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Apostila de Fotografia Digital Atual 2011

Apostila de Fotografia Digital Atual 2011

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Breve História da Fotografia Podemos dizer que a fotografia surgiu com o fenômeno de produção de imagens pela passagem de luz

através de um pequeno orifício, princípio pelo qual se baseia a câmara escura. Cerca de quinhentos anos antes de Cristo, o chinês Mo Tsu já conhecia o princípio óptico da câmara escura. Mas há quem atribua a responsabilidade pelo único dos comentários esquemáticos da

câmara escura ao filósofo grego Aristóteles que viveu nos anos 400 AC. Mas, quem melhor descreveu, durante a Renascença, a câmara escura foi Leonardo da Vinci (1452/1519), que faria significativas observações científicas em seu livro de notas, divulgado apenas no século XVIII. Leonardo da Vinci, além de descobrir que era possível visualizar a imagem de um objeto sobre uma superfície plana através da utilização de uma câmara escura e um pequeno orifício mostrou que esta imagem se formava invertida de cima para baixo e quanto menor o orifício, maior a definição da imagem. Embora o fenômeno da câmara escura fosse conhecido na Europa desde o século XIII, não havia qualquer aplicação prática para ele. Isso só aconteceu quando à máxima da reprodução das imagens da natureza passou a ser uma preocupação corrente entre os artistas. O que se vê, durante e após o século XVI, é o desenvolvimento de câmaras escuras servindo para auxiliar os artistas no registro das imagens. A primeira fotografia a ser considerada como tal, ou seja, uma imagem inalterável, produzida pela ação direta da luz, foi feita por Joseph Nicéphore Niepce. Após dez anos de experiências, 1826, ele conseguiu enfim reproduzir a vista da janela de sua casa. Para isso, usou uma exposição que durou oito horas. Apesar da grande importância do feito de Niepce para a fotografia, seu sistema era inadequado para fotografia comum. Descoberta decisiva veio em 1835, quando Louis Daguerre guardou por descuido
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uma chapa revestida com prata e sensibilizada com iodeto de prata, em um armário. Ao abri-lo, no dia seguinte, encontrou sobre a chapa uma imagem revelada. Com a venda de sua descoberta para o governo francês, não pararam de surgir os aperfeiçoamentos. Foi um inglês, Fox Talbot, que inventou, por volta de 1840, o primeiro sistema simples para produção de um número indeterminado de cópias a partir da chapa exposta. Desta forma, surgirá às verdadeiras bases para o desenvolvimento da fotografia. Em 1851, a calotipia, método de Talbot, foi substituído pelo processo de colódio úmido, inventado por Frederick Scott. Com esse sistema, nasceu à fotografia temática, área na qual se destacam a fotos feitas por Roger Fenton durante a Guerra da Criméia e por Mathew Brady na Guerra de Secessão nos Estados. No final da década de 70, a própria chapa úmida tornou-se obsoleta. Assim, deu lugar a chapa de gelatina, inventada por Richard Maddox. Não havia mais necessidade de untar as chapas antes da exposição ou de revelá-las imediatamente depois. A chapa seca de gelatina simplificou a técnica fotográfica e revolucionou o desenho das câmeras, reduzindo o equipamento ao mínimo indispensável usado até hoje. Nas duas décadas seguintes, o mercado foi invadido por câmeras de todos os tamanhos e formatos.

A Descoberta da Fotografia no Brasil Hércules Florence francês de Nice chegou ao Brasil em 1824. Durante quase 50 anos, viveu na vila de São Carlos, Campinas, interior de São Paulo. Morreu em 1879, depois de dedicar sua vida a várias invenções. Isolado e desconhecendo o que realizaram seus contemporâneos europeus, Niépce, Daguerre e Talbot, Florence obteve a impressão fotográfica em 1832, reproduzia imagens pela luz do sol. No ano, seguinte, Florence fabricou sua própria câmera escura, cujo funcionamento já conhecia, utilizando uma lente de óculos no lugar do orifício, e um espelho dentro da câmera. Como matéria sensível, usou um papel sensibilizado com nitrato de prata. Florence deixou este conjunto sobre a cadeira durante horas, conseguindo registrar a imagem da janela para a qual a câmera estava direcionada. Descobriu-se que ele, também, conseguia reproduzir, em séries, diplomas maçônicos e rótulos de produtos farmacêuticos. Outra invenção dada a Florence é a
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palavra photographie, tradicionalmente atribuída ao astrônomo e químico inglês John Herschell, que só teria adotado em 1839/1840. O Surgimento da Fotografia Digital A fotografia digital, como todas as novas tecnologias, é embrionária da Guerra Fria, mais especificamente no programa espacial norte-americano. As primeiras imagens sem filme registraram a superfície de Marte e foram capturadas por uma câmera de televisão a bordo da sonda Mariner 4, em 1965. Eram 22 imagens em preto e branco de apenas 0,04 megapixels, mas que levaram quatro dias para chegar à Terra. O CCD, primeiro tipo de sensor usado na fotografia digital, foi inventado em 1969, nos laboratórios Bell. A primeira versão comercial chegaria ao mercado em 1973, obra da Fairchild Imaging. Batizado de 201ADC capturava imagens de 0,01 megapixels. Em 1975, a Kodak apresentaria o primeiro protótipo de uma câmera sem filme baseada no sensor CCD da Fairchild. O equipamento pesava quatro quilos e gravava as imagens de 0,01 megapixels em fita cassete – uma a cada 23 segundos! No ano seguinte, a própria Fairchild, por sua vez, colocaria no mercado sua câmera de CCD, a MV-101 – o primeiro modelo comercial da história. A primeira câmera digital seria a Fairchild All-Sky Camera, um experimento construído na Universidade de Calgary, no Canadá, a partir do sensor 201ADC mencionado acima. Diferente de todos os outros projetos de astrofotografia da época, quase todos baseados nesse mesmo sensor, a All-Sky tinha um microcomputador Zilog Mcz1/25 para processar as imagens acopladas, o que lhe renderia o título de “digital”. Apesar do pioneirismo da Kodak e da Fairchild, quem daria às câmeras sem filme (ainda não digitais) o status de produto de consumo seria a Sony, que em 1981 anunciaria sua primeira Mavica, com preço estimado em US$ 12 mil. O protótipo, de 0,3 megapixels, armazenava até 50 fotos coloridas nos inovadores Mavipaks, disquetes de 2 polegadas precursores dos de 3½ atuais, também inventados pela Sony. Suas imagens, entretanto, eram similares às imagens televisivas estáticas. Fonte: Escola Focus de Fotografia – Profº Enio Leite

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A Luz A luz é indispensável à fotografia. A própria palavra “fotografia” deriva de dois vocábulos gregos que significam “escritas com luz”. A luz é responsável pela criação de situações que despertam emoções diferentes. Cabe ao fotógrafo ter paciência, atenção e sensibilidade para captar estas situações e eternizá-las através da fotografia. Muitas vezes o sentimento envolvido numa situação não é captado pela câmera e, por isso, o fotógrafo se decepciona com o resultado. Para fazermos uma bela foto devemos procurar registrar, com emoção e beleza, um instante, uma luz, uma cor. Desta forma, o equipamento não necessariamente precisa ser sofisticado para fazermos uma bela foto, sendo perfeitamente possível fazermos ótimas fotos com máquinas simples. A vantagem das câmeras mais sofisticadas é que estas possuem recursos que permitem trabalhar mais a foto, como, por exemplo, adaptar acessórios que possibilitam criar efeitos desejados, ampliando, desta forma, as possibilidades do fotógrafo. Começaremos a estudar a luz. Seu conhecimento é muito importante para o aluno entender o funcionamento da câmera, tirando o máximo de proveito da luz em suas fotos. A luz é uma forma de energia, sendo o sol a sua fonte principal. Para fotografia existem outras fontes de luz (artificiais) criadas pelo homem como as lâmpadas e o flash. A luz se espalha pelo espaço em ondas eletromagnéticas. A energia luminosa vibra em intervalos regulares desde a fonte até chegar aos nossos olhos. No entanto, a luz é percebida por nossos olhos quando atinge um objeto. O que vemos é a reflexão da luz sobre este objeto. É essa a mesma luz que a câmera fotográfica irá captar. Os diferentes comprimentos de onda que a luz pode apresentar compõem o que chamamos de espectro eletromagnético luminoso. A luz é composta por ondas de diversos comprimentos e freqüências. Os olhos humanos não são capazes de captar todo espectro luminoso. Enxergamos apenas uma faixa de ondas compreendida entre 4000 e 7000 angstrons ou de 400 e 700 milimicrons. Abaixo desta freqüência de ondas, encontram-se os raios ultravioletas, os raios x e os raios gama; acima desta estão os raios infravermelhos e as ondas hertzianas (radar, rádio e televisão).

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TIPOS DE FONTE DE LUZ Existem três tipos de fontes de luz: fonte de luz reduzida, média e extensa.Estudaremos cada um deles a partir de agora. ■ Fonte de luz reduzida – produz fortemente uma iluminação e

direcional

sombras com contornos bem definidos. A fonte reduzida

mais comum é o sol. Outras fontes do mesmo tipo são o flash direto, lâmpadas de

incandescência (domésticas) e photo floods. Devido ao fato de produzir sombras fortes e bem definidas tanto sobre os próprios objetos, quanto nas imediações. O registro das imagens com este tipo de fonte tende a ser um tanto complicado. As partes mais brilhantes são pequenas e muito intensamente iluminadas; a divisão entre as áreas claras e as de sombra é abrupta sem diferenciação gradual de tonalidades que confere a sensação de profundidade aos objetos. Contudo, a fonte reduzida apresenta algumas vantagens e é ideal para determinados tipos de fotografia. Objetos simples e pequenos – como caixas e embalagens, por exemplo – que iluminados de outra maneira poderiam parecer
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desinteressantes na imagem fotográfica, ganham boa saturação de cor e têm sua textura fina enfatizada quando é utilizado este tipo de fonte de luz. Outra vantagem é que a iluminação por fonte reduzida pode ser projetada a distâncias consideráveis, com perda relativamente pequena de intensidade e, além disso, sua distribuição é de fácil controle. Por isso, esse tipo de fonte é muito utilizado em estúdios profissionais. A fonte reduzida permite a criação de certos efeitos de iluminação cuja exploração pelo fotógrafo pode resultar em fotos interessantes. Com ela é possível obter um arco-íris na água da chuva ou de um chafariz; os pontos de luz só ganham brilho e definição na imagem se iluminados por uma fonte reduzida. Devido as suas características - de formar sombras de contornos bem definidos e enfatizar todos os detalhes dos objetos - as fontes reduzidas nem sempre resultam nas melhores fotos, notadamente quando se trata de pessoas. Na praia, por exemplo, a luz forte dirigida pelo sol põe em relevo todas as peculiaridades dos rostos das pessoas: qualquer ruga aparece mais aprofundada; o nariz projeta sua sombra sobre o restante do rosto; as cores são muito saturadas tornando evidentes, até mesmo, pequenas alterações no tom da pele; se a pessoa está suando um pouco, isso aparece com destaque na foto; as superfícies do corpo ganham limites demasiadamente definidos, ao contrário de suas curvaturas que tendem a desaparecer. Para contornar essas dificuldades, a solução mais indicada é a transformação da fonte reduzida em fonte de luz média. No exemplo da praia, isso se corrige de diversas maneiras dependendo da situação. Um guarda-sol, que coloque as pessoas na sombra elimina a luz direta, permitindo que a iluminação seja proporcionada apenas pela luz refletida na areia ou em outros objetos. A sombra de uma árvore, ou de um edifício, funciona da mesma forma. Não havendo esta possibilidade será necessário esperar até que uma nuvem recubra o sol, ou que a iluminação se abrande – o que ocorre quando o Sol é mais fraco – no inicio da manhã ou na final de tarde. ■ Fonte de luz extensa – pode ser caracterizada por quase não produzir sombra sobre os objetos ou chão - a luz que incide sobre o motivo vem de quase todas as direções, alcançando uniformemente as suas partes. O exemplo mais comum de luz extensa é o céu nublado. Outras fontes do mesmo tipo são ambientes amplos como um supermercado iluminado por um grande nº de lâmpadas fluorescentes, muitas
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vezes o mesmo ocorre quando usamos uma luz de flash rebatida para iluminar uma cena. O que determina a fonte extensa é que se tipo de

sombra

produz,

diminuindo a saturação das cores e a diferenciação entre detalhes finos do motivo. A grande vantagem da fonte de luz extensa é sua

simplicidade e seu efeito unificador. O motivo principal não se destaca tão bem de suas cercanias, mas em compensação, seus detalhes não são exibidos com tanta força, como, quando se emprega luz direcional. A iluminação por fonte extensa apresenta algumas desvantagens para certos tipos de motivos a serem fotografados. Tratando-se de objeto lustroso, por exemplo, a sensação de volume é dada pela fronteira de região de maior brilho. Mas a luz difusa faz a zona de brilho tomar todo objeto conseqüentemente às fronteiras quase desaparecem,

especialmente se sua cor for clara. O mesmo ocorre quando o motivo é um objeto fosco – neste caso a textura e o volume são dados pelos limites das sombras – e, como na fonte de luz extensa esse limite é muito pouco definido, o resultado é uma imagem quase sem textura e sentido de profundidade. ■ Fonte de luz média – entre os extremos da fonte reduzida, que produz iluminação direcional, e da fonte extensa cuja luz é difusa, situa-se toda uma gama de condições de iluminação produzindo intermediárias, fontes de luz

médias. Elas são convenientes para registrar a grande maioria dos motivos que se

apresentam para o fotógrafo,
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pois combinam as principais virtudes das fontes reduzidas (como boa textura e saturação de cores) e das fontes extensas (simplificação de formas) e consegue criar uma agradável sensação de profundidade, forma e escala. Apesar de alguns objetos muito simples, pequenos ou de cores pálidas necessitarem da intensidade proporcionada pela luz direcional e de cenas muito complexas ficarem melhor se fotografadas com luz difusa, a maior parte dos motivos possuem características ideais para a utilização da fonte média. Qualquer fonte que não seja direcional nem difusa é classificada como média. Uma maneira de reconhecer uma fonte de luz média é pelas sombras que produz – um pouco menos profundas e de bordas menos definidas, que as projetadas por iluminação direta. A fonte média proporciona uma excelente definição de forma; as zonas de brilho são definidas o suficiente para que sejam vistas com clareza. Como resultado, as cores não perdem tanta saturação, o que ocorre quando a fonte é extensa. Em objetos lustrosos a fonte média produz imagens de aparência agradável quando se fotografam objetos arredondados com algum brilho. Já nos objetos de superfície fosca, a fronteira entre as áreas luminosas e as de sombras é muito importante na transmissão da informação a respeito da forma e textura de objetos foscos e a iluminação média produz fronteiras bem definidas, apesar de graduais. É por isso, a maneira ideal de iluminar tais motivos. O sol somente funciona como fonte de luz média, quando, uma nuvem venha desempenhar o papel de um refletor gigante para os seus raios. A fonte de luz reduzida (sol) pode ser modificada de modo a agir como fonte de luz média: basta bloquear os raios de sol com algum anteparo ou iluminar o motivo com a luz proveniente de alguma superfície refletora que produza sombras com bordas suaves. Outro exemplo clássico, de fonte média, é a luz do dia proveniente de alguma janela iluminando o ambiente e o motivo a ser fotografado.

Posição da fonte de luz O ângulo de incidência de luz sobre o motivo fotografado é tão importante quanto às dimensões da fonte de luz. A posição da fonte de luz tem dois efeitos diferentes: um subjetivo referente às conotações emocionais que lhe são associadas. Um exemplo, um rosto iluminado por debaixo tem, definitivamente um aspecto sinistro. Outro efeito é objetivo, relativo à informação transmitida pela

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imagem; a mudança de posição da fonte de luz altera as regiões de luz e de sombra modificando a imagem. Tratando-se de objetos brilhantes, por exemplo, a área de fronteira entre a zona iluminada e a de sombra é que revela sua forma e textura. A posição das áreas claras da imagem depende da posição da fonte de luz. Um objeto redondo, por exemplo, vai sempre apresentar alguma área clara em sua superfície; já um motivo plano pode perder claridade de acordo com o ângulo de iluminação. A maioria dos objetos, porém, é composto de superfícies planas e curvas, o que pode ser usado pelo fotógrafo para evidenciar, pela iluminação, este ou aquele detalhe. O ângulo de iluminação determina a maneira como as sombras se distribuem na superfície do objeto, dando maior ou menor impressão de profundidade e textura . Cada posição de fonte de luz resulta em tipos diferentes de fotografia. Iluminação lateral – em fotos arquitetônicas, quando se deseja realçar a textura de uma parede, convém esperar até que a luz incida lateralmente para que a sombra de suas irregularidades se projete sobre sua própria superfície. O uso de iluminação lateral resulta no mesmo efeito em retratos. É caracterizada por destacar a textura, profundidade e a forma. Iluminação semilateral – quando a iluminação se dá em ângulo intermediário entre o lateral e o frontal, as bordas das sombras ficam bem visíveis na imagem, mas as áreas iluminadas são bem mais amplas do que na iluminação lateral. Por isso, o ângulo semilateral é usado nos mais variados tipos de fotografia. Iluminação frontal – na iluminação frontal não resta quase nenhuma área de sombra, e as bordas das áreas escurecidas ficam praticamente fora de vista. Com isso a imagem quase não apresenta textura, apesar de ganhar na saturação das cores. A iluminação é a que decorre, por exemplo, do uso do flash direto montado na câmera; os fotógrafos que trabalham na área de imprensa usam muito este tipo de iluminação, é mais simples de conseguir bons resultados nas condições que são obrigados a trabalhar. Iluminação superior – um tipo muito comum de iluminação acontece quando a fonte se encontra acima do objeto. É o que ocorre na maioria das fotos feitas a luz do dia. Trata-se de fato, do mesmo ângulo realizado na iluminação lateral, no entanto há uma diferença no efeito produzido. O rosto humano não é favorecido pela luz vinda de cima, que escurece os olhos e os maxilares, iluminando o nariz e a
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testa. Um modo de contornar esse problema é fazer com que a luz deixe de incidir apenas de cima. Isso se consegue rebatendo a luz em alguma superfície, como por exemplo, uma folha de cartolina branca para que a luz refletida ilumine o rosto da pessoa. Outra solução consiste em situar o rosto a sombra com algum anteparo. Iluminação de fundo – nesse tipo de iluminação, a fonte de luz se situa atrás do motivo. Com isso a parte do objeto voltada para câmera resulta escurecida, e a área iluminada se restringe a suas bordas. O efeito assim obtido pode ser muito interessante, especialmente com objetos que refletem pouca luz.

TIPOS DE CAMERAS E SEU MANUSEIO COMPACTAS – alguns modelos possuem duas aberturas: sol (abertura pequena) e nublado (abertura grande), outros modelos possuem apenas uma abertura e hoje já se encontram modelos sofisticados dotadas de zoom, rebobinamento e transporte, do filme, automático, flash com redução de olhos vermelhos, etc... . A câmera
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compacta possui velocidade de obturador e abertura de diafragma fixo. Geralmente velocidade 1/125 e diafragma f/5.6. A lente é ajustada para perfeita focalização normalmente a partir de 1,20m. Assim, mantenha esta distância mínima do assunto a ser fotografado, pois distâncias menores resultarão em fotos fora de foco. Nas câmeras compactas o visor é separado da objetiva. Este visor é usado para o enquadramento e o ângulo abrangido, pelo o mesmo, não é fiel a imagem captada pela lente. Tal diferença dá-se o nome de erro de paralaxe, é preciso, portanto, deixar margem de segurança acima, abaixo e nas laterais do assunto para se evitar cortes indesejados no ato de fotografar. Não se esqueça de observar as condições de luz. Não devemos fotografar em situações de contra a luz com câmeras compactas e também sob ação de luz artificial, em ambos os casos o resultado não seria satisfatório. Portanto, em

ambientes fechados utilize o auxilio do flash. MONOREFLEX – tradução do inglês SLR (Single Lens Reflex), esse tipo de câmera é dividido em duas categorias. As mecânicas – nas quais o fotógrafo tem total controle das regulagens de funcionamento – e as eletrônicas, que fazem tudo que as manuais permitem além de oferecer avançadas

programações

mais

como, motordrive, opções de fotometria, entre outras. As objetivas são intercambiáveis. Usam filmes de tamanho 35mm. São ideais para fotojornalismo, cobertura de eventos, fotos sociais, entre diversas finalidades.

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CÂMERAS DIGITAIS O grande diferencial deste equipamento é dispensar o uso de filmes convencionais, nos dias de hoje já existem dois tipos de sistemas de captação de imagens que equipam as câmeras digitais. O pioneiro deles é o sistema CCD (Chaged Coupled Devide, ou dispositivo de carregamento acoplado) que possui um sensor responsável luminosos), por capturar os photons uma carga (impulsos elétrica

convertê-los

em

contendo as informações da imagem e transferi-los para um conversor do sistema. Os sensores CMOS (Completary Metal Oxide semiconductor, ou metal óxido semicondutor complementar) até pouco tempo eram considerados uma opção de baixa qualidade e baixo custo usados somente para modelos de web. A Cannon desenvolveu uma tecnologia que ampliou a qualidade de imagem do sistema em comparação aos antigos sensores. A grande vantagem deste sistema é a possibilidade de se fabricar câmeras digitais bem menores que as com CCD. Além disso, CMOS consome até dez vezes menos energia (o que representa economia com recarga de bateria) e o custo de produção industrial também é bem menor – o que torna bem mais barata as câmeras digitais feitas por este tipo de sensor. MUNDO DIGITAL Bitmap – é o mapa de bits em que o arquivo de imagem é definido por pixels que formam um padrão. Escaner – equipamento eletrônico que faz varredura de imagens e transformando as em bits, o que torna possível transferi – la para o computador. Formatos de arquivo – Há cinco formatos de arquivos mais usados para imagem digital. O GIF (sigla de Graphics Intchance Format) é formato de 8 bits (256 cores) muito popular na internet em animações mas não muito indicado para fotos devido a limitação de cor. O JPEG (sigla de Joint Photographics Experts Group) é um formato também muito usado na internet devido a boa taxa de compactação em 24 bits (16,7 milhões de cores). Permite escolher a taxa de compactação dos dados da imagem (quanto mais compactado, menor a qualidade). O TIFF (sigla de Tagged Image File
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Format) é um formato muito versátil e popular, sendo bastante usado em mídia impressa em geral. O BMP (sigla de BitMap) é formato criado pelo windows que armazena dados sem compactar a imagem. Pode ser lido em quase todos os programas que rodam sob windows. Modos de cor – Há duas formas de paletas de cor para uma imagem digital. RGB (sigla de Red, Green e Blue), que é visto nos monitores de computador e das próprias cameras digitais – no sistema RGB as cores são resultado da intensidade atribuída a cada pixel. A outra forma é o CMYK (pronuncia-se cemik) que define Ciano, Magenta, Amarelo (yellow) e Preto (black). Este sistema baseia-se na absorção de luz da tinta impressa no papel no papel, ou seja, uma câmera digital capta uma imagem em RGB e quando você a vê impressa em uma revista,as cores são compostas em CMYK. Photoshop – Programa criado pela Adobe e hoje é o mais utilizado para manipulação da imagem. Pixel – É a unidade de medida da imagem digital. Dessa forma, se uma imagem possui a resolução de 2240 X 1680, isso significa que ela possui aproximadamente 3,7 milhões de pixels. Na prática, o nº de pixels significa o tamanho máximo que sua fotografia poderá ter. Os megapixels indicam quantos milhões de pixels a câmera pode armazenar por fotografia capturada. Ppi – É a sigla de pixels per inch, ou pixels por polegada. Trata-se da informação contida no arquivo digital, que indica o tamanho da imagem em relação ao nº de pixels, ou seja, quanto maior o valor de ppi menor as dimensões da imagem. Por exemplo, se uma imagem possui 100 ppi e for alterada para 200, suas dimensões serão reduzidas pela metade. O valor em ppi ideal para uma imagem que vai ser ampliada por dispositivos de saída como, impressoras, ploters e até mesmo mini labs, é de 300 ppi. Isto se dá porque estes equipamentos são calibrados para os mesmos 300 ppi. Quando essa imagem é impressa, o pixel se transforma em ponto fisicamente visível, passando então a ser definida em dpi (pontos por polegada). É comum considerar ppi e dpi a mesma coisa, mas os conceitos são diferentes.

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Shutter lag – ou tempo de resposta do disparador Esta é uma especificação que você não verá no material promocional de nenhuma câmera. Ela significa o tempo decorrido entre cada vez que você aperta o disparador da máquina e o momento no qual a fotografia é registrada de fato. Para descobrir isso, você terá de ler uma reportagem analítica sobre o modelo ou experimentar você mesmo. O Raw É a forma com a qual os sensores das câmeras digitais arquivam as imagens; estas são codificadas exatamente com todas as informações "cruas" capturadas pela câmera, sem que se aplique nenhum dos parâmetros de filtragem, balanço de branco, nitidez ou mesmo cores escolhidos pelo fotógrafo; os únicos itens que são incorporados à imagem são aqueles básicos para que uma foto exista, ou seja, ISO, abertura do diafragma e velocidade. Todos os outros atributos definidos na câmera digital na hora da captura são gravados como metadados e anexados (mas não incorporados) à imagem; é necessário então um programa que processe estes dados, faça a interpolação dos pixels para que as cores se formem, interprete e aplique aqueles parâmetros que o fotógrafo definiu na hora do clic.

Nitidez Todas as imagens digitais precisam de um filtro de nitidez e a quantidade necessária depende sempre do tipo de uso que a imagem vai ter e do tamanho final da saída. Para a maioria dos usos, a melhor estratégia é usar pouquíssimo ou nenhum sharpen durante a captura ou a digitalização. Sharpening é uma arte que depende de estudo e prática. Existem muitas opiniões, por vezes discordantes, acerca do melhor método de aplicar ou restaurar a nitidez da imagem. O mais recomendado costuma ser: aplicar um ligeiro ganho de nitidez na entrada do arquivo, seguido por um sharpen localizado e, se necessário, um sharpen de saída ou impressão. O sharpening deve ser a etapa final do tratamento, pois as alterações de tamanho e de contraste afetam diretamente a nitidez da imagem. A melhor forma de avaliar a eficácia e qualidade do seu sharpening é a visualização em 100% no monitor, ou fazendo-se um print digital. O método mais comum é o de se usar o filtro “unsharp mask” (com configurações de valores mais altos para arquivos com maior resolução) do Photoshop, mas outros métodos de sharpening, incluindo o uso de plugins,
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scripts e actions para o Photoshop podem ser muito úteis. Oversharpening (excesso de nitidez) costuma criar halos óbvios em volta das bordas de contraste da imagem, e deve ser evitado a todo custo.

Poder de resolução A capacidade que o filme ou sensor tem de separar ou distinguir detalhes é que chamamos de poder de resolução. Cenas com luz dura (alto contraste) possibilitam maior poder de resolução do que as de luz suave (baixo contraste), o que podemos perceber até pela nossa própria visão. A qualidade óptica das objetivas utilizadas e dos sensores são fatores determinantes neste processo.

Latitude O limite dentro do qual um filme pode ser superexposto e ainda manter detalhamento nas altas luzes e ser subexposto e ainda manter detalhamento nas baixas luzes é a indicação de sua latitude de exposição. Os sensores das digitais não possuem tolerâncias para superexposição e nem para subespoxição.

Observações a serem consideradas na fotografia digital

10Mp reflex _______________________3888 X 2592____137,16 X 91,44cm 8Mp reflex________________________ 3456 X 2304____121,92 X 81,28cm 6Mp reflex________________________ 3110 X 2074____ 109,71 X 73,16cm 6Mp comp.________________________2831 X 2123 ____ 99,87 X 74,90cm 3Mp comp.________________________2048 X 1536 ____ 72,25 X 54,19cm Negativos _______________________ 36mm X 24mm______ r = 1,5 Sensores SRLD(Cannon)____________22,7mm X 15,1mm____r = 1,6 Sensores SRLD(Nikon)_____________ 23,7mm X 15,6mm____r = 1,5 Compactas________________________8,8mm X 6,6mm_____r= 1,33 Os sensores sofrem mais efeitos da difração do que nos filmes. As máquinas digitais possuem um filtro na frente do que melhora a imagem em diversos aspectos, chamado lowpass, mas as mesmas perdem nitidez.

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Os diversos sensores e suas diemensões:

Nikon APS-C 23,7 X 15,6 mm

MODOS DE CAPTURA Modo Retrato – Ideal para retratos, se caracteriza por uma grande abertura de diafragma com o intuito de desfocar o fundo da cena, dando assim um maior destaque à pessoa ou objeto fotografado em primeiro plano. Modo Paisagem – esse modo privilegia a grande profundidade de campo e é ideal para fazer fotos de objetos distantes, como paisagens. Por usar pequenas aberturas, a velocidade acaba sendo ajustada para valores mais baixos. É conveniente apoiar a câmara se condições de luz não forem adequadas. Modo Esporte/Ação – ideal para fotografar objetos que se movem em velocidade, assim como esportes.
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Modo Cena Noturna – dispara o flash para iluminar objetos próximos da câmera, mas usa um longo tempo de exposição para captar luz ambiente, sendo indispensável o uso do tripé.

Modo Prioridade de Abertura – permite que o usuário ajuste o valor da abertura do diafragma e a câmera determina a melhor velocidade para exposição correta.

Modo Prioridade de velocidade – nesse modo você ajusta à velocidade do obturador e a câmera a abertura do diafragma.

Modo Macro – faz ajustes necessários para fotografias macros. A câmera pode ser aproximada até poucos centímetros do objeto.

Modo Automático/Programa – nesta posição é câmera que decide a abertura do diafragma e a velocidade do obturador. Permite o uso opcional do flash.

Modo Manual – os ajustes da câmera ficam por conta do usuário, podendo optar pelo sistema de foco manual ou autofocus.

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MODOS DE FLASH

O flash dispara quando a cena não possui luz suficiente para realização da foto.

Flash automático com redução de olhos vermelhos.

O flash dispara em qualquer circunstância.

O flash não dispara em hipótese alguma.

BALANÇO DE BRANCO Talvez você já tenha percebido tirando fotos que, algumas vezes, as imagens ficam com um tom laranja, azul, amarelo. Isto se deve às diferentes

"temperaturas de cor" das fontes de luz. Ao contrário de nós, que

podemos julgar o que é branco em diferentes situações de luz, as

câmeras digitais encontram grande dificuldade ao fazê-lo.

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A TEMPERATURA DA COR As fontes luminosas possuem diferentes proporções de luz verde, vermelha ou azul. Por exemplo: a luz do Sol, ao meio – dia, possui 33% de azul, 34% de verde e 33% de vermelho. Já uma lâmpada photoflood, luz utilizada para iluminação de cinema e fotografia, possui 21% de azul, 34% de verde e 45% de vermelho. O olho humano se adapta muito facilmente às diferentes fontes luminosas, sem perceber a variação dos tons verde, vermelho ou azul. Por outro lado, nos filmes, nas fotos e nos vídeos essa diferença na tonalidade das cores é visível. Para avaliar corretamente a quantidade de luz verde, azul e vermelha das fontes luminosas utiliza-se a temperatura da cor, que é medida em graus kelvin (ºk). Quanto mais alto for o valor da temperatura da cor, mais azulada será a luz; por outro lado, à medida que a temperatura da luz diminui, aumenta a quantidade de luz vermelha. A tabela a seguir indica os valores para a temperatura da cor das principais fontes luminosas.

Luz de vela Lâmpada de tungstênio (luz doméstica) 40 w Lâmpada de tungstênio 100 w Lâmpada halogênica Photoflood Luz do Sol 1 h depois de nascer Luz do Sol antes do pôr- do- Sol Lâmpada de flash normal Lâmpada fluorescente branca Lâmpada fluorescente (luz do dia) Luz do Sol ao meio – dia, sem nuvens Céu nublado ou chuvoso Céu claro com poucas nuvens Céu claro sem nuvens

1 800 ºK 2 650 ºK 2 900 ºK 3 200 °K 3 400 ºK 3 800 ºK 3 800 ºK 4 000 ºK 4 200 ºk 6 500 ºK 5 500 ºK 7 000 ºK 8 000 ºK 10 000 °K

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SENSIBILIDADE FOTOGRÁFICA A sigla ISO se refere a International Standards Organization, entidade que, entre outras atribuições, determina alguns padrões mundiais para o mercado fotográfico. Quando mencionamos as configurações ISO de uma câmera, estamos falando de formas de ajustar a sensibilidade que o aparelho tem à luz. Os números ISO adotados pelas câmeras digitais são os mesmos das câmeras convencionais de filme de 35 mm. Um número baixo, como ISO 100, significa baixa sensibilidade à luz, enquanto um mais alto, como 400, indica maior sensibilidade. Cada vez que dobramos o ISO, reduzimos pela metade a quantidade de luz necessária para registrar a imagem, e vice-versa. No caso das câmeras convencionais, o ISO em geral deve ser configurado de forma correspondente ao filme que utilizamos. Já nas câmeras digitais, como não há filme, o ISO pode ser escolhido a cada foto, conforme as condições de luminosidade. Porém, cada modelo de câmera digital é capaz de operar dentro de uma faixa de ISO fixa. Para assegurar um mínimo de flexibilidade, escolha uma câmera capaz de operar com ISO 100 a 400, o que é comum na maioria dos modelos simples. Caso opte por câmeras mais sofisticadas, provavelmente encontrará uma capacidade maior, como ISO 800 ou 1600. De toda forma, você utilizará números baixos de ISO na maioria de suas fotos, isso porque os resultados são imagens mais nítidas e com menos sujeira. Valores mais altos de ISO servirão para fotografias tiradas à noite ou em situações de baixa luminosidade - mas esteja preparado para lidar com uma quantidade maior de ruído digital nas imagens.

ISO lentos (abaixo de 100). São ideais para grandes ampliações, para dias ensolarados e para fotos feitas em estúdio. Oferecem alta definição de imagem e excelente saturação de cores. Os mais comuns são de ISO 25, 50 e 64.

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ISO médios (100 a 200). São usados em situações de boa luminosidade – seja em fotos do dia-a-dia e registros familiares – em assuntos relacionados à natureza e até mesmo estúdio. Combinam velocidade de disparo razoável com ótima nitidez e boa reprodução de imagem.

ISO rápidos (de 400 a 800). São indicados para dias nublados, ambientes internos, esportes e ação. Dependendo do tamanho da ampliação gera uma granulação média e boa saturação de cores.

ISO ultra-rápidos (superior a 800). Indispensáveis para situações com pouca iluminação, como fotos noturnas, shows, museus, teatros e são muito úteis em situações em que o fotógrafo não pode fazer uso do flash. Os piores inimigos do filme são condições de umidade e temperatura. Se o tempo estiver quente e úmido, proteja seus filmes da melhor maneira possível. Não os deixe sob a luz direta do sol, no porta luvas do carro ou em outros lugares igualmente quentes. Procure trocar os filmes à sombra, para evitar manchas devido à luz do sol.

ZOOM DIGITAL Embora os fabricantes insistam em fazer propaganda deste recurso, é recomendado que você ignore o zoom digital. Simplesmente esqueça-o. A razão é que o zoom digital significa expandir a capacidade de ampliação oferecida pelas lentes da câmera por meio do simples aumento eletrônico dos pixels da imagem capturada. Traduzindo, o zoom digital é o mesmo que usar a função recortar (crop) em um editor de imagens como o Photoshop. Quase todas as câmeras oferecem a possibilidade de desabilitar o zoom digital em seu menu de configurações. A OBJETIVA Um conjunto de elementos ópticos (lentes) com a função de concentrar e direcionar os raios luminosos para uma única direção. São tratadas por suas distâncias focais e sua luminosidade.
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Dispositivos: 1 Anel de focalização (métrico) – faz com que os elementos ópticos se movam para frente ou para trás buscando o melhor foco. 2 Escala de profundidade de campo – indica a distância dentro da qual os objetos se encontram razoavelmente nítidos. Tanto atrás, quanto na frente. 3 Anel de diafragmas – responsável pela seqüência de abertura ou números f/ do diafragma.

Quanto à luminosidade A luminosidade consiste na quantidade de luz que pode penetrar numa objetiva. Esta quantidade é limitada e controlada por meio de uma abertura,

convencionalmente denominada diafragma. A quantidade máxima de luz que uma objetiva permite passar é igual a maior abertura produzida pelo diafragma. A partir da máxima abertura é feita uma escala que origina toda série de diafragmas ou números f existentes em uma objetiva. Quanto a distancia focal Distância focal é a medida entre o centro óptico da objetiva focalizada no infinito e o plano do filme ou plano do sensor.

Objetiva normal ou padrão (50mm até 62mm). O ângulo de visão, perspectiva e tamanhos dos objetos são muito próximo aos da visão humana e, por isso, os motivos são reproduzidos com uma aparência natural e o mínimo de distorção.

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Grande angular (18mm até 35mm). Possui um amplo campo de visão e perspectiva exagerada, que faz com que os objetos de uma cena pareçam estar mais distantes um dos outros, do que realmente estão. As grandes angulares mais usadas são as de 28mm e 35mm. Em especial ambientes fechados, arquitetura, interiores e paisagens são os motivos que mais se beneficiam com o uso desse tipo de objetiva. Tende a diminuir o tamanho dos objetos. TELEOBJETIVAS Se sub dividem em meia teles, tele e superteleobjetivas. A meia tele compreende distâncias focais que variam de 70mm até 135mm, a teleobjetiva compreende uma distância focal acima de 135mm até 500 e as superteleobjetivas possuem distâncias focais acima de 500mm. Oferecem um ângulo de visão mais estreito em relação as normais e as grandes angulares. A perspectiva fica extremamente comprimida fazendo com que os elementos da cena pareçam estar mais perto uns dos outros, e achatados em um único plano. Tendem aumentar o tamanho dos objetos. Obs.: Objetivas com aberturas máximas entre f /1.2 e f /2. São consideradas muito luminosas. Objetivas com aberturas máximas entre f / 2.8 e f /4 são consideradas de média luminosidade para as normais e de grande luminosidade para as teles e meia-teles e Zoom. Objetivas com aberturas a partir de f /5.6, para baixo, são consideradas de pouca luminosidade.

OBJETIVA ZOOM É considerada especial porque tem uma variação de distâncias focais. Na objetiva, além dos controles comuns de diafragmas e focalização, um terceiro anel permite a regulagem da distância focal. A grande vantagem é que por englobar uma série de distâncias focais, a objetiva zoom permite uma grande variedade de

enquadramentos, facilitando o trabalho do fotógrafo. Ex .: 24-50mm; 28-80mm; 80-200mm ........ .

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OLHO DE PEIXE A olho de peixe l8mm ou menos é considerada a objetiva mais exagerada. Sua principal característica é de fornecer um ângulo de visão próximo a 180° tanto vertical quanto horizontalmente comprimindo tudo que houver nesse espaço dentro de um quadro relativamente pequeno.

OBJETIVA MACRO Quando o assunto é close-up de seres da natureza, as objetivas macros são de longe as mais utilizadas. Elas providenciam uma imagem de qualidade excepcional a distâncias de focalização extremamente curtas.

OBEJETIVAS AUTOFOCUS São objetivas que possuem um chip de computador com finalidade de ajustar a focalização de forma automatizada. Elas funcionam de modo parecido às objetivas comuns. A diferença básica é a introdução de um pequeno CPU (Unidade de Processamento Central). No corpo da câmera também existe um CPU que comanda as operações de autofocalização. Estas objetivas também podem ser focalizadas manualmente.

As diversas distâncias focais e seus respectivos campos de visão

DIAFRAGMA É um mecanismo posicionado no interior da objetiva, que permite regular a quantidade de luz que vai percorrer a objetiva pela redução ou aumento do seu
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diâmetro. O ajuste do diafragma consegue-se mediante um anel graduado e rotativo, cujos números se ajustam em oposição a uma marca existente na objetiva. Estes números ou valores de diafragma são determinados por convenção internacional e se encontram nesta escala: f /1.2 ; f /1.4 ; f /2 ; f /2.8 ; f /4 ; f /5.6 ; f /8 ; f /11 ; f /16 ; f /22 . Estes valores não foram escolhidos ao acaso e cada valor representa metade da intensidade luminosa do anterior e dobro do seguinte.

Ex .: f /5.6 representa uma abertura de diafragma que deixa passar o dobro de luz que f /8 e a metade que f /4. Então é fácil compreender que o diafragma controla a quantidade de luz que atinge o filme, independentemente do tempo de exposição. No entanto, essa quantidade de luz não depende apenas do diâmetro do diafragma mais é necessário ter em conta a distância focal da objetiva, pois objetivas de distância focal longa fazem perder a intensidade luminosa à medida que a luz vai penetrando pelo seu interior e pelo corpo da câmera. Em função disto percebe-se que as aberturas dos diafragmas possuem uma relação com a distância focal. Esta relação é matemática e consiste em dividir a distância focal pelo diâmetro da abertura. Então observamos que os diafragmas de valores altos representam menores aberturas, enquanto que diafragmas de valores baixos representam maiores aberturas.

OBTURADOR Determina o tempo de luz que o filme recebe durante a exposição. Pode ser concêntrico ou de plano focal.
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# Concêntrico – é formado por um jogo de lâminas fixas colocadas o mais próximo possível do centro óptico da objetiva. Normalmente à velocidade máxima é de 1/500 seg. # Plano focal – é montado no corpo da câmera e funciona diretamente à frente do filme e o mais próximo possível. Os obturadores de plano focal são usados principalmente nas câmeras mono-reflex, pois protegem o filme entre uma exposição e outra e na troca de objetivas. Existem dois tipos de obturadores de plano-focal: os de cortina de tecido (clássicos) e os de cortina de palheta (mais moderno). Cortina de palheta – se abre no sentido horizontal e possui maior sincronismo de velocidade com o flash. O obturador, na maioria das vezes, fica aberto durante um tempo muito rápido. Estes tempos são geralmente expostos em valores que se dispõem da seguinte maneira: 1/1”;1/ 2”;1/ 4”; 1/ 8”; 1/15”; 1/30”; 1/60”; 1/125”; 1/250”; 1/500”; 1/1000”; 1/2000’..... .

Nesta escala,cada velocidade representa a metade da anterior e o dobro da seguinte..

FOTÔMETRO É instrumento que, tendo por base à sensibilidade do filme, mede a intensidade da luz refletida pelos objetos, permitindo combinações (diafragma x obturador) que correspondem à melhor exposição. O fotômetro possui uma célula fotoelétrica que produz uma corrente proporcional a intensidade da luz que incide sobre ela. Essa corrente é que move o sistema que indica a quantidade de luz da cena. Existem, basicamente, duas maneiras de se fotometrar uma cena. Fazer a medição da luz refletida ou da luz incidente. As leituras por sua vez, podem ser feitas com fotômetros manuais ou fotômetros incorporados as câmeras. Em estudos, concluiu-se que a maioria dos temas fotografados reflete apenas 18% da luz que
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recebe. Então uma escala de tons que vai do preto profundo ao branco máximo apresenta bem no meio um tom de cinza que reflete os exatos 18% de luz. Esta tonalidade de cinza é a mesma calculada pelo fotômetro das mono-reflex. Existem diversos tipos de fotômetros mais, no momento, nos limitaremos a comentar apenas os que fazem leitura TTL (Through The Lens). Os fotômetros embutidos estão limitados a leitura de luz refletida e não incidente. No que se refere à leitura TTL temos três situações básicas: - leitura central; leitura pontual ou spot; leitura multizonal (matricial).

Leitura central – nesse caso a medição da luz é calculada em 75% na região central do visor. A parte periférica da foto tem apenas 25% de participação na medição. Pontual ou spot – tem uma ação restritiva, este sistema concentra 100% da medição de luz em uma área central específica e costuma ser bastante preciso. Multizonal ou matricial – divide a medição em seis partes e descarta automaticamente as externas, que recebem mais ou menos luz.

Escala indicativa de exposição: Correta, sub exposta e super exposta .

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Medida de luz incidente Para determinar a exposição, ao invés de medir a luz refletida por um objeto, pode-se medir a luz que incide sobre ele, utilizando um aparelho com reflexão padrão de 18%, chamado de fotômetro de luz incidente ou de mão. Normalmente, esses fotômetros possuem

hemisfério de plástico branco leitoso, colocado a frente da célula, e que simula a

tridimensionalidade do objeto, captando toda luz que atinge num ângulo de 180º. Para fazer uma medida com fotômetro de luz incidente, é necessário coloca-lo na posição do objeto, com o hemisfério colocado em direção à objetiva da câmera. A medida da luz incidente representa a grande vantagem de não depender do grau de reflexão do objeto, reproduzindo com perfeição a sua escala tonal sem necessidade de correções, como com os fotômetros de luz refletida. As sus desvantagens estão relacionadas ao tempo necessário pra se operar rapidamente em condições adversas, e a incapacidade, às vezes, de se chegar ao assunto que se quer fotometrar. Flash – meters – A luz emitida por um flash é de curtíssima duração, por isso é impossível medir esta luz com um fotômetro comum. Funcionam como se medíssemos com um fotômetro manual de luz incidente. Uma vez ajustado o obturador à velocidade sincronizada do flash e o próprio fotômetro à velocidade do filme, dispara–se o flash por meio de um cabo de sincronização ou por um botão no flash. Portanto, podemos concluir que uma boa fotografia, em termos de luz recebida pelo filme, depende de dois fatores: Diafragma e o Obturador. Sendo assim, uma exposição correta é decorrência desta combinação. Pouca luz = sub exposição, não apresentará detalhes nas baixas luzes (regiões escuras) e produzirá negativo suave. Muita luz = super exposição não apresentará detalhes nas altas luzes (regiões claras) e produzirá negativo denso. Luz correta = o negativo apresentará detalhes tanto nas baixas, quanto nas altas luzes e a densidade se apresentará normal.
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OBS .: não devemos confundir sub exposição ou super exposição com sub revelação ou super revelação. Que pode ser provocada por outras razões.

₪ PROFUNDIDADE DE CAMPO A expressão se refere à região dentro da qual os objetos se encontram razoavelmente nítidos. Tanto atrás, quanto na frente do ponto focalizado. Ou seja, 2/3 fica para além e 1/3 entre o objeto e a câmera. São três os fatores variantes da profundidade de campo: 1º) Fator → abertura do diafragma (quanto menor a abertura maior a profundidade de campo). 2º) Fator → distância métrica do ponto focado em relação a câmera ( se o ponto estiver no infinito sempre haverá uma grande profundidade de campo). 3º) Fator → distância focal da objetiva (quanto menor a distância focal maior a profundidade de campo). 4º) Fator → tamanho do sensor ( quanto menor maior, a Maior a profundidade de campo).

LINGUAGEM FOTOGRÁFICA Ao fotografarmos pessoas objetos ou qualquer assunto estamos registrando nossa opinião sobre o mesmo e também a nossa visão do mundo. A fotografia, assim como a música, a poesia, as artes plásticas, etc., é um meio de expressão do indivíduo, como tal tem linguagem própria e se manifesta pela utilização de elementos que podem ser manipulados por estudo, pesquisa e intuição
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do próprio fotógrafo. Um bom domínio desses elementos, associados às questões técnicas dos equipamentos nos garantirá, quase sempre, a realização da fotografia desejada. A fotografia é a linguagem da imagem que não conhece barreiras lingüísticas ou geográficas, e o seu propósito inicial é a comunicação, compreendendo dois níveis distintos: o nível da execução e o nível da criação. As fotografias são o meio de expressão do fotografo, assim como as palavras são para o escritor. Portanto o fotógrafo deve escolher um campo específico para executar seu trabalho. Cada campo tem seu propósito determinado. Alguns destes propósitos são: A informação – A esta categoria pertencem às fotografias documentais, assim como a maioria das fotografias que vemos em revistas gráficas, nos jornais, nas publicações científicas e também nas que são utilizadas na educação por meios visuais. Seu propósito é educar as pessoas ou permiti – lhes tomar as decisões que acham corretas. A informação intencionada – Com esta, entramos na esfera da fotografia comercial, publicitária ou relacionada com a propaganda política. A finalidade de tais fotografias é dar atrativo ao tema e fazê-lo mais desejável. A meta é vender um produto, um serviço ou uma idéia. A auto - expressão – Um número crescente de pessoas dotadas de talento e sentido criador acha na fotografia um meio de auto – expressão. Quando qualquer tema pode ser fotografado em um número quase ilimitado de formas diferentes, não diminuem as possibilidades daqueles que buscam novas formas de interpretações fotográficas e mais expressivas que lhes permitam compartilhar com os outros sua própria visão do mundo, seus sentimentos, idéias e pensamentos. As categorias citadas acima formam o corpo principal da fotografia moderna. Qualquer fotógrafo seja ele amador ou profissional, pode escolher entre dois planos de trabalho para fotografar os temas. Estes planos são basicamente diferentes: O plano objetivo – é aquele em que o fotógrafo se esforça para reproduzir um fato sem expressar sua opinião pessoal. O tema é mais importante do que a forma que se apresenta. A imaginação pode prejudicar ao invés de ajudar. É a preocupação de apresentar os fatos como eles realmente são, permitindo, para quem os veja, tirar

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suas próprias conclusões e formar sua própria opinião a respeito das coisas que lhes são mostradas. O plano subjetivo – é aquele em que o fotógrafo se esforça para reproduzir o que sente sobre o que vê. Em vez de utilizar a fotografia para registrar fatos, ele trabalha para demonstrar sua opinião ou reação pessoal ante o tema. Aqui, a forma em que se apresenta o tema passa a ser mais importante que próprio tema. Em essência, este é o plano próprio dos artistas, do fotógrafo criador que deve compartilhar sua experiência com os demais e deseja que estes sejam participantes do seu ponto de vista. Uma fotografia pode revelar a personalidade de seu autor, e de um modo geral, esta fotografia se torna mais interessante e estimulante ao dar a quem contempla, uma nova percepção.

COMPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA A capacidade para selecionar e dispor os elementos de uma fotografia depende em grande parte do ponto de vista do fotógrafo. Na verdade, o lugar onde ele decide se colocar para obter uma foto constitui uma de suas decisões mais críticas. Muitas vezes uma alteração, mesmo mínima, do ponto de vista, pode alterar de forma drástica o equilíbrio e a estrutura da foto. Por isso torna-se indispensável andar de um lado para o outro, aproximar-se e afastar-se da cena, colocar-se em um ponto superior ou inferior a ela, a fim de observar o efeito produzido na fotografia por todas essas variações. A composição nada mais é do que a arte de dispor os elementos, do assunto a ser fotografado, da forma que melhor atenda nossos objetivos. Estes elementos incluem planos, linhas, enquadramento, formas, cores, áreas claras e escuras. Os planos determinam o distanciamento da câmera em relação ao objeto fotografado, levando-se em conta a organização dos elementos dentro do enquadramento realizado. Os planos dividem-se em três grupos principais (seguindo-se a nomenclatura cinematográfica). Plano Geral, Plano Médio e Primeiro Plano. Uma mesma fotografia pode conter vários planos, sendo classificada por aquele que é responsável por suas características principais.

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Grande Plano Geral (GPG) – nesse caso, o ambiente é o elemento principal e ocupa a maior parte do quadro. Uma pequena parcela é reservada ao homem. Pode dar sensação de isolamento e esmagamento do cidadão

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Plano Geral (PG) – aqui o ambiente ocupa menor parte do quadro: divide assim, o espaço com o sujeito. Existe uma integração entre eles. Tem grande valor descritivo, situa a ação e situa o homem no ambiente em que ocorre a ação.

Plano Médio (PM) – o fotografado preenche o quadro – os pés sobre a linha inferior, a cabeça encostado na superior do quadro, até mesmo o enquadramento cuja linha inferior corte o sujeito na cintura Os PM são bastante descritivos, diferem dos PG que narram a situação geográfica, porque descrevem a ação e o sujeito.

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Primeiro Plano (PP) – enquadra o sujeito dando destaque ao seu semblante. Sua função principal é registrar a emoção da fisionomia. O PP isola o sujeito do ambiente, portanto, “dirige” a atenção do espectador.

Plano de Detalhe (PD) – isola uma parte do objeto ou do rosto de uma pessoa. Pode chegar a criar formas quase abstratas.

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Portanto para alcançarmos, uma composição fotográfica interessante e equilibrada dependemos de alguns fatores importantes, dentre eles: ∆ Qualidade da luz é a 1ª importância e particular. ∆ Saber escolher as informações para a foto é razão do sucesso da imagem. ∆ Qual o melhor enquadramento? Horizontal ou vertical. ∆ Equilíbrio da imagem (interseção dos terços, chamada pontos de ouro). Baseia-se em proporcionar imagens mais equilibradas e agradáveis visualmente. E, contrariando o que muita gente possa pensar, posicionar o motivo principal fora do centro do quadro, geralmente é a melhor solução. Para aplicar essa técnica é preciso traçar mentalmente duas linhas verticais e duas horizontais, de forma dividir o quadro em nove partes iguais. Feito isso, é só posicionar os elementos importantes da cena, preferencialmente, no terço de cima, no de baixo ou lateral e sobre um dos pontos de interseção das linhas. ∆ Para dar mais destaque ao assunto principal da foto, prefira fundos neutros, como céu, paredes (limpas, de preferência) ou gramados.

Regra dos Terços

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Perspectiva, linhas, grafismo e textura As fotografias são bidimensionais: possuem largura e comprimento, e pra se conseguir o efeito de profundidade é preciso que uma terceira dimensão seja introduzida: a perspectiva. Através da perspectiva, linhas retas e paralelas dão a impressão de convergir, objetos que encobrem parcialmente e a outros dão a sensação de profundidade, e através do distanciamento dos objetos temos a ilusão de parecerem menores. A linha e segundo elemento fundamental da linguagem visual. Ela é que vai fazer que uma composição adquira uma ou outra expressão. Se observarmos o que está a nossa volta, veremos que o nosso cotidiano está impregnado de linhas. As raízes de uma planta, um arco-íris e o próprio horizonte são exemplos de linhas que enxergamos na natureza. Mas as linhas também estão presentes nas formas geométricas, nas artes plásticas, na arquitetura e etc. A textura pode ser considerada um fator de importância em uma fotografia, em virtude de criar uma sensação de tato, em termos visuais, conferindo uma qualidade palpável à forma plana. Ela não só permite determinar a aparência de um objeto, como nos dá uma idéia da sensação que teríamos em contato com ele. Podemos, através da luz, acentuar ou eliminar texturas, a ponto de tornar irreconhecíveis objetos do cotidiano. Nesta foto observamos as linhas e a perspectiva

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Já nesta observamos a presença do grafismo e da textura.

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OBS GERAIS .: » Zoom recomendável : 28 ~ 105, 80 ~ 300 e etc ... . » Em close o olhar é a expressão maior, onde se deve fechar o foco. » Se o maior peso de minha foto estiver na alta luz devemos fotometrar a alta luz e vice-versa. » Fotômetro lê a intensidade da luz ou dose de luz. » As cores possuem uma temperatura. Por exemplo, o fogo, possui colorações avermelhadas, alaranjadas e amareladas. Por este motivo, as cores amarelas, laranjas e vermelhas são consideradas cores quentes. O gelo possui tons azulados, a vegetação tons de verde, etc. Desta forma, as cores azuis, verdes e violetas são consideradas cores frias. E estas propriedades influenciam na tonalidade de uma foto, mesmo que seja em p&b.

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BIBLIOGRAFIA

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Zé Luiz Cavalcanti - Fotógrafo Fone: (98) 8111 6240/ 8804 6662/ 3082 1716 E-mail: zeluizcavalcanti@yahoo.com.br Blog: www.zluizcavalcanti.blogspot.com

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