LINHA DO TEMPO do Teatro 534 a.C.

–Instituição do teatro, na Grécia, pelo tirano Pisístrato, que cria concursos trágicos em Atenas. Três autores de tragédias ganham importância. Ésquilo, considerado o verdadeiro criador da tragédia, das quais a primeira de que se tem notícia é Os Persas. Sófocles, autor de Édipo Rei, e Eurípedes, de As Troianas. Na comédia destaca-se Aristófanes, que escreve Lisístrata. 364 a.C. – Tem início, em Roma, os ludi scaenici –jogos cênicos. Onde antes havia apenas espetáculos de circo (corridas de cavalo e lutas) passam a se apresentar num palco (scaena) músicos e dançarinos. Séc.III a.C.-I a.C. – Introdução das representações teatrais em Roma (240 a.C.), com a encenação de tragédias e comédias gregas traduzidas para o latim. Logo a comédia se destaca. Baseadas no erro e no engano, ela é uma cópia da comédia nova do teatro grego (dos séculos IV a.C. e III a.C.). Destacam-se Plauto e Terêncio nas comédias e Sêneca nas tragédias. Séculos X-XII – Nascimento do teatro medieval, com os primeiros dramas litúrgicos e as peças de Hrotsvitha, abadessa alemã que reelabora a dramaturgia clássica para temas edificantes. Escritos em latim, os dramas litúrgicos dos conventos passam para as igrejas. A partir do século XII, o teatro vai para a cidade, por iniciativa das confrarias e dos saltimbancos, que escrevem as peças. Convivem então textos profanos e sacros. O teatro profano, apresentado nas festas de Carnaval, representa farsas e sotties. Século XVI – Na Itália surgem as primeiras experiências teatrais em língua nacional. A comédia passa a apresentar costumes cotidianos. O homem está no centro das preocupações. Na Espanha, em razão do grande desenvolvimento alcançado pela literatura e pelo teatro, os séculos XVI e XVII recebem a denominação de Siglo de Oro (Século de Ouro). Os dois grandes dramaturgos espanhóis do período são Lope de Veja e Calderón de la Barca, considerado o maior autor dramático espanhol da época. 1508-1509 – As primeiras comédias de Ariosto, La Cassaria e I Suppositi, marcam o nascimento do teatro erudito. Maquiavel, com A Mandrágora; Aretino, com A Cortesã; e Ruzzante, com La Moscheta, são ácidos comentaristas de seu tempo. 1540 – Começam a ser construídos, na Itália, os primeiros teatros, com a divisão palco-platéia como a conhecemos hoje, que utiliza a noção de perspectiva nos cenários. 1545 – Nasce a commedia dell’arte, quando, em Pádua, na Itália, oito homens assinam um contrato para formar uma companhia de atores. Sua origem estaria nos atos representados por mascates e charlatães para vender seus remédios e elixires. Os atores apresentam-se improvisando roteiros preestabelecidos (canevas) ao ar livre ou nas cortes. Em 1762, o gênero adquire status oficial, quando a trupe de Ricoboni se funde com a Opéra Comique, em Paris. 1558 – Início do chamado teatro elisabetano inglês durante o reinado de Elisabeth I. Surgem novas formas dramatúrgicas e cênicas. As primeiras salas de espetáculo são construídas e consolida-se o teatro profissional. Os autores mais notáveis são Christopher Marlowe, Ben Jonson e William Shakespeare, considerado o maior poeta dramático de todos os tempos. Suas peças, tradicionalmente divididas em obras históricas, comédias e tragédias, fazem não só a crônica de seu país como também descrevem com rara compreensão da condição humana as relações entre indivíduos e estes com a sociedade. Essa fase se encerra com o fechamento dos teatros por ordem do Parlamento em 1642.

TEATROS ELISABETANOS – São construídos de madeira, com formato circular ou poligonal e sem teto. O palco pode ter até três níveis para que várias cenas sejam representadas simultaneamente. Ele avança até o meio do edifício, de modo que o público o cerque por três lados e tenha boa visibilidade. Ao fundo, uma cortina modifica o ambiente. Aos espectadores mais abastados e aos representantes da nobreza são destinadas as galerias. Século XVII – Sob proteção oficial, desenvolve-se na França intensa atividade teatral. A dramaturgia é baseada na verossimilhança e escrita em versos de métrica rigorosa e de acordo com o gosto da classe alta. Essas exigências cabem à tragédia; para a comédia elas são mais flexíveis. O teatro de Pierre Corneille, Jean Racine e Molière destacase por sua beleza literária e pelo alcance de sua temática. As comédias de Molière, além de fazer crítica feroz à burguesia ascendente, retratam com extrema perspicácia as características humanas. Século XVIII – Com o declínio da tragédia clássica nasce o drama burguês, que se volta para o realismo e apela ao patético. Seus temas, contemporâneos, oscilam entre o social e o familiar. No gênero cômico cresce a "comédia lacrimosa" nascida no século anterior (1696), com O Último Estratagema do Amor, de Cibber. Na Alemanha floresce, entre 1770 e 1784, o movimento estético e literário denominado Sturm und Drang (Tempestade e Ímpeto), cujas idéias definem o pré-romantismo, defendendo um estilo livre e individualista, movido pelo impulso irracionalista, em oposição às normas clássicas. Os autores que se destacam nesse século são Voltaire, Pierre Marivaux, Beaumarchais, Lessing, Goethe, Schiller e Kleist. Século XIX – Alguns autores, com obras bem particulares, já mostram características do teatro moderno. Georg Büchner faz a articulação entre o romantismo e o realismo social. É também precursor do expressionismo. Ibsen funda o teatro norueguês e é o autor mais representado do século XIX e do início do XX. Seu teatro parte da observação da sociedade e de seus problemas. Strindberg atinge o ponto máximo de seu talento na peça Senhorita Júlia. 1827 – No prefácio de seu drama histórico Cromwell, Victor Hugo lança um manifesto pela liberdade do teatro, contra a rigidez da forma clássica, a favor de uma visão histórica e do emprego do grotesco como categoria estética. Paradoxalmente, o romantismo teatral, que se desenvolve na Alemanha em reação ao teatro francês, firma-se por meio deste após a encenação de Hernani, também de Victor Hugo. Com o drama romântico, o enredo passa ao primeiro plano. O verso não é mais obrigatório e o gênero se caracteriza por situações, sentimentos, grandes feitos romanescos, adultério e dilemas morais. A BATALHA DE HERNANI – Durante a temporada da peça Hernani, de Victor Hugo, senhores de perucas oitocentistas e trajes sóbrios vaiam sem tréguas o espetáculo. Como defensores da obra estão os jovens "bárbaros shakespearianos", cujos longos cabelos naturais e coletes de tons fortes contrastam com a elegância então reinante. Às vezes, a confusão é tanta que os atores não conseguem representar. Esse clima perdura de fevereiro a junho de 1830. O que está em jogo são duas escolas literárias: o classicismo e o romantismo. Este último sai fortalecido da batalha. 1831 – Com a montagem de Antony, primeiro drama de tema contemporâneo, Alexandre Dumas balança Paris. Escreve também peças históricas, das quais a mais conhecida é A Torre de Nesle. Seu filho, Alexandre Dumas Filho, adapta em 1849 seu romance A Dama das Camélias para o palco, porém a censura só permite que ele seja representado em 1852. Durante trinta anos, Dumas Filho será o autor mais representado na França. 1

até o Théâtre National Populaire (TNP). o que leva a uma vida comunitária que passa por intenso trabalho corporal. Dalcroze e Appia. obra precursora do expressionismo. o sangue pinga das peças de carne. de proporções variáveis. que escape aos estereótipos e à mera imitação. Para ele. de Marlowe. Nela publica os dois textos que contêm suas idéias básicas: Os Artistas de Teatro do Futuro e O Ator e a Supermarionete. dramaturgo e encenador. 1913 – Abertura do teatro Vieux Colombier. como teatro de feira. 1900 – Edward Gordon Craig torna-se encenador após trabalhar como ator. discípulo de Stanislavski. 1944 – Tem início a carreira do encenador inglês Peter Brook. em sua época o teatro de Artaud influencia toda uma geração a partir de 1960. A partir de suas experiências com a cenografia de óperas e da ginástica rítmica de Jacques-Dalcroze. valorização da presença física do ator no espaço tridimensional. de Wedekind. 1947 – Elia Kazan. Louis Jouvet e Georges Pitöeff. de Jean Vilar. de Gogol. Em 1962. expressionista e simbolista. é publicada Baal. circo. com perspectiva metafísica. colocando o teatro a serviço do movimento revolucionário. Seguidor de Meyerhold. Em 1951. e O Despertar da Primavera e A Caixa de Pandora. em Paris. Seus ideais cênicos e interpretativos encontram maior expressão na dramaturgia de Tchecov. Sua teoria está reunida nos livros A Preparação do Ator eA Construção do Personagem. ele cria uma companhia regida tanto pela estética quanto pela ética. é encenado pela primeira vez pelo Provincetown Player (Na Estrada de Cardiff e Sede). onde acontecem revoluções cênicas fundamentais. Nele. Na encenação de Os Açougueiros. Brecht adere ao marxismo e cria o teatro épico. projeções e canções. Ele reivindica o uso do corpo. o mais perfeito retratista de uma Rússia em transição para um novo tempo. Ele se define por oposição ao naturalismo e usa visões simbólicas e abstratas para expressar a angústia e o êxtase. Século XX – A figura do encenador detém hegemonia de um teatro até então dominado pelo dramaturgo. do não envolvimento do ator com o personagem. uso da luz como expressão dramática. ou seja. Suas Obras Completas são publicadas em 1956. paulatinamente modifica a cena até chegar às construções geométricas. Brook monta um repertório que vai de Shakespeare a comédias ligeiras e trabalha com grandes atores como sir John Gielguld. também tem expressão no Théâtre de l’Oeuvre de Lugné-Poe (18691940). O drama expressionista desenvolve-se sobretudo na Alemanha. sua montagem de O Rei Lear marca o início do que ele chama de "espaço vazio": ausência de cenário e concentração do espetáculo no ator. desde o famoso Cartel. Suas idéias influenciam por muito tempo o teatro francês. por Jacques Copeau. de Strindberg. 1922 – Simultaneamente à estréia em Munique de Tambores na Noite. O’Neill abre caminho para a expressão lírica dos homens em luta contra seu destino e se torna o grande clássico do teatro dos Estados Unidos (EUA). e Stanislavski influencia toda a cena européia. Em suas montagens. que se opõe à concepção dramática (aristotélica) de teatro. isto é. Em 1955 circula pela Europa com Titus Andronicus. 1920-1921 – O alemão Erwin Piscator funda o teatro proletário para difundir a idéia da luta de classes. 1898 – Constantin Stanislavski e Nemirovitch-Dantchenko fundam o Teatro de Arte de Moscou. A encenação trabalha a deformação no cenário. em O Teatro e Seu Duplo. Somente dois autores norteamericanos alcançam tanta repercussão quanto ele: Tennessee Williams e Arthur Miller. Este e seus principais escritos sobre teatro são reunidos. Ator e encenador. constituído por seus discípulos Gaston Baty. As montagens invadem espaços não convencionais.1887 – A partir das idéias de Émile Zola.). como galpões. peça considerada. em zonas de luz e de sombra. as duas primeiras peças de Bertolt Brecht. A diversidade é a tônica do século. autor norte-americano de origem irlandesa. Stanislavski cria um sistema de atuação no qual propõe uma interpretação natural e viva. em 1938. Pela primeira vez se recorre ao psiquismo como fonte criadora. Classificado simultaneamente como um dramaturgo realista. Afasta-se do realismo e. escadas e praticáveis (elementos cenográficos móveis e tridimensionais como plataformas. Charles Dullin. cuja mutação coincida com as metamorfoses do drama. pelos diversos aspectos de sua obra. A dramaturgia chama a atenção em casos como os de Pirandello ou do Teatro do Absurdo. Muitos grandes atores 2 . Teórico. O exemplo mais acabado disso é sua montagem de O Inspetor Geral. A iluminação adquire novas funções. A partir de contatos com Craig. Copeau empreende uma renovação cênica baseada na valorização do texto e na nudez da cena. em Nova York. É precursor de Brecht. estrados etc. 1916 – Eugene O’Neill. O Théâtre Libre marca também o advento da encenação moderna e da figura do diretor ou encenador. do grito e do encantamento para despertar as "forças subterrâneas" do homem. no jogo de luz e sombra da iluminação e no corpo do ator. multiplicando os planos de ação e pontuando a representação com projeções cinematográficas e cartazes. que circula de 1908 a 1929. juntamente com A Estrada de Damasco. O recurso do distanciamento. Artaud pretende um teatro concebido como ritual. 1902 – O ator e encenador Meyerhold. cinema e pantomima para conquistar a desejada teatralidade. é usado para a conscientização política. Strasberg aplica nessa escola seu método inspirado livremente em Stanislavski. o espetáculo precisa ser total e não deve haver a separação palco-platéia. a linguagem cênica é tão importante quanto a narrativa. poeta. e dentre os dramaturgos estão Georg Kaiser e Ernst Toller. 1895 – Publicação das reflexões e dos esboços do cenógrafo. music-hall. empreendendo constantes pesquisas espaciais e corporais – seus atores passam por intensa preparação física. passa pelo simbolismo e recorre a formas cênicas populares. Lee Strasberg passa a dirigi-lo. até 1922. O mais famoso encenador dessa corrente é Leopold Jessner. Laurence Olivier e Paul Scofield. que se torna conhecido pela encenação de Ubu Rei (1896). 1932 – O primeiro manifesto do Teatro da Crueldade é lançado por Antonin Artaud. Para ele. dentro de um método que ele chamará de biomecânica –. em plataformas. de improvisação e estudo de textos. Apesar de malsucedido em suas tentativas de encenação. Cheryl Crawford e Robert Lewis fundam o Actor’s Studio. 1907 – O austríaco Oskar Kokoschka escreve Assassino a Esperança das Mulheres. após lecionar durante dois anos. o naturalismo busca reproduzir a realidade com grande fidelidade. explorada até o limite pela tecnologia. a cena arquitetônica deve substituir a pictórica. Zelando pela preparação do ator. que preconiza o teatro que exiba "uma fatia de vida". com Doutor Fausto. Appia lança as idéias que norteiam todo o teatro do século XX: recusa da cenografia ilusionista (telão pintado). Cria a revista The Mask. encenador e teórico suíço Adolphe Appia sob o título de Encenação do Drama Wagneriano. naturalista. que deve traduzir os sentimentos. Antoine funda seu Théâtre Libre. funda a própria companhia. A narrativa não é mais linear. por meio do uso de volumes e planos. o telão pintado no fundo do palco deve ser abandonado e o encenador deve recorrer a telas ou biombos articulados. fábricas e circos. Craig é considerado o grande modificador do espaço cênico. Esse distanciamento é reforçado pelo uso de cartazes.

Troca experiências com outras culturas. considerada a peça inaugural do teatro do absurdo. a última em 1987. em Oslo. Robert de Niro. Bob Wilson é criador de uma linguagem teatral inédita. que tem a duração de uma semana. que refletem as grandes mudanças pelas quais o mundo passa. em que o ator não mais se distingue do espectador e a noção de processo substitui a de representação.. Os personagens do teatro do absurdo são seres desenraizados e imóveis. Nesse mesmo ano se instala em Paris. passando a expressar o universo e os anseios desses artistas. Jean Genet. marca o início da colaboração entre o encenador Bob Wilson e o músico Philip Glass. de Eugène Ionesco. Antígona (1967). na linha do teatro-documentário. o grupo passa por uma crise e abandona a criação coletiva. Polônia. de Koltès. o ator elabora seu próprio repertório de signos. antigo galpão que passa a sediar o Cirt. CRIAÇÃO COLETIVA – Nos anos 60. Nos espetáculos não há cenários nem figurinos e os atores criam um ritual de iniciação que deve envolver o espectador. As primeiras montagens do grupo são Os Pequenos Burgueses (1964). no qual o que interessa é uma nova relação entre ator e espectador que crie uma experiência compartilhada. oficialmente. que promove encontros no mundo todo. que. Os Veranistas (1974). Elizabeth Taylor.. e Paradise Now (1968). Os atores fazem um treinamento que visa não torná-los hábeis mas sim livrálos de estereótipos. O trabalho dá grande ênfase ao treinamento físico. Destruição e Detroit. Brook monta aí os antológicos Timon de Atenas (1974). 1978-1982 – Jerzy Grotowski evolui para o que chama de "teatro das fontes". Como Quiserdes (1977). a pedagogia e a comunicação teatrais. de Robert (Bob) Wilson. passa a ser. como em I Was Sitting in My Patio.. Gelber. Além da criação de espetáculos. Akropolis (1962). Em 1970. de Brecht-Gorki. de Genet. que varia dos exercícios de Grotowski a técnicas orientais e improvisação. Em 1974 monta Uma Carta para a Rainha Vitória. de J. torna-se o centro da vanguarda cultural nova-iorquina. monta o espetáculo O Olhar do Surdo (1971). e Roberto Zucco (1990). A música minimalista integra perfeitamente seus espetáculos. adaptado de Brecht. com técnicas circenses e da Ópera de Pequim. Peer Gynt (1971). Também o discurso é refeito. Sonhos de uma Noite de Verão (1968) e Les Clowns (1969). Em 1966. desenvolve intensa pesquisa sobre a arte do ator. de Gorki. na Dinamarca. apresenta Ka Mountain Gardenia Terrace. feita de imagens ou visões nas quais as palavras se tornam massa sonora. como pequenas aldeias européias e tribos indígenas da América do Sul. O espetáculo. 1964 – Eugenio Barba. mas sempre retorna ao teatro como diretor convidado. Nos anos 70 faz experiências de "cultura ativa". marco da criação coletiva do Théâtre du Soleil. 1970-1979 – O grupo de Eugenio Barba se desloca bastante. Sua montagem mais marcante é Arlequim. Arlequim passa por seis versões. o grupo encerra sua carreira. Marlon Brando. baseado em Mary Shelley. 1962 – Fundação do Teatro Laboratório de Jerzy Grotowski. Após a filmagem de Molière (1976-1977). diretor italiano discípulo de Grotowski. ao ar livre. Wesker. Paul Newman. submete-se a intenso treinamento físico. de 1977. Capitaine Fracasse (1965). no Festival de Shiraz. de Ibsen. dos movimentos de minorias. Das assembléias participam do diretor ao mais simples técnico. em que o coletivo chega à gestão da casa de espetáculos. 1970 – Peter Brook monta seu último espetáculo na Inglaterra: Sonho de uma Noite de Verão. de Gorki. cuja origem está no existencialismo e no mal-estar do pós-guerra. Das montagens vale citar Caim e Doutor Fausto (1960). Trabalha com base nas culturas primitivas e de tradições ancestrais. de A. primeira encenação de porte do diretor. 1982 – A montagem da ópera Medea mostra Bob Wilson mais próximo de uma narrativa mais tradicional. de Stein/Botho Strauss. fundando o Centro Internacional de Pesquisas Teatrais (Cirt). criado juntamente com a coreógrafa Lucinda Childs. Os Iks (1975). O Living é o mais legítimo representante da contracultura no teatro e seus espetáculos mais importantes são: The Connection (1959). nas montanhas. Um dos mais importantes grupos ligados à criação coletiva. fase em que empreende pesquisa na linha do teatro popular. de Shakespeare. Strehler dirige mais de 200 encenações dramáticas e mais de 50 líricas. Politicamente. representantes de uma humanidade em escombros. Ubu aux Bouffes (1977). o Instituto de Pesquisa para a Interpretação do Ator. O grupo. Servidor de Dois Amos. Arthur Adamov. a convite do governo de Berlim Ocidental. Frankenstein (1968). em 1965. na voz do ator e na improvisação. que Grotowski denomina "partitura". Considerado o encenador do grande espetáculo. sobre a Guerra do Vietnã. trupes de jovens atores põem em questão o modo de produção até então utilizado e revêem a distribuição de tarefas e responsabilidades propondo a criação coletiva do espetáculo teatral. Fedra (1987). que se torna o mais importante teatro da Itália. fundado em 1947 por Judith Malina e Julian Beck. 1970 – Peter Stein e seu grupo assumem. Dustin Hoffman. cria o Odin Teatrat. 1970 – Estréia 1789. Em 1979 cria. A partir dessa época. Trilogia do Reencontro (1978). Stein se demite do cargo de diretor artístico do Schaubühne em 1986. Além de Ionesco. de Goldoni. em que a repetição faz parte da linguagem. Os Negros (1984). A Conferência dos Pássaros (1979). Suas pesquisas enxergam o ator como foco criativo e derivam para o teatro pobre. se transfere para Holstebro. apresentando seus espetáculos em diferentes países. seu trabalho se centra no corpo. em Paris. da revolução sexual. Irã. que se inspira em Artaud e vive em comunidade. Esse trabalho de teatro antropológico leva à fundação da Escola Internacional de Antropologia Teatral (Ista) (1979). Em 1972. 1969 – Estréia The Life and Times of Sigmund Freud. realiza US. Durante mais de 40 anos. são enquadrados no movimento Samuel Beckett. Neste mesmo ano. Nessa linha estão The 3 . As expressões maiores desse processo são o Living Theatre e o Théâtre du Soleil. Essa é a época da criação da pílula anticoncepcional. o teatro Schaubühne. A Cozinha (1967). a Guerra Fria divide os países em dois blocos antagônicos. em Wróclaw. Mnouchkine assume o controle dos espetáculos. The Brig (1963). com a companhia de Peter Stein. conta com a participação do jovem autista Christopher Knowles. Em 1974 inaugura o teatro Bouffes du Nord. Com base nisso. 1958 – O Living Theatre. considerado um dos maiores dramaturgos do século XX. mas seus líderes continuam apresentando espetáculos em todo o mundo. 1947 – Giorgio Strehler e Paolo Grassi criam o Piccolo Teatro de Milão. 1976 – A montagem de Einstein in the Beach. 1950 – Estréia de A Cantora Careca. Morte. na Schaubühne de Berlim. Harold Pinter. 1966 – Peter Brook monta Marat-Sade. O Príncipe Constante (1965 e 1969) e Apocalypsis cum Figuris (1968-1969). A simultaneidade de ações também marca as encenações de Wilson. grupo criado em 1964 e dirigido pela francesa Ariane Mnouchkine.americanos se formam aí: James Dean. Todos os colaboradores tomam todas as decisões sobre as questões administrativas e artísticas. de Ésquilo. de Peter Weiss. Edward Albee e Arrabal. Oréstia (1980). Suas principais montagens nesse teatro são: A Mãe (1970). Raymond Andrews. faz uma série de turnês pela Europa a partir de 1961. Influenciado pelo trabalho de um jovem surdo-mudo.

e O Tartufo. de Molière. de Marguerite Duras. Hélène Estienne. Hamlet. Itália. Desses espetáculos. Com a utilização de tecnologia digital. A peça de sete horas de duração foi dividida em duas partes: Millennium Approaches e Perestroika. a Monologue e A Doença da Morte. em Pontedera. escrito pelo americano Tony Kushner. As Coéforas. de Eurípedes. na França. em parceria com Philip Glass. em Londres. a autora trata da disputa de poder no mundo masculino. participa a brasileira Juliana Carneiro da Cunha. Nos anos 90. francesa nascida no Irã. 4 . A peça é montada no Brasil em 1998. música. Lá recebe para aprendizado profissionais do mundo todo. com direção de Mauro Rasi. seu trabalho segue essa mesma linha com montagens como Orlando. essencial e econômica. autor de Shopping and Fucking. 1995 – A peça Art. a trilogia grega denominada Os Átridas (Ifigênia em Áulis. McDonagh escreve comédias realistas. Londres e Nova York. Peter Brook monta o espetáculo L’homme Qui. dois anos mais tarde. As Eumênidas). 1998 – Bob Wilson cria. Filho de irlandeses.. fazem uma reflexão sobre a intolerância. de sua autoria e de M. de Virgina Woolf. 1986 – Jerzy Grotowski passa a dirigir. Monsters of Grace. montado em 1998. um centro de experimentação e pesquisa. alcança projeção mundial e recebe prêmios em Paris. As mais recentes montagens do grupo. 1985 – O Théâtre du Soleil monta os espetáculos A História Terrível porém Inacabada do Príncipe Norodom Sihanuk e. A crítica social também norteia o trabalho do inglês Mark Ravenhill. encontra aí a expressão máxima. imagem e texto. ambos escritos em colaboração com Hélène Cixous. um épico sobre a Aids. cheias de ironia e violência. Indiade. espetáculo multimídia que junta filme.eu mais recente trabalho é Je Suis un Phénomène. Também desenvolvem temáticas sobre a violência nas grandes cidades o canadense Brad Fraser (Unidentified Human Remains) e o inglês Jim Cartwright (The Rise and Fall of Little Voice). Hanjo Hagoromo. de Yasmina Reza. 1992– O diretor irlandês Declan Donnellan dirige Angels in America.Civil Wars (1983). Hamlet-Machine (1987). Sua concepção de teatro. Alcestis.. de Ésquilo. de Heiner Müller. já na década de 90. 1996 – Martin McDonagh é considerado um dos novos autores da dramaturgia inglesa após a montagem da peça The Beauty Queen of Leenane. as imagens são geradas em computador e projetadas em telão de 70 mm. Neles abordam as grandes tragédias do mundo contemporâneo. Seu trabalho no Cirt reúne atores do mundo inteiro. Por meio da conversa entre três amigos. 1993 – Com base em uma obra do neurologista Olivier Sacks. ele transforma Mahabharata em filme. Posteriormente. 1985 – O Mahabharata é montado por Peter Brook e apresentado numa pedreira abandonada no Festival de Avignon.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful