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178_Contos_Zen

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Todas as vezes que Pai-chang (Hyakujo) fazia preleç õ e s sobre o Zen um
velho hom e m as assistia, desperc e bi d o pelos mon g e s. Ao final de cada
palestra, ele partia junto com os mon g e s. Mas um dia ele per m a n e c e u após
a partida de todos, e Pai-chang pergu nt o u- lhe:
“Que m sois vós?”
O velho respo n d e u:
“Não sou um ser hum a n o, mas eu era um hom e m quan d o o Budd h a
Kashy a p a prego u neste mun d o. Eu era um mestre Zen e vivia nestas
monta n h a s. Naqu el a époc a um dos meus estuda nt e s me pergu nt o u se um
hom e m ilumin a d o é sujeito à lei da Caus alid a d e. Eu lhe respo n di: 'O hom e m
ilumin a d o não é sujeito à lei da causalid a d e.' Devid o a esta respo sta
eviden ci ar um apeg o à um conceito absoluto eu tornei- me uma rapos a por
quinhe nt o s renasci m e n t o s, e eu ainda estou renasc e n d o com o rapos a.
Podeis vós me resgatar desta condiç ã o com suas palavras e assim liberar-
me de um corpo de rapos a? Por favor, respo n d e i s: Está o hom e m ilumin a d o
sujeito à lei da causalida d e?”
Pai-chan g disse:
“O hom e m ilumina d o é uno com a lei da causalida d e”.
Ao ouvir as palavras de Pai-chang o velho atingiu o Satori.
“Estou ema n ci p a d o,” ele disse, presta n d o hom e n a g e m ao mestre com
uma profun d a inclinaç ã o. “Não sou mais uma rapos a, mas eu devo deixar
meu corpo em meu local de residê n ci a atrás desta monta n h a. Por favor,
peço- vos que realizeis meu funeral na condiçã o de um mon g e.” E então
desa p ar e c e u.

No dia seguinte Pai-chang deu uma orde m por inter m é d i o do mon g e-
principal para que se prepar a s s e um funeral para um mon g e.
“Mas ningu é m está moribu n d o no hospital,” question ar a m os mon g e s. “O
que o mestre preten d e?”
Após o jantar Pai-chang liderou os mon g e s para fora do templo e em torno
da monta n h a. Em uma cavern a ele e seu grupo de mon g e s retirara m o
cadáv er de uma rapos a e então realizara m o rito funeral de cre m a ç ã o.

Naqu el a noite Pai-chan g falou para seus mon g e s e conto u- lhes a estória
sobre a lei da causalid a d e.
Huan g- po (Obaku), após ouvir a estória, pergu nt o u ousa d a m e n t e a Pai-

chang:

“Eu enten d o que há muito temp o atrás, devido a uma certa pesso a ter
dado uma respost a Zen errad a ela tornou- se uma rapos a por quinh e nt o s
renasci m e n t o s. Mas eu pergu nt aria: se algu m mestre atual for question a d o
muitas vezes sobre várias pergu nt a s, e se ele sem pr e desse respost a s
certas, o que lhe acontec e ria?”
Pai-chan g disse:
“Aproxi m e- se e eu lhe direi.”
Obak u aproxi m o u- se e deu rapida m e n t e um tapa na face do mestre,
porqu e perce b e u facilm e nt e que essa seria a respost a que Pai-chang
preten di a lhe dar.

Pai-chan g bateu palm a s e riu muito diante do discerni m e n t o do outro, e

disse simple s m e n t e:

“Eu sem pr e imagin ei que um Persa tivess e barba verm elh a, e agora eu
conhe ç o um Persa que possui mes m o uma barba verm el h a.”

138. O Koan do Galho

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