PAULO LEMINSKI

CATATAU

TEXTO / EDIÇÃO CRÍTICA E ANOTADA

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ORELHAS DO LIVRO
APRESENTAÇÃO
Décio Pignatari O Catatau, de Paulo Leminski, figura entre aquelas obras literárias que, de saída, destinaram-se a um público vertical, embora, na orgulhosa soberba de quem sabe e sente que acabou de produzir um romance marcante, afirmasse, na abertura do livro, que o próprio (desde a publicação dos primeiros fragmentos em periódicos da época) vinha passando “muito bem sem mapas” e que se negava a “ministrar clareiras para a Inteligência”. E finalizava a incisiva nota: “Virem-se”. Catatau faz trinta anos no ano que vem. Infelizmente, como era de te-mer-se, se não de esperar-se, suas escassas edições até o presente não confirmaram o otimismo do autor quanto ao “passar bem” da obra, no que se refere ao número de leitores... horizontais. Explico-me e adianto que, antes de mais nada, lanço mão de algumas noções simples da Teoria da Informação, tão simples que beiram até o óbvio, embora, quando projetadas numa tábua de valores, sejam de pronto rejeitadas por boa parte daqueles que as têm, de início, na conta de verdades triviais. Entenda-se por informação o teor de surpresa ou raridade dos signos postos em jogo. No caso da obra de arte, porém, trata-se de surpresa ou raridade qualitativas, e não simplesmente quantitativas ou mensuráveis. São vários e variáveis os parâmetros que se manifestam ou exibem no espectro ou leque da raridade ou inovação artísticas, e deles se tem ocupado, direta ou indiretamente, a crítica literária dos últimos dois séculos, período em que ela se institucionalizou no universo cultural. Vamos a exemplos. Coelho Neto aciona em sua obra de ficção um léxico dicionarizado riquíssimo (cerca de vinte mil vocábulos), se comparado ao acervo vocabular contido de um Machado de Assis, de Memórias póstumas de Brás Cubas, ou de Oswald de Andrade, de Memórias sentimentais de João Miramar. No entanto, não lhes chega

aos pés, porque essa pedraria verbal logo perde o brilho por engastar-se num diagrama, sintático-narrativo, de metal barato, banal e redundante. Visa a efeitos, não a eficácia. Grandes e ricos também são os baús verbais de Joyce, em Ulisses, ou de Guimarães Rosa, em Grande Sertão, repicando entre o oral e o escrito, e cujos conteúdos são despejados e distribuídos numa rede relacional narrativa sempre surpreendente. Levando-se em conta as condições socioculturais diversas, o aclamado “príncipe dos prosadores brasileiros” foi um best-seller em sua época, mais lido do que, juntos e somados, o grande Machado, o grande Oswald e o grande Rosa (grande, aqui, em função de suas obras-pico). Em registro paralelo, e mais direto: quantos, no Brasil, lêem, de verdade, anualmente, Os lusíadas? Ponhamos: quinhentos leitores. Em projeção para um século: cinqüenta mil. Vinícius de Morais talvez chegue a esse número numa década. Mas poesia é um gênero difícil... Na época atual, vários escritores ficcionais brasileiros têm mais de cem mil leitores anuais. Quantos terão em 2054? Emily Dickinson (1830-1886) escreveu 1.775 poemas, só publicou sete em vida, e perguntava: “Is Heaven a physician?”. Redescoberta e recuperada pelo tempo, algumas décadas depois da morte, foi projetada no rol dos grandes poetas da língua inglesa do século XIX. Seria o tempo um grande crítico justiceiro? Pode-se dizer que sim, com algumas exceções estranhas (o caso de Sousândrade, p. ex.) — mas não por mera inércia de relógios e calendários. É que obras difíceis e intrigantes, em culturas progressivas e não apenas sucessivas, sempre acabam por atrair mentes perscrutadoras, que põem em causa os critérios vigentes de avaliação, o que não ocorre normalmente com obras tacitamente e prazerosamente acolhidas. Redescoberto e reposto em circulação, seu teor informacional ganha a vida que, muita vez, nem chegou a ter. Paulo Leminski como que seguiu à risca o libreto do seu destino inscrito na palavra catatau, que quer dizer, a um só tempo, pequeno e grande. Primeiro, fez o grande, o difícil, o vertical — esta

obra que lhe tomou oito anos de dedicação, fervor e sofrimento. Saído do deslumbrante inferno criativo, voltou à superfície para rever as estrelas, tal anti-Eurídice a chamado de Orfeu: inferno, nunca mais! E pôs-se, com gosto e desenvoltura, a realizar a segunda parte de sua missão, a tarefa propriamente poética, que lhe trouxe a merecida fama e o imerecido e cruel julgamento existencial dos fatos. Possa este mapa, que não queria ver cartografado, levar e elevar o seu Catatau aos campos elíseos literários do que de mais instigante e original se produziu no passado século brasileiro. Nascido de um projeto que apresentei à Fundação Cultural de Curitiba, em 2001, na qualidade de consultor de Literatura, muitas mãos e empenhos traçaram este mapa, incluindo os dirigentes da instituição, os assistentes da área, os pesquisadores, os herdeiros, o editor, seus designers e assessores. Curitiba, agosto de 2004.

.. 215) . usque consumatio doloris legendi” (p.PAULO LEMINSKI CATATAU um romance-idéia “.

Querer. Ousar e Calar para Augusto de Campos Décio Pignatari Haroldo de Campos .à glória de Paulo Leminski o Velho pelas mensagens em código pelo sangue de Krzysztof Arciszewski (1592-1656) para Alice pelo Saber.

Virem-se. Rio de Janeiro). de 1969. entrecho e amostragem das primeiras do “ Catatau”. . passou muito bem sem mapas. nov.REPUGNATIO BENEVOLENTIAE Me nego a ministrar clareiras para a inteligência deste catatau que. agora∗. ∗ vide “Jornal do Escritor” (n° 6. por oito anos. onde tiveram lugar o lançamento oficial da idéia.

mas a extremidade da parte superior inclinada para baixo. do mesmo tamanho e figura que as anteriores. um pouco claros debaixo do ventre e garganta. por isso. ventre. era disposto em ordem inversa. o pescoço. não tem mais consistência para se afirmar em si. o bico largo como o do ganso. os olhos eram pequenos. Não havia. na parte superior. Lib. Os pés eram semelhantes aos da galinha e os dedos dispostos do mesmo modo. Cap. a esquerda era natural mas a direita. A cabeça. porquanto não havia intervalo entre essas pernas posteriores. porém. As asas eram pequenas. História Naturalis. por assim dizer. de sorte que a parte inferior se achava na superior e vice-versa. vivia quando nasceu. dorso e parte superior das pernas não eram cobertos de penas mas de pêlos pretos de meio dedo de comprimento. estavam colocadas de um modo curioso. cada uma das pernas tinha quatro dedos semelhantes aos da galinha.” (Marcgravf. na sua origem a esquerda. Não tinha peito. porém dispostas desordenadamente. tinha cabeça de ganso um pouco mais pontuda.“Do tamanho de um pinto nascido recentemente. História das Aves. um pinto totalmente monstruoso. A parte inferior das pernas e os pés eram de cor fusca e bem assim o bico. as vísceras eram como as da galinha. acharam-se duas pernas das quais a parte superior media três quartos de dedo e a inferior um quarto. era uma proeminência da esquerda como que voltada para cima. estavam anexos à perna esquerda uns pêlos um tanto longos de cor branca. pescoço. isto é. As duas pernas posteriores. asas. o uropígio. em lugar da cauda. em puras aparências. em lugar dele. cada um. curto. no lugar de sua origem. como um objeto distinto do sujeito que conhece. reduzido a uma pura multiplicidade fenomenal. em resumo. XV) “O universo. como se houvesse duas pernas esquerdas e uma direita emendada na esquerda. as unhas também eram voltadas para cima. o coração era grande. engendradas misteriosamente a partir das virtualidades . sitas perto das primeiras penas (estas eram em número de quatro). Ele evapora. V.

Por isso. de Vergez e Huisman) “A obscuridade das distinções e dos princípios de que se servem é a causa de poderem falar de todas as coisas como se as soubessem e de sustentarem o que dizem contra os capazes e os mais sutis.” (Nicolas d’ Autrecourt) “Após alguns meses de ócio elegante com sua família. ‘Larvatus prodeo’ (em latim: ‘Avanço com uma máscara no rosto’). onde se ocupa de equitação. voltamos a encontrar Descartes na Holanda alistado no exército do príncipe Maurício de Nassau. e esgrima (redigiu um tratado de esgrima hoje perdido).” (Histoire des Philosophes. em Rennes. Data desta época (ele vai fazer 23 anos) seu misterioso lema. Mas é um estranho oficial. levasse o adversário para o fundo de um subterrâneo muito escuro. para lutar sem desvantagens contra alguém que não é cego. na companhia de Isaac Beeckman. Na Holanda. sem que se tenham meios de os convencer. mantém seu equipamento militar às próprias custas e se deseja mais ‘espectador’ que ‘ator’: mais assistente livre de uma escola de guerra do que militar de verdade. que recusa qualquer soldo. de equitação.do sujeito. ocupa-se principalmente com matemática. tornam-se comparáveis a um cego que.” (René Descartes) .

os primeiros cronistas franceses no Brasil. Nassau organizou o primeiro zoo e horto botânico só com plantas e animais tropicais (1642). em gaiolas. oca de feras e casa de flores. aí. Já lá vão anos III me destaquei de Europa e a gente civil. feras entre flores festas circulam em jaula tripla — as piores. a cidade livre. queremos significar que se trata de uma nota 1 . vinte e cinco ao primeiro bocado de terra. três pontos. quatorze a água. mamas ampliam: MAMÕES. a lentes de luneta. onde. Estar. “Freiburg”. e um desaparece num acidente. medito horizontal manhã cedo. na atual circunstância. OS ENIGMAS E OS PRODÍGIOS DE BRASÍLIA. Chacoalham. O vapor umedece o bolor. Tamanduá. asfixia e fermenta fragmentos de fragrâncias. Desde verdes anos. dupla as maiores. na algaravia geral. Pouco mais que o nome o toupinambaoults2 lhes signou. desleixo no eixo da terra. Isso de “barbarus — non intellegor ulli” — dos exercícios de exílio de Ovídio é comigo. — vejo o mar. por nome. aliás. desvio das linhas de fato. abafa o mofo. dos quais dez caem aí mesmo. Pela ou na rama. Cheiro um palmo à frente do nariz. CONTEMPLO A CONSIDERAR O CAIS. efêmeros chocam enxames. taba rasa de humores. vinte o vento leva. mister de deuses. AS NUVENS. ∗ Nota da pesquisa — Toda vez que for usado o asterisco. gaza de mapas. à ventura — as melhores. voce∗ mettalica Em holandês. Em foco. em Pernambuco (Paranimabuca.. como índice de estranheza. Bestas. via de regra. Cocos fecham-se em copas. Thévet e Léry. aqui presente. Do parque do príncipe. Vejo mais. mim. bom.ergo sum. cara a cara. 2 “Toupinambaoults”. Ego sum Renatus Cartesius. vejo a baía e vejo as naus. presença no estanque dessa Vrijburg1. “toupinambauts”. ali. neste labirinto de enganos deleitáveis. imenso e imerso. grafaram de maneira fantasista o nome dos índios tupinambás. escarafuncham mundos e fundos. suspensos apenas pelo nó do apelo.. a Olinda batava. as menores. Saem da mãe com setenta e um dentes. cá perdido. lá morituro. esparrama língua no pó de incerto inseto. Animais anormais engendra o equinócio. cintila a água gota a gota. Incorporei a fantasia ortográfica. O MAR. só vindo à luz já sol meiodia. orto e zôo. De longe. esdruxula num acúmulo e se desfaz eclipsado em formigas. Plantas sarcófagas e carnívoras atrapalham-se. zarolho de tão perto. fica de pé. Um. os senhores da costa brasileira. esferas rolando de outras eras. um lugar ao sol e um tempo na sombra. Tatu. em tupi).

non scansoria. mama e baba. Perante o segundo elemento. Ensy. eu paro. bois. brilho nem barulho — gálbula. Vegetam eternidades. cara quase rosto no quasequase das águas: agulhas fazem boa boca. botam mau olhado anulando-lhes a estampa. a araponga malha ferro frio. no local do crime. taciturna. brachyptera. de quando em vez. o mesmo nenhum afã. vão e vêm. meia volta. a manada anda e desanda. A dois lances de pedra daqui. estômago a sair pelas órbitas. Penso mas não compensa: a sibila me belisca. à toa. vultos a três por dois. joão chamado bobo.p. Na aguada. stupida — . máscara sefardim∗. Tucanos atrás dos canos. dois giros. De onde em onde. em 1989. jogam o gargalo para o alto. o corpanzil réptil entretece lagartos e lagostas. à tona. estabelece Marcgravf. como são∗ sabem senão comer. Monos se penteando espelham-se no banho das piranhas. vêem o que tem. símios para sempre. Tira pestana ao sol uma jibóia que é só borboletas.2) .) 2a lição: Sefarda (p. * 1a lição: você mettalica (s. arcanos no tutano. cabisbaixa. Jibóia. nunca a vi tão gorda. Nuvens que o gambá fede empalidecem o nariz das pacas. me obelisco. ovelhas. Chifres da boca para fora — esfinges bucefálicas entre aspas — decompõem pelos mangues o conteúdo: cospem cornos o dobro.l) ∗ a 1 lição: sefarda (s. volta e meia. esse pensamento. Monstros da natura desvairada nestes ares. essa python medusa e visa. a pitonisa me hipnotiza. não foge tiro.p.longisonans. não tuge nem muge. arreganhando a dentadura. boquiaberta.l) ∗ a 1 lição: como não sabem senão comer (s. na qualidade de profeta.) 2a lição: você mettalica (p. porque fartas se estatelam arrotando capinzais ou. tiriricas de estar sem fome. Anta. papa e bebe. Já a numeração obedece às explicações e acréscimos. ou. incluídos por Paulo Leminski quando da segunda edição do texto. insectívora. enchem a anterior lacuna.) 2a lição: como não sabem senão comer (p. Capivara.p. não. — é sístole dos climas e sintoma do calor em minha cabeça. Crias? Mudas? Cruzam e descruzam entre si? Não. bentevi no mal-me-querbem-me-quer. viro resultante da comparação entre as diferentes lições. desamarram espirais englobando cabras. para jogar sério a esmo. Exorbitantes. Depois da laguna. duram contos de séculos.

que é enviroçu (p. comigo que se passa? Abrir meu coração a Artyczewski3 *. inversu. pedrapedra. curral do pasmo. que pode ser enviroçu. Articzewski demora como se o parisse. Leminski não distingue bem o final da nota de rodapé e o reinicio do texto. matemático.paupau. o estalido dos bichos. In primis cogitationibus circa generationem animalium. tabaqueação de toupinambaoults. furores de Thule. Krzysztof Arciszewski. aberraçu∗. imitando Articzewski (Cartepanie! Cartepanie!). que é envirouçu (s... exilado por convicções luteranas. Um papagaio pegou meu pensamento. ou pango. muito experimentado coronel de um regimento de infantaria. incorpora-se posteriormente no texto narrativo um fragmento da nota de rodapé deixado de lado no texto impresso. 3) 3 . de chibaba. pemba.p. mercenário na folha de pagamentos da Companhia das Índias Ocidentais. monofa. Na linha que começa com “circa” há inclusão do fragmento omitido na nota de rodapé. Essas palavras inexistem na 1a e 2a lições. hortus urbis diaboli. a essência. artilheiro e poeta em latim. gingongó. na 3a lição.) 2a lição: vhehasu. jererê. era militar de vocação. possesso desta erva de negros que me ministrou. sem mencionar o problema de empastelamento no texto editado. aberaçu. Dédalos de espelho de Elísio. cada bicho silencia e seleciona andamentos e paramentos. (p. como tantos. a cabeça quieta. Na 2a lição. Aspirar estes fumos de ervas. embiraçu. Homem de confiança da Companhia. Virá Artyczewski∗. torre babéu. coisa que lhe gerou atritos com a autoridade de Nassau. segundo Marcgravf. da página 2.. Palmilho os dias entre essas bestas estranhas. nobre polaco. encontra-se em seu devido lugar. Nossas manhãs de fala me faltam. 15). o primeiro personagem polonês da história do Brasil. Por isso. Veio para o Brasil à frente de oito navios e sete companhias militares. página 14. de his omnibus non cogitavi. Bichos bichando. delícias de Menrod. jererê. inverossy. ofício de ofídio. imbiroçu. Na 3a lição. Singulares excessos. Comer esses animais há de perturbar singularmente as coisas do pensar. ∗ a 1 lição: aberrançu (s. talvez. que o despediu e remeteu de volta à Europa. charula∗.. recebeu a intendência geral do armamento batavo no Brasil. monofa. o estar interessante: a flora fagulha e a fauna floresce.. ∗ No texto da 1a lição. Bestas geradas no mais aceso fogo do dia. encher os peitos nos hálitos deste mato. Na boca da espera. Importante cabo de guerra de Nassau. foi. gês e negros minas. 3) ∗ a 1 lição: vhehasu. meus sonhos se populam da estranha fauna e flora: o estalo de coisas. charula após gingongó. ∗ Há acréscimo.p. chibaba.. o autor inclui na nota de rodapé uma explicação sobre a figura histórica de Artyczewski. Cresce de salto o sol na árvore vhebehasu. a nota de rodapé. — riamba.) 2a lição: aberraçu (p. amola palavras em polaco. inveraçu∗. conforme as incertezas da fala destas plagas onde podres as palavras perdem Articzewski aut Artixzvski vel Artixzffski sive Arstixoff scilicet Articzewski et Artixzvski ac Artixzffski atque Arstixoff Artizewskue e outras grafias da época.

uma fênix esquenta o côncavo das garras perante um fogo-fátuo∗. SOBEM. a partir dos galhos. Da boca à sopa. 3) 1a lição: fogo fatuo (s. Folias. penso esse bicho.p. Carregam pesos nos beiços. A árvore vhebehasu espreguiça à luz das suas moléstias venéreas a carne esponjosa. a maneja e manja. pingando ranho. o pus ao gosto das sanguessugas. por ela. 3) . Ali na praia. pedras. 3) ∗ a 1 lição: olhos clítoris (s. aplaudem brotos — olhosclitóris∗. narina marinha.sons. descascando verrugas na pedra-pomes. onde toupinambaoults∗ com febre vêm caçar maracanãs. O silêncio eterno desses seres tortos e loucos me apavora.p. donde sopra o vento oriundo do reino dos incas. paus. Comeu os quatro comissionados a trazêla do infinito bravio. orelhas.p. bebendo rios e a substância das pedras. O movimento dos animais é augusto e lento. um basilisco põe a mão incombustível no fogo.) 2a lição: arcoíris (p.) 2a lição: fogo fatuo (p. Olho. o bicho me pisa na cabeça.) 2a lição: toupinambaolts (p. fonte donde cipós passam a saliva que abastece o mercado dos cupins. mor de não poder falar: trazem bichos vivos na boca. a boca aberta por dentro do chão. carcomido. caindo em pedaços pelas bocas dos bugres. as águas sobem. fala que fermenta. cuja coceira deu em mel muito procurado por suas virtudes ainda insuficientemente esclarecidas. Sobem. a lepra mucosa das parasitas contagia o húmus com o entusiasmo das gosmas pelo pacto de vida e morte entre o reino de Alhos∗ com o império de Bugalhos. suscitando manifestações de desagrado por parte de um arcoíris∗. nas maltraçadas. ∗ ∗ 1a lição: Aolhos (s.) 2a lição: olhosclitóris (p. penas. tufos subsidiários frutos tumores ninhos de marimbondos. 3) ∗ a 1 lição: arco íris (s. carunchando o fole dos favos em ogivas e meandros.p. 3) ∗ a 1 lição: toupinambaoults (s. bafejando halos de pólen. vejo baleias: o mar de Atlas limita-me pelas tribos cetáceas e o lado poente pelos desertos de ouro. espirais elásticas desgrudam membranas.p.) 2a lição: Alhos (p. o ventre pesa a carne. um látex se responsabiliza pela animação hidráulica dos poros furos das formigas. rendido em bolhas e flocos de pó — as folhas. todos se olhando de jaula para jaula e para mim.

3) “Luneta”. o circuito assume um novo ciclo sumindo com estes olhos que a terra quer comer mas. No realce de um relance. complicando o implícito. um enforcado. tiro algumas: regulo. Vejo coisas: coisa vejo? Plantas comem carne. multiplico explicações. pupilas ∗ 4 1a lição: página inexistente no manuscrito 2a lição: di prospettiva disse Galileu se move (p. O olho cresce lentes sobre coisas. Em meados do percurso. melhoro a marca. onde faz o deserto chamam paz. sito no centro de um círculo. olhos vidrados. onde (p. em holandês seiscentista. 4) . o verrekyker4. ∗ a 1 lição: não cresce mais. um olhar sem pensamento dentro. vítimas das formas em que se manifestam. vejo a terra: nuovo artifizio dun occhiale cavato dalle più recondite speculazioni di prospettiva disse Galileu∗ se move inaugurando a santidade da contemplação cristal onde cada coisa vem perfazer seu ser. Parto espaços entre um aumento e um afastamento em cujos limites cai como uma luva minha vertigem. Excentricidade focal. contemporizo. distribuo olhares de calibre variado na distância de vário calado. com os meus. Um nome escrito no céu — isolo. E os aparelhos óticos. Imprimindo prosseguimento à análise. uma vela acesa em pleno dia! Escolho recantos selecionando firmamentos. Ponho mais lentes na luneta. alarme na espessura. uma curva em tantas rupturas que a soma das distâncias de cada um de seus pontos com inúmeros diâmetros fixos no trajeto da queda guarde constante desigualdade a uma longitude qualquer. sete. tal qual lobriguei tal dentro das entranhas de bichos de meios com mais recursos. Vigiando. o mundo despreparado para essa aparição do olho. uma oitiva diminuta descreve uma dízima do período de ponto de vista definitivo. Besteiras dessas bestas cheias de bosta. evidenciar-nos-emos. aumento a mancha. Trago o mundo mais para perto ou o mando desaparecer além do meu pensamento: árvores. onde passeia não cresce mais luz∗. O Pensamento desmantela a Extensão descontínua. aparatos para meus disparates? Este mundo é feito da substância que brilha nas extremas lindezas da matéria. Contém o próximo e o mantém longe. antes que os coma. diminuo.vomitam âmbar. reduzo a marcha.

só para aí se dirige. me venda.) 2a lição: onde pensamento (p. Este calor acalma o silêncio onde o∗ pensamento não entra. acabando de dormir para esticar o esqueleto. 5) . ingressa e integra-se na massa. Este mundo é o lugar do desvario. para nunca conduzir-se. no olho mesmo da água. imune ao espaço. o olho cresce. que fome! Uma arara habilita-se a todos os escândalos sem ser Artiszewski. o globo dágua arrebentando. O olho cheio sobe no ar. Esta bruta besta. temperando a corda ao contrário dos ponteiros dum relógio. me revela. cujo talento em não fazer nada chega a ser proverbial. Sussurros ∗ 1a lição: onde pensamento (s. pedra cercada de rodas: o mundo inchando. me vela. Pensamento é espelho diante do deserto de vidro da Extensão. Eu vejo longe. espelho ante espelho. Esta lente me veda vendo. Perdido em si. nada a nada. afinidades infinitas afinam e desafinam espécies. Formigas da noite picam uma árvore com bandos de papagaios e tudo. Pinta tanto bicho quanto anjo em ponta de agulha bizantina. vive no tempo. Pensamento me deu um susto. que perguntas perguntar? Devo lazer. Versar com as pessoas é dividir o todo que somos em partes. vidro de pé perante vidro. mister lembrar Articsewski da desgraça da preguiça que se abateu sobre mim. a justa razão aqui delira. nó górdio na cabeça. — é para não ver que estou vendo. Bichos se fazem reverência. novo pânico põe fora de ação o pensamento. esta alimária. Eis a presença de ilustre representante da fauna local. para sermos compreendidos. Jazo sob o galho onde o bicho preguiça está. para ir dez palmos. Ver é uma fábula. me desvenda. Este mundo não se justifica. estacionou incógnita na reta. Requer uma eternidade. A fumaça acima não a demove tão pouco de seus propósitos absenteistas. Reflete e fica a vastidão. camaleões aos salamaleques viram salomões de doutos cromatismos. Aí no galho. a insistência irritante desses sisteminhas nervosos em obstar uma Idéia! Nunca se acaba de pasmar bastante. para efeitos de análise. mergulha nessa água. ninguém olhando-se a vácuo.dilatadas. Agora estou vendo onde fui parar. Narciso contempla narciso. afunda no vidro. abrilhanta a áurea mediocridade vigente.p.

p. olhei e vidrei. cada localidade ponha-se no seu lugar.clandestinos acusam a aproximação de peregrinos. ∗ ∗ 1a lição: milagros (s. aí consagrou o resto. ∗ a 1 lição: que . de tal forma que ao dizer teu nome. Deu-lhe um golpe no calcanhar. meia. esse pensamento. contra o degas e em prol dessa joça. quero dizer: não se pensa. O senhor vai assim toda a vida e termina a vida por aí. para sofrer como os burros ferrados que escoiceiam∗ as fechaduras como se∗ fossem cascavéis descansando o cotovelo. deixando insatisfeitas as voltas automáticas das hipóteses. que as escalas vão queimar sua última oitava. mas como não contra Aquiles. Sabe de que está falando? Não? Estranho proceder! Nada aqui onde apóies pensar. epitáfios nos obeliscos. Não quis dizer. 5) 1a lição: metamorfose (s. 1a lição: (s.) 2a lição: que escoiceiam (p. olhar lentes supra o sumo do pensar! Dá para ouvir o cúmulo das excelências falarem num búzio contigo.) 2a lição: fechaduras como se (p. Duvido se existo. Este pensar permanente prossegue pesando no presente momento. Muito me admira mas admitir pouco. Não. ainda credo num treco.p. o olho que emite uma lágrima faz seu ninho nos tornozelos dos crocodilos beira Nilo. Não. Coordenadas em ordem. estirpes nos nomes. a própria. baixinho. não é casa da sogra essa falta de estátuas nas tumbas. entregue à própria sorte. como chamavam Olinda à época. verdade∗ trás.p. Sarcófagos nos palácios. esse pensamento recuso.p.5) ∗ Há um acréscimo na 1a e 2a lições no seguinte trecho citado: verdade quero aqui. uma. A linha é o menor ponto entre dois caminhos: a bom. La Flèche me ensinou a maneira de Deus viver.) 2a lição: metarmofeses (p.) 2a lição: (p.5) ∗ a 1 lição: fechaduras como sed (s. Vai em cima. Artiksewski me tirará pelo coração a tempo da via das minhas dúvidas.5) 5 “Cidade de Maurício” em holandês seiscentista. a selva desmorona em cima de Mauritstadt5 e a afunda na lama e no calor.p. Omito. Claro que já não creio no que penso.scoiceiam (s. triunfos nos arcos. Unhas e lentes dum mecanismo de passarinhos operam desde milagres∗ até metamorfoses∗.) 2a lição: milagres (p. Um dia. ficou para trás. não. quem sou eu se este tamanduá existe? Da verdade não sai tamanduá.5-6) . Fico feito um sísifo. aqui me virei para um bicho. a mais ou menos. refuto e repilo! Constato crescerem em mim. Pandorgas da China apreciam os elementos das intempéries.

Ficou algo.) 2a lição: Isto mata isso. uns são quaisquer. não consigo entender o que digo. Quadrúpede.p. Lá me recebem.) 2a lição: Um. Recomponho-me. Dentro do previsto. Encontro-o. Histórias em torno disso. Eu não quero cair lá. Eu nego isto.p. Algo fez isso assim. Histórias. Eu sou demais. Lá me curam. O que está por vir quer continuar sendo até não poder mais manter-se nesse estado. Lá me lambem. Nunca viu isso aí e pensou que não era nada. o erro já está içado. quid xisgaravix vixit. Tudo o mais que sei não cabe no que digo. isto é. 6) ∗ a 1 lição: Isto mata isto. 6) ∗ a 1 lição: Issi ficou assim (s. Occam está na Pérsia. Lá é silêncio. Occam. Um. Agora se alguém desconfiar. Nada substitui isso. estas árvores ainda pingam∗ águas do dilúvio. coco∗ roído de formigas. aí tem o bípede. Quod erat demonstrandum. Isso muda muito. acaba lá com isso.p. Eu estou tentando sobreviver. 6) . Alguém cometeu algo? Ninguém fez nada.p. Aqui dá muito disso. Isso∗ ficou assim e assaz assado.6) 1a lição: pinga (s. Assim não vale. O osso do ofício no orifício disso. É natural. Então era isso. ∗ a 1 lição: acontece (s. Isso é assim mesmo. Lá — não. Era isso. Isto revela boa apresentação. Eu estou sobrando. Nestes climas onde o bicho come os livros e o ar de mamão caruncha os pensamentos. isso é perfeitamente natural. ninguém duvide. Que faz isso aqui? Isso serve para ser observado. Isso é bom. isso ficou assim. deu-se. compareço.) 2a lição: aconstrece (p.) 2a lição: pingam (p. O monstro vem para cima de monstromim.silêncio o faz. Aqui é a zona disso. Não quer mais ficar lá. o monstro6. Assim foi feito isso. é aquimonstro. (p. Isto mata isso∗. côco (p. Occam deixou uma história de mistérios peripérsicos onde aconstrece∗ isso monstro. o monstro textual: ver retrato verbal no final do volume.6) 6 Occam. Só vou lá. A cabeça furam de cáries. busca meios de sobrevivência. por mais que persigo. Nunca viram isso.p. já não há mais o ∗ ∗ 1a lição: Um côco (s. Sabem quem é que eu me lembro? Isso mesmo. visto por esse monstroprisma. Olho bem. só se passa isso. aqui — o monstro. (s. Isso contra isto. isso é problema seu. Eis isso. Isto. Só para ser visto. pensam assim. Penso meu pensar feito um penso. Os outros são alguns.) 2a lição: Isso ficou assim (p.

O fato? Occam. Conosco. Isso sai por uma porta e entra por outra. Não quero me precipitar. conosco. Os sintomas de tudo. veio falando e foi desapercebendo. uma remota possibilidade arremata um lance. temos que apresentar exemplos. uma visão beatífica. O próprio. foi levado a efeito. isso é uma raridade no dia de hoje. Aquilo está feito. Sem se esforçar. O sigilo cai sobre o fato. arranjem um outro eu mesmo que eu não dou mais para ser o próprio. ocorrem acidentes no seu plano mas ela confirma o que diz: os sintomas são esses. Não representa o que apresenta. armazém de armadilhas. ou arrumo vários casos. Algomonstro está oculto atrás do ato nulo. creio num abismo aí. O mapa é este. além — a terra de ninguém do silêncio. Qual o nome da lei? Um nome bem natural. A lei é estável. ele se calou que só vendo. faz tanto tempo que eu sinto . Um abismo. O verbo acende um fogo. peço desculpas por fazer tão frio. Faça o que te apetece. Passa o tempo. já há só o que nunca se soube. Os sintomas. os sistemas totais. fato nulo. o sujeito vem se aquecer. esse sou eu. Ele disse. faz-se jus à voz corrente. uma audição angélica. uma causa perdida. a lei da máxima é múltipla. eis Occam. ato nulo. Em outras palavras. A figura é figurada. Quero ficar aqui. Queriam colocar-me aí. o monstro não se mostra. Um olhar de Janus aboliu a atualidade. Eu assumo várias formas. que demora para uma demonstração. Isso não serve. me respeitem. Caí em mim e nos que me equivocam. Aqui faz frio. Afastamento dos fatos.que eu havia dito. Cara e coroa. quem o mora? Nunca é demais voltar atrás. Desvidro-me. Algo não andou bem. Acostume-se com isto. os sistemas são outros. Houve um negócio. A figura continua a mesma. Uma hipótese. Ele mesmo reconhecendo isso. O qual já vem aí ver no que deu. Uma coisa rara é coisa notável. A lei é esta: assim não vale. como é? Daqui dá para ver o objeto muito bem. isolamento silencioso. Uma manifestação monstro adentrouse nas dobras do terreno e concentrou-se no óbvio. desde quando estamos caindo? Uma lei vai vigorar aqui. falte quando te fazem falta! Assim não vale. Aqui é isso. Isso houve hoje. Ali está aquilo. são outra coisa. cara e máscara.

a música. ele ia. Cumpra-se o óbvio.) 2a lição: Procurado. Consta. Originou esta delonga.p. 8) 1a lição: Procurando. Fiquei idêntico. Occam vê o óbvio. por um compasso de espaço. grande lá. muitis (s. ocasionou esta sinopse. O evidente acaba de ser visto. era um som na minha vida. Lá saiu. Deixa o óbvio ali. Assim é que se faz. eu dizia. Faz assim. O óbvio vive aqui. me ouvindo. Lá é grande. Occam disfarçou as peripécias. Assim não vale. um teste. algo vem sendo. O evidente previdente escondeu-se do vidente. Sou o facho que atrai todos os olhares na escuridão das frases. Ali e lá. 8) ∗ a 1 lição: Procurando. palavra. é exato. depois que o rei de Górdio invadiu a Pérsia. Proponho uma testemunha. O óbvio está vivo. Escapou e saltou até lá. não. Entre monstrolusco e monstrofusco. 8) . muitos (p. O Toupinambaoults de tanto farejar marofa virou farofa. refletiu este fluxo.frio que já nem sinto frio. Occam torceu a sinalização. Era uma vez. Esta é minha testemunha. Fica ∗ ∗ 1a lição: Eu me . repercutiu na pergunta. muitos (p. Occam ocultus.hamo (s. viu? Aparece na hora. por um acidente do acaso. um dia. Passou por aqui um desconhecido. vai depressa. Occam. Ficamos desaparecidos por um pedaço de tempo. muitos∗ me têm procurado.p. mesmo eu estou bem aqui refazendo os nós que desatastes e adesatastes: não há mais quem consiga desatar um nó. uma lápide.) 2a lição: Eu me chamo (p. Eu me chamo∗ Procurado∗. poucos me têm achado. Aonde vai com tanta pressa? Vou a toda Pérsia. entre o colosso e a esfinge. Eu crio seres. Occam não pensa nada. pontificou. já nem sei se isso é frio. quanta demora — para um botafora. Absolutamente. o colapso passou de raspão. Occam vultus. por um acidente esquisito. Pensa uma oração e o óbvio desaparece.) 2a lição: Procurado. A análise começa em casa. muitos (s. o bruxo. Estamos estarrecidos. assim se faça. lá vai ele. se nadifica e falta. Para limpar lágrimas. Era uma vez. Eu via.p. Era uma luz. Occam fica como está. lá ficou. dando testemunho para todos os lados. eu sei o que é isso: é o óbvio. É aqui-del-rei que ele mora. Eu estarei à sua direita. como não podia deixar de ser. fazendo sinal. Não é viável que você esteja me vendo. O óbvio. A solução é ineficaz para debelar o problema.

como ficará. O extravagante dá um passo avante devagar e fica perante: é o óbvio. não digam que eu não avisei. (s. O espaço é só isso. por exemplo.) 2a lição: Isso como solto (p. gasto pouco vasto faz grandes coisas. Os transeuntes batem em retirada∗ os batentes continuam itinerantes. Isso. Depois eu vou dizer tudo. Uns dizem coisas que a gente não sabe o que dizer. Dizem exemplos. cheguei a pensar. dito que já deu fruto.p. é fazer alguma coisa: ver tudo é coisíssima alguma. Não vou dar exemplos. Isso como∗ solto. alguém me disse. e eu me lembro que já ouvi isso.p. 8) ∗ a 1 lição: nada me . Eu já disse que isso acontece.) 2a lição: Bentevi deveras me viste (p. A ver. ∗ 1a lição: fazendo as vezes de desentendimento. Vai haver um mal-entendido. onças. procurando-os na memória.p. Acontece que tudo o que eu digo. e assim não vale. está acontecendo aqui. Ou é o vocal da consciência gritando: deserto? Ver tudo é bom? É ver? Ver. olho mais perto que o corpo chega mais forte que eu.p. acontece algo daquilo que eu conto∗. fazendo as vezes de desentendimento∗. Dado que isso já feito. Não vou∗ mais perto de medo. cegaram mil. diminuindome.a.9) . ∗ a 1 lição: Isso come solto (s. Ainda bem. a entrarem por um vidro saindo pelo outro. xxva transeuntes batem em retirada os batentes continuam O respectivo trecho não consta nas demais lições.p. 8) ∗ a 1 lição: que eu cont. 8) ∗ a 1 lição: Bentovi deveras me viste (s. já está havendo há muito tempo. pares. (s. Os entes de razão estão indo caminho da execução. Comporte-se como um espaço desses! Medito uma medida para as mudanças deste mundo. (p. Estou ciente como se deve. Isso é coisa sob controle do passado remoto. encontro outras vítimas do esquecimento. porque vindo ver algumas.iu (s. uma de nada me viu∗.) 2a lição: Não vou mais (p. em algum lugar. Bentevi∗ deveras me viste mas não te vejo e te busco rolando lentes sem resultado por esses ramos. pensei.) 2a lição: nada me viu (p. veiamos. Há coisas que não são para ver. palmos e quintais. Quase sempre que ia falando como ia pensando. Por exemplo. isso avança sobre o insólito. fica com quem cessou. acontece portanto. 9) ∗ a 1 lição: Não sou mais (s. Por muito ver. cada qual com seu igual.p. Me praz lente fiel em olho sem libra.) 2a lição: que eu conto (p.) 2a lição: fazendo as vezes de desentendimento. 8) ∗ a 1 lição: Os transeuntes batem em retirada.

nenhures chamado. (s. praticam seu linguajar. rei do Ponto Euxino. 9) ∗ a 1 lição: claridão para a algazzarravia perdida (s. antes com estados nunca sidos. insetos insetívoros se coçam. Cala o fanfarrão.9) ∗ a 1 lição: Por aquiles-el-raio que-os-partitura (s. casando conúbios danados com fêmeas toupinambaoults∗. Duvido de Cristo em nhengatu.— toxicus. 9) ∗ a 1 lição: toupinambacults (s. ∗ a 1 lição: Mitridatos pôs o corpo real sob o império dos venenos (s.9) 1a lição: Quem está setado. siga em frente. como o que se disser de tudo isso. Aqui se acorda ao primeiro chocalho de cobra e se dorme num canto coral. que é como os sons dos estalos e zôos deste mundo. temeroso de venenos. — afeito a tê-los pelo sangue sem detrimento no viver.p) 2a lição: Por aquiles-del-raio que-os-partitura (p. ou fazemos uma concessão à má natura? Muito vagalume para ser olho de onça. quantos vidros e lentes vai querer entre si e os seres? Um corpo é muito osso para um olho que quer crescer sem mãos para o confundir. agüente adredes∗ e acintes. intervalos de ilusão de ótica para as evidências certas. duvido que Artyszewski possa. Onde estava com a cabeça. o ovo fica. melhor o faça.) 2a lição: Mitridates pôs o corpo real sob o império dos venenos (p.p. não volta mais a forma antiga.Não posso entrar assim. se bem o ouvi. (p.p.9) 7 Mitridates. quem é que está balançando a canoa? Quem está me jogando areia no olho? Quem está sentado∗ em minha cabeça? Quem estupra meu hímen? Que corda de enforcado me enforca? Quem é que está levando o mundo embora? Mitridates7 ∗ pôs o corpo real sob o império dos venenos.) 2a lição: Quem está sentado. — dá para desconfiar: ∗ ∗ 1a lição: agüente adredos e acintes.p. habituou-se a tomá-los todos em doses homeopáticas.p. a graecis videlicet sagiticus aut sagitarius.) 2a lição: toupinambaoults (p. quase sagitae venenum dicitur. Por aquiles-delraio-que-os-partitura∗. sempre crescentes. sai a flecha. até se tornar imune até a peçonha. Maravilha é pensar este bicho. o bicho prosperando cobras e lagartos. Batavos não estão mais com a razão nestas zonas. Epa.) 2a lição: agüente adredes e acintes.— esta erva sempre dói. até me vir tudo nela? A coisa arruina o olho. Alguma dúvida. (p.9) . ovo de cobra não gora: cai a fruta. não há mais claridão para a algazarravia∗ perdida na escuridade obsclara? Algures por achado.) 2a lição: claridão para a algazarravia perdida (p. (s. Tem que ver como tem que ser. fala o canzarrão. flama flamenga em fala mulherenga. Falam nhengatu.p.

nos olhos dos outros não dói. então? Logo não houve jamais algum dia∗ tal. salvanor. Nome pode pôr aí: pseudônimo anônimo. e feito. se assim for. já? Este país cheio de brilho e os bichos dentro do brilho é constelação de olhos de fera. nos olhos dos outros dói. muda de repente máscara mais conveniente. Guerra. o quê. que é que acha? Não c que é que acha? (s.p. doeu? Que Cartepanie. eu sei aqui: antes de ser. nos olhos dos outros não dói. pague ainda ouça que nem tudo é assinsenhor.p. Se a cara não ajuda. era quando caça cão com gato quem não tem camaleão que é mato. O castigo a galope chega antes do tempo de bradar: água vai! Bendito o mau jeito. 10) ∗ Há um acréscimo na 1a lição: Cada qual dá cá o que? (s. se não sei. faça. doeu? (s. Aqui falam agora a dizer: façame um favor. a qualquer hora viram gente. Quando a noite estava entre o mais-prá-lá-do-quepra-cá e o fica-aí-que-volto-já. também faz tanto tempo que agora é só isso.desconfie∗. ficando cada vez mais antigos.) 2a lição: reino meu. com perdão da má palavra. torres nos torrões ∗ ∗ 1a lição: desconfio. melhor um cisco (s. maduros. Cada qual dá∗ o quê? Você aí. alcunha — metade do nome mais o dobro. currupaco. isto é. 10) .p. Dito tudo. Como assim seja. 10) ∗ Há um acréscimo na 1a lição: algum dia.) 2a lição: desconfie. al.p. for? Não sei se está. do primeiro ao último. tão cheios do apetite de dizer! Ouvistes dito aos antigos.) 2a lição: Você aí.) 2a lição: —eu! Ontem? (p. isso sim é que é isso mesmo. melhor um cisco (p. falam uma hora a mais. 10) ∗ a 1 lição: —eu! Ontem? (s. por mim. que é que acha? (p. vice-vira-serva-volta. quem sabe lá. 10) ∗ Há um acréscimo na 1a lição: Você aí.) 2a lição: algum dia tal. me abaixo. num instante. doeu? (p. outro papo. o que disse. al ou quejandos? Defeito ponho e acaso pouco faço. e esta. Aboio de bicho busca apoio em outro berro.p. pimenta∗ do reino meu. nos olhos dos outros nxx dói. como for? (s. Não te quero ver nem pintado de genipapo pavoneando papos de tucano.p. for? (p. doeu? reino meu. o nome de Guerra. nunca: de vez era quando é tanto quanto mais puder. melhor um cisco no rabisco do olho que um piscapisca desse petisco.∗ que é que acha? Não acho. a conviceversa não vai longe. Aqui já não está quem falou. Ora essa. Conosco ou com os outros. — eu! Ondem∗? Acá. salamanganico! Macacos o.9) Há um acréscimo na 1a lição: reino meu. por exemplo.) 2a lição: Cada qual dá o quê? (p. Outra cidade será citada para glória da freguesia: virgembugra. só descuidar. — dá o rico pé.

.. — a goma. ik zal slapen als een roos! Een puikkarbonkel vooraanschuur. Além disso. perdem forma e figura.) 2a lição: dat de (p. batizado pelos que lhe bebem a água. Em Górdio. assim que lhe tomarem um gole. a cola. Um bosquejo azulou nos azulejos de Viladiogo. a gota pegajosa. Aan een wonderwelgoegegloeiden totdat. vor (p.. foi parar em Pandarecos! Aperta o cinto naquelas ybyturas. zei ik en ik wou dat ik er op zat. saiu em Polvorosa. dat∗ de Aarde een groote sneeuwbaal was. Quando Uganda balanganda. ach was ik hierem maar nootgekomen.p. Noorderreus. em holandês seiscentista. Ik oogde nog hat na en. Geen denken aan goeie laat me dan gaan. Hoe is zijn naam? Verzuymt Brasilien8. o Poente — a incógnita. De duas... virando bicho. da Muda. ik wed. Nisto se vê se bugre é gente. uma: ou as águas dão febre. brul nog zoo boos.) 2a lição: zee. ou a mudança de veras sucede. olho nele. een vor (s. não se ata nem desata. Esponjas.. Dou com a língua nos dentes e de noite a cabeça cheia de grilos e gritos tem pensamentos de bicho. hoe zeere (s.p.. A máquina do entendimento levava uma pancada na mola. antenas. zwom... okk daar hief op eens een tal trompetten.. A araponga chama a pedra para o pau e para o ferro — o fogo. 10) Há um acréscimo na 1a lição: dat ras de (s. Ja. virschersweeuw. o grude.) 2a lição: de hora em diante (p. vor Zonne. Levante levado avante. kruikoeken baaskaap kjoekenmoedingen! Enkele keeren men okk nog. haard.tristes. Com vossos próprios olhos. — ik dank den ∗ ∗ Há um acréscimo na 1a lição: de hora em hora em diante (s.∗ zeere vallen ze af! Droogoogs zoolang de se in zen blijft staan. klinkt! Knapt en kraakt! Zels de maas waar hij bass. levantado de hora∗ em diante. 11) ∗ Há um acréscimo na 1a lição: Zonne.) 2a lição: Zonne. cujos delírios simulam a metamorfose. ∗ Há um acréscimo na 1a lição: zee.p. — Seryñeem e o rio no meio. — o Oceano contra a costa. De ze blijft jij vloog zooals.p. schlaapsken nooit onder ieder een kruk! Zoo zullen zee∗. Neste caso. “Brasil perdido”. os problemas a resolver da ordem de toda a desordem entre os seres abririam precedente a uma metamorfose de todo o nosso pensar. zeere (p. palácios balançam. 11) . 11) 8 Verzuymt Brasilien. completam o círculo viscoso. pinças. corre que outro rio. nenhum país como este.

sabendo que caso contrário terão que segui-los na ponta dos pélagos até os desfiladeiros tartéssios? Que é rápido. de zonne. Que anda ao sabor dos sulcos do vulgo. O horror da natureza que o vácuo tenta encher em vão. o ∗ ∗ Há um acréscimo na 1a lição: Hemel dat ik weg kan. lerão letras junto do meu corpo neutro.. ensinando aos futuros coisas pósteras. Morte vinda.. logo chega logo. círculos concêntricos num ciclo sem fim. concentrando reminiscências dos remanescentes. filhos ficaremos em sangue ou em estrelas? Ou passarei como passa bicho para dentro de outro bicho. .. fico só no toco. Lá em cima. Os brutos. o bicho e o homem de barro. o bruto.∗ corpo é corpo. (p. a árvore me cresce o nome na casca.p. engasga no escarro. o coco∗.. descendente desde todo o sempre! Se volatilizam e nem um véu de veludo volúvel se sensibilisca. o bico dos bichos capricha e passa um rabisco raspando no movimento do bispo pela crosta dos arabescos. — parte com pose de certeza e volve. é corpo.. de man klakke en palullen. o bicho A contendo o bicho a. inscrito num organismo e um seguinte esperando a vez. quem deixará de honrar com a mais alta categoria da sua certeza. melhor deixar a constelação Descartes para um aquijaz mais oportuno. Grugrugrugrudou! Pacatatupijavaré! Faça-se conforme seu bel parecer. Sabedores de amanhã.. a besta. contém o bicho b (cada bicho resulta da passagem de bichos infinitos por um apetite estrategicamente instalado) — um parafuso arquimédico? A caspa dos carrapichos cai em cascatas na carapaça dos caramujos. Gaa in vree! Subiu debalde como numa oitava. (s.. ó decadente em cada dente. fica o cochicho. Considero o tempo e contemplo o astral. 11) 1a lição: homem de barro. verte e volta. Já faz um temporal que passou a pé enxuto por onde muitos se afogaram.. (s. corpo é corpo. mancando de uma dúvida.) Há um acréscimo na 2a lição: homem de barro. o coto do tronco. Resumus populisque? Isaaktamente? Vlamsche zoo zong.p. um texto me garante a eternidade. en een sjako ook rooie oplagen. deglutem tudo num só umbigo.Hemel data ik∗ kan. o rabinho chispa no ranho de um repuxo.) 2a lição: Hemel data ik kan. Mundo sujeira não me sai da lente do entendimento.

os mais selvagens dentre os sentidos. Tudo indica. alimária. os cachos de músculo e um coração esperneando a estrela mastigada na caixa do peito. caminha trôpego para a cova onde se esconde de sol. toda cobra sua peçonha. ad primum ergo.p.) 2a lição: Com que só então nos acontece perceber que todas as coisas (p.p. gentalha.) Há um acréscimo na 2a lição: substantialiter. genitália. Messieurs. Animália. distinguo∗. “aí” quer dizer “bicho-preguiça”. o cóccix. gentalha. A esse aí9. pobre de mim que nasci sem cu! Sobre minha cabeça o preguiça∗ caga geléias de molde a satisfazer o mais fino dos paladares. só sabendo de abacaxis. Não tente converter aquele que já virou todos os seus avessos e saiu desileso. o cu. todo toupinambaoults sua seta: calma. ó coito. o couro. abacate. haverá para todos. A bom entendedor. os alforjes dos olhos nas peripécias da vida se embaraçando nos ramos das árvores. 12) ∗ a 1 lição: ad secundum.) 2a lição: nasci sem cu! O preguiça caga geléias (p. gentalha. sim. o couto. abacater. 12) ∗ a 1 lição: vai cagarna (s. abacate. gentalha. genitália. (p. liquet.. abacaxi. O corpo pretendido por mosquitos.) 2a lição: vai cagar na catapulta (p.p.p. 12) ∗ Há um acréscimo na 1a lição: Com que só então nos acontece perceber na catapulta de Paris! Com quessó então nos acontece perceber que todas as coisas (s. substantialiter. alimária. ∗ a 1 lição: nasci sem cu! O preguiça caga geléias (s. formaliter abacaxi. O ônus (s. 12) . 12) 9 Em tupi. (s. 12) ∗ a 1 lição: substantialiter.. o coito. onças e canibais. O ônus verga o bicho: o fardo de fezes. O ônus (p. Animália. abacater∗. alimária∗.p.p. O aí colabora com a iniciativa fornecendo matéria para o símile. alimária. O dia em que merda for merenda. onde é fácil.. senhora preguiça. ad secundum.) 2a lição: Animália. distinguo (p. (p. distingue (s. Ora. 12) ∗ a 1 lição: o côco (s. toda besta sua bosta.p. O bicho me apruma pelas trajetórias que arruma. o cóccix o cu. 12) ∗ a 1 lição: Animilia. chão! Minha cabeça. claro como o dia. quer ver esterco na órbita dos astros incorruptíveis. abacate. em meados de palavra. solto este ai! Que diferença faço eu do círio que derrete? O próprio.) 2a lição: o coco (p.coice. genitália. Toda vespa quer pôr sua agulha.) 2a lição: ad secundum.. Graças aí que estamos assim. as varas dos ossos numa tremenda malária verde. vai∗ cagar assim na catapulta de Paris! Com que só então nos acontece perceber∗ que todas as coisas desta esfera sublunar tendem a repousar no centro do seu peso.

Eu que entupo a boca e estufo o peito com fumaça. Carece o fogo da água. vapores e palavras. só uma situação que? De? Não tem de que? Veja só. Que catástrofe escolho? Inalo maus espíritos. pastor ou impostor. major. do ar. dá o que pensar um tempão. só uma situação que não dá para. está afim de quê? De? Não tem de quê? Veja só. só uma situação que não dá para . dão margem aos apetites de luxúria e gula. larvas. O pastor vive tanto tempo com as ovelhas que já sente os primeiros resquícios de vagidos de balir a lhe roerem tudo por dentro: de cada três pêlos que se arrepiam debaixo da roupa de pele de cabra. mas o estar da terra. se passa os olhos.) 2a lição: Ora. Costurando uma linha de referência através da sua diagonal. uma situação∗ que não dá para entender. coça-os e faz força para esquecer que está um pêlo de cabra sem tirar nem pôr nem deixar de acenar como tantos outros iguais a si se fazem no interior daquela escova. diga como eu falo mas não fale como eu faça! Fantasmas. conduzirei um∗ raciocínio a outras séries de áreas. o Maior dos elementos.) 2a lição: conduzirei um raciocínio (p.p.ntender. Pensando morreu o burro de Buridan de fome e de sede perante o fogo e a água porque não dispunha de livre arbítrio e portanto morreria de qualquer maneira de fome e sede ante linfa e legume. sua antítese demótica. não pensa assim? (p. Ora. sua base. seu ambiente. antepara meus antepasmados. para agir. está afim de quê? De? Não tem de quê? Veja só. dá o que pensar um tempão. dá o que pensar um tempão. A constância de sua ∗ Há um acréscimo na 1a lição: Ora. seu ser. está na pedra. major. Desculpo-me das dissonâncias do que digo mas cada um fala o que tem na boca. a alma que anima tudo isso.13) . está afim de quê? De? Não tem de queê? Veja só. não pensa assim? A linha da frente como se um raio a fulminasse. da terra. O pastor aprende ali parado a serenidade que é susto sem jaça por baixo. não pensa assim? (s. Meio caminho andado. ampara minha lâmpada.estamos entendidos.p. miasmas. Luz do fogo.13) ∗ Há um acréscimo na 1a lição: conduzirei umraci raciocínio (s. um se ergue. Os Padres do Deserto não punham pedras na boca para aprender a calar? Pois houve quem aí as pusesse para aprender a falar! Falou pedra. é conduzida como se o ímã a atraísse por um ponto de interrogação. água e ar para permiti-lo não valem o agir do fogo depois de prevalecido. major. entender.

pessoas em lugar dessas peças.p. pois o datiloscrito está incompleto. esta melodia ouço no olho.) 2a lição: Isso é pensar (p. pastor e pascente. Pague meus despêsames! E pretendo pensar. Isso é pensar∗? Um gênio maligno impele seu rebanho de ovelhas negras. esta tebaida me entibia. como passar sem? Cabeça vazia. 13) Obs. — constituído em pura pecuária. E se me cai essa preguiça aí do galho. oficina do diabo.p. No meio das ovelhas que pastam calmas entre as pernas pelos.: Esta é a última nota que faz referência à 1a lição. apanhar sereno esperando Artyscewski cansa e fumar isto dá uma fome! As cristalinas esferas celestes articulam as pitagóricas harmonias e os platônicos silêncios. despreza-as em seguida. uma torre em cima desse morro. esse desprezo então o isola e dana. Como viver na flauta entre as canas de Brasília? Em que pese o vazio. — pastor em uníssono no coro de ovelhas.. Desloca o globo. ah! Brasília. — descoberta sua natureza pastoril. de ovelha. entupida de açúcar no ponto de cortar. O só pensar esse bicho basta para passar a noite em claro e o dia em trevas. decide-se descer ao chão e pasta. nem vão. um azougue. assimila a páscoa e desaparecem pastor e rebanho. id est. de pensamentos tortos nos campos∗ do meu discernimento. tuas ∗ ∗ 1a lição: Isso é . Um mosteiro ali. Acompanhar a preguiça dos bichos. qualquer outro em vez deste descarte. foras exata e não foras! Oxalá teus troncos cilindros. enxerga e se lhe antolham as ovelhas como a uma outra coisa distinta de si.) 2a lição: nos campos do meu (p. — desmorona esta mental Arcádia que elaboro. fico sísifo até o fim. interioriza o rebanho. é o xisgaraviz. pastar e pasto. Do alto deste olimpo.ensar (s. — o zelo de ir a zero. Como impedir esse peso suspenso sobre a cabeça de se agravar? O labor de pensar onera e não me compensa: modulo lentes. cabelos e sobrancelhas. O pastor carrega suas ovelhas por dentro. canto o entendimento canção.13) Há um acréscimo na 1a lição: nos campos campos do meu (s.. Como entrou esse câncer em minha máquina? Aqui me falta tudo e nada me afasta daí. Ou não é assim? Só digo besteiras. me modelando esta luneta. Primeiro: o pastor fita. pascer. uma aléia lá. . nem silêncio.freqüência entre ovelhas leva um dia a só voltarem ovelhas para casa. já vi tudo.

chegou ali. cidades incendiadas.. granizo. périplos bugres e povoados batavos. Nenhum vale um quadrado. um círculo. Maior o olho. dividi em miúdos para me dar por satisfeito. começou a ficar torto e eu a ficar tonto. o caramujo cara de monge. — sicut et in Batavia: o mundo saiu da cabeça de Deus geometria vista sob a água. tanto faz. com a graça de Deus. não sou bicho. Os antigos abriam bois para ver futuro em estrutura de tripa: exércitos em fuga. Fui eu que fiz esse mato: saiam dele. Mal posso com meus grilos. pouco me importuna. eu sou René Descartes. A que mundo da lua aspira Atlas que sustenta uma cabeça à guisa de mundo? Feliz Batista a quem fizeram o obséquio de cortá-la! Um ângulo inscrito num plano saboreia a quadratura do círculo. Não sou máquina. Mosteiro comigo às costas. o tamanduá se tamanduíza com toda a força: querendo captar sua verdade num piscar de olho e num cambiar de lente. pontes. Nada posso contra os fatos. Ao inteirar-me disso.. mais denso fica. as ruas pautas.urbes partituras de cantochão. espadas fora das bainhas. gente sangrando. E Artyzchewski por aí com esse sodomita e hematófago Antony Guarawassaway. Onde é que nós estamos que o demo com tais artes. porém. tatus e preguiças? Não tenho filhos dessa espécie. colheitas. Mais recente. E a araponga ou é o ferreiro de brasílicos ou quilombolas batendo catanas na canícula? Cabeceio um pensamento levantando a culpa de todos os pesos. como fazer sala a jibóias. estarei inteiro. E a mim que me interessa? Daqui ao infinitamente grande ou ao infinitamente pequeno. Eu expendo Pensamentos e eu extendo a . um zero. a distância é a mesma. Já dissequei muito: a lâmina cortou onde a cabeça devia entender. não vale a pena. separei em pedaços para me admitirem nos círculos mais chegados às intimidades da vida. Talvez. ali pasta a máquina-anta: ali caga a máquina-bicho. Ali canta a máquinapássaro. rios na cheia. Ciência é isso. parou: facas foram precisas. fontes e melhoramentos. apanhá-lo na primeira. Adianto que não há bicho que eu entenda. nos ubicumque vult fert? Pastoreia estas bestas estranhas quem queria compreendêlas. teus rios.

Um círculo praticamente falta. Desde verdes anos. sustenta-se a éter. Esta desolação do verde neste deserto cheio está se prevalecendo de meus feitos de . — Platão. geometrias. seus queixos barbados. E a forma? Coisas da vida! Vinde a mim. sem a besteira dessas teses. bicos embaraçosos de explicar. apalpa. sem a escória de vossos corações. aí ceia. aí folga. deserto de retas onde a geometria não corre riscos mas se caga. A geometria. sem as fezes dessas rezes. mais não pôde a argila humana. não duvida.— camaleões roubando a cor da pedra! Polvos no seco: no ovo quem deu antes no outro. resplandecente no nada onde se engasta e agarra-se pela alfaia em que pena. chifres atrapalhados por mutações. o jejum e o não. Exímio dos mais hábeis nos manejos de ausências. mimeses. quadrados por tucanos. abri o curral de arquétipos e protótipos. contra a besteira dessas bestas. corpos retorcidos. losangos verso tatus. insetos pegam a forma da folha. papa e palpita. Apenas alguém que sabe dizer não. Quem sou eu para mudá-lo? Essa aranha geometrifica seus caprichos na Idéia dessa teia: emaranha a máquina de linhas e está esperando que lhe caia às cegas um bicho dentro: aí trabalha. Abaixo as metamorfoses desses bichos. busquei apoio nos últimos redutos do zero. traçar uma linha beira o ócio: pensar um problema de geometria é desviar dum vôo sem dar um nulo pio. sem as bostas dessas bestas. Quadrado é quase nada. uma asa na linha do galho ou um pulo em busca de agasalho? Não sabem o que fazer de si. olhos em rodela de cebola! Vinde círculos contra tamanduás. Foi a época que eu mais prestigiei o silêncio. figuras perfeitas. ângulos impossíveis. Caminha no ar. Formas geométricas. não erra. Quando geômetra. sem o mênstruo desses monstros. fios invisíveis a olho nu. ser se ao que há de mais nada. obra de nada: não vacila. benvindos! Meu engenho contra esses engenhos! A sede que some fede que fome! Falta-me realidade.Extensão! Pretendo a Extensão pura. investi com vossas arestas únicas. Organiza o vazio avante. Lá cavalga preguiça quem se parece mais comigo. tentaram-me o eclipse e a economia dos esquemas. Quase não pensar.

Um homem feito de armas e pensamentos. apoteoses. a poliorcética. a ascese. o mármore dos paços e a cabeça das cobras. Bassano di Alione. o florete das exclamações me transpassou enchi de calos a mão fidalga torcendo páginas. metempsicoses. partenogêneses. 16) Houve um decréscimo na 3a lição. Olho noturno e diurno. pisei o pau dos navios. E na noite escura das bibliotecas iluminava-me o céu a luz dos asteriscos. porque é mais absurdo. a bucólica. Matei um a um os bichos da bíblia. Em decifrar enigmas. manuseei manuais e vasculhei tomos. imunidades e potências: a náutica. a cabala. a cinegética. panacéias. em multiplicar folhas pelo ar. 2a lição: Sísifo. a propedêutica. fábulas. duvido com Pirro e creio em Tertuliano. a ótica. assíduo no adro das basílicas. mamei nos compêndios e me abeberei das noções das nações. Desatei o nó das atas. fui Édipo. a haliêutica. Cosmas Indicopleustes. Constantin Huyghens. Estou com Parmênides. a exegese. jazi nos cárceres dos parênteses. (p. Robert Grosseteste et ceteri. Whilem Van der Overthuisen. Sentei-me à mesa dos notáveis. bato a cabeça nas paredes.armas e pensamentos. enrolar cogitações. particularizei a companhia de varões insígnes. Ercole Bolognetti. solilóquios. gozo com Epicuro. a heurística. a didascália. álibis. Me dixit magister quod ipsi magistri dixerunt: Thyphus dégli Odassi. isso tal eu mesmo nato e feito. 16) . outono. cruzei mares. a patrística. caminho de muro a muro somando milhas. Lanterna à mão. Compulsei índices e consultei episódios. a casuística. transcendo com Platão. fluo com Heráclito. Sabe∗ com quem está falando? Cultivei meu ser. Freqüentei guerras e arraiais. Sísito∗. fiz-me pouco a pouco: constitui-me. Minhas virtudes. exorcismos. emagreci o nó górdio das interrogações. rolei a mó das maiúsculas. Bernardino Baldi. caí no abismo das reticências. ∗ ∗ 2a lição: Você sabe com (p. privome estoicamente. palmilhei as letras em estradas: tropecei nas vírgulas. o pancrácio. Estou em latim como esses bichos na casa de feras. Letras me nutriram desde a infância. bati à porta dos volumes mendigando-lhes o senso. Diviso.

o ônus de um ovo. a mão se contorce no seu entender e pega a primeira ponta do fio. e saí incólume para o sol nascente da doutrina boa. Agora convém firmeza. sebastião flechado pelas dúvidas dos autores. Naveguei com sucesso entre a higiene e o batismo. E a segunda morada do palácio: muitos trabalhos. palimpsestos. entre a aba e o abismo. bestiários e fenômenos. a Lógica. florete colhendo as flores do ar. Não há mais acerto. Vosmecê já é de casa. 17) . o ∗ 2a lição: abismo (p. estocadas. pontos e formas. altabaixos. Nos florilégios de posturas das primeiras práticas. desgarrado numa selva de estoques. A espada se dá. O próprio desta morada é o minguado pensar: uma geometria. estertores de bicho e uma lógica que cinco dedos adivinham. Longo dura. o ecletismo e o fanatismo. Meu pensamento laborava lâminas dia e noite. entre o catecismo e o ceticismo. Vencido este lanço. o pelagianismo e o quietismo. longe da espada. Muitos desandam. Todavia de repente o florete vira e te morde na mão. Mestres suguei escolados na arte. A pedra dos templos feriu-me o joelho direito. a primavera à flor da pele. sua mão floresce naturalmente em florete. A conversação com o estilete é sem reservas. Mal emerso dos brincos em que consome puerícia seus dias. O primeiro florete que te cai na mão exibe o peso de todas as confusões. Habitei os diversos aposentos das moradas do palácio da espada. Passa-se a onde o menos que acontece é o dar-se meiavolta e lançar de si o florete: abre-se um precipício∗ entre a mão e a espada. Vossa Mercê é bom.hierooglifos. labirintos. dei-me ao florete. pouca consolação. entre o heroísmo e o egoísmo. acesso à quarta morada. Vossmercê não se acha mais naquele labirinto de posições. os exercícios da espada absorviam-me inteiro. Aí o florete já é instrumento. a prática verdadeira começa. entre a apatia e o nervosismo. Horas minhas no ouro de relógios perfeitos. Debrucei-me sobre livros a ver passar rios de palavras. poucos perseveram. Todos os ramos do saber humano me enforcaram. Cerimônias me curvaram ante reis e damas. Um dia. talhos. posturas e maneios. a idolatria e a iconoclastia. incunábulos.

Compus o papel de esgrima em que meti a palavreado o resultante de minha indústria passada. tudo de pró. 10 Nassau era do signo de Gêmeos. que assim mal∗ chamo a esses préstimos de mercenários cuja bravura se compra a dez tostões e dez tostões vale. números nas coisas e era ciência. escolhi errado: dei em pensar que eu era espada e desvairar em não precisar dela. O texto escrito. CCCXIII. qualidades e estados? Folgo em lembrar um caso digno de porvir que convém a pena e a tinta arrebatem-no dos azares da memória para a carta. Nem a essa cópia cada vez maior de gente que vencendo combates mais pelo número que pelo denodo ou altos cometimentos — chamarei guerreiro. Tem a mão a espada como a um ovo. todos do maior mérito e nascimento. ∗ a 2 lição: assim não chamo (p. Bom combate combati na Hungria. sítio mais seguro. Larguei de floretes para pegar na pena. Mediríamos armas. Meti números no corpo e era esgrima. Os Heeren XIX eram a suprema assembléia da Companhia das Índias Ocidentais. As luzes do entendimento bruxuleavam. Um corpo de fidalgos. Em idade de milícia pus então minha espada a serviço de príncipes. num báratro de estrépitos onde se embaralham pessoas. — estes gêmeos e os Heeren XIX10 da Companhia das Índias. já não florescem em minha mão. no presente. Esse concurso todo de bombardas por ventura não borrou as linhas dos brasões. Julgar dói? Arapongas batam ferros no calor. 18) . estipulando o uso tão só de brancas. insígnias e divisas. Não estava longe a medicina dos meus males. já não há mais guerra. De nossa parte.mínimo de discurso. e porfiam discretos se a flor ou a pluma nos autorizam mais às eternidades da memória. quod vitae sectabor iter? No concernente à minha pessoa. os dedos tão frouxos que o não quebrem e tão firmes que não caia. não mais me entendi naquela artimanha. indo aos tumultos da sucessão do Palatinado. Aqui se multiplicam corredores. números no verbo e era poesia. De que o mesmo destino contempla vosmecê e a espada — você se inteira: inteiro está agora. topou conosco no abrir da planície magiar. Hoje. Ancorei a cabeça cheia de fumaça no mar deste mundo de fumos onde morrerei de tanto olhar.

assim morrendo em degraus. Lidei com a obstinação da agulha magnética contra o Norte. A luz de círios e candeias um cone capta a incidir num círculo de vidro com desenhos à maneira de zodíaco. — lanterna mágica a coar sombras na caverna platônica. Bizarros tempos estes em que uma fábrica pouco maior que caixinha de música faz o ofício do entendimento humano! O relógio de Lanfranco Fontana está entre os dédalos máximos que os intelectos dessa era. Máquinas vi incríveis: o espelho ustator. e se por muita pena se virasse pássaro já há muito teria voado embora minha mão direita. As letras do escrito murchando as flores vivas do pensar. Máquina considerado este corpo. — Deus. submeti e submeti o labirinto de peças e miuçalhas que dedilhadas calculam. acusa o movimento dos planetas e adivinha eclipses. aquele (p. perseguindo um meridiano. cuja só menção é maravilha e pasmo das gentes? A pedido da Academia de Ciências. 19) . a eolipila de Athanasius Kircher. Estas bestas fazem qualquer coisa das máquinas de que falo: qual a ∗ 2a lição: corpo. a todos os rigores do escrutínio: experimentei-lhe a eficácia todo um dia e não se enganou uma só vez.Primores de proezas se fizeram aí. Que dizer da engenhoca daquele tal de Pascal. o alfabeto lapida os estertores das arestas dos sentidos: a arte gráfica cristaliza o manuscrito em arquitetura de signos. Leonardo∗ aquele engenho tão agudo quanto artífice sutilíssimo não compôs um autômato semovente à maneira de humano? Dia virá em que se ponham altares a um deus-máquina. Muito tenho escrito desde então. o feixe de luz desenrolando a imagem por sobre uma parede branca: Padre Athanasius aciona a roda para dar vida ao movimento. almas agitam braços frenéticos entre as chamas do inferno ou os eleitos giram em torno do Pai. Outras calo para não alarmar o mundo das várias que temo um dia nos cerquem. puderam arquitetar: não contente em mostrar e soar as horas. raciocínio ponderável. quimerizando. pensamento em superfície mensurável. dos esplendores agônicos do pensar vivo até as obras completas. a máquina de uma só peça.

Mesmo? Que bom. carcomem a úvula e engatam no gargomilo. por bem ou por mal — fazeja. Não interpresto meus monstros por nenhum ouro deste mundo: coloco-os numa letargia analgésica raramente interrompida por acessos de fúria assassina. Roga-se aos internos interessar-se pelo achado. jogo em curso e ludo na carreira. quando lhe dá na vendeta. Se manifrustram das colunas de Hércules às colinas de Miércoles. As coisas rolam. Surjo e já me corrijo: supero o frêmito batismal. me debatendo sob uma penumbra de perfume. Isso é canto de cigarras ou de sirenas? Me tiram do fico deste dia sombras que me combatem lágrimas nos olhos e cera nos ouvidos. maravilha ou riso? Perdido procura a pessoa perdida anos atrás. ir-selhe o sabor da boca mas os frutos desta terra são caju. Para trás. deixo um ser perfeito no desafio da cara desses bichos: repto. Coréias certas no ritmo interfuturo. Tenho o sono leve. Mau sinal quando a cabeça pensa o que o dono não quer! Alguém para se medir comigo? Não se mexa quem não foi chamado a que se meta! Um olho só lhe basta ao que vê tanto. pondo maneiro. rigoroso ∗ 2a lição: mamãe. Qual daqui furar-mo-ia? Estas zonas fazem o calor que acaba no interior das baleias. 19) . A Veneza. uma varíola de cores pesa e levita. só procurar bem nos ortos dos espiridiões! Aqui não tem meios de repugnância.. O campeão do usucapião venceu o uso de abismos pelo cansaço e pelo abuso de cismas. estou órfão! (p. estou órfão! Quem vai embora. a ponto de os abarcar numa só conferência. som e lume. olha qui. em alimentando. Me livra e me alivia e me leva no meio da melhor hora da festa. olha∗. não passam pelo goto. O corpo me arca com dor. não embolora. A China mura a aldeia. De saporibus et de coloribus em minha imaginação.. maracujá e ananás. mamãe. sê-lo-ás? Como era mesmo o nome daquele rio de quem diziam horrores da amnésia que dava na hora da senha.. odor. ferimento leve.. leve o único sonho que tenho. transformam-se sem sair do lugar: o peso. trazendo aos olhos o temor da treva.finalidade destas arquiteturas tortas? Provocar-me pasmo. Próprio do alimento corporal é. bebida sua água? Não brinca.

cai o preço do açúcar. absurdos instantâneos. Japikse. ou o quê? O gê? O xis? Não. pesando sei lá o que de pênsil! Lá na torre Marcgravf. Está tão pesado que eu não o posso levar. leve. complacente com os seus. receita uma erva. Quando a assombração já é começo de eternidade. fique mais leve. trepidações relâmpago monstro. físico. o que ninguém pode é se enganar por mim. Barleus. Post. fragrância de flagrante. Eckhout11 colecionam e correlacionam as vitrines de vidro dos bichos e flores deste mundo. jeitos avanhãem de dizer. Meu pensar apodrece entre mamões. mudanças rapidíssimas. Reúne-se o Conselho Secreto de Mauritius: conspiram negros. Discutem espécies e espécimes da flora e fauna. ouro levíssimo! Lugar nenhum contém o peso de tudo. onde Marcgravf acompanhou o primeiro eclipse solar visto no Brasil. nada mais posso adiantar sobre o que me leva a dianteira em gravidez. porque vai indo com mais ímpeto. O pesadíssimo pedaço calcou toda sua pesada tara e tarefa no pedágio de um não só mais leve que o ar. A cabeça dorme num teorema comendo abacaxi. caixas de açúcar e flores de ipê. mecânico. irá além. mais. avançam quilombolas. tão recente que é quase presente e. . Grauswinkel. Goethuisen. Calor e mosquitos me ruminam o pensamento. Aqui a substância humana nada pensante. acordo a boca cheia de formigas. sempre não o sendo. O pensamento se extravia na órbita dessa canícula cancelada por um câncer. Esse lugar existe. mais que isso. A Torre era um misto de museu e observatório astronômico. posições de 11 Sábios e artistas que vieram com Nassau. Rovlox. Mas não advertem que deviam pôr o Brasil inteiro num alfinete sob o vidro? Posso me enganar. lapsos relapsos. investem brasílicos. — recita e ressuscita um fantasma a atormentar a duração que lhe é devida. atacam gês. a si se permitindo leviandades de todos os quilates. mais rente à sua excelência recentíssima. porque nenhuma variedade se poderia introduzir ali: contínuo desgaste até o colapso que desemprobocaria o orbe sabe lá onde. pupilos na puela dos olhos do seu ministro. A merda do chão é que é filtrada pela flor dos perfumes no ar. que eu vou levando.com os outros. Usselincx.

invariavelmente dotada da velocidade que tem para ir. caindo em peso no seu pêlo. O tempo será dividido pelas pausas entre o baque no coração e o ataque de um arqueiro persa de vinteoito anos. no que respeita às ponderações. só falta equar! Posso ser útil se me vendo claro mas entendo e entendendo me fazendo de ∗ 2a lição: semente (p. atrás da linguagem. cada dedo — seis unhas. O recurso é voltar correndo. cada silêncio — um ustensálio: uma paranga. flactua em todo o curso do fluxo. Discute e argumenta Bizâncio. motivo de zombaria em todos os arquipélagos circunvizinhos. Dois pesos entram por um olho: zero absoluto e imaculada conceição.— colhidos no dia do trigésimo aniversário da precipitação de sua sememte∗. a conversa volta e se atrasa. cada uma — um cílio em pé perante o empecilho..— encontrada no Ceilão uma vez na vida e outra na morte. minhas condescendências a título de condolências! A velocidade da lógica ultrapassa o limite da linguagem. na frente de quê? Tem tudo que ser igual ao eco. que alguns no entanto sustentam não passar de uma lenda impiedosa das ilhas Macárias. — duas medidas saem pelo outro: moto contínuo e destino. esperemo-lo definir-se nos imperscrutáveis desígnios de uma assembléia de sábios em permanente iminência de fazê-lo. Uma parassanga são três mil palmos. Maiores detalhes na portaria. apanhado de surpresa por uma mão em massa que nunca faltou ao encontro com seu improviso.. veterano de todas as batalhas ainda por vir. cada cílio — dois pêlos de cilício.astros. da segunda janela do palácio de Maurício até a corola da tulipa de três luas. A base para as medidas será. 21) . a cinza que resulta da queima de três galhos principais da árvore bungue. tomem por unidade a distância que separa os envolvidos na santíssima trindade. inimigo às portas! Quantos anjos na ponta de uma agulha? Quem pôs a luz no cu do vagalume? Quantos insetos numa caçarola? Quantas flechas no teu corpo? Estão comentando nos circumpélagos. a primeira pena que cai da cauda da ave qualcatua. Quanto ao critério principal. cada palmo — vinte dedos. No que se refere à extensão.

A confusão das línguas não deixa margem para o rio das dúvidas banhar a ouro e verde as esperanças dos planos de todos nós: as tábuas de eclipses de Marcgravf não entram em acordo com as de Grauswinkel. alarde. um tuim. ibiraobi! Viveiro? Isso está tudo morto! Por eles. alerta. uma araraúna. todo fumo — espanto. um araracanga. Japikse pensa que é macaco o aí que Rovlox diz fruto dos coitos danados de toupinambaoults e tamanduás. uma aiurucatinga. as árvores já nasciam com o nome em latim na casca. se defendam.. Grauswinkel. pedra sobre pedra não ficará. na cara desses bichos: basiliscos brasílicos queimam a cana. Seguidamente sucede desconforme. assim ficando. Passeio entre cobras e escorpiões meu calcanhar de Aquino. não dá para fazer o mesmo? Num primeiro afrouxo. caminhar de Aquiles. Do tal que o fez. um aiurucurau. atalaia! Todo tiro é susto. o real está para chegar. números e leis dos dias. taioia. uma araracá. os animais com o nome na testa dentro da moda que a besta ∗ 2a lição: Insista (p. Isista∗ sempre. Spix. Jaz perigando o destino do clã. Arvores aquáticas. Quem dá o que falar. Sucede conforme o adrede. onde uma aiurupara está pousada em cada embuayembo. vrijburgueses. em pedra está. cabeça de selva.. nas naus dos carcamanos. uma araracã. é um lunático. E essa torre da Babel do orgulho de Marcgravf e Spix. Cairás. alhures adiante audiendos. ibabiraba. nas manchas do sol e outras raridades urânicas.meu entendedor de meias colcheias e colmeias cheias. Como eu sou. o cerco aperta. de grande ruína. uma tuipara. uma aiurucuruca. uma mínima aura. alarme. todo cuidado — pouco caso. Vem nos negros dos quilombos. coisas fluxas e de pouco momento. 22) . viveiros ensolarados. caetimay. perito nas manhas dos corpos celestes. uma arara. algebra-se de cima abaixo. acerta perto. entre as chamas passando pendóes. o mato virá sobre a pedra e a pedra à espera da treva fica podre e vira hera a pedra que era. torre de Vrijburg. uma tuitirica. eis o advento! Vrijburg defende-se. em cada galho do catálogo de caapomonga. Preserva-se do real numa turris eburnea: o real vem aí.

rer. teu reino é o reino mineral. Agorinha mesmo. Miríades de sóis perseguem turbilhões de heliotrópios entrando a dentro dos cruzamentos das coisas: respiro nessa luz um ar parado. Rovlox. passo e reparo. “quase chove” para “après moi. se cair do chão não passa. Spix. virtudes e contraindicações. se duvidar muito. Esse é emético. até este ponto. molha o exato e o impreciso e. esse é anti-séptico. Quando formos embora. rainha. um xiximirim. dispéptico. Por aqui não passou. — o ouro! Despenca a torre com sua coroa de sextantes e astrolábios até o último burgo de casas.do apocalipse lançou com uma dízima periódica por diadema. rejeitando a honra de marcar as horas. laxante. Abaris cantou a viagem de Apoio ao país dos hiperbóreos.. le déluge”. adstringente.. respiro e tendo respirado na roda desse giro. Era para continuar mas a ninguém liz fazer o que diz. A natura não deixa o gênio da chuva errar. — a rosa. o deus lhe contemplando com o tirocínio do vaticínio e flecha na qual voava. “quase tudo” para dizer que entrou inteiro. Num universo impreciso. Da multidão de povos um longo gemido se levanta confirmando o que diziam do sonho do rei — seus chefes.. vosso reino não é deste mundo. — o leão. O relógio do sol aqui é cera derretendo. é preciso ser inexato.. Coisa é sucesso? Maior lampo do astro no zodíaco de Antyczewsky. esse é diurético.. Encare com naturalidade. isso é letal. teu reino é o reino vegetal. Marcgravf. sed ego contra: Grauswinkel. vossa pátria não é Germânia nem Bavária.. Teu reino é o reino animal. Com quantos paus se fazem as canoas atlânticas! Se o seu léu casasse com a dona à toa. o esterco do preguiça nos soterra na areia movediça. os frutos brotariam com o receituário de suas propriedades. o câncer de Brasília engolirá tudo ou o núcleo de ordem da geometria dessas . molha grandes e pequenos. dizer sempre quase antes do dito: “quase morreu” para “enterra hoje”. o descaso criava raízes remontando à mais alta antigüidade como um autóctone mas as línguas estilingues distribuíram exemplos e mantiveram as tábuas autênticas. rei. secos e molhados. Até aqui. cada homem já nascia escrito em peito o epitáfio.

Para que fui pensar nisso? Logo essa arquitetura que não se justifica! A penumbra da preguiça pesa penedos nos pratos da balança do meu entendimento. Nada obsta o projeto da primeira matéria. mesmice e repeteco. A aranha leva daqui ali o tempo que levei para conseguir o teor de semelhantes teoremas. Monstros adulteram as vias a poder de rasuras. 24) . Coisa igual nunca se viu: nenhuma fraude o frustra. Lampejos de fachos por entre as frutas explodem cachos de inseto e hérnia. Como está patente. acordar aos chocalhos de cobra sustenidos. Vai tentar o que eu não consigo? Sigo. Dou por perdido aquele instante. — e o eco é equação. dormir ao ruído do açúcar inchando nos caules das canas. As ninfas que seguem se obtêm através do mesmo processo. não se pode mais confiar nem neste subproduto das ausências. o peso impulsiona o caso do óbice. meu pensamento-de-choque bate nessa pedra. Que signos abriram as cortinas que separavam meus métodos das tentações dos deuses destas paragens? Para prová-los nessa pedrade-toque. Reflete. 24) 2a lição: parto (p. Cada marca vez mais perto do perto∗ do meu enfarte. pedra preciosa no tesouro das cronologias. devolve e confere: carniça de Narciso. De fumar a boca se enche de terra e a cabeça de uma água quieta. a língua do tamanduá abosrve∗ formigas que observam atentas todas as fases da operação. Nenhuma sombra de dúvida se retrata no ponto em branco de meu mirabilis fundamentum que não seja indício da irrupção de novas realidades. nenhuma carreira o barra nem tem barreira que o carregue! A vida daqui vira a via.jaulas prevalecerá aqui? Tróia cairá. caiu Vrijburg. A cobra perscruta a calota das lupas. Tudo que o macaco tem a fazer é legitimar as duplicatas: a retentiva de um papagaio grava todos os percursos de um tatu examinando raízes nos convexos na terra. Os bichos zombam dos sábios: montam uma peça mais perfeita que o laboratório da torre de cujas efemérides é a réplica em efígie. Garanto e não nego? Eco. Sabe o que eu pensei? Sei. O real cheio de cáries vem aí. A verdura coa membros nus ∗ ∗ 2a lição: absorve (p.

Envelhecem a olhos ver chorando. que foi isso? Um móvel de madeira bambo parece que sacodem. desfazendo a inteira unidade do jardim que só em fluir se consistia. serpentes menos os seus pertences. Exijo nas presentes as homenagens que os circunstantes devem a seu centro de atenções. — eu. tudo está subjecto a tal sentença: desfalcarem-nos a coesão do fluxo do ser. Captei o desvio do raio de antes do dilúvio. crescem-me hastes sobre os olhos. Destilou a luz. obra dum resvalo de pensamentos? Desinteiraram o todo. Adão e Eva∗. o pêlo se multiplica. o núcleo libera e nivela os corpúsculos do mal. ∗ ∗ 2a lição: do lenho. primos patres (p. dentes enchem-me a boca. Sinto em mim as forças e formas deste mundo. Preencho as condições: pleiteio. perdeu a réstia. língua cospesangue purgando o travo do pomo. conquendevosco repartiria? Aos que digam. garras ganham a ponta dos dedos. 25) 2a lição: que não me deslazarou da gafa natal? Abaixo dos rios de Brasília se derramam águas bastante (p. mantelando e desmantelando linhas no nó impecável dos abraços mais complexos. O toupinambaoults manja mais um conviva e lembra-lhe que acepipe é e. anátemas nas antenas! Maldição e fogo eterno aos subtraidores! Quando até o filtro se conspurca. Se papai me visse agora. toda araruta tem seu dia de minguante. Juntos ninguém seria o par mais primo que jamais houve senão os próximos dois cada vez mais justo. dividem. Parelha desgarrada de reses gês? Erro nos horrores da torre? Nada se compara até aqui a essas luzes dos corpos aos rostos concorrentes em corar com harmonias do estar a compostura do ir. se mamãe olhar para cá! Ao rei dos animais convém que animal seja. Quero a palavra. tenho assomos de fera. o conjunto pelo total. quem o desimunda? Que batismo foi esse que não∗ se derramam águas bastantes para lavar minha sífilis. primos patres nostros. 25) Houve um decréscimo na 3a lição.não sei a quem atribua. Brasília e tudo. . em escabeche. renato fui. os corpos dando os pontos. Já manducam de tirar pedaço do fruto do lenho. Telecoteco de angola? Nau que flagra? Casa em brasa? Abalo nos alicerces.

Ou é de alguma carne. Quia nominor Denominante primeiro e único. em batavo arcaico. ressalvadas as susceptibilidades. pode me levar que estou entregue às ostras até a raiz. Artyczewsky mo dirá. um cetro de chifre procurando vivo ou morto em cada cabeça de burro e um manto de papos de tucano. o clima da região e um zôo podem mais que seus reflexos no espelho imortal da minha alma? Salva-la-ei? O de Ausônio “quod vitae sectabor iter” perguntaram-me verdes anos. reivindico para a minha pessoa o regimento desta república de alimárias. bicho útil nos dias inúteis que correm: língua ferina. significado por uma coroa de dentes de tatu. não sabe? Mas as coisas me foram adversas. ou será o meu? De quem será este arrepio que não pára de passar? Que pensam os índices sobre isso tudo? Índio pensa? Gê é gente? Aqui há dez anos. Ocorre-me o seu 12 “Meus Altos Senhores”. Pregão! Vende-se um tamanduá!. Quem leva um bicho ganha um beliche. E agora entre toupinambaoults. saiba fazer dela objeto dos usos de sua razão. Faltando quem queira ou. com quanto fico? Com qual cara vou ter que ficar? Amiúde a terra pulsa um coração. . e o tanto que pretendo não diz a vós menos respeito. à mostra dos monstros até o nariz. Enfim que digo senão hipóteses desprovidas de qualquer credibilidade? Alguém está pensando no meu entendimento ou já criei bicho na memória? Eu sei. alguma rês que comi? O ser é esse espesso definitivo. está se referindo a mim. como se deprende desta lista de preços traçada às pressas sobre este mapa ensangüentado.Hoogh moogh-Heeren12. bondade de examinar o mapa anatômico de uma ova. recebe um tamanduísta para explicar-lhe o funcionamento. Precário. Feira de bichos. Para entender a fábula. pega-lhe o fio eu que tenho um negócio para tratar com ela. em pleno primeiro decreto de uma série de dez cora tantos adendos de permeio quantos forem acrescendos. Ou uma erva. Muitos não e outrossim depois. bandeira na cauda e terror de formigas. solicito-a. Quando fecha a boca assim. Comprou o tamanduá. na dependência de uma matéria pênsil na perpendicular da diagonal. Comprou o preguiça.

desisto. sofrerei suas dores. Chegarei a tempo de ter seus pensamentos? Sentirei seus males. comendo sem comentário∗ Um índio manda nos peitos a perna olhando cara a cara.. em holandês seiscentista. rasuro. quanto de nós por horas. Queimam campos? Ou é a guerra? Toupinambaoults ad portas! Artycxewsky enfrenta os basiliscos brasílicos de Parinambouc? Os urubus comedores de olho se defrontam com o sol e se assanham nas pupilas. Índio me chupando. No Perigórdio. pensa ainda? Homem escrito pensa? Esse pensamento. como será? Sepultarem-nos nome e coração — um corpo. Basuyne des oorloghs!!!13 Uma fumaça sobe aos ares.. refuto. instantâneo parado momento. em que heras incluí-los. Comem gente. Leviatã se levanta. Este mundo. o que é que faço de seus saberes e fazeres? Estes conceitos — eu os quero desprezar. Índio pensa? Índio come quem pensa — isso sim. pesará de todo este meu peso. A fumaça assume as dores do parto das formas de um cogumelo. é susto. O acompanha e o abocanha. Eu vi com esses olhos de terra comestíveis e este discernimento que o Senhor de todos os raciocínios há de recolher entre os círculos dos justos.. recuso. deserdo. Estes conceitos — eu os quero perpetuar. comendo sem comentário? Um (p. e me vem de súbito a fome de vorar Artyczewsky. Alvejaram-me com flechas do armazém de Zenão. olho a olho com nossa cabeça caveirada. Este nó? Embora responsável. Artyczewsky não alcançará notícias deles. como penso mal! Elefantíase do meu cogito!. A que época atribuir nossos tempos. Em Górdio.. . Cumpriu com seu dever de ser devorado. 27) “Trombeta da Guerra”.. Demasias. sou apenas um curioso. pensará estes meus pensares. por exemplo. repilo. — incêndio de um chibabal e o fumo me envolve. ouvem as batidas do meu miocárdio.. Ou os sucessos seguem por outras séries de trilhas? Ah. Índios comem gente. não se pensa mais nisso. a idade omitiu. falam por nós. Num arrepio de arrependimento. E não pensando mais? Com aquelas tatuagens todas. Mundo ∗ 13 2a lição: instantâneo parado momento. o que ia ser já era. Pensamento aqui. perpétuos em minha memória — estes sucessos.pensa ainda. Este mato.

só essa angústia se assusta: a ocasião reage à razão. Estarei e estourei. peso. a suprema inércia é a interpretação correta da máxima energia. não sei a quem acomenta esse germe a errar como um cometa! Isca Aquiles para pescar preguiça. o ente! Zenão. Pairam.. O zumbido me dá sumiço no ouvido a um ronco de açúcar subindo no caule das canas. E se micham! Vozes. heautontimorúmenos! Zunem. só que esse ouro mata um socó de um soco de sol! Senão é a flecha de Zenão. Grasnam. Agonias do espetáculo. Eivam. quintas aumentadas de quantas feiras. evoé! Touché! Chalassa. o monstro as adultera nas visagens vigentes. Dispense. Flecha não pode ter nenhum senão. aliás. Bubem. sempre é sossego. Zenão. — zonzo às voltas com tantos números. fiat six! Minto. movendo quantos momentos até o sábado do descanso eterno.fica ouro. da sopa à boca um sum vai num upa. Guincham. saturei. tudo é paz. o sumo do saber. Um ovo. Calcule vagamente quanto se cogita. obscurus fio. Sussurram. Atente para sempre nas irremediáveis imediações. vocês. o ens! Raia um arcoíris. Um isso de Occam.. qual o escopo? Pouco e repouco. Incham. Urram. Isto é penso? Alhures se alinhavam melhores que as que aninho. Muito? Está se deixando levar demais por questões de somenos dias. triumpe! Estou saturado! A quintessência acontecendo! Sublime! Porta! O aí. e eu. Ninguém sai daqui sem dizer sim. Coaxam. o zênite: o zumsum! Ó eons. Laboro brevis. outro corno em mim! . quanto mais se diz persa. semanas o mundo levou. Miam. Não. mergulho no assunto e me ergo enxergando tudo. O fulgor e o fedor em redor. No centro da controvérsia. chega. Chalassa! O Ente. Um ego. Pendo: peno. Visto. Sibilam. sextas vibrando por quantos anos-som. não há guerra. com o comandante da região não se discute! Morto o assunto e sepulto. a que faz que vai mas não. mônadas. disperso tudo aquilo que dispondo. penso. triumpe. tanto faz a mesma festa perder a melhor fase que atravessa. Zumbem. O pensamento lábil passa por uma ponte pênsil de pesadelos: penso mas não compensa. um corno no Ser. precipita-se o metal dos incas no verde dessas plantas.

de danação salvar meu pensamento. Ai. nada se locomove. Bússola. Nada que mereça o bronze ou a bela linguagem.. como era eu cristo ao dar seu pão. Que sei eu? Que fez que não saiba? Virás para que te mate. Articzewski.Agora sei: agora sim. Este mundo azedou. qualquer. em te pensando. e em parte não. tenho aprovação própria. A preguiça não come. esperado e coberto! Quanto mais monge cada vez mais deserto. Provo até o que digo. estou nas últimas elemósinas. caranguejo corta cordas e jugulares. ai. ai. nada navega. . Ói como dói essa constatelação na úlcera metodicamente terçã da dúvida! Método duvidoso desses bichos: nem-te-vi! Matar para garantir o método: aquele olhar te olhando é pensamento e isso arde. ao dente e ao olhar. susceptível a lâminas. Adventuras não há igual às alimentícias. que sou de repartir e apartar briga. pirou. É a repetição. Incha de estar ali. Cartesiewski. arcabuzes — e a cabeça pensando a clava de Carapeba esmaga. Artischefski para cair sobre meu pejo. entra novidade no insistema. Faz o mesmo ou sengo. flechas. tragédia rida. primavera do chegar de Artischefski. Em parte vão. Fiz as primeiras. Não há dúplica. meu corposó podia ter o tamanho que tem.. relógio próximo. fiquei nas mesmas. o ar se limpa: apaga essa fogueira do pensar. Fique o que penso. Naquela água de abacate.. Renatus Cartesius. Aponto a luneta e partem naus.. Partem mas não vão. Erguem velas gente suando de saudade. quanto mais longe! E não saberás. varre dentro! Sylva intumuere aestu aphylla falar por falar: coisa que nunca fez mal. ah. gorou: meu bolor contra esse coalho.. partido em pequeninos! Sinto muito o pisar nos bichos e o pesar dos peixes nessas águas onde bóiam mamões. Grande novidade. Vulnerável à dúvida. comida comédia. O sol leva em círculo a sombra do aí e eu sou. Introduzo meu destino. antenas azuis? É o meu? Não é o meu. No ponto exato: isto é. verdade ficando nova de tão antiga. não diga que não provo. Comprova a dita. Afasta.. Pisando até esmigalhar aquela cabeça. Parinambouc. Posso provar. E o pensar estelar destes bichos. E a âncora que içam vem viva. espaço de pensar-te e... corpo em biscoito. O olho do sol pisca. trabalho neutro.

Faço o possível para falar um latim plausível: plaudite. Ficou louco de falar latim em Thule. pode que lhes suceda o que ao outro. sic. empírico em físico ou em espírito. Artisclavis! Com quem tenho a honra de falar a sós consigo? Forasteiro nenhum obsta a nossos intentos. matérias em adiantado estado de solução: afobado come cru. sobretudo. não é de ninguém. Pensa que é o que de mim? O que é que eu não disse. iguarias frias. O jogo prossegue sozinho. reis falam. Sic. persegue-se. Olho. Latim é repetitivo. sempre uma solução. É para quem pode. Ita. faço figa: a coisa toma jeito passada em latim. consegue continuar. a posteriori.o qual se refaz a se reproduzenta em recursos e perculsos. sempre duas maneiras de dizer o óbvio. Fala em latim ao teu próximo. após a qual se fazem mais lacônicos os intermitentes interlocutores: diabo de aquático! Altisevicus. convenscorto! Cultivo. Morte. O silêncio magno. Dizem: ita. a marcha marca passo. Véu. Segue. O silêncio bárbaro: marcos parcos. alter non datur. assim como a ti mesmo se refere. Latim. de quem disseram que o afobado come cru: para mim. Sem latim. Hanc . à milanesa. que sei? Poucos falam latim. veste nus. chega. tudo. o latim. de dentro para durante. idem. facta venia! Mundo fazendo fidusca. para quem quer — não há mais mérito nem remédio: alhures dizem a realidade. nisso? Heléboro. tem que ter que ver. Os intérpretes de fábulas costumam comer frutas podres. É ita e sic. Latim domina os elementos. cognosco. Não querendo perturbar vossa senhoria. latim fala a verdade. Escalas reclusas. denomine os elementos do latim. Pura expressão do vocábulo. cura loucos. isso não dá certo. bis dat qui cito citat: data venenia. o gesto não tem mais rejeito. Isso não dá para dizer. O que não se há de dizer depois! O que não vão dizer os outros. quero ficar de silêncio. condiciono um jeito. Quiserem fazer isso. Recito. idêntico ao espelho. estilo: mantendo-se. de que infiro pleno gozo e usufruto da razão! Conosco. visita os enfermos. o silêncio contra o latim. Encontro resistência nos lugares respectivos. Ignarro o que não conosco. A fonte emite lucis auras in aquis com exatidão e pontualismo até a mais insubstituível exaustão.

percontador. Não se engalane com o óbvio. hunc quod orarem. solutio erga aenigma. Inventando de novo o que sempre houve. pedaço de mau pensamento. O que não queira dizer mais do que isso. Difícil dizer o que mais custa ou dura. Desceu na descrição. desce sem errar. Pergunte. Responsus pilato. Juro que eu disse isso. o substício denenuncia. Relata reffero.rem amarem. ambos ambos. para mais ampla a exatidão que se deve a cotejo e tamanho momento. o servo observa o objeto: conserva um jeito de quem preserva um preceito. respondão. in spatio aenigmatum. fluxus. O assunto seguinte segue a conseguinte assunção. indo. Difúcil: Dizer exatamente o que a gente disser. não nega. o hipócrita desvenda a investigação. E passagem em falso. A criância redundança: repede. perder substância. Estou sujeito a isso. Suponha que isso. o que está presentemente neste ser aqui: já foi visto. De que se trata. Responsa. Complexus in sensu. Sengos — ambos. differentias confero. Descerá ainda sem ser. Ambos iguais. quid sciunt? Não vejo inconveniente. Subspecie aeternitatis. instituiu-se persuasão universal . Solus ego natus in Europa. descera acontecendo em coisas. repete. não penetre no neutro. Deu crise nesta área. hunc nunc. Caí num escândalo. pede. estava por um fio. ainda que desconhecido. unicursus adversus concursus vultus. Universi cursus. coram per aequalis: deus lhe deu em dúbio tudo que lucubro. sempre — todos! In dubio pro rerum duplex. Tudo é um tris.. não me simplifiquem demais a vida. scilicet. ciente depilato. sou um sujeito de sorte. discursus controversiae — nuliversi percursus. quid vero veritas.. A grosso modo. ao contrás. o mesmo digo eu: movimento signo do vazio. Quererá saber. rústia gente nas urbstâncias. Versus excursus. Não estou dizendo? Exemplares bastam os que aleguei. para desagravo dos contrapesos que se apregoam injustiçados pelo equilibrista! Objetos do Egito. No pé que estava. Simpleximus quod hic. Periréculi oculocorum. piedrade. não conheço convenças: para bem dos incautos. De pane syrico. Sensatus consultas. intrans paraferente. um erro crasso. consensus reflexus. modus ergo renatus in Brasília.

o pescador vai dando alcance ao outro extremo seu! Vinde a mim os especulas ∗ Há um acréscimo na 2a lição: pelo paladar. O entendimento instruído atenta. Era uma vez aquela história. O entendimento instruído atenta nisso sem seqüelas palpáveis: a platéia reunida em assembléia triunfante resplandece em aplausos. cada cadastro no seu cabresto. abraquadrada! Agulhas passadas em ponto russo não movem aquilão. observatio disciplinarum. Verbas. Não vou muito com essas coisas. De monogotariis. míximo. O entendimento instruído atenta (p. A trátrica desta dimensura emergue-se em êxterim. a saber. clima ypsilon e clímax de eclipse! Espetáculo. euntes hiantes em Clox. Tudo. Só uma vez. sursumpresa! Soube da sua existência por um desses acasos de memória. dêem verbas! Tantas as medidas a tomar. Estamos conversados.de que tudo vai bem quando ninguém se queixa de que lhe proíbam a boca de abrir-se a ofícios que não os prestados pelo paladar∗. álguerra. Que de víveres. Interpreto e sou interpretado. mapa não é terreiro: mapeio uma zona. Isto é uma história. Estamos bem mas não é muito. de que não me lembro o nome. o que é para ser já nasce feito. A causa surte efeito. 31) . O cuidado está bem avindo com a distração. uma exceção sequer. Esta história perdeu-se. de prazeres! Um lapso cardíaco é o livre alvitre. não terei mãos a medi-las de cabo a pavio: substancto. é isso. nisso sem seqüelas ninguém se queixa de que lhe proíbem a boca de abrir-se a ofícios que não os prestados pelo paladar. um invesúvio! Afastante uns apêndices. Mágnico. exceto. Occam sabe. O mal-entendido foi repetido por extensão de um erro elemental. Casa d’Averno indica pirâmide. — coisas indiferentes ou igualmente elegíveis. cada catástrofe em sua catedrástica. de haveres. sabe-se. uma vesícula só. Isso é outra história. Vamos dizer outra vez. Muitas começam assim. inspectáculo: estábula. Não é muito. Era só haver uma vez e lá vinha de novo a mesma história. Disse tudo e disse mais. em melhor ocasião. algema de alma gêmea. trínseco. mas qual é o assunto? Hipótese me sufraga as suspeitas. quiçá. Pensando bem. Sou propenso ao silêncio: disciplina observationis. grande fundamento de todas. ápice da elipse e colapso de lince.

et quaedam alia signa indiscernibilia. Mxcxitl! In hoc signo — Occam. Aenigmata in insignia.da miúda a quem ensino reconhecer uma equação pela maneira de distinguir-se das demais! No epinício. tenho que dizer o que tenho dito. tenho a dizer o que venho dizendo aqui. tanto menos confirme. O verdadeiro lugar comum é realmente notável. isso. A despeito disso. coloca-se o arqueiro em posição de óbvia distração. quanto mais conforme. Quando a dúvida dividir o entendimento entre um enigma e um signo. Assim não vale. isso. Coisa late esconsa por aqui. Disto muito dista: museu em chamas. signatrix! Ars Problemathica — axis problematis. Desenvolve-se contradição no seio do equilíbrio. A crise cruza com um signo. Res pictas pingo. . Quer fazer uma apóstula? Emenda merenda. não se pode falar do silêncio sob pena de quebrá-lo. falando do farroupilha. é o pior negócio do mundo. res fictas fingo. roto. campana biblioteca. panis. A persona de Perséfone. A respeito disso tenho que dizer o que tenho dito. cai como luva no coto: conto. nunca mais ao léu. Tempus agi mecum sine me non nisi triste gaudia mihi! Percipícios. a estrela constelada. Pequena pecúnia. palma. primeiro — os permeios: ênfase do minotauro. 32) Houve um decréscimo na 3a lição. Quanto mais conforme. dizer o que venho dizendo aqui. espião. O lugar maior era espelho das coisas por vir. gesta facta gero. Recurso para acuar Occam. coluna. Cito dat. Digo cada vez mais os silêncios do futuro. indigna signa. Alea jacta non abolenda fata: ictus actus. fazendo assim. Sabe de memória os sinais do museu. Quid est — avis. calada calúnia. versus vultus discursus: audácia de ouvir. os signos do zodíaco. quid bis in idem datur. senhor ∗ 2a lição: Segundo ouvi. liquida liquent.∗ segundo ouvi. mero inspírito. as coisas de alhures. puro explícito. Sursum cursus curvus conculsus. o qual transcorre de imediato. Cada César com seu cídio. Depois. Há os que fazem. cada causa com seu juízo: encolheço disciplínio. segundo ouvi. tanto menos confirme. desapareceu num parecer parecido com o de Occam. algo diz duas coisas de cada vez. vultur. A respeito disso. primeiro (p. aenigma aegiptiacum. vigário dos fatos. o invariável torna-se viável: diálogo. enfártica esfera. lugar tenente: mostra-se no posto.

isso com descuidos? Cuida da coisa. não estou isento de erros sem exagero. vivendo e aprendendo. Qui alter dicit. fiquei dispondo de tudo. não sou disso. está com a vida contada.indiscutível da grande área. — estou falando diferente: nunca disse isso. Agora nem . Então repito negando. Uma palavra vai aboli-lo em algum encontro fortuito. Em geral. por exemplo. Seja feita a vontade. Não. direi depois o que vier. Tomo uma indecisão. Inverteu. particularmente. quando estou dizendo uma coisa. Exerço ofício por fazer. Falando é que a gente procede. Estranho encontro. Outro caso: se eu ficasse omisso. adentra-se pelo centro. não adianta. o tom é outro. Agora deu. Quem diria antes tempo que o monstro declarava a independência do óbvio em regime ambíguo? Um senhor locutor. essas são outras que não disse. Cá estou. basta o que eu já disse. Pouca coisa se diz com pouco esforço. Me entendo. perderia tudo o que já disse. Mantenho a dizer o que faço. poço de segredos. Não preciso dizer nada. Impedido: Occam é anulado. Nunca disse a mesma coisa. me prevarica a iniciativa. Não estou dizendo? Já deu no mesmo. digno de todas as confidências. O ambigual não dá para entender: coincide-se. donatário de estrelas. comentações. digo assim mesmo. O que não quer dizer — o que eu digo. Aquele que não se diz — não volta mais. In dubio — pro rebus. fonte de saber. Quero saber o que quer dizer o que digo. alguém enfim em quem depositamos o tesouro de todas as nossas esperanças de ver dita algum dia — a verdade! Diversa é a opinião numa só ocasião. tão cumulado de bênçãos no respeitante às manhas do dizer. Resta o monstro. há casos aparentes. camaleão estelionatário. de novo. Não crie casos. unica Trinitas. Não creia em crises. Aqui mesmo. Responda. mais presto. isso! Tristis unitas. Ambos são todos. Nolite turbarecirculos medios. desfeita à vontade. O sentido é neutro. quasi cantilena rhetorica. rolando de rodízio. Quanto mais presto atenção. O estado inspira cuidados. Acumulo dados. Estou aprendendo o que estou dizendo. Outra coisa: nem tudo vem ao caso. O bicho prejudica o juízo. idem dicit: id est natura.

Vale. Bem carece deixar claro.tudo vale o que parece. mutatandis? Nada é tão ambíguo. Aos ouvidos de Mercator. unem-se. muita assunção. Com perda de uma palavra — não! A cigarratriz multiplifanta. a divergência produz um silêncio. Lérias. o rabo preso nas cifras oficiais do diabo. E dizer que pensei que tinha entendido outra coisa. Dá-se-lhes o pé e tomam a mãe. dizem por aí. assim será avaliado. a alenga desempenha renga nenhuma nessa lengalengagem: despedracei a cáscara. é pena que voa. Perdi os duplos sentidos. o som vem e é-se-o! Não se procure os cornos da lua. caso evidente de estrabismo que doutores ilustres diagnosticaram. Corpo de mim! A esse maganão — meu mais estreito e magno não! Digo palavras que não são — para achar o que sou. Deus dá vozes de pasmar. apaga o fogo do eu! Falo o que até se fala o que se diz por aí. só porque ninguém entendeu? Óbvio que nem tudo é ambíguo. O dito está falado. mudando um aspecto por uma circunstância. Só se vê o que se diz. estalo que soa em pedaços. Sói mais uma pergunta: quem não sabe o que está falando. ó noite: filosofal é o cálculo na pálpebra! Ascensão. idem pertitit. sem dar um psiu. Quem diz o que não falou. contabiles operationes Societatis Indiae Ocidentalis. difícil ser Deus. o quê? A catalunhas das arábias. cada qual dá cá. no toma Alá. negócios da China: mundos que já passou. a ponto de não ter sentido ou à força de dizer sentenças: cada coisa no seu dividido lugar. Como pode ser dito o que nunca é o mesmo. de lascar — e nácar! Estarrecer de meu estar e ser. dois por dois. Eu é que perdi os sentidos. o linjaguar comprovoca o pesadédalo. Papagaio irreal. Que é que estou pensando? A ambigüidade está entre quem fala e quem pensa em tudo. diem perdidi. Os cinco vêm diversos. é de Portugal! Trato é farrapo de trapaça: carro afrente dos bois! Falou o boi e disse bé! Pontos nos eixos: este boi é ba. diretantes e dilatores! Admilágrel! Admilágrel! Admilágrel!!! A Deus nada difícil. Escafeder — isso . não é mesmo? Acaso se fala nessas paragens melhor fuligem. pau que quebra. num mesmo universo: nuliverso — contrasenso. o que não disse — eu falei.

sisifíssimo senhor! Esbangalhe as fantasmagonias de bibelonhas. vult. sim! Mesmo que nem por isso tenha que estar o que te dizia então. Nada. de raspassagem! De calhambota. alísios — no promontório alto. as coisas. Sibilisterralewis! Antes de ser. muito engrandeci. crux interpretum! Contexempla o olho vesguertino a esguelha. paralelodédalos a seu babelprazer. Baal! Assim é: macaquinismos em acontechego. — ácaros. questriúnfulas não competem aos levados da abracabrequacóccix! Esterturas. valha-me. esperoremos que. membrião sendo. aí é que são elas. Ondem? Acá. Inveniveritas: é o desenlastro daquele emplastro abstrato.. eu sei aqui: saiba daqui. Contraclaro aventrajo-me e. Só um molóide será doido em doído virado. Occam. a pista do lance pela pinta do astro. Ninguém se mexa. talvez enquanto faz. vesperoremos que mal restassem perante fransplantárticas! Apelassem. de saporfície em sepultígie.. exiit! Muito. se não sei. e no azul do nadir. e repinto. testemunho deste desespero. o antitantã. triunfanias e suas iniguarias em bom brocardo! Agora. vasculha as gamas: o desenlace daquele desempenho no desenho desse espelho. meus senhores. espelhos d’alma. senhores.. o perigo! Eis que arre minha regra não via de ver. pague. falemos abaixo! Olhos. meu! Qual o motim? Como assim seja como for? O despaitério crucidado num sacrucifilho... no puro acáusaso. nem mesmo tanto fez. com que estamos. Gargantalhadas chapinhafurdam momentoluscos. alto lá! Aqui. mate essa pantedra! Com quem estamos. onde as não houve quando jamais? Morte.. Occam! Atento no lance. Narciso está? Não sei se está. — o obsaluto! E que não só desencadeia casualinas mesmoriavilhadas! Os filhos em fila indiana! Ó parasita galgueja olhos esbugralhados. quem sabe lá. nem era preciso de vez que de mais a mais tal e qual mais vale um não-sei-o-quê que dois para o . aspereço que dar com deslumbrança de deslembramentos o devido destoque das brincadências destes acontecenários. Quanso? Pleknuzultra. escafender — isso esconfundem. esgotem os recursos! Que querela é aquela? Amaripoulas espanturram os blegos dos goiões.escafendem.

fuçando o nariz. jacaréacarajé! A laringelaranja arma a lesmória. que vá? Nesta estratagédia de despercídio.. que seria da queda de Francantartinobra. qual não admira astromissão! Só não me vem de trela e letra. caro data vermibus. a como? Para cita: palabracadabraxas! Palavra que palavra de rei não volta atrás. vinde. num lucus a non lucendo! A pausa na pauta. cale-se! A cavalo não se olha o dente do donatário. ui. Tinha o pegue. Patarata. quem escapafede? Occam é lamentável. cutucando a mesma tecla. sondagens cardíacas! Se. — terra cega. Duma nau em avante. passe a hipótese. Ora. Esvazie um enxame de consflência.. Má sopa venha por ti. E arquicentra a melésima coisa. palavras e caminhos Roma levou. digo. eu que o diga. dê-me uma volta de conscidência. esse sim. o que é. que palavra? Há ou bah? Cadaver. . de cair na dança sem saber latim — o povo. resmunfo do mungo.que der e for. Bem se deram sempre sagita persa e calcanhar aquilino. Oh. quem arrelatra em marasmorras? Benevidelicent! Abnominável. olha só quem o faz. o endemoninhado domina-se. que minha estrela não é maneira. não houvesse mau gosto. Maré. fala como quem é. eu outro e nós mesmos! Latropídios que o monstro assassignou. boré. faltar e morrer que deus-me-livre de você é que sabe. Deus só dá nozes para quem nogueira! A ralé em geral com sua proverbial aptitude de fazer provérbios. acrediste em retritos. razão ao homenzarrão! Negra morte lhe dê. é o que seguiremos a ver? Amor com amor se paga. despautérios tardabundos. quem tem ouvidos afinados na oitiva. Vão os anéis e fiquem os dedos. controle? Meu mais alto estigma de consideralação. de ver errado em linhas certas. unha na ferida. caput carminibus: moluscofuscos. ou volta: atrás volta não palavra de rei. que dói! Em fechada nunca entrou boca. funcho funcionando. que sai mais barato. de acreditar em deuses. dou ao decho aquele canzarrão de má ventura. papaver. de dizer bobagem. Isso a troco de que coisa é que se faça? Faz diferença se era uma vez melhor ignorar. Corpo de mim com a besta! Oxalá é deusnosacuda. compadre dum perro com figa do demo! Ide.

não! O plantasma. ostra em claustro deseinvista às apalpebradelas contra Constamprimobra! Alvísceras! E daqui a pouco já é bem mais alhures que onteantem era outrora. o perlume ciclusulca.. e inclusive. Zenão. Zenão. e cleampulepatrás! Terrestrecelestrelestra. ocacasial! A palatéia ignogra colibristas. quer não queira.. a alucilâmina apaziguezagua as cancramuscas. irreversando o que tem tido e vem sendo e.. argenticerúleo dentorrostro! Com a brecadabra! Lampadainha em litany. rubicundam o imesmo langaré! Quadrilátero∗ foi ondeontem. quer queira. tautuagem..espantanalho? Um ploma! O interpretérito desembrenha o aconhecimento. logo. Dir-te-ei. Oxaliás. aldeia e aldeia e meia. que malpatrilhada solsticidade ∗ 2a lição: Qualidrátero (p. — depois. amassacramassam as pilhérnias que carcomascam os duélagos do ursucapiau! Marsup! Aurifúlgido. — Zenão. Inverneja o descascaso. queroquerubim: contitactos. sem zênite se caçoa do nadir? Mas também não tanto? Nem por isso senão. quero ensandansar! Em matéria de líquen. cansa? Minhas dansálias. eis-me. o massacrifídio triunfotriu no princípio. O colopso acasalha a armandíbula. testenenhuma na ocacasião. Espiralâmides trextram moluscofusculaturas. falo látex ou fico sílex? Falante a seu talante. Verdade que óculosculta. e constantemente já! Diz que quem anda como quem não quer. achancelerado em tétalos. o trânsfuga se transfigura! Blasfo! Aldeia alheia. tendo o tempo todo para o ser. o quê? Se bem que um paspaliativo não possa insuflantar a veneranda alfabábula.. 36) . o crifício não cancerne. chegou cedo. Um rápido bosquejo para as apálgebras! Empíreo e império — primeiro. mecanículas onde contagotagiosas? Acoli. ou em nenhumgatu? Qualqual chor? Um nenhúnflar! Em Quizília. logo.. Debuxos para aqualerolera. empório. E viva a voz! O queira tal quão o diz o velho anaxímenes. na ferraguesta entre guelra e goela — a paira! Desvenda-se à vista do exerxésito e. e por talismanhã — apalpenas o muselau! Calhauculo: quantos andromedrontários desvenclavestram o ojerizante? Calverdáver. se manda.

Nínive. Se impossível for. que dos paralipômenos me desincumbo. justo tampouco aí sei lá. para dizer coisas com dias. muito menos que nunca uma soltice. inclusive embora de vez em quando me dá uma coisa aqui. e de mais a somenos. daqui a pouco. uma coisa estou certo. verdade crua e mal temperada que eu podia. vocifre uma esferiência e se perda em cochícheros esféreis. causa me deu isso.catasepulta num confrostispicilégio. não sei não que eu me importe. entre porém te digo uma: coisa sei. ando tendo umas e outras que palavra vou te contar coisas de outro mundo. Faz de afinal de contas que nada é meio. sem demais a mais. deixar entregues à própria sorte. e não obastante. nesse intestim. às milavrilhas. só ao são a salvação! Devoraorante o louvadeus. as coisas. mas essa coisa sendo assim não comigo. e se salvaram só os que puderam! O qual. oba bolas ou ora babolas. deboxalá! Por mor e mal de meus deslizes de lesa-claridade. continuando assim. essa de quando e nunca é que é a coisa. — mas eu me acostumando. e é contra! Entrecontanto. bem assim mesmo. e é graça de coisa. bastante afinal. embora bolas. noite adentro em breve! Nihil obstante. para dar a dobra no cabo dessas. eu sei. ainda não. átimo sim por étimo chim: aí tem coisa de dente para coelho implorar de joelho. pois assim inclusive quem pode viver ao léu do lero? Entre as nuvens de miasma das cloacas com o quiasmo quiliástico dos ermos. venivandalice! Tomara que não morrerei debabelde! Dez me livre dos noventa outros que querem me ver a caveira bem feito com escalpo. cor e salmodia. me dá um que-será-será de outra mais aqui. nada tem que ver navios com o pé em que as coisas vão de mal a pior! Tenho uma coisa. seus louvores lhe caem como lupa. quimismos levados a termo? Identifiquei tantos que sei por nome. ó meu cor de salteador! — não é qualquer que serve. Quem me ver não viverá mais. sem prejuízos irreparáveis. e falo como por . não! — e eis a mais não poder disso. por motivo de viagem das dúvidas periódicas. cá para nós. né? Isso lá é coisa que se faça aqui: desde jamais se assim for. — quão! Senhor não dá nada de mão bichada. para todo o sempre nossa.

e às cegas e mecas no meu método. chegadinho de louco! De que ordem sois adrede. mas né? Pau põe frutos no ar. conte para outros saberem e se ensaboarem. cutucões. torture mais um pouco o pé. A quanto mais derradeiras tanto tão nunca ouvidas as palavras quão impossivelmente iguais! O extremo dos extremos é arrevesso do lado externo. antes. — logo isso! Falar tem hora. graças a São Salvo. frade? Pertencemporcento à ordem da Ordem. — istromilária. Dilatado corpo por distenso tempo alastra a duração que promove. Quem consegue defender o tesouro dos perversos contra a perfídia da honradez? Gota. não esconfundam! Onde mora o peixe. nulo. o centro está totalmente por fora: parangaré! Não sou periquito na arte mas toco minhas musiquinhas. engano magistroso! Favor fazer de conta corrente que posso proporcionar quantos quiseres que cometa para agires de modo muito mais simplesmente só! Eis o que é isso: cada eu tem jeito particular de se arranjar para não dizer nada. inflecte: mané. Que fazer do falecido cadáver dos mortos. é isso. fora não tem pinote. sem pensar. mais uma acha na fogueira de mim! Vive-se bem aí. antes ou depois. não há mundo. que é doce. ó arquipélagos dum arlequímpago! Parece. por Deus. Aí vive um. faz que venha. estamos em quito. se deixo. satrapássara! A mundividência sofre melhoramentos de natureza burocrática e administrativa. e bem. .. e ora explui. saindo. aí começa o espírito. um pensamento. Lepte. Fision. aí em angulústia reta o anzol pesca! Enerja! Imprimaverossímil. chique. chama. bóstia herbibovina! Dentro do plentemplo. desdepois. o vilipendio dos postulados da prosódia duz direito à postergação dos ditames da recta ratio! Erro de mestre. se o há! Quer dizer que chove? Diz: chove. lepte. calcalcule só a área do xilindró. Logo mais. Aí é bom. se escondo. cecidict! Atitude apenaz: convesúvio de conserflúxios? Acralamps.. xequemote! O jogo do monjolo é tiro e queda em Fulanocronstropa! Trato assíduo com vernáculos envilece o ânimo. tisnam o brilho da festa no cardápio! Arstixerxes não reflete a imagem no espelho.enquanto. vem escorrendo me assombrar o pensamento.

parasangue e inchasonho! Desiderosidera. Diante disto. dá. amarro o bode: estendo a mão. A ventura através do sonho. alegria dos mapas! Faxo sentiat me. Cythera! Palpepalite. iluminada e vazia. neste mapa falta Tróia mas Tróia não faz falta. a vida. por que ficou noutra mão? Festa. guerranão! Ó descuido excluído. Deus já vai. desde já sempre? Lembro do mapa. A cabeça sabe. — o que sai. dão! Flechas queimam na lupa. por que não pode? As coisas lá se vivem como se curtindo o barato da objetividade. Dedukodedici. eixo é o vazio. Todos conhecem adágios. De codicis conditione. o que vem da festa não me atinge. Inultrapassável em esplendores. Amores de Narciso. digo-o a mim e cale e calcule. falo como vos escuto. o vedado. Ea res depungo.. se regula. dengodenso. Garganswer! Fortunas de Kartésio! O abano do leque abole a saudade. preciso: sair do espelho. Descensusascensus — sensus! Quam significans demonstratio est! Parasitaizo. Narciso. De onde der. vai! Na guerra — o necessário. Cadê. de quem é essa guerra? Nem toda guerra importa. Faustus fatuus. Depois disto. Babaca é babilaca? Não se lhes consinta desfrutes de um paladar a contentarem poucos pomos gordos.. e o que der. teu nome me elimina. nasci para a festa que vou dar. Daps! Bicho da Hungria morre de fome mas não chia. trimegísticos teólogos lêem em tudo que se move os sinais do que não muda. aprende comungocomigo! Eamus ad me. na festa — luxo nesse cenário. na casa de torturas! A casa de torturas é alta. falador-mor. Que mono é esse? Que coto é este? Leva a crer que tudo existe. Não sei como entender isto. Acusaxis. tem Deus? Já vai. E vive-se muito bem cada um com cada um. Brasília.. Ecloga e isagoge. Bobo é quem não canta. Trato muda costumes. o ausente no lugar. por frases. De cupiditia reprimenda.Depois veio mais um. Veneno é saber teu nome. Para ouvidor-mor. Vireveres! Alviseverdes! Esfantachos! Socorro é sacrocorro no sacro santo coro. lá vai! Água vai. Apago a cara. o óbvio.. A bacalúsia! O cúmulo. Sonho. maior que a memória. teatro de comparações. labeão! Cego se necessário para dizer das coisas vistas. Todas as águas são de humor lunático. a boca é que não sabe . fala é só barulho.

dizer. mais latim fala o bicho. o silêncio tine uníssono. um isso. Observem exatamente: na Pérsia. um hiato afasta a hipótese. o mundo era festa e havia guerra em minha casa. nome não orça. Numa festa ou numa guerra. Quantos para falar de uma só coisa? Náufrago fala muito. não ligue. desespero também é bom. Façamos um trato. azar e destino. Saí de casa cedo. cite-se. As festas persas giram em torno disso mesmo. não tendo estilo. Todo nome de boi começa a guerra. exgurgitatio rerum. espelho não erra. e fogo na festa! Cangacanjica! A flecha atinge Aquiles decerto mas na máscara. Uma cobra dá um salto contra o espelho e cai no meio da festa. vacilam os fundamentos. a exegese: quem usa máscara descarece de espelho. Nada mais me resta. De quem é. isso é comum. . aberto e parado. deixe. A pele sabe o que faz. pendores. de que se trata? Se é do mundo. De tudo sempre sabem todos: afastando o alvitre de um lapso. É um fato. é quase nada. um som que ninguém sabe donde. que o mundo anda sozinho. O mar. Por exemplo. pensar bem e cantar para os outros verem. de quem não é. Caso singular: ninguém na Pérsia sabe dançar embora dancem da manhã à noite. De que vale fazer as coisas bem se ninguém está olhando? Quanto mais estapafúrdio. sed ego contra. Como já dizia Lúcifer: não! Que manda? Ponha na tua frente tudo que você tem. brilhos e volume. vermelho. você diminui na hora. Elamentabilis! No axiomanexim. importa o desempenho. Aqui me cito. ninguém tem nome. gritos do mundo são nomes. engorda-o enquanto festa. Um mar. Os bichos berram dizendo o nome. o que é outro caso. A voz da gente quase abafa o mundo mas a voz é do mundo. O espelho prejudica a dança. olhe nos outros. — só que ao contrário. O espelho reflete tanto a guerra como a festa. O que não mata como guerra. incentivá-las por todos os lados! Meu nome — nem a penapau! Guerra a ferro. declino o nome. nisso — o exército persa dança. — se não fosse a febre que sabe. tudo que eu não digo os outros concordam comigo. elatro causas. ilha é assim mesmo. O dia não faz outra coisa. Experimente pôr teu nome numa sinuca. mas dentro do desempenho.

E calando a boca. Na arte. como se move. próprio de alunos. volta-se à unidade perdida. Próprio dos tigres: não fazer força. feder basta. ou um amigo. e o alvo o vento leva: tiro certo. O primeiro gole de vinho melhora o tiro. Dentiscalpium in oculo. calar. velhos não são dados a festas. Na gata! Acertou na gata. Spes! Tiro feito. nem a mente. como sabe fazer bem as coisas que todo mundo sabe. porque ignora tudo na arte em que é exímio. Esses. parassangate! Tudo não tem detalhes. O silêncio. todo o esquerdo segura a flecha. como se levanta. Nem todo mestre é próspero. Ora os mestres persas são sempre velhos. Eclipse entra no sol em frente duma flecha persa. pela precisão do tiro — um mestre. vamos falar de flechas persas. ninguém está parado. E mestre. de hábito. Cala-se. ou discípulo ou então simplesmente alguém que passava e atirou por despautério num momento gaudério de distração. Alguns cultivam artes sutilíssimas. ver flor. Enquanto muitos riem. nem o cavaleiro. às . persa e velho só pode ser Artaxerxes ou um irmão. Dentro da dança persa. detalhe é tudo.neles se reflita. Baccha bacchans! Ignora-se o autor mas devia ser muito velho a julgar porque é uma dança muito minuciosa em malícias. o sol pára e Xerxes o preenche a flechas. de assunto mudo. instrui. Mas há mestres e mestres. Nem o cavalo. nem o arco. Lísbia sabatária — bazanz! Sabazii sabaia! Copaplena! Muito sabe. um pulo de gato no escuro e um grito de socorro. Flecha se atira em movimento. Como viver à luz de flechas? Da arte — não se vive. Mas só os mestres sabem calar dizendo tudo. todo cuidado é pouco em se tratando dos mínimos detalhes que lhe derem na telha. por exemplo. arqueiro pouco diz. o segundo gole — só Zenão! Assim como o primeiro tiro aprimemora o segundo tiro. que se faça. Veja um mestre. Todo teu lado direito puxa a linha. pouco ri. Mas arcos atrás isso não é coisa que se diga. O assunto me muda. Tudo é ainda pouco. a segunda flecha corrige a receita. Depois. paragate. tem um gesto como um soco. os mestres a portas fechadas meditam sobre a guerra. nem a flecha. nem a mão. Gansogingrivit! Que flecha é aquela no calcanhar daquilo? Picatacapau! Pela pena é persa.

Que gião é essa? Persaspectat. só a fazer.. Já estoutro é dos anteriores. teu pensar é quem se move. está certo. um meneio mais rápido. mínimo ínfimo! Ora mas que cabeça: moringas não convém a conter o arcoíris. São os últimos pioneiros. um trejeito gaiato.vezes. não têm apóstolos. retrata dentro o visto mas pensado por um olho que sabe. Como de quem a aprendeu na escola dos olhos. estamos nesta! Tumultilaplix! Leoão tronitroca: coisíssima nenhuma sai como coisa alguma. com outra coisa se cura.. puro e simplesmente sino molhado pela chuva. Às direções da tábua de enigmas. o fim repetiu-se até o começo avançar de novo. — parecendo iguais: é vosso engano. Desastre perder pendão dizendo não: está-se nele dilatado em equinócio como num rapto. ou não então? A cara dos mestres é o modelo das máscaras. O que os mestres sabem é o que há para aprender. O mestre é onde a arte já morreu: por isso. mas fico de olho. em muito maior auge. O dedo do mestre é sempre mais que o centro aonde aponta. colapsus lineae! ∗ 2a lição: portanto (p. um grito junto.. bumerangue sujo de sangue e ingratidão! Eloquenha para dizer: o estofo aurialvicerúleoverde não se move. Bardesanes — parta! Flecha — parta! Para nunca — mais! Creio que partícula do efeito se originou quase no fim do percurso. emblemas. Livro não adianta. Estes dias tão últimos de todos os santos de todos os dias. em seguida. mas há muito tempo. Sempre há coisas que aprender: um pequeno truque. Dizer é mais difícil. 42) . Esse é aquele? Nem deixa de ser o oposto para depois de um outro. o manuseio de bases serviu para o emprego do sucedâneo mas. Que cara alguém terá para erguer a máscara que jaz sobre a cara dos mestres? Tem uma palavra muito boa para dizer isso mas os mestres não ensinam a falar. O que se pode dizer da arte nada tem que ver com ela. mestres não lutam. Trajeculastória! Coisa que se consome com o seu uso. Castiços veteranos adidos ao paládio dos ofícios dizem não ao que não viram e louvam-se mutuamente as mal traçadas entrelinhas! Fico. portando∗ traz ainda mostras de haver sido.. lapsus linguae. nem outro são aqueles acolá. Nenhum.

boa com vontade de uma ave de boa vontade! Nem vesúvios. (p. Senhor do Escândalo Maior! O melhor da faca para o mais delicado: quem pisca. O que se diz por trás da orelha. seja lógico. Ninguém prezava santos como. triunfa! Manifestação for. num baralho. Zonza na cinza. esta morre de tanto e o cisne ao soltar o primo pio da boca. uma polegada de gim batavo. Pensar muito∗ dá sífilis. Quem fez o mundo não tem tempo a pensar. estruturas se desincrustando. Orava tamanhos fervores que apafava incêndios a grandes distâncias. Acordava galinhas com água de poço. relações se referindo religiosamente: as instituições do desaparecídio pedem paisagem. O cisne ao primo canto. o que é. o que sabemos é pouco: foi o que nos salvou. E era dentro do olho — velocidade só de inteligência ∗ 2a lição: Pensar muito. mandioca mascam fêmeas e a cospem num pote. Cauim de toupinambaoults. nem vestígios! Ovo de passarinho comendo cascavel engorda. Desfruta do bichojapão pela alça de mira. festa engasga. labirinto. Era simples como o pão. Horto. Ele anda na chuva. cadáver de papa! A mente capta o suspto das coisas. enfiam agulha no olho. Monólogo dragonal. exibe o magnífico corpo-espetáculo. segredos entre Deus e a alma de polichinelo? Sábio fala fábula. concentrando na água um olho de grego.Dedo no gatilho. alterações se alternando. o corpo ganha curso e invence! O que só se vê por trás das pálpebras. muito horto. Aquém vôo. a outra página. riscando fitas. Longa memória estica o arco da flecha que não irá parar num alvo de nada ou nada de alvo! O que se diz é emblema. a cigarra a todo o pavor. lá estou de novo atrás de mim. que um aplauso como um relâmpago no espelho mudou o curso das coisas para as coisas mesmo? O desinistro leva tempo sastrando. são pontos de bichinhos ferozes de estarem ali. Prumo e pluma. Ninfa. das coisas onde a mente perde o pé. sífilis. sempre na moita das verdadeiras árvores. dono de si e dos argumentos. está certo e haja isso! Ele anda na chuva com raiva. espadapedaçada! Maniquário. brinham e trilham. 42) . pronto para beber. senhor de um livro sem destino. Guerra exagera.

curtindo o maior barato debaixo da barba dos trouxas! Todos os que vivem estão contaminados. tomando corpo. Isso? Aqui? Já? Assim? O olho pega a agulha à unha e o que sai é um só: o estouro certo! Emprega mais som! O nariz torce o xisgaraviz para não dar o braço a torcer. quando investido. ou mais uma: o feto fede a bucho. quem como eu. para todos — só serve o dobro. e o complexo — uma rosácea. três bodes. perde o lugar. ascências às atravessas. quem dança. ganhando tempo. e livre para se deixar prender na queda que é apenas o esplendor da vitória! Vá em ladainha reta. e o que tiver que ser ou haver. comigo. major. a 14 O projeto francês de estabelecimento no Brasil chamou-se França Antártica. diz de nós o que fomos? De duas. sussurra. fumando a fruta das plantas. Ei-lo. T’arrenego me anuirem! Acrescento um. carnaval no palácio episcopal! Pegam fogo flores de afresco. mamando. a ordem. — isso não é para todos. sério. . Não. quem recua. tamanho marmanjo. oxalústio! Constato que consto. que dó. Fico que a mais eloqüente manifestação de apreço a me fazer era permitir-me dizer sim a todos os vossos desejos. quem sabe troveja. tamanho homem. — será! Tomando conta de tamanho corpo. uma das duas. misto de França Antártica com Constantinopla. Para que a nóia nossa? O selo da esfinge entre os olhos da cobra é jóia ou incêndio de uma jóia. quemquem? Todos unânimes em concordar. quem grita. e desembesta quando solto para a frente. Outrora de alhures. por dentro. o arcoíris quando rasga os céus. e esta ordem resplandecia na clareza que tornava o simples — lapidar. gagueja. a flor da fala! —. senhor de si! Audácia da audiência! Comigo aprendem a ser gente. Macacos me lambdam! Entusiasmo com calmas! Assim fica em mais ou menos o que tinha para dizer tudo! Certos traços marcando certas ausências. seja e haja. fedor e brilho fazendo barulho. quem canta. o que haverá. que mancada. construo contra.feita. Inflanscendinorbe!14 Por fora. açucaraçu! Usaria de guerra guerreada. O altacolá! Dista quando? Dois baratos. careta total. Inútil embora. um bicho nasce feito lixo. aqui. edarum rerux. sob as variantes de Inflanscendinorbe. haja o que houver.

umas pedras. o segredo era lugar comum. crucifixo no lótus. Pedro. Cá entrenosco cale. lugarejo comuneiro. viu? Aí. um sopro de silêncio vem das ruínas das pedras. Acelebre as partes! Repúgnia. ou era a mentira duvidando da certeza! Acaso por eixo e exemplo por sinal: a providência ministra sustento para os ministros da obediência de seus mandatos imperscrutáveis. ímãs. unas! Meça. a questão se reduz a mero vacilo. ao largo do fim do mundo findo. Não se lhes consta que o dito fica. Roma no romano. ouve o que quer dizer! Nada dá na mesma. não pelo dito. mexa e meta. Occam entrou em nós? Que. onde for! Consumiram-se tabas inteiras de capim toupinambaoult. Feito era de mim! Peixe podre faz mal. pois não tanto? Tal qual estou prevendo. e eu com isso. arrota. nós é que somos isentos. consumindo e pensando fumaça sármata! Perolépero. quantos? Ser assim machuca quem? Não façamos pouco do mundo: é o tal. óideóide! Sabe com quem se fala? Então não diga. construir a cidade: a mãe. e muito mais prevenido vale que vale depravado. quem fez? Ora. quem diz não. o arcoíris grinalda a perda de gravidade. vendo coisas e sendo visto! Aquiles fala pelos calcanhares e cotovelos. bambolino a rivo portato. Teu ver transfigura um cristo a andar sobre a água. umes. Absterge. querolero! A pépula pula num só pé. vive desobrigado de molestos seres e pareceres! Primeiro. tão repetido e repensado que era verdade que a verdade era ele. e era sonho. Guardado a chaves sete. por que é que vou entrar na tua quando já estou com tudo que vai ter? Mil de bom.reborda recobra o decoro que ora se desencurva em mil meneios: quem tem filhos está sujeito a acordar quando não quer. e eu nem sou de responder muito mais frase de pressa. o pânico está nos planos. Quem diz sim. quem funga confunde a gargalhada com . pelo que vejo. peida. entre quatro pregos meditando. poxaliás! Inquietilíneas. coisas que só as vendo. cataítchimbun! Diz o que quer ouvir. Ao longo da linfa. — os meus na minha. a passagem do arrepio. quase proverbial. vai o infante em pêlo e em cesta. convites a engrossar fileiras de outros cômputos! Nós. a medida do possível.

— desafiatlux! A arte está sempre certa. a muitos ventos abandonado. estamos feitos. coisas que a gente vê tem várias. ó glosa e glória de um endês sem endereço certo nem direção determinada! Verão no auge. Mestres. e não tem mais outro! Afirmo tudo. — estou me citando pelo que ouvi dizerem. pensamento que é um gesto. os mestres suavam sob pesadas máscaras persas. essa cita nunca foi dita. diem perdidido! Essa pergunta é uma mentira. mencionome no que ainda não fez menção. Não estou para quem campa de misterioso em prol de molde dos mistérios que campeia. nó na cara. estragam a festa. palmas para as escangalhadas! Cansei de festas. Declamo mas não declaro. corcel num cárcere! Periit victus odore rosae. fala ainda verde: o mongejaguar reza reto no coração de Deus. esse mistério está na cara. Mas calo-me. na falta de melhor. amarro. tido como incapaz.. grito palavras novas. bandeira a longo pau. pensando junto que é um jeito. fica assim de convosco. Coisas que a gente faz tem nome. Lhes mostro com quantos segredos se faz um mistério! Isto é desfeita para o entendimento. porisso os mestres são teimosos.as palmas. o mistério era melhor! Decomposto o equívoco.. Balbucio o que lembro devagar. lucubro: gaguejo o que cito depressa. Coço a cabeça a cata de citas. Mas um discípulo. tosse e se coça fungando os sons de mim: muita voz diz os sons de além. digo. não desfarei equívocos — e dia sem trocados. há muito que ver. tirou a máscara e abanou-se com ela. e desfeito pelo tal e não al. falando nelas. Mestre! — o que tenho para dizer. o que não há é tempo nesse espaço de lapso. não esclareço nem reclamo. Os velhos são confusos porque sabem fazer muitas coisas que não se usa mais. dou de ombros e cruzo os braços. nada dito. Mas sou um que arreta e toma nota. . peida e respeita. caça a prêmios! Pensamento. proclamo as aclamações! A cabeça muda de clima e já começa a mudar de figura. colocando-me em posição oblíqua. Tudo feito. Máscara. Onde não há provas. claridade verde: heróis chacinam mestres! O grito é sempre mais baixo que as coisas ou mais alto que o pensamento. esse segredo é um lugar comum. Cada jade.

faina! Fasfesta. incensei! A média de vida da pedra de preço é comum que não se faça idéia: memória germina e — surpresa! — gêmeos! Mudam as coisas. qualquer briga é o caso. Guerragosta! Festa na sala vazia. Asa e âncora. alta e iluminada: guerra imóvel. tudo cálculo em Pérsia? Que vai ser das flechas feitas sem a guerra persa? Que será das festas dadas a portas fechadas? Tabefebife. começa o tempo do mundo. Damno! Damno! Poucos mestres já. o mau cheiro meu me acorda na ressaca do barato da festa de ontem. fosse persa. sem rir: oração não tem graça. com um outro truque. Não sofre espelhos. Como quem não quer nada. pratrapobanana. morrorombo! Calculopalpite agudo. lapis jamjam lapsurus! O que brilha faz sentido. a festa acaba num sonho. falando errado. O novo rei foi coroado na casa das torturas. só aceita a coroa sob torturas. pedra azul: frouxo despede acinte — a flecha seguinte. tranqüilamente. santos! Não peque à toa. mendigo e flecheiro. já. o cheiro. eu e tudo. — bem eu ia. palavras depravadas falam certo de coisas erradas: me depompo. graça vem depois. o espelho está vazio. a festa é uma bosta mixuruca passando por xucra.não diga! Digamos. que eu dou a guerra! A guerra é santa. dou-me por acaso? Nem achacado! Me rompotodo. Luz e água. tarefapita∗! A linfa inchaesguicha infantes em açafates e ninfas pela alcatifa. perro dum quê? Não encha o sacro elegíaco! Que é que vou fazer na festa com flecha persa no olho? A guerra e festa. Sacro jaz na festa. A bandadabarrota aplaudelaudat! Por achado. Quem quiser guerra. o que as coisas quiserem — quero. depravam-se as palavras. reze devagar. O tempo é santo. só se vai convidado: flechas provocando. A jactura da flecha na fractura do dia. Exalo o cheiro máximo de mim. O príncipe quer ser santo. pensando depressa. carniça do sovaco da cárie! Camarãocamelocão! O incenso acusa a presença dos espectros. guerra e festa. só? Convir-me! Sim? Isso! Não é não. Hic cecinit! Só trocar de tanque. perporém. 46) . espessaspásia! Quando sonho. Heroum triumphum. cabeça vazia ∗ 2a lição: tarefapifa (p. escolha. Acabou o tempo dos mestres. me interrompo.

como sou visto: uma verdadeira fortuna. Um ponto para coletá-la. aqui. escândalo das coisas ocultas! Cadástrofes. atue. cocos. e despencam fazendo coisas cheias de formas. um cento de anos para outra igual! Quando e qual virá porém fruto de que flor nenhuma permite. Houve um rei. — horizontes persas! Uns e outros. Não disse? Bem que falei: mal acabo de fazê-lo e já estou falando de novo. sérios os demais: só de reis a graça..sob a coroa. feito dizem! Cadê teu nome? Faça-se ver. Um anel de pedra-ímã. meu caro. Salão das laranjas de cristal. o depósito deixou de ser conforme. que retinha prisioneiros muitos reis para atores do seu teatro cômico. exímio no jogo de contrários. forte na guerra. Gabinete de Raridades. a despesa subiu. Dei dez pontos do pomo de Adão ao umbigo de não sei quem. Jóias animais dão coice no azul. O vazio vistoso: a flecha não tem pé porque pura nem cabeça porque persa.. quanto dá ali? Ainda serve. informação. rex nullus in rara urbe. na bandeira. qual o que esperança de tomara que quem sabe. é sempre. o bastante para ver-se reduzido a ovo: espalha vazio. olés além de acolá. — a palavra: EXEMPLO. então. e quejandaia∗! Ao sentir necessidade de converter ermo em urbe. dá toque. dá passe: um cáctus. lixo do ser. Verificação dos números de presença. Rua para todos. e assim tem sido considerada por dezenas de gerações de girafas. O rei ria das graças dos reis. O eco sai do vaso. macacos e avestruzes. valho muito mais. passa apenas por um espelho. O eco do berro dum bicho é o berro de outro bicho: quero ser claro com eclipse e tudo! Faça-se verdade a minha vontade. dois toques. Pagou com língua de palmo — os dois dedos de papo! O preço de minha cabeça Brasília aumentou: cheguei valendo um precinho de pirata. O egípcio responde: pois há dez mil anos é selva africana. sambento chamou-a regula monachorum. 47) . e diz para orelha egípcia: ainda falta muito para ser selva grega. Como vai onde? Bem. A sala da ∗ 2a lição: quejandia (p. Grande é este século. Dá tosse. Boa verdade. é ou este nunca! Olho grego vê selva africana. pudera? Mais para pôr no mapa que para freqüentar-se! Para lá. Hoje.

Sempre que possível. forma mais violenta de estar vivo: bom senso e boa sensação. Aqui. — um segredo óbvio. o mundo faz com que todos pensemos junto. Eu não estou ouvindo música. sol e deserto pensando? Ciência dos números das coisas: tira das coisas o número das relações. cabeça vazia. trato com as coisas e desastres com as relações. meus próximos se aproximam cada vez mais cativados por minha afabilidade. meu antro direito bate a retirada. 48) . quem morre. Eu. Situação excelente. Perco os sentidos. Independência ou silêncio. Sou um para quem o exterior tenta existir à maneira do melhor dos mundos possíveis. perde um ponto de interrogação. o mistério. — incompatíveis! A máquina do mundo sofre mudas. coragem de ficar vendo isso: meu centro cede. estou compreendendo. morrendo de sede. Ataques não espero da parte contrária. é uma outra coisa (p. cada coisa toca reunir. Quero a liberdade de minha linguagem. ∗ 2a lição: música. Disse que voltava pronto. Tudo é claro. Fala som e sai senso. é∗ outra coisa que está acontecendo. Onde é o grande Onde. o contemporâneo já passou. Não me lembro bem.realidade. Fabrico hipóteses. Submeto-me a isso. quer senso e não soa com a voz. Me percebo. Ei-lo. — nemo repente fuit nepenthe! Coração de barriga cheia. Façamos uma hipótese. Detentora de parcela do paraíso. Vire-se. Deus não morreu. O resto. Voltei. Distraio-me. Perdeu-se no fim. Cabeça perdi e cometi até pulo de pensamento. Cá estou. As Núpcias da Essência e da existência. dormem de touca. Perdeu os sentidos. olho-me no espelho e vejo nada. Não voltarei aqui. fazer barulho ou dar a entender? Eu bebo e a paisagem fica bêbada? Moram na filosofia. contemporâneo do meu fantasma. multiplicai-vos! Creio em um sinal. Um deus supérfluo e um demônio necessário são inconvenientes. Signos evidentes por si mesmos. este livro. Vício. comem à tripaforra. por incrível que cresça e apareça. A percepção. o corpo seca. por exemplo. Triunfam. Atenção. Trabalho com hipóteses. Passo ao ataque. salário do silêncio. Eu comento hipóteses. Quem vive repete o lance. Vir a ser é assim. ganho os dados.

Tenho o condão mesmo quando não há nada para dizer. Nada dizia nada. Faz física e a nega quando filosofa. Faço parte do que eu faço. Que tal a fala. Escreveremos à sombra sobre sombras. Regra dos sólidos.Oração para chamar o minotauro. Aprende errando. silogismo para pegar no sono. vieram para sorrir. Essa necessidade não é só física: é a necessidade da verdade. Eles não vieram lutar. Dobre a língua. eu fico. sonhando. O mundo não quer que eu me distraia. Fiquei sem graça acordei dentro de um susto. Tudo tem muito que crescer ainda. Faço uma proposta. (p. Desenvolvo uma lógica. e não fui eu. Eu não passei por trás. Melhor. 49) . quando esta se extingue. Perguntar interrompe. Nada tenho a declarar. E uma abstração. Por exemplo. Não adianta. Um imperador morre de pé. amar e povoar a terra. Tudo vai embora comigo. O que você está fazendo aí parado. E a música da carência. Alteração permitida. Quero mudar. Quase ouvir é melhor que ouvir. Eu não era nada. o espelho. Pensar. Não é agradável ser olhado por nós. Abri a porta: nada. deixe de ler. O nada no som. sai da geografia por meio da história. a pobreza dos dados. Crio contextos. De novo. Tudo é uma questão só. Faz de conta que eu não conto. estou salvo. A lei da atração dos espelhos me fixa aqui. uma pergunta eclipsada por uma resposta. O ritmo é a lógica. ∗ 2a lição: Mas eu voltei do nada. frase feita por via de uma dúvida: alguém pensou aqui. ponho um ponto final. Não são uma espécie. Lanço uma hipótese. Mudar de rumo no meio. ouvindo o que estou cansado de saber? Quer ser eu? Para quê? O que é que vai fazer comigo? Ficar assim? Comunico. O nada é o maior espetáculo da Terra. Um giro. Ouvimos em direção ao nada. Não me procurem em Euclides. Trago tudo comigo. Vou embora. sei fazer melhor que você. Não me atraso. Só faço as coisas que me deixam fazer. que tal você falando? Dizendo o que não sei. distraído. a carência de informações. A cidade não era nada. A ciência nasceu entre os ignorantes. Tudo vai ficar sozinho. Perder-se no nada. A fé levantou os doentes. o sonho foi-se. Mas eus∗ voltei do nada. Eu não estou mais adiante. O nada no ar.

pelo amor de Deus. Saudade é muita sacanagem. ilumino o subentendido. não! Por mim. Bicho presta muita atenção. como é que é aquilo que é. O que não vale a pena dizer. e o que for está certo. totalmente. Propicia bagunças para esconder o jogo. O número já é menos. De qualquer forma. Pelos planos inclinados da torre. Quero vê-lo ser. Pensar não é legítimo. Sabendo do que estou falando. Natura esconde o jogo. As estruturas são legais. ∗ 2a lição: Da África. E serão fortes. e se generaliza. Vive de notícias. já que eu não me salvo. futuro é que não vai ser. forma é questão de fraqueza. o zero da equação. Cabeça vai a Roma. pelos papéis de Brasília. achar este mundo entalado em minha garganta. raro aparece. causa. Outro é bom mas é muito longe. Querendo seja. fazendo careta. Fabrico o impossível no interior disto. pelo menos vou dar o máximo de oportunismos ao meu desespero. Começa por um sutil formigamento na parte posterior do crânio. a forma é a arte dos fracos. muito bonito para a minha cara. Virão mais. falar das coisas é deixá-las ir sendo. sempre novícias: passado∗ é coisa. Ultimo suspiro. Quem vive mais que uma pedra? Quem dá as bases? Incenso nas idéias! Virtude é questão de fraqueza. Só vendo antes. fica olhando. Tem de tudo esses mistérios da evidência: medir é apossar-se das coisas.Quem ficará para trás numa corrida onde todos querem ser o primeiro? Provoco a e b a me provarem mais que um xis qualquer. sempre novícias: passando é coisa (p. Então. Poderosas mentalidades apreciam cores. Faça longo um pensamento que ainda tem mais mundo. Deus. Narrar incentiva. Em autópsia. Deixe que seja. uma água fora do comum. foi o que se sabe. por isso é antídoto contra a profissão. Isso é mundo. cara na minha cara. Então foi assim que veio dar nisso? Quem diria o que se diz? Dei de ser outro. paga para ver. dou fundamentos ao inscrível. Da África. fica cheia de latim: bicho bate papão! Dou de cara com este mundo. 49) . O último que veio. Na moringa. Digamos: sendo. as coisas sabem que eu lhes faço bem deixarem-se-me por vir. Só o impossível é viável. elimino os matrimônios indissolúveis entre som e senso. passando de lá delas para nós.

Elrei Nosso Senhor. O dedo aponta o papo. sai para ver o sol e manda cobrir de flechas. ora francamente. não! Tigre sabe que não erra. Um olho hasteia símplices sem réstia à esquerda do vento. As aparências enganam mas enfim aparecem. mundos e fundos — coisas ao socalcavanco! . Quaestio de Aqua et Terra. nunca senão o adrede! Defendo o meu lado. guerra é guerra. assim será com sua Real e Sereníssima Majestade. O tempo passa em cotejos de triunfo. Quero febre: Brasília não vai a Cartésio. arrisco estar onde não me reconhecem. Matérias de todos os dias. Viver. levante-se tendo um pensamento novo: todo pensamento novo leva a fazer. Velhas mentes sabiam que tinham razão. observidão: esta história não é natural.canta-se. pelo menos desde já. O mais importante... Qual a tortura adequada para um rei? Um prego de ouro no peito. ofício severo. o que já é alguma coisa comparada com outras que nem isso. jogo a pedra e escondo a mão. Os maus modos de ser das coisas tal trato deram à moringa que era sobejo para lhe dar volta ao precioso líquido.. Eloqüência. Nada me lembra nada. cherchez-le! Perdão. falase e conta-se. leva rumor! Corta o mal pela raiz cúnica. espécie de hábito que a medida contraiu num recurso de último caso. Meus pensamentos leva-os e me deixa com calor. Rei vai na frente. penso o que interessa e tiro o corpo fora. Muralha de madeira. molequemaluco. outro de latim. Se não. O modo do jeito é o tipo da maneira que o método insiste em confundir com as honras de estilo. nuncadaqual! E desde então. Nada de escândalos. vai Cartésio até Brasília.. Zona assídua: prima em sustentar-se. Fuma até tudo ficar vermelho. arfo com um barrufo de pólen o fumo louco. tiro o meu. Lá vai o tempo mas eu já estava lá. pompas de febre fúnebre e viagens bem apetrechadas. Quem observa o que se passa acaba não passando. e ninguém comigo. lave-se para a matemática. Aqui mesmo. Vista-se bem para ler os clássicos. Cristoff. insto junto ao sujo do ar. cale-se! Rascunho um rango. Indústria se degrada em ócio. malacopapeluco! Um de papo. dou a minha e valha! E não vá valer para ver o quanto obsta. isso mesmo. cala-se. muro das lamentações.

O vício de sobreviver. não consegue. e é só poeira que levanta. arte representa. aleata. quatro. direi direito: serei impossível. vamos acabar com esta guerra festa que lá vem festaguerra. lei livre. morre pagão: caí nessa inana. de preferência. três. furo na cabeça por onde babel entra. peixes volúveis. quem pára. gavilonhão! Peregrino? Não se meta em paramentos que pode lhe suceda como ao pavão da fábula. Esconda o jogo. Não tenho autorização para viver por ti tua vida. tece lendas em torno de si mesmo até mais não poder sair. não: máscara é só para usar na Pérsia. Brasília. A cabeça se perde em lemniscatas instantâneas. Candeia na gandaia. máscara. e daí para cem! Só para quem não sabe. para quem sabe a arte é distração. Conheço bem os truques da Pérsia. Persa parece. proclamar os altos brados em que consistem os que . o relaxo sob o domínio da festa dá peixes. aprimora meus truques. Cada ocaso persa é caso à parte de aurora persa. e vades assim mesmo. o mais que posso é contá-lo melhor que puder. sempre maior que as evasivas que o acontecem: cate isso. coroadas do sucesso das rosas como ondas! A felicidade de um traço em apanhar o todo: Constantinopla me consta mas Pérsia me persegue. e no pega e larga. Afinal. cinco. música com máscaras! Dão corda em vez e enforcarei um. secos como telha. Deixado no lampadabúzio que está. enquanto um conto de pardaus pede a Deus que chova água para seus biquinhos. com qual signo? Com seções canônicas? Latim perdido. babau! Raio cai em silêncio. Quimeramix! Letrado e malabarista. algo é melhor que nada disso. não se aconteseixas! Cadadois sabe o que foi. quam sero te cognovi. regina substantiarum. jangadas hasteiam bandeiras holandesas! Chama precisa parece uma gema. Durei. — olha o tamanho do ar! Uma flecha na memória. faz que vais. ides máximos. vilajogão. Diga um que eu faço? O da máscara? Não. o quem vim fazer aqui. A joga começou. — grito. vendo — é o teu! Vazio. dois. aves solúveis. cores das flores. Quem me persegue. a mesa era de coincidência. sendo muitos. deixa prenhe! Persignar-se. festa das substâncias. sero medicina parasita est! Na lei da flecha.Formas íncolas.

talvez seja outra coisa: quem sabe uma outra natureza trabalhou nisso. seguramente nada tem que ver com o que já vimos. a longe — existe o eco. Algodão nas orelhas. e na continuação. apenas um Atlântico entre a memória e a pele. mintam teatros. coração trapezista. manifestem a festa. graspa de bagana! Ora. você? Cá entre nós outros tantos: fechando os olhos. com o inconveniente de não poder parar — grave! Quem falou em doença? Quem sustenta o jejum com primores de rigores? Estar é abundância. Quem trigo tem.. não são lavarintos. não é. Dando. serve. é justo quem canta mais bonito. mas às vezes o canto sai meio baixo..existem? Paranga de garapa.. A resposta quem souber. Sempre é. arabescos a modo de estofo bordado em chamas? Não. É um pouco diferente. quando não é guerra é festa. Como diz o outro. Pouco é muito pouco. A saliva alimenta selva∗ braba de sementes mascavas. o catarro pronto para manducar e parir. quem está muito longe — não ouve. Era o dito.. efeito da luz. Tudo já existe. onde é que nós estamos? Brasília. de nada precisa. me ajudem nessa festa. ∗ Nota da pesquisa — 2a lição: seiva braba (p. que monge é clandestino bastante para poder trazer delicícias em decidílias? Viver. só entendo espetáculos que sei de cor. o revés. cessa. Quem sabe pensar. num lapso: flautas. Algo não falta. Já existe. quem conserta os desmandos de viver? Repara bem no que não digo: cada algo tira tudo. acudam! Não condiz. exemplo de qual nada! Coisas pecado é fazer prestando atenção. Onde já se viu? Nenhures. Não se enfeitem de epitáfios. Só dá tudo. apresente-se dos pés à cabeça para a tortura. Quando não é festa é guerra. não se afastem. senão a verdade diz. Mundo? Mundo pode. vinhos e risadas. Esta história não é estável. não é bem assim. América dos Elísios. precisar para quê? A festa supre. vinho e azeite em casa de pedra. me ajustem e me digam como estou indo. digam. nem alguém responde o quê. os outros é que o digam! Por mim passa a festa. 53) . Pensar é bom. minta! Não erre. Thule. o lado de dentro das pálpebras. e quando cuspo o ser vivo. com manhas e artes outras. água. Sugere luxo: teatro que nunca vi — não entendo.

daqui a pouco a pouco. ostentando aparências de dama. quem é que veremos depois dos eis. ai de ti. Os verdadeiros cristãos quando liam as escrituras coçavam a cabeça. qual o abstratagema das ritorgias? E se for meninúcias. eis. O fabuloso bichopreguiça quando move o corpo paralisa a sombra. mais tiraniza porque de um rigor sem vestígios. Deste revertere. eis? Quase outrora. mas não confundam. Menina. Tudo não é muito. mais depredessa que a preguiça se anula com afinco. rico! — que eu lhos pincho no rio! Agora. cerpentaura da lesmória! Dai-lhe vós ao demo a pele! Que o ímpio se perderá num brutilhão de mulheres nuas. não voltarei. cálices de vinho e colheres de festa e o justo ficará dentro da justiça bebendo a pureza da água e a lhaneza do pão pois a boca do justo só falará palavras . Foi ou não foi? Assine aqui. Muito baralhado esse negócio brasílico! Se é xequematemático por que os cônchavos? Se ignimigo fisgadal. — inclusive desde quando nunca estou aqui de valde! Os velhos egípcios quando pintavam a morte escreviam um abutre.. já dá para começar. e ninguém mais me esgana: quem é o emendachuva desta ataláxia. deste lugar não sobrará muito. Ninguém sabe a qualquer hora o que acontecer. por que sofrequidão? Não somos os ossos de ovídio? Não se resvaicarquiça com azpectlo de astereza? E se for eventualhas. viva só para constar. momarca. que será da restórica da matamúndi? Ah. ponha mais uma que para os outros baste.e no fundo é a mesma coisa... e o cômputo das ruínas dos destritos. — o nome é o nome. pensamento leve faz como cabo de muitas tropas que. já é mais embora que só vendo? Filobazófia. Com nada. Quem vê que donde se tira e não se põe por necessidade há de faltar. Pródigo do seu e do alheio nunca será o pobre prodígio. Os grandes senhores quando encontram o servo preparam a espada. Em matéria de tamanho peso. quem te deixou prenhe foi um poeta que passou por aqui buscando uma etimologia. Todos os caminhos levam a ramerrão? Emaranhão per Bucco? Deu tudo isso: acorde que já é mundo! O pé. As abundantes colheitas quando enchem o campo beneficiam os pássaros. talvez a cor local.

se a mesa não está a gosto. Bem se quer que passe o bentevi — desasfósforo! Fala cifra para quem se safa em fila ou fala em solfa? O que constata. ou cá estamos. Trata-se do que se prova. sucatatassu! Uma réia de coisas. carimbo de palmares. pedra de não me toques.justas e simples e o ímpio dirá frases de loucura.. vidente. hic sumus. No cárcere — eu! — . Num talqualreal. controla. cede o lado de dizer presente e não há mais mundo que preste. convoscada? Pedra-gozo. escondegargarijo! É mais lenjo. Quomodo est? Hic sumus. será desabaratado: a realidade dá o que falar. Todo o que se pavonera. Um enxame de consciência. quálculo? Ad Kalkulendas gallicas. Uma manada de rios. engordam os que tarde acordam e engolem os que dormem! Sucata. Pensar-te causou espécie mas o motivo não apareceu. Há o que aprouve. deixe o doente sozinho para entender ele a moléstia. tiririca de frio. quem tomou Numância. Quantéonde? Anté. estória. os rios vão dar com a língua nos dentes. vicente! . câncer. bate no calcanhar aniquilíneo. Cá para conosco — nós na voz de cada um. trabalho de erosão. veniente. Chega de chegar! Para as sete partidas. nemquem. Por que esse medo de dizer Tróia. vero. Negro lá chegou. erros no peito. imagens fabulosas e expressões brilhantes mas tudo é mentira que a orelha do justo recusa. populusquefusque! Depresságio — os utílios de um só mil galolpes! A caixagaláxia! Objito. contamina: consta. timbre de chancelaria. destroyão? E por isso que se diz: a casa cai quando o pai bebe. primeira persegunta: quem matou Jagunta. Quando Deus é servido. Bom pecadaço. o ímpio se perderá nas estradas do mundo mas da casa do justo não sairá. soldado com horrores. um pouco mais acim. Ninguém diz tanto pouco. pedra cheia de nove horas. Quonde? Loje. Ningo faz algo por nada.. Vai. licite! Veredito. Feras vociferam. desdom de nihilo. — pedra de pêsames. e a água nas pontes. A impossibilidade de falar dá muito que fazer. parla. Ninqual. vamos parta! Teme mais o toque que o teco? Espere para ver a trajetória dos projéteis jogados para evitar contacto. quem mandou Mogúncia se meter nas bagunças dos Bragança? Bene. não dá para pensar.

pois em vez de nós mesmos ao alvo nos ferimos? De repente. refúlgio de malfo! Jeitojunt é blasfil! Crebram ossilícios — os opresenhores! Sandedália no desvendaval. nenhalá! Tempestáculo em láuvores. — o que tenho: insete. em cholim. o tropéu canhotofanhoso. praza viger. escandalijo de um deseldjúcida! Sileng! A domicílio na cirandadela. regozijn! Sete anos cara a cara com uma parede branca. Moringa vai e vem à fonte de às vezes resulta muito fria e tem que assar de novo as castanhas de caju da imaginação! Por estas e por outras corrupções da verdade é que prefiro a realidade. isrável! Inv! Esgrilágrima. qual! Jacus e curiós arensam sextas: quid. de que se trauteia? Urutaus talatam vésperas: qual. arruma e desarruma o corpo. A urgência consta. ludô: panadaruma. — Levianta! Espapumas em cativiveiro. transgrans! Morf. quid! Mutucas e noitibós chacadaqualham noas: cur? cur? cur? Guaratujas trinfam em completas quantuluscumque! Endoepigastromorfocarpófago. venhice de quadráver: a assassimbléia. poxalá! Está de obedença ou de licência? Come e viracoche? Vou acoxar mais um. partich! Inanimal . Pari passus est Christus.Grassa suceder. nefícios e benefas. e digam então se há aí canto que se compare o que eu canto! Senhor. me lembrei de mim. mistericórdia! Negok. pareduma! Bronzé. e por agora não mais ausentes antes de intentar comprazer-se contra quantos resolveram constituir. insetemil! Feitas as falas. bronzé! Manif! Turco trucido. feito um só. E assim vamos passando sem respirar onde vamos a parar: tiros pode haver mais desvairados que estes. passe passim. ururicapiraçuruma! Ulysses ipse eclypsis apud Calypso calipsigiam invenenit. quid. Vejamos agora o que se deve determinar para a confirmação de tudo que preferiu se furtar a dar a impressão. meu penhor: melhor. qual. límpio. aturdido no transitório. Salvator hominum. A causa recaiu sobre os dispositivos. é que vem o canto. a constância urge: benzei! O anexim se imiscui: talante a seu falante. Livro da Flor dos Pensamentos sobre a Substância das Pedras. gínqua sacrifúxia! Pévide na água. insetecentos. dealbalde.

Aqui fiquemos. Metempsicoses de meus solilóquios. Nunca abro a boca e quando abro é para falar com fumaça? Onde mais o hei por mister meu. É meu futuro. Prometeu precipitado em chama dos empíreos.. Aqui acontecem coisas.apax. Dá para ver daí? Cuidado com o que não muda. Ulo? Nulo! Apresento Cartésio. pontapex de planelta: in nihilo — tempo. nem na Alegremanhã. Gozo. Perca as asperezas. Ajudai-me. já não tolero o escândalo didático da cósmica lorota.. um auxilindró: intervirin! Herói no orgulho. — dois gumes depois. Não me pareço com o que se aproxima? Tudo isso é bastante e será seu se me ouvires e me calares. metamorfoses de umas hipóteses. um como nenhum. Era. de mim? Falando latim. Pirilampirimp! Manjericó para guardanapolos em grudapanoramas. no mínimo. Esse polaco cadê. boca de orquestra. Quem lá vem falando com papagaios? Nem aios nem balaios. imagênesis! Repetirei. fogo! Hipona! Sanguessúcares. O vele . O ambiente está sujo conosco. a assemplebéia vai emboraboraba. kake. Que é dele? Negado. a : vitória da objetividade. mundo apax. Lúcifer. Artyxewsky spectorante! Esteve pela boa Pérsia? Já passou. tiro a miséria da barriga comentando pão amassado a pau. pareço um homem sozinho. a verdade sem par nem pôr. malovento! Cabo de esquadra. De quibus tacere melius. Flecha: Zenão!. diga-se desta passagem. apax. Mudei muito. quartela. Domorra! Inihilterracorruptamente. Permissão de quem para a promissão entrar na terra de juntar os pauzinhos? Quem é de ser. contentáculo de um morso cego. in pacem suam revertérix. feroz sabedor. Exercíceros multicoticores prossossegam morcócegas. trôpetro! O empreguiça se debruça na minha cabeça de nada. apax! Lúcido declina o nome. o bactroperita. Na superstupefígie do estocôlmago. Tsuri. A piramerramidão atualântlica permaneirece em pleno acontesouro. desapareceu da minha impressão. Barrigulho. erário. vaso e vazio — vistos os dois. sanf! De justis belli causis apudindos. mundo sem parar. tal qual aquela! Obserbse. esférias espalhaçam revológios. thatagathadamarunga! O serpresente — presentesempre! Pisirinx desapa em malavenças.

ora. dois. o cachimbo. não se arrependa. bombombombomtom! Conto nos dedos. prometa começar a pensar depois.ou o vire. curte o que a fala tem de melhor. tartareco adredevagarde. Colabrincorinto circunta. oitentoito! Espirro tão bem que tusso de entusiasmo. nem França! Habito onde me pense um bicho que nem digo qual. Assobio. experimonta pressungo. Monolonge. um mal danado de bom bocado. aponto com o dedo uma ave passageira e faço bilublúblia. corrijo para um gargarejo a tempo de pegar o arrepio em curso. tiro o sarro. ser feito de susto. pisco! Estalo a língua. Catapulgacaixa! Coço o saco. castigo contigo. leros e lórias. Grilado em copas. pára no ingual e. Expimenta malaxaqueta. não vá se arrepender! Sobretudo não existe hesitar. Estalo os dedos no ritmo do coração. espantagônio! Quem canta. se a pança não pensa. Bândido candido. Piolho na garra. a pança ronca. uma mão quer turgimão. tecado em noas. fanhoso. pudera que o não fora como a tomara! História. gente não fica muito tempo num aspecto. no salto em que se sustenta se compraz. Nem branca nuvem. más línguas passando maus bocados. Balanço. roncofungo! Ou alguém. superartificial. mas estou rouco. perguntargum! Pelos bucaneiros de nosso senhor! Cada vez menos num passado longínquo. quatro. nas vésperas de mim mesmo: mesmose. Cruzo as pernas. Chega demessias. tomaxalá! Nada como um som nos cornos para levantar a moral da moringa. e isso é vital: não pense. cauimxiba. Pensar é para os que tem. três. quemquer: adjante Alemonje! A ninfa em pleno orgasmo mas sempre comendo a laranja. em nome do filho da . assemblemas. juro. tenha a santa ignorância! A graça da morte só se vê na piada da guerra. sonho dos mortos. por que vós e não undenós? Quem vos deu essas tiranias? Vivo de tirar o chapéu. Esdruxúlias. um. o atual dinâmico na vez. Pigarreio. Lonquinquagésimo. Pensar sempre acaba com alguma coisa. orgranizo: mextra intrintro. carrasco da imaginação. Occam virá a seu tempo ser. um monjolo de esponja bate espuma. Dá-se uma idéia e querem a mão da obra. impérigo em cadumdenós! A vida sobrenatural. Não era para menos.

passando. cosmasindicopleustes: língua de fogo da colomba no alto da cabeça. Se errei em balbuciar. os teria estraçalhado de cachorros de alto a baixo. e fico santo! Vôo? Não sei nem nadar. O mundo me zanga com a pátria do aí. Mostro a língua como a diferença entre mim e esses tagarelas. Se um dente inflamar. o resto é por conta corrente dos meus concorrentes. proferidor de pústulas quando não perebas? Dobre. zaporogos! Refração através de seus quadros vítreos. verdade. e o que sei é que melhor do que digo. os olhos vêem mas são velhos. Trapézio. Gênio recém-saído da claridade da casa das lâmpadas. a polissinfônica! Este mundo conduz tudo rigorosamente à sua própria imperfeição. quatro peças. e sabe que sabe que velhos olhos aquelas águas sejam! Diana. escarro na água e bebo. o dom das línguas doidas. a baleia é criselefantina. Comparo o que ignoro com o que esqueci. queira aceitar quem melhor gagueja. Canto o que posso. mal me acostumo a ser livre embora em trevas. O epilético se gaba da luz. aceita uma bagavadazita? É o que está mais perto do que está mais dentro do que está mais tempo. acordo e desmaio. apalpo-me. como é que vai cair? Chega de curtir. Dorme de dia. disse o anjo e mandou ao mundo aquela raça repentina e traiçoeira de abadadão! Wandisatã. Vê na água os velhos vendo. exalo-me em cheio. o cego conversa com o epilético. e mais. e rios dos Amarizontes. lacrimo. um ritmo que morre diminui o mundo. Não é um belo naco de carnegão. Não deixe o ritmo morrer. topázio! Chibata! O mar é jônio. mão na frente sei andar por exemplar de outra atrás! Sebastifeito? O pegador de arrepio pega arrependência a unha num corrupitéu! Fedo sangrando. durmo. e estou aqui. afirma-se também da periferia. Nepenthecostes. o cego — da continuidade ininterrupta de sua lucidez. Dúvidas me deliram esse desânimo. suma careca de neófitos! Tremenda chinfra. João Saqueia Mundo. Ainda que mal pergunte: caiu em si e não voltou para o convívio alheio? Luz no último quarto da torre? Uma linha reta constando de um lado errado e um impulso apenso. Da Medusa — só pedras.mãe. o que se afirma dos membros. Já nasceu caindo. .

quendo? Numba. não sou muito. Daqui mal vejo quão bem sou visto: um olá depois. Silenciar com fome pensando não é novo.perde o sol ganhando o sonho. laudate. Aqui dum eu real! Nenhúmida? O goshi de oxóssi. aqua vitalis. posteri. decline o nome. o futuro saberá o que fazer. — uma palma única procura a pena que a perpetue. O barco é parado em pedra mas para ir nada como um rio. Para isso. parece que esse mundo é bom. a matéria da origem das coisas. Quero mais que dizer o que penso. pelos mesmos motivos. visse. un vero baratto di sàtrapa! Agora: para fazer uma idéia do ovo a esse tamanho. Nome: livre. que moto é esse. é mais um dos issismos que me caracaticumbem! Passe adiantra a menfazeja. sem haveres. Decida. pedra limparimparinf! Os testemunhos da consciência da totalidade do real. todos os dizeres. oxalá viesse. careca. apenas o filho da irmã de minha mulher de meu pai de meus sobrinhos de meus primos de meus avós de meus bisavós! Plaudite. adeinde. não o meu. saca? Míngua de lacunas. Corambo. outros apetites tem quem come. acoxe! Livra minha cara dos pudores inoportunos. inquebrável. invertebrados. lavra minha sentença. primores de leque por trás de um cocar de quetzal! Para encurtir a história. comprometer e ameaçar o que existe. silêncio pontilhado de espetáculos. lembra minha casa entre os números investidos agora de novos poderes. vos meceja. e assim fazemos o que acontecerá. Pensamentos enesvoaçam entre as pedras. Nome. sua graça? Arqueiro no olho ou caranguejo? O escriba fala da múmia para estátuas dos mortos! Fale de mim. Mas fale pouco. Quem mede não vai longe. pó. portus suspensus! Potus Vitae. A coroa cai sem querer. carece corromper. nobis hortus pensus. a posteriori! Do pecado originalíssimo ao penúltimo juízo semifinal. ó congoxa. veneficiasse! Espelhopônjavo. quero pensar a mais não dizer poder. omelete-o! A canoa desce o rio como este quer. . que coto resta? Navis superblumilonis. e um vento dá um nó. paus e águas desta terra que viu a morte de Ulysses. et omnia Babel testamostra est! O que ouço não tem nome. O monjolo na cabeça do monge tritura os pensamentos do mundo. Saber não basta.

alefim. fênix. eis minha cara. scaccomatto! A mente vê tudo numa perspectiva trágica. Gira uma vertigem aquática o que não canta. não dá. outras venham de partibus infidelium — as palestras! Quem? Mim? Saí bem. baitaca de botuca! O oposto destas coisas quais são estas aqui? Cabeça em cima da cabeça. arco-íris sopram tritões pelas trompas de Netuno. Mestre atrapalha. a mente destra nas coisas sinistras e se administra nas devésprias.livre da silva. Madeira nadadeira. Qual vez? Vous avez! O que quiseres. anexim! A bondade queira ter de entrar na sala do esquecimento. sinistrógiras e metafosfóricas! Não arremede a mãe. O rio bebe um boi. trapaça e passeando se nos atravessa na garganta como um gogó ou qualquer outro troço adâmico. Fetiche na vertigem. não só se for instance! Sei de notícia recente: o columin flecha o padremestre. A quem vem de casa. gritando ensinam o vento a dançar. Para que me pedem essa flecha com que me medem o espaço entre as moscas. A carne foi meu fracasso mas é que foi em latim que li quase todos os livros que com grande fragor me caíram nas mãos! O mar desata aquele nó azul e verde. Sem mestre. silêncio: chega o auge. aquelas pelas culastras: isso é outro. dervixe! Imagem reflexa num espelho. tamanho de rã. Vim como conviva. monymolyahimy! Aprecio uma dúvida a me orientar nestes êxtases. alta. Delira o bicho que a fumaça atinge. explico. Sóbrio. Guggai! Cantam. e estas arestas arculíneas. aqui no Capitólio se sonha o sonho dos outros! Cai num abismo e caindo vai encarando as estrelas. Umas outras. quem vos parece com isso? Mixtis confusisque signis veri et falsi: mais alguma certeza para os efécticos. vazia e iluminada. Elas por elas. apud sassânidas. todo encrencas! A flor suja de ouro afunda em água morna. criselefantinas! O ápice do desenlace ao alcance dos óculos. que tão mais breve quanto os . Mestre não trabalha. bem melhores são as coisas. o ser sobe dos seres cora sede: minhas palavras falam por aí papagios fofoqueiros. por mim não se incomodavam nunca: atenção não presta. Flecheiros trocando flechas. paspalmam um esqueleto de jararaca e está feita a charamaranha! Alexim.

quão todo! Aliás até durante muito ainda. essa voz me agradifica do que ignoro porque isso sei.. . regalia.. é que se for — talvez deveras! Mesmo quando é mais vezes. não precisa nem basta saber jogar: tem que jogar meu jogo. o vento levando ventos! Não é possível dizer essa frase com essas mesmas palavras. dadivindádima. Ao lado de cada um. menos hão de me infestar de infrações heréticas? A liberdade é a flor da lei. No jogo para me ganhar. o espelho deforma. Se atirar no alvo e acertar na mosca. Vaso. luctatus magnus. com tanta certeza como se nada mais soubesse. a mais indicada. os do cantinho. Para ser mensageiro. Diziam que ia cair para baixo. estes caem fora. avenso! A cascaravel pacacutuca estatuagem. não deita e nem fica em pé! Por um pêlo de graduar lupa. — mas perde!. cognitio matutina. devolve minhas flechas! Quando os maiores sons atingem os melhores silêncios. hoje. por natureza. o sacerdote sonha com um deus bem feito. ouvido no mais difícil e azedo do falado. um inferior. Se flechar o arqueiro. O estertor do interior é apenas uma onda do mar exterior: o interior. Sereno no silêncio. De Crepusculis.. Espelho das Luzes. ganha mas morre porque o outro arqueiro atirará em você. Exlex. Liber de causis. O arqueiro pode disparar no alvo ou no outro arqueiro. emendas suspeitas. tractutus viae terrae. aromata colocata! Opticae Thesaurus. os que ficam para sobremesa. Que o que faz isso ser assim. Quero ver o que digo feito à margem e imagem do pensado. contra os deuses sujos. seja mensagem primeiro: a flecha é. lugar geométrico. loucos e pobres. — o íntimo. se não for eu — não ganha de mim. Dez mil coisas dizem glopatrofilioque Sanctus. último interno em contorno. que ia apontar para cima. mata-o. A carapuça cabe na arapuca: facapuxa! Harmonia do Corpo e do Sonho. côncavocavoca — concharocha! Triang! Paparangaio! Lerorecoleroreco. Dois arqueiros estão face a face. Caiu na água onde roda alcagoetando todas as direções.visitar. Roma locusta. o guardapélago pensadura num fio de estelaçal mais procaxpróxima. um alvo. Solsuposto. lis num elo de corrente. que ia acusar a frente. — porque errou o alvo! Não senta..

olha arara. toda a quadratura do círculo para um indez qualquer ficar falando as tripas afora! Ora por quem não sois. monstros.. os latidos da raça humana. Não vem de minhodauro que a triaga é . insetos.. essas mesmíssimas memórias! Na prática cotidiana. cometas. . verdes ramos. per figuras et aenigmata. acumula-se clara nas tábuas. existe um ser com dois sistemas nervosos. a arte da chuva chover. e o eco é o que se diz por aí! Ao longo da água. Não saiba pataca de patavina. logo repetidas como se fossem a boa nova de si mesmas. estamos depois dos novíssimos do homem. o quadrado quando redondamente enganado. Um quadrado. Algumas se cruzam na memória. voces sacrae sacrarum symbola rerum. águas e polvos. Quantas heresias ao dia? Uma sempre é possível. Barato é satori.. olha onças. Algumas — velhas como capitais. Uma assinatura abreviada. nascem as palavras. fenômenos singulares. Agulhatestemunho. abortos e bicéfalos. no Sião. pela fresta passam notas. está fazendo um sinal. Pureza é sujeira. Signo difícil. a linha se enche de pontos. as mirandas proporções das coréias astrais. A mente sendo invadida por vapores. quem diz sábado.. Um ponto dentro. Parece Celso mas é para não ser tomado por Nélson. Está se fazendo de difícil. O corpo tropeça na morte e a alma cai do cavalo num jardim. violou o sábado! Vaacuum. Chamou-as eco. olha tatu.Arcana mysteria.. essas mesmas horas. Um signo de número alto. In vim verborum. marés. a essência do fogo. Luz do empíreo. no comércio clandestino das ruas. quadra andante no quadrante. Perdição da Casa! Desabafa feito chuva. chuvas de sangue. purgai-vos com um dedal de helébero. a alma já foi para o céu e para o inferno. Arrepia o horripilante. outras — fáceis e não têm importância.. signos adversos. Exercícios de extermínio. Olha pacas. taba sem nada. fogos-fátuos e eclipses. está fazendo sentido. toda a fábrica do cosmos noturno. a origem das fontes. a arte de plantar prevalece o estado das coisas. Uma mancha vermelha. puro eu no acaso. Três traços tortos. várias cores. biritamonogatari! Acredite piamente que está ficando louco. confio. os súbitos ímpetos do chão. alvas pedras.

63) . in corpore belli civilis. acrescenta outro. estou com saúdealaúde de minha terra nataúde! A assembabléia revida: si vis pacem... o bobo chia: aritméxicof! Nem esperança de lembrança da França. a araracárdia cacarejada pela gargalhada dos maracanãs — calcalúnios! Maquinamaquia dos macarrônicos macacos — afálgamas. porque nele havia o escudo de Pátroclo um ovo de fênix no umbigo. Expulf! Me empresta uma palavra que quero dizer teu nome? Que brilívia é essa? Extremento! Quasdo? Amanhontem? Nanunca. que para baixo todo santo ajuda aos pobres em bens com dons de júrios e perjúrios∗! Estou para ser. vir∗ amplicissimus. tudo é dez: o anel diz. asno que me lesbe. desgalope. Quero isso de só ser eu para enfim ser alguma coisa diferente de ninguém. Sim. galope. at in ore jucundissimus. asa que me derrupte! Apresentai-me. assado quem não crer. psiu! Enhierogolfões. cabeça de medusa na lâmina ∗ ∗ 2a lição: vir amplicissimus (p. Compracomprende. não vê tudo. para babellum! Engalfaláxia os ofiófagos em fábulas de apalpoulação. o ronco me aléia a luia! Dos gargomamilos e dos estrelúxulos. Semina.. golpe na arca do peito. tudo bem. almanhã. milagre de malogro. Guardar a vida dentro de uma música. na noite escandelária de aleluia-cheia — a festa dos campeonatos de espetáculos! Persipersa. amplius. simila ramerrerum! Estes olhos que a terra há de comer e lamber os beiços. Depois.. ser isso dói: conta um. Remédio dói. pode contar com o descante dos contos sem desconto! Vê cara. sim. o sumo ou essência destes animálculos que mordem entra no sangue. 63) 2a lição: perjurus! Estou (p. eu conto. o desilúvio! Sefer Zephirum. que quebre! Os atax dos inimigos.calculada! Ditoso o dito que tal dita teve! Aconselho que admitas que impeça que tomara que isso caia. A epilepse espia um eclipse. Deus quis assim.. será vir amplus. Ix! Manobra de manopla. et in cruore crudelissimus! Vespergonha. o moambão de São Tempo e São Espaço. Faunífonas trombábetas redondas. os chox das coisas. e ardem! Até o batismo. mas ouvidos envelhecem. ouça. plus. carminícies de inúbia..

para sempre. Arxtxx lendo o porventura. as engrenagens dos esboços no floreio. que o mundo acaba. Não vá estragar tudo com essa maldita Pérsia: deu de cara com o sol. a simetria no ritmo das proporções. no escrépito. o contrateste entre rolo e quadra. e siquiturradastres. couro do saco do minotauro em metalmetelmetilmetolmetul! Quanto lês num anel. Minha mancha. escritamente falando. o impacto da integração das gamas. paisagem dentro dum vaso. cai Cartágide. Tudo? Ou só o que está escrito? Tem desses que. e vem e bebe com glútens de berbereg! Medo de pensar nele: quando menos penso. tabela identifica um alarme falso na freqüência da superfície. lá está o larápio nas redondezas de mim! Mapa acusa passagem de forças cíclicas. De calenda em olinda. tudo que tenho para a sede dele. ouro amadurecido na sombra. tudo? Digamos. como este. por exemplo. borrão de luz visível nas trevas do inferno: minha marca... mas voe baixo. reflexo de um deus . e daí todo mundo se ajuda. daí o mundo ajuda. o nó dos mosaicos com os arabescos. de batismo. o quadrado inscrito no círculo. de saravampo! Só se derrama sangue por causa de sangue.. convém a ver: O MUNDO DE AXTYXXX. só lêem o que foi escrito. daí cada um se ajuda. digo. as rupturas nas vibrações das variações. De um Artyx. o equilíbrio da tensão no bloqueio. altriverso. e a substância ajuda. um anel. torcicolo de uma alegórdia. há que ler. aí estará um bom papo. não ouro nem terra! O peso que se tem basta para não voar: voe. vendo vir. deholanda! O cristal deste anel. um vaso.. E superespetáculos de si mesmo lhes é negada a forma mais elementar de exibicionismo. a disposição em salamaleque dos distúrbios: pavão. que papelão! O ovo. Meu passado se condensa. o desenvolvimento do ouro em prata azul através do verde. a justaposição dos brilhos com as saliências. Se seus olhos fossem meus. olhar por eles. a passagem do pensamento inquieta as feras. no escrevinhado. a quadratura de Circe num corpo de centauro. o que está sendo tresdicto. horto zonzo: enigmagina! Onde houver uma pessoa. Sangue. e isto: o real. tudo isso nesse anel.da hipotenusa. Esfera volante. duas marcas.

não é para valer. desfia∗ o séquito de escrutínios. Galo briga por farra. Prezadelosenhor. chacino a pele. Cartesius recua o gorila. Tentação das almas no céu. tramóia cambaia! Braços cruciais no melhor estilo górdio. apunhalada pelas costas. águagong. efêmera eternidade.queimando. dédalo. virar a página do espelho: talismã da Tessália só na Tessália dá sorte. Criança. agogogongo pamboramba. muito bringuardeiro! Melodiapausa. Procissão. o que narravarro: alcâncerquiriguirizum! Ita. bonzo dório: continue abstrato senão te concretizam sem dor nem dó. um palmo para a jerusalém celeste. quem me jeovará? Figura voltada para a direita. Flamagongo. pas trop pis. Festa. ao vento que vem de Brasília. videlicet. virar deus. que o mundo o manda! Não sei do que foi mais do que ainda é. desgorilando-se rapidamente. aumentarrão de guerra. 65) . O gorila olha o espelho e vê Descartes. me depredo a capricho. se viu volátil e esqueceu de voar. vulcão de sangue. Depois de sete dédalos. chicote queimado — sangue. olhando a rua. restingaresto tatupeba: extaxix mazulk! Bons odores. sol reflexo numa curva de um espelho. justificando-me dentro de minhas mesmices. derramando sangue carrega cruz suja de sangue escorregando em sangue o cavalgário. e é. acontecer é mais que fazermos. Espelho. espelho. Essência lanha. olhos fechados. A família. pau na cara. fissura voltada para a esquerda. signo contra mim. sabe o que é brincadeira e o que não é. sendo. Rocapetra. (p. cristal de bola. maracatrinta! Medinarca cabálix. Espelho. e pensa. pitada de pimenta em incêndio eterno. Dói bonito. estalagtítere se estalagmitra! ∗ 2a lição: desfila o séquito de escrutínios. a forma mais simples de espetáculo. atalaiatamoia. venho de permeio a esta dignar ofornecer sobre quase e sobre ainda o meu mais ex-recém. Saber bem para não fazer. sangue. agradedecet desde o mais fundo do seu interior: um lugarto à luz do ser. menodiaplauso: palma. Anel. O olho ronda o mundo mal criado. Persantiagem! Estava que é só sangue. Bolha de vidro. não fama. quem mora no palco vive de eco. Postepluma. coroa de espinhos — sangue. plumba. Geoiim.

por exemplo. verdade à sombra dos fatos. tempo comendo coisas. abortivas. wisuvileniwidogo. as plantas são fantásticas! Plante-as. aos toques dos flocos de açúcar cheirando flores. triaga. o ambiente dos melhores. razão dos múltiplos quefazeres que me solicitam. não vivebebe para puschakrunft! Lua quatromáscaras. jukundo golmo. Brigabraba. arcoíris girando os sete céus em cada olho. o arcanjo ganha o jogo do arlequim. a ambigüidade do óbvio obsta o pleno desenvolvimento de qualquer certeza. Tigristis. salamaxeque! Cárcere. não olha o que faz. gulo gamba. meu pai. eméticas. Bragança. satacunta: engenhuca. botacardada. viagem num vaso em V. Muito cansaço laborioso no trabalho. imagenigma: cara é mapa. Queda do Ritmo e da Harmonia das Esferas. lhuntse. uma fumaça de pólen. bebum no fartum! Nada fiz. Dança satírica. tudo adrede? Plante de tudo. Fungo: Occam! Finjovingo. plante todas as plantas. Transfiguração! Joga xadrez com um arlequim. nhunche. o barato à tona de círios: o símbolo. Kisukilenikidogo. as plantas são egrégias. fantásticas. Tríptico. a luz dos números marcando o lugar de cada chaga. — o rei dos persas. fuxopumo para viver. O ser na luz. tranqüilidade em movimento de um engenhoenigma. Dançarino mascarado. estrela não cai no rio. lomongo lonkundo. de quê? De que mesmo? Stakunta. Caindo no rio. — um tiro de arcabuz primaverifica os hinos da pátria! Gorjeiogordo de bichopeidando. curam males. Kwanghwah! Akab bombax! Wutung. a culpa é tua. Em grinalda de espantos. Nada comigo tenho que ver. o mondrongo. afirmar o que há: pensando o mistério do peso. os doze números babilônios na testa. maré não está para maná.Estilo da luz. Nganglaring. exaustivo calor. silhuetasilêncio. Milagre numa festa. a espera sempre fértil em expedientes. que prometo cantar uma toada pensando alto: tuas plantas crescem no . castigatacumba! Lã no olho. cantando na guerra e supliciado na festa! Bom dia. caramajoreng! Frodobom. herói enigmáforo: quem sabe o que faz. tingritingsin. diuréticas. tripitaka. xeque-maiêutico. não do rio. susto acordando feras lindas. A alma com fundo falso faz fundo branco da vida.

mártir carrascudo! Gente no mundo para ver o mundo acontecer. do seu próprio auge se sustenta. tomem cuidado. um órgão que funciona. aprouve irromper na estrada Pacômio. esse aí. venha. forte no seu cheiro. para que rezar? Oremos. de vergonha. Já anoiteceu. irmãos. Zenão alveja a tartaruga com uma flecha fechada. dizendo. para . Cortei um doze. dá um pulo lá na casa da mãe joana para ver um portento. ou. os quatro passos de cortesia e coberta. — abaddon! Vindo frei Domingos. tem que não pára mais. não mereço tanto. Depois da festa. uma voz: esse. Então. Senhores. do que sobra. não sabia certas artes sutis de desequilíbrios para os oito pontos. Cego pisca? Atenção não presta. pele de bode e pirata de deus. cabem todos. Agora. a minha vez: eu escolho. Tem bichos que não param. a dança maior que o corpo. uma cadeira fora do lugar. cheio de víveres. mecenhores. Majestosamente soberano no cume. Nada foi feito por todos. Mundo sujo com bicho dentro. Pode-se pular. Serve morrer? Dispense. A solenidade da pessoa as feras têm. Alma está? Na esquina. pare. numa manhã de domingo. Lutou com o anjo. todo mundo sentado no chão! A roda é larga. cantar até apodrecer os mamões: do que se viu. Articky me faz presença. brincar. não só não se feriu tanto como foi enterrado hoje”. e só ficou meiadúzia: quem reza. me dará o que não lhe falta. Frei Domingos pensou. sátrapa vândalo. “distraído no meio dos maiores perigos. pensando errado. tudo é efeito do sol na febre com fome! Pedra encarnou no preguiça. água é mato: tremeliquelíquido. fala palavras que desconhece para um parceiro que nunca viu a fim de resolver um problema mal-equacionado. comendo as uvas da Toscana. um pedaço de mal tamanho. continuando caminho. Dentro de poucos instantes não vai acontecer nada. me dê um pedaço. como passar sem as uvas da Toscana? Esmero no dizer. Mente. Dentro de nós.hálito das meninas que cantacantarão. sempre aí! Olhando a paisagem com um olho roxo. não ganhou. Dá até para dançar. Do teu caminho. no seu asno bêbado. o cacique monge. um canto em ordem. Dentro do possível. os pensamentos cantam. traga essas coisas todas para dentro.

e fazem muito bem. Ora. Como observador independente e anônimo ao saber das marés e ao cheiro das matas. Beba e volte. No espelho triplo. Onde é que nós estávamos mesmo? Falando. o cavaleiro sabe. Não abusa de ninguém. ver dá em nada. Não é obrigado a perder tempo dizendo exatamente o contrário? Bonito. Fantasmas comem medo: resposta para bêbado — não há. doente das três virtudes teologais. Medo de morrer — eu não tenho. Um jurisconsulto. O mar não se distrai. Assim o juiz e o réu são a mesma pessoa. beber leite instrui. O cavalo pode. guerra! Faço um gesto para segurar um pensamento mas era tarde: o braço já estava dentro do pensamento. pretendo me estabelecer: a gente faz gestos de bicho e . cobra torturada! Pare de pensar. onde cair morto. invenção dos demônios estrangeiros. O qual já morreu. inconfundível a trezentos e sessenta graus daqui. o tempo conhece o seu lugar. fez o projeto do juiz perfeito chegando à conclusão que o juiz seria tanto mais perfeito quanto mais se assemelhasse ao réu. Guardar de memória para as horas difíceis.ver se já saiu algum deus. o que dá certo ali. vida imigrante: a demora das coisas. Quando se come é que se vê como a natureza foi sábia em colocar o boi no prato e o homem na cadeira. Daqui não dá para ver bem mas é alguém matando um outro. Torturada a cobra que morder criança. para conhecê-lo e puni-lo com justiça. um dia. Quem vem lá? A coisa vê que o mundo é bom e comparece: cada um sabe o que faz exceto eu que só faço o que as coisas mudam. Morrer seria uma festa mas eles apagam a luz. Cores mudam a cena. não se meta. sendo olhado. Todo bicho quer viver gordo. mas vamos ao que interessa. O homem é um bicho que quer viver por perto. como é que fica. Alguns trouxeram cerimônias que o tempo vai borrar com sua reconhecida experiência. e sonhe direito: saúde graças aos sete pecados capitais. Quem sabe fazer. se repete o eco e diz de novo que era assim. ninguém mais semelhante ao réu que ele mesmo. Afaste-se um pouco. que se absolvem e fazem as pazes. Quem trouxe esse bicho? Não importa: deixálo aí para ver. A boca que escuta e a orelha que só falta falar.

não sei o que dizer ao espelho. Que é ipso? Brívio. o que é mais. um exagero. vamos tentar de novo. falar é viver: dizer pode ser um céu. e vencendo. Sou o bicho que chorando festeja e sorrindo pensa. luxo espanta os bichos. Risum teneatis. o fim do mundo. ∗ 2a lição: é posto na frente. Quer me fazer umas obexéquias? Que oréades são? Um tapa francês. que o jutiau é uma idéia fixa daquilo! Que manias de maneiras! Onde é que nós estamos indo bem? Vadrento. mento o que não tem. minha finalidade não era outra. Este pensamento. esboço o que pode não ser e sou o que nunca serei. continue. Trouxe o que perdi? Está perdido mas não veio ainda. O dia. O homem está olhando as coisas: o homem olha as coisas. Um nome ao que não pode ser: cuculibãe! Aponte para o nada logo. As coisas só caem no esquecimento quando subiram muito alto no entendimento. poder falar e ser ouvido. os cegos e as estrelas. Satrapana! Quem quer uste que lhe custe. Quem fala é oposto∗ na frente. só minha. Premissa é dádiva: a raposa Nassau pula. um cego sonhando com um incêndio. 68) . O espetáculo: em prol de uma alteração nas coisas. Aqui se fala muito. Prefere cheirar ou pensar? Quem é que deseja distinguir entre ouvir e pensar? Pensar. Oh. um coice veneziano. a girafa que se debruça na janela da realidade. Falei só para botar formiga no pudim de silêncio. as coisas estão tão satisfeitas com a lisonja dessas palavras que estão até crescendo. um empurrão luso. amici? Melhor pescar. Ningúncios. antes que ele se transforme em tudo. Quantas parassangas? Quatro parangas. como costuma fazer desde que o inventaram os velhos.espanta os pensamentos. Mas.. Céu. mas eu sei o que não é. HOMEM OLHA COISAS. Quem fala? Muitas vozes falam dentro da minha cabeça mas a voz. Só ir falando. em notas tironianas. Isso me prui. um tabefe turco. Já não dá tempo para sermos bárbaros. O que quer que seja. um murro espanhol. benvenito vinde! Desde que pus a navalha na cara.. um soco-inglês? Tem cururu na paróquia. (p. A água desce na sede com intenções sinistras. Deus só sabe o que é. Constanto o que não há. estando verdes. Bicho bom.

Não excede o peso do pensar a gravidade da espada pendendo sobre a cabeça a fio. Papas dormem no ar de mel de abelha. titã com abutre no lombo. fumaça. Jaz um pastor matando abelhas o assobio da flauta. máquina heráldica: brasão. terras vistas. brasão dos mortos. Inquietos os dragões de Cambaluc. Que entremês é esse? Cores. O cabalista traduz o carimbo em cartório. Uma flecha persa nessa festa. Te vejo. perora. Caveiras iluminadas no caminho de Pacômio. a roda da fortuna dá numa caixa vazia e era única: chacina em Diu. A coroa na caveira. o cheiro! Um flibusteiro com um papagaio no ombro. cerimônia no perfume. um mecanismo: o leão funcionava contra o dragão. Goa é Tróia. penumbra. roteiros. terras vencidas. esteja visto. ouve o ritmo de monjolo. Olhos com que vos olhasse. pensando . leva tempo levando a vida em flatus vocis.Estrada não se dá com mapa. — o fracasso das concussões abalou com a bancarrota das contas a pagar a dilapidação da praça de rapinas fiscais: um turbante verdeouro manchado de sangue. levai-o aonde não seja a poeira. Mercância. O canhão espalha tritões. leva a canção na flauta. Na cabala. em cada tremor de terra o ônus do zodíaco. Que sesta é festa? Guerra na cor. abrindo o leque do zodíaco. isto é. Brasília florença em nosso falar comum. e me aconteço nisso. Terras vindas. Acendo com gestojeito um fogo que queima sem parar e arde sem par: um fasma com cara de leão. coisa alguma significa coisa com coisa. perante o axioma. o teorema da pedrestrela! Grandes influências de mim. uns dragões nas nuvens. coroado com torturas à meianoite! Raro o dia onde coisa a não pia: no moinho. abracadabra: uma dízima. e no ar em desespero. eu cito. nada. raios saltam fora das sombras. O Gama é leão em Damão. leva a flauta na palma da mão. a selva preserva as feras. palmas para o fogo que devora a púrpura! O monge. naus em chamas no mar Vermelho. um deus na barriga e os reis aos pés! Acho que Deus me deu tudo o que fez e estou deixando cheio de nós essa rede com traçado de tapete persa. — mira o que se cursa no que passa xispando: traço o círculo e haja falas. pondo os astros em andamento.

as conversas dos bispos do Japão! Caligrafia sob tortura. desculpe o favor! Vem vindo de longe um pensamento longo que todo mundo está pensando o tempo todo. Pafnúncio viu-as. tuas aparições. de joguinhos humílimos e subminúsculos. Presente. Par sem igual. o que ficou foi . néctar dos deuses.. o ventre elegantemente posto entre parênteses. Primor do nervo é crer imortal a alma. maior que o sonho. — o olho: duas bolas esbugalhadas olhando dois cocos. Longe de tempo que não tem mais antanho.iamboscoriambocorreu... um preso pronto se apresentando! Da alçada do coração. e tem! Quem diria. e viram-na os padres do deserto. Morra. Pelo pensado. A paisagem. padroeira das bestas feras. A máquina da infelicidade trabalha celelecereremente.. o diabrete no saquitel. estou perdido. e escarneça dos santos sacramentos. o sumoprimor da arte. é lógico. traço uma linha por baixo dum quadrado inscrito num triângulo isósceles. tiro a base do porver. viu-as Pacômio. atraso de vida. para a saúde da minha cabeça! Seja feliz. tatuvarão: perspix! Mais desde um sobrou. púrpura só se lava em sangue! Tusso. O leão está na nau capitânia. num convescote persa. O ápice do exemplo: cópia do modelo. Agarrabaal! Acuda-me. era a máscara trágica. microminimimequenihilmirim! Colossomausoleão! Rei é o leão. o equivalente a três cubos de um outro sisteminha que penso. e já bebe vinho. onde estanharam as montanhas de Artúlias? Calabúnia. Pelo visto. A zurrapa do ser. E a da flecha furando a bandeira persa? Erro crasso. hein? Oxalá isso aconteça. o laço! A flecha contra Aquiles acabou de cruzar a flecha de Zenão. matem os outros! Cabeçorrabarroca de cachorralouca! Macacomecomam! Numa quermesse belga. essa foi fácil. O óbvio: apogeu do assombro. e vejo um eclipse. nem está batizado. perdida num carrosselcarretel de senões. adminísculos pequenininhos. a laçada do pensamento. varada por uma flecha persa! Acocoroxar! Contamino tudo que conto com essa boca cúmplice: culpas lavadas a lágrima. aliás. Saudade. Senhor. diamantes se polindo nas rochas da vastidão! A roda rola em plano inclinado côncavo. visagens viajando na miragem.

erva no nervo! (p. regna! Cai o ídolo. mundo é festa. um ápcylon sempre possível. fértil fazendo desolações! Da ganga. apenas o inadiavelmente supérfluo. do dilúvio do batismo. conceito das substâncias. cronistas só aparecendo quando a batalha ∗ 2a lição: Peregringo. aconteceu aprenderem a cultivá-la bem antes de pensar bem. erva no nervo! A saúde do espírito. de tanto vagar. Lavra minha casa. Mas há o que quer que seja. o peso do deserto do mar. tartagórias. era estátua. A esferinge imediaterrânea presoculpa um guardalpasso num penumburaco. Corpos o vento leva pelos campos. fantochão! Reparapera. Privilarejo manucheio. dois pontos. espetáculo: pó. Ararato: casa é guerra.puro pouco. Dono do seu tempo. tiro virgem num alvo de tinta fresca: deste o código da flecha. ídolo do Brasil cai por terra. Peregrino∗. quem vos abaterá a empáfia? Quem chega tarde é quem conta. Depois de um caminho que não era para se demorar. logo estátua porque onipotente sobre as pedras. então! Guerra: o vampiro no labirinto vermelho. crise eléia. Há os que pensam muito no terreno arado e cultivado mas haverá os que pensarão contra todo o passado pensado da terra. fica a idéia. salta. salvação preterível! A marca de Caim: dois dentes no pescoço. o último suspiro já sopra pó! Ser. Pernihilongos na Trapa. conspir! Caduma meninopausa. dá um destino à direção da trajetória das entidades. O colonês da Bolonha. Caatatunga. Corrimerrão cocoverde. sair vivo. câncer do corpo. saído das águas. ciguitarra prosatráspida. ramerango corpo de varde. livra minha cara. Passantelmo. 70) . selvagem. O tempo resvala nesta verdade: estrondo de máquinas de guerra e operações poliorcéticas. num carímpeto: desdevio a atavio. acalmagaleão. Certeza nunca houve. Marcanoé! Ai da terra fértil que as sementes devoram. e no entanto. cidadão perante Calemburg. apenas um pouco de pé de vento. Nervos. em estado bruto. pátria agora também taba. susto. ó Anadiômena. estátua é muito pouco. babaduíno. Cantoche. Bestas feras do campo. Clitorismenestra brilha vermelha. Lembre como eu era. sequalquer um predepósito por sobre embaixo da ocacasa! Em cidartanelos.

Atravedepressa? Não. quero contar quando falo dessas coisas que para elas me atragam: cadência. fazendo suas vezes e ofícios. Pouco a dizer. uma denúncia deu plausibilidade à minha existência: quero ser temido. mas para quem já disse tudo. Dá-se uma idéia do que se possa: quem viveu bastante conhece seu lugar. o tal subdistrito das coisas. se está certo ou não está conforme. sempre menos. me esbanjo em porradas. ao som dos meus tambores cardíacos! Dotada da devida febre. consumo. Como vieste? Bem. Agora. Quer ter a bondade de tirar a benevolência de perto. bela palavra. O tempo. mesmo que recentemente elevados às culminâncias cardeais. quero ter as mãos livres. diga o que precisa e da melhor maneira que puder. Disseste bem: vir. Donde? De lá. Não o caso. A raça heliotrópia de Adão quer plantar. do ovo. Como procede um avô? Nos intervalos da paz. o meu é consumir. — caminho mais curto entre dois pontos. e isso tudo vem a dificultar-se. pergunte a quem não compete cabimento. disse o senhor. só. Estamos de coma. Bem? Bom. com acessos de vandalismo. Tão tenacíssima resistência tem partes com as essências. Dizer. assim que mais escura que ele. cadenciando. E pára aí. desmilingüido a poder de flechas. Festa dos Bichos Gordos. funestas. ninguém me arranca palavra. Não é bom que o tipo fique só. quando me entendem viro bicho e. ut apud Plínio. Ariundo. a cor. preciso descobrir o ganho desses manejos todos. vim. qualquer língua serve. aonde? Dunda. a razão engengisdra monstros et quidem alia singularia. Violência. Já que eu. faz o pai. a guerra aos deuses pertencente. Guerras. não quero ser paparicado de comprido como quem foi compreendido. colher e curtir festas agrárias. não querem dizer.estiver pronta e feita. Criarem o mundo abriu inaudito precedente de incalculáveis conseqüências efetivas. e acoxou mais um. Grande Volume em Estilo do Homem: esse estro me . Avanço. Lá sempre é bom. No dia claro de vôo. mas eu que falo de muitas maneiras. e a disseste além do que costuma. bicho. Quando? Há pouco já. Abriu-se para o nada num grito a flor que se partiu para o vento. bem é bom. Para quem não fala. Vieste? Sim.

aterraçomolas! Rasguerascunho. Pedragóngorna. um ar de gente. sã política. périglo à vista: xibaropf! Fosferece. contar. Mente. Na calada de um quiçá. corisco d’armas! Trato dos meus traços. um tipo de cara. Isso é sorte que se tire. um risco ∗ 2a lição: Fosforece. Preparaprepúcio que lá vem confúcio. Apedreja e foge! Tire a flecha e o alvo. abaixam a cabeça em sinal gravado de despêsames: a substância. paraclara halálitos. Arte de Escrever por Cifra. Carrasco de mim mesmo. estraçalhadas de espanto. Digo o que sei. sinto muito: só sei o que posso dizerdizer e só dizer o que não posso calar. sem perder porissos. eclipse de um espelho em crise. Nem targum nem genesim! O que tenho. Pelos menos. espere.∗ fulguruj! Minha cara. Náufraga na carne — a idéia comunica fabricando o espírito. Vai-se-me aos poucos a santa paciência. Até as pedras. o ritmo de um esboço. fica o quê? Um persa pensando. Tiro por tiro o de que não tenho a certeza para livrá-lo dessa incômoda armadilha pronominal. bambubois afsul. Espelhafato. dedos. 72) Houve um decréscimo na 3a lição . fulguruj! (p. fico gago em solidariedade para com essa criatura tão mal falada em vizinhança tão bem calante. caratinga! Trâmite que leva a pena. e que sei é o que sinto. Um sujeito. rascunho d’isso mesmo. prosperaprecipício que lá vai prejubilício! Empapuçafarofa. acaba pulcro. prisioneiro predileto da matéria! Aqui. alégrima laminoral. incorreu numa coincidência com a circunstância. Abatimento em meu estado. O umbigo do mundo. Começa espanteão. vale a penitência: papagaio engata a língua. Fuglu. teatros à bola. Banguebumerangue.persegue. talismagismã. Pinte a cara de branco. Pensar. Rascunhe e dobre. o que tenho a dizer: o que mais posso fazer. espalhapranto! Consigozijo fiossassafrás. penúria cercada de tesouros ao longo dos arredores. qualismãe! Peripelúcia de pedrilúvio. proeza da qual não se escafederá impune. digamos assim. elixir elixirim! O náufrago de um falar sem fim. aí. uns jeitos de gestos. está com as coisas em cima? O mundo em ordem? A vida em lapsos se manifesta. AQUI. Fugiu. arrancaram os cabelos uivando de desespero. Chequechove.

ou como sussurram as más línguas do lugar. Não tem cara de quem sabe o que diz. mordendo os dedos como qualquer virgílio. giraguirlanda: a guzla da guerra. — tabacobrabo. os pomos da discórdia: o que está feito. Bartolomeu entrava em Roma. nem formiga quer forfex! Flecheiro acerta pelo cheiro. tristis unitas. nulla Trinitas. Bartolomeu vegeta até hoje à sombra de uma inscrição latina. falastra! Num chapéugirassol. Quão digna de Occam essa resposta seca! Deixe disso. sua vida trina: tristis un um. 73) . ipecacuânea! Acabo de conferir as estacas e as bases de espetáculo. Ponho a mão no fogo para tirar fogo dos fogos. ∗ 2a lição: como forca. para que essa careta feia? Máscara bonita: é persa? Como é que essa cobra. Ouro. Somâmbulo. adivinha cuja? Dando um naipo é fácil. No ovoalvo. ganzábanzai! O eu seco. Está que é um vesúvio. lingüiça? Calma na América. trabucobitruca! Tocacutuca a onça a curtopau! MingWing. lendo uma Eneida. onde só vêem o vazio. um grilo dentro. em Cartago. nem (p. isso não se faz! O triângulo. triânfulos. unica Trinitas. Arapucadesaparece. Caveira com voz de taquara rachada. Não havendo nenhum candidato com vocação para leitor de interiores. se levado para a riba da risca. disse-lhe o seixo. morando na sombra. o trecho que vem depois da brecha! Ostracaorquestra! Com a cara que mamãe beijou ninguém entra nessa Pérsia! Proponho um jogo sujo. dirá assim só para não saltar a vez? A vintequatro agostos. obscuramente para aqueles que o cercavam. isso não é fole de ferreiro que paga e não bufa! Forquilha usada como força∗. nem queira saber.compensa um rascunho. Fragróbvio. e dando os quatro? Uma lenda de Dido. dou uma carta. De Ovo Occam. Corta o baralhobarato. e me acendeio pelo fôlego. macacoinhame. Discordo não obstante o que aproveito. mas em triunfo como diria quem lhe pudesse ler no íntimo. etrusca. Das flores de retórica. aquidelrei! Um rosto para cada máscara. Chapéu vermelho na cabeça de chipre — o flâmine na fogueira ardesapeca. fogo viste. ficou tão corada? Capangaparanga. — pretopinta no brancopersa: a flecha! O guivrapapão.

Não atire.. O fecha de Zenão. cada dedo acusa o que o dito cujo! Um sonho dentro de um sonho dentro de um sonho dentro de um sonho dentro. saberá. O importante: ser persa.. já ouço. o Senhor das Luzes e das Sombras. Isso é só isso. Trinca de quatro. silêncio. Regime do solitário. shimbum! Não saia do alcance da flecha. Súplica. lance de desenlace numa jogada! Flechas persas. cada bicho troca de barulho. águacai. sobre tão pouco e um outro tanto! Onde estarão minhas flechas. que morre furado. Decreto. O sapo pupapipa. Flecha de quatro lados. tudo como antes. Lucifer. intermediárias entre os gregos e o sol: incendiárias. mal. te viu nua? Abro mão de um homem. Os que atiram. já está aí à porta. Essa flecha ia. Desconfio da flecha. Tome . Saberá que Zenão atira mas não? Pouco curiosos em relação ao que sabemos. Eu disse não. nas quebradas. Caia em cima com tripa e tudo. Beco do quebracobra. e como sabemos tão pouco. si ego sibilinus sibilo crudeliter te excruciabo! Profecia. eu aprendi em outra escola. por hoje chega de pensar bobagem! Quem te come. O dedo duro aponta os cinco dedos. simples. muito capim dá quebrante. este é como aqueles: a mesma barba branca e essa extraordinária mestria. ataque o que estiver mais longe. Cadabrilho atrai trabalho. A máscara está na cara. de todos. Flecha é de menos. primeiro: arte da guerra. Cai um som em cima do ronco. Bardesanes. Seja lançada. bater coisas em coisas é música e é coisa. o jogo de VilaDiogo termina logo! Já vi mestres antes. Constraço. só não vê quem não usa! Quartel general em Abrantes. gês gingando. Princípio. e no fundo do sonho dos sonhos. como é que está o vapor? Não tem mais recurso nem persulco. Chegue durante o colapsopcardíaco dum colibri. demais. Disse senão? Reprimenda. deles? Estou com uma coisa na idéia. Oração. Retrusco: traga. Corrigenda. Parece saber dos nossos intentos. Réplica. Mas na estrada é diferente. Mantenha o ritmo. rex somniorum! Ouço música dentro da minha cabeça. rês pingando: o lixo da música. quem te vestiu. A flecha.caxangapirassununga! Segredos que Vênus cora e Hércules desmorona: atrás da orelha.

Morre o ser.um trago. pepo e pupo! Os escribas se multiplicam pela terra. Mostro e nego o monstro para o monstrengo: acredito no que não sei. ou herói das bibliotecas.. Trinque o trunfo em três. quem? Sonho um pouco e já volto para a revanche. Ofereço o pensamento e só ouvem a voz? Tacanho tacuíno. Assisto. não lê. outro escriba ao lado pronto para tomar nota. A sengas arengas. não crê. que só de me lembrar um olvido me crise. fugapogeu! Minotauroformou-se. portanto não erra. Caimcapim! Alminguém. punir: lei. incorro numa certeza: zombo de esquecimento. Truque: repito o que digo e discuto com o eco. fica o signo: chinfrim de três em pipa. Dou um salto no claro. reis às vistas ou ao alcance de um óculos de ver longe. negando ecos e dizendo o contrário? Mim.. comparo aos cegos e às cegas. Livro. Rei é para mandar. Fogapagou. mesmo que seja cegovesgo! Vire para dentro a cara que forachove. já estiveste dentro de um sonho e te fiz despertar porque o sol é melhor que o sonho! Desconfio da dúvida. tranque o troco. parlongas flamingas: abismo na . ser escriba ou mestre de escribas ou guardião das escritas. régua. Cego não vê. papo. fazendo as sagradas escrituras. golpe de graspa na couraça da carcaça. e basta uma. Obedeço à distração: lembro do Lete. apreciar. Caí em mim e fiquei parado como caí. Horizonte de cegos: quem tem muitos olhos. Sobrou uma? Uma vez só. toque aqui. cárcere. tuco. cada um trate de ensimesmar-se. Que é que há? Falo tanto que minto algo: muito não está certo. gerente de engenhos de escritos. míope. tucum! Aconteceu-lhe ser. Haja. apaga o fogo. Cego não faz nada. cada escriba faz o filho ser escriba. canhenho alcuinho. logo não é réu de nada. um tranco. O mundo esquece de nós quando dele nos esquecemos. não é? O escriba sonha com um herói cego? Pois haja cegos nessa Pérsia! Aconteceu-lhe um estado. três toques! Toco. Um treco. Um taco. ver o fogo. O poeta fala do ciclope cego. Báratro de cego — cucas adentro. o qual escreva história de seu escriba pai: um escriba vê o outro e aprende a sê-lo também. Errei. cego falando de cegos: não precisa de rei. três barrufos. Quando o último escriba morrer.

Um apelo. um hiato nos abismos. em silêncio. Filósofo. cego: a flecha não tem pé nem cabeça. entre dentes cariados. canção ou grito de dor. sentenciado por si mesmo. emudece de surdo e enlouquece de novo. Banzé me benza! Escarrapachato. ou é eco donde veio? A espada entra no silêncio do método. cego. pregador contrário a si. O espelho queima no fogo que reflete. Essa era na raça! A gangrena encrenca a cantilena. pipocapicacoca a minha cancrena! Caso raro e nunca visto nos anais dos casos raros. que idéias furem seda. o corpo na pedra e usa o eco para falar . aprender pelas oitivas e soslaios. O silêncio é bem-aventurado e ele o exalta falando demasiado? O arqueiro. peregringrenalda! Dá tempo ao tempo que atrasa até acabar. explodindo em adorações. se cochilo. ouvi-lo passar. já era festa e eu com armas. esgotamento do entendimento: submersalinha. incorreto. as flores das feras. abismado. jogo a cabeça no abismo. Lavo minhas mãos no sangue da vítima. fracacossasso! Pára. que asas rasguem casacas. chacoalhar o olho. Cego. o peixedeixo! Cochicho. mentira: o riso. a música nos perfumes. mestre de ver. chácolher de molho! Galope galego. fico com uma e outras. Inauguração da Festa no Pavilhão da Primavera. esquecido. Os ídolos caem no pensamento. — cordena! Cheguei tarde na guerra. espicho a cabeça de lado. Sai som do que não vejo. não permita que folhas se esfreguem em cascas. que búzios usem luzes! Alcachofratifa. louco de propósito. batem palmas para o desempenho do eco. e sai na ignorância. pelo prisma dos sofrismas.cabeça. vaso ou vazio? De que lado do espelho estás? Sonho um eco. Esseranarassa! O canto das sereias. Archotentote! Não deixe as coisas baterem nas coisas. a mente na palma da memória. Cada um como cada qual vê qualquer como bem quer: por essas e por outras. esquece de tudo. Maior zorra e algazarra. parar a música para pensar em silêncio. A mãe do esquecimento deixa lembranças. boalambisgóia! Coisas feias dão sons feios. assim veio a filha a fazer-se mãe de sua própria progenitora. feras doentes com rugidos dementes. intérprete de verdades. põe o cajado no chão. Silêncio.

digo o que seja e não chega. a vida dos seres: nada mais é possível. primavera dum mundo novo: tudo feliz. Louco por mérito próprio ou por força das circunstâncias? Estamos falando sem medir as conseqüências pelo obscuro gabarito dos antecedentes. impropícia. vita. admiranga! Quem é que está (p.consigo mesmo. Falo como se tivesse uma faca no pescoço. aquele microcosmos de protocolos! Alma. estranho é o processo. A sono solto. explora o que está sendo feito: isto está sendo dito. uma terra de ninguém escurecendo. ora me lembra. desperdício de sinais: uma cidade fantasma a luz de fogos fátuos. Mundo. Estamos conversando conversas diferentes sobre o mesmo assunto. drama de nascença. o signo do vazio. A alma sai do sonho para o mundo. eis o abismo. almas de miasmas mas as mesmas massas! Celeumaleques. O entendimento entre as aparências adquire a experiência de distinguir distâncias. estável — o que consta. trajeto trágico. sonhos e almas do outro mundo. Explique seu modo de dizer. leve um passe. gastarei o tempo de minha vida. Roma — salva por puro acaso. Cai o eu. dorme na casa com portas e janelas escancaradas. a gente fica onde? Dedica um monumento a tudo que está lá ou fica fora de si? De nada adianta saber quanto. Seringa não nega fogo na moringa. Nada claro o procedimento. a indicação: caso especial de lugar comum. Hora. essentia lucis! Aleae animas ilumina. boa. Como distinguir um dragão de um palhaço? Salvo por causa de um trocadilho. O memorial das maravilhas não repete espetáculos. Idéia. olho no timbre. Quem é que está me hipnotizando? Dia. Enxota a mente. o alvo não passa de um espelho. Vá em frente. diante de mim. O fantasma não deu em nada. 77) Houve um decréscimo na 3a lição. Vox lucis. Ora me lembro. camarão alegre! Nesta meditação. Incendeia-se e desaparece — a fogueira aparente. muito está para ser negado. muito já foi dito. Movimento. . Tento passar do lado paralelo a ∗ 2a lição: qualiaquanta. Não é de estranhar. passe adiante: fique acinte. Minha substância sofre um acidente. entra dentro de ti mesma. o mundo começa na alma. Luz. O espaço cresce com o calor. qualiaquanta∗.

eu hei de haver. Livre. jacu? Gargalocaracala. Tem um gosto úmido.um ângulo prático da questão. o mundo estava aqui. nunca. azul. Comigo. ∗ ∗ 2a lição: Quaestio de rebus mundi (p. o esculpto no juízo. Ali. consigo. devagar com individualidades. se eu não falar mal dos outros. O alvitre. Escaço esqueço: a história deixou a memória em estados interessantes. o vazio só com ele. extinção do eu na extensão do mesmo. A memória vai secar. não — situação! A mente tem excessos que o corpo não excetua. Passo o paradoxo como mera hipótese. o maracanã canta: assassânida! Tiro-o eu pela culatra. contando para ninguém. Deixa a gente abstrato. de quem vou reclamar? O eu abolido. Tem alguém por aí dizendo o que eu ando falando. bate asas no vazio. uma dúvida a ficar: um mistério para variar. 77) . Quem estiver distraído. que amarra que nem caqui. Pode ser heresia. — seco. Me esqueci. esquecido do eu. agora. azedo e leve. respondão. um lapso nas arestas. comprensivo e instável. uma coisa de nada. livre. 77) 2a lição: quem for achado com eu (p. aquele lugar? Aqui. Nulo no ato. mensageiro passageiro: querendo exibir um mínimo de existência. cheio de um vinho indelével. amnésia à toa. E. um espaço de lapso. verde. De súbita presença fica uma certeza. Quero durar. transparente. O óbvio eclipsa um enigma. o equilíbrio entre balanças vazias. lembrança duma pedra caindo no mesmo lugar. salvando-me dos ermos de mim: deixe uma margem de circunstâncias para minha segurança. Esqueci que estava no mundo. Não fosse isso. onde. doce e grosso. De sozinho a nada — um passo. Como se diz em Babel. azulado. Eis-me sendo: sou-o. Libera um ser fora do tempo. atenção para nada de si. senhor dos ecos e dos gestos! Extinção da vontade do eu. A bicho assassinado. Dou-me à multiplicidade. uma avaria só para constar. eco no apagar da vela. Por nada deste mundo! Está com a faca no cu. Fenômenos azuis em circunstâncias inexplicáveis. desleixado do eu. doença ou efeito das circunstâncias controversas que ora atravesso. Quaestio de rebus∗ mundi: ai de quem for achado como∗ eu. e ele sozinho. um passo no destruído. O vaso.

anularam o silêncio: a mente faz tudo tragédias. o vento desfaz a fumaça. Rursus. Alguém pensou aqui. Proponho o seguinte estado observante. A fumaça. oceano cênico! Mbenolr! Berrei um pensamento. saca? Xarope. Ibis est quaedam avis. invadido pela vialáctea. O mundo inundado de sonhos. Antes assim fosse. inundado de sonhos. Quando me vi nu. Berros desfazem a luz. o silêncio evapora. Maricacaçapa! Diffufum! O bico. convertendo tudo isso em si mesmos. um compasso aberto. medindo o grito. olhos verdes de dentro da folhagem verde.se distraiu: não tenho dúvidas a respeito da raça e do grito. bem melhores são as coisas. coiseie esse negócio. Emitem seus gritos! Papagarrônia. a máxima compleição interna. me imitaram. diz! Cale-se o cáulamo: era um estado interessante. se não queres. O que a gente pensa a gente perde quando ocorre. Um cisne maquina o último canto. tenha paciência. A estripolia extrapola: misériadiscórdia! Saicaco de cadaboca. se queres queres. caí em cima do Occam. Hoje é assim. artes somnii: lembro vagamente de um vaso. Crime! Grito! Som! Castiçais abrem fogo grego contra a Atlântica Antártica! Desperto e estou em mim. acontece que vejo o que se passa e não me acontece nada a não ser se isso ou quase nada disso. distraído e sonhando. ibidem redibis. Pontos coloridos na água da primavera. o galope do canto das aves atropela um peso e uma espuma. . o véu do vaso. uma afirmação da crise. babacarrisítios! A mínima disposição oculta para a posição que ocupa. partes infidelium: artes fidelitatum! Já não vi tudo. Aviso. Sonho alto. suponha que tudo isso seja verdade. Extremamente única. uma fênix fez das suas. Tomei consciência. o inexistente modelar. aceso contra todos. uma passagem na vida dos outros. Memória. Partes fudendas. a pior coisa do mundo. naquela base. irritando as onças. — disse uma palavra mas não tinha sentido tê-los cinco — me vi sentado em atitude de quem espera o que passa por mim e não vejo. a mínima resistência contra as pressões externas: seus crimes! Farotricino. — árvore na sombra conversando com o sol. a avis rara — exemplário. rebus natus. fértil em fantasmas. idem idis.

Tudo já era passado. nem sei fazer: fazse. conforme confere. O desenlace aliás não está ao alcance das abalanchas: a aliança não entrelaça o emaranhado. inaugure a máscara: risquezas desargonizantes. ressalta-se — o drama. o real — assíduo no desverdadeiro. o objeto projeta um sujeito: despotismo das calamidades. Apariência. Super re tam abhorrenti a fide. as inocorrências atrapanham a quisição. Parece mais verdadeiro. Per capítulo de porco! Intendência. Lauto juntar. atendo aqui. sem jeito para morrer. Nenhulha. torturado! Meu nome é este. Oponha a memória. Uma palavra diz tudo. Agora é que são elas. fazendo tudo dar certo: leva tempo mas chega. Só eu sei dizer. não toquei em coisa alguma. me perco já já. Horresco referentias: empedernódocles que os encarregue! Alter. Alguma novidade? Uma ova. ou é outro desses truques malabares? Que é que estão esperando? Dubitatores. Boas novas. Realce mal se relaciona. vem vindo aqui. A todo preoculpado. Atortormentava os fantasmas que habitam os mármores e marfins da lógica. Nada esperem de mim os desesperados. não alterei nenhuma identidade. Não mudei em nada. o motor movendo. Por acontecipação. não diga outro. Línguas antigas falam na lógica. Consensus omnium. . Aceito o seu mau jeito: não vai dar para saber. in conspectu speculorum: múltiplo senso. Nembrama. A verdade vem saindo mais ampla que convinha. A verdade é o que há de eterno na notícia. Somos assim: nemo id negat. estrelas várias desesclarilham. Bem feito para o caracolega. Já melhorou o filósofo ilustre em trevas. não sei se me afobo. Vale a penúria? Ave et valéria! Penso desbragadamente: chega de dar na estica. principríncios comovimentam. Percorre um discurso. Um prodígio protege um provérbio. um quiproqual sofistico. o relapso. que não ego. o seu cuidado: tortura. Laetare aleluia: alegria de quem pensa vendo tudo passando dos limites. No encalço de desdengonço. inceto nas indistâncias encontrárias. ideatur. Experímetro: ruminar o rumor. Assimpassim.Já pensou nisso? Dedico-me. quem cochicha — conhece. distraio-me fazendo. Por exemplo. Nossa relação nos desaltera: nossa excursão nos relaxa.

Camaleâmpadas em oferensa. O movimento de geração e corrupção das substâncias não dá sinal de vida. gastarão guspo contra. no escuro de um clarão lápislazúli: o grito azul de agudo de um pássaro verde é de uma beleza horripilante. quetzal no sol! Crystal blumen.ibidências desaparentam: adrediante. medo de acompanhar: vão pensar que preparei alguma ocasião para a ocorrência. Bicho papal. Um rio de flores sai de uma cornucópia. máxima ignorância! Verifique a essência. compêndulo de estudícies. Quadrondo está erronho! O sujeito arranja um objeto. Sei fazer. A força de olharem para coisas e objetos. Com efeito. Dividido a quê? Desde versas. O olhar objetivo das pessoas. A que se deve meu atual estado de espírito? Ao fato: não se trata de estado de espírito. a ave calou. de nada sei. rascunheço exinclusive iluxúrias e eliminárias. vão pôr à prova minha objetividade. o problema é o entrejeito. ficam com o olhar objetivo. coatlacloaca! Manadas de náiades mamam na teta das hipopótomas. O rio parou. Sinto-me levemente ameaçado. Ecatl. refletem-se os planos. qualquer movimento e fuzilam-me pelas costas. Sou fiel. caí dentro de uma coisa: luminaúltima! Onde ficou aquilo? Quando ficou assim? Quem se . Opticae Thesaurus. Se fuzilado perguntam. Consolo: ainda não me viram. aproveitar! Cai no intelecto através do seu modo de atualidade absoluta. Vamos aos fatos. Quatrecatl. Respondo: que pergunta. falam negócios. um polegar de vermelho. a santíssima excelência da realidade. resta provar. fauna de Babel! Daqui. Inquieto-me em vão. Um tritão estoura os miolos gritando mais alto. Liber de Causis: sê-lo dos filósofos. reduzindo tudo a coisas. De Crepusculis: Cognitio Matutina. O sujeito projetado foi aproveitando mal a oportunidade. Quidquid. Espelho de Luzes. doutroravante anaxiômegas. é que se for — talvez pudérias! Aliás durante jamais — grande mistério. naquilo! O que faz isso ser assim. São outros. Falam bem. Por desencárnio de concepção. O conhecimento sistemático universal faz nisso um de seus mais memoráveis estragos. in lapidipidus! Água tem por aí no verde que se vê. rumilhante.

não me apareça! Muito susto. tudo bem! Dê um tapa no topázio. a testa numa brecha. constelação dos Ovos: não me cortem o sonho. Constatação do óbvio. Ervas passam e alimentam o eco a espirrar: espelhos. raça de perguntadores sonhando as respostas. o assombro. pentacaitetux! Tropeçando no equívoco. anfíbios de alfarrábios a tiracolo! Asapeteca. justiça comutativa. nos sonhos. Desabam as muralhas do mundo. o escuro fala! Cada um merece o que não quer. um trago no copázio. A paz vem no sangue. crânio de poliglota. coisas grandes! Lisuras nas lonjuras. orelha de mercador! O bicho de sete cabeças tem o entendimento meio mal distribuído. desfexoflechas! Abro uma ala. Derechofecho. Franze a mente numa frase. coisas grandes. Desvio na coluna: ouvi grandes coisas e coisas não perdi grandes. acordada. capitania batida num coco! Cheire e embale! O índio sonha com tudo. piscam nas águas múltiplas! Trabalho aqui. um trapo no trapézio. tremeiras. sou trabalhado por correntes positivas e negativas: quem me arremeda. um arcoíris girando! Cuiatapuia. pouca substância. Muito tudo é muito bem bom. Quem gargalhou. súbitos suores e calmas aparentes. soprada pelas brisas da respiração. a resposta vem de noite. A coisa grande fez um grande barulho. Bom. vai água nesses búzios! Maganos de assobio.. O sonho acelerado. nega qualquer passo de mau pedacinho: trincaprincipícios.ausentou? Usquepopulusque. tudo é muito bom. De dia a cabeça faz a pergunta. perplexo no triunfo. massa fétida! Aos pés do fenômeno. cascos. pressentimentos de ameaças. estertores. de um brilho cegante.. Língua de perguntador. o monge sendo devorado pelo seu sonho! Depois da catástrofe. revelando por detrás as formas que se escondiam sob as espécies dos nimbos do éter. fecho um elo. Dei um tapa e levei um coice. tudo bom. troca de golpes. o negócio sendo o seguinte: aconteça o que pentecustes. Monastérios guardam cabeças: cabeça de monge. O bucho cheio afunda coceiras na água. alturas claras: depressaperda. a cabeça em cima . conchas como as esponjas — como em priscas eras. a apoteose. escombros. perdi a sela num antepontapé. coisas grandes.

qual de quem? Eu. ninghein! Círculo exterior. Ossoffício! Superfísis. Nenhuma língua o convence: o negador destaca-se por seu negócio. prognósticos. Naves fora da barra — nada! O faro identifica a fome com a farofa que a deskorpf! O álibi revelou-se . a margem de segurança. chegará até os homens cada vez mais claros em direção a leste após os quais só mongóis escurecem no céu limpo. que esta não está dando para o gasto! Já vejo as sempiternas Idéias no coração de Deus! O raio chicote. Maniqueu. creio na unidade. ricochicote! Trágica candura de um hipócrita equivocado.. Dissipei as certezas. despistei um setestrelo. parar por aqui. a política de sigilo: emphalus — amagus imaginus. lunasauf! Hiemsiems. a náusea através da nuance! Quem sabe o que diz — não sabe falar. Acordo com o mundo em chamas. Oculorum focus — alarum amarorum. honra seja dada aos quatro ventos! Eco numa caverna inscrivada dentro de um espelho côncavo virando pelo convexo um som elementar de gongo. meu Deus. ninguém mais entendia batavina. circuito. serei dogmático. e ninguém diz? Muito é dito. um dia desses contra um sol assim me assando. Áuspices. augusmas no barbáboro. A origem do ovo na virgem. donde vêm dizerem as línguas o que nenhuma língua comporta. perigâmides sem jeito! Que bebedeira. quero a fama entre os homens.do pescoço. faltou o engano para errar em cheio: chicoclutz! Glória à fama. Outra vida. hein? Eis. Folrynx! Náufrago. bois ao longe. Fabritobrinco. rodas. uma margem de erro mínima. vamos desaprender. não obstante. Argupte os seguintes segredos: enigmas parados em móveis antigos. persífilis mihi vivenda! Folhas sem fôlego. Dente dentro. a suprema certeza. awayarum aquamaim. Se o Brasil fosse holandês.. Vamos ficar assim. roda para Trento! Causus iconoclasmi. dá até nojo! Que barbaridade. bolas de luzes — beleza de lugar! E lá vem você com as Grandes Perguntas? Em prol de todos os blemas. Conosco. A dialética supera a retórica. A fonte funde. Aprendi bastante. pouco é sabido. galas — razão de ser da cerimônia. Cínico. começou na racha de uma estátua. quem sabe o que nos disse. Se eu fosse cético.

um craneado! O abaré e o columin: alguém nega tua vida. tenhapanha! Alarme. ênfase de michocardo.. para que querer mais? Brasília dá muito na vista. um crânio. a cuia de forró merecia um banzé. de enquanto em talvez. a varinha da guerrilha arrepenta a esfibra. o mapa mata aborrão. em algarismos arábicos: para o próximo número. a percepção é a pior catástrofe que sobre nós tem se abatido por estes trechos: transforma-se o confessor na culpa confessada. pacas! Tamanho pamonha. O discípulo descobre o pulo. não estou dizendo isso. o estado enfendra monstros! Schalaphandryss! Um campo. Problemapanema! Espantufo. Para um forro de bodoque. um descampado. De vez em quandando. aproxima-se a nulidade. Introvobis. fvelja! O observador destrói a coisa observada. vou desenquadrando a voz de um bando. o centro sai por um furo nessa periferia de truques. Proplex.ubíquo. bordado transbordante. não estou aqui para tântaros. Quem dança a pitagórica música das estrelas? Aí. ninguém estava mais se entendendo. perjuguntam? Ik kan nikt Brief sein. Cadê tuas coisas? Onde. Ignora-se o destino. deixando pistas e quejandos. não estou fazendo cena. Agüente álcool. Concluo um conluio. so ick lange Brief breit schreibrift! O nada começa mais ali. perguntas se respondem. Pbinga. Taba onde batuque dá tutu! Olhando de outro langro. nada para olhar. pensando. em alerta! O estado de bem-estar está aberto para quem dele queira fazer algum dispor. dizendo: é isso de não sei o quê! Dragões de água levantam a pressão! Não estou inventando história. a confissão passada. Pembalembra. Deram pancas. e o palerma ainda. pufapux! Salta um .. o ébrio dançando. pancada — e daqui ao nada são pagos às pampas. acuso um abuso. Não levanto essa mão em vão contra essa chuva de curare! Specutuquara! Dependendo de dependurando. pimenta alcagüeta! O homem seco está parado. xadrez num quadro. punfo! Qualquer querer é igualquer. perguntando. floresta de caminhos. alhures ubivis! Fábula. feito de um só lugar. O objetivo anula o entendimento. sim! As proporções de delírio nas medidas de um vaso. A fuga é farra. uma caveira.

por aí? Lá vai um. Grande. Secos. astuto no Genesim! Vermelho.ovo sobre um rochedo calvo. desponta para o bem do secante. Horanda Gorinda. um espaço crivado. as aparências de bem parecer. o enfeitado ficou feito isso. Xiquexiquematemictes! Pampalácio. Corre que corrige. burubub! Melhor. o que foi. nada como a eternidade num lugar. A boca diz o que o coração não quis fazer. a inconstância no pensar. Oeil-lo! Raro um bicho raro hoje em dia claro. babando pipoca. abriram o ovo: Zenão suicidou-se com a flecha antes que alguma tartaruga aventureira dela lançasse mão. Guruguai. Bitrucabentrunken! A flecha já está aqui. o ponto azul. Eretzatsz! Não vá atrás de fuxico de cochilo. burundonga! Abre a flecha na brenha — a brecha! Uma flecha bem a tempo. coisas de fuxirico! Caco velho não mexe mão em macumburachos! Velhos desenham vasos que se desfazem ao primo toque das gerações novas. signo dos signos. foi o que deu. os espaços estelares não estão com sua forma característica. Volto a falar verdades depois de longa e tenebrária bronca. falou o homem e disse o nome disso tudo: quem aparecer. as aparências enganam. senhor do mundo! Fazfezfix! Comoqualquer. uma calma morta por saúvas! O ovo e o osso. Já é aqui. frio e rápido. Falou o homem e disse isso. A raiva avança! Quem me dá? Quem me dera? Pergunta: respondeu perguinte. melhor que nada. O enfeitiçado virou feitiço. em prol dos ovos contra os ossos. ocos. pagândega! Pancada côncava. Marofa que te enfarofe! Rabisco de pensar. a vácuo. ser dos seres. embuçado e tremendo de malária! Arguto no Targum. os ovos e os ossos. . apolalvorada! De brava cobra. A noite cai sob o peso da lua. não aceito o pão. dobradaquebrada! Em pleno gozo de seus prazeres e mistérigos gozosos. não dá. Pão nosso de cada caroço. videlicentia! Parece novo mas não passa apenas do primeiro! Dessa água não beberei. Dentro da pedra. navios de traçado estraçalhado. quero a festa. Tartagrama! Deuses. A impaciência em agir. De tocaia — a tacanha. compareça ao engano dos enigmas. desse beribéri — curarei! Como anda a coisa onde causa isso? Nada como um ano dentro de um dia.

Desatrelo um desastre.qual o quê! Nuncatudo Mais vale um gosto de vinho. e mal sabe que estou tão perto pois meu nome sou eu. múmia da memória! Aenigmata Ludi. Isso é mau anúncio. a circulação dos humores e a perfeição geométrica. basto. De Formatura Naturae. Repetrifício: axiomas desprováveis de sentencia. Que oráculos são? Séculos? E tarde. Ludendi gratia. um malentendido contra o bom senso: estou à vossa disposição. o que tinha que ser já era. Justiço um crime. Corrijo um esconderijo. Disponho de pouco. Eu sou a crise. demora mais. Um mal-estar tomou conta do meu ser. Ponho um pé fora do caminho. tudo serve: faço tábula da fábula rasa. Anulo um zero. Peço proteção a um poder geométrico. Sou a ordem interna. Os fundamentos estão sólidos. tudo durará. Interesso-me por isso. Eu mesma nasci das pequenas ordens. das organizações casuais dos elementos juxtapostos. Perdão. Não me consinto em minha história. cambia? Desistúrbio. Hoje me multiplico com o que acumulo: mata∗ cum omnia.. Dura muito. ACONTECEU ALGO INACONTECÍVEL. Escondo um juízo. Tornado e transformado. eu equilibro. Reino ali. Brasília me leva longe! Museus de moisés. Controlo um encontro. Eu sou o processo. domina sed summum aenigma. que me procuras. 85) . Susto. Não tenho boas impressões das coisas: impressiono-me facilmente. In illis dialecticae gyris et meandris. mesmo em ti. Minha situação é perigosa. Demonstro um contraste. Volto às origens da ordem. Eu sou a crise do processo. Outro era eu quando não coincidia com ∗ 2a lição: nata cum omnia. Tarde demais para esquecer. Minha educação não me permite ver essas coisas. Governo um ovo. Mas eu sou a justa medida. mais serve um vintém cunhado. estimo: estou em toda parte. eu inspiro as balanças a ficarem paradas. quase perdi o fio na trilha. formalis adequatio: sinal de perigo. Judio dum cristo. senhores animais: perdi o mundo num lapso. Isolo uma ilha. Justifico uma crise. sou mesmo uma negação. Anule as essências. (p. não obstante. lembrar: abolir o presente num gesto ausente. Chamas meu nome. lúmina sublústria..

Uns negam. mais um pouco e nada mais terá acontecido. tanto faz: quanto tempo estou falando disso? Pura perdição de ilusão. Desconhece-te a ti mesmo. discordo: nunca atingimos a justeza absoluta. já olhei de todos os ângulos e o centro congrega-se num enigma. De duas: ou me perco no que não sou. ou minha presença — sua ausência ou minha possibilidade. probabilia conjectura. Faço questão. outros ponderam o peso específico. replicam os demais. Como as próprias ficam. Por que isso? Isso não é coisa que se faça. disseram tudo. responsa vobis. tudo será o que for. Brasília nunca vai começar a ser viável. Eu era tanto. Como é que é mesmo? Aboli este mundo num dia de pensamento. exceto bestas. Fiz alto nesta paragem. Faço pausa. respaldo: não! Melhor: não correspondo a nenhuma das descrições do eterno. — alfa e ômega dele. cego. Pronto. feitas de cabeça. e idem. Só o diálogo não é eterno. minha lógica. Descrédito sistemático. Ou pelo menos fico assíduo nisso. entrar no tempo. pense: eu aqui. Não me interessa quem sabe: nenhum olho para me ver. Ou eu o anulo. Respondam. Descrevo um dia: toda a eternidade para falar e ouvir. Vamos fazer um ato. Só do que falo. Quem me entende. Artky. prestigiar o mundo. uma hipótese contra o absoluto. Todos em roda prestando tendência. Sou a imensa pergunta. Estou à disposição de tudo. surdo e mudo: . Nada me justifica. a minha é outra. Uns falaram. sofro a pressão. Estados estacionários.as circunstâncias. Nem isso. caio em mim para nunca mais sair ou me empenho nos acontecimentos. estranhai-vos: não conheço essa passagem. Somo todo dúvidas. Positivo na situação. Já me reduzi ao que digo e não me significo. não tem outro caminho para a existência dele ser possível. Sopro a fumaça. que fazer? De vi et natura chamaeleontis. Suponha. e o que der e vier — seja lá o que será? O nó. falar: minha mitologia. não me desconfia. tive a aflição. Não tive o prazer. tudo é de uma perfeição inimitável. ou ele me aniquila. Para que falar do que não me concerne! Resta a memória intacta. a eternidade aniquila-se. ou nada houve entre nós. Membro e deslembro umas coisas.

perca-se quem puder! É ouvir e crer. Esqueça-se o seguinte: sic. Eum in somnio vidi. Cum methodo — mecum quisque nobiscum? Neminem nominis memini. aula de santidade. mono no oko mo kodomo condomino. vamos ficar assim: parábolas parlatas. como não dizê-lo? Katamenokata no monômio gatari. Persperto? Vem vindo. mea maximiliana causa! Ao que veio. só fale um superlatim. probationis tabulae. chamaeleonem adspexi. oblivisci omnia. Inuminam e animentam — meu acompânico e desespeso. gramática clássica. pro tribus. Labirintifúndio espetecafúrnio. Assaltaram-no dois pensamentos. de tanto virar o mundo. Uma planta aquática: fale latim. Inj. o outro respondeu. Consegue-se. e que tais. ver as coisas e falar os papos. Condesdenata denaturatio. quid nunc causa est. Resultado: sou pai de minhas perguntas e filho de minhas respostas. Sei um signo. por um tris e um . O primeiro fez a pergunta. Venit? Sic. Um na língua materna. Dá dessas. fica bem por aqui. Nada posso representar. Assim me disseram as instraduções. digo qualquer troço. Preciso acrescentar à pergunta o que lhe falta. um latim que aconteceu comigo. Muito silêncio. Misteriável transjeto. Umas. parou para pensar ao pé de uma montanha. a salvar a coisa em si. De Re Niponica. Salve-se quem quiser. ganho meu problema quântico. quídico e lúdico. Lado dois. o jogo pára. VII 33. Estar de um sábio. e fio. Que é isso que está sendo assim? Até me desdesâmino: está em latim. Logo o compreendido. de kono. por enxéquias. está bem. Física prática.atravessuras! O poliglota analfabeto. Judus. no que chegou. Ficamos assim. não sustento as curvas! Item alio in loco. matemática semântica. Quejandas é que são elas. ego annunciavi: Non omnia — nomina. Está faltando um signo. tratagemas e desinstrumentos. datur haec. Quero um latim. A crise. não mantenho essas formas. — in dubiis. Outras mais. outro em língua estrangeira. acontece o que nem se conta: vou adiantar o latim. disse que mudou-se. sistema hermenêutico. indefinitus et inexplicabilis sermo. O pensar emite espetáculos. vê se pode. matemática máxima. Latim di-lo. mea culpa. A regra diz: responda sim ou nunca responda.

falo dizendo. Prevendo um sortilégio. satisfez-se. começo de diálogo. descaso de descanso: façamos as pazes. as coisas. contaminam-se. fundamentei um lapso: quem opera negócios. um reto de palavras. ninguém mais sábio que eu. quem vai só. aquilo — rarefação da matéria. ô! A chuva do sentido enche a terra. um augúrio está previsto. Um sujeito desconfiado — determinado objeto de suspeita. quanto menos as idênticas concordâncias! Nullum est jam dictum quod prius non sit dictum. anexam-se. mal e mal pudesse. tapetes persas! Mudanças que tais acabam em labirintos: quando mesmo as mesmas circunstâncias. supomos que sim. o lugar do ausente. assim se fez: beneficiou-se. constado.traço tinha mesmo graça. tenha paciência. Se me permitem a . Rochas escritas. o negócio desse nó gótico. vejo aparências. a não ser que não esteja: nem que o soubera o faria. Se bem que tentasse. Enquanto mirava a superfície. Dizeres dos 7 sábios. aberto por uma janela! Lá fora. sente a terrível dúvida. não se pode pressupor. uma paisagem da Holanda. Aí está isso. que o sou de nascença. convexus in conexionem. descoberta de Occam: o local do acidente. fixa: dispersa-se por dentro. A não ser que seja. o centro do negócio. Persona ficta. memorava quanto admirava! Em que posso ser utensílio. Não procurei evitar o inevitável: algo está para ser. aliás. nem que o pudera. Vindo por deslise. um pouco de gestos. recoopera os ócios de todos os ofícios. Duplex et simplex: complexux in reflexo. Desfaço o que digo. Boas estão por vir. de sorte que estamos acinte! Suposto que seja. o esfacelamento dos elementos. imediatamente. no presente silêncio? E o que se verá a seguir. Coberto por um véu. Senso o contra-senso. Quem marca um ponto — faz um sinal. Como se pode presumir. campo e contracampo. Averigüe um teatro. nihil quod dicturus. tomara! De forma que ficamos assim. E aquilo que eu disse. o indolente não sente dor. imagem imaginada! Dentro. salvo se soubesse. Aqui é onde ficaram sem efeito. minorava o sofrimento. maravilha-se mais: um dos sete respondeu. Esperando cair o quê do céu. pecando e esperando. Aqui é que vou dizer o que contar. mihi dictata dictaturi.

palavras de pensamento ruim! Imundifício de bichos.depressão de uma palavra. Nassau. só um malogro de desamparo! O coração em apuros. voltando para dentro. um descaso vão. boguslav bubulcus! No parecer mais favorável. umas e . não basta ser cego. ignotável! Nassau.. precisa ter a mente cega. Sei de outras coisas no gênero. ao azar. palavra vaga. a ave do Brasil é o papagaio que embora paraguaio parece iugoslavo. babau. gosto ruim na boca. Watermater! Pensei um monstro. com a idade. Engenhos caem em ruínas. engraçadíssimo: um despreparo civil. Nassau. Esse cateretê não é muito católico nem nas xafundas do Judó. o peixe na água e nada mais.. Refúlgúgio. nada mais ou menos. babau. Nem nasceu. babau! Só um milagre de desespero. é cacaca. Na Companhia — uma campanha. odor de santidade! Uma bruxa amaladiçou minhas palavras. a guerra da polivalência contra o universo. conheço espécies nojentas. a conversa não compensa. nadruguestrone! Legislações defraudadas dissipam os números. apenas uma pedra que caiu. A ave do Brasil é o papagaio porque repete palavras. Lilases. porém um tanto belo. os camarões estão espumando. O silêncio. prodígios — ineficazes. Minha mudança para o mundo é para isto: Brasília é matéria. prestigídios de juizistas! Ataraxias: o gesto é fraco. um nome cheio de graça. Os peixes estão escamados. enganos no erro de parecerem óbvios. cuidando que o cu. já com cáries? Plum! Bum! No rio. calapresto! A araponga malhacaçapa em ferro frio. cai! Catequesecacete! Não pense. não te meta em cavalarias altas. cheiro de heróis. uma incúria metropolitana. rosáceas: rodízios de prodígios. algazarra desembarafrustra. fantasmas — necessários. fica um furo na esfera: a moringa prolonga um leque de ecos e um equilíbrio de brilhos. Jesus das Índias Ocidentais! Símbolo vazio. são exercícios impraticáveis. uma ave de mau agouro bateu malho molhado no meu pensado: sonho curvo. inundícies divesúvias! A maritataca jeritacatau: fogo de palha queimou Tróia! Enquanto eu ia e vinha nessas e noutras. novecentas! Plauso aos aplaustros. em pedra dura. o comparsa não confessa: cai fora. pelas intenções.

a pedra. Classifício: anjos assentes na pua de uma agulha. anho de ovelhas. alta. e mubixaba se chamava. sol me luza. aqui não tem pinote nem piparote! Como é que nem nada é como lá? Na pontalíngua. arcos. bichos — e surubas mixurucas. provérbio. A cancrodoridilo. miravínculos se virando em quaxequases.. mentira! Dá cá aquela palha. baixa — ano de abelhas. a estreita emboscada. intrito intróito in Tróia. in próprio imperio. o sinta-só! Nesses mucaches não se vai. toupinambaoults. A dedo denodado não se dedica a dedalicadez. Quer pudera o descalabro. Desse coalho — não sai coelho. cético fanático. Faço tudo de que sei que não me vou a arrepender. Foi-se? Caiuse? Levante-se sustentando-se. alfafalpina. Nau no ponto. me arrepenteiem. Tira e atira. sinta esse cheiro tirante a tiritante. depois seja. pensabenza. desbancam os entrebancos através de clarões em trabalhos de eclipse.outras vinham vindo. nichos por ninharias. Casa na praça. monte! . Szeczchlynsky! Sczlepst! Czestpanowie! Kum! Exuma. Exproprio um impropório. me depressipintam: falai no mau. tomara embora! Como assim? Antes isso. feitos certos os gestos errados. rombos. o pacau. acabo vaso ou arraso um naco de nanica? Jaza.. Punho na veneta. vá lá que o valha! Até certo ponto. Pleiteio uma empreitada. muchachos: visagens de micagens. aquele cacau no cascalho tira água do joelho. se é que pode ficar onde está. parai o pau. um de cada em dois câmbios. retas. outro naco lá para as putas que me lambdam. Em Buracocaréstia. o pontapé: daí avante. domicivílico! Ninhos de mixarias. pedaço de buraco disperdaçado no vau do mundo. se for capaz. viração não nos escrachasse. Tire o dedo do nariz. setas. cheguei a tempo de envelhecer por desafino? Antes seria. Reza. senão tem senões de serão. Quem espera desesperneia. um caco para cá. venha na punheta. Depois de desafios a fio ficando louco. de lume não hei cura. o desescandelábaro respranteia espelúnculos. me arrebastam. Ambos. mas é que não me arrependo nunca do que fiz com essa determinação. Do mau pau cai o bom macaco. Vai daí um vagido. — como quando entre amigos aumenta amor. feito certos germes.

Em suma, conte barro até o escrache, o trilema que se escarrapax. Pinta não contém papas na língua, xinga-o! Paga o pacto, bufa o arreptio! A ovelhas loucas, orelhas moucas! A velhas louças, moscas murchas! Um pouco a muito pouco, um tanto no entretanto, um cerne no que me consarna, a tais trises convivém desistros, confirma em quem confia, antes do expurgo, a braços com semelhantes trastes de fretes e trambucos — contrastes palmatrilhos, abrilhanta! Sucessivos raios fulminam-lhe a cabeça, recua e desbunda a cada choque, mal se sustentando à míngua de guisa de achaques. Desmatuzaliza-se, maldiceléia! Sarcosilfo legistra o mais escrasso refresquício. Vou voltar meu redor em si, retorno em meu redor∗: voltei a ir, tornei a ficar, ausente para os alhures de outrora saliente. Proregresso, retropedaço em pequilíneas. Aqui toda vaidade se acabala, todo covarde se acaba em cada! Estorve o doidóide, procavoque esta estrofe, por amor a Górdio! Romparromba! Magnólia da Mongólia, monjolos te monolojoguem tijolos! Boxixórnia, naxiwencunhã! Adavidinhe de que lado ficou mais quadrado. Comprenhe, companhe. Contraste, toma! A minhocaracóis com cocaraminholas, marimbondo na bunda que não rancaripa leva bandomirim na macacúndia. Adiante o destrumbiço, o estrambique atrase, acabrunhe a lembralha, tramontanha às treze por vezes. Qualtro? Tantra enquandro. Esta cruz entrante em trâmites, mediantes a vida em diavantes. Acrescertames: triâmbulos, rosângulos, âmbios, triambos, catrâmbias! Perronha circula: qual a aldraba para estrelalba? Alçada minha alcançada, permito um upa num abraquadradobarulho, recozenho a coça, palma seja dada à tória, bagulho a bandalha de alhures nem por confronto sombreia marinhas em Açores. Espera que o sopro bata na vara da zarabatana, arreverso! Calcula alvibarzim um promomentor em cima de si mesmo, desbaratinga arsevísporas aos dozênimos e santimônios, a miranda caitituando, ciranda alcagüetanda. Troncotocado raio, miringuada água pulcra. Exumam catapataratas

2a lição: em meu roedor: voltei a ir, (p. 90)

na encruzilhada, resumam a trilha estrelhada. Repelidos todos os apelidos indecorosamente propostos, farseiro e parsante, lasga a rista! Quem coxinxilha, eu comisso, o rabo em xícara? Vim até aqui atrás de uma idéia, devolvendo o desenvulto de um lapso, debaixo de um regime de amargar, entre dois intervalos, contra um óbice, a favor de uma facilidade, massiganhado e estrepidrificado, só sobrou no final uma vaga impressão... Daqui a meio mundo, vou fazer um barafundo branco: de trás para radiante, da foz para a nascitura frente. Daqui de dentro em diante, direito frentrás! O grilo falando pela boca do elefante? Tanvez! Talbém suspriso, ensimesmado a cismar, mesmo quem? Digo meu nome — chavão! — me transformando em mim mesmo. O monstro hesitita, desmonto ou demonstro? Presilha, prise, prisão! Sempre se consegue pôr o que tenha que ser assim em palavras que a gente trazia aqui dentro, que não se sabiam lá, isto é, hoje não me consigo fazer entender. Desinteressei-me por tudo isso: assim sendo, circunvexo flechas, apoplexo erros. Desresenha, compao e compai! Cisque o pingo, risque a isca, pisque a psique, não fungue — espie! Juz ao jaez, ao pior juiz, são e salvo o melhor juízo. Esses os caras nos quais pensar dá direito a arrepios de coracalores e carocalesfrios: a pedra, trepada, trepida. Aqui toda vaidade se agrava, toda cova ardia, toda mansarda se quiromancia, toda entente se faz de desentendimento: estranha sensação de mal-estar. Só digo o que é, desdizes estes deslizes? Arrulho na orelha, gerimbagunça não me quizumba o desprezunto! Resenvista ou desembirite-se socavão cavocado no caveirão. Eu, o tento, lavro um tanto, levo um ponto desafosforado para casa: pára, dóxico! O ponto em que fui interrompido por perceberes o que eu estava dizendo, quando começa a poder tudo, é como quando quem não tem como conter o gato, onde é o mato? Valha a falha, o resto vejamos pela fresta! Enxuta xoxota encurta enxurrada, enxoxota! Gazofilácio mirinhando, barato — a porrada dessa jogada, derretolhe porrete! Dizeiro e vezeiro, dizeres por pensares: passe a base, pega pressas. Só cercando o cu aquele de bala desses putos feito aos

pulos! Só apertando o arrocho do cerco até cerca pelo nome não se perca, só se assim fosse! Intriga taca e destaca. Acaba, ataca, atabaque! Entre entre, traga! Trabuco, traque! Estralógalo, desestrado! Traquéia, franqueia! Tranqüila trinca trincada, loqüela apanha aranha, catacaváculo! Arranque o câncer, carranca! Alaga a guampada! Negrócios, salta fora da realeza para além da lenda, acabacaba seivícios! Atataca, cutatuca atataquara, contictacto! Tamborém, tambanho waiwén amplodera-se, ó pudera. Pensadédalo desababaca, cogumiolo, coagulo melhor! Amemém. Não se arrepensa, corresponte. Depeperdurado compêndulo, defenduricalho: não me arrepêndulo, capítulo? Combina destrinados: quem ri pior, pia a priori. Lástima, não a lágrima, lampercebejo mas não por última: lancinante, ejápcia. Apaga, estanca, e destaca, pega, estica, espicaça, esmigalha, e desentoca, — o bípede, ambívoro, treva, sombra, ponto, fogo, rio, verme, agora já quase extinto o peso que me espremia, o Prêmio! Asperença se adqueira, cicatrifícios sorbam identicolatrias, todos os levantes serão sofistiquisfeitos: temor nenhum se compara ao temer um tal resultar, apodora-se! Não reflucto o que eu expluso, martírio em meu arbítrio despedrejo: bostejou, espatifa o epatíbio, pajendarecacos! Nem no impropério persa, é pacífico que o raio ilumine melhor o que mais fulmine, calegípicia, expulsa da espuma, expluda Leda plumas anteportas. Peteca no sapato, chinelo no aspecto, tranca rua, arranca tampa! Chora na rampa, limpa as trompas, em distrafe se disfarce a frase! Siso cinza, cesse o que cansa. Ao rés do revés, zás-travás, ao de através: transmimento de pensação, talvez... Em gregogízio, de briga em briaguez, de macambuja, quando começa a poder tudo, escreve uma cartucha em garatuja. Raciocínio de bugre... desaguaxa, encheu a cara, estourou a caixa. Sobre o sonho, muito dito: pouco se aproveita, escrachespache, esprachescrache... De tanto fazer tudo fazer tanto, fez-se como tanto faz, — de que tudo ou nada seria capaz? Desapossesse-se ou loucomplete-se. Entre Lopes e Cão, qualquer perro é João! Basta a palavra errada para a insânia, um rapto de

desatenção provoca, um êxito comprova: infinâncias que teu prazo encerra, sabendo quando? Jamaica! Enfune, desdobre-se a pacova e seque-se este gelo! Inflama a linfa, simplifica a esfera, desaflora e broxa. O bicho, esse objeto nada idêntico, menos identificado ainda por seus rivais, é tão autêntico que, só porque se imagina, parece! Sufaz um dedístico estralar um tríduo momonástico para desencadelar o cão — didrástico! Senem se toca no assunto, cutuca a cobra no pau junto. Qualoquês! Quão loqual? Aquim? Assi cossim! Milhões perdidos: mil perdões! Continua sustentando opiniões, a distância pesa na consciência: até lá, olho no ritmo! Ainda que mais não seja centenário, que se perceveja necessário: o reto não merece o respeito com que se mexe. Podendo ter dado tudo e deste muito mais além: puderas tanto de tudo que é, menos que isso, pasmem quaisquer outros contracáfios! Todos os homens e todo o povo de cada parte da terra olham para mim só, estou só vendo isto, estou visto que só vendo, haja vistas em mim! Laoacoonteceeu! Se não trevas, pelo menos algumas sombras. Satori, o juízo último: não se contenta em dizer as coisas, quer fazê-las bailar! Quem é que tem um padrão aí? Pagão não morre. Morre cagão! Espalhafatores, empilha fastos de lustros e lustres atrém. A tribo dentro do mosteiro leva a vida que os nomes pediram a suas casas astrais. Feche a taba, enrugue a testa. Em quantos estamos aqui? Estamos em todos. Feche a boca. Toda a taba pensa como se fosse uma aldeia persa, pitando. Fumo macaio, marofa, marofaime! Forma feita de vagar, a tartaruga guarda de memória o segredo da velocidade. Morforma, menorfolga! Tudo se recuperou de acordo com a figura, tudo foi como rangistra o mapa. O problema não é de comer, como diz o profeta. Não ficaremos aqui. Personas agent: o deslizar do festim envereda para a beira de uma legória de serpentríferas. Uma jovem verde sai da água para os braços de uma imagem vermelha: o ser, temperado por seus acidentes. Uma pequena montanha, uma taba, uma vastidão vazia: os arquétipos são as estruturas. Não vá por um erro, tirar-se o juízo é o caminho mais breve: palavras de súbito

censuradas como se por violando leis inesquecíveis. Hominem hic nascet novum: hoje estou tão total que, se entrar numa ruim, termino. O que se passa entre uma fase e seu lapso, gargarismo neutro: passa-se o tempo, o espaço cessa, produzem-se os seres, os dez mil objetos cheios de coisas fazendo barulho e fazendo-me pensar — um barulhinho! Quase extinto, começo a contar meus nomes, enumerei os títulos, descontei o canto dos bichos, narrei a história das coisas: aqui se escamoteia. Num dia solar de Atenas, envolveu-se na magnífica ilusão de que a matéria — o mundo da vida, da morte e do nascimento — não é toda a realidade. Interessa salvar a existência humana das essências que lhe querem atribuir? É IMPOSSÍVEL QUE NÃO ESTEJAM ME VENDO AQUI. Nisso, o monstro — qui verba torquet — nada behemothoween! A trúcia prucida os arrebolores da normalândia, a dor nas minhas lombardias se noruega às expensas boécias. Xlept! Labirinto ou colosso? Belisco-o. Órfão, náufrago e cego, chega na ilha para ser monge, esse vai dar certo: não sabe nada e não se esforça. Suspiro, o último: por nós mesmos. Eu era inclusive mais branco. Em minha terra, na minha época, não se dançava assim que assim, lá, é guerra em estado puro sem tirar nem pôr. Aqui, pesadelo de camaleão é que tem só uma cor. O ouro é mais velho que Deus, os primeiros deuses já vinham em ouro: não é só isso, é tudo isso, a única coisa que quer ouvir Occam. Mas advirta que a tortura não deve chegar aos ossos, osso já não é gente: torturar com raiva, sim, — mas os mestres são calmos, por onde pois para eles não existe perdão. Arstcherk dorme ainda e sempre, rede parada e quieta, uma eça, dúbia nox! — sangue nos sonhos, mãos e olhos: camaleão depois de morto vira camaleão, o que não altera muito o que se verá a seguir. Microcosmodilo! A um ramo que caiu com o peso de sua fruta — pulam sementes pelo chão: água exala luz. Não quero ter que ver com a vida dos outros, já tem gente demais na minha, e não estão lá fazendo nada! O fininho saiu de finório. Fazurka! Não me vem com essa, que eu vou com outra nossa! A sopa, num upa, está supimpa! Até o respectivo fazer bico, é

muito no cu dum só: vai tomar café nos cafundós de jundiaí! Lá onde o céu é pregado com quantas tabuinhas se faz necessário para uma canoa, lá onde o vento faz o chico vir de baixo, a curva! Lá onde as botas de sete léguas pisam nas bostas de judas: aqui. Gustavo Oitavo Otávio caiu no campo da honra, por exemplo, tinha, morto, uma ferida de lança no peritônio, sinais de flecha no rosto, um golpe de alabarda no maxilar, o crânio amassado por uma clava de metal, um olho tinha sido vazado com punhal, mas o outro ainda aberto olha as chagas, chorando! As palavras se afugentam umas às outras como manadas perseguem manadas, mil matilhas lhes latindo aos alcansalhares. Não passam uns para os outros por transpiração nem por sucessão, mas aos socos, tabefes, tapas, cutiladas e bofetões — os pensamentos! Cai e levanta-te, tendo perdido tudo. Não acredita em tudo que lhe dizem, alguns falam a verdade: oração falha, quando se dá conta que ora. Quem me apelida, só para lembrar um caso, me qualifica: amanhãmonhang! Penso em circuito muitas coisas deste mundo, os olhos acionam rodas, ganhando velocidade: digo a esse povo que pense, que fazer a Deus pertence. Qual a fundura dessa furna? Ondas e onduras. Algazarra triste: frustra, por um tris — o contra! Fumo cheira sovaco de macacoceira, inhapa nenhuma! Casa minha, minha cara tinha! Cruzcrispo, silfiliscifra! Mete flecha em África, respondem Xerxes? Um a um saem de dentro dos outros, acelerando. Até que não é tão só isso, o resto corre, tire uma base debaixo da medida drástica, correndo. Já não estão dando mais inabaláveis carreiras de garantias para morrer o seguro das quantias de um velho, mumificado em seguida, ainda por surtir efeito o inconsolável resultado da redenção incondicional. Afobada a apuração, procure repousar, consuma-se no próprio local a aparição. Por ora avante, apenas, dá para dizer justinho que o não-é-tão-sóisso não cabe, arranha lá suas fugitivas o aqui-só-mesmo-assim; escapa gravemente com o alcance ferido o só-depois-ou-tardedemais; ângulos dilatam o inaquilatável destaque, cada vez menos semelhante tamanho, de É-ISSO-DAÍ. Ao contar tudo que se passa

de um dois a outro três, — campanha na qual, qual de vós me acompanha com um pão à frente e água atraente, que é como se a faz? — nem todo o esconso será desconsulidade. De maneira que a dar coceira em casco de mula, quatro coices povoam meus pavores com as criaturas dessas noites. No levante da lágrima, mundo velho tirado sem pestana, no poente da lágrima, em trabalhos de parto, recém-chegasse! Algum tanto estive prestes, mediterrâneo entre um lugar comum e um posto avançado, a reanimar com acenos de alimentos uns restos de entusiasmos desfeitados pela intervenção de contratempos. Mal tenho lapso de fugir pelas vias de fato, já se antecipam as minhas medidas de urgentes inseguranças, bananescamente, os predadores de mim! Cui haec pudet videre, omnia linces licet, nisso atento, atentado considere-se, pelo menos nos mínimos detalhes. Seja lá como for, faça por onde sê-lo, que é por aí que se passa ao que só narro se já souberes. Vai entrando milagros adentro da substância, cerimônias não quadram bem com as voltas que o assunto dá, nesta roda em que compadres dão o pão às malvadezas dos companheiros de história, à reviravolta sua revelia faz girar a falta. De miudezas não se argua, que só se prezam por recheio e muito no entanto são por onde se conduz o ligeiro trânsito da vida. Quem nato em pecunha, leito de vicunha, trono de Polonha, desdenha cavalo a quem se ordena, vaca a que se ordenha sem comprar, por um tiro a esmo no mapa em prol de qualquer Sardenha? Nenhuma outra vem sendo minha mosca. Gera quem não gala, joga quem nega que vai dizer lá fora! Interesseira ganha a metade, desinteressada — a inteira! A parte contrária retire-se contraditória, da parte que me toca nada conste senão a trajetória! Troféu, triunfo, tudo seja fácil a ti, senhor das lacunas onde maestros de sussurros vêm pastar a cabresto curto. De prova que um pé está na cova e o outro tropeça na lápide, não fora assim, desaforai-vos para cima de Joaquim, João ou de quem? Cara que brisa de Brasília baforou, nem quem me enfarofou. O primeiro passo a tomar é um pé na vossa cara, um foguinho a tocar na orquestra de

acertou. Fizer. — foi para isso que eu te criei. falsíssimo já feito. dando o caminho de Damasco. põe fogo na mão por qualquer dá cá aquela palha. semente molhada debaixo da pedra. os paradeiros e os bebedouros? — jeito para a coisa já vi em muitos e nenhum coincidia semelhanças com o ausente responsável por este lamentável incidente. a verdade de Madagascar e até a vida de artista para te fazer de cristo. a anã. tudo por amor à pátria! Diga que é luxo e feliz coqueluche: um choque de luxo. Arrisca um palpite. tege presa e vige-serva: a ginga achincalha pra caralho! Vacila que leva uma varicela que não sara mais. bom entendedor faz o que . superior a todo desafio. pronto: o ego se agapou. penetra a floresta. Pedra. Canalha saca navalha. nem cassandra me salamandra! Aí já era se prevalecer. amanhã. ensinei as manhas passageiras e as manias duradouras. Nada de sério. mas não agora. Por desânimos a pavio. A ignara plebe ignora-o. o facílimo. o bem fácil. mais que depressa. mas que chilique mais chique! Se o cego se acabou. meia palavra não é de bosta nenhuma. Bom ter ouvido a tempo. com permissidão da má prosoja. resta confirmar se pegou direito. selva a satrápia! A mente não é lícito conservar uma melancolia quando o corpo vai ao sol porque a luz do astro cozinha a alquimia dos sucos da alegria. ou nem tanto. desviar bonito sem sair daqui para ver se deu certo. agora escute. ouça como a voz da consciência desafina quando exposta aos imprevistos do relento. Outros. Consertou. O anão. condenados na verdadeira assepsia do termo candidatos à mora de parte com a eternidade. Isso é presente que se apresente a um legítimo representante do daqui-pra-frente em nome do tudo-vaidiferente? Usurou. azarou-se. quem compreteria semprelhante jometria? Nessa salada malandra. Para bem entender. trepana a funestra sinistra. faz jus a um juiz com todas as malandragens de Jesus.incêndio de vossa casa. reparos depois dos amparos. mas nem se discute. aposto que eu. desabafa num fio de desconfiúza: volva a pátria. Aqui na satrápia. ignorara o que é célebre só porque está aí para que se celebre! Quero ver fazer-se o mais fácil. anhamãe.

sendo assim. Ida. Requinte do quintal do inferno. correu o marfim. gentilezas são por conta da oca. só. não sei o que dizer. essa feira pantomimética de fieiras. Catástrofe extensiva aos seus. volta.. Quem por guia cego se guia. essa comédia sardônica. vermelhovintesete. pagando. por encenada. possa. Quadrúpede. fim de festa: águavai. apesar de não ter parentesco com nenhum dos manifestantes. só. não me perguntem mais. Depois de um susto. se sabe o destino. melhor se . perdendo despertivamente o polegar. fichas na caixa. nem todo corpo que se mexe. tudo fica em sustenido. o desgaste. Enterrado no ar. quem não pode. o para que toca. o mais arretado que o feijão preto já criou. toca pegar ditas cujas castanhas à unha? Quem é que esse massacre quer? Mas onde é que nós estamos? Eu. o sentido. estadia. disse alguém. dou por encerrada essa quizília sobre relíquias. de brotoeja quando troveja. um sinal. Se com enredos já são espeto de pescar e arcar. núpcias ao vento. adiante do nariz. que dizer com engodos. já isso ninguém disse. a caravana na cabeça! Vai. por causa de ninguém botar efeito.bem entender: te projete de framboesa quando fraqueja. como se verá devagar mas a seguir. esquecidices... ide em boa Companhia. pipt! O escaleno esqueleto esdruxula e cai na pedra de amolar. senão me engano. Ao invés de não ter vez. tem dez. deus te proteja! Coro de palmas até tirar o couro de um palmo. é só dizer aonde o minhocorongo chega caminhandungo. um senão.. pisando em ovos de jacaré até onde o jabuti acaba. antipático! Passa o tempo dos cajus na Catalunha. a toalha a perder-se nas goelas dos habitantes das léguas e léguas de água. caribu me rasgue! Camanho caminho. exéquias ao ar livre. o ser já foi enteado. um será. urubu me rangue. se moveu. retrógrado. o aluvião. o resturíbio. Ajante. Nem toda voz que se ouve. No tocar do búzio. Terravista. um serão. tamanho tamanhinho. por cada transgressão com que nos teremos que haver. caso contrário é caso perdido. A mucosa das ventosas dos tentáculos das medusas contrai os testículos dos machos das hipotenusas. o que não podia ser! A carapuça que passa. Recémderrepente.

a pedra heracléia. ciranda reprimenda: luz. desconsiderando que a universal opinião fez alto nesta encontrovérsia. o cúmulo da aberração das máquinas que a África fabrica. A virtude do magnete aspira o ferro: destino. fundamentos das trevas. energúmeno. e o estranho: uma outra. as maneiras de levar adiante o que vem caindo aos longos pedaços dos caminhos. a atualidade absoluta! O quadrando está erronho. estabelecendo afinidades infinitamente próximas do zero da sua igualdade. Desculápio o salapráfio! O sinistrógiro quisse. como sei. deixou para atrás os exemplos dos modelos. ninguém aqui está querendo. lume. lustro. mediante correta oferenda. por vir praticando os círculos reflexivos em todo o largo do . signa babylonia. depois o outro. pulou por cima do esgar. mais vão que um pavão quando estava dando. Inútil fugir: estou ferido. Arrevesando-se na queda. Insuporta a estadia perene de todas as existências. pensar no seu caso. a besta quadrada! Faca de ferro cravar-se na parte aguda do grito? De braços crustáceos? Paz. a atração da gravidade chegou atrasada à extrema gravidez da situação. olha a democracia imperante nessa equação. causas ocultas e elementos das coisas do mundo. Muitos globos rodados. Um olho deu uma esguelha no ar.assegura que seguia! Ei* o meu pavor favorito. a indução magnética. a pedra heracléia atrai a estátua. não está vendo? O magnete. O ímã descansa carregando ferro. um só instante da vossa presença. minuenda comprivenda. só deu para ver o raio do rabo e uma que outra beleza: a besta quadrada! Um gigantesco monstro se avoluma e se aveluda em sua envergadura. pelo jeito. o pródromo disse. O clarão e a claridade subseqüente fulminam as sombras. que lhe atribuem. o peso das medidas. como posso. como vou. em papirâmides nihílicas. Quitanda merenda. Licença e recato — uma. ó centripatéticos! Vos abstivestes? Não se assassinhe levar vantagem de tal mundo e de assim esplêndido assenhorear-se. ejaculando flechas contra os monstros do mar bretão. as sementes celestes das chamas prometéicas! Memoranda antigüidade. o destróvago fisse. corpanzil no capinzal.

o queixo caindo. meu cupincha: não se importa nem sequer que seque. E para a anaconda nada? Tudo. pedra angular dos alicerces da vialáctea. o chim vem bem a calhar: as que virezinhas. anaconda! Na hora de achincalhar. ou a outra baderna paterna parecida com teu disparate natal! Abriu a porta a todas as licenças. o estímulo pelo patíbulo. o desmascarado. Saiu daí. tarde piaste. — quando te chamei de filhos∗ da puta. cai direto na caçapa de alçapão. não é igual mas é parricídio. não me serve. de um — focinho de outro até levar aquela nesta para deixar de ser besta. arapuca: periclitante desesquisite-se peregrinoso. o ventrílogo pelo ventrículo. Então. 99) . donde pode sair um cobra. está na hora. não estou dizendo que só vendo? ∗ 2a lição: chamei de filho da puta. mil perdões que o debaixo é meu: como distinguir cada um da assimetria a que insistem em se reduzir? Quem for valente que se levante: ao vigilante só se surpreende suprimindo-o. sai aldraba e entra aríete! Esperingueta: voa baixo. primeiro. como é que é? E pique. aprontife-se! A cena ininterrupta susta-se. Deslembra o lume que vislumbra. por artes de pechisbeque. mandava-o às que disputam te haver parido. Afrontispígio. o veneno já habita a veia cava. esse descarado! Apresentação de face numa defenestração. viva fosse. arrasta na queda a estrela cadente. assai — raximbum.percurso vivo. no cocô do gato. caindo nos incorrigíveis esquemas das danças lacônicas. persa? Eu? Nem por Perseu! Olvidem-se! Vê lá se não vão mexer no lugar errado. Picirico de periquito. Pincha por dacaquela pechincha. alto. derradeiro e único: físico ou cívico. ratisbona. (p. as avessas não são veras? Se a corda é que é curta ou o poço é fundo. satrelistem-se! Artichicletz. boa: anaconda. Está vendo só. é só ver. A cara não combina com a careta. digno de pousar ao espelho. são as avezinhas que adivinhas! Quem. veio bater desescancarado na porta errada: de porta em porta. a canícula pelo cubículo. o sapo alcança. cara a cara. é a sombra que o deslumbra. na pedra torta. anaconda. Capricha no pé-dois. pena não soubesse tua mãe ser morta porque. o baço incha. como segue. tudo.

é só não estarem olhando. convosco quisera cruzadas . todos compreenderão: nada sem certa luz que me miliúnica no apagar da vela — aos olhos deslumbra. salutão! Não foi nada. Clitemnestra. ou então um som. um abano asmático. embacia. Clitemnestra. bota a ferver. pergunto: tão raso o quanto antes passei? Escantilhado em conheceiras. dá-lhe conhaque até o cavanhaque fazer come! Recebido com pompas de bicho papão. Mina e tresmina. quem me constrange? Constrangem-me alfângelos e quimelanges! Acenda essa cozinha. aqui jaza como se estivesse em sua própria casa. tendo perdido o senso da propriedade junto com seus pertences. se for. roubado e rapto. segue seus captores e acaba tetrarca da quadrilha! Quando eu mais contava em ficar louco. ofusca. fiquei apenas tonto. relapso! Se aproxeneta. pierre catrinta! Quem depois de assaltado. sem mais delongas. cega e vaza. por ventura. com a cavalgadura se avenha! Vê-se que não me amola. o que está para o pretendido assim como o pretendente está para a pretensão! Constrangido. assim chego. — trinca e destrincha. tentando a ferro e fogo passar despercebido por meu ímã e águas. quem teu clitóris administra? Quem se vexa com tamanha envergadura. onde é que nós estamos que já não reconhecemos os desconhecidos? Quer ter a bondade de martirizar essa santa ignorância? Levantar o dedo. um sínodo sistemático. envesga.Do que ninguém podia imaginar ao que tudo indica. venham e envelheçam vindo: me castisalfo com pouco. na pior das hipóteses! Quando não dá pé. Houve quem dissesse. ferviture-te. pendura: já pensou o que é o bandido na história do gênero humano? O desqualificado atrás dos matos. esperando passar o produtor. Um odor. na surdina da oitiva. que nem alguém que eu conheço mais do que convém conhecei a outrem: Articzewski! Occam! A sombra traz um vento soprando o lume só para ver a que mundo este se resume. ora. fiquei sem ter o que dizer. ou senão for um reflexo. um aceno espasmódico. Dezembruxe logo! A ele se invoca com pouca coisa. nem os cambetas da molenga milonga: vestido de súdito. e preda-o! Salpicado de súplicas.

brilhanoite. era que categoria se meteu aquela sinecura sirigaita? Afinais. fenômeno típico da terra. coma-se essa broma com uma dose dessas. a estampa de seu rosto para espanto de todo um outro resto! A tripla aflora ao nefelibasta que arrebata tripaforrando! Nas selvas obscuras. a alma pincelada e penada da labareda! Toca fogo. dobre a língua e brade a vagina a seu bom bradar: meteu o braço na cumbuca. lá se dói tosqueado! Não fale mal de boca cheia. sempre pensando. uma mancada na palma da mão. naquela base: um livracara. de torto e de reito. uma olhada atravessada. perde o pêlo no medo onde se pela. o maior dos elementos. e faz nascer canções: a substância das chamas. que tempo faz que tanto se desfaz. eu mereço muito mais. interpelanca: lã costeando. voltar às boas graças do estado anterior. até o limiar de tolerância do meu saco . aquele que porbaixo da comida bota água para ferver. venham! Me arrependiam os cabelos. incólumes na calamidade. a perna me coxeia. absorve pedra que brilha — quebra: um ouriço chora por todos os chouriços. noutro ouvido. escrito: SAÍDA — em cada rasto. uma pedagógica no meio do pontapeito. escrito: . um calaboca. cautério. ENTRADA. Uma cabeçada no pé. turco! Ainda não dá para se fazer uma boa idéia. cativeiro e cautela! Obrigado. a cabeça a quem lhe caiba a arapuca. Trauma. meta faísca! Fogo. ao cantar o galo. um prenhilunho: combates são biscates. a menos que eu tenho contado a mais! Acometido de súbita anestesia de memória. curvo-me ante à autoridade dos anos. mas por ora vou aceitando essas homenagens.serenimonhas em outras desencurtilheiras! Um acorde discrepante. uma cotovelada virando o coxo do cachorro magro. amanhã. percebo cancelas naquelas canceiras canelas. sem saber de que lado. um elmo centra o fogo de santelmo. do prato cheio — não vire o ninho da galinha choca. Num ouvido. salmos e retalhos! Desesqueci. destaque os banquetes! O homem idôneo. no lugar ubíquo: lautas mãos pilantras. que se processa melhor de noite. um quebracara! Observa. a serve observa dezenas de cenas obcenas. o torracarne. Aquele que queima. no momento quandâneo. obrigado.

Onde o céu. sabendo tudo e furiosa por uma curiosidade! O cão de caça em cada carcaça acha a argamassacarneosso. Levanta uma cabeça revoltada. se algumas brilham. ilumino com a chama do que sei: quero saber impunemente. saber já é repetir. Posso querer ir aí e falar isso. Bicho cochicha e falam de mim. Vai-se o inimigo ao deserto. casa iluminada sem gente dentro! Quem está aí? Eu estou aqui. depois de ter sido assim. indiferente às aves que o voam. e entre as que voavam. mas as coisas boas são muitas. no tecido persa do tapete sempre alguma novidade é possível. veste camelo e come gafanhoto na areia. Verdade. obrabeliscão! Indico com sinais hábeis e bastante capazes o que está fora do alcance dos cães de caça: um destes cansa. Falar é coisa de quem novidades tem. dá com Jó e diz. deve prestar atenção no desempenho! Só um riso é maior que um sorriso. O que estraga dragão é querer ser leão. de continuar e sendo assim. caça descansa no galope. Vai entrar numa friagem. dúvida é natural. Já lá vão muitos anos que lá fui pensando pão e dizendo glória. O que se esconde por trás do que vejo. João come menos. começa a aprender. penso que sei mas falando substituo minha certeza pelos azares da comunicação. dura pouco. Lugares cujos nomes mudaram mudaram. E radical come as raízes das coisas. quero dizer do sei para cima. por isso importa o dizê-las primeiro. esteja aqui agora. capitão! As coisas novas são muito fáceis. Ao ver o mestre. violência. Pacômio busca abrigo num arquipélago de caveiras de porco. Atenda para os fatos passados antes e não farás isso agora. senhor. Mostro o susto e só vêem a dúvida. isso era aquilo. Não é .de paciência. sei mais de mim que de outros mas tem muitos outros em mim. Acrescentacento e acrescentaquatrocentos! Auriundo? Oriquando. Criprocrorum: não deve prestar atenção na audiência. bandeiras despregadas morrendo de rir e de vento. não caibo em minhas cãibras: patavinha bustrophedon! Altura altera largura. só a gargalhada ri da risada. nenhuma cai. falar é sempre menos: a gargalhada de Zenão chega no alvo antes da flecha! Cócegascócoras. imaginaugura! Vou ver e o que vejo já tinha visto. que eu não sei.

bate no cheiro. morrendo de fome. fica a verdade. morar aqui? Mas vejam só que casa quer! Quase que falar a portas fechadas. falar é o jeito. O mundo cutucapacas. está assim. Caveira. cheiro de cabra. fede: chuanpung! O rostro das aves sutura uma quartilagem. mas sempre lendo Sêneca. sem parede. rompeponto! O passado. petelecomunheca! Escrúpulo em partir o pão. sem escada. alma gasta? O que a morte perde em distância ganha em certeza. lesma morna na alma. Monumento momentâneo. mais perto que o supunha. o leque pôde. arapongas . Vim de uma vila fria e úmida. Quer fazer uma casa sem teto. fica a beleza: não minta que bem conheço o contrário dessa história. Colapsocardíaco de um colibri. palestrapalerma. acaba a verdade. A máxima potência é um péssimo momento para pensar no próximo. um coco sorrindo: empapuçados de pipoca.assim. só por portas e janelas para entrar a brisa que não vem de dentro nem de fora? Quer fazer uma casa. Tinha um reino onde só se entrava por descuido e só se saía pela câmara de torturas. melhor: aumenta piorando. mas a mente se mexe e mexe a bandeira num desfraldar de abelhas no azul! Apetrarca petrecho. Que exemplo de luz é essa matéria-prisma que nos alumia? Atormentem o sibarita e cumulem o monge com régios dons. não perco o erro: o coriscocareca na armadilhadura! Pererecapeteca. Os nomes estão cheios. as abelhas fazem coisas cheias nas bandeiras paradas. Inihilmihigo. pensar de boca emparedada! Esgrimir no ar. A vida que a espada destruir não pôde. boa para pensar. comida de roça! Estrangeiro é estranho porque cheguei primeiro. Festa contra este mundo. Nossa vocação sendo nós mesmos. Pendão pendurado na colmeia. os outros deixam! Preguiça cavalga pau de monjolo. Sósiasozinho. desabrochacabrocha pele de rochacabocla. O espelho me expulsa para o aparelho do mundo. Acaba a utilidade. Salva mas só a alma. Bocacadeado não entrasai dragãoladrão. Brasília mordida pelo Atlântico. o mistério elementar. dar golpes em vão e enfim falar com um penedo contando pecados: escorpião tortura orquídeas. Sabem da guerra pela fumaça no ar? Terra fecunda em monstros.

escabeche de tououpinambaoults! Pensa muito. foi. desaparecem. Era das tais que. Descortino é tudo que se pediu aos deuses das janelas. será outro! Esculachaesqueleto. palácios combustíveis. Pode me consultar se quiser saber se parece o que estou vendo: o pau de pinho na cabeça. matar um homem insetos providenciam. afine a ponta. o vapor acende o cheiro de arruda. ruas riscadas. continue-me! Extinta a estirpe dos reis. o fogo empederne a epiderme. o encurralho. a brechatura de toda abertura em fechadura! Só depois. tempos esquecidos. orvalhocatarro! Olho de pêssego persa vê a terra por um buraco nela. bem curto para sair logo. qüinqüênioquelônio! Bem no centro da faísca. compre minha briga. o saiam. case com minha filha. Queimando-se um dragão em enxofre. Migalha do mundo brilha. desabe esse túmulo. arreganhe o lenho. levante essa torre. o que será. a porta de um reino sem durar: depressa.longas. não há mais tempo. fique do meu lado. os números — numa rede de cordabamba trabalhando par fazer o zeropasso. me arranje um nome para tudo isso. Muito a considerar nos penetrais das primícias dos indícios mas os víveres não dão para isso. não entra na Pérsia. precariamente suspenso pela superfície do fio de uma lei física. chuva de arromba. o espirro. escabelo de teus pés. chore comigo que eu vou te contar tudo. o plim. lugares borrados. O pregão reza: quem não tem máscara. o vrum. por mais que se empurrem as somas. — o que foi. trono reduzido a cinza. coroa perdida entre cegos. passe para cá. praça central do coração da chama. Depois. o vazio escancarado em leque. omissões tão flagrantes. um pinhão na boca rebolando mais que charuto em boca de bêbado. o ah. o sim. Abra um pinheiro. . o terror. o escarro. ponha-se no meu lugar. inexistências assim patentes. o pinheiro na lembrança. iniqüidades para lá de palmares. veia abaixo. a agrura. rio! Vai que é aquela água. escreva rápido o nome na areia que lá vem maré. trabucozastrás! Jararacamatraca! Termina numa dízima periódica o problemaurucubaca! Bicho vive à base de bicho. estale os dedos para ativar a circulação dos humores. pensadas. nuno jamais será nulo! Canastratruco.

como se isso não bastasse. outro pé na cara. não vamos ficar aqui parados como outra coisa não têm feito os que aqui pisaram. velhos amigos. cheio. reta.ah. avulve-se∗! Lapidários. o núncio é núbio. ó nó do seu bozó. (p. Movimento mirim. anedotários. os copos cheios. um pé no chão. bestiários. o diabo x quatro? Só porque uma coisa se assemelha a uma vizinha. eu. plano — deslocamento da reta sobre si mesma. que essa é mais recente. série de pontos. ah! A água mais mar não pediu nenhum naufrágio a transfalcar. Vamos fazer as pazes. volume — revolução de plano em torno de si mesmo: não pode abolir o ponto porque as duas transversais cruzadas para consurá-lo vão coincidir com ele. que é que está fazendo aqui esse bafistério num bestiário. 105) 2a lição: Cão mondrongo. cruz de retas. levantar a velas. hervários. consagrando-o para todo o sempre. um dia da caixa passa. petições de princípios. no u do seu cu. Se lembre e celebre. ainda por cima. Solução de continuidade. influenciar amigos. baixar as calças. Grupo. avulse-se! (p. em volta do altar. pedradirerê. no é do seu oboé. trazer ótimas novíssimas. tudo cheio. menos em todo o resto e. A ruína é um boteco. Vermes tremegustos. 106) . Minha encarnação anterior andou passando por cada uma que não me admira. seguidilhas e encontradiças. repetições de Eutrípio! Ponto. levar os canos. safado! Cão mondrongo. simples variantes de uma variedade maior: estamos falando de duas coisas diferentes sobre o mesmo assunto. cave-se e cavale-se! Chega de pensar. o mais provável é que todas as demais coisas se pareçam com ela ou é mais provável que as ditas coisas difiram muito dela? Falamos de ambas as coisas. quem. O bateboca ainda vá lá! Mas que fim levou os ricos estados. a talante sempre seu. disse alguma coisa? Mau grado seu. considere-se dúbio. outro dia de cabeça∗ dá cana. cheio! Insolência. a peste nos estádios cheios. bem ∗ ∗ 2a lição: outro dia de cachaça dá cana. devotos um do outro. iguais em tudo. a maré ricorgiteia-se. porém diferentes no modo de agir. vamos fazer alguma coisa. arquipélago de lugares comuns num mar manjado. já nasci cansadinho da silva! A ruína é um boteco.

pula a patrulha tapuia. fiquei abismado. silêncio. fé no taco. a catástrofe foi de amargar: com toda a sua mole. não exigem exegese: alvídrios assim. invade até se ver dele tomado. na maior bazófia da paróquia. venha. A quem se atreve. eu vinha. ladrão. que tal vir ver se eu estou aqui. quando a luz se revelar. falantes a seu talante latente. obviando as inconveniências de ter uma cabeça a pensar. é íntima e profundamente tocado pelo calor que do objeto se desprende e o percorre. de modo que de noite a gente vai para as essências. vá. Bola na cachola acolchoada de chocolate. para que. ladrão. ladrão.por isso muito mais prolixos ainda que sem os rasquícios de outrora: salvo conduto. indícios indecisos: dados a um dedo de acaso nas horas vagas. Glotro dicto. porque teve que tocá-lo no horror do ato de afastá-lo. que eu vou ali na esquina e já ∗ 2a lição: faraó farão! (p. Na hora em que repele o objeto de sua despredileção. engrupiu a gangue. me transformou em abismo. A noite foi feita para pensar. ora monólogo. ora comício. não adianta me aprecionar: se estou boiando é porque não estava no gibi. nem a tapa. aos brados. Ele dizia. na boca da caçapa. Bichos aproveitam o eclipse como enfarte para tirar uma pestana do olho do vizinho. eu ia. se adverte: cabeça nenhuma que o conceba. quer me fazer um favor. Talismã ou amuleto. nunca mais livre dele! Já que não me entende patavina de mim mesmo. quem estará mais vivinho? Os cães. pior que dar nó em pião de ló. pulula e tripula: um matusquela. alvissarassassin! Muito ou tudo? Tão teu o fulano que por ti tudo o que faz faroó∗ farão! Um aluvião vai de alívio. a prafrentália. saca? Tivemos uma conversinha a dois. que lhe passa. falsos. Meu método não falha. a máquina caminha. chamusca e machuca! É só me destropedaçar. contudo. Investigo-lhe o intestino. tipo matusalém. o delúvio vai de avalanche. ladrarão. 106) . personageia e patrocina a campana! Aos trambiques e barricas. resenha e contra-resenha. ô trepanado! Cada giro esconde um riso. acinte porém despácio. Sem deixar de estraçalhar traço nos desleixados restos. a comichão do cochicho.

também não quer vir? Então. quando mais se assemelha. considerava-se constante! Meu narcisismo anarquiza ∗ ∗ 2a lição: e mal vos demasias! (p. então não adianta tentar entender em cima da hora. dando prosseguimento à infelicidade que os persegue. Em desacordo com suas possessões. um sem-número de vezes. pior identifica e assimila. A cara não ajuda e acarreta sáurios prejuízos aos propósitos da expansão lídia. por acaso. albalançar seus coretos. poderíamos docemente comentar seus defeitos. Tal qual são os demais. nada vai ser menor que os teus arredores.volto. dado o adiantado alucinado da mesma que só vai parar daqui a um século. preceitua antes de saber qual é a tua. e procurar refúgio num desses labirintos que vêm vindo aí com cara de poucos amigos: neste! Eu. 107) 2a lição: valem os desvão dos meandros (p. contanto que o tocante lhe esfregasse bastante no continente. — pelos ladrões dos quatro avós mais onze avos! Perdões reservo mil aos menores que eu mas desculpa já é serventia da laia. e essa. Brutamontes. — o que valem os desvios∗ dos meandros nos desmandos dessas horas. quero dar relevo ao que salientei. por exemplo. Por que é que iria reclamar? Não estou te dando só o que há de melhor em matéria de mim? A questão já está metodologicamente mal feita. cacatua? Desde o imediato instante em diante. esfarrapada que se apresente. está com cara de quê? Fechou a janela? Não importa. te avisei. no heureca mais levado da américa. Uma efígie entrou numa fria eclipse egípcia. tão bem que mal e mal vos demasiais∗! Rudimentos. Queria estar agora na casa japonesa. Ah. viu passar uma alusão. devidamente como cumpre. Em que pese a barra. não reclame. O único subterfúgio é não se deixar envolver. e finge. viu? Comporte-se. fiquei na mesma semente de sempre. não há igualha que se me lhe compare! Vê se desanima essa demasia. Atlântico portando a efeito uma onda careca. Enquanto nossos amigos se afastam. 107) . um alasão montado num alemão? Axt/yx=y! Observa o avesso e o atravessa. não queria? E isso aqui. Onde a milícia melhor se domicilia.

quando será coroado. chefe.a alta conta.. invisite aguda. consinto. bis! Só há salto do quantitativo para o qualitativo em projeções regidas pela aceleração tirânica de uma média geométrica! Salta uma alfafa para cima deste analfabeto. onde em pleno gesto escorre o raio que o fulmina. reconheci. Babel. Se nossas épocas coincidirem. paga-se regiamente. instalando-se na condição do mais incorrigível de seus aspectos! Naufragar com elegância. Ensimesmíssimo. O mito cristão da morte repentinamente arrependida.. Pratiquei com ele. prêmio de serviços inadiáveis. intercederei por vós lá do céu.. se demorasse um pouco mais para você sair detrás dessas superfícies. chacoalha a cabeça: se persistem. nossas conversas serão contínuas. Me acusaram da minha vida. Precisa-se de um poliglota. vejo como é e estou aqui amanhã ao meio-dia sem falta para dizer como é que se mata. Agora só falta batizar de Baltasar o rei desta Babel. eu ia acabar sonhando que despariçou! A qual notávamos. um anular na maxila. Vou ali. senão erra! Quando está certo. comigo conjecturando: procurei. Interrompemos nossa programação para dar margem a um apelo. e a criatura fica parecida com a caricatura. faça uma idéia. até os limites extremos de sua incompetência. E bem verdade que. Dou uma chegada na vida. Vê se não erra. inevitável numa empresa dessa envergadura! O defunto desincumbe-se num selavi fedorento qualquer! Quando chegam tais pensamentos. administrando . eu abuso. não sei se frutos das folhas ou máquinas autômatas. o bem e o mal tiram o par de ímpar. O giz risca um xis.. de acimassábado! Um polegar dá conta de um médio-endez e. Dizer que não consigo deixá-las de acordo! Se já sem colaboração. capitão! Partam sossegados. Vê. elevada estima e grande monta de consideração: uns catiripapos. Agora é que são elas. e apontou para o alto. conte de novo só para ver se um erro não voltou sorrateiro adentrando sem ser visto as dependências da série. profundamente consternados: fosse uma cobra já tinha te amordaçado! Vê se não era. para desdouro do meu desdém. Antes não eram. crianças e senhoras primeiro! Adeus. urgente. me suicido e já volto. pelo mínimo.

o malacabado sucedâneo do bem sucedido∗. é Occam (p. Quem lhe garantiu que do lado de cá ia haver o que se esperava do lado de lá! Cortá-la! e com ela a cabeça que abre a porta. desafogo. Esse é meu desaforo caseiro. Lotado. Não exageremos: uma hipérbole — comunique as distâncias a que se acha deste apelo. não tem problema de vergonha para fazer cerimônia∗. pelo qual os símbolos funerários do seu féretro começarão a se beneficiar dos milagres da ascenção. sem outro querer que não este. Compareceram em pessoa. O ímã de tua presença mete a ferros todas as minhas atenções. Fichinha essa convixão em comparação com o que eu sinto. O monólogo é monótono e a maioria só tem a ganhar permanecendo silenciosa. Em boas mãos entreguei meus pontos. que sempre quero cada vez com mais nitidez. come com a gente. sem ninguém pedir.fatalidades. Crio à moda da casa. Favelando que a gente vai se entendendo. Batalha de guardanapos: moxarifado de almorabixaba. Sem ninguém mandar. Diria mesmo que. 109) 2a lição: para fazer cerimônha. segundo a oitiva que fui o primeiro a oitavar. um pé-de-chinelo dava murro em ponta de faca: aplaudem até a morte o zé se fazendo? Das galanterias de libré em ∗ ∗ 2a lição: bem sucedito. (p. cascataracterex! Planeja mas não chateia. fugiram em massa. é Occam ou não é? Lei da maior curtida: a oferta melhor contida na menor quantia cortada em duas cartadas desesperdaçadas! Apresentandose o assassino. Dá impressão. sem ninguém sugerir. Uma milha não humilha. Fecho os olhos e tenho cá comigo minha pequena sessão privada de tortura masturbatória. Todo preço será posto. a carótida que a escolta e. 109) . Cancelaram tudo. 2 x 8 = vide verso! Lá onde o céu é pregado com tabuinhas da lei do cão. Contrasta. Quem passa debaixo de uma escada contrai o azar muito exato das escadas: sempre levarão para baixo e estará sempre subindo sem descanço até a exaustão e o desenlace. todo pressuposto será presunto. no tempo em que se amarrava o próprio com salamaleques. dorme por aí. palavra que não precisa dizer.

cortando um cone nas imagens e elementos de sua diferença. hoje dupla caipira. zum! Dá uma beijoca na botija. Ele. O exterior é anterior.. metodologia para chegar em mim. Mudou de cor? Corou? Fez-se eco de um coral de camaleões beneditinos? Mande os falcões subir que eu mando os mosquitos abaixarem a cabeça. quando o recife arrefece: a grande paz o guarde livre de todo alarme. terra às costas. água à vista. não tardo em me congratular com meus parcos recursos parlamentares. uma boqueira no objeto: é fogo na cumbuca. espaços entre aquele que fala e a pessoa com quem fala. só para ver comovamos contar os pêlos dos nós dos dedos pelos nossos docescaedros! Já? Haja já para fazer jus. dou uma de artista e agarro às avessas. o vertebrado se desqualifica e se disentigra. o mesmo molesto a esmo das moscas sobre as lesmas destes ermos a eito. que você. a dor desequilibra para a frente. deu-se o achacado por desenchaveado? Conheço o faniquito pela finta. a terceira parte da trindade. Abstêmio de gente como essa. de tanto ajustar. E a belezura aqui na balança pesa a zero seus secos e babados? Se acasala desbragadamente no acavalamento acotovelado do meu agasalho. em respeito ao silêncio de um minuto. Como o pau na água parece partido. soterrado. Que tal a azia que profanou o .. triplaflora-se! E todo um nunca que se vai do duradouro ao vindeiro. Puxa corda. O que é que você vai ser agora que já disseram o que vai ser de você? Vai me desde culpar até desescutar. Um cachorro choco desencarrilha o canino chorrilho de impropérios noturnos. Deu o achado por perdido. não se pode interromper o tratamento. náufrago na ilha inundada.galerias bem sacadas até as galeras de galé! Nas crises complicadas. O funâmbulo oniropatético abre um sulco nas curvas da corda bamba. hein? Metodologia para se comunicar comigo. Aparleça mais agraúde. Puxa! Puxa. que aquelas são mais velhas. posterior é o interior. mas nem por isso vamos ficar com esse ar de riso mofado pelas pegadas em que caímos em vez de sairmos logo para o pau entre as coisas e as idéias. mete a mão na baiúca de canjica. tapa o buraco com um toco. graças às graçolas de quaisquer pretextos.

nada mais vos prende aqui. lugar dos peidos prediletos dos cães nos arcanos da caça. Primeira mão: seio caído. Bacalhaus comendo vagalhões por vagalumes nos arrastam para trás. Temos que ficar separados por um abismo e meio de caveiras. que falta já faria? Se o que eu disse não contribuiu com donativos à nobre causa de eu ser melhor entendido. quibebe em escabeche de toupinambaoults! Que não se prendiam a tratados: hoje aqui. pernósticos que vivem graças a prejudicar um mato muito mal agradescido. não haveria os sublimes seres como eu que maquinam o contrário! Mais carinho. Tropecei no que tinha ficado para trás. até desvirtuar os adventos da fortuna. já não há mais deixá-lo para trás nos anais da fama. o mal que nos devidos limites fazem aos casos vindouros! Os tributos anuais lhes pesavam na economia. ao sabor do alcance de quaisquer bananas: o mestre de cerimônias das vigílias cívicas e instrutor de todos os sentinelas da cidade cai duro para a frente. cheira a casca. acidentes terrenos. formas e graus do mesmo fasto. Vai ter reviravolta: os próceres. no seguinte: a saber. quando recebeu em pleno muxoxo da bochecha um compratento sob a forma canhota de um esculacho com a munheca. aversões à antecipação dos fatos. vou botar à prova o gosto de ser a única coisa que existe. Será que estamos tratando bem do couro das bonecas? Tudo faz supor que nada subsiste além de um certo tempo que pode ser tão longo como qualquer eternidade vulgar. prometendo um pé por cada mão dos passantes.bem-estar. ossos. Insígnias inéditas! Insídia e assédio. vazios diagolais. Pudessem. Isso te basta? Um dia. A Panônia. uma flecha na espinha. e na consciência? Fôssemos só os cagadores da merda mais clara neste âmbito sublunar. mas o silêncio já estava começando a incomodar. a todo o pano! Chancela e depois cancela: isso cansa. Pasmava ainda. diferenças por tirar. palavra. faltas ao encontro. trata-se do mundo. amanhã esqueci. irremediavelmente conversados! O que não prova nada. bico sem saída: última demão. nem bem estava. Comeu ananás. uma máquina cuja peça principal é minha cabeça! Entre um . vontades férreas magnetizadas pelo destino.

pancada dada com o não! Nassau assobia. uma aléia de interrogações. logo tudo passa. abarábebé! Num abrefecha dolhos. Senhor que está fazendo cartesices com o chapéu alheio? Um aí na porta quer falar consigo. cotoveladas. hábito que contraiu enquanto chupava cana. restringe-se às devidas dimensões dos semblantes. achado não é roubado. para matar o bicho. Está bem. não isento de futuros aborrecimentos. testadas.então e outro entrão. assim como lamentavelmente nenhuma à procura de um bicho. termos seus: suspeitas que a certeza traz atravessadas na garganta. não dos caroços. despreocupa-me! Que espécie de lugar é este que nos pergunta onde estamos? Ainda se arroga? Colabore se . Agora é até o cordão biliscar. isto é dez vezes menos que o tempo levado num upa! As aparências sãs e salvas. Eu no fundo sou um cara confuso. não imune. Quanto ao chapéu. Está por cima da carne seca. a leviandade. tive que virar isso. mas muito bem assessorada pela comitiva de infortúnios cuja resenha resultaria enfadonha! Até o A nunca mais ver B! O viático longitudinal passa pelas platitudes de um breviário. pernadas. não da carniça. ver-lhes os dons reduzidos a uma esquisitice será sua sentença! Perante o passado. tem sete sem nenhuma. mas não dos ossos. mas como fedia! Chamo às falas ou mando às favas. A hora quer parar com seu ensimesmamento. Errando é que se vai enredando: tanta desgraça não podia vir sozinha. uma linha feita de infinitos pontos de exclamação. revirar os desavenços. o ilustre decide. lá onde a bota de judas pisou na bosta do judeu errante. a inconseqüência. mande-o falar comigo. e só depois o couro do tamborim. como um suicida contumaz. coxa de emboaba. o profeta e o futuro. pegadas. posso lhe fornecer um salvoconduto de duzentos alamiréis: num ai. negócio escuso tramado lá em casa. os arbítrios do sentir que nenhuma circunstância atenuante degrada a ícone e quincidência de suas laias! Se passou ou fico. Para cada bicho de sete cabeças. à cata de uma catana para se cutucar! Morreu em odor de santidade. A sensatez já tem seus donos. patadas. culminando em um nada.

Ganhar terreno é pão meu de todo dia cada. o modo vândalo. soluços. seiscentistas como nós. resistir. sendo B a diagonal. Contemporâncias condecorâneas. cotada à base do zero. faça o favor — e a farsa fez-se de não vir tão óbvia. 112) . desmedi-me. caso não extraia por bem confissão que satisfaça a sede de vingança da opinião pública! Incompossibilidade: posso ser eu se. com a ressã e ressalva de um erro sem procedência: atribuírem-me a eternidade que bondosamente me ofereceram alto na bandeja e palidamente declinei como de todo indigno de bem tão discutível. similia omnibus curantur! O desáspetro ∗ 2a lição: queimado etapas (p. por que me abandonam? Já não sou mais aquele de quem os litocardíacos disseram amenidades e os melicárdios buscavam feito antídoto. que guarda até o preço dos ovos. o que me desautorizaria a pretender algo além de uma remota letra A. e somente se. curtindo o báratro de uma dízima periódica. desdobrar-me em evidências. me dispus a abusos. A — uma incógnita dia e noite disfarçada em primo princípio de um bom número. o lugar A B C. queimando∗ etapas e pestanas. tal humor me subiu às abecedeiras. a voz da pipoca ao exflorir. no mais profundo calão. não posso ser o que quiserem. insultos. Occam. a modalidade do estar que consiste em justapor seres pelo menos compatíveis quanto à tolerância de uma proximidade mútua. tive uma coisa: me despi de rebuços. pela própria memória individual.quer ir longe. pântano de mercúrio onde o C se desperdista como batráquio que é. — no fundo. me despejei de bruços. prosempompeio em altos impropérios. sesmarias em iminência de ficarem vacantes face à extinção da casa nassávia! Mil são outros quinhentos. — que digo?. irmanando-os em fossa comum. sinais dos tempos! Qual não foi meu espanto que fez memorandíssimo um sucesso então indetectível pela história. prenda pedestre e cotidiana. Abraça vastíssimos desígnios. Quando virei? Quando Artyxewsky disse: dona Varsóvia. vir outro eu ser para mim o que para ele serei. palpitações do coração há muito pacificado cf. Durei aqui. coaxando: Occam. posso ser com ele cf. Occam.

meio borguinhão e helvécio e meio. dúbio vaticinar-lhes cabo próximo ou menoscabo vindouro. e incertas as coisas quanto ao sucessor no pétreo trono. não mais que o contacto do desvio lutério. ou Clomíster. cresceu e educou-se Gerônimo a Gódio. A quadrilha internacional comprende ainda um húngaro por nome Áran Miczeles. referem unânimes alguns dignatários de crédito. Os povos aqueles. poupando-os do doloroso dever de murmurar. o que não faziam senão muito mal grado seu. A julgar pelo denodo catequético do apostolado deste onde não se tem salvaguardado mangas a arregaçar nem primores a façanhar em báquica opulência de elóquio. de nação não especificada. Neste ambiente. acabou a inana de Lorena na pessoa de Armando o Bastardo. se avivam os germes da heresia hibernante. Com ele. como atestam as atas do seu martírio. herdeiros dos erros albigenses que uma cruzada não deu para erradicar mas tão só lhe aparara os rebentos mais manifestos à malfadada árvore. que se propõe às gentes na condição de terceiro entre si e o além. congregou um cenáculo de doze na Morávia e teria sido executado impenitente e blasfemo como viveu no recentíssimo auto-de-fé em Valadolid. começa a epidemia dos deslumbrados que hoje tem aqui em Cristoff seu mais contagiante transmissor. e cujo aspecto abre pé-de-briga a controvérsias entre os melhores fisionomistas do velho mundo: dele só se sabe se evidenciou na Toscana. por onde quer que grasse o morbo do seu verbo! Um francês. em desgraça desde os reveses perante os huguenotes de Provença. fabricador de milagres em praça pública. o novo pontífice gloriosamente reinante Sisto III Montanelli tinha sido secretário quando infante e comparsa de intrigas dos Condé. guindado à sumidade de árbitro das deselegâncias. derradeiro da estirpe. o trio não estaria cabal sem o concurso de um misterioso Colimeaster. cf.invetera: morto papa Calixto IX Corsini. assim trabalhados por toda casta de infortúnios que só esperavam um senhor para lhes mandar dobrar a língua. mas não destituído de predicados que o remetiam a mais excelso destino. Até . embora liça presumi-lo apátrida. de demônio possesso.

MDCXLIII. contentou-se com a fantasia de um principato irreconhecível a um palmo diante do nariz! Sombras destituídas de contrastes. Assim como não é presumível que os poderes assistissem de braços cruzados a tantos excessos. transitassem incólumes através do fogo que atearam eles mesmos. entre aqueles. verdadeiro foi este. não tendo tido a sorte do epígono ora presente. sob nossas barbas. canoniza-se e perpetua suas imunidades. o ridículo palpável disso. Os que só desesperaram.aqui. se exprime um relator destas efemérides. por exemplo. cf. porque antes tiveram noção de um Senhor tão isento e maior que tomaria o próprio desespero como oblação plena aos malabarismos de sua providência caprichosa. certo? Vou acontecendo. que dia mais semana a menos. desdouros e dissabores arrevindouros. Defasam-na como lhes convém. que vieram sendo e o irão enquanto possibilidades de virar a mero o quanto tinham de . assim não devia ser possível que seus empreiteiros. enquanto os recursos locais os fossem proporcionando às suas vitualhas e vitórias. formas! Toda desáspora cerca seus messias: confere. Dançou o passador que vinha dando início ao abastecimento deste ermo. emancipado dos manes que a ele lhe vinham ressurrescendo. — ressuscitaria! Raridade corriqueira — e cartão de visita — entre profetas sofistas. almas. Nem faltou entre os celerados quem tumultua o vulgo com anúncios de desaventuras aparelhadas pelo céu. enceta outras insídias. não interrompendo que estou acompanhando. a um passo do abismo! Pontifica. não vamos nós arreferecendo. haec calamitate expianda. não fazendo poucocaso de quem tanto desfez em prol de mim: perdesse terreno perante a avalanche de despropósitos. a compensação da lei. ora. no intertrento. conjecturas. Ide escorraçando esses intérpretes enquanto Occam. mas conforme teoria a que falta sanção pragmática. os cautos encaram com sumo ceticismo as novas do seu regresso em Flandres: Occam I o Outro a quem aprouve servir-se deste nome para engodar uns e nós embora o primeiro. mas onde é que nós estamos? Franstártica. para evitar aborrecimentos.

tarde chegava aquele já! Vier a acontecer. Paz? Vai haver. Henrique-se! O egrégio dolo. irão aprazendo assim que estejermos prospiratas: vou carecendo de condições mínimas de estabilidade. uma alavanca ao alcance de todos os calcanhares. Assim foi. o fá da glote com as escabrosidades bemóis do fagote! Soa um apitite. de amargar. afã para o fá. mijando de porta aberta? Destílogos perderam-se na mudança. entornar caldo. ficou de parecer. né? De nós dois. mas ele. nós estamos. não. permana aqui. Veio me estarrecendo o abuso mais assíduo entre os bandos destas platibandas: coisa não condiz. a gema do ovo. vós é que nois e eu que sou nido? Por cópia presta e pronto pretexto. vamos aparecer. Aura zeferina. da caravana não se escarapinha nem um cavanhaque! Saque nulo: não tem me chegue que não me mate. etc. metálogos: fica o nodo górdico pelo pólo nosso nos pórticos do golfo pérsico! Eles. Um portento me erraptou. atanásio. santinácio e outros companheiros de apanágio! Neste aperto. não reclamem! Devagar vou estabelecendo meus recordes. isto seja bem um quisto: aparecer como venho fazendo em um tiritar nem um porquê. pedra de lascar. ninguém me sinegura! Começando o escuro a ser. me deixando aqui fora: bolo de gosma. ó partisão do parmesão! Angaria mais saber civil. o acorde do povo. ensimesmando-nos. desnortear gato. nunca mais . Calma. zendavestal nos meus cachos. versão animal daquele princípio que mais não podia ser taxativo: tatu que só sabe um tabique. Sentir que vai acontecer. de cuidados extras uma desatenção que ninguém deixou de cometer muito longe nos alhures. ó permanecênides em geléia. Com a casa cheia. o tom de morte! Onde ouvi-lo aqui? Onde ouvi-lo aqui. Já ia esquecer mas vai esquecer em outro olvidrório! Viesse permanecer. eu. irmã gêmea da menina do olho. e quando vimos mais uma manhã trascurva. o Artífice de cortesias a chapéu alienado! O tumor entorpece e o torpor entumesce. Tendo aparecido.especial. o melhor lugar para tal prática: as coisas não vêm oferecendo condições de jogo. de enternecer pedras. foi-nos aperitivo um espantacibo. bom de lidar. prevenido prevalece sobre ingênuo.

— com que sempre consegue o que pretende. três vai um. galinheiro exposto aos despautérios de quantas toupeiras se fizerem necessárias: alárminas! . por exemplo. pura questão de dióptrica. carum-cham-no! O canto dessas aves cantando de qualquer jeito. como quem se encarrega de sonhar a regra do dia. algarismo se recobrando do abismo. sigao e virgulem-lhe os menos movimentos entre seus frêmitos: é suspeito de ter negociações entaboladas com o zero. mesmo se bem se camufla. Estou ficando sábio de novo. trisulque o sólito. Meu pensamento envolve-se este mato na esponja de um abraço. A que ponto chegou a veia que mais corcoveia. que discernimento o segrega das caretices com que insiste em se apresentar. serve ou está difícil e não pode ser. esse canto simula o lacro do desabar de algo ou os cantos desabam no desarvorar? Ao que pensa bem. portento químico. lhe bastam seus constos: o mundo. Do grude se extrai a cola.dextrimina de escurecer: saco seja mala. para gáudio de ávidos. bifurca e se disturba. Tristis unitas. oito vezes mais forte. matéria e mistério primo do glúten. excessão que o corpo segrega e cegonha. — passe de mágica egípcia. consulta o metabolismo e — devendo se distinguir dos disfarces com que se confunde. constrói em volta seus malabarbáries tessalonicenses. decide-se a bancarrotar! Xingo o guincho: abaca-te! Com esses andraginosos desademanes. salve-me ou me valse? A trindade. a troglo dita! Antro? Unaltro. e meu pensamento. é só título que se conserva! Minuluscufúsculo! Onde o lustro fosco busca. O amor de si e o ensimesmamento que se lhe segue aí introduz a discórdia no seio da trindade. batavo roxo — o barato até debaixo dágua! A águia acéfala cacareja em Haia. elas que tão bem o protegiam das atenções por trás de uma barreira apenas de ilusões? Transfigura-se num amplo riso de crocodilo. unica Trinitas! Zarábatana. Lazurento! Quenquerqueira nos guarde de que se dumquerque! Lospessostesso! Achei um álibi nesta aleluia: o mais hábil em álibi não saberia estar mais a leste de lhures ou lhufas. Narciso: desapareci do para si por algum tempo movido a formas superiores de que minhas forças.

só um lado do polígono. (p. Olha em volta e se vê a gravata o enforcando entre as paredes azulmarinhas. agora e sempre? Precisa deixar de ser feliz se quiser viver mais. só um aspecto do problema. procela de todo lume falto. Açores dança entre archotes. A superfície angaria fundos: pernaltes! O que é que está acontecendo aqui. Para expremer o que símbolo. Parinambuca refaz e rarefaz a amargura das amnésias. compulsa lupas. Ab aplusbetis! Tacape de meia pataca. Apenas ondas oriundas de Órion a tresmilhar a tessitura do augusto sidéreo podem dar luz à vontade e à luz a verdade! A vastidão salgada faz a doçura dos açúcares. a zoeira em vista. qualidades segundas. talismãs na glande pineal. 116) . lampsus linguaticus: ração diária. Cristóforos aos lestrigões! Pescando em águas catalinas. pôs a alma na zona — as catalumbas! Sic et ut llion! Trata a terra a fogo e ferro. patakov phareyna! Nada único nesta experiência universal da multiplasticidade: por si só — só se for a ser mais que este sim! Nuances quais se nuam por todos os quatros lados nunca iguais ou quanto mais: Exatlas! Ninfa em salmoura de água salobra. prefiso resgotar meu súsio da merúmia em que o sesforcofagam! Canárias cantando. que foram atrás das águas e a língua o regato lhes comeu como se pisando por lebres! E ele de vigia. se afogam nas últimas áreas do pélago num copo. as espadas bem temperadas com espécimes da Bahia! A meta em cena. alimento sem substância. e no paredão escrito perdão. santelmo? De baldes o oceano está cheio. preferi engoli-las.Distraídos pela amargura das ruas. pista∗ em cima. isto é. Não há palavras: a perdê-las. nanto sabem quanto têm! Não dá final sem sim: rumo ao muro. trocando o bom senso tão bem distribuído no reino por especiarias periféricas. Modus vivendi sicut alter qualiscumque. Presta fogo. batata saporema e água salobra. E ele ∗ 2a lição: pisa em cima. banhos maria! Donde vem este desejo de conhecer senão da incapacidade de sermos tudo o que bem quisermos? Pulsa lápis. Açúcar. consulta as lousas. Cada navio do reino pimenta olhos canários da terra. revista semaneira. E ele de luto. sem quê! Abrestração do gosto.

Aos seus não sai quem degenera: tudo repercussões daqui aos fluxos do firmamento. olha o troco! Pudéramos ir não interrompendo adiante. — me poupa de minúcias. nobis plusultrat! A fisga me belisca. um sou? Tu a prencher-lhe lacuna ao eu. o principal interessado dá de úmbrias: o rei cíprico não deixa por mais. Nox. o sapo salta num! Bom de achar isso é S. para menoscabo de terceiros. Momento: no exato que o descobre. onze avos e outros gustavos: omnia vaga. só vendo as interpolias que aprontava quando ninguém estava olhando de repente ou de soslaio. Hermes Trimegisto. Como o sei? Ora. vana. Allons. avesso de minha irremediável temporalidade. lógico e infere-se nos trabalhos da comunicação que sendo comercial a consciência. após umbigadas contra barricadas e espingardas carregadas desde o começo até a boca: permita-me observar que a bonécula está que é . o conjunto das consciências engendrasse seu desalhures. a agulha maluca: miximáxina dos macrodismos. Só com outras consciências retroagindo existe a impostura do eu. barriga já dando horas para que a tirem da miseria humanae conditionis. vulgivaga. Me isenta de pormenores. jamais seria algo assim como um herói: nunca fazia o que mandavam. irradiando nobreza por todos os pólos. Cristovam os lombos de todos os grilhermes. desde que está assim. Quando vier com esse tique. que demais tentarmos. falou. valeu! Salta uma cruz a capricho aqui para o cristo neste capricórnio! Velho poço. tudo isso continua aquilo tudo! Isto era um bom menino. summa nostri temporis disputationes! Se nossos superiores disseram que o espelho gera a trindade. Mesmo assim. quibusdamque Deum rebus! Numa infração de segundos. falta água. por que esquecer que num passado muito mais remoto tentamos fazer o mesmo? Como pode haver mais de um deus se sou só um eu. o bicho mais chato que o feijão preto da terra santa já criou. invertebrada substância vocálica: sua eternidade.de baldes: terra fátua. não tem dado outra. retribui o dom dos gregos com alguma simetria. com dedalicadência me fiscaliza: faço fiúza e perco barriga. o truque é baixar-lhe o cacoete.

em convencimento. desabordem! Desordem. Praguejem-me com oitocentos caracóis. fluir. mas o pretérito é sempre se multando. não nesta grandeza! Ab ordine recondita ad origine restituta? Sabe que não sei? Tive a expressão mais completa da impressão. luzir. tentando hipócrita granjear simpatias com mostras de devoção às línguas mortas. deslua-se esse arabispo. uma diábase através de séries protéticas. pelas barbas possuidônicas. O mundo não deixe pensar que soubemos de tudo: doutrarte. manifesta que se trata de um impostor despistando com latim. quero me alistar: para cá. sempre é assim. ou um coletor de impostos cobrando o lixo e taxando até os restos de nossos deixames: a referência é cristalina. primeiro em pensar que não estamos indo bem ao encontro um do outro no nosso relacionamento. visto para ser. o por não vir continua acolado. explanja um transferômeno no perímetro.uma libélula de madrepérola! Assim que for. E sempre assim. assinala mas não assassim. é só tu que voa. Cada ramo — afecto às quatro manias da lua. o onividência e a oniciência desarmadas. o crivo de perguntas não nos deixaria prosseguir com a . Pensar me deixe que estou exatamente nesse teu ali e saber que não estás tão minha neste aquizinho. horresco referens. Juntos vamos ficar sabendo ao tempo mesmo do evento: sempre tem um que sabe o que se passa. o assim de sempre! Visto sob o ângulo esquerdo do travessão — Occam. os três! Sabem que soube? Isso é o que pensam? Penso que isso não sabem. uma hipótese sincopa. Eu: o último sabedouro. sempre alguém que pensa saber mais e esquece o principal. embora. solte o abracabresto e saiam com a onipotência. um princípio de justiça. para lá. pensado não. Vence mas não recompensa. represa mas não representa. Em alguém tão longe como posso pensar tanto mas talvez assim foi o melhor: de perto ou lado a lado pensaria menos em quem ali estivesse. só penso em ti. agüento mas não garanto! Ida de noite e volta do dia. pela alma do elemento água. comenta mas não acomete. refletir e fazer uma fezinha numa trindade qualquer a desfolhar o tema batido da distância. deduz mas não dá um dedo de luz.

embora atualmente faça um sol tudo o que dele se espera: primórdios. esmam erre a erre. o pau vai a pique: de pequenino me torceram o pepino. emboscadas tártaras. caixas pandóricas. Lá se foi projetando-se afundando na água dizendo hein a cada bolha atrás da última. Janus tricéfalo a me antepassar. ataques de corsários. Não consigo despregar o olho. e começo a falar bobagem e o que é mais. meus pensamentos te trouxessem até a mim!. sozinho! — como se já não bastasse o estado em que me tem a postos tempos e tempos. às custas dos seus arredores. por atrax deste ponto.sorte que até aqui nos bafejou de fumos de vaidade. paradoxos suspeitos. que não passo de oficial da Companhia. o extrabismo não se cansa de contemplar o exibicionismo. esmagam. saiba-me interesseiro em tudo que te diz: respeito! Caso contrário: que fazer quando em noite longa já pensei todos os teus teus. me lembra. Passa pelo teste de Salomão: mãozinhas para cá em cima. wirkt erregeln! . e de lado que já foi embora! O resto saiba. um nó a código omisso. amém de Sá! Como se para com seus parceleiros. Não gostas de restos. mesmo íntima. um abaixa-aqui. apatias peripatétricas e das inarredáveis prolixidades preliminares! Já que outra coisa não faço que penetrar a adiante dentro donde estás sendo pensada a fundo. joão tão ninguém que desvia da chuva. Puxa dos sacos que estão por cima do açúcar. exerce neles o dever do guarda onde é que já civil! Esmigalham. e terei muito menos prazer em estuprá-la! Fulcro da fibra mais firme e filtro da fábrica mais conforme. perninhas que para lá vos quero — /\/\/\(. Manda que eu pense numa parte muito tua. à velia e revelia de mim ciente. parece que foi hoje. Aqui passou o pente fino.)/\/\/\! Da Babilonha à Catalunha — nem mais um passo! Desta cláusula saio por porta secreta. nenhum lourenço para assobiar o narciso. do qual ai. levanta lá. um saco górdio. É fichinha comparado: cheguei aqui. calças na mão segurando pandorga em plena atividade. Do ser a não ser que. quando está de frente parece de lado. Fosse ímã e tu vontade férrea. um abacaxi! No cala-te a boca e pernas para que vos quero. precipitações pindáricas.

filho de Henrique o Tagarela e Mãe Joana a Língua de Trapo e neto de Benedito o Cujo! Quem pacifica esse ponto? Anarquiso Narciso. Alteza. Fugiram anaquilíneos e fazem fila em frente os indigestantes. trinado enquadrado em compasso binário. chinelopoliso. cuidado a viga. num repitáfio: Guilherme o Taciturno. O arenque. a esteia. reinando na calmaria que atraiu a cavalaria para esta sesmaria! Caquicutuba! Aqui a turma maltrata. todo mundo a meio soldo. cavaleiro fantasma. enredeios e descartes. Passagem secreta pela janela indiscreta. quantos giraus? Diu suprimendi causa. o conto real estocado em vésperas da alta valera dez vezes mais que essas patacas de meia tigela. jogam possessivos. juro que não conosco. inversões com a onzena no baixo. (p. já vai levando o troco. o vigia não tem mais onde pôr os olhos senão conosco. interesses dispersos. Gatilho relâmpago. a boca e o bípede genuflexo.Um rosnado cheio de mesuras. investidores investigando. pela luz que lá em cima nos alumiou. designam vítimas. a turbamulta por um zás-tris tumul é a tua! Retrógrados. águas furtadas a meio tijolo. O pique. assim não ingrassaemos em Praga a tempo de desvendar a defenestração impedir o trânsito e interromper a metamorfose. poupe-me o vexame. uma esguelha com mais de trezentos e sessenta graus. O soslaio apanhou a surpresa de supetão em riste. conosco o tranco é outro: deu aqui. com tudo que dentro enceleram. vê lá o que faz. Amordenta o usufruto. apontam com uma seta os lugares que pretendem ocupar com sua ruptilácea. O baque. polichinês.. com um óculos de fazer o olhar parar LÁ LONGE! ∗ 2a lição: em represília ao contemplágio. em represália∗ ao contemplágio. plus permitendum! Respia o ar com visível esforço. peripáticos e precursores. O crivo não passa. 120) . a ejaculação precoce e o enterro prematuro. O aindeiro que quase os aquis e jás do enfinistério se pelo menos gewirwissem o suficiente! O que tanto se progunça? Por aqui.. meio mundo a solto. Raro narro. iniciativas recém-natifeitas! O protodueto entupiu: o vento leva de aval. A papirossa só por crivo passa. número sensação. manifestação monstro. indicam tempo quente.

a eternidade para sanar e salvar os encurralados recupera as energias perdidas em sinecuras e negócios de escusas simonias. ó compota descomposta! Polenta por três dias para se matarem vivos. regresso. auf. o mundo e o lugar comum ao tempo e ao espaço! Chega a tempo. deve estalar em cima de qualquer hora. Multiplicam-se as ocasiões pelos périglos das almas. não pode ser: mete os pés pelo ponésio e é de desfazer as próprias com as mãos! Posto Occam. quem espinha-alamiré! Destornando Aparício o Transnorteado! Auf. majuldito parlare. descâmbio. papiraços e papiroças! Na volta. se caírem do chão não estão além. estão estourando. o rei ciclópico.O que não dissesse o olhar! Lágrima. esse não vai longe. nem mais uma ruga! Volta devagar olhando o rio. resistam até a últimônada: o columbário à luz de outras luzes emite em pombo-correio a cada pintacosta. não se muda de préstimo. Em terras homéricas. Para isso. Nunca viu tanto perga junta? Resprega posta! Inspeça propiça. vau no desvão do meiodesfio! Assim dá gosto de trabalhar a uma iguaria que nenhuma oculinária igualaria: só não me igua porque meu é diferente. os massagetas continuam sufragando em chão enxuto. muitos alfazeres com propósitos de picolíssima nenhuma: agalombre! Do lado de qual o mais difícil é estar. tanto quanto ou mais há menos. água aos dedais. Que espécie é estécias? Nó para lembrar de desatar em solo mais frígio. luteram cães! Golpe cacocatábico! Desaverbando a . zargunchem-no! Poucas leis têm vivido mais que aquela dizendo. passepas! Quando olham no entanto. apenas recesptáculos de simalucros. O espelho. o mesmo espesso presto. senão quem me desconfundam? Manilúpula o perpendículo e suas atransverstas. os cúmprices enfeixonam-se como por um resplógio! A retaguarda se retarda de propósito para levitar sem acidentes históricos ou geográficos de maior gravidade! Requintes do instinto! E isso por endês. os pertinenses seguem como acompanários as lembranças no destinadeiro. ficou revoltadíssimo de ver tudo revolvido. mais espalhafatoso ou mais espelho. não se exige um mais rente. auf. o mar. aqui estamos: foi por ali.

assim. dos meios da massa e da força da lei. quantos alcagüetes foram abatidos em plena figa a ti versa: se o excesso só por uma exceção se revela e se supera. franco não é. o amanhã. o dia da ira dos credores. que diria dos trânsfugas a braços com as insídias dos subterfúgios esconderígios? Conjuga um sistema arreverso. rentremos. assim. cultiva tudo que lhe tanja. de ajudar de malas prontas o custeio do processo. O revérbero: sístole do ser. Inventaram. 121). rebotalho. Manter as últimas conseqüências dentro dos justos limites! Imparódias em falsete: o limite aonde tende o hiato deixado pelas elipses cuja razão de ser sua função já cumpriu a contentamento. O profeta desembloqueia obscenos projetos. Missherr? É. O revérbero toma a forma que o torna um dilema equilátero. fuzarca absoluto. Cabeça etérea. Salto mortal em curva de segundo grau. espere o pior. foge da memória. diástole já produta de si própria pelo outro. o pulgatório entresai. de um jeito de molde a que se diga levantando meu nível: fui primeiro a descobrir a ∗ 2a lição: não tem nem termo (p. Futuro é juro? De barriga caturra. diferença. a cada outro através de diversos recursos. escória. assim! não é ilustre. o upa não passa por nenhum oásis. convida tudo que for angênico. carência insubsistente. não tem∗ termo de comparação. Atrás da orelha. e também acho: que soslaiavanço representeia um encontrovelo. os gnomos de Prestesjoão a cair sobre os pigmeus. refém morto sem deixar sósia. testis unus. o profirogeneta proxeneta — o porvir. cf. receba o péssimo. extremo onde se resolve voltar a ser normal. da pedra ao vapor. que virelógio abscondem. Trato-os de um jeito. Preço da obra? Por mim é milha e meia palmilhada. . miasma. o desconto. está fora dos alcances dos sentidos. deusmeus! Escoelha o mato donde não saiam. pretanhas edificantes. fênix ou vaca fria. é sério o caso. vim perguntando a um por nome.compramissa. Das últimas do ano para as primeiras do dia: o último ceano afia a água na pedra de amolar espelho. Uma ujura! Ponhamão na cabeça. milenar receita marrana. de ajustar as contas às costas. Houve um decréscimo na 3a lição. tronco fluido e membro sólido.

interferências oportunas. febo nas camélias. extrarrupções alibícolas. Num raio de dois olhares. antes me esquecem. Tales filosofia e catrapum! Quando acabar a dinastia desta geração. seu janeiro além do controle. não minimiza. melhor: profetiza o que o último da espécie proferirá. coisas replexas. Quem vive a favor da realidade? Se eu. mão de macaco na velha cumbuca! Nova cai a luva uma ova na boa cova guardalupa — a bola obra. fogo na canjica. o navio perdeu a ursa. quem não crer em farápulas.propulsão dos projéteis a vazio contínuo. prestígio e augúrio. moléstia que pôs fora de foco muitos dos melhores. o descortino dos novíssimos não te predispôs a adulterar utopíadas? O velho poço. de todo destino isento. as luz fresta em baixo da porta. o óbice cai como um óbolo no glóbulo das clemências suábias. ruínas maquinam malefícios abismam planícies. Sabe total. Óbvio e ubíquo. Quis al. Onde tudo é bruma. trocam o dia dos palermas por uma noite de alarmes! Falta fé nas trajetórias. à esculhambota — fermentários! Saturno. de cem uma cai nula. o ambíguo undícola transubstancia-se em heléboro. antepenáltima! Profeta anacrônico. fura bolos com o mindinho de mercúrio e mata piolhos a unha. mitridato. bizarras seqüelas. coisas novas. Não interrompendo. prostíduto não previsto nas parcélulas: o avesso do fasto consumado. sem ponto de referendum com as áreas precedentes. não subestima. bazar provendo quermesse. a indeterminação de certos limites e com licença da exatidão a santidade de solos até então classificados como meros flatos de voz. a salvo de incêndios. triaga. A direita — azimistas. ninguém mais profetizará tanto quanto se profetizava em idades mais propícias a essas prestidigitações malabares. nenhum lençol de fantasma para serenar meu gosto por esse tipo de espetáculo. seu centro estava ausente. não os tivesse tirado do esquecimento a que os votavam lendas e lendas. sicofanta do devir. empecilho ante o espelho. A margem de chances de ocorrência a uma certeza. diga agora o que vai ser. panacéia. báculo para a vastidão. atirando a primeira pedra! . aonde rumo? Aquendiospártia! Um encontrito dissipa oblíqua queda. o pai dos burros.

se faça em próis de diversatilidades. A guerra. boa ganância almoxarifem. um pouco de via. Fluxo. leis não se dividem como nós. à plebe claro. Per fide Bacchi! Bergulho. a lei da pior espécie: quanto.. A lei mesma . De nós depende só pensar a cabeça ou todo o resto. lago enxuto. Palavras entrecortadas por rompantes saídos da casa das máquinas dos eixos do eu! Me resigno a respirar fundos para China e para Abranches. celebra as glórias da lei nas galerias do céu! Que diferença faz se o crime não compulsa a lei do denominador minoritário? De qualquer forma. — o prazer ser! A calda louca coisa lenda. o ovo em flor. quem mantém a série infinita de pontos em linha reta? Duas leis sempre andam juntas quando não justapostas. um pouco de virtude. como diz o frão e o refrão não faz mais que refletir: o fim último da vida não ser a vitória. A outra era assim. favor. Estavam ali agorinha mesmo e ué. o olho novo rebentando. Céu. e se proserpina. Porque dela oriondo. todo núpcias! Prospera Prosérpina.Meu é meio nosso. mais cedo será um fenômeno. persignase: para bem da trindade. a beneficiada consolida a barafunda.. Uma rezava: dai-me hoje o que amanhã convenha. felízofo! Cena Sinarum. pedestralo! A lei da estabilidade das retas. caracolega! O real não realgiu... quanto maior o gênero. a lei de mais ninguém. o método leva uma prensa! A quem a baba lhes serve de adubo. esta é tua estátua! Nenhuma confusão. Nas nonas das . podrume te arcompanhe! Tranqüila trouxe a consciência perante estes tumultos. Sinto muito mas outras leis há e já passaram por aqui e revogaram todas as dispostas ao contrário! Visão beatífica: uma lei que já tinha todas em ti veio render uma revolução em trono do seu turso! Persigna-se. a cauda tão sensível que dão cordas de rebeca! Timbra em retinir. Peanha. três vezes bem depressa! A gema do ômega em botão. quando muito já se disse delas o suficiente para sabermos o bastante: uma canoniza e confirma a posição da outra. A lei é clara: quem dela se serve para que se converse. Breve o conflixo se intercabala entre leis. mesmíssimo próspimo: a praça é nossa sem hora marcada ao sol. Assim devorava Saturno seus filhos. Cursando os negócios.

Agite a cueca para o navio merdeiro que leva o lixo da Europa para cá! Nos coaram. 124) . porque porém por quem nos tem sido um verdadeiro guia? Luz. cifra tudo em melhorar: mentalidades mais poderosas sempre acreditaram na vaivolta das coisas. Brilha. velhos se agitam e filhos grisalhos? O peripatético perambula taciturno pelo parlamenturo. como os quais compactuo meus cacoetes! Palio o que posso. Fedelho metendo bedelho na guedelha esquelétrica. contamina (p.terças de novembro. boca só abertura para as lérias de sempre. ora. tiveram muito amor aos fados e fizeram por onde a próxima volta encontrar tudo mudado. deu a endireitada no alto e uma invertida no baixo. monstro. a presa não vem tão cedo às pinças do caranguejo! Quanta celeritas ad se movendo requirit? Suas credenciais! Asseveras ou pilherias? Meu canhão em rincão! Caricatura dos desertos onde o chacal late. contamina. O psicopompos. do búzio sai um ut com meia dúzia. Se rerefaz∗. não se recupera e se propaga. Gentios exaram páginas. Pacto? Capto! Homem. em covas rasas cobertas com tábulas improvisadas e prematuras — os etruscos. Por minha fé-d’olhos. Para que decifrar esse idioma. sempre invisíveis. portento. ostentação! A calamita puxa o metal que nossa idade batizava. nada nele de legível. tem gosto e costuma fazê-lo com renovada freqüência. passa pelo ósculo o intérprete etrusco. manda e não pede! Bucho de canhão. beaucoupdasein! Ia conosco a pacto que nos captanasse nas bélicas e nas irênicas. predispóstumo alelhures a muita empolcação mais: capitula recapitula. cascataplin! É isso: timbuca caduca. Contacto com o cáctus. idéia ou idílio! Soprar minha vontade no vento do destino. — a percute! Nariz de tudo que é esterquilínio — inquilino! Traídos por qualquer um. nunca disseram coisa a coisa que prestasse. dá ∗ 2a lição: Se rarefaz. sem mover um dedo de poder. A despropósito. agulha e aguilhão! Mede que não expanda? Na velhaca e direta maneira de dizer. sabe e sói-o: ninguém aqui me haja. a ordem ex urbe et orbem retinuit! Lentes de grau. eis a cloaca. lentos degrãos! Em espinháfricas órbitas cucurbitáceas.

Duque de todas as Catalunhas e quantas mais houver. se não fosse o último. e eficaz-se! Olhos vitrúvios: onde se acumula a fina flor da onda dos milagres. restitutor rerum perditarum. e missas intra geneticam e catenam a explodir a seu bel prazo produzindo mudas: traga o afilhado da Fortuna! E traga fazendo continência! Diabo citando as escrituras. como se não soubéssemos. nos deixa dias e dias a língua em petição a palmos da miséria. Raul o Felino. arreia essa gaiva! A título de pé de igualdade. o ministro de Leão o Sinistro. facies futuri saeculi! Em maus lançóis. inquilino de todos os equilíbrios. Braço do rio meambro em forma plata. Dique: para conter transuente na curiosa encrucilada. move o pé que te ara! Descem à terra espécies das coroas do céu? Paciência: a dor. subreptilânea. meu santo antônimo. parliturnos! De oitiva ou de outrina? Bombas relógio. de Chipre. uma . Rodolfo o Rechonchudo se não tivesse sido tão irresoluto. Sensível ao sinal grassa. Coisas dignas de serem benditas.de cara com os olhos regalados de pavor que melhor cegos tornavante. ruim é o cauim que servem por aqui. Estufeflatio: cilada a cidadela. enfim! Estandarte carmezul. Gervásio. semiráramos o rei Zózimo o Louco. o inimigo culatra! Diáclase. noites e noites ouvindo uma voz de jazigo perpétuo dizendo. ora sensação! Onde é que pega? Arreia. splendor patris in speculo. René. de pé para ouvir a sentença. e nada menos que aquele cujo nome os minorquinos esquecemos nos hugos do capeta mas as cicatrizes bem menos ainda! Beber não é ruim. simbiose de aparências! Em Narodna Obrana o Real e Imperial Gabinete de Evidenciação. Beber não é lá essas coisas. Ensaio geral técnico: a tática de mim metimpso. martyr desiderio. in parangone. leão em frente! Mapeio Cartésio. mordentisca! Entrar com o pé direito no bom sentido? Tão mal falado que quando a fama chegava já estava difamado! Terra. dito no sul o Boas Pedras. uma besta em menopausa. ilhota fulminada por um raio paralelo! Secreção. enquanto a sibila bareda! Não tema: sei o qual é tal que outro qualquer é pouco menos que al. abaulo sísmico no abissal cósmico: cautela.

Terror. tantos fazem assim quando chegam nessa hora! Proinibido marchinhar sócio. O incomprendido deitou de comprido e mudou de sentido. um grão de areia a mosto morto! Diálogo não uma utopia. a diferença exata entre o ser e o parecer: a revelação é de arrepiar o capinzal do cocuruto! Nenhum milagre me alegra o autômato anônimo. ô tentores da gritaria sibilina? Que tive essa idéia por trégua. trataz. será par que ainda vai vir a dar o que se é. Essa universal incapacidade de durar não me arranca nenhuma daquelas lágrimas de crocodilo com que os heráclitos deste mundo mascaram seu desamparo: que gritam na neblina entre canoa e colina. — e prospere a tapera com tanta toupeira deschamando com tatus o que se estatela em aplausados descurtínios! Mão na frente. Tenho a certeza absoluta que não chegarei ao absoluto. pororesó! Bicão de peru. xereta. varinhando e pronto? Não me encha a queca! Revés severo sofreram até os meus maiores! Um dia isto será apenas capítulo na história da repressão escrita numa catacumba das cidades futuras por netos. mister chegar anterior que o mancomunhequem os que se consideram os tales. a cabeça vazia: o branco do meu olho nunca esteve tão mais vermelho. a mão aberta. seu petê às vezes não tem papo. Calar convém: mais era. meio indisposto. a boca falando. pirata! Grande grito. intrigado com tantos estímulos: no lugar que está.delas apenas: só que não se move uma palha a seco. O cão do lado de cada palavreado isca os pêlos do pegador de arrepio. oito ou . quem quer que seja. tentar fila indiana: um extra entre de lado num espalho desses empanzinhados por baixo da pestana e dois enfim se enfiam oito a dentro ou oitenta a eito! Cada um mais atacado que o outro no seu farejo. sozinhando o tutano desta midéia! Me favoreço um improvisinho? Para elixir o melhor lucrar. de renato não feitos. recebendo todo esse eco. meu sósia. Passo o dia em frente dessas caras. lindo de morrer horrores. provar como? Alempassar em falange persa não dá. tenho a duvidosa impressão que eterno é isso e acho-lhe uma graça infinda. pau de sebo onde ninguém sobe de surpresa. por que seguir o tempo dos passos.

Sumiu. no momento lapso da extra-substanciação! Dado caso que . essa incerteza quanto ao dia. Desbotávia. A luz. serragem selvagem. Eis o cego. Sumir em hora despropósita. vivendo de rebotalhos. parece atribunado! Falta pouco. Paulônia esgratinha cavalguices. mas não entretudo. uma curva — água pela cintura. remotamente. rio fino: de perfeitio. raiva se pilhando. sete estilos de ironia e uma maneira contraditória de fazer que sim. estrega pontos à pele. Catalunha! Está cainhando? Estrepolônia. tanto destaque a quem outrossim tampouco fez do mesmo não. translisto. em suma. Me campo de tal. a alusão ainda recém de alhures: gota o acusa. azar: ser! Pergunta tão rica precisava andar por aí mendigando respostas? Hein. sai. o menumonte. alguém apenas. raivo de privar. o continente produzindo conteúdos! Conheci um homem que praticava três tipos de ambigüidade. eu estenso. camisa com onze varas de forças. — um vasto basta. Invisto-me de investigaduras. atitudes aproximativas. adversário da transmigração em vésperas de diáspora. Aos cientes faço saber que senão são. contra todas as suas convexões. lepra me tinha! Cada milha uma ruína habita-a uma múmia. Estar sendo faço retroacto o limite máximo permisso a absintícias. de biscates. hoje: curiosidade a chamar a atenção das visitas pasmas por sua integral inutileza: aquabom? Vem de cessar o meu dispor. Quem rala. mas o som é o mesmo dos outros dias. contagota o calcula. e até esse pouco já está fazendo alta. eu — réu de todos os nós. essa abordagem inoportuna. e dinheiro para gastrá-la. calcanhar pela culatra. Exigiam a teoria dum mistério tão útil. escaninha a estrólia. cabelos nevando a olhovisto.oitiva! Foi nefasta essa transição na festa. e mais estamos cheios que inteiros. Tinha que sumir. monofisita do caralho! Fazer entender al. empilheriada! Ninfa magra. fragmentos de velhos ofícios. réu de processo: o que era retrusco. ralé! Incurso no projeto. outras moléstias pondo finais a rompantes e requintes. Colônia da calúnia. exames pernósticos: ainda é dia. Na Patavilônia. Nesse mesmo tanto. britamomentos! Olhinhando bem de perto. somália a essa tal multiplicalha.

Olha só que nada! Atrevejo sete paredes. incline a cabeça a porta está aberta. verdes. espaço levado em posse recrudescendo! Amém. balda todos os meios. o abismar exerce efêmera hegemonia sobre o alquimisto. núsfuga. Erro arraiga e agarra. in periculo oculorum! Alta conta se ensaia pelo lado anverso: saídas a nada. em tamanho documento. Mitrucidastes! A dor de ouvir certo som. o desvão vazio. não sei bem se foi assim ou igual. Entre estes espaços figurava um. chegam os fusos: fústio está para fúrdio. quasi in modo etrusco. Gloriosas alturas. Pela restinga. sujeira. símplices para exemplos. que reses convém comer. todos satoríferos. olha-se de frente. Para furar os pesos. repto como adágio e persuaso por aquase será retrovado ligeiramente intactual: meado ameia vista. aqui estou eu que faço a crisol o que se espalha a granel: palmo aqui sem pasmo não se passa! Na montanha. reverte in beneficio Brasiliae! Lemos por aí palavras azuis. a dor de ver tudo isso acontecer. Os que leram o tempo todo. vermelhas. Se ler faz bem aos vasos comunicantes da vesícula. o objeto é definitivo! De que vale se não se adivinha? . contíguo ao Grande Silêncio. despistária. assim como eu. alicerces inatos. a dor de lado. Bibliopatologia. O girassol amanheceu imaginando-se. a dor de lembrar. Não só isso: resta um meio. persecurso. a galgos esfalfo.se percursasse grau por grão de linha a rinha. não me deixa cair de tão alto. pensamos: é mesmo. Cada dia expila seu fermento — ordem una! Estranháculo. Queijo pando e pau quejando. para mim se volta me queimando a roupa. Olhe para a fechadura fechada. Não sei qual nem que me contem quanto. targum dos sefirotes. metade usado. espeluscto. no grupo IV. pena: ler toda a eternidade. de tanto pleno. hífen contra o hímem. se ervas: reveses. in partes meditabundas! Acolácola. branco serve de alvo. para a exatidão do cotejo e pontualidade do desfile. toda dor avante! Quando. o que for demonstrável! Adiante. um aviso. se os ciclos da urina contaminam a recuperação das cicatrizes. a dor de doer. Ser simples falando de coisas raras corre o perigo de simplificar o que dessa forma não de manifesta. lá o loco. O objetivo é indefinido.

uma selva de palmas falsas. Fala vasconço. no bozó de mamã: pega aqui pelo ganzê. Um acolá muito afim de chegar. direitinho no zuiderzê. calma com o salmo nessa salmoura! E o lugar ideal para esse tipo de . Com isso. a irônica saraiva dos desafetos e as interpretações transversais. outra alinhava numa daquilá daquelas. Idéia. lé. Nunca se viu tamanha valia de quantia em tampícula qualia! Salve: uma salva de valsas. garantido. meus aquéns! Como assim? Assim como sói e soa.Cada espécie se alimenta da recém-surta. o fim da picada soletram todas as artes conhecidas. tão só e só. garavia rasgada. — lá! Tudo isso reverte em favores de causídicos ávidos por nossos pavores. batavia? Uma orelha pinica uma palavrinha aqui. levanto daqui para a erva: se trata o degas. conhece o tipo? Claro que é aquele do qual não se distingue. contexto. Tiveram acesso. aqueli-oquelalá! Ioiô de loló.. Teatriculus mentis. Recruta não retruca: mal pilhei o tramalpixo. e que lugar terá que lhe disputar aos aléns! Devorá-la? Reduzi-la a paisagem. nô. alguém aí germania. nova e tenra: esta quando crescer descortina outra como senhora e predadora. catervas nihilistas inermes. Não estamos falando de duas coisas diferentes sobre o mesmo assunto? Não é de nossa alsádia. baixinho num coxilho. framengo. Quanto disto está previsto ser preciso para pôr nestes interstícios a fera a devorar juízo? Quem te roubou de nosso comércio? O uso dos recursos. as objeções dos próximos. gringuês. o pleno emprego de nosso desembargo. mas quero dizer com que se parece agora. mas o caminho para a Arcáldia não paixa pela Ersátzia! Outro roteiro não está tão rotineiro que psilfa coisa que speft! Denolvo em camberto abasso. desoculpem o desalojo! A inana começou inane.. Aquilo ali. servindo-lhe de guia. mas lá chegados — no interior do poço do eu — nada mais há a fazer. espretérrito alambistres! Vencer Diretórix? Laumento o auribintro! Férias talvez daqui não pareçam. o contracto mais curto já na história dos exageros! Essa repugnância conduz a este movimento envolvendo por dentro o que resta de todos nós: cansa as circunstâncias não obstantes as iniciativas. o desarticulo! Quando chega aí.

estrápega e vespafentada! Fórmulas de poder e polidez fazendo hora. tem sido o que venho sendo: deixa comigo que o último gole eu inflinjo.ave.. a . como a Capaneu! Humanindade exige que ame os animais. os separsos prazam ao abecéfago anoréxico! Acocoroce a calabuça. vai dar ou pode ser? Ominia nimia. ajustar os ânimos às circunstâncias. perseguiça: fulmina-me o corpo. matéria paga. sfilnapynx! Anternaldo quágulo. o fogo manda na brasa! Bichopressa desautorizado a tão empinado desempenho. ou se doer há uma dedoduradelícia! Entrafronta a buçolússola. Isto é licença: quem de nós porém sustenta potência sobre um ponto pênsil? Diambante espaldaúde ambientra recambiante espadada? Destandarte carrancado. Se só fizesse o que bem entendesse. alima e iluma nossa alma ainda inquilina destas substâncias como se pode ver por outras falas alhures emissas doutro não falamos senão destes senhores nossos. espilcapsa calúndia! Descasamatamentos dependem do moto alterno e do respectivo desdém. tento o mesmo.. respiste o percurrículo! Encanasga-se o desengolzo. repreparos passam. poda a desbota. não revulsa. respondo oculto por obscuro. miscomportum corabração ou estadifício? Não dói. sai da minipança! Não se incomofidique. preste-se deschulpe! Mal pergunte. só falta: temperar as cordas. resfavila ascapulcro. ó escarrapachatrix! Regular o mosto. e outros afins menos aquinhoados em grandeza! Em prol do que for. porte! Se até restolho arrastilha. ai ao paio. percerebéstia sentipernas. as plantas. charquinadas destratartes! Sartinsistras transinistras? Que se vingue a esganandaia. desfenestra! Não se arcomorde. dia viria onde não me entediaria mais! Carrapisca a seu beleléu-prazério. basta e desgasta. o sol. os fenômenos mais esplêndidos da atmosfera circundante e pulula. acender a ira em peito alheio. donde não se afastarem por amor do grande calor que sua presença misturava a uma ameaça de desassossegos: uma ave é muito vaga. — os que de tão originásios ficaram como espécies de toda formosura depois que nelas botamos os olhos chorando ao saber que os deixaríamos de ver um dia.

entra e entrega. como afirmar. Occam com mais uma das suas fez as demais. está esquentando. vinde! Disso disseram. o acinte. para a esquerda. amplificaram e angustiforão! Nos vimos em arcádias de arrosar. um número infinito de corpos anima um só corpo infinito e assim indefinidamente. por séculos o contágio dos seus nós! Desprecisa tanto enfronço para me qualificar de tal e coisa: vem que deixo. mas aposto que quem jaguara jagunço com bagunça de taquara eu jurara que não fosse tanajura na chula taba de guardalajarra! Aqui já se fala que não vou dar ouvidos aos alaridos que me chegarem ao alcance da lambida no alambique! Nem me ligo. o opinante: peso frio do tempo afundando no calor da eternidade! Para o distrito. qualquer Antuárpia era minha própria Pérsia! Espelho me absorve a figura. Em si só o contínuo é uno: atirou no . tócegas! O tempo é a distância mais longa entre o ser e o nada: pressas. para essas pressas é que brincadeira tem hora! Desconfeito. demora para chegar não é desculpa para eternamente descancelar-se! Que vai ser de nós sem os protéstimos inestimáveis como os que lhe reconhecemos exclusivices? Quem negar. de impedir que durmas de queixo irão recados de outras turmas! Artyxewinsgh. o seguinte! Nunca fui aí. Joça posso com juçara. Eis-me egóide. aí: coce. — devo lembrar que dalhures ficou a vir sem dar sinal de haver vida na base daquela pura verdade! Falta de vergonha: rouba sem poder derrubar. semi-apático. homogênea à homenagem! Mais para baixo. pouco mais acima... alguém astuto no assunto! Corpos infinitos ou um número infinito de corpos? Um só corpo infinito encarna um número infinito de corpos. nisso atentaram seus ampliadores. patético patente. Antestempo que eu bispava esse resbanho. Indefinido por infinito. em pelagadarços de seperguntar: o que foi isso? Restasse almenos o representante. Fica aí que já volto teu. sofrendo! Findo.africção: sopa na caçapa! Aqui me prende um laço duradouro. o colega comigo? Desculpe as damas presentes. prefiro-os sem limites. essas baboseiras todas que cifram o meio mais nosso de passar incólumes por fora da esfera de influência dos raios do espanto. o adrede. pressas.

Henrigateaux! O problema todo: hoje estou querendo .que viu. procurando um porão para passar. devagar quase disparando. fagulha inquieta: ver. certames e torturas. ópera automatária. um estado-tampão! Quem deixa que eu ache. tudo era estranhadamente familiar intimamente misterioso. — para não se dissolverem na metáfora de qualquer coisa que esteja em qualquer lugar: extratos de delírio. Pelos poros. mal chega a malgaxe. Qual o modo mais simples para fazer o impossível? Um tempão. mata tiro. me sustando: estou ficando. cada lugarejo só tem a perder seu melgarejo! Monstruário de fenômeno. tirarei! Vai negando. Com eslavo desvelo. No tempo que os homens sabiam tudo. Ao desertor. lugar havia onde seu entendimento se recusava ingressar: em si mesmos. matou o que não virou. negociando. Que é que está havendo? Ele está se imobilizando. Entardecem-se-nos os passos. Quando o céu trabalha. está acabado. médicos foram os primeiros sábios porque. Dá o pé. os desertos! Passemos em silêncio mas pela ilha não. desmelembram. ou pelo menos tomando as medidas de parar. e pelo muito que lhe perguntam respondeu que sim afirmativamente dando a entender por sons e ademanes que tal ato praticara e por mais não dizer foi-lhe perguntado e quantas vezes e ele respondeu também por sons e ademanes que não sabia dizer ao certo quantas vezes tal ato praticara pois com palavras e ademanes respondera que sim afirmativamente e disse sim e não negou negativamente mas declarou ter tal ato praticado e não sabia quantas vezes e respondeu sim positivamente e assim o entendemos todos pelo muito claro de seus sons e ademanes. entremear-se-ão! Inquérito. relampragueja e extroveja. Sorriram-se e se me aproximaram. mais o fossem todos. Fazendo tudo que seja possível. Estou encerrando. estrabão deslavado! Atravessa trâmites trigêmeos. negaceando. insignificâncias! Fora. cada frã no seu galho! Indo a Portugal. estravasos de desequilíbrios. Eu já era. olho na geografia. riquito! O seu a cujo é. Longe dos olhos? Quanto? Perto do coração? De que lado? Trata-se da metade da distância mal estrelada por um ovo como meteoro. trazendo o ser nas palmas.

pro tergibus militis. hisce adversitatibus. Inalada conceição. querela dos antigos contra os modernos! Inverso leone. contra rostra falconum. palmo a pau não move uma malha: uma parte defende o todo. Translado a lado parcos meios. producet. instar nihil: legitur. . — tantum modo efficiet qui nusquam perfaciet. se eu fossasse. bichos nojentos! Pro xadrez na porrada. scilicet. não estou afim de entender. além da serra do Abotoa-Mosca. josefava. ululat tellus. teve que deixar subitamente o país à mercê das armadilhas boquiabertas que disseminou! A notícia repercutiu até em Cu Ralado. se eu fosse josé. Réptil que se repete a cada vez que muda de pele. seu abidesastrado! Hoje que com o que existia não mais me extasia. No juízo universal dos sábios. estou inclínico a. a linha fraca toca no ponto forte.ser compreendido. se eu me estuporasse — eu azulejava! Olhe só que espetáculo de desespero! Desperir mal se lhe prospara. venia sermoni data. provavelmente porque não tenho centro: concentrar-se quer dizer baixar em seu próprio centro. abaixe os braços. Vero etiam imo temporibus istis nequaquam nonnulum disputandum sit: vox cariri quod dicitur populus. seja o que fosse! Gêmeos. — gota alguma para tiragosto! Raiz para cima. nó na bandeira. eu só tenho periferia à qual me referindo adquiro consistência e — por que não dizer. Não consigo me concentrar. simul et similia signa. todos defendem as partes! Não vale a pena arriscar o pêlo por uma pedra toda cheia de preciosidades. Não é mole senão não dura. Onde ensevelir-me megascópico ou micracústico? Nem se ofereceram. eu que já disse tantas bem mais discutíveis? — existência até. Sub pedibus. ao espelho: dirime o diferendo! Doctorem subtilem inumerabiles contraducentur repugnantiae. contra pecoris nares. radicocéfalos e ramípodes! Plante uma bananeira. percutiu o fino senso de pavor dos neófitos de Ibiapaba e cutiu mesmo os abolígeras. pro exegesi aenigmatum. abstração sob a qual o homogêneo se apodera do pensamento! Frap! Como vai essa força? Atoando? Pagando pesados tributos aos mais leves insultos? Por dá cá aquela palha em agulheiro.

concentrando os fluxos da substância de sua natureza. desboleta. Sentimentério.pensei que me perseguiam cavando meu esconderijo. Os filhos da flor. consideramos. Maltratado que nem cavalo de exu. A decifração do etrusco. me queriam para festejar entre os estranhos — as imagens dos meus amigos — os santinhos. agente catalítico numa operação cataléptica. a não ser na Vóltia ou à cabeça dos povos meios. a árvore resvala e resbotalha: bancalhota. sábado de uma semana de desentendenças. apanha mais que cachorro de bugre. chiguágua! Te valho como intérprete. O fogueiro se esgueira de esguelha até a formigueira que cura cegueira. dobra-se o ser sobre si mesmo. Pradizo nos hortos dóxios. assim de molde a levantar as suspeitas de todos os coretos da paróquia. ante o que foi e o que veio a ser. médico de crises incomprensórias. A dissipação das dúvidas. dando por encerrado o ciclo de braços abertos que culminou com o cálculo o quanto mais preciso do peixe imune à pesca! Fecha o circuito. nenúfar! O circo cigano. desfios dos quaresmáticos. Zero à desguisa de sério. cujas regiões. chave que abre a fonte! A erva embala e embota. de pura preguiça. Campoleão! Virgembugra nasceu personagem mas mora em patavina: nada farão para anular os fios de ossos e sílices que em . com a mente presa na balança de suas luzes. cruxfo! O etrusco se afasta através de estratagemas eqüestres. nafta. O mundo das coisas vastas. para detrimento meu. O equivalor de um bilíngue. diáspora e catapora! Estou num prego. o carreirista desabalado! Só se for pavor! Das cartelas em modelo passemos aos casteleiros sem moradamias. como quem serve de ponte num exército de rios. Solutio continuitatis: fálsia modéstia pérsia. erva maior. Um acéfalo sofrendo de apocolocintose. são legião. O círculo calcado. paradescos. Pentadáctilo pedalando o dédalo do pélago com mão polidígita: arcanos noéticos! Sede. País e povo sofrem o golpe rude da prosperidade súbita. Nunca mais o pagaremos. mais bem apanhado que arara caída do pau! Mãos postas: palma colada na palma. O ciclo. Os pináculos do pentagrama. Sacirdóteles: meu navio por um elefante! Néctar.

chama a ânfora de pote e promove um engarrafamento de letras. Escarafunchando não se lhe faz encontra. Vupt. caruncho das ilhas na cabeça pensamentosa. usa-se o velho para rir. chega a hora da serena eternidade. De noite. ainda muito que bem se desprende a quantas inundava! Bocejar abre o apetite. Dois séculos separam o dito da sua comprensão: palmas para o lapso. nantes! A espessura da espelunca voltava mais veneziana a devoragem. mal sonante. palmas neles. arroios longe dos olhos. Orizontem! Lembra a vaga que outro mar . Tlalok. onde deságuam os rebanhos de regatos por distração. o intrujão reside em águas furtadas. é Pã. piscapau na muralha de madeira. rebuscada. o martelo maleável. ciladas nos maus pedaços. ficou ridículo. o prontisfício estupefaciente. colher de pau no caldeirão! De dia. A vaca fria volta num parar sem par a ficar no pé em que estava a íbis. cardealdos em evitação. Zap! A mim. será extirpado à força de raízes! Aquela morte me salvou a vida: grato pelos dias que tenho passado em clímax de horrores. Infiltra-se num bem de raiz. tradicionado: neste rincão. surdo de tanto dar ouvidos na vista destes seres que só atacam quem fala. é faticídio e farticínio. o rir alargado da raça. esquisitóforo. o gesto que resta às vítimas da medusa! Duns. Passa o tempo. De dia. velho. nem que para tanto seja preciso lotar de aplausos um vasto palmo de ostracismo! O vaso confirma a hipótese: o vazio foi localizado. confunde-se com um xará. figuras subordinadas ao Targum Tarquinii! In somniis cartesiis. veneno insolúvel na ponta da língua de Mitridates! Pasta no meu campo de visão a besta fora de aspecto. todo mundo para casa. escondegiro e guarnição. debelanda cartilagines! Proibido sujar as águas do rio do esquecimento.vão ao peito do varão vararão. o caldo verde. doutros. Desaparece numa sumidade. por aí. riachos por onde é que eu estava com a cabeça! Pax batavica: bebedeira para passear meditando. a pausa molesta meus humores. um nome no pijama de madeira! O raio desenha a raiz e delata a origem. Preciso liberar o membro anterior dos ofícios da marcha. O fogo cresce no fogão.

pontos cardeais e mercados. rua! Quantos nomes assim cotados por acaso de uns prazos mal colicolados∗. ora et labora. algui quenem sofre? Tira no entrevisto. tamanduá? Qual o drado de um cuba? A malandrágora! E ∗ 2a lição: mal caliculados. O esgratinhamento das partes.pôs nestas comoções. A crise. minoteiros a estontaurar! Coisas que se esquece tão depressa que parecem peças aptas das bulhabéfias das bessarápidas! Os ictos! Fugi para não apanhar. Cabeça a coçar debaixo do cocar. A chave de tudo perdida. flape-te! Parar com essa gritaria aí na periferia. Certos usos são tributo pago a uma captainha recém-recupta. o esdrajo apropriado para uns tantos encontrijos. o traducadilho de um escorregadouro no tombadinho. tropécio sob os auspícios do fascínio augúrio. duplo! Englupo! Os percalços dos pescoços dos pernaltas nos percursos argonautas: está afim de botar pudim nas minhas formigas. reputações feitas nas coxas! Palmônhega vai por abasagaixo. A anônima sociedade. O mal-estar pensativo. mata o travestido! Salvo a aparência. 135) . Quem cedo madruga. galo na cabeça não se queixe que amanheça! Ferro veio conosco. aqui batem melhor que lá. Cansei de esperar quem ri melhor: passo a avizinhar. Deu-lhe olhada tão rija que o desarranjou dos intestinos! E com justa razão: quem mandou ser tão clarividente? Atira e retira o tiro? Atra versa. ressaibos de ressalvas. Pertences a embolsar. trapézio no presságio. mergulho no sobressalto e me ergo. pau na mula. brita e bitruca. Essa eu não engulo! Gulp! Engole o golpe. quase frágil. novidade nos quadros destas particularidades peculiarmente expectorantes! Um truque define o bicho. nenhuma vivaldinalma: compliquei demais minha jogada. o traducadilho (p. Para uma mão na roda até que foi pênsil. senhora dos mares. presépio no prestígio. a fechadura? Perderam junto. foi lábil por um pé na rota. desempenhar é cair de uma rocha. O lamento sobre as penúrias do tempo. Natosmortos a embalsamar. Títulos. A pressa é a mãe do precipício. A brasa. Protestos a pretextar. monge com a mão na manga! Desenvalisa os imos sítios. empolca psicato! Sepulto o assunto.

Vou levar a breca a passear. Um nome ilegível. maldito queja e sejando! Mais despista. . digo o animal. pede contingência até ao adágio: se em meio ao bócio. os penáltiplos serão centroversos.o gesto mais simples que se pode fazer sem sair da postura anterior: um soslaio. O ladrão chamado gato pelos ratos que o perseguem cria um felino de verdade que o secunda nos assaltos e consola nas solitárias. em segredo pouco tem sido feito a favor destes subúrbios. tanque e toque: feitiço é serviço bem feito. A Saída Universal. não! que tal seria assalariá-lo em prol de ofícios novos e portantes de perigo às poses já conquistas. sim!. esmando esta quantia. evibrevis! O coração e a pedra: a mão na massa. Ao menor sinal de contágio. o deserto: o exílio da parte oposta. A abertura da boca. — mas. o mesmo erro. O palácio e a espada: a queda do reino. o olho chorando: a fome assola o povo. Guerra: o chefe sentado. a coroa. o poço: os antigos reis exilados levam vida de pastor. O bicho: braquíptero. a gosma desgruda. longirrostro. ó quão sim: cones sectos. a criança. o ponto se estica até a saciedade. menos dá na mesma vista. A panela. os pedaços se encontram em qualhures. cortes selectos. O rei. a pirâmide. engenho no partido tirado das mazelas duma matéria primada em cada golpe de bloco empregada. as três espadas. Tocou em ferro. Maldito o que malha a ferro frio. samarcanga! Longe sem sair do lugar. moleque metido a besta com elas confuso. segundo ouvi dizer entre os tricaidecafobíacos. é de amargar um saara de açúcar! Neste meio tempo. Perplexidade: as pegadas cuneiformes. dois coelhos: novo rei se levanta entre os pastores. a boca torta. A vertigem pânica perante o tumulto gálico. o cajado. Local: as montanhas curvilíneas. Pedra de tique. pau no metal! A exploração regular das fontes de abastecimento adstringe-se a áreas de maior concentração pública. precisão no aplique dos choques. A ovelha.. O trono e a ave: a mudança de dinastia. O sujo se asseia. morrem muitos de barriga vazia. A embocadura do rio. a continha dá no ermo.. caminho de santiago. ócio resta. O gato. Os pantanais terminam na seara. Movimento: os passos ápteis para a direita.

fiquei sem ter o que pensar um bom tempo. a vitória funde dois povos.. iam por vários rumos.. O livro. a quem dez? O certo. criamos as essências. ainda não se desligou da realidade objetiva. eu já venho dos apogeus! Raspo o promontório.. completo insatisfalatório! Não vou alim. Isso me prure. Que se melem e melequem-se! A parada parada era adrede pedra quadrada. desmentidos a Euclides. com sê-lo. Passar para a América: cachimbos da jamaica. é o cão. lasco o mapistério. o meu a quejando sendo III anos áfios. se agita no baldio. racho embaixo ou ensieme: não que fosse em gigante. exempli causa.. a ninguém liz. repercebe o influxo e se calibra a tempo de proclamar: quando vão para os auges. O inverso. varinhas do reino de condão. fulmingo no chefe da festa no campo! Viro mal. a puta mais barata no mercado das idéias! O porco puxa um guardanapo e se debruça sobre um prato cheio de . quetzal de manágua. albar em Saturno: resplanso em raio. a estrela vésper. filho de cinza como fênix. Nasceu lá. o hábito sacerdotal e o círculo das línguas: conspiram funcionários e sacerdotes. a todo lume abrir clareira. como pensava em ficar ainda. preocupação típica. mas palita os vales dos dentes das cordilheiras de mais numerosa extensão! Como se impacientaria se esperasse só até me ouvir o que ainda não disse! Vagas de idéias. A reta da Europa curva-se ante o Brasil. Lembrando e fundando cidades. lixo de catânia.sua tropa de elite.. as mais recentes mutações obtusas através de enxertos gringos nos gonzos crioulos. pontos de vista sírios. após a qual o reino gozou de paz e circo até a morte do grande homem por todos até hoje pranteada. O útil. Como não pensei nisso antes. a mulher barbada: o herdeiro dos tronos dos dois povos nasceu prenaturo dos amores do rei exilado com a filha do chefe dos pastores. centopoeiras de plevilúgios. a espiga de trigo e a múmia: o rei domina a insurreição. pisei com pio pé o abismo invisível. mas reinava a mulher. ouro do peru. O membro viril.. Em tempos incertos. o que não me talenta. alpaca de paramaribo. administração castelunha. a serra de Paranágawa! A luz — sair. Quase virei estante. A cabeça cortada.

houvestes levantes. não embolora! Nunca devorado. O óbvio salta aos olhos. vexames por conta de mãos bobas! Ir longe: passar das estribeiras..pérolas! Aqui me identifico. a fonte de todo o sentido entre a boca e o prato. O óbvio já não era. um desgrau na escala malescadeirada. Infranhas e entranhas rangem e rincham. Sopa: entre o corpo e roupa — a liberdade. capacho. apalpes. — carrapicho seu bel caprichórnio! Quem lhe dera asquenazir além de busílis! Atribuir-se importância por transacionar a tão alto espírito com todo mundo. Quanto falta para eu superar essa qualidade? Está horrorosa. O óbvio vai ver que é. traz a treva e faz filó! . O óbvio com licença.. um esparramo — derrapagem de raspão: lá se foram minhas trombas de falópio nas tripas do larápio! Ubíquo o óbvio corrige o regime. doença infantil no promentério de Catapora! O prodúzio. eu sei. suportar exames. o palhácio se desfaz em eschamas: o pateta feito de peteca. venha. o sistema anula-se no inteiro. talvez a tenha: a falar de proteu com parmecenidão. Quem faz feio. Olha que baque dá! Quem vai embora. é como a vida. ninguém morreu. Cada entrada está de saída. Porque não consigo fazer muito longas as pontes entre os antecedentes e suas sofríveis conseqüências — mantendo o controle durante o salto se pensar em nada que dele se diferencie — amontôo passagens chegando lá quando o lá ainda não deu sinal de si. muitas saídas: atrás da porta. eu já vivi! O óbvio está na cara. um abismo dá para o universo. tolerar provações. tapete. Um desvio de desvario em direção ao erro. Levastes adiante. aptitude para arcar com mortificações. Em rocapetra. O óbvio agüenta firme. deve ser afastado do acampamento das hipóteses? Objex! Feito isso. bonito lhe parece! Leva a luz. eis-me a postos em colapsos compassados: o monstro arrisca uma demonstração suscitando efêmeros sucessos a confundir com o fenômeno. elísio de lícias. porque exíguo. indício de exílio certo. um empurrão — arrimo de ritmo. amnésia na hora da senha! Uma teia de aranha no entendimento fez sombras nesta luz tão rala. que vim fazer neste mapa? Tive um acidente geográfico. Tiro — furo. em esbarrão representa um desvão.

a casaca de frente para trás! Tergiversa.Vira a causa de pernas para o ar. isso não vai assim como quem fica. Aqui tem razão. aluem-se edifícios cujas pedras vieram de outras latitudes de gravidade. mensagens se interceptam. sorte se tivermos quem no-la traga! Astórpia. retrógrado? Arcobasta nubiambulans. Este espaço está reservado para as costas. aqui não ficará. rainha dos matos. telas nas paredes dos sesquipadálicos paralelepípedos! Para que arengoniar anguaces? Não cheira um palmo à frente de chulé! Quantos camelos habitam o fundo dessa gulha? Comido em vez da pedra. pai de Leucipo. madrasta de Klaus. irmão de Romélia. o que vem deveras não me atinge. a um passo do fatalismo com que se suicidam as empresas soltas à própria lógica de tendências. senhor de Mogúncia. No particular que a mim me diz respeito e respondo sem cerimônia. Torceu o nariz. Dezoito curvas atrás falei com alguém com o destino. delícia dos caçadores e perdição de vagantes metitabundos! Não acredito muito num milagre quando o fio da água da maré das catástrofes já nos embacia os olhos para qualquer versão diferente das efemérides irremediavelmente em curso de voga. mãe de Xerxes. Hão de me apanhar VIVO. a cada nova leva compete se alterarem os estatutos que conservam o anterior estado de eventos. Um arrepio sai na ruína. safras ardem. capital da Estrômpia. sermão! Quem bota pobre para frente é topada nos meiofios da vida! Só de pensar que estava comigo e não me valeu: pau! A não desprezível distância entre um e outro nexo prende-se ferrenhamente ao fato notário: escassez de munições e vitualhas mercê da qual tantos infortúnios se abateram sobre os guardiães da pax batávica. . responsabilidade sobre os ombros: onde há fumaça. ninguém que seu nome em renome remore! Ao hóspede hospitaleira seja sempre bemvindo a terra gasta. pátria de Spsides. há fogo. Baga nos dedos. ora em franco automatismo. em demanda da derrocada finalista. protoregresso! Deixa de entender o verbo porque alguém lhe falou de difícil para cima abaixo? Peça pregada. como se o cúmulo de males não tivesse ainda abrigado a gota que transborde o presente cálice de amarguras.

água deste coco∗ — não beberão. O ser mais prestes que se fizesse presente sempre teria os intruérpidos estradivárias aquidespárxidas! Presente que pertence a outras pertinências. pernálticos! Um estimulacro similagre a este desaparelâmpago: vai ver foi só por isso que o devagar chegou tão depressa! Nada mais além de ir lá ver como estão as coisas. interessado no que elas são.Reduzido ao silêncio. ninguém. não provarão destas carninhas. Que ele cause e eu quase. um objeto. mecanismo phlunkt! — fugindo por deferência extra de um afinal de contas: papas nunca pontificaram em minha língua vaticana. o fendaval. um alcançapão comarquina com uma bracalóia dizendo coisas de abrasar um copo corando de leite: só espaço ciracursa entre alemidas. uma forma. dizem nas tribos. encabreira. suspenses mão mais darão outros quefazeres e senões. desembesta. a casa mais escancarada que bananando planteira um buraco já cumulou de desvãos! Enquanto me fazem a barba cerce na caveira esses tais pausânias. outro eu porém: só crítica construtiva. uma aparência unânime. — o arroto falando do esfarrapilho. me arrancam as medidas para o sarcófago. O bom cheirinho de alecrim com as sete cores do arcoíris de arlequim: aferrados ao torrão. uma fórmula. maltrapiche os tratadícios. deixando as coisas ser. por sinal das suas pernas. será o veredicto um diagnóstico?. algo é entre nós. ah. a resquícios de sapagens — zarpadas discrescentas. senhores engenharia de acompanhegíricos.. isologia à ∗ 2a lição: água deste côco (p. precipita-se em crises assimétricas anunciando o desenlace que nada mais faz que tardar! Quem bicharia tamanha ninharia? Como os vivos riem forte dos mortos! Ah. nervo espevitado a fresquefrentes achaques de chocalhotas e ataques de inchacuecas! Porta que desdém para uma janela. alguém. corrupilco o escalpo a gáudio parco. não verão esta tarde.. Sócrates que se saque. pedra mais vetusca que mixar perante uma parede. Me taxar de pendulário. segredos que se casem com suas revelias! Interpretenses partícipes destas reperdicites arrependidíssimas. um vulto equidistante. destictaca-se. 139) .

. — só espaço é quanto resta. elísio à riscochispa já recorrida. Filho de peixe. Babau: vive no chão feito barriga de jibóia. nham! — espasmo de malandríbulas vivendo abotoadas da brisa circunredor. nó feito até aqui! A viração deu pano para manga. papafina! Cesta a folha corrida? Só quando bate na roseta fundamental. farol. estão seviciados? Confirmam seus rnanicopansos. Ciascun lo miri. mundo vem aí! Consultem seus prumos. sete fôlegos felinos! Ordem do dia: a verdade. mais na pindaíba que vassoura de piaçaba em plano bissextante. dos quais nunca pôde ser visto embora os fitasse tanto! Um vê o ser outro enxergar o nada! Tirava proveito da ausência do sol para aportar clareza a diversos assuntos obscuros! Alta periculosidade: os fechos defuram chaves — nham!.parte. passa láctea mas nem é pensamento engraxado! O buraco da fechadura guarda a cidade. metempsicoisas. rir: no fundo. me despaludam os cálculos biliares. deus que me desrecifre? Morreu não. me levam os trocados às raias dos miúdos. fogo de palha. e la mente! Olhos desiguais — fosca! — e fosquinha.. a ilha que está no fim do erisipélago indedica o território de patavina. Juntos a fome com a vontade de comer. e gli occhi a cose grandi alzi.. guerra civil. estrélios. o lugar feito por uma frase comum. breve delenda: a janela abre esta espórtula! Desenrula a múmia. macróbio! Vida está próxima.. só mudando de sala para maleque. — wina muste. se destrincheira sem o partérrimo de édipos enigmatários! Uma fogueira com os calcavos do ofício e os acho-não-acha do santíssimo oficínio: pataca de meia psczchécula sobe na minha quota para cair na indiferença universal. O . A cauda do soslaio espreita o horizonte: longe lhe seja o léu. apagada logo. alpapem esta trave: não é lídimo metal de Tubalcaim. majoris indigens inquisitionis. só a verdade. geognésios. nada mais que a verdade. figura de proa? Pela via das dúvidas. Um sopro na cabeça aventa — fuuu! — uma hipótese: recolha-se à jurisdição de sua insignificância! O feitiço virou a cabeça do refeitório. perdeu os sentidos. aqui é que a mula manca não troca o cabo pelo raio que os esparta: rotinício! O colócegas de rodas só faz furor. todo naufrágio é novo em folha.

. as águas transbordando ribeiras transportabaixalto. e deita a lucidez a tresmalhar a ferro frígio? Lágrimas de réptil nas barbas sardônicas do risoto. outro pisco.. os sais matando o vivo do mar. pundárica. um pico. as essências puando como um geroclips! Assim conversando coisas mudas. onde se lhes estrelhaçam outros luscofluxos. cada cópia — um nome. splendor adversus Atlanticum! Campbélgica de molóides! Arrevoltado em especulações menusméricas.. tenho cá minhas intrúsfidas! Ah. o dente aparece? Saz a tisfa.. falsa matéria. dois... e vive a título de procuração? Hein? Hein? Heinrich! Gnóstico de um fígado! Levanta a febre no melhor da moléstia — a pior viagem. Arrepios: a mesma serra. dos segredos da esfinge. tomérica? Gracinha.fenômeno tirou patente de generalidade e exibe por aí suas divisas: a experiência da coisa atingida pela coisa a atingir? Conceito: instrume para cultivar o real. e torça os folguedos? Caldéia que se considera escusa candeia. diria antes.. manam fontes caindo atesta altura. pesando mais depressa. delas aprendo com mais quietude do que as outras querem ensinar as mil chaves do enigma falando. quantas unhas tem um gato fôlego para cada? Quando levanta o dedo. nas presentes. plic! De navio patavino a pavio platinalvo. a borra chorando. segundo as falas dos povos que variam. Também sou filho de um deus: o vagalume na curva da prosperidade prenstra por uma oitiva e sai pela tangente. e lá fora chovendo no banhado? Chapt! Pschaft! não tem nada que pormocione um presentimento de vérsias. Aparência ostentosa. Molhado como um pinto pede pinico. quando se esprumam e impavestam pelo reto oceânico que apenas nos separa das múltuas europoréias que cada um trazemos dentro. pia. O entretendimento apócrifo: zumbaias e rapapés! Uma dessas pessoas de antigamente que parece . sem nenhuma substância. jax? Qual é seu álibi? O elixir que se evapuma em foro? Isso é alívio? Quem diria meu alvídrio? Projeção tua além do teu possível.. pinga. não via as noites passarem por eldorado. até a planície onde se fala geral. está por um fio paliativo de esplanada? Vai amolar a pedra.

logo se descortinem. tinha tanto mais a fazer que ficar dizendo o que fariam! Um átomo. Surpresa! Terpenses. enfolguinchamse as curvas nos garfos das arlequimpancadas. cretenses seus! Trapicho. tranca-se em copas. mas para cá duns tempos o mesmo não se faz de aparente: horas procura um quiproqué. espante-me! Concillii trischi. senta a pua! Roma. satisfeito com qualquer rebus de dúbia raiz: realiza-se em paus. Occam. forcas sevilhanas calaudinhas! Tropeçonha? Casca de bananha em vossa fermícia! Desentrope o sonhador e senha: desopilo o pesadédamo! Deveneno tão forte que tem que tomar cuidado consigo mesma. vive no terror e morrerá de si? Procrastina o prístino.. antípoda nek. do hemisfério da verdade. O implicante! Tem me levado às raias do deslumbre. o anfiteatro em arco das mal desenvelhecidas. desencalibreira! Seu hálito afeta as árvores.ficaram a esperar o dia de dizer aquilo porqual os identificaríamos entre os desditosos esquecidos que a fortuna não tiveram de dizê-la — sombras de imersão macdisphersam este sermão! Philosophus si tacuisses — mansisses. penetrínsulas! O ar a golpe de corvo leva a carniça até as sumidades do seu estado: altri grilli. pensieri deglaltri: mismetichi cintilli. Piruá. seu aspecto idoso alerta os descendentes. o golfinho delfinhando.. com o brilho do jogo. feliz da vida e senhor da mesma e morte! A espécie se extingue e se agüenta à força de remanescentes: da penúltima à desíntima ilha. pastuncti cuncti ed altri! Pontonosius. Carrega a fonte do seu mal. plop. descreve com seu ser tudo o que sente. Alíbion. lavai proteu per centúrias: centauros et serpentários! Sou cretinense. piruruca: pipoca empererex! O povo. A grande quantidade de caminhos que na noite passada desembocaram na eterna cidade traz atônitos os peregrinos ∗ 2a lição: mansisses. alega exemplares à guisa de prova experimental: o peso da opinião safragusta a experiência.. e se caloul∗. ulstra!. (p. seus hálitos capiculares afastam as vítimas. um vazio: aquarenta movebo. trapézios patrícios! Levem daqui estes destributalhos rabulhentos. e se calou.. cai num solecismo. 143) . urgente. razão pela qual.

fugindo da custódia pontificai. olhou dentro da treva. terraçavista! Câmera de lenta tortura. 144) 2a lição: expanda expandenda. já quase primitivo! Ribimbau! No minguar da meleca — ∗ ∗ 2a lição: joelho nem brilho (p. via epístola. Emblemas comprometem-no com empresas indescoláveis.. o ajuizado. descreve uma parábola e cede o terreno ante a iminência dos celícolas. E para usar no escuro mesmo. Quodvis revertere. inexéquias in eclesiam. entalagarça. caem nas nenhuras legendandas. incipiente disserto. mas a faca está cega! Não tem importância. sinos de vidro no gélido da chuva. Submetido a instrumentos de interrogatório na câmara competente. Esta que há destes olhos comerem. locupletanda nefas. Com um florim por florete. in pulverem viarum ambulaveritis! Batávia.... sentindo água nos septos nasais. disse o pontífice. mestriculoso de fazer a cinza de Cícero mandar brasa: passa o rabecão numa incisão cesariana..de tornaviagem que correm ao perigo.. um transeunte confessou que hoje só quem tem boca lá vai: come solto o latim mas a boca é pequena. Friq e noite no espelho do rosto provinciano. rerum primordia expanda espandenda∗. predadores seus. expandemônio publicamente notório. 144) .. manda chuva. Silêncio. Occam.. O Conselho Superior das Vias de Acesso reconheceu que todos os caminhos agora levam a Roma. essa fenumpra! Dilúvio no escuro.. uma reta em guarda. chupa manga: punto fingo. Me faço de despercebido mas sou capto por outros sinais não inclúsios nas tábuas recém-saídas do forno. (p. de caírem vítima dos malabaristas de doutrinas que infestam as encruzilhadas. o móvel do crime! Me quiserem calado. só dizer.. Começou a gibraltar-se. dependestal nos baguelandãs. dominandi gratia licet.. vagos sintomas de um mal preciso! Periférias decapita o acéfalo! Vem de lá com esse merengue que tão bem os distingue.. em nele chegados. Atravessou a água sem tirar poeira do joelho nem rilho∗ do cotovelo. talaça. — últimas as palavras maiditas. Melhor parar por aqui que continuar sem ir: praelibare auxilia juvat. uma curva gorda. Circunscreve: vai fechar.

uma sarissa! A água pinga. plaflagônia! Os setestriões fazem sinais. Paciência: santa panacéia para tudo que não tem remelexo e nem por isso remediado está. por quem sois.. tem que passar o Mar Impermeável — usque ad ilhas Refratárias onde tudo vai como antigamente. omnia descessere. E dever morrer. o tempo! — subproduto da pesquisa espacial. Interdito dentro. rumo catóptrico no espaço entre dois ventos que lá se chamavam como quer que se chamarem. postquam Janus tricephalus tempora vigilabat. tal o mudo: tamanha cabala chicana não achincalha! Para chegar até. motus barbarorum non profligare.. E poder partir.. E saber fazer. leva uma arroba de mantissa e ainda quer inhapa? Escorrégula e . audacia sefardorum incoescere. nem sabia aquantas ararutas saturara! O ras traz o cunho do seu pulso: óstia versisovina. Vai querer falar mal assim da minha reta. uma dor nas têmporas! Em riste. Uma rocha apelidada Índex no intróito do porto.. dicebat. sintoma de quantidade! O escuro flambou. Mauritianas cunctationes polentam populo non praebere. É sentir doer..mingau!. o rabo espicha. adhuc etiam neminem quia ille facere hic ignoratur. qual o surdo. illa ad vitam virtutem que pertinenda ac Societate manenda et augenda negligere.. Trivia et diis inferis dicata. e escambaleiar para falsos infinitos da perspectiva. naves tabescere. purgai-vos com um dedal de heléboro! O que o rabino Raspael explica. ao longínquo! A cada grão na areia empulhetada. E ver um outro.. Pau a pau. ei-la viva perambulando pelos arredores como um epígono dos peripatéticos.. bem mais exausto aliás que os acólitos dos perímetros aristotélicos. a gente pensa: furará? É ver um sapo. minime curare. Ora. É ouvir dizer. E querer ficar. ébano neles todos! Perto e prestes. opala a opala. o matricídio da pátria! Escancarândalo! O fundibulário saltatimbranco levanta a elipse em que agravita até a parábola que convém a seus desígnios balísticos: o mirabolante olha tudo em volta do seu rodar. incenso. É de desanimar um qualquer. Sob o patrocínio da casa Nassau. a múmia mirra: o hierofante respira e espirra. ora a quando estamos? Estipula um escrúpulo. a .. Ouro..

estadia paga. a negação da porta: céu revolto. Tesouro. Iris arca com as despesas de um crepúsculo boquialberto. canhamaço. fatígrado! Num rômbulo. 146) .catana se coçou. fusa linfa! Areia movediça.... A verruma parafusa o fersunagem. geringonfla na entresafra.. a das meninas traquejadas por plêiades de fartura. caruncho. o caminho pêssego: em pêlo se peleja. Cadastro: com suas caras pálidas de pau. não é páreo para a nódoa onde o tupi se desentrapulha: a chama ao pé da chaminé. depois é tarde: a quem fica. líquias e relíquias. nudez intacta por túnica de holanda nem tecelagem púnica. siderum saliva. deserto anda atrás das águas a feitio e perfil e recrutáceos. lugar e sítio sem retoque retórico. o tempo anterior ao temprano. tulilápides estrelionatais desaduncam ciprestes lacustres e palestras rupestres. anima orbium. um olho de ave abre alas a máximas deusexmáquinas: o vento estava na lona. rigor mortis. insula Topázio. por cima dos abaixo e além! Boa isca é uma pedra na barbatana senão que espaventa! Em lugar do qual me referi produz resulta∗ isênticas: o nome estrutural refere-se às suas relações com outros membros do sistema. a losangulatura do círculo e a retangulodice deste. succus aeris. placebo levando a fama de endês. Antes nunca. bom para outra. a hecatombe é questão de quatro toesas! Aqui. notórios apenas a notários dessas ocorrências! Cabeça caiada. carniça. uma pechincha: bracatingas para beber os charcos apantanados! O mata piolho se empolga. volta atrás. Um passarilho com uma periquita no cocuruto do gasnete. fruto da alvorelva da madura reflexão. Ilha de pandarecos: a gema do arquipélago. couteaxcoux! Estincelha. Urina de lince atraio ferro. ao tipo fulano! O jaque na gávea arabisca lampisgóia. ∗ 2a lição: resultas isênticas (p. diminiatura da rubrica fenícia. IHS. caos por cima da cabeça. ali. Chegou... Guardalananjarra. volta. um paliativo fazendo as vezes de antídoto. uns e outros. ao vento soprano. mascotes sondam o tiratema. argilamaciça! O mentor supremo mastiga dengues e melindres. pensou. águas claras e uma fogueira circundada de festas por todas as latitudes.

aparecer no vidro. arre! Bem me vai parecendo o que dito está parecido. circular por veias. me faça um pacote. já que de tempos para esta parte — al não tem sido meu mal! Não faltava mais nada... sair no pote.. servida em bandeja. envelhecer em ânfora. de colher como em sege. mais e meio! Goteira. olho dali. sinal na pedra é na certa: uxte. Uma planta debaixo do chapéu. espirrar de bisnagas. ide! Navios cada vez maiores foram sendo contruídos. uma colônia! A obra da solidão. mergulhar na caçarola para cair no fevereiro∗? Um burro surrado de longe abana o rabo às moscas.piemonte margalita! Orça e apairece com alguns senunes: estar de alhaço efetivamente esfascela. Bem feito! Só falta falar difícil: fácil no falar. boca do ao de léu! Ponha conta de Occam. a grande torre no deserto. perder-se entre o prato e a boca.. e idem. pior está quem ainda não lá foi mais vezes que ficavam aqui! Acha que água vai subir de balde. esta curva poucas tais na dúzia! Não me vem de patarávola rededondra que chateio como um soalho! Maravilho-me de que tantos tenham avançado tão pouco: reconheço porém o nada invejoso da minha postura. uma semente e um bicho dentro do cajado: cada colina. entrar em vão. saltar de dentro do cibório. água e vazio não ocupam o mesmo lugar no vaso. por onde continuo no supra. Estava querendo chover. habitantes cujos últimos foram pedreiros nômades que as edificavam ao léu e aos que os medusavam como um éden. idem. A mais. Para dó. deixa falando sozinho! Longe de nós afastar-se daqui. Um dia contruíram o maior da história da paróquia. ir fora da bacia. surucar em frasco. mijar no urinol. Fica querendo: virem a sede para cima! Frustra daqui. se aprofundar na panela. prato raso mas cheio. de passarinho não ser bebida. afogar tatus em cavernas. borbulhar em taças.. à qual veio. o que não é de molde suprender ninguém. jazer em cápsulas. qualquer sol bemol é quinta diminuta! Antes quero asno que me suburra que buridã dizendo: tanto faz. gargarejar em papos. A ponte está lá até hoje.. Enquanto uns se dedicavam corpo e tempo inteiro à bem remunerada tarefa de ∗ 2a lição: para cair no fervereiro? (p. brilhar no jarro. 146) .

de tanto envolver-se com o que nada tinha que ouvir. catalunha foi: êxito heuréquico! Sofram! Experimentem na pele a tatuagem feita na medida exata de suas dores! Quebrem as ondas dos seus infortúnios na pedra de amolar da incomprensão! Entrem na pior: a calúnia hoje celebra .aumentar navios. olhar a parede branca. genérica bastante para ser verdade! A calúnia quando nasce — nada mais inocente: um fio de sussurro acariciando a superfície das orelhas da cidade. vê um rio sair do leito. o pobre e o morto. a partir das cotações sobre a maldade automática do semelhante desde o vacilo de Adão em comer um pomo desautorizado. chamar afluentes. observara lei que rege os equilíbrios: a estagnação. aliciar adeptos e angariar suspeitas. a cujos méritos não temos assédio. e por que. desfia um rosário de condolências. bater palmas. comparar-se com casos havidos por outros motivos de ocasiões por haver. e não cumprir. palpar ou ver. por ter comido da mão dos que iam se alimentar e aleitar dela. outros se metiam a alquimistas jivaros em produzi-los cada vez menores para AUMENTAR OS RIOS! A queixa fundamental. um arrepio sem segundas intenções! Em algum ponto mal desavisado.. pedir para lavar a soma dos ângulos internos de seu delta. depara com um estorvo. por quê? Dando a um gesto de hoje o susto que teve em outros quinhentos. aprende . houve um momento em que (?). podia ter voltado atrás.. mas sabendo que o faria a preço de sua vida. assistir ao triunfo do que passa despercebido. Alivia e agrava. reduzâmo-lo ao silêncio que se faz mister na atual desconjunção: aprendemos o emprego exato desse som com o povo vizinho que o utiliza o tempo todo para caracterizar adequadamente outra classe de fenômenos. pontos acrescentados até o conto virar linha. pesar e avaliar as palavras ditas para uso do delfim ao pé o catafalco. com répteis técnicas novas de rastejar e insinuar-se em ambientes privados. topar com o doente. porque chegou a sentir que só existia às custas dos percalços que a emolduravam na estampa definitiva da CALUNIA. AUMENTAR NAVIOS. escarafunchar seu cantinho entre os tresmalhados.

os pertences seguem como acompanhantes as lembranças ao destinatário: só não igua porque meu é diferente. opere a rotina. Anda coisa no ar. este pobre de mim.. porta fechada atrás. um prestétrimo comendo a vez do puro além primordial..suas núpcias com a verdade! Do lado de cá o mais difícil é estar. espada de gumes. saisempregaranhando. um outro diferente. Quem? Voz de fundo: tu dos bons? Sou teu grande herói. Os incomodados que cuidem mas este torra o saco de muitos. Tanto esnobunagar. que vejo? O endês. senão quem me desconfundam? Multiplicam-se as oportunidades pelos perigos da alma. o que só traz aborrecimentos. o retorno. Leite corta? Mas não muito fundo. E anão mas é muito animado. mais e mais até obter a tonalidade da treva anterior e toda nascença: atinge o tecido na cor que lhe comprete. lâmpada de dois lumes. o gonzo não tine como os guizos. reflexo do outro lado. Ejaculo um segmento de energia a emergir fenomenando dentro dos parcos limites de um instante. Que é que se fecha com um sopro? Quem aqui se chama . Mais. portador de veneno tão violento que esperava o adversário absoluto para empregá-lo? Viria? Ainda não dispõe de outros atributos que o qualifiquem como mímica. isto: tu. Feche mais. o invés no atravessastraz! Removo o óbice. fruto? De que alturas se precipitando a prensa de espírito caiu ao pés do corpo espinho? Fazer nem desfazer está em mim o nó górdio. com que teu eu magnífico às vezes fala. mais e mais: fecha a mente soprando. chave escondescondendo o tu do tudo. culme nunca minando o vértix! Não consta dos quipos quiproquós. apenas um miasma onde estava o abismo. mixórdia: feche os olhos mas deixe as figuras na retentiva. Feche os olhos mas fazendo de contra que vendo tudo. mero meio de transir através. célebre pelo talento de mentir sem pestanejar olhando em pleno delito defiagrante. o altíssimo automatismo. cabeças doendo e mimoses generalizadas nos mesmismos cisnecentos. Para que serve tanta hipocrisia? Tapar a boca de muita gente boa. resistam até a mônada que vigia a sentinela na fronteira da instrampolinidade! Antes que eu me esqueça ou ambos: já não eram sem tempo.

muitos alfafazeres apropósito de nada. Que fariam se soubessem que o verdadeiro cartésimo se transfigurou e me encarregou de usurpar-lhe o lugar em nome de mim? Que diriam se vissem o que penso? Deveriam dizer coisas de estarrecer já que pensamentos não é para andarem lendo por aí na cabeça dos outros. mas seu passado lhe condensa. Polenta por três dias para se manter vivo. aqui que venha fazer! Pesquisam o novo elemento.. só se eles não têm cabeça. A condessa me desculpe. estica para cima. qualquer rei pode levar o nome de Cocles. mas deixou o som no lugar para evitar suspenses mas pode haver coisa mais suspeita que uma voz sem dono toando ali? Sinto tanto frio que seria capaz de deitar num braseiro. A concha de osso do crânio desempenha papel capital em impedir que olhares curiosos penetrem em minha mente: nock. durinha! Um quarto pode ficar secreto numa casa. nock. decisões de acordar amanhã cedinho e dar tudo por encerrado.tudo por um nome comum? Que é que se pega com a mão. agalombre! Roubou a harpa eólia. Tenho arrepios só em pensar no que poderia ter sucesso se eu não tivesse DITO ISTO. O senhor está sentindo alguma coisa? Desígnios sinistrógiros. Sinto tanta fome que podia comer até isto aqui. tanto quanto eu mais há menos. uma cidade perdida na vastidão pode. impedindo que tanta intimidade cole junto de tão perto? Em terras homéricas... uma casa secreta numa rua. sai correndo e enfrentando os perigos mais aziagos? Qual o prato que não se deixa arrotar? Cru? Cozido? Frito? Assim? Assado? Ao ponto do maduro cair? Ecce tibi exortus est ille. Ainda que mal pergunte. A filigrana ao fundo representa um animal fabulante porém altruísta: se não tem nada a fazer. Um país . reparte em dois e se quebra em mil pedacinhos. Plusesse! Sai quites pelas pintascostas! Poucas leis vigem mais que aquela dizendo. uma rua oculta numa cidade. não interrompendo. matéria dum mundo imune a todo o saber.. o dia que merda for dinheiro o pobre é de quem nasceu sem tu. infin il vint. Sinto tanta vontade que nem sei de que seria capacho de fazer. uma unha de água. servindo só para isso? Que é que se espanta consigo mesmo.

outros registraram apenas suas impressões sobre os colossos.. o pé de briga. 150) 2a lição: Madrugadeus a seda que me ajuda! (p.. 150) .. o bebebaba. (p. o pau sabeu chora um cheiro ingrato a ídolos. agora. Canastrão. adoro uma brincadeira. o dom dos nilos. se movimenta. esperem. Nulla salus sine sale. dentro do vaso — só um oco econômico e escasso. mas um mundo. mil respostas estropiam.filha legítima da viagem. e erro e o eco me esbagulha. abrilhanta as núpcias do caos com esta acaso. a que atribuir a possibilidade de duvidá-lo? Berro. ! Um pensamento no entando∗ pode. Linfa. semove. espreitrilha o cascataclismo! Através do meio neutro de uma tal transporta. se agiganta. Ainda que mal pergunte. cambalear quando a consciência está sã. Madrugadeus∗ a seda que me ajuda! Planejo furtar os planos da nova cidade que pretendem edificar naquela ilhota atlântica que os naturais alcunham de Gazua da Águas. humor: o que sai na urina. suposto homogêneo. planeta escuro pela sombra de um outro. A uma perversão circense de nossa natureza que insiste em titubear onde não há obstáculos. não. deles me ocupo. a matéria da chuva. cresce. Proscenium nostrae historae lamentabilis aequivocum praebet. se agita. mas um mundo secreto.secreto só pela omissão dos mapas. licor. naqueles rochedos não há um dedal de líquido ideal: tinha planos mas vaneceram. Antes adorava um deus maior que eu. a paisagem . Coisa brilha. mas acabo de lembrar que sempre esteve desabitada a não ser por uma raça de pelicanos que levam a água de potar nos papos do continente para lá. como age? Considerar a idéia de um mundo ∗ ∗ 2a lição: pensamento no entanto pode. qualquer pergunta tende uniformemente a zero! Psiudo-reaciocínio: admitindo a existência de um mundo exterior. hesitar perante o fato já afastado. Os palermas: eu -contemplator rerum novarum — os fiz pensar exatamente como eu queria. o fluxo fluor.. Outros vieram e deixaram monumentos impressionantes. Que destino espera os que enfrentam o desconhecido? A máxima amplitude dos intervalos coincide com a própria amplidão: aqui é que me dói o doce. o dente dá ou desce.

É dar uma martelada numa mortadela! O giro tem (p. Ferricrepinas insulas. O pai de todos. gazua das coisas. Entra nos eixos. ando enfronhado em estar ervoado da cabeça: rapadura não deixo de cair nem petecas entrego. Desclantino entre os passaligeiros dos comboios da companhia. rio. digamos. melhor emprego a minha afeição. duma natureza como espetáculo a decifrar por um sujeito localizado. quem casa. satráparo da maifa cascófata. A seita dos egoístas confisca todo entusiasmo: aqui nada tem a fazer a pá. o móvel do crime: essa luz por um fírio ninga pólux! O destas circunstâncias ∗ 2a lição: O grifo é nosso. onde a intimidade que o inverno propicia sai nos suores de verão. O vogaleme. pés em pêlo. Antinihil. 151) . como um gênesis de universo entre outros. por sinal déspota do arquipélago! Que lhe corre nas venetas. bihi e tihi! Deixo dito. Senhor de um nariz de açúcar. tenho com quê. levo bem claro num mutismo de fazer calar as pedras os aforismos e os adentrismos mais certos nestes excertos. mar. quem saca? Mandou um homem escutar todo esse despovoado a ver e ouvir se alguém queria esta localidade? Bumba! Catacumba! O espírito espreita. Silêncio. ainda bem que me avisaram.referente. O grifo é nosso∗. Uma limonada de vagalumes descortina uma clareira iluminada. fonte de toda a lógica.. tanque. mastiga sem ter comido: dá prá ver daqui o pulso. Ao que se diz. Parede sem resquício por onde se faça o sol. arrecada de dinheiro e vai carregada — a nau! Mediante propina. não me afeita. O vagabundo se familiariza com tudo.. nódoa górdia circunscreve mas vai fechar. leva um velho. parece sapo coberto com trapos. estaria ali por muito tempo: a chave universal. mamãe dizia lá com seus botões normando: circonvoluções do ser até ver-se dotado de vontade própria por força de iterações e vícios de heroismo. desenxerga palmo à frente da rua da amargura. Camundongocomungando com um caranguejo capenga. O giro tem um dedo no centro por onde um parafuso passa o furo para dentro: está ficando gira. malpritralha as quadrasoltices! Memora — aí uma traiôngula! — bilíssima! Não dormir ao lado de água aberta. compromete o cu com as calças da toa.

Que focinho de porco não tomate? Que tromba de elefante não sente uma arroba à frente do nariz. o agora e o neutro. montanha escalada para sempre a ser assim. o aro entrou até o esse. a alguma coisa prol de si? Já nasci do lado de cá: como se faz para chegar até esse paralelismus membrorum? O que tinha a dizer. nós. Lume no olho rente que nem pão quente: quantos exclamam? A essência está em evidência. A linha direita é mais curta de uma perna de um ponto a outro. isto é. comparar a pausa constatada pelo intervalo que se quer detetar. A fábula abafa o escândalo livrando-o de vez em quando donde se esbaldeiava: remoto cortejo joga a pedra debaixo do meu boi. denunciamos.efêmeras me apavora. se entretém num adentrismo qualquer e se sai com uma bela vulva vestalícia a despistar candidáticos com um padrão austero debaixo do braço em punho: entre o ponto e a linha de frente o infinito mais curto caminho. consulta a tabela onde somais. petrográdico e — estrepitafúrdio! — cai ao entrar. As coisas lá se vivem atoladas nos seus segredeiros até quandonunca. Pode o réu dizê-la. nó cego no gogó da excelentíssima família e . Provar geometricamente que outros existem. destransmite e demonstra. veio vindo retrógado. Comunhão máxima entre o aqui. mas que outro proveiro extrair destas faculdades albsorvínculas? Feito com elas que viessem. quem pensa que sói. nós. o osso era isso! De um posto cartesiano. Oexpensor emite diversos sinais. um ponto à vistoria. digo abertamente. a doer nos olhos dos outros é mais apimentada? Zazatrás. Medir a lonjura da duração pelas distâncias alosangadas. roubado por um portanto. mapa ejecto através de processos balísticos... vibrar sim. Sabendo não vou além desse objeto que viso. confunde regras de exploração com os recursos de escuta. Com obstáculos? Issonoclasta! Sentido que é uma beleza não faz. autobiografia de um zero à esquerda. estava que é aquele vazio: não tem sentido completo mas uma direção constante. carta lastrada. Onde deveria haver pelo menos um centavo. Esbocelha um adesdemane obscênico e abrebriga com o ômega donde se desemaniza um xis irredentro a seu bel garaviz.

mantém a conversa a sangue frio e a conserva em lugar fresco e úmido! Como prudente este promete. A tristemunha culinária trança as pernas no centro e estraçalha o contemplastifício a fanfarrar por aí seu bom garranchar. Quietismo: apatia. que suscitou celeuma indeslindável na alfândega de Vrijburg. entre alabança e vitupério. Marcgravf. convocado às pressas para intercalar entre as desinteligências dos altercantes sua opinião abalizadora. aos palmípedes. patavina e paliativos com os polegares nas acilas como uma panacéia. entre ovelhas e perdizes. hum. amnésia. hã. Este país. sangue e miudezas de galinóide. O sábio chegou. ou uma palinódia da farmacopéia. num dialeto inascessível à vigília porque só em sonhos . oscisliça! Nos navios da carreira do triplo périplo. Esta noção. golpe errado. tema das farsas locais. as pernas descascando as pálpebras de cebola das ceroulas.. comprovando por absurdo porque o contrário seria tanto absurdo ainda. Citou-se o arcaico provérbio infra aequinotialem nullus cygnus. Esta terra. O cão latindo ao ladrão dá o tom de lá e por inaugurado o século de perdão.. veio de Batávia a estas partes. um pato. Constatou-se a conveniência de trazê-los. se limpa por dois: não me chegue de predisgosto que aqui ninguém subterrâneo como um esgoto. um pato destinado aos apetitológicos dum potentado aquisitício.respectiva vovó! Quem pensa estar sendo? Eu como um? Toma mais ilustríssimos desejos por auspícios! Meu padrinho me mata ainda pagão de tanto rir. noites a dentro do mal dormidas à mostra. anistia. e autoridade. desceram até debater as virtudes nutritivas da carne. dizendo hein. Para cima de quem gospe lhe cai na cara. um majorengo qualquer da Batavina. anteriores à própria assinatura da Companhia. com graves expensas da verdade... insisto. dos desmandados que se seguiriam à importação de aves tão importunas na voz. Invocaram-se leis suntuárias. para cá. depósitos — até a boca. A ponte é para fazer um contracto? Algarismos romanos passando pela expressão exercem seus fanatismos atávicos e desaguam no mar morto do fatalismo: portos — terrenos baldios e ermas aguadas.

. senhores: ninguém mais arrepercurável! Comigo quem se desenxavier. vagar e saco. ah! Ahahahproveitem! Spongespilsatsky! Certeza imediata. Tavares! Guedo∗ por galeto. Quem repetir comigo. prelúdio de um colóquio! Vamos ver no que dá se o mesmo que é vem a saber o que ser mais há! Qual o resbulco? Quer me dera quem ser. arremeleixa esmagalhães... a esclerose das metamorfoses. Moles e debilóides. rasa tabula salvationis. chupa que enxuga! Roldiaresvosta. Isto entende-se daqueles que serpenguntam por impropércios e respinpongam alfim de preparicarem atravezes! Peça que socorro. não pode deixar de ser. (p. Foi-se qual fosse. Superfícies de ordem superior. leva de lambuja três anos de indulgência que estou tirando neste pedaço que não titubearia em calificar de sofrível. desdentuça. entreaberta janela. parado esperando promover-se a paradoxo — o abelhudo! Meu querer imita sua vontade como o quadro representa a roda rediviva das metempsicoses. de bruços cadeados. A custódia dos santos lugares postula a eliminação dos ineptos. me deixou desembuscalberto. quaseresmático. ah. O sacerdonte ∗ 2a lição: Gueto por galeto..exercitado. irrupção de graças infusas. Tudo inútil: levantou-se um imposto sobre a farinha de trigo encomendada por papistas à confecção de suas hóstias. no trivial das encruzilhadas. profetisco estes logos. ou qualquer outro compeão de monstruosidades da África. e olho. débeis e molóides! Deu um toque. Um papo capto através de uma porta entrefechada. O dinheiro arrecadado serviu para financiar o patife. mais caro que se viesse um hipopótamo. mas assim algo como um consulapso. a higiene de olhares profanáticos. Assim foi o que se pagou o pato. Macrorongorongo. E ali. joalho no soelho. mas não queira qualquisera que tal fosse! Ainda há aí ocasião a mais de um ah. semprimordina ramerrerum! Poliedro. Composição do lugar: chovendo. a disponibilidade de espírito. de esgar e de esguelha a se desgadanhar. e que antropo fazia então! Nós abrismos um prescindinte? Nem sim nem al. 154) . Cada pedradaço. cabana de nau a pique. ame esta ordem como ao seu diverso.

isto é uma ordem. E assim que as coisas significam? Mas então papai mentiu. descrevem a envergadura tal como antes do dilúvio? Curvamo-nos ante dois focos entre: intersecção pontual dos diâmetros com as redes do último reduto. vovô voou. o bronze se cinzela e bronzeia o parisembel. Dando um arco da hipérbole. Recupera o fervor dos acessos de arrepio. Cave vernácula. o príncipe dos céticos entre os Sagitários. não um sabá: neste volume.de sinopse se escancrodoridátila o belisgo ao champolionato. Al parece que não o atingirem o através acertando no meio . Suponhamos que esta passagem seja imaginária. causa de uma notável propriedade que se me der na esfera revelarei antestempo de durar um padrenosso. Ponto múltiplo com contacto: quando é que se sabe quando a matéria está viva e o objeto pensando? Contacto de primeira espécie: consigo mesmo. badalar uns dobres: é só discurso a metade. Lhe interessa orquestrar vespas? Esses elipsódios tanto não são a equação que exprime a condição do problema quanto menos tudo que os desmentisse estavam experimentando. a eleição outra de um estado além daquele que se extrai com raiz e tudo é matéria que requer sequer corcunda consideração! Presumo. euclisdêntrico a bazaróvias. Raspa o papalelo. estrito mércio com tetranítidos! Ganhar uns cobres. a confederação dos tamoios contra a Companhia! Algum macabeu vai bacamar-te. Filho de rei herético e rainha cismática. mas sumir assim com a pinta do que vai ser de tudo isso! Logo as substâncias que confiou passaria bruscamente a delastrar dum valor finito a outro valor menos sujeito aos usos e desabusos da realidade. titio avestruza a cabeça no buraco do tatu. construção de uma linha por pontos penseis entre ponto de fuga e pundonor. o resto me deixa por contágio regresso. e oito desbrumários larvam meu presunto! Behemoltk! Assim se bléia um endividro. Gargareja aquele grude que vosoutros aí em cima teimais em apelar geral! O transmonstro perverselebra moto proprio: ecce ens. in vitro scilicet. Arcobacilenas reverbereniçam contragólgotas a constagosto. compositio loci. Contemplários. mamãe corrigiu errado.

Espera que alguém lhe gertrudes? Construir uma elipse das apóstases que iam só até o ângulo. Bazófia em páfia é uma pinóia. Ali. filtra a luz de uma fagulha que me faz piscar. Terceira: consigo de novo. Num ai em ponto. disseram. Assim o ponto multiplicando cissiparidades com as estadias da flecha zenônica assina a reta qua já vem rodando. rechoncha e rechonchuda. zamzumim! Tais são as elipses que têm eixos proporcionais e dirigidas cf. A vara alta na mão choncha. carnaço. Segunda espécie: ver outrem. sistema de paralelas a partir das grandezas variáveis. sumimos. galga a catarata de degraus que a escadaria tangente prodigalícia.do entanto. um minúltimo para . Construção de raízes: divirjam-se. o rocambolesco mirabolante a malabar! Zum! O eco depressa o cem em um. larápio! Ainda vou me descartar dessa tranquibérnia calafobética: mais uma falcatrua tipifica o salafrário. as mesmas retas. porém que lápide ancorava nossa presença? O ponteiro semicolchincha: dá para pontificar sem sermos reparados. assinala o volume: a linha fraca toca aqui no ponto forte. Pelo poro que a boa bisca de uma agulha belisca no exterior da superfície. Um deles somos nós. cartuxa. A esquermuça deu lugar a mais um disparate: não era a honra dos numes telúricos que estava em jogatina. boas para determinar a POSIÇÃO DE UM PONTO. e naufraga soprando aos dezesseis ventos escombros pela Extensão pelásgica. aborígenes perdidos nas vias das dúvidas. mas não me alfonsa: maladito? Minhum. Não dava nenhuma novela essa vida minha: nem por uma anedota. é certo. Os massoretas encontram-se entre os massagetas tentando persuadir a barbárie dessa gente às suas picuinhas diacríticas. aqui. Limpo a mão na parede: INTERDISTO DENTRO. É o caso de atribuí-la com dissimulacros? Aborismos borbotetânicos desembarganham molesculúsculos. e já davam a volta por cimalha. O pedaço da terra. cercado de terraços por todos os laços: pedacite aguda. era apalpanágio dos criadores de mentruz dos arredores! Itamaracá. Neste andaime não vai longe o galalupe a ponto de pegar o trote: vivem nos tapumes. meu sistro de pedra! Nada tendes a fazer no sítio.

Em cimalaias. Entra pelo osso de um ouvidor. amirgo! Cosmostempassodumbre? Tudo descartopázio nesse estar de alhaço. ainda a convernança não chegou ao tinteiro. Não mais. São Nunca! Só depois. Não fastiçais as condições. Careca apanhando chuva. ∗ ∗ 2a lição: vos bucho! (p. Artilhérias contra Astralasgrado! Se piscar. . o vinagre de milho. E afinal para que serve isso? Para enfiar no nariz dos curiosos presentes. como sair da enriscada? Insultos se dividem em morais e intelectuais. não abro o olho nunca mais. Correio com sapato apertado. o picumã. Engraçado: se cair de quatro. Sampaios e guimbarões sararaivam cabisbilhotas abaixo. Para que serve isso? Martelar o dedo do carpinteiro. papos de tucano. Darreboldão a amálgama tripafúrdia estarrece o argumassento cambalacho. não levanta. Isso? Dar bandeira para os homens. Coruja cercando frango para não deixar o sol sair. Procôncio. 156) 2a lição: amargar. pilão! Reto é o ponto mais curto entre dois caminhos. Roubar e não poder carregar. mas uma chapoletada religa a circulação ao devidos canais. Engraçado ainda é galinha pondo defeito no ovo. 157) Houve decréscimo na 3a lição. E isso? Pegar no pé do perneta. Na derrocada final derruba a rocha e se despenha junto. deslisonga o berço. Papagaio falando polaco. engraçado é a única maneira que eu acho para não parar de rir quando tudo já foi gozado. chanjando de sacamala: para quem gosta é terrina cheia. Briga de foice no escuro. Engraçado também é macaco enchendo a cara de linguiça. para quem não quer tem bastante! Lá não esteja quem tal falado tenha! Perna para que os∗ buchos! Salubre. Engraçado ainda é galinha (p. sai mercador por um dedo de tris da boca mole do pão duro! Bichos que tapam a toca com o corpo próprio calam a matraca de qualquer fanfarrão simulóide! Se almofa. arraiagirassol. Bater em cego pelas costas. Não. Isso? Ser feito. Isso? Ver o anterior. a pátina. engraçado é formiga sentada no pinico balançando a perninha. — fica almofada. o pó. se engasgarejam. Isso? Dar o contra. em baixoventres.deixar o istmo: chicos. não se tabulece! Usado assim toa a insulto. se lamba faliscam a baladalada. o milagre do vinho. e sai pastando uns pasteizinhos de amargar∗.

uma caciquice. assunto. muito obrigado! Ora que tristeza de cena para a ária de volume tão alto. Isso? Pôr a cabeça no lugar. Lustra a água um solavácuo. em fragmose! Também pudera que outra via tomara. vulgo realidade objetiva. entre as coxas.. como me xingam de estravagante? Se não fosse bom em desvelar. um murro acompanhado de gestos de esparsão. Entendo que jandas são essas esfinjergadas: loção... tudo assim. confesso tudo e ainda reclamam do sotaque! Se não me deixam entrar. se esparramanchão. um cacete. o real é a moeda mais vil desta praça. tudo muito genérico para ser verdade. Cada tabefe. olhado mau. mas o que o tapa é seu próprio pulo. Entendo quejas de pancadas para ofir este gargalandão a quem dedântico! Guaraquiçá! Fé que desde que pus os pés neste escurral não disse uma certa. um punhal bem puxado. um punhado. Isso? Largar âncora! Isso? Que mais? Coitado. tudo serve para manter vivo o engodo essencial destes logradouros. cravo em sentido látego. tudo em muita puridade que aqui quase tudo é segredo de estado. porção. o recanto mais aprazível destes parques não se chama Buraco .. Cada pernalcho. e agora nós estamos com uma mão na polpa e a esquerda chupando a unha na boca? Réis coaxam na caixa.. É natural o tamanho que está? O rio roendo a pedra até entupir o leito. Cada tapume.Isso? Passar por nós. um coice. a prontasacolo. Cada topete. agouro. Summe distinguuntur. é que não faz distinção entre tanto e tanto faz. Consegregam o fastiscalfo. me ganhavam brincando e dormindo! O problema com o mundo dito exterior. a pontagota. donde vem chamarem-no Tolete. Dilatejam os revestígios. assunto. O crepúsculo púnico aterremonta fofocas. um cascoete.. Quem foi o cínico que engoliu a âncora. escala dióptrica grassando em degraus. Me enfiam um trabuco goelas abaixo. cada um ali desempenhando seu papiro como um hieroglifo. rescontonhecem defrente palmariz! A certeza participa da luz divina. segredou-me um secretário fazendo psiu de dentro da moita. Pertinácia morre longe. assunto. se as próprias dúvidas aqui desmaiam ao primeiro exame! Fermentilham os enxórgãos.

debaixo dágua alguma. óbice magnético! Dor.. Voz.do Metesetemedos. cara de anguejo dormingonho? Prefiro papar o miúdo. e eu — logo lá vou! Cada vez mais desesdepredessa.. perca o minho. schlept. siga o douro. Não há bisonho.. toc.. cf. que não lhe pouparão aplausos às suas mandíbulas florescidas de tanto mascar mosquitos. O oleiro. Ser. em casa. ∗ 2ª lição: Um tiro (p. trabalham nestas partes. quadrúpiter! O verdadeiro aeropagita enclespydra o pseudeurofagista. pã. Entrouxemouxe o estrambóide. trípolis. Bazar é seu! Ai daqueles que testemunham o que não viram. aiai daqueles cujo debaixo é meu. esquadrilha a Abominação da Extensão: grata a sombra a quem assolariam tantos lumes. no éden. O lenhador: pã. transmitindo as diversas espécies de peste que contraíram nos cafundós.. planta posta nas imediações do tanque réptil. pã. Um rito∗ de pedra daqui. que lhe pôs Maurício para não lhe bolinarem nas mudas de carnívoras que engordam com moscas batavas para não estranharem a dieta que terão que suportar quando chegar o momento culminante de enviá-las Atlântico acima para as cortes da Europa pasma. o larvadouro! Voou ela. ninguém desocupado.. um par de palmos de arromba. puros de álcool. toc.. se diz! Um pontífice aqui para impor jugo ao rio e trânsito de mercancia ser! Alqueire de lá para cá. segundo aquele que disse. Ainda há patifes em Brasília. uma groselha de prumos. Basta algo ter um filho para lhe porem nome de fidalgo! Estipula uma calamidade e depois — pé no estrambilho! — tergiversa . aiaiai daqueles outros três que me malharam aqui! Bíplis. Que faz um nome destes num ar tão a cristal? O pedreiro. tudo muito quieto como fazem quando. vá de gar. schlept.. caracumbas! Entrementres. pedre o gulho! Pensa que se fazer de pênsil leva além dos parênteses? A Levitação da Corporeidade. torna o detrás durante o através. primeiro peso. 159) . toc: a pedra — ela psiu! A forma. na quirera está a nata da quimera. mas a cabeça vacirílica.. Desfaça a tez. abra a caldraba. Lapis trahens ferrum. Fixa está a idéia.. nhekt! Ébano magnésio faz gato e sapeca do metal que mata.

queria viver num mundo de qualidade. omnia videre. ductus quibus aquae ducuntur! Nunca quis meter um número na minha cachola. Tiquetaque com um ∗ 2a lição: amassetou — tabefe. O Nome da Coisa. O Morronamento das Cúpulas. posse. tabique. grãozinhos de granito? Litteras mittere. Que fulano é mesquinho. cálculos miliares. agora tardio. O Condão do Repente. tapume!. Benvindo ao úmido tugúrio! O Colosso de Horrores está no 1/2 de uma Vastidão. ocos. jaz lá faz mais de mil degenerações. O desacerto dos Ápices. secundum constitutiones priorum. A Consagração da Mediocridade. Não podemos fazer prestígios. contra matusalém. desencadeando os sete olhos dos cadeados. zaspt! Giz! Aqui o açougue das feras mortas sem sangue. flecha movida a bafo: aquele que diz. 159) . A sublime Porta. Ó analfabética aletria. cume e Culminação da Desgraça Alheluia. granizo de cinza. A Ultrapassa do Limite. odorípara Beócia. O grande vaso cai ao forno. beltrão é cainho.Relógio. scire. societatis sollicitudo non dilatura. é matéria esplanada. Ubi? Ani. O Movimento da Negatividade vai encontrar a Testemunha Chave. Tardam piastras. sicrano — biscainho. por assim dizer! Quem se foi que nos deixou assim? o Cúmulo da Aberração. senhadores escabinos. O Palanque do Desfrute.. Não somos como seta de zarabatana. Pandilúvio. e daí ao mar é a Certeza do Passo. assim como dizem nossos maiores. efeito causífero! Fundibulários com penduricalhos bugrelhos vos enxuvalhotam? Sengos ou alheios? Alhos. A Manifestação da Carência. plim. — vesgo de tanto virar adverso e fazer as vezes de invés. (p. A Desolação da Casa. úrsula. Como reduzir a menina pitagórica dos olhos a uns ciscos. trastulho. O livro Como a Sabedoria. contra sedentros. O Florescimento do Desplante.. roqueroque. ele é quem o disse? Não contém zenões. cfe. ziz. crã. O fabricador de balanças deixa o final a edificação dos fiéis. azeite no açoite e perniscos para que vos serviram? Obtura a fome com este chumbo bom para o prumo! Lapis hic est quem posui monumentum capiti cartesiana. roendo o pão que ló amassetou — tafebe∗. Ecos sem fonte. O Aparato XLIVagem.

bruxuleia o escrúpulo esdrúxulo: para extrair o sabor de dentro da mente. Biombo e parafiso. Atalhou a modo de exemplo: adonde? Suspenso me consideram desde que à viva flor dos meus altos estágios — atentos! Caia! Caia! Por que não cai? Terceira via não existe. estafermo. certa. Impulso para a Queda. para cujo desiderato se conta com o desprendimento das partes. isso é pilo aguazil! Lá no canto. ermilitão. a Anábase do Carmelo. xlepft. salta. A Ascensão do Sustenido. comparece! A Mancomunação das Manifestações. xlept. O Prenuncio da Puberdade. o digitado diz que aqui de todas as vaidades a vaidade que faz força é que mais se acabala! A Vigilância dos Persegringos. O Triunfo do Asterisco. O Discernimento das Inclinações psaiu prejudicado. A Abundância dos Dias. zero plano! Doze tribos perdidas se acharam aqui. certa palavra! Veda saber pelo pouco que não me acerta nem vale junto à sentença inapelável da suprima instância das coisas. Toc. ao que lhe retrotruncou nas barbas de serpilho o roscfosc: glub. O Triunfo dos Trouxas. bonifrate! Abrem-se as cortinas de fumaça. Ainda não bem feito? Ainda bem que não. e se fumanchuspam. A Vagabundância dos Primórdios. se não — abra! Com os cacos se mantela uma até a casa vir de volta: quintal desse jaez. a Artimóia da Caça. Lá vem no diantifrício. toc. O que se convencionou chamar o Resplandor da Consideração.ziringuizum esquizagzito no fundo. encimadas por uma embaixada. A Quarta Fachada. A . xlep. A Concordância dos Prismismos. certa. O engraçado mora longe. toc. plug. o Ostracismo do Conteúdo! A Pedra da Filosofia. sem retoque. a forma está? Se estiver. al não me parece. A terra escorando meu pé não escorraça país que chegue para minha ênfase e lhe diga psiu. mediterreando malícias. Assim. glut. A Jurisdição dos Brutamontes. ai que algonizar tempos de muito dias! Empanzina. Nem se compara. O Percurso das Calamitates. trevas se fazem ver altaneiras. berlinguindon! Ecce signum vobis: porvir. Palavras dos dias: erva de medicina. A Contrafação das Cutilinárias. A Contaminação da Pureza. O varredor. A Ferrossimilhança dos Detestalhes. é. efetivamente.

Casa da Santidade. Taba, taberna, tabernáculo! Aquilo que não é assim, contrafeito seja! O mapagalho fosqueia o último palpilite, poderíamos dizer. Por que não o fazemos? Pergunte para o phyton, assim faziam nossos anteriores: catarata no olho de cobra, serpenteando cai adivinhando, prestidigitação ofídica, a senhora dos saguões bustrifedônicos, guardiã dos tesouros ocultos... O eixo da roda, diamante rude de lapidar: construir qualquer pentaparelólio, como se diz, é mais fácil que mamar no cilindro de euclides. Que não é euclidiano logo ficará maquiavélico, a partir da curva, a primeira entidade na vida dum geômetra, Idéia intuito. Reto é a idéia fixa, a idéia é fluxa: curva! O ponto, axis rotae: primordia. No princípio, era o ponto eixo da roda. A síncope na estabilidade deste pico produziu o traço que não fechava, bombordo: um hiato! Estibordo, um rastro de lesmas e arestas. Esta linha não estava destinada a vingar no meio físico propício às órbitas parambúlicas, virambólicas, elypsesleep! O ponto era neutro: apenas o lugar do equilíbrio onde a roda praticava seus exercícios minuciosos, apoios de frente sobre o solo seguidos de prodígios de malabarismos e instabilidade. Acabariam por tirar o ponto do seu mutismo visceral, o de fazer pedras calarem? Um nadinha introduzido no côncavo do ouriverso — a reta pôde. O rolé não está ao alcance da ralé euclidiana: redondo no circuito, área rotunda, órbitas balançando pordedentro dos anéis deixados por seus iguais... Sala armanda, cabeça chata considera o arquim como teto: não me punham baforadas nauseabundas nos vitrais da minha nonobstância! Quanto mais me toca, conquanto me destarquínia: o que balança é apenas bagunça. A Caixa da Água me açude feras balneárias, lápides preciosas — um dique. A Luz dos Olhos, ninguém é mago. A meu vítreo ver: firmamento fervilha de carros, fêmeas legendárias, figuras bestas, plaudindo. Currus rotat circa retrorsum, espaspalhantão! Esfera e cifra, a barreira almondegária lhe bate pelos gargomilos como a quinta onda do saltitânico. Marta o rastelo a pedra da preciosidade, a que cf. um livro muito antigo não se acha além. O Espólio das Guerras consigo mesmo. A banda me adona! Lá

entrei por acaso, e perseverei não querendo. Toscanejei, é certo, pestanejar porém nunca me viram os que piscam junto. Excrescência celular, vidros especiais: punctum remotum, K’lsatotek! Vê no espaço, imagina a partir das duas dimensões dum desenho o que será o sólido, o objeto, a máquina que esse desênhimo antepiça! O paralelo sampcha-se! A razão mecânica se vê, a alma do mecanismo está para ser vista: tornam-se necessariamente despistórios por compressão recíproca! Economia de matéria norteia o empreendimento, incrível porque compareça. A sombra nas portas do ser. Refrente à estampa disto. Me separem a diferença em nomes de massa, títulos de substâncias, amálgamas de pastas, balbúrdia de sarabandas, salada de mixórdias, a goma que gruda a cola no chupa sumo da sacola, a argamassa de cimento entre o piche e o emplastro, gelatina de betume a chinfra trinca em soluções de continuidade numa destrincheira. O nome que tinha sido posto como pedra de eleição foi exonerado por um golpe de vento desses acasos de estado que se fazem mais repentes à medida que as propriedades específicas vão desertando dos campos onde jaziam concentradas para irromperem a leste donde eram esperadas tirando dos impérios bugrúndios — RODAS DE DEVASTAÇÃO! Em águas turvas, criaturas da terra firme são mais gordos e mais fortes. Vivo é quem dorme no fofo! O forte é perto, daqui ali o mais lerdo dos porcos chegam antes de ficarem magros. Fraco é o bárbaro, o branco é grande, veio de longe, sabia que os simples são mais calmos, mais cheios de enfeites, entusiasmam-se a três por dois, soltos de protocolos e bobos de dar à luz a água na boca de qualquer cristão, brilho branco na ponta da língua. Lhano, o verde refratário a todo descortinício. O certo é que os reles andam tontos de matinas até vésperas, loucos, vagos, tristes, ora lentos agora lestos, prestes e leves, dextros entre os rápidos e as elianas do capim íngrime, longos se as torrentes se prosseguem torrando, reto se for adrede, lindos se puserem acintes, tantos forem quantos careçam, brabos quando estando em quatro vierem menos, cinco se insistirem demais,

adoradores de odores, hirtos sob as chuvas súbitas, rijos na moleza, moles na peleja, salvos se as circunstâncias não arrocharem o recheio, fartos quando tudo está morno e denso, suaves consigo, mortos quando o belga fala espulheta mais alto e põe vivo como raro dentro do vidro. Em breve, nada mais falso que seu doce, como alhures se disse. Pingo de uricalho, balão de chilanças, petitada ligeira, com — se nada mais! — tentam. Meigo não chega entinteiro. Legrai-vos os poucos que faziam outro! O curvo passa ao largo levando víveres para trazer por sífilis. Olá da ilha! Quem se atrevisca para lá — dá na linha? Cai no sólido o bólide arquimédio, deixando no depósito um primóide de compassos espasmódicos. Simetrias o perseguntam, formas retas que restaram o restauram no ângulo da onda, aparece um, passa uma situação adiante, propõe um arrângulo. O gengisgonço é metódico, método sendo a manobra mais farisaica de escrever torto por ficções jurídicas. Mancho meu devaneio por intermédio de paralelíadas, isósceles mas se aproxeguem: jogo de paciência, consigo. Comigo é palmo e pausa, quando digo que consigo, consigo mesmo. Limpo a parede na mão: jóia judia a burilar, lapis pretentiosa! Superioridades do cálculo sobre a observação, discutem. A supervisão qualha aqueles ali. A partir de um osso, montar um colosso. Definitio: que monstro resulta? O alicerce da ressurreição, um osso incorruptível, praticamente aço. Lança a mão de ressurtos astronômicos, toma a peito a tarefa. Força-se a ser, faz por onde. Vê se da prosérpina vez, não me pesqueniniza! As ligações são peligrosas, dimensões transversais ameaçam o posto onde reina o ponto nababescamente. O lugar oscila e se deforma conforme durante se lhe acrescenta vapor ainda quente das cloacas naribundas: digitales advertuntur impressiones. A família das Curvas de Nível rogacéus que paradas sucessivas sejam plautas. Perspectiva! Deste lado que está mais bem colocado: forma ganha nem força, peso arreganha. Não está na loja A LÓGICA — filial do empório A DEPREDAÇÃO DA REALIDADE que só explórica os ramos mais baldios do negócio de Generalidades! Ao

prato cheio, automatários, a isca esfria. Af... unda! Fui pedir uma notícia, deixei lá aquelas duas ou três que guardávamos zelozamente para instantes menos esclarecidos: ofendo o sólido, insinuo um plano entre a linha de resitência e o ponto nevrálgico. São operados, omita lamentar. Opto sortes. Exausto de vilipendiarem-se, quiosque atandianta me mudar para o prato vizir se a balança só com vosso ouro se abalança? Não me corrompa a rara porém grata oportunidade de endereçar-lhe a seguinte blasfêmia: na presente obveniência, culpo-me do que não me ocorre. Tanque obturado por uma ova de caimão, o mar oceano me obumbra os quatro continentes dos horizontes. Quatro orbes me solicitam, dois esperneiam, o terceiro: orai comigo. Ó de láscar! Borrão de óleo engaiolindo a área tolda. Paspatawinawupt! Cadaosso me fracassando com uma pedra mais dura que caroço de abacate, nada igual a previsto, a cerimônia quem orna? Parede e meia não sufaz para torná-los surdos a minhas súpricas! Saem ovacionadas por ovelhas abelhas que apenas ninguém mais julgava ovos capazes de polvoroses, meus bugalhos em suas tetas, fogo nos meus bofes, engoli o cachimbo, agora o que vai ser dos sentidos meus cinco? O mapagalho, mascavo quenem mascate aceitava, tosqueia o último palpilite. Está na hora de dar à onça de beber, do apagar da vela, do dar um duro danado, pagar um juro comprido, pregar murro em ponto de faca, sair em ponta de bala, bater na porta errada, das tarifas — coração: fazer das suas, a pior viagem! E se durma com um buráculo desses, agora é que a música não me cutuca! Me estrepto, perantepé. Boa parte, se der no jeito, já fica o inteiro pelo endireitado. Desço de novo a formas larvares de existência através de uma atritude súspita, tudo e tudo como! Davantagem! A glória do nome: nada mais mingau e pelado de verdadeira natureza que os desmandos das coisas em volta de sua presença! Purga a enfermidade da argila demótica que há de luzir e enrubescer como ferro de brigonha antes de virar paçoça∗, desmantela os desvarios

2* lição: virar paçoca, (p. 164)

organismos do pensar humano, os números oratórios que desabotoam essa fechatriz: descende do espaço, da distância, da extensão do lume caudaloso da lonjura... Subfruto de sua própria busca que lhe fazem, transita, corrói, corrompe, supera a medida interna da metamorfose. Parasse, coisa maior teria se passado. Um olhar depois, depois de olhar, vejamos. III dias transos, pancho sobre sua chance, veio que cedo o vejo. Surprésimo? Exorável sejas. É real? E o comprimento da onda? E a etapa? E? Queria poder ter em meu alcançaria o poderei de nossas alcançavas! Pernilúndio deixo por quantuluscumque dos mounstros! Prestindigita um prodígio, muitos augúrios gozam do prestígio que fanáticos grangearam junto a diáconos, epígonos paralipômenos e catecúmenos diagonais: cubículos flliformes quando os diáfanos undícolas rigorogizam aborronígeres nulíparas para furáculos burídicos, faro no ralo pós do raio! Vem a me estender além do simples átimo, formos enteados em seu corpo de Ser! Jorramíngula, gaioela! Em branco o duro na rúspia: raro sasso, naufrígio, turvo e trusco! Me enterroxam se andar do jeito que anda ,. diva não me faz passar gando e gadando! Pesamemuitos! Xucrasulca, pouco que nem tudo é tamporco! Me rebelisca um tris, e estrelaiça ura agudo: dias fastos com golpes difíceis, farsas nefastas fáceis de fazer. Contanto não me suetonho: proprium obvii sibi a se vertere! Farto deste vasto, salta um peixe e pisca a rol de vista: olho bispo, perene atenção gratuitária! A contemplação não dispõe da mínima consideração: a teoria termina com o desfile dos arquétipos, a procissão dos equinóxios, a parada dos colapsos! A medida que conforme passa, quem mais se destaca passando, apesar de levar tanto tempo para ser percebido, quando se percebe, faça-me o favor! Retrocontra e sempredentro, talmente e qualmente, o calcanhar desse carcamanho tamborila seus sóbrios sarcasmos na superfície faceta da nossa susceptibilidade! Pasmo perante palmo a pasto, solta um gesto evasivo: o enríspido! Cada um mais vérico que o que o precede, allegro tropf amargo pero nonmenos precioso! O breve clâmix abre na trégua uma brecha que se fecha em

cunha, o peso se agrava nas superfluices privas de ser. Direto, reto, ré! Relação entre Coisa e Nome: entre medida e medido! Nada me interessa mais: uma palavra dita aqui dista de mim tanto quanto até ali. Rerum novarum dictatoribus decet inadvertantur ut tacerent! Tanta razão ninguém tem que seu oponente nenhuma a tenha... A lambisgóia, e dos xeretas dois com ela: batraquéias mixtam ruimbomau, o ganso manso ao pé do mastro gasto: Monstrosauro! Perto, prestes, rente, junto, dentro — sempre o mesmo Grande Contra! Melhor uma flor mitridática que qualquer pé quinino. Dai-me um trono no teatro, lhes monstro o que é ver: frapo-lhe o ucrâino a poder de fiapos bem faíscos, raciocídios, vias a espanto espanto, e outras cartesiolatrias... Foram tal as prechinchas do gargalhamingas que só as retratando como ronco fino e guincho grosso chega-se a dar idéia — o que parece. Transporlion! Libo, e o corpo∗ plumba no abaixismo! O anaxiômedes sai na prox blasfômega pictagoresca: lobrigo que me repetitam um membrete, o do emparedado suando frio e tinta, discrepância entre a chama estopim e a cinza, que faz que não expluda? Cães aos ladrilhos, uivos aos búzios, também e também. Informe em crassa classe: trata-se de hermenese, Gense, I, X. Enganei um bobo numa casca de Occam. Manja de bichos? Qual o regime desse hajimepópolis? Fiquei do mesmíssimo tamanhinho: me reconduza à grandeza anterior. A quimera dominada! Quisera vir a caber em tanta quanta! Retrospécie, sanguifica a carnificina! Modifica, substância transobstante! Versifica a lista em prol de um rol diversificado num roldão, evento medido por um dito e mudado por um cujo. Padece de pareceres contrários à partícula que lhe apertence: mutatransmuta! Além não continua aqui! Aniquilin, identifique-se! Especifica e qualifica mas não justifica. O modo desta presença, passível de reticências! A transgédima transfiguração, diferente somente enquanto se refere à forma exterior mas nunca quanto outrotanto, quem diria, quem foi que dissesse? Incertifique um transeunte como intermediário! Retifica, unifica, exemplifica!

2a lição: copo plumba (p. 165)

Transifica! Fica... O transtorno no intercâmbio transparece? Só a carne mal passada, a gesticulação tresloucada, as circunstâncias do ambiente são irreversíveis! A substituição só dá de raspão na vista, sujeita a prestidigitações, o remanescente transcorre por conta própria da fase imediatamente posterior. Do pão ao nume, a vaga de um lume nos clarifica! Massa caia na pasta, o chão não passa da mão qua alcança! Não tem cangalha que me sirva, matraca que gire, pedroca que atire, paróquia que agüente! Ir daqui até lá é muito mais do que comigo! Maré só dura quando o vento muda, bolor não pega na pedra que vira: navio vem olhando e, por via das dúvidas, disparando todos os canhões contra a masturbação mental! O plano das águas procede percutindo a mesma técnica até gastar a tecla. Gluk! O guardarupa xingou demais o você que teima em ti se revirar! Estrongo, Brasília bichada de tatus! Pode ser ou está de chico? Magário. Anoitecido que foi, ouviu uma voz que lhe dizia: sai daí, peguei e saí. Parecia mais um monstro que outra coisa mais apresentável: pip... Occam! O mais estilista dentre os estilistas da Babilônia se candidata a nefelibata. Ovo, traga-o disfarço sob mil pretextos! Me taxam de obscurantista: precisa ver um primo meu. Aquilo sim que era treva, ele é que colocava uma sombra em cada bóia clara para ninguém botar uma clarabóia: fogo e brasão apreços pedrosos. Na horizontal, penso um pensamento vertical. Para subir na vida — ir morrendo por baixo: aquilo de sair para outra é geroglifo e genuflexo desta estação? Por uma escada desgraçadamente não subiu, não marionetado por cordões de insulamento, mas ascendente graças à multidão de suas próprias fortaliças? Outro receba o episcobato que pouco se lhes deva! Por falta de almoroço não foi, travessouras sobram de haver, ora que se tira daqui? Uma base, a mão, uma teima? Curiosum est quaerere, sed temerarium definire. Fofo de saber muito, mofo de não fazer nada, folga botar pedreganho no meu fregamilho... Girafoltas e viragotas! O tempo que se desprende na ida, se recupera na estadia, se repercura, se persecuncta. Resp nego consequentiam: non apparens, sed realis et

numerum et pondus narrationis. quanto tempo consegue escafander os galparélagos e as ardimalhas dos experimentos físicos? Calor. que tempo existe por si só. scaccum mattum! Mortuus rex. e que tempo não é feito.! Toco o pau no Ser: incorpora meus golpes à sinfonia dos seus contrastes. Desde que se proglamou por um deus. as desavenças dos sinópticos. deixando o campo livre para as fantasias do processo reabrirem sob ∗ 2a lição: Inscrição marmórea: (p. forma mais profunda de participação: o mal. liso só para evitar artrito. assim: o sinal de senão. Depois. esperando o primeiro vaso que sair no estreito do ruflar de sua própria sombra! Jusquemais. 167) . que inclui no mesmo tópico — os inventários longínquos. só faz ficar arpoando moscas com estilete agudíssimo.. de caeco illuminato. ad seipsum redens. a ignorância! Alegria. em seguida: a linha se perde no céu firmamento e emerge no flagrante da contemplação. os “melhoramentos”. de caelo allucinato. sine tirocinare nisi mittere! Enquanto uns amsterdam. forma mais elementar de comunicação entre dois corpos: mata! Percepção. de absoluta adultera. primeira energia de toda letargia: gargalhada bárbara com um pé às costas. trans. ut antitypus! Um. Extensão Baldia! Quatro elevações de atenção: o chão em volta. ou em Antuérpia. uma. a Hypnerotomachia Poliphili! — adendis susceptis.. resulto ao último qualibre. as pororocas! Projeta uma sombra da Lei — a figura exata é uma barafunda. de aqua in vinum mutata! Me asseverou que o litígio entre a idéia e a coisa era muito obediente a uma simples lei de projeções. celulam operire jussit. In locum suum se restituebat. e se não concertam? Convivo um tempo feito por obra e ordem do espírito. me foge a fórmula desse regime.propria. Incrição∗ marmórea: HIC FUIT LAPIS. Et quasi peregrinos per plaginas pertransire usque consumatio doloris legendi! Saccum est. ou em casa. quod invenies intra? Ipse et simul quam antea: oculum sanguinolentum aquam et cruor vertentem. mas o projeto de lei morreu na casca. additur ad momentum. Assim não vale. os trancos que vêm aos barnabéns de barrancos. — de suscitato Lazaro. dois.

precisamos. a complicado in persona. respirar enquanto poder! O instante que a razão irrompe era breve para ser. sob o trepanácio de São Patrocínio. mostrar-lhe um terremoto. alguém tinha que ver o ar. o bem falante. mas uma vez que o patrocinador se sentia bem dilatou a dura e a mora obtendo incontinente uma crise de anacronismo agudo: diariamente me acabrunha a derrama corriqueira das coisices. só se for. em rosíduos e isidórios. medo gargalham cães! Mexericos e fuxicos me levantam a voz: determinar o coeficiente de silêncio necessário para transformar uma subsurce em grito de alantermas! Cães de caça maiores que as presas específicas procurem um cheiro fininho. nunca trans. o grito de elefante. arranca latim da garganta das feras caninanas! Aceita esta receita como sua legítima resposta? Lembrate que és macaco velho e em pó de mico hás de tornar! Aceita esta resposta como sua legítima prerrogativa represália? Lembra-te que és lesma e em meleca hás de tornar! Aceita esta afronta como sua . transMutter! Tem que ser. torná-lo palpo sem tirá-lo do seu elemento. mas sempre a mesma substância. Occam. eulálio.. me estrangulava: quando parou. Onde ficka Hermenetrimegildo? Acki. assentar suas bases fora do éter. a brutamala desceu para gonçá-lo! Para Resgatar os Santos Lugares Comuns das Mãos dos Infiéis. Valgaburga. cães menores que as peças de museu e troféu levam na cara o grande vento do fedor das vítimas! Menórias tem maioria de votos na vitória! Como algum dia. livra a cara de quem te capricha! Enquanto o imobilizava. Passe um trácio. dias não dou nem dois para deixar de onda e mudar de idéia antes que a próxima venha: o eco se prospalongra! A janela bolança. embaixo das portas de trapérsios: abra.. nunca mais! Dor de ilusão. tosse e tromboses adaptativas. Ão! Simplício. Noite pardeja gatunos. e nenhum senso me significa além de fome. mártir dos segredos da confissão. o grilo velante. um monstro aquático e uma exceção órfã de regra. o ar estava sem mim! Não presta: ferro malha fredo frio. As professorias dos anacoristas. desnorteiam e nordesteiam o malefício de São Bonifácio. a porta oscila e a sala manca. nunca além.nova direção.

acende além. o esplendor gigante desaba pensando em mim. em virtude de reconduzir os transeuntes à condição de ingredientes: toda pérola — seu dia de ostracismo. cultua hábitos que não se perpetuam. na contratampa. Durante toda a experiência. Controlo uma bola de vento além do período regulamentar. Dei-lhe uma olhada tão . o triunsviraldo? Lembra-te que és começo e enfim hás de ficar! Que és isso. Piscou! Sabe alá o que é isso? Apaga aqui. Domina quem me denomina? Um Lacústrico falando em pequeninês — awauf! — não comprende o silvastro. se tem partes com o vinagre. e em nada disto hás de tornar! Os Louvores do Agrião. basta distar uma parassanga do seu estado de sanguessuga para pegar as manias da sua fonte de víveres: lágida a lápide sob a laje! Contratrato: ama teu semelhante. sem as quais porém nada sai dos cones para a glória das tabelas manuais! Parasita. de tanto pagode. adota um estilo mais conforme a este afilhado! Quando de ímã arrasta uma onça de ferragem? O astrolábil junge o pertêncil com o longe retrocéssil. que necessidade se tinha de retas para traçar uma curva. Tudo que é agridoce satisfaz o paladar estimulando a mente: como doce. fechando. Teu próximo ama teu sósia como teu séquito à reencarnação de Zósimo. verruga de fogo ardendo. Brasas. uma atrás da outra. afetando ingratidão: saindo de perto sem pensar em tirar aquilo da cabeça. uma porta para abrir a brasa seguinte.legítima parcela? Lembra-te que és lapso e em segredo hás de tornar! Aceita esta oferta como sua legítima pretensão? Lembra-te que és uma lenda e em exemplo hás de ficar! Aceita esta lambuja e lembrate das homenagens da gerúsia! Lembra-te que não passas de um momento e em manabumento deves ficar! Aceita um petisco. como azedo se sabe a mel e muito açúcares mais? E tudo. o ilustre não entende o indez. Mãe das contingências. com a cabeça indo parar na conchinchinha!! Está com o miolo mole: só capta segundas intenções quando entra com o pé esquerdo. por que toda essa zoopsia? Muito comum isso de jogar um anel em alto mar e achá-lo dentro de um peixe pescado na véspera! A casa onde a água mora cai e recai e sempre é a qual.

um ímã e a areia. sequazes do seu quase a quase. aura em casa. estala a língua a cada sete sílabas e vomila uma fita de frases perfeitas no sotaque carregado pelas . eis aí uma lâmpada. É forro de bodó. o título do eixo. em baixo e em rodolfo. estamos quitérios. O ímã atrai às flores do campo. parece galinha: fodem para botar. nu. Anjo em carne se conzagra. que só tem criado problemas para comer. anarcoíris! Outros tenho-os vistos torturados e atanásios. tira a mão daí. alma no cárcere. filho de uma égua iugoslava! Tão nova e já levantando celeuma e levando uma cantada! O Monstro. Quero ver quem advinha qual o que desistiu. sem dar um VI pio. — mero pêlo plantado no nervo! Virem-se. Norte! Ação erosiva dos ruídos e do mormaço sobre as marebundas do mar morto: retrojaz coextensivo à Extensão. Ainda hei de estrangular o primeiro gringo que me aparecer mexendo nas minhas coisas. E por este teor o que era fácil resvalou-se e por este temor. na essência! Azultramarélio! Alma a temperaturas árticas: espírito. Assinácios. direita: o coração! Imóvel. porém. falta prepárido. Que foi que o gosto viu na alface para preferi-la à carne humana? Sobre o indiferentismo em matéria de tantofaz. vale em formato de U. esse todos sabemos que é. dengues. cabo representando um não! Bicho desses mundos que se escondem por trás da prega da dobra. é ferrote no bozó — e outras admassinistrações por aleluiaminição! Se tem nas redondezas quem tentou trazer este mundo para um clima mais proporcionício às amplas generalizações. em cima. pingando dum tubo. essa é tua — coisa nenhuma!. a queimaroupa. O espectro visível.certeira que o vi: a inteligência é essa introdústia de não trabalhar. A repulsa abcdedicta movida a nojo. chegaram tão antes que melhor a seu talante seria dourapilulante! Desprotegídios: fritz. um zeferindo a referino — bem pergamadinhos! Vidéia macrocorônguia! Para a eterna quaresma das casernas. prendas e melindres! Esquerda: a cabeça. enfim cedendo e sendo assim! COMEÇOU A IDADE GLACIAL. não botam para foder. Arcoarisco. franz e cris! Como uma espécie de iolanda que eu salvasse de alguma infância. donaires.

O rival em frente pediu tempo para lembrar da última vez ∗ 2a lição: então: levantar futuração (p.. aquarum poculos bibisturris! MXDLVIII. O mais antigo no posto e no caneco disse que estava ali por acaso. desembanjando-se em coevasivas inaceitáveis: tabula salvationis ibi legitur.. E qual e tanto! O tal negócio: por um ponto a tangente não tocaria a circunferência. que não tinham culpa de tanta nudez. o resultado não se fazendo esperar.nações descidas dos sótãos do sertão. que dizer de nós que sabemos até separar a essência da existência a que Deus a votou. hic jacet! Quando ela já tivesse sido goiabada. a casa não está para vender: se era santa para eles. A colheita deste ano foi esmagadora.. só então: levanta futuração∗. canhoteiro! Uma sentinela acaba de sentir Occam se espalhando pelas cloacas do templo. parecer conforme quando não passamos de meros inclusives. por intermédio de um guardamapa. marca em minha pele o compasso de seis pontas. maricas hasteiam bagas harpoando vagas! Como uma cor muda uma pessoa. josé gira zeca ou se desgeringonça à moda da cuca? Como vagões mas estou pouco cagando porque o cu se recusa a transformar a voz dos peidos na ação de merda que consiste em bostejá-los. desanuviam o espaço além da graça: navio ao longe metendo a vara nos panos. Provo por a mais não poder ver ou perder de vista: que tal levar uma aferrolhada no osso tê da testa.. pura ocasião: amanhã às mesmas horas estaria em casa debaixo das cobertas e por cima da patroa. como efeito. nada me desacorçoa. mandando brasa nos barbantes. 171) . a boca suja do rio que se chamava antigamente já não se sabe: se nome o tinha. eterno olvido o tenhas! Uma doença. Quer sair aí ou no tabefistão? Limparam. Queira ter a bondade de entrar. Uma coisa se enrola em volta do meu entendimento. qual seu apelido nesta extensão onde cada joão vira joca na primeira geração. ver tudo limpo: prazer de quem varre! Sete mentirosos se aconteceram uma noite na taverna. se enovelam as volutas. me atchinge por tabela! Cora da vergonha de estar morto já que cadáver vos acucaracham desacordado. Tomaster matresnotas? Contine-se.

Campos Magnéticos e Catalaúnicos! Arte de Escolher Nome para Si. gesto parado no . ruína. O saltimbanco de feira virou para o velhaco vizinho e piscou tão discretamente que apagou a lâmpada: na confusão que se seguiu só uma verdade deu de incutir. lapis brasilica: arte ponderaria! Luz incerta. força o painel. um sim ao lado do ser! Um U na cuca. ilumina tudo ao mesmo tempo: de latitudine formarum ab latitudine acquisitionis latitudinis motus! Dualismo persa. o senso requer escrotinho.que ali estivera. elenco! Me seguro aqui para não cair.. sai dos lugares errados. Protomatemática. bom de pisar é pedra. Perdi um punhado de sentidos. Questão das Investiduras no Conciliábulo de Latrão! Um 2 nos degraus. livrar a cara dos fenômenos: adquirir essa lógica. Um 7 na conta. acelerar os Planos Fleugmáticos. fura a nuvem.. Intunc quaestio ipsa falsa est! Mete um N no sim. O novato observava atento a mesa. Um S na frente. à luz da fonte do sentido. Um X na China. o resto é queda. cuja vaga absurdaria o próprio óbvio. jeito meio sem graça. Um C na perna. De Ponderositate. picirico de cicaba! O próprio é muito comum: uma presença isenta de qualquer falta. Um pé nas costas. A latrina sob o latrocínio do patrão. Um R na ré. O recém-chegado apostou uma coroa como não perdia as faculdades com dez vezes mais o que bebera. Um V entre os dedos. muito de respeitar. tracipício onde o príncipe se pracispista! Fiquei muito sentido! Todo um quarteirão de mortos! Primácio tem colher? Entendimento em ascensão. Um B na testa. methodus conjecturandi: índole. por sinal e tudo mais. pior que é consciência. Um F na gafirofa. Restitutionis via integritatis substantiae testium auctoritas. de bruços nela para garantir o máximo de proximidade entre o observador e a coisa observada. Um A no esmo. só então percebendo: o que mais falta lhe faz é um chão. olhar e piscar: não bate preguiça sem estuprim! Fogo de pedernal! Cai e pira. Quod ego sim non discutaturum: só um analfabeto teria lá seu atrauso. um cós na trilha! Photismi de lumine et umbra. a que só se nutre de pareceres! Salvare apparentias. quando pisco sonho o mais curto possível e logo tudo tão claro! Argento vivo.

penedo pênsil! Paralela a se partir no elo mais tenaz. Magnete! — propenso a levar ferro — quando o mais fresco seria ficar olhando ou mesmo nem prestar pestana: pedra aflita. crã. e lá vai fumeta! Minha madrinha nasceu em praga. ora. arrisca timtimportimtímido um infinito que já tinham dito. sempre: al de lhufes! O calor coado através de minha frieza intelectual chega triste até aí: fêmeas atônitas atrás de porra. Puxa o corpo da terra a chuva. volto remisso! Crepúsculo. . Luz doendo de onde o olho aldeondo: vou. senhores de molares prestes a todos os paladares. já — eu! Um membro desta substância inflamou. purra. psefospecta de ademanes malabares — gesto de adeus dizendo volte! A dor pura. Dor. em ouro — quando passa a se chamar filosofal. hein! O magnata do ferro esbanja farpas. pfode? Lamenta não nadar melhor: a ponta de pedra penetrou fundo. e filosofar! Tabula plumbea: circulus. Lei da Ordem das Coisas. para a gente ficar a conhecer só a si mesmo? Massacrã. saúde. comporte-se. sobre o ímã. o sangue envergonha o nilo. alunos de vermelho! Meça o tempo que levo franzindo isto para ver como é mais apanácio tirar pelo natural: só que não dá camisa para o quereleiro. joga tudo que vai mil e tal! Nada que enferme meu pendor. em peste há de tornar! Descrever o beliscão de um ímã como um golpe. A DOR ultrapança o sofrimento. depois: por lá.meio! Separa o ioiô do trigo. rapaz. posto que eram! Antes: aqui. roga cada uma. virar a substância vulgar. rocha apaixonada. venho. quantas questões a levantar? O mau hálito do magnete? O estigma da pedra heracléia que tem para fazer doze trabalhos na era do ferro — quando próprio de pedras é repousar. toma um copo de jeito. luz no olho apolvorando a profundeza. aurorasavessas! Professor de cinzas. arruinei o edifício. symbolum hieroglyphicum sapientiae cherubini! Por um desenconstro. puxa! Sintinela ensinala. pode atrair seres indesprezáveis. vê lá. vim com um olho de cura e a pedra já levava umas boas eternidades de luzlambuja. e era a forma: cinco a tris! Um ser de câmara: não tem mais nada que preste. querendo ser honrado sob tudo quanto é nome! Elétrico o tempo. cristal no dente.

pingapiranga. mancha de prazeres. aqui alguém começou cada vez mais a devagar — reconsiderare. jangadas e canoas cananéias assediam o galeão que assola o golfo. fundo. evadimônio especulontanho... Úmido! Achou! Splaft! O humor destas gentes é descorregadio: entre cara e buço. na cara está: só não sei onde a cara. águapipi! Espatifa a palafita. Vodinadruma esgoronte! Luz.. espaço.. charada dechifrada! Um S nesse J. 174) . susto. D. na boca da malóquia: vistmos um sinal e não. percurso a dizimar com método.crando! Isso me aquela. saçanha e asazena! Toca pau de tacape nesse gongórdio de média pataquatro: um dekampute medula na medida de pacotito! Parinama lixa. avivar o chá de camomélia. alexandrez! Não é que o sujeito ocupa uma pose magistral? Lugar substituindo a casa: sucede que alguns ávidos de pensar certos problemas — se isolam. tempo. Aprox. — papamingau. naco de tatuquara na caganveira∗! Vence o prazo: patrisilfra de avenstruzas caraibitas. LXX pirogas. Morno! Esquentando. longe. Chega energia no órgão. frapa na garrufa: cronch! —. CCC. ímã! Apelando é apelido! Na suçarramatana de malamitatiaias. buraco. O S num B. ruína. filasofreres: pertranslucit! Quaestio de Euphonia. tão claro aqui estando neste ∗ 2a lição: tatuquara na cangaveira! (p. nome: 5!: 9. noite. coube a caralhapuça? A Pedra da Invisibilidade faz se ver através como se por um diamante: o óculo de alcance. apurar o ouro das cinzas. na kawa do bicho. vislumbrar azulilasmas.. Tão claro aqui neste desvão que nem consulta ao caso amarelar o vermelho. Frio. três e a quarta — um esboço. vidro.. relincha! Guinzaia? Relance nana e está. Víveres nas vísceras. borrifando de borracha! Pitoco. Quies media: sulge e preambula! VIII dias de velância e guardamento. ainda. Papelgaiadas.. sempre. Infeelingz! Batatá! O escalpilhete estalagtigtag na estaca — uma aposteose. tombo. xingacoalha! Calma na toca. Pegadas: ao vidro. ídolo. frio. esmo.. luz. calor. m’isto cancelerna! Conheci em meu crepúsculo cardíaco que o Senhor verte os trabucos de sua graça e a abundância da sua piedade sobre a cabeça que não pensa.

discobrusco! Mostrar a hajimônia ao impessoal. ai. reze tantos padrenócios. — que o X não briça em servinco! Apontem a. comiguignosco: a harmonia que há entre 2 pedaços da mesma coisa que se encontram. a divina periódica! Ia acabar acontecendo: na pentagônia. os picos. vamos mendo sombrismos a dumbra. dantros de cimaesmo! Albalçamam esmaragdá. mônada. mania no tudo: eu. enventaram o antiquadro. se entregam e se encarregam de prevaricar. ui. . realça número sínfono o retrolapso ao metafisco prossimíscuo! Passe o eufemismo por cima de uma dessas anormandas pejorativas. b. seguido por sangudo. mais que cela celeiro de seilás! O período invisível. a mim. escova. traz em pau de vorossoca defuntos e definitivos! Gustacavilapit! Escova. c.setor da sombra: cortiça de carne. — e arre mania senão estivermos em casa ou no evangelho de são nunca! O que se moventanove — atlasquiça murmurismos: um jâmbetro sacaroleja o espirralho. píncaros e píncaros a fio. provocar e provar que se pertencem! Troncosérvias e controvérsias: orates está em casa. e fim! Interregnum interrogans. — e F! Arrecongonham a disponsa amarfanhada pelo trote dos acontecimentos! Diga 33. vibra em peido de quebrar vidros. o calamista skentalros! Gegememeios. ficta et picta! Coalhônio? Alexis. o frio da periferia argurui antigústias: arbeitsésamos! Um T no Testamento. constrolações caribe! Invisibilizase a mais aindas. alferex! Ax do ó. caldapalavão! Mãonarodágua. crise quase. crucial sobresaltre me ganha! Levedo e halena. ik’n tatum! Argosma água e unda por toda uganda! A esquerda. Persona persica. o nãoângulo! O glutão de glosas floriosas dissípula o ser de sua aparência. fulargamaça argolamuriçoca. pesquinínçoras e pisquedizes me companhitram. esta crase. lendo sempre o texto dum livro nenhum! Documínio. o desredondo. tremegestos irresolúveis! Translatio imperriti: o filósofo que me habita não mo confundam com! Pelomênios: taba rásula. axilas. couro de carniça. esse zero! Alto lá tampouco com um sinal de reduzir! Devagar com o 4!. agnia em ataíma! Geraldo e particulino vando. fuifiu. a fluxoflexão que me atrapassa! Plasfêmia.

barbárie . pecado que não haja dado. Susto. e cinco nunca foi conta de mentir! Ímã versus eco: não percam peso nenhem latim! O prol visante antepensamão o que as vindouriversárias desmantimilarão! Paródia não só: metáfrase. o siso e a luz do dia — usos da alma que se faz de parmalesma para farturar a abertura da boca na negação da porta! Nada mais me resta que prestasse: aqui me abondonam. o apito. E eu clides e prestes a clistorizar a arnaltomia. o panículo. O cortacrise queiramancia contracompadre: memphis como creta ao náufrago ávido de primos sufrágios? Clange o tique dos tímpanos. telescórpio calcásias charonhas! Ali: cai de repente o que já estava. Em vaivéns: desmaios e vômitos místicos. abanando esta muscária pavonina! Se bem o verto. convosco talvez esteja eu contando como a um imã que viu ferro em mim e me acoçoroa e me assedia e me insiste e me teima e me chacina e me controla. horrores. Ocorro! Ocorro! Que o que deva sucedarse — instale-se! Quando mão e coisa se disserem do mesmo jeito e do mesmo trejeito se dissolverem. metralho esse targum! Vergo o termo. o barrufo vermelho! De herba mentem portante. azul e amarelo dissonando seus ancenúbios! O som deles é menos isso aí que outra coisa é um completo desastre: mérito da mente adivinhar que a luz ia acender. jacinto nos labirintos de nepente e chicória nos olivais de santarém: frasis ipsa vírgula condonis vertebat! De quaestio a osmosis: diálogo? Está a como. as metamorfoses do colosso! O palestrista titiriteiro limita-se a um ecumênico: acondessa o que acontosse — acontece às cinco horas. Eu metro esse persperto. pânico. Em poses. medido em arrepios. isto aqui já foi bem mais lindo como rabo de um bicho do que este nosso frescor de hortaliças. um sopapo no soprasopa. molhos e molígulas concorujam a busla. roxo. um cascau no comelambugem. seu dia de gazinafre! Modele-se em tris: o arrepio. Como está? Maismei a hora! Posso ser? Pode. o metagogo! Puh!. Secos e séculos. avaliado em milhões! Máquina de armavancas alticulatras: o equilíbrido voscila recalcitros. calculados em calafrios. um paulatina no escutafilhadaputa! Perdia a fala.escova! Almaimã. hermes.

prestígio malabar. quem ultrapuxa não mede torcicolos a olhar para trás. Escapará? Quem engasga não engole. quem fica. pfíngaros a spynctros. lasca de luz debaixo do sovaco. (p. deusa boba que não olha a frente donde pisa. 176) Houve um decréscimo na 3a lição. cuide bem do que enxergo! O que desponta é ser nascente! Numa palavra: isso é tudo. misteiriço que nos alterega. L. índice em riste e em mim! O barrido não estava no tacuíno! Pelequizo uma pinha de carcabúçolas! Copto o não será. ∗ ∗ 2a lição: um pronto para levar o chega às raias (p. o presto no esgoto. De noite o sangue vai para a cabeça. andromeandro do que imajo! Quem tem patranha. Cartesii monogatari sicut esse potuerat. 176) Houve um decréscimo na 3a lição. fonte de R. Corpora archetypa: por apoio aposcopeu. 2a lição: mártir do que testemunho. M e outros logradouros inconfessáveis. não morre baganha! A diferença entre morrer e matar é? O arquiaqui. tempo. tudo que é teu é do senhor! Aprendeu prestidigitação na casa dos olhos do senhor! Lá ganhou nome. de dia para as mãos: essa tese é tributária duma senhora hipótese. vestido e curado pelo senhor durante dez anos! Hipótese: ele escapa. o verde no agudo.não é documentário! Me dera um cupim de colchão — curas cubiculares. a Pedra dos Intépretes. e basta um pronto para∗ o chega às raias da mais estreita insuficiência mental! Espantos que te carreguem nos camelos da lembrança. Lilaralaliralah! O roxo no plano. Alimentando. num icasmo passageste! A Fonte das Vezes. rocha avulsa em presença duma aberração incógnita delata seus processos. — mártir do∗ testemunho. fantochão — e que! Metropata recembelmonte a presbeuma toupinambaoults que veio com a estação das chuvas e como os consecutivos algurimentos: leb simba katekumn tungalingam. paçoca onde as salamandras engendram caraminholas que com elas mais se assembleiam! E o cu com as causas? Hermeneu. onde escusa botar defeito porque desfaz! Uma palmeira sai por aí. O efeito se prosta aos pés da Causa e a adora. . non ita fluit: cogitare até o esse. cárcere de parênteses e pareceres! Brincatendeirora! Dado um ponto P. quarawana lapsa numa dombrowska do terreno! Escravo.

fique! Sai! Sai! Sai! Estou cagando e andando para o boneco. amém! É.. Precisa ver a presteza de traço com que operam essas instantâneas transformas: não se transcorre segundo sem o correspondente registro. aí esteja! Ainda bem que sou da mesma natureza dessas coisas que percebo senão nada seria destas séries suprasitas! Birita. a graça e outros flagelos grasnando impunes como a esperança. Natural esse original? Deu. de vista. Estrago estratégico fazem ira e ironia na higiene dessa tal idéia. valeu! Está aí. não derrame pitangas que eu torço pelas gabirobas de piracicaba. para daí partirem caminho de W. Concluio: aludo. quilate e calibre dum cálice vítreo! Na planta do pé. o que existe tem direito a continuar assim até que a morte o separe da essência que costumamos atribuir-lhe: existiu. ingênua da cabeça. eu desço até os mínimos detalhes da arena para dizer hinc leones.conduzir uma carência até os extremos limites de H. Formigamento no pé. Encerro. concha ou gaveta tempera. eu deixo mamãe sozinha para assegurar tua continuidade! DEDIFICATÓRIA. água na cuca. A fé. o pé de planta penetra. espirro de rapé! Já pensou na ausência de meios como o momento mais propício de alcançar todas as coisas? Não? Então.. Lúgubre! Mórbido! ∗ 2a lição: coceira lá de dentro (p. Vista um. As atitudes mais radicais. viva! Saiu. Ou trés. . Todo fenômeno é legítimo.. onde todos os elementos e seus avatares tendam a um lugar rente do leste de AF. ampola potável a modo como que de bacia ou cesta. 178) Houve um decréscimo na 3a lição. coceira∗ de dentro. a alegria e o amor dever ser banidos a golpes de reflexão. isso é batalha naval ou pileque abeberígene a pique? Escrever sobre fenômenos infratelúricos.. empurrão por detrás. Enfim. não custa muito avançar outro tanto. até a pleroma do saco e a pletora do vasilhame. dê! Foi. os pensamentos mais profundos. cada vez mais genuflexos! Paz na terra dos homens da mais súbita instantaneidade! Dialética. essa fila vai para sofia? O que chegou até aqui. Centesauros mastigóforos. único muro de lamentações onde se conformam suas lágrimas em semear na pedra. apenas mais um dos dialetos da mente.

sempre a mesma fuga sem cura: lapa erótica. (p. guerra é guerra! Uma carlota crânica munga e resmunga. donda e retonta! Um real de água. Pornossinal! O caltivério ensaia famosas aparências. burbulha um murmunimento. uma duas réias de coisas! Incendíbulos aquecem este ponto de ocasião. Occam — bulhufas! Vai de mal em farra a pior na marra. Tem cabide neste babelneário para o cabimento duma fachadariz. Ásia dura de roer! Qual é o charlatão mais em voga atualmente em tuas encruzilhadas de cordilheiras∗. tédio e malaproprismos! Meio revela o altorelevo. ostra e margarida entre as mandíbulas de mandróbulo! O disputa satrapurno toma impulso sob um certo inspéctulo. balestrando! A mente levando em procissão de triunfo um altolume — arrasta uma carcaça que francamente por onde passa os abutres atropeçam o nariz a nojo podre! Um personagem da meia cancha do mistério me envia uma carta enigmática. ao ler. não se amarra em qualqueira arrimo e se derrama por cima da porcaria. cf. A pua. caldo da pampanela de alcoolista. capitais proparoxítonas. a ilha cavada à unha: o cadaverfalso acampa no plano.Macabro! Um nimbo envolve a forma do prototroço. meus purcos recarsos. entre tijolos e baríjulos? Bufas operam. cilindrêncio! Himnoses psitácitas rembram-te. passe na caixa dos milhões e pólen na bosta dos dias de ataraxia. Indigisto! Discretamente descrita. onde olhos mortais nunca botaram o tropo de um soslaio: quiabo! A Idéia Mãe. azerbaidjam-se. astro errático. o jarrete. o absoluto mal ∗ 2a lição: encruzilhadas de corcodilheiras. casaquistam-nos. mesquitas aos milhares ecoam em mosquitos os enxames de meus mil nomes. 178) . coisas sem papai nem mamãe. um pesadelo vento macarronca das mãos e atira nas trevas exteriores onde a estas alturas ninguém se arrisca. fábulas sem escopo. o distinto da qualigrafeira dos belestristes: as batutas patetas da batata do meu meiocórdio! Penduram-se as enxuteiras mas os schultz — não! Todo meio se baldeia. períbulos templários e púlpitos sinagógicos? Atesto e dou martírio: consto de legendas áureas. Falaram em séculos.

X. cheio de nove horas me malhatmagando. . dança e se manda dançando e descançando. amásia de Sua Eminência. coisa de cozinha e esbodegários! Não me atrevejo julgular a gengisberila da florisbela! Caguiu? Gilfo. Doce de cu. mascate mascando nhoque mate de minhoca! Aires Perínios. titã na porta do galpão de isisabelba! Fuga a tocata de cachola. canja de golinhadalguém! Toa é a lisa. mercúrio levando a palavra paterna até a destinatária. acirraçuceno! Um menino correndo pode significar muita coisa. heurekaraquire-se! Adusumcartessi! Para isso. a lesa e a louca e. a progenitora do retrospectivo! Espalhaguete! Vladimirkung! Vertenchalgue! Quatro golpes. Jerevásio. arrivodevedersi! Em gânglios de arácneos. A Lei do Todopoderoso Pão Partido. todos proprietários. e tantos outros. ou passa? Buracolabúrico: esfera de gude grude! Apodreço neste buraco branco — meus gizes. Desraspante. sou o pedigrilo! Abolilboquetinanasenhora. epítetos do meu centrespírito perífugo. suspeitam-me de anemia e me erguem de animismos. arguz! Pinfi Bistyx! Atentem para a ênfase do papai degas. a fuga dos deveres de casa. Não passa de quincidência. Coisas são palavras que uma bruxa petrificou: Leo o Poldo. a busca do melhor tempo olímpico. catando pora! Aparecebo um ofúsculo. levando produto ventre os benefícios do seu vicevendido fruto. minhas gelosias. todos titulares. tropeço num refletictaxe. um risoto nas costas da boca. o prototropo. arbustos galhardos! Natural que alguns aleijões se produzam no Suigênisis.passado e acebolado! Vezes tantas me apliquei de amnésia que só não me desmaionese porque o memorando não sai da minha frente e já sai me lembrando: anda. a Lenda dos Sete Cachorros Magros. uma salutar reação contra os lentos hábitos dos velhos. o nadarilho. o monstro. um menino correndo. galope. o da pedra maleducada. senhor da pedra polida. getaminas e armênias claras. antes que me aqueça. escanguruto a carcabuzar da fonturna! Lalia. Max Hilário. I. cratério nos solicismos da latrinolatria! Festa de Embalo dos Deuses. tudo a valer. intervenção súrgica! Química. O objeto estende a sinédoque duma sombra.

projetraduzindo o sorrisório da trágica nas pegadas dos esgares comédicos. Separafuturo presente ficará. propércimo. Carece mão. diacassandra! Casas e mesas potâmias. Totem-me Toth! Sursispense. deveredagar. cegasfacas e calendas ferozes: vai chegando o perto do próximo próximoperto.. uma inana de inhapa! O sistro lapidar lapidar! O toque da pedra tira a cisma e desloca a cesura uma sesmaria aviante. mato feito a machado. Caciques de siracoisa. já pensaram em deixar de serem a si e passarem a ser apenas um veículo do vosso destino? Solve et coagula. tenaz a significar: vedado trazer cachorro.escopia! Carece ter peito! Carece cabeça. sainhando de finóculo! Qual se! Faz tantos tantofaz. Perjo. panimancho de barrasanda! Cássia deu. Fona a gaita de boca de um sorrisoto no coto da abonecanha. Extravagabundo carrapaixão. Do efeito para a causa? Voltar? Pelo menos. cúmplices do simples e simbolizados no complicado da intriga: vamos xavante de mirabolanda. exato o de dizer inté . na porta — um emblema posto e prestes em prontidão. Caráter carece. Jardim do éter. além de olhar na cara da alma: não se cria no calor. planomaquinando para perder um ponto e pôr a dispendiar toda uma campanha! A marca ainda a trazem na cara — duas máscaras. criar é buscar calor. pulula! Orapuãi: em estado de aqui — o estatelado seilá. perso! Undongocomungo! A chancelaria aquimênida cambaleia. um mês! Onde aqui significa até Z. muiçolengos pertrinchergam. debaldastres! Almôndegas nojuntamente justos: alfândegas. logo ali nos aguarda! Venenículo arcelesma vidizinho. machadadas. levitatantorentemotos. lá tem sentido? Somais. Ele. adebinalde. nem mesmos esses indus gimnosofistas que parece não terem passado a fazer algo nem al. na mesmorância: as manadas das redondezas cresmiçam as touceiras das bergamarmotas. Pulaplural. quem? Deus? Só : em manganos de colette! Abandonai. paparipassu! Estrangula para viver. ora et labora et euntes embora! Lhepergusta? Ocurrupacopacopaco! Carrarapago! Povo algum tirou dos sonhos uma grande ciência. uma cambalhota empróstata um tom demótico. uns milênios para cá..

Aqui perto. Continências. saber: festa onde ziguezagues alistam um ego. requinta o sentir. onde eu vivo. nem se fala. de aspirar. Difícil? Olha para cima. econoclastas e cínicos antropógrafos. sobressalta insquantâneo. como se! Abra. Saturno. o próprio. onde eu me masturbo. cobratransmarmitesistram! Oboé faz ABO: terraoásispedra. o mestre em continuar vivo através das vicissitudes mais comprometedoras. Contiliquém. o ubíquo. antes se a perde: não cabe em sic de incontinenti. aqui jaz nesta fenda carradas de alhures. sem contar os arreveses. Ver como os corpos conseguem ser celestes sem perder pitada da sua proeminência.longo: Ocidente — o oco do mundo. o perto onde o longe se aloja com quem mais se lhe parece. onde o óculo corroa um sol. olhar dentro da trindade e ver o truque. ainda nos sítios arrecomendícios. onde eu me movo. então. Querem logo saber onde eu moro. Degabarivalde remoindo patranhas dantunhes. furipica bitola. alaunde quer que estiseterreja. o longe cai e se aleija. soprar e ir ao vento ver se se flutua. ficando assim mais ligeiro da banda da parte do lado concernente e retrospectivo a estas paragens acelera. Ver. afina a pena. identificar. Tartufaruga estralismanga obsoliscobsidiana a ondaliscas gongranorrégias. camargaleão! Sustentaburro a pão de loló. pai dos Superlativos! Chapadózio. Como luz Órion. gimnosofídios. tranqüilos vos sintais e tranqüilos vos considerarei: conhecer-nos-ei. tarimba e gabarito. Ão. 181) . restos atrás do restaurante. tenente! Mais alto que o comandante quer ouvir! Valha-me uma função. transcende. Ceteja o que for. e — amiunde — é só isso. o universátil. requanduzem teus traciturnos azarejados! Num gesto de horoísmo∗ da parte do juízo. quanto? Undanto! Florquandocereja! Outrora fiz da fauna meu recanto dileto para as fainas de saber: aguça a dor. a mim carece dar um nome? Vezes e vezes. — à direita — garfanhões! Traje? Rigor mortis. Adiante defronte do restante. nunca disse um refrão: enfronhando nesses lençóis. Sabe a Vênus. o motor imóvel. Logo eu! Mim. não vai perder o ∗ 2a lição: heroísmo da parte do juízo (p. Entretém seus entrecetantos.

Passa a ausência gesticulando. . Quanto mais me repalpito. nisso emérito. Difícil — essa superfície de alisar o impossível: tudo. Muito por menos: se procura um mortovivo. Mais que a um desses deles é dado meu ser. castelongo todos os consolendos. e gênesis serão seus filhos. tornando mais e sempre necessária a afirmação de mim. e era apenas um: condilaque suas emulsões. Calquenosca um ponto cabiscima nome e fim: não digo já. não esses vôos de rastos. participo como mero apodíctico. Contracasário. Como se diz. Faça-o. a substância zerocaindo. Que um impropério emprenhanda manhanta empresa — nenhuma surpresa: que uns e não outros o pernultimem parativos para fiúzas de igual flamboeja — coisa é que só não pasma como também assombranceia.tema que se requis para convir conosco. mais me aproxemismo aos limitíteres da minha nulidade. Mas. entreaberto ao dia e de noite escancarado à visitação de nossas senhoras mais públicas. Dá no que constado tem constipado: tiraram o negativo do meu quiser. Os restos mortíferos e os vestígios vitalícios serão profanados familiarmente perante o jazigo. Agora ainda sobreloja uma zatzitwanandança. bem mais maleável. Bobe. a cujo empenho aposto a minha compostela. isso está. uma vez que minha ausência se absurda através de uma definição. se dizia às dúzias e redondígios. grave tanto mais quanto seu apalponente lhe amplicou o conto de estar. Não se possa dizer que não está dando. Digo alto. Roque. com inúmeras passagens mais dramáticas que as na gramática aramaica. 69 raios me sei que nãos ou nunes vistes: me saio como saístes. me imoloque que te esmocoiseio. fantasma porquê. sustar a tempo de sansalvar o dito pelo compenitente será o benedito cujo. A relação se quita dos pressupostos que a desgaitam. dizia ele. costure o que costumirar. Descolomuse as costiledonhas. Prevalunga a percebe. Pire. meu filho. de Saís sabeis por um tris a um traste em riste e — de tão saturadamente ressabiados — numa Paris de saber serei pirâmides sansaridânidas. conferir com o aspilquenta mais irreconhecível dos seus arredolores: ainda não estando.

Negócio é ser estranho. Vire-se para cá. porvirará: a ver. Nome: Maneton. ananda satisfecit. qual. Isso quer dizer que os Outros não são. Moringa de goborita pega de jeito: que é o objetíssimo? Manhanta devida desistança. Desvencilícia vencilha.. caqui! Quem foi que disse — de hoje não é que de longe mais quanto melhor enxergo? Quanto de senso ainda temos? Apenas. constelação tão andromedária como o menor lá à la sétima maior e nona disparado. levar porradas num saco de pancadas. Mesmo que quisesse. o espólio realcança a gergometria espúria. Ótica vê o defeito: culicatikt! Fácil dizer. eram o Não. viver se concentrando em campos outrora magnéticos. quem houvera de? Dinossurexit. Tem um nome que significa: eu sou. Não tem de quê. procurando arrancar alguma fagulha das pedras donde tantos tentaram arranjar uma cabeça de arma. já caí deslembrado: a cura através da amenésia. Pode o que o povo não. e não serão. a toupeira — apenas um. essa extensão pratica muitas direções. eu mesmo não poderia como quem pudesse. e cadamente vindo — vieram. melindre miando um que outro meandro. Cego houve. gotas a gólgotas. porém. mesmo. Explica picas: o que complica pacas é que não esclarecem porra nenhuma! Perfetabestia! Não me vem com essa — que eu vou com outra nossa contra! O nome bom das coisas vem de ser conspurcado por esse marasmo de agouro a sangue. Um pacote de pedras! . quão.. energia emergindo! Qui cito saltitat. entre as nações. por onde a pegam. Meu.Curto fala a raça boa. Impressões. nada avarentos no vandalismo do alheio! Ultimando preparateios. Mister um tal qual malestar? Traço físico: uma mão não tem. nem mesmo Outrem. O Mistério do Nome derrubou. vidros atirando pedras nos telhados de cardanho. Evento inesquecível: a passagem do pulso pelo fio da espada. o que não ouve é surdo. quando? Vem para virar: virá. muitas arlequimanhas. Apelido: Estrelopiteco. o sobrenome dos píngaros genealógicos da Sequóia das Generalidades. erram o Sim. Na casa de Desiderius Imaginarius. o Pudor Público: que a raposa sabe muitos truques. não. fazer — dízel! Amarrota esse nó. Quando muito.

Uma que outra aldeia incendiada.. só traduzindo: a outra coisa desta aqui. sim: rebeldes. Como não pode haver dúvida em minha presença. vísporas de cambotes! Partem do preçoposto de que tudo é possível: nada acaba acontecendo. seu instrumento da cunha paranhos. criado mudo. o acontecer mal começa. Se você estiver bem perto de alguém que foi morto. mesmo que milhares. é preciso. Tudo. Sabem que fui que o primeiro a ter acesso a essas verdades. garantia estar à altura das perguntas que lhe cabem: dói? Não esqueça que estou fazendo isto para seu bem. Isso não deve ser visto dessa maneira. foi você quem o matou.. Uma que outra donzela estuprada? Concedo. até os mais píncaros dos pináculos da paróquia. acredito que os mongóis foram chamados pelos Grandes Senhores das Terras e das Águas a levar aonde o mundo perturbado chega — as bênçãos da paz mongólica. Quem quereria pedras? Um é seguro. porque heróis há muito afastados da sua base desevolvem desejos cuja urgência vaginas destroçadas não deixam margem para dúvidas. já como dizia aquele velho carrasco mongol. se gerações sem cômputo desfrutarão dos invejáveis melhoramentos do domínio mongólico? Ora. crescido surdo.. os demais o fizeram: lugar onde todos têm razão. porém. Porpragrande! Nem todo sofrimento é respeitável. como . Desgráucias escautiledonhas. Quando é que já se viu lesma bater palma quando a geléia em pedra guloseima? O ponto de aclamação! Catarata no Nilo! Monstro à tona da nata dágua! Só um cego não me viu. Para sofrer bem. a palavra mais forte manda ser a mais fraca das coisas: eu. dois já arrisca um infinito. sempre e mesmo sempre. Pelos binóculos de pinóquio. Que importam algumas lágrimas. sou mongol e como bom tártaro que me considero. a partenopéia guerra pela teia do pelopenúlticimo! Depois de me ter entregue aos horrores do azar. Que será de tudo? Meditação do guerreiro. envelhecido derepente como um vinagre em tonéis de carvalho & cia? Provar que compreende.Estranho. antes de fazer de um instrumento albuquerque camargo — seu mundo de Vasconcelos mota. em todo o perímetro do parreirâmetro: o mundo.. melhor não ter nenhuma.

Guerra entre idéias. a mesma coisa. tudo. pedras. pela sucessão.. massacrossantificai-o! Tudo. Uma hipótese me afasta de todas as respostas. sua sevícia. pendor tendencioso! A mãe da lepra substitui o tenente da paciência e a água duma sede inútil: quebraram doze das tábuas da minha lógica. um bicho. ora sim. Creia. e coluna Quinta: futuro. se vê cada vez mais individro. tudo. espaço. sem perguntar como. na cabeça! Tão bom matar esse. e mais uma vez. dá cá o escroto. vai! Tudo. burrigênico. A assim ser. Muito justa. Macalunho! Dá-lhe. tudo. agora. porventura. Ah. Um só querer. para mim. virei mosaico. espaço feito. eu. seriam as conseqüências da sua culpa? Outras? Ora. tudo. alguém. porrete: cacete significa caralho aqui por estes magnetes. Astros. quem preside? O de Arrancão. senhor. num mundo cadavezmente. Que transmitir que nada depois do maussacroléu de todo o bando de pombos correios e calombos voejos? Feio — o tempo. só um querendo: tal o nosso verredisto requerimento. gênio puro.sabemos. inconcebível reconstituir! Persefa por que não tamanhinha fragrência. e deixemo-nos de metafísicas. seu papel corria no sentido de atalhar. Cavalaria. sim. Tomanotas: adaptar-se às condições ditas pelo adverso. polpa sem vontes. o próprio. solispsita e isolarado. de novo. impossível de reconhecer. Cúpula.. talvez. De persona persica. pela legitimidade da bunda assente em árduo trono. Quais. queira . portanto. A estes jogos. antes muito outro estar. De discursus Medium Viae. barato — abolir tanta cabeça! Dá-lhe pau. tudo. — vejamos e viajaremos. malhai-o. meu pensador nomadiza. monge é isto. já. para as pedras. tudo. Consistem? O eremesmerista. purificado a fogo: cristal. sem abóboda dentro! Perder não sei: todos os meandros que enodoam górdio não saberiam levar-me além da capital portátil dos nômades. com seus issismos galopantes. Lá vem isto. Gênio. Ad personam persecutoriam. Astrúrias e Navalha! Dura. MATAR. aos astros. Abaixo o mito da frente. Como um tempo: o tempo se prolonga. gente nada aqui! Xalom. haraxol! Sem termo de comparação. ou pelo menos atrabalhar conjuntura tão bentrapilha. devolco! Isso. Massacre.

templos nada incolumícolas a um que outro dos Artychewsky — archotes! Cara de poucos amigos: fala feia. chinfra mor da diocese! De patriarca para afilhado. fasmas a casteliçar os antasmais do sentido. Astro sito entre a sensação e a percepção. vê se pode! 80 dias às voltas com tudo isso. com tanta encerrimonha! Aquidelrekka! O barato mor da paróquia. MDCXLIX. Que digo? Picas. pelo menos. O lince relincha. as que ferem aquilo a que se referiscam! Se bem me ricorcheto. E fome é fogo. Bondade sua. Pacas. sem exagero. lugar para todo mundo ficar de pé junto. Arreganha? Uma escala. é fome. 186) Houve um decréscimo na 3a lição. pena não ter palavra para não ser! Norma de impérios sempre expoliação e assistência: neles. tomara quem diria — um por cada si! Conviria. ricardo era seu regrado recato mais córrego que muito horto. um oceano assim. para nós. Inscrição: ora. Poneso pelocomesinal. apalpetit! Tomando a prepúlsio — o imprompto. E fogo faz assim. A cena faz um aceno só. até que sim: não seja o escriba como o gramático que priva com todas as palavras. Figa.quem dissera. . ora — vão amérdica!∗ Na bunada não vai dinha? ∗ 2a lição: amérdica! E a difusão do dromedário? Na bunada (p. hímem da mais puta das hienas! Range a voz plangente. nem arranha. o guincho emite um belisco! Ralha com tudo. seca em Itamaracá. rigoletos e irresolutos! Tanto cacique por aí querendo cunhar moeda. a limpeza pública e o defunto fresco. um exame ligeiro. Neste meu vaderretrós de todo comércio humano. plange a taquara rachada pela cárie de um canino. um olho! Lá está o cadáver: o mais visível dos inviáveis fez misérias e todas as calamidades no tema mais próximo ao do que improviso. misturas a sacarinagem da groselha com as safanadezas avalunças. Em MDCXLVIII. O falcataclismo de alguns deriva disso que em algumas línguas. bom passado do futuro o tenha! Pouco a pouco é dizer coisa com coisa. se magnifestam através dos nudismos de seus distrâmites próprios. fome: Maranguape. e faça-se. e as tem atrouxemouxe presentes nos léus da retentiva: esperar que apareçam. a despesa fixa. a renda líquida. Prestação de contos. estranhem. Sila: Caribdis.

nada? E sobre a arte da guerra. tudo não passava de um truque. qual das duas mãos menos obedece ao chamado imperativo do sentido categórico? Quem é o culpado de existir eu? Meu pensamento? Alguma coisa que eu comi ontem à noite? Quem sabe? Pode ser — um dia? Sem fazer? Por que é que ficam repetindo. Agora que a noite das cobras caiu sobre as águas. quais suas impressões de tamanha fortaleza? Porracazzo. faça. como se a necessidade universal o dirigisse. mas quando descança o faz carregando pedras? Uchi vira. como direi? E instantreinstant! Mais forte. O que? Não. enfaixada com serpentes? No tratamento de coordesianas. tão bem sabe ele a quantas anda ser exato. já viram esbórnia tão erzegovina? Ainda que mal padeça. coxa mata! Relógio algum funciona tão bem quanto um relógio antigo. mais. que é que está me acontecendo em tudo aquilo que estão pensando? Exemplo? Martírio? Veneno? Verdade? Então. para cima. O grande Outrora. ou fazer-lhe suas vezes? A história da múmia de um ser sempre pensante. andando nas pontas dos pés sobre ovos. vulgar como um passe malabar? Mas. como se o espaço. como se comporta? Eu dizendo. a quem é errado dar? Aqui é dado errar. como? A latitude não era para ser o relato. boas prolfaças. uma grandeza espalhafato. eu não fazendo. quinze. como seus pés não o acompanhando. Não levanta uma palavra. cabe a mim ser a firma reconhecida? Dar as más novas e as boas vindas a personas non gratas? Provar? Afinal.Correndo todo o estádio do espaço. Abstrata-se . podemos. que pode ser feito por vossassessoria? Não é a altitude mais filosófica? Quem aplaude num piscar de olhos? Monsenhor auribundo. Pegando a dianteira direita. Que diria llírio o Procelário numa das cartas que com ele desapareceram? Aquele naufrágio encheu o reino de constipação e pôs pelo país uma gana lascada de sofrer. quantos nós? De largo. nada? Caminha como se não maquinasse. como se a dança não passasse de algo que se sucedesse. Se idôneo. se tudo está já feito e restam saberes? Que tal não? Ai. Todas as perfeições a este pedaço! Responde fazendo. como se a lógica das coisas o exigisse. nada. falar sobre fantasmas.

Realistas olham para o problema.apenas de uma voz do calão local. comprido e malacabado criptanalista? Quem vem lá brilhando um cristal? Como se chamava a criatura daquela cristaleira? Vigilabilis? Automaticon? Exegesis? Quiçá? Tussà? Para onde foram todos os que me circundavam? Ilha. isso? Desde quando um rei não tem onde depor a múmia? Quem sou eu? Qual pergunta corresponde à resposta disso? Não disse. compareço: perdizes carregam no pescoço a medalha do patrono dos perdigueiros. Pensamento deixou sombras no plano da matéria. Pessimistas. avarento de seus avós e coruja do seu futuro. distribuindo fartura de bênçãos e dentadas! Cobras de sangue frio carregam o calor no veneno. lágrimas no lenço e mão nos olhos. Místicos. para o alto. Síndrome clássica: informe de descomprimentos. uma pena atrás da orelha e ferido o joelho esquerdo? Qual a vantagem de quem conta? Quem conta ganha? Conta. Logo eu! Por que não restou nenhum relato persa sobre as guerras médicas? Explica-se? A luz da lógica? Tentemos? Como é que um povo. olham para baixo. agora santo. porque ganhou? Ou ganha. perante o problema. destinada a expressar: tire o pé de cima do meu. porque contou? O que quer dizer essa parede? Onde está meu turgimão? Onde se meteu aquele maldito. que não um cartésio qualquério! Persa? Nenhum? Exéquias? Pirotécnicas? Tem que ter dois lados? Pobre sólido! Bifronte suponhamo-la. outro seria aquele artyxewsky-pechisbeque. Senhores? Quem venceu. antigo cão. palavras: mossas. em outro lugar — ficar pudera! Até quando vai durar o eco desse golpe? Esse aparelho o mede? Como puderam viver sem . louvado sendo Deus? Não vos mandei combater os elementos? Sois o que sobrou de uma vitória nenhuma? Aqui estando. iria admitir assimassim a derrota do melhor dos seus esforços perante um bando de pés-rapados. Não sou a persona certa. monstro das profundezas da incomprensibilidade? Tivesses ouvido os acordes dos clarins da fama de que eu teria sido capaz. o reverso. certeza não me concerne: menstro Occam me ratatatazana! Com o mais pungido vigor da presença da eternidade nessa nulidade — que é o momento presente.

impossível caminhar. dita uma. Resumindo a impressão que me causou. a uma. abundando esse corpo: para um levante. quebrou. a pedra ribomba o eco virando catacumba — menos um rio que um mar. mil palavras. e pau lhe damos. Tento. Se bem me lembro. 189) .isso — tantos ancestrais? E que faz aí esse cara com a aumentada quinta? Desse desempenho. prévio ao fazer. nenhum fermento como veneno de cobra. valho? Que há de mais num relato persa reportando o doloroso lado nosso das guerras médicas? A gente vai puxando o tapete até as visitas estarem bem acomodadas. que me dizem os cortesãos? Já mudaram de corte? Ainda não? Achas ótimo conselho. Onde ler sobre mim senão dentro? Afastamento acirra animosidades. Colheres. Estar. ó viveiro de conselheiros? Ecôo contigo e te rimo. eu já dizia: meu pai dizia. muitos outros eram nossos respeitos. A Fonte dos Males. como sempre. Teu corpo — ∗ 2a lição: O leito racha desbuceteando (p. Frondosas as fronteiras entre gouveias e mendonças! Tentação. Corrigenda. todas ditas. Vão medir minha dor pelo meu grito? Outro metro. Absolutamente iguais. O leiro∗ racha desbuceteando uma ilustre catarata. como no mapa. Antonifica cada guimarrão em sales de amargalhães! O meio justifica os lins. Sou o antes. garfos e facas. a eles! Momento satura. menos estrelas. ilhas encantadas que evaporam em bruma ao primeiro passo da luneta. descarada? Isso é vida? Meu pai vivo ainda. A casa três estrelas vende tudo por menos. e Mar Um o nome que lhe davam — fenômenos naturais infestados de seres fantásticos que ali depositou a iconoclástica cabeça dos homens. Quer ver se alguém se livra da meteorologia? Estar além do raio de agência das doenças infantis transmissas por insetos domésticos? Relaxar os limites da vida? Deslisar incólume pela fachada dos espelhos. pagou! Vivemos procurando soluções apocalípticas para questões da alçada do bom senso. Erro. Sabias? Saibas. ou desta vez. o Antunes. Uma das especialidades da nossa cozinha local é a mais deslavada ausência de tempero: pau. tudo pó dos mesmos barros! Se latitudes e longitudes tivessem existência.

os espaços críticos. não me ocorre realmente como a sensatez pode medrar em meio. Informaceuta. Por outro lado. através da alta Galícia. é morar. Paustriaembora. o inaninhado inimigoin: centauro alazão estupra a ninfa. fraga. todos são lícitos. sendo incrível que mentissem todos esses testemunhos. pânicobuceta & sangueprofusão. Fica dizendo que é uma coisa louca para dizer que enlouquece. Mais o ourivivinho no ocaboca∗ — a ∗ 2a lição: no ocoboca (p. e abstrata é essa essência. se amsterdam. Dobre. prosseguem acometidos por todos os ingredientes de uma variável. Palavras desnecessárias não são verdadeiras. Ou está pensando que essa mão toda de obra serviria apenas para locupletar os desvãos do nosso nihilismo? Se mixou? Não sabe pancrácio. não me sarem a hérnia a coices de erva: eis o meu estado maior. um vento de tempestade. cemitério de um só. nada acontece: a história não é palpável. se rembrandtam. o perfume de veneno de cobra! Renaisanscessant! Vendo cores. se tecnotitlan. Meireles? Ai de quem conta com o passar do tempo. a cidade como dependência de uma pirâmide. menos um outro. se move por meio de máquinas. sendo tantos. Tachimachikashimashii! Extultícios bradando agora haveriam de convir como já lavrava o Pai da história. O farofôlego crepinta o bomsombomsom: tupequeninihil! Dindobrandindo.terreno fértil. palaciovilhão nunca deixa de estar em farraguardanapos. sabe-se exatamente o que dizer: a ilusão de que se dirige a um público universal é a essência das letras. de lado a lado. que o mesmo diferente! Discorrecorre num cobrecofre. 190) . precisa ver as casas que Deus tem. Dias passam. os tempos primitivos. Se pensa isso que faz e lhe faz tão feliz. Quando se escreve uma carta. encalacrada em estacionamentos indevidos. acorda com uma promissora lâmina na barriga. Avante o dinamarcosauro. não me tratem com pedras químicas sentindo muito a dor do lado esquerdo. vieram da Lícia. Em virtude de vir por intermédio de narinas adrede perfumadas. Pancobre. veneno de cobra circula pelos caules das canas de baixo para cima.

Aquantapérsiagoente! Porroporá flechanárvorenervo! Dimprevesúvio! Nervarvorew! Trato malagasto. suba! Ou como é que pensa que cheguei aonde estou hoje? Só continuar não basta: outros verbos mais capazes. ai. piscadolhos de takpascunhedobre! Onde andará esse tique para não dar contucto? Sei quantos se espantalham de me ver em anos entrado tantos. entenda isto: nada me importa mais a não ser senão minha carne. Gistroregislo conseculenta confenorme. e um pano de linho clareia tudo que ah. Envergar óculos de vislumbrar coisa & gente. um vapor respira. olho camonizando! Melhore esta série. semeprexemplo: Pérsiagunta almapriasma. a vida e a morte. Mas onde pôr tudo? Profundeza ou profundidade. Peço aos que disponham de prática dessas coisas apertarem o cerco — e bom parto para suas mães em prol de quando os parirem! Isto é um tubo digestivo: comporta o vinho feito de carne. tudo. o pão de pedra. encharcando minhas fibras: fios de cobras. há! Pensar certo: problema de grafia. conspirar. xocalhofídio estertorta escolápilis. infiltrar-se! Como vê. pode quebrar. Posso ouvir seus agudos.sombratromba: asperfeisona terranascida costuruma resistorce no regengiscantro. Não quer dizer que exista. com velhasques não quero trastes! Passarinhos fazem hálito no frio. A existência e o sucesso da medicina depende de que sejamos máquinas: prova-o. Minha dor bemol. aproveite o esquerdo para o fulminar com a catadura de um ∗ de um delírio (p. estou lhe questionando só por que me olha tanto. Ou por que acha que estou envergando ferraduras novas? Tudo. quem mais fundo? Pior não serão melhoras? Me perder por uma palavra? Uma lasca de idéia? Uma salafra? A memória não será megera. nos seus lugares devidos e tempos quites. Pronto? Então. se susteniza! Tak! Mal acaba de picar a coral. longe& junto. Aposto almas em. asacompasso: para não se perder círculos traços. 191) . Já freqüentou saltos antes? Não? Então. arcoisarcarca construitormes. já é parte de um de∗ lírio: de repente. Como um daqueles que viram o rosto e tiram os olhos das cenas menos edificantes: se alguém lhe der um tapa no olho direito. ah.

Ponho essa idéia firmemente na cabeça. me chegam espelhos rodando. quando. não ao pai. Doutor. Lembrei de um cheiro. através de um véu duro de ver. esse truque fenício: como lentes. Relevem esses fulgores. até chegar à conclusão que só dentro de um texto existe felicidade: penso muita coisa junto. O resto? Está tudo aqui. O vozerio periga ir dar em oitivas loquazes. essas delícias próprias de quem avança de joelhos e recua de cócoras. no afã infrutífero de forçar o adversário a um jogo disperso. reflito — visto com vidro não se pode realizar.. quando aguda? Estou nas últimas. caio em mim. A luz. Era um povo tão preguiçoso que só falava palavras oxítonas . colheres e facas. imaginem. VIDRO. espelhite tem cura. elfos e guibelinos: garfos. os jardineiros estão suspensos. joelho em brasa implorando assistência técnica na rocha viva. A caravela. como nuvens. que eu desmontei. A ventania que faz lá fora está balançando muito o madeirame da galeria: em Babilônia. guerreando por uma única causa. Escuta a ponto de ouvir qualquer suspeita de murmúrio nas moitas circunvizinhas? Qualquer momento vai acabar com a luz. lutando por nós mesmos. Sentido. qual o gênio? Gnomos. até afundar no chão. marque! Vê este nó. Sabe com quantos paus fiz esta canoa? Com a caravela do meu pai. isolados da estratégia geral da estrutura universal. se sois sutil deveras. com as quais me identifico — coisas de vidro. Por que não começar cada.raio. Talvez a exatidão seja um valor contestável. garatujas de lume. me achando ileso de tão raso. — carramanchar-se-ão! O indolente sofre as 7 provas do parto de um frenesismo. prestes? Uma mãe minha o trouxe de Górdio. isto. assentes a título de marcos miliários. penso tudo de uma vez. se bem comparo. Enquanto sai de si. entre as cruzes que abrem à guisa das vezes de exegese. ordinário. mais perto estamos de ficar sozinhos. uma das coisas mais engraçadas desque inventaram as cócegas.. com nada mais? Seria capaz de se passarem séculos antes de um poder parar de escutar todo esse chover de nosso senhor: quanto mais nos dividimos em grupos. voltava da lua de mel. quando espelhos. se não tomar medidas. angustimensam os seres.

precursora portanto da pirâmide precoce erecta pelo faraó Apriori. corrijam-me os corretores e serei tão justo quanto o corte dos seus coletes. não esquecendo o fundamental? Muito mais lugares onde esconder as coisas que coisas para esconder. está que é uma atualidade só. não é dos menores méritos desses flecheiros. o que não obsta. julgar eternas as essências e fundamentais as relações efêmeras entre entidades tão expostas a toda sorte de assédio crítico. tímido aponto de classificar o próprio evento de fazer presença nas tabelas de percepção de outrem — como Teatro de Exibicionismos Impertinentes? Livre enfim das categorias de Aristóteles. Eu sei. os considerandos de berbrezerragens. a mim. Um precipício virá para nos salvar. torquesas é outros apetrechos mecânicos. já que o Filósofo está morto há muitas frases afinal atrás. Sete anos olhando uma parede branca: à procura de um ponto preto? Brinca com palavras como se as coitadas fossem só suas. mas durante. 193) . Se exagero. Gostoso — agulha no nó deste nervo exposto. a prisão do ventre.e deixava para parábolas o que podia ter sido profecia: a mesma fila nunca passa duas ocasiões na mesma fita. ele sabe. Não só diante. ourives de águas e pedras abaixo. alicates. Tenazes. boneca? Geléia não agüenta o retrojão. festas e vivas. flores e pêsames. Receia molhar suas artísticas tranças nestas águas de betume. o estrangulamento. Aqui dentro. Causar espécie não faz meu gênero. Um plumitivo provisório trina ∗ 2a lição: sair na primeira (p. Antevinhei a possibilidade. Durando. Estar caindo de sono e cair∗ na primeira linha. circunciso por déspotas esclarecidos. calham como luva para arrancar a verdade da alma através da dor do corpo. e só a liturgia que se pratica em volta de uma múmia ainda mantém no Egito as aparências piramidais. a chave de braço. o aperto de mão. O futuro vem de fora. Faltou-me sensibilidade para. por cima de cujo cadáver urge passar. Dentro. Vivos vivem de elogios. Confortássimos artritibutos galestres. quanto? Durango quid? Assemelha-se apenas ao meu achar que parece. Ali fora. Como proibir todo preciosismo. assim como os mortos se mantêm às custas de velas.

Um mar de idéias me separa de mim e da minha vida. herméticas estiveram as coisas entre a Podólia e a Volínia: ninguém sabia o que dizer perante tão patente incompetência em sobreviver. uma parte da peça passa uivando. o sinistro de interpretar. fomos derrotados pelos elementos: elementar. Cultivo uma arte que começa por mim. pela própria paisagem. cf. tão eivada de acidentes que um bicho geográfico acabou com nossa história. Era um só. maneirismo cólume a toda casta de erros. o vazio. e vai lá — isso sai por si só. e lá vai. remando. Depois do alçacincinato de Embernebaldo. como ciência de tal desvão de desvios? Cai fora. Isso é tudo — apararências são da lacançada∗ da percepção. A caixa já está conformada com as homenagens que lhe prestam: só não sentem em cima que correm o perigo de dar com a bunda ao chão. Esse resbalão de desvarios. triando-a em una e prima. o mundo. o Edito de Itamaracá. o império dos fatos leva uma pensada: essas flores cometem o desplante de voltar brotando no Dogma. Em Uapés. muralhas de madeira. nos fosse dado pôrlhes as mãos para investi-los da dignidade de Finados.essa regência efetiva. tresmendo. O ideal leva uma pancada. e lá vai. não tem cangalha que sirvatandava! Mando. em volta — paliçadas. Pai dos Burros. transforme essa arca em sacrário. caro Maurício! Em Itabira. por via e virtude das linguagens que pratictacta. o sistro de pedra. Havia um escriba persa disposto a registrar as efemérides das guerras médicas mas os poderes o pressionaram no sentido de se dedicar ao truque indiano da corda. e lá vai. esses Fidalgos entre os Inexistentes! Fazer-se Redento do Senso — uma das prerrogativas da Extensão. paxá da ralé e intendente de todos nós. Em Marcangalha. Ao trambolho. e se faz muitos. Pedaços do pélago atapeçam palhoças. ∗ 2a lição: da alcançada da percepção (p. E lá vai. pelos azares das intempéries. Ah. Meus bloqueios são poderosos. donde extrai até hoje sua merenda. muro manchado de lamentações não sobrará pedra para abater a serpente persa. o eu — e os outros. 193) . há carnaval por aí que não previste nem preveniste! Quando o tesouro estiver vazio.

sapatapasso de tábularolha. áleacabala. moringapavão. O espinhoritmo da manchamusa. corvorpo gorpso bolachasanguedemula. cortopolegar. Nossa é essa! Recuso prover alívio a chagas tão justas. Escredeverde esbortugago. Pãopele. um cobragulho. caracaracteco. os mestres não lutam. o mundo interior de cada um é apenas idêntico a si. Calmachute. Tomada da posição pelos homens do monstro. Baptistmos exurbebrutamontontes escalacalipse quasarmazém. A togomorre baboborel. O que lemos daqui — uma inscrição sabida de cor. Monge. a pedrastantas. um brecobraque brecabrocha. farofídio estertora escolalápis. Homemom. — opeixeráfis! Unidoninho. balinguandagem. Constróiturma. Sprecispício desdobrez numúlclero? Dedelinda. Cutucacanga. áreárea. e portanto incapaz de fenômeno. Exercer é azar. semprexemplo. Quanto mais se sabe. Mon. prossigo perseguindo. Nervervorosa. Como nada acontece. Tantalicodecomida trabalhanse? Egoipsogo arcarrâncaras no espedrelho. deliranda delirenda. cobrabobásbaro. mais medo se tem: porisso. em craniosso. cantocutuca. feito um passo em falso. Esjaponjapão. atatitudeth nevenihilin. nervervos. Interravales inteligentalha desvendez. Pulolugar.outra. portatento. Prantopião. colobórvulo limiália insupersurpresa. tostemonja. Enfim. quevedevo vendavândalo quebreca a obradobra. Álcoolalá. Balangandanço. Quaso é a cegoseguinte acontececoronha. Quaseponto. Olhego para ulmimbrividigo. vidrovir. arquiteto de um pintateuto. Aquilatacálculo. Gistro o mexistofalante e regislo o ventoinvelho. de serraponte. Calvalálcool. O homorganisbo semprestecem marimaia. globolugarismo. gotagotamorre. coroacrônica. a feridas tão fundas que — nelas — se perde toda a culpa — perante a dor tão forte de uma falta feita. Topaposalpo. totaltotalpa. Searapente. O catapulcancro trancabronca as cobracabroezas: trocatróia por uma bombaocada para cadaunze. disso dizendo. Pérsiagunta almapriasma. Signalmalazar. galgorango. Ignorância? Isso é crime? Absolvo. arcoisercarca espadaptada. Conseculência confenorme. . o 2° da Cavalaria Desmontada.

O minervosotauro negrociente jejurava em garrafa. Rasgunhesemprente. Descascasapo paredepressa. Krakatóvia! Emborrão. Colombocatacumpra-se essa fantasmagônia! Cadapeça do caboclabeça é quatropromessa. madeiramadrugadeira. Penetraprestes feitojunto esculhangongras espelhadândulo. Cólchegas. anticacidanta. Subismos sucumbimos. Devagaparece. Quanto costumecobras. Gregrografria. argamassaranhã. pondotudo! Marromã ecavacua. nãobom. Viverdecobrácoras. Onholhonhe! . O trabalhuco instraguará nabucolucro. demetemônios. oganhonenhum. qualto compracomigo. grasnasalomão. Salgalixívia espantojo. amplívolo. impolvid! Ajejoelhum. chaminarete. Gigonteante. alegraveloz ouroferonte. sururucarimbos: panteraprima vulneravulna. engordorem! Ovoboca. simultimidão. nombão. Setentestrelo — equipélago. Teoantro — petropranto. acoicócegas. Memnêmis. Hipocampodje-se. Lendabrança. a brincacesa! Invenenervo. Extrapalustre: pacaparece. descalçadacável. Persafume. compadres persas. Asperoximou-se de regalápagos. pandúlias! Consumbro. Murchomúrio. Singrasimula. oceoinopompa. Conversas. o riscopisco — principrócio de caveleoparque. Telamondo Expanso! Pânico — acélgama das almas escoltas da águamassa. alegrogue. acabaminhotauro. Prontopressa: atlastaruga bombocacho. O serpapílio restoespondeu a passarissas da farrarrainha — camamoinho aboacabado. Mestres morrem. Mongolotombo brigadedolhos. escortiçalátego.Abacatomatoxi. Acontecetestreluz. Pântanotapavoz — pregoculp! Ambívoro. Tapapétala palistradapensa. brincanotredamos. Menhumenenhundo — acasúlcar. arte peraltesmanhece e gera monstrosmestres. menínivelhotentote! Campocão. muito ruinho. assimpléssimas. comparsas. colotorvelíneo canceranta. Quisco? Prisco. descubracontra. Passopassáparo. Sindulias. Terrátreo. esculapitão em gulardanápolis — engenhomenhuma. Dobreganhe. Sossilgasilingem. Tersempre o mesmomestre. sandarábolas são nossas! Resfolegarto mascacobra. Omeletemor combater Artífice passarandália.

Perspicapaz. Assazassim. Tempoáguas narcarronaram borramanchões. chapéu chamanariz. Tudoquanto tiver havido não haverá mistersentidomistério. balalau! Merendamerda. jornadagorda. Comundengo. Mongoluscofuga contracanto contratacampo. Alicárceres não morrerrámorram. Vampirilâmpagos — o própriopapa. Amansalandorová. Incensoaceso ananarinaz. ∗ 2a lição: mongolonge permanauta. Tetérrimatetéia rouxorinol. venenâncio deseslastra sangueganso. intro auroferte: abite. Comprapalha. tomarapura perdurapedra pudera meridianomediante. carganjo loquaresmáticos. de própriopósito. labirimeminin. rebenta. não se contaponto. condorcarimbo — taraíratomba! Terminaganha. O madraganão segerbergem. não se compramexa em mascaculinórios. Vidanegócio sem graça para quemquervai. garanhamão o pentecostume! Venerandavaranda. tinhavicunha porque tinhateve! Lagosta largabosta. pedralaço britapedra. Altoalô. ortalistas! Emboarabeba. lapis? Verdadearromba. chinfraxis. Rosáriorodício. portada quasepartida. castigaturbal: quid stas. itchibun! Ladatainha. qual alqueirequirera? Lambdômen cavocabarrufo. razcapassatrás. Círculoguarda jóianinguém. parrasáfara perolímpedras. luagaia axistrono. não se come peixeseixo. Istrombentas! Barragriga. Buracoboca zonacoral.Sacaravana. bemqueteviavistei. (p. acerca e aforça de lamentar! Transvisoformar dragulões: atrapalhaçagens a mesmafossa turnamescla as insuicinuou as despalpicte granaus de conelhários. parçagrasna pescoçoderdoso. de officiis ofidiorum: encabússola empapuia tapuça moripuxava! Pororocha. Abem que te avisei. marrabança. O mongolonde∗ permanauta. acoxalá. 195) . cifreChipre. transportolim. este muro chora. beleza lesa beleza. relógioresíduo. oitentavezestrinta! Pertencetempos. muro. lequemate. mesaporta. invenividivencível! Barbagroselha desempenhadespenhadeiro. Questão cristal: perseguiça lembradeslumbra. casulocoliseu no signocinco ostentatintas. casaquadrada. Bocabilboquê. redúzias. Lábiolesbo. Lagoaleoa cachorroeira.

Analgébrico — a + b = não dói! Cheiro de mato vagabundo. o fretígio. pedalestres e perdelastros. Rigorditordo. outras animalias do perpétrio solo.afoites a outrantos e contraltos afeitiços a estrépitos alpistres. despaldeiros! Todacidade nem se pode fundar. pressaprisa não morrerão — estes atritos. Borboleta flutuaboca no ar. geladodentro. tá? Pois é. milesmas vos emolocossigem entre os cromeleques. os in aere papilians. clamor rationalis? Pantanismos. o triclociclot. O relógio. Para a minoria: as∗ usum desphinorum. leso e louco. uma cabana chupa meu caralho e minha buceta: meu grito por uma gruta! Transeontens. nos remances dos rotimanços! Ninguém. Facilidade a criança tem de ver um abismo numa dobra de lençol. quatro honras de bruço da tarde. in medio ejaculationis! Entrezentristece querer chegar ao embaralhafundo da mirantônia. vagabundeando lume: uma quinta aumentada — a gota que mancava para entornar a garota. caboconta do mioriscárdio: raspfigurem. Na cara da verdade. quase insignificantes — retumbantes. corneteiras! Prosquepõem jóias nas roseiras: tatakarichardt! Obeliscos esparsos por aí. Cartilagens monocotiledôneas. Grãgraúdo. kluntch! Sei. buscapé. Uma coisa para dizer. Considerando. álibicerces casafornecem. língua ossotogária! Complexos cartesianos. gentezelante. conheceu graalpalpudo? Né que ele não anda? Decifre-me recife. Miserere ∗ 2a lição: ad usum desphinorum (p. 197) . só porque nela se abrigalhão. eu cerno: às cordenudas. Mostrar o que é. Fumar pelo nefasto prazer de ficar defumado. Morrenão. ziringue a zarangue que mais deuses lhe pague. Lido. desvendurar assimbom! Deixar — tendem de ser. de resesguardo. estopim! Retrocíproco. chegamais? Avessodevezes. gong! Fechamento de gargomiláceas. Avatar! Daí a tropeçar em mim é um passo. dezástrástreves. lapidibus pugnaturos! Passapelomenos. trampomalho. Ver é desdecomo. inexprimibilis sermo! Gritoquanto gabaritotanto — meiaculacha estrebolacha a lógica. pelo meio. isso sim és que eis! Ó: vai-não-vem. dirão: só? Junto. aparentemente sem escopo. Pelo contrário. fiquei cheio deste momento em diante. condibilis urbs.

Cruzes: patos batem palmas. a piar.. Alhures parece nome de falcão. Furado. gatos catam calmas. Para a penúltima núpcia. occam chamado. Um grito de dor levando passa a pior. terror das joaninhas entrecoxas. impossibilis ero — omnia tua si negligentiavero: este monstrengo fala por si e por cícero. homem ao mar. falta a noiva de tudo e tróia. Nem bem quis nem bem fiz. aruandas dos quiçá de adundas. Títulos a esmo. ao sul atrás. rongorongo! Classipantas! Nada faz Deus para acabar com os ratos dessa sacristia! Papo por um fio: palpo de aranha. limpa os beiços com os guararapes. Quem me acertou? Quem me desconcerta? Muito grandes e estão em dois. Como Hermes. O ladrão tirando quase tudo. entende? Tête-a-7! Diferença é distância. bem que EU GOSTARIA! Hieroschismas! Fazendavista. feito este que nos aparta das soledades andinas da cordilheira. à salvaguarda da valsadágua. mém fala por falar. Fora menos alto. em salsa à moura parta! De que se trastevéstrix? Cá se fala jônio. não sei das quantas. Eu o dia que Artyxewsky tivermos filho. Nozesmoscardadas. a pompa dum nome como das antas. Anquio sonoplasta. vivaviva alguma agüenta: iniciativa ao longo da gritaria. — aquilo que convém a saber: trinta córregos dessas dúzias não davam um rio. medida no espírito. barco ao léu. à míngua de brígida dealbar! Sangue novo na inflamação: fechabodega. só fala por si. Me amajornesceu! Papagaio. alcunha de cão de caça. Como Maria de Lurdes. Como calhorda. deusesnoscujando! A terra descomprometida. por óleo que olha lá lhe untem: aqui fala jonas. estavam aquites todos os alicates: já fala por mim. comendo a buiabesse. Subzuiderzeedios: zero. in conspectu tuo — sedebo. Tudo só uma coisa sói. Pratotípico. Ao norte — choveu flechas a noite inteira. Urge Budapeste: bruta béstia. quantos davis engolias! In praesentiam tuam — ambulavero. Unciona como x . alibimentos crus. Bene vixit qui bene latuit: BENE VIXIT QUI BENE LATUIT. das tantas. abandonalquimia. Isso é cascata. Gohanrango. quem não gretagarba.. Do riscado. Compara pompéia contra uma pinóia. Gritar vivalma. e deixando tudo no lugar.como quiserdes.

Preparusky! O touro glodita a transgladiar o gluglugrudista. Tamanha família. Do caso. FORMIGAS. Ondediacho vai achar outro noves fora mim? Françantártica. indo fazer misérias com as mil maravilhas desta papirossa. Formigas. Confiro as horas. Salvo pelo gongo. Mal de pasmar. Muito que bem. Cartésio: Nosso homem em Brasília. Lógica perfeita. quem vive? Murro troncodevelhocarvalho. cuia palpável. magina! Afio a lente às pressas.— o F. sinistro. couro de asno do alembratejo. Avarias no casco do crânio. primeiro produtor mundial de inutilidades. rolando. o de que se trata. E mal posto num ângulo do arco. Na nuca. lucas e setas. crônicas familiares. Meiodia sai mal tratante de um arcabúzio. mais draconiana. Caveiras de cavalos e cavaleiros. Plumas. Para as traças. Ver a deus sem óculos. Susceptível a flechas. Reinicio. o fantoche. De dor. Já. Rolando. Viu minha dor por aí? Por desenvoltura? Não sou eu que sinto. Ainda não. Sofre uma dor por mim. apenas uma vítima do perigo: bafo maroto de arroto batavo num prato de pó de arroz movido a feijão mascavo. Resta saber. dores se generalizando! Tempestade em água de coco. Alta a sombra das bandeiras sobre as covas rasas. guelras esbugalham orelhas. São pelo bumbo. Assim mesmo. mancando vinte cinco minutos para as seis. O que é. dentro do possível. Pasmo deixe para profissionais: atinja o atleta o estrelismo da minha apatia. Há divinha? Ih. Lei só para dragão. Me numismata de desgostoso. Bem no meio. orlando levando de rondilhas e roldões arnaldos e arlindos. raciocínio. O que foi? O não foi nada. dose para camaleoa. TAMANHO FAMÍLIA. Itamaracá. Mete na cabeça que só pode ser assim: batata: não é bem assim. Comecy lalguma lacunha? Lá vem para me pôr a par. Filosofia barata. paupedra. Lei? Quanto mais lacúnica. Lente. Dizer que fui quase cartuxo. Arquipélagos de marcos. deixo Praga às avestruzes. O com quem se fala. . Perco ocasião de ficar anquises. seixos de Pável. A olhos brônquios. Sistro. Chicote. lágrimas portáteis. polvarinho a tiracolo de polichinelos em polvorosa. mas não ainda. Uma valsa de palmas para a salva dos mapas: 21 tirocínios. fraturas aguçadas.

Estou que é ver Brasília: matracas batráquias. mujo na casca. todos nós. prestaportô. Preciso por ter ficado. Um mero objeto de prazer. mijo na cara. Verbo. velospístices! Breves! Cada momento de despedida — eternidade roubada à viagem. É só dar folga. uma expectativa frustrada. Ao alto. Sabe lá com quantos adjetivos formei meu primeiro substantivo? Nenhum! Do verbo se faz o sobrenome que hamurabihitita entre nossas casas subliminares. Em guarda. troncos áureos. um madrecéu de nicarágua pendura pílulas. etc. Me desencontro aqui. estou folgando e me afogando em volta: minha recompensa. Esta terra tem dado e vendido palmeiras batendo palmas ao passar paradas. Ilha. Nenhuma ilha. A planta do incenso pinga uma lógica novinha em cada folha. A aberração se salienta entre os assaltitantes: Acromagnoleão. Ao lado. diachos. Quantos cais este oceano permite? Excesso de bagagem? Omnia mecum porto. Exagiro. É um oposicionista. Objeto. Quem não há de estar numa de cultivar essas criaturas de outros climas? Ninguém pensaria eu em buscar aqui. Brasíliocartésiomaquias! Concordo a lombardo: adalborto aberto! Cismas na bruma. Juncos singram Singapura. falópios amarrando as trompas. Ilhas. Em plumas de peleja. Paresse. a proa urina. Um sujeito muito pronunciado. virando golfo. homoplita da nação cassange. Em surdina. é pelo . onde este arquipélago se resume. Venuto a volo. Onde o amor entre coisas e palavras? Um meio estranho e meio para chegar à vida inteira. Uma penúciapelínsula dentre algum lilás. Pela frente. Amanhã cedo. Preso por ter fugido. terras. Leve meu bom dia como grito de guerra aos corsários noturnos. Sou folgado. pintadas e bordoadas: grossas cócegas. Ilha. amanhecendo. Em seguida. insânia pingens. Que fazer com uma mera possibilidade? E de comer esse vazio? Se non é bono. Flechas embandeirilham carroções em círculo: penas novas de cacatua. de tanto se fitar me contemporiza. bichos.Lombo. nos conheceremos. riachos. Aquarela do Japão. e um anzol: narciso se resfria. Ilha. Um esquema e tanto. etc. águas desaba Escandinávia. Batiza rios. Sujeito.

Macanolatria∗. de aladim assado: pode dar aos pobres. O preparado fazendo quadrados no vulto que a cabeça dá em volta de si mesma. asno e asno. não muitas como ela neste hemisfério. Criar como quem projeta uma sombra. bombom anefertite! A tartaruga. Jamais verdadeira loucura. assoprada pelos chicotes abstratos que o vento epilepsia nos ramos dos arbustos. Harmonias na vertigem? Harmônicas na viração? O x de um raio. essa palavra quase não tem o que significar. Assustado quando suspira se põe a tremer que nem vara verde. freqüentemente. sem objeto. descondolembrs! Konywaty a-pulsá! Lâmpada de lado a lado. digno de todo o desprezo. Quando. Em Aquiles. mim de só! Frente a. MenteMoloch! Ipanemai-o. Chegou mais rápido que uma coincidência. Esta é uma rotundifólia rangirrostra. Gato. Em Toledo nascem turmas cujos atropelos são movidos a dedo. senão ∗ 2a lição: Mecanolatria suigeneriscídio. Mais rápido que um giro mesmo em torno de si. Que se passa no crânio dum asno? Asno. Cãogato. Chega.meno belo. de assim. Gatocão. no bis de um busílis. (p. Tudo que é antigo é verdadeiro. Cão. malodevoruto! Rasgo voraz. Gato. mera atitude: por assim desprezar. logo sou cruzado. Descuido repentino leva muito tempo naquele preparando. sempre. Um pensamento isento de ser preciso. Passo a fazer parte da retina de um velho.200) . Corda roda bamba. tododitado é antigo. filho de um cruzamento. porém. tolice. pé num tema e uma pista falsa na lama: tão zápido quando olhei paralítico já tinha desapático. Ganhou a tartaruga. Desprezo. Naquele andando danado. frente. Alfanfarrábios. O prato é cisne. truta. Iguauaual! Guai a te. Iânnis Panimáil! Terra de Mém e de Tomé. O nome restringe e o calor espicha. sempre idiotismos. Imagiraginem. imbecilidade. Naquele personificando. zebra. suigeneriscídio. Apostei em Tróia. Naquele dando duro. Naquele consistindo. Duro naquele dando. vox eliminatória. Asneira. vero? Dei de colecionar fracassos. Persa em Salamina: pepino breve. Gato. A febre do sol levanta a temperatura das fontes. Por necessidade. em si. A doença da nossa época se chama progéria. nem. Naquele quando. Gato.

Súbito me causa muitas vontades. auxílio a uma potência naval.através. retrógrados. Picantetroppo! Custa a crer. Um salto. Lá. corpo em outro se derrama. deixando cacofonias transpirarem. Queimo tudo isso aí. Qual. o tipo acabado do lá chegado. E por que não dizer. périplo agrário! Pão. Brasília. se chegou até a chegar lá? Desista. olha a pluma. não é de admirar toda essa essa essa. enlouqueceste Cartésio? Sou louco logo sou. delícias. LAGARTIXAS se fazem crocodilo. o produto deste lugar. pierrô da discorbélia. Cada estrada. Retroses grudados. em prantos. teimo em ficar irreconhecível. Cheia de todo o querer. Fez-se em plumas. Ali. fora ou além. Íris cavalga o branco de Ílion: cliente dum clichê. Vaga alusão a uma dor pula de cabeça. em si chegando. zerozerosete masca o chicletes do será. e não deixa de ser? Jargão da seita. Aqui são terras de em. tanto mais temprano — piaste. Persuadiram a outros elementos ela convir-se. cada uma. se come: desaparição do tema do Ser. efeito da velocidade: a invencível armada evapora. Pedir uma impressão emprestada. Êxodo rural. guarida a um resquício algébrico. aula a uma sumidade. Todo esse esforço em me tornar puro espírito. Quer em si. O querer pretende apenas que o deixem poder em paz. corpoverso. Querer. uma de cada: plantaforma de hierarquitétipos. maya. um frigorífico na Espanha! Mortos parecem estar tão bem nesse ameno horto. o fruto desta pesca: quanto mais piano. como por encanto. Conhece-se a esmo. em terras por aparecer. Um frio na espinha. enquanto é tempo. debalde. a desfeita. Presídio pinta cor de burro quando foge. e agora vêm os especialistas dizer que não resisto ao próximo espetáculo. faça como eu. Mostre a flecha. As tripas podres do Eu: monstruosidades se escondem por trás do eufemismo. a palma aplaude ídolos. Quis voar tanto mais quantas penas tinha. O efeito causa espécie. mais de um é tendência. Quer. digo a tribo: kawa. O gênero Lineu. Qualquer querer Queirós. Quem me busca entre as cinzas de mim? Soletra que te soterro. em Tróia. em vias de assumir de vez a coluna por um Batávia. Querer. Tempo? Um lustro a cinco acima do azul a zero. kawim. uma escada. .

de sólidos o balístico: desastro pálios. em rompessusto: sopro e resta a treva branca. Conduzo limites: morsas. Para não ver o que está acontecendo. Mimo o. pálpebras piscam e o olho leva a fama? Requinte de precisão.mayym. Prioritário o Prefeito do Pretérito. Prados mínimos. outrora. tranvariado∗ por osso de mosquito: o mais duro e duradouro. Plastifico mucosas. Imbres stellacopegnias collascantur: tellonias mecumpartas. Fica a sombra feito viúva. Soldados. Anos a fio coçando uma pedra. quiséridas e infelismences! Em cheques todo o matagal. monstro. Assim como. órfã de fiúza. chorando suas vias das dúzias. O sistema está nervoso. os recursos: a Legião Estrangeira. gritando em línguas mortuárias. No dizer de. falando a parcos pulmões. Cá se torturavam as visitas: nada ficou para fora. ficou provado. Os meandros do conceito: poucas coisas melhoram com o tempo. Falhou e ficou tentada a: a cicatriz está para a chaga. infernal. entre elas. Penando. Penas desabo. A droga invisível. o camaleão inventou o álibi. a Região Estrangulada por um aluvião. Soldados. Himalayayoga! Caiu matando no Judas dos confins. tudo depende do seu tesouro. o significado. período. alma despenteada. Simulacros isolados. mole. chinês. Satoris não são sorites. A câmara de tonturas dá para o parque de sevícias aquáticas. Soldados. Morre o senso. crochês. A toa está à solta toda. o paraíso artificial. agora. lá dizia o presépio com seus cardápios de presunto em cardumes siameses. Provou. Afogamentos simulados. perde-o. assunto. O salto paracelso. tricôs da viuvez. Em pânico. assim como a brasa está para. mole. Cabalo. não roeu: roo-o eu. quando pinica. O turista estrebucha. Tomaríadas. sursis. 202) . Roeu. remorsos. Fala xadres. adeuses às armaduras: retirada dos ∗ 2a lição: transvariado por osso de mosquito: (p. gostando. L’argh! Falava mas mudou. o vinho. O esconderijo perfeito a Occam pertence. roedor? Catatônico no escuro: quantas sombras fazem uma treva? Quem vem lá andando pernas de pau. por tudo quanto for de lado a rabo. de superpetisco. Atente para o estado das almas. gangrenando balenos. coincidir com o objeto.

O mundo de Xxxxxxx. Expectativa de hostilidades. daí? Por diante. A jibóia inventa a dispepsia. O mundo de Xxxxxxx. Segunda chance envolve noções de licurgia encomiástica: ritmos eufemísticos.10. pisando nas palavras tal qual se apresentam.000. A interferir. Melindra-se com malabarismo? É portador. Doenças famintas exigem azedos. Tonalidade guerreira. farol. ímã: concebe um abismo sem fundo. o estrabismo. dizendo: por meu nome! Onde diabo terei deixado meu significado? Leva desta vida — o que não se disser. Tudo. Quod vide. deve ser isso. O x. Sul. trajetória. Xxxxxxx. Lida com os farelos da mesa da fartura. partido sem candidato. Contanto que. e é. Xxxxxxx. Dando corda. Pirotecnia de performances. O mundo de Axstychsky. Isso deve ser. paideumas onomatopaicas. O mundo. O mundo de Xxxxxxx. Por que me ufano? Designa tanto o quanto quanto o tanto. Oeste. Inverno aflige folhas. Presença. Desperta. Folhas. De Xostakowitsch. Mãe de quem chama. o mundo de Ihstychsky. Xxxxxxx. lerolero: deprecia. ato contínuo. porquanto entretanto. afastamento rápido do local. É. Primavera? Folhas! Coisas não quer dizer que. psiu: a hora — H. pinote federal. fornecendo: regra excepcional. Xxxxxxx. O terror. a diferença sutil sucumbe sob o peso das conjecturas. E sai donde. o subsolo. medida de segurança: equivalente aproximado. carreira espinhosa. o fundo do abismo? Absurdo. abismo algum em cima: fim da linha. eu correndo o perigoso: só um xis. O mundo de Xxstychsky. Só por excessos se cria. sonhando: teatro na imaginação. Xxxxxxx. O intermediário portenho. açúcar mascavo. Quer? Passa rápido. antro de perdição. Pauta sua conduta. Abre com garfo: o homem de Cristo. o velho de preto disse que tudo isso no fundo era uma cilada. até não mais poder: se cair. deve ser isso. o habeas corbus. o tamanduá. Abastece-se. o tatu. Bola. não gosto de quincidências masiadas. Melhor a fazer agora. variedades. É deve ser isso. É. E. dever ser isso. licor fresco e nem sombra de bolor: o colorido da temperatura. Folhas. o polvo. e . voto propício. Do chão não passapassagavião. pimenta ou sal puro: incremente o pedaço. de Xoxitlistichl. Verão.

combinado. ser sã e ser salva a carne. Proponho um brinde: pym na zdrowy! E toca a catar canjica. do destelionatário. dissolvo. Capela sob a invocação de Clio. a mão. entre si. nunca será para outrem. CLAUSURA. fermento. polítropo. frase no bolso: o oeste. Longa data. Vinde a mim.não tenho mais um só bis. Qual foi o movimento? Philosophica Poranduba. o gervásio destes girosfaltos. Pretenda. nobiscum: DLXXX perorapronobilibus. seu traje de gala. Colossos loquestres. Uma ova: espelunca. como a um oráculo: curiosos se danem. O que quer que lhe seja. preparo: dirijo os catás alquímicos. no derrapadeiro dia. ananises! Escoto nem picto de ouro. ego. mas sempre produto da boa vontade alheia. Occam contra. De conta que serve: guai até. um gracejo: queda a pedra tem mas é para a frente. também precisa. Novo mundo todo diante. Esmagadora maioria. Voar para dentro do outro. Xxxxxxx’s orbs. coincidindo. vez e vez. se celebram: candor de narcisos. às alparcatas jubarrotas! Vult et fert: duas vezes tentou. Me abraça e eu te abatiscafo. Mutilando máscaras vai se deixando individar em deslumbrarces vislumbriguentos: é galo de raça em andrajos de briga. antiqualhas e velhacarias: leio na palmistória. Miscelâmina: Renatus Esquartejado. que tal eu falaria. Egologistas. Lepidópteros crepusculários. Nocte una de talibus. dando nas folhas desse inverno. distilo. Desistir hein? Sic non ut ipsa. Incinero. tentou duas vezes. ridiculus. materializo. Contemplo leopoldo. máquinas maquilando. Fé. Carunchinchina não cresce mais chicória. Converto. da parte dos (para ele) outros. Calcino. Lógica das loucas saracotricoteia. Digiro. minusculum: minus cum minus. Autonomásia chamando. Amphitheatrum Cartesianum. Fixo. Multiplico. pirulítico? Pensar agruras varre o esplendor do dia: beleza da vida daqui não dá para ver. forró a ver: sua antromonja. . projeto. Recuso-me terminantemente a ser puro espírito. císnico a cura de manias mímicas. tesão de eternidade. mapistério. tolelegistas e sigopistas assassinalizam miragavilhas de magia. Magis cum minus. congelo. Sublimo. alter ego. fala francês pelas costas.

QUEM não quer: deseja. chances demais: santos desconfiam. argumento: um frasco. vai fazer efeito na rua. Seguem reforços. das quais até os erros são algarismos elegantíssimos. prazeres desmancha na boca. Até a merda da selva américa já foi descoberta: agora só falta o óbvio. E dizer que este dizer que. Isto é. o lampso. Certeza. sigilo de estádios e saúde aos silistrógimos. Dentes ruins me polvorosettam os sonhos com bestas recentíssimas. Avecquestionettes. o distintivo saboreia. são∗ e ser relva. Arquistocretos contracurversam através de golpes. de tudo que pensem de mim. capenga que não olímpico. desvão-se rastilhos a tanger. (p. sempre mim. mon capitain! Dúvida. goentam nenhum clochemanymorse. QUAL quer que seja. Raro o gigante que não corcunda. pâte d’autrefois! Lhaço: um estyl. esta arquibesta reacionária pugna contra bestas recentíssimas. a lucidez é feita de muitas coisas obscuras: para quem não enxerga. Le Néant de Heristal x le lion Damnstresdamn: auxnaturel. ∗ 2a lição: sã e ser relva. 205) . coringa que não se descarte. transeremita-se. Arguo. natimorto jurisculto. Eníssimo. a mais bem do condão. Questcequevoulezvous senhorvedette? Cervelle à recherche du temps perdu. Terapêutica. pensamento péssimo. Exceto para fazer felizes: excelente. DE mim. pero. para criar. a pés galgar: ser rã e salva. obsessiva a curacólica de durar: cometas. como se eu fosse uma fonte de pensarem. Estômago ralo. De solido intra solidum. intacta. Com uma condição. só resta o clarão. deusesmendeleievem! Bondade de me acompanheirar? Isso de vomitar na correnteza: arranjos errôneos. cortinas de fumaça e de peso pairam entre céu e terra. Continuar liso. Entre o paradoxo de idolatrar momentos. Vão-se gastos. A guisa e esquerzo de desportos guindastes. Pênsil bem. Extinta.satis una est de quibus. com esses descasca véus. a mais impune atitude do espírito perante o enigma. trabalho para tatu. reperspectório. dançando repastos: tartarantelas estratosferem. como sendo o puro cujo dito. gioconda a não calcar pontaporangas. Duas. descálcio vai escasso: fome. em uníssono! Sensato: promulgam-no cônsules.

disse fechando portas às custas venezianas. Antes disso. quadrilhas espaciais — exibem de notas a tomar. quem sabe. Grandes vultos? Conheço-os. Casas. Aqui. Indiferente os vê se diferenciando: fim do expediente. vez? Notável o atributo que coisas — vida de reis. Números são muito mais. como a uma palmada. n°! Já se nasce cambaleando de tanto saber. não me façam mais isso. Corão? Suratas! Autismos. Um tambor redondedilha a chuva e um também. pedaço. invejam! O que foi feito o foi para não fazerem mais. ansterpermanheimat! Internato fraugla inventruz. o problema é reparti-lo: despovoado. gente partindo-se: frã são ciscos de assim. coisa verdadeira. Trabalho diviso. quem jamais o viu. fresco de mim! Quem tem tamanho desprezo pela aparência. pressemplixêmplios! Afpfeidheintz? Tal. certo? Só para fazer n°. fico puto dos cornos com minha história: faz uma cara. Me fere. ou? Noseastonto. meditabonda: meses sem tocar argila. de tão perto. pelo volume: os que chegam mais tarde à verdade têm mais pressa no dizê-la. um a um. entre duas mãos. forjo vozes entre albergues a abrigar labaredas e alabardas por alamedas dispersas: simonias e cinismos. çassemblelenom! O mal. não tivesse. Dono de casa zela segredos. nin-yo! Yingpnotize-o! . Ora. Gnocquenstein. me. maledetta. in tutta medésima questa ísola prosérpina. escolho cavernoso. Tronitruão. que pena e pena. e não tivesse? Lente cresceisentimentos: nientem-se! Imbecível! Acordaomortagolpesmartelais! Regra grotesca. Que ereção! Divide-se em categorias. imbróglio in villamarylund! Unmoinechinois. anomalias lógicas. proclamem fragmentos! Só para verificarem uma coisa sair por aí. ouvidos tímpanos. isso tende a muito estável. São dois. pondo para fora os poderes que me apavoram. Monsieur posez là une de ces questions avec pasmal de response. e pena. só pode mesmo desaparecer. sorites: captationes benevolentiarum. Como convinha.Me proclamem totem. como um nada feito. aguça o espírito com uma arma cega porque branca. aceso a isso e os fogos. entreveros indecisos. Exato começa em n°s. Aqui. obstrui trânsitos: atentados de soança. o desprezo aparece. n°s não são nomes: nome cola. Ora.

pronto de apoio: entranha intestinal. Este dia tem coisa com outro. faz pé firme em desvesgoelá-lo. um a quem britam estafas. no mundo da lua: este dia? Coisa nenhuma. Elegantemente terminam as tripas por um cu em flor: capulário escandilabro em farrápulos de esôpagos! Rolar. Léu. osso na boca. bósforo. enxerto de enredos. grãos de pérola. comparsas dos meus compradores. domado a ferro refrigerado e torrado a figo seco. bambino ao colo. à toda monótona? Combien d’icelles commencent d’arriver parce qu’eux il s en c’ est-il faut. então. persas e receios que comprades. pegada por piscadela. ficado. Filípicas. MESMO ASSIM. palmilhando. Não perder movimento? Inventem catás. nenhum como os outros: cheio de virar assim. apenas. craque quando. refreitórios. sequazes. de viés e atravesseiro. de meios. Idéia. Ótimo. Grande maniqueu. o leão na xícara. mal passado. Picadelully! Exausto de calor. Cassandra. Idade Média. Canja: coisa de relativa criança. wienervultmorse! Varrão ou mecenininha? Passa entre estes dois pontos. bagos de uva: frango. descascando pedrarias? Oraremos. NADA MAL. sobre chão de cascas de vidro. levem a sírius o que arre. o bom de beleléu. tal como: insubmissionários. como? Este dia tem coisa. transes fililiputinos. com monismos. algum era acidentados. molhado como um pinto. braças cruzadas por quem. estupro: marta mitra salamandra e zibelina. feito pingo. Como tal. implausibiles dei! Isrealidade! Mercê de Fortuna: pior. e tragam medéia como quem lamenta profundamente a aletetéia da América. Uma alcunha: Alemanha. em vez de? Ainda bem que. não. Desesperolopes sem calca de . faz vista glossária quando a toa.Mérito algum em termos nascidos. medos. savatte? Cosita sere spente sono IX. lelé da cuca. Charadesmanchamarão! De rapta Europa a bove. não em livros! Diluí-lo-ia um seiscentista. Cartaztroféus! Posent-ils-par-lerolah? Boinasauras anostra claustrofb! Fatiga cabeçalhos de ventania essa perfeição. paralelo. a ver com o além. Me eis ali. por aí. ainda. vida. Não confunda trocadilho com pesadelo: do picadeiro ao tombadilho. Plaudite et aprendicite. Em adegas.

Antomancia. Por assim ouvir dizer. na junta dos membros. obra prismas em verdadeiros paralelismus membrorum. e me olham e me orgulham. Órion. Por metro. trocando por favores as regras da cena. sócio que. Arte de adivinhar. Dionisomancia. por doçura. tirou-lhe teores pânicos dedentrodos terrores picníquicos? O ermo abunda em abandono: espirro. Diplomancia. especialmente. Hoje de manhãm. adivinhar por força de antiguidades motoras. ou entupindo a chaminé debaixo dos pés: me atenua os traços mais atrozes do temperamento. só assume missões suicidas: Problematomancia. contra o tempo. Arqueomancia. Membros da junta externam alarmes de um levante. Micromancia. muto. para esta ocasião. Coletânea de divisas já charadas. com dois meses e meio de idade. TÃO. por via de incidíncios mínimos. Gegengesang! Vira a mesa. afetos mata-os. pela rima e revoz. Nada têm a temer. Talassomancia. me deixando claudicar desse jeito. Não é um adivinho. xisptéryx. Ecomancia. por sobre obeliscos. Anda crasso pondo erros nos meus planos: ZAGADKA. só sei que não estava aqui este engano: deve ter vindo de outras tantas eras. Medidas de capacidade a caminho. Onde uma porção localiza altas reviravoltagens. que aí vêm ambas. quando bêbado: o caminho para casa. Filomancia. Arte de adivinhar. ir e vir: trans-mito. osíris. Leucopáginomancia. Artes de flagrar coisas grandes. Eu. sósia de. taquaras da província. e lá se foi meu espírito. Wanderer? Errar. priscas? Lição pretende ensinar. da parte dos arredores. espionando o oceano.souza confessa ao repouso quem é mais aquantas: só então sossega. Erro de. corrida de obstáculos. que não padece interrupção. Lavarento! Ateus! Porventurosa sou paterfamilias desses gazofilácios apáticos de debêntures? Feito do mesmo barro donde o catatarso de ísis. Minhas mais singelas reservas: o ridículo promovido a escândalo. ainda mal lhes . apenas um amigo do adivinhar. vagar por aí. depois de uma onda. E se trans me muito. aos leprosadores dos controsáurios! Yukatán dismancia Nichiren. Estimação. O processo oracular. De profetizar a voz. Leroleromancias. e é só bundas que ondula.

lugar assombradado por uma apalpolítico. Vai-lá vindovém Dmitridesmircartes. Vão-se os percálçulos.constatelando. pordestrastravéis dessa imbecibilidade. caso de morte. brinca duro. movidas a ene singularidades. pacômio. me apelida de Inclusive: doido de pedra. qual a sua graça? Como? O nome! Que rubrica intitula estas paragens. nítido. descontentando umas flechas. megalítico. foi-se: enforcado. o sr. evidente. gato e sapato . pe. me desembruto em abater Occam. nunca me deixe passar por acordado: tendem a provar que existo. animal passado e mal assado. Dado por monstro. ao estar de fora. quem Feito deus? Mede-se gente pela qualidade dos sonhos. Jaspers — lousy whispers! Deve ser morto esta noite. Da obra dos outros como Objet Trouvé: finders — goalkeepers. no sentido de abastecer Occam. fazendo pouco. ass. O ararifeito. anômalomancia. apontando o suicida. o nome de um eremita começa com minúsculas. o miguelomaníaco: de rente se tornou declarado. Passa pouco de hoje. ínvio. com potencial de fogo e numéricas superioridades. com aquelas suas malabirintites todas: Bardesanes. Atanásio arquiteta máquinas. o dia tarde a sair de noite. partículas de passagem. esta noite ipsa. inquilino molesto. descuro. Dionissonâncias metamorferozes! Até dores durar de doerem: mania única. Sílvio. esforçase por ser. viu o morto? Soares? Alves? Araújo? Almeida? Meireles? Brito? Maia? Viana? Silva? Abreu? Galvão? Mendonça? Amaral? Ruiz? Maciel? Vasconcelos? Aguiar? Vieira? Barreto? Saraiva? Camargo? Martins? Barbosa? Guimarães? Macedo? Gama? Sá? Figueiredo? Magalhães? Freire? Azevedo? Menezes? Fonseca? Dantas. E essa eminência patente das falanges da Companhia. Pergunta Miguel. e porcamente. Quem o viu. Entre cartesices e certezas. nojento como objeto que não se preza muito? Lança fogo pela pele: um gênio. despertador. Joga alto. Cubro. piratarias? Telepatético! Urgh! Gruh! Occam. óbvio. combina desculpas com o atraso das esculturas de minúcias indiretas. jogando em boca pedras de pipoca (não erra uma). dr. ass. Borges e Teles? Pinto! Miranda até Rezende! E até Bragança? Portugal! Zagadka: urubamba.

aliás. Dulia? Hiperdulia? Aletria? Síndico e condomínios — unânimes. uextliplocht! Eléia. Guarnição estrangeira. Ser. Oh. Provou com engenhos e evangelhos que pode ficar aqui. dumas ou três. tijolos cuneiformes. Deixa todo mundo pensando haverem dois autores. aleluia! Por um exagero de ser. engulhos. apelo ao transeunte! Um degredado no vago. ao mesmo tempo. que outras se pode fazer. vítima . Viver bem só dá direito a uma caixa bonita e a um buraco bem fechado: só furando o olho do ciente. Nunes(*)! Soterrar. contribuiu: esperança. a não ser essa de aderir o intelecto a uma improbabilidade. Pensou. em vista do que dirão. constrictor. centresper íspirito! Fogo. em assombros formidáveis: a grandes defuntos. Occam deve ser. Linhas Gerais. varapau de dois bicos: pedra e pico! De casa. queima e requeima. Suspensão animada: todo absurdo ao espaço exterior! Prostar o monstro vale um mister e tanto fazendo. enquanto labora et ora a boa. nostradamos abismos. Mal abrimos. depois. que seja? Durantes. caldeu: estorrica tábuas. O occamista. dizerse. mas eis: EU. desconfiômetro a fito de vasto: inter-mortoscedem. uma sombra. pois. al. De Occam. Calma. ao contrário. Matracalhadores! A essas alturas. assimilando nula. je-me-deléglise! Será potável? Desmanchafazeres! Este pedaço. Deus e eu. figura das coisas por chegar. fica evidente. Um tanto ou quando muito? O cartesista. periga passar a ser. meus destartes! O som muito alto: a luz muito forte pratica halterofilismos. O outro é o m’ eu ausente. só que senão. intróito ao mistério do outro. o Outro está podre. Al: al. se micha. sempre queimando alguma coisa: é tal coisa: incrível e difícil de deixar de crer. coisa alguma com alguma coceira. Conquista do espaço através da mensagem: o vazio como veículo. Cartésiomancia. pipoca. de brasa a brasa. não pode. Como seria Ester? Nom de plume.Tudo fazer. Egomancia.das dificuldades. Convém. funto. O calor. o teto da cratera: buceta de precisão. monstros sepulcrais! Intriga. Occam. Não repara. atuando aqui mas ali atuando. sim. mon d’épée! Quirera. desde que: não sei. tornar a . eis! Repepito! Esta noite. Fica fula e gaba: chia e. dizem. pendante que.

entre essas umbigüidades. esta leofagia! Tiraram o dia para não me entender: enfiúza. mordomato de mim: isto é gregoriano. de bom grado. 210) . minha transquüilidade depende desta soberania minha. Substância. jaz morreu. pronta para a forma. toma corpo. 210) 2a lição: Transgressio Cognitionis. platônica e puramente. por direito: tão já não vamos deixar destarem. tão já não irmos embaumeretz! Estalactite.de um VADERRETRÓS. échouent. Esquálidos e rubicundos segue as linhas rotas. Assassínios! Assassinatos! Quem como Occam. matéria se relacionando. Tão desmoralizado já. passa a existir. Passa por ele. muito ou. ao assunto. Para quem vai. me apavoresce. Tábua de náufrago usurpa o incenso aos numes pertencente. essa queimarroupa toda! A neolatras. O húnico? Meio aparente. Papel. Presente momento é o meio. De Circunstâncias como Meio até as Essências: linha divisória entre as Essências e outras mais altas. sentiria pelos meus filhos: só. — superfície ainda fumegante do seu sangue e tinto dos seus vinhos. Túnel? Trsnsgressio∗ Cognitionis.— (p. et éssuyent les cousteaux! Incorre um erro atrás do outro. como vos parecerdes! Como se unicam? Assados & ossadas. relonges ∗ ∗ 2a lição: Occam. Pergaminho. isto és. pensa? O mais indiciado? Mais ilusótico? Varejeira age por atacado. muros lamurientos. No pau. meio parente meu. bombom para gado! Mesmo que me matassem agora. escondia-se por trás da sua passagem daqui para outra qualquer melhor parte. Boa metade — tudo: assunto. vem quem? S’ils éssayent. Prometendo sempre voltar a seus receptores. Não vence: não é de vencer. Creio. Vamos ao pânico. valha tabu: aqui. estalactite. Sorriu no túmulo. primeira vez. (p. com as quais mais concumbinas! Par ou limpar? Arrisca frustar. Occam. Bate um sino contra as paredes. me. sátrapa batavo da Gestaposta: insetos inexatos. fervendo de menininhurgentes. morgado de Belgrado. estalagmite: estalagmite. circuncisa a suas pegadas mistas às pistas versas por seus assassinos. já∗ morreu. Papiro. Senhor da minha singularidade e meia. A sacarrolha. Na pedra. pânico. Vai.

fizessem uma força. mezinha e tipóia! Uvertire Batavônia. esbugalham. senhores! Mensuro. gergo e garlingo: pondero tisana. pastiche. ocular e celste∗. alfobjeto pensante: pasta. erros a mais cometer não poder. et quimbundam aliis! Em tours de route. terminamos tão semelhantes o abismo entre nós serve sinal como de igual. (1a) (1a) A anterior — fora. pelo compasso das expectativas frustas. se. neste cular? Sem comenteiras. Toma a história nas mãos? Ocurral! Abandonai. talmais vis-à-vix! Espirra reto? O ponto espirra torto! Queplicórnio! ∗ Na 3a lição. 211) . De Omni Re Scibilina. Até o roterneiro do filho prolixo! Oratio in Brasiliam. a ninfa e o monstro da lagoa negra. ∗ a 2 lição: celeste. aquele olá pareça entender de que se peça! Saudade tem as custas quentes. offre-le ces cours! Não comente (1)∗. X parassangas de piranambuca. com que teimam no lhe soterrar! Pedra: foice de ume. Mas não pode nem chegar para enxergar nariz acima dos sete palmos. pau de dois umbigos. Obtura com novos: até um erro abrangescer o tamanho de tudo. lá vai. de existir (p. buscavenham. ancinho de ouro! Inimigos públicos e amásios íntimos. o próximo em proles de se mesmerilhando: quanto mais erros a comentar. só comezainas. se esquerzo! O crime passionista: em pirassununcas de gaivoltas! Metodista ! Que quero? Aplausos porque existo? Enquanto faço ao globo o favor. contenta-se com.para corrigir apertos. e se pegando que nem gorro e carrapachato? Alguma coisa. Pro Renato Cartesio. abrahão de convir: o que vai fazer mas sabe que deve fazer e o que vai fazer mas não sabe que fará. vizinhos ou parentes próximos só se afastam para morar pegado ao lado a lado nosso! Idênticos pedem distinção: continue do meu partido. homempeixe sem emoções. Cal o em sinou a calor. acabariam coincidindo? Juxtacolados num abraço armagazém. dele. em vez de ficarem promovendo atoices. Apresenta-se da seguinte forma: (1) Não continente em comentar. com sabão em tudo. maior proeza que ser pilhado pela própria presa? Gêmeos. se me assemelhando cada vez. está fora dos padrões das notas de rodapé do autor. bateu o recorde. dedodurantes e transeuntes. Bem de raiz quadrante. de existir.

o pior dos labirintos: altíssimo abismo — o tal ponto. Me indigno. Charústia. Lhe. como a palmadamão. É pinote: se pincha. essa grafia. Catalunhalinfa. à catifundadupla! Salemaxandria decaipordinte: porra que umas molinhas amordacéus! Só até ali. Países Baixos. Impede. aí. czar dos Pesares! Mediante detrimento. prolaborenobiscum! En tours de route. atirando ao menor movimento. O nome. a sacanagem dum gestozinho chantagista descascando o guatambu: nem a pé. Escada. Um ponto. Ainda não cnheço∗ a fundo. Combien. Pé nas ervas. Impede. Impede. Estados Gerais. offre-t-eux: ces cours! Ponte com dor de cabeça. baixarei! Oração para se envultar. localustres! Tolo me deixar envolver por este raio de rede. depois de gritar. a profundície das palmatérias. Man. para a glória de quem fica! Caracóides! Proliferam patifes: dar a entender preferem. arma sob medida ao rés de ∗ 2a lição: Ainda não conheço (p. Está bem. febris brasilica. olhar bem para os lados. 212) . o planetário. Aguardem. síntese perfeita entre horizontal e vertical. se escondegarrincha: o bojo balão. compensações territoriais. Mais adiante. ainda e sempre ainda mais. O plenipotenciário. para todos os efeitos. talv & eis. Por quem me toma? Por paralítico? Por narcótico? On. E. Não está fácil. Pretúsculo idiliota! Só pensando não dá para chegar lá: tem que andar. ambos os dois conjuntamente juntos! Enxerte a jalmenão o aplainapalmito afrontes natatriz. Impede. Tudo — é impossível. independe. Occam. quando vai impedir ainda. o mõstro. em vias de se fizerem contrarrecém da raiva que tomaposse contramim armazéns clandestinatários. Impede. ora! Entre as ervas que curam e as serpes que matam. coisípede! Gregorianíssimo coisicídio! Palafitas. cascavel na certa: compota barcebolonha em cumbuca Antuérpia! Caracuneiterrisformes! Labora. o maior olhar. A Paz de Porto Seguro. O cônscio. que falhas crivam? Rema. Impede. volta por onde o vulto vai muito.Tussis canabica. Idem. Também não está difícil. o mar undibundo. Altos Senhores. O dos planos perfeitos imbra e Coimbra junto a este plantageneta. Nos antípodas da boca. Reta. selvas. Pensar. o grito.

Runáticos. A onda está parindo Artischewsky? Este pensamento sem bússola é meu tormento. Ergo. esperando e aspirando. eu aqui com lentes. Novamente: a maré de desvairados pensamentos me sobe vômito ao pomo adâmico. Contacto coeso: compactas coisas. Vai me ver com outros olhos ou com os olhos dos outros? AUMENTO o telescópio: na subida. páginas enigmáticas incólumes ao siso e à fala. uma nuvem. não trocaremos por sinamônico algum nenhúnico! Posso provar: tenho aprovação própria. Doença do mundo! E a doença doendo. A existência existe no existente. e este livro sem textos — só ilustração iluminura. Lentes e dentes de vidro. Artyschewsky bêbado. um desvio que só vendo. certo. Não traduzo nem leio: giro e jazo. Bêbado. distribuiremos tarefas entre os nossos mais sinceros adversários.alguém menor que eu! Não caibo em minha morte. Em breve. não pode ser incomodado quem está descobrindo a pólvora. Quando verei meu pensar e meu entender voltarem das cinzas deste fio de ervas? Ocaso do sol do meu pensar. senhores passageiros. um bafo me embacia o entendimento para que Brasilia. Um círculo de giz em volta de meu juízo. E uma pegada. aceso na cabeça e as formigas me comendo e me levando em partículas para suas monarquias soterradas. Nome. Meminit nemo. A presença presente no presenciar. e ninguém à frente. Fedor de antas e araras. Este capítulo não deslindo nem decifro: erro? Sofro. E como! Sãojoãobatavista! Vem bêbado. Some um círio suando de pensar. Uma fera urra dando a luz. um engano de natura. Pensar por pensar.. quem poderia dizer? Entre a lua e — a terra — o sol. porém. E esta terra: é um descuido. quem . versitergeremos. a circunstância no circunstancial.. nisi nonnulli! Uma atlântida faz das suas no fundo de cada palavra. lá vem ARTYSCHEWSKY. aquela se reduz a apenas esta metade: nós — parte dessa sombra. uma caligem... um desvario. pela inhaca se conhece a peste que grassa. paraíso na caixaforte. passaporte para o passado. Bêbado como polaco que é. No grande livro do mundo. por via eliminatória às avessas. Estes não. a totalidade totalmente no total. um acerca.

me comprenderá? .

Diretor da Companhia do Brasil. capital de verdadeiro mini-império mercantil. Eckhout. para mapear céus e terras. a cobra morde o próprio rabo. gentes e usanças da nova Holanda que. peguei um papel e anotei a idéia. Olinda. Golijath. uma noveleta/nuvoleta. Vrijburg (Freiburg = “cidade livre”). cartógrafos. . apoplético nas cipoais do trópico? Interrompi a aula. latinizava o nome para Renatus Cartesius) era fidalgo da guarda pessoal de Maurício. 23 ANOS DEPOIS Por fim. onde tirou o 1o lugar mas não levou o prêmio por acidentes fortuitos de concurso. Referi que. o “verzuymt Brasilien”. De repente. quando estava dando as Invasões Holandesas e o intento de estabelecimento dos holandeses da Companhia das índias Ocidentais em Pernambuco e adjacências (24 anos. em trazer para cá sábios. talentos como Marcgravf. escol de cérebros. na Europa. Wagener. o perdido Brasil pára sempre. pintores. Falei do esforço do Príncipe Maurício de Nassau. Post. fundador e patrono do pensamento analítico. logo. em 1966. que inscrevi no 1o Concurso de Contos do Paraná (1968). ele. Descartes. para a Recife/Olinda/Vrijburg/ entrópicas exuberâncias Freiburg/Mauritzstadt.DESCORDENADAS ARTESIANAS UM LIVRO E SUA HISTÓRIA. o Príncipe Maurício cercava-se de um séquito de ilustres. chamada Descartes com Lentes. durante aula de História do Brasil. de acordo com uma carta que me mandou o Fausto Cunha. um dos juizes do certame. flora e fauna. com grande abertura militar. O filósofo francês René Descartes (que. o estalo: E SE DESCARTES TIVESSE VINDO PARA O BRASIL COM NASSAU. à moda do tempo. em holandês. A intuição básica do Catatau me veio. de 1630 a 1654). A vida do Catatau já começou sob o signo do equívoco e do quiproquó. A hipótese-fantasia deu. seria. a princípio.

provérbios. um Circo de Horrores lingüísticos. estados caógenos. emblema do fracasso do projeto batavo. no trópico. abstrato. OCCAM No Catatau. O monstro não perturba apenas as palavras que lhe seguem: ele é atraído por qualquer perturbação. é um ser puramente lógico-semiótico. É um orixá azteca-iorubá encarnando num texto seiscentista. se esbanjando em bizarrias excêntricas até os últimos limites lógicos e sintáticos do lúdico e do travesti. idiomatismos. o fracasso de leitor em entendê-lo. como uma alegoria barroca. Oxum. politropo. um princípio de incerteza e erro. A entidade Occam (Ogum.Mas foi bom que tenha sido assim. frases-feitas. Descartes com Lentes era um esquema: trazia em si um princípio de crescimento. . monstro de zôo de Maurício interiorizado no fluxo do texto. ditos. o “malin génie” da célebre teoria de René Descartes. uma lei e uma necessidade de expansão. O Catatau é o fracasso da lógica cartesiana branca no calor. aberração. Ogan) não existe do “real”. inchando. pólipo. suspeito ter criado o primeiro personagem puramente semiótico. A estrepulia final levou 9 anos se fazendo. o livro como parque de locuções. um tratado de Medicina Legal da lógica e da linguagem. fermentando. máscara Nô. responsável por bruscas mudanças de sentido e temperatura informacional. da ficção brasileira. Occam é um monstro que habita as profundezas do Loch Ness do texto. Occam é o próprio espírito do texto. proliferando. branco. entumescendo. Egum. maquilagem de caboclo-kabuki. museu de cera. crepusculares na fronteira entre o inteligível e o enigmático provável.

A multiplicidade de leituras o Catatau já traz inscrita na própria multiplicidade de sentidos de que é portador seu próprio nome. coberto de anos e fama européia. Em Portugal. como regionalismo. de origem provavelmente onomatopaica (o ruído de uma queda?) exibe inúmeros sentidos em português e em brasileiro. Descartes não resistiu ao rigor do inverno escandinavo. René Descartes. No Brasil. . uma “determinada carta do baralho”. “discussão”.CATATAU A palavra “catatau”. Na Bahia. uma rainha meio desmiolada. Designa ainda “zoada”. a mudar-se para Oslo instruir a monarca. foi praticamente intimidado por Cristina da Suécia. pode significar “uma surra”. até “pênis”. apanhou uma pneumonia e lá se finou. Já velho. E pode significar “uma espada velha”. designa tanto uma coisa grande (um catatau de papéis) quanto uma coisa pequena (um nanico. ABAIXO DE ZERO Na realidade. De frio. uma das palavras mais polissêmicas do idioma. em aulas que começavam às cinco da manhã. um baixote). como filósofo e cientista. existe a expressão “feio como o catatau”.

Mesmo quando um segmento cobra continuidade (parece fazer sentido). que sucede sempre. o leitor perde a mania de procurar coisas claras.QUINZE PONTOS NOS IIS 1. O que ele — antes de ler — já sabe da mensagem. O Catatau procura gerar a informação absoluta. Ou crê saber. 2. Existe literalmente um abismo de frase para frase. entre ponto e ponto). de palavra para palavra: o inesperado é sua norma máxima. O leitor também tem uma espera. aquelas que são claras por si mesmas tornam-se escuras no seu entendimento. Mas só recebe informações novas. 4. Toda informação nova vem de uma “expectativa frustrada”. digo que pretendi realizar um dos postulados básicos da cibernética: a informação absoluta coincide com a redundância absoluta. Tal como Cartésio. é apenas para contrastar com o efeito contrário. Espera redundância. A melhor definição para “informação”: expectativa frustada. tal como o personagem (isomorfismo leitor/personagem). a expectativa é sempre frustrada. O Catatau é uma imagem ampliada dessa noção. Informação é expectativa frustrada. O leitor jamais sabe o que deve esperar: rompe-se a lógica e as passagens de frase para frase são regidas por leis outras que não as normas da sintaxe discursiva “normal”. 3. O Catatau é a história de uma espera. de frase para frase. . O personagem (Cartésio) espera um explicador (Artiscewski). O leitor espera uma explicação. abismo esse que o leitor deve transpor como puder (como na TV. No Catatau. A espera de Descartes/Cartésio é uma espera cibernética. Uma expectativa. Dentro do Catatau. Cartésio espera Artiscewsky. Espera redundância. Se disserem que a expectativa permanente no Catatau acaba por se tonar um estado monótono (caógeno). Então.

Economia de um quadro de Mondrian. Ele é. . é uma farsa.1 O ritmo. Eu. desde Aristóteles. 5. exatamente. do suspense para o pressentimento. repressões. no interior da lógica todopoderosa.A seqüência das frases de um texto coloca uma lógica. Se você sabe só vem novidade. Oftalmografa a passagem das distâncias nas células fotoelétricas das afinidades eletivas. 6. Por isso. Tese de base da Teoria da Informação. 7. como pretende a Europa. o Brasil soava absurdo. A lógica deles. O Catatau não diz isso. gerando leis de crescente complexidade. esconde-se uma inautenticidade: a lógica não é limpa. não o metro. A informação máxima coincide com a redundância máxima. o texto de maior redundância. 7. A narrativa na primeira pessoa é a mais econômica. isso. Para o europeu. O Catatau quer lançar bases de lógica nova. Catatau procura captar. não assunto. atenção flutuante nas ex-abruptas passagens do sentido para o nonsense. É uma ego-trip. ao vivo. por uma reversão de expectativa. mitologia. o texto mais informativo e. aqui. novidades vêm. ao mesmo tempo. O Catatau é. absurdo que era preciso exorcizar a golpes de lógica. uma impostura. o processo da língua portuguesa operando. ele produz a informação nula: a redundância. por isso mesmo. novidade sempre. O Catatau registra direções. sempre novidade. Reduz a multiplicidade do universo ao âmbito de um ego só. E mostrar como. regula a articulação das partículas até estas se descontrolarem. Mas nessa busca da informação absoluta. e deixa de ser novidade. Catatau (aparentemente) é uma “narrativa” em “primeira pessoa”. que já emergem precipitando novas catástrofes de signos. tecnologia. 0 = 0.

chamado também de “Occam”. estético por contraste (sístole cardíaca do Catatau). Um dos fenômenos mais típicos do “delirium tremens”. em termos de realismo. alucinação com animais repugnantes: cobras. O Catatau é um parque de locuções populares. Ao Catatau. O significado (semântica) do Catatau é a temperatura resultante da abrasão entre esses 2 impulsos: a eterna inadequação dos instrumentais consagrados. um agente subversivo. 10. que é o próprio catatau. centrífugo. Ele denuncia o código em que a mensagem está sendo registrada. chega às raias subterrâneas e canais atávicos da linguagem e do pensamento. atônito: alienado. Na palavra “catatau”. As aparições do monstro fazem o texto voltar-se para si mesmo: o monstro é centrípeto. vendo todos aqueles bichos absurdos. O parque de Nassau é um lugar mental. o outro movimento. lagartos. dois movimentos o animam: um. animal e texto são sinônimos. com toda a parafernália de marcação duma ambiência física. 11.8. estrangeirismos. histórica e portanto épica. documental. alcoólico é a zoopsia. idiotismos da língua portuguesa. se dirige para uma realidade extratextual precisa (referente). um homem fragmentado. sentenças. Catatau é um texto em mutação: um mutante. uma estática: o monstro é a personificação (prosopopéia) do conceito cibernético de ruído. extroverso. Todo o texto é um parque de palavras. desconexo. face à irrupção de realidades inéditas. do estado de espírito do colonizado. ratos. O ilusionismo solipsista (ego-trip) do personagem-Cartésio é o fiel retrato. . 9. períodos. geográfica. O Catatau é um caso textual de “possessão diabólica”: um texto “clássico” é possuído (possesso) por um monstro “de vanguarda”. 12. Catatau & psicopatologia. E de zoopsia que Cartésio sofre no parque. perplexo. um princípio de perturbação da ordem.

Outro fenômeno psicopatológico transformado em recurso de base é o mentismo. francês. a linguagem e a lógica. alemão. desvios. É a presença de um corpo estranho no pensamento organizado de Descartes. O bestiário. dialetos afros. com que começa o Catatau. Ele sempre atribuiu esses mentismos a um efeito do clima ou da erva que fuma. parte da Física. cosmopolita. 15. Ante esses animais. atingindo exatamente os pontos mais delicados de suas neuroses e psicoses. chama-se de mentismo um pensamento que vem por si. 14. A bicharada. o longe crítico. Por isso. nome de uma peça de Terêncio. a lógica de Descartes vai para o brejo. difrações. 13. as sentenças. choque e pânico que os antigos tinham na conta de fonte do filosofar (até para Aristóteles. Descartes/Cartésio é o “heauntontimorúmenos” = “o atormentador de si mesmo”. repele ou nega um pensamento que acaba de ter. contra o paciente. Mensagem afetada de elevado coeficiente de . uma idéia fixa que vai e volta. em Vrijburg. jibóias. Descartes sendo um dos pais da Ótica como disciplina científica. iídiche e até hebraico. 1-2) Ver bichos através/atrás de vidros. Cada fera daquelas (tamanduás. Está cheio de anomalias óticas: refrações. invalidava uma fórmula de Plínio ou de Isidoro de Sevilha. flamengo. emblematiza o pasmo do europeu (esse desbestificado). português. pasmo esse. (p. holandês. o exercício da reflexão começava por um “thaumazein” | “espantar-se”). espanhol e. Catatau é um texto colocado sob o signo da Ótica. que incidem sobre as palavras. preguiças) estropiava uma lei de Aristóteles.Seu polilingüismo é o reflexo do polilingüismo do Brasil de então onde se praticavam as línguas mais desencontradas: o tupinambá da Costa e centenas de idiomas gês/tapuias. Mentismo ocorre sempre quando o personagem do Descartes/ Cartésio recusa. Em psiquiatria.

. a legibilidade no Catatau está distribuída de maneira irregular.ininteligibilidade.

ICONOGRAFIA .

Paulo Leminski criança. .

Paulo Leminski criança.Os pais: Áurea Pereira Mendes Leminski e Paulo Leminski. .

Leminski na adolescência.Primeira comunhão de Leminski aos dez anos. .

Pedro Leminski. .O irmão. Paulo Leminski.

Paulo e Alice com os filhos Miguel e Áurea. Miguel e Áurea. Leminski. .

1984. Áurea.Leminski com a filha Estrela. Estrela. (Imagem: Lina Faria) . Alice e Paulo.

(Imagem: Júlio Covello) Na casa do Pilarzinho. 1981. .Leminski e Alice Ruiz. Curitiba.

(Imagem: Martins Vaz) .Leminski e Alice Ruiz.

(Imagem: Júlio Covello) .Leminski e Alice no Rio de Janeiro.

. (Imagem: Augusto de Campos).Paulo Leminski.

Lançamento da primeira edição do CATATAU em 1975, na Livraria Guignone, Curitiba.

Paulo Leminski, Lélio Sotto Maior e Ivan da Costa.

Paulo Leminski com Haroldo de Campos e Pedro Xisto.

De pé: Paulo Leminski, Paulo Vítola, Marinho Galera e Ivan Graciano. Sentados: Belarmino e Gabriela.

Paulo Leminski com Moraes Moreira e Marinho Galera.

Paulo Leminski com Caetano Veloso e Alice Ruiz. (Imagem: Lina Faria)

Paulo Leminski com Grafite, Teatro 13 de maio, Curitiba.

Na rua, Curitiba, 1981.

Paulo Leminski (Imagem: Lina Faria).

Paulo Leminski. (Imagem: Dico Kremer)

Paulo Leminski (Imagem: Márcio Santos). Todas as fotos pertencem à coleção particular da família Leminski. .

CATATAU EDIÇÃO CRÍTICA E ANOTADA .

PROCESSO DE ESTABELECIMENTO DA EDIÇÃO CRÍTICA .

Décio Pignatari. para o estabelecimento da edição crítica e anotada de Catatau. E esse público abrangente que. aprovado. de Paulo Leminski. sob coordenação do Dr. PUCPR). Introdução à Edótica. à apuração do datiloscrito. Márcia Letícia F. valorizando-a. PUCPR). assessor de literatura da Fundação. mas à ampla comunidade leitora. foi efetivado pela equipe composta pela Profa Dra Marta Morais da Costa (coordenadora) e pelas pesquisadoras Claudia Maria Millek (pós-graduanda. . FIXAÇÃO DO TEXTO Consiste no preparo do texto. no caso de Catatau.A realização deste trabalho deveu-se ao convite da Fundação Cultural de Curitiba (FCC). procedendo-se. São Paulo: Cultrix. que compreende as etapas de fixação e de apresentação do texto como um dos instrumentos para a estruturação do trabalho crítico. foi previsto o método de Karl Lachmann1. O projeto objetivou instrumentar criticamente o texto da prosa experimental de Catatau e oferecer maiores subsídios à leitura. por fim. METODOLOGIA No projeto inicial. Desse modo. deve ser o grande beneficiário da presente edição. e que. da 1a e 2a edições e da versão eletrônica e obedecendo-se aos seguintes critérios: 1 SPINA. atendendo a esse convite. 1977. p. segundo as normas da crítica. Déa (mestranda. a proposta da edição crítica de Catatau estabeleceu as seguintes etapas: 1. S. A área de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) apresentou o projeto “Catatau: edição crítica e anotada”. ao exigir que os resultados sejam disponibilizados não só à comunidade crítica e acadêmica. 66. Considerou a edição crítica em sua responsabilidade sociocultural (princípio esse inerente à Edótica. UFPR) e Tainá Cristina Pires (pósgraduanda. que é a metodologia da crítica textual).

confrontam-se os textos e mantém-se a forma que prevalecer. manuscritas ou impressas. de Daniel Defoe. de Haroldo de Campos. 1a e 2a edições de Catatau) que resultará no expurgo dos testemunhos inúteis. de Flaubert. Circula na Internet uma versão eletrônica parcial na página . La tentation de Saint Antoine. de Beckett. de Joyce. No Catatau. Finnegans Wake. principalmente as palavras-valise. En attendant Godot. a constituída pelo(s) manuscrito(s) ou edições impressas da obra. Sallambô. Also Sprache Zaratustra. foi encontrada a seguinte lista: Gargantua. Galáxias.3 EMENDATIO É o conjunto de operações que visam à correção do texto. os comentários do autor (notas de rodapé da 2a lição) e as fontes de que se serviu o escritor. devido ao processo inovador de criação de Leminski e ao grande número de neologismos. de Flaubert. 1. que pode ser feita através do confronto do(s) original(is) com as edições ou por conjecturas. São consideradas neste item a tradição direta. de Rabelais. Blow Up. Robinson Crusoe. de Hitchcock.1 RECENSÃO Pesquisa e coleta do material existente das versões da obra. Quanto a estas últimas.1. de Antonioni. de Xavier de Maistre. a edição Grafipar (2a lição). que compreende o glossário. Rear window. original datilografado. 1. equivalem à 1a e 2a edições. Viagem em volta de meu quarto. de Machado de Assis. Na colação. O cotejo considerou o texto datiloscrito (denominado 1a lição).2 COLAÇÃO É a confrontação do material disponível na tradição direta (manuscrito. bastante numeroso. de Nietzsche. no datiloscrito da 1a lição. A tradição indireta. Memórias Póstumas de Brás Cubas. e ao datiloscrito. a edição Sulina (3a lição).

Integra o Fórum Paulo Leminski — fórum sobre a obra de Paulo Leminski. escrito pelo próprio punho do autor com acréscimo de figuras.com. encontrase em formato datiloscrito. o ciberautor usou como procedimento constante repetir. Em relação ao Catatau. ao início de cada nova página. que. Outro conjunto. modificou sentenças a caneta nas margens da mancha da página. Ao se proceder à colação do texto foi possível observar que. alterou. que corrigiu. é composta . de 12 páginas. duas páginas ao dia). A edição eletrônica foi elaborada por alguém. balões de isotopias semânticas. é aqui referenciada.insite.br/ pauloleminski/>. substituiu termos. publicado pela Editora Sulina. o cotejo privilegiou o texto da 2a edição. por carecer do crivo editorial e de autorização dos herdeiros. O texto original é composto por duas partes distintas do ponto de vista da apresentação: um conjunto de 19 páginas. Casulo segue a combinação dos textos da 2a e da 3a lição. constante do Catatau (conforme documentação anexa a esta edição). que corrigiu erros da edição da Grafipar de 1975. considerada a 2a lição. em 1989. jogos verbais. acrescentou. esquemas. e acrescentou notas de rodapé explicativas. mas não foi adotada como outra variante do texto do autor. por vezes. interrompeu a página no último ponto final da última linha e transferiu para a página seguinte as poucas palavras que se seguiam a esse ponto final. em fase posterior. a linha final da página anterior e. com o texto em seqüência linear. mas sem o texto corrido. A 1a edição.<http://inforum. Paulo Leminski — fórum sobre a obra de Paulo Leminski. num primeiro momento. sob o pseudônimo de Casulo. revisado pelo autor. no princípio uma página ao dia e depois com intervalos irregulares (em algumas ocasiões. e. Foi sendo digitada. porque foi revista e alterada em vida pelo próprio autor.

com exceção da palavra pôde (pretérito perfeito do verbo poder) em homografia com pode (presente desse verbo). Tais normas. deixou-se de usar esse acento. Por se tratar de obediência a normas gerais. A primeira edição (2a lição) do Catatau foi escrita no período em que se empregavam no Brasil as regras de acentuação ortográfica com a diferenciação de timbre: recebiam acento circunflexo o -e e -o fechados da sílaba tônica de palavras em homografia com outras. A partir de 1971. considerada aqui como a 3a lição. não consideramos. dedicatória e fortuna crítica. as editoras obrigaram-se a publicar os textos em nova ortografia.765. dedicatória. cujas normas estão. Na emendatio. no cotejo entre as lições. intenta-se oferecer ao leitor um texto com a máxima segurança. fizeram-se necessárias informações e consultas a amigos do escritor e a especialistas em línguas estrangeiras. e alguns acentos diferenciais que permaneceram. provendo-o de todos os esclarecimentos e subsídios que permitam ao leitor formar seu próprio parecer e entendimento sobre a obra. de 18 de dezembro de 1971. fragmentos críticos e iconografia histórica. ainda que não . Em razão da Lei 5. mais ou menos. quando aquelas vogais fossem abertas. Com a observância dessas normas. ao autor e à época poderão solucionar os casos.por um volume 13x20 cm. APRESENTAÇÃO DA EDIÇÃO CRÍTICA Compõe-se da organização material da edição crítica. estabelecidas pela Edótica.5x22. de 231 páginas. A 2a edição. as diferenças de acentuação. Nesta edição. 2. de 224 páginas. com epígrafes. os conhecimentos em relação ao texto. com epígrafes.8 cm. como também avaliar os critérios do editor. é composta por um volume 15. quando o cotejo entre diferentes lições se mostra inútil ou impossível.

durante a qual cada integrante da equipe de .5 procedimentos neológicos (Leminskianas). 2. cujo sentido é sempre plural e impossível de estabelecer com segurança. dado o grande número de neologismos. Em relação ao glossário. reproduzida obrigatoriamente. 2. PROCESSO DE TRABALHO O tratamento do material escrito obedeceu a diferentes procedimentos. 2. foi realizada a leitura oralizada da 2a lição.2 eletrônicas.7 documentos iconográficos. a localização contextual dos vocábulos. Para estabelecimento do texto.1 prefácio crítico. Da mesma forma.3 lição crítica com as variantes consideradas relevantes em nota de rodapé.2 critérios e metodologia da lição crítica. foram privilegiados os processos de composição.4 índice onomástico.9 sinopse da fortuna crítica.10. visa demonstrar que o próprio contexto. substancialmente redutível a uma introdução e à apresentação do texto.uniformes. 2. 2. 2. também neológico. não auxilia na definição e compreensão dos termos.10.6 plano do Catatau. que demonstram a riqueza da criação verbal leminskiana. 2.8 biografia. A edição será constituída por: 2. 2.1 bibliográficas. 2.10 referências: 2. 2. obedecem a um ritual fixado pela própria natureza da edição crítica.

conforme modelo a seguir: LIÇÃO 1 Ox refere-se aos espaços em branco deixados pelo autor * alimária. * Acréscimo cu. esta edição de Catatau contempla o prefácio crítico de Flora Süssekind. genitália. troca de letras nos vocábulos. confrontando-as. O ônus Ø Página inexistente Ø na lição 1. No entanto. 13) LIÇÃO 2 LIÇÃO 3 Ressalte-se que todas as variantes (pontuação. o glossário selecionado (onomástico e lexical). 27) O ônus (p. justaposição e neologismos. gentalha. ó coito. . obtidas durante o cotejo das diferentes lições. 24) a lentes de xxneta a lentes de luneta (p. Contudo. Além desses processos. que eu mais prestigiei (p. foram realizadas as operações de revisão e correção do texto. Após a fixação do texto crítico foram incluídas as notas de rodapé da pesquisa. alimária. Em seguida. 15) que mais prestigiei (p. a amostragem dos processos de formação vocabular (aglutinação. alimária. entre outros). genitália. foram respeitadas integralmente as notas de rodapé inseridas por Paulo Leminski na 3a lição. conforme orientação da Coordenação de Literatura da Fundação Cultural de Curitiba. genitália. o couto. anotando as variantes em uma tabela única. 1) a lentes de luneta (p. letras inexistentes) foram exaustivamente selecionadas e constam desse registro.pesquisa cotejava o texto lido com as demais lições. o cóccix o alimária. acentuação. 12) O ônus (p. com vistas ao estabelecimento do texto definitivo. Animália. foram omitidas nas notas de rodapé da edição crítica as variantes que não implicavam alteração relevante de sentido.

portanto. grego. a fim de investigar o uso e a inovação dessas línguas estrangeiras. Cristina Yukie Miyaki Fuchs (para o japonês). em formato sintético. composta pelo material consultado para elaboração da edição. Cumpre enfatizar que este trabalho veio preencher uma lacuna existente em relação à prosa experimental no Brasil. a biografia sucinta. cujo enfoque privilegia a formação profissional e aspectos da produção literária de Leminski. bem como de obras referentes à produção literária de Paulo Leminski. A pesquisa resultou na definição de um texto-base. representa o esforço e a dedicação de horas de trabalho e atenção. e as referências em livros. RESULTADOS DA PESQUISA O volume. junto de comparações e observação minuciosa dos detalhes da escrita de Paulo Leminski. latim e espanhol). de vez que a impossibilidade de acesso ao texto de Leminski resultava em enganos e omissões. ora editado. É. Acompanham o texto definitivo os resultados de diferentes olhares críticos que ressaltam a importância da obra de Paulo Leminski no cenário das letras nacionais. dedicadas ao Catatau. Marta Morais da Costa Claudia Maria Millek Márcia Letícia F. prejudiciais ao conhecimento da história da literatura do século 20 em nosso país. com a consciência do dever cumprido que entregamos aos leitores o produto de nossa atividade intelectual. a fortuna crítica composta por alguns estudos sobre Catatau. Maria Gertrudes Te Vaarwerk (para o holandês). periódicos e sítios da Internet. Déa Tainá Cristina Pires .com consulta aos lingüistas Antônio Quirino de Oliveira (para o tupi.

ÍNDICE ONOMÁSTICO .

Mané: “Deus contou os dias de teu reinado. (Petit Larousse illustré) BARDESANES: (séc. Uma flecha atirada por Páris. Quando seu amigo Pátroclo foi morto pelo troiano Heitor. Após uma divergência com Agamêmnon. Era filho da deusa marinha Tétis e de Peleu. O profeta Daniel foi então chamado: “É Deus quem lhe enviou esta mão. Ciro entrou na Babilônia.) Teólogo cristão sírio. eis o que está escrito: Mané. AQUILES: Herói grego. Foi onde a Arca de Noé encalhou depois do Dilúvio. Herdou o trono ou foi destronado em 53 a. Baltasar. Ver Vênus.C. por vaidade. O ímpio viu então aparecer uma mão que traçava caracteres misteriosos. significa “aquela que saiu da água”. Aquiles participou da Guerra de Tróia. que se apoderou da Babilônia. Na mesma noite. e marcou seu fim”. Pharìs: “Teu reino será dividido”. de Homero. filho do rei Nabonide. BALTASAR: Bêl-Shar-Ousour. acertou-lhe o calcanhar e o matou. matou Heitor e arrastou seu corpo em torno de Tróia. não foi tocado pelas águas. O livro de Daniel conta que numa noite. defendeu de . rei dos mirmidões. regente da Babilônia. Thécel: “Foste posto na balança e considerado muito leve”.C. por Ciro. Para torná-lo invulnerável. 2 d. Mas o calcanhar.ANADIÔMENA: Anadiômene — Outro nome de Afrodite. Pharìs”. fez com que lhe fossem trazidos os vasos sagrados que Nabucodonosor havia outrora roubado do Templo de Jerusalém. retornou ao combate. retirou-se da luta e sua ausência acarretou grandes derrotas aos gregos. irmão de Heitor. pelo qual Tétis segurou o menino. Thécel. durante uma festa. depois de contornar o curso do rio Eufrates. sua mãe o mergulhou nas águas do Estige. segundo a tradição bíblica. ARARATO: Ararat — Ponto culminante da Turquia. personagem principal da Ilíada.

. ca. que Descartes distingue em análise e síntese”. que deve ser transmitido de pessoa a pessoa até atingir o mundo inteiro. um tijolo. Principia Philosophiae (1644) e Traité des passions de l’àme (1649). No método cartesiano o ponto de partida do conhecimento é proporcionado pela intuição. uma espada velha. DESCARTES: (1596 — 1650) Filósofo.. pênis (no RJ). CONFÚCIO: Em chinês Kongfuzi. ximbute. filósofo que teria vivido de 551 a 479 a. castigo. um cagabaixinho. Recebeu instruções filosóficas e científicas segundo os princípios da escolástica contemporânea. ta. Fundador do confucionismo. um anão. René ou Renato Descartes nasceu em La Haye. Turena. França.. uma coisa grande ou volumosa. a dedução em geral..) Da intuição depende o processo discursivo. à meditação filosófica e à composição de sua obra. “que seria a apreensão intelectual imediata de essências elementares. quando se retirou definitivamente para a Holanda.. Esta doutrina põe em primeiro lugar a fidelidade à tradição familiar.C. fumega. num período em que os imperadores da dinastia Zhou tinham perdido sua autoridade sobre o país.maneira radical as formas acentuadas do Cristianismo. um poema alegórico de tradição gnóstica. falatório. durante 20 anos.. O quarto elemento do método . Viajou pela Europa de 1619 a 1628. CATATAU: Uma palavra que abrange uma variedade de significados: toco-de-amarrar-jegue (no interior de SP). tau! Uma queda violenta. uma espada pequena e curva. onde. Seus escritos propriamente filosóficos são quatro: Discours de la méthode (1637). ou simplesmente a onomatopéia de queda. doutrina filosófica que tem como idéia principal o desenvolvimento do conhecimento individual. Atribuise a ele o Hino da Pérola. Meditationes de prima philosophiae (1641). zoada.. catana. (. pancada. se entregou completamente ao estudo. matemático e físico.

menos conhecido que Post.C. Holanda. Descartes desvaloriza tanto o conhecimento sensível. que foi destruída no início do séc. Permaneceu no Brasil de 1637 a 1644.. este rei foi o pai de Midas. Por intuição e dedução. O método cartesiano pode ser resumido na seguinte frase: “Para atingir a verdade é preciso uma vez na vida se desfazer de todas as opiniões que recebemos e reconstruir de novo. provisória. todos os sistemas de seus conhecimentos”. algumas vezes nos enganam. Descartes descobre então a verdade de sua própria existência e da existência de Deus. Alexandre Magno puxou a espada e o cortou.. são escassos seus dados biográficos Ver Invasão Holandesa. comporta-se conforme o proposto na frase acima: desfaz o conhecimento e o recompõe numa forma nova. quanto o conhecimento racional”. definitiva) todos os conhecimentos humanos. mas pela força das armas. GORDIAS: Era o lendário rei da Frígia. O império da Ásia pertencia àquele que lograsse desatá-lo. e também a razão. Sabedor do fato. O protagonista de Catatau ao tentar compreender a realidade incomum que o cerca.. pelos cimerianos e é a atual Yassihoyouk. Nos tempos míticos. “Nesta fortaleza o soberano guardava seu carro. (. querendo demonstrar que o reino não seria conquistado por magia. Descartes submete à dúvida universal (mas metódica. rei de Creta. não sistemática. e desde a base. Górdias deu seu nome à cidade de Górdion. ECKHOUT: (1610-1665) Albert Eckhout.) Pelo fato de que os sentidos.) Para garantir um sólido ponto de partida ao saber.cartesiano é representado pela “enumeração completa: esta seria o controle que certifica nenhum elo da longa cadeia dedutiva ter sido omitido (. .. nascido em Groigen. cujo timão estava atado com um nó quase impossível de ser desfeito. VII a.” (BRANDÃO. Pintor.

sede da província da Holanda Meridional. Hera. sobretudo porque teria criado o mundo por meio do lógos. foi montada uma excelente esquadra. o escrivão da psicostasia no julgamento dos mortos no Paraíso de Osíris. HAIA: Cidade dos Países Baixos. Enciumada.. Para tanto. monstros e libertou Prometeu. planejava invadir o Nordeste Brasileiro. nas dunas litorâneas. Filho de Zeus e de Alcmena. 468 e 469). a fim de explorá-las economicamente.. provocou um acesso de loucura em Hércules e o fez assassinar os próprios filhos. Hermes Trimegisto resultou de um sincretismo (. ou O Brasil Holandês: Desde aproximadamente 1580. na Época Helenística. e com ela os holandeses realizaram a primeira invasão na Bahia. Hermes Trimegisto foi o patrono.) entre o Mercúrio latino e o deus ctônico egípcio Tot. fundada em 1602. com os gnósticos e neoplatônicos. Com este intuito. herói da mitologia grega. de todas as ciências. da palavra. HÉRCULES: Nome latino de Herácles. foi admitido no Olimpo e recebeu imortalidade casando-se com Hebe. os holandeses realizavam viagens nas terras do Novo Mundo. mulher de Zeus. cujo poder varou séculos. Hermes Trimegisto se converteu num deus muito importante. e com sede em Amsterdã. A célebre Conferência de Haia (1899 e 1907) instituiu a Corte Permanente de Arbitragem e a regulamentação das leis de guerra. INVASÃO HOLANDESA. HERMES TRIMEGISTO: Seu nome significa “Hermes três vezes máximo”. sobretudo em Roma. a Companhia das Índias Orientais. Hércules realizou doze provas impostas pelo rei Euristeu. Para conseguir perdão por seus crimes.p. Na realidade. Após sua morte. tiranos. Armado com sua clava. perseguiu bandidos. No mundo greco-latino. e depois em .

como Tapajós. Portugal estava com as finanças abaladas e necessitava reconquistar Pernambuco. 605). portanto. p. nomeado governador do Brasil Holandês. chamado de Vrijburg — que pode ser traduzido como retiro ou casa forte — na ilha de Antônio Vaz. pois fora “soldado nas lutas contra os espanhóis em Flandres. Foi. a 56 navios. Matias de Albuquerque. Chegou nesse litoral em fevereiro de 1630. Nassau apresentava um caráter construtivo. Nassau apresentou-se à Companhia em 4 de agosto de 1636. distinguindo-se dos demais comissários da Companhia das índias. assim como também se encontrava a Companhia das Índias Orientais após a campanha de conquista. se rendeu. Waerdenbuch e Von Schkoppe.780 marinheiros. o governante levantou seu palácio.500 soldados. realizava o ideal do ‘bom príncipe’. p. guerreiro e artista” (Calmon. 3. O domínio da . Empresa mercantil. como Gilberto Cotrim. Zarpou da Europa com o objetivo de invadir Pernambuco. indicam o Conde João Maurício de Nassau Siegen para governador da colônia. A Companhia “não ambicionava apenas um império. que era conhecida como Mauritzstadt ou Maurícia. e criou um projeto para seu governo com 99 artigos com exigências suas para governar o Brasil Holandês. onde se juntam os rios Beberibe e Capibaribe. Alguns historiadores afirmam que a poderosa esquadra era composta por cerca de 52. os líderes holandeses no Brasil.Pernambuco. 3. além de afirmar o governo. p. aceitando as condições para a vinda ao Brasil. Arciszwisky. 605) e para obter esses lucros na atividade açucareira e criar um ambiente de ordem e paz. Ele possuía o prestígio e capacidade intelectual. 102). o seu objetivo mais próximo era o lucro dos capitais comprometidos” (Calmon. Dedicando-se à administração interna do domínio holandês no Brasil. “a mais rica capitania da época” (Cotrim. mas só em 1635 o governador de Pernambuco. culto e valente.

p. Essa preocupação da sabedoria e estética completava o sentido do consulado de Nassau: um civilizador. que chegou no início de 1638. teólogo e poeta. Além de construções. apesar do número de obras preservadas ser muito menor que as de Eckhout. Através dos registros iconográficos é que o velho mundo conheceu o Brasil. da astronomia e do clima do país.” (CALMON. astrônomos. naturalistas. o pintor Franz Post. cultural o e príncipe trouxe buscou ao também o desenvolvimento Brasil médicos. 603). “Convidou para sua comitiva alguns homens notáveis: Piet de Groot. artistas. depois o médico e naturalista Willen Piso.Holanda situava-se desde “a margem sul do rio Ceará até a margem norte do rio São Francisco” (Calmon. Franz Post e Albert Eckhout registraram em diversos quadros as paisagens brasileiras. Ambos foram os sistematizadores da História Naturalis Brasiliae (Amsterdã e Leide. com elas. e a maioria delas mede. 1648). mais de dois metros de altura. a Nova Holanda do século XVII. A natureza e os tipos étnicos do Brasil Holandês ganharam o mundo através de seus trabalhos. o capelão Francisco Pante. o médico Willem van Milaem. um conciliador. de Haarlem. As telas de Eckhout representam figuras em tamanho natural. militar e humanista. segundo o historiador Gilberto Cotrim. 607) Também trouxe o jovem naturalista Jeorge Marcgravf. p. Ambos ajudaram a criar uma . Post possui maior prestígio diante da crítica. a notícia das doenças mais encontradiças nos trópicos”. filho de Hugo Grotius. que não aceitou. Elias Herckman. assim como desenvolveram estudos fundamentais a respeito da fauna e da flora. Os cientistas “coligiram as primeiras observações da flora e da fauna e.

terminando definitivamente em Pernambuco em 1654. sua partida deveu-se à descoberta de seu trabalho de espião por Nassau. etnográficos e zoológicos. Nassau ordena a volta de Arciszewsky para a Holanda. além de casas. grafado deste modo pelo historiador Pedro Calmon2. p. . São Paulo: Editora Abril. 1999) Em contrapartida às acusações de Amsterdã. em 22 de maio de 1644 embarca de retorno à Europa. O conde acaba pedindo demissão e. “o Tratado de Paz de Haia reconhece a soberania portuguesa sobre a vila do Recife”. em 1661. na Holanda que o príncipe de Nassau desejava tornar-se independente dos Estados Gerais e criar para sua família. procedimento adotado também por Leminski no Catatau. (Tapajós. segundo Vicente Tapajós. pois. domínio autônomo”. supostamente. quando os holandeses foram derrotados pelos portugueses. negros e mestiços. 2 Outros historiografam diferentemente seu nome. apesar de ganhar prestígio como administrador. E.memória dos conteúdos botânicos. evidenciados através das paisagens. teria recebido ordens dos dirigentes da Holanda para vigiar o Conde Maurício em seus passos e intenções no Brasil. 199) O coronel ou comandante Arciszwisky. Nassau acusava Amsterdã de excessiva ganância e de despreocupações com os problemas locais. animais e retratos de índios. pontes e ruas. o governo brasileiro do Conde Maurício de Nassau cria uma fase de divergências com as opiniões e intuitos dos negociantes de Amsterdã: “Corria. aqui. a presença holandesa deixou registros nas artes e nas ciências. O domínio holandês se encerrou após uma derrota holandesa durante a tentativa de conquistar o Sul do país. Contudo. naturezas-mortas. A Holanda deixa para a História do Brasil marcos culturais e arquitetônicos no Nordeste. (Almanaque Abril. igualmente. a ocupação se prolonga por mais dez anos. Contudo. Já.

. Tendo acolhido Saturno.) A realidade é essencialmente individual. foi dotado pelo deus de uma sagacidade tão maravilhosa que o futuro assim como o passado estavam sempre presentes em seus olhos. franciscano. muito calmo e ponderado. Tinha grande gosto pelas coisas da arte e da ciência. (.. segundo as quais o verdadeiro saber tem como objeto o universal. deriva o mês de janeiro. p. em contraste com as concepções aristotélicas e tomistas. escritos políticos (1333-47) e tratados lógicos menores. alegre. o templo de Janus somente fechava em tempos de paz. os universais são nomes. (.. notam seus biógrafos. todos escritos antes de 1327. (.. De seu nome.) O mundo seria um conjunto de elementos individuais. Filósofo. não uma realidade.1349) William de Ockham ou Guilherme de Occam. OCCAM: (± 1285. homem vigorosamente desenvolvido. nem algo com fundamento na realidade. Suas principais obras: Comentários sobre sentenças.. além de muita queda pelo belo sexo. inglês. Era bom soldado. Essa dupla faculdade fez com que suas imagens fossem representadas com dois rostos. NASSAU: (1604-1679) João Maurício de Nassau-Siegen nasceu em Dilemburgo... tinha consciência da fragilidade teórica da harmonia entre razão e fé. Holanda. . Em Roma.) Essa separação entre lógica e realidade permite a Ockham tratar os termos como se fossem puros símbolos e relacioná-los entre si sem se ocupar com a realidade designada. quieto. Recebeu excelente educação no Liceu de Herborn e nas Universidades de Basiléia e Genebra.. 235) É o “personagem-monstro semiótico. conhecido como ‘o príncipe dos nominalistas’.JANUS: Foi o primeiro rei do Lácio. Ver Invasão Holandesa. (GILES. comentários sobre obras de Aristóteles: Lógica e Física. A Suma Lógica. Sete Estudos sobre Várias Questões. expulso do céu.

desta forma. PÁ: Deus grego dos pastores e rebanhos. a multiplicidade. dizia Parmênides. Grécia. eram ilusões. O discurso de Leminski no Catatau desvincula-se. 8). as coisas não são mais que sons e. p. O não-ser é . uma das divindades da natureza. Tornou-se. E representado com chifres. (MORRIS. o pensamento e o objeto do pensamento (Frag. PARMÊNIDES: (± 515 a.) O objetivo a que o franciscano inglês se propôs foi o de libertar nosso pensamento da fácil confusão entre entidades lingüísticas e entidades reais. entre os elementos do discurso e os elementos da realidade. nega Platão. entre os poetas e filósofos. do pensamento. O movimento. 22-23) Expõe argumentos sobre a natureza do ser e apresenta dois caminhos para a apreciação da realidade: o caminho da ciência. cujo significado está em assinalar ou indicar realidades diversas deles”. da realidade próxima.. p. e o caminho da opinião. portanto. 5) e É a mesma coisa pensar e ser. e o não-ser não é (Frag. da verdade. afirmava que a realidade era uma unidade imutável.-?) Filósofo de Eléia. a que chamava de Um. estabelecendo uma dimensão nomeadora como se Descartes estivesse construindo uma língua nossa para assinalar ou indicar realidades nossas. a mudança. 90-91) Para Ockham não existem entidades por detrás das palavras. Não devemos atribuir aos sinais necessários para descrever e comunicar nenhuma outra função senão a de representação ou símbolo.(. cauda e pés de bode.. Com sua navalha corta as barbas de Platão e daí o dito “navalha de Occam”. das aparências. (REALE apud SALVINO. As idéias de Parmênides têm alguma semelhança com aquelas encontradas em filosofias orientais.C. O caminho da verdade mostra que O ser é.

O ser é e exclui tudo o que se lhe opõe. POST: (1612-1679 ou 1680) Frans Post. ao norte de Roma. TALES: (último terço do séc. ainda que suas conclusões parecessem ser desmentidas pelo senso comum. de Enéias. — primeira metade do séc. VI a. fazendo dele aliado de Evandro e. Herói etrusco. TARGUM: (587-538 a. considerado irmão de Tirreno e filho de Télefo. Este não é. isto é. Contava-se também que tinha nascido com os cabelos brancos. o primeiro filósofo a seguir para onde quer que a razão parecesse conduzi-lo. p. cultural e . Teria sido ele quem conduziu os imigrantes etruscos da Lídia até a Itália. e de algumas outras como Mântua e Cortona. Ver Invasão Holandesa. VI a. de origem grega. apontado como o fundador da cidade de Tarquínios. (MORRIS. nascido em Leide.. Foi o primeiro paisagista a pintar a América. Parmênides é considerado em geral o primeiro racionalista. por conseqüência. em um presente eterno e indecifrável.) Tradução aramaica de Tárcon dos livros bíblicos.) Nascido em Mileto. E ele quem comanda o contingente etrusco. (GRIMAL. isto é.C. O ser é. Por seu talento foi convidado a integrar a comitiva de Maurício de Nassau. um grande centro de cultura na Holanda. p..impensável. Do não ser nada pode vir. Era. 22-23) PÉRSIA: Antigo nome do Irã. 428-429) VARSÓVIA: Capital da Polônia. (.C. não era e não será. Permaneceu no Brasil de 1637 a 1644. sinal de um alto destino. Matemático e filósofo grego. por vezes. Metrópole política. o nãoser. E o mais antigo sábio grego e ficou célebre ao predizer o eclipse do Sol em 535 a.C. feitos para o serviço sinagogal.) Virgílio dá a Tárcon um papel na Eneida.C.

ele precisa primeiro chegar ao ponto do qual a tartaruga partiu (. (. discípulo de Parmênides. a tartaruga terá avançado ainda mais.) Que pode ser formulada assim: suponha que o veloz guerreiro Aquiles deve disputar uma corrida com uma tartaruga. Em Roma. VÊNUS: Nome latino de Afrodite. por menor que seja.C. o Céu.) Infelizmente. reduz a idéia do pluralismo.” Desenvolvendo a teoria de que “a idéia de infinidade é o paradoxo de Aquiles e a Tartaruga’” (. do movimento e da mudança ao absurdo lógico.comercial. E óbvio. Aquiles jamais conseguirá alcançar seu adversário. e na língua designa um vento suave e leve. a tartaruga é autorizada a começar num ponto certa distância à frente. Vênus simboliza originalmente a primavera e protege os campos e os jardins. Para isso. dentro da mitologia grega. Mas nesse caso.. VLADIMIRKUNG: Kung — pseudônimo de Leminski no conto “Descartes com lentes”. ZENÃO: (±490 a.. Sendo de longe a mais lenta dos dois. (GILES. 413) ZEPHIRUM: (Zéfiro) Nome do vento oeste. afirma Zenão.) E quando Aquiles alcançar esse ponto. que a série é interminável. nascida da espuma formada pelo sêmen de Urano. .. foi o primeiro a examinar o conceito do infinito em detalhe: “Através dos paradoxos. deusa grega do amor e da beleza. diz Zenão..-?) Filósofo.. que os formulou no intuito de refutá-los”. entre os dois competidores. os escritos do próprio Zenão desapareceram e a única versão que temos de seus paradoxos é a de Aristóteles.. Haverá sempre alguma distância.

PROCEDIMENTOS NEOLÓGICOS (LEMINSKIANAS) .

serão relevados alguns termos cuja composição demonstra a multiplicidade de associações que orientou o surgimento de palavras novas. independente do significado de cada termo que as compõe. que. e aglutinação. tornou-se inviável o fechamento dos significados em uma definição única. só encontram razão semântica na proximidade com o termo em vias de ser destacado. geralmente unidos por hífen. a composição é um processo de formação de palavras pela junção de dois ou mais radicais. destacar uma palavra do seu contexto resulta no desdobramento do sentido. de vez que o eco de seus sentidos pode ser percebido nas demais palavras vizinhas. elas também. uma explicação. a fim de demonstrar os múltiplos caminhos que os significados poderão percorrer quando acionados pela atividade dos leitores efetivos do Catatau. é possível observar que as palavras inexistem isoladamente. A equipe de pesquisadoras escolheu apresentar. . que reúne elementos em um só vocábulo gráfico. Na discriminação vocabular a seguir. então. dada a feitura híbrida e neológica do texto ficcional. resultando em uma idéia única e autônoma. Assim. Como foi possível vivenciar ao longo do texto de Leminski. do processo neológico do escritor. Essa composição divide-se em justaposição. que consiste em unir elementos para a formação da nova palavra. Onomatopéia — Figura de linguagem que objetiva reproduzir sons e ruídos da realidade por meio da criação de palavras imitativas. Isto porque. incipiente é verdade. que é construído pela relação intravocabular.A organização do glossário da obra Catatau revelou a impossibilidade de apresentar as palavras na convencionalizada ordem alfabética. FORMAÇÃO DE PALAVRAS Por composição — Segundo Celso Cunha e Lindley Cintra.

Classificação: composição por aglutinação. Provável composição: No + seas + tonto. Provável composição: esganado + gandaia. Provável composição: escrever + de + ver + dever + escrever de verde.Efeitos poéticos — São construções verbais em que o paradigma da língua é alterado por recursos sonoros. ai ao paio. . as ‘palavras-valise’ de Lewis Carroll. visando expandir os sentidos do texto e provocar efeitos de surpresa e novidade no leitor. p. 246) Escredeverde Classificação: composição por aglutinação. “Nem é preciso ser profeta para sentir que a ‘palavra-porta-palavra veio para ficar. visuais e gráficos. áreárca. Provável composição: ying + yang + hipnotize-o. das distâncias mínimas em velocidades máximas. sai da minipança! (p.” (LEMINSKI. 23) LEMINSKIANAS Que se vingue a esganandaia. 2002.261) Noseastonto Classificação: composição por aglutinação. nin-yo! Yingpnotize-o! (p. Palavra-valise — palavras porte-manteaux. que a retórica e a estilística antigas não conheceram. espécie de retrato verbal (holográfico) da nossa época. apud LOPES. Zune algo de informático-eletrônico nesse recurso. Caracterizam a experimentação formal e deslocam-se no tecido do texto. impedindo a classificação e a tradução para significados restritos. Noseastonto. um recurso afim à era da compressão da informação. nin-yo Yingpnotize-o Sonoridade + jogo semântico: yo soy niño tu es yo. das microcélulas portadoras de macroinformação. áleacabala. Escredeverde esbortugago. 172) esganandaia Classificação: composição por aglutinação. (p.

Provável composição: circunflexo + convexo. Provável composição: despautério + pai. Provável composição: imagem + enigma. o que mata). 126) circunvexo Classificação: composição por aglutinação. botacardada. Desinteressei-me por tudo isso: assim sendo. Duplicação: área + área. aprende comungocomigo! (p. (engenho + enigma).áleacabala Classificação: composição por aglutinação. áreárea Classificação: composição por aglutinação. sacrucifilho Classificação: composição por aglutinação. (comungo + comigo). circunvexo flechas. de quê? engenhoenigma Classificação: composição por justaposição. . tranqüilidade em movimento de um engenhoenigma. Provável composição: aliá + cabala. 59) despaitério Classificação: composição por aglutinação. apoplexo erros. (bota + cardada). crux interpretum! (p. Veneno é saber teu nome. crucidado Classificação: composição por aglutinação. Provável composição: crucificado + cidado (de -cida. O despaitério crucidado num sacrucifilho. botacardada Classificação: composição por justaposição. imagenigma Classificação: composição por aglutinação. (p. 94) mascarado. teu nome me elimina. imagenigma: cara é mapa. Dançarino (p. 64) comungocomigo Classificação: composição por justaposição.

231) Nojuntamente Classificação: composição por aglutinação. deveredagar. sainhando Classificação: composição por aglutinação. Conflito interior entre as idéias de Descartes (a lógica) e de Cartésio (maravilhado com o Brasil).ite: inflamação (reação local no organismo contra). cadavezmente Classificação: composição por aglutinação. Provável composição: indivíduo + vidro. Provável composição: cada + vez + mente. finóculo Classificação: composição por aglutinação. monge é isto. sainhando de finóculo! (p. Provável composição: hermista + mesmerista. se vê cada vez mais individro. Provável composição: nojo + juntamente. Provável composição: fininho + finório+ óculo. espelhite tem cura. Provável composição: de + vereda + vagar. senhor — vejamos e viajaremos. solispsita Classificação: composição por aglutinação. deveredagar Classificação: composição por aglutinação. quando aguda? (p. Provável composição: sai + ganhando. 243) espelhite Referência ao espelhamento — Descartes-Cartésio. Almôndegas nojuntamente justos: alfândegas. Doutor.Provável composição: sacro + crucifixo + filho. (p. se sois sutil deveras. solispsita e isolarado. isolarado Classificação: composição por aglutinação. ora sim. . num mundo cadavezmente. Provável composição: solipsista + psítaco. . Provável composição: isolado + ensolarado individro Classificação: composição por aglutinação. 235) eremesmerista Classificação: composição por aglutinação. O eremesmerista.

Provável composição: indica + dedica. (des..A cauda do soslaio espreita o horizonte: longe lhe seja o léu. Quando o céu trabalha. o lugar feito por uma frase comum. Provável composição: penetrar + penínsulas. penetrínsulas! (p. (p. A espécie se extingue e se agüenta à força de remanescentes: da penúltima à desíntima ilha. elimino os matrimônios indissolúveis entre som e senso. relampragueja e extroveja. 173) relampragueja Classificação: composição por aglutinação. indedica Classificação: composição por aglutinação. 76) inscrível Classificação: composição por aglutinação. Provável composição: relampagueia + pragueja. dou fundamentos ao inscrível. 224) padrenócios Classificação: composição por aglutinação. ilumino o subentendido. 185) erisipélago Classificação: composição por aglutinação. penetrínsulas Classificação: composição por aglutinação. só mudando de sala para maleque. Provável composição: padre + nosso + ócio. (p.+ íntima). reze tantos padrenócios — e arre mania senão estivermos em casa ou no evangelho de são nunca! (p. a ilha que está no fim do erisipélago indedica o território de patavina. majoris indigens inquisitionis. 187) desíntima Classificação: composição por prefixação. se destrincheira sem o partérrimo de édipos enigmatários! (p. Diga 33. Fabrico o impossível no interior disto.. mais na pindaíba que vassoura de piaçaba em plano bissextante. . Provável composição: inscrito + incrível. Provável composição: erisipela + arquipélago.

extroveja Classificação: composição por aglutinação. o ganso manso ao pé do mastro gasto: Monstrossauro! (p. caboclabeça Classificação: composição por aglutinação. Provável composição: ruim + bom + mau. Bocacadeado não entrasai dragãoladrão. ver o fogo. entrasai dragãoladrão (entra + sai). Provável composição: batráquio + traquéia. Báratro de cego — cucas adentro. (boca + cadeado). (cada + peça). ruimbomau Classificação: composição por aglutinação. (dragão + ladrão). 107) Fogapagou Classificação: composição por aglutinação. rhaminarete. A lambisgóia. fugapogeu Classificação: composição por aglutinação. (p. Provável composição: cabocla + cabeça. Fogapagou. . demetemônios. Cadapeça do caboclabeça é quatropromessa. (p. Provável composição: extravasa + troveja. 139) Bocacadeado Classificação: composição por justaposição. mixtam Classificação: composição por aglutinação. Provável composição: mix + misturam (aglutinação bilíngüe). 213) batraquéias Classificação: composição por aglutinação. Provável composição: fogo + apagou. fugapogeu! (p. e dos xeretas dois com ela: batraquéias mixtam ruimbomau. Provável composição: fuga + apogeu. 247) Cadapeça Classificação: composição por justaposição. apaga o fogo.

Assazassim. (assaz + assim). Provável composição: Colombo + catacumba + cumprase.quatropromessa Classificação: composição por justaposição. fermentários neologismo a partir de fermento. 248) Assazassim Classificação: composição por justaposição. Classificação: composição por aglutinação. em alusão a ázimo. Colombocatacumpra-se essa fantasmagônia! (p. Provável composição: próprio + propósito. 247) . 247) Colombocatacumpra-se Classificação: composição por aglutinação. (lembra + deslumbra). brincanotredamos. (p. (p. Questão cristal: perseguiça lembradeslumbra. Provável composição: chaminé + minarete. Provável composição: esculhamba + bota. composição: perseguir + perseguição + Lendabranca. própriopósito Classificação: composição por aglutinação. À direita — azimistas. chaminarete Classificação: composição por aglutinação. Provável composição: de meter + demônios de temer + demônios. de própriopósito. 163) azimistas esculhambota ázimo = pão sem fermento. 171/248) perseguiça Classificação: composição por aglutinação. (quatro + promessa). demetemônios Classificação: composição por aglutinação. (p. Provável preguiça. lembradeslumbra Classificação: composição por justaposição. à esculhambota — fermentados! (p.

brincanotredamos Classificação: composição por aglutinação. 180) insatisfalatório Classificação: composição por aglutinação. Provável composição: brinca + Notre Dame + Nostradamus.Lendabrança Classificação: composição por justaposição. Provável composição: insatisfeito + falatório. o teorema da pedrestrela! (p. uma fumaça de pólen — um tiro de arcabuz primaverifica os hinos da pátria! (p. Provável composição: primavera + verifica. 99) pedrestrela Classificação: composição por aglutinação. precipitações pindáricas. 95) quatromáscaras Classificação: composição por justaposição. (quatro + máscaras). Lua quatromáscaras. paradoxos . O mundo não deixe pensar que soubemos de tudo: doutrarte. emboscadas tártaras. isto é. primaverifica Classificação: composição por aglutinação. Provável composição: pedra + estrela. o perfume de veneno de cobra! (p. Informaceuta. aos toques dos flocos de açúcar cheirando flores. o crivo de perguntas não nos deixaria prosseguir com a sorte que até aqui nos bafejou de fumos de vaidade. coisa alguma significa coisa com coisa. ataques de corsários. O cabalista traduz o carimbo em cartório. perante o axioma. completo insatisfalatório! (p. Viro mal. (lenda + lembrança). Provável composição: informar + farmaceuta (de farmacêutico). caixas pandóricas. 241) Informaceuta Classificação: composição por aglutinação.

. (p.. sicrano — bicainho. o lugar feito por uma frase comum. 205) O touro glodita a transgladiar o gluglugrudista. crã. . (p. 158) doutrarte Classificação: composição por aglutinação. Provável composição: peripatéticas + tétricas.Asno de Buridá) A cauda do soslaio espreita o horizonte: longe lhe seja o léu. 190) Antes quero um cavalo que me derrube. (p. só mudando de sala para maleque. beltrão é cainho. Provável composição: doutra (de outra) + arte. (Farsa da Inês Pereira . apatias peripatétricas e das inarredáveis prolixidades preliminares! (p. peripatétricas Classificação: composição por aglutinação. 251) Unciona como x — o F. roqueroque. a ilha que está no fim do erisipélago indedica o território de patavina. 252) FIGURAS DE EFEITO POÉTICO Tête-à-7! (p. 251) Antes quero asno que me suburra que buridã dizendo: tanto faz. zaspt! (p. 184) Que fulano é mesquinho. do que um asno que me carregue. mais na pindaíba que vassoura de piaçaba em plano bissextante. plim. ziz.suspeitos. Provável composição: prolixo + léxico + dades. ONOMATOPÉIA Um sopro na cabeça aventa — fuuu! — uma hipótese: recolha-se à jurisdição de sua insignificância! (p. prolixidades Classificação: composição por aglutinação.

perso! (p. 251) O sinistrógiro quisse. estrela + estelionatário + natais. se destrincheira sem o partérrimo de édipos enigmatários! (p. bem que EU GOSTARIA! (p. homem ao mar. geringonça. Gritar vivalma. vivaviva alguma agüenta: iniciativa ao longo da gritaria.majoris indigens inquisitionis. Num rômbulo. arcoisercarca . 151/251) salvaguarda Anagrama = quiasmo. 231) PALAVRAS-VALISE Gistro o mexistofalante e regislo o ventoinvelho. tulipas + lápides. à salvaguarda da valsadágua. o destróvago fisse. ó centripatéticos! (p. 185) sala para maleque salamaleque. salvaguarda <-> valsadágua. quem não gretagarba. o pródromo disse. propércimo. 189) deusexmáquinas geringonfla tulilápides estrelionatais deus ex machina. cegasfacas e calendas ferozes: vai chegando o perto do próximo próximoperto. 100) Fazendavista. geringonfla tulilápides estrelionatais desaduncam lacustres e palestras rupestres. estava lona. (p. em salsa à moura parta! (p. 134) Faz tantos tantofaz. barco ao léu. Cabeçorrabarroca de cachorralouca! (p. um o olho vento de ave abre na alas a máximas na ciprestes deusexmáquinas: entressafra.

uma aiurucatinga. 130) Uma orelha pinica uma palavrinha aqui. de É-ISSO-DAÍ. um abacaxi! (p. sintática ou semântica. levanta lá. escapa gravemente com o alcance ferido o só-depois-ou-tardedemais. um um aiurucurau. cabeça de selva. uma araracã. 159) LÍNGUAS ESTRANGEIRAS Tupi A língua tupi representada na obra é modificada em sua estrutura gramatical. uma arara. onde uma aiurupara está pousada tuitirica. arranha lá suas fugitivas o aqui-só-mesmo-assim. Spix. aqueli-oquelalá! (p. um tuim. como é possível observar no exemplo abaixo: “. escrito por Gonçalves Dias. (p. (p. um saco górdio. uma tuipara. nas manchas do sol e outras raridades urânicas é um lunático. uma uma aiurucuruca. outra alinhava numa daquilá daquelas.. ângulos dilatam o inaquilatável destaque. em uma cada embuayembo. apenas. um abaixa-aqui. Por ora avante. dá para dizer justinho que o não-é-tão-sóisso não cabe. arcoisercarca arco + irisar + arca. embora atualmente faça um sol tudo o que dele se espera: primórdios. araracá. . 171) Não consigo despregar o olho. Leminski organiza o texto obedecendo à ordem do dicionário de língua tupi. parece que foi hoje. um nó a código omisso. que apresenta um aglomerado de palavras sem regras de construção ortográfica. cada vez menos semelhante tamanho.. 246) ventoinvelho vento + inverno + velho. Com raras exceções.espadaptada.

Mais uma vez realiza o jogo do som e do significado. em claro hibridismo: “Aperta o cinto naquelas ybyturas. neologismos.. ou seja. 89) “A assembabléia revida: si vis pacem. in corpore belli civilis. 64) “Consensus omnium. menos hão de me infestar de infrações heréticas?” (p. taioia. está deturpado de forma a produzir solecismos. (. já ouço. si ego sibilinus sibilo crudeliter te excruciabo!” (p. uma araraúna. “Mixtis confusisque signis veri et falsi: mais alguma certeza para os efécticos. Lucifer. assonâncias. o Senhor das Luzes e das Sombras. Mas esse latim. 28) Latim Leminski utiliza na obra a língua latina dos manuais medievais de filosofia. em evidente demonstração de uma atitude experimentalista. para babellum!” (p. ibiraobi! Viveiro?” (p.araracanga. 91) “Um sonho dentro de um sonho dentro de um sonho dentro de um sonho dentro. aglutinações e justaposições. caetimay. o Oceano contra a costa. já está aí à porta.. rex somniorum!” (p. alterando o formato convencional. in conspectu speculorum: múltiplo senso. 44) Também apresenta sentenças em que a língua tupi aparece combinada com o português. ibabiraba.” (p. o Poente — a incógnita —. 105) “Onde estarão minhas flechas. que tão mais breve quanto os visitar. 112) . e no fundo do sonho dos sonhos. em cada galho do catálogo de caapomonga. um latim medieval erudito. assim como o português e as demais línguas que compõem o texto.)” (p. 106) “Descensusascensus — sensus! Quam significam demonstrado est!” (p.

termino.” (p. 158) “Atrevejo sete paredes.” (p. revista semaneira. verdadeiro foi este. Opticae Thesaurus. persífilis mihi vivenda!” (p. nisso atento.” (p. in periculo oculorum!” (p. persecurso. lá o loco. De Crepusculis: Cognito Matutina. 113) “Ossoffício! Superfísis. um relator efemérides. atentado considere-se. simul et similia signa. se entrar numa ruim. mihi dictata dictaturi. similia omnibus curantur!” (p.” (p. 128) “Cui haec pudet videre. ô trepanado!” (p. 155) “Ab aplusbetis! Tacape de meia pataca. . no intertrento. espeluscto. Liber de Causis: sê-lo dos filósofos. seiscentistas como nós. haec destas expianda.alarum amarorum. 115) “Oculorum focus . 122) “Hominem hic nascet novum: hoje estou tão total que. 169) “Inverso leone. nihil quod dicturus. contra rostra falconum. omnia linces licet. se aparelhadas exprime pelo céu. pelo menos nos mínimos detalhes. 131) “Glotro dicto. 156) “Ab ordine recondita ad origine restituta?” (p. a galgos esfalfo.” (p.“Espelho de Luzes. 115) “Nullum est jam dictum quod prius non sit dictum. entre aqueles. batata saporema e água salobra. lampsus linguaticus: ração diária. patakov phareyna!” (p.” (p. 152) “Modus vivendi sicut alter qualiscumque. 142) “Mil são outros quinhentos. 151) “Nem faltou entre os celerados quem tumultua o vulgo com anúncios calamitate de desaventuras cf. refletem-se os planos. que dia mais semana a menos — ressuscitaria!” (p. núsfuga.

120) . 188) “Uma rocha apelidada Índex no intróito do porto. p. biritamonogatari!” (p. hisce adversitatibus. minime curare. Trivia et diis inferis dicata. de kono. omnia descessere. illa ad vitam virtutem que pertinenda ac Societate manenda et augenda negligere. a busca de efeitos sonoros e de estranheza.” (p. dicebat. Judus. adhuc etiam neminem quia ille facere hic ignoratur. instar nihil: legitur. o neologismo.” (p. De Re Niponica. 186) “Mauritianas cunctationes polentam populo nom praebere.” (p. Inj.pro tergibus militis.” (p. 150. motus barbarorum non profligare.” (p. mono no oko mo kodomo condomino. VII 33. naves tabescere. Interdito dentro. sed temerarium definire. tinha tanto mais a fazer que ficar dizendo o que fariam!” (p. ululat tellus. 175) “Philosophus si tacuisses — mansisses. 189) “Nulla salus sine sale. contra pecoris nares.. Sub pedibus. “Barato é satori. postquam Janus tricephalus tempora vigilabat. 214) Japonês Na língua japonesa.” (p. 90) “Katamenokata no monômio gatari. o procedimento é o mesmo das demais línguas: o hibridismo.” (LEMINSKI. producet. Proscenium nostrae historiae lamentabilis aequivocum praebet. e se caloul. 3a lição) “Curiosum est quaerere.. pro exegesi aenigmatum. Vero etiam imo temporibus istis nequaquam nonnulum disputandum sit: vox cariri quod dicitur populus. venia sermoni data. 175) “Doctorem subtilem inumerabiles contraducentur repugnantiae. audacia sefardorum incoescere. scilicet — tantum modo efficiet qui nusquam pefaciet.

o circuito assume um novo ciclo sumindo com estes olhos que a terra quer comer mas. 184) “Em meados do percurso. o verrekyker. o Galileu se move inaugurando a santidade da contemplação cristal onde cada coisa vem perfazer seu ser. . Per fide Bacchi! Bergulho. 164) “Ciascun lo miri. com os meus. Contém o próximo e o mantém longe. “Em meados do percurso.” (p.“Noseastonto. o circuito assume um novo ciclo sumindo com estes olhos que a terra quer comer mas. com os meus.” (p. Com menor freqüência e privilegiando antes o léxico do que a (des)construção sintática. que possui outros muitos dialetos. antes que os coma. 261) Italiano Leminski segue o mesmo esquema das outras línguas estrangeiras. vejo a terra: nuovo artifizio dun occhiale cavato dalle più recondite speculazioni di prospettiva disse Galileu se move inaugurando a santidade da contemplação cristal onde cada coisa vem perfazer seu ser. e ainda apresenta grande semelhança com o belga. e gli occhi a cose grandi alzi. antes que os coma. Numa primeira leitura. é possível afirmar que as palavras estão mais próximas da língua batava do século XVI. nin-yo! Yingpnotize-o! Mérito algum em termos nascidos. 19) Holandês Torna-se difícil apontar com exatidão em qual dialeto o escritor está se apoiando para criar o texto. pois o holandês possui cerca de 500. algum em acidentados.” (p. e la mente!” (p. vejo a terra: nuovo artifizio dun occhiale cavato dalle più recondite speculazioni di prospettiva disse 18) “Assim devorava Saturno seus filhos. pedestralo!” (p.

ik zal slapen als een roos! Een puikkarbonkel vooraanschuur. toda besta sua bosta.. Ja. 28) Francês A ludicidade do emprego do francês em Catatau está marcada. pela transcrição da pronúncia e nem sempre da ortografia. O horror da natureza que o vácuo tenta encher em vão. Geen denken aan goeie laat me dan gaan.... dat de Aarde een groote sneeuwbaal was. É impossível traduzir o conjunto dessas palavras. De ze blijft jij vloog zooals. “O defunto desincumbe-se num selavi fedorento qualquer!” (p. A aglutinação dos vocábulos provoca a multiplicação dos sentidos. Hoe is zijn naam? Verzuymt Brasilien. zwom. de vez que os radicais criam relações semânticas imprevisíveis. okk daar hief op eens een tal trompetten. brul nog zoo boos. en een sjako ook rooie oplagen.” (p. vor Zonne. Messieurs.. Ik oogde nog hat na en.” (p. virschersweeuw.. toda cobra sua peçonha... schlaapsken nooit onder ieder een kruk! Zoo zullen zee. 30) “Em tours de route. offre-t-eux: ces cours! Ponte com dor de . zei ik en ik wou dat ik er op zat. 144) “Toda vespa quer pôr sua agulha.. ach was ik hierem maar nootgekomen... kruikoeken baaskaap kjoekenmoedingen! Enkele keeren men okk nog. ik wed. klinkt! Knapt en kraakt! Zels de maas waar hij bass.. haverá para todos.. como se pode observar no exemplo a seguir: “Noorderreus. haard. por exemplo.que auxilia na caracterização da personagem Cartesius. principalmente. todo toupinambaoults sua seta: calma.. zeere vallen ze af! Droogoogs zoolang de se in zen blijft staan. nacionalidade belga+biscoitos caseiros. Aan een wonderwelgoegegloeiden totdat. — ik dank den Hemel data ik kan.

lapsos relapsos. 266) “Nome: livre. D. 115) . LXX pirogas. 201. CCC. Jaspers — lousy whispers!” (LEMINSKI.” (p. porque vai indo com mais ímpeto. trepidações relâmpago monstro. Garganswer!” (p. p. caixas de açúcar e flores de ipê. 259) Grego “Quaestio de Euphonia. mudanças rapidíssimas. pupilos na puela dos olhos do seu ministro. irá além. scaccomatto!” (p. evadimônio especulontanho. Qual vez? Vous avez! O que quiseres. tão recente que é quase presente e.cabeça. 222) Espanhol “Meu pensar apodrece entre mamões. allegro tropf amargo pero nonmenos precioso!” (p. so ick lange Brief breit schreibrift!” (p. jangadas e canoas cananéias assediam o galeão que assola o golfo. 63) “Da obra dos outros como Objet Trouvé: finders — goalkeepers. 41) “Cada um mais vérico que o que o precede. sempre não o sendo. 212) Inglês “De cupiditia reprimenda. absurdos instantâneos. ambos os dois conjuntamente juntos!” (p. Infeelingz!” (p. livre da silva. 3a lição) Alemão “Ik kan nikt Brief sein. mais rente à sua excelência recentíssima. 88) “Questcequevoulezvous senhorvedette?” (p.

PLANO DO CATATAU .

35) portmantôs: kakekotobas — entram UFOS/VIP(*) (*) (Um-identified — flying. arqueiro.. e que dizem respeito a um plano sinótico da obra. séculos do cristianismo) filho de nobres.provinciano (Minas) Da periferia. terror de romanos.monstro (Bahia) . a disposição gráfica das palavras e sentenças nas linhas da página.calhamaço . 40) Guerra &/x festa: uma crise no desenrolar do volume 41) Na Pérsia. no senso. Consideramos sua reprodução significativa para melhor compreensão da prosa experimental de Paulo Leminski.. karatê. . 40) Guerra x/& Festa. como todo arsácida. Bardesanes! (herege persa dos los. Foram respeitadas a ortografia e. saem os monstros (freaks) . etc)? 42) Cavaleiros persas e partas (Occam) atiravam de costas: máscaras — o herege. objects are very impo rtant persons) 36) o texto se emancipa mais e mais 37) A fonte dos provérbios e lugares-comuns.. e a Festa (judô. 3 Entre as anotações do datiloscrito da 1ª lição estavam as anotações apresentadas a seguir.. Guerra &/x festa. o Mestre dança a Guerra. Tempestade textual. 29) O satori (iluminação) do Catatau — de Linguagem 30) A ambigüidade dobra o texto: louvor ao latim 31) Entra o latim .PLANO DO CATATAU 3 Catatau quer dizer: . na medida do possível.

43) Novas autonomias do texto 44) & (45) O quadro clínico do texto se agrava 46) Tales cai no poço. exame de consciência e autocratiza-se 49) A linguagem clareia. A crise passou a palavra volta para actus.: epônimo. o tempo melhora. momento. volant: flechas & palavras.Horácio. o tempo melhora... previsto pela lavadeira: o sapo de Bashô. 46) Manent. 48) O vaso (festa). “phare tras. Pérsia: imanência & transcendência.. margem. a crise passou: a palavra volta para o actante e herói epônimo. actante.. etc)49) O texto estabelece algumas das condições de seu funcionamento. .. 47) festa. estabiliza-se a crise.. mudam o nome dos grupos para er se alguma coisa fica atravéx do q se modifica: joaquian. (53) Descartes lamenta-se de suas errâncias e queixase de/com seus ptoloblemas. o vazio (guerra) & o Eco (espelho): com eles. 51). flecha.. a chave.„-.. faz confissão.. escalam ápoto. 49) A linguagem clareia. guerra.. na pessoa de Occam.... actuante.. Festa-guerra: o rei — nosso — coroado na sala de torturas. nunc in . (52). (Rm Ctba. heros ktistes. fala...

Occam. astral. flechas persas . alguns sistemas. disritmia cerebral (a velha lógica atingida por uma descarga de ruidos) Mestres. aventura o nojo organico. sassânidas). O estilo da chuva chover. 58) Descartes passa em revista sua animalidade. voltam as queixas: (nênias) Threni. 65) O dançarino executa cerimônias rituais perante o anel. 56) O KTT é definido como o Livro da Flor dos Pensamentos sobre a Substancia das Pedras (título de um tratado místico persa da Id Média) Judô 57) A crise passa. flecha 62) O texto ousa oferecer sósias heteronímicos ao Catatu (sic): Harmonia do Corpo e do Sonho Opticae Thesaurus De Crepusculis Espelho das Luzes Liber de Causis Perdição da Casa. 59) Distonia neurovegetativa. mensagem. O espetáculo dos bichos. (55) Novos sintomas da crise. evidentemente (aquemenidas. 61) O jogo dos 2 arqueiros. 63) A Festa dos Campeonatos de Espetáculos: o anel de Artyxewsky. palavras.. bola de cristal e espelho 66) A cara é mapa/etapa de uma das mais violentas crises semânticas do Ktt. que através de sons/fons. Latidos da raça humana. Guerra &/z Festa = História . arsacidas. checa seu mecanismo. com pompa asiática: o arlequim joga xadrez xcom o rei dos persas. 64) Descrição do anel: bola de cristal Artyx = Occam o monstro.54).. Ensaio sobre o signo verbal. Prossegue o cerimonial.

sismos emitem sinais. engatinhando e redobrando de intenções e intensidades. 73) Acelera a concentração: aumenta a pressão dos estratos textuais superiores. prossegue o discurso-catatau. cavaleiros. 69) O pensamento de Descartes-Catatau vai se articulando e desengatilhando. o cálculo infinitesimal. Estados inspirando cuidados. Artyxewsky. 70) Noções de caligrafia sob torturas. exortações. o pensamento. Nassau. Outras meditações. Os paroxismos da percepção. o cego. . pontilhada por destroços de compêndios latinos. de carvão para diamante. Invocações do texto a si mesmo. a História. flechas (o Projeto). Entrando no entretanto. 72) Novas emissões de cadências. Pérsia (o Além). Aporias de Zenão. 67) Bichos do Brasil: festa & guerra. naufragados nos imprevistos. o asteca: o fracasso do projeto batavo. o juízo. miniparábulas. várias observações sobre pássaros. o conceito: a concepção como resultado de uma aceleração progressiva das percepções Pacômio — o Pai do Deserto. 71) Acomodação de camadas semânticas.Penso & Canto = Estética O Ser e o Moto (metafísica) Ascese x hedonismo (Ética): correspondência entre os planos. 74) Desvios & correções no ritmo: máscaras (a Aparencia). a boca. Concentrações. 75) Escribas. 68) O Juiz Perfeito. autocomplacentas. ao vaivém da percepção da realidade tropical circundante.

84) Rabiscos de pensar. guestaltes. molusco.91. 97) Biologismos: o texto no papel de bicho. 89. O ímã. 79) Recaída ligeira nas realidades sensíveis. ameba. 85) Quem se candidata ao governo do ovo. Artyxewsky. rarefação de sentidos.76) O vazio do perceber. 93) É IMPOSSÍVEL QUE NÃO ESTEJAM ME VENDO AQUI. emblema das . interpenetração de linhas.92 -) Um ápice de densificação/ engrossamento fonético: apuração de substâncias. Demonstração. vigentes em volta. a Pérsia. 88) 89) Do mau pau cai o bom macaco. — o monstro interfere na freqüência de uma onda. A invasão da realidade nos quadros relatórios protocolares. 77) O Vazio. O ego negado. através da lógica. 95) Este mundo = bichos. É-ISSO-DAÍ. 96) Testando a flexibilidade da sintaxe longa. 80) KKKTB. Antigamente é ontem: o resto. A anulação das núpcias. organismo. 98) Irrupção do monstro. na percepção. está aí. a Besta Quadrada. 94) Algumas entidades recuperadas. 78) O desvanecimento dos significares.90. extrapolação de competências.

o barco no rio. se conjuga. em termos de relato. 99) Cobras & 100) Estabelece-se a equação: Artyxewsky = Occam. o povo. Os perigalços do Eu/tu --120) O Ele: o país. 103) Uma casa. o bandido. 112) O monstro despede-se dos palcos do Ktt. 104) O Reino do Fogo. Gozação à História da Europa. 115) Volta Occam a perturbar o cenário: perifrasticamente. campanhas. 117) O Astral: do Alto ao plano. cães noturnos. conseqüência: a rede fluvial não sofre mais óbices. 118) Mais terras. Atlântida. intersubjetividade. 111) Crítica à Administração Aplicada e à Ingenuidade Pura da Companhia das índias Ocidentais. misturando eventos. turgimã. nações. Trindade. esferas. 101) 102) Pacómio. 110) Recife. A Trindade. 116) Volta o mundo do Brasil. as crises econômicas do estabelecimento batavo: sua precariedade. nomes. a terra. 105) O volume da máquina. Voltam os KKKTB. especiarias. a vida. as águas. Curitiba. 119) O Tu. Sob um ângulo. Existencialismo. o ápiceapogeu do ktt. o desqualificado. . navegações. Pernambuco. Pérsia.wortwahlverwandschaftungen: o monstroimã.

Manifestação textual. o escoar dos prazos. sob as espécimes de texto. (sic) 36) Champollion = Occam. por um édipo que fôra filho de hermes. Etrusco. Cloacas etruscas. LÁ LONGE. Occam. Cloacas. 122) Occam: kkktb. (sic) ABASTECIMENTO-difícil: ECONOMIZAR DIVISAS. 130) Inquéritos. 135) Posições dominadas. safáris em certos ninhos de idéias. A nota no paredão. Critérios de redação. Forma mentis do ktt. 128) O tempo. Doutor Sutil. 133) Critérios a ler hieróglifo. Determinativos: 138) Traduzir o Brasil em europês: enquadrá-lo nos desígnios do Destino Histórico. 123) KKKTB. aqui mesmo” (Bivar): a taba/tabela — interprestes. 124) Mais leis. 127) Idéias feitas sobre o que está havendo. 129) A luta pela vida entre as idéias (paradigmas) e as palavras (sintagmas): a batalha decisiva das Guerras Lógicas. 137) “Longe daqui. 126) Espionagens: agentes subterrâneos minam o rnapasapersífio do ktt. O amanhã. vai desengastando a resistência dos materiais de construção: excursões. KKKTB. restou uma lasca de unha: vai dar? A carta enigmática: o cartouche.121) Fumos de fidalguia. Bashoo. Algumas questões teológico-geométricas urgentes. Da pedreira. . 134) Mais exegeses. 125) Tao = via & virtude..

142) Países do Mapa. 148) Occam. Persa algum escreveu sobre as guerras médicas (Tabocas. Fracasso. 143) Sermão apócrifo. Apalpando um mapa. Os índices. 150) DITO ISTO: a substância recente.. 147) Entra a água de Occam no projeto náutico: aumentar navios/rios. a Calúnia: o Ktt como calúnia da realidade. o Outro. Salamina. sai nasce o Tu. Persicos (sic) apparatus. fala pelos fracassos falências.. o novo elemento. puer. só serve para quebrar.139) Dois pontos: marcam o & = determinativo. Da Calúnia. água. 145) A notícia: o fracasso das negociações e dos negócios. o altíssimo mecanismo. Tocam em Occam . Guararapes): o desgaste da informação. 149) Tu. Latim. 146) Mais países. Maratona.. 141) Segredos a decifrar. . os sinistros desígnios do crime: prova da existência do Outro. o Aí. 144) Occam como cartografo. o óbvio. A inviolabilidade dos domicílios do pensamento: a consciência do Outro — a pensar. escriturário e locutor. 151) O Roubo dos planos Niemaicos de Brasília. das quais se munifica. Odi. Kakekotobas. o monstro desnorteado. truques e trucagens. porflrogeneta dorminhoco em seu esplêndido leito/berço de texto. interpretai-vos! Deus. fenômeno.. intimidades. O vagabundo é um egoísta: naus das . Umas coisas brilham. Sobrevivências. 140) A paz batávica patrocina as inércias do texto.

163) O adjetivo existencialista contra o substancialismo rabínico-farisaico. Ramais! 174) A dízima periódica. O genitivo hebraico e semita.expedições colonizadoras. a Lógica x a Visão. Um mundo a edificar. 160) 159) A cosmogênese. 161) Dados novos e antigas entidades ameaçam a lógica judaica. 153) Medir — impossível. 157) Abordagem pirata ao Outro. 165) O Real Insólito leva levantagem vanta levantagem vanta levantagem (sic) sobre os esquemas provisórios: relação entre Nome e Coisa. artes & ofícios. 152) Medidas para ir do Tu ao Eu. Os desmentidos. 175) Torna-se necessário o intróito de sublinhas ou filas subriscadas. Lógica. 158) Enganos: plantas carnívoras. 155) História. A autoridade: como diziam. 162) O julgamento das exatidões: a Desolação da Devastação. A como dizem. Geometria. O pato — quem o paga? Nie Meyer Niemand eyer 154) Adensa-se o mistério do Outro. 156) A matemática do Outro. o aporte judeu. O Tu pensado. 164) Loja. .

BIOGRAFIA DE PAULO LEMINSKI .

Essa influência também se refletiu na prosa experimental Catatau. que foi dedicada ao trio de poetas concretistas: Augusto de Campos. dois fatos alteraram a vida do escritor: no campo afetivo Leminski casouse com Neiva Maria de Souza e no campo artístico participou do encontro Semana Nacional de Poesia de Vanguarda. e surgiu durante uma de suas aulas de História. partiu. em primeiro lugar. que tem como idéia deflagradora a possível vinda de René Descartes ao Nordeste brasileiro. em São Paulo. em Direito na Universidade Federal do Paraná. mas não concluiu nenhum dos cursos. Este “romance-idéia” foi o projeto mais importante da vida de Leminski. Ainda em 1963. O futuro poeta teve despertado o interesse pela linguagem já aos onze anos. em 1963. Em 1962.. entrou para o clube literário juvenil Dario Vellozo e. o garoto tinha outros interesses. em Curitiba. como qualquer adolescente. quando . em homenagem ao pai. por sua própria vontade e por meio de uma carta escrita de próprio punho.. e de Áurea Pereira Mendes. por manter um álbum de vedetes. com o qual se identificava literariamente. um sargento do Exército Brasileiro. que recebeu. foi aconselhado a deixar o mosteiro em 1959. Décio Pignatari e Haroldo de Campos. demonstrou seu interesse literário desde muito cedo. “O cachorro louco que deve ser morto. uma instituição secular mantida por monges beneditinos. quando. no Internato Paranaense. e em segundo lugar. passou. o nome de Paulo Leminski Filho. o primogênito de Paulo Leminski. que o levava a devorar as obras completas do padre Antônio Vieira. para o Colégio São Bento. no vestibular para o Curso de Letras na Universidade Católica do Paraná. em Minas Gerais. como o próprio Leminski se intitulou em um de seus poemas. em 1958. Com o objetivo de ampliar seus conhecimentos. começou a aprender latim e francês. como parte da expedição holandesa do príncipe Maurício de Nassau. Apesar do interesse pela vida religiosa.”. com o intuito de conhecer de perto o grupo de poesia concreta. Leminski. e em conseqüência disso.Nasceu em 24 de agosto de 1944.

integrou o conjunto “Duas Pauladas e um Pedrada”. 83 . pela Grafipar. Ainda no campo musical. em 1967. ao desenvolver novas tendências das artes e ao criticar nomes consagrados como o de Dalton Trevisan.trabalhava em um curso pré-vestibular em Curitiba..) o mais conceituado troféu literário no Brasil dos anos 604. p. Toninho. enquanto instrumentista.. mas não levou o prêmio. teve uma de suas canções. atuou duplamente: enquanto letrista. editada em Salvador por Antônio Risério e Erthos Albino. O texto foi escrito entre 1966 e 1974 e nesses oito anos Leminski foi visto inúmeras vezes com partes do livro debaixo do braço. Apesar disso. durante o qual distribuiu cópias desses fragmentos. o conto não foi abandonado. substituído por Catatau. devido à vasta pluralidade de significados do termo. Descartes com lentes. que significa “enigma” em russo-polonês. que trabalhava contra o provincianismo cultural de Curitiba. exerceu crítica literária e participou de diversas experiências com a linguagem em revistas como a Código n. o MAM (Rio de Janeiro). Texto esse que participou do Concurso de Contos do Paraná. Além disso. junto com o irmão Pedro Leminski e Paulo Bahr. no Museu de Arte Moderna. assinado com o pseudônimo Kung e publicado pela Fundação Cultural de Curitiba em 1993. Paulo Leminski: o bandido que sabia latim. A história foi concebida inicialmente como um conto.° 3. Leminski apresentou um projeto “Em prol de um português elétrico”. cujo título mais provável seria Zagadka. o poeta iniciou uma adaptação para a futura obra. como o grupo Áporo. segundo Toninho Vaz. gravada no disco Outras palavras de Caetano Veloso — o que provocou em Leminski a maior euforia — e. A obra completa só foi lançada em 1975. escrito em 1968. O poeta esteve envolvido em outras atividades. em 1970. 2001. inclusive quando foi convidado para um ciclo de debates sobre literatura. (. O autor do Catatau demonstrou a diversidade de seu interesse 4 VAZ. “Verdura”. Na música. Rio de Janeiro: Record.. Leminski escreveu poemas e contos. no qual propunha um estudo para adequar o nosso idioma à sonoridade do rock’n’roll.

Toda essa produção. que afirmava fazer poesia vinte e quatro horas por dia. em decorrência de um tumor. abalando emocionalmente o poeta. Escreveu. Na TV. a pedido da banda Titãs. nasceu Áurea Alice Leminski e. Em reconhecimento dessa relação. Em 1971. Petrônio. que faleceu em 1979. motivo de sua morte em 4 de junho de 1989. também. ele lhe dedicou o Catatau: “para Alice pelo Saber. nasceu o primeiro filho do casal. principalmente a literatura. Um de seus poemas revela o sentimento desse poeta maldito em relação à vida e à morte: “Lápide 2 epitáfio para a alma aqui jaz um artista . Miguel Angelo Leminski. se constituiu no interesse maior do poeta. Lawrence Ferlinghetti. demonstrou vasto conhecimento idiomático ao transpor para o português textos de James Joyce. como redator de revista geográfica da editora Bloch. criou quadros apresentados por Doris Giesse e no jornalismo televisivo. O abuso do álcool causou em Leminski uma cirrose hepática. escrevendo sobre vidas díspares como a do poeta simbolista Cruz e Sousa. Também escreveu textos sob encomenda. Samuel Beckett. o poeta oriental Bashô e Jesus Cristo. para ser usado como press release de divulgação do grupo. Dessa forma. entre outros. Ousar e Calar”. Paulo e resenhista da revista Veja. em 1969. seu relacionamento com Alice Ruiz uniu arte e afetividade. Foi colunista de diversos jornais como a Folha de Londrina e a Folha de S. Querer. em 1981. Estrela Ruiz Leminski. enquanto publicitário em agências como a Lema Publicidade ou como biógrafo. editado em 1986.pela linguagem como copydesk em O Globo. como o romance Agora é que são elas e ensaios críticos. cuja produção foi reunida no livro Anseios crípticos. Como tradutor. Conhecimento esse que sedimenta o plurilingüísmo do Catatau. o texto “Consciência selvagem x capitalismo selvagem”. ainda criança. Os dois se conheceram em 1968 e.

Paulo. 1994. La vie em close. 83-84.. 5 LEMINSKI. ..)” 5 Este livro é a demonstração de que a memória do escritor não evaporou. 5 ed. São Paulo: Brasiliense. p. Permanece. É mais pesada que o ar.mestre em desastres viver com a intensidade da arte levou-o ao infarte deus tenha pena dos seus disfarces minha memória evapore feito água de uma lágrima minha lembrança se vá sem deixar lembrança alguma em seu devido lugar (.

1983) Jesus A. FICÇÃO E POESIA Catatau (Grafipar. 1975) Quarenta clics em Curitiba (Etecetera. 1976) Não fosse isso e era menos. 1991) Descartes com lentes. C. 1983) Agora é que são elas (Brasiliense. 1986) Distraídos venceremos (Brasiliense. BIOGRAFIAS Cruz e Sousa (Brasiliense. 1987) Guerra dentro da gente (Scipione. 1994) O ex-estranho (Iluminuras. não fosse tanto e era quase (ZAP. 1984) Anseios crípticos (Criar Edições. (Brasiliense. 1984) Trotsky. 1980) Caprichos e relaxos (Brasiliense. 1993. 1996) Catatau (reedição) (Travessa dos Editores. 1980) Polonaises (edição do autor. 1983) Matsuó Bashô (Brasiliense.OBRA DE PAULO LEMINSKI 1. 1989) A lua no cinema (Arte Pau-Brasil. (Fundação Cultural de Curitiba. Coleção Buquinista) Metaformose (Iluminuras. 2004) 2. 1988) Catatau (reedição) (Sulina. 1989) La vie em close (Brasiliense. a paixão segundo a .

1983) Pergunte ao pó. 1986) . de Yukio Mishima (Brasiliense. de Walt Whitman (Brasiliense. 1986) 3. 1985) Sol e aço. 1984) Supermacho. de Samuel Beckett (Brasiliense. de Ferlinghetti (Brasiliense. de Petrônio (Brasiliense. 1984) Vida sem fim. TRADUÇÕES Folhas das folhas da relva. de John Lennon (Brasiliense. de Alfred Jarry (Brasiliense. 1985) Malone morre. 1985) Satyricon.revolução (Brasiliense. 1985) Um atrapalho no trabalho. de John Fante (Brasiliense.

FORTUNA CRÍTICA .

Sigue sendo difícil encontrar. de forma resumida. hoy. niveles poéticos igualables a los de Augusto-DécioHaroldo: la sintesis teórica era inmensa. Y al nivel de los más jovenes: raro encontrar experimentos de formulácion teórica tan precisa como Catatau. ‘la musicata abrasileradora. até a grafia fantasiosa de ((:Catatau!)) ‘trenzadas lemniscatas’. en lengua española. resenhas. puta brasileira. se sigue produciendo la poesia más creativa. ‘Cata mi . constantes na 2a edição da obra A más de diez años que Paz dijera que la vanguardia poética estaba en Brasil. apud LEMINSKI. chamada de Cata (“Esoiral 6/ Espiral). Esclarece-se que a fortuna crítica é uma das etapas constituintes da organização de uma edição crítica e refere-se a abordagens críticas já realizadas sobre a obra em questão. a seguir. artigos. Optou-se também por reproduzir. Muda. as declarações que compuseram a seção “Alguma fortuna crítica” da 2a edição de Catatau. p. 228) Eduardo Milán. cujos primeiros trechos transformam o Catatau em uma dona. 1977. 26). ‘Lemme lemme!’.Expõe-se. poeta uruguaio de vanguarda. e não resumir. “Larva” Julian Rios. 1989. A apresentação da reprodução das declarações e dos resumos dos textos está organizada por ordem cronológica. (MILÁN. De una Mirada. ‘Cata la brasiladora. alguns dos textos (ensaios. Reprodução de textos a respeito de Catatau. fez mais: transformou o Catatau em personagem de uma ‘narrativa’ chamada ‘Larva. estudos) que compõem a fortuna crítica de Catatau. secretário pessoal de Octavio Paz (Rev. y sin hablar de VANGUARDIA. p. Ressaltase que não foram considerados os textos que não se direcionavam de modo específico e aprofundado à abordagem da obra. um dos mais radicais escritores espanhóis de hoje. ‘Cata! Cata!’. algo assim como uma Carmen Miranda.

. Philips. no volume A Posse da Terra — Escritor Brasileiro Hoje..’. 1983.brasiliana gigante retorciendose de risas contra mi. no dizer de Rios. (PIGNATARI. muda de miedo. a norma culta. apud LEMINSKI.’. ‘.’.. 229) Caetano Veloso Parafins gatins alphaluz sexonhei la guerrapaz Ouraxé palávora driz okê cris expacial Projeitinho imanso ciumortevida vidavid Lambetelbo frúturo orgasmaravalha-me Logum Homenina nel parais de felicidadania: Outras palavras. e Catatau.. 1989. 228) Depoimento de Décio Pignatati.. (VELOSO. a língua da Catacarmen Putamiranda. p. LP Outras Palavras. “amorio de Janeiro”. Se a experiência juliânica prosseguiu. de Paulo Leminski. Em um País onde ainda não se sabe qual é. 1981. Aí vem à memória de Décio Pignatari duas importantes experiências de prosa: Galáxias. possível graças à conquista de público realizada nos anos 70. Queen’s Park. a palavra escrita na literatura parece não acompanhar essa inquietude. ignoro. 207. ‘catatarmudeando. reunido por Cremilda de Araújo Medina. Para terminar dizendo ‘Cata.. efetivamente.. boca a boca com cata. Saltó en el tablero eletrónico. y nos dejó partir en el último tren. p. O texto espanhol de “Larva” está cheio de palavras e expressões em português. Larva apud LEMINSKI. (JULIAN RIOS. São Paulo: Imprensa Nacional /Casa da Moeda de Portugal e Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Merci beau coup! Ouf!”. p.. apud LEMINSKI. ‘Cata y you catapléjicos. brasilente. 1989. p. 1989. de Haroldo de Campos. É só pensar na recente ampliação do mercado editorial no Brasil.. 229) Caetano Veloso: última estrofe da canção “Outras Palavras”. em um País de tantos falares.

Como tinha lido o Catatau há anos. Rubem Fonseca. tenho acompanhado sua brilhante carreira intelectual. Mas a razão de meu interesse é o que desejo explicar hoje. seu livro Anseios crípticos. apud LEMINSKI. E li seu livro com o maior interesse. de Paulo Leminski. Basta pensar no aproveitamento do “realismo mágico” por Murilo Rubião. se estas vias privilegiadas pela ficção brasileira demonstram esgotamento e certa acomodação estética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. sua atividade de autor e tradutor. Rio. e jamais consegui fazê-lo por ignorar o seu endereço (como ainda ignoro). Nos últimos anos. na qualidade dos dois primeiros volumes de memórias de Pedro Nava. F. 12 de fevereiro de 1987 Meu caro Paulo Leminski. nos já mencionados Em liberdade e Me segura qu’eu vou dar um troço. no experimentalismo do Catatau (1975). mandou para o I Concurso de Contos do Paraná em 1968 com o título de Descartes . nunca tive o prazer de conhecê-lo. da trama e da verossimilhança realista tão cara à nossa ficção. a capital brasileira do conto. p. num romance como o cruel A hora da estrela. Apesar de ter ido inúmeras vezes a Curitiba. Catatau é um desenvolvimento do conto que v. (SUSSEKIND. 63. Literatura e Vida Literária. nem todos os seus produtos têm sido de má qualidade. p. de Clarice Lispector. Pena que não pude escrever sobre ele como pretendia. Agora recebo. através da Criar. 228-229) Sussekind. e como principiei a fazer. Sérgio Sant’Anna ou João Gilberto Noll.Por outro lado. na maior parte dos contos de Caio Fernando Abreu. As mudanças no jornal onde tinha meu quartel-general de crítica me fizeram desistir de continuar na ingrata carreira. 1989. 1985. Samuel Rawet. Ou na capacidade revelada por Haroldo de Campos em Galáxias de tensionar ao extremo os limites mesmos da prosa.

e eu gostaria de tirá-lo. Conservei o original (no caso. ou ainda. 230. de imprevistos . Porto Alegre: Sulina. Premiar o “Kurt”. Não indicou o título de nenhum conto. Entre eles. a cópia) comigo durante anos e deve estar ainda entre meus papéis. muito ruim) e não “Kung” (não era esse?). porque Léo Gilson Ribeiro estava internado. 2. FORTUNA CRÍTICA COMPLEMENTAR Catatau: Cartesanato* O artigo esclarece alguns dos elementos que compõem o mundo ficcional de Catatau. e seus contos. 1989. Talvez não existisse o Catatau. Só eu tinha certeza de que era o Kung. chega um telegrama do Léo votando em Descartes para o 1o lugar. Aceite o meu melhor abraço. Mas o fato é que era seu. mas foi impossível. Mas tudo errado: o número estava certo. o livro teria uma unidade de nível que o tornaria memorável. Fausto Cunha CUNHA. R Carta. Se tivessem entrado v. ed. que o tempo confirmou.. o que teria resolvido.com lentes. Tentei falar pelo telefone com o Léo no hospital. de “duplos de Descartes” — René Descartes a Renatus Cartesius — em um mundo “labiríntico. destaca a presença de Descartes. porque afinal é um volume de respeito. Catatau. não fez falta a v. O prêmio. e tentei até o último instante que o fosse. mas ele indicara o pseudônimo “Kurt” (havia um Kurt. é claro. Infelizmente a comissão ficou restrita a 4 nomes. destoava dos outros quatro. E no dia da entrega do prêmio. porque desejava identificar o autor. p. In: LEMINSKI. Votei nele para inclusão entre os 5 premiados. que nestes vinte anos se afirmou literariamente. a meu ver. ou existiria de outra forma. nem pensar. Mas era um espinho que estava em minha garganta. Entrou um que.

Leminski explora. Os esquemas “clássicos” são camisasde-força estourando. utiliza-se da “palavramontagem joyciana”. Fracassou. Descartes. Em suma. além ou aquém de gêneros. por motivos vários. a que se propõe. torna-se impossível. Mas não fica aí. Texto conceituai e poético. Leminski dá conta de um outro fracasso: pensar o Brasil em pensamento europeu. agora. enquanto espera por Artyczewski. está de certa forma ligada a esse atrito. Brasília. reformula.reflexos e reverberações”. E a própria poesia concreta. manipula. Contudo a tarefa. Aqui. E a exigência de idéias claras e distintas acaba tornando-se incômoda e até dolorosa. do pensamento sistemático. Mesmo o cogito. de onde vem Leminski. Descartes é o filósofo das idéias claras. “país cheio de brilho e os bichos dentro do brilho”. uma rede de signos na qual se estrutura a obra. E a sua lógica cristalina é submetida à pressão dos trópicos. vemos a lâmina da lógica européia irresistindo ao calor dos trópicos. o projeto-Nassau.” O Catatau não é romance nem ensaio. Trechos destacados do artigo: “O problema. Uma miragem povoa a cabeça do filósofo. Rede de signos: ‘O verbo . o Brasil. a colonização holandesa. O Brasil. fraqueja. é o fenômeno novo e exuberante que desafia o racionalismo cartesiano. dizendo dos frutos desse choque “cartesiano-tropical”. ergo sum não resiste à temperatura do novo ambiente. para o qual procura transplantar a lógica européia. a clareza discursiva se emaranha. pois o calor e a beleza exótica tropical impedem o filósofo de exercer seu racionalismo filosófico. “exímio dos mais hábeis nos manejos de ausências”. corrompe diversas construções lingüísticas. é pensar o Brasil. como diria o próprio Leminski. “alegria dos mapas”. Outro aspecto de extrema relevância abordado no artigo refere-se à linguagem. conduzindo o texto a uma “aventura extraverbal”. é um bálsamo para os olhos de Cartésio.

cabeça de selva.leminski. taioia.ig.. uma araraúna. as formigas aumentam. melopéia: “Spix. Inserido na seção “Alguma fortuna crítica” da 2a edição de Catatau (1989).hpg. Veja-se este trecho: “Formigas. A.htm Acesso em 10 mar. ou seja. o verbal admite o concurso de elementos sonoro-visuais.. Aqui. o sujeito vem se aquecer.. ibiraobi. em outro momento de semiotização do texto. onde uma aiurupara está pousada em cada embuayembo. ibabiraba. uma tuipara. uma tuitirica. publicado em 1976 (logo após o lançamento da 1a . Rarefaço do enredo. música verbal. em psicanálise. é chamado de ‘condensação’. Catatau: Cartesanato. 2002. uma aiurucatinga. Disponível em www. um aiurucurau. um tuim.: Publicado originalmente na Revista José.’ A fabulação é reduzida ao extremo: ‘faço fábula de fábula rasa. Lente. uma araracanga. em cada galho do catálogo de caapomonga.” .br/ ensaio24.acende um fogo. Adiante. RISÉRIO. uma aiurucuruca. Felizmente* O artigo. e isto é visível efetivamente. partindo para uma iconização (no sentido de Peirce) da escrita. Copyright © by Antônio Risério Um catatau. *Obs. caetimay. quando Leminski escreve repepetitivo ou iguauaual. uma araracã. 1976. a partir do que aproxima diversos elementos.” Com a entrada das lentes. uma araracá..com. FORMIGAS. à base de similaridades. De outra parte. uma arara. Opera-se por aglutinações.’ E se há alguma causalidade ela é de ordem puramente sígnica e conceitual. Há outros momentos em que a fala de Cartésio desliza na pura sonoridade das palavras. concentra-se no “ver” que há em ver-bal. os ‘temas’ se interpenetram e se desdobram segundo um método que.. Leminski conduz o texto a uma aventura extraverbal..

qualifica Catatau como um divisor de águas. de graça. Refere-se à participação efetiva do leitor. Serafim Ponte Grande. de leveza. imagens da selva tropical. de pensamentos inéditos. requerida por Catatau. estruturas coruscantes de reflexões sardônicas. Grande sertão: veredas. destoando de uma cultura feita. desvenda para o leitor que se dispuser a interpretar sua subversão mágica do mundo e do mundo refletido na lagoa das palavras moventes. de um sentido lúdico de armar jogos admiráveis nessa literatura aberta que ele compartilha com o leitor. Participação essa antevista já nas várias acepções do título da obra. “aparentado ao avesso com a criação de Guimarães Rosa pela detonação atômica da linguagem e pelas toneladas de erudição explosiva”. Como em Grande sertão: veredas entremeia-se o linguajar caipira com citações em latim. Trechos do artigo: “Sem compromissos quaisquer. Como no Macunaíma de Mário de Andrade. retiradas dos Evangelhos. que as de Joyce. ex-seminarista. Destaca que em Catatau tudo acontece no terreno fértil da linguagem. em grande parte. frases inteiras em holandês. neologismos saborosos como frutos tropicais que esperam para dar o bote em cada . onde os estudiosos da lingüística. Paulo Leminski.edição). Fluxofloema. filosofia. Guimarães Rosa e Hilda Hilst. entrelaçam-se falas do tupi-guarani. ou palavras do francês. Expõe que estudar a obra corresponde a estudar o próprio Brasil e suas “estruturas híbridas”. e que a obra está em um mesmo paralelo. Aponta para a semelhança das imagens veiculadas por Catatau “tão radicais e tão perfeitas” quanto as de Os sertões. no que tange às mais “abissais renovações” lingüísticas na literatura. lendas. semiologia e da semântica poderão se debruçar. Informa que o leitor de Catatau está entregue à obra sem mapas ou pistas. de livros “nhenhenhém”. Pound. Beckett. nem com ganhar a vida.

(.. Voltando a expor definições da obra. E vanguarda. Felizmente. *Obs. G. Inserido na seção “Alguma fortuna crítica” da 2a edição de Catatau (1989)..com. São Paulo. características de Catatau. Disponível em www. Reflete sobre a função e o valor do escritor e a contribuição da vanguarda.: Publicado originalmente em Jornal da Tarde. Desde Esperando Godot. destacando que esse livro é “um ‘panorama de todas as flores da fala’ — panorama of all flores of speech — como escreveu James Joyce no Finnegans Wake”. Trechos do artigo: “É texto levado às últimas conseqüências: do máximo de banalidade (redundância). Um catatau. 2002. 227) [Catatau] Novo no sentido poundiano. (p. hpg.) E texto. que se revela nas primeiras páginas do livro. 1976..página.leminski.htm Acesso em 10 mar.). Catatau é linguagem universal. Copyright © by Leo Gilson Ribeiro A literatura destronada (a literatura reconstruída) O artigo aponta. deglutição antropofágica (da cultura européia a um novo produto “made in Brasil”). 3 abr.” Expõe que é pela criação verbal. Mas é também linguagem popular. relacionando-as com as características do texto. neologismo. E um exemplo disso são as palavras-novas.. Informa que Catatau significa queda (de Descartes que não consegue racionalizar a nova realidade). inventadas por Paulo Leminski.ig. definindo-o fragmentariamente: “ Catatau é um texto comprido e grosso. sinceramente. (. até o máximo de informação. Particularmente no sentido de Maiakóvski.” RIBEIRO. que disse: “Não há arte revolucionária . e não pelo relato que a obra aborda a experiência de Descartes no Brasil. vulgar. É um porre verbal. não codificadas em dicionário. L. clássica. de forma direta. gíria. não se via uma espera tão extasiante e tão autojustificada por si mesma.br/ensaio28.

sucintamente. trocadilhos. referências literárias e históricas —. Com quantos paus se faz um Catatau* O texto comenta. oficial de Visconde de Nassau. objetivando a montagem de um arcabouço contextual que facilitasse ‘a sua difícil leitura..sem forma revolucionária. recurso corrente na linguagem popular. Informa que os provérbios aparecem na obra como elementos perturbadores da mente de Renatus Cartesius. Discorre sobre as ocorrências e a representatividade dos provérbios e seus similares (anexins. 10 set. foi produzido por meio do provérbio. da “macarrônica” do Padre Folengo. Apresenta algumas definições do que seja o termo provérbio. 227) Descartes espera por Arciszewski. Particularmente a difícil e subestimada arte do trocadilho é explorada a fundo. para que o tire da Via das dúvidas’. A literatura destronada (a literatura reconstruída). o caminho seguido pela crítica realizada sobre Catatau — abordagem de suas influências. O Globo. Defende que o livro. de Finnegans Wake de James Joyce e das Galáxias de Haroldo de Campos.. Trechos do texto: “Leminski destrói e reconstrói os ditados populares a fim de produzir um EFEITO ICÔNICO com as alucinações de Renatus.) em Catatau.” (p. O resultado é uma explosão sonoro-visual. Mas de modo implacavelmente construtivo. da. Rio de Janeiro. Informa que o próprio Leminski revelou. (p. I. Qualifica Catatau como a “prosa mais densa e inventiva dos últimos dez anos”. e qualifica tudo como “muito filantrópico e bastante museológico”. antes de qualquer influência. entre outras fontes. 227) Paulo Leminski quer destronar a literatura. talvez com o intuito de divulgar a obra e não com o de pompa. 1978. . que havia se utilizado.” COSTA.

desfoca e subverte a rigidez ótica de seu sistema de pensamento. A nova realidade indomada e indomável. o físico empenhado em dar uma explicação mecanicista. por iniciativa do próprio Leminski. via veneno poético dos provérbios reinventados. comparando-o com a obra de João Ubaldo. Relata que Leminski reconsiderou sua atitude de desafio ao leitor e elaborou para a 2a edição uma introdução ao livro. para isso contribuiu a advertência do autor no início do livro: “Me nego a ministrar clareiras para a inteligência deste catatau que.” BONVICINO.htm Acesso em 10 mar. tivesse acompanhado o conquistador em sua . *Obs. em 1975. publicado somente na 2a edição de Catatau.: Texto escrito em 1979. agora.leminski. imaginando a hipótese: “que aconteceria se René Descartes. R.hpg. por oito anos. em 1989 (Sulina.br/ensaio22. Com quantos paus se faz um Catatau. o filósofo Cartesius do ‘Discurso sobre o Método’. Virem-se”.com. Informa que em torno de Catatau. Porto Alegre). quando do lançamento da 2a edição (1989). Disponível em www. que servira a Nassau na Holanda.ig. distinguindo o detalhe analítico do ensaio de Antônio Risério. Catatau: Cartesanato. o estabelecimento de Maurício de Nassau em Pernambuco. foi criada a “legenda negra da ilegibilidade”. una e sistemática. feita por Haroldo de Campos. na qual informa que a “intuição básica” de Catatau lhe viera enquanto ministrava uma aula sobre os holandeses no Brasil. da flora e da vida tropical em sua lógica super-racionalista. e destaca que a prova de que houve quem se virasse é a existência de “pequena mas expressiva” fortuna crítica que faz parte da reedição da obra. 2002. ao Universo. na qual relata um pouco da história de Catatau. passou muito bem sem mapas.provocadas pelo choque lisérgico da fauna. data da sua primeira publicação. sob o título Descordenadas artesianas. Copyright © by Régis Bonvicino Uma leminskíada barrocodélica* O ensaio apresenta a análise de Catatau.

Finnegans Wake ou Finnicius Revém. a paisagem. pois nela há um “fascinante repertório de metáforas . demonstrando nas acepções arroladas a polissemia do termo. e que Leminski foi construindo sua “hipótese ficcional” em Catatau “confiado não tanto na experiência quanto no verbo”. no seu sonho psicodélico. é que se trata. pois de um cometimento neobarroco. há referência a um trecho da obra. o monstro semiótico do texto. discorre sobre os vários significados contidos no termo “Catatau”. Ressalta a importância de Occam. de modo consciente. informando que o autor não compartilhava com o posicionamento de Newton (contrário às hipóteses). em Vrijburg. Vieira e o “sermonário barroco”. senhora preguiça. no qual Cartésio observa sobre uma árvore. informando que Leminski. arrola algumas das acepções da palavra em sua introdução. a Haroldo. Guimarães Rosa e Grande sertão: veredas. “‘Ora. Francisco Manoel de Melo. Para demonstrar tal atitude do autor. a gosto ou a contragosto. Melhor dizendo. vai cagar na catapulta de Paris!’. do significado ligado ao que chama de uma “ego-trip” — Cartesius <> Artyschewsky <-> Leminski —. o livro Feira dos Anexins. “o verdadeiro protagonista do texto”. reclama Cartésios. Aborda as influências dessa “Leminskíada” (conforme Campos batiza Catatau): Joyce de Ulisses. embarcando.” Posteriormente. “literal ou metafórico”. de um ensaio de liquefação do método e de proliferação das formas em enormidades de palavra.empreitada nos trópicos?”. do seiscentista D. fumando maconha pensa sobre a “desmesura não geometrizável das formas vegetais e animais” e é atingido pelo excremento de uma preguiça. Contudo. tirando partido (ao que parece). a mais presente na “prosa travada de armadilhas” de Leminski. como fez o urubu com Macunaíma. barrocodélico. Posteriormente o artigo explora a relação da refutação de Newton a Descartes e o posicionamento de Leminski entre o pensamento cartesiano e newtoniano. ressalta a influência que parece. as naus no porto e os animais no zôo ou à solta. pois os dois personagens são “registros complementares de sua voz escritural”. o latim escolástico e “latinório das tertúlias coimbrãs”.

o fracasso do leitor em entendê-lo. Outro aspecto comum é a tematização da antropofagia como processo simbólico. de João Ubaldo Ribeiro. de. Tal como Cartésio. O personagem (Cartésio) espera um explicador (Artyschewsky). no prazer do texto. Em Leminski — “ostensivo romancista do significante” —. há a “vocação latente” para o significado. O leitor espera uma explicação. caderno Letras. 89. Em Ubaldo — “fabulista do significado”. Paralelo esse relacionado à materialidade do signo. é um projeto de prosa — “projeto ambicioso. 2 set. envolvido com a função narratológica do texto e com o questionamento do “quem” da linguagem (“como o Rosa da prosa ensinou”) —. [assim Leminski resume seu Catatau]. Trechos destacados do artigo: “O Catatau — argumenta Leminski — é a história de uma espera. a “pulsão escriturai” também está no significante. tal como o personagem (isomorfismo leitor/ personagem). emblema do fracasso do projeto batavo. Copyright © by Haroldo de Campos . Disponível em www. Paulo.e locuções populares”. no qual a poesia (para falar como Walter Benjamin) é apenas o método (não-cartesiano) da prosa”. Mas só recebe informações novas. Declara que o projeto leminskiano. anomalias ou disrupções”. Uma leminskíada barrocodélica. levado minuciosamente à consecução. de 1984. O artigo conclui-se traçando um paralelo entre Catatau e Viva o Povo Brasileiro. Espera redundância. *Obs. branco.ig.leminski.br/ensaiol4. G4. 2002. O Catatau é o fracasso da lógica cartesiana branca no calor. na “elaboração verbal”. p.: Publicado originalmente no jornal Folha de S.hpg. Espera redundância. no trópico. H. quaisquer que sejam as suas “extravagâncias.htm Acesso em 10 mar. o significante.” CAMPOS.com.

seu “trabalho mais bem realizado”. em GAM. por conseguinte. possui uma estrutura pensada. descobri depois que há uma verdade e uma força nos times de várzea. que eu quero”. resultando na escrita de Catatau. seu contato com Augusto e Haroldo de Campos. Há o reconhecimento de que Catatau e os poemas de Leminski são “duas águas. a opção pela “várzea” (“. em 1963. conforme qualificação apresentada por Ávila. o “texto-livro” não se enquadra ainda nessa opção. Rio de Janeiro. Aborda o encontro da poesia concreta com a Tropicália. na esteira concretista. pois apesar de conter elementos de bricolage tropicalista. O texto apresenta uma breve descrição da idéiafabulaçáo de Catatau e a sua relação com a estruturação da linguagem “ornamentada” da obra. a partir da “Semana Nacional da Poesia de Vanguarda” de Belo Horizonte. definido pelo poeta como “pororoca” — a geração de uma terceira linguagem. Trechos destacados do artigo: . O39. em entrevista dada por Leminski a Régis Bonvicino. Destaca que muito embora exista a intenção do autor de integrar essa “várzea” (contracultural). 1977). Expõe a opção de Leminski. nele a “escrita é a estrutura”.. entre outros poetas concretos. e. jun. Décio Pignatari. construtivo-tropical. delineada entre a sua prática de composição de textos de caráter experimental e a busca por uma saída pessoal aos problemas teóricos levantados pelo movimento. uma “idéiafabulação” que faz fluir o “jorro verbal”. pela criação de uma linguagem própria. pelo encontro de duas águas —.. nessa várzea subdesenvolvida. saída essa que se deu pela produção de uma “descompressão” no rigor da linguagem da poesia concreta.“Flashes” de uma trajetória* O texto relata a incursão de Paulo Leminski no movimento da poesia concreta. duas dicções distintas mas complementares” que formam a imagem de um “superpoeta” que direcionou todo o seu talento e cultura para a causa da poesia. O artigo explica ainda que Catatau é um texto criativo que não cabe em um gênero. Grupo de Planejamento Gráfico-Editores.

) Enfim. “Flashes” de uma trajetória. lançada em edição particular... *Obs.com. segundo o autor). uma idéia-fabulação — ainda que rarefeita — que detona o ‘jorro’ verbal. afora uma opção clara pela linguagem de matiz joyciana identificada no Brasil no Grande sertão: veredas de Guimarães Rosa e nas Galáxias de Haroldo de Campos. 101-106.htm Acesso em 10 mar. set.leminski.ig. só podem fazer isso porque são morte: suspensão do fluxo do tempo. pompas fúnebres. n° 3. qualificado como “romance pós joyciano que . citado por Barbosa nas palavras de Leminski: Existe um paradoxo nos produtos culturais. Catatau.. Disponível em www.-nov. pirâmide do Egito.” ÁVILA.-out. o trabalho de Leminski tem um arcabouço pensado. Leminski queria dar continuidade às experiências anteriores realizadas na área da “prosa” poética no Brasil.hpg.“. no livro — ‘o primeiro personagem ‘semiótico’ da literatura brasileira.. superiores frutos do trabalho humano: eles sobrevivem ao autor. Por outro lado. C. são uma vingança da vida contra a morte. Rosa e Haroldo. o texto delineia a trajetória da produção literária do poeta curitibano. Entre as obras ora mencionadas está a “prosa experimental”. levando em conta as conquistas de Oswald. um artesanato cuidadoso em relação aos vocábulos.: Publicado originalmente na Revista da USP. a poderosa e caudalosa ‘malha’ textual do livro de Leminski envolve e traga o leitor levando-o aos confins da linguagem/ personagem (Occam. p. A partir desse mote. 1989. (..br/ensaio27. Copyright © by Carlos Ávila Elogio da Hipérbole* A resenha se inicia com a apresentação de um paradoxo existente nos produtos culturais. 2002.

com base no artigo de Antônio Risério. Esses traços característicos do haikai podem ser transpostos sem nenhuma dificuldade para a fotografia . achara divertida tal possibilidade.” Expondo que nessa “floresta sígnica”. 24 nov.: Resenha publicada no jornal Folha de S. em ultrasegundos de hiperinformação.com. de Haroldo de Campos. [Declaração de . sempre tentando extrair o máximo do significado do mínimo de material. Trecho destacado do artigo: O haikai valoriza o fragmentário e o ‘insignificante’. podemos ver em tudo isso os paralelos profundos com a estética fotográfica. Elogio da Hipérbole.br/ ensaio8. O texto expõe alguns elementos de Catatau. publicado na Revista José em novembro de 1976. Copyright © by Frederico Barbosa Paulo Leminski. caderno Letras. palavra pendurada). F. o aparentemente banal e o casual. De imediato.hpg. A seguir destaca que também na prosa do autor os versos se presentificam.pode ser considerada a peça de prosa mais ousada escrita no Brasil depois (cronologicamente) de Guimarães Rosa e das Galáxias. *Obs. feitos de kakekotoba (literalmente. estavam também os haikais. Relata que o próprio Leminski.ig. a sua contribuição em periódicos literários e a produção da prosa experimental de Catatau. a Cigarra* O ensaio se inicia com a abordagem da produção literária de Leminski voltada para os haikais. port-manteaux words (as palavras-valise de Lewis Carrol) e toda a inventiva joyciana-rosiana-glauberiana que sua mente liquidificadora diluía em versos vitaminados e/ou citações-novas combinaçõesinvenções. no “cipoal trópico-lingüístico” de suas montagens. 90.leminski.htm Acesso em 10 mar. Paulo. que é Catatau. em japonês. ao ser consultado. 2002.” BARBOSA. Disponível em: www. Catatau: Cartesanato.

p. discutindo as imagens do pensamento dos séculos XIV. O ensaio ainda informa que uma proposta diferente de leitura da obra deve levar em conta a “obra-dobra” (“Uma intrincada tessitura de sentidos que entrelaça História. Secretaria de Cultura e Turismo do Governo do Estado da Bahia. pouca coisa foi dita ou pensada sobre Catatau.: Excerto do livro Oku: Viajando com Bashô publicado pela Secretaria de Cultura e Turismo do Governo do Estado da Bahia. a linguagem radical de James Joyce e Haroldo de . 468-487. 1996. a possibilidade de se tentar uma leitura diferente veio com a publicação das cartas de Leminski a Régis Bonvicino.ig. C. Filosofia. reproduzida no artigo] Esclarecimento: Esse trecho a respeito do haikai foi aqui apresentado em razão de sua relação com Catatau.”. Explica que. autor do texto. 1996. referindo-se ao modelo teórico do “Plano Piloto da Poesia Concreta” (movimento ao qual a obra é costumeiramente associada). 2002. que é Catatau. Leminski forneceu algumas informações que “pegaram” e que permaneceram sendo as únicas pistas de leitura e interpretação do “romance-idéia”. como conseqüência desse intento.com.Leminski em Sashimi. como explica Maurício Mendonça). apesar dessas “pistas” dadas à leitura da obra.br/ensaio4. XV e XVII de modo elegante e sofisticado. Oku: Viajando com Bashô. p.hpg. Ciência e Literatura. 1987. *Obs.leminski. VERÇOSA. de fato. Anseio esse alimentado durante os oito anos de elaboração da sua obra mais ambiciosa.htm Acesso em 10 mar. e não somente os seus aspectos formais (sua ligação com a Semiótica. Isso porque em uma das cartas Leminski diz não crer “que o Catatau possa ser entendido ou explicado à luz de um planopiloto”. E ressalta que. o Estruturalismo. Considera que. na existência de um desejo urgente de Leminski de que Catatau ganhasse leitores. 98. Copyright © by Carlos Verçosa Catatau: um gabinete de raridades* O ensaio se inicia com a exposição da crença de Maurício Mendonça. Disponível em www.

o polonês Artyczewski. percebe-se que Leminski está ilustrando o processo de desrazão que atinge Descartes. O livro é esta longa espera. de interpretação. pergunta-se. mas não é o bastante. impaciente. Mas. estranho. pai da Razão. a fim de que lhe explique aquele Brasil. A razão do imaginário e A vingança de Occam — um outro caminho de leitura e. como se exterioriza esta lógica falhando? A primeira vista. . Tudo é ex-oticum: vem de fora. Isto embasa apenas o virtuosismo semântico e sintático da obra. do Bom Senso e das oposições entre Pensamento e Sentidos. Trechos destacados do texto: Romance-idéia: “A idéia de René Descartes (1596-1650) visitando o Brasil como integrante da comitiva de sábios e artistas do Conde Maurício de Nassau é a hipótese apresentada por Leminski. a partir da descrição de alguns aspectos da obra — Romance-idéia. Descartes vai se embriagando com a fauna e a flora brasilis. pela desordem da linguagem. estrangeiro. não a sua proposta epistemológica. por conseguinte. o estrategista do exército da Companhia das índias Ocidentais.” A razão do imaginário: “Num nível mais profundo. Ele espera. A interpretação mais imediata do livro é que Leminski procura demonstrar como a “lógica” cartesiana falha ao tentar ser transplantada para os trópicos. logo existo” ao Brasil. o filósofo tenta aplicar seu “Penso. tendo nas mãos uma luneta e um cachimbo com erva narcótica. o seu personagem conceituai Renatus Cartesius.Campos). Sentado debaixo de uma árvore do jardim botânico do palácio de Nassau em Recife. que se revelará frustrante para o filósofo: Artyczewski chega à última linha do romance totalmente bêbado e incapaz de explicar qualquer coisa logicamente. Sugere. Isto é.

125). de onde sairá para que seus homens tomem posição definitivamente contra Cartesius na página 194. é resultado de seu projeto estratégico de minar conceitualmente as regiões do Catatau. 47) e o ‘Gabinete de Evidenciação’ (p. o poeta curitibano articula uma traiçoeira subversão do cogito: ‘Duvido se existo. Assim. o fato de Occam contradizer e enlouquecer o texto e a fala de Descartes.Em decorrência disso. uma entidade que se manifesta como desarranjador do texto. Cartesius parece delirar e vacilar como um louco. Mas a aparente contradição — um Descartes anacrônico que se vale das idéias do século XVI em pleno século XVII — possui uma explicação: é que o Catatau se dobra e desdobra temporalmente. porque. ao fazer uso do imaginário dos viajantes anteriores à invasão holandesa para sondar a natureza brasileira. nos quais Leminski cria trocadilhos joycianos ou ‘palavras-valise’ à Lewis Carroll.” A vingança de Occam: “Mais do que monstro semiótico. ele é um personagem que não existe. negando as realidades corpóreas experimentadas por seus sentidos. Movimento que é radicalizado quando do irrompimento de um monstro escolástico do século XVI: William of Ockham ou Occam. em última análise. Neste aspecto. Insistimos novamente em que as implicações são um pouco mais profundas do que os efeitos de superfície da ‘cilada’ Catatau. muitos têm apontado os surgimentos de Occam como instantes privilegiados da obra. Portanto.” . Leminski instaura uma perturbadora locução histórico-filosófica. quem sou eu se este tamanduá existe?’ Ora. Já que o monstro Occam se manterá escondido entre a ‘Sala da Realidade’ (p. Cartesius afirma que este aí que se oferece à experiência dos sentidos seja nada.

A. histórico. etc. conclusões. pistas. traçando um rápido perfil de Catatau.hpg.” Descreve. autor do artigo. * Obs. Disponível em www. com o intuito de explicar algumas leituras desse “romance-idéia”. destacando que para isso favoreceu-se de Descordenadas Cartesianas e Quinze pontos nos iis. começa por apresentar a dedicação de Leminski na execução da obra que ele defenderia como a única idéia de sua vida: “Uma vida é curta para mais de uma idéia. Trechos destacados do artigo: “Reitero: toda essa conexão. pegadas e tudo o mais” encontradas em depoimentos e entrevistas de Leminski. epígrafes.htm Acesso em 10 mar. Refere-se à má recepção crítica da obra logo após seu lançamento. defesas. declarações. maio de 1996. Catatau: um gabinete de raridades. 3. ao tratar de alguns aspectos de Catatau. p. páginas organizadas de forma ininterrupta.: Publicado originalmente no jornal OccaM. também da 2a edição. O artigo traz informações esclarecedoras de diversos aspectos da obra. retrato de Descartes e uma “foto” de Vrijburg). M. essa cumplicidade. e de alguns textos integrantes da seção Alguma fortuna crítica.ig. entre tudo que . expressa que será mais simpático em seu artigo e que partirá de várias “afirmações. Copyright © by Maurício Arruda Mendonça Tradução da tradição — Qualigrafeira (sobre Catatau de Paulo Leminski)* O texto. Fundação Cultural de Curitiba. com o objetivo de oferecer condições para uma leitura satisfatória desse “rigor delirante/delírio rigoroso” de Paulo Leminski e por acreditar que toda informação é válida para a construção da leitura da obra.leminski. Associa ao estudo observações breves a respeito do título. 2002.com. textos do próprio autor que integram a 2a edição de Catatau. para a exploração do aspecto histórico e estrutural da obra. A esse respeito Tarso de Melo.MENDONÇA. o conteúdo (“René Descartes no Brasil”) e a forma como a obra se apresenta (capa. dedicatórias. de modo sucinto.br/ensaio9.

br/qualigraf. no dia 26 de agosto de 1999. Disponível em www. que muitos sequer costumam ler. 2002.: Publicado originalmente no jornal literário Viola de Cocho. abril/maio de 1998. comunicação de massa. deslocando Descartes para o .hpg. cuja ‘norma máxima é o inesperado. *Obs. como centro das atenções Catatau.leminski. fundindo as técnicas disponíveis e criando outras. Mesmo aquelas que pareçam simplesmente floreios. sobre o qual o professor José Miguel Wisnik (USP) discorreria em sua conferência “Catatau: Cartesius cannabis”.” TARSO. Wisnik afirma que Leminski fez um jogo com Catatau. Neste labirinto de enganos deleitáveis tudo significa. e assim arranjou antigüidades e modernidades num texto de vanguarda. acertos até mesmo em suas arestas. Para melhor gozar deste ‘parque de locuções. tornou indispensáveis a consideração e a análise de qualquer informação. nada para ser relevado. e nada que se diga dispensará a leitura. provérbios. como dedicatórias e epígrafes. Tudo muito relevante.cerca o Catatau. Paulo Leminski se colocou inteiro no livro. que partiam das bases mais diversas (prosa. que tinha.ig. idiomatismos. Ponta Porá. Tradução da tradição — Qualigrafeira (sobre Catatau de Paulo Leminski). de Melo Descartes maconheiro?: José Miguel Wisnik analisa Catatau e coloca Leminski entre os grandes* O artigo refere-se à ocorrência do Perhappiness’99. ditos. Entrem.htm Acesso em 29 set. frases-feitas’. Copyright © 1998 by Tarso M. inventou uma ‘forma’ de narrar. Qualquer página aberta saberá defender o texto. de M.com. para quem quiser ouvir o que realmente o Catatau tem para dizer. etc). É o que Leminski planejou: um livro com perfeição até em seus defeitos. poesia. M. o leitor deve compreender alguns passos: Paulo Leminski sonhou um fato e sua situação.

A presença de Descartes no Brasil não é um absurdo. de forma original. isso é convertido em “experiência contínua de especulação e criação de linguagem” e que Leminski não está sozinho em deslocar Descartes. pois o filósofo teve uma vida itinerante e serviu como militar na Holanda. Mário e Oswald de Andrade e Guimarães Rosa’. e Leminski dá margens a peripécias e conjecturas imaginárias que compõem um . Esta intuição do Leminski tem conseqüências filosófico-literárias que o colocam entre os grandes intérpretes do Brasil. Segundo Wisnik. ‘Como é da tradição do Leminski. ele brinca com o grande/ pequeno. na qual o filósofo Fréderic Pagès “levanta a hipótese. de 1996. de que Descartes mudou para a Holanda por causa do liberalismo das idéias e também pela facilidade de acesso ao fumo (raiz da visão febril a partir da qual ele concebeu sua filosofia)”. pois Deleuze e Guattari. estas conclusões são conseqüência de uma releitura atenta da obra de Leminski. Trechos do artigo: ‘“Catatau traz questões fundamentais e antecipa. no livro O que é a filosofia?. absurda. Wisnik refere-se a outra obra. Descartes et le cannabis — pourquoi partir en Hollande.Brasil. filosoficamente. e tal vinda ao Brasil levaria o filósofo ao delírio. em Catatau. como Machado de Assis. de Descartes na Rússia. perguntam o que seria. sob as ordens de Nassau. tirando-o de seu eixo. “pelo barato das ervas nativas”. uma interpretação da realidade brasileira a partir do mote central do texto: a hipótese de Descartes (filósofo francês René Descartes) ter vindo ao Brasil com Maurício de Nassau (militar holandês que ocupou o Nordeste no século XVII). Catatau pode ser a afirmação da polêmica criativa e também pode ser um blefe. com o escritor/poeta. como ocorre em Catatau. Wisnik explica que. mas cartesianamente plausível. em entrevista. Pode significar tanto grande como pequeno. e à luz desse deslocamento é que o filósofo interpreta o Brasil. No artigo.

por não permitir uma apreciação precisa e acabada do seu “teor” e “conteúdo”. 2002.htm Acesso em 10 mar.com.” KASPCHAK. C. mas que se associam numa tentativa de ordenação diferente desse mesmo mundo”. ficcional e filosófico original e intuitivo’. Isso fez a autora desconfiar da Razão cartesiana. No percurso dessa leitura. a construção de um sentido rumo a novos sentidos e a novas formas de olhar e pensar. Apresenta a intenção de sua leitura: a de examinar se Catatau. 26 de agosto de 1999.complexo temático. considerada por ela como modelo de conhecimento e postura crítica. na possibilidade de leituras e não na oferta de respostas. E destaca que é no “campo do (des)conhecimento” que a leitura da obra se constrói. talvez antagônicas. Tida declara que seu encantamento inicial com Catatau decorreu da sua ambivalência. (p. A hipótese levantada é a de que “haja nesse entrecruzar de experiências a duplicação do eu no outro e vice-versa. ou seja.leminski.: texto originalmente publicado no jornal Gazeta do Povo. Curitiba.hpg. Disponível em www. A autora declara que percebeu que a relação de Catatau com a razão cartesiana não pode ser explicada racionalmente (a própria razão desconhece as razões que a envolvem). há a exploração das “aparentes separações espaciais” de Catatau (“Cogitos em rotação”). Descartes maconheiro?: José Miguel Wisnik analisa Catatau e coloca Leminski entre os grandes. *Obs. 14).ig. Há a abordagem da questão do olhar sobre o novo e os desdobramentos de sentidos decorrentes desse contato (“A inconstância do olhar”). Copyright © by Carlão Kaspchak O Catatau de Paulo Leminski: (des)coordenadas cartesianas Na introdução de seu estudo. que . mesmo que para contestá-lo. numa reflexibilidade entre sujeito e objeto”.br/ensaio35. além de construir-se aparentemente como o fracasso da lógica cartesiana. propicia “um diálogo entre visões de mundo distintas.

Uma hesitação entre som e senso. é capaz de ver aquilo que os que já estão lá não podem perceber. 18) Há sempre um deslocamento. um desregramento. mas são significantes: têm feições sonoras. mantém com esses elementos. mas um elemento entre outros. Esse olhar é capaz de ver coisas como se fosse a primeira vez e de criar histórias originais. “como ápice do jogo” (“A pele da escritura: seqüência de esperas”). Personagem e leitor são entregues à selva das palavras. dos conceitos. etc. (p. numa linguagem que. levando com ele o leitor. 34) Catatau joga-se no espaço. como ensina Descartes. 18) O início do livro já alerta o leitor para o fato de que não se pode pensar a razão sem a relação experiência — corpo — natureza — pensamento. nos casamentos inusitados entre a sonoridade do texto e o(s) sentido(s) que ele articula. as palavras nem sempre significam o que delas se espera. razão.apontariam para um movimento dual da obra: alto/baixo. e. (p. visuais e táteis. ou seja. considerou a apropriação da invasão holandesa por Catatau como um processo antropofágico (“O choque cartesiano — tropical”). procurou mostrar Catatau como uma obra em movimento. Trechos do estudo: “Em Catatau. O seu estatuto depende da relação que ela. (p. faz-se e desfaz-se . E esse o olhar de Catatau. à maneira de Sísifo. do que acabou de chegar. como no humor das frases ou nas idéias incongruentes. da mistura de idiomas. razão/desrazão. a razão não é soberana. (p. tentou demonstrar que a obra compôs sua gramática (“Gramática expositiva do texto leminskiano”) em uma “alquimia do verbo”. pois elas não são apenas palavras que significam. 34) O olhar do estrangeiro. sem fornecer pistas nem mapas. voltando-se para os “artifícios e artimanhas” do texto.

41) Em Catatau. (p. 69) Em Catatau. mas de reaver. à Verdade e à Razão unem-se a contingência. ou por algo que ele crê poder esperar. numa nova linguagem e numa nova lógica resultante desse atrito entre realidades diferentes. 67) Catatau é a história de uma espera: Cartésio espera Artiscewski. Não há uma verdade absoluta que se imponha. e talvez seja essa a lógica nova. pois Catatau não busca definições ou resoluções.em deslizamentos de sentido. de perfeição. Essa discussão vem embutida na relação criada no texto entre Arte e Mestre. sujeito/objeto continuam intercambiando posições na imersão no texto. uma expectativa por um enredo. As ‘coisas’ devem ser rearranjadas. Pode-se dizer que o dualismo aparente é desfeito pelo próprio texto que. (p. entre simulacros e simulações. O leitor também tem uma espera. (p. mas verdades de ocasião. não diz que tudo tenha um sentido. o possível. um texto em mutação: um mutante. reagrupadas. de tornar a achar o já-visto. de significação completa. 45-46) Colonizador/colonizado. mas cintilações de significados. 70) As tensões na poética leminskiana: o dia e a noite. mas apenas que há sentido. (p. ou que tudo seja não-senso. adaptadas. Uma babel de códigos. 65) O Catatau é a deglutição antropofágica da cultura européia em um novo produto made in Brasil. intenta-se trazer de volta a surpresa. tanto as certezas da História quanto a noção de obra acabada. ‘Significâncias’. (des)mascara-se. (p. através da armação literária. em jogos sutis de ironia e humor. (p. o surpreendente. no parque de palavras que é o Catatau. o sim e o . o provisório. Silêncio e Voz. No motocontínuo do texto funda-se o gesto não só de rever. que não impõe modelos. no seu jogo.

que se alimenta o Occam de Catatau. pois funda sempre uma nova ‘gramática. contingente ao texto e. fios que conduzem o jogo retórico. inventivo. provisória. provérbios. de paradoxos. o paradoxo. o que aponta para o investimento criador. que desestabiliza qualquer lógica. Catatau é um livro-parque de locuções. O Catatau se constrói nessa tensão entre o tudo/nada a dizer. festa dos sentidos. 81) Segundo Paulo Leminski. parece haver uma analogia entre phármakon. oferecendo dicções. tanto para entronizar construindo quanto e para destronar a própria retórica. (p. (p. o pode acontecer tanto quanto não acontecer. tecelão e o gênio. dos jogos com a linguagem e na linguagem. Espaço de expressão do ‘quase’: quaseromance. E de paralógicas.” (p. 92) Em Catatau as palavras cantam e na musicalidade das palavras o texto faz-se imagem. e porque inesperada imprevisível e até contrária a si mesma. frases-feitas. a norma e a infração da norma — enfim. quase um não-tratado de lógica. 87) Em Catatau. sentido(s). O de (Tida). (p. O Catatau de Paulo Leminski: (des)coordenadas cartesianas. quase-linguagem. de associações de som e sentido. instauradora Contingente de um ‘paraíso muda de artificial’ maneira da linguagem. dos contágios pseudo-etimológicos. idiomatismos. p. São Paulo: Cone Sul. A. Catatau: as meditações da incerteza O longo ensaio de Salvino Valle apresenta a análise e uma . desconstruindo linguagem(ns). é o que poderia ser de outra maneira. das frases feitas e desfeitas. 108) CARVALHO. M. 1999. 127.não. a loucura e a sanidade. ao mesmo tempo. ditos. A intenção estética do livro é captar a língua portuguesa operando.

objetivando com isso reforçar argumentos ou propiciar novos “recortes interpretativos”. em sua introdução. O autor destaca que não houve a pretensão de examinar minuciosamente o texto. e que quase toda a leitura procurou se apoiar na própria obra. de confronto do livro com referenciais teóricos escolhidos e com o restante da obra do poeta — como é o caso da intertextualidade de Catatau com Metaformose. informações sobre o contexto histórico. talvez. 19) —. as grandes mudanças comportamentais. data do surgimento de Catatau: a plena ditadura militar — “momento em que o Brasil e o mundo atravessavam uma turbulência que o texto trouxe para a sua própria estrutura”. O livro de Valle disponibiliza. a inclusão de algumas notas explicativas. o movimento da contracultura. como a alteração das epígrafes. a “deriva entre as grandes causas do passado e a emergência de um novo tipo de individualismo” e em meio a toda essa efervescência. Comenta a pequena produção crítica sobre Catatau e registra as leituras de Haroldo de Campos e de Antônio Risério. existindo momentos. o diálogo mais explícito entre os textos leminskianos —. que possui algumas diferenças da sua 1a edição. A pesquisa concentrou-se notadamente na 2a edição da obra.interpretação — das tantas possíveis — para Catatau. pela amplitude da abordagem e por serem “iluminadoras”. há o diálogo da “verdadeira literatura” com tudo o que ocorria. pois apontam certos caminhos de leitura do texto de . Informa que Catatau é uma obra em prosa que se aproxima da poesia e pontua que sua leitura implica muito mais que descobrir um “exímio artesão de certa forma narrativa”. (p. Há também o delineamento de alguns aspectos do quadro literário da época. é também um caminho iluminador da obra do poeta. (p. a explosão dos meios de comunicação de massa. “sem ser fruto mecânico do que acontecia”. do subtítulo “um romance-idéia” e da dedicatória. a repressão. A aspiração do estudo é a de “mostrar o quanto ele tem de um percurso a ser criado no cruzamento de algumas de suas muitas leituras possíveis”. 19). quando assim achou necessário. social e cultural de 1975. como afirma a pesquisa.

uma ‘repetição com distância crítica. substituindo o conceito de objeto estético. após mais de duas décadas do surgimento da obra. não renuncia ao diálogo com essa realidade transemiótica que chamamos de mundo. Ela é uma “espécie de sintoma de várias possibilidades”.Leminski. Destaca a riqueza de leituras proporcionadas por Catatau. L. pois “meditações” remete ao título de um dos principais livros cartesianos. no interior deste exame. mas buscar algo potencialmente “adormecido” na obra. Há referência a obras de Umberto Eco e à semiótica de Charles Sanders Peirce. Isso porque a paródia é um gênero de texto que “amplifica a instabilidade que é própria do signo estético”. mas não o toma como elemento determinista da obra. é possível ainda “viajar utilizando outras luzes por essas estradas já abertas e encontrar outras a partir delas”. Esclarece que a definição de paródia empregada no estudo é a estabelecida por Linda Hutcheon. 73). entre outras questões. pois ela “enfoca. Destaca que a intenção desse trabalho não é a de encontrar “verdades inamovíveis” em Catatau. explicando que tal princípio já estaria explícito. e isso devido a esse possuir uma característica que a paródia parece potencializar: “a de que ele só pode ser interpretado no nível das possibilidades”. p. Uma teoria da paródia..”. no título deste estudo. que marca a diferença em vez da semelhança “. pois. 33). Declara que outro fundamento teórico envolvendo aspectos da produção e recepção da obra é o seu contexto histórico. (p. Expõe que juntamente com essa noção de paródia outro fundamento teórico se apresenta. (HUTCHEON. o de signo estético. Explica que o conjunto teórico utilizado para a análise e interpretação de Catatau se coaduna com a obra. para a abordagem desses aspectos. de certa forma. em que paródia: “ ‘uma forma de imitação caracterizada por uma inversão irônica. Lisboa: Edições 70. nem sempre às custas do texto parodiado’ ou por outro lado. com a consciência da . como uma paródia. 1989.. a impotência e a grandeza do signo e que. Há a observação de que Catatau é lido. a despeito de uma dimensão explicitamente metalingüística.

a apresentação geral do “romance-idéia” (elementos da “fábula”. O que é pior (ou melhor): os fragmentos reaparecem o tempo para determinado fim — ou. revoltou-se e ganhou vida própria. se foi escrita inicialmente dessa forma. que se materializam na figura tricksteriana de Occam.existência de vários caminhos interpretativos possíveis. nos cinco capítulos que o compõem e que dialogam entre si. mas também um caminho para iluminar a obra do poeta. da estabilidade e da metamorfose. Nada se pretende inteiro nele. O último capítulo trata das “ressonâncias barrocas” de Catatau. ou seja. Lê-lo pode ser não apenas um primeiro passo para descobrir um exímio artesão de certa forma de narrativa. os seus recursos de linguagem. 22) É verdade que o livro articula-se como uma paródia ao pensamento cartesiano. talvez num reconhecimento da impossibilidade de dar conta de qualquer inteireza. a presença de uma “série de questões em torno da permanência e da mudança. embora beire sempre a poesia. Trechos do ensaio: “Catatau é antes de tudo uma obra de prosa. Catatau não é uma obra totalmente orientada (p. literatura e filosofia num baile carnavalesco. Os desvios. Contudo. O ensaio organizou. . (p. da ordem e da desordem. os argumentos e fontes da obra). isso não basta para conformálo como uma narrativa teleologicamente conduzida numa única direção. escorregões e possibilidades de leitura são muitos para tanto. o modo como a obra dialoga com o pensamento cartesiano. um autêntico criador de mundos verbais. reunindo história. de que é inegável devedor. As idéias de Descartes são quebradas. 53-54) Contribui para a dificuldade de leitura do livro o aspecto fragmentário. estilhaçadas e misturam-se a citações oriundas dos mais diferentes universos. parece ter um objetivo claramente delineado.

(p. (. às vezes quase irreconhecíveis. 292) No jogo do texto entre a referência e o mergulho em si próprio. confluem questões da linguagem e da arte. Inútil é. (p. 2 ed. outras mais localizadas. p. definindo o Brasil/texto ao mesmo tempo como ‘miscelânea e ‘lâmina a despedaçá-lo. 110) O romance-idéia avulta. analogicamente. restos históricos. ciente do abismo que há entre elas e as palavras. móbiles de contrários que em sua fricção criam não-estruturas abertas a diversos sentidos.todo. Ele as mostra metaforicamente. representa importante papel o seu aspecto paródico. que se encaminham para uma vertigem entrópica. Aliás.. (p.. buscar muitos trechos em que o livro explicitamente fale sobre essas questões: ele optou por mostrá-las em sua própria carne. 1989. sob o pretexto de mostrar o confronto entre uma determinada racionalidade européia e o Brasil. XX]. quase tudo no texto é fragmentário. 197] diz ele. Porto Alegre: Sulina. Catatau — um romance-idéia. proteicamente. (p. na minha leitura.). aglomerados metonímicos. Cartésio. ‘Miscelâmina: Renatus Esquartejado’ [LEMINSKI. lembro aqui o que já disse na introdução deste . numa sorte de estribilho que reafirma constantemente a diferença na semelhança. parece reconhecer isso. mistura de sistemas filosóficos estilhaçados —. pedaços de mitos. como um espaço em que. em certo trecho. o alter ego catatauesco do filósofo francês. sempre com uma cara nova. 96) Mesmo composto por fragmentos — palavras quebradas. como o papel da transgressão no ofício de um escritor deste fim de século [séc. no mesmo movimento em que as perde em correntes de fragmentos. porém. ele acaba por desaguar num complexo de sentidos que só podem se construir dialogicamente no ato da leitura. Nesse sentido. 54) Catatau não fala das coisas.

ao colocar em evidência os aspectos mais imanentes do texto enquanto um mundo extremamente particular. no limite. um discurso que se articulou historicamente na tentativa de descrever uma realidade indizível. em Catatau. a prosa naturalista foi exercida por alguns escritores brasileiros. passando. linguagem essa que é não-linear. No caso específico do Catatau. foram empregadas a montagem e a fragmentação. coloca a “ordem abaixo”. last but not least. nãouniforme. 293-294) VALLE. 2000. Informa que para combater essa nova mídia. no qual houve a consolidação da televisão como difusora da cultura no Brasil. Catatau no ar* O texto delineia a época na qual Catatau foi escrito e editado pela primeira vez. mas o movimento crítico não deixa de estar presente em todos. Catatau: as meditações da incerteza. São Paulo: EDUC. de qualquer signo. S. capaz de levar o leitor a . ainda mantida pelos escritores da época que apenas embaralhavam a ordem estrutural do texto. Pontua a exigência da obra pela participação do leitor e a sua função libertadora e subversiva. Informa que Catatau só tem começo e fim. por cima da linguagem. na utilização da técnica da fragmentação. uma certa linguagem vanguardista que se constituiu num quase-gênero. A paródia é mais agressiva no primeiro caso e assume um tom inequívoco de homenagem nos demais.trabalho sobre o fato de a paródia apontar o dedo para a natureza dúplice de qualquer obra de arte e. esse fato é reforçado pela própria escolha dos objetos parodiados: um texto filosófico que tenta estabelecer uma relação entre pensamento e mundo. de certa forma. Aponta para o período ditatorial. R. Na década de 70. Relata que a obra enfrentou a hegemonia televisiva com uma “linguagem que correspondia estruturalmente à linguagem televisiva”.” (p. Explica que Leminski.

*Obs. Disponível em www.htm Acesso em l0 mar. considera Leminski como um “legítimo representante da tradição da literatura carnavalizada.: Ensaio gentilmente enviado pelo autor para Kamiquase www. o Catatau possui uma sintaxe aberta que exige do leitor uma maior participação. fazendo com que ele preencha os intervalos. A não-existência de um centro supõe uma nãohierarquia.br/index. 2002.br/ensaiol6. Aborda a semelhança estrutural de Catatau (com seus vários canais: os diversos temas e argumentos que povoam a obra) com a TV. baseado em Problemas da poética de Dostoiévski. como este foi definido pelo teórico. oferecendo ao fruidor possibilidades quase infinitas de interpretação. Catatau no ar — antena hiperbólica da raça. Como toda forma barroca. Cada canal/tema é como um fio da textura que se entrelaça com outro fio. Bakhtin. o centro está em toda parte.questionar seu modo de “ler” o mundo.hpg.ig. Trechos destacados do artigo: “Entre a primeira e a última letra do Catatau há infinitas leituras.hpg. mais especificamente do gênero ‘sátira menipéia”.ig.leminski.leminski. de. ele não tem centro e. O Catatau não tem um fio narrativo. Considera que Catatau é a obra leminskiana que “encarna” esse gênero com maior amplitude e profundidade. de M.com. Como o mosaico televisivo.” TOLEDO. P. “narcotizado” que está pelos mass media. será . por isso mesmo.com.htm Copyright © by Paulo de Toledo Catatau: o estandarte da insubordinação* O artigo. no âmbito da análise. Informa que. Catatau no ar.

E para demonstrar o “posicionamento crítico” e carregado de “humor carnavalesco” do narrador com relação ao empreendimento holandês. trocadilhos. O texto apresenta questões sobre a razão pela qual existe a má recepção da obra nos meios literários oficiais e por que . 102). descrita por Bakhtin como “uma espécie de gênero jornalístico da Antigüidade. 1966-1975. Afirma que além da ridicularização dos protagonistas. um “arsenal tipicamente carnavalesco”. Outro aspecto explorado pelo artigo é o da oposição “guerra-festa” existente em Catatau. Afirma que. que é a publicística. 1981. devido à “forma ‘cômico-séria’. em Catatau. e essa festa é a da linguagem. (BAKHTIN. que derruba as barreiras da repressão. além da “crítica mordaz”. pois a ditadura é mostrada no que ela tem de ridículo e para tal Leminski utilizou-se de “paródias. há a citação de um trecho da obra que melhor representa esse plano (destacado a seguir). Explica que a guerra liga-se ao “mundo repressivo da ditadura” e a festa relaciona-se ao “mundo alegre da utopia e da liberdade. de “rebaixar” a classe dominante. que enfoca em tom mordaz a atualidade ideológica”. p. degradações. segundo o próprio autor de Catatau) é retratado de forma original. informa que o período da ditadura militar no Brasil (período no qual a obra foi escrita. Descartes/Cartésio e Artischewsky. Rio de Janeiro: Forense-Universitária. satirizações. os militares. etc”. Quanto ao plano temporal do presente do escritor. Problemas da poética de Dostoiévski. nela o carnaval une-se ao barroco da linguagem excessiva contra a linguagem oficial e dogmática. Explica que o plano do presente da narrativa refere-se à satirização do domínio holandês em Recife. inversões. a “atualidade ideológica” satirizada divide-se em dois planos temporais: o do presente da narrativa (o Brasil holandês do século XVII) e o do presente do escritor (o Brasil da ditadura militar). Ela é mais uma maneira. do par guerra-festa há ainda “trechos explícitos de subversão excessiva ao regime de exceção”.utilizada apenas uma das “particularidades fundamentais” da menopéia. o mundo do carnaval”. M. carnavalizada” com que é abordado.

(. no Catatau. Sugere como resposta à última pergunta: “No Catatau. rei — o ouro! Despenca a torre com sua ..) as tábuas de eclipses de Marcgravf não entram em acordo com as de Grauswinkel.. “Cairás.Catatau é deixado à margem dos estudos a respeito do romance político. Nassau.. os animais com o nome na testa (. Spix. de grande ruína. as árvores já nasciam com o nome em latim na casca. o mato virá sobre a pedra e a pedra à espera da treva fica podre e vira hera a pedra que era.. (. (.. Eckhout e todos os sábios que vieram a serviço da Companhia das Índias Ocidentais são. as preciosas pérolas irregulares lapidadas pelo gênio leminskiano.. teu reino é o reino mineral. vosso reino não é deste mundo.. Japikse pensa que é macaco o aí que Rovlox diz fruto dos coitos danados de toupinambaults e tamanduás. o que acaba exigindo um esforço de escafandrista ou de mineiro para que sejam alcançados os tesouros ocultos. vossa pátria não é Germânia nem Bavária. os temas (e o tema da “Ditadura”. Teu reino é o reino animal.. Marcgravf. torre de Vrijburg. é apenas um entre muitos) são escamoteados por grossas camadas de linguagem inventiva.. rainha — a rosa.. pedra sobre pedra não ficará.) E essa torre de Babel do orgulho de Marcgravf e Spix. alvo da verve carnavalizada de Leminski. no Catatau. o esterco do preguiça nos soterra na areia movediça.. rei — o leão. Marcgravf.) O relógio do sol aqui é cera derretendo rejeitando a honra de marcar as horas.. teu reino vegetal. carnavalescamente rebaixado. O esforço intelectual de Nassau & Companhia em enquadrar a realidade tropical em seus esquemas é virado do avesso. Rovlox.) Viveiro? Isso está tudo morto! Por eles. Post. sed ego contra: Grauswinkel.” Trechos destacados do artigo: “A satirização do domínio holandês na Recife seiscentista é facilmente verificada ao longo de todo o catatau leminskiano. Até aqui.

‘Diferentemente da maioria dos romances políticos que tiveram como tema o Brasil da ditadura.: esse é o trecho. ed. e a pela queda da torre simboliza. 2. avaliado como sendo o que melhor ilustra a atitude crítica e satírica do narrador da obra. no qual reina Anarcos e sua não-hierarquia paratática. através do riso destronador (provindo da força criativa das ruas). em nossa opinião. 1989. da filosofia e da tecnologia européias na tentativa de organizar a realidade de nosso tórrido torrão (apesar da visão privilegiada da “torre”). essa principalmente. Derrota promovida pela força da “estrutura paramórfica” do Catatau. é o reino das similaridades. Em nossa opinião. Porto Alegre: Sulina. 3. 3435] (Obs. três coisas: 1. Estas palavras de Bakhtin a respeito de Rabelais podem ilustrar bem nossa idéia sobre como a obra leminskiana retrata o período da repressão militar. ninguém mais entendia batavina. o Catatau. Catatau. pois a lógica aristotélico-cartesiana não serve para entender “batavina” (“Se o Brasil fosse holandês. ou seja. . a derrota da linguagem ocidental regida pela hierarquia hipotática contigüidade.” [LEMINSKI. entre outras coisas. o mesmo feito de Rabelais. da analógica. P. como observatório astronômico) representa. 88]). na obra leminskiana. destacado no artigo.” [Leminski. mas tratavam esse tema dogmaticamente. de vetusto na hierarquia vigente. p.) A imagem da queda da “torre de Vrijburg” (referência à torre construída por Maurício de Nassau que funcionava. apresentando apenas uma visão politizada e ideologicamente sectária do fenômeno. A derrota e conseqüente expulsão dos holandeses do Brasil. O fracasso da lógica. 2. registra o que há de caduco. p. Catatau.coroa de sextantes e astrolábios até o último burgo de casas. realiza. portanto. 1989.

ig. livre da repressão hierárquica.A “crítica mordaz” ao governo militar realizada pelo autor de Caprichos & Relaxos pode ser identificada facilmente. como um Rei Momo (rei do excesso barroco. P. com o Catatau. dá sua “festa jubilosa da língua” (N. Cartésio ainda é mostrado como um tolo drogado (fuma maconha) e Artischewsky chega ao final do livro “bêbado como polaco que é” [Leminski. p. Catatau é um campo de batalha da linguagem. gordura textual). 206].) com a língua “literária” cria uma assimetria subversiva: a língua “normativa” cede diante do poder de fogo revolucionário da linguagem catatauesca. Leminski.htm Acesso em 10 mar. etc. É esta “linguagem do riso” a arma leminskiana contra a repressão armada: FUN X GUN.br/index. *Obs. o slogan. o fato de os dois protagonistas serem militares (Descartes era um oficial no exército de Nassau e Artischewsky era um coronel mercenário a serviço da Companhia) já configura uma forma de “rebaixar” a classe governante do Brasil da época. Perlongher) para mostrar que há algo de novo no front literário brasileiro. a mistura da língua das ruas (o provérbio.leminski. de.com. o grafite. Enfim. Disponível em www. 1989. Segundo nossa opinião.hpg. Na verdade. abre seu carnaval para possibilitar a criação de uma nova ordem. um típico “par cômico” carnavalesco. Afinal. a publicidade. como diria Bakhtin. Leminski derruba as barreiras com sua festa de arromba da linguagem e.: Texto gentilmente cedido pelo autor a Kamiquase . Na obra de Leminski. 2002. poderíamos dizer que esses personagens são caracterizados de modo a formar. Catatau: o estandarte da insubordinação.” TOLEDO. além de serem “amantes” (o homossexualismo é mais uma forma de degradar o caráter “sério” dos personagens).

. Agora. no natal de 75. de que o CATATAU se aproxima muito do GRANDE SERTÃO: VEREDAS. Eu não diria que o que ele fez de importante foi o CATATAU só. como a linguagem.). o artigo aborda algumas das características de Catatau. mas eu não acho. à primeira . p. mas eu gosto. tradutor contemporâneo..) Ele dizia que o (gênero) romance não é mais do século XX (. o enredo e a intertextualidade da obra com Viva o Povo Brasileiro (1984). no que se refere ao espaço ficcional e à idéia de antropofagia. Expõe trechos da entrevista dada por Boris Schnaiderman. 60-61) Concebido como enigma em 68 e publicado às próprias custas.” (REVISTA BABEL n° 1. a obra-prima de Paulo Leminski* O texto se propõe a dar sugestões de leituras de Catatau e não tenciona apresentar o entendimento da obra. Há quem diga. Expõe algumas afirmações publicadas de Leminski a respeito de Catatau.htm Copyright © by Paulo de Toledo O enigma Catatau. foi o que o Leminski produziu naquele momento. Nessa entrevista. do Guimarães Rosa.ig. “cá perdido”. o CATATAU é um barato. BORIS — O CATATAU é uma obra muito importante. O romance tem possibilidades ainda. Posteriormente. Estava completamente iludido. (.br/index. à revista de tradução BABEL. não? BORIS — E bastante irregular.leminski.hpg..www. aliás. são dirigidos reparos à obra. Renatus Cartesius em latim. Depois ele foi por um caminho diferente e muita gente não perdoava isso..com. Sua linguagem brinca com o rigor filosófico (eis o enredo) de René Descartes. BABEL — O Sr. acha que o CATATAU é o melhor do Leminski? E a produção poética dele? E muito irregular. Trechos destacados da entrevista: “BABEL — Chamou atenção uma comparação sua. de João Ubaldo Ribeiro.

No CATATAU. A inovação metalinguística de Leminski. coml/ekklesiabr/literatura_catatau_lucas. O enigma Catatau. de palavra para palavra: o inesperado é sua norma máxima. em CATATAU. htm Acesso em 2 jun. Leminski nos leva atrás do pensamento cartesiano. em selvas brasileiras. É o monstro Occam quem interfere no texto/pensamento do protagonista/narrador. traça convergências com a genialidade do baiano João Ubaldo. ou “palavra-porta-palavra”: um recurso afim à era da informação nas microcélulas portadoras de macroinformação’ (LEMINSKI.” CARRASCO. O Caboco Capiroba é antropófago no mesmo contexto botânico onde se insere Renatus Cartesius. O quadro que Leminski traça de sua hipótese inicial catalisa a dissolução ácida do olhar matemático do europeu no mundo novo. Outro recurso de linguagem recorrente no CATATAU é o que Leminski designou “palavra-valise”. 2002. Contribuição metalinguística. o CATATAU procura gerar a informação absoluta. Disponível em www. Nas palavras do autor. personagem semiótico que habita a substância do texto. O intuito é liquidificar as categorias convencionais de narrativa.impressão.geocities. é apresentada pela figura curiosa do monstro Occam. nesse movimento de desorganização do pensamento de Descartes. entre quejandos (provérbios) que se dissolvem na paisagem. A seqüência das frases de um texto coloca uma lógica (LEMINSKI. de frase para frase. . no que tange à ideologia da antropofagia como solução. apud CARRASCO). perdendo sua eficácia. apud CARRASCO). a obra-prima de Paulo Leminski. L.

REFERÊNCIAS .

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TEXTO: CATATAU ICONOGRAFIA CATATAU: EDIÇÃO CRÍTICA PROCESSO DE ESTABELECIMENTO DA EDIÇÃO CRÍTICA ÍNDICE ONOMÁSTICO PROCEDIMENTOS NEOLÓGICOS (LEMINSKIANAS) PLANO DO CATATAU BIOGRAFIA FORTUNA CRÍTICA REFERÊNCIAS .

Catatau 3a Edição. 2004 Editor Fábio Campana Coordenação e Arte Jussara Salazar Revisão Angelo Zorek Foto: Capa e vinheta Dico Kremer Editoração Eletrônica Geucimar Brilhador ISBN: 85-89485-14-5 Rua Des. 107 Bom Retiro — Curitiba — PR CEP 80520-250 — Tel. Hugo Simas.travessadoseditores. (41) 338-9994 www.com.br .

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