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Felizmente Há Luar

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Felizmente Há Luar!

(Luís de Sttau Monteiro) I


Teatro Épico/Brechtiano

1. Génese do Teutro Brechtluno:
Etlmológlcumente éplco provém de »épos», vocábulo grego que slgnlflcu «u puluvru», «o que se
dlz» ou «nurrução».
Fol upós u Prlmelru Guerru Mundlul que o termo éplco começou u ser frequentemente utlllzudo nu
Alemunhu pelos urtlstus que pretendlum dur mulor relevo u nurrução.
No entunto, fol Bertold Brecht o grunde teorlzudor do teutro éplco. Segundo Brecht, o teutro tem por
mlssão u|udur u trunsformur um mundo em mudunçu de ucordo com reluções fundumentuls de
produção (lnfluènclu murxlstu).
A oposlção entre teutro «trudlclonul» «clásslco», «drumátlco» ou «urlstotéllco» e o «moderno»,
«éplco» ou «brechtluno» dá-se, não quunto uos melos utlllzudos que o próprlo Brecht reconhece
serem semelhentes, mus em relução uos flns que pretendem utlnglr ( obrechtluno upelu u tomudus
de poslção critlcus e não emoclonuls).


2. Curucteristlcus do Teutro Brechtluno:

Prlnclpul Ob|ectlvo: fuzer com que o publlco refllctu e unullse crltlcumente os dudos que lhe
são fornecldos.
Procuru nu Hlstórlu, no pussudo, um uconteclmento que upresente pontos de contucto com o
presente, e drumutlzu-o de formu éplcu. Ao relutur determlnudos eventos pretende-se envolver o
espectudor que se tornu umu testemunhu uctlvu. Ser uctlvo lmpllcu tomur umu poslção, |ulgur não
upenus uqullo que está u ser representudo, mus u usocledude em que o espectudor se lnsere. Pelo
desmontur mlnucloso do pussudo, convldu-se o espectudor u ussumlr umu posturu critlcu
relutlvumente uo presente.

Técnlcu do DlstunclumentoHlstórlco գ Propõe um ufustumento entre o uctor e u personugem
e entre o espectudor e u hlstórlu nurrudu, puru que, de umu formu muls reul e uutèntlcu, possum
fuzer |uizos de vulor sobre o que está u ser representudo. Emboru nem sempre o processo teutrul
conslgu evltur umu certu udesão sentlmentul entre personugens em pulco e publlco, este tlpo de
teutro não pede uo espectudor que se emoclone com o uctor, mus untes que se muntenhu dlstunte
pelu forçu do ruclocinlo. Estudu-se o comportumento humuno em determlnudus sltuuções, levundo o
publlco u tomur consclènclu de que tudo pode e deve ser modlflcudo, exlglndo dele u tomudu de
declsões.
Técnlcus que contrlbuem puru o efelto de dlstunclumento:
y substltulção du representução pelu nurrução;
y utlllzução de cenárlos e montugens slmples;
y uso de máscurus, pro|ecções, letrelros, etc.

O teutro éplco tem lncontestuvelmente umu função soclul, que conduz o espectudor u umu
upreclução critlcu não upenus do que está u ser representudo mus tumbém du socledude em que se
lnsere. O dlstunclumento cuusu umu «espécle de ullenução», desvlundo, usslm, o publlco do cuso
nurrudo. Logo, umu vez não ldentlflcudo com o mundo cénlco, vè de foru u suu próprlu sltuução
soclul reflectldu no pulco.


3. Elementos do Teutro Brechtluno em Fellzmente Há Luur!:

Presençu do elemento nurrutlvo գ o desenrolur dos uconteclmentos hlstórlcos vul sendo
contudo utruvés do dlscurso dus personugens, nu tercelru pessou, com umu ob|ectlvldude bem
determlnudu. Slmultuneumente, u nurrução dos fuctos procuru sltuur-nos no contexto espáclo-
temporul du ucção.
O uutor procuru retlrur quulsquer elementos que possum upelur uo sentlmento, cortundo os
elos de llgução de emputlu entre uctores e espectudores, dudo que o seu ob|ectlvo é que cuptem u
mensugem pelu ruzão. As próprlus personugens, em ulgumus cenus, são poslclonudus em pulco
pelo uctor, dellberudumente puru puru cortur quulquer emputlu que se possu gerur entre uctores e
publlco.
»Ao dlzer lsto, u personugem está quuse de costus puru os espectudores. Estu poslção é
dellberudu...»

Todus us lnformuções purulelus uo texto procurum orlentur o espectudor nu ucção, fuzè-lo
purtlclpur, torná-lo um lntervenlente consclente e não lludldo por umu representução.
Os elementos cénlcos purtlclpum tumbém como dlscursos nurrutlvos nu representução
drumátlcu. Estu é umu técnlcu do teutro brechtluno puru crlur o efelto de dlstunclução.


Intencionalidade da Obra

Ao escrever estu peçu Sttuu Montelro vlsu denunclur, não só us utrocldudes cometldus durunte o
reglme ubsolutlstu, mus tumbém despertur os lultores/espectudores puru us crueldudes e ln|ustlçus
que se cometlum em Portugul durunte o periodo do fusclsmo.
O século XIX é umu metáforu puru se fulur do século XX, num tempo em que u censuru prolblu tudo
o que fosse contru o poder lnstltuido.
As críticas são a todos os níveis. Ele pretende desmascarar toda uma sociedade hipócrita que
assenta na repressão e no subdesenvolvimento. Com ideologias arcaicas o país não pode
evoluir.
O grunde ob|ectlvo de Luis de Sttuu Montelro é dldátlco, pretende levur u umu profundu reflexão du
socledude do seu tempo. Estu é umu formu de lncltur u revoltu e u subversão de um reglme
uutorltárlo e represslvo que está u mutllur o puis e u colocá-lo como retrógudo uos olhos do mundo.
Pensundo consegulr despertur us consclènclus, o uutor pretendlu contrlbulr tumbém puru u
trunsformução du socledude em que se lnserlu.


Categorias do Texto Dramático

Tempo

Tempo du Dlegese/hlstórlu drumátlcu: 1817
y Crlse generullzudu u todos os nivels: politlco, mllltur, económlco e ldeológlco.
y Ausènclu do Rel no Brusll;
y -untu governutlvu/fultu de ldentldude nuclonul;
y Permunènclu de oflcluls lngleses nos postos do exérclto portuguès;
y Cllmu de recessão económlcu e de lnstubllldude soclul decorrente dus lnvusões fruncesus
(1807, 1809, 1810);
y Crlse económlcu devldo u lndependènclu económlcu do Brusll;
y Mlsérlu e ruinu ugricolu, comerclul e lndustrlul;
y Persegulções politlcus constuntes reprlmlndo u llberdude de expressão, u clrculução de
ldelus e quulquer tentutlvu de lmpluntução do llberullsmo;
y Rodeudos de delutores que se vendlum u bulxo preço, os governudores do relno
procuruvum nomes de consplrudores. Não lnteressuvu quem eru ucusudo e tão pouco
lmportuvu u lnocènclu ou u culpu de cudu um. A necessldude de munter u ordem, de evltur u
rebellão eru superlor u |ustlçu dos uctos.
y Grunde poder e corrupção du Igre|u, ldelu du orlgem dlvlnu dos rels;
y Gérmenes do movlmento llberul.

Tempo du Escrltu: unos 60 do séc.XX:
y lniclo du guerru colonlul em Angolu (1961);
y multlplos uflorumentos de contestução lnternu (greves, movlmentos estuduntls);
y pequenos «golpes puluclunos» prenuncludores de cllvugens lnternus, no selo do próprlo
poder;
y os իbufosլ, upesur de dlsfurçudos, colhlum lnformuções e denuncluvum; u censuru e severus
medldus de repressão e torturu, condenundo-se uté sem provus.
y Crescente upureclmento de movlmentos de oplnlão orgunlzudos, u pur du oposlção politlcu
que, emboru reprlmldu, fuzlu sentlr u suu voz, nomeudumente nu exlstènclu de elelções
llvres e democrátlcus;

Tempo du Acção:
y Grunde concentrução do tempo.
y Acto I գ u ucção decorre em dols dlus.
y Acto II գ u ucção decorre em clnco meses.


Espaço

A mutação de espaço físico é sugerida essencialmente pelos efeitos de luz. O espaço cénico é
pobre, reduz-se a alguns objectos que têm a função de ilustrar o espaço social. Esta
simplicidade parece ser intencional e mais importante que os cenários é a intensidade do
drama que é realçada por esta economia de meios.
Acto I :
y ruus de Llsbou (onde se encontrum os populures)
y locul onde D.Mlguel For|uz recebe Vlcente
y puláclo dos governudores do Relno, no Rosslo
y Referènclus u cusu de Gomes Frelre lá puru os ludos do Ruto e espuços frequentudos pelos
revoluclonárlos consplrudores գ cufé no Culs do Sodré; Botequlm do Murrure; lo|u
muçónlcu nu ruu de São Bento.
Acto II:
y ruus de Llsbou;
y cusu de Mutllde de Melo;
y u portu du cusu de D. Mlguel For|uz;
y Locul onde Mutllde fulu com o Prlnclpul Sousu;
y Alto du serru onde Mutllde e Sousu Fulcão observum us foguelrus que quelmum os
revoluclonárlos;
y Referènclus u musmorru de S. -ullão du Burru, Cumpo de Suntunu puru onde são levudos
os presos, uldelu onde Mutllde cresceu, Purls, cumpos du Europu onde o Generul combuteu.


Acção e Estrutura Externa e Interna

Estruturu Externu
y Estruturu duul: «Peçu em dols uctos», u que correspondem momentos dlferentes du
evolução du dlegese drumátlcu.
y No Acto I é feltu u upresentução du sltuução , mostrundo-se o modo muquluvéllco como o
poder funclonu, não olhundo u melos puru utlnglr os seus ob|ectlvos, enquunto que o Acto II
conduz o espectudor uo cumpo do untlpoder e du reslstènclu.
y Não upresentu quulquer dlvlsão em cenus. Estus são sugerldus pelu entrudu e suidu de
personugens e pelu luz.
Estruturu Internu
y Não se trata de uma obra que respeite a forma clássica nem obedeça à regra das três
unidades (de lugar, de tempo e de acção). No entanto o esquema clássico está
implícito (exposição, conflito, desenlace).
y A upresentução dos uconteclmentos processu-se pelu ordem nuturul e llneur em que
ocorrem, fucllltundo usslm u suu compreensão.

Acção
A ucção desenrolu-se u purtlr du flguru hlstórlcu do generul Gomes Frelre que fol ucusudo de
consplrudor e executudo nu prlsão de São -ullão du Burru. A flguru do Generul está sempre
presente, do prlnciplo uo flm, emboru nuncu upureçu.
Breve resumo da acção
8m grupo de populures munlfestu o seu descontentumento, nus ruus de Llsbou, fuce u mlsérlu em
que vlve.
8m Antlgo Soldudo, que se encontru |unto do grupo, refere u flguru do Generul Gomes Frelre de
Andrude como homem generoso e umlgo do povo. Vlcente, emboru se|u um elemento do povo,
dlscordu dus puluvrus duquele e tece comentárlos desfuvorávels ucercu do generul.
A chegudu du policlu vem pòr termo u estu dlscussão, provocundo u dlspersão dos presentes.
Vlcente é levudo pelos dols policlus u presençu de D. Mlguel For|uz, um dos très governudores do
relno. Vlcente, tornundo-se truldor du suu clusse, uceltu desempenhur o pupel de delutor e denunclur
os nomes duqueles que consplrum contru o relno.
Os governudores, D. Mlguel, Prlnclpul Sousu e Beresford, tentum u todo o custo encontrur o nome
de um responsável pelu consplrução, responsubllldude que vul reculr sobre Gomes Frelre. (Flm do
Prlmelro Acto)
O general, juntamente com outros conspiradores, é executado na praça pública, em S. Julião
da Barra.
A esposu do generul, Mutllde, e o seu grunde umlgo, Sousu Fulcão, tentum por todos os melos uo
seu ulcunce sulvur Gomes Frelre, pedlndo u|udu u Beresford, uos populures, u D. Mlguel e, por flm,
u Prlnclpul Sousu, mus u morte de Gomes Frelre de Andrude eru um mul necessárlo us ruzões de
estudo

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 DDF¨¤RGHFRUUHHPGRLVGLDV $FWR. DDF¨¤RGHFRUUHHPFLQFRPHVHV Espaço A mutação de espaço físico é sugerida essencialmente pelos efeitos de luz. O espaço cénico é pobre. y y y y UXDVGH/LVERD RQGHVHHQFRQWUDPRVSRSXODUHV. Esta simplicidade parece ser intencional e mais importante que os cenários é a intensidade do drama que é realçada por esta economia de meios.. reduz-se a alguns objectos que têm a função de ilustrar o espaço social. SHTXHQRVmJROSHVSDODFLDQRV|SUHQXQFLDGRUHVGHFOLYDJHQVLQWHUQDVQRVHLRGRSU´SULR SRGHU RV EXIRV DSHVDUGHGLVIDU¨DGRVFROKLDPLQIRUPD¨¶HVHGHQXQFLDYDPDFHQVXUDHVHYHUDV PHGLGDVGHUHSUHVV¤RHWRUWXUDFRQGHQDQGRVHDWªVHPSURYDV &UHVFHQWHDSDUHFLPHQWRGHPRYLPHQWRVGHRSLQL¤RRUJDQL]DGRVDSDUGDRSRVL¨¤RSRO®WLFD TXHHPERUDUHSULPLGDID]LDVHQWLUDVXDYR]QRPHDGDPHQWHQDH[LVW«QFLDGHHOHL¨¶HV OLYUHVHGHPRFU¢WLFDV 7HPSRGD$F¨¤R y y y *UDQGHFRQFHQWUD¨¤RGRWHPSR $FWR. $FWR.

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desenlace). $DSUHVHQWD¨¤RGRVDFRQWHFLPHQWRVSURFHVVDVHSHODRUGHPQDWXUDOHOLQHDUHPTXH RFRUUHPIDFLOLWDQGRDVVLPDVXDFRPSUHHQV¤R y y $F¨¤R $DF¨¤RGHVHQURODVHDSDUWLUGDILJXUDKLVW´ULFDGRJHQHUDO*RPHV)UHLUHTXHIRLDFXVDGRGH FRQVSLUDGRUHH[HFXWDGRQDSULV¤RGH6¤R-XOL¤RGD%DUUD$ILJXUDGR*HQHUDOHVW¢VHPSUH SUHVHQWHGRSULQF®SLRDRILPHPERUDQXQFDDSDUH¨D Breve resumo da acção 8PJUXSRGHSRSXODUHVPDQLIHVWDRVHXGHVFRQWHQWDPHQWRQDVUXDVGH/LVERDIDFH¡PLVªULDHP TXHYLYH 8P$QWLJR6ROGDGRTXHVHHQFRQWUDMXQWRGRJUXSRUHIHUHDILJXUDGR*HQHUDO*RPHV)UHLUHGH $QGUDGHFRPRKRPHPJHQHURVRHDPLJRGRSRYR9LFHQWHHPERUDVHMDXPHOHPHQWRGRSRYR GLVFRUGDGDVSDODYUDVGDTXHOHHWHFHFRPHQW¢ULRVGHVIDYRU¢YHLVDFHUFDGRJHQHUDO $FKHJDGDGDSRO®FLDYHPSµUWHUPRDHVWDGLVFXVV¤RSURYRFDQGRDGLVSHUV¤RGRVSUHVHQWHV 9LFHQWHªOHYDGRSHORVGRLVSRO®FLDV¡SUHVHQ¨DGH'0LJXHO)RUMD]XPGRVWU«VJRYHUQDGRUHVGR UHLQR9LFHQWHWRUQDQGRVHWUDLGRUGDVXDFODVVHDFHLWDGHVHPSHQKDURSDSHOGHGHODWRUHGHQXQFLDU RVQRPHVGDTXHOHVTXHFRQVSLUDPFRQWUDRUHLQR 2VJRYHUQDGRUHV'0LJXHO3ULQFLSDO6RXVDH%HUHVIRUGWHQWDPDWRGRRFXVWRHQFRQWUDURQRPH GHXPUHVSRQV¢YHOSHODFRQVSLUD¨¤RUHVSRQVDELOLGDGHTXHYDLUHFDLUVREUH*RPHV)UHLUH )LPGR 3ULPHLUR$FWR. y y y y y y UXDVGH/LVERD FDVDGH0DWLOGHGH0HOR ¡SRUWDGDFDVDGH'0LJXHO)RUMD] /RFDORQGH0DWLOGHIDODFRPR3ULQFLSDO6RXVD $OWRGDVHUUDRQGH0DWLOGHH6RXVD)DOF¤RREVHUYDPDVIRJXHLUDVTXHTXHLPDPRV UHYROXFLRQ¢ULRV 5HIHU«QFLDVDPDVPRUUDGH6-XOL¤RGD%DUUD&DPSRGH6DQWDQDSDUDRQGHV¤ROHYDGRV RVSUHVRVDOGHLDRQGH0DWLOGHFUHVFHX3DULVFDPSRVGD(XURSDRQGHR*HQHUDOFRPEDWHX Acção e Estrutura Externa e Interna (VWUXWXUD([WHUQD y y (VWUXWXUDGXDOm3H¨DHPGRLVDFWRV|DTXHFRUUHVSRQGHPPRPHQWRVGLIHUHQWHVGD HYROX¨¤RGDGLHJHVHGUDP¢WLFD 1R$FWR.ªIHLWDDDSUHVHQWD¨¤RGDVLWXD¨¤RPRVWUDQGRVHRPRGRPDTXLDYªOLFRFRPRR SRGHUIXQFLRQDQ¤RROKDQGRDPHLRVSDUDDWLQJLURVVHXVREMHFWLYRVHQTXDQWRTXHR$FWR.$FWR. conflito. No entanto o esquema clássico está implícito (exposição.. de tempo e de acção). FRQGX]RHVSHFWDGRUDRFDPSRGRDQWLSRGHUHGDUHVLVW«QFLD 1¤RDSUHVHQWDTXDOTXHUGLYLV¤RHPFHQDV(VWDVV¤RVXJHULGDVSHODHQWUDGDHVD®GDGH SHUVRQDJHQVHSHODOX] (VWUXWXUD..QWHUQD y Não se trata de uma obra que respeite a forma clássica nem obedeça à regra das três unidades (de lugar.

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