GE Fanuc Automation

Computer Numerical Control Products

Série 16i/18i/160i/180i-TB
Manual de Operação
GFZ-63524PO/01 September 2003

GFL-001

Warnings, Cautions, and Notes as Used in this Publication
Warning
Warning notices are used in this publication to emphasize that hazardous voltages, currents, temperatures, or other conditions that could cause personal injury exist in this equipment or may be associated with its use. In situations where inattention could cause either personal injury or damage to equipment, a Warning notice is used.

Caution
Caution notices are used where equipment might be damaged if care is not taken.

Note
Notes merely call attention to information that is especially significant to understanding and operating the equipment.

This document is based on information available at the time of its publication. While efforts have been made to be accurate, the information contained herein does not purport to cover all details or variations in hardware or software, nor to provide for every possible contingency in connection with installation, operation, or maintenance. Features may be described herein which are not present in all hardware and software systems. GE Fanuc Automation assumes no obligation of notice to holders of this document with respect to changes subsequently made. GE Fanuc Automation makes no representation or warranty, expressed, implied, or statutory with respect to, and assumes no responsibility for the accuracy, completeness, sufficiency, or usefulness of the information contained herein. No warranties of merchantability or fitness for purpose shall apply.

©Copyright 2003 GE Fanuc Automation North America, Inc. All Rights Reserved.

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Nenhuma parte deste manual pode ser reproduzida por qualquer forma. Todas as especificações e desenhos estão sujeitos a alterações, sem aviso prévio.

A exportação deste produto está sujeita a uma autorização oficial do país exportador.

No presente manual, tentamos descrever todos os temas possíveis, em toda sua variedade. No entanto, dado que as possibilidades são inúmeras, não podemos abordar tudo aquilo que não é possível ou permitido fazer. Portanto, tudo aquilo que não for expressamente descrito como “possível” neste manual, deveria ser considerado como “impossível”.

MEDIDAS DE SEGURANÇA

Esta seção descreve as medidas de segurança relativas à utilização de unidades CNC. É essencial que estas medidas de precaução sejam observadas pelo usuário, para garantir uma operação segura das máquinas equipadas com uma unidade CNC (todas as descrições incluídas nesta seção assumem esta configuração). Ter em atenção que algumas das precauções se referem apenas a funções específicas, podendo não ser aplicáveis a certas unidades CNC. Os usuários devem também observar as medidas de segurança relativas à máquina, descritas no manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta. Antes de tentar operar a máquina ou criar um programa para controlar a operação da mesma, o operador terá de familiarizar- por completo com o conteúdo do presente manual e do -se manual fornecido pelo respectivo fabricante da máquina-ferramenta.

Índice
1. DEFINIÇÃO DE AVISO, CUIDADO E NOTA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . s--2 2. AVISOS E CUIDADOS GERAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . s--3 3. AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS À PROGRAMAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . s--5 4. AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS AO MANUSEAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . s--7 5. AVISOS RELATIVOS À MANUTENÇÃO DIÁRIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . s--9

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DEFINIÇÃO DE AVISO, CUIDADO E NOTA

O presente manual inclui medidas de segurança destinadas a proteger o usuário e a evitar danos na máquina. As medidas de precaução são classificadas como Aviso e Cuidado em função do seu grau de segurança. Como Nota são classificadas as informações suplementares. Leia atentamente os Avisos, Cuidados e Notas, antes de tentar colocar a máquina em funcionamento.

AVISO
Aplica- quando há perigo de ferimentos para o usuário e/ou de danificação do equipamento, caso -se o procedimento prescrito não seja observado.

CUIDADO
Aplica- quando há perigo de danificação do equipamento, caso o procedimento prescrito não seja -se observado.

NOTA
A Nota serve para indicar informações suplementares, não se tratando, porém, de Avisos nem de Cuidados.

` Ler atentamente o presente manual e guardá- em um lugar seguro. -lo

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AVISOS E CUIDADOS GERAIS

AVISO
1. Nunca proceder à usinagem de uma peça, sem verificar primeiro o funcionamento da máquina. Antes de iniciar um ciclo de produção, verificar se a máquina está trabalhando corretamente, executando um teste de funcionamento, por exemplo, com a função bloco único, override da velocidade de avanço ou bloqueio da máquina, ou operando a máquina sem qualquer ferramenta ou peça montada. Não se controlando o funcionamento correto da máquina, a mesma poderá comportar- de forma imprevista, podendo eventualmente causar uma danificação da peça e/ou -se da própria máquina, ou ferimentos ao usuário. 2. Antes de colocar a máquina em funcionamento, verificar cuidadosamente os dados introduzidos. Se a máquina for operada com dados especificados incorretamente, a mesma poderá comportar- de forma imprevista, podendo eventualmente causar uma danificação da peça e/ou -se da própria máquina, ou ferimentos ao usuário. 3. Verificar se a velocidade de avanço especificada é adequada à operação pretendida. Geralmente, cada máquina possui uma velocidade de avanço máxima admissível. A velocidade de avanço apropriada varia em função da operação desejada. A velocidade de avanço máxima admissível é indicada no manual fornecido com a máquina. Se a máquina não for operada com a velocidade correta, a mesma poderá comportar- de forma imprevista, podendo eventualmente causar uma -se danificação da peça e/ou da própria máquina, ou ferimentos ao usuário. 4. Ao usar uma função de compensação da ferramenta, verificar cuidadosamente a direção e a quantia da compensação. Se a máquina for operada com dados especificados incorretamente, a mesma poderá comportar- de forma imprevista, podendo eventualmente causar uma danificação da peça e/ou -se da própria máquina, ou ferimentos ao usuário. 5. Os parâmetros do CNC e do PMC são definidos pelo fabricante, não sendo, normalmente, necessário alterá-los. Sendo, contudo, inevitável alterar algum dos parâmetros, é imprescindível compreender inteiramente a sua função antes de se proceder a qualquer alteração. Se algum dos parâmetros for definido incorretamente, a máquina poderá comportar- de forma -se imprevista, podendo eventualmente causar uma danificação da peça e/ou da própria máquina, ou ferimentos ao usuário. 6. Imediatamente após a ligação da máquina, não acionar nenhuma das teclas do painel MDI, antes que a indicação da posição ou a tela de alarme apareça na unidade CNC. Algumas das teclas do painel MDI destinam- à manutenção ou a outras operações especiais. -se Pressionando- alguma dessas teclas, a unidade CNC poderá ser colocada fora de seu estado -se normal. Se a máquina for operada nesse estado, a mesma poderá comportar- de forma -se imprevista. 7. Os manuais de operação e de programação fornecidos com a unidade CNC incluem uma descrição geral das funções da máquina, bem como de algumas funções opcionais. Ter em atenção que as funções opcionais variam em função do modelo da máquina, de forma que algumas das funções descritas nos manuais poderão não estar disponíveis em determinados modelos. Em caso de dúvida, consultar a descrição da máquina.

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AVISO
8. Algumas das funções podem ter sido implementadas a pedido do fabricante da máquina-ferramenta. Ao usar estas funções, consultar o manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta a fim de obter informações mais detalhadas sobre a sua utilização e as eventuais medidas de precaução.

NOTA
Os programas, parâmetros e variáveis das macros são armazenados na memória não volátil da unidade CNC, ficando guardados mesmo quando a máquina é desligada. Contudo, esses dados poderão ser apagados inadvertidamente, ou poderá ser necessário apagar todos os dados da memória não volátil para proceder à recuperação de falha. Como medida de precaução e para assegurar uma rápida restauração dos dados apagados, é recomendável fazer uma cópia de segurança de todos os dados vitais, guardando- em lugar seguro. -a

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AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS À PROGRAMAÇÃO

Esta seção descreve as principais medidas de segurança relacionadas com a programação. Antes de proceder à programação, ler atentamente o manual de operação e o manual de programação fornecidos, de forma a ficar inteiramente familiarizado com seus conteúdos.

AVISO
1. Definição de um sistema de coordenadas Se um sistema de coordenadas for definido incorretamente, a máquina poderá comportar- de -se forma imprevista, visto que o programa edita um comando que, de outro modo, seria válido. Essa operação inesperada poderá danificar a ferramenta, a própria máquina ou a peça, ou causar ferimentos ao usuário. 2. Posicionamento por interpolação não linear Ao executar um posicionamento por meio da interpolação não linear (posicionamento através de um movimento não linear entre os pontos inicial e final), é necessário verificar cuidadosamente o caminho da ferramenta, antes de se proceder à programação. O posicionamento implica um deslocamento rápido. Uma colisão da ferramenta com a peça poderá danificar a ferramenta, a própria máquina ou a peça, ou causar ferimentos ao usuário. 3. Funções com um eixo de rotação Ao programar uma interpolação de coordenada polar ou um controle de direção normal (perpendicular), prestar especial atenção à velocidade do eixo de rotação. Uma programação incorreta pode fazer com que a velocidade do eixo de rotação se torne excessivamente elevada. Se a peça não estiver bem segura, a placa de fixação poderá soltá- devido à força centrífuga -la resultante do excesso de velocidade. Um acidente deste tipo poderá danificar a ferramenta, a própria máquina ou a peça, ou causar ferimentos ao usuário. 4. Conversão polegadas/unidades métricas A alternância entre entradas em polegadas e em unidades métricas não converte as unidades de medição dos dados, tais como a correção do ponto de origem da peça, os parâmetros e a posição atual. Por isso, antes de ligar a máquina, verificar as unidades de medição que estão sendo usadas. Se a máquina for ligada com dados incorretamente especificados, isso poderá danificar a ferramenta, a própria máquina ou a peça, ou causar ferimentos ao usuário. 5. Controle da velocidade de corte constante Quando um eixo sujeito a um controle de velocidade de corte constante se aproxima do ponto de origem do sistema de coordenadas da peça, a velocidade do fuso pode tornar-se excessivamente elevada. Por isso, é necessário especificar uma velocidade máxima admissível. Uma especificação incorreta da velocidade máxima admissível poderá causar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário.

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6. Controle de curso Após a ligação da máquina, executar um retorno manual ao ponto de referência, em caso de necessidade. Não é possível proceder ao controle de curso, antes de ser executado o retorno manual ao ponto de referência. Ter em atenção que quando o controle de curso se encontra desativado, não é acionado nenhum alarme mesmo que o limite de curso seja excedido, podendo isso provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário. 7. Controle de interferências na unidade porta-ferramenta O controle de interferências na unidade porta-ferramenta é executado durante a operação automática, com base nos dados especificados para a ferramenta. Se os dados da ferramenta não coincidirem com a ferramenta que está sendo usada, o controle de interferências não pode ser executado corretamente, podendo provocar uma danificação da ferramenta ou da própria máquina, ou causar ferimentos ao usuário. Após a ligação da máquina ou após a seleção manual da unidade porta-ferramenta, é necessário proceder sempre à ativação da operação automática e à especificação do número da ferramenta a ser usada. 8. Modo absoluto/incremental Se um programa criado com valores absolutos for processado no modo incremental ou vice-versa, a máquina poderá comportar- de forma inesperada. -se 9. Seleção de plano Se for especificado um plano incorreto para a interpolação circular, interpolação helicoidal ou ciclo fixo, a máquina poderá comportar- de forma inesperada. Para obter informações mais -se detalhadas, consultar as descrições das respectivas funções. 10. Salto do limite de torque Quando se pretende executar um salto do limite de torque, é necessário especificar primeiro um valor para o limite de torque. Especificando um salto do limite de torque sem que o limite de torque tenha sido primeiro definido, o respectivo comando de movimento será executado sem salto. 11. Espelhamento programável Ter em atenção que as operações programadas se alteram consideravelmente quando se ativa um espelhamento programável. 12. Função de compensação Se um comando baseado no sistema de coordenadas da máquina ou um comando de retorno ao ponto de referência for executado no modo de compensação, a função de compensação é temporariamente cancelada, provocando um comportamento imprevisto da máquina. Por isso, cancelar sempre o modo de compensação, antes de executar qualquer dos comandos acima mencionados.

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AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS AO MANUSEAMENTO

Esta seção descreve as medidas de segurança referentes ao manuseamento de máquinas-ferramentas. Antes de colocar a máquina em funcionamento, ler atentamente o manual de operação e o manual de programação fornecidos, de forma a ficar inteiramente familiarizado com seus conteúdos.

AVISO
1. Operação manual Ao operar a máquina manualmente, controlar a posição atual da ferramenta e da peça, e verificar se o eixo de deslocamento, a direção e a velocidade de avanço foram especificados corretamente. Uma operação incorreta da máquina poderá provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário. 2. Retorno manual ao ponto de referência Após a ligação da máquina, executar um retorno manual ao ponto de referência, em caso de necessidade. Se a máquina for operada sem que seja primeiro executado o retorno manual ao ponto de referência, a máquina poderá comportar- de forma imprevista. Não é possível -se proceder ao controle de curso, antes de ser executado o retorno manual ao ponto de referência. Uma operação imprevista da máquina poderá provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário. 3. Comando numérico manual Antes de executar um comando numérico manual, controlar a posição atual da ferramenta e da peça, e verificar se o eixo de deslocamento, a direção e o comando foram corretamente especificados, e se os valores introduzidos são válidos. A operação da máquina com comandos incorretamente especificados poderá provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao operador. 4. Avanço por manivela No processo de avanço por manivela, ter em atenção que a ferramenta e a mesa se movimentam rapidamente quando a manivela é girada com um grande fator de escala, como p. ex. 100. Um manuseamento descuidado da manivela poderá provocar uma danificação da ferramenta e/ou da máquina, ou causar ferimentos ao usuário. 5. Override desativado Se o override for desativado (de acordo com a especificação de uma variável da macro) durante a abertura de rosca, o rosqueamento rígido com macho ou outro tipo de rosqueamento com macho, a velocidade passa a ser imprevista, podendo provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao operador. 6. Pré-seleção do ponto de origem Por princípio, nunca executar uma pré-seleção do ponto de origem sempre que a máquina esteja sendo operada sob o controle de um programa. Caso contrário, a máquina poderá comportar-se de forma imprevista, podendo provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário.

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7. Deslocamento do sistema de coordenadas da peça Qualquer intervenção manual, bloqueio da máquina ou espelhamento, pode provocar um deslocamento do sistema de coordenadas da peça. Antes de pôr a máquina a trabalhar sob o controle de um programa, verificar cuidadosamente o sistema de coordenadas. Se a máquina for operada sob o controle de um programa, sem que sejam definidas tolerâncias para um eventual deslocamento do sistema de coordenadas da peça, a máquina poderá comportar- de forma imprevista, podendo provocar uma danificação da ferramenta, da própria -se máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao operador. 8. Painel de operação por software e chaves de menu Usando- o painel de operação por software e as chaves menu em combinação com o painel -se MDI, é possível definir operações não suportadas pelo painel de operação da máquina, tais como mudança de modo, alteração dos valores de override e comandos de avanço em modo jog. Ter, contudo, em atenção que se as teclas do painel MDI forem acionadas inadvertidamente, a máquina poderá comportar- de forma imprevista, podendo provocar uma danificação da -se ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário. 9. Intervenção manual Procedendo- a uma intervenção manual durante a operação programada da máquina, o -se caminho da ferramenta poderá alterar- quando se reiniciar a máquina. Por isso, antes de -se reiniciar a máquina, após uma intervenção manual, controlar sempre a configuração das chaves absoluto manual, dos parâmetros e do modo de comando absoluto/incremental. 10. Bloqueio de avanço, override e bloco único As funções de bloqueio de avanço, override da velocidade de avanço e bloco único podem ser desativadas utilizando- a variável #3004 do sistema de macroinstrução. Neste caso, ter -se especial cuidado ao operar a máquina. 11. Funcionamento em vazio Normalmente, o funcionamento em vazio serve para controlar o funcionamento da máquina. Durante o funcionamento em vazio, a máquina funciona à velocidade de funcionamento em vazio, a qual difere da velocidade de avanço programada correspondente. Ter em atenção que a velocidade do funcionamento em vazio poderá ser, ocasionalmente, superior à velocidade de avanço programada. 12. Compensação da ferramenta de corte e do raio da ponta da ferramenta no modo MDI Prestar especial atenção aos caminhos das ferramentas especificados por meio de um comando no modo MDI, uma vez que a compensação da ferramenta de corte ou do raio da ponta da ferramenta não é aqui aplicada. Depois de introduzir no MDI um comando para a interrupção da operação automática no modo de compensação da ferramenta de corte ou do raio da ponta da ferramenta, prestar particular atenção ao caminho da ferramenta ao ser retomada, subseqüentemente, a operação automática. Para obter informações mais detalhadas, consultar as descrições das respectivas funções. 13. Edição de programas Se a máquina for parada para a edição do programa de usinagem (modificação, introdução ou exclusão), a máquina poderá comportar- de forma imprevista se a usinagem for retomada sob -se o controle desse programa. Por princípio, nunca modificar, introduzir ou apagar comandos do programa de usinagem durante a sua execução.

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AVISOS RELATIVOS À MANUTENÇÃO DIÁRIA

AVISO
1. Substituição das baterias de manutenção da memória Este trabalho só poderá ser executado por pessoal especializado que possa comprovar ter freqüentado um treinamento sobre segurança e manutenção. Ao substituir as baterias, ter cuidado para não tocar nos circuitos de alta tensão (marcados com e protegidos com um revestimento isolante). Tocando em circuitos de alta tensão desprotegidos, corre- o risco de apanhar um choque -se elétrico extremamente perigoso.

NOTA
O CNC está equipado com baterias a fim de preservar o conteúdo de sua memória, uma vez que tem de guardar dados, tais como programas, correções e parâmetros, mesmo que a tensão de rede esteja desligada. Quando se verifica uma queda da carga das baterias, é visualizado um alarme correspondente no painel de operação da máquina ou na tela CRT. Quando surgir esse alarme, substituir as baterias no prazo de uma semana. Não o fazendo, o conteúdo da memória do CNC ficará perdido. Para obter informações mais detalhadas sobre o processo de substituição das baterias, consultar a seção referente à manutenção no manual de operação ou no manual de programação.

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AVISO
2. Substituição das baterias dos codificadores de pulsos absolutos Este trabalho só poderá ser executado por pessoal especializado que possa comprovar ter freqüentado um treinamento sobre segurança e manutenção. Ao substituir as baterias, ter cuidado para não tocar nos circuitos de alta tensão (marcados com e protegidos com um revestimento isolante). Tocando em circuitos de alta tensão desprotegidos, corre- o risco de apanhar um choque -se elétrico extremamente perigoso.

NOTA
Os codificadores de pulsos absolutos estão equipados com baterias a fim de preservarem a sua posição absoluta. Quando se verifica uma queda da carga das baterias, é visualizado um alarme correspondente no painel de operação da máquina ou na tela CRT. Quando surgir esse alarme, substituir as baterias no prazo de uma semana. Não o fazendo, os dados relativos à posição absoluta, guardados pelo codificador, ficarão perdidos. Para obter informações mais detalhadas sobre o processo de substituição das baterias, consultar o manual de manutenção do MOTOR SERVO FANUC da série α.

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MEDIDAS DE SEGURANÇA

AVISO
3. Substituição de fusíveis No entanto, antes de se proceder à substituição de um fusível queimado, é necessário localizar e eliminar a respectiva causa. Por esse motivo, este trabalho só poderá ser executado por pessoal especializado que possa comprovar ter freqüentado um treinamento sobre segurança e manutenção. Ao substituir os fusíveis com o armário de distribuição aberto, ter cuidado para não tocar nos e protegidos com um revestimento isolante). circuitos de alta tensão (marcados com Tocando em circuitos de alta tensão desprotegidos, corre- o risco de apanhar um choque -se elétrico extremamente perigoso.

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Índice

MEDIDAS DE SEGURANÇA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . s- 1 -

I. ASPECTOS GERAIS
1. ASPECTOS GERAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.1 1.2 1.3 PROCESSO GERAL DE OPERAÇÃO DA MÁQUINA- FERRAMENTA CNC . . . . . . . . . . . . . . NOTAS SOBRE A LEITURA DESTE MANUAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . NOTAS SOBRE VÁRIOS TIPOS DE DADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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6 8 8

II. PROGRAMAÇÃO
1. ASPECTOS GERAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.1 1.2 1.3 MOVIMENTO DA FERRAMENTA AO LONGO DOS CONTORNOS DA PEÇA- INTERPOLAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . AVANÇO- FUNÇÃO DE AVANÇO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . DESENHO DA PEÇA E MOVIMENTO DA FERRAMENTA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.3.1 1.3.2 1.3.3 Ponto de Referência (Posição Específica da Máquina) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Sistema de Coordenadas do Desenho da Peça e Sistema de Coordenadas Especificado pelo CNC . . . . Como Indicar Dimensões de Comando para Movimentar a Ferramenta-Comandos Absolutos/Incrementais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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12 15 16
16 17 20

1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9

VELOCIDADE DE CORTE - FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . SELEÇÃO DA FERRAMENTA PARA AS DIVERSAS FASES DE USINAGEM FUNÇÃO DA FERRAMENTA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . COMANDO PARA OPERAÇÕES DE MÁQUINA - FUNÇÃO MISCELÂNEA . . . . . . . . . . . . . . CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CAMINHO E MOVIMENTO DA FERRAMENTA CONTROLADOS PELO PROGRAMA . . . . . FAIXA DE MOVIMENTO DA FERRAMENTA - CURSO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

23 24 25 26 29 30

2. EIXOS CONTROLÁVEIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1 2.2 2.3 2.4 EIXOS CONTROLÁVEIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . NOMES DOS EIXOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . SISTEMA INCREMENTAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CURSO MÁXIMO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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32 34 35 36

3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA (FUNÇÃO G) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 4.6 4.7 4.8 4.9 POSICIONAMENTO (G00) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . POSICIONAMENTO DE SENTIDO ÚNICO (G60) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INTERPOLAÇÃO LINEAR (G01) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INTERPOLAÇÃO CIRCULAR (G02, G03) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INTERPOLAÇÃO HELICOIDAL (G02, G03) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INTERPOLAÇÃO DE COORDENADAS POLARES (G12.1, G13.1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INTERPOLAÇÃO CILÍNDRICA (G07.1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INTERPOLAÇÃO DE EIXO HIPOTÉTICO (G07) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ROSCA DE PASSO CONSTANTE (G32) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . i- 1

37 42
43 45 51 52 57 58 62 66 68

Índice

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4.10 4.11 4.12 4.13 4.14 4.15 4.16

ABERTURA DE ROSCA DE PASSO VARIÁVEL (G34) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ABERTURA DE ROSCA CONTÍNUA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ABERTURA DE ROSCA MÚLTIPLA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ABERTURA DE ROSCA CIRCULAR (G35, G36) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . FUNÇÃO DE SALTO (G31) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . SALTO MULTI- ETAPAS (G31) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . SALTO DO LIMITE DE TORQUE (G31 P99) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

72 73 74 76 79 81 82

5. FUNÇÕES DE AVANÇO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.1 5.2 5.3 5.4 ASPECTOS GERAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . DESLOCAMENTO RÁPIDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . AVANÇO DE CORTE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . PAUSA (G04) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

84
85 87 88 91

6. PONTO DE REFERÊNCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.1 6.2 RETORNO AO PONTO DE REFERÊNCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . RETORNO AO PONTO DE REFERÊNCIA FLUTUANTE (G30.1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

92
93 96

7. SISTEMA DE COORDENADAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.1 7.2 SISTEMA DE COORDENADAS DA MÁQUINA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . SISTEMA DE COORDENADAS DA PEÇA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.2.1 7.2.2 7.2.3 7.2.4 7.2.5 Definição do Sistema de Coordenadas da Peça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Seleção de um Sistema de Coordenadas da Peça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Alteração do Sistema de Coordenadas da Peça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Predefinição do Sistema de Coordenadas da Peça (G92.1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Deslocamento do Sistema de Coordenadas da Peça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

97
98 99
99 101 102 104 106

7.3 7.4

SISTEMA DE COORDENADAS LOCAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . SELEÇÃO DE PLANO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

107 109

8. DIMENSÃO E VALOR DAS COORDENADAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110
8.1 8.2 8.3 8.4 PROGRAMAÇÃO ABSOLUTA E INCREMENTAL (G90, G91) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CONVERSÃO POLEGADAS/UNIDADES MÉTRICAS (G20, G21) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . PROGRAMAÇÃO DE NÚMEROS DECIMAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . PROGRAMAÇÃO DO DIÂMETRO E DO RAIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111 112 113 114

9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115
9.1 9.2 9.3 9.4 9.5 ESPECIFICAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO COM UM CÓDIGO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ESPECIFICAÇÃO DIRETA DO VALOR DA VELOCIDADE DO FUSO (COMANDO S DE 5 DÍGITOS) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CONTROLE DA VELOCIDADE DE CORTE CONSTANTE (G96, G97) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . FUNÇÃO DE SUPERVISÃO DA OSCILAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO (G25, G26) . . . . FUNÇÃO DE POSICIONAMENTO DO FUSO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.5.1 9.5.2 9.5.3 Orientação do Fuso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Posicionamento do Fuso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Cancelamento do Posicionamento do Fuso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

116 116 116 120 123
123 123 125

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B-63524PO/01

Índice

10.FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 126
10.1 10.2 SELEÇÃO DA FERRAMENTA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . GESTÃO DA VIDA ÚTIL DAS FERRAMENTAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.2.1 10.2.2 10.2.3 Programa dos Dados de Vida Útil da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Contagem da Vida Útil da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Especificação do Grupo da Ferramenta no Programa de Usinagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

127 128
128 131 132

11.FUNÇÃO AUXILIAR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 133
11.1 11.2 11.3 11.4 FUNÇÃO AUXILIAR (FUNÇÃO M) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VÁRIOS COMANDOS M NO MESMO BLOCO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . FUNÇÃO DE VERIFICAÇÃO DO GRUPO DE CÓDIGOS M . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . FUNÇÕES AUXILIARES SECUNDÁRIAS (CÓDIGOS B) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134 135 136 137

12.CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 138
12.1 12.2 12.3 12.4 OUTRAS COMPONENTES DO PROGRAMA ALÉM DAS SEÇÕES DE PROGRAMA . . . . . . . CONFIGURAÇÃO DA SEÇÃO DE PROGRAMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . SUBPROGRAMA (M98, M99) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . NÚMERO DE PROGRAMA DE 8 DÍGITOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 140 143 149 152

13.FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 155
13.1 CICLO FIXO (G90, G92, G94) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.1.1 13.1.2 13.1.3 13.1.4 Ciclo de Corte do Diâmetro Exterior/Interior (G90) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ciclo de Abertura de Rosca (G92) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ciclo de Torneamento da Superfície Final (G94) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Como Usar Ciclos Fixos (G90, G92, G94) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Remoção de Material por Torneamento (G71) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Remoção de Material por Faceamento (G72) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Repetição de Padrões (G73) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ciclo de Acabamento (G70) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ciclo de Perfuração Profunda da Superfície Final (G74) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ciclo de Perfuração do Diâmetro Exterior/ Interior (G75) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ciclo de Abertura de Rosca Múltipla (G76) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Notas Sobre a Repetição de Ciclo (G70-G76) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ciclo de Perfuração Frontal (G83) / Ciclo de Perfuração Lateral (G87) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ciclo de Rosqueamento Frontal (G84) / Ciclo de Rosqueamento Lateral (G88) . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ciclo de Mandrilagem Frontal (G85) / Ciclo de Mandrilagem Lateral (G89) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Cancelamento do Ciclo Fixo de Perfuração (G80) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Medidas de Precaução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

156
156 158 161 164

13.2

REPETIÇÃO DE CICLO (G70- G76) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.2.1 13.2.2 13.2.3 13.2.4 13.2.5 13.2.6 13.2.7 13.2.8

166
166 170 171 172 175 176 177 181

13.3

CICLO FIXO DE PERFURAÇÃO (G80- G89) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.3.1 13.3.2 13.3.3 13.3.4 13.3.5

182
186 189 191 192 193

13.4

CICLO FIXO DE RETIFICAÇÃO (PARA A RETIFICADORA) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.4.2 13.4.3 13.4.4 Ciclo Direto de Retificação Transversal e Dimensões Fixas (G72) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ciclo de Retificação por Oscilação (G73) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ciclo Direto de Retificação por Oscilação e Dimensões Fixas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

194 194
195 196 197

13.4.1 CICLO DE RETIFICAÇÃO TRANSVERSAL (G71) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

13.5 13.6 13.7 13.8

CHANFRAGEM E CANTO R . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ESPELHAMENTO PARA CABEÇOTE DUPLO DE TORNO- REVÓLVER (G68, G69) . . . . . . . PROGRAMAÇÃO DIRETA DAS DIMENSÕES DO DESENHO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ROSQUEAMENTO RÍGIDO COM MACHO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

198 201 202 207

i- 3

Índice

B-63524PO/01

13.8.1

Ciclo de Rosqueamento Rígido Frontal com Macho (G84) / Ciclo de Rosqueamento Rígido Lateral com Macho (G88) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

208

13.9

CONVERSÃO TRIDIMENSIONAL DE COORDENADAS (G68.1, G69.1) . . . . . . . . . . . . . . . . .

211

14.FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 219
14.1 CORREÇÃO DA FERRAMENTA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.1.1 14.1.2 14.1.3 14.1.4 14.1.5 14.1.6 Correção da Geometria da Ferramenta e Correção do Desgaste da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Código T para a Correção da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Seleção da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Número de Correção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Correção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . G53, G28, G30 e G30.1 Quando é Aplicada a Correção da Posição da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . Ponta Imaginária da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Sentido da Ponta Imaginária da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Número de Correção e Valor de Correção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Posição de Trabalho e Comando de Movimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Notas Sobre a Compensação do Raio da Ponta da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Aspectos gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Movimento da Ferramenta Aquando da Partida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Movimento da Ferramenta no Modo de Correção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Movimento da Ferramenta Aquando do Cancelamento do Modo de Correção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Verificação de Interferências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Corte Excessivo Devido à Compensação do Raio da Ponta da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Correção na Chanfragem e Arcos de Canto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Comando de Entrada Através do Painel MDI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Precauções Gerais Para as Operações de Correção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . G53, G28, G30, e G30.1 no Modo de Compensação do Raio da Ponta da Ferramenta . . . . . . . . . . . . .

220
220 221 221 221 222 225

14.2

VISÃO GERAL DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA FERRAMENTA . . . . . . . . . .
14.2.1 14.2.2 14.2.3 14.2.4 14.2.5

229
229 231 232 234 239

14.3

PORMENORES DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA FERRAMENTA . . . . . . . . . .
14.3.1 14.3.2 14.3.3 14.3.4 14.3.5 14.3.6 14.3.7 14.3.8 14.3.9 14.3.10

242
242 244 246 259 262 267 268 270 271 272

14.4 14.5

FUNÇÃO DE INTERPOLAÇÃO CIRCULAR DE CANTOS (G39) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VALORES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA, NÚMERO DE VALORES DE COMPENSAÇÃO E INTRODUÇÃO DE VALORES A PARTIR DO PROGRAMA (G10) . . . . . .
14.5.1 14.5.2 Compensação da Ferramenta e Número de Compensação da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Alteração do Valor de Correção da Ferramenta (Entrada de Dados Programáveis) (G10) . . . . . . . . . . .

281 283
283 285

14.6 14.7

CORREÇÃO AUTOMÁTICA DA FERRAMENTA (G36, G37) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ROTAÇÃO DE COORDENADAS (G68.1, G69.1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

286 289

15.MACROS DE USUÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 293
15.1 15.2 15.3 15.4 15.5 VARIÁVEIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VARIÁVEIS DO SISTEMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . OPERAÇÃO ARITMÉTICA E LÓGICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . MACROINSTRUÇÕES E INSTRUÇÕES NC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . DESVIO E REPETIÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.5.1 15.5.2 15.5.3 Desvio Incondicional (Instrução GOTO) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Desvio Condicional (Instrução IF) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Repetição (Instrução WHILE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Chamada Simples (G65) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Chamada Modal (G66) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Chamada de Macro Através de um Código G . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Chamada de Macro Através de um Código M . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Chamada de Subprogramas Através de um Código M . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

294 298 305 310 311
311 312 313

15.6

CHAMADA DE MACRO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.6.1 15.6.2 15.6.3 15.6.4 15.6.5

316
317 321 323 324 325

i- 4

B-63524PO/01

Índice

15.6.6 15.6.7

Chamada de Subprogramas Através de um Código T . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Programa Exemplificativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

326 327

15.7 15.8 15.9

PROCESSAMENTO DE MACROINSTRUÇÕES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . REGISTRO DE PROGRAMAS DE MACROS DE USUÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . LIMITAÇÕES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

329 331 332 333 337
338 339

15.10 COMANDOS DE SAÍDA EXTERNOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.11 MACRO DE USUÁRIO DO TIPO INTERRUPÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.11.1 15.11.2 Método de Especificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Pormenores das Funções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

16.ENTRADA DE PARÂMETROS PROGRAMÁVEIS (G10) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 346 17.OPERAÇÃO DE MEMÓRIA COM O FORMATO DE FITA DA SÉRIE 15 . . . . . . 349
17.1 17.2 17.3 17.4 17.5 17.6 ENDEREÇOS E FAIXA DE VALORES PERMITIDOS PARA O FORMATO DE FITA DA SÉRIE 15 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ROSCAS DE PASSO CONSTANTE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CHAMADA DO SUBPROGRAMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CICLO FIXO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . REPETIÇÃO DO CICLO FIXO DE TORNEAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . FORMATOS PARA OS CICLOS FIXOS DE PERFURAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 350 351 352 353 354 356

18.FUNÇÕES DE CORTE A ALTA VELOCIDADE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 360
18.1 18.2 18.3 CORTE EM CICLO RÁPIDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . FUNÇÃO DE MONITORAÇÃO DO FIM DO PROCESSO DE DISTRIBUIÇÃO PARA O COMANDO DE USINAGEM RÁPIDA (G05) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CONTROLE AVANÇADO POR ANTECIPAÇÃO (G08) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 361 363 364

19.FUNÇÃO DE CONTROLE DOS EIXOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 371
19.1 19.2 TORNEAMENTO POLIGONAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ROLL- OVER DO EIXO DE ROTAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19.2.1 19.2.2 Roll-Over do Eixo de Rotação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Controle do Eixo de Rotação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

372 377
377 378

19.3 19.4 19.5 19.6 19.7

CONTROLE SIMPLES DE SINCRONIZAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CONTROLE DE SINCRONIZAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CONTROLE DO EIXO B (G100, G101, G102, G103, G110) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CONTROLE DE UM EIXO ANGULAR / CONTROLE DE UM EIXO ANGULAR ARBITRÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . RECOLHA E RETORNO DA FERRAMENTA (G10.6) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

379 381 382 392 394

20.FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 397
20.1 20.2 20.3 ASPECTOS GERAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . SINTONIZAÇÃO DAS UNIDADES PORTA- FERRAMENTA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VERIFICAÇÃO DE INTER- FERÊNCIAS NAS UNI- DADES PORTA- FERRAMENTA . . . . . . 20.3.1 20.3.2 20.3.3 Aspectos gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Especificação de Dados para a Função de Verificação de Interferências nas Unidades Porta-Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Definição e Exibição das Áreas de Interferência Proibida para a Verificação de Interferências nas Unidades Porta-Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

398 400 402
402 402 406

i- 5

Índice

B-63524PO/01

20.3.4 20.3.5 20.3.6

Condições para a Execução da Verificação de Interferências nas Unidades Porta-Ferramenta . . . . . . . Execução da Verificação de Interferências nas Unidades Porta-Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exemplo de Execução de Uma Verificação de Interferências nas Unidades Porta-Ferramenta . . . . . . .

407 408 410

20.4 20.5 20.6 20.7 20.8

CORTE EQUILIBRADO (G68, G69) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . MEMÓRIA COMUM ÀS UNIDADES PORTA- FERRAMENTA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CONTROLE DO FUSO NA FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS . . . . . . . . . . . . . CONTROLE DE SINCRONIZAÇÃO E CONTROLE COMPOSTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CÓPIA DE UM PROGRAMA ENTRE DOIS CAMINHOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

412 414 415 417 419

21.FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 420
21.1 21.2 21.3 VISUALIZAÇÃO DO MENU PADRÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VISUALIZAÇÃO DOS DADOS PADRÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CARACTERES E CÓDIGOS PARA A FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO . . . . . . 421 425 429

III. OPERAÇÃO
1. ASPECTOS GERAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 433
1.1 1.2 1.3 1.4 OPERAÇÃO MANUAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . MOVIMENTO PROGRAMADO DA FERRAMENTA - OPERAÇÃO AUTOMÁTICA . . . . . . . . OPERAÇÃO AUTOMÁTICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TESTAR UM PROGRAMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.4.1 1.4.2 Teste durante o Funcionamento da Máquina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Como Visualizar a Mudança da Indicação da Posição sem Colocar a Máquina em Funcionamento . . .

434 436 437 439
439 440

1.5 1.6 1.7

EDIÇÃO DE UM PROGRAMA DE PEÇAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VISUALIZAÇÃO E ESPECIFICAÇÃO DE DADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VISUALIZAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.7.1 1.7.2 1.7.3 1.7.4 1.7.5 Visualização do Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Indicação da Posição Atual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Tela de Alarmes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Indicação da Contagem de Peças, Indicação do Tempo de Execução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Visualização de Gráficos (Ver Seção III-12) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

441 442 445
445 446 446 447 448

1.8

SAÍDA DE DADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

449

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 450
2.1 UNIDADES DE ESPECIFICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.1 2.1.2 2.1.3 2.1.4 2.1.5 Unidade de Controle CNC do Tipo Montado em LCD de 7,2“/8,4“ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Unidade de Controle CNC do Tipo Montado em LCD de 9,5“/10,4“ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Pequena Unidade MDI do Tipo Autónomo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Unidade MDI Standard do Tipo Autónomo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Unidade MDI do Tipo Autónomo com 61 teclas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

451
452 452 453 454 455

2.2 2.3

EXPLICAÇÃO DO TECLADO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TECLAS DE FUNÇÃO E SOFT KEYS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.3.1 2.3.2 2.3.3 2.3.4 2.3.5 2.3.6 Operações Gerais de Tela . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Teclas de Função . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Soft Keys . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Entrada por Teclas e Buffer de Entrada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mensagens de Aviso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Configuração de Soft Keys . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

456 458
458 459 460 476 477 478

2.4

DISPOSITIVOS EXTERNOS DE E/S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

479

i- 6

B-63524PO/01

Índice

2.4.1

Arquivo Handy FANUC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ligar o Equipamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Tela Visualizada ao Energizar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Desenergização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

481

2.5

LIGAR/DESLIGAR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.5.1 2.5.2 2.5.3

482
482 483 484

3. OPERAÇÃO MANUAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 485
3.1 3.2 3.3 3.4 3.5 3.6 3.7 RETORNO MANUAL AO PONTO DE REFERÊNCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . AVANÇO EM MODO JOG . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . AVANÇO INCREMENTAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . AVANÇO POR MANIVELA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ABSOLUTO MANUAL ON E OFF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INTERPOLAÇÃO LINEAR/CIRCULAR MANUAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . COMANDO NUMÉRICO MANUAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 486 488 490 491 494 499 504

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 512
4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 4.6 4.7 4.8 4.9 4.10 OPERAÇÃO DE MEMÓRIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . OPERAÇÃO MDI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . REINÍCIO DO PROGRAMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . FUNÇÃO DE PLANEJAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . FUNÇÃO DE CHAMADA DE SUBPROGRAMA (M198) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INTERRUPÇÃO POR MANIVELA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ESPELHAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INTERVENÇÃO MANUAL E RETORNO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . OPERAÇÃO DNC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . OPERAÇÃO DNC COM CARTÃO DE MEMÓRIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.10.1 4.10.2 Especificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Operações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.10.2.1 Operação DNC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.10.2.2 Chamada do Subprograma (M198) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Limitação e Notas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Parâmetro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ligar o Adaptador do Cartão PCMCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.10.5.1 Número de especificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.10.5.2 Montagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Cartão de Memória Recomendado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

513 516 520 528 533 535 538 540 542 545
545 546 546 547 548 548 549 549 549 551

4.10.3 4.10.4 4.10.5

4.10.6

5. OPERAÇÃO DE TESTE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 552
5.1 5.2 5.3 5.4 5.5 BLOQUEIO DA MÁQUINA E BLOQUEIO DA FUNÇÃO AUXILIAR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . OVERRIDE DA VELOCIDADE DE AVANÇO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . OVERRIDE DO DESLOCAMENTO RÁPIDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . FUNCIONAMENTO EM VAZIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . BLOCO ÚNICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 553 555 556 557 558

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 562
6.1 6.2 PARADA DE EMERGÊNCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ULTRAPASSAGEM DE CURSO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . i- 7 563 564

Índice

B-63524PO/01

6.3 6.4 6.5

CONTROLE DO CURSO ARMAZENADO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . BARREIRAS DA PLACA DE FIXAÇÃO E DO BARREIRA DO CABEÇOTE MÓVEL . . . . . . . CONTROLE DE FIM DE CURSO ANTES DE EXECUTAR UM MOVIMENTO . . . . . . . . . . . . .

565 569 576

7. FUNÇÕES DE ALARME E AUTODIAGNÓSTICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 579
7.1 7.2 7.3 TELA DE ALARMES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VISUALIZAÇÃO DO HISTÓRICO DE ALARMES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VERIFICAÇÃO ATRAVÉS DA TELA DE AUTO- DIAGNÓSTICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 580 582 583

8. ENTRADA/SAÍDA DE DADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 586
8.1 8.2 8.3 8.4 ARQUIVOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . PESQUISA DE ARQUIVOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . APAGAMENTO DE ARQUIVOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ENTRADA/SAÍDA DE PROGRAMAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.4.1 8.4.2 Entrada de um Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Saída de um Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Entrada de Dados de Correção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Saída de Dados de Correção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

587 589 591 592
592 595

8.5

ENTRADA E SAÍDA DOS DADOS DE CORREÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.5.1 8.5.2

597
597 598

8.6

ENTRADA E SAÍDA DE PARÂMETROS E DE DADOS DE COMPENSAÇÃO DE ERRO DO PASSO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.6.1 8.6.2 8.6.3 8.6.4 Entrada de Parâmetros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Saída de Parâmetros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Entrada de Dados de Compensação de Erro de Passo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Saída dos Dados de Compensação de Erro de Passo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Entrada de Variáveis Comuns de Macro de Usuário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Saída de Variáveis Comuns de Macro de Usuário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Visualização do Diretório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Leitura de Arquivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Saída de Programas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Apagar Arquivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

599
599 600 601 602

8.7

ENTRADA/SAÍDA DE VARIÁVEIS COMUNS DE MACRO DE USUÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . .
8.7.1 8.7.2

603
603 604

8.8

VISUALIZAÇÃO DO DIRETÓRIO DO DISQUETE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.8.1 8.8.2 8.8.3 8.8.4

605
606 609 610 611

8.9 8.10

TRANSMISSÃO DE UMA LISTA DE PROGRAMAS PARA UM DETERMINADO GRUPO . . ENTRADA/SAÍDA DE DADOS NA TELA TUDO E/S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.10.1 8.10.2 8.10.3 8.10.4 8.10.5 8.10.6 8.10.7 Definição de parâmetros de entrada/saída . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Entrada e saída de programas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Entrada e saída de parâmetros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Entrada e Saída de Dados de Correção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Saída de variáveis comuns de macros de usuário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Entrada e saída de arquivos em disquetes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Entrada/saída em cartões de memória . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

613 614
615 616 620 622 624 625 630

8.11

ENTRADA/SAÍDA DE DADOS USANDO UM CARTÃO DE MEMÓRIA . . . . . . . . . . . . . . . . . .

639

9. EDIÇÃO DE PROGRAMAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 651
9.1 INSERIR, ALTERAR E APAGAR UMA PALAVRA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.1.1 9.1.2 9.1.3 9.1.4 Pesquisa de Palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Salto para o Início do Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Inserção de Palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Alteração de Palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

652
653 655 656 657

i- 8

B-63524PO/01

Índice

9.1.5

Apagar Palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Apagar um Bloco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Apagar Vários Blocos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

658

9.2

APAGAR BLOCOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.2.1 9.2.2

659
659 660

9.3 9.4 9.5

PESQUISA DO NÚMERO DO PROGRAMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . PESQUISA DO NÚMERO DE SEQÜÊNCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . APAGAR PROGRAMAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.5.1 9.5.2 9.5.3 Apagar Um Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Apagar Todos os Programas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Apagar Mais de Um Programa Especificando uma Faixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Copiar um Programa Inteiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Copiar Parte de um Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mover Parte de um Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Intercalar um Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Explicações Suplementares para as Operações de Copiar, Mover e Intercalar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Substituição de Palavras e de Endereços . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

662 663 665
665 665 666

9.6

FUNÇÃO AMPLIADA DE EDIÇÃO DE UM PROGRAMA DE PEÇAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.6.1 9.6.2 9.6.3 9.6.4 9.6.5 9.6.6

667
668 669 670 671 672 674

9.7 9.8 9.9 9.10

EDIÇÃO DE MACROS DE USUÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . EDIÇÃO SIMULTÂNEA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . FUNÇÃO DE SENHA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CÓPIA DE UM PROGRAMA ENTRE DOIS CAMINHOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

676 677 678 680

10.CRIAÇÃO DE PROGRAMAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 684
10.1 10.2 10.3 10.4 CRIAÇÃO DE PROGRAMAS USANDO O PAINEL MDI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . INSERÇÃO AUTOMÁTICA DE NÚMEROS DE SEQÜÊNCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CRIAÇÃO DE PROGRAMAS NO MODO APRENDER (REPRODUÇÃO) . . . . . . . . . . . . . . . . . PROGRAMAÇÃO VERBAL COM FUNÇÃO GRÁFICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 685 686 688 691

11.ESPECIFICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE DADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 695
11.1 TELAS VISUALIZADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO
11.1.1 11.1.2 11.1.3 11.1.4 11.1.5 11.1.6 11.1.7 11.1.8

.....................

703
704 706 709 711 712 714 715 716

Indicação da Posição no Sistema de Coordenadas da Peça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Indicação da Posição no Sistema de Coordenadas Relativas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Indicação da Posição Global . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Predefinição do Sistema de Coordenadas da Peça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Tela da Velocidade de Avanço Real . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Visualização do Tempo de Trabalho e da Contagem das Peças . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Especificação do Ponto de Referência Flutuante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Visualização do Monitor de Operação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

11.2

TELAS VISUALIZADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO (NO MODO MEMÓRIA OU NO MODO MDI) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.2.1 11.2.2 11.2.3 11.2.4 11.2.5 11.2.6 11.2.7 Tela do Conteúdo do Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Tela do Bloco Atual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Tela do Bloco Seguinte . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Tela de Verificação do Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Tela do Programa para a Operação MDI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Registro do Tempo de Usinagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Visualização do Estado Operacional do Eixo B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

718
719 720 721 722 725 726 734

11.3

TELAS VISUALIZADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO

(NO MODO EDIÇÃO) . .

735

i- 9

Índice

B-63524PO/01

11.3.1 11.3.2 11.3.3

Tela da Memória Usada e Lista de Programas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Edição Simultânea de Dois Caminhos na Tela de Programas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Visualização de uma Lista de Programas para um Determinado Grupo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

736 739 742

11.4

TELAS VISUALIZADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO
11.4.1 11.4.2 11.4.3 11.4.4 11.4.5 11.4.6 11.4.7 11.4.8 11.4.9 11.4.10 11.4.11 11.4.12 11.4.13 11.4.14 11.4.15

.....................

745
746 749 751 753 754 756 759 761 763 765 766 768 769 771 774

Especificação e Visu- alização do Valor de Correção da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Entrada Direta do Valor de Correção da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Entrada Direta da Correção da Ferramenta em B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Entrada do Valor de Correção em o Contador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Definição da Quantidade de Deslocação do Sistema de Coordenadas da Peça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Correção do Eixo Y . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Visualização e Entrada de Dados de Definição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Comparação e Parada do Número de Seqüência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Visualização e Definição do Tempo de Trabalho, Contagem de Peças e Duração . . . . . . . . . . . . . . . . . Visualização e Definição do Valor de Correção do Ponto de Origem da Peça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Entrada Direta dos Valores Medidos de Correção do Ponto de Origem da Peça . . . . . . . . . . . . . . . . . . Visualização e Definição de Variáveis Comuns de Macro de Usuário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Visualização e Definição do Painel de Operação por Software . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Visualização e Definição dos Dados de Gestão da Vida Útil das Ferramentas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Definição e Visualização da Compensação da Ferramenta no Eixo B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

11.5

TELAS VISUALIZADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO
11.5.1 11.5.2

.....................

776
777 779

Visualizar e Especificar Parâmetros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Visualização e Definição dos Dados de Compensação de Erro do Passo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

11.6

VISUALIZAÇÃO DO NÚMERO DO PROGRAMA, DO NÚMERO DE SEQÜÊNCIA E DO ESTADO E MENSAGENS DE AVISO PARA OPERAÇÃO DE ESPECIFICAÇÃO DOS DADOS OU ENTRADA/SAÍDA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.6.1 11.6.2 Visualização do Número do Programa e do Número de Seqüência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Visualização do Estado e Avisos para a Especificação de Dados ou a Operação de Entrada/Saída . . . .

782
782 783

11.7 11.8

TELAS VISUALIZADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO
11.7.1 11.8.1 11.8.2

.....................

785
785

Tela do Histórico de Mensagens Externas do Operador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Desativar a Visualização da Tela CRT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Anulação Automática da Visualização da Tela CNC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

APAGAR A TELA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

787
787 788

12.FUNÇÃO GRÁFICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 789
12.1 VISUALIZAÇÃO DE GRÁFICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 790

13.FUNÇÃO DE AJUDA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 796 14.HARDCOPY DA TELA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 801

IV. MANUTENÇÃO
1. MÉTODO DE SUBSTITUIÇÃO DA BATERIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 807
1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 SUBSTITUIÇÃO DA BATERIA PARA A SÉRIE i DO TIPO INSTALADO EM LCD . . . . . . . . . SUBSTITUIÇÃO DA BATERIA PARA A SÉRIE i DO TIPO AUTÓNOMO . . . . . . . . . . . . . . . . . BATERIA DO PAINEL i (3 V DC) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . BATERIA PARA CODIFICADORES DE PULSOS ABSOLUTOS INDEPENDENTES (6 V DC) BATERIA PARA CODIFICADORES DE PULSOS ABSOLUTOS INTEGRADOS (6 V DC) . . . . 808 811 814 816 817

i- 10

B-63524PO/01

Índice

ANEXOS
A. LISTA DOS CÓDIGOS DA FITA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 825 B. LISTA DE FUNÇÕES E FORMATO DE FITA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 828 C. FAIXAS DO VALOR DE COMANDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 832 D. NOMOGRAMAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 835
D.1 D.2 D.3 D.4 COMPRIMENTO DE PASSO INCORRETO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CÁLCULO SIMPLES DO COMPRIMENTO DE PASSO INCORRETO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CAMINHO DA FERRAMENTA NOS CANTOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ERRO DE DIREÇÃO DO RAIO NO CORTE CIRCULAR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 836 838 840 843

E. ESTADO DURANTE A ENERGIZAÇÃO, A ANULAÇÃO E O RESET . . . . . . . . . 844 F. TABELA DE CORRESPONDÊNCIA CARACTERE- CÓDIGO . . . . . . . . . . . . . . . . 846 G. LISTA DE ALARMES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 847

i- 11

I. ASPECTOS GERAIS

B-63524PO/01

ASPECTOS GERAIS

1. ASPECTOS GERAIS

1

ASPECTOS GERAIS

Este manual engloba os seguintes capítulos:

Acerca deste manual

I. ASPECTOS GERAIS Descreve a organização dos capítulos, mencionando os modelos aplicáveis, os manuais com eles relacionados, bem como notas para a leitura deste manual. II. PROGRAMAÇÃO Descreve todas as funções: o formato utilizado para a programação de funções na linguagem NC, características e restrições. Sempre que um programa seja criado com o auxílio da função de programação automática verbal, consultar o manual referente a esta função (tabela 1). III. OPERAÇÃO Descreve a operação manual e automática da máquina, procedimentos para a entrada e saída de dados, bem como para a edição de programas. IV. MANUTENÇÃO Descreve os procedimentos para a substituição de baterias. ANEXO Apresenta uma lista de códigos de fitas perfuradas, de faixas de dados válidas e de códigos de erro. Algumas das funções descritas neste manual poderão não ser aplicáveis a certos produtos. Para obter informações mais detalhadas, consultar o manual DESCRIÇÕES (B-63522EN). Os parâmetros não são descritos detalhadamente neste manual. Para obter informações mais detalhadas sobre os parâmetros mencionados neste manual, consultar o manual referente aos parâmetros (B-63530EN). O presente manual descreve todas as funções opcionais. As opções integradas em seu sistema podem ser consultadas no manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

Modelos aplicáveis

Os modelos abrangidos por este manual e as respectivas abreviaturas são:
Nome do produto FANUC Série 16i--TB FANUC Série 18i--TB FANUC Série 160i--TB FANUC Série 180i--TB 16i--TB 18i--TB 160i--TB 180i--TB Abreviaturas Série 16i Série 18i Série 160i Série 180i

3

1. ASPECTOS GERAIS

ASPECTOS GERAIS

B-63524PO/01

Símbolos especiais
D D ;
I P_

Este manual utiliza os seguintes símbolos: Indica uma combinação de eixos, tal como X__ Y__ Z (usada na PROGRAMAÇÃO). Indica o fim de um bloco. Corresponde, de fato, ao código ISO LF ou ao código EIA CR. A tabela seguinte apresenta uma lista dos manuais relacionados com as séries 16i, 18i, 21i, 160i, 180i, 210i MODELO B. O presente manual está assinalado com um asterisco (*).
Nome do manual DESCRIPTIONS CONNECTION MANUAL (HARDWARE) CONNECTION MANUAL (FUNCTION) MANUAL DE OPERAÇÃO (16i/18i/160i/180i--TB) OPERATOR’S MANUAL (16i/18i/160i/180i--MB) OPERATOR’S MANUAL (21i/210i--TB) OPERATOR’S MANUAL (21i/210i--MB) MAINTENANCE MANUAL PARAMETER MANUAL (16i/18i/160i/180i--MODEL B) PARAMETER MANUAL (21i/210i--MODEL B) MANUAL DE PROGRAMAÇÃO Macro Compiler/Macro Executor PROGRAMMING MANUAL FAPT MACRO COMPILER (For Personal Computer) PROGRAMMING MANUAL C Language Executor PROGRAMMING MANUAL CAP (série T) FANUC Super CAPi T OPERATOR’S MANUAL FANUC Symbol CAPi T OPERATOR’S MANUAL MANUAL GUIDE For Lathe PROGRAMMING MANUAL MANUAL GUIDE For Lathe OPERATOR’S MANUAL CAP (série M) FANUC Super CAPi M OPERATOR’S MANUAL MANUAL GUIDE For Milling PROGRAMMING MANUAL MANUAL GUIDE For Milling OPERATOR’S MANUAL B--63294EN B--63423EN B--63424EN B--63284EN B--63304EN B--63343EN B--63344EN B--61803E--1 B--66102E B--62443EN--3 Número de especificação B--63522EN B--63523EN B--63523EN--1 B--63524PO B--63534PO B--63604EN B--63614EN B--63625EN B--63530EN B--63610EN *

Manuais afins das séries 16i/18i/21i/160i/ 180i/210i MODELO B

4

B-63524PO/01

ASPECTOS GERAIS

1. ASPECTOS GERAIS

Nome do manual PMC PMC Ladder Language PROGRAMMING MANUAL PMC C Language PROGRAMMING MANUAL Rede FANUC I/O Link--II CONNECTION MANUAL Profibus--DP Board OPERATOR’S MANUAL DeviceNet Board OPERATOR’S MANUAL Ethernet Board/DATA SERVER Board OPERATOR’S MANUAL

Número de especificação

B--61863E B--61863E--1

B--62714EN B--62924EN B--63404EN B--63354EN

Manuais afins do MOTOR SERVO da série α

A tabela seguinte apresenta uma lista dos manuais relacionados com o MOTOR SERVO da série α
Nome do manual AC SERVO MOTOR α series DESCRIPTIONS AC SERVO MOTOR α series PARAMETER MANUAL AC SPINDLE MOTOR α series DESCRIPTIONS AC SPINDLE MOTOR α series PARAMETER MANUAL SERVO AMPLIFIER α series DESCRIPTIONS SERVO MOTOR α series MAINTENANCE MANUAL Número de especificação B--65142E B--65150E B--65152E B--65160E B--65162E B--65165E

5

1. ASPECTOS GERAIS

ASPECTOS GERAIS

B-63524PO/01

1.1

PROCESSO GERAL DE OPERAÇÃO DA MÁQUINAFERRAMENTA CNC

Para usinar uma peça com uma máquina-ferramenta CNC, preparar primeiro o programa e operar, em seguida, a máquina por meio do programa. 1) Primeiro, o programa para operar a máquina-ferramenta CNC é preparado a partir do desenho da peça a trabalhar. A forma de preparar o programa é descrita no capítulo II, PROGRAMAÇÃO. 2) Em seguida, o programa terá de ser lido para o sistema CNC. Depois, montar as peças e ferramentas na máquina e operar as ferramentas de acordo com o programa. Por fim, executar a usinagem propriamente dita. A forma de operar o sistema CNC é descrita no capítulo III, OPERAÇÃO.

Desenho da peça

Programação da peça

CNC CAPÍTULO II, PROGRAMAÇÃO

MÁQUINA-FERRAMENTA

CAPÍTULO III, OPERAÇÃO

Antes de proceder à programação propriamente dita, fazer o plano de usinagem para trabalhar a peça. Plano de usinagem 1. Definição da faixa de usinagem das peças 2. Método de montagem das peças na máquina-ferramenta 3. Seqüência de usinagem em cada uma das fases de corte 4. Ferramentas de corte e condições de corte Definir o método de corte para cada uma das fases de corte.
Fase d corte F de Processo de corte 1. Método de corte: Grosseiro Semi Acabamento 2. Ferramentas de corte 3. Condições de corte: Velocidade de avanço Profundidade de corte 4. Caminho da ferramenta 1 Corte da superfície final 2 Corte do diâmetro externo 3
Ranhurar

6

B-63524PO/01

ASPECTOS GERAIS

1. ASPECTOS GERAIS

Ranhurar

Corte do diâmetro externo

Corte da superfície final

Peça

Preparar, para cada fase de corte, o programa do caminho da ferramenta e das condições de corte, de acordo com o contorno da peça.

7

1. ASPECTOS GERAIS

ASPECTOS GERAIS

B-63524PO/01

1.2

NOTAS SOBRE A LEITURA DESTE MANUAL

CUIDADO 1 O funcionamento de uma máquina--ferramenta com controle CNC depende não só do próprio sistema CNC, mas da combinação da máquina--ferramenta com seu armário de distribuição magnético, o sistema servo, o CNC, o painel de operação, etc. Seria demasiado complexo descrever aqui o funcionamento, a programação e a operação referentes a todas as combinações possíveis. Este manual as descreve, em geral, do ponto de vista do sistema CNC. Assim, para obter informações mais detalhadas sobre uma determinada máquina--ferramenta CNC, consultar o manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta, o qual deveria ter prioridade em relação a este manual. 2 Os tópicos de leitura situam--se na margem esquerda para facilitar ao leitor um acesso rápido às informações necessárias. Para localizar a informação necessária, o leitor poderá economizar tempo procurando--a através destes tópicos. 3 O presente manual descreve o maior número possível de variações para a aplicação do equipamento. É impossível, porém, descrever todas as funções, opções e comandos que não deveriam ser combinados. Em caso de dúvida, é preferível não efetuar combinações de operações que não se encontrem aqui descritas.

1.3

NOTAS SOBRE VÁRIOS TIPOS DE DADOS

CUIDADO Os programas de usinagem, parâmetros, variáveis, etc., encontram--se armazenados na memória interna não volátil da unidade CNC. Normalmente, o conteúdo desta memória não se perde ao ligar ou desligar a tensão da máquina. Contudo, poderá ser necessário apagar dados importantes, armazenados na memória não volátil, devido a uma operação incorreta ou no decurso de uma eliminação de erros. A fim de possibilitar uma rápida restauração de dados nestes casos, é recomendável fazer previamente uma cópia de segurança destes dados.

8

II. PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

1

ASPECTOS GERAIS

11

1. ASPECTOS GERAIS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

1.1

MOVIMENTO DA FERRAMENTA AO LONGO DOS CONTORNOS DA PEÇA-INTERPOLAÇÃO
Explicações
D Movimento da ferramenta ao longo de uma linha reta

A ferramenta se movimenta ao longo de linhas retas e de arcos correspondentes aos contornos da peça (ver II-4).

X Ferramenta Programa G01 Z...;

Peça

Z

Fig. 1.1 (a) Movimento da ferramenta ao longo de uma linha reta paralela ao eixo Z X Ferramenta Programa G01 X ... Z... ;

Peça

Z

Fig. 1.1 (b) Movimento da ferramenta ao longo de uma linha cônica

D Movimento da ferramenta ao longo de um arco

X

Ferramenta

Programa G02X ... Z ... R ... ; ou G03X ... Z ... R ... ;

Peça Z

Fig. 1.1 (c) Movimento da ferramenta ao longo de um arco

12

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

O termo ’interpolação’ se refere à operação, através da qual a ferramenta se move ao longo de uma linha reta ou de um arco, pela forma acima descrita. Os símbolos dos comandos programados G01, G02, ... chamam-se função preparatória e especificam o tipo de interpolação executada na unidade de controle.
(a) Movimento ao longo de uma linha reta G01 Z__; X----Z--------; Unidade de controle Eixo X
Interpolação Movimento da ferramenta

(b) Movimento ao longo de um arco G03X----Z----;

Eixo Y a) Movimento ao longo de uma linha reta b) Movimento ao longo de um arco

Fig. 1.1 (d) Função de interpolação

NOTA Algumas máquinas movimentam as mesas em vez das ferramentas, mas neste manual parte--se do princípio de que as ferramentas são movimentadas em direção às peças.

D Abertura de rosca

As roscas podem ser cortadas movendo- a ferramenta em sincronização -se com a rotação do fuso. Especifique, em um programa, a função de abertura de rosca através de G32.
X Ferramenta

Programa G32Z----F----;

Peça Z

F

Fig. 1.1 (e) Abertura de rosca reta

13

1. ASPECTOS GERAIS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

X

Ferramenta Programa G32X----Z----F----; Peça

Z

F Fig. 1.1 (f) Abertura de rosca cônica

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

1.2

AVANÇOFUNÇÃO DE AVANÇO

Ao movimento da ferramenta a uma velocidade definida para cortar a peça, dá- o nome de avanço. -se
Placa de fixação Ferramenta

Peça

Fig. 1.2 (a) Função de avanço

As velocidades de avanço podem ser especificadas por meio de valores numéricos correspondentes. Por exemplo, para fazer avançar a ferramenta 2 mm enquanto a peça dá uma volta, pode usar- o seguinte comando: -se F2.0 À função usada para especificar a velocidade de avanço, dá- o nome de -se função de avanço (ver II-5).

15

1. ASPECTOS GERAIS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

1.3

DESENHO DA PEÇA E MOVIMENTO DA FERRAMENTA 1.3.1
Ponto de Referência (Posição Específica da Máquina)
A máquina-ferramenta CNC possui uma posição fixa. Normalmente, a substituição da ferramenta e a programação do ponto zero absoluto, posteriormente descritas, são executadas nesta posição. A esta posição dá- o nome de ponto de referência. -se
Unidade porta--ferramenta

Placa de fixação

Ponto de referência

Fig. 1.3.1 (a) Ponto de referência

Explicações

A ferramenta pode ser deslocada para o ponto de referência de duas formas: 1. Retorno manual ao ponto de referência (ver III-3.1) O retorno ao ponto de referência é executado manualmente, por meio de um botão. 2. Retorno automático ao ponto de referência (ver II-6) Geralmente, se executa, primeiro, o retorno manual ao ponto de referência, logo após a energização. Quando se pretende deslocar a ferramenta para o ponto de referência, a fim de proceder a uma substituição posterior da ferramenta, se utiliza a função de retorno automático ao ponto de referência.

16

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

1.3.2
Sistema de Coordenadas do Desenho da Peça e Sistema de Coordenadas Especificado pelo CNC
X
Programa

X

Z Z

Sistema de coordenadas Desenho da peça Comando CNC

X

Peça Z

Máquina-ferramenta

Fig. 1.3.2 (a) Sistema de coordenadas

Explicações
D Sistema de coordenadas Os dois sistemas de coordenadas seguintes são especificados em locais diferentes: (Ver II-7) 1. Sistema de coordenadas do desenho da peça O sistema de coordenadas é escrito no desenho da peça. Como dados do programa, são utilizados os valores das coordenadas deste sistema. Sistema de coordenadas especificado pelo CNC O sistema de coordenadas é preparado na máquina-ferramenta que está sendo usada. Para tal, é programada a distância entre a posição atual da ferramenta e o ponto zero do sistema de coordenadas a ser definido.
X 230

2.

Posição atual da ferramenta

300

Ponto zero do programa

Distância até o ponto zero do sistema de coordenadas a ser definido
Z

Fig. 1.3.2 (b) Sistema de coordenadas especificado pelo CNC

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1. ASPECTOS GERAIS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

A ferramenta se movimenta dentro do sistema de coordenadas especificado pelo CNC, de acordo com o programa de comando elaborado com base no sistema de coordenadas do desenho da peça, e corta a peça com o contorno especificado no desenho. Portanto, para que o contorno da peça definido no desenho possa ser corretamente cortado, os dois sistemas de coordenadas têm de ser definidos na mesma posição. D Métodos para definir os dois sistemas de coordenadas na mesma posição Para definir dois sistemas de coordenadas na mesma posição, usa-se, normalmente, o seguinte método: 1. Se o ponto zero da coordenada for definido na parte frontal da placa de fixação
X

Peça 60 40 Z

40 150

Fig. 1.3.2 (c) Coordenadas e dimensões do desenho da peça

X

Peça Z

Fig. 1.3.2 (d) Sistema de coordenadas do torno mecânico, especificado pelo CNC (de forma a coincidir com o sistema de coordenadas do desenho da peça)

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

2. Se o ponto zero da coordenada for definido na face final da peça.
X

60

Peça

30 30

Z

80 100

Fig. 1.3.2 (e) Coordenadas e dimensões do desenho da peça

X

Peça

Z

Fig. 1.3.2 (f) Sistema de coordenadas do torno mecânico, especificado pelo CNC (de forma a coincidir com o sistema de coordenadas do desenho da peça)

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1. ASPECTOS GERAIS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

1.3.3
Como Indicar Dimensões de Comando para Movimentar a Ferramenta-Comandos Absolutos/Incrementais

Explicações
D Comando absoluto

Os métodos de comando para movimentar a ferramenta podem ser indicados através de uma especificação absoluta ou incremental (ver II-8.1). A ferramenta se movimenta para um ponto situado à “distância programada em relação ao ponto zero do sistema de coordenadas”, isto é, para a posição correspondente aos valores das coordenadas.
Ferramenta X A

Peça φ30

B Z

70 110 Comando para o movimento do ponto A para o ponto B G90X30.0Z70.0; Coordenadas do ponto B Fig. 1.3.3 (a) Comando absoluto

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

D Comando incremental

Especificação da distância entre a posição anterior da ferramenta e a próxima posição da ferramenta.
Ferramenta A X φ60 B Z φ30

40

Comando para o movimento do ponto A para o ponto B U-30.0W-40.0 Distância e direção para o movimento ao longo de cada eixo Fig. 1.3.3 (b) Comando incremental

D Programação do diâmetro/ Programação do raio

As dimensões do eixo X podem ser definidas por meio do diâmetro ou do raio. A programação do diâmetro e a programação do raio são aplicadas independentemente em cada máquina. 1. Programação do diâmetro Para a programação do diâmetro, use o valor do diâmetro indicado no desenho, para especificar o valor do eixo X.
X B Peça φ40 φ30 A Z

60 80

Valores das coordenadas dos pontos A e B A (30.0, 80.0), B (40.0, 60.0) Fig. 1.3.3 (c) Programação do diâmetro

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1. ASPECTOS GERAIS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

2. Programação do raio Para a programação do raio, use a distância em relação ao centro da peça, isto é, o valor do raio, para especificar o valor do eixo X.
X B
20

A
15

Peça

Z

60 80

Valores das coordenadas dos pontos A e B A (15.0, 80.0), B (20.0, 60.0) Fig. 1.3.3 (d) Programação do raio

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

1.4

VELOCIDADE DE CORTE - FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

A velocidade da ferramenta em relação à peça que está sendo cortada, chama- velocidade de corte. -se Nas máquinas com controle CNC, a velocidade de corte pode ser especificada através da velocidade do fuso, em rpm.
Ferramenta V: Velocidade de corte v m/min Peça φD N rpm

Fig. 1.4 Velocidade de corte

Exemplos

<Quando se pretende usinar uma peça de 200 mm de diâmetro, a uma velocidade de corte de 300 m/min. > A velocidade do fuso é de, aproximadamente, 478 rpm e obtém- a partir -se de N=1000v/πD. Sendo assim, é necessário o seguinte comando: S478 ; Aos comandos referentes à velocidade do fuso, dá- o nome de função -se da velocidade do fuso (ver II-9). A velocidade de corte v (m/min) também pode ser especificada diretamente por meio do valor da velocidade. Mesmo que o diâmetro da peça se altere, o CNC adapta a velocidade do fuso de forma que a velocidade de corte permaneça constante. A esta função dá- o nome de função de controle da velocidade de corte -se constante (ver II-9.3).

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1. ASPECTOS GERAIS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

1.5

SELEÇÃO DA FERRAMENTA PARA AS DIVERSAS FASES DE USINAGEM FUNÇÃO DA FERRAMENTA

Para perfurar, abrir roscas, mandrilar, fresar ou executar outras operações afins, é necessário selecionar uma ferramenta adequada. A seleção da respectiva ferramenta se efetua atribuindo um número a cada ferramenta e indicando no programa o número desejado.

Número da ferramenta
01 02 03 04 06 05

Unidade porta--ferramenta

Fig. 1.5 Ferramentas usadas nas diversas fases de usinagem

Exemplos

<Quando o nº 01 é atribuído a uma ferramenta de desbastar> Quando a ferramenta é armazenada na posição 01 da unidade porta-ferramenta, a mesma poderá ser selecionada especificando T0101. A este processo dá- o nome de função da ferramenta (ver II-se -10).

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

1.6

COMANDO PARA OPERAÇÕES DE MÁQUINA - FUNÇÃO MISCELÂNEA

Quando se inicia o processo de usinagem, é necessário girar o fuso e introduzir líquido refrigerante. Para tal, há que controlar as operações de ativação/desativação do motor do fuso e da válvula do líquido refrigerante (ver II-11).
Líquido refrigerante ON/OFF

Abrir/fechar placa de fixação

Peça

Rotação do fuso em sentido horário

Fig. 1.6 Comando para operações de máquina

A função destinada às operações de ativação/desativação de diversos componentes da máquina, chama- função miscelânea. Geralmente, -se esta função é especificada por meio de um código M. Por exemplo, se for especificado o código M03, o fuso gira em sentido horário, à velocidade previamente definida.

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1. ASPECTOS GERAIS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

1.7

CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

A um grupo de comandos introduzidos no CNC para a operação da máquina, dá- o nome de programa. O deslocamento da ferramenta ao -se longo de uma linha reta ou de um arco, ou a ativação/desativação do motor do fuso, são executados por meio dos comandos especificados. Os comandos são introduzidos no programa na seqüência dos movimentos efetivos da ferramenta.

Bloco Bloco Bloco Programa Bloco
⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Seqüência de movimentos da ferramenta

Bloco

Fig. 1.7 (a) Configuração do programa

A um grupo de comandos introduzidos para cada um dos passos da seqüência, dá- o nome de bloco. O programa consiste, portanto, em um -se grupo de blocos para uma série de ciclos de usinagem. Ao número atribuído a cada bloco chama- número de seqüência e ao número -se atribuído a cada programa chama- número do programa (ver II-se -12).

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

Explicações
D Bloco

O bloco e o programa possuem a seguinte configuração:

1 bloco
N fffff Gff Xff.f Zfff.f M ff S ff T ff ;

Número de seqüência

Função preparatória

Palavra de dimensão

Função miscelânea

Função Fundo fuso ção da ferramenta

Fim do bloco Fig. 1.7 (b) Configuração do bloco

Cada bloco começa com um número de seqüência que o identifica e termina com um código de fim de bloco. Neste manual o código de fim de bloco é representado por um ”;” (LF no código ISO e CR no código EIA). O conteúdo da palavra de dimensão depende da função preparatória. Neste manual, a seção da palavra de dimensão poderá ser representada por IP_. D Programa
; Offff;

Número do programa Bloco Bloco Bloco ⋅ ⋅ ⋅ Fim do programa

⋅ ⋅ ⋅ M30 ;

Fig. 1.7 (c) Configuração do programa

Normalmente, o número do programa é especificado após o código de fim de bloco (;), no início do programa, e o código de fim do programa (M02 ou M30) é especificado no final do programa.

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1. ASPECTOS GERAIS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Programa principal e subprograma

Quando surge o mesmo padrão de usinagem em várias partes de um programa, é criado um programa para esse padrão, ao qual se dá o nome de subprograma. Por outro lado, ao programa original dá- o nome de -se programa principal. Os comandos do subprograma são executados sempre que surge um comando de execução do subprograma, durante a execução do programa principal. Depois de terminada a execução do subprograma, a seqüência regressa ao programa principal.
Programa principal ⋅ ⋅ M98P1001 ⋅ ⋅ ⋅ M98P1002 ⋅ ⋅ ⋅ M98P1001 ⋅ ⋅ ⋅ M99 M99 Subprograma #1 O1001 Programa para o furo #1

Subprograma #2 O1002 Programa para o furo #2

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

1.8

CAMINHO E MOVIMENTO DA FERRAMENTA CONTROLADOS PELO PROGRAMA
Explicações
D Usinagem com o fim da ferramenta de corte Função de compensação do comprimento da ferramenta (ver II-15.1) Normalmente, são necessárias várias ferramentas para a usinagem de uma peça. Uma vez que essas ferramentas possuem comprimentos diferentes, seria muito trabalhoso alterar o programa de acordo com cada uma delas. Por isso, deve medir- previamente o comprimento de cada uma das -se ferramentas necessárias. Definindo- no CNC a diferença entre o -se comprimento da ferramenta padrão e o comprimento de cada ferramenta (visualização e especificação de dados: ver III-11), é possível executar a usinagem sem ter de alterar o programa, mesmo que a ferramenta seja trocada. A esta função dá- o nome de compensação do comprimento da -se ferramenta.
FerraFerra- menta menta para corte padrão grosseiro Ferramenta de acabamento Ferramenta para ranhurar Ferramenta para abertura de rosca

Peça

Fig. 1.8 Correção da ferramenta

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1. ASPECTOS GERAIS

PROGRAMAÇÃO

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1.9

FAIXA DE MOVIMENTO DA FERRAMENTA CURSO

As extremidades de cada eixo da máquina estão equipadas com chaves fim de curso a fim de se evitar que as ferramentas se desloquem para lá das extremidades. À faixa dentro da qual se movimentam as ferramentas, dá- o nome de curso. Além dos limitadores de curso, é possível usar -se também os dados em memória para definir uma área para a qual as ferramentas não possam ser deslocadas.

Motor Chave fim de curso

Mesa

Ponto zero da máquina Distâncias a especificar

As ferramentas não podem entrar nesta área. Esta área é definida por meio de uma memorização de dados ou de um programa.

Além dos cursos definidos com as chaves fim de curso, o operador também pode definir uma área em que as ferramentas não podem entrar, servindo- de um programa ou de uma memorização de dados. A esta -se função dá- o nome de controle de curso (ver III-se -6.3).

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PROGRAMAÇÃO

2. EIXOS CONTROLÁVEIS

2

EIXOS CONTROLÁVEIS

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2. EIXOS CONTROLÁVEIS

PROGRAMAÇÃO

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2.1

EIXOS CONTROLÁVEIS
Série 16i Série 160i
Elemento Número de eixos básicos controlados Expansão dos eixos controláveis (total) Número de eixos básicos simultaneamente controláveis Expansão dos eixos simultaneamente controláveis (total) 16i-TB 160i-TB 2 eixos 16i-TB, 160i-TB (controle de dois caminhos) 2 eixos para cada unidade porta--ferramenta (4 eixos, ao todo) 8 eixos, no máx., para cada unidade porta-ferramenta (incluídos no eixo Cs) (Nota) 2 eixos para cada unidade porta--ferramenta (4 eixos, ao todo) 6 eixos, no máx., para cada unidade porta--ferramenta

8 eixos, no máx. (incluídos no eixo Cs) 2 eixos

6 eixos, no máx.

A tabela acima apresenta uma lista do número de eixos controláveis quando se aplica o controle de um caminho e quando se aplica o controle de dois caminhos com duas CPUs. O número de eixos controláveis sob o controle de dois caminhos com uma CPU e sob o controle de três caminhos com duas CPUs, é indicado nas respectivas especificações. NOTA 1 Um sistema de controle de dois caminhos com um LCD de 7,2″/8,4″ pode controlar, no máximo, oito eixos. 2 O número de eixos simultaneamente controláveis para a operação manual (avanço em modo jog, avanço incremental ou avanço por manivela) é de 1 ou 3 eixos (1 quando o bit 0 (JAX) do parâmetro 1002 está colocado em 0 e 3 quando está colocado em 1).

Série 18i Série 180i

Elemento Número de eixos básicos controláveis Expansão dos eixos controláveis (total) Número de eixos básicos simultaneamente controláveis Expansão dos eixos simultaneamente controláveis (total)

18i-TB 180i-TB 2 eixos

18i-TB, 180i-TB (controle de dois caminhos) 2 eixos para cada unidade porta--ferramenta (4 eixos, ao todo) 6 eixos, no máx., para cada unidade porta-ferramenta (incluídos no eixo Cs) (Nota) 2 eixos para cada unidade porta--ferramenta (4 eixos, ao todo) 4 eixos, no máx., para cada unidade porta--ferramenta

6 eixos, no máx. (incluídos no eixo Cs) 2 eixos

4 eixos, no máx.

A tabela acima apresenta uma lista do número de eixos controláveis quando se aplica o controle de um caminho e quando se aplica o controle de dois caminhos com duas CPUs. O número de eixos controláveis sob o controle de dois caminhos com uma CPU, é indicado nas respectivas especificações.
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PROGRAMAÇÃO

2. EIXOS CONTROLÁVEIS

NOTA 1 Um sistema de controle de dois caminhos com um LCD de 7,2″/8,4″ pode controlar, no máximo, oito eixos. 2 O número de eixos simultaneamente controláveis para a operação manual (avanço em modo jog, avanço incremental ou avanço por manivela) é de 1 ou 3 eixos (1 quando o bit 0 (JAX) do parâmetro 1002 está colocado em 0 e 3 quando está colocado em 1).

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2. EIXOS CONTROLÁVEIS

PROGRAMAÇÃO

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2.2

NOMES DOS EIXOS

Os nomes dos dois eixos básicos são sempre X e Z; os nomes dos eixos adicionais podem ser livremente selecionados entre A, B, C, U, V, W e Y, utilizando- o parâmetro nº 1020. -se O parâmetro nº 1020 é utilizado para especificar o nome de cada eixo. Se este parâmetro for especificado com 0 ou com qualquer outro dígito diferente das nove letras anteriormente mencionadas, será atribuído automaticamente ao eixo, como nome, um número de 1 a 8. No caso de um controle de dois caminhos, os nomes dos dois eixos básicos para cada unidade porta-ferramenta são sempre X e Z; os nomes dos eixos adicionais podem ser livremente selecionados entre A, B, C, U, V, W e Y, utilizando- o parâmetro nº 1020. Para a mesma unidade -se porta-ferramenta, o nome de um eixo só pode ser atribuído uma única vez, mas pode usar-se o mesmo nome do eixo para a outra unidade porta-ferramenta.

Limitações
D Nome de eixo por omissão D Atribuição dupla de um nome de eixo Quando se usa um nome de eixo por omissão (de 1 a 8), o sistema não pode ser operado nos modos MEM, MDI e RMT. Se o parâmetro especificar um nome de eixo várias vezes, só fica operacional o primeiro eixo ao qual esse nome é atribuído. NOTA 1 Quando se usa o sistema A de códigos G, as letras U, V e W não podem ser usadas como nomes de eixos (havendo, portanto, um número máximo de seis eixos controláveis), porque estas letras são usadas como comandos incrementais para X, Y e Z. Para poder usar as letras U, V e W como nomes de eixos, é necessário usar o sistema B ou C de códigos G. Da mesma forma, a letra H é usada como comando incremental para C, não sendo, portanto, permitido aplicar os comandos incrementais, se a letra A ou B for usada como nome de um eixo. 2 No caso de um controle de dois caminhos, quando é exibida na tela a informação (como, p. ex., a posição atual) referente a cada eixo, o nome do eixo poderá ser seguido de um índice que indica o número da unidade porta--ferramenta correspondente (p.ex., X1 e X2). O usuário poderá ver, assim, mais facilmente a que unidade porta--ferramenta pertence o eixo em causa. Contudo, ao escrever o programa, os nomes de eixos X, Y, Z, U, V, W, A, B e C são especificados sem índice. 3 Em G76 (abertura de rosca múltipla), o endereço A de um bloco especifica o ângulo da ponta da ferramenta e não um comando para o eixo A. Usando C ou A como nome de um eixo, essas letras não poderão ser usadas como comando do ângulo de uma linha reta para a chanfragem ou a programação direta das dimensões do desenho. Por isso, C e A deveriam ser usados de acordo com o bit 4 (CCR) do parâmetro nº 3405.

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PROGRAMAÇÃO

2. EIXOS CONTROLÁVEIS

2.3

SISTEMA INCREMENTAL

O sistema incremental é constituído pelo menor incremento de entrada (para a entrada) e pelo menor incremento de comando (para a saída). O menor incremento de entrada é o menor incremento para a programação da distância a percorrer. O menor incremento de comando é o menor incremento para o movimento da ferramenta na máquina. Ambos os incrementos são representados em mm, polegadas ou graus. No sistema incremental faz- a distinção entre IS- e IS- (tabelas -se -B -C 2.3(a) e 2.3(b)). Selecione IS- ou IS- através do bit 1 (ISC) do -B -C parâmetro 1004. Se for selecionado o sistema incremental IS- ele será -C, aplicado a todos os eixos, exigindo a opção ’sistema incremental 1/10’. A especificação do parâmetro ISC (nº 1004#4) é válida para todos os eixos. Quando é selecionado IS- por exemplo, as unidades aplicadas -C, em todos os eixos são IS-C.
Tabela 2.3 (a) Sistema incremental IS-B Menor incremento de entrada Máquina com sistema métrico Entra da em mm 0,001 mm (diâmetro) 0,001 mm (raio) 0,001 graus Menor incremento de comando 0,0005 mm 0,001 mm 0,001 graus 0,0005 polegadas 0,001 polegadas 0,001 graus 0,00005 mm 0,0001 mm 0,001 graus 0,00005 polegadas 0,0001 polegadas 0,001 graus

Entra 0,0001 pol. (diâmetro) da 0,0001 pol. (raio) em poleg adas 0,001 graus Máquina com sistema inglês Entra da em mm 0,001 mm (diâmetro) 0,001 mm (raio) 0,001 graus

Entra 0,0001 pol. (diâmetro) da 0,0001 pol. (raio) em poleg adas 0,001 graus

Tabela 2.3 (b) Sistema incremental IS-C
Menor incremento de entrada Máquina com sistema métrico Entra da em mm 0,0001 mm (diâmetro) 0,0001 mm (raio) 0,0001 graus Menor incremento de comando 0,00005 mm 0,0001 mm 0,0001 graus 0,00005 polegadas 0,0001 polegadas 0,0001 graus 0,000005 mm 0,00001 mm 0,0001 graus 0,000005 polegadas 0,00001 polegadas 0,0001 graus

Entra 0,00001 pol. (diâmetro) da 0,00001 pol. (raio) em poleg adas 0,0001 graus Máquina com sistema inglês Entra da em mm 0,0001 mm (diâmetro) 0,0001 mm (raio) 0,0001 graus

Entra 0,00001 pol. (diâmetro) da 0,00001 pol. (raio) em poleg adas 0,0001 graus

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2. EIXOS CONTROLÁVEIS

PROGRAMAÇÃO

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2.4

CURSO MÁXIMO

O curso máximo controlado por este CNC é apresentado na tabela abaixo: Curso máximo=Menor incremento de comando ×99999999.
Tabela 2.4 Cursos máximos Sistema incremental Máquina com sistema métrico Máquina com sistema inglês Máquina com sistema métrico Máquina com sistema inglês Cursos máximos 99999,999 mm 99999,999 graus 9999,9999 polegadas 99999,999 graus 9999,9999 mm 9999,9999 graus 999,99999 polegadas 9999,9999 graus

IS- B IS -B

IS- C IS -C

NOTA 1 As unidades da tabela 2.4 correspondem ao valor do diâmetro, para a programação do diâmetro, e ao valor do raio, para a programação do raio. 2 Não é possível especificar um comando que exceda o curso máximo. 3 O curso real depende da máquina--ferramenta.

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PROGRAMAÇÃO

3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA (FUNÇÃO G)

3

FUNÇÃO PREPARATÓRIA (FUNÇÃO G)

O número que se segue ao endereço G especifica o significado do comando para o respectivo bloco. Os códigos G podem subdividir- em dois tipos. -se
Tipo Significado Código G de ação simples O código G só é eficaz no bloco em que foi especificado. Código G modal O código G é eficaz até que seja especificado outro código G do mesmo grupo.

(Exemplo) G01 e G00 são códigos G modais.
G01X_; Z_; X_; G00Z_; G01 é eficaz dentro desta faixa

Há três sistemas de códigos G : A, B e C (tabela 3). Selecione um sistema de códigos G por meio dos bits 6 (GSB) e 7 (GSC) do parâmetro 3401. Para usar o sistema B ou C de códigos G, é necessária a opção correspondente. O presente manual descreve, geralmente, o uso de códigos G do sistema A, exceto nos casos em que só é possível usar códigos G do sistema B ou C. Nestes casos, é descrito, então, o uso de códigos G do sistema B ou C.

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3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA (FUNÇÃO G)

PROGRAMAÇÃO

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Explicações

1. Se o CNC entrar no estado de anulação (ver bit 6 (CLR) do parâmetro 3402) quando a máquina é ligada ou quando se efetua um reset do CNC, os códigos G modais se alteram da seguinte forma: , na tabela 3, são ativados. (1) Os códigos G assinalados com (2) Se o sistema for recolocado a zero devido à energização ou a um reset, G20 ou G21 - conforme o especificado - permanece eficaz. (3) Através do bit 7 do parâmetro nº 3402, pode especificar- se -se deverá ser selecionado G22 ou G23, após a energização. A reposição do CNC no estado de anulação não afeta a seleção de G22 ou G23. (4) Através do bit 0 (G01) do parâmetro 3402, se determina se é ativado o código G00 ou G01. (5) Quando se usa o sistema B ou C de códigos G, é possível determinar através do bit 3 (G91) do parâmetro 3402 se será ativado o código G90 ou G91. 2. Os códigos G do grupo 00, excepto G10 e G11, são códigos G de ação simples. 3. Se for especificado um código G não incluído na lista de códigos G ou sem opção correspondente, é activado um alarme P/S (nº 010). 4. É possível especificar no mesmo bloco vários códigos G, desde que pertençam a grupos diferentes. Se forem especificados no mesmo bloco vários códigos G pertencentes ao mesmo grupo, só é válido o último código G especificado. 5. Se um código G do grupo 01 for especificado em um ciclo fixo, o ciclo fixo será cancelado, tal como acontece quando se especifica um comando G80. Os códigos G do grupo 01 não são afetados pelos códigos G especificados para um ciclo fixo. 6. Quando se usa o sistema A de códigos G, a programação absoluta ou incremental não é especificada com um código G (G90/G91), mas com uma palavra de endereço (X/U, Z/W, C/H, Y/V). Quando se usa o sistema A de códigos G para um ciclo de perfuração, no ponto de retorno só está disponível o nível inicial. 7. Os códigos G são apresentados de acordo com o número do grupo.

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PROGRAMAÇÃO

3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA (FUNÇÃO G)

Tabela 3: Lista de códigos G para a série T (1/3)
Código G A G00 G01 G02 G03 G04 G05 G07 G07.1 (G107) G08 G10 G10.6 G11 G12.1 (G112) G13.1 (G113) G17 G18 G19 G20 G21 G22 G23 G25 G26 G27 G28 G30 G30.1 G31 G32 G34 G35 G36 B G00 G01 G02 G03 G04 G05 G07 G07.1 (G107) G08 G10 G10.6 G11 G12.1 (G112) G13.1 (G113) G17 G18 G19 G20 G21 G22 G23 G25 G26 G27 G28 G30 G30.1 G31 G33 G34 G35 G36 C G00 G01 G02 G03 G04 G05 G07 G07.1 (G107) G08 G10 G10.6 G11 G12.1 (G112) G13.1 (G113) G17 G18 G19 G70 G71 G22 G23 G25 G26 G27 G28 G30 G30.1 G31 G33 G34 G35 G36 01 00 06 16 00 01 Grupo Função Posicionamento (deslocamento rápido) Interpolação linear (avanço de corte) Interpolação circular em SH ou interpolação helicoidal em SH Interpolação circular em SAH ou interpolação helicoidal em SAH Pausa Corte em ciclo rápido Interpolação de eixo hipotético Interpolação cilíndrica Controle por antecipação Entrada de dados programável Retração e retorno da ferramenta Cancelamento do modo de entrada de dados programável Modo de interpolação de coordenadas polares 21 Modo de cancelamento da interpolação de coordenadas polares Seleção de plano XpYp Seleção de plano ZpXp Seleção de plano YpZp Entrada em polegadas Entrada em mm Função de controle do curso armazenado ON Função de controle do curso armazenado OFF Supervisão da oscilação da velocidade do fuso OFF Supervisão da oscilação da velocidade do fuso ON Controle do retorno ao ponto de referência Retorno ao ponto de referência Retorno ao 2º, 3º e 4º ponto de referência Retorno ao ponto de referência flutuante Função de salto Abertura de rosca Abertura de rosca de passo variável Abertura de rosca circular em SH Abertura de rosca circular em SAH (quando o bit 3 (G36) do parâmetro nº 3405 está colocado em 1)

09

08

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3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA (FUNÇÃO G)

PROGRAMAÇÃO

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Tabela 3: Lista de códigos G para a série T (2/3)
Código G A G36 G37 G37.1 G37.2 G39 G40 G41 G42 G50 G50.3 G50.2 (G250) G51.2 (G251) G52 G53 G54 G55 G56 G57 G58 G59 G60 G65 G66 G67 G68 G68.1 G69 B G36 G37 G37.1 G37.2 G39 G40 G41 G42 G92 G92.1 G50.2 (G250) G51.2 (G251) G52 G53 G54 G55 G56 G57 G58 G59 G60 G65 G66 G67 G68 G68.1 G69 C G36 G37 G37.1 G37.2 G39 G40 G41 G42 G92 G92.1 G50.2 (G250) G51.2 (G251) G52 G53 G54 G55 G56 G57 G58 G59 G60 G65 G66 G67 G68 G68.1 G69 00 14 00 07 00 Grupo Função Compensação automática da ferramenta, X (quando o bit 3 (G36) do parâmetro nº 3405 está colocado em 0) Compensação automática da ferramenta, Z Compensação automática da ferramenta, X Compensação automática da ferramenta, Z Interpolação circular de cantos Cancelamento da compensação do raio da ponta da ferramenta Compensação do raio da ponta da ferramenta, à esquerda Compensação do raio da ponta da ferramenta, à direita Definição do sistema de coordenadas ou especificação da velocidade máx. do fuso Predefinição do sistema de coordenadas da peça Cancelamento da rotação poligonal 20 Rotação poligonal 00 Especificação do sistema de coordenadas locais Definição do sistema de coordenadas da máquina Seleção do sistema de coordenadas 1 da peça Seleção do sistema de coordenadas 2 da peça Seleção do sistema de coordenadas 3 da peça Seleção do sistema de coordenadas 4 da peça Seleção do sistema de coordenadas 5 da peça Seleção do sistema de coordenadas 6 da peça Posicionamento de direção única Chamada de macro Chamada modal de macros Cancelamento da chamada modal de macros Espelhamento para cabeçote duplo de torno--revólver ON ou modo de corte equilibrado Início da rotação do sistema de coordenadas ou modo de conversão tridimensional do sistema de coordenadas ON Espelhamento para cabeçote duplo de torno--revólver OFF ou cancelamento do modo de corte equilibrado Cancelamento da rotação do sistema de coordenadas ou modo de conversão tridimensional do sistema de coordenadas OFF

12 04 17 04

G69.1

G69.1

G69.1

17

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PROGRAMAÇÃO

3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA (FUNÇÃO G)

Tabela 3: Lista de códigos G para a série T (3/3)
Código G A G70 G71 G72 G73 G74 G75 G76 G71 G72 G73 G74 G80 G83 G84 G86 G87 G88 G89 G90 G92 G94 G96 G97 G98 G99 − − − − G100 G101 G102 G103 G110 B G70 G71 G72 G73 G74 G75 G76 G71 G72 G73 G74 G80 G83 G84 G86 G87 G88 G89 G77 G78 G79 G96 G97 G94 G95 G90 G91 G98 G99 G100 G101 G102 G103 G110 C G72 G73 G74 G75 G76 G77 G78 G72 G73 G74 G75 G80 G83 G84 G86 G87 G88 G89 G20 G21 G24 G96 G97 G94 G95 G90 G91 G98 G99 G100 G101 G102 G103 G110 00 02 01 10 01 00 Grupo Ciclo de acabamento Remoção de material por torneamento Remoção de material por faceamento Repetição de padrões Perfuração profunda da superfície final Perfuração do diâmetro exterior/interior Ciclo para rosca múltipla Ciclo de retificação transversal (para a retificadora) Ciclo direto de retificação transversal e dimensão constante (para a retificadora) Ciclo de retificação por oscilação (para a retificadora) Ciclo direto de retificação por oscilação e dimensão constante (para a retificadora) Cancelamento do ciclo fixo de perfuração Ciclo de perfuração frontal Ciclo de rosqueamento frontal Ciclo de mandrilagem frontal Ciclo de perfuração lateral Ciclo de rosqueamento lateral Ciclo de mandrilagem lateral Ciclo de corte do diâmetro exterior/interior Ciclo de abertura de rosca Ciclo de torneamento da superfície final Controle da velocidade de corte constante Cancelamento do controle da velocidade de corte constante Avanço por minuto Avanço por rotação Programação absoluta Programação incremental Retorno ao nível inicial (ver Explicação 6) Retorno ao nível do ponto R (ver Explicação 6) Controle do eixo B -- Cancelamento do registro do programa Controle do eixo B -- Início do registro do primeiro programa Controle do eixo B -- Início do registro do segundo programa Controle do eixo B -- Início do registro do terceiro programa Controle do eixo B -- Programação da operação de um movimento Função

05

03

11

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4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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4

FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

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PROGRAMAÇÃO

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

4.1

POSICIONAMENTO (G00)

O comando G00 movimenta a ferramenta à velocidade de deslocamento rápido para a posição do sistema de coordenadas da peça, especificada por meio de um comando absoluto ou incremental. No comando absoluto, é programado o valor das coordenadas do ponto final. No comando incremental, é programada a distância a ser percorrida pela ferramenta.

Formato
G00IP_;
IP_: Para um comando absoluto, as coordenadas da posição final; para um comando incremental, a distância a ser percorrida pela ferramenta.

Explicações

Cada um dos seguintes caminhos da ferramenta pode ser selecionado de acordo com o bit 1 (LRP) do parâmetro nº 1401. D Posicionamento por interpolação não linear A ferramenta é posicionada individualmente, à velocidade de deslocamento rápido de cada eixo. O caminho da ferramenta é normalmente retilíneo. D Posicionamento por interpolação linear O caminho da ferramenta é igual ao da interpolação linear (G01). A ferramenta é posicionada no mais curto período de tempo possível, a uma velocidade correspondente à velocidade de deslocamento rápido de cada eixo.
Posição inicial

Posicionamento por interpolação linear

Posição final Posicionamento por interpolação não linear

A velocidade de deslocamento rápido programada através do comando G00 é definida individualmente para cada eixo no parâmetro nº 1420, pelo fabricante da máquina-ferramenta. No modo de posicionamento ativado pelo comando G00, a ferramenta é acelerada para uma velocidade predefinida, no início de um bloco, e é desacelerada no fim do bloco. O bloco seguinte é executado, depois de confirmada a posição correta. “Posição correta” significa que o motor de avanço se encontra dentro da faixa especificada. Esta faixa é determinada pelo fabricante da máquina-ferramenta através da especificação do parâmetro nº 1826.
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4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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Exemplos
X 56.0 30.5

30.0

φ40.0

Z

< Programação do raio > ou

G00X40.0Z56.0 ; (comando absoluto) G00U--60.0W--30.5; (comando incremental)

Restrições

A velocidade de deslocamento rápido não pode ser especificada no endereço F. Mesmo que o posicionamento por interpolação linear se encontre especificado, o posicionamento por interpolação não linear é executado nos casos seguidamente indicados. Por isso, preste atenção para que a ferramenta não colida com a peça. D G28 especifica um posicionamento entre a posição de referência e a posição intermediária. D G53

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

4.2

POSICIONAMENTO DE SENTIDO ÚNICO (G60)
Aspectos gerais
Para um posicionamento preciso sem folga da máquina, está disponível o posicionamento final de uma direção.
Distância de overrun Posição inicial

Posição inicial Parada temporária +

Posição final

Fig. 4.2 (a) Posicionamento em sentido negativo

Formato
G60IP_;
IP_: Para um comando absoluto, as coordenadas da posição final; para um comando incremental, a distância a ser percorrida pela ferramenta.

Explicações

O overrun e a direção de posicionamento são definidos por meio do parâmetro (nº 5440). Mesmo que a direção de posicionamento programada coincida com a direção definida pelo parâmetro, a ferramenta pára uma vez antes de chegar ao ponto final. O código G60 de ação simples pode ser usado no grupo 01 como código G modal, selecionando 1 para o parâmetro (nº 5431, bit 0 MDL). Com esta seleção, torna-se desnecessário especificar um comando G60 para cada bloco. As outras especificações são iguais às efetuadas para o comando G60 de ação simples. Quando se especifica um código G de ação simples no modo de posicionamento de sentido único, o comando G de ação simples é eficaz da mesma forma que os códigos G do grupo 01.

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4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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(Exemplo) Comando G60 de ação simples: : G90 ; G60 X0 Z0 ; Posicionamento G60 X100 ; de sentido G60 Z100 ; único G04 X10 ; G00 X0 Z0 ; :

Comando G60 modal: : G90 G60 ; Início do modo P.S.Ú. X0 Z0 ; Posicionamento X100 ; de sentido Z100 ; único G04 X10 ; G00 X0 Z0 ; Cancelamento do modo P.S.Ú. :

Resumo do movimento
D Quando se usa o posicionamento não linear (parâmetro nº 1401#1 LRP=0) Os eixos são posicionados individualmente, a partir do ponto inicial, através do modo de posicionamento de sentido único:

X

Overrun (eixo Z) Overrun (eixo X)

Posição final

Z
Posição inicial

D Quando se usa o posicionamento linear (parameter nº 1401#1 LRP=1)

Os eixos são posicionados linearmente da posição inicial para a posição de parada temporária ou posição de overrun, e são posicionados individualmente da posição de parada temporária ou de overrun para a posição final.

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

X
Overrun (eixo Z)

Overrun (eixo X)

Posição final

Z
Posição inicial

NOTA 1 O posicionamento de sentido único não é executado nos eixos para os quais não tenha sido definido um overrun no parâmetro (nº 5440). 2 Quando a distância a percorrer é programada com o valor 0, o posicionamento de direção única não é executado. 3 O espelhamento não influencia a direção especificada no parâmetro. A direção não é alterada durante o espelhamento. 4 O código G para o posicionamento de sentido único é sempre G60, independentemente de se usar o sistema A, B ou C de códigos G. 5 O posicionamento de sentido único não pode ser programado durante o modo de interpolação cilíndrica (G07.1). 6 O posicionamento de sentido único não pode ser programado durante o modo de interpolação de coordenadas polares (G12.1). 7 O posicionamento de sentido único não pode ser programado durante a repetição de ciclo (G70--G76). 8 O posicionamento de sentido único não pode ser programado durante o ciclo fixo de retificação (G71--G74). 9 O posicionamento de sentido único não é executado no eixo de perfuração ou vibratório, durante o ciclo fixo de perfuração (G83--G89) e o rosqueamento rígido com macho (G84, G88). O posicionamento de sentido único é executado, contudo, no eixo de perfuração ou vibratório. 10 O posicionamento de sentido único não pode ser programado durante o ciclo fixo (G90, G92, G94). 11 Durante o modo de posicionamento de sentido único (G60), não é possível programar os seguintes códigos G: G07.1, G12.1, G70--G76, G90--G94.

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4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Nota sobre o controle de um eixo angular

Quando se usa esta função juntamente com o controle de um eixo angular, a distância percorrida ao longo do eixo perpendicular (X) é corrigida de acordo com a inclinação do eixo angular (Y), sendo determinada com a seguinte fórmula: Xa = - Yp × tanθ A direção de ”Xa” é determinada pelo ângulo de inclinação (θ) e pela direção do comando de movimento do eixo angular (Y). Se o valor de tanθ for positivo, o comando de movimento do eixo angular (Y) e o comando corrigido do eixo perpendicular (X) são executados em direções opostas. Por exemplo, se o ângulo de inclinação for de 30 graus e o comando de movimento do eixo angular (Y) for positivo, o comando corrigido do eixo perpendicular (X) é negativo.

+X (eixo perpendicular)

Movimento em sentido positivo

Corrigido em sentido negativo: Xa
+Y (eixo angular)

Comando de movimento para ”mais”: Yp

Sistema de coordenadas em uso θ (ângulo de inclinação)

Sistema de coordenadas do programa

Portanto, ao usar o posicionamento de sentido único no modo de controle de um eixo angular, é possível que a direção de posicionamento no eixo perpendicular (X) não corresponda à direção efetivamente correta, nem à direção de posicionamento especificada no parâmetro nº 5440. Para o evitar, o parâmetro deverá ser especificado da seguinte forma:

48

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PROGRAMAÇÃO

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

D Se o valor tan do ângulo de inclinação for positivo (parâmetro nº 8201 = 1° a 89° ou 181° a 269°)

Para o posicionamento de sentido único, defina direções opostas para o eixo angular (Y) e o eixo perpendicular (X). Se a direção de posicionamento do eixo perpendicular (X) for negativa e a do eixo angular (Y) for positiva, os eixos se movimentam da seguinte forma:

Eixo Y: movimento em sentido positivo

+X (eixo perpendicular)

Parada temporária

Eixo X: corrigido em sentido negativo
+Y (eixo angular)

Comando de movimento em sentido positivo

Sistema de coordenadas em uso θ ((ângulo de inclinação)

Sistema de coordenadas do programa

Comando de movimento em sentido positivo

+X (eixo perpendicular)

Comando de movimento em sentido negativo

Eixo X: corrigido em sentido positivo

+Y (eixo angular)

Eixo Y: movimento em sentido negativo
θ (ângulo de inclinação)

Sistema de coordenadas em uso

Sistema de coordenadas do programa

Comando de movimento em sentido negativo

49

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Se o valor tan do ângulo de inclinação for negativo (parâmetro nº 8201 = 91° a 179° ou 271° a 359°)

Para o posicionamento de sentido único, defina a mesma direção para o eixo angular (Y) e o eixo perpendicular (X). Se a direção de posicionamento do eixo perpendicular (X) for positiva e a do eixo angular (Y) também for positiva, os eixos se movimentam da seguinte forma:

Sistema de coordenadas do programa

+X (eixo perpendicular)

Comando de movimento em sentido positivo Eixo X: corrigido em sentido positivo
Parada temporária

Eixo Y: movimento em sentido positivo
+Y (eixo angular) Sistema de coordenadas em uso

θ (ângulo de inclinação)

Comando de movimento em sentido positivo

Sistema de coordenadas do programa

+X (eixo perpendicular)

Eixo Y: movimento em sentido negativo Eixo X: corrigido em sentido negativo Comando de movimento em sentido negativo
θ (ângulo de inclinação) +Y (eixo angular) Sistema de coordenadas em uso

Comando de movimento em sentido negativo

50

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

4.3

As ferramentas podem ser movimentadas ao longo de uma linha.

INTERPOLAÇÃO LINEAR (G01)
Formato
G01 IP_F_;
IP_: Para um comando absoluto, as coordenadas do ponto final; para um comando incremental, a distância a ser percorrida pela ferramenta. Velocidade de avanço da ferramenta (velocidade de avanço)

F_:

Explicações

As ferramentas se deslocam ao longo de uma linha para a posição especificada, à velocidade de avanço definida em F. A velocidade de avanço definida em F é eficaz até que seja especificado um novo valor. Não é necessário especificá- individualmente para cada -la bloco. A velocidade de avanço programada por meio do código F é medida ao longo do caminho da ferramenta. Se o código F não for programado, parte- do princípio que a velocidade de avanço é igual a zero. -se No modo de avanço por minuto com controle simultâneo de 2 eixos, a velocidade de avanço para o movimento ao longo de cada eixo é calculada da seguinte forma:
G01ααββ

Ff ;
Fα = α × f L Fβ = β ×f L

Velocidade de avanço na direção α do eixo: Velocidade de avanço na direção β do eixo: L = α 2 + β2

Exemplos
D Interpolação linear
< Programação do diâmetro > G01X40.0Z20.1F20 ; (comando absoluto) ou G01U20.0W--25.9F20 ; (comando incremental) X 20.1 46.0

Ponto final φ40.0

φ20.0

Z

Ponto inicial

51

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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4.4

INTERPOLAÇÃO CIRCULAR (G02, G03)

O comando seguinte movimenta a ferramenta ao longo de um arco circular.

Formato
Arco no plano XpYp

G17

G02 G03

Xp_Yp_

I_ J_ R_

F_

Arco no plano ZpXp

G18

G02 G03

Xp_Zp_

I_K_ R_

F_

Arco no plano YpZp

G19

G02 G03

Yp_ Zp_

J_ K_ R_

F_

Tabela 4.4: Descrição do formato do comando
Comando G17 G18 G19 G02 G03 Xp_ Yp_ Zp_ I_ J_ k_ R_ F_ Descrição Especificação de um arco no plano XpYp Especificação de um arco no plano ZpXp Especificação de um arco no plano YpZp Interpolação circular no sentido horário (SH) Interpolação circular no sentido anti--horário (SAH) Valores de comando do eixo X ou de seu eixo paralelo (especificado através do parâmetro nº 1022) Valores de comando do eixo Y ou de seu eixo paralelo (especificado através do parâmetro nº 1022) Valores de comando do eixo Z ou de seu eixo paralelo (especificado através do parâmetro nº 1022) Distância do eixo Xp entre o ponto inicial e o centro de um arco com sinal, valor do raio Distância do eixo Yp entre o ponto inicial e o centro de um arco com sinal, valor do raio Distância do eixo Zp entre o ponto inicial e o centro de um arco com sinal, valor do raio
Raio do arco sem sinal (sempre com o valor do raio)

Velocidade de avanço ao longo do arco

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PROGRAMAÇÃO

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

NOTA Os eixos U, V e W (paralelos ao eixo básico) podem ser usados com os códigos G do tipo B e C.

Explicações
D Direção da interpolação circular O “sentido horário”(G02) e o “sentido anti-horário”(G03) no plano XpYp (plano ZpXp ou YpZp) são definidos quando o plano XpYp é visto da direção positiva para a negativa do eixo Zp (eixo Yp ou eixo Xp, respectivamente), no sistema de coordenadas cartesianas. Ver a figura abaixo.
Yp G03 G02 G17 Xp G02 G18 Xp G03 G02 G19 Zp G03 Yp

Zp

D Distância percorrida em um arco

O ponto final de um arco é especificado por meio do endereço Xp, Yp ou Zp, e é expresso como valor absoluto ou incremental, de acordo com G90 ou G91. Para o valor incremental, é especificada a distância entre o ponto inicial do arco e o ponto final. O centro do arco é especificado pelos endereços I, J e K para os eixos Xp, Yp e Zp, respectivamente. O valor numérico que se segue a I, J ou K é, contudo, uma componente vetorial, na qual o centro do arco é visto em relação ao ponto inicial, sendo sempre especificado como valor incremental, independentemente de G90 e G91, como se mostra abaixo. I, J e K têm de ser dotados de um sinal de acordo com a direção.
Ponto final (x,y) y x i Ponto inicial j Centro Centro x z k Ponto inicial i Centro Ponto final (z,x) z y j Ponto inicial k

D Distância do ponto inicial ao centro do arco

Ponto final (y,z)

I0, J0 e K0 podem ser omitidos. Se a diferença entre o raio do ponto inicial e o do ponto final exceder o valor do parâmetro (nº 3410), é ativado um alarme P/S (nº 020). D Programação de um círculo inteiro Quando Xp, Yp e Zp são omitidos (o ponto final é igual ao ponto inicial) e o centro é especificado com I, J e K, se encontra definido um arco de 360° (círculo).
53

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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D Raio do arco

A distância entre um arco e o centro do círculo que contém esse arco pode ser especificada, utilizando- o raio R do círculo, em vez de I, J e K. -se Neste caso, se considera que um arco é inferior a 180° e que o outro é superior a 180°. Não é possível especificar um arco com um ângulo de setor igual ou superior a 180° . Se Xp, Yp e Zp forem omitidos e, além disso, o ponto final for colocado na mesma posição do ponto inicial e se usar R, se programa um arco de 0°. G02R ; (A ferramenta não se movimenta.)
Arco (1) (inferior a 180°) G02 W60.0 U10.0 R50.0 F300.0 ; Arco (2) (superior a 180°) Não é possível especificar no mesmo

bloco um ângulo de setor igual ou superior a 180°.
(2)

r = 50mm Ponto final

(1)
Ponto inicial r = 50mm

X

Z

D Raio R do arco com nove dígitos (opção)

Quando se seleciona a opção destinada à especificação do raio R de um arco com nove dígitos, a faixa admissível do raio para a interpolação circular é ampliada da seguinte forma:
Incrementos de entrada Entrada em mm Sistema increincre mental IS--B de 0,001 a 999999,999 mm Entrada em polegadas de 0,0001 a 99999,9999 pol.

IS--C de 0,0001 a 99999,9999 mm de 0,00001 a 9999,99999 pol.

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PROGRAMAÇÃO

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

NOTA Ao usar a função do raio R do arco com nove dígitos, tenha em atenção os seguintes pontos: 1 Especificação do centro do arco com os endereços I, K e J Quando a distância entre o ponto inicial do arco e o centro do arco é especificada com os endereços I, K e J, será ativado um alarme P/S (nº 5059) se: Maximum value which can be specified < I 2 + K 2 Exemplo: Se for selecionado o sistema IS--B e a entrada em milímetros, o seguinte comando (especificação do raio) ativará um alarme P/S (nº 5059):
G50 X0 Z0; G18G02X11.250 Z10. I-800000.000 K900000.000 F5.0; ∵ I 2 + K 2 = (− 800000.000) 2 + 900000.000 2 = 1204159.458 > 999999.999

2 Compensação do raio da ponta da ferramenta No modo de compensação do raio da ponta da ferramenta, será ativado um alarme P/S (nº 5059) se a distância entre o centro do raio da ponta da ferramenta e o centro do arco exceder o valor máximo permitido.

D Velocidade de avanço

Na interpolação circular, a velocidade de avanço é igual à velocidade especificada por meio do código F e a velocidade de avanço ao longo do arco (a velocidade de avanço tangencial do arco) é controlada de forma a corresponder à velocidade de avanço especificada. A divergência entre a velocidade de avanço nominal e a velocidade de avanço real da ferramenta é igual ou inferior a ±2%. Contudo, a velocidade de avanço só é medida ao longo do arco, depois de ser aplicada a compensação do raio da ponta da ferramenta.

Restrições
D Especificação simultânea de R, I, J e K D Especificação de um eixo fora do plano especificado Se os endereços I, J, K e R forem especificados simultaneamente, o arco definido por meio do endereço R tem prioridade e os outros são ignorados. Se um eixo for programado fora do plano especificado, é emitido um alarme. Por exemplo, se o plano ZX for especificado no código G do tipo B ou C, a especificação do eixo X ou do eixo U (paralelo ao eixo X) ativa o alarme P/S nº 028. Se a diferença do raio entre os pontos inicial e final do arco exceder o valor especificado no parâmetro nº 3410, é ativado o alarme P/S nº 020. Se o ponto final não ficar situado no arco, a ferramenta se movimenta em linha reta ao longo de um dos eixos, depois de ter alcançado o ponto final.

D Diferença do raio entre os pontos inicial e final

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4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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D Especificação de um semicírculo com R

Se um arco com um ângulo central de aproximadamente 180° for especificado com R, o cálculo das coordenadas do centro poderá produzir um erro. Neste caso, especifique o centro do arco com I, J e K.

Exemplos
D Comando para a interpolação circular X, Z
G02X_Z_I_K_F_;
Ponto final Eixo X

G03X_Z_I_K_F_;

G02X_Z_R_F_;
Ponto final Eixo X (Programação do diâmetro) Ponto inicial R Centro do arco

Centro do arco (Programação do diâmetro) Ponto inicial
K

Ponto final Eixo X

(Programação do diâmetro) Ponto inicial Eixo Z

X Z

X

X Z

Eixo Z

Z

Eixo Z
K

(Programação absoluta)

(Programação absoluta)

(Programação absoluta)

X 15.0 10.0 φ50.0 30.0 50.0 Z R25.0 (Programação do diâmetro) G02X50.0Z30.0I25.0F0.3; ou G02U20.0W--020.0I25.0F0.3; ou G02X50.0Z30.0R25.0F0.3 ou G02U20.0W--20.0R25.F0.3;

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PROGRAMAÇÃO

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

4.5

INTERPOLAÇÃO HELICOIDAL (G02, G03)
Formato

A interpolação helicoidal para um movimento executado em espiral é ativada através da especificação de, no máximo, mais dois eixos que se movimentam em sincronia com a interpolação circular, por meio de comandos circulares.

Em sincronia com o arco do plano XpYp G17 G02 G03 Xp_Yp_ I_J_ R_

α_(β_)F_;

Em sincronia com o arco do plano ZpXp G18 G02 G03 Xp_Zp_ I_ K_ R_ α_(β_)F_;

Em sincronia com o arco do plano YpZp G19 G02 G03 Yp_ Zp_ J_K_ R_ α_(β_)F_;

α, β : Qualquer eixo em que não se encontre aplicada a interpolação circular. Podem ser especificados, no máximo, mais dois eixos.

Explicações

Este método de comando permite acrescentar simplesmente ou posteriormente um eixo do comando de movimento não pertencente aos eixos de interpolação circular. A velocidade de avanço ao longo de um arco circular é especificada por meio de um comando F. Sendo assim, a velocidade de avanço do eixo linear é a seguinte:
F× Comprimento do eixo linear Comprimento do arco circular

Determine a velocidade de avanço de forma que a velocidade de avanço do eixo linear não exceda nenhum dos valores limite. Para tal, poderá utilizar o bit 0 (HFC) do parâmetro nº 1404.
Z

Caminho da ferramenta

X

Y

A velocidade de avanço ao longo da circunferência de dois eixos interpolados circularmente corresponde à velocidade de avanço especificada.

Limitações

D A compensação do raio da ponta da ferramenta só é aplicada a um arco circular. D A correção da ferramenta e a compensação do comprimento da ferramenta não podem ser usadas nos blocos em que se encontre programada uma interpolação helicoidal.
57

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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4.6

INTERPOLAÇÃO DE COORDENADAS POLARES (G12.1, G13.1)
Formato
D Especifique G12.1 e G13.1
em blocos separados.

A interpolação de coordenadas polares é uma função que executa o controle de contornos por meio da conversão de um comando programado no sistema de coordenadas cartesianas, no movimento de um eixo linear (movimento de uma ferramenta) e no movimento de um eixo de rotação (rotação de uma peça). Este método é apropriado para o corte de superfícies frontais e para a retificação de árvores de cames num torno mecânico.
Inicia o modo de interpolação de coordenadas polares (ativa a interpolação de coordenadas polares)
Especifique uma interpolação linear ou circular, servindo--se das coordenadas de um sistema de coordenadas cartesianas composto de um eixo linear e de um eixo de rotação (eixo virtual).

G12.1 ;

G13.1 ;

Cancela o modo de interpolação de coordenadas polares (para que a interpolação de coordenadas polares não seja executada)
Pode usar--se G112 e G113 em vez de G12.1 e G13.1, respectivamente.

Explicações
D Plano de interpolação de coordenadas polares G12.1 inicia o modo de interpolação de coordenadas polares e seleciona um plano para a execução da interpolação de coordenadas polares (fig. 4.6 (a)). A interpolação de coordenadas polares é executada neste plano.
Eixo de rotação (eixo virtual) (unidade:mm ou polegadas)

Eixo linear (unidade: mm ou polegadas)

Ponto de origem do sistema de coordenadas da peça Fig. 4.6 (a) Plano de interpolação de coordenadas polares

Quando se liga a máquina ou se reinicializa o sistema, a interpolação de coordenadas polares é cancelada (G13.1). Os eixos linear e de rotação, para a interpolação de coordenadas polares, têm de ser previamente definidos por meio dos parâmetros (nº 5460 e 5461). CUIDADO O plano utilizado antes de se especificar G12.1 (plano selecionado por meio de G17, G18 ou G19) é cancelado e só volta a ser retomado quando G13.1 (cancelamento da interpolação de coordenadas polares) for especificado. Quando é feito o reset do sistema, a interpolação de coordenadas polares é cancelada e passa a ser utilizado o plano especificado por meio de G17, G18 ou G19.

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PROGRAMAÇÃO

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

D Distância percorrida e velocidade de avanço para a interpolação de coordenadas polares
A unidade para as coordenadas do eixo hipotético é igual à unidade do eixo linear (mm/polegadas) A unidade para a velocidade de avanço é mm/min ou polegadas/min

No modo de interpolação de coordenadas polares, os comandos do programa são especificados com coordenadas cartesianas no plano de interpolação de coordenadas polares. O endereço do eixo de rotação é usado como endereço para o segundo eixo (eixo virtual) do plano. Se deverá ser especificado um diâmetro ou um raio para o primeiro eixo do plano, depende exclusivamente do eixo de rotação. O eixo virtual encontra- na coordenada 0, imediatamente após a -se especificação de G12.1. A interpolação polar é iniciada, assumindo um ângulo de 0 para a posição da ferramenta se G12.1 se encontrar especificado. Servindo-se de F, especifique a velocidade de avanço como uma velocidade (velocidade relativa entre a peça e a ferramenta) tangencial em relação ao plano de interpolação de coordenadas polares (sistema de coordenadas cartesianas).
G01 . . . . . . . . . . . . G02, G03 . . . . . . . . . G04 . . . . . . . . . . . . . . G40, G41, G42 . . . .

D Códigos G que podem ser especificados no modo de interpolação de coordenadas polares

Interpolação linear Interpolação circular Pausa Compensação do raio da ponta da ferramenta (A interpolação de coordenadas polares é aplicada ao caminho da ferramenta após a compensação da ferramenta de corte.) G65, G66, G67 . . . . Comando de macro de usuário G98, G99 . . . . . . . . . Avanço por minuto, avanço por rotação Os endereços para a especificação do raio de um arco para a interpolação circular (G02 ou G03) no plano de interpolação de coordenadas polares, dependem do primeiro eixo do plano (eixo linear). D I e J no plano Xp-Yp, se o eixo linear for o eixo X ou um eixo paralelo ao eixo X. D J e K no plano Yp-Zp, se o eixo linear for o eixo Y ou um eixo paralelo ao eixo Y. D K e I no plano Zp-Xp, se o eixo linear for o eixo Z ou um eixo paralelo ao eixo Z. O raio de um arco também pode ser especificado com um comando R. NOTA Os eixos U, V e W (paralelos ao eixo básico) podem ser usados com os códigos G do tipo B e C.

D Interpolação circular no plano de coordenadas polares

D Movimento ao longo de eixos situados fora do plano de interpolação de coordenadas polares, no modo de interpolação de coordenadas polares D Indicação da posição atual no modo de interpolação de coordenadas polares

A ferramenta movimenta-se normalmente ao longo desses eixos, independentemente da interpolação de coordenadas polares.

São apresentadas as coordenadas reais. A restante distância a percorrer em um bloco é, porém, apresentada com base nas coordenadas do plano de interpolação de coordenadas polares (coordenadas cartesianas).
59

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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Restrições D Sistema de coordenadas
para a interpolação de coordenadas polares

Antes da especificação de G12.1, é necessário definir um sistema de coordenadas da peça, no qual o sistema de coordenadas tenha origem no centro do eixo de rotação. No modo G12.1, o sistema de coordenadas não pode ser alterado (G92, G52, G53, reposição das coordenadas relativas, G54 através de G59, etc.). O modo de interpolação de coordenadas polares não pode ser ativado nem desativado (G12.1 ou G13.1) no modo de compensação do raio da ponta da ferramenta (G41 ou G42). G12.1 ou G13.1 têm de ser especificados no modo de cancelamento da compensação do raio da ponta da ferramenta (G40). O programa não pode ser reinicializado nos blocos que se encontrem no modo G12.1. A interpolação de coordenadas polares converte o movimento da ferramenta, definido para uma figura programada em um sistema de coordenadas cartesianas, no movimento que a ferramenta deverá executar no eixo de rotação (eixo C) e no eixo linear (eixo X). À medida que a ferramenta se aproxima do centro da peça, a componente da velocidade de avanço do eixo C aumenta, podendo exceder a velocidade máxima de avanço de corte definida para o eixo C (no parâmetro (nº 1422)). Nesse caso, é ativado um alarme (ver figura abaixo). Para evitar que a componente do eixo C exceda a velocidade máxima de avanço de corte definida para esse eixo, reduza a velocidade de avanço especificada através do endereço F ou crie um programa que impeça que a ferramenta (centro da ferramenta, quando se encontra aplicada a compensação do raio da ponta da ferramenta) se aproxime do centro da peça.

D Comando de compensação
do raio da ponta da ferramenta

D Reinício do programa D Velocidade de avanço de
corte para o eixo de rotação

AVISO
∆X

θ1 θ2 θ3

L1 L2 L3

Considere as linhas L1, L2 e L3. ∆X é a distância percorrida pela ferramenta por unidade de tempo, a uma velocidade de avanço definida com o endereço F no sistema de coordenadas cartesianas. À medida que a ferramenta se desloca de L1 para L2 e para L3, o ângulo em que a ferramenta se movimenta por unidade de tempo -- correspondente a ∆X no sistema de coordenadas cartesianas -- aumenta de θ1 para θ2 e para θ3. Por outras palavras, a componente da velocidade de avanço do eixo C aumenta à medida que a ferramenta se aproxima do centro da peça. A componente C da velocidade de avanço poderá exceder a velocidade máxima de avanço de corte definida para o eixo C, dado que o movimento da ferramenta no sistema de coordenadas cartesianas foi convertido no movimento da ferramenta para o eixo C e o eixo X.

L : Distância (em mm) entre o centro da ferramenta e o centro da peça, quando o centro da ferramenta se encontra tão próximo quanto possível do centro da peça R : Velocidade máxima de avanço de corte (graus/min) do eixo C Assim, a velocidade a ser especificada com o endereço F, na interpolação de coordenadas polares, pode ser calculada por meio da fórmula abaixo. Especifique uma velocidade admissível com base na fórmula. A fórmula fornece um valor teórico; na prática poderá ser necessário utilizar um valor ligeiramente inferior ao valor teórico, devido a um eventual erro de cálculo. F < L× R×
π (mm/min) 180

D Programação do diâmetro e do raio

A programação do raio é aplicada ao eixo de rotação (eixo C), mesmo que a programação do diâmetro seja utilizada no eixo linear (eixo X). 60

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PROGRAMAÇÃO

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

Exemplos

Exemplo de um programa para a interpolação de coordenadas polares, baseado no eixo X (eixo linear) e no eixo C (eixo de rotação)

C′ (eixo hipotético) Eixo C Caminho da ferramenta após a compensação do raio da ponta da ferramenta Caminho programado

N204 N205

N203 N202 N208 N201 N200 Ferramenta Eixo X

N206

N207 Eixo Z

Eixo X com programação do diâmetro, eixo C com programação do raio. O0001 ; N010 T0101 N0100 G00 X120.0 C0 Z _ ; N0200 G12.1 ; N0201 G42 G01 X40.0 F _ ; N0202 C10.0 ; N0203 G03 X20.0 C20.0 R10.0 ; N0204 G01 X--40.0 ; N0205 C--10.0 ; N0206 G03 X--20.0 C--20.0 I10.0 J0 ; N0207 G01 X40.0 ; N0208 C0 ; N0209 G40 X120.0 ; N0210 G13.1 ; polares N0300 Z __ ; N0400 X __C __ ; Posicionamento na posição inicial Início da interpolação de coordenadas polares

Programa geométrico (programa baseado nas coordenadas cartesianas, no plano X--C′)

Cancelamento da interpolação de coordenadas

N0900M30 ;

61

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

4.7

INTERPOLAÇÃO CILÍNDRICA (G07.1)

A distância percorrida em um eixo de rotação, programada por meio de um ângulo, é convertida internamente, uma só vez, em uma distância de um eixo linear ao longo da superfície externa, de maneira a que a interpolação linear ou circular possa ser executada com outro eixo. Após ter sido executada a interpolação, essa distância é reconvertida na distância percorrida no eixo de rotação. A função de interpolação cilíndrica permite desenvolver o lado de um cilindro na programação, facilitando, assim, a criação de programas destinados, por exemplo, à usinagem cilíndrica de cames.
G07.1 IP r ; Inicia o modo de interpolação cilíndrica (ativa a interpolação cilíndrica). :
: :

Formato

G07.1 IP 0 ; Cancela o modo de interpolação cilíndrica.
IP : Endereço do eixo de rotação r : Valor do raio do cilindro

Especifique G07.1 IP r ; e G07.1 IP 0; em blocos separados. É possível usar G107 em vez de G07.1.

Explicações
D Seleção do plano (G17, G18, G19) Utilize o parâmetro nº 1002 para especificar se o eixo de rotação é o eixo X, Y ou Z, ou um eixo paralelo a um desses eixos. Especifique o código G para selecionar um plano para o qual o eixo de rotação corresponda ao eixo linear definido. Por exemplo, se o eixo de rotação for um eixo paralelo ao eixo X, G17 terá de especificar um plano Xp-Yp que é um plano definido pelo eixo de rotação e pelo eixo Y ou por um eixo paralelo ao eixo Y. Para a interpolação cilíndrica, só é possível definir um eixo de rotação. NOTA Os eixos U, V e W (paralelos ao eixo básico) podem ser usados com os códigos G do tipo B e C.

D Velocidade de avanço

A velocidade de avanço especificada no modo de interpolação cilíndrica corresponde à velocidade válida na superfície cilíndrica desenvolvida.

62

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

D Interpolação circular (G02,G03)

No modo de interpolação cilíndrica, a interpolação circular pode ser executada com o eixo de rotação e com um outro eixo linear. O raio R é utilizado nos comandos da mesma forma descrita na seção 4.4. O raio não é expresso em graus mas em milímetros (para a entrada em mm) ou em polegadas (para a entrada em polegadas). < Exemplo: Interpolação circular entre o eixo Z e o eixo C > Para o eixo C do parâmetro nº 1022, deve especificar- 5 (eixo -se paralelo ao eixo X). Neste caso, o comando para a interpolação circular é: G18 Z__C__; G02 (G03) Z__C__R__; Em vez disso, também é possível especificar 6 (eixo paralelo ao eixo Y) para o eixo C do parâmetro nº 1022. Neste caso, porém, o comando para a interpolação circular é: G19 C__Z__; G02 (G03) Z__C__R__;

D Compensação do raio da ponta da ferramenta

Para executar a compensação do raio da ponta da ferramenta no modo de interpolação cilíndrica, cancele qualquer compensação do raio da ponta da ferramenta que se encontre em curso, antes de iniciar o modo de interpolação cilíndrica. Em seguida, inicie e cancele a compensação do raio da ponta da ferramenta dentro do modo de interpolação cilíndrica. No modo de interpolação cilíndrica, a distância percorrida em um eixo de rotação, programada por meio de um ângulo, é convertida internamente, uma só vez, em uma distância de um eixo linear na superfície externa, de maneira a que a interpolação linear ou circular possa ser executada com outro eixo. Após a interpolação, essa distância é reconvertida em um ângulo. Para a conversão, a distância percorrida é arredondada para o menor incremento de entrada. Conseqüentemente, se um cilindro possuir um raio pequeno, a distância real percorrida pode divergir da distância especificada. Este erro não é, contudo, acumulativo. Se no modo de interpolação cilíndrica for executada uma operação manual com ”absoluto manual” ativado, poderá ocorrer um erro pela razão acima descrita.
Distância real percorrida MOVIMENTO/ ROT R = MOVIMENTO/ROT 2×2πR ×Valor nominal × 2×2πR MOVIMENTO/ROT

D Precisão da interpolação cilíndrica

: Distância percorrida por cada rotação do eixo de rotação (valor especificado no parâmetro nº 1260) : Raio da peça : Arredondado para o menor incremento de entrada

Restrições
D Especificação do raio do arco no modo de interpolação cilíndrica No modo de interpolação cilíndrica, o raio do arco não pode ser especificado com o endereço de palavra I, J ou K.

63

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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D Interpolação circular e compensação do raio da ponta da ferramenta D Posicionamento

Se o modo de interpolação cilíndrica for iniciado quando já se encontra aplicada a compensação do raio da ponta da ferramenta, a interpolação circular não é executada corretamente no modo de interpolação cilíndrica. No modo de interpolação cilíndrica, não é possível especificar operações de posicionamento (incluindo as operações que produzem os ciclos de deslocamento rápido, tais como G28, G80 através de G89). Antes de se poder especificar o posicionamento, é necessário cancelar o modo de interpolação cilíndrica. A interpolação cilíndrica (G07.1) não pode ser executada no modo de posicionamento (G00). No modo de interpolação cilíndrica, não é possível especificar um sistema de coordenadas G50 da peça. No modo de interpolação cilíndrica, não é possível fazer o reset do modo de interpolação cilíndrica. É necessário cancelar primeiro o modo de interpolação cilíndrica, antes de se proceder ao seu reset. Os ciclos fixos de perfuração, G81 a G89, não podem ser especificados durante o modo de interpolação cilíndrica. O espelhamento para cabeçote duplo de torno-revólver (G68 e G69) não pode ser especificado durante o modo de interpolação cilíndrica.

D Definição de um sistema de coordenadas D Especificação do modo de interpolação cilíndrica D Ciclo fixo de perfuração durante o modo de interpolação cilíndrica D Espelhamento para cabeçote duplo de torno-revólver

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PROGRAMAÇÃO

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

Exemplos
Exemplo de um Programa de Interpolação Cilíndrica C
O0001 (INTERPOLAÇÃO CILÍNDRICA ); N01 G00 Z100.0 C0 ; N02 G01 G18 W0 H0 ; N03 G07.1 H57299 ; N04 G01 G42 Z120.0 D01 F250 ; N05 C30.0 ; N06 G02 Z90.0 C60.0 R30.0 ; N07 G01 Z70.0 ; N08 G03 Z60.0 C70.0 R10.0 ; N09 G01 C150.0 ; N10 G03 Z70.0 C190.0 R75.0 ; N11 G01 Z110.0 C230.0 ; N12 G02 Z120.0 C270.0 R75.0 ; N13 G01 C360.0 ; N14 G40 Z100.0 ; N15 G07.1 C0 ; N16 M30 ; Z mm 120 110 90 70 60 N05 N06 N11 N07 N08 N09 N10 N12 N13

Z

R

0

30

60 70

150

190

230

270

360

C Graus

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4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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4.8

INTERPOLAÇÃO DE EIXO HIPOTÉTICO (G07)

Na interpolação helicoidal, a interpolação sinusoidal é ativada quando os pulsos são distribuídos por meio de um dos eixos de interpolação circular, definido como eixo hipotético. Quando um dos eixos de interpolação circular se encontra definido como eixo hipotético, a distribuição dos pulsos faz com que a velocidade do movimento ao longo do eixo restante se altere de forma sinusoidal. Se o eixo principal de abertura de rosca (eixo ao longo do qual a máquina percorre a maior distância) for definido como eixo hipotético, é ativada uma abertura de rosca com um passo fracionado. O eixo a ser definido como eixo hipotético é especificado através de G07.

Formato
G07 α 0; Especificação do eixo hipotético G07 α 1; Cancelamento do eixo hipotético
Sendo a qualquer um dos endereços dos eixos controlados.

Explicações
D Interpolação sinusoidal O eixo a é adotado como eixo hipotético durante o período de tempo que decorre entre o comando G07 a 0 e o comando G07 a 1. Supondo que a interpolação sinusoidal é executada durante um ciclo no plano YZ, o eixo hipotético seria, então, o eixo X. X2 + Y2 = r2 (r é o raio de um arco) Y = r SEN ( 2π Z ) 1 (1 é a distância percorrida ao longo do eixo Z em um ciclo.)
Y

r

0

π π

Z

2
1

D Interbloqueio, limite de curso e desaceleração externa D Interrupção por manivela

O interbloqueio, o limite de curso e a desaceleração externa também podem ser aplicados ao eixo hipotético. Qualquer interrupção ativada por manivela é igualmente eficaz no eixo hipotético. Isso significa que é executado o movimento para uma interrupção por manivela.
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PROGRAMAÇÃO

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

Limitações
D Operação manual D Comando de movimento D Rotação de coordenadas O eixo hipotético só pode ser usado na operação automática. Na operação manual não é utilizado, sendo executados movimentos. Especifique a interpolação de eixo hipotético apenas no modo incremental. A rotação de coordenadas não é suportada pela interpolação de eixo hipotético.

Exemplos
D Interpolação sinusoidal
Y

10.0

0

20.0

Z

N001 G07 X0 ; N002 G91 G17 G03 X-20.0 Y0.0 I-10.0 Z20.0 F100 ; N003 G01 X10.0 ; N004 G07 X1 ; Do bloco N002 ao bloco N003, o eixo X é adotado como eixo hipotético. O bloco N002 especifica o corte helicoidal, sendo o eixo Z o eixo linear. Uma vez que não é efetuado qualquer movimento ao longo do eixo X, o movimento ao longo do eixo Y é executado durante a execução da interpolação sinusoidal ao longo do eixo Z. No bloco N003 não é efetuado qualquer movimento ao longo do eixo X e, por isso, a máquina faz uma pausa até que a interpolação seja terminada. D Alteração da velocidade de avanço para formar uma curva sinusoidal (Programa exemplificativo) G07Z0 ; O eixo Z é definido como eixo hipotético. G02X0Z0I10.0F4. ; A velocidade de avanço do eixo X se altera de forma sinusoidal. G07Z1 ; A utilização do eixo Z como eixo hipotético é cancelada.
F

4.0

Xt

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4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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4.9

ROSCA DE PASSO CONSTANTE (G32)

Utilizando o comando G32, é possível cortar roscas cônicas e em espiral, bem como roscas de passo reto. A velocidade do fuso é lida pelo codificador de posição do fuso em tempo real e convertida na velocidade de avanço de corte (no modo de avanço por minuto), à qual a ferramenta será, então, movimentada.

L L L

Fig. 4.8 (a) Rosca reta

Fig. 4.8 (b) Rosca cônica

Fig. 4.8 (c) Rosca em espiral

Formato
G32IP_F_;
IP_: Ponto final F_: Passo do eixo longo (sempre em programação do raio) Eixo X Ponto final

X

δ2 Z

α δ1

Ponto inicial

0 L

Eixo Z

Fig. 4.9 (d) Exemplo de abertura de rosca

Explicações

Geralmente, a abertura de rosca é repetida ao longo do mesmo caminho da ferramenta, desde o corte grosseiro até o corte de acabamento de uma hélice. Uma vez que a abertura de rosca é iniciada quando o codificador de posição instalado no fuso transmite um sinal para 1 volta, o processo de abertura de rosca é iniciado em um ponto fixo e o caminho da ferramenta na peça não é alterado durante as repetidas aberturas de rosca. Ter em atenção que a velocidade do fuso tem de permanecer constante desde o corte grosseiro até o corte de acabamento. Não sendo assim, o passo da rosca é incorreto.

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PROGRAMAÇÃO

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

X

Rosca cônica LX α Z LZ α≦45° O passo é LZ α≧45° O passo é LX Fig. 4.9 (e) LZ e LX de uma rosca cônica

Geralmente, o atraso do sistema servo, etc., provoca passos de rosca ligeiramente incorretos nos pontos inicial e final de uma abertura de rosca. Para compensar esta situação, o comprimento da abertura de rosca deveria ser especificado com um valor um pouco maior do que o necessário. A tabela 4.9 apresenta as faixas permitidas para a especificação do passo de rosca.
Tabela 4.9: Faixas de dimensões permitidas para os passos de rosca Menor incremento de comando Entrada em mm Entrada em polegadas de 0 0001 a 500 0000 mm 0,0001 500,0000 de 0 000001 a 9 999999 polegadas 0,000001 9,999999

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4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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Explicações
1. Abertura de rosca reta
Na programação, são usados os seguintes valores: Passo de rosca: 4 mm δ1 = 3 mm δ2 = 1,5 mm Profundidade de corte: 1 mm (corte duplo) (Entrada em mm, programação do diâmetro) G00 U--62.0 ; G32 W--74.5 F4.0 ; G00 U62.0 ; W74.5 ; U--64.0 ; (No segundo corte, cortar mais 1 mm) G32 W--74.5 ; G00 U64.0 ; W74.5 ;

Eixo X

30 mm δ2 δ1 Eixo Z

70

2. Abertura de rosca cônica
Na programação, são usados os seguintes valores: Passo de rosca: 3,5 mm na direção do eixo Z δ1 = 2 mm δ2 = 1 mm A profundidade de corte na direção do eixo X é de 1 mm (corte duplo) (Entrada em mm, programação do diâmetro) δ1 0 Eixo Z φ14 G00 X 12.0 Z72.0 ; G32 X 41.0 Z29.0 F3.5 ; G00 X 50.0 ; Z 72.0 ; X 10.0 ; (No segundo corte, cortar mais 1 mm) G32 X 39.0 Z29.0 ; G00 X 50.0 ; Z72.0 ;

Eixo X φ50 φ43 δ2

30

40

70

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PROGRAMAÇÃO

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

AVISO 1 O override da velocidade de avanço se encontra ativo (fixado a 100%) durante a abertura de rosca. 2 É muito perigoso interromper o avanço da ferramenta de abrir rosca, sem parar primeiro o fuso, pois isso iria aumentar subitamemente a profundidade de corte. Portanto, a função de bloqueio de avanço não é eficaz durante a abertura de rosca. Se o botão de bloqueio de avanço for pressionado durante a abertura de rosca, a ferramenta pára após a execução de um bloco em que não se encontre especificada a abertura de rosca, tal como se tivesse sido premido o botão BLOCO ÚNICO. A lâmpada de bloqueio de avanço (lâmpada SPL) acende, porém, se o botão de BLOQUEIO DE AVANÇO for acionado no painel de comando da máquina. Assim que a ferramenta pára, a lâmpada se apaga (estado de parada de bloco único). 3 Se o botão de BLOQUEIO DE AVANÇO continuar premido ou for novamente premido no primeiro bloco que não inclua a abertura de rosca, imediatamente após o bloco de abertura de rosca, a ferramenta pára no bloco que não inclui a abertura de rosca. 4 Se a abertura de rosca for executada no estado de bloco único, a ferramenta pára após a execução do primeiro bloco que não inclua a abertura de rosca. 5 Se o modo for comutado da operação automática para a operação manual durante a abertura de rosca, a ferramenta pára no primeiro bloco que não especifique a abertura de rosca, tal como quando se pressiona o botão de bloqueio de avanço (cf. ponto 3). Se o modo for comutado da operação automática para outra operação, a ferramenta pára após a execução do bloco que não especifique a abertura de rosca, tal como no modo de bloco único (cf. ponto 4). 6 Se o bloco anterior for um bloco de abertura de rosca, o corte será imediatamente iniciado, sem esperar pela detecção do sinal de 1 rotação, mesmo que o bloco atual seja um bloco de abertura de rosca. G32Z _ F_ ; Z _; (O sinal de 1 rotação não é detectado antes deste bloco.) G32 ; (Considerado como um bloco de abertura de rosca.) Z_ F_ ;(O sinal de 1 rotação também não é detectado.) 7 Se o controle da velocidade de corte constante estiver ativo durante a abertura de rosca em espiral ou de rosca cônica, e a velocidade do fuso for alterada, o passo de rosca poderá não ser cortado corretamente. Por isso, não use o controle da velocidade de corte constante durante a abertura de rosca. Use, em vez disso, G97. 8 O bloco de movimento que precede o bloco de abertura de rosca não pode incluir comandos de chanfragem nem de canto R. 9 O bloco de abertura de rosca não pode incluir comandos de chanfragem nem de canto R. 10 A função de override da velocidade do fuso está desativada durante a abertura de rosca. A velocidade do fuso está fixada para 100%. 11 A função de retração no ciclo de abertura de rosca não é eficaz para G32.

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4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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4.10

ABERTURA DE ROSCA DE PASSO VARIÁVEL (G34)

A especificação de um aumento ou diminuição do passo de rosca por cada rotação da hélice, permite a execução da abertura de rosca com passo variável.

Fig. 4.10 Hélice de passo variável

Formato
G34 IP_F_K_;
IP : Ponto final F : Passo no sentido longitudinal do eixo, no ponto inicial K : Incremento e decremento do passo por rotação do fuso

Explicações

Todos os endereços, exceto K, são iguais aos da abertura de rosca reta/cônica com G32. A Tabela 4.10 apresenta uma faixa de valores que podem ser especificados como K.
Tabela 4.10 Faixa de valores permitidos para K

Entrada em mm Entrada em polegadas

¦de 0,0001 a ¦500,0000 mm/rot. ¦de 0,000001 a ¦9,999999 pol./rot.

O alarme P/S (nº 14) é acionado, por exemplo, quando o valor de K é superior à faixa apresentada na Tabela 4.10, quando o valor máximo do passo é ultrapassado devido ao aumento ou diminuição de K ou quando o passo possui um valor negativo. AVISO A “Retração no Ciclo de Abertura de Rosca” não é eficaz para G34.

Exemplos
Passo de rosca no ponto inicial: 8,0 mm Aumento do passo de rosca: 0,3 mm/rotação

G34 Z-72.0 F8.0 K0.3 ;

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PROGRAMAÇÃO

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

4.11

ABERTURA DE ROSCA CONTÍNUA

Na função de abertura de rosca contínua, os pulsos fracionários emitidos durante a transição entre blocos de movimento, se sobrepõem ao próximo movimento, no processamento e emissão de pulsos (sobreposição de blocos). Por este motivo, as seções descontínuas, resultantes da interrupção do movimento durante a usinagem contínua de blocos, são eliminadas de forma a permitir que o bloco que contém os comandos para a abertura de rosca possa ser controlado de forma contínua. Dado que o sistema é controlado de forma a impedir, tanto quanto possível, que o sincronismo com o fuso seja perturbado durante a transição entre blocos, se torna possível executar operações especiais de abertura de rosca, nas quais o passo de rosca e o contorno se alteram a meio caminho.

Explicações

G32

G32

G32

Fig. 4.11 Abertura de rosca contínua

Mesmo que a mesma seção seja repetida para a abertura de rosca, enquanto a profundidade de corte é alterada, este sistema permite uma usinagem correta sem prejudicar a rosca. NOTA 1 A sobreposição de blocos também é eficaz para o comando G01, produzindo uma superfície com um acabamento excelente. 2 A sobreposição de blocos não é eficaz em blocos extremamente pequenos.

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4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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4.12

ABERTURA DE ROSCA MÚLTIPLA

Através do endereço Q é possível especificar um ângulo entre o sinal de 1 rotação do fuso e o início da abertura de rosca, e deslocar o ângulo de início da abertura de rosca. Torna- assim, possível produzir facilmente -se, hélices de rosca múltipla.

Hélices de rosca múltipla.

Formato
(Rosca de passo constante)

G32 IP_ F_ Q_ ; G32 IP_ Q_ ;

IP_ : Ponto final
F_ : Passo de rosca em sentido longitudinal Q_ : Ângulo inicial da abertura de rosca

Explicações
D Comandos permitidos para
a abertura de rosca

G32: G34: G76: G92:

Abertura de rosca de passo constante Abertura de rosca de passo variável Ciclo de abertura de rosca múltipla Ciclo de abertura de rosca

Limitações
D Ângulo inicial O ângulo inicial não é um valor de ação contínua (modal), tendo, portanto, de ser especificado sempre que é usado. Se não for especificado nenhum valor, o programa assume o valor 0. O incremento do ângulo inicial (Q) é de 0.001 graus. Ter em atenção que não é possível especificar um ponto decimal. Exemplo: Para um ângulo de deslocamento de 180 graus, especifique Q180000. zão é possível especificar Q180.000, visto que este valor contém um ponto decimal. O ângulo inicial (Q) pode ser especificado entre 0 e 360000 (em unidades de 0.001 graus). Se for especificado um valor superior a 360000 (360 graus), o mesmo será arredondado para 360000 (360 graus). Use sempre o formato de fita FS15 para o comando de abertura de rosca múltipla G76.
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D Incremento do ângulo
inicial

D Faixa admissível para o ângulo inicial D Abertura de rosca múltipla (G76)

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4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

Exemplos
Programa para hélices de rosca dupla (com ângulos iniciais de 0 e 180 graus) G00 X40.0 ; G32 W--38.0 F4.0 Q0 ; G00 X72.0 ; W38.0 ; X40.0 ; G32 W--38.0 F4.0 Q180000 ; G00 X72.0 ; W38.0 ;

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4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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4.13

ABERTURA DE ROSCA CIRCULAR (G35, G36)

Através dos comandos G35 e G36, é possível usinar uma rosca circular com o passo de rosca especificado na direção do eixo principal.
L

Rosca circular

Formato
G35 G36
G35 G36

X (U) _ Z (W) _

I_K_ R___

F_ Q_;

: Comando de abertura de rosca circular em sentido horário : Comando de abertura de rosca circular em sentido anti--horário

X (U) : Especificação do ponto final do arco (como para G02, G03). Z (W) I, K R F Q : Especificação do centro do arco em relação ao ponto inicial, por meio das coordenadas relativas (como para G02, G03). : Especificação do raio do arco. : Especificação do passo de rosca na direção do eixo principal. : Especificação do deslocamento do ângulo inicial da abertura de rosca (de 0 a 360°, em unidades de 0.001°)

X

F

Ponto inicial

Ponto final (Z, X)

I

R

Z

K

Centro do arco

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4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

Explicações
D Especificação do raio do arco D Seleção de um plano que não o plano ZX D Compensação automática da ferramenta Se R for especificado juntamente com I e K, só é eficaz R. Se existir um eixo adicional, além dos eixos X e Z, a abertura de rosca circular também pode ser especificada em outro plano que não o plano ZX. O método de especificação é igual ao utilizado para G02 e G03. O comando G36 é utilizado para especificar as duas funções seguintes: Compensação automática da ferramenta - X e abertura de rosca circular em sentido anti-horário. A função para a qual G36 deverá ser usado, depende do bit 3 (G36) do parâmetro nº 3405. D Se o bit 3 possuir o valor 0, o comando G36 será usado para a compensação automática da ferramenta - X. D Se o bit 3 possuir o valor 1, o comando G36 será usado para a abertura de rosca circular em sentido anti-horário. G37.1 pode ser usado para especificar a compensação automática da ferramenta - X e G37.2 para especificar a compensação automática da ferramenta - Z. (Método de especificação) G37.1 X_ G37.2 Z_ Código G, quando o bit 3 do parâmetro nº 3405 está colocado em 1
Código G G35 G36 G37 G37.1 G37.2 01 Grupo do código G Função Abertura de rosca circular em sentido horário Abertura de rosca circular em sentido anti--horário Compensação automática da ferramenta -- Z 00 Compensação automática da ferramenta -- X Compensação automática da ferramenta -- Z

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4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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Limitações
D Faixa admissível para o arco O arco tem de ser especificado dentro de uma determinada faixa, de forma que o eixo principal do arco seja sempre o eixo Z ou sempre o eixo X, como ilustrado na fig. 4.13 (a) e (b). Se o arco incluir um ponto, no qual o eixo principal passe do eixo X para o eixo Z ou vice-versa, como ilustrado na fig. 4.13 (c), é ativado o alarme P/S 5058.
X Ponto final

Ponto inicial

45°

Z

Fig. 4.13 (a) Faixa na qual o eixo Z é o eixo principal X Ponto inicial 45° Z

Ponto final

Fig. 4.13 (b) Faixa na qual o eixo X é o eixo principal X Ponto inicial O eixo principal muda neste ponto.

Ponto final Z

45°

Fig. 4.13 (c) Exemplo da especificação de um arco que ativa um alarme

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PROGRAMAÇÃO

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

4.14

FUNÇÃO DE SALTO (G31)

A interpolação linear pode ser programada através da especificação de um movimento axial a seguir ao comando G31, tal como G01. Se for introduzido um sinal de salto externo durante a execução deste comando, a execução do comando é interrompida e o bloco seguinte executado. A função de salto é usada quando o fim da usinagem não está programado, mas é especificado por meio de um sinal da máquina, por exemplo, durante a retificação. Esta função também pode ser usada para medir as dimensões de uma peça. Para mais informações sobre a utilização desta função, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

Formato
G31 IP_ ;
G31: Código G de ação simples (eficaz apenas no bloco em que foi especificado)

Explicações

Quando o sinal de salto está ativo, os valores das coordenadas podem ser utilizados em uma macro de usuário, dado que se encontram memorizados nas variáveis #5061 a #5068 do sistema de macros de usuário, da seguinte forma: #5061 Valor da coordenada do eixo X #5062 Valor da coordenada do eixo Z #5063 Valor da coordenada do 3º eixo : : #5068 Valor da coordenada do 8º eixo AVISO Para aumentar a precisão da posição da ferramenta quando é introduzido o sinal de salto, o override da velocidade de avanço, o funcionamento em vazio e a aceleração/desaceleração automática são desativados para a função de salto, se a velocidade de avanço for especificada como um valor de avanço por minuto. Para ativar estas funções, defina o bit 7 (SKF) do parâmetro nº 6200 como 1. Se a velocidade de avanço for especificada como um valor de avanço por rotação, as funções de override da velocidade de avanço, funcionamento em vazio e aceleração/desaceleração automática são ativadas na função de salto, independentemente da definição do bit SKF.

NOTA 1 Se o comando G31 for emitido enquanto a compensação do raio da ponta da ferramenta estiver ativa, é ativado o alarme P/S nº 035. Cancele a compensação da ferramenta com o comando G40, antes de especificar o comando G31. 2 Na opção de salto rápido, se G31 for executado no modo de avanço por rotação, é ativado um alarme P/S (nº 211).

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4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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Exemplos
D O bloco a seguir a G31 é
um comando incremental
G31 W100.0 F100; U50.0;

O sinal de salto é introduzido aqui

50.0

X 100.0 Z

Movimento efetivo Movimento sem sinal de salto

Fig. 4.14 (a) O bloco seguinte é um comando incremental

D O bloco a seguir a G31 é
um comando absoluto para 1 eixo
G31 Z200.00 F100; X100.0;

X100.0

O sinal de salto é introduzido aqui

Z200.0 Movimento efetivo Movimento sem sinal de salto Fig. 4.14 (b) O bloco seguinte é um comando absoluto para 1 eixo

D O bloco a seguir a G31 é
um comando absoluto para 2 eixos
G31 G90X200.0 F100; X300.0 Z100.0; X

O sinal de salto é introduzido aqui 100 (100,300) Movimento efetivo Movimento sem sinal de salto Z

100

200

300

Fig. 4.14 (c) O bloco seguinte é um comando absoluto para 2 eixos

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PROGRAMAÇÃO

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

4.15

SALTO MULTI-ETAPAS (G31)

Em um bloco que especifique P1 a P4 após G31, a função de salto multi-etapas memoriza as coordenadas em uma variável de macro de usuário quando o sinal de salto (de 4 ou de 8 pontos; de 8 pontos se for utilizado um sinal de salto rápido) é ativado. Em seguida, a função ignora todo o movimento restante. Em um bloco que especifique Q1 a Q4 após G04, a função ignora a pausa quando o sinal de salto (de 4 ou de 8 pontos; de 8 pontos se for utilizado um sinal de salto rápido) é ativado. É possível servir- de um sinal de salto emitido pelo equipamento, tal -se como um instrumento de medição de dimensões fixas, para saltar os programas que estão sendo executados. Na retificação de perfis, por exemplo, é possível executar automaticamente uma série de operações, desde a usinagem grosseira até a retificação fina, aplicando- um sinal de salto sempre que as operações -se de usinagem grosseira, usinagem semi-fina, usinagem fina ou de retificação fina sejam terminadas. Para mais informações sobre a utilização desta função, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

Formato
Comando de movimento G31 IP __ F __ P __ ;
IP_ : Ponto final F_ : Velocidade de avanço P_ : P1-P4

Pausa G04 X (U, P)__ (Q__) ;
X(U, P)_ : Tempo de pausa Q_ : Q1 - Q4 -

Explicações

O salto multi-etapas é programado através da especificação de P1, P2, P3 ou P4 em um bloco G31. A seleção (de P1, P2, P3 ou P4) é explicada no manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta. Especificando- Q1, Q2, Q3 ou Q4 em G04 (comando de pausa), é -se possível ignorar a pausa, tal como acontece quando se especifica G31. Pode ocorrer um salto, mesmo que Q não seja especificado. A seleção (de Q1, Q2, Q3 ou Q4) é explicada no manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta. Os parâmetros nº 6202 a 6205 podem ser utilizados para definir se será aplicado um sinal de salto de 4 ou de 8 pontos (se for utilizado um sinal de salto rápido). A especificação não está limitada à correspondência de um a um. É possível especificar que um sinal de salto corresponda a dois ou mais Pn ou Qn (n=1, 2, 3, 4). Os bits 0 (DS1) a 7 (DS8) do parâmetro nº 6206 também podem ser utilizados para especificar uma pausa. CUIDADO A pausa não é ignorada se não for especificado Qn e definidos os parâmetros DS1--DS8 (nº 6206#0--#7).

D Correspondência dos sinais de salto

81

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

4.16

SALTO DO LIMITE DE TORQUE (G31 P99)

Com o torque do motor limitado (por exemplo, por um comando de limite de torque emitido através da janela do PMC), é possível produzir o mesmo tipo de avanço de corte como com G01 (interpolação linear), através de um comando de movimento após G31 P99 (ou G31 P98). O salto é efetuado quando é emitido um sinal que indica que o limite do torque foi alcançado (devido à pressão aplicada ou por qualquer outro motivo). Para mais informações sobre a utilização desta função, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

Formato
G31 P99 IP_ F_ ; G31 P98 IP_ F_ ;
G31: Código G de ação simples (eficaz apenas no bloco em que foi especificado)

Explicações
D G31 P99 Se o limite de torque do motor for alcançado ou for recebido um sinal de SALTO durante a execução de G31 P99, o comando de movimento atual é cancelado e o bloco seguinte executado. Se o limite de torque do motor for alcançado durante a execução de G31 P98, o comando de movimento atual é cancelado e o bloco seguinte executado. O sinal de SALTO <X0004#7/Unidade porta-ferramenta 2 X0013#7> não exerce qualquer influência sobre G31 P98. A introdução de um sinal de SALTO durante a execução de G31 P98, não dá origem a um salto. Se o limite de torque não for especificado antes da execução de G31 P99/98, o comando de movimento será prosseguido; o salto não é realizado, mesmo que o limite de torque seja alcançado. Quando G31 P99/98 é especificado, as variáveis de macros de usuário memorizam as coordenadas existentes no final do salto. (Ver seção 4.9.) Se o sinal de SALTO der origem a um salto com G31 P99, as variáveis do sistema de macros de usuário memorizam as coordenadas baseadas no sistema de coordenadas da máquina, depois de finalizado o processo, mas não as coordenadas existentes no momento em que o sinal de SALTO foi introduzido.

D G31 P98

D Comando de limite de torque D Variável do sistema de macros de usuário

Limitações
D Comando de eixos Só é possível controlar um eixo em cada bloco que contenha G31 P98/99. Se for especificado o controle de dois ou mais eixos nestes blocos ou se não for emitido nenhum comando de eixos, é ativado o alarme P/S nº 015. Se o sinal que indica o alcance do limite de torque for introduzido durante a execução de G31 P99/98 e a quantidade de erros do servo for superior a 32767, é ativado o alarme P/S nº 244. Com G31 P99, um sinal de SALTO pode originar um salto, mas não um salto rápido.
82

D Erro do servo

D Salto rápido

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PROGRAMAÇÃO

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

D Sincronização simplificada e controle de eixo angular D Controle da velocidade

G31 P99/98 não pode ser aplicado aos eixos submetidos a uma sincronização simplificada, nem aos eixos X ou Z, se os mesmos se encontrarem sob um controle de eixo angular. É necessário definir o bit 7 (SKF) do parâmetro nº 6200 para desativar as funções de funcionamento em vazio, override e aceleração ou desaceleração automática, nos comandos de salto G31. G31 P99/98 não pode ser usado em blocos consecutivos.

D Comandos consecutivos

AVISO Especifique sempre o limite de torque antes do comando G31 P99/98, caso contrário G31 P99/98 permitirá a execução de comandos de movimento, sem originar um salto.

NOTA Se G31 for ativado durante a compensação do raio da ponta da ferramenta, é ativado o alarme P/S nº 035. Portanto, antes de ativar G31, execute G40 para cancelar a compensação do raio da ponta da ferramenta.

Exemplos
O0001 ; : : Mjj ; : : G31 P99 X200. F100 ; : G01 X100. F500 ; : : MDD ; : : M30 ; : %

O limite de torque é especificado através da janela do PMC. Comando de salto do limite de torque Comando de movimento ao qual é aplicado o limite de torque Limite de torque cancelado pelo PMC

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5. FUNÇÕES DE AVANÇO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

5

FUNÇÕES DE AVANÇO

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

5. FUNÇÕES DE AVANÇO

5.1

ASPECTOS GERAIS
D Funções de avanço

As funções de avanço controlam a velocidade de avanço da ferramenta. Estão disponíveis as duas funções de avanço seguintes:

1. Deslocamento rápido Quando se especifica o comando de posicionamento (G00), a ferramenta se move à velocidade de deslocamento rápido programada no CNC (parâmetro nº 1420). 2. Avanço de corte A ferramenta se move à velocidade de avanço de corte programada. D Override O override pode ser aplicado à velocidade de deslocamento rápido ou à velocidade de avanço de corte, pressionando- o respectivo botão no -se painel de operação da máquina. D Aceleração/Desaceleração automática Para evitar um choque mecânico, a aceleração/desaceleração é aplicada automaticamente no momento em que a ferramenta inicia e termina o seu movimento (fig. 5.1 (a)).
Velocidade de deslocamento rápido
FR : Velocidade de

FR

0

deslocamento rápido T R: Constante de tempo de aceleração/desa celeração para a velocidade de deslocamento rápido Tempo

TR
Velocidade de avanço

TR

FC : Velocidade de

FC

T C : Constante de

avanço

tempo de aceleração/ desaceleração para a velocidade de avanço de corte Tempo

0

TC

TC

Fig. 5.1 (a) Aceleração/desaceleração automática (exemplo)

85

5. FUNÇÕES DE AVANÇO

PROGRAMAÇÃO

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D Caminho da ferramenta no avanço de corte

Se a direção do movimento for alterada entre os blocos programados, durante o avanço de corte, poderá obter-se um caminho de canto arredondado (fig. 5.1 (b)).
X Caminho programado Caminho real da ferramenta

0

Z

Fig. 5.1 (b) Exemplo do caminho da ferramenta entre dois blocos

Na interpolação circular ocorre um desvio radial (fig. 5.1(c)).
X
∆r:Desvio

Caminho programado Caminho real da ferramenta r 0 Z

Fig. 5.1 (c) Exemplo do desvio radial na interpolação circular

O caminho de canto arredondado ilustrado na fig. 5.1(b) e o desvio radial ilustrado na fig. 5.1(c), dependem da velocidade de avanço. Portanto, é necessário controlar a velocidade de avanço para que a ferramenta se movimente da forma programada.

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PROGRAMAÇÃO

5. FUNÇÕES DE AVANÇO

5.2

DESLOCAMENTO RÁPIDO
Formato
G00 IP_ ;
G00 : Código G (grupo 01) para o posicionamento (deslocamento rápido) IP_ ; Palavra de dimensão para o ponto final

Explicações

O comando de posicionamento (G00) posiciona a ferramenta por meio do deslocamento rápido. No deslocamento rápido, o bloco seguinte é executado depois da velocidade de avanço especificada passar para 0 e do motor servo alcançar uma determinada faixa definida pelo fabricante da máquina-ferramenta (controle da posição). A velocidade de deslocamento rápido é definida para cada eixo por meio do parâmetro nº 1420, não sendo, assim, necessário programar uma velocidade de avanço rápido. Os seguintes overrides podem ser aplicados à velocidade de deslocamento rápido, pressionando- o respectivo botão no painel de -se operação da máquina: F0, 25, 50, 100% F0: Permite definir uma velocidade de avanço fixa para cada eixo por meio do parâmetro nº 1421. Para informações mais detalhadas, consulte o manual correspondente fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

87

5. FUNÇÕES DE AVANÇO

PROGRAMAÇÃO

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5.3

AVANÇO DE CORTE

A velocidade de avanço da interpolação linear (G01), interpolação circular (G02, G03), etc., é programada com números após o código F. No avanço de corte, o bloco seguinte é executado de forma a minimizar a alteração da velocidade de avanço em relação ao bloco precedente. Estão disponíveis dois modos de especificação: 1. Avanço por minuto (G98) Após F, se especifica o valor de avanço da ferramenta por minuto. 2. Avanço por rotação (G99) Após F, se especifica o valor de avanço da ferramenta por rotação do fuso.

Formato
Avanço por minuto
G98 ; F_ ; G99 ; F_ ; Código G (grupo 05) para o avanço por minuto Comando da velocidade de avanço (mm/min ou polegadas/min) Código G (grupo 05) para o avanço por rotação Comando da velocidade de avanço (mm/rotação ou polegadas/ rotação)

Avanço por rotação

Explicações
D Controle da constante da velocidade tangencial O avanço de corte é controlado de forma que a velocidade de avanço tangencial corresponda sempre à velocidade de avanço especificada.
X X Ponto inicial F Centro Z Interpolação linear Interpolação circular Ponto final Z

Ponto final F Ponto inicial

Fig. 5.3 (a) Velocidade de avanço tangencial (F)

D Avanço por minuto (G98)

Após a especificação de G98 (no modo de avanço por minuto), o valor de avanço da ferramenta por minuto deve ser definido diretamente, especificando um número depois de F. G98 é um código modal. Depois de selecionado, G98 é válido até que seja especificado G99 (avanço por rotação). Quando se liga a máquina, fica ativo o modo de avanço por rotação. É possível aplicar ao avanço por minuto um override de 0% a 254% (em passos de 1%), por meio do respectivo botão do painel de operação da máquina. Para informações mais detalhadas, consulte o manual correspondente fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.
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PROGRAMAÇÃO

5. FUNÇÕES DE AVANÇO

F

Quantidade de avanço por minuto (mm/min ou pol/min)

Fig. 5.3 (b) Avanço por minuto

AVISO Não é possível aplicar um override a alguns dos comandos, como p. ex. à abertura de rosca.

D Avanço por rotação (G99)

Após a especificação de G99 (no modo de avanço por rotação), o valor de avanço da ferramenta por rotação do fuso deve ser definido diretamente, especificando um número depois de F. G99 é um código modal. Depois de selecionado, G99 é válido até que seja especificado G98 (avanço por minuto). É possível aplicar ao avanço por rotação um override de 0% a 254% (em passos de 1%), por meio do respectivo botão do painel de operação da máquina. Para informações mais detalhadas, consulte o manual correspondente fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta. Se o bit 0 (NPC) do parâmetro nº 1402 for definido com 1, é possível especificar os comandos de avanço por rotação, mesmo que não seja usado um codificador de posição. (O CNC converte os comandos de avanço por rotação em comandos de avanço por minuto.)
F Quantidade de avanço por rotação do fuso (mm/rot ou pol/rot)

Fig. 5.3 (c) Avanço por rotação

CUIDADO Se o fuso trabalhar a uma velocidade baixa, poderão verificar--se flutuações na velocidade de avanço. Quanto menor for o número de rotações do fuso, tanto mais freqüentemente ocorrerão flutuações na velocidade de avanço.

89

5. FUNÇÕES DE AVANÇO

PROGRAMAÇÃO

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D Fixação da velocidade de avanço de corte

É possível definir um limite superior comum para a velocidade de avanço de corte em todos os eixos, através do parâmetro nº 1422. Se a velocidade real de avanço de corte (com um override aplicado) exceder o limite superior especificado, a mesma será fixada de acordo com o limite superior. NOTA O limite superior é especificado em mm/min ou em polegadas/min. O cálculo do CNC poderá implicar um erro de 2% na velocidade de avanço, relativamente ao valor especificado. Esse erro não é válido, contudo, para a aceleração/desaceleração. Mais precisamente, esse erro é provocado pela medição do tempo de que a ferramenta necessita para se deslocar 500 mm ou mais, durante o estado estável:

D Referência

A faixa de velocidades de avanço especificáveis pode ser consultada no Anexo C.

90

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PROGRAMAÇÃO

5. FUNÇÕES DE AVANÇO

5.4

PAUSA (G04)
Formato
Pausa G04 X_ ; ou G04 U_ ; ou G04 P_ ;
X_ : Especificação de um período de tempo (números decimais permitidos) U_ : Especificação de um período de tempo (números decimais permitidos) P_ : Especificação de um período de tempo (números decimais não permitidos)

Explicações

Quando se especifica uma pausa, a execução do bloco seguinte é adiada pelo período de tempo especificado. O bit 1 (DWL) do parâmetro nº 3405 pode definir uma pausa para cada rotação, no modo de avanço por rotação (G99).
Tabela 5.4 (a) Faixa de valores de comando do tempo de pausa (comando X ou U)
Sistema incremental IS--B IS--C Faixa de valores de comando de 0,001 a 99999,999 de 0,0001 a 9999,9999 Unidade do tempo de pausa s ou rot. rot

Tabela 5.4 (b) Faixa de valores de comando do tempo de pausa (comando P)
Sistema incremental IS--B IS--C Faixa de valores de comando de 1 a 99999999 de 1 a 99999999 Unidade do tempo de pausa 0,001 s ou rot. 0,0001 s ou rot.

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6. PONTO DE REFERÊNCIA

PROGRAMAÇÃO

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6

PONTO DE REFERÊNCIA

Qualquer máquina-ferramenta CNC possui uma posição especial na qual, normalmente, a ferramenta é substituída ou o sistema de coordenadas definido, como se descreve mais tarde. Essa posição é designada como ponto de referência.

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PROGRAMAÇÃO

6. PONTO DE REFERÊNCIA

6.1

RETORNO AO PONTO DE REFERÊNCIA
D Ponto de referência O ponto de referência é uma posição fixa na máquina-ferramenta, para a qual a ferramenta pode ser facilmente deslocada por meio da função de retorno ao ponto de referência. O ponto de referência é utilizado, por exemplo, como uma posição na qual as ferramentas são substituídas automaticamente. É possível especificar um total de quatro pontos de referência, definindo- coordenadas no -se sistema de coordenadas da máquina, através dos parâmetros (nº 1240 a 1243).
Y 2º ponto de referência

3º ponto de referência

Ponto de referência

4º. ponto de referência

X Ponto zero da máquina Fig. 6.1 (a) Ponto zero da máquina e pontos de referência

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6. PONTO DE REFERÊNCIA

PROGRAMAÇÃO

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D Retorno ao ponto de referência

As ferramentas são deslocadas automaticamente para o ponto de referência passando por uma posição intermediária ao longo de um eixo especificado Quando o retorno ao ponto de referência está concluído, acende- a lâmpada que indica que o retorno foi concluído. -se
X

Posição intermediária Ponto de referência

Z

Fig. 6.2 (b) Retorno ao ponto de referência

D Controle do retorno ao ponto de referência

A função de controle do retorno ao ponto de referência (G27) verifica se a ferramenta regressou corretamente ao ponto de referência, como especificado no programa. Se a ferramenta tiver regressado corretamente ao ponto de referência ao longo do eixo especificado, acende- a -se lâmpada do respectivo eixo.

Formato
D Retorno ao ponto de referência
G28 IP _ ; Retorno ao ponto de referência

G30 P2 IP _ ; Retorno ao 2º. ponto de referência (P2 pode ser omitido.) G30 P3 IP _ ; Retorno ao 3º. ponto de referência G30 P4 IP _ ; Retorno ao 4º. ponto de referência
IP : Comando que especifica a posição intermediária (comando absoluto/incremental)

D Controle do retorno ao ponto de referência

G27 IP _ ;
IP : Comando que especifica o ponto de referência (comando absoluto/incremental)

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PROGRAMAÇÃO

6. PONTO DE REFERÊNCIA

Explicações
D Retorno ao ponto de referência (G28) O deslocamento para a posição intermediária ou para os pontos de referência é executado à velocidade de deslocamento rápido de cada eixo. Por isso, a compensação do raio da ponta da ferramenta e a correção da ferramenta deveriam ser canceladas antes da execução deste comando, por motivos de segurança. Em sistemas sem um detector de posição absoluta, só é possível utilizar as funções de retorno ao segundo, terceiro e quarto ponto de referência depois de se efetuar o retorno ao ponto de referência (G28) ou o retorno manual ao ponto de referência (ver III-3.1). Normalmente, o comando G30 só é utilizado se a posição do dispositivo automático de substituição da ferramenta (ATC) diferir do ponto de referência. O comando G27 posiciona a ferramenta à velocidade de deslocamento rápido. Quando a ferramenta alcança o ponto de referência, a lâmpada de retorno ao ponto de referência acende-se. No entanto, se a posição alcançada pela ferramenta não corresponder ao ponto de referência, é ativado um alarme (nº 092).

D Retorno ao 2º, 3º e 4º ponto de referência (G30)

D Verificação do retorno ao ponto de referência (G27)

Restrições
D Bloqueio da máquina ligado A lâmpada que indica a conclusão do retorno não se acende se o bloqueio da máquina estiver ligado, mesmo que a ferramenta tenha regressado automaticamente ao ponto de referência. Neste caso, não é efetuado o controle de retorno da ferramenta ao ponto de referência, mesmo que seja especificado um comando G27. Se o comando G28 for especificado sem que o retorno manual ao ponto de referência tenha sido executado após a energização, o movimento a partir do ponto intermediário é igual ao do retorno manual ao ponto de referência. Neste caso, a ferramenta desloca- na direção especificada no parâmetro -se ZMIx (bit 5 do parâmetro nº 1006) para o retorno ao ponto de referência. A posição intermediária tem, portanto, de ser especificada de forma a possibilitar o retorno ao ponto de referência. No modo de correção, a posição a ser alcançada pela ferramenta com o comando G27 é obtida adicionando o valor de correção à posição especificada. Assim, se a posição definida através da adição do valor de correção não corresponder ao ponto de referência, a lâmpada não se acende mas é ativado um alarme. Normalmente, as correções têm de ser canceladas antes de se ativar o comando G27. Se o sistema da máquina-ferramenta for um sistema inglês em que foram feitas entradas em milímetros, a lâmpada de retorno ao ponto de referência poderá acender-se mesmo que a posição programada tenha sido deslocada do ponto de referência pelo menor incremento de entrada. Isso deve- ao fato do menor incremento de entrada da máquina ser inferior -se ao seu menor incremento de comando.

D Primeiro retorno ao ponto de referência após a energização (sem um detector de posição absoluta)

D Controle do retorno ao ponto de referência no modo de correção

D Lâmpada acesa quando a posição programada não corresponde ao ponto de referência

Referência
D Retorno manual ao ponto de referência Ver III-3.1.
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6. PONTO DE REFERÊNCIA

PROGRAMAÇÃO

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6.2

RETORNO AO PONTO DE REFERÊNCIA FLUTUANTE (G30.1)
Formato

Permite que as ferramentas regressem a um ponto de referência flutuante. O ponto de referência flutuante é uma posição da máquina-ferramenta que serve de ponto de referência às operações executadas pela máquina-ferramenta. O ponto de referência flutuante não tem de ser necessariamente um ponto fixo, podendo ser deslocado conforme necessário.

G30.1 IP ; IP _ : Comando que define a posição intermediária para o ponto de
referência flutuante (comando absoluto/incremental)

Explicações

Em algumas máquinas-ferramentas, as ferramentas de corte podem ser substituídas em qualquer posição, a não ser que interfiram com a peça ou com o cabeçote móvel. Nestas máquinas, as ferramentas de corte deveriam ser substituídas em uma posição tão próxima da peça quanto possível, para minimizar o tempo do ciclo de usinagem. Para tal, a posição de substituição da ferramenta terá de ser alterada de acordo com o contorno da peça. Esta operação pode ser facilmente executada com esta função. A posição de substituição da ferramenta apropriada para a peça é memorizada como ponto de referência flutuante. Em seguida, a ferramenta pode ser facilmente deslocada para a posição de substituição com o comando G30. 1. O bloco G30.1 posiciona primeiro a ferramenta no ponto intermediário, ao longo dos eixos especificados, a uma velocidade de deslocamento rápido, e desloca, depois, a ferramenta do ponto intermediário para o ponto de referência flutuante, também a uma velocidade de deslocamento rápido. Antes de ativar G30.1, cancele a compensação da ferramenta de corte e a correção da ferramenta. O ponto de referência flutuante é memorizado como uma posição nas coordenadas da máquina, pressionando a soft key [DEF PRF] na tela de posições atuais. O ponto de referência flutuante fica memorizado mesmo que a máquina seja desligada.

D Ponto de referência flutuante

D Especificação do ponto de referência flutuante

Exemplos
G30.1 X40.0 Z50.0 ;
X

Posição intermediária (40, 50) Ponto de referência flutuante
Z

Peça

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PROGRAMAÇÃO

7. SISTEMA DE COORDENADAS

7

SISTEMA DE COORDENADAS

A ferramenta pode ser deslocada para a posição pretendida, introduzindo essa posição no CNC. Essa posição da ferramenta é representada em um sistema de coordenadas. As coordenadas são especificadas por meio dos eixos do programa. Se forem utilizados os dois eixos do programa, isto é, os eixos X e Z, as coordenadas são especificadas da seguinte forma:
X_Z_

A este comando dá- o nome de palavra de dimensão. -se
X

β

α Z

Ponto zero

Fig. 7 Posição da ferramenta especificada por XαZβ

As coordenadas são especificadas em um dos três sistemas de coordenadas seguintes: (1) Sistema de coordenadas da máquina (2) Sistema de coordenadas da peça (3) Sistema de coordenadas locais O número de eixos do sistema de coordenadas varia de máquina para máquina. Por isso, as palavras de dimensão são representadas, neste manual, por IP_.

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7. SISTEMA DE COORDENADAS

PROGRAMAÇÃO

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7.1

SISTEMA DE COORDENADAS DA MÁQUINA

O ponto específico de uma máquina, que funciona como referência da mesma, é designado como ponto zero da máquina. O ponto zero de cada máquina é programado pelo respectivo fabricante da máquina-ferramenta. A um sistema de coordenadas, cujo ponto de origem coincide com o ponto zero da máquina, dá- o nome de sistema de coordenadas da máquina. -se O sistema de coordenadas da máquina é definido quando se executa o retorno manual ao ponto de referência, após a energização (ver III-3.1). Uma vez definido, o sistema de coordenadas da máquina não é alterado até que a máquina seja desligada.
G53 IP _ ;
IP _ ; Palavra de dimensão absoluta

Formato

Explicações
D Seleção do sistema de coordenadas da máquina (G53) Quando uma posição é especificada como um conjunto de coordenadas da máquina, a ferramenta desloca- para essa posição por meio do -se deslocamento rápido. G53, usado para selecionar o sistema de coordenadas da máquina, é um código G de ação simples. Todos os comandos baseados no sistema de coordenadas da máquina selecionado só são, por isso, eficazes no bloco que contém G53. O comando G53 tem de ser especificado através de valores absolutos. Sendo especificados valores incrementais, o comando G53 é ignorado. Se pretender deslocar a ferramenta para uma posição específica da máquina, como p. ex. a posição de substituição da ferramenta, programe o movimento no sistema de coordenadas da máquina ativado com G53. Sempre que especificar o comando G53, cancele a compensação do raio da ponta da ferramenta e a correção da ferramenta. Uma vez que o sistema de coordenadas da máquina tem de ser definido antes de se especificar o comando G53, é necessário executar, pelo menos, um retorno manual ou automático ao ponto de referência através do comando G28, imediatamente após a energização. Não será necessário fazê- caso se encontre instalado um detector de posição absoluta. -lo, Quando se executa um retorno manual ao ponto de referência após a energização, o sistema de coordenadas da máquina é definido de forma que o ponto de referência corresponda aos valores de coordenadas (α, β) especificados por meio do parâmetro nº 1240.

Restrições
D Cancelamento da função de compensação D Especificação de G53 imediatamente após a energização

Referência

Sistema de coordenadas da máquina Ponto zero

β α Ponto de referência

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PROGRAMAÇÃO

7. SISTEMA DE COORDENADAS

7.2

SISTEMA DE COORDENADAS DA PEÇA

O sistema de coordenadas utilizado para a usinagem de uma peça é designado como sistema de coordenadas da peça. O sistema de coordenadas da peça tem de ser previamente definido através do NC (definição de um sistema de coordenadas da peça). O sistema de coordenadas da peça é definido pelo programa de usinagem utilizado (seleção de um sistema de coordenadas da peça). É possível alterar um sistema de coordenadas da peça já definido, deslocando o seu ponto de origem (alteração do sistema de coordenadas da peça). O sistema de coordenadas da peça pode ser definido por meio de três métodos: (1) Com G50 O sistema de coordenadas da peça é definido, especificando um valor após G50, no programa. (2) Definição automática Se o bit 0 do parâmetro nº 1201 for previamente definido, o sistema de coordenadas da peça é definido automaticamente quando o retorno manual ao ponto de referência é executado (ver III-3.1). Esta função é, porém, desativada se estiver sendo usada a opção ’sistema de coordenadas da peça’. (3) Entrada através do painel MDI Usando o painel MDI, é possível definir previamente seis sistemas de coordenadas da peça. O eixo da peça é selecionado com os comandos G54 a G59 do programa (ver III-11.4.10). Sendo utilizado um comando absoluto, o sistema de coordenadas da peça terá de ser especificado de uma das formas acima descritas.

7.2.1
Definição do Sistema de Coordenadas da Peça

Formato
D Definição do sistema de
coordenadas da peça com G50 G50 IP_

Explicações

O sistema de coordenadas da peça é definido de forma que um determinado ponto da ferramenta, como p. ex. a ponta da ferramenta, fique situado nas coordenadas especificadas. Se IP for um valor de comando incremental, o sistema de coordenadas de trabalho será definido de forma que a posição atual da ferramenta corresponda ao resultado da adição do valor incremental especificado às coordenadas da posição anterior da ferramenta. Se o sistema de coordenadas for definido por meio de G50, durante a correção, será definido um sistema de coordenadas, no qual a posição anterior à correção corresponda à posição especificada em G50.

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7. SISTEMA DE COORDENADAS

PROGRAMAÇÃO

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Exemplos
Exemplo 1 Definição do sistema de coordenadas com o comando G50X128.7Z375.1; (programação do diâmetro) X Exemplo 2 Ponto básico Definição do sistema de coordenadas com o comando G50X1200.0Z700.0; (programação do diâmetro) X 700.0 Ponto inicial (ponto padrão) Ponto inicial φ1200.0 Z Z

375.1 φ128.7

Ponto zero

100

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PROGRAMAÇÃO

7. SISTEMA DE COORDENADAS

7.2.2
Seleção de um Sistema de Coordenadas da Peça

Estão à disposição os sistemas de coordenadas da peça abaixo descritos. (Para informações detalhadas sobre os métodos de definição, ver subseção II-7.2.1.) (1) G50 ou definição automática do sistema de coordenadas da peça Uma vez selecionado um sistema de coordenadas da peça, os comandos absolutos trabalham com o sistema de coordenadas da peça. (2) Seleção de um dos seis sistemas de coordenadas da peça definidos com o painel MDI Especificando um código G de G54 a G59, é possível selecionar um dos sistemas 1 a 6 de coordenadas da peça. G54 Sistema 1 de coordenadas da peça G55 Sistema 2 de coordenadas da peça G56 Sistema 3 de coordenadas da peça G57 Sistema 4 de coordenadas da peça G58 Sistema 5 de coordenadas da peça G59 Sistema 6 de coordenadas da peça Os sistemas 1 a 6 de coordenadas da peça são definidos depois do retorno ao ponto de referência, após a energização. Quando se procede à energização, é selecionado o sistema de coordenadas G54. Se o bit 2 (G50) do parâmetro nº 1202 for definido com 1, a execução do comando G50 faz com que seja ativado o alarme P/S nº 10. Evita- assim, que o usuário confunda os sistemas de coordenadas. -se,

Exemplos
G55 G00 X100.0 Z40.0 ;
X Sistema 2 de coordenadas da peça (G55) 100.0 Neste exemplo, o posicionamento se refere às posições (X=100.0, Z=40.0) do sistema 2 de coordenadas da peça. 40.0

Z Fig. 7.2.2

101

7. SISTEMA DE COORDENADAS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

7.2.3
Alteração do Sistema de Coordenadas da Peça

É possível alterar os seis sistemas de coordenadas da peça especificados com G54 a G59, alterando um valor externo de correção do ponto zero da peça ou o valor de correção do ponto zero da peça. Existem três métodos para alterar o valor externo de correção do ponto zero da peça ou o valor de correção do ponto zero da peça. (1) Introdução por meio do painel MDI (ver III-11.4.10) (2) Programação por meio de G10 ou G50 (3) Através da função de entrada de dados externos O valor externo de correção do ponto de origem da peça pode ser alterado enviando um sinal ao CNC. Para mais informações, consulte o manual correspondente fornecido pelo fabricante da máquinaferramenta.

Sistema 1 de coordenadas da peça (G54)

Sistema 2 de coordenadas da peça (G55) ZOFS2

Sistema 3 de coordenadas da peça (G56)

Sistema 4 de coordenadas da peça (G57)

ZOFS1

ZOFS3

ZOFS4 ZOFS5

Sistema 5 de coordenadas da peça (G58) Sistema 6 de coordenadas da peça (G59)

EXOFS Ponto zero EXOFS : Valor externo de correção do ponto zero da peça ZOFS1 a ZOFS6 : Valor de correção do ponto zero da peça

ZOFS6

Fig. 7.2.3 Alteração do valor externo de correção do ponto zero da peça ou do valor regular de correção do ponto zero da peça

Formato
D Alteração por meio de G10
G10 L2 Pp IP _;
p=0 : Valor externo de correção do ponto zero da peça p=1 a 6 : O valor de correção do ponto zero da peça corresponde aos sistemas 1 a 6 de coordenadas da peça IP : Para um comando absoluto (G90), a correção do ponto zero da peça em cada eixo. Para um comando incremental (G91), o valor a ser adicionado à correção do ponto zero da peça em cada eixo (a soma corresponde à nova correção).

D Alteração por meio de G50
G50 IP _;

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PROGRAMAÇÃO

7. SISTEMA DE COORDENADAS

Explicações
D Alteração por meio de G10 D Alteração por meio de G50 Com o comando G10, é possível alterar individualmente cada um dos sistemas de coordenadas da peça. Especificando-se G50IP_;, o sistema de coordenadas da peça (selecionado com um código de G54 a G59) é deslocado para um novo sistema de coordenadas da peça de forma que a posição atual da ferramenta corresponda às coordenadas especificadas (IP_). Se IP for um valor de comando incremental, o sistema de coordenadas de trabalho será definido de forma que a posição atual da ferramenta corresponda ao resultado da adição do valor incremental especificado às coordenadas da posição anterior da ferramenta. (Deslocamento do sistema de coordenadas) Em seguida, o valor de deslocamento do sistema de coordenadas é adicionado a todos os valores de correção do ponto zero da peça. Isso significa que todos os sistemas de coordenadas da peça são submetidos a um deslocamento igual.

Exemplos
X 160 100 X′ Sistema de coordenadas da peça G54 Se o comando G50X100Z100; for emitido quando a ferramenta está posicionada em (200, Posição da ferramenta 160), no modo G54, será criado o sistema 1 de coordenadas da peça (X′ -- Z′), deslocado de acordo com o vetor A. Z′ Z Novo sistema de coordenadas da peça

60

A

100 100 200

Sistema original de coordenadas da peça

<G54 Sistema de coordenadas da peça>

Suponha que foi especificado um sistema de coordenadas da peça G54. Será possível, então, definir, por meio do X′ seguinte comando, um sistema de <G55 Sistema de coordenadas da peça> coordenadas da peça G55 com o círculo preto da ferramenta (figura à esquerda) X′ em (600.0,12000.0), desde que a relação 600.0 relativa entre os sistemas de coordenadas da peça G54 e G55 tenha X sido corretamente definida: Z′ 600.0 G50X600.0Z1200.0; Suponha também 1200.0 que os paletes são carregadas em duas A X posições diferentes. Se a relação relativa Z Z′ entre os sistemas de coordenadas dos paletes, nas duas posições, tiver sido 1200.0 correctamente definida, tratando os B A Z sistemas de coordenadas como sistema de coordenadas da peça G54 e sistema C de coordenadas da peça G55, o deslocamento do sistema de coordenadas em uma dos paletes, com X′ -- Z′ Novo sistema de coordenadas da peça G50, provoca o mesmo deslocamento do X -- Z Sistema original de coordenadas da peça sistema de coordenadas no outro palete. A : Valor de correção criado por G50 Isso significa que as peças dos dois B : Valor de correção do ponto zero da peça em G54 paletes podem ser usinadas com o C : Valor de correção do ponto zero da peça em G55 mesmo programa, especificando apenas G54 ou G55.

103

7. SISTEMA DE COORDENADAS

PROGRAMAÇÃO

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7.2.4
Predefinição do Sistema de Coordenadas da Peça (G92.1)

Formato

A função de predefinição do sistema de coordenadas da peça serve para definir previamente um sistema de coordenadas da peça deslocado por intervenção manual para o sistema de coordenadas da peça previamente deslocado. O último sistema é deslocado do ponto zero da máquina por um valor de correção do ponto zero da peça. A função de predefinição do sistema de coordenadas da peça pode ser utilizada de duas maneiras. Um dos métodos se serve de um comando programado (G92.1). O outro se serve das operações MDI nas telas de visualização da posição absoluta, de visualização da posição relativa e de visualização da posição global (III - 11.1.4). G92.1 IP 0 ;
(G50.3 P0 ; para o sistema A de códigos G)

IP 0 ; Especifica os endereços dos eixos sujeitos à operação de predefinição do sistema de coordenadas da peça. Os eixos que não forem especificados não se encontram sujeitos à operação de predefinição.

Explicações

Quando se executa um retorno manual ao ponto de referência no estado de reset, o sistema de coordenadas da peça é deslocado do ponto zero do sistema de coordenadas da máquina em função do valor de correção do ponto zero da peça. Suponha que o retorno manual ao ponto de referência é executado quando o sistema de coordenadas da peça é selecionado com G54. Neste caso, é definido automaticamente um sistema de coordenadas da peça, cujo ponto zero se encontra deslocado do ponto zero da máquina em função do valor de correção do ponto zero da peça em G54; a distância entre o ponto zero do sistema de coordenadas da peça e o ponto de referência representa a posição atual no sistema de coordenadas da peça.
Sistema de coordenadas da peça G54 Valor G54 de correção do ponto zero da peça Ponto de referência Ponto de referência Retorno manual ao ponto de referência

Se estiver instalado um detector de posição absoluta, o ponto zero do sistema de coordenadas da peça definido automaticamente após a energização encontra- se deslocado do ponto zero da máquina em função do valor de correção do ponto zero da peça em G54. A posição da máquina, no momento da energização, é lida pelo detector de posição absoluta e a posição atual, no sistema de coordenadas da peça, é definida subtraindo da posição da máquina o valor de correção do ponto zero da peça em G54. O sistema de coordenadas da peça definido por meio destas operações é deslocado do sistema de coordenadas da máquina através dos comandos e operações apresentados na página seguinte. (a) Intervenção manual executada com o sinal absoluto manual desligado (b) Comando de deslocamento executado no estado de bloqueio da máquina (c) Movimento com interrupção por manivela (d) Operação com a função de espelhamento (e) Definição do sistema de coordenadas locais com G52 ou deslocamento do sistema de coordenadas da peça com G92 104

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PROGRAMAÇÃO

7. SISTEMA DE COORDENADAS

No caso (a), o sistema de coordenadas da peça é deslocado em função da distância percorrida durante a intervenção manual.
Sistema de coordenadas da peça G54, antes da intervenção manual Valor de correção do ponto zero da peça
WZo

Po

Distância percorrida durante a intervenção manual

Pn

Ponto zero da máquina
WZn

Sistema de coordenadas da peça G54, após a intervenção manual

Na operação acima, um sistema de coordenadas da peça já deslocado, pode ser predefinido através de um código G ou da operação MDI, como um sistema de coordenadas da peça deslocado do ponto zero da máquina em função do valor de correção do ponto zero da peça. Obtém- o mesmo -se resultado quando o retorno manual ao ponto de referência é executado em um sistema de coordenadas da peça que já foi deslocado. Neste exemplo, a especificação de um código G ou a operação MDI faz com que o ponto zero WZn do sistema de coordenadas da peça retorne ao ponto zero original WZo, servindo a distância entre WZo e Pn para representar a posição atual no sistema de coordenadas da peça. O bit 3 (PPD) do parâmetro nº 3104 especifica se deverão ser predefinidas coordenadas relativas (RELATIVA), assim como coordenadas absolutas. Não sendo selecionada nenhuma das opções do sistema de coordenadas da peça (de G54 a G59), o sistema de coordenadas da peça é predefinido em função do sistema de coordenadas criado através da definição automática do sistema de coordenadas da peça. Se a definição automática do sistema de coordenadas da peça não for selecionada, o sistema de coordenadas da peça é predefinido com seu ponto zero situado no ponto de referência.

Restrições
D Compensação da ferramenta de corte, compensação do comprimento da ferramenta, correção da ferramenta D Reinício do programa D Modos proibidos Para usar a função de predefinição do sistema de coordenadas da peça, cancele os modos de compensação: compensação da ferramenta de corte, compensação do comprimento da ferramenta e correção da ferramenta. Se a função for executada sem cancelar primeiro estes modos, os vetores de compensação são cancelados temporariamente. A função de predefinição do sistema de coordenadas da peça não é executada durante o reinício do programa. Não utilize a função de predefinição do sistema de coordenadas da peça quando se encontram ativos os modos de escalonamento, rotação do sistema de coordenadas, imagem programável ou cópia do desenho.
105

7. SISTEMA DE COORDENADAS

PROGRAMAÇÃO

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7.2.5
Deslocamento do Sistema de Coordenadas da Peça

Se o sistema de coordenadas atualmente definido através do comando G50 ou da definição automática do sistema divergir do sistema de trabalho programado, o sistema de coordenadas definido poderá ser deslocado (ver III-3.1). Introduza a quantidade de deslocamento desejada na memória de deslocamento do sistema de coordenadas de trabalho.

Explicações
x X X--Z: Sistema de coordenadas usado no programa x--z : Sistema de coordenadas atualmente definido, com um
valor de deslocamento igual a 0 (sistema de coordenadas a ser deslocado)

O′
Deslocamento

z O Z

O valor de deslocamento de O′ a O é introduzido na memória de deslocamento do sistema de coordenadas de trabalho.

Fig. 7.2.5 Deslocamento do sistema de coordenadas da peça

Para obter informações sobre a especificação do valor de deslocamento do sistema de coordenadas de trabalho, consulte a seção III-11.4.5 na Parte III.

106

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PROGRAMAÇÃO

7. SISTEMA DE COORDENADAS

7.3

SISTEMA DE COORDENADAS LOCAIS
Formato

Quando se cria um programa em um sistema de coordenadas da peça, pode definir- um sistema derivado de coordenadas da peça para facilitar -se a programação. A esse sistema de coordenadas derivado dá- o nome de -se sistema de coordenadas locais.

G52 IP _; Definição do sistema de coordenadas locais
......

G52 IP 0 ; Cancelamento do sistema de coordenadas locais
IP _ ; Ponto de origem do sistema de coordenadas locais

Explicações

Especificando- G52IP_;, é possível definir um sistema de coordenadas -se locais em todos os sistemas de coordenadas da peça (G54 a G59). O ponto de origem de cada um dos sistemas de coordenadas locais é definido na posição especificada por IP_ no sistema de coordenadas da peça. Uma vez definido o sistema de coordenadas locais, as suas coordenadas são usadas em um comando de deslocamento do eixo. O sistema de coordenadas locais pode ser alterado, especificando- o comando G52 -se com o ponto zero de um novo sistema de coordenadas locais no sistema de coordenadas da peça. Para cancelar o sistema de coordenadas locais e especificar o valor de coordenadas no sistema de coordenadas da peça, é necessário fazer coincidir o ponto zero do sistema de coordenadas locais com o do sistema de coordenadas da peça.

IP_

(Sistema de coordenadas locais) (G54 : Sistema 1 de coorde-nadas da peça) G55 G56 G57 G58

IP_

(Sistema de coordenadas locais) (G59 : Sistema 6 de coordenadas da peça)

(Sistema de coordenadas da máquina) Origem do sistema de coordenadas da máquina Ponto de referência Fig. 7.3 Definição do sistema de coordenadas locais

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7. SISTEMA DE COORDENADAS

PROGRAMAÇÃO

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AVISO 1 A definição do sistema de coordenadas locais não altera os sistemas de coordenadas da peça nem da máquina. 2 Quando se utiliza G50 para definir um sistema de coordenadas de trabalho, o sistema de coordenadas locais não será alterado se as coordenadas não forem especificadas para todos os eixos do sistema de coordenadas locais. Se as coordenadas forem especificadas para qualquer um dos eixos do sistema de coordenadas locais, o mesmo será cancelado. 3 G52 cancela temporariamente a correção para a compensação do raio da ponta da ferramenta. 4 Os comandos de deslocamento ativados imediatamente após o bloco G52 têm de ser comandos absolutos. 5 O cancelamento do sistema de coordenadas locais em caso de reset, depende dos parâmetros especificados. O sistema de coordenadas locais é cancelado em caso de reset, se o bit 6 (CLR) do parâmetro nº 3402 ou o bit 3 (RLC) do parâmetro nº 1202 possuir o valor 1.

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PROGRAMAÇÃO

7. SISTEMA DE COORDENADAS

7.4

SELEÇÃO DE PLANO

A seleção dos planos para a interpolação circular, compensação do raio da ponta da ferramenta, rotação do sistema de coordenadas e perfuração é feita por meio do código G. A tabela seguinte apresenta uma lista de códigos G e dos planos correspondentes.

Explicações

Tabela 7.4 Códigos G e planos correspondentes
Código G G17 G18 G19 Plano selecionado Plano Xp Yp Plano Zp Xp Plano Yp Zp Xp Eixo X ou um eixo paralelo Yp Eixo Y ou um eixo paralelo Zp Eixo Z ou um eixo paralelo

Xp, Yp, Zp são determinados pelo endereço do eixo existente no bloco em que se encontra programado G17, G18 ou G19. Se no bloco G17, G18 ou G19 for omitido o endereço de um eixo, parte-se do princípio de que são omitidos os endereços dos três eixos básicos. O parâmetro nº 1022 serve para especificar se os diversos eixos são eixos básicos (eixo X, eixo Y ou eixo Z) ou eixos paralelos aos eixos básicos. O plano não é alterado nos blocos em que não se encontre programado G17, G18 ou G19. Após a energização, é selecionado G18 (plano ZX). A instrução de movimento não é relevante para a seleção do plano. NOTA 1 Os eixos U, V e W (paralelos a um eixo básico) podem ser usados com os códigos G do tipo B e C. 2 As funções de programação direta das dimensões do desenho, chanfragem, canto R, repetição de ciclo fixo e ciclo fixo simples só são ativadas no plano ZX. Se estas funções forem especificadas para outros planos, será ativado o alarme P/S nº 212.

Exemplos

Seleção de plano quando o eixo X é paralelo ao eixo U: G17X_Y_; Plano XY G17U_Y_; Plano UY G18X_Z_; Plano ZX X_Y_; O plano não foi alterado (plano ZX) G17 ; Plano XY G18 ; Plano ZX G17 U_ ; Plano UY G18Y_ ; Plano ZX, o eixoY se movimenta independentemente do plano.

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8. DIMENSÃO E VALOR DAS COORDENADAS

PROGRAMAÇÃO

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8

DIMENSÃO E VALOR DAS COORDENADAS

Este capítulo contém os seguintes tópicos.
8.1 8.2 8.3 8.4 PROGRAMAÇÃO ABSOLUTA E INCREMENTAL (G90, G91) CONVERSÃO POLEGADAS/UNIDADES MÉTRICAS (G20, G21) PROGRAMAÇÃO DE NÚMEROS DECIMAIS PROGRAMAÇÃO DO DIÂMETRO E DO RAIO

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PROGRAMAÇÃO

8. DIMENSÃO E VALOR DAS COORDENADAS

8.1

PROGRAMAÇÃO ABSOLUTA E INCREMENTAL (G90, G91)

Há duas maneiras de comandar os movimentos da ferramenta: o comando absoluto e o comando incremental. Para o comando absoluto, é programado o valor de coordenada da posição final; para o comando incremental, é programada a distância a percorrer até essa posição. Os comandos absoluto e incremental são programados, respectivamente, por meio de G90 e G91. A utilização da programação absoluta ou incremental depende do comando usado. Ver as tabelas seguintes.
Sistema de códigos G Método de comando A Palavra de endereço B ou C G90, G91

Formato

D Sistema A de códigos G
Comando de movimento do eixo X Comando de movimento do eixo Z Comando de movimento do eixo Y Comando de movimento do eixo C

Comando absoluto X Z Y C

Comando incremental U W V H

D Sistema B ou C de códigos G

Comando absoluto Comando incremental

G90 IP_ ; G91 IP_ ;

Exemplos
D Movimento da ferramenta
do ponto P para o ponto Q (programação do diâmetro para o eixo X)
Comando absoluto Comando incremental
X

Sistema A de códigos G X400.0 Z50.0 ; U200.0 W--400.0 ;

Sistema B ou C de códigos G G90 X400.0 Z50.0 ; G91 X200.0 Z--400.0 ;

Q (400, 50) P (200, 450)

φ400

φ200 Z

50 450

NOTA 1 Os comandos absolutos e incrementais podem ser usados simultaneamente no mesmo bloco. No exemplo acima, pode ser especificado o seguinte comando: X400.0 W--400.0 ; 2 Se X e U ou W e Z forem usados no mesmo bloco, só é eficaz o que for especificado por último. 3 Quando se encontra selecionado o sistema A de códigos G, os comandos incrementais não podem ser usados se os nomes dos eixos forem A e B.

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8. DIMENSÃO E VALOR DAS COORDENADAS

PROGRAMAÇÃO

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8.2

CONVERSÃO POLEGADAS/UNIDADES MÉTRICAS (G20, G21)
Formato

Com o código G correspondente, pode selecionar- se uma entrada em polegadas ou em milímetros.

G20 ; G21 ;

Entrada em polegadas Entrada em mm

Este código G tem de ser especificado em um bloco separado, antes da definição do sistema de coordenadas no início do programa. Depois de especificado o respectivo código G para a conversão polegadas/ milímetros, a unidade de entrada de dados é comutada para o menor incremento de entrada em milímetros ou de entrada em polegadas do sistema incremental IS- B ou IS- C (seção II- 2.3). A unidade de entrada de dados para os graus não é alterada. Após a conversão polegadas/milímetros, são alterados os sistemas de unidades dos seguintes valores: - Velocidade de avanço comandada por um código F - Comando de posicionamento - Valor de correção do ponto zero de trabalho - Valor de compensação da ferramenta - Unidade de escalonamento para o gerador de pulsos manual - Curso em avanço incremental - Alguns parâmetros Quando a tensão de serviço é ligada, o código G é igual ao que havia antes de a desligar. AVISO 1 G20 e G21 não podem ser comutados durante a execução do programa. 2 Quando se comuta da entrada em polegadas (G20) para a entrada em milímetros (G21) e vice--versa, é necessário proceder a um reset do valor de compensação da ferramenta de acordo com o menor incremento de entrada. No entanto, se o bit 0 (OIM) do parâmetro 5006 possuir o valor 1, os valores de compensação da ferramenta são convertidos automaticamente, não sendo necessário proceder a um reset. CUIDADO O movimento a partir do ponto intermediário é o mesmo do retorno manual ao ponto de referência. A direção em que a ferramenta se move a partir do ponto intermediário é igual à do retorno ao ponto de referência, como especificado através do bit 5 (ZMI) do parâmetro nº 1006. NOTA 1 Se o sistema do menor incremento de entrada não for igual ao do menor incremento de comando, o erro máximo corresponde a metade do menor incremento de comando. Este erro não é acumulativo. 2 A comutação entre a entrada em polegadas e a entrada em milímetros também pode ser efetuada por meio da especificação de dados (III--11.4.7).

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PROGRAMAÇÃO

8. DIMENSÃO E VALOR DAS COORDENADAS

8.3

PROGRAMAÇÃO DE NÚMEROS DECIMAIS
Explicações

Os valores numéricos podem ser introduzidos com casas decimais. As casas decimais podem ser utilizadas para introduzir uma distância, um tempo ou uma velocidade, podendo ser especificadas com os seguintes endereços: X, Y, Z, U, V, W, A, B, C, I, J, K, R e F. Há dois tipos de notação decimal: A notação tipo calculadora e a notação padrão. Quando se utiliza a notação decimal tipo calculadora, parte- do -se princípio que os valores sem casas decimais são especificados em milímetros. Sendo utilizada a notação decimal padrão, parte- do -se princípio que esses valores são especificados em menores incrementos de entrada. Selecione a notação tipo calculadora ou a notação decimal padrão através do bit DPI (bit 0 do parâmetro 3401). Dentro de um programa, os valores podem ser especificados com e sem ponto decimal.
Programação de casas decimais tipo calculadora de bolso 1000mm Unidade : mm

Exemplos
Comando do programa X1000 Valor de comando sem casas decimais Programação de casas decimais tipo padrão 1mm Unidade : Menor incremento de entrada (0,001 mm) 1000mm Unidade : mm

X1000.0 1000mm Valor de comando com Unidade : mm casas decimais

AVISO O código G tem de ser especificado no mesmo bloco, antes de introduzir um valor. A posição do ponto decimal poderá depender do comando. Exemplos: G20; Entrada em polegadas X1.0 G04; X1.0 é considerado como sendo uma distância e processado como X10000. Este comando é equivalente a G04 X10000. A ferramenta faz uma pausa de 10 segundos. G04 X1.0; Equivalente a G04 X1000. A ferramenta faz uma pausa de um segundo. NOTA 1 As frações inferiores ao menor incremento de entrada são truncadas. Exemplos: X1.23456; Arredondado para X1.234 se o menor incremento de entrada for de 0,001 mm. Processado como X1.2345 se o menor incremento de entrada for de 0,0001 polegadas. 2 Se forem especificados mais de oito dígitos, é acionado um alarme. Quando se introduz um valor com casas decimais, o número de dígitos é também verificado em função do menor incremento de entrada, após a conversão para um valor inteiro. Exemplos: X1.23456789;O alarme P/S 003 é acionado por terem sido especificados mais de oito dígitos. X123456.7; Se o menor incremento de entrada for de 0,001 mm, o valor é convertido para o valor inteiro 123456700. Visto que este valor inteiro possui mais de oito dígitos, é acionado o alarme P/S 003.

113

8. DIMENSÃO E VALOR DAS COORDENADAS

PROGRAMAÇÃO

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8.4

PROGRAMAÇÃO DO DIÂMETRO E DO RAIO

Dado que a seção transversal da peça é normalmente circular na programação do controle de um torno mecânico CNC, suas dimensões podem ser especificadas de duas formas: Diâmetro e Raio À especificação do diâmetro dá- o nome de programação do diâmetro -se e à especificação do raio dá- o nome de programação do raio. -se
A B D1 D2 R1

R2

Eixo X

D1, D2 : Programação do diâmetro R1, R2 : Programação do raio

Eixo Z

Explicações
D Notas sobre a programação do diâmetro/programação do raio para os diferentes comandos A programação do raio ou do diâmetro pode ser especificada através do parâmetro DIA (nº 1006#3). Para a programação do diâmetro, tenha em atenção as condições apresentadas na tabela 8.4.
Tabela 8.4 Notas sobre a especificação do valor do diâmetro
Elemento Comando do eixo X Comando incremental Notas Especificado com o valor do diâmetro Especificado com o valor do diâmetro Na figura acima, especifica D2 menos D1 para o caminho da ferramenta de B para A. Especifica um valor de coordenada com um valor de diâmetro O valor do diâmetro ou do raio é determinado por um parâmetro (nº 5004#1)

Definição do sistema de coordenadas (G50) Componente do valor de correção da ferramenta

Parâmetros do ciclo fixo, como p. Especifica o valor do raio ex. a profundidade de corte ao longo do eixo X. (R) Designação do raio na Especifica o valor do raio interpolação circular (R, I, K, etc.) Velocidade de avanço ao longo do eixo Indicação da posição do eixo Especifica uma alteração do raio/rot. ou do raio/min. Indicada como valor do diâmetro

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PROGRAMAÇÃO

9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

9

FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

A velocidade do fuso pode ser controlada especificando um valor após o endereço S. Além disso, o fuso pode ser girado em função de um ângulo especificado. Este capítulo contém os seguintes tópicos. 9.1 ESPECIFICAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO COM UM CÓDIGO 9.2 ESPECIFICAÇÃO DIRETA DO VALOR DA VELOCIDADE DO FUSO (COMANDO S DE 5 DÍGITOS) 9.3 CONTROLE DA VELOCIDADE DE CORTE CONSTANTE (G96, G97) 9.4 FUNÇÃO DE SUPERVISÃO DA OSCILAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO (G25, G26) 9.5 FUNÇÃO DE POSICIONAMENTO DO FUSO

115

9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

PROGRAMAÇÃO

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9.1

ESPECIFICAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO COM UM CÓDIGO

Quando se especifica um valor a seguir ao endereço S, são enviados para a máquina sinais de código e de strobe. Na máquina, os sinais são utilizados para controlar a velocidade do fuso. Um bloco só pode incluir um código S. Consulte o manual correspondente fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta, para obter informações mais detalhadas, tal como o número de dígitos de um código S ou a ordem de execução quando se encontram no mesmo bloco um comando de movimento e um comando com código S.

9.2

ESPECIFICAÇÃO DIRETA DO VALOR DA VELOCIDADE DO FUSO (COMANDO S DE 5 DÍGITOS)

A velocidade do fuso pode ser especificada diretamente através do endereço S seguido de um valor de cinco dígitos (rpm). A unidade para a especificação da velocidade do fuso pode variar em função do fabricante da máquina-ferramenta. Para informações mais detalhadas, consulte o manual correspondente fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

9.3

CONTROLE DA VELOCIDADE DE CORTE CONSTANTE (G96, G97)
Formato
D Comando de controle da velocidade de corte constante

A velocidade de corte (velocidade relativa entre a ferramenta e a peça) é especificada a seguir a S. A velocidade do fuso é controlada de forma que a velocidade de corte permaneça constante, independentemente da posição da ferramenta.

G96 Sfffff ; ↑Velocidade de corte (m/min ou pés/min)
Nota : A unidade da velocidade de corte pode variar de acordo com a especificação do fabricante da máquina--ferramenta.

D Comando de cancelamento do controle da velocidade de corte constante

G97 Sfffff ; ↑Velocidade do fuso (rpm)
Nota : A unidade da velocidade de corte pode variar de acordo com a especificação do fabricante da máquina--ferramenta.

D Fixação da velocidade máxima do fuso

G50 S_ ;

A velocidade máxima do fuso (rpm) é indicada a seguir a S.

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PROGRAMAÇÃO

9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

Explicações
D Comando de controle da velocidade de corte constante (G96) G96 (comando de controle da velocidade de corte constante) é um código G modal. Depois de especificado um comando G96, o programa entra no modo de controle da velocidade de corte constante (modo G96) e os valores S especificados são adotados como velocidade de corte. O comando G96 tem de especificar o eixo ao longo do qual é aplicado o controle da velocidade de corte constante. O modo G96 é cancelado por um comando G97. Quando o controle da velocidade de corte constante se encontra ativo, qualquer velocidade do fuso superior ao valor especificado em G50S_; (velocidade máxima do fuso) é limitada para a velocidade máxima do fuso. No momento da energização, a velocidade máxima do fuso não se encontra ainda especificada e a velocidade não é limitada. No modo G96, os comandos S (velocidade de corte) são adotados como S = 0 (a velocidade de corte é igual 0) até que surja no programa M03 (rotação do fuso na direção positiva) ou M04 (rotação do fuso na direção negativa).

(rpm)

A velocidade do fuso (rpm) é quase igual à velocidade de corte (m/min) a aprox. 160 mm (raio).

Fig. 9.3 (a) Relação entre o raio da peça, a velocidade do fuso e a velocidade de corte

D Definição do sistema de coordenadas da peça para o controle da velocidade de corte constante

Para que o controle da velocidade de corte constante possa ser executado, é necessário definir o sistema de coordenadas de trabalho de forma que o eixo Z (eixo a que será aplicado o controle da velocidade de corte constante) obtenha o valor zero.
X Z 0

Fig. 9.3 (b) Exemplo de um sistema de coordenadas da peça para o controle da velocidade de t t t

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9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

PROGRAMAÇÃO

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D Velocidade de corte especificada no modo G96

Modo G96
Especificação da velocidade de corte em m/min (ou pés/min)

Modo G97

Comando G97

Memorização da velocidade de corte em m/min (ou pés/min)

Especificado
Comando para a velocidade do fuso

A velocidade do fuso especificada (rpm) é aplicada

Não especificado A velocidade de corte (m/min ou pés/min) é convertida na velocidade do fuso (rpm)

Outros comandos que não G96

Comando G96 Especificado A velocidade de corte especificada é aplicada
Comando para a velocidade de corte

Não especificado A velocidade de corte memorizada (m/min ou pés/min) é aplicada. Se não tiver sido memorizada uma velocidade de corte, é adotado o valor 0.

Restrições D Controle da velocidade de corte constante para abertura de rosca O controle da velocidade de corte constante também é eficaz durante a abertura de rosca. Por isso, é recomendável desativar o controle da velocidade de corte constante com o comando G97, antes de se iniciar a abertura de rosca em espiral e a abertura de rosca cônica, visto que qualquer atraso na resposta do sistema servo resultante da alteração da velocidade do fuso poderá não ser considerado.

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

D Controle da velocidade de corte constante para o deslocamento rápido (G00)

Em um bloco de deslocamento rápido especificado através de G00, o controle da velocidade de corte constante não é efetuado calculando-se a velocidade de corte para uma alteração transitória da posição da ferramenta, mas calculando- a velocidade de corte com base na posição -se da ferramenta no ponto final do bloco de deslocamento rápido, sob a condição de não ser executada qualquer usinagem durante o deslocamento rápido.

Valor do raio Caminho programado
X

Caminho da ferramenta após a correção
1 2 4 N16 N16 N11 N15 N14 N15 N14 N11 3

700 675 600 500 400 375 300 200 100

φ600

Z 300 400 500 600 700 800 900 1000 1050 1100 1200 1300 1400 1500 1475

Exemplo

N8 G00 X1000.0Z1400.0 ; N9 T33; N11 X400.0Z1050.0; N12 G50S3000 ; (Designação da velocidade máx. do fuso) N13 G96S200 ; (Velocidade de corte 200m/min) N14 G01 Z 700.0F1000 ; N15 X600.0Z 400.0; N16 Z … ;

O CNC calcula a velocidade do fuso que é proporcional à velocidade de corte especificada na posição do valor de coordenada programado no eixo X. Esse valor não corresponde ao valor calculado de acordo com a coordenada do eixo X após a correção, quando a correção é válida. No ponto final N15 do exemplo acima, no diâmetro 600 (que não corresponde ao centro do cabeçote de torno-revólver, mas ao centro da ponta da ferramenta) a velocidade é de 200 m/min. Se o valor de coordenada do eixo X for negativo, o CNC adota o valor absoluto.
119

9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

9.4

FUNÇÃO DE SUPERVISÃO DA OSCILAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO (G25, G26)
Formato

Com esta função é acionado um alarme de sobreaquecimento (nº 704) sempre que a velocidade do fuso divirja da velocidade nominal, devido às condições de usinagem. Esta função é útil, por exemplo, para evitar o emperramento da bucha de guia.

G26 ativa a supervisão da oscilação da velocidade do fuso. G25 desativa a supervisão da oscilação da velocidade do fuso.
G26 Pp Qq Rr ; G25 ; Supervisão da oscilação do fuso ON Supervisão da oscilação do fuso OFF

p : Tempo (em ms) entre a emissão de um novo comando de rotação do fuso (comando S) e o início da supervisão da velocidade real do fuso para verificar se é tão elevada que possa dar origem a um sobreaquecimento. A velocidade do fuso é verificada quando a velocidade nominal é alcançada dentro do período de tempo P. q : Tolerância (%) da velocidade nominal do fuso q= 1 − Velocidade real do fuso × 100 Velocidade nominal do fuso

Se a velocidade do fuso especificada se encontrar dentro desta faixa, se considera que foi alcançado o valor nominal. Em seguida, é verificada a velocidade real do fuso. r : Oscilação da velocidade do fuso (%) à qual a velocidade real do fuso é tão elevada que poderá dar origem a um sobreaquecimento. r= 1 − Velocidade que poderá causar um sobreaquecimento × 100 Velocidade nominal do fuso

A função de supervisão da oscilação da velocidade do fuso é ativada por G26 e desativada por G25. Mesmo que G25 tenha sido especificado, p, q e r não são anulados.

120

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

Explicações

A oscilação da velocidade do fuso é detectada da seguinte forma:
1. Quando é ativado um alarme depois de alcançada a velocidade nominal do fuso
Velocidade do fuso r

q q

d d

Velocidade nominal
r

Supervisão

Sem supervisão

Velocidade real
Supervisão Tempo

Especificação de outra velocidade

Início da supervisão

Alarme

2. Quando é ativado um alarme antes de ser alcançada a velocidade nominal do fuso
Velocidade do fuso

r q q d d r

Velocidade nominal

p Supervisão Sem supervisão Supervisão Alarme

Velocidade real

Especificação de outra velocidade Velocidade nominal :

Início da supervisão

Tempo

(Velocidade especificada pelo endereço S e por um valor de cinco dígitos)×(Override do fuso) Velocidade real : Velocidade detectada com um codificador de posição p : Tempo decorrido entre a alteração da velocidade nominal e o início da supervisão. q : (Tolerância porcentual para iniciar a supervisão)×(Velocidade nominal) r : (Oscilação porcentual detectada como condição de alarme)×(Velocidade nominal) d : Oscilação detectada como alarme (especificada no parâmetro 4913) O alarme é acionado se a diferença entre a velocidade nominal e a velocidade real for superior a r e d.
121

9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

NOTA 1 Quando é acionado um alarme durante a operação automática, ocorre uma parada de bloco único. O alarme de sobreaquecimento do fuso é indicado na tela CRT e é emitido o sinal de alarme “SPAL” (com o valor 1 em caso de presença de um alarme). Este sinal é anulado durante o reset. 2 Mesmo que se execute um reset após o acionamento do alarme, o alarme voltará a ser acionado se a causa não tiver sido eliminada. 3 A supervisão não é efetuada durante o estado de parada do fuso (*SSTP = 0). 4 Através do parâmetro (nº 4913), é possível definir uma faixa admissível de oscilação da velocidade de forma a suprimir o acionamento de um alarme. No entanto, será acionado um alarme um segundo mais tarde, se a velocidade real detectada for igual a 0 rpm.

122

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

9.5

FUNÇÃO DE POSICIONAMENTO DO FUSO

Durante a rotação, o fuso conectado ao motor do fuso é girado a uma determinada velocidade para girar, por sua vez, a peça montada no fuso. A função de posicionamento do fuso gira o fuso conectado ao respectivo motor para um determinado ângulo, a fim de posicionar a peça montada no fuso em um determinado ângulo. O fuso é posicionado no eixo C. A função de posicionamento do fuso engloba as três operações seguintes: 1. Cancelamento do modo de rotação do fuso e ativação do modo de posicionamento do fuso (orientação do fuso) 2. Posicionamento do fuso no modo de posicionamento do fuso 3. Cancelamento do modo de posicionamento do fuso e ativação do modo de rotação do fuso

9.5.1
Orientação do Fuso

Quando o posicionamento do fuso é executado pela primeira vez depois do motor do fuso ter sido usado para uma operação normal do fuso ou após uma interrupção do posicionamento do fuso, é necessário proceder à orientação do fuso. A função de orientação permite parar o fuso em uma posição pré-determinada. A orientação é comandada por meio do código M especificado no parâmetro nº 4960. O sentido da orientação pode ser especificado através de um parâmetro. Para um fuso analógico, o sentido da orientação é especificado em ZMIx (bit 5 do parâmetro 1006). Para um fuso serial, é especificado em RETRN (bit 5 do parâmetro 4005).

9.5.2
Posicionamento do Fuso
D Posicionamento com um ângulo semi-fixo especificado através de um código M

O fuso pode ser posicionado com um ângulo arbitrário ou com um ângulo semi-fixo.

O endereço M é seguido de um número de 2 dígitos. O valor admissível pode ser especificado com um dos seis valores entre Mα e M(α+5). O valor α tem de ser previamente especificado no parâmetro nº 4962. Os ângulos de posicionamento correspondentes aos valores Mα a M(α+5) são apresentados na lista abaixo. O valor β tem de ser previamente especificado no parâmetro nº 4963.
Código M Mα M(α+1) M(α+2) M(α+3) M(α+4) M(α+5) Ângulo de posicionamento β 2β 3β 4β 5β 6β (Ex.)β=30° 30° 60° 90° 120° 150° 180°

Especifique o comando com valores incrementais. O sentido de rotação é especificado no parâmetro IDM (bit 1 do parâmetro 4950).
123

9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Posicionamento com um Especifique a posição através do endereço C ou H seguido de um valor ângulo especificado numérico (ou de valores numéricos) com sinal. Os endereços C e H têm através do endereço C ou H de ser especificados no modo G00. (Exemplo) C-1000 H4500 O ponto final tem de ser especificado com uma distância em relação ao ponto de referência do programa (no modo absoluto), através do endereço C. Como alternativa, o ponto final também pode ser especificado com uma distância entre o ponto inicial e o ponto final (no modo incremental), através do endereço H. Os valores numéricos podem ser introduzidos com casas decimais. O valor tem de ser especificado em graus. (Exemplo) C35.0=C35 graus D Ponto de referência do programa A posição para a qual o fuso é orientado é adotada como ponto de referência do programa. O ponto de referência do programa pode ser alterado por meio da definição de um sistema de coordenadas (G50) ou da definição automática de um sistema de coordenadas (#OZPR do parâmetro 1202).

D Velocidade de avanço para o posicionamento
Ponto de referência do programa

90° A 180° B

Código G do tipo A Formato do comando Endereç o usado Comando A- B na figura acima

Código G do tipo B e C Endereç o usado e código G Comando A- B na figura acima

Comando absoluto

Especifique o ponto final com uma distância do ponto de referência do programa. Especifique uma distância entre o ponto inicial e o ponto final.

C

C180.0 ;

G90,C

G90C180.;

Comando incremental

H

H90.0 ;

G91,C

G90C90. ;

124

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

D Velocidade de avanço durante o posicionamento

A velocidade de avanço durante o posicionamento é igual à velocidade de deslocamento rápido especificada no parâmetro nº 1420. A aceleração/desaceleração linear é executada. À velocidade especificada pode ser aplicado um override de 100%, 50%, 25% e F0 (parâmetro nº 1421). A ferramenta desloca-se à velocidade de deslocamento rápido especificada no parâmetro nº 1420, até que seja alcançada uma velocidade suficiente para a orientação. Depois de alcançada esta velocidade, a orientação é executada à velocidade especificada no parâmetro nº 1425.

D Velocidade durante a orientação

9.5.3
Cancelamento do Posicionamento do Fuso

Para se comutar do modo de posicionamento do fuso para a rotação normal do fuso, é necessário especificar o código M definido no parâmetro nº 4961. AVISO 1 As funções de bloqueio de avanço, teste de funcionamento em vazio, bloqueio da máquina e bloqueio da função auxiliar não podem ser executadas durante o posicionamento do fuso. 2 O parâmetro nº 4962 tem de ser definido, mesmo que não seja executado um posicionamento com um ângulo semi--fixo especificado em um código M. Se o parâmetro não for definido, os códigos M entre M00 e M05 não funcionam corretamente.

NOTA 1 Especifique o posicionamento do fuso em um bloco separado. Não é possível especificar no mesmo bloco comandos de movimento para o eixo X ou Z. 2 Se durante o posicionamento do fuso for acionada uma parada de emergência, o posicionamento do fuso é interrompido. Para retomar o posicionamento, comece com o passo de orientação. 3 A função de controle do contorno para o eixo Cs do fuso serial e a função de posicionamento do fuso não podem ser usadas simultaneamente. Sendo especificadas ambas as opções, a função de posicionamento do fuso tem prioridade. 4 O eixo para o posicionamento do fuso é indicado em pulsos, no sistema de coordenadas da máquina.

125

10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T)

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

10

FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T)

Estão disponíveis duas funções da ferramenta. Uma é a função de seleção da ferramenta e a outra é a função de gestão da vida útil das ferramentas.

126

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T)

10.1

SELEÇÃO DA FERRAMENTA

Especificando um valor numérico de 2 dígitos/4 dígitos a seguir ao endereço T, são transmitidos para a máquina-ferramenta um sinal de código e um sinal de strobe. Estes sinais são usados, principalmente, para selecionar ferramentas na máquina. Só pode ser programado um código T por cada bloco. Consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta para obter informações mais detalhadas sobre o número de dígitos programáveis com o endereço T e sobre a correspondência entre os códigos T e as operações da máquina. Quando um comando de movimento e um código T se encontram especificados no mesmo bloco, os comandos são executados de uma destas formas: 1. Execução simultânea do comando de movimento e dos comandos da função T. 2. Execução dos comandos da função T imediatamente após terminada a execução do comando de movimento. A seleção de uma ou de outra seqüência depende das especificações do fabricante da máquina-ferramenta. Para informações mais detalhadas, consulte o manual de instruções fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta. 1. O último dígito do código T designa o número de correção.
T ff Número de correção da ferramenta Seleção da ferramenta

2. Os dois últimos dígitos do código T designam o número de correção.
T ff ff

Número de correção da ferramenta Seleção da ferramenta

Explicações

O valor a seguir ao código T indica a ferramenta desejada. Uma parte dos valores também é usada como número de correção, indicando a quantidade de compensação para a correção da ferramenta. Consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta para obter informações sobre a correspondência entre o código T, a ferramenta e a quantidade de dígitos para especificar a seleção da ferramenta. Exemplo (T2+2) N1G00X1000Z1400 N2T0313; (Seleção da ferramenta nº 3 e do valor de correção nº 13) N3X400Z1050; Em algumas máquinas, a seleção da ferramenta é feita com um valor de 1 dígito.

127

10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T)

PROGRAMAÇÃO

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10.2

GESTÃO DA VIDA ÚTIL DAS FERRAMENTAS

As ferramentas são classificadas em diversos grupos. A vida útil da ferramenta (tempo ou freqüência de uso) é especificada para cada um dos grupos. Sempre que uma ferramenta é usada, o tempo de utilização da ferramenta é acumulado. Quando a vida útil da ferramenta é esgotada, é utilizada a ferramenta seguinte, previamente determinada no mesmo grupo. A esta função dá- o nome de função de gestão da vida útil das -se ferramentas. No controle de 2 caminhos, a gestão da vida útil das ferramentas é efetuada separadamente para cada unidade porta-ferramenta. Do mesmo modo, os dados de gestão da vida útil das ferramentas também são definidos individualmente para cada unidade porta-ferramenta.

10.2.1
Programa dos Dados de Vida Útil da Ferramenta
Formato
As ferramentas usadas seqüencialmente em cada grupo e suas vidas úteis são registradas no CNC com o formato de programa apresentado na tabela 10.2.1 (a).
Tabela 10.2.1 (a) Formato do programa de gestão da vida útil Formato de fita O_ _ _ _ ; G10L3; P_ _ _ L_ _ _ _ ; T_ _ _ _ T_ _ _ _ ; ; Significado Número do programa Início da especificação dos dados de vida útil da ferramenta P___ : Número do grupo (de 1 a 128) L___ : Vida útil da ferramenta (de 1 a 9999) (1) T:____ Número da ferramenta (2) As ferramentas são selecionadas de (n) (1) a (2) a ... a (n). Dados para o próximo grupo

P_ _ _ L_ _ _ _ ; T_ _ _ _ ; T_ _ _ _ ; G11; M02(M30);

Fim da especificação dos dados de vida útil da ferramenta Fim do programa

Para obter informações sobre o método de registro dos dados de vida útil da ferramenta no CNC, consulte a subseção III-11.4.14.

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PROGRAMAÇÃO

10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T)

Explicações
D Especificação em função do tempo ou da freqüência de uso da ferramenta D Número máximo de grupos e de ferramentas A vida útil da ferramenta é especificada ou de acordo com o tempo de uso (em minutos) ou com a freqüência de uso, dependendo da especificação do parâmetro nº 6800#2 (LTM) . Como tempo de uso podem ser especificados 4300 minutos e como freqüência de uso 9999 vezes. O número de grupos a serem registrados e o número de ferramentas registradas em cada grupo podem ser combinados de três formas. Uma das três combinações é definida através do parâmetro nº 6800#0, #1 (GS1 e GS2).
Número máximo de grupos e de ferramentas com função opcional para 128 pares de ferramentas Número do grupo 16 32 64 128 Número da ferramenta 32 16 8 4

Tabela 10.2.1 (b) Número máximo de grupos e de ferramentas registrável
Número máximo de grupos e de ferramentas sem função opcional para 128 pares de ferramentas Número do grupo 16 32 64 16 Número da ferramenta 16 8 4 16

GS2 (nº 6800#1)

GS1 (nº 6800#0)

0 0 1 1

0 1 0 1

Em todos os casos acima mencionados, o número máximo de ferramentas registráveis é de 512 ou 256, dependendo, respectivamente, de a opção para 128 grupos de controle da vida útil da ferramenta ser ou não usada. Se a opção não for usada, defina os parâmetros da seguinte forma: para um total de 16 grupos com um número máximo de 16 ferramentas em cada grupo, defina GS1 = 0 e GS2 = 0. Para um total de 32 grupos com um número máximo de 8 ferramentas em cada grupo, defina GS1 = 0 e GS2 = 1. Para alterar a combinação, altere o parâmetro; em seguida, o programa de definição é executado com a combinação anterior de grupos de ferramentas definida no NC. Sempre que o parâmetro for alterado, o programa de definição de grupos terá de ser novamente executado. D Registro de ferramentas com o código T O mesmo número de ferramenta pode surgir no programa de dados de vida útil da ferramenta em qualquer posição e um número de vezes qualquer. O código T para o registro de ferramentas é composto, normalmente, de um número máximo de quatro dígitos. Sendo usada a opção para 128 grupos de controle da vida útil da ferramenta, o código poderá possuir, porém, um número máximo de seis dígitos.
T ffff ff Número de correção da ferramenta Seleção da ferramenta

Se usar a função de controle da vida útil da ferramenta, não use os parâmetros de correção da posição da ferramenta, isto é, LD1 e LGN (bits 0 e 1 do parâmetro nº 5002).
129

10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T)

PROGRAMAÇÃO

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Exemplo
O0001 ; G10L3 ; P001L0150 ; T0011 ; T0132 ; T0068 ; P002L1400 ; T0061; T0241 ; T0134; T0074; P003L0700 ; T0012; T0202 ; G11 ; M02 ;

Dados do grupo 1

Dados do grupo 2

Dados do grupo 3

Explicações

Os números de grupo especificados em P não têm de ser necessariamente consecutivos, não tendo também de ser atribuídos a todos os grupos. Para usar dois ou mais números de correção para a mesma ferramenta, no mesmo processo, proceda da seguinte forma:
Formato de fita Significado

P004L0500; T0101; T0105; T0108; T0206; T0203; T0202; T0209; T0304; T0309; P005L1200; T0405;

As ferramentas do grupo 4 são usadas de (1) a (2) a (3). (1) Cada ferramenta é usada 500 vezes (ou 500 minutos). Se este grupo for especificado três vezes em um processo, os números (2) de correção são selecionados pela seguinte ordem: Ferramentas (1): 01→05→08 (3) Ferramentas (2): 06→03→02→09 Ferramentas (3): 04→09

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T)

10.2.2
Contagem da Vida Útil da Ferramenta
Explicação
D Especificação da vida útil da ferramenta em função do tempo de uso (em minutos) Entre T∆∆99 (∆∆ = número do grupo da ferramenta ) e T∆∆88, em um programa de usinagem, o tempo durante o qual a ferramenta é usada no modo de corte é contado em intervalos de 4 segundos. O tempo decorrido durante a parada de bloco único, bloqueio de avanço, deslocamento rápido, pausa e espera FIN é ignorado. É possível especificar um total de 4300 minutos para a vida útil de uma ferramenta. A contagem é iniciada em cada um dos processos acionados pelo início do ciclo de um programa de usinagem e terminada quando o reset do NC é ativado pelo comando M02 ou M03. Os contadores dos grupos de ferramentas usados em um processo avançam 1 unidade. Mesmo que o mesmo grupo seja especificado mais de uma vez em um processo, o contador só avança 1 unidade. É possível especificar um total de 9999 vezes para a vida útil de uma ferramenta. A contagem da vida útil da ferramenta é efetuada individualmente para cada grupo. O conteúdo dos contadores da vida útil não é apagado quando o CNC é desligado. Se a vida útil for especificada em função da freqüência de uso, aplique um sinal de reset externo (ERS) ao CNC quando for executado o comando M02 ou M30.

D Especificação da vida útil da ferramenta em função da freqüência de uso

131

10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T)

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

10.2.3
Especificação do Grupo da Ferramenta no Programa de Usinagem

Nos programas de usinagem, os códigos T são usados para especificar os grupos das ferramentas da seguinte forma:
Formato de fita Tnn99; Significado Finaliza o uso da ferramenta atual e começa a usar a ferramenta do grupo ∆∆. “99” serve para distinguir esta especificação das especificações normais. Cancela a correção da ferramenta do grupo em causa. “88” serve para distinguir esta especificação das especificações normais. Finaliza o programa de usinagem.

Tnn88;

M02(M300);

Explicações
Formato de fita T0199; T0188; T0508; Significado Finaliza o uso da ferramenta anterior e começa a usar a ferramenta do grupo 01. Cancela a correção da ferramenta do grupo 01. Termina a utilização da ferramenta do grupo 01. Seleciona o número de ferramenta 05 e o número de correção 08. Cancela a correção da ferramenta número 05. Finaliza o uso da ferramenta número 05 e começa a usar a ferramenta do grupo 02. Finaliza o uso da ferramenta do grupo 02 e começa a usar a ferramenta do grupo 01. Se for especificado mais do que um número de correção para a ferramenta, será selecionado o segundo número de correção. Caso contrário, será usado o número de correção anterior.

T0500; T0299; T0199;

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

11. FUNÇÃO AUXILIAR

11

FUNÇÃO AUXILIAR

Há dois tipos de funções auxiliares: a função miscelânea (código M) para a especificação da inicialização do fuso, parada do fuso, fim do programa, etc., e a função auxiliar secundária (código B). Quando um comando de movimento e a função miscelânea se encontram especificados no mesmo bloco, os comandos são executados de uma destas formas: i) Execução simultânea do comando de movimento e dos comandos da função miscelânea. ii) Execução dos comandos da função miscelânea após terminada a execução do comando de movimento. A seleção de uma ou de outra seqüência depende das especificações do fabricante da máquina-ferramenta. Para informações mais detalhadas, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

133

11. FUNÇÃO AUXILIAR

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

11.1

FUNÇÃO AUXILIAR (FUNÇÃO M)

Quando é especificado um valor numérico após o endereço M, são enviados para a máquina um sinal de código e um sinal de strobe. Este sinais são usados para ligar e desligar a máquina. Em geral, só é válido um código M por cada bloco, sendo, contudo, possível especificar um total de três códigos M no mesmo bloco (embora não seja possível fazê-lo em algumas máquinas). A correspondência entre os códigos M e as funções depende do fabricante da máquina-ferramenta. Todos os códigos M são processados na máquina, exceto M98, M99, M198, os códigos M que se destinam à chamada de um subprograma (parâmetros nº 6071 a 6079) e os códigos M que se destinam à chamada de macros de usuário (parâmetros nº 6080 a 6089). Consulte o respectivo manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta. Os códigos M apresentados em seguida têm significados especiais. Indica o fim do programa principal. A operação automática é interrompida e é executado um reset no CNC. Isso varia conforme o fabricante da máquina-ferramenta. Após a execução de um bloco que especifica o fim do programa, a unidade de controle volta ao início do programa. O bit 5 do parâmetro nº 3404 (M02) ou o bit 4 do parâmetro nº 3404 (M03) pode ser utilizado para impedir que M02 ou M03 ative o regresso da unidade de controle ao início do programa. A operação automática é interrompida após a execução de um bloco que inclua M00. Quando o programa é interrompido, todas as informações modais permanecem inalteradas. A operação automática pode ser reiniciada, ativando a operação cíclica. Isso varia conforme o fabricante da máquina-ferramenta. Tal como acontece com M00, a operação automática é interrompida após a execução de um bloco que inclua M01. Este código só produz efeito se tiver sido pressionado o botão de parada opcional no painel de operação da máquina. Este código serve para chamar um subprograma. Os sinais de código e de strobe não são transmitidos. Para informações mais detalhadas, consulte a seção II-13.3, ”Subprograma”. Este código indica o fim de um subprograma. Através da execução de M99, a unidade de controle regressa ao programa principal. Os sinais de código e de strobe não são transmitidos. Para informações mais detalhadas, consulte a seção II-13.3, ”Subprograma”. Este código serve para chamar um subprograma de um arquivo, na função de entrada/saída externa. Para informações mais detalhadas, consulte a descrição da função de chamada de subprograma (III-4.5). NOTA O bloco imediatamente a seguir a um bloco que contenha M00, M01, M02 ou M03 não é memorizado no buffer intermediário. Através dos parâmetros (nº 3411 a 3420), é possível especificar, do mesmo modo, mais dez códigos M que impedem que o bloco subseqüente seja lido 3411 a 3421). Para informações mais detalhadas sobre estes códigos M, consulte o manual de instruções fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.

Explicações
D M02,M03 (Fim do programa)

D M00 (Parada do programa)

D M01 (Parada opcional)

D M98 (Chamada de subprograma) D M99 (Fim do subprograma)

D M198 (Chamada de um subprograma)

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

11. FUNÇÃO AUXILIAR

11.2

VÁRIOS COMANDOS M NO MESMO BLOCO

Até agora só têm sido referidos blocos que contêm apenas um código M. No entanto, é possível especificar um total de três códigos M no mesmo bloco, colocando o bit 7 (M3B) do parâmetro nº 3404 em 1. Assim, podem ser transmitidos simultaneamente para a máquina um total de três códigos M especificados no mesmo bloco. Isso significa que, em comparação com o método convencional de um único comando M por cada bloco, se pode obter uma usinagem com um tempo de ciclo mais curto. O CNC permite programar um total de três códigos M no mesmo bloco. Contudo, há alguns códigos M que não podem ser especificados simultaneamente, devido a restrições de ordem mecânica. Para informações mais detalhadas sobre as restrições de ordem mecânica inerentes à especificação simultânea de vários códigos M no mesmo bloco, consulte o manual fornecido pelo respectivo fabricante da máquina-ferramenta. M00, M01, M02, M30, M98, M99 ou M198 não podem ser especificados juntamente com outro código M. Além de M00, M01, M02, M30, M98, M99 e M198, existem ainda alguns códigos M que não podem ser especificados juntamente com outros códigos M; cada um deles terá de ser especificado em um bloco separado. Estes códigos M incluem os que levam o CNC a executar operações internas, além de transmitir os próprios códigos M para a máquina. Mais precisamente, trata-se de códigos M para chamar os números de programa 9001 a 9009 e de códigos M para desativar a leitura prévia (memorização temporária) dos blocos subseqüentes. Portanto, só podem ser especificados simultaneamente no mesmo bloco os códigos M que levem o CNC unicamente a transmitir os próprios códigos M para a máquina (sem executar operações internas).

Explicações

Exemplos
Um comando M por cada bloco M40 ; M50 ; M60 ; G28G91X0Z0 ; : : : Vários comandos M no mesmo bloco M40M50M60 ; G28G91X0Z0 ; : : : : :

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11. FUNÇÃO AUXILIAR

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

11.3

FUNÇÃO DE VERIFICAÇÃO DO GRUPO DE CÓDIGOS M

A função de verificação do grupo de códigos M serve para controlar se a combinação dos vários códigos M (no máximo, três códigos M) contidos no mesmo bloco está correta. Esta função tem dois objetivos. Um deles é detectar se algum dos códigos M especificados no mesmo bloco é um código M que tenha de ser especificado individualmente. O outro é detectar se algum dos códigos M especificados no mesmo bloco é um código M pertencente ao mesmo grupo. Em ambos os casos, é acionado o alarme P/S nº 5016. Para informações mais detalhadas sobre a especificação de dados de grupo, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquinaferramenta.

Explicações
D Especificação de códigos M D Números de grupo É possível especificar um total de 500 códigos M. Geralmente, são sempre especificados os códigos M0 a M99. Os códigos M a partir de M100 são opcionais. Os números de grupo podem ser atribuídos de 0 a 127. Tenha, contudo, em atenção que os números 0 e 1 possuem significados especiais. O número 0 representa os códigos M que não têm de ser verificados. O número 1 representa os códigos M que têm de ser especificados separadamente.

136

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

11. FUNÇÃO AUXILIAR

11.4

FUNÇÕES AUXILIARES SECUNDÁRIAS (CÓDIGOS B)

A indexação da mesa é executada através do endereço B e de um número subseqüente de 8 dígitos. A relação entre os códigos B e a indexação correspondente varia conforme o fabricante da máquina-ferramenta. Para mais informações, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

Explicações
D Faixa de valores de comando D Método de comando De 0 a 99999999 1. É possível utilizar números decimais para a entrada. Comando Valor de saída B10. 10000 B10 10 2. Através do parâmetro DPI (nº 3401#0), é possível alterar o fator de escalonamento de B (1000 ou 1), se o ponto decimal for omitido. Comando Valor de saída DPI igual a 1: B1 1000 DPI igual a 0: B1 1 3. Através do parâmetro AUX (nº 3405#0), é possível alterar o fator de escalonamento de B (1000 ou 10000) se o ponto decimal for omitido no sistema de entrada em polegadas, sendo DPI=1. Comando Valor de saída AUX igual a 1:B1 10000 AUX igual a 0:B1 1000 Quando são utilizadas estas funções, é desativado o endereço B que especifica o movimento do eixo.

Restrições

137

12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

PROGRAMAÇÃO

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12
Aspectos gerais

CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

D Programa principal e subprograma

Há dois tipos de programa: o programa principal e o subprograma. Normalmente, o CNC trabalha de acordo com o programa principal. Contudo, se o programa principal incluir um comando de chamada de um subprograma, o controle passa para o subprograma. Quando aparece no subprograma um comando que especifica o regresso ao programa principal, o controle passa novamente para o programa principal.
Programa principal Instrução 1 Instrução 2 Subprograma Instrução 1′ Instrução 2′

Seguir as instruções do subprograma Instrução n Instrução n+1

Regresso ao programa principal

Fig. 12 (a) Programa principal e subprograma

A memória do CNC pode armazenar um total de 400 programas principais e subprogramas (63 dos quais como programas padrão). Dos programas principais memorizados, pode selecionar- um para operar a máquina. -se Para obter informações sobre os métodos de registro e seleção de programas, consulte as seções III- e III-10 -9.3.

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PROGRAMAÇÃO

12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

D Componentes do programa

Um programa é constituído pelas seguintes componentes:
Tabela 12 Componentes de um programa
Componentes Início da fita Seção inicial Início do programa Seção de programa Seção de comentários Fim da fita Descrições Símbolo que indica o início de um arquivo do programa Utilizada para o título de um arquivo do programa, etc. Símbolo que indica o início de um programa Comandos para a usinagem Comentários ou instruções para o operador Símbolo que indica o fim de um arquivo do programa Seção inicial Início da fita % TÍTULO; Início do programa

O0001 ;

Seção de programa

(COMENTÁRIO)

Seção de comentários

M30 ; % Fim da fita

Fig. 12 (b) Configuração do programa

D Configuração da seção de programa

Uma seção de programa é composta de vários blocos, começando com o número do programa e terminando com um código de fim do programa. Configuração da seção de programa Número do programa Bloco 1 Bloco 2 : Bloco n Fim do programa Seção de programa O0001 ; N1 G91 G00 X120.0 Y80.0 ; N2 G43 Z--32.0 H01 ; : Nn Z0 ; M30 ;

Um bloco contém informações necessárias para a usinagem, tais como comandos de movimento ou comandos de ativação/desativação do líquido refrigerante. Especificando- um valor após uma barra (/), no -se início de um bloco, é possível desativar a execução de alguns blocos (ver “Salto opcional de bloco” na seção II-12.2).

139

12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

PROGRAMAÇÃO

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12.1

OUTRAS COMPONENTES DO PROGRAMA ALÉM DAS SEÇÕES DE PROGRAMA

Aqui são descritas as outras componentes do programa que não as seções de programa. Para informações sobre as seções de programa, consulte a seção II- 12.2. Seção inicial Início da fita % TÍTULO; Início do programa

O0001 ;

Seção de programa

(COMENTÁRIO)

Seção de comentários

M30 ; % Fim da fita

Fig. 12.1 Configuração do programa

Explicações
D Início da fita
A expressão ’início da fita’ indica o início de um arquivo que contém programas CNC. Esta indicação torna- se desnecessária, se os programas forem lidos através do SISTEMA P ou de PCs normais. A indicação não aparece na tela de exibição. No entanto, se o arquivo for editado, a indicação é automaticamente editada no início do arquivo. Tabela 12.1 (a) Código de início da fita
Nome Início da fita Código ISO % Código EIA ER Notação neste manual %

D Seção inicial

A seção inicial é constituída pelos dados introduzidos no arquivo antes dos programas. Quando a usinagem é iniciada, encontra- se, normalmente, ativo o ”estado de ignorar rótulo identificativo” que é ativado através da ligação da máquina ou do reset do sistema. No estado de ignorar rótulo identificativo, são ignoradas todas as informações até que seja lido o código de fim de bloco. Quando um arquivo é lido para a unidade CNC por meio de um dispositivo de E/S, a função de ignorar rótulo identificativo permite que as seções iniciais sejam ignoradas. Geralmente, as informações contidas nas seções iniciais são, p. ex., os cabeçalhos dos arquivos. Quando a seção inicial é ignorada, o controle de paridade não é realizado. Sendo assim, a seção inicial pode conter qualquer código exceto o código EOB. O código de início do programa tem de ser introduzido imediatamente após a seção inicial, isto é, imediatamente antes da seção de programa. Este código indica o início de um programa e é sempre necessário para desativar a função de ignorar rótulo identificattivo. No SISTEMA P ou em PCs normais, este código pode ser introduzido pressionando a tecla de return. Tabela 12.1 (b) Código de início do programa
Nome Início do programa Código ISO LF Código EIA CR Notação neste manual ;

D Início do programa

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PROGRAMAÇÃO

12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

NOTA Se um arquivo contiver vários programas, o código EOB para a operação de ignorar o rótulo identificativo não pode surgir antes do segundo número do programa ou do número do programa subseqüente. No entanto, se o programa precedente terminar com %, a expressão ”início do programa” é necessária no início do programa. D Seção de comentários Todas as informações contidas entre os códigos de controle-out e de controle- são consideradas como sendo comentários e ignoradas pelo -in CNC. O usuário pode introduzir cabeçalhos, comentários, instruções para o operador, etc. Não há um limite para o comprimento da seção de comentários.
Tabela 12.1 (c) Códigos de controle- e de controle-in -out
Nome Controle--out Controle--in Código ISO ( ) Código EIA 2--4--5 2--4--7 Notação neste manual ( ) Significado Início da seção de comentários Fim da seção de comentários

Quando um programa é lido para operações de memória, as eventuais seções de comentários não são ignoradas, mas lidas também para a memória. Tenha, contudo, em atenção que os códigos que não se encontram incluídos na tabela de códigos do anexo F são ignorados, não sendo, portanto, lidos para a memória. Se o programa que se encontra nesta memória for editado em um dispositivo de entrada/saída externo (ver seção III- todos os comentários são igualmente editados. -8), Se o programa for apresentado na tela, suas seções de comentários são também apresentadas. Os códigos que tiverem sido ignorados durante a leitura para a memória não são, porém, editados nem apresentados. Durante as operações de memória ou as operações DNC, são ignoradas todas as seções de comentários. A função de controle TV pode ser utilizada para seções de comentários, definindo- o parâmetro CTV (bit -se 1 do parâmetro nº 0100) de forma correspondente. CUIDADO Se no meio de uma seção de programa aparecer uma longa seção de comentários, o movimento ao longo de um eixo poderá ser suspendido por um período de tempo mais prolongado, devido a essa seção de comentários. Conseqüentemente, as seções de comentários devem ser sempre introduzidas em pontos que permitam a ocorrência de uma suspensão do movimento ou que não impliquem movimentos. NOTA 1 Se for lido um código de controle--in sem um código de controle--out correspondente, o primeiro é ignorado. 2 O código EOB não pode ser utilizado em comentários.

141

12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

PROGRAMAÇÃO

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D Fim da fita

O código de fim da fita tem de ser introduzido no final do arquivo de programas NC. Se os programas forem introduzidos por meio do sistema de programação automática, não é necessário introduzir esta indicação. A indicação não aparece na tela de exibição CRT. No entanto, se o arquivo for editado, a indicação é automaticamente editada no fim do arquivo. Quando se tenta executar % sem que M02 ou M03 se encontrem dispostos no final do programa, é acionado um alarme P/S (nº 5010).
Tabela 12.1 (d) Código de fim da fita
Nome Fim da fita Código Código ISO EIA % ER Notação neste manual %

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PROGRAMAÇÃO

12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

12.2

CONFIGURAÇÃO DA SEÇÃO DE PROGRAMA

Aqui são descritos os elementos de uma seção de programa. Para informações sobre as outras componentes do programa, consulte a seção II-12.1.
% TÍTULO;

Número do programa

O0001 ; N1 … ; Seção de programa (COMENTÁRIO) Número de seqüência

Fim do programa M30 ; %

Fig. 12.2 (a) Configuração do programa

D Número do programa

A cada programa registrado inicialmente na memória é atribuído um número de programa constituído pelo endereço O seguido de um número de quatro dígitos, para o identificar. No entanto, se for utilizada a opção para números de programa de 8 dígitos, especifique oito dígitos para o número do programa (ver seção II.12.4). No código ISO, podem utilizar- dois pontos ( : ) em vez de O. -se Se não for especificado nenhum número de programa no início do programa, o número de seqüência (N....) que se encontra no início do mesmo é adotado como número do programa. Se forem utilizados números de seqüência de quatro dígitos, os quatro dígitos mais baixos são registrados como número do programa. Se os quatro dígitos mais baixos forem todos 0, é registrado como número do programa o número de programa imediatamente anterior acrescentado de 1. Tenha, contudo, em atenção que N0 não pode ser utilizado em números de programa. Caso não haja nenhum número de programa nem de seqüência no início do programa, o número do programa terá de ser especificado através do painel MDI, no momento em que o programa é armazenado na memória (ver seção 8.4 ou 10.1 na Parte III.). NOTA Os números de programa entre 8000 e 9999 poderão ser reservados pelo fabricante da máquina--ferramenta, não podendo, portanto, ser utilizados pelo usuário.

143

12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

PROGRAMAÇÃO

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D Número de seqüência e bloco

Um programa é composto de vários comandos. A uma unidade de comando dá- o nome de bloco. Um bloco é separado de outro por meio -se de um código EOB (código de fim do bloco).
Tabela 12.2 (a) Código EOB
Nome Fim do bloco (EOB) Código Código ISO EIA LF CR Notação neste manual ;

No cabeçalho de um bloco pode introduzir- um número de seqüência -se constituído por um endereço N seguido de um número de, no máximo, cinco dígitos (de 1 a 99999). Os números de seqüência podem ser especificados pela ordem desejada, sendo possível saltar quaisquer números. Os números de seqüência podem ser atribuídos a todos os blocos do programa ou apenas aos blocos desejados. No entanto, geralmente é conveniente atribuir os números de seqüência por ordem crescente, em sintonia com os passos de usinagem (por exemplo, quando é necessário substituir uma ferramenta por outra e a usinagem passa para uma nova superfície com indexação da mesa).
N300 X200.0 Z300.0 ; O número de seqüência está sublinhado. Fig. 12.2 (b) Número de seqüência e bloco (exemplo)

NOTA Não é possível utilizar N0 por motivos de compatibilidade do arquivo com outros sistemas CNC. 0 não pode ser utilizado como número de programa, não podendo, portanto, ser incluído em um número de seqüência que deva ser registrado como número de programa.

D Controle TV (controle da paridade vertical ao longo da fita)

Os blocos de uma fita de entrada são submetidos a um controle de paridade vertical. Se algum dos blocos possuir um número ímpar de caracteres (começando no código imediatamente a seguir ao EOB e terminando no EOB seguinte), é acionado um alarme P/S (nº 002). Só não são submetidas ao controle TV as áreas que são ignoradas devido à função de ignorar rótulo identificativo. Através do bit 1 (CTV) do parâmetro nº 0100, pode especificar- se os caracteres constituintes dos comentários, -se escritos entre “(” e “)”, deverão ou não ser contados ao obter o número de caracteres para o controle TV. A função de controle TV pode ser ativada e desativada através da unidade MDI (ver subseção 11.4.7 na Parte III.).

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PROGRAMAÇÃO

12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

D Configuração do bloco (palavra e endereço)

Um bloco consiste em uma ou mais palavras. Uma palavra consiste em um endereço seguido de um número de vários dígitos. (Um número pode ser precedido de um sinal de mais (+) ou de menos (-).) Palavra = Endereço + Número (exemplo: X-1000) Para o endereço, se utiliza uma letra (de A a Z); o endereço define o significado do número que se lhe segue. A tabela 12.2 (b) apresenta os endereços mais freqüentes e seus significados. O mesmo endereço poderá ter significados diferentes, dependendo da especificação da função preparatória.
Tabela 12.2 (b) Funções e endereços principais
Função Número do programa Número de seqüência Função preparatória Palavra de dimensão Endereço O (1) N G Significado Número do programa Número de seqüência Especifica um modo de deslocamento (linear, arco, etc.)

X, Y, Z, U, V, Comando de movimento do eixo de W, A, B, C coordenadas I, J, K R Coordenada do centro do arco Raio do arco Velocidade de avanço por minuto, Velocidade de avanço por rotação Velocidade do fuso Número da ferramenta Controle ON/OFF da máquina--ferramenta Indexação da mesa, etc. Tempo de pausa Número do subprograma

Função de avanço Função da velocidade do fuso Função da ferramenta Função auxiliar

F S T M B

Pausa Designação do número de um programa Número de repetições Parâmetro

P, X, U P

P P, Q

Número de repetições do subprograma Parâmetros do ciclo fixo

NOTA No código ISO, os dois pontos ( : ) também podem ser utilizados como endereço de um número de programa.

N_

G_

X_ Z_
Palavra de dimensão

F_

S_

T_
Função da ferramenta

M_

;

Número de Função seqüência preparatória

Função Função de avanço da velocidade do fuso

Função miscelânea

Fig. 12.2 (c) 1 Bloco (exemplo)

145

12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

PROGRAMAÇÃO

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D Endereços principais e faixas dos valores de comando

Os endereços principais e as faixas dos valores especificados para os endereços são apresentados abaixo. Tenha em atenção que estes números representam valores limites no lado CNC, os quais são completamente diferentes dos valores limites no lado da máquina- ferramenta. O CNC permite, por exemplo, que a ferramenta se desloque, ao todo, 100 m (entrada em milímetros) ao longo do eixo X. Contudo, o curso real ao longo do eixo X poderá ser limitado a 2 m em certas máquinas- ferramentas. Do mesmo modo, o CNC pode permitir uma velocidade de corte até 240 m/min, mas a máquina ferramenta poderá não permitir mais de 3 m/min. Para elaborar os programas, o usuário deveria ler atentamente os manuais da máquina- ferramenta, assim como este manual, para tomar conhecimento das restrições da programação. Tabela 12.2 (c) Endereços principais e faixas dos valores de comando
Função Número do programa Número de seqüência Função preparatória Palavra de Sistema dimensão incremental IS--B Sistema incremental IS--C Avanço por minuto Sistema incremental IS--B Sistema incremental IS--C Avanço por rotação Função da velocidade do fuso Função da ferramenta Função auxiliar F S T M B Pausa Sistema incremental IS--B Sistema incremental IS--C Designação do número do programa Número de repetições P P P, X, U Endereço O (1) N G Entrada em mm 1--9999 1--99999 0--99 Entrada em polegadas 1--9999 1--99999 0--99 De --9999,9999 a +9999,9999 De --999,99999 a +999,99999 De 0,01 a 9600,00 polegadas/min De 0,01 a 4000,00 polegadas/min

X, Y, Z, U, De --99999,999 a V, W, A, +99999,999 , , , , B, C, I, J, K, R, De --9999,9999 a +9999,9999 F De 1 a 240000 mm/min De 1 a 100000 mm/min

De 0,0001 a De 0,000001 a 500,0000 mm/rot. 9,999999 pol./rot. De 0 a 20000 De 0 a 99999999 De 0 a 99999999 De 0 a 99999999 De 0 a 99999,999s De 0 a 20000 De 0 a 99999999 De 0 a 99999999 De 0 a 99999999 De 0 a 99999,999s

De 0 9999,9999s De 0 9999,9999s

de 1 a 9999 De 1 a 999

de 1 a 9999 De 1 a 999

NOTA No código ISO, os dois pontos ( : ) também podem ser utilizados como endereço de um número de programa.

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PROGRAMAÇÃO

12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

D Salto opcional de bloco

Se no cabeçalho de um bloco for especificada uma barra seguida de um número (/n (n=1 a 9)) e a chave n (para o salto opcional de bloco) estiver na posição ON, no painel de operação da máquina, a informação contida no bloco em que foi especificado /n (correspondente à chave número n) é ignorada nas operações de fita ou de memória. Se a chave n para o salto opcional de bloco, estiver na posição OFF, a informação contida no bloco em que foi especificado /n é válida. Isso significa que o operador poderá decidir se o bloco em que /n foi especificado deverá ou não ser ignorado. É possível omitir o número 1 para /1, a não ser que sejam utilizadas no mesmo bloco duas ou mais chaves de salto opcional de bloco. Exemplo) (Errado) (Certo) //3 G00X10.0; /1/3 G00X10.0; Esta função é ignorada, quando os programas são carregados para a memória. Os blocos com /n também são arquivados na memória, independentemente da posição da chave de salto opcional de bloco. Os programas arquivados na memória podem ser editados, independentemente da posição das chaves de salto opcional de bloco. A função de salto opcional de bloco também é eficaz durante a operação de procura de números de seqüência. Dependendo da máquina-ferramenta, poderá não ser possível utilizar todas as chaves (de 1 a 9) de salto opcional de bloco. Consulte o manual do fabricante da máquina-ferramenta para informações mais detalhadas a este respeito. AVISO 1 Posição da barra A barra (/) tem de ser introduzida no início do bloco. Se a barra for introduzida em outra posição, a informação contida entre a barra e o código EOB é ignorada. 2 Desativação de uma chave de salto opcional de bloco A operação de salto opcional de bloco é executada no momento em que os blocos são lidos da memória ou da fita para o buffer. Após a leitura dos blocos para o buffer, os blocos já lidos não são ignorados, mesmo que alguma das chaves se encontre na posição ON.

NOTA Controle TV e TH Quando uma chave de salto opcional de bloco se encontra na posição ON, as seções ignoradas são submetidas aos controles TH e TV, tal como acontece quando a chave se encontra na posição OFF.

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12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

PROGRAMAÇÃO

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D Fim do programa

O fim de um programa é indicado, transmitindo um dos seguintes códigos no final do programa:
Tabela 12.2 (d) Código de fim do programa Código M02 M30 M99 Para o subprograma Significado Para o programa principal

Se um dos códigos de fim do programa for lido durante a execução do programa, o CNC termina a execução do programa e passa para o estado de reset. Se for lido o código de fim do subprograma, o controle regressa ao programa em que foi chamado o subprograma. AVISO Os blocos que contenham um código de salto opcional de bloco do tipo /M02 ; , /M30 ; ou /M99 ; , não são considerados como blocos de fim do programa, se a chave de salto opcional de bloco da máquina se encontrar na posição ON. (Ver o item “Salto opcional de bloco”.)

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PROGRAMAÇÃO

12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

12.3

SUBPROGRAMA (M98, M99)
Formato
D Configuração de um subprograma

Se um programa contiver uma seqüência fixa ou padrões freqüentemente repetidos, essa seqüência ou padrão pode ser arquivado na memória como subprograma, para simplificar o programa. O subprograma pode ser chamado a partir do programa principal. O subprograma chamado também pode, por sua vez, chamar outros subprogramas.

Um subprograma

O

jjjj ; Número do subprograma

(ou dois pontos (:), opcionalmente, no caso do código ISO) Fim do programa

M99 ;

Como abaixo indicado, M99 não tem de formar um bloco separado. Exemplo) X100.0 Y100.0 M99 ;

D Chamada do subprograma (M98)

M98 P

ffff ffff ;

↑ ↑ Número do Número de vezes que o subprograma subprograma deverá ser chamado repetidamente Se não for indicado o número de repetições, o subprograma é chamado apenas uma vez.

Explicações

Quando o programa principal chama um subprograma, esta operação é considerada como chamada de subprogramas do nível um. Os subprogramas podem ser incluídos, ao todo, em quatro níveis, como seguidamente ilustrado.
Subprograma O1000 ; Subprograma O2000 ; Subprograma O3000 ; Subprograma O4000 ;

Programa principal O0001 ;

M98P1000 ;

M98P2000 ;

M98P3000 ;

M98P4000 ;

M30 ;

M99 ;

M99 ;

M99 ;

M99 ;

(Inclusão de nível um) (Inclusão de nível dois) (Inclusão de nível três) (Inclusão de nível quatro)

Um subprograma pode ser chamado repetidamente 9999 vezes, no máximo, através de um único comando de chamada. Por uma questão de compatibilidade com os sistemas de programação automática, pode utilizar-se Nxxxx, no primeiro bloco, em vez de um número de subprograma a seguir a O (ou :). O número de seqüência após N é registrado como número do subprograma.

Item de referência

Consulte o capítulo 10, na Parte III, para obter informações mais detalhadas sobre os métodos de registro de subprogramas.
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12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

PROGRAMAÇÃO

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NOTA 1 Os sinais M98 e M99 não são transmitidos para a máquina--ferramenta. 2 Não sendo possível encontrar o número do subprograma especificado pelo endereço P, é acionado um alarme (nº 078).

Exemplos
l M98 P51002 ; Este comando especifica a instrução ”Chamar o subprograma (número 1002) cinco vezes consecutivas”. O comando de chamada de subprograma (M98P_) pode ser especificado no mesmo bloco de um comando de movimento. l X1000.0 M98 P1200 ; Neste exemplo, o subprograma (número 1200) é chamado após um movimento do eixo X. l Seqüência de execução de subprogramas chamados por um programa principal Subprograma Programa principal 1 2 3 N0010 ; O1010 ; N0020 ; N0030 M98 P21010 ; N0040 ; N0050 M98 P1010 ; N0060 ; N1020 ; N1030 ; N1040 ; N1050 ; N1060 M99 ;

Um subprograma pode chamar outro subprograma, da mesma forma que um programa principal chama um subprograma.

Utilização especial
D Especificação do número de seqüência para o destino de retorno ao programa principal Se P for utilizado para especificar um número de seqüência no final de um subprograma, a unidade de controle não regressa ao bloco a seguir ao bloco de chamada, mas ao bloco com o número de seqüência especificado em P. Tenha, contudo, em atenção que P é ignorado, sempre que o programa principal não esteja operando no modo de operação de memória. Este método é muito mais demorado do que o método de regresso normal ao programa principal.
Programa principal N0010 … ; N0020 … ; N0030 M98 P1010 ; N0040 … ; N0050 … ; N0060 … ; Subprograma O0010 … ; N1020 … ; N1030 … ; N1040 … ; N1050 … ; N1060 M99 P0060 ;

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

D Usando M99 no programa principal

Se M99 for executado no programa principal, o controle regressa ao início do programa principal. M99 pode ser executado, por exemplo, introduzindo /M99 ; em um ponto adequado do programa principal e desativando a função de salto opcional de bloco, durante a execução do programa principal. Após a execução de M99, o controle regressa ao início do programa principal e a execução é repetida desde o início do programa. A execução é repetida enquanto a função de salto opcional de bloco estiver desativada. Se esta função for ativada, o bloco /M99 ; é ignorado e o controle prossegue a execução, passando para o bloco seguinte. Se /M99Pn ; for especificado, a unidade de controle não regressa ao início do programa principal, mas ao número de seqüência n. Neste caso, o regresso ao número de seqüência n dura mais tempo.
N0010 … ; N0020 … ; N0030 … ; N0040 … ; N0050 … ; / N0060 M99 P0030 ; N0070 … ; N0080 M02 ;

Salto opcional de bloco OFF

Salto opcional de bloco ON

D Usando apenas um subprograma

Um subprograma pode ser executado tal como um programa principal, localizando- o seu início através do MDI. -se (Para mais informações sobre as operações de localização, consulte a seção 9.4 na Parte III.) Neste caso, se for executado um bloco que contenha M99, o controle regressa ao início do subprograma para uma execução repetida. Se for executado um bloco que contenha M99Pn, o controle regressa ao bloco do subprograma com o número de seqüência n, para uma execução repetida. Para terminar este programa, é necessário introduzir, no ponto apropriado, um bloco que contenha /M02 ; ou /M30 ; e colocar a chave de salto opcional de bloco na posição OFF. Esta chave terá de ser colocada primeiro na posição ON.
N1010 … ; N1020 … ; N1030 … ; N1040 M02 ; / N1050 M99 P1020 ;

Salto opcional de bloco ON

151

12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

PROGRAMAÇÃO

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12.4

NÚMERO DE PROGRAMA DE 8 DÍGITOS
Explicações
D Bloqueio da edição de programas

A função de número de programa de 8 dígitos permite especificar números de programa de oito dígitos após o endereço O (de O00000001 a O99999999).

A edição dos subprogramas O00008000 a O00008999, O00009000 a O00009999, O80000000 a O89999999 e O90000000 a O99999999 pode ser bloqueada.
Parâmetro NE8(nº 3202#0) NE9(nº 3202#4) PRG8E(nº 3204#3) PRG9E(nº 3204#4) Números dos programas cuja edição deverá ser desativada de O00008000 a O00008999 de O00009000 a O00009999 de O80000000 a O89999999 de O90000000 a O99999999

NOTA Se for introduzida uma senha errada para a função de senha (ver III--9.9), não é possível alterar as especificações de NE9 (bit 3 do parâmetro nº 3202) e PQE (bit 4 do parâmetro nº 3204). D Nome do arquivo Para a transmissão de programas com especificação de uma faixa, são atribuídos aos arquivos os seguintes nomes: Transmissão com a especificação de O00000001 e O00123456: “O00000001-G” Transmissão com a especificação de O12345678 e O45678900: “O12345678-G” Quando está sendo aplicado o controle de 2 caminhos, o nome do arquivo para o primeiro caminho é provido do sufixo “- e para o segundo -1” caminho do sufixo “-2”. Os números dos subprogramas especiais podem ser alterados através do bit 5 (SPR) do parâmetro nº 3204. 1) Chamada de macro com o código G
Parâmetro utilizado para especificar o código G Nº 6050 Nº 6051 Nº 6052 Nº 6053 Nº 6054 Nº 6055 Nº 6056 Nº 6057 Nº 6058 Nº 6059 Número do programa Se SPR = 0 O00009010 O00009011 O00009012 O00009013 O00009014 O00009015 O00009016 O00009017 O00009018 O00009019 Se SPR = 1 O90009010 O90009011 O90009012 O90009013 O90009014 O90009015 O90009016 O90009017 O90009018 O90009019

D Programas especiais

152

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

2) Chamada de macro com o código M
Parâmetro utilizado para especificar o código M Nº 6080 Nº 6081 Nº 6082 Nº 6083 Nº 6084 Nº 6085 Nº 6086 Nº 6087 Nº 6088 Nº 6089 Número do programa Se SPR = 0 O00009020 O00009021 O00009022 O00009023 O00009024 O00009025 O00009026 O00009027 O00009028 O00009029 Se SPR = 1 O90009020 O90009021 O90009022 O90009023 O90009024 O90009025 O90009026 O90009027 O90009028 O90009029

3) Chamada de subprogramas com o código M
Parâmetro utilizado para especificar o código M Nº 6071 Nº 6072 Nº 6073 Nº 6074 Nº 6075 Nº 6076 Nº 6077 Nº 6078 Nº 6079 Número do programa Se SPR = 0 O00009001 O00009002 O00009003 O00009004 O00009005 O00009006 O00009007 O00009008 O00009009 Se SPR = 1 O90009001 O90009002 O90009003 O90009004 O90009005 O90009006 O90009007 O90009008 O90009009

4) Chamada de macro com o código T
Parâmetro utilizado para especificar o código T TCS(nº 6001#5) Número do programa Se SPR = 0 O00009000 Se SPR = 1 O90009000

5) Chamada de macro com o código ASCII
Parâmetro utilizado para especificar o código ASCII Nº 6090 Nº 6091 Número do programa Se SPR = 0 O00009004 O00009005 Se SPR = 1 O90009004 O90009005

153

12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

6) Função de dados padrão
Número do programa Se SPR = 0 O00009500 O00009501 O00009502 O00009503 O00009504 O00009505 O00009506 O00009507 O00009508 O00009509 O00009510 Se SPR = 1 O90009500 O90009501 O90009502 O90009503 O90009504 O90009505 O90009506 O90009507 O90009508 O90009509 O90009510

D Procura externa de número do programa

Os sinais externos de entrada podem ser utilizados para procurar o número de um programa. Qualquer programa arquivado na memória CNC pode ser selecionado através da introdução externa de um número de programa entre 1 e 99999999. Para informações mais detalhadas, consulte o manual correspondente fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

Limitações
D Chamada de subprograma Esta função desativa a chamada de subprogramas, caso não seja utilizado o formato de fita FS15 (ver II-19). Esta restrição também se aplica à chamada de programas em dispositivos externos de E/S (M198). (Exemplo) M98 P12345678 ; Só o número do subprograma, sem contagem da freqüência de repetição. D DNC O número de programa de oito dígitos não pode ser usado em DNC1, DNC2, ethernet, servidor de dados, CNC ABERTO, FUNÇÃO DE PROGRAMAÇÃO AUTOMÁTICA VERBAL.

154

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

13
Aspectos gerais

FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

Este capítulo aborda os seguintes temas: 13.1 CICLO FIXO (G90, G92, G94) 13.2 REPETIÇÃO DE CICLO (G70-G76) 13.3 CICLO FIXO DE PERFURAÇÃO (G80-G89) 13.4 CICLO FIXO DE RETIFICAÇÃO (PARA A RETIFICADORA) 13.5 CHANFRAGEM E CANTO R 13.6 ESPELHAMENTO PARA CABEÇOTE DUPLO DE TORNO-REVÓLVER (G68, G69) 13.7 PROGRAMAÇÃO DIRETA DAS DIMENSÕES DO DESENHO 13.8 ROSQUEAMENTO RÍGIDO COM MACHO 13.9 CONVERSÃO TRIDIMENSIONAL DE COORDENADAS (G68.1, G69.1)

NOTA Os diagramas explanatórios incluídos neste capítulo utilizam a programação do diâmetro no eixo X. Na programação do raio, U/2 é substituído por U e X/2 por X.

155

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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13.1

CICLO FIXO (G90, G92, G94) 13.1.1
Ciclo de Corte do Diâmetro Exterior/ Interior (G90)
D Ciclo de corte direito

Estão à disposição três ciclos fixos: o ciclo fixo para corte do diâmetro exterior/interior (G90), o ciclo fixo de abertura de rosca (G92) e o ciclo fixo de torneamento da superfície final (G94).

G90X (U)__Z (W)__F__ ;
Eixo X Z 3(F) W 4(R) 2(F) 1(R)

R……Deslocamento rápido F……Especificado com um código F

U/2 X/2

Eixo Z

Fig. 13.1.1 (a) Ciclo de corte direito

Na programação incremental, o sinal dos números a seguir ao endereço U e W depende da direção dos caminhos 1 e 2 da ferramenta. No ciclo 14. 1 1 (a), os sinais de U e W são negativos. No modo de bloco único, as operações 1, 2, 3 e 4 são executadas pressionando uma vez o botão de início de ciclo.

156

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

D Ciclo de corte cônico
G90X(U)__ Z(W)__ R__ F__ ;
Eixo X 4(R) U/2 3(F) 1(R) 2(F) X/2 Z Eixo Z W R R…Deslocamento rápido F…Especificado com um código F

Fig. 13.1.1 (b) Ciclo de corte cônico

D Sinais dos números especificados no ciclo de corte cônico
1. U < 0, W < 0, R <0 X Z 4(R) U/2 3(F)

Na programação incremental, existe a seguinte relação entre os sinais dos números a seguir ao endereço U, W e R e os caminhos da ferramenta:
2. U > 0, W < 0, R > 0 X Z W 2(F) 1(R) 4(R) 4. U > 0, W < 0, R<0 se | R | ≦ | U | 2 X R

1(R) R W U/2 3(F)

2(F)

3. U < 0, W < 0, R > 0 se | R | ≦ | U| 2 X Z 4(R) U/2 3(F) 2(F) W 1(R) R

Z

W R 1(R) 4(R)

U/2

3(F)

2(F)

157

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

13.1.2
Ciclo de Abertura de Rosca (G92)
G92X(U)__ Z(W)__ F__ ; Passo de rosca (L) especificado.
Eixo X Z W 4(R) 1(R) 2(F) X/2 Eixo Z
R…… Deslocamento rápido F…… Especificado com um código F

3(R)

L

(Na figura à esquerda, o ângulo chanfrado é de 45 graus ou menor, devido ao atraso do sistema servo.)

Aprox. 45° r

Detalhe da rosca chanfrada

Fig. 13.1.2 (a) Abertura de rosca reta

Na programação incremental, o sinal dos números a seguir ao endereço U e W depende da direção dos caminhos 1 e 2 da ferramenta. Isto é, se a direção do caminho 1 da ferramenta ao longo do eixo X for negativa, o valor de U é negativo. As faixas admissíveis para os passos de rosca, limite da velocidade do fuso, etc., são as mesmas de G32 (abertura de rosca). Neste ciclo de abertura de rosca, é possível executar a chanfragem de rosca, que é iniciada através de um sinal da máquina-ferramenta. O percurso de chanfragem é especificado dentro de uma faixa de 0.1L a 12.7L, em incrementos de 0.1L, através de um parâmetro (nº 5130). (Na expressão acima, L representa o passo de rosca.) No modo de bloco único, as operações 1, 2, 3 e 4 são executadas pressionando uma vez o botão de início de ciclo.
158

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

AVISO As notas referentes à abertura de rosca em G32 são válidas também para este tipo de abertura de rosca. A parada devido a um bloqueio de avanço é, porém, executada da seguinte forma: Parada após concluído o caminho 3 do ciclo de abertura de rosca.

CUIDADO Se for usada a opção de “Retração no ciclo de abertura de rosca”, a ferramenta é retraída durante a chanfragem e retorna ao ponto inicial do eixo X e, em seguida, do eixo Z, caso o estado de bloqueio de avanço seja ativado durante a abertura de rosca (movimento 2).
Ciclo normal Movimento durante o bloqueio de avanço Ponto de parada

Deslocamento rápido

O bloqueio de avanço é ativado aqui.

Durante a retração, não é possível executar outro bloqueio de avanço. A distância chanfrada é igual à existente no ponto final.

159

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Ciclo de abertura de rosca cônica

G92X(U)__ Z(W)__ R__ F__ ; Passo de rosca (L) especificado.
Eixo X Z W 4(R) U/2 3(R) 2(F) R X/2 Eixo Z 1(R)

(R) 0Deslocamento rápido (F) 0Especificado com um código F

L

(Na figura à esquerda, o ângulo chanfrado é de 45 graus ou menor, devido ao atraso do sistema servo.) Aprox. 45°

r Detalhe da rosca chanfrada

Fig. 13.1.2 (b) Ciclo de abertura de rosca cônica

160

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PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

13.1.3
Ciclo de Torneamento da Superfície Final (G94)
D Ciclo de corte frontal
G94X(U)__ Z(W)__ F__ ;
Eixo X
(R)……Deslocamento rápido (F)……Especificado com um código F

1(R)

U/2

2(F) 3(F)

4(R)

0

X/2 X/2 Z

W

Eixo Z

Fig. 13.1.3 (a) Ciclo de corte frontal

Na programação incremental, o sinal dos números a seguir ao endereço U e W depende da direção dos caminhos 1 e 2 da ferramenta. Isto é, se a direção do caminho da ferramenta ao longo do eixo Z for negativa, o valor de W é negativo. No modo de bloco único, as operações 1, 2, 3 e 4 são executadas pressionando uma vez o botão de início de ciclo.

161

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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D Ciclo de corte cônico frontal
Eixo X 1(R) (R)--Deslocamento rápido (F) Especificado com um código F 4(R) 3(F) X/2 Z R W Eixo Z

U/2

2(F)

Fig. 13.1.3 (b)

D Sinais dos números especificados no ciclo de corte cônico
1. U < 0, W < 0, R < 0 X Z U/2 1(R)

Na programação incremental, existe a seguinte relação entre os sinais dos números a seguir ao endereço U, W e R e os caminhos da ferramenta:

2. U > 0, W < 0, R < 0 X Z

R

W

2(F) 3(F) R W

4(R) U/2 2(F)

3(F) 4(R) 1(R)

3. U < 0, W < 0, R > 0 se  R ×≦× W  X Z 1(R) U/2 2(F) 3(F) W 4(R) X Z

4. U > 0, W < 0, R<0 se  R ×≦  W 

R

W 3(F) U/2 2(F) 1(R) R 4(R)

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

NOTA

1 Uma vez que os dados de X (U), Z (W) e R são modais durante o ciclo fixo, os valores previamente especificados para X (U), Z (W) ou R permanecem válidos, desde que não sejam novamente programados. Assim, se a distância a percorrer no eixo Z não for alterada, tal como no exemplo abaixo, o ciclo fixo pode ser repetido, especificando apenas os comandos de movimento para o eixo X. Estes dados são, porém, apagados se for programado um código G de ação simples, exceto G04 (pausa), ou um código G do grupo 01, exceto G90, G92 e G94. (Exemplo) Eixo X
66

4 8 12

16

Peça Eixo Z O ciclo ilustrado na figura acima é executado pelo seguinte programa: N030 G90 U--8.0 W--66.0 F0.4 ; N031 U--16.0 ; N032 U--24.0 ; N033 U--32.0 ;
0 2

Podem ser executadas as seguintes aplicações: (1) Quando se especifica um comando EOB ou comandos sem movimento no bloco que se segue ao que contém a especificação de um ciclo fixo, se obtém a repetição do mesmo ciclo fixo. (2) Quando se especifica a função M, S ou T durante o modo de ciclo fixo, o ciclo fixo e a função M, S ou T podem ser executados simultaneamente. Se isso for inconveniente, cancele o ciclo fixo (especificando G00 ou G01) uma vez, como nos programas exemplificativos apresentados abaixo, e execute o comando M, S ou T. Após concluída a execução de M, S ou T, comande novamente o ciclo fixo. (Exemplo) N003 T0101 ; : : N010 G90 X20.0 Z10.0 F0.2 ; N011 G00 T0202 ; N012 G90 X20.5 Z10.0 ;

163

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

13.1.4
Como Usar Ciclos Fixos (G90, G92, G94)
D Ciclo de corte direito (G90)

O ciclo fixo apropriado é selecionado de acordo com o contorno do material e do produto.

Contorno do material

Contorno do produto

D Ciclo de corte cônico (G90)

Contorno do material

Contorno do produto

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

D Ciclo de corte frontal (G94)

Contorno do material

Contorno do produto

D Ciclo de corte cônico frontal (G94)

Contorno do material

Contorno do produto

165

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

13.2

REPETIÇÃO DE CICLO (G70-G76) 13.2.1
Remoção de Material por Torneamento (G71)
D Tipo I

Esta opção facilita a programação do CNC. Os dados para o contorno da peça acabada descrevem, por exemplo, o caminho da ferramenta para a usinagem grosseira. Além disso, estão à disposição ciclos fixos para a abertura de rosca. Há dois tipos de remoção de material por torneamento: os tipos I e II.

Se o programa definir um contorno acabado de A para A′ para B, como na figura abaixo, a área especificada é removida em função de ∆d (profundidade de corte), deixando a tolerância de acabamento ∆u/2 e ∆w.
C B (F) 45, (R) (R) e (F) A ∆d

Comando do programa (F) : Avanço de corte (R) : Deslocamento rápido A′ ∆w ∆u/2

G71 U (∆d) R (e) ; G71 P (ns) Q (nf) U (∆u) W (∆w) F (f ) S (s ) T (t)
N (ns)⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅ ⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅ F____ S____ T____ N (nf)⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅ ⋅;
∆d : Profundidade de corte (designação do raio) Designação sem sinal. O sentido de corte depende da direção AA′. Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode ser especificado através de um parâmetro (nº 5132) que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. e : Quantidade de escape Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode ser especificado através de um parâmetro (nº 5133) que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. ns : Número de seqüência do primeiro bloco para o programa do contorno de acabamento. nf : Número de seqüência do último bloco para o programa do contorno de acabamento. ∆u : Distância e direção da tolerância de acabamento na direção X (designação do diâmetro / raio). ∆w : Distância e direção da tolerância de acabamento na direção Z. f,s,t : Qualquer função F, S ou T contida nos blocos ns a nf do ciclo é ignorada, sendo eficaz a função F, S ou T deste bloco G71.

O comando de movimento entre A e B é especificado nos blocos situados entre os números de seqüência ns e nf.

Fig. 13.2.1 (a) Caminho de corte da remoção de material por torneamento (tipo I)

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

NOTA 1 Apesar de ∆d e ∆u serem especificados através do endereço U, seu significado é determinado pela presença dos endereços P e Q. 2 O ciclo de usinagem é executado através do comando G71 com a especificação de P e Q. As funções F, S e T especificadas no comando de movimento entre os pontos A e B são ineficazes, sendo apenas eficazes as funções especificadas no bloco G71 ou no bloco precedente. Se a opção de controle da velocidade de corte constante for selecionada, o comando G96 ou G97 especificado no comando de movimento entre os pontos A e B é ineficaz, sendo eficaz o comando especificado no bloco G71 ou no bloco precedente. Seguidamente são ilustrados quatro padrões de corte. Todos estes ciclos de corte são executados paralelamente ao eixo Z e os sinais de ∆u e ∆w são os seguintes:
+X

+Z B U(+)…W(+) A A U(+)…W(--)

A′ A′ A′ A′

É possível executar tanto a interpolação linear como a circular
U(--)…W(--)

U(--)…W(+) A A

O caminho da ferramenta entre A e A′ é especificado no bloco com o número de seqüência “ns” e com G00 ou G01. Neste bloco não é possível especificar um comando de movimento no eixo Z. O caminho da ferramenta entre A′ e B tem de corresponder a um padrão continuamente crescente ou decrescente, tanto no eixo X como no eixo Z. Se o caminho da ferramenta entre A e A′ for programado com G00/G01, o corte ao longo de AA′ é executado no modo G00/G01, respectivamente. 3 Não é possível chamar um subprograma a partir do bloco situado entre os números de seqüência “ns” e “nf”.

167

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Tipo II

O tipo II difere do tipo I nos seguintes pontos: o perfil não tem de apresentar um aumento ou diminuição uniforme ao longo do eixo X e pode ter, ao todo, 10 concavidades (bolsas).

10

......

3

2

1

Fig. 13.2.1 (b) Número de bolsas na remoção de material por torneamento (tipo II)

Tenha em atenção que o perfil terá de apresentar, porém, um aumento ou diminuição uniforme ao longo do eixo Z. O seguinte perfil não pode ser usinado:

A alternância uniforme não é observada ao longo do eixo Z

Fig. 13.2.1 (c) Contorno impossível de usinar na remoção de material por torneamento (tipo II)

A primeira seção do corte não tem de ser vertical; é possível usinar qualquer perfil desde que seja respeitada a alternância uniforme ao longo do eixo Z.

Fig. 13.2.1 (d) Contorno usinável (alternância uniforme) na remoção de material por torneamento (tipo II)

Após a usinagem, surge uma distância originada pelo corte ao longo do perfil da peça.
168

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

e (especificado através de um parâmetro)

Fig. 13.2.1 (e) Chanfragem na remoção de material por torneamento (tipo II)

A distância e (especificada em R) a ser originada após o corte, também pode ser especificada através do parâmetro nº 5133. Caminho de corte exemplificativo:

4 3 13 12 23 11 19 17 16 22 21 20 28 27 15 29 14 10 9 8 7 24

30 5 2 25 6 1

18

26

Fig. 13.2.1 (f) Caminho de corte na remoção de material por faceamento

A correção do raio da ponta da ferramenta não é adicionado às tolerânciasde acabamento ∆u e ∆w. Na remoção de material por torneamento, a correção do raio da ponta da ferramenta é igual a zero. É necessário especificar W=0, caso contrário a ponta da ferramenta poderá fazer o corte em uma das paredes. No primeiro bloco de uma seção repetitiva, é necessário especificar dois eixos: X (U) e Z (W). W0 também é especificado quando não é executado qualquer movimento no eixo Z. D Distinção entre o tipo I e o tipo II Quando é especificado apenas um eixo no primeiro bloco de uma seção repetitiva Tipo I Quando são especificados dois eixos no primeiro bloco de uma seção repetitiva Tipo II Quando o primeiro bloco não inclui qualquer movimento no eixo Z e se pretende usar o tipo II, é necessário especificar W0. (Exemplo) TIPO I TIPO II
G71 V10.0 R5.0 ; G71 V10.0 R5.0 ; G71 P100 Q200....; G71 P100 Q200........; N100X (U)___; N100X (U)___ Z(W)___;

: :
N200..............;

: :
N200.....................;

169

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

13.2.2
Remoção de Material por Faceamento (G72)

Tal como ilustrado na figura abaixo, este ciclo é semelhante a G71, excetuando que o corte é feito paralelamente ao eixo X.
∆d A′ A Caminho da ferramenta (F) e (R) (R) 45° C

(F) Comando do programa B ∆w ∆u/2

Os significados de ∆d, e, ns, nf, ∆u,∆w, f, s e t são os mesmos dos de G71. Fig. 13.2.2 (a) Caminho de corte na remoção de material por faceamento

G72 W(∆d) R(e) ; G72 P(ns) Q(nf) U(∆u) W(∆w) F(f) S(s) T(t) ;

D Sinais dos números especificados

Seguidamente são ilustrados quatro padrões de corte. Todos estes ciclos de corte são executados paralelamente ao eixo X e os sinais de ∆u e ∆w são os seguintes:
+X B B U(--)…W(+)… U(--)…W(--)…

+Z

A′ A′ U(+)…W(+)…

A A A A

A′ A′

É possível executar tanto a interpolação linear como a circular

U(+)…W(--)… B B

Fig. 13.2.2 (b) Sinais dos números especificados com U e W na remoção de material por faceamento

O caminho da ferramenta entre A e A′ é especificado no bloco com o número de seqüência “ns” e com G00 ou G01. Neste bloco não é possível especificar um comando de movimento no eixo X. O caminho da ferramenta entre A′ e B tem de corresponder a um padrão continuamente crescente e decrescente, tanto no eixo X como no Z. Se o corte ao longo de AA′ deverá ser executado no modo G00 ou G01, é determinado pelo comando entre A e A′, como descrito no ponto 13.2.1.
170

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

13.2.3
Repetição de Padrões (G73)

Esta função permite repetir um padrão de corte fixo, sendo o padrão deslocado ponto por ponto. Neste ciclo de corte é possível usinar eficientemente peças já usinadas grosseiramente, forjadas, fundidas, etc.
∆k+∆w ∆w C

D
∆u/2 ∆i+∆u/2

A
(R) B

∆u/2 A′

Padrão programado:
A→A′→B G73 U (ni) W (nk) R (d) ;

∆w

G73 P (ns) Q (nf) U (nu) W (nw) F (f ) S (s ) T (t) ;

N (ns)⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅ ⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅ F____ S____ T____ N (nf)⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅;
∆i

O comando de movimento entre A e B é especificado nos blocos situados entre os números de seqüência ns e nf.

: Distância e direção da descarga na direção do eixo X (designação do raio). Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5135 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. ∆k : Distância e direção da descarga na direção do eixo Z. Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5136 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. d : Divisor Este valor é o mesmo da contagem repetitiva para o corte grosseiro. Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5137 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. ns : Número de seqüência do primeiro bloco para o programa do contorno de acabamento. nf : Número de seqüência do último bloco para o programa do contorno de acabamento. nu : Distância e direção da tolerância de acabamento na direção X (designação do diâmetro/raio). nw : Distância e direção da tolerância de acabamento na direção Z. f,s,t : Qualquer função F, S ou T contida nos blocos situados entre os números de seqüência “ns” e “nf” é ignorada, sendo eficaz a função F, S ou T deste bloco G73.

Fig. 13.2.3 Caminho de corte na repetição de padrões

171

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

NOTA 1 Apesar dos valores ∆i e ∆k ou ∆u e ∆w serem especificados através do endereço U e W, respectivamente, seu significado é determinado pela presença dos endereços P e Q no bloco G73. Se P e Q não forem especificados no mesmo bloco, os endereços U e W indicam ∆i e ∆k, respectivamente. Se P e Q forem especificados no mesmo bloco, os endereços U e W indicam ∆u e ∆w, respectivamente. 2 O ciclo de usinagem é executado através do comando G73 com a especificação de P e Q. Seguidamente são ilustrados quatro padrões de corte. Preste atenção aos sinais de ∆u, ∆w, ∆k e ∆i. Depois de concluído o ciclo de usinagem, a ferramenta regressa ao ponto A.

13.2.4
Ciclo de Acabamento (G70)
Formato

Depois do corte grosseiro com G71, G72 ou G73, o acabamento é executado com o seguinte comando:

G70P (ns) Q (nf) ;
(ns) : Número de seqüência do primeiro bloco para o programa do contorno de acabamento. (nf) : Número de seqüência do último bloco para o programa do contorno de acabamento.

NOTA 1 As funções F, S e T especificadas no bloco G71, G72, G73 não são eficazes, sendo eficazes apenas as que foram especificadas em G70 entre os números de seqüência “ns” e “nf”. 2 Quando o ciclo de usinagem é terminado com G70, a ferramenta regressa ao ponto inicial e o bloco seguinte é lido. 3 Não é possível chamar nenhum subprograma a partir dos blocos situados entre “ns” e “nf”, de G70 a G73.

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PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

Exemplos
Remoção de material por faceamento (G72)
Eixo X 7 Ponto inicial

88 110

φ160

φ120

Eixo Z φ80 φ40

40

10 10 10

20 190

20

2

(Programação do diâmetro, entrada em milímetros) N010 G50 X220.0 Z190.0 ; N011 G00 X176.0 Z132.0 ; N012 G72 W7.0 R1.0 ; N013 G72 P014 Q019 U4.0 W2.0 F0.3 S550 ; N014 G00 Z58.0 S700 ; N015 G01 X120.0 W12.0 F0.15 ; N016 W10.0 ; N017 X80.0 W10.0 ; N018 W20.0 ; N019 X36.0 W22.0 ; N020 G70 P014 Q019 ;

173

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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Repetição de padrões (G73)
16 B Eixo X 16

110 2 14

130

0

φ180 φ160

φ120

φ80

Eixo Z

2 14

20

220 (Programação do diâmetro, entrada em milímetros) N010 G50 X260.0 Z220.0 ; N011 G00 X220.0 Z160.0 ; N012 G73 U14.0 W14.0 R3 ; N013 G73 P014 Q019 U4.0 W2.0 F0.3 S0180 ; N014 G00 X80.0 W--40.0 ; N015 G01 W--20.0 F0.15 S0600 ; N017 W--20.0 S0400 ; N018 G02 X160.0 W--20.0 R20.0 ; N019 G01 X180.0 W--10.0 S0280 ; N020 G70 P014 Q019 ;

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PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

13.2.5
Ciclo de Perfuração Profunda da Superfície Final (G74)

O caminho de corte ilustrado na fig. 13.2.5 é gerado pelo programa seguinte. Neste ciclo é possível executar a quebra de aparas, como se mostra abaixo. Se X (U) e P forem omitidos, as operações só poderão ser executadas no eixo Z, usado para a perfuração.
∆k′ ∆d ∆k ∆k ∆k ∆k A ∆i C (R) (F) (R) (F) (R) (F) (R) (R) (F) (F) ∆i (R) U/2
[0< ∆k′≦ ∆k]

∆i′ X
[0< ∆i′≦ ∆i]

B W Z e

G74R (e) ; G74X(U)_ Z(W)_ P(ni) Q(nk) R(nd) F (f ) ;
e : Quantidade de retorno Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5139 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. X : Componente X do ponto B U : Quantidade aumentada de A para B Z : Componente Z do ponto C W : Quantidade aumentada de A para C ∆i : Quantidade de movimento na direção X (sem sinal) ∆k : Profundidade de corte na direção Z (sem sinal) ∆d : Quantidade de descarga da ferramenta na base de corte. O sinal de ∆d é sempre positivo (+). Contudo, se o endereço X (U) e ∆i forem omitidos, a direção de descarga pode ser especificada com o sinal desejado. f : Velocidade de avanço

Fig. 13.2.5 Caminho de corte no ciclo de perfuração profunda da superfície final

NOTA 1 Apesar de e e nd serem especificados através do endereço R, seu significado é determinado pela presença do endereço X (U). Sendo especificado X(U), é utilizado nd. 2 O ciclo de usinagem é executado através do comando G74 com a especificação de X (U).

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13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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13.2.6
Ciclo de Perfuração do Diâmetro Exterior/ Interior (G75)

O caminho de corte ilustrado na fig. 13.2.6 é gerado pelo programa seguinte. Ele é equivalente a G74, à exceção de X que é substituído por Z. Este ciclo permite a execução de quebra de aparas, ranhurar no eixo X e perfuração profunda no eixo X (neste caso, Z, W e Q são omitidos).
(R) (F) (R) (F) (R) (F) (R) (F) (R) (F) ∆d ∆k Z W X e A ∆i

U/2

G75R (e) ; G75X(U)_ Z(W)_ P(∆i) Q(∆k) R(∆d) F(f) ;
Fig. 13.2.6 Caminho de corte no ciclo de perfuração do diâmetro exterior/interior

G74 e G75 são usados para ranhurar e perfurar, permitindo uma descarga automática da ferramenta. Estão previstos quatro padrões simétricos, respectivamente.

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PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

13.2.7
Ciclo de Abertura de Rosca Múltipla (G76)

O ciclo de abertura de rosca é programado através do comando G76, como ilustrado na fig.13.2.7.

E

(R)

A

U/2 (F)

(R) B ∆d k r C

i X Z

D

W

Fig. 13.2.7 Caminho de corte no ciclo de abertura de rosca múltipla

177

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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Ponta da ferramenta

B a
1º 2º 3º Enésimo

∆d ∆pn k

d

G76P (m) (r) (a) Q (∆d min) R(d); G76X (u) _ Z(W) _ R(i) P(k) Q(∆d) F(L) ;
m ; Contagem repetitiva na fase de acabamento (de 1 a 99) Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5142 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. : Quantidade de chanfragem Quando o passo de rosca é expresso por L, o valor de L pode ser especificado de 0.0L a 9.9L, em incrementos de 0.1L (número de 2 dígitos, de 00 a 90). Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5130 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. : Ângulo da ponta da ferramenta É possível selecionar um de seis tipos de ângulos (805, 605, 555, 305, 295 e 05), especificando--o com um número de 2 dígitos. Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5143 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa.

r

a

m, r e a são especificados simultaneamente por meio do endereço P. (Exemplo) Se m=2, r=1.2L, a=60°, a especificação é feita da seguinte forma (L é o passo de rosca): P 02 12 m r 60 a

∆dmin : Profundidade mínima de corte (especificada pelo valor do raio) Se a profundidade de corte de uma operação cíclica (∆d -- ∆d --1) for inferior a este valor limite, a profundidade de corte é fixada com este valor. Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5140 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. d : Tolerância de acabamento Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5141 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. i : Diferença do raio da rosca. Se i = 0, é possível executar uma abertura normal de rosca reta. k : Altura da rosca Este valor é especificado pelo valor do raio. nd : Profundidade de corte no 1º. corte (valor do raio) L : Passo de rosca (igual a G32). Fig. 13.2.7 (b) Detalhe do corte

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PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

D Retração no ciclo de abertura de rosca

Se o bloqueio de avanço for aplicado durante a abertura de rosca no ciclo de abertura de rosca múltipla (G76), a ferramenta é retraída rapidamente, tal como sucede na chanfragem executada no final do ciclo de abertura de rosca. A ferramenta regressa ao ponto inicial do ciclo. Quando o início do ciclo é acionado, o ciclo de abertura de rosca múltipla é reiniciado. Se o bloqueio de avanço for aplicado durante a abertura de rosca sem a função de retração, a ferramenta regressa ao ponto inicial do ciclo, depois de concluída a abertura de rosca. Ver notas do ponto 13.1.2. NOTA 1 O significado dos dados especificados através do endereço P, Q R é determinado pela presença de X (U) e X (W). 2 O ciclo de usinagem é executado através do comando G76 com a especificação de X (U) e Z (W). Com este ciclo é executado o corte de uma extremidade e a carga da ponta da ferramenta é reduzida. Se o primeiro caminho possuir uma profundidade de corte nd e o enésimo caminho ndn, a quantidade de corte por ciclo é mantida constante. Estão previstos quatro padrões simétricos correspondentes ao sinal do respectivo endereço. É possível executar a abertura de rosca interna. Na figura acima, a velocidade de avanço entre C e D é especificada através do endereço F; no outro caminho ela corresponde à velocidade de deslocamento rápido. O sinal das dimensões incrementais, na figura acima, é o seguinte: U, W : Menos (determinado pela direção do caminho AC e CD da ferramenta.) R: Menos (determinado pela direção do caminho AC da ferramenta.) P: Mais (sempre) Q: Mais (sempre) 3 As notas referentes à abertura de rosca com G32 e G92 também se aplicam aqui. 4 O comando de chanfragem também é eficaz no ciclo de abertura de rosca G92. 5 Se for usada a opção de “Retração no ciclo de abertura de rosca”, a ferramenta regressa ao ponto inicial do ciclo (profundidade de corte ndn) logo que o estado de bloqueio de avanço seja ativado durante a abertura de rosca.

179

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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Exemplos
Repetição de ciclo (G76) Eixo X

0 ϕ68

1.8 ϕ60.64 Eixo Z

1.8

3.68

6 25 105

G80 X80.0 Z130.0 ; G76 P011060 Q100 R200 ; G76 X60640 Z25000 P3680 Q1800 F6.0 ;

D Abertura irregular de rosca

Especificando- P2, a abertura irregular de rosca pode ser executada -se com uma profundidade de corte constante. Exemplo: G76 X60640 Z25000 K3680 D1800 F6.0 A60 P2; Utilize sempre o formato de fita FS15 (ver seção 18.5) para a abertura irregular de rosca. Se a profundidade de corte for inferior a dmin (especificado através do parâmetro nº 5140), em um dos ciclos, ela será fixada em ∆dmin. NOTA É necessária a opção de repetição de ciclo II.

Ponta da ferramenta
( 4⋅ 6) D/2

(2⋅4) D/2 Hn

a
2⋅D 2 H1 2⋅D 4⋅D H2 H3 H4 H5 H6 H8 H9 H7

K

α (Tolerância de acabamento)

Abertura irregular de rosca com profundidade de corte constante

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PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

13.2.8
Notas Sobre a Repetição de Ciclo (G70-G76)

1. Nos blocos com comandos para a repetição de ciclo, os endereços P, Q, X, Z, U, W e R têm de ser especificados corretamente para cada bloco. 2. No bloco especificado por meio do endereço P de G71, G72 ou G73, é necessário programar o grupo G00 ou G01. Não o fazendo, é ativado o alarme P/S nº 65. 3. No modo MDI, não é possível programar G70, G71, G72 nem G73. Se algum deles for programado, é ativado o alarme P/S nº 67. G74, G75 e G76 podem ser programados no modo MDI. 4. Nos blocos que contenham G70, G71, G72 ou G73 e entre os números de seqüência especificados por meio de P e Q, não é possível programar M98 (chamada do subprograma) nem M99 (fim do subprograma). 5. Nos blocos situados entre os números de seqüência especificados por meio de P e Q, não é possível especificar os seguintes comandos: ⋅Código G de ação simples, exceto G04 (pausa) ⋅Código G do grupo 01, exceto G00, G01, G02 e G03 ⋅Código G do grupo 06 ⋅M98 / M99 6. Durante a execução da repetição de ciclo (G70AG76), é possível parar o ciclo e executar uma operação manual. Contudo, antes de se reiniciar a operação cíclica, a ferramenta deveria ser recolocada na posição em que a operação cíclica foi interrompida. Se a operação cíclica for reiniciada sem que a ferramenta seja recolocada na posição da interrupção, o movimento da operação manual é somado ao valor absoluto e o caminho da ferramenta é deslocado no correspondente à quantidade de movimento da operação manual. 7. Quando G70, G71, G72 ou G73 são programados, o número de seqüência especificado por meio do endereço P e Q não pode ser especificado mais de uma vez no mesmo programa. 8. Na repetição de ciclo, os blocos entre os números de seqüência especificados por P e Q, não podem ser programados através das funções de “programação direta das dimensões do desenho” ou de “chanfragem e canto R”. 9. G74, G75 e G76 também não suportam a entrada de casas decimais para P e Q. Os menores incrementos de entrada são as unidades usadas para especificar a distância a percorrer e a profundidade de corte. 10.Se #1 = 2500 for executado através de uma macro de usuário, o valor 2500.000 é atribuído a #1. Neste caso, P#1 é equivalente a P2500. 11.A compensação do raio da ponta da ferramenta não pode ser aplicada a G71, G72, G73, G74, G75, G76 ou G78. 12.A repetição de ciclo não pode ser executada durante a operação DNC. 13.A macro de usuário do tipo interrupção não pode ser executada durante a repetição de ciclo. 14.A repetição de ciclo não pode ser executada durante o modo de controle avançado por antecipação.
181

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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13.3

CICLO FIXO DE PERFURAÇÃO (G80-G89)
Código G Eixo de perfuração

O ciclo fixo de perfuração simplifica, normalmente, o programa, dado que reúne em um só bloco com código G uma operação de usinagem programada em vários blocos. Este ciclo fixo corresponde a JIS B 6314. Em seguida é apresentada uma tabela de ciclos fixos.
Tabela 13.3 (a) Ciclos fixos
Operação na posição da base do furo Operação de retração (sentido +) Aplicações

Operação de usinagem de furos (sentido - )

G80 G83 G84 G85

____ Eixo Z Eixo Z Eixo Z

_____ Avanço de corte / intermitente Avanço de corte Avanço de corte Avanço de corte / intermitente Avanço de corte Avanço de corte

_____ Pausa Pausa→Fuso SAH _____

___ Deslocamento rápido Avanço de corte Avanço de corte

Cancelamento Ciclo de perfuração frontal Ciclo de rosqueamento frontal Ciclo de mandrilagem frontal Ciclo de perfuração lateral Ciclo de rosqueamento rígido lateral Ciclo de mandrilagem lateral

G87 G88 G89

Eixo X Eixo X Eixo X

Pausa Pausa→Fuso SAH Pausa

Deslocamento rápido Avanço de corte Avanço de corte

Em geral, o ciclo de perfuração é composto das seis seqüências de operações seguintes: Operação 1 Posicionamento do eixo X (Z) e do eixo C Operação 2 Deslocamento rápido até o nível do ponto R Operação 3 Usinagem de furos Operação 4 Operação na base de um furo Operação 5 Retração até o nível do ponto R Operação 6 Deslocamento rápido até o ponto inicial

Operação 1

Nível inicial Operação 6

Operação 2 Nível do ponto R

Operação 5 Operação 3

Operação 4

Deslocamento rápido Avanço

Fig. 13.3 Seqüência de operações de um ciclo de perfuração

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PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

Explicações
D Eixo de posicionamento e eixo de perfuração Um código G de perfuração especifica os eixos de posicionamento e um eixo de perfuração, como ilustrado abaixo. Como eixos de posicionamento são utilizados os eixos C e X ou Z. O eixo (X ou Z) que não for utilizado como eixo de posicionamento, é usado como eixo de perfuração. Apesar de os ciclos fixos incluirem tanto ciclos de rosqueamento como de mandrilagem e de perfuração, neste capítulo será utilizado apenas o termo ”perfuração” para designar as operações executadas nos ciclos fixos.
Tabela 13.3 (b) Eixo de posicionamento e eixo de perfuração
Código G G83, G84, G85 G87, G88, G89 Plano de posicionamento Eixo X, eixo C Eixo Z, eixo C Eixo de perfuração Eixo Z Eixo X

G83 e G87, G84 e G88 e G85 e G89 possuem, respectivamente, a mesma função, exceto nos eixos especificados como eixos de posicionamento e eixo de perfuração. D Modo de perfuração G83AG85 / G87A89 são códigos G modais e permanecem ativos até que sejam cancelados. Enquanto estiverem ativos, o estado atual é o modo de perfuração. Os dados de perfuração especificados no modo de perfuração, são guardados até que sejam alterados ou cancelados. Especifique todos os dados de perfuração necessários no início dos ciclos fixos; durante a execução dos ciclos fixos, só é possível proceder à sua alteração. No sistema A de códigos G, a ferramenta regressa da base de um furo ao nível inicial. No sistema B ou C de códigos G, a ferramenta regressa da base de um furo ao nível inicial quando se especifica G98 e regressa da base de um furo ao nível do ponto R quando se especifica G99. A figura seguinte ilustra o movimento da ferramenta especificado através de G98 ou G99. Geralmente, G99 é utilizado para a primeira operação de perfuração e G98 para a última operação de perfuração. O nível inicial não é alterado, mesmo que a perfuração seja executada no modo G99.
G98 (Retorno ao nível inicial ) G99 (Retorno ao nível do ponto R)

D Nível do ponto de retorno G98/G99

Nível inicial

Nível do ponto R

183

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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D Número de repetições

Para repetir o processo de perfuração de forma a obter furos dispostos a intervalos regulares, especifique o número de repetições em K_. K só é eficaz no bloco em que dor especificado. Especifique a posição do primeiro furo no modo incremental. Sendo especificada no modo absoluto, a perfuração é repetida na mesma posição. Número de repetições K Valor máximo de comando = 9999

Se K0 for especificado com o parâmetro K0E (parâmetro nº 5102 #4) colocado em 0, a perfuração é executada uma vez. Se K0 for especificado com o parâmetro K0E (parâmetro nº 5102 #4) colocado em 1, os dados de perfuração são armazenados, mas a perfuração não é executada. D Código M para fixar/soltar o eixo C Quando se programa um código M especificado no parâmetro nº 5110 para fixar/soltar o eixo C, o CNC emite o código M para fixar o eixo C depois de a ferramenta ter sido posicionada e antes de ser movimentada em deslocamento rápido para o nível do ponto R. O CNC também emite o código M para soltar o eixo C (código M para fixar o eixo C +1) depois de a ferramenta ser retraída para o nível do ponto R. A ferramenta faz uma pausa durante o tempo especificado no parâmetro nº 5111. Para cancelar um ciclo fixo, utilize G80 ou um código G do grupo 01.
G00 G01 G02 G03

D Cancelar

Códigos G do grupo 01 : Posicionamento (deslocamento rápido) : Interpolação linear : Interpolação circular (SH) : Interpolação circular (SAH) Nas seções seguintes são descritos os diversos ciclos fixos. As figuras inseridas nestas explicações incluem os seguintes símbolos: Posicionamento (deslocamento rápido G00) Avanço de corte (interpolação linear G01) Avanço manual
P1 P1

D Símbolos usados nas figuras

Pausa especificada no programa Pausa especificada no parâmetro nº 5111
Emissão do código M para fixar o eixo C (O valor de a é especificado com o parâmetro nº 5110.)

M (α+1) Emissão do código M para soltar o eixo C

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PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

CUIDADO D Nos ciclos fixos, R_ (distância entre o nível inicial e o ponto R) é sempre tratado como um raio. Z_ ou X_ (distância entre o ponto R e a base do furo) são, porém, tratados ou como um diâmetro ou como um raio, dependendo da especificação. D No sistema B ou C de códigos G, G90 e G91 podem ser usados para selecionar um comando incremental ou absoluto para a especificação dos dados de posição do furo (X, C ou Z, C), da distância entre o ponto R e a base do furo (Z ou X) e da distância entre o nível inicial e o nível do ponto R (R).

185

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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13.3.1
Ciclo de Perfuração Frontal (G83) / Ciclo de Perfuração Lateral (G87)
D Ciclo de perfuração profunda rápida (G83, G87) (parâmetro RTR (nº 5101#2) =0) Formato

O ciclo de perfuração profunda ou o ciclo de perfuração profunda rápida é usado de acordo com a definição de RTR, bit 2 do parâmetro nº 5101. Se não for especificada a profundidade de corte para cada perfuração, será usado o ciclo de perfuração normal. Este ciclo executa uma perfuração profunda a alta velocidade. A broca repete o ciclo de perfuração intermitentemente até a base do furo, à velocidade de avanço de corte e com uma retração correspondente à distância de retração especificada. Durante a retração, a broca remove as aparas do furo.
G83 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ Q_ P_ F_ K_ M_ ; ou G87 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ Q_ P_ F_ K_ M_ ;
X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R Q_ : Profundidade de corte por cada avanço de corte P_ : Tempo de pausa na base do furo F_ : Velocidade de avanço de corte K_ : Número de repetições (se necessário) M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário) G83 ou G87 (modo G98) G83 ou G87 (modo G99)

Nível inicial

Ponto R q d

M (α+1) P2

Ponto R q d

M (α+1), P2 Ponto R

q

d

q

d

q

q

P1 Mα M (α+1) P1 P2 d : : : : :

Ponto Z

P1

Ponto Z

Código M para fixar o eixo C Código M para soltar o eixo C Pausa especificada no programa Pausa especificada no parâmetro nº 5111 Distância de retração especificada no parâmetro nº 5114

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PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

D Ciclo de perfuração profunda (G83, G87) (parâmetro nº 5101#2 =1)

Formato
G83 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ Q_ P_ F_ K_ M_ ; ou G87 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ Q_ P_ F_ K_ M_ ;
X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R Q_ : Profundidade de corte por cada avanço de corte P_ : Tempo de pausa na base do furo F_ : Velocidade de avanço de corte K_ : Número de repetições (se necessário) M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário) G83 ou G87 (modo G98) G83 ou G87 (modo G99)

Mα Ponto R
q

Nível inicial M (α+1), P2
d

Mα Ponto R
q d q d q

M (α+1), P2 Ponto R

q d q

Ponto Z P1

Ponto Z P1

Mα M (α+1) P1 P2 d

: : : : :

Código M para fixar o eixo C Código M para soltar o eixo C Pausa especificada no programa Pausa especificada no parâmetro nº 5111 Distância de retração especificada no parâmetro nº 5114 Modo de indexação do eixo C ON Rotação da broca Posicionamento da broca ao longo dos eixos X e C Furo 1 Furo 2 Furo 3 Furo 4 Cancelamento do ciclo de perfuração e parada da rotação da broca Modo de indexação do eixo C OFF

Exemplos

M51 ; M3 S2000 ; G00 X50.0 C0.0 ; G83 Z-40.0 R-5.0 Q5000 F5.0 M31 ; C90.0 Q5000 M31 ; C180.0 Q5000 M31 ; C270.0 Q5000 M31 ; G80 M05 ;

M50 ;

187

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

NOTA Se não for programada a profundidade de corte por cada avanço de corte (Q), será executada a perfuração normal. (Ver a descrição do ciclo de perfuração.)

D Ciclo de perfuração (G83 ou G87)

Se não for especificada a profundidade de corte para cada perfuração, será usado o ciclo de perfuração normal. A ferramenta é, depois, retraída da base do furo em deslocamento rápido.

Formato
G83 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ P_ F_ K_ M_ ; ou G87 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ P_ F_ K_ M_ ;
X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R P_ : Tempo de pausa na base do furo F_ : Velocidade de avanço de corte K_ : Número de repetições (se necessário) M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário) G83 ou G87 (modo G98) G83 ou G87 (modo G99)

Nível inicial Nível do ponto R M (α+1), P2

Mα Nível do ponto R M (α+1), P2

P1

Ponto Z

P1

Ponto Z

Mα M (α+1) P1 P2

: : : :

Código M para fixar o eixo C Código M para soltar o eixo C Pausa especificada no programa Pausa especificada no parâmetro nº 5111

188

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

Exemplos

M51 ; M3 S2000 ; G00 X50.0 C0.0 ; G83 Z-40.0 R-5.0 P500 F5.0 M31 ; C90.0 M31 ; C180.0 M31 ; C270.0 M31 ; G80 M05 ; M50 ;

Modo de indexação do eixo C ON Rotação da broca Posicionamento da broca ao longo dos eixos X e C Furo 1 Furo 2 Furo 3 Furo 4 Cancelamento do ciclo de perfuração e parada da rotação da broca Modo de indexação do eixo C OFF

13.3.2
Ciclo de Rosqueamento Frontal (G84) / Ciclo de Rosqueamento Lateral (G88)
Formato

Este ciclo serve para executar o rosqueamento. Neste ciclo de rosqueamento, o fuso é girado em sentido inverso quando a base do furo é alcançada.

G84 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ P_ F_ K_ M_ ; ou G88 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ P_ F_ K_ M_ ;
X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R P_ : Tempo de pausa na base do furo F_ : Velocidade de avanço de corte K_ : Número de repetições (se necessário) M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário) G84 ou G88 (modo G98) G84 ou G88 (modo G99)

Nível inicial

Mα Fuso SH M (α+1), P2 Ponto R Nível do ponto R Ponto Z

Ponto R

Fuso SH M (α+1), P2

Ponto Z P1 Fuso SAH

P1

Fuso SAH

Explicações

O rosqueamento é executado através da rotação do fuso em sentido horário. Quando a base do furo é alcançada, o fuso é girado no sentido inverso para a retração. Esta operação produz roscas. Os overrides da velocidade de avanço são ignorados durante o rosqueamento. Mesmo que o botão de bloqueio de avanço seja acionado, a máquina não pára antes que a operação de retorno tenha sido concluída.
189

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

NOTA Através do bit 6 (M5T) do parâmetro nº 5101, pode especificar--se se o comando de parada do fuso (M05) deverá ser emitido antes do sentido de rotação do fuso ser especificado com M03 ou M04. Para mais informações, consulte o manual de operação fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.

Exemplos

M51 ; M3 S2000 ; G00 X50.0 C0.0 ; G83 Z-40.0 R-5.0 P500 F5.0 M31 ; C90.0 M31 ; C180.0 M31 ; C270.0 M31 ; G80 M05 ; M50 ;

Modo de indexação do eixo C ON Rotação da broca Posicionamento da broca ao longo dos eixos X e C Furo 1 Furo 2 Furo 3 Furo 4 Cancelamento do ciclo de perfuração e parada da rotação da broca Modo de indexação do eixo C OFF

190

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

13.3.3
Ciclo de Mandrilagem Frontal (G85) / Ciclo de Mandrilagem Lateral (G89)
Formato

Este ciclo serve para mandrilar um furo.

G85 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ P_ F_ K_ M_ ; ou G89 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ P_ F_ K_ M_ ;
X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R P_ : Tempo de pausa na base do furo F_ : Velocidade de avanço de corte K_ : Número de repetições (se necessário) M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário) G85 ou G89 (modo G98)

G85 ou G89 (modo G99)

Nível inicial

Ponto R

M (α+1), P2

Ponto R

Nível do ponto R M (α+1), P2

P1

Ponto Z

Ponto Z P1

Explicações

Após o posicionamento, a ferramenta é movimentada em deslocamento rápido para o ponto R. A perfuração é efetuada do ponto R para o ponto Z. Depois de alcançar o ponto Z, a ferramenta regressa ao ponto R a uma velocidade de avanço correspondente ao dobro da velocidade de avanço de corte.
M5 1 ; M3 S2000 ; G00 X50.0 C0.0 ; G83 Z-40.0 R-5.0 P500 F5.0 M31 ; C90.0 M31 ; C180.0 M31 ; C270.0 M31 ; G80 M05 ; M50 ; Modo de indexação do eixo C ON Rotação da broca Posicionamento da broca ao longo dos eixos X e C Furo 1 Furo 2 Furo 3 Furo 4 Cancelamento do ciclo de perfuração e parada da rotação da broca Modo de indexação do eixo C OFF

Exemplos

191

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

13.3.4
Cancelamento do Ciclo Fixo de Perfuração (G80)
Formato

G80 cancela o ciclo fixo.

G80 ;

Explicações

O ciclo fixo de perfuração é cancelado para se executar uma operação normal. O ponto R e o ponto Z são anulados. Todos os outros dados de perfuração são também cancelados (anulados).
M51 ; M3 S2000 ; G00 X50.0 C0.0 ; G83 Z-40.0 R-5.0 P500 F5.0 M31 ; C90.0 M31 ; C180.0 M31 ; C270.0 M31 ; G80 M05 ; M50 ; Modo de indexação do eixo C ON Rotação da broca Posicionamento da broca ao longo dos eixos X e C. Furo 1 Furo 2 Furo 3 Furo 4 Cancelamento do ciclo de perfuração e parada da rotação da broca Modo de indexação do eixo C OFF

Exemplos

192

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

13.3.5
Medidas de Precaução
D Reset e parada de emergência O modo de perfuração e os dados de perfuração são salvos, mesmo que o controlador seja parado devido a um reset ou a uma parada de emergência no decurso do ciclo de perfuração; por isso, reinicie a operação, tendo isto em mente. Se o ciclo de perfuração for executado com bloco único, a operação pára no ponto final das operações 1, 2, 6, na fig. 13.3 (a). Conseqüentemente, esta operação é iniciada 3 vezes para perfurar um furo. A operação pára no ponto final das operações 1, 2, com a lâmpada de bloqueio de avanço ON. A operação pára sob condições de bloqueio de avanço no ponto final da operação 6, se a repetição for conservada; em outros casos, a operação pára sob condições de parada. Se o “Bloqueio de Avanço” for aplicado entre as operações 3 e 5 através de G84/G88, a lâmpada de bloqueio de avanço acende- imediatamente -se se o bloqueio de avanço for novamente aplicado à operação 6. Durante a operação com G84 e G88, o override da velocidade de avanço é de 100%.

D Bloco único

D Bloqueio de avanço

D Override

193

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

13.4

CICLO FIXO DE RETIFICAÇÃO (PARA A RETIFICADORA)

Há quatro ciclos fixos de retificação: o ciclo de retificação transversal (G71), o ciclo direto de retificação transversal e dimensões fixas, o ciclo de retificação por oscilação e o ciclo direto de retificação por oscilação e dimensões fixas. Nas máquinas-ferramentas que permitam a execução de ciclos fixos de retificação, não é possível utilizar a repetição de ciclo fixo de torneamento.

13.4.1
Ciclo de Retificação Transversal (G71)
Formato
G71 A_ B_ W_ U_ I_ K_ H_ ;
X W

(1) (I)
A B

(2)
U (pausa)

(3) (K) (4) (I) (6) (K) (5) (Pausa)

Z

A : Primeira profundidade de corte B : Segunda profundidade de corte W: Faixa de retificação U : Tempo de pausa, tempo máximo especificável: 99999.999 segundos I : Velocidade de avanço de A e B K : Velocidade de avanço de W H : Número de repetições, faixa permitida: de 1 a 9999

Explicações

Faixas de especificação e unidades para o ciclo fixo de retificação: Comando de movimento Faixa: ±8 dígitos Unidades: 1 µm/0,0001 polegadas
Velocidade de avanço Faixa Avanço por minuto: de 0,001 a 240000 mm/min de 0,0001 a 9600 polegadas/min (para 1 µm/0,0001 polegadas) Avanço por rotação: de 0,00001 a 500 mm/rotação de 0,00001 a 9 polegadas/rotação

A, B e W têm de ser especificados no modo incremental. No caso de bloco único, as operações 1, 2, 3, 4, 5 e 6 são executadas com uma só operação de início de ciclo. A=B=0 dá origem a um corte em vazio.
194

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

13.4.2
Ciclo Direto de Retificação Transversal e Dimensões Fixas (G72)
Formato
G72 P_ A_ B_ W_ U_ I_ K_ H_ ;
P : Número do calibre (1 a 4) A : Primeira profundidade de corte B : Segunda profundidade de corte W: Faixa de retificação U : Tempo de pausa, tempo máximo especificável: 99999.999 segundos I : Velocidade de avanço de A e B K : Velocidade de avanço de W H : Número de repetições, faixa permitida: de 1 a 9999

Explicações

Quando se utiliza a operação de salto multi-etapas, pode especificar-se o número do calibre. O método de especificação do número do calibre é idêntico ao método utilizado para a função de salto multi-etapas. Se a operação de salto multi-etapas não for utilizada, é válido o sinal de salto convencional. As notas referidas para G71 são válidas também aqui, exceto no que respeita à especificação do número do calibre. 1. Se o sinal de salto for introduzido quando a ferramenta se desloca ao longo do eixo Z para retificar uma peça, a ferramenta regressa - depois de alcançar o fim da área de retificação especificada - à coordenada Z em que o ciclo foi iniciado.

D Operação no momento de entrada do sinal de salto

(Término)

(Sinal de salto)

(Término)

(Sinal de salto)

2. Se o sinal de salto for introduzido quando a ferramenta está cortando uma peça ao longo do eixo X, a ferramenta interrompe o corte imediatamente e regressa à coordenada Z em que o ciclo foi iniciado.

(Término)

(Sinal de salto) (Sinal de salto) (Término)

3. O sinal de salto é válido durante a pausa, não sendo afetado pelos parâmetros DS1 a DS8 (nº 6206#0 a #7). A pausa é imediatamente interrompida e a ferramenta regressa à coordenada do eixo Z em que o ciclo foi iniciado.
195

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

13.4.3
Ciclo de Retificação por Oscilação (G73)
Formato
G73 A_ (B_) W_ U_ K_ H_ ;
Z W (1)
A (B)

U (pausa)

(2) (K)

U (pausa) (3)

(4) (K) X

A : Profundidade de corte B : Profundidade de corte W: Faixa de retificação U : Tempo de pausa K : Velocidade de avanço H : Número de repetições, faixa permitida: 1A9999

Explicações

A, B e W têm de ser especificados no modo incremental. No caso de bloco único, as operações 1, 2, 3 e 4 são executadas com uma só operação de início de ciclo. B só é válido no bloco para que for especificado. Aqui, B não está relacionado com B do ciclo G71 ou G72.

196

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

13.4.4
Ciclo Direto de Retificação por Oscilação e Dimensões Fixas
Formato
G74 P_ A_ (B_) W_ U_ K_ H_ ;
P : Número do calibre (1 a 4) A : Profundidade de corte B : Profundidade de corte W: Faixa de retificação U : Tempo de pausa K : Velocidade de avanço de W H : Número de repetições, faixa permitida: de 1 a 9999

Explicações

Quando se utiliza a operação de salto multi-etapas, pode especificar-se o número do calibre. O método de especificação do número do calibre é idêntico ao método utilizado para a função de salto multi-etapas. Se a operação de salto multi-etapas não for utilizada, é válido o sinal de salto convencional. As notas referidas para G73 são válidas também para os outros itens. 1. Se o sinal de salto for introduzido quando a ferramenta se desloca ao longo do eixo Z para retificar uma peça, a ferramenta regressa - depois de alcançar o fim da área de retificação especificada - à coordenada Z em que o ciclo foi iniciado.
Sinal de salto Sinal de salto (Término)

D Operação no momento de entrada do sinal de salto

(Término)

2. O sinal de salto é válido durante a pausa, não sendo afetado pelos parâmetros DS1 a DS8 (nº 6206#0 a #7). A pausa é imediatamente interrompida e a ferramenta regressa à coordenada do eixo Z em que o ciclo foi iniciado. NOTA 1 Em um ciclo fixo, os dados A, B, W, I e K são valores modais para G71 a G74. Os dados A, B, W, U, I e K são apagados se for especificado qualquer código G de ação simples que não G04, ou um código G do grupo 01 que não G71 a G74. 2 No modo de ciclo fixo não é possível especificar nenhum código B.

197

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

13.5

CHANFRAGEM E CANTO R
D Chanfragem Z→X

É possível inserir uma chanfragem ou um canto entre dois blocos que se intersetem em um ângulo reto:

Formato

Movimento da ferramenta
+x

G01 Z(W) _ I (C) ±i ;
Especifica o movimento para o ponto b com um comando absoluto ou incremental (na figura à direita).
45° a Ponto inicial 45° d

i b -i c

c

a→d→c

Movimento -x

(- para o movimento -i -X)

Fig. 13.5 (a) Chanfragem (Z→X)

D Chanfragem X→Z

Formato

Movimento da ferramenta
Ponto inicial a Movimento

G01 X(U) _ K (C) ±k ;
Especifica o movimento para o ponto b com um comando absoluto ou incremental (na figura à direita).

a→d→c

45° -z

d

45° +z

c b -k k (- para o movimento -k -Z)

c

Fig. 13.5 (b) Chanfragem (X→Z)

D Canto R Z→X

Formato

Movimento da ferramenta
+x r c a Ponto inicial -r d b c

G01 Z(W) _ R ±r ;
Especifica o movimento para o ponto b com um comando absoluto ou incremental (na figura à direita).

a→d→c

Movimento -x

(- para o movimento -r -X)

Fig. 13.5 (c) Canto R (Z→X)

198

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

D Canto R X→Z
Formato Movimento da ferramenta
Ponto inicial a Movimento

G01 X(U) _ R ±r ;
Especifica o movimento para o ponto b com um comando absoluto ou incremental (na figura à direita).
(- para o -r movimento -x)

a→d→c

-r -z

d b c

r +z

c

Fig. 13.5 (d) Canto R (X→Z)

Explicações

O movimento para a chanfragem ou para o canto R tem de ser um movimento único ao longo do eixo X ou Z, no modo G01. O bloco seguinte tem de ser um movimento único ao longo do eixo X ou Z, perpendicular ao bloco precedente. I ou K e R especificam sempre um valor do raio. Tenha em atenção que o ponto inicial, para um comando especificado no bloco a seguir ao bloco de chanfragem ou de canto R, não é o ponto c mas o ponto b, como ilustrado nas figuras 13.5 (a) a (d). Na programação incremental, especifique a distância em relação ao ponto b.

Exemplos

X 530.0 270.0 N3 C3

N1Z270.0R6.0; N2X860.0K--3.0; N3Z0;

N2 R6 N1

Z

φ860

φ268

199

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

NOTA 1 Os comandos seguintes provocam um alarme. 1) Se I, K ou R for programado quando os eixos X e Z são especificados através de G01. (Alarme P/S nº 054) 2) Se a distância percorrida em X ou Z for inferior ao valor da chanfragem e do canto R, no bloco em que foi especificada a chanfragem e o canto R. (Alarme P/S nº 055); 3) Se o bloco a seguir ao bloco em que foi especificada a chanfragem e o canto R não incluir o comando G01. (Alarme P/S nº 051, 052) 4) Se forem especificados vários I, K e R em G01, é ativado o alarme P/S nº 053. 2 Um bloco único pára no ponto c, nas Fig. 13.5 (a) — (d), e não no ponto d. 3 A chanfragem e o canto R não podem ser aplicados a um bloco de abertura de rosca. 4 C pode ser usado, em vez de I ou K, como endereço para a chanfragem, em sistemas que não utilizem C como nome de um eixo. Para utilizar C como endereço para a chanfragem, defina o parâmetro CCR nº 3405#4 com 1. 5 Se C e R forem especificados em conjunto em um bloco com G01, é válido o último endereço especificado. 6 Nem a chanfragem nem a usinagem do canto R podem ser especificados na programação direta das dimensões do desenho.

200

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

13.6

ESPELHAMENTO PARA CABEÇOTE DUPLO DE TORNO-REVÓLVER (G68, G69)
Formato
G68 : Espelhamento para cabeçote duplo de torno-revólver ON G69 : Cancelamento do espelhamento

Explicações

O espelhamento pode ser aplicado ao eixo X com um código G. Se G68 for especificado, o sistema de coordenadas é deslocado para o lado oposto do cabeçote de torno-revólver e o sinal do eixo X do comando programado é invertido para a execução de um corte simétrico. Para usar esta função, defina a distância entre os dois cabeçotes de torno-revólver no parâmetro (nº 1290).

Exemplos
D Programação para cabeçote duplo de torno-revólver
X

Valor de correção da unidade porta-ferramenta A Unidade porta--ferramenta A (3) 60 180 (2)
120

120

80φ

40φ

(1)

Z

120φ

Valor de correção da unidade porta-ferramenta B

Unidade porta-ferramenta B

X40.0 Z180.0 T0101 ; Posicionar o cabeçote de torno--revólver A em (1) G68 ; Deslocar o sistema de coordenadas em função da distância de A a B (120mm) e ativar o espelhamento. X80.0 Z120.0 T0202 ; Posicionar o cabeçote de torno--revólver B em (2) G69 ; Deslocar o sistema de coordenadas em função da distância de B a A e cancelar o espelhamento. X120.0 Z60.0 T0101 ; Posicionar o cabeçote de torno--revólver A em (3)

201

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

13.7

PROGRAMAÇÃO DIRETA DAS DIMENSÕES DO DESENHO
Formato

Os ângulos de linhas retas, valores de chanfragem, valores para o arredondamento de cantos e outros valores dimensionais dos desenhos de usinagem podem ser programados diretamente. Além disso, a chanfragem e o arredondamento de cantos podem ser inseridos entre linhas retas com um ângulo opcional. Esta programação só é válida no modo de operação de memória.

Tabela 13.7 Tabela de comandos Comandos X2_ (Z2_), A_ ; 1 A (X1 , Z1) Z X (X2 , Z2) Movimento da ferramenta

,A1_ ; X3_ Z3_, A2_ ; 2

X (X3 , Z3) A2 (X2 , Z2)
A1

(X1 , Z1)

Z

3

X2_ Z2_, R1_ ; X3_ Z3_ ; ou ,A1_, R1_ ; X3_ Z3_, A2_ ;

X (X3 , Z3) A2 (X2 , Z2) R
1

A1 Z

(X1 , Z1)

4

X2_ Z2_, C1_ ; X3_ Z3_ ; ou ,A1_, C1_ ; X3_ Z3_, A2_ ;

X (X3 , Z3) A2

C1 (X2 , Z2)

A1 (X1 , Z1) Z

202

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

Comandos X

Movimento da ferramenta (X4 , Z4) R2

5

X2_ Z 2_ , R1_ ; X3_ Z 3_ , R2_ ; X4_ Z4_ ; ou ,A1_, R1_ ; X3_ Z3_, A2_, R2_ ; X4_ Z4_ ;

(X3 , Z3) A2 R

(X2 , Z2)

1

A1 Z

(X1 , Z1)

6

X2_ Z 2_ , C1_ ; X3_ Z 3_ , C2_ ; X4_ Z4_ ; ou ,A1_, C1_ ; X3_ Z3_, A2_, C2_ ; X4_ Z4_ ;

X C2 (X4 , Z4) (X3 , Z3) A2

C1

(X2 , Z2) A1 (X1 , Z1) Z

X X2_ Z 2_ , R1_ ; X3_ Z 3_ , C2_ ; X4_ Z4_ ; ou ,A1_, R1_ ; X3_ Z3_, A2_, C2_ ; X4_ Z4_ ; C2 (X4 , Z4) (X3 , Z3) A2 R
1

7

(X2 , Z2)

A1 (X1 , Z1) Z

X X2_ Z 2_ , C1_ ; X3_ Z 3_ , R2_ ; X4_ Z4_ ; ou ,A1_, C1_ ; X3_ Z3_, A2_, R2_ ; X4_ Z4_ ; (X4 , Z4) (X3 , Z3) A2 (X2 , Z2) A1 (X1 , Z1) Z

8

R2 C1

203

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

Explicações

Programa de usinagem ao longo da curva ilustrada na fig. 13.7 (a):
+X X (x2) Z (z2) , C (c1) ; X (x3) Z (z3) , R (r2) ; X (x4) Z (z4) ; ou ,A (a1) , C (c1) ; X (x3) Z (z3) , A (a2) , R (r2) ; X (x4) Z (z4) ; (x4, z4) r2 a3 (x3, z3) a2 (x2, z2) c1 +Z

a1 (x1, z1)

Ponto inicial

Fig. 13.7 Desenho de usinagem (exemplo)

Para programar uma linha reta, especifique um ou dois dos valores X, Z e A. Se for especificado apenas um deles, a linha reta terá de ser primariamente definida por um comando do bloco subseqüente. O grau de uma linha reta ou os valores da chanfragem e do canto R, são programados com uma vírgula (,), da seguinte forma:
, A_ , C_ , R_

Nos sistemas que não usam A ou C como nomes de eixos, se o parâmetro CCR nº 3405#4 for colocado em 1, o grau de uma linha reta ou os valores da chanfragem e do canto R podem ser programados sem vírgula (,), da seguintes forma:
A_ C_ R_

204

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

NOTA 1 Os seguintes códigos G não podem ser aplicados a um bloco que já inclua uma programação direta das dimensões do desenho, nem entre blocos de programação direta das dimensões do desenho, que definam contornos seqüenciais. 1) Códigos G (exceto G04) do grupo 00. 2) G02, G03, G90, G92 e G94 do grupo 01. 2 O arredondamento de cantos não pode ser inserido em blocos de abertura de rosca. 3 A chanfragem e o canto R com entrada direta das dimensões do desenho não podem ser usados simultaneamente com a chanfragem e o canto R descritos na seção 13.5. (As opções de chanfragem e de canto R e a de entrada direta das dimensões do desenho não podem ser selecionadas simultaneamente.) 4 Se o ponto final do bloco precedente for determinado no bloco seguinte de acordo com os comandos seqüenciais da entrada direta das dimensões do desenho, a parada de bloco único não é executada, mas o bloqueio de avanço é executado no ponto final do bloco precedente. 5 A tolerância de ângulo para o cálculo do ponto de interseção, no programa abaixo, é de ±1°. (Dado que a distância a percorrer que deverá ser calculada é demasiado grande.) 1) X_ , A_ ; (Se, para a instrução de ângulo, for especificado um valor dentro da faixa de 0°±1° ou de 180°±1°, é ativado o alarme P/S nº 057.) 2) Z_ , A_ ; (Se, para a instrução de ângulo, for especificado um valor dentro da faixa de 90°±1° ou de 270°±1°, é ativado o alarme P/S nº 057.) 6 Será ativado um alarme, se o ângulo formado pelas 2 linhas for de ±1°, ao calcular o ponto de interseção. 7 A chanfragem ou o canto R são ignorados, se o ângulo formado pelas 2 linhas for de ±1°. 8 No bloco a seguir ao bloco que inclui apenas uma instrução de ângulo, é necessário especificar tanto um comando dimensional (programação absoluta) como uma instrução de ângulo. (Exemplo) N1 X_, A_, R_ ; N2, A_ ; N3 X_ Z_, A_ ; (No bloco nº 3, é necessário especificar uma instrução de ângulo, além de um comando dimensional.)

205

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

Exemplos

X

R20 R15 R6 φ 300 φ 100 φ 60 10° 30 180 22° 1×45° Z

(Especificação do diâmetro, entrada em mm) N001 N002 N003 N004 N005 N006 N007 : : G50 X0.0 Z0.0 ; G01 X60.0, A90.0, C1.0 F80 ; Z--30.0, A180.0, R6.0 ; X100.0, A90.0 ; ,A170.0, R20.0 ; X300.0 Z--180.0, A112.0, R15.0 ; Z--230.0, A180.0 ;

206

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

13.8

ROSQUEAMENTO RÍGIDO COM MACHO

Os ciclos de rosqueamento frontal (G84) e os ciclos de rosqueamento lateral (G88) tanto podem ser executados no modo convencional como no modo de rosqueamento rígido. No modo convencional, o fuso é girado ou parado em sincronia com o movimento ao longo do eixo de rosqueamento, de acordo com as funções miscelânea M03 (rotação do fuso em sentido horário), M04 (rotação do fuso em sentido anti-horário) e M05 (parada do fuso). No modo de rosqueamento rígido, o motor do fuso é controlado de forma semelhante à de um motor de controle, através da aplicação da compensação ao movimento ao longo do eixo de rosqueamento e ao movimento do fuso. No rosqueamento rígido com macho, cada rotação do fuso corresponde a uma certa quantidade de avanço (passo) ao longo do eixo do fuso. O mesmo se aplica à aceleração/desaceleração. Isso significa que o rosqueamento rígido com macho não exige a utilização de machos deslizantes, como acontece no modo convencional, possibilitando, assim, um rosqueamento de alta velocidade e de alta precisão. Se o sistema estiver equipado com a função opcional de controle de fusos múltiplos, é possível utilizar o segundo fuso para o rosqueamento rígido com macho.

207

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

13.8.1
Ciclo de Rosqueamento Rígido Frontal com Macho (G84) / Ciclo de Rosqueamento Rígido Lateral com Macho (G88)
Formato

O controle do motor do fuso de forma semelhante à de um motor servo, no modo de rosqueamento rígido, possibilita um rosqueamento de alta velocidade.

G84 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ P_ F_ M_ K_ ; ou G88 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ P_ F_ M_ K_ ;
X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R P_ : Tempo de pausa na base do furo F_ : Velocidade de avanço de corte K_ : Número de repetições (se necessário) M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário) G84 ou G88 (modo G98) G84 ou G88 (modo G99)

Parada do fuso Nível inicial Operação 1 Operação 2 Fuso SH Ponto R Operação 3
P

Parada do fuso

Operação 6
P

Parada do fuso

Fuso SH Ponto R

Parada do fuso
P

Nível do ponto R

Operação 5 Ponto Z
P

Ponto Z Parada do fuso Fuso SAH

Operação 4 Parada do fuso Fuso SAH

Explicações

D Modo de rosqueamento rígido

Depois de concluído o posicionamento no eixo X (G84) ou no eixo Z (G88), o fuso é movimentado para o ponto R à velocidade de deslocamento rápido. O rosqueamento é executado do ponto R para o ponto Z. Em seguida, o fuso pára e cumpre um tempo de pausa. Depois, o fuso inicia a rotação no sentido oposto, é retraído para o ponto R, pára de girar e se desloca para o nível inicial em deslocamento rápido. Durante o rosqueamento, é adotado um override da velocidade de avanço e um override do fuso de 100%. Para a retração (operação 5), porém, é possível aplicar um override fixo de, no máximo, 2000% especificando o parâmetro nº 5211 (RGOVR), o bit 4 (DOV) do parâmetro nº 5200 e o bit 3 (OVU) do parâmetro nº 5201. O modo de rosqueamento rígido pode ser especificado através de um dos seguintes métodos: D Especificando M29S***** antes de um bloco de rosqueamento D Especificando M29S***** em um bloco de rosqueamento D Tratando G84 ou G88 como um código G para rosqueamento rígido com macho (definindo o bit 0 (G84) do parâmetro nº 5200 com 1.)
208

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

D Passo de rosca

No modo de avanço por minuto, a velocidade de avanço dividida pela velocidade do fuso é igual ao passo de rosca. No modo de avanço por rotação, a velocidade de avanço é igual ao passo de rosca.

Limitações
D Comandos S Se for especificado um valor superior à velocidade máxima de rotação, para a engrenagem que está sendo usada, é ativado o alarme P/S nº 200. No caso de um fuso analógico, se um comando for especificado de forma a serem gerados mais de 4095 pulsos durante 8 ms (unidade de detecção), é ativado o alarme P/S nº 202. No caso de um fuso serial, se um comando for especificado de forma a serem gerados mais de 32767 pulsos durante 8 ms (unidade de detecção), é ativado o alarme P/S nº 202. <Example> No caso de um motor integrado, equipado com um detector com uma resolução de 4095 pulsos por rotação, a velocidade máxima do fuso durante o rosqueamento rígido com macho é a seguinte: Fuso analógico (4095×1000÷8×60)÷4095 = 7500 (rpm) Fuso serial (32767×1000÷8×60)÷4095 = 60012 (rpm) [Nota: Valor ideal] Se, para o avanço de corte, for especificado um valor que exceda o limite superior, será ativado o alarme P/S nº 201. Se for especificado um comando S ou um movimento do eixo entre M29 e M84, será ativado um alarme P/S nº 203. Se M29 for especificado durante o ciclo de rosqueamento, será ativado o alarme P/S nº 204. O código M usado para especificar o modo de rosqueamento rígido com macho é, normalmente, definido através do parâmetro nº 5210. Contudo, para especificar um valor superior a 255, utilize o parâmetro nº 5212. No modo de rosqueamento rígido com macho, o desvio máximo de posição durante o movimento ao longo do eixo de rosqueamento é, normalmente, definido através do parâmetro nº 5310. Use, contudo, o parâmetro nº 5314, para especificar um valor superior a 32767, por exemplo, devido à resolução do detector utilizado. O valor R tem de ser especificado em um bloco destinado à execução da perfuração, pois se for especificado em blocos que não executem a perfuração, não poderá ser arquivado como dado modal. G00 a G03 (códigos G do grupo 01) não podem ser especificados em blocos que incluam G84 ou G88. Se forem especificados, G84 ou G88 será cancelado. No modo de ciclo fixo é ignorada qualquer correção da posição da ferramenta.

D Comandos F D M29

D Código M para o rosqueamento rígido com macho D Desvio máximo de posição durante o movimento ao longo do eixo de rosqueamento D R

D Cancelamento

D Correção da posição da ferramenta D Unidades para F

Entrada em mm G98 1 mm/min

Entrada em polegadas 0.01 polegadas/min

Comentário Ponto decimal permitido

G99 0.01 mm/rotação 0.0001 polegadas/rotação Ponto decimal permitido

209

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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Exemplos

Velocidade de avanço do eixo de rosqueamento: 1000 mm/min Velocidade do fuso: 1000 rpm Passo de rosca: 1.0 mm <Programação para o avanço por minuto> G98 ; Comando de avanço por minuto G00 X100.0 ; Posicionamento M29 S1000 ; Comando do modo de rosqueamento rígido G84 Z-100.0 R-20.0 F1000 ; Rosqueamento rígido com macho <Programação para o avanço por rotação> G99 ; Comando de avanço por rotação G00 X100.0 ; Posicionamento M29 S1000 ; Comando do modo de rosqueamento rígido G84 Z-100.0 R-20.0 F1.0 ; Rosqueamento rígido com macho

210

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PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

13.9

CONVERSÃO TRIDIMENSIONAL DE COORDENADAS (G68.1, G69.1)

É possível efetuar a conversão de coordenadas à volta de um eixo, especificando o centro de rotação, o sentido do eixo de rotação e o ângulo de rotação. Esta função é extremamente prática para a usinagem tridimensional, tal como a usinagem no eixo B. Por exemplo, se um programa de usinagem no plano ZX for convertido com a função de conversão tridimensional de coordenadas, a mesma usinagem poderá ser executada em qualquer plano desejado do espaço tridimensional.
X

X*

Z Z* B Superfície a ser usinada Z
#1 #2 #4 #3

É executada uma usinagem, tal como fresagem, fresagem de bolsas e perfuração.

Y

Formato
G68.1 Xp x1 Yp y1 Zp z1 I i1 J j1 K k1 R α ; Início da conversão
tridimensional de coordenadas Modo de conversão tridimensional de coordenadas Cancelamento da conversão tridimensional de coordenadas

⋅ ⋅ ⋅ ⋅ G69.1 ;

Xp, Yp, Zp : Centro de rotação (coordenadas absolutas) nos eixos X, Y e Z ou nos eixos paralelos I, J, K : Sentido do eixo de rotação R: Ângulo de rotação

Explicações
D Comando para a conversão N1 G68.1 Xp x1 Yp y1 Zp z1 I i1 J j1 K k1 R α ; tridimensional de coorN2 G68.1 Xp x2 Yp y2 Zp z2 I i2 J j2 K k2 R β ; denadas (sistema de N3 coordenadas do programa) :
Nn G69.1 ;

A conversão tridimensional de coordenadas pode ser executada duas vezes.
211

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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No bloco N1, especifique o centro, o sentido do eixo de rotação e o ângulo de rotação da primeira rotação. Quando este bloco é executado, o centro do sistema de coordenadas original é deslocado para (x1, y1, z1) e girado à volta do vetor (i1, j1, k1) com o ângulo de rotação α. O novo sistema de coordenadas se chama X’Y’Z’. No bloco N2, especifique o centro, o sentido do eixo de rotação e o ângulo de rotação da segunda rotação. No bloco N2, as coordenadas e o ângulo são especificados em Xp, Yp, Zp, I, J, K e R com os valores referentes ao sistema de coordenadas formado após a execução do bloco N1. Quando o bloco N2 é executado, o sistema de coordenadas X’Y’Z’ é deslocado para (x2, y2, z2) e girado à volta do vetor (i2, j2, k2) com o ângulo de rotação β. O novo sistema de coordenadas se chama X’’Y’’Z’’. No bloco N3 subseqüente, as coordenadas do sistema de coordenadas X’’Y’’Z’’ são especificadas com Xp, Yp e Zp. Ao sistema de coordenadas X’’Y’’Z’’ dá- o nome de sistema de coordenadas do -se programa. Se (Xp, Yp, Zp) não for especificado no bloco N2, é adotado (Xp, Yp, Zp) do bloco N1 como centro da segunda rotação (os blocos N1 e N2 possuem um centro de rotação comum). Quando se pretende girar o sistema de coordenadas apenas uma vez, não é necessário especificar o bloco N2.
Exemplo) G68.1 Xx0 Yy0 Zz0 I0 J0 K1 Rα ; G68.1 I1 J0 K0 Rβ ;
Z Z” Y”
β

Z’

β

Y’

P (x, y, z) z Y
α

x O (x0, y0, z0)

y
α

X

X, Y, Z : X’, Y’, Z’ : X”, Y”, Z” : α: β: O (x0, y0, z0): P (x, y, z):

Sistema de coordenadas da peça Sistema de coordenadas formado após a primeira conversão Sistema de coordenadas formado após a segunda conversão Ângulo de rotação da primeira rotação Ângulo de rotação da segunda rotação Centro de rotação Coordenadas do sistema de coordenadas X’’Y’’Z’’ (sistema de coordenadas do programa)

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PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

D Erro de formato

Se for detectado um dos seguintes erros de formato, é acionado o alarme P/S nº 5044: 1. Quando I, J ou K não é especificado em um bloco com G68.1 (um dos parâmetros de rotação do sistema de coordenadas não foi especificado) 2. Quando I, J e K possuem o valor 0 em um bloco com G68.1 3. Quando R não é especificado em um bloco com G68.1

D Centro de rotação D Equação para a conversão tridimensional de coordenadas

As coordenadas absolutas são especificadas com Xp, Yp e Zp no bloco G68.1. A equação seguinte expressa a relação geral entre (x, y, z) do sistema de coordenadas do programa e (X, Y, Z) do sistema de coordenadas original (sistema de coordenadas da peça).
X Y Z = M1 x y z
+

x1 y1 z1

Quando a conversão é efetuada duas vezes, a relação é expressa da seguinte forma: x2 x1 X x y2 y1 Y = M1 M2 y + M1 + z2 z1 Z z Coordenadas do sistema de coordenadas original (sistema de coordenadas da peça ou sistema de coordenadas da máquina) x, y, z : Valor programado (coordenadas do sistema de coordenadas do programa) x1, y1, z1 : Centro de rotação da primeira conversão x2, y2, z2 : Centro de rotação da segunda conversão (coordenadas do sistema de coordenadas formado após a primeira conversão) M1 : Matriz da primeira conversão M2 : Matriz da segunda conversão M1 e M2 são matrizes de conversão determinadas por um ângulo de rotação e por um eixo de rotação. Geralmente, as matrizes são expressas da seguinte forma:
n12+(1--n12) cosθ n1 n2 (1--cosθ)+n3 senθ n1 n3 (1--cosθ)--n2 senθ n1n2 (1--cosθ)--n3senθ n22+(1--n22) cosθ n2 n3 (1--cosθ)+n1 senθ n1n3 (1--cosθ)+n2senθ n2 n3 (1--cosθ)--n1 senθ n32+(1--n32) cosθ

X, Y, Z :

n1 : Co--seno do ângulo formado pelo eixo de rotação e pelo eixo X n2 : Co--seno do ângulo formado pelo eixo de rotação e pelo eixo Y n3 : Co--seno do ângulo formado pelo eixo de rotação e pelo eixo Z θ : Ângulo de rotação

i p j p k p

O valor p obtém--se da seguinte forma: p= i2+j2+k2

Matrizes de conversão para a rotação em planos bidimensionais:

(1) Conversão de coordenadas no plano XY
M= cosθ --senθ senθ cosθ 0 0 0 0 1

213

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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(2) Conversão de coordenadas no plano ZY M= 1 0 0 0 cosθ senθ 0 --senθ cosθ

(3) Conversão de coordenadas no plano ZX M= cosθ 0 --senθ 0 1 0 senθ 0 cosθ

D Três eixos básicos e seus eixos paralelos

A conversão tridimensional de coordenadas pode ser aplicada a qualquer combinação de três eixos selecionados entre os três eixos básicos (X, Y, Z) e seus eixos paralelos. O sistema de coordenadas tridimensional que deverá ser sujeito à conversão tridimensional de coordenadas, é determinado através dos endereços dos eixos especificados no bloco G68.1. Se não for especificado Xp, Yp ou Zp, é adotado X, Y ou Z dos três eixos básicos. Contudo, se os três eixos básicos não forem especificados no parâmetro 1022, é acionado o alarme P/S nº 048. Não é possível especificar um eixo básico e um eixo paralelo no mesmo bloco G68.1. Se tentar fazê- é acionado o alarme P/S nº 047. -lo,
(Exemplo) Se o eixo U, o eixo V e o eixo W forem paralelos ao eixo X, ao eixo Y e ao eixo Z , respectivamente, (e se for usado o sistema B ou C de códigos G): G68.1 X_ I_ J_ K_ R_ ; Sistema de coordenadas XYZ G68.1 U_V_ Z_ I_ J_ K_ R_ ; Sistema de coordenadas UVZ G68.1 W_ I_ J_ K_ R_ ; Sistema de coordenadas XYW

D Especificação da segunda conversão

A conversão tridimensional de coordenadas pode ser executada duas vezes. O centro de rotação da segunda conversão tem de ser definido com os endereços dos eixos especificados para a primeira conversão. Se os endereços dos eixos da segunda conversão forem diferentes dos da primeira conversão, os endereços diferentes são ignorados. Quando se tenta executar a conversão tridimensional de coordenadas três vezes ou mais, é acionado o alarme P/S nº 5043. Um ângulo de rotação R positivo indica uma rotação em sentido horário ao longo do eixo de rotação. Especifique o ângulo de rotação R em 0.001 graus, dentro da faixa de -360000 a 360000.

D Ângulo de rotação R

214

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

D Códigos G que podem ser especificados

No modo de conversão tridimensional de coordenadas podem ser especificados os seguintes códigos G:
G00 G01 G02 G03 G04 G10 G17 G18 G19 G28 G29 G30 G40 G41 G42 G53 G65 G66 G67 G80 G83 a G89 G90 G91 G94 G95 G98 G99 Posicionamento Interpolação linear Interpolação circular (em sentido horário) Interpolação circular (em sentido anti--horário) Pausa Especificação de dados Seleção do plano (XY) Seleção do plano (ZX) Seleção do plano (YZ) Retorno ao ponto de referência Retorno do ponto de referência Retorno ao segundo, terceiro ou quarto ponto de referência Cancelamento da compensação do raio da ponta da ferramenta Compensação do raio da ponta da ferramenta à esquerda Compensação do raio da ponta da ferramenta à direita Seleção do sistema de coordenadas da máquina Chamada de macro de usuário Chamada contínua de macro de usuário Cancelamento da chamada contínua de macro de usuário Cancelamento do ciclo de perfuração Ciclo de perfuração Modo absoluto (se for usado o sistema B ou C de códigos G) Modo incremental (se for usado o sistema B ou C de códigos G) Avanço por minuto (se for usado o sistema B ou C de códigos G) Avanço por rotação (se for usado o sistema B ou C de códigos G) Ciclo fixo (retorno ao nível inicial) (se for usado o sistema B ou C de códigos G) Ciclo fixo (retorno ao nível do ponto R) (se for usado o sistema B ou C de códigos G)

D Velocidade de deslocamento rápido durante a perfuração em um ciclo fixo de perfuração D Funções de compensação (compensação do raio da ponta da ferramenta) D Relação entre a conversão tridimensional e bidimensional de coordenadas (G68.1, G69.1) D Variáveis do sistema de macros de usuário

No modo de conversão tridimensional de coordenadas, a velocidade de deslocamento rápido nos ciclos fixos de perfuração é igual à velocidade de avanço de corte especificada no parâmetro 5412. Se o parâmetro estiver colocado em 0, a velocidade de deslocamento rápido é igual à velocidade máxima de avanço de corte. Se a compensação do raio da ponta da ferramenta for especificada juntamente com a conversão tridimensional de coordenadas, primeiro é executada a compensação e, em seguida, a conversão tridimensional de coordenadas. A conversão tridimensional e bidimensional de coordenadas usam códigos G idênticos (G68.1 e G69.1). Um código G especificado com I, J e K, é processado como comando para a conversão tridimensional de coordenadas. Um código G que não seja especificado com I, J e K, é processado como comando para a conversão bidimensional de coordenadas. As coordenadas do sistema de coordenadas da peça são atribuídas às variáveis do sistema #5041 a #5048 (posição atual em cada eixo).
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13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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D Reset

Se for efetuado um reset durante o modo de conversão tridimensional de coordenadas, o modo é cancelado e o código G de ação contínua é alterado para G69.1. Com o bit D3R (bit 2 do parâmetro 5400) é possível determinar se o modo de conversão tridimensional de coordenadas (G68.1) só deverá ser cancelado com o código G69.1. Quando se seleciona esta opção, o modo de conversão tridimensional de coordenadas não será cancelado nem por um reset do CNC, nem por um sinal de entrada do PMC. Quando se especifica o comando de rosqueamento rígido com macho no modo de conversão tridimensional de coordenadas, o rosqueamento pode ser executado no sentido do ângulo programado pelo comando de conversão tridimensional de coordenadas. No modo de conversão tridimensional de coordenadas, o ”Erro de Posição Z” do eixo de rosqueamento longitudinal, mostrado na tela de ajuste do fuso, é obtido após a conversão tridimensional. O posicionamento no modo de conversão tridimensional de coordenadas tem de ser um posicionamento por interpolação linear (o bit LRP (bit 1 do parâmetro 1401) possui o valor 1). O rosqueamento rígido tridimensional com macho não pode ser executado em eixos que se encontrem sob um controle síncrono simples.

D Rosqueamento rígido tridimensional com macho

Limitações
D Intervenção manual D Posicionamento no sistema de coordenadas da máquina D Especificação do deslocamento rápido D Bloco com G68.1 ou G69.1 D Espelhamento D Indicação da posição e compensação D Conversão tridimensional de coordenadas e outros comandos contínuos A conversão tridimensional de coordenadas não tem qualquer influência sobre o efeito da interrupção por manivela. A conversão tridimensional de coordenadas não exerce qualquer influência sobre o posicionamento no sistema de coordenadas da máquina (especificado, p. ex., com G28, G30 ou G53). Especifique um deslocamento linear rápido para a execução da conversão tridimensional de coordenadas. (Coloque o bit LRP, bit 1 do parâmetro nº 1401, em 1.) Em um bloco com G68.1 ou G69.1, não é possível especificar outros códigos G. G68.1 tem de ser especificado com I, J e K. Não é possível especificar o espelhamento externo (espelhamento comandado por um sinal ou por especificação). Para que a posição absoluta possa ser mostrada durante a execução da conversão tridimensional de coordenadas, coloque os bits 4 a 7 do parâmetro DRL, DRC, DAL e DAC, nº 3104, em 0. Os ciclos fixos G41 e G42 têm de ser aninhados entre G68.1 e G69.1.
(Exemplo) G68.1 X100. Y100. Z100. I0. J0. K1. R45. ; G41 X_ Z_ I_ K_ ; ⋮ G40 ; ⋮ G69.1 ; ⋮

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PROGRAMAÇÃO

13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

D Relação entre a conversão tridimensional de coordenadas e a correção da ferramenta

O comando de correção da ferramenta tem de ser aninhado dentro do modo de conversão tridimensional de coordenadas.
(Exemplo) G68.1 X100. Y100. Z100. I0. J0. K1. R45. ; ⋮ T0101 ; ⋮ T0100 ; ⋮ G69.1 ;

D Controle de eixos PMC

No modo de conversão tridimensional de coordenadas, o controle de eixos PMC não pode ser executado nos três eixos envolvidos na conversão (alarme P/S). Se for executado um avanço manual durante a conversão tridimensional de coordenadas, a velocidade tangencial do sistema de coordenadas, após a conversão (sistema de coordenadas do programa), é igual à velocidade de avanço mais baixa dos eixos selecionados. Evite alterar o sistema de coordenadas da peça no modo de conversão tridimensional de coordenadas. Evite executar um retorno manual ao ponto de referência no modo de conversão tridimensional de coordenadas. Para especificar um eixo com controle de contornos Cs e o deslocamento rápido, simultaneamente, no modo de conversão tridimensional de coordenadas, execute primeiro um retorno ao ponto de referência no eixo com controle de contornos Cs. Se o retorno ao ponto de referência for executado durante o primeiro deslocamento rápido, depois de o eixo com controle de contornos Cs ter sido selecionado (bit NRF (bit 1 do parâmetro 3700) colocado em 0), evite especificar o comando de retorno ao ponto de referência no modo de conversão tridimensional de coordenadas.

D Operação manual

D Sistema de coordenadas da peça D Retorno manual ao ponto de referência D Eixo com controle de contornos Cs

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13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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Exemplos

Abaixo é apresentado um exemplo do sistema B de códigos G.
Posicionamento no ponto zero H. Criação de um novo sistema de coordenadas X’Y’Z’. N3 G68.1 X0 Y-10. Z0 I0 J0 K1 R-90. ; Criação de outro sistema de coordenadas X’’Y’’Z’’. O ponto de origem corresponde a (0, --10, 0) no sistema de coordenadas X’Y’Z’. N4 G90 X0 Y0 Z0 ; Posicionamento no ponto zero H’’, no sistema de coordenadas X’’Y’’Z’’. N5 X10. Y10. Z0 ; Posicionamento em (10, 10, 0), no sistema de coordenadas X’’Y’’Z’’. N1 G90 X0 Y0 Z0 ; N2 G68.1 X10. Y0 Z0 I0 J1 K0 R30. ;

Y

Y’

H N4

10

X’ H’ Y”

30° X

--10 H” N5 Z 30° Z’ (10, 10, 0)

Z” X”

218

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PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14

FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

Este capítulo descreve as seguintes funções de compensação: 14.1 CORREÇÃO DA FERRAMENTA 14.2 VISÃO GERAL DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA FERRAMENTA 14.3 PORMENORES DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA FERRAMENTA 14.4 FUNÇÃO DE INTERPOLAÇÃO CIRCULAR DE CANTOS (G39) 14.5 VALORES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA, NÚMERO DE VALORES DE COMPENSAÇÃO E INTRODUÇÃO DE VALORES A PARTIR DO PROGRAMA (G10) 14.6 CORREÇÃO AUTOMÁTICA DA FERRAMENTA (G36, G37) 14.7 ROTAÇÃO DE COORDENADAS (G68.1, G69.1)

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14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

14.1

CORREÇÃO DA FERRAMENTA

A correção da ferramenta serve para compensar quaisquer diferenças entre a ferramenta efetivamente usada e a ferramenta imaginária, utilizada na programação (geralmente, a ferramenta padrão).

Ferramenta padrão

Ferramenta real Quantidade de correção no eixo X Quantidade de correção no eixo Z Fig. 14.1 Correção da ferramenta

Nesta unidade não existe um código G para especificar a correção da ferramenta. A correção da ferramenta é especificada pelo código T.

14.1.1
Correção da Geometria da Ferramenta e Correção do Desgaste da Ferramenta

A correção da ferramenta compreende dois tipos de correção: A correção da geometria da ferramenta, para compensar a forma ou a posição de montagem da ferramenta, e a correção do desgaste da ferramenta, para compensar o desgaste da ponta da ferramenta. Não havendo esta opção, o valor total de correção da geometria da ferramenta e de correção do desgaste da ferramenta é definido como valor de correção do desgaste da ferramenta. NOTA A correção da geometria da ferramenta e a correção do desgaste da ferramenta são opcionais.

Ponto no programa Ferramenta imaginária Valor de correção da geometria do eixo X Valor de correção do desgaste do eixo X Valor de correção do desgaste do eixo Z

Ponto no programa

Quantidade de correção no eixo X Ferramenta real Valor de correção da geometria do eixo Z Quantida de de correção no eixo Z

Fig. 14.1.1 (a) Diferença entre a correção da geometria da ferramenta e a correção do desgaste da ferramenta

Fig. 14.1.1 (b) Não distinguindo entre a correção da geometria da ferramenta e a correção do desgaste da ferramenta

220

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14.1.2

Existem dois métodos para especificar um código T, tal como mostram Código T para a Correção as tabelas 14.1.2 (a) e 14.1.2 (b).

da Ferramenta
Formato

D O menor dígito do código T especifica a geometria e o número de correção de desgaste

Tabela 14.1.2 (a)
Tipo de código T
Comando de 2 dígitos

Significado do código T Tff
Desgaste da ferramenta e número de correção da geometria da ferramenta Seleção da ferramenta

Definição de parâmetros para especificar o nº de correção
Quando LGN, o bit 1 do parâmetro nº 5002, é colocado em 0, o número de correção da geometria da ferramenta e o número de correção do desgaste da ferramenta especificados para uma determiQuando LD1, o bit 0 nada ferramenta são do parâmetro nº idênticos. 5002, é colocado em 0, o número de correção do desgaste da ferramenta é especificado com os dois últimos dígi- tos de um código T. Quando LD1, o bit 0 do parâmetro nº 5002, é colocado em 1, o número de correção do desgaste da ferramenta é especificado com o último dígito de um código T.

Comando de 4 dígitos

T ff ff
Desgaste da ferramenta e número de correção da geometria da ferramenta Seleção da ferramenta

D O menor dígito do código T especifica o número de correção de desgaste e o número com o maior dígito especifica o número de seleção da ferramenta e o número de correção da geometria

Tabela 14.1.2 (b)
Tipo de código T
Comando de 2 dígitos

Significado do código T Tff
Número de correção do desgaste da ferramenta Seleção da ferramenta e número de correção da geometria da ferramenta

Definição de parâmetros para especificar o nº de correção
Quando LGN, o bit 1 do parâmetro nº 5002, é colocado em 1, o número de correção da geometria da ferramenta e o número de correção do desgaste da ferramenta especificados para uma determinada ferra- menta Quando LD1, o bit 0 são idênticos. do parâmetro nº 5002, é colocado em 0, o número de correção do desgaste da ferramenta é especificado com os dois últimos dígitos de um código T. Quando LD1, o bit 0 do parâmetro nº 5002, é colocado em 1, o número de correção do desgaste da ferramenta é especificado com o último dígito de um código T.

Comando de 4 dígitos

T ff ff
Número de correção do desgaste da ferramenta Seleção da ferramenta e número de correção da geometria da ferramenta

14.1.3
Seleção da Ferramenta

A seleção da ferramenta é feita através da especificação do código T correspondente ao número da ferramenta. A relação entre o número de seleção da ferramenta e a própria ferramenta é explicada no manual fornecido pelo fabricante da máquina- ferramenta. -

14.1.4
Número de Correção

O número de correção tem dois significados. Especifica a distância da correção correspondente ao número selecionado para o início da função de correção. Um número de correção da ferramenta igual a 0 ou 00 indica que o valor de correção é 0 e a correção é cancelada.
221

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

14.1.5
Correção
Explicações
D Correção do desgaste da ferramenta

Existem dois tipos de correção: A correção do desgaste da ferramenta e a correção da geometria da ferramenta.

O caminho da ferramenta é corrigido pelos valores de correção do desgaste X, Y e Z, em relação ao caminho programado. A distância de correção correspondente ao número especificado pelo código T é somada ou subtraída à posição final de cada bloco programado.
Caminho da ferramenta após a correção Este bloco contém o comando de correção com o código T Caminho programado Compensação pelo corretor X, Z (vetor de correção) Fig. 14.1.5 (a) Movimento de correção (1)

D Vetor de correção D Cancelamento da correção

Na fig. 14.1.5(a), o vetor com os corretores X, Y e Z chama- vetor de -se correção. A compensação é igual ao vetor de correção. A correção é cancelada quando 0 ou 00 são selecionados como número de correção do código T. O vetor de correção passa a ser 0 no final do bloco cancelado. N1 X50.0 Z100.0 T0202 ; Cria o vetor de correção correspondente ao número de correção 02 N2 X200.0 ; N3 X100.0 Z250.0 T0200; A especificação do número de correção 00 apaga o vetor de correção.

Caminho da ferramenta após a correção

N2 N1 Caminho programado

Fig. 14.1.5 (b) Movimento de correção (2)

Quando o sistema é energizado pela primeira vez e a tecla de reset das unidades MDI é pressionada ou o sinal de reset é introduzido no CNC através da máquina-ferramenta, a correção é cancelada. O parâmetro LVK (nº 5003#6) pode ser definido de forma que a correção não seja cancelada ao pressionar a tecla de reset ou ao introduzir um reset.
222

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Apenas o código T

Quando é especificado apenas um código T em um bloco, a ferramenta é deslocada pelo valor de correção de desgaste sem um comando de movimento. O movimento é executado à velocidade de deslocamento rápido, no modo G00. Nos outros modos, é executado à velocidade de avanço. Quando um código T com o número de correção 0 ou 00 é especificado por si só, é executado um movimento para cancelar a correção. AVISO Quando é especificado G50 X_Z_T_ ; a ferramenta não é movimentada. É definido o sistema de coordenadas em que o valor da coordenada relativa à posição da ferramenta é (X,Z). A posição da ferramenta é obtida através da subtração do valor de correção de desgaste correspondente ao número de correção especificado no código T.

D Correção da geometria da ferramenta

Com a correção da geometria da ferramenta, o sistema de coordenadas de trabalho é deslocado pelos valores de correção da geometria X, Y e Z. Por outras palavras, a quantidade de correção correspondente ao número designado com o código é adicionada ou subtraída da posição atual.
Caminho programado após o deslocamento do sistema de coordenadas de trabalho Quantidade de correção através da correção da geometria da ferramenta no eixo X, Z (vetor de correção) Comando absoluto

Caminho da ferramenta após a correção

Caminho programado antes do deslocamento do sistema de coordenadas de trabalho Fig. 14.1.5 (c) Movimento de correção da geometria da ferramenta

NOTA A ferramenta pode ser compensada tanto pela correção do desgaste como pela especificação do parâmetro LGT (nº 5002#4), a fim de adicionar ou subtrair o ponto final programado de cada bloco.

D Cancelamento da correção

A especificação do número de correção 0, 00 ou 0000 cancela a correção. NOTA Quando LGC, o bit 5 do parâmetro nº 5002, é colocado em 0, a especificação do número de correção 0 ou 00 não cancela a correção.

223

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

Exemplos

1. Especificação do número de correção da geometria da ferramenta e do número de correção do desgaste da ferramenta com os dois últimos dígitos de um código T (quando LGN, o bit 1 do parâmetro nº 5002, está colocado em 0): N1 X50.0 Z100.0 T0202 ; Especifica o número de correção 02 N2 Z200.0 ; N3 X100.0 Z250.0 T0200 ; Cancela a correção
Comando absoluto Caminho N3 programado após N2 o deslocamento N1 do sistema de coordenadas de trabalho Caminho da ferramenta Correção após a correção Cancelamento da correção

NOTA Quando LGC, o bit 5 do parâmetro nº 5002, está colocado em 0, a especificação do número de correção 0 não cancela a correção da geometria da ferramenta. 2. Supondo que a correção da geometria não é cancelada pelo nº de correção 0 (parâmetro nº 5002#1): N1 X50.0 Z100.0 T0202 ; Número de seleção da ferramenta (número de correção da geometria da ferramenta: 02) N2 Z200.0 ; N3 X100.0 Z250.0 T0000 ; Cancela a correção
Caminho programado após o deslocamento do sistema de coordenadas de trabalho Correção N3 N2 N1 Caminho da ferramenta após a correção Cancelamento da correção

224

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14.1.6
G53, G28, G30 e G30.1 Quando é Aplicada a Correção da Posição da Ferramenta
Explicações
D Retorno ao ponto de referência (G28) e comando G53 quando é aplicada a correção da posição da ferramenta

Esta seção descreve as operações seguintes em que a correção da posição da ferramenta é aplicada: Comandos G53, G28, G30 e G30.1, retorno manual ao ponto de referência e cancelamento da correção da posição da ferramenta com um comando T00.

A execução do retorno ao ponto de referência (G28) ou de um comando G53, quando é aplicada a correção da posição da ferramenta, não cancela o vetor de correção da posição da ferramenta. Contudo, a indicação da posição absoluta é a seguinte, de acordo com a definição do bit 4 (LGT) do parâmetro nº 5002.

LGT = 0 (A compensação da geometria da ferramenta baseia-se no deslocamento do sistema de coordenadas.)
Correção da posição da ferramenta (sem opção) Tela das coordenad as de posição absoluta Bloco para o retorno ao ponto de referência ou o comando G53 O vetor não é considerado. As coordenadas são mostradas como se a correção tivesse sido temporariamente cancelada. O vetor é considerado. Compensação da geometria da ferramenta O deslocamento é considerado. São mostradas as coordenadas deslocadas de acordo com a compensação da geometria da ferramenta. São mostradas as coordenadas deslocadas de acordo com a compensação da geometria da ferramenta. Compensação do desgaste da ferramenta O vetor não é considerado. As coordenadas são mostradas como se a correção tivesse sido temporariamente cancelada. O vetor é considerado.

Bloco seguinte

LGT = 1 (A compensação da geometria da ferramenta baseia-se no movimento da ferramenta.)
Correção da posição da ferramenta (sem opção) Tela das coordenad as de posição absoluta Bloco para o retorno ao ponto de referência ou o comando G53 O vetor não é considerado. As coordenadas são mostradas como se a correção tivesse sido temporariamente cancelada. O vetor é considerado. Compensação da geometria da ferramenta O vetor não é considerado. As coordenadas são mostradas como se a correção tivesse sido temporariamente cancelada. O vetor é considerado. Compensação do desgaste da ferramenta O vetor não é considerado. As coordenadas são mostradas como se a correção tivesse sido temporariamente cancelada. O vetor é considerado.

Bloco seguinte

NOTA O bit 6 (DAL) do parâmetro nº 3104 é colocado em 0 (as posições reais, às quais é aplicada a correção da posição da ferramenta, são mostradas na tela da posição absoluta).

225

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Retorno manual ao ponto de referência quando é aplicada a correção da posição da ferramenta

A execução do retorno manual ao ponto de referência, quando é aplicada a correção da posição da ferramenta, não cancela o vetor de correção da posição da ferramenta. Contudo, a indicação da posição absoluta é a seguinte, de acordo com a definição do bit 4 (LGT) do parâmetro nº 5002.

LGT = 0 (A compensação da geometria da ferramenta baseia-se no deslocamento do sistema de coordenadas.)
Correção da posição da ferramenta (sem opção) Tela das coordenad as de posição absoluta Após o retorno manual ao ponto de referência O vetor não é considerado. As coordenadas são mostradas como se a correção tivesse sido temporariamente cancelada. O vetor é considerado. Compensação da geometria da ferramenta O deslocamento é considerado. São mostradas as coordenadas deslocadas de acordo com a compensação da geometria da ferramenta. São mostradas as coordenadas deslocadas de acordo com a compensação da geometria da ferramenta. Compensação do desgaste da ferramenta O vetor não é considerado. As coordenadas são mostradas como se a correção tivesse sido temporariamente cancelada. O vetor é considerado.

Bloco seguinte

LGT = 1 (A compensação da geometria da ferramenta baseia-se no movimento da ferramenta.)
Correção da posição da ferramenta (sem opção) Tela das coordenad as de posição absoluta Após o retorno manual ao ponto de referência O vetor não é considerado. As coordenadas são mostradas como se a correção tivesse sido temporariamente cancelada. O vetor é considerado. Compensação da geometria da ferramenta O vetor não é considerado. As coordenadas são mostradas como se a correção tivesse sido temporariamente cancelada. O vetor é considerado. Compensação do desgaste da ferramenta O vetor não é considerado. As coordenadas são mostradas como se a correção tivesse sido temporariamente cancelada. O vetor é considerado.

Bloco seguinte

NOTA O bit 6 (DAL) do parâmetro nº 3104 é colocado em 0 (as posições reais, às quais é aplicada a correção da posição da ferramenta, são mostradas na tela da posição absoluta).

226

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Cancelamento da correção da posição da ferramenta com T00

Se a especificação apenas de T00, enquanto é aplicada a correção da posição da ferramenta, cancela ou não a correção, depende das definições dos seguintes parâmetros: Quando é selecionada a opção de compensação da geometria/desgaste da ferramenta
LGN = 0

LGN (nº 5002#1) O número de correção da geometria é: 0: Igual ao número de correção do desgaste 1: Igual ao número de seleção da ferramenta LGT=0

LGT (nº 5002#4) A compensação da geometria é aplicada: 0: Com base no deslocamento do sistema de coordenadas 1: Com base no movimento da ferramenta LGT=0

LGC (nº 5002#5) A correção da geometria: 0: Não é cancelada com T00 1: É cancelada com T00 Resultado

LGC=0 LGC=1 LWM (nº 5002#6) A correção da posição da ferramenta é aplicada: 0: Através do código T 1: Através do movimento ao longo do eixo

Não cancelada Cancelada

LGT=1

LWM=0 LWM=1

Cancelada Não cancelada

NOTA 1 Quando LGT=0, LWM não tem referência. 2 Quando LGT=1, LGC não tem referência, mesmo que LGN = 0.
LGN = 1
LGN (nº 5002#1) O número de correção da geometria é: 0: Igual ao número de correção do desgaste 1: Igual ao número de seleção da ferramenta LGT=0 LGT (nº 5002#4) A compensação da geometria é aplicada: 0: Com base no deslocamento do sistema de coordenadas 1: Com base no movimento da ferramenta LGT=0 LGC (nº 5002#5) A correção da geometria: 0: Não é cancelada com T00 1: É cancelada com T00 Resultado

LGC não tem referência. LWM (nº 5002#6) A correção da posição da ferramenta é aplicada: 0: Através do código T 1: Através do movimento ao longo do eixo

Cancelada

LGT=1

LWM=0 LWM=1

Cancelada Não cancelada

NOTA 1 Quando LGT=0, LWM não tem referência. 2 Quando LGT=1, LGC não tem referência.

227

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

Quando não é selecionada a geometria/desgaste da ferramenta
LGN (nº 5002#1) O número de correção da geometria é: 0: Igual ao número de correção do desgaste 1: Igual ao número de seleção da ferramenta LGN não tem referência. O número de correção da posição da ferramenta utiliza sempre os dígitos de ordem inferior. LGT (nº 5002#4) A compensação da geometria é aplicada: 0: Com base no deslocamento do sistema de coordenadas 1: Com base no movimento da ferramenta LGT não tem referência. A correção da posição da ferramenta é sempre aplicada com base no movimento da ferramenta.

opção

de

compensação

da

LGC (nº 5002#5) A correção da geometria: 0: Não é cancelada com T00 1: É cancelada com T00 Resultado

LGC não tem referência. LWM (nº 5002#6) A correção da posição da ferramenta é aplicada: 0: Através do código T 1: Através do movimento ao longo do eixo LWM=0 LWM=1 Cancelada Não cancelada

228

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14.2

VISÃO GERAL DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA FERRAMENTA

É difícil efetuar a compensação necessária para fabricar peças exatas quando se utiliza apenas a função de correção da ferramenta, em virtude da curvatura da ponta da ferramenta no corte cônico ou no corte circular. A função de compensação do raio da ponta da ferramenta compensa automaticamente os erros atrás mencionados.

Caminho da ferramenta sem compensação Peça Caminho da ferramenta com compensação

Profundida de de corte insuficiente

Ponta da ferramenta

R

Contorno processado sem compensação do raio da ponta da ferramenta Fig 14.2 Caminho da ferramenta na compensação do raio da ponta da ferramenta

14.2.1
Ponta Imaginária da Ferramenta

A ponta da ferramenta na posição A da figura seguinte não existe, na realidade. A ponta imaginária da ferramenta é necessária, porque é geralmente mais difícil definir o centro do raio da ponta da ferramenta real na posição inicial do que a ponta imaginária da ferramenta (Nota). Além disso, o raio da ponta da ferramenta não precisa ser considerado para efeitos de programação quando é utilizada a ponta imaginária da ferramenta. A relação entre as posições, quando a ferramenta é definida para a posição inicial, é mostrada na figura seguinte.

Posição inicial Quando programada em função do centro da ponta da ferramenta

A Posição inicial Quando programada em função da ponta imaginária da ferramenta

Fig. 14.2.1(a) Centro do raio da ponta da ferramenta e ponta imaginária da ferramenta

229

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

CUIDADO Em uma máquina com pontos de referência, é possível colocar uma posição padrão, como p. ex. o centro do cabeçote de torno--revólver, sobre a posição inicial. A distância entre esta posição padrão e o centro do raio da ponta ou a ponta imaginária da ferramenta é definida como o valor de correção da ferramenta. A definição da distância entre a posição padrão e o centro do raio da ponta da ferramenta como valor de correção, equivale a colocar o centro do raio da ponta da ferramenta sobre a posição inicial, enquanto que a definição da distância entre a posição padrão e a ponta imaginária da ferramenta, equivale a colocar a ponta imaginária da ferramenta sobre a posição padrão. Para definir o valor de correção, é geralmente mais fácil medir a distância entre a posição padrão e a ponta imaginária da ferramenta, do que entre a posição padrão e o centro do raio da ponta da ferramenta.

OFX (Correção da ferramenta no eixo X) OFZ (Correção da ferramenta no eixo Z) Definição da distância entre a posição padrão e o centro da ponta da ferramenta como valor de correção da ferramenta A posição inicial é colocada sobre o centro da ponta da ferramenta

OFX (Correção da ferramenta no eixo X) OFZ (Correção da ferramenta no eixo Z) Definição da distância entre a posição padrão e o centro da ponta imaginária da ferramenta como valor de correção da ferramenta A posição inicial é colocada sobre a ponta imaginária da ferramenta

Fig. 14.2.1 (b) Valor de correção da ferramenta quando o centro do cabeçote de tornorevólver é colocado sobre a posição inicial O caminho do centro da ponta da ferramenta é o mesmo do caminho programado, a menos que seja executada a compensação do raio da ponta da ferramenta. Caminho do centro da ponta da ferramenta Se for utilizada a compensação do raio da ponta da ferramenta, é executado um corte preciso.

Partida

Caminho do centro da ponta da ferramenta

Partida

Caminho programado

Caminho programado

Fig. 14.2.1 (c) Caminho da ferramenta quando se usa o centro da ponta da ferramenta na programação Sem a compensação do raio da ponta da ferramenta, o caminho da ponta da ferramenta imaginária é igual ao caminho programado. Com a compensação do raio da ponta da ferramenta, é executado um corte preciso.

Caminho da ponta imaginária da Partida ferramenta

Caminho da ponta imaginária da ferramenta

Partida

Caminho programado

Caminho programado

Fig. 14.2.1 (d) Caminho da ferramenta quando se usa a ponta imaginária da ferramenta na programação

230

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14.2.2
Sentido da Ponta Imaginária da Ferramenta

O sentido da ponta imaginária da ferramenta, visto a partir do centro da ponta da ferramenta, é determinado pelo sentido da ferramenta durante o corte, pelo que deve ser definido antecipadamente, tal como os valores de correção. O sentido da ponta imaginária da ferramenta pode ser selecionado entre as oito especificações mostradas abaixo, na fig. 14.2.2, juntamente com os respectivos códigos. A Fig 14.2.2 ilustra a relação entre a ferramenta e a posição inicial. As especificações seguintes aplicam- em caso de seleção da opção de -se correção da geometria da ferramenta e de correção do desgaste da ferramenta.

X

Z

Ponta imaginária da ferramenta número 1

Ponta imaginária da ferramenta número 2

Ponta imaginária da ferramenta número 3

Ponta imaginária da ferramenta número 4

Ponta imaginária da ferramenta número 5

Ponta imaginária da ferramenta número 6

Ponta imaginária da ferramenta número 7

Ponta imaginária da ferramenta número 8

Fig. 14.2.2 Sentido da ponta imaginária da ferramenta

231

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

As pontas das ferramentas imaginárias com os números 0 a 9 são utilizadas quando o centro da ponta da ferramenta coincide com a posição inicial. Defina o número da ponta imaginária da ferramenta no endereço OFT para cada número de correção. O bit 7 (WNP) do parâmetro nº 5002 é usado para determinar se o sentido da ponta virtual da ferramenta para a compensação do raio da ponta da ferramenta, deverá ser determinado pelo número de correção da geometria da ferramenta ou pelo número de correção do desgaste da ferramenta.

Ponta imaginária da ferramenta número 0 a 9

Limitações
D Seleção de plano Os sentidos 1 a 8 da ponta virtual da ferramenta só podem ser usados no plano G18 (Z-X). Para a ponta virtual da ferramenta 0 ou 9, a compensação é aplicada nos dois planos G17 e G19.

14.2.3
Número de Correção e Valor de Correção
Explicações
D Número de correção e valor de correção

Valor de compensação do raio da ponta da ferramenta (valor do raio da ponta da ferramenta)

Este valor é definido através do painel MDI, de acordo com o número de correção. Quando se selecionam as opções de compensação da geometria da ferramenta e de compensação do desgaste da ferramenta, os valores de correção mudam da seguinte forma:
Tabela 14.2.3 (a) Número de correção e valor de correção
Número de correção OFR OFT OFX OFZ OFY (Valor de (Sentido da (Valor de (Valor de compensaç (Valor de ponta correção correção ão do raio imaginária correção no eixo X) no eixo Z) da ponta da no eixo Y) da ferramenta) ferramenta) 0.040 0.060 : 0.050 0.030 0.020 0.030 : 0.015 0.025 0.20 0.25 : 0.12 0.24 1 2 : 6 3 0.030 0.040 : 0.025 0.035

01 02 : 98 99

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

Quando se selecionam as opções de compensação da geometria da ferramenta e de compensação do desgaste da ferramenta, os valores de correção mudam da seguinte forma: Tabela 14.2.3 (b) Correção da geometria da ferramenta
Número de correçã o da geomet ria G01 G02 G03 G04 G05 : OFGX (Quantida de de correção da geometria no eixo X) 10.040 20.060 0 : : : OFGZ (Quantida de de correção da geometria no eixo Z) 50.020 30.030 0 : : : OFGR OFGY OFT (Valor de (Quantida (Sentido da correção de de ponta da correção imaginária geometria da da do raio da geometria ferramenta) ponta da no eixo Y) ferramenta) 0 0 0.20 : : : 1 2 6 : : : 70.020 90.030 0 : : :

Tabela 14.2.3 (c) Correção do desgaste da ferramenta
Número de correçã o do desgast e W01 W02 W03 W04 W05 : OFGX (Quantida de de correção do desgaste no eixo X) 0.040 0.060 0 : : : OFGZ (Quantida de de correção do desgaste no eixo Z) 0.020 0.030 0 : : : OFGR OFT (Valor de (Sentido da correção ponta do imaginária desgaste da do raio da ferramenta) ponta da ferramenta) 0 0 0.20 : : : 1 2 6 : : : OFGY (Quantida de de correção do desgaste no eixo Y) 0.010 0.020 0 : : :

D Compensação do raio da ponta da ferramenta D Sentido da ponta imaginária da ferramenta D Comando do valor de correção

Neste caso, o valor de compensação do raio da ponta da ferramenta é a soma do valor de correção da geometria ou do desgaste.

OFR=OFGR+OFWR
O sentido da ponta imaginária da ferramenta pode ser definido tanto para a correção da geometria como para a correção do desgaste. No entanto, só é válido o sentido indicado por último. O número de correção é especificado com um código T igual ao que é usado para a correção da ferramenta. Para mais pormenores, ver subseç. II- 14.1.2. -

NOTA Quando o número de correção da geometria é especificado igual ao da seleção da ferramenta, através da definição do parâmetro LGT (nº 5002#1), e é designado um código T, cujos números de correção da geometria e de correção do desgaste são diferentes, é válido o sentido da ponta imaginária da ferramenta, especificado pelo número de correção da geometria.
Exemplo) T0102 OFR=RFGR01+OFWR02 OFT=OFT01

233

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Faixa de definição do valor de correção

A faixa do valor de correção é a seguinte:
Sistema incremental IS--B IS--C Sistema métrico de 0 a×999.999 mm Sistema inglês de 0 a×99.9999 pol.

de 0 a×999.9999 mm de 0 a×99.99999 pol.

O valor de correção correspondente ao número de correção 0 é sempre 0. Não pode ser atribuído qualquer valor de correção ao número de correção 0.

14.2.4
Posição de Trabalho e Comando de Movimento

Na compensação do raio da ponta da ferramenta, é necessário especificar a posição da peça em relação à ferramenta.
Código G G40 G41 G42 Posição da peça (Cancelar) Lado direito Lado esquerdo Caminho da ferramenta Movimento ao longo do caminho programado Movimento à esquerda do caminho programado Movimento à direita do caminho programado

A ferramenta é corrigida para o lado oposto ao da peça.

G42

Eixo X

Eixo Z Peça

G41

A ponta imaginária da ferramenta está no caminho programado. G40 G40

Ponta imaginária da ferramenta número 1 a 8

Ponta imaginária da ferramenta número 0

234

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

A posição da peça pode ser alterada através da definição do sistema de coordenadas, como mostrado abaixo.

Eixo Z Eixo X

G41 (a peça está no lado esquerdo)

Peça

Nota

G42 (a peça está no lado direito)

NOTA Se o valor de compensação do raio da ponta da ferramenta for negativo, a posição da peça é alterada.

G40, G41 e G42 são modais. Não especifique G41 durante o modo G41. Caso contrário, a compensação não funcionará devidamente. Pela mesma razão, não especifique G42 durante o modo G42. Os blocos dos modos G41 ou G42, em que não são especificados G41 ou G42, são representados por (G41) ou (G42), respectivamente. D Movimento da ferramenta quando a peça não muda de posição Quando a ferramenta se desloca, a ponta da ferramenta mantém contato com a peça.

(G42) (G42)

(G42)

(G42)

(G42)

(G42)

Diagrama ampliado

235

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Movimento da ferramenta quando a peça muda de posição

A posição da peça em relação à ferramenta muda no canto do caminho programado, como mostra a figura a seguir.
C A Posição da peça G41

G42 Posição da peça A G41 B G42 C B

Embora, no caso acima, não exista qualquer peça no lado direito do caminho programado, no movimento de A para B se pressupõe que a peça existe. A posição da peça não pode ser alterada no bloco subseqüente ao bloco de partida. No exemplo acima, se o bloco que especifica o movimento de A para B fosse o bloco de partida, o caminho da ferramenta não seria igual ao que é mostrado. D Partida O bloco em que o modo muda de G40 para G41 ou G42 é chamado bloco de partida. G40 _ ; G41 _ ; (Bloco de partida) No bloco de partida, a ferramenta executa movimentos de transição para a correção. No bloco a seguir ao bloco de partida, o centro da ponta da ferramenta é colocado perpendicularmente ao caminho programado para esse bloco, na posição inicial.

G40

(G42)

G42 (Partida)

236

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Cancelamento da correção

O bloco em que o modo muda de G41 ou G42 para G40 é chamado bloco de cancelamento da correção. G41 _ ; G40 _ ; (Bloco de cancelamento da correção) O centro da ponta da ferramenta se movimenta para uma posição perpendicular ao caminho programado no bloco anterior ao bloco de cancelamento. No bloco de cancelamento da correção (G40), a ferramenta é colocada na posição final, como mostrado abaixo.

Posição final G40 (G42)

D Especificação de G41/G42 no modo G41/G42

Quando é especificado de novo no modo G41/G42, o centro da ponta da ferramenta é colocado perpendicularmente ao caminho programado do bloco anterior, na posição final do mesmo.

(G42)

(G42)

(G42)

G42 W--500.0 U--500.0 ;

O posicionamento do centro da ponta da ferramenta não é executado no bloco que primeiro especifica G41/G42. D Movimento da ferramenta quando o sentido de deslocação da ferramenta no bloco que inclui um comando G40 é diferente do sentido de deslocação da peça Para retrair a ferramenta no sentido especificado por X(U) e Z(W) e cancelar a compensação do raio da ponta da ferramenta no final da usinagem do primeiro bloco, como ilustrado na figura abaixo, especifique o seguinte: G40 X(U) _ Z(W) _ I _ K _ ;
I, K U, W Sentido de deslocação da ferramenta G40 G42

G40 U_ W_ I_ K_ ;

237

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

A posição da peça especificada através dos endereços I e K é a mesma do bloco precedente. Se I e/ou K for especificado com G40 no modo de cancelamento, I e/ou K será ignorado.
G40 X_ Z_ I_ K_ ; G40 G02 X_ Z_ I_ K_ ; Compensação do raio da ponta da ferramenta Interpolação circular

G40 G01 X_ Z_ ; G40 G01 X_ Z_ I_ K_ ; Modo de cancelamento da correção (I e k não são eficazes.) Os valores numéricos a seguir a I e K devem ser sempre especificados como valores de um raio.

Exemplos

X (3) (1) (2) φ300

200 120 0

φ60

Z

30

150

(Modo G40) 1.G42 G00 X60.0 ; 2.G01 X120.0 W-150.0 F10 ; 3.G40 G00 X300.0 W150.0 I40.0 K-30.0 ;

238

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14.2.5
Notas Sobre a Compensação do Raio da Ponta da Ferramenta
Explicações
D Movimento da ferramenta quando dois ou mais blocos sem um comando de movimento não devem ser programados consecutivamente 1.M05 ; 2.S210 ; 3.G04 X1000 ; 4.G01 U0 ; 5.G98 ; 6.G10 P01 X10.0 Z20.0 R0.5 Q2 ; Emissão do código M Emissão do código S Pausa Distância de avanço igual a zero Somente código G Alteração da correção

Se dois ou mais blocos, dos acima indicados, forem especificados consecutivamente, o centro da ponta da ferramenta passa para uma posição perpendicular ao caminho programado do bloco anterior, no final do mesmo. No entanto, se o comando de movimento for o do ponto 4, o movimento da ferramenta acima é obtido somente com um bloco.
Caminho programado N6 N7 N8 N9 (Modo G42) N6 W1000.0 ; N7 S21 ; N8 M04 ; U9 U--1000.0 W1000.0 ;

Caminho do centro da ponta da ferramenta

D Compensação do raio da ponta da ferramenta com G90 ou G94

A compensação do raio da ponta da ferramenta com G90 (ciclo de corte do diâmetro exterior/interior) ou G94 (ciclo de rotação da superfície final) é a seguinte: 1. Movimento de acordo com os números da ponta imaginária da ferramenta Em todos os caminhos do ciclo, o caminho do centro da ponta da ferramenta é, geralmente, paralelo ao caminho programado.

G90 4, 8, 3

Caminho do centro da ponta da ferramenta 5, 0, 7
4 5 8 0 3 7

G94

Caminho do centro da ponta da ferramenta 4, 8, 3 5, 0, 7
4 5 8 0 3 7

1 1, 6, 2 Em todos os casos 1, 4, 5

6

2

1, 6, 2

1

6

2

8, 0, 6 3, 7, 2

1, 4, 5 Em todo o caso Caminho programado

8, 0, 6

Caminho programado

3, 7, 2

239

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

2. Sentido da correção O sentido de correção indicado na figura abaixo é independente do modo G41/G42.
G90 G94

D Compensação do raio da ponta da ferramenta com G71 a G76 ou G78

D Compensação do raio da ponta da ferramenta ao executar a chanfragem

Quando é especificado um dos ciclos seguintes, o ciclo é desviado por um vetor de compensação do raio da ponta da ferramenta. Durante o ciclo, não é executado qualquer cálculo de interseção. G71 (Remoção de material por torneamento ou ciclo de retificação transversal) G72 (Remoção de material por faceamento ou ciclo direto de retificação transversal e dimensão constante) G73 (Repetição de padrões ou ciclo de retificação por oscilação) G74 (Perfuração profunda da superfície final) G75 (Perfuração do diâmetro exterior/diâmetro interior) G76 (Ciclo para rosca múltipla) G78 (Ciclo de abertura de rosca) O movimento executado após a compensação é mostrado abaixo.

(G42) Caminho programado (G41)

D Compensação do raio da ponta da ferramenta ao inserir um arco do canto

O movimento executado após a compensação é mostrado abaixo.

(G42) Caminho programado (G41)

240

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Compensação do raio da ponta da ferramenta quando o bloco é especificado a partir do painel MDI

Neste caso, não é executada a compensação do raio da ponta da ferramenta.

241

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

14.3

PORMENORES DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA FERRAMENTA

Esta seção explica de forma pormenorizada o movimento da ferramenta para a compensação do raio da ponta da ferramenta, descrita na seção 14.2. Esta seção é composta pelas seguintes subseções:

14.3.1 14.3.2 14.3.3 14.3.4 14.3.5 14.3.6 14.3.7 14.3.8 14.3.9 14.3.10

Aspectos gerais Movimento da ferramenta aquando da partida Movimento da ferramenta no modo de correção Movimento da ferramenta aquando do cancelamento do modo de correção Verificação de interferências Corte excessivo devido à compensação do raio da ponta da ferramenta Correção na chanfragem e arcos de canto Comando de entrada através do painel MDI Precauções gerais para as operações de correção Comandos G53, G28, G30 e G30.1 no modo do raio da ponta da ferramenta Modo de compensação

14.3.1
Aspectos gerais
D Vetor de correção do centro do raio da ponta da ferramenta
O vetor de correção do centro do raio da ponta da ferramenta é um vetor bidimensional, igual ao valor de correção especificado no código T, e é calculado no CNC. Sua dimensão se altera bloco a bloco, de acordo com o movimento da ferramenta. Este vetor de correção (seguidamente denominado, simplesmente, de vetor) é criado internamente pela unidade de controle, como for necessário para uma correção adequada e para calcular um caminho da ferramenta com uma correção exata (através do raio da ponta da ferramenta) a partir do caminho programado. Este vetor é apagado pelo reset. O vetor acompanha sempre a ferramenta à medida que esta avança. Um conhecimento adequado sobre as funções do vetor, é essencial para obter uma programação precisa. Leia a descrição apresentada abaixo, sobre como criar devidamente os vetores. G40, G41 ou G42 é usado para apagar ou gerar vetores. Estes códigos são usados juntamente com G00, G01, G02, G03 ou G33 para especificar um modo de movimento da ferramenta (correção).
Código G G40 G41 G42 Função Cancelamento da compensação do raio da ponta da ferramenta Correção esquerda ao longo do caminho da ferramenta Correção direita ao longo do caminho da ferramenta Posição da peça Nenhuma Direita Esquerda

D G40, G41, G42

D Modo de cancelamento

G41 e G42 especificam um modo de correção, enquanto G40 especifica o cancelamento da correção. O sistema aciona o modo de cancelamento imediatamente após a energização, quando é pressionado o botão de RESET no MDI ou quando um programa é intencionalmente finalizado através da execução de M02 ou M30. (O sistema pode não acionar o modo de cancelamento, dependendo da máquinaferramenta.) No modo de cancelamento, o vetor é colocado em zero e o caminho do centro da ponta da ferramenta coincide com o caminho programado. O programa deve terminar no modo de cancelamento. Se terminar no modo de correção, a ferramenta não pode ser colocada no ponto final e pára em uma posição afastada do ponto final, ao longo do comprimento do vetor. 242

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Partida

Quando um bloco que satisfaz todas as condições seguintes é executado no modo de cancelamento, o sistema aciona o modo de correção. O controle durante esta operação é denominado partida. D G41 ou G42 está incluído no bloco ou foi especificado para que o sistema acione o modo de correção. O controle durante esta operação é denominado partida. D O número de correção para a compensação do raio da ponta da ferramenta não é 00. D O movimento de X ou Z é especificado no bloco e a distância a percorrer não é igual a zero. Na partida, não é permitido um comando circular (G02 ou G03). Se for especificado, é acionado o alarme P/S (PS34). Durante a partida são lidos dois blocos. O primeiro bloco é executado e o segundo bloco é inserido no buffer da compensação do raio da ponta da ferramenta. No modo de bloco único, são lidos dois blocos e o primeiro deles é executado, seguindo- a parada da máquina. -se Nas operações subseqüentes, é feita a leitura antecipada de dois blocos, encontrando- portanto, no CNC o bloco atualmente em execução e os -se, dois blocos seguintes.

D Lado interno e lado externo

Quando o ângulo de interseção criado pelos caminhos da ferramenta, especificados com comandos de movimento para dois blocos, é superior a 180°, ele é denominado de ”lado interno”. Quando o ângulo se situa entre 0° e 180°, é denominado de ”lado externo”.
Lado interno Lado externo Caminho programado Peça Caminho programado 180°≦α 0°≦α<180° α Peça
α

D Significado dos símbolos

Os símbolos seguintes são usados nas figuras subseqüentes: - S indica uma posição na qual um bloco único é executado uma só vez. - SS indica uma posição na qual um bloco único é executado duas vezes. - SSS indica uma posição na qual um bloco único é executado três vezes. - L indica que a ferramenta se move ao longo de uma linha reta. - C indica que a ferramenta se move ao longo de um arco. - r indica o valor de compensação do raio da ponta da ferramenta. - Uma interseção é uma posição na qual os caminhos programados de dois blocos se intersetam, depois de terem sido deslocados de acordo com o valor r. - indica o centro do raio da ponta da ferramenta.

243

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

14.3.2
Movimento da Ferramenta Aquando da Partida
Explicações
D Movimento da ferramenta em torno de um canto interno (180°≦α)

Quando se muda do modo de cancelamento da correção para o modo de correção, a ferramenta se move como ilustrado abaixo (partida):

Linear→Linear α Peça Caminho programado G42 L Posição inicial Linear→Circular α r S L Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta

G42

r S

Peça C Caminho programado

L Posição inicial

Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta

D Movimento da ferramenta em torno do exterior de um canto, em um ângulo obtuso (90°≦α<180°)

Linear→Linear

Posição inicial G42 L r S Interseção L L r Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta α Peça Caminho programado

Linear→Circular

Posição inicial G42 α L r S L Interseção r

Peça

C L Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta

Caminho programado

244

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PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Movimento da ferramenta em torno do exterior de um ângulo agudo (α<90°)

Linear→Linear L S L r r L L Linear→Circular L S L r r L L C α G42 α G42

Posição inicial

Peça Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta L Posição inicial

Peça

Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta

Caminho programado

D Movimento da ferramenta linear→linear, em torno do lado externo de um ângulo agudo inferior a 1 grau (α<1°)

S r L G41 G41

L Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado Inferior a 1 grau Posição inicial

D Bloco sem comando de movimento da ferramenta aquando da partida

Se o comando for especificado aquando da partida, o vetor de correção não será criado.
G91 G40 … ; : N6 U100.0 W100.0 ; N7 G41 U0 ; N8 U--100.0 ; N9 U--100.0 W100.0 ; N7 SS

N6

N8 r

S Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta N9

Caminho programado

NOTA Sobre a definição de blocos que não movimentam a ferramenta, ver a subseção II--14.3.3.

245

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

14.3.3
Movimento da Ferramenta no Modo de Correção
Explicações
D Movimento da ferramenta em torno do interior de um canto (180°≦α)

No modo de correção, a ferramenta se move como abaixo ilustrado:

Linear→Linear α Peça Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta S Interseção L L

Linear→Circular α

Peça Interseção L

S

C Caminho programado

Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Peça

Circular→Linear α

Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta S C Interseção L

Circular→Circular

α

Interseção C S C

Peça

Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta

Caminho programado

246

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PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Movimento da ferramenta em torno do lado interno (α<1°) com um vetor extremamente longo, linear → linear

Interseção r Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta r Caminho programado S Interseção r

O leitor pode também adotar o mesmo procedimento no caso de arco para linha reta, linha reta para arco e arco para arco.

247

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Movimento da ferramenta em torno do canto externo de um ângulo obtuso (90°≦α<180°)

Linear→Linear

α L

Peça Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta L

S Interseção Linear→Circular

α

L S L Interseção

r C

Peça

Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Circular→Linear

Caminho programado

α

Peça Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta L

r C S Interseção L Circular→Circular α Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta C SL Interseção L C

r

r

Peça

248

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PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Movimento da ferramenta em torno do canto externo de um ângulo agudo Linear→Linear (α<90°)

L Peça Caminho programado r L L Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta L

L S

r

α

Linear→Circular L

L S L

r r

α Peça

L C Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Circular→Linear

Caminho programado

C S L r r L L Circular→Circular α Peça Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta L

C S L r r L L C Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta α Peça

Caminho programado

249

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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D Exceções S A posição final do arco não está sobre o arco Se o fim de uma linha conducente a um arco for programado, por engano, como o fim desse arco, como mostra a figura abaixo, o sistema assume que a compensação do raio da ponta da ferramenta foi executada com base em um círculo imaginário que tem o mesmo centro que o arco e ultrapassa a posição final especificada. Com base nessa suposição, o sistema cria um vetor e executa a compensação. O caminho do centro do raio da ponta da ferramenta resultante é diferente daquele criado pela aplicação da compensação do raio da ponta da ferramenta no caminho programado em que a linha conducente ao arco é considerada como uma linha reta.
Linha conducente ao arco Fim do arco Peça

Círculo imaginário

Caminho programado r r S C Centro do arco L L L r Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta

A mesma descrição se aplica ao movimento da ferramenta entre dois caminhos circulares.

250

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PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

S Não existe interseção interna

Se o valor de compensação do raio da ponta da ferramenta for suficientemente pequeno, os dois caminhos circulares do centro do raio da ponta da ferramenta feitos após a compensação cruzam- em uma -se posição (P). A interseção P pode não ocorrer se for especificado um valor excessivamente grande para a compensação do raio da ponta da ferramenta. Quando esta situação é prevista, um alarme P/S (nº 33) é ativado no final do bloco anterior e a ferramenta pára. No exemplo mostrado abaixo, os caminhos do centro do raio da ponta da ferramenta ao longo dos arcos A e B cruzam- em P quando é especificado um valor -se suficientemente pequeno para a compensação do raio da ponta da ferramenta. Esta interseção não ocorre, se for especificado um valor excessivamente grande.
O alarme (nº 033) é ativado e a Quando o valor de compensação do ferramenta pára raio da ponta da ferramenta é elevado Quando o valor de compensação do raio da ponta da ferramenta é baixo Centro do arco B Caminho programado r r Centro do arco A

Arco A

P

Arco B

S O centro do arco é idêntico à posição inicial ou à posição final

Se o centro do arco for idêntico à posição inicial ou ao ponto final, o alarme P/S (nº 038) é visualizado e a ferramenta pára na posição final do bloco anterior.
O alarme (nº 038) é ativado e a ferramenta pára Caminho do centro do raio da ponta da r ferramenta N5 Caminho programado

(G41) N5 G01 W100.0 ; N6 G02 W100.0 I0 J0 ; N7 G03 U--100.0 I--100.0 ;

N6

N7

251

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Alteração do sentido de correção no modo de correção

O sentido de correção é determinado pelos códigos G (G41 e G42) para o raio da ponta da ferramenta e para o sinal do valor de compensação do raio da ponta da ferramenta, da seguinte forma:
Sinal do valor de correção Código G G41 G42

+
Correção do lado esquerdo Correção do lado direito

-Correção do lado direito Correção do lado esquerdo

O sentido da correção pode ser alterado no modo de correção. Se o sentido da correção for alterado em um bloco, é gerado um vetor na interseção do caminho do centro do raio da ponta da ferramenta desse bloco e no caminho do centro do raio da ponta da ferramenta de um bloco anterior. Não é possível, contudo, realizar a alteração no bloco de partida e no bloco que se lhe segue.

252

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PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

S Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta com uma interseção

Linear→Linear Peça G42 Caminho programado r L Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Linear→Circular C Peça G42 Caminho programado r Peça Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Circular→Linear Peça Caminho programado G42 L S r G41 Peça r G41 S L

Caminho do centro do raio C da ponta da ferramenta

r L S r G41 Peça

Circular→Circular C

Peça G42 Caminho programado r C Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta r

G41 Peça

S

253

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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S Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta sem uma interseção

Ao alterar o sentido de correção do bloco A para o bloco B com os comandos G41 e G42, se não for necessária uma interseção com o caminho da correção, o vetor normal do bloco B é criado no ponto inicial do bloco B.
Linear→Linear S Peça G42 Caminho programado r L Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta G42 Caminho programado G41 Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta L Linear→Circular S L L Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado S Circular→Circular C S Um arco cuja posição final não está no arco C Caminho programado G42 r C r (G42) r G41 A G41 r G42 B S (G42) L A Peça r G41 B L

L SL Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta

Centro Centro

254

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PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Cancelar temporariamente a compensação do raio da ponta da ferramenta S Especificação de G28 (retorno automático ao ponto de referência) no modo de correção

Se o comando subseqüente for especificado no modo de correção, o modo de correção é temporariamente cancelado, sendo depois automaticamente restaurado. O modo de correção pode ser cancelado e iniciado como descrito nas subseções II-14.3.2 e -14.3.4. Se G28 for especificado no modo de correção, o modo de correção é cancelado em uma posição intermediária. Se o vetor ainda existir depois do retorno da ferramenta ao ponto de referência, as componentes do vetor são repostas a zero, relativamente a cada eixo ao longo do qual foi executado o retorno ao ponto de referência.
G28 r S Posição intermediária S G00 r S S Ponto de referência

(G42 G00)

S Código G de compensação do raio da ponta da ferramenta no modo de correção

O vetor de correção pode ser definido de modo a formar um ângulo reto no sentido de deslocação do bloco anterior, independentemente de se usinar o lado interno ou externo, através da programação separada do código G de compensação do raio da ponta da ferramenta de corte (G41, G42) no modo de correção. Se o código for especificado em um comando circular, não se obterá o movimento circular correto. Quando se pretende que o sentido de correção seja alterado através de um código G (G41, G42) de compensação do raio da ponta da ferramenta, ver “Alteração do sentido de correção no modo de correção” na subseção 14.3.3.
Linear→Linear

Modo G42 Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta r L

Um bloco especificado por G42 L S Interseção

Circular→Linear

Um bloco especificado por G42 Modo G42 C r S Interseção L

Caminho programado

255

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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D Comando para cancelar temporariamente o vetor de correção

D Definição do sistema de coordenadas da peça (G50)

Se se programar G50 durante o modo de correção, o vetor de correção é cancelado temporariamente; depois disso, o modo de correção é retomado automaticamente. Neste caso, sem o movimento de cancelamento da correção, a ferramenta se move diretamente do ponto de interseção para o ponto programado, onde o vetor de correção é cancelado. Quando o modo de correção é restaurado, a ferramenta se move também diretamente para o ponto de interseção.
Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta L S L N6 S N7 Bloco G92 (G41) N5 G91 G01 U700.0 W300.0 ; N6 U600.0 W--300.0 ; N7 G50 X200.0 Z100.0 ; N8 G01 X800.0 Z400.0 ; L N8 S L

N5 Caminho programado

D Ciclos fixos (G90, G92, G94) e repetição de ciclos (G71 a G76)

Ver as seções II-14.1 (G90, G92, G94) e II-14.2 (G70 a G76) sobre a compensação do raio da ponta da ferramenta e respectivos ciclos fixos.
N8 r N7 S S r S N6 (G41) Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta

N5 Caminho programado

(G42) N5 G01 U500.0 W600.0 ; N6 W--800.0 ; N7 G90 U--600.0 Z--800.0 I--300.0 ; N8 U1200.0 W500.0 ;

256

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Bloco sem movimento da ferramenta

Os blocos seguintes não produzem qualquer movimento da ferramenta. Neles, a ferramenta não se moverá mesmo quando acionada a compensação do raio da ponta da ferramenta.
1. M05 ; Emissão do código M 2. S21 ; Emissão do código S 3. G04 X10.0 ; Pausa 4. G10 P01 X10 Z20 R10.0 ; . Especificação do valor de compensação do raio da ponta da ferramenta 5. (G17) Z200.0 ; Comando de movimento não incluído no plano de correção 6. G98 ; Somente código G 7. X0 ; A distância a percorrer é igual a zero

Os comandos 1 a 6 não são de movimento.

S Bloco sem especificação do movimento da ferramenta no modo de correção

Quando um bloco único sem movimento da ferramenta é especificado no modo de correção, o vetor e o caminho do centro do raio da ponta da ferramenta são iguais aos existentes quando o bloco não é programado. Este bloco é executado no ponto de parada de bloco único.
N6 U100.0 W100.0 ; N7 G04 Z100.0 ; N8 U100.0 ; N6 SS L O bloco N7 é executado aqui. N7 N8 Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta L

No entanto, quando a distância a percorrer é zero mesmo que o bloco seja programado isoladamente, o movimento da ferramenta torna- o mesmo -se de quando é feita a programação de mais de um bloco sem movimento da ferramenta. Esta situação será descrita mais adiante.
N6 G91 U100.0 W100.0 ; N7 S21 ; N8 G04 X10.0 ; N9 W100.0 ; N6 N7 N8 Caminho programado

SSS L

L Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta

Os blocos N7 e N8 são executados aqui.

257

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Movimento de canto

Quando são gerados dois ou mais vetores no fim de um bloco, a ferramenta se move linearmente de um vetor para outro. A este movimento dá- o nome de movimento de canto. -se Se esses vetores forem quase coincidentes entre si, o movimento de canto não é executado e o último vetor é ignorado.
nVx

Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta r

nVY r Este vetor é ignorado, se ∆Vx ≦limite ∆V e ∆VY ≦limite ∆V

Caminho programado

Se ∆Vx ≦< ∆V e ∆Vy ≦< ∆V, o último vetor é ignorado. O limite ∆V é especificado previamente no parâmetro (nº 5010). Se esses vetores não coincidirem, é gerado um movimento em torno do canto. Este movimento pertence ao último bloco.
Este movimento pertence ao bloco N7 e, portanto, a velocidade de avanço é igual à do bloco N7. Se o bloco N7 estiver no modo G00, a ferramenta é movimentada no modo G00; se estiver no modo G01, G02 ou G03, a ferramenta é movimentada no modo G01.

S

N6

N7

D Interrupção da operação manual

Para a operação manual durante a compensação do raio da ponta da ferramenta, consulte a seção III-3.5, “ Absoluto manual ON e OFF”.

258

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14.3.4
Movimento da Ferramenta Aquando do Cancelamento do Modo de Correção
Explicações
D Movimento da ferramenta em torno de um canto interno (180°≦α)
Linear→Linear Peça Caminho programado L Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Circular→Linear α r S L G40 α

r Peça Caminho programado C S

G40 L

Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta

D Movimento da ferramenta em torno do canto externo de um ângulo obtuso (90°≦α<180°)

Linear→Linear Peça Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta α G40 L r L S Interseção

Circular→Linear G40 α L Peça r C S r

Caminho programado

L L Interseção Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta

259

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Movimento da ferramenta em torno do canto externo de um ângulo agudo (α<90°)

Linear→Linear L Peça Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta L Circular→Linear L α r L r Peça C Caminho programado S L L r L S G40 α r S L L

Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta

D Movimento da ferramenta linear→linear, em torno do lado externo de um ângulo agudo inferior a 1 grau (α<1°)

S r L

Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta L G42 G40 Caminho programado
1° ou menor

D Bloco sem movimento da ferramenta especificado juntamente com o cancelamento da correção

Quando um bloco sem movimento da ferramenta é programado juntamente com um cancelamento da correção, é gerado um vetor cujo comprimento é igual ao valor de correção, na direção normal relativamente ao movimento da ferramenta do bloco anterior. O vetor é cancelado no comando de deslocação seguinte.
N6 G91 U100.0 W100.0 ; N7 G40 ; N8 U0 W100.0 ; N6 Caminho programado L Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta N7 N8

SS

L

260

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Bloco com G40 e I_J_K_ S O bloco anterior contém G41 ou G42 Se um bloco com G41 ou G42 preceder um bloco em que são especificados G40 e I_, J_, K_, o sistema presume que o caminho foi programado como decorrendo entre a posição final, determinada pelo bloco anterior, e um vetor determinado por (I,J), (I,K) ou (J,K). O sentido da compensação é igual ao do bloco anterior.
N1 (modo G42) ; N2 G40 Xa Yb I_ J_ ; No bloco N1, o centro do raio da ponta da ferramenta se movimenta para P. No bloco N2, o centro do raio da ponta da ferramenta se movimenta E. E (a, b) (I, J) N2 r P S r N1 (G42) Peça Caminho programado (G40) Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta

Neste caso, tenha em atenção que o CNC consegue uma interseção do caminho da ferramenta, independentemente de a usinagem especificada ser interna ou externa.
E G40 X S r Caminho programado r (G42) (I, J) Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta

Quando não se pode obter uma interseção, a ferramenta vai para a posição normal, no final do bloco anterior.
E Caminho do centro do raio G40 da ponta da ferramenta

X S r (G42) r

Caminho programado (I, J)

261

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

14.3.5
Verificação de Interferências

O corte excessivo executado pela ferramenta é chamado de interferência. A função de verificação de interferências verifica com antecedência a possibilidade de execução de um corte excessivo. Todavia, nem todas as interferências podem ser verficadas por esta função. A verificação de interferências é executada mesmo que não seja executado um corte excessivo.

Explicações
D Critérios para a detecção de interferências (1) O sentido do caminho do raio da ponta da ferramenta é diferente daquele do caminho programado (de 90 a 270 graus entre esses caminhos).
Caminho do centro do raio da Caminho programado ponta da ferramenta

As direções destes dois caminhos são diferentes (180°).

Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta

Caminho programado

As direções destes dois caminhos são diferentes (180°).

262

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

(2) Além da condição (1), o ângulo entre o ponto inicial e o ponto final no caminho do centro do raio da ponta da ferramenta difere bastante daquele entre o ponto inicial e o ponto final no caminho programado na usinagem circular (mais de 180 graus).
Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta N5 Caminho programado

r2 r1 N6

N7

Centro

(G41) N5 G01 U200.0 W800.0 T1 ; N6 G02 U-160.0 W320.0 I-800.0 K-200.0 T2 ; N7 G01 U-500.0 W200.0 ; (Valor de compensação da ferramenta correspondente a T1 : r1 = 200.0) (Valor de compensação da ferramenta correspondente a T2 : r2 = 600.0)

No exemplo acima, o arco do bloco N6 fica situado em um quadrante. Mas após a compensação do raio da ponta da ferramenta, o arco é colocado nos quatro quadrantes.

263

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Correção antecipada de interferências

(1) Remoção do vetor que causa a interferência Quando a compensação do raio da ponta da ferramenta é executada no blocos A, B e C e são criados os vetores V1, V2, V3 e V4 entre os blocos A a B, e os vetores V5, V6, V7 e V8 entre os blocos B e C, os vetores mais próximos são verificados primeiro. Se ocorrer alguma interferência, são ignorados. Mas se os vetores a ignorar devido à interferência forem os últimos vetores do canto, não será possível ignorá-los. Verificação entre os vetores V4 e V5 Interferência: V4 e V5 são ignorados Verificação entre V3 e V6 Interferência: V3 e V6 são ignorados Verificação entre V2 e V7 Interferência: V2 e V7 são ignorados Verificação entre V1 e V8 Interferência: V1 e V8 não podem ser ignorados Se, durante a verificação, for detectado um vetor sem interferência, os vetores subseqüentes não são verificados. Se o bloco B for um movimento circular, será gerado um movimento linear em caso de interferências nos vetores. (Exemplo 1) A ferramenta se move linearmente de V1 para V8
Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta C V1 r V6 V V S 7 2 V8 S V3 r C

Caminho programado

A

V5 R

V4

C

V4, V5 : Interferência V3, V6 : Interferência V2, V7 : Interferência V1, V8 : Sem interferência O1 O2

264

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

(Exemplo 2) A ferramenta se move linearmente de V1, V2, V7 para V8
Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta C V1 r V6 V2 S V7 S V3 V8 C r

A Caminho programado

V5 V4 R

C

O1 O2

V4, V5 : Interferência V3, V6 : Interferência V2, V7 : Sem interferência

(2) Se a interferência ocorrer após a correção (1), a ferramenta é parada com um alarme. Se a interferência ocorrer após a correção (1) ou se existir apenas um par de vetores desde o início da verificação e os vetores tiverem interferências, o alarme P/S (nº 41) é visualizado e a ferramenta pára imediatamente após a execução do bloco precedente. Se o bloco for executado por meio da operação bloco a bloco, a ferramenta pára no fim do bloco.
Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Ferramentada parada

Caminho programado C A V1 V6 V5 V2

B

Após ignorar os vetores V2 e V5 devido a uma interferência, também ocorre uma interferência entre os vetores V1 e V6. O alarme é visualizado e a ferramenta pára.

265

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Quando se presume a existência de interferência, embora esta não ocorra

(1) Depressão menor do que o valor de compensação do raio da ponta da ferramenta

Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta

Ferramentada parada

A B

C

Não há qualquer interferência real, mas uma vez que o sentido programado no bloco B é oposto ao do caminho após a compensação do raio da ponta da ferramenta, a ferramenta pára e é mostrado um alarme P/S (nº 041). (2) Ranhura mais pequena do que o valor de compensação do raio da ponta da ferramenta
Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Ferramentada parada

A

B

C

Tal como (1) , o sentido é inverso no bloco B.

266

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14.3.6
Corte Excessivo Devido à Compensação do Raio da Ponta da Ferramenta
Explicações
D Usinagem de um canto interno com um raio inferior ao da ponta da ferramenta Quando o raio de um canto é menor do que o raio da ferramenta, é ativado um alarme e o CNC pára no início do bloco, porque a correção interna da ferramenta de corte levaria à execução de um corte excessivo. Na operação bloco a bloco, o corte excessivo é gerado devido à parada da ferramenta após a execução do bloco.
Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado Peça

É acionado um alarme e a operação é interrompida É acionado um alarme e a operação é interrompida aqui, na operação bloco a bloco

Se o CNC não parar, é executado um corte excessivo

D Usinagem de uma ranhura inferior ao raio da ponta da ferramenta

Será executado um corte excessivo, uma vez que a compensação do raio da ponta da ferramenta força o caminho do centro da ferramenta a se mover no sentido inverso ao programado. Neste caso, é ativado um alarme e o CNC pára no início do bloco.
Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado Peça É ativado um alarme e a operação é interrompida.

Corte excessivo se a operação não fosse interrompida

267

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Usinagem de um passo inferior ao raio da ponta da ferramenta

Quando a usinagem do passo é programada por meio de usinagem circular no caso de um programa contendo um passo menor do que o raio da ponta da ferramenta, o caminho do centro da ferramenta com a correção normal torna- inverso ao sentido programado. Neste caso, o primeiro vetor é -se ignorado e a ferramenta se move linearmente à posição do segundo vetor. A operação bloco a bloco é interrompida neste ponto. Se a usinagem não estiver no modo de bloco único, a operação do ciclo continua. Se o passo for linear, não será acionado nenhum alarme e o corte será feito corretamente. No entanto, permanecerá um resto por cortar.
Movimento linear O primeiro vetor é ignorado Posição de parada após a execução de um único bloco Caminho do centro do raio S da ponta da ferramenta

Caminho programado Centro da usinagem circular Peça Se o primeiro vetor não for ignorado, será executado um corte excessivo. Contudo, a ferramenta se move linearmente.

14.3.7

Na chanfragem ou arco do canto, a compensação do raio da ponta da Correção na Chanfragem e ferramenta só pode ser executada se existir uma interseção normal no canto. No modo de cancelamento da correção, a compensação não pode Arcos de Canto ser executada no bloco de partida ou quando se muda o sentido de correção; nesse caso, é mostrado um alarme P/S (nº 39) e a ferramenta pára. Na chanfragem interna ou arco de canto interno, se o valor da chanfragem ou o valor do arco do canto for inferior ao valor do raio da ponta da ferramenta, a ferramenta é detida com um alarme P/S (nº 39), pois seria executado um corte excessivo.
Parou aqui Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado Parou aqui Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado

O ângulo de inclinação válido do caminho programado nos blocos antes e após o canto é igual ou inferior a 1 grau, de modo que não seja acionado o alarme P/S (nº 52, 54) gerado pelo erro de cálculo da compensação do raio da ponta da ferramenta.
O alarme não é acionado se o ângulo for igual ou inferior a 1 grau.

268

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Quando a faixa de usinagem se mantém ou é acionado um alarme

O exemplo seguinte mostra uma faixa de usinagem que não pode ser suficientemente cortada.

r

22.5_ ℓ2

Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta r Caminho programado com chanfragem

Faixa de usinagem restante

ℓ1

Na chanfragem interna, se a seção do caminho programado que não faz parte da chanfragem (×ℓ1 ou×ℓ2, na figura cima) se encontrar dentro da faixa seguinte, será executado um corte insuficiente. 0≦ℓ1 ou×ℓ2<r⋅tan 22.5° (r: raio da ponta da ferramenta) Vista ampliada da restante faixa de usinagem
1 2

3

ℓ2

Embora devesse estar posicionada em 2, na figura acima, a ferramenta se encontra em 1 (a ponta da ferramenta é tangente à linha L). Assim, a faixa 3 não é usinada. O alarme P/S nº 52 ou 55 é ativado nos seguintes casos:
Limite do caminho programado com chanfragem O alarme é ativado neste caminho P1 Caminho programado Caminho do centro da ponta da ferramenta com chanfragem Caminho do centro do raio da Ponto inicial ponta da ferramenta Ponto final P2

Caminho do centro da ponta da ferramenta sem chanfragem

269

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

Na chanfragem exterior com correção, é imposto um limite ao caminho programado. O caminho durante a chanfragem coincide com os pontos de interseção P1 ou P2 sem chanfragem, pelo que a chanfragem exterior é limitada. Na figura acima, o ponto final do caminho do centro da ferramenta com chanfragem coincide com o ponto de interseção (P2) do bloco seguinte sem chanfragem. Se o valor da chanfragem for superior ao valor limite especificado, o alarme P/S nº 52 ou 55 será ativado.

14.3.8
Comando de Entrada Através do Painel MDI

A compensação do raio da ponta da ferramenta não é executada para os comandos introduzidos através do MDI. No entanto, se a operação automática com comandos absolutos for temporariamente interrompida pela função bloco a bloco, se efetuar a operação MDI e se retomar, em seguida, a operação automática, o caminho da ferramenta é o seguinte: Neste caso, os vetores situados na posição inicial do bloco seguinte são convertidos e os outros vetores são criados pelos dois blocos seguintes. Assim, a compensação do raio da ponta da ferramenta é executada com precisão a partir do bloco depois do seguinte.
VC1’ VB2 VB1 PB Comando para o MDI VB2’ PA PB’ PD VC1 VC2

PC

VB1’

Quando as posições PA, PB e PC são programadas com um comando absoluto, a ferramenta é parada pela função bloco a bloco, após executar o bloco de PA a PB, e é movimentada através do painal MDI. Os vetores VB1 e VB2 são convertidos para VB1’ e VB2’ e os vetores de correção são recalculados para VC1 e VC2, entre o bloco PB- C e PC- D. -P -P Todavia, como o vetor VB2 não é calculado novamente, a compensação é executada com precisão a partir da posição PC.

270

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14.3.9
Precauções Gerais Para as Operações de Correção
D Alteração do valor de correção Em geral, o valor de correção é modificado no modo de cancelamento ou durante a troca das ferramentas. Se o valor de correção for alterado no modo de correção, o vetor no ponto final do bloco é calculado para o novo valor de correção.
Calculado a partir do valor de correção no bloco N6 Calculado a partir do valor de correção no bloco N7

N7 N6 N8

Caminho programado

D Polaridade da quantidade de correção e caminho do centro da ponta da ferramenta

Quando alguns vetores são criados entre os blocos N6 e N7, o vetor no ponto final dos blocos atuais é calculado através do valor de correção do bloco N6. Quando é especificado um valor de correção negativo, o programa é executado para a figura criada através da substituição de G41 por G42 ou G42 por G41 na folha do processo. Uma ferramenta que usine um perfil interno usinará um perfil externo e uma ferramenta que usine um perfil externo usinará um perfil interno. A seguir é mostrado um exemplo. Em geral, a usinagem do CNC é programada assumindo um valor de correção positivo. Quando um programa especifica um caminho da ferramenta como mostrado em 1, a ferramenta se deslocarà como mostrado em 2, se for especificada uma correção negativa. A ferramenta em 2 se deslocarà como mostrado em 1, se o sinal do valor de correção for invertido.

1
Caminho programado

2

AVISO Se o sinal do valor de correção for invertido, o vetor de correção da ponta da ferramenta é invertido, mas o sentido da ponta imaginária da ferramenta não se altera. Por este motivo, o sinal do valor de correção não deve ser invertido quando se inicia a usinagem com a ponta imaginária da ferramenta no ponto inicial.

271

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

14.3.10
G53, G28, G30, e G30.1 no Modo de Compensação do Raio da Ponta da Ferramenta

D Quando um comando G53 é executado no modo de compensação do raio da ponta da ferramenta, o vetor de compensação do raio da ponta da ferramenta é cancelado automaticamente antes do posicionamento, sendo automaticamente restaurado por um comando de movimento subseqüente. O formato para recuperar o vetor de compensação do raio da ponta da ferramenta é do tipo FS16 quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 0, ou do tipo FS15 quando esse mesmo bit é colocado em 1. D Quando um comando G28, G30 ou G30.1 é executado no modo de compensação do raio da ponta da ferramenta, o vetor de compensação do raio da ponta da ferramenta é cancelado automaticamente antes do retorno automático ao ponto de referência, sendo retomado automaticamente através de um comando de movimento subseqüente. A temporização e o formato para cancelar e retomar o vetor de compensação do raio da ponta da ferramenta são do tipo FS15 quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 1, ou do tipo FS16 quando esse mesmo bit é colocado em 0. Quando um comando G53 é executado no modo de compensação do raio da ponta da ferramenta, é criado um vetor com um comprimento igual ao da correção, no final do bloco precedente, perpendicularmente ao sentido em que a ferramenta se desloca. O vetor de correção é cancelado quando a ferramenta se desloca para uma posição especificada de acordo com o comando G53. O vetor de correção é restaurado automaticamente quando a ferramenta se desloca de acordo com o comando seguinte. O formato para restaurar o vetor de compensação do raio da ponta da ferramenta é do tipo ”partida” quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 0, ou do tipo ”vetor de interseção” (tipo FS15) quando esse mesmo bit é colocado em 1. - Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 0
Partida r (G41 G00) O×××× ; G41 G00_ ; : G53 X_ Z_ ; : s G53 s G00 r s G00

Explicações
D Comando G53 no modo de compensação do raio da ponta da ferramenta

S Comando G53 no modo de correção

- Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 1
[Tipo FS15] r (G41 G00) s G53 s G00 s G00

272

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

S Comando G53 incremental no modo de correção

- Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 0
Partida r r (G41 G00) O×××× ; G41 G00_ ; : G53 U_ W_ ; : s G53 G00 s G00

- Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 1
[Tipo FS15]

r (G41 G00) s G53 G00

s

G00

S Comando G53 não especificando qualquer movimento no modo de correção

- Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 0
Partida r r (G41 G00) O×××× ; G90 G41_ ; : G00 X20. Y20. ; G53 X20. Y20. ; : s G53 G00 s G00

- Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 1
[Tipo FS15]

r (G41 G00) s G53 G00

s

G00

273

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

AVISO 1 Quando um comando G53 é executado no modo de compensação do raio da ponta da ferramenta durante um bloqueio de todos os eixos, o posicionamento não é executado para os eixos bloqueados e o vetor de correção não é cancelado. Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 0 ou é acionado o bloqueio de cada eixo, o vetor de correção é cancelado. Exemplo 1) Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 tem valor 0 e é aplicado o bloqueio de todos os eixos

r (G41 G00) s G53 G00

s

G00

Exemplo 2) Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 tem valor 1 e é aplicado o bloqueio de todos os eixos [Tipo FS15]

r (G41 G00) s G53 G00

s

G00

Exemplo 3) Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 tem valor 1 e é aplicado o bloqueio de cada eixo [Tipo FS15]

r (G41 G00) s G53 G00

s

G00

274

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

AVISO 2 Quando um eixo de compensação é especificado em um comando G53 no modo de compensação do raio da ponta da ferramenta, os vetores para os outros eixos de compensação também são cancelados. O mesmo se aplica quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 1. (FS15 cancela apenas o vetor para o eixo especificado. Tenha em atenção que o cancelamento do tipo FS15 é diferente da especificação de FS15 neste ponto.) Exemplo) Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 tem sinal 0 [Tipo FS15]
s (G41 X_ Z_) s r G53 Z_ s G00 G00

275

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

NOTA 1 Quando um eixo não incluído no plano de compensação do raio da ponta da ferramenta é especificado em um comando G53, é criado um vetor perpendicular ao sentido de deslocação da ferramenta no final do bloco precedente e a ferramenta não se move. No bloco seguinte, o modo de correção é retomado automaticamente (do mesmo modo em que são executados consecutivamente dois ou mais blocos sem qualquer comando de movimento). Exemplo) Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 tem sinal 0
G53 Y_ r (G41 G00 X_Z_) s G00 s r G00 s G00 Partida

2 Quando um comando G53 é especificado como bloco de partida, o bloco seguinte passa a ser, de fato, o bloco de partida. Contudo, quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 1, o bloco seguinte cria um vetor de interseção. Exemplo) Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 tem sinal 0

G00 s G41 G53 s G00 Partida r s G00

D Comando G28, G30, G30.1 no modo de compensação do raio da ponta da ferramenta

Quando um comando G28, G30, ou G30.1 é executado no modo de compensação do raio da ponta da ferramenta, a operação especificada no comando é executada de acordo com o formato FS15, se o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 for colocado em 1. É criado um vetor de interseção no final do bloco anterior e é criado um vetor perpendicular na posição intermediária. O vetor de correção é cancelado quando a ferramenta se desloca da posição intermediária para o ponto de referência. O vetor de correção é restaurado como vetor de interseção pelo bloco seguinte.

276

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

S Comando G28, G30 ou G30.1 no modo de cancelamento (com movimento para uma posição intermediária e uma posição de referência)

- Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 0
O×××× ; G91 G41_ ; : G28 X40. Z0 ; : Posição intermediária s G28/30/30.1 s G00 s r G01

(G42 G01)

s Ponto de referência ou ponto de referência flutuante

- Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 1
[Tipo FS15] Posição intermediária s G28/30/30.1 s G00 s r G01

(G42 G01)

s Ponto de referência ou ponto de referência flutuante

S Comando G28, G30 ou G30.1 no modo de correção (com movimento para uma posição intermediária)

- Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 0
Partida r r G01

s s (G41 G01) G00 Posição intermediária G28/30/30.1 s O×××× ; G91 G41_ ; Ponto de referência ou ponto : de referência flutuante G28 X0 Y0 ; :

- Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 1
[Tipo FS15] r (G41 G01) Posição intermediária G28/30/30.1 s G00 G01 s

s Ponto de referência ou ponto de referência flutuante

277

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

S Comando G28, G30 ou G30.1 no modo de correção (com movimento para um ponto de referência)

- Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 0
Partida

r (G41 G01) O×××× ; G91 G41_ ; : G28 X40. Y--40. ; : s

r

s G00

G01

G28/30/30.1 s Ponto de referência ou ponto de referência flutuante=Posição intermediária

- Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 1
[Tipo FS15]

(G41 G01)

s r

s G00

G01

G28/30/30.1

s

Ponto de referência ou ponto de referência flutuante=Posição intermediária

S Comando G28, G30 ou G30.1 no modo de correção (sem movimento)

- Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 0
G28/30/30.1 (G41 G01) r s O×××× ; G91 G41_ ; : G28 X40. Y--40. ; : G00 Partida r s G01

Ponto de referência ou ponto de referência flutuante=Posição intermediária

- Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 1
[Tipo FS15] G28/30/30.1 (G41 G01) r s G00 s G01 Ponto de referência ou ponto de referência flutuante=Posição intermediária

278

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

AVISO 1 Quando um comando G28, G30 ou G30.1 é executado durante um bloqueio de todos os eixos, é criado um vetor perpendicular ao sentido de deslocação da ferramenta na posição intermediária. Neste caso, a ferramenta não se desloca para o ponto de referência e o vetor de correção não é cancelado. Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 0 ou é acionado o bloqueio de cada eixo, o vetor de correção é cancelado. Exemplo 1) Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 tem sinal 1
[Tipo FS15] (G42 G01) s G28 s G01 s s Posição intermediária r Ponto de referência ou ponto de referência flutuante G01

Exemplo 2) Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 tem valor 0 e é aplicado o bloqueio de todos os eixos
[Tipo FS15] (G42 G01) s G28 s G01 s s Posição intermediária r Ponto de referência ou ponto de referência flutuante G01

2 Quando um eixo de compensação é especificado em um comando G28, G30 ou G30.1 no modo de compensação do raio da ponta da ferramenta, os vetores para os outros eixos de compensação também são cancelados. O mesmo se aplica quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 é colocado em 1. (FS15 cancela apenas o vetor para o eixo especificado. Tenha em atenção que o cancelamento do tipo FS15 é diferente da especificação de FS15 neste ponto.) s
[Tipo FS15] G00 G00 Ponto de referência ou ponto de referência flutuante

s (G41 G00 X_Z_) G28 Z_ r

s

Posição intermediária

279

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

NOTA 1 Quando um eixo não incluído no plano de compensação do raio da ponta da ferramenta é especificado em um comando G28, G30 ou G30.1, é criado um vetor perpendicular ao sentido de deslocação da ferramenta no final do bloco precedente e a ferramenta não se move. No bloco seguinte, o modo de correção é retomado automaticamente (do mesmo modo em que são executados consecutivamente dois ou mais blocos sem qualquer comando de movimento). Exemplo) Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 tem sinal 1
[Tipo FS15] G28(30/30.1)Y_ r (G41 G01 X_ Z_) s G01 s G01 s G01

2 Quando um comando G28, G30 ou G30.1 é especificado como bloco de partida, é criado um vetor perpendicular ao sentido de deslocação da ferramenta na posição intermediária. O vetor é cancelado no ponto de referência. O bloco seguinte cria um vetor de interseção. Exemplo 1) Quando o bit 2 (CCN) do parâmetro nº 5003 tem sinal 1
[Tipo FS15] G01 s s G42 G28 r s s G01 Ponto de referência ou ponto de referência flutuante G01

Posição intermediária

280

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14.4

FUNÇÃO DE INTERPOLAÇÃO CIRCULAR DE CANTOS (G39)
Formato

Durante a compensação do raio para a ponta da ferramenta, a interpolação circular de cantos, com o valor de compensação especificado usado como raio, pode ser executada especificando G39 no modo de correção.

No modo de correção, especifique

G39 ;
ou

I_J_ G39 I_K_ ; J_K_

Explicações
D Interpolação circular de cantos A interpolação circular de cantos, com o valor de compensação especificado usado como raio, pode ser executada especificando a operação como mostrado acima. O movimento da ferramenta, no sentido horário ou sentido anti-horário, depende do código de sentido especificado por último: G41 ou G42. G39 é um código G de ação simples. A especificação de G39; cria um arco do canto cujo vetor final é perpendicular ao ponto inicial do bloco seguinte. A especificação de G39 I_J_K_; cria um arco do canto cujo vetor final é perpendicular ao vetor especificado com I, J, e K.

D G39 sem I, J e K D G39 com I, J e K

Limitações
D Comando de movimento Uma operação de movimento não pode ser especificada em um bloco onde é especificado G39. Dois ou mais blocos contíguos sem operações de movimento não podem ser especificados imediatamente após um bloco em que é especificado G39 , sem I, J, e K. (Se um comando de movimento é especificado em um bloco com uma distância a percorrer igual a 0, parte- do princípio que -se se trata de dois ou mais blocos contíguos sem quaisquer outras operações.) Se esses blocos forem especificados, o vetor de correção desaparece momentaneamente e o sistema retorna automaticamente ao modo de correção.

D Comandos de não movimento

281

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

Exemplos
D G39 sem I, J e K
(No modo de correção) N1 Z10.0 ; N2 G39 ; N3 X-10.0 ; Eixo X

Eixo Z Bloco N1

Vetor de correção Bloco N2

(10.0, 0.0)

Bloco N3 Caminho programado Caminho do centro da ponta da ferramenta

(10.0, --10.0)

D G39 com I, J e K
(No modo de correção) N1 Z10.0 ; N2 G39 I--1.0 K2.0 ; N3 X-10.0 Z20.0 ;

Eixo X

Eixo Z Vetor de correção

Bloco N1

Bloco N2 Bloco N3 Caminho programado Caminho do centro da ponta da ferramenta

(10.0, 0.0)

(I=--1.0, K=2.0)

(20.0, --10.0)

282

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14.5

VALORES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA, NÚMERO DE VALORES DE COMPENSAÇÃO E INTRODUÇÃO DE VALORES A PARTIR DO PROGRAMA (G10)

Os valores de compensação da ferramenta incluem valores de compensação da geometria da ferramenta e de compensação do desgaste da ferramenta (Fig. 14.5 (a)). A compensação da ferramenta pode ser especificada sem fazer a distinção entre compensação da geometria da ferramenta e compensação do desgaste da ferramenta.
Ponto no programa Ferramenta imaginária Valor de correção da geometria do eixo X Valor de correção do desgaste do eixo X Valor de correção do desgaste do eixo Z Ponto no programa

Valor de correção no eixo X Ferramenta real Valor de correção da geometria do eixo Z Valor de correção no eixo Z

Fig. 14.5 (a) Distinção entre a correção da geometria da ferramenta e a correção do desgaste da ferramenta

Fig. 14.5 (b) Sem distinção entre a correção da geometria da ferramenta e a correção do desgaste da ferramenta

Os valores de compensação da ferramenta podem ser introduzidos na memória CNC através do painel MDI (ver seção III-9.1) ou de um programa. Um valor de compensação da ferramenta é selecionado da memória do CNC, quando o código correspondente é especificado em um programa após o endereço T. O valor é usado para a correção da ferramenta ou para a compensação do raio da ponta da ferramenta. Ver subseção II-14.1.2 para mais pormenores.

14.5.1
Compensação da Ferramenta e Número de Compensação da Ferramenta
D Faixa admissível dos valores de compensação da ferramenta A Tabela 14.5.1 (a) apresenta a faixa de valores permitidos para a compensação da ferramenta.
Tabela 14.5.1 (a) Faixa permitida dos valores de compensação da ferramenta
Sistema incremental IS--B IS--C Valor de compensação da ferramenta Entrada em mm de --999.999 a +999.999 mm de --999.9999 a +999.9999 mm Entrada em polegadas de --99.9999 a +99.9999 pol. de --99.99999 a +99.99999 pol.

O valor máximo de compensação do desgaste da ferramenta pode ser alterado através da definição do parâmetro nº 5013.
283

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Especificação da correção da ferramenta com sete dígitos

O número de dígitos usados para especificar um valor de compensação da geometria/do desgaste da ferramenta pode ser aumentado, selecionando a opção que ativa a especificação da correção da ferramenta com sete dígitos. Quando esta opção é usada, os valores de compensação da ferramenta podem ser especificados usando até sete dígitos para IS- e -B oito dígitos para IS- A faixa de dados admissível para os valores de -C. compensação da ferramenta passará então a ser conforme indicado na tabela 14.5.1(b).
Tabela 14.5.1 (b) Sistema incremental IS--B IS--C Valor de compensação da ferramenta Entrada em mm de 0 a 9999.999 mm de 0 a 9999.9999 mm (de 0 a 4000.0000 mm) Entrada em polegadas de 0 a 999.9999 pol. de 0 a 999.99999 pol. (de 0 a160.00000 pol.)

NOTA 1 A faixa indicada entre parênteses se aplica quando a conversão automática polegadas/mm está ativa (o bit 0 (OIM) do parâmetro nº 5006 está colocado em 1). 2 A opção que ativa a especificação da correção da ferramenta através de sete dígitos não pode ser usada em correções e controle do eixo B.

D Número da compensação da ferramenta

A memória pode suportar 16, 32, 64 ou 99 valores de compensação de ferramenta. NOTA Com o controle de dois caminhos, o número de valores de compensação da ferramenta especificados é igual ao número de compensações da ferramenta para cada unidade porta--ferramenta.

284

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14.5.2
Alteração do Valor de Correção da Ferramenta (Entrada de Dados Programáveis) (G10)
Formato

Os valores de correção podem ser introduzidos por um programa através do seguinte comando:

G10 P_ X_ Y_ Z_ R_ Q_ ;
ou

G10 P_ U_ V_ W_ C_ Q_ ;
P 0 : Número de correção : Comando valor de deslocamento do sistema de coordenadas de trabalho 1--64 : Comando do valor de correção do desgaste da ferramenta O valor do comando é igual ao número de correção 10000+(1--64) : Comando do valor de correção da geometria da ferramenta (1--64) : Número de correção X : Valor de correção no eixo X (absoluto) Y : Valor de correção no eixo Y (absoluto) Z : Valor de correção no eixo Z (absoluto) U : Valor de correção no eixo X (incremental) V : Valor de correção no eixo Y (incremental) W: Valor de correção no eixo Z (incremental) R : Valor de correção do raio da ponta da ferramenta (absoluto) R : Valor de correção do raio da ponta da ferramenta (incremental) Q : Número da ponta imaginária da ferramenta

Em um comando absoluto, os valores especificados nos endereços X, Y, Z e R são definidos como o valor de correção correspondente ao número de correção especificado pelo endereço P. Em um comando incremental, o valor especificado nos endereços U, V, W e C é somado ao valor de correção atual, correspondente ao número de correção. NOTA 1 Os endereços X, Y, Z, U, V e W podem ser especificados no mesmo bloco. 2 Usando--se este comando em um programa, a ferramenta poderá ser movimentada pouco a pouco. Este comando também pode ser usado para introduzir os valores de correção individualmente, a partir de um programa, em vez de os introduzir individualmente a partir da unidade MDI.

285

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

14.6

CORREÇÃO AUTOMÁTICA DA FERRAMENTA (G36, G37)

Quando uma ferramenta é movimentada para a posição de medição através da execução de um comando introduzido no CNC, este mede automaticamente a diferença entre o valor atual da coordenada e o valor da coordenada da posição de medição do comando e usa- como valor de -o correção para a ferramenta. Se a ferramenta já tiver sido corrigida, a mesma é deslocada para a posição de medição com esse valor de correção. Se o CNC considerar que é neccessário proceder a uma nova correção depois de calcular a diferença entre os valores das coordenadas da posição de medição e os valores das coordenadas programadas, o valor de correção atual é novamente corrigido. Para informações mais detalhadas, consulte o manual de instruções fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

Explicações
D Sistema de coordenadas O sistema de coordenadas deve ser definido antecipadamente para movimentar a ferramenta para a posição de medição. (O sistema de coordenadas de trabalho para a programação é comum.) O movimento para a posição de medição é executado, especificando o seguinte comando no modo MDI ou MEM: G36 Xxa ; ou G37 Zza ; Neste caso, a posição de medição deveria ser xa ou za (comando absoluto). A execução deste comando efetua o deslocamento rápido dessa ferramenta para a posição de medição, reduz a velocidade de avanço a meio do percurso e, em seguida, continua a movimentá- até o -la dispositivo de medição emitir o sinal final de aproximação. Quando a ponta da ferramenta atinge a posição de medição, o instrumento de medição envia um sinal de alcance da posição de medição ao CNC, que pára a ferramenta. O valor atual de correção da ferramenta continua sendo corrigido através da diferença entre o valor da coordenada (α ou β) quando a ferramenta atinge a posição de medição e o valor de xa ou za especificado em G36Xxa ou G37Zza. Valor de correção x = Valor de correção atual x+(α- a) -x Valor de correção z = Valor de correção atual z+(β- a) -z xa : Ponto de medição programado do eixo X za : Ponto de medição programado do eixo Z Estes valores de correção também podem ser alterados através do painel MDI.

D Movimento para a posição de medição

D Correção

286

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Velocidade de avanço e alarme

Ao movimentar- da posição inicial para a posição de medição prevista -se através de xa ou za em G36 ou G37, a ferramenta é deslocada à velocidade de deslocamento rápido através da faixa A. Em seguida, a ferramenta pára -γ -γ -se, à velocidade de avanço de no ponto T (xa- x ou za- z) e deslocamedição definida pelo parâmetro (nº 6241), através das faixas B, C e D. Se o sinal final de aproximação for ativado durante o movimento através da faixa B, é acionado um alarme. Se o sinal final de aproximação não for ativado antes do ponto V e a ferramenta parar no ponto V, é acionado o alarme P/S (nº 080).
Posição de medição prevista FR X, Z FP U V

A
S(xs, zs) T

B

C
ε γ

D
ε

Posição inicial

|xa --xs|. |za --zs|

U (xa, za)

FR : Velocidade de deslocamento rápido FP : Velocidade de avanço de medição (especificada pelo parâmetro (nº 6241))

Fig. 14.6 Velocidade de avanço e alarme

D Código G

Se o bit 3 (G36) do parâmetro nº 3405 tiver sido colocado em 1, G37.1 e G37.2 são usados como códigos G para a compensação automática da ferramenta nos eixos X e Z, respectivamente.

Exemplos
Número de ferramenta T1 300 Ponto zero programado Posição de medição no eixo Z 100 800 Posição de medição no eixo X 380 50

Valor de correção (Antes da medição) X 100.0 Z0

Valor de correção (Após a medição) 98.0 4.0

G50 X760.0 Z1100.0 ; Programação do ponto zero absoluto (Definição do sistema de coordenadas) S01 M03 T0101 ; Especifica a ferramenta T1, o número de correção 1 e a rotação do fuso
287

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

G36 X200.0 ;

G00 X204.0 ; G37 Z800.0 ;

T0101 ;

Movimento para a posição de medição Se a ferramenta alcançar a posição de medição em X198.0, dado que a posição de medição correta é 200 mm, o valor de correção é alterado através de 198.0-200.0=-2.0mm. Refrata- um pouco ao longo do eixo X. -se Desloca- para a posição de medição do eixo Z. -se Se a ferramenta já tiver atingido a posição de medição em X804.0, o valor de correção é alterado através de 804.0-800.0=4.0mm. Correções subseqüentes através da diferença. O novo valor de correção torna-se válido quando o código T é especificado de novo.

AVISO 1 A velocidade de medição (Fp), γ e ε são definidos como parâmetros (Fp : nº 6241, γ : nº 6251, ε : nº 6254) pelo fabricante da máquina--ferramenta. ε devem ser números positivos, de forma que γ>ε. 2 Cancela a compensação do raio da ponta da ferramenta antes de G36, G37. 3 Quando um movimento manual é inserido à velocidade de avanço de medição, reponha a ferramenta na posição de reinício antes de inserir o movimento manual. 4 Quando se usa a função opcional de compensação do raio da ponta da ferramenta, a quantidade de correção da ferramenta é determinada com base no valor do raio R da ponta da ferramenta. Certifique--se de que o valor do raio da ponta da ferramenta está corretamente programado. Exemplo) Quando o centro da ponta da ferramenta coincide com o ponto inicial.
A

Movimento real

Movimento considerando o valor do raio da ponta da ferramenta

B Valor do raio da ponta da ferramenta

C

Posição de medição

Na verdade, a ferramenta se desloca do ponto A para o ponto B, mas o valor de correção da ferramenta é determinado pressupondo que a ferramenta se move para o ponto C em função do valor do raio da ponta da ferramenta.

NOTA 1 Quando não existe qualquer comando de código T antes de G36 ou G37, é acionado o alarme P/S nº 81. 2 Quando um código T é especificado no mesmo bloco que G36 ou G37, é acionado o alarme P/S nº 82.

288

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14.7

ROTAÇÃO DE COORDENADAS (G68.1, G69.1)

A função de rotação de coordenadas permite girar uma figura especificada em um programa. Por exemplo, um programa que produz padrões de uma figura girada em ângulos cada vez maiores pode ser criado sob a forma de pares de subprogramas, um dos quais define a figura, enquanto o outro chama o subprograma de definição da figura através da especificação da rotação. Trata-se de um método útil para reduzir o tempo de desenvolvimento do programa e o tamanho do mesmo.
X

Centro de rotação

Ângulo de rotação

Z

Formato
G17 G18 G19 G68.1 α_ β_R_ ;
Inicia a rotação das coordenadas Modo de rotação de coordenadas (as coordenadas são giradas)

G69.1 ;

Cancela a rotação de coordenadas G17 (G18 ou G19) : Seleciona o plano em que se encontra o contorno a ser girado α, β : Especificam duas coordenadas (entre X, Y e Z) do centro de rotação que coincidam com G17, G18 e G19. Os valores especificados como coordenadas do centro de rotação devem ser sempre valores absolutos. R: Especifica o ângulo de rotação como um valor absoluto. A rotação no sentido anti--horário é considerada positiva. No entanto, a definição do bit 0 (RIN) do parâmetro nº 5400 ativa o uso de um valor incremental. Unidades incrementais do ângulo: 0.001 graus Faixa permitida: de --360,000 a +360,000

X

Ângulo de rotação R (valor incremental) Centro de rotação Ângulo de rotação R (valor absoluto)

(α, β)

Z

289

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

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Explicações
D Código G para seleção de plano: G17, G18 ou G19 D Centro de rotação O código G para selecionar um plano (G17, G18 ou G19) pode ser especificado em um bloco anterior ao do código G para a rotação de coordenadas (G68.1). Não especifique G17, G18 ou G19 no modo de rotação de coordenadas. Se o centro de rotação (α_, β_) não for especificado, a localização da ferramenta, quando G68.1 é acionado, é considerada como o centro de rotação. Se o comando do ângulo de rotação (R_) não for especificado, o valor especificado no parâmetro nº 5410 é usado como o ângulo de rotação. O código G de cancelamento da rotação de coordenadas (G69.1) pode ser especificado no mesmo bloco que os restantes comandos. A compensação da ferramenta (correção da ferramenta ou compensação do raio da ponta da ferramenta) é processada após a execução da rotação de coordenadas para o programa que define uma figura. G68.1 pode ser usado tanto no modo G00 como G01.

D Comando de ângulo de rotação D Cancelamento da rotação de coordenadas D Compensação da ferramenta

Limitações
D Retorno ao ponto de referência D Alteração das coordenadas D Ciclos fixos D Comando incremental O comando de retorno ao ponto de referência G27, G28, G29 ou G30 só pode ser acionado no modo G69.1. Não tente alterar as coordenadas no modo G68.1 (comandos G50, G54 a G59 e comando de correção da ferramenta). A rotação de coordenadas não pode ser usada em ciclos fixos simples, repetição de ciclos fixos ou ciclos fixos de perfuração. Utilize sempre valores absolutos em um comando de movimento imediatamente a seguir ao comando de rotação de coordenadas (G68.1) ou ao comando de cancelamento da rotação de coordenadas (G69.1). A especificação de um valor incremental resulta em um comando de movimento erróneo.

290

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PROGRAMAÇÃO

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

Exemplos
D Raio da ponta da ferramenta e rotação de coordenadas G68.1 e G69.1 podem ser especificados durante a compensação do raio da ponta da ferramenta, desde que o plano de rotação das coordenadas coincida com o plano de compensação do raio da ponta da ferramenta. N1 G50 X0 Z0 G69.1 G01 ; N2 G42 X1000 Z1000 F1000 T0101 ; N3 G68 R-30000 ; N4 Z3000 ; N5 G03 U1000 R1000 ; N6 G01 Z1000 ; N7 U-1000 ; N8 G69.1 G40 X0 Z0 ;
Programa antes da rotação

Programa após a rotação 30° (0, 0) Caminho da ferramenta

291

14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Repetição da rotação de coordenadas

A rotação de coordenadas pode ser repetida chamando mais de uma vez um subprograma registrado, mas com ângulos de rotação cada vez maiores.
Coloque em 1 o bit 0 (RIN) do parâmetro nº 5400 para especificar o ângulo de rotação como um ângulo incremental. (Código G do sistema A, programação do raio ao longo do eixo X) G50 X0 Z0 G18 ; G01 F200 T0101 ; M98 P2100 ; M98 P2200 L7 ; G00 X0 Z0 M30 ; O2200 ; G68.1 X0 Z0 R45.0 ; G90 M98 P2100 ; M99 ; O2100 ; G01 G42 X-10.0 Z0 ; X-10.0 Z4.142 ; X-7.071 Z7.071 ; G40 M99 ;

Caminho programado da ferramenta (0, 0) (0, --10.0) Caminho da ferramenta com uma correção

Subprograma

292

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

15

MACROS DE USUÁRIO

Embora os subprogramas sejam muito úteis para a repetição de operações iguais, a função de macro de usuário permite, além disso, usar variáveis, operações aritméticas e lógicas e desvios condicionais, simplificando, assim, o desenvolvimento de programas gerais, tais como a fresagem de bolsas e ciclos fixos definidos pelo usuário. Tal como os subprogramas, as macros de usuário podem ser chamadas pelo programa de usinagem através de um simples comando.
Programa de usinagem O0001 ; : : : G65 P9010 R50.0 L2 ; : : M30 ; Macro de usuário O9010 ; #1=#18/2 ; G01 X#1 Z#1 F0.3 ; G02 X#1 Z--#1 R#1 ; : : : M99 ;

293

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

15.1

VARIÁVEIS

Um programa de usinagem comum especifica diretamente um código G e a distância a percorrer através de um valor numérico; por exemplo, G100 e X100.0. As macros de usuário permitem a especificação de valores numéricos de forma direta ou através de um número de variável. Quando é usado um número de variável, o valor da variável pode ser alterado por um programa ou através do painel de operação MDI.
#1=#2+100 ; G01 X#1 F0.3 ;

Explicação

D Representação de variáveis

D Tipos de variáveis

Para especificar uma variável, introduza uma cerquilha (#) seguida por um número de variável. As linguagens genéricas de programação permitem que seja atribuído um nome a uma variável, mas esta possibilidade não está disponível para as macros de usuário. Exemplo: #1 Pode- usar uma expressão para especificar um número de variável. -se Neste caso, a expressão deve ser especificada entre colchetes. Exemplo: #[#1+#2-12] As variáveis são classificadas em quatro tipos, de acordo com os números de variável.
Tabela 15.1 Tipos de variáveis
Número da variável #0 #1 -- #33 Tipo de variável Sempre zero Variáveis locais Função Esta variável tem sempre o valor zero. Não se pode atribuir nenhum outro valor a esta variável. As variáveis locais apenas podem ser usadas dentro do escopo de uma macro de armazenamento de dados, tais como os resultados das operações. Quando o equipamento é desligado, as variáveis locais são inicializadas com o valor zero. Quando uma macro é chamada, são atribuídos argumentos às variáveis locais. As variáveis comuns podem ser compartilhadas pelos diferentes macroprogramas. Quando o equipamento é desligado, as variáveis #100 a #149 são inicializadas com zero. Os dados armazenados nas variáveis #500 a #531 são conservados, mesmo quando o equipamento é desligado. Opcionalmente, estão também disponíveis as variáveis comuns #150 a #199 e #532 a #999. Contudo, quando este valores estão em uso, o total de fita utilizável para armazenamento diminui 8.5 m.

#100 -- #149 (#199) #500 -- #531 (#999)

Variáveis comuns

#1000 ou superior

Variáveis As variáveis do sistema são usadas para ler e do sistema gravar uma variedade de elementos de dados NC, tais como a posição atual e os valores de compensação da ferramenta.

NOTA As variáveis comuns #150 a #199 e #532 a #999 são opcionais.

294

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

D Faixa de valores das variáveis

As variáveis locais e comuns podem ter o valor 0 ou um valor dentro das seguintes faixas: de - 47 a - - 29 -10 -10 0 de +10- 29 a +1047 Se o resultado do cálculo for inválido, será ativado o alarme P/S nº 111. Ao definir uma variável em um programa, podem omitir- as casas -se decimais. Exemplo: Quando se define #1=123;, o valor real da variável #1 é 123.000.

D Omissão do ponto decimal

D Chamada de variáveis

Para chamar o valor de uma variável em um programa, especifique um endereço de palavra seguido pelo número da variável. Quando uma expressão é usada para especificar uma variável, coloque- entre -a colchetes. Exemplo: G01X[#1+#2]F#3; Um valor de variável chamado é automaticamente arredondado de acordo com o menor incremento de entrada do endereço. Exemplo: Quando G00X#1 é executado em um CNC 1/1000-mm com 12.3456 atribuído à variável #1, o comando é interpretado como G00X12.346;. Para inverter o sinal do valor de uma variável chamada, introduza o sinal menos (- antes de #. -) Exemplo: G00X-#1; Quando é chamada uma variável não definida, a variável é ignorada até a próxima palavra de endereço. Exemplo: Quando o valor da variável #1 é 0 e o valor da variável #2 também é zero, a execução de G00X#1Z#2; resulta em G00X0;.

D Variável não definida

Quando o valor de uma variável não é definido, essa variável é denominada de variável ”nula”. A variável #0 é sempre uma variável nula. Não se lhe pode atribuir nenhum valor, mas pode ser lida. (a) Citação Quando é citada uma variável não definida, o próprio endereço também é ignorado.
Quando #1 = < vazio > G90 X100 Y#1 # G90 X100 Quando #1 = 0 G90 X100 Y#1 # G90 X100 Y0

295

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

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(b)Operação < vazio > é o mesmo que 0, exceto quando é substituído por < vazio>
Quando #1 = < vazio > #2 = #1 # #2 = < vazio > #2 = #1*5 # #2 = 0 #2 = #1+#1 # #2 = 0 Quando #1 = 0 #2 = #1 # #2 = 0 >#2 = #1*5 # #2 = 0 #2 = #1 + #1 # #2 = 0

(c) Expressões condicionais < vazio > só é diferente de 0 para EQ e NE.
Quando #1 = < vazio > #1 EQ #0 # Especificado #1 NE 0 # Especificado #1 GE #0 # Especificado #1 GT 0 # Não especificado Quando #1 = 0 #1 EQ #0 # Não especificado #1 NE 0 # Não especificado #1 GE #0 # Especificado #1 GT 0 # Não especificado

D Variáveis comuns de macro de usuário para unidades porta-ferramenta (controle de dois caminhos)

Com o controle de dois caminhos, estão disponíveis variáveis de macro para cada unidade porta-ferramenta. A especificação dos parâmetros nº 6036 e 6037 permite que algumas das variáveis comuns sejam usadas para todas as unidades porta-ferramenta.

296

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

D Visualização dos valores das variáveis

VARIÁVEL NO. DADOS 100 123.456108 101 0.000 109 102 110 103 ******** 111 104 112 105 113 106 114 107 115 POSICAO REAL (RELATIVA) X 0.000 Z 0.000 MEM **** *** *** [ MACRO ] [ MENU ] [

NO.

O1234 N12345 DADOS

Y B 18:42:15 OPR ] [

0.000 0.000

] [ (OPRC) ]

D Quando o valor de uma variável não é definido, a variável é nula. D A marca ******** indica um estouro positivo (quando o valor absoluto de uma variável é maior que 99999999) ou um estouro negativo (quando o valor absoluto de uma variável é menor que 0,0000001).

Limitações

Os números de programas, números de seqüências e números de saltos de bloco não podem ser chamados por meio de variáveis. Exemplo: As variáveis não podem ser usadas das seguintes maneiras: O#1; /#2G00X100.0; N#3Z200.0;

297

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

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15.2

VARIÁVEIS DO SISTEMA
Explicações
D Sinais de interface

As variáveis do sistema podem ser usadas para ler e gravar dados NC internos, tais como os valores de compensação da ferramenta e os dados da posição atual. Tenha, todavia, em atenção que algumas variáveis do sistema podem ser apenas lidas. As variáveis do sistema são fundamentais para a automatização e desenvolvimento de programas de uso geral. Os sinais podem ser trocados entre o controlador programável (PMC) e as macros de usuário.
Tabela 15.2 (a) Variáveis do sistema para sinais de interface
Número da variável #1000--#1015 #1032 Função Um sinal de 16 bits pode ser enviado do PMC a uma macro de usuário. As variáveis #1000 a #1015 são usadas para ler um sinal bit a bit. A variável #1032 é usada para ler simultaneamente todos os 16 bits de um sinal. Um sinal de 16 bits pode ser enviado por uma macro de usuário ao PMC. As variáveis #1100 a #1115 são usadas para gravar um sinal bit a bit. A variável #1132 é usada para gravar simultaneamente todos os 16 bits de um sinal. A variável #1133 é usada para escrever simultaneamente todos os 32 bits de um sinal enviado por uma macro de usuário ao PMC. Tenha em atenção que os valores de --99999999 a +99999999 podem ser usados para #1133.

#1100--#1115 #1132

#1133

D Valores de compensação da ferramenta

Para mais informações, consulte o manual de conexão (B-63523EN-1). Se o sistema não fizer a distinção entre compensação da geometria da ferramenta e compensação do desgaste da ferramenta, use os números das variáveis para a compensação do desgaste.

Tabela 15.2 (b) Variáveis do sistema para a memória C de compensação da ferramenta
Valor de compensação do eixo X Desgaste Geometria Valor de compensação do eixo Z Desgaste Geometria Valor de compensação do raio da ponta da ferramenta Desgaste Geometria Posição T da ponta imaginária da ferramenta Valor de compensação do eixo Y Desgaste Geometria

Número de compensação

1 : 49 : 64

#2001 : : : #2064

#2701 : #2749

#2101 : : : #2164

#2801 : #2849

#2201 : : : #2264

#2901 : : : #2964

#2301 : : : #2364

#2401 : #2449

#2451 : #2499

Tabela 15.2 (c) Variáveis do sistema para 99 valores de compensação da ferramenta
Valor de compensação do eixo X Desgaste Geometria Valor de compensação do eixo Z Desgaste Geometria Valor de compensação do raio da ponta da ferramenta Desgaste Geometria Posição T da ponta imaginária da ferramenta Valor de compensação do eixo Y Desgaste Geometria

Número de compensação

1 : : 99

#10001 : : #10099

#15001 : : #15099

#11001 : : #11099

#16001 : : #16099

#12001 : : #12099

#17001 : : #17099

#13001 : : #13099

#14001 : : #14099

#19001 : : #19099

298

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

Quantidade de deslocamento do sistema de coordenadas da peça

Pose ser lida a quantidade de deslocamento do sistema de coordenadas da peça. A quantidade de deslocamento também pode ser alterada através da introdução de um valor.
Eixo controlado Eixo X Eixo Z Quantidade de deslocamento do sistema de coordenadas da peça #2501 #2601

D Alarmes de macro
Tabela 15.2 (d) Variável do sistema para alarmes de macro
Número da variável #3000 Função Quando um valor entre 0 e 200 é atribuído à variável #3000, o CNC pára com a ativação de um alarme. Após uma expressão, é possível descrever uma mensagem de alarme de até 26 caracteres. A tela do CRT mostra os números de alarme, acrescentando 3000 ao valor da variável #3000 e visualizando uma mensagem de alarme.

Exemplo: #3000=1(FERRAMENTA NÃO ENCONTRADA); → A tela de alarme visualiza a mensagem “3001 FERRAMENTA NÃO ENCONTRADA.” D Informações sobre o tempo É possível ler e gravar informação sobre tempo.
Tabela 15.2 (e) Variáveis do sistema para informações sobre o tempo
Número da variável #3001 Função Esta variável funciona como um temporizador que conta em incrementos de 1 milésimo de segundo. Quando o equipamento é ligado, o valor desta variável é colocado a 0. Quando se atinge 2147483648 milésimos de segundos, o valor do temporizador é recolocado a 0. Esta variável funciona como um temporizador que conta em incrementos de 1 hora quando a lâmpada de início do ciclo está acesa. Este temporizador conserva seu valor, mesmo quando o equipamento é desligado. Quando atinge 9544,371767 horas, o valor desse temporizador é recolocado a 0. Esta variável pode ser usada para ler a data atual (ano/mês/dia). A informação de ano/mês/dia é convertida em um número decimal fictício. Por exemplo, 28 de Março de 1993 é representado como 19930328. Esta variável pode ser usada para a leitura da hora atual (horas/minutos/segundos). A informação de horas/minutos/segundos é convertida em um número decimal fictício. Por exemplo: 15 horas, 34 minutos e 56 segundos, é representado como 153456.

#3002

#3011

#3012

299

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Controle de operação automática

O estado de controle de operação automática pode ser alterado.
Tabela 15.2 (f) Variável do sistema (#3003) para controle de operação automática
#3003 0 1 2 3 Bloco único Ativado Desativado Ativado Desativado Término de uma função auxiliar Previsto Previsto Não previsto Não previsto

D Quando a máquina é ligada, o valor da variável é 0. D Quando a parada de bloco único é desativada, a operação de parada de bloco único não é executada mesmo que a chave de bloco único esteja colocada na posição ON. D Quando não se especifica uma espera para o término de funções auxiliares (funções M, S e T), a execução do programa prossegue com o bloco seguinte antes da conclusão das funções auxiliares. O sinal DEN de término da distribuição também não é emitido.
Tabela 15.2 (g) Variável do sistema (#3004) para o controle de operação automática
#3004 0 1 2 3 4 5 6 7 Bloqueio de avanço Ativado Desativado Ativado Desativado Ativado Desativado Ativado Desativado Override da velocidade de avanço Ativado Ativado Desativado Desativado Ativado Ativado Desativado Desativado Parada exata Ativado Ativado Ativado Ativado Desativado Desativado Desativado Desativado

D Quando a máquina é ligada, o valor da variável é 0. D Quando o bloqueio de avanço é desativado: (1) Quando o botão de bloqueio de avanço é pressionado, a máquina pára no modo de parada de bloco único. No entanto, a operação de parada de bloco único não é realizada quando o modo de bloco único é desativado através da variável #3003. (2) Quando o botão de bloqueio de avanço é pressionado e liberado, a lâmpada de bloqueio de avanço acende, mas a máquina não pára; a execução do programa continua e a máquina pára no primeiro bloco onde o bloqueio de avanço é ativado. D Quando o override da velocidade de avanço é desativado, é sempre aplicado um override de 100%, independentemente do estado do botão de override da velocidade de avanço no painel de operação da máquina. D Quando a verificação de parada exata é desativada, não é feita nenhuma verificação de parada exata (verificação da posição) nos blocos, incluindo aqueles onde não é efetuada qualquer operação de corte.
300

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PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

D Especificações

As especificações podem ser lidas e gravadas. Os valores binários são convertidos em decimais.
#3005
#15 Definição #7 Definição #6 #5 #4 #3 #2 #14 #13 #12 #11 #10 #9 #8 #0

FCV
#1

SEQ : : : : :

INI

ISO

TVC

#9 (FCV) #5 (SEQ) #2 (INI) #1 (ISO) #0 (TVC)

Para usar a capacidade de conversão do formato de fita FS15 Para inserir automaticamente os números de seqüência Entrada em milímetros ou entrada em polegadas Para usar o código de saída EIA ou ISO Opção de verificação TV

D Parada com mensagem

A execução do programa pode ser parada e, em seguida, é visualizada uma messagem.
Número da variável #3006 Função Quando se programa na macro o comando “#3006=1 (MENSAGEM);”, o programa executa os blocos até o bloco imediatamente anterior e, depois, pára. Quando se programa no mesmo bloco uma mensagem de, no máximo, 26 caracteres, cercada por um caractere de controle--in (“(”) e por um caractere de controle--out (“)”), a mensagem é visualizada na tela de mensagens externa do operador.

D Espelhamento

O estado do espelhamento para cada eixo definido através de uma chave externa ou operação de especificação pode ser lido através do sinal de saída (sinal de verificação do espelhamento). É possível verificar, assim, o estado atual do espelhamento. (Ver seção 4.7 em III.) O valor obtido em formato binário é convertido para notação decimal.
#3007
#7 #6 #5 #4 #3 #2 #1 #0

Definição

8º eixo

7º eixo

6º eixo

5º eixo

4º eixo

3º eixo

2º eixo

1º eixo

É indicado

0 (função de espelhamento desativada) ou 1 (função de espelhamento ativada)

para cada bit.

Exemplo: Se #3007 for 3, a função de espelhamento é ativada para o primeiro e o segundo eixos.

D

Quando a função de espelhamento é definida para um certo eixo pelo sinal e pela especificação do espelhamento, é feita a combinação lógica do valor do sinal e do valor de especificação através da função E, e depois são emitidos. D Quando os sinais de espelhamento destinados para eixos que não os eixos controlados são ativados, eles continuam a ser lidos pela variável do sistema #3007. D A variável do sistema #3007 é uma variável protegida contra gravação. Se ocorrer uma tentativa de atribuição de dados à variável, é acionado o alarme P/S 116 “ESCRITA DE VARIAVEL PROTEGIDA”.
301

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

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D Número de peças usinadas

O número (número alvo) das peças necessárias e o número (número real) de peças usinadas pode ser lido e gravado.
Tabela 15.2 (h) Variáveis de sistema para o número de peças necessárias e para o número de peças usinadas
Número da variável #3901 #3902 Função Número de peças usinadas (número real) Número de peças necessárias (número nominal)

NOTA Não substitua um valor negativo.

D Informação modal

É possível ler a informação modal especificada nos blocos, até o bloco imediatamente anterior.
Tabela 15.2 (i) Variáveis do sistema para informação modal
Número da variável #4001 #4002 #4003 #4004 #4005 #4006 #4007 #4008 #4009 #4010 #4011 #4012 #4014 #4015 #4016 : #4022 #4109 #4113 #4114 #4115 #4119 #4120 Função G00, G01, G02, G03, G33, G34 G96,G97 G68, G69 G98, G99 G20, G21 G40, G41, G42 G25, G26 G22, G23 G80 -- G89 G66, G67 G54--G59 G17 -- G19 : Código F Código M Número de seqüência Número do programa Código S Código T (Grupo 01) (Grupo 02) (Grupo 03) (Grupo 04) (Grupo 05) (Grupo 06) (Grupo 07) (Grupo 08) (Grupo 09) (Grupo 10) (Grupo 11) (Grupo 12) (Grupo 14) (Grupo 15) (Grupo 16) : (Grupo 22)

Exemplo: Quando #1=#4001; é executado, o valor resultante em #1 é 0, 1, 2, 3 ou 33. Se for especificada uma variável do sistema para a leitura da informação modal correspondente a um grupo de código G que não pode ser usado, é acionado um alarme P/S.
302

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PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

D Posição atual

A informação sobre posição não pode ser escrita mas pode ser lida.
Tabela 15.2 (j) Variáveis do sistema para informação sobre a posição
Número da variável Informação sobre posição Sistema de coordenadas Valor de compensaç ão da ferramenta Operação de leitura durante o movimento

#5001--#5008

Posição de fim de bloco Posição atual

Sistema de coordenada s da peça Sistema de coordenada s da máquina Sistema de coordenada s da peça

Não incluído Incluído

Ativado

#5021--#5028

Desativado

#5041--#5048 #5061--#5068 #5081, #5082 #5101--#5108

Posição atual Posição do sinal de salto Valor de correção da ferramenta Posição de servo desviada

Ativado Desativado

D O primeiro dígito (de 1 a 8) representa o número de um eixo. D Nas variáveis #5081 a 5088 está contido o valor de correção da ferramenta atualmente utilizado na execução e não o valor de correção da ferramenta imediatamente anterior. D A posição da ferramenta na qual o sinal de salto é ativado durante um bloco G31 (função de salto) está contida nas variáveis #5061 a #5068. Se o sinal de salto não for ativado em um bloco G31, o ponto final do bloco especificado é mantido nestas variáveis. D Quando a leitura é ”desativada” durante o movimento, isto significa que os valores previstos não podem ser lidos devido à função de armazenamento (leitura prévia).

303

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

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D Valores de compensação do sistema de coordenadas da peça (valores de correção do ponto zero da peça)

Os valores de correção do ponto zero da peça podem ser lidos e gravados.
Tabela 15.2 (k) Variáveis do sistema para os valores de correção do ponto zero da peça
Número da variável #5201 : #5208 Função Valor externo de correção do ponto zero da peça do primeiro eixo : Valor externo de correção do ponto zero da peça do oitavo eixo Valor de correção do ponto zero da peça G54, do primeiro eixo : Valor de correção do ponto zero da peça G54, do oitavo eixo Valor de correção do ponto zero da peça G55, do primeiro eixo : Valor de correção do ponto zero da peça G55, do oitavo eixo Valor de correção do ponto zero da peça G56, do primeiro eixo : Valor de correção do ponto zero da peça G56, do oitavo eixo Valor de correção do ponto zero da peça G57, do primeiro eixo : Valor de correção do ponto zero da peça G57, do oitavo eixo Valor de correção do ponto zero da peça G58, do primeiro eixo : Valor de correção do ponto zero da peça G58, do oitavo eixo Valor de correção do ponto zero da peça G59, do primeiro eixo : Valor de correção do ponto zero da peça G59, do oitavo eixo

#5221 : #5228

#5241 : #5248

#5261 : #5268

#5281 : #5288

#5301 : #5308

#5321 : #5328

NOTA A opção do sistema de coordenadas da peça é necessária para usar as variáveis #5201 a #5328.

304

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PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

15.3

OPERAÇÃO ARITMÉTICA E LÓGICA

As operações listadas na tabela 15.3(a) podem ser executadas com variáveis. A expressão à direita do operador pode conter constantes e/ou variáveis combinadas por uma função ou operador. As variáveis #j e #K de uma expressão podem ser substituídas por uma constante. As variáveis à esquerda também podem ser substituídas por uma expressão.
Tabela 15.3 (a) Operação aritmética e lógica
Função Definição Soma Diferença Produto Quociente Seno Arco seno Co--seno Arco co--seno Tangente Arco tangente Raiz quadrada Valor absoluto Arredondar Arredondar para baixo Arredondar para cima Logaritmo natural Função exponencial OU XOU E Formato #i=#j #i=#j+#k; #i=#j--#k; #i=#j*#k; #i=#j/#k; #i=SEN[#j]; #i=ASEN[#j]; #i=COS[#j]; #i=ACOS[#j]; #i=TAN[#j]; #i=ATAN[#j]/[#k]; #i=SQRT[#j]; #i=ABS[#j]; #i=ROUND[#j]; #i=FIX[#j]; #i=FUP[#j]; #i=LN[#j] #i=EXP[#j]; #i=#j OR #k; #i=#j XOR #k; #i=#j AND #k; Utilizada na troca de sinais com o PMC As operações lógicas são realizadas nos números binários, bit a bit. Os ângulos são especificados em graus. 90 graus e 30 minutos é representado como 90.5 graus. Observações

Conversão de BCD para BIN #i=BIN[#j]; Conversão de BIN para BCD #i=BCD[#j];

Explicações
D Unidades dos ângulos As unidades dos ângulos usadas com as funções SEN, COS, TAN, ASEN, ACOS e ATAN são graus. Por exemplo, 90 graus e 30 minutos é representado como 90.5 graus. S As faixas de soluções são indicadas abaixo: Quando o bit NAT (bit 0 do parâmetro 6004) é definido com 0: de 270° a 90° Quando o bit NAT (bit 0 do parâmetro 6004) é definido com 1: de -90° a 90° S Quando #j se encontra fora da faixa de - a 1, o alarme P/S nº 111 é -1 acionado. S Pode- usar uma constante em vez da variável #j. -se
305

D ARCSEN #i = ASEN[#j];

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

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D ARCCOS #i = ACOS[#j];

D ARCTAN #i = ATAN[#j]/[#k];

D Logaritmo natural #i = LN[#j];

D Função exponencial #i = EXP[#j];

D Função ROUND (ARREDONDAR)

S A faixa de soluções é de 180° a 0°. S Quando #j se encontra fora da faixa de - a 1, o alarme P/S nº 111 é -1 acionado. S Pode- usar uma constante em vez da variável #j. -se S Especifica os comprimentos de dois lados, separados por uma barra diagonal (/). S As faixas de soluções são indicadas abaixo: Quando o bit NAT (bit 0 do parâmetro 6004) é definido com 0: de 0° a 360° Exemplo: Quando #1 = ATAN[-1]/[-1]; é especificado, #1 é 225.0 Quando o bit NAT (bit 0 do parâmetro 6004) é colocado em 1: de -180° a 180° Exemplo: Quando #1 = ATAN[-1]/[-1]; é especificado, #1 é -135.0. S Pode- usar uma constante em vez da variável #j. -se S Tenha em atenção que o erro relativo pode vir a ser 10- 8 ou maior. S Quando o antilogarítmo (#j) é zero ou menor que zero, o alarme P/S nº 111 é acionado. S Pode- usar uma constante em vez da variável #j. -se S Tenha em atenção que o erro relativo pode vir a ser 10- 8 ou maior. S Quando o resultado da operação excede 3.65 × 1047 (j é cerca de 110), ocorre um estouro e o alarme P/S nº 111 é acionado. S Pode- usar uma constante em vez da variável #j. -se S Quando a função ROUND (ARREDONDAR) é incluída em um comando de operação aritmética ou lógica, ou em uma instrução IF (SE) ou WHILE (ENQUANTO), a função ROUND arredonda o resultado na primeira casa decimal. Exemplo: Quando a instrução #1=ROUND[#2] é executada, sendo #2 igual a 1.2345, o valor da variável #1 é 1.0. S Quando a função ROUND é usada nos endereços da instrução NC, a função ROUND arredonda o valor especificado de acordo com o menor incremento de entrada do endereço. Exemplo: Criação de um programa de perfuração que trabalhe de acordo com os valores das variáveis #1 e #2 e que retorne, depois, à posição original Supondo que o sistema incremental é de 1/1000 mm, que a variável #1 possui o valor 1.2345 e a variável #2 o valor 2.3456, então, G00 G91 X-#1; executa um movimento de 1.235 mm. G01 X- F300; executa um movimento de 2.346 mm. -#2 G00 X[#1+#2]; Como 1.2345 + 2.3456 = 3.5801, a distância a percorrer é de 3.580, não sendo suficiente para retornar a ferramenta à posição original. Esta diferença resulta do fato de a adição ser realizada antes ou depois do arredondamento. É necessário especificar G00X-[ROUND[#1]+ROUND[#2]] para que a ferramenta regresse à posição original.
306

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PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

D Arredondar para cima e para baixo

No CNC, quando o valor absoluto do número inteiro, resultante de uma operação efetuada em um número, é maior que o valor absoluto do número original, tal operação é denominada de arredondamento para o valor inteiro superior (arredondar para cima). Inversamente, quando o valor absoluto do número inteiro, resultante de uma operação efetuada em um número, é menor que o valor absoluto do número original, tal operação é denominada de arredondamento para o valor inteiro inferior (arredondar para baixo). Seja especialmente cuidadoso ao manusear números negativos. Exemplo: Suponha que #1=1.2 e #2=-1.2. Quando #3=FUP[#1] é executado, 2.0 é atribuído a #3. Quando #3=FIX[#1] é executado, 1.0 é atribuído a #3. Quando #3=FUP[#2] é executado, -2.0 é atribuído a #3. Quando #3=FIX[#2] é executado, -1.0 é atribuído a #3.

D Abreviaturas dos comandos de operações aritméticas e lógicas

Quando uma função é especificada em um programa, os dois primeiros caracteres do nome da função podem ser usados para especificar a função. (Ver III-9.7) Exemplo: ROUND → RO FIX → FI

D Prioridade das operações

(1) Funções (2) Operações, tais como multiplicação e divisão (*, /, AND (E), MOD) (3) Operações, tais como adição e subtração (+, - OR (OU), XOR -, (XOU))
Exemplo) #1=#2+#3*SEN[#4];
(1) (2) (3)

(1), (2) e (3) indicam a ordem das operações.

D Inclusão de colchetes

Os colchetes são usados para modificar a ordem das operações. Os colchetes podem ser usados, no máximo, em até cinco níveis, incluindo os que são usados para delimitar uma função. Se o limite de cinco níveis for excedido, o alarme nº 118 é acionado.
Exemplo) #1=SEN [ [ [#2+#3] *#4 +#5] *#6] ;
(1) (2)

(3)
(4)

(5)

(1) a (5) indicam a ordem das operações.

307

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

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Limitações
D Colchetes D Erros das operações Os colchetes ([, ]) são usados para delimitar uma expressão. Tenha em atenção que os parênteses são usados para comentários. Podem ocorrer erros durante a execução das operações.
Tabela 15.3 (b) Erros próprios das operações
Operação a = b*c a=b/c
a = b

Erro médio 1.55×10 --10 4.66×10 --10 1.24×10 --9 2.33×10 --10

Erro máximo 4.66×10 --10 1.88×10 --9 3.73×10 --9 5.32×10 --10

Tipo de erro Erro relativo(*1) ε b (*2)

a=b+c a = b -- c a = SEN [ b ] a = COS [ b ] a = ATAN [ b ] / [ c ] (*4)

Min

ε b

ε c

5.0×10 --9

1.0×10 --8

Erro absoluto(*3)

1.8×10 --6

3.6×10 --6

ε

Graus

NOTA 1 O erro relativo depende do resultado da operação. 2 É utilizado o menor dos dois tipos de erros. 3 O erro absoluto é constante, independentemente do resultado da operação. 4 A função TAN executa SEN/COS.

S A precisão dos valores das variáveis é de cerca de 8 dígitos decimais. Quando são utilizados números muito grandes em adições ou subtrações, podem não ser obtidos os resultados esperados. Exemplo: Quando se tenta atribuir os valores abaixo às variáveis #1 e #2: #1=9876543210123.456 #2=9876543277777.777 os valores das variáveis passam a ser: #1=9876543200000.000 #2=9876543300000.000 Neste caso, quando se calcula #3=#2-#1;, se obtém #3=100000.000. (O resultado real deste cálculo é ligeiramente diferente, pois trata- de um cálculo binário.) -se S Tenha também em atenção os erros que podem resultar das expressões condicionais que utilizam EQ, NE, GE, GT, LE e LT.
308

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15. MACROS DE USUÁRIO

Exemplo: IF[#1 EQ #2] é afetado por erros existentes em #1 e #2, levando possivelmente a uma decisão incorreta. Por isso, use IF[ABS[#1-#2]LT0.001] para determinar a diferença entre as duas variáveis. Desta forma, pode partir do princípio de que os valores das duas variáveis são iguais, se a diferença não exceder o limite permitido (0.001, neste caso). S Seja também cuidadoso ao arredondar um valor para baixo. Exemplo: Quando #2=#1*1000; é calculado, sendo #1=0.002, o valor resultante da variável #2 não é exatamente 2, mas 1.99999997. Assim, quando #3=FIX[#2] é especificado, o valor resultante da variável #1 não é 2.0, mas 1.0. Neste caso, arredonde o valor para baixo após corrigir o erro, de modo que o resultado seja maior do que o número esperado ou arredonde- da seguinta forma: -o #3=FIX[#2+0.001] #3=ROUND[#2] D Divisor Quando um divisor de zero é especificado em uma divisão ou TAN[90], o alarme nº 112 é acionado.

309

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

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15.4

Aos blocos seguintes dá- o nome de macroinstruções: -se S Blocos contendo uma operação aritmética ou lógica (=) S Blocos contendo uma instrução de controle (tais como GOTO, DO, END) S Os blocos que contêm um comando de chamada de macro (tais como, as chamadas de macro através de G65, G66, G67 ou outros códigos G, ou através dos códigos M) Qualquer bloco que não seja uma macroinstrução é denominado de instrução NC.

MACROINSTRUÇÕES E INSTRUÇÕES NC

Explicações
D Diferenças em relação às instruções NC S Mesmo quando o modo de bloco único está ativado, a máquina não pára. Tenha, contudo, em atenção que a máquina pára no modo de bloco único quando o bit 5 (SBM) do parâmetro 6000 é 1. S Os blocos de macros não são considerados como blocos que não envolvem movimento no modo de compensação do raio da ponta da ferramenta (ver seção II-15.7). D Instruções NC com as mesmas características das macroinstruções Quando o parâmetro NPS (nº 3450#4) está colocado em 1, as instruções NC são equivalentes a macroinstruções, nos blocos que satisfaçam as seguintes condições: S Se um bloco contiver um comando de chamada de subprograma (M98, uma chamada de subprograma com um código M, ou uma chamada de subprograma com um código T) e não contiver qualquer endereço de comando diferente de O, N, P ou L, esse bloco equivale a uma macroinstrução. S Se um bloco contém M99 e não contém qualquer endereço de comando diferente de O, N, P ou L, esse bloco equivale a uma macroinstrução.

310

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15. MACROS DE USUÁRIO

15.5

DESVIO E REPETIÇÃO

Em um programa, o fluxo de controle pode ser alterado através da instrução GOTO e da instrução IF. São usados três tipos de operações de desvio e repetição:
Desvio e repetição Instrução GOTO (desvio incondicional) Instrução IF (desvio condicional: se ..., então...) Instrução WHILE (repetição, enquanto ...)

15.5.1
Desvio Incondicional (Instrução GOTO)

Ocorre um desvio para o número de seqüência n. Quando é especificado um número de seqüência fora da faixa de 1 a 99999, o alarme P/S nº 128 é acionado. Pode- também usar uma expressão para especificar um -se número de seqüência.
GOTO n ; n: Número de seqüência (1 a 99999)

Exemplo: GOTO1; GOTO#10;

311

15. MACROS DE USUÁRIO

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15.5.2
Desvio Condicional (Instrução IF)

Especifique uma expressão condicional após o IF. IF [< expressão condicional >] GOTO n Se a expressão condicional for satisfeita, ocorre um desvio para um número de seqüência n. Se a condição especificada não for satisfeita, é executado o bloco seguinte.
Se o valor da variável #1 for maior do que 10, ocorre um desvio para o número de seqüência N2. Se a condição não for satisfeita IF [#1 GT 10] GOTO 2 ; Processamento N2 G00 G91 X10.0 ; : Se a condição for satisfeita

IF[< expressão condicional >] Se a expressão condicional especificada for satisfeita, é executada uma macroinstrução pré-determinada. É executada apenas uma THEN macroinstrução.
Se os valores de #1 e #2 forem idênticos, atribui--se 0 a #3. IF [#1 EQ #2] THEN#3=0 ;

Explicações
D Expressão condicional Uma expressão condicional deve incluir um operador inserido entre duas variáveis ou entre uma variável e uma constante, e deve estar contido entre colchetes ([, ]) Uma expressão pode ser usada em vez de uma variável. Cada operador é composto por duas letras e é usado na comparação de dois valores para determinar se são iguais ou se um valor é menor ou maior do que o outro. Tenha em atenção que não se pode usar o sinal de desigualdade.
Tabela 15.5.2 Operadores
Operador EQ NE GT GE LT LE Igual a (=) Diferente de (≠) Maior do que (>) Maior ou igual a (≧) Menor do que (<) Menor ou igual a (≦) Significado

D Operadores

(Programa exemplificativo)

O programa exemplificativo abaixo calcula a soma dos números 1 a 10.
O9500; #1=0;Valor inicial da variável para armazenar a soma #2=1;Valor inicial da variável como adendo N1 IF[#2 GT 10] GOTO 2; . Desvio para N2, se o adendo for maior que 10 #1=#1+#2; Cálculo da soma #2=#2+1; Próximo adendo GOTO 1; Desvio para N1 N2 M30;Fim do programa

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PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

15.5.3
Repetição (Instrução WHILE)

Especifique uma expressão condicional após WHILE. Enquanto a condição especificada for satisfeita, é executado o programa de DO a END. Se a condição especificada não for satisfeita, a execução do programa continua no bloco depois de END.
WHILE [expressão condicional] DO m ; (m=1,2,3) Se a condição não for satisfeita Se a condição for satisfeita Processam ento

END m ; :

Explicações

Enquanto a condição especificada for satisfeita, é executado o programa de DO a END. Se a condição especificada não for satisfeita, a execução do programa continua no bloco depois de END. Aplica- aqui o mesmo -se formato das instruções IF. Os números existentes após DO e END são números de identificação que especificam a faixa de execução. Pode-se utilizar os números 1, 2 e 3. Quando se usa um número diferente de 1, 2 e 3, o alarme P/S nº 126 é acionado.

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15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

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D Aninhamento

Os números de identificação (1 a 3) em um loop DO-END podem ser usados tantas vezes quantas necessárias. Tenha, contudo, em atenção que o alarme P/S nº 124 é acionado quando um programa inclui loops de repetição cruzados (faixas DO sobrepostas).
1. Os números de identificação (1 a 3) podem ser usados tantas vezes quanto necessário. WHILE [ … ] DO 1 ; Processamento END 1 ; : WHILE [ … ] DO 1 ; Processamento END 1 ; 2. As faixas DO não podem se sobrepor WHILE [ … ] DO 1 ; Processamento WHILE [ … ] DO 2 ; : END 1 ; Processamento END 2 ; 3. Os loops DO podem ser aninhados até uma profundidade máxima de três níveis. WHILE [ … ] DO 1 ; : WHILE [ … ] DO 2 ; : WHILE [ … ] DO 3 ; Processamento END 3 ; : END 2 ; : END 1 ; 4. O controle pode ser transferido para fora de um loop. WHILE [ … ] DO 1 ; IF [ … ] GOTO n ; END 1 ; Nn 5. Não é possível fazer desvios para o interior de um loop. IF [ … ] GOTO n ; : WHILE [ … ] DO 1 ; Nn … ; END 1 ;

Limitações
D Loops infinitos D Tempo de processamento Quando se especifica DO m sem se especificar a instrução WHILE, gera- um loop infinito entre DO e END. -se Quando ocorre um desvio para o número de seqüência especificado em uma instrução GOTO, é feita a pesquisa do número de seqüência. Por este motivo, o processamento na direção inversa é mais lento do que o processamento para a frente. O uso da instrução WHILE para fins de repetição reduz o tempo de processamento. Em uma expressão condicional que utiliza EQ ou NE, um valor nulo e zero produzem resultados diferentes. Em outros tipos de expressões condicionais, um valor nulo é considerado como zero.
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D Variável não definida

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PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

(Programa exemplificativo)

O programa exemplificativo abaixo calcula a soma dos números 1 a 10.
O0001; #1=0; #2=1; WHILE[#2 LE 10]DO 1; #1=#1+#2; #2=#2+1; END 1; M30;

315

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

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15.6

Um macroprograma pode ser chamado através dos seguintes métodos:
Chamada de macro Chamada simples (G65) Chamada modal (G66, G67) Chamada de macro com um código G Chamada de macro com um código M Chamada de subprograma com um código M Chamada de subprograma com um código T

CHAMADA DE MACRO

Restrições
D Diferenças entre as chamadas de macro e as chamadas de subprograma A chamada de macro (G65) difere da chamada de subprograma (M98) como descrito abaixo. D Pode- especificar um argumento (dados transferidos para uma -se macro) com G65. M98 não tem esta capacidade. D Quando um bloco M98 contém um outro comando NC (por exemplo, G01 X100.0 M98Pp), o subprograma é chamado após a execução do comando. Por outro lado, G65 chama sempre uma macro. D Quando um bloco M98 contém um outro comando NC (por exemplo, G01 X100.0 M98Pp), a máquina pára no modo de bloco único. Por outro lado, G65 não pára a máquina. D O nível das variáveis locais é alterado com G65. M98 não altera o nível das variáveis locais.

316

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PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

15.6.1
Chamada Simples (G65)

Quando se especifica G65, é chamada a macro de usuário especificada no endereço P. Os dados (argumentos) podem ser transferidos para o programa de macros de usuário.
G65 P_ L_ <especificação de um argumento> ; P_ : Número do programa a ser chamado L_ : Contagem da freqüência de repetição (1 predefinido) Argumento : Dados transferidos para a macro O0001 ; : G65 P9010 L2 A1.0 B2.0 ; : M30 ; O9010 ; #3=#1+#2 ; IF [#3 GT 360] GOTO 9 ; G00 X#3 ; N9 M99 ;

Explicações
D Chamada D Após G65, especifique no endereço P o número do programa da macro de usuário a chamar. D Quando é necessário um número de repetições, especifique um número de 1 a 9999 após o endereço L. Se L for omitido, é adotado o valor 1. D Os valores são atribuídos às variáveis locais correspondentes, por meio da especificação de argumentos. D Especificação de argumentos Existem dois tipos de especificação de argumentos. A especificação de argumentos I usa letras diferentes de G, L, O, N e P, uma vez cada. A especificação de argumentos II usa A, B e C, uma vez cada, e também usa I, J e K um máximo de dez vezes. O tipo de especificação de argumentos é determinado automaticamente de acordo com as letras usadas. Especificação de argumentos I
Endereço Número da variável A B C D E F H #1 #2 #3 #7 #8 #9 #11 Endereço Número da variável I J K M Q R S #4 #5 #6 #13 #17 #18 #19 Endereço T U V W X Y Z Número da variável #20 #21 #22 #23 #24 #25 #26

D Os endereços G, L, N, O e P não podem ser usados em argumentos. D Os endereços que não necessitam ser especificados podem ser omitidos. As variáveis locais correspondentes a um endereço omitido são definidas com valores nulos. D Os endereços não têm de ser especificados alfabeticamente. Eles são conformes ao formato dos endereços de palavra. I, J e K têm de ser, porém, especificados alfabeticamente. Exemplo B_A_D_ … J_K_ Correto B_A_D_ … J_I_ Incorreto
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15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

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Especificação de argumentos II A especificação de argumentos II usa A, B e C, uma vez cada, e usa I, J e K um máximo de dez vezes. A especificação de argumentos II é usada para transferir valores, tais como coordenadas tridimensionais, sob a forma de argumentos.
Número Endereço da variável A B C I1 J1 K1 I2 J2 K2 I3 J3 #1 #2 #3 #4 #5 #6 #7 #8 #9 #10 #11 Endereço Número da variável K3 I4 J4 K4 I5 J5 K5 I6 J6 K6 I7 #12 #13 #14 #15 #16 #17 #18 #19 #20 #21 #22 Número Endereço da variável J7 K7 I8 J8 K8 I9 J9 K9 I10 J10 K10 #23 #24 #25 #26 #27 #28 #29 #30 #31 #32 #33

D Os subíndices de I, J e K indicando a ordem da especificação de argumentos não são escritos no programa.

Restrições
D Formato D Combinação das especificações de argumentos I e II G65 tem de ser especificado antes de qualquer argumento. O CNC identifica internamente a especificação de argumentos I e a especificação de argumentos II. Se for especificada uma combinação da especificação de argumentos I e II, o tipo de especificação de argumentos por último especificado tem precedência.
Exemplo G65 A1.0 B2.0 I--3.0 I4.0 D5.0 P1000;

<Variáveis> #1:1.0 #2:2.0 #3: #4:--3.0 #5: #6: #7:

5.0

Quando os argumentos I4.0 e D5.0 são ambos programados para a variável #7, como neste exemplo, é válido o último, ou seja, D5.0.

D Colocação do ponto decimal

As unidades usadas nos dados de argumentos transferidos sem um ponto decimal correspondem ao menor incremento de entrada de cada endereço. O valor de um argumento transferido sem um ponto decimal pode variar de acordo com a configuração do sistema da máquina. Recomenda- o -se uso de pontos decimais em argumentos de chamada de macros a fim de manter a compatibilidade com o programa. As chamadas podem ser aninhadas até uma profundidade de quatro níveis, incluindo chamadas simples (G65) e chamadas modais (G66), o que não inclui chamadas de subprogramas (M98).
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D Aninhamento de chamadas

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PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

D Níveis das variáveis locais

D As variáveis locais do nível 0 a 4 estão disponíveis para aninhamento. D O nível do programa principal é 0. D Cada vez que uma macro é chamada (com G65 ou G66), o nível da variável local sofre um incremento de um. Os valores das variáveis locais no nível anterior são salvas no CNC. D Quando M99 é executado em um macroprograma, o controle retorna ao programa que originou a chamada. Nessa altura, o nível da variável local sofre um decremento de um, e os valores das variáveis locais salvas quando a macro foi chamada são restaurados.
Programa principal (nível 0) Macro (nível 1) Macro (nível 2) Macro (nível 3) Macro (nível 4)

O0001 ; : #1=1 ; G65 P2 A2 ; : : M30 ;
Variáveis locais (nível 0)

O0002 ; : : G65 P3 A3 ; : : M99 ;
(nível 1)

O0003 ; : : G65 P4 A4 ; : : M99 ;
(nível 2)

O0004 ; : : G65 P5 A5 ; : : M99 ;
(nível 3)

O0005 ; : : : : : M99 ;
(nível 4)

#1 : #33

1 :

#1 : #33

2 :

#1 : #33

3 :

#1 : #33

4 :

#1 : #33

5 :

Variáveis comuns #100--, #500-Variáveis que podem ser lidas e escritas através de macros em diferentes níveis

Programa exemplificativo (Ciclo de perfuração)

Movimente previamente a ferramenta ao longo dos eixos X e Z para a posição em que se dá início ao ciclo de perfuração. Especifique Z ou W para a profundidade do furo, K para a profundidade de corte e F para a velocidade de avanço de corte para perfurar o furo.
Z W K

Corte Deslocamento rápido

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15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

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D Formato de chamada
G65 P9100 Zz Ww Kk Ff ;

Z: U: K: F: D Programa que chama um macroprograma

Profundidade do furo (especificação absoluta) Profundidade do furo (especificação incremental) Quantidade de corte por ciclo Velocidade de avanço de corte

O0002; G50 X100.0 Z200.0 ; G00 X0 Z102.0 S1000 M03 ; G65 P9100 Z50.0 K20.0 F0.3 ; G00 X100.0 Z200.0 M05 ; M30 ;
O9100; #1=0 ; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Apaga os dados referentes à profundidade do furo atual. #2=0 ; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Apaga os dados referentes à profundidade do furo precedente. IF [#23 NE #0] GOTO 1 ; . . . . . Na programação incremental, especifica o salto para N1. IF [#26 EQ #0] GOTO 8 ; . . . . . Se não for especificado Z nem W, ocorre um erro. #23=#5002--- #26 ; . . . . . . . . . . . Calcula a profundidade do furo. N1 #1=#1+#6 ; . . . . . . . . . . . . . . Calcula a profundidade do furo atual. IF [#1 LE #23] GOTO 2 ; . . . . . . Verifica se o furo a ser cortado é

D Macroprograma (programa chamado)

demasiado profundo

#1=#23 ; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Fixa o limite à profundidade do furo atual. N2 G00 W--- #2 ; . . . . . . . . . . . . . . . Movimenta a ferramenta para a profundidade do furo precedente, à velocidade de avanço de corte. G01 W--- [#1--- #2] F#9 ; . . . . . . Faz o furo. G00 W#1 ; . . . . . . . . . . . . . . . . . . Movimenta a ferramenta para o ponto inicial de perfuração. IF [#1 GE #23] GOTO 9 ; . . . . . Verifica se a perfuração foi concluída. #2=#1 ; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Armazena a profundidade do furo atual. GOTO 1 ; N9 M99 ; N8 #3000=1 (NAO COMANDO Z OU U)

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PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

15.6.2
Chamada Modal (G66)

Quando G66 é acionado para especificar uma chamada modal, uma macro é chamada após um bloco, especificando um movimento ao longo dos eixos. Esta ação continua até que G67 ocorra, para cancelar uma chamada modal.
G66 P p L×ℓ <especificação de um argumento> ; P : Número do programa a ser chamado ℓ : Contagem da freqüência de repetição (1 predefinido) Argumento : Dados transferidos para a macro O0001 ; : G66 P9100 L2 A1.0 B2.0 ; G00 G90 X100.0 ; X125.0 ; X150.0 ; G67 ; : M30 ; O9100 ; : G00 Z--#1 ; G01 Z--#2 F0.3 ; : : : : M99 ;

Explicações
D Chamada D Depois de G66, especifique no endereço P um número de programa sujeito a uma chamada modal. D Quando é necessário um número de repetições, pode ser especificado um número de 1 a 9999 no endereço L. D Tal como acontece com uma chamada simples (G65), os dados transferidos para um macroprograma são especificados em argumentos. D Cancelamento D Aninhamento de chamadas D Aninhamento de chamadas modais Quando um código G67 é especificado, as chamadas de macro modais não são mais executadas nos blocos seguintes. As chamadas podem ser aninhadas até uma profundidade de quatro níveis, incluindo chamadas simples (G65) e chamadas modais (G66), o que não inclui chamadas de subprogramas (M98). As chamadas modais podem ser aninhadas pela especificação de um outro código G66 durante uma chamada modal. D Nenhuma macro pode ser chamada em um bloco G66. D G66 precisa ser especificado antes de quaisquer argumentos. D Nenhuma macro pode ser chamada em um bloco que contenha um código tal como uma função miscelânea que não envolva movimento ao longo de um eixo. D As variáveis locais (argumentos) podem apenas ser definidas em blocos G66. Tenha em atenção que as variáveis locais não são definidas sempre que é executada uma chamada modal.
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Restrições

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

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(Programa exemplificativo)

Este programa efetua uma ranhura em uma posição especificada.

U

D Formato de chamada
G66 P9110 Uu Ff ;

U: Profundidade da ranhura (especificação incremental) F : Avanço de corte para ranhurar D Programa que chama um macroprograma
O0003 ; G50 X100.0 Z200.0 ; S1000 M03 ; G66 P9110 U5.0 F0.5 ; G00 X60.0 Z80.0 ; Z50.0 ; Z30.0 ; G67 ; G00 X00.0 Z200.0 M05 ; M30; O9110 ; G01 U- #21 F#9 ; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Corta a peça. G00 U#21 ; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Retrai a ferramenta. M99 ;

D Macroprograma (programa chamado)

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PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

15.6.3
Chamada de Macro Através de um Código G

A definição de um número de código G para chamada de um macroprograma, em um parâmetro, permite chamar o macroprograma do mesmo modo que uma chamada simples (G65).
O0001 ; : G81 X10.0 Z--10.0 ; : M30 ; Parâmetro nº 6050 = 81 O9010 ; : : : N9 M99 ;

Explicações

Ao definir um número de código G de 1 a 9999, usado para chamar um programa de macros de usuário (9010 a 9019) no parâmetro correspondente (nº 6050 a 6059), o macroprograma pode ser chamado da mesma forma que com G65. Por exemplo, quando um parâmetro é definido de modo que o macroprograma O9010 possa ser chamado com G81, é possível chamar um ciclo específico do usuário, através de uma macro de usuário, sem modificar o programa de usinagem.

D Correspondência entre números de parâmetros e números de programas

Número do programa O9010 O9011 O9012 O9013 O9014 O9015 O9016 O9017 O9018 O9019

Número do parâmetro 6050 6051 6052 6053 6054 6055 6056 6057 6058 6059

D Repetição D Especificação de argumentos

Tal como acontece em uma chamada simples, é possível especificar um número de repetições entre 1 e 9999 no endereço L. Tal como acontece com uma chamada simples, existem dois tipos de especificação de argumentos: Especificação de argumentos I e especificação de argumentos II. O tipo de especificação de argumentos é determinado automaticamente de acordo com os endereços utilizados.

Restrições
D Aninhamento de chamadas através de códigos G Nenhuma macro pode ser chamada com um código G em um programa chamado com um código G. Nesse tipo de programa, um código G é tratado como um código G comum. Não é possível chamar macros com um código G em um programa chamado como subprograma com um código M ou T. Nesse tipo de programa, um código G é tratado como um código G comum.
323

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

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15.6.4
Chamada de Macro Através de um Código M

A definição de um número de código M para chamada de um macroprograma, em um parâmetro, permite chamar o macroprograma do mesmo modo que uma chamada simples (G65).
O0001 ; : M50 A1.0 B2.0 ; : M30 ; Parâmetro 6080 = 50 O9020 ; : : : M99 ;

Explicações

Ao definir um número do código M de 1 a 99999999, usado para chamar um programa de macros de usuário (O9020 a O9029) no parâmetro correspondente (nº 6080 a 6089), o macroprograma pode ser chamado da mesma forma que com G65.
Número do programa O9020 O9021 O9022 O9023 O9024 O9025 O9026 O9027 O9028 O9029 Número do parâmetro 6080 6081 6082 6083 6084 6085 6086 6087 6088 6089

D Correspondência entre números de parâmetros e números de programas

D Repetição D Especificação de argumentos

Tal como acontece em uma chamada simples, é possível especificar um número de repetições entre 1 e 9999 no endereço L. Tal como acontece com uma chamada simples, existem dois tipos de especificação de argumentos: Especificação de argumentos I e especificação de argumentos II. O tipo de especificação de argumentos é determinado automaticamente de acordo com os endereços utilizados.

Restrições
- O código M usado para chamar um macroprograma tem de ser especificado no início de um bloco. - Em uma macro chamada com um código G ou em um programa chamado como um subprograma com um código M ou T, não pode ser chamada qualquer macro com um código M. Nesse tipo de programa, o código M é tratado como um código M comum.

324

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PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

15.6.5
Chamada de Subprogramas Através de um Código M

A definição de um número de código M para chamada de um subprograma (macroprograma), em um parâmetro, permite chamar o macroprograma do mesmo modo que uma chamada simples (M98).
O0001 ; : M03 ; : M30 ; Parâmetro 6071 = 03 O9001 ; : : : M99 ;

Explicações

A definição de um número de código M entre 1 e 99999999, usado para chamar um subprograma em um parâmetro (nº 6071a 6076) permite chamar o programa de macros de usuário correspondente (O9001 a O9006) do mesmo modo que com M98.

D Correspondência entre números de parâmetros e números de programas

Número do programa O9001 O9002 O9003 O9004 O9005 O9006 O9007 O9008 O9009

Número do parâmetro 6071 6072 6073 6074 6075 6076 6077 6078 6079

D Repetição D Especificação de argumentos D Código M

Tal como acontece em uma chamada simples, é possível especificar um número de repetições entre 1 e 9999 no endereço L. A especificação de argumentos não é permitida. Um código M em um macroprograma que foi chamado é tratado como um código M comum. Em uma macro chamada com um código G ou em um programa chamado com um código M ou T, não é possível chamar qualquer subprograma através de um código M. Nesse tipo de programa, o código M é tratado como um código M comum.

Limitações

325

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

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15.6.6
Chamada de Subprogramas Através de um Código T

A chamada de suprogramas (programas de macro) com um código T em um parâmetro, permite chamar um macroprograma cada vez que o código T é especificado no programa de usinagem.
O0001 ; : T0203 ; : M30 ; O9000 ; : : : M99 ;

Bit 5 (TCS) do parâmetro nº 6001 = 1

Explicações
D Chamada A definição do bit 5 (TCS) do parâmetro nº 6001 como 1 permite chamar o macroprograma O9000 quando um código T é especificado no programa de usinagem. Um código T especificado em um programa de usinagem é atribuído à variável comum #149. Em uma macro chamada com um código G ou em um programa chamado com um código M ou T, não é possível chamar qualquer subprograma através de um código M. Nesse tipo de programa, um código T é tratado como um código T comum.

Limitações

326

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PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

15.6.7
Programa Exemplificativo
Condições

Ao usar a função de chamada de subprograma que utiliza códigos M, é medido o tempo de uso acumulativo de cada ferramenta. D O tempo de uso acumulativo de cada uma das ferramentas é medido com os números 1 a 5. O tempo não é medido para as ferramentas cujo número é igual ou superior a 6. D As variáveis seguintes são usadas para armazenar os números das ferramentas e os tempos medidos:
#501 #502 #503 #504 #505 Tempo de uso acumulativo da ferramenta número 1 Tempo de uso acumulativo da ferramenta número 2 Tempo de uso acumulativo da ferramenta número 3 Tempo de uso acumulativo da ferramenta número 4 Tempo de uso acumulativo da ferramenta número 5

D O tempo de uso começa a ser contado quando o comando M03 é especificado e pára com a especificação de M05. A variável do sistema #3002 é usada para medir o tempo durante o qual o indicador luminoso de início de ciclo permanece aceso. O tempo durante o qual o funcionamento da máquina é interrompido pelo bloqueio de avanço e pela operação de parada de bloco único não é contado. No entanto, o tempo gasto na troca de ferramentas e paletes é incluído.

Verificação da operação
D Especificação de parâmetros D Especificação do valor das variáveis D Programa que chama um macroprograma Defina 3 no parâmetro nº 6071 e 05 no parâmetro nº 6072. Defina 0 nas variáveis #501 a #505.
O0001; T0100 M06; M03; : M05; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T0200 M06; M03; : M05; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T0300 M06; M03; : M05; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T0400 M06; M03; : M05; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T0500 M06; M03; : M05; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . M30; 327

Altera #501.

Altera #502.

Altera #503.

Altera #504.

Altera #505.

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

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Macroprograma (programa chamado)

O9001(M03); . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Macro para iniciar a contagem M01; IF[FIX[#4120/100] EQ 0]GOTO 9; Nenhuma ferramenta especificada IF[FIX[#4120/100] GT 5]GOTO 9;Número de ferramenta fora da faixa #3002=0; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Coloca o temporizador a zero N9 M03; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Gira o fuso no sentido de avanço M99; O9002(M05); . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Macro para terminar a contagem M01; IF[FIX[#4120/100] EQ 0]GOTO 9; Nenhuma ferramenta especificada IF[FIX[#4120/100] GT 5]GOTO 9;Número de ferramenta fora da faixa #[500+FIX[#4120/100]]=#3002+#[500+FIX[#4120/100]];

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Calcula o tempo acumulativo.
N9 M05; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Pára o fuso. M99;

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

15.7

PROCESSAMENTO DE MACROINSTRUÇÕES

Para uma usinagem sem problemas, o CNC faz a leitura prévia da instrução NC a ser executada em seguida. Essa operação é denominada armazenamento no buffer. No modo de compensação do raio da ponta da ferramenta (G41, G42), o CNC faz a leitura prévia de instruções NC dois ou três blocos adiante, a fim de encontrar interseções. As macroinstruções destinadas a operações aritméticas e desvios condicionais, são processadas imediatamente após sua leitura para o buffer. Os blocos com M00, M01, M02 ou M30, os blocos com códigos M para os quais tenha sido suprimido o armazenamento no buffer através da especificação dos parâmetro (nº 3411 a 3420), e os blocos com G31 não são lidos antecipadamente.

Explicações
D Quando o bloco seguinte não é armazenado no buffer (códigos M que não são armazenados no buffer, G31, etc.)
N1

> N1 G31 X100.0 ;

N2 #100=1 :

Execução de instrução NC

> :Bloco em execução

Execução de macroinstrução Buffer

N2

D Armazenamento do bloco seguinte no buffer em um modo diferente do da compensação do raio da ponta da ferramenta (G41, G42) (procedendo, normalmente, à leitura prévia de um bloco)

> N1 X100.0 ; N2 #1=100 ; N3 #2=200 ; N4 Z100.0 ; :

Execução de instrução NC Execução de macroinstrução Buffer N2

N1

N4

N3

N4

> : Bloco em execução V : Bloco lido para o buffer

Quando N1 está sendo executado, a instrução NC seguinte (N4) é lida para o buffer. As macroinstruções (N2, N3) entre N1 e N4 são processadas durante a execução de N1.

329

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Armazenamento do bloco seguinte no buffer, no modo de compensação do raio da ponta da ferramenta (G41, G42)

> N1 G01 G41 G91 Z100.0 F100 T0101 ; N2 #1=100 ; N3 X100.0 ; N4 #2=200 ; N5 Z50.0 ; : Execução de instrução NC Execução de macroinstrução Buffer N2 > : Bloco em execução V : Blocos lidos para o buffer

N1

N3

N4

N3

N5

Quando N1 está sendo executado, as instruções NC nos dois blocos seguintes (até N5) são lidas para o buffer. As macroinstruções (N2, N4) entre N1 e N5 são processadas durante a execução de N1. D Quando o bloco seguinte não involve qualquer movimento no modo de compensação C do raio da ponta da ferramenta (G41, G42)

> N1 G01 G41 X100.0 G100 T0101 ; N2 #1=100 ; N3 Z50.0 ; N4 #2=200 ; N5 M08 ; N6 #3=300 ; N7 X200.0 ; : > : Bloco em execução V : Blocos lidos para o buffer

Execução de instrução NC Execução de macroinstrução Buffer N2

N1

N3

N4

N6

N3

N5

N7

Quando o bloco NC1 está sendo executado, as instruções NC nos dois blocos seguintes (até N5) são lidas para o buffer. Como N5 é um bloco que não envolve movimento, não se pode calcular uma intersecção. Neste caso, são lidas as instruções NC nos três blocos seguintes (até N7). As macroinstruções (N2, N4 e N6) entre N1 e N7 são processadas durante a execução de N1.

330

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

15.8

REGISTRO DE PROGRAMAS DE MACROS DE USUÁRIO

Os programas de macros de usuário são semelhantes aos subprogramas. Podem ser registrados e editados do mesmo modo que os subprogramas. A capacidade de armazenamento é determinada pelo comprimento total da fita usada para armazenar as macros de usuário e subprogramas.

331

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

15.9

LIMITAÇÕES
D Operação MDI D Pesquisa de números de seqüência D Bloco único

O comando de chamada de macro também pode ser especificado no modo MDI. Durante a operação automática, contudo, não é possível fazer a comutação do modo MDI para uma chamada de macroprograma. Em um programa de macros de usuário não é possível pesquisar números de seqüência. Mesmo durante a execução de um macroprograma, é possível parar os blocos no modo de bloco único (exceto no caso dos blocos contendo comandos de chamada de macro, comandos de operações aritméticas e comandos de controle). Um bloco contendo um comando de chamada de macro (G65, G66 ou G67) não é interrompido mesmo quando o modo de bloco único está ativado. Os blocos que contêm comandos de operação aritmética e comandos de controle podem ser interrompidos no modo de bloco único, colocando SBM (bit 5 do parâmetro 6000) em 1. A operação de parada de bloco único é usada para testar programas de macros de usuário. Tenha em atenção que, quando ocorre uma parada de bloco único em uma macroinstrução no modo de compensação do raio da ponta da ferramenta, parte- do princípio de que a instrução é um bloco que não -se envolve movimento e, em alguns casos, não é possível fazer uma compensação adequada. (Mais precisamente, o bloco é considerado como especificando um movimento com uma distância a percorrer igual a 0.) A existência de um / no meio de uma <expression> (entre colchetes [ ], do lado direito de uma expressão aritmética) é considerado como um operador de divisão; não é interpretado como o especificador de um código de salto opcional de bloco. Ao definir NE8 (bit 0 do parâmetro 3202) e NE9 (bit 4 do parâmetro 3202) com 1, as funções de eliminação e edição são desativadas para os programas de macros de usuário e subprogramas com os números 8000 a 8999 e 9000 a 9999. Os programas de macros de usuário e subprogramas registrados deveriam estar protegidos contra uma destruição acidental. Quando todo o conteúdo da memória é apagado (pressionando simultaneamente as teclas e para ligar o equipamento), o conteúdo da memória, tais como os programas de macros de usuário, é apagado.

D Salto opcional de bloco

D Operação no modo EDICAO

D Reset

Com uma operação de reset, os valores das variáveis locais e comuns #100 a #149 são colocados a zero. É possível evitá- definindo CLV e CCV -lo, (bit 7 e 6 do parâmetro 6001). As variáveis do sistema #1000 a #1133 não são apagadas. Uma operação de reset apaga qualquer estado dos programas de macros de usuário e subprogramas, bem como todos os estados DO, e devolve o controle ao programa principal. Tal como acontece com M98, não são mostrados os códigos M e T usados nas chamadas de subprogramas. Quando é ativado um bloqueio de avanço durante a execução de uma macroinstrução, a máquina pára após a execução da macroinstrução. A máquina também pára em caso de reset ou de ativação de um alarme. +0.0000001 a +99999999 -99999999 a -0.0000001 Os dígitos significantes são 8 (decimal). Se esta faixa não for respeitada, é acionado o alarme P/S nº 003.
332

D Indicação na tela de REINÍCIO DO PROGRAMA D Bloqueio de avanço

D Valores constantes que podem ser usados em <expressão>

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

15.10

COMANDOS DE SAÍDA EXTERNOS

Além dos comandos padrão das macros de usuário, estão ainda disponíveis os seguintes macrocomandos. Estes comandos são denominados de comandos de saída externos.
BPRNT DPRNT POPEN PCLOS

Estes comandos permitem encaminhar a saída de valores das variáveis e de caracteres para a interface de leitura/envio.

Explicações

Especifique esses comandos na seguinte ordem:
Comando de abertura: POPEN

Antes de especificar uma seqüência de comandos de saída de dados, especifique este comando para estabelecer a conexão com um dispositivo externo de entrada/saída.
Comando de saída de dados: BPRNT ou DPRNT

Especifique os dados que devem sair.
Comando de encerramento: PCLOS

Depois de concluídos todos os comandos de saída de dados, especifique PCLOS para terminar a conexão com o dispositivo externo de entrada/saída. D Comando de abertura POPEN
POPEN

POPEN estabelece a conexão com um dispositivo externo de entrada/saída. Deve ser especificado antes de uma seqüência de comandos de saída de dados. O CNC transmite um código de controle DC2.
BPRNT [ a #b [ c ] … ] Número de casas decimais significativas Variável Caractere

D Comando de saída de dados BPRNT

O comando BPRNT executa a saída de caracteres e valores de variáveis em formato binário. (i) Os caracteres especificados são convertidos para códigos ISO correspondentes, de acordo com a especificação de dados (ISO) produzida na altura. Os caracteres especificáveis são os seguintes:
- Letras (de A a Z) - Números - Caracteres especiais (*, /, +, - etc.) -,

O asterisco (*) é editado por um código de espaço. (ii) Todas as variáveis são armazenadas com um ponto decimal. Especifique uma variável seguida pelo número de casas decimais significativas entre colchetes. Um valor de variável é tratado como um dado de 2 palavras (32 bits), incluindo os dígitos decimais. É enviado como dado em formato binário, começando pelo byte mais alto. (iii)Depois da saída dos dados especificados, é criado um código EOB de acordo com as especificações do código ISO. (iv) As variáveis nulas têm o valor 0.
333

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

Exemplo)
BPRINT [ C** X#100 [3] Z#101 [3] M#10 [0] ] Valor das variáveis #100=0.40596 #101=-1638.4 #10=12.34

LF 12 (0000000C) M --1638400(FFE70000) Z 406(00000196) X Espaço C

D Comando de saída de dados DPRNT

DPRNT [ a #b

[cd] …] Número de casas decimais significativas Número de dígitos significativos na parte inteira Variável Caractere

O comando DPRNT envia caracteres e cada um dos dígitos contidos no valor de uma variável, de acordo com o código definido nas especificações (ISO). (i) Para mais informações sobre o comando DPRNT, consulte os itens (i), (iii) e (iv) para o comando BPRNT. (ii) Ao transmitir uma variável, especifique # seguido pelo número da variável, especificando a seguir o número de dígitos da parte inteira e o número de casas decimais entre colchetes. É enviado um código para cada um dos números de dígitos especificados, começando pelo dígito mais alto. Para cada dígito é enviado um código correspondente às especificações (ISO). O ponto decimal também é enviado através de um código definido nas especificações (ISO). Cada variável tem de ser um valor numérico com um máximo de oito dígitos. Quando os dígitos de mais alta ordem são zeros, esses zeros não são enviados se PRT (bit 1 do parâmetro 6001) for 1. Se PRT (bit 1 do parâmetro 6001) for 0, é impresso um código de espaço de cada vez que é encontrado um zero. Quando o número de casas decimais não é zero, os dígitos decimais são sempre enviados. Se o número de casas decimais for zero, não é enviado nenhum ponto decimal. Quando PRT (bit 1 do parâmetro 6001) é 0, é impresso um código de espaço para indicar um número positivo em vez do sinal +; se PRT (bit 1 do parâmetro 6001) for 1, não é impresso qualquer código.
334

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

Exemplo)
DPRNT [ X#2 [53] Z#5 [53] T#30 [20] ] Valor das variáveis #2=128.47398 #5=-91.2 #30=123.456
(1) Parâmetro PRT(nº 6001#1)=0

sp LF T sp 23

Z -- sp sp sp 91.200 X (2) Parâmetro PRT (nº 6001#1)=1 sp sp sp 128.474

LF T23 Z--91.200 X128.474

D Comando de encerramento PCLOS

PCLOS ;

D Especificação necessária

O comando PCLOS termina a conexão com um dispositivo externo de entrada/saída. Especifique este comando quando todos os comandos de saída de dados tiverem sido concluídos. O código de controle DC4 é enviado pelo CNC. Especifique o canal usado para o parâmetro 020. De acordo com a especificação desse parâmetro, defina os itens de dados (tal como a taxa de bauds) para a interface de comunicação.
Canal 0 de E/S : Parâmetros 101, 102 e 103 Canal 1 de E/S : Parâmetros 111, 112 e 113 Canal 2 de E/S : Parâmetros 121, 122 e 123

Nunca especifique a saída para a cassete ou disquete FANUC.) Ao especificar um comando DPRNT para a saída de dados, especifique se os zeros à esquerda deverão ou não ser enviados como espaços (especificando PRT (bit 1 do parâmetro 6001) com 1 ou 0). Para indicar o fim de uma linha de dados no código ISO, especifique se pretende utilizar apenas um LF (NCR, do bit 3 do parâmetro 0103 é 0) ou um LF e CR (NCR é 1).
335

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

NOTA 1 Não é necessário especificar sempre o comando de abertura (POPEN), o comando de saída de dados (BPRNT, DPRNT) e o comando de encerramento (PCLOS) em simultâneo. Assim que um comando de abertura tiver sido especificado no início de um programa, não precisa ser especificado novamente após um comando de encerramento. 2 Certifique--se de que especifica comandos de abertura e de encerramento aos pares. Especifique o comando de encerramento no final do programa. Todavia, não especifique um comando de encerramento se não tiver sido especificado qualquer comando de abertura. 3 Quando uma operação de reset é realizada enquanto os comandos estão sendo enviados por um comando de saída de dados, a saída é interrompida e os dados subsqüentes apagados. Por isso, quando uma operação de reset é executada por um código, tal como M30, no final de um programa que executa a saída de dados, especifique um comando de encerramento no final do programa, de modo que não seja executado nenhum processamento semelhante ao de M30 até que todos os dados tenham sido enviados. 4 As palavras de macros abreviadas entre colchetes [ ] permanecem inalteradas. Tenha, contudo, em atenção que quando os caracteres entre colchetes são divididos e introduzidos várias vezes, tanto a segunda abreviação como as subseqüentes são convertidas e introduzidas. 5 O pode ser especificado entre colchetes [ ]. Tenha, contudo, em atenção que quando os caracteres entre colchetes [ ] são divididos e introduzidos várias vezes, O é omitido tanto na segunda entrada como nas subseqüentes.

336

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

15.11

MACRO DE USUÁRIO DO TIPO INTERRUPÇÃO
Formato

Quando um programa está sendo executado, pode ser chamado outro programa pela introdução de um sinal de interrupção (UINT) através da máquina. Essa função é denominada como função de macro de usuário do tipo interrupção. Programe um comando de interrupção no seguinte formato:

M96 Pffff ; M97 ;

Ativa uma macro de usuário do tipo interrupção Desativa uma macro de usuário do tipo interrupção

Explicações

O uso da função de macro de usuário do tipo interrupção permite ao usuário chamar um programa durante a execução de um bloco arbitrário de um outro programa. Dessa forma, é possível operar os programas de acordo com as diversas situações. (1) Quando é detectada uma avaria de ferramenta, o processo de tratamento da avaria é iniciado por um sinal externo. (2) Uma seqüência de operações de usinagem é interrompida por outra operação de usinagem sem cancelamento da operação atual. (3) As informações sobre as operações em curso são lidas a intervalos regulares. Acima são dados alguns exemplos, tais como as aplicações de controle adaptativas da função de macro de usuário do tipo interrupção.

M96 Pxxxx; Sinal de interrupção (UINT) Sinal de interrupção (UINT)* O xxxx;

M99 (Pffff); Nffff;

M97 ;

Sinal de interrupção (UINT)*

Fig. 15.11 Função de macro de usuário do tipo interrupção

Quando M96Pxxxx é especificado em um programa, a operação do programa seguinte pode ser interrompida por um sinal de interrupção (UINT), introduzido para executar o programa especificado por Pxxxx.

337

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

CUIDADO O sinal de interrupção (UINT, marcado com um * na Fig. 15.11) é ignorado, quando é introduzido após M97. Além disso, o sinal de interrupção não pode ser introduzido durante a execução do programa de interrupção.

15.11.1
Método de Especificação
Explicações
D Condições de interrupção Uma macro de usuário do tipo interrupção está disponível apenas durante a execução do programa, sendo ativada sob as seguintes condições:
- Quando está selecionada a operação de memória ou a operação MDI - Quando STL (lâmpada de início) está acesa - Quando não está sendo processada uma macro de usuário do tipo interrupção

D Especificação

Geralmente, a função de macro de usuário do tipo interrupção é usada através da especificação de M96 para ativar o sinal de interrupção (UINT) e de M97 para desativá-lo. Após a especificação de M96, a macro de usuário do tipo interrupção pode ser iniciada através da introdução do sinal de interrupção (UINT), até que M97 seja especificado ou executado um reset do NC. Depois da especificação de M97 ou do reset do NC, nenhuma interrupção de macro de usuário é iniciada, mesmo quando o sinal de interrupção é introduzido (UINT). O sinal de interrupção (UINT) é ignorado até que outro comando M96 seja especificado.
M96 M97 M96

1 0

Sinal de interrupção (UINT)

Sinal de entrada de interrupção acionado

Quando UINT permanece ativo

O sinal de interrupção (UINT) torna- válido depois de M96 ter sido -se especificado. O sinal é ignorado mesmo quando é introduzido no modo M97. Quando a entrada do sinal permanece ativa no modo M97 até a especificação de M96, a macro de usuário do tipo interrupção é iniciada logo que M96 seja especificado (apenas quando se utiliza o esquema de controle de estado); quando é usado o esquema de controle de flanco, a macro de usuário do tipo interrupção não é iniciada, nem mesmo após a especificação de M96.
338

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

NOTA Sobre os esquemas de controle de estado e de flanco, consulte o item “Sinal de interrupção de macro de usuário (UINT)” na subseç. 16.11.2.

15.11.2
Pormenores das Funções
Explicações
D Interrupções tipo subprogramas e interrupções tipo macro Há dois tipos de interrupção de macros de usuário: Interrupções tipo subprogramas e interrupções tipo macro. O tipo de interrupção usada é selecionado por MSB (bit 5 do parâmetro 6003). (a) Interrupção tipo subprograma O programa de interrupção é chamado como um subprograma. Isto significa que os níveis das variáveis locais permanecem inalterados antes e depois da interrupção. Esta interrupção não é incluída no nível de aninhamento das chamadas de subprogramas. (b) Interrupção tipo macro O programa de interrupção é chamado como uma macro de usuário. Isto significa que os níveis das variáveis locais alteram- antes e -se depois da interrupção. A interrupção não é incluída no nível de aninhamento das chamadas de macros de usuário. Quando uma chamada de subprograma ou uma chamada de uma macro de usuário é executada dentro do programa de interrupção, esta chamada é incluída no nível de aninhamento das chamadas de subprogramas ou das chamadas de macro de usuário. Os argumentos não podem ser transferidos do programa atual, mesmo que a macro de usuário do tipo interrupção seja uma interrupção do tipo macro. Em geral, as macros de usuário do tipo interrupção são controladas por M96 e M97. Todavia, esses códigos M podem já estar sendo utilizados para outros propósitos (como uma função M ou um código M de chamada de macro) por alguns fabricantes de máquinas-ferramentas. Por esse motivo, MPR (bit 4 do parâmetro 6003) é fornecido para definir códigos M para controle de macro de usuário do tipo interrupção. Ao especificar este parâmetro para usar os códigos M de controle de macro de usuário do tipo interrupção, defina os parâmetros 6033 e 6034 da seguinte forma: Defina o código M para ativar as interrupções de macros de usuário no parâmetro 6033 e defina o código M para desativar as interrupções de macros de usuário no parâmetro 6034. Ao especificar esta definição de parâmetros, os códigos M não são usados e M96 e M97 são usados como códigos M de controle de macro de usuário, independentemente das especificações dos parâmetros 6033 e 6034. Os códigos M usados para o controle de macro de usuário do tipo interrupção são processados internamente (eles não são enviados para unidades externas). No entanto, em termos de compatibilidade de programa, não é desejável usar códigos M além de M96 e M97 para controlar interrupções de macros de usuário. Ao realizar uma macro de usuário do tipo interrupção, o usuário pode querer interromper a instrução NC em execução ou pode não desejar realizar a interrupção até que a execução do bloco atual esteja concluída. MIN (bit 2 do parâmetro 6003) é usado para escolher quando realizar interrupções: no meio ou no final de um bloco.
339

D Códigos M para o controle de interrupções de macro de usuário

D Interrupções de macro de usuário e instruções NC

15. MACROS DE USUÁRIO
S Tipo I

PROGRAMAÇÃO

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(quando uma interrupção é executada no meio de um bloco)

(i) Quando o sinal de interrupção (UINT) é introduzido, qualquer movimento ou pausa é interrompido imediatamente e o programa de interrupção é executado. (ii) Se o programa de interrupção contiver instruções NC, perde- o -se comando no bloco interrompido e a instrução NC do programa de interrupção é executada. Quando o controle é devolvido ao programa interrompido, o programa é reiniciado a partir do bloco seguinte ao bloco interrompido. (iii)Se o programa de interrupção não contiver qualquer instrução NC, o controle é devolvido ao programa interrompido através de M99, sendo o programa então reiniciado a partir do comando no bloco interrompido.
Interrompido por interrupção de macro Execução em progresso

Programa normal Entrada de sinal de interrupção (UINT) Execução em progresso Reinício de comando CNC; quando não há nenhuma instrução NC no programa de interrupção

Macro de usuário do tipo interrupção S Tipo II

(quando uma interrupção é executada no fim do bloco)

(i) Se o bloco em execução não é um bloco composto de várias operações de ciclo, como ciclo fixo de perfuração e retorno automático ao ponto de referência (G28), a interrupção é realizada da seguinte maneira: Quando um sinal de interrupção (UINT) é introduzido, as macroinstruções do programa de interrupção são executadas imediatamente, a menos que seja encontrada uma instrução NC no programa de interrupção. As instruções NC não são executadas até que o bloco atual esteja concluído. (ii) Se o bloco em execução for composto por diversas operações de ciclo, a interrupção é executada da seguinte maneira: Quando o último movimento é iniciado nas operações de ciclo, as macroinstruções do programa de interrupção são executadas, a menos que seja encontrada uma instrução NC. As instruções NC são executadas após a conclusão de todas as operações de ciclo.
Execução em progresso

Programa normal Entrada de sinal interrupção (UINT) de

Execução em progresso

Macro de usuário do tipo interrupção

Instrução NC no programa de interrupção

340

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

D Condições para ativar e desativar o sinal de interrupção de macro de usuário

O sinal de interrupção torna- válido após o início da execução de um -se bloco que contém M96, para ativar as interrupções de macros de usuário. O sinal torna- inválido quando se inicia a execução de um bloco que -se contém M97. O sinal de interrupção torna- inválido durante a execução de um -se programa de interrupção. O sinal torna- válido quando é iniciada a -se execução do bloco imediatamente após o bloco interrompido no programa principal, assim que o controle retorna do programa de interrupção. No tipo I, se o programa de interrupção é composto apenas por macroinstruções, o sinal de interrupção torna- válido quando a -se execução do bloco interrompido é iniciada após o retorno do controle do programa de interrupção.

D Interrupção de macro de usuário durante a execução de um bloco que envolve uma operação cíclica
S Para o tipo I

O movimento é interrompido e o programa de interrupção é executado mesmo durante o decurso de uma operação de ciclo. Se o programa de interrupção não contiver instruções NC, a operação de ciclo é reiniciada depois do controle ter sido devolvido ao programa interrompido. Caso haja instruções NC, as operações restantes no ciclo interrompido são descartadas e o bloco seguinte é executado. As macroinstruções do programa de interrupção são executadas quando é iniciado o último movimento da operação de ciclo, a menos que seja encontrada uma instrução NC. As instruções NC são executadas após a conclusão da operação de ciclo.

S Para o tipo II

341

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Sinal de interrupção de macro de usuário (UINT)

Há dois esquemas para a entrada do sinal de interrupção de macro de usuário (UINT): O esquema de controle de estado e o esquema de controle de flanco. Quando é usado o esquema de controle de estado, o sinal é válido quando é ativado. Quando o esquema de controle de flanco é usado, o sinal torna- válido no flanco crescente, ao passar do estado de -se desativado para o de ativado. Um dos dois esquemas é selecionado com TSE (bit 3 do parâmetro 6003). Quando o esquema de controle de estado é selecionado através deste parâmetro, é gerada uma macro de usuário do tipo interrupção se o sinal de interrupção (UINT) estiver ativo no momento em que o sinal se torna válido. Se o sinal de interrupção (UINT) se mantiver ativo, o programa de interrupção pode ser executado repetidamente. Quando é selecionado o esquema de controle de flanco, o sinal de interrupção (UINT) torna- válido apenas em seu flanco crescente. -se Assim, o programa de interrupção é executado apenas temporariamente (nos casos em que o programa é composto apenas por macroinstruções) O esquema de controle de flanco é útil quando o esquema de controle de estado é inadequado ou quando uma macro de usuário do tipo interrupção está para ser executada apenas uma vez para todo o programa (neste caso, o sinal de interrupção pode permanecer ativo). O uso de qualquer dos esquemas tem o mesmo efeito, exceto nas aplicações mencionadas acima. O tempo decorrido entre a entrada do sinal e a execução da macro de usuário do tipo interrupção não varia entre os dois esquemas.
1 0 Sinal de interrupção (UINT)
Execução da Execução da Execução da interrupção interrupção interrupção Execução da interrupção

Esquema de controle de estado
Execução da interrupção

Esquema de controle de flanco

No exemplo acima, uma interrupção é executada quatro vezes quando o esquema de controle de estado é usado; quando o esquema de controle de flanco é usado, a interrupção é executada apenas uma vez.

342

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

D Retorno de uma interrupção Especifique M99 para retirar o controle de uma interrupção de macro de usuário de macro de usuário e devolvê- lo ao programa interrompido. Com o endereço P é possível especificar também um número de seqüência no programa interrompido. Sendo especificado, o número de seqüência é procurado no programa, começando pelo início. O controle é devolvido ao primeiro número de seqüência encontrado. Não são geradas interrupções quando um programa de interrupção de macros de usuário está em execução. Execute M99 para ativar uma outra interrupção. Quando M99 é especificado sozinho, é executado antes da conclusão dos comandos anteriores. Assim, uma macro de usuário do tipo interrupção é ativada para o último comando do programa de interrupção. Se for inconveniente, as interrupções de macros de usuário devem ser controladas através da especificação de M96 e M97 no programa. Quando uma macro de usuário do tipo interrupção está sendo executada, não é gerada nenhuma outra; quando uma interrupção é gerada, as interrupções adicionais são inibidas automaticamente. A execução de M99 possibilita a ocorrência de uma outra interrupção de macro de usuário. M99 especificado sozinho em um bloco é executado antes que o bloco anterior seja concluído. No exemplo seguinte, uma interrupção é ativada para o bloco Gxx de O1234. Quando o sinal é introduzido, O1234 é executado novamente. O5678 é controlado por M96 e M97. Neste caso, uma interrupção não é ativada para O5678 (ativada depois do controle ter sido devolvido a O1000).
O1000; M96P1234; Interrupção O1234 GxxXxxx; M99; M96P5678 Interrupção O5678 M97 × GxxXxxx; M96; M97 M99; Interrupção Interrupção

NOTA Quando um bloco M99 é composto apenas pelo endereço O, N, P, L ou M, este bloco é considerado como pertencente ao bloco anterior do programa. Assim, uma parada de bloco não é possível para esse bloco. Em termos de programação, o (1) e (2) seguintes são basicamente iguais. (A diferença reside no fato de Gff ser executado, antes de M99 ser reconhecido.)
(1) (2) GffXfff ; M99 ; Gff Xfff M99 ;

343

15. MACROS DE USUÁRIO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Macro de usuário do tipo interrupção e informação modal

Uma macro de usuário do tipo interrupção é diferente de uma chamada normal de programa. É iniciada por um sinal de interrupção (UINT) durante a execução do programa. Em geral, qualquer alteração de informação modal feita pelo programa de interrupção não deve afetar o programa interrompido. Por essa razão, a informação modal antes da interrupção é restaurada quando o controle é devolvido por M99 ao programa interrompido, mesmo quando uma informação modal é modificada pelo programa de interrupção. Quando o controle é devolvido do programa de interrupção para o programa interrompido através de M99 Pxxxx, a informação modal pode ser novamente controlada pelo programa. Neste caso, a nova informação contínua, modificada pelo programa de interrupção, é transferida para o programa interrompido. A restauração da informação modal existente antes da interrupção não é desejável. Isto deve- ao fato de alguns -se programas poderem operar de modo diferente após o controle ser devolvido, consoante a informação modal existente antes da interrupção. Neste caso, aplicam- as seguintes medidas: -se (1) O programa de interrupção fornece informação modal a ser usada após o controle ter sido devolvido para o programa interrompido. (2) Depois do retorno do controle ao programa interrompido, a informação modal é especificada novamente, conforme o necessário.
O∆∆∆∆ M96Pxxx Sinal de interrupção (UINT) Oxxx;

(Sem a especificação de P)

Altere a informação modal

A informação modal permanece M99(Pffff); inalterada antes e após a interrupção. (Com especificação de P) Nffff;

Nova informação modal modificada pelo programa de interrupção.

Informação modal quando A informação modal existente antes da interrupção torna- válida. A -se o controle é devolvido nova informação modal modificada pelo programa de interrupção por M99 torna- inválida. -se A nova informação modal modificada pelo programa de interrupção S Informação modal quando permanece válida, mesmo após a devolução do controle. A antiga o controle é devolvido informação modal, que era válida no bloco interrompido, pode ser lida por M99 Pffff através das variáveis do sistema de macros de usuário #4001 a #4120. Tenha em atenção que quando a informação modal é modificada pelo programa de interrupção, as variáveis do sistema #4001 a #4120 não sofrem alteração.
S

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PROGRAMAÇÃO

15. MACROS DE USUÁRIO

D Variáveis do sistema (valores de informação sobre posição) para o programa de interrupção

D As coordenadas do ponto A podem ser lidas usando as variáveis do sistema #5001 e seguintes, até que a primeira instrução NC seja encontrada. D As coordenadas do ponto A′ podem ser lidas, depois de surgir uma instrução NC sem comandos de movimento. D As coordenadas da máquina e da peça para o ponto B′ podem ser lidas através das variáveis do sistema #5021 e seguintes e #5041 e seguintes.
Caminho do centro da ponta da ferramenta Interrupção gerada B′ A A′ Vetor de correção Caminho programado da ferramenta B

D Interrupção de macro de usuário e chamada modal de macro de usuário

Quando o sinal de interrupção (UINT) é introduzido e um programa de interrupção é chamado, a chamada modal de macro de usuário é cancelada (G67). Todavia, quando G66 é especificado no programa de interrupção, a chamada modal de macro de usuário torna- válida. Quando o controle -se é devolvido pelo programa de interrupção, através de M99, a chamada modal é restaurada para o estado anterior à interrupção. Quando o controle é devolvido através de M99Pxxxx;, a chamada modal do programa de interrupção permanece válida. Quando o sinal de interrupção (UINT) é introduzido durante a execução de uma operação de retorno no modo de funcionamento em vazio, após a operação de pesquisa para o início do programa, o programa de interrupção é chamado depois da conclusão da operação de reinício para todos os eixos. Isto significa que a interrupção do tipo II é usada independentemente da especificação dos parâmetros. A “macro de usuário do tipo interrupção” não pode ser executada durante a operação DNC, nem durante a execução de um programa com um dispositivo externo de entrada/saída.

D Interrupção de macro de usuário e reinício do programa

D Operação DNC e macro de usuário do tipo interrupção

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16. ENTRADA DE PARÂMETROS PROGRAMÁVEIS (G10)

PROGRAMAÇÃO

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16
Aspectos Gerais

ENTRADA DE PARÂMETROS PROGRAMÁVEIS (G10)

Os valores dos parâmetros podem ser introduzidos em um programa. Esta função é usada na definição dos dados de compensação de erros de passo, quando são trocados agregados ou quando a velocidade máxima de avanço de corte ou as constantes de tempo de corte são alteradas para atender às diferentes condições de usinagem.

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PROGRAMAÇÃO

16. ENTRADA DE PARÂMETROS PROGRAMÁVEIS (G10)

Formato
Formato
G10L50; Especificação do modo de entrada de parâmetros N_R_; Para parâmetros, exceto os dos eixos N_P_R_; Para os parâmetros dos eixos

G11 ;Cancelamento do modo de entrada de parâmetros

Significado do comando
N_: Nº do parâmetro (4 dígitos) ou nº da posição de compensação(de 0 a 1023) para a compensação de erros de passo +10,000 (5 dígitos) Valor de especificação de parâmetro (os zeros à esquerda podem ser omitidos.) Nº de eixo de 1 a 8 (usado para introduzir parâmetros dos eixos)

R_: P_:

Explicações
D Valor de especificação do parâmetro (R_) D Nº do eixo (P_) Não use um ponto decimal em um valor definido em um parâmetro (R_). O ponto decimal também não pode ser usado em variáveis de macro de usuário para R_. Especifique o número do eixo (P_) de 1 a 8 (até oito eixos) para um parâmetro dos eixos. Os eixos de controle são numerados pela ordem em que são mostrados na tela do CNC. Por exemplo, especifique P2 para o eixo de controle exibido em segundo lugar. AVISO 1 Não se esqueça de executar manualmente o retorno ao ponto de referência após a alteração dos dados de compensação de erro do passo ou dos dados de compensação da folga. Sem isso, a máquina pode desviar--se da posição correta. 2 O modo de ciclo fixo tem de ser cancelado antes da introdução dos parâmetros. Sem o cancelamento, será ativado um movimento de perfuração.

NOTA Não é possível especificar outras instruções NC no modo de entrada de parâmetros.

347

16. ENTRADA DE PARÂMETROS PROGRAMÁVEIS (G10)

PROGRAMAÇÃO

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Exemplos

1. Defina o bit 2 (SPB) do parâmetro de tipo bit nº 3404
G10L50 ; N3404 R 00000100 ; G11 ; Modo de entrada de parâmetros Especificação de SBP Cancelamento do modo de entrada de parâmetros

2. Altere os valores do eixo Z (2º eixo) e do eixo C (4º eixo) no parâmetro de eixos nº 1322 (coordenadas do limite de curso armazenado 2 em sentido positivo, em cada eixo).
G10L50 ; N1322P2R4500 ; N1322P4R12000 ; G11 ; Modo de entrada de parâmetros Modificação do eixo Z Modificação do eixo C Cancelamento do modo de entrada de parâmetros

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PROGRAMAÇÃO

17. OPERAÇÃO DE MEMÓRIA COM O FORMATO DE FITA da Série 15

17

OPERAÇÃO DE MEMÓRIA COM O FORMATO DE FITA da Série 15

Os programas do formato de fita da Série 15 podem ser registrados na memória para operações de memória, através da definição do bit 1 do parâmetro nº 0001. O registro em memória e a operação de memória podem ser efetuados tanto para as funções que usam um formato de fita igual ao da Série 15, como para as seguintes funções que usam um formato de fita diferente: • Roscas de passo constante • Chamada do subprograma • Ciclo fixo • Repetição de ciclo fixo • Ciclo fixo de perfuração NOTA O registro em memória e a operação de memória só são possíveis para as funções disponíveis neste CNC.

349

17. OPERAÇÃO DE MEMÓRIA COM O FORMATO DE FITA da Série 15

PROGRAMAÇÃO

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17.1

ENDEREÇOS E FAIXA DE VALORES PERMITIDOS PARA O FORMATO DE FITA DA SÉRIE 15

Alguns dos endereços que não podem ser usados neste CNC podem ser usados no formato de fita da Série 15. A faixa de valores permitidosvel para o formato de fita da Série 15 corresponde, basicamente, à mesma deste CNC. Nas seções II-17.2 a II-17.5 são descritos os endereços com uma faixa de valores permitidos diferente. Se for especificado algum valor fora da faixa de valores permitidos, é acionado um alarme.

350

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PROGRAMAÇÃO

17. OPERAÇÃO DE MEMÓRIA COM O FORMATO DE FITA da Série 15

17.2

ROSCAS DE PASSO CONSTANTE
Formato
G32IP_F_Q_; ou G32IP_E_Q_;
I P : Combinação de endereços dos eixos F : Passo de rosca ao longo do eixo longitudinal E : Passo de rosca ao longo do eixo longitudinal Q : Posição do ângulo inicial da abertura de rosca

Explicações
D Endereço Embora a Série 15 permita que o operador especifique o número de roscas por polegada com o endereço E, o formato de fita da Série 15 não o permite. Os endereços E e F são usados da mesma forma para especificar o passo de rosca ao longo do eixo longitudinal. O passo de rosca especificado com o endereço E também é, por isso, adotado como um valor de ação contínua para o endereço F.

D Faixa de valores permitidos para o passo de rosca

Endereço para o passo de rosca E

Entrada em mm de 0.0001 a 500.0000 mm

Entrada em polegadas de 0.000001 a 9.999999 pol. de 0.000001 a 9.999999 pol. de 0.0001 a 9.9999 pol.

F

Comando com de 0.0001 a 500.0000 mm um ponto decimal Comando sem um ponto decimal de 0.01 a 500.00 mm

D Faixa de valores permitidos para a velocidade de avanço

Endereço para a velocidade de avanço Avanço por minuto Sistema incremental (IS--B) Sistema ) incremental (IS--C

Entrada em mm de 1 a 240000 mm/min de 1 a 100000 mm/min de 0.01 a 500.00 mm/rot.

Entrada em polegadas de 0.01 a 9600.00 pol/min de 0.01 a 4800.00 pol/min de 0.0001 a 9.9999 pol/rot.

F

Avanço por rotação

AVISO Especifique novamente a velocidade de avanço, quando alternar entre o avanço por minuto e o avanço por rotação.

351

17. OPERAÇÃO DE MEMÓRIA COM O FORMATO DE FITA da Série 15

PROGRAMAÇÃO

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17.3

CHAMADA DO SUBPROGRAMA
Formato
M98PffffLffff;
P: Número do subprograma L: Contagem da freqüência de repetição

Explicação
D Endereço D Número do subprograma Embora o endereço L não possa ser usado neste formato de fita do CNC, pode ser usado no formato de fita da Série 15. A faixa de valores permitidos é igual à deste CNC (de 1 a 9999). Se for especificado um valor com mais de quatro dígitos, os quatro últimos dígitos são considerados como o número do subprograma. A contagem da freqüência de repetição L pode ser especificada na faixa de 1 a 9999. Se não for especificada qualquer contagem da freqüência de repetição, o programa adota o valor 1.

D Contagem da freqüência de repetição

352

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PROGRAMAÇÃO

17. OPERAÇÃO DE MEMÓRIA COM O FORMATO DE FITA da Série 15

17.4

CICLO FIXO
Formato
Ciclo de torneamento da superfície exterior/interior (ciclo de corte reto) G90X_Z_F_; Ciclo de torneamento da superfície exterior/interior (ciclo de corte cônico) G90X_Z_I_F_; I: Comprimento da seção cônica ao longo do eixo X (raio) Ciclo de abertura de rosca (ciclo de abertura de rosca reta)

G92X_Z_F_Q_;
F: Passo de rosca Q: Deslocamento do ângulo inicial da abertura de rosca Ciclo de abertura de rosca (ciclo de abertura de rosca cônica)

G92X_Z_I_F_;
I: Comprimento da seção cônica ao longo do eixo X (raio) Ciclo de torneamento da superfície final (ciclo de corte cônico frontal) G94X_Z_F_; Ciclo de torneamento da superfície final (ciclo de corte cônico frontal) G94X_Z_K_F_; K: Comprimento da seção cônica ao longo do eixo Z

D Endereço D Faixa de valores permitidos para a velocidade de avanço

Os endereços I e K não podem ser usados para ciclos fixos neste formato de fita do CNC, mas podem ser usados no formato de fita da Série 15. Igual à da abertura de roscas de passo constante na seção II-17.2. Ver seção II-17.2.

353

17. OPERAÇÃO DE MEMÓRIA COM O FORMATO DE FITA da Série 15

PROGRAMAÇÃO

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17.5

REPETIÇÃO DO CICLO FIXO DE TORNEAMENTO
Formato
Ciclo de torneamento da superfície exterior/interior G71P_Q_U_W_I_K_D_F_S_T_;
I : Comprimento e sentido da tolerância de corte para acabar o ciclo de usinagem grosseira ao longo do eixo X (ignorado, se especificado) K : Comprimento e sentido da tolerância de corte para acabar o ciclo de usinagem grosseira ao longo do eixo Z (ignorado, se especificado) D : Profundidade de corte

Ciclo de usinagem grosseira da superfície final G72P_Q_U_W_I_K_D_F_S_T_;
I : Comprimento e sentido da tolerância de corte para acabar o ciclo de usinagem grosseira ao longo do eixo X (ignorado, se especificado) K : Comprimento e sentido da tolerância de corte para acabar o ciclo de usinagem grosseira ao longo do eixo Z (ignorado, se especificado) D : Profundidade de corte

Ciclo de torneamento de loop fechado G73P_Q_U_W_I_K_D_F_S_T_;
I : Comprimento e sentido da distância ao longo do eixo X (raio) K : Comprimento e sentido da distância ao longo do eixo Z D : Número de divisões

Ciclo de corte da superfície final G74X_Z_I_K_F_D_; ou G74U_W_I_K_F_D_;
I : Distância a percorrer ao longo do eixo X K : Profundidade de corte ao longo do eixo Z D : Distância da ferramenta no final do caminho de corte

Ciclo de corte da superfície exterior/interior G75X_Z_I_K_F_D_; ou G75U_W_I_K_F_D_;
I : Distância a percorrer ao longo do eixo X K : Profundidade de corte ao longo do eixo Z D : Distância da ferramenta no final do caminho de corte

Repetição do ciclo de abertura de rosca G76X_Z_I_K_D_F_A_P_Q_;
I : K: D: A: P: Diferença dos raios das roscas Altura da crista da rosca (raio) Profundidade do primeiro corte (raio) Ângulo da ponta da ferramenta (ângulo de crista) Método de corte

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PROGRAMAÇÃO

17. OPERAÇÃO DE MEMÓRIA COM O FORMATO DE FITA da Série 15

D Endereços e faixa de valores permitidos

Os seguintes endereços serão ignorados se forem especificados no formato de fita da Série 15. D I e K para o ciclo de usinagem grosseira da superfície exterior/interior (G71) D I e K para o ciclo de usinagem grosseira da superfície final (G72) Para a repetição do ciclo de abertura de rosca (G76), especifique P1 (corte de profundidade constante com um só gume) ou P2 (abertura de rosca em ziguezague de profundidade constante, com os dois gumes) como método de corte (P). Pode ser especificado um valor entre 0 e 120 graus para o ângulo A da ponta da ferramenta. Se forem especificados outros valores, será acionado o alarme P/S 062. O endereço D (profundidade de corte e distância de retração) pode ser especificado com um valor entre -99999999 e 99999999, no menor incremento de entrada, mesmo que tenha sido especificada a entrada de ponto decimal tipo calculadora (quando o bit 0 (DPI) do parâmetro nº 3401 está colocado em 1). Se o endereço D incluir um ponto decimal, é acionado o alarme P/S nº 007. A faixa de valores permitidos para a velocidade de avanço é a mesma da abertura de roscas de passo constante. Ver seção II-17.2.

355

17. OPERAÇÃO DE MEMÓRIA COM O FORMATO DE FITA da Série 15

PROGRAMAÇÃO

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17.6

FORMATOS PARA OS CICLOS FIXOS DE PERFURAÇÃO
Formato
Ciclo de perfuração R: P: F: L :

G81X_C_Z_F_L_ ; ou G82X_C_Z_R_F_L_ ;
Distância entre o nível inicial e a posição R Tempo de pausa na base do furo Velocidade de avanço de corte Número de repetições

G81X_C_Z_R_Q_P_F_L_ ;
R: Q: P: F: L :

Ciclo de perfuração profunda Distância entre o nível inicial e a posição R Profundidade de corte em cada ciclo Tempo de pausa na base do furo Velocidade de avanço de corte Número de repetições

G83.1X_C_Z_R_Q_P_F_L_ ;
R: Q: P: F: L :

Ciclo rápido de perfuração profunda Distância entre o nível inicial e a posição R Profundidade de corte em cada ciclo Tempo de pausa na base do furo Velocidade de avanço de corte Número de repetições

G84X_C_Z_R_P_F_L_ ;
R: P: F: L : Distância entre o nível inicial e a posição R Tempo de pausa na base do furo Velocidade de avanço de corte Número de repetições

Rosqueamento

G84.2X_C_Z_R_P_F_L_S_ ;
R: P: F: L : S:

Rosqueamento rígido com macho Distância entre o nível inicial e a posição R Tempo de pausa na base do furo Velocidade de avanço de corte Número de repetições Velocidade do fuso

G85X_C_Z_R_F_L_ ; ou G89X_C_Z_R_P_F_L_ ;
R: P: F: L : Distância entre o nível inicial e a posição R Tempo de pausa na base do furo Velocidade de avanço de corte Número de repetições

Ciclo de mandrilagem

Cancelamento G80 ;

Explicações
D Endereço Para este formato de fita do CNC, o endereço usado para especificar o número de repetições é K. Para o formato de fita da Série 15 é L.
356

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PROGRAMAÇÃO

17. OPERAÇÃO DE MEMÓRIA COM O FORMATO DE FITA da Série 15

D Código G

Alguns códigos G são válidos apenas para este formato de fita do CNC ou para o formato de fita da Série 15. A especificação de um código G inválido, provoca o acionamento do alarme P/S nº 10.
Códigos G válidos apenas para o formato de fita da Série 15 Códigos G válidos apenas para o formato de fita da Série 16/18/160/180 G81, G82, G83.1, G84.2 G87, G88

D Plano de posicionamento e eixo de perfuração

Para este formato de fita CNC, o plano de posicionamento e o eixo de perfuração são determinados de acordo com o código G para o ciclo fixo usado. Para o formato de fita da Série 15, o plano de posicionamento e o eixo de perfuração são determinados de acordo com G17/G19. O eixo de perfuração é o eixo básico (eixo Z ou eixo X) que não fica situado no plano de posicionamento.
Código G G17 G19 Plano de posicionamento Plano XY Plano YZ Eixo de perfuração Eixo Z Eixo X

Através do bit 1 (FXY) do parâmetro nº 5101 pode definir- o eixo Z -se como eixo de perfuração. D Pormenores de dados que especificam a usinagem Os dados para o ciclo fixo são especificados da seguinte forma:
Gjj X C Z R Q P F L ;
Modo de Dados sobre Número de repetições perfuração Dados sobre a perfuração posição do furo Definição Modo de perfuração Dados sobre a posição do furo Endereço Gjj X/U (Z/W) C/H Z/W (X/U) Explicação Código G do ciclo fixo de perfuração Valor incremental ou absoluto usado para especificar a posição do furo Valor incremental ou absoluto usado para especificar a distância entre a posição R e a base do furo Valor incremental usado para especificar a distância entre o nível inicial e a posição R ou valor absoluto usado para especificar a posição R. O uso de qualquer deles depende do bit 6 do parâmetro nº 5102 e do sistema de código G em uso. Valor incremental usado para especificar a profundidade de corte em cada ciclo G83 ou G83.1 com programação do raio. Tempo de pausa na base do furo. A relação entre o tempo de pausa e o valor especificado é igual à de G04. Velocidade de avanço de corte Número de repetições para uma seqüência de operações de corte. Se L não for especificado, é adotado o valor 1.

R Modo de perfuração f ã Q

P F Número de repetições L

357

17. OPERAÇÃO DE MEMÓRIA COM O FORMATO DE FITA da Série 15

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Especificação da posição R

A posição R é especificada como um valor incremental para a distância entre o nível inicial e a posição R. Para o formato de fita da Série 15, o parâmetro e o sistema de código G usados determinam se deve ser usado um valor incremental ou absoluto para especificar a distância entre o nível inicial e a posição R. Se o bit 6 (RAB) do parâmetro nº 5102 for 0, é sempre usado um valor incremental. Se for 1, o tipo de valor usado depende do sistema de código G usado. Quando é usado o sistema A de código G, utiliza- um valor -se absoluto. Quando é usado o sistema B ou C de código G, utiliza- um -se valor absoluto no modo G90 e um valor incremental no modo G91.
Formato de fita da Série 15 Bit 6 do parâmetro nº 5102 = 0 Formato de fita da Série 16/18/160/180

Bit 6 do parâmetro nº 5102 = 1 Sistema de códigos G A G90 Absoluto Absoluto B, C G91 Incremental

Incremental Incremental

D Pormenores do ciclo fixo

A correspondência entre os códigos G e este formato de fita do CNC ou o da Série 15 encontra- listada a seguir. Esta lista inclui igualmente -se notas sobre a pausa durante um ciclo fixo. Nº Gjj (Uso) Formato de comando deste CNC 1. G81 (Ciclo de perfuração) G83 (G87) P0 <Q não é especificado> Sem pausa 2. G82 (Ciclo de perfuração) G83 (G87) P <Q não é especificado> A ferramenta faz sempre uma pausa na base do furo. 3. G83 (Ciclo de perfuração profunda)G83 (G87) <Tipo B> Se o bloco contiver um comando P, a ferramenta faz uma pausa na base do furo. 4. G83.1 (Ciclo de perfuração profunda)G83 (G87) <Tipo A> Se o bloco contiver um comando P, a ferramenta faz uma pausa na base do furo. Nota) Tanto o tipo A como o B são selecionados de acordo com o bit 2 (RTR) do parâmetro nº 5101. 5. G84 (Rosqueamento) G84 (G88)I Se o bloco contiver um comando P, a ferramenta faz uma pausa depois de chegar à base do furo e depois de ser retraída para a posição R. 6. G84.2 (Rosqueamento rígido com macho) M29 S_ G84 (G88) Se o bloco contiver um comando P, a ferramenta faz uma pausa antes do fuso iniciar a rotação em sentido inverso na base do furo e antes de iniciar a rotação em sentido normal na posição R. 7. G85 (Ciclo de mandrilagem) G85 (G89) P0 Sem pausa 8. G89 (Ciclo de mandrilagem) G85 (G89) P_ A ferramenta faz sempre uma pausa na base do furo. O parâmetro nº 5114 determina a distância d para G83 e G83.1.
358

D Distância d para G83 e G83.1

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PROGRAMAÇÃO

17. OPERAÇÃO DE MEMÓRIA COM O FORMATO DE FITA da Série 15

D Pausa com G83 e G83.1

Na Série 15- G83 ou G83.1 não provoca a paragem da ferramenta. No -T, formato de fita da Série 15, a ferramenta pára na base do furo apenas se o bloco incluir um endereço P. Na Série 15- G84/G84.2 causam a paragem da ferramenta antes do fuso -T, começar a girar tanto no sentido inverso como no sentido normal, de acordo com a respectiva especificação dos parâmetros. No formato de fita da Série 15, se o bloco incluir um endereço P, a ferramenta pára na base do furo e na posição R antes do fuso começar a girar tanto no sentido inverso como no sentido normal. No formato de fita da Série 15, o rosqueamento rígido com macho pode ser especificado através dos métodos listados a seguir:
Formato G84.2 X_ Z_ R_ ...S**** ; S**** ; G84.2 X_ Z_ R_ .... ; M29 S**** ; G84 X_ Z_ R_ .... ; M29 S**** G84 X_ Z_ R_ .... ; G84 X_ Z_ R_ .... S**** ; S**** ; G84 X_ Z_ R_ .... ; G84 é um código G para o rosqueamento rígido com macho. macho Bit 0 (G84) do parâmetro nº 5200 = 1 * Comum ao formato da Série 16 Definição (F10/F11) = 1 Condição (parâmetro), comentário

D Pausa com G84 e G84.2

D Rosqueamento rígido com macho

* Comum ao formato da Série 16

D Programação do diâmetro ou do raio

Se o bit 7 (RDI) do parâmetro nº 5102 for colocado em 1, é feita a correspondência entre o comando R de ciclo fixo do modo de programação do diâmetro ou do raio no formato de fita da Série 15 e o modo de programação do diâmetro ou do raio para o eixo de perfuração. A especificação do bit 3 (F16) do parâmetro nº 5102 desativa o formato de fita da Série 15. Tal aplica- apenas ao ciclo fixo de perfuração. No entanto, -se o número de repetições deve ser especificado através do endereço L. CUIDADO Quando o bit 3 (F16) do parâmetro nº 5102 é colocado em 1, é aplicado um override aos bits 6 (RAB) e 7 (RDI) do parâmetro nº 5102; ambos são colocados em 0.

D Desativação do formato da Série 15

Limitações
D Eixo C como eixo de perfuração D Fixação do eixo C É impossível usar o eixo C (o terceiro eixo) como eixo de perfuração. Portanto, a especificação de G18 (plano ZX) aciona o alarme P/S nº 28 (erro do comando de seleção de plano). No formato de fita da Série 15, é impossível especificar um código M para fixar o eixo C.

359

18. FUNÇÕES DE CORTE A ALTA VELOCIDADE

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

18

FUNÇÕES DE CORTE A ALTA VELOCIDADE

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

18. FUNÇÕES DE CORTE A ALTA VELOCIDADE

18.1

CORTE EM CICLO RÁPIDO

Esta função pode converter o perfil de usinagem para um grupo de dados que pode ser distribuído como pulsos rápidos pelo compilador de macros e pelo programa de execução de macros. A função também pode chamar e executar o grupo de dados como um ciclo de usinagem, através de um comando CNC (comando G05). Esta função aplica- ao controle do torno de 1 caminho. -se

Formato
G05 P10fff Lfff ; P10fff é o número do ciclo de usinagem a ser chamado em primeiro lugar: P10001 a P10999 Lfff é a contagem da freqüência de repetição do ciclo de usinagem (L1 é aplicado quando este parâmetro é omitido) : L1 a L999

Chame e execute os dados do ciclo de corte de alta velocidade especificados pelo compilador de macros e pelo programa de execução de macros usando o comando acima. Os dados de ciclo podem ser preparados para um máximo de 999 ciclos. Selecione o ciclo de usinagem através do endereço P. É possível chamar e executar mais de um ciclo em série através dos dados de conexão de ciclos do cabeçalho. Com o endereço L, especifique a contagem da freqüência de repetição do ciclo de usinagem chamado. No cabeçalho, é possível especificar a contagem da freqüência de repetição para cada ciclo. A conexão dos ciclos e suas respectivas contagens da freqüência de repetição são explicadas abaixo, através de um exemplo. Exemplo) Suponha o seguinte: Ciclo 1 Dados de conexão de ciclos 2 Contagem da freqüência de repetição 1 Ciclo 2 Dados de conexão de ciclos 3 Contagem da freqüência de repetição 3 Ciclo 3 Dados de conexão de ciclos 0 Contagem da freqüência de repetição 1 G05 P10001 L2 ; Os seguintes ciclos são executados consecutivamente: Ciclos 1, 2, 2, 2, 3, 1, 2, 2, 2 e 3 NOTA 1 Um alarme é acionado se a função for executada no modo G41/G42. 2 As operações de parada de bloco único, de funcionamento em vazio/override da velocidade de avanço, de aceleração/desaceleração automática e de interrupção por manivela são desativadas durante a usinagem de ciclo rápido.

361

18. FUNÇÕES DE CORTE A ALTA VELOCIDADE

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

Alarmes
Número do alarme 115 Descrição O conteúdo do cabeçalho é inválido. Este alarme é acionado nos seguintes casos: 1. O cabeçalho correspondente ao número do ciclo de usinagem chamado não foi encontrado. 2. Um valor de dados de ligação de ciclos não se encontra na faixa de dados admissíve l (0 a 999). 3. O número dos elementos de dados no cabeçalho não se encontra na faixa de dados admissível (1 a 32767). 4. O nº da primeira variável para o armazenamento dos dados no formato executável não está na faixa de dados admissível (#20000 a #85535). 5. O último nº de variável para armazenamento de dados no formato executável excede o limite (#85535). 6. O nº da primeira variável dos dados de partida no formato executável sobrepõe--se ao nº da variável usado no cabeçalho (# a #). 178 179 A usinagem de ciclo rápido foi especificada no modo G41/G42. O número de eixos de controle especificados no parâmetro 7510 excede o número máximo.

362

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

18. FUNÇÕES DE CORTE A ALTA VELOCIDADE

18.2

FUNÇÃO DE MONITORAÇÃO DO FIM DO PROCESSO DE DISTRIBUIÇÃO PARA O COMANDO DE USINAGEM RÁPIDA (G05)
Explicações
D Comando de usinagem rápida D Fim do processo de distribuição

Durante a usinagem rápida é feita a monitoração do estado do processo de distribuição. Quando o processo de distribuição é concluído, o alarme P/S nº 000 e o alarme P/S nº 179 são acionados após o cancelamento do comando de usinagem rápida (de acordo com a especificação do ITPDL (bit 7 do parâmetro nº 7501)). Esses alarmes P/S só podem ser cancelados desligando o CNC.

Usinagem rápida usando a função do buffer externo rápido A, a função do buffer externo rápido B e a função de ciclo rápido baseada no comando G05 Falha na execução do processo de distribuição normal, porque o processo de distribuição necessário para a usinagem rápida excedeu a capacidade de processamento do CNC, ou porque os dados de distribuição enviados do host sofreram um atraso, por qualquer razão, durante a utilização do buffer externo rápido A ou da função G.
Número 000 Mensagem DESLIGAR CNC Conteúdo O processo de distribuição foi concluído durante a usinagem rápida. Parâmetros relacionados: Taxa de bauds de transferência do buffer externo (parâmetro nº 133) Número de eixos controlados na usinagem rápida (parâmetro nº 7150) Seleção do eixo de alta velocidade durante a usinagem rápida (bit 0 do parâmetro nº 7510)

179

ERRO DE DEFINICAO DO PARAMETRO (NO. 7510)

363

18. FUNÇÕES DE CORTE A ALTA VELOCIDADE

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

18.3

CONTROLE AVANÇADO POR ANTECIPAÇÃO (G08)

Esta função foi criada para uma usinagem precisa de alta velocidade. Com esta função, podem ser eliminados os atrasos devido a aceleração/desaceleração e o atraso no sistema servo, que aumentam à medida que a velocidade de avanço se torna maior. A ferramenta pode, então, seguir com precisão os valores especificados e os erros no perfil de usinagem podem ser reduzidos. Esta função é acionada quando o modo de controle avançado por antecipação é selecionado. Para mais informações, consulte o manual correspondente publicado pelo fabricante da máquina-ferramenta.

Formato
G08 P_
P1 : Ativação do modo de controle avançado por antecipação. P0 : Desativação do modo de controle avançado por antecipação.

Explicações
D Funções disponíveis No modo de controle avançado por antecipação, estão disponíveis as seguintes funções:
(1) Aceleração/desaceleração linear antes da interpolação (2) Função de desaceleração automática de canto (3) Função de fixação da velocidade de avanço em função do raio do

arco

Para a função mencionada no ponto (1), está disponível um parâmetro especial para o modo de controle avançado por antecipação. D Reset O modo de controle avançado por antecipação é cancelado através de um reset.

364

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

18. FUNÇÕES DE CORTE A ALTA VELOCIDADE

Notas
NOTA 1 Se, no modo de controle avançado por antecipação, for detectado um bloco sem um comando de movimento, a ferramenta desacelera e pára no bloco precedente. 2 Se, no modo de controle avançado por antecipação, houver um bloco de movimento que contenha um código M, S ou T, a ferramenta desacelera e pára nesse mesmo bloco. 3 Se, no modo de controle avançado por antecipação, for especificado um código G de ação simples, como p. ex. G04, a ferramenta desacelera e pára no bloco precedente. 4 Se, no modo de controle avançado por antecipação, for ativado ou desativado um sinal axial de bloqueio da máquina (de MLK1 a MLK8), a aceleração/desaceleração não é executada no eixo em que foi ativado o bloqueio da máquina. 5 No modo de controle avançado por antecipação, o override automático de cantos só pode alterar a velocidade interna de corte do arco. 6 Se for ativado um alarme de ultrapassagem de curso no modo de controle avançado por antecipação, a ferramenta desacelera e pára após a ativação do alarme, isto é, a ferramenta executa um overrun correspondente à distância de desaceleração. 7 Se o comando de avanço por rotação for especificado no modo de controle avançado por antecipação, a velocidade do fuso pode ser alterada até 30000 rpm. 8 Se, no modo de controle avançado por antecipação, houver um bloco de avanço por rotação imediatamente antes ou depois de um bloco de avanço por minuto, a ferramenta desacelera e pára no bloco precedente.

Limitações
D Comando G08 D Abertura de rosca Especifique o código G08 apenas em um bloco. Visto que esta função implica um controle automático da velocidade, a ferramenta desacelera nos cantos, alterando, assim, automaticamente a profundidade de corte, mesmo no modo de avanço por minuto. Por este motivo, esta função não pode ser usada para a abertura de rosca. A desaceleração automática também é executada no modo de avanço por rotação. Algumas funções não podem ser especificadas no modo de controle avançado por antecipação. Para especificar qualquer uma dessas funções, é necessário cancelar primeiro o modo de controle avançado por antecipação. Depois de especificar a respectiva função, o modo de controle avançado por antecipação pode ser novamente selecionado. A tabela abaixo indica a aplicabilidade das funções.
Nome da função Ciclo fixo de retificação Interpolação de eixo hipotético Número de programa de 8 dígitos precedido de O Aplicabilidade Y Y f

D Funções que não podem ser aplicadas no modo de controle avançado por antecipação

365

18. FUNÇÕES DE CORTE A ALTA VELOCIDADE

PROGRAMAÇÃO

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Nome da função Aceleração/desaceleração em forma de sino, em deslocamento rápido Realimentação dupla de posição Função de aprendizagem Controle de repetição por antecipação Usinagem poligonal com vários fusos Função de detecção de sobrecarga Barreira da placa de fixação/do cabeçote móvel Função de comando da velocidade para o controle de eixos PMC Arredondamento de cantos Especificação do ponto de referência com tope mecânico Abertura de rosca circular Controle em tandem Executor C + executor de macros Saída do sinal de velocidade do motor Memória adicional do executor C Controle de dois disquetes Software personalizado para a CPU principal Software personalizado para a CPU auxiliar Compensação do alinhamento Sincronização simples do fuso Controle de fim de curso antes do movimento Iinterpolação linear/circular manual Três/quatro saídas seriais do fuso Terceira/quarta orientação do fuso Seleção da terceira/quarta saída do fuso Especificação do número de eixos controlados (lado escravo) Expansão dos eixos controláveis Especificação do número de eixos controlados Expansão dos eixos simultaneamente controláveis Controle dos eixos pelo PMC Sistema incremental 1/10 Aceleração/desaceleração linear após a interpolação em avanço de corte Remoção de eixos Segundo override da velocidade de avanço

Aplicabilidade f f Y Y Y f Y Y f f Y f f f f f f f f f Y f f f f f f f f Y (*1) f f f f

366

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PROGRAMAÇÃO

18. FUNÇÕES DE CORTE A ALTA VELOCIDADE

Nome da função Aceleração/desaceleração linear antes da interpolação em avanço de corte Interpolação de coordenadas polares Interpolação cilíndrica Torneamento poligonal Interpolação helicoidal Retração e retorno da ferramenta Retração no ciclo de abertura de rosca Abertura de rosca contínua Abertura de rosca de passo variável Rosqueamento rígido com macho Aceleração/desaceleração em forma de sino, após a interpolação em avanço de corte Retorno ao terceiro/quarto ponto de referência Retorno ao ponto de referência flutuante Corte em ciclo rápido Recomposição dos eixos Corte equilibrado Controle com uma manivela Controle com duas manivelas Interrupção por manivela Reinício do programa Verificação de interferências na unidade porta--ferramenta Controle expandido do curso armazenado Compensação de erros de passo armazenados Desaceleração externa Controle simples de sincronização Comparação do número de seqüência e parada Botão de posição Bloqueio de avanço Função de salto rápido Função de salto multi--etapas Saída serial S Posicionamento do fuso Controle de contornos Cs Primeira orientação do fuso Seleção da primeira saída do fuso

Aplicabilidade f Y Y Y f Y Y Y Y Y f f f Y Y Y f f Y Y Y Y f f Y f Y Y Y Y f Y Y (*2) f f

367

18. FUNÇÕES DE CORTE A ALTA VELOCIDADE

PROGRAMAÇÃO

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Nome da função Controle da velocidade de corte constante Edição da velocidade real do fuso Supervisão da oscilação da velocidade do fuso Controle de sincronização do fuso Controle de fusos múltiplos Saída analógica S Segunda orientação do fuso Seleção da segunda saída do fuso Programação direta das dimensões do desenho Código G especial Entrada de dados programáveis Macro de usuário -- B Macro de usuário do tipo interrupção Chanfragem, arredondamento de cantos Seleção polegadas/unidades métricas Repetição de ciclo fixo Ciclo fixo de perfuração Play back (reprodução) Espelhamento para cabeçote duplo de torno--revólver Formato de fita F15 Conversação gráfica Entrada de dados padrão Variável comum adicional de macro de usuário Executor de macros Repetição de ciclo fixo 2 Rotação do sistema de coordenadas Sistema de coordenadas da peça Controle de leitura/envio 1 Controle de leitura/envio 2 Controle externo de dispositivos de E/S Buffer remoto Buffer externo rápido A Controle DNC1 Controle DNC2 Compensação externa da ferramenta Mensagem externa

Aplicabilidade f f f f f f f f f f f f Y f f f f f f f f f f f f f f f f f f Y f f f f

368

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PROGRAMAÇÃO

18. FUNÇÕES DE CORTE A ALTA VELOCIDADE

Nome da função Deslocamento externo do ponto zero da máquina Entrada externa de dados Controle de um eixo angular Predefinição do sistema de coordenadas da peça Função auxiliar secundária Controle do eixo B Verificação do grupo de códigos M Deslocamento do ponto de referência Controle de um eixo arbitrário/angular Compensação adicional A da ferramenta (32 itens) Compensação adicional B da ferramenta (64 itens) Compensação adicional C da ferramenta (99 itens) Compensação do raio da ponta da ferramenta Compensação da geometria e do desgaste da ferramenta Compensação automática da ferramenta Entrada direta dos valores de correção medidos B Correção do eixo Y Gestão da vida útil das ferramentas Gestão adicional da vida útil das ferramentas (128 combinações) Armazenamento de programas de peças 40--m Armazenamento de programas de peças 80--m Armazenamento de programas de peças 160--m Armazenamento de programas de peças 320--m Armazenamento de programas de peças 640--m Armazenamento de programas de peças 1280--m Armazenamento de programas de peças 2560--m Armazenamento de programas de peças 5120--m Programas adicionais registrados A (125 programas) Programas adicionais registrados B (200 programas) Programas adicionais registrados C (400 programas) Programas adicionais registrados D (1000 programas) Salto opcional de bloco, adicional Edição simultânea Edição expandida em fita perfurada Painel de operação por software

Aplicabilidade f f Y f f Y f f Y f f f f f Y f f f f f f f f f f f f f f f f f f f f

369

18. FUNÇÕES DE CORTE A ALTA VELOCIDADE

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

Nome da função Botões gerais do painel de operação por software Registro do tempo de usinagem Tela de texto em japonês Tela de texto em alemão/francês Tela de texto em chinês Tela de texto em italiano Tela de texto em coreano Tela de texto em espanhol Indicação do tempo de trabalho e da quantidade de peças Visualização de gráficos Visualização do diretório da unidade de disquete Avanço por rotação Função de salto (G31) Retorno ao ponto de referência em marcha lenta (G28) Salto do limite de torque Abertura de rosca

Aplicabilidade f f f f f f f f f f f f Y Y Y Y

<Aplicabilidade> f : A função pode ser usada no modo de controle por antecipação. Y : A função não pode ser usada no modo de controle por antecipação. Para usar a função, cancele primeiro o modo de controle por antecipação. NOTA 1 O controle de eixos PMC só pode ser ativado para a função avançada de controle do avanço. 2 O controle de contornos Cs pode ser executado no modo de controle por antecipação, se o bit G8S (bit 5 do parâmetro 1602) estiver definido de forma correspondente.

370

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DE EIXOS

19

FUNÇÃO DE CONTROLE DOS EIXOS

371

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DOS EIXOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

19.1

TORNEAMENTO POLIGONAL

Torneamento poligonal significa usinagem de um contorno poligonal, através da rotação da peça e da ferramenta em uma determinada relação.

Peça Peça

Ferramenta

Fig. 19.1 (a) Torneamento poligonal

Ao alterar certas condições, como a relação de rotação da peça e da ferramenta e o número de ferramentas de corte, altera- também o -se contorno da peça para um quadrado ou um hexágono. O tempo de usinagem pode ser reduzido em relação à usinagem de contornos poligonais com os eixos C e X da coordenada polar. No entanto, o contorno da peça não é exatamente um polígono. O torneamento poligonal é usado geralmente para as cabeças de parafusos quadrados e/ou hexagonais ou de porcas hexagonais.

Fig. 19.1 (b) Parafuso sextavado

Formato
G51.2 (G251) P_Q_; P,Q:

Relação de rotação do fuso e do eixo Y Especificação da faixa:Número inteiro de
1 a 9 para P e Q Quando Q é um valor positivo, o eixo Y faz uma rotação positiva. Quando Q é um valor negativo, o eixo Y faz uma rotação negativa.

372

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DE EIXOS

Explicações

A rotação da ferramenta para o torneamento poligonal é controlada através do eixo controlado do CNC. Este eixo de rotação da ferramenta é chamado eixo Y na seguinte descrição. O eixo Y é controlado através do comando G51.2, de modo que as velocidades de rotação da peça montada no fuso (previamente especificada através do comando S) e da ferramenta atinjam a relação especificada. (Exemplo) A relação de rotação entre a peça (fuso) e o eixo Y é de 1:2 e o eixo Y faz uma rotação positiva. G51.2P1Q2; Quando é especificado um arranque simultâneo com G51.2, o sinal de 1 rotação, enviado pelos codificadores de posição do fuso, é detectado. Depois dessa detecção, a rotação do eixo Y é controlada de acordo com a relação de rotação (P:Q) ao mesmo tempo que é sincronizada com a velocidade do fuso. Por outras palavras, a rotação do eixo Y é controlada de modo que o fuso e o eixo Y mantenham uma relação de P:Q. Esta relação será mantida até que o comando de cancelamento do torneamento poligonal seja executado (G50.2 ou operação de reset). O sentido de rotação do eixo Y é determinado pelo código Q e não é afetado pelo sentido de rotação dos codificadores de posição. A sincronização do fuso e do eixo Y é cancelada pelo seguinte comando: G50.2(G250); Quando é especificado G50.2, a sincronização do fuso e do eixo Y é cancelada e o eixo Y pára. Esta sincronização é cancelada também nos seguintes casos: i) Desenergização ii) Parada de emergência iii) Alarme servo iv) Reset (sinal de reset externo ERS, sinal de reset & rebobinamento RRW e tecla de RESET no painel MDI) v) Ativação dos alarmes P/S nº 217 a 221 G00X100. 0Z20.0 S1000.0M03 ; Velocidade de rotação da peça 1000 rpm G51.2P1 Q2 ; Início da rotação da ferramenta (velocidade de rotação da ferramenta 2000 rpm) G01X80.0 F10.0 ; Avanço do eixo X G04X2. ; G00X100.0 ; Escape do eixo X G50.2 ; Parada da rotação da ferramenta M05 ; Parada do fuso. G50.2 e G51.2 devem ser sempre especificados em um bloco separado.

Exemplo

373

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DOS EIXOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Princípio do Torneamento Poligonal

O princípio do torneamento poligonal é explicado a seguir. Na figura abaixo, os raios da ferramenta e da peça são A e B e as velocidades angulares da ferramenta e da peça são a e b. O ponto de origem das coordenadas cartesianas XY é adotado como centro da peça. Simplificando, suponha que o centro da ferramenta se encontra na posição Po (A, 0), na periferia da peça, e que a ponta da ferramenta começa a movimentar- a partir da posição Pto (A- 0). -se -B,
Y A ; Raio da peça B ; Raio da ferramenta X α ; Velocidade angular da peça β ; Velocidade angular da ferramenta

Velocidade angular α A

(0, 0)

Pto

B
Ferramenta

Po
Velocidade angular β

Peça Po (A, 0) Pto (A--0, 0)

Neste caso, a posição da ponta da ferramenta Pt (Xt,Yt) após o tempo t é expressa pela equação 1:
Pt (Xt, Yt) B βt A αt (0, 0) P o Ponto inicial

Xt=Acos αt-Bcos(β-α)t (Equação 1) Yt=Asen αt+Bsen(β-α)t Supondo que a relação de rotação entre a peça e a ferramenta é de 1:2, isto é, β=2α, a equação 1 altera- da seguinte forma: -se Xt=Acos αt-Bcos αt=(A-B)cos αt (Equação 2) Xt=Asen αt+Bsen αt=(A+B)sen αt A equação 2 indica que o caminho da ponta da ferramenta descreve uma elipse, cujo diâmetro maior é A+B e cujo diâmetro menor é A-B. Em seguida, suponha que uma de duas ferramentas é colocada em posições com uma simetria de 180°. Com estas ferramentas, pode ser usinado um quadrado, como ilustrado abaixo.
374

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DE EIXOS

Se forem colocadas três ferramentas a cada 120°, o contorno da peça será um hexágono, como ilustrado abaixo.

375

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DOS EIXOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

AVISO 1 Para obter informações sobre a velocidade máxima da ferramenta, consulte o manual de instruções fornecido com a máquina. Nunca especifique a velocidade do fuso com um valor superior à velocidade máxima da ferramenta, ou uma relação para com a velocidade do fuso que resulte em uma velocidade superior à velocidade máxima da ferramenta. 2 O ponto inicial do processo de abertura de rosca torna--se inconsistente quando executado durante a operação síncrona. Cancele a sincronização executando G50.2 durante a abertura de rosca. 3 Os sinais seguintes tornam--se válidos ou inválidos em relação ao eixo Y, na operação síncrona. Sinais válidos em relação ao eixo Y: Bloqueio da máquina Servo OFF Sinais inválidos em relação ao eixo Y: Bloqueio de avanço Interbloqueio Override Funcionamento em vazio (Durante o funcionamento em vazio, não se espera, porém, pelo sinal de rotação no bloco G51.2.)

NOTA 1 Ao contrário dos outros eixos controlados, para o eixo Y não pode ser especificado um comando de movimento Y----. Isto é, o eixo Y não necessita de um comando de movimento de eixo, porque, quando G51.2 (modo de torneamento poligonal) é especificado, só é necessário controlar o eixo Y de forma que a ferramenta gire a uma determinada velocidade em relação à velocidade de rotação do fuso. No entanto, só pode ser especificado o comando de retorno ao ponto de referência (G28V0;), visto que a rotação do eixo Y pára em uma posição instável quando G50.2 (comando de cancelamento do modo de torneamento poligonal) é especificado. Se a posição de início de rotação da ferramenta for instável, poderá surgir um problema, por exemplo, quando o mesmo contorno é usinado com uma ferramenta de acabamento depois de ter sido usinado com uma ferramenta de desbastar. A especificação de G28V0; para o eixo Y é igual ao comando de orientação para o fuso. Nos restantes eixos, e ao contrário do retorno manual ao ponto de referência, G28 efetua geralmente o retorno ao ponto de referência sem detectar o limite de desaceleração. No entanto, com G28V0; , para o eixo Y, o retorno ao ponto de referência é executado através da detecção do limite de desaceleração, tal como no retorno manual ao ponto de referência. Para usinar uma peça com os mesmos contornos da peça anterior, a ferramenta e o fuso devem estar na posição em que se encontravam anteriormente, quando a ferramenta começa a girar. A ferramenta dá início à rotação quando o sinal de 1 rotação do codificador de posição existente no fuso é detectado. 2 O eixo Y usado para controlar a rotação da ferramenta para o torneamento poligonal, usa o 4º eixo. Contudo, o 3º eixo também pode ser usado se forem especificados os devidos parâmetros, (nº 7610). Neste caso, esse eixo deverá ser denominado eixo C. 3 Na indicação da posição do eixo Y, o valor de coordenada da máquina (MÁQUINA) mudará de uma faixa de 0 para a definição do parâmetro (a distância percorrida por rotação) à medida que o eixo Y se desloca. Os valores das coordenadas absolutas ou relativas não são renovados. 4 No eixo Y, não pode ser instalado um detector da posição absoluta. 5 O avanço manual contínuo ou o avanço por manivela é inválido quando o eixo Y está em operação síncrona. 6 O eixo Y em operação síncrona não faz parte do número de eixos controlados simultaneamente.

376

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DE EIXOS

19.2

ROLL-OVER DO EIXO DE ROTAÇÃO 19.2.1
Roll-Over do Eixo de Rotação
Explicações

A função roll-over impede um estouro das coordenadas do eixo de rotação. A função roll-over é ativada colocando em 1 o bit 0 do parâmetro 1008.

Para um comando incremental, a ferramenta se desloca ao longo do ângulo especificado no comando. Para um comando absoluto, as coordenadas após a movimentação da ferramenta correspondem aos valores definidos no parâmetro nº 1260, arredondados pelo ângulo correspondente a uma rotação. A ferramenta move- na direção em que as coordenadas finais estão mais -se próximas quando o bit 1 (ROAx) do parâmetro nº 1008 tiver sinal 0. Os valores mostrados para as coordenadas relativas são também arredondados pelo ângulo correspondente a uma rotação, quando o bit 2 (ROAx) do parâmetro nº 1008 está colocado em 1. Suponha que o eixo C é o eixo de rotação e que a distância percorrida por rotação é 360.000 (parâmetro nº 1260 = 360000). Quando o programa seguinte é executado usando a função roll-over do eixo de rotação, o eixo se move como ilustrado abaixo.
C0 ; N1 C--150.0 ; N2 C540.0 ; N3 C--620.0 ; N4 H380.0 ; N5 H--840.0 ; Número de seqüência N1 N2 N3 N4 N5 Valor Valor das coordenadas real do absolutas após o término movimento do movimento --150 --30 --80 +380 --840 210 180 100 120 0

Exemplos

Valor das coordenadas relativas

--720°

--360° --0°

--0° --0°
210°(Absoluto)

360° --0°

--0° Valor das coordenadas absolutas N1 N2 N3 N4 N5

180° 100° 120°

377

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DOS EIXOS

PROGRAMAÇÃO

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19.2.2
Controle do Eixo de Rotação
Explicações

Esta função serve para controlar um eixo de rotação através de comandos absolutos. Com esta função, o sinal que precede o valor especificado no comando designa o sentido de rotação e o valor absoluto designa as coordenadas da posição final. Esta função pode ser aplicada quando a função roll-over do eixo de rotação está ativa (bit ROAx (bit 0 do parâmetro 1008) colocado em 1). Se o bit RAAx (bit 3 do parâmetro 1008) estiver colocado em 1, o comando absoluto especificado para o eixo de rotação em roll-over, é interpretado da seguinte forma: O sinal e o valor absoluto do valor especificado no comando, representam, respectivamente, o sentido de rotação e a posição final do movimento. Se o bit RAAx (bit 3 do parâmetro 1008) estiver colocado em 0, é válida a definição do bit RABx (bit 1 do parâmetro 1008).

Notas
NOTA 1 Esta função pode ser usada somente quando a opção correspondente está disponível. 2 Esta função é válida para um eixo de rotação em roll--over. 3 Se o bit RAAx (bit 3 do parâmetro 1008) estiver colocado em 1, o bit RABx (bit 1 do parâmetro 1008) é ignorado. Para selecionar um movimento rotatório com uma distância a percorrer mais curta, coloque os bits RAAx e RABx em 0. 4 Esta função não é suportada quando está selecionado o sistema de coordenadas da máquina da função de controle de eixos PMC.

378

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DE EIXOS

19.3

CONTROLE SIMPLES DE SINCRONIZAÇÃO

A função de controle simples de sincronização permite operações síncronas e normais em dois eixos especificados para serem comutados de acordo com um sinal de entrada da máquina. Para uma máquina com duas unidades porta-ferramenta que podem ser controladas independentemente com diferentes eixos controlados, esta função ativa as operações descritas abaixo. Esta seção descreve as operações de uma máquina com duas unidades porta-ferramenta, as quais podem ser operadas independentemente ao longo do eixo X e do eixo Y. Se a sua máquina usar outros eixos para o mesmo fim, substitua os respectivos nomes dos eixos por X e Y.
X

Z

Y

Fig. 19.3 Configuração exemplificativa dos eixos de uma máquina, na qual é executada a função de controle simples de sincronização

Explicações
D Operação síncrona A operação síncrona é possível em máquinas com duas unidades porta-ferramenta. No modo de operação síncrona, o movimento executado em um eixo pode ser sincronizado com o movimento especificado para outro eixo. O comando de movimento pode ser especificado para um dos dois eixos, que é indicado como o eixo principal. Dado que se mantém a sincronização referida com o eixo principal, o outro eixo é denominado eixo secundário. Se o eixo principal for X e o eixo secundário for Y, a operação síncrona no eixo X (eixo principal) e no eixo Y (eixo secundário) é executada de acordo com os comandos Xxxxx introduzidos para o eixo principal. No modo de operação síncrona, um comando de movimento especificado para o eixo principal resulta em uma operação simultânea dos motores servo dos eixos principal e secundário. Neste modo, não é executada a compensação de erros de sincronização. Por outras palavras, qualquer erro de posicionamento entre os dois motores servo não é monitorado, nem é feito qualquer ajustamento do motor servo do eixo secundário para minimizar qualquer erro. Não é ativado qualquer alarme de erro de sincronização. As operações automáticas podem ser sincronizadas, o mesmo não acontecendo com as operações manuais. A operação normal é executada quando peças diferentes são usinadas em mesas diferentes. Tal como sucede com um controle normal do CNC, os comandos de movimento para os eixos principal e secundário são especificados com os endereços desses eixos (X e Y). Os comandos de movimento para os dois eixos podem ser especificados no mesmo bloco.
379

D Operação normal

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DOS EIXOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

1 De acordo com o comando Xxxxx programado para o eixo principal, o movimento é executado ao longo do eixo X, tal como no modo normal. 2 De acordo com o comando Yyyyy programado para o eixo secundário, o movimento é executado ao longo do eixo Y, tal como no modo normal. 3 De acordo com o comando Xxxxx Yyyyy, os movimentos simultâneos são executados ao longo tanto do eixo X como do eixo Y, tal como no modo normal. As operações manual e automática podem ser controladas, como sucede no controle CNC normal. D Mudança entre as operações síncrona e normal D Retorno automático ao ponto de referência Para mais informações sobre como alternar entre os modos de operação síncrona e de operação normal, consulte o manual publicado pelo fabricante da máquina-ferramenta. Se for inserido um comando para retorno automático ao ponto de referência (G28), ou de retorno ao segundo, terceiro ou quarto ponto de referência (G30), no modo de operação síncrona, é executado um retorno ao ponto de referência para o eixo X, sendo executado um movimento idêntico para o eixo Y. Se o movimento deste eixo Y concordar com um retorno ao ponto de referência no eixo Y, acende- também uma lâmpada -se indicando que terminou o retorno ao ponto de referência para o eixo Y. No entanto, recomenda- que G28 e G30 sejam especificados no modo -se de operação normal. Se for inserido um comando para verificação do retorno automático ao ponto de referência (G27) no modo de operação síncrona, são executados movimentos idênticos para os eixos X e Y. Se estes movimentos dos eixos X e Y corresponderem ao retorno ao ponto de referência nos eixos X e Y, acendem- as lâmpadas indicando que terminou o retorno ao ponto de -se referência no eixo X e no eixo Y. Caso contrário, será acionado um alarme. No entanto, recomenda- que G27 seja especificado no modo de -se operação normal. Se um comando de movimento for especificado para o eixo secundário no modo de operação síncrona, é acionado o alarme P/S 213. O eixo principal é definido no parâmetro 8311. O eixo secundário é especificado através de um sinal externo. Se a definição do sistema de coordenadas ou se a compensação da ferramenta que provoca um deslocamento no sistema de coordenadas for executada no modo de operação síncrona, é acionado o alarme P/S 214. No modo de operação síncrona, só é válido o sinal externo de desaceleração, interbloqueio ou bloqueio da máquina, no eixo principal. O sinal do eixo secundário correspondente é ignorado. A compensação do erro de passo e a compensação de folga são executadas separadamente para os eixos principal e secundário. No modo de operação síncrona, a chave absoluto manual tem de ser colocada em ON (o ABS tem de ser colocado em 1). Se a chave estiver em OFF, poderá ser impossível efetuar o movimento correto do eixo secundário. As operações manuais não podem ser sincronizadas.
380

D Verificação do retorno automático ao ponto de referência

D Comando do eixo secundário D Eixos principal e secundário

Limitações
D Definição do sistema de coordenadas e compensação da ferramenta D Desaceleração, interbloqueio e bloqueio da máquina externos D Compensação de erro de passo D Chave absoluto manual

D Operação manual

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DE EIXOS

19.4

CONTROLE DE SINCRONIZAÇÃO

A função de controle de sincronização ativa a sincronização de movimentos em dois eixos. Se um comando de movimento for programado para um desses dois eixos (eixo principal), a função emite automaticamente o mesmo comando para o outro eixo (eixo secundário), estabelecendo, assim, uma sincronização entre os dois eixos. O estado de imobilização pode ser selecionado para suprimir o movimento do eixo secundário, mesmo que seja especificado um comando de movimento para o eixo principal. Se o estado de imobilização for usado com a função de controle de sincronização, a operação pode ser controlada da seguinte maneira: 1 Sincroniza o movimento do eixo secundário com o do eixo principal. 2 Executa o movimento do eixo secundário de acordo com o comando de movimento programado para o eixo principal. No entanto, o movimento especificado através do comando não é efetuado no próprio eixo principal (eixo principal imobilizado). 3 Atualiza as coordenadas do eixo secundário de acordo com a distância percorrida ao longo do eixo principal. Contudo, não é efetuado qualquer movimento no eixo secundário (eixo secundário imobilizado). Quando é usado o método 2 atrás descrito, pode ser executada a operação seguinte:
(Exemplo) Sincronização de movimentos no eixo Z e no eixo Y (eixo principal imobilizado) X

Y

Z

O movimento é executado no eixo X e no eixo Y de acordo com os comandos acionados para o eixo X e para o eixo Z. (O movimento do eixo Y é sincronizado com o do eixo Z.) Se o eixo Z estiver colocado no estado de imobilização, as coordenadas dos eixos Z e Y são atualizadas. Dado que as coordenadas dos eixos Z e Y são sempre atualizadas, o sistema de coordenadas não necessita de reset quando se altera o estado de sincronização. O comando de movimento pode ser executado imediatamente após a mudança de estado. NOTA 1 No controle de sincronização acima descrito, um comando de movimento idêntico é acionado simultaneamente para dois sistemas de processamento servo. Qualquer erro de posicionamento entre os dois motores servo não é monitorado, nem é feito qualquer ajustamento dos motores servo para minimizar o erro. Por outras palavras, não é executada a compensação de erros de sincronização. 2 O método usado para especificar a função de controle de sincronização varia conforme o fabricante da máquina-ferramenta. Para mais informações, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.

381

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DOS EIXOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

19.5

CONTROLE DO EIXO B (G100, G101, G102, G103, G110)

Esta função define um eixo (eixo B) independente dos eixos básicos controlados X1, Z1, X2 e Z2, e permite efetuar uma perfuração, mandrilagem ou outro tipo de usinagem ao longo do eixo B, paralelamente às operações dos eixos básicos controlados. Os eixos X2 e Z2 podem ser usados no modo de controle de dois caminhos.
X1
Primeira unidade porta-ferramenta

Z1

Peça

Terceira unidade porta-ferramenta

B

Segunda unidade porta-ferramenta

Z2

X2

Formato
D Registro de programas de operação
G101-G100 G102-G100 G103-G100 G100 : : : : Inicia o registro do primeiro programa. Inicia o registro do segundo programa. Inicia o registro do terceiro programa. Finaliza o registro dos programas.

Podem ser registradas três operações (programas) no eixo B. (No modo de controle de dois caminhos, podem ser registrados três programas para cada unidade porta--ferramenta.) O programa de operação do eixo B deve ser especificado nos blocos entre G101, G102 ou G103 e G100, permitindo a respectiva discriminação a partir do programa NC normal. A operação registrada é iniciada logo após a execução do código M correspondente, abaixo descrito.

O1234 ; … Programa NC normal Programa de operação do eixo B Programa NC normal Inicia o registro de um programa de operação do eixo B. Finaliza o registro do programa de operação do eixo B. G101 ; G100 ; M30 ; … …

Nota) Não especifique outros códigos no bloco de G101, G102, G103 ou G100.

382

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DE EIXOS

D Comando usado para iniciar a operação

Para dar início a uma operação, são usadas as funções miscelânea (M**) especificadas nos parâmetros 8251 a 8253.

Parâmetro 8251: Código M usado para iniciar a operação do primeiro programa Parâmetro 8252: Código M usado para iniciar a operação do segundo programa Parâmetro 8253: Código M usado para iniciar a operação do terceiro programa
O1234 ; M** ; M30 ; … … Inicia a execução da operação registrada do eixo B. Nos blocos subseqüentes, o programa NC normal e o programa de operação do eixo B são executados em paralelo. (** é especificado nos parâmetros 8251 a 8253.)

M30 ; ¡ a¢: Especifica o programa de operação do eixo B, nos blocos entre G101, G102 ou G103 e G100. O programa é registrado na memória de programas.

£ : Inicia a execução da operação do eixo B registrada com ¡ a ¢, acima. Nos blocos subseqüentes, a operação normal do NC e a operação do eixo B são executadas paralelamente. É usado um código M da função miscelânea, para iniciar a operação do eixo B. O código M usado para iniciar a operação, é especificado nos parâmetros 8251 a 8253.

D Operação de movimento único

G110 [comando de operação];
Uma operação de movimento único para o eixo B pode ser especificada e executada como mostrado abaixo. Uma tal operação não precisa ser registrada como programa especial (do primeiro ao terceiro). Tão pouco necessita de um comando especial, como descrito acima.

G00 X10. ; M** ; G01 Z30. F300 ;

Exemplo 01234 ; G50 X100. Z200. ; G101 ; G00 B10. ; M03 ; G04 P2500 ; G81 B20. R15. F500 ; G28 ; G100 ; G00 X80. Z50. ; G01 X45. F1000 ;

¡ Inicia o registro de um © Bloqueia o programa

programa de operação. de operação do eixo B. programa de operação.

¢ Finaliza o registro do

£ Comando usado para iniciar

a operação programada

383

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DOS EIXOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

Explicações
D Especificação do modo de controle de dois caminhos Pode ser selecionado um dos três modos de controle de dois caminhos seguintes: 1 O controle do eixo B é executado tanto para a unidade porta-ferramenta 1 como 2. 2 O controle do eixo B é executado separadamente para as unidades porta-ferramenta 1 e 2. 3 O controle do eixo B é idêntico para as unidades porta-ferramenta 1 e 2. O modo é selecionado de acordo com o valor especificado no parâmetro 8250 para cada unidade porta-ferramenta. Os 13 códigos G seguintes e os códigos M, S e T das funções miscelânea podem ser usados em um programa de operação do eixo B:
Código G00 G01 G04 G28 G80 G81 G82 G83 G84 G85 G86 G98 G99 M** S** T** Descrição Posicionamento (deslocamento rápido) Interpolação linear (avanço de corte) Pausa Retorno ao ponto de referência, definição automática do sistema de coordenadas Ciclo fixo, cancelamento Ciclo de perfuração, perfuração centrada Ciclo de perfuração, escareamento Ciclo de perfuração profunda Ciclo de rosqueamento Ciclo de mandrilagem Ciclo de mandrilagem Avanço por minuto Avanço por rotação Função auxiliar Função auxiliar Função auxiliar, correção da ferramenta

D Códigos que podem ser usados no programa de operação do eixo B

G28 (retorno ao ponto de referência) Ao contrário do ciclo G28 normal, o ciclo G28 para operação do eixo B não inclui o processamento do ponto intermediário. Por exemplo, não é possível especificar o seguinte: G28 B99.9; G80 a G86 (ciclo fixo de perfuração) Dos ciclos fixos de perfuração suportados pela Série 16 ou pela Série 18 da FANUC para os centros de usinagem, podem ser executados os ciclos G80 a G86. Os dados podem ser especificados da mesma forma que para os centros de usinagem da Série 16 ou da Série 18 FANUC, exceto no que diz respeito aos seguintes pontos: 1. A posição de perfuração não é especificada com X e Y. 2. A distância entre o ponto R e a base do furo é especificada com B.
384

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DE EIXOS

3. Todas as operações são executadas no modo de retorno ao nível inicial. 4. A contagem de repetição (K) não pode ser especificada. 5. No modo de ciclo fixo, o ponto R tem de ser especificado. (Se o ponto R for omitido, é acionado o alarme P/S nº 5036.) 6. O ponto inicial da perfuração (d) para o ciclo G83 (perfuração profunda) é especificado com o parâmetro 8258. G98, G99 (avanço por minuto, avanço por rotação) O bit MDF (bit 2 do parâmetro 8241) especifica um código G inicial de ação contínua para G110 ou um código G para iniciar o registro do programa de operação (G101, G102, G103). Quando o bit MDF está colocado em 0, o código inicial de ação contínua é G98. Quando o bit MDF está colocado em 1, o código inicial de ação contínua é G99. Exemplo) Quando MDF está colocado em 0 G110 B100. F1000. ; 1000 mm/min G110 G99 B100. F1 ; 1 mm/rotação NOTA No modo de controle de dois caminhos, o sistema usa a velocidade real do fuso, calculada a partir do sinal de realimentação acionado pelo codificador de posição que se encontra conectado à unidade porta--ferramenta a que o eixo controlado pertence. Códigos M, S e T (funções auxiliares) O código binário e o sinal de strobe são enviados para a máquina de acordo com o valor numérico especificado após o endereço M, S ou T. Todos os códigos e sinais para os endereços M, S e T são enviados para uma interface idêntica e podem ser usados para controlar a energização ou desenergização da máquina. Para tal, é usada a interface de controle do eixo do PMC, que difere da que é usada para as funções miscelânea do programa NC normal. Os códigos M seguintes, usados para controlar o fuso, são enviados automaticamente durante o ciclo G84 (rosqueamento) ou G86 (mandrilagem): M03: Rotação do fuso para a frente M04: Rotação do fuso para trás M05: Parada do fuso T** a T (** + 9) - sendo ** o número especificado no parâmetro 8257 - são usados como códigos das funções auxiliares para ajustar a correção da ferramenta. Exemplo) T50 a T59, se o parâmetro 8257 estiver colocado em 50 1. Um código M, S ou T não deve ser especificado em um bloco contendo um outro comando de movimento. Os códigos M, S e T não podem ser especificados no mesmo bloco. 2. A operação NC normal e a operação do eixo B são geralmente independentes uma da outra. A sincronização entre as operações pode ser especificada através da coordenação das funções miscelânea do programa NC normal e do programa de operação do eixo B.
385

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DOS EIXOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

(Operação NC normal)(Operação do eixo B registrada) : : M11 ; G00 B111 ; G01 X999 : G01 B222 ; G28 Z777 ; G28 ; M50 ; M50 ; G00 X666 ; G81 B444 R111 F222 ; : : Depois de receber M50 tanto do programa NC normal como do programa do eixo B, a escada PMC envia os sinais de término (FIN) para as duas funções miscelâneas. G00 X666 do programa NC normal e G81 B444 R111 F222 do programa do eixo B são executados simultaneamente. Macro de usuário As variáveis de macros de usuário (variáveis locais, variáveis comuns, variável do sistema #****) podem ser usadas em um programa de operação entre G101, G102 ou G103 e G100. 1. O valor da variável de macro é calculado não a partir dos dados existentes após a execução da operação do eixo B, mas a partir dos dados existentes aquando do registro do programa de operação. 2. Qualquer instrução que provoque um desvio para uma posição além da faixa de G101, G102 ou G103 a G100, é processada sem verificação. 3. No modo de controle de dois caminhos, as unidades porta-ferramenta 1 e 2 usam variáveis de macro diferentes. D Programa de operação Quando um novo programa de operação é registrado, o programa de operação anterior é apagado automaticamente. Se for detectado um erro no programa de operação a registrar, o programa é inicializado, mas não registrado. Tal como sucede com um programa NC normal, o programa de operação do eixo B pode recorrer aos seguintes dados modais: Códigos G modais, códigos F e códigos P, Q, e F no ciclo fixo. Estes códigos não afetam a informação modal do programa NC normal. Quando um programa de operação do eixo B é iniciado (através de G101, G102 ou G103), os dados modais iniciais são definidos para esse programa. Não é afetado pela informação modal anterior. Exemplo) : G01 X10. F1000 ; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ¡ G101 (G102, G103) ; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . © B10. ; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ¢ G01 B-10. F500 ; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . £ G100 ; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ¤ X-10. ; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ¥ : Independentemente da informação modal para a operação normal (G01 especificado no bloco), o bloco ¢ especifica G00, se o bit MDG (bit 1 do parâmetro 8241) estiver colocado em 0, ou G01 se o bit MDG estiver colocado em 1. O bloco¥ causa movimento com F1000, especificado no bloco 1.
386

D Modal

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DE EIXOS

D Comando de início de operação

O bit MST (bit 7 do parâmetro 8240) especifica o método usado para iniciar a operação do eixo B como descrito abaixo: Se o bit MST estiver colocado em 1, a operação do eixo B é iniciada quando é executado o código M para iniciar a operação. Se o bit MST estiver colocado em 0, a operação do eixo B é iniciada quando o código M usado para iniciar a operação é executado e o PMC transmite o sinal de término (FIN) da função miscelânea. Podem ser armazenados até cinco códigos M para iniciar os programas. Os programas correspondentes a estes códigos M são executados sucessivamente. (No modo de controle de dois caminhos, podem ser armazenados até cinco códigos para cada unidade porta-ferramenta.) Exemplo) Quando o primeiro, segundo e terceiro programas são iniciados com M40, M41 e M42, respectivamente O1234. ; : : M40 ; Código M para iniciar o primeiro programa M41 ; Código M para iniciar o segundo programa M42 ; Código M para iniciar o terceiro programa M40 ; Código M para iniciar o primeiro programa M41 ; Código M para iniciar o segundo programa : : M30 ; Como M41 é especificado enquanto o programa iniciado por M40 está sendo executado, o segundo programa é iniciado automaticamente após o término do primeiro programa. M42, M40 e M41, especificados durante a execução do primeiro programa, são armazenados de tal forma que os programas correspondentes sejam executados pela mesma ordem em que são especificados os códigos M. Se, durante a execução de um programa, forem especificados seis ou mais códigos M para iniciar os programas, é acionado o alarme P/S 5038. No modo de controle de dois caminhos, o código M especificado para a unidade porta-ferramenta 1 inicia o programa do eixo B registrado para a unidade porta-ferramenta 1. O código M especificado para a unidade porta-ferramenta 2 inicia o programa do eixo B registrado para a unidade porta-ferramenta 2.

D Especificação do modo absoluto ou incremental

A distância percorrida ao longo do eixo B pode ser especificada tanto no modo absoluto como no modo incremental. No modo absoluto, o ponto final do percurso ao longo do eixo B é programado. No modo incremental, a distância percorrida ao longo do eixo B é programada diretamente. O bit ABS (bit 6 do parâmetro 8240) é usado para definir o modo absoluto ou incremental. Quando o bit ABS está colocado em 1, é selecionado o modo absoluto. Quando o bit ABS está colocado em 0, é selecionado o modo incremental. O modo é especificado com este parâmetro quando o programa é registrado.
387

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DOS EIXOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Especificação da correção da ferramenta

O comando T**; desloca o ponto final do percurso especificado para o eixo B, tanto no sentido positivo como negativo, em função da distância especificada através da tela de correção do eixo B. Se esta função for usada para definir a diferença entre a posição programada da ferramenta e a posição real da ferramenta na usinagem, o programa não necessita de ser modificado para corrigir a posição da ferramenta. O valor especificado com o parâmetro 8257 é atribuído à função auxiliar para cancelar a correção. Os nove números subseqüentes são atribuídos às funções de correção da ferramenta. Estes números das funções auxiliares são mostrados na tela de correção do eixo B. Para mais detalhes, ver ”OPERAÇÃO.” A especificação do bloco G110 permite especificar e executar uma operação de movimento único ao longo do eixo B. No modo de operação de movimento único, um bloco único resulta em uma operação única. A operação de movimento único é executada imediatamente, desde que seja especificada antes do início da operação do eixo B. Se a operação for especificada durante a execução de um programa registrado, a operação é executada assim que esse programa tiver terminado. Depois da execução da operação de movimento único especificada, é executado o bloco seguinte. : G110 G01 B100. F200 ; G00 X100. Z20. ; : Bloco para a operação de movimento único ao longo do eixo B

D Operação de movimento único

D Memória de programas

Um programa de operação é registrado na memória de programas sob a forma de uma série de blocos diferentes das funções de movimento, pausa, auxiliar e outras. A memória de programas pode conter um número qualquer de blocos, até um máximo de 65535 blocos para cada programa. Se a memória de programas não tiver qualquer espaço livre quando é feita a tentativa para registrar um programa do eixo B, é acionado o alarme P/S 5033. Seis blocos ocupam 80 caracteres da memória de programas. Um ciclo fixo (G81 a G86) é também registrado como uma série de blocos, tais como distância percorrida e pausa. Toda a memória de programas possui uma bateria de compensação. Assim, os programas registrados na memória de programas não são apagados depois de desligar o sistema. Depois de ligar o sistema, a operação pode ser iniciada de uma forma simples, bastando especificar o código M para iniciar o programa. Exemplo) : G101 ; G00 B10. ; . . . . . . . . . . . . . . . . . G04 P1500 ; . . . . . . . . . . . . . . . . G81 B20. R50. F600 ; . . . . . . . . G28 ; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . M15 ; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . G100 ; :
388

Um bloco Um bloco Três blocos Um bloco Um bloco
(Total: 7 blocos)

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DE EIXOS

D Reset

Após o reset do NC, quando a tecla reset do MDI é pressionada ou quando é enviado um sinal externo de reset, um sinal de reset e rebobinagem ou uma parada de emergência, é ativado igualmente o reset do controle do eixo B. O sinal de interface do PMC só pode ativar o reset do controle do eixo B. Para mais informações, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta. Uma operação do eixo B só pode ser executada se o eixo B puder ser controlado pelo PMC. Para mais informações, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

D Controle de eixos PMC

Limitações
D Operação de movimento único 1. Com G110 só pode ser especificada uma operação de movimento único. G110 G00 B100. ; . . . . . . . . . . . . . OK G110 G28 ; . . . . . . . . . . . . . . . . . . OK G110 G81 B100. R150.0 F100 ; . . . Alarme P/S nº 5034 2. O ciclo fixo (G81 a G86) e as restantes operações contendo movimentos múltiplos, não podem ser especificados com G110. Se for especificada uma operação inválida, é acionado o alarme P/S nº 5034. 3. A informação modal especificada com G110 não afeta os blocos subseqüentes. No bloco G110, o valor modal inicial especificado no início da operação passa a ser válido, independentemente da informação modal especificada nos blocos anteriores. Exemplo) Quando o bit MDG (bit 1 do parâmetro 8241) está colocado em 1 e o bit MDF (bit 2 do parâmetro 8241) está colocado em 1 G98 G00 X100. F1000 ; . . . . . . . . . (1) G110 B200. F2; . . . . . . . . . . . . . . . (2) X200. ; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . (3) G01 X200. ; . . . . . . . . . . . . . . . . . . (4) O bloco (2) aciona o avanço de corte (G01) a 2.0 mm/rot (G99). O bloco (3) aciona o deslocamento rápido (G00). O bloco (4) aciona o avanço de corte (G01) a 1000 mm/rot (G98). 4. Durante a compensação do raio da ponta da ferramenta, não é possível especificar sucessivamente dois ou mais blocos G110. Caso contrário, é acionado o alarme P/S nº 504. Para especificar sucessivamente dois ou mais blocos G110 para uma operação do eixo B, registre os blocos como um programa com G101, G102 ou G103 e G100.

389

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DOS EIXOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

Exemplos
D Modo absoluto ou incremental
Modo absoluto ou incremental
0 (1) (2) 100 200 (200) (350) (450) (200) (3) (350) (550) (200)
( ⋅ Pausa ⋅ Pausa

300

400

500

600

(100) Deslocamento rápido Modo incremental

Avanço de ⋅Pausa (***) Valor absoluto ) corte Modo absoluto G101 (G012, G103) ; (1) G01 B200. F100 ; (2) G82 B450. R350. P5000 F200 ; (3) B550. R350. P5000 ; (4) G00 B100. ; G100 ; : M** : M30 ;

G101 (G012, 103) ; (1) G01 B200. F100 ; (2) G82 B100. R150. P5000 F200 ; (3) B200. R150. P5000 ; (4) G00 B--100. ; G100 ; : M** : M30 ;

D Unidades porta-ferramenta 1 e 2
Se um único eixo for usado como o eixo B comum às duas unidades porta--ferramenta no controle de dois caminhos, as unidades porta-ferramenta 1 e 2 partilham a coordenada B. Por exemplo, depois do programa 1 para a unidade porta--ferramenta 1 e o programa 2 para a unidade porta--ferramenta 2 terem sido executados por esta ordem, a totalidade da distância percorrida ao longo do eixo B parece ser +100. <Program 1> G101 ; : G00 B200. ; (Modo absoluto) G100 ; : M30 ; <Program 2> G101 ; G00 B300. ; (Modo absoluto) : G100 ; : M30 ;

390

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DE EIXOS

D Correção da ferramenta
Exemplo) Quando o parâmetro 8257 está colocado em 50 Função auxiliar usada para cancelar a correção: T50 Funções auxiliares usadas para ajustar a correção da ferramenta: T51 a T59 --10 0 10 20 30 40 50 (modo absoluto) (1) (2) (3) (4) (5) (6) (10) (20) (30) (25) (5) (0) (350)

(modo incremental) (1) (2) (3) (4) (5) (6) Programa G101 (G012, G103) ; (1) G01 B10. F100 ; (2) T51 ; (3) G00 B20. ; (4) T52 ; (5) B0. ; (6) T50 ; G100 ; : M**; Quando a correção de T51 é 10.0 e a correção : de T52 é 5.0 (10) (20) (40) (30) (35) (35) ⋅

391

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DOS EIXOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

19.6

CONTROLE DE UM EIXO ANGULAR / CONTROLE DE UM EIXO ANGULAR ARBITRÁRIO

Se o eixo angular formar um ângulo diferente de 90° com o eixo perpendicular, a função de controle do eixo angular controla a distância a percorrer ao longo de cada eixo, de acordo com o ângulo de inclinação. Para a função normal de controle do eixo angular, o eixo X é sempre usado como eixo angular e o eixo Z é sempre usado como eixo perpendicular. Para o controle do eixo angular B, no entanto, qualquer eixo pode ser especificado como eixo angular e perpendicular, através da especificação dos parâmetros correspondentes. Quando se cria um programa, parte-se do princípio de que os eixos angular e perpendicular formam um ângulo reto. Todavia, a distância real percorrida é controlada de acordo com um ângulo de inclinação.
+X Sistema de coordenadas do programa +X Sistema de coordenadas em uso (eixo angular) +Z (eixo perpendicular)

θ

θ : Ângulo de inclinação

Explicações

Quando o eixo angular é o eixo X e o eixo perpendicular é o eixo Z, a distância percorrida ao longo de cada eixo é controlada de acordo com as fórmulas mostradas abaixo. A distância a percorrer ao longo do eixo X é determinada pela seguinte fórmula:
Xa =

A distância percorrida ao longo do eixo Z é corrigida pela inclinação do eixo X, sendo determinada pela seguinte fórmula: Na velocidade de avanço, a componente de velocidade ao longo do eixo X é determinada pela seguinte fórmula:
Fa = Za = Zp– 1 Xp tan θ 2 Fp cos θ

Xp cos θ

D Modo de utilização

Xa, Za, Fa:Distância e velocidade reais Xp, Zp, Fp:Distância e velocidade programadas Os eixos angular e perpendicular para aplicação do controle do eixo angular devem ser especificados antecipadamente com os parâmetros (nº 8211 e 8212). O parâmetro AAC (nº 8200#0) ativa ou desativa a função de controle do eixo angular. Se a função for ativada, a distância percorrida ao longo de cada eixo é controlada de acordo com um ângulo de inclinação (nº 8210). O parâmetro AZR (nº 8200#2) ativa o retorno manual ao ponto de referência do eixo angular, mas apenas ao longo do eixo angular. Se o sinal NOZAGC de desativação so controle de eixo perpendicular/angular tiver sinal 1, a função de controle de eixo perpendicular/angular é ativada apenas para o eixo angular. Neste caso, o comando de movimento para o eixo angular é convertido em coordenadas angulares. O eixo perpendicular não é afetado pelo comando de movimento para o eixo angular.
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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DE EIXOS

D Indicação da posição absoluta e relativa D Indicação da posição da máquina

São indicadas uma posição absoluta e uma posição relativa no sistema de coordenadas cartesianas programado. Indicação da posição da máquina É fornecida uma indicação da posição da máquina no sistema de coordenadas da máquina, onde está sendo realizado um movimento de acordo com um ângulo de inclinação. No entanto, quando é realizada a conversão de polegadas em milímetros, é indicada uma posição que integra a conversão de polegadas em milímetros aplicada aos resultados da operação do ângulo de inclinação. AVISO 1 Após a especificação de parâmetros de controle do eixo angular, certifique--se de que executa a operação de retorno manual ao ponto de referência. 2 Se o bit 2 (AZR) do parâmetro nº 8200 for definido com 0, de modo que o retorno manual ao ponto de referência ao longo do eixo angular também gere movimento ao longo do eixo perpendicular, execute também o retorno manual ao ponto de referência ao longo do eixo perpendicular, assim que o retorno manual ao ponto de referência tiver sido executado ao longo do eixo angular. 3 O retorno manual ao ponto de referência tem de ser executado assim que a ferramenta tenha sido deslocada ao longo do eixo angular e o sinal NOZAGC de desativação do controle do eixo perpendicular/angular tenha sido colocado em 1. 4 Antes de tentar mover manual e simultaneamente a ferramenta ao longo dos eixos angular e perpendicular, coloque em 1 o sinal NOZAGC de desativação do controle de eixo perpendicular/angular.

NOTA 1 Se for definido um ângulo de inclinação próximo de 0° ou de 90°, poderá ocorrer um erro. Deve--se utilizar uma faixa entre 20° e 60°. 2 A operação de retorno ao ponto de referência no eixo angular deve estar terminada antes de poder fazer uma verificação do retorno ao ponto de referência no eixo perpendicular (G37) 3 Para o controle de um eixo angular, se o mesmo número de eixo tiver sido especificado em ambos os parâmetros nº 8211 e 8212, ou se um valor fora da faixa de dados admissível tiver sido especificado para qualquer dos dois parâmetros, os eixos angular e perpendicular são os seguintes: Eixo angular: Primeiro eixo Eixo perpendicular: Segundo eixo

393

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DOS EIXOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

19.7

RECOLHA E RETORNO DA FERRAMENTA (G10.6)

Para substituir uma ferramenta danificada durante a usinagem ou para verificar o estado de usinagem, a ferramenta pode ser recolhida da peça. Em seguida, a ferramenta pode ser novamente avançada para reiniciar a usinagem de uma forma eficaz. A operação de recolha e retorno da ferramenta é composta de quatro fases:
DRetração
A ferramenta é retraída para uma posição predefinida, através da chave de RECOLHA DA FERRAMENTA.

DRecolha
A ferramenta é movida manualmente para a posição de substituição da ferramenta.

DRetorno
A ferramenta retorna à posição de retração.

DReposicionamento
A ferramenta retorna à posição em que a usinagem foi interrompida.

Para as operações de recolha e retorno da ferramenta, ver seção 4.8 em ”Operação.”
: Posição em que foi ligada a chave de RECOLHA DA : Posição programada : Posição para a qual a ferramenta é retraída manualmente : Caminho de retração : Operação manual (caminho de recolha) : Caminho de retorno : Reposicionamento

FERRAMENTA.

X

Z

Formato

Especifique o eixo e a distância de retração no seguinte formato:
G10.6 IP_ ;
IP_ : No modo incremental, distância de retração da posição em que foi emitido o sinal de retração. No modo absoluto, distância de retração para uma posição absoluta

394

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DE EIXOS

Explicações
D Retração Quando a chave de RECOLHA DA FERRAMENTA do painel de operação da máquina é ligada durante a operação automática ou durante uma parada ou suspensão da operação automática, a ferramenta é retraída ao longo da distância de retração programada. A esta operação dá- o -se nome de retração. A posição onde a retração é terminada, se chama posição de retração. Após o término da retração, o LED da POSIÇÃO DE RETRAÇÃO acende no painel de operação da máquina. Quando a chave de RECOLHA DA FERRAMENTA é ligada, na operação automática, durante a execução de um bloco, a execução do bloco é interrompida imediatamente e a ferramenta é retraída. Após o término da retração, o sistema entra no estado de suspensão da operação automática. Se a distância e o sentido de retração não forem programados, a retração não é executada. Neste estado, a ferramenta pode ser recolhida e retornada. Quando a chave de RECOLHA DA FERRAMENTA é ligada no modo de parada ou suspensão da operação automática, a ferramenta é retraída e, em seguida, o sistema entra novamente no modo de parada ou suspensão da operação automática. Quando a chave de RECOLHA DA FERRAMENTA é ligada, o modo de recolha da ferramenta é liberado. Quando o modo de recolha da ferramenta é liberado, o LED FERRAMENTA SENDO RECOLHIDA acende no painel de operação da máquina. Quando o modo manual é definido, a ferramenta pode ser movida manualmente (avanço manual contínuo ou avanço manual por manivela) para substituir a ferramenta ou medir uma peça usinada. A esta operação dá-se o nome de recolha. O caminho de recolha da ferramenta é memorizado automaticamente pelo CNC. Quando o sistema retorna ao modo de operação automática e a chave de RETORNO DA FERRAMENTA é desligada no painel de operação da máquina, o CNC move automaticamente a ferramenta para a posição de retração, traçando em sentido inverso o caminho da ferramenta movida manualmente. Esta operação é chamada de retorno. Após o término de um retorno à posição de retração, o LED da POSIÇÃO DE RETRAÇÃO acende. Quando o botão de início de ciclo é pressionado enquanto a ferramenta está na posição de retração, a ferramenta se move para a posição onde a chave de RECOLHA DA FERRAMENTA foi ligada. Esta operação chama- reposicionamento. Após o término de um reposicionamento, -se o LED FERRAMENTA SENDO RECOLHIDA se apaga, indicando que o modo de recolha da ferramenta terminou. A operação após o término do reposicionamento depende do estado da operação automática, quando o modo de recolha da ferramenta está ativo. (1) Quando o modo de recolha da ferramenta é ativado durante a operação automática, a operação é retomada após o término do reposicionamento. (2) Quando o modo de recolha da ferramenta é ativado durante a suspensão ou parada da operação automática, o estado original de suspensão ou parada da operação automática é ativado após o término do reposicionamento. A operação automática é retomada quando o botão de início de ciclo é novamente pressionado.
395

D Recolha

D Retorno

D Reposicionamento

19. FUNÇÃO DE CONTROLE DOS EIXOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

Limitações
D Correção Se o ponto de origem, o ajuste prévio ou a correção da peça for alterado após a especificação da retração com G10.6 no modo absoluto, a alteração não se reflete na posição de retração. Depois dessas mudanças, a posição de retração tem de ser novamente especificada com G10.6. Quando a ferramenta é danificada, a operação automática pode ser interrompida com uma operação de recolha e retorno da ferramenta para a substituir. Tenha em atenção que se o valor de correção for alterado após a substituição da ferramenta, a alteração é ignorada quando a operação automática é retomada a partir do ponto inicial ou de outro ponto do bloco interrompido. Ao recolher a ferramenta manualmente no modo de recolha da ferramenta, jamais faça uso da função de bloqueio da máquina, de espelhamento ou de escalonamento. A operação de recolha e retorno da ferramenta não pode ser realizada durante a abertura de rosca. A operação de recolha e retorno da ferramenta não pode ser realizada durante o ciclo fixo de perfuração. Os dados de retração especificados em G10.6 são apagados após o reset, tendo de ser novamente especificados. A função de recolha e retorno da ferramenta também pode ser ativada, mesmo que o comando de retração não seja especificado. Neste caso, a retração e o reposicionamento não são executados. AVISO

D Bloqueio da máquina, espelhamento e escalonamento D Abertura de rosca D Ciclo fixo de perfuração D Reset D Comando de retração

O eixo e a distância de retração especificados em G10.6 devem ser alterados em um bloco adequado, de acordo com o contorno que está sendo usinado. Seja extremamente cuidadoso ao especificar a distância de retração; uma distância de retração incorreta pode danificar a peça, a máquina ou a ferramenta.

396

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

20

FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

397

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

20.1

ASPECTOS GERAIS
D Aplicação em tornos mecânicos com um fuso e duas unidades porta-ferramenta

O controle de dois caminhos pode ser usado com um torno mecânico que suporte o corte simultâneo através das suas duas unidades porta-ferramenta independentes. O controle de dois caminhos pode ser usado em um torno mecânico que usina uma peça montada em um fuso com duas unidades porta-ferramenta simultaneamente. Por exemplo, enquanto uma unidade porta-ferramenta executa a usinagem da superfície externa, a outra unidade porta-ferramenta pode executar a usinagem da superfície interna; deste modo, o tempo de usinagem é bastante reduzido.
Unidade porta--ferramenta 1

Fuso

Unidade porta--ferramenta 2 Fig. 20.1 (a) Aplicação em tornos mecânicos com um fuso e duas unidades porta-ferramenta

D Aplicação em tornos mecânicos com dois fusos e duas unidades porta-ferramenta

O controle de dois caminhos pode ser usado em um torno mecânico que usina uma peça montada em um de dois fusos com duas unidades porta-ferramenta simultaneamente. Neste caso, cada unidade porta-ferramenta opera independentemente da outra, como se fossem usados dois tornos, o que aumenta a produtividade.
Unidade porta--ferramenta 1

Fuso 1

Fuso 2

Unidade porta--ferramenta 2 Fig. 20.1 (b) Aplicação em tornos mecânicos com dois fusos e duas unidades porta-ferramenta

398

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

D Controle independente e simultâneo de duas unidades porta-ferramenta

As operações das duas unidades porta-ferramenta são programadas independentemente uma da outra, e cada programa é armazenado na memória de programas para cada unidade porta-ferramenta. Quando é necessário efetuar a operação automática, cada unidade porta-ferramenta é ativada após a seleção de um programa para usinagem com a unidade porta-ferramenta 1 e um programa para usinagem com a unidade porta-ferramenta 2, a partir dos programas armazenados na memória de programas para cada unidade porta-ferramenta Em seguida, os programas selecionados para as unidades porta-ferramenta são executados independentemente e ao mesmo tempo. Se for necessário que as unidades porta-ferramenta 1 e 2 esperem uma pela outra durante a usinagem, a função de espera fica disponível (seção 20.2) É fornecido apenas um MDI para as duas unidades porta-ferramenta. Antes da operação e exibição no MDI, o sinal de seleção da unidade porta-ferramenta é usado para realizar a comutação entre as duas unidades porta-ferramenta.
MDI
16/18/160/180-TB Controle da unidade portaferramenta 1 (como p. ex. interpolação e controle dos eixos) Controle da unidade portaferramenta 2 (como p. ex. interpolação e controle dos eixos)

Eixo X1 Eixo Z1

Programa para a unidade porta-ferramenta 1

Interface de leitura/ envio

Memória de programas para a unidade porta-ferramen ta 1

Programa para a unidade porta-ferramenta 2

Memória de programas para a unidade porta-ferramen ta 2

Eixo X2 Eixo Z2

Fig. 20.1 (c) Controle independente e simultâneo de duas unidades porta-ferramenta

NOTA A operação simultânea das duas unidades porta--ferramenta ou a operação de apenas uma unidade porta--ferramenta pode ser selecionada pressionando uma tecla no painel de operação da máquina. Para mais informações, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.

399

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

20.2

SINTONIZAÇÃO DAS UNIDADES PORTAFERRAMENTA
Explicações

Exemplo

O controle com base nos códigos M é usado para fazer com que uma unidade porta-ferramenta espere pela outra, durante a usinagem. Através da especificação de um código M em um programa de usinagem para cada unidade porta-ferramenta, as duas unidades porta-ferramenta podem esperar uma pela outra no bloco especificado. Se for especificado um código M de sintonia em um bloco de uma unidade porta-ferramenta durante a operação automática, a outra unidade porta-ferramenta espera que seja especificado o mesmo código M antes do início da execução do bloco seguinte. A esta função dá- o nome de função de sintonia de -se unidades porta-ferramenta. Deve- definir antecipadamente uma faixa de códigos M, para serem -se usados como códigos M de sintonia, nos parâmetros (nº 8110 e 8111). Os códigos M100 a M103 são usados como códigos M de sintonia. Especificação de parâmetros: Nº 8110=100 (Código M mínimo de sintonia: M100) Nº 8111=103 (Código M máximo de sintonia: M103)
Programa para a unidade porta--ferramenta 2 02468 ; G50 X Z ; G00 X Z T0202 ; S2000 M03 ; M100 ; N2100 G01 X Z F ;

Programa para a unidade porta--ferramenta 1 01357 ; G50 X Z ; G00 X Z T0101 ; S1000 M03 ; M100 ; N1100 G01 X Z F ;

Espera Operação simultânea e independente da unidade porta-ferramenta 1 (N1100 a N1199) e da unidade porta--ferramenta 2 (N2100 a N2199) Espera

N2199 M101 ;

;

<Waiting (M101)> N1199 M101 ; M102 ; ; N2200 S3000 ; G00 X Z T0202 ; <Waiting (M102)> N2299 ; M102 ; N2300 ; G00 X Z T0707 ;

Operação isolada da unidade porta-ferramenta 2 (N2200 a N2299) Espera Operação simultânea e independente da unidade porta-ferramenta 1 (N1300 a N1399) e da unidade porta--ferramenta 2 (N2300 a N2399) Espera Fim do programa

N1300 ; G00 X Z T0505 ;

N1399 M103 ; M30 ;

;

N2399 M103 ; M30 ;

;

400

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

NOTA 1 O código M de sintonia deve ser sempre especificado em um bloco individual. 2 Se uma unidade porta--ferramenta estiver à espera por ter sido especificado um código M de sintonia e se for especificado um código M de sintonia diferente para a outra unidade porta--ferramenta, é acionado um alarme P/S (nº 160). Neste caso, as duas unidades porta--ferramenta deixam de funcionar. 3 Interface PMC--CNC Ao contrário de outros códigos M, os códigos M de sintonia não são enviados para o PMC. 4 Operação de uma única unidade porta--ferramenta Se for necessária a operação de uma única unidade porta--ferramenta, não é necessário apagar o código M de sintonia. O código M de um programa de usinagem pode ser ignorado através da utilização do sinal NOWT (G0063, #1). Para mais informações, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.

401

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

20.3

VERIFICAÇÃO DE INTER- FERÊNCIAS NAS UNI- DADES PORTA-FERRAMENTA 20.3.1
Aspectos gerais
Se as duas unidades porta-ferramenta usinarem simultaneamente a mesma peça, podem aproximar- muito uma da outra. Se as duas -se unidades porta-ferramenta colidirem uma com a outra devido a um erro de programação ou a qualquer outro erro de especificação, poderá ocorrer um dano grave, como por exemplo, a destruição de uma ferramenta ou a avaria da própria máquina. Para estes casos, está disponível a função de “verificação de interferências nas unidades porta-ferramenta”, com a qual é possível desacelerar e parar as duas unidades porta-ferramenta, antes que as mesmas colidam uma com a outra devido a qualquer comando incorreto.

Unidade porta--ferra menta 2

Unidade porta--ferram enta 1

Os contornos das duas unidades porta-ferramenta são verificados para determinar se existe ou não interferência.

20.3.2
Especificação de Dados para a Função de Verificação de Interferências nas Unidades Porta-Ferramenta
Explicações
D Definição da posição para os pontos de referência das duas unidades porta-ferramenta

Para efetuar a verificação de interferências nas unidades portaferramenta, é preciso definir os respectivos dados, incluindo as relações entre as duas unidades porta-ferramenta e as áreas de interferência proibida (isto é, as formas da ferramenta). Segue- a descrição do -se método para especificar tais dados. A função de verificação de interferências nas unidades porta-ferramenta permite averiguar se as duas unidades porta-ferramenta poderão ou não colidir uma com outra, o que é determinado verificando se as áreas de interferência proibida (com base nas áreas de interferência proibida das ferramentas atualmente selecionadas) se sobrepõem após o movimento das unidades porta-ferramenta. Quando a operação de retorno ao ponto de referência termina em todos os eixos (X1,Z1, X2, Z2), o ponto de referência da unidade porta-ferramenta 1 é definido como ponto de origem do sistema de coordenadas do plano ZX. Neste momento, a posição do ponto de referência da unidade porta-ferramenta 2 é definida em um parâmetro. O item seguinte descreve os pontos de referência.
402

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

Unidade porta--ferramenta 2

+X

ζ

ε

+Z

Unidade porta--ferramenta 1

No sistema de coordenadas do plano ZX, em cujo ponto de origem é definido o ponto de referência da unidade porta-ferramenta 1, defina a coordenada X (ε) do ponto de referência da unidade porta-ferramenta 2 no parâmetro nº 8151 e a respectiva coordenada Z (ζ) no parâmetro nº 8152 . A unidade usada é o menor incremento de comando. Para um eixo sujeito à especificação do diâmetro, é necessário especificar o valor para o diâmetro. Meça (ε) e (ζ) depois de terminada a operação de retorno ao ponto de referência nos quatro eixos (X1, Z1, X2, Z2). Se for necessário atualizar os parâmetros das coordenadas relativas (nº 8151 e 8152) das duas unidades porta-ferramenta, é necessário executar primeiro um retorno ao ponto de referência nos quatro eixos. Caso contrário, as posições internamente memorizadas das unidades porta-ferramenta não são atualizadas.

403

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Definir a relação entre os sistemas de coordenadas das duas unidades portaferramenta no parâmetro nº 8140
#7 8140 #6 #5 #4 #3 #2 #1 TY1 #0 TY0

TY0, TY1: Defina a relação entre os sistemas de coordenadas das duas unidades porta-ferramenta, usando a unidade porta-ferramenta 1 como referência.
(1) Quando TY1=0 e TY0=0 Unidade porta-ferramenta 2 X Unidade porta-ferramenta 1 Z Z (3) Quando TY1=1 e TY0=0 Unidade porta-ferramenta 1 (4) Quando TY1=1 e TY0=1 X Unidade porta-ferramenta 1 Z (2) Quando TY1=0 e TY0=1 Unidade porta-ferramenta 2 X Unidade porta-ferramenta 1 X

X Z X Unidade porta-ferramenta 2 Z

Z Z X Unidade porta-ferramenta 2

404

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

D Definição da área de interferência proibida

A área de interferência proibida é definida através da combinação de duas áreas retangulares. Seguem- alguns exemplos. As linhas tracejadas -se indicam as áreas de interferência proibida.
(Exemplo 1)

Área 1

Área 1 Área 2

ou

Área 2

(Exemplo 2)

Área 1

Área 2

São definidas as coordenadas dos pontos finais superior e inferior (pontos A e B, na figura abaixo) de ambos os retângulos, sendo o ponto de referência da unidade porta-ferramenta definido como ponto de origem.
X A (X, Z)

Z Ponto de referência B (I, K) X>I Z>K

Ver seção 20.3.3 para mais informações sobre o processo de definição das coordenadas.

405

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

20.3.3
Definição e Exibição das Áreas de Interferência Proibida para a Verificação de Interferências nas Unidades Porta-Ferramenta Visualize e defina os dados da forma da ferramenta (áreas de interferência
proibida), de acordo com o procedimento abaixo. (1) Pressione a tecla de função .

Explicações

(2) Pressione a soft key para seleção de capítulo [TOOLFM]. (3) Com o sinal de seleção da unidade porta-ferramenta, selecione uma unidade porta-ferramenta cujas áreas de interferência proibida devam ser visualizadas e definidas para a verificação de interferências nas unidades porta-ferramenta. (4) Visualize a tela, incluindo o número da ferramenta cujos dados pretende definir. Método 1: Selecione a tela utilizando as teclas de mudança de página e as teclas do cursor. Método 2: Introduza o número de ferramenta desejado e pressione, em seguida, a soft key [PESQ.NO]
DADOS DA FERRAM.
NO. CORRECAO = 01 AREA1 X= 20.000 Z= 70.000 I= -10.000 K= -50.000 Nº DE CORREÇÃO = 02 AREA1 X= 80.000 Z= 170.000 I= -100.000 K= -120.000

O0001
X Z I K X Z I K = = = = = = = = AREA 2 40.000 70.000 20.000 30.000

N00001

AREA 2 -100.000 -60.000 -140.000 -120.000
S 0 T0000

_ MEM **** [ PESQ.NO ][

12 : 02 : 08 CABEÇA1 *** *** ][ ][ +ENTRADA ][ ENTRADA ]

(5) Use as teclas do cursor para mover o cursor para um elemento de dados a definir. (Para definir os dados do ponto A, mova o cursor para X e Z. Para definir os dados do ponto B, mova o cursor para I e K.) (6) Com as teclas numéricas, introduza as coordenadas do ponto A ou B. (Podem ser introduzidos dígitos fracionados.)
X A (X, Z) Z B (I, K)

X>I Z>K

406

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

(7) As coordenadas introduzidas são definidas ao pressionar a soft key [ENTRADA]. (Pressione a soft key [+ENTRADA] para especificar um valor numérico introduzido, depois de ter sido acrescentado a dados já definidos.) NOTA 1 Número da ferramenta Os dados de geometria da ferramenta têm de ser especificados individualmente para cada número de ferramenta. Neste caso, o número da ferramenta é o número de correção. Quando são usadas a correção da geometria da ferramenta e a correção do desgaste da ferramenta, o número da ferramenta corresponde ao número de correção do desgaste. Para usar dois ou mais números de correção para a mesma ferramenta, esses dados devem ser definidos duas ou mais vezes nos dados sobre a geometria da ferramenta. 2 Pares de correção da ferramenta Tal como para a visualização e definição dos dados da forma da ferramenta (áreas de interferência proibida), o número máximo da ferramenta é 64.

20.3.4
Condições para a Execução da Verificação de Interferências nas Unidades Porta-Ferramenta

A verificação de interferências nas unidades porta-ferramenta é efetuada se forem satisfeitas todas as condições listadas a seguir. (1) O parâmetro IFE (nº 8140#4) para ativar a função de verificação de interferências nas unidades porta-ferramenta está colocado em 0. (2) Depois da energização, a operação de retorno ao ponto de referência foi terminada em todos os eixos (X1,Z1, X2, Z2). (Quando é usado um detector da posição absoluta, deve se efetuar a correspondência entre a posição da máquina e a posição do detector da posição absoluta.) (3) Os números de correção diferentes de 0 foram especificados através dos códigos T para as duas unidades porta-ferramenta. (4) Quando o modo manual é usado, o parâmetro IFM (nº 8140#3) para ativar a função de verificação de interferências nas unidades porta-ferramenta no modo manual, está colocado em 1. Quando estiverem satisfeitas todas as condições para efetuar a verificação de interferências nas unidades porta-ferramenta, o sinal de verificação- -interferências-de-nas-unidades-porta-ferramenta- -emprogresso é enviado ao PMC. AVISO A função de verificação de interferências nas unidades porta--ferramenta pode ser executada apenas quando o número da ferramenta selecionada corresponde ao número da ferramenta programado. A função não será executada corretamente, se a ferramenta for selecionada através de uma operação manual ou se não for especificado qualquer comando de seleção da ferramenta após a energização.

407

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

20.3.5
Execução da Verificação de Interferências nas Unidades Porta-Ferramenta

A verificação de interferências nas unidades porta-ferramenta é iniciada quando tiverem sido satisfeitas todas as condições descritas na seção 20.3.4. Quando é efetuada uma verificação de interferências nas unidades porta-ferramenta, a área de interferência proibida é definida para as duas unidades porta-ferramenta através dos dados da forma da ferramenta, correspondentes aos números de ferramenta atualmente selecionados. Em seguida, é efetuada a verificação das áreas.

Explicações

Unidade porta-ferramenta 1

Unidade porta-ferramenta 2

Quando as áreas de interferência proibida (formas da ferramenta), indicadas a tracejado, são definidas para as unidades porta-ferramenta 1 e 2, como mostrado acima, é verificada a existência de sobreposição entre as duas áreas indicadas a tracejado, após o movimento das unidades porta-ferramenta. Se as duas áreas interferirem uma com a outra, é acionado um alarme P/S (nº 508 ou nº 509); as duas unidades porta-ferramenta são desaceleradas e param. Se o alarme de interferência for acionado, é enviado ao PMC um sinal de alarme de interferência nas unidades porta-ferramenta. Se o alarme de interferência for acionado pela interferência das duas unidades porta-ferramenta durante a operação automática, mude para o modo manual, a fim de retirar as unidades porta-ferramenta do estado de interferência. Em seguida, desative o alarme através de um reset. A função de verificação de interferências também pode ser ativada no modo manual, se o parâmetro (nº 8140#3) for colocado em 1. Esta situação permite que as unidades porta-ferramenta interferentes se movimentem ao longo dos eixos, somente nos sentidos que impedem a ocorrência de interferência. Desta forma, as duas unidades porta-ferramenta interferentes na operação automática, não podem ser movimentadas manualmente, por descuido, para as áreas de interferência proibida, depois de ser feita a comutação para o modo manual, a fim de eliminar a interferência; assim, é garantida a segurança da máquina.
408

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

AVISO Quando é acionado um alarme, o sistema CNC e o sistema da máquina param com algum atraso. Assim, a posição real de parada pode ser mais próxima da outra unidade porta--ferramenta, para lá da posição de interferência proibida, especificada através dos dados da forma da ferramenta. Assim sendo, e por questões de segurança, os dados da forma da ferramenta devem ser um pouco superiores à forma real. A distância extra, L, necessária para este fim, é calculada a partir da velocidade de deslocamento rápido, da seguinte maneira: 1 L= (Velocidade de deslocamento rápido) × 7500 Por exemplo, quando é usada uma velocidade de deslocamento rápido de 15 m/min, L=2 mm.

CUIDADO Quando os parâmetros e as áreas de interferência proibida são definidos para a função de verificação de interferências, certifique--se de que definiu corretamente as áreas de interferência proibida. Para tal, selecione o modo manual e faça com que as unidades porta--ferramenta interfiram uma com a outra em vários sentidos.

409

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

20.3.6
Exemplo de Execução de Uma Verificação de Interferências nas Unidades Porta-Ferramenta
Explicações
Entrada em mm para máquinas--ferramentas com sistema métrico 75 mm 215 mm Unidade porta--ferramenta 1 +X 115 mm T0202 Sistema de coordenadas da unidade porta--ferramenta 1 0 0 200 mm
140mm

115 mm170 mm

115 mm

+Z +Z

400 mm

100mm
80mm

60 mm 170 mm T1515
120 mm

Sistema de coordenadas da unidade porta--ferramenta 2 +X

Unidade porta--ferramenta 2

Os sistemas de coordenadas à direita da figura atrás mostrada correspondem aos sistemas de coordenadas do plano ZX das unidades porta-ferramenta 1 e 2. Para simplificar, os sistemas de coordenadas encontram- deslocados; na verdade, os pontos de origem dos sistemas -se de coordenadas devem corresponder aos pontos zero da máquina. Suponha que a máquina está configurada como mostrado atrás. Suponha, ainda, que o número de correção 02 é atribuído à unidade porta-ferramenta 1 e que o número de correção 15 é atribuído à unidade porta-ferramenta 2. Suponha que a figura representa o estado da máquina após a operação de retorno ao ponto de referência em todos os eixos (X1,Z1, X2, Z2). Em seguida, defina -800 mm (diâmetro) e -200 mm no parâmetro nº 8151 e 8152, respectivamente. A relação de posição entre as duas unidades porta-ferramenta corresponde ao tipo (4), indicado na seção 20.3.2. Assim, defina os parâmetros TY0 e TY1 (nº 8140#0, #1) da forma seguinte: Parâmetro TY1 (nº 8140#1)=1 Parâmetro TY0 (nº 8140#0)=1 Em seguida, defina os dados da forma da ferramenta (área de interferência proibida) para cada unidade porta-ferramenta.

410

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

As figuras abaixo mostram a definição dos dados para a ferramenta número 02 atribuída à unidade porta-ferramenta 1 e para a ferramenta número 15 atribuída à unidade porta-ferramenta 2.
DADOS DA FERRAM.
NO. CORRECAO = 01 AREA 1 X= 20.000 Z= 70.000 I= -10.000 K= -50.000 NO. CORRECAO = 02 AREA 1 X= 115.000 Z= 170.000 I= -115.000 K= -115.000 _ **** [ PESQ.NO ][
MEM

O0001
AREA 2 X= 40.000 Z= 70.000 I= 20.000 K= 30.000

N00001

AREA 2 X= -75.000 Z= -115.000 J= -115.000 K= -215.000
S 0 T0000 12:02:08 CABEÇA1

*** ][

*** ][ +ENTRADA ][ ENTRADA ]

DADOS DA FERRAM.

NO. CORRECAO = 15 AREA 1 X= 80.000 Z= 170.000 I= -100.000 K= -200.000 NO. CORRECAO = 16 AREA 1 X= 0.000 Z= 0.000 I= 0.000 K= 0.000 _

O0001

N00001

AREA 2 X= -100.000 Z= -60.000 I= -140.000 K= -120.000 AREA 2 X= 0.000 Z= 0.000 I= 0.000 K= 0.000
S 0 T0000

**** [ PESQ.NO ][

MEM

12:02:36 CABEÇA2 *** *** ][ ][ +ENTRADA ][ ENTRADA ]

Defina da mesma maneira os dados para as outras ferramentas. A preparação para a verificação de interferências termina quando tiverem sido definidos os dados para todas as ferramentas. Ligue o sistema. Em seguida, a verificação de interferências é iniciada, se tiver sido especificado um código T para cada unidade porta-ferramenta, depois de concluído o retorno ao ponto de referência nos quatro eixos (X1, Z1, X2, Z2).

411

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

20.4

CORTE EQUILIBRADO (G68, G69)

Quando é necessário usinar uma peça pouco espessa, como mostrado a seguir, é possível efetuar uma usinagem precisa trabalhando simultaneamente cada lado da peça; esta função evita que a peça se deforme, o que pode acontecer quando é usinado um lado de cada vez. Quando os dois lados são usinados simultaneamente, o movimento de uma ferramenta deve estar em sintonia com o da outra ferramenta. Caso contrário, a peça pode vibrar, acabando por ser efetuada uma usinagem sem qualidade. Através desta função, o movimento de uma unidade porta-ferramenta pode ser facilmente sincronizado com o da outra.

Fig. 20.4 Corte equilibrado

Explicações

Quando G68 é especificado nos programas para a unidade porta-ferramenta 1 e a unidade porta-ferramenta 2, a distribuição de pulsos da unidade porta-ferramenta 1 é sincronizada com a da unidade porta-ferramenta 2 para iniciar o corte equilibrado. Assim, as duas unidades porta-ferramenta podem deslocar- exatamente ao mesmo -se tempo, de forma a efetuar um corte equilibrado.
Código G G68 G69 Significado Modo de corte equilibrado Cancelamento do modo de corte equilibrado

No modo de corte equilibrado, o equilíbrio é conseguido somente se for especificado um comando de movimento para as duas unidades porta-ferramenta. O corte equilibrado é executado mesmo que sejam especificados eixos diferentes para cada unidade porta-ferramenta ou um comando de movimento de correção. G68 ou G69 devem ser especificados em um único bloco. (Caso contrário,é acionado um alarme P/S (nº 163). Quando G68 ou G69 é especificado para uma unidade porta-ferramenta, a unidade porta-ferramenta não se desloca até que a execução da outra unidade porta-ferramenta prossiga para G68 ou G69. Se o corte for especificado para uma unidade porta-ferramenta no modo de corte equilibrado, a unidade porta-ferramenta não se desloca até que a execução da outra unidade porta-ferramenta prossiga para um comando de corte. CUIDADO O corte equilibrado apenas inicia o avanço de corte simultaneamente nas duas unidades porta--ferramenta; não mantém a sincronização depois disso. Para sincronizar todos os movimentos das duas unidades porta-ferramenta, a definição das duas unidades porta-ferramenta (tais como distância a percorrer e velocidade de avanço) deve ser a mesma.

412

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PROGRAMAÇÃO

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

Exemplo

Programa para a unidade porta--ferramenta 1 G68 ; G01Z100.0 ; Z0 ; G69 ;

Programa para a unidade porta--ferramenta 2 G68 ; G01Z100.0 ; Z0 ; G69 ; Modo de corte equilibrado Corte equilibrado Corte equilibrado Cancelamento do modo de corte equilibrado

CUIDADO 1 O corte equilibrado não é executado durante o estado de funcionamento em vazio ou de bloqueio da máquina. 2 Quando é especificada a operação de deslocamento rápido, o corte equilibrado não é executado. 3 Uma peça para a qual tenha sido executada uma abertura de rosca no modo de corte equilibrado não pode ser submetida a uma abertura de rosca no modo de cancelamento. A abertura de rosca inicia--se em uma posição diferente.

NOTA 1 O atraso verificado antes de ter início a distribuição de pulsos das duas unidades porta--ferramenta é igual ou inferior a 2 mseg. 2 No modo de corte equilibrado, a sincronização é especificada no início de um bloco de movimento, para que o movimento possa ser momentaneamente interrompido. 3 Se a operação de bloqueio de avanço for executada durante o corte equilibrado com as duas unidades porta--ferramenta, o processamento do corte equilibrado não é executado no momento do reinício, mas sim quando é especificado o comando de movimento seguinte para as duas unidades porta--ferramenta. 4 O modo de cancelamento (G69) é definido através de um reset. 5 A função de corte equilibrado não pode ser usada quando é selecionada a opção de “espelhamento para cabeçote duplo de torno--revólver”.

413

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

PROGRAMAÇÃO

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20.5

MEMÓRIA COMUM ÀS UNIDADES PORTA-FERRAMENTA
Explicações
D Variáveis comuns das macros de usuário

Numa máquina com duas unidades porta-ferramenta, as variáveis comuns de macros de usuário e as áreas de memória de compensação da ferramenta são diferentes para as unidades porta-ferramenta 1 e 2. No entanto, as unidades porta-ferramenta 1 e 2 podem partilhar as variáveis comuns das macros de usuário e as áreas de memória de compensação da ferramenta, desde que sejam especificados determinados parâmetros.

As unidades porta-ferramenta 1 e 2 podem partilhar todas ou parte das variáveis comuns das macros de usuário #100 a #149 e #500 a #531, desde que sejam especificados os parâmetros 6036 e 6037. (Os dados para as variáveis compartilhadas podem ser escritos ou lidos em ambas as unidades porta-ferramenta). Consulte a seção 15.1 da Parte II. A unidade porta-ferramenta 2 pode referenciar ou especificar os dados na área de memória de compensação da ferramenta da unidade porta-ferramenta 1, desde que o bit CMF (bit 5 do parâmetro 8100) seja devidamente especificado. Tal pode ser executado apenas quando as unidades porta-ferramenta 1 e 2 possuem dados idênticos para a compensação da ferramenta (número de grupos, número de colunas, sistema unitário, etc.).

D Memória de compensação da ferramenta

414

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PROGRAMAÇÃO

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

20.6

CONTROLE DO FUSO NA FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

A função de controle de dois caminhos suporta duas interfaces do fuso. Assim, 16-TB pode controlar um torno mecânico que usina simultaneamente uma peça montada em um fuso com duas unidades porta-ferramenta ou pode controlar um torno mecânico que usina simultaneamente uma peça montada em um de dois fusos com duas unidades porta-ferramenta. O primeiro tipo de controle do fuso é denominado controle de 1 fuso e o segundo é denominado controle de 2 fusos. O parâmetro 2SP (nº 3703#0) é usado para selecionar o controle de 1 fuso ou o controle de 2 fusos.

Explicações
D Controle de 1 fuso Um fuso é controlado por comandos programados para a unidade porta-ferramenta 1 ou para a unidade porta-ferramenta 2. Os comandos programados (Nota 1) para o fuso podem ser especificados a partir de qualquer das unidades porta-ferramenta. No entanto, o sinal de seleção da transmissão da velocidade do fuso (Nota 2) determina qual dos comandos das duas unidades porta-ferramentas é válido. O fuso é controlado de acordo com os comandos da unidade porta-ferramenta selecionada através do sinal. O sinal de pulso de realimentação do codificador de posição montado no fuso, é aplicado às duas unidades porta-ferramenta. Esse sinal de pulso de realimentação é usado para processar, por exemplo, a abertura de rosca e o avanço por rotação em cada unidade porta-ferramenta. Dois fusos, o fuso 1 e o fuso 2 (Nota 3), são controlados individualmente de acordo com os comandos programados (Nota 1) para cada unidade porta-ferramenta. Em geral, os comandos programados para a unidade porta-ferramenta 1 são usados para controlar o fuso 1 e os comandos programados para a unidade porta-ferramenta 2 são usados para controlar o fuso 2. Os sinais dos pulsos de realimentação dos codificadores de posição montados no fuso 1 e no fuso 2 são aplicados à unidade porta-ferramenta 1 e à unidade porta-ferramenta 2, respectivamente. O sinal de seleção de saída da velocidade do fuso (Nota 2) pode ser usado para especificar qual dos fusos deve ser controlado pelos comandos programados para qual unidade porta-ferramenta. Além disso, um sinal de seleção da recepção da realimentação do fuso (Nota 2) pode ser usado para especificar qual dos fusos deve ser controlado pelos comandos programados para qual unidade porta-ferramenta. Além disso, um sinal de seleção de entrada da realimentação do fuso (Nota 2) pode ser usado para especificar qual das unidades porta-ferramenta deve receber um sinal de realimentação de qual fuso. Assim, a unidade porta-ferramenta 1 pode controlar o fuso 2 e a unidade porta-ferramenta 2 pode controlar o fuso 1.

D Controle de 2 fusos

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20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

PROGRAMAÇÃO

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NOTA 1 Os comandos programados para os fusos incluem o seguinte: ⋅ Código S para especificar uma velocidade do fuso ⋅ M03 (rotação do fuso para a frente), M04 (rotação do fuso para trás) ⋅ Comandos para o controle da velocidade de corte constante (G96, G97, código S para especificar as velocidades de corte, comandos para especificar as velocidades máximas do fuso) 2 Consulte o MANUAL DE CONEXÃO (FUNCIONAMENTO), para informações mais detalhadas sobre o sinal de seleção de saída da velocidade do fuso e o sinal de seleção de entrada da realimentação do fuso. O controle através destes sinais varia de acordo com o fabricante da máquina--ferramenta. Portanto, leia atentamente o respectivo manual, preparado pelo fabricante da máquina-ferramenta, para se familiarizar com os comandos para os fusos. 3 O fuso conectado à interface do fuso 1 (platina principal da CPU) é definido como fuso 1 e o fuso conectado à interface do fuso 2 (platina opcional 2) é definido como fuso 2. Para informações mais detalhadas, consulte o MANUAL DE CONEXÃO (FUNCIONAMENTO).

416

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PROGRAMAÇÃO

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

20.7

CONTROLE DE SINCRONIZAÇÃO E CONTROLE COMPOSTO
Explicações
D Controle de sincronização

No controle de 2 caminhos, a função de controle de sincronização e a função de controle composto ativam o controle de sincronização em um único sistema ou entre dois sistemas, o controle composto de dois sistemas e o controle sobreposto de dois sistemas.

Sincroniza o movimento ao longo do eixo de um sistema com o do eixo de outro sistema. Exemplo) Sincronização do movimento ao longo dos eixos Z1 e Z2
Cabeçote de torno-revólver 1

X1

Peça Z1

Z2 (sincronizado com o movimento ao longo do eixo Z1)

Usinagem de acordo com um programa para o sistema 1

Sincroniza o movimento ao longo do eixo de um sistema com o de outro eixo do mesmo sistema. Exemplo) Sincronização do movimento ao longo dos eixos Z1 e B1
Cabeçote de torno-revólver 1

X1

Cabeçote móvel Peça 1 Z1 B1 (sincronizado com o movimento ao longo do eixo Z1)

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20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

PROGRAMAÇÃO

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D Controle composto

Troca os comandos de movimento para diferentes eixos de diferentes sistemas.

Exemplo) Troca de comandos para os eixos X1 e X2

- > Depois da execução de um comando programado para o sistema 1, é executado o movimento ao longo dos eixos X2 e Z1. Depois da execução de um comando programado para o sistema 2, é executado o movimento ao longo dos eixos X1 e Z2.

Usinagem de acordo com um programa para o sistema 1

X1

Cabeçote de torno-revólver 1

Peça 1

Peça 2 Z1 Cabeçote de torno-revólver 2 Z2 X2 Usinagem de acordo com um programa para o sistema 2

D Controle sobreposto

Aplica o comando de movimento de um eixo a um eixo diferente de outro sistema. Exemplo) O comando de movimento especificado para o eixo Z1 é aplicado ao eixo Z2
Usinagem de acordo com um programa para o sistema 1

X1

Cabeçote de torno-revólver 1

Peça 1 Z1 Peça 2 Cabeçote de torno-revólver 2 Z2 Usinagem de acordo com um programa para o sistema 2

X2

NOTA O método usado para especificar o controle de sincronização ou o controle composto varia conforme o fabricante da máquina--ferramenta. Para mais informações, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.

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PROGRAMAÇÃO

20. FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS

20.8

CÓPIA DE UM PROGRAMA ENTRE DOIS CAMINHOS
Explicações
D Cópia de programas isolados

Em um CNC que suporta o controle de dois caminhos, os programas de corte especificados podem ser copiados entre os dois caminhos, definindo com 1 o bit 0 (PCP) do parâmetro nº 3206. A operação de cópia pode ser realizada através da especificação de um único programa ou de um conjunto deles. Para mais informações sobre as operações, consulte a seção 9.10 na Parte III.

Número de origem da cópia: 0001 Número de destino da cópia: Não especificado
Origem da cópia
O0001 →

Destino da cópia
O0001

Número de origem da cópia: 0001 Destino da cópia 0010
Origem da cópia
O0001 →

Destino da cópia
O0010

D Cópia de uma faixa especificada

Número de origem da cópia: de 0001 a 0100 Número de destino da cópia: Não especificado
Origem da cópia
O0001 O0010 O0100 O1000 O2000 → → →

Destino da cópia
O0001 O0010 O0100

Número de origem da cópia: de 0001 a 0100 Destino da cópia 1000
Origem da cópia
O0001 O0010 O0100 O1000 O2000 → → →

Destino da cópia
O1001 O1001 O1002

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21. FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO

PROGRAMAÇÃO

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21

FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO

Esta função possibilita aos usuários fazer a programação de modo simples através da extração de dados numéricos (dados padrão) de um desenho e da especificação de valores numéricos a partir do painel MDI. Isso elimina a necessidade de programação através de uma linguagem NC disponível. Com o auxílio dessa função, o fabricante da máquina-ferramenta pode preparar o programa de um ciclo de usinagem de furos (como um ciclo de mandrilagem ou um ciclo de rosqueamento) através da função de macro de usuário, podendo armazená- na memória do programa. -lo Atribuem- a esse ciclo nomes padrão, como BOR1, TAP3 e DRL2. -se O operador pode selecionar um padrão a partir do menu de nomes padrão mostrado na tela. Os dados (dados padrão) a serem especificados pelo operador devem ser criados com antecedência, através de variáveis em um ciclo de perfuração. O operador pode identificar essas variáveis através de nomes como PROFUNDIDADE, RETORNO, ALÍVIO, AVANÇO, MATERIAL ou outros nomes padronizados de dados. O operador atribui valores (dados padrão) a esses nomes.

420

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PROGRAMAÇÃO

21. FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO

21.1

VISUALIZAÇÃO DO MENU PADRÃO

Ao pressionar a tecla menu padrão.

e

, o [MENU] aparece na tela seguinte do

MENU : PADRÃO DE FURO 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. ROSQUEAMENTO PERFURAÇÃO MANDRILAGEM BOLSA FURO ÂNGULO DA LINHA GRADE PROFUNDA PADRAO DE TESTE INVERSA

O0000 N00000

> _ MDI **** *** *** [ MACRO ] [ MENU ] [

16:05:59 OPR ] [

] [(OPRC)]

PADRÃO DE FURO :

Este é o título do menu. Permite especificar uma seqüência de caracteres qualquer com um máximo de 12 caracteres. FURO : Este é o nome padrão. Permite especificar uma seqüência de caracteres qualquer com um máximo de 10 caracteres, incluindo katakana. O fabricante da máquina-ferramenta deve especificar as seqüências de caracteres para o título do menu e para o nome padrão, usando a macro de usuário, e carregá- na memória do programa como um subprograma -las cujo nº é 9500.

421

21. FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO

PROGRAMAÇÃO

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D Macrocomandos que especificam o título do menu

Título do menu : C1 C2 C3 C4 C5 C6 C7 C8 C9 C10 C11 C12 C1,C2, ,C12 : Caracteres do título do menu (12 caracteres) Macroinstrução G65 H90 Pp Qq Rr Ii Jj Kk : H90: Especifica o título do menu p : Supondo que a1 e a2 são os códigos dos caracteres C1 e C2, então
Pfff fff Código a2 do caractere C2 Código a1 do caractere C1

q : Supondo que a3 e a4 são os códigos dos caracteres C3 e C4, então q=a3 103+a4 r : Supondo que a5 e a6 são os códigos dos caracteres C5 e C6, então r=a5 103+a6 i : Supondo que a7 e a8 são os códigos dos caracteres C7 e C8, então i=a7 103+a8 j : Supondo que a9 e a10 são os códigos dos caracteres C9 e C10, então j=a9 103+a10 k : Supondo que a11 e a12 são os códigos dos caracteres C11 e C12, então k=a11 103+a12 Exemplo) Se o título do menu for “HOLE PATTERN”, a macroinstrução é a seguinte: G65 H90 P072079 Q076069 R032080 HO LE P I065084 J084069 K082078; AT TE RN Para obter códigos correspondentes a estes caracteres, consulte a tabela em II-21.3.

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PROGRAMAÇÃO

21. FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO

D Macroinstrução que descreve o nome padrão

Nome padrão: C1 C2 C3 C4 C5 C6 C7 C8 C9 C10 C1, C2, ,C10: Caracteres do nome padrão (10 caracteres) Macroinstrução G65 H91 Pn Qq Rr Ii Jj Kk ; H91: Especifica o título do menu n : Especifica o nº do menu do nome padrão n=1 a 10 q : Supondo que a1 e a2 são os códigos dos caracteres C1 e C2, então q=a1 103+a2 r : Supondo que a3 e a4 são os códigos dos caracteres C3 e C4, então r=a3 103+a4 i : Supondo que a5 e a6 são os códigos dos caracteres C5 e C6, então i=a5 103+a6 j : Supondo que a7 e a8 são os códigos dos caracteres C7 e C8, então j=a7 103+a8 k : Supondo que a9 e a10 são os códigos dos caracteres C9 e C10, então k=a9 103+a10
× × × × ×

Exemplo) Se o nome padrão do menu nº 1 for “BOLT HOLE”, a macroinstrução é a seguinte: G65 H91 P1 Q066079 R076084 I032072 J079076 K069032 ; BO LT H OL E D Seleção do nº do padrão Para selecionar um padrão a partir da tela de menus padrão, introduza o nº correspondente. Segue- um exemplo. -se

1
O nº do padrão selecionado é atribuído à variável do sistema #5900. A macro de usuário do padrão selecionado pode ser iniciada ativando um programa fixo (pesquisa externa do número do programa) com um sinal externo e chamando, em seguida, a variável do sistema #5900 no programa. NOTA Se cada caractere de P, Q, R, I, J e K não for especificado na macroinstrução, são atribuídos dois espaços a cada caractere omitido.

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21. FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO

PROGRAMAÇÃO

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Exemplo

Macros de usuário para o título do menu e para os nomes dos padrões dos furos.
MENU : PADRÃO DE FURO 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. ROSQUEAMENTO PERFURAÇÃO MANDRILAGEM BOLSA FURO ÂNGULO DA LINHA GRADE PROFUNDA PADRAO DE TESTE INVERSA O0000 N00000

> _ MDI **** *** *** 16:05:59 [ MACRO ] [ MENU ] [ OPR ] [ O9500 ;

] [ (OPRC) ]

N1G65 H90 P072 079 Q076 069 R032 080 I 065 084 J 084 069 K082 078 ; N2G65 H91 P1 Q066 079 R076 084 I 032 072 J 079 076 K069 032 ; N3G65 H91 P2 Q071 082 R073 068 ; N4G65 H91 P3 Q076 073 R078 069 I 032 065 J 078071 K076069 ; N5G65 H91 P4 Q084 065 R080 080 I 073 078 J 071 032 ; N6G65 H91 P5 Q068 082 R073 076 I 076 073 J 078 071 ; N7G65 H91 P6 Q066079 R082073 I 078 071 ; N8G65 H91 P7 Q080 079 R067 075 I 069 084 ; N9G65 H91 P8 Q080069 R067075 ; N10G65 H91 P9 Q084 069 R083 084 I032 080 J065 084 K082 078 ; N11G65 H91 P10 Q066 065 R067 0750 ; N12M99 ;

PADRÃO DE FURO 1.FURO 2.GRADE 3.ÂNGULO DA LINHA 4.ROSQUEAMENTO 5.PERFURAÇÃO 6.MANDRILAGEM 7.BOLSA 8.PROFUNDA 9.PADRAO DE TESTE 10.INVERSA

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

21. FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO

21.2

VISUALIZAÇÃO DOS DADOS PADRÃO

Quando é selecionado um menu padrão, são exibidos os dados padrão necessárioss.
VAR. : FURO NO. 500 501 502 503 504 505 506 507 O0001 N00000 DADOS 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 COMENTÁRIO *FURO CIRCULO* DEFINIR PADRAO DADOS PARA VAR. NO.500-505. NOME FERRAMENTA PADRAO X PADRAO Y RAIO S. ANGL NO FUROS

POSICAO REAL (RELATIVA) X 0.000 Y 0.000 Z 0.000 > _ MDI **** *** *** 16:05:59 [ MACRO ] [ MENU ] [ OPR ] [

] [(OPRC)]

: Este é o título dos dados padrão. Permite especificar uma seqüência de caracteres qualquer com um máximo de 12 caracteres. FERRAMENTA : Este é o nome da variável. Permite especificar uma seqüência de caracteres qualquer com um máximo de 10 caracteres. *CIRCULO DE FUROS* : Esta é uma instrução de comentário. Permite especificar uma seqüência de caracteres com um máximo de 8 linhas, com 12 caracteres por linha.
FURO

(É permitido usar katakana em uma seqüência de caracteres ou em uma linha.) O fabricante da máquina-ferramenta deve programar as seqüências de caracteres do título dos dados padrão, o nome padrão e o nome da variável, usando a macro de usuário, e carregá- na memória do programa como -las um subprograma cujo nº é 9500 mais o nº do padrão (O9501 a O9510).

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21. FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

D Macroinstrução que especifica o título dos dados padrão (o título do menu)

Título do menu : C1 C2 C3 C4 C5 C6 C7 C8 C9 C10 C11 C12 C1 ,C2, , C12 : Caracteres do título do menu (12 caracteres) Macroinstrução G65 H92 Pp Qq Rr Ii Jj Kk ; H92 : Especifica o nome padrão p : Supondo que a1 e a2 são os códigos dos caracteres C1 e C2, então p=a1 103+a2 Ver 17.3 para obter os códigos de caracteres. q : Supondo que a3 e a4 são os códigos dos caracteres C3 e C4, então q=a3 103+a4 r : Supondo que a5 e a6 são os códigos dos caracteres C5 e C6, então r=a5 103+a6 i : Supondo que a7 e a8 são os códigos dos caracteres C7 e C8,então i=a7 103+a8 j : Supondo que a9 e a10 são os códigos dos caracteres C9 e C10, então j=a9 103+a10 k : Supondo que a11 e a12 são os códigos dos caracteres C11 e C12, então k=a11 103+a12

× × × × × ×

Exemplo) Supondo que o título dos dados padrão é “BOLT HOLE”, a macroinstrução é a seguinte: G65 H92 P066079 Q076084 R032072 I079076 J069032; BO LT H OL E D Macroinstrução que especifica o nome da variável Nome da variável :C1 C2 C3 C4 C5 C6 C7 C8 C9 C10 C1, C2, , C10 : Caracteres do nome da variável (10 caracteres) Macroinstrução G65 H93 Pn Qq Rr Ii Jj Kk ; H93 : Especifica o nome da variável n : Especifica o nº do menu do nome da variável n=1 a 10 q : Supondo que a1 e a2 são os códigos dos caracteres C1 e C2, então q=a1 103+a2 r : Supondo que a3 e a4 são os códigos dos caracteres C3 e C4, então r=a3 103+a4 i : Supondo que a5 e a6 são os códigos dos caracteres C5 e C6, então i=a5 103+a6 j : Supondo que a7 e a8 são os códigos dos caracteres C7 e C8, então j=a7 103+a8 k : Supondo que a9 e a10 são os códigos dos caracteres C9 e C10, então k=a9 103a+a10

× × × × ×

Exemplo) Supondo que o nome da variável nº 503 és “RADIUS”, a macroinstrução é a seguinte: G65 H93 P503 Q082065 R068073 I085083 ; RA DI US

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B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

21. FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO

D Macroinstrução para descrever um comentário

Uma linha de comentário: C1 C2 C3 C4 C5 C6 C7 C8 C9 C10 C11 C12 C1, C2,…, C12 : Seqüência de caracteres em uma linha de comentário (12 caracteres) Macroinstrução G65 H94 Pp Qq Rr Ii Jj Kk ; H94 : Especifica o comentário p : Supondo que a1 e a2 são os códigos dos caracteres C1 e C2, então p=a1 103+a2 Consulte 17.7 para obter os códigos dos caracteres. q : Supondo que a3 e a4 são os códigos dos caracteres C3 e C4, então q=a3 103+a4 r : Supondo que a5 e a6 são os códigos dos caracteres C5 e C6, então r=a5 103+a6 i : Supondo que a7 e a8 são os códigos dos caracteres C7 e C8, então i=a7 103+a8 j : Supondo que a9 e a10 são os códigos dos caracteres C9 e C10, então j=a9 103+a10 k : Supondo que a11 e a12 são os códigos dos caracteres C11 e C12,então k=a11 103+a12 O comentário pode ser visualizado em um máximo de oito linhas. O comentário é composto da primeira até a oitava linha da seqüência programada de G65 H94 para cada linha. Exemplo) Supondo que o comentário é “BOLT HOLE”, a macroinstrução é a seguinte: G65 H94 P042066 Q079076 R084032 I072079 J076069; *B OL T HO LE
× × × × × ×

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21. FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

Exemplos

Macroinstrução para descrever o título de um parâmetro, o nome da variável e um comentário
VAR. : FURO NO. 500 501 502 503 504 505 506 507 O0001 N00000 DADOS 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 COMENTÁRIO *FURO CIRCULO* DEFINIR PADRAO DADOS PARA VAR. NO.500-505. NOME FERRAMENTA PADRAO X PADRAO Y RAIO S. ANGL NO FUROS

POSICAO REAL (RELATIVA) X 0.000 Y 0.000 Z 0.000 > _ MDI **** *** *** 16:05:59 [ MACRO ] [ MENU ] [ OPR ] [ O9501 ;
N1G65 H92 P066 079 Q076 084 R032 072 I 079 076 J069 032 ; N2G65 H93 P500 Q084 079 R079076 ; N3G65 H93 P501 Q075 073 R074 085 I078 032 J088 032 ; N4G65 H93 P502 Q075 073 R074 085 I 078 032 J089 032 ; N5G65 H93 P503 Q082 065 R068 073 I 085 083 ; N6G65 H93 P504 Q083 046 R032 065 I 078 071 J 076 032 ;

] [(OPRC)]

VAR : FURO #500 FERRAMENTA #501 KIJUN X #502 KIJUN Y #503 RAIO #504 S.ANGL #505 Nº FUROS Comentário
*CIRCULO

N7G65 H93 P505 Q072 079 R076 069 I 083 032 J078 079 K046 032 ; N8G65 H94 ; N9G65 H94 P042 066 Q079 076 R084 032 I072 079 J076 069 ; N10G65 H94 R032 067 I073 082 J067 076 K069 042 ; N11G65 H94 P083 069 Q084 032 080 065 I084 084 J069 082 K078 032 ; N12G65 H94 P068 065 Q084 065 R032 084 I079 032 J086 065 K082046 ; N14M99 ;

DE FUROS* DEF PADRAO DADOS PARA VAR.

N13G65 H94 P078 079 Q046 053 R048 048 I045 053 J048 053 K046 032 ; Nº 500-505

428

B-63524PO/01

PROGRAMAÇÃO

21. FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO

21.3

CARACTERES E CÓDIGOS PARA A FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO

Tabela 21.3 (a) Caracteres e códigos para a função de entrada de dados padrão CaracCaracCódigo Comentário Código Comentário tere tere A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z 0 1 2 3 4 5 065 066 067 068 069 070 071 072 073 074 075 076 077 078 079 080 081 082 083 084 085 086 087 088 089 090 048 049 050 051 052 053 6 7 8 9 ! ” # $ % & ’ ( ) * + , -. / : ; < = > ? @ [ ^ ¥ ] _ 054 055 056 057 032 033 034 035 036 037 038 039 040 041 042 043 044 045 046 047 058 059 060 061 062 063 064 091 092 093 094 095

Espaço Ponto de exclamação Aspas Cerquilha Sinal de dólar Porcentagem E comercial Apóstrofe Parêntese esquerdo Parêntese direito Asterisco Sinal de mais Vírgula Sinal de menos Ponto Barra Dois pontos Ponto e vírgula Sinal de menor que Sinal de igual Sinal de maior que Ponto de interrogação Sinal de arroba Colchete esquerdo Sinal de Yen Colchete direito Sublinha

NOTA Não se podem usar os parênteses esquerdo e direito.

429

21. FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO

PROGRAMAÇÃO

B-63524PO/01

Tabela 21.3 (b) Números de subprogramas utilizados na função de entrada de dados padrão Nº do subprograma O9500 O9501 O9502 O9503 O9504 O9505 O9506 O9507 O9508 O9509 O9510 Função Especifica as seqüências de caracteres exibidas no menu de dados padrão. Especifica uma seqüência de caracteres dos dados padrão que corresponde ao padrão nº 1 Especifica uma seqüência de caracteres dos dados padrão que corresponde ao padrão nº 2 Especifica uma seqüência de caracteres dos dados padrão que corresponde ao padrão nº 3 Especifica uma seqüência de caracteres dos dados padrão que corresponde ao padrão nº 4 Especifica uma seqüência de caracteres dos dados padrão que corresponde ao padrão nº 5 Especifica uma seqüência de caracteres dos dados padrão que corresponde ao padrão nº 6 Especifica uma seqüência de caracteres dos dados padrão que corresponde ao padrão nº 7 Especifica uma seqüência de caracteres dos dados padrão que corresponde ao padrão nº 8 Especifica uma seqüência de caracteres dos dados padrão que corresponde ao padrão nº 9 Especifica uma seqüência de caracteres dos dados padrão que corresponde ao padrão nº 10

Tabela 21.3 (c) Macroinstruções usadas na função de entrada de dados padrão Código G G65 G65 G65 G65 G65 Código H H90 H91 H92 G93 H94 Função Especifica o título do menu H92 : Especifica o nome padrão H92 : Especifica o título dos dados padrão H92 : Especifica o nome da variável H94 : Especifica o comentário

Tabela 21.3 (d) Variáveis do sistema utilizadas na função de entrada de dados padrão Variável do sistema #5900 Função Nº padrão selecionado pelo usuário.

430

III. OPERAÇÃO

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

1

ASPECTOS GERAIS

433

1. ASPECTOS GERAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

1.1

OPERAÇÃO MANUAL
Explicações
D Retorno manual ao ponto de referência (ver seção III-3.1) A máquina-ferramenta CNC possui uma posição utilizada para determinar a posição da máquina. Esta posição chama-se ponto de referência, onde a ferramenta é substituída ou as coordenadas são definidas. Normalmente, após a energização, a ferramenta move- até ao ponto de referência. -se O retorno manual ao ponto de referência serve para deslocar a ferramenta para o ponto de referência usando- chaves e botões localizados no -se painel do operador.

Ponto de referência

Ferramenta Painel de operação da máquina

Fig.1.1 (a) Retorno manual ao ponto de referência

A ferramenta também pode ser movida até ao ponto de referência através de comandos do programa. Esta operação chama- retorno automático ao ponto de referência -se (Ver Seção II-6).

434

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

D Movimento da ferramenta através de operação manual

A ferramenta pode ser movimentada ao longo de cada eixo utilizando-se as chaves, botões de pressão ou a manivela eletrônica do painel de operação da máquina.
Painel de operação da máquina Gerador de pulsos manual

Ferramenta

Peça

Fig. 1.1 (b) Movimento da ferramenta através de operação manual

A ferramenta pode ser deslocada das seguintes maneiras: (i) Avanço em modo jog (Ver Seção III-3.2) A ferramenta se move continuamente enquanto um botão estiver sendo pressionado. (ii) Avanço incremental (Ver Seção III-3.3) A ferramenta percorre a distância pré-determinada sempre que um botão é pressionado. (iii) Avanço por manivela (Ver Seção III-3.4) Ao girar a manivela eletrônica, a ferramenta se move percorrendo a distância correspondente ao grau de rotação da manivela.

435

1. ASPECTOS GERAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

1.2

MOVIMENTO PROGRAMADO DA FERRAMENTA OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

A operação automática serve para operar a máquina de acordo com o programa criado. Ela inclui operações de memória, MDI e DNC. (Ver Seção III-4).
Programa 01000 ; M_S_T ; G92_X_ ; G00... ; G01...... ; . . . . Fig.1.2 (a) Movimento Programado da Ferramenta

Ferramenta

Explicações
D Operação de memória A máquina pode ser operada de acordo com as instruções de um programa que tenha sido registrado uma vez na memória CNC. Esta operação é chamada de operação de memória.
MÁQUINA-FERRAMENTA

Memória

Fig.1.2 (b) Operação de Memória

D Operação MDI

Após a entrada de um programa por um grupo de comandos, através do painel de operação MDI, a máquina pode ser operada de acordo com tal programa. Esta operação é chamada de operação MDI.
Teclado MDI do CNC Máquina

Entrada manual de programa

Fig. 1.2 (c) Operação MDI

D Operação DNC

A máquina pode ser comandada através da leitura direta de um programa a partir de um dispositivo de entrada/saída externo, sem que seja necessário registrar o programa na memória do CNC. Isto chama-se operação DNC.
436

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

1.3

OPERAÇÃO AUTOMÁTICA
Explicações
D Seleção de programas Selecione o programa usado para a peça. Normalmente, é preparado um programa para cada peça. Se dois ou mais programas estiverem na memória, selecione o programa a ser usado, procurando o respectivo número (Seção III-9.3).
Na memória ou em uma fita Número do O1001 programa G92 -- -- -- -- -- -Programa Trabalho--1 M30 O1002 G92 -- -- -- -- -- -Número do programa Programa Trabalho--2 M30 O1003 G92 -- -- -- -- -- -Número do programa Programa Trabalho--3 M30 Pesquisa do número do programa Operação automática

Fig. 1.3 (a) Seleção de um Programa para Operação Automática

D Início e parada (Ver Seção III-4)

Ao pressionar o botão de início de ciclo a operação automática se inicia. Ao pressionar os botões de bloqueio de avanço ou de reset, a operação automática efetua uma pausa ou pára. Ao especificar o comando de parada de programa ou término de programa, a operação pára durante a operação automática. Quando o processo de usinagem acaba, a operação automática pára.
Início Parada

Início de ciclo Reset do bloqueio do avanço

Operação automática

Parada de programa Fim de programa

Parada causada pelo programa

Fig.1.3 (b) Início e Parada da Operação Automática

437

1. ASPECTOS GERAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

D Interrupção manual (ver seção III-4.6)

Durante a execução da operação automática, o movimento da ferramenta pode ignorar a mesma se a manivela eletrônica for rotacionada.
Rebolo (ferramenta)

Peça Profundidade de corte por avanço manual Profundidade de corte especificada através de um programa Fig. 1.3 (c) Interrupção por Manivela para Operação Automática

438

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

1.4

TESTAR UM PROGRAMA

Antes do início da usinagem, pode ser executada uma verificação automática do programa. Este teste serve para verificar se o programa criado pode operar a máquina conforme desejado. O teste pode ser feito acionando realmente a máquina ou verificando a mudança da indicação da posição (sem acionar a máquina) (Ver Seção III-5).

1.4.1
Teste durante o Funcionamento da Máquina
Explicações
D Funcionamento em vazio (Ver Seção III-5.4) Remova a peça e verifique somente o movimento da ferramenta. Selecione a velocidade de deslocação da ferramenta utilizando o botão rotativo no painel de operação.

Ferramenta

Fig. 1.4.1 (a) Funcionamento em vazio

D Override da velocidade de avanço (Ver Seção III-5.2)

Verifique o programa, modificando a velocidade nele especificada.
Velocidade de avanço especificada pelo programa : 100 mm/min. Velocidade de avanço após a correção da velocidade de avanço : 20 mm/min. Peça

Ferramenta

Fig. 1.4.1 (b) Override da Velocidade de Avanço

439

1. ASPECTOS GERAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

D Bloco a Bloco (Ver Seção III-5.5)

Quando o botão de início de ciclo é pressionado, a ferramenta executa uma operação e depois pára. Ao pressionar novamente o início de ciclo, a ferramenta executa a próxima operação e depois pára. O programa é testado desta forma.
Início de ciclo Início de ciclo Início de ciclo

Início de ciclo

Ferramenta

Peça

Fig. 1.4.1 (c) Bloco Único

1.4.2
Como Visualizar a Mudança da Indicação da Posição sem Colocar a Máquina em Funcionamento
Explicações
D Bloqueio da máquina
CRT/MDI X Z
Ferramenta

Peça

A ferramenta permanece parada e só se modificam as indicações da posição dos eixos. Fig. 1.4.2 Bloqueio da Máquina

D Bloqueio da função auxiliar

Se o funcionamento automático for colocado no modo de bloqueio da função auxiliar durante o modo de bloqueio da máquina, todas as funções auxiliares (rotação do fuso, substituição da ferramenta, líquido refrigerante on/off, etc.) serão desativadas. (Ver Seção III-5.1.)
440

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

1.5
EDIÇÃO DE UM PROGRAMA DE PEÇAS

Depois de um programa criado ter sido registrado na memória, ele pode ser corrigido ou modificado através do painel de operação MDI (Ver Seção III-9). Esta operação pode ser executada usando a função de armazenamento/ edição de um programa de peças.
Registro de programa Correção ou modificação do programa

Leitor de fita de papel

Fita perfurada CNC (programa)

MÁQUINA-FERRAMENTA

Fig. 1.5 Edição do Programa de Peças

441

1. ASPECTOS GERAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

1.6
VISUALIZAÇÃO E ESPECIFICAÇÃO DE DADOS

O operador pode visualizar ou modificar um valor armazenado na memória interna CNC, através da operação de teclas na tela MDI (Ver III-11).

Especificação dos dados Visualização dos dados

Teclas da tela

MDI Memória do CNC Fig. 1.6 (a) Visualização e Especificação de Dados

Explicações
D Valor de correção

Definição

Compensação da geometria

Compensação de desgaste

Teclas da tela MDI

Tela

Número de compen-sação da ferramenta: 1 Número de compen-sação da ferramenta: 2 Número de compen-sação da ferramenta: 3 ⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅

12.3 20.0 ⋅⋅⋅ ⋅⋅⋅

25.0 40.0 ⋅⋅⋅ ⋅⋅⋅

Memória do CNC

Fig. 1.6 (b) Visualização e Especificação de Valores de Correção

A ferramenta possui as dimensões: Comprimento, diâmetro. Quando uma peça é usinada, o valor do movimento da ferramenta depende das dimensões da mesma. Ao especificar com antecedência os dados das dimensões da ferramenta na memória CNC, são gerados automaticamente caminhos para as ferramentas que permitem a qualquer uma delas cortar a peça especificada pelo programa. Os dados sobre as dimensões da ferramenta são chamados de valores de correção (Ver Seção III-11.4.1).

442

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

Valor de correção da ferramenta

Valor de correção da ferramenta

Ferramenta Peça

Fig. 1.6 (c) Valor de Correção

D Visualizar e especificar dados de especificação do operador

Além dos parâmetros, existem outros dados também especificados pelo operador. Estes dados fazem com que as características da máquina se modifiquem. Por exemplo, podem ser especificados os seguintes dados: ⋅Mudança polegadas/unidades métricas ⋅Seleção de dispositivos E/S ⋅Corte por espelhamento on/off Os dados atrás indicados são os chamados dados de definição (Ver Seção III-11.4.7).

Definição

Dados de definição ⋅Mudança polegadas/unidades métricas ⋅Seleção do dispositivo de E/S ⋅Definição do espelhamento ON/OFF

Teclas da tela

Visualizar

⋅ ⋅ ⋅ Memória do CNC Características operacionais Movimento da máquina

Programa

Operação automática

Fig. 1.6 (d) Visualização e Especificação dos Dados de Especificação do Operador

443

1. ASPECTOS GERAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

D Visualizar e especificar parâmetros

As funções CNC são suficientemente versáteis para se adaptarem às características das diferentes máquinas. Por exemplo, o CNC pode especificar o seguinte: ⋅Velocidade de deslocamento rápido de cada eixo ⋅Se o sistema incremental se baseia em o sistema métrico ou sistema inglês. ⋅Como definir a multiplicação de comandos/multiplicação da detecção (CMR/DMR). Os dados utilizados na especificação acima são denominados parâmetros (Ver Seção III-11.5.1). Os parâmetros diferem em função da máquina-ferramenta.

Parâmetro

Definição

Tela Teclas MDI

Visualização

Velocidade de deslocamento rápido Controle de posição Retorno ao ponto de referência Dados de compensação da folga Dados de compensação de erro do passo

⋅ ⋅ ⋅

Programa

Operação automática

Movimento da máquina

Fig. 1.6 (e) Visualização e Especificação de Parâmetros

D Chave para proteção dos dados

É possível definir uma chave para proteção dos dados. Ela é usada para evitar que os programas de peças, valores de correção, parâmetros e dados de especificação sejam registrados, modificados ou apagados por engano (Ver Seção III-11).
Definição dos Dados

Teclas da tela MDI Inibição de registro / alteração Programa Valor de correção Parâmetros Dados de definição Memória do CNC Fig. 1.6 (f) Chave para Proteção dos Dados Chave de Proteção

Painel de operação da máquina

Sinal

444

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

1.7

VISUALIZAÇÃO 1.7.1
Visualização do Programa
É mostrado o conteúdo do programa ativo. Além disso, são mostrados os programas seguintes e a lista de programas. (Ver Seção III-11.2.1) Número do programa ativo
PROGRAMA N1 G90 G17 G00 G41 X250.0 Z550.0 ; N2 G01 Z900.0 F150 ; N3 X450.0 ; N4 G03 X500.0 Z1150.0 R650.0 ; N5 G02 X900.0 R-250.0 ; N6 G03 X950.0 Z900.0 R650.0 ; N7 G01 X1150.0 ; N8 Z550.0 ; N9 X700.0 Z650.0 ; N10 X250.0 Z550.0 ; N11 G00 G40 X0 Z0 ; >_ MEM STOP * * *
PRGRM

Número da seqüência ativa

O1100 N00005

Conteúdo do programa

***
ATUAL

13 : 18 : 14
PROX (OPRC)

VERIF

Programa em execução O cursor indica a localização em execução

PROGRAMA
EDICAO DO SISTEMA B1A1 -- 03 NO. PROGRAMA USADO ’ 10 MEMORIA USADA ’ 960

O1100 N00003 LIVRE’ 53 LIVRE’ 5280

PROGRAMAS EXISTENTES O0001 O0002 O0010 O0020 O0040 O0050 O0100 O0200 O1000 O1100

>_ EDICAO * * * *
PRGRM

*** *** BIB

13 : 18 : 14 JOPRTK

445

1. ASPECTOS GERAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

1.7.2
Indicação da Posição Atual

A posição atual da ferramenta é visualizada com os valores de coordenadas. A distância da posição atual à posição alvo também pode ser visualizada. (Ver Seção III-11.1 a 11.1.3)
X z

x

Z

Sistema de coordenadas da peça

POSIÇÃO REAL (ABSOLUTA)

O1000 N00010

X Z C
TEMPO TRAB

123.456 456.789 90.000
0H15M CONT. PECAS 5 TEMPO CICLO 0H 0M38S

MEM INIC MVT *** 09:06:35 [ ABS ] [ REL ] [ TUDO ] [ MANIV ] [

] [(OPRC)]

1.7.3
Tela de Alarmes

Quando surge um problema durante a operação, o código de erro e a mensagem de alarme são mostrados na tela CRT. Consultar a lista de códigos de erro e seus significados no ANEXO G. (Ver Seção III-7.1)
MENSAGEM DE ALARME
010 CODIGO G INVALIDO

O1000 N00003

>_ MEM STOP * * * *
ALARME MSG

***

ALM 19 : 55 : 22
HISTOR

446

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

1.7.4
Indicação da Contagem de Peças, Indicação do Tempo de Execução

Quando esta opção é selecionada, são mostrados dois tipos de tempo de execução e número de peças. (ver seção III-11.4.9)
POSIÇÃO REAL (ABSOLUTA) O1000 N00010

X Z C
TEMPO TRAB

123.456 456.789 90.000
0H15M CONT. PECAS 5 TEMPO CICLO 0H 0M38S

MEM INIC MVT *** 09:06:35 [ ABS ] [ REL ] [ TUDO ] [ MANIV ] [

] [(OPRC)]

447

1. ASPECTOS GERAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

1.7.5
Visualização de Gráficos (Ver Seção III-12)

A função gráfica pode ser usada para desenhar o caminho da ferramenta para a operação automática e para a operação manual, indicando, deste modo, a evolução do corte e a posição da ferramenta. (Ver Seção III-12).
X O0001 N00021 X 200.000 Z 200.000

Z MEM INIC * * * *
PRM.G

FIN
GRAF

08 : 00 : 53
ZOOM (OPRC)

Controle de 1 caminho

CABEÇA1O0001 N00021 X1 200.000 X Z1 200.000 1

CABEÇA2O0020 N00020 X2 220.000 X Z2 160.000 2

62.5 MEM
PRM.G

Z1 62.5 INIC *** FIN 08 : 24 : 56
ZOOM

Z2 CABEÇA1
(OPRC)

GRAF

Controle de 2 caminhos

448

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

1.8

SAÍDA DE DADOS

Os programas, valores de correção, parâmetros, etc. introduzidos na memória CNC podem ter saída para fita, cassete ou disco flexível, para efeitos de armazenamento. Depois da saída para um meio, os dados podem ser introduzidos na memória CNC. (Ver III-8.)

Leitor de fita portátil

PPR FANUC Memória Programa Correção Parâmetros
. . .

Fita Interface de leitura/envio Adaptador de cassete FANUC Adaptador de cassete FANUC

Disco flexível SISTEMA P MÁQUINA-FERRAMENTA Sistema de programação automática Cartão de memória Adaptador para cartão de memória (CNC incorporado) Fig.1.8 Saída de Dados

449

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

2

DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

Os dispositivos operacionais disponíveis incluem a unidade de especificação e visualização acoplada ao CNC, o painel de operação da máquina e os dispositivos externos de entrada/saída, como um arquivo handy, etc.

450

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

2.1

UNIDADES DE ESPECIFICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO

As unidades de especificação e visualização são mostradas nas Subseções 2.1.1 a 2.1.5 da Parte III. 7,2″/8,4″ Unidade de controle CNC do tipo montado em LCD: III-2.1.1 9,5″/10,4″ Unidade de controle CNC do tipo montado em LCD: III-2.1.2 Pequena unidade MDI do tipo autónomo: III-2.1.3 Unidade MDI standard do tipo autónomo: III-2.1.4 Unidade MDI do tipo autónomo com 61 teclas: III-2.1.5.

451

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

2.1.1
Unidade de Controle CNC do Tipo Montado em LCD de 7,2″/8,4″

2.1.2
Unidade de Controle CNC do Tipo Montado em LCD de 9,5″/10,4″

452

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

2.1.3
Pequena Unidade MDI do Tipo Autónomo

Teclas de endereço/numéricas Teclas de função

Tecla shift Tecla de cancelamento (CAN) Tecla de entrada de dados

Teclas de edição Tecla de ajuda Tecla de reset

Teclas do cursor Teclas de mudança de página

453

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

2.1.4
Unidade MDI Standard do Tipo Autónomo
Teclas de endereço/numéricas

Tecla de ajuda

Tecla de reset

Teclas de edição Tecla de cancelamento (CAN) Tecla de entrada de dados

Tecla shift

Teclas de função Teclas de mudança de página Teclas do cursor

454

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

2.1.5
Unidade MDI do Tipo Autónomo com 61 teclas

Tecla de reset

Teclas de endereço/numéricas Tecla shift Tecla de ajuda

Teclas de função Teclas de mudança de página Teclas do cursor

Tecla de cancelamento (CAN)

Tecla de entrada de dados Teclas de edição

455

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

2.2

EXPLICAÇÃO DO TECLADO
Tabela 2.2 Explicação do Painel de Operação MDI
Número 1 Nome Tecla de reset Explicação Pressione esta tecla para reinicializar o CNC, para cancelar um alarme, etc.

2

Tecla de ajuda

Pressione esta tecla para visualizar o modo de operação da máquina-ferramenta, tal como a operação das teclas MDI, ou os pormenores de um alarme do CNC (função de ajuda). No caso das séries 160i/180i/160is/180is, essa tecla assume a função da tecla “Esc” do computador pessoal. As soft keys possuem várias funções, de acordo com as Aplicações. As funções das soft keys são visualizadas na parte inferior da tela CRT. Pressione estas teclas para introduzir caracteres alfabéticos, numéricos e outros.

3 4

Soft keys Teclas de endereço e numéricas … N 4 ) Tecla shift

5

Algumas teclas possuem dois caracteres em sua face. Ao pressionar a tecla <SHIFT> é feita a comutação entre os caracteres. O caractere especial Ê é visualizado na tela quando o caractere indicado no canto inferior direito da face da tecla pode ser introduzido.

6

Tecla de entrada de dados Quando uma tecla de endereço ou numérica é pressionada, os dados são inseridos no buffer e mostrados na tela CRT. Para copiar dados do buffer de entrada do teclado para o registro de correção, etc., pressione a tecla <INPUT>. Esta tecla é equivalente à tecla [ENTRADA] das soft keys, e ambas têm a mesma função quando pressionadas. Tecla de cancelamento Pressione esta tecla para apagar o último caractere ou símbolo inseridos no buffer de entrada do teclado. Quando o buffer de entrada do teclado apresenta >N001X100Z_ e a tecla de cancelamento é pressionada, Z é cancelado e >N001X100_ é visualizado.

7

8

Teclas de edição do programa

Pressione estas teclas quando editar o programa. : Alterar : Inserir : Apagar (No caso das séries 160i/180i/160is/180is, essa tecla assume a função da tecla “Tab” do computador pessoal.)

9

Teclas de função …

Pressione estas teclas para trocar de tela para cada função. Ver Seç. 2.3 para detalhes sobre as teclas de função.

456

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

Tabela 2.2 Explicação do Painel de Operação MDI
Número 10 Nome Teclas do cursor Explicação Há quatro teclas de cursor diferentes. : Esta tecla é usada para mover o cursor para a direita ou para a frente. O cursor move--se para a frente em curtos incrementos. : Esta tecla é usada para mover o cursor para a esquerda ou na direção frente. O cursor move--se em curtos incrementos, na direção inversa. : Esta tecla é usada para mover o cursor para baixo ou para frente. O cursor move--se para a frente, em grandes incrementos. : Esta tecla é usada para mover o cursor para cima ou na direção inversa. O cursor move--se em grandes incrementos na direção inversa. 11 Teclas de mudança de página Há dois tipos de teclas de mudança de página. : Esta tecla é usada para avançar uma página na tela. : Esta tecla é usada para retroceder uma página na tela.

457

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

2.3

TECLAS DE FUNÇÃO E SOFT KEYS 2.3.1
Operações Gerais de Tela

As teclas de função são usadas para selecionar o tipo de tela (função) a ser visualizada. Quando uma soft key (soft key de seleção de seção) é pressionada imediatamente após uma tecla de função, a tela (seção) que corresponde à função selecionada pode ser ativada.

1 Pressione uma tecla de função no painel de operação MDI. As soft keys para seleção de capítulo que pertencem à função selecionada aparecem. 2 Pressione uma das soft keys para seleção de capítulo. A tela para o capítulo selecionado aparece. Se a soft key para o capítulo desejado não for visualizada, pressione a tecla de mudança para o menu seguinte. Em alguns casos, podem ser selecionados capítulos adicionais dentro de um determinado capítulo. 3 Assim que a tela do capítulo desejado for visualizada, pressione a tecla de seleção da operação para visualizar os dados a serem manipulados. 4 Para visualizar novamente as soft keys para seleção de capítulo, pressione a tecla de retorno ao menu anterior. O procedimento geral para visualização da tela é explicado acima. Contudo, o procedimento real de visualização varia de uma tela para a outra. Para detalhes, ver a descrição de operações individuais.

Teclas de função
(OPRC)

Soft keys para seleção de capítulo

Tecla de seleção da operação

Tecla de retorno Tecla de mudança ao menu anterior para o menu seguinte

458

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

2.3.2
Teclas de Função

As teclas de função são fornecidas para selecionar o tipo de tela a visualizar. As seguintes teclas de função são fornecidas no painel de operação MDI:

Pressione esta tecla para visualizar a tela de posição.

Pressione esta tecla para visualizar a tela de programas.

Pressione esta tecla para visualizar a especificação.

tela

de

correção/

Pressione esta tecla para visualizar a tela do sistema.

Pressione esta tecla para visualizar a tela de mensagens.

Pressione esta tecla para visualizar a tela de gráficos.

Pressione esta tecla para visualizar a tela de usuário (tela de macro conversacional). No caso das séries 160i/180i, essa tecla assume a função da tecla “Ctrl” do computador pessoal.

No caso das séries 160i/180i, essa tecla assume a função da tecla “Alt” do computador pessoal.

459

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

2.3.3
Soft Keys

Para visualizar uma tela mais detalhada, pressione uma tecla de função seguida de uma soft key. As soft keys são também usadas para operações reais. A seguinte ilustração mostra como trocar a indicação das soft keys ao pressionar cada tecla de função.
Os símbolos apresentados possuem os significados abaixo : : Indica telas : Indica uma tela que pode ser visualizada pressionando uma tecla de função (*1)

[ ( [

] ) ]

: Indica uma soft key (*2) : Indica uma entrada do painel de operação MDI. : Indica uma soft key mostrada a verde (ou salientada). : Indica a tecla de mudança para o menu seguinte (soft key mais à direita) (*3).

*1 Pressione as teclas de função para alternar entre telas que são usadas freqüentemente. *2 Algumas soft keys não são mostradas, se o mesmo for selecionado nas opções da configuração. *3 Em alguns casos, a tecla de mudança para o menu seguinte é omitida quando é usada a unidade de visualização das 12 soft keys.

460

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

TELA DE POSIÇÃO

Mudança de soft key acionada pela tecla de função

Tela das coordenadas absolutas [ABS] [(OPRC)] [PECAS 0] [TRAB 0] [TRAB] [EXEC] [EXEC] [TDOEXE] (Nome do eixo, 0)

[EXEC]

Indicação das coordenadas relativas [REL] [ (OPRC) ] (Eixo ou numeral) [ORIGEM] [PECAS 0] [TRAB 0] Indicação da posição atual [TUDO] [(OPRC)] (Eixo ou numeral) [ORIGEM] [PECAS 0] [TRAB 0] Interrupção por manivela [MANIV] [(OPRC)] [PECAS 0] [TRAB 0] [EXEC] [EXEC] [PREDEF] [PREDEF]

[TDOEXE] (Nome do eixo) [EXEC] [EXEC] [EXEC]

[TDOEXE] (Nome do eixo) [EXEC] [EXEC] [EXEC]

Tela de monitoração [MONI] [(OPRC)] [PECAS 0] [TRAB 0] [EXEC] [EXEC]

461

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

TELA DE PROGRAMAS

Mudança de soft key acionada pela tecla de função no modo MEM
1/2

Tela do programa [PRGRM] (1) [(OPRC) ] [EDC--ST] (número O) (número N) [REBOB] [TIPO P] [TIPO Q] [PESQ D] [CAN] (número N) Ver “Quando a soft key [EDC--ST] é pressionada” [PESQ O] [PESQ N]

[EXEC]

Tela de verificação do programa [VERIF] [ABS] [REL] [(OPRC)] [EDC--ST] (número O) (número N) [REBOB] [TIPO P] [TIPO Q] [PESQ D] [CAN] (número N) Ver “Quando a soft key [EDC--ST] é pressionada” [PESQ O] [PESQ N]

[EXEC]

Tela do bloco atual [ATUAL] [(OPRC)] [EDC--ST] Ver “Quando a soft key [EDC--ST] é pressionada”

Tela do bloco seguinte [PROX] [(OPRC)] [EDC--ST] Ver “Quando a soft key [EDC--ST] é pressionada”

Tela de reinício do programa [REINIC] [(OPRC)] [EDC--ST] Ver “Quando a soft key [EDC--ST] é pressionada”

(2) (Continua na página seguinte)

462

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

(2)

2/2

[PLJ.AQ]

[PRGRM]

Retorno a (1) (tela do programa)

Tela do diretório do arquivo [DIR] [(OPRC)] [ SELEC ] (Nº do arquivo) [EXEC] [DEF A]

Tela da operação de planejamento [PLANEJ] [(OPRC)] [LIMPAR] [CAN] [EXEC] [ENTRADA]

(Dados de planejamento)

463

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

TELA DE PROGRAMAS

Mudança de soft key acionada pela tecla de função no modo EDICAO
1/2

Visualização do programa [PRGRM] [(OPRC)] [EDC--ST] (número O) (Endereço) (Endereço) [REBOB] [PESQ D] [LER] Ver “Quando a soft key [EDC--ST] é pressionada” [PESQ O] [PESQ↓] [PESQ↑]

[ENVIAR]

[APAGAR] [EX--EDC]

[CAN] [EXEC] (número N) [CADEIA] (O cursor move--se até ao fim do programa.) [STOP] [CAN] [EXEC] (número O) [STOP] [CAN] [EXEC] (número O) [CAN] [EXEC] (número N) [COPIAR] [CRSR∼] (número O) [EXEC] [∼CRSR] [∼FIM] [TUDO] [MOVER] [CRSR∼] (número O) [EXEC] [∼CRSR] [∼FIM] [TUDO] [UNIR] [∼CRSR] (número O) [EXEC] [∼FIM] [TROCAR] (Endereço) [ANTES] (Endereço) [APOS] [SALTAR] [1--EXEC] [EXEC]

(1) (Continua na página seguinte)

464

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

(1)

2/2

Visualização do diretório de programas [LIV] [(OPRC)] [EDC--ST] (número O) [LER] Ver “Quando a soft key [EDC--ST] é pressionada” [PESQ O] Retorno ao programa [CADEIA] [STOP] [CAN] (número O) [STOP] [CAN] (número O)

[EXEC]

[ENVIAR]

[EXEC]

Programação Verbal Gráfica [C.A.P.] Retorno ao programa [PRGRM] [G.MENU] (Dados) [BLOCO] (número G) Quando um número G é omitido, a tela padrão aparece.

[LINHA] [CHANF] [CNR.R] [ENTRADA]

Visualização do diretório do disco [DISCO] Retorno ao programa [PRGRM] [DIR] [(OPRC)] [PESQ D] (Numeral) [CAN] [EXEC] [LER] (Numeral) (Numeral) [STOP] [CAN] [EXEC] [ENVIAR] (Numeral) (Numeral) [STOP] [CAN] [EXEC] [APAGAR] (Numeral) [CAN] [EXEC]

[DEF A]

[DEF A] [DEF O]

[DEF A] [DEF O]

[DEF A]

465

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

TELA DE PROGRAMAS

Mudança de soft key acionada pela tecla de função no modo MDI

Visualização do programa [PRGRM] [(OPRC)] [EDC--ST] Ver “Quando a soft key [EDC--ST] é pressionada”

Tela do programa [MDI] [(OPRC)] [EDC--ST] (Endereço) (Endereço) [REBOB] Ver “Quando a soft key [EDC--ST] é pressionada” [PESQ↓] [PESQ↑]

Tela do bloco atual [ATUAL] [(OPRC)] [EDC--ST] Ver “Quando a soft key [EDC--ST] é pressionada”

Tela do bloco seguinte [PROX] [(OPRC)] [EDC--ST] Ver “Quando a soft key [EDC--ST] é pressionada”

Tela de reinício do programa [REINIC] [(OPRC)] [EDC--ST] Ver “Quando a soft key [EDC--ST] é pressionada”

466

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

TELA DE PROGRAMAS

Mudança de soft key acionada pela tecla de função no modo MANIV, JOG ou REF

Visualização do programa [PRGRM] [(OPRC)] [EDC--ST] Ver “Quando a soft key [EDC--ST] é pressionada”

Tela do bloco atual [ATUAL] [(OPRC)] [EDC--ST] Ver “Quando a soft key [EDC--ST] é pressionada”

Tela do bloco seguinte [PROX] [(OPRC)] [EDC--ST] Ver “Quando a soft key [EDC--ST] é pressionada”

Tela de reinício do programa [REINIC] [(OPRC)] [EDC--ST] Ver “Quando a soft key [EDC--ST] é pressionada”

TELA DE PROGRAMAS

Mudança de soft key acionada pela tecla de função no modo TJOG ou TMANIV

Visualização do programa [PRGRM] [(OPRC)] [EDC--ST] (número O) (Endereço) (Endereço) [REBOB] Ver “Quando a soft key [EDC--ST] é pressionada” Retorno ao programa [PESQ O] [PESQ↓] [PESQ↑]

Visualização do diretório de programas [LIV] [(OPRC)] [EDC--ST] (número O) Ver “Quando a soft key [EDC--ST] é pressionada” [PESQ O] Retorno ao programa

467

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

TELA DE PROGRAMAS

Mudança de soft key acionada pela tecla de função (Quando a soft key [EDC--ST] é pressionada em todos os modos)
1/2

Visualização do programa [PRGRM] [(OPRC)] [FIM--ST] (número O) (Endereço) (Endereço) [REBOB] [PESQ D] [LER]

[PESQ O] [PESQ↓] [PESQ↑]

[ENVIAR]

[APAGAR] [EX--EDC]

[CAN] [EXEC] (número N) [CADEIA] (O cursor move--se até ao fim do programa.) [STOP] [CAN] [EXEC] (número O) [STOP] [CAN] [EXEC] (número O) [CAN] [EXEC] (número N) [COPIAR] [CRSR∼] (número O) [EXEC] [∼CRSR] [∼FIM] [TUDO] [MOVER] [CRSR∼] (número O) [EXEC] [∼CRSR] [∼FIM] [TUDO] [UNIR] [∼CRSR] (número O) [EXEC] [∼FIM] [TROCAR] (Endereço) (Endereço) [ANTES] [APOS] [SALTAR] [1--EXEC] [EXEC]

(1) (Continua na página seguinte)

468

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

(1)

2/2

Visualização do diretório de programas [LIV] [(OPRC)] [EDC--ST] (número O) [LER]

[PESQ O] [CADEIA] [STOP] [CAN] (número O) [STOP] [CAN] (número O)

Retorno ao programa

[EXEC]

[ENVIAR]

[EXEC]

Programação Verbal Gráfica [C.A.P.] Retorno ao programa [PRGRM] [G.MENU] [BLOCO] (número G) (Dados) Quando um número G é omitido, a tela padrão aparece.

[LINHA] [CHANF] [CNR.R] [ENTRADA]

Visualização do diretório do disco [DISCO] Retorno ao programa [PRGRM] [DIR] [(OPRC)] [PESQ D]

[LER]

[ENVIAR]

[APAGAR]

(Numeral) [CAN] [EXEC] (Numeral) (Numeral) [STOP] [CAN] [EXEC] (Numeral) (Numeral) [STOP] [CAN] [EXEC] (Numeral) [CAN] [EXEC]

[DEF A]

[DEF A] [DEF O]

[DEF A] [DEF O]

[DEF A]

469

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

TELA DE CORREÇÃO/ESPECIFICAÇÃO

Mudança de soft key acionada pela tecla de função
1/2

Tela de correção da ferramenta [CORREC] [DESG] [GEOM] [(OPRC)] (Número) [PESQ NO] (Nome do eixo e valor numérico) (Nome do eixo) [ENT.C.] (Numeral) [+ENTRADA] (Numeral) [ENTRADA] [LIMPAR] [TUDO] [DESG] [GEOM] [CAN] [EXEC] [CAN] [EXEC]

[MEDIDA]

[LER] [ENVIAR]

Tela de especificação [DEFINIR] [(OPRC)] (Número) [ON:1] [OFF:0] (Numeral) (Numeral) [PESQ NO]

[+ENTRADA] [ENTRADA]

Tela de especificação do sistema de coordenadas de trabalho [TRAB] [(OPRC)] (Número) [PESQ NO] (Nome do eixo e valor numérico) (Numeral) [+ENTRADA] (Numeral) [ENTRADA]

[MEDIDA]

Tela de variáveis de macro [MACRO] [(OPRC)] [PESQ NO] (Número) (Nome do eixo) [ENT.C.] [ENTRADA] (Numeral) [ENVIAR] [CAN] [EXEC]

(1) (Continua na página seguinte)

470

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

(1) Tela do painel de operação por software [OPR] Tela de especificação da gestão da vida útil das ferramentas [VDFERR] [(OPRC)] (Número) [LIMPAR] (Numeral) [PESQ NO] [CAN] [EXEC] [ENTRADA]

2/2

Tela de correção da ferramenta no eixo Y [CORREC.2] [DESG] [GEOM] [(OPRC)] (Número) [PESQ NO] (Nome do eixo e valor numérico) (Nome do eixo) [ENT.C.] [+ENTRADA] (Numeral) [ENTRADA] (Numeral) [LIMPAR] [TUDO] [DESG] [GEOM] [CAN] [EXEC] [CAN] [EXEC]

[MEDIDA]

[LER] [ENVIAR]

Tela de deslocamento da peça [WK.SHFT] [(OPRC)] (Numeral) (Numeral) [+ENTRADA] [ENTRADA]

471

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

TELA DO SISTEMA

Mudança de soft key acionada pela tecla de função
1/2

Tela dos parâmetros [PARAM] [(OPRC)] (Número) [ON:1] [OFF:0] (Numeral) (Numeral) [PESQ NO]

[+ENTRADA] [ENTRADA]

[LER] [ENVIAR]

[CAN] [EXEC] [TUDO] [NON--0] [CAN] [EXEC] [CAN] [EXEC]

Tela de diagnóstico [DGNOS] [(OPRC)] (Número) [PESQ NO]

Tela de configuração do sistema [SISTEMA]

(1)(Continua na página seguinte)

472

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

(1) Tela de compensação de erro de passo [PASSO] [(OPRC)] (Nº) [PESQ NO] [ON:1] [OFF:0] [+ENTRADA] (Numeral) (Numeral) [ENTRADA]

2/2

[LER] [ENVIAR]

[CAN] [EXEC] [CAN] [EXEC] Nota) Procure o início do arquivo usando a tela PRGRM para ler/enviar.

Tela de parâmetros servo [PRM.SV] [DEF.SV] [MON.SV] [TRC.SV] [(OPRC)] [ON:1] [OFF:0] (Numeral) [TRACAR] [TRNSF]

[ENTRADA]

[(OPRC)]

Tela de parâmetros do fuso [PRM.FS] [DEF.FS] [MON.FS] [MON.FS] [(OPRC)] [ON:1] [OFF:0] [ENTRADA]

Tela de diagnóstico de forma de onda [OSCLSCP] [PRM.O] [GRAF.O]

[INICIO] [TEMPO→] [←TEMPO] [H--DUPL] [H--METD]

[INICIO] [CN--1↑] [CN--1↓] [V--DUPL] [V--METD]

[INICIO] [CN--2↑] [CN--2↓] [V--DUPL] [V--METD]

473

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

TELA DE MENSAGENS

Mudança de soft key acionada pela tecla de função

Tela de alarmes [ALARME]

Tela de mensagens [MSG]

Tela de histórico de alarmes [HISTOR] [(OPRC)] [LIMPAR]

TELA DE AJUDA

Mudança de soft key acionada pela tecla de função

Tela de detalhes de alarme [ALARME] [(OPRC)] [ SELEC ]

Tela de método de operações [OPR] [(OPRC)] [ SELEC ]

Tela da tabela de parâmetros [PARA]

474

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

TELA DE GRÁFICOS
Gráficos do caminho da ferramenta Modo 0

Mudança de soft key acionada pela tecla de função

Gráficos do caminho da ferramenta [PRM.G] [GRAF] [(OPRC)] [(OPRC)] [NORMAL] [ZOOM] [CABEÇA] [APAGAR] [PROCES] [EXEC] [STOP]

[ZOOM]

[(OPRC)]

[EXEC] [HI/LO]

Gráficos A.ST/Caminho Modo 1 a 3 Gráficos A.ST/Caminho [PRM.G] [PRM.A] [GRAF] [(OPRC)] [(OPRC)] [(OPRC)] [NORMAL] [ENTRADA] [NORMAL] [ENTRADA] [CABEÇA] [APAGAR] [PROCES] [EXEC] [STOP]

[LADO] [FRENTE] [ABRIR] [ZOOM] [(OPRC)] [EXEC] [HI/LO]

475

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

2.3.4
Entrada por Teclas e Buffer de Entrada

Quando uma tecla de endereço ou numérica é pressionada, o caractere que corresponde a esta tecla é inserido uma vez no buffer de entrada do teclado. O conteúdo do buffer de entrada do teclado é visualizado na parte inferior da tela. Para indicar que são dados de entrada de tecla, um símbolo “>” é visualizado imediatamente à sua frente. Um “_” é visualizado no final dos dados de entrada por teclado para indicar a posição de entrada do caractere seguinte.
Indicação do buffer de entrada do teclado
[ > N001X100Z_ EDICAO ] [ ] [ ALM 12:35:45 ] [ ] [ ]

Fig. 2.3.4 Visualização do buffer de entrada do teclado

Para inserir o caractere inferior das teclas que possuem dois caracteres impressos, pressione primeiro a tecla seguida da tecla em questão. Quando a tecla SHIFT é pressionada, o “_” indicando a posição seguinte de entrada de caractere muda para “∧”. Os caracteres minúsculos podem então ser inseridos (com shift). Quando se insere um caractere no estado shift, este é cancelado. Além disso, se a tecla for pressionada no estado shift, este é igualmente cancelado. É possível inserir até 32 caracteres de uma vez no buffer de entrada do teclado. Pressione a tecla para cancelar um caractere ou símbolo inserido no buffer de entrada do teclado.
(Exemplo) Quando o buffer de entrada do teclado apresenta >N001X100Z_ e a tecla >N001X100_ é visualizado. é pressionada, Z é cancelado e

476

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

2.3.5
Mensagens de Aviso

Após a entrada de um caractere ou número através do painel de operação MDI, é executada uma verificação de dados se a tecla ou uma soft key for pressionada. Em caso de entrada de dados incorreta ou operação errada, será visualizada uma mensagem de aviso intermitente na linha de estado.
Visualização da entrada de dados Visualização da mensagem de aviso Indicação do estado Visualização de soft key [ >_ EDICAO ] [ MODO ERRADO ] [ ] [ ] [ ]

Fig. 2.3.5 Visualização de mensagem de aviso

Tabela 2.3.5 Mensagens de Aviso
Mensagem de aviso ERRO DE FORMATO PROTEÇÃO CONTRA GRAVAÇÃO DADOS FORA DO LIMITE EXCESSO DE DIGITOS MODO ERRADO EDICAO REJEITADA Conteúdo O formato está incorreto. A entrada da tecla é inválida devido à tecla de proteção de dados ou o parâmetro não está habilitado para gravação. O valor de entrada excede o limite permitido. O valor de entrada excede o número permitido de dígitos. A entrada de parâmetros não é possível em qualquer modo que não o modo MDI. Não é possível editar no estado atual do CNC.

477

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

2.3.6
Configuração de Soft Keys

Existem 12 soft keys no painel LCD/MDI de 10,4″ ou de 9,5″. Conforme ilustrado abaixo, as 5 soft keys do lado direito e as das extremidades direita e esquerda operam da mesma maneira que o LCD de 7,2″/8,4″, enquanto que as 5 teclas do lado esquerdo são teclas de expansão para o LCD de 10,4″/9,5″.
Soft key do LCD de 7,2″ e 8,4″

Soft key do LCD de 10,4″ e 9,5″

Soft key de expansão do LCD de 10,4, e de 9,5, Fig. 2.3.6 Configuração das soft keys do LCD

Sempre que uma visualização da posição aparecer na metade esquerda da tela, depois de ter sido pressionada uma tecla de função que não , as soft keys na metade esquerda da visualização de soft keys são mostradas como segue:
ABS REL TUDO MANIV

A soft key que corresponde à visualização da posição é indicada em negativo. Neste manual poderá ser feita referência às unidades com LCD de 10,4″ e 9,5″ como possuindo 12 soft keys e à unidade com LCD de 7,2″ e 8,4″ como possuindo 7 soft keys.

478

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

2.4

DISPOSITIVOS EXTERNOS DE E/S

Estão disponíveis dispositivos externos de entrada/saída, tais como o arquivo handy FANUC, etc. Esta seção descreve cada um desses dispositivos. Para detalhes sobre tais dispositivos, consulte os manuais listados abaixo.
Tabela 2.4 Dispositivos externos de E/S
Cap. máxima de armazen amento 3600m

Nome do dispositivo

Uso

Manual de referência

Arquivo handy FANUC

Dispositivo de entrada/saída de fácil utilização e múltiplas funções. É projetado para equipamento FA e utiliza disquetes.

B--61834E

Os seguintes dados podem entrar/sair para/de dispositivos externos de entrada/saída: 1. Programas 2. Dados de correção 3. Parâmetros 4. Variáveis comuns de macro de usuário 5. Dados de compensação de erro do passo Sobre a entrada e saída de dados, ver o Capítulo III-8.

479

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

Parâmetro

Antes que um dispositivo externo de entrada/saída possa ser usado, os parâmetros devem ser ajustados como segue:
MÁQUINA--FERRAMENTA PLATINA PRINCIPAL DA CPU Canal 1 JD5A RS--232--C Canal 2 JD5B RS--232--C PLACA OPCIONAL--1 Canal 3 JD5C RS--232--C JD6A RS--422

Leitor/ furador

Leitor/ furador

Computador host
CANAL DE E/S=3

Computador host
CANAL DE E/S=3

CANAL DE E/S=0 CANAL DE E/S=2 ou CANAL DE E/S=1

Este CNC possui três canais de interfaces de leitura/envio. O dispositivo de entrada/saída a ser usado é estabelecido especificando- o canal -se conectado àquele dispositivo no parâmetro de especificação CANAL DE E/S. Os dados especificados, tais como a taxa baud e o número de bits de parada de um dispositivo de entrada/saída conectado a um canal específico devem ser previamente estabelecidos nos parâmetros para aquele canal. Para o canal 1, são fornecidas duas combinações de parâmetros para especificar os dados do dispositivo de entrada/saída. A seguir, é mostrada a inter-relação entre os parâmetros da interface de leitura/envio dos canais.
Nº do canal de entrada/saída (parâmetro 0020)
0020 CANAL DE E/S
0101
Bit de parada e outros dados Nº definido para o disp. de entrada/saída Taxa baud Bit de parada e outros dados Nº definido para o disp. de entrada/saída Taxa baud Bit de parada e outros dados Nº definido para o disp. de entrada/saída Taxa baud Bit de parada e outros dados Nº definido para o disp. de entrada/saída Taxa baud Seleção de protocolo e outros dados Seleção de RS-422 ou RS-232C e outros dados

CANAL DE E/S=0 (canal 1)

0102 0103
0111

Especifique um canal para um dispositivo de entrada/saída.

CANAL DE E/S=1 (canal 1)

0112 0113
0121

CANAL DE E/S = 0 : Canal 1 = 1 : Canal 1 = 2 : Canal 2 = 3 : Canal 3

CANAL DE E/S=2 (canal 2)

0122 0123 0131 0132

CANAL DE E/S=3 (canal 3) Número do parâmetro

0133 0134 0135

480

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

2.4.1
Arquivo Handy FANUC

O Arquivo Handy é um dispositivo de entrada/saída através de disquete, fácil de usar e com múltiplas funções, projetado para equipamento FA. Os programas podem ser transferidos e editados operando o Arquivo Handy quer diretamente, quer remotamente, a partir de uma unidade conectada ao Arquivo Handy. O Arquivo Handy utiliza disquetes de 3.5 polegadas, que não apresentam os problemas da fita de papel (i.e., ruído durante a entrada/saída, fácil rompimento, e ocupação de muito espaço). Em uma disquete podem ser armazenados um ou mais programas (até 1.44 Mbytes, que equivale à capacidade da memória de uma fita de 3600 m).
Interface RS--422

Interface RS--232--C
FANUC
Arquivo handy

Interface RS--232--C ou RS--422 (painel de transmissão, etc.)

481

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

2.5

LIGAR/DESLIGAR 2.5.1
Ligar o Equipamento
Procedimento para ligar o equipamento 1 Verifique se a aparência da máquina-ferramenta CNC é normal. (Por exemplo, verifique se as portas frontal e traseira estão fechadas.) 2 Ligue de acordo com o manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta. 3 Após o equipamento ter sido ligado, verifique se a tela de posição pode ser visualizada. Uma tela de alarme é visualizada se ocorrer um alarme após a energização. Se a tela mostrada na Seção III-2.5.2 for visualizada, isso significa que poderá ter ocorrido uma falha no sistema.
POSIÇÃO REAL (ABSOLUTA) O1000 N00010

X Z

123.456 0.000
CONT.PECAS 5 TEMPO CICLO 0H 0M38S S 0 T0000

TEMPO TRAB 0H15M V.REAL 3000 MM/M

MEM **** *** *** 09:06:35 [ ABS ] [ REL ] [ TUDO ] [ MANIV ] [ OPRC ]

4 Verifique se o motor do ventilador está girando. AVISO Até que a tela posicional ou do alarme seja visualizada, não toque no respectivo teclado. Algumas teclas são usadas para a manutenção ou operação especial, pelo que podem causar uma operação inesperada se forem pressionadas nesta altura.

482

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

2.5.2
Tela Visualizada ao Energizar

Se ocorrer um erro de hardware ou de instalação, o sistema apresenta um dos seguintes tipos de telas e pára. São indicadas informações tais como o tipo de placa de circuito impresso instalada em cada slot. Esta informação e os estados de LED são úteis para a localização de falhas.

Indicação do estado dos slots
INDICAÇÃO DA CONFIGURAÇÃO DOS SLOTS
0 : 003E4000 1 : 30464202 2 : 00504303 3: 4: 5: 0: 1: 2: 3: 4: 5:

Número físico do slot (primário)

Número físico do slot (secundário)

Informações tais como a identificação do módulo de uma placa de circuito impresso instalada Número de slot atribuído internamente Tipos de placas de circuito impresso Função de módulo

Para mais informações sobre os tipos de placas de circuito impresso e as funções dos módulos, consulte o manual de manutenção (B-63525EN).

483

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

Tela de indicação do estado de especificação do módulo

B1H1 -- 01
SLOT 01 (3046) : FIM SLOT 02 (3050) :
FIM: Especificação completada Vazio: Especificação não completada Identificação do módulo Número do slot

Indicação da configuração do software

B1H1 -- 01
SERVO SUB : OMM : PMC : : 90B0--01 xxxx--xx yyyy--yy zzzz--zz

Software de controle do CNC

ROM do Servo Digital Sub CPU (buffer remoto) Macro de usuário/compilador de macros PMC

2.5.3
Desenergização

Procedimento para a desenergização 1 Verifique se o LED indicador do início de ciclo está desligado no painel do operador. 2 Verifique se todas as partes móveis da máquina-ferramenta CNC estão parando. 3 Se um dispositivo externo de entrada/saída, como o Arquivo Handy, estiver conectado ao CNC, desligue-o. 4 Continue pressionando o botão POWER OFF durante cerca de 5 segundos. 5 Consulte o manual do fabricante da máquina-ferramenta para desligar a máquina.

484

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

3. OPERAÇÃO MANUAL

3

OPERAÇÃO MANUAL

Existem seis tipos de OPERAÇÃO MANUAL: 3.1 Retorno manual ao ponto de referência 3.2 Avanço em modo jog 3.3 Avanço incremental 3.4 Avanço por manivela 3.5 Absoluto manual on e off 3.6 Interpolação linear/circular manual

485

3. OPERAÇÃO MANUAL

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

3.1

RETORNO MANUAL AO PONTO DE REFERÊNCIA

A ferramenta regressa ao ponto de referência da seguinte forma: A ferramenta é deslocada, para cada eixo, no sentido especificado no parâmetro ZMI (bit 5 do nº 1006), através da tecla de retorno ao ponto de referência do painel de operação da máquina. A ferramenta desloca-se para o ponto de desaceleração à velocidade de deslocamento rápido, deslocando- se, em seguida, para o ponto de referência à velocidade FL. A velocidade de deslocamento rápido e a velocidade FL são especificadas nos parâmetros (nº 1420, 1421 e 1425). Durante o deslocamento rápido, está ativa uma correção do deslocamento rápido de quatro fases. Depois da ferramenta ter regressado ao ponto de referência, o LED de término do retorno ao ponto de referência acende. A ferramenta desloca-se geralmente ao longo de um único eixo, podendo deslocar-se simultaneamente ao longo de três eixos, se o mesmo for especificado no parâmetro JAX (bit 0 do nº 1002).
Ponto de desaceleração
Movimento de deslocamento rápido Velocidade de deslocamento rápido (o override do deslocamento rápido está ativa)

Ponto de referência

Movimento desacelerado à velocidade FL

Procedimento para o Retorno Manual ao Ponto de Referência
MODE
EDIT MEMORY REMOTE MDI

HANDLE

JOG

ZERO RETURN

TEACH

1 Pressione a tecla de retorno ao ponto de referência, uma das teclas de seleção de modo. 2 Para diminuir a velocidade de avanço, pressione uma tecla de override do deslocamento rápido. 3 Pressione a tecla de seleção do eixo e do sentido de avanço, correspondente ao eixo e ao sentido do retorno ao ponto de referência. Continue pressionando a tecla até que a ferramenta retorne ao ponto de referência. A ferramenta pode ser deslocada simultaneamente ao longo de três eixos, se o mesmo for devidamente especificado em um parâmetro. A ferramenta move- para o ponto de desaceleração à -se velocidade de deslocamento rápido, deslocando- em seguida, para -se, o ponto de referência à velocidade FL definida em um parâmetro. Depois da ferramenta ter regressado ao ponto de referência, o LED de término do retorno ao ponto de referência acende. 4 Se necessário, siga as mesmas operações para outros eixos. O caso acima é um exemplo. Para mais informações sobre cada uma das operações, consulte o respectivo manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.
PONTO ZERO X y Z C DE PROG M30
PARADA M02/ MANU ABS MIR X

OVERRIDE DO DESLOCAMENTO RÁPIDO (%)
F0 25 50 100

DIREÇÃO DO EIXO

+C

+X

+Y

-- Z

rápido

+Z

--y

--X

--C

NÚMERO DA FERRAMENTA 1 2 3 4 5 6 7 8 NC? MC?

486

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

3. OPERAÇÃO MANUAL

Explicação
D Definição automática do sistema de coordenadas O bit 0 (ZPR) do parâmetro nº 1201 é usado para a definição automática do sistema de coordenadas. Depois da definição de ZPR, o sistema de coordenadas é determinado automaticamente aquando do retorno manual ao ponto de referência. Se α e γ estiverem definidos no parâmetro 1250, o sistema de coordenadas da peça é determinado de forma que o ponto de referência no porta-ferramentas ou a posição da ponta da ferramenta de referência seja X=α, Z=γ aquando da execução do retorno ao ponto de referência. O efeito é o mesmo quando se especifica o seguinte comando para o retorno ao ponto de referência: G92XαZγ; Contudo, não está disponível se forem selecionadas as opções do sistema de coordenadas da peça.

Restrições
D Novo deslocamento da ferramenta Assim que o LED TÉRMINO DO RETORNO AO PONTO DE REFERÊNCIA acende depois de terminar este movimento, a ferramenta não se desloca enquanto a tecla RETORNO AO PONTO DE REFERÊNCIA estiver ativa. O LED TÉRMINO DO RETORNO AO PONTO DE REFERÊNCIA apaga- de uma das seguintes formas: -se - Afastamento do ponto de referência. - Ativação do estado de parada de emergência. Para mais informações sobre a distância (exceto durante a desaceleração) do retorno da ferramenta ao ponto de referência, consulte o manual editado pelo fabricante da máquina-ferramenta.

D LED de término do retorno ao ponto de referência D Distância para o retorno ao ponto de referência

487

3. OPERAÇÃO MANUAL

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

3.2

AVANÇO EM MODO JOG

MODO
EDIT MEMORY REMOTE MDI

HANDLE

JOG

ZERO RETURN

TEACH

Se a tecla de seleção do eixo e do sentido de avanço, existente no painel de operação da máquina, for pressionada no modo JOG, a ferramenta desloca- continuamente ao longo do eixo selecionado, no sentido -se selecionado. A velocidade de avanço manual contínuo é especificada em um parâmetro (n.º 1423) A velocidade de avanço manual contínuo pode ser regulada através do botão rotativo de override da velocidade de avanço manual contínuo. Se a tecla de deslocamento rápido for pressionada, a ferramenta desloca- à velocidade de avanço rápido (nº 1424), independentemente -se da posição do botão de override da velocidade de avanço em modo JOG. A esta função dá- o nome de deslocamento rápido manual. -se A operação manual é permitida para um eixo de cada vez. A seleção simultânea de 3 eixos pode ser feita através do parâmetro JAX (nº 1002#0).

X

Ferramenta v m/min Peça N rpm φD Z

Y

Enquanto uma tecla estiver sendo pressionada, a ferramenta desloca--se no sentido especificado por essa tecla.

Procedimento para o avanço em modo jog
DIREÇÃO DO EIXO

1 Pressione a tecla de avanço manual contínuo, uma das teclas de seleção de modo. 2 Pressione a tecla de seleção do eixo e do sentido de avanço, correspondente ao eixo e ao sentido em que a ferramenta deve ser deslocada. Enquanto a tecla estiver sendo pressionada, a ferramenta desloca- à velocidade de avanço especificada no parâmetro (nº -se 1423). A ferramenta pára quando a tecla é liberada. 3 A velocidade de avanço manual contínuo pode ser regulada através do botão rotativo de override da velocidade de avanço manual contínuo. 4 Se pressionar simultaneamente a tecla de deslocamento rápido e uma tecla de seleção do eixo e do sentido de avanço, a ferramenta desloca- à velocidade de deslocamento rápido. A correção do -se deslocamento rápido pode ser efetuada pelas teclas de correção do deslocamento rápido durante o deslocamento rápido. O caso acima é um exemplo. Para mais informações sobre cada uma das operações, consulte o respectivo manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.
488

+C

+X

+Y

-- Z

rápido

+Z

--y

--X

--C

0

2000

OVERRIDE DA VELOCIDADE DE AVANÇO EM MODO JOG
CORREÇÃO DO DESLOCAMENTO RÁPIDO (%)
F0 25 50 100

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

3. OPERAÇÃO MANUAL

Explicações
D Avanço manual por rotação Para ativar o avanço manual por rotação, coloque em 1 o bit 4 (JRV) do parâmetro nº 1402. Durante o avanço manual por rotação, a ferramenta é controlada por jog à seguinte velocidade de avanço: Distância de avanço por rotação do fuso (mm/rotação) (especificada com o parâmetro nº 1423) x override da velocidade de avanço em modo JOG x velocidade efetiva do fuso (rotações/min).

Restrições
D Aceleração/desaceleração para deslocamento rápido D Alteração dos modos A velocidade de avanço, a constante de tempo e o método de aceleração/desaceleração automática para o deslocamento rápido manual são idênticos às funções do comando programado G00. A mudança para o modo JOG enquanto é pressionada uma tecla de seleção do eixo e do sentido de avanço não ativa o avanço em modo JOG. Para ativar o avanço em modo JOG, introduza primeiro o modo JOG e pressione, em seguida, uma tecla de seleção do eixo e do sentido de avanço. Se o retorno ao ponto de referência não for executado após a energização, o deslocamento rápido não é ativado através da tecla DESLOCAMENTO RÁPIDO, mantendo- a velocidade de avanço manual contínuo. Esta -se função pode ser desativada através da definição do parâmetro RPD (nº 1401#01).

D Deslocamento rápido antes do retorno manual ao ponto de referência

489

3. OPERAÇÃO MANUAL

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

3.3

AVANÇO INCREMENTAL

Se a tecla de seleção do eixo e do sentido de avanço do painel de operação da máquina for pressionada no modo incremental (INC), a ferramenta desloca-se um passo ao longo do eixo selecionado, no sentido selecionado. À distância mínima percorrida pela ferramenta dá- o nome -se de menor incremento de entrada. Cada passo pode corresponder a 10, 100 ou 1000 vezes o menor incremento de entrada. Este modo está ativo apenas se o gerador de pulsos manual não estiver conectado.
X Ferramenta Sempre que uma tecla é pressionada, a ferramenta desloca--se um passo no sentido especificado através da tecla. Z

Peça

Procedimento para o Avanço Incremental 1 Pressione a tecla INC, uma das teclas de seleção de modo. 2 Selecione a distância a pecorrer em cada passo com o botão rotativo.
X10 X100

X1

X1000

3 Pressione a tecla de seleção do eixo e do sentido de avanço, correspondente ao eixo e ao sentido em que a ferramenta deve ser deslocada. Sempre que uma tecla é pressionada, a ferramenta desloca- um passo. A velocidade de avanço é igual à velocidade de -se avanço em modo jog. 4 Se pressionar simultaneamente a tecla de deslocamento rápido e uma tecla de seleção do eixo e do sentido de avanço, a ferramenta desloca- à velocidade de deslocamento rápido. A correção do -se deslocamento rápido pode ser efetuada pelas teclas de correção do deslocamento rápido durante o deslocamento rápido. O caso acima é um exemplo. Para mais informações sobre cada uma das operações, consulte o respectivo manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

DIREÇÃO DO EIXO

+C

+X

+Y

-- Z

rápido

+Z

--y

--X

--C

Explicação
D Distância percorrida especificada com um diâmetro A distância que a ferramenta percorre ao longo do eixo X pode ser especificada através de um diâmetro.

490

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

3. OPERAÇÃO MANUAL

3.4

AVANÇO POR MANIVELA

No modo de manivela eletrônica, a ferramenta pode ser deslocada minuciosamente, rodando o gerador de pulsos manual do painel de operação da máquina. Selecione o eixo ao longo do qual deve ser deslocada a ferramenta com as teclas de seleção do eixo para o avanço por manivela. A distância mínima percorrida pela ferramenta quando a rotação do gerador de pulsos manual corresponde a um ponto da escala é igual ao menor incremento de entrada. A distância percorrida pela ferramenta quando a rotação do gerador de pulsos manual corresponde a um ponto da escala pode ser multiplicada por 10 ou de acordo com um dos dois fatores de multiplicação especificados através dos parâmetros (nº 7113 e 7114).

X

Z

Y

Gerador de pulsos manual

Procedimento para o Avanço por Manivela 1 Pressione a tecla MANIVELA, uma das teclas de seleção de modo.
MDI

MODE
EDIT MEMORY REMOTE

HANDLE

JOG

ZERO RETURN

TEACH

2 Selecione o eixo ao longo do qual deve ser deslocada a ferramenta, pressionando uma tecla de seleção do eixo para o avanço por manivela. 3 Selecione o aumento da distância que a ferramenta deve percorrer, pressionando uma tecla para aumento do avanço por manivela. A distância mínima percorrida pela ferramenta quando a rotação do gerador de pulsos manual corresponde a um ponto da escala é igual ao menor incremento de entrada. 4 Mova a ferramenta ao longo do eixo selecionado, através da rotação da manivela. Se a manivela for rodada 360 graus, a ferramenta percorre uma distância equivalente a 100 pontos da escala. O caso acima é um exemplo. Para mais informações sobre cada uma das operações, consulte o respectivo manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

Gerador de pulsos manual

491

3. OPERAÇÃO MANUAL

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

Explicação
D Disponibilidade do gerador de pulsos manual no modo jog (JHD) O parâmetro JHD (bit 0 do nº 7100) ativa ou desativa o gerador de pulsos manual no modo JOG. Se o parâmetro JHD (bit 0 do nº 7100) for colocado em 1, são ativados o avanço manual por manivela e o avanço incremental.

D Disponibilidade do gerador de pulsos manual no modo APREND. EM JOG (THD) D Um comando para o GPM que ultrapassa a velocidade de deslocamento rápido (HPF)

O parâmetro JHD (bit 1 do nº 7100) ativa ou desativa o gerador de pulsos manual no modo APREND. EM JOG.

O parâmetro HPF (bit 4 do nº 7100) ou (nº 7117) especifica o seguinte: D Parâmetro HPF (bit 4 do nº 7100) Colocar em 0 : A velocidade de avanço é fixada à velocidade de deslocamento rápido e os pulsos gerados que ultrapassarem a velocidade de deslocamento rápido são ignorados. (A distância que a ferramenta percorre poderá não corresponder aos pontos da escala do gerador de pulsos manual.) Colocar em 1 : A velocidade de avanço é fixada à velocidade de deslocamento rápido e os pulsos gerados que ultrapassarem a velocidade de deslocamento rápido não são ignorados, mas sim acumulados no CNC. (A ferramenta não pára de imediato se se deixar de rodar a manivela. Antes de parar, a ferramenta continua a mover- de acordo com os pulsos acumulados no -se CNC.) D Parâmetro HPF (nº 7177) (está disponível se o parâmetro HPF tiver sinal 0.) Colocar em 0 : A velocidade de avanço é fixada à velocidade de deslocamento rápido e os pulsos gerados que ultrapassarem a velocidade de deslocamento rápido são ignorados. (A distância que a ferramenta percorre poderá não corresponder aos pontos da escala do gerador de pulsos manual.) Valor diferente de 0 : A velocidade de avanço é fixada à velocidade de deslocamento rápido e os pulsos gerados que ultrapassarem a velocidade de deslocamento rápido não são ignorados, mas sim acumulados no CNC até atingir o limite especificado no parâmetro nº 7117. (A ferramenta não pára de imediato se se deixar de rodar a manivela. Antes de parar, a ferramenta continua a mover- de acordo com os pulsos acumulados no -se CNC.)

D Sentido de movimento de um eixo para a rotação do GPM (HNGx)

O parâmetro HNGx (bit 0 do nº 7102) muda o sentido do GPM em que a ferramenta se desloca ao longo de um eixo; este corresponde ao sentido de rotação da manivela do gerador de pulsos manual.
492

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

3. OPERAÇÃO MANUAL

Restrições
D Número de GPMs Podem ser conectados até três geradores de pulsos manuais, sendo um por cada eixo. Os três geradores de pulsos manuais podem ser operados simultaneamente. AVISO Uma rotação rápida da manivela, com um grande fator de multiplicação (p.ex.: x100) provoca um deslocamento demasiado rápido da ferramenta. A velocidade de avanço é fixada à velocidade de avanço rápido.

NOTA Rode o gerador de pulsos manual a uma velocidade de até cinco rotações por segundo. Se o gerador de pulsos manual girar a uma velocidade superior, a ferramenta pode não parar imediatamente após a imobilização da manivela ou a distância percorrida pela ferramenta pode não corresponder aos pontos da escala do gerador de pulsos manual.

493

3. OPERAÇÃO MANUAL

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

3.5

ABSOLUTO MANUAL ON E OFF

Através da rotação da chave absoluto manual do painel de operação da máquina adiciona-se, ou não, a distância percorrida pela ferramenta através de operação manual às coordenadas. Se a chave estiver na posição ON, a distância percorrida pela ferramenta através de operação manual é adicionada às coordenadas. Se a chave estiver na posição OFF, a distância percorrida pela ferramenta através de operação manual não é adicionada às coordenadas.
Eixo X

P2

Operação manual

O

P1

Eixo Z

Os valores das coordenadas mudam de acordo com a operação manual. Fig. 3.5 (a) Coordenadas com a chave em ON X2 X1 P2 O2 P1 Z2 Z1 As coordenadas não mudam.

O1

Fig. 3.5 (b) Coordenadas com a chave em OFF

494

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

3. OPERAÇÃO MANUAL

Explicação

Segue- a descrição, por meio de um programa exemplificativo, da -se relação entre a operação manual e as coordenadas, quando a chave absoluto manual está em ON ou OFF.
G01G90 X100.0Z100.0F010 ; ; X200.0Z150.0 X300.0Z200.0 ; (1) (2) (3)

Nas figuras subseqüentes é utilizada a seguinte notação: Movimento da ferramenta quando a chave está em ON. Movimento da ferramenta quando a chave está em OFF. As coordenadas após a operação manual incluem a distância percorrida pela ferramenta através de operação manual. Assim, se a chave estiver em OFF, a distância percorrida pela ferramenta através de operação manual deve ser subtraída. D Operação manual após o fim do bloco Coordenadas quando o bloco (2) é executado após o término da operação manual (eixo X +20.0, eixo Y +100.0), no final do movimento do bloco (1).
X (120.0 , 200.0) (220.0 , 250.0)

Operação manual (100.0 , 100.0)

(200.0 , 150.0)

Chave ON Chave OFF Z

D Operação manual após bloqueio de avanço

Coordenadas quando o botão de bloqueio de avanço é pressionado ao executar o bloco (2), durante a operação manual (eixo Y + 75.0), e ao pressionar e liberar o botão de início de ciclo.
X (275.0 , 150.0) (225.0 , 125.0) Operação manual (150.0 , 125.0) Z Chave ON Chave OFF (300.0 , 200.0) (375.0 , 200.0)

(200.0 , 150.0)

495

3. OPERAÇÃO MANUAL

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

D Reset após uma operação manual a seguir a um bloqueio de avanço

Coordenadas quando o botão de bloqueio de avanço é pressionado ao executar o bloco (2), ao realizar a operação manual (eixo Y +75.0), ao efetuar um reset com o botão RESET e ao ler novamente o bloco (2).
X (375.0 , 200.0) (225.0 , 125.0) Operação manual (275.0,150.0) (300.0 , 200.0) Chave ON Chave OFF

(200.0,150.0)

(100.0 , 100.0) (150.0 , 125.0) Z

D Quando o comando de movimento do bloco seguinte contém apenas um eixo

Quando existe apenas um eixo no comando seguinte, o retorno é feito apenas no eixo programado.
N1G01X100.0Z100.0F500; N2Z200.0; N3X150.0; X (150.0 , 200.0)

Operação manual Chave ON Chave OFF N1 N2 (100.0 , 100.0)

N3 (100.0 , 200.0) Z

D Quando o bloco de movimento seguinte é incremental

Quando os comandos seguintes são comandos incrementais, a operação é a mesma de quando a chave está OFF.

D Operação manual durante a compensação do raio da Quando a chave está na posição OFF ponta da ferramenta Depois de executar a operação manual com a chave na posição OFF durante a compensação do raio da ponta da ferramenta, a operação automática é reiniciada; em seguida, a ferramenta se move em paralelo com o movimento que seria executado se a deslocação manual não tivesse sido executada. O valor da distância entre caminhos é igual ao valor do percurso executado manualmente.
Caminho da ferramenta após operação manual Operação manual Caminho do raio da ponta da ferramenta Caminho programado

496

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

3. OPERAÇÃO MANUAL

Quando a chave está na posição ON durante a compensação do raio da ponta da ferramenta Segue- a descrição do funcionamento da máquina após o retorno à -se operação automática, na sequência da intervenção manual com a chave na posição ON durante a execução com um programa de comandos absolutos no modo de compensação do raio da ponta da ferramenta. O vetor criado através do resto do bloco atual e do início do bloco seguinte é deslocado em paralelo. É criado um novo vetor com base no bloco seguinte, no bloco a seguir ao bloco seguinte e na totalidade de movimento manual. Esta situação também se aplica quando a operação manual é executada durante o arredondamento de cantos. Operação manual executada em qualquer modo excepto o arredondamento de cantos Suponha que o bloqueio de avanço foi aplicado no ponto PH durante o movimento de PA para PB do caminho programado PA, PB e PC, e que a ferramenta foi deslocada manualmente para PH’. O ponto PB de fim de bloco desloca- para o ponto PB’ em função da totalidade de movimento -se manual, e os vetores VB1 e VB2 em PB deslocam- também para VB1’ -se e VB2’. Os vetores VC1 e VC2 entre os dois blocos seguintes PB - PC e PC - PD são ignorados e são criados novos vetores VC1’ e VC2’ (VC2’ = VC2, neste exemplo) a partir da relação entre PB’ - PC e PC - PD. Contudo, uma vez que VB2’ não é um vetor calculado de novo, a correção adequada não é executada no bloco PB’ - PC. A correção é executada corretamente após PC.
VB2 VB1 VB2’ VB1’ Caminho do raio da ponta da ferramenta após operação manual P’B PB VC1’ PC PD PA Caminho programado (comando absoluto) Caminho do raio da ponta da ferramenta antes da operação manual Operação manual PH’ VC1 VC2

PH

497

3. OPERAÇÃO MANUAL

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

Operação manual durante o arredondamento de cantos Trata- de um exemplo de operação manual durante o arredondamento -se de cantos. VA2’, VB1’ e VB2’ são vetores deslocados paralelamente a VA2, VB1 e VB2, em função da totalidade de movimento manual. Os novos vetores são calculados a partir de VC1 e VC2. Em seguida, é executada uma compensação do raio da ponta da ferramenta correta para os blocos após Pc.
VB2 VB1 VB2’ VB1’ Caminho do raio da ponta da ferramenta após operação manual PA Caminho programado (comando absoluto) Caminho do raio da ponta da ferramenta antes da operação manual Operação manual PB VC1’ VC1 PC VC2

PA’

VA2

PH

VA1

VA2’ PH’

VA1’

Operação manual após a parada de bloco único A operação manual foi efetuada após o término da execução de um bloco em virtude da parada de bloco único. Os vetores VB1 e VB2 são deslocados em função da totalidade de operação manual. O processamento subseqüente é idêntico ao do caso acima descrito. É possível intervir numa operação MDI da mesma forma que para a operação manual. O movimento é o mesmo do da operação manual.
Caminho do raio da ponta da ferramenta após operação manual VB2 VB1 Operação manual VB2’ VB1’ Caminho programado (comando absoluto) Caminho do raio da ponta da ferramenta antes da operação manual PB VC1’ VC1 PC VC2

PB’

PA

498

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

3. OPERAÇÃO MANUAL

3.6

INTERPOLAÇÃO LINEAR/CIRCULAR MANUAL

No avanço por manivela ou no avanço em modo jog, existem, além da operação de avanço convencional, ao longo de um único eixo especificado (eixo X, Y, Z, etc) com base no controle simultâneo de 1 eixo, os seguintes tipos de operações de avanço: D Avanço ao longo de uma linha reta inclinada no plano XY (avanço linear), com base no controle simultâneo de 2 eixos D Avanço ao longo de um círculo no plano XY (avanço circular), com base no controle simultâneo de 2 eixos
Y

Y

Peça Peça

Ferramenta X <<avanço

Ferramenta X <<avanço

linear>>

circular>>

NOTA Os eixos X e Y devem ser os eixos controlados em primeiro e segundo lugar, respectivamente.

Procedimento para a Interpolação Linear/Circular Manual

Procedimento

1 Selecione o modo de avanço por manivela para executar o avanço por manivela. Selecione o avanço em modo jog para executar o avanço em modo jog. 2 Para executar o avanço por manivela, selecione o respectivo eixo de avanço (para o avanço simultâneo de 1 eixo ao longo do eixo X, Y ou Z, ou para o avanço simultâneo linear ou circular de 2 eixos ao longo de uma linha reta ou círculo especificados no plano XY). A seleção é feita através da chave de seleção do eixo para avanço por manivela. Para executar o avanço em modo jog, selecione um eixo e sentido de avanço com a tecla de seleção do eixo e do sentido de avanço. Durante a especificação do eixo e do sentido de avanço, a ferramenta desloca- no sentido do eixo especificado ou ao longo de uma linha -se reta ou de um círculo, à velocidade de avanço em modo jog especificado no parâmetro nº. 1423. 3 Para o avanço por manivela A ferramenta é deslocada ao longo de um eixo especificado em virtude da rotação da respectiva manivela eletrônica. A velocidade de
499

3. OPERAÇÃO MANUAL

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

avanço depende da velocidade a que a manivela eletrônica gira. A distância a ser percorrida pela ferramenta, quando a manivela é girada um pulso, pode ser selecionada através da chave de aumento da distância percorrida no avanço por manivela eletrônica. Para o avanço em modo jog A velocidade de avanço pode ser corrigida através do botão rotativo de override da velocidade de avanço. O procedimento acima é apenas um exemplo. Para mais informações sobre as operações propriamente ditas, consulte o respectivo manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

Explicações
D Definição de linha reta/círculo Para o avanço ao longo de um eixo, não é necessária qualquer definição de linha reta/círculo. No caso do avanço linear ou do avanço circular, é necessário definir antecipadamente uma linha reta ou um círculo. (Para o avanço circular, por exemplo, têm de ser definidos dados como um raio e o centro de um círculo.) Para mais informações, consulte o manual correspondente fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta. No avanço por manivela, a ferramenta pode ser deslocada ao longo de um eixo especificado (eixo X, Y, Z, ..., ou o 8º eixo), ou ao longo de uma linha reta inclinada (avanço linear) ou de um círculo (avanço circular). (1) Avanço ao longo de um eixo especificado (controle simultâneo de 1 eixo) Ao girar a manivela eletrônica, a ferramenta se desloca ao longo do eixo desejado (tal como X, Y e Z) através do controle simultâneo de 1 eixo. (Este modo de avanço é o tipo convencional de avanço por manivela.)
Y Caminho de deslocação usando a manivela para o eixo Y

D Avanço por manivela

Caminho de deslocação usando a manivela para o eixo X X Avanço ao longo de um eixo especificado

500

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

3. OPERAÇÃO MANUAL

(2) Avanço linear (controle simultâneo de 2 eixos) Ao girar a manivela eletrônica, a ferramenta desloca- ao longo da -se linha reta paralela a uma linha reta especificada, através de um controle simultâneo de 2 eixos. Esta manivela eletrônica é também denominada manípulo de orientação. Além disso, ao girar outra manivela eletrônica, a ferramenta desloca- a ângulos retos com uma linha reta -se especificada, através de um controle simultâneo de 2 eixos. Esta manivela eletrônica é também denominada manípulo de aproximação. Se o manípulo de orientação ou o manípulo de aproximação forem girados no sentido horário ou no sentido anti-horário, a ferramenta desloca- para a frente ou para trás, ao longo do respectivo caminho. -se
Y

Caminho de deslocação usando o manípulo de aproximação Linha reta especificada

Ferramenta

Caminho de deslocação usando o manípulo de orientação X Avanço linear

(3) Avanço circular (controle simultâneo de 2 eixos) Ao girar a manivela eletrônica, a ferramenta desloca- da posição -se atual ao longo de um circulo concêntrico, com o mesmo centro que um círculo especificado, através de um controle simultâneo de 2 eixos. Esta manivela eletrônica é também denominada manípulo de orientação. Além disso, ao girar outra manivela eletrônica, a ferramenta desloca- perpendicularmente a um círculo especificado, -se através de um controle simultâneo de 2 eixos. Esta manivela eletrônica é também denominada manípulo de aproximação. Se o manípulo de orientação ou o manípulo de aproximação forem girados no sentido horário ou no sentido anti-horário, a ferramenta desloca- para a -se frente ou para trás, ao longo do respectivo caminho.
Y Caminho de deslocação usando o manípulo de aproximação Círculo especificado Caminho de deslocação usando o manípulo de orientação X Avanço circular

501

3. OPERAÇÃO MANUAL

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

D Velocidade de avanço para o avanço por manivela

Velocidade de avanço A velocidade de avanço depende da velocidade a que a manivela eletrônica gira. A distância a ser percorrida pela ferramenta (ao longo de uma tangente, no caso do avanço linear ou circular) quando a manivela eletrônica gira um pulso pode ser selecionada através da chave de aumento da distância percorrida no avanço por manivela. As séries FS16/18 incluem três interfaces de geradores de pulsos manuais para permitir a conexão de até três manivelas eletrônicas. Para mais informações sobre a utilização das manivelas eletrônicas conectadas às interfaces (se usar cada manivela eletrônica como manivela para avanço ao longo de um eixo, como manípulo de orientação ou como manípulo de aproximação), consulte o respectivo manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta. O usuário pode especificar o sentido da ferramenta deslocada ao longo de uma linha reta ou de um círculo (por exemplo, execução de um movimento ao longo de um círculo no sentido horário ou anti-horário) girando o manípulo de orientação ou o manípulo de aproximação no sentido horário ou no sentido anti-horário. Para mais informações, consulte o manual correspondente fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta. No avanço em modo jog, a ferramenta pode ser deslocada ao longo de um eixo especificado (eixo X, Y, Z, ..., ou o 8º eixo), ou ao longo de uma linha reta inclinada (avanço linear) ou de um círculo (avanço circular). (1) Avanço ao longo de um eixo especificado (controle simultâneo de 1 eixo) Durante a especificação do eixo e do sentido de avanço com a tecla de seleção do eixo e do sentido de avanço, a ferramenta desloca- no -se sentido do eixo especificado, à velocidade de avanço especificada no parâmetro nº. 1423. A velocidade de avanço pode ser corrigida através do botão rotativo de override da velocidade de avanço. (2) Avanço linear (controle simultâneo de 2 eixos) Se for especificada antecipadamente uma linha reta, a ferramenta pode ser deslocada da seguinte forma: D Durante a seleção do eixo e do sentido de avanço através da tecla de seleção do eixo e do sentido de avanço, a ferramenta desloca-se ao longo de uma linha reta paralela à linha reta especificada, através do controle simultâneo de 2 eixos. D Durante a seleção do eixo e do sentido de avanço através da tecla de seleção do eixo e do sentido de avanço, a ferramenta desloca-se a ângulos retos com a linha reta especificada, através do controle simultâneo de 2 eixos. A velocidade de avanço no sentido tangencial é especificada no parâmetro nº. 1410. A velocidade de avanço pode ser corrigida através do botão rotativo de override da velocidade de avanço. (3) Avanço circular (controle simultâneo de 2 eixos) Se for especificado antecipadamente um círculo, a ferramenta pode ser deslocada da seguinte forma:
502

D Seleção da manivela eletrônica

D Definição do sentido de deslocação com manivelas eletrônicas

D Avanço em modo jog (JOG)

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OPERAÇÃO

3. OPERAÇÃO MANUAL

D Durante a seleção do eixo e do sentido de avanço através da tecla de seleção do eixo de avanço, a ferramenta desloca- da posição -se atual ao longo do círculo concêntrico que tem o mesmo centro que o círculo especificado. D Durante a seleção do eixo e do sentido de avanço através da tecla de seleção do sentido de avanço, a ferramenta desloca-se perpendicularmente ao círculo especificado. A velocidade de avanço no sentido tangencial é especificada no parâmetro nº. 1410. A velocidade de avanço pode ser corrigida através do botão rotativo de override da velocidade de avanço. D Avanço por manivela no modo JOG O avanço por manivela também pode ser ativado no modo JOG através do bit 0 (JHD) do parâmetro nº. 7100. Neste caso, contudo, o avanço por manivela é ativado apenas se a ferramenta não for deslocada ao longo de qualquer eixo através do avanço em modo jog.

Limitações
D Espelhamento Nunca utilize a função de espelhamento ao executar a operação manual. (A operação manual só deve ser executada quando a chave de espelhamento estiver desligada e a especificação do espelhamento estiver desativada.)

503

3. OPERAÇÃO MANUAL

OPERAÇÃO

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3.7

COMANDO NUMÉRICO MANUAL

A função de comando numérico manual permite a execução de dados programados através do MDI no modo jog. O comando numérico manual pode ser executado assim que o sistema estiver pronto para o avanço em modo jog. Este comando suporta as oito funções seguintes: (1) Posicionamento (G00) (2) Interpolação linear (G01) (3) Retorno automático ao ponto de referência (G28) (4) Retorno ao 2º/3º/4º ponto de referência (G30) (5) Códigos M (funções miscelâneas) (6) Códigos S (funções do fuso) (7) Códigos B (funções auxiliares secundárias) Os comandos para o movimento axial e as funções M, S, T e B podem ser desativados através da definição dos parâmetros seguintes: (1) Posicionamento (G00)   (2) Interpolação linear (G01):   (3) Retorno automático ao ponto  Bit 0 (JAXx) do de referência (G28)  parâmetro nº. 7010  (4) Retorno ao 2º/3º/4º ponto de   referência (G30) (5) Códigos M (funções miscelânea): Bit 0 (JMF) do parâmetro nº. 7002 (6) Códigos S (funções do fuso): Bit 1 (JSF) do parâmetro nº. 7002 (7) Códigos B (funções auxiliares secundárias): Bit 3 (JBF) do parâmetro nº. 7002

Procedimento

Comando numérico manual

Procedimento
1 Pressione a tecla do modo jog (uma das teclas de seleção de modo).
MODE EDIT
MEMORY

REMOTE

MDI

2 Pressione a tecla de função

.

HANDLE

JOG

ZERO RETURN

TEACH

3 Pressione a soft key [JOG] na tela. É exibida a seguinte tela de comandos numéricos manuais.

504

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

3. OPERAÇÃO MANUAL

Exemplo 1: Quando o número máximo de eixos controlados é seis
PROGRAMA (JOG) G00 P X Y Z U V W M S T B >_ JOG **** (ABSOLUTA) X 0.000 Y 0.000 Z 0.000 U 0.000 V 0.000 W 0.000 O0010 N00020 (DIST.A PERCORRER) X 0.000 Y 0.000 Z 0.000 U 0.000 V 0.000 W 0.000

***
JOG

***
ATUAL

00 : 00 : 00
PROX (OPRC)

PRGRM

Exemplo 2: Quando o número máximo de eixos controlados é 7 ou 8
PROGRAMA (JOG) G00 P X Y Z U V W A C M T S B >_ JOG **** (ABSOLUTA) X 0.000 Y 0.000 Z 0.000 U 0.000 V 0.000 W 0.000 A 0.000 C 0.000 O0010 N00020 (DIST.A PERCORRER) X 0.000 Y 0.000 Z 0.000 U 0.000 V 0.000 W 0.000 A 0.000 C 0.000

***
JOG

***
ATUAL

00 : 00 : 00
PROX (OPRC)

PRGRM

4 Introduza os comandos necessários através das teclas de endereço e das teclas numéricas do painel MDI; em seguida, pressione a soft key [ENTRADA] ou a tecla para definir os dados inseridos.

505

3. OPERAÇÃO MANUAL

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

PROGRAMA (JOG) G00 P X 10.000 Y Z U V W M S T B >Z120.5_ JOG * * * * (ABSOLUTA) X 0.000 Y 0.000 Z 0.000 U 0.000 V 0.000 W 0.000

O0010 N00020 (DIST.A PERCORRER) X 0.000 Y 0.000 Z 0.000 U 0.000 V 0.000 W 0.000

***

***
LIMPAR

00 : 00 : 00
ENTRADA

Podem ser definidos os seguintes dados: 1. G00: Posicionamento 2. G01: Interpolação linear 3. G28: Retorno automático ao ponto de referência 4. G30: Retorno ao 2º/3º/4º ponto de referência 5. Códigos M: Funções miscelânea 6. Códigos S: Funções do fuso 7. Códigos B: Funções auxiliares secundárias Os dados definidos permanecem em memória, mesmo que seja trocada a tela ou o modo. NOTA Os dados não podem ser definidos no estado de alarme. 5 Pressione a chave de início de ciclo do painel de operação da máquina para executar o comando de início. O estado é indicado com ”INÍCIO” (Quando é usada uma tela de 9″, a indicação da velocidade de avanço atual ”V. ATU” e da velocidade do fuso ”FATUAL” surgem na linha de entrada.) O sinal de operação automática, STL, pode ser ativado através da definição do bit 2 (JST) do parâmetro nº. 7001. F ATU 1000 SATUAL JOG MASTR***MVT 0 00 : 00 : 00

NOTA Se a chave de início de ciclo for pressionada durante o estado de alarme, é gerada a mensagem de aviso ”INÍCIO IMPOSSÍVEL” e os dados inseridos não podem ser executados. 6 Após conclusão da execução, a indicação de estado “INICIO” é eliminada da tela e o sinal de operação automática STL é colocado em off. Os dados introduzidos são anulados por completo. Os códigos G são definidos para G00 ou G01, de acordo com a definição do bit 0 (G01) do parâmetro nº. 3402.
506

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OPERAÇÃO

3. OPERAÇÃO MANUAL

Explicações

D Posicionamento

A distância percorrida é indicada como valor numérico precedido por um endereço, como X, Y ou Z. Este é sempre considerado como um comando incremental, independentemente da especificação de G90 ou G91. A ferramenta desloca-se independentemente ao longo de cada eixo, à velocidade de deslocamento rápido. O posicionamento tipo interpolação linear (em que o caminho da ferramenta é linear) também pode ser executado através da definição do bit 1 (LRP) do parâmetro nº. 1401.
Chave de seleção de deslocamento rápido manual OFF
Velocidade de avanço (parâmetro) Aceleração/Desacel eração automática (parâmetro) Correção Velocidade de avanço em modo jog para cada eixo (nº. 1423)

On
Velocidade de deslocamento rápido para cada eixo (nº. 1420)

Aceleração/Desaceleração Aceleração/Desaceleração exponencial no avanço em modo linear no deslocamento rápido jog para cada eixo (nº. 1624) para cada eixo (nº. 1620) Correção do avanço manual Correção do deslocamento rápido

NOTA Se a chave de seleção de deslocamento rápido manual estiver na posição OFF, a velocidade de avanço em modo jog para cada eixo é limitada de tal forma que a velocidade de avanço definida por parâmetro, determinada através do bit 1 (LRP) do parâmetro nº. 1401 como mostrado abaixo, não é ultrapassada. LRP = 0 : Velocidade de deslocamento rápido manual para cada eixo (parâmetro nº. 1424) LRP = 1 : Velocidade de deslocamento rápido para cada eixo (parâmetro nº. 1420)

D Interpolação linear (G01)

A distância percorrida é indicada como valor numérico precedido por um endereço, como X, Y ou Z. Este é sempre considerado como um comando incremental, independentemente da especificação de G90 ou G91. Os movimentos axiais são sempre executados no modo incremental, mesmo durante a interpolação de coordenadas polares. Além disso, o movimento é sempre executado no modo de avanço por minuto, independentemente da especificação de G94 ou G95.
Velocidade de avanço (parâmetro) Aceleração/Desaceleração automática (parâmetro) Correção Velocidade de funcionamento em vazio (nº. 1410) Aceleração/Desaceleração exponencial no avanço de corte para cada eixo (nº. 1622) Correção do avanço manual

NOTA Uma vez que a velocidade de avanço está sempre definida como sendo a velocidade de funcionamento em vazio independentemente da especificação do botão de funcionamento em vazio, a velocidade de avanço não pode ser especificada usando F. A velocidade de avanço é bloqueada para evitar que a velocidade máxima de avanço de corte, especificada no parâmetro nº. 1422, seja excedida.

507

3. OPERAÇÃO MANUAL

OPERAÇÃO

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D Retorno automático ao ponto de referência (G28)

A ferramenta retorna diretamente ao ponto de referência, sem passar por qualquer dos pontos intermediários, independentemente da distância especificada. Contudo, a operação de retorno não é executada nos eixos para os quais não foi especificado qualquer comando de movimento.
Velocidade de avanço (parâmetro) Aceleração/Desaceleração automática (parâmetro) Correção Velocidade de deslocamento rápido (nº. 1420) Aceleração/Desaceleração linear no deslocamento rápido para cada eixo (nº. 1620) Correção do deslocamento rápido

D Retorno ao 2º, 3º ou 4º ponto de referência (G30)

A ferramenta retorna diretamente ao 2º, 3º ou 4º ponto de referência, sem passar por qualquer dos pontos intermediários, independentemente da distância especificada. Para selecionar um ponto de referência, especifique P2, P3 ou P4 no endereço P. Se o endereço P for omitido, é executado um regresso ao segundo ponto de referência.
Velocidade de avanço (parâmetro) Aceleração/Desaceleração automática (parâmetro) Correção Velocidade de deslocamento rápido (nº. 1420) Aceleração/Desaceleração linear no deslocamento rápido para cada eixo (nº. 1620) Correção do deslocamento rápido

NOTA A função para o retorno ao 3º/4º ponto de referência é opcional. S Quando esta opção não é selecionada É executado o regresso ao 2º ponto de referência, independentemente da especificação do endereço P. S Quando esta opção é selecionada Se P2, P3 ou P4 não tiverem sido especificados no endereço P, é emitido o aviso “INÍCIO IMPOSSÍVEL” e os dados inseridos não podem ser executados. D Códigos M (funções miscelâneas) Após o endereço M, especifique um valor numérico com um número de dígitos não superior ao especificado através do parâmetro nº. 3030. Quando M98 ou M99 é especificado, é executado mas não transmitido ao CPM. NOTA Com os códigos M não podem ser executadas chamadas de subprograma nem chamadas de macro de usuário. D Códigos S (funções do fuso) Após o endereço S, especifique um valor numérico com um número de dígitos não superior ao especificado através do parâmetro nº. 3031. NOTA As chamadas de subprograma não podem ser executadas com códigos S.

508

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OPERAÇÃO

3. OPERAÇÃO MANUAL

D Códigos B (funções auxiliares secundárias)

Após o endereço B, especifique um valor numérico com um número de dígitos não superior ao especificado através do parâmetro nº. 3033. NOTA 1 Os códigos B podem ser renomeados ”U,” ”V,” ”W,” ”A,” ou ”C” através da especificação do parâmetro nº. 3460. Se o novo nome for igual a um endereço para designação de um eixo, é utilizado ”B”. Se ”B” for utilizado e já existir um eixo denominado ”B”, a letra ”B” é usada como endereço do eixo. Neste caso, não pode ser especificada uma função auxiliar secundária. 2 As chamadas de subprograma não podem ser executadas com códigos B.

D Entrada de dados

(1) Ao introduzir endereços e valores numéricos de um comando, estes dados são definidos depois de ter sido pressionada a soft key [ENTRADA]. Neste caso, a unidade de entrada é o menor incremento de entrada ou formato de entrada tipo calculadora, dependendo da definição do bit 0 (DPI) do parâmetro nº. 3401. A tecla do painel MDI pode ser usada em vez da soft key [ENTRADA]. (2) Os comandos podem ser introduzidos sucessivamente. (3) A entrada de dados está desativada durante a execução. Se a soft key [ENTRADA] ou a tecla do painel MDI forem pressionadas durante a execução, é emitido o aviso “EXECUÇÃO/ MUDANÇA DE MODO EM CURSO”. (4) Se os dados inseridos incluirem algum erro, surgirão as seguintes mensagens de aviso:
Aviso Descrição -- Foi introduzido um código G diferente de G00, G01 e G28. -- Foi introduzido um endereço diferente dos que são mostrados na tela de comandos numéricos manuais. Foi introduzido um valor que ultrapassa os seguintes limites. -- Endereço G: 2 dígitos -- Endereço P: 1 dígito -- Endereço do eixo: 8 dígitos -- M, S, B: Número de dígitos definidos através de parâmetros

ERRO DE FORMATO

EXCESSO DE DIGITOS

NOTA A entrada de dados através das teclas pode ser executada mesmo que a chave de proteção da memória tenha sido ativada.

509

3. OPERAÇÃO MANUAL

OPERAÇÃO

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D Apagar dados

(1) Se a soft key [LIMPAR] for pressionada, seguida da soft key [EXEC], todos os dados definidos serão apagados. Neste caso, porém, os códigos G são definidos para G00 ou G01, dependendo da definição do bit 0 (G01) do parâmetro nº. 3402. Os dados também podem ser apagados ao pressionar a tecla no painel de operação MDI. (2) Se a soft key [LIMPAR] for pressionada durante a execução, é emitido o aviso “EXECUÇÃO/MUDANÇA DE MODO EM CURSO”.

D Interrupção da execução

Se uma das situações apresentadas a seguir ocorrer durante a execução, esta é interrompida e os dados são apagados de forma semelhante ao que sucede quando se pressiona a soft key [LIMPAR]. A distância ainda por percorrer é anulada. (1) Bloqueio de avanço (2) Mudança para um modo diferente do avanço em modo jog (3) Alarme (4) Reset ou parada de emergência As funções M, S e B continuam ativas mesmo depois da ocorrência das situações atrás descritas, com a exceção da (4). Durante a operação automática ou MDI, os códigos G e endereços modais não são influenciados pela execução de comandos especificados através da função de comando numérico manual. Se a ferramenta for deslocada ao longo de um eixo com a tecla de seleção do eixo e do sentido de avanço da tela de comandos numéricos manuais, a distância por percorrer é sempre indicada como ”0”.

D Informação modal

D Avanço em modo jog

Limitações
D Controle da velocidade de corte constante D Códigos T D Funções M, S e B Os códigos S não podem ser especificados no modo de controle da velocidade de corte constante. Os códigos T não podem ser especificados. Os comandos numéricos manuais podem ser executados enquanto a operação automática está parada. Nos seguintes casos, porém, é emitido um aviso ”INÍCIO IMPOSSÍVEL” e a execução de comandos é desativada. (1) Se uma função M, S ou B já estiver sendo executada, não é possível executar um comando numérico manual contendo uma função M, S ou B. (2) Se uma função M, S, T ou B já estiver sendo executada, e se for especificada somente essa função ou se um bloco contendo essa função incluir também outra função (tal como um comando de movimento ou uma função de pausa) que já tenha sido terminada, não é possível executar um comando numérico manual.
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OPERAÇÃO

3. OPERAÇÃO MANUAL

D Avanço em modo jog

Se um comando numérico manual for especificado enquanto a ferramenta é deslocada ao longo de um eixo com a tecla de seleção do eixo e do sentido de avanço, o movimento axial é interrompido e o comando numérico manual é executado. Por este motivo, a ferramenta não pode ser deslocada ao longo de um eixo com a tecla de seleção do eixo e do sentido de avanço durante a execução de um comando numérico manual. O espelhamento não pode ser efetuado para o sentido de um movimento axial especificado. A tela de comandos numéricos manuais surge mesmo que ocorra uma mudança para o modo REF. Contudo, se for feita uma tentativa de definição e execução de dados, é emitido um aviso ”MODO ERRADO” e a tentativa é gorada. Os comandos numéricos manuais não podem ser especificados para um eixo que está sendo usado para posicionamento do fuso, rotação de polígonos ou controle de sincronização/composto. A tentativa de execução de um comando numérico manual para um tal eixo resultará na emissão de um aviso “INÍCIO IMPOSSÍVEL”.

D Espelhamento

D Modo REF

D Funções que não suportam os comandos numéricos manuais

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4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

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4

OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

A operação programada de uma máquina-ferramenta CNC é denominada como operação automática. Neste capítulo são descritos os seguintes tipos de operação automática:
SOPERAÇÃO DE MEMÓRIA

Execução de um programa registrado na memória CNC.
S OPERAÇÃO MDI

Execução de um programa introduzido a partir do painel de operação MDI. S Operação DNC Operação executada durante a leitura de um programa de um dispositivo externo de entrada/saída
SREINÍCIO DO PROGRAMA

Reinício de um programa para operação automática a partir de um ponto intermediário.
S FUNÇÃO DE PLANEJAMENTO

Operação planejada através da execução de programas (arquivos) registrados em um dispositivo de entrada/saída externo (arquivo Handy, disquete ou cartão FA).
S FUNÇÃO DE CHAMADA DE SUBPROGRAMA

Função para chamada e execução de subprogramas (arquivos) registrados em um dispositivo externo de entrada/saída (arquivo Handy, disquete ou cartão FA) durante a operação de memória.
S INTERRUPÇÃO POR MANIVELA

Função para executar o avanço manual durante um movimento resultante da operação automática.
S ESPELHAMENTO

Função para ativar um movimento de espelhamento ao longo de um eixo durante a operação automática.
S INTERVENÇÃO MANUAL E RETORNO

Função para reiniciar a operação automática através do retorno da ferramenta à posição em que a intervenção manual foi iniciada durante a operação automática.

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OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

4.1

OPERAÇÃO DE MEMÓRIA

Os programas são previamente registrados em memória. Se for selecionado um destes programas e pressionada a chave de início de ciclo no painel de operação da máquina, é iniciada a operação automática e o LED de início de ciclo acende. Se a chave de bloqueio de avanço do painel de operação da máquina for pressionada durante a operação automática, esta é interrompida temporariamente. Se a chave de início de ciclo voltar a ser pressionada, a operação automática é reiniciada. Quando a tecla no painel de operação MDI é pressionada, a operação automática termina e o estado de reset é ativado. No controle de dois caminhos, os programas para as duas unidades porta-ferramenta podem ser executados simultaneamente, de forma que as duas unidades porta-ferramenta possam funcionar simultânea e independentemente. O procedimento seguinte serve de exemplo. Para mais informações sobre as operações propriamente ditas, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

Procedimento para a Operação de Memória 1 Pressione a tecla de seleção do modo MEMORIA. 2 Selecione um dos programas registrados na memória. Para tal, siga os passos indicados abaixo. 2- Pressione -1 para visualizar a tela de programas.

2- Pressione a tecla de endereço O . -2 2- Introduza um número de programa através das teclas numéricas. -3 2- Pressione a soft key [PESQ O]. -4 Para o controle de dois caminhos, selecione o programa para a unidade porta-ferramenta a utilizar. Se utilizar simultaneamente as duas unidades porta-ferramenta, selecione um programa para cada unidade porta-ferramenta. 3 Para o controle de dois caminhos, selecione a unidade porta-ferramenta a utilizar com a chave de seleção da unidade porta-ferramenta no painel de operação da máquina. 4 Pressione a chave de início de ciclo no painel de operação da máquina. A operação automática começa e o LED de início de ciclo acende. Quando a operação automática termina, o LED de início de ciclo apaga-se. 5 Para interromper ou cancelar a operação de memória, siga os passos abaixo. a. Parar a operação de memória Pressione o botão de bloqueio do avanço no painel de operação da máquina. O LED de bloqueio de avanço acende e o LED de início de ciclo apaga- A máquina reage da seguinte maneira: -se. (i) Se a máquina estava funcionando, a operação de avanço desacelera e pára. (ii) Se estava sendo executada uma pausa, esta é interrompida. (iii) Se M, S ou T estava sendo executado, a operação pára após o término de M, S ou T.
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4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

Se a chave de início de ciclo no painel de operação da máquina for pressionada enquanto o LED de bloqueio de avanço está aceso, a operação da máquina é reiniciada. b. Terminar a operação de memória Pressione a tecla no painel de operação MDI. A operação automática termina e o estado de reset é ativado. Se o reset for aplicado durante um movimento, este desacelera e pára.

Explicação
Operação de memória Depois do início da operação de memória é executado o seguinte: (1) Um comando de um bloco é lido a partir do programa especificado. (2) O comando do bloco é descodificado. (3) A execução do comando é iniciada. (4) O comando do bloco seguinte é lido. (5) O bloco é armazenado no buffer. Por outras palavras, o comando é descodificado para poder ser executado de imediato. (6) A execução de um bloco pode começar imediatamente após a execução do bloco precedente, devido à operação de registro no buffer. (7) A operação de memória pode ser executada em seguida, através da repetição dos passos (4) a (6). A operação de memória pode ser interrompida de duas formas: Especifique um comando de parada ou pressione uma tecla no painel de operação da máquina. - Os comandos de parada incluem M00 (parada de programa), M01 (parada opcional) e M02 e M30 (fim de programa). - Existem duas teclas para interromper a operação de memória: A tecla de bloqueio de avanço e a tecla de reset. A operação de memória é interrompida depois de ter sido executado um bloco contendo M00. Quando o programa é interrompido, toda a informação modal disponível permanece inalterada como na operação bloco a bloco. A operação de memória pode ser reiniciada pressionando o botão de início de ciclo. A operação pode variar em função do fabricante da máquina-ferramenta. Consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta. Tal como com M00, a operação de memória é interrompida depois de ter sido executado um bloco contendo M01. No entanto, este código só é eficaz se a chave de parada opcional no painel de operação da máquina estiver colocada em ON. A operação pode variar em função do fabricante da máquina-ferramenta. Consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta. Se for feita a leitura de M02 ou M30 (especificado no fim do programa principal), a operação de memória termina e o estado de reset é ativado. Em algumas máquinas, M30 retorna o controle ao início do programa. Para mais informações, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.
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Parada e término da operação de memória

D Parada de programa (M00)

D Parada opcional (M01)

D Fim do programa (M02, M30)

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OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

D Bloqueio de avanço D Reset

Se o botão de bloqueio de avanço no painel do operador for pressionado durante a operação de memória, a ferramenta desacelera até parar de vez. A operação automática pode ser interrompida e o sistema pode voltar ao estado de reset através da tecla no painel de operação MDI ou de um sinal de reset externo. Se a operação de reset for ativada durante o estado de movimento da ferramenta, o movimento é abrandado até parar.

D Salto de bloco opcional D Início de ciclo para o controle de dois caminhos

Se a chave de salto de bloco no painel de operação da máquina for ligada, os blocos contendo uma barra (/) são ignorados. No controle de dois caminhos, existe uma chave de início de ciclo para cada unidade porta-ferramenta. Deste modo, o operador pode ativar individualmente as unidades porta-ferramenta, controlando-as simultaneamente na operação de memória ou na operação MDI. Em geral, a unidade porta-ferramenta a operar deve ser selecionada com a chave de seleção da unidade porta-ferramenta no painel de operação da máquina; pressione, em seguida, o botão de início de ciclo para ativar a unidade porta-ferramenta selecionada. (O procedimento pode variar em função da máquina-ferramenta. Consulte o respectivo manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.) Durante a operação de memória, os arquivos (subprogramas) armazenados em um dispositivo externo de entrada/saída, como p. ex. um disquete, podem ser chamados e executados. Para mais detalhes, ver a Seção III-4.5.

Chamada de um subprograma armazenado em um dispositivo externo de entrada/saída

515

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

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4.2

OPERAÇÃO MDI

No modo MDI, é possível criar um programa constituído por 10 linhas, no máximo, no mesmo formato dos programas normais e executado a partir do painel de operação MDI. A operação MDI é usada para operações de teste simples. O procedimento seguinte serve de exemplo. Para mais informações sobre as operações propriamente ditas, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

Procedimento para a Operação MDI 1 Pressione a tecla de seleção de modo MDI. Para o controle de dois caminhos, selecione a unidade portaferramenta para a qual deve ser criado um programa, com a chave de seleção da unidade porta-ferramenta. Crie um programa para cada unidade porta-ferramenta. 2 Pressione a tecla no painel de operação MDI, para selecionar a

tela do programa. Aparece a tela seguinte:
PROGRAMA ( MDI ) O0000; 0010 00002

G00 G90 G94 G40 G80 G50 G54 G69 G17 G22 G21 G49 G98 G67 G64 G15 B HM T D F S >_ MDI **** ***
MDI

***
ATUAL

20 : 40 : 05
PROX (OPRC)

PRGRM

O número do programa O0000 é introduzido automaticamente. 3 Prepare o programa a executar da mesma forma que a edição normal de programas. Com o comando M99 especificado no último bloco, o controle pode retornar ao início do programa após o fim da operação. Para a criação de programas no modo MDI estão disponíveis as funções de inserção, modificação e eliminação de palavras, pesquisa de palavras, pesquisa de endereços e pesquisa de programas. Sobre a edição de programas, ver o capítulo III-9. 4 Para apagar totalmente um programa criado no modo MDI, siga um dos seguintes métodos: a. Introduza o endereço O no painel de operação MDI. b. Como alternativa, pressione a tecla . Neste caso, coloque e pressione, em seguida, a tecla

antecipadamente em 1 o bit 7 do parâmetro 3203.
516

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OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

5 Para executar um programa, coloque o cursor no início do programa. (Também é possível começar a partir de um ponto intermediário.) Pressione a chave de início de ciclo no painel de operação. O programa preparado será iniciado desta forma. (Para o controle de dois caminhos, selecione antecipadamente a unidade porta- ferramenta a utilizar, com a chave de seleção da unidade porta-ferramenta no painel de operação da máquina.) Quando o fim do programa (M02, M30) ou ER(%) é executado, o programa preparado será apagado automaticamente e a operação terminará. O controle retorna ao início do programa preparado através do comando M99.
PROGRAMA ( MDI ) O0000 G00 X100.0 Z200. ; M03 ; G01 Z120.0 F500 ; M93 P9010 ; G00 Z0.0 ; % O0001 N00003

G00 G90 G94 G40 G80 G50 G54 G69 G17 G22 G21 G49 G98 G67 G64 G15 B HM T D F S >_ MDI **** *** ***
MDI ATUAL

12 : 42 : 39
PROX (OPRC)

PRGRM

6 Para interromper ou terminar a meio a operação MDI, siga os passos abaixo. a.
Parar a operação MDI

Pressione o botão de bloqueio de avanço no painel de operação da máquina. O LED de avanço bloqueado acende e o LED de início de ciclo apaga- A máquina reage da seguinte maneira: -se. (i) Se a máquina estava funcionando, a operação de avanço desacelera e pára. (ii) Se estava sendo executada uma pausa, esta é interrompida. (iii) Se M, S ou T estava sendo executado, a operação pára após o término de M, S ou T. A máquina recomeça a funcionar se for pressionada a chave de início de ciclo do painel de operação da máquina.

b.

Terminar a operação MDI

Pressione a tecla

no painel de operação MDI.

A operação automática termina e o estado de reset é ativado. Se o reset for aplicado durante um movimento, este desacelera e pára.

517

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

Explicação
D Apagar o programa

A explicação anterior sobre como executar e interromper a operação de memória também se aplica à operação MDI, embora neste caso o M30 não devolva o controle ao início do programa (M99 executa esta função). Os programas preparados no modo MDI serão apagados nos seguintes casos: D Na operação MDI, se M02, M30 ou ER(%) for executado. (Contudo, se o bit 6 (MER) do parâmetro nº 3203 tiver sinal 1, o programa é apagado quando a execução do último bloco do programa termina através da operação de bloco único.) D No modo MEMÓRIA, se a operação de memória for executada. D No modo EDIÇÃO, se for executada qualquer edição. D Se for executada uma edição simultânea. D Quando a tecla O e são pressionadas,

D Reinício D Edição de um programa durante a operação MDI

D Em caso de reset, se o bit 7 (MCL) do parâmetro nº 3203 for colocado em 1 Depois da operação de edição efetuada durante a interrupção da operação MDI, a operação é iniciada a partir da posição atual do cursor. Os programas podem ser editados durante a operação MDI. Contudo, a edição de um programa está desativada até ao reset do CNC, se o bit 5 (MIE) do parâmetro nº 3203 for devidamente definido. Os programas criados no modo MDI não podem ser registrados. Um programa pode ter tantas linhas quanto as que couberem em uma página da tela. Podem ser criados programas com um total de seis linhas. Se o parâmetro MDL (nº 3107 #7) tiver sinal 0 para especificar um modo que suprima a visualização de informação contínua, pode ser criado um programa com um total de 10 linhas. Se o programa criado ultrapassar o número de linhas especificado, % (ER) é apagado (evita a inserção e modificação). As chamadas de subprogramas (M98) podem ser especificadas em um programa criado no modo MDI. Isto significa que um programa registrado em memória pode ser chamado e executado durante a operação MDI. Além do programa principal executado através da operação automática, são permitidos até dois níveis de aninhamento (ou inclusão) de subprogramas (este número pode ascender a quatro, se a opção de macro de usuário estiver disponível).
Programa principal O0000; Subprograma O1000; Subprograma O2000;

Limitação
D Registro de programa D Número de linhas em um programa

D Aninhamento de subprogramas

M98P 1000;

M98P 2000;

M98P 3000;

M30;

M99; Inclusão de nível um

M99; Inclusão de nível dois

Fig. 4.2 Nível de Aninhamento de Subprogramas Chamados a partir do Programa MDI

518

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

D Chamada de macros

Se a opção de macro de usuário estiver disponível, os programas de macros também podem ser criados, chamados e executados no modo MDI. Contudo, os comandos de chamada de macro não podem ser executados se o modo passar para MDI após a interrupção da operação de memória durante a execução de um subprograma. Se um programa for criado no modo MDI, é utilizada uma área vazia da memória. Se a memória do programa estiver cheia, não poderão ser criados quaisquer programas no modo MDI.

D Espaço de memória

519

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

4.3

REINÍCIO DO PROGRAMA

Esta função especifica um número de seqüência ou de bloco relativo ao bloco a reiniciar quando uma ferramenta se parte, ou após um dia de folga, e reinicia a operação de usinagem a partir desse bloco. Também pode ser usada como função de verificação rápida de programas. Existem dois métodos de reinício: O método tipo P e o método tipo Q.
A operação pode ser reiniciada em qualquer ponto. Este método de reinício é utilizado quando a operação é interrompida devido à quebra de uma ferramenta. Ponto inicial do programa (ponto inicial de usinagem)

TIPO P

Operação de retorno

Posição de reinício

TIPO Q

Antes de poder reiniciar uma operação, a máquina deve ser deslocada para o ponto inicial programado (ponto inicial de usinagem)

Operação de retorno Ponto inicial do programa (ponto inicial de usinagem)

Posição de reinício

520

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OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

Procedimento para o Reinício do Programa através da Especificação de um Número de Seqüência Procedimento 1
[ TIPO P ] [ TIPO Q ]

1 Retraia a ferramenta e substitua- por uma nova. Se necessário, altere -a o corretor. (Continue no passo 2.) 1 Quando o sistema estiver ligado ou quando for liberada uma parada de emergência, execute todas as operações necessárias, incluindo o retorno ao ponto de referência. 2 Desloque manualmente a máquina para o ponto inicial do programa (ponto inicial de usinagem) e mantenha os dados modais e o sistema de coordenadas nas mesmas condições do início da usinagem. 3 Se necessário, modifique o corretor.

Procedimento 2
[COMUM AO TIPO P / TIPO Q]

1 Coloque a chave de reinício do programa no painel de operação da máquina na posição ON. 2 Pressione a tecla de função para mostrar o programa desejado.

[TIPO Q] N fffff ou [TIPO P] Número da seqüência [TIPO Q] N fff fffff ou [TIPO P] Freqüência

3 Localize o cabeçalho do programa. 4 Introduza o número de seqüência do bloco a reiniciar e pressione, em seguida, a soft key [TIPO P] ou [TIPO Q].

Número da seqüência

Se o mesmo número de seqüência surgir mais de uma vez, é necessário especificar o bloco alvo. Especifique a freqüência e o número de seqüência.

521

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

5

O número de seqüência é procurado e a tela de reinício do programa surge na tela CRT.
REINICIO DO PROGRAMA DESTINO X 57. 096 Z 56. 943 M 1 1 1 1 1 1 ******** O0002 N00100 2 2 2 2 2 ******** ******** ******** S MEM * * * *
[REINIC]

DIST.A PERCORRER 1 X 1. 459 2 Z 7. 320

T ******** S * * * * *

0

T0000
(OPRC)

*** ***
[PLJ.AQ]

10 : 10 : 40

6 7

8

9

DESTINO mostra o ponto em que a usinagem deve ser reiniciada. DIST.A PERCORRER mostra a distância entre a posição atual da ferramenta e o ponto em que a usinagem deve ser reiniciada. Um número à esquerda do nome de cada eixo indica a ordem dos eixos (determinada através da definição de parâmetros) ao longo dos quais a ferramenta se desloca até ao ponto de reinício. Podem ser mostradas as coordenadas e a distância percorrida para o reinício do programa de até cinco eixos. Se o sistema suportar seis ou mais eixos, pressione de novo a soft key [REINIC] para visualizar os dados para o sexto eixo e eixos subseqüentes. (A tela de reinício do programa só mostra os dados dos eixos controlados pelo CNC.) M: Últimos catorze códigos M especificados T: Últimos dois códigos T especificados S: Último código S especificado Os códigos são mostrados pela ordem em que são especificados. Todos os códigos podem ser apagados através de um comando de reinício do programa ou do início de um ciclo no estado de reset. Desligue a chave de reinício do programa. O número à esquerda do nome do eixo DIST.A PERCORRER pisca. Verifique na tela os códigos M, S e T a executar. Se eles estiverem presentes, mude para o modo MDI e execute, em seguida, as funções M, S e T. Após a execução, volte ao modo anterior. Estes códigos não são mostrados na tela de reinício do programa. Verifique se a distância indicada em DIST.A PERCORRER está correta. Verifique também se existe a possibilidade da ferramenta bater numa peça ou em outros objetos ao deslocar- se para o ponto de reinício da usinagem. Se for este o caso, desloque manualmente a ferramenta para um ponto a partir do qual a ferramenta possa deslocar- se até ao ponto de reinício da usinagem sem encontrar obstáculos. Pressione a chave de início de ciclo. A ferramenta desloca- se seqüencialmente ao longo dos eixos, para o ponto de reinício da usinagem, à velocidade de funcionamento em vazio e de acordo com a ordem especificada na definição do parâmetro (nº 7310). A usinagem é, então, reiniciada. 522

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OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

Procedimento para o Reinício do Programa através da Especificação de um Número de Bloco

Procedimento 1
[ TIPO P ] [ TIPO Q ]

1 Retraia a ferramenta e substitua- por uma nova. Se necessário, altere -a o corretor. (Continue no passo 2.) 1 Quando o sistema estiver ligado ou quando for liberada uma parada de emergência, execute todas as operações necessárias, incluindo o retorno ao ponto de referência. 2 Desloque manualmente a máquina para o ponto inicial do programa (ponto inicial de usinagem) e mantenha os dados modais e o sistema de coordenadas nas mesmas condições do início da usinagem. 3 Se necessário, modifique o corretor.

Procedimento 2 [COMUM AO TIPO P / TIPO Q]

1

Coloque a chave de reinício do programa no painel de operação da máquina na posição ON. para mostrar o programa desejado. .

2 Pressione a tecla de função
[TIPO Q] B
ffffffff

ou [TIPO P]

3 Localize o cabeçalho do programa. Pressione a tecla de função

Número do bloco

4 Introduza o número do bloco a reiniciar e pressione, em seguida, a soft key [TIPO P] ou [TIPO Q]. O número do bloco não pode ultrapassar oito dígitos. 5 O número do bloco é procurado e é exibida a tela de reinício do programa.
REINICIO DO PROGRAMA DESTINO X 57. 096 Z 56. 943 O0002 N01000

DIST.A PERCORRER 1X 1. 459 2Z 7. 320

BC : 00000002 M 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 ******** ******** ******** T ******** S * * * * * ******** S 0 T0000
(OPRC)

MEM * * * *
[REINIC]

*** ***
[PLJ.AQ]

10 : 10 : 40

DESTINO mostra o ponto em que a usinagem deve ser reiniciada. DIST.A PERCORRER mostra a distância entre a posição atual da

ferramenta e o ponto em que a usinagem deve ser reiniciada. Um número à esquerda do nome de cada eixo indica a ordem dos eixos (determinada através da definição de parâmetros) ao longo dos quais a ferramenta se desloca até ao ponto de reinício.
523

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

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Podem ser mostradas as coordenadas e a distância percorrida para o reinício do programa de até cinco eixos. Se o sistema suportar seis ou mais eixos, pressione de novo a soft key [REINIC] para visualizar os dados para o sexto eixo e eixos subseqüentes. (A tela de reinício do programa só mostra os dados dos eixos controlados pelo CNC.) M: Últimos catorze códigos M especificados T: Últimos dois códigos T especificados S: Último código S especificado B: Último código B especificado Os códigos são mostrados pela ordem em que são especificados. Todos os códigos podem ser apagados através de um comando de reinício do programa ou do início de um ciclo no estado de reset. 6 Desligue a chave de reinício do programa. O número à esquerda do nome do eixo DIST.A PERCORRER pisca. 7 Verifique na tela os códigos M, S, T e B a executar. Se eles estiverem presentes, mude para o modo MDI e execute, em seguida, as funções M, S, T e B. Após a execução, volte ao modo anterior. Estes códigos não são mostrados na tela de reinício do programa. 8 Verifique se a distância indicada em DIST.A PERCORRER está correta. Verifique também se existe a possibilidade da ferramenta bater numa peça ou em outros objetos ao deslocar- para o ponto de -se reinício da usinagem. Se for este o caso, desloque manualmente a ferramenta para um ponto a partir do qual a ferramenta possa deslocar- até ao ponto de reinício da usinagem sem encontrar -se obstáculos. 9 Pressione a chave de início de ciclo. A ferramenta desloca-se seqüencialmente ao longo dos eixos, para o ponto de reinício da usinagem, à velocidade de funcionamento em vazio e de acordo com a ordem especificada na definição do parâmetro (nº 7310). A usinagem é, então, reiniciada.

Explicações
D Número do bloco Quando o CNC é interrompido, o número dos blocos executados é mostrado na tela do programa ou na tela de reinício do programa. O operador pode especificar o número do bloco a partir do qual o programa deve ser reiniciado, através do número mostrado. O número mostrado indica o número do último bloco executado. Por exemplo, para reiniciar o programa a partir do bloco onde a execução foi interrompida, especifique o número mostrado mais um. O número de blocos é contado desde o início da usinagem, partindo do pressuposto de que uma linha NC de um programa CNC corresponde a um bloco.
< Exemplo 1 >
Programa CNC O 0001 ; G90 G92 X0 Y0 Z0 ; G01 X100. F100 ; G03 X01 --50. F50 ; M30 ; Número de blocos 1 2 3 4 5

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OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

< Exemplo 2 >
Programa CNC O 0001 ; G90 G92 X0 Y0 Z0 ; G90 G00 Z100. ; G81 X100. Y0. Z--120. R--80. F50. ; #1 = #1 + 1 ; #2 = #2 + 1 ; #3 = #3 + 1 ; G00 X0 Z0 ; M30 ; Número de blocos 1 2 3 4 4 4 4 5 6

As instruções de macros não são consideradas como blocos. D Armazenamento / Anulação do número de bloco D Número do bloco quando um programa é parado ou cancelado O número do bloco é guardado em memória enquanto o sistema está desligado. O número pode ser anulado através do início de um ciclo no estado de reset. A tela do programa mostra geralmente o número do bloco atualmente em execução. Quando a execução de um bloco termina, é feito o reset do CNC ou o programa é executado no modo de parada de bloco único; a tela do programa mostra o número do último programa executado. Se um programa CNC for parado ou cancelado através do bloqueio de avanço, do reset ou da parada de bloco único, são mostrados os seguintes números de bloco: Bloqueio de avanço: Bloco em execução Reset : Último bloco executado Parada de bloco único: Último bloco executado Por exemplo, se o CNC for reinicializado durante a execução do bloco 10, o número de bloco exibido muda de 10 para 9. Se a intervenção MDI for executada enquanto o programa é interrompido através da parada de bloco único, os comandos CNC usados para a intervenção não são contados como um bloco. Se o número do bloco mostrado na tela do programa ultrapassar oito dígitos, o número do bloco é colocado em 0 e a contagem prossegue.

D Intervenção MDI

D Número de bloco com mais de oito dígitos

Limitação
D Reinício de tipo P O reinício de tipo P não pode ser executado em qualquer das circunstâncias seguintes: D Não foi efetuada qualquer operação automática desde a energização D Não foi efetuada qualquer operação automática desde a liberação de uma parada de emergência D Não foi efetuada qualquer operação automática desde que o sistema de coordenadas foi alterado ou deslocado (alteração de um corretor externo a partir do ponto de referência da peça) O bloco a reiniciar não necessita ser o bloco interrompido; o reinício da operação pode ser feito com qualquer bloco. Se o reinício de tipo P for efetuado, o bloco de reinício deve usar o mesmo sistema de coordenadas do existente aquando da interrupção da operação.
525

D Bloco de reinício

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

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D Bloco único

Se a operação bloco a bloco estiver ativa durante o movimento para a posição de reinício, a operação pára sempre que a ferramenta completa o movimento ao longo de um eixo. Se a operação for interrompida no modo de bloco único, a intervenção MDI não pode ser efetuada. Durante o movimento para a posição de reinício pode recorrer- à -se intervenção manual para executar uma operação de retorno para um eixo, se essa mesma operação ainda não tiver sido efetuada. A operação de retorno não pode ser efetuada em eixos nos quais o retorno já foi completado. O reset nunca deve ser executado entre o início de uma pesquisa no reinício e o reinício da usinagem. Caso contrário, o reinício deve ser novamente executado desde o primeiro passo. A operação manual deve ser executada quando o absoluto manual está ativo, independentemente de a usinagem já ter ou não começado. Se não estiver disponível qualquer detector da posição absoluta (codificador de pulsos absolutos), certifique- de que o retorno ao ponto -se de referência é executado após a energização e antes do reinício.

D Intervenção manual

D Reset

D Absoluto manual D Retorno ao ponto de referência

Alarme
Nº do alarme 071 094 095 Conteúdo
O número do bloco especificado para reiniciar o programa não foi encontrado.

Após a interrupção, foi definido um sistema de coordenadas, sendo especificado em seguida o reinício de tipo P. Após a interrupção, foi alterado o deslocamento do sistema de coordenadas, sendo especificado em seguida o reinício de tipo P. Após a interrupção, foi alterado o sistema de coordenadas, sendo especificado em seguida o reinício de tipo P. Se não tiver sido executada qualquer operação automática desde a energização, a parada de emergência tiver sido liberada ou o alarme P/S (nº 094 a 097) tiver sido desativado, será especificado o reinício de tipo P. Após a energização, foi executada uma operação de reinício sem retorno ao ponto de referência; porém, um comando G28 foi encontrado no programa. Um comando de movimento foi especificado através do painel de operação MDI durante uma operação de reinício. Foi especificado um parâmetro incorreto para reiniciar o programa.

096 097

098

099 5020

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OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

AVISO Em regra, a ferramenta não pode retornar para uma posição nas situações seguintes. S Deverá ter um cuidado especial nos seguintes casos, uma vez que nenhum deles ativa um alarme: S Operação manual executada quando o modo absoluto manual está OFF. S Operação manual executada quando a máquina está travada. S Quando é utilizado o espelhamento. S Quando a operação manual é executada durante o movimento axial para a operação de retorno. S Quando o reinício do programa é programado para um bloco situado entre o bloco de ignorar corte e o bloco de comando absoluto subseqüente. S Quando o reinício do programa é especificado para um bloco intermediário e para a repetição de ciclo fixo.

527

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

4.4

FUNÇÃO DE PLANEJAMENTO

A função de planejamento permite que o operador selecione arquivos (programas) registrados em um disquete num dispositivo externo de entrada/saída (arquivo handy, disquete ou cartão FA) e especificar a ordem de execução e o número de repetições (planejamento) da operação automática. É igualmente possível selecionar apenas um arquivo do grupo de arquivos existentes no dispositivo externo de entrada/saída e executá- durante a -lo operação automática.

DIRET.DO ARQUIVO NO.ARQU. NOME DO ARQUIVO 0001 0002 0003 0004 O0010 O0020 O0030 O0040

Lista de arquivos em um dispositivo externo de entrada/saída Defina o número do arquivo e o número de repetições.

ORDEM NO ARQUIVOREPETIÇÃO 01 02 03 04 0002 0003 0004 0001 2 1 3 2

Tela de planejamento

Execução da operação automática

Procedimento para a Função de Planejamento Procedimento para a execução de um arquivo 1 Pressione a tecla MEMÓRIA no painel de operação da máquina e, em seguida, a tecla de função no painel de operação MDI.

2 Pressione a soft key (tecla de mudança para o menu seguinte) mais à direita, seguida da soft key [PLJ. AQ]. A lista de arquivos guardados no disquete é mostrada na tela número 1. Para mostrar os arquivos que não são indicados na tela, pressione a tecla de mudança de página do painel de operação MDI. Os arquivos guardados no disquete também podem ser mostrados em seqüência.
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OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

DIRET.DO ARQUIVO

O0001 N00000

SELECAO ATUAL : PLANEJAMENTO NO. NOME DO ARQUIVO (METRO) VOL 0000 PLANEJAMENTO 0001 PARAMETRO 58.5 0002 TODOS--OS PROGRAMAS 11.0 0003 O0001 1.9 0004 O0002 1.9 0005 O0010 1.9 0006 O0020 1.9 0007 O0040 1.9 0008 O0050 1.9 MEM * * * *
PRGRM

*** ***
DIR

19 : 14 : 47
PLANEJ (OPRC)

Tela nº 1 3 Pressione as soft keys [(OPRC)] e [SELEC] para mostrar “SELECIONAR ARQU. NO.” (na tela nº 2). Introduza o número do arquivo e pressione, em seguida, as soft keys [DEF.A] e [EXEC]. O arquivo cujo número foi inserido é selecionado e o nome do arquivo é indicado após “SELECAO ATUAL:”.
DIRET.DO ARQUIVO O0001 N00000

SELECAO ATUAL:O0040 NO. NOME DO ARQUIVO (METRO) VOL 0000 PLANEJAMENTO 0001 PARAMETRO 58.5 0002 TODOS--OS PROGRAMAS 11.0 0003 O0001 1.9 0004 O0002 1.9 0005 O0010 1.9 0006 O0020 1.9 0007 O0040 1.9 0008 O0050 1.9 SELECIONAR ARQU.NO.=7 >_ MEM * * * * * * * * * * 19 : 17 : 10 EXEC DEF A

Tela nº 2 4 Pressione a tecla REMOTO no painel de operação da máquina para ativar o modo RMT e pressione, em seguida, a chave de início de ciclo. O arquivo selecionado será executado. Para mais detalhes sobre a tecla REMOTO, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina - ferramenta. O número de arquivo selecionado é indicado no canto superior direito da tela como número F (ao invés de um número O).

529

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

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DIRET.DO ARQUIVO SELECAO ATUAL:O0040

F0007 N00000

RMT

****

*** ***
DIR

13 : 27 : 54
PLANEJ (OPRC)

PRGRM

Tela nº 3 D Procedimento para executar a função de planejamento 1 Visualize a lista de arquivos guardados no disquete. O procedimento de visualização é idêntico aos passos 1 e 2 da execução de um arquivo. 2 Na tela nº 2, pressione as soft keys [(OPRC)] e [SELEC] para mostrar “SELECIONAR ARQU.NO.” 3 Introduza o número de arquivo 0 e pressione, em seguida, as soft keys [DEF.A] e [EXEC]. “PLANEJAMENTO” é indicado após “SELECAO ATUAL”. 4 Pressione a soft key (tecla de retorno ao menu anterior) mais à direita, seguida da soft key [PLANEJ]. Surgirá a tela nº 4
DIRET.DO ARQUIVO ORDEM 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 >_ MEM * * * *
PRGRM

F0000 N02000 REP SOLIC REP ATUAL

NO.ARQU.

*** ***
DIR

22 : 07 : 00
PLANEJ (OPRC)

Tela nº 4 Mova o cursor e introduza os números de arquivo e o número de repetições pela ordem em que os arquivos devem ser executados. Nesta altura, o número atual de repetições “REP ATUAL” é 0. 5 Pressione a tecla REMOTO no painel de operação da máquina para ativar o modo RMT e pressione, em seguida, a chave de início. Os arquivos são executados pela ordem especificada. Durante a execução de um arquivo, o cursor está colocado no número desse mesmo arquivo. O número atual de repetições REP ATUAL aumenta se M02 ou M30 for executado no programa em curso.
530

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OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

DIRET.DO ARQUIVO ORDEM 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 RMT NO.ARQU. 0007 0003 0004 0005 REP SOLIC 5 23 9999 LOOP

O0000 N02000 REP.ATU 5 23 156 0

****

*** ***
DIR

10 : 10 : 40
PLANEJ (OPRC)

PRGRM

Tela nº 5

Explicações
D Não especificação de um número de arquivo Se não for especificado qualquer número de arquivo na tela nº 4 (o campo do número de arquivo é deixado em branco), a execução do programa é interrompida nesse ponto. Para deixar o campo do número de arquivo vazio, pressione a tecla numérica 0 D Repetição infinita D Anulação seguida de .

Se um valor negativo for definido como número de repetições, <>LOOP é mostrado e o arquivo é repetido indefinidamente. Se as soft keys [(OPRC)], [LIMPAR] e [EXEC] forem pressionadas na tela nº 4, todos os dados serão apagados. Contudo, estas teclas não funcionam durante a execução de um arquivo. Se a soft key [PRGRM] for pressionada na tela nº 1, 2, 3, 4 ou 5, a tela de programas é mostrada.

D Retorno à tela de programas

Limitação
D Número de repetições D Número de arquivos registrados D Código M D Visualização do diretório do disquete durante a execução de um arquivo D Reinício da operação automática D Função de planejamento para o controle de dois caminhos Pode especificar até 9999 como número de repetições. Se um arquivo for definido como 0, o arquivo torna- inválido e não é executado. -se Pode registrar até 20 arquivos pressionando a tecla de mudança de página na tela nº 4. Se forem executados quaisquer códigos M diferentes de M02 e M30, o número atual de repetições não aumenta. Durante a execução de um arquivo não pode ser ativada a visualização do diretório do disquete para edição simultânea. Para prosseguir com a operação automática após a sua suspensão para executar a operação de planejamento, pressione a tecla de reset. A função de planejamento só pode ser usada para uma única unidade porta-ferramenta.

531

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

ALARME
Nº do alarme 086 210 Descrição Foi feita uma tentativa de execução de um arquivo não guardado no disquete. M198 e M99 foram executados durante a operação de planejamento ou M198 foi executado durante a operação DNC.

532

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

4.5

FUNÇÃO DE CHAMADA DE SUBPROGRAMA (M198)
Formato

A função de chamada de subprograma permite chamar e executar arquivos de subprogramas armazenados em um dispositivo externo de entrada/saída (arquivo Handy, DISQUETE, cartão FA) durante a operação de memória. Se for executado o bloco seguinte de um programa armazenado na memória CNC, é chamado um arquivo de subprograma do dispositivo externo de entrada/saída: Para usar esta função é necessário instalar a opção de visualização do diretório do disquete. 1. Formato de fita FS15 M198 P ffff L∆∆∆∆ ; Número de repetições Número de um arquivo no dispositivo de E/S Instrução de chamada de dispositivos de E/S 2. Formato de fita diferente de FS15 M198 P ffff ∆∆∆∆ ; Número de um arquivo no dispositivo de E/S Número de repetições Instrução de chamada de dispositivos de E/S

Explicação

A função de chamada de subprograma é ativada se o parâmetro nº 0102 do dispositivo de entrada/saída for colocado em 3. Se a opção de macro de usuário estiver disponível, podem ser usados os formatos 1 ou 2. Pode usar- se um código M diferente para uma chamada de subprograma, dependendo da definição do parâmetro nº 6030. Neste caso, M198 é executado como um código M normal. O número do arquivo é especificado no endereço P. Se o bit SBP (bit 2) do parâmetro nº 3404 estiver colocado em 1, pode ser especificado um número de programa. Se o número de arquivo for especificado no endereço P, Fxxxx é indicado em vez de Oxxxx.
Programas no modo de execução de memória Programa no dispositivo externo de entrada/saída

N1 ; N2 ; N3 M198 P0003 0123 ; N4 ; N5 ;

0123 .... Número do arquivo

: Primeira(o) chamada/retorno : Segunda(o) chamada/retorno : Terceira(o) chamada/retorno Fig. 4.5 Seqüência do Programa Quando M198 é Especificado

Restrições

Para o controle de dois caminhos, os subprogramas em um disquete não podem ser chamados simultaneamente para as duas unidades porta- ferramenta. 533

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

NOTA 1 Se M198 for executado no programa do arquivo guardado em um disquete, é acionado o alarme P/S (nº 210). Se um programa da memória CNC for chamado e se M198 for executado durante a execução de um programa do arquivo guardado em um disquete, M198 é alterado para um código M normal. 2 Se for efetuada uma intervenção manual e se M198 for executado depois de ter sido programado no modo de memória, M198 é alterado para um código M normal. Se a operação de reset for efetuada no modo MDI, após a programação de M198 no modo MEMÓRIA, não influencia a operação de memória, a qual prossegue com o reinício do modo MEMÓRIA.

534

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

4.6

INTERRUPÇÃO POR MANIVELA

O movimento através de operação manual pela manivela eletrônica pode ser executado com sobreposição do movimento através de operação automática no modo de operação automática.
Posição da ferramenta durante a operação automática Posição da ferramenta após interrupção por manivela

X

Profundidade de corte programada Profundidade de corte por interrupção por manivela Z Peça

Fig. 4.6 Interrupção por Manivela

D Sinais de seleção de eixo para interrupção por manivela Para mais detalhes sobre os sinais de seleção de eixo para interrupção por manivela, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta. Durante a operação automática, a interrupção manual está ativa para um eixo se o sinal de seleção de eixo para a interrupção por manivela estiver ativo para esse mesmo eixo. A interrupção manual é executada rodando a manivela do gerador de pulsos manual. AVISO A distância percorrida na interrupção por manivela é determinada pela rotação do gerador de pulsos manual e pelo fator de escalonamento do avanço por manivela (×1, ×10, ×M, ×N). Dado que este movimento não é acelerado ou desacelerado, é muito perigoso usar um fator de multiplicação elevado para a interrupção por manivela. Em termos de escala, a distância percorrida por cada × 1 corresponde a 0,001 mm (unidades métricas) ou 0,0001 polegadas (sistema inglês).

NOTA A interrupção por manivela está desativada se a máquina for bloqueada durante a operação automática.

535

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

Explicações
D Relação com outras funções A tabela a seguir indica a relação entre outras funções e o movimento executado por interrupção por manivela.
Tela Bloqueio da máquina Travamento Relação A máquina está bloqueada. A ferramenta não se desloca mesmo que este sinal esteja ativo. O travamento está ativo. A ferramenta não se desloca mesmo que este sinal esteja ativo. O espelhamento não está ativo. As funções de interrupção no sentido positivo funcionam através de um comando de sentido positivo, mesmo que este sinal seja ativado.

Espelhamento

D Indicação da posição

A tabela a seguir indica a relação entre várias indicações de posição e o movimento executado por interrupção por manivela.
Tela Valor da coordenada absoluta Relação A interrupção manual não altera as coordenadas absolutas.

Valor das coordenadas A interrupção manual não altera as coordenadas relativas relativas. Valor das coordenadas As coordenadas da máquina são alteradas através da da máquina distância especificada por interrupção manual.

D Indicação da distância percorrida

Pressione a tecla de função

seguida da soft key para seleção de

capítulo [MANIV]. É mostrada a distância percorrida através da interrupção por manivela. Os 4 tipos de dados que se seguem são mostrados simultaneamente.
O0000 N00200 (UNID. SAIDA) X 69.594 Z --61.439 (DIST.A PERCORRER) X 0.000 Z 0.000 CONT.PECAS 1H 12M TEMPO CICLO 10 : 29 : 51 TUDO
MANIV

INTERRUPCAO MANUAL (UNID.ENTRADA) X 69.594 Z --61.439 (RELATIVA) U 0.000 W0.000 TEMPO TRAB MDI ABS ****

287 0H 0M 0S

*** *** REL

(OPRC)

(a) UNIDADE DE ENTRADA:

Distância percorrida na interrupção por manivela, expressa no sistema de unidades de entrada Indica a distância percorrida, especificada pela interrupção por manivela, de acordo com o menor incremento de entrada.
536

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OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

b) UNIDADE DE SAÍDA:

Distância percorrida na interrupção por manivela, expressa no sistema de unidades de saída Indica a distância percorrida, especificada pela interrupção por manivela, de acordo com o menor incremento de comando.
(c) RELATIVA:

Posição no sistema de coordenadas relativas Estes valores não influenciam a distância percorrida, especificada pela interrupção por manivela.
(d) DISTÂNCIA A PERCORRER:

A distância a percorrer no bloco atual não influencia a distância percorrida, especificada pela interrupção por manivela. A distância percorrida através da interrupção por manivela é anulada se o retorno manual ao ponto de referência para cada eixo terminar. D Tela de sistemas de cinco eixos ou superiores A tela dos sistemas com cinco ou mais eixos é idêntica à da posição global. Ver III-11.1.3.

537

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

4.7

ESPELHAMENTO

Durante a operação automática, a função de espelhamento pode ser usada para o movimento ao longo de um eixo. Para usar esta função, acione a chave de espelhamento no painel de operação da máquina ou a definição de espelhamento no CRT/MDI (ou LCD/MDI).
X O espelhamento do eixo X está ativo. Caminho programado da ferramenta

Ferramenta

Caminho da ferramenta após utilização da função de espelhamento Z Fig. 4.7 Espelhamento

Procedimento

O procedimento seguinte serve de exemplo. Para mais informações sobre as operações propriamente ditas, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta. 1 Pressione a chave de bloco único para interromper a operação automática. Este passo é omitido se a função de espelhamento for usada desde o início da operação. 2 Pressione a chave de espelhamento para o eixo alvo no painel de operação da máquina. Como alternativa, ative a especificação de espelhamento seguindo os passos abaixo: 2- Ative o modo MDI. -1 2- Pressione a tecla -2 .

2- Pressione a soft key de seleção do capítulo [DEFINIR] para -3 mostrar a tela de especificação.
DEFINIR (ESPELHAMENTO) O0020 N00001

ESPELHAMENTO ESPELHAMENTO

X = 1 (0 : OFF 1 : ON) Z = 0 (0 : OFF 1 : OM)

>_ MEM * * * *
CORRECAO

*** ***
TRAB

14 : 47 : 57
(OPRC)

DEFINIR

2- Mova o cursor para a posição de definição do espelhamento e -4 defina o eixo alvo com 1.
538

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OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

3 Ative o modo de operação automática (modo de memória ou modo MDI) e pressione, em seguida, o botão de início de ciclo para iniciar a operação automática.

Explicações
D A função de espelhamento também pode ser ligada e desligada colocando em 1 ou 0 o bit 0 (MIRx) do parâmetro (nº 0012). D Para mais informações sobre as chaves de espelhamento, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

Restrições

O sentido de deslocação durante a operação manual e o sentido de deslocação de um ponto intermediário para o ponto de referência durante o retorno automático ao ponto de referência (G28).

539

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

4.8

INTERVENÇÃO MANUAL E RETORNO

Em determinados casos, como aqueles em que o movimento da ferramenta ao longo de um eixo é interrompido pelo bloqueio de avanço durante a operação automática, de forma que seja possível intervir manualmente para substituir a ferramenta, esta função retorna a ferramenta à posição em que foi iniciada a intervenção durante o reinício da operação automática. Para usar a função normal de reinício do programa e a função de recolha e retorno da ferramenta, é necessário usar as chaves do painel de operação em combinação com as teclas MDI. Esta função não necessita de tais operações.

Explicações
D Absoluto manual ON/OFF D Correção No modo absoluto manual OFF, a ferramenta não retorna à posição de parada, mas funciona de acordo com a função de absoluto manual ON/OFF. Para a operação de retorno, é utilizada a velocidade de funcionamento em vazio e é ativada a função de override da velocidade de avanço em modo jog. A operação de retorno é executada de acordo com o posicionamento com base na interpolação não linear. Se a chave de parada de bloco único estiver ativa durante a operação de retorno, a ferramenta pára na posição de parada e reinicia seu movimento quando a chave de início de ciclo é pressionada. Se ocorrer um reset ou for ativado um alarme durante a intervenção manual ou a operação de retorno, esta função é cancelada. Esta função também pode ser usada no modo MDI.

D Operação de retorno D Bloco único

D Cancelamento D Modo MDI

Restrições
D Ativar e desativar a intervenção manual e o retorno Esta função está ativa apenas se o LED de manutenção da operação automática estiver aceso. Se a restante distância percorrida for nula, esta função não tem qualquer efeito, mesmo que seja executada uma parada de bloqueio de avanço com o sinal de manutenção da operação automática *SP (bit 5 de G008). Se a ferramenta for substituída manualmente devido, por exemplo, a um dano, o movimento da ferramenta não pode ser reiniciado através da alteração dos corretores a meio do bloco interrompido. Durante a intervenção manual, nunca utilize as funções de bloqueio da máquina, espelhamento ou escalonamento.

D Correção

D Bloqueio da máquina, espelhamento e escalonamento

540

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

Exemplo
1. O bloco N1 corta uma peça Ferramenta N2

Ponto inicial do bloco

N1

2. A ferramenta é parada pressionando a chave de bloqueio de avanço a meio do bloco N1 (ponto A). N2

N1 Ponto A 3. O movimento da ferramenta é reiniciado, depois dela ter sido retraída manualmente até ao ponto B. Ponto B Intervenção manual N2

N1 Ponto A 4. O comando de movimento restante do bloco N1 é executado após o retorno automático para o ponto A, à velocidade de funcionamento em vazio. Ponto B N2

N1 Ponto A

AVISO Durante a execução da intervenção manual, preste particular atenção à usinagem e ao formato da peça, de forma a evitar danos na máquina e na ferramenta.

541

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

4.9

OPERAÇÃO DNC

A ativação da operação automática durante o modo de operação DNC (RMT) permite executar a usinagem (operação DNC) enquanto é feita a leitura de um programa via interface de leitura/envio ou buffer remoto. Se a opção de visualização do diretório do disquete estiver disponível, é possível selecionar arquivos (programas) guardados no disquete de uma unidade externa de entrada/saída (arquivo Handy, disquetes ou cartão FA) e especificar (planejar) a seqüência e freqüência de execução para a operação automática. Para usar a função de operação DNC, é necessário definir ante- cipadamente os parâmetros relacionados com a interface de leitura/envio e o buffer remoto.

OPERAÇÃO DNC

Procedimento

D Tela de verificação do programa (de 7 soft keys)

1 Procure o programa (arquivo) a executar. 2 Pressione a tecla REMOTO no painel de operação da máquina para ativar o modo RMT e pressione a chave de início de ciclo. O arquivo selecionado será executado. Para mais detalhes sobre a utilização da tecla REMOTO, consulte o respectivo manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.
VERIF. DE PROGRAMA F0001 N00020

N020 X100.0 Z100.0 (PROG-DNC) ; N030 X200.0 Z200.0 ; N050 X400.0 Z400.0 ; (RELATIVA) (DIST A PER.) G00 G17 G90 X 100.000 X 0.000 G22 G94 G21 Y 100.000 Y 0.000 G41 G49 G80 Z 0.000 Z 0.000 G98 G50 G67 A 0.000 A 0.000 B C 0.000 C 0.000 H M HD.T NX.T D M F S M V.ATU FATU REPETIR RMT INIC MVT *** *** 21:20:05 [ ABS ][ REL ][ ][ ][ (OPRC) ]

D Tela do rograma (de 7 soft keys)

PROGRAMA N020 N030 N040 N050 N060 N070 N080 N090 N100 N110 N120 X100.0 Z100.0 (PROG-DNC) ; X200.0 Z200.0 ; X300.0 Z300.0 ; X400.0 Z400.0 ; X500.0 Z500.0 ; X600.0 Z600.0 ; X700.0 Z400.0 ; X800.0 Z400.0 ; x900.0 z400.0 ; x1000.0 z1000.0 ; x800.0 z800.0 ;

F0001 N00020

RMT INIC MVT *** *** [ PRGRM ] [ VERIF ] [

21:20:05 ] [ ][ (OPRC) ]

542

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

D Tela do programa (de 12 soft keys)
PROGRAMA
F0001 N00020

N020 N030 N040 N050 N060 N070 N080 N090 N100 N110 N120 N130 N140 N150 N160 N170

X100.0 (PROG-DNC) ; X90.0 ; X80.0 ; X70.0 ; X60.0 ; X50.0 ; X40.0 ; X30.0 ; X20.0 ; X10.0 ; X0.0 ; Z100.0 ; Z90.0 ; Z80.0 ; Z70.0 ; Z60.0 ;

N180 N190 N200 N210 N220 N230 N240 %

Z50.0 ; Z40.0 ; Z30.0 ; Z20.0 ; Z10.0 ; Z0.0 ; M02 ;

RMT INIC MVT *** *** 22:23:24 PRGR VERI M K (OPR + C)

Durante a operação DNC, o programa em execução é mostrado na tela de verificação de programas e na tela de programas. O número de blocos do programa mostrado depende do programa em execução. É igualmente mostrado qualquer comentário inserido entre os sinais de control-out (() e control- ()) de um bloco. -in

Explicações
D Durante a operação DNC podem ser chamados programas de macros armazenados em memória.

Limitações
D Limite do número de caracteres D M198 (comando para chamar um programa de uma unidade externa de entrada/saída) D Macro de usuário Na tela de um programa não podem ser mostrados mais de 256 caracteres, pelo que a exibição dos caracteres pode ser truncada a meio de um bloco. M198 não pode ser executado na operação DNC, caso contrário, será ativado o alarme P/S nº 210.

Na operação DNC, podem ser especificadas macros de usuário, mas não podem ser programadas instruções de repetição e instruções de desvio. Se estas instruções forem executadas, o alarme P/S nº 123 será ativado. Se as palavras reservadas (tais como: IF, WHILE, COS e NE), usadas com as macros de usuário na operação DNC, forem exibidas durante a tela do programa, é inserido um espaço entre caracteres adjacentes. Exemplo #102=SIN[#100] ; → IF[#100NE0]GOTO5 ; → [Durante a operação DNC] #102 = S I N[#100] ; I F[#100NE0] G O T O 5 ;

D M99

Se o controle passar de um subprograma ou programa de macros para o programa de chamada durante a operação DNC, deixa de ser possível usar um comando de retorno (M99P****) para o qual se encontra especificado um número de seqüência.

543

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

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ALARME
Número 086 Mensagem SINAL DR OFF Conteúdo O sinal de pronto (DR) do leitor/furador foi desligado ao introduzir dados na memória através da interface de leitura/envio. O fornecimento de energia à unidade de E/S está cortado ou o cabo não está conectado ou uma placa de circuito integrado está danificada. O comando de controle de macro é usado durante a operação DNC. Modifique o programa. ou M198 é executado na operação DNC. Modifique o programa.

123

IMPOS.USAR MACROCOMANDO EM DNC IMPOS. EXECUTAR M198/M199

210

544

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

4.10

OPERAÇÃO DNC COM CARTÃO DE MEMÓRIA

4.10.1
Especificação

“Operação DNC com Cartão de Memória” é uma função que permite efetuar a usinagem através de um programa armazenado no cartão de memória, que está conectado à interface do cartão de memória localizada à esquerda da tela. Esta função pode ser usada das duas formas a seguir descritas. (a) Se iniciar a operação automática (início do ciclo) durante o modo de operação DNC (RMT), a usinagem pode ser efetuada (operação DNC) durante a leitura de um programa armazenado no cartão de memória, através de uma unidade de entrada/saída externa, como um disquete. (Fig. 4.10.1 (a)) (b) É possível ler subprogramas gravados no cartão de memória e executá- através do comando de chamada de subprograma (M198). -los (Fig. 4.10.1 (b))

Memória do CNC (Programa)

Cartão de Memória (Programa)

A operação DNC pode ser efetuada com o cartão de memória, em vez da operação de memória normal do CNC.

Operação normal de memória no CNC

Operação DNC com o cartão de memória

Execução de programas

Fig. 4.10.1 (a)

Memória do CNC (Programa)

Cartão de Memória (Subprograma)

O subprograma armazenado no cartão de memória pode ser executado durante a operação de memória.

Operação normal de memória no CNC

Chamada do subprograma (M198)

Execução de programas

Fig. 4.10.1 (b)

545

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

NOTA 1 Para usar esta função, é necessário definir como 4 o parâmetro Nº 20 através da tela de especificação. Nº. 20 [CANAL E/S: Especificação para selecionar uma unidade de entrada/saída] O valor de especificação é 4: significa que a interface do cartão de memória é usada. 2 Se a unidade de controle do CNC for do tipo autónomo, dispõe de uma interface do cartão de memória localizada à esquerda da tela da unidade de visualização, mas a interface da unidade de controle não está disponível.

4.10.2
Operações 4.10.2.1
Operação DNC Procedimento
Coloque antecipadamente o sinal 4 no bit do parâmetro Nº 20 na tela de especificação. (1) Mude para o modo RMT. (2) Pressione a tecla de função [PROGRAM]. (3) Pressione a soft key [ > ] (menu de continuação). (4) Quando a soft key [CD-DNC] é pressionada, surge a tela que se segue. (5) A tela pode ser percorrida através da tecla de página. É introduzido um número de arquivo arbitrário e a soft key [PESQ A] é pressionada. Em seguida, o nome do arquivo arbitrário é exibido no topo da tela da operação DNC (cartão de memória). (6) Quando o número do arquivo que é executado é introduzido e a soft key [DF-DNC] é pressionada, o nome do arquivo selecionado é definido como ARQUIVO DNC. (7) Quando o início de ciclo é ativado, o programa selecionado é executado.

546

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

4.10.2.2
Chamada do Subprograma (M198) Formato

Se for executado o bloco seguinte de um programa armazenado na memória CNC, é chamado um arquivo de subprograma do cartão de memória.

1. Formato normal M198 P ffff L∆∆∆∆ ; Número de um arquivo no cartão de memória Número de repetições Instrução de chamada do cartão de memória 2. Formato de fita FS15 M198 P ffff L∆∆∆∆ ; Número do ficheiro de repetição Número de um arquivo no cartão de memória Instrução de chamada do cartão de memória

Explicação

Se a opção de macro de usuário estiver disponível, podem ser usados os formatos 1 e 2. Pode usar- um código M diferente para uma chamada -se de subprograma, dependendo da definição do parâmetro nº 6030. Neste caso, M198 é executado como um código M normal. O número do arquivo é especificado no endereço P. Se o bit SBP (bit 2) do parâmetro nº 3404 estiver colocado em 1, pode ser especificado o número do programa. Se o número de arquivo for especificado no endereço P, Fxxxx é indicado em vez de Oxxxx. NOTA Coloque antecipadamente o sinal 4 no bit do parâmetro Nº 20 na tela de especificação.

547

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

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4.10.3
Limitação e Notas

(1) O cartão de memória não pode ser acedido através da visualização da lista do cartão de memória, entre outros, durante a operação DNC com o cartão de memória. (2) A operação DNC com cartão de memória pode ser executada num sistema multi-caminho. Contudo, não é possível chamar em simultâneo programas de diversos caminhos. (3) A seleção do arquivo da operação DNC que é definida na tela de OPERAÇÃO DNC é apagada ao ligar e desligar a fonte de alimentação de energia. O arquivo da operação DNC pode voltar a ser selecionado após nova energização. (4) Não remova e insira o cartão de memória durante a operação DNC com cartão de memória. (5) Não é possível chamar um programa do cartão de memória a partir do programa da operação DNC. (6) Se recorrer a esta função, deve usar o adaptador do cartão PMCIA descrito na seção 6 para evitar uma má ligação do cartão de memória em virtude da vibração da máquina. (7) Esta função não pode ser usada com a série i do tipo autónomo, cuja unidade de visualização é uma unidade de ligação de tela. (8) O controlador do tipo autónomo não dispõe de interface do cartão de memória. Use a interface do cartão de memória na unidade de visualização.

4.10.4
Parâmetro
0138 #7 DNM #6 #5 #4 #3 #2 #1 #0

[Tipo de dados] Bit #7 (DNM) A função de operação DNC com cartão de memória é 0 : desativar. 1: ativar.

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OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

4.10.5
Ligar o Adaptador do Cartão PCMCIA 4.10.5.1
Número de especificação
Especificação A02B--0236--K160 A02B--0236--K161 Observações Para LCD de 7,2″ ou 8,4″″ Para LCD de 9,5″ ou 10,4″

4.10.5.2
Montagem

1) Como montar na unidade Monte uma guia de encaixe e uma unidade de controle no armário de distribuição com os parafusos, como mostra a figura que se segue. A guia de encaixe tem 1.6 mm de espessura. Tenha em atenção o comprimento dos parafusos ao montá-los.

Guia de encaixe

2) Como montar o cartão (a) Insira o cartão na ranhura do adaptador. Preste atenção ao sentido do cartão. (Tenha o cuidado de fazer coincidir com o sentido da ranhura do cartão.) (b) Empurre o cartão até a extremidade superior do adaptador.
549

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

3) Montagem do adaptador Insira o cartão de memória com o adaptador na interface do cartão de memória como mostra a figura que se segue. Em seguida, fixe a guia de encaixe apertando manualmente o respectivo parafuso.

Interface do cartão de memória

adaptador

parafuso para fixar o adaptador

550

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OPERAÇÃO

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

4) Apresentação após a conexão

NOTA 1 Tanto no caso da série i da unidade autónoma como da série i do tipo montado em LCD, a interface do cartão de memória se encontra à esquerda da tela da unidade de visualização. (O controlador do tipo autónomo não dispõe de interface do cartão de memória.) 2 Não é possível montar a unidade de visualização e a guia de encaixe pelo lado de dentro do armário de distribuição. 3 O cartão de memória deve ser usado apenas se estiver protegido de eventual contato com o líquido refrigerante.

4.10.6
Cartão de Memória Recomendado
Fabricante Hitachi LTD Tipo HB289016A4 HB289032A4 HB289160A4 Matushita electric BN--012AB BN--020AB BN--040AB SanDisk SDP3B--4 SDP3B--20 SDP3B--40 Capacidade 16MB 32MB 160MB 12MB 20MB 40MB 4MB 20MB 40MB

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5. OPERAÇÃO DE TESTE

OPERAÇÃO

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5

OPERAÇÃO DE TESTE

As funções indicadas a seguir são utilizadas para verificar, antes do início da usinagem, se esta é executada de acordo com o especificado no programa criado. 1. Bloqueio da Máquina e Bloqueio da Função Auxiliar 2. Override da Velocidade de Avanço 3. Override do Deslocamento Rápido 4. Funcionamento em Vazio 5. Bloco Único

552

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

5. OPERAÇÃO DE TESTE

5.1

BLOQUEIO DA MÁQUINA E BLOQUEIO DA FUNÇÃO AUXILIAR

Utilize o bloqueio da máquina para mostrar a alteração da posição sem deslocar a ferramenta. Há dois tipos de bloqueio da máquina: o bloqueio de todos os eixos, que interrompe o movimento ao longo de todos os eixos, e o bloqueio nos eixos especificados, que interrompe o movimento apenas ao longo dos eixos especificados. Encontra- também disponível o bloqueio da -se função auxiliar, que desativa os comandos M, S e T; este permite controlar um programa juntamente com o bloqueio da máquina.
MDI X Z

Ferramenta

Peça

A ferramenta não se desloca, mas a posição ao longo de cada eixo muda na tela.

Fig. 5.1 Bloqueio da máquina

Procedimento para o Bloqueio da Máquina e Bloqueio da Função Auxiliar D Bloqueio da Máquina Pressione o botão de bloqueio da máquina, existente no painel do operador. A ferramenta não se desloca, mas a posição ao longo de cada eixo muda na tela, como se a ferramenta se deslocasse. Algumas máquinas possuem um botão de bloqueio da máquina para cada eixo. Em tais máquinas, pressione os botões de bloqueio da máquina para os eixos ao longo dos quais deve ser ativada a parada da ferramenta. Para mais informações sobre o bloqueio da máquina, consulte o respectivo manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta. AVISO A relação da posição entre as coordenadas da peça e as coordenadas da máquina pode ser diferente antes e após a operação automática com bloqueio da máquina. Neste caso, especifique o sistema de coordenadas da peça através de um comando de especificação de coordenadas ou do retorno manual ao ponto de referência.

D Bloqueio da Função Auxiliar

Pressione o botão de bloqueio da função auxiliar, existente no painel do operador. Os códigos M, S, T e B são desativados e não são executados. Para mais informações sobre o bloqueio da função auxiliar, consulte o respectivo manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

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5. OPERAÇÃO DE TESTE

OPERAÇÃO

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Restrições
D Comando M, S, T e B apenas por bloqueio da máquina D Retorno ao ponto de referência sob bloqueio da máquina D Códigos M não bloqueados através do bloqueio da função auxiliar Os comandos M, S, T e B são executados no estado de bloqueio da máquina. Quando um comando G27, G28 ou G30 é emitido no estado de bloqueio da máquina, o comando é aceito, mas a ferramenta não se desloca para o ponto de referência e o LED de retorno ao ponto de referência não acende. Os comandos M00, M01, M02, M30, M98, M99 e M198 (função de chamada de subprograma) são executados mesmo que a máquina se encontre no estado de bloqueio da função auxiliar. Os códigos M de chamada de um subprograma (parâmetro nº 6071 a 6079) e os de chamada de uma macro de usuário (parâmetro nº 6080 a 6089) são também executados.

554

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

5. OPERAÇÃO DE TESTE

5.2

OVERRIDE DA VELOCIDADE DE AVANÇO

A velocidade de avanço programada pode ser diminuída ou aumentada através de uma porcentagem (%) selecionada com o botão rotativo de correção. Esta função é usada para controlar um programa. Por exemplo, mesmo que esteja indicada no programa uma velocidade de avanço de 100 mm/min, a ferramenta desloca- a 50 mm/min se o botão -se de correção for colocado em 50%.
Velocidade de avanço 100 mm/min (programada) Velocidade de avanço: 50 mm/min após o override da velocidade de avanço Controle a usinagem Ferramenta através da alteração do valor da velocidade de avanço especificado no programa.

Peça

Fig. 5.2 Override da velocidade de avanço

Procedimento para Override da Velocidade de Avanço Coloque o botão rotativo para override da velocidade de avanço, existente no painel de operação da máquina, na porcentagem (%) desejada antes, ou durante, a operação automática. Em algumas máquinas, é usado o mesmo botão para o override da velocidade de avanço e para a velocidade de avanço manual contínuo. Para mais informações sobre o override da velocidade de avanço, consulte o respectivo manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

0

200

OVERRIDE DA VELOCIDADE DE AVANÇO EM MODO JOG

Restrições
D Faixa de Correção As correções podem ser definidas entre 0 e 254%. Em algumas máquinas, esta faixa depende das especificações do fabricante da máquinaferramenta. Durante a abertura de rosca, a correção é ignorada e a velocidade de avanço mantém- como especificado através do programa. -se

D Correção durante a abertura de rosca

555

5. OPERAÇÃO DE TESTE

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

5.3

OVERRIDE DO DESLOCAMENTO RÁPIDO

Na velocidade de deslocamento rápido pode ser aplicada uma correção de quatro passos (F0, 25%, 50% e 100%). F0 é definido por um parâmetro (nº 1421).

Velocidade de deslocamento rápido: 10m/min

Override 50%

5m/min

Fig. 5.3 Override do deslocamento rápido

Procedimento para a Correção do Deslocamento Rápido Selecione uma das quatro velocidades de avanço com a chave de correção do deslocamento rápido, durante o deslocamento rápido. Para mais informações sobre a correção do deslocamento rápido, consulte o respectivo manual fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

LOW

25

50

100

Correção do deslocamento rápido

Explicação

Encontram- disponíveis os seguintes tipos de deslocamento rápido. A -se correção do deslocamento rápido pode ser aplicada a cada um deles. 1) Deslocamento rápido através de G00. 2) Deslocamento rápido durante um ciclo fixo. 3) Deslocamento rápido em G27, G28 e G30. 4) Deslocamento rápido manual. 5) Deslocamento rápido do retorno manual ao ponto de referência.

556

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

5. OPERAÇÃO DE TESTE

5.4

FUNCIONAMENTO EM VAZIO

A ferramenta é deslocada à velocidade de avanço especificada através de um parâmetro, independentemente da velocidade de avanço especificada no programa. Esta função é utilizada para controlar o movimento da ferramenta no estado em que a peça é retirada da mesa.

Ferramenta

Placa de fixação

Fig. 5.4 Funcionamento em vazio

Procedimento para o Funcionamento em Vazio
Pressione a chave do funcionamento em vazio no painel de operação da máquina, durante a operação automática. A ferramenta desloca- se à velocidade de avanço especificada em um parâmetro. A chave de deslocamento rápido também pode ser usada para alterar a velocidade de avanço. Para mais informações sobre o funcionamento em vazio, consulte o respectivo manual fornecido pelo fabricante da máquina- ferramenta. Tal como mostrado na tabela abaixo, a velocidade do funcionamento em vazio muda de acordo com a chave de deslocamento rápido e os parâmetros.
Chave do deslocamento rápido ON OFF Comando do programa Deslocamento rápido Velocidade de deslocamento rápido Velocidade do funcionamen- to em vazio×JV ou velocida- de de deslocamento rápido *1) Avanço Velocidade do funcionamento em vazio×JVmax *2) Velocidade do funcionamento em vazio×JV

Explicação

D Velocidade do funcionamento em vazio
BLOCO ÚNICO
FUNCIONAMENTO EM VAZIO

OPT STOP
BLOQUEIO MST

SALTO DE BLOCO TRAB LIGHT

BLOQUEIO MC

Velocidade máxima de avanço de corte . . . definição através do parâmetro nº. 1422 Velocidade de deslocamento rápido . . . . . . definição através do parâmetro nº. 1420 Velocidade de funcionamento em vazio . . . definição através do parâmetro nº. 1410 JV: Override da velocidade de avanço em modo jog *1) Velocidade de funcionamento em vazio x JV, se o parâmetro RDR (bit 6 do nº. 1401) estiver colocado em 1. Velocidade de deslocamento rápido se o parâmetro RDR for 0. *2) Fixada à velocidade máxima de avanço de corte JVmax: Valor máximo do override da velocidade de avanço em modo jog 557

5. OPERAÇÃO DE TESTE

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

5.5

BLOCO ÚNICO

Pressione a chave de bloco único para iniciar o modo bloco a bloco. Se o botão de início de ciclo for pressionado no modo bloco a bloco, a ferramenta pára após a execução de um único bloco no programa. Controle o programa no modo bloco a bloco através da execução individual de cada bloco.
Início de ciclo Início de ciclo Parada Parada
Ferramenta

Início de ciclo Início de ciclo

Parada Parada

Peça

Bloco único

Procedimento para o Bloco Único 1 Pressione a chave de bloco único no painel de operação da máquina. A execução do programa é interrompida após a execução do bloco atual. 2 Pressione o botão de início de ciclo para executar o bloco seguinte. A ferramenta pára após a execução do bloco. Para mais informações sobre a execução de um único bloco, consulte o respectivo manual fornecido pelo fabricante da máquinaferramenta.

558

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OPERAÇÃO

5. OPERAÇÃO DE TESTE

Explicação
D Retorno ao ponto de referência e bloco único D Bloco único durante um ciclo fixo Se forem indicados os códigos G28 a G30, a função de bloco único é eficaz no ponto intermediário. Num ciclo fixo, os pontos de parada de bloco único são os seguintes.
S : Bloco único Deslocamento rápido Avanço de corte

Caminho da ferramenta lG90 (Ciclo de rotação externo/interno)
Ciclo de corte direito Ciclo de corte cónico

Explicação
S 1
O caminho da ferramenta 1 a 4 é considerado como um ciclo. Após o término de 4 é executada uma parada. O caminho da ferramenta 1 a 4 é considerado como um ciclo. Após o término de 4 é executada uma parada. O caminho da ferramenta 1 a 4 é considerado como um ciclo. Após o término de 4 é executada uma parada. O caminho da ferramenta 1 a 7 é considerado como um ciclo. Após o término de 7 é executada uma parada.

4 3 2 1

S 3

4 2

lG92 (Ciclo de abertura de rosca)

Ciclo de abertura de rosca reta

Ciclo de abertura de rosca cónica

4 3 2 1

S 3

4 2 1

S

lG94 (Ciclo de rotação da superfície final)

Ciclo de corte da superfície final reta

Ciclo de corte da superfície final cónica

1 2 3 4

S 2

1 4 3

S

lG70 (Ciclo de acabamento)
6 5 4

7 1 2

S

3

lG71 (Ciclo de usinagem grosseira da superfície exterior) G72 (Ciclo de desbaste da superfície final)

4 3 7 11 19 15 20 8 12 16 2 6 5 10 14 18

S 1 9 13 17
Cada caminho da ferramenta 1 a 4, 5 a 8, 9 a 12, 13 a 16 e 17 a 20 é considerado como um ciclo. Após o término de cada ciclo é executada uma parada.

Esta figura mostra o caso de G71. G72 é idêntico. Fig. 5.5 Bloco único durante o ciclo fixo (1/2)

559

5. OPERAÇÃO DE TESTE

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

S : Parada de bloco único

Deslocamento rápido Avanço de corte

Caminho da ferramenta lG73 (Ciclo de corte de loop fechado)
6 5 4 3 2 1 S

Explicação
O caminho da ferramenta 1 a 6 é considerado como um ciclo. Após o término de 10 é executada uma parada. O caminho da ferramenta 1 a 10 é considerado como um ciclo. Após o término de 10 é executada uma parada.

lG74 (Ciclo de corte da superfície final) G75 (Ciclo de corte da superfície exterior/interior)

9 8

7 10

5 6 4

3

2

1 S

Esta figura mostra o caso de G74. G75 é idêntico. lG76 (Repetição de ciclo de abertura de rosca)
3 2 S 1

4

O caminho da ferramenta 1 a 4 é considerado como um ciclo. Após o término de 4 é executada uma parada.

Fig. 5.5 Bloco único durante o ciclo fixo (2/2)

D Chamada do subprograma e bloco único

A parada de bloco único não é executada em um bloco contendo M98P_;. M99; ou G65. Contudo, a parada de bloco único é executada em um bloco com um comando M98P_ ou M99, se esse bloco incluir um endereço diferente de O, N ou P.

560

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

5. OPERAÇÃO DE TESTE

D Controle especial de bloco único

O controle de dois caminhos suporta um sinal de comando bloco a bloco para cada uma das unidades porta-ferramenta 1 e 2. Assim, a parada de bloco único pode ser especificada para o programa de operação automática de cada unidade porta-ferramenta. Note, contudo, que quando os sinais de comando bloco a bloco das unidades porta-ferramenta 1 e 2 são ativados, as ferramentas podem parar em posições diferentes de acordo com os programas de comando. A função de controle especial de bloco único elimina uma tal diferença ao aplicar o bloqueio de avanço a uma unidade porta-ferramenta quando a outra unidade porta-ferramenta introduz o modo de parada de bloco único. A função de controle especial de bloco único é ativada se o bit 6 (DSB) do parâmetro nº. 8100 for colocado em 1. Os sinais de comando bloco a bloco para as unidades porta-ferramenta 1 e 2 são eficazes mesmo que seja usada a função de controle especial de bloco único. Quando a unidade porta-ferramenta 1 ou 2 é colocada no estado de máscara bloco a bloco ou no estado de máscara de avanço bloqueado através de um programa de abertura de rosca ou de macro de usuário, a ferramenta não pára até que o estado de máscara tenha terminado. As unidades porta-ferramenta não estão sincronizadas. Por esse motivo, se forem executados os programas seguintes, o bloqueio de avanço é aplicado à unidade porta-ferramenta 2 após o término de X10.0 para a unidade porta-ferramenta 1; porém, a ferramenta da unidade porta-ferramenta 2 não pára exatamente em X10.0. Unidade porta-ferramenta 1 O0001 ; G50 X0 ; G01 X10. F100 ; G01 X20. ; Unidade porta-ferramenta 2 O0002 ; G50 X0 ; G01 X20. F100 ;

561

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

6

FUNÇÕES DE SEGURANÇA

Para parar imediatamente a máquina por questões de segurança, pressione o botão Parada de emergência. Para evitar que a ferramenta ultrapasse o fim de curso, estão disponíveis as funções de Controle de ultrapassagem e Controle de curso. Este capítulo descreve a parada de emergência, o controle de ultrapassagem e o controle de curso.

562

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA

6.1

PARADA DE EMERGÊNCIA

Se o botão Parada de emergência do painel de operação da máquina for pressionado, a máquina pára imediatamente.
Vermelho

PARADA DE EMERGÊNCIA Fig. 6.1 Parada de emergência

Este botão bloqueia quando pressionado. Embora varie em função do fabricante da máquina-ferramenta, o botão pode ser geralmente destravado através de rotação.

Explicação

A PARADA DE EMERGÊNCIA interrompe a passagem de corrente para o motor. As causas do problema devem ser eliminadas antes de liberar o botão.

563

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

6.2

ULTRAPASSAGEM DE CURSO

Quando a ferramenta tenta deslocar- para além do fim de curso definido -se através da chave de fim de curso da máquina, esta é ativada, provoca a desaceleração e parada da ferramenta e é gerada uma mensagem de ULTRAPASSAGEM DE CURSO.
Desaceleração e parada

Y

X Fim de curso Chave fim de curso

Fig. 6.2 Ultrapassagem de curso

Explicação
D Ultrapassagem de curso durante a operação automática D Ultrapassagem de curso durante a operação manual D Liberar a ultrapassagem de curso Se a ferramenta atingir uma chave de fim de curso ao longo de um eixo, durante a operação automática, a ferramenta é desacelerada e parada ao longo de todos os eixos e é mostrado um alarme de ultrapassagem de curso. Na operação manual, a ferramenta é desacelerada e parada apenas ao longo do eixo no qual atingiu uma chave de fim de curso. A ferramenta continua a mover- ao longo dos outros eixos. -se Pressione a tecla de reset para efetuar um reset do alarme depois de colocar manualmente a ferramenta no sentido seguro. Para mais informações sobre a operação, consulte o manual de operação fornecido pelo fabricante da máquina-ferramenta.

D Alarme
Nº 506 507 Mensagem Ultrapassagem: +n Ultrapassagem: --n Descrição A ferramenta ultrapassou o limite de curso ao longo do eixo n positivo (n: 1 a 8). A ferramenta ultrapassou o limite de curso ao longo do eixo n negativo (n: 1 a 8).

564

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA

6.3

CONTROLE DO CURSO ARMAZENADO

Com as chaves de controle de curso 1, 2 e 3 podem ser especificadas três áreas em que a ferramenta não pode entrar.

Limite de curso armazenado 3 Limite de curso armazenado 2

Limite de curso armazenado 1 : Área interdita à ferramenta Fig. 6.3 (a) Controle de curso

Se a ferramenta ultrapassar um limite de curso armazenado, é mostrada uma mensagem de alarme e a ferramenta é desacelerada e parada. Se a ferramenta entrar em uma área interdita e for acionado um alarme, ela pode ser deslocada no sentido inverso àquele em que se movia.

Explicação
D Controle do curso armazenado 1 Os limites são definidos através dos parâmetros (nº 1320, 1321 ou nº 1326, 1327). A área situada fora dos limites definidos é uma área interdita. O fabricante da máquina-ferramenta define geralmente esta área como o curso máximo. Os limites são definidos através dos parâmetros (nº 1322, 1323) ou através de comandos. A área situada dentro ou fora do limite pode ser definida como área interdita, através do parâmetro OUT (nº 1300#0). No caso de um programa, o comando G22 impede que a ferramenta entre na área interdita e o comando G23 permite que a ferramenta entre na área interdita. Os comandos G22; e G23; devem ser programados independentemente de outros comandos em um bloco. O comando a seguir cria ou altera a área interdita:

D Controle de curso armazenado 2 (G22, G23)

565

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

G 22X_Z_I_K_;

A (X, Z)

B (I, K) X>I,Z>K X--I>ζ Z--K>ζ ζ é a distância que a ferramenta percorre em 8 ms. Corresponde a 2000 incrementos menores de comando quando a velocidade de avanço é 15 m/min. Fig. 6.3 (b) Criação ou alteração da área interdita através de um programa

Se a área for definida através de parâmetros, terão de ser igualmente definidos os pontos A e B na figura abaixo.
A(X1,Z1)

B(X2,Z2) X1>X 2 , Z1>Z2 X1 --X2> ζ Z1 --Z2> ζ ζ é a distância que a ferramenta percorre em 8 ms. Corresponde a 2000 incrementos menores de comando quando a velocidade de avanço é 15 m/min. Fig. 6.3 (c) Criação ou alteração da área interdita através de parâmetros

No controle de curso armazenado 2, a área é definida como um retângulo, com os dois pontos como vértices, mesmo que se troque a ordem dos valores das coordenadas dos dois pontos. Quando a área interdita X1, Z1, X2 e Z2 é definida através dos parâmetros (nº 1322, 1323), os dados devem ser especificados em função da distância do ponto de referência, no menor incremento de comando (Incremento de saída) Se a área interdita XZIK for definida através do comando G22, especificar os dados através da distância até o ponto de referência no menor incremento de entrada (Incremento de entrada.) Os dados programados serão então convertidos em valores numéricos no menor incremento de comando, e os valores são definidos como parâmetros. D Controle de curso armazenado 3 O limite é definido através dos parâmetros nº 1324 e 1325. A área dentro do limite corresponde à área interdita.

566

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA

D Ponto de controle da área interdita

A definição de parâmetros ou o valor programado (XZIK) dependem da parte da ferramenta ou do suporte da ferramenta verificada para introdução na área interdita. Confirme a posição de controle (o topo da ferramenta ou a placa de fixação da ferramenta) antes de programar a área interdita. Se o ponto C (o topo da ferramenta) for controlado, como mostra a fig. 6.3 (d), a distância “c” deverá ser definida como os dados para a função de limite de curso armazenado. Se for controlado o ponto D (a placa de fixação da ferramenta), deve ser definida a distância “d”.

d D c C Limite da área Posição da ferramenta após retorno ao ponto de referência

Fig. 6.3 (d) Definição da área interdita

D Sobreposição da área interdita

As áreas interditas podem ser sobrepostas.

Fig. 6.3 (e) Definição da sobreposição de áreas interditas

Os limites desnecessários devem ser definidos para além do curso da máquina. D Tempo efetivo para uma área interdita Os limites são ativados depois da energização e da execução do retorno manual ao ponto de referência ou do retorno automático ao ponto de referência através de G28. Se após a energização o ponto de referência se encontrar na área interdita de cada limite, será acionado imediatamente um alarme. (Só no modo G22 para o limite de curso armazenado 2). Assim que a ferramenta se imobilizar na área interdita, pressione o botão de parada de emergência para liberar a interdição e deslocar a ferramenta para fora da área interdita no modo G23; em seguida, se a definição estiver errada, corrija- e execute de novo o retorno ao ponto de referência. -a Quando G23 é mudado para G22 na área interdita, sucede o seguinte: (1) Se a área interdita for interna, o alarme é acionado no movimento seguinte. (2) Se a área interdita for externa, o alarme é acionado imediatamente.
567

D Liberação de alarmes

D Mudança de G23 para G22 em uma área interdita

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA

OPERAÇÃO

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D Definição da área interdita para o controle de dois caminhos

No controle de dois caminhos, defina uma área interdita para cada unidade porta-ferramenta.

NOTA Se os dois pontos a definir durante a especificação da área interdita forem idênticos, sucede o seguinte: (1)Se a área interdita for o controle de curso armazenado 1, todas as áreas são interditas. (2)Se a área interdita for o controle de curso armazenado 2 ou o controle de curso armazenado 3, todas as áreas são movíveis.

D Valor de overrun do limite de curso armazenado

Se a velocidade máxima de deslocamento rápido for F (mm/min), o valor máximo de overrun, L (mm), do limite de curso armazenado é obtido através da seguinte expressão: L (mm) = F/7500 A ferramenta entra na área interdita especificada em função de L (mm). O bit 7 (BFA) do parâmetro nº 1300 pode ser usado para parar a ferramenta quando esta atinge um ponto L mm antes da área especificada. Nesse caso, a ferramenta não entrará na área interdita. O parâmetro BFA (bit 7 do nº 1300) determina se um alarme é mostrado imediatamente antes da ferramenta entrar na área interdita ou imediatamente após a entrada nessa mesma área.

D Determinação do tempo para mostrar um alarme

Alarme
Nº Mensagem Conteúdo A ferramenta ultrapassou o limite de curso armazenado 1 no eixo n (1--8), em sentido +. A ferramenta ultrapassou o limite de curso armazenado 1 no eixo n (1--8), em sentido −. A ferramenta ultrapassou o limite de curso armazenado 2 no eixo n (1--8), em sentido +. A ferramenta ultrapassou o limite de curso armazenado 2 no eixo n (1--8), em sentido −. A ferramenta ultrapassou o limite de curso armazenado 3 no eixo n (1--8), em sentido +. A ferramenta ultrapassou o limite de curso armazenado 3 no eixo n (1--8), em sentido −. 500 ULTRAPASSAGEM: +n 501 ULTRAPASSAGEM: --n 502 ULTRAPASSAGEM: +n 503 ULTRAPASSAGEM: --n 504 ULTRAPASSAGEM: +n 505 ULTRAPASSAGEM: --n

568

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA

6.4

BARREIRAS DA PLACA DE FIXAÇÃO E DO BARREIRA DO CABEÇOTE MÓVEL

A função da barreira do cabeçote móvel e da placa de fixação evita quaisquer danos na máquina ao verificar se a ponta da ferramenta colide com a placa de fixação ou o cabeçote móvel. Especifique uma área interdita à ferramenta (área de entrada bloqueada). Poderá utilizar para o efeito a tela especial de definição, de acordo com os formatos da placa de fixação e do cabeçote móvel. Se a ponta da ferramenta entrar na área definida durante uma operação de usinagem, esta função provoca a paragem da ferramenta e transmite uma mensagem de alarme. A ferramenta pode ser retirada da área somente através da respectiva retração no sentido oposto àquele em que entrou na referida área.

Especificação das barreiras da placa de fixação e do cabeçote móvel D Especificação dos formatos da placa de fixação e do cabeçote móvel

1 Pressione a tecla

.

2 Pressione a tecla . Em seguida, pressione a soft key para seleção de capítulo [BARREIRA]. 3 A tecla de mudança de página permite alternar entre a tela de especificação da barreira da placa de fixação e a tela de especificação da barreira do cabeçote móvel. Tela de especificação da barreira da placa de fixação
BARREIRA (PLACA DE FIXAÇÃO)
* W1 W L CZ L1 CX

O0000 N00000 TY=0(0:IN,1:OUT) L = 50.000 W = 60.000 L1= 25.000 W1= 30.000 CX= CZ= 200.000 -100.000

POSICAO ATUAL (ABSOLUTA) X 200.000 >_ MDI **** *** *** [ ][ FUSO.W ][

Z

50.000

14:46:09 ][ BARREIRA ][ (OPRC) ]

569

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

Tela de especificação da barreira do cabeçote móvel

BARREIRA (CABEÇOTE MÓVEL)
X L1 /D3 / / TZ * /D3 L2 D2 Z D1 D L

O0000 N00000 L = D = L1= D1= L2= D2= D3= TZ= Z 100.000 200.000 50.000 100.000 50.000 50.000 30.000 100.000

POSICAO ATUAL (ABSOLUTA) X 200.000

50.000

>_ MDI **** *** *** 14:46:09 [ ENTRADA ][ +ENTRADA ][ DEF

][

][

]

4 Coloque o cursor sobre cada elemento que define o formato da placa de fixação ou do cabeçote móvel, introduza o valor correspondente e pressione, em seguida, a soft key [ENTRADA]. O valor está especificado. Se a soft key [+ENTRADA] for pressionada depois de ter sido introduzido um determinado valor, valor acrescentado é adicionado ao valor atual, pelo que a nova especificação corresponderá à soma dos dois valores. Os elementos CX e CZ, ambos da tela de especificação da barreira da placa de fixação, e o elemento TZ da tela de especificação do cabeçote móvel podem ser especificados de outra forma. Desloque manualmente a ferramenta para a posição desejada e pressione em seguida a soft key [DEF] para especificar a(s) coordenada(s) da ferramenta no sistema de coordenadas da peça. Se uma ferramenta com um corretor diferente de 0 for deslocada manualmente para a posição desejada sem aplicação de compensação, esta deverá ser definida no sistema de coordenadas especificado. Os elementos diferentes de CX, CZ e TZ não podem ser definidos através da soft key [DEF]. Exemplo) Se a ponta da ferramenta entrar na área de entrada bloqueada durante a usinagem, esta função provoca a parada do movimento da ferramenta e a transmissão de uma mensagem de alarme. Visto que o sistema da máquina pode provocar uma parada somente com um pequeno atraso em relação à parada do CNC, a ferramenta deixará, na verdade, de se deslocar em um ponto dentro dos limites especificados. Assim, e por questões de segurança, a área definida deverá ser um pouco maior do que a área determinada. A distância entre os limites destas duas áreas, L, é calculada de acordo com a seguinte equação, baseada na velocidade de deslocamento rápido.
L = (Velocidade de deslocamento rápido) × 1 7500

Por exemplo, se a velocidade de deslocamento rápido for de 15 m/min, a área definida deverá ter o limite de 2 mm para além da área determinada. Os formatos da placa de fixação e do cabeçote móvel podem ser definidos através dos parâmetros nº 1330 a 1345.
570

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA

CUIDADO Defina o modo G23 antes de tentar especificar os formatos da placa de fixação e do cabeçote móvel. D Retorno ao ponto de referência 1 Retorne a ferramenta ao ponto de referência ao longo dos eixos X e Z. A função da barreira do cabeçote móvel da placa de fixação é ativada somente após o término do retorno ao ponto de referência na seqüência da energização. O retorno ao ponto de referência nem sempre necessita ser executado se estiver disponível um detector da posição absoluta. Contudo, é necessário determinar a relação entre a posição da máquina e a do detector da posição absoluta. 1 Se G22 (limite de curso armazenado ON) for especificado após o retorno ao ponto de referência, as áreas de entrada bloqueada para a placa de fixação e o cabeçote móvel são ativadas. A especificação de G23 (limite de curso armazenado OFF) desativa essa mesma função. Mesmo que G22 seja especificado, a área de entrada bloqueada do cabeçote móvel pode ser desativada através de um sinal de barreira do cabeçote móvel. Se o cabeçote móvel for deslocado de novo em direção à peça ou afastado dela através das funções miscelâneas, os sinais PMC são usados para ativar ou desativar a área de especificação do cabeçote móvel.
Código G G22 G23 Sinal de barreira do cabeçote móvel 0 1 Sem relação Barreira da placa de fixação Ativo Ativo Desativado Barreira do cabeçote móvel Ativo Desativado Desativado

D G22, G23

Explicações
D Definição do formato da barreira da placa de fixação

G22 é geralmente selecionado quando se procede à energização. No entanto, G23 poderá ser utilizado se o mesmo for definido no bit 7 do parâmetro nº 3402.

D Placa de fixação prendendo a super- D Placa de fixação prendendo a superfície externa de uma ferramenta fície interna de uma ferramenta X X L L A A L1 W W1 CX W L1 Z CZ Origem do sistema de coordenadas da peça W1 CX

CZ

Z

Origem do sistema de coordenadas da peça

Nota) As áreas tracejadas representam áreas de entrada bloqueada.

571

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

Símbolo
TY CX CZ L W L1 W1

Descrição
Seleção do formato da placa de fixação (0: Prendendo a superfície interna de uma ferramenta, 1: Prendendo a superfície externa de uma ferramenta) Posição da placa de fixação (ao longo do eixo X) Posição da placa de fixação (ao longo do eixo Z) Comprimento dos mordentes Profundidade dos mordentes (raio) Amplitude de fixação dos mordentes Profundidade de fixação dos mordentes (raio)

TY : Seleciona o tipo de placa de fixação, com base no respectivo formato. A especificação de 0 permite selecionar uma placa de fixação que prende a superfície interna de uma ferramenta. A especificação de 1 permite selecionar uma placa de fixação que prende a superfície externa de uma ferramenta. Considera- que uma placa de fixação é -se simétrica ao respectivo eixo Z. CX, CZ: Especificam as coordenadas da posição de uma placa de fixação, ponto A, no sistema de coordenadas da peça. Estas coordenadas não são as mesmas do sistema de coordenadas da máquina. A tabela 6.4 (a) indica as unidades usadas na especificação dos dados. AVISO O sistema de programação é determinado pela programação do diâmetro ou pela programação do raio usada para o eixo. Quando é utilizada a programação do diâmetro para o eixo, esta deve ser igualmente utilizada para a introdução de dados relativos ao eixo.
Tabela 6.4 (a) Unidades Sistema incremental Entrada em mm Entrada em polegadas Unidade de dados IS-A
0,001 mm

IS-B 0,0001 mm
0,00001 pol.

Faixa de dados válida --99999999 a +99999999 --99999999 a +99999999

0.0001 pol.

L, L1, W, W1: Definem o formato de uma placa de fixação. A tabela 6.4 (b) indica as unidades usadas na especificação dos dados. AVISO Especifique sempre W e W1 para o raio. Se for utilizada a programação do raio para o eixo Z, especifique L e L1 no raio.
Tabela 6.4 (b) Unidades Sistema incremental Entrada em mm Entrada em polegadas Unidade de dados IS-A 0.001 mm 0.0001 pol. IS-B 0.0001 mm 0.00001 pol. Faixa de dados válida --99999999 a +99999999 --99999999 a +99999999

572

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA

D Definição do formato da barreira do cabeçote móvel
TZ L2 Peça B D3 Origem do sistema de coordenadas da peça D2 D1 L1

L

D

Z

Símbolo TZ L D L1 D1 L2 D2 D3

Descrição Posição do cabeçote móvel (ao longo do eixo Z) Comprimento do cabeçote móvel Diâmetro do cabeçote móvel Comprimento do cabeçote móvel (1) Diâmetro do cabeçote móvel (1) Comprimento do cabeçote móvel (2) Diâmetro do cabeçote móvel (2) Diâmetro do cabeçote móvel (3)

TZ: Especifica a coordenada Z da posição da placa de fixação, ponto B, no sistema de coordenadas da peça. Estas coordenadas não são as mesmas do sistema de coordenadas da máquina. A tabela 6.4 (c) indica as unidades usadas na especificação dos dados. Considera- se que um cabeçote móvel é simétrico ao respectivo eixo Z. AVISO O sistema de programação é determinado pela programação do diâmetro ou pela programação do raio usada para o eixo Z.
Tabela 6.4 (c) Unidades Sistema incremental Entrada em mm Entrada em polegadas Unidade de dados IS-A
0,001 mm

IS-B 0.0001 mm
0,00001 pol.

Faixa de dados válida --99999999 a +99999999 --99999999 a +99999999

0.0001 pol.

L, L1, L2, D, D1, D2, D3: Definem o formato de um cabeçote móvel. A tabela 6.4 (d) indica as unidades usadas na especificação dos dados.
AVISO Especifique sempre D, D1, D2 e D3 na programação do diâmetro. Se for utilizada a programação do raio para o eixo Z, especifique L, L1 e L2 no raio.

573

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

Tabela 6.4 (d) Unidades Sistema incremental Entrada em mm Entrada em polegadas Unidade de dados IS-A
0,001 mm

IS-B 0.0001 mm 0.00001 pol.

Faixa de dados válida --99999999 a +99999999 --99999999 a +99999999

0.0001 pol.

D Definição da área de entrada A ponta do cabeçote móvel tem um ângulo de 60 graus. A área de entrada bloqueada para a ponta do bloqueada é definida em relação à ponta, assumindo um ângulo de 90 cabeçote móvel graus, como mostrado abaixo.

90°

60°

Limitações
D Definição correta de uma área de entrada bloqueada Se uma área de entrada bloqueada for incorretamente definida, poderá não ser possível ativá- Evite introduzir as seguintes definições: -la. D L < L1 ou W < W1 nas definições do formato da placa de fixação. D D2 < D3 nas definições do formato do cabeçote móvel. D Sobreposição das definições para a placa de fixação e para o cabeçote móvel. Se a ferramenta entrar na área de entrada bloqueada e for ativado um alarme, mude para o modo manual, retraia manualmente a ferramenta, efetuando em seguida o reset do sistema para liberar o alarme. No modo manual, a ferramenta pode ser deslocada somente no sentido oposto àquele em que entrou na área. A ferramenta não pode ser deslocada no mesmo sentido (para dentro da área) em que se movia quando entrou na área. Se as áreas de entrada bloqueada para a placa de fixação e o cabeçote móvel estiverem ativadas e a ferramenta já se encontrar dentro dessas areas, será ativado um alarme assim que a ferramenta se deslocar. Se não for possível retrair a ferramenta, altere a definição das áreas de entrada bloqueada de modo que a ferramenta passe a estar posicionada fora dessas áreas; em seguida, faça o reset do sistema para liberar o alarme e retraia a ferramenta. Por fim, volte a instalar as definições originais.

D Retração da área de entrada bloqueada

574

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA

D Sistema de coordenadas

A área de entrada bloqueada é definida através do sistema de coordenadas da peça. Note o seguinte: 1 Quando o sistema de coordenadas da peça é deslocado através de um comando ou operação, a área de entrada bloqueada é igualmente deslocada em função do mesmo valor.
Área de entrada bloqueada Sistema anterior de coordenadas da peça

Área de entrada bloqueada Novo sistema de coordenadas da peça

Sistema de coordenadas da máquina

D Limite de curso armazenado 2

A utilização dos comandos e operações apresentados em seguida alterará o sistema de coordenadas da peça. Comandos: G54 a G59, G52, G50 (G92 no sistema do código G do tipo B ou C) Operações: Interrupção por manivela eletrônica, alteração da correção relativa ao ponto de referência da peça, alteração da correção da ferramenta (compensação da geometria da ferramenta), operação com bloqueio da máquina, operação manual com sinal absoluto da máquina desligado 2 Se a ferramenta entrar numa área de entrada bloqueada durante a operação automática, coloque em 0 (ligado) o sinal absoluto manual, *ABSM; em seguida, retire manualmente a ferramenta da área. Se este sinal for 1, a distância que a ferramenta percorre na operação manual não é considerada para as coordenadas da ferramenta no sistema de coordenadas da peça. Isto resulta num estado em que a ferramenta não pode ser retraída da área de entrada bloqueada. Se tanto o limite de curso armazenado 2 como a função da barreira do cabeçote móvel da placa de fixação estiverem disponíveis, a barreira tem precedência sobre o limite de curso. O limite de curso armazenado 2 é ignorado.
Nº 502 Mensagem Conteúdo

Alarmes
ULTRAPASSAGEM: +X A ferramenta entrou na área de entrada bloqueada durante o movimento em sentido positivo, ao longo do eixo X. ULTRAPASSAGEM: +Z A ferramenta entrou na área de entrada bloqueada durante o movimento em sentido positivo, ao longo do eixo Z. 503 ULTRAPASSAGEM: --X A ferramenta entrou na área de entrada bloqueada durante o movimento em sentido negativo, ao longo do eixo X. ULTRAPASSAGEM: --Z A ferramenta entrou na área de entrada bloqueada durante o movimento em sentido negativo, ao longo do eixo Z.

575

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

6.5

CONTROLE DE FIM DE CURSO ANTES DE EXECUTAR UM MOVIMENTO

Antes da execução, na operação automática, do movimento especificado por um determinado bloco, uma possível entrada da ferramenta na área interdita, definida pelo limite de curso armazenado 1, 2 ou 3, é controlada através da comparação da posição do ponto final com a posição atual da máquina e um percurso determinado. Se a ferramenta tiver entrado na área interdita, definida por um limite de curso armazenado, pára imediatamente após o início do movimento para o respectivo bloco e é mostrada uma mensagem de alarme. AVISO É verificado se as coordenadas do ponto final, alcançado como resultado do deslocamento ao longo da distância especificada em cada bloco, estão dentro de uma área interdita. Neste caso, não é verificado o caminho. Contudo, se a ferramenta entrar na área interdita definida pelo limite de curso armazenado 1, 2 ou 3, é acionado um alarme. (Ver os exemplos a seguir.) Exemplo 1)
Área interdita, definida pelo limite de curso armazenado 1 ou 2

a Ponto final

Ponto inicial

A ferramenta é parada no ponto a, de acordo com o limite de curso armazenado 1 ou 2. Área interdita, definida pelo limite de curso armazenado 1 ou 2

Ponto final

A ferramenta pára imediatamente após o início do movimento a partir do ponto inicial, para permitir a execução de um controle de fim de curso antes desse movimento.

576

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA

Exemplo 2)
Ponto final

Área interdita, definida pelo limite de curso armazenado 2 ou 3

a

Ponto inicial

A ferramenta é parada no ponto a, de acordo com o limite de curso armazenado 1 ou 2.

Área interdita, definida pelo limite de curso armazenado 2 ou 3 Ponto final

A ferramenta pára imediatamente após o início do movimento a partir do ponto inicial, para permitir a execução de um controle de fim de curso antes desse movimento.

Explicações

Se for efetuado um controle de fim de curso antes do movimento, pode utilizar- NPC (bit 2 do parâmetro nº 1301) para determinar se deve ser -se feito um controle do movimento através do bloco G31 (salto) ou do bloco G37 (medição automática do comprimento da ferramenta).

Limitações
D Bloqueio da máquina D G23 Se for aplicado um bloqueio da máquina no início do movimento, não é executado qualquer controle de fim de curso antes do movimento. Se o limite de curso armazenado 2 estiver desativado (modo G23), não é feito qualquer controle para determinar se a ferramenta entra na área interdita, definida pelo limite de curso armazenado 2. Quando um programa é reiniciado, é ativado um alarme se o ponto de reinício estiver dentro da área interdita. Quando a execução de um bloco é reiniciada após intervenção manual, na seqüência de um bloqueio de avanço, não é acionado qualquer alarme mesmo que o ponto final após uma intervenção manual esteja dentro de uma área interdita. Se for executado um bloco constituído por várias operações (tais como: ciclo fixo e interpolação exponencial), é ativado um alarme no ponto inicial de qualquer operação cujo ponto final se encontre dentro de uma área interdita.
577

D Reinício do programa D Intervenção manual após bloqueio de avanço

D Um bloco constituído por múltiplas operações

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

D Modo de interpolação cilíndrica D Modo de interpolação de coordenadas polares D Controle do eixo angular D Controle simples de sincronização D Desenho D Controle do eixo pelo PMC D Barreira da placa de fixação/do cabeçote móvel D Modo misto síncrono

No modo de interpolação cilíndrica não é efetuado qualquer controle. No modo de interpolação de coordenadas polares não é efetuado qualquer controle. Se a opção de controle do eixo angular for selecionada, não é efetuado qualquer controle. No controle síncrono simples só é controlado o eixo principal; os eixos secundários não são controlados. Durante a execução de um desenho (sem usinagem) não é efetuado qualquer controle. Não é executado qualquer controle de um movimento baseado em um eixo controlado pelo PMC. Não é efetuado qualquer controle da área da barreira da placa de fixação/do cabeçote móvel (sistema de torno mecânico). Não é efetuado qualquer controle de um eixo no modo misto síncrono (controle do torno de dois caminhos).

Alarme
Nº 506 Mensagem FIM DE CURSO : +n Conteúdo O controle de fim de curso efetuado antes do movimento revela que a posição de fim de bloco entra na área interdita para o limite de curso positivo ao longo do eixo n. Corrija o programa. O controle de fim de curso efetuado antes do movimento revela que a posição de fim de bloco entra na área interdita para o limite de curso negativo ao longo do eixo n. Corrija o programa.

507

FIM DE CURSO : --n

578

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

7. FUNÇÕES DE ALARME E AUTODIAGNÓSTICO

7

FUNÇÕES DE ALARME E AUTODIAGNÓSTICO

Quando é acionado um alarme, aparece no monitor a tela de alarme correspondente para indicar a causa do mesmo. As causas dos alarmes são classificadas por códigos de erro. É possível memorizar e indicar na tela um total de 25 alarmes anteriormente acionados (tela do histórico de alarmes). Por vezes, pode parecer que o sistema está parado, apesar de não ser indicado qualquer alarme. Neste caso, é possível que o sistema esteja executando processamentos internos. O estado do sistema pode ser verificado através da função de autodiagnóstico.

579

7. FUNÇÕES DE ALARME E AUTODIAGNÓSTICO

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

7.1

TELA DE ALARMES
Explicações
D Tela de alarmes Quando é acionado um alarme, aparece a tela de alarme.
MENSAGEM DE ALARME 100 510 520 530 O0000 00000

ATIVADA ESCRITA DE PARAMETROS FIM DE CURSO :+X FIM DE CURSO :+2 FIM DE CURSO :+3

MDI

**** *** ***
MSG

ALM
HISTOR

18:52:05

S

0 T0000

ALARM

D Outro método para visualização de alarmes

Por vezes, a tela de alarme não é apresentada. Em vez disso, é apresentado um ALM na parte inferior da tela.
PARAMETRO (INTERFACE RS232C) 0100 ENS 0 0 0 0 0101 NFD 0 0 0 0 0102 NUM. DISPOS. (CN0) 0103 TAXABAUD (CN0) 0111 NFD 0 0 0 0 0112 NUM. DISPOS. (CN1) 0113 TAXABAUD (CN1) >_ MEM * * * * PESQ NO *** ON:1 * * * ALM OFF:0 NCR 0 ASI 0 ASI 0 0 0 O1000 N00010 CTV 0 0 0 SB2 1 2 10 SB2 0 0 0 0 T0000

0

0

S 08 : 41 : 27

+ENTRADA ENTRADA

Neste caso, a tela de alarme pode ser apresentada da seguinte forma: 1 Pressione a tecla de função .

2 Pressione a soft key para seleção de capítulo [ALARME].

580

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

7. FUNÇÕES DE ALARME E AUTODIAGNÓSTICO

D Reset do alarme

Os códigos de erro e as mensagens indicam as causas de alarme. Para restabelecer o estado normal, elimine a causa do alarme e pressiona a tecla de reset. Os códigos de erro estão classificados da seguinte forma: Nº 000 a 255: Alarmes P/S (erros de programação)*1 Nº 300 a 349: Alarmes do codificador de pulsos absoluto (CPA) Nº 350 a 399: Alarmes do codificador de pulsos serial (CPS) Nº 400 a 499: Alarmes servo N 500 a 599: Alarmes de ultrapassagem de curso Nº 700 a 749: Alarmes de sobreaquecimento Nº 750 a 799: Alarmes do fuso Nº 900 a 999: Alarmes de sistema Nº 5000 a : Alarmes P/S (erros de programação) *1:Para os alarmes (nº 000 a 232), acionados em combinação com uma operação executada em segundo plano, é visualizada a indicação “Alarme xxxBP/S” (sendo xxx um número de alarme). Para o nº 140 só é visualizado um alarme BP/S. Para informações mais detalhadas, consulte a lista de códigos de erro incluída no anexo G.

D Códigos de erro

581

7. FUNÇÕES DE ALARME E AUTODIAGNÓSTICO

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

7.2

VISUALIZAÇÃO DO HISTÓRICO DE ALARMES

É possível memorizar e indicar na tela os últimos 25 alarmes do CNC. O histórico de alarmes pode ser chamado da seguinte forma:

Procedimento para Visualização do Histórico de Alarmes

1 Pressione a tecla de função 2 Pressione a soft key para seleção de capítulo [HISTOR]. O histórico de alarmes é apresentado na tela. São apresentadas as seguintes informações: (1)Data de ocorrência do alarme (2)Nº do alarme (3) Mensagem de alarme (algumas não incluem mensagem de alarme) (4) Número de página 3 Para mudar de página, utilize a tecla de mudança de página . 4 Para apagar as informações memorizadas, pressione a soft key [(OPRC)] e, em seguida a tecla [APAGAR].
HISTORICO DE ALARMES O0100 N00001 PAG.=1 (4)

ou

(1)94.02.14 16:43:48 (2)010 (3)CODIGO G INVALIDO 94.02.13 8 : 22 : 21 506 ULTRAPASSAGEM DE CURSO : +X 94.02.12 20:15:43 417 ALARME SERVO : EIXO X PARAM DGTL

MEM * * * * ALARM

*** MSG

*** HISTOR

19 : 47 : 45 (OPRC)

582

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

7. FUNÇÕES DE ALARME E AUTODIAGNÓSTICO

7.3

VERIFICAÇÃO ATRAVÉS DA TELA DE AUTO-DIAGNÓSTICO

Por vezes, pode parecer que o sistema está parado, apesar de não ter sido acionado nenhum alarme. Neste caso, é possível que o sistema esteja executando processamentos internos. O estado do sistema pode ser verificado através da tela de autodiagnóstico.

Procedimento para Diagnóstico

1 Pressione a tecla de função

.

2 Pressione a tecla de seleção de capítulo [DGNOS]. 3 A tela de diagnóstico possui mais de 1 página. Selecione a tela da seguinte forma: (1) Para mudar de página, utilize a tecla de mudança de página ou .

(2) Seleção através de soft key -Introduza o número dos dados de diagnóstico a serem visualizados, através do teclado - Pressione [PESQ N]. DIAGNOSTICO (GERAL) O0000 N00000

000 001 002 003 004 005 006 )_

ESPERANDO SINAL FIN MOVIMENTO PAUSA CONTROLE DA POSIÇÃO OVERRIDE DA VELOCIDADE DE AVANÇO 0% BLOQUEIO/PARTIDA BLOQUEADA VERIFICAÇÃO DE VELOCIDADE DO FUSO

:0 :0 :0 :0 :0 :0 :0

EDICAO
PARAM

****

***

***
PMC

14 : 51 : 55
SISTEMA (OPRC)

DGNOS

Explicações
D Tela de autodiagnóstico para o controle de 2 caminhos Para o controle de dois caminhos, é apresentada a tela de diagnóstico da unidade porta-ferramenta selecionada com a respectiva chave. Para visualizar a tela de diagnóstico da outra unidade porta-ferramenta, esta terá de ser selecionada com a chave de seleção da unidade porta-ferramenta.

583

7. FUNÇÕES DE ALARME E AUTODIAGNÓSTICO

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

Explicações

Os números de diagnóstico 000 a 015 indicam os estados, nos quais foi especificado um comando que aparentemente não está sendo executado. A tabela seguinte apresenta uma lista dos estados internos, para os quais é indicado o valor 1 no lado direito de cada linha da tela.

Tabela 7.3 (a) Visualização de alarmes para comandos que parecem não estar sendo executados Nº 000 001 002 003 004 005 006 010 011 012 MOVIMENTO PAUSA VERIFICACAO DA POSICAO OVERRIDE DA VELOCIDADE DE AVANÇO 0% BLOQUEIO/PARTIDA BLOQUEADA VERIF.DA VELOCIDADE SOLICITADA ENVIANDO LENDO ESPERANDO PARA FIXAR OU LIBERAR Tela ESPERANDO SINAL FIN Estado interno quando o valor 1 é indicado na tela A função M, S. T está sendo executada O comando de movimento está sendo executado em operação automática A pausa está sendo executada O controle da posição está sendo executado Override do avanço de corte 0% Travamento ON Esperando que o sinal da velocidade do fuso solicitada seja ativado Os dados estão sendo enviados através de uma interface de leitura/envio Os dados estão sendo recebidos através de uma interface de leitura/envio Esperando pela fixação/liberação da mesa de indexação antes do início da indexação da mesa no eixo B/depois de concluída a indexação da mesa no eixo B Override no modo jog 0% Parada de emergência, reset externo, reset & rebobinagem ou tecla de reset ativada no painel MDI Procura externa do número do programa

013 014 015

PORC. AVANCO MODO JOG 0% ESPERANDO RESET EMERG. RRW. OFF PROCURA EXTERNA DE UM NÚMERO DE PROGRAMA

Os números de diagnóstico de 020 a 025 indicam os estados de parada ou pausa da operação automática.
Tabela 7.3 (b) Visualização de alarmes devido a parada ou pausa de uma operação automática Nº 020 021 022 023 024 Tela VELOC.DE CORTE ACIMA/ABAIXO BOTAO RESET ON RESET E REBOB. ON PARADA DE EMERGENCIA ON RESET ON Estado interno quando o valor 1 é indicado na tela Aparece quando é ativada uma parada de emergência ou um alarme servo Aparece quando a tecla de reset é acionada Reset e rebobinagem ativados Aparece quando é ativada uma parada de emergência Aparece quando é ativado um reset externo, uma parada de emergência, um reset ou quando é acionada a tecla de reset & rebobinagem Flag que interrompe a distribuição de pulsos. Aparece nos seguintes casos: (1)Reset externo ativado. (2)Reset & rebobinagem ativados. (3)Parada de emergência ativada. (4)Bloqueio de avanço ativado. (5)Tecla de reset do painel MDI acionada. (6)Comutado para o modo manual (JOG/MANIV/INC). (7)Ocorrência de outro alarme. (Existem alarmes que não são apresentados.)

025

PARADA DE MOV. OU PAUSA

584

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

7. FUNÇÕES DE ALARME E AUTODIAGNÓSTICO

A tabela seguinte apresenta os sinais e estados que se encontram ativos quando cada um dos itens dos dados de diagnóstico possui o valor 1. Cada combinação de valores dos dados de diagnóstico indica um só estado.
020 021 022 023 024 025
VELOC.DE CORTE ACIMA/ABAIXO BOTAO RESET ON RESET E REBOB. ON PARADA DE EMERGENCIA ON RESET ON PARADA DE MOV. OU PAUSA

1 0 0 1 1 1

0 0 0 0 1 1

0 1 0 0 1 1

0 0 1 0 1 1

1 0 0 0 0 1

0 0 0 0 0 1

0 0 0 0 0 0

Entrada de sinal de parada de emergência Entrada de sinal de reset externo Botão reset MDI ligado Entrada de reinicialização & rebobinagem Geração de alarme servo Alterado para outro modo ou bloqueio de avanço Parada de bloco único

Os números de diagnóstico 030 e 031 indicam estados de alarme TH.
Nº 030 Tela NO.DE CARACT. DOS DADOS TH Significado dos dados A posição do caractere que provocou o alarme TH é indicada pelo número de caracteres a partir do início do bloco no alarme TH Código de leitura do caractere que provocou o alarme TH

031

DADOS TH

585

8. ENTRADA/SAÍDA DE DADOS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

8

ENTRADA/SAÍDA DE DADOS

Os dados NC são transferidos entre o CNC e os dispositivos externos de entrada/saída como, p. ex., o arquivo Handy. Se podem introduzir e obter os seguintes tipos de dados: 1. Programa 2. Dados de correção 3. Parâmetro 4. Dados de compensação de erro do passo 5. Variável comum de macro de usuário Antes de poder usar um dispositivo de entrada/saída, é necessário definir os parâmetros relacionados com entrada/saída. Para informações mais detalhadas sobre a definição dos parâmetros, ver capítulo III-2.
Interface RS-422

Interface RS-232-C

FANUC

Arquivo handy

Interface RS--232--C ou RS--422 (painel de transmissão, etc...)

586

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

8. ENTRADA/SAÍDA DE DADOS

8.1

ARQUIVOS

O Arquivo Handy FANUC é um dispositivo de entrada/saída externo que usa disquetes como meio de entrada/saída. Neste manual, um suporte de entrada/saída é geralmente designado como disquete. Ao contrário de uma fita NC, o disquete permite ao usuário escolher livremente, arquivo a arquivo, entre os vários tipos de dados arquivados em um suporte. É também possível proceder à entrada/saída de dados arquivados em vários disquetes.

Explicações
D O que é um Arquivo A unidade de dados que é transferida entre o disquete e o CNC em uma operação de entrada/saída (pressionando o botão VREADW ou VPUNCHW), chama- HfileI. Ao receber programas CNC de um -se disquete ou ao transmiti-los para um disquete, por exemplo, os programas guardados na memória CNC são tratados como um arquivo, independentemente da sua quantidade. Aos arquivos são atribuídos automaticamente os números de arquivo 1, 2, 3, 4, etc., sendo o primeiro arquivo o número 1.
Arquivo 1 Arquivo 2 Arquivo 3 Arquivo n Vazio

D Pedido de troca do

disquete

Se um arquivo estiver gravado em dois disquetes, os LEDs do adaptador piscam alternadamente quando terminar a entrada/saída de dados entre o primeiro disquete e o CNC, assinalando, assim, a necessidade de trocar o disquete. Neste caso, retire o primeiro disquete do adaptador e introduza o segundo disquete. Em seguida, a entrada/saída de dados será prosseguida automaticamente. A troca de disquete é solicitada sempre que seja necessário introduzir o segundo disquete ou o disquete subseqüente, durante a pesquisa de arquivos, a entrada/saída de dados entre o CNC e o disquete ou o apagamento de arquivos. Disquete 1
Arquivo 1 Arquivo 2 Arquivo 3
Arquivo (k--1)

Arquivo k

Disquete 2
Continuação do arquivo k

Arquivo (k+1)

Arquivo n

Vazio

Uma vez que a troca de disquete é processada pelo dispositivo de entrada/saída, não é necessário proceder a nenhuma operação especial. O CNC interrompe a operação de entrada/saída de dados até que o disquete seguinte seja introduzido no adaptador. Quando se procede a uma operação de reset no CNC durante o pedido de troca de disquete, o reset do CNC não é executado imediatamente, mas após a troca do disquete.

587

8. ENTRADA/SAÍDA DE DADOS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

D Chave de proteção

Os disquetes estão equipados com um botão de proteção contra gravação. Coloque o botão na posição de não proteção contra gravação e inicie, em seguida, a operação de transmissão de dados.
Botão de proteção contra gravação de um disquete

(1) Protegido contra gravação (só é possível ler).

(2) Não protegido contra gravação (é possível ler, gravar e apagar).

Fig. 8.1 Chave de proteção

D Memo de escrita

Depois de gravados em um disquete ou em um cartão, os dados podem ser lidos subseqüentemente através da correspondência entre o seu conteúdo e os números dos arquivos. Esta correspondência só poderá ser verificada se o conteúdo dos dados e os números dos arquivos forem transmitidos para o CNC e exibidos. O conteúdo dos dados pode ser exibido com a função de visualização de diretórios de disquete (ver seção III-8.8). Para poder localizar os conteúdos mais facilmente, é recomendável escrever os números dos arquivos e os respectivos conteúdos na coluna ’Memo’, situada na parte de trás do disquete. (Exemplo de entrada no MEMO) Arquivo 1 Parâmetros NC Arquivo 2 Dados sobre correção Arquivo 3 Programa NC O0100 ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ Arq. (n- Programa NC O0500 -1) Arq. n Programa NC O0600

588

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

8. ENTRADA/SAÍDA DE DADOS

8.2

PESQUISA DE ARQUIVOS

Quando o programa é transferido de um disquete, o arquivo a ser transferido tem de ser primeiro localizado. Para tal, proceda da seguinte forma:
Arquivo 1 Arquivo 2 Arquivo 3 Arquivo n Vazio

Procura do arquivo n

Procedimento para a Busca do Início do Arquivo 1 Pressione a tecla EDICAO ou MEMORIA no painel de operação da máquina. 2 Pressione a tecla de função 3 Pressione a soft key [(OPRC)] 4 Pressione várias vezes a soft key com seta para a direita menu seguinte). 5 Introduza o endereço N. 6 Introduza o número do arquivo a ser procurado. ⋅ N0 É efetuada a busca do início do cassette ou cartão. ⋅ Um de N1 a N9999 É efetuada a busca do arquivo indicado com um número de 1 a 9999. ⋅ N-9999 É efetuada a busca do arquivo seguinte ao que acabou de ser acedido. ⋅ N-9998 Quando N-9998 é designado, N-9999 é inserido automaticamente aquando da entrada ou saída de um arquivo. Esta condição é alterada através da introdução de N1, N1 a 9999 ou N−9999, ou de um reset. 7 Pressione as soft keys [PSQA] e [EXEC] É efetuada a pesquisa do arquivo especificado. (tecla do , em seguida, é apresentada a tela do

conteúdo do programa ou a tela de verificação do programa.

Explicações
D Pesquisa de arquivos por meio de N-9999 Obtém- o mesmo resultado quer se faça uma procura seqüencial dos -se arquivos através da especificação dos números N1 a N9999, quer procurando primeiro um arquivo de N1 a N9999 e utilizando, depois, o método de procura N-9999. O tempo de procura é mais curto no último caso.
589

8. ENTRADA/SAÍDA DE DADOS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

ALARME
Nº Descrição O sinal de pronto (DR) do dispositivo de entrada/saída está desligado. O CNC não indica imediatamente o alarme, mesmo que este seja acionado durante a busca do início do arquivo (quando o arquivo não é localizado, etc.). O alarme é acionado logo que a operação de entrada/saída seja executada em seguida. Este alarme também é acionado quando N1 é especificado para a gravação de dados em um disquete vazio. (Neste caso, especifique N0)

86

590

B-63524PO/01

OPERAÇÃO

8. ENTRADA/SAÍDA DE DADOS

8.3

APAGAMENTO DE ARQUIVOS

Os arquivos guardados em um disquete podem ser apagados um a um, conforme necessário.

Procedimento para Apagamento de Arquivos 1 Introduza o disquete no dispositivo de entrada/saída, de forma a poder ser gravado. 2 Pressione o botão EDICAO no painel de operação da máquina. 3 Pressione a tecla de função conteúdo do programa. 4 Pressione a soft key [(OPRC)] 5 Pressione várias vezes a soft key com seta para a direita menu seguinte). 6 Introduza o endereço N. 7 Introduza o número (de 1 a 9999) do arquivo a ser apagado. 8 Pressione a soft key [APAGAR] e, em seguida, a soft key [EXEC]. O arquivo especificado no passo 7 é apagado. (tecla do , em seguida é apresentada a tela do

Explicações
D Número do arquivo depois do arquivo ter sido apagado Quando um arquivo é apagado, é diminuída uma unidade aos números dos arquivos subseqüentes. Suponhamos que foi apagado um arquivo com o número k. Neste caso, os arquivos são renumerados da seguinte forma: Antes de apagar . . . Depois de apagar 1 a (k-1) . . . . . . . . 1 a (k-1) k . . . . . . . . . . . . . . Apagado (k+1) a n . . . . . . . . k a (n-1) Para apagar os arquivos pretendidos, coloque o botão de proteção contra gravação na posição de não proteção contra gravação.

D Chave de proteção

591

8. ENTRADA/SAÍDA DE DADOS

OPERAÇÃO

B-63524PO/01

8.4

ENTRADA/SAÍDA DE PROGRAMAS 8.4.1
Entrada de um Programa
Esta seção descreve como carregar um programa para o CNC a partir de um disquete ou de uma fita NC.

Procedimento para Entrada de um Programa 1 Certifique- de que o dispositivo de entrada está preparado para a -se leitura. Para o controle de dois caminhos, selecione com a respectiva chave de seleção a unidade porta-ferramenta para a qual é utilizado o programa que deverá ser lido. 2 Pressione o botão EDICAO no painel de operação da máquina. 3 Se utilizar um disquete, procure o arquivo desejado de acordo com o método descrito na seção III-8.2. 4 Pressione a tecla de função 5 Pressione a soft key [(OPRC)] 6 Pressione várias vezes a soft key com seta para a direita menu seguinte). (tecla do , em seguida, é apresentada a tela do

conteúdo do programa ou a tela do diretório do programa.

7 Depois de introduzir o endereço O, especifique um número a ser atribuído ao programa. Se não especificar aqui nenhum número, será atribuído ao programa o número utilizado no disquete ou na fita NC. 8 Pressione as soft keys [LER] e [EXEC] O programa é recebido e o número especificado no passo 7 é atribuído ao programa.

Explicações
D Comparação Se for recebido um programa com a chave para proteção de dados do painel de operação da máquina na posição ON, o programa carregado para a memória é comparado com o conteúdo do disquete ou da fita NC. Se durante a comparação for detectada qualquer diferença, a comparação é terminada com um alarme P/S (nº 79). Se esta operação for executada com a chave para proteção de dados na posição OFF, a comparação não é efetuada, mas os programas são registrados na memória. Quando existem vários programas em uma fita perfurada, a fita é lida até ER (ou %).
O1111 M02; O2222 M30; O3333 M02; ER(%)

D Introdução de vários programas de uma fita NC

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OPERAÇÃO

8. ENTRADA/SAÍDA DE DADOS

D Números de programa em uma fita NC

S Quando o programa é introduzido sem especificar um número de programa. S É atribuído ao programa o número O da fita NC. Se o programa não possuir um número O, é-lhe atribuído o número N do primeiro bloco. S Se o programa não possuir nem um número O nem um número N, é adicionada uma unidade ao número do programa precedente e o resultado obtido é atribuído ao programa. S Se o programa não possuir um número O mas possuir um número de seqüência de cinco dígitos no início do programa, os quatro últimos dígitos do número de seqüência são utilizados como número do programa. Se os quatro últimos dígitos forem zeros, é somada uma unidade ao número do programa anteriormente registrado e o resultado obtido é atribuído ao programa. S Quando um programa é introduzido através do respectivo número O número O da fita NC é ignorado e o número especificado é atribuído ao programa. Se o programa for seguido de outros programas adicionais, ao primeiro programa adicional é atribuído o número do programa. Os números dos programas seguintes são calculados somando uma unidade ao número do último programa. O método de registro é idêntico ao método utilizado para as operações efetuadas em primeiro plano. Contudo, esta operação registra um programa na área de edição simultânea. Tal como acontece com a edição, as operações descritas abaixo são necessárias no final para registrar um programa na memória de programas de primeiro plano.
[(OPRC)] [FIM-ST]

D Registro de programas em simultâneo

D Entrada de programas adicionais

É possível introduzir outros programas, acrescentando- no fim do -os programa registrado.
Programa registrado f1234 ; jjjjjjj ; jjjjj ; jjjj ; jjj ; % Programa introduzido f5678 ; fffffff ; fffff ; ffff ; fff ; % Programa após a entrada f1234 ; jjjjjjj ; jjjjj ; jjjj ; jjj ; % f5678 ; fffffff ; fffff ; ffff ; fff ; %

No exemplo acima, todas as linhas do programa O5678 são acrescentadas no fim do programa O1234. Neste caso, o número de programa O5678 não é registrado. Para introduzir um programa que deverá ser acrescentado a um programa registrado, pressione a soft key [LER] sem especificar um número de programa no passo 8. Em seguida, pressione as soft keys [CADEIA] e [EXEC]. S Quando se introduzem programas inteiros, todas as linhas do programa são acrescentadas, exceto o número O. S Para cancelar a entrada de programas adicionais, pressione a tecla de reset ou a soft key [CAN] ou [STOP].
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8. ENTRADA/SAÍDA DE DADOS

OPERAÇÃO

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S Pressionando a soft key [CADEIA], o cursor é posicionado no final do programa registrado. Após a introdução do programa, o cursor é posicionado no início do novo programa. S Só é possível proceder à entrada de programas adicionais, se já tiver sido registrado um programa. D Atribuição do mesmo número de programa a dois programas diferentes Quando se tenta registrar um programa com um número igual ao de um programa anteriormente registrado, é acionado o alarme P/S 073 e o programa não pode ser registrado.

Alarme
Nº 70 73 79 Descrição Não há espaço de memória suficiente para registrar os programas introduzidos. Tentou se registrar um programa com um número de programa já existente. A operação de comparação detectou diferenças entre o programa carregado para a memória e o conteúdo do programa existente no disquete ou na fita NC.

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OPERAÇÃO

8. ENTRADA/SAÍDA DE DADOS

8.4.2
Saída de um Programa

Um programa arquivado na memória da unidade CNC é transmitido para um disquete ou para uma fita NC.

Procedimento para a Saída de um Programa 1 Certifique- de que o dispositivo de saída está preparado para a -se transmissão. Para o controle de dois caminhos, selecione com a respectiva chave de seleção a unidade porta-ferramenta para a qual é utilizado o programa que deverá ser transmitido. 2 Para transmitir o programa para uma fita NC, especifique o sistema do código de transmissão (ISO ou EIA) através de um parâmetro. 3 Pressione o botão EDICAO no painel de operação da máquina. 4 Pressione a tecla de função 5 Pressione a soft key [(OPRC)]. 6 Pressione várias vezes a soft key com seta para a direita menu seguinte). 7 Introduza o endereço O. 8 Introduza um número de programa. Se for introduzido o número -9999, são transmitidos todos os programas arquivados na memória. Para a saída simultânea de vários programas, introduzir a faixa respectiva, por exemplo: O∆∆∆∆,OVVVV São emitidos os programas nº ∆∆∆∆ a VVVV. Se o bit 4 (SOR) do parâmetro nº 3107 possuir o valor 1, os números dos programas são apresentados na tela da biblioteca de programas por ordem crescente. 9 Pressione as soft keys [ENVIAR] e [EXEC]. O(s) programa(s) especificado(s) é/são transmitido(s). (tecla do , em seguida, é apresentada a tela do

conteúdo do programa ou a tela do diretório do programa.

Explicações (saída para um disquete)
D Localização de saída do arquivo Quando a transmissão é feita para um disquete, o programa é registrado como arquivo novo, a seguir aos arquivos já existentes no disquete. Para gravar ficheiros novos, tornando inválidos os ficheiros antigos, utilize a operação de transmissão acima descrita, depois da busca do início de arquivo N0. Se for acionado um alarme P/S (nº 086) durante a saída do programa, o disquete é reposto no estado em que se encontrava antes da transmissão. Quando a transmissão do programa é efetuada após a busca do início do arquivo entre N1 e N9999, o novo arquivo é transmitido com a posição n especificada. Neste caso, os arquivos 1 a n- são conservados, mas os -1 arquivos após o antigo arquivo n são apagados. Se for acionado um alarme durante a saída, só serão restaurados os arquivos 1 a n-1.
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D Alarme durante a saída de um programa D Emissão de um programa após a busca do início do arquivo

8. ENTRADA/SAÍDA DE DADOS

OPERAÇÃO

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D Uso eficaz da memória

Para usar a memória de um cassete ou cartão de forma eficiente, emitir o programa através da colocação em 1 do parâmetro NFD (nº 0101#7, nº 0111#7 ou 0121#7). Este parâmetro faz com que a introdução das linhas não seja transmitida, permitindo uma utilização mais eficaz da memória. Quando um arquivo transmitido do CNC para o disquete é novamente introduzido na memória do CNC ou comparado com o conteúdo da memória do CNC, é necessário proceder a uma busca do início do arquivo de acordo com o nº do arquivo. Para tal, é recomendável registrar o nº do arquivo na coluna MEMO do disquete, imediatamente após a sua transmissão do CNC para o disquete. O envio de programas em segundo pla