Apostila de

Criação doméstica de galinhas, patos, marrecos, perus e avestruzes.
Nelson Geromel

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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO SELEÇÃO DO PLANTEL INTRODUÇÃO DE AVES MELHORADAS MANEJO DE PINTINHOS MANEJO DA RECRIA MANEJO DE AVES ADULTAS ALIMENTAÇÃO ARRAÇOAMENTO DO PINTINHOS ÁGUA SANIDADE PROFILAXIA RECOMENDAÇÕES COMPLEMENTARES INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS ABRIGO DE REPRODUÇÃO CASA DE RAÇAO AVIÁRIO PATOS Raças Incubação Ninhos Patinhos Reprodutores Instalações Terreno Comedouros Bebedouros Lago de chuva Alimentação Engorda Saúde Higienização MARRECOS Raças Marrequinhos Instalações Abrigo/dormitório para marrecos. Ganho de peso do marreco-de-pequim PERUS Raças Incubação Peruzinhos Cuidados Ninhos Abrigo Pasto Comedouros Bebedouros Alimentação Engorda Saúde Renovação do plantel Higienização
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Adubo orgânico Criação de Avestruzes. Características dos avestruzes: Ambiente e comportamento: Produção: Manejo: Consumo de ração nos primeiros três meses: Patologias mais comuns: Fase de recria – de 4 a 12 meses (Abate) , 4 a 18 meses (matriz) Fase de Reprodução – de 2 anos em diante: Alimentação: Postura: Incubação: Eclosão: Transporte: Perspectiva e Projeção do Mercado de Avestruzes. CRIATÓRIO Planta do Criatório: RESUMO

82 83 83 86 86 87 87 88 89 90 91 93 95 96 97 97 98 98 100 102 103

INTRODUÇÃO Quem possui uma propriedade rural, como fazenda, sítio ou chácara, pode aproveitar espaços para criação de várias espécies de aves, valorizando o meio ambiente com: a. o aspecto agradável que elas proporcionam. Habitualmente, as pessoas criam apenas galinhas poedeiras, para consumo próprio, mas é muito fácil criar também aves como patos, marrecos, perus e avestruzes. Os palmípedes, isto é, patos e marrecos, precisam de um lago, porque apreciam banhos diários. Se porventura a propriedade não possuir nascentes próprias, b. o problema poderá ser resolvido com a construção de um lago artificial, aproveitando as águas das chuvas. Quando o ambiente é favorável, os patos e marrecos costumam viver em plena harmonia. A criação de perus é relativamente simples, e pode ser feita em qualquer região do país. A criação de avestruzes pode ser transformar num excelente negócio.

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As poucas doenças que afetam esses animais podem ser evitadas se o criador mantiver boas condições de higiene e fornecer alimentos adequados. As instalações, de modo geral, são modestas, estando ao alcance de todo criador. O importante na criação de todas essas aves é introduzir sangue novo, principalmente nos reprodutores, para evitar consangüinidade. A avicultura brasileira iniciou com Cabral, que trouxe para o Brasil os primeiros exemplares de aves de raça pura. Estas aves eram criadas soltas a campo e daí originou o nome popular de Galinha Caipira, nome originário do Tupi guarani. Devido ao sistema de produção utilizada até hoje, estas aves sofreram um processo de degeneração, com conseqüente perda de produção e produtividade, porém ainda existe em mais de 80% das propriedades mineiras, contribuindo para melhorar a alimentação das famílias e muitas vezes servindo como parte de renda auxiliando substancialmente a economia familiar. Merece, em função disto, um trabalho na área de extensão rural visando melhorar principalmente a produtividade destas criações ditas caipiras, para aumentar a disponibilidade de carne e ovos para consumo próprio ou para incremento de renda. SELEÇÃO DO PLANTEL Com este trabalho pretendemos provocar uma seleção do plantel existente visando seu melhoramento, descartando as aves que não se enquadram nos itens abaixo. Escolha das Galinhas:

Selecionar as galinhas que demonstram ser saudáveis, sem defeitos físicos e dóceis; Boa conformação corporal; Cristas e barbelas bem desenvolvidas; Por ovos com freqüência e de bom tamanho com formato regular; Menor tendência ao choco e manter-se em postura quando a maioria das galinhas estiverem em muda.

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Escolha do Galo:

Devem ser vigorosos, sadios, não apresentar defeitos físicos ou de aprumos;
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Musculosos e pesados; Sexualmente ativos; Manter a proporção de um galo para dez galinhas; Ser mantido no plantel no máximo 30 meses;

INTRODUÇÃO DE AVES MELHORADAS É possível provocar o melhoramento genético do plantel, sem precisar mudar o sistema produção e com pouco investimento. Para tanto recomendamos a introdução de aves já melhoradas geneticamente que serão cruzadas com aves do plantel previamente selecionadas. As aves que recomendamos deverão apresentar características de dupla aptidão - carne e ovos.

Raças Puras - Rhode Island Red, Plimauth Rock Bared, New Hampshire; Aves híbridas de ovos vermelhos; Isa Browm; Hy-line Browm; Shaver Browm; Label Rouge; Aves Canadense - Paraíso Pedrez.

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MANEJO DE PINTINHOS A grande mortalidade dos pintinhos é verificada nas criações que não usam nenhuma tecnologia; Os pintinhos requerem maiores cuidados principalmente nos primeiros 20 dias, pois eles não tem capacidade de regular sua temperatura corporal. por este motivo eles devem ser aquecidos pelas mães ou aquecimento artificial. Após o nascimento deverão ser retiradas do ninho as cascas de ovos gerados e o material que foi utilizado no ninho como forro e trocando-o por material limpo e seco, deixando que a galinha abrigue sua ninhada.
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Nas primeiras 24 horas após o nascimento não precisa dar alimentação pára os pintinhos, quando o produtor colocar para chocar várias galinhas e a eclosão não for uniforme pode-se juntar as ninhadas de forma que cada galinha não tome conta de mais 15 pintinhos. Quando a propriedade for dotada de energia elétrica os pintinhos poderão ser colocados em pinteiros providos de comedouros, bebedouros e aquecimento através de uma lâmpada elétrica, que será usada 10 dias no verão e 15 dias no inverno. A temperatura no interior do pinteiro deve ser regulada levantando ou abaixando a lâmpada ou compânula a gás, de acordo com o comportamento das aves. Quando os pintinhos se amontoarem debaixo da fonte de aquecimento é sinal que estão com frio ou quando se afastarem muito da fonte indica que está muito quente. Quando a opção for adquirir pintinhos melhorados de incubatórios sugerimos utilizar c[circulo de proteção, cama, comedouro e bebedouro e fonte de calor. MANEJO DA RECRIA

Após 30 dias o empenamento estará completo e as aves poderão ser soltas lentamente onde irão adquirir o hábito de ciscar e procurar alimento, e receberão o mesmo manejo das aves adultas. Nesta fase inicia-se a seleção das melhores aves para a reprodução, as demais serão engordadas e vendidas para o abate (machos e fêmeas). Os machos neste período são facilmente reconhecidos, estes são mais fortes (20%±) que as fêmeas e também tem a crista bem mais vermelha.

MANEJO DE AVES ADULTAS As aves de reprodução que permanecerão no plantel devem ser sadias e estar em bom estado físico. Os machos também devem ser sadios, vigorosos e bons reprodutores. Recomenda-se 1 galo para 10 galinhas para haver uma boa fertilidade. Ninhos - deve-se utilizar 1 ninho para 4 galinhas e estes devem ser fechados à noite, para evitar que as aves durmam nele, e serão colocados em locais que ficarão na penumbra, pois ninhos muito claros no seu interior, as aves rejeitam e muito escuro as aves aninham.
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A cama do ninho deve ser macia e confortável, feita com materiais como capim seco picado, casca de arroz, serragem e folha de fumo, que contribui para o controle ao piolho e sarna, deve ser mantido sempre limpo e com espessura de 7 a 10 cm. Os ovos devem ser colhidos diariamente, estes terão dois destinos. Os destinados à comercialização, devem ser limpos e guardados em ambientes frescos, geladeiras ou caixas de isopor, afim de preservar sua qualidade. Deve-se ter o cuidado de armazenar os ovos com a extremidade mais fina voltada para baixo, afim de preservar a câmara de ar. Ovos para incubação - devem ser colhidos mais vezes ao dia, sem trincas, sem sujeiras, tamanho médio para grande, formato normal. Condicionamento - em pentes com extremidade maior voltada para cima e num período máximo de 7 dias. Para haver uma boa eclosão deve-se colocar de 9 a 13 ovos para que a galinha o cubra totalmente. Próximo aos ninhos onde as galinhas estão chocando deve haver água e ração à vontade. As aves devido a idade, desenvolvimento sexual incompleto, e com início de mudas precoces não produzem ovos, e portanto, devem ser descartados. 1 - Apresentamos a seguir um quadro para facilitar a seleção de galinhas em produção. CARACTERES 1) Crista e barbela 2)Cloaca 3) Bico e canela 4) Plumagem AVES EM POSTURA AVES FORA DE POSTURA

Grande, vermelho-vivo, macia e Escura, ressequida, lustrosa. enrugada e escamosa. Forma ovalada, aumentadas de tamanho, úmida e macia. Esbranquiçados e canela achatada. Gasta, pequenas, quebradas e sujas. Finos, flexíveis e bem separados, cabendo dois ou mais dedos. Redonda, pequena, enrugada e seca. Amarelos e canela roliça. Bonita, completa e sem pontas quebradas. Duros, rígidos e muito próximos.

5) Ossos Pélvicos

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6) Abdômen

Distendido, flácido, fino e suave. Contraído, duro e espesso.

É importante deixar boas chocadeiras para se fazer incubação natural dos ovos. A postura ocorre com freqüência de aproximadamente até 10 horas da manhã, portanto neste período as aves devem ficar presas. ALIMENTAÇÃO As aves caipiras são mais resistentes que as aves industriais, mas mesmo assim devem receber suplementação através de ração balanceada e volumosos, capaz de atender suas exigências nutricionais. A ração balanceada deve ser fornecida em comedouros no interior do galinheiro na base de 60 g por dia por ave e cocho com mistura mineral para consumo à vontade. Área de pastagem recomendada para cada ave adulta é de aproximadamente 10 m2, pode-se utilizar capim quicuro, brachiaria, tifon, grama estrela, rami, confrei, quando houver área disponível recomenda-se dividi-la em piquetes e fazer o manejo rotativo, pode-se utilizar também restos de hortaliças. Sugerimos o plantio de feijão Guandu, Girassol. TABELA 1 - Rações Fareladas de Produção Caseira Exemplo 1; INGREDIENTE Fubá de milho Farelo de soja Farinha de carne de ossos Exemplo 2: Fubá de milho Quirera de arroz Farelo de soja farinha de carne de ossos Exemplo 3:
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QUANTIDADE NECESSÁRIA PARA 100 KG DE RAÇÃO (QUILOS) 73 22 5

43 30 22 5

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Fubá de milho Farelo de soja Feijão-guandu TABELA 2 - Sugestão de Mistura Mineral em Nível de Campo Exemplo 1: INGREDIENTES Fosfato de Patos de Minas Calcário Sal Comum TOTAL MISTURA Exemplo 2: INGREDIENTES Calcário Farinha de Osso Calcinada Sal Comum TOTAL MISTURA ARRAÇOAMENTO DO PINTINHOS

62 18 20

PORCENTAGEM (%) QUANTIDADE (Quilos) 42 57 1 100 21,00 28,50 0,50 50,00

PORCENTAGEM (%) QUANTIDADE (Quilos) 68,0 31,0 1,0 100 34,00 15,50 0,50 50,00

Durante os primeiros 25 a 30 dias deverá ser fornecido aos pintinhos ração comercial de fase inicial à vontade em comedouro tipo bandeira, ou copo tipo pressão. Durante o dia a ração do comedouro deverá ser peneirada para retirada das impurezas. Neste período o consumo médio de ração é aproximadamente 1 kg, por ave, após este período as aves poderão ser soltas. ÁGUA Água é de vital importância para a criação, tanto para bebida quanto para a manutenção geral do aviário. A quantidade de água consumida pelas aves normalmente é o dobro da que consomem em alimento. O fornecimento da água deve ser em toda a fase de sua vida pura e fresca, para satisfazer as necessidades metabólicas. SANIDADE

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A saúde é importante para que as aves sejam boas reprodutoras de carne e ovos. A manutenção da saúde é um conjunto de práticas que envolvem isolamento, higiene, profilaxia e combate sistemático a vermes e parasitas. Para introduzir aves no plantel, estas devem passar um período de isolamento de no mínimo 10 dias. Todas as instalações e equipamentos e arredores da criação deverão ser limpos lavados e desinfetados a cada 15 dias. Sugerimos uma solução de água e creolina na proporção de 3 a 5%. Apresentamos a seguir uma sugestão de solução desinfetante para caiação de ninhos, pinteiros e galpões. TABELA 3 - Solução Desinfetante para Caiação Produto Água Cal extinta Creolina Unidade Litros Quilos Litros Quantidade 24 1,800 0,120

O piso das instalações deve ser forrado com uma "cama" que poderá ser de capim picado e seco, casca de arroz, sabugo de milho triturado, cepilho de madeira, etc. Deve-se usar de 700 g a 1 kg de material de cama para cada m2 de instalação. Esta deverá ser substituída a cada 90 dias ou parte da cama quando for molhada. As poças d’água estagnadas e brejos devem ser esgotados e ou isolados, e os entulhos limpos retirados. PROFILAXIA Para esta criação recomendamos um programa mínimo de vacinação para controle de algumas doenças. Esquema de Vacinação IDADE 10/15 dias 35/40 dias DOENÇA New Castle (Peste Aviária) New Castle (Peste Aviária) TIPO DE VACINA La Sota La Sota VIA DE APLICAÇÃO Ocular Ocular

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80/85 dias 3/3 meses 15 dias 45 dias 4/4 meses

New Castle (Peste Aviária) New Castle (Peste Aviária) Bouba (Caroço Pipoca) Bouba (Caroço Pipoca) Cólera Aviária (P. Multocida Doença da Barbela)

La Sota La Sota

Ocular Ocular

Cepa Suave Membrana da Asa Cepa Forte Solução Aquosa) Membrana da Asa Intra muscular peito/coxa.

OBSERVAÇÃO: As vacinas devem ser mantidas na geladeira (fora do congelador). Deve-se verificar a data de vencimento. As sobras de vacinas e frascos devem ser encineradas ou enterrados. Vermifugação - Aplicar vermífugo a base de Piperazina ou Mebendazoli de 4 em 4 meses para todas as aves via água ou ração conforme recomendações da bula. Combate a Ectoparasitas: Sarnas/Piolhos: Quando ocorrer estes tipos de parasitas deve-se fazer um polvilhamento ou pulverização de todas as instalações e equipamentos e nas próprias aves, com drogas específicas. Observação: Sugerir as recomendações do fabricante. RECOMENDAÇÕES COMPLEMENTARES Quando a opção for adquirir pintinhos de incubatório para melhoramento do plantel algumas orientações devem ser seguidas:

Adquirir pintinhos de incubatórios idôneos, vacinados contra Marek e Bloba Aviária; Colocar em círculo de proteção com fonte de aquecimento/água/ração; Colocar papel jornal sobre a "cama" e retirá-lo após 3 dias; Durante as primeiras horas de chegada somente água e açúcar a 5%, após 2 horas fornecer quirera de milho ou fubá médio, colocando nas bandejas e sobre o papel; Do 2º até o 30º dia fornecer ração inicial de frango de corte à vontade e soltá-los após este período.

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INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS Localização: Locais secos livre de inundações, proteção natural contra ventos fortes, água de boa qualidade e localizados no mínimo a 50m da residência, isolado do fluxo normal do trânsito e de pessoal. Materiais utilizados: Utilizando de preferência o material disponível na propriedade que permita manejar as aves corretamente. Galinheiro:
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Piso terra batido ou concretado; Paredes laterais - 30 cm de altura alvenaria ou tábuas e completada até o teto arame 1,5" fio 18, trelissa, bambu ou maneira; Cobertura - cimento amianto, sapé, telha de barro; Utilizar 4 aves por m2; Orientação leste/oeste; Pé-direito - 260 a 280 m; Fazer um canal em volta da instalação para escoamento da água de chuva. Dividir o galinheiro em três partes distintas:

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ABRIGO DE REPRODUÇÃO

Ninhos: 1 para 4 aves - com madeira ou outro material disponível - dimensões: 35 x 35 x 35 e com altura do piso de 20 cm. Com fundo para casa de ração. Poleiros: 20 cm/ave espaçadas 40 cm e distante do piso 50 cm; Bebedouro: Tipo calha - feito em bambu, tubo de PVC ou chapa galvanizada, 2,5 cm/ave; Bebedouro pendular: 1 para cada 100 aves; Comedouro: Tipo cocho em madeira, bambu. Utilizar 5 cm linear por ave; Comedouro Tubular: 1 para cada 40 aves;

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Cocho para minerais; Iluminação: 1 lâmpada de 15 Watts para cada 5m2;

Pinteiro:

Deve ser equipado com círculo de proteção altura de 50 cm e 1,5 m de diâmetro; Compânula ou lâmpada para aquecimento; Comedouro tipo bandeira - 1 para 50 pintos com as seguintes medidas 40 x 50 x 5 cm; Bebedouro - Tipo copo de pressão 1 para cada 50 aves; Com a idade de 10 dias utilizar bebedouro e comedouros de aves adultas e retirando o círculo de proteção. Dimensões - 2 x 4,40m. Utilizar cortinas.

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CASA DE RAÇAO

No seu interior estão localizados o fundo dos ninhos por onde serão colhidos os ovos; Dimensões: 4,40 x 2 m.

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AVIÁRIO

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PATOS

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A criação de patos ainda não atingiu a escala comercial no Brasil. É mais fácil do que a de galinhas, porque os patos são aves de grande rusticidade e praticamente sem propensão a doenças, desde que mantidos num ambiente higiênico e isento de umidade. Os patos podem e devem ser criados por fazendeiros, sitiantes e chacareiros, como também em fun-do de quintal, porque não dão trabalho algum e representam mais carne na mesa e mais ovos para o consumo. Sua produção pode aumentar, na medida das necessidades, com a incubação natural. A criação de patos em escala comercial é problemática, em virtude da escassa produção de ovos.

Ovos de pata são recomendados para pessoas debilitadas, em gemadas, principalmente. As casas que vendem produtos dietéticos são as mais indicadas para a comercialização das sobras de ovos.

Pato-crioulo macho.
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Criação

A criação de patos é muito simples, desde que se disponha de água para seus banhos. Quando não há disponibilidade de água natural, devem-se construir tanques, como veremos adiante. O pato pode ser criado sem lagos ou tanques, mas não é o ideal, pois dessa forma estaríamos contrariando a natureza da ave. As patas geralmente procuram os ninhos que são destinados à postura e chocam com muito desvelo, cuidando muito bem das ninhadas. Elas iniciam a postura quando atingem de 4 a 5 meses, botando entre 15 a 24 ovos, para depois chocá-los. Se os ovos forem cobertos por uma galinha choca, a pata per-de o choco em 15 dias e inicia nova postura. A média de postura de uma pata é de 60 a 80 ovos por ano, bem menos que as marrecas. O período de postura vai de julho a dezembro, como o das aves silvestres. Para iniciar uma criação caseira de patos, o mais interessante é adquirir um terno, isto é, duas patas e um pato, de boa procedência. Pode-se ainda optar pela compra inicial de patinhos de 7 a 30 dias, encontrados em casas que comercializam aves vivas ou em criadores. Ainda existe uma terceira opção, que é a aquisição de ovos férteis de granjas especializadas.

Raças A raça mais utilizada pelos produtores é a crioula, de cores branca, preta e cinza, que pode cruzar com outras raças e até mesmo com o marreco, resultando num híbrido estéril. O pato doméstico

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descende da espécie selvagem da América do Sul, conhecida como pato-crioulo.

O pato selvagem brasileiro também pode ser criado em cativeiro; entretanto é preciso tomar certos cuidados com suas avoadas, pois ele aproveita para desaparecer nos campos e matas quando o ambiente não lhe é propício, principalmente no que se refere à alimentação e tranqüilidade. Para evitar tais fugas, basta cortar as penas de uma das asas, até que se habitue. O pato selvagem vive principalmente no Pantanal Mato-grossense e outras regiões. De cor preta, ele é conhecido popularmente como “pato de asa branca”, porque possui penas brancas nas asas, o que pode ser observado com mais facilidade quando ele está em pleno vôo. Vimos várias vezes, no Pantanal, bandos de patos que se somavam a outros milhares. Aves migratórias, eles sobrevoam aquela imensidão de lagoas procurando os melhores pastos para sua alimentação. O pato selvagem, de modo geral, alimenta-se de tudo o que a natureza pode lhe fornecer, como capim, ervas diversas, frutos silvestres, peixes e crustáceos. Gosta também de fuçar nas lagoas, onde pode encontrar vermes e outros seres que vivem nas águas. Outra espécie de pato do Pantanal é o marrom-es-curo, cujos hábitos são os mesmos do pato de asa branca. Ele pode ser domesticado, desde que apanhado ainda novo, a fim de que se habitue ao cativeiro. Ao entardecer, os patos selvagens procuram abrigo nas grandes árvores para passar a noite; no dia seguinte, voam grandes distâncias, à cata de alimentos. Os caçadores os perseguem sistematicamente.

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Como já dissemos, no Brasil, são duas as raças de patos selvagens da família Anatidae. Uma de cor cinzachumbo, com reflexos metálicos, sendo o dorso verde e roxo e as coberteiras exteriores das asas, brancas. A outra espécie de pato selvagem, a preta, é a Sarkidiornis sylvicola, cujos machos possuem carúncula pronunciada. Desde que não sejam molestados, esses patos podem ser domesticados, convivendo com outras aves, principalmente quando encontram alimento. Pode também acontecer de passarem o dia todo no cativeiro e, ao entardecer, levantarem vôo, retornando na manhã seguinte.

Pato-crioulo macho e duas fêmeas.

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Incubação Para o pequeno criador, nada mais prático do que usar as patas de sua própria criação para a incubação, pois elas são muito carinhosas no choco, deitando-se sobre os ovos com amor, resguardando-os bem e defendendo-os quando molestados por outras aves e pequenos animais; por isso, deve-se colocar o ninho em ambiente bem tranqüilo. A pata pode chocar 13 ovos e o tempo de incubação é de 29 a 30 dias. Quando existirem muitos ovos destinados à incubação e não houver patas chocas, é possível também utilizar galinhas caipiras chocas, que podem cobrir apenas oito ovos. É conveniente colocar várias aves para o choco no início da incubação. Dessa maneira, quando os patinhos nascerem, podem ser agrupados com uma única mãe protetora, e assim, a pata que ficou sem os patinhos iniciará a postura mais cedo, acontecendo o mesmo com a galinha. Essa transferência de patinhos para outra pata ou galinha deve ser feita durante a noite, para que os patinhos sejam bem aceitos. Os patinhos recém-nascidos não necessitam tanto de calor, no início de sua vida, como os pintinhos, principalmente se a temperatura não estiver muito baixa. Os ovos destinados à incubação devem ser guardados em posição horizontal, em local bem arejado, e virados diariamente, para que a gema permaneça sempre no centro. É curioso observar que, quando os patinhos foram cobertos por uma galinha, no momento de eles entrarem na água, ela vai ficar completamente desesperada, chegando a arrepiar as penas e gritar até eles saírem da água. A galinha que cria os patinhos é muito mais cuidadosa do que a pata.

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Ninhos A pata, para a postura, procura sempre um ninho, que deve estar em lugar tranqüilo. Casinholas feitas com restos de madeira servem perfeitamente para o ninho. Em cobertura, também se podem fazer os ninhos com tijolos, ou mesmo em caixotes, colocando-se dentro palha seca, capim e até mesmo cavaco de madeira. Os ninhos devem ser feitos na proporção de um para cada grupo de quatro patas, quando os ovos se destinam à incubação artificial. Após a coleta dos ovos, é interessante deixar no ninho um ovo falso, isto é, de madeira ou gesso, servindo de chamariz. Quando se faz a incubação natural, o mais indicado é manter um ninho para cada pata.

Ninho de tijolos. Bateria de ninhos para patas.

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Abrigo e ninho para patas. Ninho individual para patas. Os ninhos destinados às patas devem ser abrigados do sol e das chuvas. Como já dissemos, podem ser feitos com madeira, medindo 45 x 35 cm, devendo ser cobertos se colocados ao ar livre. Quem dispuser, por exemplo, de uma barrica velha, poderá muito bem aproveitá-la para a feitura do ninho, não precisando de proteção no teto. A barrica será um ótimo local para a própria pata chocar seus ovos.

Patinhos Nos primeiros 30 dias, os patinhos devem ser mantidos em cercados cobertos, abrigados da chuva, do sol e do vento. Não é aconselhável que os patinhos entrem na água enquanto não estiverem empenados. Por ocasião das chu-vas, mesmo mais tarde, eles
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devem ficar recolhidos nos abrigos; caso contrário, ficam com o corpo no sentido vertical, isto é, erguidos e assim a água escorre e eles recebem os pingos diretamente, o que, muitas vezes, acaba por fazêlos cair de costas e grudar no barro, provocando sua morte.

O sol forte também é bastante prejudicial aos patinhos, por isso devem dispor de abrigos que fiquem sob a sombra de árvores ou que tenham sido construídos. O que não deve faltar, de forma alguma, é água sempre fresca e abundante em bebedouros higiênicos, feitos de tal maneira que não permitam a entrada de aves. O dormitório dos patinhos deve estar completamente isento de umidade e de corrente de vento, mas deve ser arejado. Os patinhos que nascem brancos vão ficar amarelos, enquanto os pretos mantêm sua cor.

Reprodutores A idade do pato para reproduzir é de 8 a 10 meses e, no máximo, até dois anos. Os patos escolhidos para reprodutores devem ter aspecto bem sadio, com boa conformação física, sem defeitos nos pés e nas asas. O macho sadio possui a cabeça bem grande, em comparação com a da fêmea, uma espécie de topete e a cabeça coberta por carúnculas. Quando molestado ou assustado, suas penas se levantam. Os machos, de um modo geral, chegam a pesar entre 4 e 4,5 quilos; as fêmeas, entre 3 e 3,2 quilos. Para se obter boa fertilização dos ovos, devem-se possuir, em cada lote de reprodutores, quatro patas para cada macho, em vários cercados, de acordo com a quantidade que se deseja criar; ou pode-se utilizar apenas uma área grande, usando a proporção de um macho para
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cada grupo de quatro fêmeas. A cada dois anos convém trazer um macho novo para reprodutor, isto é, sangue novo para o lote, evitando a consangüinidade.

Instalações

Terreno O terreno onde se deseja fazer a criação de patos não deve ser inteiramente plano, a fim de evitar formação de lama e empoçamento das águas de chuvas. Um ligeiro declive será o ideal para a formação da área destinada aos patos. Se o lugar onde vão ser instalados os parques e abrigos possuir água corrente, será mais vantajoso, podendose construir os cercados abrangendo o terreno seco, com canaletas para a passagem da água. Mas se o lugar permitir que se traga água por gravidade, também será muito bom para a localização dos parques. Mesmo em terreno que não possua água corrente também se podem criar patos, fazen-do-se um tanque de alvenaria, cujo tamanho deve ser compatível com o número de aves que se deseja alojar.

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Abrigo/dormitório para patos e marrecos.

Um tanque medindo, por exemplo, 3 x 2 m pode perfeitamente abrigar 20 patos. A profundidade do tanque não precisa ter mais do que 30 cm, mas a água deve ser renovada uma ou duas vezes por semana. Em uma área, por exemplo, medindo 10 x 10 m, po-dem-se criar até 100 patos. A área para cada pato é de 1 m˝.

Abrigo e parque As instalações a fim de servir de abrigo/dormitório para os patos podem ser simples, visando principalmente abrigá-los das chuvas, do sol e dos ventos. Para manter um lote de reprodutores, composto de seis patas e um pato, o dormitório pode ter 2 m de largura por 1,5 m de fundo. Um parque com 2 m de largura por 10 m de comprimento é suficiente, a fim de que as aves possam fazer exercícios. O dormitório pode ter o telhado com uma água e o pé direito de 1,5 m e, na parte traseira, 1,2 m. Caso se deseje manter vários lotes, podem-se construir os abri-

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Abrigo de campo para patos e marrecos.

gos em série, com separações internas. Esse processo de manter lotes separados garante maior fertilidade dos ovos, o que quer dizer maior porcentagem na eclosão. O piso dos dormitórios deve ser cimentado ou mesmo tijolado, para facilitar a higiene. Deve-se forrá-lo com cavaco de madeira, a fim de evitar a friagem, pois, como se sabe, os patos dormem deitados. Para abrigar os patinhos com mais de 30 dias, é preciso construir parques e abrigos com medidas compatíveis com a quantidade de aves que se deseja alojar.

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As paredes laterais dos dormitórios podem ser feitas de alvenaria ou madeira até a altura de 60 cm, e depois completada com tela, a fim de permitir uma boa ventilação, como também para evitar a entrada de animais que podem matar as aves. De preferência, os abrigos devem ser construídos de frente para o nascente. Os parques para reprodutores, como também para os marrequinhos em crescimento, devem ser gramados. Havendo espaço suficiente, convém fazer dois para cada dormitório; assim, pode-se fazer o revezamento, porque enquanto um gramado está se desgastando com as aves, o outro permanece em recuperação. A melhor maneira de criar patos, porém, principalmente em sítios e chácaras, é deixá-los em plena liberdade. Os patos em liberdade aproveitam melhor os alimentos fornecidos pela natureza, como insetos, vermes, sementes, areia e o verde; com isso, gasta-se menos em rações concentradas. Se a criação é feita em plena liberdade, devem-se construir pequenas casinhas para abrigar a pata e os patinhos, por ocasião das chuvas e do sol.

Comedouros Apesar de o pato ser considerado uma ave “porca”, isto é, come de tudo e entra em qualquer água, mesmo que completamente suja e enlameada, não devemos for-necer-lhe os alimentos no chão, mas sim em comedouros. Esses comedouros devem ser lavados pelo menos uma vez por semana com água e sabão, a fim de eliminar os resíduos, que podem fermentar. Os comedouros para os patos devem ser feitos e distribuídos de modo que todos possam se alimentar ao mesmo tempo, na hora da distribuição da ração, sem brigas. Pode-se considerar o espaço de 15 cm de comedouro para cada ave; isto quer dizer que, em 1 m, podem-se
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alimentar 14 patos nos dois lados. O comedouro com 1 m de comprimento poderá ter 20 cm de largura por 10 cm de altura. Ao redor do comedouro deve haver uma área cimentada com 1,5 m de largura e 1 m de comprimento.

Comedouro para patos. A área cimentada ao redor evita a formação de lama. — 21 —

Bebedouros Apesar de o pato enfiar o bico em qualquer tipo de água, seja ela limpa ou barrenta, devemos fornecer-lhe água em bebedouros limpos e funcionais, trocando-a até duas vezes ao dia, se necessário. Se a água

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fornecida aos patos for limpa, serão diminuídos os riscos de doenças. Um tipo de bebedouro que se consegue com certa facilidade é o feito de pneus usados de carros, que devem ser cortados ao meio. Podem-se também construir bebedouros de cimento, pois esse tipo conserva a água sempre fresca, desde que colocado em local com sombra. Para fazer um bebedouro de cimento, basta ter um pouco de habilidade manual. Faz-se uma caixa de madeira, de acordo com o tamanho do bebedouro desejado; dentro desta caixa, deve-se fazer outra, porém com 3 cm a menos em todos os lados, inclusive na parte do fundo. Pos-ta uma caixa dentro da outra e prendendo-as na borda por dois sarrafinhos, coloca-se uma armação de arame grosso em toda a volta e no fundo.

Antes de encher a fôrma com cimento, convém dar uma passada de óleo queimado internamente. O concreto deve ser preparado com três partes de areia por uma de cimento. Primeiramente, faz-se o fundo; quando estiver completo,
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Pneu cortado ao meio serve como bebedouro. vão-se enchendo todas as

laterais até a borda. No dia seguinte desmonta-se a parte interna com muito cuidado, para depois retirar a parte externa. Em seguida, dá-se uma demão nas partes interna e externa com a calda de cimento puro misturada com água; deixa-se secar e dá-se a segunda demão. Quando estiver seco, deve-se colocar água e renová-la durante cinco dias, antes de colocar o bebedouro em uso. Para que os patos ou patinhos não entrem no bebe 20 cm douro, deve-se fazer uma cobertura, como se fosse uma casinha, gradeada ao redor; assim também se evitarão sol, chuva e que caia sujeira na água. No mercado especializado em avicultura, existem muitos tipos de bebedouros, confeccionados com barro, alumínio, folha-de-flandres e plástico, mas acreditamos que o criador caseiro que o confeccionar em casa estará economizando. Para evitar a formação de poças e lama em torno dos bebedouros, é de bom alvitre construir uma área cimentada de 1 m˝.

A – caixa externa. B – caixa interna com 3 cm a menos do que a externa. C – espaço de 3 cm para o concreto. D – sarrafos para manter o espaço das laterais e fundo. Concreto: três partes de areia para uma de cimento.

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Bebedouro de cimento.

Lago de chuva O sitiante ou chacareiro que não possuir nascentes em sua propriedade e desejar formar um lago artificial para criar peixes e aves aquáticas, como marrecos, patos, gansos e marrequinhas, poderá criar um lago utilizando apenas água das chuvas. Na área mais baixa do terreno, próxima a edificações (casa de caseiro, sede, etc.) constroem-se as muretas do lago e canos de PVC de quatro polegadas canalizam a água das chuvas que cai nos telhados para o lago. Se o terreno for bem compactado não é necessário impermeabilizá-lo. Nas margens, deve haver várias saídas para que as aves possam facilmente alcançar terra firme. Nas beiradas do lago deve haver casinhas com ninhos para a postura. Nesse lago é possível a criação de peixes, juntamente com marrecos, patos e gansos e até marrequinhas selvagens. Assim, o aproveitamento do legado da natureza pas-sa a ser uma alternativa: as chuvas são particularmente benéficas para a vida rural.

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Cuidados Alimentação A alimentação do pato e do marreco pode ser igual,

principalmente para o criador de fundo de quintal, como se costuma dizer. Pode-se economizar muito, principal-mente fornecendo verduras e legumes cozidos e até, para quem possui uma área razoável, o milho, que deve entrar na ração em boas proporções, como veremos mais adiante. Tanto o marreco como o pato comem por dia, em média, 200 gramas de ração, independentemente do verde, do qual são grandes apreciadores. Na alimentação desses palmípedes, devem entrar milho, farelo de milho, farelo de soja ou de trigo, quirera de arroz, ração de galinha e sobras de comida caseira. A ração, tanto para os patos como para os marrecos, deve ser sempre fornecida em forma de pasta, porque des-sa maneira eles comem mais e, conseqüentemente, engordam mais rapidamente. Quando a ração é fornecida seca, eles comem bem menos e não adquirem peso, como deveria ser. Se as aves forem criadas em confinamento, um bom sistema para distraí-las e, ao mesmo tempo, favorecer sua saúde é pendurar feixes de folhas de confrei na altura da cabeça das aves. A verdura ou qualquer outro verde não deve ser distribuída no chão, pois dessa maneira é rejeitada.

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Para as aves confinadas, a distribuição da ração deve ser feita três vezes ao dia — pela manhã, ao meio-dia e à tardinha; para as aves que estão em liberdade, basta duas vezes ao dia — uma pela manhã e outra à tarde. Os patinhos recém-nascidos só devem receber a primeira alimentação após 30 horas do nascimento do último da ninhada, e ela deve ser constituída de pão molhado em água ou, se houver facilidade, em leite desnatado. Também podemos usar a ração inicial para patinhos, encontrada no mercado especializado, que deve ser distribuída em forma pastosa, misturada com verdura bem picada, a fim de que eles possam comer sem dificuldades e ir se habituando com o verde. As verduras a serem distribuídas podem ser almeirão, couve e serralha, entre outras, devendo-se evitar a alface. À medida que os patinhos vão crescendo, deve-se substituir a alimentação pela ração de crescimento, a qual também deve ser distribuída em forma pastosa, isto é, molhada, porém sem ser encharcada, misturando-a com verduras picadas e podendo-se ainda acrescentar 20% de quirera de milho. Após três meses de idade, utiliza-se a ração de pos-tura, acrescentando-se de 30% a 40% de milho triturado, incluindo sempre verduras e legumes cozidos. Engorda O pato é uma ave que praticamente come de tudo, com a vantagem de poder receber sobras de hortas e de comida (desde que lavadas com água quente, para tirar a gordura).

Quando se pretende engordar patos, deve-se tirar o banho e evitar que façam muitos exercícios para não desperdiçar energias e melhorar a carne, pois com a natação ficam mais musculosos.
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O parque de engorda deve ser compatível com o número de aves, isto é, dois exemplares por metro quadrado. O que não deve faltar é água para beber, sempre em abundância e limpa. Quando o pato ingere os alimentos, seu bico fica impregnado de ração; por isso, ele procura mergulhá-lo na água para limpá-lo. Na engorda, os alimentos devem ser distribuídos até cinco vezes ao dia. Após ingerirem os alimentos, os patos deitam e descansam; com isso, ganham peso em curto espaço de tempo. A área destinada à engorda não pode ser úmida, mas deve possuir abrigos contra o sol e a chuva. O pato com 60 dias está bom para o corte, possuindo carne bem tenra, de ótima qualidade. Muitos dizem que a carne do pato é muito dura, mas isso só acontece se a ave já é velha, o mesmo ocorrendo com as galinhas, os pombos, etc., pois os borrachos — filhotes de pombo que ainda não voam — é que devem ser consumidos, preparados de várias maneiras. Existem criadores que afirmam que os patos para o abate estão bons quando as penas das asas se cruzam. O crescimento ou mesmo a engorda dependem, naturalmente, da qualidade dos alimentos distribuídos.

Saúde O pato é muito resistente a doenças, bem diferente do que acontece, por exemplo, com os pintinhos e mes

mo com as galinhas. O principal cuidado que se deve ter com os patinhos é com relação às chuvas e ao sol muito quente, principalmente nos primeiros 30 dias de
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vida. Porém, quando adultos, eles se tornam fortes, muito rústicos e dificilmente contraem quaisquer doenças. Mesmo diarréia e coriza são pouco freqüentes, desde que sejam alimentados adequadamente. O que dissemos com relação aos patos também é válido para os marrecos, que são igualmente de grande rusticidade. Costuma-se dizer que os patinhos ou marrequinhos só morrem quando pisados.

Higienização Não resta a menor dúvida de que a higiene é um dos principais fatores para se evitar doenças em qualquer tipo de criação de aves domésticas. Com esse cuidado, o criador deverá ser muito rigoroso, principalmente quando a criação é confinada. O piso do dormitório, por exemplo, deve ser limpo a cada dois dias, no máximo. Quando o chão é cimentado, deve ser varrido e, em seguida, lavado, desinfetado com creolina misturada com água, na proporção de uma parte por cem, ou com lisofórmio bruto, na mesma porcentagem. As paredes também devem ser borrifadas com desinfetante. O parque também deve ser limpo, a fim de evitar que os alimentos se misturem com as fezes e venham a ser ingeridos pelas aves.

Os

excrementos

recolhidos

devem

ser

colocados

numa

esterqueira, a fim de serem curtidos e depois utilizados na horta, pomar ou jardim, como adubo.

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Os ninhos, a cada mês, também devem ser limpos, renovando-se a palha, o cavaco e a terra do chão, quando feitos de alvenaria. A criação de patos e marrecos não deve ser misturada com outros tipos de aves. No dormitório, as aves que se empoleiram deixam cair os excrementos sobre os palmípedes, que ficam sujos e correm o risco de contrair doenças.

É da natureza das aves aquáticas apreciarem um lago.

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Regras para o sucesso

. • Iniciar a criação com bons reprodutores. . • As instalações das aves devem se situar em um lugar seco, sem umidade. . • Dispensar cuidados especiais aos patinhos nos primeiros 30 dias. . • Fornecer alimentos pastosos e água abundante. . • O abrigo/dormitório deve resguardar as aves das chuvas. . • A boa higiene é fundamental. . • Escolher boas chocas para a incubação. . • As patas devem chocar seus próprios ovos. . • Os ninhos devem ser adequados para que as patas se habituem a pôr os ovos sempre no mesmo local. . • Fornecer muito verde na alimentação, picado ou em feixes pendurados. . • Fornecer ração de boa procedência é muito compensador. . • As aves devem viver em um ambiente tranqüilo, sem serem importunadas por outros animais domésticos.

MARRECOS

A semelhança entre o pato e o marreco é muito grande* e, apesar
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de haver diferenças, muitas pessoas chegam a confundir as duas raças. Numa linguagem popular, diríamos que o marreco é muito mais elegante do que o pato, não só por sua postura mas também por seu aspecto físico. O marreco é barulhento, quando se assusta faz muita balbúrdia, e seu andar é elegante, enquanto o pato só gras-na, anda lentamente e possui carúnculas na cabeça, que nas fêmeas são menos pronunciadas. O marreco, de modo geral, é mais esperto do que o pato em seus movimentos. As marrecas são mais poedeiras do que as patas, botando em qualquer lugar, até dentro da água, não necessitando de ninhos, e dificilmente chocam. * Recomendamos que o leitor não deixe de ler a parte referente a Patos, onde encontrará algumas orientações preciosas.

Existem raças de marrecos mistas, que fornecem car-ne de boa qualidade e ovos, enquanto outras são mais direcionadas à postura. Para uma criação caseira de marrecos de raça pura, pode-se iniciar apenas com um terno, isto é, duas fêmeas e um macho de boa procedência. Para distinguir o sexo dos marrecos é preciso observar o rabo: o do macho se curva em direção ao corpo e o da fêmea é reto. Tal como a criação de patos, a de marrecos também é compensadora no sistema caseiro, isto é, para consumo próprio ou para reverter em renda extra, quando se dispõe de maior quantidade de aves. Trata-se também de uma criação alternativa. A criação de marrecos, para quem possui áreas adequadas, como fazendas, sítios e chácaras banhadas por riachos ou lagoas, é ideal. Até mesmo sem água podem-se criar marrecos e patos, desde que eles a tenham sempre à sua disposição para beber. Os marrecos produzem carne de excelente qualidade, como
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também ovos para o consumo, apesar de o mercado, de forma geral, não os receber muito bem. A criação de marrecos em propriedades rurais também tem o fim de embelezar o ambiente, proporcionando mais vida e prazer. Além de tudo, a natureza lhes fornece muitos alimentos, quando criados em liberdade, e com isso as despesas de manutenção se reduzem muito. Isso não significa, porém, que o marreco não possa ser criado também em fundo de quintal, com espaço me-nor, sem água. Basta dizer que três marrecos podem viver perfeitamente em um 1 m˝. O marreco é uma ave muito resistente e dificilmente contrai doenças, tão comuns às galinhas. Estamos falando na criação artesanal de marrecos, mas quem deseja explorar essas aves com fins exclusivamente comerciais precisa tomar certos cuidados, iniciando com poucos exemplares, a fim de aprender seu manejo, até poder se expandir sem risco, usando tirocínio, aumentando sua capacidade e com segurança, principal-mente na colocação da produção.

Antes de mais nada, é muito importante verificar o mercado consumidor: localização da granja, abastecimento de rações e proximidade de cidades para a comercialização, sejam restaurantes finos ou avícolas.

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Marreco-de-pequim.

Criação A postura da marreca geralmente se inicia com cinco meses e vai de julho a novembro, chegando a ser de 80 a 150 ovos por ano. A marreca não necessita de ninhos para a postura, porque costuma botar em qualquer lugar

Os marrecos-de-pequim podem ser criados com ou sem água para seus banhos.

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gar, até mesmo dentro da água. Recomenda-se deixar as marrecas nos abrigos até as nove horas da manhã, quando já botaram, para depois soltá-las. É por isso que se deve colocar uma cobertura sobre o chão do dormitório, feita com cavaco de madeira, serragem e casca de arroz, para evitar que os ovos se sujem com as fezes e que fiquem trincados. Geralmente, a marreca costuma procurar um canto beirando as paredes para fazer a postura. O ovo da marreca-depequim pesa, em média, entre 80 e 90 gramas. Logo após a soltura dos marrecos, os ovos devem ser recolhidos e limpos. Deve-se verificar se os ovos não estão trincados ou com defeitos; se estiverem, não servirão para incubar nem para serem comercializados, so-mente para consumo em casa. Os ovos devem ser guar-dados em lugar bem arejado. Muitas vezes, quando as marrecas põem os ovos na água, eles vão para o fundo e só reaparecem quando estão estragados. Os primeiros seis ovos de uma marreca que inicia a postura não servirão para incubar, pois geralmente são estéreis.

Raças Uma das melhores raças para a criação caseira, não resta a menor dúvida, é a marreco-de-pequim, pois se presta perfeitamente para carne e ovos. Para quem deseja iniciar uma criação, o mais interessante é adquirir exemplares com 21 dias, encontrados nas casas que comercia

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lizam aves vivas. O marreco-de-pequim é originário da China. De cor branca, o macho chega a pesar 4 quilos, enquanto a fêmea pesa cerca de 3,5 quilos. A postura des-sa raça, em média, é de 80 a 120 ovos por ano. A raça conhecida como multicolor é um cruzamento de quatro raças: marreco-de-pequim, rouen-do-canadá, corredor-indiano e kakicampbell. Para quem deseja grande postura, o corredor-india-no é o mais indicado, chegando a pôr mais de 150 ovos por ano. O macho pesa 2 quilos e a fêmea, 1,8 quilos. As marrecas iniciam a postura com quatro meses. São mais esguios e seu andar é empinado, chegando a se assemelhar ao pingüim.

Marreco-corredor-indiano.

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Marreco-de-topete. Além das raças citadas, ainda existem outras, como orpinton, campbell e rouen, que seriam mais variedades de aves ornamentais e não para postura. Na criação para consumo, porém, vale mais a pena optar por raças que já demonstraram ser resistentes e bem adaptadas ao nosso clima, produzindo carne em curto espaço de tempo, em vez de fazer experiências.

Incubação A marreca não choca; no entanto, quem faz uma pequena criação não precisará adquirir incubadeira para poucos ovos. A incubadeira precisa de vigilância durante os 30 dias de incubação.

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Marrequinha-silvestre.

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Rouen. Marreco-canadense.

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Marreco-irerê.

Ovos

incubados

por

incubadeiras

dificilmente

atingem

sua

totalidade de eclosão, enquanto na incubação natural, isto é, por meio de patas ou galinhas, chegam a atingir, de um modo geral, até 100%. Os ovos de marreca podem ser cobertos por uma pata, perua ou galinha caipira. A pata pode cobrir de 13 a 15 ovos, enquanto a galinha, apenas 8. O choco é de 29 a 30 dias. Tanto a pata como a galinha sabem muito bem cumprir a missão que lhes é confiada, pois tratam dos ovos como se fossem seus. Os marrequinhos, após o nascimento, podem ser dispensados das chocas, desde que sejam criados em criadeiras com calor artificial, pelo menos nos primeiros 15 dias. O marreco torna-se reprodutor com 7 a 8 meses, mas é preciso fazer uma seleção dos que nascem, isto é, conservar aqueles que têm bom peso, vivacidade e peito bem largo, sem qualquer defeito físico.

Marrequinhos Os primeiros 30 dias de vida dos marrequinhos são muito importantes; após essa fase, podem ficar livres, des-de que tenham onde se abrigar no caso de chuva ou sol muito forte. Em vez de ficarem completamente soltos, o mais indicado é que permaneçam no parque fechado, com água para se banharem num pequeno tanque. Nesses primeiros 30 dias, devem ser criados em criadeiras, isto é, em um local com piso de tela, comedouros e bebedouros pelo lado externo ou interno mesmo, desde que não possam entrar neles. Em cercados com terra, desde que estejam protegidos dos ventos, chuva e sol, também se criam bem, se não houver umidade. Mesmo que os marrequinhos sejam chocados por perua ou galinha, podem-se colocáGERONET SERVICES – www.oportunity.ubbi.com.br e-mail: oportunity@ubbi.com.br

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los em criadeiras, dispensan-do-se as chocas, que ficam na gaiola, podendo assim reiniciar a postura. Nesses casos, os marrequinhos precisam receber calor artificial pelo menos até os primeiros 15 dias. Se a temperatura ambiente na ocasião não for muito fria, os marrequinhos costumam dispensar o calor bem antes do que os pintinhos.

Após o nascimento dos marrequinhos, não se devem dar alimentos nas primeiras 30 horas, porque eles possuem reservas suficientes para esse período. Nos dois primeiros dias, os marrequinhos devem ser alimentados com pão molhado em leite desnatado, feito papinha; na falta de leite, pode-se misturar o pão com água e areia, ou ainda fazer uma papa de fubá bem fino. Após o quarto dia, já podem ser alimentados com ração inicial de pinto, em forma de pasta.

Instalações

As instalações para os marrecos podem ser simples, a fim de abrigá-los do sol, das chuvas, dos ventos e da umidade. A diferença que existe entre abrigar patos e marrecos é que, para estes últimos, as cercas podem ser mais baixas, isto é, de apenas 60 cm de altura, enquanto para o pato precisam ter 1,80 m, para evitar as avoadas. Para fazer as instalações para uma criação caseira, podem-se utilizar materiais como tijolos de barro, blocos de cimento, tábuas, qualquer tipo de madeira e até paus roliços ou mesmo bambus. A
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cobertura pode ser de telhas de barro, eternit e até mesmo de sapé. Por exemplo, para abrigar um lote de marrecos reprodutores, composto por seis fêmeas e um macho, o abrigo poderá ter 2 m de frente por 1,2 m de fundo, de-

Abrigo rústico e simples para marrecos. Parque com 10 x 4 m para seis marrecas e um marreco.

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As aves convivem em harmonia.

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vendo possuir um parque com pelo menos 10 x 4 m de extensão. Para criar vinte fêmeas e quatro machos, uma área de 6 x 3 m também é aceitável. A água, sendo natural, isto é, vinda de uma nascente, por exemplo, seria ideal, mas na sua falta podem-se também construir tanques, renovando a água quando necessário. O banho dos marrecos deve ser sempre no fundo do parque, a fim de evitar que traga umidade para o abrigo. Se os dormitórios dos marrecos forem feitos em série, para abrigar alguns lotes de idades diferentes, as divisões internas não precisam ter mais do que 60 cm de altura, pois isto também facilita o trabalho do tratador, que poderá pulá-las para atingir os vários lotes. O chão dos abrigos do dormitório deve ser cimentado, a fim de facilitar a limpeza, porém recoberto com cavaco de madeira ou material semelhante. É necessário colocar na porta de entrada das aves um sarrafo com 4 cm de altura, para que não levem para fora a cobertura do piso.

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Abrigo/dormitório para marrecos.

Independentemente

da

porta

do

tratador, deve-se fazer uma portinhola em cada abrigo para a saída e entrada dos marrecos, a qual deve ser fechada como uma guilhotina, principalmente à noite, evitando-se que animais possam perturbar a tranqüilidade das aves.

Quando os marrecos

Gaiola para manter a choca presa,
são confinados, deve-se

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ficando os marrequinhos livres. distribuir nos cochos, ou juntamente com a ração, casca de ostra moída, a fim de supri-los com o que encontrariam em liberdade como, por exemplo, cascalhos. Também convém juntar à ração 10% de farinha de carne, para nutri-los com proteínas, e areia grossa à vontade. Os marrecos podem ser criados em completa liberdade, sem nenhuma cerca e dispondo apenas de um abrigo para se recolherem à noite. Devem criar esse hábito desde pequenos, mas se forem adquiridos adultos, é suficiente que haja um marreco treinado a se recolher no abrigo para que os novatos o sigam. Observações Para transportar o marreco, deve-se apanhá-lo pelo pescoço; para carregá-lo, deve-se passar a mão por baixo do peito. As pernas são fracas e podem se quebrar facilmente.

Alimentação

Na primeira semana, deve-se distribuir a ração cinco vezes ao dia: às 7, 10, 13, 16 e 18 horas. É importante dar o suficiente para que não falte nem sobre. Na segunda semana, deve-se dar quatro vezes ao dia: às 7, 11, 16 e 19 horas; e, até a sexta semana, três vezes ao dia: às 7, 13 e 18 horas. Quando os marrecos são tratados racionalmente, desde que

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tenham boa procedência, com ração adequada (de crescimento, postura e engorda) e equilibrada, o ganho de peso do marrequinho até o abate é muito rápido. Pode ser comercializado a partir de 60 dias de seu nascimento, possuindo carne bem tenra e deliciosa, superior à carne do pato. Ganho de peso do marreco-de-pequim

1ª semana 2ª semana 3ª semana 4ª semana 5ª semana 6ª semana 7ª semana 8ª semana 9ª semana 10ª semana

85 gramas 150 gramas 210 gramas 520 gramas 1.050 gramas 1.700 gramas 2.150 gramas 3.050 gramas 3.250 gramas 3.620 gramas

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Regras para o sucesso

. • . • umidade. . • . •

Iniciar a criação com bons reprodutores. Localizar as instalações das aves em um lugar seco, sem Fornecer proteção nas horas de forte calor. Dispensar cuidados especiais aos marrequinhos nos
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primeiros 30 dias. . • Fornecer alimentos pastosos e água abundante. . • Resguardar as aves das chuvas em abrigo/dormitório. . • Garantir uma boa higiene. . • Escolher boas chocas para a incubação. . • Fornecer muito verde na alimentação, picado ou em feixes pendurados. . • Fornecer ração de boa procedência é muito compensador. . • Proporcionar às aves um ambiente tranqüilo, sem que sejam importunadas por outros animais domésticos.

PERUS

De corpo volumoso, o peru pode ser considerado a mais bela ave de quintal. Atualmente, essa ave ocupa papel preponderante na avicultura brasileira, pois já não é mais consumida somente nas grandes festas anuais, como Natal, Ano Novo e Páscoa, mas durante o ano todo. Antigamente, a criação de perus era uma espécie de tabu. Diziase que era muito problemática, porque uma grande porcentagem de
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aves morria antes de atingir os três meses de idade. (Era até comum dizer que, entre dez perus que nasciam, nove não completariam os três meses). O peru é uma ave originária dos Estados Unidos e do México. Seus antepassados viviam em plena liberdade, em estado selvagem, alimentando-se do que a natu

A melhor maneira de carregar um peru. reza lhes proporcionava: insetos, vermes, grãos, caramujos, capins e outros verdes, e também grãos de areia para auxiliar
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a digestão dos alimentos. Para a reprodução, ou seja, a incubação, o peru se abrigava em capoeiras e lugares bem seguros que o protegiam dos outros animais, o que colaborou para a preservação da espécie. Atualmente ainda existem perus selvagens. Vemos assim que se trata de uma ave de grande rusticidade, já que sobrevive muito bem em plena liberdade.

Levado para a Europa por volta do século XVI, o peru era conhecido na época como “galinha da Índia”. Com sua domesticação — e cruzamentos para formação de raças mais rendosas —, a criação de perus como fonte de renda complementar dentro de uma propriedade agrícola, quando bem planejada, pode ser conduzida a contento. Os três primeiros meses de vida são muito importantes na criação de perus. Nesta fase, eles deverão ficar a salvo de chuva, umidade e frio. Deve-se evitar o forte calor, para que não contraiam a “crise do vermelho”, uma espécie de insolação. Após esse período de máximo cuidado, a rusticidade do peru é muito grande, e ele pode viver em plena liberdade, desde que haja espaço suficiente para seu desenvolvimento. Áreas com pastagens são mais recomendáveis, pois o peru se alimenta de capim, insetos e outros bichinhos. Temos observado criações em que os perus permanecem livres, sempre em pequenos bandos. Até mesmo os abrigos são substituídos por árvores. A alimentação é constituída apenas do que encontram nos campos; numa criação com melhor manejo, porém, será necessário alimentá-los com ração pelo menos duas vezes ao dia, não só para suprir as necessidades de proteínas como para habituá-los à convivência com o criador.

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Criação Raças Todas as raças de perus domésticos descendem dos perus selvagens, cuja origem, como já vimos, é dos Estados Unidos e do México. Os índios daquelas regiões caçavam os perus, enriquecendo sua alimentação e aproveitando as penas em seus adornos. Com a domesticação dos perus, por meio de cruzamentos e trabalhos de genética, conseguiu-se chegar a várias outras raças com características próprias, não só na mutação de cores como também no peso de cada espécie. Há uma raça de peru que está em grande evidência nos Estados Unidos e não atinge um peso exagerado, ser-

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Peru standard bronzeado .

Peru holandês branco . vindo mais, como se costuma dizer, para o consumo familiar: é o peru beltsville branco. O macho chega a pesar 8 quilos quando adulto e a fêmea, 6 quilos. Perus jovens, com seis meses de idade, pesam cerca de 3,5 quilos e uma fêmea com um ano, 5 quilos. Essa raça pode ser encontrada à venda com facilidade. Os exemplares com 21 dias já passaram pela fase crítica da vida, mas não queremos dizer com isso que se-jam aves às quais não deverão mais ser dispensados os devidos cuidados. Até os três meses o peru é muito delicado e precisa de resguardo, principalmente quanto a chu-vas, umidade, frio e calor. Depois dessa fase crítica, os perus readquirem
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seus hábitos ancestrais, tornando-se aves bem resistentes quando tratadas com os princípios básicos de higiene e alimentação.

Além do peru beltsville branco, as raças mais criadas no Brasil são as do peru standard bronzeado, a bronze peito largo, a holandês branco, a bourbon vermelho, a narragansett, a negro de Norfolk e a ardósia. O macho holandês branco chega a pesar 15 quilos, e sua fêmea, 8 quilos. Já o macho bourbon vermelho atinge 16 quilos, enquanto sua fêmea pode ter até 9 quilos.

Incubação Natural Aos iniciantes, aconselha-se a incubação natural, por ser mais racional e prática, pois quem vai cuidar dos ovos durante esse período será a perua choca. A criação de perus também pode começar de outras formas, dependendo de como se queira encarar sua exploração: sistema caseiro; comercial para venda de aves e ovos; ou para povoar o sítio ou a fazenda. Pode ser iniciada com ovos, desde que sejam adquiridos de criadores idôneos; peruzinhos de um dia; perus com 21 dias ou ainda com aves adultas. Para maior fertilidade dos ovos destinados à incubação, deve-se manter um peru para cada grupo de cinco peruas. Acreditamos que a melhor maneira para iniciar a criação é adquirir peruzinhos com 21 dias. Sendo assim, o princípio da criação caseira de perus, hoje em dia, é como o de galinhas, em que se dá preferência a pintos de um ou 30 dias ou ainda a frangas de 63 dias, que são mais resistentes, pois já superaram o período de maior mortalidade.

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Depois da adaptação, com o decorrer do tempo, pode-se dar início à incubação dos ovos, porém devemse tomar certas precauções a fim de evitar problemas futuros. Os ovos destinados à incubação só devem ser chocados quando as peruas atingirem oito meses de idade e os machos, nove. Os primeiros ovos não servem para incubação, porque muitas vezes são estéreis, além de pequenos. Devem-se incubar os ovos de peruas precoces que tenham entre 75 e 85 gramas. A coleta dos ovos deve ser feita de uma a duas vezes por dia, e eles devem ser conservados em lugares frescos, onde a temperatura não ultrapasse os 16 C e nunca seja inferior a 2 C. Os ovos com mais de cinco dias destinados à incubação deverão ser virados duas vezes ao dia. Uma perua choca pode cobrir de 15 a 18 ovos, dependendo de seu tamanho. A duração da incubação é de 28 a 30 dias. Para completar o nascimento de todos os peruzinhos, devem-se aguardar 24 horas após o 28 dia. Os que não nascerem dentro desse período goraram, estão mortos dentro do ovo ou muito fracos, caso em que deverão ser sacrificados. A primeira alimentação após o nascimento dos peruzinhos só deve ser distribuída depois de 24 horas. Quando os ovos são incubados por peruas, elas ensinam os peruzinhos a comer sozinhos, ao passo que os nascidos em incubadeiras precisam ser treinados a recolher o alimento de um papel no chão ou na criadeira. Percebe-se que a perua ficou choca quando emite sons típicos, mais ou menos como as galinhas, e permanece no ninho por longo tempo. Está apta, portanto, a cho-car os ovos. Apesar de uma perua poder chocar de 15 a 18 ovos, o nascimento de 12 perus pode ser considerado um bom resultado. Durante o período de choco da perua, ela deverá receber água e alimentação sempre perto do ninho, com vigilância constante. Outro ponto importante é manter uma rigorosa higiene no ninho. Por exemplo,
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se um ovo se quebrar, a palha deverá ser limpa; se a perua evacuar no ninho, ele também deverá ser limpo. O resto ficará por con-ta da perua, que saberá cuidar bem do choco até o nascimento dos peruzinhos. Uma galinha choca também pode substituir a perua, cobrindo de sete a oito ovos.

Criadeira a gás ou eletricidade para peruzinhos recém-nascidos .

Antes de colocar a perua para chocar, é preciso verificar se há parasitas em seu corpo. Se houver, é necessário polvilhar a perua com pó parasiticida para aves, a fim de não prejudicar a pele.

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Artificial A incubação de ovos de peruas também pode ser feita em chocadeiras artificiais, assim como ocorre com os de galinha. A temperatura a ser mantida é a mesma utilizada para os ovos de galinha (36 C), podendo-se aumentála um pouco na ocasião do nascimento. A vantagem da incubação artificial é que os peruzinhos ficam livres de doenças que são transmissíveis pela perua ou galinha que chocou os ovos. Além disso, há mais peruas para a postura, uma vez que não são utilizadas para o choco e a criação dos peruzinhos. No caso de a perua chocar, é colocada em uma gaiola especial, conhecida como “tirachoco”.
º

Campânula elétrica para aquecimento dos peruzinhos nascidos em chocadeiras.

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A incubação artificial é destinada a grandes criações e, de maneira muito bem controlada, para fornecimento preestabelecido. Na incubação artificial, do 24 ao 28 dia, é necessário deixar a incubadeira (chocadeira) fechada, sem tocar nos ovos. No manejo da chocadeira, o criador deve seguir rigorosamente as instruções do fabricante, ou seja, manter constantes o nivelamento, a umidade e a temperatura. No início, após três dias de incubação, os ovos devem ser virados duas ou três vezes ao dia. Ao nascerem os peruzinhos, depois de secos, devem ser retirados da chocadeira e colocados em criadeiras com calor artificial ou campânulas. Para que os peruzinhos aprendam a comer, uma boa medida é manter, perto deles, pintinhos nascidos na mesma época. Se quisermos chocar, de uma só vez, mais de 50 ovos, aconselhase o uso da chocadeira. Uma chocadeira com capacidade para incubar 60 ovos de galinha pode comportar de 35 a 40 ovos de perua.
o o

Exame dos ovos No 20
o

dia convém verificar se os ovos estão claros ou com

embriões mortos. Muitas vezes, esses ovos se quebram, sujando o ninho e os outros ovos. O exame deve ser feito em lugar bem escuro, usan-do-se um ovoscópio ou o oco da mão, segurando o ovo contra uma lâmpada. Assim verifica-se facilmente se estão claros ou com embriões mortos.

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Os ovos claros podem ser aproveitados, depois de cozidos, misturados à ração, para enriquecer a alimentação dos peruzinhos.

Peruzinhos Nascimento A partir do 28 ou 29 dia de incubação, os peruzinhos iniciam o rompimento da casca, com o bico, livran-do-se do ovo por si próprios. Não convém auxiliar os peruzinhos que não conseguirem sair por suas próprias forças, pois isso demonstra que são fracos, propensos a doenças e, por certo, não sobreviverão. Muitas vezes, na incubação natural, alguns ovos demoram mais para eclodir. Com a demora do nascimento dos retardatários, a perua pode ficar irritada no ninho e pisar os demais filhotes, matando-os. Neste caso convém proteger os peruzinhos já nascidos, colocando-os numa caixa com agasalhos, em compartimento sem vento ou corrente de ar, já que os recém-nascidos são sensíveis ao frio, e esperar que os demais nasçam naturalmente. Quando todos tiverem nascido, devem ser colocados junto com a perua, tomando muito cuidado com relação ao frio e ao vento. Quando houver sol, eles podem ser colocados ao ar livre. Um espaço cercado para colocar a perua com os peruzinhos é recomendável, a fim de evitar que outras aves ou mesmo os machos causem danos aos filhotes. Cuidados A fase inicial dos peruzinhos é muito delicada, e o criador precisa ficar bem atento. Durante os três primeiros meses, os peruzinhos devem ficar sob a proteção da perua ou em abrigo apropriado, evitando correntes de vento e umidade e mantendo o calor artificial. Quando os peruzinhos estiverem com a perua devem ser enxugados e aquecidos,
o o

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pois a água e a própria umidade são os piores inimigos dessas jovens aves. Depois de terem ficado três meses com a mãe, podem ser transferidos para pastos mais amplos, ou mesmo soltos em locais onde encontrem alimentos naturais, e se exercitem o dia todo à procura de insetos, sementes e pas-to verde. Quando o calor for muito forte, eles podem descansar à sombra das árvores. Ao anoitecer, os peruzinhos devem ser recolhidos aos abrigos, onde passam a noite, a fim de se acostumar ao local. Desta maneira, as fêmeas se habituarão ao galpão e, quando chegar a hora de iniciar a postura, utilizarão os ninhos ali dispostos, facilitando a colheita e o controle, ao contrário das aves acostumadas a procurar capoeiras para a postura. Os peruzinhos, ao completarem oito semanas, deverão ser vacinados, principalmente contra a bouba. Não havendo manifestações de outras doenças nos arredores, as demais vacinas são dispensáveis. Ninhos Tanto o ninho para postura quanto para incubação podem ser feitos com caixotes de madeira, medindo 50 cm de largura e 25 cm de altura. Também pode ser utilizada uma barrica fora de uso, que deve ficar deitada, com a parte superior retirada. Para a postura de ovos, deve-se ter pelo menos um ninho para cada três peruas. A perua de origem selvagem aprecia muito fazer o ninho numa moita de capim ou qualquer outro tipo de vegetação, onde deposita os ovos para depois chocá-los. A perua é muito matreira, isto é, procura todos os disfarces a fim de que seu ninho não seja localizado. Quando isso acontecer em criações, caso não descubra o local da postura, devese prender a perua pela manhã, até o meio dia, para depois soltá-la. Isso fará com que ela vá ao seu esconderijo, que será facilmente localizado. Quando a perua já está chocando em um ninho natural e é feita a transferência para um ninho artificial, ela costuma abandonar os ovos, pelo simples fato de estes terem sido pegos com as mãos. Isso
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aconteceu muitas vezes numa criação no Mato Grosso do Sul em que as aves são mantidas em plena liberdade.

Ninho de palha.

No período em que estiver chocando, a perua resguardada das chuvas deve ter comida e água constantemente à sua disposição, pois essas aves são muito fiéis quanto ao choco. Portanto, é necessário uma rigorosa fiscalização diária para certificar-se de que ela se alimentou satisfatoriamente. A ave choca que deixa de se alimentar acaba fraca e debilitada. Ao se preparar um ninho para choca, pode-se colo-car em seu fundo uma camada de terra úmida, dando-lhe uma forma côncava e cobrindo-a com palha. Além da forma desejada, a terra também fornecerá umidade para os ovos. Outra maneira de fazer o ninho é escavar no chão um buraco em forma de concha, depositando capim ou palha por cima e

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tijolos ao redor, para que a cobertura não se espalhe. O ninho serve também para tirar o choco . Abrigo Os abrigos que servirão de dormitório e para proteção contra o vento e o sol devem ser simples, isto é, apenas uma cobertura e poleiros, sendo que a parte em que os ventos são predominantes deve ser fechada. As demais partes poderão ter uma pequena parede com 50 cm de altura e o restante fechado com tela. Um galpão, por exemplo, que meça 4 x 4 m poderá abrigar mais de vinte perus. A altura será de 1,5 m na parte traseira e 2 m na frente. Os poleiros deverão ficar a uma altura de 70 a 80 cm do chão, no sentido horizontal, e afastados das paredes pelo menos 60 cm, devendo ter 5 cm de

Abrigo para perua com parque para os peruzinhos tomarem sol. espessura e 10 cm de largura, com os cantos arredondados. O chão dos abrigos deverá ser cimentado, podendo ser coberto com pó de serra ou até mesmo, se houver facilidade, com palha de arroz, a fim de facilitar o recolhimento do esterco. O esterco do peru é superior ao de cavalo ou de vaca, sendo de grande serventia para hortas, pomares e jardins, depois de devidamente curtido. Cada peru pode fornecer até um quilo de esterco por

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semana. Após o nascimento, os peruzinhos devem ter aces-so a um pequeno parque anexo ao abrigo, nas medidas de 1,2 m de largura por 1,5 m de profundidade, para que possam tomar sol. A perua é mantida presa no abrigo, no qual deve existir um ripado por onde apenas os filhotes possam passar. Desta maneira, a ração distribuída aos peruzinhos não será consumida pela perua. Nos primeiros dias de vida dos peruzinhos, devemse ensiná-los a comer. Para tanto, pega-se a avezinha com muito cuidado, colocando seu bico em leite desnatado ou água e certificando-se de que ela engula. Após duas semanas no abrigo inicial, sempre protegida contra as chuvas, a perua já pode ficar solta, a fim de passear com os peruzinhos. Para que eles não se cansem, não devem se distanciar muito do abrigo. Uma perua que choca seus ovos pode chocar até vinte peruzinhos. Quando se procede a incubação natural, é interessante

colocar algumas peruas para chocar no mesmo dia. Assim, quando nascerem as aves, poderão ser colocadas duas ninhadas junto a uma única perua; isso depende apenas do nascimento dos filhotes. Essa operação deve ser feita somente durante a noite. Com esse sistema, uma ou mais peruas logo perderão o choco e reiniciarão a postura. Uma galinha, por exemplo, pode cobrir no máximo 12 peruzinhos. Quando o criador de perus deseja criar mais de cem aves, o melhor sistema é o de incubadeiras, pois será dificil conseguir o número necessário de chocas num determinado período. Pasto Quando, nos parques destinados aos perus, existem pastos abundantes, essas aves adaptam-se perfeitamente, fazendo grandes caminhadas. Quando são criadas em cercados, é preciso dispor de uma área de 250 m˝ para cada lote de 10 a 12 aves. No parque cercado destinado aos perus deve haver árvores para proporcionar-lhes sombra nas horas de forte calor, pois é seu costume, nessas horas, o descanso. As cercas deverão ter no mínimo 1,8 m de
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altura. A água deve es-tar sempre à disposição e em lugares sombreados. Quando os perus são criados em plena liberdade, a vegetação dos pastos deve ser baixa, isto é, sem moitas ou qualquer outro tipo de esconderijo, pois a tendência dessas aves é se aninhar no mato, fazendo sua postura até que o choco se inicie. Com isso poderá haver perda de ovos, pois não raro mesmo os ovos inférteis são devorados por animais daninhos. Além disso, as ninhadas não são tão boas como quando acompanhadas com certa regularidade e bem manejadas.

Parque dividido em quatro seções, com abrigo no centro. Os pastos devem ser cercados e gramados, procedendo-se ao rodízio. Enquanto o pasto “A” está sendo utilizado pelos perus, os pastos “B”, “C” e “D” estão em recuperação. Desta maneira nunca faltará pasto aos perus, desde que se destine uma área razoável e compatível com o número de
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aves que se deseja criar .

Abrigo simples, sem passeio interno. As peruas que vivem em plena liberdade, nos campos, desde que sejam alimentadas pela manhã com ração balanceada para sua idade, bem como à tarde, no regresso, acabam se acostumando a usar os ninhos a elas destinados. Sempre será interessante colocar nos ninhos um ovo falso, isto é, de gesso, o que servirá de atrativo para criar o hábito.

Comedouros Depois que os peruzinhos tiverem aprendido a comer, a ração deve ser colocada em comedouros. Eles devem ser feitos de tal maneira que evitem a entrada das aves, que podem espalhar a ração e contaminá-la com as fezes. Também devem ter um pau roliço ou quadrado, giratório na parte superior, para evitar que os peruzinhos se

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empoleirem e defequem no cocho. À medida que os perus vão crescendo, os comedouros precisam ser substituídos por outros maiores, para que todos possam comer ao mesmo tempo, evitando aglomeração. Os comedouros para os perus adultos são fáceis de ser construídos: 25 cm de largura, 25 cm de altura e o comprimento de acordo com a quantidade de

aves a serem alimentadas. Comedouro
comedouro de 1 m de

de

folha-de-flandres

Um

para peruzinhos e perus jovens .

Comedouro semi-automático de madeira com proteção, para ficar à disposição no parque. Pode ser utilizado também para distribuição de ostras trituradas . comprimento é suficiente para 12 aves adultas se alimentarem utilizando os dois lados.
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Sobre o comedouro dos adultos também deve-se colocar um pau roliço ou quadrado giratório, a fim de não servir de poleiro.

Tipo de comedouro higiênico para perus. Na parte superior deve haver um pau roliço giratório. Bebedouros Nos primeiros 20 dias de vida dos peruzinhos, os bebedouros devem ser se-mi-automáticos, de barro ou alumínio, e podem ser encontrados nas casas de

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artigos para avicultura.

Bebedouro de folha-de-flandres Também podem ser feitos semi-automático para peruzinhos
jovens e adultos .

com um vasilhame com capacidade para um litro ajustado numa tábua por meio de duas fitas de chapa, com uma vasilha no bocal. Quando os perus crescerem, a água pode ser dada em bebedouros maiores semi-automáticos, ou mesmo de cimento, desde que protegidos, para evitar a entrada das aves com os pés. Se houver facilidade, a fim de evitar o empoçamento de água, é aconselhável a mudança do bebedouro para outros locais, devendo estar sempre protegido por sombra. Nunca se deve colocar o bebedouro em locais expostos ao sol.

Bebedouro semi-automático de Bebedouro simples semialumínio para peruzinhos. automático para peruzinhos.

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Cuidados Alimentação As aves silvestres, de modo geral, que se alimentam daquilo que a natureza lhes oferece, vivem tranqüilamente e em condições de boa saúde. A alimentação natural é de origem animal e vegetal, como minhocas, vermes, insetos, capins, sementes e frutos silvestres, e contém os elementos necessários para seu desenvolvimento e reprodução. Se assim não fosse, acreditamos que a maioria das espécies desse gênero estaria extinta. O homem, porém, deseja que o rendimento, ou melhor, o crescimento e a reprodução sejam mais rápidos, a fim de auferir maiores lucros com uma criação racional. Graças a pacientes estudos, foram criadas várias rações balanceadas, umas a fim de suprir tudo o que a natureza pode oferecer e outras que podem acelerar o desenvolvimento das aves. Basicamente são as rações de engorda, postura e crescimento. É por isso que, para aqueles que possuem espaço suficiente, falamos da criação caseira mista de perus: deixar as aves no pasto, completando suas necessidades com ração balanceada, e ao mesmo tempo fazer com que se habituem a dormir e botar no lugar desejado. Com esse sistema, ficam mais fáceis o manejo e o controle. Os cuidados com a alimentação também devem ser maiores até os animais atingirem três meses de idade. Como este pequeno manual se destina àqueles que desejam iniciar uma criação de perus, não vamos complicar com fórmulas de rações, pois isso seria mais adequado para uma granja comercial. Vamos nos limitar ao que é mais fácil e prático. A alimentação para os peruzinhos recém-nascidos pode ser constituída da ração inicial que se costuma dar aos pintinhos, porém acrescida de ovo cozido (qualquer ovo) bem esfarelado e misturada com verduras, exceto al-face, cortadas bem fininhas. A distribuição deve ser feita sobre um jornal, a fim de que os perus aprendam a
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Perus criados em cativeiro . Comer em seguida, a ração deve ser colocada em comedouros apropriados para o tamanho das aves, servida três vezes ao dia, até as aves completarem 30 dias. Após esse período, deve-se fornecer a ração de crescimento, até os 90 dias. Essas mudanças sempre devem ser feitas paulatinamente. Depois, usa-se a ração engorda e postura, que deverá conter pelo menos 20% de proteína animal — como farinha de carne, farinha de peixe e farinha de sangue — e 80% de cereais — como milho, cevada, trigo e similares. Aos peruzinhos jovens também se deve dar leite desnatado, que poderá ser adicionado a pedaços de pão amanhecido ou colocado em vasilhames. Quando os perus se tornarem adultos, se houver pastagem onde possam viver soltos, darão pouquíssimo trabalho, e as despesas com alimentação diminuirão muito. Pela manhã pode-se dar uma pequena quantidade de ração; a seguinte, constituída de grãos e fareladas, só deverá ser dada na hora do recolhimento. Aos perus criados soltos, pode-se dar apenas uma refeição por dia, quando recolhidos. No pasto é que eles encontram aquilo de que necessitam, tornando-se mais fortes e sadios. Os futuros reprodutores devem ser escolhidos entre os que são criados livres, não só por sua rusticidade como, principalmente, pela maior probabilidade de se tornarem bons reprodutores. O consumo de ração para as aves criadas em pastos é de aproximadamente 50 a 60 gramas por ave por dia.

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Os perus criados em confinamento dão mais trabalho e consomem maior quantidade de alimentos, devendo-se aumentar a vigilância no que diz respeito à higiene. Neste caso, além da comida, os perus também devem ter sempre à sua disposição caixas que contenham areia gros-sa e farinha de ostras, ao passo que as aves criadas em pastos sabem perfeitamente procurar esses elementos na própria natureza, de acordo com suas necessidades. Engorda O tempo ideal para se abater o peru é de seis meses para as fêmeas e sete para os machos. Depois dessa idade aparecem as penas novas, dando um aspecto ruim às aves. Antes desse período, porém, convém fazer um regime de engorda. Durante trinta dias antes do abate, devese eliminar da ração a farinha de peixe e o óleo de fígado de bacalhau, caso estes ingredientes estejam na composição, pois transmitem à carne o gosto do peixe. É necessário distribuir milho, fubá, trigo, mandioca, sobras de comida e muita verdura picada, que deixam a pele amarelada e com boa aparência, principalmente o milho amarelo. A farinha de peixe pode ser substituída por soja ou similar. Essa mistura deve ser servida com água ou leite desnatado, pois os alimentos moles são ingeridos mais facilmente pelos perus. A distribuição deve ser feita três vezes ao dia.

Saúde Quando adultos, os perus são aves resistentes e dificilmente adoecem, desde que sejam criados em ambien

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Um casal de perus sadio. tes propícios. Nunca se deve criar perus juntamente com outras aves, porque estas também podem ser transmissoras de doenças. Os pastos dos perus precisam ser secos, isentos de umidade e, como já foi dito, com farto sombreamento, pois esse tipo de ave aprecia tanto a liberdade quanto o repouso nas horas de forte calor. Os bebedouros e comedouros têm de ser abrigados do sol e da chuva. O fator limpeza é muito importante para evitar doenças. Os poleiros, bem como os abrigos, devem ser desinfetados. A coleta das fezes nos abrigos necessita ser feita diariamente. A qualquer sintoma de doença, a ave precisa ficar isolada do bando até que sare. Quando sua recuperação

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não for possível, é preferível sacrificá-la, a fim de evitar o contágio. Não é aconselhável criar perus em terreno úmido ou em lugares muito pequenos, pois essas aves exigem espaço para dar expansão a seus instintos ancestrais. Principais doenças Bouba — Caracteriza-se pela presença de bolotas nas partes livres de penas, como cabeça e patas, principalmente. As aves ficam indispostas, perdendo o apetite e, conseqüentemente, o peso. No início, pode ser tratada, mas é melhor prevenir do que remediar. As aves atacadas pela bouba devem ser isoladas, a fim de evitar o contágio. A vacina contra bouba é aplicada na pele, fazendo-se dois pequenos cortes nela, só de raspão, para esfregar o medicamento. No local surgirão, após alguns dias, bolotinhas, sinal de que a vacina pegou. O peru ficará imune à bouba. Caso não haja erupção, a ave precisa ser revacinada. Os perus podem ser vacinados com qualquer idade. Nos jovens, deve-se proceder a vacinação com muito cuidado. Na embalagem da vacina há instruções para o uso correto. Piolho — O piolho de galinha também ataca os perus, principalmente no verão. Deve-se evitar a criação de perus com galinhas ou qualquer outra ave. Para combater o piolho existem, no mercado, inseticidas em pó que devem ser polvilhados entre as penugens das aves. Quando se deita uma perua para chocar, também é de bom alvitre polvilhá-la com inseticida, principalmente debaixo das asas e da barriga. No ninho, podem-se colocar alguns galhinhos de erva-de-santa-maria (Chenopodium ambrosioides).

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Piolho-vermelho — Parasita típico de galinhas malcuidadas, também pode ser hóspede dos perus, principal-mente dos peruzinhos, que são picados e sofrem coceiras irritantes. Os piolhinhos também picam os seres humanos, provocando pruridos e, às vezes, até infecções. Para exterminar os piolhos, é preciso examinar os ninhos, poleiros e abrigos. As aves atacadas devem ser pulverizadas com inseticida em pó por todo o corpo. Os abrigos têm de ser desinfetados com creolina misturada com querosene, procedendo-se também a uma boa limpeza nos poleiros e ninhos, limpando bem todas as frestas que porventura existirem, aplicando inseticida. Carrapato — Fica escondido em frestas durante o dia, para sair à noite e atacar as aves, sugando seu sangue. Além disso, também é transmissor de doenças. Visando evitar a presença de carrapatos, os abrigos devem ser construídos sem frestas. Para conseguir exterminar esses parasitas, os poleiros e os ninhos têm de ser examinados periodicamente, raspados e cobertos com uma mistura de uma parte de óleo de motor queimado e uma de querosene, ou ainda uma solução de creolina bem forte. A desinfecção deve ser feita logo pela manhã, quando as aves vão para o pasto, a fim de que o abrigo esteja seco e sem cheiro à noite.

Além das citadas, outras doenças e parasitas podem atacar a criação de perus, mas, desde que se mantenham as aves em abrigos higiênicos, dos abrigos às pastagens, e sem contato com outras aves, dificilmente as moléstias aparecerão. Se surgir algum problema mais sério, o melhor é a orientação de um veterinário.

Renovação do plantel O pequeno criador de perus também deve evitar a

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consangüinidade, isto é, precisa fazer a renovação, a cada dois anos, principalmente dos machos, a fim de não degenerar a raça. Nesse período, convém adquirir novos machos de criadores idôneos. Mas, para salvaguardar a criação, os exemplares recém-adquiridos devem ficar isolados num abrigo especial durante pelo menos vinte dias, para que se possa ter certeza de que as aves não estão doentes, alimentam-se bem e têm vivacidade e penas lustrosas, que são os indícios característicos de reprodutores sadios. Se a criação for feita continuamente com base apenas nos exemplares nascidos no próprio criadouro, podem ocorrer problemas tanto com o nascimento dos peruzinhos como também infertilidade dos ovos, aumento da mortalidade, diminuição no crescimento e retardamento no amadurecimento sexual. Também podem-se adquirir ovos de criadores idôneos que serão chocados pelas peruas para depois os machos servirem como reprodutores. Essa prática é melhor, pois não há o risco de uma ave adulta transmitir doenças ou parasitas.

Higienização Não resta a menor dúvida de que, em qualquer tipo de criação, o cuidado com a higiene é um fator primordial para o sucesso. Muitas doenças, bem como parasitas, acabam aparecendo em virtude do descuido na limpeza. A vigilância constante do criador para com seu “rebanho” é de suma importância. Por isso, os abrigos, ninhos, poleiros e parques devem ser fiscalizados periodicamente, procedendo-se a vigilância sanitária. Se aparecerem ratos ou qualquer outro animal silvestre, deverão ser combatidos: são grandes transmissores de doenças, no contato com os alimentos, e consomem a ração destinada às aves. A água para as aves deve ser renovada diariamente, e os bebedouros, escovados e bem lavados. Os comedouros também precisam de uma limpeza diária, para que as sobras de alimento não
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venham a fermentar, contaminando a ração. A ração, quando armazenada, deve estar a salvo do ataque de animais e ser mantida em lugares frescos e bem arejados, para não criar mofo. Não se deve adquirir ração em grandes quantidades, mas apenas o suficiente para consumo em trinta dias, no máximo. As verduras distribuídas às aves devem estar livres de pesticidas ou inseticidas. Os lugares úmidos, bem como as correntes de ventos, devem sempre ser evitados, durante o dia e principal-mente à noite.

Os galpões têm de ser pintados pelo menos duas vezes por ano, interna e externamente, com cal hidratada diluída com um pouco de sabão em pó.

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Adubo orgânico O estrume recolhido dos abrigos dos perus é um ótimo adubo orgânico e, por isso, grande nutriente para as plantas, devendo ser colocado fora do parque e curtido em um buraco. O esterco não pode tomar sol nem chuva, e deve ser mantido apenas úmido, a fim de completar a fermentação, para depois ser utilizado em hortas, poma-res e jardins. O buraco onde se põe o esterco deve ser coberto por um telheiro; sobre ele coloca-se um plástico ou qualquer outra cobertura impermeável, para evitar a propagação de moscas. O esterco pode ser utilizado depois de três a quatro meses de descanso. Ele deve ser muito bem revolvido com a terra e, após um descanso de dez dias, pode-se iniciar o plantio. Outra maneira mais prática e racional é construir dois buracos: enquanto estamos acumulando o esterco em um deles, o esterco do outro já fica curtindo. Regras para o sucesso . • Iniciar com peruzinhos de 21 dias, para maior segurança. . • Adquirir aves sadias ou ovos de criadores idôneos. . • Nunca criar perus juntamente com outras aves (à exceção dos pintinhos), para evitar problemas futuros de saúde. . • Seguir os cuidados especiais com os peruzinhos até os três meses de idade, para evitar a “crise do vermelho”. . • Fornecer uma alimentação de boa procedência e qualidade é a base da saúde das aves. . • Não deixar de aplicar a vacina contra a bouba. . • Manter higiene e limpeza para evitar doenças. . • Isolar a ave a qualquer sintoma de doença. . • Manter boa proteção e higiene nos comedouros e bebedouros. • Criar os perus somente em muito espaço e pastagens. .

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Criação de Avestruzes.
Classificação: Struthio Camelus Austrálias conhecido no Brasil como Avestruz, é uma ave corredora de grande porte e está incluído no grupo das " Ratitas", ( RATITAS , vem do Latim, significando “jangada” ). O esterno destas aves é plano, desprovido de carena, ao contrário das aves voadoras. A carena nas aves voadoras, é sede de inserção dos potentes músculos peitorais. O avestruz não é uma ave voadora, logo, não tem músculos peitorais desenvolvidos como um pato ou galinha. Deste fato decorre uma importante peculiaridade produtiva do avestruz: a maior quantidade de carne produzida não estará no peito, mas nas coxas e dorso, já que trata-se de animal corredor.
O grupo das ratitas inclui: Avestruz Sul. Ema Sul Struthio Camelus Australis Originário da África do

Rhea Americana ou Pterocnemia Pennata Originária da América do Brasil, Argentina,

Uruguai e Paraguai. Causar Casuarius Casuarius Emu Australiano Dromaius Novaehollandie

Originário da Nova Guiné. Originário da Austrália.

O avestruz é originário da África, e se divide em 5 diferentes subespécies das quais as mais conhecidas comercialmente são: 1. Black Neck – Pescoço Preto - mais conhecido como African Black é um animal domesticado (Struthio Camelus Domesticus) fruto de seleção empírica feita pêlos sul-africanos ao longo dos últimos 150 anos. Red Neck – Pescoço Vermelho – É uma ave mais agressiva que pode chegar a atacar pessoas uma vez sentindo-se ameaçada. Blue Neck – Pescoço Azul – É uma ave também agressiva. Não gosta do convívio com pessoas nem com outras raças de avestruz.

2. 3.

Esta classificação se baseia na coloração da pele dos animais adultos, pois, na verdade todos apresentam a mesma coloração das plumas (Machos preto e Fêmeas Cinza).
A seleção foi feita com base em certas características produtivas: • Maior fertilidade e precocidade – Maior número de ovos e início da postura precoce.
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• •

Docilidade – Manejo é mais simples. Alta densidade de plumas – Maior ganho com esta venda.

Não existe uma raça que seja superior a outra. As “Red” e “Blue” tem maior porte, mas iniciam a postura mais tarde e são mais agressivas. Os criadores de avestruz nos U.S. denigrem uns as raças criadas pelos outros. Há muito cruzamento entre as diferentes raças, gerando grande variabilidade (animais com características diferentes). Ainda existe muito trabalho a ser feito em termos de melhoramento genético cruzando as diferentes raças, até que se obtenha uma ave perfeita, que comece a postura mais cedo, etc. Este trabalho está começando agora a ser desenvolvido no Brasil e deve demorar cerca de 50 anos. Os maiores criadores de avestruz na Europa São: • Inglaterra • Holanda • Espanha • Itália • Polônia Os maiores criadores de avestruz no resto do mundo são: • África do Sul • Austrália • Israel • Canadá • Estados Unidos • China A China é um dos países em que mais cresce a estrutiocultura. Os produtos do avestruz são : • Plumas – Maior produtor é a África do sul, o mercado consumidor está na Europa, Ásia e Américas. São classificadas em vários tipos: as que tem mais estática vão para indústrias automobilísticas, as mais longas e bonitas são usadas como adornos e as outra usadas nos espanadores. No Brasil temos um mercado seguro para as plumas (carnaval), mas este não é o produto mais interessante do avestruz. • Couro – Grande aceitação e procura no mercado internacional. Cada animal irá produzir de 1,2 a 1,5 m de couro de fácil extração e curtimento, aceita bem várias cores e é naturalmente decorado (Cálamos). Está sendo usado em substituição do coro de répteis como o crocodilo e a cobra, pois o avestruz não é um animal protegido. O mercado europeu do couro paga entre US$ 200 a US$ 300 por peça de couro cru e paga entre US$ 500 a US$ 600 pelo couro tratado. • Ovos – Pesam entre 1.200 e 1.800 gr. Tem sabor muito semelhante ao ovo de galinha. Hoje ainda não é consumido, porque está sendo usado na formação de plantéis reprodutores. • Outros – Cascas vazias dos ovos são usadas na decoração ( porta moedas ,abajur, porta jóias, etc...); a gordura entra na preparação de cremes e pomadas; os cílios podem ser utilizados para a confecção de cílios postiços; a carcaça pode entrar na composição de rações.
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• Carne – É o produto que está dando mais impulso a criação comercial de avestruzes atualmente. A carne está sendo redescoberta por ser semelhante a carne de bovinos em termos de aspecto, sabor e textura mas com a vantagem de ter baixos teores de gordura e colesterol. Esta característica da carne se deve à distribuição de gorduras no organismo do animal: estas se localizam em volta do estômago e sob a pele, propiciando cortes de carne magra e couro extremamente macio. Mercado consumidor está nos U.S. e Europa. A Suíça importa 200-300 toneladas por ano de carne de avestruz. No Brasil existe um grande interesse por carnes exóticas, e a carne de avestruz inicialmente se introduziria neste setor.

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Comparação entre os valores nutricionais de diferentes tipos de carne: Carne de Calorias Protídios Lipídios Colesterol Bovino 240 23 15 77 Suíno 275 24 84 Frango 140 27 3 73 Peru 135 25 3 59 Avestruz 97 22 2 58

O avestruz alcança o peso de abate por volta de 12 meses de idade, produzindo em média: • Entre 30 e 40 Kg de carne limpa, sendo 15 Kg de carne de primeira e 15 Kg de carne de segunda. A carne de primeira é composta de pedaços mais inteiros tipo filé, e a carne de Segunda é assim chamada não por tratar-se de carne de menor qualidade em termos de composição e maciez, mas, porque vem em pedaços menores , sendo ideal para a preparo de pratos tipo strogonoff.

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Cortes da carne da avestruz

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Entre 1 e 2 kg de plumas E entre 1,2 a 1,5 m de couro. O rendimento por animal abatido é proporcionalmente baixo (30% do peso vivo) se comparado com o rendimento de bovinos, sendo este fato largamente compensado pela grande produção de filhotes. O avestruz é uma ave que gera em quantidade produtos de primeira qualidade com baixos custos de produção, já que não requer muitas construções, estruturas ou mão de obra.

Valor de um animal abatido de 12 – 14 meses: Produto Quantidade Carne 30 – 40 kg Couro 1,2 – 1,5 m Plumas 1 – 2 kg Valor total em US$:

Valor US$ 400 250 100 750

Características dos avestruzes: • Grande porte, alcançando quando adulto de 2 a 2,5 m de altura e de 100 a 150 kg de peso. • Temperatura corpórea 38-39 C. • Aparelho digestivo semelhante ao de ruminantes (sem papo, 2 estômagos, 2 cecos e intestinos longos, digestão bacteriana). • Asas rudimentares, não voam. • Animal corredor (atingindo até 60 km/h).
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Pernas longas, pés com dois dedos, dos quais apenas um com unha. Vida longa (50 a 70 anos de vida), contando de 20 a 40 anos de vida reprodutiva. Início da vida reprodutora com 2 – 3 anos. Dimorfismo sexual marcado: nos adultos o macho é preto com as pontas das asas brancas e a fêmea é cinza, mas tal diferença só aparece a partir de 1 ano e meio de idade.

Ambiente e comportamento: • Originário de regiões semi-áridas, planas (savana africana), na altura do Trópico de capricórnio. • Tem uma ótima capacidade de adaptação, suportando altas e baixas temperatura. • Durante a temporada reprodutiva os machos formam haréns em que há uma fêmea dominante (um macho para três fêmeas). • A fêmea choca os ovos durante o dia e o macho durante a noite. Sistemas de identificação dos animais: A identificação da ave é fundamental para que se possa fazer seu acompanhamento desde o nascimento até sua morte. Este acompanhamento é chamado de registro de dados. O registro de dados deve conter a idade, sexo, vacinações, medicações e doenças, e ainda todas as informações sobre o acompanhamento desta ave (início da postura, produtividade, rendimentos, familiares, cruzas, etc).Esta identificação pode ser feita por diferentes métodos: • • • • Tatuagem no bico. Tem a desvantagem de sair com o tempo. Tingimento de penas ou pele. É um método falho pois as penas caem e a cor desbota até sumir da pele. Faixas nos membros posteriores. É um bom método desde que se preste atenção para que as faixas não apertem as pernas dos filhotes a medida em que forem crescendo. Microchips. É o método mais eficiente, implantado na parte posterior inferior da coxa ou pescoço do animal ficando com ele até que morra para só então ser retirada e usada em outro animal. Não usa energia, nem bateria, não acaba, não pode ser perdida, não desgasta e nem pode ser roubada. Usa-se um leitor (transreceptor) para ler o número do avestruz. Uma vez lido e digitado no seu computador este número dá acesso a todas as informações a respeito desta ave. O microchip custa 12.5 US$ e o leitor varia entre 800 e 2.300 US$ .

Produção:
Fase de cria – de 0 a 3 meses: Instalações:

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Mantê los abrigados à noite; quando há chuva, vento ou frio, em um galpão coberto com pelo menos 3m2 por animal, não inferior a 20m quadrados para estimular a movimentação. Mantê los aquecidos com campânulas a gás se a temperatura estiver inferior a 20 graus. O galpão coberto deve ter no mínimo 20m2, e uma base de cimento rústico e lavável. O galpão deve ser lavado e desinfetado todos os dias, a desinfeção deste galpão é essencial para a saúde das aves e deve estar muito bem desinfetado para recebê-las. ( Sugerimos desinfeção com cal e desinfetante a base de iodo). O piquete ao ar livre deve ter pelo menos 10m2 por animal nos três primeiros meses, devendo ser longo e estreito para estimular a movimentação e corrida, os cantos a quarenta e cinco graus para evitar acidentes, devem ter comedouros, bebedouros, cobertura e também um alambrado fino com 1,5m de altura para proteger a ave de outros animais,( dos três aos seis meses, o piquete deve ter pelo menos 100 m quadrados por animal ). Bebedouro: pode ser de alvenaria ou similares com uma bóia (para que esteja sempre cheio) e um extravasor para facilitar escoamento da água e limpeza diária. Comedouro: pode ser feito com pneu , galão de plástico cortados ao meio ,ou similares, observando que o bebedouro e comedouro devem estar de lado oposto do piquete, para incentivar a movimentação da ave dentro do mesmo. Cobertura dentro do piquete: pode ser de eternit com tela ou bambu nas laterais. A base destes piquetes podem ser de terra batida ou pasto. Terra batida – À partir da Quarta semana (1 mês )já se dá capim picado (pedaços de mais ou menos 1,5cm). Pasto – Pode ser braquiara, napiê, ou até alfafa que por ter um ótimo nível de proteínas, é o melhor pasto.

Manejo: • Nos primeiros 5 dias de vida a ave tem que fazer jejum total de comida, não esquecendo da água à vontade. • Estimular a movimentação! Jejum e movimentação são fundamentais nos primeiros 5 dias de vida do animal. • Ração com 20-22% de proteína contendo milho, farelo de soja, farelo de trigo e um núcleo (cálcio, fósforo, vitaminas e oligominerais), Proteína 20%, Gordura 3%, Fibra 8%, Cálcio 1,5 a 2,0%, Fósforo 0,7 a 1,0%.(Aconselhamos que seja feita analise do solo para complementar a ração com Cálcio e Fósforo.) • Introduzir o pasto aos poucos à partir do primeiro mês. • Durante os primeiros três meses, a ração é à vontade e o pasto é dado 2 vezes ao dia. A partir do quatro mês, complementar a

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alimentação com pasto verde na razão de uma parte de ração para duas a três partes de pasto verde. Consumo de ração nos primeiros três meses: • Mês 1 - entre 000 – 300 gr por dia. • Mês 2 - entre 300 – 400 gr por dia. • Mês 3 - entre 400 – 500 gr por dia. Consumo de pasto nos primeiros três meses: • Mês 1 - entre 000 – 300 gr por dia. • Mês 2 - entre 600 – 1.200 gr por dia. • Mês 3 - entre 1.200 – 1.500 gr por dia. Evolução da resistência dos animais ao frio e a chuva: • Semana 1-Tomar todos os cuidados com os animais (Frio, vento etc...) • Semana 2 - Soltar as aves duas vezes por dia para tomar sol (30mim). • Semana 3 - Soltar as aves por mais tempo duas vezes por dia tomando cuidado com os ventos fortes e chuva. • Semana 4 - Soltar as aves as 9:00hs e recolher as 15:00hs, tomando cuidado com os ventos fortes e recolher em caso de chuvas fortes, podendo ficar num chuvisco rápido. • Semana 5 - procedimento normal soltando as aves pela manha (8:00 hs) e recolhendo a tarde (17:00hs). • Semana 6 - idem (tomar cuidado com as aves em caso de chuvas fortes). • Semana 7 - Podem agora ficar numa chuva rápida, cuidado com o tempo fechado. • Semana 8 - As aves já podem agora ficar embaixo da chuva desde que seja fraca e rápida. Obs: Um avestruzinho saudável está sempre em movimento, ciscando no chão, andando, correndo em grupo com a cabeça bem alta. Se um animal fica parado seja em pé ou deitado, anda com a cabeça baixa, não come, se isola do grupo, provavelmente está doente. Uma ave normal nasce com peso entre 800 gr e 1 kg. A seguir relacionamos os problemas mais comuns enfrentados nesta fase de desenvolvimento e algumas sugestões de tratamento, mas consulte sempre um veterinário antes de medicar um animal. Se qualquer ave ficar doente no piquete, observar o máximo possível, medicar de acordo com um veterinário, nunca separar a ave doente do grupo a menos que a doença for transmissível, quando houver necessidade de separar a ave doente, fazer a quarentena com outras aves que estiverem mais enfraquecidas para se fazer um tratamento adequado e evitar o Stress, o isolamento desta, pode provocar a morte, podendo ela estar doente ou não.
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Patologias mais comuns:

Entorses, deslocamentos, traumatismos – São causadas ou por instalações inadequadas ou pelo manejo violento das aves ou ainda por stress massagear a parte afetada com Calminex pomada. É mais comum à partir do terceiro mês. Deformidades nas patas – Podem ser causadas por herança genética do animal, podem também ter sido causadas por traumatismos repetidos (tombos,...), podem ainda ser conseqüência de uma alimentação deficiente ou decorrentes do intenso período de crescimento dos filhotes, onde há um ganho de peso excessivo e as pernas ainda são fracas. Temos rotação de dedos, pernas e coxas ou deformidades nos ossos e articulações. A solução é difícil: a colocação de talas, a cirurgia ou o uso de suplementos minerais não revertem uma deformidade já instalada. Incompleta absorção do saco vitelino – tem como conseqüência a infecção e morte do animal – é um dos maiores problemas encontrados nos primeiros 15 dias de vida. O tempo normal de absorção do saco é de 7 a 10 dias, sendo que este é um meio rico para bactérias que entram pela cicatriz umbilical. Pode ser causado por stress ( excesso de calor, frio, vento, barulho...). A solução é antibióticos terapia ou cirurgia, mas as chances de cura são pequenas. Diarréia ( fezes muito moles, misturadas com urina): se o animal está bem e ativo pode ser excesso de grama por isso diminua a quantidade de capim e de mais ração. Mas se o

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animal estiver apático, de cabeça baixa, antibiótico terapia + soro. Coprofagia (ingestão de fezes) é normal em todas as idades. Ajuda a formar a flora bacteriana do animal. Apatia, anda com a cabeça baixa – não é uma doença, é um sinal de que algo não está bem, seria necessário identificar a causa ( infecção, stress?): antibiótico terapia + soro.

Para reconhecer um animal que tenha pernas tortas, observamos os seguintes itens: Pernas abertas, pernas em X, pernas em arco, dedos virados para dentro ou para fora e unhas viradas uma para a outra. Esta ave será um descarte do seu plantel e portanto será ave para abate. Se for possível esperar até que a ave tenha 1 ano para abatê –la, melhor pois ela renderá mais carne. Se a ave não estiver apresentando condições para esperar 1 ano, devemos abatê –la assim que pare de crescer e antes que morra por si só, para que possamos fazer o aproveitamento de sua carne derivados. Durante os 3 primeiros meses de vida do animal, dizemos que ele está no berçário. As perdas neste período chegam até 20 %. Há casos registrados em criatórios que as perdas foram de 0%, isto porque dentro de um criatório novo, bem desinfetado não tem risco de contaminação, com o passar do tempo este se torna um risco eminente, normal para um criatorio é de 5% a 10%. Fase de recria – de 4 a 12 meses (Abate) , 4 a 18 meses (matriz) Instalações: • Piquetes longos e estreitos (como a pista do Jóquei Club) por que os avestruzes precisam correr para desenvolverem massa muscular e crescerem fortes e saudáveis. • Os piquetes devem ter uma base de pasto resistente ao pisoteio, pois os animais pastam o dia inteiro. Alfafa por exemplo é um ótimo pasto, mas não suporta a presença constante de animais adultos. Em geral os animais ficam em piquetes com base de braquiara e se dá alfafa picada. • Estes piquetes devem ter 1 fio de arame a cada 10 cm a partir dos primeiros 40cm inferiores, e passando a 20cm até completar 1,80 m. Todas as telas e arames devem ser bem acabados e sem pontas para evitar acidentes. • Os piquetes devem ter uma área coberta mínima de 20m2, para abrigo da ave ( lugar este que deverá ficar o cocho de ração). Esta cobertura deve existir em todos os piquetes, inclusive nos de matrizes. • Machos e fêmeas podem ficar juntos em áreas de 200 m2 por cabeça até 6 meses , 6 a 18 meses passamos para 600 m2 e acima de 18 meses passamos para 1000 m2. • Água à vontade. O consumo de água é de 10 litros por dia / ave.
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O consumo de ração continua aumentando mês a mês. No quarto mês o avestruz come entre 500 – 580 gr de ração por dia, no quinto mês entre 600 - 700 gr, aumentando 100 gr por mês até que no décimo mês, a ave come entre 1.200 – 1.900 gr de ração por dia, levando-se em conta o tipo de pasto existente no piquete. Nesta fase a ração deve ter um nível de proteína 12 %,gordura 3%, fibra 8%, cálcio 1,5%, fósforo 0,7%. (Aconselhamos que seja feita analise do solo para complementar a ração em Cálcio e Fósforo.) O animal também precisa de pasto fresco que é a base do piquete ou é dado de 2 a 4 vezes por dia, na proporção de duas a três vezes a quantidade de ração diária (capim triturado, podendo ser braquiara , alfafa etc...).

Nesta fase as aves são bastante resistentes à doenças infecciosas. Os traumatismos, porém podem ocorrer em uma ave pequena, mas são problema típico de animais maiores, quando os ossos já são mais longos. Os avestruzes são animais sem papo, vorazes e sem paladar, podendo comer qualquer coisa (parafusos, pregos, pedaços de madeira, pregadores de roupas...). Portanto devemos prestar muita atenção na construção dos piquetes, para evitar a presença de pontas ou farpas nas estruturas e no chão, pois posteriormente os animais podem encontra-los, ingeri-los, sofrerem perfuração digestiva e morte. Patologias mais comuns: • Traumatismos - Por serem animais assustadiços e estabanados, podem esbarrar numa cerca ou escorregar, sofrendo fraturas, luxações ou lacerações. Têm ossos longos. As lacerações resolvem-se bem, mas fraturas e luxações não são tão simples assim. • Oclusão digestiva - Significa ingestão em excesso. Pode ser causada por stress, devido a viagem ou a adaptação (mudança de piquete) onde as aves ingerem grande quantidade de alimento(ração ou pasto), ou de outros materiais (folhas secas, areia, etc.) causando a interrupção do trânsito digestivo e a morte por desnutrição. Podemos tentar uma solução fazendo lavagem gástrica com Nujol, massageando a barriga da ave ou colocando-a no soro(cura difícil). • Perfuração digestiva – É causada pela ingestão de materiais estranhos nos piquetes, (pedaços de madeira, areia, cimento ou longas hastes de capim) e não tem cura. • Doenças infecciosas - Trata-se de espécie robusta, recém introduzida no território e criada em boas condições sanitárias (piquetes amplos, expostos ao sol com poucos animais). Maior atenção deve ser dada ao aparecimento de micoses sob os dedos dos pés (em geral ligadas a um piso freqüentemente
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úmido e/ou com urina e fezes acumuladas) e a parasitoses intestinais como helmintoses ou ácaros. Usamos mais ou menos o mesmo tratamento do gado ou aves. O avestruz tem pouca sensibilidade na pele e também sangra muito pouco. Por isto a grande maioria das suturas são feitas sem anestesia. O grande golpe de defesa do avestruz é o chute, por isto ele deve ser imobilizado para que se possa fazer curativos e suturas. O melhor jeito de imobiliza-lo é colocando-o em um “cavalete” especial para curativos. Este cavalete terá outra tora de madeira um pouco mais para cima, para proteger o pescoço do animal que estará usando um capuz para não se assustar com a situação (cuidado especial com as asas e pescoço, são frágeis). A figura ao lado nos dá uma idéia de como deve ser um cavalete para os curativos.

baia Fase de Reprodução – de 2 anos em diante: Características Gerais: • Início da postura aos 2 anos, vida reprodutiva de 20 a 30 anos. Há casos de animais que começaram a botar ovos com 18 meses. • A média de postura é de 50 – 60 ovos por ano. Há fêmeas que chegam a botar até 100 ovos por temporada reprodutiva. • A temporada reprodutiva, neste hemisfério, é de setembro a março, colocando um ovo a cada 48 horas (coloca 8 a 10 ovos, para uns dias, recomeça fazendo assim a recuperação necessária etc...). • Normalmente a postura é feita no terreno, pode-se fazer um ninho na área coberta do piquete para a fêmea, ou fazer um ninho conforme croquiz e induzir a ave por os ovos ali. Também

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costuma-se colocar um ovo de madeira (ovo de indes) neste ninho para estimular a postura. Machos e fêmeas têm comportamento bem definidos para o acasalamento. O macho faz a dança nupcial, mexendo todo o corpo, asas e pescoço. A fêmea abaixa e levanta a cabeça a toda hora em resposta à dança do macho.

Nas figuras abaixo temos o ninho e a cobertura do ninho. Instalações:

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Piquetes de 400 – 500 m2 por animal (20 x 50 = 1.000 m por casal)ou até maiores. O piquete deve ser feito em terreno com boa drenagem, pouca inclinação e com porteira, com cerca de arame liso de acordo com nossa planta. Corredor de 3m de largura entre os piquetes e cerca externa de alambrado com 1,8m de altura com malha variando de 2,5 a 3,0 polegadas. Área coberta para comedouros, de 4 x 5m e altura mínima de 2.5 m, com porteira para confinamento temporário dos animais. Pastagem resistente ao pisoteio. Muito cuidado durante a construção dos piquetes! Não jogar pedaços de arame, pregos lascas de madeira, ponta de cigarros etc.. Depois de terminada a construção dos piquetes deve-se fazer uma revisão MUITO cuidadosa para retirar todos os materiais que possam ser ingeridos (arames, pregos, tocos de madeira, etc.).

Manejo: • Fora da temporada de reprodução, machos e fêmeas ficam em piquetes separados. No início da primavera são formados os trios de reprodutores sempre levando em conta a relação macho-fêmea que propicia a melhor produtividade em termos de ovos fecundados (casais ou trios). • O manejo pode produzir organização no estado selvagem, com o macho sendo posto em um piquete com uma ou mais fêmeas. Contudo uma das fêmeas será predominante, ou seja, será

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mais coberta pelo macho. As outras fêmeas serão menos cobertas e conseqüentemente botarão menos ovos fecundados (que não gerarão filhotes). Por este motivo não convém por muitas fêmeas para um só macho; em geral nos criatórios comerciais os animais são postos em piquetes formando casais ou no máximo trios.

Alimentação: • Ração com 12 % de proteína e suplementação de cálcio. • Entre 1.200 e 1.400 gr de ração\dia. • Água à vontade. Cada avestruz adulto bebe em média 10 litros de água por dia.

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Patologias mais comuns: • Traumatismos - Por serem animais assustadiços e estabanados, podem esbarrar numa cerca ou escorregar, sofrendo fraturas, luxações ou lacerações. Têm ossos longos. As lacerações resolvem-se bem, mas fraturas e luxações não são tão simples assim. • Oclusão digestiva - Significa ingestão em excesso. Pode ser causada por stress, devido a viagem ou a adaptação (mudança de piquete) onde as aves ingerem grande quantidade de alimento(ração ou pasto), ou de outros materiais (folhas secas, areia, etc.) causando a interrupção do trânsito digestivo e a morte por desnutrição. Podemos tentar uma solução fazendo lavagem gástrica com Nujol, massageando a barriga da ave ou colocando-a no soro(cura difícil). • Perfuração digestiva – É causada pela ingestão de materiais estranhos nos piquetes, (pedaços de madeira, areia, cimento ou longas hastes de capim) e não tem cura. • Doenças infecciosas - Trata-se de espécie robusta, recém introduzida no território e criada em boas condições sanitárias (piquetes amplos, expostos ao sol com poucos animais). Maior atenção deve ser dada ao aparecimento de micoses sob os dedos dos pés (em geral ligadas a um piso freqüentemente úmido e/ou com urina e fezes acumuladas) e a parasitoses intestinais como helmintoses ou ácaros. Usamos mais ou menos o mesmo tratamento do gado ou aves. • As doenças genitais podem afetar a reprodução dos animais, e, portanto devem ser tratadas até a cura completa do animal. Postura: • Os ovos pesam entre 1.200 e 1.800 gr. • Tem a casca bem resistente e porosas, geralmente para identificação usa-se escrever nas casca com uma caneta hidrográfica, grafite ou etiqueta. • O ovo deve ser coletado o mais rápido possível para evitar contaminação. • Apesar de não ser um animal agressivo, o avestruz tem forte instinto de defesa do seu território e dos ovos. Por isso é preciso Ter instalações que facilitem o manejo e a coleta dos ovos.
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As fêmeas costumam por 1 ovo a cada 2 dias, fazendo assim um rodízio de postura. Os ovos são coletados, desinfetado e armazenados em ambiente fresco (18/20 Graus) e limpo (desinfetado) e posteriormente colocados nas incubadeiras , de preferencia uma vez por semana. É perigoso deixar os ovos em descanso por mais de uma semana pois há risco de morte embrionária e conseqüente diminuição da taxa de eclosão.

Incubação: • A maior vantagem da incubação artificial é que, a fêmea não precisa interromper a postura dos ovos para chocálos, nem para cuidar de seus filhos. • Permite uma maior taxa de eclosão. • A incubação dura entre 41 e 42 dias. • A temperatura na incubadora deve estar sempre entre 36 e 37 graus Celsius. • A umidade relativa do ar deve estar entre 50% e 60%. • Deve-se fazer a primeira ovoscopia na primeira semana para avaliar se há desenvolvimento embrionário. Depois disso, acompanha-se o desenvolvimento do embrião com o ovoscópio a cada duas semanas. • Ao constatar que não está havendo desenvolvimento embrionário em qualquer dos ovos, este deve ser imediatamente retirado da incubadora para evitar a proliferação bacteriana e fonte de infecção para os outros ovos. • Viragem automática de 2 em 2 horas • Uma incubadora para 18 ovos custa em torno de R$ 4.800,00. • É interessante ter 2 ou 3 incubadoras menores em vez de uma só grande para que se possa ter mais opções de temperatura e umidade, sendo que, alguns ovos perdem mais umidade que outros, assim fica mais fácil controlar a umidade entre os ovos. Eclosão: • Período que precede a eclosão e dura entre 2 e 3 dias. • A temperatura nesta época deve estar entre 35,5 e 36,5 graus Celsius. • A umidade relativa do ar no mesmo período deve estar entre 45% e 59%. • Neste período interrompe-se a viragem dos ovos.
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O pinto leva em média 48 horas para sair do ovo, sendo que às vezes é preciso ajudá-lo. Após o nascimento , o pinto fica mais 3 horas na chocadeira, passando para o berçário climatizado a 36 graus, reduzindo a temperatura um grau dia até atingir a temperatura ambiente.

Problemas com a diminuição da taxa de eclosão: • A má posição do embrião dentro do ovo, com dificuldade em romper a casca e sair, causando a morte nas horas que imediatamente antecedem ou sucedem a eclosão, é um dos problemas mais freqüentemente encontrados. • Pode estar havendo uma infecção dentro da própria incubadora, causando a morte embrionária. • A inexperiência de alguns criadores pode ser fatal para sua granja, sugerimos portanto que o criador terceirise a incubação dos ovos produzidos no seu criatório, recorrendo a granjas bem equipadas e com técnicos preparados. Desta maneira, o criador economiza em investimentos e aproveita a experiência de criatórios especializados. Transporte: • Ovos e pintinhos de um dia: Transporte bem fácil e barato, quase sem traumas. • Filhotes até 6 meses: Transporte fácil, custo médio, com poucos riscos e traumas. • Adultos: Transporte difícil, bem caro, com muitos riscos de perdas por stress e traumatismos diversos. Há ainda, o risco de stress pela adaptação no novo criatório.

Perspectiva e Projeção do Mercado de Avestruzes.
Perspectiva de evolução do mercado de avestruzes: Primeira fase – Breeding Phase. É a fase de criação e desenvolvimento do plantel nacional. Durante esta fase ainda não há abate, vendem-se apenas animais matrizes. Esta fase dura em média 20 anos. • A venda de matrizes é pelo menos 10 vezes mais lucrativa que a venda de produtos.

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Nos U.S.A., a fase de Breeding durou 20 anos e um casal de matriz adulto chegou a custar U$ 60.000,00, hoje já caiu para preços bem mais razoáveis (U$ 8.000,00). Na Europa a fase de Breeding já dura 17 anos e ainda não está concluída. Para ser importador de matrizes de avestruz, é necessário ter uma firma que esteja devidamente credenciada pelo IBAMA (mais ou menos 9 meses) e pelo MINISTÉRIO DA AGRICULTURA (10 dias). Para ser criador de avestruzes, não é necessária nenhuma licença específica. A única exigência é que as aves que não forem nascidas no Brasil tenham sido compradas de um importador credenciado

. Segunda fase – Commercial Phase. É a fase de venda dos produtos do avestruz abatido: carne, couro e plumas. • Quando o Brasil entrar na fase de abate das aves, surgirão especialistas em todas as etapas da criação: Incubação, Sexagem, Microchipagem, Abatedouro e Curtume. • Para abater as aves é necessário um abatedouro especial, pois o avestruz por sua altura e pescoço não pode ser abatido nos abatedouros comuns. • No início da fase de abate, os criadores usarão os abatedouros já existentes, feitos para outros animais: Ex. Gado e Suínos. Em seguida será desenvolvido um abatedouro próprio e exclusivo para avestruzes. • Para que se possa vender os produtos do avestruz, é necessário garantimos: 1. Continuidade da oferta. 2. Homogeneidade na qualidade dos produtos. 3. Custos gerais homogêneos. Potencialidade do mercado: Espécie Consumo Carne porAbate Anual Fêmeas Rebanho Carne T\A Animal Kg (Cabeças) (Número) (Número) Bovino 4,9 milhões 240 21 milhões Avest (1%) 49.000 30 1,6 milhões 55.000 110.000 Avest (5%) 248.000 30 8,2 milhões 275.500 550.000 A carne do avestruz entrará no mercado como uma carne exótica e se difundirá devido a: • Alta produtividade do avestruz.

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• Grande capacidade da ave de se desenvolver em áreas marginais. • Características saudáveis da carne. • Diminuição dos custos de produção. O Brasil tem algumas vantagens na criação pecuarista: • Tradição na criação bovina e outros. • Sensibilidade do consumidor para carnes exóticas (saudáveis e saborosas). • Técnica de criação “natural” preocupada com o bem estar dos animais (grande espaço à disposição e alimentação não forçada). • Tradição no tratamento e na utilização do couro. • Por ser um mercado novo, desperta muito interesse dos pecuaristas, sendo que as matrizes apresentam ótima rentabilidade. Os fatores limitantes para a criação de avestruzes são: • Investimento alto e para poucos. • Carência de informações. • Falta de experiência dos veterinários. • Dificuldades burocráticas em geral.

CRIATÓRIO
O criatório ideal deve ter: 1. Área para quarentena com: • 2 piquetes de 20 por 50 metros, com piquetes de contenção cobertos de 4 por 5 metros para comedouros, bebedouros e manejo. A cerca dos piquetes podem ser de arame liso ou de preferencia tela tipo alambrado, com os palanques virados para fora e contos a quarenta e cinco graus. • Os piquetes devem ter também um corredor de serviço com 3 metros de largura, para que possa passar um carro se for necessário. A cerca externa, (proteção para os piquetes )devem ser de alambrado para evitar a entrada de animais estranhos. • Galpão coberto com pelo menos 50 metros quadrados, piso de cimento rústico para facilitar a limpeza e desinfeção diária.
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2. Piquetes para adultos: • Os piquetes devem ter 1.500 metros quadrados por trio, sugerimos piquetes de 30 por 50 metros. Também deve ter boa drenagem e pouca inclinação. • O alambrado deve ter malha de 3.0 polegadas, com 1,7 m de altura, ou cerca de arame liso com os palanques virados para fora. • Piquetes de contenção cobertos (eternit, sapé ou telhas) de 5 por 5 m e 2.5 m de altura para comedouros e manejo das aves. Deve ter também uma porteira para confinamento temporário dos animais, lembrando sempre que comedouro e bebedouro sempre do lado oposto do piquete. • A pastagem destes piquetes pode ser brachiara com outro pasto resistente ao pisoteio. • Sombra natural ou artificial (tela, quiosques). 3. Galpão berçário: • Galpão coberto com pelo menos 50 metros quadrados, piso de cimento rústico lavável, com comedouro e bebedouro removíveis no caso de permanecerem por tempo prolongados(dia de chuva). • Campânulas a gás para aquecimento noturno. • Comedouros, bebedouros e termômetro. • Piquetes externos (longos e estreitos) com pelo menos 10 metros quadrados para cada animal, lembrando que quanto maior melhor para estimular a corrida. • Estes piquetes devem ter comedouros, bebedouros e sombra. • A base destes piquetes é de terra batida ou de pasto. 4. Incubatório e Laboratório: • Azulejo frio higiênico nas paredes e piso, fácil de lavar e desinfetar. • Lâmpadas germicida. • Controle de temperatura e umidade 24 horas por dia. • Ar condicionado com exaustor. • Gerador de energia. • Desumidificador • Termo higrômetro • Ovoscópio. • Incubadoras, Chocadeiras e Nascedouros. • Microscópio para estudos.
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• Equipamentos para sexagem por D.N.A. • Sistemas de microchipagem e identificação para as aves. 5. Enfermaria: • Vacinas, remédios e antibióticos. • Tronco para curativos. • Área para confinamento temporário. • Equipamento para autópsias. 6. Outros: • Escritório para administração do criatório. • Escritório para administração das vendas. • Sala para palestras.

Planta do Criatório:

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RESUMO
Cuidados Diários
Não deixar tomar chuvas fortes até o quinto mês. Recolher a noite até o Quinto mês e em caso de chuvas. Água sempre Fresca e limpa. Pedregulhos de tamanho variado em quantidade no piquete, lembrando que o avestruz ingere pedras com tamanho aproximado da metade de sua unha. Pastos e abrigos sempre livres de pregos, arames , grampo de cerca, toco de cigarro, cavaco de madeira, linha de nylon, etc... Permanecer o máximo de tempo junto aos animais; a partir dos seis meses, você que não convive junto ao animal diariamente, muito cuidado ao entrar no piquete, o animal poderá estranha-lo, lembrando que a unha do animal é muito afiada e o chute é sua principal defesa.

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Galpão e Piquetes Galpão: de 3 m2 / animal, máxima ventilação possível, piso de cimento grosso e de fácil limpeza e desinfeção diária, alimentação no galpão só no caso de chuvas, de fácil acesso para os piquetes. Piquetes: Formato retangular com os cantos a quarenta e cinco graus, quanto maior melhor, manter o pasto sempre baixo, cocho de ração e água de preferencia que possa ajustar a sua altura , lembrando que a avestruz é um animal que cresce diariamente, chegando até 2,50 metro de altura. Cercas : altura mínima de 1,70 m até 2,00 m ,podendo ser de arame liso a partir de 40 cm de altura do solo, 10 em 10 cm os primeiros quatro fios passando para 20 cm no restante até chegar na altura necessária, ou de tela; palanques com distancia máximas de 3 metros, não deixar pontas na cercas para evitar acidentes desagradáveis. Pastagem e Ração Pasto : gramíneas e leguminosas, considerando que o avestruz pasta com maior eficiência do que o gado; quanto mais nutritiva a pastagem , menor a necessidade de ração. Ração : nos três primeiros meses, a melhor forma de alimentação é a ração desintegrada, após três meses ração peletizada , sendo melhor aproveitada pela ave e homogeneidade dos nutrientes e vitaminas. Como a necessidade nutricional das aves se modificam com o seu crescimento , abaixo apresentamos a composição básica da ração para estes ciclos.

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Ração Inicio: Proteína -20 a23%, Gordura 3%, Fibra 8%, Cálcio 1,5%, Fósforo 0,7% (até 2 meses de idade) De 2 a 6 meses: Proteína 18%, gordura 3%, Fibra 10% , Cálcio 2% , Fósforo 1%. De 6 a 10 meses: Proteína 14%, Gordura 3%, Fibra 14% , Cálcio 3%, Fósforo 1%. De 10 a 14 meses: Proteína 12%, Gordura 3%, Fibra 16%, Cálcio 3%, Fósforo 1%. Após 14 meses : Proteína 10%, Gordura 3%, Fibra 16%, Cálcio 3%, Fósforo 1%. Vitaminas Até cinco meses de idade: Vitaminas solúveis na água de bebida; Rosivol C - Roche, Celtz -Sanpar, Nopstress - Guabi, Vita Gold aplicações de acordo com o fabricante. Antibiótico Baytril - Bayer , Advocin - Pfizer , aplicações de acordo com o fabricante; Usar somente em casos de infeções graves, sendo que logo após fornecer iogurte dissolvido na água em abundância. Local de aplicação intramuscular parte superior da coxa . Parasitas Internos - Vermes chatos e redondos , controle de seis em seis meses com produtos a base de Febendazol ou albendazol ( produto para avicultura) , ou Ivomec liquido dosagem de acordo com o fabricante. Externos - Carrapatos ou Piolhos, pulverizar com Malation, quando houver necessidade. Machucados , Cortes , Lesões , Bicheiras Pomadas Furacim , Equiderme , etc..., não usar Lepecid ou similares. Vacinas Não é necessário a não ser em regiões, onde há alta incidência da doença de New - Castle, usar vacina oleosa subcutânea com aplicação na base do pescoço a cada seis meses.

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