BIODIREITO Professora Mestre: Eda Leci Honorato Noções Gerais É um campo da ciência jurídica nova, moderna.

Inicialmente, deve-se conceituar o que seja o objeto do presente estudo e, para se conceituar Biodireito, deve-se, antes, dar uma idéia de que seja Bioética, o que por sua vez. Exige um breve conceito de Ética. Bio - é vida, logo bioética é ter uma vida boa, viver bem, é pautar as ações de acordo com nossa vida. Ética - pode-se afirmar, de forma simplificada, que seja um modelo de conduta humana que guia o individuo no sentido de que paralelamente ele se harmoniza com a sociedade. É um conjunto de valores que vai dirigir o indivíduo para o bem. Bioética é um conjunto de reflexões filosóficas e morais sobre a vida em geral e sobre as práticas médicas em particular. Ética Profisisonal é o comportamento de acordo com o regramento exigido pela respectiva profissão, isto é, para que os profissionais se comportem dentro dos padroões exigidos, sob pena de responsabilização. A Bioética se divide em dois grupos: - Macro-bioética: trata de questões ecológicas, em busca da preservação da vida humana e do meio ambiente. Seria um modelo de conduta que pudesse ser capaz de trazer o bem ao meio ambiente.

- Micro-bioética: por sua vez, surgiria de uma restrição do objeto da Bioética. Seria as relações entre médico, paciente, instituições de saúde pública ou privada e entre estas instituições e os profissionais da saúde. Neste contexto, a Bioética seria um modelo de conduta que procurasse trazer o bem a humanidade como um todo, e ao mesmo tempo, a cada um dos indivíduos componentes da humanidade. É neste sentido que, perante os avanços médicos-científicos-tecnológicos, tem-se utilizado os termos “Bioética” e “Biodireito”, no sentido de proteção da vida humana, principalmente com o intuito de proteger todos os seres humanos que estejam direta, ou indiretamente, envolvidos em experimentos científicos. Biodireito É desta forma, chega-se ao conceito de Biodireito, que seria, justamente, a positivação, ou a tentativa de positivação das normas bioéticas. É o conjunto de leis positivas que visam estabelecer a obrigatoriedade de observância dos mandamentos bioéticos, e, ao mesmo tempo, é a discussão sobre a adequação, sobre a necessidade de ampliação ou restrição, desta legislação. O Biodireito surgiu para limitar o progresso científico, ou seja o desempenho das atividades científicas. Exemplos: embriologia, morte terminal, alimentos transgênicos, pesquisa com células tronco, métodos de concepção da gravidez, esterilização artificial, entre outros. Novidades (exemplificativo) a) Progresso Científico Anteriormente, quem poderia pensar ou falarm em: legalização da eutanásia? deficiente mental ou criminoso, voltado a prática de delitos sexuais pudesse ser compulsoriamente esterelizado? Inseminação artificial post mortem e a fertilização in vitro?

clínica médica. da democratização da medicina e do atendimento em massa. c) Progressiva medicalização de vida Ofertas de serviços médicos especializados relativo às diferentes fases da vida humana: embriologia. neonatologia.universalidade da saúde: aparecimento de entidades internacionais que buscam solucionar os problemas éticos criados pela engenharia genética e pela embriologia. em forma de som. sua autonomia e livre consentimento. . pediatria. diante dos convênios médicos-hospitalares. obstetrícia. ligando um call center de qualquer telefone. E mais: . consistente num aparelho que grava a frequência cardíaca do paciente e envia os dados. geriatria.emancipação do paciente: reconhecimento dos direitos do paciente.Conflito de maternidade ou paternidade sobre uma criança em razão da reprodução humana assistida? Clonagem humana com a função de repor órgãos humanos? Clone do clone? Gerar criar apenas para doar tecido medular? Fecundação de óvulo de macaco com sêmen humana para produção de seres híbridos destinados a efetuar serviços repetitivos e penosos? b) Socialização de atendimento médico Surgimento de novos padrões de conduta nas relações entre médico e paciente. Exemplo: telemedicina – médicos estão salvando vidas a distância atravpes dos meios de teleconferência – que efetua consultas a especialistas que se encontre em outros países – fone-med – sistema fornecido pela CTBC Telecom. para que os ruídos se transformem em gráfico (eletrocardiograma). . entre outros. Exemplo: Organização Panamericana da Saúde.

e passar a ser o médico em conjunto com o paciente.. por exemplo. seu consentimento livre e informado. .] • Princípio da Benefiência . ou do seu representante. ser objeto de estudo. Respeitar a autonomia (capacidade de atuar com conhecimento de causa sem qualquer coação ou influência externa) do paciente.criação e funcionamento dos comitês de ética hospitalar e dos comitês de ética para pesquisas em seres humanos: função de orientação e tutela dos interesses dos pacientes.] refere-se à capacidade de auto governo do homem... de o cientista saber ponderar. avaliar e decidir sobre qual método ou qual rumo deve dar as suas pesquisas para atingir os fins desejados. sujeitos da pesquisa. levando em conta. de tomar suas próprias decisões.adventos de vários institutos não governamentais: entidades que buscam solucionar os problemas éticos criados pela reprodução assistina. utilizar uma nova drogas em fase de teste. reprodução e morte de seres humanos.. Eliana Fontes r Fernando Galvão da Rocha. .crescimento do interesse da ética filosófica e telógica: atinentes à vida. Exemplo: Sociedade para Saúde e Valores Humanos. Conforme os autores Marcelo Dias Varella. sobre o delineamento dos valores morais aceitos e de o paciente se sujeitar àquelas experiências. relativisando as relações existentes entre os sujeitos participantes [.. Princípios da Bioética / Biodireito • Princípio da Autonomia O profissional da saúde deve respeitar a vontade do paciente. fundada em 1950. . O centro das decisões deve deixar de ser apenas um médico.necessidade de um padrão moral: estabelecimento de princípios comuns que possam solucionar questões oriundas do progresso das ciências biomédicas e da tecnologia científica aplicada à saúde. pelas experiências médicas e pelas novas descobertas das ciências biológicas. seus valores morais e religiosos. este princípio [.

Máxima do artigo 1º. inalienável e indisponível. A vida humana deve ser. está acima de tudo. riscos e encargos. na medida do possível. eventuais danos. Esse princípio. o qual considera o ser humano como valor em si mesmo. expressão da justiça distributiva. a fim de se atingir seu bem-estar. inciso III da Constituição Federal Brasileira. . Trata-se de respeitar a vida. exige um relação equânime nos benefícios. minimizando os possíveis riscos. inviolável. sempre. no que atina a prática médica pelos profissionais da saúde. pois os iguais deverão ser tratados igualmente. • Princípio da Maleficência O profissional da saúde tem a obrigação de não acarretar dano intencional. Duas são as regras dos atos de beneficência: não causar dano e maximizar os benefícios. • Princípio da Justiça Requer a imparcialidade na distribuição dos riscos e benefícios.Relação do Biodireito com outros ramos jurídicos Biodireito e Direito Constitucional . • Princípio da Sacralidade e da Dignidade Humana A vida humana e a sua dignidade é sagrada. proporcionados pelos serviços de saúde ao paciente. decorrência lógica do princípio da dignidade da Pessoa Humana. Este princípio envolve a questão vida humana em sendo um valor em si mesma. respeitada e protegida contra agressões indevidas.O profissional da saúde deverá sempre atender os interesses da pessoa envolvidas em práticas biomédicas ou médicas. evitando.

tranformando-os. protegendo a vida. uma vez que este estebelece o regramento de situações jurídicas que se espalham por todo o ordenamento jurídico. psíquica. principalmente enquanto Poder Legislativo. uma vês que fixa as diretrizes políticas e jurídicas básicas de um Estado. também. cria limites ao Estado. Biodireito e Direito Civil O regramento do Direito Civil influi no Biodireito no tocante à conceituação da pessoa em relação a sua autonomia própria. inciso IX). aos quais devem ser respeitados quando da realização de pesquisas científicas. da fiscalização do adequado exercício dessas atividades. Por ser o principal ramo do Direito. quando se estabelece a tipificação de condutas condenadas pelo Biodireito. Biodireito e Direito Administrativo Cabe ao Biodireito a autorização e regulamentação das pesquisas científicas em todo território nacional enquanto que ao Direito Administrativo cabe a autorização para funcionamento das empresas e clínicas voltadas ao exercício das atividades reguladas pelo Biodireito. em Direitos Fundamentais. principalmente. das autorização da produção e comercialização de determinados produtos frutos da engenharia genética. entre outros. o direito constitucional é o ponto de partida de todo e qualquer ramo do Direito. entre outros. Biodireito e Direito Penal O Direito Penal é outro ramo jurídico ligado ao Biodireito. Assim.O Biodireito é uma ciência autônoma que tem como espinha dorsal a Constituição Federal (art. assim. A própria Carta Magna impõe limites. O Direito Constitucional ao positivar os Direitos Humanos. a integridade física. quanto a sua responsabilidade. 5º. assim também do Biodireito. sua capacidade. é o caso da . além. e principalmente. O Biodireito guarda estreitas relações com o Direito Civil.

tipificação do abortamento. principalmente quando estes serviços são prestados por clínicas especializadas na prestação de serviços de inseminação artificial. Assim. podem ser enquadrados na espécie de prestação de serviços regulada pelo Direito Consumerista. isto poderia trazer um grande desequilíbrio para a vida do planeta. caberia ao Biodireito autorizar determinadas atividades científicas que tenham implicações financeiras suficientes para trair a atenção de empresas prestadoras de serviços médico-científicos. a questão dos organismos geneticamente modificados (OGMs). uma vez que ambos derivam da Bioética. Nesta área. o que mais aproxima ambas as matérias. Biodireito e Direito do Consumidor O Biodireito também possui algumas relações com o Direito do Consumidor. Outro ponto comum de ambas matérias é o que diz respeito à manipulação genética de células germinais humanas. não só as normas do Biodireito. . Ambos os ramos jurídicos devem possuir vários princípios em comum. ao passo que. a depender das conseqüências advindas destas experimentações. Biodireito e Direito Ambiental Como visto anteriormente (macro-bioética). por exemplo. punindo criminalmente pela lesão ocasionada à integridade física do sujeito tutelado. as referidas empresas prestadoras deste tipo de serviços estariam sujeitas. uma vez que. uma vez efetivamente prestados estes serviços. excluindo-se desta tipificação os abortos terapêuticos e o resultante de estupro. em um primeiro momento. o Biodireito pode ser encarado como um ramo jurídico intimamente ligado ao Direito Ambiental. O Direito Penal tipifica condutas recriminadas pela Bioética. mas também as protetoras do consumidor. uma vez que o serviço de inseminação artificial e outros congêneres. o caso de uma experimentação que implicasse em longevidade excessiva para a espécie humana uma vez que poderia não haver condições planetárias para alimentação da superpopulação que poderia decorrer desta alteração genética. é. como seria.

como o caso. quais são os valores reinantes da sociedade. os quais deveriam orientar a sua atuação na elaboração das normas do Biodireito. Assim. que desencadeiam debates Éticos e questionamentos jurídicos. visto que interfere no processo de procriação natural do homem. apesar de serem coisas distintas. fazendo surgir situações até pouco tempo inimagináveis que desafiam o Direito. Biodireito e Religião Direito e religião são coisas distintas e assim devem continuar sendo. etc. Justiça. a religião é capaz de fornecer elementos que não podem. Bondade. sob penas de se repetir erros do passado (Santa Inquisição). jamais. pela profundidade das questões que envolvem o estudo do Biodireito. por exemplo. ao examinar a sociedade deve contribuir para o engrandecimento do Biodireito à medida que é capaz de informar. ser ignorados pelo Direito.Biodireito e Filosofia O Biodireito estaria de alguma forma ligado à filosofia uma vez que esta ciência trata de questionamentos voltados à descoberta de significados de Bem. na tentativa de se explicar e resolver fenômenos do mundo real. porém . Biodireito e Sociologia A Sociologia busca examinar a realidade social. REPRODUÇÃO HUMANA ASSISTIDA A Reprodução Humana Assistida é um tema polêmico e atual. da idéia de sacralidade da vida humana. . sobretudo ao legislador. a Sociologia jurídica.

os gametas feminino e masculino. artificialmente. basicamente. a in vivo e a post mortem.Conceito Reprodução Humana Assistida é. com sêmen do marido ou do companheiro. Existindo várias técnicas de reprodução. ou seja. O procedimento dar-se-à pelos métodos ZIFT ou GIFT. Definição de Ectogênese ou fertilização in vitro – método ZIFT (Zibot Intra Fallopian Transfer): Consiste na retirada de óvulo da mulher para fecundá-lo na proveta. as regras éticas estabelecidas pelo Conselho Federal da Medicina é o direito comparado para a solução dos problemas que surgem. utiliza-se a doutrina. interferência do homem no processo de procriação natural. dando origem a um ser humano.Cabe ressaltar. visto que a matéria deverá ser tratada futuramente por lei específica. . à inoculação do sêmen na mulher. menciona algumas técnicas de Reprodução Assistida mas não vai além. Definição de Inseminação artificial – método GIFT (Gametha Intra Transfer): É um conjunto de operações para unir artificialmente os gametas masculinos e femininos dando origem a um ser humano. que o Brasil ainda não possui legislação específica que regule a Reprodução Humana Assistida e o julgados que tratam sobre o tema ainda são raros em nosso país. As principais técnicas de Reprodução Assistida são: inseminação artificial homóloga. . Portanto. A Reprodução Humana Assistida é um conjunto de operações para unir. Refere-se à fecundação in vivo. com objetivo de possiblitar que pessoas com problemas infertilidade e esterilidade satisfaçam o desejo de alcançar a maternidade ou paternidade. O Código civil de 2002. sem que haja qualquer manipulação externa de óvulo ou de embrião. para depois introduzí-lo no útero da mulher ou de outra. post mortem ou heteróloga e a fecundação in vitro (homóloga e heteróloga).

devolvendo ao homem e à mulher o dirieto à descendência. . malformação congênita. doença hereditária entre outros.Observação: Essas técnicas de reprodução assistida têm o papel de auxiliar na resolução dos problemas de infertilidade humana. pseudo-hermafroditismo. por haver obstáculo à ascensão dos elementos feertilizantes pelo ato sexual. dificiência na ejaculação. escassez de espermatozóides. quando outras teratêuticas tenham sido ineficazes para a solução da situação atual da fertidilidade. haverá uma conciliação entre a filiação biológica e a afetiva. doador DA INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL HOMÓLOGA Conceito É aquela que o material genético utilizado no procedimento é fornecido pelo próprio casal que se submete à Reprodução Assistida e que ficará com a criança. Modalidades de Inseminação: • Homólogas: quando o sêmen inoculado na mulher for do próprio marido ou companheiro. • Homólogas “post mortem”: inseminação homóloga com sêmen do marido recolhido em vida. e inoculado na mulher após a morte do esposo • Heterólogas: se o material fecundante for de terceiro. Portanto. como esterilidade. facilitando o processo de procriação. Causas que dão origem à inseminação: Ter-se-à a inseminação artificial quando o casal não puder procriar. obstraução do colo uterino.

ligados pelo patrimônio ou união estável. por ocasião da inseminação. Com a solução dada pelo artigo 1597. será preciso não olvidar que o morto não mais exerce direitos nem deveres a cumprir. é fornecido pelo seu próprio marido ou companheiro.havidos por fecundação artificial homóloga.A Inseminação Artificial Homóloga não fere princípios jurídicos. admitindo a presunção de filiação.597. . Previsão legal Art. nem como conferir direitos sucessórios ao que nascer por insiminação post mortem. já que não estava gerado por ocasião da morte de seu pai genético (art. III.1798 CC). Presumem-se concebidos na constância do casamento os filhos: (. 1. e argumentos éticos-jurídicos em torno da inseminação . Não como aplicar a presunção de paternidade. Pressupostos A coleta do material e sua utilização dependerá da anuência expressa dos interessados. Deverão estar vivos.. manifestando sua vontade.. DA INSEMINAÇÃO ARTICIFIAL HOMÓLOGA (POST MORTEM) Conceito É aquele que o material genético utilizado no procedimento introduzido na mulher. mesmo que falecido o marido.) III . Previsão legal homóloga post mortem a) Sucessão: Crítica Maria Helena Diniz. uma vez que o casamento se extingue com a morte. porém a inseminação ocorre a sua morte.

manifestada em testamento. não se poderia admitir que casal .Conceito É aquele que o material genético utilizado no procedimento introduzido na mulher. Entende assim. A criança gerada artificialmente.597. (Grifo nosso) DA INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL HETERÓLOGA . que lhe garanta um desenvolvimento físico e psíquico sadio. que só poderia ser possível essa inseminação se houvesse a anuência do marido nesse sentido em isntrumento público ou testamento.havidos por fecundação artificial homóloga.Problemas morais e jurídicos apontados: • homossexual/ transexual – no Brasil.Previsão Legal: Artigo 1597... . logo. Presumem-se concebidos na constância do casamento os filhos: (. que a Alemanha e a Suécia vedam a inseminação post mortem. 4º e 5º). mas não se garante o direito à sucessão. V do CC/02 – . deverá ter direito a uma dupla “genetorial” e a uma convivência familiar. exceto se houver documento expresso neste sentido. por isso. mesmo que falecido o marido. como requer a legislação esponhola. se inequívoca for a vontade do doador de sêmen de transmitir herança ao filho ainda não concebido. advinda de inseminação homóloga post mortem (LICC art. admitindo-o apenas a casados e a conviventes. Na Inglaterra a inseminação post mortem é permitida.) III . o Projeto de Lei 90/99 veda o direito à reprodução assistida a mulheres solteiras e a casais homossexuais. é fornecido por terceiro. e não pelo seu marido ou companheiro. Art.Segundo a autora poderia ser herdeiro por via testamentária. Abrir-se-ia a sucessão à prole eventual do próprio testador. É. 1.

gerando infanticídio. sugerindo aborto. • Arrependimento do marido após a realização da fecundação artificial. se tiver esposa ou companheira. • Chantagem por parte dos partícipes do processo. • Dúvida se o homem poderia livremente. embora tenha 50% da mãe. maustratos. Não teria o filho o direito de conhecer sua origem? Saber quem é seu pai? • Perigo resultante do encobrimento da descendência. fim impessoal. já que 50% do patrimônio genético não é do marido. A vontade procriacional é do marido e não do doador. rejeição. trazendo sérios problemas. ante a presunção legal de que é filho do marido ou concebido por meio de inseminação artificial heteróloga. Doador é como doa sangue de hospital. Não poderia ela pleitear separação judicial por injúria grave? • Comprometimento da transcendência genética. • Insistência da mãe em conhecer o doador. • Doador reclamar judicialmente. por. FERTILIZAÇÃO HUMANA ASSISTIDA (Outra forma de reprodução humana assistida) . desde que haja prévia autorização do marido. • Produção independente da mulher. • Criação de espermateca. e esta não anuir na doação do material fertilizante. • Alegação de adultério. • Rejeição do consorte em relação ao filho do doador e também recíproco.homossexuais venham a utilizar-se da reprodução assistida. pois poderá mover ação negatória de paternidade. abandono. durante o casamento. ou depois do nascimento. • Interesse patrimonial do doador. dispor ou ceder seus componentes genéticos. • Falsa inscrição do registro civil. • Negação ao filho do direito à identidade genética. A lei Sueca também veda tal inseminação. • Coquetel de esperma.

ou seja. que nasceu em 7 de outubro de 1984. sêmen e óvulo de estranho). Bebê de proveta – explicação: a fecundação humana da proveta operou-se por atividade científica pela moderna embriologia médica. para depois introduzir o embrião no seu útero ou no de outra. de óvulo de mulher morta. heteróloga.. em 26 de julho de 1988. O procedimento foi realizado pelo médico Milton Nakamura em São Paulo. com sêmen do marido ou de outro homem. pela primeira vez. a primeira criança a ser gerada por Ana Paula Caldeira. Royal Oldhan and District General Hospital de Lancasshire. referindo-se a fecundação in vivo. pelos sérios problemas éticos que trazem. Urge evitar tal fecundação. ou por ter havido fecundação in vito. esperma congelado de pessoa já falecida. Essa fecundação pode ser homóloga. pois as conseqüências éticos-jurídicos que delas advieram são muito graves. por ter sido utilizado na fertilização. ou. a inoculação do sêmen na mulher sem que haja qualquer manipulação externa de óvulo ou de embrião. sêmen de terceiro e óvulo da esposa. se com o material fertilizante de terceiro (sêmen do marido e óvulo de outra mulher. que se processo mediante do método GIFT. ou por ter ocorrido o óbito de mãe ou pai genético antes que o embrião congelado seja colocado no útero da mãe de substituição. cujo embrião poderá ser implantado no útero da esposa ou de terceira pessoa.Conceito A fertilização in vitro concretiza-se pelo método ZIFT. e do urologista José Antônio Caldeira. É preciso evitar tais práticas. Ela é filha da administradora hospitalar Ilza Caldeira. Inglaterra. Como se vê. que faleceu em 1997. difere da inseminação artificial. Fatos Éticos e jurídicos questionados • Criança nascida de genitor morto. . No Brasil. que consiste na retirada de óvulo da mulher para fecunda-lo na proveta. vítima de uma queda. ainda que seja o marido de sua mãe. É formada e Nutrição pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. se feita com os componentes genéticos advindos do casal. principalmente a heteróloga.

e a legislação Sueca. causa de problemas congênitos ou de mal formação. de quem será o filho? Da mulher que cedeu o óvulo ou da mulher que o gestou ao emprestar seu ventre. Pelo Projeto de Lei 90/99.Diante do problema da determinação da maternidade na fertilização in vitro. mas de uma doadora. o marido ou o que concedeu o sêmen? Diverge neste respeito as legislações? Lei espanhola. o doador do elemento viril fertilizante. que anui na fertilização in vitro e o genético. por exemplo. Código Civil Suíço. conforme determina o Conselho Federal de Medicina. podendo introduzir somente 4 embriões. Ex: Há um risco muito grande. e à do embrião. por exemplo.• Riscos de saúde da doadora do óvulo. a doadora ou a esposa em cujo útero o óvulo foi implantado de outro fecundado pelo esperma do marido? E se outra mulher vier a suportar a gestação. por sua vez. por ter suportado o parto? A quem o judiciário deverá entregar a criança? Se o óvulo da esposa for fecundado na proveta. uma vez que na fecundação na proveta. • Obtenção imoral do sêmen. Nos EUA o juiz entregou a criança ao casal encomendante porque a mãe substituta não tinha condições de cria-lo. ou melhor. surgindo a questão: será ele herdeiro do casal? Quem teria responsabilidade por sua implantação em útero alheio? Em que útero deverá ser implantado? O Estado poderia decidir sobre o destino desse embrião? • Conflito de maternidade ou paternidade entre pais. por esperma de terceiro. que constituíram. considera que o filho será o casal encomendante. No Estado Illinois dos Estados Unidos da América. que não terá responsabilidade jurídica pelo ser que gerou. • Uso indiscriminado de material fertilizante congelado. sendo os responsáveis legalmente por ela. neste caso. mediante doação. requer que o casal que idealizou a fertilização in vitro venha adotar o bebê. Há um projeto de lei para que a mulher possa expelir somente 5 óvulos. sendo prudente limitar o número de vezes em que será entregado para minimizar o risco de consaguinidade. quem será a mãe. pois a mulher toma uma dose muito grande de hormônio e expeli 15 óvulos. mãe e pai genéticos (os doadores dos óvulos e do sêmen). o institucional que será o marido de sua mãe. por submeter-se a desgastantes técnicas para a obtenção do gameta feminino ou a um forte tratamento hormonal para provocar super ovulação. para que ele seja utilização na fertilização. desastre. subtrai o sêmen no ato sexual. ou seja. porque os hormônios pela doadora poderão acarretar alterações cromossômicas nos óvulos. dois pais. se. . O código Civil de Portugal. apenas gametas congelados podem ser usados e só por um casal até duas gerações. algumas questões: . Búlgaro – entendem que é da mãe que deu à luz. ou melhor. uma instituição e outra genética. três pais e três mães. • Óbito do casal encomendante. mais antes da implantação do embrião. mãe e pai biológicos (o que a encomendaram à clínica). cessão temporária de útero. após a fecundação. Vale ressaltar. por terem feito o projeto de seu nascimento. o óvulo não for o da esposa. em 1877 requer a entrega da criança à doadora do óvulo. quem será o pai. a criança poderá ter: duas mães.

Há divergências se a vida se inicia com a nidação. Por exemplo. sem necessidade médica. porque o ambiente bioquímico do seu aparato reprodutor é similar ao do homem. Determinação do começo da vida e da personalidade jurídica.• • • • • • • • • • • • Uso de ratos para fecundação humana (ambiente bioquímico de seu aparato reprodutor e similar do homem). para modificar o limite fixo para a sua vida recebido por herança de pais genéticos. essa técnica. Seria “filho do tubo de ensaio”? licitude de útero artificial. Às vezes para salvar a vida do feto nascido no 4 a 6 mês de gestação (placenta artificial). entregando o bebê àqueles que concederam o óvulo e o sêmen. para o serem. utilização de óvulo de embrião feminino morto para gerar vida humana em laboratório. até que seus pais genéticos decidam ter mais um filho ou doa-los a outros. permissão jurídica para congelamento. Para serem considerados gêmeos. por exemplo. ou aos que efetivaram o contrato locatício. dentre óvulos fertilizados no mesmo dia. alguns forem implantados no útero e outros. que só permite a entrada de material fertilizando congelado no país com a autorização do Conselho Superior de Seguridade Social. Outros entendem que sua conversão em pessoa dá-se quando o sistema nervoso é ativado e os órgãos começam a funcionar. pois se com o embrião já se tem vida humana. Estabelecimento de normas para exportação de material fertilizante. hipótese em que terão pais institucionais diferentes aos dos seus irmãos. como congela-lo? Como gerar a vida e congela-lo? exames médicos em mãe substituta. Como admitir juridicamente que quem não nasceu seja mãe? Como permitir doação de óvulos sem a anuência da doadora? experimentação com embriões humanos para consecução de fins alheios à procriação e a terapia. requer o cultivo do espermatogone. locação de útero e ventre ou de ventres mercenários. Propriedade de material fertilizante congelado e necessidade de normas em caso de separação ou divórcio do casal. formação de “órfão de ninguém”. logo. nascer no mesmo momento. até que seus pulmões se desenvolvam e permitam a respiração. para manter o feto no meio líquido. que se encarrega de retirar o dióxido de carbono e as demais substancias não utilizadas pelo bebê. pois há mulheres dispostas a receber embrião alheio mediante o pagamento de altas somas. diante de seu valor absoluto. que deu origem a 4 crianças na Itália. tal se dará se. se obtido de espermatozóide e óvulo de doadores anônimos gestados por mãe substitutiva e rejeitada por ela e pelo casal encomendante. não bastaria terem sido gerados a partir de óvulos de um único ciclo ou fecundados no mesmo dia. o embrião implantado não é pessoa. alterando seu caracteres genéticos para. o que ocorre após 14 dias após a fecundação. . obtido por meio de incisão testicular num testículo de rato ou em tecido desse animal. possibilidade de gerar gêmeos com idade diferente. similar ao natural. a Lei Sueca de 1984. ficarem esperando sua vez em bujões de nitrogênio. e sim. obterlhe uma reprogramação celular pela engenharia genética.

c) não inércia do legislador face a realidade que vivemos. expresso consenso irretratável dos esposos. . . que por sua vez. b) proibir experiência que envolva eugenia (apuração de raça). . número de óvulos implantados  anuência por escrito dos envolvidos  consenso escrito do doador e de sua consorte. transmissão de AIDS. mediante o implante de embrião e placenta num órgão interno do abdômen do homem. idade mínima de 35 anos. receberia enorme carga de hormônio feminino.Projetos em curso • Lei 809/91 – Barriga de Alugue • Lei 3638/93 – exemplo: realça os aspectos civis e adminsitrativos e penais da reprodução assistida • Lei 2855/97 – • Projeto 90/99 – exemplo: registro das informações sobre doador e sobre os casos em que se emprega a técnica conceptiva. a fertilização in vitro. se casado for. por danos morais e patrimoniais na fertilização humana assistida. bem como de quem ceder o útero . pois o doador deverá ter boa saúde física e mental.Sugestões “de lege ferenda” para um anteprojeto sobre reprodução assistida segundo Maria Helena Diniz a)Coibir a inseminação heteróloga. decorrentes de defeito apresentado pelo material fertilizante utilizado. ou não. a necessidade urgente de lei regulamentando o assunto.• • • responsabilidade civil e penal médica e hospitalar. a útero alheio (barriga de aluguel). ou seja. pois até esta idade pode surgir algum tipo de doença e aparência física similar do doador com o casal receptor . dever-se-ia impor. número de óvulos fertilizados.Condições físicas.Condições jurídicas: • Em relação a prática médica:  regulamento de centros médicos com autorização e fiscalização devida  código de ética médica para controlar o emprego de técnicas conceptivas na coleta  obrigatoriedade do registro de nome das partes. possibilidade de gravidez masculina. impondo segredo médico absoluto da doação. técnica em mulher – menopausa.Condições psicosociais para doação do material fertilizante: exigindo que o doador ignore a identidade do casal receptor e vice-versa. arquivando-as por 25 anos. um limite etário para a gravidez na menopausa? .

          • não causar dano imposição de responsabilidade civil e penal sigilo profissional material genético de cada doador não poderá ser usado para mais de uma inseminação artificial embriões de óvulos de mulheres diferentes serem implantados em uma mulher embriões formados com esperma de diferentes homens proibição de transplante de embrião humano para útero de outra espécie animal pesquisa com embrião morto para fins terapêuticos deverá ser autorizado somente admitir reprodução humana assistida de impossível a fecundação punição para quem manter por mais de 14 dias o embrião na proveta Relativamente ao doador:      documento escrito punição na quebra de anonimato vedar o comércio do material fertilizante não reclamar paternidade ou maternidade respeito a privacidade • Atinentes a mãe:  anuência escrita  assistência no parto por médico diferente do que realizou a reprodução  proibição da reprodução independente da mulher (viúva. desquitada)  punição para quem utilizar métodos de coação • Concernentes a gestação por terceiro:      exigência de exames médicos estipular quem será a mãe vedar locação de útero obrigação da entrega do filho à mãe proibir recrutamento de mulheres para locação de útero • Relativamente a prole:  determinar início da personalidade  vedar comércio de embriões . solteira.

quando admissível. facilitando o desenvovimento de inúmeras moléstias.  segredo de justiça: o processo deverá correr em processo de justiça • Em relação ao Estado:  controle por tratados entre nações  preservação da saúde de futuras gerações  controle de tratados internacionais dos interesses e das atividades ligadas à reprodução humana assistida. após o transcurso do prazo legal para ajuizar a negatória. pela qual o sistema imunológico do seu portador não consegue proteger seu corpo. pleiteando a reprodução artificial  apresentação da certidão de nascimento  incineração dos autos. do requerimento do casal. sendo causadas pelo vírus da imunodeficiência (HIV).  preservação da saúda das futuras gerações A AIDS E O DIREITO .          • proteger o embrião tutela jurídica desde a fertilização proibição de reimplantar o embrião descartado proibir fertilização post mortem e no caso de sua permissão estipular direitos prevalência da presunção da paternidade do casal institucional (que encomendou o filho) proibir impugnação de paternidade e maternidade estipular direitos do nascituro determinação das relações de parentescos presenvação de valores ineretente à dingidade do embrião humano vedação da escolha de sexo e de caracteres de filho e de investigação genética pré-ntal Condizentes ao judiciário:  controle estatal sobre as técnicas de reprodução  homologação judicial do contrato. cuja cópia deverá ser vedada. .Conceito SIDA ou AIDS é a síndrome da imunodeficiência adquirida.

prática de sexo não seguro com pessoa infectada. O HIV pode ser transmitido por transfusão de sangue contaminado. uso de drogas endovenenosas com agulhas comunitárias.Questões éticas jurídicas suscitadas pela AIDS: .. acidente de trânsito em que uma das vítimas com lacerações entra em contato com o sangue de outro ferido soropositivo. em algumas hipóteses. sangramento oral. . . . a partir da mãe soropositiva para o filho (durante a gravidez.Doenças que necessitem de controle . . Teste realizado para averiguar quem são os indivíduos infectados. via perinatal. inciso II e 197 da Constituição Federal e 22 do Código de Defesa do Consumidor). torna-se imprescindível para a proteção da saúde e da vida da população.Quando é feita a triagem sorológica para a detecção do vírus HIV A triagem sorológica para a detectação do vírus HIV é feita para: • selecionar doadores de sangue.teste sorológico compulsório.Responsabilidades Civis: Clínicas. Médicos Hemotologista e Estado (artigo 23. .formas de transmissão. inseminação artificial com sêmen de doador infectado e amamentação de criança soropositiva com estomatite. desde que a nutriz apresente fissuras mamilares. transplante de órgãos. o parto ou a amamentação).Imagem sorológica do vírus de imunodeficiência (HIV).

os pacientes não podem obrigar os profissionais de saúde informá-los de seu estado. desde que a doença não prejudique sua competência profissional.Visa a responsabilidade civil pela segurança da qualidade do sangue e de seus dervados a serem utilizados em tranfusões. É necessário proteger presidiários. • presidiários. Controlar a infecção. Evitar contágio em esporte combativo que se caracterize por contato corporal direto ou no qual possa haver sangramento ou lesão cutânea com exsurdação ou mucosa exposta. em internados em hospitais ou ambulatórios. antes as precárias condições sanitárias das penitenciárias e a promiscuidade. esporte combativo.Lei 1649/88 e Parecer 11/92. . em face de relacionamento hoossexual e bissexual. evitando a disseminção incontrolável da AIDS. dotado de sigilo em relação ao resultado e de manutenação de seus dirietos no que atina à qualidade do atendimento. • terapia pré-natal e pré-nupcial. Neste caso. • proteger os pacientes e equipe hospitalar . pois têm o direito de manter o sigilo. por haver direito a visitas íntimas. • piloto de avião. O sigilo deve ser mantido quanto ao resultado e respeito à decisão de se submeter ao teste. desde que haja consenco prévio e esclarecido. • evitar procedimento que possam emitir HIV a pacientes pelos professores da saúde.

Mas. . . estabelecendose garantias contra limitação indevida daqueles direitos. 3º IV. . da Lei 1711/52 – artigo 104 e 105 – licenças. menor interno.portaria interministerial 796/92. lesão no sistema nervoso centrou ou demência . poderá apresentar disfunções neurológicas. 7º e 8º. 6º. saúde.Proteção jurídica de Dignidade dos Portadores do vírus imunodeficiência (HIV) e dos doentes da síndrome da AIDS Em caso de HIV/AIDS. se um dos pilotos forem HIV positivo. pois. Se alguns deles forem soro positivos.286. aposentadoria por invalidez.Neste caso. Manter programa educativo informativo. deve haver proteção jurídica dos direitos dos que se encontrarem nessa situação. Artigos 5º.não exige? Instituição educacional . tais quais . recomenda-se estipular sistema de atendimento médico permanete.educação – artigo 205 da Constituição Federal e Portaria 796/96. professores ou funcionários de entidades educacionais. todos da Constituição Federal.708. segunda turma – Celso Melo” e Resolução 1401/93. estagiários.livre escolha de emprego. não são obrigados a informar sua condição. .ir e vir. Não devem ser exigidos testes sorológicos em alunos. TJSP-AC 216. .assistência domiciliar terapêutica “STF-AGE 271. busca-se garantir a segurança dos passageiro de avião. XIII e XII. por ser um estado de saúde com risco estigmatizante. essencial e beféfico. com viabilidade ética de reconhecer os infectados à vista de diagnósticos relevantes.

PIS. FGTS.. inviabilizando a interrupção da gravidez.controlar núpcias (1557. .aumentar o filho. inciso X da Constituição Federal (crimes 130 a 132.334). 213 do CP).por contaminação por transfusão de sangue (TJSP AC 206. .754.alimentos – artigo 1696 do CC/02 e assistência a família – 244 do CP. .concessão de indulto ou prisão domiciliar (RT 623.receber e transmitir herança.efetivar negócios.prática desportiva.ou por perda de emprego para descriminação (artigo 165 da CLT). .vida sexual ativa. . .privacidade. . . .a vida. .1).guarda e visita de filhos. inciso III do CC/02 e Lei 6515/77 – artigo 5º).indenização por dano moral e material. . . .benefício auxílio doença e assistência social. intimidade e garantia de sigilo – artigo 5º. . .

assumindo prenome compatível (RT 444: 912 e 672. .4 dificuldades de ordem religiosa> ..Judaísmo. 1. Travestismo. .M Res.102) .Catolicismo. 1482/97 – Res. . identificando-se psicologicamente com o gênero oposto.6 Requisitos necessários para a cirurgia: a) desconforto. 9656/98).Rabínico. 1.5 Conselho F. ADEQUAÇÃO DO RISCO DO INTERTSEXUAL E DO TRANSEXUAL Homosexual. .seguro saúde (Lei n.. definido o sexo predominante através de operação cirúrgica ou reparadora. ..Islamismo. Causas do transexual: .alterações cromossômicas.” 1. 1652/02 “Transexual é portador de desvio psicológico permanente de identidade sexual. transexual e intersexual Intersexual: “É lícita a retificação no registro civil de hermafrodita.Casamento? Transexualismo: é a condição da pessoa que rejeita sua identidade genética e a própria anatomia de seu gênero.Fatores hormonais.

IV e 5º. estadunidense. I e III e 1560. alemã. da CF/88 e art. turca.artigo 13. suíça.1 Direito Comparado: Lei seca.“síndrome de disforia”). 2.Quanto ao casamento: art. 5º. italiana. da Lei n. . portuguesa.casamento? Aposentadoria? Prestação de serviço militar? Adoção de filhos? Direitos sucessórios. da CC/02.cirúrgica do transexual casado . belga. 196. do CC/02 Enunciado 276 do Conselho da Justiça Federal (autoriza a cirugica de transgenitalização . III.2 Prenome do transexual: . da CF/88? . peruana. 6015/73 – art. X. 155. 4º e 5º. holandesa. LXXI. d) equipe médica. do CC/02? . dinamarquesa. e art. 58.Art. . 3º. c) distúrbio contínuo.art. 1. .7 Problemas questionados com operação 2 PROBLEMAS JURÍDICOS DECORRENTES DA MUDANÇA DE SEXO 2.b) desejo compulsivo de eliminar.