CALLOU, Dinah; LEITE, Yonne. Iniciação à fonética e a à fonologia.7ed.Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000.

Crisley Siqueira Dias1 No primeiro capitulo Leite e Callou traz em distinção entre fonética e fonologia e destaca seus objetos de estudo, assim definem fonética como estudo dos sons como entidades físico- articulatórias isoladas, procurando descrever os sons e analisar suas particularidades acústicas e perspectivas. Já a fonologia irá estudar os sons do ponto de vista funcional como elemento que integra um sistema lingüístico, mas ambas as disciplinas são interdependentes. Yonne e Dinah trazem informações de Baudovin de Courtenay, que em fins do século XIX foi um dos primeiros a tentar distinguir de modo sistemático o estudo dos elementos de significação ( os fonemas ) daquelas que são resultados da realizações individuais dos falantes ( os fones ou sons da fala), esse estudo deu- se de fisiofonética. Segundo Ferdinand Saussure, a fonética é uma ciência histórica, analisa acontecimentos transformações e se move no tempo, a fonologia se cola fora do tempo, já que o mecanismo da articulação permanece sempre igual a si mesmo. Embora essa concepção esteja distinta das concepções atuais dos dois termos, Callou e Leite afirmam que a distinção entre fonética e a fonologia só foi possível apartir do pensamento saussuriano, pelo uso das noções de língua e fala; forma e substancia; sintagma e paradigma. É somente com os trabalhos dos componentes do circulo de praga,no1º congresso internacional de lingüística que a fonologia se constituiu como um campo distinto da fonética,tendo um objeto próprio de estudo. Após a explanação feita sobre os conceitos e a história da fonética e da fonologia, tais linhas de estudo são apresentadas de forma separada, detalhista e bem exemplificada. Dinah e Yonne destacam três tópicos importantes da fonética, iniciando pela produção dos sons da linguagem humana, a capacidade de falar o modo como o que fazemos é que difere o homem dos outros animais, para elas falar é tão natural para os seres humanos, como o olfato, o paladar, a visão, e audição que só nos detemos para examinar em caso de deficiência ou privação. A linguagem é, porém, uma atividade primordialmente oral que também se diferencia dos sistemas simbólicos. As autoras afirmam que sistema sonoro humano é produzido em um mecanismo fisiológico específico chamado também de aparelho fonador, fazendo parte os pulmões, e laringe, a faringe a cavidade oral e nasal.

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Acadêmico do 3° semestre do curso de Letras pela Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT).

Segundo tópico destacado pelas as autoras é o aparelho fonador e os mecanismos da produção de sons. estando o véu palatino fechado.arredondadas. Ainda mais. A prosódia estuda os conjuntos de acentos padrões entonacionais. desviara o ar para a cavidade nasal. . intensidades e durações. diferentemente das vogais que são formada pela passagem livre do ar. Essa modificação no fluxo da corrente de ar pela cavidade orofaríngea formam duas classes de sons as vogais e consoantes. com esses articuladores é possível emitir vários sons como bilabial. A silábica é vista de dois modos distintos como articulatório que é saída do ar que não seja continuo. tendo a presença labial pode ser também vogais arredondadas ou não. que tem uma forma de dois lábios e são constituídas do músculo tireocricóide e de tecido elástico denominado ligamento. Conquanto se as cordas continuarem abertas e não havendo vibração formarão sons aspirados que são as vogais surdas. ritmo e velocidade. a sílaba é de grande importância para os estudos de prosódia e de ritmo. oclusiva ou glotal. estando a passagem aberta. a abertura triangular entre as cordas vocais é chamado glote. implosivos e cliques. médias e baixas. Mas para identificação para identificação de sons continentais importante são também o modo de articulação podendo ser oclusivo ou fricção. ápices e declives. esse consegue transcrever qualquer sons de língua independentemente da convenção. pois distingui muitas palavras. a finalidade do alfabeto fonético e da transcrição fonética é poder transcrever qualquer som em qualquer língua. a corrente de ar é responsável pelas a vibrações com freqüência. como lábios. entre outros. a glote estando fechada ocasionando vibrações são chamados sons sons sonoros ou vozeados. sendo está resultante de uma bloqueio total ou parcial da corrente de ar. alveolar. originará os nos nasais. úvula. No entanto para haver essa modificação de ar necessita de articuladores que podem ser ativos e que movimentam. Por seqüência a corrente ar passando pela glote. elas procuram explicar de modo bem detalhado e exemplificado cada função do aparelho fonador. os acentos de intensidades têm papel fundamental na língua. velar e retroflexo. está iniciada nos pulmões podendo ser interrompida pela glote ou a boca formando sons ejectivos. inclusive existem os passivos que não tem movimento sendo a arcada dentaria. como também é visto de modo da percepção sendo como uma cadeia sonora composta por aclives. labiodental. mas em jatos sucessivos. Por fim Dinah e Yonne em seu ultimo tópico sobre a fonética destacando a importância do alfabeto fonético.Se na respiração o ar passar livremente sem que haja vibrações são denominado sons surdos ou desvozeados. mas se o véu palatino estiver abaixando. darão origem a sons orais. os alveolares e a abóbada palatina.se. caso contrário. a fonação um elemento importante na produção de sons são as cordas vocais.Quando os sons são bruscamente interrompidos é denominado oclusão. língua. As estudiosas destacam as vogais são classificadas pela altura da língua sendo elas altas.

e possibilitam a esclarecer muitas indagações. com muitos detalhes.As autoras abordaram neste livro de modo sucinto e muito bem exemplificada. suas visões de fonética pelo fato de terem uma vasta experiência como docentes mostraram que constituem um campo muito amplo de estudo. .

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