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Construindo Monografias

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  • 1.1.1 Sobre a Definição da Área de Estudo e a Escolha do Tema
  • 1.1.2 Sobre a Seleção de Fontes Técnico-Científicas Necessárias
  • 1.1.3 Sobre o Ato de Ler
  • 1.1.4 Sobre o Ato Intencional de Sistematizar a Vida de Estudos
  • 1.2.1 Objetividade
  • 1.2.2 Clareza
  • 1.2.3 Coerência
  • 1.3.1 A Pesquisa Científica Requer Uma Metodologia Própria
  • 1.3.2 A Pesquisa Científica Requer Uma Leitura Crítica dos
  • 2.1 Seleção do Que Ler
  • 2.2 Como Ler
  • 2.3 O Que Sublinhar
  • 2.4 Anotações
  • 2.5 Resumos: Exercícios Para Desenvolver Força e
  • 2.6 Resenhas: Exercícios para Desenvolver Resistência e
  • 3.1 Suporte Teórico e Revisão Bibliográfica
  • 3.2 Respeito aos Direitos Humanos
  • 3.3 Tratamento dos Dados
  • 3.4.1 Resolução 196/96
  • 3.4.2 Autonomia
  • 3.4.3 Não-maleficência
  • 3.4.4 Beneficência
  • 3.4.5 Justiça ou Eqüidade
  • 3.5.1 Termo de Consentimento
  • 3.5.2 Carta de Apresentação e Termo de Esclarecimento
  • 3.5.3 Folha de Rosto para Pesquisa Envolvendo Seres
  • 3.6 Endereços Eletrônicos Úteis
  • 3.7 Termo de Consentimento
  • 4.1.1 O Problema Deve Ser Formulado Como Uma Pergunta
  • 4.1.2 O Problema Deve Ser Delimitado a Uma Dimensão Viável
  • 4.1.3 O Problema Deve Ter Clareza
  • 4.1.4 O Problema Deve Apresentar Bases Científicas Para a
  • 4.2.1 Esboço do Projeto de Pesquisa:
  • 4.2.2 Definição dos Itens Essenciais no Projeto de Pesquisa
  • 4.3 Coleta de Dados e Instrumento
  • 4.4 Organização e Análise dos Dados
  • 5.1 Nome do Capítulo ... 11
  • 5.2 Nome do Capítulo ... 14
  • 5.3 Estrutura e Formatação da Monografia
  • 5.4.1 Capa
  • 5.4.2 Folha de Rosto
  • 5.4.3 Ficha Catalográfica
  • 5.4.4 Errata
  • 5.4.5 Folha de Aprovação
  • 5.4.6 Dedicatória
  • 5.4.7 Agradecimentos
  • 5.4.8 Epígrafe
  • 5.4.9 Resumo
  • 5.4.10 Resumo em Língua Estrangeira
  • 5.4.11 Listas
  • 5.4.12 Sumário
  • 5.5.1 Introdução
  • 5.5.2.1 Objetivos
  • 5.5.2.2 Justificativa
  • 5.5.2.3 Metodologia
  • 5.5.2.4 Revisão Bibliográfica
  • 5.5.2.5 Apresentação e Análise de Dados
  • 5.5.3 Conclusão
  • 5.6.1 Referências
  • 5.6.2 Glossário
  • 5.6.3 Apêndices
  • 5.6.4 Anexos
  • 5.6.5 Índice
  • 5.7 Sugestões Sobre a Apresentação
  • 6.1 Citação Indireta
  • 6.2 Citação Direta
  • 6.3 Citação de Poemas e de Textos Teatrais
  • 6.4 Omissões em Citação
  • 6.5 Interpolações em Citação
  • 6.6 Incorreções e Incoerências
  • 6.7 Ênfase e Destaque em Citação
  • 6.8 Notas de Rodapé
  • 6.9 Citação de Informação Obtida por Canais Informais
  • 6.10 Citação de Trabalhos Não Publicados
  • 6.11 Citação de Informações Retiradas da Internet
  • 6.12 Citação da Bíblia
  • 6.13 Tradução em Citação
  • 6.14 Algumas Orientações Sobre Fontes (Documentos) Citadas
  • 7.1.2 Localização das Referências
  • 7.2.1 Partes de Livros (Capítulos, Fragmentos, Volumes)
  • 7.2.2 Verbetes de Enciclopédias e Dicionários
  • 7.2.3 Relatórios Técnicos
  • 7.2.4 Teses, Dissertações e Monografias
  • 7.2.5 Trabalhos Acadêmicos
  • 7.2.6 Congressos, Conferências, Encontros e Outros Eventos
  • 7.2.7 Trabalhos Apresentados em Eventos Científicos
  • 7.3.1 Periódicos Considerados no Todo
  • 7.3.2 Artigos de Periódicos
  • 7.3.3 Artigos de Jornais
  • 7.4 Resumos
  • 7.5 Resenha
  • 7.6 Normas Técnicas
  • 7.7.1 Leis e Decretos
  • 7.7.2 Acórdãos, Decisões, Sentenças de Cortes ou Tribunais
  • 7.7.3 Pareceres, Resoluções e Indicações
  • 7.8.1 Bíblias Consideradas no Todo
  • 7.8.2 Partes da Bíblia
  • 7.9 Catálogos de Exposições, Editores, etc
  • 7.10.1 Entrevistas Não Publicadas
  • 7.10.2 Entrevistas Publicadas
  • 7.11 Projetos de Pesquisa
  • 7.12 Obras Inéditas (Documentos Não Publicados)
  • 7.13 Atas de Reuniões
  • 7.14.1 Mapas e Globos
  • 7.14.2 Atlas
  • 7.15 Partituras
  • 7.16.1 Discos Compactos Áudio – CD Áudio
  • 7.16.2 Discos de Vinil
  • 7.16.3 Videodisco (Laser)
  • 7.16.4 Cassetes
  • 7.17 Filmes e Gravações em Cassetes
  • 7.18 Microfilmes, Microfichas, Slides e Diafilmes
  • 7.19 Transparências
  • 7.20 Fotografias
  • 7.21 Pôsteres
  • 7.22 Cartas
  • 7.23 Bula de Remédio
  • 7.24.1 Disquetes e Similares
  • 7.24.2 Arquivos Eletrônicos
  • 7.24.3 Fitas Magnéticas e Similares
  • 7.24.4 CD-Rom, Base de Dados e Similares
  • 7.25 Fontes Eletrônicas Online
  • 8.1.1 Conteúdo
  • 8.1.2 Tamanho
  • 8.1.3 Local
  • 8.1.4 Fixação
  • 8.1.5 Horário
  • 8.1.6 Evite os excessos de informação
  • 8.1.7 Respeite a estrutura básica dos trabalhos científicos
  • 8.1.8 Utilize-se dos elementos básicos
  • 8.1.9 Elementos de identificação
  • 8.2.1 Quantidade de conteúdo
  • 8.2.2 Presença dos elementos básicos
  • 8.2.3 Destaque especial
  • 8.2.4 Referências
  • 8.2.5 Diagramação
  • 8.2.6 Cuidado com as Fontes
  • 8.2.7 Uso de Ilustrações
  • 8.3.1 Alinhamento
  • 8.3.2 Simetria e Equilíbrio
  • 8.3.3 Ordem
  • 8.3.4 Oposição e Contraste
  • 8.3.5 Simplicidade
  • 8.4 Dicas Tecnológicas
  • 8.5 Divulgação Eletrônica
  • 8.6 Vale Lembrar

Construindo Monografias e TCC’S

Elias Ferreira Porto Eliethe Xavier de Albuquerque Everson Mückenberger Kátia Corina Vieira Leonardo Tavares Martins Oswalcir A. de Azevedo Paulo Gomes Lima

UNASP 2006

UNASP

CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO

ADMINISTRAÇÃO DA ENTIDADE MANTENEDORA
Presidente: Domingos José de Souza Tesoureiro: Élnio Álvares de Freitas Secretário: Edson Rosa

ADMINISTRAÇÃO GERAL DO UNASP
Reitor: Euler Pereira Bahia Pró-Reitora: Thalita Regina Garcia da Silva Pró-Reitor Administrativo: Élnio Álvares de Freitas Secretário Geral: Paulo César de Azevedo Pró-Reitor do Campus SP: André Marcos Pasini Pró-Reitor do Campus EC: José Paulo Martini Pró-Reitor do Campus HT: Alacy M. Barbosa

PRODUÇÃO EDITORIAL
Comissão de Pesquisa: Ausberto Silvério Castro Vera Célia Barbosa P. dos Santos Elias Ferreira Porto Eliethe Xavier de Albuquerque Everson Mückenberger Oswalcir A. de Azevedo Paulo Gomes de Lima Wanderley Dorneles da Silva Capa: Geyvison Souto Projeto Gráfico e Diagramação: Fábio Borba Revisão: Elias F. Porto, Eliethe X. Albuquerque, Leonardo T. Martins Edição: Dezembro 2006

001.42 C775

Construindo monografias & TCC´s / Elias Ferreira Porto et al. – São Paulo UNASP SP, 2006. vi, 194 p. : il.

Referências e Tabelas.

1. Pesquisa – Metodologia 2. Pesquisa – Projetos 3. Trabalhos científicos – Normas 4. Trabalhos científicos – Redação 5. Trabalhos científicos – Técnicas I. Porto, Elias Ferreira. II. Albuquerque, Eliethe Xavier de. III. Mückenberger, Everson. IV. Vieira, Kátia Corina. V. Martins, Leonardo Tavares. VI. Azevedo, Oswalcir A. de. VI. Lima, Paulo Gomes. VII. Título.
Dados de Catalogação AACR2 2ª. ed. e Classificação CDD 22ª ed. Realizado pelo Departamento de Bibliotecas do UNASP Campus SP Bibliotecária responsável: Eliethe Xavier de Albuquerque

“O processo do conhecimento da investigação epistemológica deve ser caracterizado pelo desvelamento do objeto, não de forma fragmentária e/ou fragmentada, como se numa perspectiva unilateral as respostas ao problema suscitado se mostrassem suficientemente contempladas; muito pelo contrário. Esse toma como sustentação maior a totalidade do objeto, escrutinando os domínios conceituais e metodológicos que, desvelando a abrangência contextual da problemática levantada, possibilita tanto a explicação, a descrição, a compreensão, como também encaminhamentos recorrentes como críticas ou contribuições alternativas a uma dada realidade” (LIMA, 1986, p.262).

portanto. No capítulo IV são apresentados os principais elementos a compor um projeto de pesquisa. Dessa forma. O objetivo dos autores desses capítulos e da Comissão de Pesquisa do UNASP é dar a você o apoio necessário para ingressar nesta fantástica aventura que é a investigação e a descoberta de novos conhecimentos ! Bom trabalho ! . como se segue. e no sétimo capítulo estão descritos e exemplificados os diversos tipos de referências de documentos que dão suporte teórico à pesquisa. nunca é tarefa acabada. seleção dos pontos principais que auxiliem o trabalho do pesquisador. de acordo com a NBR 6023. comunicação e rigorosidade científica.4 APRESENTAÇÃO A produção de um manual que contemple os elementos metodológicos da pesquisa científica. visto que a dimensão metodológica é muito ampla. No capítulo II estão descritos os passos necessários à divulgação da investigação científica através de resumos e resenhas. enquanto que o quinto capítulo descreve os passos fundamentais na elaboração de uma monografia. O capítulo VI trata da normalização para uso de citações. No oitavo capítulo estão arrolados os itens básicos e as iniciativas indispensáveis à elaboração do pôster científico. foram reunidos em oito capítulos os elementos considerados imprescindíveis à construção da produção científica. requerendo. conforme a NBR10520 da ABNT. embora materializada. O terceiro capítulo trata das questões éticas que envolvem e norteiam a pesquisa científica. O capítulo I enfatiza os princípios básicos da pesquisa científica a partir de três aspectos: compromisso.

5 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA PESQUISA CIENTÍFICA Paulo Gomes de Lima paulo. à procura de compreensão da realidade que o envolve e com a qual está interagindo (VON ZUBEN.gomes@unasp.br É razoável pensar-se que a ciência pode tornar-se meio de libertação se for sustentada por uma teoria filosófica que tente compreender o significado da atividade científica como empreendimento de um ser pensante criativo. p. 15).edu. . 1995.

o princípio do compromisso deve conduzir o pesquisador. até a redação e divulgação dos resultados da investigação. Reconhecendo-se tal importância. princípios e normas técnicas que estruturem o grau de sua confiabilidade.1 Princípio do Compromisso A importância dos vários tipos de pesquisa científica. provocar mudanças na sociedade e mesmo contribuir para o desenvolvimento do país. seja perante a banca examinadora ou por meio da publicação de um livro. em sua construção. da disponibilidade e das inclinações do pesquisador. a seleção e a leitura das fontes documentais. Os conceitos divulgados podem orientar novas pesquisas. desde a escolha do tema. a sistematização da vida de estudos.1 Sobre a Definição da Área de Estudo e a Escolha do Tema A seleção do tema de estudo depende da preferência. é preciso ter como fio condutor. desde uma monografia até uma tese. não se esgota no cumprimento de um requisito acadêmico. A partir desses elementos é que será . O tema pode ser encontrado dentro do conjunto de interesses e dos conhecimentos imediatos acumulados pelo pesquisador. a área do conhecimento e o tema propriamente dito.1. 1. Na escolha do tema. 1. antes da construção da pesquisa o pesquisador precisa estar atendo aos princípios fundamentais considerados neste capítulo. atribui à pesquisa um papel elevado. Dessa forma. A posterior divulgação das descobertas e das idéias defendidas. primeiro deve-se identificar o campo de estudo. Assim. Tais princípios envolvem tanto o comprometimento do pesquisador com a qualidade e fidedignidade da pesquisa quanto a forma de comunicação da mesma.6 1 PESQUISA CIENTÍFICA A pesquisa científica é uma contribuição que o pesquisador oferece ao universo do conhecimento.

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feita a proposta do problema a ser pesquisado, bem como a abordagem a ser desenvolvida. Exemplos: Campo de estudo: Psicologia Área do conhecimento: O inconsciente individual Tema: O inconsciente e o processo de tomada de decisões Problema: Em que consiste a influência do inconsciente na tomada de decisões? Campo de estudo: Administração Área do conhecimento: Recursos Humanos Tema: Critérios éticos e contratação de pessoal Problema: Por que critérios éticos estão sendo utilizados atualmente na seleção de pessoal no mundo corporativo? O tema deve ser escolhido partindo-se sempre do geral para o específico. Quanto mais objetiva e delimitadamente o pesquisador define seu tema, mais facilidade vai ter, no decorrer da pesquisa, para organizar e expandir a abordagem sem perder o foco proposto. Assuntos sobre os quais pouco se tem escrito ou que ainda se mostram duvidosos podem se constituir em terreno movediço para o pesquisador médio ou principiante. Uma escolha mais acertada do tema pode resultar de consulta prévia a diversos autores, numa área específica. Nessa consulta, o estudante pode identificar brechas, que ele eventualmente venha a preencher. Salomon (1991) enumera algumas fontes de inspiração e de sugestão para a escolha de temas de pesquisa, entre elas a observação, reflexão, senso comum, experiência pessoal, seminários e controvérsias. A observação direta e minuciosa dos fatos e dos comportamentos sociais conduz a problemas potenciais, cuja pesquisa certamente apresentará resultados práticos. Por sua vez, a reflexão permite ao pensamento perscrutar o mundo sensível e a realidade interior, de onde podem emergir temas originais. Salomon destaca ainda que, importantes pesquisas podem ainda ser oriundas da experiência pessoal, uma vez que cada pessoa tem comportamentos e maneiras próprias de reagir às situações concretas da vida.

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Definido o tema de estudo, passa-se em seguida à elaboração de uma estrutura provisória a ser seguida durante a pesquisa. Essa estruturação provisória, bem como a definitiva, deve levar em conta a questão da interdisciplinaridade. O mundo globalizado requer do pesquisador a habilidade de interligar diferentes áreas de estudo, em torno da área principal escolhida. Morin (2000, p. 14), afirma que os desenvolvimentos próprios de nossa era planetária nos confrontam, inevitavelmente e com mais e mais freqüência, com “os desafios da complexidade”. Segundo ele os diferentes componentes da sociedade (fator econômico, político, sociológico, psicológico, afetivo, mitológico) são inseparáveis e “existe um tecido interdependente, interativo e inter-retroativo entre as partes e o todo, o todo e as partes”. Para Morin, a política da especialização, que leva o pesquisador a se fixar numa área cada vez mais restrita, não se mantém no mundo globalizado. Considerando essa realidade, disciplinas como psicologia, filosofia, história, antropologia ou religião devem ser incluídas numa pesquisa voltada para a área de administração, economia, gastronomia, saúde, comunicação ou pedagogia, dentre outras. A pesquisa interdisciplinar parte do pressuposto de que o ser humano é um todo interligado, bem como a sociedade e as ciências.

1.1.2 Sobre a Seleção de Fontes Técnico-Científicas Necessárias
A revolução industrial possibilitou tornar a cultura uma mercadoria a ser produzida, vendida e consumida. Assim, o mercado editorial, em todo o mundo, oferece uma multiplicidade de obras, cabendo ao leitor inteligente exercer senso crítico e seletivo a fim de que seu programa de pesquisa tenha rendimento e eficácia. Há inúmeras leituras sem proveito, tanto para um leitor comum quanto para o pesquisador. É preciso, portanto, realizar uma criteriosa seleção das obras. Pode-se começar essa seleção levando-se em conta: • a qualificação do autor e o tipo de abordagem que faz de seu tema; • o sumário da obra; nele o pesquisador deve analisar se os itens relacionados são claros e se podem contribuir significativamente para o andamento coerente da pesquisa eleita;

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• nenhuma obra deve ser selecionada sem que se leve em conta ainda a bibliografia citada. É certo que bons livros já foram publicados sem fontes de consulta, mas a regra geral é que o valor de um trabalho está relacionado diretamente com as fontes utilizadas; • a apresentação da obra ou do autor, constante das orelhas, da quarta capa, da introdução ou do prefácio pode se constituir em elemento importante no processo de seleção de fontes; • outros quesitos de seleção podem ser ainda o padrão e o reconhecimento de que goza a editora que publica o material, o número de edições já lançadas e a data de produção da obra. As edições mais recentes ou revisadas devem ser preferidas às mais antigas; • o pesquisador deve ampliar suas fontes, para além dos limites do livro. Dicionários e enciclopédias são consultas básicas para qualquer pesquisa. Há dicionários das mais variadas áreas ou ciências, como psicologia, teologia, filosofia, sociologia, música, história, etc., sendo indispensável a menção aos mesmos segundo a área pesquisada; além dessas fontes, o pesquisador deve utilizar revistas e jornais, que oferecem uma abordagem de temas variados muito próxima do cotidiano. Seminários, palestras, aulas e debates podem também se constituir numa fonte fecunda de idéias; • é preciso ainda que o pesquisador esteja atento à realidade que se desdobra ante seus olhos no dia-a-dia. Muitas conclusões ou descobertas históricas aconteceram em momentos inesperados, sendo captadas por observadores atentos. A pesquisa científica requer também uma observação ou análise mais detida da realidade, na pesquisa de campo ou num laboratório. O campo da análise pode ser uma sala de aula, uma empresa, uma cidade, uma região geográfica ou uma faixa etária, dentre outros. Pode também ser uma seleção de documentos, atas, relatórios, boletins, fotografias, reportagens ou entrevistas. O campo escolhido deve ser analisado segundo parâmetros estabelecidos na introdução da pesquisa. Há pesquisa bibliográfica e pesquisa documental, estando esta última focada primordialmente na análise do campo definido para estudo, não dispensando, porém, o embasamento teórico ou bibliográfico.

Os textos sublinhados podem ser consultados mais rapidamente. reflexão. Medeiros (1991) pontua que a leitura exige análise. do tato ou por leituras anteriores. melhora o vocabulário e ajuda a sistematizar as idéias na hora de redigir. são indispensáveis à criatividade e ao ordenamento das idéias. Só se deve sublinhar. rejeição à passividade e também ao excessivo espírito crítico. Essa limitação. portanto. resumos e tomada de posição. além de concentração. um texto após compreendê-lo bem. Tópicos muito importantes podem ser sublinhados com duas linhas. facilitam a tomada de notas e o resumo das idéias do autor. que aperfeiçoa e enriquece. A leitura constante e seguida dessas práticas pode provocar o desencadeamento de muitas idéias proveitosas para a pesquisa que se pretenda desenvolver. síntese. porém. análise e síntese dos conteúdos lidos que a mente estabelece ligações entre as novas idéias e aquelas já armazenadas seja por meio da visão. deslealdade ou distorção das idéias lidas. preguiça. audição. como fartamente indicada pela maioria dos professores de todos os níveis de ensino. está diretamente relacionada com a dificuldade de leitura. Uma leitura contínua e consciente aperfeiçoa o estilo literário. pesquisa a dicionários. Essas ligações. capaz até de impedir a produção de um trabalho científico. não é aquela voltada para o entretenimento do leitor. amplia os conhecimentos. Trechos obscuros podem ser indicados com um ponto de interrogação à margem.10 1. Ler fontes cuidadosamente selecionadas e compreensivelmente. É leitura pausada. ou sinapses. acompanhada de anotações. O pesquisador que deseja entrar no mundo do conhecimento e dar sua contribuição deve primeiro ser atento e observador. aplicação do conteúdo. constância. é decisivo para a produção de um trabalho científico.1. a fim de que sejam destacadas as palavras ou frases-chave da leitura. É durante a reflexão. porém. Uma leitura proveitosa jamais dispensará o ato de sublinhar.3 Sobre o Ato de Ler Estudantes de todas as áreas de conhecimento apresentam uma evidente dificuldade de expressar-se com clareza e objetividade através da escrita. A leitura. Setas ou traços verticais à margem também servem para destacar pontos mais relevantes do .

entre outras coisas. identificar a linha de argumentação do autor e suas tendências. reflexão. reler. Sem ela não é possível dominar. No momento de redigir o texto da pesquisa é conveniente ter à mão os livros e textos consultados. divergências e contribuições originais sobre o problema em foco. para que. durante o processo de leitura. • leitura de pesquisa: a leitura de pesquisa requer mais tempo. espaço tranqüilo. • leitura crítica: requer concentração. Os tipos de leitura podem ser classificados em quatro categorias principais conforme Medeiros (1991): • • leitura de reconhecimento: é muito útil quando se quer ter uma visão geral da obra. perceba-se as convergências. Cada autor deve ser lido. e inclui o ato de ler. por grupos afins. leitura scanning: é também rápida e superficial. iluminado e. sendo útil para se encontrar uma citação desejada ou certo tópico da obra de pesquisa e crítica. segundo a finalidade com que se lê. com ausência de ruídos. o trabalho pode ser mais produtivo quando se lê um documento após o outro. Isso inclui. Um fator indispensável para a leitura produtiva é a concentração. alguns tipos de leitura se fazem necessários. Como nossa cultura é permeada de ruídos e de exposição de imagens que concorrem a nossa atenção. proporcionando seleção e domínio dos conteúdos. . arejado. principalmente. ao se estabelecer relação entre autores com diferentes linhas de pensamento. Mas. anotar e resumir. além das anotações colhidas. seu trabalho ainda se torna mais produtivo se conseguir selecionar autores de diferentes tendências e lê-los um de cada vez. Sendo possível ao pesquisador. entender e criticar idéias. O uso de uma só das margens para todos os sinais torna a anotação mais organizada. É preciso considerar ainda que. avaliação e comparação. é preciso criar condições que favoreçam a concentração. e resulta em armazenamento de informações.11 texto. num segundo momento. buscando a sistematização interdisciplinar de forma lógica e organizada. analisado e criticado separada e atentamente num primeiro momento. no processo de execução de uma pesquisa científica.

4 Sobre o Ato Intencional de Sistematizar a Vida de Estudos No processo de produção de uma pesquisa científica. O pesquisador precisa delimitar seu tema e estabelecer. com prazos previamente estabelecidos. A leitura é só o início do processo de construção das idéias. Por outro lado. Feito isso. não sendo poucos os que já viram seus créditos serem invalidados pelo retardamento de sua conclusão. também é necessário estabelecer um cronograma de atividades. amadurecimento. desenvolvimento e ponto de chegada (resultados). fatalmente compromete a conclusão da pesquisa. durante a redação podem ficar evidentes certas brechas na pesquisa. Deve-se notar. com amigos e mesmo em casa. surgem idéias que não podem ficar sem registro imediato.12 1. de início. O método de execução de um trabalho científico deve também ser programado. Um cronograma com limites elásticos ou freqüentemente flexibilizados. Alguns afirmam que a redação só deveria ser iniciada após feita toda a pesquisa. o que requer seleção de novas fontes e mais consultas.1. Cabe ao pesquisador identificar a prática mais adequada a seu caso ou acordar com o seu orientador a sistematização que mais se adequa ao seu perfil. o contato com o tema escolhido não deve se limitar à discussão mental durante a leitura. Além disso. mesmo que não acabado. sua meta. entretanto. É preciso abrir espaço para discussão do assunto em sala de aula. O aluno recémsaído do curso médio deve se conscientizar de que a vida de estudos num curso superior e a produção de uma pesquisa científica requerem seu envolvimento além dos limites da escola e da sala de aula. o desenvolvimento de hábitos de pesquisa e a freqüência a ambientes e eventos acadêmicos. A pesquisa científica tem períodos de concepção. A expansão da prática de estudo e a discussão de idéias é algo mais particular dos cursos superiores e de programas de pós-graduação. . Outros entendem ser produtivo redigir durante todo o processo. que durante a leitura e investigação das fontes. para que um programa de estudos e pesquisa se torne efetivo é indispensável também que se defina claramente o objetivo a ser alcançado. com a família. Inclui também a formação de uma biblioteca particular segundo a área da graduação escolhida e atuação profissional.

clareza e coerência. Assim sendo. a redação do material deve obedecer a princípios básicos da comunicação. não um mero relatório ou um amontoado de termos técnicos e idéias acadêmicas. entre outros. mas com a redação e publicação de suas idéias e descobertas. o passo seguinte é a redação e divulgação do material. O pesquisador deve ser a pessoa mais interessada na divulgação da sua produção.13 Há pessoas que se sentem confusas quando começam a redigir o trabalho. o que é grave equívoco. antes de se começar a redigir e dar forma às informações obtidas na pesquisa é indispensável demorada e atenta reflexão. Realizada a pesquisa. Um texto objetivo e coerente. Só então seu esforço poderá se constituir numa contribuição permanente à comunidade acadêmica e à sociedade. deverá investir tempo e esforço na construção de um texto lúcido. o trabalho pode ser facilitado ao se redigir trechos na medida em que o conteúdo de cada capítulo ou seção esteja mais ou menos definido. O emissor da mensagem (pesquisador) deve comunicar suas idéias de maneira que esta possa alcançar o receptor na condição em que se encontra. Feitosa (1995) estabelece cinco motivos principais para que o pesquisador se empenhe na comunicação eficaz de suas descobertas: • a comunicação da ciência é indispensável ao desenvolvimento de um país.2 Princípio da Comunicação O trabalho do pesquisador não termina com a conclusão da pesquisa ou com a comunicação oral desta. que certamente será mais eficaz seguindo-se alguns critérios ou princípios. Nesse caso. acessível ao seu público alvo. como objetividade. Sendo assim. 1. na capacidade de comunicar a descoberta de forma clara e eficiente. Isto significa que o leitor depende do autor para bem entender e absorver as informações transmitidas. . De qualquer forma. tendo que organizar simultaneamente um conteúdo imenso e variado. Algumas pessoas consideram que o leitor é que deve empreender esforço a fim de conseguir acesso e compreensão ao conteúdo de uma pesquisa acadêmica. uma contribuição literária capaz de transmitir eficazmente as idéias do emissor (pesquisador) ao receptor (leitor). Esses princípios estarão presentes no ato de escrever.

conceito ou idéia. uma peça. 35) propõe que as questões básicas da narrativa científica são necessariamente: Qual a novidade?. Cícero considerava que para um texto literário ser considerado apropriado. finalizado.18. a objetividade. recomendação ou sugestão. . Quando essa descoberta está clara na mente do pesquisador é hora de começar a narrativa. Como? (modus). o primeiro passo a ser dado para se chegar à comunicação bem-sucedida é a caracterização do receptor. As perguntas eram e ainda são: Quem? (persona). Para a autora. testado. 1. Portanto. A objetividade de um texto resulta da resposta às questões básicas com que se procura conhecer determinado fato ou fenômeno.14 • • • • a sociedade democrática exige a ampla divulgação dos feitos e inovações que afetam o seu dia-a-dia. O quê? (factum). a primeira informação a ser dada num texto científico é a novidade. a eficácia da comunicação depende primordialmente da empatia que o emissor consegue estabelecer com o seu receptor. Karam apud Pereira Junior (2000) enfatiza que na Antigüidade. já havia identificado essa questão como um dos elementos-chave para qualquer tipo de texto. a clareza e a coerência. Como? e E agora?. o historiador Marco Túlio Cícero.2. construído. a novidade pode ser um método. a descoberta que se alcançou. como tripé que sustenta a pesquisa científica. deveria responder a algumas indagações que iriam ou não atestar a sua validade. provado. Feitosa (1995.1 Objetividade Quanto mais direta e claramente a mensagem for transmitida mais chance terá de alcançar o seu objetivo. supervisionado. p. Quando? (tempus) e Por quê? (causa). Onde? (lócus). equipamento. cientistas e pesquisadores ocupam obrigatoriamente o lugar de emissores no processo de comunicação da ciência. Por quê?. Algo que foi criado. Dentre os vários princípios da comunicação eficaz destacamos três. pela pesquisa realizada. Dito de outra forma.

O texto é tão claro na apresentação do objeto de pesquisa tanto quanto forem claras as idéias na mente do autor. Isso ocorre especialmente em pesquisas nas áreas humanísticas. A objetividade se evidencia também com a utilização de dados e informações concretas em lugar do uso de adjetivos ou linguagem apaixonada. oferecendo fundamentos e provas ao leitor. quando se trata temas políticos e sociais. Ao responder à questão Por quê?. A fim de expressar-se com clareza. uma média diária de 40 cenas de crime. 1.15 O Por quê?. tem que ver com a coerência e a lógica da idéia ou descoberta apresentada. O envolvimento sentimental do pesquisador também pode comprometer a objetividade do texto. A frase “a televisão prejudica grandemente a formação moral das crianças” se tornaria mais objetiva se fosse escrita assim: “a televisão brasileira mostrou. 25 de sexo e nenhuma cena de diálogo educativo entre pais e filhos”. Em seguida. o autor . deve-se informar que ele processa as informações 30 ou 40 vezes mais rapidamente que os modelos x e y. o pesquisador leva o receptor a compreender a razão e a lógica de sua descoberta. Por exemplo: Em vez de se dizer que determinado modelo de computador é muito mais veloz. que acrescenta qualidade informativa ao texto. Procurando responder à questão Como?.2 Clareza A clareza do texto resulta do domínio das idéias por parte do autor e do uso adequado da língua. Isso se faz respondendo à pergunta E agora?. Seguindo-se esse roteiro é possível dar objetividade e concisão à narrativa científica. no período de janeiro a junho de 2002. A maioria dos adjetivos pode dar lugar a um dado objetivo. o autor mostra os meios que utilizou ou como procedeu a fim de chegar àquela descoberta. por sua vez.2. cabe finalmente dar as implicações ou desdobramentos da descoberta ou idéia. O pesquisador objetivo e comprometido com a verdade não permitirá que seus sentimentos interfiram na formulação de julgamentos.

O vocabulário precisa ser utilizado segundo a caracterização do público alvo. a fraseologia deve ser simples. Cada parágrafo deve iniciar-se com a voz ativa e com frases fortes. Verificada a ausência de clareza. que torna o texto cansativo e menos claro. A simplicidade também se alcança com o uso predominante da ordem direta (sujeito . Numa segunda etapa. que comprometa a concisão do texto. deve reescrever a frase. mais dificultam o raciocínio do leitor.predicado). considerando que a comunidade é um fator determinante dos hábitos da personalidade e o indivíduo não é uma célula isolada”. evitando-se os pronomes você. ortográficos e de digitação. um tipo de sentença geral. incluindo espaços a mais entre as palavras. Se isso não for possível. As frases indiretas e os gerúndios devem ser evitados. com uma revisão voltada para detalhes. conclui-se que o ser humano é interdependente”. Uma revisão inicial pode ser feita com o objetivo de se adequar a estrutura e o desenvolvimento lógico das idéias. Isso tem facilitado certo uso da narrativa informal ou pessoal. Embora o texto de uma pesquisa seja científico. Essa construção seria mais clara assim: “Conclui-se que o ser humano é interdependente. provavelmente as idéias não estejam apresentadas com clareza. podem-se eliminar erros gramaticais. especialmente no início dos parágrafos. eu e nós. para cada capítulo ou seção da pesquisa. Exemplo: “Considerando que a comunidade é um fator determinante dos hábitos da personalidade e que o indivíduo não é uma célula isolada. uma vez que demanda o uso de variantes lingüísticas e de estruturas cansativas notadamente a voz passiva. pois quanto mais longas. o autor procura resumir o conteúdo numa única frase. verbo e predicado. Após redigir o texto. No entanto. com inclusão dos pronomes acima citados. De modo geral. As frases devem ser curtas. deve-se excluir toda informação repetitiva.16 precisa assimilar o assunto de modo a distinguir com precisão todas as partes e a relação entre elas. o texto deve ser reescrito ou revisado até que a sentença geral se evidencie com naturalidade. Mais recentemente essa formalidade tem perdido espaço. Quando o autor não consegue identificar claramente o sujeito. esse .verbo . Após a redação de todo o material. A clareza de um texto pode ser testada com a formulação de uma frasechave. Por fim. o autor deve ainda proceder a algumas revisões. numa terceira revisão. os textos acadêmicos e científicos são redigidos em linguagem formal ou impessoal.

1. Uma correlação ininterrupta deve patentear-se entre a introdução. Ferreira (1986. Uma citação de terceiros extraída de determinada obra pode estar fora do contexto. mas certamente colocam o pesquisador numa margem de segurança. caso a estrutura proposta inicialmente não comporte a coerência e a lógica necessárias. . o desenvolvimento e a conclusão. acontecimentos ou idéias” e ainda como “conexão. Essa seqüência se alcança com a elaboração de uma estrutura adequada. Durante a pesquisa. Toda nova posição assumida pelo autor deve ser colocada em paralelo com as posturas anteriores. a edição. ao executar. a precisão do título da obra.17 uso deve guardar certa moderação a fim de que não comprometa a natureza científica do texto. na introdução da pesquisa. Da mesma forma os outros documentos consultados devem ser revisados. A seqüência lógica e crescente entre os capítulos e as seções também atribui coerência ao texto. 426) define coerência como “ligação ou harmonia entre situações. Faz parte também da coerência do pesquisador evitar citações de citações.3 Coerência A coerência deve se manifestar ao longo de todo o trabalho científico.2. Essa conexão ou harmonia deve ser vista entre as diferentes idéias ou os diversos capítulos da pesquisa. Os princípios aqui expostos não esgotam os critérios da pesquisa científica. redigir e divulgar seu trabalho. editora e data. p. e especialmente o número da página. que certamente depõem contra a coerência. não se permitindo a exclusão de um só título utilizado. nexo e lógica”. Pode conter erros de tradução ou de compilação. A fim de não incorrer nesses equívocos. o pesquisador deve buscar as fontes primárias ao citar o autor da frase ou pensamento em questão. A revisão das referências deve levar em conta a grafia do nome do autor. local de publicação. As referências de uma pesquisa científica devem ser revisadas quantas vezes forem necessárias até que se consiga uma leitura sem que se identifique um único erro. deverá ser alterada.

A leitura crítica é entendida como uma co-construção das idéias e conceitos que estão sendo analisados. O ato intencional de estudo desse problema deve.18 1. Portanto. levantamento de hipóteses até a comunicação dos resultados. não de forma passiva. reproduzindo literalmente ou concordando com todas as afirmações e negações dos autores. a qual lhe fornecerá elementos mais adequados para a realização de uma leitura de mundo. o pesquisador iniciante deve se preocupar em analisá-los. ou mesmo discordando sem nenhuma fundamentação teórica. 1. Tal metodologia se totaliza desde a escolha do tema a ser trabalhado. O pesquisador deve utilizar a leitura crítica na pesquisa dos diferentes referenciais teóricos. pois a contribuição direta do leitor sobre outro enfoque . 1. pois requer metodologia própria e uma leitura crítica dos referenciais teóricos e do objeto empírico propriamente dito.3.3. A esta conceituação denominamos de rigorosidade científica. Vai exigir do pesquisador domínio de conceitos prévios como pré-requisitos para sua operacionalização. a construção científica não é algo aleatório. necessariamente. passando pela elaboração do problema de pesquisa. que conferem maior fidedignidade e aproximação da solução das questões levantadas. obedecer aos critérios do conhecimento científico.2 A Pesquisa Científica Requer Uma Leitura Crítica dos Referenciais Teóricos e do Contexto do Objeto Após a leitura dos textos.3 Princípio da Rigorosidade Científica A pesquisa científica é desenvolvida através de procedimentos intencionais e sistemáticos buscando respostas para as situações-problema que são evidenciadas pelo pesquisador. que poderão ser adquiridos através de uma leitura crítica dos referenciais teóricos e do contexto.1 A Pesquisa Científica Requer Uma Metodologia Própria Quando se trata da pesquisa científica há que se considerar uma metodologia que lhe seja particular na condução do estudo do problema.

ir construindo sua própria leitura. • através de um olhar dialético. A partir deste vínculo o pesquisador poderá contemplar o estudo do objeto em sua totalidade. idéias e conceitos trabalhados por diferentes autores. evitando o paradigma da simplificação que reduz e transforma o conhecimento em compartimentos isolados. imutável e inflexível. • discutir no espaço coletivo as novas contribuições pessoais sobre a perspectiva científica efetuadas por esforço individual. desordem e organização no estudo das problemáticas. à luz das demais leituras já efetuadas. . Neste momento a leitura preocupa-se em problematizar um determinado assunto. analisando sua consistência com o objetivo de propor sua transformação ou superação se for o caso. • comparar teorias. considerando as contribuições e limites de cada uma das categorias estudadas. Para que a leitura crítica seja contemplada no processo de formação do futuro pesquisador é necessário: • desenvolver o hábito de leitura no campo de conhecimento ou temas de sua preferência. mas que se esforça por construir um diálogo permanente entre ordem. • compreender que a leitura do contexto de determinada problemática pode ser enriquecida pela olhar multidimensional da leitura da palavra.19 poderá proporcionar novos entendimentos de determinada questão. tornando o momento solitário em momento solidário de novas descobertas onde o aprender e o ensinar são cíclicos. conforme atesta morin (1999). • ter consciência de que a ciência não apresenta uma característica absolutista.

p.20 RESUMOS E RESENHAS Everson Muckenberger everson. 2001.br Não há como desenvolver uma pesquisa epistemológica sem considerarmos os elementos básicos de sua sustentação.edu. não fecha o estudo das possibilidades de desenvolvimento da pesquisa científica num olhar. buscando. é claro. almeja acompanhar avaliativamente o avanço. mas como caminho. Este “caráter sistemático” cremos.145). dado o caráter de investigação sistemática do objeto do conhecimento que esta desenvolve.muckenberger@unasp. . o seu melhor crescimento e desenvolvimento (LIMA. o retrocesso ou a estagnação da pesquisa e dos processos que a compõem.

“Com a imensa maré de material impresso a derramar-se constantemente do prelo. precisamos aprender a selecionar o que vamos ler. assim como na alimentação de um atleta. É preciso saber como estudar e como ler para tirar o maior proveito. matérias que fazem do ser humano uma simples mercadoria de consumo e assuntos que em nada vão . isto foi escrito a mais ou menos um século atrás. ainda precisa se exercitar primordialmente fazendo o óbvio: correr. a água. de fato. a partir daí. Contudo. 2. Não perca tempo com frivolidades. e a mente perde a sua capacidade para um pensamento contínuo e vigoroso” (WHITE. o que ler. skates e até carros. 189). desenvolva a nossa capacidade mental. Preste atenção ao tipo de leitura que lhe será exigida para também desenvolver ou aperfeiçoar. uma boa parcela do que você terá que ler durante um curso superior já terá sido previamente selecionada pelos seus professores.21 2 LEITURA: O ALIMENTO Por mais que existam patins. velhos e jovens formam o hábito da leitura apressada e superficial. procure aquilo que edifica. Mas não basta apenas comer qualquer coisa. os seus próprios critérios de seleção de leituras. Você consegue se ver na declaração acima? Acredite ou não. Poderíamos perfeitamente acrescentar à afirmação de White todos os meios eletrônicos de leitura disponíveis no século XXI. A leitura é o alimento. O mesmo acontece no preparo acadêmico. p. 1997. a fim de aproveitarmos melhor o tempo escasso que temos para a leitura e fazermos dessa leitura uma atividade que. a atividade básica e óbvia para o estudante é e provavelmente continuará sendo a leitura. o ar do atleta acadêmico. rádio. Mas. aí vão algumas sugestões que podem ser úteis na seleção do seu material de leitura pessoal: • Conteúdo – Em primeiro lugar. Hoje existem sites multimídia na Internet. É preciso saber selecionar o que estudar. Nesse sentido. seja de 100 metros ou uma maratona. um atleta de corridas. fofocas. vídeo e DVD. Com tantas opções. continua absurdamente atual.1 Seleção do Que Ler Quanto à seleção. televisão.

Com isso você pode decidir se o conteúdo lhe interessa e se pode ser útil para você. país. etc). Daquilo que passar por esse primeiro crivo. Desconfie do que não for conhecido e estiver com a autoria e responsabilidade pelo site mal identificados. isso não quer dizer que a leitura não vale a pena. Quer dizer apenas que. Último Segundo. etc) Organizações Não Governamentais (Greenpeace. ou estado: avalie bem se o conteúdo ali exposto é passível de comparação e/ou aplicação às suas necessidades de estudo. dê preferência às revistas mantidas por editoras conceituadas e tradicionais. Caso não seja. você deva priorizar outra leitura antes dessa e que. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. procure descobrir quem é o autor. além de ser possível obter uma boa noção do grau de seriedade e confiabilidade. É preferível um texto de aparência e leitura “monótona”. mas de conteúdo confiável. que autoridade ele tem para tratar do assunto. CAPES. Há determinados veículos de comunicação que. com certeza é um fonte boa à leitura. • Comparabilidade e Aplicabilidade – Se o material passou até aqui. as linhas iniciais e os subtítulos. Shell. ainda vai uma dica especialmente para textos que relatem a realidade de outro lugar. Mas. etc). Se for uma revista. • Fontes – Informe-se sobre quem é o autor. Universidade Estadual de Campinas. leia o resumo. Organização Mundial do Comércio. etc). etc). Avalie também o veículo de comunicação utilizado. avalie o título. atenção especial deve ser dada quando o material de leitura encontrase na internet. Exame. talvez. etc) empresas (Petrobrás. São mais confiáveis sites oficiais de órgãos mundiais (Organização das Nações Unidas. . com assuntos do tipo “bombástico”. nem são dignos da mais remota consideração para leitura.22 contribuir para o seu crescimento pessoal e profissional. etc) e bancos de dados de artigos (SCIELO. universidades (Universidade de São Paulo. Mesmo na internet. Desconfie de textos sensacionalistas. imprensa (Veja. considere as ilustrações e suas legendas. Neste sentido. governamentais (Ministério da Educação. do que um texto cativante de conteúdo dúbio. Reuters. pela sua proposta básica. o que ele faz. Care. AFP. Pontifícia Universidade Católica. Verifique quem mantém o site.

Porém. apresentam-se. Mas como ler? Como estudar? Assim como os atletas. você deverá ter bem claro que o seu conteúdo servirá apenas como informação do que aconteceu em outro lugar. ande um pouco. lápis. régua. limpo. • depois que você estiver mais acostumado com o estudo e a leitura. mesmo que você não se sinta fatigado como antes. sonolento ou entediado. Você não poderá partir do pressuposto de que o que aconteceu em outro lugar será válido para a sua realidade. • evite interrupções seguidas durante o seu período de leitura. alongue os músculos. folhas de papel. • coloque ao seu alcance tudo de que vai precisar para o estudo. a sua leitura. você se sentir cansado. as recomendações destacadas por Severino (2002): . levante-se. arejado e iluminado. somente a leitura dinâmica não será suficiente. respire fundo. ou sentado de maneira desleixada. • Coloque-se em postura adequada. Isso fará com que você se sinta sonolento e desconcentrado. o hábito da leitura exige persistência. provavelmente. lave o rosto. um copo de água. Quando você retomar à leitura. faça uma pausa de uns 5 a 10 minutos e depois volte à sua leitura. Isso não significa necessariamente que você precisa fazer um curso de leitura dinâmica. 2. enfim.23 quando ler esse material. a seguir. uma pausa de 5 a 10 minutos a cada 1 ou 2 horas será sempre revigorante. No que diz respeito às técnicas para se entender e interpretar um texto. desconcentrado. Não leia na cama. depois de algum período de leitura. não desista. caneta marca-texto. tome um pouco de água. atente para mais alguns detalhes: • procure um local tranqüilo. • se.2 Como Ler Antes de você começar o seu estudo. para um estudo aprofundado. poderá lançar mão de algumas técnicas. A leitura dinâmica tem o seu lugar. borracha. perceberá que o seu rendimento terá melhorado. para que você tire maior proveito de sua leitura. sejam corredores de 100m ou maratonistas. em frente da TV ligada. caneta.

converse com especialistas. você pretende ler um livro. faça uma busca na internet. sem interromper a leitura. Procure encontrar respostas para as seguintes questões: Que argumento o autor usa? Que idéia ele defende? Como ele defende essa idéia ou argumento? O que ele usa . procure esclarecimento para todos esses pontos. você elabore um esquema que represente a estruturação do texto: o que compõe a introdução. você define que quando for ler o livro lerá sempre um capítulo inteiro. não se recomenda espaços de tempo muito grandes entre a leitura de uma unidade de leitura e a próxima. trabalhos científicos. Assim. verifique e assinale teorias ou acontecimentos históricos que você desconhece. Quando terminar de ler. Em geral esta informação encontra-se de maneira mais explícita. Obviamente. o desenvolvimento e a conclusão. Procure identificar claramente qual o tema ou o assunto principal. Use dicionários. • Análise Temática – Você começa a estudar o texto mais a fundo. a sua unidade de leitura será sempre um capítulo. enfim. sem interrupções. Tente descobrir o que inquietou o autor sobre esse assunto para que ele fosse levado a escrever sobre ele. • Análise textual – Trata-se da primeira leitura do texto. Como se trata de um livro extenso. preste atenção à maneira como o autor abordou essa inquietação sobre o assunto e como ele fez para resolvê-la. mas faça tudo isso. Procure conhecer o autor. não é possível ler tudo de uma só vez. Preferencialmente.24 • Delimitação da unidade de leitura – Antes de iniciar a leitura é importante que você previamente defina o que e quanto pretende ler. incluindo aí todas as subdivisões de cada um desses itens. Por exemplo. Sugere-se que. ao final desta etapa. enciclopédias. faça tudo em seqüência. descubra quais as palavras-chave do texto. Este aspecto às vezes encontra-se implícito nas entrelinhas do texto. procure esclarecer todos os pontos antes de continuar o seu estudo. Identifique as palavras que são desconhecidas ou de significado dúbio. pelo menos por enquanto. Em seguida. Portanto. apenas com os pequenos intervalos sugeridos anteriormente.

interpretá-lo. à sua coerência lógica e argumentativa. • Análise Interpretativa – A intenção nesta etapa é ter um “diálogo” com o autor do texto. liberalismo. A seguir vem a fase da crítica. criticá-lo e problematizá-lo. Avalie o texto quanto ao alcance dos objetivos propostos. você deverá ser capaz de propor discussão sobre o texto.25 para fundamentar suas afirmações: fatos. etc). A partir do que estudou. Se as idéias apresentadas pelo autor estão devidamente embasadas e se são originais ou meras repetições das idéias de outros. nas entrelinhas. A partir da síntese pessoal. o que você gostaria de questionar ou debater num grupo em classe ou com o professor? A partir da problematização. É o momento de você produzir a partir do que estudou. Identifique. Considere também o nível de profundidade alcançado. inferências? Que provas ou evidências ele apresenta? Onde ele buscou essas provas e evidências? Que idéias secundárias ou paralelas ao tema central o autor desenvolve? Ao final da análise temática você estará apto para fazer um resumo do texto e um esquema gráfico e lógico das idéias apresentadas no texto. você terá condições de propor hipóteses e desenvolver a argumentação necessária para a produção de monografias. Finalmente. Isso é problematizar. • Problematização – Cumpridas as três etapas anteriores. espera-se que você seja capaz de tecer suas conclusões sobre o tema abordado pelo autor. . materialismo histórico. Tente perceber se a posição do autor defendida no texto é coerente com alguma tendência filosófica em específico (determinismo. você tem condições de dar os primeiros passos rumo à construção de um seminário ou projeto de pesquisa. • Síntese pessoal – Depois de analisar a fundo o texto. Com este nível de análise você estará em condições de fazer uma resenha crítica sobre o texto. Procure entender como o texto lido se encaixa no que o autor já escreveu antes. posicione-se e fundamente o seu posicionamento em relação ao texto. que pressupostos o autor tomou para si na construção do texto.

Obviamente. há horas de planejamento. existem ferramentas bastante simples que poderão lhe ajudar ainda mais em qualquer das etapas envolvidas no estudo de um texto. para ajudá-lo nesse processo de estudo e leitura. apesar de você viver na era do imediatismo da TV e da Internet. esse imediatismo é ilusório. Porém. Por trás dos cliques na Internet há horas de programação. enquanto outras faculdades mentais não foram desenvolvidas de maneira correspondente. aprendizado. pesquisa. Esta faculdade foi sobrecarregada ao extremo. Trata-se de destacar no texto as principais idéias. . 230). planejamento. por que então teria que ser diferente com o seu preparo profissional que é bem mais complexo e importante do que o entretenimento eletrônico? Mas. Para este propósito podem ser usados lápis e canetas comuns. sob hipótese alguma deverão ser riscados. a sublinha deve ser usada apenas se o material de leitura for de sua propriedade. e cai fácil presa do engano (WHITE. Se é assim com as coisas mais supérfluas apresentadas nas mídias eletrônicas. amassados ou dobrados. estudo e testes. A sublinha e os esquemas são duas ferramentas muito utilizadas. estudo. torna-se incapaz de discernir entre a verdade e o erro. vale a pena destacar que: Durante séculos a educação tem tido que ver especialmente com a memória.] ao sacrificar o estudante a faculdade de raciocinar e julgar por si mesmo. cujo uso já é feito de maneira intuitiva por muitos.3 O Que Sublinhar A sublinha constitui-se numa ferramenta extremamente simples. produção. Lembre-se de que.. procurando separar o essencial do acessório (MEDEIROS. com parcimônia. [. 2. Não espere resultados milagrosos da noite para o dia se você não tem desenvolvido o hábito da leitura e estudo reflexivo.26 Parece trabalhoso? Na verdade. p. Por trás das imagens instantâneas da TV.. design. bem como canetas propícias para este fim. Isso demanda perseverança e força de vontade. 1997. esse tipo de estudo não se resolve numa leitura superficial do texto nem em sua memorização. 2004). Quaisquer materiais pertencentes à biblioteca nunca. jamais.

um texto do Prof. Silva. Por isso. A título de exemplo. • ponto de exclamação ao lado do texto – para destacar algum ponto do texto que surpreendeu ou que gerou algum insight. como mas. entretanto e outras. retirado de sua obra “Um desconhecido galileu” (2001). ao lado do texto. depois de feita a sublinha. • sublinha dupla – dois traços para destacar palavras chave ou o principal aspecto. Portanto. Cada um pode desenvolver o seu próprio método de sublinhar ou destacar as idéias principais de um texto. já sublinhado: Jesus Histórico e Cristo da Fé 1 – O Iluminismo Alemão . contudo. abaixo são apresentadas algumas formas de destaque bastante utilizadas: • sublinha simples – apenas um traço para destacar os principais aspectos.27 O objetivo da sublinha é permitir que. escrevendo resumidamente os seus pensamentos. sem a necessidade de ler o texto inteiro outra vez para saber do que se trata. ao passar os olhos sobre o que foi sublinhado e anotado será possível reconstituir o pensamento original do texto completo. recomenda-se o uso da sublinha depois de uma leitura demorada e analítica do texto. embora. • ponto de interrogação ao lado do texto – para destacar algum ponto do texto que não ficou claro. além das idéias chave. junto ao ponto de interrogação. Com ou sem essas anotações. ao pegar um texto algum tempo após a realização da leitura. você possa rapidamente retomar o conteúdo ali exposto. conclusões ou idéias relacionadas. Dr. a sua dúvida ou questionamento. Porém. É possível fazer observações às margens dos trechos destacados. todavia. Medeiros (2004) não recomenda a sublinha numa primeira leitura ou quando você fizer aquela “leitura Bung Jump” pois. nesse tipo de leitura não se pode separar o essencial do acessório com clareza. pode ajudar se você anotar à lápis. a seguir. às vezes é fundamental também destacar negações e palavras de oposição. Rodrigo P.para destacar trechos mais longos use uma linha vertical ao lado do texto ao invés de sublinhar diversas linhas. • traço vertical ao lado do texto .

ao passo que o segundo. a Alemanha passou por um período de forte sobrevalorização do racionalismo em detrimento à fé evangélica. Este movimento surgiu devido às seguintes situações: A) O próprio espírito crítico-racionalista que dominou a Europa naquele tempo (ela estava vivendo praticamente sob a influência do ponto mais alto e final da Idade Moderna que era a Revolução Francesa). nem cair na negação completa de Cristo. . seria um ser mitológico “inventado” e “mantido” pela Igreja através dos tempos. B) O deísmo inglês que contribuiu em muito para o surgimento de conceitos cépticos como os esboçados por Voltaire e outros pensadores que surgiram na Alemanha. como fizeram os pensadores franceses. Suas novas idéias acerca do fundador do cristianismo contradiziam totalmente a visão tradicional da Igreja acerca do Filho de Deus. começaram a surgir vários teólogos pretendendo expor teorias sobre quem haveria de ser Jesus Cristo. deu muita ênfase ao sentimentalismo. Foi o chamado Iluminismo Alemão (Aufkärung). Sentiam-se pressionados a não ceder para o extremo de um dogmatismo infundado. constitui o Jesus historicamente real. entre outras. Logo. como julgavam ser as crenças oficiais da Igreja. O primeiro. C) A modificação radical popular do deísmo na França que se tornou quase um cepticismo. se existiu. Eles faziam uma distinção entre o Jesus histórico (historicher Jesus) e o Cristo da fé (Geschichtlicher Christus). exagerou em sua pregação o tom ascético para com o mundo e negligenciou os elementos intelectuais da religião. D) O pietismo alemão que foi um rompimento com o protestantismo germânico que.28 No século XVII. A pretensão básica dos iluministas alemães era criar uma religião cristã mais racional e menos sentimentalista.

1 Teólogos 1. Resultados: teorias teológicas.1 Revolução Francesa 1. as anotações poderiam ser apresentadas da seguinte forma: • Corridas Iluminismo alemão: racionalização.3.5 Resultados 1. XVII) 1.3.3 Pietismo alemão 1.4 Anotações De acordo com Medeiros (2004) outra ferramenta disponível para a compreensão de textos não apenas escritos.3.2 Século XVII 1.5. Surgimento: espírito crítico racionalista. pietismo alemão.1.1 Religião racional 1.3. Talvez as anotações possam ser consideradas o embrião de um resumo.1 Ceticismo 1.2 Deísmo inglês e francês 1.3.5. mas também de palestras.1 Ruptura com sentimentalismo 1.4 Pretensão 1.3.4. Pretensão: religião racional. seminários e aulas expositivas são as anotações.1.1.1 Teorias não tradicionais .1 Não extremista 1.3 Causas 1.29 2. • Modelo 1 Esquemáticas 1 Iluminismo alemão (Séc. Se tomarmos o texto de Silva (2001) como referência.1 Racionalismo 1.1 Espírito crítico 1. deísmo inglês e francês. Normalmente assumem uma de duas modalidades: corridas ou esquemáticas.3.4. Jesus histórico real e Cristo da fé mitológico. sendo que as esquemáticas podem ser montadas através da itemização numerada ou através de chaves ou setas. não extremista.2.

1.1.1.1.1 Jesus histórico real 1.2 Cristo da fé mitológico Modelo 2 Racionalismo Século XVII Causas Espírito crítico (Revolução Francesa) Deísmo inglês e frances (ceticismo) Pietismo alemão (ruptura com o sentimentalismo Iluminismo Pretensão Alemão Jesus histórico .30 1.5.5.real Resultados Teorias teológicas não tradicionais Cristo da fé – mitológico Religião racional e não extremista .

Um resumo pode ser praticado em pelo menos quatro modalidades (Medeiros. Ao contrário. tornando a sua compreensão mais simples e rápida. Há diversos outros exercícios preparatórios que o ajudam a adquirir a força necessária para que no momento certo consiga ter um desempenho adequado. ao afirmar que um resumo é uma “Apresentação sintética e seletiva das idéias de um texto. também conhecido como Resumo Descritivo é um sumário narrativo que elimina dados qualitativos e quantitativos. não começa correndo 42Km. resumo é uma “Apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto” (grifos acrescentados) Medeiros (2004) complementa a definição da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. • Para quem faz – excelente exercício de retenção das principais idéias de um texto. 2004) diferentes: resumo indicativo. Um maratonista. seja de resistência. Nele devem aparecer as principais idéias do autor do texto” (grifos acrescentados). O resumo é um desses tipos de exercícios. Refere-se às partes mais importantes do texto. Proporciona pelo menos dois benefícios primários: • Para quem lê – economia de tempo. muitas vezes eliminando a necessidade de leitura do texto original ou. resumo informativo/indicativo e resumo crítico. começa com corridas menores adquirindo a resistência necessária para sobreviver à maratona. De acordo com a NBR 6028. O Resumo Indicativo.5 Resumos: Velocidade Exercícios Para Desenvolver Força e Um atleta não treina sempre o mesmo exercício e nem se prepara para uma Olimpíada praticando somente a modalidade na qual irá competir. . resumo informativo. pois apresenta o conteúdo de um texto e suas principais idéias. por exemplo. porém exige a leitura do original. Não são emitidos juízos de valor ou críticas. aos poucos.31 2. ressaltando a progressão e articulação delas. no mínimo. seja de velocidade.

U. As . foi oferecida de 1970 ao ano 2000. Tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de Complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”. os objetivos. Exemplo: PINTO. 115 p. pode dispensar a leitura do original. U. Trata-se de trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avaliação Institucional”. métodos e técnicas utilizados. O estudo de caráter histórico busca registrar a experiência acumulada por estes cursos na cidade de São Paulo ao longo deste período. junto aos alunos. Dissertação de Mestrado em Educação. Este trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avalição Institucional” tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”. O segundo tipo de resumo é o Informativo ou Analítico. Os dados da pesquisa foram coletados em cinco instituições de ensino superior.32 Exemplo: PINTO. PUC – Campinas. Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). A. 2000. para professores já licenciados em uma graduação. professores e coordenadores de curso nos anos de 1989 e 2000. Esta modalidade do curso de Pedagogia. 115 p. Neste caso o autor do resumo deve procurar salientar as principais idéias. A. PUC – Campinas. Não devem ser emitidos quaisquer juízos de valor ou críticas ao texto original. A análise dos dados evidencia que a experiência docente dos alunos facilita a articulação entre a “teoria” (conteúdo veiculado ao curso) e a “prática” (pedagógica) na formação do especialista. Para quem lê este resumo. resultados e conclusões. Dissertação de Mestrado em Educação. 2000. prevista pelo Parecer 252/69 do MEC. Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). oferecidos a professores já licenciados em uma graduação entre 1970 e 2000.

Os cursos de complementação pedagógica e a formação de pedagogos na cidade de São Paulo (1970-2000). em periódicos científicos. teses. .33 conclusões do estudo são interpretadas no interior do debate atual sobre o curso de Pedagogia. Boa parte dos autores afirma que os resumos são exercícios que não incluem crítica. apenas síntese. . oferecidos a professores já licenciados em uma graduação entre 1970 e 2000. A. Exemplo: PINTO. Caso você deseje poderá encontrar outros exemplos de resumos na biblioteca. O terceiro tipo é o Resumo Informativo/Indicativo. recomendando ao final que a formação do pedagogo escolar seja acessível somente aos professores com experiência em sala de aula. Pode dispensar a leitura do original somente quanto às conclusões. Trata-se de trabalho vinculado à linha de pesquisa “Avaliação Institucional”. É aquele que apresenta uma síntese e uma crítica ao conteúdo do texto original. Dissertação de Mestrado em Educação. De acordo com Medeiros (2004) um resumo. dissertações e TCC´s. recomendando ao final que a formação do pedagogo escolar seja acessível somente aos professores com experiência em sala de aula. normalmente deve contemplar as seguintes características: • Linguagem objetiva. O quarto e último tipo de resumo é o Resumo Crítico. 115 p. o resumo crítico é considerado uma resenha. próximo assunto a ser abordado. semelhante ao resumo Indicativo. Trata-se de um formato híbrido. U. Assim. onde é feito um sumário narrativo do texto. 2000. porém são salientadas as conclusões. Tem por objetivo examinar a experiência desenvolvida pelos cursos de Complementação Pedagógica em “habilitar o especialista de ensino no professor de 5ª série em diante”. PUC – Campinas. As conclusões do estudo são interpretadas no interior do debate atual sobre o curso de Pedagogia.

pois pode ser utilizado o recurso específico do MSWord disponível no menu Ferramentas. dependerá do tipo de resumo que se pretende redigir (ver a definição dos tipos de resumos). científico. didático. De acordo com a ABNT. dependendo do tipo do texto original. • Respeita a ordem de apresentação de idéias e fatos do texto original. talvez o aspecto mais característico de um resumo: a extensão. • Usa-se.).34 • Pouca ou nenhuma utilização de trechos inteiros copiados do original. Quanto ao conteúdo. Quanto ao estilo de redação: • Frases concisas. • Resumo do conteúdo. Finalmente. Atualmente nao é mais necessário contar as palavras. etc. • Evita-se enumeração de tópicos. • Identificação do tipo do texto (literário. . • A primeira frase explica o assunto do texto. a extensão deverá ser: • Resumo de notas e comunicações breves = 100 palavras. acadêmico. • Resumo de relatórios e teses = 500 palavras. preferencialmente os verbos em voz ativa e na terceira pessoa do singular. Contar Palavras. Quanto à estruturação: • Referência bibliográfica. • Resumo de artigos e monografias = 250 palavras.

tratar e analisar as informações necessárias para confecção do texto). também há modalidades diferentes de resenhas (Medeiros. • expor o quadro de referências do autor (quais as bases filosóficas e teóricas do autor). etc. • apresentar uma avaliação da obra e a quem ela se destina (a obra será de proveito para quem. . portanto. suas idéias. teatro. para estabelecer comparação com outras obras da mesma área e maturidade intelectual para fazer avaliação e emitir juízo de valor. tese. científico. acadêmico. assuntos tratados. dimensões.35 2. exigem preparo e amadurecimento para serem realizadas. Ao escrever o resenhista deve: • descrever as características estruturais da obra (número de páginas. 2004): • RESENHA DESCRITIVA – Dispensa apreciação crítica do resenhista. capítulos. ensaio. índices). informações sobre o(s) autor(es) e tradutor(es).6 Resenhas: Exercícios para Desenvolver Resistência e Capacidade Cardiovascular As resenhas são exercícios mais complexos do que os resumos e. pelo menos não como jogo oficial. De acordo com Andrade (2001) a resenha é um trabalho que exige domínio do assunto. A exemplo dos resumos. Porém são destacadas a estrutura da obra (partes. para que se decida pela leitura ou não do original. Definitivamente não é para atletas em início de carreira. conclusões e metodologia (quem é o autor. capítulos. religioso. esotérico. qual a sua posição final e qual o processo que ele utilizou para coletar. contém resumo da obra. etc). o que ele pensa. quando e por que?).) e o método adotado. romance. número de páginas. dissertação. negócios. • relatar as credenciais do autor. que outros trabalhos já fez. O principal objetivo da Resenha é oferecer informações suficientes ao leitor. o gênero (literário. destacando a perspectiva teórica adotada.

comparativo. objetivos propostos. • CRÍTICA DO RESENHISTA – julgamento da obra. resolução dos objetivos propostos. títulos. para que curso). • QUADRO DE REFERÊNCIA DO AUTOR – apontar a teoria ou modelo teórico utilizados pelo autor como fundamento da obra. problema abordado. descrição dos capítulos ou partes da obra. outras obras publicadas. Além do que compõe a Resenha descritiva. na medida do possível. estatístico. necessidade ou não de conhecimento prévio para a compreensão. • METODOLOGIA – dedutivo. consecução dos objetivos. • INDICAÇÕES DO RESENHISTA – a quem ou para que a obra é indicada. para que disciplina.). estilo do autor. as seguintes partes: • REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA – incluindo número de páginas e formato (livros). • CONCLUSÕES DO AUTOR – solução do problema. indutivo. antes do resumo ou da resenha e não ao final como nos papers ou monografias. suas contribuições. coerência. coerência. etc.36 • RESENHA CRÍTICA – Exige a crítica do resenhista. originalidade. originalidade. etc. É importante relembrar que tanto nos resumos quanto nas resenhas a referência bibliográfica deve aparecer no topo da folha. são acrescentadas a crítica do resenhista (contribuição. estilo do autor. • RESUMO DA OBRA – principais idéias e características. possibilidade de ser utilizada como obra didática. Observe o quadro comparativo: . histórico. A estruturação de uma resenha deve contemplar. • CREDENCIAIS DO AUTOR – informações sobre o autor (nacionalidade. formação. etc) e as indicações (a quem é destinada a obra.

mas completa do texto original. serve para que se tenha uma visão resumida. apresenta narrativa sobre o autor e o resumo da obra e disserta avaliando a obra. •O objetivo é oferecer informações suficientes para que o leitor da resenha decida-se por ler ou não ler o texto original.37 RESUMOS •Apenas narra ou apresenta de maneira sucinta as idéias do autor do texto original. podendo até dispensar a leitura do texto original. a seguir: Resenha Crítica Resumo Resumo Crítico Crítico Resumo Resumo Analítico Analítico Resumo Resumo Descritivo/Analítico Descritivo/Analítico Resumo Resumo Descritivo Descritivo Resenha Resenha Descritiva Descritiva Figura1 . Quadro 1 Características diferenciadoras entre Resumos e Resenhas Quando se coloca lado a lado resumos e resenhas. o julgamento do resenhista é dispensado. •O objetivo do resumo é informar do que se trata o texto. como demonstra a Figura 1. •Na modalidade de resumo Analítico. pode-se identificar um crescendo em relação a abrangência e complexidade. RESENHA •Descreve a estrutura do texto original.Níveis de abrangência modalidades de Resumos e Resenhas entre as . comparando-a a outras e destacando a quem se destina •Na modalidade Resenha Descritiva.

38 ASPECTOS ÉTICOS NA PESQUISA Oswalcir Almeida de Azevedo oswalcir.br O homem moderno e civilizado preferiria pensar que a violação sistemática dos princípios morais por parte dos cientistas ocorria em séculos anteriores e não em tempos recentes. porém não é assim (POLIT.azevedo@unasp. 1997). HUNGLER.edu. .

1994). A “ciência da moral” menciona Buarque de Hollanda (1985). . Como afirmam Polit e Hungler (1995) “quando são utilizados indivíduos como sujeitos de investigação científica. Desde a construção do projeto. entendeu-se ser importante inserir nesta obra uma seção com orientações sobre como proceder na condução de estudos de cunho científico. 4) autoria do trabalho. encontramos outro conceito fundamental que é o de Bioética. Embora a literatura de metodologia científica pouco trate das questões éticas. o pesquisador deve ter cuidado com os aspectos éticos referentes a: 1) utilização de textos de suporte teórico e revisão bibliográfica. (1994) define ética como conjunto de “códigos ou princípios que regem a conduta correta”. 2) respeito aos direitos humanos. O ponto central destes direitos envolve a possibilidade de optar soberanamente em participar ou não de determinado estudo após receber as informações que permitam ao sujeito tomar uma decisão de forma esclarecida. No campo da pesquisa. precisa-se ter muito cuidado para assegurar que seus direitos estejam protegidos”. já Polit e Hungler (1997) vinculando o conceito ao âmbito da pesquisa assim a definem: “sistema de valores que determina o grau com que os procedimentos do investigador se apegam ás obrigações profissionais. 3) tratamento dos dados. especialmente aqueles em que estejam envolvidos seres humanos. Bioética é definida como: “obrigações de natureza moral relacionadas à pesquisa biológica e suas aplicações” (DORLAND’S. legais e sociais que possui ante os sujeitos de sua investigação”. O cuidado no sentido de garantir os direitos da pessoa humana deve ser a preocupação maior da equipe de pesquisa.39 3 INTRODUÇÃO Ética é a ciência que trata dos padrões de conduta nas relações humanas. O dicionário médico Dorland’s.

por mais simples que seja. que estabelece as Diretrizes e Normas Regulamentadoras da pesquisa envolvendo seres humanos que pode ser encontrada no site do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). A inserção de partes de um texto sem a respectiva menção dos autores consiste em plágio. As normas da ABNT.40 3. Para saber como proceder. definem que informações devem ser disponibilizadas. que apresente aos sujeitos um documento denominado Termo de Consentimento Livre e Esclarecido o qual explicita as intenções dos pesquisadores. a liberdade dos colaboradores em optar por participar do estudo e de sair do mesmo no momento em que desejar sem sofrer qualquer descontinuidade no tratamento ou atendimento. consulte o Capítulo 6 deste manual. sem coerção. Práticas que não respeitem este direito devem ser banidas dos procedimentos de coleta de dados. Normatiza esta questão a Resolução 196/96 do Ministério da Saúde. 3. descritas nos próximos capítulos. seja mencionado corretamente.2 Respeito aos Direitos Humanos O segundo aspecto se refere ao cuidado com a manutenção de um direito inalienável do ser humano: o exercício do livre-arbítrio. e o direito de se manterem no anonimato. Isto tornará possível encontrar a fonte. Requer-se da equipe de pesquisa. Deve ser assegurado a todos os participantes o direito de tomar uma decisão de forma autônoma. Ninguém pode ser forçado a participar de um estudo.1 Suporte Teórico e Revisão Bibliográfica É necessário que cada texto de onde forem extraídos trechos ou idéias. indicando-se os dados bibliográficos que permitam ao leitor saber onde encontrar o texto original. Em todas as circunstâncias as pessoas devem ser respeitadas. . esclarecidamente. caso deseje ampliar seu conhecimento sobre o tema.

simpósios e outros eventos de cunho científico. congressos. Spector (2002) recomenda que o coordenador do projeto guarde os originais de forma organizada e em local de fácil acesso para consulta. filmagens. Os registros obtidos por meio de questionários. fitas gravadas.41 3. São desonestas as omissões “convenientes” (descarte dos resultados indesejáveis) feitas a fim de se conseguir um valor estatisticamente significante com os resultados de estudos quantitativos. 3. Após o período determinado. devem ser utilizados apenas para os objetivos do estudo e guardados em local de acesso exclusivo dos pesquisadores. Havendo qualquer dúvida poderão ser revisados. A retirada de nomes de algum autor ao ser enviado o trabalho para publicação ou evento científico (especialmente quando o número de autores . formulários. tomando-se o cuidado necessário para garantir permanentemente o anonimato das pessoas que participaram como sujeitos da pesquisa. redação inicial ou na revisão crítica do manuscrito.4 Autoria do Trabalho Conforme estabelecido nos Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals (conhecidos como Normas de Vancouver) são autores apenas aqueles que participaram suficientemente do trabalho para compartilhar a responsabilidade pública por seu conteúdo. devem ser destruídos. O mesmo se dá quando do envio para publicação. 2002).3 Tratamento dos Dados É necessário honestidade na apresentação dos resultados obtidos na pesquisa. aprovação da versão final para publicação (SPECTOR. Para ser considerado co-autor é necessária participação em cada uma das seguintes fases do estudo: concepção do projeto ou na análise e interpretação dos dados. nas produções acadêmicas. orientandos e orientadores são autores e seus nomes devem constar no trabalho onde quer que ele seja apresentado: para bancas examinadoras. seminários. durante cinco anos. Portanto.

visando regulamentar a condução dos trabalhos científicos na área da saúde. fere os princípios éticos.1 Resolução 196/96 A utilização de seres humanos em pesquisas. o Ministério da Saúde elaborou a Resolução 196/96 que apresenta as Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres Humanos um documento. causando sofrimento e mesmo a morte – gerou um movimento de repúdio na comunidade internacional. No Brasil. A mesma Resolução estabelece o Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). Em 1982. sob pena de impugnação da apresentação pelo co-autor excluído. e não pode ser feita. eminentemente no período da II Guerra Mundial – durante o qual experimentos foram levados a efeito pela comunidade médica militar na Alemanha. Estes documentos estabelecem as regras que pesquisadores do mundo todo devem respeitar. em 1996. orientando os pesquisadores e servindo como órgão regulador das práticas investigativas em humanos. 3.4. 2004). que passa a emitir parecer sobre os projetos de pesquisa a nível nacional. Este movimento resultou na elaboração do Código de Nuremberg em 1947. Só há exceção quando é estabelecido acordo prévio entre os autores. Estado Unidos e outros países. quando a pesquisa for realizada com seres humanos. utilizando seres humanos sem consentimento prévio.42 excede o limite). a Organização Mundial de Saúde elaborou as Diretrizes Internacionais Propostas para a Pesquisa Biomédica em Seres Humanos (HADDAD. e pela Declaração de Helsinque em 1964. seguido pela Declaração dos Direitos do Homem em 1948. Quatro princípios básicos estão associados às práticas bioéticas preconizadas na Resolução 196/96 quanto à conduta na pesquisa com seres humanos: • Autonomia . tendo como base a Declaração de Helsinque.

De acordo com Spector (2001) garantir que danos previsíveis sejam evitados. deve-se obter autorização do responsável legal. a pessoa não poderá ser obrigada ou coagida a fazê-lo. Ao ser abordada quanto a participar de um estudo. procedimentos de coleta de dados. Pessoas que não podem responder por si próprias: menores de idade. comunidades indígenas. Ninguém pode legitimamente tomar decisões por outro. alternativas no caso de tratamentos ou uso de técnicas novas. o direito do indivíduo decidir por si próprio. mesmo com autorização do responsável deve haver consentimento por parte de quem se submete aos procedimentos da pesquisa.2 Autonomia Considera-se autonomia.43 • Não maleficência • Beneficência • Justiça 3. quando este está no pleno domínio de suas faculdades físicas e mentais. aparentemente sem maiores conseqüências. mesmo que sem intenção. tempo requerido. Cabe ao pesquisador oferecer as informações que sejam necessárias à tomada de decisão: tema. 3. Caso não queira participar. devem ser usados outros métodos. este princípio estabelece que nenhum procedimento de pesquisa possa causar dano.4. riscos envolvidos. a pessoa deve ser respeitada em seu desejo. em temas controversos”. .3 Não-maleficência Bastante controverso. Toda pessoa adulta tem este direito assegurado por lei. entre outros. Entretanto. indivíduos considerados incapazes. Havendo possibilidade de dano.4. Goldim (2005) comenta que a não-maleficência está associada ao princípio “que justifica não fazer pequenas concessões. objetivos.

Pode-se dizer. Pesquisas realizadas com animais devem seguir o que está expresso na Lei 6638.ufrgs. Mesmo .5 Justiça ou Eqüidade Justiça é um princípio moral. e cumpre divulgar os resultados para os sujeitos a fim de que estes se beneficiem com eles.htm.4 Beneficência Para Spector (2002) é a ponderação entre riscos e benefícios. tanto atuais como potenciais. portanto. é quando a equipe de pesquisa se compromete a promover o máximo de benefícios e o mínimo possível de danos e riscos. Os resultados obtidos devem trazer benefício aos que forneceram as informações – entendendo-se como tal.br/lei6638. de 08 de maio de 1979. não perdendo o sentido de sua destinação sócio-humanitária. embora pequenas. 3.4.bioetica. o que garante a igual consideração dos interesses envolvidos. atingindo proporções que fogem ao controle do pesquisador. causar-lhes sofrimento ou dor. de forma sucessiva. certas concessões podem levar a outras. que pode ser obtida no site: http://www. individuais ou coletivos. Por este motivo os trabalhos realizados devem ser úteis para algum fim claro. Não são admitidos maus-tratos. escritas ou resultantes de outros tipos de mensurações.4. que é a contribuição que o estudo trará para os que dele participarem diretamente. é a relevância social da pesquisa com vantagens significativas para os sujeitos da pesquisa e minimização do ônus para os sujeitos vulneráveis. O Princípio da Beneficência é o que estabelece que devemos fazer o bem aos outros. Conforme estabelecido na própria Resolução 196/96.44 Por uma espécie de efeito cascata. 3. 2005). exceto se a dor for o alvo do estudo. independentemente de desejá-lo ou não (GOLDIM. as de natureza oral. Os animais merecem ser tratados com dignidade e de forma humanitária.

Antes da emissão do parecer do CEP. o projeto deverá ter sido revisado pelo orientador.doc. e vir acompanhado da Folha de Rosto de pesquisa envolvendo seres humanos que pode ser obtida. Para a análise da proposta. . no endereço eletrônico: http://conselho. há que se tomar cuidados reduzindo ao mínimo necessário o número de espécimes na amostra. é imprescindível que os objetivos. procedimentos ou protocolos de pesquisa estejam descritos de forma detalhada fornecendo aos membros do Comitê os elementos necessários à emissão do parecer que autoriza o início da coleta de dados da pesquisa. deve ser submetido à apreciação de um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). preferencialmente o da instituição onde será realizada a Coleta de dados. 3. após o que a proposta é revisada e emitido novo parecer.saude. sob pena de a proposta ser indeferida. o projeto será avaliado pelo comitê da instituição de origem dos investigadores.br/docs/FolhaRosto0312. os pesquisadores não poderão iniciar a coleta de dados. por meio de consulta a documentos que contenham informações referentes aos sujeitos do estudo. A fim de ser encaminhado à CEP. com as correções ortográficas e metodológicas necessárias. estejam sendo obedecidos rigorosamente.5 Encaminhamento dos Projetos ao Comitê de Ética em Pesquisa Todo projeto de pesquisa.45 neste caso.gov. Arquivos de recursos humanos. que envolva seres humanos. prontuários impressos ou em meio eletrônico estão aí incluídos. mas não é inferior a 30 dias. São considerados neste caso dados obtidos diretamente dos informantes ou indiretamente. Caso a instituição não possua um Comitê de Ética. No caso de alguma impropriedade. O prazo para obter a resposta do CEP aos pedidos de análise do projeto variam de instituição para instituição. o Comitê solicita aos proponentes do projeto que façam as correções necessárias. A revisão do projeto por este órgão visa garantir que os princípios estabelecidos na Resolução 196/96. já descritos.

sem omitir informações. • informações sobre o projeto – devem ser apresentados os objetivos. desrespeitando os direitos das pessoas.5. mas sim de evitar que sejam cometidas infrações éticas. • benefícios – apresentar os prováveis benefícios pessoais e sociais. serão necessários mais alguns dias para a resposta final. • riscos e desconfortos – quando previsíveis devem ser informados. isto deve ser informado ao Comitê de ética. Não há por parte do CEP intenção de inviabilizar os trabalhos. Consentimento Pós-informação. dos quais são destacados: • linguagem – evitar termos técnicos que sejam de difícil compreensão para os sujeitos da pesquisa. as informações necessárias para que o mesmo tome a decisão sobre sua participação no estudo de forma esclarecida e autônoma. Caso seja necessária alguma omissão por razões metodológicas. notificá-lo deste fato. sabendo que havendo necessidade de reformular alguma etapa do projeto. sendo ideal um texto compreensível para pessoas com escolaridade até 8ª série. no qual são expostas ao participante voluntário. justificativas e os procedimentos a serem utilizados. por isto o projeto deve ser elaborado cuidadosamente para evitar idas e vindas. o que requer tempo.46 Portanto os pesquisadores devem providenciar com a devida antecedência o envio do material para apreciação.1 Termo de Consentimento Também denominado Consentimento Informado ou ainda. . discriminando os desconfortos rotineiros dos procedimentos daqueles relacionados com a pesquisa em si. Caso não haja benefício direto para o sujeito. A Resolução 196/96 prevê também que cada alteração no protocolo de pesquisa seja apreciada pelo CEP. Francisconi e Goldim (2005) comentam alguns elementos que devem estar presentes no Termo de Consentimento Informado. é o documento elaborado pelo pesquisador. 3.

• confidencialidade e anonimato – as informações coletadas devem ter garantia de privacidade. para permissão do estudo. Estas orientações. Um número de documento do participante também deverá ser anotado no termo. uma vez seguidas. • indenização ou compensação por danos – embora não seja permitido no país a remuneração por participação em pesquisas. identificadas com o nome do participante e do representante legal. • crianças e adolescentes – sempre que forem estes os colaboradores. Entretanto o pesquisador não tem autonomia para decidir sobre esta questão. • assinaturas – o Termo de Consentimento.47 • voluntariedade – o voluntário deve ter a garantia de que a qualquer momento poderá deixar o estudo sem que isto represente qualquer prejuízo para o seu atendimento dentro da instituição onde o projeto está sendo realizado. o qual julgará a propriedade do pedido. e o anonimato do participante deve ser mantido todo tempo. o pesquisador poderá solicitar a dispensa do uso do Termo de Consentimento ao Comitê de Ética em Pesquisa. preenchido em duas vias. o pesquisador poderá ressarcir eventuais gastos que o voluntário tiver decorrentes da pesquisa com alimentação e/ou traslados. terá uma das vias arquivada pelo pesquisador e a outra pelo sujeito da pesquisa. ou por seu representante legal. contudo a partir dos sete anos as crianças e adolescentes devem ser informados sobre o que será feito e respeitados quanto a sua decisão em participar ou não da pesquisa. contribuirão ao bom andamento da pesquisa respeitando os padrões bioéticos. Em situações especiais como uso de informações em bases de dados ou de prontuários. devem ser tomadas as assinaturas dos pais ou responsáveis. se houver. . datadas e assinadas. evitam-se selecionar voluntários que possam ser coagidos de alguma maneira.

benefícios. procedimentos. devem ser oferecidas a cada sujeito as explicações quanto ao tipo de estudo. salientando a importância da veracidade das respostas. objetivos. confidencialidade e demais informações solicitadas pelo mesmo. Antes de ser assinado o Termo de Consentimento. e visa suprir as orientações que não são possíveis oferecer de outra forma. 3.5. pois esta prática permitirá a identificação do informante. ou outra razão qualquer. Garanta que o respondente não será identificado ao devolver o Termo de Consentimento o qual deve prever a permissão para divulgação dos resultados e oferecer segurança quanto ao sigilo da fonte. transgredindo um requisito básico na pesquisa que é seu anonimato. Para tal fim questionário e Termo de Consentimento devem ser apresentados em folhas diferentes. Neste caso tenha certeza de que as informações sejam suficientes para permitir a compreensão da finalidade do trabalho e conquistar o respondente a fim de que ele colabore dando respostas fidedignas. pois o pesquisador não estará presente – o questionário foi enviado por correspondência ou sua entrega por outra pessoa facilita o anonimato. bem como a forma como deverá ser devolvido o questionário.2 Carta de Apresentação e Termo de Esclarecimento Por vezes é enviado um texto apresentando a proposta do estudo. Para facilitar a construção deste importante instrumento são apresentados a seguir dois exemplos. voluntariedade. . pedindo a colaboração dos respondentes. Este texto é chamado Carta ou Termo de Apresentação. riscos. descrevendo seus objetivos.48 A apresentação do Termo de Consentimento junto aos instrumentos de pesquisa é um erro. e o prazo para devolução.

obrigatoriamente deve ser preenchida antes da entrega do projeto ao Comitê de Ética da instituição onde se pretende realizar a pesquisa. pode ser obtido no endereço eletrônico abaixo e já vem com as instruções de preenchimento. na página 2: http://conselho.Elaborado por pesquisadores do Núcleo Interdisciplinar de Bioética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.130. José Roberto Goldim. As informações sobre outros membros do grupo de pesquisa são descritas no projeto.ufrgs. em fevereiro de 1997.doc. • http://200.SISNEP .br .6 Endereços Eletrônicos Úteis São apresentados a seguir alguns endereços úteis para esclarecimento sobre as questões de ética na pesquisa: • http://www. Este documento é padronizado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. .bioetica.br/docs/FolhaRosto0312. 3. As informações sobre o Pesquisador Responsável solicitadas neste documento devem ser preenchidas com os dados do orientador no caso dos trabalhos acadêmicos.Sistema Nacional de Informação sobre Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos tem como objetivo beneficiar os envolvidos em pesquisas permitindo: o Facilitar o registro das pesquisas envolvendo seres humanos.49 3.saude.5. Há grande riqueza nos textos contidos neste portal.3 Folha de Rosto para Pesquisa Envolvendo Seres Humanos A Folha de Rosto.gov. o portal de Bioética foi criado.214. Dr. Os materiais contidos no portal têm finalidade basicamente para pesquisa e ensino em Bioética. e é mantido sob a responsabilidade do Prof. alguns dos quais foram utilizados como base para este capítulo.41/sisnep/pesquisador/ .

aprovadas pelo Conselho.gov. 3. .htm http://conselho. o Facilitar aos pesquisadores o acompanhamento da situação de seus projetos.br/conselho/comissoes/etica/conep.htm A ou Comissão Nacional de Ética em Pesquisa – CONEP – órgão do Conselho Nacional de Saúde (CNS) foi criada através da Resolução 196/96.CEPorganizados nas instituições onde as pesquisas se realizam.datasus. atuando conjuntamente com uma rede de Comitês de Ética em Pesquisa . o Roteiro de parecer consubstanciado a ser emitido pelos CEPs. pelos participantes nas pesquisas.50 o Orientar a tramitação de cada projeto para apreciação ética antes de seu início. com a função de implementar as normas e diretrizes regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. deliberativa. • http://www. Neste site é encontrada. normativa e educativa. Tem função consultiva.7 Termo de Consentimento Estes modelos podem ser obtidos nos endereços eletrônicos citados e poderão servir de base para elaboração de outros termos.gov. o Documentos requeridos para apresentação de projetos de pesquisa. Os exemplos foram adaptados para o UNASP. especialmente. o Permitir o acompanhamento dos projetos já aprovados (em condições de serem iniciados) pela população em geral e. entre outros assuntos. a documentação relacionada com ética em pesquisa: o Registro.saude. o Fluxograma para tramitação dos projetos. renovação de registro e acompanhamento dos CEPs.br/comissao/eticapesq.

descrita na página seguinte).htm Acesso em: 15 dez 2005. Estudos semelhantes têm permitido diversos avanços na área da saúde. o participante colaborador ou sujeito do estudo . será necessário (responder perguntas sobre . . Os objetivos deste estudo são (colocar sumariamente) e caso você participe. permitindo novas descobertas e melhores formas de lidar com as doenças. (Em caso de não haver riscos ou desconfortos: Não será feito nenhum procedimento que lhe traga qualquer desconforto ou risco à sua vida) (Ou especificar todos os desconfortos. 1 .. sem prejuízo no seu atendimento.. O modelo 1 foi consultado no endereço eletrônico: http://www.fmtm. Você poderá ter todas as informações que quiser e poderá não participar da pesquisa ou retirar seu consentimento a qualquer momento. você não receberá qualquer valor em dinheiro. não aparecendo em qualquer momento do estudo. consultas de enfermagem semanais. coletar sangue para .. etc.deve assinar a parte final do documento. medir ..).51 Modelo 11 Termo de Consentimento Você possui as características adequadas a uma pesquisa que estamos iniciando que são: (descrever as características que fazem do sujeito um candidato á pesquisa) e está sendo convidado a participar do estudo intitulado (nome do estudo).br/ pesquisa/cep/cep-modificacoes/cep-internet/modelo_de_termo_de_consentimento. . Seu nome será mantido em sigilo. Pela sua participação no estudo..).. mas terá a garantia de que todas as despesas necessárias para a realização da pesquisa não serão de sua responsabilidade.. etc. (Depois de lido e explicado o que estiver expresso no documento com os detalhes de esclarecimento.. Portanto sua participação é muito importante. se houver possibilidade de que eles ocorram: Você poderá ter algum desconforto quando receber uma picada para colher o sangue do seu braço..

A explicação que recebi esclarece os riscos e benefícios do estudo.... Sei que meu nome não será divulgado....... (nome do voluntário). Eu concordo em participar do estudo............. . . São Paulo.. que não terei despesas e não receberei dinheiro por participar do estudo..... Após Esclarecimento Eu..... Assinatura (do voluntário ou Número do RG responsável legal): Assinatura responsável: do pesquisador Assinatura do pesquisador orientador: de contato dos Telefone pesquisadores: Em caso de dúvida em relação a esse documento.... li e/ou ouvi o esclarecimento acima e compreendi para que serve o estudo e qual procedimento a que serei submetido....../ .52 Descrição dos Esclarecimentos Termo de Consentimento Livre. sem justificar minha decisão e que isso não afetará minha relação com a instituição onde estou sendo atendido./.. Eu entendi que sou livre para interromper minha participação a qualquer momento. você pode entrar em contato com o Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Adventista de São Paulo pelo telefone (número com DDD).

consinto voluntariamente (em participar/que meu dependente legal participe) desta pesquisa. que após ter sido convenientemente esclarecido pelo pesquisador e ter entendido o que me (nos) foi explicado. c) métodos alternativos existentes. que fui devidamente esclarecido sobre o Projeto de Pesquisa intitulado: ________________________(Título do trabalho)_____________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ desenvolvido pelo(a) aluno ______________________________________________ do Curso ______________________________do Centro Universitário Adventista de São Paulo. de de 200__ O modelo 2 foi consultado no endereço eletrônico: http://www. i) formas de ressarcimento das despesas decorrentes da participação na pesquisa. na condição de (sujeito objeto da pesquisa/representante legal do sujeito objeto da pesquisa). DECLARO. sem penalização alguma e sem prejuízo ao seu cuidado. __________________________________.br/ CEP/Termo-de-Consentimento-Livre-e-Esclarecido. objetivos e procedimentos que serão utilizados na pesquisa.unit. e) garantia de esclarecimentos antes e durante o curso da pesquisa. outrossim. b) desconfortos e riscos possíveis e os benefícios esperados. DECLARO para fins de participação em pesquisa.doc Acesso em: 15 dez 2005. abaixo qualificado. quanto aos seguintes aspectos: a) justificativa. RG ____________.53 Modelo 22 TERMO DE CONSENTIMENTO Eu. sobre a metodologia. São Paulo. d) forma de acompanhamento e assistência com seus devidos responsáveis. f) liberdade de se recusar a participar ou retirar seu consentimento. assegurando-lhe absoluta privacidade. em qualquer fase da pesquisa. h) formas de indenização diante dos eventuais danos decorrentes da pesquisa. 2 . g) garantia de sigilo quanto aos dados confidenciais envolvidos na pesquisa. com informação prévia sobre a possibilidade de inclusão em grupo de controle e placebo.

............. Cidade:................... Sexo: M ( ) F( ) Endereço: ....... RG:........:. / .................................................................. Cep:.. São Paulo........ nº............................................................................................................................................................. __________________________ Assinatura do Pesquisador ............. Cidade:........................................ Tel......................... o consentimento livre e esclarecido do declarante acima qualificado para a realização desta pesquisa..................................... Natureza da Representação:............../.................. ter elaborado este Termo de Consentimento.................................... Bairro:...........................:............ __________________________ Assinatura do Declarante DECLARAÇÃO DO PESQUISADOR DECLARO........................................................... de de 200. Data de nascimento:........... cumprindo todas as exigências contidas nas alíneas acima elencadas e que obtive................54 TERMO DE CONSENTIMENTO Sujeito da Pesquisa: (Nome):.Apto:.................... / .. Sexo: M ( ) F( ) Endereço:.......................... de forma apropriada e voluntária................ Data de nascimento:..... para fins de realização de pesquisa....... Apto: ....Cep:........ RG:............................................. __________________________ Assinatura do Declarante Representante legal:............Tel............./.................................nº................................. Bairro:....................

. e tantas outras questões deste gênero. poder e limites da capacidade perscrutadora da consciência.porto@unasp. 1979. o exame dos problemas epistemológicos que a penetração no desconhecido do mundo objetivo suscita. os fundamentos existenciais.edu.br Leonardo Tavares Martins leonardo. . os suportes sociais e as finalidades culturais que o explicam. que precisa conhecer a natureza do seu trabalho.. p. a determinação da origem. que se referem ao processo da pesquisa científica e da lógica da ciência.3).edu.br Paulo Gomes Lima paulo.gomes@unasp..br Qualquer que seja o campo de atividade a que o trabalhador científico se aplique.edu.martins@unasp. este é constituído da sua própria realidade individual (VIEIRA PINTO. não podem ficar à parte do campo de interesse intelectual do pesquisador. Porto elias.55 A CONSTRUÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA Elias F. a reflexão sobre o trabalho que executa. porque.

entretanto. local epistemológico e época em que se situa a problemática (introdução). na verdade “não existe um padrão rigidamente estabelecido e imutável” (GONSALVES. no mínimo. por exemplo. por isso ao elaborar o projeto. qual campo do conhecimento. precisamos considerar algumas regras importantes (GIL.1. para que tenha pertinência científica. que teorias e metodologias ajudarão o pesquisador na realização de seus objetivos (metodologia). O projeto de pesquisa é o planejamento prévio da pesquisa que sistematiza todas as etapas que serão realizadas no desenvolvimento da mesma. o que o estudo pretende demonstrar ou explicar (objetivos). Ao se formular um problema de pesquisa. uma vez que são eles que proporcionarão diretrizes metodológicas válidas dentro das convenções científicas. demonstrando que o pesquisador já conhece o que a literatura apresenta sobre o assunto (desenvolvimento do tema) e todas as fontes consultadas para desenvolvimento do projeto (bibliografia). é no projeto de pesquisa que se explicita o problema a ser estudado. Por exemplo.1 PROJETO DE PESQUISA Um projeto pode ser organizado de diferentes formas.1 O Problema Deve Ser Formulado Como Uma Pergunta O problema deve responder a algo que inquiete o pesquisador.56 Para que qualquer pesquisa científica seja desenvolvida é necessário o estabelecimento de um projeto de pesquisa. em quanto tempo o estudo será realizado (cronograma). uma apresentação do tema da pesquisa. p. 4. a relevância de se estudar determinado assunto (justificativa). os elementos citados anteriormente. deve-se ter claramente qual é questão à qual se deseja uma resposta. todo projeto. Assim. 1999): 4. Quando o problema é formulado como uma questão. Tem-se. o . 2003. o projeto de pesquisa deverá apontar para o problema a ser estudado e para o procedimento adotado para estudá-lo. deve reunir. facilita a identificação da problemática que se deseja estudar.13).

1. mas quando formula-se uma pergunta. veja como poderíamos transformar este tema em um problema corretamente formulado: “Que hábitos alimentares podem estar relacionados com a obesidade em escolares da terceira série do ensino fundamental de uma escola particular do município de São Paulo?” 4. o pesquisador deverá selecionar somente aquela(s) que interessa(m) ao estudo a ser realizado. Por exemplo. 4.57 tema: “a relação entre nutrição e obesidade”.3 O Problema Deve Ter Clareza Os termos utilizados na construção do projeto devem ser claros e precisos. portanto. ao formular o problema certifiquese de que a execução do projeto é viável. haverá dificuldade em se compreender qual a pretensão do projeto. pois sem a devida delimitação isto seria inviável (quais crianças seriam estudadas? todas as brasileiras? todas as crianças do mundo? todas as crianças de escola particular?). Atenção ao escolher as palavras para que não haja contradição nem sentido diferente ao pretendido.1. o problema fica mais evidente e é possível compreender sua delimitação. Como um problema possui muitas dimensões. percebe-se que está muito abrangente. um projeto que se proponha a analisar o conceito de operários sobre a política pública mostra-se incompleto e. ou seja. confuso sobre qual a pretensão do pesquisador (quais operários? de que política pública? de algum governo específico?) .2 O Problema Deve Ser Delimitado a Uma Dimensão Viável O projeto deve ser exeqüível. não caberia propor um projeto de pesquisa para estudar a obesidade e as crianças. Caso o problema não esteja claro. Assim.

2 A Estrutura de Um Projeto de Pesquisa Embora existam diferentes propostas de estrutura de projeto na literatura.1. há similaridade entre as diferentes formas.1 Esboço do Projeto de Pesquisa: 1 INTRODUÇÃO 2 OBJETIVOS 3 JUSTIFICATIVA 4 METODOLOGIA 5 DESENVOLVIMENTO DO TEMA 6 CRONOGRAMA 7 ORÇAMENTO 8 REFERÊNCIAS . 4. Assim. deve-se deixar claro qual o procedimento estatístico para tratar tais informações e ao se fazer uso de uma proposta de estudo que seja qualitativa. propomos uma estrutura didática de projeto de pesquisa que pretende ser ao mesmo tempo eficiente e pedagogicamente viável para os pesquisadores iniciantes. mencionados anteriormente.4 O Problema Deve Apresentar Bases Científicas Para a Análise Qualquer que seja o tipo de pesquisa proposto no projeto. de forma particular pois este tipo de procedimento não tem validade científica. 4.2. deve-se usar como ferramentas para análise das informações o que seja aceito academicamente e nunca se apropriar de juízos de valor. deve-se deixar claro quais as fontes a serem consideradas e qual o procedimento adotado para análise. se os dados a serem analisados forem quantitativos. pois os itens principais. devem estar contemplados. Assim.58 4.

. Ex: “Qual foi o papel desempenhado pela Associação Brasileira de Educação (ABE) no desenvolvimento da educação brasileira?”. No exemplo dado acima.1 Apresentação e Delimitação do Tema Delimitação inicial. definindo o campo de conhecimento.2 Definição dos Itens Essenciais no Projeto de Pesquisa 1 INTRODUÇÃO 1. Exemplo: “Este estudo delimita-se por desenvolver um estudo sobre a contribuição da ABE para o desenvolvimento da educação formal brasileira particularmente na década de 20. situando seus limites e o lugar que ocupa no tempo e no espaço. • Do tempo: anos 20 (época da criação da ABE). de modo breve. as circunstâncias que interferiram nesse processo.59 4. apresentando o que envolve o tema escolhido. se houve antecedentes. Apresente o campo de conhecimento que pertence o assunto e identifique qual é a questão ou o problema a ser pesquisado. podemos identificar a delimitação do tema. pois há indicação: • Do campo do conhecimento: história da educação brasileira. • Do local ao qual se refere o estudo (local epistemológico da pesquisa): Brasil – Conferências Nacionais de Educação. Aborde o assunto geral sobre o qual se deseja realizar a pesquisa. do tema a ser pesquisado.2. qual foi a gênese do problema. Problemas são perguntas que a pesquisa pretende resolver. A delimitação consiste na indicação. definindo claramente o campo de conhecimento que pertence o assunto. decorrente de suas Conferências Nacionais de Educação”. porque fez tal opção. Coloque o problema em forma interrogativa tornando-o mais diretivo. Exponha como chegou ao tema de investigação. Situa-se como pano de fundo. o que demandará uma resposta clara.

podemos citar. Avaliar. Esquematizar. • Verificar a incidência de problemas posturais em crianças e adolescentes. • Comparar o comportamento de crianças escolares em situação de competição e de cooperação. mas que não poderá ser atingido.. Explicar. Contrastar. “O Objetivo é o que você pretende atingir com a sua pesquisa e não o que você vai fazer para atingi-lo” (GONSALVES. Examinar. Assim. pense em responder à pergunta: o que você pretende com este projeto? (dentre os verbos mais utilizados. os objetivos servem para indicar a direção da ação. Produzir. Desenvolver. Classificar. Estimar. 2. Interpretar. Diferenciar. Exemplos: • Formular uma proposta de análise postural para crianças de 7 a 10 anos.). Criticar. Deve ser sucinto e sugere-se que inicie com verbo no infinitivo. Discutir. Medir. Para formular o objetivo geral. . Formular. Verificar. Comparar. 2003.56). Especificar. Divide-se em objetivo geral e objetivos específicos. Decidir. Estabelecer. não é pertinente um objetivo aparentemente importante e bem construído. Esclarecer. Localizar. Discriminar. Descrever.60 2 OBJETIVOS Nesta parte indica-se o que é pretendido com o desenvolvimento da pesquisa. É importante que os objetivos sejam exeqüíveis. É interessante que este objetivo seja apenas um e que esteja ligado diretamente ao problema levantado pelo pesquisador. Documentar. estes são aspectos secundários do projeto. Construir. O objetivo geral deve ser apenas um e os objetivos específicos podem ser de 3 a 5. alunos do ensino fundamental da Escola Adventista de Florianópolis. etc. Entender.1 Objetivo Geral Utilizando-se um verbo no infinitivo indica-se qual é a grande questão que procuraremos estudar na pesquisa. Escolher. p. Selecionar. Determinar.. como exemplo: Analisar. ou seja. Propor. Identificar.

• Explicar a atuação direta e papel de Zeferino Vaz como ator expoente na criação da Unicamp. também. pois isto poderá dificultar o controle de sua pesquisa. poderá indicar um objetivo específico para cada capítulo ou caso prefira. destacará a relevância do assunto. 3 JUSTIFICATIVA Nesta seção. Aqui poderemos elencar mais de um objetivo acessório. . Esta seção deve ser redigida a partir das seguintes perguntas: O que esta pesquisa pode acrescentar à ciência onde se inscreve? (relevância científica). mostrará a viabilidade do tema enquanto objeto de pesquisa e indicará as razões de ordem pessoal que o levaram a eleger este tópico do conhecimento. buscar alcançá-los difusamente no desenvolvimento do trabalho. Exemplos: • Destacar a situação do ensino público superior no Estado de São Paulo em geral e no sudeste paulista em particular nos anos 60.2 Objetivos Específicos Aspectos que em conjunto propiciam a resolução do objetivo geral. o pesquisador procura demonstrar o valor do seu objeto de estudo. Se o pesquisador elaborar de 3 a 5 objetivos específicos. tanto em termos acadêmicos quanto nos seus aspectos de utilidade social. Estes objetivos. no entanto. não necessariamente. não é interessante que o pesquisador desenvolva mais de 5 objetivos específicos. irão contribuir para que se alcance o objetivo geral. Que benefício poderá trazer à comunidade com a divulgação do trabalho? (relevância social).61 • Analisar em que grau e em que medida Zeferino Vaz contribuiu para a criação da Universidade Estadual de Campinas. Para tanto. mas. • Analisar os modelos que foram seguidos na formulação da proposta da Unicamp. embora com um caráter secundário. 2.

Witter (1999). Pode-se iniciar a metodologia com a indicação dos autores que serão o referencial da pesquisa. Ramos Lamar (1998). 4 METODOLOGIA O quadro teórico-metodológico é o referencial organizativo do “como” a pesquisa será realizada. metodologia significa o estudo dos caminhos a serem seguidos. você deverá deixar claro quais procedimentos pretende utilizar na produção dos dados. por este tema? (interesse). Indique no texto a relação entre o trabalho dos referidos autores e a proposta contemplada em teu projeto e as possíveis diferenças.62 O que levou o pesquisador a se inclinar e. . p. Em termos gerais.. Silva (2003). quais são os autores que serão as principais fontes teóricas de sustentação da pesquisa. enquanto logos indica estudo sistemático. sujeitos da pesquisa e espaço da pesquisa. incluindo aí os procedimentos escolhidos” (GONSALVES. Buscando o sentido etimológico de metodologia encontraremos “Méthodos significando o caminho para chegar a um fim. Neste item do projeto.. investigação. Assim. não se tratando em hipótese alguma de referências específicas). quais são as possibilidades concretas de esta pesquisa vir a se realizar? (viabilidade). 2003. quais as etapas da análise dos dados e outros detalhes como tipo da pesquisa. Associar metodologia a um conjunto de técnicas ou procedimentos para coleta de dados é uma redução da amplitude deste item.62). Ex: “Este trabalho terá como referencial teórico as contribuições de Barros (2001). escolher. em outras palavras é o percurso ou o caminho a ser percorrido para se alcançar o objetivo estabelecido. quais os principais procedimentos empregados para que todos os objetivos planejados sejam satisfatoriamente alcançados. Lima (2001). por fim.” (Atenção: estes exemplos são apenas para finalidade didática.

Experimental. pesquisa ação. ex-postfacto. Existe na literatura diferentes conceituações a respeito da classificação da pesquisa e pode-se utilizar a perspectiva que melhor se adequar ao seu tipo de trabalho. Dizer apenas: “Como instrumento utilizarei a entrevista semi-estruturada” definitivamente não é suficiente para a metodologia! Requer-se uma detalhada descrição de todo o procedimento. entretanto a partir de quatro grandes linhas de pesquisa (Histórica. bibliográfica. • Segundo as fontes de informação: Campo. Documental.63 4. 4. • Segundo a natureza dos dados: Quantitativa. É importante também indicar a natureza da pesquisa.1 Abordagem da Pesquisa Aqui o pesquisador deverá deixar claro que tipo de pesquisa desenvolverá: experimental. Bibliográfica. Participativa. Explicativa. se qualitativa. Laboratório. pesquisa participante ou ainda se a pesquisa será um levantamento bibliográfico. • Segundo os procedimentos de coleta: Experimento. Descritiva. Levantamento. se quantitativa ou se dialética. Bibliográfica.2 Sujeitos da Pesquisa É importante deixar claro qual a população a ser estudada e dentro de qual universo esta população se encaixa. Algumas perguntas podem ajudar a deixar claro este item do projeto: Quais os critérios adotados para a escolha desta população? Quais as características particulares desta população que a diferencias de outros grupos? Toda a população escolhida será estudada ou será selecionada uma amostra para o estudo? Como se deu a escolha da amostra (forma probabilística – aleatória simples ou randômica estratificada ou não-probabilística – acidental ou intencional)? . Estudo de Caso. Documental. Qualitativa. Experimental e Ex-Post-Facto) observe os diferentes tipos de classificação possíveis: • Segundo os objetivos: Exploratória. documental. Descritiva. estudo de caso.

levantamento de dados. o formulário. fazer a avaliação física em crianças. deve-se esclarecer sobre quais são as fontes. Se houver cálculos estatísticos. se foi adaptado ou se está seguindo um modelo sugerido por outro pesquisador. Outra informação absolutamente necessária que o projeto deve apresentar é que. análise de discurso. avaliação física.64 4. como se dará a interpretação dos dados. se haverá a administração de algum produto aos seres em observação. onde serão obtidas. observação direta. havendo seres vivos envolvidos na pesquisa (quer seja a aplicação de um questionário. 4. tabulação dos dados e cálculos estatísticos. Este item do projeto deverá esclarecer o leitor sobre o que será feito com os dados obtidos. Diferentes formas de pesquisa devem esclarecer sobre o que está envolvido na forma de se obter os dados a serem analisados.3 Coleta de Dados e Instrumento A forma como se procederá a coleta deve estar detalhada. a entrevista. por exemplo. análise de conteúdo entre outras formas possíveis. ou seja. quais alterações. . Se o projeto pretende. se a pesquisa prevê a aplicação de questionário. deve-se dizer quem fará as medidas. uma entrevista. deve-se dizer se haverá algum software ou fórmulas específicas para a análise. que instrumentos serão utilizados nas avaliações. deve-se deixar claro qual critério adotado na escolha do instrumento. manipulação de animais).4 Organização e Análise dos Dados O processo de análise dos dados pode envolver diversos procedimentos: codificação das repostas. pois existem diferentes técnicas para a obtenção dos dados: o questionário. Se a pesquisa for documental. o que será extraído das fontes para a análise. Deve-se ainda evidenciar quais informações pretende obter a partir de determinado procedimento ou instrumento e como será aplicado. se a pesquisa envolver seres vivos. deverá haver aprovação do comitê de ética para que haja continuidade do projeto. em que local. etc. quais as medidas serão tomadas. se foi criado pelo pesquisador. deve-se esclarecer no projeto se haverá alguma alteração no meio onde vivem.

Aqui cabe fazer a contextualização do que há publicado sobre o assunto e como outros autores têm estudado este tema. com uma exposição mais objetiva e técnica. Como o projeto e a redação final do TCC estão muito próximos no tempo. Sendo a Hipótese uma resposta provisórias. Assim. pode-se ter um capítulo destinado a revisão de literatura. anterior à pesquisa. A utilização de uma Hipótese no projeto não é obrigatória. como a literatura aborda o objeto de estudo e mostrar que as questões envolvidas com o tema já são de seu conhecimento. Privilegie os textos mais importantes e mais recentes sobre seu tema. citações e comentários. a revisão se mostrará presente em vários capítulos. a partir do que foi feito no projeto. entretanto não é obrigatório este capítulo. Você deve demonstrar domínio sobre o que outros autores estudaram a respeito do tema escolhido e expor tais idéias. Este é o momento onde os textos/documentos estudados devem aparecer. Para facilitar a apresentação do projeto. este item pode estar dividido em capítulos. ou seja. pois há perspectivas metodológicas que excluem a utilização de uma hipótese afirmando que a ciência deveria ir em busca a uma resposta sem pressupor uma possível resposta pois isto poderia influenciar no encaminhamento da pesquisa. esta é uma varredura exploratória.65 5 DESENVOLVIMENTO DO TEMA Esta é a parte central do texto. circunscrever. poderá ser feito dentro deste item. se em comum acordo com o orientador houver a proposta para a inclusão de Hipótese no projeto. mas que não pode ser precária. Retomando o que já foi anunciado na Introdução. onde o aluno deve apresentar de forma mais profunda o que conhece sobre o tema. este item mostra-se importante para que o aluno possa alcançar o texto final completo. pois dependendo do tipo de pesquisa. como o tema está problematizado e. o texto deste item será usado também no trabalho final. o tema-problema com um maior aprofundamento. Se em comum acordo com o orientador. as leituras já realizadas. consequentemente porque ele precisa ainda ser pesquisado. Entretanto. colocar o problema. que o . Na introdução é apresentado o tema de forma mais ampla e aqui de forma mais profunda. procure agora. Trata-se portanto de delimitar. logicamente que acrescido de mais informações.

caberia esta colocação dentro do desenvolvimento do tema como a perspectiva do pesquisador sobre o problema estudado. 2006 2006 2006 2006 ANO Fevereiro Março a Abril Abril a Maio Junho MÊS Levantamento de obras que interessam à pesquisa Aquisição e leitura dos textos Digitação da introdução Encaminhamento ao comitê de ética ATIVIDADE MÊS ATIVIDADE 1. . delimitando o tempo para cada momento. Levantamento de obras que interessam à pesquisa 2. Sugere-se a seguir dois modelos distintos. a seguir listamos alguns destes itens. Encaminhamento ao comitê de ética 2006 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 X XX XX 1 2 X No detalhamento das atividades e do tempo necessário para a execução você deverá definir quais itens estarão previstos para o teu projeto. Digitação da introdução 4. Evidentemente a Hipótese não deve estar dissociada de uma atenta relação com o que a literatura apresenta sobre a temática estudada. nem todos precisam estar mencionados em teu projeto e você poderá acrescentar outros que julgar necessário. ou seja. O resultado da pesquisa poderá negar ou confirmar a hipótese. • Levantamento das obras que interessam à pesquisa. Qualquer que seja o modelo adotado. 6 CRONOGRAMA Neste item deve ser feita a previsão de duração de cada fase do projeto. O detalhamento dos itens mostra a organização do pesquisador e isto poderá ser decisivo para se obter êxito na execução do projeto. Aquisição e leitura dos textos 3.66 pesquisador oferece. o importante é detalhar cada parte do projeto e o tempo em que se dará cada atividade. de forma sugestiva. Um bom procedimento seria trabalhar com um problema e uma hipótese centrais e bem definidas.

não há a necessidade de colocar este item no projeto. ou qualquer outro tipo de custo para a execução do projeto ou análise dos dados. portanto as obras aqui mencionadas não devem servir de limite para a continuidade do projeto. transporte. Se teu projeto não prevê custos. É importante descrever se haverá solicitação de financiamento para órgãos de fomento à pesquisa ou quem deverá custear o projeto. bem como no TCC. O pesquisador deve ter claro que esta lista de referências poderá ampliar-se ao final da pesquisa. já que novos .67 • Aquisição de textos ou livros pertinentes ao objeto de pesquisa • Leituras intensivas sobre o tema • Registro dos conteúdos (literaturas e coletas efetuadas) • Sistematização do material • Coleta de dados • Interpretação dos dados. Inclua detalhadamente o valor para cada item a ser custeado e em que momento isto deve ocorrer. material de laboratório. isto deverá estar previsto. equipamentos ou se haverá despesa com pessoal. conforme categorias estabelecidas • Primeira redação • Correções e intervenções do orientador • Segunda redação • encadernação • Apresentação do trabalho • Correções do texto final • Encaminhamento do texto final corrigido 7 ORÇAMENTO A previsão orçamentária não será necessária a todos os projetos. 8 REFERÊNCIAS Reúne-se aqui uma relação das fontes / obras utilizadas para a elaboração do Projeto e que serão utilizadas na Pesquisa propriamente dita. entretanto se você pretende utilizar reagentes.

68 documentos poderão ser identificados no desenvolvimento do processo de investigação. fonte 12. em algarismos arábicos.2. Deixe 3cm de margem esquerda e superior e 2cm de margem. As referências devem seguir a norma apresentada no capítulo 7. A numeração é colocada. Arial.5. Siga a ordem dos itens do projeto conforme descrito anteriormente. 4. inferior e direita. página de rosto e sumário. . a partir da primeira folha da parte textual. O texto deve estar formatado em papel A4. segundo o modelo a seguir.3 Apresentação Gráfica O projeto deve incluir capa. no canto superior direito da folha. espaço 1.

. CURSO . (Arial 14 / Negrito) TÍTULO DO PROJETO (Arial 18 / Negrito) AUTOR(ES) (Arial 14 / Negrito) CIDADE – ESTADO ANO (Arial 14 / Negrito) FIGURA 1 Modelo de capa para projetos de pesquisa ....69 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS .

70 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS ENGENHEIRO COELHO CURSO DE PEDAGOGIA HÁBITOS DE ESTUDO E RENDIMENTO ESCOLAR DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO FÁBIO LUIS SILVA LUÍZA BELA SILVA ENGENHEIRO COELHO – SP 2005 FIGURA 2 Exemplo de capa para projeto de pesquisa .

71 NOME (Arial 14) TÍTULO (Arial 18) CIDADE – ESTADO ANO (Arial 14 / Negrito) FIGURA 3 Modelo de folha de rosto para projeto de pesquisa .

72 FÁBIO LUIS SILVA LUÍZA BELA SILVA HÁBITOS DE ESTUDO E RENDIMENTO ESCOLAR DE ALUNOS DE ENSINO MÉDIO Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Pedagogia do Centro Universitário Adventista São Paulo. Ms. campus ___. Maria Silva . Orientadora Prof. como requisito parcial à disciplina Trabalho de Conclusão de Curso I. campus EC. Engenheiro Coelho – SP 2005 FIGURA 4 Exemplo de folha de rosto para projeto de pesquisa . ___ Adventista São Paulo. Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Pedagogia do Centro Universitário Orientador(a) Prof. como (Arial 12) requisito parcial à Disciplina Trabalho de Conclusão de Curso I.

........2 Nome do Capítulo ......................................................................................... 8 5........................................................................... 11 5............... METODOLOGIA .................................... CRONOGRAMA............................... 6 4...................................... INTRODUÇÃO.................................................................................11 5.................. 20 FIGURA 5 Exemplo de sumário para projeto ..................... 5 3...................................... 16 6.........1 Nome do Capítulo ..................................................................3 Nome do Capítulo .......... REFERÊNCIAS........................... 3 2............. ORÇAMENTO............................. 18 7..... 19 8.........................73 SUMÁRIO 1... OBJETIVOS........................................... 14 5.. JUSTIFICATIVA...............................................DESENVOLVIMENTO DO TEMA.....................................................................................................................................

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A CONSTRUÇÃO DA MONOGRAFIA
Elias F. Porto elias.porto@unasp.edu.br Kátia Corina Vieira katia.vieira@unasp.edu.br Leonardo Tavares Martins leonardo.martins@unasp.edu.br Paulo Gomes Lima paulo.gomes@unasp.edu.br

A atividade de pesquisa é uma atividade racional. Implica no mais profundo e elevado exercício da razão da parte do homem. Talvez seja nessa atividade mais do que em qualquer outra que o homem possa dar expressão ao seu ímpeto de criatividade (DUSILEK, 1978, p.34).

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5 MONOGRAFIA
O capítulo anterior apresentou o que é um projeto e como estruturá-lo. Agora, chegou a hora de fazer tudo o que o projeto previa. É hora de usar o projeto como um mapa, um guia, na realização da pesquisa. Boa parte do que se escreveu no projeto foi um exercício de definição e previsão. Definição do que se irá pesquisar, de quais objetivos pretende-se alcançar, de argumentos que justifiquem a realização da pesquisa, definição e previsão dos aspectos metodológicos mais adequados à realização e alcance dos objetivos propostos e quais seriam os fundamentos teóricos essenciais, definição das tarefas a serem realizadas, previsão de quando essas tarefas seriam realizadas e de despesas para fazer a pesquisa. Percebe-se que tudo que está ligado ao projeto gira em torno de planejamento. Após o planejamento vem a execução: construção da monografia.

5.1 O Que é Uma Monografia
Após o projeto estar pronto e aprovado, pode-se pensar na monografia, pois esta será a realização daquilo que foi expresso no projeto. Este é o momento de buscar nas mais variadas fontes a informação necessária para aprofundar e desenvolver a pesquisa previamente planejada e, ao final, apresentar os resultados da pesquisa. A essa apresentação de resultados chamamos de monografia. De acordo com Medeiros (2004, p. 248), monografia “é uma dissertação que trata de um assunto particular, de forma sistemática e completa.” É necessário destacar, inicialmente, que a monografia constitui-se num estilo específico de redação: a dissertação. Sobre este estilo, a dissertação, vale lembrear que ela costuma discorrer sobre um tema determinado, de forma argumentativa, ou seja, o escritor de uma dissertação costuma ter uma idéia, uma posição, um ponto de vista e discute o tema escolhido. Para tanto, o texto de uma dissertação costuma ser inquisidor e, às vezes, até provocativo, através da apresentação de fatos e evidências. Quanto à estrutura, as

76 dissertações, costumam ter uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão. Em segundo lugar, deve-se notar que uma monografia deve tratar de apenas um tema, apenas um assunto. Esse tema ou assunto foi definido e delimitado quando da elaboração do projeto de pesquisa. Alguns elementos do projeto definem o tema ou o assunto da monografia. Desses elementos, os mais importantes são o problema de pesquisa e o objetivo ou os objetivos. Estes itens do projeto mostram-se alicerces da pesquisa e, conseqüentemente, da monografia. Em terceiro lugar, uma monografia trata o tema de forma sistemática. Algo sistemático, no senso comum, pode ser considerado negativo. No dia a dia pode-se dizer que fulano é “sistemático”, como uma forma educada de dizer que esse alguém, sob determinado ponto de vista, é uma pessoa “caxias", “certinha demais”, “metódica demais”, “chata”. Mas, para que se compreenda o que significa sistemático, deve-se primeiro entender o que significa a palavra sistema, que é a origem do termo sistemático. A definição de sistema está associada à idéia de um conjunto de partes que se relacionam entre si e que, juntas, formam um todo. Ao traduzirmos essa idéia para algo mais concreto, poderíamos exemplificar dizendo que o computador no qual se produz um texto, composto de uma CPU, um monitor, um teclado e um mouse, é um sistema. Também poderíamos dizer que o UNASP, com seus três campi e dezenas de departamentos e cursos é um sistema. O corpo humano, com seus órgãos, membros, células e tecidos é um sistema. A partir daí, se compreendemos o que é um sistema, fica mais fácil entendermos o que significa ser sistemático. De acordo com o dicionário Aurélio, sistemático é aquilo que é ordenado, metódico, coerente com uma determinada linha de pensamento ou ação. Então, como podemos entender um texto, uma redação, uma monografia dentro dessa idéia de sistema e sistemático? Bem, a monografia será composta e estruturada a partir de diversas partes, cada qual com sua função. Mas, quando todas essas partes forem olhadas em conjunto, devem fazer sentido, devem compor um único trabalho. Uma monografia deve ser sistemática porque nela deve haver

com a quantidade de informaçoes disponíveis atualmente. Quando o problema de pesquisa e os objetivos estão definidos. introdução. folha de rosto.2 Tipos de Monografia A partir do conhecimento básico do que é uma monografia. a partir de pesquisa bibliográfica ou até mesmo com alguma coleta de dados em campo. no mínimo. inteira. seria. as partes ou capítulos de desenvolvimento. dentro do que foi estipulado como problema de pesquisa e objetivos. organização e método que lhe dêem um sentido de unidade às suas diversas partes. Mais uma vez. conclusão ou considerações finais e . afinal. através de entrevistas ou análise de documentos. Essa estrutura costuma ser composta de capa. Evidentemente mostrar domínio completo de determinado assunto. Estes trabalhos não costumam ser muito extensos. Entende-se monografia como um termo genérico que identifica trabalhos escritos com as características que acabamos de discutir. uma monografia deve ser completa. Isso quer dizer que ao escrever uma monografia deve-se atentar para a necessidade de tratar o tema escolhido em seu todo.77 coerência. É bastante comum que o professor de uma disciplina solicite aos alunos que façam um trabalho escrito sobre um determinado tema. fica claro o quanto se propõe a abranger dentro da monografia. presunçoso. é preciso reconhecer que há mais de um tipo de monografia. Geralmente acabam por ter entre 10 e 20 páginas e possuem uma estruturação bastante simplificada. quem é que sabe tudo sobre alguma coisa para tratá-la de maneira completa? Quem é que consegue num único trabalho escrito tratar de tudo que faz parte de um determinado assunto? Por isso é tão importante delimitar o tema da pesquisa. 5. Portanto. uma monografia deve tratar de um tema ou assunto de forma completa. a correta definição do problema de pesquisa e dos objetivos é essencial para que isso seja possível. sumário. Durante um curso de graduação normalmente se produz diversos trabalhos monográficos. A esses trabalhos chamamos de trabalhos monográficos. Em quarto lugar.

já servem como preparo para a monografia de conclusão de curso ou TCC. se comparado aos trabalhos monográficos feitos durante o curso de graduação. Um TCC. módulo. ao apresentar a proposta. p. De qualquer forma. curso. Alguns chamam estes trabalhos de monografias. apesar da relativa simplicidade. em geral costuma ser mais extenso e assume uma estrutura mais complexa. Em alguns cursos o TCC é desenvolvido apenas individualmente.78 referências. outros de trabalhos acadêmicos. Há também cursos que abrem a possibilidade ao aluno de fazer um TCC que não seja necessariamente uma pesquisa científica. Há também a possibilidade de algum curso oferecer a possibilidade que um aluno entregue um artigo submetido a publicação em lugar do Trabalho de Conclusão de Curso. De acordo com a ABNT (NBR 14724). Educação Física. Essas questões. esses trabalhos em geral podem ser classificados como monografias e. Deve ser feito sob a coordenação de um orientador (2000. 2). que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina. mas que seja uma espécie de relatório de atividades profissionais desenvolvidas. Enfermagem. o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é um documento que representa o resultado de estudo. Dependendo do curso. costuma-se recomendar fortemente que os resultados dessas pesquisas tenham algum benefício prático ou utilidade na atividade profissional. Em outro curso. devendo expressar conhecimento do assunto escolhido. Na maioria dos cursos do UNASP o tipo de TCC mais comum é aquele que apresenta os resultados de uma pesquisa científica. programa e outros ministrados. outros de papers. dependem das . ou até mesmo a proposta de um trabalho profissional. Nutrição e outros. na medida em que são bem produzidos. Os tipos. com a possibilidade de vir a ser executado ou não. formas e extensão dos TCCs variam bastante de curso para curso. Nos cursos de ciências aplicadas como Administração. pois dadas as particularidades de cada curso e as diferentes alternativas. estudo independente. o curso deverá. em outros pode ser realizado em duplas ou trios. por suas características. outros ainda apenas de trabalho escrito. Estas outras formas não serão aqui discutidas. é possível fazer um excelente TCC de 20 páginas. Comunicação Social. em geral. apresentar também a estrutura que será aceita. os TCCs podem ter em geral 50 ou mais páginas.

é a NBR 14724. de agosto de 2002. dos recursos humanos e materiais disponíveis. do tipo do curso. são a Dissertação e a Tese. obviamente. Você deve procurar se informar sobre as peculiaridades sobre TCC do seu curso antes de iniciar o processo de execução. 5. Os dois últimos tipos de trabalhos monográficos que apenas mencionaremos. Portanto. tais como os trabalhos monográficos. espera-se um maior grau de profundidade e rigor do que no TCC da graduação. a Tese ainda se diferencia pelo fato de o autor precisar apresentar uma “real contribuição para a área de especialidade” (NBR 14724). um TCC deve ser composto pelas seguintes partes: . para quem faz doutorado. Ambas são obrigatoriamente resultantes de pesquisa científica e.79 políticas de ensino definidas em cada curso.3 Estrutura e Formatação da Monografia A norma da ABNT que estipula os padrões dos trabalhos acadêmicos. de acordo com esta norma. Além disso. A Dissertação é uma espécie de TCC para quem faz um curso de mestrado e a Tese. além de outros fatores que não cabe aqui detalhar.

Metodologia. Arial Texto: 16 Título: 16 ou 18 Texto: 12 Títulos: 14 Citações longas: 11 Notas de rodapé: 10 Superior: 3 cm Esquerda: 3 cm Inferior: 2 cm Direita: 2 cm Local de impressão Tipo de letra Tamanho da letra na capa e folha de rosto Tamanho da letra no restante do trabalho Margens . Justificativa. NBR 14724.80 Quadro 1 – Elementos da monografia ESTRUTURA Pré-texto Texto Pós-texto *Elemento opcional ** Elemento definido como opcional ou obrigatório pela coordenação de TCC de cada curso *** Elemento condicionado à quantidade de elementos a serem listados **** O Desenvolvimento se subdivide em 5 capítulos: Objetivos. de acordo com a NBR 14724 (2002) o trabalho deve obedecer aos seguintes parâmetros gerais: Quadro 2 – Critérios e parâmetros de formatação da monografia Item Tamanho do papel Cor da impressão Parâmetro A4 Preta Apenas na frente da folha. 2002 Capa Folha de rosto Ficha catalográfica Errata* Folha de aprovação* Dedicatória(s)* Agradecimento(s)* Epígrafe* Resumo em português Abstract (resumo em inglês)** Lista de ilustrações*** Lista de tabelas*** Lista de abreviaturas e siglas*** Lista de símbolos*** Sumário Introdução Desenvolvimento**** Conclusão Referências Glossário Apêndice(s)* Anexo(s)* Índice(s)* ELEMENTOS Quanto à formatação. com exceção da folha de rosto que é utilizada na frente e no verso. Revisão Bibliográfica e Apresentação e Análise dos Dados Fonte: ABNT.

figura.81 Epigrafes e dedicatórias: 7. agradecimentos. recomendamos o uso de espaço 1. 3. Indicação da fonte: caso o que estiver sendo apresentado não tenha sido elaborado pelo autor do trabalho.5 Citações longas. ou seja. quadros .2. 2. 2. Identificação: em letra tamanho 12. hífens e quaisquer outros recursos gráficos. anexos e índice): centralizados Títulos numerados (parte textual): alinhados à esquerda Subtítulos (2º.. epígrafes.5 entre o subtítulo e o texto que sucede Tamanho da letra: 10 Espaço entre linhas: Simples As notas de rodapé devem ser separadas do texto por uma linha de 3 cm de cumprimento.5 entre o subtítulo e o texto que o precede e 1 X 1. figuras. referências. listas.1. referências.2. Término da numeração: última folha do pós-texto Localização da numeração: canto superior direito da página Tipo de número: arábicos Tamanho do número: 10 Localização da ilustração: o mais próximo possível do texto que faz referência à ilustração. 1. Subtítulos de 3º nível: 1. abstract. seguido da numeração de ordem de ocorrência no texto e do título. 3.1. a fonte deve ser indicada na linha subseqüente à identificação da ilustração.1. 2. numeraçao no pré-texto.25 cm ou 1 tab Texto: De acordo com a ABNT.1. não devem ser usados pontos.1. abaixo da ilustração. portanto. Evitar subtítulos de 4º nível para cima (1.1. 1. a partir da primeira folha da introdução. gráficos. não há.. mas não será numerada. apresentar o termo designativo (ilustração.1. apêndices.1.1. Início da contagem: a folha de rosto será a primeira folha a ser contada...1) O título ou subtítulo é separado de seu respectivo número apenas por um espaço. Início da numeração: a partir da primeira folha da parte textual. a partir da margem esquerda Títulos não numerados (errata. 2.1. legendas de ilustrações.1. 3..1. resumo.1. deve ser usado espaço simples. gráfico.2.. figuras.2. 3º nível) numerados: alinhados à esquerda. espaço duplo. 2. gráficos e ficha catalográfica: Simples Subtítulos: 2 X 1. sem recuo Texto: alinhamento justificado Títulos principais ou de 1º nível: 1. 3. quadro). tabelas. embora as folhas sejam contadas.1.5 cm Citações longas e texto da folha de aprovação: 4 cm Início de parágrafos: 1.2. Subtítulos 2º nível: 1. se a identificação ocupar mais de uma linha.2. sumário. porém. notas de rodapé. 3. Recuos Espaço entre linhas Notas de rodapé Alinhamento Numeração Paginação Ilustrações. para os TCCs do UNASP.

4. é subdividido em três grandes partes: o pré-texto. tamanho 16: Campus Engenheiro Coelho. agradecimentos e epígrafe. após o título. Indicação da fonte: caso a tabela não tenha sido elaborada pelo autor do trabalho. logo abaixo da tabela. NBR 14724. Os elementos pré-textuais são todas as partes que antecedem a introdução. Tabelas Fonte: Adaptado de ABNT. se a identificação ocupar mais de uma linha. Alguns desses elementos são opcionais e. quando houver algum complemento. são amplamente utilizados. Em geral são feitos depois que a parte textual do TCC já está pronta. o texto e o pós-texto. deve ser usado espaço simples. . em Arial maiúsculas. A seguir são apresentados comentários e instruções gerais sobre cada um destes itens. em Arial maiúsculas. Unidade da instituição: centralizado. dependendo do tamanho do título. Após esses comentários e antes de passarmos para a parte textual do TCC. exatamente nesta ordem: Nome da instituição: centralizado. apresentar o termo designativo (tabela) seguido da numeração de ordem de ocorrência no texto e do título. Campus Hortolândia ou Campus São Paulo. Complementos do título: centralizados.82 Localização da tabela: o mais próximo possível do texto a que se refere Identificação: em letra tamanho 12.1 Capa A capa deve contar as seguintes informações. acima da tabela. tais como dedicatória. negrito. em Arial maiúsculas. sem negrito.4 Elementos Pré-textuais O TCC. alinhada á esquerda da tabela. deve-se acrescentar dois pontos após a última letra do título. mesmo sendo opcionais. 2002 5. como toda monografia. Título: centralizado. há um exemplo da parte pré-textual contendo os elementos em geral incluídos em um TCC. tamanho 16: Centro Universitário Adventista de São Paulo. especialmente aqueles de caráter pessoal. tamanho 16 ou 18. a fonte deve ser indicada. em Arial maiúsculas. 5. tamanho 16.

Hortolândia ou São Paulo e estado (SP).83 Nome completo do(s) autor(es): centralizado(s). tamanho 16: Engenheiro Coelho. sem negrito. Complementos do título: centralizados. Projeto Experimental. licenciatura ou especialização). tamanho 16. Campus Engenheiro Coelho. sem negrito. sem negrito. 5. tamanho 16. tamanho 16 ou 18. Na frente devem ser apresentadas as seguintes informações. negrito. sem negrito. Tese. em Arial maiúsculas. sem negrito e espaço simples entre as linhas. após o título. em Arial maiúsculas. neste caso. . dependendo do tamanho do título. centralizado. em Arial 12. Ano: de entrega do trabalho. Local: centralizado.4. em Arial maiúsculas. Dissertação. em Arial maiúsculas. se houver algum complemento. ou Campus São Paulo). motivo pelo qual o trabalho foi realizado (para aprovação em uma disciplina. Epígrafe descritiva do trabalho: localizada a 7. tamanho 16.2 Folha de Rosto A folha de rosto é a única de todo o TCC que apresenta conteúdo na frente e no verso. a existência desse complemento deve ser indicada acrescentando-se dois pontos após a última letra do título. em Arial maiúsculas. Título: centralizado. o texto da epígrafe deve indicar o tipo do trabalho (Projeto de Pesquisa. em Arial maiúsculas. alinhamento justificado.5 cm da margem. para obtenção do bacharelado. área de concentração (curso) e nome da instituição à qual o trabalho será submetido à avaliação (Centro Universitário Adventista de São Paulo. Monografia de Pós-Graduação). Trabalho de Conclusão de Curso. tamanho 16. ou Campus Hortolândia. fazendo uso de letras maiúsculas e minúsculas. sem negrito. nesta ordem: Nome completo do(s) autor(es): centralizado(s).

a cargo da biblioteca do campus. Ela serve para indicar ao leitor a presença de erros no texto. tamanho 16. indicando qual o erro. Local: centralizado. tamanho 16: Engenheiro Coelho.4. Logo abaixo. entretanto não colocamos a Ficha Catalográfica pois a confecção desta ficha requer conhecimentos técnicos conforme mencionamos acima e sua elaboração está. No alto da folha aparece o título “Errata”. sem negrito. Por isso. Mas.4. A respectiva titulação e o nome do professor. Ano: de entrega do trabalho. apesar de não numerada.5 cm. normalmente. depois de impresso o trabalho. centralizado. sem negrito. com um recuo de 7. Apesar da possibilidade de utilização da errata. em Arial maiúsculas. negrito. como os erros para aparecerem na errata . Hortolândia ou São Paulo. 5. deve-se considerar que a página da errata deverá ser contada. centralizado. para elaborá-la. procure orientação junto à coordenação de TCC do seu curso a fim de saber como proceder. a exemplo da epígrafe descritiva. o que alterará a numeração de todo o texto e que.84 Nome completo do orientador: deve ser apresentada.4 Errata A errata é opcional. em Arial maiúsculas.3 Ficha Catalográfica A ficha catalográfica deverá ser impressa no verso da folha de rosto. Arial 14. apresente a errata da seguinte maneira: Página 43 52 Linha 12 1 Onde se lê Constituisse Finalmnte Leia-se constitui-se Finalmente. A elaboração de ficha catalográfica envolve conhecimentos técnicos de biblioteconomia. o que é errata e quando incluí-la? Se. 5. Ao final deste item (elementos pré-textuais) incluímos um exemplo dos elementos prétextuais. deve ser antecedido pela indicação “Orientador:” . a forma correta e a localizaçao no texto. pode-se fazer uso da errata. identifica-se ainda algum erro no texto.

assim como a folha de aprovação. O melhor é não terminar o trabalho às pressas a fim de que haja tempo para se fazer uma boa revisão do texto antes de entregá-lo. deve constar o nome do componente da banca. em geral curto. 5. acaba por desqualificar todo o texto.4. Utilize o espaço disponível da folha completamente. Assim. distribuindo bem os nomes dos componentes da banca.6 Dedicatória A dedicatória é opcional e.85 deverão estar localizados.5 Folha de Aprovação A folha de aprovação não deve ser titulada.5)): Trabalho de Conclusão de Curso elaborado por Lucélia Priscila Rodrigues. Trata-se de um texto. O primeiro nome da lista de assinaturas deve ser do professor orientador. haverá espaço para assinaturas grandes. apresentado e aprovado no dia 20 novembro de 2006. um texto semelhante ao que se segue (justificado. de caráter sentimental. Arial 14. seguido pelo avaliador. talvez seja mais simples corrigir os erros no texto. no alto. também não é titulada. por banca composta pelos seguintes membros: Após este pequeno texto você deverá incluir as linhas para assinatura dos membros da banca. sem negrito. ou muito extensa. no . 5. Vale ainda ressaltar que uma errata contendo erros mais sérios. para obtenção do título de Bacharel em Nutrição. espaço 1. precedido da respectiva titulação. com um recuo de 4 cm. Deve ser colocado.4. sob o título “Culinária brasileira: um estudo sobre o uso do gengibre na culinária do sul do Brasil”. Abaixo de cada linha.

que podem ser apresentados na forma de um texto corrido.86 qual o autor dedica o trabalho a alguma instituição ou a alguém. Arial 14. coordenação de TCC.7 Agradecimentos Também é opcional. Em geral são usados para epígrafe pensamentos. No alto da folha indica-se “Agradecimentos”. Logo após o título. É interessante que. centralizado.5 cm.4. com um recuo de 7.8 Epígrafe Trata-se de mais um elemento opcional e não deve ser titulado. professor orientador). de alguma maneira. Deve ser apresentada entre aspas. 5. negrito.5 cm de recuo.4. ou àqueles que deram suporte técnico e operacional (como coordenação do curso. Considere que deixar de agradecer a uma instituição ou empresa que abriu as portas para a realização da pesquisa. O restante do . negrito. negrito. Recomenda-se que a menção seja feita a pessoas ou instituições que contribuíram diretamente para a realização do trabalho e pessoas que de forma indireta foram importantes para a concretização do trabalho. como uma lista. A primeira frase deve deixar claro o tema do trabalho. uma frase célebre. Arial 14. indica no mínimo falta de humildade e maturidade acadêmica e profissional. em negrito e. O resumo deve ser um texto composto por frases preferencialmente curtas. entre parênteses.9 Resumo No alto da página indique o título “Resumo”. ou em tópicos. ao final. junto à margem direita e com alinhamento justificado. trecho de música ou de algum texto.4. A epígrafe deve aparecer na parte inferior da página. provérbios. professores do curso. sem negrito. instituição de ensino superior. se estabeleça uma relação entre a epígrafe e a idéia central do trabalho. 5. Arial 14. O texto deve aparecer na parte inferior da folha. 5. a autoria. centralizado. com 7. vêm os agradecimentos. à margem direita e com alinhamento justificado. Arial 14.

. francês. quando há cinco ou mais elementos. mas deve apresentar aspectos gerais sobre a pesquisa e despertar o interesse no leitor pelo trabalho. para alguns cursos este resumo será obrigatório e para outros cursos será opcional. Arial 12. O resumo deve ser seguido de palavras representativas do conteúdo do trabalho. “Résumé”. então não será necessário apresentá-la. A forma de apresentação e formatação é a mesma do resumo em português. portanto evite cometer erros grosseiros que este tipo de tradução sempre deixa escapar. ou seja. O resumo não deve conter minúcias sobre o trabalho. Porém. se for em italiano. etc.5 e deve ter no mínimo 150 e no máximo 500 palavras. se o resumo em língua estrangeira é elemento obrigatório. a inclusão de uma lista é obrigatória. É importante destacar que a mera tradução por meio eletrônico não garante confiabilidade ao texto traduzido. ou seja.87 resumo deve apresentar os objetivos do trabalho. se for em inglês. espaço 1. O texto deve ser apresentado num único parágrafo justificado. Se o seu trabalho apresenta até quatro itens que comporiam uma lista. Certifique-se sobre a obrigatoriedade ou não com o coordenador de TCC de teu curso.11 Listas A existência das listas está condicionada à quantidade de elementos a serem listados. Atenção: o resumo em língua estrangeira será definido como elemento obrigatório ou não pelo coordenador de TCC de teu curso. Portanto. em espanhol. não deve ocupar mais do que uma página. quais os principais fundamentos teóricos.). 5. com a diferença de que o título no alto da página e centralizado será “Abstract”. palavras chave. os direcionamentos metodológicos mais importantes e os resultados e conclusões mais relevantes.4. sem negrito. “Abstract”. em francês. certifique-se que a tradução está adequada. “Resumen”. espanhol. também.4.10 Resumo em Língua Estrangeira É a tradução do resumo para outro idioma (inglês. 5. italiano.

ou “Lista de figuras”. Arial 14. Nas próximas . No sumário devem estar listados todos os itens que o sucedem. centralizado. negrito. além da numeração (1 TÍTULO. acompanhada de seu significado por extenso. enquanto o sumário apresenta os diversos capítulo e suas subdivisões. 2).” (2003. indicando o item e a página. na mesma ordem e grafia em que a matéria nele se sucede. negrito. a abreviação ou a sigla. 1. A página de sumário deve iniciar com o título “Sumário” no alto da página. exceção feita para a lista de símbolos e lista de abreviaturas e siglas.88 Se o trabalho requer a inclusão de listas. o índice serve apenas para localizar palavras. Portanto. com a respectiva indicação da página onde aparece no texto. estas devem ser apresentadas em ordem alfabética e apresentar o símbolo.4. Uma lista é como um sumário. ordenadas segundo determinado critério. centralizado. Arial 14.12 Sumário De acordo com a ABNT. todos os elementos do trabalho até aqui apresentados (pré-texto) não devem ser incluídos no sumário. ou “Lista de abreviaturas e siglas”. NBR6027. na ordem em que aparecem no texto. p. então o título “Lista de ilustrações”. na mesma ordem que aparecem no trabalho. que localiza e remete para as informações no texto. frases ou expressões presentes no texto. A mesma norma (NBR 6027) define índice como “Lista de palavras ou frases. Isso deve ser feito através da numeração. a subordinação dos subtítulos aos títulos deve ser evidenciada por meio de recuos. sumário é uma “Enumeração das divisões. ou “Lista de símbolos” deve aparecer no alto da página. ou seja. independentemente de sua ordem de apresentação.” Cuidado: índice não é sinônimo de sumário.1 Subtítulo). A lista deve mencionar os itens. Uma das formas mais comuns para a utilização do índice é organizar as palavras ou frases em ordem alfabética. seções e outras partes de uma publicação. ou “Lista de tabelas”. ou “Lista de gráficos”. que não requer a indicação do número da página. Portanto. 5. Também deve ser indicada no sumário a subordinação existente entre os diversos títulos e subtítulos. que já indica a subordinação dos itens e da apresentação tipográfica do texto.

89 páginas você poderá ver um exemplo contendo todos os elementos prétextuais. .

SP 2006 .90 CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO CAMPUS ENGENHEIRO COELHO CURSO DE LETRAS O USO DO SIMBOLISMO NA LITERATURA BRASILEIRA: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE JOSÉ DE ALVARENGA E GRACILIANO RAMON RICARDO JEFFERSON VALÉRIO ENGENHEIRO COELHO .

campus Engenheiro Coelho Orientador: Ms. Luis Inácio Cardoso ENGENHEIRO COELHO .91 RICARDO JEFFERSON VALÉRIO O USO DO SIMBOLISMO NA LITERATURA BRASILEIRA: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE JOSÉ DE ALVARENGA E GRACILIANO RAMON Trabalho de conclusão de curso apresentado para obtenção do título de licenciatura em Letras. pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo.SP 2006 .

Luzia Nogueira MOORE .92 ERRATA Página 43 52 55 57 60 Linha 12 1 21 15 6 Onde se lê constituise Finalemnte Luisia Noueira Moore Leia-se constitui-se Finalmente.

Ms.93 Trabalho de Conclusão de Curso elaborado por Ricardo Jefferson Valério. por banca composta pelos seguintes membros: Prof. Dr. sob o título “O uso do simbolismo na literatura brasileira: um estudo comparativo entre José de Alvarenga e Graciliano Ramon”. apresentado e aprovado no dia 20 novembro de 2006. Luis Inácio Cardoso Prof. para obtenção do título de Licenciatura em Letras. Fernando Henrique da Silva .

94 Dedico este trabalho ao meu saudoso avô. de quem aprendi que com as palavras posso expressar tudo que preciso e desejo. .

que ao criticarem este trabalho demonstraram não apenas competência e profissionalismo. por ter permitido o acesso ao acervo de obras raras e antigas. • Ao UNASP. Geraldo Sarney que disponibilizou. mas também coleguismo e amizade. pelo incentivo e orientação precisa. Campus Engenheiro Coelho. • A Deus. • Aos professores do curso de Letras do UNASP. que permitiu a conjunção de todas as pessoas e recursos necessários para a realização deste trabalho. Luis Inácio Cardoso. Heloisa Helena Frossard. Por isso agradeço em especial: • • • Ao prof. cópias das primeiras edições das obras analisadas neste estudo. . de seu acervo pessoal. Enoch de Oliveira. pelo ambiente aprazível ao aprendizado e pelos recursos disponibilizados para a realização deste estudo. por todo conhecimento transmitido e que foi devidamente aplicado neste trabalho. bibliotecária da Biblioteca Dr. Ms. Ao prof. • Ao Jânio Quadrado. ao José Dirceu Maluf e ao Paulo Salim Brizola. campus Engenheiro Coelho. essenciais para a realização deste estudo.95 AGRADECIMENTOS Este trabalho é resultado da colaboração de diversas pessoas e organizações. Ms. À profa.

” (Dito Popular) . tanto bate até que fura.96 “Água mole em pedra dura.

com o passar do tempo o uso de símbolos na linguagem da literatura brasileira tem diminuído quantitativamente e melhorado qualitativamente. Literatura brasileira – Romantismo. Diante disto é possível concluir que. No período do romantismo foram analisadas as obras de José de Alvarenga e no período do modernismo as obras de Graciliano Ramon. . a julgar pelas obras dos dois principais expoentes dos dois períodos analisados. O objetivo era comparar a simbologia utilizada em dois períodos distintos da literatura brasileira. Nas obras modernistas de Graciliano Ramon a menor número de simbologias é compensado pela maior elaboração e complexidade dos símbolos utilizados. bem como através de comentários literários feitos a respeito dessas obras. mas também a qualidade desses símbolos. em suas edições primeiras. através de análise das obras desses autores. Palavras-chave: Literatura brasileira – Simbolismo. foi possível constatar o uso de simbologia em maior número nas obras do romantismo de José de Alvarenga. Como critérios de avaliação foram utilizados não apenas a quantidade de recursos simbólicos utilizados por cada autor. O método utilizado para tanto foi o da pesquisa bibliográfica e documental.97 RESUMO O simbolismo utilizado na linguagem escrita foi o foco deste trabalho. Quando comparados os dois períodos.

seguido de Key-words.o texto continua em inglês. Deve ser uma tradução fiel do texto em português.98 ABSTRACT Simbolism within written language was the focus of this paper…. .

................Capa da primeira edição de “Curvas retas” Graciliano Ramon............................. Figura 7 ........................... Figura 3 – Capa da primeira edição de “A garra do leão” de José de Alvarenga.......Capa da primeira edição de “Caetanos” de Graciliano Ramon..............................Capa da primeira edição de “Iraci” de José de Alvarenga...................Capa da primeira edição de “Aristóteles e outros filósofos” Graciliano de Ramon.... Figura 5 .................................Capa da primeira edição de “O tupy” de José de Alvarenga........ Figura 2 – Graciliano Ramon em 1925.............. Figura 9 .....Capa da primeira edição de “Noites em claro” de Graciliano Ramon.....Capa da primeira edição de “Jornada” de Graciliano Ramon............ Figura 11 .............99 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – José de Alvarenga em 1850.................................. Figura 8 ......... 15 17 37 39 41 43 45 49 53 55 67 69 ............................. Figura 6 .......................................... Figura 10 ...................................................... Figura 12 .........Capa da primeira edição de “Ludmilla” de José de Alvarenga.................Capa da primeira edição de “Ubiratam” de José de Alvarenga...... Figura 4 .................

.................................................................................................... 36 7 CONCLUSÃO ............................................................................................ 64 APÊNDICE B – Título do apêndice......................................................................100 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO............................................................................ 63 APÊNDICE A – Título do apêndice............................ 66 ................................................................ 12 2 OBJETIVOS... 60 REFERÊNCIAS............................. 15 4 METODOLOGIA......... 20 6 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS................................. 14 3 JUSTIFICATIVA........................................ 17 5 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA............................... 65 ANEXO A – Título do anexo.........................................................................................

o que mudar e o que incluir na sua introdução do projeto. faça os devidos ajustes e alterações necessárias. entretanto o último item (Apresentação e Análise dos Dados) será uma parte nova. se comparados aos apresentados no projeto. . Boa parte do texto do projeto também será aproveitada aqui. reescrevendo o que for necessário. 5. A introdução do projeto pode ser adotada como um ponto de partida. Se houve alguma mudança entre o projeto e o TCC.2 Desenvolvimento Conforme descrito no Quadro 1 (elementos da monografia) o Desenvolvimento do TCC deverá incluir cinco itens ou capítulos: Objetivos. Justificativa. um bom projeto é a melhor forma de se iniciar um bom TCC.101 5.1 Introdução Pode ser chamada também de Apresentação. mas refere-se ao mesmo conteúdo. Consulte sempre o seu orientador sobre o que manter. continuam os mesmos. antes de apresentar a pergunta do problema de pesquisa. esteja claro qual é a linha de pensamento teórica e/ou prática que o levou a formular a pergunta. Mas. Verifique se o tema e o problema de pesquisa do TCC. Revisão Bibliográfica e Apresentação e Análise dos Dados. caso a proposta apresentada no projeto tenha sido seguida à risca. Independentemente das particularidades de cada curso. Metodologia. A seguir estão descritos cada um destes itens. para que ela possa ser usada como introdução do TCC. 5.5 Elementos Textuais Conforme apresentado no exemplo de sumário apresentado. Por isso.5. é sempre aconselhável que.5. provavelmente a introdução do projeto possa ser utilizada como introdução do TCC. nota-se que a estruturação da parte textual do TCC é muito semelhante à estruturação do projeto.

principalmente no objetivo geral.2 Justificativa No projeto de pesquisa a justificativa revelou a razão do estudo em questão. Quando isso ocorrer consulte sempre o seu orientador para decidir o que fazer. isso leva também a alterações nos objetivos. verifique se os objetivos apresentados no projeto continuam pertinentes com os rumos que a pesquisa tomou durante a execução. 5. Uma situação bastante comum é quando um ou mais dos objetivos específicos apresentados no projeto não são realizados até o final da pesquisa. A exemplo da introdução.5.. CNPQ e FAPESP. Em geral.. É possível que o autor da pesquisa exponha algum aspecto relacionado à sua experiência em relação ao tema estudado. se houver alguma alteração no problema de pesquisa.5.2. pode-se pontuar as contribuições teóricas e práticas da pesquisa: “Este trabalho científico é relevante para a confirmação de teorias que mostram aos interessados em obesidade infantil. A justificativa é relevante porque muitas vezes contribui diretamente na aceitação da pesquisa por alguma agência financiadora como CAPES. o interesse do pesquisador e finalmente a sua viabilidade. p. Medeiros (2004... 266) cita alguns exemplos: “Em minha experiência como aluno do curso de Ciências Contábeis.. justificando e esclarecendo sob que ponto de vista o assunto é tratado.” “Minha experiência de redator de textos jornalísticos. a relevância social.” .. Pode-se fazer referência aos tópicos principais do texto.102 5. na justificativa. destacando sua relevância.2.” Por fim acrescentamos que. Agora que a pesquisa está pronta volta-se a ela indicando a finalidade do trabalho. retome os objetivos do projeto.1 Objetivos Outra vez. sempre mostrando a relevância científica do trabalho.

portanto. A idéia aqui é convencer o leitor. Apresente justificativas plausíveis e metodologicamente fundamentadas para todas as decisões tomadas.5. o pesquisador tem aqui a oportunidade de testar seu conhecimento e sua habilidade em argumentar coerentemente. os verbos devem ser conjugados no passado.5.3 Metodologia Continue usando o texto do projeto como referência.2. Em muitos trabalhos. portanto. Pense como responder à questão: porque este trabalho é importante? Ou ainda. como era um planejamento de procedimentos futuros de pesquisa. Isso inclui os problemas enfrentados na coleta de dados e como esses problemas foram solucionados. procedimentos de coleta de dados.103 O texto da justificativa é sempre pessoal. ou descrição de como a pesquisa foi conduzida.2. é na metodologia que o trabalho ganha credibilidade. os verbos foram conjugados no futuro. o que não exclui a possibilidade de usar citações diretas ou indiretas. É bastante recomendável contar como tudo de fato aconteceu. procedimentos de organização e análise dos dados).4 Revisão Bibliográfica Após a revisão bibliográfica realizada para o projeto. sujeitos da pesquisa. Agora. É importante destacar que é a revisão bibliográfica que apresenta . utilizando recursos adequados e suficientes para que atinja este objetivo de convencer o leitor do valor de seu trabalho. Não poupe detalhes. Contudo. especialmente no caso dos trabalhos que envolvem pesquisa de campo ou laboratório. quais argumentos seriam apresentados para destacar a importância da realização deste estudo? 5. 5. em relação à metodologia o projeto servirá apenas como roteiro sobre os tópicos a serem tratados (abordagem da pesquisa. instrumento de coleta de dados. a metodologia assume uma característica mais de relatório. Lembre-se que no projeto. no TCC. provavelmente para o TCC será necessário apenas atualizá-la com informações mais recentemente publicadas. suponha que este trabalho será avaliado para concorrer a uma bolsa de estudos no exterior.

• promover consciência crítica. Se considerarmos que não há trabalho científico sem fundamentação teórica. • identificar métodos e instrumentos de análise apropriados. ou mais adequados para o problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo esclarece ou define os termos e conceitos básicos e essenciais para a pesquisa? • Este conteúdo descreve modelos e teorias que me ajudam a sair da superficialidade das aparências do problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo permite comparação. De acordo com Roesch (2005) é preciso ter algum critério para definir o conteúdo a ser apresentado no texto da revisão bibliográfica.104 os fundamentos teóricos de todo o trabalho. fica bastante evidente o peso e relevância desta parte do trabalho. 2005): • apontar soluções alternativas para o problema de pesquisa. discussão e analise crítica entre diferentes autores sobre o tema do TCC? Existem dois erros mais comuns nas revisões bibliográficas: um texto extenso demais que divaga sobre diversos assuntos e não tem foco no . • assegurar a originalidade do trabalho. Para auxiliá-lo nesta tarefa. • contextualizar o problema de pesquisa dentro da discussão teórica atual. transformamos as orientações de Roesch em perguntas: • Este conteúdo ajuda a esclarecer as origens do problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo está em sintonia com os objetivos do TCC? • Este conteúdo ajuda a demonstrar a relevância de se pesquisar sobre o assunto escolhido para o TCC? • Este conteúdo me ajuda a perceber e entender as opções de metodologia disponíveis para tratar com o problema de pesquisa do TCC? • Este conteúdo me ajuda e identificar procedimentos de coleta e análise de dados mais usados. • proporcionar precisão conceitual. As principais funções da revisão bibliográfica são (ROESCH.

2. Para que você não seja uma vítima desavisada. mesmo que escritas com as suas próprias palavras precisam de indicação das fontes. • as normas de como fazer citações são desconsideradas ou mal aplicadas. lembre-se que não são apenas os trechos copiados que precisam ter suas fontes reconhecidas. de acordo com Roesch (2005). esses erros costumam ser os seguintes: • a revisão bibliográfica se resume a cópia pura e simples de textos de outros autores. • o autor usa subtítulos em excesso. e a nossa experiência nesses anos de orientação de TCC confirma. Contudo. um texto muito sucinto.105 problema de pesquisa e objetivos propostos. abrindo subtítulos para escrever duas linhas ou.5 Apresentação e Análise de Dados Nesta etapa o pesquisador mostrará evidências concretas que possibilitaram a visualização dos resultados obtidos e de como estes foram alcançados.5. não apresenta texto algum entre títulos e subtítulos. tornando difícil ao leitor entender que lógica de pensamento foi usada. às vezes. sem nem copiá-los numa ordem lógica e que faça sentido. ou o outro extremo. • o autor apresenta páginas e páginas de conteúdo sem indicar as fontes. ainda há outros erros bastante comuns de serem encontrados nas revisões bibliográficas. 5. • o autor não faz uso de subtítulos para organizar e separar os diversos conteúdos. o que é pior. títulos e subtítulos. pobre e superficial. anote e evite cometê-los. Ao redigir este capítulo o pesquisador deve ter em mente que . todas as idéias que não são suas. É importante ressaltarmos que a forma e estilo de redação fazem toda a diferença na revisão bibliográfica. • o autor não se preocupa em fazer frases de conexão entre os diversos conteúdos.

Lembrando que a função deste relato é demonstrar as evidências a que se chegou com a pesquisa e para tanto se faz necessário que todos os dados pertinentes sejam apresentados. Apresentar e analisar os dados coletados é um momento especial do trabalho científico porque o pesquisador se depara com o resultado de uma etapa trabalhosa. já na apresentação e discussão do TCC. É uma cadeia que possui uma ordem a ser seguida. pois estes recursos servem como um auxílio na compreensão do texto. Em alguns casos. Note que apenas os gráficos ou tabelas sem texto são absolutamente indesejáveis. incorporando no seu texto tabelas.106 deverá relatar detalhadamente o resultado de seu experimento. contudo. gráficos. é o momento de relatar o que foi feito. servindo para deixar o texto mais transparente. Na apresentação e análise dos resultados o pesquisador deve relatar. Os resultados também podem ser comparados com outros projetos ou situações. No projeto. Roesch (2005. que pode apresentar agradáveis surpresas. o que for de interesse da pesquisa. pode-se analisar os resultados à luz de modelos teóricos sobre o tema. As análises estatísticas podem ser feitas por estatísticos que não seriam necessariamente o próprio autor do trabalho. É sobremodo indispensável ter sempre à mão os objetivos da pesquisa no momento em que o texto da apresentação e análise dos resultados estiver sendo redigido. Após a apresentação dos dados faz-se a análise dos dados coletados. o autor apresenta como está planejando coletar os dados para confirmação ou negação de sua hipótese. mesmo que algum resultado seja inconclusivo. obviamente. quadros e outras ilustrações que facilitarão a compreensão do leitor. Cabe ressaltar então a presença do orientador que poderá ajudar no recorte das informações pertinentes para que o texto não se torne cansativo. por vezes. assunto do capítulo anterior. e dela . Os dados devem ser apresentados em conformidade com sua análise estatística. o planejamento já foi executado. descobertas etc. pois. é oportuno um cuidado especial a fim de que o autor da pesquisa compreenda as análises para que possa discorrer sobre as mesmas em seu discurso oral e escrito. problemas. 189) lembra que os dados poderão ser cruzados a fim de possibilitar a identificação de pontos críticos. portanto. de posse de informações diversas o trabalho acaba por apresentar detalhes dispensáveis. p.

há outros tipos de pesquisa. mas não é fechada nas laterais. Conforme mencionamos anteriormente. Uma tabela tem as linhas horizontais e verticais. assim o uso destas ilustrações não deve nunca excluir o texto. Se os resultados apontarem para uma direção oposta em relação aos objetivos do trabalho. A forma de se apresentar as tabelas. As tabelas devem ser numeradas (algarismos arábicos) em ordem crescente. mensuráveis e a criação de tabelas e gráficos parece bastante pertinente. fotografias. quadros. medir. Por exemplo. mapas ou outras imagens sempre enriquecem o texto. não deixando a tabela solta no texto. esta parte do trabalho pode estar dividida em mais de um capítulo. mas complementá-lo. mista ou conjugada” (TRALDI. figuras.107 depende o sucesso do pesquisador ao comunicar os resultados de sua pesquisa. informação acerca do fenômeno estudado e menção da fonte de onde foi extraída (caso não tenha sido criada pelo autor da monografia). Há que se observar que diferentes formas de pesquisa evidenciarão diferentes estruturas de dados. Se julgar por bem. há um problema sério na sistematização do TCC. os dados são bastante evidentes. ou interpretar o que está sendo apresentado. As informações necessárias para a compreensão da tabela devem estar apresentadas de forma clara e objetiva na própria tabela. tem traço duplo em seu limite superior. Já uma figura (gráficos. A diferença entre tabela e quadro. desenhos. ilustrações são todos denominados como figura) tem o título . “As tabelas podem ser construídas por séries de elementos cronológicos. quer tenha a natureza quantitativa ou qualitativa e fazer a devida análise de tais dados. é que este é fechado nas laterais e a tabela além de não ser fechada nas laterais. precedido do número da tabela (exemplo: Tabela 1 Número de pacientes ambulatoriais atendidos mensalmente por gênero). a utilização de gráficos. geográficos. documental ou uma revisão de literatura. No texto o autor deve fazer menção sobre a tabela para dirigir o leitor até ela. A tabela deve conter um título (deve haver relação com o conteúdo). assim. uma pesquisa onde se faz uma investigação quantitativa. 2006. Se a pesquisa for histórica. neste capítulo o autor deverá evidenciar quais são os elementos identificados em sua investigação. mapas. gráficos ou outras figuras deve seguir o padrão apresentado a seguir. temporais. entretanto. tabelas. informação sobre a forma de se avaliar. 45). os dados podem não se mostrar tão evidentes e quantificáveis. p. de qualidade.

108 colocado abaixo e não tem moldura.99%) 182 (54.64%) 371 Fonte: mencionar quando o autor da tabela não for o mesmo da monografia Quadro 1 Contratos de trabalho de professores Tipo de contrato Professor A1 Professor DP Professor DI Forma de pagamento Pagamento por hora aula ministrada Pagamento por dedicação parcial (20 horas aula) Pagamento por dedicação integral (40 horas aula) Fonte: mencionar quando o autor do quadro não for o mesmo da monografia quantidade de alunos 35 30 25 20 15 10 5 0 11 12 13 14 15 16 17 idade (anos) Figura 1 Quantidade de alunos com sobrepeso por idade Fonte: mencionar quando o autor do quadro não for o mesmo da monografia . Tabela 1 Número de pacientes ambulatoriais atendidos mensalmente por gênero GÊNERO Masculino Feminino Total MÊS JANEIRO 155 (45.89%) 205 (55. Veja os exemplos a seguir.57%) 203 (54.11%) 372 ABRIL 172 (46.01%) 337 FEVEREIRO 170 (45. mantendo a mesma forma de numeração.43%) 373 MARÇO 167 (44.36%) 199 (53.

Todos os capítulos da monografia devem ter relação com o problema de pesquisa. Não se trata de erros cometidos pelo pesquisador. Na prática. o autor pode constatar o valor de seu trabalho para a ciência e para a sociedade na qual ele se insere. • Exame da ligação existente entre os fatos verificados e a revisão bibliográfica: aqui o autor pode relacionar a prática com a teoria. • Confronto entre os objetivos do trabalho e as conquistas alcançadas: agora que o autor terminou a pesquisa é possível olhar os objetivos iniciais diante das vitórias conquistadas no decorrer do mesmo. ou seja. a característica no processo do instrumento de coleta de dados. apresentando uma idéia conclusiva que fornecerá condições de se elucidar aspectos importantes que trarão condições de responder ao problema inicial de pesquisa enfocado na introdução. como por exemplo.109 5. as informações adquiridas a partir do que já está publicado sobre o assunto e a sua vivência. opção de amostragem e etc. em que área o trabalho será melhor utilizado? • Limitações do estudo: Faz-se menção aqui às opções metodológicas para o determinado estudo. São exemplos de limitações: tamanho da amostra. pode-se começar este item (as limitações) discutindo os aspectos que limitaram as generalizações dos resultados. a conclusão deve decorrer da discussão. as informações adquiridas com a aplicação da pesquisa. Este capítulo poderá também ser chamado de Considerações Finais.3 Conclusão Neste capítulo o autor deverá fazer um breve resumo do trabalho.5. o que não faz alterar seu conteúdo. Portanto. . assim sendo. • Contribuição do estudo para a ciência: agora de posse dos resultados. Os itens que não devem faltar na conclusão são: • Comparação entre os resultados e as hipóteses: neste momento embora já se tenha confirmado ou refutado as hipóteses é interessante comparálas com os resultados traçando um paralelo conclusivo.

apenas as páginas. uma monografia etc. referências “é o conjunto padronizado de elementos descritivos. A seguir você encontrará o que são esses elementos e como elabora-los.6 Elementos Pós-textuais Os elementos pós-textuais são todos aqueles que sucedem a conclusão do seu TCC. um trabalho de conclusão de curso. Com exceção das referências.110 • Sugestões para outros estudos: São percursos para novas pesquisas relacionadas ao mesmo fenômeno ou que tenham ligação a ele. notas de aulas. Além de livros. revistas. retirados de um documento. Até porque não podemos esquecer de que a ciência é fruto do aumento de uma pesquisa após outra. desde que citados. sempre se atentando para os resultados anteriores.1 Referências Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT (NBR 6023: 2002 p. material impresso. seminários. CDs. DVDs. Outra característica aos elementos pós-textuais é que você não numera mais os títulos. Quando você escreve um trabalho científico que pode ser um projeto de pesquisa. Numa linguagem mais simples pode-se dizer que se trata de uma listagem de autores utilizados em sua pesquisa. 5. worshops. entre outros. partituras. Todas as obras citadas no texto de sua monografia devem constar na listagem de referência.6. que permite sua identificação individual”. todos são opcionais. São as obras que você de fato citou no texto. Para cada tipo de .. que é obrigatória. 5. irá se referir muitas vezes a outros autores. Estas sugestões podem ter origem em novas questões que tenham se originado durante o desenvolvimento da pesquisa. Afinal nenhum texto científico sai da cabeça de um autor isolado no mundo. nas referências podem constar periódicos eletrônicos. 2). ou seja. É imprescindível que se permita ao leitor encontrar os textos com os quais você está interagindo.

5. centralizado. pertinente ao trabalho. Outros leitores não se interessarão. Pode-se incluir um ou mais apêndices. Vamos supor que tenha sido produzido pelo autor.111 material há uma maneira peculiar de referenciá-lo. negrito. figuras. 5. você percebe que seria possível atender aos objetivos da pesquisa e obter os argumentos principais sem a sua apresentação na íntegra. Ao escrever a parte de apresentação e análise de dados você conclui que nem todas essas tabelas precisam ser apresentadas na parte textual do trabalho.6. onde o leitor que assim desejar. você precisa mencionar a existência dos dados existentes nessas tabelas. diversas tabelas com tratamento estatístico de dados.3 Apêndices Os apêndices são documentos produzidos pelo próprio autor do TCC. mas não essencial. além disso. para aqueles que desejarem ver esses dados. a falta deles no trabalho pode fazer toda a diferença para que entendam ou fiquem confusos sobre as análises e conclusões do seu TCC. Podem ser incluídos textos. tornaria a leitura muito cansativa e. Alguns leitores provavelmente desejarão ver essas tabelas e os dados nelas contidos. Mas. Provavelmente a apresentação de todas as tabelas ocuparia muito espaço. Consulte o capítulo VII deste manual que trata em detalhes sobre como fazer as referências. Obviamente os apêndices não servem apenas para incluir tabelas com dados estatísticos. deve aparecer a lista de palavras em ordem alfabética. Arial 14. Neste caso. É para essas situações que existem os apêndices: para que se inclua o material que pode ser consultado por algum leitor.2 Glossário O glossário será recomendável se no texto do TCC forem usadas muitas palavras ou termos altamente técnicos ou de significado obscuro. Abaixo do titulo. no seu texto da apresentação e análise de dados. desenhos.6. Cada palavra deverá estar acompanhada de sua respectiva definição. poderá consultar os dados na íntegra. Contudo. deve-se colocar no alto da folha o título “Glossário”. . cartas.

Ou seja. negrigo. deve-se colocá-lo como anexo. Apêndice B. No sumário você deverá indicar todos os apêndices e. Os apêndices devem ser identificados sempre por letras maiúsculas consecutivas (Apêndice A. na qual não seja possível incluir o título da maneira como foi exemplificada. enfim. Apêndice C). todos devem ser identificados no alto da folha. que ele poderá encontrar o material nos apêndices e deverá também indicar em qual apêndice. . 5. se há algum documento que se deseja deixar à disposição para que o leitor possa consultar e esse documento tenha uma autoria diferente da autoria do TCC. Há apenas uma diferença entre apêndices e anexos: Os anexos são documentos elaborados ou criados por outra pessoa. Por exemplo: Foram realizadas 12 entrevistas semi-estruturadas. você deve indicar ao leitor. fluxogramas. Arial 14. Logo após esta folha deve-se seguir o documento. com título centralizado. Porém. então pode-se colocar uma folha com a identificação do apêndice em destaque bem no centro. no final do trabalho. Ou seja. mapas. se houver mais de um. Para tanto foi elaborado um roteiro de entrevistas (Apêndice A). organogramas. então. plantas.4 Anexos As situações de uso e os procedimentos para inclusão de anexos são os mesmos dos apêndices. da seguinte forma: APÊNDICE A – Roteiro de entrevistas Se dentre os apêndices houver um que seja folha já impressa.6. como se fosse uma capa do apêndice. tudo que estiver nos apêndices deve ser citado na parte textual do seu TCC.112 gráficos. o que for necessário.

com letras maiúsculas. o nome do orientador e Centro Universitário Adventista de São Paulo.5 Índice O índice deve ser identificado no alto da página. procure olhar para a banca examinadora. . • atenção com tua posição . O que deve conter um índice já foi apresentado quando da explicação do sumário. Basta apenas usar o termo Anexo ao invés de Apêndice. • se você estiver usando apresentação com projetor multimídia ou outra forma de apresentação visual. • enquanto estiver falando. desde que se observem alguns detalhes importantes.113 Os anexos também devem ser identificados com letras maiúsculas consecutivas.7 Sugestões Sobre a Apresentação Temos visto. isto o aproxima da banca. centralizado. • saudação – ao treinar sua apresentação. nas apresentações de TCC. 5. exatamente da mesma maneira que os apêndices. encobrindo a projeção. 5. • como apontar na tela – evite entrar na frente da projeção para mostrar algum ponto específico da projeção. No dia da apresentação oral do trabalho considere: • apresentação pessoal – a maneira como o aluno se apresenta pode representar o valor que se dá ao trabalho. Arial 14. • se julgar conveniente. colocamos a seguir uma série de sugestões e advertências que servirão para melhorar a qualidade da apresentação orall e também do trabalho escrito. Assim. não esqueça de incluir um rápido cumprimento (bom dia / boa noite) à banca examinadora.procure não ficar na frente da banca. negrito.6. inclua os autores como rodapé nos outros slides. não esqueça de incluir no slide de abertura o título do trabalho. o nome dos autores. alguns equívocos que podem ser evitados facilmente.

mas no momento da apresentação ficam quase ilegíveis. ou seja. • palavra errada . Além de evitar textos longos. • domínio do tema – a apresentação do TCC é o momento de demonstrar domínio do tema. inclusive com marcação do tempo necessário para ela. evite projetar textos com tamanho de letra pequeno. embora possa existir certa apreensão e nervosismo. assim. • tópicos fora de ordem – atenção para não inverter a ordem dos itens que você estará apresentando. • uso de siglas – cuidado com o uso de siglas na projeção. Se você estiver ultrapassando o tempo predeterminado. • tamanho da letra – evite um texto longo na projeção.114 • atenção com as imagens na apresentação – embora uma imagem possa equivaler a 1. falta de letras e erros de acentuação na projeção. sua posição na projeção. A fonte de tamanho 12 serve muito bem para o texto impresso. esteja seguro sobre o que você vai apresentar e evite chegar o momento de tua apresentação sem que haja segurança e domínio do tema a ser explanado. a existência ou não de imagens sob o texto. • extrapolar o tempo dado – a apresentação precisa ser treinada várias vezes. Para evitar isto. . pois se não há explicação do significado o avaliador pode ficar em dúvida sobre o que você está falando. mas não serve para uma projeção. apresentar a conclusão antes do objetivo é um equívoco grave. O tamanho ideal da letra variará de acordo com o tipo de letra escolhida. para evitar problemas.reveja atentamente a apresentação para evitar o uso de palavras erradas. teste antecipadamente. reveja a apresentação e faça os cortes necessários.000 palavras e este seja um aspecto positivo do uso de imagens. • cor da letra e contraste com o fundo – algumas apresentações ficam nítidas no monitor do computador. lembre-se que o texto os avaliadores já receberam. use cores de fundo e das letras que tenham contraste. não sature a apresentação com excesso de imagens e cuidado para não haver contradição entre o que você fala e alguma imagem projetada.

• não esqueça a mídia de apresentação – não corra o risco de chegar o momento da apresentação e não poder apresentar. cd. portanto não corra o risco de levar apenas um disquete e ele não funcionar. não misture ações do passado e do futuro no presente. sugerimos que as observações feitas sejam anotadas ou até mesmo gravadas. Lembre-se. pois isto deixa a banca examinadora em dúvida se o trabalho foi realizado por apenas uma pessoa ou por todo o grupo. Lembre-se que o projeto é relativo ao futuro e que o TCC é relativo ao que já foi estudado. para que as devidas correções sejam feitas para a versão final do trabalho. portanto evite construções extremamente coloquiais e desprovidas de argumentação embasada academicamente. pelo contrário. cabendo o futuro apenas para propostas. As máquinas não são infalíveis. • falar de modo formal – a apresentação não deixa de ser um momento de avaliação. evite falar na primeira pessoa do singular. que o objetivo da banca não é te desmoralizar. então mantenha a calma para que as respostas alcancem o que a banca de fato pergunta. • calma para responder as questões – certamente o momento que a banca faz algumas questões é um momento de apreensão. leve mais de uma mídia e em formas diferentes (disquete. pois isto releva certa fragilidade de conteúdo. Se o trabalho foi realizado em dupla ou em trio. por isso não esqueça a mídia e não leve apenas uma mídia. é o momento de te avaliar sobre o que você já estudou por meses e de contribuir para aperfeiçoar o trabalho. drive portátil). projeções. entretanto. então não perca este momento. sugestões. • anotar / gravar o que a banca fala – as sugestões e/ou críticas feitas durante a apresentação oral do trabalho pela banca são importantes e têm por objetivo melhorar o trabalho. • cuidado com o que dizer – evite demonstrar insegurança com colocações tais como “que mais posso falar?” ou “acho que acabou”. .115 • tempo verbal e pessoa usada – atenção para manter sempre o mesmo tempo verbal.

.116 • orientador não recebeu texto – este tipo de problema é fácil de ser resolvido: não esqueça de encaminhar ao orientador o texto para revisão antes de ser entregue para a apresentação. • citação que não está nas Referências – cuidado para não fazer citações no texto e não referendá-los ao final. O coordenador de TCC de teu curso poderá encaminhar outras dicas de apresentação e também o que é específico de cada área.

a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras (BOSSUET.albuquerque@unasp.br No Egito. 2006). De fato é nelas que se cura a ignorância. .edu. as bibliotecas eram chamadas ‘Tesouro dos remédios da alma’.117 CITAÇÕES E NOTAS DE RODAPÉ Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe.

A escolha de um destes sistemas definirá também o padrão da Referência do documento citado. São Paulo : UNASP. São Paulo : ATA. X. Assim. rotineiro.” 2. esclarecer ou ilustrar o assunto que está sendo apresentado no texto. Filosofia do pensamento humano. da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). remetendo à Referência: Segundo Dumas. com o objetivo de ratificar. de. Albuquerque afirma que “A habilidade reflexiva vem pelo exercício. 45.118 6 CITAÇÕES E NOTAS DE RODAPÉ Citação é a menção de informações extraídas de fontes documentais. Os números sobrescritos indicam a Referência do documento citado. F. as idéias nasceriam na terra dos sonhos e ao se concretizarem passariam a habitar o mundo real 1. as citações são dispensadas. Construindo o perfil do pesquisador. professor e aluno juntos trabalhando com posturas crítico-reflexivas. Observa-se que neste tipo de citação não se menciona datas e paginações. ou quando se tratar de uma abordagem didática. A NBR10520 prevê que as citações podem estar no sistema autor-data ou numérico. . Quando um assunto é de conhecimento público. ed. 2 ALBUQUERQUE. D. na lista de referências. Apenas o sobrenome do autor e ao final da citação. O sistema numérico é o que utiliza um número sobrescrito logo após a citação. A Norma Brasileira que regulamenta tecnicamente as formas de citação é a NBR10520. 2003. os autores citados aparecerão na ordem em que foram citados (e não alfabeticamente). a indicação numérica da referência. como segue: 1 DUMAS. E. 2002. amplamente divulgado.

A citação indireta aparecerá na forma de paráfrase ou de condensação.119 A opção Autor-Data. conforme demonstra o exemplo a seguir: As idéias nasceriam na terra dos sonhos e ao se concretizarem passariam a habitar o mundo real (DUMAS. neste sistema as referências serão mencionadas em ordem alfabética. Construindo o perfil de pesquisador. menciona o nome do autor. de. a ser adotada neste Manual. São Paulo : ATA. p. professor e aluno juntos trabalhando com posturas crítico-reflexivas” (ALBUQUERQUE. São Paulo : UNASPRESS. O sistema autor-data possibilita a imediata identificação da autoria e da atualidade da citação. ano e paginação. 45.1 Citação Indireta Citação indireta é aquela em que a menção é feita através de um texto redigido pelo autor do trabalho ou pesquisa. 2002. X. A citação indireta parafraseada expressa a idéia contida em uma pequena parte do(s) documento(s) pesquisado(s). 2003. E. respeitando fielmente o sentido do texto original na(s) obra(s) citada(s). 2003. porém com palavras do . 6. baseada em um ou mais autores de documentos pesquisados. 98). F. DUMAS. 2002. o pesquisador terá à sua disposição a possibilidade de optar entre dois tipos básicos de citação: direta e indireta. p. Filosofia do pensamento moderno. Utilizando-se do sistema autor-data. 104). ed. F. “A habilidade reflexiva vem pelo exercício. como exemplificado a seguir: ALBUQUERQUE.

2 Citação Direta Citação direta é a transcrição literal de um texto ou de parte dele. Exemplo: O estudo sistemático deste tema pode favorecer grandemente aos interessados nos resultados das pesquisas genéticas. DEMO 2003. inclusive dando continuidade a um dos parágrafos. 2001. DEMO 2005). uso de maiúsculas. espaços ou tamanhos de letras diferentes. seqüelados por acidentes (ALVARENGA. as menções deste grupo poderão ser incorporadas ao texto . Citação direta com até três linhas – Também chamadas de citações curtas. GOERGEN 2004. Exemplo: Nas suas publicações sobre a importância da pesquisa na formação de alunos com perfil crítico-reflexivo. 37-54). Não utiliza aspas. esta citação integrará o texto. o idioma original do texto citado. tais como portadores e familiares de pessoas com doenças degenerativas e terminais.120 autor da pesquisa ou trabalho. os dois Pedros deixam claro que não haverá aluno pesquisador se antes não houver professor pesquisador (DEMO. pontuação. Recomenda-se o uso de citações diretas apenas quando as palavras do autor citado tiverem tal significado que uma alteração ocasionaria perda da força do texto. na citação direta conserva-se a grafia. 2005. e poderá aparecer a qualquer momento. quando se tratar de toda a obra. 6. apenas o ano de publicação. ou mesmo na obra completa. A citação indireta condensada expressa a idéia contida em um ou mais capítulos do(s) documento(s) pesquisado(s). As citações diretas classificam-se em dois grupos: com até três linhas e com mais de três linhas. A menção da citação indicará o capítulo ou. p.

2000. feliz. Menino Fui. mesmo espaço entre as linhas. p. recuada a 4cm da margem esquerda. e. sem deslocamento de parágrafo na primeira linha. 6. tamanho 11. Exemplo: O tema motivação tem sido cada vez mais recorrente nas empresas que valorizam o capital intelectual. 672) refere-se à provação afirmando que: Os homens não podem compreender os caminhos de Deus. Citação Direta Com Mais de Três Linhas – Quando a citação direta tiver mais de três linhas. é possível considerar a motivação como elemento agregador. Neste caso. que impulsiona as equipes e os indivíduos. com espaço simples entre as linhas. Exemplo: White (2002. a fonte (letra) será a mesma do texto. provações e experiências que Deus permite que venham sobre eles. como coisas que contra eles são. e que apenas farão a sua ruína. e não para as promessas de Deus. com o mesmo tipo e tamanho de fonte (ou letra). em estrofes: Sou bem nascido. destacadas apenas por aspas.” (MONTEIRO. 26). Depois veio o mau destino . “A motivação constitui o fator principal e decisivo para o êxito da ação em qualquer empreendimento coletivo. p. Neste caso não será necessário o uso de aspas. nos mais variados aspectos. interpretam os transes.121 corrido.3 Citação de Poemas e de Textos Teatrais Estas citações não têm limite de tamanho e seguem as mesmas regras para as citações com mais de três linhas. como os demais. deverá ser destacada do texto corrido. olhando às aparências. Assim Davi olhava para as aparências.

234)... proporcionalmente. 1970. 99-100).Qualquer dos membros pode pedir vistas do processo pelo prazo de uma sessão e desde que a matéria não seja urgente [. 2004. desde que o seu sentido não seja alterado. (BANDEIRA. se depositarem confiança em sua força. p. p. Levou tudo de vencido Rugiu como um furacão.. 2001.] Sendo vários os pedidos. 1998. Estas serão indicadas pelo uso de reticências entre colchetes no local da omissão: Omissão no início da citação: “[. Omissão no meio da citação: “§ 2º . Veio o mau gênio da vida.] e. 421). difícil é se alegrar com os que se alegram. entre os interessados” (OAB. Diante do sucesso do outro o lado escuro da natureza humana entra em cena. a Secretaria providencia a distribuição do prazo. jamais se tornarão joguete das circunstâncias” (WHITE..122 E fez de mim o que quis.]” (SWINDOLL. Omissão em poemas ou textos teatrais: .4 Omissões em Citação É permitida a omissão de parte do texto citado. p. Rompeu em meu coração. Omissão no final da citação: “É muitos fácil chorar com os que choram. 5) 6. abastecido pela inveja e pelo ciúme e as críticas tendem a fluir [.. p..

. MOURA.... 2005.... Exemplo: “Os exercícios de alongamento deverão ser rpaticados [sic] a cada 50 minutos.. 1970..123 Será indicada por uma linha pontilhada no local da omissão.. grãos] proporciona um aumento das defesas orgânicas e potencializa a energia vital” (GARCIA.. p. ... . explicações ou comentários do autor do trabalho... não serão corrigidos ao se fazer a citação direta.... todos os fumcionários [sic] deverão participar da atividade...... para cada verso omitido: Sou bem nascido... 6. uns apoiando os outros” (FEITOSA... p.... legumes.. para indicar que não fazem parte do original da citação: “A alimentação vegetariana [frutas. 11).. p... . indica que está conforme o original.6 Incorreções e Incoerências Os erros de ortografia e coerência textual encontrados no texto que está sendo citado. mas apenas referidos através do termo [sic] que aparecerá imediatamente após o erro/incoerência. estas inserções são feitas entre colchetes. sic...5 Interpolações em Citação Interpolações em citação são acréscimos.. sob a orientação do coordenador da ginástica laboral..... verduras. 2003. Depois veio o mau destino E fez de mim o que quis.. que significa Assim mesmo.. 5) 6. (BANDEIRA.... em conjunto. inseridos nas citações..... 321).

poderá negritar aquela parte e indicar com grifo nosso a distinção feita. apenas para Citação de Citação. estimulará o aluno e despertará nele o desejo de ser também um pesquisador” (ALBUQUERQUE. poderá fazê-lo servindo-se de uma exclamação entre colchetes [!] colocada imediatamente após a parte a ser enfatizada. país em desenvolvimento.8 Notas de Rodapé O uso de notas de rodapé deve ser evitado. grifo nosso). o número de internautas se amplia exponencialmente [!] a cada dia. 213. indica-se como segue: “A participação em iniciação científica e mesmo na pesquisa realizada pelo docente. 489. 43). Exemplo: “Mesmo no Brasil. p. p. 2001. “O interesse no estudo da genética hoje já não está confinado à paredes dos laboratórios especializados. o que nos remete à questão financeira que envolve a inclusão digital hoje” (BARROSO. Se o grifo já faz parte da citação. grifo do autor).124 6.7 Ênfase e Destaque em Citação Quando o autor do trabalho considerar importante e indispensável enfatizar um trecho da citação. 6. antes transcendendo os interesses dos pesquisadores. as notas de rodapé serão usadas. preferencialmente. Uma citação de citação é considerada fonte de informação menos confiável que uma citação de fonte direta. Assim. p. por isto mesmo o seu uso é pouco . 2002. considera-se que este recurso favorece ao desvio da atenção do leitor para fora do texto principal. passou a fazer parte da agenda de interesse de grande parte da população” (ALBERGARIA. 2005. se desejar dar destaque a uma parte da citação.

vai além. p. 349 p. Campinas : Papirus. A referência do documento onde se encontra o texto do primeiro autor será feita em Nota de Rodapé e a do segundo autor aparecerá na lista de Referências (lista de todos os documentos citados) ao final do trabalho. o que se espera no trabalho docente transcende ao exercício do ensino. Novos paradigmas da docência no ensino superior. seguido de citado por. P. é um partilhar de experiências. citado por Balzan (2004. 2003. e então a menção do autor cujo assunto é objeto da citação.” Desta citação. E na Referência: REFERÊNCIAS BALZAN. na lista de Referências. é mais que uma mera transmissão de conhecimentos. no rodapé: _____________ 1 GOERGEN. Professor pesquisador: um desafio para as universidade brasileiras. de vivências que favorecem a independência na aquisição de novos saberes e na geração de novas perspectivas científicas. .125 recomendável e só deve ser feito em casos de extrema necessidade por falta de acesso ao documento original. a Referência do Goergen irá aparecer em nota de rodapé e a de Balzan. indica-se no texto primeiramente o autor do documento consultado. Neste caso. Campinas : Papirus. C. Assim. 2005. Exemplo: Segundo Goergen1. 407 p.36). N.

Palestra proferida na PUCCAMP. no prelo). devem palestras. registros escritos e similares). com possibilidades de aparentes fracassos” (GOERGEN. antes de tudo.10 Citação de Trabalhos Não Publicados Preferencialmente devem ser usadas apenas quando extremamente necessárias. Assim. seguidas do termo no prelo ou em fase de elaboração. na referência serão fornecidas todas as informações já disponíveis. na citação: “Há muito a tarefa do professor escolar transcende o ensinar. E na Referência: REFERÊNCIAS GOERGEN. P. . 2001. Assim. etc. usadas conferências. como segue: Na citação: “Pesquisar é.126 6. com a autorização explícita do autor da informação. Pesquisa e docência no ensino superior. apenas seminários. Preferencialmente ser quando extremamente necessárias e somente se puderem ser comprovadas por meio de documentos que atestem sua fidedignidade (gravações. 6. 2001). a citação será feita e relacionada na lista de Referências. despir-se de certezas e paradigmas já estabelecidos e partir em busca do desconhecido.9 Citação de Informação Obtida por Canais Informais Citação de informação obtida por canais informais são aquelas originárias de entrevistas. alcança as fronteiras do educar e vai além: forma cidadãos atuantes desde a primeira infância” (ALBUQUERQUE.

o livro. 6. conforme indicado no próximo capítulo. 6. E.12 Citação da Bíblia Após o texto citado. X. A forma de fazer a Referência será indicada no próximo capítulo. sempre depois de garantida a sua autenticidade e atualidade. Salmos.127 Na Referência: REFERÊNCIAS ALBUQUERQUE. a Citação será feita normalmente e a Referência.13 Tradução em Citação A citação de um texto em língua estrangeira pode ser traduzida para o idioma do trabalho através de citação indireta. Considerados estes importantes detalhes. Exemplo: “O caminho de Deus é perfeito. As suas promessas sempre se cumprem” (BÍBLIA. A. no prelo. Em ambos os casos. pode citar no idioma original. de. no item referente a referências de fontes eletrônicas. Novos tempos.11 Citação de Informações Retiradas da Internet As informações extraídas da Internet devem ser usadas com cautela. Se o autor do trabalho optar. 18:31). 6. segue-se a regra já estabelecida para citações diretas ou indiretas. Se . Capinas : Papirus. Novos professores. T. indica-se entre parêntese a fonte (a obra em si). neste caso a citação será direta. capítulo e versículos. 2007?.

128 desejar, o pesquisador poderá apresentar a tradução do texto citado em língua estrangeira, em nota de rodapé. Se a tradução é apenas de uma expressão dentro do texto original, pode-se indicar logo após a chamada da citação que se trata de um texto traduzido. Exemplo: “Estudos matemáticos indicam que o uso das calculadoras têm favorecido cada vez mais a fuga discente às práticas de cálculo” (Zimmermann, 2001, p. 44, tradução nossa).

6.14 Algumas Orientações Sobre Fontes (Documentos) Citadas
Quando uma citação tiver mais de um autor, estes serão indicados como segue: Dois Autores: Castanho e Balzan (2004, p. 255) afirmam que ..... . “[...] cientes de sua particularidade imediata no que se refere ao paciente” (MOURA; RAVEL, 2003, p. 564) Três Autores: “A metodologia da pesquisa pode....” (ALMEIDA JÚNIOR ; FERREIRA ; ALBUQUERQUE, 2002, p. 117-119). Ferreira, Moura e Barreto (2005, p. 65) sinalizam que o estudante de física necessita de.... Quatro ou mais autores: Pasqualli et al. garantem que o sistema solar.... (2000, p. 90). Na busca pela identidade do estudante, o docente precisa... (SAVIER et al., 2001, p. 35-104).

129 Quando a responsabilidade de um texto citado estiver a cargo de uma Entidade ou Instituição: Departamento Subordinado a Instituição: “... valores atribuídos às sociedades hodiernas” (CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE ENSINO. Curso de Comunicação Social, 2004, p. 3). Instituição cujo nome é uma sigla: “[...] tratando-se de direito dos alunos, a instituição deve ser a primeira a sair em defesa destes” (UNASP, 2002, p. 2). Textos condensados de um mesmo autor: ... os nutrientes serão balanceados de acordo com as características de cada paciente (GÜNTERYT, 2002, 2003, 2005). Vários documentos de um mesmo autor, publicados num mesmo ano: Utiliza-se uma letra minúscula logo após a data, para cada publicação citada, conforme a ordem de citação. Na Referência, este recurso se repetirá, visando relacionar cada texto citado à sua correspondente publicação. Assim, na Citação: A interpretação equivocada ocasiona erros e impossibilita ao aluno a execução e solução dos problemas matemáticos propostos (CARDOSO, 2002a, p. 18; CARDOSO, 2002b, p. 87). E na Referência: REFERÊNCIA CARDOSO, S. Problemas matemáticos são um problema ! São Paulo : Saraiva, 2002a. 123 p.

130 ___________ . Problemas propostos e mal resolvidos : o que

acontece na hora da avaliação. Belo Horizonte : ALP, 2002b. 231 p.

Vários autores citados para reforçar uma mesma idéia: A isenção e a ética são características condicionais à prática jornalística. O perfil exigido ao bom profissional da imprensa já ultrapassou há muito, estas fronteiras; dele hoje se espera que vá muito além (TRANCOSO, 2001, p.12; ALBERGARIA, 2001, 78; FERREIRA MOTTA, 2004, p. 154). Documentos sem data: Citações de documentos que não apresentam data específica de publicação não são recomendadas; sugere-se evitar o uso deste tipo de documento. Todavia, quando imprescindível, seguirão o mesmo padrão para Referências, apresentado no capítulo a seguir. Citação de Eventos Científicos: Neste caso, logo após a citação, menciona-se o nome completo do Evento, todo em letra maiúscula, seguido do ano, conforme o padrão para Referências – próximo capítulo – tudo entre parêntese. Exemplo: “... especialmente as possíveis discussões do direito privado” (ENCONTRO BRASILEIRO DE JURISTAS, 2004). Documentos Anônimos: Citações de documentos cuja autoria é desconhecida, serão indicadas pelo título – que terá a primeira palavra toda em letra maiúscula, inclusive o artigo definido, seguida da data e paginação, tudo entre parêntese: “... mesmo porque, o projeto genoma não está patenteado nem por uma nem por outra.” (GENOMA. Uma ideologia ou uma saída?, 2003, p. 67). Se o título for muito longo, poderá abreviado com o uso de reticências.

.131 Documentos eletrônicos: Seguirão o mesmo padrão para Referências. conforme referido no capítulo a seguir.

edu. 2000b.). o compreender saberes e conhecer suas origens anda junto.albuquerque@unasp.1-3. Estas fontes podem ser agrupadas em documentos impressos e registrados e documentos e informações eletrônicas (ALBUQUERQUE.br O perfil do pesquisador implica compartilhamento não apenas de conhecimento. O pesquisador tem o dever de deixar claro aos que o acompanham. UFPR. 2002a. quais as suas fontes de pesquisa. mas de fontes.132 ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe. . p.

devendo-se para isso colocá-la entre colchetes (UFPR. materiais cartográficos. catálogos de editoras. retirados de um documento e que permitem a sua identificação no todo ou em parte. entre outros (UFPR. por meio sonoro. 6. atualizada em 2002. 6. Referência é o conjunto padronizado de informações agrupadas em elementos descritivos. periódicos. gravações sonoras ou de vídeo. Quando não for encontrada a informação no próprio documento e esta for conhecida ou obtida de outra fonte (bibliografias. cartões postais. etc. 2002b. normas técnicas. discos e similares. Estes importantes detalhes também são mencionados na NBR6023. cada referência conterá um padrão de informações que permita ao interessado identificar o documento pesquisado. pessoas ou outra). sempre que possível. monografias. As informações para a elaboração das referências devem ser obtidas. pode-se incorporá-la à referência. p. visualmente. cartazes. p.133 7 REFERÊNCIAS Segundo a ABNT. o que significa que não podem ser ignorados: . NBR6023. De etiquetas e invólucros de disquetes. v. periódicos e similares. é necessário conhecer alguns detalhes que auxiliarão na indicação correta dos elementos fundamentais à identificação da fonte pesquisada por outros interessados. como globos. selos e similares. no texto. Do próprio documento. Documento é qualquer suporte que contenha uma informação registrada graficamente. O conjunto de referências é uma lista ordenada – alfabeticamente ou numericamente – com os dados dos documentos citados pelo autor de uma pesquisa. Antes de elaborar a referência de um documento. quando este se constitui em uma única parte. selos. ou seja: Da folha de rosto de documentos impressos. transparências e similares. da principal parte do documento. como livros. De molduras e materiais explicativos de slides. fitas de vídeo. Por exemplo: livros. fotografias. v. 2002a. eletronicamente.3). Em outras palavras. arquivos eletrônicos. fitas cassetes.1-3).

Exemplo: A referência do autor Doutor Carlos Sampaio Filho ficará assim: SAMPAIO FILHO. editora. Formação Profissional: Não são indicados na referência. número de páginas. Indicação de Parentesco: Tais como Filho. local de publicação.1 Elementos Autoria: o nome do autor iniciará sempre pelo último sobrenome. ano ou data da publicação. A. C. 7. seguido das iniciais dos prenomes. a Norma definirá como proceder. C. Mesmo não sendo fundamentais a sua menção é importante. Exemplo: A referência do autor Antonio Castro de Moares Júnior ficará assim: MORAES JÚNIOR. Exemplo: A referência do autor João Augusto da Fonseca ficará assim: FONSECA. de. antes dos prenomes. Os elementos que comporão a referência podem variar conforme o documento. aparecerão imediatamente após o sobrenome. Exemplo: A referência do autor Cristian Vasile Segundo ficará assim: VASILE SEGUNDO.. Se o documento não fornecer estas informações. alguns padrões são válidos para qualquer tipo de fonte pesquisada. Elementos Complementares da Referência: São as informações que auxiliarão numa melhor identificação do documento: subtítulo. C. J. Cargos. Neto. Júnior. A. que será indicado todo em letra maiúscula. especialmente para o pesquisador iniciante. Segundo. título. . da. etc. todavia.134 Elementos Essenciais da Referência: São as informações que obrigatoriamente devem aparecer: autor.

CASTRO. Exemplo: A referência dos autores Enio Antunes Santos e Fernando Monteiro ficará assim: SANTOS. na ordem direta (ou seja. Exemplo: A referência dos autores Maria Eugênia Castanho. A. de et al. Exemplo: A referência dos autores Daniel Monclaro. Gustavo Martins de Souza. F. M. A. Petrônio Albergaria Filho e Pedro Pellegrini ficará assim: AZEVEDO. Madre. seguido pelo título religioso. Exemplo: A referência do autor Papa Bento XVI ficará assim: BENTO XVI. M. et al. S. Silvio Monteiro de Almeida ficará assim: ALMEIDA. seguido da expressão et al. Maria Dulce de Almeida Santos. D. E. Dois ou Três Autores: Serão indicados na ordem em que aparecem no documento. DAMES. Mais de Três Autores: Indica-se apenas o primeiro autor mencionado no documento. B. E. . ficará assim: TEREZA... D. do prenome para o sobrenome). M. M. que deriva do latim e quer dizer e outros.135 Exemplo: A referência do autor M. de. Ruth de Souza Scobbar ficará assim: CASTANHO. Adalgisa Fialho. MONTEIRO. Papa. S.. Ordens Religiosas: Serão indicadas pelo nome do autor. Exemplo: A referência dos autores Silvio Murilo Melo de Azevedo.. F. Exemplo: A referência da autora Madre Tereza. Francisca Dames e Alisandra Bitencourt Castro ficará assim: MONCLARO.

). Secretaria. Entidades Coletivas 1: Se o autor do documento é um órgão da administração governamental direta (Ministério. Exemplo: A referência do autor Secretaria da Saúde de São Paulo começará assim: SÃO PAULO (Município). Exemplo: A referência do autor Centro Universitário Adventista de São Paulo ficará assim: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO. Em caso de ambigüidade (duas ou mais instituições com o mesmo nome). Se o nome verdadeiro for conhecido. (e não LIBERATO. apenas com as iniciais em letra maiúscula. começase a referência pelo nome da entidade todo em letra maiúscula. entre parêntese. Exemplo: A referência do autor Tristão de Athayde (cujo nome verdadeiro é Alceu de Amoroso Lima) ficará assim: ATHAYDE. organização. Entidades Coletivas 2: Se o autor do documento é uma sociedade. indica-se o pseudônimo do autor. Secretaria de Finanças. G. T. A. o estado ou o município). de [Alceu de Amoroso Lima]. Exemplo: A referência do autor Ministério do Planejamento do Brasil. etc. . instituição ou entidade de natureza científica ou cultural. começa-se a referência pelo nome geográfico (lugar onde fica o órgão – o país. de Augusto Liberato que é o nome verdadeiro do Gugu). Secretaria da Saúde. acrescenta-se o local geográfico onde fica a entidade. Ministério do Planejamento.136 Pseudônimos: Se o autor do documento usou um pseudônimo para se identificar. pode-se indicar este nome entre parêntese após o pseudônimo. As unidades subordinadas são mencionadas após o nome da instituição. Secretaria de Finanças começará assim: BRASIL. Exemplo: A referência do autor Gugu Liberato ficará assim: LIBERATO.

Exemplo: A referência do autor Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística / IBGE poderá ficar assim: IBGE. Seminário. 2. Exemplo: EBCT. . seguido do número do evento indicado em algarismo arábico.. do ano e do local de realização do evento. Reunião. esta pode ser utilizada no lugar do nome da Entidade por extenso. ficará assim: BIBLIOTECA NACIONAL (Londres). Entidades Conhecidas por Siglas: Se o autor de um documento for Entidade e no documento aparecer a SIGLA correspondente à Entidade (SOMENTE se aparecer a SIGLA). Conferência. Exemplo: A referência do autor Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar do Centro Universitário Adventista de São Paulo ficará assim: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO. em 2004. Eventos Científicos: Se o autor de um documento é um Evento – Congresso. Gramado. Rio Grande do Sul. A referência do autor Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – EBCT poderá ficar assim: 2004. Exemplo: A referência do Segundo Encontro Brasileiro de Profissionais da Enfermagem.137 Exemplo: A referência do autor Biblioteca Nacional que fica em Londres. ficará assim: ENCONTRO BRASILEIRO DE PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM. Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar. – a referência dele iniciará pelo nome do evento. Simpósio. etc. ocorrido em Gramado.

cujo autor é Rafael Furtado de Almeida. cuja autoria é desconhecida – não foi citada no documento – ficará assim: HISTÓRIA das civilizações de todas as eras. Ou seja. Observa-se ainda a regra de que apenas a inicial do título ou dos nomes próprios que ele contenha. estarão em maiúscula. Ao definir-se uma das três opções (negritado ou sublinhado ou itálico). esta será utilizada durante todo o trabalho. pode ser negritado ou sublinhado ou itálico. cujo autor não foi mencionado no documento. ocorrido em São Paulo. 16. O destaque utilizará apenas uma das opções indicadas. 2005. ficará assim: PROBLEMAS e exercícios de matemática financeira. Exemplo: A referência do autor História das Civilizações de Todas as Eras. que. a referência deste se iniciará pelo título do documento.138 Exemplo: A referência do XVI Congresso Internacional de telejornalistas. R. num mesmo trabalho. de. Autoria Desconhecida: Se o autor de um documento é desconhecido. Exemplo: A referência do documento cujo título é GEOGRAFIA DO RECÔNCAVO BRASILEIRO. ficará assim: ALMEIDA. conforme o padrão da NBR6023. F. Exemplo: A referência do autor Problemas e Exercícios de Matemática Financeira. entre as opções permitidas pela NBR. ficará assim: CONGRESSO INTERNACIONAL DE TELEJORNALISTAS. isto significa que o destaque utilizado para os títulos não poderá ser alternado. Aparecerá sempre em destaque. São Paulo. . em junho de 2005. o título não poderá ser destacado com negrito e sublinhado ou com negrito e itálico ou ainda itálico e sublinhado. Título: O título de um documento será referenciado exatamente igual como aparece no documento.. Geografia do recôncavo brasileiro.

Conheça melhor a sua literatura. Esta será a única ocasião em que o título terá duplo destaque. Tia. parque. Exemplo: A referência de um documento de autoria da professora Márcia Oliveira de Paula. cujo título é ESTUDOS E EXERCÍCIOS AVANÇADOS PARA VIOLINOS. M. Outro exemplo: A referência do documento cujo título é CONHEÇA MELHOR A SUA LITERATURA. P. ficará assim: VASILE. Citologia de Drosophila melanogaster. cujo título é UMA FORMIGUINHA CHAMADA PIMBINHA. de. Estudos e exercícios avançados para violinos: uma perspectiva didática para jovens talentos. U. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Tia Koc. de autoria do professor Pedro Apolinário. ficará assim: APOLINÁRIO. e antecedido de dois pontos. de A.139 Observe-se que neste caso optou-se por destacar-se o título em sublinhado. logo após a indicação do título. Subtítulo: O subtítulo de um documento será referenciado sem qualquer destaque. e cujo subtítulo é UMA PERSPECTIVA DIDÁTICA PARA JOVENS TALENTOS. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Ullianna de Albuquerque Vasile. O. Uma formiguinha chamada Pimbinha: Pimbinha vai ao . coloca-se tudo em destaque. cujo título é CITOLOGIA DE DROSOPHILA MELANOGASTER ficará assim: PAULA. Título com Nomenclatura Científica: Um documento cujo título contenha uma nomenclatura científica será referenciado com duplo destaque para a referida nomenclatura. e cujo subtítulo é PIMBINHA VAI AO PARQUE. Se houver dúvida quanto a tratar-se de título ou subtítulo. ficará assim: KOC.

Falando francamente com o adolescente. e que já está na Quarta Edição. O grande conflito. G. F. ed. ficará assim: SCHMIDT.140 Observe-se que o termo científico teve duplo destaque (sublinhado e itálico. Observe-se que o título foi indicado em italiano porque este foi o primeiro mencionado no documento. ficará assim: WHITE. M. cujo título é FALANDO FRANCAMENTE COM O ADOLESCENTE. terão o título indicado no idioma que estiver em destaque ou que aparecer em primeiro lugar. cujo título aparece nas formas O GRANDE CONFLITO e THE GREAT CONTROVERSY. cujo título é COMPREENDENDO O PORTADOR DA HIPOCEPHALEA PATHOGEN e cujo subtítulo é CONVERSANDO COM PAIS E PROFESSORES. Edição: Indica-se a edição de um documento somente quando esta for mencionada no documento e desde que não se trate da primeira edição. M. ficará assim: BUONNO. Mário Caldeira Schmidt. Um outro exemplo: A referência de um documento de autoria de Ellen Gould White. Títulos em Outros Idiomas: Os documentos que estiverem escritos em mais de um idioma. Marenos Schmidt. E. OS . seguido de ponto e um espaço. 4. por ser a primeira forma mencionada. A indicação deverá ser em algarismo arábico cardinal. e da abreviatura da palavra edição. C. Compreendendo o portador da hipocephalea pathogen: conversando com pais e professores. Um outro exemplo: A referência de um documento de autoria do Dr. terá o título indicado em português. ficará assim: SCHMIDT. Exemplo: A referência do documento de autoria de Dr. Exemplo: A referência de um documento de autoria de Francesco Buonno. Gli amici italiani. enquanto o restante do título foi apenas sublinhado). cujo título aparece nas formas GLI AMICI ITALIANI e AMIGOS ITALIANOS.

F. M. conforme o padrão da ABNT: Edição Revista – ed. cujo título é SOCIOLOGIA DO BRASIL NO SÉCULO 21. l. ficará assim: HOLANDA. e atual. e atual. Se for uma cidade desconhecida ou que tenha uma homônima. ficará assim: ALENCAR. de. cuja edição é a Segunda. atual. cita-se apenas a primeira indicação. e que foi publicado em Campinas. cuja edição é a 3ª. Ampliadas. Revista e Atualizada. ed. indica-se com [S. . rev. Atualizadas. Edição Revista e Atualizada – ed.]. que está na Quinta edição e foi publicado em São Paulo. F. de. com título PORQUE COMPOR A BANDA. Se o local for desconhecido. 2. Edição Atualizada – ed. rev.: São indicadas na forma abreviada. Porque compor A Banda. Sociologia do Brasil no século 21. Edição Ampliada – ed. indica-se também a sigla do estado onde se localiza a cidade que está sendo citada. B. etc.141 Edições Revistas. ed. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Mário Augusto de Alencar. H. São Paulo Note-se que A Banda é nome próprio e por este motivo as iniciais são maiúsculas. rev. ampl. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Fernando Henrique Cardoso. Campinas Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Francisco Buarque de Holanda. A. cujo título é ECONOMIA URUGUAIA VERSOS ECONOMIA BRASILEIRA. Local de Publicação: É a indicação da cidade onde o documento foi publicado e deve ser feita após a edição (ou após o título se não houver edição a ser indicada). aum. Economia uruguaia versos economia brasileira. Edição Aumentada – ed. 3. 5. Se mais de uma cidade estiver sendo indicada. ficará assim: CARDOSO. ed.

S. ficará assim: BETO. ficará assim: BANDEIRA. Rio de Janeiro : Vozes.] Editora: Indica-se a editora responsável pela publicação do documento. Dispensa-se o uso da palavra ‘editora’. publicado em Campinas. com título MINHA VIDA. ed. O nome da editora pode vir abreviado quando tiver mais de uma palavra. logo após a indicação da cidade onde o mesmo foi publicado. ficará assim: BRANDÃO. Edição. P. P. 2004. 6. Santo André : [s. Se a editora não for indicada no documento. indica-se [s. L. Frei. pela editora Papirus. em 2004. com título POESIAS PARA BRINCAR. Minha vida. que está na 6ª. publicada no Rio de Janeiro. [S. História do Brasil. Solidariedade. com título SOLIDARIEDADE.142 Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Pedro Bandeira.]. n. Data da Publicação: é indicada sempre em algarismo arábicos. pela editora Vozes. com o título HISTÓRIA DO BRASIL. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Lucas Brandão. publicado em local desconhecido. n. logo após a editora indicada e antecedida por vírgula. sem espaçamento nem pontuação. que está na segunda edição.]. publicado em Santo André. sem a indicação do nome da editora responsável. Campinas : Papirus Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Paulo Souza Ferreira. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Frei Beto. ficará assim: FERREIRA. l. antecedida de dois pontos. Poesias para brincar. Se a data for desconhecida. ed. 2. a ABNT dá algumas opções para indicação do período de publicação (para o caso de livros): [2004?] para o ano provável de publicação .

São Paulo : Melhoramentos. volumes v ou folhas f de um documento. [200-] para indicar a década certa da publicação [200-?] para indicar a provável década da publicação [19--] para indicar o século certo da publicação [19--?] para indicar o provável século da publicação [s. se denomina Documentos Consultados. subtítulo ESTUDO E ENSINO. segunda edição. ed. indica-se as duas datas. 2005. Ambas as listagens terão a mesma formatação e seguem a normalização já descrita até aqui. publicado em São Paulo pela editora Melhoramentos. À lista dos conjuntos de dados para identificação (ver item 5. . Indica-se logo após a data de publicação. A preferencial é a que se apresenta ao final do trabalho..1) de documentos citados no texto redigido sobre a pesquisa realizada.] para indicar que não há indícios da data de publicação Se o documento estiver em vários volumes e a data de publicação do primeiro volume for diferente da do último.. Exemplo: 1999-2001. Química orgânica. À lista dos conjuntos de dados para identificação (ver item 5. L. Descrição Física: É a indicação do número de páginas p. com título QUÍMICA ORGÂNICA. ficará assim: SILVÉRIO NETO. separadas por hífen.1) de documentos consultados. 240 p. em ordem alfabética. Exemplo: A referência de um documento cujo autor é Leonardo Silvério Neto.1. são variadas.2 Localização das Referências As opções para indicação das Referências dos documentos utilizados em uma pesquisa. em uma única listagem. cerca de. em 2005. 2. que tem 240 páginas. no texto redigido sobre a pesquisa realizada.143 [ca 2001] para a data aproximada de publicação. 7. mas NÃO citados. d. se denomina Referências.

S. Limonada suíça em tempos rosas: literatura e poesia 2 cm moderna. 2 cm . TURCCILLO. São Paulo : Melhoramentos. 409 p. M. o A Fonte (modelo de letra) utilizada será a mesma do restante do texto da pesquisa. 2005. 2. rev. J. Filosofia. Rio de Janeiro : McGrowHill. 230 p. ed. Campinas : Papirus. 2. 90 p. • Texto das referências – Documentos Consultados ou Referências – digitado em tamanho 12. Belo Horizonte : MMN. e ampl. Z. ed. Metodologia da pesquisa científica: temas controversos. C. LEMOS. 2002. é aquela já apresentada nos tópicos anteriores. J. texto justificado.144 A diagramação destes conjuntos de dados para identificação dos documentos pesquisados com o objetivo de dar embasamento teórico ao trabalho – seja Documentos Consultados ou Referências – seguirá o padrão: • Título da listagem digitado em negrito. 2005. 3. centralizado. Vale lembrar que as opções indicadas são Arial ou Times New Roman (TNR). Quanto à pontuação. de. São Paulo : Atlas. atual. 780 p. A. respeitando as margens estabelecidas para o trabalho. ed. espaço 1. tudo em letra maiúscula. 111 p. uma listagem de Referências ou de Documentos Consultados terá o seguinte 78 REFERÊNCIAS ALBERGARIA. não negritado. BAROSA SOBRINHO. Ciência em tempo real. 2003. Em nenhum momento haverá variação de Fonte (modelo de letra). tamanho 14. 3 cm GARCIA. Sintaxe na língua portuguesa.5 entre as linhas e duplo entre uma referência e outra. H. formato: 3 cm Assim.

Local : Editora. o título do livro. Número de Páginas. Exemplo: CERQUEIRA.2. é referenciado levando-se em conta detalhes específicos. 309 p. K. Ano. ed. 2005. Edição. elaborar as Referências ou a lista de Documentos Consultados. por exemplo). Volumes) Se a parte (capítulo. parte. a referência iniciará pelo autor da parte. o autor responsável por todo o livro (se houver). Título.2 Livros e Documentos Não Periódicos Os livros e documentos não periódicos são referenciados de forma bastante similar. Os elementos a serem indicados em cada uma destas listagens irão variar de acordo com o tipo de documento: 7. a referência de documentos na forma de livro terá os elementos: Chave: AUTORIA. Depois coloca-se o termo In: (que significa ‘dentro de’). em destaque. e os demais elementos previstos para referência de livros. Fragmentos. o pesquisador terá condições de. 3.1 Partes de Livros (Capítulos. seguido do título da parte (sem qualquer destaque). Fronteiras do saber.145 A partir destes conhecimentos básicos. conforme a sua particularidade. de todas as fontes de informação teórica utilizadas em sua pesquisa. o ideal é que a referência seja apenas da parte utilizada. separadas por hífen. conforme o modelo a seguir: A paginação será indicada com o número da página inicial e da página final da . 7. todavia. Se o livro for usado apenas em parte (um capítulo. Basicamente. cada documento. consultando. volume ou fragmento) utilizada tiver um autor específico (publicações em que cada capítulo tem um autor diferente. J. São Paulo : Ática. volume ou fragmento).

Edição.204. Belo Horizonte : Artes Médicas.2 Verbetes de Enciclopédias e Dicionários Quando o documento utilizado for uma Enciclopédia ou um Dicionário. Local : Editora. a referência será a do verbete consultado. p. Falando em ecologia: conceitos e estudos de casos. O desenvolvimento da planta. 2000.2. Ano. 2002. Título da obra. In: NOME da enciclopédia ou dicionário consultado. Exemplo: MARKETING. ed. In: AUTORIA DA OBRA. 143-187. 7. Ano. L. p.2. 2. 1. A referência de um verbete é feita citando-se os elementos indicados a seguir. Volume. . Título da parte. 2. In: MICHAELIS dicionário ilustrado. Paginação. B. In: HILLTER. T. v. Página inicial – Página final da parte referenciada. . Indicação do tipo de documento. quando for o caso). Exemplo: MORAES. Página (ou páginas inicial e final. e atual. rev. Chave: PALAVRA OU TEMA DO VERBETE CONSULTADO. Título do relatório. Verbete é o texto referente ao item (palavra ou tema) consultado. Rio de Janeiro : Melhoramentos. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO RELATÓRIO. 7. STADLER. Ano.146 Chave: AUTORIA DA PARTE DA OBRA. Local : Editora.3 Relatórios Técnicos Quando o documento utilizado for um Relatório Técnico.

G. Petrópolis : Colégio Piloto. Instituição. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação. R. . Número de folhas. Dissertação ou Monografia (Grau e Área) – Unidade de Ensino. Santa Bárbaro D’Oeste (SP).4 Teses. A Filosofia vai à escola? : estudo do programa de filosofia para crianças de Matthew Lipman. 45 f. 2001.147 Exemplo: MONTEIRO. Relatório técnico. Implementação do Just-in-time em uma empresa fabricante de armações de óculos. PEREIRA. Análise do grau de segurança na biblioteca do Colégio Piloto. Engenheiro Coelho (SP). Local. Dissertações e Monografias Quando o documento utilizado for resultado de produção acadêmica ou científica (Teses.. M. Ano. 2002. Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso) – Curso de Pedagogia. Linguagem de sinais. Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP. 139 f. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA. SANTOS. Universidade Estadual de Campinas. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Faculdade de Engenharia Mecânica e de Produção. 87 p. 7. 2000. 441 f. Centro Universitário Adventista de São Paulo/Campus 2. Exemplo: SILVEIRA. Dissertações e Monografias). 1998. M. Título.2. Campinas. Indicação de Tese.

ano de realização. Anais do XXII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação – Superando Obstáculos em Direção à Tecnologia. CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO. 2003. 322 p. 2004.2. V. número do evento. 2 v.148 7. Modelos matemáticos para o ensino fundamental. os elementos que comporão a referência são: Chave: NOME DO EVENTO.6 Congressos. Indicação de Trabalho Acadêmico (Disciplina) – Curso.2. Trabalho Acadêmico (Didática II) – Curso de Matemática. Número de folhas. Florianópolis. Instituição. Centro Universitário Adventista de São Paulo/Campus SP. ano de publicação. Ano. 2004. São Paulo. Anais do 4º. São Paulo. São Paulo : UNASP/Campus SP. Encontro anual de iniciação científica. Exemplo: SANTOS. Título. 2005. número de páginas ou volume. Título. 7.. . 22. Local: Editora.5 Trabalhos Acadêmicos Quando o documento utilizado for resultado de trabalhos acadêmicos. 4. Exemplos: ENCONTRO ANUAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA. Encontros e Outros Eventos Científicos Quando o documento utilizado for resultado de eventos científicos. 32 f. Local. local. 2002. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR(ES) DO TRABALHO.. Curitiba : PUCPR. Conferências.

Título do trabalho. 345-456. Exemplos: jornais. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA. Anais do 3º. 2004. diariamente. mensalmente.149 7. Local : Editora. LIMA. São José do Rio Preto : UNSJRP. Os periódicos científicos são publicações positivamente significativas para o pesquisador.3 Publicações Periódicas Publicações periódicas são as publicadas de período em período – anualmente. In: SIMPÓSIO SOBRE RECURSOS INFORMACIONAIS EM BIBLIOTECAS VIRTUAIS. . São José do Rio Preto. E. Título. quando o pesquisador utiliza apenas um ou outro artigo de cada periódico. ano de realização. 3. local. Em cada caso a referência terá detalhes específicos. quinzenalmente. ano de publicação. semestralmente. e assim por diante. revistas. In: NOME DO EVENTO. p. número do evento. semanalmente. 2005. especialmente pela possibilidade de oferecerem informações atualizadas sobre temas do momento. J.. Podem ser utilizados no todo – o periódico inteiro ou sua coleção – ou em partes.7 Trabalhos Apresentados em Eventos Científicos Quando o documento utilizado for resultado de um trabalho apresentado em evento científico. 7.2. Simpósio sobre recursos informacionais em bibliotecas virtuais. Página inicialfinal. J. Exemplo: LEANDRO FILHO. Divulgação seletiva da informação por meio eletrônico..

devido à sua característica peculiar. Local de publicação.3. número do volume.3 Artigos de Jornais Os jornais também são publicações periódicas. 7.2 Artigos de Periódicos Quando o documento utilizado for um artigo de periódico. os elementos que comporão a referência são: . O currículo da teoria não. 19701999. 2. Ano de início-término da publicação. tem uma referenciação particular. Teoria do currículo sim. Porto Alegre : PUCRS. Campinas. páginas inicial-final do artigo. E. jan. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO ARTIGO. de.1 Periódicos Considerados no Todo Quando o documento utilizado for um periódico e ele for integralmente utilizado (vários artigos de toda a coleção). data. n. Exemplo: ALBUQUERQUE. X. Exemplo: REVISTA DE EDUCAÇÃO DA PUCRS. 3. 23-27. v. Quando o documento utilizado for um artigo de jornal. todavia. 7.3. Título do periódico.150 7. número do fascículo ou ano. 2002b. p.3. Título do artigo. Revista de Educação da IASD. os elementos que comporão a referência são: Chave: TÍTULO DO PERIÓDICO. Local de publicação : Editora.

ago. Revista de História da Universidade Federal de Minas Gerais. A economia continua em crise. Fonte onde o resumo foi publicado. Belo Horizonte : ATTB. São Paulo. 233-302. Economia. Local : Editora. Ano. suplementos. 2001.151 Chave: AUTOR DO ARTIGO. número de ordem da(s) coluna(s). 12A-13A. 13 out. n. L. Política. . Resumos.. Cada um destes tipos terá uma referência adequada às suas características. Local de publicação. Número ou título do caderno. H. publicado numa seção de resumos. As eleições e a educação. 11-12. coluna 3. Título do jornal. ano). p. O Estado de São Paulo. 21. Exemplo: PADOVANI. Quando o documento utilizado for um resumo de livro. v. etc. p. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA PARTE RESUMIDA. 7. p. Título da parte resumida. 22 set 2001. 12. seção. mês. por exemplo. 2002. F. Nota indicativa de resumo. Título do artigo. DONIZETTE. páginas inicial-final do artigo referenciado. Exemplo: GÓIS. Belo Horizonte. 2000. data (dia. História dos povos bárbaros.4 Resumos Os Resumos são textos técnicos que sintetizam livros ou artigos de periódicos e são publicados em documentos específicos (publicações que reservam espaços apenas para resumos ou só publicam resumos). Folha de São Paulo.

K. monografia. Adolescentes e gravidez. H. Góis fez o resumo de um texto (pode ser livro. etc. Exemplo: FRANCO. São Paulo.) e publicou em 2001 este resumo. v. data de publicação do periódico onde o resumo foi publicado. 2001. Jan. em um outro periódico. 4. K. Título do periódico original de onde o artigo foi publicado. v. n. p. publicado numa seção específica para resumos.152 • No caso do exemplo acima. Nota indicativa de resumo. Quando o documento utilizado for o resumo de um artigo de periódico. n. 2000. Em 2002 a Revista de História da UFMG publicou este resumo na íntegra em um de seus números. Quando a autoria do resumo for indicada. Jul. No caso do exemplo acima. data de publicação do periódico original de onde o artigo foi publicado. Franco publicou um artigo em 2000 e o resumo deste artigo foi publicado em 2001. Local de publicação do periódico original de onde o artigo foi publicado. Título do artigo. p. 213-219. volume do periódico original de onde o artigo foi publicado. Exemplo: páginas inicial-final do artigo que foi resumido. . 1.23. 2. Revista de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. número do fascículo ou ano do periódico onde o resumo foi publicado. Revista de Psicologia da USP. Esta é uma das possibilidades de se referenciar resumos utilizados em trabalhos científicos. Resumo. Local de publicação do periódico onde o resumo foi publicado. Título do periódico onde o resumo foi publicado. Porto Alegre. acrescenta-se a nota indicativa Resumo de: antecedendo a fonte de onde foi retirado o resumo. os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTOR DO ARTIGO. número do volume do periódico onde o resumo foi publicado. 44-47. página(s inicialfinal) do resumo publicado. número do fascículo ou ano do periódico original de artigo foi publicado.

Revista de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Nomeações e vetos em tempos de CPI: uma análise comparativa. p. Título do livro ou artigo resenhado. páginas inicial e final do texto da resenha. Local de publicação do periódico. 2000. Resumo de: MENDES. 2. 2001. p. volume do periódico. Jan. Rio de Janeiro. v. número do fascículo do periódico. 1. Nota indicativa contendo Resenha de: coloca-se o nome do autor do texto resenhado e o título do texto resenhado. Exemplo: FRAGOSO. Resenha. Quando o documento utilizado for uma resenha sem título próprio os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA RESENHA. volume do periódico. Quando o documento utilizado for uma resenha com título próprio os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA DA RESENHA. páginas inicial e final do texto da resenha. Nota indicativa de resenha. seguidos das demais informações sobre a fonte onde se encontra o texto resenhado. 14.5 Resenha Resenhas são textos técnicos que resumem e comentam livros ou artigos de periódicos e são publicadas em documentos específicos (publicações que reservam espaços para resenhas ou só publicam resenhas). Cada resenha terá uma referência adequada às suas características. Revista de Administração da FGV. Título do periódico que publicou a resenha. Título do periódico que publicou a resenha. p.153 Exemplo: FRANCO. n. Local de publicação do periódico. n. data. Revista de Psicologia da USP. 4. número do fascículo do periódico. . Resumo. n.23. O. v.. Porto Alegre. 234-236. Título da resenha. Adolescentes e gravidez. 213-219. Jul. v. 2. São Paulo. J. 44-47. K. data. 2004. 7.

os decretos. E. os elementos que comporão a referência são: .7 Documentos Legislativos São documentos legislativos as leis. 7.-Mar.1 Leis e Decretos Quando for utilizado um documento legislativo do tipo Leis e Decretos. NBR6023 : norma técnica sobre referências. J. as decisões e sentenças judiciais. R. v. Ano. Salvador.6 Normas Técnicas Normas Técnicas são parâmetros estabelecidos para definir posturas. 2004. Título (que em geral é o número da norma) : subtítulo da norma.154 Exemplo: PARANHOS. 379 p. Campinas : PAPIRUS. n. resoluções e indicações. 2002. Concepções filosóficas sobre a análise do discurso na perspectiva de J. Exemplo: PEIXOTO. padrões. etc. 2. A análise do discurso: divagações ou ferramenta científica ?. S. 63-71. Brasília. p. 7. Local. Revista da Faculdade de Letras da UFBA. Quando o documento utilizado for uma norma técnica os elementos que comporão a referência são: Chave: ORGÃO NORMALIZADOR. Duran. processos. Resenha de: DURAN.7.1. procedimentos. Jan. os acórdãos. 7. 2005. os pareceres.

Relator: Dr. Partes litigantes (agravo. Exemplo: BRASIL. Habeas corpus n. Brasília. v. Resoluções e Indicações Quando for utilizado um documento legislativo nesta categoria. 13 Set.7. Estabelece parâmetros para a realização do referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e projéteis no Brasil.155 Chave: NOME DO PAÍS. data. n. os elementos que comporão a referência são: . decisão ou sentença. Seção 1. 111. 45. Dados da publicação que divulgou o documento. 2324.98. Nome da corte ou tribunal. Sentenças de Cortes ou Tribunais Quando for utilizado um documento legislativo nesta categoria. hábeas corpus). Data. 7. ESTADO OU MUNICÍPIO.3 Pareceres. Diário Oficial da União. 13 Set. Deferimento de habeas corpus. Diário Oficial da União. 2 maio 2003. Decisões. v. Albergaria Felinto Motta. 2002. 2002. Relator: nome. Ementa. os elementos que comporão a referência são: Chave: NOME DO PAÍS. Tipo e número do recurso. Do Supremo Tribunal Federal. Ementa ou acórdão. Promotoria da cidade de São Paulo e Antonio Pedro de Paranhos Neto. Exemplo: BRASIL. embargo. ESTADO OU MUNICÍPIO.2 Acórdãos. Decreto n. Dados da publicação que divulgou o acórdão. Exemplo: apelação. 7.98. 2. de 12 de setembro de 2002. p. coluna 3. n. Brasília.218.7. 45. 111. Seção 1. Título e número da lei ou decreto. p. coluna 3.

Exemplo: BÍBLIA. 2003.8. In: MONTEIRO. Nome do Livro da Bíblia.3. Ementa. número e data. Local : Editora. Inglês. Edição. Ano. Tradução ou versão. Título. 7. v. Língua.2 Partes da Bíblia Quando o documento utilizado for um dos livros da Bíblia. p. 2004. Direito internacional. Ano. Edição. São Paulo : Mc-GrawHill. 22th ed. C. indicação). 7. Dados da publicação que Exemplo: divulgou o documento.8 Bíblia 7. Tradução ou versão. Língua. Kings James Version. Consultor> Alceu Amoroso Lima. resolução. New York : LCD. Consultoria Geral da República.1 Bíblias Consideradas no Todo Quando o documento utilizado for a Bíblia em sua íntegra – toda ou quase toda a bíblia – os elementos que comporão a referência são: Chave: BÍBLIA. Tipo (parecer. 265-266. Relator ou consultor: nome. Exemplo: . Exemplo: BRASIL. Holly Bible. Local : Editora.156 Chave: AUTORIA (Instituição ou Pessoa).8. de F. 2324 de 31 mar. os elementos que comporão a referência são: Chave: BÍBLIA. 2001. Parecer n. Competência para extradição de estrangeiros que atuam nas instâncias do governo federal. Título.

2000. 7. Quando o documento utilizado for um catálogo. ed. Muito utilizados por pesquisadores de algumas áreas específicas. associação. 2001. Português. Catálogo. Londrina. Exemplo: HERCULES. são instrumentos de divulgação de informações atualizadas e precisas.9 Catálogos de Exposições. Mostra de pintura da UnisTest Mendel. M. Nota indicativa de catálogo quando não constar no título. Local.10 Entrevistas As entrevistas são excelentes ferramentas de pesquisa. realizadas na perspectiva científica.1 Entrevistas Não Publicadas Chave: AUTORIA (nome do entrevistado – aquele que concedeu a entrevista). os elementos que comporão a referência são: Chave: AUTORIA (instituição. quanto as publicadas. Ingresso de carteiras de negócio internacionais em instituições financeiras brasileiras. 7. Data. quando 7. Exemplo: ASSOCIAÇÃO PRÓ-ARTE DE LONDRINA. 35. elaboradas pelo pesquisador. Ano. Ementa da entrevista. A Bíblia Viva. Título do catálogo. Apocalipse.157 BÍBLIA. organização. Versão Antonio Pereira de Figueiredo. São Paulo : Paulinas. Tanto as Em geral.10. 2002. Local. etc. .). etc. Editores. São Paulo.

n. A.10.11 Projetos de Pesquisa Quando o documento utilizado for um Projeto de Pesquisa. 204-209. Entrevista.2. 23. p. Código do Projeto). v. Título da entrevista. Exemplo: HERCULES. São Paulo. projeto em andamento ou projeto concluído). Y. 112. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (Coordenador do Projeto). . 7.1230-1. São Paulo. Revista de Educação Física da UNIMAR. data de início. Nota de status (Se é anteprojeto. Exemplo: PEREIRA. v. A nota de entrevista ao final da referência deve ser omitida quando figurar no título. paginação. São Paulo. É possível indicar o nome do entrevistador na nota da entrevista. n. Entrevista concedida a Paulo Antunes Maia. a instituição e o local ao título. 2002. p. Nome e número do Programa – Título do programa. quando for de interesse do pesquisador. 2001.254.158 Quando a entrevista é concedida em função de cargo ocupado pelo entrevistado. Título do documento que publicou a entrevista. Cirurgias de redução do estômago. acrescenta-se o cargo. Local : Unidade executora. Exemplo: GRACIANO. Ingresso de carteiras de negócio internacionais em instituições financeiras brasileiras. 3. M. Entrevista concedida pelo Cherman do Commertz Bank no Unibanco Brasil. Título do Projeto. A era das academias. Dados completos da fonte que publicou a entrevista. Maio 2005. (Sigla da instituição mantenedora. Indicação de entrevista.2 Entrevistas Publicadas Chave: AUTORIA (nome do entrevistado – aquele que concedeu a entrevista). Revista de Medicina da USP. Jul-Ago. 7. Marília. 1.

Livro número. Ata da reunião do colegiado do Curso de Educação Física realizada em 21 de março de 2002. (Coord. de C. São Carlos. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (Instituição. Programa 116 – Gestões de ONGS. páginas inicial-final. notas de aula. Exemplo: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO. Título. Teoria quântica. 2001.159 Exemplo: ANDRADE.). Projeto concluído.12 Obras Inéditas (Documentos Não Publicados) Quando o documento utilizado não houver sido publicado. associação ou outro). os elementos da referência são: Chave: AUTORIA.). S. Exemplo: NEVES. U. Nota indicativa de origem do documento (palestra. etc.13 Atas de Reuniões Quando o documento utilizado for uma Ata de Reunião. 2001. (ong Viva Rio. Projeto 3635). Local. 31 mar. 15 p. São Paulo : ONG Viva Rio. Título e data. 7. . Livro 23. p. Atividades gestoras em ONGS. Hortolândia. Palestra proferida na Faculdade de Física da UFSCAR. 23-24. 7.

Escala 1:500.160 7. Escala. 115 cm. Número de unidades físicas : indicação de cor. Título do atlas. 2001. 1 mapa : color. Título. A única variação é o termo indicativo mapa ou globo e a dimensão que no globo será indicado o diâmetro em cm. Ano. 2004.. Atlas geográfico dos Estados Unidos da América. 1 globo : color. 7. São Paulo : LTF. Quando o documento utilizado for um mapa ou um globo.1 Mapas e Globos Mapas e globos são referenciados de forma muito semelhante. Exemplo: MAIA. Globo terrestre. .14. G. Local : Editora. globos. Washington. R.14 Documentos Cartográficos São documentos cartográficos os mapas. Local : Editora. GEOMAPAS. Ano. 78 x 88 cm.000.2 Atlas Quando o documento utilizado for um atlas.. 2004. Exemplo: GEOMAPAS. altura X largura. atlas.14. Relevo geográfico brasileiro. São Paulo : LTF. STILL.. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (autor e/ou editor). os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. 7. e similares.

vinil. R. São Paulo : Ática. 2002. Washington. 1 partitura (8 p. 7. Atlas. Se a palavra atlas não aparece no título do documento. 2004. Exemplo: DIAS. videodisco laser. Título. cassete. .15 Partituras Quando o documento utilizado for uma partitura. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor).161 Quando não há autor ou editor.) 7. Ano. Indicações complementares de responsabilidade. deve-se fazer a indicação ao final da referência. Número de partituras (quantidade de páginas). Nossa gente nossa música: ano 2002. Local : Editora. 2001. São Paulo : UNASP. Exemplo: ATLAS histórico dos Estados Unidos da América. Exemplo: GEOGRAFIA do Brasil: relevos e fronteiras.16 Gravações Sonoras São documentos em gravação sonora: CDs. a referência será iniciada pelo título do atlas.

1 Discos Compactos Áudio – CD Áudio Quando o documento utilizado for um CD para áudio (somente aparelho de música). 2001. HANDEL. a Referência se iniciará pelo título. estéreo. . Grupo Vocal VP. Regina Mota. R. Título. estéreo. Número do disco. será iniciada pelo(a) intérprete. 7. J. 2000. 1 disco (45 min) : 331/3 rpm. regente. Executante. 2 Cd (96 min). Orquestra Filarmônica de Frankfurt. Número de discos (tempo de gravação em minutos) : número de rotação(ções) por minuto. 2001. Digital. Local : Gravadora. Título. 2320-9-80. Executante. Número de CDs.162 7. Ano. 20030-2-1020. sulco ou digital. estéreo. número de canais sonoros. Exemplo: PARALAMAS DO SUCESSO. Em caso de coletânea. microssulco. número de canais sonoros. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). Toronto : WCA Music. Exemplo: MOTA.16. 9 luas. se necessário. 1 CD (50 min) : digital. D223 S145 12/89. F. Prá cima Brasil. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). Nova Friburgo : ADSAT. O Messias.16. Klein. Ano. Rio de Janeiro : Odeon. Número de CDs (tempo de gravação em minutos) : tipo de gravação. Local : Gravadora. G.2 Discos de Vinil Quando o documento utilizado for um disco de vinil.

3 Videodisco (Laser) Quando o documento utilizado for um videodisco laser (ou CDL). após a data. microssulco. São Paulo : RCA. 89208347. UO-34-598. Caso o pesquisador utilize apenas um dos lados do disco. Local : Gravadora. Chuva de bênçãos. estéreo. Ano.16. número de canais sonoros. Número de unidades físicas (duração em minutos) : laser. R. 1 videodisco (35 min) : laser. Título.163 Exemplo: FONSECA. Chuva de bênçãos. R. Exemplo: . Número do disco. 2004. 2004. Ano. A glória e magestade. Local : Gravadora. microssulco. 7. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (compositor). Lado B. neste caso. Executante. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. deve ser feita a designação Lado A ou B. 7. 1 disco1 (40 min): 331/3 rpm. Número de unidades físicas (duração) : tipo de gravação. São Paulo : RCA. Título.16. Exemplo: FONSECA. Exemplo: CORAL CARLOS GOMES. 2001. estéreo.4 Cassetes Quando o documento utilizado for um cassete sonoro. estéreo. São Paulo : RCA. 89208389. somente este lado deve ser referenciado e. 4 discos (240 min): 331/3 rpm.

12 mm. legendado (leg. rolo). 1 cassete (100 min) : son. sonoro (son. Direção de Williams Costa Júnior. indicação de cor. 1 cassete (45 min) : son. • Sistema de Gravação para Vídeo: deve-se registrar o sistema utilizado (VHS. cartucho. Ano. Direção de. . cassete. NTSC. estéreo. 1997. Sistema de gravação. Betamax). largura e milímetros. conforme o caso. APL-M. Observações: Os dados de descrição física de filmes cinematográficos e gravações em cassete devem ser registrados assim: • Número de unidades físicas: deve-se utilizar os termos (bobina. Exemplo: SEMÕES do pastor Stina.1 Gravações em Cassetes Quando o documento utilizado for uma gravação em cassete. Local : Distribuidora. Zilda e Elias Azevedo e os Pequenos Cantores da Colina.17 Filmes e Gravações em Cassetes 7. São Paulo : INC.. Cristo ama as criancinhas. E. . • Tempo de projeção: deve ser indicado em minutos. VHS NTSC. • Dimensão: deve-se registrar a bitola (largura) em milímetros (mm) ou polegadas (pol). conforme o caso.. Rio de Janeiro : Está Escrito. para colorido.17. Número de unidades físicas (duração em minutos) : indicação de som (legenda ou dublagem).). os elementos da referência são: Chave: TÍTULO. AZEVEDO.164 AZEVEDO. Z. • Características de som: deve-se indicar: mudo. 7. 2002.).) ou dublado (dubl. • Cor: deve-se utilizar as abreveaturas p & b para preto e branco ou color.

2003. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA.000. a utilização deste material é muito comum entre pesquisadores de algumas áreas específicas do conhecimento. Número de unidades físicas. 35 mm. 2 microfichas. São Paulo: NCN: color. 3 v. Slides e Diafilmes Também chamadas de Microformas. Exemplo: MONTEIRO. dimensão em centímetros. Título. 2 v.165 7. São Paulo : LTC. Ano. 5 x 5 cm.18 Microfilmes. Local : Editora. Microfichas. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Número de unidades físicas. Exemplo: CARVALHO. Quando o documento utilizado for um slide. Ano. de S. Trigonometria euclidiana. São Paulo : LTC. de S. Geografia do Brasil. Título.. redução de 1. Local : Produtor. 1 bobina de microfilme. Exemplo: MOURA. D. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. . I. largura em milímetros. Local : Editora. Quando o documento utilizado for uma microficha. Ano.24. Título. I. Quando o documento utilizado for um microfilme. Paleontologia. 2004. Número de slides : indicação de cor. redução.

35 transparências : p & b. dimensões. Título. 35 mm. Número de unidades físicas : indicação de cor. 2005. Ano. Local : Editora.166 Quando o documento utilizado for um diafilme. Hidrografia da região nordeste do Brasil. Número de unidades físicas (número de fotogramas). São Paulo : Melhoramentos. 500 anos de história da Educação. Local : Produtor. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Título. 7. Ano. 1 diafilme (78 fotogramas). largura em milímetros.20 Fotografias Quando o documento utilizado for uma fotografia. W. Rio de Janeiro : IBGE. S. 2002. Número de unidades físicas : indicação de cor. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Ano. Título.19 Transparências Quando o documento utilizado for uma transparência. Exemplo: VICENTE. Exemplo: . Exemplo: BARBOSA. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA (fotógrafo). 7.

V. Local : Editora. Fotógrafo René Monges. 7. Exemplo: FISIOLOGIA da mão. os elementos da referência são: Chave: TÍTULO. seguido do título da obra. os elementos da referência são: . Moisés. Fotógrafo René Monges. : color.) : p & b. : p & b. Somente então é indicado o nome do fotógrafo e demais dados: Exemplo: MICHELANGELO. 1 fot. 2001. 1 fot. Estrutura em concreto protendido. por exemplo).21 Pôsteres Quando o documento utilizado for um pôster. . Belo Horizonte : UFMG. 15 x 18 cm. Dois nobres na corte. 7. este dado antecederá o número de fotos. 2001. Exemplo: RAFAEL.22 Cartas Quando o documento utilizado for uma carta não publicada. Ano. 2004. 1 álbum (50 fot. Fotografias de obras de arte terão a referência iniciada pelo nome do autor da obra. Número de unidades físicas : indicação de cor. 15 x 18 cm. Se o pesquisador houver utilizado uma coleção de fotografias com suporte físico próprio (álbum. 2004. 1 pôster : color. 18 x 36 cm.167 ALMEIDA.

2 f. Carta ao filho William. G. 1899. E. os elementos da referência são: Chave: NOME COMERCIAL DO MEDICAMENTO: nome genérico. mês e ano). 2002. G. São José do Rio Preto : NOVACIL Farmacopédia. Exemplo: WHITE. Descrição física Exemplo: WHITE. Marilena Almeida Gomes. Tatuí : CPB. Local (dados complementares da publicação). data (dia. 7. Quando o documento utilizado for uma carta publicada.23 Bula de Remédio Quando o documento utilizado for uma bula de remédio. Título da publicação. Bula. Cartas de Ellen White escritas aos jovens da igreja. 789 p. 17 out. viajando na Suíça. Local. Ementa da carta. Ano. Local : Laboratório/Fabricante. 2001. Mensagens aos jovens. E. Exemplo: SINTROYD: tiroxina.168 Chave: AUTORIA DA CARTA. Berna. Nota indicativa de bula. . os elementos da referência são: Chave: AUTORIA DA OBRA ONDE A CARTA FOI PUBLICADA (Indicação de responsabilidade do autor) Ementa da carta. Responsável técnico.

os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. os Softwares. . R. Título. v. Local. Custódia (depositário). etc. E. 2001. relatório. as fitas magnéticas e os CD-Roms. Indicação de disquete e dimensão do mesmo. periódicos. T. 7. Dados complementares da fonte da informação (livro. D.). jan. Jornalista de Hoje. os disquetes. Exemplo para Livro em Disquete: FURTADO. periódicos. Ementa. WALMOR. 1 disquete 31/2 . . As informações oriundas deste tipo de fonte (mesmo quando livros.24 Informações e Documentos Eletrônicos São considerados documentos eletrônicos os Arquivos Eletrônicos. Saberes e discursos sobre educação especial: uma análise comparativa.169 7. Extensão. Programa gerador.) receberão tratamento específico no momento de sua referenciação. 77-79. São Paulo : EDUSP. Ética na propaganda. Nome do arquivo. SAMPAIO. Fortaleza. 2004. de H. etc. Descrição física.34.2 Arquivos Eletrônicos Quando o documento utilizado estiver registrado em um arquivo eletrônico – de dados e textos criados no computador – os elementos da referência são: Chave: AUTORIA DO ARQUIVO. 7. p.1 Disquetes e Similares Quando o documento utilizado estiver registrado em um disquete. mês e ano).24.24. Exemplo para Periódico em Disquete: PEREIRA. data (dia. 1 disquete 31/2 . 2. n. .

170 Exemplo: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO/Campus HT. Projects for Windows XP. Conjunto de softwares: 8 disquetes 3 ½ . Ano. 5 fitas magnéticas DAT 2GB. 2002. Chicago. 2002. tipo de suporte. Chicago. Nome do programa e versão. 3 disquetes 51/4pol. 13 out. contendo diferentes tipos de materiais e estejam sendo mantido juntos – por necessidade – os elementos da referência são: Chave: AUTORIA. Exemplo: MIROSOFT CORPORATION. 5 disquetes 51/4pol. Curso de Pedagogia. Descrição física. Descrição física. Exemplo: MIROSOFT CORPORATION. Hortolândia. Notas: indicação dos elementos que compõem o conjunto de softwares. Local : Editor/Produtor. Chave: AUTORIA DO PROGRAMA. elaborado para utilização a partir de 2003. Local. Biblioteca Universitária. 2005. Nota indicativa sobre aplicação do programa. Windows XP. Título e versão. Projeto pedagógico do curso. Ano. tipo de suporte. 4mm. Windows Se o documento consultado for um conjunto de softwares. 2 folhetos e 1 manual. Projeto Pedagógico. . 2005.

Local. ao referenciar as informações contidas em um CD-ROM. Título. completa. 4mm. São Paulo : UNASPRESS. faz-se a indicação da mídia onde está contida a informação. levar-se-á em conta. poderão estar registrados livros.4 CD-Rom. 24 CD-ROM • Partes de Livros: Faz-se a referência da parte do livro. . Rio de Janeiro. E. Local. Fita magnética DAT 3GB. Quando o documento utilizado for um CD-ROM. indica-se em quantos CD-ROM está contido o livro. e ao final. e ao final.171 7. capítulo. indica-se em quantos CD-ROMS está contido o livro. Exemplo: SOCIEDADE BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA. Estudos de fisiologia do movimento dos membros inferiores em humanos na faixa etária de 0 a 10 anos. Chave: AUTORIA. 2001. Ano. fragmento. Sermões para todas as ocasiões. Exemplo: GIROTO.24.24. dimensão. Assim. eventos. 7. periódicos. Título. Indicação de fita magnética. dimensão. 2003. que possui grande capacidade para armazenar textos e imagens. os elementos da referência são: Chave: AUTORIA.3 Fitas Magnéticas e Similares Quando o documento utilizado for uma fita magnética. etc. Ano. Base de Dados e Similares No CD-Rom. Indicação de fita magnética. os elementos da referência variarão conforme o caso: • Livros no todo: Faz-se a referência do livro. a fonte original da informação e em seguida.

br/~alemao/autodidata. 2004. Título. Disponível em: <endereço eletrônico> Acesso em: data (dia. 1 CD-ROM. para qualquer outra situação – por exemplo: eventos. M. Rio de Janeiro : McGraw-Hill. mês. L.html> Acesso em: 23 set. Disponível em: <http://risc. publicações periódicas. Estudo do idioma alemão no Brasil: pesquisa da USP nos Estados 2005.tche. do Sul. ano). etc – faz-se a referência conforme o tipo de fonte e em seguida a indicação de CD-ROM. . História da Arte no Velho Mundo. K. Exemplo de documento não publicado: XIMENES. relatórios.172 Exemplo: FRANCCESCO.unijui. Seguindo este raciocínio. Fonte (se for documento também publicado).25 Fontes Eletrônicas Online São aquelas disponíveis e acessíveis via protocolos: • E-mail (comunicações pessoais) • http (usado pelo www) • ftp • Gopher • Telnet • Listas de Discussões As informações oriundas deste tipo de fonte têm como elementos da referência: Chave: AUTORIA. 7. A história da arte contemporânea na Europa do século XIX. In: BUCCO.

usp. Anais do Sétimo Encontro Anual de Iniciação Científica do UNASP Campus SP. 2005. Belo Horizonte : JKL. 2002. In: ENAIC.br/enaic 7.html> Acesso em: 21 jan. Exemplo para eventos científicos: KONNOR. O relacionamento enfermeiro(a) e familiares de pacientes terminais. Disponível em: <http://www. V. 7. . observa-se o seguinte padrão: fazse a referência do documento – do autor/título até a data – e na seqüência a indicação de disponibilidade e acesso.173 Exemplo de documento publicado: FARIA.. 234 p. U. Disponível em: <http://unasp. 2005.fisica/segundograu. 2005.html> Acesso em: 01 out. Para publicações periódicas online. São Paulo. Física para segundo grau.edu.

afins e até mesmo de fomentadores de pesquisa.br O Pôster científico é um veículo de divulgação apropriado em qualquer evento.174 PÔSTER PARA EVENTOS CIENTÍFICOS Eliethe Xavier de Albuquerque eliethe. desperta o interesse de pesquisadores iniciantes. Equivoca-se aquele que não vê num Pôster científico oportunidades semelhantes às oferecidas por mídias como a TV e a Internet (ALBUQUERQUE.edu. . Bem elaborado.albuquerque@unasp. Para trabalhos em fase de conclusão ou já concluídos. 2005).

um resumo. objetiva-se que seja exposto em algum lugar ou em algum evento. um pôster – chamado por alguns de banner. o ato de pesquisar. se as oportunidades assim permitirem. Os coordenadores responsáveis pelo evento ou central de exposições. 8. concomitantemente. o primeiro passo nesta direção será “pensar” o pôster! A função do pôster é apresentar dados relevantes de uma pesquisa. elas informam sobre: . instruções e normas que condicionam tal participação.1 Ler as Instruções Quando se elabora um pôster. As opções para a efetivação desta divulgação podem ser as conhecidas monografias. e para a sociedade. serão apresentados a seguir alguns parâmetros a serem considerados na elaboração de um Pôster Científico. as oportunidades para divulgação determinarão de quantas destas opções o pesquisador se utilizará para comunicar e divulgar o seu trabalho. ou ainda um artigo científico. dissertações ou teses – a depender do tipo de trabalho desenvolvido. chegando-se às considerações finais. redigir. chega-se também ao momento de registrar. qualidade de conteúdo e de forma! A partir desta perspectiva. a fim de que o mesmo seja divulgado entre as comunidades científica e acadêmica. disponibilizam. Se a opção de divulgação for o pôster. Em geral. um paper. Em geral.175 8 PÔSTER CIENTÍFICO Concluído o trabalho de pesquisa propriamente dito. Isto implica qualidade. juntamente com a oportunidade de participação. É importante lembrar que o trabalho poderá ser divulgado em mais de uma forma. de forma sintetizada. o trabalho. Esta síntese deverá ser construída de tal forma que desperte a atenção das pessoas que poderão ser beneficiadas com o novo conhecimento em divulgação.

50m. fitas adesivas. 8. Um pesquisador prevenido garantirá que o seu trabalho esteja afixado desde os primeiros momentos da exposição. considerações finais e referências bibliográficas.1 Conteúdo O que se espera do pôster em termos de conteúdo é muito semelhante às expectativas para os demais meios de divulgação de pesquisas acadêmicas: Introdução.3 Local As equipes experientes informam aos interessados o local onde o pôster será exposto e quais são as condições destes locais. 8.1. 8. objetivos. dificuldades no momento da exposição. Caso isto não ocorra. dados coletados. isto garantirá ao interessado elaborar o seu pôster em material adequado às condições locais. considerando-se o espaço disponível para cada participante. taxinhas. análise e discussão dos dados. o pesquisador deverá investigar este detalhe.176 8.2 Tamanho As dimensões do pôster são divulgadas.1. metodologia. . evitando assim. justificativas. etc. É fundamental estar atento a esta informação e respeitá-la para evitar dificuldades no momento da exposição.4 Fixação O local e as condições infra-estruturais definirão o tipo de fixação que o pôster exigirá: prego. geralmente variam entre 60cm X 80cm a 1.1.1.20m X 1.

caso contrário. a estrutura básica do conteúdo será a mesma – partindo da introdução e chegando às considerações finais ou conclusão. Afinal..1. tabelas. os elementos extremamente relevantes.8 Utilize-se dos elementos básicos O Pôster será composto de TEXTOS.. 8.) e IMAGENS (desenhos. estatísticas. Atenção a este item evitará perdas de tempo e até mesmo o furto do pôster.177 8.. Todavia.1.5 Horário É fundamental estar atento a este detalhe. o pesquisador poderá afastar o seu público em potencial. diagramas. é fundamental que o pôster não contenha excesso de informações. fotos. o envolvimento faz com que considere cada detalhe significativo.1. 8.6 Evite os excessos de informação Mesmo o pesquisador experiente pode ter alguma dificuldade para “pinçar” do conteúdo de sua pesquisa.1.7 Respeite a estrutura básica dos trabalhos científicos Não importa a forma da divulgação. . de modo a apresentar sob a forma de pôster.. Este cuidado é exigido tanto para a fixação quanto para a retirada. por parte dos “aficionados” pela temática trabalhada.). 8. especialmente quando houver mais de uma sessão de exposição. ilustrações. os resultados de seu trabalho. ao invés de conquistá-lo e prender a sua atenção. DADOS (gráficos.

1. o essencial é indispensável! .silvio@netcom.178 8.9 Elementos de identificação As primeiras informações expostas no Pôster serão: O TÍTULO DO TRABALHO (todo em caixa alta). considera-se: 8. endereço para cont@to. Instituição de Origem.edu.1 Quantidade de conteúdo Nem muito nem pouco.com Silvio Almeida Júnior (Orientador) Docente no Centro Universitário Adventista de São Paulo – Disciplina: Informática aplicada almeidajúnior.2. Autor(es).br 8.2 Texto Sobre o texto. Exemplo: EDUCAÇÃO DIGITAL INCLUSIVA Antonia Lima Souza Aluna do 3º sem. Orientador. de Pedagogia Centro Universitário Adventista de São Paulo alsouza@hotmail.

pode-se fazê-lo. acadêmica e cidadã.5 Diagramação Este é um fator de grande importância. conforme a localização do texto no pôster). Ao invés de textos corridos. quando em posição vertical (após a fixação do pôster no local de exposição). leves. o texto disposto em colunas. Compare os exemplos a seguir: .2. as Considerações Finais merecem destaque em relação ao restante do texto.2.179 8. pois pode afastar ou atrair os possíveis interessados na temática pesquisada. “descansa a vista” do leitor.com. eles devem ser distribuídos em colunas. Textos com alinhamento centralizados ou justificados devem ser evitados.2 Presença dos elementos básicos Já referidos anteriormente. devem estar expostos de forma sucinta. Além disto.. pois dificultam a leitura. 8. Exemplo: Referências Bibliográficas: Ver alsouza@hotmail.. elas são “o presente” do pesquisador para as comunidades científica. sempre com alinhamento lateral (à esquerda ou à direita. 8. pesados. 8.3 Destaque especial Na exposição do conteúdo.2. todavia.2.4 Referências Devem ser indicadas e com o devido destaque. se na exposição for necessário optar entre estas e outros conteúdos do texto. desde que se indique onde o interessado poder conferi-las. mas com clareza.

etc. Maksdk adkçals kdlçksdl çkaksdçl kaslçdk açsdkalç sdklçask dl.6 Cuidado com as Fontes O texto deve ser redigido utilizando-se fontes (modelos de letras) simples. Qkdjaksj kdjaklsjdj askldjklas jdkljaskld jklasjdlaj dkljalsjlas jk. o texto de conteúdo deve ser redigido com fonte em tamanho 25. Times New Roman (TNR). 8.180 Maksdkadkçalskd lçksdlçkaksdçlkaslçdkaç sdkalçsdklçaskdloaspdo pasodpospdoasdjksdkljl çksjdklsjdkljsdlj. Quanto ao tamanho. Century. Nalskdlç ksdlçka ksdçAlk aslçdkaç sdkalçsd klçuonii ooiooiioi ask. Evitem-se fontes artísticas ou rebuscadas. Neste caso. O texto em CAIXA ALTA – tudo em maiúsculas – deve ser utilizado apenas para títulos. .7 Uso de Ilustrações É importante e necessário. se a figura for colocada em resolução normal.mlçdka çsdkçlsdçksdlçkslçdkçs dkçlskdçksdlçksdçlkçsd kçlskdlçkasdçlksçdksç. Exemplo: Mfklsdfkljsdfj askldjfklasjdfk lsdjfkljasdklfjs ldkfjlskadjflka sdjflkjasdklfjsl adkfjklsdjfklja sdklfjasldfkjas ldkfjk. mas é preciso respeitar alguns parâmetros: • Figuras de Fundo – Podem ser utilizadas. o texto deve vir à margem da figura.2. Mofkçsld kfkslçdfk çskfpopoo pppdasid opaispdas çsdsdkak dçak. à esquerda ou à direita. nunca deve ser colocada sob o texto.2. preferencialmente elas devem aparecer sob a forma de “marca d´agua”. há ainda a opção de vir acima ou abaixo. 8. Recomenda-se usar o mesmo tipo de fonte em todo o conteúdo do pôster. desde que não prejudiquem a leitura do texto. tipo: Arial. com traços retos. no mínimo.

181 • Cuidados com a Resolução – É comum encontrar trabalhos com baixa qualidade na resolução de textos ou ilustrações, por variados motivos: “o cartucho acabou bem na hora...” “a impressora deu defeito...” “Tenho dificuldades para usar o computador...”. Todavia este tipo de justificativa não é aceito; apenas demonstra que o pesquisador foi relapso neste sentido. • Não usar ilustrações do CLIPARTS – As ilustrações oferecidas por estes recursos têm a finalidade de facilitar o dia a dia das empresas, e não são adequadas para ilustrar trabalhos científicos. Para estes, além das tabelas e gráficos, podem ser utilizadas fotografias ou desenhos personalizados (elaborados especialmente para ilustrar aquele trabalho).

8.3

Composição artística
A divulgação do trabalho científico objetiva, inclusive, atrair aliados à

pesquisa, e deve utilizar dos melhores recursos disponíveis para tal. Entre estes recursos, os da composição artística. Mesmo na mais livre composição artística, existe princípios que devem ser observados, a fim de que a arte também comunique. São eles:

8.3.1 Alinhamento
Sobre este item, em vários dos tópicos anteriores já existem orientações e referências indicativas de uso.

8.3.2 Simetria e Equilíbrio
Os conteúdos expostos no pôster – texto e imagens – devem obedecer aos princípios da harmonia simétrica, ou seja, um lado não deve ter mais conteúdo que o outro.

182

8.3.3 Ordem
Os conteúdos devem ser apresentados na ordem estabelecida para os elementos básicos – introdução, objetivos, justificativas, metodologia, dados coletados, análise e discussão dos dados, considerações finais, referências bibliográficas.

8.3.4 Oposição e Contraste
São princípios que auxiliam na percepção dos detalhes. branco; figuras claras sobre fundo escuro e vice versa. Tanto para

ilustrações quanto para textos. Por exemplo: Texto na cor preta, em fundo

8.3.5 Simplicidade
Os excessos de toda natureza são dispensáveis! Muita ilustração, muita informação, muito colorido, falta de colorido, pouco texto, muito texto... esses extremos provocam o desinteresse do possível interessado na temática da pesquisa apresentada sob a forma de pôster. A simplicidade é elegante, e sempre bem vinda em qualquer situação que envolva a ciência.

8.4

Dicas Tecnológicas
Para elaborar o pôster, os programas mais apropriados são:

PowerPoint, CorelDraw, PhotoShop, Ilustrator, FreeHand. Sabendo utilizálos, os resultados são sempre gratificantes! Mas, cuidado: o que se vê na tela do computador não é, necessariamente, igual ao que se verá impresso. Devese testar a impressão com antecedência. É recomendável ter sempre à mão uma cópia do pôster, para servir-se dela em caso de emergência.

8.5

Divulgação Eletrônica
Se pretender divulgar o Pôster na Rede deve-se utilizar o padrão:

183 • Formato: jpg • Largura: 600x900 pixels • Resolução: 72 dpi

8.6

Vale Lembrar
Não se deve deixar para elaborar o pôster na última hora; “deixar

descansar a massa do pão possibilita maciez e rendimento.” Recomenda-se deixar o pôster “descansar” um ou dois dias, antes de ser impresso. credibilidade. Os erros mais freqüentes em posters são: • Dificuldade de ler o pôster a uma distância de 1,20m ou mais porque a fonte ficou pequena (menor que 25); • Excesso de informações; • Objetivos e conclusões não destacadas. A recomendação da American Gastroenterological Association (AGA) é: Cabeçalho: Cabeçalho deve empregar no mínimo fonte 150 pontos (33 mm), indicando o título do trabalho, autor(es) e instituição. Texto: Letras do texto devem empregar fonte com 36 pontos (10mm). Destaque as seções: Numerar ou destacar cada seção para guiar o leitor do pôster. O uso de cores é um método efetivo de separar as seções e garantir um impacto visual. Mas, é importante verificar se a combinação de cores não prejudica a leitura. Desenvolvimento: O pôster deverá incluir 3 a 5 breves sentenças destacando as informações necessárias para compreender a pesquisa e porque foi feita. As questões da pesquisa ou as hipóteses de trabalho a serem testadas devem ser clara e sucintamente apresentadas. Isto possibilita a correção dos “erros invisíveis” garantindo a qualidade – irmã da

Assim. de uma PESQUISA BEM REALIZADA. (Muitos leitores lêem isso primeiro. em fonte maior. especialmente o iniciante. Conclusões: Apresentar as conclusões sucintamente. apresentando apenas detalhes de novos métodos ou modificações de métodos já utilizados. BUSCAR O .184 Metodologia: Destacar brevemente a metodologia. Recomenda-se ao pesquisador. o pôster é apenas uma conseqüência possível. Como foi dito a princípio. gastar tempo E em todo o processo. Gráficos: Resultados apresentados sob a forma de gráficos são muito mais efetivos do que blocos de texto. e incluía a interpretação dos resultados abaixo de cada gráfico. Usar legenda para símbolos. as conclusões devem ser facilmente identificadas e compreendidas). LENDO SOBRE O TEMA escolhido. APOIO DO ORIENTADOR! Dedicação é a palavra de ordem.

índice. repertório. 2006).185 BIBLIOGRAFIA [.. Embora a palavra bibliografia só tenha surgido em 1633. papel. argila. inventários. A primeira bibliografia publicada data de 1494 (Liber de scriptoribus ecclesiasticis). sobre um assunto ou dentro de uma disciplina.. a atividade que ela designa remonta à antiguidade: catálogo. metal. escritos.) sobre determinado assunto ou de determinado autor.] bibliografia é um registro de documentos. . inventário. e todas as formas pelas quais os eruditos têm procurado reunir. papiro. à informação mais completa (BIBLIOGRAFIA. etc. impressos ou quaisquer gravações em variados meios (madeira. livros. que venham a servir como fonte para consulta.

Rio de Janeiro : ABNT. 23-27. ANDRADE. Revista de Educação da IASD. NBR 6027. NBR 6022. 2002a. 2001. p.elaboração de referências . _____________. Informação e documentação – resumo – apresentação. 2.186 ALBUQUERQUE. Conteúdo de aula. 2002. de. Informação e documentação – trabalhos acadêmicos – apresentação. Rio de Janeiro : ABNT. v. 3. 2002b. 2002. _____________. _____________. M. _____________. Introdução à metodologia do trabalho científico. O currículo da teoria não. . Informação e documentação – citações em documentos . Docência no Ensino Superior) – Departamento de Pós-graduação em Educação. NBR 14724. 5. Campinas. São Paulo : Atlas. Informação e documentação – sumário – apresentação. _____________. M. 2005. 2002. Como elaborar posters científicos. Rio de Janeiro : ABNT. NBR 6028. NBR 6023. ed. São Paulo : UNASP. 2002.apresentação. n. E. Rio de Janeiro : ABNT. 2002. 245 f. jan. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 2002. Rio de Janeiro : ABNT. _____________. 174 p. Teoria do currículo sim. Informação e documentação – Numeração progressiva das seções de um documento escrito – apresentação. de. A Atuação do docente de ensino superior na formação de graduandos para o pensar cientificamente. Campinas. X.apresentação. PUCCAMP. Informação e documentação . Dissertação (Mestrado em Educação. NBR 10520. _____________. Rio de Janeiro : ABNT.

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