You are on page 1of 31

FORMAÇÃO DE CUSTO

E PREÇO DE VENDA

Instrutor: Renato Antônio Pitz

Outubro de 2008
2

Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento

ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO................................................................................................03

2. INPORTÂNCIA DAS INFORMAÇÕES DE CUSTO NA EMPRESA...............03


CONCEITO DE CUSTO........................................................................................03
OBJETIVO DE CONHECER SEUS CUSTOS......................................................04
IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO SOBRE CUSTO....................................04
CONSEQUÊNCIA DA AUSÊNCIA DE INFORMAÇÃO DE CUSTO...................04

3. SISTEMA DE CUSTO.....................................................................................05
ANÁLISE DOS CUSTOS......................................................................................06
OBJETIVOS..........................................................................................................07
ESTRATÉGIA DE CUSTOS NO MERCADO.......................................................07

4. DEFINIÇÕES...................................................................................................07

5. MODELO COMPACTO DE CÁLCULO DO CUSTO PARA MICRO


EMPRESAS DE CONFECÇÃO......................................................................09

6. ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO EMPRESARIAL.....................................26


SISTEMA DE INFORMAÇÃO E PERÍODO ORÇAMENTÁRIO...........................27
ORÇAMENTO DE RESULTADO E ORÇAMENTO DE VENDAS.......................27
ORÇAMENTO DE INVESTIMENTO.....................................................................28
ORÇAMENTO DE CAIXA....................................................................................29
IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE DO ORÇAMENTO...............................................29

7. ESTRUTURA GERENCIAL DE RESULTADOS.............................................30

__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
3

1. INTRODUÇÃO

O mercado atual do vestuário, em face às conseqüências do plano de


estabilização econômica, se tornou auto-seletivo, seja pela acomodação dos preços
dos produtos, ou seja, pela modernização dos processos das empresas
concorrentes. Esse cenário incitou a redução da lucratividade obtida pela maioria
das empresas do setor de confecção.
A mudança nos hábitos de consumo vem deslocando, cada vez mais, a
estratégia de fabricação das empresas na direção do trinômio: redução dos custos,
aumento da produtividade e melhoria da qualidade.
Diante desse cenário, a empresa necessita aprimorar seus processos de
forma a integrar suas competências, tornando o sistema mais dinâmico e flexível. O
sistema de contabilidade de custo se torna uma ferramenta imprescindível nesse
cenário.
A gestão estratégica dos custos, basicamente, consiste no planejamento
e controle das despesas, custos e resultados financeiros do processo produtivo,
definindo a capacidade produtiva e os recursos necessários, com o objetivo de
atingir os padrões de competitividade definidos pelas exigências do mercado.
Pesquisa realizada no setor, por técnicos que prestam consultoria nas
empresas através do CETIQT em todo território nacional, mostra que boa parte das
confecções de micro e pequeno porte, fixam seus preços com base no mercado, isto
é, não tem por hábito calcular corretamente seus custos ou desconhecem método
de custeio que possa chegar ao preço final do produto de maneira científica. Em
outros casos também o preço final é determinado pelo custo do tecido (consumo
unitário de tecido) que é multiplicado por um número chamado mark-up, um
multiplicador que normalmente tem sua procedência desconhecida.
O preço de venda deve ser determinado em função do custo industrial. O
preço de venda não pode ser baseado, unicamente em pesquisa de mercado, antes
de estabelecer este preço é necessário que saibamos o preço real estabelecido pelo
custeio da empresa. Às vezes, o concorrente vende a preço de custo para atender
seus compromissos inadiáveis de curto prazo. Outras vezes, por erro no cálculo,
vende com prejuízo ou ainda se o cálculo estiver perfeito vende mais baixo do que a
cotação da praça por que dispõe de melhores condições de organização, de técnica
ou de processo.

2. IMPORTÂNCIA DAS INFORMAÇÕES DE CUSTO NA EMPRESA

CONCEITO DE CUSTO

Existem vários conceitos sobre custo. Procuramos, dentro dessa grande


gama de conceitos, algumas definições de fácil compreensão e entendimento que
sintetizam a essência e a importância do assunto:

__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
4

 Custo é o valor expresso em moeda corrente (R$) de atividades e


materiais efetivamente consumidos e aplicados na fabricação e
comercialização de produtos;
 Custo é a remuneração dos recursos financeiros, humanos e
materiais consumidos na fabricação e comercialização de
determinado produto;
 Custo é um preço pelo qual se obtém um bem.

OBJETIVOS DE CONHECER SEUS CUSTOS

O principal objetivo de conhecer e dominar o custo é aumentar a


competitividade da empresa através de uma metodologia que determine os custos
dos itens comercializados, sua rentabilidade e sua viabilidade comercial e
econômica.

IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO SOBRE CUSTO

A competitividade provocada pela concorrência e a busca de crescimento


sustentado, provocaram nas empresas a grande corrida para o desenvolvimento e
gerenciamento dos custos dos seus itens, acentuando cada vez mais a importância
de acompanhar sua evolução, seus respectivos preços de vendas, servindo de
orientação nas decisões de permanência ou não destes itens, no rol dos produtos
comercializados.

CONSEQÜÊNCIAS DA AUSÊNCIA DE INFORMAÇÕES DE CUSTO

Graves são as conseqüências para a empresa da ausência de informação


sobre seus custos. Dentre elas podemos enumerar:

1. Desconhecimento do lucro por produtos fabricados:


 Venda de produtos que podem não estar gerando o lucro
necessário;
 Má aplicação do capital de giro através da fabricação, para
estoque, de produto pouco rentável;
 Esforço de venda não orientado para a venda de produtos mais
lucrativos.
2. Desconhecimento dos custos das atividades da empresa:
 Dificuldade da empresa em incentivar ou fixar ações para
redução de custos.
3. Menor lucro;
4. Menor rentabilidade;
5. Ameaça as suas estabilidades econômicas, financeiras e ao
crescimento da empresa.

__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
5

3. SITEMA DE CUSTOS

O sistema de custos em uma empresa é fundamental na determinação do


nível de competitividade no mercado, pois é responsável em controlar a capacidade
financeira diante da dinâmica da relação do trinômio custo - preço - valor agregado.
Os custos definem a eficiência dos recursos que a empresa possui para
alcançar a lucratividade através do valor agregado ao produto sob o ponto de vista
do cliente, que pode ser maior ou menor que o preço técnico (custos+lucro).
O valor agregado é incrementado nas etapas de criação e
desenvolvimento do produto e estabelecido no processo de transformação da
matéria-prima em produto final.

Representação básica de um sistema de custos na empresa:

Figura 01

Observando a figura 01, conclui-se que o lucro não faz parte do processo
de transformação, ou seja, o sistema pode funcionar sem sua existência. Por
conseguinte, a lucratividade da empresa deve ser conseqüência de um rendimento
eficaz entre o valor agregado ao produto e as despesas necessárias para o

__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
6

processo funcionar. Outro detalhe importante a ressaltar é que o capital de giro


significa a prioridade para manter o processo de transformação funcionando.
O valor agregado ao produto é composto pelos custos que são embutidos
no produto e outros valores adicionais como criatividade, inovação, credibilidade,
imagem da marca, garantias e vantagens oferecidas aos clientes, que proporcionam
ganho de mercado e fortalecimento da marca do produto.

3.1 ANÁLISE DOS CUSTOS

A análise dos custos sob o enfoque do sistema global da empresa é


fundamental na avaliação do desempenho dos processos, visto que a lucratividade,
além do valor agregado no momento da criação e projeto do produto, depende da
otimização na utilização dos recursos desde o pedido do cliente até o resultado final
do uso do produto. Os cinco pontos principais que influenciam a dinâmica dos custos
na empresa são:

1. Análise e controle das despesas gerais;


2. Administração e controle dos materiais diretos e indiretos;
3. Índice de produtividade do processo produtivo;
4. Cálculo do custo industrial (custo do material direto+custo da
produção) dos produtos;
5. Relação valor agregado por custos do processo de transformação.

O cálculo preciso do custo industrial possibilita avaliação do desempenho


da empresa quanto aos resultados e tendências das vendas, pois determina o lucro
real em função do preço de venda dos produtos. Com os dados de custos e um
sistema de cálculo do preço apurado, a empresa pode negociar com o cliente de
forma consciente, avaliando a viabilidade do pedido, bem como o impacto no
planejamento das vendas.

I. A Fórmula Básica Tradicional de Custo é:

PREÇO DE VENDA=CUSTO INDUSTRIAL+CUSTO COMERCIAL+LUCRO

O preço do produto é determinado, matematicamente, pela soma das


despesas e a margem de lucro desejada pela empresa, ou seja, condição ideal.
Entretanto, com exceção de alguns produtos diferenciados, o mercado é que
geralmente define a faixa de preço viável que a empresa pode praticar.

II. A Fórmula de Mercado é:

LUCRO REAL=PREÇO DE MERCADO-CUSTO INDUSTRIAL-CUSTO COMERCIAL

O preço é determinado pelo mercado, onde a empresa deverá praticar


esse preço e o lucro real dependerá dos custos industriais e financeiros. O mercado
comanda o resultado da empresa.

__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
7

III. A Fórmula Estratégica da Empresa Deve Ser:

CUSTO INDUSTRIAL=PREÇO DE MERCADO-CUSTO COMERCIAL-LUCRO

O preço continua sendo determinado pelo mercado, mas a empresa


decide manter o nível de lucratividade planejada e atua na otimização de seus
custos com um trabalho de racionalização e agregação de valor ao produto.

3.2 OBJETIVOS

 Controle e análise dos custos em função dos requisitos do


mercado;
 Auxílio na otimização dos recursos e redução das despesas;
 Ferramenta fundamental na negociação com os clientes;
 Determinação precisa dos custos unitários e preços dos produtos;
 Apoio na estratégia de preços no mercado diante da concorrência;
 Visualização e análise de cada tipo de custo, em relação ao peso e
importância em cada etapa do processo de fabricação.

3.3 ESTRATÉGIA DE CUSTO NO MERCADO

REQUISITOS FATOR DE COMPETITIVIDADE


DIFERENCIAÇÃO DO PREÇO
PRODUTO
Criação e Desenvolvimento do produto Decisivo Importante
Produtividade na produção Importante Decisivo
Preço da concorrência Pouco importante Muito importante
Tecnologia de equipamentos Importante Muito importante
Sistema flexível de produção Importante Decisivo
Marketing Muito importante Importante
Otimização dos recursos Importante Muito importante
Lançamento de novos produtos Decisivo Importante
Imagem da marca Decisivo Importante
Conteúdo de moda Muito importante Importante
Diversificação Importante Importante

4. DEFINIÇÕES

 Contabilidade de custo

__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
8

É o setor da empresa que gerencia o sistema de custos, analisando o


nível de desempenho do processo de fabricação e comercialização, no qual tange
aos elementos de custo que determinam o resultado financeiro diante do mercado.

 Custo em uma empresa de bens de consumo


É todo investimento aplicado no processo de transformação da matéria-
prima em produto final, com o principal objetivo de alcançar um ganho do capital
investido (lucro) em conseqüência do valor agregado ao produto.

 Capital de giro
É o capital necessário para a manutenção dos ciclos operacionais do
processo de fabricação da empresa. O objetivo da empresa em relação ao capital de
giro é manter o giro de fabricação sem sacrificar sua lucratividade.

 Preço Técnico
Preço do produto calculado através de uma metodologia de custos que
considera todas as despesas industriais e comerciais da empresa na fabricação e
comercialização do produto. O preço técnico inclui a margem de lucro desejada com
base no desempenho financeiro e no rendimento dos custos, segundo a
produtividade dos processos e a otimização dos recursos.

 Preço de mercado
É a faixa de preço estabelecida pelo mercado, que varia com o tipo de
produto, com as coleções e estações durante o ano, o comportamento da
concorrência, a utilização da economia, etc.
O preço de mercado é determinado pelo comportamento comercial &
valor agregado ao produto sob o ponto de vista do cliente, ou seja, o valor que o
cliente está disposto a pagar pela função do produto.

 Valor agregado
É o valor incorporado ao produto em todas as fases dos processos de
fabricação e comercialização. O valor agregado é basicamente composto pela
tradução da imagem da marca, pelo valor da criatividade e inovação contido no
produto e pelos custos convertidos em valor na transformação do produto durante o
processo.

 Margem de lucro
O lucro corresponde ao retorno financeiro do investimento realizado na
empresa para fabricar e comercializar os produtos.

 Investimento
Todo sacrifício financeiro que beneficiará exercícios e resultados
operacionais futuros, seja como resultado na lucratividade ou imagem da marca.

 Custo fixo

__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
9

Todo custo ou despesa que permanece inalterado em função do


comportamento do volume de produção, dentro de um certo período de tempo.
Exemplos: aluguel de instalações industriais.

 Custo de mão-de-obra direta


Custos relacionados ao pessoal que trabalha em atividades
administrativas e gerenciais de apoio e suporte ao processo produtivo.
 Rateio
Representa a alocação de custos indiretos aos produtos na fabricação,
segundo critérios racionais.

 Centro de custo
É a determinação dos custos subdivididos em áreas, departamentos ou
setores com objetivo de controlar o comportamento das despesas em cada centro
de acordo com índices ou limites estabelecidos pela gerência, no sentido de manter
uma uniformidade no sistema de custo da empresa.

 Margem de contribuição de um produto


É o preço de venda de um produto menos todo o gasto variável.
Determina o quanto cada produto contribui para a absorção dos custos fixos da
empresa.

 Margem de contribuição - preço de venda – custo variável


unitário

5. MODELO COMPACTO DE CÁLCULO DE CUSTO PARA MICRO E


PEQUENA EMPRESA DE CONFECÇÃO

Estrutura básica:
CUSTO INDUSTRIAL CUSTO COMERCIAL
CUSTOS DE CUSTO DE CUSTO MARGEM DE
MATERIAIS PRODUÇÃO FINANCEIRO (%) LUCRO
DIRETOS
- Tecido - ICMS
- Aviamentos - PIS
- Acessórios - Cofins
- Embalagem - Contribuição
- Silk Custo/min X Social
- Bordado Tempo padrão da - Comissão % ESPERADO
- Lavanderia peça - Impostos de
- Etc renda
- Juros

- Simples

PREÇO DE VENDA
__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
10

Obs: Todas as despesas consideradas no cálculo dos custos têm como


referência o momento da venda, ou seja, tudo ocorre teoricamente como fosse
possível calcular o preço de venda do produto na hora da entrega do mesmo ao
cliente. Geralmente, utiliza-se a base mensal no cálculo dos custos e preço de
venda dos produtos.

 Despesas gerais
Todas as despesas necessárias ao processo de transformação da
matéria-prima em produto final, com exceção dos materiais diretos.

 Capacidade máxima real mensal (minutos)


É a capacidade de produção da empresa, em minutos, baseada no setor
de costura, considerando apenas as costureiras que realizam operações em
máquinas, pois se constituem os gargalos da fábrica que define a capacidade real
de fabricação da empresa. Os outros setores não devem comprometer o setor de
costura que realiza a montagem dos produtos.

Capacidade real = Nºcostureiras x min. Trabalhados/dia x dias/mês x x% produtividade


100

 Custo por minuto


Custo relativo a cada minuto do processo produtivo, este custo é de vital
importância para a análise de racionalização dos custos.

CUSTO/MINUTO = DESPESAS GERAIS


CAP.MÁX. (MIN)

 Tempo padrão da peça


Somatório dos tempos padrões, em minutos, das operações executadas
apenas pelas costureiras do setor de produção. Para efeito de precisão e
simplificação do cálculo, consideram-se as operações de máquina de costura devido
à facilidade da determinação dos tempos.
O setor de costura é o referencial de capacidade da empresa, ou seja, o
que é produzido neste setor deve ser expedido sem ocorrência de gargalos nos
próximos setores.

 Custo de produção
O custo de produção é relativo ao custo do tempo necessário para
transformação do produto através do processo produtivo, é calculado multiplicando o
custo de um minuto operacional pelo tempo padrão.

CUSTO DE PRODUÇÃO = CUSTO/MIN X TEMPO PADRÃO

 Custo Industrial
Somando-se o custo de produção aos custos de material direto, teremos
um custo sujeito a lucro, pois o preço formado no mercado deverá cobrir esse custo
e mais despesas financeiras que incidem sobre o preço de venda.
__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
11

CUSTO INDUSTRIAL = CUSTO DE MATERIAIS + CUSTO DE PRODUÇÃO

 Custo comercial
São os custos necessários para comercialização do produto que incidem
percentualmente sobre o faturamento, ou seja, torna-se despesa quando o produto é
vendido. Tudo que é despesa ou ganho de capital na operação de venda é custo
comercial.

 Custo financeiro
São as despesas relativas ao procedimento de comercialização que inclui
os impostos e tributos que incidem sobre o faturamento.

CUSTO COMERCIAL = CUSTO FINANCEIRO + LUCRO

Fórmula do Preço de Venda

Preço de Venda (R$)= Custo Industrial (R$) + Custo Financeiro (%) + Lucro
(%)

1) Representando a equação em percentual:


100% = %CI + %CF + %L

2) Colocando o custo industrial em evidência:


%CI = 100% - (%CF + %L)

Aplicando regra de três:


PV (R$)-----------------------------100%
CI (R$)------------------------------100 – (%CF + %L)]

PREÇO DE VENDA = CUSTO INDUSTRIAL X 100________


100 – (%CUSTO FINANCEIRO + % LUCRO)

 Preço de venda com a incidência do lucro apenas sobre o


capital de giro
Cálculo do preço de venda, considerando a margem de lucro incidindo
apenas sobre o capital de giro ou custo industrial. Esse é considerado o método de
cálculo correto de acordo com o conceito de sistema de custo. A fórmula anterior
estabelece a incidência do percentual de lucro sobre o custo total do produto, ou
seja, incluindo o custo financeiro que deve ser tratado como uma despesa cobrada
pelo cliente a título de repasse, pois a empresa não utiliza no processo de
transformação do produto.

PREÇO DE VENDA = (CUSTO INDUSTRIAL + %LUCRO) X 100


100 - (%CUSTO FINANCEIRO)

__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
12

DISCRIMINAÇÃO DOS PRINCIPAIS CUSTOS

 Custo industrial ou fabricação


Para começar a calcular os custos de uma confecção é necessário que
saibamos diferenciar os setores e classificar cada funcionário de acordo com sua
finalidade produtiva. Vejamos como classificar os componentes do custo de
fabricação de um produto e seus custos mensais, até o cálculo do preço de venda.

 Custo industrial
Considera todas as despesas realizadas com os processos produtivos

 Mão-de-obra direta;
 Mão-de-obra indireta;
 Custos indiretos de fabricação
 Material direto.

 Levantamento dos custos totais


Para o cálculo do custo e preço de venda é necessário apurar os custos
mensais de mão-de-obra direta, indireta e custos indiretos de fabricação. Estes
custos são normalmente computados a cada final de período pela contabilidade, que
será nossa principal fonte de consulta. Os documentos para este levantamento são:

 Custo de mão-de-obra direta, indireta e encargos sociais


fornecidos pelo departamento de pessoal, através da folha de
pagamento;
 Custos indiretos através do plano de conta fornecido pela
contabilidade.

 Levantamento dos custos de mão-de-obra indireta


Podemos considerar como mão-de-obra indireta todo funcionário que não
contribui diretamente na transformação do produto, mas contribui para que o
processo produtivo flua de maneira eficiente. Para um melhor entendimento, a mão-
de-obra indireta pode ser classificada como indireta produtiva e indireta
administrativa.

 Mão-de-obra indireta produtiva


Mão-de-obra que contribui indiretamente para o processo produtivo como:

 Gerente de produção;
 Supervisor;
 Mecânico;
 Modelista;
 Estoquista;
 Etc.

 Mão-de-obra indireta administrativa


Mão-de-obra que contribui indiretamente ao processo produtivo como:
__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
13

 Vigia;
 Servente;
 Recepcionista;
 Chefe de pessoal;
 Auxiliar de escritório; etc
 Salário base
Deve ser considerado efetivamente o salário pago em carteira sem a
incidência dos encargos sociais. Para facilitar o entendimento usaremos como
exemplo o cortador, pois nos outros funcionários utilizaremos o mesmo raciocínio de
cálculo.
Função Salário Base R$
Cortador 580,00

 Encargos Sociais
Nesta coluna será calculada a incidência de encargos sobre mão-de-obra
direta, como exemplo utilizado abaixo:

Função Salário Base R$ Encargos Sociais R$


Cortador 580,00

 Levantamentos dos custos indiretos de fabricação


Custos indiretos de fabricação compreendem todas as despesas com as
operações do processo produtivo, exceto a matéria-prima e a mão-de-obra direta.
São valores de serviços prestados por outras empresas tais como: empresas de
transporte, fornecedores de luz, empresas de seguros e bancos, bem como os
materiais, óleo de máquinas e peças de reposição, etc.

Despesas Itens relativos Custo total


Aluguel do prédio Aluguel mensal 500,00
Depreciação Máquinas e equipamentos 296,67
Impostos e taxas IPTU, taxa de condomínio, água, gás 130,00
canalizado, taxa para recolhimento de lixo, etc
Comunicação Telefone, correio, fax, etc 150,00
Material de limpeza e higiene Papel higiênico, sabonete, desinfetante,etc 100,00
Material de escritório Impressoras, caneta, lápis, folha para fax, folha 100,00
para computador, etc
Seguros diversos Seguro do veículo, do prédio, seguro contra 80,00
incêndio, etc
Manutenção Óleo para máquina, agulha, peça de 150,00
reposição, etc
Alimentação Café, pão, leite, açúcar, ticket refeição, etc 400,00
Pró-labore Retirada por sócio 400,00
Energia Luz 250,00
Honorário de terceiro Contador, mecânico externo, consultores, etc 400,00
Frete de compra Compra de tecidos, aviamentos, etc 200,00
Administração das vendas Confecção de amostras, cartela de cores, 400,00
participação em férias, desfiles, contrato de
profissionais, propaganda, etc
Diversos Contas extraordinárias que não se enquadram 450,00
no plano de conta acima
__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
14

Sub total 4006,67

 Depreciação
Representa a perda do valor do bem em função do desgaste de
utilização. O cálculo de depreciação pode ser visto sobre dois aspectos:

 Depreciação para efeito contábil;


 Depreciação financeira ideal.

Obs: A empresa deve possuir um fundo de reserva para depositar o


retorno do custo de depreciação, visando a reposição do equipamento.

 Cálculo de depreciação para efeito contábil


No quadro abaixo são relacionados apenas os itens mais comuns
utilizados no cálculo do custo industrial, onde teremos a vida útil da máquina em
função da utilização, a taxa anual e a taxa mensal que será computada pois o
levantamento de custo é de base mensal.

Exemplo:
Máquinas e equipamentos – Overloque de 3 fios
Vida útil (valor pré-determinado) = 10 anos de utilização

Taxa anual: 100% = 10% a cada ano


10

Taxa mensal: 10% = 0,83


12 meses

Preço da compra máquina = R$ 1.500,00


Custo de depreciação mensal de 1 máquina = R$1500,00x0,83 = R$12,45
100
Custo mensal = quantidade de máquinas na empresa x custo por máquina
Custo por máquina = 6 x R$ 12,45 = R$ 74,70

Quadro de depreciação
Item depreciado Vida útil Taxa anual % Taxa mensal %
Máquinas e 10 anos 10% 0,83%
equipamentos
Móveis e utensílios 10 anos 10% 0,83%
Prédios e galpões 20 anos 5% 0,42%
Veículos 5 anos 20% 1,67%
Computadores 2 anos 50% 4,17%
Instalações 5 anos 20% 1,67%

Exemplo
Item depreciado Valor atual Taxa Valor Deprec. Quantidade Valor deprec.
Deprec Unit. mensal Total mensal

__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
15

Overloque 3 fios 1.500,00 0.0083 12,45 9 112,5


Reta 1 agulha 800,00 0.0083 6,64 9 60,00
Colarete 2.300,00 0.0083 19,09 3 57,50
Caseadeira 3.500,00 0.0083 29,05 1 29,17
Botoneira 4.500,00 0.0083 37,35 1 37,50
Total 23 296,67

 Distribuição dos custos totais para o produto


Após levantamento dos custos totais, mão-de-obra direta, mão-de-obra
indireta e custos indiretos de fabricação, serão somados para distribuição aos
produtos, para determinar o custo unitário de fabricação. As formas de distribuição
mais utilizadas são:

 Rateio sobre o valor da mão-de-obra direta;


 Rateio sobre o valor da matéria-prima;
 Valor por unidade produzida;
 Custo por minuto.

 Custo total

(Exemplo)
Mão-de-obra direta 17.381,69
Mão-de-obra indireta 14.293,02
Custos indiretos 4.006,67

Total 35.681,38

 Dados técnicos

(Exemplo)
Operadoras diretas 31
Jornada de trabalho 528
Dias úteis 21
Produtividade 80%
Minutos disponíveis 274982,40
Custo por minuto 0,1297

Na “CLT” é considerada a jornada de trabalho em confecções industriais


de 44 horas semanais, normalmente é utilizada a seguinte distribuição:

 Semana de segunda a sexta-feira


Horas por dia = 44/5 = 8.8 horas
Minutos por dia = 8.8 x 60 = 528 minutos

 Dias úteis
Considera-se neste item os dias úteis trabalhados, no exemplo da planilha
é igual a 21 dias.
__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
16

 Minutos disponíveis
São os minutos mensais disponíveis para as atividades produtivas do
processo, estes minutos são calculados da seguinte forma:

Número de operadoras diretas =31


Jornada de trabalho diária (minutos) = 528
Dias úteis = 21
Produtividade = 80%
Minutos disponíveis = 31x528x21x80%= 274982,40 minutos/mês

Até aqui foi determinado o custo por minuto que será agregado a planilha
individual de preço de venda que veremos a seguir, pois para cada modelo fabricado
na confecção do vestuário tem diferenças entre eles no material direto utilizado, e no
tempo de fabricação do processo produtivo.

 Planilha Individual do Preço de Venda

 Material Direto

Corresponde ao valor da matéria-prima (tecido) e insumos (aviamentos e


material para embalagem).
O tecido representa uma parte considerável no custo do produto, sendo
assim, procura-se controlar o máximo possível através de métodos técnicos de
racionalização, com técnicas de encaixe, enfesto e corte. A ficha técnica do produto
é o documento principal para obtenção deste custo, onde constam os dados
técnicos coletados no processo de corte como consumo unitário com seu devido
desperdício.

 Consumo de tecido

Modelo Tamanho Largura (metro) Consumo (metro)


Calça básica 44 1,40 1,30
Calça social masculina 44 1,40 1,60
Camisa básica manga curta 02 1,40 1,30
Camisa básica manga longa 02 1,40 1,60
Camiseta gola “careca” M 1,40 1,20
Camiseta tipo “polo” M 1,40 1,20
Camiseta tipo “regata” M 1,40 0,80
Cueca/calcinha M 1,40 0,30
Soutien M 1,40 0,20
Boné adulto - 1,40 0,30
Calção de futebol M 1,40 0,80
Paletó 44 1,40 2,50

__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
17

 Preço de Compra
Valor adquirido através da nota fiscal de compra ou pela ficha de controle
de estoque.
Exemplo: meia malha
Preço de compra = R$ 13,00 Kg

 Crédito ICMS (somente regime normal)


Considera-se para cálculo de custo o crédito na compra do material direto
e débito para venda do produto confeccionado.
Exemplo: malha Piquet
Preço de compra = R$ 13,00
ICMS considerado = 18%

 Preço creditado
Preço creditado = R$ 13,00 x 0,82 = R$ 10,66

Obs: os aviamentos serão calculados da mesma forma.

 Consumo unitário
A obtenção do consumo unitário deve ser cuidadosa, alguns fatores,
como a grande quantidade de tamanhos e em muitos casos a variada largura do
tecido, prejudicam no cálculo do custo unitário, por isso, o cálculo do consumo
unitário de tecido quando feito pela média, não pode exceder a quatro tamanhos,
pois se as vendas forem maiores nos tamanhos grandes, poderá haver distorção
entre os menores e maiores tamanhos. O certo é utilizar a balança para determinar o
consumo por tamanho, com isso, o cálculo fica mais preciso.
Os métodos mais utilizados em confecção para obtenção do consumo
unitário de tecido são:

 Método do consumo médio través do total de peças cortadas;


 Método do consumo médio através do risco padrão;
 Método do consumo real através da utilização de balanças
eletrônicas;
 Método do consumo médio pré-determinado através da utilização
do pantógrafo.

 Método do consumo médio através do total de peças cortadas

• Total de tecido utilizado no enfesto =80 metros


• Número de peças cortadas =tamanho “P” – 20 peças
=tamanho “M” – 30 peças
=tamanho “G” – 20 peças
Total - 70 peças

Consumo médio = 80 / 70 peças = 1,14 metros por peça já incluído o


desperdício.
__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
18

 Método do consumo médio através do risco padrão

• Comprimento do risco = 3,5 metros


• Grade utilizada = P – M – G – GG

Consumo médio = 3,5 metros / 4 tamanhos = 0,87 metros

 Método de consumo através da utilização da balança


eletrônica

• Peso da roupa cortada =250 gramas


• Desperdício médio do risco =10%

Consumo médio = peso da roupa cortada = 250 = 277,78 gramas


com desperdício (100-%desp.) 0,90
100

 Transformação de gramas para metro


Normalmente as empresas compram tecidos de vários fornecedores, com
variedade de largura, isso dificulta na hora do planejamento do risco. Para organizar
melhor as ordens de risco, separando larguras para diminuir desperdício as
empresas trabalham com metro corrido, com isso na hora de pesar a roupa cortada
é necessário que transforme o consumo em peso para consumo em metros, desta
forma o cálculo utilizado é o seguinte:

• Consumo com desperdício =277,78 gramas


• Peso do metro corrido =250,00 gramas

1 metro--------------------------------250,00 g
X metros------------------------------277,78 g
X = 277,78 x 1 = 1,11 metros
250

 Desperdício de material direto


O desperdício deve ser considerado no consumo unitário do material, é
importante para redução de custos de tecido que o corte calcule a cada ordem de
corte o desperdício pois, o tecido, representa cerca de 60% do custo do produto é
calculado da seguinte forma:
Em cada ordem de corte deve ser pesados separadamente o peso total, e
o peso dos resíduos, pois se aplica a fórmula seguinte:

% desperdício = Peso do resíduo x 100


Peso total

O desperdício de aviamentos é comum no setor de costura. As sobras de


linha, quebra de botões, etiquetas cortadas ou varridas pela faxineira, tem que ser
levada em consideração na hora do cálculo do custo. Estes percentuais variam de
__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
19

empresa para empresa, isto é, vai depender do nível de organização que este
material é distribuído no processo.
Percentuais de desperdício médio de material em processo:

• Linha = média de 10%


• Etiquetas, botões, alfinetes = média de 5%

Para efetuarmos o cálculo de custo do aviamento teremos que considerar


o desperdício.

Exemplo:
Consumo da etiqueta = 1 unidade
Desperdício médio = 5%
Consumo com desperdício = 1 = 1 = 1.05 unidade
(100-5) 0,95
100

 Tabela para cálculo de consumo de linha


Para calcularmos a linha é necessário costurar uma amostra de 10 cm
para cada máquina existente no setor. Depois se desmancha com a ajuda de um
alfinete a amostra de 10 cm, e verifica-se o consumo de linha e fio de poliéster, por
tipo de máquina utilizada como exemplo na tabela abaixo:

Consumo de linha em um metro de costura

• Reta 1 agulha (classe 301)


Agulha = 1,40 m
Lançadeira = 1,40 m

• Ziguezague (classe 304)


Agulha = 2,65 m
Lançadeira = 2,65 m

• Ponto corrente simples (classe 101)


Agulha = 3,80 m

• Ponto corrente (classe 401)


Agulha = 2,40 m
Looper = 2,95

• Ponto corrente passante – 2 agulhas – 1 looper (classe 406)


Agulha = 6,00 m
Looper = 8,70 m

• Ponto corrente – colarete (classe 602)


Agulha = 5,10 m
Looper = 9,80 m
Trançador = 7,20 m
__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
20

• Overloque (classe 502)


Agulha = 2,80 m
Looper = 8,40 m

• Overloque (classe 504)


Agulha = 3,05 m
Looper = 5,00 m
Trançador = 7,00 m

• Interloque costura de segurança (classe 401 + 504)


Agulha = 2,40 m
= 3,05 m
Looper = 2,95 m
= 5,00 m
Trançador = 7,00 m

• Travete 42 pontos
Agulha = 0,30 m
Lançadeira = 0,20 m

• Botoneira (2 furos)
Agulha = 0,16 m

• Botoneira (4 furos)
Agulha = 0,20 m

• Caseadeira - Reece
Agulha = 0,17 m
Lançadeira = 0,46 m / 0,08 m

Quadro de consumo de linha dos principais modelos (média)


considerando o total de linha e fio

Modelo Consumo (metros


Calça básica 263
Calça social masculina 200
Camisa básica manga curta 90
Camisa básica manga longa 110
Camiseta gola “careca” 60
Camiseta tipo “pólo” 80
Camiseta tipo “regata” 50
Cueca / calcinha 75
Soutien 60

__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
21

Boné adulto 90
Calção de futebol 35
Paletó 290

 Tempo padrão
È o tempo em minutos necessários para executar uma operação, onde foi
observado o ritmo da operadora em estudo e mais o acréscimo de tolerância
necessário para cobrir eventuais paradas inevitáveis no serviço diário.

 Seqüência para obtenção do tempo padrão


Para a determinação do tempo padrão, alguns fatores técnicos devem ser
levados em consideração:

• Tipo do cronômetro;
• Quantidade de amostras na cronometragem;
• Avaliação de ritmo correta;
• Tolerância aplicada de acordo com a empresa.

 Cronômetro

• Digital ou mecânico

 Prancheta para observações


Uma prancheta leve, ligeiramente maior que a folha de observações, é
usada para segurar o papel e o cronômetro.

 Execução
O procedimento a ser seguido na execução do estudo de temo pode
variar com alguma liberdade, dependendo do tipo de operação em estudo e da
aplicação a ser dada aos dados obtidos, entretanto os sete passos seguintes são
necessários:

1. Obtenha e registre informações sobre a operação e a operadora em


estudo;
2. Divida a operação em elementos e registre uma descrição completa do
método;
3. Observe e registre o tempo gasto pela operadora;
4. Determine o número de ciclos a ser cronometrado;
5. Avalie o ritmo do operador;
6. Verifique se foi cronometrado um número suficiente de ciclos;
7. Determine o tempo padrão para cada operação.

Ficha de cronometragem

__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
22

Modelo: camiseta gola careca


Referência: Cm 003
Data: 20/05/2005
Informações sobre a operação Número de cronom Fatores técnicos
Operação Máquina Operadora 01 02 03 04 05 06 TM %R TN %T TP
Pregar manga Overloque Márcia .88 .86 .84 .85 .86 .84 .85 .90 .76 15 .87
Bainha Reta Lúcia .39 .37 .40 .41 .38 .39 .39 .100 .39 15 .45
Arremate Manual Sueli .32 .33 .32 .35 .34 .35 .33 .110 .36 15 .41

 Exemplo da operação pregar manga


Procure orientar a operadora sobre o seu trabalho, deixando-a calma para
que o trabalho fique perfeito.
Observe e registre o tempo gasto pela operadora para executar a
operação, registre no mínimo seis vezes para que possa ter valores consideráveis.

Registros = 0,88 min / 0,86 min / 0,84 min / 0,85 min / 0,86 min/ 0,84 min
Determine o tempo médio (TM)
Fórmula:
TM = 0,88+0,86+0,84+0,85+0,86+0,84 = 0,85 minutos
6

 Avaliação de ritmo
A avaliação do ritmo é o processo durante o qual o analista de estudos de
tempos compara o ritmo do operador em observação com o seu conceito de ritmo
normal. A avaliação de ritmo depende do julgamento pessoal do analista de estudo
de tempos e não há maneira alguma de se estabelecer um tempo padrão para uma
operação sem ter que se basear no julgamento do analista.
Em confecção do vestuário o ritmo de uma operadora varia de 60% a
120%, sendo que 100% é considerado ritmo normal, no caso de ritmo 120% a
operadora não consegue manter até o final do dia.
Observe a operadora e faça uma avaliação do ritmo de trabalho que ela
está desenvolvendo.
Para facilitar use a seguinte avaliação técnica:

% Ritmo Avaliação Técnica


60% a 69% Ritmo normalmente relativo a costureiras em fase de aprendizado.
70% a 89% Normalmente nesta fase de ritmo a qualidade da operação é
melhor, porém o ritmo depende de maior segurança da operadora.
90% a 100% Considera-se a faixa operacional produtiva, onde a naturalidade
dos movimentos representa uma adequação do ritmo à qualidade.
101% a 120% Poucas operadoras conseguem estabelecer ritmos acima do
normal sem variar durante o dia.

No exemplo a operadora teve um ritmo de %R = 90%

Reajuste o tempo em função da costureira abaixo do ritmo normal. O


objetivo do reajuste é estabelecer um ritmo para a operadora que não varie no
período diário. Este ritmo normal é considerado valores de 100%
__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
23

Fórmula: TN = Tempo médio TM x Ritmo observado = 0,76 minutos


100

 Tolerância
O tempo normal (TM) para uma operação não contém tolerância alguma é
simplesmente o tempo necessário para uma operadora qualificada execute a
operação trabalhando em um ritmo normal. Entretanto não se pode esperar que a
pessoa trabalhe o dia inteiro sem interrupções, estas interrupções podem ser
classificadas da seguinte forma:

% Tolerância = %necessidades pessoais e fadiga + tempos improdutivos

1. Tolerância de necessidades pessoais e fadiga = 15%


2. Tolerância de espera – tempos improdutivos – troca de linha, agulha,
modelo.

Além das observações acima teremos que observar os recursos de


máquinas e equipamentos utilizados. As tolerâncias indicadas para confecção
variam de 15% a 25%. Quanto mais organizada e automatizada a empresa, menor
será sua tolerância.
Obs.: no exemplo da ficha de cronometragem a tolerância considerada foi
de 15%.

 Tempo padrão
Fórmula: TP = Tempo normal (TN) = % tolerância
TP = 0,76 x 1,15 = 0,87 minutos

% Produtividade no Setor de Costura

 Classificação técnica da produtividade

• Eficiência teórica = total de 100% de aproveitamento da


capacidade
• Eficiência normal = média de 80% de aproveitamento da
capacidade
• Eficiência prática = média de 60% de aproveitamento da
capacidade

Estudos do setor mostram que 80% das confecções nacionais, atuam a


60% de sua capacidade total, por isso os custos devem ser reajustados em função
da eficiência real da empresa.
Empresas que apresentam baixo índice de eficiência normalmente é
devido à falta de conhecimento técnico de produção e em muitos casos a relação
entre patrão e empregado quando não é boa, faz com que o pessoal trabalhe
desmotivado, contribuindo para o aumento do custo operacional.

__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
24

 Fatores geradores de baixa produtividade

• Rotatividade de pessoal;
• Faltas e atrasos;
• Material inadequado;
• Atraso no fornecimento de material;
• Quebra de máquina;
• Falta de treinamento operacional.
 Ficha de controle de produtividade – Anexo 1
Para que possamos estabelecer o índice correto da produtividade do
processo produtivo é necessário acompanhar diariamente a produção de peças
embaladas no acabamento, para que no final do mês tenhamos a eficiência média
do setor como nos veremos no exemplo a seguir:

 Dados
Minutos disponíveis = jornada de trabalho x número de costureiras.

 Colunas (data e referência).


É importante frisar que em um dia de trabalho poderemos ter lançado na
ficha técnica mais de um tipo de modelo o que não irá alterar o método de cálculo.
Foram considerados 23 dias úteis em função do setor trabalhar de segunda à sexta-
feira.

 Coluna tempo padrão (TP)


Para que possamos calcular a eficiência é necessário obter o tempo
padrão de cada modelo para compararmos com o tempo realmente realizado no
setor produtivo.

 Coluna (peças produzidas)


Referente à quantidade de peças produzidas no setor. Considera-se para
cálculo da produtividade, as peças embaladas.

 Coluna (minutos produzidos)


São os minutos realizados durante um dia de trabalho. Obtém-se da
seguinte forma:

Fórmula: minutos produzidos = peças produzidas x tempo padrão

 Coluna % produtividade
A produtividade é a base para a análise produtiva do setor. No cálculo do
percentual de produtividade comparam-se os minutos produzidos com os minutos
disponíveis do setor.

Fórmula: minutos produzidos x 100


minutos disponíveis

__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
25

Ao final do mês a ficha será analisada para utilização da produtividade do


setor de costura no cálculo de custo.

 Ponto de Equilíbrio (Break – Even – Point)


É o volume de produção ou movimentação financeira que não gera lucro
nem prejuízo. O ponto de equilíbrio é definido pelo momento no qual os custos totais
incorridos nos processos da empresa são exatamente iguais à receita oriunda da
comercialização deste volume de produção.
A análise do ponto de equilíbrio é muito importante no estudo da relação
CUSTO – VOLUME – LUCRO. Possibilita o controle e avaliação do desempenho
financeiro durante um período com a verificação do momento que a empresa deve
alcançar o equilíbrio dos custos. Além disso, as informações obtidas no ponto de
equilíbrio dão ao administrador uma capacidade de decisão mais realista na
determinação do preço de venda e nas alterações que envolvem o volume de
produção, despesas e o próprio lucro.

No ponto de equilíbrio  RECEITA = CUSTO TOTAL

Representação Gráfica do Ponto de Equilíbrio

No ponto de equilíbrio:

FATURAMENTO=DESP.GERAIS+CUSTOMATERIAIS+DESP.FINANCEIRAS
__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
26

PE X (Fat. Bruto/MT)=Desp.Gerais + PEx (C.Mat/MT)+PE x Desp. Fin./MT)

PE = Despesas Gerais___________________
(Fat / min.Total) – (C.mat. / min.Total) – (Desp.fin. / min. Total)

Despesas Gerais = Custo/minuto x Minutos totais produzidos

Onde:
Fat. = Faturamento bruto total
MT = Volume total de produção expressos em minutos
C. mat = Custo total de materiais diretos
Desp. Fin. = Total das despesas financeiras que incidem sobre o
faturamento bruto.

6. ELABORANDO O ORÇAMENTO EMPRESARIAL

O orçamento empresarial é uma projeção de resultados futuros da


empresa. Ele permite a administração uma visão antecipada do desempenho
desejado, possibilitando assim a tomada de decisões para extrair o máximo de
oportunidades e prevenir eventuais problemas.
Podemos trabalhar o orçamento em três modalidades:

 Orçamento de resultados e vendas;


 Orçamento de investimento;
 Orçamento de caixa.

Em muitas empresas, principalmente as pequenas e médias, não existe a


cultura de planejamento, as decisões são tomadas por impulso e pelas
necessidades.
A não prática de planejar leva, muitas vezes, estas empresas a atravessar
sérias dificuldades financeiras, chegando inclusive, em diversos casos, ao
encerramento de suas atividades. A percepção dos administradores da necessidade
de trabalhar sobre planos preestabelecidos, possibilita o crescimento programado e
sustentado de suas empresas.
O orçamento empresarial é uma extraordinária ferramenta de gestão,
colaborando de forma planificada na eficácia e melhoria dos resultados.

6.1 SISTEMA DE INFORMAÇÃO E PERÍODO ORÇAMENTÁRIO

Para elaboração de um orçamento é necessário um acurado sistema de


informações e dados da empresa como: capacidade de produção, histórico de
receitas e despesas passadas, etc.

__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
27

Duas fontes importantes são a Estrutura Gerencial de Resultados e o


Balanço Patrimonial Gerencial.
Também é importante definir as metas e objetivos a serem alcançados
pela empresa como: aumento de capacidade produtiva, aumento de potencial de
vendas, projeção de investimentos, etc.
Outros dados essenciais para elaboração do orçamento são os fatores
externos que interferem na empresa como: política de juros, câmbio, projeção de
inflação, capacidade de mercado, concorrência, tecnologia, etc.
É necessário também a definição do período que esse orçamento
abrangerá e seus pontos de verificação. Geralmente o período abrangido é o anual
com revisões periódicas podendo ser mensais, bimestrais, trimestrais ou semestrais.

6.2 ORÇAMENTO DE RESULTADOS E ORÇAMENTO DE VENDAS

O orçamento de resultados projeta dados de recitas e despesas


semelhantes aos da estrutura de resultados, possibilitando a administração
visualizar sua capacidade de gerar lucros.
Para elaboração de um orçamento de resultados são necessários dados
como: capacidade de produção e de vendas da empresa e análise do potencial do
mercado com seus fatores limitantes como: concorrência, demanda, lançamento de
novos produtos ou retirada de produtos de linha.
A próxima etapa são as projeções e metas para as vendas da empresa. O
ideal é que se trabalhe com metas por produtos ou linhas de produtos, fazendo após
um resumo do total de vendas a ser atingido.
Junto à projeção das vendas é necessário projetar também seus custos
com impostos (PIS, COFINS, ICMS, SIMPLES), comissões, fretes, despesas
administrativas de vendas, CMV.
Outro item a ser projetado é o das despesas fixas (mão-de-obra, seguros,
telefone, energia, depreciação, etc).
Munidos destas informações, os responsáveis pela elaboração do
orçamento da empresa tem condições de esboçar seu protótipo, que deverá ser
aprovado pela direção da empresa.

Modelo de um orçamento de resultados / vendas


ITENS MÊS 1 MÊS 2 MÊS 3 TOTAL % RB
Receita sobre vendas 100.000 120.000 150.000 370.000 100%
( - ) Impostos (30.000 (36.000 (45.000 (111.000) 30%
) ) )
Receita líquida 70.000 84.000 105.000 259.000 70%
( - ) Custos de vendas (35.000 (42.000 (52.500 (129.500) 35%
) ) )
Margem de 35.000 42.000 52.500 129.500 35%
contribuição
( - ) Custos fixos (18.000 (21.600 (27.000 (66.600) 18%
) ) )
Lucro operacional 17.000 20.400 25.500 62.900 17%
Lucro acumulado 17.000 37.400 62.900 125.800 17%
__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
28

6.3 ORÇAMENTO DE INVESTIMENTO

Esta modalidade do orçamento projeta os investimentos a serem


realizados na empresa no período orçamentário, os valores que serão aplicados no
ativo permanente da empresa e suas origens.
Baseado nas projeções de vendas, a empresa analisa a necessidade ou
não de aumentar sua capacidade produtiva, por meio da compra de mais
equipamentos, ou pela renovação dos equipamentos existentes por outros de
tecnologia mais avançada, ou necessidade de ampliação das instalações, ou
fabricação de novos produtos, ou mix de todas estas situações.
Definido o investimento, é necessário definir a origem do capital
necessário, se empréstimos, o valor e a forma de amortização e a capacidade da
empresa de suportar este determinado nível de investimento.
De posse destas informações os responsáveis pelo orçamento elaboram
o demonstrativo, conforme modelo, para análise e aprovação da direção da
empresa.

Modelo de Orçamento de Investimento


ITENS MÊS 1 MÊS 2 MÊS 3 TOTAL % TOTAL
INVESTIMENTOS
Máquinas / Equip. 13.000 15.000 0 28.000 33.8
Veículos 0 25.000 0 25.000 30.2
Móveis 0 0 1.200 1.200 1.5
Construção 12,00 9.000 7.500 28.500 34.5
TOTAL 25.000,00 49.000 8.700 82.700 100
ORIGEM
Rec. Terceiros 15.000 29.400 5.220 49.620 60
Rec. Próprios 10.000 19.600 3.480 33.080 40
TOTAL 25.000 49.000 8.700 82.700 100

Obs: os juros e amortizações fazem parte do orçamento de caixa

6.4 ORÇAMENTO DE CAIXA

Como parte final do trabalho de orçamento, seus responsáveis preparam


o orçamento de caixa, que deverá consolidar as projeções feitas no orçamento de
vendas e no orçamento de investimento.
Ele é uma síntese de todo o movimento financeiro previsto nas outras
duas modalidades de orçamento.
É importante lembrar que o orçamento de vendas e o orçamento de
investimentos trabalham sob o regime de competência, isto é, demonstram os fatos

__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
29

quando gerados, enquanto o orçamento de caixa trabalha quando ocorrem os fluxos


de receitas ou despesas.
O orçamento de caixa antecipa os saldos resultantes entre receitas e
despesas, permitindo uma visão antecipada da situação da empresa, evitando
assim, estrangulamentos financeiros.

Modelo de Orçamento de Caixa


ITENS MÊS 1 MÊS 2 MÊS 3
Saldo inicial 4.000 17.050 14.256
Entradas
Vendas à vista 23.300 20.100 18.500
Vendas a prazo 52.000 38.000 47.500
Empréstimos 15.000 29.400 5.220
TOTAL 94.300 104.550 85.476
Saídas
Fornecedores 30.000 24.000 30.000
Salários + Enc 7.500 5.800 6.500
Impostos 14.000 10.000 13.000
Investimentos 25.000 49.000 8.700
Amortização 600 1.200 200
Desp. Financ. 150 294 522
TOTAL 77.250 90.294 58.922
Saldo final 17.050 14.256 26.554

6.5 IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE DO ORÇAMENTO

A análise do orçamento permite a administração projetar resultados


futuros, evitando assim eventuais problemas para a empresa causados por um
desbalanceamento entre recebimentos e despesas.
Permite também visualizar o seu desenvolvimento na busca de novas
oportunidades, aumentando sua participação no mercado através da utilização de
seu potencial pleno.

__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
30

7. ESTRUTURA GERENCIAL DE RESULTADOS

CÓD. DESCRIÇÃO VALOR R$ %


1 RECEITA SOBRE VENDAS R$ 100.000,00 100,0 %
1.1 Receita sobre vendas à Vista R$ 30.000,00 30,0 %
1.2 Receita sobre vendas à Prazo R$ 70.000,00 70,0 %

2 CUSTOS VARIÁVEIS DE VENDAS R$ 10.000,00 10,0 %


2.1 ICMS R$ 5.000,00 5,0 %
2.2 PIS / COFINS R$ 2.850,00 2,9 %
2.3 Comissões de vendas R$ 2.150,00 2,2 %

3 CUSTOS VARIÁVEIS DE PRODUÇÃO R$ 45.000,00 45.0 %


3.1 CMV R$ 31.500,00 31,5 %
3.2 Prêmio de produtividade R$ 2.000,00 2,0 %
3.3 Gastos gerais de fabricação R$ 11.500,00 11,5 %

4 CUSTO VARIÁVEL TOTAL R$ 55.000,00 55,0 %

5. MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO R$ 45.000,00 45,0 %

6 CUSTOS FIXOS R$ 18.000,00 18,0 %


6.1 Salários + Encargos R$ 9.000,00 9,0 %
6.2 Pró-labore R$ 2.500,00 2,5 %
6.3 Telefone R$ 500,00 0,5 %
6.4 Água R$ 50,00 0,1 %
6.5 Luz R$ 250,00 0,3 %
6.6 Contabilidade R$ 500,00 0,5 %
6.7 Seguros R$ 500,00 0,5 %
6.8 Combustível R$ 2.000,00 2,0 %

__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540
31

6.9 Material escritório R$ 200,00 0,2 %


6.10 Despesas diversas R$ 2.500,00 2,5 %

7 LUCRO OPERACIONAL R$ 27.000,00 27,0 %


8 PONTO DE EQUILÍBRIO R$ 40.000,00 40,0 %
9 INVESTIMENTOS R$ 7.000,00 7,0 %
9.1 Leasing Máquinas R$ 3.500,00 3,5 %
9.2 Leasing Veículos R$ 3.500,00 3,5 %

10 DESPESAS FINANCEIRAS R$ 2.000,00 2,0 %

11 LUCRO LÍQUIDO R$ 16.000,00 16,0 %

__________________________________________________________________________________________
Pitz Consultoria Empresarial e Treinamento
Rua Piratininga, 668 sala 15 Cep 87013-100 – Maringá, Pr
e-mail: pitzconsultoria@irapida.com.br fone/fax: (44)3026-8020 cel:(44) 8405-9540