SANTOS, Claudimar Abadias, Argumentos a favor e contrários ao uso da história da matemática no ensino da matemática.

Capítulo 4: PUC São Paulo, 2007. O texto de Claudimar Santos refere -se a sua tese de mestrado prestado à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) orientado pelo professor doutor Ubiratan D¶Ambrósio, e tem como intuito explanar as mais variadas propostas de ensino que a tendência história da Matemática propicia ao ambiente escolar. A presente resenha abordará o capítulo 4 da tese de mestrado, tendo como tema ³Argumentos a favor e contrários ao uso da história da Matemática no ensino da matemática´. Essa abordagem é feita por Santos de forma a elucidar alguns pontos relevantes do uso da história em sala de aula, principalmente nos níveis básicos (fundamental e médio) da educação. Santos enuncia, de forma clara e organizada, argumentos de autores e artigos embasados em pesquisas e análise de dados, onde toma principalmente o artigo de Antônio Miguel intitulado ³As potencialidades p edagógicas da história da matemática em questão: argumentos reforçadores e questionadores´. Antônio Miguel, por sua vez, tira argumentos de artigos publicados em revistas nacionais e internacionais de educação Matemática, súmulas contidas em anais de Encontros nacionais e internacionais de Educação Matemática, capítulos de livros, entre outros. Dentre os argumentos favoráveis, destacam se a ³história como fonte de motivação para o ensino da matemática ´, onde ressalta a importância da história como agente motivador para o discente, uma vez que despertaria o interesse pelo conteúdo que estaria sendo ministrado. O autor indaga ainda, se a história de fato motivaria o aluno, e elucida que a essa resposta, caberia ao professor se questionar se a história o moti va. Outro ponto positivo seria a ³história como um agente desmistificador¶¶, pois a matemática ainda causa receio em muitos alunos, uma vez que, por uma questão cultural, a matemática é vista como ³um bicho de sete cabeças´, nesse contexto a história refletiria o modo como o conhecimento fora produzido,

rodeios esses geralmente comuns em textos sobre tendências matemáticas.´ Essa hipótese estaria embasada no fato de os alunos ao se defrontarem com a história. pois ³em vez de facilitar a aprendizagem. um exemplo seria a inviabilidade da construção do conhecimento por meio da história com foco . sem questionamento ou erro que possa ser discutido. acabaria por complicá -la ainda mais. Dentre os diversos pontos positivos destacados no capítulo. faria um esforço enorme para compreender contextos e indagações que não fazem parte da sua realidade. há temas como ³A história da matemática como um instrumento de promoção do pensamento independente e crítico´. porém. uma vez que é natural de uma criança associar temas a coisas imediatas do seu cotidiano. Um dos pontos questionadores é a História como um agente complicador. No presente capítulo da tese de Santos. O autor está muito bem sustentado em outros autores e pensadores desta linhagem (História da Matemática). ³A história é um instrumento promotor de atitude e valores´.desacreditando o discurso de que este simplesmente surgira pronto e acabado . São quatro os argumentos negativos elucidados pelo autor. apesar da consistência de muitos dos tópicos a favor. o que faz deste capítulo muito rico em informação e embasamento teórico. esses por sua vez têm fortes indagações e temas que levam a muitas reflexões. Deveria. Outro ponto questionador seria que a criança estaria ausente do sentido de progresso histórico. pois seu psicológico seria muito imaturo para questionamentos históricos e temas científicos. ³A história é um unificador dos vários campos da matemática´. existem doze argumentos a favor e quatro contra. sem muitos rodeios. dentre outros pontos. pois. os argumentos questionadores desmistificam a tese de que a História seria a grande solução para as mais diversas lacunas que o ensino da matemática apresenta. esses argumentos estão dispostos de forma muito clara e objetiva. abordar mais temas questionadores.

e também a dificuldade que cada aluno tem em sair de sua realidade e se transportar para um contexto pouco conhecido e muito remoto.no tempo em que os conteúdos devem ser trabalhados em sala de aula. . Benedito Lima é aluno do curso de licenciatura plena em m atemática da Universidade Estadual do Pará (UEPA).

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