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o nosso grupo escolheu a poetisa Florbela Espanca pela sua forma de se expressar . Introdução .Este trabalho foi proposto no âmbito da disciplina de Português com a finalidade de reconhecer a grande importância dos poetas do século XX. Contudo.

que passou a frequentar. Em Outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Foi educada pelo pai e pela madrasta.Poetisa portuguesa. Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo. Estudou no liceu de Évora. contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se. Mariana Espanca. que morreu com apenas 36 anos. em Vila Viçosa. Na capital. a secção de Letras do Curso dos Liceus. e o motivo da sua morte sempre foi desconhecido. Biografia . em 1917. natural de Vila Viçosa (Alentejo). mas só depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu.

e voltou a casar. publicou o Livro de Sóror Saudade. no ano seguinte. Em 1925. com Henriqueta Almeida. quando frequentava o terceiro ano de Direito. Em 1919. Em 1923. divorciou-se de Alberto Moutinho. em Matosinhos. para casar. com o oficial de artilharia António Guimarães. Florbela casou-se. Em 1921. entre os quais o Portugal Feminino. pela terceira vez. no Porto. de quem vivia separada havia alguns anos. publicou a sua primeira obra poética. com o médico Mário Laje.Colaborou em jornais e revistas. . Nesse ano também o seu pai se divorciou. Livro de Mágoas.

Juvenília (1930). várias vezes anunciado (1931. sobretudo de ordem psicológica. 1967). contos). por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título. Cartas de Florbela Espanca.Em Dezembro de 1930. seria publicado em 1982. por Guido Battelli (1930). . com prefácio de Natália Correia (1981). As Marcas do Destino (1931. Florbela morreu em Matosinhos. Cartas de Florbela Espanca. Postumamente foram publicadas as obras Charneca em Flor (1930). agravados os problemas de saúde. O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro.

marcadamente pessoal. aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto. transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza. O conteúdo da sua linguagem. centrada nas suas próprias frustrações e anseios. da solidão. no infinito. . Simultaneamente.A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento. a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas. do desencanto. Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento Caracterização dos seus poemas literário.

segue a linha de António Nobre. que da revolução dos modernistas. de Camões. a técnica do soneto. . da sua poesia. Por outro lado. a que foi alheia. sobretudo. sentimental. portugueses e estrangeiros. que a celebrizou. influência de Antero de Quental e. é.Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-deséculo. facto reconhecido pela poetisa. Pelo carácter confessional. mais longinquamente.

. A sua poesia. É caracterizada como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.Poetisa de excessos. mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo. tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. cultivou a paixão. com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino).

Poemas e respectiva análise .

Amor.Diz-me. como Te Sou Querida .

Emparelhada Interpolada B Aninha-me a sorrir junto ao teu peito. Grito o teu nome numa sede estranha. A Mostra-me a luz. C Nesta negra cisterna em que me afundo. sem turnura. A Agonia sem fé dum moribundo. amor. ensina-me o preceito Que me salve e levante redimida! B Trago nas mãos o coração desfeito. D Sem quimeras. in "A Mensageira das Violetas" . A Embriagada numa estranha lida. B Arranca-me dos pântanos da vida. amor. toda a frescura. E C Emparelhada B Interpolada Cruzada Cruzada Cruzada Florbela Espanca. como te sou querida.Diz-me. D Das cristalinas águas da montanha! E Como se fosse. sem crenças. A Conta-me a glória do teu sonho eleito.

Interpretação: O poema ³ Diz-me. Amor. como Te Sou Querida´ é composto por 14 versos e 4 estofes. sendo 2 estrofes quadra (4 versos) e 2 estrofes terceto (3 versos). Com isto pode-se concluir que nas quadras há a presença de rima emparelhada e interpolada e nos tercetos há rima cruzada. Análise do poema .

Espera « .

. A fantástica e estranha rapariga B Que um dia ficou presa nos teus A braços... in "Charneca em Flor" ... Cruzada Cruzada Cruzada Cruzada Emparelhada Interpolada Emparelhada Florbela Espanca. Abranda mais o ritmo dos teus passos. espera.. Não vás ainda embora. ó sombra amiga. ó sombra amiga! B A Teu amor fez de mim um lago triste: C Quantas ondas a rir que não lhe ouviste.A B Sente o perfume da paixão antiga... Quanta canção de ondinas lá no fundo! C D Espera. ó minha sombra amada.Não me digas adeus. Dos nossos bons e cândidos abraços! A B Sou a dona dos místicos cansaços... A Vê que pra além de mim já não há nada A D E nunca mais me encontras neste mundo!.

Interpretação: O poema ³ Espera . ou seja 2 quadras (4 versos) e 2 tercetos (3 versos). Na quadra há a presença de rima cruzada e no terceto há a presença de rima emparelhada e interpolada .´ é composto por 14 versos e 4 estrofes. Análise do poema ..

Conclui-se que a poesia de Florbela é qualificada pela repetição dos temas do sofrimento. aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude . da solidão. Conclusão . do desencanto.

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