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Geometria Descritiva Apostila_GD_Tradicional_2011_1

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  • 1. NOÇÕES DE UTILIZAÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE DESENHO
  • 2. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE GEOMETRIA DESCRITIVA
  • 3. SISTEMA MONGEANO
  • 4. PLANIFICAÇÃO DO SISTEMA MONGEANO
  • 5. ESTUDO DO PONTO
  • 6. ESTUDO DA RETA
  • 7. POSIÇÕES DA RETA EM RELAÇÃO AOS PLANOS HORIZONTAL E FRONTAL DE PROJEÇÃO
  • 8. PERTINÊNCIA - PONTO E RETA
  • 9. POSIÇÃO RELATIVA ENTRE RETAS
  • 10. ESTUDO DO PLANO
  • 11. PERTINÊNCIA
  • 12. MÉTODOS DESCRITIVOS
  • 13. MUDANÇA DE SISTEMA DE REFERÊNCIA
  • 14. MUDANÇA DE SISTEMA DE REFERÊNCIA DE RETAS
  • 15. MUDANÇA DE SISTEMA DE REFERÊNCIA - FIGURAS PLANAS
  • 16. POSIÇÃO RELATIVA ENTRE RETAS E PLANOS
  • 17. DISTÂNCIA
  • 18. ROTAÇÃO
  • 19. INTERSEÇÃO ENTRE RETA E PLANO
  • 20. INTERSEÇÃO ENTRE PLANOS
  • 21 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL Faculdade de Arquitetura Departamento de Expressão Gráfica

Professoras: Anelise Todeschini Hoffmann Jocelise Jacques de Jacques Coordenador: Fábio Gonçalves Teixeira Porto Alegre, julho de 2008.

Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura

ARQ 03317 - Geometria Descritiva II A

1. NOÇÕES DE UTILIZAÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE DESENHO A utilização correta dos esquadros em geometria descritiva é de fundamental importância para a obtenção da precisão necessária na solução dos problemas. Estes são utilizados para o traçado de linhas horizontais e verticais e serve também como apoio, permitindo o traçado de linhas em ângulos determinados (30º, 45º, 60º e outros).

90º 30º 45º

60º

Um recurso para o traçado de linhas com ângulos diferentes é a combinação dos esquadros, apoiados, como nos exemplos.

15º 75º

O traçado de retas paralelas ou perpendiculares a determinada direção pode ser realizado movendo-se um esquadro apoiado sobre o outro que permanece fixo.

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ARQ 03317 - Geometria Descritiva II A

2. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE GEOMETRIA DESCRITIVA

Fonte: www.revistagalileu.globo.com

No final do século XVIII, o Exército Francês era o único que dispunha de métodos de cálculo para determinar as melhores posições para escapar do fogo da artilharia inimiga. Para fugir dos complicados cálculos usualmente empregados nesse e em outros problemas da engenharia militar, o matemático Gaspar Monge (17461818) desenvolveu uma técnica onde era possível representar as manobras militares, de tal forma que nada ficasse sob a mira do inimigo, porém ela era tão simples que não recebeu atenção dos superiores. Assim começou a Geometria Descritiva de Monge, que hoje é estudada nos primeiros anos de todas as áreas de engenharia e se aplica não somente a desenhos e projetos técnicos, mas também nas artes e na fotografia devido a sua aplicação no estudo das perspectivas (Kawano, 2003). Portanto é de enorme importância do ponto de vista tecnológico e, segundo Caldonazo (1999), sem ela a engenharia não teria progredido tanto no séc. XX. No método de Monge, todo objeto ou figura no espaço é representado por duas projeções em um plano só, colocando em uma folha de papel plana o que é visualizado no espaço de três dimensões (Kawano, 2003). A Geometria Descritiva é a ciência que permite representar sobre um plano os elementos do espaço, tornando possível a resolução de problemas referentes à sua forma, grandeza e posição, graficamente (Borges,Barreto & Martins, 1991). O esquema desenvolvido por Monge, facilita a visualização de relações espaciais e se constitui em método para a resolução gráfica de problemas (Caldonazo, 1999).

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ARQ 03317 - Geometria Descritiva II A

Para a representação de um objeto (3 dimensões) sobre um plano (2 dimensões) utilizam-se os Sistemas Projetivos, que são compostos pelos seguintes elementos: objeto, plano de projeção, projetantes, centro de projeção, e projeção do objeto. SISTEMA DE PROJEÇÃO CÔNICO As projetantes são convergentes ao centro de projeção.

SISTEMA DE PROJEÇÃO CILÍNDRICO OBLÍQUO As projetantes são paralelas entre si e oblíquas ao plano de projeção.

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ARQ 03317 - Geometria Descritiva II A

SISTEMA DE PROJEÇÃO CILÍNDRICO ORTOGONAL As projetantes são paralelas entre si e perpendiculares ao plano de projeção.

A Geometria Descritiva une a compreensão do espaço tridimensional e os conceitos do Sistema de Projeções Cilíndrico Ortogonal através do método idealizado por Gaspar Monge no século XVIII.

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Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . forma. 5 . através da análise plano de projeção – plano conjunta das três projeções é possível determinar a auxiliar ou π0. numerados de forma anti-horária (no sentido trigonométrico). SISTEMA MONGEANO Monge imaginou dois planos que se interceptam perpendicularmente dividindo o espaço em quatro diedros. O emprego do plano auxiliar é. z 2 Diedro o 1o Diedro Linha de terra y x 3o Diedro Plano frontal de projeção Plano horizontal de projeção 4o Diedro Que objeto está sendo projetado nos planos horizontal e frontal de projeção? Inserção de mais um Assim. a grandeza e a posição dos elementos do espaço. o sistema é planificado. muitas vezes. Nestes planos os objetos estudados são projetados ortogonalmente e então.Geometria Descritiva II A 3. indispensável à solução de problemas.

PLANIFICAÇÃO DO SISTEMA MONGEANO Para que este método alcançasse o objetivo de analisar os objetos tridimensionais obtendo as facilidades da geometria plana tornou-se necessária a transposição destes conceitos para um meio bidimensional. decorrendo a planificação do Sistema Mongeano. Para tanto. Z Z Y Y X X Y Y Y É importante ressaltar que no Brasil a épura é a planificação do 1o Diedro. obtida através do rebatimento do plano horizontal de projeção sobre o plano frontal de projeção.Y. A épura apresenta diferentes projeções de um mesmo objeto.Geometria Descritiva II A 4. faz-se girar o plano horizontal em torno da linha de terra de modo que a parte posterior do mesmo coloque-se sobre a parte inferior do plano frontal. Z Z Z Y X Y X Y X Y Assim.Z. tem-se a épura. Z X Y Y 6 .Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . a qual é o sistema de representação criado por Monge. a épura é a planificação do sistema X. portanto. enquanto em outros países trabalham com a planificação do 3o Diedro.

A1.. λ.. . . µ. . 7 . C. r2. a linha média é fixada como a metade da primeira e a fina a metade da segunda. c. . b..Geometria Descritiva II A Planificação simplificada do Sistema Mongeano Z X Y Convenções (BORGES. r1.. Uma vez escolhida a espessura da linha grossa. α1. EMPREGO TRAÇADO LINHA grossa média fina TIPO Soluções Linha de terra Linhas não visíveis Linhas de chamada e auxiliares Eixos de simetria Importante: Deve-se arbitrar as espessuras de forma que fiquem nitidamente distintas entre si.. β. α. . D. A2. aproximadamente..Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . 1991) NOTAÇÃO PONTOS RETAS PLANOS PROJEÇÕES HORIZONTAIS PROJEÇÕES FRONTAIS Letras latinas maiúsculas Letras latinas minúsculas Letras gregas minúsculas Índices ímpares Índices pares A. α2.. B. s. BARRETO & MARTINS.. a.. r..

P0 PROJETANTE .é a perpendicular traçada do ponto do espaço à sua projeção ortogonal ( PP2. PP1.Y) e plano de projeção frontal (X. O ponto é representado por suas coordenadas descritivas. y) – projeção de P no plano horizontal P2 (x. P2. PP0) 8 . y. z) – projeção de P no plano frontal Y X Abscissa P1 Afastamento P0 (y. z) P x P1 y Z P2 Cota P0 P1 (x.Z). ESTUDO DO PONTO Para determinarmos a posição de um ponto no espaço. é necessário projetá-lo sobre os dois planos de projeção ortogonais – plano de projeção horizontal (X.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 .Geometria Descritiva II A 5. z) – projeção de P no plano auxiliar Y LINHA DE TERRA – interseção do plano horizontal e frontal de projeção PROJEÇÕES ORTOGONAIS DE P P1. z P2 P0 P (x.

é a altura do ponto em relação ao plano horizontal. é a projeção das projetantes. y. ou seja. Afastamento (Y) é a distância do ponto (objeto) ao plano frontal de projeção. Estas coordenadas descritivas dos elementos na geometria descritiva correspondem a largura. o quanto o ponto se afasta do plano frontal. o quanto o ponto se afasta da origem do sistema. z 1º Diedro 2º Diedro z 1º Diedro 2º Diedro B -y 0 x C 3º Diedro H A P y x D -z 4º Diedro 3º Diedro -y 0 F T -z 4º Diedro y 9 . Ou seja. que une as projeções de um mesmo ponto. Ou seja. profundidade e altura de um objeto. z) Abscissa (X) é a distância do ponto (objeto) ao plano auxiliar de projeção. Cota (Z) é a distância do ponto (objeto) ao plano horizontal de projeção.é toda linha perpendicular a linha de terra. Coordenadas descritivas do ponto: P (x.Geometria Descritiva II A LINHA DE PROJEÇÃO OU LINHA DE CHAMADA .Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . Ou seja.

Geometria Descritiva II A z P1 H2 A2 x P2 T1 F2 H1 T2 F1 y 10 .Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura z B1 B2 x D2 A1 C2 D1 y C1 ARQ 03317 .

Pode-se representá-la por dois pontos e é identificada por letras latinas minúsculas.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . A reta pode ocupar 7 posições distintas com relação aos planos horizontal e frontal de projeção.Geometria Descritiva II A 6. determina-se a posição de uma reta no espaço através de suas projeções sobre dois planos de projeção ortogonais: plano de projeção horizontal. plano de projeção frontal. ESTUDO DA RETA Uma reta é determinada pelo deslocamento de um ponto em uma determinada direção. A B r Uma reta no espaço pode ocupar três posições distintas em relação a um plano de projeção. Reta fronto-horizontal Reta horizontal Reta frontal Reta vertical Reta de topo Reta de perfil Reta oblíqua ou qualquer 11 . sendo que cada uma delas resulta em um tipo de projeção particular: reta paralela ao plano de projeção ( // ) reta perpendicular ao plano de projeção (⊥) reta oblíqua ao plano de projeção ( ∠ ) projeção em verdadeira grandeza (VG) a projeção é igual a reta projeção acumulada (PA) a projeção da reta é um ponto projeção reduzida (PR) projeção é menor que a reta De acordo com o método mongeano.

RETA HORIZONTAL Z X Y Paralela ao plano horizontal de projeção: (VG) Oblíqua ao plano frontal e auxiliar de projeção: (PR) faz ângulo com estes planos de projeção.Geometria Descritiva II A 7. Possui cotas (z) iguais e afastamentos (y) diferentes RETA FRONTAL Z X Y Paralela ao plano frontal de projeção: (VG) Oblíqua ao plano horizontal e auxiliar de projeção:(PR) faz ângulo com estes planos de projeção.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . Possui cotas (z) diferentes e afastamentos (y) iguais. 12 . POSIÇÕES DA RETA EM RELAÇÃO AOS PLANOS HORIZONTAL E FRONTAL DE PROJEÇÃO RETA FRONTO-HORIZONTAL Z X Y Paralela ao plano horizontal e frontal de projeção: (VG) Perpendicular ao plano auxiliar: (PA) Possui cotas (z) e afastamentos (y) iguais.

13 . RETA DE PERFIL Z X Y Paralela ao plano auxiliar de projeção: (VG) Oblíqua ao plano horizontal e frontal de projeção:(PR) faz ângulo com estes planos de projeção. Possui cotas (z) e afastamentos (y) diferentes. RETA VERTICAL Z X Y Paralela ao plano frontal e auxiliar de projeção: (VG) Perpendicular ao plano horizontal de projeção :(PA) Possui cotas (z) diferentes e afastamentos (y) iguais.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 .Geometria Descritiva II A RETA DE TOPO Z X Y Paralela ao plano horizontal e auxiliar de projeção: (VG) Perpendicular ao plano frontal de projeção :(PA) Possui cotas (z) iguais e afastamentos (y) diferentes.

Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . A2 ≡ B2 f2 u2 D1 C2 Z h2 A1 f1 B1 u1 ≡ C1 D2 h1 X Y 14 . PERTINÊNCIA .Geometria Descritiva II A RETA OBLÍQUA Z X Y Oblíqua ao plano horizntal.PONTO E RETA Um ponto pertence a uma reta quando suas projeções coincidem com as projeções de mesmo nome da reta. frontal e auxiliar de projeção:(PR) Projeção Reduzida Faz ângulo com estes planos de projeção. b2 a2 X Z Y X Z Y c2 Z X Y a1 FRONTO-HORIZONTAL d2 Z X Y b1 FRONTAL e2 Z X Y X HORIZONTAL f2 Z Y c1 g2 Z X Y e1 d1 DE TOPO VERTICAL f1 DE PERFIL g1 OBLÍQUA 8.

.. As retas coplanares podem ser: coincidentes.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . sendo chamadas de não coplanares. E as retas não-coplanares são chamadas reversas. POSIÇÃO RELATIVA ENTRE RETAS Duas retas no espaço podem estar contidas em um mesmo plano. ou podem estar contidas em planos diferentes.Geometria Descritiva II A 9.) Possuem dois ou mais pontos em comum f2=g2 Z X Y f1=g1 15 . frontal. paralelas ou concorrentes. sendo chamadas de coplanares.. RETAS COINCIDENTES São coplanares Possuem mesma direção São retas de mesmo nome (horizontal.

Geometria Descritiva II A RETAS PARALELAS São coplanares Possuem mesma direção São retas de mesmo nome (horizontal.) Não possuem ponto em comum Mantêm distância constante entre sí Projeções de mesmo nome são paralelas r2 s2 r0 s0 r1 s1 Duas projeções de mesmo nome são coincidentes e as outras duas são paralelas r2 ≡ s2 r0 ≡ s0 s1 r1 Duas projeções de mesmo nome são paralelas e as outras duas são acumuladas s2 r2 r0 s0 s1 r1 Obs: a verificação de paralelismo entre retas de perfil é feita por intermédio da projeção no plano auxiliar.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . 16 .... topo.

e as projeções deste ponto de interseção pertencem a mesma linha de chamada. s2 ≡ r2 s0 ≡ r0 s1 r1 17 .Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . sendo que uma delas é um ponto. s0 s2 r2 r0 s1 r1 s2 s0 ≡ r0 As projeções de mesmo nome são concorrentes e as do outro plano de projeção são coincidentes. são coincidentes.Geometria Descritiva II A RETAS CONCORRENTES São coplanares Não possuem mesma direção Podem ou não serem retas de mesmo nome Possuem ponto em comum Poderão ser perpendiculares ou oblíquas As projeções de mesmo nome se cortam. r2 s1 ≡ r1 As projeções de um plano são concorrentes e as do outro.

r2 s2 r1 s1 r0 s0 18 . r2 s2 r1 s1 r0 s0 RETAS PERPENDICULARES São retas concorrentes que fazem um ângulo de 90o entre sí.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 .Geometria Descritiva II A RETAS REVERSAS Não são coplanares Fazem entre si um ângulo qualquer Não possuem ponto em comum (ponto de concorrência) Não mantêm distância constante entre sí Poderão ser ortogonais ou oblíquas (jamais serão perpendiculares) r2 s2 s0 r0 s1 r1 Quando as retas formam ângulos de 90º : RETAS ORTOGONAIS São retas reversas que fazem entre sí um ângulo de 90o.

r β Um plano pode ser definido através dos seguintes elementos: Três pontos não-colineares Uma reta e um ponto não pertencente a mesma Duas retas paralelas Duas retas concorrentes Um plano no espaço pode ocupar três posições distintas em relação a um plano de projeção. sendo que cada uma delas resulta em um tipo de projeção particular: Plano paralelo Plano perpendicular Plano oblíquo Verdadeira Grandeza (VG) É a situação de eqüidistância entre planos.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . Projeção Reduzida (PR) É a situação em que os planos formam ângulos. entre si. diferentes de 90º. Projeção Acumulada (PA) É a situação em que os planos formam um ângulo de 90º entre si.Geometria Descritiva II A 10. ESTUDO DO PLANO Um plano é gerado a partir do deslocamento de uma reta em uma determinada direção e é representado por letras gregas. 19 .

de topo.PA As retas que podem estar contidas em um plano horizontal são: . . Representação do plano horizontal: B2 A2 B2 C2 s2 r2 ≡ s2 t2 h2 α2 X Z Y A1 C1 B1 B1 3 pontos 1ponto + 1 reta s1 r1 s1 t1 h1 retas paralelas retas concorrentes traço do plano 20 .Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . Exemplo de traço vertical Exemplo de traço horizontal O plano pode ocupar 7 posições distintas com relação aos planos horizontal e frontal de projeção. O traço de um plano é uma reta e é designado por uma letra do alfabeto grego que caracteriza o plano considerado e o índice do plano de projeção em que o mesmo se projeta (1. . Plano horizontal Plano frontal Plano de topo Plano vertical Plano de perfil Plano de de rampa Plano oblíqua ou qualquer Plano horizontal (ou de nível) • paralelo ao plano horizontal de projeção .fronto – horizontal.VG • perpendicular aos planos frontal e auxiliar de projeção .horizontal e 2frontal).Geometria Descritiva II A Traço de um plano: Traço de um plano são as interseções deste plano com os planos horizontal e frontal de projeção.horizontal.

vertical.fronto – horizontal.frontal. • Representação do plano frontal: B2 B2 r2 s2 A2 C2 r1 ≡ s1 A1 B1 C1 s1 B1 retas 3 pontos 1ponto + 1 reta paralelas t1 retas concorrentes h1 traço do plano s2 Z t2 h2 α1 X Y Plano de Topo perpendicular ao plano frontal de projeção . α2 Z X Y r1 s1 retas paralelas t1 h1 retas concorrentes traço do plano 21 .Geometria Descritiva II A Plano Frontal paralelo ao plano frontal de projeção . .PA • oblíquo aos planos horizontal e auxiliar de projeção .VG • perpendicular aos planos horizontal e auxiliar de projeção PA As retas que podem estar contidas em um plano frontal são: . .topo. .frontal. • Representação do plano de topo: B2 A2 C2 B1 C1 s1 A1 3 pontos B1 1ponto + 1 reta B2 t2 s2 r2 ≡ s2 h2 oblíqua.PR As retas que podem estar contidas em um plano de topo são: .Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 .

vertical.PA • oblíquo aos planos frontal e auxiliar de projeção . h2 Z X α1 h1 retas concorrentes traço do plano Y retas 3 pontos 1ponto + 1 reta paralelas Plano de Perfil perpendicular aos planos horizontal e frontal de projeção PA • paralelo ao auxiliar de projeção VG As retas que podem estar contidas em um plano de perfil são: .vertical. • Representação do plano de perfil: B2 A2 C2 C1 B1 A1 3 pontos h1 t1 r1 ≡ s1 B2 s2 r2 s2 t2 h2 topo. α2 Z X Y B1 s1 α1 1ponto + 1 reta retas paralelas retas concorrentes traço do plano 22 .PR As retas que podem estar contidas em um plano vertical são: .horizontal.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 .perfil. . • Representação do plano vertical: B2 A2 C2 A1 B1 C1 s1 B1 r1 ≡ s1 t1 s2 B2 r2 s2 t2 oblíqua. .Geometria Descritiva II A Plano Vertical perpendicular ao plano horizontal de projeção .

frontal e auxiliar de projeção . .frontal.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . . • .perfil.fronto .horizontal.PA As retas que podem estar contidas em um plano de rampa são: . Representação do plano oblíquo: A2 B2 s2 r2 s2 C2 A1 B1 C1 B1 3 pontos 1ponto + 1 reta retas paralelas retas concorrentes s1 r1 s1 B2 t1 h1 X t2 h2 Z Y 23 .perfil.PR • perpendicular ao plano auxiliar de projeção . • Representação do plano de rampa: A2 B2 s2 B2 B1 C2 C1 r2 s2 oblíqua.PR As retas que podem estar contidas em um plano oblíquo são: .oblíqua. .Geometria Descritiva II A Plano de Rampa oblíquo aos planos horizontal e frontal de projeção .horizontal. t2 h2 α2 Z X Y s1 r1 s1 t1 h1 α1 A1 B1 retas 3 pontos 1ponto + 1 reta paralelas retas concorrentes traço do plano Plano Oblíquo oblíquo aos planos horizontal.

C2 P2 A2 B2 X Z C2 A2 B2 X Y Z C1 A1 P1 C1 A1 Y B1 B1 24 . RETA E PLANO Uma reta pertence a um plano quando dois pontos da reta pertencerem ao plano. PERTINÊNCIA PONTO E PLANO Um ponto pertence a um plano quando pertencer a uma reta contida no plano.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 .Geometria Descritiva II A 11.

sem alterar a posição dos objetos que nele se projetam. A interseção do plano horizontal de projeção com o novo plano frontal de projeção.Consiste em conservar o objeto imóvel e substituir um dos planos de projeção (ou ambos. MSR FRONTAL A COTA é transportada para o NOVO plano de projeção frontal. 13. girando o objeto em torno de um eixo convenientemente escolhido. seja deslocando a figura. MSR HORIZONTAL O AFASTAMENTO é transportado para o NOVO plano de projeção horizontal. Existem dois métodos descritivos e cada um deles corresponde a uma maneira de alterar a posição relativa da figura e do sistema projetivo: Método de Mudança de Sistema de Referência .Geometria Descritiva II A 12. ângulos. MUDANÇA DE SISTEMA DE REFERÊNCIA Consiste na substituição de um dos planos de projeção (horizontal e/ ou frontal). Estes métodos descritivos correspondem à modificação da posição da figura em relação ao sistema em que a representamos. de distâncias. em seqüência). y”. seja substituindo um dos planos de projeção. gera uma nova linha de terra acompanhada de um novo sistema de eixos x’. MÉTODOS DESCRITIVOS Em alguns casos. z’. de figuras planas. Neste método ocorre o deslocamento do observador para posições ideais de observação sobre os novos planos de projeção. z”. Estes métodos são utilizados. quando houver a necessidade de obtenção da verdadeira grandeza ou projeção acumulada de retas. a segunda gera uma nova linha de terra acompanhada de um novo sistema de eixos x”. 25 . Caso o problema exija duas mudanças de sistema de referência. a solução de problemas em geometria descritiva é possível somente com a utilização de métodos descritivos. por exemplo. ou do plano frontal de projeção com o novo plano horizontal de projeção. de um dado sistema ou mesmo substituir sucessivamente os dois planos a fim de obter posição favorável à resolução do problema. Método das Rotações . y’. Estes são procedimentos que tornam possível trabalhar com aqueles elementos geométricos oblíquos aos planos de projeção.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 .Consiste em conservar o sistema de projeção.

Escolhe-se uma nova posição para a linha de terra de acordo com o problema a ser solucionado e efetua-se a mudança de sistema. arbitra-se sobre ela dois pontos. ela se projete em verdadeira grandeza (VG). conforme o caso. Obtenção da VG de uma reta oblíqua . Z X Este é o aspecto final da épura na qual se obteve a verdadeira grandeza de uma reta oblíqua através de uma mudança de sistema de referência frontal. A e B. Mudança de Sistema de Referência frontal a nova linha de terra será paralela ou coincidente à projeção horizontal da reta. transferindo para o novo plano de projeção as cotas dos pontos ou os afastamentos. Mudança de Sistema de Referência Horizontal a nova linha de terra será paralela ou coincidente com a projeção frontal da reta. para cada ponto.Geometria Descritiva II A 14. MUDANÇA DE SISTEMA DE REFERÊNCIA DE RETAS Para se efetuar uma mudança de sistema de referência da reta. Y X’ Y’ Z’ 26 . para que. assim.(Exemplo a seguir de MSR frontal) O novo plano de projeção deve ser posicionado PARALELO (ou coincidente) à reta.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 .

Y MSR Horizontal: Transporte de AFASTAMENTOS (y) para o novo plano de projeção horizontal. ela se projete acumulada no novo plano de projeção. (PA) X’’ Z’’ Y’’ Y’ Z’ X’ zA A2 B1’ yB zB B2 Z yB yA B1 X yA A2’’ ≡ B2’’ A1’ zB ≡ zA (VG) θ H F Y H A1 27 . H θ zB (VG) F B2’ F Obtenção da projeção acumulada de uma reta: a PA de uma reta só pode ser obtida a partir da VG da reta. assim.Geometria Descritiva II A B2 F A2 zA X Y’ Z’ X’ zA A2' B1 A1 zB Z MSR Frontal: Transporte de COTAS (z) para o novo plano de projeção frontal. Posiciona-se a nova linha de terra PERPENDICULAR a VG da reta para que.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 .

a VG da figura plana. Figuras que não possuem uma reta em VG Será necessário traçar uma reta em VG. para isso.figuras planas que possuem PA no plano de projeção horizontal ou frontal: A obtenção da VG é direta.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 .FIGURAS PLANAS A mudança de sistema de referência de figuras planas pode ter diferentes objetivos e é freqüentemente aplicada na solução de diversos problemas em geometria descritiva. transporta-se as cotas (MSRF) ou os afastamentos (MSRH) em relação à linha de terra anterior. que pertença à figura plana. transporta-se o valor dos afastamentos (MSRH) ou das cotas (MSRF) da figura plana. após posicioná-la. encontrando-se a VG da figura.figuras planas que possuem PR no plano de projeção horizontal e frontal: Neste caso deve-se realizar duas MSR. e a partir desta. A nova linha de terra deve ser posicionada de forma que fique PERPENDICULAR a VG da reta da figura plana. a primeira é para obtenção da PA da figura plana. Existem duas situações de figuras planas com PR sistema original: Figuras que possuem uma reta em VG A primeira mudança de sistema deve partir da projeção da figura onde está a VG da reta. PARALELA a PA da figura. Para se obter a verdadeira grandeza de figuras planas através da mudança de sistema de referência (MSR) deve-se levar em conta as seguintes situações: . . obtendo-se assim sua VG. Depois de traçada essa reta em VG. recaímos no caso anterior. Na segunda mudança de sistema. para que se obtenha sua PA. 28 . a nova linha de terra deve ser posicionada de forma que fique PARALELA a PA da figura e então. faz-se a segunda MSR. em que. posiciona-se a nova linha de terra de forma que fique PARALELA a PA da figura e. através de uma segunda mudança de plano. Na explicação do método considerou-se que o objetivo da mudança de sistema de referência é encontrar a verdadeira grandeza das figuras oblíquas em relação ao sistema original. se obtém a PA da figura e.Geometria Descritiva II A 15. a partir da projeção da figura onde está a reta em VG. MUDANÇA DE SISTEMA DE REFERÊNCIA .

OBS: afastamentos transportados são em relação à linha de terra do sistema de referência anterior.Geometria Descritiva II A Exemplo de MPP de uma figura plana com reta em VG: MSR Frontal – é a substituição do plano frontal de projeção. * Para o novo plano frontal de projeção são transportadas as COTAS (z) do antigo plano frontal. 29 . Deve-se posicionar o novo plano de projeção paralelo a PA do plano e encontrar a VG do plano. Deve-se posicionar o novo plano de projeção perpendicular a uma reta em VG do plano e encontrar a PA do plano. * Para o novo plano horizontal os AFASTAMENTOS (y) são transportados do antigo plano horizontal. MSR Horizontal – é a substituição do plano horizontal de projeção.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 .

Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 .Geometria Descritiva II A MSR – Planos com PA A2 MSR – Planos com reta em VG h2 B2 C2 X A1 X’ Z Y B2 X Z Y Y’ Z’ h1 (PA) B1 C1 B1 B2’ Z’’ (PA) h2’ X’’ Y’’ A2’ C2’ (VG) X’ Y’ B2’ H1’ (VG) Z’ B1’ MSR – Planos sem reta em VG A2’ Z’ Y’ B2’ (VG) X’ A1’ A2 B1’ B2 h2 C2 Z A1 X Y (PA) C1’ X’’ C2’ Z’’ Y’’ h1 B1 C1 30 .

r // m e s // n s2 r2 r α r1 s1 s m2 n2 n m β n1 m1 31 . POSIÇÃO RELATIVA ENTRE RETAS E PLANOS PARALELISMO: Para que exista paralelismo entre retas e planos ou entre planos é necessário que exista eqüidistância entre os mesmos. é necessário que ela seja paralela a uma reta (s) do mesmo.Geometria Descritiva II A 16. α2 ≡ s 2 s0 r2 s s1 r r1 C2 B2 A2 Z X B1 h1 Y A1 A1 C1 C1 X h1 h2 A2 Z Y B2 C2 h2 α α0 r0 α1 B1 a reta AB é // a h PARALELISMO ENTRE PLANOS: a reta AC é // a h Para que dois planos (α e β) sejam paralelos é necessário que um deles contenha duas retas concorrentes (r e s) paralelas ao outro (m e n).Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . PARALELISMO ENTRE RETA E PLANO: Para que uma reta (r) não pertencente ao plano (α) seja paralela a ele.

Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . PERPENDICULARISMO ENTRE RETA E PLANO Uma reta é perpendicular a um plano quando é perpendicular ou ortogonal a duas retas concorrentes do plano.Geometria Descritiva II A B2 C2 F2 E2 A2 D2 Z C1 A1 D1 X E1 Y a reta AB é // a reta DF e a reta AC é // a reta DE B1 F1 PERPENDICULARISMO: Para que exista perpendicularismo entre retas e planos ou entre planos têm-se ângulos adjacentes congruentes formando 90o. r0 r2 α r 2 s2 r1 s1 r s0 r1 Obs: só existe uma posição de reta perpendicular a um determinado plano: Plano Reta perpendicular Horizontal Vertical Frontal Topo Vertical Horizontal Topo Frontal Perfil Fronto-horizontal Rampa Perfil Oblíquo Oblíqua h2 B2 A2 C2 Z X B1 Y A1 h1 C1 32 .

r∈β men∈aα m e n são concorrentes ré⊥amen m2 n2 n1 m1 r1 α r2 r β f2 O plano formado pelas retas f e r é perpendicular ao plano α .Geometria Descritiva II A a reta h é ⊥ ao plano ABC Z’ Y’ X’ t1’ B1’ h2 r2 A1’ ≡ C1’ C2 X A2 Z C1 Z f1 r1 Y h1 B1 A1 Y f2 C2 B2 B2 t2 A2 A1 t1 C1 X a reta t é ⊥ ao plano ABC B1 a reta r é ⊥ ao plano ABC PERPENDICULARISMO ENTRE PLANOS : Dois planos (β e α) são perpendiculares quando cada um deles possui uma reta perpendicular ao outro. α2 r2 P2 Z α1 r1 X Y f1 B1 P1 33 .Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . pois basta que uma reta seja perpendicular ao plano para que os planos que a contenham sejam perpendiculares ao outro.

Entre dois pontos: segmento de reta que une os dois pontos A2 d2 B2 Z X Y X Z Y Entre ponto e reta: medida sobre a perpendicular traçada do ponto à reta A2 d2 f2 A1 d1 B1 A2’ d2’ (VG) B2’ X’ Z’ Y’ f1 d1 A1 Y’ X’ f 2’ d2’ (VG) A2’ Z’ Entre dois planos: somente quando os planos forem paralelos.Geometria Descritiva II A 17.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . γ2 d2 (VG) β2 Z X Y β1 d1 γ1 34 . DISTÂNCIA É sempre determinada pela perpendicular comum entre os elementos. A distância é medida sobre a perpendicular traçada entre os planos. Deve ser representada sempre em VG.

medida sobre a perpendicular comum a elas.Geometria Descritiva II A Entre retas: é a menor distância existente entre as retas. r2 d2 r1 s1 d1 d2’(VG) X’ Y’ Z’ I1 r1 f1 r 2’ s2’ Retas reversas: a distância entre as retas é igual à distância entre os planos paralelos que passam pelas retas.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . Y’ Z’ X’ r 1’ t2 v2 d2 r2 d2 s2 Z X d1’(VG) s1’ Z X Y t1 v1 d1(VG) s1 r1 d1 Y 35 . Retas concorrentes: a distância é nula pois existe um ponto de interseção próprio. r2 I2 f2 s2 Z Z X Y X Y Retas paralelas: a distância é constante.

Geometria Descritiva II A Entre ponto e plano: a distância é medida sobre a perpendicular traçada do ponto ao plano.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . α2 P2 d2 Z X Y α1 d1(VG) P1 A2 Z’ Y’ X’ A1’ B2 r2 C2 P2 d2 P1’ d1’(VG) C1’ Z X Y B1’ C1 P1 d1 r1 B1 A1 36 .

A distância é medida sobre a perpendicular traçada da reta ao plano.Geometria Descritiva II A Entre reta e plano: somente quando a reta e o plano forem paralelos.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . D2 t2 d2 (VG) E2 F2 X Z Y D1 F2 E1 r2 C2 d2 h2 A2 π1π2 B1 B2 X d1 t1 Z Y B2’ h2’≡A2’ h1 A1 d1 r1 C1 X’ Y’ Z’ d2’ (VG) r 2’ C2’ 37 .

em planos perpendiculares ao eixo (β). Este deslocamento é efetuado através de uma rotação em torno de uma reta (eixo) de modo que o objeto ocupe uma posição particular desejada.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . ROTAÇÃO É um método descritivo onde os planos de projeção são fixos e o objeto do espaço é que sofre o deslocamento. A θ e A’ β ROTAÇÃO DE UM PONTO EM RELAÇÃO A UM EIXO • Eixo perpendicular ao plano horizontal de projeção (eixo reta vertical) e2 A’2 A2 A’’2 A’’’2 Z A’’1 X Y A’1 A1 e1 A’’’1 38 . Elementos para a rotação: • Plano de movimento: perpendicular ao eixo passando por A • Centro do movimento: interseção do eixo com o plano de movimento • Raio do movimento: distância (em VG) do ponto A ao centro Para rotacionar uma figura em torno de um eixo.Geometria Descritiva II A 18. todos os pontos da mesma descrevem arcos de circunferência (A A’) de ângulos centrais iguais (θ).

Geometria Descritiva II A • Eixo perpendicular ao plano frontal de projeção (eixo reta de topo) A2 A2’’’ e2 A2’ A2’’ X Z Y A1’’’ A1’’ e1 A1 A1’’ • Eixos paralelos ao plano horizontal ou frontal de projeção A’’2 e2 A2’ A2’’’ A2 A2iv A1’’’ e1 A1 A1iv A1’’ A1’ X’ Y’ X Z Y A2’ A2’iv A2’’’ A2’’ Z’ A2’’’ 39 .Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 .

A2 B2 B2’ e2 ≡A2 + B2’ Z X Y B2 e2 B2’’ Z X Y B1 A1 B1 e1 B1’ B1’ e1 ≡A1 + B1’’ Quando o eixo passa por um ponto qualquer da reta: (Ex.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 .) B’2 B2 Quando o eixo está afastado da reta: (Ex.: Tornar a reta AB vertical.) e2 A2 A2’≡B2’ d2 ≡ d2’ B2 + A2 e2 A2’ X Z X Y Z Y A1’ A1 d1 + A1’ ≡ B1’ A1 e1 B1 e1 d1’ B1 B1’ 40 .: Tornar a reta AB uma reta de topo.Geometria Descritiva II A ROTAÇÃO DE UMA RETA EM RELAÇÃO A UM EIXO Quando o eixo passa por um dos pontos extremos da reta (Ex.: Encontrar a VG da reta AB).

Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 .Geometria Descritiva II A Rebatimento é o nome utilizado para a rotação de figuras planas quando se deseja obter sua verdadeira grandeza. e consiste em girar um plano (projeção acumulada) em torno de um eixo nele contido até que ocupe uma posição especial em relação aos planos de projeção. REBATIMENTO DE PLANOS COM PROJEÇÃO ACUMULADA B2 C2’’ B2’’ B2’ C2’ Z X C2 e2 ≡ A2 + B1’’ B1 B1’ Y A1 C1’’ REBATIMENTO DE PLANOS COM PROJEÇÕES REDUZIDAS B1’ B1’’ e1 C1 C1’ B2 A2 C2 Z X Y C1’≡f1’ A1’≡e1’+ X’ C1’’ B2’ B2 f2 A2 e2 C2’ C2 Z X Y e1 A1 C1 B1 e2≡A2’≡C2’ Y’ Z’ B1’ X’ Y’ Z’ B2’ B2’’ A1 f1 C1 41 .

1: Determinar as projeções de um quadrado.Geometria Descritiva II A ROTAÇÃO DE UM PLANO EM RELAÇÃO A UM EIXO Ex. pertencente ao plano ABC. utilizando dupla rotação e alçamento.determinando a VG do plano ABC Fazer o caminho 42 inverso. f2 B2’ A2 B2’’ Determinar as projeções de um quadrado pertencente a ABC e2 C2 C2’ B2 A2’ A2’’ 1ª etapa: ROTAÇÃO Acumular o plano ABC C2’’ Escolher uma reta em VG (B2C2) para acumular Z X Y B1 C1 C1’ B1’ Escolher eixo (e) (Reta de topo que passa por C) Girar ponto B2 em relação a e2 até que C2B2 fique perpendicular ao plano horizontal de projeção Girar A2 o mesmo ângulo que B2 Determinar A2’ e A1’ B1’ A1 e1 A1’ A1’’ f1 2ª etapa: REBATIMENTO Encontrar a VG do plano ABC B1’’ C1’’ Escolher eixo (f) (reta vertical que passa por A) Girar ponto C1’ e B1’ em relação a f1 até que a PA do plano fique paralela à linha de terra Encontrar a PA do plano ABC 3ª etapa: ALÇAMENTO DO QUADRADO Representar o quadrado na VG do plano Determinar B1’’ e C1’’ Encontrar os pontos C2’’ e B2’’ .Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . levando os pontos por pertinência. .

Geometria Descritiva II A Ex.T. (X2 Q’2) 43 .Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . 2: Encontrar a distância de Q ao triângulo ABC. B2’ Q2 Q2’ d2 X2 B2 C2’ Encontrar a distância de Q ao triângulo ABC Acumular o plano ABC e2 ≡A2+ C2 X Z Y Escolher uma reta em VG (A1C1 ou A2B2) no ex A2B2 B1’ ≡ A1 X1 d1 (VG) +Q1 B1 Escolher eixo (Reta de topo que passa por A) Girar ponto B2 em relação a e2 (B’2) (Até que A2B’2 fique perpendicular a π1) Q1’ C1’ ≡ C1 e1 Encontrar B’1 Girar ponto C2 em relação a e2 (C’2) (mesmo ângulo que B2) Encontrar C’1 Girar ponto Q2 em relação a e2 (Q’2) (mesmo ângulo que B2) Onde d1 corta o plano acumulado (X1) A1 B’1 C’1 Plano Acumulado Encontrar Q’1 Distância de Q ao triângulo ABC em VG: segmento de reta perpendicular ao plano acumulado ABC até Q’1 (d1) Para d1 estar em VG d2 deve ser paralela a L.

B2 + I2 r2 C2 r2 I2 + A2 α2 A2 r2 + B2≡D2 I2 Z A1 B1 + I1 r1 D1 X C1 + Y r1 α1 A1 I1 +I ≡ r 1 1 B1 44 . que pertence simultaneamente ao plano e à reta. está a frente do plano. basta analisar qual objeto tem maior cota (se a PA estiver no plano frontal de projeção) ou maior afastamento (se a PA estiver no plano horizontal de projeção). existem duas situações: PLANOS QUE POSSUEM PROJEÇÃO ACUMULADA Neste caso a solução é dita imediata e é encontrada diretamente na projeção acumulada (PA) do plano.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . para que este seja visível. a representação da reta deve ser tracejada. INTERSEÇÃO ENTRE RETA E PLANO A interseção entre reta e plano é um ponto (I). e o outro lado é invisível. E a outra projeção do ponto de interseção é encontrada através de uma linha de chamada ao outro plano de projeção.Geometria Descritiva II A 19. Na verificação da visibilidade. Na zona não visível dentro dos limites da figura plana. a partir dele um lado da reta é visível. Este ponto estabelece duas zonas de visibilidade para reta. pois o plano esconde a reta. Para identificar o ponto de interseção em épura. ou seja. levando em consideração que a projeção do ponto de interseção sempre estará sobre a projeção da reta.

para tanto. Depois proceder como na solução anterior.Geometria Descritiva II A PLANOS QUE POSSUEM PROJEÇÕES REDUZIDAS Neste caso a solução é dita genérica e pode ser encontrada através de métodos descritivos – mudança de sistema de referência ou rotação .Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . porém o mais indicado nos casos de interseção é a mudança do sistema de referência. B2 I2 A2 r2 C2 Z X Y’ Z’ X’ Y C1 A1 A2’≡C2’ I1 B1 r1 I 2’ r 2’ Z’ Y’ X’ r 1’ A1’ C1’ I 1’ B2’ r2 C2 A2 I2 B1’ B2 r1 B1 I1 A1 C1 X Z Y 45 .ou do método dos planos auxiliares. Solução através de métodos descritivos: Para a solução através de métodos descritivos é necessário obter a PA da figura plana. pode ser utilizado qualquer método descritivo.

r2 ≡ ω2 α2 I2 Z X Y r1 I1 α1 46 . Da interseção de α e ω tem-se a reta i. e é . por conveniência. A interseção da reta i com a reta r é a procurada interseção do plano α com a reta r. um plano com projeção acumulada. que pertence aos dois planos.Geometria Descritiva II A Solução através do método dos planos auxiliares: Neste caso utiliza-se um plano auxiliar (ω) que projeta-se coincidente a uma das projeções da reta r.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 .

existem quatro situações: Os planos têm PA no mesmo plano de projeção α2 Se os dois planos apresentam projeção acumulada no mesmo plano de projeção.Geometria Descritiva II A 20. α2 Z X Y α1≡ i1 β1 47 . Esta reta determina duas zonas de visibilidade nos planos (visível e invisível) o que ira depender do elemento com maior afastamento ou maior cota. A visibilidade dependerá da maior cota ou afastamento que um plano apresenta em relação ao outro. Não havendo parte de nenhum plano invisível. a reta interseção aparece como um ponto. A outra projeção da reta interseção é encontrada através de uma linha de chamada. i2 β2 Z X Y α1 i1 β1 Os planos têm PA em planos de projeção diferentes β2 ≡ i2 Se os dois planos apresentam projeção acumulada em planos de projeção diferentes. a reta interseção coincide com a projeção acumulada de cada plano. Solução através de métodos descritivos: Para identificar a reta de interseção em épura. portanto os limites não visíveis das figuras aparecem tracejados e a visibilidade pode ser ressaltada através de hachura. que pertence simultaneamente aos dois planos. Nas representações em épura . considera-se as figuras planas que representam os planos. INTERSEÇÃO ENTRE PLANOS A interseção entre planos é uma reta (i). para fins de visibilidade.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 .

e a outra projeção é encontrada por pertinência. β2 ≡ i2 α2 Z X Y α1 i1 β1 Os planos têm PR α2 i2 Se os dois planos apresentam projeções reduzidas. sendo sempre visível. sendo sempre visível. A análise da visibilidade dependerá da parte do plano que apresentar maior cota ou maior afastamento.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . porém o mais indicado nestes casos é o de mudança de sistema de referência. β2 Z X Y β1 i1 α1 i2’ α 2’ X’ Y’ Z’ β2’ 48 . o que pode ser feito utilizando-se qualquer método descritivo (MSR ou rotação). A análise da visibilidade do plano com projeções reduzidas dependerá da parte do plano que apresentar maior cota ou maior afastamento. uma das projeções da reta interseção coincide com a projeção acumulada deste plano. torna-se necessário encontrar a projeção acumulada de um dos planos.Geometria Descritiva II A Somente um dos planos tem PA Se um dos planos apresenta projeção acumulada.

com projeção acumulada e.Geometria Descritiva II A Solução através do método dos planos auxiliares: Neste caso utilizam-se dois planos auxiliares cortando os planos dados. paralelos entre si. φπ2 ≡ r2 ≡ s2 i2 ϕπ2 ≡ m2 ≡ n2 β2 α2 Z X Y m1 r1 i1 s1 n1 β1 α1 49 .Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 . de preferência. determinando dois pontos da reta de interseção.

A. KAWANO.. Mc Graw Hill. BARRETO. Geometría Descritiva. 1970. CALDONAZO. In: www. 50 . R. E. Edgard Blücher Ltda. Ed. 1983.. Geometria descriptiva.. Sagra Luzzato. Geometria descritiva. 1989.Departamento de Expressão Gráfica Faculdade de Arquitetura ARQ 03317 .Geometria Descritiva II A 21 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BORGES. 2. In: DI PIETRO. G. 1991.com. 1987.revistagalileu. Alsin. V. 2001. V. D. Editorial Reverté. 1 Ed. Educação www. Noções de Geometria Descritiva teoria e exercícios.globo. MONTENEGRO.br artística desenho e geometria. L.colegiocatanduvas. MARTINS. WELLMAN. Geometría Descritiva. C. SA. 2. Espanha.. A. Noções de geometria Descritiva. O revolucionário projetista do exército de Napoleão. B.com MACHADO. G. A. V. L. PRINCIPE JR.

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