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UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL
SETOR DE ENGENHARIA DE AGRIMENSURA

ALESSANDRA CARREIRO BAPTISTA

MAPEAMENTO DE VEGETAÇÃO NATURAL USANDO O ÍNDICE NDVI

VIÇOSA
2002

ALESSANDRA CARREIRO BAPTISTA

MAPEAMENTO DE VEGETAÇÃO NATURAL USANDO O ÍNDICE NDVI

Monografia apresentada ao Curso de
Graduação em Engenharia de Agrimensura da
Universidade Federal de Viçosa, como
requisito parcial para aprovação na disciplina
CIV 497-Seminário e Monografia
Orientador: Prof. Carlos Antônio O. Vieira

VIÇOSA
2002

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ALESSANDRA CARREIRO BAPTISTA

MAPEAMENTO DE VEGETAÇÃO NATURAL USANDO O ÍNDICE NDVI

Prof. Carlos Antônio Oliveira Vieira (Orientador)

Viçosa, 23 de agosto de 2002.

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valeu a sombra das folhas. Se não houver folhas. ao meu orientador e aos meus professores Dedico A Deus Ofereço iv . valeu a intenção das sementes.” Henfil Aos meus pais. Se não houver flores. aos meus amigos. “Se não houver frutos. valeu a beleza das flores.

2. Fundamentos de Sensoriamento Remoto 7 2. RESULTADOS E DISCUSSÃO 23 5.5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 26 2 . Interação da Radiação Eletromagnética com a Vegetação 8 2. Aplicações do Índice de Vegetação da Diferença Normalizada (NDVI) 14 2. Índices de Vegetação 10 2. SUMÁRIO Sumário 1 Resumo 2 1.1. MATERIAIS E MÉTODOS 21 4.4. Aterros Sanitários 17 3. INTRODUÇÃO 3 2.3. CONCLUSÃO 25 6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 7 2.

proporcionando um maior aprimoramento na interpretação de um determinado tema. RESUMO Os índices de vegetação de imagens de sensoriamento remoto orbital constituem-se em ferramentas amplamente utilizadas para o estudo da vegetação em nível regional. Assim. o índice NDVI foi calculado usando-se as bandas 3 e 4 do satélite Landsat TM. na identificação de locais propícios à instalação de aterros sanitários. os Sistemas de Informações Geográficas têm se mostrado como uma ferramenta eficaz de análise dos critérios para se implantar adequadamente um aterro sanitário. Em relação ao uso do solo.Índice de Vegetação da Diferença Normalizada. com rapidez e eficiência. e cada vez mais estarão gerando informações atualizadas e precisas. Neste trabalho. com destaque para o NDVI . demonstrando que dados provenientes de sensoriamento remoto são e certamente continuarão sendo a maior fonte de dados para muitos sistemas de informação geográfica. Um aspecto importante vem sendo amplamente destacado nos últimos anos: o uso integrado de imagens de sensoriamento remoto com informações auxiliares num SIG. com vistas a obter um mapa da vegetação natural. como parâmetro de exclusão. 3 . a imagem NDVI mostrou ser um instrumento importante na identificação da biomassa.

favorecendo. citados por PACHÊCO (2002). televisão. forma. vegetações e águas que caracterizam o sistema terrestre (HUETE. meteorologia. principalmente. INTRODUÇÃO Os satélites espaciais se tornaram um feito extraordinário da ciência e da tecnologia e habitam o nosso cotidiano: comunicação. caracterizam o sensoriamento remoto como uma tecnologia imprescindível no estudo espacial. A composição espectral do fluxo radiante proveniente da superfície da Terra produz informações sobre propriedades físicas. 3 . padrão etc. a visão sinóptica e os aspectos multiespectral e multitemporal dos sensores orbitais. os mapeamentos e monitoramentos sazonais da superfície terrestre. Nos últimos anos. o advento dos satélites de sensoriamento remoto tem favorecido a realização de levantamentos à distância de variações físicas e químicas da superfície terrestre em áreas extensas e inóspitas. Ao analisar as imagens. químicas e biológicas de solos. Segundo Jensen (1986) e Novo (1989).1. 2002). 1988).) que vão se modificando ou assumindo novas características. telefonia móvel. observa-se que diferentes objetos ou materiais apresentam características próprias (tons de cinza. espectral e temporal e na análise das variações ambientais terrestres. conforme são observadas em imagens de diferentes bandas espectrais (Meneses. aliados ao crescente desenvolvimento de sistemas computacionais (hardware e software) de tratamento digital de imagens. localização de veículos etc. 1988 – citado por PACHÊCO.

2002. a qual é determinada pelas variações das condições climáticas reinantes.•  Os trabalhos referidos nos últimos dois parágrafos foram citados por PACHÊCO. são tradicionais trabalhos que se utilizam dessa ferramenta. conforme a equação abaixo: ( IVP −V ) NDVI = Equação1 ( IVP + V ) Este índice permite identificar a presença de vegetação verde na superfície e caracterizar sua distribuição espacial bem como a evolução de seu estado ao longo do tempo. TARPLEY et al. o qual é definido pela razão entre as reflectâncias referentes à região do visível (V) e do infravermelho próximo (IVP). derivados de imagens de sensoriamento remoto orbital. fundamentadas em índices espectrais de diferenças da vegetação normalizados (NDVI). Para que a interpretação visual humana e a interpretação automática via computador possam ser facilitadas. (1990) realizaram levantamentos e monitoramentos globais da vegetação através da utilização de índices espectrais (NDVI) obtidos a partir de dados do satélite meteorológico NOAA-7. Dentre os índices. SPANNER et al. os Índices de Vegetação. (1984). O NDVI é uma ferramenta direta. e visam medir a biomassa ou vigor vegetativo baseado nos valores numéricos da imagem. (1994) realizaram estudos sobre a abundância. o mais conhecido é o NDVI. apesar de fornecer uma informação aproximada das propriedades da vegetação. índice de vegetação da diferença normalizada. composição e produtividade da vegetação através de técnicas de sensoriamento remoto. BAUSCH. podendo ser utilizado. para dar uma avaliação geral das características da vegetação. em uma escala regional. técnicas de realce de imagens devem ser aplicadas aos dados digitais e destacam-se. são combinações aritméticas simples baseadas no contraste entre as respostas espectrais da vegetação na região do vermelho e do infravermelho. (1990) e SPANNER et al. HUETE & WARRICK. 4 . Os Índices de Vegetação. Assim. (1993) e LIU & HUET (1995) enfatizaram a dificuldade gerada pela influência das componentes de energia radiante refletida pela atmosfera e solo na estimativa de índices de espectrais (NDVI). dentre tais técnicas.

Na atualidade. A população mundial ultrapassou a marca de 6 bilhões de pessoas em 1999 e poderá chegar aos 10 bilhões por volta de 2025. da integração das pesquisas existentes. Segundo a metodologia de CHAVEZ & KUARTENG (1989) e KUARTENG & ALL- AJMI (1996).1999). a facilidade de registro permanente das informações. O uso das reservas do planeta para a produção de bens de consumo foi aumentado consideravelmente. 2002. Várias técnicas de geoprocessamento são utilizadas para o mapeamento do uso da terra. no presente. 1988). gerando também uma quantidade excessiva de lixo. 2002. A estimativa da biomassa através de diferentes índices de vegetação é uma linha de pesquisa que tem sido explorada freqüentemente. sendo que a disponibilidade de áreas próximas aos centros urbanos é o seu fator limitante. além da possibilidade. SANTOS. a utilização de um sistema de informação geográfica para a identificação de áreas potenciais para a instalação de aterros sanitários no Distrito Federal (ANDRADE. com a finalidade de discriminar as coberturas vegetais existentes. a disponibilidade de dados multiespectrais. em virtude de sua simplicidade de execução e de seu custo relativamente baixo. com conseqüências graves para o meio ambiente. 1986. Segundo LUZ (1981) & LIMA (1995) – citados por ANDRADE. para o destino final do lixo. dentre elas. Na agricultura. principalmente em países em desenvolvimento. tais como a potencialidade de detecção de mudanças nas condições terrestres e vegetais. observa-se um interesse pela utilização do sensoriamento remoto fundamentado nas vantagens oferecidas à gestão dos recursos naturais. tendo-se obtido resultados valiosos (BITENCOURT & PEREIRA. os aterros sanitários são aqueles executados segundo critérios e normas de engenharia e atendem aos 5 . a repetição de coberturas sobre uma mesma região. Aterro sanitário é uma das práticas mais utilizadas. e essas duas bandas devem ser resultantes da aplicação do NDVI nos dados do sensor TM de cada data considerada. em decorrência do crescimento acelerado e desordenado da população mundial. PACHÊCO (1998) fez um estudo onde diferentes modelos de índices espectrais de diferença de vegetação normalizados (NDVI) foram testados. um dos problemas ambientais mais sérios é a disposição final dos resíduos sólidos de uma cidade e uma questão de saúde pública de difícil solução. em sistemas de monitoramento. somente duas bandas são usadas como entrada para as PCAS (Componentes Principais Seletivas). citados por LOCH & KIRCHNER. o desenvolvimento da medicina e a melhoria das condições de saneamento básico fizeram com que os índices de mortalidade infantil e a expectativa de vida melhorassem consideravelmente nos últimos quarenta anos. 2002. Segundo CORSON (1993) – citado por ANDRADE.

computadores de última geração e dados de boa qualidade. a geologia e a hidrografia. a localização de jazidas para material de cobertura. Diante desse contexto. na busca de locais propícios à instalação de um aterro sanitário. portanto. dos córregos. 6 . o objetivo deste trabalho é chamar a atenção para a importância da utilização de uma imagem NDVI como parâmetro de exclusão das áreas vegetadas. tem sido melhorada com o auxílio de programas de geoprocessamento. a constituição e permeabilidade do solo. A identificação de locais potenciais para a instalação de aterros sanitários precisa. inclusive na questão referente à disposição final de resíduos sólidos. unidades de conservação. o nível do lençol freático. a proximidade de escolas. permitindo uma confinação segura em termos de controle da poluição ambiental e proteção ao meio ambiente. aeroportos. levar em consideração critérios técnicos.padrões de segurança preestabelecidos. vários aspectos do local devem ser observados: distância dos núcleos habitacionais. tornando-se possível realizar análises espaciais sofisticadas. De uma maneira geral. rios e reservatórios usados no abastecimento público. A qualidade das informações para a tomada de decisões na área ambiental. a legislação ambiental e os novos conceitos de desenvolvimento sustentado. as vias de acesso com informações sobre as condições do tráfego. e se a área está em conformidade com a legislação ambiental. a topografia.

mediante o uso dos dados radiométricos existentes nas imagens geradas. através da análise de dados obtidos por um sensor. por sua vez. Fundamentos de Sensoriamento Remoto No final da década de 1960. possibilitaram a elaboração de mapas temáticos variados. todas as atividades se concentravam na recepção e na utilização de imagens orbitais MSS dos satélites da série Landsat .2. o conhecimento disponível naquela época restringia-se à viabilização da identificação de feições específicas existentes na superfície terrestre que. Para que se compreenda melhor 7 . A definição clássica do termo sensoriamento remoto refere-se a um conjunto de técnicas destinadas à obtenção de informações sobre objetos. através da resolução espacial mais fina e o maior número de bandas espectrais. abriu a possibilidade de novas técnicas de aplicação do sensoriamento remoto. No início dos anos 70. O lançamento do sensor Thematic Mapper (TM) a bordo do satélite Landsat 4 e posteriormente do Landsat 5. sem que haja contato físico entre eles. Entretanto. cuja utilização. incluindo não só os mapeamentos temáticos como também estudos de quantificação de parâmetros biofísicos (por exemplo. biomassa florestal). está no monitoramento dos recursos naturais.1. o Brasil iniciou os investimentos na capacitação de profissionais e no desenvolvimento de infra-estruturas que viabilizassem a aplicação das técnicas de sensoriamento remoto.de origem norte americana. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2. atualmente. em meados da década de 80.

denominamos espectro eletromagnético. o qual é dividido em um certo número de regiões espectrais. que é o elemento de ligação entre os demais elementos. Figura 1: Espectro Eletromagnético. que é o instrumento que coleta e registra a radiação eletromagnética refletida ou emitida pelo objeto. Ao conjunto de comprimentos de onda que compõem a radiação eletromagnética. como o resultado da emissão de pequenos pulsos de energia. que no vácuo propaga-se à velocidade da luz e sua interação com o objeto pode ser explicada. 2. que é o Sol. o sensor. faz-se necessário identificar os quatro elementos fundamentais das técnicas de sensoriamento remoto: a radiação eletromagnética. 2002. enquanto sob uma perspectiva ondulatória. a radiação eletromagnética é caracterizada por comprimentos de onda que representam a distância de igual intensidade dos campos elétrico e magnético entre dois pontos. sob uma perspectiva quântica. para o caso da aplicação do sensoriamento remoto no estudo dos recursos naturais. A Radiação Eletromagnética é o elemento fundamental das técnicas de sensoriamento remoto. a fonte de energia eletromagnética.esta definição.2. este último que representa o elemento do qual se pretende extrair a informação. Fonte: INPE. conforme apresentado na Figura1. esta radiação propaga-se na forma de ondas formadas pela oscilação dos campos elétrico e magnético. Interação da Radiação Eletromagnética com a Vegetação 8 . No modelo ondulatório.

devido às restrições tecnológicas dos equipamentos. é preciso levar em consideração a interação da energia solar com a comunidade de plantas. também citado por PACHÊCO (2002). absorção e transmissão). Para discutir a interação da radiação eletromagnética com a vegetação. relata que. onde se encontram árvores de diferentes portes e espécies. condição de iluminação (folhas expostas ao sol e folhas constantemente à sombra). além dos três mecanismos citados por GATES et al. medir essa parte da radiação se torna impossível. a planta. como das características do próprio dossel (GUYOT et al. dependendo igualmente de fatores externos. pelo conteúdo de água. (1965). a menor unidade da vegetação que irá interagir com a radiação eletromagnética. utilizando o sensoriamento remoto. citado por ZULLO. foram colocados em órbita satélites com sistemas de sensores capazes de obter informações espectrais dos objetos da superfície 9 . A reflectância espectral de um dossel vegetal é o resultado de interações complexas entre a radiação eletromagnética e a vegetação. Essas comunidades podem ser homogêneas. os principais mecanismos que influenciam a quantidade de energia eletromagnética refletida pelas folhas são os pigmentos. mitocôndrias.3. dificilmente controláveis. os espaços ocupados pela água e ar e as estruturas celulares com dimensões do comprimento de onda da radiação incidente (grãos de amido. uma vez que é nela que se processam todas as atividades físico-químicas e biológicas. Assim. 2. e. a mais importante para a planta é a absorção. maturação ou idade da folha. Índices de Vegetação Com a evolução do sensoriamento remoto. se faz necessário entender o indivíduo que constitui essa comunidade vegetal. 2002. i.. núcleo e outros plastídeos). Em decorrência disso. Entretanto. como uma mata natural. pois é nessa faixa do espectro eletromagnético que se dispõe da maior quantidade dos sensores orbitais capazes de registrar informações da superfície terrestre. Quando se deseja extrair informações a respeito da cobertura vegetal de uma região na superfície terrestre. a energia refletida pela vegetação tem sido a mais utilizada. a pubescência e senescência. pois está relacionada com a produção vegetal. das três componentes resultantes do fracionamento da radiação solar (eletromagnética) incidente. GAUSMAN (1985). citados por PACHÊCO (2002). a energia refletida pelas folhas é afetada. 1988). a posição nodal. como áreas agrícolas ou comunidades bastante heterogêneas. ao interagir com a planta (reflexão. também.. Segundo GATES et al. (1965). ribossomos. quando se trata de sensoriamento remoto orbital.

fitomassa (TUCKER. Os índices de vegetação resultam das transformações lineares da reflectância. (1974) para separar a vegetação verde do solo. obtida em duas ou mais bandas do espectro eletromagnético. no menor número de bandas de operação dos sensores.. em várias bandas do espectro eletromagnético. foram criados os índices de vegetação. através de operações como soma. Esse índice capta o contraste entre as bandas vermelho e do infravermelho próximo: Infraverme lho MSS 7 TM 4 IVR = = = Equação2 Vermelho MSS 5 TM 3 Valores altos dos índices indicam a presença de vegetação verde (baixa reflexão no vermelho.. 1984.. GALLO et al.. 1974. HARTFIELD et al. ou qualquer outra combinação. Vários índices de vegetação têm sido propostos por diferentes autores. 1984.citados por MOREIRA. ASRAR et al. 1984. 1980.1) Índice de Vegetação da Razão (IVR ou RVI): Proposto por Rouse et al. 10 . infravermelho e informações do solo. GREEN. 1989). têm sido empregados com grande sucesso nos estudos para caracterizar parâmetros biofísicos da vegetação: índice de área foliar verde (HOLBEN et al. da diferença. aumentando também o volume de análise dos dados. como é o caso do sensor TM do Landsat. SELLER. 1991).. CLEVERS. Os índices de vegetação podem ser divididos em dois grupos: a) slope-based: os quais envolvem apenas operações matemáticas entre as bandas do vermelho e infravermelho. Os índices de vegetação. 1985) e produtividade (ASRAR et al. ASRAR et al. sendo os citados a seguir. alguns dos mais usados e encontram-se implementados no software Idrisi for Windows. Para tentar diminuir o volume de análise de dados orbitais. grande absorção da clorofila). PRINCE. 1987. razão entre bandas. conseqüentemente. 1979. radiação fotossinteticamente ativa absorvida (WIEGAND et al. aumentando o número de dados sobre os objetos a serem analisados e. associada à tonalidade mais clara numa imagem preto e branca.. em estudos realizados com equipamentos próximos ao alvo de interesse.. Já uma alta reflexão no infravermelho próximo implica um grande teor de biomassa. através de uma maximização de informações espectrais da vegetação e destacar o comportamento espectral da vegetação em relação ao solo e a outros alvos da superfície terrestre. a) Slope-based: a. usando Landsat MSS. 1985. b) distance-based: que envolvem as bandas do vermelho. 2002.terrestre. 1985) .

( Infraverme lho − Vermelho ) ( MSS 7 − MSS 5) (TM 4 − TM 3) NDVI = = = Equação3 Infraverme lho + Vermelho ( MSS 7 + MSS 5) (TM 4 + TM 3) Esse índice produz escalas de medidas lineares.2) Índice de Vegetação da Diferença Normalizada (IVDN ou NDVI): Proposto por Rouse et al. IVT = NDVI + 0.5 IVDN + 0.4) Índice de Vegetação Transformado Corrigido (IVTC ou CTVI): Proposto por Perry e Lautenschlager (1984) para corrigir o IVT.3) Índice de Vegetação Transformado (IVT ou TVI): Proposto por Deering et al. Assim. usando imagens Landsat MSS. A escala tem a propriedade de variar de –1 a +1. esse índice modifica o NDVI pela adição da constante 0. para evitar aborto da operação. mas possui a desvantagem de a divisão por zero gerar uma escala de medida não linear e as imagens não apresentarem uma distribuição normal. Entretanto. com o valor zero traduzindo. o índice IVT requer que o valor mínimo de entrada do NDVI seja maior que –0. (1974) para separar a vegetação verde de solo. a.5 a todos os valores e extraindo a sua raiz quadrada.5 11 . a variação de iluminação da cena é minimizada devido aos efeitos topográficos (em decorrência de ser uma razão). Esse índice possui uma simplicidade de operação. Basicamente. a. Equação5 ( IVDN + 0. (1975).5 Equação4 A constante foi introduzida para evitar operações com valores negativos do NDVI e a raiz quadrada tende a aproximar a imagem final de uma distribuição normal (geralmente apresentam uma distribuição de Poisson). aproximadamente. enquanto valores positivos indicam superfícies completamente cobertas por vegetação.5. sendo que os problemas com divisão por zero tornam-se minimizados. valores negativos representam outras superfícies que não vegetação. áreas ausentes de vegetação. dificultando a aplicação de alguns procedimentos estatísticos. a. Porém.5) IVTC = * IVDN + 0. não existe nenhuma diferença em termos de imagem de saída ou detecção de vegetação.

Esse índice elimina o problema de valores de NDVI inferiores a –0. a banda do vermelho é a variável dependente e a banda do infravermelho é a variável independente. a distância entre o ponto de interceptação e a coordenada de cada pixel. o autor sugere eliminar o primeiro termo do modelo IVTC. Dentre outros índices podemos destacar: b.5) Índice de Vegetação Transformado de Thiam (IVTT ou TTVI): Proposto por Thiam (1997). biomassa. Nesse sistema. da linha perpendicular à linha do solo e a intercessão das duas linhas.5. O conceito de linha do solo no espaço da resposta espectral do vermelho X infravermelho (regressão linear a partir de pixels de solo exposto) permite determinar que os valores próximos a essa linha são pixels de solo.1) Índice de Vegetação Perpendicular (PVI2) ( IVP − aV + b) PVI 2 = ( Equação7 b2 +1 b. IVTT = IVDN +0. O suporte para todos os índices baseados na distância está em determinar a equação de regressão da linha do solo. encontrando.5 Equação6 b) Distance-based: Esses índices têm como objetivo cancelar o efeito do brilho do solo nos casos onde a vegetação é dispersa. assim. enquanto os valores mais afastados. porém introduz demasiado greeness (verdor). a. uma vez que este modelo superestima o verdor (greeness).2) Índice de Vegetação Ajustado ao Solo (SAVI) ( IVP − V ) SAVI = * (1 + L) Equação8 ( IVP + V + L) b.3) Índice de Vegetação Ajustado ao Solo Transformado (TSAVI) a * ( IVP − Av − b) TSAVI = (a * IVP + r − ab + X (1 + a 2 ) 12 .

Mais de 50 índices de vegetação são citados na literatura. entretanto. das mudanças na distribuição espacial resultantes de desmatamentos. Em uma escala regional. porém. e a e b referem-se a parâmetros da linha do solo. pode ser bastante útil para dar uma avaliação geral de características de vegetação. a qual é determinada pelas variações das condições climáticas reinantes. entretanto.4. respectivamente. O NDVI é uma ferramenta direta. V e IVP referem-se à reflectância na faixa espectral do visível e do infravermelho próximo. Esse índice permite identificar a presença de vegetação verde na superfície e caracterizar sua distribuição espacial bem como a evolução de seu estado ao longo do tempo. Equação9 b. os índices mais comumente utilizados são o Razão Simples (RVI) e o Índice de Vegetação da Diferença Normalizada (NDVI). dá uma informação aproximada das propriedades da vegetação.4) Índice de Vegetação da Diferença Ponderada (WDVI) WDVI = IVP − aV Equação10 Onde. Sua interpretação deve levar em consideração os ciclos fenológicos anuais. a fim de se distinguir as oscilações naturais do estado da vegetação. L é uma constante para minimizar a influência do solo. ou demais formas de intervenção sobre a vegetação. 2. 13 . Aplicações do Índice de Vegetação da Diferença Normalizada (NDVI) O Índice de Vegetação da Diferença Normalizada é usado para caracterizar a vegetação através da sua saúde e produtividade.

HUETE & WARRICK (1990) e SPANNER et al. sendo de interesse tanto do setor público quanto da iniciativa privada.. composição e produtividade da vegetação através de técnicas de sensoriamento remoto fundamentados em índices espectrais de diferenças da vegetação normalizados (NDVI). uma atividade se faz necessária: a previsão de safras. Levantamentos e monitoramentos globais da vegetação têm sido realizados a partir da utilização de índices espectrais (NDVI) obtidos a partir de dados do satélite meteorológico NOAA-7 (TARPLEY et al. (1994) realizaram estudos sobre a abundância.. (1997).geocities. SPANNER et al. IPPOLITI-RAMILO et al. 1984. Foram utilizadas imagens de junho. SPOT e AVHRR.com/jamer-costa/material. Para o planejamento das políticas agrícolas no País. setembro e outubro de 1997. 2002. Fonte: http://www. BAUSCH (1993) e LIU & HUET (1995) enfatizaram a dificuldade gerada pela influência das componentes de energia radiante refletida pela atmosfera e solo na estimativa de índices de espectrais (NDVI). 1990) – todos citados por PACHECO. no Brasil.html Figura2: Mostra a reflectância e os diferentes comprimentos de onda para os sensores Landsat TM. nas quais se fizeram os processamentos de retificação radiométrica e geração do Índice de Vegetação Diferença 14 . Até o momento. apresentaram uma metodologia baseada em imagens do satélite Landsat-5 adquiridas no período do inverno/primavera visando à estimativa da área destinada às culturas de verão. em seus estudos sobre o sensoriamento remoto orbital como meio auxiliar na previsão de safras. o uso de dados de satélites para previsão de safras é feito de maneira marginal.

2001). que a tornam bastante complexa. a aplicação prática do sensoriamento remoto na agricultura ainda é limitada por causa da natureza dinâmica e das propriedades inerentes dos materiais biológicos e vegetais. O NDVI apresenta um grande potencial para a detecção de corpos d’água. O fogo é um dos elementos que podem alterar o padrão da paisagem florestal. Os resultados indicaram que não houve interação significativa entre os fatores densidade de plantio e estresse hídrico (RUDORFF et al. as áreas queimadas aparecem com mais freqüência nos pontos com um NDVI reduzido. 1996).. Os resultados mostraram discrepâncias superiores a três vezes entre os dados de área fornecidos pelas imagens e aqueles fornecidos pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). A densidade de plantio foi de 400 e 600 plantas por m² e o estresse hídrico consistiu da testemunha e quatro períodos de estresse (perfilhamento. Durante a safra de 1996. 15 .. O índice de vegetação da diferença normalizada (NDVI) foi utilizado para estimar a radiação fotossinteticamente ativa absorvida e acumulada (AAPAR). enchimento de grãos e maturação fisiológica). Apesar de todos esses aspectos favoráveis. aquele que apresenta valores negativos numa imagem NDVI (LOPES et al. Após uma avaliação do calendário agrícola da região e das classificações multitemporais das imagens NDVI. e também nesse caso as imagens orbitais podem prestar uma ajuda no mapeamento e caracterização de áreas afetadas. No geral. Os mapas NDVI mostram numa comparação visual simples.Normalizada (NDVI). Isso resulta do fato de ser a água. emborrachamento. foi realizado um experimento na Fazenda Piloto do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade de Taubaté. dentre outros materiais. alguma identidade dos testes padrões entre NDVI e mapas das áreas queimadas. SPOT VEGETATION. auxiliadas pela classificação unitemporal da imagem de junho. ATSR e DMSP no monitoramento de queimadas (parceria com a Embrapa Roraima). O Plano Diretor da EMBRAPA (2000) prevê o desenvolvimento e teste de pelo menos dois métodos para o uso de imagens dos satélites NOAA/AVHRR. visando ampliar o conhecimento relacionado ao efeito interativo da densidade de plantio e do estresse hídrico sobre o cultivo de trigo IAC-24. foram definidas as áreas das diversas classes de uso para o verão. Medidas radiométricas nas faixas do visível e infravermelho próximo foram obtidas ao longo do ciclo da cultura.

2002. através de confinamento em camadas cobertas com 16 . Resolver adequadamente a disposição final dos resíduos sólidos (lixo) de uma cidade é fundamental para a questão do meio-ambiente. vários pesquisadores têm proposto. com o objetivo de minimizar os efeitos externos perturbadores das observações originais. os índices de vegetação. ATERROS SANITÁRIOS De acordo com o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. dos dados fornecidos pelas diferentes bandas espectrais dos satélites. biótopos faunísticos. 2. um conjunto de dados do meio físico e sócio-econômicos deve ser analisado para que sejam selecionadas áreas potencialmente aproveitáveis para a instalação do aterro. 1993) – citado por ZULLO. considerando os aspectos relativos ao tipo. principalmente através de índices de vegetação (NDVI). onde o contraste entre o solo e a vegetação é maior.5. a técnica de disposição final de resíduos sólidos urbanos no solo. ao longo dos anos.desmatamentos e fenologia da vegetação. em 1999. No caso do município possuir uma área que possa ser classificada como aterro sanitário. cerca de 88% do lixo coletado no país é despejado em áreas a céu aberto. tem-se que 90% das informações sobre uma cobertura vegetal estão contidas nos canais do vermelho e infravermelho próximo. Segundo GUYOT et al. O interesse pela aplicação prática dos índices de vegetação deve-se ao fato de estes apresentarem melhor correlação com vários parâmetros relacionados ao estado da vegetação.. que as bandas espectrais individuais (QI et al. nos chamados lixões. Segundo esta norma. deve ser realizado um diagnóstico da situação atual. (1988). Por essa razão. tratamentos existentes e locais onde esse lixo é disposto. do saneamento básico e da saúde pública. se caracteriza como aterro sanitário. Para a definição do processamento mais adequado para a questão da disposição do lixo no município. aproximadamente 10% é conduzido para aterros e apenas 2% do total do lixo é tratado em usinas. atendendo todas as especificações técnicas da NBR-8419/84. origem e quantidade de lixo produzido. e ressaltar as informações que realmente interessam. citado por ZULLO (2002).

sendo posteriormente coberto pôr uma camada de areia. associado ao alto grau de urbanização das cidades. CRITÉRIOS OBSERVAÇÕES Uso do Solo As áreas têm que se localizar numa região onde o uso do solo seja rural (agrícola) ou industrial e fora de qualquer Unidade de Conservação Natural. Tabela 1: Tabela contendo os critérios para a seleção dos locais para a implantação de um aterro sanitário. inclusive valas de drenagem que pertençam ao sistema de drenagem municipal ou estadual. em função da rigidez de tais critérios. tais como. geralmente solo. rios. A escolha de um local para a implantação de um aterro sanitário não é tarefa simples. ao mesmo tempo. minimizando odores. o lixo é empurrado. uma tabela (Tabela 1) foi crida no MANUAL GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS (2001). lagoas e oceano. estadual e municipal (quando houver). minimizando os impactos ambientais. aos critérios técnicos impostos pelas normas da ABNT (NBR 10. onde o lixo é depositado.157) e pela legislação federal. econômico-financeiros e político-sociais devem ser considerados. desenvolvido em parceria pela SEDU/PR – Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano da Presidência da República e pelo IBAM – Instituto Brasileiro de Administração Municipal. A ocupação intensiva do solo. segundo normas específicas. Com o trabalho do trator. Com o intuito de listar os critérios técnicos de seleção. permitindo mantê-lo confinado sem causar maiores danos ao meio ambiente. restringe a disponibilidade de locais próximos de onde o lixo é gerado e as dimensões do aterro que atenda às necessidades do município. evitando incêndios e impedindo a proliferação de insetos e roedores. espalhado e amassado sobre o solo (compactação). no mínimo. Este método consiste em comprimir o lixo através de máquinas que diminuem seu volume. Os aterros sanitários são locais. Proximidade a As áreas não devem se situar a menos de mil metros de núcleos 17 . que se segue. que propicia a firmeza do terreno possibilitando seu uso futuro para outros fins. de modo a evitar danos ou riscos à saúde e à segurança. A compactação tem como objetivo reduzir a área disponível prolongando a vida útil do aterro.material inerte. A seleção de uma área para servir de aterro sanitário deve atender. Além desse aspecto. Também não poderão relevantes estar a menos de 50 metros de qualquer corpo d’água. Proximidade de As áreas podem se situar a menos de 200 metros de corpos d’água cursos d’água relevantes. critérios técnicos. havendo a necessidade de se estabelecer uma cuidadosa priorização dos mesmos.

permitindo a realização de avaliações complexas em todo território potencialmente aproveitável a essa finalidade. de forma a minimizar o desgaste dos veículos coletores e permitir seu livre acesso ao local de vazamento mesmo na época de chuvas muito intensas. cinco anos de vida útil. fogem do controle do homem. Em decorrência da dificuldade de avaliar todo o território potencialmente utilizável. sem a veículos pesados rampas íngremes e sem curvas acentuadas.5 metros e a camada impermeabilizante deverá ter um coeficiente de permeabilidade menor que 10-6cm/s. As áreas selecionadas devem ter características argilosas e jamais deverão ser arenosas. Portanto. • Para aterros com impermeabilização inferior através de camada de argila. Extensão da bacia de A bacia de drenagem das águas pluviais deve ser pequena. o aterro sanitário passa a ser parte de um número reduzido de alternativas pré-definidas. A disposição inadequada do lixo oferece vários riscos. Permeabilidade do É desejável que o solo do terreno selecionado tenha uma certa solo natural impermeabilidade natural. Distância do lençol As distâncias mínimas recomendadas pelas normas federais e estaduais freático são as seguintes: • Para aterros com impermeabilização inferior através da manta plástica sintética. a distância do lençol freático à camada impermeabilizante não poderá ser inferior a 2. algumas vantagens são observadas. urbanos Proximidades a As áreas não podem se situar próximas a aeroportos ou aeródromos e aeroportos devem respeitar a legislação em vigor. Ao se empregar a técnica de aterro sanitário. no mínimo. como por exemplo: baixo custo. a distância do lençol freático à manta não poderá ser inferior a 1. o aterro deve possuir ou se situar próximo a jazidas material de cobertura de material de cobertura. de modo a drenagem evitar o ingresso de grandes volumes de água de chuva na área do aterro. condições especiais para a decomposição biológica da matéria orgânica presente no lixo. Facilidade de acesso O acesso ao terreno deve ter pavimentação de boa qualidade. disposição do lixo de forma adequada. na maioria dos casos. de modo a assegurar a permanente cobertura do lixo a baixo custo. Disponibilidade de Preferencialmente. Vida útil mínima É desejável que as novas áreas de aterro sanitário tenham. com vistas a reduzir as possibilidades de contaminação do aqüífero. O emprego da tecnologia do Geoprocessamento para resolver tais questões.5 metro. pois estão ligados a processos naturais que. possibilita sensíveis ganhos em tempo e qualidade dos resultados. é extremamente importante que sejam empreendidos maiores esforços no sentido de fazer com que a prática 18 .núcleos residenciais residenciais urbanos que abriguem 200 ou mais habitantes. capacidade de absorção diária de grande quantidade de resíduos.

19 . consistentes e adequados ao nosso grau de desenvolvimento.de se dispor o lixo a céu aberto seja substituído por métodos como Aterro Sanitário.

01). formato Idrisi) e a outra. a banda do infravermelho (arquivo: Viçosa4. De posse dessas imagens.3. cuja imagem resultante foi Viçosa_ndvi. sendo uma delas a banda do vermelho (arquivo: Viçosa3. do satélite Landsat5. 20 . foi gerado o Índice de Vegetação da Diferença Normalizada (NDVI). são mostrados abaixo. em formato digital. Os procedimentos e a janela com os parâmetros de entrada para a utilização do índice NDVI. geradas pelo sensor Thematic Mapper. formato Idrisi). TM. O software utilizado neste trabalho foi o Idrisi For Windows (Versão I32. MATERIAIS E MÉTODOS Para a realização deste trabalho foram utilizadas duas imagens da região de Viçosa – MG. Figura 3: analysis/image processing/transformation/vegindex Figura 3: Janela com os parâmetros de entrada.

visto que tais imagens já possuem um pré- processamento. Além disso. sem a preocupação de identificar as possíveis variações dentro de uma mesma categoria. este trabalho não se dispôs à utilização de um sistema de informação geográfica na identificação de áreas potenciais a instalação de aterros sanitários. O uso do sensoriamento remoto com base na análise de imagens de satélites é um dos meios de que se dispõem hoje para acelerar e reduzir custos dos mapeamentos e da detecção de mudanças geoambientais. nem o aspecto multitemporal da imagem. Como o objetivo principal deste trabalho foi obter um mapa da vegetação natural. Além disso. mas propôs a utilização de uma imagem resultante da aplicação do índice NDVI. ainda pouco exploradas. os recentes recursos do Sistema de Informações Geográficas (SIG) permitem que as imagens de satélite possam oferecer possibilidades. de gerar informações sinópticas e precisas para a avaliação e evolução de diversas variações temáticas da superfície terrestre. em observância ao uso do solo. na identificação de áreas alternativas. com a correção geométrica da imagem baseada nos parâmetros da órbita do satélite. não houve a necessidade de proceder a uma correção geométrica rigorosa da imagem Landsat TM. 21 . como uma variável.

apresentando valores positivos para o índice NDVI.44 à 0. 22 . RESULTADOS E DISCUSSÃO Os resultados encontrados neste trabalho são referentes à região de Viçosa-MG. assim as áreas em verde são aquelas em que se encontra a vegetação. Segundo mostra a Figura 4. Figura 4: Imagem Viçosa_ndvi: Índice de Vegetação NDVI usando as bandas 3 e 4 do Landsat TM A imagem está sendo mostrada na paleta ndvi256. a imagem gerada Viçosa_ndvi tem seus valores variando de -0. utilizada como referência para o mapeamento de áreas vegetadas através da aplicação do índice NDVI.60.4.

os solos apresentavam-se expostos e com baixo teor de umidade. Segundo o autor. como o atendimento à legislação ambiental em vigor. devido à concentração de vegetação natural no local. através do índice NDVI. O local para se implantar um aterro sanitário deve atender ao maior número de variáveis. dentre eles a data da passagem ter coincidido com o início da seca e o término da colheita da safra agrícola. vários fatores contribuíram para a obtenção desse resultado. são feições diferentes de vegetação. incluindo o zero. portanto. para obter uma mapa atualizado da vegetação natural remanescente no Distrito Federal. o trabalho de ANDRADE (1999) também utilizou as bandas 3 e 4 da imagem Landsat. a resposta espectral é. Em sua imagem resultante. a imagem NDVI é apenas um dos critérios técnicos a serem considerados. atualmente. 23 . Além disso. Como foi proposto no presente trabalho. os condicionantes político-sociais e econômicos. entretanto. que a imagem NDVI não deve ser utilizada como único critério para a escolha do local. assim. Observa-se. Para uma comparação. Como pôde ser observado. a maior parcela do território do Distrito Federal. dominada pelas três feições. A Figura 4 mostra que áreas nas regiões nordeste e sudeste de Viçosa são os locais mais propícios para um aterro sanitário seja implantado. dando-se ênfase aos critérios de maior prioridade. como a agricultura. as áreas urbanas e a vegetação natural ocupam. a vegetação também foi realçada das demais feições. Áreas com valores negativos e valores positivos próximos à zero. existem áreas próximas à cidade de Viçosa que devem ser evitadas.

em particular do NDVI. para estudos da vegetação. destaca-se a importância do uso dos Índices de Vegetação. Nesse contexto. com a possibilidade de avaliação automática das alterações ocorridas ao longo do tempo.5. Ao se estudar grandes áreas com vegetação. 24 . mas uma ferramenta de apoio ao planejamento e à tomada de decisão. selecionando-se aquela que atenda à maior parte das restrições. definindo limites e permitindo a generalização de resultados para uma área ou região. formando uma base multitemporal. é comum a utilização de produtos de sensores remotos. o fator principal à sobrevivência das populações. ou seja. Na análise de implementação de um aterro sanitário. podemos ter uma atualização constante da informação. através de seus atributos naturais. o maior desafio parece ser a gestão do território. em geral imagens. uma análise crítica de cada uma das áreas levantadas deve ser feita. pois se encontra na manutenção da qualidade ambiental. que um mapa digital não é um fim único em si mesmo. Utilizando tais sensores. CONCLUSÃO Diante das novas perspectivas para o próximo milênio. que auxiliam no estudo das variações espacial e temporal. Isso é de fundamental importância para a atualização dos temas relativos ao uso do solo e para avaliação e acompanhamento da degradação do ambiente. no que se refere ao critério de uso do solo ou mais restritamente no zoneamento ambiental. contamos com o caráter dinâmico da informação. tendo-se em mente.

Y. Uso de Sistemas de Informação Geográfica na Identificação de Áreas Potenciais para a Instalação de Aterros Sanitários no Distrito Federal. G.. E. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDRADE. internet: junho 2002 (Site: http://delmonio. C.br/idrisi/artigos/perfil.ufrgs.htm-101k). Sensoriamento Remoto Orbital como meio auxiliar de Previsão de Safras.html http://planeta. Internet: julho 2002 (Site: http://www. EPIFHANIO. Internet: agosto 2002 (Site: http://bers. L.6.sp.. Núcleo de Monitoramento Ambiental e de Recursos Naturais por Satélite (Campinas. SP). Internet: junho 2002 (Site: http://www2.cnpm. R. GUASSELLI..html IPOTTILO-RAMILO.pdf)..com/GerardoKuntschik/Papers/XSBSR. R. EMBRAPA. Internet: julho 2002 (Site: http://www.pdf).br/~rebramar/docs/gisbra2000.br/arte/jamer/ndvi. SHIMABUKURO.htm-18k).terra.gov.. D. Perfil Espectral da Soja no Sul do Brasil na Safra 2000. S.br/agresp199.cnig. A.com.br).com/jamer_costa/material. ORMAGGIO. 25 . J. M. WEBER..com.tripod. DUCATI.html-5k http://planeta. C. D. GUSSO. http://scrif.htm-50k http://geocities.pt/documentacao/mestrados/trabalhos_IST_99/trabalhos_finais/soniaramos/pa per_sig3.terra. F. G. FIGUEIREDO. N. BITTENCOURT. MARTIN. D. A.ibama. Correção de imagens Landsat TM5 e Avaliação do Erro decorrente do uso de Imagens NDVI não corrigidas.. KUNTSCHIK. E.gov.. L. Plano Diretor.. J.br/arte/jamer/sr002. R. A. A. FONTANA.iea.ecologia.embrapa.. C.

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