Margarida Miranda

Curso Técnico Comercial NS NÍVEL III

Ficha de Trabalho
UFCD: CLC7 Formadora: Mónica Ferreira

1 ± Em que medida o conflito pode contribuir para o desenvolvimento de uma organização? 2 ± Como explica, que sendo o conflito inevitável e, de certo modo, importante na sociedade, esta, para evoluir tenha a necessidade de um alto grau de congruência de objectivos? 3 ± Que relação estabelece entre conflito e cooperação?

A sabedoria antiga diz-nos que quando chegarmos à incerteza, trazendo a mesma, inquietude e desconfiança, é hora de olharmos para as experiências passadas. Neste caso em particular, ressurge m os conflitos permeados por segmentações culturais, étnicas e religiosas onde surge um processo político e social que nos conduziu à formação d os modernos e actuais sistemas de Estados. Algo semelhante aconteceu há trezentos e sessenta anos atrás quando a Europa Central estava envolvida com a guerra dos Trinta Anos. Um sentimento de intolerância religiosa provocava a fragmentação social e produzi a várias visões de mundo competitivas e desestabilizadoras. Naquele tempo o problema da intolerância religiosa induziu o rompimento da unidade cristã dividindo territórios. A cooperação foi alcançada em 1648 nos Congressos de Munster, e Osnabruck, quando após tanto conflito, o bom senso e um novo consenso, elegeu a tolerância como aquele valor supremo que orientaria as relações internacionais, Esta tolerância serviu como um valor fundamental porque era um parâmetro moral para a acção política e o exercício da soberania, e este

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exercício de tolerância minimizava os efeitos da anarquia numa sociedade constituída por Estados soberanos. Podemos então analisar a tolerância como

um valor político e social subjacente e fundamental para a gestão de conflitos e preservação da ordem mundial formada por um sistema de Estados. ³O Conflito significa a existência de ideias, sentimentos, atitudes ou interesses antagónicos e colidentes que se podem chocar«´, mas sempre que surge um conflito a tolerância deverá ser um caminho para a solução. Só com a discussão de ideias, partilha de sentimentos antagónicos de visões diferentes do mundo, diferentes formas de estar na vida, poderemos avançar e assim o temos feito ao longo da história. Por vezes o conflito gera -se por interesses menos dignos da condição humana, mas até esse acaba por ter uma repercussão positiva no desenvolvimento de uma organização, serão também muitas as repercussões negativas, mas é isto que faz mover uma sociedade, uma organização, um Estado. Sendo o conflito um palco de intolerância , a mesma irá ter um papel fundamental no desenrolar da peça. Tenho vindo a falar muito de tolerância, mas no meu simples senso comum, considero que sem tolerância não há cooperação, logo a mesma deverá ter um lugar de destaque na equação, conflito/tolerância/cooperação. Sendo que nesta equação também entra a congruência de objectivos, sem congruência de objectivos dificilmente existirá o conflito, ele só se gera quando convicções, ideias, vivências, interesses (política e religião) estão bem presentes e bem enraizados em ambos os lados do conflito. E deste conflito em que ambas as partes são congruentes nos seus objectivos, a tolerância acabará por intervir e a cooperação será com toda a certeza o objectivo fin al a alcançar. E no decorrer de todo este percurso, algo diferente nasceu, cresceu, deixando no final uma evolução no tempo e no espaço, a sociedade em constante movimento e evolução vai assim crescendo com o conflito, deixando hoje em dia um misto de coisas boas e más e a incerteza se a conquista de novos espaços, a procura de modelos, ideias e formas de estar na vida muito parecidas, as soluções de todos os conflitos terem um fim comum, e a moldura ser comum e formada por soluções comuns à maioria, a Globalização, a cooperação final, será o que de melhor podemos colher com os conflitos? Retomando o inicio da minha reflexão, ficamos com a tolerância como o valor máximo e fundamental, pois só assim, e na minha opinião , valerá a pena continuar a evoluir.

Janeiro de 2011

Margarida Miranda

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