ACIONAMENTO DE MÁQUINAS ELÉTRICAS USANDO CLP SIEMENS S7-212

Laboratório de Eletrotécnica

tanto da indústria automobilística como de toda a indústria manufatureira. aplicados às práticas de acionamento elétrico de motores de indução. Nascia assim um equipamento bastante versátil e de fácil utilização. Segundo a NEMA (National Electrical Manufactures Association).PRÁTICAS DE ACIONAMENTOS ELÉTRICOS DE MOTORES COM O USO DE CLP (Controlador Lógico Programável) TÓPICOS APRESENTAÇÃO DO CLP HISTÓRICO DEFINIÇÕES TÉCNICAS FUNCIONALIDADES PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO COMPONENTES BÁSICOS SOFTWARE CONCEITOS BÁSICOS DA LINGUAGEM LADDER APLICAÇÕES (PRÁTICAS DE LABORATÓRIO) CHAVE DE PARTIDA DIRETA CHAVE DE PARTIDA REVERSORA CHAVE DE PARTIDA ESTRELA-TRIÂNGULO CONCLUSÃO. que vem se aprimorando constantemente. da SIEMENS. bem como três práticas de laboratório. APRESENTAÇÃO DO CLP Esta apostila tem como intuito trazer conhecimentos básicos do uso do CLP SIMATIC STEP 7. muita coisa evoluiu nos controladores lógicos. Abordaremos uma breve descrição do equipamento. principalmente em termos de software e de hardware. devida grande dificuldade que havia para mudar a lógica de controle de painéis de comando ao se alterar a linha da montagem. È um aparelho eletrônico digital que utiliza uma memória programável para armazena internamente . Esta evolução está ligada diretamente ao desenvolvimento tecnológico da informática. Desde seu aparecimento até hoje. é um equipamento eletrônico digital com hardware e software compatíveis com aplicações industriais. desde seu histórico até os seus componentes e o software de programação. Para resolver essa dificuldade. Por fim serão apresentadas as suas possibilidades de aplicação. HISTÓRICO O controlador lógico programável nasceu na indústria automobilística americana. DEFINIÇÕES TÉCNICAS Segundo a ABNT (Associação Brasileira de Normas técnicas). foi preparada uma especificação das necessidades de muitos usuários de circuitos e relés. Essa mudança exigia muito tempo e dinheiro.

vários tipos de máquinas ou processos. !"Sua manutenção é mais fácil. ESQUEMA BÁSICO FUNCIONAL . !"Permite maior rapidez na elaboração do projeto do sistema. pode-se utilizar inúmeros pontos de entrada de sinal. contagem e aritmética. permitindo alterar os parâmetros de controle. De acordo com a lógica interna de programação. com maior confiabilidade. sequenciamento. !"Oferece maior flexibilidade. As vantagens dos controladores lógicos programáveis em relação aos sistemas convencionais são: !"Ocupam menos espaço. o CLP reage aos sinais de entrada. para controlar pontos de saída de sinal (cargas). Permitem desenvolver e alterar facilmente a lógica para acionamento das saídas em função das entradas. temporizarão. É composto de módulos de entradas e saídas digitais ou analógicas e uma UCP (Unidade Central de Processamento). por meio de módulos de entradas e saídas. !"Requerem menor potência elétrica. PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO Podemos dizer que o CLP é um “microcomputador” aplicado ao controle de um sistema ou de um processo. controlando. !"Podem ser reutilizados. FUNCIONALIDADES Os Controladores Lógicos Programáveis (CLP’’s) são equipamentos eletrônicos de última geração. !"São programáveis. Desta forma.instruções e para implementar funções específicas. tais como lógica. definida pelo usuário através de software específico. !"Permitem interface de comunicação com outros CLPs e computadores de controle. utilizados em sistemas de automação flexível. impondo respostas às suas saídas.

CICLO DE VARREDURA DAS INSTRUÇÒES LÓGICAS COMPONENTES BÁSICOS LED’s de Status de Funcionamento das Saídas LED’s de Status de Funcionamento Saídas UCP Entradas LED’s de Status de Funcionamento das Entradas .

É composto por uma área de trabalho onde são executadas as programações utilizando blocos de funções pré-determinadas. Blocos Temporizadores. o CLP encontra-se desativado. Caso alguma acenda.5.0 a Q0. LED’s de Status de Funcionamento: São leds indicativos de funcionamento do CLP. como contatos secos abertos NA. perfazendo 6 saídas analógicas.7. perfazendo 8 entradas analógicas. dispostas em bornes de conexão na parte superior do corpo do CLP. No modo RUN. indica que o sinal desta saída está em um nível lógico ALTO ou 1 (Ex: Sinal de Tensão de 220 V). indica que o sinal desta entrada está em um nível lógico ALTO ou 1 (Ex: Sinal de Tensão de 24 V). TELA DO SOFTWARE STEP 7 . No modo STOP. contatos secos NF. São numeradas de Q0. o mesmo indica um nível lógico de entrada BAIXO ou 0 (Ex: Sinal de Tensão 0 V) LED’s de Status de Funcionamento das Saídas: São leds indicativos de funcionamento das saídas de sinal do CLP. memórias e drivers instalados internamente do corpo do CLP. Já se o led estiver apagado. Já se o led estiver apagado. o equipamento está executando o programa lógico. LED’s de Status de Funcionamento das Entradas: São leds indicativos de funcionamento das entradas de sinal do CLP. São numeradas de I0.0 a I0. o mesmo indica um nível lógico de saída BAIXO ou 0 (Ex: Sinal de Tensão 0 V) SOFTWARE O software de programação utilizado pelo CLP Siemens Simatic S7 – Série 200 (CPU 212) é o Step7. Blocos Contadores. antes programado e enviado pelo cabo serial de um microcomputador. Saídas: São compostas de contatos tipo seco NA. entre outros. dispostas em bornes de conexão na parte inferior do corpo do CLP.Entradas: São compostas de contatos tipo seco NA. Caso alguma acenda. UCP: É composta essencialmente por circuitos eletrônicos.

esta linguagem é denominada linguagem de contatos ou simplesmente LADDER. as práticas desenvolvidas estão baseadas na linguagem Ladder por ser esta de fácil compreensão e extremamente prática e simples. como Linguagem Ladder. seqüenciais e circuitos que envolvam ambas. A linguagem Ladder permite que se desenvolvam lógicas combinacionais. utilizando como operadores para estas lógicas: entradas. CONCEITOS BÁSICOS DA LINGUAGEM LADDER: Os CLP vieram a substituir elementos e componentes eletro-eletrônicos de acionamento e a linguagem utilizada na sua programação é similar à linguagem de diagramas lógicos de acionamento desenvolvidos por eletrotécnicos e profissionais da área de controle. Ao decorrer desta apostila.Este software permite utilizar cerca de 3 tipos diferentes linguagens de programação. A Tabela abaixo exemplifica 3 dos principais símbolos de programação. estados auxiliares e registros numéricos. saídas. ANALOGIA ENTRE A LÓGICA DE BOOLE E A LINGUAGEM LADDER . Diagrama de Blocos e Listas de Instruções.

Abaixo.0 é energizada. o que representa a função NOT (NÃO). Ao acionarmos B1.0 e a lâmpada está ligada à saída Q0.Para entendermos a estrutura da linguagem vamos exemplificar o acionamento de uma lâmpada L a partir de um botão liga/desliga.0 é acionado e a saída Q0. Também poderemos utilizar estes conceitos para desenvolver outras lógicas. normalmente aberto.0. I0. como por exemplo a lógica AND (E). o programa e as ligações no CLP. o esquema elétrico tradicional. abaixo representada: Ou ainda a lógica OR (OU). O botão B1. está ligado a entrada I0. abaixo representada: . Caso quiséssemos que a lâmpada apagasse quando acionássemos B1 bastaria trocar o contato normal aberto por um contato normal fechado.

Quando se desejar desligar o motor. Ao acionar o LIGA. DIAGRAMA UNIFILAR DE COMANDO E FORÇA . o CLP acionará uma entrada para o mesmo fazer atuar uma de suas saídas com um nível lógico de tensão alto a fim de acionar a bobina do contactor principal.APLICAÇÕES (PRÁTICAS DE LABORATÓRIO) CHAVE DE PARTIDA DIRETA: Para esta prática. será necessário apenas acionar o botão DESLIGA. serão utilizados apenas um contactor e um botão LIGA e outro DESLIGA.

CIRCUITO DE COMANDO CIRCUITO DE FORÇA R S T FASE FUSÍVEL DE COMANDO FUSÍVEIS DE FORÇA CONTATO DO RELÉ DE SOBRECARGA C1 CONTATOS DA CONTACTORA C1 B0 BOTOEIRA DE DESLIGAMENTO ELEMENTOS DO RELÉ DE SOBRECARGA CONTATO AUXILIAR DE AUTO-RETENÇÃO B1 C1 BOBINA DA CONTACTORA C1 ATERRAMENTO MOTOR NEUTRO DIAGRAMA LADDER DA CHAVE DE PARTIDA DIRETA ESQUEMA DE MONTAGEM FÍSICA NO PAINEL DO CLP .

o CLP acionará uma entrada para o mesmo fazer atuar uma de suas saídas com um nível lógico de tensão alto a fim de acionar a bobina do contator principal.CHAVE DE REVERSORA: Para esta prática. Quando se desejar desligar o motor. serão utilizados apenas um contactor e um botão LIGA e outro DESLIGA. Ao acionar o LIGA. será necessário apenas acionar o botão DESLIGA. DIAGRAMAS DE FORÇA E DE COMANDO .

DIAGRAMA LADDER ESQUEMA DE MONTAGEM FÍSICA NO PAINEL DO CLP .

Ao pressionar B1. energiza-se o contactor C3. pois existe um contato auxiliar de C1 para efetuar sua autoretenção. o contactor C3 é desenergizada e o contactor C2 energizada.CHAVE ESTRELA – TRIÂNGULO Neste caso. partimos o motor na configuração estrela. o motor é conectado a rede trifásica na configuração triângulo. Isso liga o motor a rede trifásica na configuração estrela. quando pressionada. desliga o motor. que por sua vez energiza o contactor C1. Após o tempo especificado no relé temporizado RT. C1 continua energizada. depois de determinado tempo especificado no relé temporizado. comutase o motor para a configuração triângulo. Com isso. DIAGRAMAS DE FORÇA E COMANDO . de forma a minimizar a corrente de partida e. A botoeira B0.

DIAGRAMA LADDER .

junho de 2003.ESQUEMA DE MONTAGEM FÍSICA NO PAINEL DO CLP Esta apostila é parte do II Exercício Escolar da Disciplina Acionamentos de Máquinas Elétricas. ministrada pelo Professor José Bione Neto e confeccionada pelos alunos abaixo: • Antônio Elias Nogueira • Thiago Aquino • Gustavo Marinho. • Local: Laboratório de Eletrotécnica/POLI/UPE Recife. .

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