation
âgés). b) par cicatrisation
conjonctive de l'ulcère

5. Nécrose des muscles Léger conflit de dévalorisation Foyer de Hamer dans la Nouvelle croissance
lors de la guérison : moelle des deux hémis- musculaire appelée à
croissance des muscles, réparation phères du côté opposé, tort « myosarcome »
des nécroses. innervation motrice con-
trolatérale dans la cir-
convolution précentrale
et foyer de Hamer au
pont.

6. Kystes rénaux Conflit par association avec du Foyer de Hamer, pas de Nécrose du
Hypernéphron liquide, de l'eau, de l'huile, etc. controlatéralité ! En parenchyme rénal,
lors de la guérison : hémorragie position basale, de part bourgeonnement et
rénale (pas le cancer du bassinet ni et d'autre de la faux du cicatrisation des par-
les tubules) cerveau entre les cornes ties atteintes dans la
postérieures. phase de guérison -
« Hypernéphron ».

7. Cancer testiculaire Conflit de perte Foyer de Hamer dans la Tumeurs kystiques


Cancer ovarien partie occipitale du cer- Kystes testiculaires
veau (situation à part, Kystes ovariens
pas de controlatéralité
par rapport à l'organe).

8. Nécrose du muscle utérin Dévalorisation de soi provo- Foyer de Hamer au Nécrose du muscle
Myome du corps de l'utérus quée par l'inaptitude à la tronc cérébral utérin. Muscle utérin
dans la phase de guérison grossesse Exception local, hypertrophie
« myome » dans la
phase de guérison.

9. Nécrose de la corticosurrénale . Conflit de perte totale de dyna- Foyer de Hamer en Nécrose de la cortico-
misme « adynamie » position basale profonde surrénale.
dans la moelle du cer-
veau (diencéphale)
363
7. Ca ulcératif du duodénum au bulbe Contrariétés territoriales avec Foyer de Hamer dans la » »
duodénal des membres de la famille, partie latérale du cervelet
Ca progressant en ulcérant- conflit d'envie en relation avec droit et dans la région
perforant-diminuant le territoire. « Je ne peux pas dorso-insulaire du cerveau
le digérer ». Conflit avec des (chez les hommes droitiers
gens que l'on ne peut pas évi- et les femmes âgées droi-
ter, d'où sa fréquence dans les tières).
familles intactes.
Ca ulcératif du duodénum au bulbe Conflit féminin de déréliction Foyer de Hamer dans la » »
duodénal sur le territoire, conflit de ne partie latérale du cervelet
Ca progressant en ulcérant- pas savoir où est sa place, faute droit et dans la partie
perforant-réduisant d'un chef à la tête du territoire dorso-insulaire du cer-
cliez les femmes gauchères et veau. Ches les femmes
les hommes âgés). gauchères et les hommes
âgés.
8. Ca des voies biliaires Contrariété territoriale Foyer de Hamer dans Ca à épithélium pavi-
(Ductus-Choledochus) Rivalité territoriale 1.1a partie droite du tronc menteux, ulcératif,
Ca de la vésicule biliaire Conflit d'envie territoriale cérébral (pont) et nécrotisant. Pendant
Ca des réseaux biliaires chez l'homme droitier et chez 2.dans la partie dorso- la guérison cicatrisa-
(Ca du ductus cysticus) la femme âgée droitière insulaire droite du cerveau tion par tissu con-
Ca ulcératif du réseau biliaire chez les hommes droitiers jonctif.
Ca ulcératif de la vésicule biliaire et les femmes âgées droi-
tières

Ca du réseau biliaire Conflit féminin de la dérelic- Foyers de Hamer Ca à épithélium pavi-


Ca de la vésicule biliaire tion sur le territoire, conflit de 1. tronc cérébral (pont), à menteux, ulcération-
Ca du canal cystique ne pas savoir où est sa place, droite nécrose
Ca ulcératif du réseau biliaire parce que le territoire n'est pas 2. en position dorso- Guérison : cicatrisa-
Ca ulcératif de la vésicule biliaire commandé (chez la femme inculaire de l'hémisphère tion par tissu con-
gauchère et chez l'homme âgé droit chez la femme gau- jonctif
gaucher) chère et l'homme âgé
gaucher)

9. Carcinome de la partie ectodermi- Contrariété territoriale Foyers de Hamer Ca à épithélium pavi-


que du foie (réseau biliaire intrahé- Rivalité territoriale 1. tronc cérébral (pont), à menteux
pathique) Conflit de bouffe droite Ulcération-nécrose
Ca du foie progressant par ulcéra- Chez les humains il s'agit sou- 2. Hémisphère droit, en Guérison : si le conflit
tion nécrotisante. vent de querelles d'argent. position dorso-insulaire n'a pas duré longtemps,
régénération du paren-
chyme. Après un long
conflit, cicatrisation par
tissu conjonctif.

Carcinome de la partie ectodermi- Conflit féminin de déréliction » » » »


que du foie (réseau biliaire intra- sur le territoire,
hépathique) progressant par ulcéra- Conflit de ne pas savoir où est
tion nécrotisante sa place (chez la femme gau-
chère et l'homme âgé gaucher)

10. Ca des îlots bêta du pancréas. Conflit de répugnance et de Foyer de Hamer du conflit Altération cellulaire des
Diabète. résistance. central au diencéphale îlots B, insulome B. Pas
Lorsque le conflit n'a pas duré : res- de prolifération cellu-
titution intégrale, disparition du dia- laire. Néanmoins,
bète, en cas de conflit de longue d'après tous les critères
durée, le diabète se maintient. C'est c'est un cancer.
du cancer sans prolifération cellu-
laire, il n'y a qu'altération des
cellules.
365
11. Ca des îlots alpha du pancréas Conflit de répugnance angois- Foyer de Hamer du conflit Altération cellulaire des
« Insulome A » Hypoglycémie sée « peur + dégoût » central au diencéphale îlots A, insulome A.
Si le conflit dure peu de temps : res-
titution intégrale, disparition de
l'hypoglycémie. Si le conflit dure
longtemps : grave crise d'hypogly-
cémie, issue létale fréquente.

12. Ca du col de l'utérus Conflit sexuel de frustration. Foyers de Hamer Ca à épithélium pavi-
prolifère par ulcération nécrotisante Conflit de territoire au sens de 1. dans la partie latérale du menteux progressant
déréliction (chez la femme cervelet gauche par ulcération-nécrose,
droitière). Chez le droitier âgé, 2. dans l'hémisphère gau-
il y a un carcinome vicariant du che en position péri-
péricarde droit et une arythmie insulaire,
cardiaque avec embolie pulmo-
naire dans la phase pcl.

13. Ca du vagin Conflit pré-sexuel Foyers de Hamer Ca à épithélium pavi-


Conflit de ne pas pouvoir être 1. Cervelet gauche, latéral menteux progressant
possédée (chez la femme 2. ^Hémisphère gauche, par ulcération nécro-
droitière) péri-insulaire (chez la tisante.
femme droitière)

14. Ca du larynx Conflit de peur bleue. Terreur Foyers de Hamer Ca à épithélium pavi-
panique d'être laissé seul sur le 1. Cervelet gauche, latéral menteux ulcératif nécro-
territoir (chez la femme droi- 2. Hémisphère cérébral tisant qui augmente en
tière et chez l'homme droitier gauche, péri-insulaire progressant
âgé). Lors du conflit de peur
bleue, la jeune femme gauchère
fait un cancer bronchique, tan-
dis que l'homme gaucher qui a
un conflit de territoire peut
faire un Ca du larynx !

15. Ca du rectum Conflit féminin d'abandon, Foyers de Hamer Ca à épithélium payi-


Pendant la phase de guérison, sou- conflit de ne pas savoir où l'on 1. Cervelet gauche, latéral menteux ulcératif-
vent abcès para-rectal et para-anal en est, où est sa place, faute de 2. Hémisphère gauche, nécrotisant. Pendant la
et saignement de la muqueuse. direction territoriale (chez la péri-insulaire. phase de guérison, ten-
femme droitière et chez dance aux saignements
l'homme droitier âgé). Lors de de la muqueuse et à la
ce conflit, la femme gauchère formation d'abcès para-
fait un Ca ulcératif de l'esto- rectal. La couche infé-
mac ou bien un cancer ulcéra- rieure endodermique du
tif du foie. A l'inverse, rectum fait l'objet d'une
l'homme gaucher qui a un con- étude à part au chapitre
flit de territoire avec des mem- sur le Ca rectal. La cou-
bres de sa famille, fait un che inférieure étant en-
cancer du rectum. dodermique fait des po-
lypes du rectum, c'est-à-
dire un cancer qui aug-
mente en progressant.

16. Ca de la vessie plus précisément Conflit de marquage de terri- Foyers de Hamer bilaté- Ca à épithélium pavi-
Ca de la muqueuse vésicale. toire. Conflit « génito- raux péri-insulaires, mais menteux ulcératif-
urinaire » «dégueulasse», pas symétriques (à gauche nécrotisant. Dans la
Conflit de « saloperie ». davantage en position dor- phase de guérison, ten-
sale, à droite un peu plus dance aux saignements
en direction frontale) et en de la muqueuse. La
même temps dans les deux « couche inférieure »
hémisphères cérébelleux, endodermique de la ves-
en position latérale. La sie sera traitée à part au
vessie et l'acte d'uriner ont chapitre sur le Ca
une fonction territoriale vésical.
différente pour l'individu
masculin et l'individu
féminin. Une chienne âgée
lève la patte et marque son
territoire comme un mâle.

367
17. Cancer de la muqueuse buccale. Conflit buccal. Un conflit qui Foyers de Hamer Ca à epithelium pavi-
Ca ulcerati/de la muqueuse buccale. concerne la bouche. 1. fronto-rétro-orbital- menteux à progression
basal du côté opposé et ulcéro-nécrotisante.
2. au centre olfactif du
diencéphale.

18. Ca delà muqueuse nasale et Conflit olfactif d'odeur et de


Ca des sinus maxilaires. puanteur. « Ça pue ! » aussi
bien au sens propre qu'au sens
figuré.

19. Ca de l'émail des dents. Conflit de « n'avoir pas le Foyers de Hamer Ca à épithélium
Les caries droit de mordre » 1. fronto-rétro-orbital- induré progressant par
basal ulcération nécrotisante
2. au diencéphale « les carries gros-
sissent »

20. Ca du bassinet et des tubules rénaux. Conflit de marquage de ter- Foyer de Hamer temporo- Epithélium aplati du
ritoire. occipito-cortical bassinet, y compris
Ca ulcerati/ du bassinet. Actif, masculin : « Ici, c'est l'orifice caliciel des
mon territoire ! » tubules. Ca ulcératif.
Passif, féminin : « Je suis ici
sur ton territoire ! »

Remarque : A propos de ce n° 20, je dois avouer qu'il y a encore des points d'interrogation. L'affaire me paraît logique,
et à vrai dire, il ne peut pas en être autrement, mais je ne l'ai pas encore vérifié suffisamment. Comme le foie et le poumon,
le rein se compose d'une partie ancienne mais qui dérive ici du mésoderme : pendant la phase de guérison, après la maladie
cancéreuse, il fait des kystes rénaux (conflit d'eau, foyer de Hamer à l'intérieur du forceps majeur du même côté, pas de
controlatéralité). Dérivant par immigration de la vessie, le rein est histologiquement de Pépithélium aplati ou pavimenteux,
sensibilisé par le centre somato-sensitif (très douloureux au moment des coliques néphrétiques), dont l'innervation atteint les
tubules via l'uretère, le bassinet et les calices. Le fait que l'ulcère du bassinet — tout comme l'ulcère de l'estomac — n'ait
pas été considéré jusqu'ici comme un cancer, n'est pas une infirmation. Cette 2 partie est d'origine ectodermique et fait partie
e

du groupe des organes territoriaux.


5 et 7 — Aires dévolues à la reconnaissance des objets à l'aide du sens
tactile (cortex somato-sensitif).
9, 10, 11 — Aire dévolue aux fonctions intellectuelles complexes et siège
du « tonus affectif ».
6 — Aire secondaire du cortex moteur.
4s — Aire inhibitrice (suppresseur), agit sur 4 et provoque la détente
des muscles tendus.
4 — Cortex moteur primaire, donne des impulsions pour tous les
mouvements volontaires, à l'exception de l'œil, de la moitié
controlatérale du corps. Centre moteur.
1 et 2 — Aire somato-sensitive primaire, cortex sensoriel.
19 et 18 — Aire visuelle secondaire (mémoire optique) pour la vision coor-
donnée des objets animés (cortex visuel).

L'aire territoriale de l'hémisphère cérébral droit est le siège des organes


masculins (muqueuse bronchique, intima coronaire, épithélium péricardi-
que, muqueuse œsophagienne, muqueuse gastrique de la petite courbure,
muqueuse du bulbe duodénal et du réseau biliaire du foie, muqueuse de
la vésicule urinaire). Chez les droitiers, seuls les hommes sont malades de
ce côté-ci.
371
Le cliché ci-dessus indique les zones couramment admises actuellement sur
le plan international, concernant les circonvolutions cérébrales qui chevau-
chent sur les lobes cérébraux et ne peuvent donc pas être considérées comme
des divisions du cerveau. Voici le cortex cérébral vu du côté gauche.
Chez les gauchers et les droitiers, le côté gauche comporte toujours les
relais pour le larynx, l'orifice et le col utérins, le vagin, le rectum, la vessie
féminine. Toutefois, le foyer de Hamer n'est provoqué chez les droitières
que par des « conflits féminins ». Chez les gauchers, il ne peut être provo-
qué que par des conflits à inversion latérale, à savoir par des conflits « mas-
culins ».
22 : mémoire verbo-acoustique (mémoire acoustique et compréhension
des mots parlés).
Les autres zones sont pareilles à la moitié droite du cerveau.

373
Le cerveau vu du côté gauche, comme si la substance cérébrale était trans-
parente et comme si l'on pouvait voir à travers la substance cérébrale les
ventricules cérébraux ou cavités cérébrales. Nous voyons en haut — vert-
bleu — les deux ventricules latéraux qui communiquent entre eux par le
3 ventricule, que nous voyons en-dessous. A partir du 3 ventricule, le liquide
e e

céphalo-rachidien peut s'écouler par l'aqueduc jusqu'au 4 ventricule que


e

nous voyons en bas à la hauteur du pont inférieur et du bulbe supérieur.


Les ventricules latéraux se composent des cornes antérieures (frontales),
des cornes postérieures (occipitales) et des cornes inférieures ou tempora-
les qui se situent en position extérieure à droite et à gauche dans les lobes
temporaux.
Le système ventriculaire est tout entier en communication. C'est dans
le plexus choroïdien des ventricules qu'est produit le liquide céphalo-
rachidien. Ce liquide s'écoule par l'aqueduc dans le canal rachidien.
S'il arrive que l'aqueduc soit comprimé par suite d'une compression au
mésencéphale ou au pont (tronc cérébral), le liquide céphalo-rachidien
s'amasse dans le système ventriculaire des ventricules 1 à 3 et nous avons
affaire à une hydrocéphalie. Qu'un foyer de Hamer au cerveau fasse au
cours de la phase de guérison un processus expansif, il ne fait générale-
ment qu'imprimer le ventricule latéral voisin. Dans le cas des leucémies
juvéniles, il arrive souvent que l'ensemble du système ventriculaire soit à
ce point comprimé (par l'œdème généralisé de la moelle) que nous avons
beaucoup de peine à reconnaître les ventricules sur le scanner cérébral.

375
Ce schéma représente le squelette d'un poupon couché sur le dos qui se
projette en position paraventriculaire sur la moelle des hémisphères céré-
braux. Du fait qu'il faille s'imaginer le squelette du poupon couché sur
le dos, le côté gauche du squelette se projette sur la moelle de l'hémisphère
cérébral droit et vice-versa. Les foyers de Hamer des différentes sections
de la moelle correspondent à des ostéolyses de la partie correspondante du
squelette.
A chacune des aires de la moelle sont dévolues diverses teneurs spécifi-
ques de conflit de dévalorisation de soi :
Moelle frontale (calotte et cervicales) : conflit de dévalorisation
intellectuelle-morale ; fronto-pariétale (épaule gauche) : dévalorisation dans
les relations mère/enfant ; droite : concernant d'autres personnes ; moelle
paraventriculaire (dorsales et lombaires) : dévalorisation centrale de la per-
sonnalité ; moelle dorso-temporale (bassin) : conflit hideux ou sexuel de
dévalorisation ; occipital (jambe et pied) : conflit de dévalorisation de non-
sportivité.

376
Tableau schématique de l'aire corticale motrice (circonvolution précentrale,
ou pré-rolandique) avec répartition des divers relais d'innervation motrice.
La motricité des orteils et des pieds est située en position interhémisphé-
rique. A noter que l'aire insulaire est comme extravaginée : c'est là que
se situe l'innervation motrice d'une part des organes branchiaux.
La disposition des deux côtés à droite et à gauche est semblable, mais
pas identique ! Il en va de même des conflits, étant donné que le côté gau-
che demeure le côté féminin et, d'ailleurs, il n'innerve que les « organes
féminins », à savoir le larynx, le vagin, le rectum, la vessie pour moitié.

377
Lorsqu'à l'avenir vous assisterez chez un patient à ce qu'il est convenu
d'appeler une « attaque », il vous sera possible, grâce à cette esquisse, de
prévoir exactement la localisation du foyer de Hamer pour le scanner céré-
bral. Tous ces relais corticaux impliquent des peurs conflictuelles différen-
tes. Ces peurs ont, au moment du DHS un impact cérébral sous forme de
conflits biologiques, sans que le patient en soit conscient à cet instant.
Le langage clinique établit une distinction entre le « choc blanc » et le
« choc rouge ». Le blanc se traduit par une paralysie au moment du DHS,
généralement par un conflit para-central. Le choc rouge signifie toujours
que le patient se trouve déjà dans la phase pcl et qu'une paralysie résulte
de l'œdématisation du relais moteur. Dans ce cas, le foyer de Hamer peut
se situer par exemple dans la moelle en-dessous du cortex et n'inclure que
temporairement le relais cortical dans l'œdème péri-focal.

378
Ce schéma représente une coupe coronaire à travers le centre somato-sensitif
de la circonvolution post-centrale.
En position inter-hémisphérique nous voyons de nouveau les orteils, le
pied et les organes génitaux (testicules, pénis, lèvres) et sur le cortex crâ-
nien la disposition est pareille à celle de la circonvolution pré-centrale, le
cortex moteur. A noter là aussi dans l'insula la disposition quasi extrava-
ginée du cortex. Là non plus la disposition n'est pas la même des deux côtés,
mais les viscères signifient ici l'œsophage, l'estomac (en partie), le foie (en
partie), le duodénum (en partie), le pancréas (en partie) et la vessie (en partie).
Là aussi les relais du cortex correspondent au point de vue conflictuel aux
peurs, en position latérale droite, par exemple, la peur « territoriale » ou
« la peur de contrariété territoriale ».

379
Dans ce qu'on a l'habitude d'appeler une attaque, nous établissons de nou-
veau une distinction entre le « choc blanc » et le « choc rouge ». Dans le
premier cas, les patients sont livides, ils ont froid et sont en sympathicoto-
nie. La perturbation de la sensibilité intervient à l'instant du DHS. Ils se
trouvent donc dans la phase active du conflit. Dans le cas du choc rouge,
les patients ont chaud, ils ont de l'œdème cérébral, ont de l'appétit, dor-
ment bien et beaucoup, ils sont donc de toute évidence dans la phase pcl,
à savoir la vagotonie. Les perturbations de la sensibilité, dont on ne s'aper-
çoit généralement que lorsque le patient a de surcroît des paralysies, ne pro-
viennent pas forcément d'un foyer de Hamer au cortex, comme dans le
cas du choc blanc (généralement un conflit central ou para-central), mais
elles peuvent avoir aussi pour origine un œdème sous le cortex, par exem-
ple dans la moelle, et ne sont alors que passagères. Se méfier de l'épilepsie !

380
Sur cet aperçu schématique nous voyons le centre de la motricité, la cir-
convolution pré-centrale, en vert, le centre somato-sensitif, la circonvolu-
tion post-centrale, en rouge vif. C'est à travers ces circonvolutions qu'ont
été situées les coupes précédentes. En position occipitale extrême (à droite
sur le cliché) nous voyons le cortex visuel, qui est en même temps l'aire
des foyers de Hamer en cas de DHS avec conflit de peur dans la nuque.
L'aire corticale colorée en bleu est en réalité bien plus étendue car elle
inclut aussi le cortex (invaginé) de l'insula. Dans le cas d'un DHS nous
trouvons ici chez la femme le foyer de Hamer correspondant au cancer du
col de l'utérus. Chez la droitière, il correspond aussi au conflit biologique
féminin de frustration sexuelle, chez la gauchère il correspond à un conflit
(masculin) de territoire, qu'elle ne peut faire qu'avant la puberté (comme
enfant) ou après la ménopause.

Il convient de noter ici deux choses :


1. Il s'agit de donner au lecteur une notion topographique du cerveau pour
qu'il puisse s'y retrouver à peu près sur un scanner cérébral.
2. Sur ce schéma, où l'on retrouve pêle-mêle des aires conflictuelles, motrices
et somato-sensitives, il importe que le lecteur puisse se rendre compte
que, par exemple, un relais que nous avons tenu jusqu'ici pour respon-
sable d'une dysfonction motrice, est en même temps responsable d'une
sphère conflictuelle à teneur spécifique. Nous pouvons même dire que
toute les aires cérébrales sont « multi-fonctionnelles ». C'est ce qui expli-

381
que que nous puissions voir des déficiences neurologiques déterminées
correspondant à certaines teneurs conflictuelles.
Nous pouvons donc dire : un conflit sexuel chez une droitière fait un
foyer de Hamer péri-insulaire, c'est-à-dire au cortex moteur ou somato-
sensible latéral, là où se trouve par conséquent le centre associatif ou
relais pour ce type de teneur conflictuelle, et, dans le cas d'un DHS,
il fait en même temps un cancer du col de l'utérus.
Le cerveau a tout simplement une dimension de plus que nous ne pen-
sions jusqu'ici.

Schéma des conflits de territoire masculins : bleu = cancer ulcératif coro-


naire et cancer péricardique ; vert = cancer bronchique ; rouge = cancer
ulcératif de l'estomac, cancer du foie et cancer de la vessie en partie. Au
point de vue conflictuel, tous sont des conflits de territoire. Le cancer ulcé-
ratif de l'estomac et du foie correspond davantage à un conflit de contra-
riété territoriale. La cause principale du conflit territorial à ulcère coronaire
avec infarctus du myocarde consécutif pendant la phase pcl, est située dans
l'insula, qui est invaginée.

382
Schéma mettant en évidence la différence entre peur frontale (bleue) et peur
dans la nuque (rouge). La peur frontale est éprouvée par les hommes et
les animaux lorsqu'ils voient venir la catastrophe de face (p. ex. une colli-
sion frontale), sans pouvoir l'éviter. (« La catastrophe fonçait sur moi
comme un rapide à grande vitesse et j'étais incapable de faire quoi que ce
soit pour l'éviter. ») La peur dans la nuque est une peur que nous avons
de quelque chose qui arrive par derrière, nous épie, et peut frapper à tout
moment. A chacune de ces peurs que nous éprouvons au cortex, il peut
y avoir normalement une réaction simultanée du tronc cérébral si le DHS
est vital, c'est-à-dire met en péril notre corps et notre existence et dans le
cas d'un DHS générateur d'un conflit de peur de la mort, ils peuvent pro-
voquer des taches rondes au poumon (adénocarcinome endodermique des
alvéoles).

383
Coupe horizontale à travers le cerveau
a et b : Cortex frontal gauche et droit - siège de la peur frontale.
c : Corps calleux, section frontale de la lame de substance blanche
qui relie les deux hémisphères cérébraux,
d : Corps calleux, partie postérieure,
e, f : Forceps gauche et droit.
g, h : Cornes antérieures gauche et droite du ventricule latéral.
i : 3 ventricule,
e

j, k : Cornes arrière gauche et droite du ventricule latéral.


1, m : Thalamus gauche et droit.
n, o : Cortex inter-hémisphérique gauche et droit, l'aire comprise à l'inté-
rieur des forceps est le relais des reins et des ovaires/testicules,
p, q : Cortex visuel gauche et droit - siège de la peur dans la nuque.

384
Coupe frontale à travers le cerveau
au départ des cornes antérieures des ventricules latéraux
1, 2: Cortex inter-hémisphérique.
3, 4 : Cortex extérieur (fronto-pariétal).
5, 6 : Cortex insulaire (région péri-insulaire).
9, 10 : Cortex basai temporal.
11, 12 : Départ des cornes antérieures des ventricules latéraux.
13 : Capsule externe.
14 : Capsule interne.
15 : Corps calleux - principale liaison des deux hémisphères cérébraux.
Ces coupes sont les « coupes standard » du scanner cérébral.
On peut y ajouter des coupes verticales, ou à peu près verticales, que
l'on appelle coupes coronaires.

386
Nota Bene : le cancer du foyer de Hamer au cortex de la circonvolution
pré-centrale c'est la paralysie, car il n'émet plus de code moteur tant qu'il
y a une activité conflictuelle.
Le cancer du foyer de Hamer au cortex somato-sensitif de la circonvo-
lution post-centrale est la perturbation de la sensibilité, souvent accompa-
gnée de nodosités de Recklinghausen, prolifération gliale de la gaine des
nerfs, du fait que la ligne afférente menant au foyer de Hamer est bloquée.
Le conflit du centre de la motricité est la peur conflictuelle de la sidéra-
tion, la peur de ne pouvoir prendre la fuite ou s'esquiver.
Le conflit du centre somato-sensitif est le conflit de la peur de ne pas
remarquer ou de ne pas pouvoir sentir, c'est-à-dire la peur de ne pas perce-
voir un danger en temps voulu, ce qui, dans la nature, est mortel et par
extension la peur de perdre le contact corporel, la peur d'être laissé seul.

387
17. La leucémie
La leucémie aiguë et chronique
La leucémie figure évidemment au nombre des maladies du mésoderme,
c'est-à-dire du feuillet embryonnaire moyen. Cette maladie, qui à vrai dire
n'est pas une maladie indépendante, mais seulement le processus de guéri-
son d'une maladie antécédente de la moelle osseuse, tire son nom du grec
leuco = blanc et heima = sang, ce qui équivaut à maladie du sang blanc ou,
autrement dit, signifie qu'il y a trop de globules blancs dans le sang. C'est
vrai, sauf que le nombre, en soi, n ' a aucune importance pour la maladie.
J'ai déjà eu l'occasion d'étudier des centaines de cas de leucémie chez mes
patients, et j ' a i pu constater ceci :

Loi de la leucémie :
1. Toute phase leucémique est précédée d'une phase leucopénique.
2. Dans toute phase leucémique, le nombre absolu des leucocytes normaux
est toujours dans la norme. Les leucocytes normaux ne sont pas déran-
gés par le nombre élevé de blastes, c'est-à-dire de cellules jeunes, qui
ne sont pas arrivées à maturité.
3. La phase leucopénique précédant la phase leucémique équivaut à la phase
active d'un conflit de dévalorisation de soi et de résorption du tissu osseux
— ostéolyse — sur le plan organique. La solution de ce conflit de déva-
lorisation de soi, la conflictolyse, relance l'hématopoïèse du sang blanc
et du sang rouge, qui était arrêtée jusque-là : celle du sang blanc, des
leucocytes, très rapidement, celle du sang rouge, des érythrocytes et des
trombocytes, avec un retard de 3 à 6 semaines, que nous appelons retard
érythropoïétique.

Je ne cache pas qu'en 1984, lors de la parution du livre de poche « Le


cancer, maladie de l'âme », je croyais encore que la leucémie était une mala-
die virale. Depuis, les cas étudiés m'ont permis de corriger cette erreur.
La leucémie est la seconde partie d'un processus cancéreux.
En raison des nombreuses questions qui se pressent maintenant sur vos
lèvres, je veux commencer par les dogmes que professait jusqu'ici la méde-
cine traditionnelle.

La leucémie dans la perspective traditionnelle


Les dogmes de la médecine classique et de ceux — ils sont légion — qui
s'arrogent le monopole d'une médecine soi-disant conforme aux règles
d'école, sont très contradictoires.
On croit que les « cellules-souches », c'est-à-dire les cellules de la moelle
osseuse qui fabriquent les globules blancs du sang, subissent une « altéra-

391
ration cancéreuse » entraînant une production anarchique de globules blancs,
ruinant l'organisme par des phénomènes secondaires et des « métastases
leucémiques » susceptibles de faire alors des cancers tout à fait normaux.
On s'imagine que la nature de la leucémie est variable, qu'il peut y avoir
alternance de leucémie lymphatique, myéloïde et monocytaire.
De plus, on est convaincu qu'il peut y avoir chez le même patient alter-
nance de leucémies aleucémiques et leucémiques.
Selon la médecine traditionnelle, ni le psychisme, ni le cerveau, ni les
os ne jouent un rôle quelconque dans la genèse de la leucémie.
La confusion des médecins qui s'arrogent le label de conformité aux règles
d'école est totale quand on leur parle en tête à tête. Ils admettent sincère-
ment n'y rien connaître du tout.
A la clinique pédiatrique de Cologne, un chef de service voulait faire
croire à un père de famille que d'après les statistiques il était possible à
l'heure actuelle de maintenir en vie jusqu'à 90% des patients atteints de
leucémie. Réponse du père : « Mais, Docteur, c'est plutôt le contraire que
je constate ici dans votre clinique. A ma connaissance vous ne pouvez même
pas faire état de 10% de guérisons et, dans la classe d'âge de mon fils (9
ans) il n'y en a pas même un seul à en réchapper ». Le chef de clinique :
« Oui, enfin, pas dans cette classe d'âge là, bien sûr ».
Au lieu de quoi, on poursuit imperturbablement les tests de nouveaux
traitements chimio, qu'aucun médecin n'essaierait sur ses propres enfants.
Et pendant ce temps, alors que cela devrait sauter aux yeux, il ne vient à
l'idée de personne que les enfants, suivant leurs classes d'âge, manifestent
des divergences psychiques en fonction de leur développement. Est-ce vrai-
ment si difficile de tenir compte chez les petits patients de différences que
le médecin constate tous les jours chez ses propres enfants ? Un bébé, un
nourrisson, n'est pas « un petit enfant » et un enfant n'est pas un « petit
adulte ».
La seule chose à laquelle on consente c'est d'écrire sur les altérations
psychiques chez les leucémiques : travaux sadiques sur les tourments subis
par les patients « pronostiqués » à mort, passant d'un désespoir à un autre,
d'une peur panique aux affres de la mort, jusqu'à ce qu'ils partent enfin,
« comme on s'y attendait ». Alors, haussant les épaules, les médecins disent :
« De toute manière il était condamné, il n'y avait plus rien à faire, puisque
d'après les statistiques... ils meurent tous ! »
Sur le plan thérapeutique il n'a encore été découvert aucun médicament
manifestant une quelconque supériorité statistique sur un autre. Si bien que
lorsqu'un nouveau médicament est lancé sur le marché tout le monde se
précipite dessus. On va même jusqu'à soumettre les pauvres patients à des
traitements chimiothérapeutiques intralombaires par voie d'injections ou
de perfusion. Et naturellement, aucun médicament ne peut avoir d'effet,
du fait justement qu'on se contente de soigner les symptômes, au lieu de
connaître les causes et de définir le traitement en conséquence. — En effet,
la cause est une dévalorisation de soi psychique. Et à lui seul le diagnostic
foudroyant « leucémie » ne peut que terrasser de nouveau le patient qui

392
commence tout juste à se remettre de sa dévalorisation et à reprendre de
l'assurance. Comment se fait-il donc que cette génération de médecins n'ait
pas été en mesure de s'imaginer cela ?
Il est humiliant que les ex-collègues ne maîtrisent même pas le diagnos-
tic corporel. C'est ainsi que dans aucune clinique universitaire allemande
on ne fait faire de scanner cérébral aux patients leucémiques, et a fortiori
de radios du squelette. Un jour que je réclamais à l'université de Bonn un
scanner cérébral, les médecins n'ont fait que hocher la tête : à quoi bon
un examen excentrique et aussi inutile ? Or, il faut savoir qu'aucun patient
ne manifeste plus de symptômes cérébraux (envie de vomir, vertige, cépha-
lées, obnubilation, etc.) que les leucémiques.
Il est stupéfiant aussi que tant de spécialistes hautement qualifiés ne se
soient jamais aperçus que l'évolution de la leucémie n'est pas à propre-
ment parler le processus morbide d'un malade, mais plutôt celui d'un con-
valescent, qui se relève de sa maladie. — C'est que la « médecine moderne
arrogante » ne s'intéresse pas aux diverses innervations végétatives, telles
que la sympathicotonie ou la vagotonie. Elle regarde avec condescendance
ces médecins de la forêt vierge, que rien, justement, n'intéresse autant que
les choses psychiques.

Arguments à l'encontre du chaos dogmatique


1. Si les cellules immatures, les « blastes », qui sont entraînées dans le sang,
étaient de véritables cellules cancéreuses, elles continueraient de présenter
des mitoses. De toute évidence, elles ne le font pas ! Il leur manque par
conséquent le critère que le dogme de la médecine traditionnelle exige
d'une cellule cancéreuse, à savoir qu'elle puisse proliférer par division.
2. Nous ne trouvons nulle part dans le corps de « foyers cancéreux de leu-
cocytes métastasiques » provenant de leucocytes disséminés ayant récu-
péré la faculté de se multiplier par divison.
3. Néanmoins, d'authentiques foyers cancéreux, par exemple des taches
rondes au poumon, qui en tant qu'adénocarcinomes sont d'origine endo-
dermique, sont qualifiés carrément de « métastases leucémiques ». C'est
complètement absurde : en effet, comment se pourrait-il que des blas-
tes d'origine mésodermique, dont on sait par marquage radioactif qu'ils
ne font jamais plus de division dans le corps, puissent produire au choix
des cancers d'origine endodermique ou ectodermique ? C'est le mar-
soin qui accouche d'un veau !
4. On n'a jamais vu un homme mourir de blastes, si nombreux fussent-
ils. En effet, les blastes meurent déjà au bout de quelques jours. Chez
les centaines de patients qui se sont fait traiter selon mes conseils, les
leucoblastes en nombre élevé pendant la phase de guérison sont retom-
bés spontanément aux valeurs normales, sans le moindre problème et
la moindre complication, une fois terminée cette phase de guérison. En
réalité, le patient avait eu ces « valeurs normales » de « leucocytes nor-
maux » pendant toute la phase leucémique.

393
5. Quel que soit le nombre de blastes contenus dans le sang, le reste de
« leucocytes normaux » est presque toujours en nombre suffisant pour
repousser une infection bactérienne. Qu'y a-t-il donc de perturbant dans
les blastes ? Ce ne sont que des déchets inoffensifs, l'accent étant mis
sur le caractère inoffensif.
6. Les phénomènes observés à propos des blastes concordent avec la Loi
d'airain du cancer, en vertu de laquelle des leucoblastes circulant dans
le sang, et donc séparés nerveusement du cerveau, ne peuvent plus mani-
fester de tendance à la mitose.
7. Ainsi donc, les « preuves négatives » sont irréfutables, et d'ailleurs on
pourrait les multiplier indéfiniment. Mais de surcroît je suis en mesure
de faire la démonstration de preuves positives en nombre illimité, car
chaque cas doit se dérouler comme suit :
a) Chaque patient leucémique doit avoir subi auparavant un conflit de
dévalorisation de soi avec DHS suivi d'une phase de conflit actif, avec
sympathicotonie.
Chaque patient a dû trouver une solution à son conflit, une conflictolyse
(CL), car la phase leucémique est le meilleur symptôme de la phase de
guérison !
b) Tout patient doit avoir un foyer de Hamer plus ou moins circoncrit
(chez les enfants : généralisé) dans la moelle du cerveau, à l'endroit précis
dont relève la partie du squelette correspondant à la teneur du conflit
(v. le dessin d'un petit enfant couché au chapitre 8 : « Le principe de
la maladie cancéreuse selon la Loi d'airain du cancer »).
c) Chaque patient présente pendant la phase active du conflit (phase
Ca) des ostéolyses osseuses du système squelettique, ou bien (dans des
cas sans gravité) du système lymphatique, avec dépression simultanée
de l'hématopoïèse du sang rouge comme du sang blanc.
Qu'intervienne une conflictolyse, il se produit alors une recalcification
des ostéolyses accompagnée d'une forte œdématisation du tissu osseux
et de fortes douleurs provoquées par la tension du périoste. Après la
conflictolyse, au début de la phase pcl, l'hématopoïèse redémarre par
une forte poussée. Il y a d'abord production excessive de leucocytes,
en grande ou majeure partie inutilisables (blastes). Après le retard éryth-
ropoïétique habituel de 4 à 6 semaines, il y a pareillement redémarrage
de la production des érythrocytes et des thrombocytes, qui là aussi débute
par un grand nombre de cellules de qualité inférieure, par exemple des
érythrocytes à moindre capacité d'absorption de l'oxygène, entraînant
une « anémie retardée avec leucémie simultanée » entre la conflictolyse
et la normalisation du sang rouge.
d) Toutes les numérations effectuées dans le sang périphérique pendant
la phase leucémique sont objectivement fausses, pour la simple raison
que la « médecine d'école » ne tient pas compte du fait que la vagoto-
nie est, qualitativement, une phase tout à fait particulière. Du coup, elle
ne prend pas en considération que pendant la phase vagotonique les vais-
seaux sanguins périphériques ont bien plus de volume que pendant la

394
phase sympathicotonique ou normotonique. L'hématocrite, par exemple,
est le rapport des érythrocytes du sang à son volume total. Mais ce calcul
ne vaut que tant que le volume vasculaire peut être estimé égal ou compa-
rable à celui d'autres patients. Or, ce n'est pas le cas ! Il faudrait mettre
l'hématocrite en relation avec le volume total du sang circulant, avec la
quantité absolue d'érythrocytes dans le sang périphérique. C'est la seule
comparaison licite, la seule relation valable. Ainsi, un enfant leucémique
est en convalescence, c'est-à-dire en vagotonie, et si la numération indique
2,5 millions d'érythrocytes par m m , il faut tenir compte du fait que les
3

vaisseaux en vagotonie sont largement dilatés et qu'il y a par conséquent


un volume sanguin deux fois plus élevé à la périphérie. De sorte qu'en réa-
lité ce petit leucémique a, en chiffre absolu, autant d'érythrocytes dans son
système vasculaire qu'une personne « normale »: mais jusqu'ici, pourtant,
il était jugé « gravement anémique ». Sa fatigue conditionnée par la vago-
tonie devenait par erreur d'interprétation, une « fatigue anémique », on
lui administrait des transfusions dont en fait il n'avait pas besoin, dont
il n'avait besoin que pour des « raisons dogmatiques ». En effet, il n'est
pas du tout nécessaire que le patient soit en mesure de fournir des perfor-
mances physiques qu'il ne peut effectuer que lorsqu'il ne se trouve pas en
vagotonie : il faut au contraire qu'il se repose et attende la phase de guéri-
son, qu'il se ménage comme le fait aussi tout animal. Les valeurs si « objec-
tives » de la formule hématologique étaient en réalité une pieuse imposture,
parce qu'elles ne tenaient pas compte du facteur le plus important.

Maintenant, j'attends naturellement de votre part, chers lecteurs, toute


une salve de questions, dont celle qui vous tient le plus à cœur : pourquoi
donc, ou de quoi, meurent donc les gens atteints de leucémie ?
Réponse : Presque personne ne meurt de leucémie, chez nous. 90% des
patients meurent pour des « raisons iatrogènes », c'est-à-dire d'une pré-
tendue thérapie, qui en fait n'est qu'une pseudothérapie, ou bien par non-
traitement iatrogène des complications normales. Pratiquement aucun ani-
mal ne meurt de leucémie quand on le laisse en paix.
En effet, la leucémie, il faut que j'insiste de nouveau là-dessus, est en
fait le meilleur signe de guérison du conflit préalable de dévalorisation de
soi. Il est absurde de considérer une guérison comme une maladie.
Mais qu'en est-il du reste des complications ?
Ainsi donc, tandis que la leucémie a déjà la conflictolyse derrière elle
— sinon elle ne serait pas leucémique, — les conflits de dévalorisation encore
à l'état actif ont encore cette conflictolyse devant elles. Une fois que l'on
est en présence d'une leucémie, la complication résultant de l'impossibilité
de résoudre un conflit de dévalorisation de soi, ne se présente pas, du fait
justement que c'est la solution du conflit qui a transformé la dépression
de la moelle osseuse en « leucémie » c'est-à-dire en production luxuriante
des éléments figurés du sang pendant la phase de guérison.
En admettant, ou à supposer que la solution du conflit demeure cons-
tante, c'est-à-dire qu'il n'y ait pas de récidive, ni non plus de dévalorisa-

395
tion provoquée par un diagnostic et un pronostic pessimiste, il reste essen-
tiellement 3 types de complication :
1. Anémie et thrombopénie
Le retard érythro-trombopoïétique au cours des 6 premières semaines
consécutives à la conflictolyse :
Il est possible que le patient meure au cours de la phase de guérison (phase
pcl) d'une anémie ou d'une hémorragie due à une thrombopénie. Sous
les conditions cliniques d'un hôpital, ces complications ne posent nor-
malement pas de problème. Pour le moment ce n'est plus qu'un pro-
blème d'ignorance.
2. Fracture spontanée
Si le conflit de dévalorisation de soi a duré longtemps, il se peut que
les ostéolyses du système squelettique aient pris de telles proportions
qu'il se produise des fractures spontanées. Les plus redoutables à mon
avis sont celles qui entraînent une lésion du périoste. Il se produit alors
de soi-disant sarcomes, une prolifération osseuse dans le tissu, qui bien
qu'inoffensive en principe, peut susciter des, problèmes mécaniques con-
sidérables. Mais à condition d'établir un diagnostic correct et d'avoir
la compétence requise, cela ne devrait pas poser de problèmes insurmon-
tables. Là aussi, le plus gros problème est celui de l'ignorance des
médecins.
3. Tuméfaction cérébrale dans la moelle
Au cours de la phase de guérison nous voyons — dans toute maladie
cancéreuse — une tuméfaction cérébrale dans la zone du foyer de Hamer,
à savoir par une analogie exacte avec les parties du squelette concer-
nées, dans la moelle du cerveau. Cette tuméfaction peut conduire pas-
sagèrement à un état précomateux ou même comateux chez le patient
(coma cérébral). Cet état intervient d'autant plus facilement que le
patient, comme il est courant actuellement, est gorgé de liquide 24 heu-
res sur 24 (perfusion). Mais ces complications de type passager sont cli-
niquement faciles à contrôler par des produits sympathicomimétiques,
de la cortisone, de la péniciline, etc. Là aussi, l'ignorance des médecins
est le plus grand handicap.
Dès que par simple ignorance ou malveillance on intervient dans le pro-
cessus biologique de guérison par intoxication chimique et bombe au cobalt,
infligeant ainsi des préjudices durables à la moelle osseuse et aux glandes
génitales, on multiplie les possibilités de complication, du fait qu'en plus
de la dépression hématopoïétique due aux conflits, la moelle osseuse doit
encore venir à bout des lésions toxiques extrêmement graves provoquées
au niveau des cellules-souches de la moelle osseuse. Tout cela me fait pen-
ser aujourd'hui aux supplices les plus cyniques infligés par les tortionnai-
res de l'Inquisition. Celui qui a inventé cet instrument de torture qu'est
la chimio, mérite qu'on lui dresse un monument en enfer : vouloir guérir
un homme malade en le rendant plus malade encore, et tout cela dans une
ignorance cynique !

396
La castration toxicogène et radiogène a un effet particulièrement déva-
lorisant.
Que l'on s'imagine — le lecteur voudra bien m'excuser cet exemple —
un cerf, maître de son territoire, que l'on a châtré et qui devrait malgré
tout retrouver son assurance, la conscience de sa propre valeur. C'est impos-
sible. Il lui est également devenu impossible de défendre le territoire qui
lui appartenait jusque-là. Si, pour une raison ou une autre il avait déjà perdu
son assurance auparavant, à la suite d'une dévalorisation de soi, ce conflit
va encore s'accroître, s'élever en puissance. Il en va de même chez les
humains. Seule une médecine ignorante, qui croyait devoir appliquer aux
maladies un traitement symptomatique en fonction des symptômes et voyait
dans le cancer une tumeur diabolique, qu'il s'agissait d'extirper par le fer
rouge, le poison et le bistouri, comme au temps de l'Inquisition médiévale :
seule une « médecine primitive » symptomatique pouvait pratiquer ce cyto-
diagnostic emphatique et primitif, sans tenir compte du psychisme et du
cerveau des patients.
Lorsque j'étais étudiant, on nous avait appris que les patients atteints
de leucémie avaient toujours le même type de cellule, c'est-à-dire une leu-
cémie lymphoblastique, une leucémie myéloblastique, une leucémie indif-
férenciée, une leucémie promyélocytaire, une leucémie monocytaire, etc.
Tout cela était inexact, comme on peut le vérifier aujourd'hui dans n'importe
quel manuel. Les types de cellules varient. Pourquoi en est-il ainsi ? Je ne
puis que former des conjectures. Je présume que cela dépend de la constel-
lation du conflit et de la localisation qui s'ensuit des ostéolyses. Ce que
personne n'arrive à comprendre c'est pourquoi cette connaissance, qui est
maintenant généralisée, n'a pas incité depuis longtemps les hématologues
et les cancérologues à reconnaître publiquement la faillite et l'absurdité de
leurs dogmes. En effet, si la leucémie était déclenchée par une « cellule deve-
nue anarchique », on a de la peine à comprendre pourquoi cette cellule-
souche ferait constamment des enfants différents. Ces dogmes de la méde-
cine soi-disant conforme aux règles d'école ne constituent pas un système,
comme veulent bien le croire ceux qui s'y conforment, mais un « non-
système », une absurdité, ces fameux « habits neufs de l'empereur », aux-
quels tout le monde croit, sans jamais les avoir vus, tout comme les cellu-
les cancéreuses circulant dans le sang, que personne non plus n'a jamais
vues, mais dont tout le monde est néanmoins tenu de croire qu'elles doi-
vent produire de soi-disant « métastases », à savoir des métastases toujours
totalement différentes au point de vue histologique et dérivant même de
feuillets embryonnaires totalement différents !
Phase Ca Déval. de soi Processus cérébral Panmyélophtisie
Moelle
Phase pcl Revalorisation par Oedème de la moelle Panhématopoïèse avec
solution du conflit du cerveau, signe de retard du sang rouge
guérison
Nous allons maintenant parcourir systématiquement les différents sta-
des d'évolution de la dévalorisation de soi, des foyers de Hamer corres-

397
pondant dans la moelle du cerveau et des ostéolyses des os. Mais aupara-
vant il convient de mentionner une particularité importante du fait que la
leucémie est traitée dans la pratique médicale comme un chapitre autonome,
en raison justement de sa grande importance, bien qu'il faille, à vrai dire,
la traiter tout simplement parmi les maladies cancéreuses du feuillet
embryonnaire moyen.
Le feuillet embryonnaire moyen, ou mésoderme, est en effet celui qui
dans le corps tout entier est responsable de la cicatrisation des blessures.
Par conséquent, même lorsqu'il s'agit de tumeurs cancéreuses dérivées de
l'endoderme ou de l'ectoderme, la guérison par cicatrisation, encapsule-
ment, etc., est assumée par le tissu conjonctif du mésoderme. « Seule »
la guérison proprement dite par œdématisation péricarcinomateuse est assu-
rée par le feuillet embryonnaire correspondant.
La faculté de « régénération cicatricielle » ou de formation de chéloïde
est propre à toutes les cellules mésodermiques. C'est la raison pour laquelle
l'ensemble des maladies cancéreuses des organes du feuillet embryonnaire
moyen évolue de façon nettement différente de celles des deux autres feuil-
lets embryonnaires. Dans le cas des os, par exemple, pendant la phase de
conflit actif, d'ostéolyse, il y a résorption des cellules, du tissu osseux, tandis
que lorsqu'il sagit de cancers du feuillet embryonnaire interne ou externe,
on observe pendant cette phase active une multiplication des cellules par
prolifération cellulaire. Ce qu'il y a de typique dans la phase de conflit actif
du cancer des os c'est la nécrose, alors qu'en revanche, pendant la phase
de guérison (phase pcl) on assiste à une prolifération très bien organisée de
cellules de cal. A elle seule, la préparation histologique ne permet pas aux
histologistes d'établir une distinction entre le cal qui soude les deux frag-
ments d'un os fracturé et la recalcification d'ostéolyses provoquées par le
cancer des os.
Comme me l'assurait récemment un professeur de pathologie, la déci-
sion est prise en fonction des radios : autant dire que l'examen histologi-
que est pratiquement superflu. En fait, la prolifération des cellules
conjonctives ou des cellules osseuses au cours de la phase de guérison est
tout à fait normale. Néanmoins, les histologistes parlent alors de sarcome,
surtout lorsque cette prolifération du tissu conjonctif est surabondante et
un peu excessive (v. sarcome).
En réalité — je tiens à bien le spécifier —, cette prolifération exagérée
n'a en principe rien de pathologique : dans la mesure où elle ne gêne pas,
ne pose pas de problème mécanique en coinçant ou en étranglant des nerfs,
des artères, etc., c'est plutôt une question d'ordre cosmétique et esthéti-
que, qui ne compromet pas le bien-être et la santé du patient. Au fond,
c'est comme une grosse cicatrice, une chéloïde cicatricielle. Sur le plan psychi-
que, bien des gens ont du mal à supporter un « excès » anodin, qui par
ailleurs, ne gêne pratiquement jamais les animaux.
Ainsi, la leucémie est, à tout prendre, une sorte de prolifération sarco-
mateuse des cellules sanguines. A cette différence près que les cellules en
surnombre et immatures, présentant des déficiences qualitatives, sont éli-

398
minées de l'organisme au bout de quelques jours. Pendant la phase active
du conflit (phase ca), l'état de sympathicotonie provoqué par le court-circuit
au cerveau fait que les cellules-souches de la moelle osseuse demeurent long-
temps en dépression hématopoïétique, si bien qu'elles finissent par ne plus
produire du tout de cellules sanguines. Nous appelons cela une panmyé-
lophtisie, c'est-à-dire une phtisie de la moelle osseuse. La conflictolyse ren-
verse la vapeur. Les freins sont débloqués ou desserés, une puissante
impulsion fait redémarrer la production de la moelle osseuse. Mais cette
hématopoïèse, au début, se met à débiter principalement de la marchan-
dise de rebut, les blastes, c'est-à-dire des cellules jeunes et immatures, les
plus anodines et les plus inoffensives qui soient ! Affirmer le contraire serait
une contre-vérité, car on ne peut citer un seul dommage causé par les blas-
tes. Avec le temps, la qualité de ces cellules, qui tout d'abord laissait à désirer,
va en s'améliorant de plus en plus et, au bout de quelques mois, la moelle
osseuse a de nouveau maîtrisé l'érythropoïèse. A condition, bien sûr, que
la solution du conflit tienne bon et que l'on maîtrise les complications pos-
sibles (anémie passagère, tuméfaction cérébrale, ostéalgies).
Si les phases de conflit actif et les phases pcl alternent fréquemment et
à court terme, comme c'est souvent le cas dans la vie quotidienne, face
aux réalités imprévisibles, alors, les hématologues parlent — naturellement
sans pouvoir se l'expliquer — de « leucémie aleucémique », ce qui veut dire :
les premiers signes d'un essor leucopoïétique apparaissent déjà sous forme
de blastes, surtout dans la moelle osseuse, mais le nombre des leucocytes
est dans l'ensemble assez réduit. Les hématologues n'ont encore jamais rien
compris à cette singulière combinaison, ce qui n'a rien d'étonnant d'ail-
leurs, car à moins de tenir compte de la situation conflictuelle, personne
ne peut s'y retrouver.

N.B.
La leucémie est la seconde partie d'une maladie, à savoir la phase de guéri-
son (pcl) après la solution du conflit.
Au plan psychique : état après le conflit de dévalorisation
cérébral : foyer de Hamer dans la moelle du cerveau
organique : guérison après l'ostéolyse des os et le carcinome
des ganglions lymphatiques, prolifération du tissu
conjonctif après blessure, qui constitue une sorte
de dévalorisation localisée).
L'ostéosarcome et le lymphosarcome sont une sorte de guérison excessive,
luxuriante, après dévalorisation ou blessure préalable.
Le sarcome conjonctif correspond à l'évolution leucémique, sans modifi-
cation de la formule sanguine.

Ce schéma n'est pas un modèle, un programme intellectuel, il est rigou-


reusement verifiable et démontrable dans chaque cas individuel.

399
C'est donc une loi biologique. En d'autres termes, cela signifie sur le plan
ontogénétique :
tous les sarcomes dérivent du feuillet moyen de l'embryon, du méso-
derme, ils constituent par conséquent une unité.
psychique :
tous les sarcomes du tissu conjonctif et des os sont la phase de guérison
consécutive à la solution d'un conflit de dévalorisation de soi. Les con-
flits les plus forts provoquent des ostéolyses, les moins forts des Ca des
ganglions lymphatiques, ou lysarcomes. Les plus faibles avaient provo-
qué des altérations de vaisseaux et de tissus conjonctifs.
cérébral :
les aires correspondantes sont toutes localisées dans la moelle : plus la
localisation est craniale dans l'organisme, plus elle est frontale au cer-
veau (moelle), plus elle est caudale dans l'organisme, plus elle est occi-
pitale au cerveau. Ainsi, la tête et les bras ont leurs aires correspondantes
dans une région frontale, les jambes dans, une région occipitale.
organique :
au nombre des organes atteints figurent tous les organes de support qui
dérivent du feuillet moyen, le mésoderme. Ils ont tous leurs aires cor-
respondantes dans la moelle du cerveau. Tous sont atteints facultative-
ment lors d'une dévalorisation, en fonction de l'association qui se produit
à ce moment-là : os, ganglions lymphatiques, vaisseaux, tissus con-
jonctifs.
De même, la distinction entre leucémies aiguës et chroniques ne se com-
prend que si l'on sait tenir compte dans chaque cas de la situation conflic-
tuelle spéciale : les leucémies résultent d'un conflit de dévalorisation de soi
aigu et dramatique, il s'agit généralement d'une affaire ou d'un problème
unique, qui demeure conflictuel pendant un certain temps, tandis que les
leucémies chroniques résultent de conflits qui dans l'intervalle ne sont pas
un thème d'actualité et passent au second plan, mais qui refont surface
de temps en temps. Je vous en donnerai quelques exemples.
Je renonce délibérément à passer en revue les différentes formes de leu-
cémie dans le style pratiqué jusqu'ici dans les manuels classiques, d'autant
plus que les différents types de leucémie peuvent varier, comme je l'ai déjà
mentionné. Si je sais un jour quelles différences d'ordre psychique et céré-
bral il convient de chercher — à supposer qu'il faille en chercher — par
derrière, je m'en occuperai volontiers. En attendant, je présume simple-
ment que les leucémies aiguës et chroniques sont étroitement apparentées
au système lymphatique, qu'elles ont généralement pour cause une déva-
lorisation de soi d'un moindre degré de profondeur.
A noter d'ailleurs que la moelle du cerveau est la seule région que j ' a i
découverte jusqu'ici, où les transitions entre conflit de dévalorisation de
soi déclenché par un DHS et une dévalorisation de soi plus progressive soient
courantes. Cette façon moins brutale de se dévaloriser est ce qu'on appelle

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aussi décalcification ou déminéralisation. Chez les adultes, on arrive encore
à établir à peu près une distinction, du fait que dans le cas de la dévalorisa-
tion de soi déclenchée par un D H S , l'aire de la moelle œdématisée pendant
la phase de guérison est circonscrite, alors que la déminéralisation en dou-
ceur est plus diffuse. La distinction est plus difficile lorsqu'il s'agit d'un
enfant ou de jeunes patients, dont la réaction est le plus souvent générali-
sée, même lorsqu'il s'agit d'une dévalorisation de soi déclenchée par un
DHS : il faut dire que dans ce cas l'aire conflictuelle n'est pas bien cir-
conscrite, elle non plus, mais généralisée, ce qui correspond bien d'ailleurs
à la sensibilité enfantine. (« Maman m'a rossé, elle m ' a pris en grippe, je
suis devenu sa bête noire. »)

401
La thérapie de la leucémie
La thérapie de la leucémie peut être divisée tout d'abord en 2 groupes
importants :
1. La thérapie pendant la phase préleucémique de conflit actif, ou autre-
ment dit : la thérapie du cancer des os dans la phase de conflit actif,
ce qui se traduit sur le plan hématopoïétique par :
l'anémie
la leucopénie = panmyélophtisie (phtisie de la moelle des os ou dépression)
la thrombopénie
2. La thérapie de la phase leucémique postconflictolytique, la phase de gué-
rison après la solution du conflit de dévalorisation, la phase de recalci-
fication après le cancer des os.
Ce qui se traduit sur le plan hématopoïétique par :
a) premier stade : directement après la CL il y a encore de l'anémie,
de la leucopénie et de la thrombopénie.
b) second stade : il y a encore de l'anémie, mais déjà de la leucocytose,
mais il y a encore de la thrombopénie. C'est à ce stade que la plupart
des leucémies sont découvertes, du fait que les patients sont abattus
et las !
c) troisième stade : d'habitude 4 à 6 semaines après le début de la leu-
cocytose la production des érythrocytes et des thrombocytes com-
mence à entrer en ligne de compte, mais une grande partie des cellules
rouges sont encore immatures et par conséquent leur capacité fonc-
tionnelle est déficiente.
d) quatrième stade : production luxuriante de cellules sanguines blan-
ches et rouges, pan-polycitémie vera.
e) cinquième stade : normalisation des conditions aussi bien dans le sang
périphérique que dans la moelle osseuse.
Ce sont là les stades habituels de l'évolution : en principe cela se passe
ainsi pour tout conflit de dévalorisation de soi déclenché par un DHS suivi
d'une période de conflit actif avec phase postconflictolytique, pour autant
qu'il y ait une solution du conflit. D'ailleurs, la dernière phrase est la con-
dition indispensable pour qu'intervienne la « chance d'une leucémie » ! Ces
stades d'évolution sont en principe identiques pour l'homme et l'animal.
Il s'agit là de l'évolution biologique dans le cas le plus favorable. Une fois
que l'on connaît ce mode d'évolution biologique, la thérapie de la leucé-
mie est relativement simple et couronnée de succès. Vous ne tarderez pas
à vous en apercevoir vous-mêmes ! Néanmoins, il n'est pas judicieux de
ne vouloir traiter que la seconde partie de la maladie, à savoir la phase
de guérison, étant donné que la première partie, à savoir la phase active
du conflit, peut revenir à tout moment. D'autre part, la durée du conflit,
par exemple, et l'intensité du conflit, nous en disent long sur la durée pro-
bable des stades leucémiques, si nous avons la