CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES SOBRE A PROVA PENAL Conforme ensina José Frederico Marques "no complexo dos atos processuais que

integram a instância penal condenatória, dá-se o nome de atos de instrução àqueles destinados a recolher os elementos necessários para a decisão da lide." Assim, dentro de um processo, é necessário que se produzam elementos que possam sustentar e fornecer elementos para que o juiz possa proferir uma decisão acerca da questão que as partes discutem em um processo, chegando-se a uma definição. A produção desses elementos é o que chama de atos de instrução, sendo que referido autor os divide em atos de prova e alegações, consistindo os primeiros no conjunto de atos processuais que têm por objeto recolher as provas com que deve ser decidido o litígio, enquanto que alegações consistiriam na apresentação de argumentos sobre o direito debatido, bem como sobre os fatos colhidos através da prova. As provas vêm disciplinadas no Titulo VII, do Livro I, do Código de Processo Penal (artigos 155 a 250). C ONCEITO DE P ROVA Prova é o instrumento de que se vale a parte, dentro de um processo, para demonstrar a legitimidade de sua argumentação de modo a obter uma sentença favorável do juiz. Segundo José Frederico Marques, é o "elemento instrumental para que as

partes influam na convicção do juiz, e o meio de que este se serve para averiguar sobre os fatos em que as partes fundamentam suas alegações". FINALIDADE DA PROVA A finalidade da prova é convencer o magistrado da verdade dos fatos que estão sob sua análise, propiciando a formação de sua convicção. O BJETO DA PROVA É o fato, a coisa o acontecimento que pretende se demonstrar no processo. Alguns autores dividem o objeto da prova em dois: objeto abstrato e objeto concreto. O objeto abstrato seria aquilo que se pode provar em termos gerais, enquanto que objeto concreto refere-se tão-somente àquilo que somente pode se provar em relação a determinado processo. Em regra somente os fatos constituem o objeto de prova no processo, eximindo-se as partes de provarem o direito, em decorrência do princípio juri novit curia (o juiz conhece o direito). Excetuam-se as normas consuetudinárias, estrangeiras, estaduais (desde que de outro ente da federação), municipais e as elaboradas por autarquias ou outras pessoas de direito público. Alguns fatos não são objeto de prova, em decorrência de sua própria natureza, como se sucede com os fatos notórios, os fatos impossíveis, os fatos que possuem presunção legal ou absoluta e os fatos

impertinentes ou irrelevantes ao deslinde do processo. Devemos lembrar que no processo penal e não existe a figura do fato incontroverso, como ocorre no processo civil, pois aquele se orienta pela busca da verdade real, também chamada de verdade material ou substancial, e não pela verdade formal, devendo todos os fatos ser comprovados, ainda que as partes deles não divirjam.

Indireta indiretamente probando.

diz respeito ao fato

Com relação ao sujeito ou fonte ela se subdivide em: 1. Prova pessoal ou subjetiva é aquela que cujo objeto central é constituído por uma pessoa. 2. Prova real ou objetiva é aquele cujo objeto central é uma coisa ou bem exterior ao indivíduo. Com relação à forma ou aparência ela se subdivide em: 1. Testemunhal é obtida através de uma testemunha 2. Documental é aquela obtida através de documentos 3. Material é aquela obtida através de exames, vistorias, corpo de delito, etc. Com relação ao valor ou efeito ela se subdivide em: 1. Plena aquela que sugere um juízo de certeza 2. Não-plena aquela que sugere apenas um juízo de probabilidade ou de credibilidade As provas ainda podem ser classificadas com relação à sua previsão legal, subdividindo-se em: Provas nominadas ou meios legais de prova são aquelas previstas em lei Provas inominadas são aquelas que não possuem previsão legal. As provas legais são:

Confissão Perguntas ao ofendido Testemunhas Reconhecimento de pessoas e coisas Acareação Documentos Indícios Busca e apreensão FASES
DO PROCEDIMENTO

julgamento, conforme previsto no artigo 402, do diploma processual penal. A Lei nº 11.719/08 introduziu o princípio da concentração, adotado no processo civil, pelo qual todas as provas devem ser produzidas em uma única audiência de instrução de julgamento, prevista no artigo 400, do Código de Processo Penal. Exceção ao principio da concentração está previsto no artigo 156, I, do Código de Processo Penal, pelo qual o juiz poderá ordenar, de ofício, a produção de provas consideradas urgentes e relevantes mesmo antes de iniciada a ação penal. Ressalte-se, contudo, que é de constitucionalidade duvidosa tal mudança trazida pela Lei nº 11.690/08, uma vez que confere verdadeiro poder inquisitivo ao magistrado, que pode determinar a produção de prova mesmo antes de existir uma ação penal. A C ONSTITUIÇÃO F EDERAL E OS
MEIOS DE PROVAS

PROBATÓRIO

CLASSIFICAÇÃO DAS PROVAS Frederico Marques classifica as provas em históricas ou críticas e em pessoais ou reais. Prova histórica é um fato representativo de outro fato, tal como o testemunho. Prova crítica ao contrário da histórica não possui função representativa, mas meramente indicativa. É o caso dos indícios Prova pessoal ou subjetiva é aquela que cujo objeto central é constituído por uma pessoa. Prova real ou objetiva é aquele cujo objeto central é uma coisa ou bem exterior ao indivíduo. Denílson Feitoza elabora uma classificação mais complexa, dividindo-a com relação: a) ao objeto; b) sujeito ou fonte; c) forma ou aparência; d) valor ou efeito. Com relação ao objeto ela se subdivide em: Direta diz respeito diretamente ao fato probando

Lastreado em lição de Jaime Guasp, José Frederico Marques observa que o procedimento probatório é o conjunto de todas as atividades levadas a efeito, no processo, para a prática das provas . Segue o autor: Uma vez iniciada a instrução, há que se distinguir e discriminar, no esquema genérico do procedimento probatório, os diversos momentos em que ele se desenvolve, e que são os seguintes: proposição da prova, admissão da prova e execução ou produção da prova . O momento para proposição e produção de provas sofreu alterações com o advento das Leis nos 11.690/08 e 11.719/08. De acordo com a segunda lei, o acusado deverá indicar as provas que pretende produzir no momento da apresentação da resposta à acusação, de acordo com o disposto nos artigo 396 e 396-A do Código de Processo Penal. O momento para a proposição de prova pela acusação permanece o mesmo, ressalvado, as duas partes o requerimento de diligências em decorrência de necessidade apurada na instrução, após a realização da audiência de instrução e

M EIOS DE PROVA Meios de prova são os mecanismo pelos quais as partes levam aos autos, ao conhecimento do juiz, as provas com as quais pretendem fundamentar seus argumentos. Segundo Pontes de Miranda "são as fontes probantes, os meios pelos quais o juiz recebe os elementos ou motivos de provas". São admitidos como meios de provas todos aqueles que não são proibidos por lei, que não

Exame de corpo de delito e perícias em geral Interrogatório do acusado

ofendam a moral. como prova derivada que é. valendo somente a apresentação da certidão de casamento. Essa apreensão. em determinado lugar. Evidente. por maioria). que é o mecanismo para se obter documentos. STF. Cit. seguindo os trâmites típicos e de praxe. A matéria é controvertida. do Ministério Público ou da parte interessada. dispõe que serão observadas as restrições estabelecidas na lei civil somente com relação ao estado das pessoas. com a recente promulgação da Lei nº 11. TEORIA DOS FRUTOS ÁRVORE ENVENENADA DA das provas ilícitas por derivação. da Constituição de 1988. com a violação do domicílio (exceto nos casos previstos no art. O pensamento doutrinário nacional predominante segue a mesma trilha . Estes limites resultam do princípio da convivência das liberdades. POR ORDEM JUDICIAL. o objeto da investigação. como a confissão mediante tortura. e os fatos (até desconhecidos) que passam a ser conhecidos durante a interceptação. Assim. é saber se tem ou não valor uma segunda prova. Não entram no mundo jurídico. afirmando que a questão fundamental. CF). Tribunal Pleno. CONJUNTO PROBATÓRIO FUNDADO. A propósito. têm lugar considerações a respeito das conseqüências da interceptação telefônica. O direito à prova não é absoluto. que são aquelas que foram colhidas através de informação ilicitamente obtida. atenuando esta rigidez da teoria dominante. com mais razão. por exemplo. há limites impostos. alguns a aceitam em função da proporcionalidade e equilíbrio nos casos graves.08. ou seja. ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras. portanto. próprios da investigação ou instrução criminal. LVI). tornam-se inadmissíveis no processo e não podem ensejar a investigação criminal e. ARTIGO357.690/2008. a instrução processual ou após esta. no entanto. 5º. PÁR. não devendo ser aceita. outro processo. Maurício Corrêa. DE INTERCEPTAÇÃO TELEFONICA. as provas ilícitas. Inexistência. J. com a seguinte redação: Art. 144) Contudo. no artigo 9º: A gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial. estas serão desentranhadas dos autos. ÚNICO). a aplicação da teoria dos frutos da árvore envenenada vem prevista no artigo art. a prova é de aplicação restrita. onde o segundo seria a maneira pela qual se obtém o primeiro. por meio delas. a observação já foi registrada. XI. se a interceptação revelar que. inflexível. p. PORÉM. excepcionam-se as provas que poderiam ser colhidas de forma lícita. Ninguém. Ou seja. mas em virtude de informação contida na primeira. No Brasil.296/96). a ética e os princípios gerais de direito. XII. conforme procedimento descrito na lei. em virtude de requerimento. porque só se tornou possível em virtude da informação anterior. Os limites colocados à atividade probatória são maiores no processo penal. DA CONSTITUIÇÃO. em termos de doutrina. de forma inatacável. São inadmissíveis." Como podemos observar da leitura do dispositivo em questão. que permita o prosseguimento do processo. provido. se não foi esse objeto da interceptação. salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras. CF). não será válida a prova testemunhal. Tais provas são denominadas ilícitas por derivação (Revista Forense 350/367) No mesmo sentido podemos destacar a lição de Luiz Flávio Gomes. de prova autônoma e não decorrente de prova ilícita. nos autos do processo crime. XII. 5º. separa com nitidez. tornou-se famosa a teoria conhecida como fruits of the poisonous tree ou seja. fatos resultantes da diligência. o São também §1 inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas. A regra é severa. Soube-se da existência de uma grande quantidade de droga. CONCEITO ILÍCITA DE PROVA telefonemas não autorizado (art. obtida licitamente. agora. Desta forma não serão admitidas as provas que forem obtidas com a violação da intimidade. X. citando como exemplo. a violação do sigilo profissional etc. Min. § 2o Considera-se fonte independente aquela que por si só. também são ilícitas e inadmissíveis. é imprestável para outro inquérito. conforme podemos destacar pelos julgados abaixo: HABEAS CORPUS. possui valor jurídico? Uma prova derivada (decorrente de informação obtida ilicitamente) pode servir de suporte incriminatório contra o acusado? O Juiz pode valorála? Não existe uma única resposta para tais indagações. a prova não poderá ser considerada.690/2008. artigo5º. senão para serem destruídos. ainda que tenha restado sobejamente comprovado. e outros meios ilícitos. Entenda-se: fatos alheios ao objeto da interceptação. alguém está recolhido. EXCLUSIVAMENTE. do Código de Processo Penal. a instrução e o julgamento (CF. Aqui. (op. a denúncia. Desse modo. Assim. com a violação de correspondência e A teoria dos frutos da arvore envenenada aborda a questão De outro lado a prova colhida.296/96 foi categórica. A teoria da proporcionalidade surgiu na Alemanha. 157 do Código de Processo Penal. O processo penal busca a verdade real. 3. 04. do artigo 155. assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais. obtida de maneira ilegal. (grifo nosso) A Constituição da República determina que a prova será proibida quando contrariar as normas legais ou os princípios processuais ou materiais. a realização de uma busca e apreensão. devendo ser desentranhadas do processo. ou ainda se sua obtenção for ilícita. (HC nº 72588/PB. se esta for produzida de maneira imoral. As provas de caráter ilegítimo serão atingidas através da nulidade. e ganhou . A verdade deve ser mostrada de maneira legal e moral. Prova ilícita são as obtidas com a violação de normas materiais e as ilegítimas são as introduzidas no processo contra as determinações de normas processuais. seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova. A prova será considerada ilícita se o meio de prova for ilícito. CRIME QUALIFICADO DE EXPLORAÇÃO DE PRESTÍGIO (CP. nem mesmo o Estado poderá utilizá-los para eventual inquérito ou processo. para não atingir de forma danosa a ordem pública e a liberdade alheia. com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 11. TEORIA DA RAZOABILIDADE OU PROPORCIONALIDADE Apesar da teoria dominante não admitir as provas ilícitas. D. A Lei nº 9. para se provar que uma pessoa é casada. o STF adotou uma clara posição: as provas ilícitas por derivação resultam contaminadas e. 5º. As provas obtidas por meios ilícitos contaminam as que são exclusivamente delas decorrentes. PARA APURAR OUTROS FATOS (TRÁFICO DE ENTORPECENTES): VIOLAÇAO DO ARTIGO 5º.00. A doutrina e a jurisprudência já entendiam que a prova obtida desta maneira é também ilícita. Rel. vida privada e honra. só pode ser utilizada na hipótese mencionada no requerimento de autorização judicial. e não apenas impor uma sanção ao acusado. Nada além dessa extensão poderá ser utilizada. 157. ou daquelas que têm uma linha tênue de conexão com a informação colhida ilicitamente. uma vez que a liberdade do indivíduo que está sendo colocada em risco. que o Juiz foi vítima das contumélias do paciente. exclusivamente para evidenciar o fato-objeto da investigação e a qualificação dos investigados. Denílson Feitoza lembra distinção de Germano Marques da Silva feita com relação a meio de prova e meio de obtenção de prova. ainda que caracterizadores de infração penal não podem ser considerados. nem mesmo para dar início a procedimento que tenha por objeto o fato descoberto. Ressalte-se que o parágrafo único. vítima de seqüestro. alcançada de forma ilícita (autorizada antes da Lei nº 9. ou que não atentem contra a dignidade ou a liberdade da pessoa humana e os bons costumes. 4. inclusive internacional. como disciplina o art. evidente. porém quando se tratar de prova ilícita. durante o inquérito.

deve-se ressaltar que. Nelson Jobim. adequação e proporcionalidade da medida. 155. para invocar-se o artigo5º. S ISTEMAS DE APRECIAÇÃO Os sistemas de apreciação da prova que são basicamente três: A) sistema da livre convicção. conforme citado por Guilherme de Souza Nucci. pois naquele sistema o processo tornou-se sinônimo de arbítrio. em caso de escuta telefôncia. da Carta Magna). tão pouco. Octavio Gallotti. O ÔNUS DA PROVA Segundo definição de Gustavo Badaró. 5º. de 2008) I .690.ordenar. existindo dúvidas com relação à sua ocorrência. exteriorizando os motivos que o convenceram.690. 5º. Historicamente esse sistema surgiu como reação o sistema da livre convicção.) Afastada a ilicitude de tal conduta a de. isto não significa que "possa fazer a sua opinião pessoal ou vivência acerca de algo integrar o conjunto probatório. Isto implica que. não implica que acusação está desonerada de provar a autoria e a materialidade do delito. Rel. está obrigado a exteriorizar os motivos pelos quais tomou sua decisão. in verbis: Art. e que implique prejuízo para sua defesa. Em casos de escuta telefônica: HC 75. Min. o qual exige a realização de exame de corpo de delito quando a infração deixar vestígios. acolhendo-a. em acórdão assim ementado: " Habeas corpus . alegando a defesa alguma excludente." O ônus da prova cabe àquele que alega. Lei complementar. e. sendo que a não realização da conduta implica a exclusão de tal benefício. excludente da antijuridicidade. qualquer prova que foi demandada pelo juiz. que tem admitido a validade tanto de escuta quanto de gravação de conversa telefônica ou pessoal. observados os seguintes princípios: (. conforme dispõe Guilherme de Souza Nucci. motivar sua decisão. às próprias partes e a seus advogados. Ressalte-se que. SUJEITO PASSIVO E O ÔNUS DA PROVA realização grafotécnico. RTJ 167/206 e RT 759/507. inciso IX. RTJ 168/1022. sob pena de nulidade. Utilização de gravação de conversa telefônica feita por terceiro com a autorização de um dos interlocutores sem o conhecimento do outro quando há. LVI. como por exemplo.. Entretanto. a interpretação deve ser feita em favor do réu. Octavio Gallotti. Já por sistema da persuasão racional. facultado ao juiz de ofício: (Redação dada pela Lei nº 11. (. a . pode ser negada. Quando a prova colhida for pro reo. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer. de 2008) Art. (Redação dada pela Lei nº 11. inclusive. admitindo o uso de tal prova pela acusação. prova. disporá sobre o Estatuto da Magistratura. devendo. a realização de diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante. no caso de a defesa alegar alguma excludente de ilicitude ou de antijuridicidade. ou seja. o ônus da prova é uma "posição jurídica na qual o ordenamento jurídico estabelece determinada conduta para que o sujeito possa obter um resultado favorável.081. 156. em determinados atos. há também a possibilidade da acusação se favorecer com a prova ilícita. Rel. mesmo aqueles que acolhem esta teoria concordam que esta só deve ser aceita quando. pudesse causar resultado desproporcional ao pretendido. a produção antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes. Moreira Alves.todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos. Rel.. II . embora não reste devidamente comprovada.. X. E também em casos de escuta ambiental: RE 212. o fato de o ônus da prova sobre determinado acontecimento alegado pelo acusado lhe incumbir. Outro ponto que deve ser destacado. lícita e. não repetíveis e antecipadas. não podendo ser suprido pela confissão. sem. também conhecido por sistema do livre convencimento motivado ou livre convicção condicionada. no curso da instrução.determinar. mesmo antes de iniciada a ação penal. ex. e sendo assim o princípio constitucional do direito de defesa sobrepõe-se. por legítima defesa. assim. ressalvadas as provas cautelares. e é essa a posição do Tribunal. em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação. e. se inadmitida a prova ilícita. (Incluído pela Lei nº 11. e fundamentadas todas as decisões. por via de conseqüência. teremos a aplicação da teoria da proporcionalidade na defesa. Informativo do STF nº 104. previsto no artigo 155 do código de processo penal. para essa utilização. Min. para que o sujeito onerado obtenha um resultado favorável.261-MG. da Constituição da República Federativa do Brasil. contudo. p.) Habeas corpus indeferido. Cumpre ressaltar que o acusado não é obrigado produzir prova contra si mesmo. (. que apesar da liberdade do juiz para apreciação das provas. Na época em que se adotou esse sistema e se considerava nula com força probatória de um único testemunho e a confissão tinha valor absoluto. atualmente. Todavia. no julgamento realizado pelo tribunal do júri.) IX . Min.. tendo em vista que descreve a conduta que pretende provar em juízo. Pelo contrário. Guilherme de Souza Nucci aponta como resquício desse sistema o artigo 158 do Código de Processo Penal. É o sistema adotado preponderantemente pelo processo penal brasileiro. o STF tem considerado lícita a prova resultante da gravação e. tornando-se. no artigo 93. desde que haja uma excludente de ilicitude (legítima defesa. Porém. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial.. 93. no que se refere a esta alegação o ônus da prova lhe incumbe. Nesse sentido. Ao acusado somente caberá aprovada o fato que alegou . na prática. fazer gravar e divulgar conversa telefônica ainda que não haja o conhecimento do terceiro que está praticando crime -.338-RJ. de exame Encontramos. em casos de gravação telefônica(18): HC 75." Essa decisão foi corroborada por várias outras. Sistema da livre convicção também conhecido como certeza moral do juiz ou íntima convicção implica em que o julgador não está obrigado a julgar de acordo com as provas produzidas nos autos. Em outros termos. porém. este deve vir sempre comprovado. da Constituição. LVI. Min. Rel. onde os jurados não fundamentou as suas decisões e podem decidir contra a prova produzidas nos autos. provas possui um valor pré-determinado em lei.espaço significativo na Suprema Corte Americana. também conseqüentemente.. não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação. RTJ 163/759. Além do que se a prova tiver sido colhida pelo próprio acusado exclui-se a antijuridicidade em favor da legítima defesa. o juiz apesar de estar limitado às provas dos autos é livre para estabelecer o valor de cada uma. tem afastado a regra do art. podendo a lei limitar a presença. que o ônus da prova incumbe a acusação. pois a mera dúvida implica na absolvição. também conhecido por sistema da certeza moral do legislador ou o sistema da verdade legal. Sepúlveda Pertence. este sistema. essa gravação não pode ser tida como prova ilícita. Por outro lado.123 (AgRg)SP. e Agravo de Instrumento 232. ou antes de proferir sentença. configurar um ato ilícito. Já no sistema da prova legal. B) sistema da prova legal. é que na dúvida o acusado é presumido inocente. de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. conforme disposto no artigo 156 do código de processo penal.690. ou somente a estes." Art. observando a necessidade. é ela. onde cada prova possui um valor.678-SP(17). da Constituição com fundamento em que houve violação da intimidade (art. sendo. pois. o Tribunal decidiu no HC 74. relatado pelo Min. deverá praticar o ato previsto no ordenamento jurídico. e C) sistema da persuasão racional.) Em tais casos. portanto. havendo um confronto entre a proibição pela ilicitude da prova e o direito à ampla defesa. de 2008) Isto implica. contudo.

Em decorrência deste princípio o juiz não pode se contentar com a mera verdade formal. com a nova redação que lhe foi dada pela lei 11. a acusação de comprovar suas imputações. de ordem técnica.P. norteando a aplicação e a interpretação de outras normas jurídicas. tendo vista o disposto no artigo 167 do CPP. isto é. da CF. DETEGERE prova. Note-se que por força do artigo 158 do CPP. Este princípio vem consagrado no artigo 400 do C. tais como reprodução assistida ou fornecimento de material para realização de exame de sangue. do artigo 5º da CF. e vem previsto no art. P RINCÍPIO DA DAS De acordo com este princípio com ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. por haverem desaparecidos os vestígios. Duas são as espécies de exame de corpo de delito: direto e indireto. o exame de corpo de delito é aquele realizado sobre tais vestígios. portanto. cuja função é fornecer ao juiz dados instrutórios. pois integra o processo.. EXAMES PERICIAIS . PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO vítimas de testemunhas do ofendido o interrogatório do acusado. Já prova ilegítima é aquela que foi obtida com violação de norma processual. a possibilidade de utilizar-se de prova ilícita desde que seja para absolver o réu. o perito. sendo o simples testemunho de que presenciou o crime ou viu seus vestígios suficiente para suprir o exame direto. ou de seus erros quanto às provas que foram produzidas ou que deveriam produzir.P. como no caso da produção de provas cautelares. que possua um diploma de curso superior. podemos defini-lo como a norma que por sua generalidade e abrangência.Este princípio vem consagrado no artigo 5º. conferindo unidade ao sistema. encontrando limitação com relação a produção de provas ilícitas no processo penal. Com efeito. Fernando da Costa Tourinho Filho. são os vestígios deixados pelo ilícito penal. visando comprovar que a ocorrência de um crime. podendo ser utilizada tanto pela defesa quanto pela acusação. 5º. ao lado de Espínola Filho.tal princípio encontra previsão do inciso LXIII. Ressalte-se que o destinatário final da prova é sempre o juiz. como por exemplo através de degravação clandestina. É a maneira pela qual se comprova materialidade delito praticado. excetuadas as hipóteses em que o interesse social e a defesa da intimidade assim o exigirem. não pertencendo simplesmente à parte que a produziu. são provas que não podem ser utilizadas em um processo penal. inciso LV. o referido dispositivo legal dispõe que não sendo possível o exame de corpo delito. Questão controvertida surge com relação ao que vem a ser que o exame de corpo delito indireto. quando tratar-se de infrações penais intranseuntes a realização de exame de corpo delito será necessária. que o acusado permaneça em silêncio durante toda a instrução processual. Note-se que apesar dos atos serem praticados oralmente. apresentando suas conclusões. ainda que não corresponda à realidade.Por este princípio cada parte assume a conseqüência de sua inatividade processual. É dizer. informa todo o ordenamento jurídico. A finalidade da perícia é auxiliar o julgador em questões situadas fora de sua área de conhecimento profissional. Assim. PERITO . P RINCÍPIO DA CONCENTRAÇÃO . P RINCÍPIO NEMO TENETUR SE . devem ser realizados oralmente. P RINCÍPIO DA AUTODAS . Para efeitos de realização do exame de corpo delito. em geral. sendo sua oportunidade de contrariação diferida. tais como as imperceptíveis da infração penal. com base no qual se deve fundar a decisão final". com a redação que lhe foi dada pela lei 11.690/2008. Com edição da lei nº 11. entende que referido o artigo não exige nenhuma formalidade para a constituição do exame de corpo delito indireto. Decorre deste princípio que as provas obtidas por meios ilícitos. não podendo tomar por verdadeiros sequer os fatos incontroversos. não se restringindo somente às provas. LX. P RINCÍPIO DA PUBLICIDADE Decorre deste princípio que as provas produzidas. estes devem ser reduzidos a termo. Todavia este princípio não é absoluto.Por princípio. também chamadas de infrações penais transeuntes. assim como todos os atos processuais.Para toda prova produzida da por uma das partes deve existir o conhecimento da parte contrária. Trata-se de decorrência natural do princípio do contraditório.é o auxiliar da justiça. inciso LVI. que é aquela verdade levada os autos pelas partes.neste princípio de corre que toda a produção probatória deve se concentrar em uma única audiência. através da reconstrução histórica dos fatos noticiados. realizando a verificação e a formação do exame do corpo de delito. A doutrina também costuma diferenciar prova ilícita de prova ilegítima.Trata-se de princípio informador de todo o processo penal. VERDADE REAL . Sucede. que em alguns momentos tal princípio não estará em vigor em sua plenitude. as infrações penais subdividemse em infrações penais que deixam vestígios materiais ou infrações penais intranseuntes. Tal princípio um contra previsão no artigo 5º. admitindo-se e possibilitando-se sua contrariedade. princípio que veremos abaixo detalhadamente. que os exames periciais deve ser realizado por um perito oficial. já que ninguém é obrigado a se auto-acusar. P RINCIPIO DA BUSCA DA expresso no artigo 157 do CPP. Prova ilícita é aquela que foi obtida a partir de uma violação de normas de direito material. Parte da doutrina costuma destacar com exceção a este princípio. por exemplo.P RINCÍPIOS DA PROVA PENAL C ONCEITO . todavia. como no caso de perícia que não foi realizada por perito oficial. a prova testemunhal poderá suprir-lhes a falta. e infrações penais que não deixam vestígios. Este princípio permite. O magistrado deve buscar sempre a obtenção da realidade. os elementos através do dos quais podem ser verificados a ocorrência de um crime.719/2008.690/2008. da constituição federal. INADMISSIBILIDADE ILÍCITOS PROVAS OBTIDAS POR MEIOS . bem como se recuse a participar da produção de qualquer tipo de RESPONSABILIDADE PARTES . Como decorrência deste princípio podemos destacar princípio da concentração dos atos. da CF. sinteticamente. é o juízo de valorização exercido por um especialista. "trata-se da averiguação judicial da verdade histórica como meta do procedimento penal. estuda como violação da lei. o qual deve portar diploma de curso superior. Deste princípio decorre que toda prova produzido está afeta a ambas as partes. Já para Guilherme de Souza Nucci e Hélio Tornaghi uma coisa não se confunde com a outra. PRINCÍPIO DA AQUISIÇÃO OU DA COMUNHÃO DE PROVAS Também denominado como princípio da aquisição da prova e princípio da comunidade da prova.corpo de delito são os elementos . são públicos.dispõe o artigo 159 do CPP. Decorre da norma que determina o que o ônus da prova incumbe a quem alega. o que obriga. que informa todo o sistema processual penal. PRINCÍPIO DA ORALIDADE Por este princípio significa que os atos processuais. sendo que o testemunho é a prova pela qual os peritos deverão realizar o exame. b) Exame de corpo delito indireto é aquele realizado através da análise de outros elementos que não propriamente os vestígios deixados pela prática criminosa. a) Exame de corpo de delito direto é aquele realizado pelo perito em contato direto e imediato com os vestígios do crime. a exemplo do que ocorre com as interceptações telefônicas. tal princípio está DO EXAME DO CORPO DE DELITO C ONCEITO .

Já o parágrafo 3º determina que as comunicações devam ser feitas pessoalmente. bem como confessar. contraditável. mas conforme seu conteúdo pode ser meio de prova. do artigo 201 do CPP. mesmo quando se encontrar em 2ª Instância.É o exame realizado por peritos das partes internas de um cadáver.690/2008 ficam por conta dos próximos parágrafos. poderá ser conduzido coercitivamente à presença do magistrado. poderá responder por denunciação caluniosa se der causa a instauração de inquérito policial ou processo judicial imputando crime contra alguém que sabe inocente. e quais provas pode indicar. A doutrina é pacífica com relação a facultatividade da oitiva do ofendido. É que o prazo para o assistente de acusação habilitado é de 5 dias a contar da publicação da sentença. Contudo. onde é questionado sobre circunstâncias da infração. determina que antes do início da audiência durante sua realização. O parágrafo 4º. São elas: Exumação. Laudo de avaliação. do CPP. pois as partes podem dele participar. Contudo o momento ordinário para a realização do interrogatório é na audiência de instrução e julgamento. R EALIZAÇÃO DAS PERÍCIAS para a realização da perícia. contraditável e oral.Meio de prova e de defesa. porém a jurisprudência ressalta sua importância nos crimes que são cometidos às ocultas.Meio de defesa. antes das alegações finais. com diploma superior. pois somente o acusado é que pode ser interrogado. com base nas evidências da morte. Exame grafotécnico. tempo este necessário para o surgimento dos sinais tanatológicos. 185. como por exemplo. o que antes não ocorria. Já o perito não oficial. Ressalte-se que o artigo 598. sendo que o parágrafo 1º. Contudo. quem seja ou presuma ser o seu autor. às expensas do ofensor ou do Estado. define como regra . podendo. tendo como finalidade principal constatar a morte e sua causa. a não ser que o perito. ganhando acepção mais ampla. O perito oficial é o concursado. para que. julgue que possa ser realizado antes daquele prazo. a determinação de encaminhamento da vítima para atendimento multidisciplinar. CARACTERÍSTICAS O interrogatório é ato personalíssimo. determinar o segredo de justiça em relação seus dados. salvo motivo justificável. devendo prestar o compromisso de bem e fielmente desempenhar a função. do CPP. não respondendo por crime de falso testemunho. até porque em regra o ofendido não possui advogado atuante nos autos. contudo. embora deva ser reduzido a termo. FORMALIDADES O interrogatório deve ser realizado na presença de um defensor. pode ser designado qualquer dia horário. ser criar reservado espaço separado. Note-se que ao determinar que o interrogatório fosse realizado como o último ato da audiência de instrução. o parágrafo 2º determina que o ofendido deverá ser comunicado dos atos processuais relativos ao ingresso e à saída do acusado da prisão.A legislação prevê dois tipos de perito. determina que. Ressalte-se. . durante a instrução processual é ouvido pelo juiz. pela Lei nº 11. fornecendo apenas dados de qualificação. parágrafo único. de acordo com redação que foi dada ao artigo 400. o que deverá constar no auto. Exame de corpo de delito em caso de lesões corporais. inclusive. que antes se chamava "das perguntas ao ofendido". elaborando perguntas diretamente ao réu e oral. EXAME NECROSCÓPICO ( AUTÓPSIA) . permaneceu idêntica. Na mesma esteira o parágrafo 5º. é aquele que não integra os quadros da administração pública. O artigo 162 do CPP determina que a autópsia deverá esperar pelo menos 6 horas para que possa ser realizada. se entender cabível. Personalíssimo. Por fim. ou a imagem do ofendido. após a oitiva das testemunhas de acusação e defesa. Perícia furto qualificado e crimes a fim. esta não possui o mesmo valor probatória da prova testemunhal. sendo que sua ausência não acarreta nulidade. que se trata do prazo para apelação do ofendido não habilitado como assistente de acusação. evite-se sua exposição aos meios de comunicação. do CPP.outras perícias vêm discriminadas nos artigos 163 a 175 do CPP. . Exame de local de incêndio. nos termos do parágrafo único do artigo 162 do CPP. foi consagrado entendimento de que o interrogatório é primeiramente um meio de defesa. O UTRAS PERÍCIAS . o oficial e o não oficial. D ECLARAÇÕES DO OFENDIDO é o ato pelo qual o ofendido. ou mesmo permanecer em silêncio. caput. dispondo sobre as declarações do ofendido. sendo que ao ofendido não habilitado referido prazo é de 15 dias. e que é nomeado diante do caso concreto.690/2008. O INTERROGATÓRIO DO RÉU C ONCEITO Segundo Guilherme de Souza Nucci é o ato processual que confere a oportunidade ao acusado de se dirigir diretamente ao juiz. assim. para a verificação de outros aspectos. após sua qualificação. . Meio de defesa. que o perito não pode recusar a nomeação e tão pouco deixar de comparecer para a realização do exame. O parágrafo 1º do art. depoimentos e demais informações constantes dos altos a seu respeito. a autópsia pode ser dispensada. DO OFENDIDO Com o advento da Lei 11. segundo regra geral do processo penal brasileiro. servindo. fundamentalmente e indiretamente meio de prova. N ATUREZA Existem quatro posições a respeito da natureza jurídica do interrogatório. Ressalte-se que referido dispositivo legal permite que as comunicações e descritas no parágrafo 2º sejam realizadas no endereço por ele indicado ou através de meio eletrônico. o parágrafo 6º determina que o juiz deve tomar as providências necessárias para preservar a intimidade. apresentando sua versão defensiva aos fatos que lhe forma imputados pela acusação. Com efeito. caso entenda o Magistrado haver interesse na inquirição do acusado. Excepcionalmente. podendo inclusive indicar meios de prova. vida privada. PROCEDIMENTO DAS DECLARAÇÕES . Exame dos instrumentos utilizados nos crimes. sendo assegurada a entrevista reservada do acusado com seu defensor. Ressalte-se que ofendido não presta compromisso de dizer a verdade. VALOR PROBATÓRIO . com a determinação de que o ofendido deve ser intimado dos atos processuais resta a questão e de que se permanece ou não o prazo de 15 dias. do CPP. mudando inclusive o título do capítulo. o qual disciplina questão não foi alterado pela lei ou 11.719/2008.Meio de prova.690/2008. A redação do artigo 201. confirmando a especial atenção que vem sendo conferida a vítima. OPORTUNIDADE O interrogatório pode ser realizado a qualquer momento do processo. chamando-se "do ofendido". que faculta ao juiz. Surge aqui um ponto a ser resolvido pela jurisprudência. Exame laboratorial.tendo em vista as particularidades de que se reveste as declarações prestadas pela vítima. bem como os orifícios de entrada e saída dos instrumentos utilizados. salvo hipótese em que está habilitado como assistente de acusação. a trajetória do projétil e o número de ferimentos realizados. caput.o ofendido deve ser intimado para comparecer perante juiz para prestar suas declarações. de acordo com o que dispõe os artigos 277 e 278 do CPP. de acordo com o artigo 161. de assistência jurídica e de saúde. caso entenda necessário. contudo. especialmente nas áreas psicossocial. As inovações da Lei 11. bem como a designação de data para audiência e da sentença e respectivos acórdãos que mantenham ou modifiquem a decisão. se deixar de comparecer sem motivo plausível. o legislador demonstrou maior preocupação com ofendido. de acordo com a necessidade e disponibilidade dos peritos. Exame de local.

Assim sendo. bem como do direito que possui de permanecer em silencio. ao lado de outras pessoas semelhantes. o inciso III não se aplica na fase da instrução criminal ou em plenário de julgamento. CONFISSÃO QUALIFICADA A confissão qualificada é aquela em que o acusado.do ato de reconhecimento lavrar-se-á auto pormenorizado. será nomeado intérprete. . . que explicará os pontos controvertidos. não arrolada anteriormente. . . nas palavras de José Frederico Marques: se de outra forma efetuar -se o reconhecimento de pessoa ou coisa. . . Caso as divergências permaneçam. O artigo 230 dispõe sobre a acareação a ser realizada quando somente presentes uma das testemunhas. entre ambos. entre acusado e testemunha. uma relação de derivação. a ex istência de um processo implica. pág. de plano. não existe. na existência da defesa da parte passiva. que determina que o depoimento da testemunhadeve ser feita .entre testemunhas. por força do artigo 227. alega circunstância que pode excluir sua responsabilidade ou atenuar sua pena. pois caso assim não seja. tomo V. Ressalte-se que a confissão pressupõe a admissão de algum fato criminoso e não de qualquer fato prejudicial ao acusado. São eles: . necessariamente. nem por isso deve o juiz. tratar-se-á de autoacusação ou autodenúncia. e feita: . a outra testemunha será ouvida através de carta precatória onde estarão consignados os trechos controvertidos. C ONFISSÃO Segundo Nucci é a assunção contra si. sendo que são. porém. deverão permanecer isoladas. sendo que este não importará em confissão.extranumerária são aquelas que estão fora do número legal. intimamente ligados em decorrência da própria natureza do processo. por força do artigo 228. Tudo depende. como ensina Antonio Scarance Fernandez. Quando o acusado não falar a língua nacional. voluntária. e. Tal orientação não condiz com os princípios aceitos em nossa legislação sobre o livre convencimento. expressa e pessoalmente.direta que versa sobre fatos que teve contato direto. em sala própria. a pessoa cujo reconhecimento se pretende deve ser colocada. diante da autoridade competente. CLASSIFICAÇÃO . tendo pleno discernimento. recusar-lhe qualquer valor probatório.233). como elemento de prova. Por fim. ACAREAÇÃO Segundo C ONCEITO Denílson Feitoza acareação é o ato de natureza probatório. sem nenhum obste que seja este o sujeito ativo na relação material. Contudo acrescenta Scarance Fernandes que tal fato não ocorre no processo penal. ainda que tenha o juiz aplicado alguma lei (Comentários à Constituição de 1967. . 3º ed. Observa Pontes de Miranda que a ampla defesa constitui: direito subjetivo (constitucional) de defesa. o reconhecimento feito diante de fotografias. se possível.oralidade trata-se de regra contida no artigo 204 do CPP.se houver razão para recear que a pessoa chamada para o reconhecimento. CARACTERÍSTICAS .geral a realização do interrogatório do réu preso no estabelecimento prisional em que se encontrar. Note-se que a realização de acareação por carta precatória somente deverá ser realizada quando não importar em demora prejudicial e for conveniente ao processo. Aqui cabe a ressalva de Denílson Feitoza de que o reconhecimento fotográfico sem outras provas não é suficiente para embasar uma sentença condenatória. Outro ponto que merece destaque é que a confissão deve versar sobre um fato do qual já é suspeito ou acusado. não tratando do reconhecimento fotográfico ou realizado de outra maneira. tendo em vista a falta de condições da maioria das instituições prisionais brasileiras. Assim. para elucidarem pontos controvertidos de suas declarações. em cada caso. desde que estejam garantidas a segurança do juiz e auxiliares. CONCEITO Trata-se de meio de prova que tem por objetivo verificar e confirmar a identidade de pessoa ou coisa eventualmente utilizada para o cometimento da infração ou objeto desta. a priori. e uma em posição de defesa.entre as pessoas ofendidas. Com relação a interrogatório de mudos.) por terceiros chamados a depor.entre acusado e ofendido. perante o juiz . quanto a fatos ou circunstâncias relevantes para a solução da causa . INTERROGATÓRIO E AMPLA DEFESA Como em todos os demais atos processuais. . pois somente o Ministério Público e o ofendido podem exercer o direito de ação. . pela pessoa chamada para proceder ao reconhecimento e por duas testemunhas presenciais. Note-se que o reconhecimento de que trata o CPP somente abrange o reconhecimento pessoal. na prática a modalidade pouco tem sido utilizada.entre acusados. . no interrogatório deve ser assegurado o direito à ampla defesa e ao contraditório. Os requisitos para o reconhecimento de pessoas estão previstos no artigo 226 do CPP. se várias forem as pessoas chamadas para realizar o reconhecimento de pessoa ou objeto. a previsão é de que a escrita supra a falta de comunicação oral. na relação jurídica adjetiva. DA PROVA TESTEMUNHAL CONCEITO Segundo Frederico Marques é a prova que se obtém com o depoimento oral sobre os fatos que se contêm no litígio penal (. na verdade. reduzido a termo. . não diga a verdade em face da pessoa que deve ser reconhecida. devem ser aplicadas ao reconhecimento de objetos. . Conforme dispõe o parágrafo único do art. 226. é nulo o processo em que não se assegura ao réu a defesa.. surdos ou surdosmudos. Na hipótese de o acusado não saber ler e escrever. ressaltando-se que. a prática de algum fato criminoso . a autoridade providenciará para que esta não veja aquela. permanecendo a realização do interrogatório nos fóruns. O acusado deve ser cientificado previamente dos fatos que lhe imputam. em conseqüência disto.. deverá ser providenciado intérprete.própria que versa sobre o tema os fatos discutidos no processo.referidas é a testemunha mencionada em outro depoimento. no qual duas ou mais pessoas são colocadas frente a frente. que abrangem: . das circunstâncias que rodearam o reconhecimento e dos dados que foram fornecidos pela vitima ou testemunha. embora reconheça a imputação que lho fazem. e que pode ser ouvida como testemunha do juízo. em ato solene e público. sobre suas percepções sensoriais.informantes são as pessoas que não prestam o compromisso de dizer a verdade.a pessoa que for fazer o reconhecimento deve ser convidada a fazer a descrição prévia da pessoa a ser reconhecida.. manifestações da garantia genérica do devido processo legal.que versa sobre fatos que teve conhecimento através de terceiros. a presença do defensor e a publicidade do ato . não nos parece muito acertado rejeitar-se. para fundamentar suas afirmativas. Dela nasce direito constitucional a defender-se ou a ter tido defesa. naquilo que for compatível. subscrito pela autoridade. que exige partes opostas.indireta . bem como o texto do auto onde a testemunha presente explica as divergências. após ter conhecimento da versão da outra testemunha. sem qualquer contato umas com as outras.numerária são aquelas previstas dentro do número legal. por efeito de intimidação ou outra influência. A acareação pode ser determinada tanto pela autoridade policial quanto pela judicial.entres testemunhas e ofendido. por quem seja suspeito ou acusado de um crime. . o que.imprópria ocorre quando a testemunha é convocada a presenciar e legitimar a pratica de algum ato processual ou pré-processual.

antes e durante a realização da audiência. a NATUREZA JURÍDICA prova pericial (assim como o exame de corpo de delito) é um meio de prova CONCEITO trata-se de prova decorrente de exame realizado por pessoa que detenha conhecimentos técnicos específicos. ainda. Depoimento de policial: é absolutamente válido. o qual pode ser substituído. Excetuam-se a esta regra as autoridades descritas no artigo 221. segundo André Estefam. D A PROVA PERICIAL DAS PERÍCIAS EM GERAL que a confissão não basta para suprir o exame de corpo de delito. reconstituindo-os através de sua declaração. às penas do não comparecimento. DJU de 18. tenham dever de sigilo e proibidas de depor. art. etc. os surdos-mudos. pois que ao réu.comparecer em juízo a testemunha tem o dever de comparecer em juízo no dia e hora designados.10. ofício.c. por 02 (duas) pessoas idôneas. com o órgão do Ministério Público ou com a vitima. acórdão proferido pela 6ª Turma do STJ. não se exigindo para figurar como testemunha capacidade jurídica.690/2008. do CPP. sempre. 158 a 184) trata do exame de corpo de delito e das perícias em geral. fazer consultas a breves apontamentos por escrito. antes. o Capítulo II. Min. no máximo.8. no REsp 198. 158 c. O PORTUNIDADE PARA O Q UESTIONAMENTO DA P ROVA trata-se da contradita. .1995. principalmente no caso em que as únicas testemunhas são os próprios policiais que efetuaram a prisão. do CPP (arts. Destaca. objetividade a testemunha não deve dar sua opinião sobre os fatos os quais depõe. IMPORTÂNCIA DAS PERÍCIAS as perícias atualmente tornam-se muito importantes para o resultado do processo. dentre outros. D EVER D AS TESTEMUNHAS . A capacidade aqui referida trata-se da capacidade física.proibidas de depor são aquelas que. cada testemunha deve ser ouvida isoladamente. Magalhães Noronha. . Na verdade o artigo 214 dispõe sobre dois institutos distintos: a contradita e a argüição de defeito. Celso de Mello. Senão vejamos: A principal função da polícia. Como lembra Sergio Ricardo de Souza: Apresenta-se inquestionável a grande relevância que a prova pericial representa para a demonstração dos aspectos técnicos que influenciam na tipicidade e em circunstâncias . HC n. Entender o contrário e a partir da presunção de autenticidade dos depoimentos policiais. 22448. Nesse sentido: STF. de que somente o exame de corpo de delito direto é necessariamente uma perícia.individualidade de acordo com o artigo 210 do CPP. obviamente. . Min. publicado em 05/11/2001. cumpre destacar a ressalva realizada por Denílson Feitoza.Dispensadas são aquelas testemunhas que não estão obrigadas a depor. § 1º do CPP e os mudos. pelo que é perfeitamente válido o testemunho de menores de idade. sob pena de responder pelo crime de falso testemunho. pela simples omissão. podendo. disciplinada no artigo 214 do CPP. p.1999. conforme reza o artigo 207 do CPP. que depõem sobre os antecedentes. o que exigem um conhecimento técnico muito especifico. poderá depor.retrospectividade a testemunha sempre depõe sobre fatos pretéritos. HC n.426/MG. Note-se De fato o artigo 159. na repressão criminal. Min. cujo rol encontra-se previsto no artigo 206 do CPP. Fragoso e Damásio de Jesus. Hungria. cujo momento oportuno para consignação é logo após a qualificação da testemunha. entendem que mesmo a testemunha não compromissada responde pelo crime de falso testemunho. o caso concreto. não se tratar de pessoa debilitada ou com deficiência mental. que não for parte do processo. de acordo com o disposto no artigo 218 do CPP. que é forma adequada para argüir a suspeição ou inidoinidade da testemunha. devendo eventual parcialidade ser verificada em cada caso concreto.690/2008.500/SP. DJU de 4. rel. assegurando-se que não tenham comunicação umas com as outras. Note-se que o caput do artigo 159 do CPP.exclusivamente de maneira oral.dever de depor e dizer a verdade a testemunha deve depor e dizer a verdade. Por fim. 176. de iniciada sua oitiva. não se podendo exigir do magistrado que possua conhecimento especifico.1996. Note-se que é comum nos procedimentos criminais as chamadas testemunhas de antecedentes. comunicação de mudança de endereço de acordo com o disposto no artigo 224 do CPP a testemunha deverá informar ao juiz qualquer mudança de endereço. Com efeito. p. no qual se entendeu que as testemunhas que não prestam compromisso não podem ser sujeitos ativos do crime de falso testemunho. o que não era previsto até o advento da Lei nº 11. sendo realizado por determinação da autoridade judicial ou policial. § 3º faculta que as partes indiquem assistente técnico e formulem quesitos. rel. dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame. sem outras provas concludentes. De acordo com o artigo 219. dentro de 1 (um) ano. portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica. 9. Sidney sanches. rel. 167. sujeitando-se. 72. Em IMPEDIMENTOS princípio qualquer pessoa. não é testemunhar fatos. como dispõe o art. mas antes oferecer elementos de convicção que sustentou a acusação pública. Andrade Vilhena RT 429/385). etc. dividindo-se a doutrina a esse respeito. Com entendimento contrário cita Fernando da Costa Tourinho Filho. ministério ou profissão. que é o conjunto de vestígios materiais ou sensíveis deixados pela infração penal. com relação à quantidade de peritos necessários para a realização dos exames. por exemplo. Questão relevante surge sobre a possibilidade cometimento de crime de falso testemunho por testemunha não compromissada.8. pois inúmeros são os avanços tecnológicos e científicos advindo com o racionalismo. podendo ser suprido pela prova testemunhal. 73. enquanto que o segundo refere-se à hipótese em que a testemunha mente ou omite qualquer outra circunstância que a torne suspeita de parcialidade ou indigna de fé. porém é comum a jurisprudência se dividir entre a validade de prova exclusivamente testemunhal para justificar uma condenação. DJU de 9. . em razão de função. com a nova redação dada pela Lei nº 11. Somente para fins de esclarecimento. é desnaturar o princípio do contraditório e inverter o princípio da inocência presumida. parágrafo único. Vicente Leal. do Título VII. 39846.158/SP. conhecimento contábil aprofundado para análise de balanços e outros documentos em delitos econômicos. sobre combinação de produtos químicos aptos a formarem uma bomba. não se há de exigir que prove sua inocência (TJSP-AP. o exame de corpo de delito é a perícia realizada no corpo de delito. caráter. na impossibilidade ou inexistência deste. sem prejuízo de eventual processo por crime de desobediência. porém. 1ª T. para a qual foi notificada. do acusado. ambos do CPP. o juiz poderá aplicar a multa prevista no artigo 453 do CPP. além da condução coercitiva. HC n. conforme o disposto no artigo 223. analisando-se. sendo que o primeiro é a denominação que se dá nas hipóteses de a testemunha mentir ou omitir dados a respeito de sua qualificação ou relações com as partes. de VALOR PROBATÓRIO acordo com o principio da livre valoração da prova.Rel. não há como se estabelecer uma hierarquia entre as espécies de provas testemunhais. isto é. salvo motivo justificável. pode ser feito através de outras provas.314/RJ.. sob pena de condução coercitiva. nos termos do artigo 213 do CPP. pois somente exige somente um perito oficial com diploma superior. desde que tenha capacidade para ser testemunha. p. STJ. dirimiu dúvida existente anteriormente existente. que somente pode ser considerado quando inseparável da narrativa. . pois o exame de corpo de delito indireto.

no caso de indeferimento pela autoridade policial. desde que o faça fundamentadamente. c) apreender instrumentos de falsificação ou de contrafação e objetos falsificados ou contrafeitos. abertas ou não. B) mencionar os motivos e os fins da diligência. conforme dispõe o artigo 242 do CPP. § 4º e as exceções no § 5º. onde alguém exerce profissão ou atividade. casa de jogo e outras do mesmo gênero. no caso de prisão ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam corpo de delito. enquanto aberta. desde que está tenha êxito.º II do parágrafo anterior. ambos do Código Penal. OBRIGATORIEDADE PERÍCIA DA em alguns crimes é obrigatória a realização de . É o que dispõe o art. Com relação ao conceito de dia a doutrina e a jurisprudência adotaram o critério cronológico. 158 do CPP. embora possua também. tornando-se desnecessário caso o agente sempre atue com o profissionalismo necessário. barcos.Não se compreendem na expressão "casa": I . pastas. ou quando a medida for determinada no curso de busca domiciliar. entre outros. a lei colocou os particulares a salvo do abuso e da prepotência. mas também na sua esfera de custódia."[7] O citado autor destaca ainda que se mostra desnecessário o conteúdo do artigo 249 do CPP. Assim. Note-se que os motivos e os fins da diligência estão previsto no artigo 240 do CPP. na época contemporânea . que como vimos acima não é necessariamente um exame pericial.relacionadas com os tipos penais. Contudo deve preencher os seguintes requisitos.. embora requeridas pelas partes. impetrar mandado de segurança. direto ou indireto.. sendo a sua natureza jurídica predominantemente de medida cautelar de produção de prova. podendo aceitá-lo no todo ou em parte. cabendo à parte.[1] José Frederico Marques a conceitua como o procedimento cautelar destinando a formar o corpo do delito e sobretudo o corpus instrumentorum [2]. ou pessoas envolvidas com atos ilícitos. salvo a restrição do n. veículos etc.hospedaria. requerer ao magistrado sua produção. haja vista que não obstante a máxima latina de que o juiz é o peritum peritorum (perito dos peritos). sendo sua natura conseqüência. II . que em alguns momentos possui natureza de meio de prova. mantendo o respeito à intimidade alheia.[4] Cabe aqui a ressalva feita pelo saudoso mestre Hélio Tornaghi: Ainda uma vez mais cabe afirmar o que já tem sido dito a propósito de outros atos coercitivos: a lei de processo penal existe. portanto. 150. que é meio coercitivo do qual o Estado se vale para se apossar de elementos de prova. ao arbítrio da autoridade. que a pessoa traga consigo e estejam sob sua guarda ou custódia.taverna. para: a) prender criminosos. quando haja suspeita de que o conhecimento do seu conteúdo possa ser útil à elucidação do fato. aqui. d) apreender armas e munições. estalagem ou qualquer outra habitação coletiva. ou suscitar a matéria como preliminar de eventual futuro recurso. o nome da pessoa terá de sofrer uma ou sinais que identifique. II . ou no caso de indeferimento pelo juiz.conforme dispõe o artigo 244 do CPP: A busca pessoal independerá de mandado. será indispensável o exame de corpo de delito. no lugar e no tempo em que podem correr. acidentalmente. o. embrulhos. anote-se que também não é obrigatória a realização de outras perícias. b) apreender coisas achadas ou obtidas por meios criminosos. nos casos de crimes que deixam vestígios. um ser humano de reunir todas as habilidades necessárias para julgar as inúmeras causas que são apresentadas ao Judiciário(. malas. Da busca e da apreensão Conceito trata-se de medida cautelar destinada à produção de provas. o que reflete tãosomente o preconceito existente de que a mulher é sempre objeto de molestamento sexual por parte do homem. por ser menos subjetivo e. 184 do CPP. Este foi o sistema adotado pelo processo penal brasileiro. Iniciativa e execução . possuindo. ou seja. para garantia do particular. cabines de caminhão. instrumentos utilizados na prática de crime ou destinados a fim delituoso. -->liberatório: o magistrado não está vinculado ao resultado apresentado no laudo técnico. [5] Busca domiciliar é a busca realizada no domicílio de uma determinada pessoa. que pode. qual seja a busca. do CPP: § 1o Proceder-se-á à busca domiciliar.. podendo o juiz ou a autoridade policial indeferilas. C) ser subscrito pelo escrivão e assinado pela autoridade que determinasse a expedição.) VALORAÇÃO PERICIAL DA PROVA perícia. o qual prevê que a busca pessoal em mulher deve ser realizada preferencialmente por outra mulher. Note-se que abusca pessoal não é somente aquela realizada no corpo da pessoa. A busca e apreensão poderiam ser inteiramente deixadas à discrição ou. enquanto que apreensão é a medida que sucede a busca. que determina que se a infração deixar vestígios. portanto. ou a requerimento do parte interessada. 240250 do CPP. contidos no artigo 243 do CPP: A) indicaram mais precisamente possível a casa em que será realizada dirigem-se o nome do respectivo proprietário morador. Desta decisão não cabe recurso. já que naquilo que diz respeito diretamente aos aspectos técnicos o órgão julgador ordinariamente se vale da conclusão da perícia. decorrente do principio da persuasão racional ou livreconvencimento do magistrado. na verdade. da forma pela qual devem ser feitas. cuja finalidade vem prevista no § 1º.o mandado de busca e apreensão pode ser terminando de ofício pela autoridade judicial. mais seguro. Guilherme de Souza Nucci ressalta que não podem ser objeto de busca pessoal os veículos que se destinam "à habitação do indivíduo. ser suprido pelo exame de corpo de delito indireto. contudo.compartimento não aberto ao público. no caso de busca pessoal. se não forem necessárias ao esclarecimento da verdade. f) apreender cartas. características de meio de prova [3]. § 5º . através do depoimento de testemunhas. de objetos a serem confiscados para investigar os vestígios do crime. do art. g) apreender pessoas vítimas de crimes.qualquer compartimento habitado. dada a alta complexidade e à diversificação das técnicas. pelo qual dia é período compreendido as 6 e as 18 horas[6]. uma natureza mista. que influenciam diretamente na própria demonstração da materialidade daqueles crimes denominados de delicta facta permanentis. O conceito de casa está definido no art.aposento ocupado de habitação coletiva. Busca pessoal . Por fim. é obrigatória realização de exame pericial. a seguir: § 4º . bolsas. 5º. Sérgio Ricardo de Souza define medida cautelar como sendo a medida que dá efetividade à norma de exceção quanto à inviolabilidade do domicílio inscrita no art. e) descobrir objetos necessários à prova de infração ou à defesa do réu. a prisão de podem ser distinguidos dois sistemas de apreciação dos laudos perícias: -->vinculatório: o magistrado está vinculado ao resultado da perícia apresentado no laudo técnico. nos termos do art. como ocorre com os trailers. 240. tendo em vista sua natureza. h) colher qualquer elemento de convicção. em seus bolsos. destinadas ao acusado ou em seu poder. dificilmente se encontraria. e são eles: A) propiciar criminosos. Preceituando a respeito dos casos em que elas são admitidas. André Estefam conceitua o instituto pelos dois momentos distintos nos quais se divide. quando fundadas razões a autorizarem. III . o que seria pior. XI (parte final) [CRFB] e encontra-se regulamentada no arts.A expressão "casa" compreende: I .

5º da CF. Modalidades a) prisão civil : decretada no caso de devedor de alimentos e de depositário infiel. sobre a possibilidade de policiais militares cumprirem a execução de mandado de busca e apreensão. E) descobrir objetos necessários à prova de infração ou à defesa do réu.Encontra-se em vigência em nossos dias o princípio da inocência presumida erigido a preceito constitucional: "Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória" (art. 5º. até trinta dias. como a prevista no art. p. os agentes da polícia federal. D) apreender armas. isto é. 638). 61 do . Em virtude dos direitos fundamentais do homem. b) prisão disciplinar CF.B) aprender coisas achados ou obtidas por meios criminosos.não haverá prisão civil por dívida. F) apreensão de cartas. resguardado pela CF/88. no federal. desde que não haja policiais civis disponíveis para execução da tarefa. Isto significa que a prisão que não decorre de decisão embasada em sentença se constitui em medida excepcional. inciso LVII da Constituição Federal). 5º. c) prisão administrativa (arts. abertas ou não. 312 do Código de Processo Penal. de acordo com as diretrizes constitucionais e a legislação infraconstitucional orienta-se com base no princípio do chamado estado de inocência . definidos em lei. deve decorrer de situação excepcional nas circunstâncias legalmente definidas na lei e ser decorrente de mandado de prisão. durante as investigações policiais. nos termos do art. 5º. Esse prazo poderá ser prorrogado.ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. contrafação e objetos falsificadas ou contra feitos. a prisão não decorrente de sentença penal condenatória. munições e instrumentos utilizados para a prática de crime ou destinados ao fim delituoso. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. Código de Processo Penal Anotado. no sentido de impedir que antes da sentença condenatória transitada em julgado sejam determinadas contra o acusado medidas de coerção pessoal de sua liberdade que não se revistam de natureza cautelar e do requisito da necessidade (Damásio de Jesus. definidos em lei Decretadas por autoridade militar: a) prisão militar disciplinar (transgressão militar) b) prisão militar investigatória apenas para crimes militares próprios ou puros: Art. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. H) colher qualquer elemento de convicção. custódia). 18. mediante solicitação fundamentada do encarregado do inquérito e por via hierárquica . e.A prisão em sentido jurídico é privação da liberdade de locomoção. 319-320 do CPP): após a CF/88 somente pode ser decretada por autoridade judiciária. o que não ocorre no presente caso. o indiciado poderá ficar detido. A liberdade do acusado é regra geral em nosso ordenamento jurídico. captura. Mirabete lembra que este termo tem outros significados (pena. Distrito Naval ou Zona Aérea. hipótese de prisão preventiva: "A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública. CF. princípios e legalidade da prisão . C) aprender instrumentos de falsificação. art. O Sistema Penal Brasileiro. quando haja suspeita de que o conhecimento do seu conteúdo possa ser útil à elucidação do fato. quando houver prova da existência do crime e indícios suficientes da autoria" A regra é o réu responder em liberdade ao processo e somente ser recolhido à prisão depois da decisão transitada em julgado. por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal. LXVII . pelo comandante da Região. LXI . a prisão deveria ocorrer apenas para o cumprimento de pena imposta por sentença penal condenatória irrecorrível. Todavia surge questão de grande relevância e polêmica. art.[8] DA PRISÃO Conceito . ou seja. caput. no âmbito estatal. comunicando-se a detenção à autoridade judiciária competente. a prisão por força sentença fora a fora irrecorrível Mas a própria CF/88 permite a prisão antes da sentença transitada em julgado.ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. os investigadores da polícia civil. destinadas ou acusado em seu poder. da prisão por forças sentença comera fora recorreu. DA PRISÃO CAUTELAR PRISÃO PROCESSUAL da prisão preventiva prisão por sentença de pronúncia. a) para fins de deportação (art. desde que emanada por autoridade competente: LXI . até que sobrevenha sentença condenatória definitiva ou que se vislumbre elemento justificáveis para o encarceramento do acusado. do CPPM: Independentemente de flagrante delito. salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel. direito este fundamental da pessoa. condicionada a contingências especiais. A exceção à regra. G) aprender pessoas vítimas de crimes. Quem deve executar mandado são os agentes da polícia judiciária. Guilherme de Souza Nucci entende que é possível. do direito de ir e vir. por mais vinte dias.

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