Escoamento de Fluidos

Bombas Centrífugas
Caracterização de Partículas
Fuidodinâmica de Sistemas Particulados
Mistura e Agitação
Operações Unitárias da
Indústria Química I
Samuel Luporini
Letícia Suñe
Universidade Federal da Bahia – Escola Politécnica
Departamento de Engenharia Química
Mestrado em Engenharia Química
2002
Revisão 1.1
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
UNIDADES E DIMENSÕES

A medida de qualquer grandeza física pode ser expressa como o produto de dois
valores, sendo um a grandeza da unidade escolhida e o outro o número dessas unidades.
Assim, a distância entre dois pontos pode ser expressa com 1 m, ou como 100 cm ou então
como 3,28 ft. O metro, o centímetro e o pé (foot) são respectivamente as grandezas das
unidades e 1, 100 e 3,28 são os correspondentes números de unidades. Quando a magnitude
da quantidade medida depende da natureza da unidade escolhida para se efetuar a medida,
diz-se que a quantidade em questão possui dimensão.

Dimensões: são conceitos básicos de medidas tais como: comprimento (L), massa (M), força
(F), tempo (T) e temperatura (θ).

Unidades: são as diversas maneiras através das quais se pode expressar as dimensões.
Exs: Comprimento – centímetro (cm), pé (ft), polegada (in)
Massa – grama (g), libra massa (lbm), tonelada (ton)
Força – dina (di), grama força (gf), libra força (lbf)
Tempo – hora (h), minuto (min), segundo (s)

• Regra para se trabalhar corretamente com as unidades: Tratar as unidades como se fossem
símbolos algébricos.

Não se pode somar, subtrair, multiplicar ou dividir unidades deferentes entre si e depois
cancela-las.
1 cm + 1 s é 1 cm + 1s

No entanto, em se tratando de operações cujos termos apresentam unidades diferentes,
mas com as mesmas dimensões, a operação pode ser efetuada mediante uma simples
transformação de unidades.

1 m + 30 cm (dois termos com dimensões de comprimento)
1 m = 100 cm
então, 1 m + 30 cm = 100 cm + 30 cm = 130 cm


SISTEMAS DE UNIDADES

As grandezas básicas e as derivadas podem ser expressas nos vários sistemas de
unidades.






Revisão 1.2
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
I. Dimensões básicas MLTθ (sistema absoluto)

I.a – Sistema Internacional de Unidades (S.I.)

Este sistema está sendo adotado internacionalmente e baseia-se no anterior sistema
metro-quilograma-segundo (M. K. S.) no qual as unidades básicas são as seguintes:

Comprimento – metro (m) L
Massa – quilograma (kg) M
Tempo – segundo (s) T
Temperatura – Kelvin (K) θ

Este sistema é uma modificação do sistema C.G.S. em que se usam unidades maiores.
A unidade de força, chamada Newton, é a que dará uma aceleração de 1 metro por
segundo por segundo e uma massa de 1 quilograma.
A unidade de energia, o Newton-metro, é 10
7
ergs e chama-se joule.
A unidade de potência, igual a 1 joule por segundo, é o watt.

I.b – Sistema pé-libra-segundo (F.P.S.)

Neste sistema usam-se as seguintes unidades básicas:

Comprimento – pé (ft) L
Massa – libra massa (lbm) M
Tempo – segundo (s) T
Temperatura – Rankine (R) θ

A unidade de força, o poundal, é a força que provocará uma aceleração de 1 pé por
segundo por segundo a uma massa de 1 libra massa, ou seja:

1 poundal = 1 (libra massa) (pé) (segundo)
-2


I.c – Sistema Métrico Absoluto ou C.G.S.

Neste sistema as unidades básicas são as seguintes

Comprimento – centímetro (cm) L
Massa – grama (g) M
Tempo – segundo (s) T
Temperatura – Kelvin (K) θ

A unidade de força é a força que dará a uma massa de 1 grama aceleração de 1
centímetro por segundo por segundo e chama-se dina.
Portanto, 1 dina = 1 (grama) (centímetro) (segundo)
-2

A unidade de energia correspondente é o dina-cm que se chama erg.
Revisão 1.3
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
II. Dimensões básicas FLTθ (sistema gravitacional)

II.a. Sistema Britânico Gravitacional

Este sistema usa também o pé e o segundo para unidades de comprimento e tempo,
mas emprega a libra força para terceira unidade fundamental.
A libra força é definida como a força que imprime à massa de uma libra uma
aceleração de 32,174 pé por segundo por segundo.
Portanto, as unidades fundamentais são:

Comprimento – pé (ft) L
Força – libra força (lbf) F
Tempo – segundo (s) T
Temperatura – Rankine (R) θ

A unidade de massa neste sistema chama-se slug e é a massa que recebe uma
aceleração de 1 pé por segundo por segundo com a aplicação de 1 libra força, isto é:

1 slug = 1 (libra força) (pé)
-1
(segundo)
2


A unidade de energia é o pé-libra força, mas se designa sempre como o pé-libra.

II.b – M.K.S. técnico ou gravitacional

Este sistema tem como unidade de força o quilograma força (kgf), que é a força que
dará uma aceleração de 9,81 metro por segundo por segundo a uma massa de 1 quilograma.
Sua unidades são:

Comprimento – metro (m) L
Força – quilograma força (kgf) F
Tempo – segundo (s) T
Temperatura – Kelvin (K) θ

A unidade de massa neste sistema é a U.T.M. (unidade técnica de massa).

No sistema absoluto, a unidade de força é definida pela lei de Newton em termos de
massa e aceleração, ou seja:

F = m a (F) = (ML/T
2
)

Então o quilograma (kg) e a libra massa (lbm) são definidas independentemente da lei
de Newton, enquanto que o Newton (N) e o poundal são unidades de força derivadas pela
própria lei.


Revisão 1.4
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Já no sistema gravitacional a unidade de massa é que passa a ser definida pela lei de
Newton em termos de força e aceleração. Então:

m = F/a (M) = (FT
2
/L)

Desse modo resulta que o quilograma força (kgf) e a libra força (lbf) são definidas
independentemente da lei de Newton enquanto que UTM e slug são unidades derivadas.
Como unidades de força e massa podem ser definidas independentemente da lei de
Newton, surge a necessidade de utilizar-se um fator de conversão para tornar a equação
dimensionalmente consistente.

F = K m a ou ma
g
1
F
c
=

Então:
c
g
1
ma
F
K = =

No sistema internacional de unidades S.I. por exemplo, a unidade de força é o Newton
então:


( )( ) N 1 s m 1 kg 1
s m kg
N 1
F
: modo Deste


s N
m kg 1
g ou
s m kg
N 1
K
2
2
2
c
2
=








=
= =


No sistema C.G.S. a unidade de força é a dina, portanto:

( )( ) dina 1 s cm 1 g 1
s cm g
dina 1
F
: assim Sendo
s dina
cm g 1
g ou
s cm g
dina 1
K
2
2
2
c
2
=








=
= =






Revisão 1.5
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
III. Dimensões básicas FMLTθ (sistema híbrido)

III.a. No sistema Inglês de Engenharia (English Engineering System), a unidade de força é a
libra força (lbf), a unidade de massa é a libra massa (lbm), a unidade de comprimento é o pé
(ft), a unidade de tempo é o segundo (s) e a unidade de temperatura o grau Rankine (R).
Neste sistema exige-se que o valor numérico da força e da massa sejam os mesmos na
superfície terrestre.
Então:
F = K 1 lbm g ft/m
2
= 1 lbf

e

2
s ft lbm
lbf
g
1
K =

O valor numérico escolhido para o K é de 1/32,174 que é o mesmo valor da aceleração
da gravidade em ft/s
2
ao nível do mar e a 45 de latitude.
Resulta que:
c
g
1
K = ,

onde
2
c
s lbf
ft lbm
174 , 32 g =

III.b. Da mesma forma é definido o g
c
para um outro sistema híbrido que tem como unidade
de força o quilograma força (kgf), de massa o quilograma (kg), de comprimento o metro (m),
de tempo o segundo (s) e de temperatura o grau Kelvin (K).

Portanto,
2
c
s kgf
m kg
81 , 9 g =

Unidades SISTEMA Dimensões
básicas
Comprimento Força Massa Tempo Temperatura
SI

FPS

CGS


MLTθ
Metro



Centímetro
Newton*

poundal*

dina*
Quilograma

libra massa

grama
segundo

segundo

segundo
Kelvin

Rankine

Kelvin
British
Gravitacional
System

MKS
técnico



FLTθ




Metro
libra força



quilograma
força
Slug*



UTM*
segundo



segundo
Rankine



Kelvin
* - unidades derivadas pela lei de Newton.
Revisão 1.6
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA
ENG 184 – OPERAÇÕES UNITÁRIAS DA INDÚSTRIA QUÍMICA I
Notas Complementares

CRANE – Nomenclature, pags. 3-2, A-3, A-6, A-23, A-24, A-25, A-26, A-27, A-28, A-29,
A-30, B-10, B-11, B-16, B-17, B-18, B-19.

RIVETED STEEL – aço rebitado
CONCRETE – concreto
WOOD STAVE – madeira aparelhada
CAST IRON – ferro fundido
GALVANIZED IRON – ferro galvanizado
ASPHALTED CAST IRON – ferro fundido asfaltado
COMMERCIAL STEEL – aço comercial
DRAWN TUBING – tubo estirado (tubulação moldada por extrusão)
CARBON STEEL – aço carbono
ALLOY STEEL – aço liga
STAINLESS STEEL – aço limpo inoxidável
GATE VALVES – válvula gaveta
WEDGE DISC, DOUBLE DISC, PLUG DISC – disco de cunha, disco duplo, tipo plug
GLOBE AND ANGLE VALVES – válvulas globos e válvula ângulo
SWING CHECK VALVES – válvulas de retenção de portinhola
LIFT CHECK VALVES – válvulas de retenção de levantamento
TILTING DISC CHEC VALVES – válvulas de retenção de disco inclinado
STOP-CHECK VALVES – válvulas de retenção tipo bloqueio
FOOT VALVES WITH STRAINER – válvulas de pé com crivo
BALL VALVES – válvulas esferas
BUTTERFLY VALVES – válvulas borboleta
PLUG VALVES AND COCKS – válvulas plug e registro
STRAIGHT-WAY – passagem reta
3-WAY – três vias
MITRE BENDS – curvas em gomos
STANDARD ELBOWS – cotovelos ou joelhos padrões
STANDARD TEE – te padrão
90 PIPE BENDS – curvas de 90
FLANGED OR BUTT-WELDING 90 ELBOWS – joelho de 90 (flangeado ou soldado)
POPPET DISC – disco corrediço
HINGED DISC – disco com articulação
FLOW THRU RUN – com fluxo direto
FLOW THRU BRANCH – com fluxo ramal





Revisão 1.7
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
FONTE: “Tubulações Industriais” – Pedro C. Silva Telles

Os diâmetros comerciais dos “tubos para condução” de aço-carbono e de aço-liga
estão definidos pela norma americana ANSI.B.36.10 e para os tubos de aços inoxidáveis pela
norma ANSI.B.36.19. Todos esses tubos são designados por um número chamado “Diâmetro
Nominal” ou “Bitola Nominal”.
A norma ANSI.B.36.10 abrange tubos desde 1/8” até 36” e a norma ANSI.B.36.19
abrange tubos de 1/8” até 12”. De 1/8” até 12” o diâmetro nominal não corresponde a
nenhuma dimensão física dos tubos; de 14” até 36” o diâmetro nominal coincide com o
diâmetro externo dos tubos.
Para cada diâmetro nominal fabricam-se tubos com várias espessuras de parede.
Entretanto para cada diâmetro nominal, o diâmetro externo é sempre o mesmo variando
apenas o diâmetro interno, de acordo com a espessura dos tubos. Por exemplo os tubos de aço
de 8” de diâmetro nominal, tem todos um diâmetro externo de 8,625”. Quando a espessura
deles corresponde à série 20, a mesma vale 0,250” e o diâmetro interno vale 8,125”. Para a
série 40, a espessura vale 0,322” e o diâmetro interno 7,981”, para a série 80, a espessura vale
0,500” e o diâmetro interno 7,625”, e assim por diante.
A série completa de 1/8” até 36” inclui um total de cerca de 300 espessuras diferentes.
Dessas todas, cerca de 100 apenas são usuais na prática e são fabricadas corretamente. As
demais espessuras fabricam-se apenas por encomenda. Os diâmetros nominais padronizados
pela norma ANSI.B.36.10 são os seguintes: 1/8”, 1/4", 3/8”, 1/2", 3/4", 1”, 1 1/4”, 1 1/2", 2”,
2 1/2”, 3”, 3 1/2”, 4”, 5”, 6”, 8”, 10”, 12”, 14”, 16”, 18”, 20”, 22”, 24”, 26”, 30”, 36”.
Os diâmetros nominais de 1 ¼”, 2 ½”, 3 ½” e 5”, embora constem nos catálogos, não
são usados na prática, exceto em casos muitos especiais.
Antes da norma ANSI.B.36.10 os tubos de cada diâmetro nominal eram fabricados em
três espessuras diferentes conhecidas como: “Peso Normal” (Standard-STD), “Extra Forte”
(Extra-strong-XS) e “Duplo Extra Forte” (Double extra-strong-XXS). Estas designações
apesar de obsoletas, ainda estão em uso corrente.
Pela norma ANSI.B.36.10 foram adotadas as séries Schedule Number para designar a
espessura (ou peso) dos tubos. O número de série é um número obtido aproximadamente pela
seguinte expressão:
Série (Schedule Number) = 1000 P/S
em que: P = pressão interna de trabalho em psig
S = tensão admissível do material em psia
A citada norma padronizou as séries 10, 20, 30, 40, 60, 80, 100, 120, 140 e 160 sendo
que, para a maioria do diâmetros nominais apenas algumas dessas espessuras são fabricadas.
A série 40 corresponde ao antigo “peso normal” nos diâmetros até 10” e são espessuras mais
comumente usadas na prática para os diâmetros de 3” ou maiores. Para os tubos acima de
10”, a série 40 é mais pesada do que o antigo peso normal. Para os tubos até 8” a série 80
corresponde ao antigo XS. Fabricam-se ainda os tubos até 8” com a espessura XXS, que não
tem correspondente exato nos números de série, sendo próximo da série 160.




Revisão 1.8
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
ENG184 – Operações Unitárias I : Revisão
Exercícios:
1. O sistema abaixo indica uma bomba retirando água de uma lagoa de abastecimento para
um reservatório. Determinar a perda de carga entre a lagoa e o tanque para uma vazão de
142 m
3
/h. A temperatura da água é 27
o
C e a tubulação de aço carbono.

Ø = 6”sch 40
L = 75 ft
Ø = 6”sch 40
L = 200 ft
2 J 90
o
1 válvula gaveta (aberta)
8 ft
lagoa
Redução 6” para 4”
Tanque
6 ft
Ø =4”sch 40
L = 250 ft
3 J 90
o
1 válvula gaveta (aberta)




2. Calcular a perda de carga entre os pontos (1) e (2) no sistema abaixo:


L
1
= 20’
Válvula de
retenção
Válvula
gaveta
L
2
= 8’
L
3
= 10’
L
4
= 12’
L
5
= 4’
(1)
(2)
Curvas de 90
o
de
raio longo.


Dados: líquido = água retenção = swing check valves
Temperatura = 60
o
F ρ
água
= 62,371 lbm/ft
3
Diâmetro = 4” sch 40 µ
água
= 1,2 cp Perry 5-36
Material = aço carbono
Vazão = Q = 300 gpm




Revisão 1.9
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
UNIDADES E DIMENSÕES

Dimensões Sistemas métricos Quantidade
Física Sistema
MLT
Sistema
FLT
Sistema
CGS
Sistema
Internacional
comprimento L L cm m
área L
2
L
2
cm
2
m
2
massa M FL
-1
T
2
g kg
volume L
3
L
3
cm
3
m
3
tempo T T s s
vazão L
3
T
-1
L
3
T
-1
cm
3
/s m
3
/s
velocidade LT
-1
LT
-1
cm/s m/s
aceleração LT
-2
LT
-2
cm/s
2
m/s
2
força MLT
-2
F g cm/s = dina kg m/s
2
= N
impulso MLT
-1
FT g cm/s = dina s kg m/s = N s
energia, trabalho ML
2
T
-2
FL g cm
2
/s
2
=
dina cm = erg
kg m
2
/s
2
=
N m = Joule
potência ML
2
T
-3
FLT
-1
g cm
2
/s
3
=
dina cm/s = erg/s
kg m
2
/s
3
=
Joule/s = Watt
densidade ML
-3
FL
-4
T
2
g/cm
3
kg/m
3
velocidade
angular
T
-1
T
-1
rad/s rad/s
aceleração
angular
T
-2
T
-2
rad/s
2
rad/s
2
torque ML
2
T
-2
FL

g cm
2
/s
2
=
dina cm
kg m
2
/s
2
=
N m
momento angular ML
2
T
-1
FLT

g cm
2
/s kg m
2
/s
momento
de inércia
ML
2
FLT
2
g cm
2
kg m
2

pressão ML
-1
T
-2
FL
-2
g/(cm s
2
) =
dina/cm
2

kg/(m s
2
) =
N/m
2

viscosidade (µ) ML
-1
T
-1
FL
-1
T

g/(cm s) =
1 poise =
1 dina s/cm
2
kg/(m s) =
N s/m
2

viscosidade
cinemática (ν)
L
2
T
-1
L
2
T
-1
cm
2
/s m
2
/s
pressão
superficial
MT
-2
FL
-1
g/s
2
= dina/cm kg/s
2
=
N/m



Revisão 1.10
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
CONVERSÃO DE UNIDADES

Comprimento
1 Km = 1000 m
1 m = 100 cm = 39,37 in = 3,28 ft
1 cm = 10
-2
m
1 mm = 10
-3
m
1 µ = 10
-6
m
1 mµ = 10
-9
m
1 Å = 10
-10
m
1 in = 2,54 cm
1 ft = 30,48 cm = 12 in

Area
1 mm
2
= 10
-6
m
2

1 cm
2
= 10
-4
m
2

1 m
2
= 1,55 x 10
3
in
2

1 Km
2
= 10
6
m
2

1 in
2
= 6,45 cm
2

1 ft
2
= 92,9 x 10
-3
m
2


Volume
1 ml = 10
-3
l
1 l = 10
3
cm
3

1 mm
3
= 10
-3
cm
3

1 cm
3
= 1 ml
1 dm
3
= 10
3
cm
3

1 m
3
= 10
9
mm
3
= 10
6
cm
3
= 10
3
l
1 in
3
= 16,39 cm
3

1 ft
3
= 28,32 x 10
3
cm3

Massa
1 g = 10
-3
Kg
1 Kg = 10
3
cm
3
= 2,2 lbm
1 ton = 10
3
Kg
1 lbm = 453,6 g
1 slug = 32.17 lbm = 14,59 Kg
1 onça = 28.35 g (avdp)

Velocidade
1 Km/h = 0.2778 m/s = 0,9113 ft/s = 27.78 cm/s
1 mm/s = 3.6 m/h
1 cm/s = 26 m/h
1 m/s = 3600 m/h = 100 cm/s
1 m/min = 60 m/h = 0,017 m/s = 3.28 ft/min
1 m/h = 3,28 ft/h = 0,0109 in/s
1 in/s = 91.44 m/h = 1,524 m/min = 2,54 cm/s .
1 ft/s = 1097,28 m/h = 18,288 m/min = 0,3048 cm/s = 12 in/s

Revisão 1.11
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Densidade
1 g/cm
3
= 1000 Kg/m
3
= 62.43 lbm /ft
3
= 1 g/ml = 0.003613 lbm /in
3

1 Kg/cm
3
= 32,13 lbm/in
3

1 Kg/m
3
= 0,001 g/cm
3
= 0.06243 lbm /ft
3
= 3.61 lbm /in
3

lbm/in
3
= 27,68 g/cm
3

lbm/ft
3
= 5.79 x 10
-4
lbm/in
3


Vazão
1 l/s = 3600 l/h = 60 l/min = 61,02 in
3
/s = 2,12 ft
3
/min = 0,035 ft
3
/s
1cm
3
/s = 2.12 x 10
-3
ft
3
/min
1 m
3
/min = 1000 l/min = 35,31 ft
3
/min
1 in
3
/s = 58,99 l/h = 0,03472 ft
3
/min
1 f t
3
/s = 101940,26 l/ h = 28 , 32 cm
3
/s = 3600 ft
3
/h = 1728 in
3
/s = 60 ft
3
/min

Tensão superficial
1 dina/cm = 10
-3
N/m
1 gf/cm = 98.07 N/m
1 Kgf/m = 9,81 N/m
1 lbf/ft = 14.59 N/m

Pressão
1 dina/cm
2
= 0,01 Kgf/m
2
= 0,001 cm H
2
0 = 7,5 cm de Hg = 4 x 10
-4
in de H
2
0 =
= 2,09 x 10
-3
lbf/ft
2
= 1,45 lb /in
2
= 2,95 x 10
-5
in de Hg = 10
-8
atm
1 N/m
2
= 1 pasca1 = 0,101 Kgf/m
2
= 7,5 x 10
-3
m de Hg = 1.45 x 10
-4
lbf/in
2
= 10
-7
atm
1 gf/cm
2
= 981 din/cm
2
= 98,07 N/m
2
= 10 Kgf/m
2
= 0,736 mm de Hg = 2,048 lb /ft
2
=
= 0.029 in de Hg = 1,4 x 10
-2
lbf/in
2
= 9,68 x 10
-4
atm
1 Kgf/cm
2
= 981 x 10
3
din/cm
2
= 10
5
Kgf/m
2
= 10
3
gf/cm
2
= 981 x 10
4
N/m
2
=
= 10
4
mm de H
2
O = 736 mm de Hg, = 2,05 x 103 lbf/ft
2
= 14.22 lbf/in
2
=
= 0,968 atm
1 m de H
2
O = 9806,6 N/m
2
= 10
3
Kgf/m
2
= 73,6 mm Hg = 0,1 Kgf/cm
2
= 204,8 lbf/ft
2
=
= 3,28 ft de H
2
0 = 2.9 in de Hg = 1,42 lbf/in
2
= 0,097 atm
1 mm de Hg = 1 torr = 1333,2 din/cm
2
= 13,59 Kgf/m
2
= 1,36 gf/cm
2
= 133,32 N/m
2
=
= 13,59 mm de H
2
0 = 2,78 lbf/ft
2
= 0,54 in de H
2
0 = 0,045 ft de H
2
0 =
= 0.019 lbf/in2 = 1,31 x 10
-3
atm
1 lbf/in
2
= 6,89 x 10
4
din/cm
2
= 6.89 N/m
2
= 703,07 Kgf/m
2
= 703,07 mm de H
2
0 =
= 70,31 gf/cm
2
= 0,7031 m de H
2
0 = 0,0703 Kgf/cm
2
= 144 lbf/ft
2
=
= 0,1701 ft de Hg = 6.8 x 10
-2
atm
1 atm = 1.013 x 10
6
din/cm
2
= 1,013 x 10
5
N/m
2
= 1,033 x 10
4
Kgf/m
2
=
= 1,033 x 10
4
mm de H
2
O = 1,033 x 103 gf/cm
2
= 10,13 N/cm
2
=
= 1,033 Kgf/cm
2
= 14,7 lbf/in
2
= 14,7 psi
1 psia = 1 psi + 1 psig

Força
1 N = 10
5
dina = 0,1020 Kgf = 0,2248 lbf
1 pound force (lbf ) = 4,448 N = 0,454 Kgf = 32,17 pounda1s
1 Kgf = 2,205 lb = 9,81 N



Revisão 1.12
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Energia
1 joule = 1 N.m = 10
7
ergs = 0,7376 lbf.ft = 0,2309 cal = 9,481 x 10
-4
Btu
1 cal = 4,186 joules = 3,968 x 10
-3
Btu
1 KWh = 3,6 x 10
6
joule = 860 Kcal
1 eV = 1,602 x 10
-3
joule

Potência
1 Watt = 1 joule/s = 10
7
erg/s = 0,2389 cal/s
1 hp = 745,7 Watt
1 KW = 1,341 hp = 0,9483 Btu/s

Viscosidade cinemática, difusividade e difusividade térmica
1 m
2
/s = 10
4
cm
2
/s = 3,875 x 10
4
ft
2
/h = 10
6
centistokes

Constante dos gases
R = 1,987 cal g.mole
-1
K
-1
= 82,05 cm
3
atm g.mole
-1
K
-1
= 8,314 x 10
7
g cm
2
s
-2
g.mole
-1
K
-1
=
= 8,314 x 10
3
Kg m
2
s
-2
Kg.mole
-1
K
-1
= 4,968 x 10
4
Lbm ft
2
s
-2
lb.mole
-1
°R
-1
=
= 1,544 x 10
3
lbf lb.mole
-1
K
-1
°R ft

Condutividade térmica
1 g cm s
-3
K
-1
= 1 ergs s
-1
cm
-1
K
-1
= 10
-5
Kg m s
-3
K
-1
= 10
-5
Watts m
-1
K
-1
=
= 4,0183 x 10
-5
lbm ft s
-3
°F
-1
= 1,2489 x 10
-6
lb s
-l
°F
-1
=
= 2,3901 x 10
-8
cal s
-l
cm
-1
K
-1
= 5,7780 x 10
-6
Btu h
-1
ft
-1
°F
-1

1 Kg m s
-3
K
-1
= 10
5
ergs s
-1
cm
-1
K
-1
= 4,0183 lb ft s
-3
°F
-1
= 1,2489 x 10
-1
lbf s
-1
°F
-1
=
= 2,3901 x 10
-3
cal s
-l
cm
-1
K
-1
= 5,7780 x 10
-1
Btu h
-1
ft
-1
°F
-l

1 lbm ft s
-3
°F
-1
= 2,4886 x 10
4
g cm s
-3
K
-1
= 2,4886 x 10
-1
Kg m s
-3
K
-1
=
= 3,1081 x 10
-2
lbf s
-1
F
-1
= 5,9479 x 10
-4
cal s
-1
cm
-1
K
-1
=
= 1,4379 x 10
-1
Btu h
-1
ft
-1
°F
-1

1 lbf s
-1
°F
-1
= 8,0068 x 10
5
g cm s
-3
K
-1
= 8,0068 Kg m s
-3
K
-1
= 3,2174 x 10
1
lb ft s
-3
°F
-1
=
= 1,9137 x 10
-2
cal s
-1
cm
-1
K
-1
= 4,6263 8tu h
-1
ft
-1
°F
-1

1 cal s
-1
cm
-1
K
-1
= 4,1840 x 107 g cm s
-3
K
-1
= 4,1840 x 10
2
Kg m s
-3
K
-1
=
= 1,6813 x 10
3
lb ft s
-3
°F
-1
= 5,2256 x 10
1
lbf s
-1
°F
-1
= 2,4175 x 10
2
Btu h
-1
ft
-1
°F
-1

1 Btu h
-1
ft
-1
°F
-1
= 1,7307 x 10
5
g cm s
-3
K
-1
= 1,7307 Kg m s
-3
K
-1
= 6,9546 lbm ft s
-3
°F
-1
=
= 2,1616 x 10
-1
lbf s
-1
°F
-1
= 4,1365 x 10
-3
cal s
-1
cm
-1
°K
-1


Coeficiente de transferência de calor
1 g s
-3
K
-1
= 10
-3
Kg s
-3
K
-1
= 10
-3
Watts m
-2
K
-1
= 1,2248 x 10
-3
lbm s
-3
°F
-1
=
= 3,8068 x 10
-5
lbf ft
-1
s
-1
°F
-1
= 2,3901 x 10
-8
cal cm
-2
s
-1
K
-1
= 10
-7
Watts cm
-2
K
-1

= 1, 7611 x 10
-4
Btu ft
-2
h
-1
°F
-1

1 Kg s
-3
K
-1
= 10
3
g s
-3
K
-1
= 1,2248 lbm s
-3
°F
-1
= 3,8068 x 10
-2
lbf ft
-1
s
-1
°F
-1
=
= 2,3901 x 10
-5
cal cm
-2
s
-1
K
-1
= 10
-4
Watt cm
-2
K
-1
= 1,7611 x 10
-1
Btu ft
-2
h
-1
°F
-1

1 lbm s
-3
°F
-1
= 8,1647 x 10
2
g s
-3
K
-1
= 8,1647 x 10
-1
Kg s
-3
K
-1
= 3,1081 x 10
-2
lb ft
-1
s
-1
°F
-1
=
= 1,9514 x 10
-5
cal cm
-2
s
-1
K
-1
= 8,1647 x 10
-5
Watts cm
-2
K
-1
=
= 1,4379 x 10
-1
Btu ft
-2
h
-1
°F
-1

1 lbf ft
-1
s
-l
°F
-1
= 2,.6269 x 10
1
t g s
-3
K
-1
= 2,6269 x 10
1
Kg s
-3
K
-1
= 3 ,1740 lbm s
-3
° F
–1
=
= 6,2784 x 10
-4
cal cm
-2
s
-l
K
-1
= 2,6269 x 10
-3
Watts cm
-2
K
-1
= 4,6263 Btu ft
-2
h
-1
°F
-1

1 cal cm
-2
s
-l
K
-1
= 4,1840 x 10
7
g s
-3
K
-1
= 4,1840 x 10
1
Kg s
-3
K
-1
= 5,1245 x 10
4
lbm s
-3
°F
-1

= 1,5928 x 10
3
lbf ft
-1
s
-l
°F
-1
= 4,1840 Watts cm
-2
K
-1
= 7,3686 x 10
3
Btu ft
-2
h
-1
°F
-1

Revisão 1.13
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
1 Watts cm
-2
K
-1
= 10
7
g s
-3
K
-1
= 10
4
Kg s
-3
K
-1
= 1,2248 x 10
4
lbm s
-3
°F
-1
=
= 3,8068 x 10
2
lbf ft
-1
s
-l
°F
-1
= 2,3901 x 10
-1
cal cm
-2
s
-l
K
-1
=
= 1,7611 x 10
3
Btu ft
-2
h
-1
°F
-1

1 Btu ft
-2
h
-1
°F
-1
= 5,6782 x 10
3
g s
-3
K
-1
= 5,6782 Kg s
-3
K
-1
= 6,9546 lbm s
-3
°F
-1
=
= 2,1616 x 10
-1
lbf ft
-1
s
-l
°F
-1
= 1,3571 x 10
-4
cal cm
-2
s
-l
K
-1
=
= 5,6782 x 10
-4
Watts cm
-2
°K
-1


Temperatura
TR = 1,8 TK
TF = TR - 459,67
TF = 1,8TC + 32
TC = TK – 273,15





































Bombas centrífugas 2.1


Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
2. BOMBAS CENTRÍFUGAS

2.1. Descrição do equipamento

• Fluidos movem-se através de canos, equipamentos ou a atmosferas ambiente por bombas,
ventiladores, sopradores e compressores. Estes equipamentos aumentam a energia
mecânica do fluido.
• O aumento de energia pode ser utilizado para aumentar a velocidade, a pressão ou a
elevação do fluido.
• Existem duas classes principais de máquinas que movem fluidos:
1. Aplicando a pressão direta para o fluido → equipamento de deslocamento positivo.
2. Usando um torque para gerar rotação → bombas centrífugas, sopradores e compressores.

- A maioria das bombas cai em umas das duas classes principais: Bombas de deslocamento
positivo. Bombas centrífugas.

- As bombas de deslocamento positivo impelem uma quantidade definida do fluido em cada
golpe ou volta do dispositivo.

- As bombas centrífugas impelem um volume que depende da pressão de descarga ou da
energia adicionada.

Bombas de deslocamento positivo

Se dividem em: Bombas alternativas. Bombas rotativas.

Bombas alternativas:

- A taxa de fornecimento do líquido é uma função do volume varrido pelo pistão no cilindro
e do número de golpes do pistão por unidade de tempo. Para cada golpe do pistão, um
volume fixo de líquido é descarregado da bomba.



a
A partícula a de fluido é aspirada e de-
pois sai com a pressão comunicada pe-
lo êmbolo.



Bombas centrífugas 2.2


Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
- eficiência volumétrica = (descarga real)/(descarga baseada no deslocamento do pistão) →
até 95%

- simplex de duplo efeito: possui um único cilindro, utilizando os dois lados do seu volume
para impelir o líquido no golpe para a frente e no golpe para trás.

v
a
z
ã
o
Descarga
p/ frente
Descarga
p/ trás
Descarga
p/ frente



Dúplex de duplo efeito: possui dois cilindros, com êmbolos separados em cada um deles, o
fluido é bombeado no golpe para frente e para trás de cada êmbolo.

v
a
z
ã
o
Cilindro 1
Cilindro 2
Vazão total


- A vazão de descarga do líquido numa bomba alternativa varia com o tempo, em virtude da
natureza periódica do movimento do pistão.

- As bombas alternativas imprimem ao fluido as pressões mais elevadas entre todos os tipos
de bombas. Por outro lado sua capacidade é relativamente pequena.

Bombas rotativas:

- O rotor da bomba provoca uma pressão reduzida no lado da entrada o que possibilita a
admissão do líquido na bomba.

- À medida que o elemento gira, o líquido fica retido entre os componentes do rotor e a
carcaça da bomba. Finalmente, depois de uma determinada rotação do rotor o líquido é
ejetado pelo lado de descarga da bomba.


Bombas centrífugas 2.3


Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa


Vazões quase constantes comparada com a vazão pulsada das bombas alternativas.

- São utilizadas com líquidos de quaisquer viscosidade, desde que não contenham sólidos
abrasivos.

- Operam em faixas moderadas de pressão e tem capacidade que ficam entre as pequenas e
as médias.

- Bombas rotatórias: Bombas de engrenagem. Bombas parafusos. Bombas com cavidades
caminhantes.

Bombas centrífugas 2.4


Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Exemplo 2.1: Bombear a uma vazão constante um líquido de densidade igual a da água para
um reator. Taxa de 90 gal/min, pressão de 200 psi

•A velocidade de operação
esta entre 400 e 600 rpm
→ 450 rpm
•A potência necessária para
manter o escoamento
→ 21 HP
Pressão de descarga, psi
Capacidade, para 600 rpm
Capacidade, para 400 rpm
Capacidade, para 200 rpm
h
p

p
a
r
a

6
0
0

r
p
m
h
p
p
a
r
a
4
0
0
r
p
m
h
p para 200 rpm
H
o
r
s
e
p
o
w
e
r
C
a
p
a
c
i
d
a
d
e
,

g
a
l
/
m
i
n


BOMBAS CENTRÍFUGAS

- As bombas centrífugas são amplamente usadas nas indústrias de processos em virtude da
simplicidade do modelo, do pequeno custo inicial, da manutenção barata e da
flexibilidade de aplicação.
- Vazões de alguns galões/min até vários milhares de galões/min, operando a várias
centenas de psi.
- fluido entra na bomba nas vizinhanças do eixo rotor propulsor e é lançado para a
periferia pela ação centrífuga. A energia cinética aumenta do centro do rotor para as
pontas das palhetas propulsoras. Esta energia cinética é convertida em pressão quando o
fluido sai do impulsor e entra na voluta do difusor.

Eixo motriz
Rotor
Voluta
Carcaça
Difusor
Palheta
do rotor
Eixo motriz
Carcaça de bomba centrífuga, com voluta
Carcaça de bomba centrífuga, com difusor

Bombas centrífugas 2.5


Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

- coração da bomba centrífuga é o rotor. É constituído por diversas palhetas, ou lâminas,
conformadas de modo a proporcionarem um escoamento suave do fluido entre cada uma
delas.

- As carcaças das bombas centrífugas podem ser feitas de diversas formas, mas a função
principal é a de converter a energia cinética impressa ao fluido pelo rotor em uma carga de
pressão.

Principais vantagens:

1- É de construção simples. Pode ser construída numa vasta gama de materiais.
2- Há ausência total de válvulas.
3- Vazão de descarga constante.
4- Funciona a alta velocidade.
5- Baixo custo de manutenção.
6- Tamanho reduzido, comparado com outras bombas de igual capacidade.
7- Funciona com líquidos com sólidos em suspensão.
8- Não sofre qualquer deterioração se a tubagem de saída entupir durante um período muito
longo.


Principais desvantagens:

1- A bomba de um estágio não consegue desenvolver uma pressão elevada.
2- Se não incorporar uma válvula de retenção na tubagem de sucção, o líquido voltará a
correr para o tanque de sucção logo que a bomba pare.
3- Não consegue operar eficientemente com líquidos muito viscosos.


- Problemas que podem se a apresentar ao engenheiro químico:
a) Projetar uma tubulação nova e selecionar uma bomba.
b) Selecionar uma bomba para um sistema existente.
c) Projetar um novo sistema para uso com uma bomba existente.

Todos estes problemas podem ser resolvidos em termos de curvas características.









Bombas centrífugas 2.6


Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
2.2. Curvas características do sistema (AMT e SCR)

2.2.1 Altura Manométrica Total (AMT)
Considerando a bomba instalada no sistema abaixo:
P
S
(a)
P
D
(b)
Z
S
Z
D
Descarga ou recalque
Sucção
1
2


Aplicando a equação da energia (Bernoulli + perdas + Wη) entre os pontos (a) e (b), resulta:

η + + + +
γ
= + +
γ
W h
g 2
V
Z
P
g 2
V
Z
P
f
2
D
D
D
2
S
S
S
(1)

Onde W representa o trabalho aplicado por um agente externo no eixo da bomba e η a
eficiência mecânica da bomba. Assim, Wη já leva em conta a perda de carga do fluido através
da bomba.

Wη = trabalho aplicado ao fluido

Como os termos de energia cinética são desprezíveis em relação aos outros nos casos
correntes:
f S D
S D
h Z Z
P P
W + − +
γ

= η − (2)

Os termos do lado direito da igualdade representam alturas. São as chamadas:

fricção de a manométric altura h
elevação de a manométric altura Z Z
pressão de a manométric altura
P P
f
S D
S D
=
= −
=
γ


Bombas centrífugas 2.7


Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Por esta razão -Wη é chamado de ALTURA MANOMÉTRICA TOTAL a vencer:

f S D
S D
h Z Z
P P
H AMT + − +
γ

= ∆ = (3)

Z
D
e Z
S
→ terão sinais negativos se os dois pontos considerados estiverem abaixo da linha
de centro da bomba.
O termo h
f
pode ser desmembrado:
h
fS
→ perda de carga na sucção.
h
fD
→ perda de carga na descarga.

A equação (3) pode ser reescrita como:

4 4 3 4 4 2 1 4 4 4 3 4 4 4 2 1
sucção na disponível
a manométric Altura
S f S
S
descarga na vencer a
a manométric Altura
D f D
D
h Z
P
h Z
P
H








− +
γ









+ +
γ
= ∆ (4)

∆H pode ser obtido em função de P
1
e P
2
, aplicando-se a equaçãode Bernoulli entre a entrada
e saída da bomba.
1 2
1 2
Z Z
P P
H W − +
γ

= ∆ = η − (5)

As perdas através da bomba são incluídas em η. Como Z
2
- Z
1
é desprezível em comparação
com P
1
- P
2,
, logo:

γ

= ∆
1 2
P P
H (6)

Colocando em gráfico a equação (3)



Função polinomial de
grau 2
h
f
∆H
(m.c.l.)
S D
S D
Z Z
P P
− +
γ

Q(m
3
/h)
As perdas aumen-
tam com a vazão.


Bombas centrífugas 2.8
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

2.2.2 Saldo de Carga de Sucção (SCS) ou Net Positive Suction Head (NPSH)
- Se a pressão é somente levemente maior que a pressão de vapor, algum líquido pode
vaporizar no interior da bomba, reduzindo a capacidade da bomba e causando severas
erosões.

- Para evitar a cavitação, a pressão na entrada da bomba deve exceder a pressão de vapor por
um certo valor chamado de ‘saldo de carga de sucção’ (SCS).

- SCS: 5 → 10 ft: bombas pequenas (até 100gal/min).

O saldo de carga de sucção é definido como:

γ

=
v 1
P P
SCS (7)
Ou, aplicando a equação de Bernoulli (conservação da energia) entre (a) e a sucção da bomba
de (desprezando V
2
/2g)

}
S f
0
1
1
S
S
h Z
P
Z
P
+ +
γ
= +
γ


{
sucção na carga de perda
S f S
S 1
h Z
P P
− +
γ
=
γ
(8)

Substituindo (8) em (7)

S f S
v S
h Z
P P
SCS − +
γ

= (9)

SCS disponível que o sistema
oferece a bomba

Colocando em gráfico SCS em função da vazão, resulta:

Bombas centrífugas 2.9
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

h
fS
SCS
(m.c.l.)
S
v S
Z
P P
+
γ

Q(m
3
/h)
S f
vazão da independe
S
v S
h Z
P P
SCS − +
γ

=
43 42 1

A equação (9) dá o SCS disponível ou seja o saldo ou a quantidade mínima de energia em
termos absolutos que deve existir no flange de sucção, para que a pressão neste ponto esteja
acima da pressão de vapor do líquido e não haja cavitação.

NO QUADRO
EXEMPLO 2.2: Na especificação de uma nova bomba a ser instalada no sistema abaixo
calcular, para uma vazão de 20 m
3
/h de ácido sulfúrico a 98% em peso a 25
o
C
(ρ=1840kg/m
3
, µ=15 cp, e pressão de vapor = 0,0015mmHg),
a) a altura manométrica total,
b) NPSH (SCS) disponível.

14 m
2 m
2”sch 40 (aço comercial)
ΣL = 120 m (incluindo o comprimento
equivalente)
2”sch 40 (aço comercial)
ΣL = 4 m (incluindo o comprimento
equivalente)
constante


2.3. Curvas características das bombas centrífugas
Curvas características da bomba são as curvas que traduzem o funcionamento das bombas,
resultado das experiências dos fabricantes. As curvas características fornecidas pelos
fabricantes de bombas são:
Bombas centrífugas 2.10
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

a) ∆H x Q
b) Potência absorvida x Q
c) Rendimento x Q
d) SCS requerido x Q

Estas curvas podem ser obtidas:
- teoricamente utilizando a teoria da mecânica geral em relação ao efeito do rotor sobre o
fluido.
- experimentalmente em testes de ‘performance’.

Dois parâmetros da bomba - diâmetro do rotor e velocidade de rotação são considerados no
estudo das curvas características das bombas. Uma bomba centrífuga desenvolverá para cada
velocidade de rotação (w) e para um determinado diâmetro do rotor (D
rotor
) uma
determinada altura manométrica para uma vazão especificada. Da mesma forma, para cada w
e D
rotor
, haverá um SCS requerido pela bomba em função da vazão, ou seja, para uma
determinada vazão, uma determinada bomba requererá um SCS mínimo, abaixo da qual
ocorrerá cavitação.
Um outro parâmetro a considerar é a potência desenvolvida pela bomba:

Q
P
g Q
P
g m
P
H ) W (
Q mássica vazão m
H g m
tempo
H g m
P
tempo
Trabalho
P
γ
=
ρ
= = ∆ = −
ρ = =
∆ =

= ∴ =
&
&
&


BHP = a potência a ser desenvolvida no eixo da bomba (pelo motor) é chamada de potência
absorvida ou potência de eixo (P
abs
ou BHP - brake horse power).




Bombas centrífugas 2.11
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

(ft) H (GPM); Q (HP); BHP fluido; do relativa densidade d : onde

3960
d H Q
BHP
: uso o para prontas fórmulas de série uma Existe
H g Q H g m BHP
= ∆ = = =
η

=
η ∆ ρ = η ∆ = &

) (kgf/m (m); H ); s m ( Q (CV); BHP : onde
75
H Q
BHP
3 3
= γ = ∆ = =
η
∆ γ
=

Finalmente, cada bomba tem uma eficiência - definida como η = P/BHP - variando
com a vazão e é fabricada dentro de uma faixa de operação de modo que fora desta faixa, para
menos e para mais da vazão de projeto, a eficiência, cai.
Em resumo, para cada W e D
rotor

∆H
BHP
η
SCS
∆H
η
BHP
SCS
W
D
rotor
Q
∆H
BHP
η
SCS

Uma outra forma de apresentar a curva de rendimento é a seguinte:
η
5
η
4
η
3
η
2
η
1
∆H
BHP
SCS
Q
W
D
rotor
∆H
BHP
SCS


Bombas centrífugas 2.12
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

2.4. Determinação da curva do sistema e ponto de operação de uma bomba centrífuga

2.4.1. Determinação da curva do sistema
Denominamos por curva do sistema uma curva que mostra a variação da altura
manométrica total com a vazão ou, em outras palavras, mostra a variação da energia por
unidade de peso que o sistema solicita em função da vazão. Para determinar a curva do
sistema, vamos considerar a situação sitada no item 2.2.1 sobre AMT. Como vimos, a altura
manométrica total pode ser expressa por:
H = hd – hs ∴
( ) ( )
43 42 1
4 4 4 4 3 4 4 4 4 2 1 (Q) f fricção H
fs fd
vazão a com
varia não estático H
S D
S D
h h Z Z
P P
H
=
+ + − +








γ

=
O procedimento, em detalhes, será então o seguinte:
- Fixam-se arbitrariamente os valores de vazão, em torno de seis, estando entre estes a
vazão zero e a vazão com a qual desejamos que o sistema opere. Objetivando a cobertura
de uma ampla faixa de vazões, as quatro vazões restantes devem ser fixadas da seguinte
forma:
¾ duas de valor inferior à vazão pretendida para operação
¾ duas de valor superior à vazão pretendida para operação
- Observando a equação acima, vemos claramente, que para a vazão zero,

( )
S D
S D
estático
Z Z
P P
H H − +








γ

= =
- Para as demais vazões, a determinação de H é feita somando ao valor de H estático a
perda de carga do sistema para cada vazão.
- Então podemos determinar a correspondência entre os valores de Q e H.






Bombas centrífugas 2.13
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Q
1
= 0 → H estático
Q
2
< Q
3 → H estático + (h
f2
para vazão Q
2
)
Q
2
< Q
4
→ H estático + (h
f3
para vazão Q
3
)
Q
4
= vazão pretendida
para operação
→ H estático + (h
f4
para vazão Q
4
)
Q
5
> Q
4 → H estático + (h
f5
para vazão Q
5
)
Q
6
> Q
5
→ H estático + (h
f6
para vazão Q
6
)

- De posse dos pares de valores (Q, H) resta-nos apenas locar os pontos e construir uma
curva que apresenta uma forma semelhante à da figura abaixo.













Curva do sistema

2.4.2 – Determinação do ponto de trabalho
Se colocarmos as curvas do sistema no mesmo gráfico onde estão as curvas
características da bomba, obteremos o ponto normal de trabalho na interseção da curva Q x
∆H da bomba com a curva do sistema.




H
estático
h
f6
h
f5
h
f4
h
f3
h
f2
H



H
6

H
5
H
4

H
3
H
2
H
1
Q
1
Q
2
Q
3
Q
4
Q
5
Q
6

Q
Bombas centrífugas 2.14
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa















Ponto de trabalho (Q
T
, H
T
, P
T
, η
T
)

Então, a bomba teria como ponto normal de trabalho:
- vazão (Q
T
)
- carga ou head (H
T
)
- potência absorvida (Pot
T
)
- rendimento da bomba no ponto de trabalho (η
T
)
Deve-se considerar que existem diversos recursos para modificar o ponto de trabalho e
deslocar o ponto de encontro das curvas Q x H da bomba e do sistema. Estes recursos consistem em
modificar a curva do sistema, ou modificar a curva da bomba conforme veremos no item 2.5.

2.5. Fatores que influenciam nas curvas características de uma bomba

2.5.1. Velocidade de rotação - a partir da análise dimensional dos fatores que
influenciam na ‘performance’ de uma bomba com diâmetro do rotor fixo, as seguintes
relações são obtidas:
Para D
rotor
fixo:
a) A vazão é proporcional à rotação

1 1
W
W
Q
Q
=
b) A altura manométrica total varia com o quadrado da velocidade de rotação

2
1 1
W
W
H
H








=



c) A potência absorvida varia com o cubo da velocidade de rotação

H, η, Pot
η
T





H
T


Pot
T




H x Q do sistema
η x Q
Pot x Q
H x Q
Q
T

Q
Bombas centrífugas 2.15
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

3
1 1
W
W
P
P








=

A alteração da velocidade de rotação é feita através do motor.
Sempre que alteramos a rotação deve ser feito a correção das curvas características através
das relações anteriormente apresentadas para determinação do novo ponto de trabalho, sendo
normal o fabricante fornecer as curvas para diferentes velocidades. Por exemplo:

∆H a W
∆H
1
a W
1
η

a

W
1 η

a

W
B
H
P
a W
B
H
P
a W
1
∆H
η
BHP
O rendimento é igual para pontos
homólogos:
Q, ∆H → η
Q
1
, ∆H
1
→ η
1
= η
onde Q, ∆H , Q
1
e ∆H
1
estão ligados
pelas relações acima.


2.5.2. Diâmetro do rotor
Mantendo-se constante a velocidade de rotação, o efeito do diâmetro do rotor pode ser obtido
das relações:
Para W constante:
a) A vazão é proporcional ao diâmetro do rotor:

1 1
D
D
Q
Q
=

b) A altura manométrica total varia com o quadrado do diâmetro do rotor:

2
1 1
D
D
H
H








=




c) A potência absorvida varia com o cubo do diâmetro do rotor:

Bombas centrífugas 2.16
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

3
1 1
D
D
P
P








=
Ou seja:

3
1 1 1 1
P
P
H
H
Q
Q
D
D
=


= =

Observação:
D
max
- limitado pelo tamanho da carcaça
D
min
- 80% do rotor original

Da mesma forma que com a velocidade de rotação, os fabricantes fornecem curvas para vários
diâmetros de rotor.

2.5.3. Efeito da natureza do líquido:

Densidade - uma bomba centrífuga tem uma velocidade de rotação constante porque depende
somente das características do motor e estas só variam se houver variação na amperagem ou
voltagem da linha (rede elétrica). Um aumento ou diminuição da perda de carga no sistema
(exemplo: fechamento ou abertura maior de uma válvula), variação na densidade do fluido,
enfim, qualquer variação não afeta a velocidade de rotação do motor.
Do ponto de vista da bomba é a velocidade de rotação que imprime altura manométrica ao
fluido através da força centrífuga. Como a altura manométrica é expressa por unidade de peso
do líquido ela só depende da velocidade de rotação que é constante.

g 2
R W
g 2
V
H
2
rotor
2 2
= = ∆

Portanto, qualquer que seja o líquido, a curva ∆H x Q da bomba é a mesma, já a curva BHP x
Q sofre alterações quando se trabalha com outro líquido.

η
∆ ρ
=
H gQ
BHP , já que ρ varia

Bombas centrífugas 2.17
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Variando a densidade
do fluido
Curva ∆H
bomba
x Q → constante
Curva BHP x Q → varia


EXEMPLO 2.3: Uma bomba que opera com água (d=1,0) num determinado ponto Q x ∆H
desenvolverá a mesma vazão contra o mesmo ∆H quando bombear H
2
SO
4
(d=1,84). Porém o
motor terá que desenvolver uma potência 1,84 vezes maior.

Viscosidade - as curvas características fornecidas pelos fabricantes retratam a ‘performance’
das bombas quando operando com água. Entretanto estas curvas sofrem modificações quando
a bomba opera com líquidos muito viscosos. No exemplo anterior foi dito que não haveria
variação em Q e ∆H para H
2
SO
4
apesar deste possuir viscosidade maior que a da água (≅ 8 cp
contra 1 cp da água) porque a diferença não é marcante. As diferenças aparecem com
viscosidade acima de 50 cp aproximadamente.
O gráfico da página seguinte, editado pelo ‘Hydraulic Institute’, permite a determinação do
desempenho da bomba operando com líquido viscoso quando seu desenvolvimento com água
é conhecido.

Limites do gráfico:
a) Só usar dentro da escala apresentada (não extrapolar).
b) Usar somente para bombas de projeto convencional dentro da faixa de operação normal
(em torno de η máximo). Não usar para bombas tipo fluxo misto ou axial ou para líquidos
não uniformes.
c) Usar somente onde SCS é capaz de evitar o efeito da cavitação.
d) Usar somente para líquidos Newtonianos.











Bombas centrífugas 2.18
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa




Bombas centrífugas 2.19
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Q
vis
= Q
w
C
Q
(vazão do fluido viscoso = vazão de água x fator de correção)
∆H
vis
= ∆H
w
C
H

η
vis
= η
w
C
η

A potência pode ser obtida de:
vis
vis vis
vis
3960
d H Q
BHP
η

=

INSTRUÇÕES PARA A SELEÇÃO PRELIMINAR DE UMA BOMBA PARA UMA
DADA CAPACIDADE E ALTURA MANOMÉTRICA EM CONDIÇÕES VISCOSAS.

a) Conhecida a capacidade viscosa desejada, a altura manométrica viscosa e a viscosidade e
densidade na temperatura de bombeamento, a carta de correção pode ser usada para
encontrar a equivalente capacidade e altura manométrica quando bombeando água.
b) Entrar na carta, pela parte inferior com a capacidade viscosa (Q
vis
) e seguir verticalmente até
encontrar a altura manométrica viscosa (∆H
vis
). Prosseguir em seguida horizontalmente até a
viscosidade do fluido em estudo, então subir verticalmente até as curvas de correção para tirar os
valores de C
Q
, C
η
e C
H
para 1,0Q
ηw
(capacidade aquosa na qual a máxima eficiência é obtida).
c) Os valores para entrar nas curvas características das bombas, que são referidas às condições
aquosas seriam:

H vis w
Q vis w
C H H
C Q Q
∆ = ∆
=


d) C
η
servirá para a avaliação da eficiência conforme será visto no exemplo que se segue.

EXEMPLO 2.4: Selecionar uma bomba para operar 750 gpm contra uma altura manométrica de
100 pés de um líquido que possui uma viscosidade de 1000 SSU (Saybolt Seconds Universal) e uma
densidade de 0,90 na temperatura de bombeamento.

Solução: Entrar na carta com 750 gpm subir verticalmente até 100 pés, continuar
horizontalmente até 1000 SSU (viscosidade), prosseguindo em seguida verticalmente até as
curvas de correção, para tirar os seguintes valores:
C
Q
= 0,95
C
H
= 0,92 (para 1,0 Q
ηw
)
Bombas centrífugas 2.20
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

C
η
= 0,635
Então: Q
w
= Q
vis
/C
Q
= 750/0,95 = 790 gpm
∆H
w
= ∆H
vis
/C
H
= 100/0,92 = 108,8 = 109

Selecionar, então, uma bomba para uma vazão de água de 790 gpm contra uma altura
manométrica total de 109 pés. A seleção deve ser feita de modo que a eficiência seja bem
próxima da máxima eficiência. Então, se a bomba selecionada possui uma eficiência de 81%
operando 790 gpm de água contra uma carga de 109 pés, a sua eficiência operando o líquido
viscoso será:
HP 1 , 33 BHP
515 , 0 3960
90 , 0 100 750
BHP
3960
d H Q
BHP
: será viscosas, condições nas BHP o E
% 5 , 51 635 , 0 81 C
vis
vis
vis
vis vis
vis
vis w vis
=
×
× ×
= ⇒
η ×
× ∆ ×
=
= × = η ⇒ × η = η
η



DETERMINAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE FUNCIONAMENTO DA BOMBA COM
LÍQUIDOS DE ALTA VISCOSIDADE, QUANDO SE CONHECEM AS
CONDIÇÕES DE FUNCIONAMENTO COM ÁGUA.

EXEMPLO 2.5: Dadas as curvas características de uma bomba, obtidas em ensaio com
água, traçar a curva para o caso de um óleo de densidade igual a 0,90 e viscosidade de 1000 SSU na
temperatura de bombeamento.









Bombas centrífugas 2.21
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa






0,6 x Q(água) 0,8 x Q(água) 1,0 x Q(água) 1,2 x Q(água)
DADOS DO CATÁLOGO
DO FABRICANTE
Descarga Q 450 600 750 900
Alt. Manométrica ∆H 114 108 100 86
Rendimento η
72,5 80 82 79,5
Viscos. do líquido 1000 SSU 1000 SSU 1000 SSU 1000 SSU
C
Q
(do gráfico) 0,95 0,95 0,95 0,95
C
H
(do gráfico) 0,96 0,94 0,92 0,89
C
η
(do gráfico) 0,635 0,635 0,635 0,635
Q x C
Q
(óleo) 427,5 570 712,5 855
∆H x C
H
(óleo) 109,4 101,5 92 76,5
η x C
η
(óleo) 46,0 50,8 52,1 50,5
Densidade do líquido 0,90 0,90 0,90 0,90
Potência (líq. viscoso) 23,1 25,9 28,6 29,4



Bombas centrífugas 2.22
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

2.6. Perda de carga variável
Considerando o sistema representado na figura abaixo (o nível do tanque de sucção
permanece constante).

(nível constante)
V


As curvas do sistema e bomba estão representadas abaixo:
Sistema
Bomba
∆H
Q


Para posições da válvula V mais fechada, teremos para uma mesma vazão perdas de carga
maiores ao passo que o termo:
S D
S D
Z Z
P P
− +
γ


permaneça constante.
Bombas centrífugas 2.23
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

h
1
h
2
Sistema
S D
S D
Z Z
P P
− +
γ

Q
∆H


Isto significa a existência de várias curvas, cada uma representando uma situação de perda de
carga maior para uma determinada vazão, com o mesmo ponto de interseção com o eixo ∆H
para Q = 0.


∆H
Q
Válvula V na posição mais fechada
Válvula V toda aberta



2.7. Altura estática variável

Analisando agora como se comporta a curva do sistema para o caso de ter-se variação dos
níveis de sucção e/ou descarga. Considerando o caso abaixo:
Bombas centrífugas 2.24
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Z
S
(nível constante)
c
b
a
Z
a
Z
b
Z
c
nível variável



À medida que o nível no tanque de descarga varia tem-se uma variação no termo Z
D
- Z
S
, o
que significa a existência de várias curvas se deslocando na direção vertical do gráfico
∆H x Q.
Obs.: para uma dada vazão, a perda é a mesma, por isso as curvas deslocam-se na vertical e
são paralelas umas às outras.
(c)
(b)
(a)
Z
c
- Z
S
Z
b
- Z
S
Z
a
- Z
S
∆H
Q

f S D
S D
h Z Z
P P
H AMT + − +
γ

= ∆ =
0


Bombas centrífugas 2.25
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

f S c c c
f S b b b
f S a a a
h Z Z H AMT
h Z Z H AMT
h Z Z H AMT
+ − = ∆ =
+ − = ∆ =
+ − = ∆ =


2.8. Associação de bombas
Dois tipos de associação podem existir:
- Em série (altura manométrica exigida por um sistema for muito elevada)
- Em paralelo (vazão exigida por um sistema for muito elevada)
O uso de bombas em associação oferecem maior flexibilidade e segurança operacional.

2.8.1. Bombas em série
Neste caso a descarga de cada bomba é ligada à sucção da seguinte, de modo que a
vazão do sistema associado é limitada pela bomba de menor vazão, ou, no caso de bombas iguais,
a vazão do sistema será igual à vazão de uma bomba enquanto que a altura manométrica
desenvolvida será a soma da altura manométrica desenvolvida por cada unidade. Uma bomba de
vários estágios funciona como uma associação de bombas em série.
Analisando as alturas manométricas desenvolvidas em termos das pressões de descarga e
sucção de cada bomba e desprezando a perda de carga entre uma bomba e outra, temos:


1
2
P
1
P
2
P
3
Q

Bombas centrífugas 2.26
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

série. em conjunto do H
P P
P P P P P P
H H : Somando
Z) o desprezand (
P P
H
Z) o desprezand (
P P
H
1 3
1 3 2 3 1 2
2 1
2 3
2
1 2
1
∆ →
γ

γ

=
γ

+
γ

= ∆ + ∆

γ

= ∆

γ

= ∆


Como a vazão através da bomba 1 é a mesma da bomba 2 podemos a partir das curvas individuais de
cada bomba, determinar a curva ∆H x Q para a associação.


∆H
1
2
H
1
H
2
Q
H
T
Curva da
associação
Curva do sistema
Ponto de trabalho: Q, H
T
A bomba (1) irá operar com Q, H
1
A bomba (2) irá operar com Q, H
2
H
T
= H
1
+ H
2



2.8.2. Bombas em paralelo
Esta associação é usada quando a vazão exigida for muito elevada. Para tal sistema a curva
∆H ‘versus’ Q pode ser determinada da seguinte maneira.
Considerando o sistema:



Bombas centrífugas 2.27
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa


1
2
Q
Q
Q
1
Q
2
P
1
P
2

Desprezando as perdas de carga nos trechos individuais pode-se escrever para cada bomba:

Q Q Q H H
: bombas as ambas a comuns são P e P Como
P P
H ,
P P
H
2 1 2 1
2 1
1 2
2
1 2
1
= + ∆ = ∆
γ

= ∆
γ

= ∆

Da mesma maneira como foi feito para bombas em série, podemos partir das curvas
individuais e das relações acima obtidas, chegar à curva ∆H x Q para a associação.

Curva do sistema
Curva da associação
∆H
Q
Q
1
Q
2
Q
T
Ponto de trabalho
Pto. de trabalho caso só
a bomba 2 opere
Pto. de trabalho caso só
a bomba 1 opere
(1) (2)
H


Ponto de trabalho: Q
T
, H
Bombas centrífugas 2.28
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa


A bomba (1) irá operar com: Q
1
, H

A bomba (2) irá operar com: Q
2
, H

Q
T
= Q
1
+ Q
2


Observação: esta análise não pode ser feita no caso das sucções serem independentes.


1
2
Q
Q
1
Q
2


2.8. Estudos de casos especiais

I) Bomba enchendo um reservatório, havendo uma descarga livre intermediária na linha
de recalque
Suponhamos uma instalação de bombeamento do reservatório B. No recalque existe uma
derivação de onde se pretende sangrar uma descarga Q
2
= 5 l/s.
Traçamos primeiramente a curva característica para o trecho 1 (curva c
1
). Marcamos a
descarga Q
2
a partir do eixo das ordenadas e obtemos o ponto D. A partir deste ponto,
traçamos a curva c
3
do trecho 3 do encanamento. Deslocamos, na vertical, o ponto D para D’
sobre a curva c
1
e traçamos a partir da curva c
1
a curva (c
1
+ c
3
) cujas ordenadas são (J
1
+ J
3
).
Obteremos em P o ponto de funcionamento. Por ele, tracemos a ordenada PE. Ficarão
determinadas as descargas Q
1
(total) = 12,5 l/s e Q
3
(no reservatório B), igual a 7,5 l/s, uma
vez que Q
2
= 5 l/s já era conhecido.
Bombas centrífugas 2.29
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa


Figura 2.8
II) Encanamento de recalque alimentando dois reservatórios*
III) Duas bombas em paralelo, em níveis diferentes*
* Macintyre, A.J., Bombas e instalações de bombeamento, Editora Guanabara, Segunda edição, 1987. pg. 188 -192.
Bombas centrífugas 2.30
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

ENG184 – Operações Unitárias I
Exercícios:

1. A água deve ser bombeada de um rio para um tanque como mostra a figura. Uma bomba
centrífuga com as características abaixo deve ser usada:

Q (gpm) 0 20 40 60 80 100 120 140 160
H (ft) 280 260 220 160 110 63 28 10 5
η (%) 0 45 60 60 56 50 43 37 30

a) Qual a vazão esperada?
b) Qual o consumo de energia?

75 ft
Tubulação de descarga
Ø = 3”sch 40
ΣL = 700 ft (incluindo
o comprimento equiva-
lente)
Tubulação de sucção
Ø = 3”sch 40
ΣL = 180 ft (incluindo
o comprimento equivalente)
10 ft












Bombas centrífugas 2.31
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Q H η Re e/D f (A-24) hL H
GPM ft % Moody ft ft
0 280 0 0,000 0,0006 0 65,0000000
20 260 45 17419,451 0,0006 0,0270 1,0874018 66,0874018
40 220 60 34838,903 0,0006 0,0240 3,8663174 68,8663174
60 160 60 52258,354 0,0006 0,0230 8,3367470 73,3367470
80 110 56 69677,805 0,0006 0,0220 14,1764973 79,1764973
100 63 50 87097,257 0,0006 0,0210 21,1439235 86,1439235
120 28 43 104516,708 0,0006 0,0210 30,4472499 95,4472499
140 10 37 121936,159 0,0006 0,0205 40,4553737 105,4553737
160 5 30 139355,611 0,0006 0,0200 51,5508993 116,5508993




0
50
100
150
200
250
300
0 20 40 60 80 100 120 140 160
Q (GPM)
H
,

H
s
i
s
t
,

H
Eficiência
H (sistema)





Bombas centrífugas 2.32
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

2. Abaixo tem-se um sistema onde esta instalada a bomba com as características indicadas na página
seguinte. Determinar o tempo necessário para se encher o reservatório com água a 25
o
C.


3 m
Nível constante
∅ = 3” sch 40
3,068”ID
ΣL = 10 m
16 m
∅ = 2” sch 40
2,067”ID
ΣL = 100 m
Reserv.
17 m
2 m
∅ = 4 m






40
30
20
10
0
20 40 60 80 100 120 Q(gpm)
6
5
4
3
2
1
∆H (m)
40
70 60 50
SCS (m)


Bombas centrífugas 2.33
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

A B C D E F G H I J 1
Q (GPM) Q(m
3
/s) Re
1
(e/D)
1
f
1
(A-24) Re
2
(e/D)
2
f
2
(A-24) h
f
H 2
0 0 0 0,0006 0 0,0009 0 13,000 3
20 0,0012616 20567,80 0,0006 0,027 30518,70 0,0009 0,025 0,836 13,836 4
40 0,0025232 41135,61 0,0006 0,024 61037,41 0,0009 0,023 3,077 16,077 5
60 0,0037848 61703,41 0,0006 0,022 91556,11 0,0009 0,022 6,617 19,617 6
80 0,0050464 82271,22 0,0006 0,021 122074,82 0,0009 0,0215 11,493 24,493 7
100 0,0063080 102839,02 0,0006 0,0205 152593,52 0,0009 0,021 17,540 30,540 8
120 0,0075696 123406,83 0,0006 0,0205 183112,23 0,0009 0,0205 24,665 37,665 9
altura do tanque de 0 a 2 m



altura do tanque = 19 m
Q (GPM) H
0 30,000
20 30,836
40 33,077
60 36,617
80 41,493
100 47,540
120 54,665



teste para ver se ocorre cavitação
Q (GPM) NPSH
d

0 13,000
20 12,988
40 12,956
60 12,909
80 12,846
100 12,765
120 12,662






Bombas centrífugas 2.34
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa



I4
=0.0826*POTÊNCIA(B4,2)*(E4*10/POTÊNCIA(0.0779,5)+H4*100/POTÊNCIA(0.0525,5))








+ =
5
2
2 2
5
1
1 1 2
f
D
L f
D
L f
Q 0826 , 0 h
- Programar apenas uma célula; marcar esta célula;
- utilizar o comando Copiar do menu editar;
- marcar outras células da coluna;
- utilizar o comando colar do menu editar;
- resultado: as células coladas darão o resultado automaticamente.
funções: comando f
x
do menu



















Bombas centrífugas 2.35
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

3. Um cano tanque deve ser esvaziado de 10000 gal de benzeno a 80
o
F em 3h. A bomba centrífuga
disponivel tem as seguintes características:

Q
gpm
Q
m
3
/h
H
ft
H
m
η
%
0 0 110 33 0
20 4,5 106 31,8 29,2
40 9 90 27 40
60 13,5 63 19 45
80 18 41 12,3 47
100 22,5 22 6,6 48,3
120 27,2 12 3,6 46,5
140 32 7 2,1 40

a) A bomba é satisfatória para o serviço ?
b) Quanto tempo levará para esvaziar o caminhão?



Ø = 20 ft
6”
4 ft
15 ft
35 ft Ø=3” sch 40
+ 3J 90
o
+ 1 válvula gaveta
50 ft
15 ft
110 ft Ø=3” sch 40
+ 4J 90
o
+ 1 válvula gaveta
6,5 ft



Bombas centrífugas 2.36
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa


Para zs=4.5ft
Q H Eficiência Re e/D f hf Hsist
GPM ft % ft ft
0 110 0,00 0,00 0,0006 0,0000 45,5000
20 106 29,20 31888,00 0,0006 0,0250 0,2400 45,7400
40 90 40,00 63776,00 0,0006 0,0220 0,8448 46,3448
60 63 45,00 95664,00 0,0006 0,0210 1,8144 47,3144
80 41 47,00 127552,00 0,0006 0,0205 3,1488 48,6488
100 22 48,30 159440,00 0,0006 0,0200 4,8000 50,3000
120 12 46,50 191328,00 0,0006 0,0195 6,7392 52,2392
140 7 40,00 223216,00 0,0006 0,0190 8,9376 54,4376



Para zs=10.5 ft
Q Hsist
GPM ft
0 39,5000
20 39,7400
40 40,3448
60 41,3144
80 42,6488
100 44,3000
120 46,2392
140 48,4376













Bombas centrífugas 2.37
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa




0
20
40
60
80
100
120
0 20 40 60 80 100 120 140 160
Q (GPM)
H
,

η
,

H
s
i
s
t
H
Eficiência
Hsist (zs = 4.5ft)
Hsist (zs = 10.5 ft)
η = 47 %
Compressores 2A.1
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
2A - COMPRESSORES:
Os compressores visam conseguir que a pressão do gás venha a alcançar uma pressão
consideravelmente maior do que a pressão atmosférica.
Conforme a pressão p
i

(pressão inicial) e p
f
(pressão final) e a pressão efetiva
i f ef
p p p − = (1)
podemos ter:
a) Bombas de vácuo: p
ef
< 0
b) Ventiladores: p
ef
> 0 e da ordem de alguns cm de coluna d’água.
c) Sopradores: p
ef
> 0 até cerca de 0,2 kgf/cm
2

d) Compressores: pressões de 0,2 a 30 kgf/cm
2

e) Supercompressores: pressões acima de 30 kgf/cm
2

Os compressores se classificam em:
a) Compressores de deslocamento positivo:
O gás é admitido em uma câmara de compressão, que é, por isso, isolada do exterior. Por meio da
redução do volume útil da câmara sob a ação de uma peça móvel, alternativa ou rotativa, realiza-
se a compressão do gás. Quando a pressão na câmara atinge valor compatível com a pressão no
tubo de descarga, abre-se uma válvula ou uma passagem, e o gás da câmara é descarregado para o
exterior. A válvula nos compressores alternativos é desnecessária.

b) Compressores dinâmicos (centrífugos):
O gás penetra em uma câmara onde um rotor em alta rotação comunica às partículas gasosas
aceleração tangencial e, portanto, energia. Através da descarga por um difusor, grande parte da
energia cinética se converte em energia de pressão, forma adequada para a transmissão por
tubulações a distâncias consideráveis e à realização de propriedades específicas.

Compressores 2A.2
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Figura 1. Compressor de ar de um estágio e pistão de duplo efeito. Este modelo se faz em
diversos tamanhos, até o que tem o cilindro de 14 in e golpe de pistão de 11 in, capaz de fornecer
521 ft
3
/min a 100 psi, que é a pressão máxima atingível. O cilindro tem uma camisa de água, para
remover o calor da compressão. A unidade é operada, na maioria das aplicações, por uma correia
motriz ligada a um motor.


Figura 2. Compressor centrífugo multistágio.
Compressores 2A.3
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
2A.1. Compressão
Para um gás ideal numa evolução isentrópica adiabática, isto é, sem troca de calor com o
exterior.
cte p = ρ
γ −
(2)

( )
cte Tp
1 1
=
γ − −
(3)

v
p
c
c
cte volume a específico Calor
cte pressão a específico Calor
= = γ (4)
γ é uma constante que depende da massa e natureza do gás.

gás
γ
ar 1,40
metano 1,31
SO
2
1,29
etano 1,20
N
2
1,40

Quando a pressão de um fluido compressível aumenta adiabaticamente, a temperatura do fluido
também aumenta → trabalho de compressão é maior do que num processo isotérmico.
A relação entre as temperaturas de entrada e saída do compressor é obtida da equação (3)

γ −
|
|
.
|

\
|
=
1 1
a
b
a
b
p
p
T
T
(4)

onde: T
a
, T
b
= temperaturas absolutas de entrada e saída, respectivamente.
P
a
, p
b
= pressões de entrada e saída, respectivamente.

Para um determinado gás, a razão de temperatura aumenta com o aumento na razão de
compressão p
b
/p
a
.
Se a compressão é menor que 3 ou 4 a temperatura adiabática não aumenta muito.
Compressores 2A.4
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Se a compressão é maior que 10, a temperatura isentrópica torna-se excessiva. Como o
compressor ideal não possui trabalho de fricções, o calor gerado pelas fricções é também
absorvido pelo gás. Desta maneira é necessário resfriar o gás através de camisas com água fria ou
refrigerantes. Neste caso a temperatura de saída pode se aproximar da temperatura de entrada e a
compressão será isotérmica.

2A.2. Equações para compressores
1. Devido à mudança na densidade durante o escoamento compressível, a forma integral da
equação de Bernoulli, é inadequada.
2. Em sopradores e compressores as energias mecânica, cinética e potencial não mudam
apreciavelmente.
3. A suposição de que o compressor não possui fricção, o rendimento η = 1,0 e h
f
= 0.

Com estas simplificações temos que a forma diferencial da equação de Bernolli é:
ρ
=
p d
dW (5)
A integração da equação (5) entre a pressão de sucção p
a
e a descarga p
b
da o trabalho de
compressão de um gás ideal sem fricção.

ρ
=
b
a
p
p
dp
W (6)
A integral da equação (6) é avaliada pelo caminho seguido pelo fluido na máquina a partir da
sucção a descarga. O procedimento é o mesmo para compressores recíprocos, deslocamento
positivo, rotatório ou centrífugo.

2A.2.1. Compressão adiabática
Para unidades não resfriadas, o fluido segue um caminho isentrópico.
p
p
ou
p p
: Como
1
1
a
a
a
a γ
γ γ γ
ρ
= ρ
ρ
=
ρ
(7)

Substituindo a equação (7) na equação (6), fica:

Compressores 2A.5
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa


|
|
.
|

\
|
− γ
γ
=


|
|
.
|

\
|
ρ − γ
γ
=
γ − γ −
1
p
p
M
RT
1
1
p
p p
1
W
1 1
a
b a
1 1
a
b
a
a
(8)

Onde: R = 8314,3 J/kg mol⋅K (SI)
R= 1545,3 ft.lb
f
/lb mol⋅°R (English units)
p
b
/p
a
= razão de compressão.

2A.2.2. Compressão isotérmica
Quando o resfriamento durante a compressão é completo, a temperatura é constante e o
processo é isotérmico. A relação entre a pressão e a densidade, fica:

p
p
ou
p p

a
a
a
a
ρ
= ρ
ρ
=
ρ
(9)

a
b a
a
b
a
a
p
p
ln
M
RT
p
p
ln
p
W =
ρ
= (10)

O trabalho isotérmico (γ = 1) é menor que o trabalho adiabático (γ > 1)

2A.2.3. Compressão politrópica
Com compressores grandes não isotérmicos e nem adiabáticos, vale a relação:

p
p
ou
p p

n 1
n 1
a
a
n
a
a
n
ρ
= ρ
ρ
=
ρ
(11)

onde n é constante.
( )
( )
a b
a b
p ln
p ln
n
ρ
ρ
= (12)

Para calcular a potencia do compressor quando a eficiência é η,
Compressores 2A.6
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

η
=
Wm
P (13)

onde: P = W, m = (g do gás)/s e W = J/g.

EXEMPLO 1: Compressão do metano
Um compressor de um estágio comprime 7,56 x 10
-3
kg mol/s de gás metano a 26,7
o
C e 137,9
kPa abs para 551,6 kPa abs.
a) Calcular a potencia requerida se a eficiência mecânica é 80 % e a compressão é
adiabática.
b) Repetir, mas sob condições isotérmicas.

EXEMPLO 2: Um compressor de efeito simples fornece 0,1 m
3
/s de ar (a P.T.N.) comprimido a
380 KN/m
2
, a partir de 101,3 KN/m
2
, pressões absolutas. Se a temperatura da sucção for de 289
K, o curso de 0,25 m e a velocidade de 4 Hz. Supor que a compressão e re-expansão são
isentrópicas (γ = 1,4). Qual a potencia teoricamente necessária para compressão?

EXEMPLO 3: Comprime-se ar a 290 K de 101,3 KN/m
2
a 2065 KN/m
2
, pressão absoluta, num
compressor de 2 estágios, que funciona com um rendimento mecânico de 85 %. A relação entre
pressão e volume durante o curso de compressão e expansão do gás na folga é PV
1,25
= constante.
O quociente de compressão é o mesmo em ambos os cilindros e pode considerar-se o arrefecedor
entre os estágios como perfeitamente eficiente. As folgas nos dois cilindros são de 4 e 5%,
respectivamente. Calcular:
a) O trabalho de compressão por unidade de massa de gás comprimido.
b) O rendimento isotérmico
c) O rendimento isentrópico (γ = 1,4)



Caracterização da partícula sólida 3.1
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
3. CARACTERIZAÇÃO DA PARTÍCULA SÓLIDA
Referência: Tópicos Especiais de Sistemas Particulados: Alguns aspectos da separação
sólido- fluido, Giulio Massarani, volume 2, UFSCar, 1986.

3.1. INTRODUÇÃO
O projeto e a análise do desempenho de separação sólido-fluido requer a
caracterização físico-química da fase dispersa bem como o conhecimento da dinâmica de
suspensão.
A tarefa é tão difícil que no estágio atual do conhecimento, o projeto de filtros e
sedimentadores é feito a partir de resultados experimentais alcançados diretamente na
filtração e sedimentação do sistema em estudo e o mesmo ocorre na especificação da
centrífuga e do hidrociclone.
Apesar de todas as dificuldades, o levantamento da dinâmica das partículas sólidas
sempre serve de base ao estudo científico do processo de separação e mesmo tecnológico,
quando se trata de suspensões diluídas.

3.1. TAMANHO DE PARTÍCULA
Os tamanhos de partículas podem ser medidos de várias maneiras:
PARTÍCULAS GRANDES: d > 5 mm, medida diretamente com paquímetro, micrômetro,
picnômetro, etc...
PARTÍCULAS MUITO PEQUENAS: d < 0,04 mm, métodos de medida indireta utilizando
sedimentação, movimento Browniano, etc...
PARTÍCULAS INTERMEDIÁRIAS: entre os tamanhos extremos, à medida mais
conveniente é a análise da peneira.

Para partículas não esféricas, isométricas, três eixos perpendiculares entre si iguais,
costuma-se especificar a partícula de modo:

I) d
p
= diâmetro da esfera de igual volume que a partícula.
A determinação experimental de d
p
para partículas não regulares é feita por:
a) Picnômetria : partículas grandes
b) Couter-counter: partículas pequenas

Caracterização da partícula sólida 3.2
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
II) d
#
= diâmetro da peneira (peneiras padronizadas)
Para partículas irregulares, aproximadamente esféricas, a análise de peneira fornece
um valor estimado de d
p
.
Para partículas regulares, não esféricas, a análise de peneira pode subestimar
(lâminas,discos) ou superestimar (barras) o d
p
, e em geral, fornece a segunda maior dimensão
da partícula.

III) d
st
= diâmetro de Stokes (elutriador e sedimentador, cyclosizer)

O diâmetro de Stokes representa o diâmetro da esfera que tem o mesmo
comportamento dinâmico da partícula no movimento lento, isto é, no regime de Stokes.
Como na região de Stokes a velocidade terminal é dada por:

À medida da velocidade terminal das partículas é feita pela pipeta de Andreasen, 1920.
Desta forma o diâmetro de Stokes representa o diâmetro da esfera (mesmo material)
que possui a mesma velocidade terminal da partícula.

ϑ
t
ϑ
t



IV) d
a
= diâmetro da esfera com a mesma superfície projetada da partícula (técnica de
microscopia ótica)
Superfície projetada A da partícula = π d
a
2
/4

Só é possível fazer a conversão de uma dimensão característica para outra, com o
conhecimento da forma da partícula.
( )
( )
2 1
s
t
st
2
st s
t
g
18
d
18
d g

ρ − ρ
ϑ u
= ⇒
u
ρ − ρ
= ϑ
Caracterização da partícula sólida 3.3
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Para partículas de formas conhecidas, valem as seguintes relações:
d
st
/d
p
≅ 0,92
d
#
/d
p
≅ 0,94

d
a
/d
p
≅ 1,27
d
#
/d
st
≅ 1,02 ( o diâmetro de peneira para partículas de forma usual é
aproximadamente o diâmetro de Stokes)

3.3. DISTRIBUIÇÃO DE TAMANHOS DAS PARTÍCULAS: ANÁLISE
GRANULOMÉTRICA

A análise granulométrica estuda a composição granular das misturas de partículas,
com a finalidade específica de descrever seu tamanho e superfície.
Os resultados de uma análise granulométrica são representados geralmente por curva
acumulativa da fração em peso, na qual expressa a fração de partículas menores do que um
certo tamanho D (d
#
, d
p
, d
st
, ...) em função desta dimensão das partículas.

1
x
0
D
dD
dx
Distribuição
Acumulativa


A partir da curva acumulativa é dificil visualizar a distribuição de tamanhos e por isso
é útil traçar uma curva de tamanhos que é simplesmente a derivada da curva acumulativa e se
obtém portanto, representando graficamente a inclinação da curva:


Caracterização da partícula sólida 3.4
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
D
Distribuição de
frequências
dD
dx

Exemplo de construção de curvas, utilizando a análise das peneiras.

Refs. Perry, pag 8-3: Peneiramento através de peneiras padronizadas.
Perry, pag 21-43: Tabela 21-12 – Série de peneiras, norma americana ASTM, E11.61,
e equivalente da série Tyler.

No peneiramento as partículas submetem-se à ação de uma série de peneiras. O
tamanho das partículas que passam por uma peneira de abertura de malha L
1
e ficam retidas
em outra abertura L
2
, é a média aritmética da abertura das malhas L
1
e L
2
.
A seqüência de peneiras é padronizada. A série Tyler Standart é formada por peneiras
com uma razão de abertura entre peneiras subsequentes de 2 (área). A dimensão linear
varia com a razão
4
2 .
A malha de uma peneira é o número de aberturas por unidade linear de comprimento.
Nos países que adotam o sistema decimal, toma-se como unidade linear o centímetro e nos
que adotam o sistema inglês toma-se a polegada.
A forma usual de expressar a análise granulométrica é mostrada na tabela.








Caracterização da partícula sólida 3.5
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
SITEMA
TYLER

(MESH)

*
DIÂMETRO
MÉDIO (D
#
)

(mm)

*
MASSA RETIDA


(g)

*
FRAÇÃO
PODERAL
RETIDA
(M
RETIDA
/ M
TOTAL
)

*
FRAÇÃO
PONDERAL DE
PARTÍCULAS
QUE PASSAM
PELA PENEIRA
*
-8 +10 2,03 6 0,03 0,97
-10 +14 1,44 28 0,14 0,83
-14 +20 1,02 50 0,25 0,58
-20 +28 0,718 40 0,20 0,38
-28 +35 0,508 28 0,14 0,24
-35 +48 0,359 18 0,09 0,15
-48 +65 0,254 12 0,06 0,09
-65 +100 0,180 8 0,04 0,05
-100 +150 0,127 6 0,03 0,02
-150 +200 0,090 4 0,02 0,00
TOTAL 200 1,00
* mais utilizado



SITEMA
TYLER
(MESH)

*
MASSA
RETIDA
(g)

*
DIÂMETRO
(peneira inferior)
(mm)


%
ACUMULATIVA
( > que D
#
)

*
DIÂMETRO
(peneira superior)
(mm)
%
ACUMULATIVA
( < que D
#
)

*
-8 +10 6 1,68 (10 mesh) 3 2,38 (8 mesh) 97
-10 +14 28 1,19 (14 mesh) 17 1,68 (10 mesh) 83
-14 +20 50 0,841 (20 mesh) 42 1,19 (14 mesh) 58
-20 +28 40 0,595 (28 mesh) 62 0,841 (20 mesh) 38
-28 +35 28 0,420 (35 mesh) 76 0,595 (28 mesh) 24
-35 +48 18 0,297 (48 mesh) 85 0,420 (35 mesh) 15
-48 +65 12 0,210 (65 mesh) 91 0,297 (48 mesh) 9
-65 +100 8 0,149 (100 mesh) 95 0,210 (65 mesh) 5
-100 +150 6 0,105 (150 mesh) 98 0,149 (100 mesh) 2
-150 +200 4 0,074 (200 mesh) 100 0,105 (150 mesh) 0




Caracterização da partícula sólida 3.6
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
X
Dimensão da partícula ou
abertura da peneira
Histograma da análise
granulométrica




X
Diâmetro médio das
aberturas
2
D D
D
2 1
+
=




X
Abertura da peneira
(que passou ou que
reteve)
MENOR QUE D
MAIOR QUE D






∆X
∆X ∆X
Caracterização da partícula sólida 3.7
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
DIÂMETRO MÉDIOS

Com os dados da análise granulométrica definem-se os seguintes médios para uma
população de partícula.
Seja:
x
i
= fração ponderal relativa ao diâmetro D
i

N
i
= número de partículas relativa ao diâmetro D
i

C = fator tal que CD
3
forneça o volume da partícula (C = π/6 para esferas,C = 1 para cubos)
B = fator tal que BD
2
forneça a superfície da partícula (B = π para esferas, B = 6 para cubos)

a) Diâmetro médio de Sauter, D
A superfície específica S
w
, propriedade importante no escoamento de fluidos através de
meios porosos , é definida como:
m
dD
dD
dN
BD
S
0
2
w


=

onde N é o número de partículas de diâmetro D e m a massa do conjunto de partículas. Sendo

dD
dX
CD
m
dD
dN
3
s
ρ
=
resulta
s
0
s
w
D C
B
dD
dD
dX
D
1
C
B
S
ρ
=
ρ
=




D é o diâmetro médio de Sauter,

dD
dD
dX
D
1
1
D
0


=

é comum em análise de peneiras utilizar a forma:

Caracterização da partícula sólida 3.8
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
i
i #
1
0
#
#
D
X
1
dX
D
1
1
D

∫ |
|
.
|

\
| ∆
≅ =

onde ∆X é a fração em massa das partículas de diâmetro D
#
.

MODELOS DE DISTRIBUIÇÃO DE TAMANHOS

Para fins computacionais torna-se conveniente a representação da análise
granulométrica através de um modelo de distribuição.
Os modelos de distribuição mais comuns são:

I) Modelo Gate-Gaudin-Schumann
K D ,
K
D
X
m
< |
.
|

\
|
=
Parâmetros: m > 0 (adimensional)
K = D
100
(com dimensão L)

Representação gráfica:

0 < m < 1
m > 1
X
1
K D
- Para m = 1 a distribuição é
uniforme
- Nos casos usuais m > 1
- Recai na distribuição RRB para
D pequeno.


Verificação: se os dados da análise granulométrica quando ‘plotados’ na forma ln D ‘versus’
ln X representarem uma reta.


Caracterização da partícula sólida 3.9
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
II) Modelo Rosin-Rammler-Bennet

( )
n
D D
e 1 X
′ −
− =

Parâmetros: n > 0 (adimensional)
D’ = D
63,2
(com dimensão de L)

Representação gráfica:

X
1
0,632
0 < n < 1
n > 1
D
63,2
D
A forma em S é
verificada para n > 1


Verificação: Reta na representação gráfica ln D ‘versus’

|
.
|

\
|
− X 1
1
ln ln .

III) Modelo log-normal

( ) | |
( )
( ) ( )


π
=
σ
|
|
.
|

\
|
=
+
=
Z
0
2
50
dZ Z exp
2
Z erf
ln 2
D
D
ln Z
2
Z erf 1
X

Parâmetros: ( ) al adimension 1
D
D
D
D
9 , 15
50
50
1 , 84
≥ = = σ
D
50
(com dimensão L)
Caracterização da partícula sólida 3.10
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Representação gráfica


X
1
0,841
0,500
0,159
D
15,9
D
50
D
84,1
D
σ > 1
Para σ = 1 todas as
partículas tem o mesmo
tamanho


Verificação: reta na representação gráfica ln D ‘versus’X em escala de probabilidades

Conhecido o modelo da distribuição, o diâmetro médio de Sauter pode ser calculado
através das expressões:




Modelo
D
GGS ( )
m
k 1 m −
, m > 1
RRB
|
.
|

\
|
− Γ
n
1
1 ' D , n > 1
LN
|
.
|

\
|
σ −
2
50
ln
2
1
exp D






Caracterização da partícula sólida 3.11
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Exemplo 3.1: Os resultados da peneiração de uma areia empregada em construção civil
encontram-se reunidos na tabela 1.
A distribuição log-normal é que melhor representa a análise granulométrica da tabela.
(verificar).
TABELA 1
Massa
Sistema Abertura retida
Tyler (n
o
) D#(mm) m(g)
-6 +8 2,380 10,5
-8 +10 1,680 21,9
-10 +14 1,190 34,5
-14 +20 0,841 61,6
-20 +28 0,595 70,5
-28 +35 0,420 77,6
-35 +48 0,297 45,5
-48 +65 0,210 42,1
-65 +100 0,149 30,3
-100 +150 0,105 8,9
-150 +200 0,074 4,1
-200 2,7

Tabela 2 - Análise de peneira (areia)
Massa Fração Fração MATLAB
Sistema Abertura retida
#
D
em massa em massa X
Tyler (n
o
) D#(mm) m(g)
retida ∆X < D#, X Z [1+erf(Z)]/2
-6 +8 2,380 10,5 2,854 0,026 0,974 1,322 0,969
-8 +10 1,680 21,9 2,030 0,053 0,921 1,002 0,922
-10 +14 1,190 34,5 1,435 0,084 0,837 0,676 0,831
-14 +20 0,841 61,6 1,016 0,150 0,687 0,350 0,690
-20 +28 0,595 70,5 0,718 0,172 0,515 0,024 0,514
-28 +35 0,420 77,6 0,508 0,189 0,326 -0,303 0,334
-35 +48 0,297 45,5 0,359 0,111 0,215 -0,630 0,187
-48 +65 0,210 42,1 0,254 0,103 0,112 -0,956 0,088
-65 +100 0,149 30,3 0,180 0,074 0,038 -1,281 0,035
-100 +150 0,105 8,9 0,127 0,022 0,017 -1,606 0,012
-150 +200 0,074 4,1 0,090 0,010 0,007 -1,936 0,003
-200 2,7 pó 0,007 0,000
410,2 1,000



Caracterização da partícula sólida 3.12
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa


Distribuição acumulativa de tamanhos (areia, tab1)
0,0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
0,7
0,8
0,9
1,0
0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0
D#(mm)
X
Experimental
log-normal



MATLAB:
>> Z = [1,322 1,002 0,676 0,350...] (enter)
>> (1 + erf(Z))/2 (enter)











Caracterização da partícula sólida 3.13
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
3.4. FATOR DE FORMA DA PARTÍCULA: ESFERICIDADE

Para partículas não esféricas, isométricas, define-se esfericidade como:

volume mesmo o com ambas
partícula da l superfícia área
esfera da l superfícia área
de esfericida

= = φ

φ = 1 para esferas
0 < φ < 1, para todas as outras formas de partículas

A esfericidade foi definida pela primeira vez por ‘Wadell H., Volume, Shape and
Roundness of Roch Particles, J. of Ecology, 40, 443,1932’.
A esfericidade pode ser determinada através da medida da superfície específica que
pode ser feita por diferentes técnicas como o BET, a permeametria e por meio da difusão de
Knudsen.
Como:
s p
w
D C
B
S
ρ
= , onde B = π / φ e C = π / 6 ; portanto:
w s p
S D
6
ρ
= φ

No tratamento de leito fixos e fluidizados o produto d
p
φ frequentemente aparece e
pode ser tratado como um único parâmetro D
p
.
Este produto é o único que define convenientemente as características de tamanho e forma
para uma mistura de partículas de diferentes formas e tamanhos.
A determinação experimental de φ para partículas não regulares é feita através de:
a) medida da superfície específica
b) medida de vazão contra queda de pressão (Q x ∆P) em meio poroso constituido de
partículas.




Caracterização da partícula sólida 3.14
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
P
1
P
2
L
Q
A
Q
K L
P u
=
∆ −
A


onde: ∆P = queda de pressão através do meio poroso, ML
-1
t
-2

L = comprimento do meio poroso, L
K = permeabilidade do meio poroso, L
2

u = viscosidade dinâmica do fluido, ML
-1
t
-1

Q = vazão voumétrica do fluido, L
3
t
-1

A = área da seção transversal do meio poroso, L
2


Para obter o valor da esfericidade, faz-se um experimento para a medida da queda de
pressão contra a vazão em um escoamento através de um meio poroso constituido das
partículas em questão:


Coloca-se em gráfico os valores ∆P/L contra
Q/A e a inclinação da reta é o valor u/K. Com a
permeabilidade K e utilizando aexpressão de
Kozeny-Carman para a determinação da mesma,
obtém a esfericidade φ






a
b
K b
a u
=
L
P ∆
Q/A
Caracterização da partícula sólida 3.15
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
( )
( )
5 ,
1 36
d
K
2
3 2
p
≅ β
ε − β
ε φ
=

onde: d
p
= diâmetro da esfera de igual volume que a partícula, L
φ = esfericidade da partícula, adimensional
total volume
vazios de volume
= ε , porosidade do meio, adimensional
β = constante que é função do meio poroso
D
p
= d
p
φ, diâmetro característico da partícula, L


NO QUADRO
Exemplo
Determinar a esfericidade de um cilindro equilátero (D = H)



















Caracterização da partícula sólida 3.16
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Exemplos do capítulo 3: caracterização de partícula sólida

1. Foram os seguintes os resultados obtidos na elutriação de 25 g de um pó industrial com
água a 30
o
C, numa vazão de 37 cm
3
/min:

1 2
3 4
Elutriador diâmetro massa
do tubo recolhida
(cm) (g)
1 3,0 4,62
2 4,0 6,75
3 6,0 7,75
4 12,0 4,42


Determinar a distribuição granulométrica (d
St
x 100X) sabendo-se que a densidade do sólido é
de 1,8 g/cm
3
. (4, pag3, Massarani).




massa Diâmetro V. terminal
elutriador retida (g) ∆X X tubo (cm) (m/s) d
st
(mm) X * 100
1 4,62 0,1848 0,8152 3 8,72E-04 0,0399 81,5200
2 6,75 0,2700 0,5452 4 4,91E-04 0,0299 54,5200
3 7,75 0,3100 0,2352 6 2,18E-04 0,0199 23,5200
4 4,42 0,1768 0,0584 12 5,45E-05 0,0100 5,8400
1,46 0,0584
25 1,0000











F
S
Caracterização da partícula sólida 3.17
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
curva de distribuição granulométrica
y = -3E+06x
3
+ 241248x
2
- 3415,6x + 18,8
R
2
= 1
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
0,000 0,010 0,020 0,030 0,040 0,050
d
st
(mm)
1
0
0

X


2. Uma amostra da barita foi analisada no Coulter Counter (fornece, como dimensão
característica, o diâmetro da esfera de igual volume que a partícula, d
p
):

d
p
(u) 8,2 13,0 15,7 18,2 22,1 26,7 32,6
100 X 10 20 30 40 50 60 70

Onde X é a fração em massa de partículas de diâmetro < d
p
.

Com esta mesma barita foram conduzidos ensaios de permeametria e determinada a superfície
específica pelo método da difusão de Knudsen.

a) Permeametria
Resultados dos ensaios de queda de pressão e vazão conduzidos com ar a 25
o
C e 1 atm
numa célula de 5,2 cm de altura e 3 cm de diâmetro, porosidade da amostra c = 0,422:

Q (cm
3
/min) 12,3 15,1 20,5 25,3 29,2
∆p(cm H
2
O) 19,1 23,2 31,9 39,0 45,3

Caracterização da partícula sólida 3.18
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
b) Medida da superfície específica pelo método da difusão de Knudsen, através de
aparelhagem montada no laboratório de Sistemas Particulados da COPPE/UFRJ
(N.G.Stanley-Wood, Powder Technology 21, 97, 1978):

g m 0058 , 0 1454 , 0 S
2
w
± =

A densidade de barita é 4,10 g /cm
3
.

Determinar a esfericidade φ das partículas de barita a partir das seguintes equações que
relacionam este fator de forma com os resultados da permeametria e com o valor da superfície
específica da amostra.

( )
( )
2
3
2
p
1 150
d
k sendo ,
A
Q
k L
p
ε −
ε φ
=
u
− =



( ) φ ρ
=
p s
w
d
6
S

onde: ∆p = queda de pressão na célula;
L = altura da célula;
u = viscosidade do fluido;
k = permeabilidade da amostra;
Q = vazão de fluido que escoa pela célula;
A = área da seção transversal da célula;
p
d = diâmetro médio de Sauter baseado no diâmetro da esfera de igual volume que a
partícula,

1
0
p
dX
d
1
1

ε = porosidade da amostra;
ρ
s
= densidade da partícula sólida.






Caracterização da partícula sólida 3.19
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
dp (u) X ln(dp) ln X ln(1/1-X) ln(ln(1/1-X)) X
8,2 0,1 2,1041 -2,3026 0,1054 -2,2504 0,1
13,0 0,2 2,5649 -1,6094 0,2231 -1,4999 0,2
15,7 0,3 2,7537 -1,2040 0,3567 -1,0309 0,3
18,2 0,4 2,9014 -0,9163 0,5108 -0,6717 0,4
22,1 0,5 3,0956 -0,6931 0,6931 -0,3665 0,5
26,7 0,6 3,2847 -0,5108 0,9163 -0,0874 0,6
32,6 0,7 3,4843 -0,3567 1,2040 0,1856 0,7


dp (u)
X ∆X ∆X/d
p
32,6 0,7 0,3000 0,0092025
Q (cm
3
/min) ∆P (cm água)
26,7 0,6 0,1000 0,0037453
12,3 19,1 22,1 0,5 0,1000 0,0045249
15,1 23,2 18,2 0,4 0,1000 0,0054945
20,5 31,9 15,7 0,3 0,1000 0,0063694
25,3 39,0 13,0 0,2 0,1000 0,0076923
29,2 45,3 8,2 0,1 0,2000 0,0243902
TOTAL 1,0000 0,0614191
Diâmetro de Sauter 16,281569


|
|
.
|

\
|

=
p
p
d
X
1
d

y = 1,5481x
R
2
= 0,9998
0,0
5,0
10,0
15,0
20,0
25,0
30,0
35,0
40,0
45,0
50,0
0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 35,0
Q (cm
3
/min)
P

(

c
m

á
g
u
a
)


Caracterização da partícula sólida 3.20
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
0,0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
0,7
0,8
0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 35,0
dp (m)
X
D
15, 9
D
50 D
63, 2

LOG-NORMAL
y = 0,458x - 0,921
R
2
= 0,9687
0,0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
0,7
0,8
0,00 1,00 2,00 3,00 4,00
ln dp
X

GGS
y = 1,4583x - 5,2906
R
2
= 0,9772
-2,5
-2,0
-1,5
-1,0
-0,5
0,0
0,00 1,00 2,00 3,00 4,00
ln dp
l
n

X

RRB
y = 1,8219x - 6,072
R
2
= 0,9916
-2,5
-2,0
-1,5
-1,0
-0,5
0,0
0,5
0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0
ln dp
l
n
(
l
n
(
1
/
1
-
X
)
)


Caracterização da partícula sólida 3.21
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Exercícios

1) Uma amostra de areia (243,1g) apresentou a seguinte análise de peneiras

Sistema Massa
Tyler retida
(mesh) (g)
+8 12,6
-8 +10 38,7
-10 +13 50,0
-14 +20 63,7
-20 +28 32,5
-28 +35 17,4
-35 +48 11,2
-48 +65 7,8
-65 +100 3,7
-100 +150 2,6
-150 +200 1,8
-200 1,1

a) Fornecer gráfico acumulativo D# vs (100X).
b) Verificar se a distribuição granulométrica segue um dos seguintes modelos: Gates-Gaudin-
Schumann, Rosin-Rammler-Bennet e log-normal. Calcular os parâmetros do modelo que
melhor se ajuste às circunstâncias.
c) Calcular o diâmetro médio de Sauter,


∫ |
|
.
|

\
| ∆
= =
i
i
#
1
0 #
#
D
X
1
dX
D
1
1
D

onde X é a fração em massa das partículas de diâmetro menor que D# e ∆X a fração em
massa das partículas de diâmetro D#.
Resposta: b) melhor modelo: RRB (n = 1,7955 e D’ = 1,601)
c) Diâmetro de Sauter: pelo modelo: 0,801, aproximado: 0,688 usando o pó remanescente
como 0,0370 mm de diâmetro médio.


Caracterização da partícula sólida 3.22
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
2) Deseja-se peneirar areia, 4 ton/h, no sistema de peneiras vibratórias abaixo
esquematizado. Deterninar a produção A, B e C em ton/h, sabendo-se que a análise
granulométrica da areia é a mesma do problema 1.
Resp: 1,67 ton/h, 1,87 ton/h e 0,46 ton/h

# 14
# 35
A
B C


3) Na técnica de sedimentação, versão incremental,
( )
o
St
c
c
d X =
onde X é a fração em massa das partículas de diâmetro menor que d
St
,
( )
2
1
s
St
t g
h 18
d
|
|
.
|

\
|
ρ − ρ
u
= ,
sendo c
o
a concentração da suspensão em t = 0 e c a concentração medida no tempo t a
uma distância h abaixo do nível da suspensão da proveta.
h = 25 cm

Medidas realizadas com o auxilio dos raios-γ na sedimentação de uma amostra de barita

s
= 4,2 g/cm
3
) em benzeno a 25
o
C conduziram aso seguintes resultados:
t(min) 3,77 4,88 6,08 7,43 8,95 10,8 13,2 16,6 31,7
c/c
o
0,9 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1

Obtenha a análise granulométrica da amostra em termos de d
St
vs X.
Caracterização da partícula sólida 3.23
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
4) Uma suspensão aquosa de caulim a 25
o
C apresentou as seguintes velocidades de
sedimentação, v, a diferentes concentrações de sólido, c,
c (g/cm
3
) 0,056 0,083 0,147 0,193 0,218 0,226
V (cm/min) 4,22 3,37 2,27 1,84 1,55 1,40

a) Determinar, por extrapolação de dados, a velocidade de sedimentação das partículas
de caulim à diluição infinita, v

;
b) Determinar o diâmetro médio de Stokes, d
St
, das partículas de caulim através da
fórmula de Stokes,
( )
2
1
s
St
g
v 18
d
|
|
.
|

\
|
ρ − ρ
u
=


onde u - viscosidade do fluido
ρ
s
– densidade da partícula sólida
g – aceleração da gravidade
A densidade do caulim é de 2,6 g/cm
3
.
Resp: v

=5,78 cm/s (c→0, curva de tendência polinômino do 2
o
grau do Excel)
d
St
=0,00315 mm

5) Os seguintes dados foram obtidos em ensaios de sedimentação de partículas de Al
2
O
3
em
água, a 25
o
C:
c (g Al
2
O
3
/cm
3
de suspensão) 0,041 0,088 0,143 0,275 0,435
v (cm/min) 40,5 38,2 33,3 24,4 14,7

A densidade das partículas é de 4,0 g/cm
3
e a esferecidade pode ser estimada em 0,7.
a) Determinar, pela extrapolação de dados, a velocidade terminal das partículas à
diluição infinita e, a partir deste valor, calcular d
p
(diâmetro da esfera de igual volume
que a partícula);
b) Comparar os resultados experimentais de velocidade de sedimentação em função da
concentração com os valores estimados pelas correlações da literatura. Como estas
correlações se referem às particulas esféricas, caracterizar as partículas através do
produto d
p
φ.

Dinâmica da partícula 4.1
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
4. DINÂMICA DA PARTÍCULA

4.1. Formulação básica e equações empíricas para partículas isométricas
Seja uma partícula de massa m, volume V e massa específica ρ
s
movendo-se com a
velocidade ϑ (velocidade do centro de massa da partícula) em um fluido de massa específica
ρ. Seja u a velocidade do fluido. A equação do movimento da partícula é:

( ) l b V
dt
d
m
s
r r
r
+ ρ − ρ =
ϑ
(1)

onde b
r
é a intensidade do campo exterior e l
r
a força resistiva que o fluido exerce sobre a
partícula (não inclui o empuxo).
No campo gravitacional g b =
r

No campo centrífugo ( ) r w w b
r r r
r
× × − = ,
onde: w
r
é a velocidade angular da partícula e
r
r
é o vetor posição.

Admitiremos que a partícula apresente “um certo grau de uniformidade” em sua forma,
tornando aceitáveis as seguintes suposições:
a) A posição relativa partícula-fluido não afeta o valor da força resistiva l
r
;
b) l
r
tem a direção da velocidade relativa ( ) ϑ −
r
r
u

Dentro destas hipóteses:

ϑ −
ϑ −
ρ ϑ − = r
r
r
r
r
r
u
u
C u A
2
1
l
D
2
(2)

onde: C
D
é o coeficiente de arraste da partícula e A uma área característica a ser definida
(Bird, Stewart e Lightfoot, 1960, pg. 181)

Dinâmica da partícula 4.2
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Seja o diâmetro da esfera de igual volume, d
p
, a dimensão característica da partícula e
seja a área A definida do modo:

4
d
A
2
p
π
= (3)

A medida da velocidade terminal ϑ
t
leva à determinação experimental do coeficiente
de arraste C
D
, pois resulta das equações (1) e (2):
( )
2
t D s
C
2
A
Vg 0 ϑ − ρ − ρ = (4)

e portanto:
( )
2
t
s p
D
g d
3
4
C
ρϑ
ρ − ρ
= (5)

Foi dentro deste procedimento que Pettyjohn e Christiansen (1948) levantaram uma
quantidade substancial de dados sobre o coeficiente de arraste para partículas isoméricas
(aquelas que apresentam 3 eixos perpendiculares entre si iguais, como a partícula esférica,
cúbica, tetraédrica regular, etc...). O resultado é extrapolado comumente para partículas que
apresentam um “certo grau de uniformidade”.
Os problemas de dimensionamento de equipamentos de separação de partículas que
comumente aparecem na engenharia química exigem que se avalie o d
p
a partir de ϑ
t
ou então
o inverso. No entanto estes cálculos cairiam no processo iterativo, visto que:

( )
ϑ − =
u
ρ
=
φ =
r
r
u U e
Ud
Re
Re, f C
p
D


Para fazer o processo iterativo, as relações entre grupos C
D
Re
2
e Re, C
D
/Re e Re são de
utilidade para o cálculo, respectivamente, da velocidade relativa U e do diâmetro da partícula,
d
p
, pois:

( )
2
s
3
p 2
D
b d
3
4
Re C
u
ρ − ρ ρ
= (6)

Dinâmica da partícula 4.3
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
não encerra U

e
( )
3 2
s
D
U
b
3
4
Re C
ρ
ρ − ρ u
= (7)

não contém d
p
e ambos fazem parte do número de Reynolds:

u
ρ
=
p
Ud
Re (8)

Massarani et al (1996) correlacionou os dados de Pettyjohn e Christiansen usando a
técnica das assíndotas de Churchill (1983). Desta forma, as equações permitem estimar o Re e
a partir do valor deste, pode-se calcular d
p
e ϑ
t
. As correlações apresentadas nas tabelas 4.1 à
4.3 referem-se à fluidodinâmica da partícula isométrica isolada em fluido Newtoniano.
Embora a tabela 4.2 inclua a partícula esférica, recomenda-se neste caso, para maior precisão,
a utilização da tabela 4.1. A tabela 4.3 fornece diretamente as expressões para a velocidade
relativa fluido-partícula e para o diâmetro da partícula quando prevalece o regime de Stokes
ou de Newton, isto é, quando Re < 0,5 ou 10
3
< Re < 2 x 10
5
.
Em algumas situações foram levantadas correlações específicas para descrever a
fluidodinâmica da partícula não-isométrica (Concha e Christiansen, 1986), porém, na falta
destas, utilizam-se os resultados relativos à partícula isométrica, caracterizando a forma da
partícula não-isométrica da esfericidade.











Dinâmica da partícula 4.4
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Tabela 4.1 – Fluidodinâmica da partícula esférica isolada: correlações de Coelho &
Massarani (1996) com base nos dados de Lapple & Shepherd (1940) e Pettyjohn &
Christiansen (1948).
Re < 5 x 10
4
Descrição n Valor médio e desvio padrão
n 1
n
n
D
43 , 0
Re
24
c

+
|
.
|

\
|
=

0,63
( )
( )
09 , 0 00 , 1
Re
Re
cor
exp
± =
n 1
2 n
2
D
n
2
D
43 , 0
Re c
24
Re c
Re

− −

|
|
.
|

\
|
+
|
|
.
|

\
|
=

0,95
( )
( )
06 , 0 00 , 1
Re
Re
cor
exp
± =
n 1
n
D
2 n
D
Re c
43 , 0
Re c
24
Re

|
|
.
|

\
|
+
|
|
.
|

\
|
=

0,88
( )
( )
09 , 0 00 , 1
c
c
cor D
exp D
± =

Tabela 4.2 – Fluidodinâmica da partícula isométrica isolada: correlações de Coelho &
Massarani (1996) com base nos dados de Pettyjohn & Christiansen (1948).
0,65 < φ ≤ 1 e Re < 5 x 10
4
Descrição n Valor médio e desvio padrão
n 1
n
2
n
1
D
K
Re K
24
c

+
|
|
.
|

\
|
=

0,85
( )
( )
13 , 0 00 , 1
c
c
cor D
exp D
± =
( )
n 1
n
D
2
2 n
D 1
Re c
K
Re c K
24
Re

|
|
.
|

\
|
+
|
|
.
|

\
|
=

1,2
( )
( )
10 , 0 00 , 1
Re
Re
cor
exp
± =
n 1
2 n
2
2
D
n
2
D 1
K
Re c
24
Re c K
Re

− −

|
|
.
|

\
|
+
|
|
.
|

\
|
=

1,3
( )
( )
14 , 0 00 , 1
Re
Re
cor
exp
± =
K
1
= 0,843log
10
(φ / 0,065), K
2
= 5,31 – 4,88φ
u
ρ
=
p
Ud
Re ,
( )
3 2
s
D
U
b
3
4
Re C
ρ
ρ − ρ u
= ,
( )
2
s
3
p 2
D
b d
3
4
Re C
u
ρ − ρ ρ
=

Dinâmica da partícula 4.5
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Tabela 4.3 – Fluidodinâmica da partícula isométrica isolada: cálculo da velocidade e do
diâmetro da partícula (Pettyjohn & Christiansen, 1948).
0,65< φ≤ 1

Variável
a ser
estimada
Regime de Stokes
Re < 0,5
Regime de Newton
10
3
< Re< 5x10
4

c
D

Re K
24
1

K
2

U
( )
u
ρ − ρ
18
D bK
2
p 1 F s

( )
2 1
2 F
p F s
K 3
bD 4

ρ
ρ − ρ


D
p
( )
2 1
1 F s
bK
U 18

ρ − ρ
u

( )b 4
U K 3
F s
2
2 F
ρ − ρ
ρ

K
1
= 0,843log
10
(φ / 0,065), K
2
= 5,31 – 4,88φ


Influência da concentração de partículas
Um grande número de dados experimentais apresentados na literatura evidencia que a
velocidade terminal de uma partícula tem seu valor substancialmente reduzido pela presença
de outras partículas. Esta redução, tanto mais sensível quanto maior a concentração de
sólidos, é da ordem de 5% para concentrações de apenas 2%, como mostra a equação de
Einstein.
v
t
c 5 , 2 1
1
+
=
ν
ν


onde: υ

é a velocidade terminal da partícula isolada e c
v
a fração volumétrica da fase sólida
na suspensão.
O efeito da presença da fase particulada na fluidodinâmica de suspensões é
comumente expresso através de correlação do tipo (Richardson e Zaki, 1954).

( ) ε = ν
∞ ∞
, Re f U (i)

Dinâmica da partícula 4.6
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
onde U é o módulo da velocidade relativa fluido-partícula,
u U
r r
− ν = ,
Re

o número de Reynolds referente à velocidade terminal da partícula isolada,
u
ρ ν
=


F p
D
Re ,
ε, a porosidade, é a fração volumétrica de fluido na suspensão,
ε = 1 - c
v

As correlações referentes à equação (i) podem ser determinadas através da experimentação
conduzida na sedimentação em batelada e na fluidização homogênea: no primeiro caso U =
ν/ε, onde ν é a velocidade da frente de sedimentação; no segundo caso U = Q
F
/(εA), sendo Q
F

a vazão de fluido e A a área da seção transversal de fluidização. A experimentação torna-se
imprecisa quando a faixa granulométrica das partículas sólidas é extensa e quando a
concentração de sólidos é reduzida, inferior a 5% em volume, resultando nas duas situações
uma interface fluido-suspensão pouco nítida por problemas de segregação de partículas. A
maioria das correlações apresentadas na literatura referem-se a amostras com partículas
arredondadas, em faixa granulométrica estreita representada por um diâmetro médio que
possivelmente não caracteriza a fluidodinâmica da suspensão. Como conseqüência da
caracterização incompleta do sistema particulado, as correlações da literatura podem diferir
substancialmente entre si.













Dinâmica da partícula 4.7
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Tabela 4.4 – Influência da concentração de partículas na fluidodinâmica de supensões
A. Correlação de Richardson e Zaki (1954) para partículas arredondadas:
( )
∞ ∞
= ε = ν Re n n , U
n

Re

0,2 0,2 – 1 1 – 500 > 500
n 3,65
1 Re 35 , 4
03 , 0



1 Re 45 , 4
1 , 0




1,39
B. Correlação Politis e Massarani (1989) para partículas irregulares(areia, hematita,
itabirito, dolomita e quartzo, 0,47 < φ < 0,80)
700 Re 5 , 9 , U
14 , 0
Re 93 , 5
< < ε = ν
∞ ∞



O diâmetro médio é a média aritmética da abertura das peneiras de corte.
C. Correlações empíricas estabelecidas com base nos dados experimentais reunidos por
Concha e Almendra (1978) (Massarani e Santana, 1994)
( ) . 95 , 0 5 , 0 , 29 , 2 exp 095 , 0
U
, 10 x 2 Re
33 , 0 35 , 0 B , 28 , 0 A
95 , 0 5 , 0 ,
Re A 1
1 U
, 500 Re 1
1 9 , 0 , 8 , 3 8 , 4
9 , 0 5 , 0 , 83 , 0 U
, 2 , 0 Re
3
96 , 5
B
94 , 3
≤ ε < ε =
ν
>
ε − = ε =
≤ ε <
+
=
ν
< <
¦
¹
¦
´
¦
< ε < − ε
≤ ε < ε
=
ν
<



















Dinâmica da partícula 4.8
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Figura – Influência da concentração de partículas na fluidodinâmica de suspensões:
comparação entre os resultados de Richardson e Zaki (1954) e Almendra
(1979).

4.2. Separação sólido-sólido: elutriação
Um elutriador é um tubo vertical através do qual ascende um fluido a uma
determinada velocidade enquanto a mistura sólida que se quer separar é alimentada no topo da
coluna.
Partículas
pequenas
e leves
Partículas
grandes e
pesadas
água
alimentação
As partículas grandes que caem a uma
velocidade maior que a de ascenção
do fluido, são coletados na parte inferior
da coluna, enquanto que as partículas
menores são carregadas para o topo da
coluna com o fluido.

Dinâmica da partícula 4.9
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Deseja-se separar partículas de mesma massa específica e diâmetros d
1
e d
2

d
1
d
2
1
2
ϑ
t1
= velocidade terminal da partícula 1
ϑ
t2
= velocidade terminal da partícula 2


Para produzir-se separações adicionais, várias colunas de diferentes diâmetros podem ser
usadas.
Alimentação (partículas)
água
Sólidos
grosseiros
Partículas
menos
grosseiras
Sólidos finos
Sólidos
muito
finos


NO QUADRO
Exemplo 4.1: (problema 2-Massarani pg.16)
Uma mistura finamente dividida de galena e calcário na proporção de 1 para 4 em peso é
sujeita à elutriação com corrente ascendente de água de 0,5 cm/s. A distribuição
granulométrica dos dois materiais é a mesma:

d
p
(u) 20 30 40 50 60 70 80 100
100X 15 28 43 54 64 72 78 88

Calcular a porcentagem de galena no material arrastado e no produto de fundo. Dados:
densidade das partículas ρ
G
= 7,5g/cm
3
e ρ
C
= 2,7 g/cm
3
; esfericidade φ
G
= 0,8 e φ
C
= 0,7;
viscosidade do fluido u = 0,9 cp.

Dinâmica da partícula 4.10
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
dp 100 X
(u)
20 15
30 28
40 43
50 54
60 64
70 72
80 78
100 88


y = -0,0078x
2
+ 1,8509x - 19,275
R
2
= 0,9993
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
0 20 40 60 80 100 120
d
p
1
0
0

X




Dinâmica da partícula 4.11
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
4.3. Dinâmica da partícula que se desloca em um fluido entre placas paralelas sob a ação
do campo gravitacional

4.3.1. Sedimentador lamelado
obs: comportamento de uma partícula no seio de um fluido escoando entre duas placas
paralelas

sobrenadante
L
x
y
H
θ
ϑ
r
Largura b
g
θ
θ
g
g
y
g
x
θ = ⇒ = θ
θ = ⇒ = θ
sen g g
g
g
sen
cos g g
g
g
cos
x
x
y
y


Equação do movimento da partícula:

( ) ( ) ϑ − ϑ − ρ + ρ − ρ =
ϑ
r
r
r
r r
r
u C u A
2
1
g V
dt
d
m
D s



Largura B
Dinâmica da partícula 4.12
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Desprezando a aceleração da partícula.

Componente x
( ) ( )
x x D s
u C u A
2
1
sen Vg 0 ϑ − ϑ − ρ + θ ρ − ρ − =
r
r
(1)

Componente y (obs. fluido na direção x somente, portanto u
y
= 0)

( ) ( )
y D s
0 C u A
2
1
cos Vg 0 ϑ − ϑ − ρ + θ ρ − ρ − =
r
r
(2)

Rearranjando:
( ) ( )
x x D s
u u AC
2
1
sen Vg ϑ − ϑ − ρ = θ ρ − ρ
r
r
(1A)

( ) ( )
y D s
u AC
2
1
cos Vg ϑ − ϑ − ρ = θ ρ − ρ
r
r
(2A)

Elevando ao quadrado cada termo das equações (1A) e (2A) e somando:

( ) | | ( ) | |
( ) ( )
2
y
2
D
2
x x
2
D
2
s
2
s
u AC
2
1
u u AC
2
1
cos Vg sen Vg
ϑ −
|
.
|

\
|
ϑ − ρ + ϑ −
|
.
|

\
|
ϑ − ρ
= θ ρ − ρ + θ ρ − ρ
r
r
r
r


( ) | | ( ) ( ) ( ) | |
2
y
2
x x
2
D
2 2 2
s
u u AC
2
1
cos sen Vg ϑ − + ϑ −
|
.
|

\
|
ϑ − ρ = θ + θ ⋅ ρ − ρ
r
r

( ) | |
2
2
D
2
s
u u AC
2
1
Vg ϑ −
|
.
|

\
|
ϑ − ρ = ρ − ρ
r
r
r
r


Porque: ( ) ( ) 0 u como , u u u
y
2
y y
2
x x
= ϑ − + ϑ − = ϑ −
r
r


Então: ( ) ( )
2
y
2
x x
2
0 u u ϑ − + ϑ − = ϑ −
r
r

Dinâmica da partícula 4.13
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Logo:
( )
2
D
s
4
C
2
A
Vg
u

ρ
|
.
|

\
|
ρ − ρ
= ϑ −
r
r


( )
t
2 1
D
s
C A
Vg 2
u ϑ =

ρ
ρ − ρ
= ϑ −
r
r


• O módulo da velocidade relativa é igual a velocidade terminal da partícula.

Vem da equação (1)

( ) ( )
x x D s
u C u A
2
1
sen Vg 0 ϑ − ϑ − ρ + θ ρ − ρ − =
r
r


( )
( )
y x t
D
s
u
C
2
A
sen Vg
ϑ − ϑ =
ρ
θ ρ − ρ


( )
x x t
2
t
u sen ϑ − ϑ = θ ϑ


θ ϑ − = ϑ sen u
t x x
(3)

E da equação (2)

( )
y
D
s
u
C
2
A
cos Vg
0 ϑ ϑ − −
ρ
θ ρ − ρ
=
r
r


y t
2
t
cos 0 ϑ ϑ − θ ϑ =

Dinâmica da partícula 4.14
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

θ ϑ = ϑ cos
t y
(4)
Analisando as situações físicas.

θ ϑ
x
ϑ
y

0 u
x ϑ
t
Placas horizontais
90
o
u
x
- ϑ
t
0 Fluxo ascendente
270
o
u
x
+ ϑ
t
0 Fluxo descendente


CÁLCULO DO MENOR DIÂMETRO DA PARTÍCULA QUE É COLETADA COM
EFICIÊNCIA DE 100%
L
x
y
H
Largura b
Trajetória crítica


• Tempo necessário para que a partícula de diâmetro crítico percorra a direção x a distância L.

( )
θ ϑ −
=
θ ϑ −
=
ϑ
=
ϑ
=
∫ ∫
− −
sen u
L
H
dy sen u
L
H
dy
L L
t
t
2 H
2 H
t x
2 H
2 H
x

onde:
HB
Q
u =

( )
∫ ∫ ∫ ∫
− − −
ϑ = ϑ = ϑ = ϑ
2 H
2 H
x
2 H
2 H
2 B
2 B
dy y
H
1
dydz
HB
1
dA
A
1

Largura B
Dinâmica da partícula 4.15
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
• Tempo necessário para que a partícula de diâmetro crítico percorra na direção y a
distância H.
θ ϑ
=
cos
H
t
t

Portanto, para a trajetória crítica:

queda residência
t t =

θ ϑ
=
θ ϑ − cos
H
cos u
L
t t


θ + θ
= ϑ
sen H cos L
u H
t


Conhecendo-se ϑ
t

( )
crítico , p
3 2
s
D
d Re
g
3
4
Re C
t
→ →
ϑ ρ
u ρ − ρ
= →
Situação de interesse prático: L>>H (L ≈ 20H)
Sistema lamelado → usualmente: H = ±5cm, θ = 60
o


Sistema θ
Contracorrente ~ 60
o
concorrente ~ 40
o

Resulta para as duas configurações

θ
≅ ϑ
cos L
u H
t
o H senθ é desprezivel frente ao L cosθ

H
cos L
u
t
θ ϑ
= ∴ , logo
Dinâmica da partícula 4.16
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
θ
L
Lcosθ

( )
t
cos mBL u mBH Q ϑ θ = =

área projetada

onde m é o número de lamelas ativas

Lamelas ativas
BLcosθ → área projetada
mBLcosθ → total de áreas projetadas
das lamelas


ou, de outra forma


projetada
t
A
Q
= ϑ , velocidade terminal da partícula de diâmetro crítico.












Dinâmica da partícula 4.17
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
NO QUADRO
Exemplo 4.2 ( 3-pg16-Massarani)
O separador de poeira abaixo esquematizado opera em 3 compartimentos. Estimar a faixa de
diâmetros das partículas em cada compartimento. Dados:
a) Vazão de gás : 5000 ft
3
/min (ar a 20
o
C e 1 atm)
b) Massa específica das partículas ρ
s
= 3g/cm
3
, φ = 0,75.



3 ft 3 ft 3 ft
B = 10 ft
1 ft






L(ft) L (cm) Vt (cm/s) CD/Re Re dp (cm) dp (u)
3 91,44 84,6760717 0,8075758 7,1161439 0,01260594 126,0594132
6 182,88 42,3380359 6,4606066 2,1768673 0,00771245 77,1245260
9 274,32 28,2253572 21,8045474 1,1457116 0,00608874 60,8873571


=POTÊNCIA(POTÊNCIA(24/(0,895*D4);0,6)+POTÊNCIA(1,65/D4;1,2);1/1,2)






Dinâmica da partícula 4.18
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Exemplo 4.3 (5-pg17-Massarani)
Uma suspensão diluída de cal em água contém areia como produto indesejável. Determinar:
a) A capacidade da unidade para a separação completa da areia (m
3
de suspensão /h);
b) A percentagem de cal perdida na separação da areia.
Dados:
- Faixa granulométrica da areia: 70 < d
p
< 250 u (esfericidade 0,7).
- Análise granulométrica das partículas de cal (esfericidade 0,8).


d
p
(u) 20 30 40 50 60 70 80 100
100X 15 28 48 54 64 72 78 88


- Densidades de cal e areia, respectivamente 2,2 g/cm
3
e 2,6 g/cm
3
.
- Temperatura de operação: 30
o
C.


produto
alimentação
0,3 m
4 m
A largura do tanque é de 3 m







Dinâmica da partícula 4.19
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Problema: Suspensão discreta - eficiência de coleta
θ
L
B
H
h
y x

Seja conhecida a análise granulométrica das partículas sólidas na alimentação

X = X(D)
Hipóteses:
1) As partículas estão igualmente dispersas no plano x = 0, independente do tamanho.

2) O escoamento do fluido é laminar.

H
h
B
Velocidade média nesta seção

|
.
|

\
|
− =
2
H
y
H
y
u 6 u
Perfil parabólico
Fox, cap. 8 , 4
a
edição

=
h
0
h
udy
h
1
u



|
.
|

\
|
− =
h
0
2
h
dy
H
y
H
y
u 6
h
1
u
h
0
2
3 2
h
H 3
y
H 2
y
h
1
u 6 u

− =

− =
H
h
3
1
2
1
H
h
u 6 u
h


h
u =
Velocidade média na
seção B x H
Dinâmica da partícula 4.20
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
3) A partícula movimenta-se no regime de Stokes
( )
065 , 0
log 843 , 0 K ,
18
D g
K
10 1
2
s
1 t
φ
=
u
ρ − ρ
= ϑ
A eficiência de coleta das partículas de diâmetro D com a trajetória crítica assinalada
na figura é:

( ) áreas) entre (relação
BH
Bh
D = η

( )
h D
t
2 H D
t
2 H
D
t
h
D
t
u
u
2
1
u
cos L
2
u
cos L
2 H 2
h
H
h
D
* * ϑ
ϑ
=
θ ϑ
θ ϑ
= = = η
Pois, foi visto anteriormente que:
( )
( )
h
D t h
D t
u
cos L
h
cos L
u h
θ ϑ
= ∴
θ
= ϑ

Então:
( )
|
.
|

\
|

|
.
|

\
|
= = η
H
h
3
1
2
1
H
h
u 12
u
* D
D
H
h
D
2


Resultando:
( )
2
2
* D
D
2
1
2 3
|
.
|

\
|
= η η − , Função eficiência de coleta
Se 1 , 2
* D
D
= η ≥
A eficiência para o sedimentador lamelado
- regime de Stokes
- escoamento laminar de fluido

Sendo D* o diâmetro da partícula coletada com eficiência de 50%

Dinâmica da partícula 4.21
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Caracterizam completamente o desempenho
do equipamento de separação
OBS.: A velocidade média em H/2 é a mesma velocidade média em toda a seção porque o
perfil é simétrico.

Conhecida a eficiência individual de coleta e a análise granulométrica
X = X(D), pode-se calcular a eficiência global de coleta η.


η = η
1
0
dX

D* esta relacionado com as propriedades físicas do sistema sólido-fluido, com as condições
de operação e com as dimensões do equipamento de separação.

( )
θ
=
cos L 2
u H
V
* D t

e prevalecendo o regime de Stokes:
( )
( )
( )
( )
2 1
projetada s 1
2
s 1
projetada
2
s 1
* D t
A g K
9 Q
* D
18
* D g K
A 2
Q
18
* D g K
V

ρ − ρ
u
=
u
ρ − ρ
=
u
ρ − ρ
=


No caso em que o escoamento do fluido entre as placas paralelas é turbulento:


( )
coleta da eficiência
corte de diâmetro * D
2 D* D , * D D 5 , 0
2
→ η

≤ = η



Dinâmica da partícula 4.22
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
CÂMARA DE POEIRA
REF.: Perry 5
a
edição, 20-77 Gupta,S.K., Momentum Transfer Operations, Tata McGRAW-
HILL, 1979 pag. 211

A câmara de poeira é, provavelmente, o tipo de equipamento mais simples, para
coletar partículas sólidas.
Consiste de uma câmara, na qual a velocidade do gás é reduzida para facilitar a deposição das
partículas pela ação da gravidade.
Sua construção é muito simples, no entanto sua utilização industrial é limitada para remover
partículas maiores que 25 mesh (43u). Para remover partículas menores, seria necessário
um tamanho excessivamente grande.
A câmara de poeira é, geralmente, constituída na forma de uma longa caixa retangular
horizontal e vazia, com entrada e saída em lados opostos.

L
B
H


A altura deve ser suficiente para que o fluido não arraste a partícula coletada. De maneira
geral <u> não deve exceder 10 ft/s (3,05 m/s).
<u>: velocidade do fluido na direção x

definindo:
tempo de residência: tempo que a partícula gasta dentro da câmara (para percorrer L).

Dinâmica da partícula 4.23
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
u
L
t
res
=

tempo de queda: tempo que a partícula gasta para cair da altura H.

t
queda
H
t
ϑ
=


ϑ
t
= velocidade terminal

A condição mais desfavorável para a separação ocorre quando:

t
queda
= t
resisdência


pois é muito pouco provável que a partícula esteja na altura H da câmara

t
res
= t
queda
⇒ a partícula não chega a cair passa com o gás.

( )
( )
D
s
D
s
t
t
AC
g V 2
L
u H
AC
g V 2
: Como
H
u
L
assim
ρ
ρ − ρ
=
ρ
ρ − ρ
= ϑ
ϑ
=


Diâmetro crítico

H
z
y
k


Caminho z → partícula arrastada t
res
< t
queda

caminho y → ponto crítico t
res
= t
queda

t
res
= t
queda
→ mede o diâmetro crítico da partícula que fica na câmara.
Dinâmica da partícula 4.24
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Partículas com d < d
crítico
são arrastadas
Partículas com d < d
crítico
sedimentam

provavelmente d
z
< d
y
< d
k


Se a partícula estiver a uma altura menor que H sedimenta ( a probabilidade de
sedimentar é bem maior daquela que esta numa altura H )

H
Muito menos provável de sedimentar


Para o regime de Stokes (Re < 0,4)

( ) ( )
( )
( ) BH Q u BH u A u Q câmara na vazão a Como
g d
H 18
u
L
18
g d
L
u H
18
g d
s
2
p
s
2
p s
2
p
t
= ⇒ = = =
ρ − ρ
u
=
u
ρ − ρ
= ∴
u
ρ − ρ
= ϑ

( )
( )
2 1
câmara s
p
s
2
p
gV
HQ 18
d
câmara da volume LBH : onde
Q
LBH
g d
H 18

: Logo

ρ − ρ
u
=
=
=
ρ − ρ
u


O mesmo procedimento pode ser feito para outros regimes (utiliza-se outra ϑ
t
), no entanto, de
dados práticos sabe-se que a câmara recomendável, para a separação da partícula com d
p
> 50
u, a velocidade do fluido <u> não ultrapassa 10 ft/s (3,05 m/s). Nestas condições:


Dinâmica da partícula 4.25
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Stokes. de região na enquadra , 4 , 0
u d
Re
p
p
∴ <
u
ρ
=

SEPARAÇÃO SÓLIDO - FLUIDO: CENTRIFUGAÇÃO

Introdução:
Vamos examinar o comportamento de uma partícula no seio de um fluido escoando
entre 2 placas paralelas:

x
y
u


Vimos que:
( ) ( ) ϑ − ϑ − + ρ − ρ =
ϑ
r
r
r
r r
r
u AC u
2
1
g V
dt
d
m
D s

Abrindo em seus componentes e lembrando que u
y
= 0, vem:
( ) ( )
x x D x s
x
u AC u
2
1
g V
dt
d
m ϑ − ϑ − ρ + ρ − ρ =
ϑ
r
r
0

( ) ( )
y D y s
y
AC u
2
1
g V
dt
d
m ϑ − ϑ − + ρ − ρ =
ϑ
r
r

Desprezando a aceleração da partícula, vem da 1
a


x x
u ϑ =
A partícula na direção do escoamento do fluido
tem a mesma velocidade que a velocidade do fluido


Resulta da 2
a
equação:
( )
2
y D y s
AC
2
1
g V 0 ϑ ρ − ρ − ρ =

( ) ( )
( ) ( )
2
y y
2
x x
y y x x y x y x
u u u ou
j j i i u j i j u i u u : . Obs
ϑ − + ϑ − = ϑ −
ϑ − = ϑ − ϑ − = ϑ + ϑ − + = ϑ −
r
r
r r r r r r r r r
r

Dinâmica da partícula 4.26
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
( )
D
s
y
AC
g V 2
ρ
ρ − ρ
= ϑ
Na direção y, a velocidade da partícula
é a velocidade terminal.


Os mesmos resultados ocorrem no campo centrifugo.
Seja Ω a velocidade angular da carcaça.

r
ϑ
θ
ϑ
r
u
r
= 0 → u
r
≠ 0 se o cesto for perfurado
u
θ
= rΩ (Bird pg. 97)

( ) ( )
θ θ θ
θ
ϑ − ϑ − ρ + ρ − ρ =
ϑ
u AC u
2
1
b V
dt
d
m
D s
r
r
( ) ( )
r r D r s
r
u AC u
2
1
b V
dt
d
m ϑ − ϑ − ρ + ρ − ρ =
ϑ
r
r
0
0
2
b
2
r
θ
ϑ
= Aceleração centrífuga


Desprezando a aceleração, vem:
θ θ
= ϑ u
A partícula tem na direção de escoamento
do fluido, a mesma velocidade que o fluido.

( ) ( )
D
2
s
D
r s
r
2
2 2 2
r
AC
r V 2
AC
b V 2
e
r
r
r
2
b
ρ
Ω ρ − ρ
=
ρ
ρ − ρ
= ϑ
Ω =

=
ϑ
=
θ


Velocidade terminal no campo centrifugo

NO QUADRO:
EXEMPLO 4.3: Qual o tempo necessário para a partícula ir de R
0
a R
1
? Admitir regime de
Stokes e partícula esférica.
Dinâmica da partícula 4.27
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
CENTRIFUGAÇÃO : Princípios gerais


(a) (b) (c)
Líquido
Sólido
Líquido
Sólido
Líquido
Sólido



(a) vaso cilíndrico estacionário que contém certa quantidade de líquido e sólidos (com massa
específica maior que o líquido). Com o vaso não está em rotação, a superfície líquida é
horizontal e após certo tempo quaisquer sólidos pesados se acumulam no fundo do vaso.

(b) O vaso gira em torno do seu eixo vertical. Líquidos e sólidos ficam agora sujeitos a ação
da gravidade que age para baixo, e da força centrífuga, que age horizontalmente. Num
centrifugador industrial, a força centrífuga é tão grande que a da gravidade pode ser
desprezada. Sob a ação da força centrífuga, a camada líquida assume a posição de
equilíbrio, com uma superfície interna quase vertical. As partículas sólidas se depositam
horizontalmente para fora e são pressionadas contra a parede vertical do vaso.

(c) A parede do vaso é perfurada e revestida com um meio filtrante, como uma tela de arame
fino. O líquido pode escoar livremente para fora, mas os sólidos são retidos.








Dinâmica da partícula 4.28
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
EQUIPAMENTOS DE SEDIMENTAÇÃO CENTRÍFUGA


CENTRÍFUGA
TUBULAR
CENTRÍFUGA
MULTICÂMERA
CENTRÍFUGA
DE CESTO
NÃO PERFURADO
CENTRÍFUGA
DE TRANSP.
EM CARACOL
CENTRÍFUGA
DE
DISCO
TIPO QUE
RETEM
SÓLIDOS
TIPO QUE
DESCARREGA
SÓLIDOS
TIPO
BOCAL
OPERAÇÃO EM BATELADA
(DESCARGA NANUAL)
OPERAÇÃO SEMI-
CONTÍNUA, DESCARGA
INTERMITENTE (FREQUEN-
TEMENTE AUTOMÁTICA)
OPERAÇÃO E
DESCARGA
CONTÍNUAS
OPERAÇÃO
BATELADA
DESCARGA
INTERMITENTE
DESCARGA
CONTÍNUA


Centrífuga tubular (batelada)

A alimentação entra pelo fundo do vaso, sob pressão através de um bocal de
alimentação estacionário. O líquido sobe em forma anular pelas paredes do vaso e é
descarregado no topo. Os sólidos se movem com o líquido para cima e tem, ao mesmo tempo,
uma velocidade radial dependente de seu tamanho e do seu peso, no campo de um força
centrífuga. Se a partícula entercepta a parede do vaso ele é removido do líquido.
A espessura da camada líquida é controlada pela posição radial do orifício de
drenagem no topo do vaso. Os sólidos que sedimentam nas paredes do vaso são removidos
manualmente quando a quantidade coletada já é suficiente para prejudicar a qualidade de
clarificação ou de separação. Como a limpeza do vaso requer 0,25 homens-hora, a principal
utilidade do equipamento é no tratamento de sistemas que contém não mais que 1% de sólidos
sedimentáveis.

Dinâmica da partícula 4.29
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Motor
Líquido
leve
Líquido
pesado
Cesto giratório
Alimentação
Sólidos

Centrífuga tubular

Centrífuga de disco (batelada)

A alimentação é feita no fundo do vaso e sobe através de uma pilha de discos, na
forma de troncos de cones, espaçados de 0,015 a 0,125 in. Cada disco tem vários orifícios
que formam vários canais para a ascensão do líquido, quando os discos estão montados no
vaso. A pilha pode conter 100 ou mais discos.
A finalidade principal dos discos é reduzir a distância de sedimentação, pois uma
partícula sólida percorre apenas uma pequena distância até atingir a face inferior de um disco.
Uma vez aí, ela esta removida do líquido, pois sua chance de reentrar no efluente é pequena.
Dinâmica da partícula 4.30
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
No entanto, a partícula continua a se mover para fora, em virtude da força centrífuga, até ser
depositada na parede do vaso.
Os sólidos acumulados devem ser removidos periodicamente de forma manual, como
nas centrífugas tubulares. Isto requer a paralisação da unidade, a desmontagem do vaso e a
remoção da pilha de discos.
O líquido pode ser descarregado do vaso por orifício de trasbordamento, como na
centrífuga tubular.
Os centrifugadores a discos tem diâmetros de 4 a 30 in e desenvolvem uma força 4000
a 14000 vezes maior que a gravidade.
Sua eficácia é quase a mesma que a de uma centrífuga tubular apesar da menor força
centrífuga. Comparada a uma centrífuga tubular são, com alguns sólidos, mais eficazes.
Alimentação
Overflow
Sólidos

Diagrama esquemático da seção transversal de uma centrífuga de disco



Dinâmica da partícula 4.31
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Centrifugador a disco com descarga periférica (contínuo)
Alimentação
Overflow
Underflow

Diagrama esquemático de uma centrífuga de disco com descarga periférica

A altura vertical relativamente pequena torna possível reclinar as paredes do vaso de
modo a dirigir os sólidos para uma seção anular na periferia. Daí os sólidos podem ser
descarregados continuamente através de bocais.
O desempenho ótimo é obtido quando o diâmetro da pilha de discos é ¾ do diâmetro
interno máximo do casco do vaso.
Alimentação
Overflow
Descarga intermitente
Mecanismo para a abertura
da porta de descarga

Diagrama esquemático de uma centrífuga de disco com descarga intermitente
Dinâmica da partícula 4.32
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Ejeção de sólidos intermitente: Um número de portas periféricas, as quais são fechadas com
válvulas, estas são controladas por ‘timer’ ou por um sistema de gatilho que opera
automaticamente dependendo da quantidade de sólido formada.

Centrifugador decantador com transportador helicoidal (caracol)
Constitui:
⇒ Vaso cilíndrico
⇒ Transportador – parafuso interno que se ajusta estreitamente ao interior do vaso, girando 1
a 2 rpm menor que o vaso.
⇒ A alimentação é injetada pelo parafuso central e entra no vaso, mais ou menos na região
mediana.
⇒ As forças centrífugas forçam a fase sólido e líquido contra as paredes do cilindro. Os
sólidos concentram-se contra as paredes e também no líquido que fica retido no vaso na
posição dos bocais de descarga do filtrado.
⇒ Um transportador parafuso raspa o sólido da parede do cone, o qual é lavado e
descarregado pela parte estreita da seção cônica do vaso.
⇒ Força centrífuga até 3000 vezes a força da gravidade.
⇒ Velocidade até 6000 rpm
⇒ Q até 50 ton/h de sólido.
⇒ Separa partículas até na faixa de 1 micron.

Centrífuga com transportador de rosca (caracol : Scroll- type)
Dinâmica da partícula 4.33
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Fatores que afetam a escolha do equipamento centrífugo (Svarovsky)


Desempenho de vários equipamentos de sedimentação centrífuga.

O equipamento pode ser localizado na figura acima em sua região de operação normal
(região de maior utilidade) com a base na vazão do efluente (escoamento para uma boa e
econômica clarificação nas aplicações padrões)




Dinâmica da partícula 4.34
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
A CENTRÍFUGA
referência: - Coulson & Richardson - pag.118 - Volume II
- Perry, pag. 19-82
- Svarouvsky, L., “Solid-Liquid Separation” 2
a
ed., Butter worts, 1981.

A centrífuga consiste num cesto na qual rodam a alta velocidade uma mistura de sólido e
líquido ou uma mistura de 2 líquidos, de tal maneira que a mistura é separada nos seus
constituintes pela ação da força centrífuga. O cesto pode ser:

Perfurado (cesto filtrante) - caso em que o líquido passa para fora através dos orifícios.

Não perfurado (cesto não filtrante) - líquido é removido através de um tubo de
transbordamento.

Em separação sólido-líquido, a força centrífuga é empregada nas operações de decantação e
filtração. Em ambos os casos ela substitui a fraca força de gravidade, resultando em uma
operação mais rápida e bolos de sólidos contendo menos líquido.

Teoria da sedimentação centrífuga


0ver flow
R
0
H
R
L
Alimentação da suspensão
Trajetória
da
partícula


Dinâmica da partícula 4.35
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Como a eficiência de separação é afetada principalmente pelo comportamento das pequenas
partículas no sistema e como as partículas finas movendo-se no líquido tem baixo n
o
de
Reynolds (na região de resistência viscosa) é comum assumir, quando se descreve o
movimento da partícula em líquidos em movimentos rotativos, que segue a Lei de Stokes.
Isto pode no entanto restringir a seguinte análise para somente ser aplicável ao
movimento lento de partículas finas com Re menor que 0,4. Sabe-se no entanto que a
resistência ao movimento de grandes partículas pode ser transiente ou eventualmente estar na
região de Newton, porem neste caso todas estas partículas podem ser separadas com 100 % de
eficiência.
A análise é feita para uma única centrífuga tubular porem o mesmo tratamento, com
leves modificações, poderá ser usado para outros tipos de centrífugas.
Da dinâmica da partícula no campo centrífugo, resulta:

θ θ
= ϑ u , na direção do movimento do fluido.

( )
2
r
2 1
D
r s
t r
r b ,
C
2
A
Vb
Ω =

ρ
ρ − ρ
= ϑ = ϑ

( )
( )
( )
065 , 0
log 843 , 0 K Stokes
18
D r K
r
1
2
s
2
1
t
φ
=
u
ρ − ρ Ω
= ϑ

( )
( )
( )
( )
( )
el) desfavoráv mais (situação partícula da crítico diâmetro D
R
R
ln
D K
18
Q
L R R
t t
R
R
ln
D K
18
t
Q
L R R
R R Q
L
u
L
t
0
2 2
s 1
2
0
2
queda res
0
2 2
s 1
queda
2
0
2
2
0
2
res

Ω ρ − ρ
u
=
− π
=
Ω ρ − ρ
u
=
− π
=
− π
= =


Dinâmica da partícula 4.36
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
No caso de R >> H, recaímos nas equações da câmara de poeira, porque a partícula tem que
percorrer a distância H no tempo de residência.
( )
( )
( )
( )
( )
1 s
2
2
s
2
1
2
0
2
t
2
0
2
2
0
2
t
t
t
VK R
HQ 18
D : onde De
18
D R K
V
HQ
L R R
HQ
Q
L R R
R R Q
L H
constante) do consideran ão (aproximaç
A Q
L H
ρ − ρ Ω
u
=
u
ρ − ρ Ω
= =
− π
= ϑ
− π
=
− π
=
ϑ
ϑ =
ϑ

Sendo V o volume do líquido na centrífuga, ou seja:
( ) ( ) | | | |
| | HRL 2 L H R 2 H
L H RH 2 R R L H R R L R R V
2 2 2 2 2 2
0
2
π ≅ − π
= − + − π = − − π = − π =


• Costuma-se apresentar a formulação com diâmetro de corte D
c
.
• Diâmetro de corte D
c
é aquele no qual a maior parte das partículas de D > D
c
ficará retida
na centrífuga, a maior parte de D < D
c
passará no efluente e as partículas D = D
c
são
coletadas na proporção de 50%.

Deste modo, no regime de Stokes:
( )V R
HQ 9
D
s
2
c
ρ − ρ Ω
u
=
Seria uma aproximação considerando que em
H/2 o anel do líquido esta dividido em duas
áreas iguais para R >> H.



Valor de b
r
nas centrífugas

) s / cm ( Dg n 10 x 6 , 5
981
g
n
60
2
2
D
R b
2 2 6
2
2
r

=

π
= Ω =

⇒Diâmetro crítico η
100%
Dinâmica da partícula 4.37
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Onde: n = (RPM)
D = diâmetro da centrífuga (cm)
g = aceleração da gravidade
Nas centrífugas industriais: 600 g < b
r
< 20000 g

O conceito sigma para a centrífuga decantadora (solução rigorosa para a centrífuga
tubular)

Vai-se estabelecer a relação entre o diâmetro de corte (D
c
), as propriedades físicas do sistema,
dimensões do equipamento e condições de operação as hipóteses de cálculo são:
(1) As partículas estão igualmente espalhadas em z = 0, independentemente do
tamanho.
(2) Prevalece o regime de Stokes na movimentação das partículas.
(3) Movimento empistonado do fluido na centrífuga.

z

L
Trajetória de D
c


Um importante parâmetro é o tamanho correspondente a 50% na curva de eficiência, isto é o
provável diâmetro de corte D
c
. O raio correspondente a R
1
é aquele que divide a região anular
entre R
o
e R em áreas iguais.
Então:

( ) ( )
2 1
2
0
2
1
2
0
2
1
2
1
2
2
R R
R
R R R R
|
|
.
|

\
|

=
⇒ − π = − π

Dinâmica da partícula 4.38
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Tempo de residência
( )
( )
065 , 0
log 843 , 0 K com
R
R
ln
D K
18
t
R R
Q
L
u
L
t
10 1
1
2 2
c s 1
queda
2
0
2
res
φ
=
Ω ρ − ρ
u
=
− π
= =



|
.
|

\
|
+
=

|
.
|

\
|
+
=

+
=

+
=
2
0
2 1
2
0
2 1
2
0
2
2
2 1
2
0
2
1
R
R
1
2
ln
2
1

R
R
1
2
ln
2
R R
R
ln
2
R R
R
ln
R
R
ln


2 x 0,5 para
1 x
1 x
2 x ln
0 x , ...
1 x
1 x
5
1
1 x
1 x
3
1
1 x
1 x
2 x ln
Schawn) (coleção série em
R
R
ln Expandindo
5 3
1
< <
|
.
|

\
|
+

=
>
¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦
+
|
.
|

\
|
+

+
|
.
|

\
|
+

+
|
.
|

\
|
+

=
Dinâmica da partícula 4.39
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
2
0
2
2
0
2
2
0
2
0
2
0
2
0
2
0
2
0
2
0
2
0
1
0
2
0
R R 3
R R
R
R
3
R
R
- 1

R
R
1
R
R
1 2
R
R
1
R
R
1 2
1
R
R
1
2
1
R
R
1
2
2
2
1
R
R
ln
1
R
R
0 para resulta ,
R
R
1
2
x Fazendo
+

=
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
=
=
|
|
|
|
|
.
|

\
|
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+ +
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
− −
=

+
|
.
|

\
|
+

|
.
|

\
|
+
=
< ≤
|
.
|

\
|
+
=


( )
( )
( )
( )
( )
( )
( ) ( )
2 1
2
0
2
1
2
s
c
2
0
2
2
0
2
2
0
2
2 2
c s 1
10 1
2
0
2
1
2 2
c s 1
queda res
R R 3 K L
Q 18
D
Q
R R L
R R 3
R R
D K
18
065 , 0
log 843 , 0 K com
Q
R R L
R
R
ln
D K
18
t
: então , t t t Como

+ Ω π ρ − ρ
u
=
− π
=
+

Ω ρ − ρ
u

φ
=
− π
=
Ω ρ − ρ
u
=
= =




Tirando o valor de Q e multiplicando e dividindo por 2g, temos:

Dinâmica da partícula 4.40
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
( ) ( )
g 2
R R 3 L
18
gK D 2
Q
2 2
0
2
1
2
c s
Ω + π

u
ρ − ρ
=


Velocidade terminal
da partícula de
diâmetro D
c
no campo
gravitacional
∑, uma característica
da centrífuga (no caso
tubular) [L
2
]


NO QUADRO
EXEMPLO 4.4
Determinar a capacidade de uma centrífuga tubular na separação de partículas de diâmetro
maior que 4u, operando com uma suspensão aquosa a 30
o
C. Admitir como válido o regime de
Stokes e considerar as partículas como esferas. Dados:
a) Dimensão da centrífuga: R = 2 in, H = 0,5 in, L = 20 in.
b) A massa específica do sólido é ρ
s
= 2,4 g/cm
3
.
c) A centrífuga opera a 9000 rpm.
******************************
A centrífuga decantadora
O conceito ∑ (sigma): fator teórico de capacidade

O fator sigma ( ∑ ) é uma característica do sedimentador centrífugo e teoricamente
representa a área de um tanque de sedimentação capaz de fornecer o mesmo desempenho de
separação no campo gravitacional.
O fator teórico de capacidade ∑ fornece a comparação entre os desempenhos de
centrífugas geometricamente e hidrodinamicamente similares, operando com o mesmo
material de alimentação.
2
2
1
1
Q Q
Σ
=
Σ

O critério é confiavel para a comparação de centrifugadores de geometria e proporções
similares que desenvolvem a mesma força centrífuga. Deve ser, no entanto, usado com
precaução para a ampliação de escala entre diferentes tipos de centrifugadores ou quando a
força centrífuga varia por um fator maior que 2.
Dinâmica da partícula 4.41
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Na comparação de desempenhos de centrifugadores de diferentes configurações o
valor calculado de ∑ de cada um deve ser multiplicado por seu fator de eficiência.
...
E
Q
E
Q
2 2
2
1 1
1
=
Σ
=
Σ

Segundo Svarovsky:
Centrífuga tubular: E = 90%
Centrífuga de cesto perfurado: E = 75%
Centrífuga de transportador helicoidal: E = 60%
Centrífuga de disco: E = 45%

Centrifugador tubular:

( )
2
0
2
2
R R 3
g 2
L
+
Ω π
= ∑

Centrífuga de disco:

( )( )
cone do ângulo - semi
discos de pilha da externo Raio R
discos de pilha da interno Raio R
pilha na discos de número N : onde
tg g 3
R R 1 N 2
b
a
2 3
a
3
b
= θ
=
=
=
θ
Ω − − π
= ∑


Centrifugador de transportador helicoidal
alimentação
Underflow (sólidos)
Overflow
L
1
L
2
R
1
R
2

|
|
.
|

\
|
+ +
+
|
.
|

\
|
+ π

= ∑
4
R 4 R R 3 R
L R
2
1
R
2
3
L
g
2
1 1 2
2
2
2
2
1
2
2 1
2

Dinâmica da partícula 4.42
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
NO QUADRO
EXEMPLO 4.5 (6.18-Massarani)
Deduzir a expressão da eficiência teórica de captura para partículas de diâmetro D em
centrífuga tubular:
( )
c
D D η = η
onde: D
c
é o diâmetro da partícula coletada com eficiência de 50%
hipóteses:
a) As partículas sólidas estão igualmente espalhadas em z = 0;
b) Prevalece o movimento Stokesiano das partículas;
c) Os efeitos de extremidade são desprezíveis;
d) A suspensão é diluída.

alimentação
R
R
0
L
clarificado
Trajetória de
uma partícula
z













Dinâmica da partícula 4.43
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
alimentação
R
L
clarificado
Trajetória de
uma partícula
z
R
1
R
0
r


O valor da eficiência teórica para uma partícula de tamanho D é a fração contida na
região anular compreendida entre os raios r e R, onde r é o menor raio no qual a partícula que
inicia sua sedimentação a z = 0, possa atingir a parede do cilindro a z= L.

( )
( ) ) 3 (
2
R R
R e ) 2 (
R R
R R
D
) 1 (
R R
r R
D
2 1
2
0
2
1
2
0
2
2
1
2
c
2
0
2
2 2
|
|
.
|

\
|
+
=


= η


= η


NO QUADRO
EXEMPLO 4.6: Utilização do fator sigma
Uma suspensão a baixa concentração de Clay (massa específica 2640 kg/m
3
) em água,
com uma viscosidade de 0,001 Nsm
-2
e massa específica 1000 kg/m
3
deverá ser separada por
centrifugação. Experiências em uma centrífuga tubular de laboratório operando a 20000 rpm
indicaram que um satisfatório “overflow” é obtido com uma vazão de 8 x 10
-6
m
3
/s.
O cesto da centrífuga de laboratório possui 0,2 m de comprimento, raio interno
R = 0,0220 m e raio de superfície líquida R
0
= 0,0110 m. Se a suspensão for efetuada em uma
planta utilizando uma centrífuga tubular de 0,734 m de comprimento com raio interno
Dinâmica da partícula 4.44
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
R = 0,0521 m e R - R
0
= 0,0295 m, operando a 15000 rpm com a mesma qualidade
“overflow”, qual o fluxo de produção que deverá ser esperado? Determinar também o
diâmetro de corte D
c
.
**********************************
CICLONES E HIDROCICLONES

Entre os equipamentos de separação do tipo centrífugo, o mais amplamente usado é o ciclone
separador, para separar poeira ou névoa do gás.

Overflow
vórtice
Alimentação
Underflow
Espessador
Classificador

Figura: padrão de escoamento

O gás sujo é introduzido tangencialmente no ciclone a uma velocidade de cerca de 100ft/s. Os
sólidos são atirados contra as paredes do ciclone no movimento espiral descendente do gás e
recolhido na base cônica do vaso. O gás limpo ascende, saindo no tubo central no topo do
equipamento.
Nas velocidades tangenciais elevadas, a força centrífuga é maior que a gravitacional e os
ciclones efetuam uma separação mais rápida e mais eficiente as câmaras de poeira.
A entrada de gás mais utilizada é a retangular por proporcionar maior área num espaço mais
reduzido.
Dinâmica da partícula 4.45
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
TEORIA DO CICLONE
a) Diâmetro de corte
B
c
D
c


A partícula com diâmetro de corte d
pc
atravessa a espessura de separação B
c
/2 no tempo de
residência do fluido no ciclone.
( )
) 1 (
18
b d
2 B 2 B
Q
V
t
r
2
pc s
c
r
c a
res
u
ρ − ρ
=
ϑ
= =
Onde: ϑ
r
= velocidade terminal da partícula na direção r (campo centrífugo) valendo o regime
de Stokes.
V
a
= volume ativo do ciclone
Q = vazão volumétrica de suspensão

(3)
Q V
N 2
(2) r b
a
e
2
r
π
= Ω
Ω ≅

Resulta das equações (1), (2) e (3) a expressão para o diâmetro de corte.
( )
) 4 (
u N 2
B 9
d
2 1
s e
c
pc

ρ − ρ π
u
=
Onde: u = valor médio da velocidade da suspensão na seção de entrada.
N
e
= número de espiras que o fluido forma no interior do ciclone.
Dinâmica da partícula 4.46
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Os diferentes modelos de ciclones caracterizam-se pelas proporções peculiares entre suas
dimensões.

• As partículas com diâmetro acima do valor dado pela equação (4) terão raio de
rotação fora do núcleo central e serão coletadas.
• As partículas que possuem o diâmetro menor que o valor da equação (4) terão um
raio de rotação menor que D
o
/4 e sairão com os gases.
• A eficiência de coleta é dada por um gráfico como:

Diâmetro 100%
de corte
100%
eficiência
de coleta
teórica
experimental


Experimental ⇒ forma senoidal: aglomeração de partículas e batida das partículas contra a
parede.

O modelo de ciclone Lapple, destina-se a separação sólido-gás. É o modelo que se submeteu
ao estudo mais aprofundado. Para ele as condições de operação recomendada é:

5 < u < 20 m/s

Verifica-se experimentalmente que N
e
≅ 5
Portanto a equação (4), fica:

( )
) 5 (
u 10
B 9
d
2 1
s
c
pc

ρ − ρ π
u
=

Dinâmica da partícula 4.47
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Para ciclones Lapple: B
c
= D
c
/4 e H
c
= D
c
/2
onde: D
c
= é o diâmetro da parte cilíndrica do ciclone e
B
c
H
c
= a área da seção transversal da alimentação de suspensão.
c c
B H
Q
u =
Substituindo em (5), temos:
( )
) 6 (
Q
D
095 , 0
D
d
2 1
s
c
c
pc

ρ − ρ
u
=
Lapple


Generalizando o resultado expresso pela equação (6) para os ciclones a gás.

( )
) 7 (
Q
D
K
D
d
2 1
s
c
c
pc

ρ − ρ
u
=
Geral
gás


Tabela 1 - Parâmetros de configuração do ciclone e condições operacionais recomendadas
Configuração

K A B C β u* ou Re** D
u
/D
c
Lapple

0,095 - - - 315 5 < u < 20m/s 0,25
Staimand

0,041 - - - 400 10 < u < 30m/s 0,37
Rietema

0,039 1,73 145 4,75 1200 5x10
3
< Re < 5x10
4
0,10-0,30
Bradley

0,016 1,73 55,3 2,63 7500 3x10
3
< Re < 2x10
4
0,07-0,15
*u é a velocidade média do fluido na seção de entrada do ciclone,
c c
H B
Q
u =
**
u
ρ
=
c c
u D
Re , onde u
c
é a velocidade média do fluido na seção cilíndrica do
ciclone,
4 D
Q
u
2
c
c
π
=




Dinâmica da partícula 4.48
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Estão especificadas na figura 1 as configurações dos ciclones a gás Lapple e
Stairmand, e na figura 2 as configurações dos hidrociclones Rietema e Bradley.

Para hidrociclones, que trabalham com suspensões mais concentradas,

( )
( ) ( ) ) 8 ( c g R f
Q
D
K
D
d
v L
2 1
s
c
c
pc

ρ − ρ
u
=

Onde D
c
é o diâmetro da parte cilíndrica do ciclone, K um parâmetro que depende da
configuração, u e Q são a viscosidade e a vazão de fluido que alimenta o hidrociclone, f é um
fator de correção que leva em conta o fato de que uma fração das partículas sólidas é coletada
no ‘underflow’ sem a ação do campo centrífugo ( efeito “T”) e g um fator que leva em conta a
concentração volumétrica de sólidos na alimentação, c
v
.
O fator f está relacionado ao quociente entre as vazões de fluido no underflow e na
alimentação, R
L
,
( )
( ) (10) , D D B R
(9) AR 1 R f
C
c u L
L L
=
+ =


e os parâmetros A, B, e C relacionados à configuração do ciclone, D
u
e D
c
respectivamente os
diâmetros do underflow e da parte cilíndrica do equipamento.
Para partículas arredondadas o fator g pode ser expresso através da seguinte equação
empírica:
( )
( ) ( ) | |
5 , 0
v
2
v
v
c 1 8 , 3 c 1 8 , 4
1
c g
− − −
= (11)

Os ciclones a gás operam com suspensões mais diluídas do que os hidrociclones e
freqüentemente a descarga de sólido é feita de modo intermitente a partir do barril acoplado
ao underflow do equipamento. Por estas razões, considera-se que para os ciclones a gás f e g
não influenciam o valor do diâmetro de corte, equação (8), ou seja, f = g = 1.
Os valores dos parâmetros de configuração A, B, C e K estão reunidos na tabela 1,
cuja validade está restrita às condições operacionais assinaladas na própria tabela.


Dinâmica da partícula 4.49
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa



Figura 1 - Configuração dos ciclones a gás Lapple e Stairmand


Dinâmica da partícula 4.50
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa



Figura 2 - Configuração dos hidrociclones Rietema e Bradley




Dinâmica da partícula 4.51
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Função eficiência individual de coleta no campo centrífugo
A eficiência individual de coleta relativa à partícula com diâmetro D pode ser expressa
pelas correlações empíricas:
Ciclones Lapple e Stairmand
( )
( )
( )
) 12 (
d / D 1
d / D
d / D
2
pc
2
pc
pc
+
= η
Hidrociclones Rietema e Bradley
( )
( )
( )
) 13 (
146 d / D 5 exp
1 d / D 5 exp
d / D
pc
pc
pc
+

= η
Conhecida a distribuição granulométrica das partículas, X = X(D), é possível estabelecer o
valor da eficiência global de coleta no campo centrífugo,
) 14 ( dX I
1
0

η =
e a eficiência global alcançada no ciclone, incluindo o efeito “T”,
( ) ) 15 ( R I R 1
L L
+ − = η
sendo R
L
o quociente entre as vazões de fluido no underflow e na alimentação.
A integração da equação (14) para a situação bastante comum em que a distribuição
granulométrica pode ser representada pelo modelo Rosin-Rammler-Bennet,
( )
( )
n
' D D
e 1 D X

− =

toma a forma:

Ciclones Lapple e Stairmand
( )
) 16 (
d
' D
d ' D n 332 , 0 81 , 1
n 118 , 0
n 11 , 1
I
pc pc

+ −
+
=

Hidrociclones Rietema e Bradley

( )
) 17 (
d
' D
d ' D n 279 , 0 44 , 1
n 138 , 0
n 13 , 1
I
pc pc

+ −
+
=



Dinâmica da partícula 4.52
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Os cálculos de η para ciclones Lapple também podem ser obtidos por gráficos,
elaborados por Massarani, para os modelo de distribuição GGS (figura 3), RRB (figura 4) e
Log-Normal (figura 5).







Figura 3 – Desempenho do ciclone LAPPLE (Modelo GGS)








Dinâmica da partícula 4.53
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Figura 4 – Desempenho do ciclone LAPPLE (Modelo RRB)

Figura 5 – Desempenho do ciclone LAPPLE (Modelo Log-Normal)
Dinâmica da partícula 4.54
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Cabe ressaltar que na equação do modelo RRB X é a fração em massa das partículas
com diâmetro menor que D e que D’ e n são os parâmetros do modelo, respectivamente o
diâmetro da partícula que corresponde a X = 0,632 e a dispersão.

A relação vazão - queda de pressão

A expressão clássica que relaciona vazão e queda de pressão na mecânica dos fluidos,
regime turbulento estabelecido, é utilizada também para os ciclones,

) 19 (
4 D
Q
u
) 18 (
2 u
p
2
c
c
2
c
π
=
ρ
∆ −
= β


Sendo a queda de pressão medida entre o overflow e a alimentação. O valor depende da
configuração do ciclone, como mostra a tabela (1).

Cálculo da potência do soprador

Considerando apenas as perdas de carga no ciclone, a potência requerida para a separação é
dada pela equação
) 20 (
75
p Q
P
1
η

=
onde: P = (cv)
Q = vazão total (m
3
/s)
∆p
1
= queda de pressão num ciclone (mm de coluna de água)
η = eficiência elétrica do motor, da ordem de 0,5 para motores de baixa
potência




Dinâmica da partícula 4.55
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
NO QUADRO
EXEMPLO 4.
Deseja-se projetar um ciclone Lapple para manipular 2100 ft
3
/min de ar a 300
o
C contendo
partículas em suspensão. Deve operar com uma perda de carga de 3” de água. Estimar a
eficiência de coleta e fornecer as dimensões do ciclone. A massa específica do sólido é de 2,6
g/cm
3
e a analise granulométrica é:

D(u) 5 10 20 40
% acumulada > D 79,7 60,2 25,5 1,8



A B C D E F G
%
acumulada

D(u) > D D/Dc
η ∆X <η> ∆X<η>
1 0 4
5 0,797 0,897666068 0,44623016 0,203 0,22311508 0,04529236 5
10 0,602 1,795332136 0,76321371 0,195 0,60472193 0,11792078 6
20 0,255 3,590664273 0,92802063 0,347 0,84561717 0,29342916 7
40 0,018 7,181328546 0,98097828 0,237 0,95449946 0,22621637 8

η global 0,68285867




η
(global): A1 = A2
médio valor
X dX
D
D
i
1
0
c
= η
∆ η ≅ η ⇒
|
|
.
|

\
|
η = η







=B5-B6
=(D5+D6)/2
Dinâmica da partícula 4.56
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
0,7
0,8
0,9
1
0 0,2 0,4 0,6 0,8 1
% acumulativa >D
E
f
i
c
i
ê
n
c
i
a


EXEMPLO 4. (13-22: Massarani)
Deseja-se especificar a bateria de ciclones Lapple (ciclones iguais em paralelo) para operar
com 3500 ft
3
/min de ar (520
o
C e 1 atm) contendo cinzas de carvão. A eficiência global de
coleta deve ser da ordem de 75%. A densidade das partículas sólidas é ρ
s
= 2,3 g/cm
3
.

Análise granulométrica
D(u) 5 10 15 20 30 40
X 0,12 0,27 0,48 0,63 0,80 0,88


D(um) X ln D A=1/(1-X) B = ln A ln B
5 0,12 1,6094379 1,1363636 0,1278334 -2,0570276
10 0,27 2,3025851 1,3698630 0,3147107 -1,1561013
15 0,48 2,7080502 1,9230769 0,6539265 -0,4247604
20 0,63 2,9957323 2,7027027 0,9942523 -0,0057643
30 0,8 3,4011974 5,0000000 1,6094379 0,4758850
40 0,88 3,6888795 8,3333333 2,1202635 0,7515404


Dinâmica da partícula 4.57
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Curva de distribuição
0,0
0,2
0,4
0,6
0,8
1,0
0 10 20 30 40 50
D
X
0,632
D'





Modelo RRB
y = 1,3902x - 4,2734
R
2
= 0,9935
-2,5
-2,0
-1,5
-1,0
-0,5
0,0
0,5
1,0
1,5
0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0
ln D
l
n
[
l
n
(
1
/
(
1
-
X
)
]






Dinâmica da partícula 4.58
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Exercícios: Dinâmica da partícula

1. Calcular o diâmetro da menor partícula que é coletada com eficiência de 100% na câmara
de poeira abaixo esquematizada.

Propriedades físicas do fluido: densidade 1,2 x 10
-3
g/cm
3
e viscosidade 1,8 x 10
-2
cP.
Propriedades físicas das partículas: densidade 2,5 g/cm
3
e esfericidade 0,7.
Dimensões da câmara: 2 x 2 x 16 m.
Vazão da suspensão na alimentação: 0,4 m
3
/s.

Considerar as seguintes situações diferentes:
a) A suspensão tem concentração volumétrica em sólido inferior a 0,2%.
b) Esta concentração é de 5%.

16 m
2

m
Trajetória crítica da menor partícula coletada com eficiênica de 100%
Duas lamelas ativas.


Resp. Velocidade terminal da menor partícula coletada com eficiência de 100%: 0,625 cm/s
Diâmetro da menor partícula coletada com eficiência de 100%, diluição infinita:
9,74um
Idem, 5% em volume de sólidos: 8,49 um.

2. Estuda-se a possibilidade de reduzir o teor de cinzas de um carvão através da separação
em hidrociclone operando em fase densa. A alimentação contém 2 partes de carvão para 1
de cinzas, em massa. A concentração volumétrica de carvão e cinzas na alimentação é de
5%. Carvão e cinzas apresentam a mesma distribuição granulométrica,

Dinâmica da partícula 4.59
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
m. em D
5 21
D
1 X
35 1
u

|
.
|

\
|
− − = ,
,
exp
,


Estimar o teor de cinzas do concentrado de carvão (overflow) que deve ser obtido numa
bateria de hidrociclones em paralelo com 2 in de diâmetro, nas configurações (a)Bradley,
(b) Ritema operando a uma queda de pressão de 45 psi. Fornecer também a capacidade de
cada hidrociclone
Densidade do carvão e cinzas, respectivamente, 1,25 e 2,10 g/cm
3
.
Propriedades do fluido: densidade 1,21 g/cm
3
e viscosidade 2,7 cP.

Resposta:
Fixando a relação entre os diâmetros de descarga underflow e da parte cilíndrica do
hidrociclone em 0,15, na operação a 45 psi:

Configuração Bradley Rietema
Capacidade por hidrociclone (m
3
/h) 1,90 4,74
Relação % vazões overflow/alimentação 62,3 98,2
% carvão no underflow 58,8 41,1
% carvão no overflow 75,4 75,6
% do carvão da alimentação perdida pelo underflow 46,4 16,0


Do livro: Problemas de Sistemas particulados (Massarani)
3. Exercício 11 página 21
O ferro-velho “Dois Irmãos” da Pavuna dispõe de um conjunto de 3 ciclones Lapple
em paralelo, estado de conservação razoável. O diâmetro do ciclone é de 20”. Preparar um
anúncio de jornal fornecendo:
a) A capacidade do conjunto (m
3
/h de gás);
b) O diâmetro da partícula que é coletada com eficiência superior a 95%;
c) A potência consumida na separação.

Considerar que o gás seja ar a 200
o
C e 1 atm e que as partículas sólidas tenham uma
densidade de 3 g/cm
3
.
Dinâmica da partícula 4.60
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Resposta:

Q (m
3
/h) u (m/s) D
η=0,95
(um) P (CV) η=0,5
Máximo 1741,9 5 19,48 0,094
Mínimo 6967,7 20 9,72 6,05

4. Exercício 12 página 22
Uma usina de Campos pretende secar bagaço-de-cana com gás de chaminé (propriedades
do ar a 210
o
C e 1 atm). Especificar a bateria de ciclones Lapple para a recuperação de
finos secos, sabendo-se que a vazão de gás é de 5000 ft
3
/min e que as partículas maiores
que 40u devem ser coletadas com eficiência superior a 95%. A densidade do bagaço seco
é 0,64 g/cm
3
.
Resposta: 9 ciclones com η = 0,95 u(entrada) = 14,01 m/s.

5. Exercício 7 página 19
No “scrubber” centrífugo operando a 100g com gotas de água de 100u, verifica-se a
seguinte eficiência de coleta para partículas sólidas de diâmetro D:

D(u) 0,2 0,5 1 2 3 4 5
η(D) 0,01 0,09 0,22 0,55 0,81 0,96 1,0

Determinar a eficiência global de coleta para a poeira com a seguinte análise
granulométrica

. em D
6 9
D
X
2 1
u |
.
|

\
|
= ,
,
,


Resposta: 84,32% (regra dos trapézios)










Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.1
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
5. ESCOAMENTO DE FLUIDOS ATRAVÉS DE MEIOS POROSOS RÍGIDOS

5.1. Teoria

( ) ϑ ρ ⋅ ∇ − =

ρ ∂
r
t
Equação da continuidade (1)
( ) g p
t
r r
r r r
ρ + τ ⋅ ∇ − ∇ − ϑ ϑ ρ ⋅ ∇ − = ϑ ρ


Movimento do fluido (2)

|
|
.
|

\
|
+
|
|
.
|

\
|

|
|
.
|

\
|

|
|
.
|

\
|
− =
|
|
.
|

\
|
por volume
elemento no gravidade de força
por volume viscosa dissipação por
ganho momento de taxa
por volume elemento no
pressão de força
por volume convecção por
ganho momento de taxa
por volume momento de
incremento de taxa


Mas,
t t t ∂
ρ ∂
ϑ +

ϑ ∂
ρ = ϑ ρ


r
r
r
(A)

De (1) multiplicando-se por ϑ
r
:

( ) ϑ ρ ⋅ ∇ ϑ − =

ρ ∂
ϑ
r r r
t
(B)

Abrindo o termo ϑ ϑ ρ ⋅ ∇
r r
(*)
, temos:

( ) ( ) g p
t
r r
r r r r r r
r
ρ + τ ⋅ ∇ − ∇ − ϑ ∇ ⋅ ϑ ρ − ϑ ρ ⋅ ∇ ϑ − = ϑ ρ ⋅ ∇ ϑ −

ϑ ∂
ρ

( ) ( ) g p
t
r r
r r r r r r
r
ρ + τ ⋅ ∇ − −∇ = ϑ ∇ ⋅ ϑ ρ + ϑ ρ ⋅ ∇ ϑ + ϑ ρ ⋅ ∇ ϑ −

ϑ ∂
ρ

g p
t
r r
r r
r
ρ + τ ⋅ ∇ − −∇ = ϑ ∇ ⋅ ϑ ρ +

ϑ ∂
ρ ou
Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.2
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

g p
t
r r
r r
r
ρ + τ ⋅ ∇ − −∇ =
|
|
.
|

\
|
ϑ ∇ ⋅ ϑ +

ϑ ∂
ρ

(*)
propriedades da divergência de um tensor

( ) ( ) a b b a b a
r
r r
r
r
r
⋅ ∇ + ⋅ ∇ = ⋅ ∇

A equação da continuidade descreve a taxa de variação da massa específica em um
ponto fixo, resultante das variações do vetor velocidade mássica ϑ ρ
r
.

=

= ϑ ρ
T L
M
T
L
L
M
2 3
r
velocidade mássica

A integração destas equações nos poros é uma tarefa muito difícil, deste modo aplica-
se a teoria das misturas.

Teoria das misturas

Para escoamento saturado, temos:

¾ Equação da continuidade para o fluido

( ) 0
t
= ϑ ρ ε ⋅ ∇ +

ρ ε ∂
r
(1A)

¾ Equação do movimento para o fluido

g m p
t
r r r
r r
r
ρ + − τ ⋅ ∇ − −∇ =
|
|
.
|

\
|
ϑ ∇ ⋅ ϑ +

ϑ ∂
ρε (2A)

onde: ε = porosidade = (volume de vazios/volume total)
Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.3
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
ϑ
r
= velocidade intersticial do fluido relativo a um referencial fixo às partículas.
m
r
= força exercida pelo fluido sobre o sólido, por unidade de volume do meio
poroso.

Deste modo, perdemos informações na escala do poro, porem o problema é mais
tratável. As condições limites passam a ser dadas no contorno do meio.















5.2. Equação empírica de Forchheimer

Fluido Newtoniano, fluido e recheio não interagem.
• A pequena quantidade de dados experimentais disponíveis parece indicar que τ
r
r
não é
importante no escoamento de fluidos Newtonianos.
• Em relação à força resistiva m
r
chega-se, a partir de um grande número de experiências,
que a forma quadrática de Forccheimer (1901) é válida:

q
q k c
1
k
m
r
r
r

u
ρ
+
u
= (3)

meio poroso
Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.4
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
onde ‘k’ e ‘c’ dependem somente da matriz porosa
k = permeabilidade do meio poroso, [L
2
], 1 Darcy = 10
-3
cm
2
q
r
= ϑ ε
r
= velocidade superficial do fluido
c = fator adimensional
u = viscosidade do fluido
ρ = massa específica do fluido


No escoamento lento, o termo:

1
q k c
<<
u
ρ
r


e a equação (3) reduz-se a:

q
k
m
r r u
= (4) Lei de Darcy

Portanto, a equação (3) recai na forma linear, a Lei de Darcy.

Obs: A experiência mostra que o escoamento pode ser laminar fora da região de Darcy, para
altos Re os escoamentos laminar e turbulento coexistem.

O termo ( )

ϑ ⋅ ϑ +

ϑ ∂
ερ
r r
r
grad
t
representa os efeitos inerciais, que normalmente são
desprezados , logo de (2A)

g m p grad 0 ρ + − − =
r
, substituindo a equação (4), temos




Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.5
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
( ) g p grad
k
- q ou g q
k
p grad 0
r r r r
ρ −
u
= ρ +
u
− − =
Obs.: A equação de Darcy não leva em conta a aceleração do fluido na percolação através da
matriz porosa, o que parece ser aceitável na maioria dos problemas de interesse tecnológico,
quando a permeabilidade é inferior a 10
-5
cm
2
.

No escoamento incompressível podemos escrever que:
( ) gh grad g ρ − = ρ
r
, onde h é uma distância normal a partir de um plano de referência.
0 0 0 =1
( ) ( ) ( ) ( )
g j g
y
h
g
y
g
h gh
x
gh
y
gh
x
gh
j
k j i
ρ − = ρ =
|
|
.
|

\
|


ρ +


ρ = ρ


+ ρ


+ ρ


= ρ ∇
r
r
r r r

↑j e ↓h
Então:
estática
( ) P grad gh p grad g p grad = ρ + = ρ −
r

energia potencial
Então a equação resume-se a:
m P grad
r
= −
Os fatores k e c devem ser determinados experimentalmente.

L
MEIO POROSO
MP
P
1
P
2

• Escoamento incompressível
q q
k
c
k dz
dP

ρ +
u
= −
pois q
q k c
1
k
m

u
+
u
=
r
não Darcyano
Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.6
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Se colocarmos a equação na forma:

q
k
c
k L
P
q
1
ρ +
u
=
|
.
|

\
| ∆



α
A
|
.
|

\
| ∆ −
L
P
q
1
q
ρ
α
= ∴
ρ
= α
u
= ∴ =
u
tg k
c
k
c
tg
A
k A
k


• Escoamento isotérmico de gás ideal
|
.
|

\
| ∆
+ =
ρ + ρ
= ρ
ρ =
+
u
=
|
.
|

\
| ∆

ρ
2
p
p
RT
M
2
q G
G
k
c
k L
p
G
2
2 1

Assim como na equação para escoamento incompressível , pode-se estimar os valores
de k e c por meio de uma reta, devido a linearidade das duas equações.
ordem de grandeza de ε, k e c
meio ε [%] k [cm
2
] c
Arenito 3 9,3x10
-3
3x10
5

Placa porosa metálica 26 9,2x10
-8
15
Areia 28/35 42 1,5x10
-6
1,7
Esfera de vidro (d = 2mm) 36 3,7x10
-5
0,6
Esfera de vidro (d = 6mm) 42 4,0x10
-4
0,49
Anéis de Rashing 54,7 2,5x10
-4
0,32
Espuma de metal 93 2,0x10
-3
0,07
Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.7
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Medida de porosidade (meios não consolidados)

Adição de
partículas
Líquido
Líquido
h
1
h
2
h
3
Meio poroso (MP)
2
1 3
h
h h
1
MP volume
sólidos volume
1
MP volume
sólidos volume - MP volume −
− = − = = ε


Exemplo 5.1: Experiências com fluido Newtoniano através de meio de areia artificialmente
consolidada conduziram aos resultados:

q (cm/s) ∆p (cm Hg) ∆p (dyn/cm
2
)
|
.
|

\
| ∆

L
p
q
1

6,33 4,69 62528,956 4703,901
7,47 6,24 83194,176 5303,383
10,18 10,37 138256,988 6467,255
12,66 15,15 201985,860 7597,452
15,2 21,07 280913,668 8800,554
17,73 28,02 373573,848 10033,407
20,26 35,89 478499,836 11246,647
23,93 48,90 651954,360 12973,442


Dados:u = 1,177 cp: ρ = 1g/cm3, L = 2,1 cm
A = 16,8 cm2, ε = 0,28

Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.8
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
y = 468,75x + 1725,1
R
2
= 0,9998
0
2000
4000
6000
8000
10000
12000
14000
0 5 10 15 20 25 30
q (cm/s)
(
1
/
q
)
(
-
p
/
L
)


5.3. Correlações empíricas e o fator adimensional c
• Fórmula de Kozeny-Carman
( )
2
2
p
3
1 36
D
k
ε − β
ε
=
onde: φ = =
p
v
p
d
a
6
D , d
p
= diâmetro equivalente (diâmetro de uma esfera tendo o mesmo
volume da partícula)

partícula da específica superfície
partícula da volume
partícula da superfície
a
v
= =

φ
=
π
φ π
=
p
3
p
2
p
v
d
6
6 d
d
a


φ = esfericidade (fator de forma)

Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.9
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Forma φ
esferas 1,0
cubos 0,81
cilindros (D
p
= h) 0,87
celas de Berl 0,3
anéis de Raschig 0,3

4 < β < 5 → para meios granulares de 0,3 < ε < 0,5 (Coulson e Richardson)
O valor de β cresce com a porosidade. Para esferas (COPPE):
ε 0,510 0,645 0,744 0,849
β 5,70 5,96 6,19 6,85

• Correlação empírica para k
1000
D
7 , 31
D
k
2
2
= |
.
|

\
|
=
onde: D = diâmetro médio de peneira para partículas granulares
D = d
p
= diâmetro equivalente para recheios industriais

• Correlação de Ergun para c
2 3
14 , 0
c
ε
=
(Ergun, S., “Fluid Flow through packed columns”, CEP 48, 89 (1952))
para 10
-5
< k < 10
-4
cm
2
e 0,35 < ε < 0,45

• Correlação empírica de Massarani
98 , 0
01 , 0
o
37 , 0
o
2 3
k
k
10 , 0
k
k
13 , 0
1
c

|
.
|

\
|
+ |
.
|

\
|
ε
=

k
o
= 10
-6
cm
2
; 10
-9
< k < 10
-3
cm
2
e 0,15 < ε < 0,75
Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.10
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
• Equação de Ergun
A equação de Ergun (1952), extensamente utilizada na literatura de Engenharia Química,
é a expressão geral:
k
q c
k
q
dz
dp
2
ρ
+
u
= −
na qual a permeabilidade e o fator c são representados por:

( )
( )
2 3 2
3
2
p
14 , 0
c e
1 150
D
k
ε
=
ε −
ε φ
=

( )
( )
( ) φ
ρ
ε
ε −
+
φ
u
ε
ε −
=


p
2
3 2
p
3
2
D
q 1
75 , 1
D
q 1
150
L
P


Exemplo 5.2: Deseja-se estimar o valor da permeabilidade e do fator c para o meio poroso
constituído por partículas que apresentam a seguinte análise de peneiras.

Sistema Tyler
(peneira n
o
)
Diâmetro médio da
abertura D# (mm)
massa retida
(g)
Fração em massa
retida ∆X
-35 +48 0,359 47,6 0,33
-48 +65 0,254 52,8 0,36
-65 +100 0,180 45,2 0,31
Total 145,6 1,00

A porosidade do meio é da ordem de 42% e a esfericidade das partículas é 0,78; confunde-se,
neste cálculo aproximado, os valores do diâmetro médio de peneiras D# e do diâmetro
volumétrico D
p
.

Perda de carga em meio poroso
No escoamento unidirecional e incompressível, a equação de movimento (2A) e a
equação (3) de Forccheimer:
g m gradP 0 ρ + − − =
r
(2A)
Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.11
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
q
q k c
1
k
m
r
r
r

u
ρ
+
u
= (3)
levam à equação da perda de carga no meio poroso,

q
k
q c
k g
L
g
W
g
P
MP
A

ρ
+
u
ρ
=
|
|
.
|

\
|
=
ρ



expressa em termos da altura de coluna do fluido que escoa no meio. Nesta equação
A
W é a
energia dissipada devido ao atrito por unidade de massa do fluido.

Exemplo 5.3: Seja o filtro de areia abaixo esquematizado operando com água a 20
o
C.
Determinar a capacidade do filtro.


água
areia
brita
2 ft
2 ft (areia, -14 +28 Tyler)
2 ft (cascalhos, 1”)
P
atm
Porosidade ε = 0,4
1
2
3
(1)
(2)




Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.12

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa








Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.13

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa








Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.14

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa









1,665 cm/s
Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.15

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Recheios comuns
a) b) c) d) e)


a) Anéis de Raschig: são os mais utilizados na indústria química. Eles consistem de um
cilindro oco com o comprimento igual ao diâmetro externo. São estruturalmente fortes,
baratos e podem ser feitos de vários materiais (cerâmicos, metais e plásticos). São menos
eficientes que os outros recheios.

b) Anéis de Lessing: eleva a eficiência, reduz a quantidade de canalizações, porém aumenta a
queda de pressão.

c) Anéis de Pall: contato mais eficiente entre líquido e gás, são mais caros, e apresenta uma
menor queda de pressão em relação aos anéis de Raschig.

d) Celas de Berl: diminui as canalizações, diminui a queda de pressão, porem são caros e
frágeis.

e) Celas Intatox: são similares as celas de Berl mas permite um contato mais eficiente entre
líquido e gás. São recheios para leito fixo mais eficiente disponível e fornece uma queda
de pressão inferior comparado aos anéis de Raschig e celas de Berl.

Estes recheios são extensamente utilizados em equipamentos de transferência de massa,
como torres de recheios por exemplo.





Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.16

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
APLICAÇÕES
Reatores catalíticos

a) Reatores de leito fixo: gases simplesmente atravessam o leito.
b) Reatores de leito fluidizado: utilizados para reações muito exotérmica – uniformizam a
temperatura. Catalisadores em forma de grânulos (pellets).

Colunas de recheios
É comum o enchimento em colunas de destilação, absorção, etc para facilitar o contato
entre seus componentes .

Líquido Gás pobre
Líquido + soluto
Gás rico
rech
eio
s
Anéis de Raschig
Anéis de Lessing
Anéis de Pall
Celas de Berl
Celas Intalox


Filtração:
Uma mistura sólido-líquido passa através de um meio poroso de forma que o líquido
passa e o sólido fica retido.

Suspensão
Líquido
Sólido retido
Meio filtrante poroso






Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.17

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
FILTRAÇÃO
Objetivo: é a separação de um sólido do fluido que o transporta.
A separação se realiza pela passagem forçada do fluido através de uma membrana
porosa. As partículas ficam retidas nos poros da membrana e acumulam-se, formando uma
camada sobre a membrana. O fluido (gás ou líquido) passa pelo leito de sólidos e através da
membrana retentora.
Para se obter uma produção razoável, com um filtro de dimensões moderadas, deve-se
aumentar a queda de pressão, ou deve-se diminuir a resistência ao escoamento, para aumentar
a vazão. O equipamento industrial opera mediante a diminuição da resistência ao escoamento,
fazendo com que a área filtrante seja tão grande quanto possível.
A escolha do equipamento filtrante depende em grande parte da economia do
processo, variando de acordo com o seguinte:
1. Viscosidade, densidade e reatividade química do fluido.
2. Dimensões das partículas sólidas, distribuição granulométrica, forma da partícula,
tendência a floculação e deformidade.
3. Concentração da suspensão de alimentação.
4. Quantidade de material que deve ser operado.
5. Valores absolutos e relativos dos produtos líquido e sólido.
6. Grau de separação que se deseja efetuar.
7. Custos relativos da mão-de-obra, do capital e energia.

Meios filtrantes granulados
É constituído por uma ou mais camadas de sólidos particulados, suportados por um
leito de cascalhos sobre uma grade, através da qual o material a ser filtrado flui por gravidade
ou pressão.

Sólidos particulados
Leito de cascalho
Grade


Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.18

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Quando a vazão cai, ou quando a queda de pressão se torna excessiva. Então a
filtração cessa e o leito tem que ser limpo, mediante uma lavagem com corrente inversa de
água, seguida por uma lavagem de ar.

FILTRO PRENSA DE PLACA E QUADRO
É o dispositivo de filtragem mais comum na indústria química.
Vantagens: - baixo custo.
- custo de manutenção pequeno.
- flexibilidade de operação.

O filtro prensa é projetado para realizar diversas funções, cuja seqüência é controlada
manualmente. Durante a filtração o filtro prensa:
1. Permite a injeção da suspensão a filtrar até as superfícies filtrantes, por intermédios de
canais apropriados.
2. Permite a passagem forçada da suspensão através das superfícies filtrantes.
3. Permite que o filtrado que passou pelas superfícies filtrantes seja expelido através dos
canais apropriados.
4. Retém os sólidos que estavam inicialmente na suspensão.

Durante a seqüência de lavagem o filtro-prensa
1) Encaminha a água de lavagem para os sólidos filtrados, através de canais apropriados.
2) Força a água de lavagem através dos sólidos retidos no filtro.
3) Permite a expulsão da água de lavagem, e das impurezas, através de um canal separado.

O modelo mais comum consiste em placas e quadros que se alternam numa armação e
que são comprimidos fortemente, uns contra os outros, por meio de uma placa prensa-
parafuso ou de uma prensa hidráulica.





Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.19

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Placa
Saída
Quadro
Entrada

Par de placa e quadro de um modelo simples, com um só furo, sem canal de lavagem, com a
descarga fechada e a superfície da placa entelada.

• O meio filtrante é suspenso sobre as placas cobrindo as duas faces.
• O meio filtrante pode ser uma lona, ou um tecido sintético, ou papel de filtro ou tela
metálica.

À medida que a filtração avança, formam-se tortas, ou bolos, sobre o meio filtrante,
até que as tortas que se acumulam sobre cada face dos quadros encontram-se no centro.
Quando isto ocorre, a vazão do filtrado, que diminui continuamente à medida que as tortas
aumentam, cai bruscamente e se reduz a um gotejamento. Em geral suspende-se a filtração
antes desta ocorrência.

Lavagem:
1) Injeta-se a água de lavagem nos canais de alimentação.
2) Canal de lavagem: há um canal separado para entrada de água de lavagem.







Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.20

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Placa de lavagem
Quadro Tecido
Placa
simples
Entrada da
água de
lavagem
Cabeçote
Bolo
Bolo
Fechado
Fechado

Diagrama esquemático de um filtro-prensa com lavagem e descarga aberta. Observe a
codificação com um, dois ou três botões no topo das placas e quadros.

- Os filtros-prensa podem ser feitos de :
• madeira
• ferro fundido
• borracha
• aço inoxidável
- Operam com pressões até 68 atm.
- Operações cíclicas: processos em batelada em que a produção é de porte modesto.
- Desmontagem: deve ser feita quando a torta fica presa na placa que tenha sido deslocada.


FILTRO FOLHA
Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.21

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Constitui de uma placa oca, suportada internamente e que fica permanentemente
coberta pelo meio filtrante. A suspensão a ser filtrada enche o espaço em torno da folha e é
forçado, mediante pressão exercida sobre ela, ou pelo vácuo que se faz dentro da folha, a
escoar através do meio filtrante.
A torta de filtração forma-se no exterior da folha e o filtrado passa para dentro da folha
e daí para o sistema de descarga.
Quando se tem a torta de espessura desejada, abre-se o filtro, e as folhas ou são
removidas para limpeza ou são limpas na própria unidade, manual ou automaticamente, pela
lavagem hidráulica dos sólidos.
Torta do filtro
Vista do
corte de
uma folha
Suspenção
de carga
Dispositivo de
desmontagem
Anel de
borracha
em O
Filtrado
Distribuidor
de saída

Vista do corte de um filtro de folha vertical e corte transversal mostrando a estrutura da folha
do filtro.


FILTRO DE PLACA HORIZONTAL
Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.22

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
É especialmente conveniente para a clarificação final de soluções que contém
quantidades diminutas de sólidos em virtude da facilidade de aplicação do adjuvante de
filtração.
Suspiro de ar
Entrada
Saída
Solução de polimento
Placa polidora
Papel de filtro,
tecido ou tela
metática
Placa perfurada
Placa de filtragem

Diagrama esquemático do corte de um filtro de placa horizontal. São filtros patenteados com
placas polidoras no final de cada batelada. A válvula polidora é aberta durante a etapa de pré-
revestimento e fechada até o final do ciclo. Então, a válvula de descarga é fechada, a polidora
é aberta e o líquido remanescente é filtrado pela placa polidora, mediante a injeção de ar ou
gás sob pressão pelo duto de entrada.

Os adjuvantes, ou auxiliares, de filtração são sólidos incompressíveis, com a estrutura
aberta, que podem ser depositados sobre os tecidos de filtração para servir de meio filtrante de
alta eficiência.
- Filtros descontínuos → processo cíclico, capacidade modesta

FILTROS CONTÍNUOS
- Elevadas capacidades
Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.23

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
- As suspensões são injetada continuamente, e o bolo e o filtrado são
produzidos também continuamente.

FILTRO ROTATÓRIO HORIZONTAL
- Especialmente indicado para sólidos cristalinos
- É constituído de uma mesa horizontal circular que gira em torno de um eixo
central. A mesa é constituída de um conjunto de segmentos feito de tela metálica
recoberto por meio filtrante conveniente, e está ligado a um mecanismo central de
válvulas, que regulam os instantes apropriados de remoção do filtrado e dos líquidos de
lavagem e do enxugamento da torta, durante cada volta da mesa.

FILTRO A VÁCUO E DISCO ROTATÓRIO
- O elemento filtrante é, também, uma folha com a forma de um setor
circular, recoberta pelo meio filtrante. A folha gira num plano vertical, em torno de um
eixo horizontal. A suspensão a ser filtrada enche a bacia do filtro, até quase a altura do
eixo horizontal. À medida que a folha mergulha na suspensão, coleta a torta na sua
superfície, enquanto que o filtrado sai por um sistema central de descarga.
- Na parte superior a torta é seca por sopragem de ar e é raspada ou retirada a
sopro antes dela mergulhar na suspensão.

FILTRO A VÁCUO COM TAMBOR ROTATÓRIO
- O ciclo de filtração é muito semelhante ao do filtro a vácuo horizontal.
- O bolo de filtração é colhido no tanque de suspensão devido a imersão da
superfície do tambor e a ação do vácuo.
- O bolo é levado pelo movimento do tambor e é sucessivamente lavado e
enxugado pela aplicação contínua do vácuo no interior do tambor.




Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.24

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
S
e
c
a
g
e
m
Faca
Lama
Torta
Paineis
Á
g
u
a

d
e

l
a
v
a
g
e
m

Diagrama esquemático de um filtro de tambor rotatório de multicompartimentos.

MEIOS FILTRANTES E AUXILIARES DE FILTRAÇÃO
Os meios filtrantes podem ser:
- tecidos
- papel
- metais porosos
- tela metálica

Critério de escolha do meio filtrante:
1) Capacidade de remoção da fase sólida.
2) A possibilidade de uma elevada vazão de líquido para uma dada queda de pressão.
3) Resistência mecânica e inércia química a lama e ao líquido de lavagem.
4) Aspectos econômicos.

⇒ Os auxiliares, ou adjuvantes, de filtração são bastantes usados para acelerar a filtração
ou para possibilitar a coleta mais completa das partículas mais finas da suspensão.
Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.25

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
⇒ Terra diatomácea: consiste de esqueletos de animais marinhos pré-históricos muito
pequenos.
⇒ O auxiliar de filtração atua como meio filtrante primário e permite a remoção
completa de partículas sólidas muito finas presentes na suspensão a filtrar.

EQUAÇÕES DE BALANÇO

q
l(t) l
m
l
m
: espessura do meio filtrante
l(t): espessura da torta, que
varia com o tempo


Escoamento unidimensional
Equação de Darcy: q
k L
P u
=



Torta:
( ) t
P k
q
2
l

u
= , onde ∆P
2
é a queda de pressão na torta.
q = q(t)

Meio filtrante:
m
l
1 m
P k
q

u
=
|
|
.
|

\
|
+ u = ∆ + ∆ = ∆
m
2 1
k k
q P P P
m
l l

Definindo: q = velocidade superficial (= Q/A)
v = volume do filtrado
A = área de filtração
|
|
.
|

\
|
+ u

=
|
.
|

\
|
=
m
k k
P
q e
dt
dV
A
1
q
m
l l

Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.26

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Logo:
u

|
|
.
|

\
|
+
=
|
.
|

\
| P
k k
1
dt
dV
A
1
m
m
l l


m
m
k
R
m
l
= ⇒ resistência específica do meio filtrante.
[R
m
] = L
-1



u

|
.
|

\
|
+
=
|
.
|

\
| P
R
k
1
dt
dV
A
1
m
l


Relação entre l e k ⇒ balanço de massa na torta.

torta na retido líquido de massa recolhido líquido de massa
suspensão na sólidos de massa
suspensão na líquido de massa
suspensão na sólidos de massa
+
= = s

( )
ρ ε + ρ
ρ ε −
=
l
l
s
A V
A 1
s


⇒ ρ << ρ ε V Al
( )
V
A 1
s
ρ
ρ ε −
=
l
s

( ) A
V
1
s
|
|
.
|

\
|
ρ ε −
ρ
=
s
l
Característica do sistema

Logo:
u

|
|
.
|

\
|
+
ρ ε −
ρ
=
|
.
|

\
| P
R
A
V
) 1 k(
1
dt
dV
A
1
m
s
s


definindo:
s
) 1 k(
1
ρ ε −
= α ⇒ resistência especifica da torta

Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.27

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
temos:
u

|
.
|

\
|
+ ρ α
=
|
.
|

\
| P
R
A
V
1
dt
dV
A
1
m
s
Equação da filtração

[α] = LM
-1

Para algumas tortas α é praticamente constante ⇒ tortas incompressíveis

FILTRAÇÃO COM TORTAS INCOMPRESSÍVEIS (OU À PRESSÃO CONSTANTE)
∆P é constante e α é constante

u

|
.
|

\
|
+ ρ α
=
|
.
|

\
| P
R
A
V
1
dt
dV
A
1
m
s
, integrando:

∫ ∫
u

= |
.
|

\
|
+ ρ α
t
0
V
0
m
dt
P
A dV R
A
V
s

t
P
A V R
2
V
A
m
2
u

= +
ρ αs
ou
m
2
R
P A
V
P A 2
s
V
t

u
+

ρ αu
=
a resistência específica, α, e R
m
são fatores determinados experimentalmente.

Dados de v (volume do filtrado) ‘versus’ t (tempo)

β
b
t/V
V
m m
R se - obtém R
P A
b ⇒

u
=
α ⇒

ρ αu
= β se - obtém
P A 2
tg
2
s



Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.28

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
FILTRAÇÃO À VAZÃO CONSTANTE

u

|
.
|

\
|
+ ρ α
=
|
.
|

\
| P
R
A
V
1
dt
dV
A
1
m
s

u

|
.
|

\
|
+ ρ α
=
P
R
A
V
A
dt
dV
m
s


C
t
V
ou Ct V C
dt
dV
= = ⇒ =

V R
A
V
P t
A P
R
A
V
A
t
V
m
2
m
+ ρ α = ∆
u

u

|
.
|

\
|
+ ρ α
= s
s
, mas ∆P não é constante

t
1
A
V
R
A
V
P
m
2

u +
|
.
|

\
|
ρ uα = ∆ s

Como V = Ct,

A
C R
t
A
C
P
m
2
2
u
+
|
|
.
|

\
|
ρ uα
= ∆
s


C é a própria vazão.

β
b
∆P
t
m
m
R se - obtém
A
C R
b ⇒
u
=
α ⇒
ρ αu
= β se - obtém
A
C
tg
2
2
s


Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.29

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
algumas vezes R
m
é desprezível

t
A
C
P
2
2
|
|
.
|

\
|
ρ uα
= ∆
s
⇒ passa pela origem
Problemas 1 e 3: Lista de Filtração

FILTRAÇÃO COM TORTAS COMPRESSÍVEIS

Observa-se que a porosidade e a resistência específica variam com a posição no
interior da torta, devido às tensões mecânicas que tendem a comprimir a torta
Admite-se que ε e α são funções da pressão P
s
, definida como:
P
s
= P – P’
onde: P é a pressão na cabeça da torta
P’ é a pressão na seção imediatamente anterior ao meio filtrante.

l(t) l
m
P
P’
P
1

Os testes de variação de ε e α com P
s
podem ser realizados no laboratório e as curvas são do
tipo:
( )
n
o
P ∆ α = α sendo ∆P = P – P
1

( )
m
o
P ∆ ε = ε
ou
n
s o
P α = α
m
s o
P ε = ε
n é uma medida quantitativa da compressibilidade da torta 0 < n < 1.
n→ 0 ⇒ tortas incompressíveis
n→ 1 ⇒ tortas compressíveis

Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.30

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

<α> varia com cada
1
P P P − = ∆
Tendo-se dados de t x V o vários ∆P

t
V
∆P
1
∆P
2
∆P
3

- - - -
- - - -
- - - -
- - - -

temos que:
|
|
.
|

\
|
+
ρ α

u
=
m
R V
A
s
P A dV
dt
, integrando a ∆P constante, temos


∆P
1
∆P
2
∆P
3
∆t/∆V
V


obtêm-se <α> para cada ∆P ⇒ pelo coeficiente angular das curvas obtidas.
Pois: ( ) ⇒ ∆ α = α
n
o
P
log <α> = log α
o
+ n log ∆P ⇒ obtém-se α
o
e n através da reta log<α> ‘versus’log ∆P.




V
V
t
: gráfico
P A
R
2
V
P A
s
V
t
m
2
× ⇒

u
+

ρ α u
=
V
t

Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.31

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

FILTRAÇÃO A PRESSÃO CONSTANTE (FILTRO-PRENSA)
|
|
.
|

\
|
+
ρ α

u
= V R V
A 2 P A
t
m
2
s

A⇒ é a área total de filtração – cada quadro apresenta duas superfícies filtrantes - <α> e R
m

parâmetros específicos da torta e do meio filtrante.
Meio filtrante
Filtrado
Filtrado
Suspensão
Quadro


Lavagem da torta
Seja a pressão na lavagem a mesma que na filtração

Placa de lavagem
Quadro
Placa
Líquido de
lavagem
filtração da final
dt
dV
4
1
t
V
Q
|
.
|

\
|
= =
l
l
l
Módulo com placa de lavagem
(3 botões)



Desmantelamento, limpeza e montagem
O tempo desta operação dependerá das dimensões do filtro, bem como do número e
competência dos operários.


Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.32

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Projeto
O filtro industrial deve operar com uma produção de filtrado P, com uma queda de
pressão ∆P. Experiências conduzidas em filtro-piloto operando com o mesmo ∆P levaram aos
seguintes resultados para uma espessura de quadro l
p
:
⇒ tempo de filtração para se ter o quadro cheio: t
p

⇒ volume de filtrado correspondente ao tempo t
p
: V
p

⇒ relação entre volume do filtrado e volume da torta: (V/V
t
)
p

⇒ porosidade média da torta: <ε>
⇒ relação entre o volume de líquido de lavagem e de torta para se ter um produto na
especificação desejada: V
l
/V
t
= β
⇒ havendo variação de temperatura entre a operação industrial e a unidade piloto, a
correção deve ser feita na viscosidade.
⇒ na operação do filtro-prensa a resistência do meio filtrante pode ser desprezada.

Filtração no filtro prensa:
(Massarani, G., Tópicos Especiais de Sistemas Particulados, volume 2 – UFSCar)

O ciclo completo compreende 3 etapas
⇒ A filtração (tempo t)
⇒ A lavagem da torta, ocasionalmente desnecessária (tempo t
l
)
⇒ Desmantelamento, limpeza e montagem (tempo t
d
)

A produção do filtrado é dada por:

d
t t t
V
P
+ +
=
l


onde: V = volume de filtrado produzido na etapa da filtração.
t + t
l
+ t
d
= tempo do ciclo completo no filtro-prensa.



Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.33

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

e
A
t
Placa

A = área total de filtração
A = 8 A
t
para o exemplo acima
e = espessura do quadro
V
t
= volume contido nos quadros (torta)
e
e
2
A
V : assim
2
A 8
V
t
t
t
= =

e A
V 2
V
V
t
= onde V = volume do filtrado. V/V
t
mantem-se constante no ‘scale-up’

Definindo: índice p = piloto
índice i = industrial , onde ∆P
i
= ∆P
p
e T
i
= T
p


i p
A
V 2
A
V 2
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
|
e e
assim:
( )
( )
p
i
p
i
A V
A V
e
e
= (1)

e
i
p
p
i
p i
V
V
A A
e
e
= (2)

A pressão constante tem-se a equação:

|
|
.
|

\
|
+
ρ α

u
= V R V
A 2 P A
t
m
2
s

ou
A
V
B
A
V
B t
2
2
2
1
+ =

Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.34

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Como R
m
(resistência do meio filtrante) pode ser desprezada ⇒ B
2
= 0 e
2
2
A
V
B t = (3), sendo:
P 2
B

ρ α u
=
s


Resulta das equações (1) e (3)
( )
( )
2
p
i
p
2
p
i
p i
t
A V
A V
t t
|
|
.
|

\
|
=

=
e
e


2
p
i
p i
t t
|
|
.
|

\
|
=
e
e
(4)

Seja a filtração e a lavagem conduzidas a uma mesma queda de pressão ∆P. Nestas condições,
o tempo de filtração é dado por:
|
|
.
|

\
|
+
ρ α

u
= V R V
A 2 P A
t
m
2
s

O tempo de lavagem com placas de “3 botões”:
dV
dt
V 4 R V
A 2 P A
V 4 t
m l l l
s
=
|
|
.
|

\
|
+
ρ α

u
=
onde: V
l
= volume do líquido utilizado na lavagem
Na lavagem com placas de 3 botões
filtração da final
dt
dV
4
1
t
V
Q
|
.
|

\
|
= =
l
l
l
(5)
Pela equação da filtração:
|
|
.
|

\
|
+
ρ α

u
=
m
R V
A P A dV
dt
s

desprezando a resistência do meio filtrante, temos:

P 2
B onde
A
V
B 2
dV
dt
2

ρ α u
= =
s

Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.35

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Portanto:
2
i i
A
V
V
B 8
V t
|
.
|

\
|
=
l l
(6)
Da equação (3) vem que:
2
i
i
A
V
B t
|
.
|

\
|
= , logo:
i
i
V
t
V 8 t
l l
=
Sendo
torta da Volume
lavagem de líquido do Volume
V
V
t
= = β
l


i
p
t
i
i
t
i
t
V
V
8 t
V
V
8 t |
.
|

\
|
β = |
.
|

\
|
β =
l
(7)

Se na unidade industrial o P ∆ for o mesmo do piloto e a relação
p
t
V
V
|
.
|

\
|
mantém-se.
Conhecidos t
i
, equação (4), e t
l
, equação (7), determina-se V
i
e A
i
para uma dada produção P.

( )
d i i
t t t P V + + =
l



i
p
p
i
p i
V
V
A A
e
e
= (2)

Obs. :Lavagem da torta
⇒ A lavagem da torta é feita a pressão constante e a vazão constante.
⇒ A velocidade de lavagem é igual a velocidade final de filtração
⇒ O líquido de lavagem se desloca através de uma torta que é o dobro da espessura e
pela metade da área com respeito a filtração, portanto:
Taxa de lavagem = (1/4) Taxa final de filtração.
⇒ Pressão de lavagem = pressão aplicada no final da filtração.





Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.36

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

FILTRO ROTATÓRIO


θ
torta
Pano
Suspensão



°
θ
=
360
I

Sendo:
N = número de rotações por unidade de tempo
I = fração imersa (geralmente 1/4 a 1/3 da área filtrante esta submersa)
⇒ tempo de 1 ciclo será = 1/N
⇒ tempo de filtração em cada ciclo (t
f
)

N
I
t
f
=

⇒ por definição a capacidade do filtro Q é:

VN
N 1
V
Q = =

onde: V = volume de filtrado retirado em um ciclo.



Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.37

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Exercícios

I. Escoamento de fluidos em meios porosos

1. Determinar a capacidade (m
3
/h.m
2
) do filtro de areia abaixo esquematizado operando com
água a 20
o
C. A primeira camada, de porosidade 0,37, é constituída de areia com a seguinte
granulometria:

Sistema Tyler
(mesh)
% em peso
-14 +20 20
-20 +28 60
-28 +35 20

A Segunda camada é constituída de brita de 1,3 cm e apresenta a porosidade de 0,43. A
esfericidade da areia e da brita pode ser tomada como sendo 0,7. (5.36-Massarani).

água
areia
brita
60 cm
60 cm
30 cm


Resposta: D
p
= 0,69 mm (Sauter), K = 1,84 x 10
-6
cm
2
, c = 0,93, Capacidade = 18,18 m
3
/m
2
h.

2. Seja a filtração de um óleo de alta viscosidade (u = 350 cp, ρ = 0,9 g/cm
3
) através de um
leito fixo de carvão ativo. A pressão do ar comprimido é de 100 psig. Determinar o tempo
para a percolação de 10 l de óleo. São conhecidos:
1. Diâmetro da coluna 30 cm; altura do leito 50 cm;
2. Análise granulométrica do carvão:


Sistema Tyler Fração retida
-35 +48 0,15
-48 +65 0,65
-65 +100 0,20

Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.38

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

c) As partículas tem esfericidade 0,6 e formam um leito com porosidade 0,42.


Ar
comprimido
óleo



O escoamento pode ser considerado como sendo Darcyano e a pressão hidrostática do óleo
sobre o leito (variável!) pode ser desprezada face à pressão elevada do ar comprimido.
(6.37 – Massarani).
Resposta: D
p
= 0,245 mm, K = 3,17 x 10
-7d
cm
2
, ∆P = 5,88 x10
6
din/cm
2
, tempo de
percolação = 22,13 min.

3. Determinar a queda de pressão no reator catalítico em leito fixo sabendo-se que opera
isotermicamente a 550
o
C e que a pressão de descarga é de 1,5 atm:
a) A vazão mássica do gás (propriedades do N
2
), 200 Kg/h;
b) O catalisador constitui um leito de 30 cm de diâmetro e 1,2 m de altura, porosidade 0,44;
c) As partículas de catalisador seguem a distribuição de Gates-Gaudin-Schumann,

u
|
|
.
|

\
|
= em d
185
d
X
p
8 1
p
,
,


A esfericidade das partículas é de 0,65. (7.38 – Massarani)
Resposta: D
p
= 82,22 u (Sauter), K = 4,79 x 10
-8
cm
2
, c = 1,75, ∆P = 19432 din/cm
2
.
Obs: utilizar escoamento isotérmico de um gás ideal, onde:

|
.
|

\
| ∆
+ = ρ
ρ

+
u
=
∆ −
2
P
P
RT
M
e
G
G
K
c
K L
P
2



Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.39

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

4. Calcular a vazão de água, a 20
o
C, que a bomba centrífuga Bernet 1-FT-2140 (5HP)
fornece à coluna de deionização abaixo esquematizada. A tubulação é de 1 ½”, aço
comercial, # 40. Dados:
Comprimento total da tubulação: 25 m
Desnível entre os pontos 2 e 1: 3 m
Altura da coluna: 1 m
Diâmetro da coluna: 20 cm
Recheio: partículas de d
p
= 450 u, esfericidade 0,85, porosidade 38%.
Características da bomba 1-FT-2140:

Q (m
3
/h) 2,5 6,0 7,2 8,4
Carga ( m de água) 60 58 56 53

Considerar: curva de 90
o
L
eq
/D = 30, válvula gaveta 75% aberta L
eq
/D = 35, válvula de
retenção L/D = 135, entrada K = 0,50 , saída = K = 1,0, fonte(FOUST).



1
x
x 2
1 entrada
1 válvula de retenção
7 joelhos de 90
o
1 válvula gaveta
1 saída




Obs. Utilizar para a queda de pressão da coluna a equação de Carman-Kozeni.

5. Deseja-se calcular o desnível H para que a vazão de água na coluna de ionização seja 4
m
3
/h (30
o
C). A perda de carga na tubulação é 7,52 m de coluna de água. Dimensões da
coluna: diâmetro D
c
= 30 cm e altura L = 100 cm. Propriedades do meio poroso:
porosidade ε = 0,42, permeabilidade k = 4 x 10
-6
cm
2
e fator c = 0,40.










Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.40

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

L
H
1
x
Patm
2 Patm
Coluna de troca
iônica



II. Filtração
1. Foram obtidos os seguintes resultados na filtração de uma suspensão aquosa de CaCO
3

(50 g de sólido/l de água) em filtro prensa piloto operando com um quadro (6x6x1¼”) a
25
o
C e com uma queda de pressão de 40 psi. Determinar a resistividade média da torta
<α>, a resistividade do meio filtrante R
M
e a relação entre os volumes de filtrado e da
torta para o quadro cheio. Sabe-se que a densidade do sólido é ρ
s
= 2,7 g/cm
3
e que a
relação entre massa de torta molhada e massa de torta seca é 1,60. Dados de tempo de
filtragem e volume de filtrado:

Tempo de filtração (s) Volume do filtrado (cm
3
)
18,0 700
40,7 1700
108,2 3700
160,0 4700
320,5 7700
466,7 9700
549,5 10700
637,7 11700
832,5 13700
942,5 14700
1084 15700
1215 16700
1425 17700
1702 18700
2344 19700

(4.52-Massarani) Resposta: <α> = 7,15 x 10
9
cm/g, R
M
= 2,51 x 10
9
cm
-1
, ε = 0,618,
V
F
/V
T
=20

Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.41

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

2. Ensaios com filtro rotativo piloto de 2900 cm
2
de área, operando a ∆P = 10 psi, a 20
o
C,
conduziram aos seguintes resultados trabalhando-se com suspensão aquosa de hidróxido
de alumínio.

RPM 0,0106 0,0460 0,109 0,334 0,518
Vazão do filtrado (ft
3
/min) 0,0166 0,0326 0,0403 0,0585 0,0659

para 5% em peso de sólidos na suspensão, angulo de imersão: 90
o

Calcular a capacidade da unidade (ft
3
de filtrado/hm
2
) operando com a mesma suspensão
e o mesmo meio filtrante, a 35
o
C, ∆P = 10 psi, 1 RPM e imersão de 120
o
.
Resposta: 24,87 ft
3
/h por m
2
de área filtrante.

3. Uma suspensão é filtrada em filtro prensa constituído de 12 quadros de 1 in de espessura e
2 ft
2
de área filtrante. Durante os 3 primeiros minutos, nos quais a filtração ocorre a vazão
constante, a pressão aumenta até atingir 60 psig. Depois a filtração se dá a pressão
constante: em 15 min os quadros estão completamente cheios. Segue-se a lavagem da
torta (o filtro dispõe de placas de 3 botões) a 60 psig durante 10 minutos. Qual o volume
de filtrado coletado em um ciclo de filtração e qual o volume de água usada na lavagem?
A suspensão foi ensaiada em filtro-folha operando com uma área de filtração de 0,5 ft
2
em
vácuo de 20 in Hg. O volume de filtrado coletado nos 5 primeiros minutos foi de 250 cm
3

e nos 5 minutos seguintes 150 cm
3
. A torta pode ser considerada como sendo
incompressível e o meio filtrante é o mesmo no filtro folha e no filtro prensa.
Resposta: V(filtrado) = 3,02 ft
3
.

4. Um pequeno filtro de placas e quadros é usado para filtrar uma lama não compressível.
Durante o período de vazão constante a pressão inicial é de 5 psig. Após 25 min de
operação, 31,25 gal de filtrado é coletado e a pressão é 50 psig. Se a mesma lama é
filtrada pelo mesmo equipamento a uma pressão constante de 50 psig, que quantidade de
filtrado pode ser coletado em 20 min? Resposta: 38,37 gal

5. Foram obtidos os seguintes dados em filtro rotativo de laboratório de 2922 cm
2
de
superfície filtrante, operando com um vácuo de 3,56 psi:

RPM 0,0106 0,0460 0,109 0,334 0,518
Vazão do filtrado (ft
3
/min) 0,0166 0,0323 0,0403 0,0585 0,0659

% em peso de sólidos na suspensão: 4,69
Angulo de imersão: 80
o

Massa da torta/massa da torta seca: 2,25
Viscosidade do filtrado: 1,08 cp
Densidade do fluido e das partículas sólidas: 1 g/cm
3
e 3,2 g/cm
3

Determinar a resistividade da torta e a resistência do meio filtrante.
Resposta: α = 4,00 x 10
9
cm/g, R
M
= 3,705 x 10
8
s

6. Especificar o filtro prensa com quadros de metal para a filtração de 10 m3/h da suspensão
do problema 1 (4.52 Massarani).
1
o
caso: a torta não requer lavagem.
2
o
caso: a lavagem deve ser efetuada com volume duas vezes maior que o volume da torta.
Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.42

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Considerar nas duas situações que o tempo de desmantelamento, limpeza e montagem do
filtro seja de 20 min.
Índice 1 = unidade de laboratório
Índice 2 = unidade industrial
Dados de laboratório (problema 1):
∆P = 4 psi
e
1
= 1 ¼”= 3,2 cm
A
1
= 456 cm
2
(15,1 x 15)
(t
f
)
1
= tempo de filtração (quadro cheio = final da reta) 14,5 l ⇒ 920 s (ver gráfico)
volume do filtrado (V
f
)
1
= 14,5 l = 14500 cm
3
.
20
V
V
1
t
F
=
|
|
.
|

\
|


Dimensões recomendadas para placas e quadros
Área total de filtração Dimensão nominal dos elementos
(ft
2
) (in)
5-35 12
30-100 18
75-250 24
150-450 30
250-700 36
500-1100 43 1/4
>1000 48 e 56

Área filtrante efetiva por quadro
Dimensão nominal dos
elementos (in)

ft
2

Metal Madeira
12 1.7 0.9
18 3.9 2.3
24 7.0 4.8
30 10.5 7.3
36 15.6 10.5
43 1/4 22.2 15.1
48 28.8 19.7
56 - 28.4







Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.43

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Resposta:
a) A torta não requer lavagem

Especificação da unidade industrial
e
2
e
2
(t
f
)
2
(t
l
)
2
(t
f
)
2
+ t
l
+ t
d
(V
f
)
2
A
2
A
2
in cm min min min l cm
2
ft
2
1 2,540 9,6580 0 29,6580 4854,132 192311,5 206,396
1 1/4 3,175 15,0907 0 35,0907 5743,294 182030,8 195,362
1 1/2 3,810 21,7306 0 41,7306 6830,048 180395,7 193,608
1 3/4 4,445 29,5778 0 49,5778 8114,393 183701,1 197,155
2 5,080 38,6322 0 58,6322 9596,329 190094,2 204,016
3 7,620 86,9224 0 106,9224 17499,990 231105,5 248,031

Solução possível: área filtrante, 193,6 ft2, 1 1/2 in, dimensão nominal dos elementos
30 in, número de quadros, 19.
Número de quadros = 193.608/10.5 = 18.44 ( aproximado 19)

b) A lavagem deve ser efetuada com volume duas vezes maior que o volume da torta

Especificação da unidade industrial
e
2
e
2
(t
f
)
2
(t
l
)
2
(t
f
)
2
+ t
l
+ t
d
(V
f
)
2
A
2
A
2
in cm min min min l cm
2
ft
2
1 2,540 9,6580 7,72643616 37,3845 6118,718 242412,0 260,166
1 1/4 3,175 15,0907 12,0725565 47,1633 7719,209 244656,4 262,575
1 1/2 3,810 21,7306 17,38448136 59,1151 9675,366 255546,5 274,262
1 3/4 4,445 29,5778 23,66221074 73,2400 11987,187 271377,0 291,252
2 5,080 38,6322 30,90574464 89,5379 14654,672 290295,2 311,556
3 7,620 86,9224 69,53792544 176,4603 28881,263 381407,0 409,341

Solução possível: área filtrante, 274,26 ft2, 1 1/2 in, dimensão nominal dos elementos
30 in, número de quadros, 27.
Número de quadros = 274.26/10.5 = 26.12 ( aproximado 27)

7. Especificar o filtro rotativo a vácuo a partir dos dados obtidos em filtro folha de
laboratório com suspensão aquosa de carbonato de cálcio, 50 g de sólido/l de suspensão.
Densidade do carbonato de cálcio: 2,7 g/cm
3
. Queda de pressão do filtro: 600 mmHg.
Temperatura de operação: 28
o
C. Produção do filtrado: 10000 l/h.
Resultados obtidos no filtro folha operando com a mesma suspensão, nas condições
operacionais indicadas e área filtrante 133 cm
2
.
Tempo de filtração para se obter uma torta de 6 mm de espessura (volume de filtrado
950 cm
3
), 163 s;
Tempo de lavagem da torta (volume de água de lavagem 160 cm
3
), 130 s;
Tempo de secagem (obtém-se um produto com 81% de sólido em massa), 150 s;
Tempo estimado para a descarga da torta e limpeza do meio filtrante, 10 s.
Dimensões padronizadas de filtros a vácuo Dorr-Oliver
Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.44

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Área da superfície do filtro, ft
2
Comprimento, ft
Diâmetro
do
tambor,
ft
4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24
6 76 113 151 189 226
8 200 250 300 350 400
10 310 372 434 496 558 620
12 456 532 608 684 760 836 912
(Perry e Green, 1984)

Resposta:
Sendo o tempo de um ciclo completo 453 s, resulta que a rotação do tambor deve ser 0,132
rpm.
A fração submersa é 163/453 e, portanto o angulo de imersão é 130
o
.
Produção de filtrado por unidade de área filtrante: 566 l/m
2
h.
Especificação do filtro considerando um fator de segurança de 10% no cálculo da área:
diâmetro do tambor, 8 ft; comprimento do tambor 8 ft.































Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.45

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

PROBLEMAS DE FILTRAÇÃO UTLIZANDO O EXCEL
Exercício 1 (filtração)(filtro1.xls)
Tempo de filtração Volume de filtrado
(s) (cm
3
) t/v
18,0 700 0,02571429
40,7 1700 0,02394118
108,2 3700 0,02924324
160,0 4700 0,03404255
320,5 7700 0,04162338
466,7 9700 0,04811340
549,5 10700 0,05135514
637,7 11700 0,05450427
832,7 13700 0,06078102
942,5 14700 0,06411565
1084,0 15700 0,06904459
1215,0 16700 0,07275449
1425,0 17700 0,08050847
1702,0 18700 0,09101604
2344,0 19700 0,11898477

y = 3E-06x + 0,0196
R
2
= 0,9901
0,00
0,02
0,04
0,06
0,08
0,10
0,12
0 5000 10000 15000 20000
V
t
/
V

Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.46

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Exercício 2 (filtração)(filtro2.xls)
N Q V t/V
rpm ft
3
/min ft
3
min/ft
3
0,0106 0,0166 1,5660377 15,0602410
0,046 0,0326 0,7086957 7,6687117
0,109 0,0403 0,3697248 6,2034739
0,334 0,0585 0,1751497 4,2735043
0,518 0,0659 0,1272201 3,7936267



y = 7,6618x + 2,8843
R
2
= 0,9917
0,0
2,0
4,0
6,0
8,0
10,0
12,0
14,0
16,0
0,0 0,5 1,0 1,5 2,0
V
t
/
V








Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.47

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Exercício 3 (filtração) (filtro3.xls)
t (min) V (ft
3
) t/V
5 0,00882867 566,336932
10 0,01412587 707,921165



y = 26728x + 330,36
R
2
= 1
500
600
700
800
0 0,01 0,02 0,03
V
t
/
V














Sedimentação 6.1
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
SEDIMENTAÇÃO

INTRODUÇÃO: A operação permite concentrar suspensões de sólidos em líquidos.
Pode ser realizada em batelada (um simples tanque) ou em equipamento contínuo. Na
sedimentação de uma suspensão, as partículas movem-se para baixo sob ação da
gravidade, deslocando um igual volume de líquido.

A separação de uma suspensão diluída pela sedimentação gravitacional, até se
ter um fluido límpido e uma lama com maior teor de sólidos, é denominada de
sedimentação.
O mecanismo da sedimentação pode ser descrito, através da observação dos efeitos que
ocorrem num ensaio de sedimentação dos sólidos numa suspensão colocada numa
proveta, da seguinte forma:
1) A solução é preparada de modo a Ter a concentração uniforme ao longo de toda a
altura da proveta.

suspensão


2) Logo que o processo de sedimentação principia, todas as partículas começam a
sedimentar. Por hipótese, aproximam-se rapidamente das velocidades terminais.
Estabelecendo-se então zonas com concentrações diferentes.
A
B
C
D
Líquido límpido
Zona de concentração constante
(concentração idêntica a inicial)
Zona de concentração variável
Zona de sedimento (sólido grosso)

Sedimentação 6.2
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
À medida que a sedimentação avança, as alturas de cada zona variam. A e D aumentam
e B e C diminuem.
Chega-se a um ponto em que B e C desaparecem e todos os sólidos estão em D. Este
ponto é conhecido como ponto crítico de sedimentação. Neste ponto, a única interface
nítida forma-se entre o líquido limpo e o sedimento.

A
B
C
D
A
B
C
D
A
C
D
A
D
1 2 3 4 5

A partir daí (estágio 5), na sedimentação, o processo passa a ser uma compressão lenta
dos sólidos, com a expulsão do líquido retido entre os sólidos para a zona de líquido
limpo (A).
Numa operação descontínua de sedimentação, conforme se ilustrou, as alturas das varias
zonas variam com o tempo.
Num equipamento que opera continuamente, as mesmas zonas estarão presentes.
No entanto, uma vez que se tenha atingido o estado permanente (quando a suspensão da
alimentação é injetada a uma taxa igual à taxa de remoção da lama e do líquido límpido
do decantador), a altura de cada zona serão constantes.
Alimentação
Saída do liquido Límpido
Zona de concentração. Uniforme
Zona de transição
Zona de concentração Variável
Zona de espessamento
Saída de lama espessada
Líquido límpido

Sedimentação 6.3
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
As operações de sedimentação industrial podem ser efetuadas descontinuamente
ou continuamente em equipamentos denominados tanques de decantação ou
decantadores (espessadores ou clarificadores)
Espessadores: o produto final é lama decantada
Clarificadores: é quando a operação visa obter um líquido límpido, como no tratamento
da água.
Os cálculos necessários para o projeto de um decantador contínuo são
governados pelas características de sedimentação dos sólidos na suspensão. O projeto de
um decantador exige a especificação da área da seção reta e da profundidade.
É possível, a partir da informações da sedimentação descontinua, projetar uma
unidade capaz de produzir, de maneira contínua, um produto com características
especificadas.
Medições no laboratório ⇒ proveta → útil para projetos de sedimentadores que
operam continuamente.

Altura da
interface,
Z
Tempo, θ
Altura da interface entre o
líquido e os sólidos ‘versus‘
tempo de sedimentação


Coeficiente angular da curva → velocidades de sedimentação da suspensão
Parte inicial da curva → linear (velocidade constante)
À medida que o tempo passa a velocidade de sedimentação diminui.
LABORATÓRIO: usar proveta de maior diâmetro para minimizar os efeitos de parede.
Profundidade comparável à profundidade que se terá na unidade
projetada.
Algumas incertezas

Sedimentação 6.4
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
O mecanismo da sedimentação em batelada
Testes de laboratório: em geral são feitos em provetas graduadas de 1 a 2 litros e servem
para determinar o par velocidade de sedimentação, concentração; necessários para
determinar a área do sedimentador contínuo.
Um teste de batelada é feito colocando-se em um cilindro graduado (proveta) a
suspensão em estudo, a uma concentração conhecida.
Agita-se a suspensão até que fique completamente homogênea e determina-se a altura
da interface.


ε=1 ε=1 ε=1 ε=1
ε=ε
o
Sedimentação livre
A
Transição
Ponto crítico
Compressão
Altura
da interface
do líquido
límpido
t
c
t
B
C
D
Velocidade de sedimentação ⇒ inclinações da tangente a curva



Durante a 1
a
fase da sedimentação, contato A-B, o gráfico mostra uma linha reta
indicando assim um trecho de velocidade de sedimentação constante.
Na região da curva que mostra o contato A-C, indica uma diminuição da velocidade, até
atingir o ponto crítico.
A partir deste ponto, ocorre apenas uma compressão lenta dos sólidos e
consequentemente a expulsão do líquido. O trecho mostra uma linha quase paralela ao
eixo do tempo, o que indica velocidade de sedimentação praticamente nula.







Sedimentação 6.5
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
CÁLCULO DA ÁREA DE UM SEDIMENTADOR
Sedimentador contínuo

Alimentação
Lama
Extravazante


Para realizar o balanço de massa macroscópico identificamos as correntes e
concentrações da seguinte forma:

L
O
C
O
L
V
C
V
= 0
L
S
C
S
L
E
L
E
L
L
(1 - C
L
)


onde:
L
O
= vazão de alimentação, L
3
T
-1

L
L
= vazão da suspensão descendente, L
3
T
-1

L
E
= vazão do líquido ascendente, L
3
T
-1

L
S
= vazão da lama que deixa o sedimentador, L
3
T
-1

Sedimentação 6.6
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
L
V
= vazão do extravazante, L
3
T
-1

C = concentração do sólido, L
3
do sólido/ L
3
da suspensão
Subscritos: O = na alimentação, S = na lama espessa
A = área da seção transversal do sedimentador, L
2


Admitindo que o extravazante não contenha sólidos (C
V
= 0).
Balanço de massa do sólido:
S S L L O O
C L C L C L = = (1)
|
|
.
|

\
|
=
S
L
L S
C
C
L L (2)
Balanço de massa do líquido entre um nível qualquer e a saída do sedimentador:
( ) ( )
L L S S E
C 1 L C 1 L L − = − + (3)
Substituindo a equação (2) na equação (3), temos:
( ) ( )
L L S
S
L
L E
C 1 L C 1
C
C
L L − = −
|
|
.
|

\
|
+

|
|
.
|

\
|
− =
|
|
.
|

\
|
− =
S L
O O
S L
L L E
C
1
C
1
C L
C
1
C
1
C L L (4)

Dividindo a equação (4), em ambos os lados, pela área A da seção transversal do
espessador, fica:

|
|
.
|

\
|
− =
S L
O O E
C
1
C
1
A
C L
.
A
L
(5)

| | | | ( ) e velocidad de dimensão LT
L
1
T
L
A
L
1
2
3
E −
= =

) ( líquido do ascenção de e velocidad
A
L
E
ϑ =

Para que o extravazante seja límpido é necessário que a velocidade de ascensão do
líquido ϑ, não exceda a velocidade de sedimentação do sólido.
Sedimentação 6.7
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
Para efeitos de cálculos, considera-se a velocidade de ascensão do líquido igual a
velocidade de sedimentação do sólido, portanto:
e
A
L
L
E
ϑ = ϑ =

|
|
.
|

\
|

ϑ
=
S L
L O O
C
1
C
1
A
C L
(6), equação da capacidade de sedimentação

Os valores de A devem ser calculados para toda gama de concentrações
presentes no espessador e o projeto deve se basear no maior valor de A obtido.
Classicamente, c x ϑ são determinados através de testes de proveta em 2 versões, ambos
empregando a interface da região clarificada.

MÉTODO DE COE E CLEVENGER (1916)
• Testes de batelada a diversas concentrações, começando com a concentração inicial
da suspensão, até a concentração final, ambas definidas como variáveis de projeto.
• Os pares (ϑ
L
, C
L
) a serem usados na equação de projeto (6) eram determinados
simplesmente calculando-os para cada concentração C
L
, a velocidade ϑ
L
, na zona de
sedimentação livre (região retilínea).

C
L1
C
L2
C
L3
C
L4
ϑ
L1
ϑ
L2
ϑ
L3
ϑ
L4
Z
O
t
C
L1
> C
L2
> C
L3
> C
L4
ϑ
L1
> ϑ
L2
> ϑ
L3
> ϑ
L4

Com ϑ
L
, C
L
conhecidos determina-se a capacidade de sedimentação (eq. 6), para
cada par, o menor valor (mais desfavorável) é então escolhido para dimensionar o
sedimentador.
C
L1
< C
L2
< C
L3
< C
L4

ϑ
L1
> ϑ
L2
> ϑ
L3
> ϑ
L4

Sedimentação 6.8
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
A
C L
O O
menor ou A maior

MÉTODO DE KYNCH (1952)
• Único teste de proveta com a concentração inicial igual a alimentação do
sedimentador, medindo em diferentes pontos da curva t, Z e Z
i
, como descrito a
seguir:
Da equação para a determinação da área de sedimentação:
|
|
.
|

\
|

ϑ
=
S L
L O O
C
1
C
1
A
C L
, necessitamos determinar os pares ϑ
L
e C
L

Porém, segundo Kynch, de acordo com o gráfico altura da interface do líquido
límpido ‘versus’ tempo, temos que:

Z
O
Z
i
Z
t
Altura
da interface
do líquido
límpido
t
Z Z
i
L

= ϑ

e pelo balanço de massa temos:
i
O O
L
Z
C Z
C = (demonstração em Foust)
e assim para cada ponto Z x t traça-se a tangente a esse ponto e encontramos Z
i
com o
qual calculamos ϑ
L
e C
L
.
Do mesmo modo, como no método de Coe e Clevenger usam-se os pares ϑ
L
e C
L
, assim
calculados, na equação (6), escolhendo-se o maior valor de A ou o menor valor de
A
C L
O O
.

Sedimentação 6.9
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
Analisando a equação (6)
|
|
.
|

\
|

ϑ
=
S L L
0 0
C
1
C
1 C L
A

Logo construindo o gráfico:








Encontra-se o valor da A do sedimentador.
Na realidade, o teste de proveta em batelada não pode simular convenientemente o
sedimentador contínuo.
Além disto, como os campos de concentrações são diferentes nos dois métodos estes
conduzem a resultados diversos. A experiência parece indicar que o método de Kynch é
mais adequado ao projeto que o método de Coe & Clevenger.














A
C
L
Ponto de máximo
Sedimentação 6.10
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
Exemplo 1: Determinar a área de um sedimentador para operar com 45.3 ton/h de
CaCO3 de 236 g de sólido/litro de suspensão aquosa. O lodo deve ter 550 g/litro de
suspensão. ρs = 2,8 g/cm3.


Teste de proveta com
suspensão 236g/l
t (h) z (cm)
0.00 36.00
0.25 32.40
0.50 28.60
1.00 21.00
1.75 14.70
3.00 12.30
4.75 11.50
12.00 9.80
20.00 8.80


0
5
10
15
20
25
30
35
40
0 5 10 15 20
t (h)
z






Sedimentação 6.11
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
0
5
10
15
20
25
30
35
40
0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0
t (h)
z

(
c
m
)
z
i
z
interceção
com eixo de z



t (h) z (cm) z
i
(cm) C
L
* (g/cm
3
) ν
L
(cm/h) A
0,500 28,600 36,000 0,236 14,800
7404426,769
1,000 21,000 33,000 0,257 12,000
7825079,590
1,500 16,000 28,500 0,298 8,300
8391540,537
2,000 13,800 20,000 0,425 3,100
7814386,752
2,500 13,000 16,000 0,531 1,200
2455915,083










Sedimentação 6.12
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa


0,0E+00
1,0E+06
2,0E+06
3,0E+06
4,0E+06
5,0E+06
6,0E+06
7,0E+06
8,0E+06
9,0E+06
1,0E+07
0,000 0,100 0,200 0,300 0,400 0,500 0,600
C
L
* (g/cm
3
)
A

(
c
m
2
)
8,6 x 10
6


MÉTODO DE TALMADGE E FITCH

• A
min
quando se conhece o ponto P
C
de compressão na curva de decantação e a
concentração da lama espessa C
S
. Segundo Talmadge e Fitch, se Z
S
> Z
critico
, o t
S
é
lido como na figura (a). Se Z
S
< Z
critico
, obtém-se t
S
como mostrado na figura (b).


Z
O
Z
S
t
S
Ponto crítico
Z
S
> Z
crítico
Z
O
Z
S
t
C
t
S
Ponto crítico
Z
S
< Z
crítico
Tangente ao
ponto crítico
(a) (b)
tempo
tempo
Z
iC
Z
C

Sedimentação 6.13
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
Temos que:
iC
O O
C
Z
C Z
C = (1) segundo Kynch
C
C iC
C
t
Z Z −
= ϑ (2)

onde: Z
S
= altura da interface correspondente `a concentração C
S
especificada para a
lama espessa.
Pelas equações (1), (2) e a equação de projeto:

|
|
|
|
.
|

\
|


=
|
|
.
|

\
| −
|
|
.
|

\
|

=
S iC
S
O O
iC
O O
S O O
S
S iC
S O O
iC
O O
min
Z Z
C
C Z
Z
C Z
t C L
t
Z Z
C
1
C Z
Z
C L
A

Pelo balanço de massa do sólido:
S
O O
S S S O O
C
C Z
Z S C Z S C Z = ∴ =

Logo:
O O
S
O O
S O O
min
C Z
Wt
C Z
t C L
A = =

W = L
O
C
O
= vazão volumétrica de sólido na alimentação











Sedimentação 6.14
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
Exemplo A: Um lodo biológico proveniente de um tratamento secundário de rejeitos,
deve ser concentrado de 2500 mg/l até 10900 mg/l, num decantador contínuo. A vazão
de entrada na unidade é de 4,5 x 106 l/dia. Determinar a área do sedimentador.

t (min) z (cm)
0 51.0
1 43.5
2 37.0
3 30.6
5 23.0
8 17.9
12 14.3
16 12.2
20 11.2
25 10.7


OBTENÇÃO DO PONTO CRÍTICO: (Ver figura na próxima página)

1. A primeira porção da curva representa a sedimentação livre à velocidade quase
constante. Traça-se uma tangente a esta porção da curva.

2. No término do ensaio de sedimentação, onde as concentrações são altas e as
velocidades baixas, a curva mostra um comportamento de velocidade
aproximadamente constante. Traça-se uma tangente a esta porção da curva.

3. As duas tangentes são estendidas até se interceptarem num ponto.

4. Na interseção, traça-se a bissetriz do ângulo. Na interseção desta bissetriz com a
curva de sedimentação obtém-se uma estimativa do tempo crítico, t
C
, em que os
sólidos entram na zona de compressão, e a concentração em t
C
é C
C
.





Sedimentação 6.15
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
0 5 10 15 20 25 30
0
10
20
30
40
50
60


Z
S
t
S
t
C
Z
C
Ponto crítico
Bissetriz
Z
IC
Z
0
z

(
c
m
)
t(min)


















Sedimentação 6.16
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
SEDIMENTADORES CONTÍNUOS

Num projeto de um espessador, as áreas requeridas para as funções de
espessamento ou clarificação são calculadas separadamente. A maior das duas áreas
determina o tamanho necessário para encontrar o desempenho específico.
A área de clarificação é estimada a partir da velocidade inicial para a qual a
interface diminui em altura, num teste em batelada. A área deve ser grande o bastante,
de maneira que, a velocidade de subida do líquido ‘overflow’ seja menor que a
velocidade de sedimentação da interface.
A área mínima necessária para a clarificação é dada por:
s
e
c
L
A
ϑ
= (1)
onde: A
c
= área da superfície de clarificação
L
e
= vazão ‘overflow’ do liquido clarificado
ϑ
s
= velocidade de sedimentação inicial da suspensão para a concentração de
alimentação.

Uma área maior pode ser desejada para minimizar a remoção de partículas finas que
escampam da suspensão sedimentada.
Na região de compactação (ou espessamento), o sólido e algum líquido movem
para o ‘underflow’. Como o sólido no ‘underflow’ contem menos água que na região
acima, a velocidade do liquido é menor que a velocidade do sólido.
O sólido sedimenta passando a água por uma velocidade diferencial que é
suficiente para carrega-lo a partir da concentração da alimentação para a concentração
‘underflow’.
Os sólidos em um espessador contínuo passam através de um ponto mínimo
entre as concentrações de alimentação e ‘underflow’. Se a taxa de sedimentação de
sólidos relativa ao fluido não é grande o bastante para transmitir ao sólido para que
alcance esta zona limite, os sólidos fluirão para cima e saem no ‘overflow’. A
capacidade do espessador é controlada pela área necessária para passarem os sólidos
através desta zona limite.
Sedimentação 6.17
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
Muitos modelos para a zona de espessamento são baseados nos trabalhos de Coe
e Clevenger ou Kynch e assume que a velocidade de uma partícula é função da
concentração local dos sólidos.

MÉTODO DE YOSHIOKA E DICK
Num espessador contínuo, os sólidos são sedimentados por gravidade e por
transporte ‘bulk’ devido a remoção dos sólidos para o fundo. Para algum ponto no
espessador o fluxo de massa dos sólidos para a sedimentação por gravidade é:

i i g
X G ϑ = (2)

onde: X
i
= concentração do sólido local
ϑ
i
= velocidade de sedimentação do sólido com concentração X
i


O fluxo de massa para o movimento ‘bulk’ da suspensão é:

b i u
U X G = (3)

onde: U
b
= velocidade ‘bulk’ da suspensão
Se L
u
é o fluxo volumétrico deixando o fundo e A área da seção transversal, a
velocidade ‘bulk’ é:
A
L
U
u
b
= (4)
O fluxo mássico total de sólidos de concentração X
i
é:

b i i i
U X X G + ϑ = (5)

Levando ao seguinte gráfico:




Sedimentação 6.18
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa


Figura 1 – Fluxo de massa dos sólidos em um espessador por gravidade e por
movimento ‘bulk’.

A combinação dos fluxos por gravidade e ‘bulk’ produzem uma curva de fluxo
total com pontos de máximo e mínimo.
Em muitos casos, o mínimo do fluxo total ocorre entre as concentrações de
alimentação e ‘underflow’ e representa a capacidade limite dos sólidos na suspensão.
Na operação normal do espessador, alguns sólidos escapam pelo ‘overflow’.
Para projetos, assume-se que todos os sólidos na alimentação deixam o ‘underflow’.
u u o o t
X L X L W = = (6)
onde: L
o
= vazão do influente
X
o
= Concentração dos sólidos no influente
L
u
= vazão do ‘underflow’
X
u
= Concentração dos sólidos no ‘underflow’



Fluxo total
Fluxo de
escoamento
‘bulk’
Fluxo limitante
Fluxo por gravidade
Concentração de
ólid
Fluxo
de
sólidos
Sedimentação 6.19
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
A área da seção transversal do espessador é baseada no fluxo limitante do sólido.
l l
G
X L
G
W
A
o o t
= = (7)
Um método mais conveniente para o projeto utiliza diretamente a curva de fluxo
batelada . A equação (2) mostra que a velocidade de sedimentação por gravidade ϑ
i
, é a
inclinação de uma linha a partir da origem para algum ponto da curva de fluxo batelada
(figura 2).


Figura 2 – Fluxo de massa de sólidos em espessador a partir da curva de fluxo em
batelada.

Se esta linha intercepta a tangente do fluxo em batelada, a intersecção no ponto de
tangencia corresponde a concentração de sólidos limitante, X
l
, e o fluxo por gravidade,
G
g
.
Por combinação das equações (4) e (6), a velocidade ‘bulk’ é:

Fluxo
total
Fluxo de
escoament
o ‘bulk’
Fluxo
por
Concentração de sólidos
Fluxo de
sólidos
Sedimentação 6.20
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
u u
t u
b
X
G
A X
W
A
L
U
l
= = = (8)
Desta maneira, a velocidade ‘bulk’ é a inclinação de uma reta tangente ligando o fluxo
de sólidos G
l
sobre a ordenada e a correspondente concentração ‘underflow’ na abscissa.
Portanto: G
g
= fluxo de sólidos devido a sedimentação por gravidade
G
l
– G
g
= fluxo devido ao transporte ‘bulk’ quando os sólidos são
removidos para a concentração X
u


Exemplo 2: Um espessador recebe 0,044 m
3
/s de uma suspensão contendo 2000 mg/l
de sólidos. As velocidades iniciais da zona de sedimentação destes sólidos foram
determinadas por testes de sedimentação em batelada (Coe e Clevenger) dadas abaixo.

Concentração de sólidos
(mg/l)
Velocidade de sedimentação
(m/h)
1000 2,74
1500 2,01
2000 1,37
2500 0,73
3000 0,42
4000 0.22
5000 0,13
6000 0,07

Determinar a área do espessador para dar uma concentração ‘underflow’ de 6000 mg/l.








Sedimentação 6.21
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
Concentração de
sólidos
Velocidade
de
sedimentação
X
i
.v
i

(g/cm
3
) (cm/s) g/cm
2
s
1000,00 0,0761111111 76,1111111111
1500,00 0,0558333333 83,7500000000
2000,00 0,0380555556 76,1111111111
2500,00 0,0202777778 50,6944444444
3000,00 0,0116666667 35,0000000000
4000,00 0,0061111111 24,4444444444
5000,00 0,0036111111 18,0555555556
6000,00 0,0019444444 11,6666666667


0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
0 2000 4000 6000 8000
X
i
(g/cm
3
)
X
i
.
v
i

(
g
/
c
m
2

s
)







Sedimentação 6.22
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
CÁLCULO DA ALTURA DO SEDIMENTADOR

Pavlov, Romankov e Naskov (1981) propuseram para a altura do sedimentador a
soma das parcelas indicadas na figura

Lama
α
H
1
H
C
H
2
Região de
compactação


2 C 1
H H H H + + =
onde: H
1
pode variar entre 0,45 e 0,75 m
H
2
= 0,146R (m)
α = 8,14
o


Em relação à altura da região compactação H
C
, o seguinte procedimento é seguido:

( ) X t C L t C L
A
1
A
líquido
do volume
sólido
do volume
H
O O O O C
+ =
|
|
.
|

\
|
+
|
|
.
|

\
|
=

onde:
médio
sólido do volume
líquido do volume
X

= na região de compactação
t = tempo de residência do sólido na região de compactação.


Sedimentação 6.23
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
Portanto: ( ) X 1
A
t C L
H
O O
C
+ =

Y
1
sólido do volume
suspensão da volume

sólido do volume
líquido do volume sólido do volume
sólido do volume
líquido do volume
1 X 1
=
=
+
= + = +


onde: Y = fração de volume do sólido na região de compactação.
Y = volume do sólido/volume da suspensão

f suspensão
f s
f suspensão
f s
f s suspensão
X 1
Y
1
) Y 1 ( Y
ρ − ρ
ρ − ρ
= + ⇒
ρ − ρ
ρ − ρ
= ⇒ ρ − + ρ = ρ

ρ − ρ
ρ − ρ
= ⇒
f suspensão
f s O O
C
A
t C L
H

Como
suspensão
ρ é difícil de se determinar, fazemos:

ρ − ρ
ρ − ρ
=
f lodo
f s O O
C
A
t C L
3
4
H

O fator 4/3 permite corrigir a imprecisão do emprego da densidade do lodo em vez da
densidade média na região de espessamento

suspensão lodo
ρ > ρ

Resta obter o tempo de residência t, desde o início da compactação até que se atinja
a concentração final.



Sedimentação 6.24
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
Pelo método sugerido por Coulson & Richardson

t = 0
ponto crítico
t = tempo de residência
(sedimento com a concentração
desejada)

a altura total do sedimentador é normalmente tomada como H = 2H
C

ou H = H
1
+ H
C
+ H
2

Procedimento seguido por Lennertz (1976)

Z
O
Z
i
t
1
t
fi
tempo
Altura
da
interface
Final da reta


Sabemos que:
L
O O
i
C
Z C
Z = (Kynch)
No caso C
L
= C
S
; sendo C
S
a concentração da lama (desejada no projeto).
• Marcando Z
i
, traça-se uma reta tangente a curva.
• No ponto que toca a curva tem-se o ponto correspondente a t
fi
.
• No ponto no qual termina a seção reta (ou a velocidade constante) tem-se t
1
, daí:
1 fi
t t t − =
t
fi
⇒ tempo desde o início do processo até a concentração final desejada.
t
1
⇒ tempo somente até o ponto correspondente ao final da seção reta.
Sedimentação 6.25
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
Exemplo 3: Calcular a altura do seguinte sedimentador:
• Área da seção transversal = 240 ft
2

• Vazão de sólidos = 4800 lb/h
• Concentração da lama espessa = 1,5 lbm de H
2
O/lbm de sólido
• Tempo de compactação: 3h
• ρ
s
= 2,7 g/cm
3

• ρ
f
= 1 g/cm
3

Obs. use as formula:
c sed
s
f
s s
f f
s
f 2 2
lodo
H 2 H
X
V
V
m
m
sólido g
O H g
5 , 1
sólido lbm
O H lbm
5 , 1 w
=

ρ
ρ
=
ρ
ρ
= = = =


Exemplo 4: Determinar a área de um sedimentador para operar com 45.3 ton/h de
CaCO3 de 236 g de sólido/litro de suspensão aquosa. O lodo deve ter 550 g/litro de
suspensão. ρs = 2,8 g/cm3.
Teste de proveta com suspensão 236g/l:
t (h) z (cm)
0.00 36.00
0.25 32.40
0.50 28.60
1.00 21.00
1.75 14.70
3.00 12.30
4.75 11.50
12.00 9.80
20.00 8.80

t (h) t(s) z (cm) zi Xi (g/cm³) Vi (cm/s) Xi*Vi
0,00 0 36,00 36 0,2360000000
0,25 900 32,40 36 0,2360000000 0,0040000000 0,0009440000
0,50 1800 28,60 36 0,2360000000 0,0041111111 0,0009702222
1,00 3600 21,00 32 0,2655000000 0,0030555556 0,0008112500
1,75 6300 14,70 22 0,3861818182 0,0011587302 0,0004474805
3,00 10800 12,30 15,5 0,5481290323 0,0002962963 0,0001624086
4,75 17100 11,50 13 0,6535384615 0,0000877193 0,0000573279
12,00 43200 9,80 12,5 0,6796800000 0,0000625000 0,0000424800
20,00 72000 8,80 11,5 0,7387826087 0,0000375000 0,0000277043


Sedimentação 6.26
Samuel Luporini e Letícia Suñe - DEQ/UFBa
0
5
10
15
20
25
30
35
40
0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 70000 80000
t (s)
z

(
c
m
)






0,00E+00
2,00E-04
4,00E-04
6,00E-04
8,00E-04
1,00E-03
1,20E-03
1,40E-03
1,60E-03
0,00 0,10 0,20 0,30 0,40 0,50 0,60 0,70 0,80
X
i
(g/cm³)
V
i
X
i

(
g
/
c
m
²
s
)
Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.1
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
FLUIDIZAÇÃO

I. INTRODUÇÃO
Um líquido ou gás que se move a baixa velocidade através de um leito poroso,
como no caso de uma coluna de recheio, não produz movimento nas partículas. O fluido
circula através de pequenos e tortuosos canais perdendo energia de pressão.
No entanto se aumentarmos constantemente a velocidade do fluido, alcançaremos
um ponto em que as partículas não ficarão mais estacionárias, se separarão umas das outras
e passarão a serem sustentadas no fluido. Diz-se então que o leito esta fluidizado.

Aumento da
velocidade
do fluido
fluido
fluido
Leito fixo Leito fluidizado


MECANISMO DE FLUIDIZAÇÃO
Quando um fluido escoa, de cima para baixo, através de um leito de partículas
sólidas, não se verifica qualquer movimento das partículas. Se o fluxo for laminar a queda
de pressão, através do leito, será diretamente proporcional a vazão.

Lei de Darcy: Darcy observou a vazão de fluido (água) através de um leito de areia,
constatou que:
L
P
A
Q
ou
L
P
K q
P

α

=


Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.2
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

fluido


Porem quando o fluido escoa de baixo para cima, através do leito, teremos:
1. A baixas vazões
• A queda de pressão (∆P) também será proporcional a vazão.
• O leito permanecerá em repouso.

2. Aumentando-se a vazão
• Chega-se a um estágio em que as partículas passam a rearranjar-se de maneira a
oferecer menos resistência ao fluxo.
• O atrito entre as superfícies das partículas vai então diminuindo e o leito começara a
se expandir.
• Este processo continua até quando as partículas assumem uma forma mais solta.

3. Aumentando-se mais a vazão
• As partículas passam a se movimentar livremente sustentadas no fluido.
• Neste estágio diz-se então que o leito esta fluidizado.
• A queda de pressão = peso aparente das partículas (peso – empuxo)

FLUIDIZAÇÃO HOMOGÊNEA E HETEROGÊNEA COM GASES E LÍQUIDOS

⇒ A baixas velocidades tanto gases como líquidos apresentam o mesmo comportamento.
⇒ Para velocidades maiores:
Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.3
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Líquidos: a expansão do leito mantém seu caráter uniforme, com a intensidade de
agitação das partículas aumentando progressivamente. Neste caso tem-se a fluidização
homogênea.

Gases: o leito se divide em duas fases distintas:
⇒ Fase contínua, densa e de emulsão
⇒ Fase descontínua, empolada ou de bolhas (fluidização heterogênea ou agregativa)

Bolhas
Homogênea Heterogênea

⇒ Na fluidização heterogênea ou agregativa o sistema assemelha-se muito a um
líquido em ebulição.
⇒ Se a velocidade é alta e o recipiente é estreito, pode haver formação de bolsas de
gás que ocupam toda a seção reta. Essas bolsas se alternam com as camadas de
partículas sólidas e acontece então o fenômeno de fluidização empolada ou
empistonada .
Fluidização empolada
ou empistonada

Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.4
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
⇒ Wilhelm e Kwauk, sugeriram que o número de Froude:
nal gravitacio energia
cinética energia
gd
u
Fr
p
2
mf
= =

proporciona um critério para predizer o tipo de fluidização. Sendo:
u
mf
= velocidade mínima superficial de fluidização.
d
p
= diâmetro da partícula
g – aceleração da gravidade

Segundo os autores, para:
Fr < 0,13 ⇒ fluidização homogênea ou particulada
Fr > 0,13 ⇒ fluidização heterogênea (bolhas ou agregativa)

Uma informação mais detalhada sobre o fenômeno mostra que (Foust):
( )( ) 100
D
L
Re Fr
s
< |
.
|

\
|
|
|
.
|

\
|
ρ
ρ − ρ
⇒ Fluidização homogênea ou particulada.
quando > 100 ⇒ Fluidização agregativa.
Fr, Re e a profundidade L → devem ser tomados no ponto de fluidização mínima (ponto
B).
Fr = Fr
mf
(Rice e Wilhelm)
Re = Re
p,mf
(Romero e Johansen)
L =L
mf


4 grupos adimensionais: Fr
mf
, Re
p,mf
,
D
L
,
mf s
ρ
ρ − ρ
,





Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.5
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Leito fixo
Fluidização
incipiente
(expansão)
Fluidização
homogênea
Gás ou líquido Gás ou líquido Líquido
Fluidização
heterogênea
Fluidização
empolada
Transporte
pneumático
e hidráulico
L
m
L
mf
L
f
L
f
Gás Gás Gás ou líquido
(alta velocidade)

Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.6
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
ANÁLISE DA QUEDA DE PRESSÃO COM O AUMENTO DE q

∆P
0
A
B
C D
E
Leito fixo Leito fluidizado
q


⇒ Região 0A - relação linear: ∆P α q ⇒ leito fixo
Queda de pressão aumenta até o ponto em que a força de pressão se iguala ao peso
aparente da partícula.
⇒ Região AB – leito inicia a expansão
A porosidade do leito aumenta.
A queda de pressão aumenta mais lentamente.
⇒ Região BC – A queda de pressão diminui um pouco devido ao aumento da porosidade.
⇒ Região CD – Partículas passam a se movimentar estanco suspensas no fluido = leito
fluidizado.
Aparência de um líquido em ebulição.
⇒ Região DE – porosidade aumenta ainda mais nas proximidades do ponto D, já começa a
existir o arraste e, no ponto E, a porosidade é próxima de 1.






Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.7
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
ANÁLISE DA QUEDA DE PRESSÃO COM A DIMINUIÇÃO DE q

∆P
0
A
q
∆P
mf
F
E
q
mf


⇒ O leito se contrai até a condição em que as partículas mal se apoiam umas sobre as
outras (ponto E). Não existe mais a força de atrito entre as partículas que no caso
anterior teria que ser vencida
⇒ Diminuindo-se ainda mais a vazão, o leito permanece fixo e tem-se então o ∆P
proporcional a vazão, sendo que a linha EF é um pouco deslocada da linha A0 devido a
não existência da perda de carga devido a ação de ruptura do leito, existindo somente a
perda de carga devido ao atrito fluido-partícula.
No sentido contrário, quando atinge o ponto A a vazão deve ser aumentada ainda mais
para as partículas se soltarem.

POROSIDADE MÍNIMA DO LEITO

A porosidade aumenta do seu valor na condição de leito fixo.
A porosidade para qual começa a haver fluidização é chamada de porosidade de
mínima fluidização (ε
m
ou ε
mf
).
ε
mf
depende da forma e tamanho das partículas.



Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.8
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
ALTURA DO LEITO

Quando a vazão do fluido ultrapassa a velocidade mínima de fluidização (q
mf
), o
leito se expande e aumenta sua porosidade. Se a área da seção transversal do recipiente não
varia com a altura, a porosidade é uma função direta da altura do leito.
Seja: L
0
= altura do leito compacto com porosidade zero.
L = altura do leito fluidizado.

Como:
( )
L
L
1
AL
L L A
V
V
0 0
total
vazios
− =

= = ε

Em geral se conhece a porosidade do leito para uma condição (mínima fluidização
ou a de leito fixo).
Sabendo-se a altura do leito nesta condição, a altura do leito para uma nova
porosidade será:

2
0
2
1
0
1
L
L
1
L
L
1 − = ε − = ε

( )
1 1 0 1
1
0
1 L L 1
L
L
ε − = ⇒ ε − =

( )
2 2 0 2
2
0
1 L L 1
L
L
ε − = ⇒ ε − =

( ) ( )
( )
( )
2
1 1
2 2 2 1 1
1
1 L
L : Logo 1 L 1 L
ε −
ε −
= ε − = ε −

Por exemplo: Para determinar L
2
, temos ε
1
= ε
mf
, L
1
= L
mf
e ε
2
a porosidade para a altura
a determinar.


Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.9
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
QUEDA DE PRESSÃO, VELOCIDADE MÍNIMA DE FLUIDIZAÇÃO

Equações básicas da mecânica do contínuo:

1. Continuidade

( ) ( ) 0 u
t
f f
= ε ρ ⋅ ∇ + ε ρ

∂ r
(fluido) (A)
( ) | | ( ) | | 0 1 1
t
s s
= ϑ ρ ε − ⋅ ∇ + ρ ε −


r
(sólido) (B)

2. Movimento
para o fluido:
( ) g m p u u
t
u
f f f
r r r r r
r
ρ + − τ ⋅ ∇ − −∇ =

⋅ ∇ +


ε ρ (C)

para o sólido:
( ) ( ) ( )( )g 1 m
t
1
f s s s
r r r
r
r
ρ − ρ ε − + + τ ⋅ −∇ =

ϑ ⋅ ϑ ∇ +

ϑ ∂
ε − ρ (D)

onde: ϑ
r
r
e u = velocidades intersticiais do fluido e sólido
ε = porosidade do sistema
p = pressão do fluido

f
τ
r
= tensor tensão extra do fluido

s
τ
r
= tensor tensão extra no sólido
m
r
= força resistiva devido a interação fluido-sólido

Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.10
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Desprezando os termos de aceleração das equações (C) e (D) de movimento para o
fluido e partícula e tomando 0
s
= τ
r
(pouco conhecida) e 0
f
= τ
r
(só é importante para
alguns casos envolvendo fluidos não Newtonianos); então:
Equação de movimento para o fluido simplificada

g m p 0
f
r r
ρ + − −∇ = (1)

Equação de movimento para o sólido simplificada

( )( )g 1 m 0
f s
r r
ρ − ρ ε − + = (2)

No início da fluidização:
Resulta da equação (1)
m
z d
p d
=

(3)
Resulta da equação (2)
( )( )g 1 m
f s mf
ρ − ρ ε − = − (4)

Combinando as equações (3) e (4) resulta:

( )( )g 1
dz
dp
f s mf
ρ − ρ ε − =

( )( )g 1
L
p
f s mf
mf
ρ − ρ ε − =

(5)
⇒ Queda de pressão em leito fluidizado de partículas uniformes (fluidização de boa
qualidade).



Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.11
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

CURVA CARACTERÍSTICA

∆P
0
q
∆P
mf
F q
mf
A
W



Para o cálculo da velocidade mínima de fluidização, deve-se empregar a equação
constitutiva para m
r
.
Fluido Newtoniano:

q q
K
C
K
m
f
r r r

ρ
+
u
=
Da equação (4):
( )( )g 1 q q
K
C
K
f s mf mf mf
mf
f mf
mf
ρ − ρ ε − =

ρ
+
u


A dificuldade esta na estimativa de ε
mf
.
Alguns dados de Kunii e Levenspiel para a fluidização com gás (Tabela 3 pag. 72)
ε
mf
(experimentais)
Partículas D
p
(mm) 0,05 0,07 0,10 0,20 0,30 0,40
Areia (φ = 0,67) 0,60 0,59 0,58 0,54 0,50 0,49
Areia (φ = 0,86) 0,56 0,52 0,48 0,44 0,42 -

Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.12
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Para estimar K
mf
e C
mf
pode-se usar as fórmulas clássicas.

( )
( )
2
mf
3
mf
2
p
mf
1 180
d
K
ε −
ε φ
= Kozeny-Carman

98 , 0
01 , 0
mf
o
37 , 0
mf
o
2 3
mf
mf
K
K
10 , 0
K
K
13 , 0
1
C

|
|
.
|

\
|
+
|
|
.
|

\
|
ε
= Massarani

K
o
= 10
-6
cm
2


ESCOLHA DO TIPO DE DISTRIBUIDOR

A qualidade de borbulhamento na fluidização é fortemente influenciada pelo tipo de
distribuidor utilizado.

⇒ Para poucas aberturas de entrada do ar: a densidade do leito flutua apreciavelmente para
todas as vazões (20 a 50% do valor médio), sendo mais severa para altas vazões.

⇒ Para muitas aberturas de entrada do ar: a flutuação no leito é desprezível para baixas
vazões de ar mas torna-se apreciável para altas vazões.
A densidade do leito é mais uniforme, as bolhas são pequenas e o contato gás-sólido é
mais intimo com menos canais de gás.

⇒ Meio poroso densamente consolidado (placa sinterizada ou placas com muitos orifícios
pequenos: o contato gás-sólido é superior. Mas a partir do ponto de vista industrial ou
em larga escala tem a desvantagem da alta queda de pressão.




Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.13
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Qualidade pobre
muita flutuação
na ρ
b
, com canais
Melhor qualidade
menos flutuação
na ρ
b
, menos canais
Maior ∆P
Um orifício multi-orifícios sinterizada
(influência do
distribuidor)

Materiais do distribuidor:
Cerâmicos: resistentes a corrosão de gases e altas temperaturas, mas são poucos resistentes
a choque térmicos ou tensões de expansão.
Metálicos: são os preferidos – são resistentes e econômicos globalmente.

PROJETO DO DISTRIBUIDOR
O distribuidor deve ter suficiente queda de pressão para efetuar um escoamento
equilibrado através dos orifícios.

Agarwal et al.
leito min , d
P 1 , 0 P ∆ = ∆ (1)
Com um valor mínimo de 35 cm H
2
O.

Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.14
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Procedimento:
1) Determinar a pressão necessária através do distribuidor pela equação (1)
2) Calcular:
u
ρ
=
o t
t
u d
Re (2)
D
t
= diâmetro próximo a placa
u
o
= velocidade superficial do leito próximo a placa
u = viscosidade do gás
Re
t
= Reynolds próximo à placa

Encontrar C’
d
pela figura 1.

Área de abertura
no distribuidor
< 10%
C’
d
u
ρ
=
o t
t
u d
Re





Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.15
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
3)
2 1
d c
d or
P g 2
C u
|
|
.
|

\
|
ρ

′ = (3)
u
or
= velocidade no orifício
∆P
d
= queda de pressão no distribuidor

4) ente aleatoriam escolher
or distribuid do área
orifícios de número
N
or
→ =

or or
2
or o
N u d
4
u
π
=
encontrar

5) Para leitos de partículas finas:

( )
2 1
d c
or
P g 2
85 , 0 a 70 , 0 u
|
|
.
|

\
|
ρ

=

APLICAÇÕES INDUSTRIAIS DO LEITO FLUIDIZADO

Operações físicas: transporte, aquecimento, adsorção.
Operações químicas: reações de gases em catalisadores sólidos e reações de sólidos com
gases.

OPERAÇÕES FÍSICAS:
⇒ Transporte
⇒ Mistura de finos pulverizados
⇒ Trocador de calor
⇒ Revestimento de materiais plásticos sobre superfícies metálicas
⇒ Secagem
⇒ Crescimento de partículas e condensação de materiais sublimados
Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.16
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
⇒ Adsorsão

OPERAÇÕES QUÍMICAS
⇒ Reações de síntese
O leito fluidizado é utilizado em lugar do leito fixo para as reações de fase gasosa
catalisadas por sólidos, em face da necessidade de um rigoroso controle de temperatura,
visto que:
a) A reação pode ser explosiva fora de um estreito limite de temperatura.
b) Reações em paralelo serem bem sensíveis ao nível de temperatura.
c) Pontos quentes no catalisador podem provocar uma rápida deterioração e
desativação do catalisador que normalmente é estável e não requer regeneração.
d) O controle de temperatura é difícil nestas reações visto que as mesmas são
altamente exotérmicas. Exemplo: Oxidação do etileno; Síntese do anidrido ftálico.

CRAQUEAMENTO E REFORMA DE HIDROCARBONETOS
Reações de craqueamento: quebra das cadeias dos hidrocarbonetos para produzir
substâncias de menor peso molecular.
Reações de reforma: síntese das cadeias para produzir substâncias de maior peso molecular.
As reações de craqueamento e reforma possuem duas características comuns:
a) As reações são endotérmicas
b) São acompanhadas da deposição de carbono nas superfícies sólidas

CARBONIZAÇÃO E GASEIFICAÇÃO
⇒ Carbonização do óleo de xisto e do carvão
⇒ Gaseificação do carvão e do coque
⇒ Ativação do carvão vegetal

CALCINAÇÃO E REAÇÃO PARA FORMAÇÃO DO CLÍNQUER
⇒ Calcinação de pedra calcária, dolomita e rocha fosfatada
⇒ Produção do clínquer do cimento
Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.17
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
REAÇÃO GÁS-SÓLIDO
⇒ Queima de minérios sulfatados
⇒ Redução do óxido de ferro

ALGUMAS APLICAÇÕES DO LEITO FLUIDIZADO
Secador
Ciclones
Alimentação
inferior a 4 mesh
Mistura 2% Inferior
a 325 mesh
Produto fino
65-325 mesh
Cerca
de 74
o
C
Ar
Combustível
Ar quente
Ar
Produto grosso
4- 80 mesh
Sistema Dorrco fluoSolids para secagem e classificação de tamanhos das partículas de dolomita

Secagem de: Limestone, dolomita, carvão, plásticos (ex: partículas de polipropileno)
Limestone:
2-3% de água → 0 T
Leito
= 94-107
o
C D
Leito
= 2,74 m 125 ton/h
5% de água → 0 T
Leito
= 150-200
o
C D
Leito
= 3,66 m 150 ton/h
Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.18
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
A eficiência térmica α T
gas
– T
Leito
(vaporização do solvente ou água)

Reator químico catalisado

Produto da reação
Resfriador
Água de refrigeração
Catalisador
Etileno + ar
Filtro


CH
2
= CH
2
2CO
2
+ 2H
2
O
+ [O]
H
2
C CH
2
O
+ 5 [O]
Na temperatura ótima
Acima da
temperatura ótima
+ 6 [O]


Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.19
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Oxidação catalítica do etileno fornecendo etileno glicol → rigoroso controle de temperatura
para não ocorrer um decréscimo de rendimento.

Redução do óxido de ferro por hidrogênio

46 atm
Minério de ferro em pó
98 %
87 %
47 % reduzido


⇒ 50 tons/dia de ferro ⇒ D
R
= 1,7 m, altura = 29 m
⇒ Fe
2
O
3
+ 4 H
2
→ Fe + 4H
2
O
Magnetita




Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.20
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
FCC (Fluid Catalyst Cracking Process)

Cracking de hidrocarbonetos vaporizados em compostos de menor peso molecular:

Reator
Produto
Óleo
Vapor
Ar
Ar
Regenerador


Processo endotérmico
Reator a 480-540
o
C, onde o petróleo vaporizado alimentado é craqueado pelo contato com
partículas quentes de catalisador.
Tempo de residência 5 a 10 min → rápida deposição de carbono e desativação do
catalisador → Regenerador a 570 – 590
o
C onde o carbono depositado é reduzido, através
da queima com ar, de 1 a 2% para 0,4 – 0,8%, 5 a 10 min.


Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.21
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
VANTAGENS DO LEITO FLUIDIZADO

1) O sistema tem comportamento semelhante aos “líquidos” o que torna fácil a operação
em grande escala e o controle automático.
Objeto leve flutua na superfície
A superfície superior permanece horizontal
quando o recipiente é inclinado
Escoamento em jato através
de um orifício
Níveis de dois leitos interligados
se igualam
∆P
A queda de pressão no leito
é proporcional ao peso do leito

Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.22
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
2) A mistura rápida das partículas faz com que se tenha praticamente um leito isotérmico,
daí sua grande importância em relação aos reatores químicos. Permite evitar os pontos
quentes nas reações exotérmicas.

3) Coeficiente de transferência de calor e massa elevados entre partículas/fluido e entre o
leito/partículas nele imerso.

DESVANTAGEM DO LEITO FLUIDIZADO

1) Alta erosão nas tubulações e reservatórios.

2) Algumas partículas não permitem uma fluidização adequada: as que são frágeis e se
pulverizam, as que se aglomeram e as que sinterizam.

3) No reator químico o tempo de residência do fluido é baixo.

Reatores de leito fluidizado
Conclusões:
⇒ A fluidização é uma ferramenta potente e versátil para os reatores.
⇒ Processos são criados em decorrência dos avanços em catálise e projeto de reatores e
de interação entre estes.

LEITO FLUIDIZADO ‘VERSUS’ LEITO FIXO

⇒ O leito fixo é mais simples (menor número de graus de liberdade para as fases: sólido
não se move)
⇒ O leito fixo deve ser utilizado sempre que apresente desempenho adequado

1) Na oxidação de SO
2
, T
e
– T
wall
é maior que 300
o
C.
A seletividade varia com o progresso da reação.

Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.23
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Para um leito fixo
⇒ Desativação do catalisador
⇒ Temperatura média do catalisador tende aumentar
⇒ O controle é muito difícil

2) Para um leito fixo, seletividade e reatividade são constantes

3) Para um leito fixo tubular o coeficiente global de transferência de calor é baixo
U ~ 2-3 BTU/h ft
2 o
F
⇒ Para leitos fluidizados tem-se valores de coeficientes mais elevados
U ~ 50 BTU/h ft
2 o
F

4) Perigo de explosão em leitos fixos.

5) Facilidade de alimentação e descarga de sólidos em leitos fluidizados.

6) Altas taxas de transferência de calor entre partículas/fluido em leito fluidizado.




Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.24
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
FLUIDODINÂMICA DO LEITO DE JORRO

Leito de jorro: é formado pela penetração de um jato de fluido através de um leito de
partículas sólidas.

Entrada do fluido
Fonte
Superfície do leito
Jorro
Região anular
Interface jorro-região anular
Base cônica

Figura 1: Diagrama esquemático do leito de jorro, as setas indicam a direção do movimento
do sólido.

⇒ Coluna cilíndrica assentada sobre uma base tronco cônica, em cuja extremidade fica
localizado o orifício, através do qual dá-se a entrada do fluido no leito.
Fluido: gás usualmente ar.
Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.25
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
⇒ O leito de jorro é constituido de uma região central diluída, na qual os sólidos
deslocam-se concorrentes com o fluido e de uma densa, região anular, com percolação
de fluido contracorrente com as partículas.

Na interface entre o jorro e o espaço anular, as partículas sobem com alta velocidade
através do jorro, atritam-se com as da fase densa, de modo que esta ação de choque faz com
que as partículas desta fase penetrem no jorro e retornem juntamente com a corrente
ascendente.
A maior parte dos sólidos da região anular desloca-se para baixo, através da coluna
e da base cônica e só nas proximidades do orifício de entrada de ar invertem seu sentido de
movimento retornando o deslocamento ascendente.
No jorro, as partículas na base do leito aceleram-se até a velocidade máxima e então
desaceleram-se até atingir novamente a velocidade zero no topo da fonte, que é a região
onde o jorro aflora através da superfície do leito.
A concentração das partículas no jorro aumenta com a distância ao orifício de
entrada do fluido, devido ao efeito combinado de decréscimo da velocidade das partículas e
do fluxo de sólidos proveniente do espaço anular.

CURVA CARACTERÍSTICA PARA LEITO DE JORRO

⇒ Inicialmente o gás apenas percola entre as partículas ( figura 2 ) e o sistema comporta-
se como um leito fixo.
⇒ Com o aumento do fluxo, surge nas proximidades do oríficio de entrada do gás uma
cavidade devido à ação do jato que já é suficiente para deslocar as partículas. Esta
cavidade vai se alongando dando origem ao jorro interno, ao tempo em que a perda de
carga aumenta até o ponto B, onde se verifica a queda de pressão máxima (-∆P
M
).
Neste ponto B, a altura do jorro interno é bem maior que a de sólidos compactados na
parte superior do leito, de modo que incrementos na vazão de gás implicam em
decrescimo da queda de pressão através do leito. Continuando o aumento de fluxo, a
queda de pressão prossegue diminuindo até o ponto C correspondente ao jorro

Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.26
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Velocidade superficial do ar, m/s
Q
u
e
d
a

d
e

p
r
e
s
s
ã
o
,

k
N
/
m
2
V
a
z
ã
o

d
e

a
r

a
u
m
e
n
t
a
n
d
o
V
a
z
ã
o

d
e

a
r
d
e
c
r
e
s
c
e
n
d
o
-∆P
M
-∆P
S

Figura 2: Curvas típicas de velocidade do ar ‘versus’ queda de pressão (d
p
= 3,6 mm,
D
c
= 15,2 cm, D
i
= 1,27 cm, θ = 60).

incipiente, no qual existe uma instabilidade no jorro interno, em virtude da oscilação da
altura do mesmo (formação de bolhas).
No ponto C, qualquer incremento de gás faz com que a queda de pressão caia bruscamente
até o ponto D no qual o jorro aflora através da superfície do leito. A partir deste ponto,
incrementos na vazão acarretam somente a elevação da fonte e a queda de pressão mantem
constante (-∆P
S
).
Processo inverso ( ---- decrescimo da vazão de ar)
Com a redução do fluxo de gás o jorro mantém-se até o ponto C’ correspondente ao
jorro mínimo ( U
jm
).
Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.27
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Jorro mínimo: tem-se a menor vazão com a qual se pode obter o jorro estável.

Prosseguindo a redução da vazão, chega-se a um ponto B’ máximo de queda de pressão, no
entanto bem abaixo do ponto B, pois no processo inverso a perda de carga é devida
sómente a interação gás-sólido, não havendo mais a ação de rutura do jato através do leito.
A partir daí a queda de pressão volta a decrescer à medida que se processam as reduções da
vazão de gás.

(a) (b) (c) (d)

Figura 3
A figura 3 ilustra a transição a partir do leito fixo (a), para jorro (b), para leito de
bolhas (c) e empistonado (d), que muitas vezes ocorrem com o aumento da velocidade do
gás.


Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.28
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
DIAGRAMA DE FASE

LEITO
COM
BOLHAS
LEITO
EMPISTONADO
(SLUGGING)
JORRO
ESTÁVEL
LEITO
FIXO
JORRO
PROGRESSIVAMENTE
INSTÁVEL
A
L
T
U
R
A

D
O

L
E
I
T
O
,

c
m
VELOCIDADE SUPERFICIAL DO AR (m/s)

Figura 4: Diagrama de fases-Trigo, d
p
= 3,2 x 6,4 mm, D
c
= 15,2 cm, D
i
= 1,25 cm

⇒ A linha representa a transição entre o leito fixo e o agitado (jorro ou fluidizado).
⇒ Mostra que para um dado material sólido em contato com um fluido específico numa
vasilha de geometria fixa, existe uma altura máxima do leito de jorro H
M
, a qual a ação
do jorro não ocorre mas sim uma fluidização de má qualidade.
⇒ A velocidade mínima de leito de jorro para esta altura de leito (H
M
), pode ser 50%
maior que a correspondente velocidade mínima de fluidização U
mf
.
⇒ O diagrama indica também que para um dado sólido, gás, e diâmetro de coluna, há um
máximo de entrada de ar em que o jorro não ocorre, o leito muda diretamente de fixo
para o estado fluidizado agregativo.
Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.29
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
PRINCIPAIS PARÂMETROS ENVOLVIDOS NA FORMAÇÃO DO JORRO

1- tamanho da partícula
2- distribuição de tamanhos das partículas
3- diâmetro da entrada de gás
4- diâmetro da coluna
5- ângulo do cone
6- fluxo de gás
7- altura do leito

PRINCIPAIS PARÂMETROS DE PROJETO

1- queda de pressão
2- queda de pressão em condições de jorro mínimo: ∆P
jm

3- velocidade do fluido em condições de jorro mínimo: q
jm

4- altura máxima de jorro estável: H
M


correlações → previsão razoavel somente em determinadas situações.
projeto seguro → protótipo para testes em escala de laboratório.
1 a 3 → necessários ao dimensionamento do soprador ou compressor.
4 → avaliação da maior quantidade de material que pode ser processado no equipamento.

APLICAÇÕES DA TÉCNICA DO LEITO DE JORRO QUE SE ENCONTRAM EM USO
INDUSTRIAL

1- Secagem de materiais granulares
2- Granulação
3- Secagem de suspensões e soluções
4- Pré aquecimento do carvão
5- Resfriamento de fertilizantes
Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.30
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
6- Mistura de sólidos granulares
7- Ativação do carvão vegetal

APLICAÇÕES DA TÉCNICA DO LEITO DE JORRO QUE SE ENCONTRAM EM
TESTES, OU OPERANDO EM ESCALA DE LABORATÓRIO

1- Reação-granulação
2- Operações de revestimento
3- Purificação de gases
4- Pulverização
5- Carbonização do carvão a baixas temperaturas
6- Redução do minério de ferro
7- Produção do clinquer de cimento
8- Craqueamento térmico do petróleo.

Os parâmetros relevantes na análise de operações envolvendo transferência de
momento, calor e massa:
⇒ Diâmetro de jorro
⇒ Velocidade do fluido
⇒ Velocidade das partículas sólidas


FUNDAMENTOS TEÓRICOS

Leito de jorro → sistema particulado: Fase densa (anular)
Fase diluída (jorro)
Equações básicas da mecânica do contínuo

Equação da continuidade
( ) ( ) 0 u
t
f f
= ε ρ ⋅ ∇ + ε ρ

∂ r
fluido (1)
Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.31
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
( ) | | ( ) | | 0 1 1
t
s s
= ϑ ρ ε − ⋅ ∇ + ρ ε −


r
Sólido (2)

Equação de movimento:
Para o fluido
( ) g m p u u
t
u
f f f
r r r r r
r
ρ + − τ ⋅ ∇ − −∇ =

⋅ ∇ +


ε ρ (3)

Para o sólido
( ) ( ) ( )( )g 1 m
t
1
f s s s
r r r
r
r
ρ − ρ ε − + + τ ⋅ −∇ =

ϑ ⋅ ϑ ∇ +

ϑ ∂
ε − ρ (4)

onde:
ϑ
r
r
e u = velocidades intersticiais do fluido e sólido
ε = porosidade do sistema
p = pressão do fluido
f
τ
r
= tensor tensão extra do fluido
s
τ
r
= tensor tensão extra no sólido
m
r
= força resistiva devido a interação fluido-sólido

As equações (3) e (4) pode ser resolvida com os conhecimentos dos termos
constitutivos:
→ τ ⋅ ∇
s
r
pouco conhecida
→ τ ⋅ ∇
f
r
só é importante para alguns casos envolvendo fluidos não Newtonianos
→ m
r
devido a um grande conjunto de dados experimentais para fluido Newtoniano →
forma quadratica de FORCHHEIMER.
( ) ϑ − ε

ϑ − ε
u
ρ
+
u
=
r
r
r
r r
u u
K C
1
K
m
f
(5)

Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.32
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
k = permeabilidade, pode ser estimada pelo modelo capilar de Kozeni-Carman

( )
2
2
p
3
1 36
D
k
ε − β
ε
= (6)

onde: φ = =
p
v
p
d
a
6
D , d
p
= diâmetro equivalente (diâmetro de uma esfera tendo o mesmo
volume da partícula)

partícula da específica superfície
partícula da volume
partícula da superfície
a
v
= =

β = f(forma,ε), β ≅ 5 para 0,3 ≤ ε ≤ 0,5

C = fator adimensional (Thirriot etal.)

3 2
13 0
o 2
72 0
o
2 3
k
k
10 6
k
k
10 0
1
c

|
.
|

\
|
× + |
.
|

\
|
ε
=

, ,
, (7)

k
o
= 10
-6
cm
2
(permeabilidade de referência)

A equação (7) é válida para ε ≤ 0,7.

ANÁLISE DIMENSIONAL

⇒ Sistemas diluidos: transporte hidraulico ou pneumático de partículas em dutos.
⇒ Combinando as equações de movimento do sólido e do fluido com dados
experimentais, chega-se a correlações do tipo:

| | Mv Ga Re, f , = ε (8)
Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.33
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

que também é útil na descrição da dinâmica do jorro.

u
ε ϑ − ρ
=
r
r
u d
Re
f p
(número de Reynolds) (9)

2
2
f p
g d
Ga
u
ρ
= (número de Galileo) (10)

f
f s
Mv
ρ
ρ − ρ
= (massa volumétrica) (11)

d
p
= diâmetro da esfera com o mesmo volume que a partícula.

Dinâmica do leito de jorro:
⇒ Equação (1) a (4) mais termos constitutivos
⇒ Condições de salto na interface espaço anular-jorro
⇒ Condições de contorno
Análise → compreensão para algumas correlações da literatura.

1. Queda de pressão máxima de jorro

⇒ ∆P
M
deve se aproximar do ∆P para a fluidização
⇒ Desprezando os termos de aceleração na equação de movimento para o fluido e para as
partículas e tomando 0
s
= τ
r
, temos

m p
r
− = ∇ (fluido)

( )( )g 1 m
f s
r r
ρ − ρ ε − − = (sólido)

Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.34
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Combinando as duas equações, temos:

( )( )g 1 p
f s
r
ρ − ρ ε − − = ∇ ou

( )( )
c
f s mf M
A
Mg
g 1 H p = ρ − ρ ε − − = ∆ (12)

onde: H = altura do leito expandido
M = massa do leito
A
c
= área da seção transversal da coluna

A equação (12) é o resultado de MALEK e LU (1965)

2. Queda de pressão em condições de jorro mínimo

A forma da equação (12) mantém-se na previsão de ∆p
jm


( )( )g 1 H p
f s mf jm
ρ − ρ ε − α = ∆ (13)

⇒ Um número substâncial de resultados indica que α = 2/3 (MALEK e LU)

3. Velocidade do fluido em condições de jorro mínimo

⇒ Condições de altura máxima de jorro estável,

q q
K
C
K
m
f
r r r

ρ
+
u
=

e na equação (4) desprezando os termos de aceleração e de tensões, temos:

Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.35
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
( )( )g 1 m
f s
r r
ρ − ρ ε − − =

Logo: ( )( )g 1 q q
K
C
K
f s jm jm
f
ρ − ρ ε − =

ρ
+
u
(14)

Equação (14): fornece uma previsão razoável para q
jm
com erro de 20%
BECKER: q
jm
esced q
mf
(mínima fluidização) por 10 à 33%.

MATHUR-GISHLER: Para valores fixos de D
C
/D
i
, empiricamente:

H
D
1
q
C
jm
α

4. Vazão do gás no espaço anular e de jorro

A vazão do gás no espaço anular pode ser estimada pela equação de movimento do
fluido, medindo-se o gradiente de pressão nesta região e a velocidade das partículas sólidas.
m
z d
p d
=


( )
( )
( )
2
a a
2
mf f
a a
mf
u
K
C
u
K dz
dp
ϑ +
ε ρ
+ ϑ +
ε
u =

(15)

A vazão do gás no jorro resulta:
|
|
.
|

\
|

|
|
.
|

\
|
=
|
|
|
.
|

\
|
anular espaço no
fluido do vazão
fluido do total
ca volumétri vazão
s m
jorro no fluido do
ca volumétri vazão
3


fa f fj
Q Q Q − = (16)


Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.36
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
5. Velocidade das partículas sólidas no espaço anular e no jorro

⇒ Velocidade do sólido no espaço anular → visualização direta
⇒ Velocidade do sólido no jorro
ƒ Vazão do sólido
ƒ Vazão do fluido
ƒ ε
j

Para regiões anular e de jorro

( )
021 33 , 0
j
Mv . Ga Re 58 , 1

= ε para ε
j
< 0,85 Angelino

6. Altura máxima de jorro estável: H
M


MATHUR e GISHLER observaram que para uma dada coluna operando com determinado
sistema gás-partícula, existe uma altura máxima do leito H
M
acima da qual não se verifica
jorro estável.
H < H
M
→ a estabilidade do jorro pode ser mantida a vazões de gás maiores que a
necessária ao jorro mínimo.

H = H
M
→ um incremento do fluxo de ar acima do requerido para o jorro mínimo, ocorre
fluidização heterogênea ou de movimento empistonado.

2
j
2
i
4
C p
M
D D
D d 192 , 0
H = Mathur e Epstein (1974)

onde: D
j
= diâmetro do jorro
D
i
= diâmetro de entrada do ar

3 1
p
3 2
C j
d D 07 , 1 D =


Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.37
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
MODIFICAÇÃO: TUBO CENTRAL

ar ar


Vantagens da utilização do tubo central
a) Jorro ocorre a menores queda de pressão.
b) Melhor controle sobre a taxa de recirculação e tempo de residência das partículas.
c) Menores vazões de ar são requeridas para uma dada circulação de sólidos.
d) A estabilidade do jorro é verificada para qualquer altura do leito, tanto na geometria
cônica como na convencional.

Desvantagens:
a) ausência de mistura pelo movimento lateral das partículas na secção anular com o jorro
→ reduz a eficiência de mistura global.
b) riscos de entupimento do tubo pelo sólido.


Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.38
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
FORMA CÔNICA

Ângulo do cone: forma cilindrica com base cônica e totalmente cônica.
ƒ A seção inferior cônica facilita o escoamento do sólido a partir da região anular para
dentro da região do jorro.
ƒ Com uma base plana ao invés da cônica forma-se uma zona de sólidos estagnada,
porém não afeta a estabilidade do jorro.
ƒ Se o cone é tão ingreme, o jorro torná-se instável pois o leito inteiro tende a ascender
com o jorro do gás.
ƒ A limitação do ângulo do cône depende das características de fricção interna dos
sólidos, mas para muitos materiais esta na região de 40
o
.

D
c
θ
D
i


Numa dada coluna o H
M
decresce com o aumento de D
i
até que o valor limite é alcançado,
onde o jorro não ocorre mais.
BECKER sugeriu que o valor crítico é:

35 , 0
D
D
c
i
=

Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.39
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
APLICAÇÕES

ALIMENTAÇÃO
Transportador
Ciclone
Resfriador de
leito fluidizado
Elevador
Armazenagem
do produto sêco
Soprador
Soprador
Pré-aquecimento
do ar
Secador
de leito
de jorro


Figura 1: Secador de grãos para produtos agrícolas (ervilhas, lentilhas, linho)

D
c
(secador: leito de jorro) = 61 cm , Altura = 1,78 m
D
c
(resfriador: leito fluidizado) = 76 cm

O ar é aquecido por combustão direta de gás natural.

Capacidade = 2000 kg de lentilhas/hora pela faixa de 8,8% de mistura (base seca).

T
Leito
= 45 – 78
o
C (ervilha)


T
ar
= 124 – 284
o
C (ervilha)
Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.40
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Gás quente
Líquido
quente
Fino
Produto
Grosso
Triturador
Sólido
reciclado


Figura 2: Sistema granulador por leito de jorro

ƒ O leito neste processo consiste de partículas do material a ser granulado, a fase líquida
é injetada na base junto com o gás quente.
ƒ Uma fina camada de líquido é depositada sobre as partículas circulando quando elas
passam no líquido spray, o qual é secado pela ação do gás quente sobre as partículas
que ascendem pelo jorro e descem pela região anular.
ƒ As partículas crescem pelo mecanismo do crescimento de camadas.
ƒ Produto bem uniforme.
ƒ Enxofre, níquel, uréia, sulfato de amônia.


Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.41
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
Cobertura de partículas (indústria farmacêutica)
Gás quente
T
ar
= 63
o
C
Líquido aquecido
T
ar
= 26
o
C

⇒ Operação em batelada, para assegurar um tempo de residência igual no leito para
partículas individuais.
⇒ Líquido de cobertura pré-aquecido e borrifado por bico de atomização pneumática.
⇒ Após a quantidade desejada de solução para a cobertura se suprida pelo leito, é
admitido um período de secagem para remover algum solvente individual, com uma
redução da vazão do ar com o leito numa condição quiescente.
⇒ Secagem quase instantânea após a cobertura.
⇒ Tempo de cobertura para 70 – 100 kg de partículas de 10 mm: 1 a 1,5 horas.
⇒ Espessura da cobertura (média) = 82 –133 um.
Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.42
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

TRANSPORTE PNEUMÁTICO
⇒ Um dos métodos usados nas indústrias para transportar sólidos de um lugar para o
outro utiliza ar a altas velocidades. Este processo é conhecido como transporte
pneumático.
⇒ O ar escoa através de dutos a altas velocidades (15 a 35 m/s) utilizando sopradores
ou equipamentos que fazem vácuos. Diâmetro do duto 50 a 400 mm.
⇒ Dois tipos comuns de sistema de transporte pneumático:

1. Pressão negativa (vácuo)

CAIXA
DE
ARMAZENAGEM
ENTRADA
DE AR
SOPRADOR
FILTRO DE AR
CAIXA
CICLONE


⇒ São limitados à pequenos vácuos que podem ser criados quando os sólidos tem que
serem transportados a partir de vários pontos em uma planta para um único ponto de
distribuição.

⇒ 5
gás do massa
sólido do massa
< (McCabe)




Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.43
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

2. Pressão positiva
CAIXA
DE
ARMAZENAGEM
SOPRADOR
CICLONE
CAIXA
FILTRO DE AR
ENTRADA
DE AR


⇒ Operam com sopradores ou compressores de ar (ou nitrogênio) com 1 a 5 atm dentro
do sistema.
⇒ Normalmente usado para transportar sólidos a partir de um único ponto para vários
pontos de distribuição.
⇒ 5
gás de massa
sólido de massa
>
⇒ As vezes o gás é reciclado para a entrada do soprador ou compressor num sistema
fechado ⇒ gás valioso ou para prevenir a perda do pó pela atmosfera.

TRANSPORTE PNEUMÁTICO DE PARTÍCULAS
(KUNII E LEVENSPIEL, FLUIDIZATION ENGINEERING)

⇒ Sólidos altamente densos → transportador de correia, transportador de caçambas
⇒ Sólidos ou mistura de baixa densidade → transporte pneumático
⇒ 80. excede nunca 100, a 1
sólido do escoamento de taxa
gás do escoamento de taxa

⇒ Velocidade do gás ≥ velocidade do sólido
⇒ Transporte pneumático a alta velocidade
Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.44
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

ƒ Queda de pressão friccional elevada
ƒ Atrito rápido de partículas
ƒ Erosões nas linhas de transferência
Para minimizar estes efeitos a velocidade deve ser a mais baixa possível; este
limite inferior é governado pelas condições onde os sólidos se ajustam ao
escoamento.

1. Velocidade mínima de escoamento horizontal, (saltitation velocity).
2. Velocidade mínima de escoamento vertical (choking velocity).
3. Queda de pressão considerando o transporte pneumático.

ASPECTOS TEÓRICOS
1. Transporte pneumático em tubos verticais e horizontais

É de grande importância no dimensionamento as determinações:
- da queda de pressão
- do regime de escoamento, conhecidas as vazões W
f
(fluido) e W
s
(do sólido), o
diâmetro do tubo e as características das partículas sólidas.

Regime de escoamento em tubos verticais
Quando a vazão de fluido é suficiente para transportar os sólidos as baixas
concentrações volumétricas ( < 5%), tem-se um regime em fase diluída.
Com a diminuição da vazão do fluido e mantendo a vazão dos sólidos pode-se obter um
regime de transporte instável ⇒ escoamento em bolhas, semelhante a fluidização
heterogênea.
As vazões mais baixas de fluido, o leito de partículas se move em bloco com
concentrações próxima ao do leito fixo, obtendo-se o transporte em fase densa.





Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.45
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Transporte
em fase
densa
Transporte
com bolhas
Transporte
em fase
diluída
ε

=

ε
m
f
c
h
o
c
k
i
n
g
mf
s s
q
W
log
ρ
mf
f f
q
W
log
ρ


Linhas limites: métodos de previsão do ponto ‘chocking’ e da fluidização insipiente

Velocidade mínima de escoamento horizontal do gás-sólido (saltitation velocity)
(Zens and Othmer)
G
s3
G
s2
G
s1
G
s
= 0
L
o
g

(

p
/
l
}
Log u
o
E
C F
D
Saltitation velocity, u
cs

G
s
= 0 representa a perda de fricção para um gás livre de partículas através de um cano
horizontal.
Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.46
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

G
s1
, G
s2
⇒ perda friccional da mistura gás-sólido transportando sólidos de velocidade
mássica G
s1
e G
s2
.
Para altas velocidades (U
o
) todas as partículas são transportadas em suspensão
sem sedimentar ( C na curva G
s1
).
Mantendo a taxa de alimentação do sólido (G
s1
) fixa e reduzindo lentamente a
velocidade do gás do ponto C ao D ⇒ o sólido move-se mais lentamente, os vazios da
mistura tende a diminuir, e a perda friccional também diminuirá.
No ponto D as partículas começam a sedimentar no fundo do tubo e um
equilíbrio é estabelecido entre a altura desta camada sedimentada e a camada de mistura
acima.
A velocidade crítica do gás corresponde ao ponto D e é chamada de velocidade
de saltitation, u
cs
.
u
c
depende de G
s
.
A partir de D a resistência friccional pula para E e então aumenta estavelmente
com o decréscimo da velocidade do gás.

Velocidade de escoamento vertical mínima para o gás-sólido (Choking velocity)
(Zens and Othmer)
G
s2
G
s1
G
s
= 0
C
D
E
u
ch
, Choking velocity
l
o
g

(

P
/
l
)
Log u
o

Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.47
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

A partir da maior velocidade de escoamento (ponto C) vertical de uma mistura gás-
sólido (G
s1
) reduz-se gradualmente a velocidade do gás u
o
.

Observa-se que:
ƒ A resistência friccional do escoamento da mistura diminui.
ƒ Quantidade de sólido aumenta lentamente, a fração de vazios diminui, e a pressão
aumenta.
C → D mudança na resistência friccional predomina e a pressão total diminui.
ƒ Uma adicional diminuição no escoamento do gás causa um rápido aumento no
sólido e a queda de pressão total aumenta.
ƒ Perto de E a densidade da mistura torna-se elevada para suportar o sólido, e ocorre
um estado agregado.
ƒ A velocidade superficial no ponto E é chamada de velocidade ‘choking’, u
ch
.


2. Transporte hidráulico

Os principais objetivos no estudo de transporte de partículas consistem na determinação
da queda de pressão e da velocidade de escoamento, o que permite o cálculo da potência
da bomba ou soprador.

Transporte hidráulico: horizontal, vertical.

Transporte hidráulico vertical

gráfico: queda de pressão piezométrica por unidade de comprimento ‘versus’
velocidade média de escoamento V
M
da mistura no transporte hidráulico em dutos
verticais.




Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.48
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

W
S2
W
S1
W
S
=0
W
S2
> W
S1
L
o
g

(

P
/
L
)
Log (V
M
)
C
Log V
M
fluido
mistura
Parâmetros W
S
: vazão
mássica do sólido cte .
W
S2
> W
S1
, W
S
= 0


Como característica principal do escoamento tem-se nesse uma uniformidade de
concentração na seção transversal do tubo, mesmo havendo uma diferença de
velocidades intersticiais entre o fluido e as partículas, em toda a faixa de velocidade de
transporte.
Nesse escoamento existe para a mistura, um limite inferior de velocidade (V
M
)
C

(figura), para qual a uma vazão fixada de sólidos cessa o transporte de um dado tipo de
sólido, e que se denomina velocidade crítica de transporte vertical (“choking velocity”).

Transporte hidráulico horizontal

Regimes de escoamentos

No transporte horizontal, a ação do campo gravitacional provoca a existência de
diversos regimes de escoamento que dependem, para um sistema, do nível de
velocidade de escoamento, e para sistemas diferentes, também das propriedades físicas
e dimensões das partículas transportadas.
Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.49
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

1 2 3 4
V
M4 V
M3
V
M2
V
M1
Mistura
Fluido puro
Log V
M
1- leito estacionário
2- leito deslizante
3- escoamento assimétrico
4- escoamento simétrico
Diagrama típico do
transporte hidráulico
horizontal.
W
S2


A) escoamento pseudo homogêneo ocorre a velocidade superiores a V
M1
, onde uma
suspensão, apesar de possuir uma tendência a sedimentar, se mantém com uma
distribuição uniforme concentrada na seção do tubo devido a valores elevados de
velocidade, denominada de escoamento simétrico.

B) escoamento heterogêneo: observado nas velocidades entre V
M1
e V
M2
, que se
caracteriza por uma distribuição não uniforme das partículas sólidas na seção
transversal do duto e sendo denominada também de escoamento assimétrico.

V
M2
: ocorre o gradiente mínimo de pressão (velocidade crítica do transporte
horizontal).


Nas vizinhanças de V
M2
tem-se no sentido das velocidades decrescentes, o início da
formação de um depósito de sólidos na tubulação.
O transporte de sólidos é normalmente realizado, por razões econômicas, neste regime
heterogêneo.

C) escoamento em saltos ou de leito deslizante
Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.50
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

• escoamento bastante irregular => depósito de sólidos se desloca como ‘dunas’ na
parte inferior do tubo.
• Faixa de velocidade entre V
M2
e V
M3


D) escoamento com leito estacionário: ocorre com velocidades inferiores a V
M3
,
ocorrendo sob elevado gradiente de pressão devido à formação de um depósito estático.

C) e D) => interesse apenas teórico.

Escoamento laminar => obtenção de propriedades reológicas
Escoamento turbulento => transporte de suspensões através de dutos (minerodutos)

ESCOAMENTO LAMINAR

Obtenção das propriedades reológicas das suspensões.

Caracterização da suspensão:
Equação de Rabinowitch-Mooney: escoamento em tubos cilíndricos.

) A (
S ln d
Y ln d
Y
4
1
Y
4
3
+ = λ

λ = taxa de deformação
Y = taxa de deformação aparente
S = tensão de cisalhamento
(C)
L 4
P D
S , (B)
D
V 8
Y

= =


V = velocidade média do fluido no tubo.



Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.51
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

•Dados ∆P/L ‘versus’ V para um tubo de diâmetro D
• Constroe-se a curva S ‘versus’Y
• Obtém-se a taxa de deformação real, a partir da equação (A)
• Obtendo-se S para cada λ => associa-se a modelos matemáticos

S = f(λ)

Modelos reológicos mais empregados
• Modelo de Bingham

S
λ
S
o
λ u + =
p o
S S


ƒ Modelo de Ostwald-de-Waele (lei das potências)
Pela lei das potências
Y ln n M ln S ln Y M S
n
+ ′ = ⇒ ′ =
onde: S = tensão de cisalhamento, obtida da equação (C) e
Y = taxa de deformação aparente, obtida da equação (B)
M’ = grau de consistência aparente do fluido

Obs.: n nem sempre é constante





Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.52
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

ln S
ln Y
Obtem-se
Y ln d
S ln d
n =


Como
Y ln d
S ln d
n = a equação (A), fica:
Y
n 4
1 n 3
n
Y
4
1
Y
4
3
|
.
|

\
| +
= λ ⇒ + = λ , ou seja:
taxa de deformação aparente real = (fator de correção de Rabinowitch) ⋅ (taxa de
deformação aparente)
λ
= η
S
al Re
, analogamente
Y
S
aparente
= η
Pela lei das potências, temos que: λ + = ⇒ λ = ln n M ln S ln M S
n

ln S
ln
λ
n > 1, dilatante
n = 0, newtoniano
n < 1, pseudo plástico
n
M
n n 2
M
M
n
2 n 6
8
M
D V
Re
|
.
|

\
| +
ρ
=



Relação entre os índices de consistências dos fluidos M e M’
n n
Y M M S ′ = λ = , logo
n n
n
Y M Y
n 4
1 n 3
M ′ = |
.
|

\
| +
, portanto:
n
1 n 3
n 4
M M |
.
|

\
|
+
′ =
Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.53
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Ver exemplo: suspensão de minério de ferro: Tópicos Especiais em Sistemas
Particulados, vol. 1, pag. 241.

C
w
= 75%, n=0,78, M=0,28
C
w
= 65%, n=0,82, M=0,13
C
w
= 25%, n=0,91, M=0,02
30
o
C
Tensão
cisalhante
S (din/cm
2
)
Taxa de deformação λ (s
-1
)
Fluido pseudoplástico





















Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.54
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

TRANSPORTE HIDRÁULICO E PNEUMÁTICO DE PARTÍCULAS:
FORMULAÇÕES
REF: Massarani, Giulio, Fluidodinâmica em sistemas particulados, Editora
UFRJ, 1997.

O transporte de partículas sólidas por arraste em fluido conduz, de um modo
geral, à formação de um campo de porosidade heterogêneo na seção transversal de
escoamento da mistura sólido-fluido. Em algumas situações, no entanto, dependendo da
natureza do problema em estudo, a formulação para o transporte de partículas pode ser
substancialmente simplificada considerando que a mistura comporta-se como um fluido
homogêneo:
a) Transporte pneumático vertical em fase densa (fluidização incipiente) ou em fase
diluída (porosidade superior a 95%); transporte vertical sem restrições;
b) Transporte hidráulico em qualquer configuração no caso em que as partículas são
pequenas, verificando-se o critério empírico de Newitt;

fluido - sólido mistura de e velocidad V
arraste de fluido no partículas das terminal e velocidad
tubo do diâmetro D : de On
) 1 ( 1
V
gD 1800
Ne
M
2
M
=
= ν
=
<
ν
=



e transport de al transvers seção da área A
fluido do ca volumétri vazão Q
sólido de ca volumétri vazão Q : onde
(2)
A
Q Q
V
F
S
F S
M
=
=
=
+
=


A diferença entre as formulações para os casos a) e b) reflete na dificuldade na
medida das propriedades reológicas da suspensão constituída por partículas
relativamente grandes (caso a) e pelo fato de que nesta situação o valor da velocidade
relativa fluido-partícula no transporte pneumático pode ser significativamente maior que
Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.55
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

zero. Como conseqüência, o valor da porosidade no transporte depende da
fluidodinâmica do sistema particulado.
Apesar destas considerações, há o consenso bem cristalizado na literatura de que
o projeto e o estabelecimento das condições operacionais das linhas de transporte
hidráulico e pneumático não podem prescindir de estudos conduzidos em unidade
piloto bem instrumentada.

7.1 TRANSPORTE VERTICAL HOMOGÊNEO: PARTÍCULAS GRANDES

p
2
p
1
L
z
S F
Os efeitos causados pela aceleração do sistema não
são considerados e o transporte é, por exemplo,
vertical ascendente.
Equação do movimento para a mistura homogênea:
(3) g
D 2
V f
L
p
M
M
2
M
ρ +
ρ
=




( )
( ) ( )( ) (5) 1 1
(4)
DV
Re , D e , Re f f
F F S S F M
M
M M
M M
ρ + ρ − ρ ε − = ρ ε − + ερ = ρ
u
ρ
= =


A equação do movimento para o fluido no sistema particulado, que permite calcular a
porosidade no transporte é:

( ) ( ) ( )( ) (6) g 1 U U
F S
2
2 F 1 F
ρ − ρ ε − = ε φ u + ε φ u

( )
( ) ( ) k c , k
(7)
1 A
Q
A
Q
U
2
2 1
S F
ε = ε φ ε = ε φ
ε −

ε
=


Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.56
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Nestas equações: ρ
M
e u
M
densidade e viscosidade da mistura sólido-fluido, f é o fator
de atrito na interação fluidodinâmica entre a mistura e a parede do duto onde ocorre o
transporte.
A comparação entre os valores do gradiente de pressão calculados através da
equação (3) e os valores resultantes da experimentação conduzida no transporte
pneumático em fase densa, no transporte pneumático de fase diluída e no
transporte hidráulico, segundo vários autores parecem indicar que a viscosidade e o
fator de atrito da mistura podem ser expressos pela viscosidade e o fator de atrito do
fluido, este último representado pela equação clássica:

(8)
Re
81 , 6
D
e
27 , 0 log 2
f
1
9 , 0
M
10

|
|
.
|

\
|
+ − =

Onde: e/D é a rugosidade relativa do duto.

7.2 TRANSPORTE HIDRÁULICO HOMOGÊNEO

Dependendo das condições fluidodinâmicas, o transporte hidráulico de
partículas pequenas (Ne < 1) pode ser formulado do mesmo modo que o escoamento
de fluidos homogêneos com características não-newtonianas. O balanço global de
energia entre dois pontos da instalação leva a:

( )
( )
nula) fases as entre relativa e (velocidad
Q Q
Q
1 ,
A
Q Q
V
(10)
D 2
V L f
W
(9) W W z g
p
S F
F
S F M
S F
M
2
M
A
A
M
+
= ε
ρ ε − + ερ = ρ
+
=
=
− = ∆ +
ρ



Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.57
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

A viscosidade efetiva da suspensão, u
ef
, depende da natureza da mistura, através da
relação entre a taxa de distensão (λ) e tensão cisalhante,

( )
(12)
S

(11) tica) caracterís distensão de (taxa
D
V
25 , 6
*
*
ef
M *
λ
λ
= u
= λ


acidentes. e dutos incluindo , instalação da total e equivalent o compriment L
. escoamento no atrito pelo dissipada suspensão) de massa de unidade (por energia W
instalada bomba pela fornecida suspensão) de massa de unidade (por energia W
A
=
=
=


A equação 12, tem natureza empírica e o procedimento sugerido para o cálculo da
viscosidade efetiva independe do tipo do modelo reológico associado à suspensão.




















Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.58
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

QUARTA LISTA DE EXERCÍCIOS DE OPERAÇÕES UNITÁRIAS DA
INDÚSTRIA QUÍMICA I
Sedimentação, Fluidização e Transporte Pneumático e Hidráulico de partículas
Professor Samuel Luporini

1. A indústria de papel Bananal Paulista estuda a possibilidade da utilização de um
sedimentador Dorr-Oliver com 23 m de diâmetro e 3 m de altura para o tratamento
de licor negro. Calcular a capacidade do sedimentador para as seguintes condições
operacionais: 6,7 g/l a concentração do sólido na alimentação e 19 g/l a
concentração de sólidos no lodo. Densidade do sólido, 2,8 g/cm
3
. Temperatura:
25
o
C.
Ensaio de proveta a 25
o
C (6,7g/l de suspensão):

t (min) 0 2,5 5 10 15 20 30 50 70
z (cm) 30 26,5 23,2 16,6 13,5 12,4 11,2 10,4 10,2

Resposta: O fator limitante é a altura do sedimentador: a capacidade recomendada é da
ordem de 20 m
3
/h de alimentação.

2. Determinar o diâmetro e a altura de um espessador DORR para operar com 20m
3
/h
de uma suspensão aquosa de barita (ρ
s
= 4,1 g/cm
3
) a 30
o
C. A concentração de
sólidos na alimentação é de 103 g/l de suspensão e o lodo final deve Ter 346 g/l de
suspensão. Ensaio de proveta a 30
o
C conduziu aos seguintes resultados:

tempo de sedimentação (min) Altura da interface de clarificação (cm)
0 40,0
2 37,0
5 32,4
10 24,9
14 18,8
18 12,6
23 8,5
26 7,4
30 6,3
33 5,6
40 4,8
45 4,5

Resposta: Diâmetro do sedimentador = 3,08 m, H = 1,05 m.

3. Deseja-se estimar a capacidade de um sedimentador lamelado no tratamento de uma
suspensão floculenta de hidróxido de alumínio: concentração inicial 4,5 g/l e
concentração final 22 g/l. O sedimentador funciona em contracorrente com 30
lamelas ativas, 1,80X2,00 m, espaçamento 6 cm e inclinação de 60
o
com a
horizontal.
Ensaio de proveta (4,5 g/l de suspensão)
Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.59
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

t (min) 0 3 7 13 18 25 30 35 40 45
z (cm) 35 32,2 27,4 20,6 16,2 11,2 8,5 6,4 5,0 4,2

O procedimento para o cálculo da área de sedimentação do sistema lamelado é o
mesmo do sedimentador Dorr-Oliver, devendo-se considerar a soma das áreas
projetadas das lamelas ativas na horizontal.
Resposta: Área de sedimentação: 54 m
2
, capacidade do sedimentador lamelado : 35
m
3
/h de alimentação.

4. Calcular a altura do seguinte sedimentador:
• Área da seção transversal = 240 ft
2

• Vazão de sólidos = 4800 lb/h
• Concentração da lama espessa = 1,5 lbm de H
2
O/lbm de sólido
• Tempo de compactação: 3h
• ρ
s
= 2,7 g/cm
3

• ρ
f
= 1 g/cm
3

Obs. use as fórmula:

c sed
s
f
s s
f f
s
f 2 2
lodo
H 2 H
X
V
V
m
m
sólido g
O H g
5 , 1
sólido lbm
O H lbm
5 , 1 w
=

ρ
ρ
=
ρ
ρ
= = = =


Resposta: 1,46 m

5. Os seguintes dados foram obtidos por Leva et al. (“Fluid flow throught packed and
fluidized systems”, Bureau of Mines, Boletim 504, p.142, 1951) para a fluidização
com ar de catalisador Fischer-Tropsch (massa de sólidos 7234g, operação a 91
o
F e
pressão atmosférica, diâmetro do tubo 4”, ρ
s
= 5 g/cm
3
).

Velocidade mássica
do gás (lb/ft
2
h)
Queda de pressão
no leito (lb/ft
2
)
Altura do leito
(ft)
228 200 1,51
194 190 1,40
160 187 1,34
142 184 1,29
127 181 1,26
109 179 1,22
94,7 166 1,21
82,8 137 1,21
69,1 115 1,21
55,3 90,6 1,21
41,2 67,5 1,21
27,6 45,6 1,21
14,2 22,8 1,21
7,95 11,4 1,21

Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.60
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

a) Determinar (d
p
φ) efetivo do sistema a partir dos dados de leito fixo.
b) Determinar através dos dados experimentais a porosidade e a velocidade na mínima
fluidização.
c) Verificar o resultado clássico da fluidização

A
W
p = ∆ −

onde ∆p é a queda de pressão no leito, W o peso do leito e A a área da seção de
fluidização.
d) Estimar o valor da velocidade na mínima fluidização através de correlações
fornecidas pela literatura e comparar os resultados com o valor experimental.




∆P P
o
L ∆P/L G G densid. q ∆P/L ∆P
lb/ft
2
ft lb/ft
2
h lb/ft
2
s lbm/ft
3
ft/s lb/ft2
200.00 2316.80 1.51 132.450331 228.00 0.06333333 0.0755 0.838559 132.450 200.00
190.00 2306.80 1.40 135.714286 194.00 0.05388889 0.0754 0.715124 135.714 190.00
187.00 2303.80 1.34 139.552239 160.00 0.04444444 0.0753 0.590193 139.552 187.00
184.00 2300.80 1.29 142.635659 142.00 0.03944444 0.0753 0.524152 142.636 184.00
181.00 2297.80 1.26 143.650794 127.00 0.03527778 0.0752 0.469102 143.651 181.00
179.00 2295.80 1.22 146.721311 109.00 0.03027778 0.0752 0.402798 146.721 179.00
166.00 2282.80 1.21 137.190083 94.70 0.02630556 0.0749 0.350988 137.190 166.00
137.00 2253.80 1.21 113.223140 82.80 0.02300000 0.0745 0.308919 113.223 137.00
115.00 2231.80 1.21 95.041322 69.10 0.01919444 0.0741 0.259110 95.041 115.00
90.60 2207.40 1.21 74.876033 55.30 0.01536111 0.0737 0.208533 74.876 90.60
67.50 2184.30 1.21 55.785124 41.20 0.01144444 0.0733 0.156197 55.785 67.50
45.60 2162.40 1.21 37.685950 27.60 0.00766667 0.0729 0.105172 37.686 45.60
22.80 2139.60 1.21 18.842975 14.20 0.00394444 0.0725 0.054400 18.843 22.80
11.40 2128.20 1.21 9.421488 7.95 0.00220833 0.0723 0.030538 9.421 11.40















Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.61
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

y = 386.26x - 3.4035
R
2
= 0.9969
0
20
40
60
80
100
120
140
160
0.000 0.050 0.100 0.150 0.200 0.250 0.300 0.350 0.400
q

P
/
L

10
100
1000
0.01 0.10 1.00
q
P
(0.402798; 179.00)

Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.62
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

6. Sobreiro (1980) estudou experimentalmente a influência da pressão na fluidização
de partículas esféricas de vidro com ar a 20
o
C:


Pressão (atm) Porosidade na
fluidização mínima
Velocidade na
fluidização mínima
(cm/s)
1 0,502 0,147
5 0,491 0,143
10 0,483 0,146
15 0,483 0,147
20 0,480 0,147
25 0,476 0,145
30 0,476 0,145
35 0,472 0,146


Sabendo-se que o diâmetro médio das partículas é 30,4 um, estimar pela equação
teórica os valores da velocidade de fluidização mínima e comparar com os resultados
experimentais. A densidade das partículas de vidro é 2,443 g/cm
3
.

Resposta:
P
ε
q
min ρ do ar K C q q
atm exp. exp. (g/cm
3
) cm
-2
Forccheimer Darcy
cm/s cm/s cm/s
1 0.502 0.147 1.21E-03 2.683E-08 1.703 0.181 0.181
5 0.491 0.143 6.05E-03 2.403E-08 1.820 0.165 0.165
10 0.483 0.146 1.21E-02 2.217E-08 1.912 0.154 0.154
15 0.483 0.147 1.82E-02 2.217E-08 1.912 0.153 0.154
20 0.48 0.147 2.42E-02 2.151E-08 1.948 0.149 0.150
25 0.476 0.145 3.03E-02 2.066E-08 1.997 0.144 0.145
30 0.476 0.145 3.63E-02 2.066E-08 1.997 0.143 0.144
35 0.472 0.146 4.24E-02 1.984E-08 2.048 0.138 0.139


7. Deseja-se projetar um sistema de fluidização destinado à secagem de produto
químico.
Diâmetro do secador: 30 cm
Carga de sólido: 39 kg
Propriedades das partículas: diâmetro médio 90 um, esfericidade 0,8 e densidade
2,1 g/cm
3

Estimativa do valor da porosidade na fluidização mínima: 0,48.

Para uma velocidade superficial de ar duas vezes maior que a fluidização
mínima, estimar:
Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.63
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

a) altura do distribuidor formado por esferas de aço com diâmetro 200 um tal
que a queda de pressão através deste seja 10% da queda de pressão do leito
fluidizado; porosidade 0,38.
b) A potência do soprador para o serviço.
As propriedades do ar devem ser calculadas a 150
o
C e 1 atm.

Resposta: Estimativa do valor da velocidade de fluidização mínima, admitindo o
escoamento como sendo darcyano: 0,56 cm/s.
Cálculo da queda de pressão no leito fluidizado: 109 cm H
2
º
Cálculo da altura do distribuidor: 13,42 cm
Potência do soprador: 0,051 cv.

8. Deseja-se projetar um reator em leito fluidizado
Diâmetro do reator: 35 cm
Carga de sólido: 75 kg
Densidade do sólido: 3 g/cm
3

Diâmetro da partícula: 40u (φ = 0,7)
Fluido com as propriedades do ar a 350
o
e 1 atm
Altura do leito na fluidização mínima: 50 cm
Distribuidor: placa sinterizada de 6 mm de espessura: k = 5 x 10
-9
cm
2
e ε = 0,32
Calcular:
a) A velocidade de mínima fluidização;
b) Potência do soprador para uma velocidade superficial 2,5 vezes maior que
aquela de mínima fluidização.
Resposta: a) 0,0964 cm/s. b) 0,017 cv (η = 0,5)

9. Seja o transporte pneumático vertical ascendente de alumina em tubo liso de 1,27
cm de diâmetro interno. Calcular o gradiente de pressão no transporte sabendo que a
vazão mássica das fases fluida e sólida é de respectivamente 0,0514 g/s e 8,42 g/s. O
transporte ocorre em fase densa com porosidade da ordem daquela da fluidização
mínima, no caso 0,48 (Santana, 1982).
Propriedades das partículas sólidas: densidade 3,97 g/cm
3
, diâmetro médio, 0,20 mm
e esfericidade 0,7.
O gás de arraste tem as propriedades do ar a 20
o
C e 3,3 atm.
Resposta: Gradiente de pressão no transporte pneumático: 2,03x10
3
dyn/cm
2
.


10. Estimar a potência de bombeamento no mineroduto da SAMARCO:
- Dutos de aço de 45 cm de diâmetro interno;
- Extensão: 400 km;
- Desnível entre a mina de Germano e o terminal de Ubu: 1000 m;
- 12 milhões de toneladas de minério de ferro /ano (polpa com 65% de minério,
em peso)
- Parâmetros reológicos da suspensão a 30
o
C (G.L.V.Coelho, C.Costapinto
Santana e G.Massarani, “Reologia de Suspensões de Minério de Ferro”, Anais
do IX ENEMP, Salvador, 1981).

Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.64
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Waele) - de - Ostwald de (fluido cm / dyn 13 , 0 S
Bingham) de (fluido cm / dyn 10 x 17 , 2 12 , 7 S
2 82 , 0
2 2
λ =
λ + =



Onde S é a tensão cisalhante e λ a taxa de deformação;
- A densidade do minério de ferro é 4,8 g/cm
3
;
- A instalação funciona 300dias/ano.
Resposta: Binghan : 20661 HP (η = 70%), Ostwald-de Wale : 23495 HP (η =
70%).

11. Uma suspensão de minério finamente dividido em água tem o seguinte
comportamento reológico:


Taxa de distensão (s
-1
) 0 3 10 50 100 200 300 600
Tensão cisalhante (g/cms
2
) 0 1,54 4,90 20,4 33,2 53,9 71,9 116


2,5 m
15 m
P
atm
P
atm
Calcular o tempo necessário para carregar
com a suspensão um caminhão com
10 m
3
de capacidade. A tubulação é de
aço comercial e tem 2” de diâmetro (#40)
e comprimento equivalente total 25 m.
Densidade da suspensão: 1,3 g/cm
3
.



Resposta: fator de atrito (f) = 2,88 x 10
-2
; velocidade da mistura, V
M
= 429 cm
3
/s;
Taxa de distensão característica, λ* = 516 s
-1

Viscosidade efetiva, u
ef
= 0,203 cp;
Vazão de suspensão, Q
M
= 0,56 m
3
/min;
Tempo para carregar o caminhão: 18 min.

12. Seja o transporte hidráulico de dolomita, 65/100# Tyler, densidade 2,8 g/cm
3
e
esfericidade das partículas 0,59. O transporte é feito a 30
o
C em tubulação de aço, 4”
de diâmetro: 1500 m na horizontal e 150 m na vertical ascendente. A perda de carga
nos acidentes pode ser estimada em 20% das perdas nos dutos. Vazão mássica de
sólido, 8 ton/h.
Calcular:
a) A vazão de água sabendo que a velocidade da mistura deve ser 20% superior
àquela de deposição das partículas;
b) A potência da bomba para o serviço.
Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.65
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa


• Transporte vertical (formulação das anotações de aula)
• Transporte horizontal (formulação das anotações de aula → cálculo aproximado)
• Transporte vertical (formulação de Santana → cálculo rigoroso)

Velocidade crítica da mistura, abaixo da qual ocorre o depósito de partículas,


077 , 0
p
46 , 0
F
s 3 1
v MC
D
D
1 gD c 34 , 6 V
|
|
.
|

\
|
|
|
.
|

\
|

ρ
ρ
=


Gradiente de pressão,


38 , 1
F
s
23 , 0
p
2 3
2
M
F
v
F T
1
D
D
gD
V
385
L
p
c
L
p
L
p
|
|
.
|

\
|

ρ
ρ
|
|
.
|

\
|
|
|
.
|

\
|
=
|
.
|

\
| ∆

|
.
|

\
| ∆
− −
|
.
|

\
| ∆
− −


onde c
v
é a concentração volumétrica de sólidos.
Resposta: Velocidade crítica de mistura, V
MC
= 189 cm/s; velocidade da mistura no
transporte, V
M
= 227 cm/s; vazão de água, Q
F
= 63,4 m
3
/h; vazão de mistura, Q
M
=
66,2 m
3
/h; carga da bomba, 300 m de coluna de suspensão com densidade u
M
= 1,08
g/cm
3
; potência da bomba (eficiência 0,7), 115 cv (método rigoroso), 85 cv (método
aproximado).

13. Calcular a vazão da água e a potência de bombeamento requeridas para o transporte
hidráulico de 40 ton/h de areia na instalação abaixo esquematizada. Os dutos são de
aço com diâmetro 5” e o sistema deve operar com uma velocidade de mistura 20%
maior que a velocidade crítica de deposição. A perda de carga nos acidentes pode
ser estimada em 25% daquela proporcionada pelos dutos. Temperatura no
bombeamento: 30
o
C. Densidade e esfericidade da areia: 2,6 g/cm
3
e 0,78.


# Tyler Fração retida
35 + 48 0,30
48 + 65 0,40
65 + 100 0,30







Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.66
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

100 m
15 m
80 m
3 m
15 m
9 m



Resposta:
A solução deste problema é obtida através da formulação indicada no problema anterior.
Conclusões: vazão de água, 136 m
3
/h; vazão da mistura areia-água, 151 m
3
/h;
concentração volumétrica de sólido no transporte, 10,2%; potência da bomba, 50 cv
(eficiência 0,6)(pelo cálculo rigoroso de Santana).









Agitação e mistura de líquidos 8.1
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
8. AGITAÇÃO E MISTURA DE LÍQUIDOS
Referências:
MacCabe & Smith, Unit Operations of Chemical Engineering, 5
th
edition, 1993.
Foust et al, Principios das Operações Unitárias, 1980.
Borzani, W. et al, Biotecnologia vol. 3: Engenharia Bioquímica, 1986.
Brodkey, R.S. et al, Transport Phenomena, 1988.

Agitação não é sinônimo de mistura.
Agitação: refere-se ao movimento induzido de um material num caminho específico,
usualmente circulatório, no interior de um tanque.
Mistura: é uma distribuição ao acaso, de um material com outro, de duas ou mais fases
inicialmente separadas.

O termo mistura é aplicado a uma grande variedade de operações, diferindo no
grau de homogeneidade do material misturado.

8.1. AGITAÇÃO DE LÍQUIDOS

A agitação depende do objetivo do processo que inclui:
1. Suspensão de partículas sólidas.
2. Mistura de líquidos miscíveis; ex. metanol e água.
3. Dispersão de um gás através do líquido na forma de pequenas bolhas.
4. Dispersão de um segundo líquido, imiscível com o primeiro, para formar uma
emulsão ou suspensão de gotas finas.
5. Melhorar a transferência de calor entre o líquido e uma serpentina (coil) ou
camisa (jacket).

8.2. EQUIPAMENTOS DE AGITAÇÃO

São tanques usualmente cilíndricos fechados ou abertos ao ambiente.
Em muitas situações usa-se o esquema da figura 8-1 onde o tanque possui um
fundo arredondado para eliminar cantos ou regiões na qual a corrente de fluido não
penetra. A profundidade do tanque é aproximadamente igual ao diâmetro do tanque. Um
Agitação e mistura de líquidos 8.2
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
agitador é montado sobre um eixo, a qual gira através de um motor, conectado
diretamente ao eixo ou através de um redutor de velocidade. Inclue-se também
acessórios como linhas de entrada e saídas, serpentinas, camisa e recipiente para
termômetros (poço) ou termopares.
O agitador cria um escoamento padrão para o sistema, fazendo com que o
líquido circule no tanque e retorne eventualmente ao agitador.


Figura 8-1. Tanque típico para processos de agitação

Movimento do liquido em função do tipo de agitador
Os agitadores são divididos em duas classes:
1. Agitadores para escoamento axial: geram uma corrente paralela com o eixo agitador.
2. Agitadores para escoamento radial: geram uma corrente na direção tangencial ou
radial.
Os três tipos principais de agitadores são: hélices, palhetas e turbinas. Cada um
apresenta vários subtipos (fig. 8-2).
Os outros tipos de agitadores especiais são úteis em certas situações, mas estes
três tipos resolvem 95% dos casos de agitação.
Motor
Superfície do líquido
Termopar
Agitador
Válvula
de dreno
Chicana
Eixo
Redutor de velocidade
Camisa
Dip leg
Motor
Superfície do líquido
Termopar
Agitador
Válvula
de dreno
Chicana
Eixo
Redutor de velocidade
Camisa
Dip leg
Agitação e mistura de líquidos 8.3
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA

Figura 8-2. Tipos de agitadores: (1) Turbina, lâminas planas; (2) turbina, lâminas planas
inclinadas; (3) turbina, lâminas curvas; (4) turbina, disco com lâminas planas; (5)
turbina, disco com lâminas curvas; (6) turbina, ventoinha; (7) hélice; (8) palheta.

8.2.1. Agitadores tipo hélice
Provocam um escoamento axial do fluido e são usados em altas rotações e para
líquidos de baixa viscosidade; dependem da altura de líquido dentro do tanque, mais de
uma hélice podem ser montadas sobre o mesmo eixo. Na figura 8-3 vemos o tipo mais
comum de hélice, bem como a principal direção de escoamento do fluido dentro do
tanque. Esse tipo de agitador é usado quando correntes verticais fortes são necessárias,
como, por exemplo, para colocar e manter em suspensão partículas relativamente
pesadas. Não são usadas quando a viscosidade do líquido ultrapassa os 5000 cP

8.2.2. Agitadores tipo palheta
Esses agitadores produzem um movimento radial e tangencial do líquido, sem
que se note um movimento longitudinal pronunciado. Devido a esse fato, são pouco
utilizados, tanto para dispersão de gases como de partículas sólidas.
Agitação e mistura de líquidos 8.4
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA

Figura 8-3. Escoamento axial, para agitadores tipo hélice, em tanque com chicanas.

Em tanques profundos varias palhetas é montada uma sobre a outra no mesmo
eixo. Controe-se palheta em forma de ancora úteis para prevenir estagnação sobre a
superfície de transferência de calor em tanques encamisados, porem produzem uma
mistura pobre. Trabalham entre 20 e 150 rpm. O comprimento total é de 50 a 80% do
diâmetro interno do tanque. A largura da palheta é 1/6 a 1/10 de seu comprimento. Não
exige chicanas para baixas velocidades, mas no caso de altas faz-se necessária para
prevenir a formação de movimento circulatório do líquido, produzindo pouca mistura.
(fig. 8-2-8).

8.2.3. Agitadores de turbina
As correntes principais produzidas por esses tipos de agitadores são radiais e
tangenciais. O líquido é empurrado contra as paredes do tanque e, ao se chocar contra
estas, divide-se, indo uma parte para cima e outra para baixo (movimento longitudinal)
para, em seguida, retornarem em direção ao eixo e novamente para a turbina. Forma-se,
dessa maneira, um movimento circulatório vertical impedindo que haja, dentro do
tanque, zonas de estagnação. Como dissemos anteriormente, chicanas ou tipos especiais
de turbinas são necessários para evitar-se a formação de movimento circulatório
horizontal e de vórtice. Na figura 8.4, vemos o tipo mais comum de turbina, bem como
a principal direção de escoamento do fluido dentro do tanque. Esses tipos de agitadores
são efetivos em líquidos cuja viscosidade varia numa faixa bastante grande e podem ser
movidos em altas e baixas rotações.
Agitação e mistura de líquidos 8.5
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
Um desses tipos de agitadores é constituído por um disco chato que contém
lâminas verticais, soldadas na parte de baixo, diametralmente opostas (vaned disk); é
muito utilizado quando se quer promover a dissolução de um gás no líquido.
Geralmente, o gás é borbulhado na parte inferior do disco e este se encarrega de apanhar
as bolhas grandes do gás, quebrá-las e dispersa-las através do líquido, aumentando,
dessa maneira, a eficiência do transporte de massa por aumento da superfície específica
gás-líquido. Outro tipo bastante utilizado e que apresenta características semelhantes às
do anterior (quanto à dispersão de gases) é aquele constituído de uma turbina abrigada
por um anel externo, que constitui o rotor e, concêntrico a esse anel, por fora, um outro
estacionário todo perfurado, que constitui o difusor. O difusor pode também ser
constituído de um anel com palhetas. Geralmente o gás é borbulhado pela parte inferior
do agitador e produz-se o mesmo efeito de dispersão citado anteriormente. Esse tipo de
agitador mostra-se também bastante efetivo quando se quer produzir dispersão de
líquidos não-miscíveis (fig. 8-5).

Figura 8-4. Escoamento radial, para agitadores tipo turbina, em tanque com chicanas.

Figura 8-5. Rotor com lâminas curvas verticais e anel de difusão externo.
Agitação e mistura de líquidos 8.6
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
8.2.4. Tubos de aspiração (‘draft tube’)
Quando se quer controlar a direção do escoamento do fluido em sua volta para o
agitador, costuma-se utilizar um tubo ao redor do eixo do agitador, de modo a fazer com
que o líquido, que se chocou com a parede do recipiente, suba até próximo a sua
superfície livre e, em seguida, desça por dentro do tubo e incida sobre o agitador,
aumentando, assim, por aproveitamento das altas velocidades do agitador e do grande
esforço cortante existente nessa zona, a eficiência da agitação. Esse tubo é largamente
empregado quando se quer produzir suspensões de partículas sólidas que tem tendência
a se aglomerar, ou suspensão de líquidos imiscíveis.
Quando o agitador é do tipo hélice, o tubo de aspiração deve envolve-lo
totalmente, de modo que o líquido circule longitudinalmente, como mostra a figura 8-6.
Caso o agitador seja do tipo turbina, o tubo de aspiração é colocado logo acima da
superfície do disco da turbina como mostra a figura 8-7.
Esses tubos de aspiração podem ser construídos de diversas maneiras, quando
possuem furos ou janelas longitudinais, eles provocam um movimento circulatório
vertical ao redor desses orifícios ou janelas e praticamente não se observa o movimento
circulatório horizontal da massa total de fluido.




8.3. ESCOAMENTO PADRÃO EM TANQUES AGITADOS
O tipo de escoamento num tanque agitado depende do tipo de agitador, das
características do fluido, do tamanho e proporções do tanque, chicanas e agitador. A
velocidade do fluido para algum ponto do tanque tem três componentes: radial que atua
Fig. 8-6. Tubo de aspiração com
agitador tipo hélice.
Fig. 8-7. Tubo de aspiração com
agitador tipo turbina.
Agitação e mistura de líquidos 8.7
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
na direção perpendicular ao eixo, longitudinal que atua na direção paralela ao eixo e
tangencial ou rotacional, que age na direção tangente circulando o eixo.
No caso de eixo vertical, os componentes radial e tangencial estão num plano
horizontal, e o componente longitudinal esta no plano vertical.
Os componentes radial e longitudinal são úteis e fornecem o escoamento
necessário para a ação de mistura, enquanto que o componente tangencial é geralmente
desvantajoso.
O escoamento tangencial permiti um movimento circular ao redor do eixo,
criando um vórtice na superfície do líquido , como mostrado na figura 8-8, e ficando
perpetuamente como um escoamento circulatório laminar. Para altas velocidades o
vórtice pode ser tão profundo que alcança o agitador, e o gás gerado acima do líquido é
dirigido para baixo para dentro da carga, geralmente isto é indesejável.

Figura 8-8. Formação de vórtice num sistema sem chicanas.

8.3.1. Prevenção do movimento circulatório do liquido
Com a finalidade de prevenir a formação do movimento circulatório no líquido
em agitação, diversas modificações podem ser introduzidas: colocação do eixo em
posição inclinada, em relação ao eixo do recipiente; colocação do eixo em posição
vertical, porem excêntrico; e colocação de chicanas, que geralmente estão em posição
vertical e de topo com relação à parede do tanque. No caso de agitadores do tipo
turbina, em vez de chicanas para prevenir a formação do movimento circulatório e de
vórtice, pode-se fazer o agitador abrigado por um anel e, concêntrico a este, pelo lado de
fora, colocar-se um anel de difusão (anel perfurado). Uma vez que cessou o movimento
circulatório ao redor do eixo de agitação, o caminho percorrido pelo fluido dentro do
Agitação e mistura de líquidos 8.8
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
tanque depende especificamente do tipo de agitador empregado. Contudo devemos
lembrar que, ao falarmos, mais adiante, em caminho percorrido pelo fluido, estaremos
referindo à corrente principal do fluido e que, independente desta, sempre existirão
correntes secundárias, cuja direção de movimento não é muito bem definida.


Figura 8-10. Agitador por entrada lateral
Figura 8-9. Agitador fora do centro
Agitação e mistura de líquidos 8.9
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
8.4. PROJETO DE TURBINAS “STANDARD”
O projeto de um tanque de agitação tem muitas alternativas como o tipo e a
localização do agitador, as proporções do tanque, os números e proporções das chicanas
e assim por diante. Cada uma dessas decisões afetam a circulação do líquido, a
velocidade padrão, e a potência consumida. Como ponto de partida para projetos em
problemas de agitação, um agitador turbina mostrado na figura 8-11 é comumente
utilizado. As proporções típicas são:

4
1
D
L
5
1
D
W
1
D
E
12
1
D
J
1
D
H
3
1
D
D
a a a
t t t
a
= = =
= = =




Figura 8- . Medidas da turbina (por Rushton et al.)









Figura 8-11. Medidas da turbina.

O número de chicanas é usualmente 4; o número de lâminas do agitador variam
de 4 a 16 mas geralmente é 6 ou 8. As vezes é melhor estudar o desempenho desejado
para um determinado processo. As proporções padrão, nunca foram bem aceitas e isto é
a base de grande números de publicações relacionadas com o desempenho de
agitadores.

J J
H
W
L D
a
E
D
t
Agitação e mistura de líquidos 8.10
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
8.5. O NÚMERO DE ESCOAMENTO
Os agitadores turbina e hélice é em essencia, uma bomba agitadora operando
sem uma carcaça como limite, e com entrada indireta de escoamentos de entrada e
saída. As relações governantes das turbinas são similares a aquelas das bombas
centrífugas. Considerando a lâmina da turbina apresentada na figura 8-12

















Figura 8-12. Vetores velocidade para a extremidade da lâmina do agitador tipo turbina.

Onde: u
2
= velocidade da extremidade da lâmina.
V’
u2
,V’
r2
= velocidades tangencial e radial dos líquidos deixando a extremidade
da lâmina.
V’
2
= Velocidade do líquido total para o mesmo ponto.

Assumindo que a velocidade tangencial do líquido é proporcional a velocidade da
extremidade da lâmina.
n D k ku V
a 2 2 u
π = = ′ (1)
onde: n D u
a 2
π =
A vazão volumétrica através do agitador é dada por
V’
u2
V’
r2
u
2
V’
2
β'
2
Agitação e mistura de líquidos 8.11
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
p 2 r
A V q ′ = (2)
onde W D A
a p
π = , área cilíndrica varrida pelas extremidades das lâminas do agitador.
A partir da geometria da figura 8-12
( )
2 2 u 2 2 r
tan V u V β′ ′ − = ′ (3)
Substituindo por V’
u2
na equação (1), temos:
( )
2 a 2 r
tan k 1 n D V β′ − π = ′ (4)
A vazão, equação (2), após substituir a equação (4), fica:
( )
2
2
a
2
tan k 1 nW D q β′ − π = (5)
Para agitadores geometricamente similares W é proporcional a D
a
, e para um
dado valor de k e β’
2

3
a
nD q α (6)
O razão entre estas duas quantidades é chamado número de escoamento, N
Q
,
definido como:

3
a
Q
nD
q
N = (7)
As equações (5) e (7) mostram que se β’
2
é fixo, N
Q
é constante. Para hélices,
β’
2
e N
Q
podem ser considerados constantes, para turbinas N
Q
é função do tamanho
relativo do agitador e do tanque.
Para tanques agitados com chicanas os seguintes valores são recomendados:
Hélice (inclinada) N
Q
= 0,5
Turbinas 4 lâminas 45
o
(W/D
a
= 1/6) N
Q
= 0,87
Turbinas 6 lâminas planas (W/D
a
= 1/5) N
Q
= 1,3
Estas equações dão a razão de descarga a partir da extremidade do agitador e não
vazão total produzida. Para lâminas de turbinas, a vazão total, estimada a partir do
tempo médio de circulação para partículas dissolvidas é:









=
a
t 3
a
D
D
nD 92 , 0 q (8)
Se D
t
/D
a
= 3 ⇒ q = 2,76nD
a
3
ou 2,61 vezes o valor para o agitador (N
Q
= 1,3).
Agitação e mistura de líquidos 8.12
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
8.6. POTENCIA CONSUMIDA
Uma consideração importante no projeto de tanques agitados é a potencia consumida
pelo motor do agitador. Quando a vazão no tanque é turbulenta, a potencia requerida pode
ser estimada a partir do produto da vazão (q) produzida pelo agitador e a energia cinética E
k

por unidade de volume, isto é:
Q
3
a
N nD q =
e
( )
c
2
2
k
g 2
V
E
′ ρ
=
A velocidade V’
2
é levemente menor que a velocidade de extremidade u
2
. Se a razão
a 2 2 2
nD V , u V απ = ′ α = ′

e a potencia requerida é
( )








π α ρ
= απ
ρ
=
Q
2 2
c
5
a
3
2
a
c
Q
3
a
N
2 g
D n
nD
g 2
N nD P (9)

Na forma adimensional

Q
2 2
5
a
3
c
N
2 D n
Pg π α
=
ρ
(10)
O lado esquerdo da equação (10) é chamado de número de potência, N
p
, definido
por:

ρ
=
5
a
3
c
p
D n
Pg
N (11)
Para a turbina de 6 lâminas padrão, N
Q
= 1,3, e se α é tomado como 0,9, N
p
= 5,2, que é um
bom acordo com observações experimentais.

8.7. AGITAÇÃO DE LÍQUIDO NEWTONIANO
É somente no caso de agitação obtida por agitadores constituídos de palheta, hélice
ou turbina que existem resultados quantitativos, mas, mesmo esses dados, só podem ser
usados no caso particular em que foram obtidos; a análise dimensional permite uma
apresentação racional, mas sempre incompleta.
Como veremos a seguir, sabe-se, que se relacionam entre si as variáveis que intervêm
na agitação de um líquido num dado recipiente ou em recipientes geometricamente
Agitação e mistura de líquidos 8.13
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
semelhantes, mas não é possível ainda ligar quantitativamente esses resultados à qualidade
da agitação obtida.
Para discutirmos como varia a energia posta em jogo na agitação de um líquido
newtoniano, vamos considerar o recipiente com chicanas esquematizado na figura 8-11, no
qual se encontra um líquido mecanicamente agitado. A experiência mostra que a potência
absorvida pelo agitador depende do sistema tanque-agitador, de suas dimensões, da altura do
líquido, da densidade e viscosidade do líquido, da velocidade angular do rotor e da
aceleração da gravidade, ou seja:
P = f(n, D
a
, µ, g, ρ, D
t
, H, E, W, J)
Pela análise dimensional, pode-se chegar a








µ
ρ
=
ρ
n 2 1
a
2 2
a
3
a
3
S , S , S ,
g
D n
,
nD
f
D n
P
L (12)

ou N
p
= f(N
Re
, N
Fr
, S
1
, S
2
, ... S
n
)

Os fatores de forma do misturador são:
.
D
H
S e ,
D
J
S ,
D
W
S ,
D
L
S ,
D
E
S ,
D
D
S
t
6
t
5
a
4
a
3
t
2
t
a
1
= = = = = =
Adicionalmente o número de chicanas e o número de lâminas do agitador devem ser
especificados. Se uma hélice é utilizada a inclinação, pitch, e o número de lâminas é
importante.
O número de Reynolds é:
( )
µ
ρ
α
µ
ρ
=
µ
ρ
=
a 2 a a
2
a
Re
D u D nD nD
N
onde u
2
é a velocidade do agitador.
O número de potência é análogo ao fator de atrito ou um coeficiente de arraste.
O número de Froude, N
Fr
, é a razão entre a tensão inercial e a força gravitacional.
Portanto, para um dado recipiente ou uma série de recipientes geometricamente semelhantes,
o número de potência é função do número de Reynolds e do número de Froude:
N
p
= f(N
Re
, N
Fr
). (13)
A função dada pela equação (13) pode ser representada graficamente. Assim, para
duas séries de sistemas de recipiente-agitador geometricamente semelhantes, diferindo
Agitação e mistura de líquidos 8.14
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
apenas pelo fato de, em uma, não haver chicanas e, na outra, haver determinadas chicanas,
obtêm-se experimentalmente curvas do tipo representado na figura 8-13. Esse tipo de
representação, ou seja, curvas da relação N
p
em função do número de Reynolds, constitui a
maneira mais cômoda para representar resultados relativos à potência de agitação.













Figura 8-13. Número de potência N
p
vs. N
Re
para turbinas de 6 lâminas, com a porção
tracejada da curva D, N
p
lido a partir da figura deve ser multiplicado por N
Fr
m
.

As curvas da figura 8-13 podem ser divididas em quatro trechos:
a) N
Re
< 10 – o movimento é laminar e, como é comum nesse caso, tem-se uma reta de
coeficiente angular –1; não há formação de vórtice;
b) 10 < N
Re
< 300 – há uma transição de movimento laminar para turbulento, ainda sem
vórtice;
c) 300 < N
Re
< 10000 – se não há chicanas no recipiente, começa a se formar um
vórtice e o número de Froude passa a influir; nesse caso, empiricamente, chegou-se à
seguinte expressão de m:
b
N log a
m
Re

= (14)
onde a e b dependem da geometria do agitador; se há chicanas, tem-se o ramo
superior da curva; não há formação de vórtice e o número de Froude não influi sobre
o de potencia (m = 0); linha D da fig. 8-13: a = 1,0 e b = 40,0.
Curva
4 chicanas
N
p

=

P
g
c
/
ρ
n
3
D
a
5

N
Re
= D
a
2
nρ/µ
curva S
1
S
2
S
3
S
4
S
5
S
6
A 0,33 1,0 0,25 0,25 0,1 1,0
B 0,33 1,0 0,25 0,125 0,1 1,0
C 0,33 1,0 0,25 0,125 0,1 1,0
D 0,33 1,0 0,25 0,25 1,0
A

B
C
D
Agitação e mistura de líquidos 8.15
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
d) N
Re
> 10000 – o escoamento é completamente turbulento; se não há chicanas,
continua valendo a mesma expressão de m; se há chicanas, m continua nulo e o
número de potência torna-se independente também do número de Reynolds.

Como vimos anteriormente é conveniente usar chicanas, evitando, assim, o vórtice, pois,
nessas condições, agitação é muito mais eficiente.
Agitadores tipo hélices ou turbinas consomem menos potência quando se utilizam
laminas inclinadas no lugar das verticais.

8.8. CALCULO DO CONSUMO DE POTÊNCIA
O consumo de potência é calculado pela combinação da equação (12) e a definição
de N
p
para dar:
c
5
a
3
p
g
D n N
P
ρ
=
Para número de Reynolds elevados em tanques sem chicanas vale a relação:
( )
n 2 1 Re
m
Fr
p
S , S , S , N f
N
N
L =
O N
p
lido na curva da figura 8.13 deve ser corrigido por um fator N
Fr
m
.

EXEMPLOS 8.1 e 8.2 (exercícios 1 e 2)

8.8.1. Agitação de líquido Newtoniano contendo bolhas (Borzani)
Se, como acontece comumente na industria de fermentação, há bolhas no líquido e a
agitação é turbulenta, a potência para a agitação é inferior à necessária na ausência de
bolhas. Isso é particularmente importante se a quantidade de ar é apreciável (10 a 20% em
volume) e se ele se encontra nas vizinhanças do agitador; é o que ocorre se o gás é
introduzido no tanque por orifícios situados abaixo do agitador. Visualmente, observa-se que
o gás se concentra nas proximidades do eixo do agitador; com isso, a densidade do meio cai
nessa região e, portanto, a potência necessária também diminui. Há exemplos em que 5% de
ar no liquido podem reduzir a potência de 75%. Se as bolhas que sobem através do liquido
não entram em contacto efetivo com o agitador, a redução da potência é muito pequena.
Essa redução depende muito, também, do tipo de agitador.
Agitação e mistura de líquidos 8.16
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
Vários estudos experimentais foram feitos com o objetivo de obter fórmulas que
permitam o cálculo da potência de agitação em líquidos com bolhas. Entretanto esses
estudos foram geralmente feitos com água e com líquidos simples. Pouquíssimo existe para
outros líquidos; pode-se citar Sachs, que trabalhou com óleos, e Bimbenet, com corn syrup.
Ohyama e colaboradores, trabalhando com o sistema água-ar, chegaram á conclusão de
que a redução de potência devida a bolhas pode ser expressa por
( )
a g
N f P P =
onde N
a
é um adimensional chamado, por esses pesquisadores, de 'número de aeração’, e
definido por
3
a
a
nD
Q
N =
Nas experiências que realizaram, N
a
variou de 0 a 0,12, e P
g
/P de 1,0 a 0,3; resultaram,
para o sistema ar-água e diversos tipos de agitadores, as curvas da Fig. 8-13A. Calderbank e
Moo-Young, para o sistema água-ar, também obtiveram correlações válidas em pequenos
intervalos das variáveis. Mais tarde, Michel e Miller , estudando a agitação de sistemas
líquido-gás numa faixa relativamente larga de valores das variáveis,

densidade do liquido, entre 0,8 e 1,65 g/cm
3
,
viscosidade do liquido, entre 0,9 e 100 cp, e
tensão superficial, entre 27 e 72 dyn/cm,

obtiveram a correlação
P
g
∝ (P
2
nD
a
3
/Q
0,56
)
0,45

Essa expressão empírica não correlaciona adimensionais e, portanto, não se mantém
necessariamente válida quando mudam as dimensões do sistema, mesmo se for mantida a
semelhança geométrica. Evidentemente, é falha para valores extremos de Q. Além disso,
para soluções de substâncias tenso-ativas, podem variar os valores da constante de pro-
porcionalidade e do expoente. Apesar disso, é a melhor correlação que se possui para
sistemas líquido-gás, pois é pouco sensível às propriedades do fluido, ao modo de introduzir
o ar no liquido e, mesmo, à geometria do sistema.




Agitação e mistura de líquidos 8.17
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA

Figura 9-13A. Exemplos de redução da potência necessária para agitar líquidos com bolhas.
para diversos tipos de agitadores. A: turbina de pás planas (n
p
= 8), B: ventoinha (n
p
= 8),
C: ventoinha (n
p
= 6), D: ventoinha (n
p
= 16), E: ventoinha (n
p
= 4), F: palheta ( D
t
/D
a
= 3,
J/D
t
= 0,1, D
t
/E = 3).

O fato de ainda não se possuir sequer uma correlação entre adimensionais e as
considerações feitas acima mostram bem como são pouco conhecidos tais sistemas. Michel e
Miller tentaram introduzir, nas correlações, a tensão interfacial que, à primeira vista, parece
ser uma variável importante no fenômeno, mas concluíram que ela parece não influir.
Entretanto as substâncias tenso-ativas alteram a expressão.





N
a
x 10
2
P
g
/
P

Agitação e mistura de líquidos 8.18
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
8.8.2. Potência consumida em líquidos não Newtonianos
O número de potência para líquidos não Newtonianos é definido da mesma maneira
dos fluidos Newtonianos. O número de Reynolds não é facilmente definido, porque a
viscosidade aparente do fluido varia com o gradiente de velocidade e este varia
consideravelmente de um ponto a outro no tanque. Temos que a viscosidade aparente é:
dy du
y
a

τ
= µ (15)
Para líquidos dilatantes e pseudoplasticos, temos pela lei da potência:
n
y
dy
du
k

− = τ (16)
Combinando a equação (15) e (16),

1 n
a
dy
du
k
− ′
= µ (17)

Dados experimentais para uma variedade de líquidos dilatantes e pseudoplásticos
indicam que a taxa de deformação é uma função linear da velocidade do agitador, isto é:
n 11
dy
du
av
= (18)

Combinando (17) e (18)
( )
1 n
a
n 11 k
− ′
= µ (19)
O N
Re
fica

k 11
D n nD
N
1 n
2
a
n 2
a
2
a
Re
− ′
′ −
ρ
=
µ
ρ
= (20)

A figura 8-14 mostra a correlação para turbina de 6 lâminas em fluidos pseudoplasticos.
Para N
Re
< 10 e acima de 100 os resultados com fluidos pseudoplasticos são os mesmos dos
Newtonianos. Na faixa intermediaria 10 < N
Re
<100 o líquido pseudoplastico consome
menor potência.

Agitação e mistura de líquidos 8.19
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA













Figura 8-14. Correlação de potencia para uma turbina de 6 lâminas em líquidos não-
Newtonianos.

EXEMPLO 8.4 (exercício 4)

8.9. MISTURA
Depende de medidas sobre como é definida para o experimento em particular. Muitas
vezes o critério para uma boa mistura é visual, como pela mudança de cor num indicador
ácido-base para se determinar o tempo de mistura. Outro critério inclui a taxa de decaimento
das flutuações da concentração seguido pela injeção de um contaminante no escoamento do
fluido, as variações nas análises de pequenas amostras tomadas ao acaso a partir de varias
partes da mistura, a taxa de transferência de uma fase liquida para outra, e, na mistura
sólido-líquido, a observação visual da uniformidade da suspensão.

8.9.1. Tempo de mistura de líquidos miscíveis
Um dos métodos de estudar a mistura de dois líquidos miscíveis, é injetar uma
quantidade de HCl para um equivalente de NaOH e o tempo requerido para o indicador
mudar de cor. Esta é uma medida da mistura molécula-molécula. A mistura próxima ao
agitador é rápida, com uma mistura mais lenta em outras regiões dependendo da taxa de
circulação no bombeamento.
Não Newtoniano
Newtoniano
4 Chicanas
Sem Chicanas
N
p

=

P
g
c
/
n
3
D
a
5
ρ

N
Re
= nD
a
2
ρ/µ ou N
Re n
= nD
a
2
ρ/µ
a

Agitação e mistura de líquidos 8.20
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
A figura 8.15 mostra uma correlação para o tempo de mistura de uma turbina. O fator
de mistura adimensional f
t
é definido como:
( )
6 1
a
2
2 1
t
2
t
a
T
2 3
t
2 1
2 1
a
6 1
3 2
2
a
T t
D n
g
H
D
D
D
nt
D H
D g nD
t f
























= = (21)
Onde t
T
é o tempo de mistura em segundos. O número de Froude na eq. (21) implica a
formação de vórtice, a qual pode estar presente para baixos número de Reynolds, mas é
duvidoso o quanto este termo deve contribuir em tanques com chicanas para números de
Reynolds elevados. Quando N
Re
> 10
5
, f
t
é quase constante a um valor de 5.

Figura 8-15. Correlação para o tempo de mistura de líquidos miscíveis num tanque com
chicanas e agitador tipo turbina. Onde:
( )
2 3
t
2 1
2 1
a
6 1
3 2
2
a
T t
D H
D g nD
t f =


EXEMPLO 8.5 (exercício 5)



µ
ρ
=
2
a
Re
nD
N


f
T
Agitação e mistura de líquidos 8.21
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
8.10. SCALE-UP

Em sistemas de agitação existem muitos problemas complexos como: mistura de
fluidos altamente não Newtonianos e processos multifases, porem são utilizados projetos
padrão. O objetivo no projeto de agitadores durante o scale-up é obter o mesmo resultado do
processo em pequena escala com o processo em grande escala.
Similaridade geométrica: Manter a mesma similaridade geométrica durante o scale-up
permite a definição do fator de escala R:
1 2 1 2 1 2 1 2 1 t 2 t 1 a 2 a
J J E E H H W W D D D D R = = = = = = (21)
Onde o subscrito 1 é o pequeno agitador e o 2 o grande agitador.
Como V = πD
t
2
H, usualmente D
t
= H, logo V = πD
t
3
, e o fator de escala em termos de
volume fica:
( )
3 1
1 2
1 t
2 t
V V
D
D
R = =
O tamanho da unidade de agitação é determinado pelo tempo de processamento. Por
exemplo:
• Num reator o tamanho do tanque é governado pela vazão de produto desejada e a
cinética da reação (tempo de reação).
• Para dispersar um sólido num liquido, o tamanho é governado pela vazão desejada
do sólido e do liquido e o tempo requerido para dispersar os sólidos.

8.10.1. Procedimento Scale-up para escoamento turbulento com três ou mais testes de
volume

Neste caso o Scale-up (ou scale-down) é obtido pela analise experimental em
recipientes de vários tamanhos.
O teste começa a ser feito no menor diâmetro recomendado, cerca de 1 ft com um
volume de 5 a 10 galões, seguido por um recipiente de 2 ft de diâmetro e assim por diante.
Cada tanque é equipado com um motor de velocidade variável e um dinamômetro para
medir a potência.
Agitação e mistura de líquidos 8.22
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
Os dados são expressos como P/V e V ou T
q
/V e V. Faz-se então dois gráficos log
(P/V) versus log V e log(T
q
/V) versus log V. Aquele que apresentar o comportamento mais
linear é usado para extrapolar até o volume final. As equações utilizadas são:

( ) ( ) ( ) ( )
s
1
s
1 t 2 t 1 2
R V P D D V P V P = = (22)
( ) ( ) ( ) ( )
x
1
q
x
1 t 2 t
1
q
2
q
R V T D D V T V T = = (23)
Onde: s, x = expoentes do scale-up
P/V = potência por unidade de volume
T
q
/V = torque por unidade de volume
R = fator de escala
Subscritos 1 e 2 = recipientes de diferentes tamanhos

8.10.2. Procedimento Scale-up para escoamento turbulento com dois testes de volume
A equação utilizada é de Rautzen, Corpstein e Dickey:
n
1
n
2 a
1 a
1 2
R
1
N
D
D
N N








=








= (24)
Onde n é o expoente de scale-up, resolvendo a equação (24) para n, temos:

( )
( )
1 a 2 a
2 1
D D ln
N N ln
n = (25)
O diâmetro do agitador do tanque do processo (D
a3
) é determinado assumindo
similaridade geométrica (eq. 21) e a equação (24) é utilizada para a determinação da
velocidade do agitador N
3
.

8.10.3. Procedimento para scale-up para escoamento turbulento com um teste de volume

É menos recomendável em relação aos anteriores. Baseia-se nos seguintes
procedimentos:
1. Igual movimento dos líquidos
Neste caso a similaridade cinemática será mantida especialmente para processos
sensíveis ao escoamento, assim o torque por unidade de volume é constante.
Agitação e mistura de líquidos 8.23
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA

( )
( )
1
V T
V T
1
q
2
q
= (26)
Fazendo uso da similaridade geométrica, eq. (21), temos que:

( )
( )
1
u
u
D N
D N
V T
V T
2
1
2
2
2
1 a
2
1
2
2 a
2
2
1
q
2
q
= = = (27)
A eq. (27) mostra que a velocidade na extremidade da turbina é a mesma para o volume 1 e
2 para um torque por unidade de volume constante.
Usando a equação (24),

n
1
1
2 a
1 a
1 2
2
1 a
2
1
2
2 a
2
2
R
1
N
D
D
N N D N D N








=








= ⇒ = (28)
A eq. (28) mostra que o expoente n = 1, porém pela eq. (26) x = 0.
Como
f q
C
N
P
N 2
P
T =
π
= ; substituindo em (26):
( )
( )
( )
( )
1 R
V P
V P
D
D
V P
V P
N
N
V P
V P
V N P
V N P
V T
V T
1
1 1
2 2
1 t
2 t
1 1
2 2
2
1
1 1
2 2
1 1 1
2 2 2
1
q
2
q
= = = = = (29)
A eq. (29) mostra que o expoente da potencia por unidade de volume, s = -1

2. Igual transferência de massa
Neste caso, a potencia por unidade de volume é mantida constante, e os diâmetros
das bolhas ou gotas são mantidos (ocorre transferência de massa na superfície da bolha).

( )
( )
1
V P
V P
1
2
= (30)
E o expoente da potencia por unidade de volume é s = 0.
Como P/V ∝ N
3
D
a
2
⇒ N
2
= N
1
(D
a1
/D
a2
)
2/3
, logo n = 2/3.
Similarmente o expoente do torque por unidade de volume é x = 2/3.

3. Igual tempo de mistura
Neste caso a velocidade do agitador permanece constante, logo N
1
= N
2
.
Como P/V ∝ N
3
D
a
2
, então:
( ) ( ) ( )
2
1 a 2 a 1 2
D D V P V P = (31)

Agitação e mistura de líquidos 8.24
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
E o expoente da potencia por unidade de volume é s = 2.
Como N
2
= N
1
(1/R)
n
e N
2
= N
1
, logo n = 0.
É facilmente analisado que o expoente do torque por unidade de volume é x = 2.
Um sumário dos valores dos expoentes s, x e n das equações (22), (23) e (24) é
apresentado na tabela 8.1.

TABELA 8.1
Expoentes scale-up para escoamento turbulento
Critério scale-up
mais importante
Valor de s para
eq. (22)
Valor de x para
eq. (23)
Valor de n para
eq. (24)
(1) movimento igual do fluido -1,0 0.0 1.0
(2) suspensões de sólidos iguais -0,55 0.5 3/4
(3) Transferência de massa igual 0.0 2/3 2/3
(4) superfície igual 0.45 1.0 0,5
(5) tempo de mistura iguais 2.0 2.0 0.0


8.11. PROCEDIMENTO SCALE-UP PARA ESCOAMENTO LAMINAR

Na agitação laminar, os dados experimentais confirmam que o número de potência e
o numero de Reynolds estão relacionados por:

Re
L
p
N
K
N = (32)
Logo,
c
3
a
2
L
g
D n K
P
µ
= (33)
Em tanques com chicanas e número de Reynolds elevados (> 10000) o número de potência é
independente do número de Reynolds, e a viscosidade não é um fator, neste caso:

T p
K N = (34)
Logo,
c
5
a
3
T
g
D n K
P
ρ
= (35)
As magnitudes das constantes K
T
e K
L
para vários tipos de agitadores e tanques são
mostrados na tabela 8.2.
Agitação e mistura de líquidos 8.25
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
TABELA 8.2
Valores das constantes K
L
e K
T
nas equações (33) e (35) para
tanques com chicanas, com 4 chicanas de largura de 10% do
diâmetro do tanque.
Tipo de agitador K
L
K
T
Hélice, três laminas
Pitch 1,0 41 0,32
Pitch 1,5 55 0,87
Turbina
Disco, 6 laminas (S
3
= 0,25, S
4
= 0,2) 65 5,75
Curva, 6 laminas (S
4
= 0,2)

70 4,80
Inclinada, 6 laminas (45
o
, S
4
= 0,2) - 1,63
Inclinada, 4 laminas (45
o
, S
4
= 0,2) 44,5 1,27
Palheta plana, 2 laminas (S
4
= 0,2) 36,5 1,70
Ancora 300 0,35

O procedimento de scale-up em escoamento laminar é exatamente o mesmo do escoamento
turbulento, porem para o projeto em um único tanque vale os seguintes expoentes para a
potencia por unidade de volume (s), equação (22).

TABELA 8.3
Scale-up para escoamento laminar, utilizando a eq. (22)
Critério Expoente s
(1) Transferência de calor igual por unidade de volume 8
(2) Coeficiente de transferência de calor igual 2
(3) Tempo de mistura iguais 0
(4) Velocidades iguais -2
(5) Número de Reynolds iguais -4

Exemplo 8.3 (M) (exercício 3). Exemplo 8.6 (Brodkey) (exercício 6).
Exemplo 8.7 (Brodkey) (exercício 7). Exemplo 8.8 (Gupta) (exercício 8).


Agitação e mistura de líquidos 8.26
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
Exercícios:
1. Uma turbina de 6 laminas planas é instalada no centro de um tanque vertical. O tanque
tem 1,83 m de diâmetro; a turbina tem 0,61 m de diâmetro e é posicionada 0,61 m do
fundo do tanque. As laminas da turbina tem 127 mm de largura. O tanque é cheio com
uma profundidade de 1,83 m com uma solução de 50 % de soda caustica, a 65,6
o
C, com
uma viscosidade de 12 cP e uma densidade de 1498 kg/m
3
. A turbina opera a 90 rpm. O
tanque possui chicanas. Qual a potencia para operar o misturador?

2. Qual seria a potencia requerida no tanque descrito no exercício 1 se ele não possuísse
chicanas?

3. O misturador do exercício 1 é usado para uma misturar um composto de borracha de
látex com uma viscosidade de 1200 cP e uma densidade de 1120 kg/m
3
. Qual a potencia
requerida?

4. Calcular a potencia necessária para a agitação num tanque cilíndrico, mediante uma
turbina de laminas simples, em cada uma das situações dadas abaixo. A densidade do
liquido é 62,3 lb/ft
3
. O número de Reynolds mínimo para a misturação adequada é 270.
O diâmetro da turbina é de 1 ft.
a) Líquido pseudoplástico (k = 1,0, n = 0,9)
b) Fluido newtoniano (µ = 1,0 lb/ft s)
c) Fluido dilatante (k = 1,0, n = 1,1)

5. Um tanque agitado de 1,83 m de diâmetro possui uma turbina de 0,61 m de diâmetro e 6
laminas, fixa no agitador acima do fundo do tanque, com uma rotação de 80 rpm. É
proposto utilizar este tanque para neutralizar uma solução aquosa diluída de NaOH a
70
o
F com uma quantidade estiquiometricamente equivalente de acido nítrico
concentrado (HNO
3
). A profundidade final do liquido no tanque é 1,83 m. Assumindo
que o acido é adicionado no tanque num mesmo instante, qual o tempo para a
neutralização ser completa?

6. Um agitador tipo turbina de 9 in de diâmetro consiste de 4 laminas de 45
o
de inclinação,
num tanque de 30 in de diâmetro com 4 chicanas. A unidade é cheia a uma altura de 30
Agitação e mistura de líquidos 8.27
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
in com um fluido de viscosidade de 10 cP e gravidade especifica de 1,1. O agitador
opera a uma velocidade de 300 rpm. Calcular a potencia por unidade de volume e o
torque por unidade de volume se a razão E/D
t
= 0,3.

7. Uma engenheira tem que projetar um reator com capacidade de 12000 gal para agitar o
material do exercício 6. Ela é capaz de obter os mesmos resultados do processo nas
seguintes unidades geometricamente similares sob as condições dadas na tabela.

Descrição Unidade do laboratório Unidade planta piloto
Diâmetro do tanque, in 10 30
Diâmetro do agitador, ft 0,25 0,75
Tipo de agitador-4 laminas, tipo turbina, 45
o
de pitch
SIM SIM
H/D
t
1,0 1,0
D
t
/J 12 12
Número de chicanas 4 4
Velocidade, rpm 690 271
Número de Reynolds 7342 2,595 x 10
4

Volume da unidade, gal 3,40 91,79
Potencia, hp 9,33 x 10
-3
0,1374
Torque, in. lbf 0,8525 31,95
P/V, hp/gal 2,744 x 10
-3
1,497 x 10
-3

T
q
/V, in.lbf/gal 0,2507 0,3481

8. Um detergente líquido com densidade de 1400 kg/m
3
, µ = 1kg/m.s, σ = 0,0756 N/m é
misturado num tanque de 2,75 m de diâmetro. Os experimentos foram realizados num
tanque de pequena escala com diâmetro de 0,228 m e a potencia requerida para encontrar
o mesmo resultado do processo é medida em vários valores de razões geométricas. A
mínima potencia para o resultado do processo constante foi encontrado com os valores
padrão.
Tendo fixado a geometria para experimentos preliminares, três tanques de D
t
= 0,228,
0,457 e 0,915 m são usados e a rpm do agitador determinado experimentalmente de
Agitação e mistura de líquidos 8.28
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
maneira a encontrar o mesmo resultado do processo. As velocidades cíclicas são
encontradas com os seguintes valores:
Tanque No. D
t
N (rpm) para o mesmo resultado do processo
1 0,228 1273
2 0,457 637
3 0,915 318

Obter N
Re
, N
Fr
, N
We
, velocidade na extremidade do agitador, potencia, potencia por
unidade de volume, etc. como uma função do volume do tanque e decidir qual a melhor
regra para o scale-up.























Agitação e mistura de líquidos 8.29
Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA
Resultado do exercício 8.8
densidade= 1400 kg/m
3

viscosidade = 1 kg/m s
tanque 1.000 2.000 3.000
Dt (m) 0.228 0.457 0.915
n (rpm) 1276.000 637.000 318.000
N
Re
171.971 344.910 690.246
N
Fr
3.504 1.750 0.873
v (m/s) 5.080 5.083 5.080
Np 3.700 3.700 4.000
P (W) 126.327 508.474 2200.467
P/V (W/m
3
) 13577.562 6786.577 3659.164
P (HP) 0.169 0.682 2.951



n (rpm) Potência (hp)
30 1 1/2
37 2
45 3
56 5
68 7 1/2
84 10
100 15
125 20
155 25
190 30
230 40
etc... 50
60
75
100
125
150
200
250
300
350
400
450
500
600

American Gear Manufacturesrs' Association: AGMA - velocidades e potências de motores
padrão

Revisão

1.1

UNIDADES E DIMENSÕES A medida de qualquer grandeza física pode ser expressa como o produto de dois valores, sendo um a grandeza da unidade escolhida e o outro o número dessas unidades. Assim, a distância entre dois pontos pode ser expressa com 1 m, ou como 100 cm ou então como 3,28 ft. O metro, o centímetro e o pé (foot) são respectivamente as grandezas das unidades e 1, 100 e 3,28 são os correspondentes números de unidades. Quando a magnitude da quantidade medida depende da natureza da unidade escolhida para se efetuar a medida, diz-se que a quantidade em questão possui dimensão. Dimensões: são conceitos básicos de medidas tais como: comprimento (L), massa (M), força (F), tempo (T) e temperatura (θ). Unidades: são as diversas maneiras através das quais se pode expressar as dimensões. Exs: Comprimento – centímetro (cm), pé (ft), polegada (in) Massa – grama (g), libra massa (lbm), tonelada (ton) Força – dina (di), grama força (gf), libra força (lbf) Tempo – hora (h), minuto (min), segundo (s) • Regra para se trabalhar corretamente com as unidades: Tratar as unidades como se fossem símbolos algébricos.

Não se pode somar, subtrair, multiplicar ou dividir unidades deferentes entre si e depois cancela-las. 1 cm + 1 s é 1 cm + 1s No entanto, em se tratando de operações cujos termos apresentam unidades diferentes, mas com as mesmas dimensões, a operação pode ser efetuada mediante uma simples transformação de unidades. 1 m + 30 cm (dois termos com dimensões de comprimento) 1 m = 100 cm então, 1 m + 30 cm = 100 cm + 30 cm = 130 cm

SISTEMAS DE UNIDADES As grandezas básicas e as derivadas podem ser expressas nos vários sistemas de unidades.

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Revisão

1.2

I. Dimensões básicas MLTθ (sistema absoluto) I.a – Sistema Internacional de Unidades (S.I.) Este sistema está sendo adotado internacionalmente e baseia-se no anterior sistema metro-quilograma-segundo (M. K. S.) no qual as unidades básicas são as seguintes: Comprimento – metro (m) L Massa – quilograma (kg) M Tempo – segundo (s) T Temperatura – Kelvin (K) θ Este sistema é uma modificação do sistema C.G.S. em que se usam unidades maiores. A unidade de força, chamada Newton, é a que dará uma aceleração de 1 metro por segundo por segundo e uma massa de 1 quilograma. A unidade de energia, o Newton-metro, é 107 ergs e chama-se joule. A unidade de potência, igual a 1 joule por segundo, é o watt. I.b – Sistema pé-libra-segundo (F.P.S.) Neste sistema usam-se as seguintes unidades básicas: Comprimento – pé (ft) L Massa – libra massa (lbm) M Tempo – segundo (s) T Temperatura – Rankine (R) θ A unidade de força, o poundal, é a força que provocará uma aceleração de 1 pé por segundo por segundo a uma massa de 1 libra massa, ou seja: 1 poundal = 1 (libra massa) (pé) (segundo)-2 I.c – Sistema Métrico Absoluto ou C.G.S. Neste sistema as unidades básicas são as seguintes Comprimento – centímetro (cm) L Massa – grama (g) M Tempo – segundo (s) T Temperatura – Kelvin (K) θ A unidade de força é a força que dará a uma massa de 1 grama aceleração de 1 centímetro por segundo por segundo e chama-se dina. Portanto, 1 dina = 1 (grama) (centímetro) (segundo)-2 A unidade de energia correspondente é o dina-cm que se chama erg.
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Revisão

1.3

II. Dimensões básicas FLTθ (sistema gravitacional) II.a. Sistema Britânico Gravitacional Este sistema usa também o pé e o segundo para unidades de comprimento e tempo, mas emprega a libra força para terceira unidade fundamental. A libra força é definida como a força que imprime à massa de uma libra uma aceleração de 32,174 pé por segundo por segundo. Portanto, as unidades fundamentais são: Comprimento – pé (ft) L Força – libra força (lbf) F Tempo – segundo (s) T Temperatura – Rankine (R) θ A unidade de massa neste sistema chama-se slug e é a massa que recebe uma aceleração de 1 pé por segundo por segundo com a aplicação de 1 libra força, isto é: 1 slug = 1 (libra força) (pé)-1 (segundo)2 A unidade de energia é o pé-libra força, mas se designa sempre como o pé-libra. II.b – M.K.S. técnico ou gravitacional Este sistema tem como unidade de força o quilograma força (kgf), que é a força que dará uma aceleração de 9,81 metro por segundo por segundo a uma massa de 1 quilograma. Sua unidades são: Comprimento – metro (m) L Força – quilograma força (kgf) F Tempo – segundo (s) T Temperatura – Kelvin (K) θ A unidade de massa neste sistema é a U.T.M. (unidade técnica de massa). No sistema absoluto, a unidade de força é definida pela lei de Newton em termos de massa e aceleração, ou seja: F=ma (F) = (ML/T2)

Então o quilograma (kg) e a libra massa (lbm) são definidas independentemente da lei de Newton, enquanto que o Newton (N) e o poundal são unidades de força derivadas pela própria lei.

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Revisão

1.4

Já no sistema gravitacional a unidade de massa é que passa a ser definida pela lei de Newton em termos de força e aceleração. Então: m = F/a (M) = (FT2/L)

Desse modo resulta que o quilograma força (kgf) e a libra força (lbf) são definidas independentemente da lei de Newton enquanto que UTM e slug são unidades derivadas. Como unidades de força e massa podem ser definidas independentemente da lei de Newton, surge a necessidade de utilizar-se um fator de conversão para tornar a equação dimensionalmente consistente. F=Kma ou

F=

1 ma gc

Então:

K=

F 1 = ma g c

No sistema internacional de unidades S.I. por exemplo, a unidade de força é o Newton então:

K=

1N kg m s 2

ou

gc =

1 kg m N s2

Deste modo :  1N  2  F=  kg m s 2 (1kg ) 1 m s = 1 N  
No sistema C.G.S. a unidade de força é a dina, portanto:

(

)

K=

1 dina g cm s 2

ou

gc =

1 g cm dina s 2

Sendo assim :  1 dina  (1 g ) 1 cm s 2 = 1 dina  F= 2  g cm s 

(

)

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

Revisão

1.5

III. Dimensões básicas FMLTθ (sistema híbrido) III.a. No sistema Inglês de Engenharia (English Engineering System), a unidade de força é a libra força (lbf), a unidade de massa é a libra massa (lbm), a unidade de comprimento é o pé (ft), a unidade de tempo é o segundo (s) e a unidade de temperatura o grau Rankine (R). Neste sistema exige-se que o valor numérico da força e da massa sejam os mesmos na superfície terrestre. Então: F = K 1 lbm g ft/m2 = 1 lbf e

K=

1 lbf g lbm ft s 2

O valor numérico escolhido para o K é de 1/32,174 que é o mesmo valor da aceleração da gravidade em ft/s2 ao nível do mar e a 45 de latitude. Resulta que:

K=

1 , gc

onde

g c = 32,174

lbm ft lbf s 2

III.b. Da mesma forma é definido o gc para um outro sistema híbrido que tem como unidade de força o quilograma força (kgf), de massa o quilograma (kg), de comprimento o metro (m), de tempo o segundo (s) e de temperatura o grau Kelvin (K). Portanto,

g c = 9,81

kg m kgf s 2
Unidades Força Newton* poundal* dina* libra força Massa Quilograma libra massa grama Slug* Tempo segundo segundo segundo segundo Temperatura Kelvin Rankine Kelvin Rankine

SISTEMA

Dimensões básicas Comprimento Metro MLTθ Pé Centímetro Pé

SI FPS CGS British Gravitacional System FLTθ MKS técnico

Metro

quilograma força

UTM*

segundo

Kelvin

* - unidades derivadas pela lei de Newton.
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa

B-18. PLUG DISC – disco de cunha. A-29. B-19. A-26.Revisão 1. B-17. A-27.6 DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA ENG 184 – OPERAÇÕES UNITÁRIAS DA INDÚSTRIA QUÍMICA I Notas Complementares CRANE – Nomenclature. tipo plug GLOBE AND ANGLE VALVES – válvulas globos e válvula ângulo SWING CHECK VALVES – válvulas de retenção de portinhola LIFT CHECK VALVES – válvulas de retenção de levantamento TILTING DISC CHEC VALVES – válvulas de retenção de disco inclinado STOP-CHECK VALVES – válvulas de retenção tipo bloqueio FOOT VALVES WITH STRAINER – válvulas de pé com crivo BALL VALVES – válvulas esferas BUTTERFLY VALVES – válvulas borboleta PLUG VALVES AND COCKS – válvulas plug e registro STRAIGHT-WAY – passagem reta 3-WAY – três vias MITRE BENDS – curvas em gomos STANDARD ELBOWS – cotovelos ou joelhos padrões STANDARD TEE – te padrão 90 PIPE BENDS – curvas de 90 FLANGED OR BUTT-WELDING 90 ELBOWS – joelho de 90 (flangeado ou soldado) POPPET DISC – disco corrediço HINGED DISC – disco com articulação FLOW THRU RUN – com fluxo direto FLOW THRU BRANCH – com fluxo ramal Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . 3-2. A-28. A-6. DOUBLE DISC. disco duplo. pags. A-30. B-16. A-3. B-11. RIVETED STEEL – aço rebitado CONCRETE – concreto WOOD STAVE – madeira aparelhada CAST IRON – ferro fundido GALVANIZED IRON – ferro galvanizado ASPHALTED CAST IRON – ferro fundido asfaltado COMMERCIAL STEEL – aço comercial DRAWN TUBING – tubo estirado (tubulação moldada por extrusão) CARBON STEEL – aço carbono ALLOY STEEL – aço liga STAINLESS STEEL – aço limpo inoxidável GATE VALVES – válvula gaveta WEDGE DISC. A-23. A-24. A-25. B-10.

1”. 80.B. Todos esses tubos são designados por um número chamado “Diâmetro Nominal” ou “Bitola Nominal”. o diâmetro externo é sempre o mesmo variando apenas o diâmetro interno. Entretanto para cada diâmetro nominal. Dessas todas.Revisão 1. 22”. Quando a espessura deles corresponde à série 20. 16”.B. 36”. ainda estão em uso corrente.36. Silva Telles Os diâmetros comerciais dos “tubos para condução” de aço-carbono e de aço-liga estão definidos pela norma americana ANSI. que não tem correspondente exato nos números de série.10 abrange tubos desde 1/8” até 36” e a norma ANSI. Os diâmetros nominais de 1 ¼”. 4”.250” e o diâmetro interno vale 8. 100. A série completa de 1/8” até 36” inclui um total de cerca de 300 espessuras diferentes.36. Por exemplo os tubos de aço de 8” de diâmetro nominal.36. cerca de 100 apenas são usuais na prática e são fabricadas corretamente. 24”. 30”.625”. de acordo com a espessura dos tubos. e assim por diante. exceto em casos muitos especiais. sendo próximo da série 160. para a maioria do diâmetros nominais apenas algumas dessas espessuras são fabricadas. embora constem nos catálogos.36. 60. a espessura vale 0. 1 1/4”. 120. De 1/8” até 12” o diâmetro nominal não corresponde a nenhuma dimensão física dos tubos. de 14” até 36” o diâmetro nominal coincide com o diâmetro externo dos tubos.10 e para os tubos de aços inoxidáveis pela norma ANSI. 20. As demais espessuras fabricam-se apenas por encomenda.10 são os seguintes: 1/8”.B. 3 1/2”.36. 3 ½” e 5”.625”. Os diâmetros nominais padronizados pela norma ANSI. para a série 80. Para os tubos acima de 10”.B.10 os tubos de cada diâmetro nominal eram fabricados em três espessuras diferentes conhecidas como: “Peso Normal” (Standard-STD). 140 e 160 sendo que. Antes da norma ANSI. 1/2". 20”.B. 5”.125”. Fabricam-se ainda os tubos até 8” com a espessura XXS. 40. 12”. “Extra Forte” (Extra-strong-XS) e “Duplo Extra Forte” (Double extra-strong-XXS). O número de série é um número obtido aproximadamente pela seguinte expressão: Série (Schedule Number) = 1000 P/S em que: P = pressão interna de trabalho em psig S = tensão admissível do material em psia A citada norma padronizou as séries 10.322” e o diâmetro interno 7. 2 ½”.10 foram adotadas as séries Schedule Number para designar a espessura (ou peso) dos tubos. 3”. a mesma vale 0. tem todos um diâmetro externo de 8. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . não são usados na prática. 2 1/2”.B. Estas designações apesar de obsoletas. 6”. 1/4". a série 40 é mais pesada do que o antigo peso normal.981”. 30. a espessura vale 0. 8”. 18”. 3/4".19 abrange tubos de 1/8” até 12”. 2”. 14”. 10”. Para a série 40. 1 1/2".36. A série 40 corresponde ao antigo “peso normal” nos diâmetros até 10” e são espessuras mais comumente usadas na prática para os diâmetros de 3” ou maiores. 26”.36. 3/8”.7 FONTE: “Tubulações Industriais” – Pedro C.B.500” e o diâmetro interno 7. A norma ANSI. Pela norma ANSI. Para cada diâmetro nominal fabricam-se tubos com várias espessuras de parede.19. Para os tubos até 8” a série 80 corresponde ao antigo XS.

O sistema abaixo indica uma bomba retirando água de uma lagoa de abastecimento para um reservatório. Calcular a perda de carga entre os pontos (1) e (2) no sistema abaixo: L4 = 12’ (1) Válvula de retenção L1 = 20’ L3 = 10’ L2 = 8’ Válvula gaveta Curvas de 90o de raio longo.8 ENG184 – Operações Unitárias I : Revisão Exercícios: 1.2 cp Perry 5-36 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Revisão 1. A temperatura da água é 27oC e a tubulação de aço carbono. L5 = 4’ (2) Dados: líquido = água Temperatura = 60oF Diâmetro = 4” sch 40 Material = aço carbono Vazão = Q = 300 gpm retenção = swing check valves ρágua = 62. Determinar a perda de carga entre a lagoa e o tanque para uma vazão de 142 m3/h.371 lbm/ft3 µágua = 1. Ø =4”sch 40 L = 250 ft 3 J 90o 1 válvula gaveta (aberta) Tanque 6 ft Ø = 6”sch 40 L = 200 ft 2 J 90o 1 válvula gaveta (aberta) Redução 6” para 4” 8 ft lagoa Ø = 6”sch 40 L = 75 ft 2.

trabalho potência densidade velocidade angular aceleração angular torque momento angular momento de inércia pressão viscosidade (µ) Dimensões Sistema MLT L L2 M L3 T 3 -1 LT LT-1 LT-2 MLT-2 MLT-1 ML2T-2 ML2T-3 ML-3 T-1 T-2 ML2T-2 ML2T-1 ML2 ML-1T-2 ML-1T-1 Sistema FLT L L2 FL-1T2 L3 T 3 -1 LT LT-1 LT-2 F FT FL FLT-1 FL-4T2 T-1 T-2 FL FLT FLT2 FL-2 FL-1T Sistemas métricos Sistema Sistema CGS Internacional cm m 2 cm m2 g kg 3 cm m3 s s 3 cm /s m3/s cm/s m/s 2 cm/s m/s2 g cm/s = dina kg m/s2 = N g cm/s = dina s kg m/s = N s 2 2 kg m2/s2 = g cm /s = dina cm = erg N m = Joule 2 3 kg m2/s3 = g cm /s = dina cm/s = erg/s Joule/s = Watt g/cm3 kg/m3 rad/s rad/s rad/s2 g cm2/s2 = dina cm g cm2/s g cm2 g/(cm s2) = dina/cm2 g/(cm s) = 1 poise = 1 dina s/cm2 cm2/s g/s2 = dina/cm rad/s2 kg m2/s2 = Nm kg m2/s kg m2 kg/(m s2) = N/m2 kg/(m s) = N s/m2 m2/s kg/s2 = N/m viscosidade cinemática (ν) pressão superficial L2T-1 MT-2 L2T-1 FL-1 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .9 UNIDADES E DIMENSÕES Quantidade Física comprimento área massa volume tempo vazão velocidade aceleração força impulso energia.Revisão 1.

45 cm2 1 ft2 = 92.44 m/h = 1.9113 ft/s = 27.6 g 1 slug = 32.3048 cm/s = 12 in/s Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Revisão 1.288 m/min = 0.32 x 103 cm3 Massa 1 g = 10-3 Kg 1 Kg = 103 cm3 = 2.0109 in/s 1 in/s = 91.524 m/min = 2.48 cm = 12 in Area 1 mm2 = 10-6 m2 1 cm2 = 10-4 m2 1 m2 = 1.78 cm/s 1 mm/s = 3.28 ft/h = 0.6 m/h 1 cm/s = 26 m/h 1 m/s = 3600 m/h = 100 cm/s 1 m/min = 60 m/h = 0.54 cm/s .017 m/s = 3.2 lbm 1 ton = 103 Kg 1 lbm = 453.2778 m/s = 0.28 ft/min 1 m/h = 3.17 lbm = 14.9 x 10-3 m2 Volume 1 ml = 10-3 l 1 l = 103 cm3 1 mm3 = 10-3 cm3 1 cm3 = 1 ml 1 dm3 = 103 cm3 1 m3 = 109 mm3 = 106 cm3 = 103 l 1 in3 = 16.39 cm3 1 ft3 = 28.54 cm 1 ft = 30.35 g (avdp) Velocidade 1 Km/h = 0. 1 ft/s = 1097.55 x 103 in2 1 Km2 = 106 m2 1 in2 = 6.28 ft 1 cm = 10-2 m 1 mm = 10-3 m 1 µ = 10-6 m 1 mµ = 10-9 m 1 Å = 10-10 m 1 in = 2.37 in = 3.10 CONVERSÃO DE UNIDADES Comprimento 1 Km = 1000 m 1 m = 100 cm = 39.59 Kg 1 onça = 28.28 m/h = 18.

7 psi 1 psia = 1 psi + 1 psig Força 1 N = 105 dina = 0.736 mm de Hg = 2.28 ft de H20 = 2.101 Kgf/m2 = 7.029 in de Hg = 1.001 g/cm3 = 0.09 x 10-3 lbf/ft2 = 1.06243 lbm /ft3 = 3.2 din/cm2 = 13.7031 m de H20 = 0.001 cm H20 = 7.45 x 10-4 lbf/in2 = 10-7 atm 1 gf/cm2 = 981 din/cm2 = 98.0703 Kgf/cm2 = 144 lbf/ft2 = 0.8 x 10-2 atm 1 atm = 1.68 x 10-4 atm 2 1 Kgf/cm = 981 x 103 din/cm2 = 105 Kgf/m2 = 103 gf/cm2 = 981 x 104 N/m2 = 104 mm de H2O = 736 mm de Hg.13 lbm/in3 1 Kg/m3 = 0.42 lbf/in2 = 0.59 mm de H20 = 2.59 N/m Pressão 1 dina/cm2 = 0.99 l/h = 0.95 x 10-5 in de Hg = 10-8 atm 1 N/m2 = 1 pasca1 = 0.448 N = 0.6 mm Hg = 0.1 Kgf/cm2 = 204.033 Kgf/cm2 = 14.12 ft3/min = 0.4 x 10-2 lbf/in2 = 9.048 lb /ft2 = 0.89 N/m2 = 703.31 gf/cm2 = 0.43 lbm /ft3 = 1 g/ml = 0.6 N/m2 = 103 Kgf/m2 = 73.31 x 10-3 atm 1 lbf/in2 = 6.033 x 104 Kgf/m2 = 1.5 x 10-3 m de Hg = 1.045 ft de H20 = 0.019 lbf/in2 = 1.968 atm 1 m de H2O = 9806.2248 lbf 1 pound force (lbf ) = 4.205 lb = 9.81 N = = = = = = = = = = = Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . 32 cm3/s = 3600 ft3/h = 1728 in3/s = 60 ft3/min Tensão superficial 1 dina/cm = 10-3 N/m 1 gf/cm = 98.Revisão 1.11 Densidade 1 g/cm3 = 1000 Kg/m3 = 62.36 gf/cm2 = 133.03472 ft3/min 1 f t3/s = 101940.13 N/cm2 = 1.5 cm de Hg = 4 x 10-4 in de H20 = 2.07 N/m2 = 10 Kgf/m2 = 0.097 atm 1 mm de Hg = 1 torr = 1333.8 lbf/ft2 = 3.26 l/ h = 28 .003613 lbm /in3 1 Kg/cm3 = 32.89 x 104 din/cm2 = 6.81 N/m 1 lbf/ft = 14.32 N/m2 = 13.07 Kgf/m2 = 703.45 lb /in2 = 2.035 ft3/s 1cm3/s = 2.1020 Kgf = 0.033 x 103 gf/cm2 = 10.07 mm de H20 = 70.68 g/cm3 lbm/ft3 = 5.01 Kgf/m2 = 0.9 in de Hg = 1.12 x 10-3 ft3/min 1 m3/min = 1000 l/min = 35.1701 ft de Hg = 6. = 2.013 x 106 din/cm2 = 1.31 ft3/min 1 in3/s = 58.54 in de H20 = 0.7 lbf/in2 = 14.07 N/m 1 Kgf/m = 9.59 Kgf/m2 = 1.79 x 10-4 lbm/in3 Vazão 1 l/s = 3600 l/h = 60 l/min = 61.61 lbm /in3 lbm/in3 = 27.05 x 103 lbf/ft2 = 14.17 pounda1s 1 Kgf = 2.033 x 104 mm de H2O = 1.78 lbf/ft2 = 0.22 lbf/in2 = 0.013 x 105 N/m2 = 1.02 in3/s = 2.454 Kgf = 32.

7 Watt 1 KW = 1.m = 107 ergs = 0.7780 x 10-6 Btu h-1 ft-1 °F-1 1 Kg m s-3 K-1 = 105 ergs s-1 cm-1 K-1 = 4.1740 lbm s -3 ° F –1 = = 6.1840 x 107 g s-3 K-1 = 4.7780 x 10-1 Btu h-1 ft-1 °F-l 1 lbm ft s-3 °F-1 = 2.968 x 10-3 Btu 1 KWh = 3.186 joules = 3.Revisão 1.7376 lbf.9483 Btu/s Viscosidade cinemática.12 Energia 1 joule = 1 N.9479 x 10-4 cal s-1 cm-1 K-1 = = 1.4379 x 10-1 Btu h-1 ft-1 °F-1 -1 1 lbf s °F-1 = 8.6 x 106 joule = 860 Kcal 1 eV = 1.314 x 107 g cm2 s-2 g.2174 x 101 lb ft s-3 °F-1 = = 1.1840 x 101 Kg s-3 K-1 = 5.341 hp = 0. 7611 x 10-4 Btu ft-2 h-1 °F-1 -3 1 Kg s K-1 = 103 g s-3 K-1 = 1.1647 x 10-5 Watts cm-2 K-1 = = 1.6263 Btu ft-2 h-1°F-1 -2 -l -1 1 cal cm s K = 4.7611 x 10-1 Btu ft-2 h-1 °F-1 -3 1 lbm s °F-1 = 8.mole-1 K-1 = 4.8068 x 10-5 lbf ft-1 s-1 °F-1 = 2.3901 x 10-8 cal s-l cm-1 K-1 = 5.6269 x 101t g s-3 K-1 = 2.ft = 0.3901 x 10-8 cal cm-2 s-1 K-1 = 10-7 Watts cm-2 K-1 = 1.9514 x 10-5 cal cm-2 s-1 K-1 = 8.3686 x 103 Btu ft-2 h-1 °F-1 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .1840 Watts cm-2 K-1 = 7.1616 x 10-1 lbf s-1 °F-1 = 4.544 x 103 lbf lb.968 x 104 Lbm ft2 s-2 lb.2489 x 10-6 lb s-l °F-1 = = 2..3901 x 10-3 cal s-l cm-1 K-1 = 5.9546 lbm ft s-3 °F-1 = = 2.2256 x 101 lbf s-1 °F-1 = 2.2784 x 10-4cal cm-2 s-l K-1 = 2.6813 x 103 lb ft s-3 °F-1 = 5.1245 x 104 lbm s-3 °F-1 = 1.2248 lbm s-3 °F-1 = 3.mole-1 °R-1 = = 1.2489 x 10-1 lbf s-1 °F-1 = = 2.7307 Kg m s-3 K-1 = 6.987 cal g.314 x 103 Kg m2 s-2 Kg.1365 x 10-3 cal s-1 cm-1 °K-1 Coeficiente de transferência de calor 1 g s-3 K-1 = 10-3 Kg s-3 K-1 = 10-3 Watts m-2 K-1 = 1.2248 x 10-3 lbm s-3 °F-1 = = 3.7307 x 105 g cm s-3 K-1 = 1.6263 8tu h-1 ft-1 °F-1 -1 1 cal s cm-1 K-1 = 4.0068 Kg m s-3 K-1 = 3.6269 x 101 Kg s-3 K-1 = 3 .mole-1 K-1 °R ft Condutividade térmica 1 g cm s-3 K-1 = 1 ergs s-1 cm-1 K-1 = 10-5 Kg m s-3 K-1 = 10-5 Watts m-1 K-1 = = 4.1647 x 102g s-3 K-1 = 8.05 cm3 atm g.1647 x 10-1 Kg s-3 K-1 = 3.2309 cal = 9.1840 x 107 g cm s-3 K-1 = 4.875 x 104 ft2/h = 106 centistokes Constante dos gases R = 1.4886 x 10-1 Kg m s-3 K-1 = = 3.4175 x 102 Btu h-1 ft-1 °F-1 -1 -1 1 Btu h ft °F-1 = 1.4379 x 10-1 Btu ft-2 h-1 °F-1 -1 -l 1 lbf ft s °F-1 = 2.1081 x 10-2lbf s-1 F-1 = 5.2389 cal/s 1 hp = 745.mole-1 K-1 = = 8.3901 x 10-5 cal cm-2 s-1 K-1 = 10-4 Watt cm-2 K-1 = 1.1840 x 102 Kg m s-3 K-1 = = 1.481 x 10-4 Btu 1 cal = 4.mole-1K-1 = 8.0068 x 105 g cm s-3 K-1 = 8.6269 x 10-3 Watts cm-2 K-1 = 4.9137 x 10-2 cal s-1 cm-1 K-1 = 4.4886 x 104 g cm s-3 K-1 = 2.602 x 10-3 joule Potência 1 Watt = 1 joule/s = 107 erg/s = 0. difusividade e difusividade térmica 1 m2/s = 104 cm2/s = 3.0183 lb ft s-3 °F-1 = 1.8068 x 10-2 lbf ft-1 s-1 °F-1 = = 2.0183 x 10-5 lbm ft s-3 °F-1 = 1.1081 x 10-2 lb ft-1 s-1 °F-1 = = 1.5928 x 103 lbf ft-1 s-l °F-1 = 4.mole-1 K-1 = 82.

8068 x 102 lbf ft-1 s-l °F-1 = 2.67 TF = 1.3571 x 10-4 = 5.15 x 104 lbm s-3 °F-1 = cal cm-2 s-l K-1 = 6.Revisão 1.1616 x 10-1 lbf ft-1 s-l °F-1 = 1.2248 = 3.3901 x 10-1 = 1.6782 x 10-4 Watts cm-2 °K-1 Temperatura TR = 1.6782 Kg s-3 K-1 = = 2.8TC + 32 TC = TK – 273.459.8 TK TF = TR .9546 lbm s-3 °F-1 = cal cm-2 s-l K-1 = Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .6782 x 103 g s-3 K-1 = 5.13 1 Watts cm-2 K-1 = 107 g s-3 K-1 = 104 Kg s-3 K-1 = 1.7611 x 103 Btu ft-2 h-1 °F-1 -2 -1 1 Btu ft h °F-1 = 5.

1. a A partícula a de fluido é aspirada e depois sai com a pressão comunicada pelo êmbolo. Bombas centrífugas.1 2. ventiladores. Aplicando a pressão direta para o fluido → equipamento de deslocamento positivo. .As bombas de deslocamento positivo impelem uma quantidade definida do fluido em cada golpe ou volta do dispositivo. 2. BOMBAS CENTRÍFUGAS 2. • Existem duas classes principais de máquinas que movem fluidos: 1. Bombas rotativas. um volume fixo de líquido é descarregado da bomba. sopradores e compressores. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . . a pressão ou a elevação do fluido. Estes equipamentos aumentam a energia mecânica do fluido.Bombas centrífugas 2. • O aumento de energia pode ser utilizado para aumentar a velocidade.A maioria das bombas cai em umas das duas classes principais: Bombas de deslocamento positivo. Bombas alternativas: . Para cada golpe do pistão.A taxa de fornecimento do líquido é uma função do volume varrido pelo pistão no cilindro e do número de golpes do pistão por unidade de tempo.As bombas centrífugas impelem um volume que depende da pressão de descarga ou da energia adicionada. sopradores e compressores. Usando um torque para gerar rotação → bombas centrífugas. equipamentos ou a atmosferas ambiente por bombas. . Bombas de deslocamento positivo Se dividem em: Bombas alternativas. Descrição do equipamento • Fluidos movem-se através de canos.

com êmbolos separados em cada um deles. Bombas rotativas: . . depois de uma determinada rotação do rotor o líquido é ejetado pelo lado de descarga da bomba.eficiência volumétrica = (descarga real)/(descarga baseada no deslocamento do pistão) → até 95% . vazão Descarga p/ frente Descarga p/ trás Descarga p/ frente Dúplex de duplo efeito: possui dois cilindros. vazão Vazão total Cilindro 1 Cilindro 2 .O rotor da bomba provoca uma pressão reduzida no lado da entrada o que possibilita a admissão do líquido na bomba. em virtude da natureza periódica do movimento do pistão.2 . Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .simplex de duplo efeito: possui um único cilindro. . Por outro lado sua capacidade é relativamente pequena.A vazão de descarga do líquido numa bomba alternativa varia com o tempo.À medida que o elemento gira.Bombas centrífugas 2. o fluido é bombeado no golpe para frente e para trás de cada êmbolo.As bombas alternativas imprimem ao fluido as pressões mais elevadas entre todos os tipos de bombas. Finalmente. utilizando os dois lados do seu volume para impelir o líquido no golpe para a frente e no golpe para trás. o líquido fica retido entre os componentes do rotor e a carcaça da bomba.

São utilizadas com líquidos de quaisquer viscosidade.Bombas centrífugas 2. . Bombas com cavidades caminhantes. Bombas parafusos.Bombas rotatórias: Bombas de engrenagem. desde que não contenham sólidos abrasivos. . .Operam em faixas moderadas de pressão e tem capacidade que ficam entre as pequenas e as médias. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .3 Vazões quase constantes comparada com a vazão pulsada das bombas alternativas.

Vazões de alguns galões/min até vários milhares de galões/min. do pequeno custo inicial. operando a várias centenas de psi. pressão de 200 psi Capacida de Capacidad e . com difusor Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . fluido entra na bomba nas vizinhanças do eixo rotor propulsor e é lançado para a periferia pela ação centrífuga. Esta energia cinética é convertida em pressão quando o fluido sai do impulsor e entra na voluta do difusor.4 Exemplo 2. Carcaça Eixo motriz Difusor Palheta do rotor - Rotor Voluta Carcaça de bomba centrífuga. Taxa de 90 gal/min.1: Bombear a uma vazão constante um líquido de densidade igual a da água para um reator. com voluta Horsepower . para 200 rpm rpm rpm 600 ra 400 rpm a 200 ara p pa hp par h pp h Pressão de descarga. A energia cinética aumenta do centro do rotor para as pontas das palhetas propulsoras. para 400 rpm •A velocidade de operação esta entre 400 e 600 rpm → 450 rpm •A potência necessária para manter o escoamento → 21 HP Eixo motriz Carcaça de bomba centrífuga. psi BOMBAS CENTRÍFUGAS As bombas centrífugas são amplamente usadas nas indústrias de processos em virtude da simplicidade do modelo. para 600 rpm Capacidade. gal/min Capacidad e .Bombas centrífugas 2. da manutenção barata e da flexibilidade de aplicação.

Baixo custo de manutenção. .Bombas centrífugas 2.Há ausência total de válvulas.Vazão de descarga constante.É de construção simples.Tamanho reduzido. Todos estes problemas podem ser resolvidos em termos de curvas características. 4.Problemas que podem se a apresentar ao engenheiro químico: a) Projetar uma tubulação nova e selecionar uma bomba. conformadas de modo a proporcionarem um escoamento suave do fluido entre cada uma delas. - Principais vantagens: 1.Funciona com líquidos com sólidos em suspensão.Não sofre qualquer deterioração se a tubagem de saída entupir durante um período muito longo. As carcaças das bombas centrífugas podem ser feitas de diversas formas.Funciona a alta velocidade. o líquido voltará a correr para o tanque de sucção logo que a bomba pare. 8.Não consegue operar eficientemente com líquidos muito viscosos. 3. ou lâminas. 2. comparado com outras bombas de igual capacidade. 7. c) Projetar um novo sistema para uso com uma bomba existente.5 - coração da bomba centrífuga é o rotor. b) Selecionar uma bomba para um sistema existente. mas a função principal é a de converter a energia cinética impressa ao fluido pelo rotor em uma carga de pressão. 3. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . 5. 2. 6.Se não incorporar uma válvula de retenção na tubagem de sucção. Pode ser construída numa vasta gama de materiais.A bomba de um estágio não consegue desenvolver uma pressão elevada. Principais desvantagens: 1. É constituído por diversas palhetas.

1 Altura Manométrica Total (AMT) Considerando a bomba instalada no sistema abaixo: Descarga ou recalque PS PD (b) (a) ZD ZS 1 Sucção Aplicando a equação da energia (Bernoulli + perdas + Wη) entre os pontos (a) e (b). Assim.2.6 2. Curvas características do sistema (AMT e SCR) 2. resulta: 2 2 PS VS PD VD + ZS + = + ZD + + h f + Wη γ 2g γ 2g 2 (1) Onde W representa o trabalho aplicado por um agente externo no eixo da bomba e η a eficiência mecânica da bomba. Wη já leva em conta a perda de carga do fluido através da bomba. Wη = trabalho aplicado ao fluido Como os termos de energia cinética são desprezíveis em relação aos outros nos casos correntes: − Wη = PD − PS + Z D − ZS + h f γ (2) Os termos do lado direito da igualdade representam alturas.Bombas centrífugas 2. São as chamadas: PD − PS = altura manométrica de pressão γ Z D − ZS = altura manométrica de elevação hf = altura manométrica de fricção Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .2.

aplicando-se a equaçãode Bernoulli entre a entrada e saída da bomba.Z1 é desprezível em comparação com P1 . logo: ∆H = P2 − P1 γ (6) Colocando em gráfico a equação (3) Função polinomial de grau 2 ∆H (m. O termo hf pode ser desmembrado: hfS → perda de carga na sucção.c.7 Por esta razão -Wη é chamado de ALTURA MANOMÉTRICA TOTAL a vencer: AMT = ∆H = PD − PS + Z D − ZS + h f γ (3) ZD e ZS → terão sinais negativos se os dois pontos considerados estiverem abaixo da linha de centro da bomba.) hf PD − PS + Z D − ZS γ Q(m3/h) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa As perdas aumentam com a vazão.Bombas centrífugas 2. .l. hfD → perda de carga na descarga. − Wη = ∆H = P2 − P1 + Z 2 − Z1 γ (5) As perdas através da bomba são incluídas em η.P2. Como Z2 . A equação (3) pode ser reescrita como: P  P  ∆H =  D + ZD + h f D  −  S + ZS − h f S   γ   γ   44 244 3  44 44  1 4 4 1 2 3 Altura manométrica a vencer na descarga Altura manométrica disponível na sucção (4) ∆H pode ser obtido em função de P1 e P2..

reduzindo a capacidade da bomba e causando severas erosões. aplicando a equação de Bernoulli (conservação da energia) entre (a) e a sucção da bomba de (desprezando V2/2g) PS P } + ZS = 1 + Z1 + h f S γ γ 0 P1 PS = + ZS γ γ Substituindo (8) em (7) − perda de carga na sucção hf S { (8) SCS = PS − Pv + ZS − h f S γ (9) SCS disponível que o sistema oferece a bomba Colocando em gráfico SCS em função da vazão.Bombas centrífugas 2.SCS: 5 → 10 ft: bombas pequenas (até 100gal/min). algum líquido pode vaporizar no interior da bomba. . O saldo de carga de sucção é definido como: SCS = P1 − Pv γ (7) Ou.2. a pressão na entrada da bomba deve exceder a pressão de vapor por um certo valor chamado de ‘saldo de carga de sucção’ (SCS).2 Saldo de Carga de Sucção (SCS) ou Net Positive Suction Head (NPSH) .Para evitar a cavitação.Se a pressão é somente levemente maior que a pressão de vapor. . resulta: Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .8 2.

e pressão de vapor = 0. para uma vazão de 20 m3/h de ácido sulfúrico a 98% (ρ=1840kg/m3.9 SCS = SCS (m. para que a pressão neste ponto esteja acima da pressão de vapor do líquido e não haja cavitação.) independe da vazão PS − Pv + ZS − h f S γ 14243 PS − Pv + ZS γ hfS Q(m3/h) A equação (9) dá o SCS disponível ou seja o saldo ou a quantidade mínima de energia em termos absolutos que deve existir no flange de sucção.0015mmHg). µ=15 cp. resultado das experiências dos fabricantes. NO QUADRO EXEMPLO 2.2: Na especificação de uma nova bomba a ser instalada no sistema abaixo calcular. b) NPSH (SCS) disponível. a) a altura manométrica total.c.Bombas centrífugas 2. em peso a 25oC constante 14 m 2m 2”sch 40 (aço comercial) ΣL = 4 m (incluindo o comprimento equivalente) 2”sch 40 (aço comercial) ΣL = 120 m (incluindo o comprimento equivalente) 2. As curvas características fornecidas pelos fabricantes de bombas são: Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Curvas características das bombas centrífugas Curvas características da bomba são as curvas que traduzem o funcionamento das bombas.l.3.

experimentalmente em testes de ‘performance’. haverá um SCS requerido pela bomba em função da vazão. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .10 a) ∆H x Q b) Potência absorvida x Q c) Rendimento x Q d) SCS requerido x Q Estas curvas podem ser obtidas: . para uma determinada vazão.teoricamente utilizando a teoria da mecânica geral em relação ao efeito do rotor sobre o fluido. ou seja.brake horse power). para cada w e Drotor. uma determinada bomba requererá um SCS mínimo. Da mesma forma.diâmetro do rotor e velocidade de rotação são considerados no estudo das curvas características das bombas. abaixo da qual ocorrerá cavitação.Bombas centrífugas 2. Dois parâmetros da bomba . . Um outro parâmetro a considerar é a potência desenvolvida pela bomba: P= m g ∆H Trabalho & ∴P = = m g ∆H tempo tempo & m = vazão mássica = ρQ (− W ) = ∆H = P P P = = & m g ρQ g γ Q BHP = a potência a ser desenvolvida no eixo da bomba (pelo motor) é chamada de potência absorvida ou potência de eixo (Pabs ou BHP . Uma bomba centrífuga desenvolverá para cada velocidade de rotação (w) e para um determinado diâmetro do rotor (Drotor) uma determinada altura manométrica para uma vazão especificada.

definida como η = P/BHP . ∆H = (ft) γQ∆H BHP = 75 η onde : BHP = (CV). a eficiência.11 & BHP = m g ∆H η = ρQ g ∆H η Existe uma série de fórmulas prontas para o uso : BHP = Q ∆H d 3960 η onde : d = densidade relativa do fluido. γ = (kgf/m 3 ) Finalmente.Bombas centrífugas 2. Q = (GPM). cai. cada bomba tem uma eficiência . ∆H = (m). BHP = (HP). para menos e para mais da vazão de projeto.variando com a vazão e é fabricada dentro de uma faixa de operação de modo que fora desta faixa. para cada W e Drotor ∆H BHP η SCS BHP SCS η ∆H W Drotor Q Uma outra forma de apresentar a curva de rendimento é a seguinte: η5 ∆H BHP SCS η4 η3 η1 η2 ∆H BHP SCS W Drotor Q Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Em resumo. Q = (m 3 s).

Determinação da curva do sistema e ponto de operação de uma bomba centrífuga 2. Então podemos determinar a correspondência entre os valores de Q e H.4.2.1 sobre AMT. estando entre estes a vazão zero e a vazão com a qual desejamos que o sistema opere. a altura manométrica total pode ser expressa por: H = hd – hs ∴  P − PS   H= D fd h fs  + (Z D − ZS ) + (h4 + 4 )   4γ 424444 H1 2= f3 1 4 4 3 fricção (Q) H estático não varia com a vazão O procedimento. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . vamos considerar a situação sitada no item 2.1. em detalhes. que para a vazão zero.  P − PS   + (Z D − Z S ) H = H estático =  D   γ   Para as demais vazões. a determinação de H é feita somando ao valor de H estático a perda de carga do sistema para cada vazão.4. em outras palavras. mostra a variação da energia por unidade de peso que o sistema solicita em função da vazão. Como vimos.12 2. as quatro vazões restantes devem ser fixadas da seguinte forma: duas de valor inferior à vazão pretendida para operação duas de valor superior à vazão pretendida para operação Observando a equação acima. Determinação da curva do sistema Denominamos por curva do sistema uma curva que mostra a variação da altura manométrica total com a vazão ou. vemos claramente. será então o seguinte: Fixam-se arbitrariamente os valores de vazão.Bombas centrífugas 2. Objetivando a cobertura de uma ampla faixa de vazões. Para determinar a curva do sistema. em torno de seis.

H H6 H5 H4 H3 H2 H1 hf2 hf3 hf4 hf5 hf6 Hestático Q1 Q2 Q3 Q4 Q5 Q6 Q Curva do sistema 2. H) resta-nos apenas locar os pontos e construir uma curva que apresenta uma forma semelhante à da figura abaixo.Bombas centrífugas 2.2 – Determinação do ponto de trabalho Se colocarmos as curvas do sistema no mesmo gráfico onde estão as curvas características da bomba.13 Q1 = 0 Q2 < Q3 Q2 < Q4 Q4 = vazão pretendida para operação → → → → → → H estático H estático + (hf2 para vazão Q2) H estático + (hf3 para vazão Q3) H estático + (hf4 para vazão Q4) H estático + (hf5 para vazão Q5) H estático + (hf6 para vazão Q6) Q5 > Q4 Q6 > Q5 - De posse dos pares de valores (Q. obteremos o ponto normal de trabalho na interseção da curva Q x ∆H da bomba com a curva do sistema. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .4.

a bomba teria como ponto normal de trabalho: . PT. ou modificar a curva da bomba conforme veremos no item 2. Fatores que influenciam nas curvas características de uma bomba 2. Pot ηT 2.a partir da análise dimensional dos fatores que influenciam na ‘performance’ de uma bomba com diâmetro do rotor fixo.carga ou head (HT) . Velocidade de rotação . Estes recursos consistem em modificar a curva do sistema.5.rendimento da bomba no ponto de trabalho (ηT) Deve-se considerar que existem diversos recursos para modificar o ponto de trabalho e deslocar o ponto de encontro das curvas Q x H da bomba e do sistema. HT.14 H x Q do sistema ηxQ HT PotT HxQ Pot x Q QT Ponto de trabalho (QT. ηT) Q Então. η.1.5.5.potência absorvida (PotT) . as seguintes relações são obtidas: Para Drotor fixo: a) A vazão é proporcional à rotação Q W = Q1 W1 b) A altura manométrica total varia com o quadrado da velocidade de rotação 2 ∆H  W   = ∆H1  W1    c) A potência absorvida varia com o cubo da velocidade de rotação Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . 2.Bombas centrífugas H.vazão (QT) .

aW η aW η 1 W BHP a W BHP a 1 2. Por exemplo: ∆H a W ∆H η BHP ∆H1 a W1 O rendimento é igual para pontos homólogos: Q.Bombas centrífugas 2.15 P W  = P1  W1    3 A alteração da velocidade de rotação é feita através do motor.2. Sempre que alteramos a rotação deve ser feito a correção das curvas características através das relações anteriormente apresentadas para determinação do novo ponto de trabalho. o efeito do diâmetro do rotor pode ser obtido das relações: Para W constante: a) A vazão é proporcional ao diâmetro do rotor: Q D = Q1 D1 b) A altura manométrica total varia com o quadrado do diâmetro do rotor: ∆H  D  =  ∆H1  D1    2 c) A potência absorvida varia com o cubo do diâmetro do rotor: Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . ∆H .5. Q1 e ∆H1 estão ligados pelas relações acima. sendo normal o fabricante fornecer as curvas para diferentes velocidades. ∆H → η Q1. Diâmetro do rotor Mantendo-se constante a velocidade de rotação. ∆H1 → η1 = η onde Q.

16 P D =  P1  D1    Ou seja: 3 D Q ∆H P = = =3 D1 Q1 ∆H1 P1 Observação: Dmax . qualquer que seja o líquido. já a curva BHP x Q sofre alterações quando se trabalha com outro líquido. a curva ∆H x Q da bomba é a mesma. BHP = ρgQ∆H η . 2. já que ρ varia Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .5.uma bomba centrífuga tem uma velocidade de rotação constante porque depende somente das características do motor e estas só variam se houver variação na amperagem ou voltagem da linha (rede elétrica). qualquer variação não afeta a velocidade de rotação do motor. Um aumento ou diminuição da perda de carga no sistema (exemplo: fechamento ou abertura maior de uma válvula). ∆H = V 2 W 2R 2 rotor = 2g 2g Portanto.80% do rotor original Da mesma forma que com a velocidade de rotação.3. Do ponto de vista da bomba é a velocidade de rotação que imprime altura manométrica ao fluido através da força centrífuga.Bombas centrífugas 2. variação na densidade do fluido.limitado pelo tamanho da carcaça Dmin . enfim. os fabricantes fornecem curvas para vários diâmetros de rotor. Como a altura manométrica é expressa por unidade de peso do líquido ela só depende da velocidade de rotação que é constante. Efeito da natureza do líquido: Densidade .

Bombas centrífugas

2.17

Variando a densidade do fluido

Curva ∆Hbomba x Q → constante Curva BHP x Q → varia

EXEMPLO 2.3: Uma bomba que opera com água (d=1,0) num determinado ponto Q x ∆H

desenvolverá a mesma vazão contra o mesmo ∆H quando bombear H2SO4 (d=1,84). Porém o motor terá que desenvolver uma potência 1,84 vezes maior. Viscosidade - as curvas características fornecidas pelos fabricantes retratam a ‘performance’ das bombas quando operando com água. Entretanto estas curvas sofrem modificações quando a bomba opera com líquidos muito viscosos. No exemplo anterior foi dito que não haveria variação em Q e ∆H para H2SO4 apesar deste possuir viscosidade maior que a da água (≅ 8 cp contra 1 cp da água) porque a diferença não é marcante. As diferenças aparecem com viscosidade acima de 50 cp aproximadamente. O gráfico da página seguinte, editado pelo ‘Hydraulic Institute’, permite a determinação do desempenho da bomba operando com líquido viscoso quando seu desenvolvimento com água é conhecido. Limites do gráfico: a) Só usar dentro da escala apresentada (não extrapolar). b) Usar somente para bombas de projeto convencional dentro da faixa de operação normal (em torno de η máximo). Não usar para bombas tipo fluxo misto ou axial ou para líquidos não uniformes. c) Usar somente onde SCS é capaz de evitar o efeito da cavitação. d) Usar somente para líquidos Newtonianos.

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Bombas centrífugas

2.18

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Bombas centrífugas

2.19

Qvis = QwCQ (vazão do fluido viscoso = vazão de água x fator de correção) ∆Hvis = ∆HwCH ηvis = ηwCη A potência pode ser obtida de:

BHPvis =

Q vis ∆H vis d 3960 η vis

INSTRUÇÕES PARA A SELEÇÃO PRELIMINAR DE UMA BOMBA PARA UMA DADA CAPACIDADE E ALTURA MANOMÉTRICA EM CONDIÇÕES VISCOSAS.

a) Conhecida a capacidade viscosa desejada, a altura manométrica viscosa e a viscosidade e densidade na temperatura de bombeamento, a carta de correção pode ser usada para encontrar a equivalente capacidade e altura manométrica quando bombeando água.
b) Entrar na carta, pela parte inferior com a capacidade viscosa (Qvis) e seguir verticalmente até encontrar a altura manométrica viscosa (∆Hvis). Prosseguir em seguida horizontalmente até a viscosidade do fluido em estudo, então subir verticalmente até as curvas de correção para tirar os valores de CQ, Cη e CH para 1,0Qηw (capacidade aquosa na qual a máxima eficiência é obtida).

c) Os valores para entrar nas curvas características das bombas, que são referidas às condições aquosas seriam:

Q w = Q vis CQ ∆H w = ∆H vis C H
d) Cη servirá para a avaliação da eficiência conforme será visto no exemplo que se segue.
EXEMPLO 2.4: Selecionar uma bomba para operar 750 gpm contra uma altura manométrica de 100 pés de um líquido que possui uma viscosidade de 1000 SSU (Saybolt Seconds Universal) e uma densidade de 0,90 na temperatura de bombeamento.

Solução: Entrar na carta com 750 gpm subir verticalmente até 100 pés, continuar horizontalmente até 1000 SSU (viscosidade), prosseguindo em seguida verticalmente até as curvas de correção, para tirar os seguintes valores: CQ = 0,95 CH = 0,92 (para 1,0 Qηw)
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Bombas centrífugas

2.20

Cη = 0,635 Então: Qw = Qvis/CQ = 750/0,95 = 790 gpm ∆Hw = ∆Hvis/CH = 100/0,92 = 108,8 = 109 Selecionar, então, uma bomba para uma vazão de água de 790 gpm contra uma altura manométrica total de 109 pés. A seleção deve ser feita de modo que a eficiência seja bem próxima da máxima eficiência. Então, se a bomba selecionada possui uma eficiência de 81% operando 790 gpm de água contra uma carga de 109 pés, a sua eficiência operando o líquido viscoso será:

η vis = η w × C η ⇒ η vis = 81× 0,635 = 51,5% E o BHP nas condições viscosas, será : BHPvis = Q vis × ∆H vis × d 750 × 100 × 0,90 ⇒ BHPvis = 3960 × η vis 3960 × 0,515

BHPvis = 33,1 HP

DETERMINAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE FUNCIONAMENTO DA BOMBA COM LÍQUIDOS DE ALTA VISCOSIDADE, QUANDO SE CONHECEM AS CONDIÇÕES DE FUNCIONAMENTO COM ÁGUA. EXEMPLO 2.5: Dadas as curvas características de uma bomba, obtidas em ensaio com

água, traçar a curva para o caso de um óleo de densidade igual a 0,90 e viscosidade de 1000 SSU na temperatura de bombeamento.

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Bombas centrífugas

2.21

0,6 x Q(água) 0,8 x Q(água) 1,0 x Q(água) 1,2 x Q(água) DADOS DO CATÁLOGO DO FABRICANTE Descarga Q Alt. Manométrica ∆H Rendimento η Viscos. do líquido CQ (do gráfico) CH (do gráfico) Cη (do gráfico) Q x CQ (óleo) ∆H x CH (óleo) η x Cη (óleo) Densidade do líquido Potência (líq. viscoso) 450 114 72,5 1000 SSU 0,95 0,96 0,635 427,5 109,4 46,0 0,90 23,1 600 108 80 1000 SSU 0,95 0,94 0,635 570 101,5 50,8 0,90 25,9 750 100 82 1000 SSU 0,95 0,92 0,635 712,5 92 52,1 0,90 28,6 900 86 79,5 1000 SSU 0,95 0,89 0,635 855 76,5 50,5 0,90 29,4

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Bombas centrífugas

2.22

2.6. Perda de carga variável

Considerando o sistema representado na figura abaixo (o nível do tanque de sucção permanece constante).

(nível constante)

V

As curvas do sistema e bomba estão representadas abaixo:

∆H

Sistema

Bomba

Q

Para posições da válvula V mais fechada, teremos para uma mesma vazão perdas de carga maiores ao passo que o termo:

PD − PS + ZD − ZS γ
permaneça constante.

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7. com o mesmo ponto de interseção com o eixo ∆H para Q = 0. Altura estática variável Analisando agora como se comporta a curva do sistema para o caso de ter-se variação dos níveis de sucção e/ou descarga. Considerando o caso abaixo: Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . cada uma representando uma situação de perda de carga maior para uma determinada vazão.Bombas centrífugas 2. Válvula V na posição mais fechada Válvula V toda aberta ∆H Q 2.23 Sistema ∆H h1 h2 PD − PS + ZD − ZS γ Q Isto significa a existência de várias curvas.

o que significa a existência de várias curvas se deslocando na direção vertical do gráfico ∆H x Q.ZS Zb .ZS Za. a perda é a mesma.ZS Q 0 AMT = ∆H = PD − PS + ZD − ZS + h f γ Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .: para uma dada vazão.Bombas centrífugas 2. por isso as curvas deslocam-se na vertical e são paralelas umas às outras. Obs.ZS.24 nível variável (nível constante) c b a Zb Zc ZS Za À medida que o nível no tanque de descarga varia tem-se uma variação no termo ZD . (c) (b) ∆H (a) Zc.

8.8.Em série (altura manométrica exigida por um sistema for muito elevada) . de modo que a vazão do sistema associado é limitada pela bomba de menor vazão. Analisando as alturas manométricas desenvolvidas em termos das pressões de descarga e sucção de cada bomba e desprezando a perda de carga entre uma bomba e outra. Bombas em série Neste caso a descarga de cada bomba é ligada à sucção da seguinte. 2. a vazão do sistema será igual à vazão de uma bomba enquanto que a altura vários estágios funciona como uma associação de bombas em série. no caso de bombas iguais.1. ou.25 AMTa = ∆H a = Za − ZS + h f AMTb = ∆H b = Z b − ZS + h f AMTc = ∆H c = Zc − ZS + h f 2. temos: manométrica desenvolvida será a soma da altura manométrica desenvolvida por cada unidade.Em paralelo (vazão exigida por um sistema for muito elevada) O uso de bombas em associação oferecem maior flexibilidade e segurança operacional.Bombas centrífugas 2. Uma bomba de P3 P1 P2 Q 2 1 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Associação de bombas Dois tipos de associação podem existir: .

determinar a curva ∆H x Q para a associação. HT A bomba (1) irá operar com Q. γ Como a vazão através da bomba 1 é a mesma da bomba 2 podemos a partir das curvas individuais de cada bomba.2. H1 2 A bomba (2) irá operar com Q.26 P2 − P1 ( desprezando ∆ Z) γ P − P2 ( desprezando ∆ Z) ∆H 2 = 3 γ ∆H1 = Somando : ∆H1 + ∆H 2 = P2 − P1 P3 − P2 P3 − P1 + = γ γ γ P3 − P1 → ∆H do conjunto em série.8. H2 HT = H1 + H2 H1 Q H2 1 2. Considerando o sistema: Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Bombas centrífugas 2. Bombas em paralelo Esta associação é usada quando a vazão exigida for muito elevada. Para tal sistema a curva ∆H ‘versus’ Q pode ser determinada da seguinte maneira. ∆H HT Curva da associação Curva do sistema Ponto de trabalho: Q.

Bombas centrífugas 2. chegar à curva ∆H x Q para a associação. ∆H 2 = 2 1 γ γ Como P1 e P2 são comuns a ambas as bombas : ∆H1 = ∆H1 = ∆H 2 Q1 + Q 2 = Q Da mesma maneira como foi feito para bombas em série. de trabalho caso só (2) a bomba 2 opere (1) Q1 Q2 QT Q Ponto de trabalho: QT.27 Q1 Q P1 1 P2 Q Q2 2 Desprezando as perdas de carga nos trechos individuais pode-se escrever para cada bomba: P2 − P1 P −P . de trabalho caso só a bomba 1 opere Curva do sistema H Ponto de trabalho Curva da associação Pto. ∆H Pto. podemos partir das curvas individuais e das relações acima obtidas. H Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .

H QT = Q1 + Q2 Observação: esta análise não pode ser feita no caso das sucções serem independentes. Por ele. Traçamos primeiramente a curva característica para o trecho 1 (curva c1). havendo uma descarga livre intermediária na linha de recalque Suponhamos uma instalação de bombeamento do reservatório B. Deslocamos. H A bomba (2) irá operar com: Q2.5 l/s e Q3 (no reservatório B). na vertical.28 A bomba (1) irá operar com: Q1. traçamos a curva c3 do trecho 3 do encanamento.8. Estudos de casos especiais I) Bomba enchendo um reservatório. igual a 7.Bombas centrífugas 2. Obteremos em P o ponto de funcionamento. Q1 1 Q Q2 2 2. No recalque existe uma derivação de onde se pretende sangrar uma descarga Q2 = 5 l/s. Marcamos a descarga Q2 a partir do eixo das ordenadas e obtemos o ponto D. o ponto D para D’ sobre a curva c1 e traçamos a partir da curva c1 a curva (c1 + c3) cujas ordenadas são (J1 + J3). A partir deste ponto. Ficarão determinadas as descargas Q1 (total) = 12. uma vez que Q2 = 5 l/s já era conhecido.5 l/s. tracemos a ordenada PE. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .

J. pg. Editora Guanabara.8 II) Encanamento de recalque alimentando dois reservatórios* III) Duas bombas em paralelo. . 1987.Bombas centrífugas 2. 188 -192. em níveis diferentes* * Macintyre. Segunda Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa edição..29 Figura 2. Bombas e instalações de bombeamento. A.

Uma bomba centrífuga com as características abaixo deve ser usada: Q (gpm) H (ft) η (%) 0 280 0 20 260 45 40 220 60 60 160 60 80 110 56 100 63 50 120 28 43 140 10 37 160 5 30 a) Qual a vazão esperada? b) Qual o consumo de energia? Tubulação de sucção Ø = 3”sch 40 ΣL = 180 ft (incluindo o comprimento equivalente) 10 ft 75 ft Tubulação de descarga Ø = 3”sch 40 ΣL = 700 ft (incluindo o comprimento equivalente) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .30 1. A água deve ser bombeada de um rio para um tanque como mostra a figura.Bombas centrífugas ENG184 – Operações Unitárias I Exercícios: 2.

0270 0.1764973 86.451 34838.257 104516.4553737 51.0006 0.0006 0.1439235 95.31 Q GPM 0 20 40 60 80 100 120 140 160 H ft 280 260 220 160 110 63 28 10 5 η % 0 45 60 60 56 50 43 37 30 Re e/D f (A-24) Moody 0.159 139355.0874018 68.0006 0.4553737 116.0006 0.5508993 H ft 65.4472499 105.0210 0. 150 100 50 0 0 20 40 60 80 Q (GPM) 100 120 140 160 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .0205 0.Bombas centrífugas 2.611 0.0006 0.0220 0.0006 0.805 87097.3367470 79.708 121936.354 69677.0006 0.903 52258. Hsist.0000000 66.0200 hL ft 0 1.1439235 30.4472499 40.8663174 73.0230 0.5508993 300 H Eficiência H (sistema) 250 200 H.3367470 14.8663174 8.0006 0.0006 0.0210 0.0874018 3.000 17419.0240 0.1764973 21.

068”ID ΣL = 10 m 16 m ∅ = 2” sch 40 2. Determinar o tempo necessário para se encher o reservatório com água a 25oC. 17 m 2m ∅=4m Nível constante ∅ = 3” sch 40 3.32 2. Reserv. Abaixo tem-se um sistema onde esta instalada a bomba com as características indicadas na página seguinte.067”ID ΣL = 100 m 3m ∆H (m) 70 60 50 40 30 20 10 0 40 SCS (m) 6 5 4 3 2 1 20 40 60 80 100 120 Q(gpm) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Bombas centrífugas 2.

Bombas centrífugas

2.33

A B Q (GPM) Q(m3/s)

C Re1

D E (e/D)1 f1 (A-24)

F Re2

G H (e/D)2 f2(A-24)

I hf

J H

1 2 3 4 5 6 7 8 9

0 0 20 0,0012616 40 0,0025232 60 0,0037848 80 0,0050464 100 0,0063080 120 0,0075696 altura do tanque de

0 20567,80 41135,61 61703,41 82271,22 102839,02 123406,83 0a2m

0,0006 0 0,0006 0,027 30518,70 0,0006 0,024 61037,41 0,0006 0,022 91556,11 0,0006 0,021 122074,82 0,0006 0,0205 152593,52 0,0006 0,0205 183112,23

0,0009 0 13,000 0,0009 0,025 0,836 13,836 0,0009 0,023 3,077 16,077 0,0009 0,022 6,617 19,617 0,0009 0,0215 11,493 24,493 0,0009 0,021 17,540 30,540 0,0009 0,0205 24,665 37,665

altura do tanque = 19 m Q (GPM) H 0 30,000 20 30,836 40 33,077 60 36,617 80 41,493 100 47,540 120 54,665

teste para ver se ocorre cavitação Q (GPM) NPSHd

0 20 40 60 80 100 120

13,000 12,988 12,956 12,909 12,846 12,765 12,662

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Bombas centrífugas

2.34

f1L1 f2L2  hf = 0,0826 Q  5 + 5  D2   D1  
2
I4 funções: comando f x do menu
=0.0826*POTÊNCIA(B4,2)*(E4*10/POTÊNCIA(0.0779,5)+H4*100/POTÊNCIA(0.0525,5))

- Programar apenas uma célula; marcar esta célula; - utilizar o comando Copiar do menu editar; - marcar outras células da coluna; - utilizar o comando colar do menu editar; - resultado: as células coladas darão o resultado automaticamente.

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Bombas centrífugas

2.35

3. Um cano tanque deve ser esvaziado de 10000 gal de benzeno a 80oF em 3h. A bomba centrífuga disponivel tem as seguintes características:

Q gpm 0 20 40 60 80 100 120 140 a) A bomba é satisfatória para o serviço ?

Q m3/h 0 4,5 9 13,5 18 22,5 27,2 32

H ft 110 106 90 63 41 22 12 7

H m 33 31,8 27 19 12,3 6,6 3,6 2,1

η % 0 29,2 40 45 47 48,3 46,5 40

b) Quanto tempo levará para esvaziar o caminhão?

35 ft Ø=3” sch 40 + 3J 90 o + 1 válvula gaveta

Ø = 20 ft

15 ft

15 ft 6,5 ft 6”

50 ft 110 ft Ø=3” sch 40 + 4J 90 o + 1 válvula gaveta

4 ft

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Bombas centrífugas

2.36

Para zs=4.5ft Q H Eficiência Re e/D f hf GPM ft % ft 0 110 0,00 0,00 0,0006 0,0000 20 106 29,20 31888,00 0,0006 0,0250 0,2400 40 90 40,00 63776,00 0,0006 0,0220 0,8448 60 63 45,00 95664,00 0,0006 0,0210 1,8144 80 41 47,00 127552,00 0,0006 0,0205 3,1488 100 22 48,30 159440,00 0,0006 0,0200 4,8000 120 12 46,50 191328,00 0,0006 0,0195 6,7392 140 7 40,00 223216,00 0,0006 0,0190 8,9376

Hsist ft 45,5000 45,7400 46,3448 47,3144 48,6488 50,3000 52,2392 54,4376

Para zs=10.5 ft Q GPM 0 20 40 60 80 100 120 140

Hsist ft 39,5000 39,7400 40,3448 41,3144 42,6488 44,3000 46,2392 48,4376

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Bombas centrífugas

2.37

120

100

H Eficiência Hsist (zs = 4.5ft) Hsist (zs = 10.5 ft)

80

H, η, Hsist

60 η = 47 % 40

20

0 0 20 40 60 80 Q (GPM) 100 120 140 160

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Compressores 2A - COMPRESSORES:

2A.1

Os compressores visam conseguir que a pressão do gás venha a alcançar uma pressão consideravelmente maior do que a pressão atmosférica. Conforme a pressão pi (pressão inicial) e pf (pressão final) e a pressão efetiva
p ef = p f − p i podemos ter: a) Bombas de vácuo: pef < 0 b) Ventiladores: pef > 0 e da ordem de alguns cm de coluna d’água. c) Sopradores: pef > 0 até cerca de 0,2 kgf/cm2 d) Compressores: pressões de 0,2 a 30 kgf/cm2 e) Supercompressores: pressões acima de 30 kgf/cm2 Os compressores se classificam em: a) Compressores de deslocamento positivo: O gás é admitido em uma câmara de compressão, que é, por isso, isolada do exterior. Por meio da redução do volume útil da câmara sob a ação de uma peça móvel, alternativa ou rotativa, realizase a compressão do gás. Quando a pressão na câmara atinge valor compatível com a pressão no tubo de descarga, abre-se uma válvula ou uma passagem, e o gás da câmara é descarregado para o exterior. A válvula nos compressores alternativos é desnecessária. (1)

b) Compressores dinâmicos (centrífugos):
O gás penetra em uma câmara onde um rotor em alta rotação comunica às partículas gasosas aceleração tangencial e, portanto, energia. Através da descarga por um difusor, grande parte da energia cinética se converte em energia de pressão, forma adequada para a transmissão por tubulações a distâncias consideráveis e à realização de propriedades específicas.

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O cilindro tem uma camisa de água. Este modelo se faz em diversos tamanhos. Compressor de ar de um estágio e pistão de duplo efeito. por uma correia motriz ligada a um motor. Figura 2. para remover o calor da compressão. capaz de fornecer 521 ft3/min a 100 psi. na maioria das aplicações. que é a pressão máxima atingível. até o que tem o cilindro de 14 in e golpe de pistão de 11 in. A unidade é operada. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Compressor centrífugo multistágio.2 Figura 1.Compressores 2A.

40 metano 1.40 gás Quando a pressão de um fluido compressível aumenta adiabaticamente. pb = pressões de entrada e saída. Pa.Compressores 2A. Compressão 2A. respectivamente.20 N2 1. sem troca de calor com o exterior.3 Para um gás ideal numa evolução isentrópica adiabática. pρ − γ = cte Tp −(1−1 γ ) = cte (2) (3) γ= Calor específico a pressão cte c p = Calor específico a volume cte c v (4) γ é uma constante que depende da massa e natureza do gás. Para um determinado gás. a temperatura do fluido também aumenta → trabalho de compressão é maior do que num processo isotérmico. Tb = temperaturas absolutas de entrada e saída. a razão de temperatura aumenta com o aumento na razão de compressão pb/pa. respectivamente. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . γ ar 1.31 SO2 1. A relação entre as temperaturas de entrada e saída do compressor é obtida da equação (3) 1−1 γ Tb  p b  =  Ta  p a    (4) onde: Ta. Se a compressão é menor que 3 ou 4 a temperatura adiabática não aumenta muito. isto é.29 etano 1.1.

Devido à mudança na densidade durante o escoamento compressível. a temperatura isentrópica torna-se excessiva.1. Neste caso a temperatura de saída pode se aproximar da temperatura de entrada e a compressão será isotérmica. A suposição de que o compressor não possui fricção. 2A. Desta maneira é necessário resfriar o gás através de camisas com água fria ou refrigerantes. Em sopradores e compressores as energias mecânica. o rendimento η = 1. Como o compressor ideal não possui trabalho de fricções. Com estas simplificações temos que a forma diferencial da equação de Bernolli é: dW = dp ρ (5) A integração da equação (5) entre a pressão de sucção pa e a descarga pb da o trabalho de compressão de um gás ideal sem fricção. Como : p ρ γ = γ ρa pa ou ρ = p1 γ a ρa p1 γ (7) Substituindo a equação (7) na equação (6). Equações para compressores 1. a forma integral da equação de Bernoulli.4 Se a compressão é maior que 10. Compressão adiabática Para unidades não resfriadas. o fluido segue um caminho isentrópico. 2.2. o calor gerado pelas fricções é também absorvido pelo gás. fica: Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . é inadequada. rotatório ou centrífugo. 2A. cinética e potencial não mudam apreciavelmente.2.0 e hf = 0. W=∫ p b dp pa ρ (6) A integral da equação (6) é avaliada pelo caminho seguido pelo fluido na máquina a partir da sucção a descarga. deslocamento positivo. O procedimento é o mesmo para compressores recíprocos.Compressores 2A. 3.

fica: p pa = ρ ρa ou ρ = ρa p pa (9) W= p a p b RTa p b ln = ln (10) ρa p a M pa O trabalho isotérmico (γ = 1) é menor que o trabalho adiabático (γ > 1) 2A. a temperatura é constante e o processo é isotérmico.2. Compressão politrópica Com compressores grandes não isotérmicos e nem adiabáticos. vale a relação: p ρ n = pa n ρa ou ρ = ρa p1 n a p1 n (11) onde n é constante. 2A. Compressão isotérmica Quando o resfriamento durante a compressão é completo.3 J/kg mol⋅K (SI) R= 1545.5 γ pa W= γ − 1 ρa  p 1−1 γ  γ RTa  b  − 1 = p   a   γ −1 M    p 1−1 γ   b  − 1 (8)  p a       Onde: R = 8314.lbf/lb mol⋅°R (English units) pb/pa = razão de compressão.2. n= ln(p b ρ a ) ln(ρ b p a ) (12) Para calcular a potencia do compressor quando a eficiência é η.3.3 ft.Compressores 2A.2. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . A relação entre a pressão e a densidade.

Supor que a compressão e re-expansão são isentrópicas (γ = 1.) comprimido a 380 KN/m2.T.Compressores 2A. As folgas nos dois cilindros são de 4 e 5%. que funciona com um rendimento mecânico de 85 %. a) Calcular a potencia requerida se a eficiência mecânica é 80 % e a compressão é adiabática. respectivamente.4) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .N.9 kPa abs para 551. EXEMPLO 1: Compressão do metano Um compressor de um estágio comprime 7. pressão absoluta. a partir de 101. Calcular: a) O trabalho de compressão por unidade de massa de gás comprimido. b) Repetir. mas sob condições isotérmicas.7o C e 137.25 m e a velocidade de 4 Hz.3 KN/m2.6 kPa abs. EXEMPLO 2: Um compressor de efeito simples fornece 0. Qual a potencia teoricamente necessária para compressão? EXEMPLO 3: Comprime-se ar a 290 K de 101. m = (g do gás)/s e W = J/g.6 P= Wm η (13) onde: P = W. num compressor de 2 estágios.3 KN/m2 a 2065 KN/m2.1 m3/s de ar (a P. pressões absolutas.4). O quociente de compressão é o mesmo em ambos os cilindros e pode considerar-se o arrefecedor entre os estágios como perfeitamente eficiente.25 = constante. o curso de 0.56 x 10-3 kg mol/s de gás metano a 26. A relação entre pressão e volume durante o curso de compressão e expansão do gás na folga é PV1. b) O rendimento isotérmico c) O rendimento isentrópico (γ = 1. Se a temperatura da sucção for de 289 K.

costuma-se especificar a partícula de modo: I) dp= diâmetro da esfera de igual volume que a partícula..fluido. INTRODUÇÃO O projeto e a análise do desempenho de separação sólido-fluido requer a caracterização físico-química da fase dispersa bem como o conhecimento da dinâmica de suspensão.. Giulio Massarani. movimento Browniano. PARTÍCULAS INTERMEDIÁRIAS: entre os tamanhos extremos.1 3.04 mm. medida diretamente com paquímetro. volume 2. A determinação experimental de dp para partículas não regulares é feita por: a) Picnômetria : partículas grandes b) Couter-counter: partículas pequenas Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . micrômetro. PARTÍCULAS MUITO PEQUENAS: d < 0.Caracterização da partícula sólida 3. à medida mais conveniente é a análise da peneira. 3. Para partículas não esféricas. o levantamento da dinâmica das partículas sólidas sempre serve de base ao estudo científico do processo de separação e mesmo tecnológico.. TAMANHO DE PARTÍCULA Os tamanhos de partículas podem ser medidos de várias maneiras: PARTÍCULAS GRANDES: d > 5 mm. Apesar de todas as dificuldades. métodos de medida indireta utilizando sedimentação. etc.1. três eixos perpendiculares entre si iguais.1. 1986. A tarefa é tão difícil que no estágio atual do conhecimento.. picnômetro. UFSCar. o projeto de filtros e sedimentadores é feito a partir de resultados experimentais alcançados diretamente na filtração e sedimentação do sistema em estudo e o mesmo ocorre na especificação da centrífuga e do hidrociclone. CARACTERIZAÇÃO DA PARTÍCULA SÓLIDA Referência: Tópicos Especiais de Sistemas Particulados: Alguns aspectos da separação sólido. isométricas. 3. quando se trata de suspensões diluídas. etc.

cyclosizer) O diâmetro de Stokes representa o diâmetro da esfera que tem o mesmo comportamento dinâmico da partícula no movimento lento. aproximadamente esféricas.discos) ou superestimar (barras) o dp. com o conhecimento da forma da partícula. e em geral.2 II) d# = diâmetro da peneira (peneiras padronizadas) Para partículas irregulares. fornece a segunda maior dimensão da partícula. 1920. Como na região de Stokes a velocidade terminal é dada por: 2  18 µ ϑ t  g(ρ s − ρ) d st ϑt = ⇒ d st =   18µ  g (ρ s − ρ )  12 À medida da velocidade terminal das partículas é feita pela pipeta de Andreasen. no regime de Stokes. ϑt ϑt IV) da = diâmetro da esfera com a mesma superfície projetada da partícula (técnica de microscopia ótica) Superfície projetada A da partícula = π da2/4 Só é possível fazer a conversão de uma dimensão característica para outra. III) dst = diâmetro de Stokes (elutriador e sedimentador. não esféricas.Caracterização da partícula sólida 3. isto é. a análise de peneira fornece um valor estimado de dp. Desta forma o diâmetro de Stokes representa o diâmetro da esfera (mesmo material) que possui a mesma velocidade terminal da partícula. Para partículas regulares. a análise de peneira pode subestimar (lâminas. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .

94 da/dp ≅ 1. DISTRIBUIÇÃO DE TAMANHOS DAS PARTÍCULAS: ANÁLISE GRANULOMÉTRICA A análise granulométrica estuda a composição granular das misturas de partículas.Caracterização da partícula sólida 3. Os resultados de uma análise granulométrica são representados geralmente por curva acumulativa da fração em peso.) em função desta dimensão das partículas. na qual expressa a fração de partículas menores do que um certo tamanho D (d#. dp. dst.02 ( o diâmetro de peneira para partículas de forma usual é aproximadamente o diâmetro de Stokes) 3.3 Para partículas de formas conhecidas.92 d#/dp ≅ 0..3. valem as seguintes relações: dst/dp ≅ 0. representando graficamente a inclinação da curva: Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . 1 dx Distribuição Acumulativa x 0 dD D A partir da curva acumulativa é dificil visualizar a distribuição de tamanhos e por isso é útil traçar uma curva de tamanhos que é simplesmente a derivada da curva acumulativa e se obtém portanto.27 d#/dst ≅ 1.. com a finalidade específica de descrever seu tamanho e superfície. .

No peneiramento as partículas submetem-se à ação de uma série de peneiras. O tamanho das partículas que passam por uma peneira de abertura de malha L1 e ficam retidas em outra abertura L2. toma-se como unidade linear o centímetro e nos que adotam o sistema inglês toma-se a polegada. A malha de uma peneira é o número de aberturas por unidade linear de comprimento. Perry. pag 21-43: Tabela 21-12 – Série de peneiras. A seqüência de peneiras é padronizada. E11.61.4 dx dD Distribuição de frequências D Exemplo de construção de curvas. Nos países que adotam o sistema decimal. Refs. pag 8-3: Peneiramento através de peneiras padronizadas. A série Tyler Standart é formada por peneiras com uma razão de abertura entre peneiras subsequentes de varia com a razão 4 2 .Caracterização da partícula sólida 3. é a média aritmética da abertura das malhas L1 e L2. A forma usual de expressar a análise granulométrica é mostrada na tabela. norma americana ASTM. 2 (área). e equivalente da série Tyler. utilizando a análise das peneiras. A dimensão linear Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Perry.

02 0.718 0.841 (20 mesh) 0.149 (100 mesh) 0.19 (14 mesh) 0.97 0.19 (14 mesh) 0.254 0.508 0.359 0.68 (10 mesh) 1.420 (35 mesh) 0.25 0.09 0.00 3.105 (150 mesh) 97 83 58 38 24 15 9 5 2 0 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .090 TOTAL MASSA RETIDA FRAÇÃO PODERAL RETIDA (MRETIDA / MTOTAL) * 0.5 FRAÇÃO PONDERAL DE PARTÍCULAS QUE PASSAM PELA PENEIRA * 0.02 1.03 1.105 (150 mesh) 0.180 0.38 (8 mesh) 1.38 0.297 (48 mesh) 0.297 (48 mesh) 0.83 0.44 1.595 (28 mesh) 0.15 0.149 (100 mesh) 0.00 (g) * 6 28 50 40 28 18 12 8 6 4 200 * mais utilizado SITEMA TYLER (MESH) * MASSA RETIDA (g) * DIÂMETRO (peneira inferior) (mm) % ACUMULATIVA ( > que D#) * DIÂMETRO (peneira superior) (mm) % ACUMULATIVA ( < que D#) * -8 +10 -10 +14 -14 +20 -20 +28 -28 +35 -35 +48 -48 +65 -65 +100 -100 +150 -150 +200 6 28 50 40 28 18 12 8 6 4 1.595 (28 mesh) 0.Caracterização da partícula sólida SITEMA TYLER (MESH) * -8 +10 -10 +14 -14 +20 -20 +28 -28 +35 -35 +48 -48 +65 -65 +100 -100 +150 -150 +200 DIÂMETRO MÉDIO (D#) (mm) * 2.04 0.20 0.09 0.03 0.05 0.14 0.06 0.210 (65 mesh) 0.420 (35 mesh) 0.68 (10 mesh) 1.58 0.14 0.03 0.127 0.841 (20 mesh) 0.210 (65 mesh) 0.074 (200 mesh) 3 17 42 62 76 85 91 95 98 100 2.02 0.24 0.

Caracterização da partícula sólida Histograma da análise granulométrica X ∆X 3.6 Dimensão da partícula ou abertura da peneira ∆X∆X X Diâmetro médio das aberturas D= D1 + D 2 2 X MENOR QUE D MAIOR QUE D Abertura da peneira (que passou ou que reteve) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .

B = 6 para cubos) a) Diâmetro médio de Sauter. D A superfície específica Sw. propriedade importante no escoamento de fluidos através de meios porosos . é definida como: ∞ Sw = ∫ BD 0 2 dN dD dD m onde N é o número de partículas de diâmetro D e m a massa do conjunto de partículas. Seja: xi = fração ponderal relativa ao diâmetro Di Ni = número de partículas relativa ao diâmetro Di C = fator tal que CD3 forneça o volume da partícula (C = π/6 para esferas.7 DIÂMETRO MÉDIOS Com os dados da análise granulométrica definem-se os seguintes médios para uma população de partícula. D= 1 ∞ 0 ∫ D dD dD 1 dX é comum em análise de peneiras utilizar a forma: Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .C = 1 para cubos) B = fator tal que BD2 forneça a superfície da partícula (B = π para esferas.Caracterização da partícula sólida 3. Sendo dN m dX = dD ρ s CD 3 dD resulta Sw = B 1 dX B ∫ D dD dD = CDρ s ρs C 0 ∞ D é o diâmetro médio de Sauter.

Os modelos de distribuição mais comuns são: I) Modelo Gate-Gaudin-Schumann D X=  . MODELOS DE DISTRIBUIÇÃO DE TAMANHOS Para fins computacionais torna-se conveniente a representação da análise granulométrica através de um modelo de distribuição. D<K K Parâmetros: m > 0 (adimensional) K = D100 (com dimensão L) Representação gráfica: m X 1 0< m< 1 . Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Nos casos usuais m > 1 m> 1 K D .Caracterização da partícula sólida 3.Para m = 1 a distribuição é uniforme . Verificação: se os dados da análise granulométrica quando ‘plotados’ na forma ln D ‘versus’ ln X representarem uma reta.8 D# = 1 1 ∫ D # dX 0 1 ≅ i 1 ∑ D   ∆X     # i onde ∆X é a fração em massa das partículas de diâmetro D#.Recai na distribuição RRB para D pequeno.

2 D   1  Verificação: Reta na representação gráfica ln D ‘versus’ ln ln  .632 n>1 A forma em S é verificada para n > 1 D63.   1 − X  III) Modelo log-normal X= [1 + erf (Z)] 2     Z 0  D Z = ln D  50 erf (Z) = 2 ( 2 ln σ ) 2 ∫ exp(− Z ) dZ π Parâmetros: σ = D 84.2 (com dimensão de L) Representação gráfica: n X 1 0<n<1 0.Caracterização da partícula sólida 3.1 D 50 = D 50 ≥1 D15.9 (adimensional) D50 (com dimensão L) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .9 II) Modelo Rosin-Rammler-Bennet X = 1 − e −(D D′ ) Parâmetros: n > 0 (adimensional) D’ = D63.

n > 1  n  1  D 50 exp − ln 2 σ   2  RRB LN Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .841 0.500 0. m > 1 m  1 D ' Γ 1 −  .10 Representação gráfica X 1 0.1 D σ>1 Para σ = 1 todas as partículas tem o mesmo tamanho Verificação: reta na representação gráfica ln D ‘versus’X em escala de probabilidades Conhecido o modelo da distribuição.Caracterização da partícula sólida 3. o diâmetro médio de Sauter pode ser calculado através das expressões: Modelo GGS D (m − 1) k .159 D15.9 D50 D84.

3 8.380 1.074 10.090 pó 0. (verificar).974 0.003 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .956 -1.5 21.5 61.297 0.024 -0.6 45.6 45.5 21.2 2.149 0.1 30.9 34.5 42.017 0.515 0.189 0.127 0.7 410.690 0.112 0.936 0.210 0.831 0.334 0.921 0.053 0.595 0.1 2. TABELA 1 Sistema Tyler (no) Abertura D#(mm) Massa retida m(g) -6 +8 -8 +10 -10 +14 -14 +20 -20 +28 -28 +35 -35 +48 -48 +65 -65 +100 -100 +150 -150 +200 -200 2.687 0.026 0.606 -1.190 0.022 0.350 0.016 0.150 0.1 30.326 0.1 2.595 0.000 0.190 0.187 0.841 0.172 0. A distribuição log-normal é que melhor representa a análise granulométrica da tabela.6 70.11 Exemplo 3.Análise de peneira (areia) Massa Sistema Abertura retida D# o Tyler (n ) D#(mm) m(g) Fração Fração em massa em massa retida ∆X < D#.680 1.6 70. X Z MATLAB X [1+erf(Z)]/2 -6 +8 -8 +10 -10 +14 -14 +20 -20 +28 -28 +35 -35 +48 -48 +65 -65 +100 -100 +150 -150 +200 -200 2.420 0.074 0.514 0.103 0.254 0.281 -1.1: Os resultados da peneiração de uma areia empregada em construção civil encontram-se reunidos na tabela 1.084 0.000 1.5 77.9 4.676 0.149 0.322 1.Caracterização da partícula sólida 3.420 0.3 8.297 0.7 Tabela 2 .854 2.9 4.002 0.435 1.012 0.5 61.180 0.5 77.359 0.088 0.680 1.105 0.969 0.030 1.303 -0.508 0.215 0.5 42.007 0.074 10.210 0.105 0.010 0.380 1.922 0.718 0.035 0.007 1.9 34.841 0.837 0.038 0.111 0.630 -0.

1 0.] (enter) >> (1 + erf(Z))/2 (enter) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .12 Distribuição acumulativa de tamanhos (areia.6 0.002 0.7 0.5 D#(mm) 2.0 0..0 0.Caracterização da partícula sólida 3.5 1.0 1.4 0.0 X Experimental log-normal MATLAB: >> Z = [1.9 0..676 0.0 0.350.322 1. tab1) 1.0 2.8 0.3 0.5 3.5 0.2 0.

onde B = π / φ e C = π / 6 . Este produto é o único que define convenientemente as características de tamanho e forma para uma mistura de partículas de diferentes formas e tamanhos. J.4. para todas as outras formas de partículas A esfericidade foi definida pela primeira vez por ‘Wadell H.13 3. FATOR DE FORMA DA PARTÍCULA: ESFERICIDADE Para partículas não esféricas. of Ecology. a permeametria e por meio da difusão de Knudsen. portanto: CD p ρs φ= 6 D p ρsS w No tratamento de leito fixos e fluidizados o produto dpφ frequentemente aparece e pode ser tratado como um único parâmetro Dp. A esfericidade pode ser determinada através da medida da superfície específica que pode ser feita por diferentes técnicas como o BET.1932’.. Shape and Roundness of Roch Particles. 40. isométricas. 443. define-se esfericidade como:  área superfícial da esfera  φ = esfericidade =    área superfícial da partícula  ambas com o mesmo volume φ = 1 para esferas 0 < φ < 1.Caracterização da partícula sólida 3. Como: S w = B . Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . A determinação experimental de φ para partículas não regulares é feita através de: a) medida da superfície específica b) medida de vazão contra queda de pressão (Q x ∆P) em meio poroso constituido de partículas. Volume.

Com a permeabilidade K e utilizando aexpressão de Kozeny-Carman para a determinação da mesma.Caracterização da partícula sólida 3. faz-se um experimento para a medida da queda de pressão contra a vazão em um escoamento através de um meio poroso constituido das partículas em questão: Coloca-se em gráfico os valores ∆P/L contra ∆P L a b a µ = b K Q/A e a inclinação da reta é o valor µ/K. L3t-1 A = área da seção transversal do meio poroso. ML-1t-2 L = comprimento do meio poroso. ML-1t-1 Q = vazão voumétrica do fluido. L2 µ = viscosidade dinâmica do fluido. L2 Para obter o valor da esfericidade.14 A − ∆P µ Q = L KA Q L P1 P2 onde: ∆P = queda de pressão através do meio poroso. obtém a esfericidade φ Q/A Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . L K = permeabilidade do meio poroso.

porosidade do meio. β≅5 onde: dp = diâmetro da esfera de igual volume que a partícula.Caracterização da partícula sólida 3. L φ = esfericidade da partícula. diâmetro característico da partícula. adimensional ε= volume de vazios . adimensional volume total β = constante que é função do meio poroso Dp = dpφ. L NO QUADRO Exemplo Determinar a esfericidade de um cilindro equilátero (D = H) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .15 K= 36β(1 − ε )2 (d p φ)2 ε3 .

0 12.0199 0.1848 0.0 4.75 4.2700 0.Caracterização da partícula sólida 3.45E-05 dst (mm) 0. numa vazão de 37 cm3/min: S 1 2 3 4 Elutriador diâmetro massa do tubo recolhida (cm) (g) 1 2 3 4 3.75 7. massa elutriador retida (g) 1 2 3 4 4. terminal (m/s) 8.62 6.0584 Diâmetro tubo (cm) 3 4 6 12 V.75 7.8 g/cm3.16 Exemplos do capítulo 3: caracterização de partícula sólida 1.42 F Determinar a distribuição granulométrica (dSt x 100X) sabendo-se que a densidade do sólido é de 1.0100 X * 100 81.0 4.0 6.0584 1.91E-04 2.72E-04 4.5200 5.5200 23.0399 0.46 25 ∆X 0.18E-04 5.1768 0.3100 0. (4.42 1. pag3.8400 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .0299 0.8152 0.2352 0.75 4.0000 X 0.5200 54. Foram os seguintes os resultados obtidos na elutriação de 25 g de um pó industrial com água a 30oC. Massarani).62 6.5452 0.

9 25.010 0.3 39. como dimensão característica.020 0. porosidade da amostra c = 0.2 40 22.2 10 13.0 29. Com esta mesma barita foram conduzidos ensaios de permeametria e determinada a superfície específica pelo método da difusão de Knudsen. Uma amostra da barita foi analisada no Coulter Counter (fornece.3415.6 70 Onde X é a fração em massa de partículas de diâmetro < dp.1 50 26.8 R =1 2 3 2 dst (mm) 2. o diâmetro da esfera de igual volume que a partícula.3 ∆p(cm H2O) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .5 31.030 0.2 20.1 15.0 20 15. dp): dp(µ) 100 X 8. a) Permeametria Resultados dos ensaios de queda de pressão e vazão conduzidos com ar a 25oC e 1 atm numa célula de 5.17 curva de distribuição granulométrica 100 90 80 70 100 X 60 50 40 30 20 10 0 0.3 19.2 45.7 60 32.6x + 18.422: Q (cm3/min) 12.000 0.7 30 18.050 y = -3E+06x + 241248x .040 0.2 cm de altura e 3 cm de diâmetro.Caracterização da partícula sólida 3.1 23.

10 g /cm3. k = permeabilidade da amostra. L = altura da célula. ρs = densidade da partícula sólida. 97. d pφ ε3 ∆p µQ =− . Powder Technology 21. Determinar a esfericidade φ das partículas de barita a partir das seguintes equações que relacionam este fator de forma com os resultados da permeametria e com o valor da superfície específica da amostra. 1978): S w = 0. 1 ∫ d p dX 0 1 1 ε = porosidade da amostra. Q = vazão de fluido que escoa pela célula.Caracterização da partícula sólida 3.18 b) Medida da superfície específica pelo método da difusão de Knudsen. d p = diâmetro médio de Sauter baseado no diâmetro da esfera de igual volume que a partícula. sendo k = 2 L kA 150(1 − ε ) ( )2 Sw = 6 ρs d p φ ( ) onde: ∆p = queda de pressão na célula.0058 m 2 g A densidade de barita é 4. µ = viscosidade do fluido.G. A = área da seção transversal da célula. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Stanley-Wood.1454 ± 0. através de aparelhagem montada no laboratório de Sistemas Particulados da COPPE/UFRJ (N.

7 0.281569 Q (cm /min) ∆P (cm água) 12.2 13.1 0.2 19.2847 3.0956 3.2 22.1 26.6931 -0.5 0.3 15.2040 X 0.0092025 0.6 X 0.3665 -0.0 30.0 0.9163 -0.7 32.0 10.3000 0.6094 -1.Caracterização da partícula sólida 3.1 ln(ln(1/1-X)) -2.0 40.4999 -1.0 25.1000 ∆X/dp 0.7 ln(dp) 2.7 13.4 0.0614191 16.0 5.7 22.0 10.5649 2.0076923 0.0 15.6931 0.5 0.0243902 0.5 25.1000 0.3 29.9 39.0  ∆X   dp      P ( cm água) 35.3 0.6 0.0 3 20.6717 -0.1 18.1000 0.1 0.2 0.0 30.9998 Q (cm /min) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .5108 0.3 0.1 20.2 TOTAL 0.2 0.2000 1.0309 -0.0 y = 1.3 3 32.3 0.1856 X 0.6 0.0 5.4 0.1000 0.9163 1.0037453 0.0874 0.4 0.2231 0.5481x 2 R = 0.7 18.3026 -1.5 0.0 8.0 45.1041 2.1 23.0 15.6 26.6 0.19 dp (µ) 8.0 0.2 0.3567 0.0045249 0.2504 -1.5108 -0.2 31.1054 0.1000 0.0 25.7537 2.0 35.0000 Diâmetro de Sauter dp = 1 ∑ 50.2040 -0.0063694 0.0 15.4843 ln X -2.0 20.9014 3.0054945 0.7 ∆X 0.3567 dp (µ) ln(1/1-X) 0.2 15.0 45.

2 0.0 -1.6 0.8 0.0 ln(ln(1/1-X)) -0.4 0.00 2.0 35.0.0 3.0 ln dp 2.5 0.00 1.8219x .00 ln dp 3.5 4.00 X y = 0.20 0.9 D 50 D 63.6 0.0 dp (m) 20.0 15.5 0.0 y = 1.1 0.0 10.5 0.00 4.00 ln dp 3.5 -1.5 1.00 1.5 0.Caracterização da partícula sólida 3.0 30.3 0.5 -2.2 X LOG-NORM A L 0.5.5 0.2906 -0.5 3.0 25.4583x .0 0.8 0.1 0.00 4.9772 2 ln X R = 0.0 y = 1.9916 2 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .7 0.3 0.0 -2.7 0.5 2.5 R = 0.0 0.00 RRB 0.0 -1.2 0.072 R = 0.0 0.00 2.921 GGS 0.0 -2.458x .9687 2 -1.5 -2.0 5.0 D 15.4 0.6.0 1.

Resposta: b) melhor modelo: RRB (n = 1.801.7955 e D’ = 1.4 11.1g) apresentou a seguinte análise de peneiras Sistema Tyler (mesh) +8 -8 +10 -10 +13 -14 +20 -20 +28 -28 +35 -35 +48 -48 +65 -65 +100 -100 +150 -150 +200 -200 Massa retida (g) 12. 1 = 1 ∫ D # dX 0 1 D# = 1 ∑ D  i  ∆X     # i onde X é a fração em massa das partículas de diâmetro menor que D# e ∆X a fração em massa das partículas de diâmetro D#. c) Calcular o diâmetro médio de Sauter.0370 mm de diâmetro médio.21 Exercícios 1) Uma amostra de areia (243.601) c) Diâmetro de Sauter: pelo modelo: 0.6 1.2 7.0 63.7 50.6 38.1 a) Fornecer gráfico acumulativo D# vs (100X).688 usando o pó remanescente como 0.Caracterização da partícula sólida 3.7 2. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .7 32. Rosin-Rammler-Bennet e log-normal. b) Verificar se a distribuição granulométrica segue um dos seguintes modelos: Gates-GaudinSchumann. Calcular os parâmetros do modelo que melhor se ajuste às circunstâncias.5 17.8 3.8 1. aproximado: 0.

9 4.Caracterização da partícula sólida 3.6 0.8 0. s   sendo co a concentração da suspensão em t = 0 e c a concentração medida no tempo t a uma distância h abaixo do nível da suspensão da proveta.7 0.22 2) Deseja-se peneirar areia.95 0.77 0.5 10.4 13.7 7. Deterninar a produção A. no sistema de peneiras vibratórias abaixo esquematizado.67 ton/h.6 8. B e C em ton/h. sabendo-se que a análise granulométrica da areia é a mesma do problema 1.08 0. X(d St ) = c co onde X é a fração em massa das partículas de diâmetro menor que dSt.88 0. Resp: 1.2 g/cm3) em benzeno a 25oC conduziram aso seguintes resultados: t(min) c/co 3. 1.46 ton/h # 14 # 35 A C B 3) Na técnica de sedimentação. 1 h = 25 cm Medidas realizadas com o auxilio dos raios-γ na sedimentação de uma amostra de barita (ρs = 4.  18µh  2 d St =    g(ρ − ρ )t  . 4 ton/h.1 Obtenha a análise granulométrica da amostra em termos de dSt vs X. versão incremental.3 16.8 6.87 ton/h e 0.43 0.2 31. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .2 0.

calcular dp (diâmetro da esfera de igual volume que a partícula).0 g/cm3 e a esferecidade pode ser estimada em 0.23 4) Uma suspensão aquosa de caulim a 25oC apresentou as seguintes velocidades de sedimentação.193 1.27 0.7 A densidade das partículas é de 4.056 4.55 0.37 0. a velocidade de sedimentação das partículas de caulim à diluição infinita.275 24.226 1.5 0. b) Comparar os resultados experimentais de velocidade de sedimentação em função da concentração com os valores estimados pelas correlações da literatura. a velocidade terminal das partículas à diluição infinita e.6 g/cm3. c (g/cm3) V (cm/min) 0.435 14. a diferentes concentrações de sólido. c. por extrapolação de dados. das partículas de caulim através da fórmula de Stokes. a partir deste valor.3 0.2 0. Resp: v∞ =5. dSt.Caracterização da partícula sólida 3. pela extrapolação de dados.40 a) Determinar.088 38.  18µv ∞  d St =    (ρ − ρ )g    s onde µ .4 0. v. v∞.218 1. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .7.083 3.00315 mm 5) Os seguintes dados foram obtidos em ensaios de sedimentação de partículas de Al2O3 em água.147 2.viscosidade do fluido ρs – densidade da partícula sólida g – aceleração da gravidade A densidade do caulim é de 2. Como estas correlações se referem às particulas esféricas. curva de tendência polinômino do 2ograu do Excel) 1 2 dSt =0.143 33. a) Determinar.78 cm/s (c→0.22 0. caracterizar as partículas através do produto dpφ.84 0. b) Determinar o diâmetro médio de Stokes.041 40. a 25oC: c (g Al2O3/cm3 de suspensão) v (cm/min) 0.

volume V e massa específica ρs movendo-se com a velocidade ϑ (velocidade do centro de massa da partícula) em um fluido de massa específica ρ.Dinâmica da partícula 4. DINÂMICA DA PARTÍCULA 4.1. pg.1 4. 181) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . 1960. r No campo gravitacional b = g r r r r No campo centrífugo b = − w × (w × r ) . r onde: w é a velocidade angular da partícula e r r é o vetor posição. tornando aceitáveis as seguintes suposições: a) A posição relativa partícula-fluido não afeta o valor da força resistiva l . r r r b) l tem a direção da velocidade relativa u − ϑ r ( ) Dentro destas hipóteses: r 1 r r 2 l = A u − ϑ ρC D 2 r u−ϑ r r u−ϑ (2) onde: CD é o coeficiente de arraste da partícula e A uma área característica a ser definida (Bird. Admitiremos que a partícula apresente “um certo grau de uniformidade” em sua forma. Formulação básica e equações empíricas para partículas isométricas Seja uma partícula de massa m. Stewart e Lightfoot. Seja u a velocidade do fluido. A equação do movimento da partícula é: r r r dϑ m = (ρ s − ρ )Vb + l dt (1) r r onde b é a intensidade do campo exterior e l a força resistiva que o fluido exerce sobre a partícula (não inclui o empuxo).

CD/Re e Re são de utilidade para o cálculo. dp. Os problemas de dimensionamento de equipamentos de separação de partículas que comumente aparecem na engenharia química exigem que se avalie o dp a partir de ϑt ou então o inverso. pois: 4 d p ρ(ρs − ρ )b 3 µ2 3 C D Re 2 = (6) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .). O resultado é extrapolado comumente para partículas que apresentam um “certo grau de uniformidade”. respectivamente. dp. da velocidade relativa U e do diâmetro da partícula. φ) Re = Ud p ρ µ e r r U = u−ϑ Para fazer o processo iterativo.. visto que: C D = f (Re. as relações entre grupos CDRe2 e Re.. tetraédrica regular. a dimensão característica da partícula e seja a área A definida do modo: A= πd 2 p 4 (3) A medida da velocidade terminal ϑt leva à determinação experimental do coeficiente de arraste CD. pois resulta das equações (1) e (2): 0 = (ρ s − ρ)Vg − A C D ϑ2 t 2 (4) e portanto: CD = 4 d p (ρ s − ρ)g 3 ρϑ 2 t (5) Foi dentro deste procedimento que Pettyjohn e Christiansen (1948) levantaram uma quantidade substancial de dados sobre o coeficiente de arraste para partículas isoméricas (aquelas que apresentam 3 eixos perpendiculares entre si iguais. como a partícula esférica. No entanto estes cálculos cairiam no processo iterativo.Dinâmica da partícula 4.2 Seja o diâmetro da esfera de igual volume. etc. cúbica.

Em algumas situações foram levantadas correlações específicas para descrever a fluidodinâmica da partícula não-isométrica (Concha e Christiansen. as equações permitem estimar o Re e a partir do valor deste.Dinâmica da partícula 4.3 referem-se à fluidodinâmica da partícula isométrica isolada em fluido Newtoniano.1. As correlações apresentadas nas tabelas 4. isto é. pode-se calcular dp e ϑt. Desta forma. para maior precisão.5 ou 103 < Re < 2 x 105. porém.3 não encerra U e C D Re = 4 µ(ρ s − ρ )b 3 ρ2 U3 (7) não contém dp e ambos fazem parte do número de Reynolds: Ud p ρ µ Re = (8) Massarani et al (1996) correlacionou os dados de Pettyjohn e Christiansen usando a técnica das assíndotas de Churchill (1983). A tabela 4. 1986). na falta destas.2 inclua a partícula esférica. utilizam-se os resultados relativos à partícula isométrica.3 fornece diretamente as expressões para a velocidade relativa fluido-partícula e para o diâmetro da partícula quando prevalece o regime de Stokes ou de Newton.1 à 4. caracterizando a forma da partícula não-isométrica da esfericidade. a utilização da tabela 4. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Embora a tabela 4. quando Re < 0. recomenda-se neste caso.

85 1n (c D )exp (c D )cor = 1.065).43  n   + Re =    c Re      c D Re     D   = 1.09 0.2 – Fluidodinâmica da partícula isométrica isolada: correlações de Coelho & Massarani (1996) com base nos dados de Pettyjohn & Christiansen (1948).13 n 2 n   K2    24  + Re =    c Re      K1 (c D Re )     D   1.2 −1 n (Re )exp (Re )cor (Re )exp (Re )cor 3 4 d p ρ(ρs − ρ )b 3 µ2 = 1.00 ± 0.00 ± 0.4 Tabela 4. Re < 5 x 104 Descrição cD  24  n  =   + 0. = 1.43          24  n 2  0.00 ± 0.843log10(φ / 0.88 Tabela 4.10  K c Re 2  −n  c Re 2  −n 2     + D  Re =  1 D   K  24   2      K1 = 0.00 ± 0.00 ± 0.00 ± 0.31 – 4.63 −1 n (Re )exp (Re )cor (Re )exp (Re )cor (c D )exp (c D )cor = 1.95 1n = 1.88φ 4 µ(ρ s − ρ )b .Dinâmica da partícula 4.14 1. 3 ρ2 U3 Re = Ud p ρ µ . C D Re = C D Re 2 = Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .43 n   Re     1n n Valor médio e desvio padrão 0.06 0. 0.3 K2 = 5.1 – Fluidodinâmica da partícula esférica isolada: correlações de Coelho & Massarani (1996) com base nos dados de Lapple & Shepherd (1940) e Pettyjohn & Christiansen (1948).09  c Re 2  −n  c Re 2  −n 2     D  Re =  D  24  +  0.65 < φ ≤ 1 e Re < 5 x 104 Descrição  24  n   + Kn  c D =  2    K1 Re     1n n Valor médio e desvio padrão 0.

5 Tabela 4.065). Esta redução. U ν ∞ = f (Re ∞ . νt 1 = ν ∞ 1 + 2.88φ Influência da concentração de partículas Um grande número de dados experimentais apresentados na literatura evidencia que a velocidade terminal de uma partícula tem seu valor substancialmente reduzido pela presença de outras partículas.5c v onde: υ∞ é a velocidade terminal da partícula isolada e cv a fração volumétrica da fase sólida na suspensão.Dinâmica da partícula 4. como mostra a equação de Einstein.65< φ≤ 1 Variável a ser estimada Regime de Stokes Re < 0.31 – 4. 0. O efeito da presença da fase particulada na fluidodinâmica de suspensões é comumente expresso através de correlação do tipo (Richardson e Zaki. é da ordem de 5% para concentrações de apenas 2%.5 Regime de Newton 103 < Re< 5x104 cD 24 K1 Re K2 (ρs − ρ F )bK1D 2 p U 18µ   18µU    (ρs − ρ F )bK1  12  4(ρs − ρ F )bD p    3ρ F K 2   12 Dp 3ρ F K 2 U 2 4(ρs − ρ F )b K1 = 0. 1954).3 – Fluidodinâmica da partícula isométrica isolada: cálculo da velocidade e do diâmetro da partícula (Pettyjohn & Christiansen. 1948).843log10(φ / 0. ε ) (i) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . K2 = 5. tanto mais sensível quanto maior a concentração de sólidos.

as correlações da literatura podem diferir substancialmente entre si. r r U = ν−u . resultando nas duas situações uma interface fluido-suspensão pouco nítida por problemas de segregação de partículas. ε. Como conseqüência da caracterização incompleta do sistema particulado.Dinâmica da partícula 4. é a fração volumétrica de fluido na suspensão. sendo QF a vazão de fluido e A a área da seção transversal de fluidização. no segundo caso U = QF/(εA). A experimentação torna-se imprecisa quando a faixa granulométrica das partículas sólidas é extensa e quando a concentração de sólidos é reduzida.6 onde U é o módulo da velocidade relativa fluido-partícula. ε = 1 . em faixa granulométrica estreita representada por um diâmetro médio que possivelmente não caracteriza a fluidodinâmica da suspensão. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . onde ν é a velocidade da frente de sedimentação.cv As correlações referentes à equação (i) podem ser determinadas através da experimentação conduzida na sedimentação em batelada e na fluidização homogênea: no primeiro caso U = ν/ε. A maioria das correlações apresentadas na literatura referem-se a amostras com partículas arredondadas. a porosidade. Re ∞ = D pν ∞ρF µ . inferior a 5% em volume. Re∞ o número de Reynolds referente à velocidade terminal da partícula isolada.

47 < φ < 0.83ε 3.65 0.95 − ν ∞ 1 + A Re ∞B −0 .28ε −5. 0. C. 1 < Re ∞ < 500. itabirito.94 .33ε Re ∞ > 2 x10 3 .5 < ε ≤ 0.03 − 1 1 – 500 − 4. dolomita e quartzo. hematita. U = 0.93 Re∞ .45 Re ∞0.95.2 – 1 − 4. 1994) U 0. ν∞ Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .1 − 1 > 500 1.96 .8ε − 3. 0.39 B.5 < ε ≤ 0.35 Re ∞0. 0.2.2 3.Dinâmica da partícula 4. A = 0.14 Re ∞ < 0. B = 0.9 < ε < 1  U 1 = .5 < ε ≤ 0.095 exp(2. Correlação de Richardson e Zaki (1954) para partículas arredondadas: U ν ∞ = ε n .5 < Re ∞ < 700 O diâmetro médio é a média aritmética da abertura das peneiras de corte. 0.35 − 0.7 Tabela 4.80) U ν ∞ = ε 5. 9. Correlação Politis e Massarani (1989) para partículas irregulares(areia. 0.29ε ). n = n (Re ∞ ) Re∞ n 0.8.9  = ν ∞ 4.4 – Influência da concentração de partículas na fluidodinâmica de supensões A. Correlações empíricas estabelecidas com base nos dados experimentais reunidos por Concha e Almendra (1978) (Massarani e Santana.

enquanto que as partículas menores são carregadas para o topo da coluna com o fluido.8 Figura – Influência da concentração de partículas na fluidodinâmica de suspensões: comparação entre os resultados de Richardson e Zaki (1954) e Almendra (1979). alimentação Partículas pequenas e leves As partículas grandes que caem a uma velocidade maior que a de ascenção do fluido.2. 4. são coletados na parte inferior da coluna. água Partículas grandes e pesadas Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Separação sólido-sólido: elutriação Um elutriador é um tubo vertical através do qual ascende um fluido a uma determinada velocidade enquanto a mistura sólida que se quer separar é alimentada no topo da coluna.Dinâmica da partícula 4.

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Alimentação (partículas) Sólidos muito finos água Sólidos grosseiros Partículas menos grosseiras Sólidos finos NO QUADRO Exemplo 4.7. Dados: densidade das partículas ρG = 7.9 cp. A distribuição granulométrica dos dois materiais é a mesma: dp (µ) 100X 20 15 30 28 40 43 50 54 60 64 70 72 80 78 100 88 Calcular a porcentagem de galena no material arrastado e no produto de fundo.5 cm/s. viscosidade do fluido µ = 0. esfericidade φG = 0. várias colunas de diferentes diâmetros podem ser usadas.16) Uma mistura finamente dividida de galena e calcário na proporção de 1 para 4 em peso é sujeita à elutriação com corrente ascendente de água de 0.9 Deseja-se separar partículas de mesma massa específica e diâmetros d1 e d2 1 2 ϑt1 = velocidade terminal da partícula 1 ϑt2 = velocidade terminal da partícula 2 d1 d2 Para produzir-se separações adicionais.1: (problema 2-Massarani pg.Dinâmica da partícula 4.5g/cm3 e ρC = 2.7 g/cm3.8 e φC = 0.

9993 2 2 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Dinâmica da partícula 4.10 dp (µ) 20 30 40 50 60 70 80 100 100 X 15 28 43 54 64 72 78 88 100 90 80 70 60 100 X 50 40 30 20 10 0 0 20 40 60 dp 80 100 120 y = -0.19.275 R = 0.8509x .0078x + 1.

Dinâmica da partícula 4. Sedimentador lamelado obs: comportamento de uma partícula no seio de um fluido escoando entre duas placas paralelas sobrenadante L H r ϑ x y Largura B b Largura θ g g θ gy θ gx ⇒ g y = g cos θ g g sen θ = x ⇒ g x = g sen θ g Equação do movimento da partícula: r r 1 r r r r dϑ = (ρ s − ρ )Vg + ρA u − ϑ C D u − ϑ m 2 dt cos θ = gy ( ) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .3.3.1. Dinâmica da partícula que se desloca em um fluido entre placas paralelas sob a ação do campo gravitacional 4.11 4.

como u y = 0 r r 2 Então: u − ϑ = (u x − ϑ x )2 + 0 − ϑ y ( )2 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .12 Desprezando a aceleração da partícula. Componente x r r 1 0 = −(ρ s − ρ )Vg sen θ + ρA u − ϑ C D (u x − ϑ x ) 2 Componente y (obs.Dinâmica da partícula 4. portanto uy = 0) (1) r r 1 0 = −(ρ s − ρ)Vg cos θ + ρA u − ϑ C D 0 − ϑ y 2 ( ) (2) Rearranjando: (ρs − ρ)Vg sen θ = 1 ρACD 2 r r u − ϑ (u x − ϑ x ) (1A) (ρ s − ρ)Vg cos θ = 1 ρAC D 2 r r u − ϑ − ϑy ( ) (2A) Elevando ao quadrado cada termo das equações (1A) e (2A) e somando: [(ρs − ρ)Vg sen θ]2 + [(ρs − ρ)Vg cos θ]2 = r r  r r  1 2 1  ρAC D u − ϑ  (u x − ϑ x ) +  ρAC D u − ϑ  − ϑ y 2  2  2 2 ( )2 r [(ρs − ρ )Vg]2 ⋅ (sen 2 θ + cos 2 θ) =  1 ρACD u − ϑ  [(u x − ϑx )2 + (− ϑ y )2 ]   r 2 2  [(ρs − ρ)Vg]2 =  1 ρACD  2 r r u−ϑ = 2 r r  r r 2 u−ϑ  u−ϑ  Porque: (u x − ϑx )2 + (u y − ϑ y )2 . fluido na direção x somente.

Dinâmica da partícula 4. Vem da equação (1) r r 1 0 = −(ρ s − ρ)Vg sen θ + ρA u − ϑ C D (u x − ϑ x ) 2 (ρs − ρ)Vg sen θ = ϑ (u A ρC D 2 t x − ϑy ) ϑ 2 sen θ = ϑ t (u x − ϑ x ) t ϑ x = u x − ϑ t sen θ E da equação (2) (3) 0= (ρs − ρ)Vg cos θ − A ρC D 2 r r u − ϑ ϑy 0 = ϑ2 cos θ − ϑ t ϑ y t Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .13 Logo:    (ρ − ρ )Vg  r r 4  u −ϑ =  s   A ρC  2 D     2 12 r r  2(ρ s − ρ)Vg  u −ϑ =   = ϑt  AρC D  • O módulo da velocidade relativa é igual a velocidade terminal da partícula.

14 ϑ y = ϑ t cos θ Analisando as situações físicas. L = ϑ L H 2 t= = L H 2 = −H 2 ∫ ϑx dy H −H 2 ∫ (u x − ϑt sen θ)dy H L u − ϑ t sen θ onde: u = Q HB H 2 B2 H 2 1 1 1 ϑ = ∫ ϑdA = ∫ ∫ ϑdydz = H ∫ ϑx (y )dy A HB −H 2 −B 2 −H 2 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Dinâmica da partícula 4. (4) θ 0 90o 270o ϑx ux ux .ϑt ux + ϑt ϑy ϑt 0 0 Placas horizontais Fluxo ascendente Fluxo descendente CÁLCULO DO MENOR DIÂMETRO DA PARTÍCULA QUE É COLETADA COM EFICIÊNCIA DE 100% L H x y Largura Largura bB Trajetória crítica • Tempo necessário para que a partícula de diâmetro crítico percorra a direção x a distância L.

t= H ϑ t cos θ Portanto.Dinâmica da partícula 4.15 • Tempo necessário para que a partícula de diâmetro crítico percorra na direção y a distância H. para a trajetória crítica: t residência = t queda L H = u − ϑ t cos θ ϑ t cos θ ϑt = Hu L cos θ + H sen θ Conhecendo-se ϑt → C D Re = 4 (ρ s − ρ )gµ → Re → d p. θ = 60o Sistema Contracorrente concorrente θ ~ 60o ~ 40o Resulta para as duas configurações Hu L cos θ ϑt ≅ o H senθ é desprezivel frente ao L cosθ ∴ u = ϑ t L cos θ . logo H Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .crítico 3 ρ 2 ϑ3 t Situação de interesse prático: L>>H (L ≈ 20H) Sistema lamelado → usualmente: H = ±5cm.

de outra forma ϑt = Q A projetada .Dinâmica da partícula 4.16 L θ Lcosθ Q = mBH u = (mBL cos θ)ϑ t área projetada onde m é o número de lamelas ativas BLcosθ → área projetada mBLcosθ → total de áreas projetadas das lamelas Lamelas ativas ou. velocidade terminal da partícula de diâmetro crítico. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .

75.2).2 ( 3-pg16-Massarani) O separador de poeira abaixo esquematizado opera em 3 compartimentos. φ = 0.2) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .1.00771245 77.Dinâmica da partícula 4.3380359 28.1768673 1.1245260 0.0594132 0.0.2253572 CD/Re 0.6)+POTÊNCIA(1.00608874 60. 3 ft 3 ft 3 ft B = 10 ft 1 ft L(ft) 3 6 9 L (cm) 91. Estimar a faixa de diâmetros das partículas em cada compartimento.88 274. Dados: a) Vazão de gás : 5000 ft3/min (ar a 20oC e 1 atm) b) Massa específica das partículas ρs = 3g/cm3.895*D4).01260594 126.17 NO QUADRO Exemplo 4.8045474 Re 7.8873571 =POTÊNCIA(POTÊNCIA(24/(0.1/1.1161439 2.32 Vt (cm/s) 84.1457116 dp (cm) dp (µ) 0.44 182.65/D4.6760717 42.8075758 6.4606066 21.

3 (5-pg17-Massarani) Uma suspensão diluída de cal em água contém areia como produto indesejável.8). Temperatura de operação: 30oC.Análise granulométrica das partículas de cal (esfericidade 0. Dados: .2 g/cm3 e 2. dp(µ) 100X 20 15 30 28 40 48 50 54 60 64 70 72 80 78 100 88 - Densidades de cal e areia. Determinar: a) A capacidade da unidade para a separação completa da areia (m3 de suspensão /h).Dinâmica da partícula 4.6 g/cm3.Faixa granulométrica da areia: 70 < dp < 250 µ (esfericidade 0.18 Exemplo 4. . respectivamente 2.3 m produto A largura do tanque é de 3 m 4m Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . alimentação 0.7). b) A percentagem de cal perdida na separação da areia.

Dinâmica da partícula 4.19 Problema: Suspensão discreta . 4a edição u h = 1 udy h∫ 0 h Velocidade média na seção B x H u h h  y  y 2  1 = ∫ 6 u  −    dy h0 H  H     u h 1  y2 y3  =6 u  −  h  2H 3H 2  0 h h u =6 u h H 1 1 h  2 − 3 H   Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . 8 .eficiência de coleta L B h θ y H Seja conhecida a análise granulométrica das partículas sólidas na alimentação X = X(D) Hipóteses: 1) As partículas estão igualmente dispersas no plano x = 0. Velocidade média nesta seção = u x h H h B  y  y 2  u = 6 u  −   H  H     Perfil parabólico Fox. cap. 2) O escoamento do fluido é laminar. independente do tamanho.

K 1 = 0. foi visto anteriormente que: (ϑt )D = hu h L cos θ ∴h = (ϑ t )D L cos θ u h Então: 2 u h  D  η(D ) = =   h 1 1 h  H  D* 12 u  −  H2 3 H Resultando: (3 − 2η)η = 1  D  .20 3) A partícula movimenta-se no regime de Stokes ϑ t = K1 g(ρ s − ρ)D 2 φ .   2  D* 2 2 Função eficiência de coleta Se D ≥ 2.Dinâmica da partícula 4.065 A eficiência de coleta das partículas de diâmetro D com a trajetória crítica assinalada na figura é: η(D ) = Bh BH (relação entre áreas) L ϑt η(D ) = u h h h 1 ϑt = = = L ϑ t D* cos θ 2 ϑ t H 2H 2 2 u H2 D cos θ D D* u H2 h u Pois. η = 1 D* A eficiência para o sedimentador lamelado .escoamento laminar de fluido Sendo D* o diâmetro da partícula coletada com eficiência de 50% Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .843 log10 18µ 0.regime de Stokes .

pode-se calcular a eficiência global de coleta η .: A velocidade média em H/2 é a mesma velocidade média em toda a seção porque o perfil é simétrico. D D* ≤ 2 2 D* → diâmetro de corte η → eficiência da coleta Caracterizam completamente o desempenho do equipamento de separação Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . com as condições de operação e com as dimensões do equipamento de separação. η = ∫ ηdX 0 1 D* esta relacionado com as propriedades físicas do sistema sólido-fluido.21 OBS. Hu 2L cos θ 2 (Vt )D* = e prevalecendo o regime de Stokes: (Vt )D* = K1g(ρs − ρ )D * 18µ Q 2A projetada K1g(ρs − ρ )D *2 = 18µ 12   Q9µ D* =    K1g(ρs − ρ )A projetada    No caso em que o escoamento do fluido entre as placas paralelas é turbulento: η = 0.Dinâmica da partícula 4. Conhecida a eficiência individual de coleta e a análise granulométrica X = X(D).5(D D *) .

Dinâmica da partícula

4.22

CÂMARA DE POEIRA REF.: Perry 5a edição, 20-77 Gupta,S.K., Momentum Transfer Operations, Tata McGRAWHILL, 1979 pag. 211

A câmara de poeira é, provavelmente, o tipo de equipamento mais simples, para coletar partículas sólidas. Consiste de uma câmara, na qual a velocidade do gás é reduzida para facilitar a deposição das partículas pela ação da gravidade. Sua construção é muito simples, no entanto sua utilização industrial é limitada para remover partículas maiores que 25 mesh (43µ). Para remover partículas um tamanho excessivamente grande. A câmara de poeira é, geralmente, constituída na forma de uma longa caixa retangular horizontal e vazia, com entrada e saída em lados opostos. menores, seria necessário

L

B

H

A altura deve ser suficiente para que o fluido não arraste a partícula coletada. De maneira geral <u> não deve exceder 10 ft/s (3,05 m/s). <u>: velocidade do fluido na direção x definindo: tempo de residência: tempo que a partícula gasta dentro da câmara (para percorrer L).

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Dinâmica da partícula

4.23

t res =

L u

tempo de queda: tempo que a partícula gasta para cair da altura H.

t queda =

H ϑt

ϑt = velocidade terminal A condição mais desfavorável para a separação ocorre quando: tqueda = tresisdência pois é muito pouco provável que a partícula esteja na altura H da câmara tres = tqueda ⇒ a partícula não chega a cair passa com o gás.
assim Como : ϑt = 2V(ρ s − ρ )g ρAC D 2V(ρs − ρ )g ρAC D L H = ϑt u

Hu L

=

Diâmetro crítico

H

y k

z

Caminho z → partícula arrastada tres < tqueda caminho y → ponto crítico tres = tqueda tres = tqueda → mede o diâmetro crítico da partícula que fica na câmara.
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Dinâmica da partícula

4.24

Partículas com d < dcrítico são arrastadas Partículas com d < dcrítico sedimentam provavelmente dz < dy < dk Se a partícula estiver a uma altura menor que H sedimenta ( a probabilidade de sedimentar é bem maior daquela que esta numa altura H )

Muito menos provável de sedimentar H

Para o regime de Stokes (Re < 0,4) d 2 (ρ s − ρ)g p 18µ d 2 (ρ s − ρ )g p 18µ

ϑt =

Hu L

=

L 18Hµ = 2 u d p (ρs − ρ )g Como a vazão na câmara = Q = u A = u BH ⇒ u = Q (BH ) Logo : d2 p 18µH LBH = (ρs − ρ)g Q

onde : LBH = volume da câmara   18µHQ dp =    (ρs − ρ )gVcâmara 
12

O mesmo procedimento pode ser feito para outros regimes (utiliza-se outra ϑt), no entanto, de dados práticos sabe-se que a câmara recomendável, para a separação da partícula com dp > 50 µ, a velocidade do fluido <u> não ultrapassa 10 ft/s (3,05 m/s). Nestas condições:

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Dinâmica da partícula

4.25

Re p =

d pρ u µ

< 0,4, ∴ enquadra na região de Stokes.

SEPARAÇÃO SÓLIDO - FLUIDO: CENTRIFUGAÇÃO

Introdução: Vamos examinar o comportamento de uma partícula no seio de um fluido escoando entre 2 placas paralelas:

x y

u

Vimos que:
r r 1 r r r r dϑ m = V(ρs − ρ )g + u − ϑ AC D u − ϑ dt 2

(

)

Abrindo em seus componentes e lembrando que uy = 0, vem:

dϑ 1 r r m x = V(ρs − ρ )g x + ρ u − ϑ AC D (u x − ϑ x ) dt 2 m dϑ y dt = V(ρs − ρ )g y + 1 r r u − ϑ AC D − ϑ y 2

0

(

)

Desprezando a aceleração da partícula, vem da 1a

u x = ϑx
Resulta da 2a equação:

A partícula na direção do escoamento do fluido tem a mesma velocidade que a velocidade do fluido

1 0 = V(ρs − ρ )g y − ρAC D ϑ2 y 2
r r r r r r r r r r Obs. : u − ϑ = u x i + u y j − ϑ x i + ϑ y j = u x i − ϑ x i − ϑ y j = − ϑ y j

(

) (

)

ou

r r u −ϑ =

(u x − ϑx )2 + (u y − ϑ y )2

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Dinâmica da partícula

4.26

ϑy =

2V(ρs − ρ )g ρAC D

Na direção y, a velocidade da partícula é a velocidade terminal.

Os mesmos resultados ocorrem no campo centrifugo. Seja Ω a velocidade angular da carcaça.

r

ϑθ

ϑr

ur = 0 → ur ≠ 0 se o cesto for perfurado uθ = rΩ (Bird pg. 97)

dϑ 1 r r m θ = V(ρs − ρ )b θ + ρ u − ϑ AC D (u θ − ϑθ ) dt 2 dϑ 1 r r m r = V(ρs − ρ)b r + ρ u − ϑ AC D (u r − ϑr ) dt 2
br =
2 ϑθ 2

0

0

Aceleração centrífuga

Desprezando a aceleração, vem:

ϑθ = u θ
br =
2 ϑθ Ω 2 r 2 = = Ω2r 2 r

A partícula tem na direção de escoamento do fluido, a mesma velocidade que o fluido.

2V(ρ s − ρ)b r 2V(ρ s − ρ)Ω 2 r e ϑr = = ρAC D ρAC D

Velocidade terminal no campo centrifugo
NO QUADRO:

EXEMPLO 4.3: Qual o tempo necessário para a partícula ir de R0 a R1? Admitir regime de
Stokes e partícula esférica.
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Dinâmica da partícula

4.27

CENTRIFUGAÇÃO : Princípios gerais

Líquido

Sólido

Sólido

Líquido Sólido (a) (b) Líquido (c)

(a) vaso cilíndrico estacionário que contém certa quantidade de líquido e sólidos (com massa específica maior que o líquido). Com o vaso não está em rotação, a superfície líquida é horizontal e após certo tempo quaisquer sólidos pesados se acumulam no fundo do vaso. (b) O vaso gira em torno do seu eixo vertical. Líquidos e sólidos ficam agora sujeitos a ação da gravidade que age para baixo, e da força centrífuga, que age horizontalmente. Num centrifugador industrial, a força centrífuga é tão grande que a da gravidade pode ser desprezada. Sob a ação da força centrífuga, a camada líquida assume a posição de equilíbrio, com uma superfície interna quase vertical. As partículas sólidas se depositam horizontalmente para fora e são pressionadas contra a parede vertical do vaso. (c) A parede do vaso é perfurada e revestida com um meio filtrante, como uma tela de arame fino. O líquido pode escoar livremente para fora, mas os sólidos são retidos.

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a principal utilidade do equipamento é no tratamento de sistemas que contém não mais que 1% de sólidos sedimentáveis.28 EQUIPAMENTOS DE SEDIMENTAÇÃO CENTRÍFUGA CENTRÍFUGA TUBULAR CENTRÍFUGA MULTICÂMERA CENTRÍFUGA DE CESTO NÃO PERFURADO CENTRÍFUGA DE TRANSP. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . DESCARGA INTERMITENTE (FREQUENTEMENTE AUTOMÁTICA) OPERAÇÃO E DESCARGA CONTÍNUAS TIPO QUE RETEM SÓLIDOS TIPO QUE DESCARREGA SÓLIDOS TIPO BOCAL OPERAÇÃO BATELADA DESCARGA INTERMITENTE DESCARGA CONTÍNUA Centrífuga tubular (batelada) A alimentação entra pelo fundo do vaso. EM CARACOL CENTRÍFUGA DE DISCO OPERAÇÃO EM BATELADA (DESCARGA NANUAL) OPERAÇÃO SEMICONTÍNUA.Dinâmica da partícula 4. sob pressão através de um bocal de alimentação estacionário. ao mesmo tempo. A espessura da camada líquida é controlada pela posição radial do orifício de drenagem no topo do vaso. O líquido sobe em forma anular pelas paredes do vaso e é descarregado no topo. Os sólidos se movem com o líquido para cima e tem. uma velocidade radial dependente de seu tamanho e do seu peso. Os sólidos que sedimentam nas paredes do vaso são removidos manualmente quando a quantidade coletada já é suficiente para prejudicar a qualidade de clarificação ou de separação. no campo de um força centrífuga. Se a partícula entercepta a parede do vaso ele é removido do líquido.25 homens-hora. Como a limpeza do vaso requer 0.

29 Motor Líquido pesado Líquido leve Cesto giratório Sólidos Alimentação Centrífuga tubular Centrífuga de disco (batelada) A alimentação é feita no fundo do vaso e sobe através de uma pilha de discos. pois uma partícula sólida percorre apenas uma pequena distância até atingir a face inferior de um disco. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . na forma de troncos de cones. A pilha pode conter 100 ou mais discos. Uma vez aí.125 in.015 a 0. pois sua chance de reentrar no efluente é pequena. Cada disco tem vários orifícios que formam vários canais para a ascensão do líquido. ela esta removida do líquido.Dinâmica da partícula 4. quando os discos estão montados no vaso. A finalidade principal dos discos é reduzir a distância de sedimentação. espaçados de 0.

a desmontagem do vaso e a remoção da pilha de discos.30 No entanto. O líquido pode ser descarregado do vaso por orifício de trasbordamento. mais eficazes. Os sólidos acumulados devem ser removidos periodicamente de forma manual. Alimentação Overflow Sólidos Diagrama esquemático da seção transversal de uma centrífuga de disco Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Dinâmica da partícula 4. Isto requer a paralisação da unidade. como na centrífuga tubular. até ser depositada na parede do vaso. em virtude da força centrífuga. a partícula continua a se mover para fora. Sua eficácia é quase a mesma que a de uma centrífuga tubular apesar da menor força centrífuga. Comparada a uma centrífuga tubular são. como nas centrífugas tubulares. Os centrifugadores a discos tem diâmetros de 4 a 30 in e desenvolvem uma força 4000 a 14000 vezes maior que a gravidade. com alguns sólidos.

Dinâmica da partícula 4.31 Centrifugador a disco com descarga periférica (contínuo) Alimentação Overflow Underflow Diagrama esquemático de uma centrífuga de disco com descarga periférica A altura vertical relativamente pequena torna possível reclinar as paredes do vaso de modo a dirigir os sólidos para uma seção anular na periferia. Daí os sólidos podem ser descarregados continuamente através de bocais. Alimentação Overflow Descarga intermitente Mecanismo para a abertura da porta de descarga Diagrama esquemático de uma centrífuga de disco com descarga intermitente Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . O desempenho ótimo é obtido quando o diâmetro da pilha de discos é ¾ do diâmetro interno máximo do casco do vaso.

as quais são fechadas com válvulas. mais ou menos na região mediana. Centrifugador decantador com transportador helicoidal (caracol) Constitui: ⇒ Vaso cilíndrico ⇒ Transportador – parafuso interno que se ajusta estreitamente ao interior do vaso. ⇒ As forças centrífugas forçam a fase sólido e líquido contra as paredes do cilindro. o qual é lavado e descarregado pela parte estreita da seção cônica do vaso. ⇒ Separa partículas até na faixa de 1 micron. Centrífuga com transportador de rosca (caracol : Scroll. ⇒ Força centrífuga até 3000 vezes a força da gravidade. estas são controladas por ‘timer’ ou por um sistema de gatilho que opera automaticamente dependendo da quantidade de sólido formada. ⇒ A alimentação é injetada pelo parafuso central e entra no vaso. Os sólidos concentram-se contra as paredes e também no líquido que fica retido no vaso na posição dos bocais de descarga do filtrado. ⇒ Um transportador parafuso raspa o sólido da parede do cone.Dinâmica da partícula 4.type) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . ⇒ Velocidade até 6000 rpm ⇒ Q até 50 ton/h de sólido.32 Ejeção de sólidos intermitente: Um número de portas periféricas. girando 1 a 2 rpm menor que o vaso.

33 Fatores que afetam a escolha do equipamento centrífugo (Svarovsky) Desempenho de vários equipamentos de sedimentação centrífuga. O equipamento pode ser localizado na figura acima em sua região de operação normal (região de maior utilidade) com a base na vazão do efluente (escoamento para uma boa e econômica clarificação nas aplicações padrões) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Dinâmica da partícula 4.

caso em que o líquido passa para fora através dos orifícios. Teoria da sedimentação centrífuga 0ver flow Trajetória da partícula L R0 R H Alimentação da suspensão Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . “Solid-Liquid Separation” 2a ed.Volume II . a força centrífuga é empregada nas operações de decantação e filtração.Coulson & Richardson . resultando em uma operação mais rápida e bolos de sólidos contendo menos líquido. 19-82 . de tal maneira que a mistura é separada nos seus constituintes pela ação da força centrífuga.. A centrífuga consiste num cesto na qual rodam a alta velocidade uma mistura de sólido e líquido ou uma mistura de 2 líquidos. Em ambos os casos ela substitui a fraca força de gravidade. Butter worts. L. Em separação sólido-líquido.34 A CENTRÍFUGA referência: .Svarouvsky. O cesto pode ser: Perfurado (cesto filtrante) .Perry..118 .líquido é removido através de um tubo de transbordamento.pag. 1981. Não perfurado (cesto não filtrante) .Dinâmica da partícula 4. pag.

   (ρs − ρ )Vb r  2 ϑr = ϑ t =   . quando se descreve o movimento da partícula em líquidos em movimentos rotativos. resulta: ϑθ = u θ .065 t res = 2 π R2 − R0 L L L = = 2 u Q Q π R2 − R0 ( ) ( ) t queda = 18µ R ln 2 2 R0 K1 (ρ s − ρ )D Ω t res = t queda 2 π R2 − R0 L R 18µ = ln 2 2 R0 Q K1 (ρs − ρ )D Ω ( ) D → diâmetro crítico da partícula (situação mais desfavorável) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . A análise é feita para uma única centrífuga tubular porem o mesmo tratamento.35 Como a eficiência de separação é afetada principalmente pelo comportamento das pequenas partículas no sistema e como as partículas finas movendo-se no líquido tem baixo no de Reynolds (na região de resistência viscosa) é comum assumir.4.Dinâmica da partícula 4. na direção do movimento do fluido. com leves modificações.843 log φ 0. b r = rΩ A  ρC D   2  12 ϑ t (r ) = K1Ω 2 r (ρ s − ρ )D 2 18µ (Stokes ) K1 = 0. Isto pode no entanto restringir a seguinte análise para somente ser aplicável ao movimento lento de partículas finas com Re menor que 0. poderá ser usado para outros tipos de centrífugas. Sabe-se no entanto que a resistência ao movimento de grandes partículas pode ser transiente ou eventualmente estar na região de Newton. porem neste caso todas estas partículas podem ser separadas com 100 % de eficiência. Da dinâmica da partícula no campo centrífugo. que segue a Lei de Stokes.

ou seja: 2 V = π R 2 − R 0 L = π R 2 − (R − H ) L = π R 2 − R 2 + 2RH − H 2 L = 2 ( ) [ ] [ ] πH[2R − H ]L ≅ 2πHRL • Costuma-se apresentar a formulação com diâmetro de corte Dc. no regime de Stokes: D = Dc são Dc = Ω 2 R (ρs − ρ )V 9µHQ Seria uma aproximação considerando que em H/2 o anel do líquido esta dividido em duas áreas iguais para R >> H. H L = ϑt Q A (aproximação considerando ϑ t constante) 2 π R2 − R0 L H L = = 2 ϑt Q π R 2 − R 0 Q ( ) ( ) ϑt = HQ HQ K1Ω 2 R (ρ s − ρ )D 2 = = 2 V 18µ π R2 − R0 L ( ) De onde : D= 18µHQ Ω R (ρ s − ρ )VK1 2 ⇒Diâmetro crítico η100% Sendo V o volume do líquido na centrífuga.Dinâmica da partícula 4. • Diâmetro de corte Dc é aquele no qual a maior parte das partículas de D > Dc ficará retida na centrífuga. recaímos nas equações da câmara de poeira. a maior parte de D < Dc passará no efluente e as partículas coletadas na proporção de 50%. Valor de br nas centrífugas 2 D  2π  g = 5.6x10 −6 n 2 Dg b r = RΩ =  n  2  60  981 2 (cm / s 2 ) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . porque a partícula tem que percorrer a distância H no tempo de residência. Deste modo.36 No caso de R >> H.

independentemente do tamanho. O raio correspondente a R1 é aquele que divide a região anular entre Ro e R em áreas iguais. Trajetória de Dc Ω L z Um importante parâmetro é o tamanho correspondente a 50% na curva de eficiência. dimensões do equipamento e condições de operação as hipóteses de cálculo são: (1) As partículas estão igualmente espalhadas em z = 0. as propriedades físicas do sistema. (3) Movimento empistonado do fluido na centrífuga. (2) Prevalece o regime de Stokes na movimentação das partículas. isto é o provável diâmetro de corte Dc.Dinâmica da partícula 4. Então: 2 2 2 π R 2 − R1 = π R1 − R 0 ⇒ ( ) ( ) 2  R2 − R0    R1 =   2   12 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .37 Onde: n = (RPM) D = diâmetro da centrífuga (cm) g = aceleração da gravidade Nas centrífugas industriais: 600 g < br < 20000 g O conceito sigma para a centrífuga decantadora (solução rigorosa para a centrífuga tubular) Vai-se estabelecer a relação entre o diâmetro de corte (Dc).

.. x > 0 +   +  5  x +1    x + 1  3  x + 1    x −1 ln x = 2   x +1 para 0.Dinâmica da partícula 4.5 < x < 2 ln R R = ln 2 12 R1 R2 + R0    2       1  2  = ln   R 2  2 1 +  0       R     R2 = ln  2 2  R + R0  2        12     2   = ln   R 2  1 +  0     R     12 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa ..065 com K1 = 0.843 log10 Expandindo ln R em série (coleção Schawn) R1  x − 1  1  x − 1  3 1  x − 1  5    ln x = 2  + .38 Tempo de residência t res = L = u L Q 2 2 π R − R0 ( ) t queda = R 18µ ln 2 2 R1 K1 (ρs − ρ )D c Ω φ 0.

 0  2 R2 − R0 R  = =  2 2 3R 2 + R 0  R0  3+   R  Como t res = t queda = t .843 log10 φ 0. temos: Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . então : 2 Lπ R 2 − R 0 R 18µ ln = 2 Q K 1 (ρ s − ρ)D c Ω 2 R 1 2    2 +1+  R 0       R  =  2   1+  R 0        R    2 t= ( ) com K 1 = 0.065 2 2 R2 − R0 Lπ R 2 − R 0 18µ = ⇒ 2 2 Q K 1 (ρ s − ρ )D c Ω 2 3R 2 + R 0 ( ( ) ) ( )   18µQ Dc =  2 2 2   (ρ s − ρ)LπΩ K 1 3R + R 0    12 ( ) Tirando o valor de Q e multiplicando e dividindo por 2g.39 Fazendo x = 2 R  1+  0   R  2 . resulta para 0 ≤ R0 <1 R 2   − 1 2 2   1+  R 0   2 −1−  R 0      R 1   R   R  = 2 ln =  2 2 R1 2  R  + 1 1+  0  2   R0    R  1+       R   R  1.Dinâmica da partícula 4.

L = 20 in.4 Determinar a capacidade de uma centrífuga tubular na separação de partículas de diâmetro maior que 4µ. operando com uma suspensão aquosa a 30oC.Dinâmica da partícula 4. operando com o mesmo material de alimentação. no entanto. H = 0.40 Q= 2 2 2(ρ s − ρ )D c gK 1 πL 3R 2 + R 0 Ω 2 ⋅ 18µ 2g ( ) Velocidade terminal da partícula de diâmetro Dc no campo gravitacional ∑. ****************************** A centrífuga decantadora O conceito ∑ (sigma): fator teórico de capacidade O fator sigma ( ∑ ) é uma característica do sedimentador centrífugo e teoricamente representa a área de um tanque de sedimentação capaz de fornecer o mesmo desempenho de separação no campo gravitacional. O fator teórico de capacidade ∑ fornece a comparação entre os desempenhos de centrífugas geometricamente e hidrodinamicamente similares.5 in. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . b) A massa específica do sólido é ρs = 2. Q1 Q 2 = Σ1 Σ 2 O critério é confiavel para a comparação de centrifugadores de geometria e proporções similares que desenvolvem a mesma força centrífuga. Dados: a) Dimensão da centrífuga: R = 2 in. usado com precaução para a ampliação de escala entre diferentes tipos de centrifugadores ou quando a força centrífuga varia por um fator maior que 2.4 g/cm3. c) A centrífuga opera a 9000 rpm. Admitir como válido o regime de Stokes e considerar as partículas como esferas. uma característica da centrífuga (no caso tubular) [L2] NO QUADRO EXEMPLO 4. Deve ser.

ângulo do cone Centrifugador de transportador helicoidal Overflow Underflow (sólidos) alimentação R2 R1 L1 L2 2  R 2 + 3R 2 R 1 + 4R 1  Ω2   3 2 1 2   2  ∑= π L1  R 2 + R 1  + L 2   g  2 2 4      Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Σ1E1 Σ 2 E 2 Segundo Svarovsky: Centrífuga tubular: E = 90% Centrífuga de cesto perfurado: E = 75% Centrífuga de transportador helicoidal: E = 60% Centrífuga de disco: E = 45% Centrifugador tubular: ∑= πLΩ 2 2 3R 2 + R 0 2g ( ) Centrífuga de disco: ∑= 2π(N − 1) R 3 − R 3 Ω 2 b a 3g tgθ ( ) onde : N = número de discos na pilha R a = Raio interno da pilha de discos R b = Raio externo da pilha de discos θ = semi .. Q1 Q2 = = .41 Na comparação de desempenhos de centrifugadores de diferentes configurações o valor calculado de ∑ de cada um deve ser multiplicado por seu fator de eficiência..Dinâmica da partícula 4.

b) Prevalece o movimento Stokesiano das partículas. d) A suspensão é diluída. c) Os efeitos de extremidade são desprezíveis. clarificado Trajetória de uma partícula L z R0 R alimentação Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .42 NO QUADRO EXEMPLO 4.5 (6.Dinâmica da partícula 4.18-Massarani) Deduzir a expressão da eficiência teórica de captura para partículas de diâmetro D em centrífuga tubular: η = η(D D c ) onde: Dc é o diâmetro da partícula coletada com eficiência de 50% hipóteses: a) As partículas sólidas estão igualmente espalhadas em z = 0.

Se a suspensão for efetuada em uma planta utilizando uma centrífuga tubular de 0. R2 − r2 2 R2 − R0 η(D ) = (1) 2 R 2 − R1 η(D c ) = 2 2 R − R0 (2) e 2  R2 + R0   R1 =    2   12 (3) NO QUADRO EXEMPLO 4.Dinâmica da partícula 4.0110 m.2 m de comprimento.6: Utilização do fator sigma Uma suspensão a baixa concentração de Clay (massa específica 2640 kg/m3) em água.43 clarificado Trajetória de uma partícula r L z R0 R1 R alimentação O valor da eficiência teórica para uma partícula de tamanho D é a fração contida na região anular compreendida entre os raios r e R. possa atingir a parede do cilindro a z= L.001 Nsm-2 e massa específica 1000 kg/m3 deverá ser separada por centrifugação.734 m de comprimento com raio interno Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . O cesto da centrífuga de laboratório possui 0. raio interno R = 0. Experiências em uma centrífuga tubular de laboratório operando a 20000 rpm indicaram que um satisfatório “overflow” é obtido com uma vazão de 8 x 10-6 m3/s. onde r é o menor raio no qual a partícula que inicia sua sedimentação a z = 0.0220 m e raio de superfície líquida R0 = 0. com uma viscosidade de 0.

44 R = 0.R0 = 0. para separar poeira ou névoa do gás.0295 m. a força centrífuga é maior que a gravitacional e os ciclones efetuam uma separação mais rápida e mais eficiente as câmaras de poeira. qual o fluxo de produção que deverá ser esperado? Determinar também o diâmetro de corte Dc. O gás limpo ascende. Os sólidos são atirados contra as paredes do ciclone no movimento espiral descendente do gás e recolhido na base cônica do vaso. Nas velocidades tangenciais elevadas. operando a 15000 rpm com a mesma qualidade “overflow”. o mais amplamente usado é o ciclone separador. ********************************** CICLONES E HIDROCICLONES Entre os equipamentos de separação do tipo centrífugo. A entrada de gás mais utilizada é a retangular por proporcionar maior área num espaço mais reduzido. saindo no tubo central no topo do equipamento.0521 m e R . Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Overflow vórtice Alimentação Classificador Espessador Underflow Figura: padrão de escoamento O gás sujo é introduzido tangencialmente no ciclone a uma velocidade de cerca de 100ft/s.Dinâmica da partícula 4.

d pc   9µBc =   2πN e u (ρs − ρ )  ( 4) Onde: u = valor médio da velocidade da suspensão na seção de entrada. Ne = número de espiras que o fluido forma no interior do ciclone. (2) e (3) a expressão para o diâmetro de corte. Va = volume ativo do ciclone Q = vazão volumétrica de suspensão b r ≅ rΩ 2 Ω= 2πN e Va Q 12 (2) (3) Resulta das equações (1).Dinâmica da partícula 4. t res = Va Bc 2 Bc 2 = = Q ϑr (ρs − ρ )d 2 b r pc 18µ (1) Onde: ϑr = velocidade terminal da partícula na direção r (campo centrífugo) valendo o regime de Stokes.45 TEORIA DO CICLONE a) Diâmetro de corte Dc Bc A partícula com diâmetro de corte dpc atravessa a espessura de separação Bc/2 no tempo de residência do fluido no ciclone. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .

• A eficiência de coleta é dada por um gráfico como: teórica 100% experimental eficiência de coleta Diâmetro de corte 100% Experimental ⇒ forma senoidal: aglomeração de partículas e batida das partículas contra a parede.Dinâmica da partícula 4.46 Os diferentes modelos de ciclones caracterizam-se pelas proporções peculiares entre suas dimensões. fica: 12 d pc  9µBc  =  10πu (ρs − ρ )  (5) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . destina-se a separação sólido-gás. • As partículas que possuem o diâmetro menor que o valor da equação (4) terão um raio de rotação menor que Do/4 e sairão com os gases. • As partículas com diâmetro acima do valor dado pela equação (4) terão raio de rotação fora do núcleo central e serão coletadas. Para ele as condições de operação recomendada é: 5 < u < 20 m/s Verifica-se experimentalmente que Ne ≅ 5 Portanto a equação (4). É o modelo que se submeteu ao estudo mais aprofundado. O modelo de ciclone Lapple.

039 0.15 4.63 7500 *u é a velocidade média do fluido na seção de entrada do ciclone.041 0. temos: d pc  µD c  = 0.095 0. u= Q H c Bc Substituindo em (5).73 1.10-0.30 0.73 B 145 C β 315 400 u* ou Re** 5 < u < 20m/s 10 < u < 30m/s 5x103 < Re < 5x104 3x103 < Re < 2x104 Du/Dc 0. u = ** Re = D c u cρ .3 2.47 Para ciclones Lapple: Bc = Dc/4 e Hc = Dc/2 onde: Dc = é o diâmetro da parte cilíndrica do ciclone e BcHc = a área da seção transversal da alimentação de suspensão.37 0.Parâmetros de configuração do ciclone e condições operacionais recomendadas Configuração Lapple Staimand Rietema Bradley K 0.016 A 1.25 0. onde uc é a velocidade média do fluido na seção cilíndrica do µ Q ciclone. u c = 2 πD c 4 Q Bc H c Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .095   Dc  Q(ρ s − ρ )  12 ( 6) Lapple Generalizando o resultado expresso pela equação (6) para os ciclones a gás.Dinâmica da partícula 4. d pc  µD c  = K  Dc  Q(ρs − ρ)  12 (7) Geral gás Tabela 1 .07-0.75 1200 55.

Por estas razões. f (R L ) = 1 + AR L R L = B(D u D c )C . equação (8). B.Dinâmica da partícula 4. Para partículas arredondadas o fator g pode ser expresso através da seguinte equação empírica: g(c v ) = 1 v) 2 [4. Os valores dos parâmetros de configuração A.48 Estão especificadas na figura 1 as configurações dos ciclones a gás Lapple e Stairmand. ou seja.8(1 − c − 3. d pc  µD c  = K  Dc  Q(ρs − ρ ) 12 f (R L ) ⋅ g (c v ) (8) Onde Dc é o diâmetro da parte cilíndrica do ciclone. µ e Q são a viscosidade e a vazão de fluido que alimenta o hidrociclone. cuja validade está restrita às condições operacionais assinaladas na própria tabela. (9) (10) e os parâmetros A. C e K estão reunidos na tabela 1. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .8(1 − c v ) ] 0. cv. Du e Dc respectivamente os diâmetros do underflow e da parte cilíndrica do equipamento. B. considera-se que para os ciclones a gás f e g não influenciam o valor do diâmetro de corte. K um parâmetro que depende da configuração. e C relacionados à configuração do ciclone. O fator f está relacionado ao quociente entre as vazões de fluido no underflow e na alimentação. f = g = 1. RL. Para hidrociclones. 5 (11) Os ciclones a gás operam com suspensões mais diluídas do que os hidrociclones e freqüentemente a descarga de sólido é feita de modo intermitente a partir do barril acoplado ao underflow do equipamento. e na figura 2 as configurações dos hidrociclones Rietema e Bradley. que trabalham com suspensões mais concentradas. f é um fator de correção que leva em conta o fato de que uma fração das partículas sólidas é coletada no ‘underflow’ sem a ação do campo centrífugo ( efeito “T”) e g um fator que leva em conta a concentração volumétrica de sólidos na alimentação.

Dinâmica da partícula 4.Configuração dos ciclones a gás Lapple e Stairmand Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .49 Figura 1 .

50 Figura 2 .Configuração dos hidrociclones Rietema e Bradley Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Dinâmica da partícula 4.

A integração da equação (14) para a situação bastante comum em que a distribuição granulométrica pode ser representada pelo modelo Rosin-Rammler-Bennet.51 Função eficiência individual de coleta no campo centrífugo A eficiência individual de coleta relativa à partícula com diâmetro D pode ser expressa pelas correlações empíricas: Ciclones Lapple e Stairmand (D / d pc )2 η(D / d pc ) = 1 + (D / d pc )2 Hidrociclones Rietema e Bradley η D / d pc = (12) ( ) exp 5D / d pc − 1 exp 5D / d pc + 146 ( ( ) ) (13) Conhecida a distribuição granulométrica das partículas. X = X(D). X(D ) = 1 − e − (D D') toma a forma: Ciclones Lapple e Stairmand n 1. η = (1 − R L )I + R L (15) sendo RL o quociente entre as vazões de fluido no underflow e na alimentação.138 + n I= ⋅ 1.81 − 0.279n + D' d pc d pc ( ) (17) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Dinâmica da partícula 4.11n D' 0. é possível estabelecer o valor da eficiência global de coleta no campo centrífugo.44 − 0.118 + n I= ⋅ 1.332n + D' d pc d pc ( ) (16) Hidrociclones Rietema e Bradley 1. I = ∫ ηdX 0 1 (14) e a eficiência global alcançada no ciclone.13n D' 0. incluindo o efeito “T”.

Dinâmica da partícula 4. elaborados por Massarani. para os modelo de distribuição GGS (figura 3).52 Os cálculos de η para ciclones Lapple também podem ser obtidos por gráficos. RRB (figura 4) e Log-Normal (figura 5). Figura 3 – Desempenho do ciclone LAPPLE (Modelo GGS) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .

53 Figura 4 – Desempenho do ciclone LAPPLE (Modelo RRB) Figura 5 – Desempenho do ciclone LAPPLE (Modelo Log-Normal) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Dinâmica da partícula 4.

O valor depende da configuração do ciclone. − ∆p 2 ρu c 2 β= (18) uc = Q 2 πD c 4 (19) Sendo a queda de pressão medida entre o overflow e a alimentação. regime turbulento estabelecido.Dinâmica da partícula 4.632 e a dispersão. respectivamente o diâmetro da partícula que corresponde a X = 0.5 para motores de baixa potência Q∆p1 75η (20) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .queda de pressão A expressão clássica que relaciona vazão e queda de pressão na mecânica dos fluidos.54 Cabe ressaltar que na equação do modelo RRB X é a fração em massa das partículas com diâmetro menor que D e que D’ e n são os parâmetros do modelo. da ordem de 0. a potência requerida para a separação é dada pela equação P= onde: P = (cv) Q = vazão total (m3/s) ∆p1 = queda de pressão num ciclone (mm de coluna de água) η = eficiência elétrica do motor. como mostra a tabela (1). Cálculo da potência do soprador Considerando apenas as perdas de carga no ciclone. é utilizada também para os ciclones. A relação vazão .

7 10 60.8 B % acumulada >D D(µ) 1 5 0.44623016 0.347 0.55 NO QUADRO EXEMPLO 4.60472193 0.203 0.84561717 0.255 40 0.237 <η> 0.797 10 0.22621637 0.590664273 7.897666068 1.22311508 0.92802063 0.018 A C D E F G D/Dc 0.98097828 ∆X 0.2 20 25.795332136 3.5 40 1.195 0.95449946 η global ∆X<η> 0. Deve operar com uma perda de carga de 3” de água. Deseja-se projetar um ciclone Lapple para manipular 2100 ft3/min de ar a 300oC contendo partículas em suspensão. Estimar a eficiência de coleta e fornecer as dimensões do ciclone.181328546 η 0 0.11792078 0.76321371 0.6 g/cm3 e a analise granulométrica é: D(µ) % acumulada > D 5 79.68285867 =(D5+D6)/2 4 5 6 7 8 =B5-B6 η(global): A1 = A2 η =  D  η ∫  D c  dX ⇒ η ≅   0  η = valor médio 1 ∑ i η ∆X Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .04529236 0.Dinâmica da partícula 4.602 20 0. A massa específica do sólido é de 2.29342916 0.

3 0.12 0.9957323 3.88 D(µm) 5 10 15 20 30 40 X 0.5 0.6 0.27 15 0.2 0.9230769 2.7 Eficiência 0.4011974 3. A densidade das partículas sólidas é ρs = 2.63 0.1363636 1.8 0.1202635 ln B -2.3025851 2.Dinâmica da partícula 4.8 1 % acumulativa >D EXEMPLO 4.12 10 0.63 30 0.2 0.6 0.88 ln D 1.0057643 0.1 0 0 0.6094379 2.9942523 1.6094379 2.1561013 -0.9 0.80 40 0.3698630 1.27 0. (13-22: Massarani) Deseja-se especificar a bateria de ciclones Lapple (ciclones iguais em paralelo) para operar com 3500 ft3/min de ar (520oC e 1 atm) contendo cinzas de carvão.4758850 0. A eficiência global de coleta deve ser da ordem de 75%.8 0. Análise granulométrica D(µ) X 5 0.3 g/cm3.6539265 0.48 20 0.4 0.7080502 2.48 0.3147107 0.7515404 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .4 0.0570276 -1.1278334 0.3333333 B = ln A 0.56 1 0.4247604 -0.7027027 5.0000000 8.6888795 A=1/(1-X) 1.

2 0.0 1.5 y = 1.5 4.5 2.57 Curva de distribuição 1.0 3.6 X 0.5 -1.5 0.5 0.8 0.0 ln D 2.632 0.0 -1.0 -0.5 -2.0 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .0 0.4 0.2734 R = 0.4.5 3.0 ln[ln(1/(1-X)] 0.3902x .5 1.Dinâmica da partícula 4.0 0.9935 2 1.0 0 10 20 D 30 40 50 D' Modelo RRB 1.0 -2.

2 x 10-3 g/cm3 e viscosidade 1. Estuda-se a possibilidade de reduzir o teor de cinzas de um carvão através da separação em hidrociclone operando em fase densa.74µm Idem. Dimensões da câmara: 2 x 2 x 16 m. Considerar as seguintes situações diferentes: a) A suspensão tem concentração volumétrica em sólido inferior a 0. 5% em volume de sólidos: 8. 2.58 Exercícios: Dinâmica da partícula 1. Vazão da suspensão na alimentação: 0. A alimentação contém 2 partes de carvão para 1 de cinzas. 16 m Trajetória crítica da menor partícula coletada com eficiênica de 100% Duas lamelas ativas. Propriedades físicas do fluido: densidade 1. A concentração volumétrica de carvão e cinzas na alimentação é de 5%.49 µm. b) Esta concentração é de 5%.5 g/cm3 e esfericidade 0. diluição infinita: 9. Velocidade terminal da menor partícula coletada com eficiência de 100%: 0.8 x 10-2 cP. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa 2m . Carvão e cinzas apresentam a mesma distribuição granulométrica.2%. Resp.Dinâmica da partícula 4. Propriedades físicas das partículas: densidade 2.625 cm/s Diâmetro da menor partícula coletada com eficiência de 100%.7. Calcular o diâmetro da menor partícula que é coletada com eficiência de 100% na câmara de poeira abaixo esquematizada. em massa.4 m3/s.

10 g/cm3.5     Estimar o teor de cinzas do concentrado de carvão (overflow) que deve ser obtido numa bateria de hidrociclones em paralelo com 2 in de diâmetro.3 58. (b) Ritema operando a uma queda de pressão de 45 psi.90 62. estado de conservação razoável.15.4 46. b) O diâmetro da partícula que é coletada com eficiência superior a 95%. Preparar um anúncio de jornal fornecendo: a) A capacidade do conjunto (m3/h de gás).6 16.Dinâmica da partícula 4. Considerar que o gás seja ar a 200oC e 1 atm e que as partículas sólidas tenham uma densidade de 3 g/cm3.21 g/cm3 e viscosidade 2.1 75.74 98.59   D 1.4 Rietema 4.8 75. c) A potência consumida na separação. Fornecer também a capacidade de cada hidrociclone Densidade do carvão e cinzas. Exercício 11 página 21 O ferro-velho “Dois Irmãos” da Pavuna dispõe de um conjunto de 3 ciclones Lapple em paralelo.2 41. Propriedades do fluido: densidade 1.0 Do livro: Problemas de Sistemas particulados (Massarani) 3. respectivamente.7 cP.35  X = 1 − exp −    . nas configurações (a)Bradley. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Resposta: Fixando a relação entre os diâmetros de descarga underflow e da parte cilíndrica do hidrociclone em 0. na operação a 45 psi: Configuração Capacidade por hidrociclone (m3/h) Relação % vazões overflow/alimentação % carvão no underflow % carvão no overflow % do carvão da alimentação perdida pelo underflow Bradley 1. O diâmetro do ciclone é de 20”. D em µm.   21.25 e 2. 1.

Dinâmica da partícula 4. Exercício 12 página 22 Uma usina de Campos pretende secar bagaço-de-cana com gás de chaminé (propriedades do ar a 210oC e 1 atm).64 g/cm3.01 m/s.5 0.72 P (CV) η=0.95 u(entrada) = 14.09 1 0. verifica-se a seguinte eficiência de coleta para partículas sólidas de diâmetro D: D(µ) η(D) 0. Exercício 7 página 19 No “scrubber” centrífugo operando a 100g com gotas de água de 100µ.48 9. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .60 Resposta: Q (m3/h) Máximo Mínimo 1741.55 3 0.96 5 1. Resposta: 9 ciclones com η = 0.01 0.05 4.9 6967.094 6.95 (µm) 19.6  Resposta: 84.2 0. A densidade do bagaço seco é 0.0 Determinar a eficiência global de coleta para a poeira com a seguinte análise granulométrica  D X=   9. 5.2 .81 4 0.5 0. sabendo-se que a vazão de gás é de 5000 ft3/min e que as partículas maiores que 40µ devem ser coletadas com eficiência superior a 95%.22 2 0.32% (regra dos trapézios) 1. Especificar a bateria de ciclones Lapple para a recuperação de finos secos. D em µ.7 u (m/s) 5 20 Dη=0.

Teoria r ∂ρ = − ∇ ⋅ ρϑ ∂t ( ) ) Equação da continuidade Movimento do fluido (1) (2) rr r r ∂ r ρ ϑ = − ∇ ⋅ ρ ϑ ϑ − ∇p − ∇ ⋅ τ + ρ g ∂t (   taxa de incremento   taxa de momento ganho   força de pressão     de momento por volume = −  por convecção por volume −  no elemento por volume −           taxa de momento ganho   força de gravidade no elemento     por dissipação viscosa por volume +  por volume        r ∂ r ∂ϑ r ∂ρ Mas.1 5. ESCOAMENTO DE FLUIDOS ATRAVÉS DE MEIOS POROSOS RÍGIDOS 5. ρϑ = ρ +ϑ ∂t ∂t ∂t r De (1) multiplicando-se por ϑ : (A) r ∂ρ r r ϑ = −ϑ ∇ ⋅ ρ ϑ ∂t ( ) (B) rr Abrindo o termo ∇ ⋅ ρ ϑ ϑ (*). temos: r r r r r r r r ∂ϑ r − ϑ ∇ ⋅ ρ ϑ = − ϑ ∇ ⋅ ρ ϑ − ρ ϑ ⋅ ∇ ϑ − ∇p − ∇ ⋅ τ + ρ g ρ ∂t ( ) ( ) r r r r r r r r ∂ϑ r ρ − ϑ ∇ ⋅ ρ ϑ + ϑ ∇ ⋅ ρ ϑ + ρ ϑ ⋅ ∇ϑ = −∇p − ∇ ⋅ τ + ρ g ∂t ( ) ( ) r r r r r ∂ϑ ρ + ρ ϑ ⋅ ∇ϑ = −∇p − ∇ ⋅ τ + ρ g ∂t Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa ou .1.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.

deste modo aplicase a teoria das misturas. r  M  L   M  ρϑ =  3    =  2   L  T   L T  velocidade mássica A integração destas equações nos poros é uma tarefa muito difícil.2 r  ∂ϑ r r  r r  ρ + ϑ ⋅ ∇ϑ  = −∇p − ∇ ⋅ τ + ρ g    ∂t (*) propriedades da divergência de um tensor r r rr r r ∇ ⋅ ab = a ∇ ⋅ b + b(∇ ⋅ a ) ( ) A equação da continuidade descreve a taxa de variação da massa específica em um r ponto fixo. Teoria das misturas Para escoamento saturado.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5. temos: Equação da continuidade para o fluido r ∂ ερ + ∇ ⋅ ε ρϑ = 0 ∂t ( ) (1A) Equação do movimento para o fluido r  ∂ϑ r r  r r r  ρε   ∂ t + ϑ ⋅ ∇ϑ  = −∇p − ∇ ⋅ τ − m + ρ g   (2A) onde: ε = porosidade = (volume de vazios/volume total) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . resultante das variações do vetor velocidade mássica ρϑ .

• • r r A pequena quantidade de dados experimentais disponíveis parece indicar que τ não é importante no escoamento de fluidos Newtonianos. fluido e recheio não interagem. meio poroso 5. a partir de um grande número de experiências.3 r ϑ = velocidade intersticial do fluido relativo a um referencial fixo às partículas. porem o problema é mais tratável. por unidade de volume do meio poroso. As condições limites passam a ser dadas no contorno do meio.2. perdemos informações na escala do poro. r m = força exercida pelo fluido sobre o sólido. Equação empírica de Forchheimer Fluido Newtoniano. que a forma quadrática de Forccheimer (1901) é válida: r r µ c k ρ q  r m = 1 + q µ k    (3) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Deste modo.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5. r Em relação à força resistiva m chega-se.

Obs: A experiência mostra que o escoamento pode ser laminar fora da região de Darcy. a Lei de Darcy. para altos Re os escoamentos laminar e turbulento coexistem.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5. logo de (2A) r 0 = −grad p − m + ρg . a equação (3) recai na forma linear. [L2]. substituindo a equação (4).4 onde ‘k’ e ‘c’ dependem somente da matriz porosa k = permeabilidade do meio poroso. temos Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . r r r ∂ ϑ + grad ϑ ⋅ ϑ representa os efeitos inerciais. o termo: r c kρ q µ e a equação (3) reduz-se a: r µr m= q k << 1 (4) Lei de Darcy Portanto. 1 Darcy = 10-3cm2 r r q = εϑ = velocidade superficial do fluido c = fator adimensional µ = viscosidade do fluido ρ = massa específica do fluido No escoamento lento. que normalmente são ερ   ∂t  O termo ( ) desprezados .

quando a permeabilidade é inferior a 10-5 cm2. L MEIO POROSO MP P1 P2 • Escoamento incompressível − dP  µ c  = + ρq  q dz  k k  r µ  c kq  pois m = 1 + q k µ  não Darcyano Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . No escoamento incompressível podemos escrever que: r ρg = −grad(ρgh ) .: A equação de Darcy não leva em conta a aceleração do fluido na percolação através da matriz porosa. 0 ∇(ρgh ) = 0 0 =1 r = ρg j = −ρg ∂ r   (ρgh )ri + ∂ (ρgh )rj + ∂ (ρgh )k =  ρh ∂g + ρg ∂h  r  ∂y ∂x ∂y ∂x ∂y  j   ↑j e ↓h Então: estática r grad p − ρg = grad(p + ρgh ) = grad P energia potencial Então a equação resume-se a: r − grad P = m Os fatores k e c devem ser determinados experimentalmente.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.5 0 = −grad p − r r r k µr q + ρg ou q = .(grad p − ρg ) k µ Obs. onde h é uma distância normal a partir de um plano de referência. o que parece ser aceitável na maioria dos problemas de interesse tecnológico.

49 0.32 0.0x10-4 2.2x10-8 1.5x10-6 3.5x10-4 2. devido a linearidade das duas equações.3x10-3 9.6 0.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.7 0.7x10-5 4. k e c meio Arenito Placa porosa metálica Areia 28/35 Esfera de vidro (d = 2mm) Esfera de vidro (d = 6mm) Anéis de Rashing Espuma de metal ε [%] 3 26 42 36 42 54.6 Se colocarmos a equação na forma: 1  ∆P  µ c ρq = + − q L  k k 1  − ∆P    q L  α A µ µ = A∴k = k A cρ k tgα tgα = ∴c = ρ k q • Escoamento isotérmico de gás ideal ρ  ∆p  µ c G − = + G L  k k G = ρq ρ= ρ1 + ρ 2 M  ∆p  =  p2 +  2 RT  2  Assim como na equação para escoamento incompressível . pode-se estimar os valores de k e c por meio de uma reta.7 93 k [cm2] 9. ordem de grandeza de ε.07 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .0x10-3 c 3x105 15 1.

554 10033.24 10.33 7.02 35.901 5303.176 138256.66 15.360 1  ∆p  −  q L  4703.860 280913.177 cp: ρ = 1g/cm3.89 48.1 cm A = 16. L = 2.668 373573.647 12973.26 23.18 12.988 201985.47 10.1: Experiências com fluido Newtoniano através de meio de areia artificialmente consolidada conduziram aos resultados: q (cm/s) 6.73 20.452 8800.7 Medida de porosidade (meios não consolidados) Líquido h1 Adição de partículas Líquido h3 h2 Meio poroso (MP) ε= h −h volume MP .15 21.07 28.37 15.volume sólidos volume sólidos = 1− = 1− 3 1 volume MP volume MP h2 Exemplo 5.383 6467. ε = 0.28 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .255 7597.848 478499.407 11246.8 cm2.836 651954.442 Dados:µ = 1.2 17.956 83194.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.90 ∆p (dyn/cm2) 62528.69 6.93 ∆p (cm Hg) 4.

9998 2 5.8 14000 12000 10000 (1/q)(. dp = diâmetro equivalente (diâmetro de uma esfera tendo o mesmo av volume da partícula) superfície da partícula = superfície específica da partícula volume da partícula av = av = πd 2 φ p πd 3 p 6 = 6 d pφ φ = esfericidade (fator de forma) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .1 R = 0.75x + 1725.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.p/L) 8000 6000 4000 2000 0 0 5 10 15 q (cm/s) 20 25 30 y = 468. Correlações empíricas e o fator adimensional c • Fórmula de Kozeny-Carman k= 36 β(1 − ε )2 ε3D 2 p onde: D p = 6 = d p φ .3.

13  ε   k   k     0. “Fluid Flow through packed columns”.645 5.87 0.3 0. 89 (1952)) para 10-5 < k < 10-4 cm2 e 0.15 < ε < 0.37 0.3 4 < β < 5 → para meios granulares de 0.5 (Coulson e Richardson) O valor de β cresce com a porosidade. 01 1   ko   ko   + 0.98 ko = 10-6cm2 .85 Correlação empírica para k D2  D  k =  =  31.849 6.510 5.0 0.7  1000 2 onde: D = diâmetro médio de peneira para partículas granulares D = dp = diâmetro equivalente para recheios industriais • Correlação de Ergun para c c= 0.. S.14 ε3 2 (Ergun.744 6. 10-9 < k < 10-3 cm2 e 0.35 < ε < 0.81 0.45 • Correlação empírica de Massarani 0.75 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .10   c = 3 2 0.9 Forma esferas cubos cilindros (Dp = h) celas de Berl anéis de Raschig φ 1.96 0.19 0. CEP 48.3 < ε < 0.70 0. Para esferas (COPPE): ε β • 0.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.

os valores do diâmetro médio de peneiras D# e do diâmetro volumétrico Dp.254 0.33 0. confunde-se.359 0. a equação de movimento (2A) e a equação (3) de Forccheimer: r 0 = −gradP − m + ρg (2A) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .180 Total massa retida (g) 47.10 • Equação de Ergun A equação de Ergun (1952). extensamente utilizada na literatura de Engenharia Química. Perda de carga em meio poroso No escoamento unidirecional e incompressível.6 52.75 1 − ε ρq 2 ε3 Dp φ ( ) Exemplo 5.31 1.2: Deseja-se estimar o valor da permeabilidade e do fator c para o meio poroso constituído por partículas que apresentam a seguinte análise de peneiras.6 Fração em massa retida ∆X 0.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.78.00 A porosidade do meio é da ordem de 42% e a esfericidade das partículas é 0. neste cálculo aproximado.2 145.8 45.14 ε3 2 − (1 − ε ) µq ∆P = 150 L ε3 Dp φ 2 ( )2 + 1.36 0. Sistema Tyler (peneira no) -35 +48 -48 +65 -65 +100 Diâmetro médio da abertura D# (mm) 0. é a expressão geral: − dp µq cρq 2 = + dz k k na qual a permeabilidade e o fator c são representados por: k= 150(1 − ε ) (Dp φ)2 ε3 2 e c= 0.

11 r r µ c k ρ q  r m = 1 + q k µ    (3) levam à equação da perda de carga no meio poroso. 1”) Porosidade ε = 0. Determinar a capacidade do filtro. água 2 ft 1 areia (1) 2 2 ft (areia. -14 +28 Tyler) brita (2) 3 2 ft (cascalhos.4 Patm Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5. ∆P  WA  L  µ cρq  = q  g  = ρg  k +  ρg  k   MP expressa em termos da altura de coluna do fluido que escoa no meio. Exemplo 5. Nesta equação WA é a energia dissipada devido ao atrito por unidade de massa do fluido.3: Seja o filtro de areia abaixo esquematizado operando com água a 20oC.

Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.12 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .

Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.13 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .

Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.14 1.665 cm/s Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .

metais e plásticos). porem são caros e frágeis.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5. e apresenta uma menor queda de pressão em relação aos anéis de Raschig. e) Celas Intatox: são similares as celas de Berl mas permite um contato mais eficiente entre líquido e gás. são mais caros. porém aumenta a queda de pressão. Eles consistem de um cilindro oco com o comprimento igual ao diâmetro externo. Estes recheios são extensamente utilizados em equipamentos de transferência de massa.15 Recheios comuns a) b) c) d) e) a) Anéis de Raschig: são os mais utilizados na indústria química. São estruturalmente fortes. reduz a quantidade de canalizações. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . como torres de recheios por exemplo. baratos e podem ser feitos de vários materiais (cerâmicos. diminui a queda de pressão. d) Celas de Berl: diminui as canalizações. b) Anéis de Lessing: eleva a eficiência. c) Anéis de Pall: contato mais eficiente entre líquido e gás. São recheios para leito fixo mais eficiente disponível e fornece uma queda de pressão inferior comparado aos anéis de Raschig e celas de Berl. São menos eficientes que os outros recheios.

b) Reatores de leito fluidizado: utilizados para reações muito exotérmica – uniformizam a temperatura.16 APLICAÇÕES Reatores catalíticos a) Reatores de leito fixo: gases simplesmente atravessam o leito. Meio filtrante poroso Suspensão Líquido Sólido retido Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . etc para facilitar o contato entre seus componentes . Catalisadores em forma de grânulos (pellets).Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5. absorção. Gás pobre Líquido Anéis de Raschig Anéis de Lessing Anéis de Pall Celas de Berl Celas Intalox s recheio Gás rico Filtração: Líquido + soluto Uma mistura sólido-líquido passa através de um meio poroso de forma que o líquido passa e o sólido fica retido. Colunas de recheios É comum o enchimento em colunas de destilação.

As partículas ficam retidas nos poros da membrana e acumulam-se. Sólidos particulados Leito de cascalho Grade Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . 7. O fluido (gás ou líquido) passa pelo leito de sólidos e através da membrana retentora. tendência a floculação e deformidade. Para se obter uma produção razoável. forma da partícula. Concentração da suspensão de alimentação. distribuição granulométrica. A escolha do equipamento filtrante depende em grande parte da economia do processo. formando uma camada sobre a membrana. ou deve-se diminuir a resistência ao escoamento. densidade e reatividade química do fluido. do capital e energia. para aumentar a vazão. Viscosidade. deve-se aumentar a queda de pressão. Quantidade de material que deve ser operado. com um filtro de dimensões moderadas. fazendo com que a área filtrante seja tão grande quanto possível. Custos relativos da mão-de-obra. Dimensões das partículas sólidas. A separação se realiza pela passagem forçada do fluido através de uma membrana porosa. 2. 6. Grau de separação que se deseja efetuar.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5. O equipamento industrial opera mediante a diminuição da resistência ao escoamento. variando de acordo com o seguinte: 1. 4. através da qual o material a ser filtrado flui por gravidade ou pressão. Valores absolutos e relativos dos produtos líquido e sólido. 5. Meios filtrantes granulados É constituído por uma ou mais camadas de sólidos particulados. 3.17 FILTRAÇÃO Objetivo: é a separação de um sólido do fluido que o transporta. suportados por um leito de cascalhos sobre uma grade.

Então a filtração cessa e o leito tem que ser limpo. por intermédios de canais apropriados. Durante a filtração o filtro prensa: 1. 2) Força a água de lavagem através dos sólidos retidos no filtro. custo de manutenção pequeno. flexibilidade de operação. 4. cuja seqüência é controlada manualmente. uns contra os outros. Vantagens: - baixo custo. por meio de uma placa prensaparafuso ou de uma prensa hidráulica. O filtro prensa é projetado para realizar diversas funções.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5. 3) Permite a expulsão da água de lavagem. FILTRO PRENSA DE PLACA E QUADRO É o dispositivo de filtragem mais comum na indústria química. O modelo mais comum consiste em placas e quadros que se alternam numa armação e que são comprimidos fortemente. mediante uma lavagem com corrente inversa de água. Durante a seqüência de lavagem o filtro-prensa 1) Encaminha a água de lavagem para os sólidos filtrados. Permite a passagem forçada da suspensão através das superfícies filtrantes. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Retém os sólidos que estavam inicialmente na suspensão. 2. através de canais apropriados. seguida por uma lavagem de ar.18 Quando a vazão cai. 3. através de um canal separado. ou quando a queda de pressão se torna excessiva. Permite que o filtrado que passou pelas superfícies filtrantes seja expelido através dos canais apropriados. Permite a injeção da suspensão a filtrar até as superfícies filtrantes. e das impurezas.

O meio filtrante pode ser uma lona. que diminui continuamente à medida que as tortas aumentam. ou papel de filtro ou tela metálica. • • O meio filtrante é suspenso sobre as placas cobrindo as duas faces. 2) Canal de lavagem: há um canal separado para entrada de água de lavagem. formam-se tortas. a vazão do filtrado. Em geral suspende-se a filtração antes desta ocorrência. cai bruscamente e se reduz a um gotejamento. Quando isto ocorre.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . até que as tortas que se acumulam sobre cada face dos quadros encontram-se no centro. com a descarga fechada e a superfície da placa entelada. sem canal de lavagem. À medida que a filtração avança. sobre o meio filtrante. ou um tecido sintético. Lavagem: 1) Injeta-se a água de lavagem nos canais de alimentação. com um só furo.19 Entrada Placa Saída Quadro Par de placa e quadro de um modelo simples. ou bolos.

Operações cíclicas: processos em batelada em que a produção é de porte modesto. dois ou três botões no topo das placas e quadros. Observe a codificação com um. .20 Placa de lavagem Tecido Entrada da água de lavagem Placa simples Quadro Cabeçote Bolo Bolo Fechado Fechado Diagrama esquemático de um filtro-prensa com lavagem e descarga aberta. . FILTRO FOLHA Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Operam com pressões até 68 atm.Desmontagem: deve ser feita quando a torta fica presa na placa que tenha sido deslocada.Os filtros-prensa podem ser feitos de : • madeira • ferro fundido • borracha • aço inoxidável .Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5. .

FILTRO DE PLACA HORIZONTAL Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . mediante pressão exercida sobre ela. a escoar através do meio filtrante. A suspensão a ser filtrada enche o espaço em torno da folha e é forçado. pela lavagem hidráulica dos sólidos. Torta do filtro Vista do corte de uma folha Suspenção de carga Dispositivo de desmontagem Anel de borracha em O Filtrado Distribuidor de saída Vista do corte de um filtro de folha vertical e corte transversal mostrando a estrutura da folha do filtro. manual ou automaticamente.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5. Quando se tem a torta de espessura desejada. suportada internamente e que fica permanentemente coberta pelo meio filtrante. abre-se o filtro.21 Constitui de uma placa oca. A torta de filtração forma-se no exterior da folha e o filtrado passa para dentro da folha e daí para o sistema de descarga. ou pelo vácuo que se faz dentro da folha. e as folhas ou são removidas para limpeza ou são limpas na própria unidade.

com a estrutura aberta. tecido ou tela metática Placa perfurada Placa de filtragem Entrada Placa polidora Solução de polimento Saída Diagrama esquemático do corte de um filtro de placa horizontal. capacidade modesta FILTROS CONTÍNUOS - Elevadas capacidades Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Os adjuvantes. a polidora é aberta e o líquido remanescente é filtrado pela placa polidora. Então. ou auxiliares. Suspiro de ar Papel de filtro. que podem ser depositados sobre os tecidos de filtração para servir de meio filtrante de alta eficiência. A válvula polidora é aberta durante a etapa de prérevestimento e fechada até o final do ciclo. mediante a injeção de ar ou gás sob pressão pelo duto de entrada. São filtros patenteados com placas polidoras no final de cada batelada. de filtração são sólidos incompressíveis.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5. Filtros descontínuos → processo cíclico. a válvula de descarga é fechada.22 É especialmente conveniente para a clarificação final de soluções que contém quantidades diminutas de sólidos em virtude da facilidade de aplicação do adjuvante de filtração.

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . e o bolo e o filtrado são produzidos também continuamente. que regulam os instantes apropriados de remoção do filtrado e dos líquidos de lavagem e do enxugamento da torta. A folha gira num plano vertical. enquanto que o filtrado sai por um sistema central de descarga. O bolo é levado pelo movimento do tambor e é sucessivamente lavado e enxugado pela aplicação contínua do vácuo no interior do tambor. FILTRO A VÁCUO COM TAMBOR ROTATÓRIO O ciclo de filtração é muito semelhante ao do filtro a vácuo horizontal. O bolo de filtração é colhido no tanque de suspensão devido a imersão da superfície do tambor e a ação do vácuo. FILTRO A VÁCUO E DISCO ROTATÓRIO O elemento filtrante é. e está ligado a um mecanismo central de válvulas. Na parte superior a torta é seca por sopragem de ar e é raspada ou retirada a sopro antes dela mergulhar na suspensão. uma folha com a forma de um setor circular. recoberta pelo meio filtrante. até quase a altura do eixo horizontal. À medida que a folha mergulha na suspensão.23 - As suspensões são injetada continuamente.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5. A suspensão a ser filtrada enche a bacia do filtro. coleta a torta na sua superfície. A mesa é constituída de um conjunto de segmentos feito de tela metálica recoberto por meio filtrante conveniente. durante cada volta da mesa. também. em torno de um eixo horizontal. FILTRO ROTATÓRIO HORIZONTAL Especialmente indicado para sólidos cristalinos É constituído de uma mesa horizontal circular que gira em torno de um eixo central.

3) Resistência mecânica e inércia química a lama e ao líquido de lavagem.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5. 2) A possibilidade de uma elevada vazão de líquido para uma dada queda de pressão. MEIOS FILTRANTES E AUXILIARES DE FILTRAÇÃO Os meios filtrantes podem ser: tecidos papel metais porosos tela metálica Critério de escolha do meio filtrante: 1) Capacidade de remoção da fase sólida. 4) Aspectos econômicos.24 av ag em Paineis Torta Ág ua de l Sec a gem Faca Lama Diagrama esquemático de um filtro de tambor rotatório de multicompartimentos. ⇒ Os auxiliares. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . de filtração são bastantes usados para acelerar a filtração ou para possibilitar a coleta mais completa das partículas mais finas da suspensão. ou adjuvantes.

µ l (t ) Torta: q= q = q(t) k m ∆P1 µ lm Meio filtrante: q = l l  ∆P = ∆P1 + ∆P2 = µq + m  k k  m   Definindo: q = velocidade superficial (= Q/A) v = volume do filtrado A = área de filtração q= ∆P 1  dV    e q= A  dt  l l µ + m k k m      Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .25 ⇒ Terra diatomácea: consiste de esqueletos de animais marinhos pré-históricos muito pequenos.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5. EQUAÇÕES DE BALANÇO lm: espessura do meio filtrante q l(t): espessura da torta. onde ∆P2 é a queda de pressão na torta. que varia com o tempo l(t) lm Escoamento unidimensional Equação de Darcy: ∆P µ = q L k k ∆P2 . ⇒ O auxiliar de filtração atua como meio filtrante primário e permite a remoção completa de partículas sólidas muito finas presentes na suspensão a filtrar.

massa de sólidos na suspensão massa de sólidos na suspensão = massa de líquido na suspensão massa de líquido recolhido + massa de líquido retido na torta s= s= (1 − ε )A l ρ s ρV + ε A l ρ εA l ρ << ρV ⇒ s = (1 − ε )A l ρ s ρV  sρ l =  (1 − ε )ρ s  V  A  Característica do sistema 1  dV  1 ∆P  = A  dt    µ V sρ  + Rm    k(1 − ε)ρ A s   1 ⇒ resistência especifica da torta k(1 − ε)ρ s Logo: definindo: α = Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .26 Logo: 1  dV  1  = A  dt   l l m  + k k m  ∆P  µ    Rm = lm ⇒ resistência específica do meio filtrante.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5. km [Rm] = L-1 1  dV  1 ∆P  = A  dt   l  µ  + Rm  k  ∴ Relação entre l e k ⇒ balanço de massa na torta.

Dados de v (volume do filtrado) ‘versus’ t (tempo) b= t/V β µ R m ⇒ obtém .se R m A∆P tgβ = b V αµ s ρ ⇒ obtém .27 temos: 1  dV  1 ∆P  = V A  dt    µ α sρ + R m  A   Equação da filtração [α] = LM-1 Para algumas tortas α é praticamente constante ⇒ tortas incompressíveis FILTRAÇÃO COM TORTAS INCOMPRESSÍVEIS (OU À PRESSÃO CONSTANTE) ∆P é constante e α é constante 1  dV  1 ∆P . α. e Rm são fatores determinados experimentalmente.se α 2A 2 ∆P Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5. integrando:  = V A  dt    µ α sρ + R m  A   V V ∆P   ∫  α s ρ A + R m dV = A µ ∫ dt  0 0 t α sρ V2 ∆P t + R mV = A A 2 µ ou αµsρ µ t = V+ Rm 2 V 2 A ∆P A∆P a resistência específica.

b= ∆P β tgβ = µR m C ⇒ obtém .se α A2 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.28 FILTRAÇÃO À VAZÃO CONSTANTE 1  dV  1 ∆P  = V A  dt    µ α sρ + R m  A   ∆P dV A = V dt   µ α sρ + R m  A   ⇒ dV V = C ⇒ V = Ct ou =C dt t A V2 t∆P = α s ρ + R m V . mas µ A ∆P V A = V t   µ α sρ + R m  A   ⇒ ∆P não é constante 2  V 1 V ∆P = µα s ρ  + µR m  ⋅ A t A    Como V = Ct.  µα s ρC 2 ∆P =   A2   µR m C t +  A  C é a própria vazão.se R m A b t αµ s ρC 2 ⇒ obtém .

n→ 0 ⇒ tortas incompressíveis n→ 1 ⇒ tortas compressíveis Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa sendo ∆P = P – P1 . definida como: Ps = P – P’ onde: P é a pressão na cabeça da torta P’ é a pressão na seção imediatamente anterior ao meio filtrante. P P’ P1 l(t) lm Os testes de variação de ε e α com Ps podem ser realizados no laboratório e as curvas são do tipo: α = α o (∆P )n ε = ε o (∆P )m ou α = α o Ps n ε = ε o Ps m n é uma medida quantitativa da compressibilidade da torta 0 < n < 1.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos 5.29 algumas vezes Rm é desprezível  µα s ρC 2 ∆P =   A2    t ⇒ passa pela origem   Problemas 1 e 3: Lista de Filtração FILTRAÇÃO COM TORTAS COMPRESSÍVEIS Observa-se que a porosidade e a resistência específica variam com a posição no interior da torta. devido às tensões mecânicas que tendem a comprimir a torta Admite-se que ε e α são funções da pressão Ps.

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . integrando a ∆P constante.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.30 <α> varia com cada ∆P = P − P1 Tendo-se dados de t x V o vários ∆P t V temos que: ∆P1 ∆P2 ∆P3 -  µ  α sρ dt  = V + R m  . Pois: α = α o (∆P ) ⇒ n log <α> = log αo + n log ∆P ⇒ obtém-se αo e n através da reta log<α> ‘versus’log ∆P. temos  dV A∆P  A   t V = µ α sρ V A ∆P 2 2 + µR m A∆P ⇒ gráfico : t V ×V ∆P1 t ∆t/∆V V ∆P2 ∆P3 V obtêm-se <α> para cada ∆P ⇒ pelo coeficiente angular das curvas obtidas.

<α> e Rm parâmetros específicos da torta e do meio filtrante.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . bem como do número e competência dos operários. Quadro Meio filtrante Filtrado Suspensão Filtrado Lavagem da torta Seja a pressão na lavagem a mesma que na filtração Placa de lavagem Quadro Placa Ql = Vl 1  dV  =   t l 4  dt  final da filtração Módulo com placa de lavagem (3 botões) Líquido de lavagem Desmantelamento.31 FILTRAÇÃO A PRESSÃO CONSTANTE (FILTRO-PRENSA) t=  µ  α sρ 2  V + R mV  A∆P  2A   A⇒ é a área total de filtração – cada quadro apresenta duas superfícies filtrantes . limpeza e montagem O tempo desta operação dependerá das dimensões do filtro.

Filtração no filtro prensa: (Massarani. G.. limpeza e montagem (tempo td) A produção do filtrado é dada por: P= V t + tl + td onde: V = volume de filtrado produzido na etapa da filtração. ⇒ na operação do filtro-prensa a resistência do meio filtrante pode ser desprezada. ocasionalmente desnecessária (tempo tl) ⇒ Desmantelamento. a correção deve ser feita na viscosidade. t + tl + td = tempo do ciclo completo no filtro-prensa. Experiências conduzidas em filtro-piloto operando com o mesmo ∆P levaram aos seguintes resultados para uma espessura de quadro lp: ⇒ tempo de filtração para se ter o quadro cheio: tp ⇒ volume de filtrado correspondente ao tempo tp: Vp ⇒ relação entre volume do filtrado e volume da torta: (V/Vt)p ⇒ porosidade média da torta: <ε> ⇒ relação entre o volume de líquido de lavagem e de torta para se ter um produto na especificação desejada: Vl/Vt = β ⇒ havendo variação de temperatura entre a operação industrial e a unidade piloto.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5. volume 2 – UFSCar) O ciclo completo compreende 3 etapas ⇒ A filtração (tempo t) ⇒ A lavagem da torta.32 Projeto O filtro industrial deve operar com uma produção de filtrado P. Tópicos Especiais de Sistemas Particulados. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . com uma queda de pressão ∆P.

33 Placa At e A = área total de filtração A = 8 At para o exemplo acima e = espessura do quadro Vt = volume contido nos quadros (torta) Vt = 8A t e 2 assim : Vt = A e 2 V 2V = Vt A e Definindo: onde V = volume do filtrado. V/Vt mantem-se constante no ‘scale-up’ índice p = piloto índice i = industrial .Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5. onde ∆Pi = ∆Pp e Ti = Tp  2V   2V    =   A e  p  A e i assim: (V A )i (V A )p = ei ep (1) e Ai = Ap Vi ep Vp ei (2) A pressão constante tem-se a equação:  µ  α sρ 2  V + R mV  A∆P  2A   t= V V2 + B2 2 A A ou t = B1 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .

Nestas condições.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5. temos: µ α sρ 2∆P Vl 1  dV  =   tl 4  dt  final da (5) filtração V dt = 2B 2 dV A onde B= Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . sendo: B= µ α sρ 2∆P Resulta das equações (1) e (3)  (V A )i  e ti = tp   = tp i  ep    (V A )p   2     2 e ti = tp  i  ep      2 (4) Seja a filtração e a lavagem conduzidas a uma mesma queda de pressão ∆P.34 Como Rm (resistência do meio filtrante) pode ser desprezada ⇒ B2 = 0 e t=B V2 A2 (3). o tempo de filtração é dado por: t=  µ  α sρ 2  V + R mV  A∆P  2A   O tempo de lavagem com placas de “3 botões”: t l = 4Vl  µ  α sρ dt  V + R m  = 4Vl  A∆P  2A dV   onde: Vl = volume do líquido utilizado na lavagem Na lavagem com placas de 3 botões Ql = Pela equação da filtração:  dt µ  α sρ  = V + Rm   dV A∆P  A   desprezando a resistência do meio filtrante.

logo:  A i t l = 8Vl ti Vi Sendo β = Vl Volume do líquido de lavagem = Vt Volume da torta V  V  t l i = 8β t  t i = 8β t  t i  V i  V p (7) V  Se na unidade industrial o ∆P for o mesmo do piloto e a relação  t  mantém-se. :Lavagem da torta ⇒ A lavagem da torta é feita a pressão constante e a vazão constante.  V p Conhecidos ti. e tl. ⇒ A velocidade de lavagem é igual a velocidade final de filtração ⇒ O líquido de lavagem se desloca através de uma torta que é o dobro da espessura e pela metade da área com respeito a filtração. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . determina-se Vi e Ai para uma dada produção P.35 8B  V  Portanto: t l = Vl   Vi  A  i 2 (6) 2 V Da equação (3) vem que: t i = B  . equação (4). equação (7).Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5. ⇒ Pressão de lavagem = pressão aplicada no final da filtração. Vi = P(t i + t l + t d ) Vi ep Vp ei Ai = Ap (2) Obs. portanto: Taxa de lavagem = (1/4) Taxa final de filtração.

36 FILTRO ROTATÓRIO Pano θ torta Suspensão I= θ 360° Sendo: N = número de rotações por unidade de tempo I = fração imersa (geralmente 1/4 a 1/3 da área filtrante esta submersa) ⇒ tempo de 1 ciclo será = 1/N ⇒ tempo de filtração em cada ciclo (tf) I N tf = ⇒ por definição a capacidade do filtro Q é: V = VN 1N Q= onde: V = volume de filtrado retirado em um ciclo.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .

água 60 cm areia 60 cm brita 30 cm Resposta: Dp = 0. ρ = 0. Análise granulométrica do carvão: Sistema Tyler -35 +48 -48 +65 -65 +100 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa Fração retida 0.m2) do filtro de areia abaixo esquematizado operando com água a 20oC.37 Exercícios I. é constituída de areia com a seguinte granulometria: Sistema Tyler (mesh) -14 +20 -20 +28 -28 +35 % em peso 20 60 20 A Segunda camada é constituída de brita de 1. Escoamento de fluidos em meios porosos 1. 2. Diâmetro da coluna 30 cm. K = 1.20 .69 mm (Sauter).15 0. Determinar o tempo para a percolação de 10 l de óleo.93.36-Massarani). A primeira camada. Determinar a capacidade (m3/h.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.9 g/cm3) através de um leito fixo de carvão ativo. Seja a filtração de um óleo de alta viscosidade (µ = 350 cp.65 0. altura do leito 50 cm. c = 0. A esfericidade da areia e da brita pode ser tomada como sendo 0. A pressão do ar comprimido é de 100 psig. São conhecidos: 1. de porosidade 0.84 x 10-6 cm2.7. (5. Capacidade = 18.43.3 cm e apresenta a porosidade de 0.37.18 m3/m2h. 2.

K = 4. porosidade 0. 200 Kg/h.17 x 10-7d cm2.d p em µ    1. (6. 3.22 µ (Sauter). onde: − ∆P  µ c G = + G L K ρ K e ρ= M ∆P   P2 +  RT  2  Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .44.245 mm.88 x106 din/cm2. b) O catalisador constitui um leito de 30 cm de diâmetro e 1.37 – Massarani). Obs: utilizar escoamento isotérmico de um gás ideal. Determinar a queda de pressão no reator catalítico em leito fixo sabendo-se que opera isotermicamente a 550oC e que a pressão de descarga é de 1. Ar comprimido óleo O escoamento pode ser considerado como sendo Darcyano e a pressão hidrostática do óleo sobre o leito (variável!) pode ser desprezada face à pressão elevada do ar comprimido. c = 1.2 m de altura.65.79 x 10-8 cm2. ∆P = 5. K = 3.  dp  X=  185  . (7. tempo de percolação = 22.38 – Massarani) Resposta: Dp = 82.8 A esfericidade das partículas é de 0.42.5 atm: a) A vazão mássica do gás (propriedades do N2). Resposta: Dp = 0.13 min. c) As partículas de catalisador seguem a distribuição de Gates-Gaudin-Schumann.75.6 e formam um leito com porosidade 0.38 c) As partículas tem esfericidade 0. ∆P = 19432 din/cm2.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.

1 entrada 1 válvula de retenção 7 joelhos de 90o 1 válvula gaveta 1 saída 1 x x 2 Obs. Calcular a vazão de água. Propriedades do meio poroso: porosidade ε = 0. que a bomba centrífuga Bernet 1-FT-2140 (5HP) fornece à coluna de deionização abaixo esquematizada. esfericidade 0. entrada K = 0.52 m de coluna de água.39 4. 5.42. porosidade 38%.40. permeabilidade k = 4 x 10-6 cm2 e fator c = 0.50 . A perda de carga na tubulação é 7.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.0. saída = K = 1.85. Dados: Comprimento total da tubulação: 25 m Desnível entre os pontos 2 e 1: 3 m Altura da coluna: 1 m Diâmetro da coluna: 20 cm Recheio: partículas de dp = 450 µ. Dimensões da coluna: diâmetro Dc = 30 cm e altura L = 100 cm.4 53 Considerar: curva de 90o Leq/D = 30. válvula de retenção L/D = 135. # 40. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Deseja-se calcular o desnível H para que a vazão de água na coluna de ionização seja 4 m3/h (30oC). A tubulação é de 1 ½”. válvula gaveta 75% aberta Leq/D = 35.5 60 6. a 20oC. aço comercial.0 58 7. fonte(FOUST).2 56 8. Utilizar para a queda de pressão da coluna a equação de Carman-Kozeni. Características da bomba 1-FT-2140: Q (m3/h) Carga ( m de água) 2.

15 x 109 cm/g.7 g/cm3 e que a relação entre massa de torta molhada e massa de torta seca é 1. Sabe-se que a densidade do sólido é ρs = 2.0 320.5 942.40 1 x H Coluna de troca iônica L 2 Patm II.5 1084 1215 1425 1702 2344 Volume do filtrado (cm3) 700 1700 3700 4700 7700 9700 10700 11700 13700 14700 15700 16700 17700 18700 19700 (4. Filtração 1.7 549.5 466.52-Massarani) Resposta: <α> = 7. VF/VT=20 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . RM = 2.7 108.618.2 160.51 x 109cm-1.0 40. Foram obtidos os seguintes resultados na filtração de uma suspensão aquosa de CaCO3 (50 g de sólido/l de água) em filtro prensa piloto operando com um quadro (6x6x1¼”) a 25oC e com uma queda de pressão de 40 psi.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração Patm 5. a resistividade do meio filtrante RM e a relação entre os volumes de filtrado e da torta para o quadro cheio.7 832. Dados de tempo de filtragem e volume de filtrado: Tempo de filtração (s) 18.5 637.60. ε = 0. Determinar a resistividade média da torta <α>.

Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.0106 0.5 ft2 em vácuo de 20 in Hg. 2o caso: a lavagem deve ser efetuada com volume duas vezes maior que o volume da torta.25 Viscosidade do filtrado: 1.109 0.518 0. a 35oC.0403 0.00 x 109 cm/g.0323 0. conduziram aos seguintes resultados trabalhando-se com suspensão aquosa de hidróxido de alumínio. Foram obtidos os seguintes dados em filtro rotativo de laboratório de 2922 cm2 de superfície filtrante. Resposta: V(filtrado) = 3. Resposta: 24.37 gal 5.0585 0. O volume de filtrado coletado nos 5 primeiros minutos foi de 250 cm3 e nos 5 minutos seguintes 150 cm3. 31.52 Massarani).0166 0.518 0. operando a ∆P = 10 psi. Depois a filtração se dá a pressão constante: em 15 min os quadros estão completamente cheios. Após 25 min de operação. nos quais a filtração ocorre a vazão constante. a pressão aumenta até atingir 60 psig.705 x 108 s 6. operando com um vácuo de 3. angulo de imersão: 90o Calcular a capacidade da unidade (ft3 de filtrado/hm2) operando com a mesma suspensão e o mesmo meio filtrante.0460 0. RM = 3.2 g/cm3 Determinar a resistividade da torta e a resistência do meio filtrante. 1o caso: a torta não requer lavagem. que quantidade de filtrado pode ser coletado em 20 min? Resposta: 38. ∆P = 10 psi.0403 0. Resposta: α = 4. 1 RPM e imersão de 120o. Ensaios com filtro rotativo piloto de 2900 cm2 de área.334 0. Um pequeno filtro de placas e quadros é usado para filtrar uma lama não compressível. 4.0585 0.25 gal de filtrado é coletado e a pressão é 50 psig. Qual o volume de filtrado coletado em um ciclo de filtração e qual o volume de água usada na lavagem? A suspensão foi ensaiada em filtro-folha operando com uma área de filtração de 0.0659 % em peso de sólidos na suspensão: 4.69 Angulo de imersão: 80o Massa da torta/massa da torta seca: 2.109 0.08 cp Densidade do fluido e das partículas sólidas: 1 g/cm3 e 3.0106 0. 3.0166 0.334 0. a 20oC.0460 0.0326 0.56 psi: RPM Vazão do filtrado (ft3/min) 0. Segue-se a lavagem da torta (o filtro dispõe de placas de 3 botões) a 60 psig durante 10 minutos. Durante os 3 primeiros minutos. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Se a mesma lama é filtrada pelo mesmo equipamento a uma pressão constante de 50 psig.87 ft3/h por m2 de área filtrante. Uma suspensão é filtrada em filtro prensa constituído de 12 quadros de 1 in de espessura e 2 ft2 de área filtrante.02 ft3.0659 para 5% em peso de sólidos na suspensão. A torta pode ser considerada como sendo incompressível e o meio filtrante é o mesmo no filtro folha e no filtro prensa.41 2. Especificar o filtro prensa com quadros de metal para a filtração de 10 m3/h da suspensão do problema 1 (4. RPM Vazão do filtrado (ft3/min) 0. Durante o período de vazão constante a pressão inicial é de 5 psig.

42 Considerar nas duas situações que o tempo de desmantelamento.8 Madeira 0.1 19.1 x 15) (tf)1 = tempo de filtração (quadro cheio = final da reta) 14.6 22.5 15.2 cm A1 = 456 cm2 (15.3 10.5 l = 14500 cm3.5 l ⇒ 920 s (ver gráfico) volume do filtrado (Vf)1 = 14.5 15.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.7 28. Índice 1 = unidade de laboratório Índice 2 = unidade industrial Dados de laboratório (problema 1): ∆P = 4 psi e1 = 1 ¼”= 3.8 7.3 4.2 28.0 10.  VF    = 20 V   t 1 Dimensões recomendadas para placas e quadros Área total de filtração Dimensão nominal dos elementos (ft2) (in) 5-35 30-100 75-250 150-450 250-700 500-1100 >1000 Área filtrante efetiva por quadro Dimensão nominal dos elementos (in) 12 18 24 30 36 43 1/4 48 e 56 ft2 Metal 1.9 7.4 12 18 24 30 36 43 1/4 48 56 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .9 2. limpeza e montagem do filtro seja de 20 min.7 3.

90574464 89. Densidade do carbonato de cálcio: 2.362 193.6580 4854. 163 s.810 4.38448136 59.810 4.0907 21.132 35. Tempo de secagem (obtém-se um produto com 81% de sólido em massa). 1 1/2 in.263 381407.080 7.166 12.540 3. número de quadros.155 204.016 248.672 290295.990 Solução possível: área filtrante. Número de quadros = 193. Queda de pressão do filtro: 600 mmHg.7306 29.7306 6830.329 106.6 ft2.6580 15.294 41.5 274.5778 38.396 195.9224 0 0 0 0 0 0 (Vf)2 l A2 cm2 192311.620 9. 50 g de sólido/l de suspensão.3845 6118.44 ( aproximado 19) b) A lavagem deve ser efetuada com volume duas vezes maior que o volume da torta Especificação da unidade industrial e2 (tf)2 (tl)2 (tf)2 + tl + td e2 in cm min min min 1 1 1/4 1 1/2 1 3/4 2 3 2. Resultados obtidos no filtro folha operando com a mesma suspensão.5 182030.2 231105.187 271377.1 190094.393 58.445 5.6580 15.575 17.0 260.9224 17499. 150 s.43 Resposta: a) A torta não requer lavagem Especificação da unidade industrial e2 e2 (tf)2 (tl)2 (tf)2 + tl + td in cm min min min 1 1 1/4 1 1/2 1 3/4 2 3 2.1633 7719.5379 14654.6322 86.341 Solução possível: área filtrante. 130 s. Tempo de filtração para se obter uma torta de 6 mm de espessura (volume de filtrado 950 cm3). 19.252 30. 193. Tempo estimado para a descarga da torta e limpeza do meio filtrante.175 3.445 5.4603 28881. dimensão nominal dos elementos 30 in. 10 s.608 197.2400 11987. 274.5778 38.66221074 73.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.5 A2 ft2 206.608/10.0907 21.1151 9675.72643616 37.53792544 176. nas condições operacionais indicadas e área filtrante 133 cm2. 27. Temperatura de operação: 28oC.7306 29.5 = 26.048 49.209 244656. Especificar o filtro rotativo a vácuo a partir dos dados obtidos em filtro folha de laboratório com suspensão aquosa de carbonato de cálcio.5 = 18.2 311.262 23.12 ( aproximado 27) 7.6322 86.620 9. 1 1/2 in.0907 5743. Tempo de lavagem da torta (volume de água de lavagem 160 cm3).8 180395.4 262. dimensão nominal dos elementos 30 in. Produção do filtrado: 10000 l/h. Número de quadros = 274.7 g/cm3.0 409.6322 9596.366 255546.0 291.9224 (Vf)2 l A2 cm2 A2 ft2 7.0725565 47.26/10.031 29. número de quadros.540 3.175 3.556 69.26 ft2. Dimensões padronizadas de filtros a vácuo Dorr-Oliver Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .5778 8114.718 242412.7 183701.080 7.

8 ft. A fração submersa é 163/453 e. comprimento do tambor 8 ft. 1984) 8 151 200 Área da superfície do filtro. portanto o angulo de imersão é 130o. resulta que a rotação do tambor deve ser 0. 4 6 ft 6 76 113 8 10 12 (Perry e Green.132 rpm.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5. Produção de filtrado por unidade de área filtrante: 566 l/m2h. ft 10 12 14 16 18 189 250 310 226 300 372 456 350 434 532 400 496 608 20 22 24 558 684 620 760 836 912 Resposta: Sendo o tempo de um ciclo completo 453 s. ft2 Comprimento.44 Diâmetro do tambor. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Especificação do filtro considerando um fator de segurança de 10% no cálculo da área: diâmetro do tambor.

5 466.0 320.06411565 0.0 1215.02571429 0.7 942.07275449 0.06078102 0.5 1084.0 1425.11898477 18.04162338 0.0 1702.04 0.7 832.00 0 5000 10000 V Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa 15000 20000 .0 700 1700 3700 4700 7700 9700 10700 11700 13700 14700 15700 16700 17700 18700 19700 0.2 160.08050847 0.08 t/V 0.0 2344.03404255 0.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.06 0.12 y = 3E-06x + 0.04811340 0.7 108.0 40.9901 2 0.02924324 0.10 0.05135514 0.06904459 0.5 637.xls) Tempo de filtração Volume de filtrado (s) (cm3) t/v 0.45 PROBLEMAS DE FILTRAÇÃO UTLIZANDO O EXCEL Exercício 1 (filtração)(filtro1.02394118 0.09101604 0.02 0.0196 R = 0.7 549.05450427 0.

5660377 0.7086957 0.0 0.5 2.0659 16.0585 0.9917 2 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .8843 R = 0.0403 0.6618x + 2.0 t/V 8.0 V 1.7936267 0.109 0.0 4.0166 0.0 y = 7.0 0.5 1.334 0.6687117 6.046 0.0 0.Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.3697248 0.1272201 t/V min/ft3 15.0 12.1751497 0.0 10.xls) N rpm 0.0106 0.518 Q ft /min 3 V ft3 1.2735043 3.0 2.0 6.46 Exercício 2 (filtração)(filtro2.0602410 7.2034739 4.0 14.0326 0.

01 V 0.47 Exercício 3 (filtração) (filtro3.336932 0.36 600 R =1 2 500 0 0.01412587 707.02 0.03 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Escoamento de fluidos através de meios porosos rígidos: Filtração 5.00882867 566.921165 800 700 t/V y = 26728x + 330.xls) t (min) 5 10 V (ft3) t/V 0.

até se ter um fluido límpido e uma lama com maior teor de sólidos. Na sedimentação de uma suspensão. da seguinte forma: 1) A solução é preparada de modo a Ter a concentração uniforme ao longo de toda a altura da proveta. Pode ser realizada em batelada (um simples tanque) ou em equipamento contínuo. deslocando um igual volume de líquido.1 SEDIMENTAÇÃO INTRODUÇÃO: A operação permite concentrar suspensões de sólidos em líquidos.Sedimentação 6. todas as partículas começam a sedimentar. as partículas movem-se para baixo sob ação da gravidade. aproximam-se rapidamente das velocidades terminais.DEQ/UFBa . suspensão 2) Logo que o processo de sedimentação principia. Estabelecendo-se então zonas com concentrações diferentes. é denominada de sedimentação. através da observação dos efeitos que ocorrem num ensaio de sedimentação dos sólidos numa suspensão colocada numa proveta. A B C D Líquido límpido Zona de concentração constante (concentração idêntica a inicial) Zona de concentração variável Zona de sedimento (sólido grosso) Samuel Luporini e Letícia Suñe . Por hipótese. A separação de uma suspensão diluída pela sedimentação gravitacional. O mecanismo da sedimentação pode ser descrito.

as alturas das varias zonas variam com o tempo. Chega-se a um ponto em que B e C desaparecem e todos os sólidos estão em D. o processo passa a ser uma compressão lenta dos sólidos.2 À medida que a sedimentação avança.DEQ/UFBa . Num equipamento que opera continuamente. na sedimentação. a única interface nítida forma-se entre o líquido limpo e o sedimento. Uniforme Zona de transição Zona de concentração Variável Zona de espessamento Saída de lama espessada Samuel Luporini e Letícia Suñe .Sedimentação 6. No entanto. A B C D 1 2 A B C D 3 A A C D 4 D 5 A partir daí (estágio 5). Alimentação Líquido límpido Saída do liquido Límpido Zona de concentração. com a expulsão do líquido retido entre os sólidos para a zona de líquido limpo (A). Neste ponto. conforme se ilustrou. A e D aumentam e B e C diminuem. as mesmas zonas estarão presentes. Este ponto é conhecido como ponto crítico de sedimentação. a altura de cada zona serão constantes. uma vez que se tenha atingido o estado permanente (quando a suspensão da alimentação é injetada a uma taxa igual à taxa de remoção da lama e do líquido límpido do decantador). Numa operação descontínua de sedimentação. as alturas de cada zona variam.

Algumas incertezas Samuel Luporini e Letícia Suñe . É possível. O projeto de um decantador exige a especificação da área da seção reta e da profundidade. Medições no laboratório ⇒ proveta → útil para projetos de sedimentadores que operam continuamente. LABORATÓRIO: usar proveta de maior diâmetro para minimizar os efeitos de parede.DEQ/UFBa . Profundidade comparável à profundidade que se terá na unidade projetada. Altura da interface. de maneira contínua. θ Coeficiente angular da curva → velocidades de sedimentação da suspensão Parte inicial da curva → linear (velocidade constante) À medida que o tempo passa a velocidade de sedimentação diminui. Z Altura da interface entre o líquido e os sólidos ‘versus‘ tempo de sedimentação Tempo.Sedimentação 6.3 As operações de sedimentação industrial podem ser efetuadas descontinuamente ou continuamente em equipamentos denominados tanques de decantação ou decantadores (espessadores ou clarificadores) Espessadores: o produto final é lama decantada Clarificadores: é quando a operação visa obter um líquido límpido. como no tratamento da água. a partir da informações da sedimentação descontinua. projetar uma unidade capaz de produzir. Os cálculos necessários para o projeto de um decantador contínuo são governados pelas características de sedimentação dos sólidos na suspensão. um produto com características especificadas.

ocorre apenas uma compressão lenta dos sólidos e consequentemente a expulsão do líquido.DEQ/UFBa . O trecho mostra uma linha quase paralela ao eixo do tempo. a uma concentração conhecida. concentração. ε=1 ε=εo ε=1 ε=1 ε=1 Altura da interface B do líquido límpido C Sedimentação livre A Transição Ponto crítico Compressão D tc Velocidade de sedimentação ⇒ inclinações da tangente a curva t Durante a 1a fase da sedimentação. contato A-B.4 O mecanismo da sedimentação em batelada Testes de laboratório: em geral são feitos em provetas graduadas de 1 a 2 litros e servem para determinar o par velocidade de sedimentação. indica uma diminuição da velocidade. até atingir o ponto crítico. o que indica velocidade de sedimentação praticamente nula. Samuel Luporini e Letícia Suñe . Um teste de batelada é feito colocando-se em um cilindro graduado (proveta) a suspensão em estudo. Na região da curva que mostra o contato A-C. Agita-se a suspensão até que fique completamente homogênea e determina-se a altura da interface. A partir deste ponto. o gráfico mostra uma linha reta indicando assim um trecho de velocidade de sedimentação constante. necessários para determinar a área do sedimentador contínuo.Sedimentação 6.

5 CÁLCULO DA ÁREA DE UM SEDIMENTADOR Sedimentador contínuo Alimentação Extravazante Lama Para realizar o balanço de massa macroscópico identificamos as correntes e concentrações da seguinte forma: LO CO LE LE LV CV = 0 LL(1 . L3T-1 LL = vazão da suspensão descendente.CL) LS CS onde: LO = vazão de alimentação.DEQ/UFBa . L3T-1 LE = vazão do líquido ascendente.Sedimentação 6. L3T-1 LS = vazão da lama que deixa o sedimentador. L3T-1 Samuel Luporini e Letícia Suñe .

DEQ/UFBa . não exceda a velocidade de sedimentação do sólido. temos: C LE + LL  L C  S   (1 − C S ) = L L (1 − C L )   (3)  1  1 1  1     = LOCO  LE = LLCL  − − C C L CS  CS  L     (4) Dividindo a equação (4). S = na lama espessa A = área da seção transversal do sedimentador. Balanço de massa do sólido: L O C O = L L C L = L SCS C LS = L L  L C  S     (1) (2) Balanço de massa do líquido entre um nível qualquer e a saída do sedimentador: L E + L S (1 − C S ) = L L (1 − C L ) Substituindo a equação (2) na equação (3). L3 do sólido/ L3 da suspensão Subscritos: O = na alimentação. O O A A  1 1    − C CS   L  (5) 3 LE [=] L 12 [=]LT −1 (dimensão de velocidade) A T L LE = velocidade de ascenção do líquido (ϑ) A Para que o extravazante seja límpido é necessário que a velocidade de ascensão do líquido ϑ. em ambos os lados. L2 Admitindo que o extravazante não contenha sólidos (CV = 0).6 LV = vazão do extravazante. fica: L C LE =. Samuel Luporini e Letícia Suñe .Sedimentação 6. L3T-1 C = concentração do sólido. pela área A da seção transversal do espessador.

6).DEQ/UFBa .7 Para efeitos de cálculos. a velocidade ϑL. portanto: LE = ϑ = ϑL A e LOCO ϑL = A  1 1   C − C   S   L (6).Sedimentação 6. CL1 < CL2 < CL3 < CL4 C > CL2 > CL3 > CL4 ϑL1 > L1L2 > ϑL3 > ϑL4 ϑ ϑL1 > ϑL2 > ϑL3 > ϑL4 ϑL1 ϑL3 ϑL4 ϑL2 CL4 CL1 CL2 CL3 ZO t Com ϑL. até a concentração final. ambas definidas como variáveis de projeto. para cada par. considera-se a velocidade de ascensão do líquido igual a velocidade de sedimentação do sólido. equação da capacidade de sedimentação Os valores de A devem ser calculados para toda gama de concentrações presentes no espessador e o projeto deve se basear no maior valor de A obtido. MÉTODO DE COE E CLEVENGER (1916) • • Testes de batelada a diversas concentrações. Classicamente. Samuel Luporini e Letícia Suñe . CL conhecidos determina-se a capacidade de sedimentação (eq. c x ϑ são determinados através de testes de proveta em 2 versões. CL) a serem usados na equação de projeto (6) eram determinados simplesmente calculando-os para cada concentração CL. começando com a concentração inicial da suspensão. o menor valor (mais desfavorável) é então escolhido para dimensionar o sedimentador. na zona de sedimentação livre (região retilínea). ambos empregando a interface da região clarificada. Os pares (ϑL.

Do mesmo modo. de acordo com o gráfico altura da interface do líquido límpido ‘versus’ tempo. medindo em diferentes pontos da curva t. como descrito a seguir: Da equação para a determinação da área de sedimentação: LOCO ϑL . Z e Zi . A Samuel Luporini e Letícia Suñe . segundo Kynch.Sedimentação 6. como no método de Coe e Clevenger usam-se os pares ϑL e CL. temos que: Altura da interface do líquido Z i límpido Z ZO ϑL = Zi − Z t t e pelo balanço de massa temos: CL = ZOCO (demonstração em Foust) Zi e assim para cada ponto Z x t traça-se a tangente a esse ponto e encontramos Zi com o qual calculamos ϑL e CL. necessitamos determinar os pares ϑL e CL = A  1 1   C − C   S   L Porém.8 LOCO menor ou A maior A MÉTODO DE KYNCH (1952) • Único teste de proveta com a concentração inicial igual a alimentação do sedimentador. escolhendo-se o maior valor de A ou o menor valor de LOCO . na equação (6). assim calculados.DEQ/UFBa .

DEQ/UFBa .9 Analisando a equação (6) A= L0C0 ϑL  1 1    C − C  S  L Logo construindo o gráfico: Ponto de máximo A CL Encontra-se o valor da A do sedimentador. como os campos de concentrações são diferentes nos dois métodos estes conduzem a resultados diversos. Samuel Luporini e Letícia Suñe . Na realidade. Além disto.Sedimentação 6. o teste de proveta em batelada não pode simular convenientemente o sedimentador contínuo. A experiência parece indicar que o método de Kynch é mais adequado ao projeto que o método de Coe & Clevenger.

Sedimentação 6.40 28.75 3.3 ton/h de CaCO3 de 236 g de sólido/litro de suspensão aquosa.00 32.75 12.DEQ/UFBa .00 0.00 20.10 Exemplo 1: Determinar a área de um sedimentador para operar com 45. ρs = 2.00 1.00 z (cm) 36.80 40 35 30 25 20 15 10 5 0 0 5 10 t (h) 15 20 z Samuel Luporini e Letícia Suñe .00 4.70 12.50 1.60 21.30 11.00 14.25 0. O lodo deve ter 550 g/litro de suspensão. Teste de proveta com suspensão 236g/l t (h) 0.8 g/cm3.80 8.50 9.

11 40 35 30 25 z (cm) 20 15 10 5 0 0.298 0.425 0.500 20.0 2.000 8.000 16.Sedimentação 6.769 7825079.5 3.0 0.500 1.DEQ/UFBa .100 1.236 0.083 Samuel Luporini e Letícia Suñe .000 13.0 zi z interceção com eixo de z t (h) 0.000 zi (cm) 36.5 1.537 7814386.000 1.800 13.590 8391540.000 CL* (g/cm3) νL(cm/h) 0.000 28.000 2.500 2.531 14.5 t (h) 2.752 2455915.000 16.500 z (cm) 28.600 21.200 A 7404426.800 12.257 0.300 3.0 1.000 33.

0E+06 8.0E+00 0.600 MÉTODO DE TALMADGE E FITCH • Amin quando se conhece o ponto PC de compressão na curva de decantação e a concentração da lama espessa CS. o tS é lido como na figura (a). obtém-se tS como mostrado na figura (b). se ZS > Zcritico.100 0.Sedimentação 6.0E+06 7.0E+06 A (cm ) 2 8.000 0.0E+06 6.12 1. Segundo Talmadge e Fitch.0E+06 0.300 CL* (g/cm ) 3 0.0E+06 2.400 0.0E+06 1. Se ZS < Zcritico.0E+06 3.DEQ/UFBa .200 0.500 0.0E+06 4. ZO ZS > Zcrítico ZO ZS < Zcrítico ZS Ponto crítico ZiC ZC ZS Ponto crítico Tangente ao ponto crítico tS (a) tempo tC (b) tS tempo Samuel Luporini e Letícia Suñe .6 x 10 6 5.0E+07 9.

Pelas equações (1).Sedimentação 6. (2) e a equação de projeto:  Z 1    L O C O  iC − ZO C O CS  L O C O t S  = = ZOCO  Z iC − Z S      tS   A min Z C   Z iC − O O CS   Z −Z iC S         Pelo balanço de massa do sólido: Z O C O S = Z S C SS ∴ Z S = ZOCO CS Logo: A min = LOCO t S Wt S = ZO CO ZOCO W = LOCO = vazão volumétrica de sólido na alimentação Samuel Luporini e Letícia Suñe .13 Temos que: CC = ϑC = ZOCO Z iC Z iC − Z C tC (1) segundo Kynch (2) onde: ZS = altura da interface correspondente `a concentração CS especificada para a lama espessa.DEQ/UFBa .

traça-se a bissetriz do ângulo. Traça-se uma tangente a esta porção da curva. No término do ensaio de sedimentação. 4.Sedimentação 6.7 OBTENÇÃO DO PONTO CRÍTICO: (Ver figura na próxima página) 1. onde as concentrações são altas e as velocidades baixas.2 10. As duas tangentes são estendidas até se interceptarem num ponto. e a concentração em tC é CC.0 43.9 14. deve ser concentrado de 2500 mg/l até 10900 mg/l. Na interseção desta bissetriz com a curva de sedimentação obtém-se uma estimativa do tempo crítico. A vazão de entrada na unidade é de 4.2 11. num decantador contínuo.3 12.14 Exemplo A: Um lodo biológico proveniente de um tratamento secundário de rejeitos. Na interseção. Determinar a área do sedimentador. a curva mostra um comportamento de velocidade aproximadamente constante. t (min) 0 1 2 3 5 8 12 16 20 25 z (cm) 51. 2. Samuel Luporini e Letícia Suñe .DEQ/UFBa . Traça-se uma tangente a esta porção da curva.0 30. em que os sólidos entram na zona de compressão. A primeira porção da curva representa a sedimentação livre à velocidade quase constante.6 23.0 17.5 37.5 x 106 l/dia. 3. tC.

15 60 Z0 50 ZIC 40 z (cm) 30 Bissetriz 20 ZC ZS Ponto crítico 10 tC 0 0 5 10 tS 15 20 25 30 t(min) Samuel Luporini e Letícia Suñe .DEQ/UFBa .Sedimentação 6.

A capacidade do espessador é controlada pela área necessária para passarem os sólidos através desta zona limite. os sólidos fluirão para cima e saem no ‘overflow’. num teste em batelada. A área de clarificação é estimada a partir da velocidade inicial para a qual a interface diminui em altura. a velocidade de subida do líquido ‘overflow’ seja menor que a velocidade de sedimentação da interface.16 SEDIMENTADORES CONTÍNUOS Num projeto de um espessador. as áreas requeridas para as funções de espessamento ou clarificação são calculadas separadamente. A área mínima necessária para a clarificação é dada por: Ac = Le ϑs (1) onde: Ac = área da superfície de clarificação Le = vazão ‘overflow’ do liquido clarificado ϑs = velocidade de sedimentação inicial da suspensão para a concentração de alimentação. O sólido sedimenta passando a água por uma velocidade diferencial que é suficiente para carrega-lo a partir da concentração da alimentação para a concentração ‘underflow’. A área deve ser grande o bastante. a velocidade do liquido é menor que a velocidade do sólido. Os sólidos em um espessador contínuo passam através de um ponto mínimo entre as concentrações de alimentação e ‘underflow’. Uma área maior pode ser desejada para minimizar a remoção de partículas finas que escampam da suspensão sedimentada.DEQ/UFBa . Se a taxa de sedimentação de sólidos relativa ao fluido não é grande o bastante para transmitir ao sólido para que alcance esta zona limite. de maneira que. A maior das duas áreas determina o tamanho necessário para encontrar o desempenho específico. Samuel Luporini e Letícia Suñe . Na região de compactação (ou espessamento).Sedimentação 6. Como o sólido no ‘underflow’ contem menos água que na região acima. o sólido e algum líquido movem para o ‘underflow’.

a velocidade ‘bulk’ é: Ub = Lu A (4) (3) O fluxo mássico total de sólidos de concentração Xi é: G = X iϑi + X i U b Levando ao seguinte gráfico: (5) Samuel Luporini e Letícia Suñe . os sólidos são sedimentados por gravidade e por transporte ‘bulk’ devido a remoção dos sólidos para o fundo.17 Muitos modelos para a zona de espessamento são baseados nos trabalhos de Coe e Clevenger ou Kynch e assume que a velocidade de uma partícula é função da concentração local dos sólidos.DEQ/UFBa .Sedimentação 6. Para algum ponto no espessador o fluxo de massa dos sólidos para a sedimentação por gravidade é: G g = X i ϑi (2) onde: Xi = concentração do sólido local ϑi = velocidade de sedimentação do sólido com concentração Xi O fluxo de massa para o movimento ‘bulk’ da suspensão é: G u = XiU b onde: Ub = velocidade ‘bulk’ da suspensão Se Lu é o fluxo volumétrico deixando o fundo e A área da seção transversal. MÉTODO DE YOSHIOKA E DICK Num espessador contínuo.

DEQ/UFBa . alguns sólidos escapam pelo ‘overflow’. A combinação dos fluxos por gravidade e ‘bulk’ produzem uma curva de fluxo total com pontos de máximo e mínimo. Wt = L o X o = L u X u onde: Lo = vazão do influente Xo = Concentração dos sólidos no influente Lu = vazão do ‘underflow’ Xu = Concentração dos sólidos no ‘underflow’ (6) Samuel Luporini e Letícia Suñe . Na operação normal do espessador. Para projetos. assume-se que todos os sólidos na alimentação deixam o ‘underflow’.Sedimentação 6. o mínimo do fluxo total ocorre entre as concentrações de alimentação e ‘underflow’ e representa a capacidade limite dos sólidos na suspensão.18 Fluxo total Fluxo de escoamento ‘bulk’ Fluxo de sólidos Fluxo limitante Fluxo por gravidade Concentração de ólid Figura 1 – Fluxo de massa dos sólidos em um espessador por gravidade e por movimento ‘bulk’. Em muitos casos.

A= Wt L o X o = Gl Gl (7) Um método mais conveniente para o projeto utiliza diretamente a curva de fluxo batelada . e o fluxo por gravidade. Por combinação das equações (4) e (6). a velocidade ‘bulk’ é: Samuel Luporini e Letícia Suñe . é a inclinação de uma linha a partir da origem para algum ponto da curva de fluxo batelada (figura 2). Se esta linha intercepta a tangente do fluxo em batelada. Fluxo de sólidos Fluxo de escoament o ‘bulk’ Fluxo total Fluxo por Concentração de sólidos Figura 2 – Fluxo de massa de sólidos em espessador a partir da curva de fluxo em batelada.19 A área da seção transversal do espessador é baseada no fluxo limitante do sólido. Xl.Sedimentação 6. A equação (2) mostra que a velocidade de sedimentação por gravidade ϑi. Gg.DEQ/UFBa . a intersecção no ponto de tangencia corresponde a concentração de sólidos limitante.

42 0.13 0.74 2.01 1. Samuel Luporini e Letícia Suñe .07 Determinar a área do espessador para dar uma concentração ‘underflow’ de 6000 mg/l.Sedimentação 6.20 Ub = Lu Wt G = = l A XuA Xu (8) Desta maneira.22 0.73 0. Portanto: Gg = fluxo de sólidos devido a sedimentação por gravidade Gl – Gg = fluxo devido ao transporte ‘bulk’ quando os sólidos são removidos para a concentração Xu Exemplo 2: Um espessador recebe 0.044 m3/s de uma suspensão contendo 2000 mg/l de sólidos. a velocidade ‘bulk’ é a inclinação de uma reta tangente ligando o fluxo de sólidos Gl sobre a ordenada e a correspondente concentração ‘underflow’ na abscissa.DEQ/UFBa .37 0. As velocidades iniciais da zona de sedimentação destes sólidos foram determinadas por testes de sedimentação em batelada (Coe e Clevenger) dadas abaixo. Concentração de sólidos Velocidade de sedimentação (mg/l) 1000 1500 2000 2500 3000 4000 5000 6000 (m/h) 2.

21 Concentração de Velocidade sólidos de sedimentação 3 (g/cm ) (cm/s) 1000.0019444444 Xi .0000000000 24.00 3000.0380555556 0.0116666667 0.00 2500.vi g/cm2 s 76.0061111111 0.4444444444 18.0555555556 11.00 6000.00 2000.0558333333 0.0202777778 0.1111111111 83.7500000000 76.vi (g/cm2 s) 60 50 40 30 20 10 0 0 2000 4000 Xi (g/cm3) 6000 8000 Samuel Luporini e Letícia Suñe .0036111111 0.00 1500.Sedimentação 6.0761111111 0.1111111111 50.00 0.6666666667 90 80 70 Xi.6944444444 35.DEQ/UFBa .00 4000.00 5000.

75 m H2 = 0.14o Em relação à altura da região compactação HC. Samuel Luporini e Letícia Suñe . Romankov e Naskov (1981) propuseram para a altura do sedimentador a soma das parcelas indicadas na figura H1 HC α H2 Região de compactação Lama H = H1 + H C + H 2 onde: H1 pode variar entre 0.146R (m) α = 8.DEQ/UFBa . o seguinte procedimento é seguido:  volume do   volume do   +  sólido   líquido  1      = (L C t + L C tX ) HC = O O O O A A  volume do líquido  onde: X =   volume do sólido  médio  na região de compactação t = tempo de residência do sólido na região de compactação.45 e 0.22 CÁLCULO DA ALTURA DO SEDIMENTADOR Pavlov.Sedimentação 6.

Samuel Luporini e Letícia Suñe . Y = volume do sólido/volume da suspensão ρs − ρf ρs − ρf 1 = ⇒ 1+ X = Y ρsuspensão − ρ f ρsuspensão − ρ f ρsuspensão = Yρ s + (1 − Y)ρ f ⇒ ⇒ HC = L O C O t  ρs − ρf    A  ρsuspensão − ρ f    Como ρsuspensão é difícil de se determinar.23 Portanto: H C = LOCO t (1 + X ) A 1+ X = 1+ volume do líquido volume do sólido + volume do líquido = = volume do sólido volume do sólido volume da suspensão 1 = volume do sólido Y onde: Y = fração de volume do sólido na região de compactação.Sedimentação 6. fazemos: HC = 4 L O C O t  ρs − ρ f    3 A  ρlodo − ρ f  O fator 4/3 permite corrigir a imprecisão do emprego da densidade do lodo em vez da densidade média na região de espessamento ρ lodo > ρsuspensão Resta obter o tempo de residência t. desde o início da compactação até que se atinja a concentração final.DEQ/UFBa .

traça-se uma reta tangente a curva.DEQ/UFBa . sendo CS a concentração da lama (desejada no projeto). Samuel Luporini e Letícia Suñe . t1 ⇒ tempo somente até o ponto correspondente ao final da seção reta. daí: t = t fi − t 1 tfi ⇒ tempo desde o início do processo até a concentração final desejada. • • • Marcando Zi.Sedimentação 6.24 Pelo método sugerido por Coulson & Richardson t=0 ponto crítico t = tempo de residência (sedimento com a concentração desejada) a altura total do sedimentador é normalmente tomada como H = 2HC ou H = H1 + HC + H2 Procedimento seguido por Lennertz (1976) Altura da interface ZO Final da reta Zi t1 tfi tempo Sabemos que: Zi = CO ZO (Kynch) CL No caso CL = CS. No ponto que toca a curva tem-se o ponto correspondente a tfi. No ponto no qual termina a seção reta (ou a velocidade constante) tem-se t1.

60 21.0040000000 0.6796800000 0.00 1.75 3.80 8.5 lbm de H2O/lbm de sólido Tempo de compactação: 3h ρs = 2.50 9.0030555556 0.0000375000 Xi*Vi 0.30 11.80 zi 36 36 36 32 22 15.3 ton/h de CaCO3 de 236 g de sólido/litro de suspensão aquosa.80 8.25 Exemplo 3: Calcular a altura do seguinte sedimentador: • • • • • • Área da seção transversal = 240 ft2 Vazão de sólidos = 4800 lb/h Concentração da lama espessa = 1.2360000000 0. O lodo deve ter 550 g/litro de suspensão.7 g/cm3 ρf = 1 g/cm3 Obs.2655000000 0.DEQ/UFBa .3861818182 0.0041111111 0.70 12.60 21.0009440000 0.0002962963 0.Sedimentação 6.0001624086 0.00 14.0011587302 0.00 32.30 11. use as formula: w lodo = 1.2360000000 0.0009702222 0.6535384615 0.5 = = = lbm sólido g sólido ms ρs Vs ρs H sed = 2H c Exemplo 4: Determinar a área de um sedimentador para operar com 45.0000424800 0.00 20.0000625000 0.00 0.0000877193 0.5 Xi (g/cm³) 0.5 11.00 t (h) 0.75 3.75 12.00 1.75 12.5 13 12.0000277043 Samuel Luporini e Letícia Suñe .00 4. Teste de proveta com suspensão 236g/l: t (h) 0.00 14.00 32.5 lbm H 2O g H 2O m f ρf Vf ρf ⋅X = 1.25 0.5481290323 0.00 4.00 z (cm) 36.0008112500 0.50 9.0004474805 0.80 t(s) 0 900 1800 3600 6300 10800 17100 43200 72000 z (cm) 36.50 1.2360000000 0.50 1.70 12.7387826087 Vi (cm/s) 0.25 0.0000573279 0. ρs = 2.00 20.40 28.00 0.40 28.8 g/cm3.

26 80000 1.80 Samuel Luporini e Letícia Suñe .00E-04 4.00 0.00E-04 6.60 0.Sedimentação 40 35 30 25 z (cm) 20 15 10 5 0 0 10000 20000 30000 40000 t (s) 50000 60000 70000 6.20E-03 ViXi (g/cm²s) 1.00E-04 2.40E-03 1.00E-03 8.00E-04 0.00E+00 0.40 Xi (g/cm³) 0.50 0.70 0.30 0.20 0.DEQ/UFBa .10 0.60E-03 1.

Diz-se então que o leito esta fluidizado. será diretamente proporcional a vazão. alcançaremos um ponto em que as partículas não ficarão mais estacionárias. não se verifica qualquer movimento das partículas. No entanto se aumentarmos constantemente a velocidade do fluido. Lei de Darcy: Darcy observou a vazão de fluido (água) através de um leito de areia. de cima para baixo. não produz movimento nas partículas. Aumento da velocidade do fluido fluido Leito fixo fluido Leito fluidizado MECANISMO DE FLUIDIZAÇÃO Quando um fluido escoa. constatou que: q = K P ∆P L ou Q ∆P α A L Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . através do leito. Se o fluxo for laminar a queda de pressão. O fluido circula através de pequenos e tortuosos canais perdendo energia de pressão. INTRODUÇÃO Um líquido ou gás que se move a baixa velocidade através de um leito poroso.1 FLUIDIZAÇÃO I.Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7. como no caso de uma coluna de recheio. através de um leito de partículas sólidas. se separarão umas das outras e passarão a serem sustentadas no fluido.

3. A queda de pressão = peso aparente das partículas (peso – empuxo) FLUIDIZAÇÃO HOMOGÊNEA E HETEROGÊNEA COM GASES E LÍQUIDOS ⇒ A baixas velocidades tanto gases como líquidos apresentam o mesmo comportamento. O atrito entre as superfícies das partículas vai então diminuindo e o leito começara a se expandir. ⇒ Para velocidades maiores: Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Aumentando-se a vazão • • • Chega-se a um estágio em que as partículas passam a rearranjar-se de maneira a oferecer menos resistência ao fluxo. Este processo continua até quando as partículas assumem uma forma mais solta.Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7. através do leito. O leito permanecerá em repouso. 2. A baixas vazões • • A queda de pressão (∆P) também será proporcional a vazão. Aumentando-se mais a vazão • • • As partículas passam a se movimentar livremente sustentadas no fluido. teremos: 1. Neste estágio diz-se então que o leito esta fluidizado.2 fluido Porem quando o fluido escoa de baixo para cima.

Essas bolsas se alternam com as camadas de partículas sólidas e acontece então o fenômeno de fluidização empolada ou empistonada .3 Líquidos: a expansão do leito mantém seu caráter uniforme. pode haver formação de bolsas de gás que ocupam toda a seção reta. ⇒ Se a velocidade é alta e o recipiente é estreito. empolada ou de bolhas (fluidização heterogênea ou agregativa) Bolhas Homogênea Heterogênea ⇒ Na fluidização heterogênea ou agregativa o sistema assemelha-se muito a um líquido em ebulição. Neste caso tem-se a fluidização homogênea. com a intensidade de agitação das partículas aumentando progressivamente. Fluidização empolada ou empistonada Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Gases: o leito se divide em duas fases distintas: ⇒ Fase contínua.Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7. densa e de emulsão ⇒ Fase descontínua.

. sugeriram que o número de Froude: Fr = u2 energia cinética mf = gd p energia gravitacional proporciona um critério para predizer o tipo de fluidização. para: Fr < 0.4 ⇒ Wilhelm e Kwauk. Rep.13 ⇒ fluidização homogênea ou particulada Fr > 0. Sendo: umf = velocidade mínima superficial de fluidização. Re e a profundidade L → devem ser tomados no ponto de fluidização mínima (ponto B).13 ⇒ fluidização heterogênea (bolhas ou agregativa) Uma informação mais detalhada sobre o fenômeno mostra que (Foust): (Fr )(Re )   ρ s − ρ  L    < 100 ⇒ Fluidização homogênea ou particulada. dp = diâmetro da partícula g – aceleração da gravidade Segundo os autores.mf L =Lmf ρ s − ρ L mf .   ρ  D  quando > 100 ⇒ Fluidização agregativa. ρ D (Rice e Wilhelm) (Romero e Johansen) 4 grupos adimensionais: Frmf. Fr.Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Fr = Frmf Re = Rep.mf.

5 Leito fixo Fluidização incipiente (expansão) Fluidização homogênea Lf Lm Lmf Gás ou líquido Gás ou líquido Fluidização empolada Líquido Fluidização heterogênea Transporte pneumático e hidráulico Lf Gás Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa Gás Gás ou líquido (alta velocidade) .Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.

⇒ Região AB – leito inicia a expansão A porosidade do leito aumenta. no ponto E. ⇒ Região DE – porosidade aumenta ainda mais nas proximidades do ponto D. ⇒ Região CD – Partículas passam a se movimentar estanco suspensas no fluido = leito fluidizado.relação linear: ∆P α q ⇒ leito fixo Queda de pressão aumenta até o ponto em que a força de pressão se iguala ao peso aparente da partícula. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .6 ANÁLISE DA QUEDA DE PRESSÃO COM O AUMENTO DE q Leito fixo ∆P A B Leito fluidizado C D E 0 q ⇒ Região 0A .Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7. A queda de pressão aumenta mais lentamente. a porosidade é próxima de 1. ⇒ Região BC – A queda de pressão diminui um pouco devido ao aumento da porosidade. Aparência de um líquido em ebulição. já começa a existir o arraste e.

Não existe mais a força de atrito entre as partículas que no caso anterior teria que ser vencida ⇒ Diminuindo-se ainda mais a vazão. No sentido contrário. o leito permanece fixo e tem-se então o ∆P proporcional a vazão.7 ANÁLISE DA QUEDA DE PRESSÃO COM A DIMINUIÇÃO DE q ∆P ∆Pmf A E 0 F qmf q ⇒ O leito se contrai até a condição em que as partículas mal se apoiam umas sobre as outras (ponto E). POROSIDADE MÍNIMA DO LEITO A porosidade aumenta do seu valor na condição de leito fixo.Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . εmf depende da forma e tamanho das partículas. quando atinge o ponto A a vazão deve ser aumentada ainda mais para as partículas se soltarem. A porosidade para qual começa a haver fluidização é chamada de porosidade de mínima fluidização (εm ou εmf). existindo somente a perda de carga devido ao atrito fluido-partícula. sendo que a linha EF é um pouco deslocada da linha A0 devido a não existência da perda de carga devido a ação de ruptura do leito.

Se a área da seção transversal do recipiente não varia com a altura. Sabendo-se a altura do leito nesta condição. Seja: L0 = altura do leito compacto com porosidade zero. a altura do leito para uma nova porosidade será: ε1 = 1 − L0 L1 ε2 = 1− L0 L2 L0 = 1 − ε1 ⇒ L 0 = L1 (1 − ε1 ) L1 L0 = 1 − ε 2 ⇒ L 0 = L 2 (1 − ε 2 ) L2 L1 (1 − ε1 ) (1 − ε 2 ) L1 (1 − ε1 ) = L 2 (1 − ε 2 ) Logo : L 2 = Por exemplo: Para determinar L2 .8 ALTURA DO LEITO Quando a vazão do fluido ultrapassa a velocidade mínima de fluidização (qmf). a porosidade é uma função direta da altura do leito. L = altura do leito fluidizado. Vvazios A(L − L 0 ) L = = 1− 0 Vtotal AL L Como: ε = Em geral se conhece a porosidade do leito para uma condição (mínima fluidização ou a de leito fixo). L1 = Lmf e ε2 a porosidade para a altura a determinar. temos ε1 = εmf .Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7. o leito se expande e aumenta sua porosidade. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .

Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.9 QUEDA DE PRESSÃO. VELOCIDADE MÍNIMA DE FLUIDIZAÇÃO Equações básicas da mecânica do contínuo: 1. Movimento para o fluido: r ∂ u r r r r r ρ f ε + (∇u ) ⋅ u  = −∇p − ∇ ⋅ τ f − m + ρ f g ∂t  para o sólido: (C) r r ∂ ϑ r r r ρ s (1 − ε ) + (∇ ϑ ) ⋅ ϑ = −∇ ⋅ τ s + m + (1 − ε )(ρ s − ρ f )g ∂t  (D) onde: r r u e ϑ = velocidades intersticiais do fluido e sólido ε = porosidade do sistema p = pressão do fluido r τ f = tensor tensão extra do fluido r τ s = tensor tensão extra no sólido r m = força resistiva devido a interação fluido-sólido Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Continuidade r ∂ (ρ f ε ) + ∇ ⋅ (ρ f εu ) = 0 ∂t (fluido) (A) r ∂ [(1 − ε )ρ s ] + ∇ ⋅ (1 − ε )ρ s ϑ = 0 ∂t [ ] (sólido) (B) 2.

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .10 Desprezando os termos de aceleração das equações (C) e (D) de movimento para o r r fluido e partícula e tomando τ s = 0 (pouco conhecida) e τ f = 0 (só é importante para alguns casos envolvendo fluidos não Newtonianos).Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7. então: Equação de movimento para o fluido simplificada r r 0 = −∇p − m + ρ f g Equação de movimento para o sólido simplificada (1) r r 0 = m + (1 − ε )(ρ s − ρ f )g No início da fluidização: Resulta da equação (1) −dp =m dz Resulta da equação (2) − m = (1 − ε mf )(ρ s − ρ f )g Combinando as equações (3) e (4) resulta: dp = (1 − ε mf )(ρ s − ρ f )g dz ∆p = (1 − ε mf )(ρ s − ρ f )g L mf (2) (3) (4) (5) ⇒ Queda de pressão em leito fluidizado de partículas uniformes (fluidização de boa qualidade).

40 0.42 0.59 0.Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.54 0.10 0.50 0.67) Areia (φ = 0.44 0.20 0.52 0.49 - Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .11 CURVA CARACTERÍSTICA ∆P ∆Pmf W A 0 F qmf q Para o cálculo da velocidade mínima de fluidização.07 0. 72) εmf (experimentais) Partículas Dp (mm) Areia (φ = 0. Alguns dados de Kunii e Levenspiel para a fluidização com gás (Tabela 3 pag.86) 0.30 0.48 0.05 0.56 0. deve-se empregar a equação r constitutiva para m . Fluido Newtoniano: r  µ Cρ f r  r m= + q q K  K Da equação (4):  µ C ρ + mf f q mf  K mf  K mf    q mf = (1 − ε mf )(ρ s − ρ f )g   A dificuldade esta na estimativa de εmf.60 0.58 0.

10 o K  mf     0 . 01     0 . 98 Massarani Ko = 10-6 cm2 ESCOLHA DO TIPO DE DISTRIBUIDOR A qualidade de borbulhamento na fluidização é fortemente influenciada pelo tipo de distribuidor utilizado. as bolhas são pequenas e o contato gás-sólido é mais intimo com menos canais de gás. K mf = 180(1 − ε mf ) (d φ) ε 2 p 3 mf 2 Kozeny-Carman C mf  K 1  = 3 2 0.Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7. Mas a partir do ponto de vista industrial ou em larga escala tem a desvantagem da alta queda de pressão.12 Para estimar Kmf e Cmf pode-se usar as fórmulas clássicas. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . A densidade do leito é mais uniforme. sendo mais severa para altas vazões. ⇒ Meio poroso densamente consolidado (placa sinterizada ou placas com muitos orifícios pequenos: o contato gás-sólido é superior.13 o K ε mf   mf      0 . ⇒ Para muitas aberturas de entrada do ar: a flutuação no leito é desprezível para baixas vazões de ar mas torna-se apreciável para altas vazões. 37  K + 0. ⇒ Para poucas aberturas de entrada do ar: a densidade do leito flutua apreciavelmente para todas as vazões (20 a 50% do valor médio).

PROJETO DO DISTRIBUIDOR O distribuidor deve ter suficiente queda de pressão para efetuar um escoamento equilibrado através dos orifícios. mas são poucos resistentes a choque térmicos ou tensões de expansão.Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7. menos canais (influência do distribuidor) Maior ∆P Um orifício Materiais do distribuidor: multi-orifícios sinterizada Cerâmicos: resistentes a corrosão de gases e altas temperaturas. ∆Pd .1∆Pleito (1) Com um valor mínimo de 35 cm H2O. Agarwal et al.min = 0. Metálicos: são os preferidos – são resistentes e econômicos globalmente.13 Qualidade pobre muita flutuação na ρb. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . com canais Melhor qualidade menos flutuação na ρb.

C’d Área de abertura no distribuidor < 10% Re t = d t ρu o µ Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .14 Procedimento: 1) Determinar a pressão necessária através do distribuidor pela equação (1) 2) Calcular: Re t = d t ρu o µ (2) Dt = diâmetro próximo a placa uo= velocidade superficial do leito próximo a placa µ = viscosidade do gás Ret = Reynolds próximo à placa Encontrar C’d pela figura 1.Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.

70 a 0. Operações químicas: reações de gases em catalisadores sólidos e reações de sólidos com gases. adsorção. aquecimento. OPERAÇÕES FÍSICAS: ⇒ Transporte ⇒ Mistura de finos pulverizados ⇒ Trocador de calor ⇒ Revestimento de materiais plásticos sobre superfícies metálicas ⇒ Secagem ⇒ Crescimento de partículas e condensação de materiais sublimados Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .15 3) u or  2g ∆P = C′  c d d   ρ     12 (3) uor = velocidade no orifício ∆Pd = queda de pressão no distribuidor número de orifícios → escolher aleatoriamente área do distribuidor π 2 d or u or N or 4 encontrar 5) Para leitos de partículas finas: 12 4) N or = uo = u or  2g ∆P = (0.Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.85) c d  ρ      APLICAÇÕES INDUSTRIAIS DO LEITO FLUIDIZADO Operações físicas: transporte.

c) Pontos quentes no catalisador podem provocar uma rápida deterioração e desativação do catalisador que normalmente é estável e não requer regeneração. As reações de craqueamento e reforma possuem duas características comuns: a) As reações são endotérmicas b) São acompanhadas da deposição de carbono nas superfícies sólidas CARBONIZAÇÃO E GASEIFICAÇÃO ⇒ Carbonização do óleo de xisto e do carvão ⇒ Gaseificação do carvão e do coque ⇒ Ativação do carvão vegetal CALCINAÇÃO E REAÇÃO PARA FORMAÇÃO DO CLÍNQUER ⇒ Calcinação de pedra calcária. em face da necessidade de um rigoroso controle de temperatura. CRAQUEAMENTO E REFORMA DE HIDROCARBONETOS Reações de craqueamento: quebra das cadeias dos hidrocarbonetos para produzir substâncias de menor peso molecular. b) Reações em paralelo serem bem sensíveis ao nível de temperatura. visto que: a) A reação pode ser explosiva fora de um estreito limite de temperatura. Reações de reforma: síntese das cadeias para produzir substâncias de maior peso molecular.16 ⇒ Adsorsão OPERAÇÕES QUÍMICAS ⇒ Reações de síntese O leito fluidizado é utilizado em lugar do leito fixo para as reações de fase gasosa catalisadas por sólidos. Síntese do anidrido ftálico.Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7. dolomita e rocha fosfatada ⇒ Produção do clínquer do cimento Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Exemplo: Oxidação do etileno. d) O controle de temperatura é difícil nestas reações visto que as mesmas são altamente exotérmicas.

80 mesh Sistema Dorrco fluoSolids para secagem e classificação de tamanhos das partículas de dolomita Secagem de: Limestone.Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.66 m 125 ton/h 150 ton/h Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . carvão. plásticos (ex: partículas de polipropileno) Limestone: 2-3% de água → 0 5% de água → 0 TLeito = 94-107oC TLeito = 150-200oC DLeito = 2.74 m DLeito = 3.17 REAÇÃO GÁS-SÓLIDO ⇒ Queima de minérios sulfatados ⇒ Redução do óxido de ferro ALGUMAS APLICAÇÕES DO LEITO FLUIDIZADO Secador Ciclones Alimentação inferior a 4 mesh Inferior a 325 mesh Produto fino 65-325 mesh Cerca de 74oC Ar Mistura 2% Combustível Ar Ar quente Produto grosso 4. dolomita.

Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.18 A eficiência térmica α Tgas – TLeito(vaporização do solvente ou água) Reator químico catalisado Produto da reação Filtro Resfriador Catalisador Água de refrigeração Etileno + ar H2C O + [O] CH2 Na temperatura ótima + 5 [O] + 6 [O] Acima da temperatura ótima CH2 = CH2 2CO2 + 2H2O Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .

19 Oxidação catalítica do etileno fornecendo etileno glicol → rigoroso controle de temperatura para não ocorrer um decréscimo de rendimento. altura = 29 m ⇒ Fe2O3 + 4 H2 → Fe + 4H2O Magnetita Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .7 m. Redução do óxido de ferro por hidrogênio 46 atm Minério de ferro em pó 98 % 87 % 47 % reduzido ⇒ 50 tons/dia de ferro ⇒ DR = 1.Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.

4 – 0. onde o petróleo vaporizado alimentado é craqueado pelo contato com partículas quentes de catalisador. 5 a 10 min. através da queima com ar. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .20 FCC (Fluid Catalyst Cracking Process) Cracking de hidrocarbonetos vaporizados em compostos de menor peso molecular: Produto Regenerador Reator Ar Vapor Ar Óleo Processo endotérmico Reator a 480-540oC.8%. Tempo de residência 5 a 10 min → rápida deposição de carbono e desativação do catalisador → Regenerador a 570 – 590oC onde o carbono depositado é reduzido.Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7. de 1 a 2% para 0.

Objeto leve flutua na superfície A superfície superior permanece horizontal quando o recipiente é inclinado Escoamento em jato através de um orifício Níveis de dois leitos interligados se igualam A queda de pressão no leito é proporcional ao peso do leito ∆P Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .21 VANTAGENS DO LEITO FLUIDIZADO 1) O sistema tem comportamento semelhante aos “líquidos” o que torna fácil a operação em grande escala e o controle automático.Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.

Permite evitar os pontos quentes nas reações exotérmicas. 3) Coeficiente de transferência de calor e massa elevados entre partículas/fluido e entre o leito/partículas nele imerso. as que se aglomeram e as que sinterizam. DESVANTAGEM DO LEITO FLUIDIZADO 1) Alta erosão nas tubulações e reservatórios.22 2) A mistura rápida das partículas faz com que se tenha praticamente um leito isotérmico. Reatores de leito fluidizado Conclusões: ⇒ ⇒ A fluidização é uma ferramenta potente e versátil para os reatores. A seletividade varia com o progresso da reação. 3) No reator químico o tempo de residência do fluido é baixo. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Te – Twall é maior que 300oC. Processos são criados em decorrência dos avanços em catálise e projeto de reatores e de interação entre estes. 2) Algumas partículas não permitem uma fluidização adequada: as que são frágeis e se pulverizam.Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7. LEITO FLUIDIZADO ‘VERSUS’ LEITO FIXO ⇒ O leito fixo é mais simples (menor número de graus de liberdade para as fases: sólido não se move) ⇒ O leito fixo deve ser utilizado sempre que apresente desempenho adequado 1) Na oxidação de SO2. daí sua grande importância em relação aos reatores químicos.

seletividade e reatividade são constantes 3) Para um leito fixo tubular o coeficiente global de transferência de calor é baixo U ~ 2-3 BTU/h ft2 oF ⇒ Para leitos fluidizados tem-se valores de coeficientes mais elevados U ~ 50 BTU/h ft2 oF 4) Perigo de explosão em leitos fixos. 6) Altas taxas de transferência de calor entre partículas/fluido em leito fluidizado. 5) Facilidade de alimentação e descarga de sólidos em leitos fluidizados. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .23 Para um leito fixo ⇒ Desativação do catalisador ⇒ Temperatura média do catalisador tende aumentar ⇒ O controle é muito difícil 2) Para um leito fixo.Operações de contato e/ou transporte: Fluidização 7.

24 FLUIDODINÂMICA DO LEITO DE JORRO Leito de jorro: é formado pela penetração de um jato de fluido através de um leito de partículas sólidas. Fluido: gás usualmente ar. ⇒ Coluna cilíndrica assentada sobre uma base tronco cônica. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7. Fonte Superfície do leito Jorro Região anular Interface jorro-região anular Base cônica Entrada do fluido Figura 1: Diagrama esquemático do leito de jorro. as setas indicam a direção do movimento do sólido. em cuja extremidade fica localizado o orifício. através do qual dá-se a entrada do fluido no leito.

Na interface entre o jorro e o espaço anular. Neste ponto B. ao tempo em que a perda de carga aumenta até o ponto B. com percolação de fluido contracorrente com as partículas. região anular. de modo que incrementos na vazão de gás implicam em decrescimo da queda de pressão através do leito. A maior parte dos sólidos da região anular desloca-se para baixo. através da coluna e da base cônica e só nas proximidades do orifício de entrada de ar invertem seu sentido de movimento retornando o deslocamento ascendente. surge nas proximidades do oríficio de entrada do gás uma cavidade devido à ação do jato que já é suficiente para deslocar as partículas. que é a região onde o jorro aflora através da superfície do leito. de modo que esta ação de choque faz com que as partículas desta fase penetrem no jorro e retornem juntamente com a corrente ascendente. No jorro. ⇒ Com o aumento do fluxo. onde se verifica a queda de pressão máxima (-∆PM). devido ao efeito combinado de decréscimo da velocidade das partículas e do fluxo de sólidos proveniente do espaço anular.25 ⇒ O leito de jorro é constituido de uma região central diluída. Continuando o aumento de fluxo. atritam-se com as da fase densa.Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7. a queda de pressão prossegue diminuindo até o ponto Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa C correspondente ao jorro . as partículas sobem com alta velocidade através do jorro. as partículas na base do leito aceleram-se até a velocidade máxima e então desaceleram-se até atingir novamente a velocidade zero no topo da fonte. a altura do jorro interno é bem maior que a de sólidos compactados na parte superior do leito. Esta cavidade vai se alongando dando origem ao jorro interno. A concentração das partículas no jorro aumenta com a distância ao orifício de entrada do fluido. na qual os sólidos deslocam-se concorrentes com o fluido e de uma densa. CURVA CARACTERÍSTICA PARA LEITO DE JORRO ⇒ Inicialmente o gás apenas percola entre as partículas ( figura 2 ) e o sistema comporta- se como um leito fixo.

27 cm. kN/m2 Va z ão de ar zão Va de e decr ar do scen nta -∆PS Velocidade superficial do ar.26 -∆PM nd o au me Queda de pressão. incrementos na vazão acarretam somente a elevação da fonte e a queda de pressão mantem constante (-∆PS). Di = 1.2 cm. Dc = 15. no qual existe uma instabilidade no jorro interno. A partir deste ponto. Processo inverso ( ---. em virtude da oscilação da altura do mesmo (formação de bolhas).6 mm. qualquer incremento de gás faz com que a queda de pressão caia bruscamente até o ponto D no qual o jorro aflora através da superfície do leito. θ = 60).Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7. m/s Figura 2: Curvas típicas de velocidade do ar ‘versus’ queda de pressão (dp = 3. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .decrescimo da vazão de ar) Com a redução do fluxo de gás o jorro mantém-se até o ponto C’ correspondente ao jorro mínimo ( Ujm). No ponto C. incipiente.

(a) (b) (c) (d) Figura 3 A figura 3 ilustra a transição a partir do leito fixo (a).Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7. chega-se a um ponto B’ máximo de queda de pressão. para jorro (b). Prosseguindo a redução da vazão.27 Jorro mínimo: tem-se a menor vazão com a qual se pode obter o jorro estável. no entanto bem abaixo do ponto B. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . A partir daí a queda de pressão volta a decrescer à medida que se processam as reduções da vazão de gás. que muitas vezes ocorrem com o aumento da velocidade do gás. pois no processo inverso a perda de carga é devida sómente a interação gás-sólido. para leito de bolhas (c) e empistonado (d). não havendo mais a ação de rutura do jato através do leito.

gás.Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7. e diâmetro de coluna. existe uma altura máxima do leito de jorro HM. ⇒ Mostra que para um dado material sólido em contato com um fluido específico numa vasilha de geometria fixa. Di = 1. ⇒ O diagrama indica também que para um dado sólido.2 cm. a qual a ação do jorro não ocorre mas sim uma fluidização de má qualidade.28 DIAGRAMA DE FASE LEITO COM BOLHAS ALTURA DO LEITO.25 cm ⇒ A linha representa a transição entre o leito fixo e o agitado (jorro ou fluidizado). pode ser 50% maior que a correspondente velocidade mínima de fluidização Umf. Dc = 15. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .2 x 6. dp = 3. cm LEITO EMPISTONADO (SLUGGING) LEITO FIXO JORRO ESTÁVEL JORRO PROGRESSIVAMENTE INSTÁVEL VELOCIDADE SUPERFICIAL DO AR (m/s) Figura 4: Diagrama de fases-Trigo. há um máximo de entrada de ar em que o jorro não ocorre.4 mm. o leito muda diretamente de fixo para o estado fluidizado agregativo. ⇒ A velocidade mínima de leito de jorro para esta altura de leito (HM).

Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.fluxo de gás 7.diâmetro da coluna 5.ângulo do cone 6.Secagem de suspensões e soluções 4. 4 → avaliação da maior quantidade de material que pode ser processado no equipamento.altura do leito PRINCIPAIS PARÂMETROS DE PROJETO 1. 1 a 3 → necessários ao dimensionamento do soprador ou compressor.Pré aquecimento do carvão 5.tamanho da partícula 2.Secagem de materiais granulares 2.altura máxima de jorro estável: HM correlações → previsão razoavel somente em determinadas situações.velocidade do fluido em condições de jorro mínimo: qjm 4.Granulação 3.diâmetro da entrada de gás 4.Resfriamento de fertilizantes Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . projeto seguro → protótipo para testes em escala de laboratório.29 PRINCIPAIS PARÂMETROS ENVOLVIDOS NA FORMAÇÃO DO JORRO 1.distribuição de tamanhos das partículas 3.queda de pressão em condições de jorro mínimo: ∆Pjm 3.queda de pressão 2. APLICAÇÕES DA TÉCNICA DO LEITO DE JORRO QUE SE ENCONTRAM EM USO INDUSTRIAL 1.

Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.Pulverização 5. OU OPERANDO EM ESCALA DE LABORATÓRIO 1.30 6.Purificação de gases 4. Os parâmetros relevantes na análise de operações envolvendo transferência de momento.Craqueamento térmico do petróleo.Ativação do carvão vegetal APLICAÇÕES DA TÉCNICA DO LEITO DE JORRO QUE SE ENCONTRAM EM TESTES.Reação-granulação 2.Carbonização do carvão a baixas temperaturas 6. calor e massa: ⇒ Diâmetro de jorro ⇒ Velocidade do fluido ⇒ Velocidade das partículas sólidas FUNDAMENTOS TEÓRICOS Leito de jorro → sistema particulado: Equações básicas da mecânica do contínuo Equação da continuidade r ∂ (ρ f ε ) + ∇ ⋅ (ρ f εu ) = 0 ∂t Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa Fase densa (anular) Fase diluída (jorro) fluido (1) .Redução do minério de ferro 7.Mistura de sólidos granulares 7.Produção do clinquer de cimento 8.Operações de revestimento 3.

r µ  Cρ f K r r  r r m = 1 + ε u − ϑ ε u − ϑ K µ    ( ) (5) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.31 r ∂ [(1 − ε )ρ s ] + ∇ ⋅ (1 − ε )ρ s ϑ = 0 ∂t [ ] Sólido (2) Equação de movimento: Para o fluido r ∂ u r r r r r ρf ε + (∇u ) ⋅ u  = −∇p − ∇ ⋅ τ f − m + ρ f g ∂t  Para o sólido (3) r r ∂ ϑ r r r ρ s (1 − ε ) + (∇ ϑ ) ⋅ ϑ = −∇ ⋅ τ s + m + (1 − ε )(ρ s − ρ f )g  ∂t onde: r r u e ϑ = velocidades intersticiais do fluido e sólido ε = porosidade do sistema p = pressão do fluido r τ f = tensor tensão extra do fluido r τ s = tensor tensão extra no sólido r m = força resistiva devido a interação fluido-sólido (4) As equações (3) e (4) pode ser resolvida com os conhecimentos dos termos constitutivos: r ∇ ⋅ τ s → pouco conhecida r ∇ ⋅ τ f → só é importante para alguns casos envolvendo fluidos não Newtonianos r m → devido a um grande conjunto de dados experimentais para fluido Newtoniano → forma quadratica de FORCHHEIMER.

72 1  k  k   c = 3 2 0. chega-se a correlações do tipo: ε = f [Re. dp = diâmetro equivalente (diâmetro de uma esfera tendo o mesmo av volume da partícula) av = superfície da partícula = superfície específica da partícula volume da partícula β = f(forma.13 0 . pode ser estimada pelo modelo capilar de Kozeni-Carman ε3D 2 p k= 36 β(1 − ε )2 (6) onde: D p = 6 = d p φ .ε). ⇒ Combinando as equações de movimento do sólido e do fluido com dados experimentais. Mv ] Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa (8) .32 k = permeabilidade. β ≅ 5 para 0.5 C = fator adimensional (Thirriot etal.3 ≤ ε ≤ 0.10 o  + 6 × 10 − 2  o   ε   k   k     (7) ko = 10-6 cm2 (permeabilidade de referência) A equação (7) é válida para ε ≤ 0.Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.) 23 0 .7. Ga . ANÁLISE DIMENSIONAL ⇒ Sistemas diluidos: transporte hidraulico ou pneumático de partículas em dutos.

temos r ∇p = − m r r m = −(1 − ε )(ρs − ρ f )g Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa (fluido) (sólido) .Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.33 que também é útil na descrição da dinâmica do jorro. 1. Re = r r d pρf u − ϑ ε µ (número de Reynolds) (9) Ga = d p ρ f2 g µ2 (número de Galileo) (10) Mv = ρs − ρf ρf (massa volumétrica) (11) dp = diâmetro da esfera com o mesmo volume que a partícula. Dinâmica do leito de jorro: ⇒ Equação (1) a (4) mais termos constitutivos ⇒ Condições de salto na interface espaço anular-jorro ⇒ Condições de contorno Análise → compreensão para algumas correlações da literatura. Queda de pressão máxima de jorro ⇒ ∆PM deve se aproximar do ∆P para a fluidização ⇒ Desprezando os termos de aceleração na equação de movimento para o fluido e para as r partículas e tomando τs = 0 .

r  µ Cρ f r  r m= + q q K  K e na equação (4) desprezando os termos de aceleração e de tensões. temos: Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.34 Combinando as duas equações. Queda de pressão em condições de jorro mínimo A forma da equação (12) mantém-se na previsão de ∆pjm ∆p jm = αH(1 − ε mf )(ρs − ρ f )g (13) ⇒ Um número substâncial de resultados indica que α = 2/3 (MALEK e LU) 3. temos: r ∇p = −(1 − ε )(ρs − ρ f )g ou ∆p M = − H(1 − ε mf )(ρs − ρ f )g = Mg Ac (12) onde: H = altura do leito expandido M = massa do leito Ac = área da seção transversal da coluna A equação (12) é o resultado de MALEK e LU (1965) 2. Velocidade do fluido em condições de jorro mínimo ⇒ Condições de altura máxima de jorro estável.

Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.35 r r m = −(1 − ε )(ρ s − ρ f )g Logo:  µ Cρ f  + K q jm K   q jm = (1 − ε )(ρs − ρ f )g  (14) Equação (14): fornece uma previsão razoável para qjm com erro de 20% BECKER: qjm esced qmf (mínima fluidização) por 10 à 33%. −dp =m dz ε Cρ f (ε mf ) − dp (u a + ϑa )2 = µ mf (u a + ϑ a ) + dz K K 2 (15) A vazão do gás no jorro resulta:  vazão volumétrica     vazão volumétrica   vazão do fluido  −   do fluido no jorro  =         total do fluido   no espaço anular  3 m s   Q fj = Q f − Q fa (16) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Vazão do gás no espaço anular e de jorro A vazão do gás no espaço anular pode ser estimada pela equação de movimento do fluido. medindo-se o gradiente de pressão nesta região e a velocidade das partículas sólidas. MATHUR-GISHLER: Para valores fixos de DC/Di. empiricamente: 1 DC q jm α H 4.

H < HM → a estabilidade do jorro pode ser mantida a vazões de gás maiores que a necessária ao jorro mínimo.85 Angelino 6.33 (Ga. existe uma altura máxima do leito HM acima da qual não se verifica jorro estável.58 Re 0. ocorre fluidização heterogênea ou de movimento empistonado. Velocidade das partículas sólidas no espaço anular e no jorro ⇒ Velocidade do sólido no espaço anular → visualização direta ⇒ Velocidade do sólido no jorro Vazão do sólido Vazão do fluido εj Para regiões anular e de jorro ε j = 1.192d p DC HM = Di2 D 2 j Mathur e Epstein (1974) onde: Dj = diâmetro do jorro Di = diâmetro de entrada do ar 2 D j = 1. Altura máxima de jorro estável: HM MATHUR e GISHLER observaram que para uma dada coluna operando com determinado sistema gás-partícula. H = HM → um incremento do fluxo de ar acima do requerido para o jorro mínimo.36 5.07 D C 3 d 1 3 p Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . 4 0.Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7.Mv ) −021 para εj < 0.

37 MODIFICAÇÃO: TUBO CENTRAL ar ar Vantagens da utilização do tubo central a) Jorro ocorre a menores queda de pressão. Desvantagens: a) ausência de mistura pelo movimento lateral das partículas na secção anular com o jorro → reduz a eficiência de mistura global. d) A estabilidade do jorro é verificada para qualquer altura do leito. tanto na geometria cônica como na convencional. b) Melhor controle sobre a taxa de recirculação e tempo de residência das partículas.Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7. c) Menores vazões de ar são requeridas para uma dada circulação de sólidos. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . b) riscos de entupimento do tubo pelo sólido.

35 Dc Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . onde o jorro não ocorre mais. A seção inferior cônica facilita o escoamento do sólido a partir da região anular para dentro da região do jorro. Com uma base plana ao invés da cônica forma-se uma zona de sólidos estagnada. A limitação do ângulo do cône depende das características de fricção interna dos sólidos. mas para muitos materiais esta na região de 40o. porém não afeta a estabilidade do jorro. BECKER sugeriu que o valor crítico é: Di = 0. o jorro torná-se instável pois o leito inteiro tende a ascender com o jorro do gás.Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7. Dc θ Di Numa dada coluna o HM decresce com o aumento de Di até que o valor limite é alcançado.38 FORMA CÔNICA Ângulo do cone: forma cilindrica com base cônica e totalmente cônica. Se o cone é tão ingreme.

Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7. linho) Dc (secador: leito de jorro) = 61 cm . lentilhas.39 APLICAÇÕES Ciclone ALIMENTAÇÃO Resfriador de leito fluidizado Transportador Elevador Secador de leito de jorro Soprador Pré-aquecimento do ar Soprador Armazenagem do produto sêco Figura 1: Secador de grãos para produtos agrícolas (ervilhas.8% de mistura (base seca). TLeito = 45 – 78o C (ervilha) Tar = 124 – 284oC (ervilha) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Capacidade = 2000 kg de lentilhas/hora pela faixa de 8.78 m Dc (resfriador: leito fluidizado) = 76 cm O ar é aquecido por combustão direta de gás natural. Altura = 1.

Enxofre. níquel. Produto bem uniforme. sulfato de amônia. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . uréia.Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7. Uma fina camada de líquido é depositada sobre as partículas circulando quando elas passam no líquido spray. As partículas crescem pelo mecanismo do crescimento de camadas.40 Sólido reciclado Grosso Produto Triturador Fino Gás quente Líquido quente Figura 2: Sistema granulador por leito de jorro O leito neste processo consiste de partículas do material a ser granulado. o qual é secado pela ação do gás quente sobre as partículas que ascendem pelo jorro e descem pela região anular. a fase líquida é injetada na base junto com o gás quente.

Operações de contato e/ou transporte: Fluidodinâmica do leito de jorro 7. ⇒ Espessura da cobertura (média) = 82 –133 µm. é admitido um período de secagem para remover algum solvente individual. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . ⇒ Tempo de cobertura para 70 – 100 kg de partículas de 10 mm: 1 a 1. para assegurar um tempo de residência igual no leito para partículas individuais.41 Cobertura de partículas (indústria farmacêutica) Tar = 26oC Gás quente Tar = 63oC Líquido aquecido ⇒ Operação em batelada. com uma redução da vazão do ar com o leito numa condição quiescente. ⇒ Líquido de cobertura pré-aquecido e borrifado por bico de atomização pneumática. ⇒ Após a quantidade desejada de solução para a cobertura se suprida pelo leito. ⇒ Secagem quase instantânea após a cobertura.5 horas.

Este processo é conhecido como transporte pneumático. Pressão negativa (vácuo) FILTRO DE AR CAIXA DE ARMAZENAGEM SOPRADOR CICLONE ENTRADA DE AR CAIXA ⇒ São limitados à pequenos vácuos que podem ser criados quando os sólidos tem que serem transportados a partir de vários pontos em uma planta para um único ponto de distribuição.42 TRANSPORTE PNEUMÁTICO ⇒ Um dos métodos usados nas indústrias para transportar sólidos de um lugar para o outro utiliza ar a altas velocidades. ⇒ Dois tipos comuns de sistema de transporte pneumático: 1.Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7. Diâmetro do duto 50 a 400 mm. massa do sólido <5 massa do gás ⇒ (McCabe) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . ⇒ O ar escoa através de dutos a altas velocidades (15 a 35 m/s) utilizando sopradores ou equipamentos que fazem vácuos.

transportador de caçambas ⇒ Sólidos ou mistura de baixa densidade → transporte pneumático ⇒ taxa de escoamento do gás ≈ 1 a 100. ⇒ Normalmente usado para transportar sólidos a partir de um único ponto para vários pontos de distribuição. TRANSPORTE PNEUMÁTICO DE PARTÍCULAS (KUNII E LEVENSPIEL. Pressão positiva FILTRO DE AR CAIXA DE ARMAZENAGEM CICLONE ENTRADA DE AR SOPRADOR CAIXA ⇒ Operam com sopradores ou compressores de ar (ou nitrogênio) com 1 a 5 atm dentro do sistema. FLUIDIZATION ENGINEERING) ⇒ Sólidos altamente densos → transportador de correia. ⇒ massa de sólido >5 massa de gás ⇒ As vezes o gás é reciclado para a entrada do soprador ou compressor num sistema fechado ⇒ gás valioso ou para prevenir a perda do pó pela atmosfera. nunca excede 80.Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7. taxa de escoamento do sólido ⇒ Velocidade do gás ≥ velocidade do sólido ⇒ Transporte pneumático a alta velocidade Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .43 2.

2. Queda de pressão considerando o transporte pneumático. 1.Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7. (saltitation velocity). Regime de escoamento em tubos verticais Quando a vazão de fluido é suficiente para transportar os sólidos as baixas concentrações volumétricas ( < 5%). Com a diminuição da vazão do fluido e mantendo a vazão dos sólidos pode-se obter um regime de transporte instável ⇒ escoamento em bolhas. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Velocidade mínima de escoamento vertical (choking velocity).da queda de pressão . As vazões mais baixas de fluido. ASPECTOS TEÓRICOS 1. o diâmetro do tubo e as características das partículas sólidas. 3. Transporte pneumático em tubos verticais e horizontais É de grande importância no dimensionamento as determinações: .do regime de escoamento. conhecidas as vazões Wf (fluido) e Ws (do sólido). tem-se um regime em fase diluída. obtendo-se o transporte em fase densa. semelhante a fluidização heterogênea. Velocidade mínima de escoamento horizontal. o leito de partículas se move em bloco com concentrações próxima ao do leito fixo.44 Queda de pressão friccional elevada Atrito rápido de partículas Erosões nas linhas de transferência Para minimizar estes efeitos a velocidade deve ser a mais baixa possível. este limite inferior é governado pelas condições onde os sólidos se ajustam ao escoamento.

45 log Ws ρs q mf Transporte em fase densa mf Transporte com bolhas log Wf ρ f q mf Linhas limites: métodos de previsão do ponto ‘chocking’ e da fluidização insipiente Velocidade mínima de escoamento horizontal do gás-sólido (saltitation velocity) (Zens and Othmer) Log (∆p/l} F E Gs2 Gs3 Gs = 0 Gs1 D Saltitation velocity. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa ch o ckin C Transporte em fase diluída ε=ε g . ucs Log uo Gs = 0 representa a perda de fricção para um gás livre de partículas através de um cano horizontal.Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.

Mantendo a taxa de alimentação do sólido (Gs1) fixa e reduzindo lentamente a velocidade do gás do ponto C ao D ⇒ o sólido move-se mais lentamente. Velocidade de escoamento vertical mínima para o gás-sólido (Choking velocity) (Zens and Othmer) C E log (∆P/l) Gs2 Gs1 D Gs = 0 uch . ucs.46 Gs1. uc depende de Gs. os vazios da mistura tende a diminuir. A partir de D a resistência friccional pula para E e então aumenta estavelmente com o decréscimo da velocidade do gás. e a perda friccional também diminuirá.Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7. Choking velocity Log uo Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Gs2 ⇒ perda friccional da mistura gás-sólido transportando sólidos de velocidade mássica Gs1 e Gs2. No ponto D as partículas começam a sedimentar no fundo do tubo e um equilíbrio é estabelecido entre a altura desta camada sedimentada e a camada de mistura acima. Para altas velocidades (Uo) todas as partículas são transportadas em suspensão sem sedimentar ( C na curva Gs1). A velocidade crítica do gás corresponde ao ponto D e é chamada de velocidade de saltitation.

Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas

7.47

A partir da maior velocidade de escoamento (ponto C) vertical de uma mistura gássólido (Gs1) reduz-se gradualmente a velocidade do gás uo. Observa-se que: A resistência friccional do escoamento da mistura diminui. Quantidade de sólido aumenta lentamente, a fração de vazios diminui, e a pressão aumenta. C → D mudança na resistência friccional predomina e a pressão total diminui. Uma adicional diminuição no escoamento do gás causa um rápido aumento no sólido e a queda de pressão total aumenta. Perto de E a densidade da mistura torna-se elevada para suportar o sólido, e ocorre um estado agregado. A velocidade superficial no ponto E é chamada de velocidade ‘choking’, uch.

2. Transporte hidráulico

Os principais objetivos no estudo de transporte de partículas consistem na determinação da queda de pressão e da velocidade de escoamento, o que permite o cálculo da potência da bomba ou soprador. Transporte hidráulico: horizontal, vertical.
Transporte hidráulico vertical gráfico: queda de pressão piezométrica por unidade de comprimento ‘versus’

velocidade média de escoamento VM da mistura no transporte hidráulico em dutos verticais.

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Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas

7.48

WS2 > WS1

Log (∆P/L)

WS2

mistura

WS1 WS=0

Parâmetros WS: vazão mássica do sólido cte . WS2 > WS1, WS = 0

fluido Log (VM)C Log VM

Como característica principal do escoamento tem-se nesse uma uniformidade de concentração na seção transversal do tubo, mesmo havendo uma diferença de velocidades intersticiais entre o fluido e as partículas, em toda a faixa de velocidade de transporte. Nesse escoamento existe para a mistura, um limite inferior de velocidade (VM)C (figura), para qual a uma vazão fixada de sólidos cessa o transporte de um dado tipo de sólido, e que se denomina velocidade crítica de transporte vertical (“choking velocity”).
Transporte hidráulico horizontal

Regimes de escoamentos No transporte horizontal, a ação do campo gravitacional provoca a existência de diversos regimes de escoamento que dependem, para um sistema, do nível de velocidade de escoamento, e para sistemas diferentes, também das propriedades físicas e dimensões das partículas transportadas.

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Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas

7.49

Mistura
VM4 VM3 VM2 VM1

Fluido puro 1- leito estacionário 2- leito deslizante 3- escoamento assimétrico 4- escoamento simétrico Diagrama típico do transporte hidráulico horizontal.

WS2 1 2 3 4

Log VM
A) escoamento pseudo homogêneo ocorre a velocidade superiores a VM1, onde uma suspensão, apesar de possuir uma tendência a sedimentar, se mantém com uma
distribuição uniforme concentrada na seção do tubo devido a valores elevados de

velocidade, denominada de escoamento simétrico. B) escoamento heterogêneo: observado nas velocidades entre VM1 e VM2, que se caracteriza por uma distribuição não uniforme das partículas sólidas na seção transversal do duto e sendo denominada também de escoamento assimétrico. VM2 : ocorre o gradiente mínimo de pressão (velocidade crítica do transporte horizontal). Nas vizinhanças de VM2 tem-se no sentido das velocidades decrescentes, o início da formação de um depósito de sólidos na tubulação. O transporte de sólidos é normalmente realizado, por razões econômicas, neste regime
heterogêneo.

C) escoamento em saltos ou de leito deslizante

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Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas

7.50

• escoamento bastante irregular => depósito de sólidos se desloca como ‘dunas’ na
parte inferior do tubo.

• Faixa de velocidade entre VM2 e VM3
D) escoamento com leito estacionário: ocorre com velocidades inferiores a VM3, ocorrendo sob elevado gradiente de pressão devido à formação de um depósito estático. C) e D) => interesse apenas teórico.
Escoamento laminar => obtenção de propriedades reológicas Escoamento turbulento => transporte de suspensões através de dutos (minerodutos) ESCOAMENTO LAMINAR

Obtenção das propriedades reológicas das suspensões. Caracterização da suspensão: Equação de Rabinowitch-Mooney: escoamento em tubos cilíndricos.

3 1 d ln Y λ= Y+ Y 4 4 d ln S
λ = taxa de deformação Y = taxa de deformação aparente S = tensão de cisalhamento
Y= 8V D (B), S= D∆P 4L

(A)

(C)

V = velocidade média do fluido no tubo.

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Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas

7.51

•Dados ∆P/L ‘versus’ V para um tubo de diâmetro D • Constroe-se a curva S ‘versus’Y • Obtém-se a taxa de deformação real, a partir da equação (A) • Obtendo-se S para cada λ => associa-se a modelos matemáticos
S = f(λ) Modelos reológicos mais empregados

• Modelo de Bingham

S

S = So + µ p λ

So

λ
Modelo de Ostwald-de-Waele (lei das potências) Pela lei das potências

S = M ′Y n ⇒ ln S = ln M ′ + n ln Y
onde: S = tensão de cisalhamento, obtida da equação (C) e Y = taxa de deformação aparente, obtida da equação (B) M’ = grau de consistência aparente do fluido Obs.: n nem sempre é constante

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Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas

7.52

Obtem-se n = ln S

d ln S d ln Y

ln Y

Como n =
λ=

d ln S a equação (A), fica: d ln Y

3 1Y  3n + 1  Y+ ⇒λ= Y , ou seja: 4 4n  4n 

taxa de deformação aparente real = (fator de correção de Rabinowitch) ⋅ (taxa de deformação aparente)
η Re al = S S , analogamente η aparente = λ Y

Pela lei das potências, temos que: S = Mλn ⇒ ln S = ln M + n ln λ
n > 1, dilatante n = 0, newtoniano
2 VM n D n ρ M Re M = n M  6n + 2    8 n  −

ln S

n < 1, pseudo plástico

ln λ
Relação entre os índices de consistências dos fluidos M e M’

S = Mλn = M ′Y n , logo
 4n   3n + 1  n n M   Y = M ′Y , portanto: M = M ′  3n + 1   4n 
Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa
n n

Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7. 241. n=0. n=0. pag. M=0.78. 1. vol.28 Cw = 65%. M=0. n=0. M=0.02 Fluido pseudoplástico Taxa de deformação λ (s-1) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .53 Ver exemplo: suspensão de minério de ferro: Tópicos Especiais em Sistemas Particulados.91.82.13 Cw = 25%. Tensão cisalhante S (din/cm2) 30oC Cw = 75%.

a formulação para o transporte de partículas pode ser substancialmente simplificada considerando que a mistura comporta-se como um fluido homogêneo: a) Transporte pneumático vertical em fase densa (fluidização incipiente) ou em fase diluída (porosidade superior a 95%). verificando-se o critério empírico de Newitt. Giulio. b) Transporte hidráulico em qualquer configuração no caso em que as partículas são pequenas. de um modo geral. Fluidodinâmica em sistemas particulados. O transporte de partículas sólidas por arraste em fluido conduz. 1997.fluido QS + Q F A onde : Q S = vazão volumétrica de sólido VM = Q F = vazão volumétrica do fluido (2) A = área da seção transversal de transporte A diferença entre as formulações para os casos a) e b) reflete na dificuldade na medida das propriedades reológicas da suspensão constituída por partículas relativamente grandes (caso a) e pelo fato de que nesta situação o valor da velocidade relativa fluido-partícula no transporte pneumático pode ser significativamente maior que Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Em algumas situações.Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.54 TRANSPORTE FORMULAÇÕES HIDRÁULICO E PNEUMÁTICO DE PARTÍCULAS: REF: Massarani. 1800gDν ∞ <1 2 VM Ne = (1) Onde : D = diâmetro do tubo ν = velocidade terminal das partículas no fluido de arraste VM = velocidade de mistura sólido . Editora UFRJ. à formação de um campo de porosidade heterogêneo na seção transversal de escoamento da mistura sólido-fluido. transporte vertical sem restrições. dependendo da natureza do problema em estudo. no entanto.

Equação do movimento para a mistura homogênea: 2 ∆p f VM ρ M − = + ρM g L 2D (3) f = f (Re M . Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . que permite calcular a porosidade no transporte é: µ F φ1 (ε )U + µ F φ 2 (ε )U 2 = (1 − ε )(ρS − ρ F )g (6) U= QS QF − Aε A(1 − ε ) φ 2 (ε ) = cε 2 k (7) φ1 (ε ) = ε k. e D ). vertical ascendente. por exemplo.1 TRANSPORTE VERTICAL HOMOGÊNEO: PARTÍCULAS GRANDES p2 L p1 z S F Os efeitos causados pela aceleração do sistema não são considerados e o transporte é.Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.55 zero. 7. Como conseqüência. Re M = ρ M = ερ F + (1 − ε )ρ S = (1 − ε )(ρ S − ρ F ) + ρ F DVM ρ M µM (4) (5) A equação do movimento para o fluido no sistema particulado. há o consenso bem cristalizado na literatura de que o projeto e o estabelecimento das condições operacionais das linhas de transporte hidráulico e pneumático não podem prescindir de estudos conduzidos em unidade piloto bem instrumentada. Apesar destas considerações. o valor da porosidade no transporte depende da fluidodinâmica do sistema particulado.

no transporte pneumático de fase diluída e no transporte hidráulico. este último representado pela equação clássica: 0. 7.56 Nestas equações: ρM e µM densidade e viscosidade da mistura sólido-fluido. A comparação entre os valores do gradiente de pressão calculados através da equação (3) e os valores resultantes da experimentação conduzida no transporte pneumático em fase densa. ρ M = ερ F + (1 − ε )ρS A ε= QF (velocidade relativa entre as fases nula) Q F + QS Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.9  1 e  6.2 TRANSPORTE HIDRÁULICO HOMOGÊNEO Dependendo das condições fluidodinâmicas.81     = −2 log10 0.27 +  D  Re M   f      (8) Onde: e/D é a rugosidade relativa do duto. f é o fator de atrito na interação fluidodinâmica entre a mistura e a parede do duto onde ocorre o transporte. O balanço global de energia entre dois pontos da instalação leva a: ∆p + g∆z = W − WA ρM 2 f (∑ L )VM (9) WA = 2D (10) VM = Q F + QS . segundo vários autores parecem indicar que a viscosidade e o fator de atrito da mistura podem ser expressos pela viscosidade e o fator de atrito do fluido. o transporte hidráulico de partículas pequenas (Ne < 1) pode ser formulado do mesmo modo que o escoamento de fluidos homogêneos com características não-newtonianas.

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .25 (11) µ ef = S λ* λ* ( ) (12) W = energia (por unidade de massa de suspensão) fornecida pela bomba instalada WA = energia (por unidade de massa de suspensão) dissipada pelo atrito no escoamento. depende da natureza da mistura. VM (taxa de distensão característica) D λ* = 6. L = comprimento equivalente total da instalação. tem natureza empírica e o procedimento sugerido para o cálculo da viscosidade efetiva independe do tipo do modelo reológico associado à suspensão. µef. incluindo dutos e acidentes. A equação 12. através da relação entre a taxa de distensão (λ) e tensão cisalhante.57 A viscosidade efetiva da suspensão.Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.

2. Deseja-se estimar a capacidade de um sedimentador lamelado no tratamento de uma suspensão floculenta de hidróxido de alumínio: concentração inicial 4.00 m. O sedimentador funciona em contracorrente com 30 lamelas ativas.4 6.8 4.8 12.0 37.0 32. Calcular a capacidade do sedimentador para as seguintes condições operacionais: 6. Fluidização e Transporte Pneumático e Hidráulico de partículas Professor Samuel Luporini DA 1.7g/l de suspensão): t (min) z (cm) 0 30 2.6 15 13.6 4. Determinar o diâmetro e a altura de um espessador DORR para operar com 20m3/h de uma suspensão aquosa de barita (ρs = 4.58 QUARTA LISTA DE EXERCÍCIOS DE OPERAÇÕES UNITÁRIAS INDÚSTRIA QUÍMICA I Sedimentação. Ensaio de proveta (4.Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.5 7.05 m.5 g/l e concentração final 22 g/l.6 8.4 70 10. Densidade do sólido.5 Resposta: Diâmetro do sedimentador = 3.5 g/l de suspensão) Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .9 18.5 20 12.5 26. Ensaio de proveta a 30oC conduziu aos seguintes resultados: tempo de sedimentação (min) 0 2 5 10 14 18 23 26 30 33 40 45 Altura da interface de clarificação (cm) 40. Ensaio de proveta a 25oC (6.2 Resposta: O fator limitante é a altura do sedimentador: a capacidade recomendada é da ordem de 20 m3/h de alimentação. espaçamento 6 cm e inclinação de 60o com a horizontal. A indústria de papel Bananal Paulista estuda a possibilidade da utilização de um sedimentador Dorr-Oliver com 23 m de diâmetro e 3 m de altura para o tratamento de licor negro.7 g/l a concentração do sólido na alimentação e 19 g/l a concentração de sólidos no lodo. 1.2 50 10. H = 1. A concentração de sólidos na alimentação é de 103 g/l de suspensão e o lodo final deve Ter 346 g/l de suspensão.4 24.80X2.8 g/cm3.3 5. Temperatura: 25oC.5 5 23. 3.1 g/cm3) a 30oC. 2.08 m.4 30 11.2 10 16.

8 11.22 1. devendo-se considerar a soma das áreas projetadas das lamelas ativas na horizontal.29 1. Boletim 504.40 1.7 82.2 30 8.21 1.21 1.6 67.34 1.5 = = = ⋅X lbm sólido g sólido m s ρ s Vs ρ s H sed = 2H c Resposta: 1. Bureau of Mines.21 1.2 25 11.59 t (min) z (cm) 0 35 3 32.5 35 6.46 m 5.Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.6 18 16. use as fórmula: w lodo = 1.4 40 5.7 g/cm3 • ρf = 1 g/cm3 Obs.3 41.2 7. (“Fluid flow throught packed and fluidized systems”.26 1.21 .5 g H 2 O m f ρ f Vf ρ f lbm H 2 O = 1.1 55.21 1.4 Altura do leito (ft) 1.21 1. Velocidade mássica do gás (lb/ft2h) 228 194 160 142 127 109 94. diâmetro do tubo 4”.2 27.6 22. Calcular a altura do seguinte sedimentador: • Área da seção transversal = 240 ft2 • Vazão de sólidos = 4800 lb/h • Concentração da lama espessa = 1.21 1. operação a 91oF e pressão atmosférica.5 lbm de H2O/lbm de sólido • Tempo de compactação: 3h • ρs = 2.5 45.2 7 27. capacidade do sedimentador lamelado : 35 m3/h de alimentação. p.8 69.142.95 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa Queda de pressão no leito (lb/ft2) 200 190 187 184 181 179 166 137 115 90.51 1. 1951) para a fluidização com ar de catalisador Fischer-Tropsch (massa de sólidos 7234g. 4.6 14.2 O procedimento para o cálculo da área de sedimentação do sistema lamelado é o mesmo do sedimentador Dorr-Oliver. Resposta: Área de sedimentação: 54 m2. Os seguintes dados foram obtidos por Leva et al.4 13 20. ρs = 5 g/cm3).21 1.0 45 4.

10 55.60 a) Determinar (dpφ) efetivo do sistema a partir dos dados de leito fixo.51 1.0741 0.05388889 0.20 1.421 200.20 7.80 2253.21 132.0755 0.01919444 0.50 45.30 2162.714 139.00 94.721 137.636 143.00 181.00766667 0.590193 0.041 74.60 2128.80 11.0749 0.00 184.223 95.00 160.685950 18.06333333 0.95 0.00 181.21 1.22 1.0725 0.21 1.876 55.0754 0.01144444 0. c) Verificar o resultado clássico da fluidização − ∆p = W A onde ∆p é a queda de pressão no leito.0752 0.0753 0.40 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .714286 139. ∆P lb/ft2 Po L ft ∆P/L G lb/ft2h G lb/ft2s densid.30 41.21 1.0752 0.40 2184.60 14.156197 0.26 1.0723 0.0753 0.450 135. lbm/ft3 q ft/s ∆P/L ∆P lb/ft2 200.21 1.50 45.635659 143.0729 0.00 190.00 166.421488 228. d) Estimar o valor da velocidade na mínima fluidização através de correlações fornecidas pela literatura e comparar os resultados com o valor experimental.00 90.80 2231.40 2139.00 137.0737 0.60 22.00 184.651 146.552 142.80 2295.00 179.041322 74.686 18.259110 0.030538 132.02630556 0.02300000 0.721311 137.00 179.80 2306.00 194.70 82.40 2316.00 166.00 142.03027778 0.715124 0.105172 0.838559 0.00 137. W o peso do leito e A a área da seção de fluidização.80 69.308919 0.208533 0.0745 0.21 1.20 27.21 1.29 1.03527778 0.0733 0.80 2282.60 67.876033 55.Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.00 115.350988 0. b) Determinar através dos dados experimentais a porosidade e a velocidade na mínima fluidização.00 90.00 109.01536111 0.190083 113.054400 0.223140 95.80 2303.524152 0.842975 9.80 2297.552239 142.80 2207.00 187.785 37.00220833 0.469102 0.00 187.40 1.60 22.60 67.00 115.04444444 0.00 127.650794 146.03944444 0.34 1.21 1.785124 37.402798 0.00394444 0.80 2300.843 9.450331 135.00 190.190 113.80 11.

250 0.00 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .10 q 1.300 0.3.01 0.Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.000 0.100 0.61 160 140 120 100 ∆ P/L 80 60 40 20 0 0.402798.150 0. 179.050 0.200 q 0.00) 10 0.4035 R = 0.400 y = 386.350 0.26x .9969 2 1000 P 100 (0.

145 0.146 ρ do ar (g/cm3) 1.149 0.153 0.03E-02 3.948 1.066E-08 1.48.997 1.502 0.483 0.820 1.483 0.483 0.154 0.145 0.143 0.483 0. Sobreiro (1980) estudou experimentalmente a influência da pressão na fluidização de partículas esféricas de vidro com ar a 20oC: Pressão (atm) 1 5 10 15 20 25 30 35 Porosidade na fluidização mínima 0.491 0.145 0.21E-03 6.4 µm. 1 5 10 15 20 25 30 35 0.139 1.491 0.21E-02 1.476 0.217E-08 2. Diâmetro do secador: 30 cm Carga de sólido: 39 kg Propriedades das partículas: diâmetro médio 90 µm.147 0.151E-08 2.476 0.217E-08 2.82E-02 2. Para uma velocidade superficial de ar duas vezes maior que a fluidização mínima.181 0.703 1. A densidade das partículas de vidro é 2.42E-02 3.912 1.683E-08 2.62 6.146 0.403E-08 2.05E-03 1.472 Velocidade na fluidização mínima (cm/s) 0. esfericidade 0.63E-02 4.984E-08 C q Forccheimer cm/s 0.146 Sabendo-se que o diâmetro médio das partículas é 30.476 0.146 0.Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.147 0.502 0.066E-08 2.144 0.443 g/cm3.24E-02 K cm-2 2.147 0.472 qmin exp.154 0.143 0. cm/s 0.912 1.144 0.145 0. Resposta: P ε atm exp.8 e densidade 2.147 0. Deseja-se projetar um sistema de fluidização destinado à secagem de produto químico.1 g/cm3 Estimativa do valor da porosidade na fluidização mínima: 0.48 0.147 0.150 0.048 7.147 0.997 2.143 0.181 0.165 0.138 q Darcy cm/s 0.165 0.480 0. estimar: Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .154 0.476 0. estimar pela equação teórica os valores da velocidade de fluidização mínima e comparar com os resultados experimentais.145 0.

Cálculo da queda de pressão no leito fluidizado: 109 cm H2º Cálculo da altura do distribuidor: 13.63 a) altura do distribuidor formado por esferas de aço com diâmetro 200 µm tal que a queda de pressão através deste seja 10% da queda de pressão do leito fluidizado.42 cm Potência do soprador: 0.0964 cm/s. C. admitindo o escoamento como sendo darcyano: 0. . diâmetro médio.Massarani.38.Dutos de aço de 45 cm de diâmetro interno.Parâmetros reológicos da suspensão a 30oC (G. Resposta: Estimativa do valor da velocidade de fluidização mínima. As propriedades do ar devem ser calculadas a 150oC e 1 atm.Extensão: 400 km. 1982).0514 g/s e 8. b) Potência do soprador para uma velocidade superficial 2. porosidade 0. Anais do IX ENEMP. b) A potência do soprador para o serviço. b) 0.12 milhões de toneladas de minério de ferro /ano (polpa com 65% de minério. Propriedades das partículas sólidas: densidade 3.7.051 cv.97 g/cm3. Deseja-se projetar um reator em leito fluidizado Diâmetro do reator: 35 cm Carga de sólido: 75 kg Densidade do sólido: 3 g/cm3 Diâmetro da partícula: 40µ (φ = 0. Salvador. Calcular o gradiente de pressão no transporte sabendo que a vazão mássica das fases fluida e sólida é de respectivamente 0.3 atm. .Coelho. O transporte ocorre em fase densa com porosidade da ordem daquela da fluidização mínima. 1981).L.Costapinto Santana e G. Resposta: a) 0.5) 9. 8. 10.27 cm de diâmetro interno.Desnível entre a mina de Germano e o terminal de Ubu: 1000 m. no caso 0.5 vezes maior que aquela de mínima fluidização. “Reologia de Suspensões de Minério de Ferro”.V. . Estimar a potência de bombeamento no mineroduto da SAMARCO: .017 cv (η = 0. 0. Resposta: Gradiente de pressão no transporte pneumático: 2. Seja o transporte pneumático vertical ascendente de alumina em tubo liso de 1.48 (Santana. em peso) .Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7. O gás de arraste tem as propriedades do ar a 20oC e 3. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa .7) Fluido com as propriedades do ar a 350o e 1 atm Altura do leito na fluidização mínima: 50 cm Distribuidor: placa sinterizada de 6 mm de espessura: k = 5 x 10-9 cm2 e ε = 0.42 g/s.03x103 dyn/cm2.20 mm e esfericidade 0.56 cm/s.32 Calcular: a) A velocidade de mínima fluidização.

11. Taxa de distensão característica. velocidade da mistura.9 600 116 Patm Calcular o tempo necessário para carregar com a suspensão um caminhão com 10 m3 de capacidade.64 S = 7.88 x 10-2.8 g/cm3. 8 ton/h.56 m3/min.82 (fluido de Bingham) dyn / cm 2 (fluido de Ostwald . Resposta: Binghan : 20661 HP (η = 70%). Seja o transporte hidráulico de dolomita. 65/100# Tyler.54 10 4. O transporte é feito a 30oC em tubulação de aço.203 cp. 12. b) A potência da bomba para o serviço.5 m Resposta: fator de atrito (f) = 2.de . Ostwald-de Wale : 23495 HP (η = 70%).2 200 53.4 100 33.59.8 g/cm3 e esfericidade das partículas 0. Vazão de suspensão. λ* = 516 s-1 Viscosidade efetiva. Densidade da suspensão: 1.Waele) Onde S é a tensão cisalhante e λ a taxa de deformação. VM = 429 cm3/s.A densidade do minério de ferro é 4. Uma suspensão de minério finamente dividido em água tem o seguinte comportamento reológico: Taxa de distensão (s-1) Tensão cisalhante (g/cms2) 0 0 3 1. Tempo para carregar o caminhão: 18 min. QM = 0.9 300 71.A instalação funciona 300dias/ano. 4” de diâmetro: 1500 m na horizontal e 150 m na vertical ascendente. . A perda de carga nos acidentes pode ser estimada em 20% das perdas nos dutos. µef = 0.13λ 0 . Calcular: a) A vazão de água sabendo que a velocidade da mistura deve ser 20% superior àquela de deposição das partículas.3 g/cm3. Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . . 15 m Patm 2. densidade 2.12 + 2.17 x 10 −2 λ dyn / cm 2 S = 0.90 50 20.Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7. Vazão mássica de sólido. A tubulação é de aço comercial e tem 2” de diâmetro (#40) e comprimento equivalente total 25 m.

QF = 63. 23 −  − −  2 −3 2   VM   D p   ρ s  L T  L F = 385  gD   D   ρ − 1       ∆p       F  cv  −  L F  onde cv é a concentração volumétrica de sólidos. VM = 227 cm/s.30 0.Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7. abaixo da qual ocorre o depósito de partículas.34c 13 v  ρ gD  s − 1  ρ   F  Dp     D    Gradiente de pressão. 115 cv (método rigoroso).40 0. # Tyler 35 + 48 48 + 65 65 + 100 Fração retida 0. 38 0 . Resposta: Velocidade crítica de mistura. 85 cv (método aproximado). velocidade da mistura no transporte. 13.7). 0 .65 • Transporte vertical (formulação das anotações de aula) • Transporte horizontal (formulação das anotações de aula → cálculo aproximado) • Transporte vertical (formulação de Santana → cálculo rigoroso) Velocidade crítica da mistura.4 m3/h. potência da bomba (eficiência 0. 077 VMC = 6. Densidade e esfericidade da areia: 2. VMC = 189 cm/s.78. 46 0 .08 g/cm3. Calcular a vazão da água e a potência de bombeamento requeridas para o transporte hidráulico de 40 ton/h de areia na instalação abaixo esquematizada.2 m3/h. Os dutos são de aço com diâmetro 5” e o sistema deve operar com uma velocidade de mistura 20% maior que a velocidade crítica de deposição. carga da bomba. 300 m de coluna de suspensão com densidade µM = 1. vazão de mistura.6 g/cm3 e 0. vazão de água.30 Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Temperatura no bombeamento: 30oC. A perda de carga nos acidentes pode ser estimada em 25% daquela proporcionada pelos dutos.  ∆p   ∆p  1. QM = 66.

Samuel Luporini e Letícia Suñe – DEQ/UFBa . Conclusões: vazão de água.2%. concentração volumétrica de sólido no transporte. potência da bomba. 136 m3/h.Operações de contato e/ou transporte: Transporte de partículas 7.66 15 m 3m 80 m 15 m 9m 100 m Resposta: A solução deste problema é obtida através da formulação indicada no problema anterior. 50 cv (eficiência 0. vazão da mistura areia-água. 151 m3/h.6)(pelo cálculo rigoroso de Santana). 10.

8. Mistura: é uma distribuição ao acaso. 1986. Suspensão de partículas sólidas. Dispersão de um segundo líquido. Em muitas situações usa-se o esquema da figura 8-1 onde o tanque possui um fundo arredondado para eliminar cantos ou regiões na qual a corrente de fluido não penetra. ex. O termo mistura é aplicado a uma grande variedade de operações. imiscível com o primeiro.1 8. Biotecnologia vol.2. et al. Melhorar a transferência de calor entre o líquido e uma serpentina (coil) ou camisa (jacket). diferindo no grau de homogeneidade do material misturado.S. et al. Um Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA . A profundidade do tanque é aproximadamente igual ao diâmetro do tanque. Principios das Operações Unitárias. metanol e água. 5th edition.Agitação e mistura de líquidos 8.1. Mistura de líquidos miscíveis. R. para formar uma emulsão ou suspensão de gotas finas. 2. Dispersão de um gás através do líquido na forma de pequenas bolhas. Brodkey. EQUIPAMENTOS DE AGITAÇÃO São tanques usualmente cilíndricos fechados ou abertos ao ambiente. Agitação não é sinônimo de mistura. de duas ou mais fases inicialmente separadas. 4. no interior de um tanque. 5. Unit Operations of Chemical Engineering. AGITAÇÃO DE LÍQUIDOS A agitação depende do objetivo do processo que inclui: 1. Foust et al. de um material com outro. 1988. Borzani. 1993. Agitação: refere-se ao movimento induzido de um material num caminho específico. Transport Phenomena. 1980. 3. AGITAÇÃO E MISTURA DE LÍQUIDOS Referências: MacCabe & Smith. 8. 3: Engenharia Bioquímica. W. usualmente circulatório.

Os outros tipos de agitadores especiais são úteis em certas situações.2 agitador é montado sobre um eixo. 8-2). Agitadores para escoamento radial: geram uma corrente na direção tangencial ou radial.Agitação e mistura de líquidos 8. fazendo com que o líquido circule no tanque e retorne eventualmente ao agitador. Agitadores para escoamento axial: geram uma corrente paralela com o eixo agitador. conectado diretamente ao eixo ou através de um redutor de velocidade. Tanque típico para processos de agitação Movimento do liquido em função do tipo de agitador Os agitadores são divididos em duas classes: 1. a qual gira através de um motor. camisa e recipiente para termômetros (poço) ou termopares. Motor Redutor de velocidade Superfície do líquido Dip leg Camisa Chicana Eixo Agitador Termopar Válvula de dreno Figura 8-1. Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA . 2. Cada um apresenta vários subtipos (fig. Inclue-se também acessórios como linhas de entrada e saídas. O agitador cria um escoamento padrão para o sistema. serpentinas. mas estes três tipos resolvem 95% dos casos de agitação. palhetas e turbinas. Os três tipos principais de agitadores são: hélices.

disco com lâminas planas. para colocar e manter em suspensão partículas relativamente pesadas.2. lâminas curvas. (6) turbina. lâminas planas inclinadas. mais de uma hélice podem ser montadas sobre o mesmo eixo. dependem da altura de líquido dentro do tanque. por exemplo. (7) hélice. (4) turbina.Agitação e mistura de líquidos 8. são pouco utilizados. (5) turbina. Na figura 8-3 vemos o tipo mais comum de hélice. como. sem que se note um movimento longitudinal pronunciado.2. (3) turbina. tanto para dispersão de gases como de partículas sólidas. Agitadores tipo hélice Provocam um escoamento axial do fluido e são usados em altas rotações e para líquidos de baixa viscosidade.3 Figura 8-2. lâminas planas. Agitadores tipo palheta Esses agitadores produzem um movimento radial e tangencial do líquido. 8. (8) palheta. Devido a esse fato.2. (2) turbina. bem como a principal direção de escoamento do fluido dentro do tanque. disco com lâminas curvas.1. Tipos de agitadores: (1) Turbina. Não são usadas quando a viscosidade do líquido ultrapassa os 5000 cP 8. Esse tipo de agitador é usado quando correntes verticais fortes são necessárias. ventoinha. Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA .

Forma-se. O comprimento total é de 50 a 80% do diâmetro interno do tanque. porem produzem uma mistura pobre. produzindo pouca mistura. chicanas ou tipos especiais de turbinas são necessários para evitar-se a formação de movimento circulatório horizontal e de vórtice. zonas de estagnação. bem como a principal direção de escoamento do fluido dentro do tanque. em tanque com chicanas. um movimento circulatório vertical impedindo que haja. retornarem em direção ao eixo e novamente para a turbina. Agitadores de turbina As correntes principais produzidas por esses tipos de agitadores são radiais e tangenciais. Não exige chicanas para baixas velocidades. dentro do tanque. A largura da palheta é 1/6 a 1/10 de seu comprimento. Em tanques profundos varias palhetas é montada uma sobre a outra no mesmo eixo. mas no caso de altas faz-se necessária para prevenir a formação de movimento circulatório do líquido. indo uma parte para cima e outra para baixo (movimento longitudinal) para. Controe-se palheta em forma de ancora úteis para prevenir estagnação sobre a superfície de transferência de calor em tanques encamisados. Como dissemos anteriormente. em seguida. O líquido é empurrado contra as paredes do tanque e. ao se chocar contra estas.2.3. Esses tipos de agitadores são efetivos em líquidos cuja viscosidade varia numa faixa bastante grande e podem ser movidos em altas e baixas rotações. Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA . (fig. para agitadores tipo hélice.4 Figura 8-3. Na figura 8. Escoamento axial. Trabalham entre 20 e 150 rpm. vemos o tipo mais comum de turbina. 8-2-8).4.Agitação e mistura de líquidos 8. dessa maneira. 8. divide-se.

Geralmente. Esse tipo de agitador mostra-se também bastante efetivo quando se quer produzir dispersão de líquidos não-miscíveis (fig. Outro tipo bastante utilizado e que apresenta características semelhantes às do anterior (quanto à dispersão de gases) é aquele constituído de uma turbina abrigada por um anel externo. aumentando. que constitui o rotor e. Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA .5 Um desses tipos de agitadores é constituído por um disco chato que contém lâminas verticais. que constitui o difusor.Agitação e mistura de líquidos 8. a eficiência do transporte de massa por aumento da superfície específica gás-líquido. quebrá-las e dispersa-las através do líquido. Rotor com lâminas curvas verticais e anel de difusão externo. dessa maneira. para agitadores tipo turbina. em tanque com chicanas. Figura 8-5. é muito utilizado quando se quer promover a dissolução de um gás no líquido. um outro estacionário todo perfurado. Figura 8-4. por fora. diametralmente opostas (vaned disk). O difusor pode também ser constituído de um anel com palhetas. Escoamento radial. o gás é borbulhado na parte inferior do disco e este se encarrega de apanhar as bolhas grandes do gás. Geralmente o gás é borbulhado pela parte inferior do agitador e produz-se o mesmo efeito de dispersão citado anteriormente. soldadas na parte de baixo. 8-5). concêntrico a esse anel.

2. costuma-se utilizar um tubo ao redor do eixo do agitador. Fig. aumentando. ESCOAMENTO PADRÃO EM TANQUES AGITADOS O tipo de escoamento num tanque agitado depende do tipo de agitador. chicanas e agitador. 8-7. de modo que o líquido circule longitudinalmente. por aproveitamento das altas velocidades do agitador e do grande esforço cortante existente nessa zona. Tubos de aspiração (‘draft tube’) Quando se quer controlar a direção do escoamento do fluido em sua volta para o agitador. Esse tubo é largamente empregado quando se quer produzir suspensões de partículas sólidas que tem tendência a se aglomerar. o tubo de aspiração é colocado logo acima da superfície do disco da turbina como mostra a figura 8-7. a eficiência da agitação. desça por dentro do tubo e incida sobre o agitador. Tubo de aspiração com agitador tipo turbina. assim. Caso o agitador seja do tipo turbina. que se chocou com a parede do recipiente.3. o tubo de aspiração deve envolve-lo totalmente. A velocidade do fluido para algum ponto do tanque tem três componentes: radial que atua Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA . em seguida. suba até próximo a sua superfície livre e. quando possuem furos ou janelas longitudinais.4. de modo a fazer com que o líquido.Agitação e mistura de líquidos 8. Tubo de aspiração com agitador tipo hélice. Esses tubos de aspiração podem ser construídos de diversas maneiras. 8-6. Fig. ou suspensão de líquidos imiscíveis. do tamanho e proporções do tanque. 8. como mostra a figura 8-6.6 8. Quando o agitador é do tipo hélice. eles provocam um movimento circulatório vertical ao redor desses orifícios ou janelas e praticamente não se observa o movimento circulatório horizontal da massa total de fluido. das características do fluido.

Formação de vórtice num sistema sem chicanas. e o componente longitudinal esta no plano vertical. que geralmente estão em posição vertical e de topo com relação à parede do tanque. 8. que age na direção tangente circulando o eixo. diversas modificações podem ser introduzidas: colocação do eixo em posição inclinada. colocação do eixo em posição vertical. geralmente isto é indesejável.3. em vez de chicanas para prevenir a formação do movimento circulatório e de vórtice. pelo lado de fora. concêntrico a este. criando um vórtice na superfície do líquido . e o gás gerado acima do líquido é dirigido para baixo para dentro da carga. No caso de eixo vertical. em relação ao eixo do recipiente. Prevenção do movimento circulatório do liquido Com a finalidade de prevenir a formação do movimento circulatório no líquido em agitação. e colocação de chicanas. pode-se fazer o agitador abrigado por um anel e. O escoamento tangencial permiti um movimento circular ao redor do eixo. No caso de agitadores do tipo turbina.Agitação e mistura de líquidos 8. Uma vez que cessou o movimento circulatório ao redor do eixo de agitação. como mostrado na figura 8-8. os componentes radial e tangencial estão num plano horizontal. longitudinal que atua na direção paralela ao eixo e tangencial ou rotacional. Figura 8-8.1. e ficando perpetuamente como um escoamento circulatório laminar. colocar-se um anel de difusão (anel perfurado). o caminho percorrido pelo fluido dentro do Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA . enquanto que o componente tangencial é geralmente desvantajoso. porem excêntrico. Os componentes radial e longitudinal são úteis e fornecem o escoamento necessário para a ação de mistura.7 na direção perpendicular ao eixo. Para altas velocidades o vórtice pode ser tão profundo que alcança o agitador.

Agitador fora do centro Figura 8-10. cuja direção de movimento não é muito bem definida.Agitação e mistura de líquidos 8. mais adiante. em caminho percorrido pelo fluido. ao falarmos. independente desta.8 tanque depende especificamente do tipo de agitador empregado. Contudo devemos lembrar que. sempre existirão correntes secundárias. estaremos referindo à corrente principal do fluido e que. Figura 8-9. Agitador por entrada lateral Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA .

a velocidade padrão. Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA E L . os números e proporções das chicanas e assim por diante. As proporções padrão.9 8. as proporções do tanque. o número de lâminas do agitador variam de 4 a 16 mas geralmente é 6 ou 8. O número de chicanas é usualmente 4.. As vezes é melhor estudar o desempenho desejado para um determinado processo.Agitação e mistura de líquidos 8.4. As proporções típicas são: Da 1 = Dt 3 E =1 Da H =1 Dt W 1 = Da 5 J 1 = D t 12 L 1 = Da 4 Figura 8. PROJETO DE TURBINAS “STANDARD” O projeto de um tanque de agitação tem muitas alternativas como o tipo e a localização do agitador.) H J J W Da Dt Figura 8-11. Medidas da turbina. nunca foram bem aceitas e isto é a base de grande números de publicações relacionadas com o desempenho de agitadores. um agitador turbina mostrado na figura 8-11 é comumente utilizado. Como ponto de partida para projetos em problemas de agitação. Medidas da turbina (por Rushton et al. Cada uma dessas decisões afetam a circulação do líquido. e a potência consumida.

uma bomba agitadora operando sem uma carcaça como limite. O NÚMERO DE ESCOAMENTO Os agitadores turbina e hélice é em essencia. V’2 = Velocidade do líquido total para o mesmo ponto.Agitação e mistura de líquidos 8. ′ Vu 2 = ku 2 = kπD a n (1) onde: u 2 = πD a n A vazão volumétrica através do agitador é dada por Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA . Assumindo que a velocidade tangencial do líquido é proporcional a velocidade da extremidade da lâmina. Considerando a lâmina da turbina apresentada na figura 8-12 V’2 V’r2 V’u2 β'2 u2 Figura 8-12. As relações governantes das turbinas são similares a aquelas das bombas centrífugas. e com entrada indireta de escoamentos de entrada e saída. Vetores velocidade para a extremidade da lâmina do agitador tipo turbina.5.V’r2 = velocidades tangencial e radial dos líquidos deixando a extremidade da lâmina.10 8. V’u2. Onde: u2 = velocidade da extremidade da lâmina.

temos: Vr′2 = πD a n (1 − k ) tan β′ 2 A vazão.3). a vazão total. área cilíndrica varrida pelas extremidades das lâminas do agitador. equação (2). Para tanques agitados com chicanas os seguintes valores são recomendados: Hélice (inclinada) Turbinas 4 lâminas 45o (W/Da = 1/6) Turbinas 6 lâminas planas (W/Da = 1/5) NQ = 0. NQ é constante. A partir da geometria da figura 8-12 ′ Vr′2 = (u 2 − Vu 2 ) tan β′ 2 Substituindo por V’u2 na equação (1). β’2 e NQ podem ser considerados constantes.11 q = Vr′2 A p (2) onde A p = πD a W . NQ. Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA .76nDa3 ou 2.61 vezes o valor para o agitador (NQ = 1.Agitação e mistura de líquidos 8.87 NQ = 1. para turbinas NQ é função do tamanho relativo do agitador e do tanque. e para um dado valor de k e β’2 q α nD 3 a (6) O razão entre estas duas quantidades é chamado número de escoamento.92nD 3  t a D  a     (8) Se Dt/Da = 3 ⇒ q = 2. após substituir a equação (4). estimada a partir do tempo médio de circulação para partículas dissolvidas é: D q = 0. Para hélices.5 NQ = 0. definido como: NQ = q nD 3 a (7) As equações (5) e (7) mostram que se β’2 é fixo. fica: 2 q = π 2 D a nW(1 − k ) tan β′ 2 (3) (4) (5) Para agitadores geometricamente similares W é proporcional a Da.3 Estas equações dão a razão de descarga a partir da extremidade do agitador e não vazão total produzida. Para lâminas de turbinas.

Quando a vazão no tanque é turbulenta.2.6. que é um bom acordo com observações experimentais. Como veremos a seguir. ′ V2 = απnDa P = nD3 N Q a e a potencia requerida é ρ 2g c (απnDa )2 = ρn  D5  α 2 π 2 a NQ    gc  2  3 (9) Na forma adimensional Pg c n 3D5ρ a por: Np = Pg c n 3D5ρ a (11) = α2 π2 2 NQ (10) O lado esquerdo da equação (10) é chamado de número de potência. a análise dimensional permite uma apresentação racional. AGITAÇÃO DE LÍQUIDO NEWTONIANO É somente no caso de agitação obtida por agitadores constituídos de palheta. Se a razão ′ V2 u 2 = α.7. só podem ser usados no caso particular em que foram obtidos. 8. que se relacionam entre si as variáveis que intervêm na agitação de um líquido num dado recipiente ou em recipientes geometricamente Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA . Np. mas sempre incompleta.3. definido Para a turbina de 6 lâminas padrão.Agitação e mistura de líquidos 8. NQ = 1. Np = 5. mas. e se α é tomado como 0.9.12 8. POTENCIA CONSUMIDA Uma consideração importante no projeto de tanques agitados é a potencia consumida pelo motor do agitador. hélice ou turbina que existem resultados quantitativos. mesmo esses dados. sabe-se. isto é: q = nD3 N Q a e Ek = ′ ρ(V2 )2 2g c A velocidade V’2 é levemente menor que a velocidade de extremidade u2. a potencia requerida pode ser estimada a partir do produto da vazão (q) produzida pelo agitador e a energia cinética Ek por unidade de volume.

o número de potência é função do número de Reynolds e do número de Froude: Np = f(NRe. S . S2. pode-se chegar a  nD 2ρ n 2 D  a . Se uma hélice é utilizada a inclinação. S . Dt. W. Portanto. O número de Froude. para duas séries de sistemas de recipiente-agitador geometricamente semelhantes. O número de Reynolds é: N Re = onde u2 é a velocidade do agitador. ρ. Adicionalmente o número de chicanas e o número de lâminas do agitador devem ser especificados. da densidade e viscosidade do líquido.13 semelhantes.. de suas dimensões. NFr. S2 = E Dt . diferindo Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA 2 nDa ρ µ = (nDa )Daρ α u 2 Daρ µ µ . ou seja: P = f(n. . NFr). da altura do líquido. para um dado recipiente ou uma série de recipientes geometricamente semelhantes. J) Pela análise dimensional. da velocidade angular do rotor e da aceleração da gravidade. Assim. S1.Agitação e mistura de líquidos 8. mas não é possível ainda ligar quantitativamente esses resultados à qualidade da agitação obtida. e o número de lâminas é importante. Para discutirmos como varia a energia posta em jogo na agitação de um líquido newtoniano.LS  = f a . pitch.. H. Da. S5 = J Dt . e S6 = H Dt . S3 = L Da . NFr. vamos considerar o recipiente com chicanas esquematizado na figura 8-11. O número de potência é análogo ao fator de atrito ou um coeficiente de arraste. (13) A função dada pela equação (13) pode ser representada graficamente. 1 2 n  µ  n 3D3ρ g   a P (12) ou Np = f(NRe. no qual se encontra um líquido mecanicamente agitado. A experiência mostra que a potência absorvida pelo agitador depende do sistema tanque-agitador. Sn) Os fatores de forma do misturador são: S1 = Da Dt . µ. E. g. S4 = W Da . é a razão entre a tensão inercial e a força gravitacional.

com a porção tracejada da curva D. como é comum nesse caso. c) 300 < NRe < 10000 – se não há chicanas no recipiente. Curva curva A B C D Np = Pgc/ρn3Da5 S1 0.33 S2 1.0 1.0 e b = 40. nesse caso.33 0. linha D da fig.25 0. constitui a maneira mais cômoda para representar resultados relativos à potência de agitação. As curvas da figura 8-13 podem ser divididas em quatro trechos: a) NRe < 10 – o movimento é laminar e. Np lido a partir da figura deve ser multiplicado por NFrm.33 0. não haver chicanas e.1 0. Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA .25 0. haver determinadas chicanas.25 0. b) 10 < NRe < 300 – há uma transição de movimento laminar para turbulento. começa a se formar um vórtice e o número de Froude passa a influir.0 1. em uma.0 1.0 1. curvas da relação Np em função do número de Reynolds. ainda sem vórtice. tem-se uma reta de coeficiente angular –1.33 0. se há chicanas.1 0. 8-13: a = 1. empiricamente.0 1.0 1. não há formação de vórtice e o número de Froude não influi sobre o de potencia (m = 0).25 S4 S5 0. tem-se o ramo superior da curva.0 4 chicanas A B C D NRe = Da2nρ/µ Figura 8-13.0. NRe para turbinas de 6 lâminas.1 0.125 0.0 S3 0.125 0.25 0.14 apenas pelo fato de.Agitação e mistura de líquidos 8.25 S6 1. na outra. ou seja. não há formação de vórtice. Esse tipo de representação. Número de potência Np vs. chegou-se à seguinte expressão de m: m= a − log N Re b (14) onde a e b dependem da geometria do agitador. obtêm-se experimentalmente curvas do tipo representado na figura 8-13.

se não há chicanas.13 deve ser corrigido por um fator NFrm. a potência necessária também diminui. evitando. continua valendo a mesma expressão de m. Agitação de líquido Newtoniano contendo bolhas (Borzani) Se.8. Visualmente.LSn ) O Np lido na curva da figura 8. a densidade do meio cai nessa região e. portanto. assim. observa-se que o gás se concentra nas proximidades do eixo do agitador. a potência para a agitação é inferior à necessária na ausência de bolhas.15 d) NRe > 10000 – o escoamento é completamente turbulento. a redução da potência é muito pequena. também. Como vimos anteriormente é conveniente usar chicanas. m continua nulo e o número de potência torna-se independente também do número de Reynolds. do tipo de agitador. S1. nessas condições.8. Agitadores tipo hélices ou turbinas consomem menos potência quando se utilizam laminas inclinadas no lugar das verticais. Essa redução depende muito.Agitação e mistura de líquidos 8. Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA . Isso é particularmente importante se a quantidade de ar é apreciável (10 a 20% em volume) e se ele se encontra nas vizinhanças do agitador. o vórtice. há bolhas no líquido e a agitação é turbulenta. Se as bolhas que sobem através do liquido não entram em contacto efetivo com o agitador. 8. CALCULO DO CONSUMO DE POTÊNCIA O consumo de potência é calculado pela combinação da equação (12) e a definição de Np para dar: P= N p n 3D5ρ a gc Para número de Reynolds elevados em tanques sem chicanas vale a relação: Np Nm Fr = f (N Re .2 (exercícios 1 e 2) 8. pois. agitação é muito mais eficiente. com isso. EXEMPLOS 8.1.1 e 8. se há chicanas. como acontece comumente na industria de fermentação. Há exemplos em que 5% de ar no liquido podem reduzir a potência de 75%. S2 . é o que ocorre se o gás é introduzido no tanque por orifícios situados abaixo do agitador.

3. mesmo.65 g/cm3. Entretanto esses estudos foram geralmente feitos com água e com líquidos simples. não se mantém necessariamente válida quando mudam as dimensões do sistema. densidade do liquido. Além disso. estudando a agitação de sistemas líquido-gás numa faixa relativamente larga de valores das variáveis. e tensão superficial. resultaram. por esses pesquisadores. portanto. as curvas da Fig. e definido por Na = Q nD3 a Nas experiências que realizaram. que trabalhou com óleos. é falha para valores extremos de Q. para o sistema água-ar. entre 0. entre 0. pode-se citar Sachs. é a melhor correlação que se possui para sistemas líquido-gás. de 'número de aeração’. Mais tarde. trabalhando com o sistema água-ar. ao modo de introduzir o ar no liquido e. para o sistema ar-água e diversos tipos de agitadores.56)0. Pouquíssimo existe para outros líquidos.9 e 100 cp.8 e 1.16 Vários estudos experimentais foram feitos com o objetivo de obter fórmulas que permitam o cálculo da potência de agitação em líquidos com bolhas.12. chegaram á conclusão de que a redução de potência devida a bolhas pode ser expressa por Pg P = f (N a ) onde Na é um adimensional chamado. com corn syrup. podem variar os valores da constante de proporcionalidade e do expoente. mesmo se for mantida a semelhança geométrica. à geometria do sistema. Na variou de 0 a 0. também obtiveram correlações válidas em pequenos intervalos das variáveis.0 a 0. e Bimbenet. entre 27 e 72 dyn/cm. Calderbank e Moo-Young. viscosidade do liquido. 8-13A. Apesar disso. para soluções de substâncias tenso-ativas. Evidentemente. pois é pouco sensível às propriedades do fluido.45 Essa expressão empírica não correlaciona adimensionais e. Michel e Miller . Ohyama e colaboradores. Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA . e Pg/P de 1. obtiveram a correlação Pg ∝ (P2nDa3/Q0.Agitação e mistura de líquidos 8.

C: ventoinha (np = 6). à primeira vista. O A: turbina de pás planas (np = 8). a tensão interfacial que. mas concluíram que ela parece não influir. para diversos tipos de agitadores. B: ventoinha (np = 8). D: ventoinha (np = 16). Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA . nas correlações. Dt/E = 3). fato de ainda não se possuir sequer uma correlação entre adimensionais e as considerações feitas acima mostram bem como são pouco conhecidos tais sistemas. J/Dt = 0. F: palheta ( Dt/Da = 3. Exemplos de redução da potência necessária para agitar líquidos com bolhas.17 Pg/P Na x 102 Figura 9-13A.1. parece ser uma variável importante no fenômeno. Entretanto as substâncias tenso-ativas alteram a expressão. E: ventoinha (np = 4). Michel e Miller tentaram introduzir.Agitação e mistura de líquidos 8.

O número de Reynolds não é facilmente definido.8. temos pela lei da potência: τy = −k du dy (16) Combinando a equação (15) e (16). n ′−1 µa = k du dy (17) Dados experimentais para uma variedade de líquidos dilatantes e pseudoplásticos indicam que a taxa de deformação é uma função linear da velocidade do agitador.2. Potência consumida em líquidos não Newtonianos O número de potência para líquidos não Newtonianos é definido da mesma maneira dos fluidos Newtonianos. porque a viscosidade aparente do fluido varia com o gradiente de velocidade e este varia consideravelmente de um ponto a outro no tanque. Para NRe < 10 e acima de 100 os resultados com fluidos pseudoplasticos são os mesmos dos Newtonianos. Na faixa intermediaria 10 < NRe <100 o líquido pseudoplastico consome menor potência. Temos que a viscosidade aparente é: µa = τy − du dy n′ (15) Para líquidos dilatantes e pseudoplasticos. Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA .18 8. isto é: du dy av Combinando (17) e (18) µa = k (11n )n −1 ′ = 11n (18) (19) O NRe fica N Re = 2 nDa ρ µa = 2 n 2 − n ′ Da ρ 11n ′−1 k (20) A figura 8-14 mostra a correlação para turbina de 6 lâminas em fluidos pseudoplasticos.Agitação e mistura de líquidos 8.

é injetar uma quantidade de HCl para um equivalente de NaOH e o tempo requerido para o indicador mudar de cor. a taxa de transferência de uma fase liquida para outra.1. como pela mudança de cor num indicador ácido-base para se determinar o tempo de mistura. Tempo de mistura de líquidos miscíveis Um dos métodos de estudar a mistura de dois líquidos miscíveis. A mistura próxima ao agitador é rápida. Outro critério inclui a taxa de decaimento das flutuações da concentração seguido pela injeção de um contaminante no escoamento do fluido. na mistura sólido-líquido. 8. a observação visual da uniformidade da suspensão. Esta é uma medida da mistura molécula-molécula.9. com uma mistura mais lenta em outras regiões dependendo da taxa de circulação no bombeamento.9.19 Não Newtoniano Newtoniano Np = Pgc/n3Da5ρ 4 Chicanas Sem Chicanas NRe = nDa2ρ/µ ou NRe n = nDa2ρ/µa Figura 8-14.Agitação e mistura de líquidos 8.4 (exercício 4) 8. as variações nas análises de pequenas amostras tomadas ao acaso a partir de varias partes da mistura. Muitas vezes o critério para uma boa mistura é visual. MISTURA Depende de medidas sobre como é definida para o experimento em particular. Correlação de potencia para uma turbina de 6 lâminas em líquidos nãoNewtonianos. Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA . EXEMPLO 8. e.

O fator de mistura adimensional ft é definido como: (nDa2 )2 3 g1 6 D1a 2 = nt T  Da   D t 1 2       ft = tT 2 H1 2 D 3 2 t D   H    t     n2D  a   g 16 (21) Onde tT é o tempo de mistura em segundos. Onde: (nDa2 )2 3 g1 6 D1a 2 ft = tT H1 2 D 3 2 t EXEMPLO 8. Quando NRe > 105.15 mostra uma correlação para o tempo de mistura de uma turbina.Agitação e mistura de líquidos 8. (21) implica a formação de vórtice. O número de Froude na eq. a qual pode estar presente para baixos número de Reynolds. Correlação para o tempo de mistura de líquidos miscíveis num tanque com chicanas e agitador tipo turbina. mas é duvidoso o quanto este termo deve contribuir em tanques com chicanas para números de Reynolds elevados.20 A figura 8. fT N Re = 2 nD a ρ µ Figura 8-15.5 (exercício 5) Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA . ft é quase constante a um valor de 5.

O objetivo no projeto de agitadores durante o scale-up é obter o mesmo resultado do processo em pequena escala com o processo em grande escala. Por exemplo: • • Num reator o tamanho do tanque é governado pela vazão de produto desejada e a cinética da reação (tempo de reação).10. Procedimento Scale-up para escoamento turbulento com três ou mais testes de volume Neste caso o Scale-up (ou scale-down) é obtido pela analise experimental em recipientes de vários tamanhos. Similaridade geométrica: Manter a mesma similaridade geométrica durante o scale-up permite a definição do fator de escala R: R = Da 2 Da1 = D t 2 D t1 = W2 W1 = H 2 H1 = E 2 E1 = J 2 J1 Onde o subscrito 1 é o pequeno agitador e o 2 o grande agitador. 8. cerca de 1 ft com um volume de 5 a 10 galões. Como V = πDt2H.1. O teste começa a ser feito no menor diâmetro recomendado. o tamanho é governado pela vazão desejada do sólido e do liquido e o tempo requerido para dispersar os sólidos. porem são utilizados projetos padrão.10. seguido por um recipiente de 2 ft de diâmetro e assim por diante. usualmente Dt = H. SCALE-UP Em sistemas de agitação existem muitos problemas complexos como: mistura de fluidos altamente não Newtonianos e processos multifases.21 8. logo V = πDt3. Para dispersar um sólido num liquido.Agitação e mistura de líquidos 8. e o fator de escala em termos de volume fica: R= Dt2 D t1 = (V2 V1 )1 3 (21) O tamanho da unidade de agitação é determinado pelo tempo de processamento. Cada tanque é equipado com um motor de velocidade variável e um dinamômetro para medir a potência. Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA .

Aquele que apresentar o comportamento mais linear é usado para extrapolar até o volume final. Faz-se então dois gráficos log (P/V) versus log V e log(Tq/V) versus log V. 8. temos: n= ln (Da 2 Da1 ) ln (N1 N 2 ) (25) O diâmetro do agitador do tanque do processo (Da3) é determinado assumindo similaridade geométrica (eq. Corpstein e Dickey: n D   a1  = N  1  N 2 = N1 1    D  R  a2  n (24) Onde n é o expoente de scale-up. 21) e a equação (24) é utilizada para a determinação da velocidade do agitador N3.10. As equações utilizadas são: (P V )2 = (P V )1 (D t 2 Onde: s. Procedimento para scale-up para escoamento turbulento com um teste de volume É menos recomendável em relação aos anteriores.2.22 Os dados são expressos como P/V e V ou Tq/V e V. x = expoentes do scale-up P/V = potência por unidade de volume Tq/V = torque por unidade de volume R = fator de escala D t1 )s = (P V )1 R s D t1 )x = Tq V 1 R x (22) (23) (Tq V )2 = (Tq V )1 (D t 2 ( ) Subscritos 1 e 2 = recipientes de diferentes tamanhos 8. Baseia-se nos seguintes procedimentos: 1. Procedimento Scale-up para escoamento turbulento com dois testes de volume A equação utilizada é de Rautzen.10. resolvendo a equação (24) para n.3. Igual movimento dos líquidos Neste caso a similaridade cinemática será mantida especialmente para processos sensíveis ao escoamento. assim o torque por unidade de volume é constante. Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA .Agitação e mistura de líquidos 8.

(27) mostra que a velocidade na extremidade da turbina é a mesma para o volume 1 e 2 para um torque por unidade de volume constante. então: (P V )2 = (P V )1 (Da 2 Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA Da1 )2 (31) . eq. Como Tq = P 2 πN = P N Cf . a potencia por unidade de volume é mantida constante. Como P/V ∝ N3 Da2 ⇒ N2 = N1(Da1/Da2)2/3. (26) x = 0. substituindo em (26): V2 N1 V1 N 2 = P2 V2 D t 2 P1 V1 D t1 = P2 V2 P1 V1 R1 = 1 (29) (Tq V )2 P2 (N 2 V2 ) P2 = = (Tq V )1 P1 (N1V1 ) P1 2. logo n = 2/3.Agitação e mistura de líquidos 8. (P V )2 (P V )1 =1 (30) E o expoente da potencia por unidade de volume é s = 0. 2 N 2 Da 2 2 n D  2 2  a1  = N  1  = N1 Da1 ⇒ N 2 = N1 1    D  R  a2  1 (28) A eq. Igual tempo de mistura Neste caso a velocidade do agitador permanece constante. s = -1 Neste caso. (21). Usando a equação (24). (29) mostra que o expoente da potencia por unidade de volume. Igual transferência de massa A eq. Como P/V ∝ N3Da2 . (28) mostra que o expoente n = 1. e os diâmetros das bolhas ou gotas são mantidos (ocorre transferência de massa na superfície da bolha). logo N1 = N2. temos que: (26) (Tq V )2 N 2 Da22 u 2 = 2 = 2 =1 2 2 (Tq V )1 N1 Da1 u12 (27) A eq. Similarmente o expoente do torque por unidade de volume é x = 2/3.23 (Tq V )2 =1 (Tq V )1 Fazendo uso da similaridade geométrica. 3. porém pela eq.

P= K T n 3D5ρ a gc (34) (35) As magnitudes das constantes KT e KL para vários tipos de agitadores e tanques são mostrados na tabela 8.0 0.0 1.0 3/4 2/3 0. (22) Valor de x para Valor de n para eq.0 0. (23) e (24) é apresentado na tabela 8.0 0.5 0. x e n das equações (22).11. TABELA 8. É facilmente analisado que o expoente do torque por unidade de volume é x = 2. Como N2 = N1(1/R)n e N2 = N1.5 2/3 1.24 E o expoente da potencia por unidade de volume é s = 2.55 0. K L n 2 D3µ a gc (33) Em tanques com chicanas e número de Reynolds elevados (> 10000) o número de potência é independente do número de Reynolds.0 8.0 2. (23) eq. neste caso: N p = KT Logo. os dados experimentais confirmam que o número de potência e o numero de Reynolds estão relacionados por: Np = P= KL N Re (32) Logo. (24) (1) movimento igual do fluido (2) suspensões de sólidos iguais (3) Transferência de massa igual (4) superfície igual (5) tempo de mistura iguais -1. Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA .1 Expoentes scale-up para escoamento turbulento Critério scale-up mais importante Valor de s para eq.Agitação e mistura de líquidos 8.1. e a viscosidade não é um fator. PROCEDIMENTO SCALE-UP PARA ESCOAMENTO LAMINAR Na agitação laminar.45 2.0 -0. logo n = 0. Um sumário dos valores dos expoentes s.2.

Agitação e mistura de líquidos 8.87 KL KT O procedimento de scale-up em escoamento laminar é exatamente o mesmo do escoamento turbulento.25. Exemplo 8.3 Scale-up para escoamento laminar.35 41 55 0. Exemplo 8. (22) Critério (1) Transferência de calor igual por unidade de volume (2) Coeficiente de transferência de calor igual (3) Tempo de mistura iguais (4) Velocidades iguais (5) Número de Reynolds iguais Exemplo 8.5 Turbina Disco. Expoente s 8 2 0 -2 -4 Exemplo 8. três laminas Pitch 1.2) Curva. 6 laminas (S4 = 0.5 36.5 300 5.63 1.70 0. Tipo de agitador Hélice.3 (M) (exercício 3). TABELA 8. 4 laminas (45o. S4 = 0.32 0.2) Inclinada.27 1.8 (Gupta) (exercício 8).2) Ancora 65 70 44.7 (Brodkey) (exercício 7). 6 laminas (S3 = 0.80 1. com 4 chicanas de largura de 10% do diâmetro do tanque.75 4. 2 laminas (S4 = 0. equação (22). 6 laminas (45o. S4 = 0. porem para o projeto em um único tanque vale os seguintes expoentes para a potencia por unidade de volume (s).25 TABELA 8. S4 = 0.0 Pitch 1.2) Palheta plana.6 (Brodkey) (exercício 6).2 Valores das constantes KL e KT nas equações (33) e (35) para tanques com chicanas. utilizando a eq. Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA .2) Inclinada.

Qual a potencia para operar o misturador? 2. As laminas da turbina tem 127 mm de largura.26 Exercícios: 1. Assumindo que o acido é adicionado no tanque num mesmo instante. A turbina opera a 90 rpm. A profundidade final do liquido no tanque é 1. O tanque tem 1. n = 0. a turbina tem 0. num tanque de 30 in de diâmetro com 4 chicanas.6oC. com uma viscosidade de 12 cP e uma densidade de 1498 kg/m3.83 m de diâmetro.61 m de diâmetro e 6 laminas. Um tanque agitado de 1.1) 5. O diâmetro da turbina é de 1 ft.83 m. a 65. É proposto utilizar este tanque para neutralizar uma solução aquosa diluída de NaOH a 70oF com uma quantidade estiquiometricamente equivalente de acido nítrico concentrado (HNO3). O número de Reynolds mínimo para a misturação adequada é 270. em cada uma das situações dadas abaixo. a) Líquido pseudoplástico (k = 1.0. Qual a potencia requerida? 4.83 m com uma solução de 50 % de soda caustica.61 m de diâmetro e é posicionada 0. n = 1. fixa no agitador acima do fundo do tanque. Calcular a potencia necessária para a agitação num tanque cilíndrico.9) b) Fluido newtoniano (µ = 1.Agitação e mistura de líquidos 8.61 m do fundo do tanque. mediante uma turbina de laminas simples. com uma rotação de 80 rpm. Qual seria a potencia requerida no tanque descrito no exercício 1 se ele não possuísse chicanas? 3.0 lb/ft s) c) Fluido dilatante (k = 1.3 lb/ft3. O misturador do exercício 1 é usado para uma misturar um composto de borracha de látex com uma viscosidade de 1200 cP e uma densidade de 1120 kg/m3. qual o tempo para a neutralização ser completa? 6.0. O tanque possui chicanas. Um agitador tipo turbina de 9 in de diâmetro consiste de 4 laminas de 45o de inclinação. O tanque é cheio com uma profundidade de 1. A unidade é cheia a uma altura de 30 Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA . Uma turbina de 6 laminas planas é instalada no centro de um tanque vertical.83 m de diâmetro possui uma turbina de 0. A densidade do liquido é 62.

95 1.Agitação e mistura de líquidos 8. tipo turbina. 7.33 x 10-3 0. Calcular a potencia por unidade de volume e o torque por unidade de volume se a razão E/Dt = 0.25 SIM 30 0. µ = 1kg/m.8525 2.75 SIM 1. A mínima potencia para o resultado do processo constante foi encontrado com os valores padrão. três tanques de Dt = 0.0 12 4 271 2. in. Um detergente líquido com densidade de 1400 kg/m3.1374 31. Ela é capaz de obter os mesmos resultados do processo nas seguintes unidades geometricamente similares sob as condições dadas na tabela. rpm Número de Reynolds Volume da unidade. 0.40 9. in. Uma engenheira tem que projetar um reator com capacidade de 12000 gal para agitar o material do exercício 6.228 m e a potencia requerida para encontrar o mesmo resultado do processo é medida em vários valores de razões geométricas. O agitador opera a uma velocidade de 300 rpm.2507 8.75 m de diâmetro.79 0.497 x 10-3 0. lbf P/V.0756 N/m é misturado num tanque de 2.595 x 104 91. hp Torque.27 in com um fluido de viscosidade de 10 cP e gravidade especifica de 1. in Diâmetro do agitador.3481 Tipo de agitador-4 laminas. σ = 0. 45o de pitch H/Dt Dt/J Número de chicanas Velocidade.457 e 0.228.s. Tendo fixado a geometria para experimentos preliminares.744 x 10-3 0. Os experimentos foram realizados num tanque de pequena escala com diâmetro de 0.3.915 m são usados e a rpm do agitador determinado experimentalmente de Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA .lbf/gal 1.0 12 4 690 7342 3. hp/gal Tq/V. gal Potencia.1. ft 10 0. Descrição Unidade do laboratório Unidade planta piloto Diâmetro do tanque.

457 0. Dt N (rpm) para o mesmo resultado do processo 1 2 3 0. potencia por unidade de volume. etc.915 1273 637 318 Obter NRe. potencia. NWe. velocidade na extremidade do agitador.28 maneira a encontrar o mesmo resultado do processo.228 0. Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA . como uma função do volume do tanque e decidir qual a melhor regra para o scale-up.Agitação e mistura de líquidos 8. As velocidades cíclicas são encontradas com os seguintes valores: Tanque No. NFr.

750 5.29 Resultado do exercício 8.246 0.000 0.577 0.000 690.910 1.8 densidade= 1400 kg/m3 viscosidade = 1 kg/m s tanque 1.000 0.169 2.873 5.457 637.228 1276.164 2.971 3.562 0.080 3.000 2200.000 171.682 3.000 0.. 50 60 75 100 125 150 200 250 300 350 400 450 500 600 Samuel Luporini – DEQ/MEC/UFBA .700 508.000 344.915 318.083 3.080 4.327 13577.951 Dt (m) n (rpm) NRe NFr v (m/s) Np P (W) P/V (W/m3) P (HP) American Gear Manufacturesrs' Association: AGMA .Agitação e mistura de líquidos 8.504 5.474 6786..velocidades e potências de motores padrão n (rpm) Potência (hp) 30 1 1/2 37 2 45 3 56 5 68 7 1/2 84 10 100 15 125 20 155 25 190 30 230 40 etc.467 3659.700 126.

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