Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial Administração Regional no Estado do Rio de Janeiro

PORTUGUÊS PARA CONCURSOS

Realização do Projeto Centro de Idiomas Desenvolvimento do Conteúdo Valdenir Peixoto da Silva Revisão Final Israel Toledo Projeto Gráfico Inter///Anônima Publicidade

Senac ARRJ / 2008

Apresentação
Unidade 1
Concebeu-se este trabalho pensando não só nos “concurseiros”, mas também naquele público que tem a língua portuguesa como uma ferramenta a mais em seu dia-a-dia. Assim, por possuir linguagem objetiva, Português para Concursos, em sua nova edição, funciona como um guia prático tanto para vestibulandos quanto para profissionais que lidam com textos em sua rotina de trabalho. Num mercado cada vez mais globalizado, em que termos como “qualidade total” são fartamente utilizados no ambiente corporativo, naturalmente o idioma materno faz a grande diferença, seja em dissertações, seja na produção de textos oficiais ou empresariais. Daí colocarmos noções de tipologia textual neste nosso trabalho, assunto exigido ultimamente por algumas bancas examinadoras. O conteúdo programático é bastante abrangente, apresentando os capítulos tradicionalmente estudados nas aulas do português contemporâneo. Após a teoria, apresenta-se boa quantidade de exercícios a fim de reiterar detalhes e aprofundar questionamentos, na mesma seqüência da apresentação teórica. É bom lembrar a preocupação com as novas normatizações do último acordo ortográfico. Ainda que as alterações sejam mínimas, o processo de adaptação não será tão fácil assim. Por isso, no que se refere à ortografia, colocaram-se observações para esclarecer as noções anteriores e posteriores ao tratado. Em tese, essa reformulação toda só deve acontecer realmente em 2012, prazo entendido como ideal para a adaptação às mudanças. Até lá, as bancas de concursos públicos e vestibulares poderão trabalhar com a norma antiga e o novo padrão ortográfico. Enfim, se você está em busca de um emprego público que lhe traga estabilidade e bons rendimentos, fique de olho, pois existem vários concursos em andamento e alguns previstos a curto e médio prazo. Comece seus estudos agora! E não esqueça: acentuação gráfica, sintaxe de concordância e de regência, crase e pontuação (e suas “pegadinhas”, é claro), só para citar alguns dos fatos gramaticais mais exigidos nos exames de admissão, devem ser apreendidos com constância. Mãos à obra e boa sorte.

Índice
Fonema, letra e sílaba Ortografia Formação de palavras Classe de palavras Sintaxe Sintaxe de concordância Sintaxe de regência Crase Colocação pronominal Pontuação Semântica Tipologia textual Gabarito 6 10 26 31 67 84 97 106 112 118 125 136 138

Unidade 2 Unidade 3 Unidade 4 Unidade 5 Unidade 6 Unidade 7 Unidade 8 Unidade 9 Unidade 10 Unidade 11 Unidade 12

unidade Fonema, letra e sílaba

1

Divisão silábica
1) Separar a sílaba é soletrar a palavra: bi-sa-vô, in-te-res-ta-du-al, tran-sa-tlân-ti-co. Em se tratando de encontros vocálicos, não se separam os ditongos e os tritongos (mui-to, saguão), mas, sim, as vogais dos hiatos (ju-í-zo). Somente os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc e xs podem ser separados (ex-ces-so, car-ro). 2) Com referência aos prefixos ligados a palavras iniciadas por consoante, observa-se que cada consoante deve ficar em uma sílaba (hi-per-mer-ca-do, sub-ter-râ-neo, sub-li-nhar). Nos prefixos ligados a palavras iniciadas por vogal, a consoante do prefixo ligar-se-á à vogal da palavra (su-ben-ten-di-do, su-bo-fi-ci-al, hi-pe-ra-mi-go).

1) Fonema é a unidade mínima sonora que distingue um vocábulo de outro (rota e roda). Letra é a representação gráfica do fonema. Sílaba é um conjunto de fonemas transmitidos num só impulso. 2) Numa palavra, nem sempre há o mesmo número de letras e fonemas. A palavra fixo, por exemplo, possui quatro letras (f-i-x-o) e cinco fonemas (f-i-k-s-o); hora, quatro letras (h-o-r-a), três fonemas (o-r-a), e fonte, cinco letras (f-o-n-t-e), quatro fonemas (f-õ-t-e). Dígrafos 1) Dígrafo é o grupamento de duas letras que representa um só fonema: lh, nh, ch, rr, ss, qu (seguidos de e ou i), gu (seguidos de e ou i), sc, sç, xc e xs. 2) Dígrafos vocálicos nasais são formados por vogais nasais: am, an, em, en, im, in, om, on, um e un.
fonema, letra e sílaba

Translineação
Translinear é mudar, na escrita, de uma linha para outra. Em nome da estética, devemos atentar para as seguintes regras: a) Não se deve deixar apenas uma letra pertencente a uma palavra no início ou no final de linha: pesso-a, a-í, ortografi-a. b) Não se deve, em final ou início de linha, deixar formar-se palavra estranha ou grosseira ao contexto: presi-dente, quero-sene, trans-viado, dis-puta.

Fixação:
1) Nas palavras arma, conto e porque, temos, respectivamente: a) 4 fonemas - 5 fonemas - 6 fonemas b) 5 fonemas - 5 fonemas - 5 fonemas c) 4 fonemas - 4 fonemas - 5 fonemas d) 5 fonemas - 4 fonemas - 6 fonemas e) 4 fonemas - 5 fonemas - 5 fonemas 2) A alternativa que apresenta uma incorreção é: a) a letra h sempre representa um fonema b) a palavra carro possui quatro fonemas c) as letras são representações gráficas dos fonemas d) uma única letra pode representar fonemas diferentes e) o fonema está diretamente ligado ao som da fala 3) A série em que todas as palavras apresentam dígrafo é. a) assíduo / bondinho / carroça b) moradia / couve-flor / prédio c) realizar / decifrar / dignidade d) conter / dígrafo / carnê e) andarilha / digerir / assado 4) Marque a opção com informação incorreta: a) Tanguá possui dois dígrafos e um ditongo crescente; b) guerreiro possui dois dígrafos e um ditongo decrescente; c) exato não possui dígrafos nem encontro vocálico; d) mangueira possui dois dígrafos e um ditongo decrescente;

4) As letras m e n, em final de sílaba, não se constituem em fonemas. São sinais de nasalidade: campo, bonde. 5) Não devemos confundir dígrafo com encontro consonantal, que é o encontro de consoantes num único vocábulo: arte, blusa. Vogal e semivogal 1) Vogal é o fonema sonoro da sílaba. Portanto, constitui-se elemento básico para a formação de uma sílaba: j u i z. 2) O i e o u, átonos, quando se unem a uma vogal, formando uma sílaba, são considerados semivogais. Ex.: f a z e n d e i r o. Encontros vocálicos: ditongo, tritongo e hiato 1) Ditongo é o encontro de vogal e semivogal (ou vice-versa) na mesma sílaba: faixa, história. 2) O ditongo é classificado em: crescente (sv + v: prêmio); decrescente (v + sv: touca); oral (quando pronunciado totalmente pela boca: céu); nasal (pronunciado parte pelo nariz e parte pela boca: mãe). 3) Tritongo é formado por semivogal, vogal e semivogal numa só sílaba: Uruguai. 4) O tritongo é classificado em: oral (pronunciado totalmente pela boca: iguais) e nasal (pronunciado em parte pelo nariz: saguão). 5) Hiato é a seqüência imediata de duas vogais: ju-iz. 6) Palavras como praia e maio, por exemplo, podem conter hiato (prai-a / mai-o) ou dois ditongos (prai-ia / mai-io).

e) chapéu possui um dígrafo e um ditongo decrescente. 6 7

fonema, letra e sílaba

3) Na palavra velho, por exemplo, devido ao dígrafo lh, encontramos seis letras e cinco fonemas. O mesmo ocorre com o vocábulo fonte, que, pelo fato de apresentar o dígrafo on, possui cinco letras e quatro fonemas.

5) O vocábulo com mesmo número de letras e fonemas: a) exceção b) encontrado c) suscetível d) respondas e) resposta

Questões de provas
1) (Unirio – RJ) Há inúmeras palavras na língua portuguesa em que é indiferente considerar-se o encontro vocálico como ditongo crescente ou hiato. Assinale o item em que tal fato não ocorre, isto é, em ambas só podemos ter ditongo: a) ofício, cuidou b) matrimônio, melancolia c) Rubião, Sofia d) riquezas, oblíquos e) freqüentes, quase 2) (Magistério – RJ) O número de ditongos existentes na frase: “Perto, outros homens atiravam-se pedras...” é: a) um b) dois c) três d) quatro e) cinco 3) (Magistério – RJ) A alternativa que contém palavras com ditongos decrescentes é: a) ainda - pior b) assistia - tio c) cais - olhavam d) qualquer - coisa e) miséria - canção 4) (FMU – SP) Nas palavras Paraguai, saguão e averiguou: a) há tritongo em todas b) há tritongo na primeira, mas não há nas duas últimas c) há tritongo nas duas primeiras, mas não há na última d) não há tritongo na primeira, mas sim nas duas últimas e) não há tritongo nas duas primeiras, mas sim na última 5) (Eletrobrás) Uma gramática de língua portuguesa define hiato como “o encontro de duas vogais em sílabas distintas” (Noções de gramática em tom de conversa, Domício Proença Filho, p.91). Considerando a realidade fonética, nessa definição há uma: a) redundância b) metáfora c) contradição d) antítese e) ambigüidade

6) A palavra que apresenta ditongo crescente é: a) acabou b) fariam c) fazendeiro d) amais e) cárie

7) Só não existe hiato em: a) manteiga b) fariam c) saída d) resolverias 8) Indique a palavra que tem 5 fonemas: a) feche b) toalha c) língua d) táxi e) unha e) cairmos

9) A palavra chaves apresenta: a) um dígrafo e seis fonemas d) sete letras e dois dígrafos 10) Há erro na divisão silábica: a) tec-nó-lo-go b) adno-mi-nal c) ad-jun-to d) con-ces-são e) sub-te-nen-te b) um dígrafo e sete fonemas e) seis letras e cinco fonemas. c) sete letras e sete fonemas

11) Sobre a palavra churrasqueira, identifique as erradas:
fonema, letra e sílaba

12) Qual das alternativas abaixo possui palavras com mais letras do que fonemas? a) espaço b) alho c) fortaleza d) didático e) resto

13) “Entrou em casa chateado, trazendo do escritório um baú contendo seus objetos pessoais.” As palavras destacadas apresentam, respectivamente: a) hiato, ditongo decrescente, ditongo crescente b) ditongo crescente, ditongo decrescente, hiato c) ditongo decrescente, ditongo crescente, hiato d) ditongo decrescente, ditongo crescente, ditongo decrescente e) hiato, ditongo crescente, ditongo decrescente 14) Na palavra porém: a) há dígrafo e ditongo b) não há dígrafo, mas há ditongo c) não há ditongo nem dígrafo d) há dígrafo, mas não há ditongo e) há sinal de nasalidade, portanto há dígrafo 15) Separação silábica correta: a) trans-a-tlân-ti-co / fi-el / sub-ro-gar b) bis-a-vô / du-e-lo / fo-ga-réu c) sub-lin-gual / bis-ne-to / de-ses-pe-rar d) des-li-gar / sub-ju-gar / sub-scre-ver e) cis-an-di-no / es-pé-cie / sub-o-fi-ci-al

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fonema, letra e sílaba

a) divisão silábica: chur-ras-quei-ra b) apresenta 3 dígrafos: ch, rr, qu c) apresenta o tritongo: uei d) apresenta dígrafo vocálico e) apresenta 13 letras e 10 fonemas

unidade Ortografia

2

Afim / A fim de
Afim = semelhante; afinidade Temos objetivos afins. A fim de = finalidade Estudei a fim de passar em concursos.

Demais / De mais
Demais = muito Você estuda demais. De mais ≠ de menos Não vejo nada de mais no comportamento daquela aluna.

Até pouco tempo, os países lusófonos (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) praticavam ortografias distintas. Como a grafia dos vocábulos é conseqüência de convenções, houve a necessidade de unificação da ortografia de língua portuguesa, a partir de janeiro de 2008, a fim de melhor divulgar o idioma. Com o acordo, cerca de 1,6% do vocabulário de Portugal será modificado; no Brasil, será de apenas 0,45%, conservando-se as pronúncias típicas de cada país.

Ao encontro de / De encontro a
Ao encontro de significa ser favorável a Suas idéias vão ao encontro das minhas. Por isso nos damos muito bem. De encontro a indica oposição, colisão Suas idéias vão de encontro às minhas. Por isso somos diferentes.

Mal / Mau
Mal ≠ bem (como substantivo, indica algo prejudicial) Sérgio escreve mal. (bem) / A violência urbana é um mal do séc. XXI. Mau ≠ bom Na verdade, o seu filho não é considerado um mau aluno.

I – Grafia de palavras
Independente de tal acordo, um assunto que sempre gerou e gerará especulação em provas de concurso é a grafia de certas palavras. Vejamos as mais praticadas pelas bancas:

A / Há
A = idéia de futuro ou de distância Virá daqui a um mês. / A casa fica a poucos metros.
ortografia

À toa / À-toa
À toa = sem fazer nada, sem rumo Paulo e Sérgio vivem em casa à toa. Não trabalham nem estudam. À-toa = inútil, desprezível Sérgio, pelo que fez com a irmã, é considerado um sujeito à-toa.

Ao invés de / Em vez de
Ao invés de = ao contrário de Ao invés de reclamar, calou-se. Em vez de = em lugar de Em vez de Fonética, resolveu estudar Ortografia.

Na medida em que / À medida que
Na medida em que = porque, já que, uma vez que Na medida em que os projetos foram abandonados, os estagiários ficaram desmotivados. À medida que = à proporção que Os bueiros das ruas enchiam à medida que a chuva apertava.
ortografia

Há = idéia de passado ou de existir Não sai há dois dias! / Há chances de ele ser feliz.

Ao nível de / Em nível de
Ao nível de = à mesma altura A cadeira está ao nível do chão. Em nível de = no âmbito de Tudo foi resolvido em nível de governo estadual. (O clichê A nível de não existe em nosso idioma.)

Abaixo / A baixo
Abaixo = embaixo Meu apartamento fica abaixo do teu. A baixo = até embaixo Olhou-me de alto a baixo. Acerca de / Há cerca de / A cerca de Acerca de = sobre Quero falar acerca de política. Há cerca de = perto de Não o vejo há cerca de dois dias. A cerca de = aproximadamente Fiquei esperando a cerca de dois metros do prédio.

Conquanto / Com quanto
Conquanto = embora Conquanto eu não quisesse, ela acabou entrando na sala. Com quanto = com que quantidade Com quanto dinheiro o diretor da empresa chegou ontem à noite?

Onde / Aonde
Onde = refere-se a verbos estáticos Onde você mora? Aonde: refere-se a verbos de movimento Aonde você vai?

A princípio / Em Princípio
A princípio = inicialmente A princípio estudou português; depois, matemática. Em princípio = em tese; em geral Em princípio concordo com suas idéias.

Senão / Se não
Senão = caso contrário, a não ser André não fazia coisa alguma naquela situação senão reclamar. Se não = caso não Se não chover até o final do dia, provavelmente faltará água amanhã. Tampouco / Tão pouco Tampouco = nem Naquela casa, os meninos não estudam tampouco trabalham. Tão pouco = muito pouco Como é possível Júlio comprar um carro, se ele ganha tão pouco?

Dia a dia / Dia-a-dia
Dia a dia = diariamente Ele melhora dia a dia. Dia-a-dia = cotidiano Como ela trabalha! Deve ter um dia-a-dia bastante cansativo.

Mas / Mais
Mas = porém, contudo, entretanto Levei os meninos à praia, mas logo começou a chover. Mais ≠ menos Com certeza, o filho da diretora é um dos garotos mais bonitos da sala.

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Questões de provas
1) (Polícia Civil – RJ) As questões 25 e 27 apresentam a mesma formulação, ou seja, deve-se marcar o item cuja frase se apresenta redigida da forma mais adequada, considerando-se clareza, elegância, precisão e correção. 25 a) Quais de vós pretendem fazer da exceção uma regra a fim de melhorarem nossa imagem? b) Quais de vós pretendeis fazer da exceção uma regra afim de melhorarem nossa imagem? c) Quais de vós pretendem fazer da excessão uma regra a fim de melhorar nossa imagem? d) Quais de vós pretendeis fazer da exceção uma regra a fim de melhorardes nossa imagem? e) Quais de vós pretendem fazer da excessão uma regra afim de melhorarem nossa imagem? 27 a) Ontem só 20% dos advogados foram de encontro as idéias divulgadas pela imprensa. b) Ontem, 20% só dos advogados foram de encontro às idéias divulgadas, pela imprensa. c) Ontem, só 20% dos advogados foi ao encontro às idéias divulgadas pela imprensa. d) Ontem, 20% dos advogados só foram de encontro das idéias divulgadas pela imprensa. e) Ontem, só 20% dos advogados foram de encontro às idéias divulgadas pela imprensa.
ortografia

38 (A) A vítima estava obcecada pelo som dos alto-falantes; (B) A vítima estava obsecada pelo som dos alto-falantes; (C) A vítima estava obcecada pelo som dos altos-falantes; (D) A vítima estava obsecada pelo som dos altos-falantes; (E) A vítima estava obcecada pelo som dos altos-falante. 39 (A) Há cerca de dez metros ficava a sede da OAB; (B) A cerca de dez metros ficava a sede da OAB; (C) Acerca de dez metros ficava a séde da OAB; (D) Acerca de dez metros ficava a sede da OAB; (E) A cerca de dez metros ficava a séde da OAB. 3) (CESD) Assinalar a alternativa que completa as lacunas da frase abaixo, na ordem em que aparecem. “O Brasil de hoje é diferente, _____ os ideais de uma sociedade _____ justa ainda permanecem”. a) mas / mas; b) mais/ mas; c) mas / mais; d) mais / mais. Segundo o novo acordo ortográfico de língua portuguesa, “conservam-se ou eliminam-se facultativamente, quando se proferem numa pronúncia culta, quer geral quer restritamente: aspecto e aspeto, cacto e cato, caracteres e carateres, dicção e dição; facto e fato, sector e setor; ceptro e cetro, concepção e conceção, corrupto e corruto, recepção e receção.”

2) (TJ – RJ) Nas questões 28, 29, 31, 35, 38 e 39, aparecerão cinco formas da mesma frase; você deve indicar a forma mais adequada e correta, segundo a norma culta. 28 (A) Em princípio, nenhuma foto pode estar anexo à mensagem; (B) A princípio, nenhuma foto pode estar em anexo à mensagem; (C) Em princípio, nenhuma foto pode estar anexa à mensagem; (D) A princípio, nenhuma foto pode estar anexa a mensagem; (E) Em princípio nenhuma foto pode estar em anexo a mensagem. 29 (A) Com exceção da referência às leis, Vossa Excelência, o deputado, falou bem; (B) Com excessão da referência às leis, Sua Excelência, o deputado, falou bem; (C) Com excessão da referência as leis, Sua Excelência, o deputado, falou bem; (D) Com exceção da referência as leis, Vossa Excelência, o deputado, falou bem; (E) Com exceção da referência às leis, Sua Excelência, o deputado, falou bem. 31 (A) A ascensão ao novo cargo, encheu o juiz de orgulho; (B) A ascenção ao novo cargo encheu de orgulho o juiz; (C) A ascensão ao novo cargo encheu o juiz de orgulho; (D) A ascenção ao novo cargo, encheu, de orgulho, o juiz; (E) A ascenção ao novo cargo encheu de orgulho, o juiz. 35 (A) As decisões dos juízes nada tem a ver com os réus; (B) As decisões dos juízes nada tem haver com os réus; (C) As decisões dos juízes nada têm a ver com os réus; (D) As decisões dos juízes nada têem a haver com os réis; (E) As decisões dos juízes nada têem a ver com os réis.

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ortografia

II – Hífen
O hífen é um sinal diacrítico usado para ligar elementos de palavras compostas, pronomes átonos a verbos e separar as sílabas. As regras de emprego do hífen são extensas, com várias exceções.

c. Segundo alguns autores, o prefixo co exige hífen quando significa a par, juntamente. A regra, no entanto, não se aplica facilmente e de forma coerente. Com hífen: Co-administrador Co-avalista Co-fiador Co-redator Co-estrelado Sem hífen Coabitar Coirmão Coocupante Coadjutor Colateral

1 - Hífen com prefixos:
A. Prefixos e elementos prefixados sempre seguidos de hífen Prefixos
Além Aquém Bem Co(m) Ex Grã Grão Pós Pré Pró Recém Sem Vice
ortografia

Exemplos
além-túmulo; além-fronteiras; além-mundo aquém-fronteiras; aquém-mar bem-aventurado; bem-querer; bem-apresentado co-autor; co-educação; co-produção ex-aluno; ex-prefeito; ex-diretor grã-cruz; grã-fino; grã-ducado grão-mestre; grão-duque; grão-rabino pós-datar; pós-escrito; pós-guerra pré-alfabetizado; pré-datado; pré-história pró-reitor; pró-americano; pró-britânico recém-chegado; recém-nascido; recém-fabricado sem-vergonha; sem-fim; sem-amor vice-diretor; vice-reitor; vice-prefeito

B. Prefixos seguidos de hífen antes de...
Prefixos ABADANTEANTIARQUIAUTOCIRCUMCONTRAENTREEXTRAHIPERINFRAINTERINTRAMALNEOOBPANPROTOPSEUDOSEMISOBSOBRESUBSUPERSUPRAULTRAAntes de Vogal H R S B Exemplos com hífen Exemplos sem hífen abjurar advérbio; adjunto antecâmera; antediluviano antiaéreo; anticristo arquiinimigo autobiografia; autocontrole circunscrever contracheque entrelinhas extraconjugal hipermercado infracitado intercolegial intramuscular malcheiroso neoclássico obdentado pandemônio protoplasma pseudopoeta semifinal sobpor sobrecapa subchefe supermercado supracitado ultranatural

Observações: a. O prefixo bem exige hífen quando o vocábulo tem vida autônoma na língua. Formas com hífen: Bem-estar Bem-me-quer Bem-vindo/a Formas sem hífen: Benfazejo/a Benquisto/a Benquerença

x x x x x x x x

x x x x x x x x x x x x

b. Os prefixos pós, pré e pró escrevem-se com hífen em palavras tônicas (acentuadas graficamente). Quando estas são átonas (não acentuadas graficamente - pos, pre e pro), ligam-se diretamente aos elementos seguintes: Tônicos (com hífen):
Pós-natal Pós-escrito Pós-datar Pré-nupcial Pré-colonial Pré-vestibular Pró-governo

Átonos (sem hífen):
Posfácio Pospor Predeterminar Predizer Prefixo Procônsul Procriar

x x

x x x

Observações: a. Com o prefixo extra, a única exceção é extraordinário, que se escreve sem hífen. b. Com o prefixo sobre, escrevem-se sem hífen: sobressair, sobressaltar, sobressalto, sobressalente.

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ortografia

x x x x x

x x x x x x x x x x x x x x x

ab-rogar ad-renal ante-histórico; ante-solar anti-herói; anti-social arqui-rival auto-estima; auto-retrato circum-adjacente contra-ataque; contra-senso entre-hostil x extra-oficial; extra-regimental x hiper-humano; hiper-raivoso x x infra-estrutura x inter-humano; inter-regional x x intra-ocular; intra-regional x mal-educado; mal-humorado neo-humanista; neo-republicano x ob-rogar x pan-americano x x proto-história x x pseudo-herói; pseudo-sábio semi-selvagem x sob-roda x x x sobre-humano; sobre-saia x x sub-ramo; sub-bibliotecário super-homem; super-requintado x x x supra-hepático x x ultra-humano; ultra-som

C - Prefixos nunca seguidos de hífen: Prefixos
AeroAgroAmbiAnfiArterioAstroAudioAuriBi(s)BioBroncoCardioCataCentroCisDe(s)Di(s)EgoEletroEndoEstereoFiloFisioFotoGastroGeoHemiHeptaHeteroHexaHidroHipoHomoIdioIdoInIntroIsoJustaLabioLinguoMacroMegaMicroMono-

Observação: a. O uso de não como elemento de composição de vocábulos é recente e bastante útil, já que podemos criar muitas oposições. Usa-se o hífen, pois não é elemento de composição de vocábulo e não advérbio. optante X não-optante fumante X não-fumante alfabetizado X não-alfabetizado marxista X não-marxista governamental X não-governamental Em se tratando de hífen, o novo acordo ortográfico de língua portuguesa afirma que “certos compostos, em relação aos quais se perdeu, em certa medida, a noção de composição, devem ser grafados aglutinadamente: girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc.” (grifos nossos).

Exemplos
Aerotransporte Agroindústria Ambidestro Anfiteatro Artérioesclerose Astrofísica Audiovisual Auricular Bicentenário Biossocial Broncodilatador Cardiovascular Catabiótico Centroavante Cisandino Desfazer Distrofia Egolatria Eletrocardiograma Endovenoso Estereótipo Filogenético Fisioterapia Fotogravura Gastropulmonar Geopolítico Hemiciclo Heptacampeão Heterossexual Hexacampeão Hidroginástica Hipoderme Homossexual Idioadaptação Idolatria Infeliz Introjeção Isométrico Justapor Labiodental Linguodental Macroeconomia Megassismo Microcomputador Monocultura

MorfoMotoMultiNeuroOctoOniOrtoParaPentaPerPeriPluriPneuPoliPos- (átono) Pre- (átono) Pro- (átono) PsicoQuadriQuiloRádioReRetroRinoSacroSesquiSocioTeleTermoTetraTransTraqueoTransTresTriTurboUniVasoXantoXiloZoo-

Morfossintático Motocasa Multiangular Neurocirurgião Octocampeão Onipresente Ortocentro Parapsicologia Pentacampeão Perpassar Pericentral Plurianual Pneumococo Poliácido Posfácio Predeterminar Proclítico Psicomotor Quadrigêmeos Quilograma Radioterapia Refazer Retrovisor Rinoceronte Sacrossanto Sesquicentenário Sociolingüístico Telecomando Termodinâmico Tetracampeão Transcontinental Traqueotomia Transamazônico Tresavô Tridimensional Turbomotor Unicelular Vasodilatador Xantocéfalo Xilogravura Zootecnia

Fixação
Em cada grupo de palavras, assinale a que esteja grafada erradamente, no que se refere ao uso do hífen: 1. ( 2. ( 3. ( 4. ( 5. ( 6. ( 7. ( ) além-mar ) contra-partida ) subitem ) bem-vindo ) tão-só ) auto-retrato ) arqui-inimigo ( ( ( ( ( ( ( ) ante-projeto ) extraordinário ) neo-latino ) benvindo ) malcriado ) coexistir ) anti-inflação ( ( ( ( ( ( ( ) infravermelho ) ex-diretor ) intramuscular ) sub-humano ) ante-sala ) co-habitar ) sem-vergonha ( ( ( ( ( ( ( ) decreto-lei ) subtenente ) suboficial ) sub-região ) supra-citado ) ultravioleta ) todo-poderoso

ortografia

III - Tonicidade das palavras
A tonicidade nos permite classificar as palavras em monossílabos tônicos (uma sílaba forte – já, fé, só), oxítonas (última sílaba forte – sofá, café, cipó), paroxítonas (penúltima sílaba forte – fácil, caráter, ônix); proparoxítonas (antepenúltima sílaba forte – álibi, lâmpada, ônibus). Ainda sobre esse assunto, destacamos a prosódia ou silabada, parte da Fonética que trata da correta acentuação tônica e entonação das palavras, como rúbrica – proparoxítona – versão incorreta –, quando o correto é rubrica – paroxítona. 1. São oxítonas: cateter, condor, mister, Nobel, obus (peça de artilharia), novel (novato), ruim, ureter. 2. São paroxítonas: ambrosia, avaro, barbaria, cartomancia, ciclope, filantropo, gratuito (ditongo), ibero, látex, maquinaria, necropsia, pudico, recorde. 3. São proparoxítonas: amálgama, anátema, anêmona, antífrase, arquétipo, bávaro, biótipo, crisântemo, elétrodo, idólatra, ínterim, lêvedo, ômega, protótipo, revérbero, vermífugo, zênite. 4. Admitem dupla prosódia: acróbata ou acrobata, alópata ou alopata, ambrósia ou ambrosia, anídrido ou anidrido, biópsia ou biopsia, duplex ou dúplex, hieróglifo ou hieroglifo, homília ou homilia, Oceânia ou Oceania, ortoépia ou ortoepia, projétil ou projetil, réptil ou reptil, sóror ou soror, xérox ou xerox, zângão ou zangão.

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ortografia

IV - Regras de acentuação gráfica
1. Posição da sílaba tônica • Monossílabas tônicas terminadas em A, E, O, seguidas ou não de S: pá, mês, pó. • Oxítonas terminadas em A, E, O (seguidas ou não de S), EM, ENS: sofá, café, cipós, refém, armazéns. • Palavras paroxítonas terminadas: • em ditongos, seguidos ou não de S: colégio, níveis, série, mágoas. • em UM, UNS, US, I, IS: médium, álbuns, húmus, táxi, júris. • em L, N, R, X: útil, hífen, abdômen, revólver, tórax, fênix. • em à e ÃO (seguidos ou não de S): ímã, órgão, órfãos. • em PS: fórceps, bíceps. Observação:
a. Palavras como pólen, hífen, quando no plural (polens, hifens), não recebem o acento gráfico, porque paroxítonas terminadas em “a”, “e”, “o”, seguidas ou não de s, e as finalizadas com “em” e “ens” não devem ser acentuadas. b. As palavras hífen e pólen possuem ainda um outro plural que, no caso, são acentuadas por serem proparoxítonas: hífenes e pólenes.

4. Nos ditongos abertos ÉI, ÉU e ÓI, seguidos ou não de S: papéis, heróis, céu.
O acordo ortográfico de língua portuguesa diz que “não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei e oi da sílaba tónica/tônica das palavras paroxítonas, dado que existe oscilação em muitos casos entre o fechamento e a abertura na sua articulação: assembleia, boleia, ideia, tal como aldeia, baleia, cadeia, cheia, meia; coreico, epopeico, onomatopeico, proteico; alcaloide, apoio (do verbo apoiar), tal como apoio (subst.), Azoia, boia, boina, comboio (subst.), tal como comboio, comboias etc. (do verbo comboiar), dezoito, estroina, heroico, introito, jiboia, moina, paranoico, zoina.”

5. Acentos diferenciais:
• ás (subst.) X às (contração) • pôr (verbo) X por (prep.) • que (pron., conj. etc.) X quê (subst. ou em fim de frase) • porque (adv. ou conj.) X porquê (subst. ou em fim de frase) • pára (verbo) X para (prep.) • pélo, pélas, péla (verbo) X pelo, pelas, pela (prep. + artigo) X péla, pélas (jogo) • pêlo, pêlos (cabelo) X pelo, pelos (prep.+ artigo) • pôlo, pôlos (ave) X pólo, pólos (extremo ou jogo) • pôla, pôlas (subst. - rebento ou broto de árvore) X pola, polas (por + las) • pêra (fruta ou barba) X pera (prep. arcaica) • côa, côas (verbo) X coa, coas (prep.+artigo) • ter e vir na 3ª pess. plural recebem acento (ele tem X eles têm / ele vem X eles vêm) • pôde (pretérito perf.) X pode (presente do indicativo) O acordo ortográfico português diz nesse caso: “Prescinde-se, quer do acento agudo, quer do circunflexo, para distinguir palavras paroxítonas que, tendo respetivamente vogal tónica/tônica aberta ou fechada, são homógrafas de palavras proclíticas. Assim, deixam de se distinguir pelo acento gráfico: para (á), flexão de parar, e para, preposição; pela(s) (é), substantivo e flexão de pelar, e pela(s), combinação de per e la(s); pelo (é), flexão de pelar, e pelo(s) (ê), substantivo ou combinação de per e lo(s); polo(s) (ó), substantivo, e polo(s), combinação antiga e popular de por e lo(s); etc.”
ortografia

ortografia

Com relação às paroxítonas, o novo acordo ortográfico de língua portuguesa diz que “é facultativo assinalar com acento agudo as formas verbais de pretérito perfeito do indicativo, do tipo amámos, louvámos, para as distinguir das correspondentes formas do presente do indicativo (amamos, louvamos), já que o timbre da vogal tónica/tônica é aberto naquele caso em certas variantes do português.”

• Proparoxítonas: todas são acentuadas: lâmpada, único.
Ainda sobre acentuação gráfica, o novo acordo ortográfico comenta que “levam acento agudo ou acento circunflexo as palavras proparoxítonas, reais ou aparentes, cujas vogais tónicas/ tônicas grafadas e ou o estão em final de sílaba e são seguidas das consoantes nasais grafadas m ou n, conforme o seu timbre é, respetivamente, aberto ou fechado nas pronúncias cultas da língua: académico/acadêmico, anatómico/anatômico, cénico/cênico, cómodo/cômodo, fenómeno/ fenômeno, género/gênero, topónimo/topônimo; Amazónia/Amazônia, António/Antônio, blasfémia/ blasfêmia, fémea/fêmea, gémeo/gêmeo, génio/gênio, ténue/tênue.

6. Acentos em formas verbais
Os verbos VIR e TER e seus derivados (advir, intervir, manter, reter, etc.) recebem acento circunflexo na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo – eles vêm, têm, advêm, mantêm etc. – para diferenciar essa forma de sua homônima do singular – ele vem, tem, advém, mantém etc.

2. Nos hiatos com i e u (se tônicos, formarem sílabas sozinhas ou seguidos de s, e serem a segunda vogal do hiato: aí, balaústre, baú, egoísta, faísca, heroína, saída, saúde, viúvo).
Para o novo acordo ortográfico de língua portuguesa, “prescinde-se do acento agudo nas vogais tónicas/tônicas grafadas i e u das palavras paroxítonas, quando elas estão precedidas de ditongo: baiuca, boiuno, cauila (var. cauira), cheiinho (de cheio), saiinha (de saia). Levam, porém, acento agudo as vogais tónicas/tônicas grafadas i e u quando, precedidas de ditongo, pertencem a palavras oxítonas e estão em posição final ou seguidas de s: Piauí, teiú, teiús, tuiuiú, tuiuiús. Obs.: Se, neste caso, a consoante final for diferente de s, tais vogais dispensam o acento agudo: cauim.

7. Trema
O trema deve ser utilizado nos dígrafos GUI, GUE, QUI, QUE sempre que o U seja pronunciado e átono: tranqüilo, freqüente, lingüiça. Foi decretado pelo novo acordo de língua portuguesa que “o trema, sinal de diérese, é inteiramente suprimido em palavras portuguesas ou aportuguesadas (...): aguentar, anguiforme, arguir, bilíngue (ou bilingue), lingueta, linguista, linguístico; cinquenta, equestre, frequentar, tranquilo, ubiquidade. Obs.: Conserva-se, no entanto, o trema, de acordo com a base I, 3.º, em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros: hübneriano, de Hübner, mülleriano, de Müller etc.”

3. Hiatos OO e EE: enjôo, vôo, crêem, lêem.
O novo acordo ortográfico de língua portuguesa aboliu o acento das palavras paroxítonas terminadas pelos hiatos oo e ee: enjoo, voo, abençoo, leem.

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Observação: Se, além de ser pronunciado, o U, nos dígrafos do item 6, for tônico, deve-se utilizar acento agudo: argúis, averigúem, averigúe, averigúes, apazigúe, apazigúes, apazigúem, obliqúe, obliqúes, obliqúem, argúi, argúem etc.

5) Marque a alternativa em que a acentuação gráfica está incorreta: a) jesuíta, caráter b) viúvo, sótão c) baínha, raiz d) naúfrago, espádua e) gráfico, flúor 6) Qual opção em que as palavras são acentuadas pela mesma regra de também, incrível e caráter? a) alguém, inverossímil, tórax b) hífen, ninguém, possível c) têm, anéis, éter d) há, impossível, crítico e) pólen, magnólias, nós 7) Marque a alternativa em que as demais não se acentuam com base na mesma regra da palavra destacada: a) útil - açúcar / hífen b) matéria - glória / céu c) único - súbito / álcool d) chinês - anunciá-lo / trenós e) Itajaí - viúva / sanduíche
ortografia

Segundo o novo acordo ortográfico de língua portuguesa, “os verbos arguir e redarguir prescindem do acento agudo na vogal tónica/tônica grafada u nas formas rizotónicas/ rizotônicas: arguo, arguis, argui, arguem; argua, arguas, argua, arguam. Os verbos do tipo de aguar, apaniguar, apaziguar, apropinquar, averiguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir e afins, por oferecerem dois paradigmas, ou têm as formas rizotónicas/rizotônicas igualmente acentuadas no u mas sem marca gráfica (a exemplo de averiguo, averiguas, averigua, averiguam; averigue, averigues, averigue, averiguem; enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxague, enxaguem, etc.; delinquo, delinquis, delinqui, delinquem; mas delinquimos, delinquís) ou têm as formas rizotónicas/rizotônicas acentuadas fónica/fônica e graficamente nas vogais a ou i radicais (a exemplo de averíguo, averíguas, averígua, averíguam; averígue, averígues, averígue, averíguem; enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxágue, enxáguem; delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínqua, delínquam).

Fixação:
1) Marque C (certo) ou E (errado) ao lado das palavras. Considere as observações do acordo ortográfico.
( ( ( ( ( ( ) hífens ) degrau ) aliás ) abençôa ) obliqúe ) vêem ( ( ( ( ( ( ) traíra ) filantropo ) chuchú ) ítens ) sairam ) paióis ( ( ( ( ( ( ) mausoléu ) tranqüilo ) caía ) látex ) pudico ) traír ( ( ( ( ( ( ) vôo ) unguento ) martir ) rubrica ) parabens ) urubú ( ( ( ( ( ( ) íbero ) júri ) traíra ) biquíni ) apóio(v) ) lêvedo
ortografia

( ( ( (

) apôio(s) ) traír ) ínterim ) contratá-lo

8) Qual opção num dos itens abaixo a acentuação gráfica não está devidamente justificada? a) amém: vocábulo oxítono terminado em -em b) órfão: vocábulo paroxítono terminado em til c) fácil: vocábulo paroxítono terminado em –l d) pôde: acento diferencial e) método: vocábulo paroxítono

2) Marque a opção em que as palavras são acentuadas pelo mesmo motivo: a) problemáticos, fácil, álcool b) já, até, só c) também, último, análise d) porém, detêm, experiência e) país, atribuíram, cocaína 3) Assinale a alternativa em que ocorre erro na acentuação gráfica da forma verbal acompanhada de pronome: a) ferí-la-íamos b) cantá-la-íes c) compô-la d) vendê-la e) retribuí-la 4) Marque item em que necessariamente o vocábulo deve receber acento gráfico: a) historia b) ciume c) amem d) numero e) ate

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Questões de provas
1) (UFES) O acento gráfico de “três” justifica-se por ser o vocábulo: a) monossílabo átono terminado em ES b) oxítono terminado em ES c) monossílabo tônico terminado em S d) oxítono terminado em S e) monossílabo tônico terminado em ES 2) (UFES) Se o vocábulo CONCLUIU não tem acento gráfico, tal não acontece com uma das seguintes formas do verbo CONCLUIR: a) concluia b) concluirmos c) concluem d) concluindo e) concluas 3) (Med./Itajubá) Nenhum vocábulo deve receber acento gráfico, exceto:
ortografia

6) (Med/Itajubá) Os dois vocábulos de cada item devem ser acentuados graficamente, exceto: a) herbivoro - ridiculo b) logaritmo - urubu c) miudo - sacrificio d) carnauba - germen e) Biblia - hieroglifo 7) (MACK) Indique a única alternativa em que nenhuma palavra é acentuada graficamente: a) lapis, canoa, abacaxi, jovens b) ruim, sozinho, aquele, atraiu c) saudade, onix, grau, orquidea d) voo, legua, assim, tenis e) flores, açucar, algum, virus 8) (F. Valeparaibana de Ensino) Assinale a alternativa que não contém erro: a) após, caráter, caju, álbum b) caqui, dólar, vírus, rítmo c) ínterim, jóquei, urubú, também d) parabéns, atrás, aquí, túnel e) taxi, enigma, ônus, montanhês
ortografia

a) sururu b) peteca c) bainha d) mosaico e) beri-beri 4) (Med./ Itajubá) Todos os vocábulos devem ser acentuados graficamente, exceto: a) xadrex b) faisca c) reporter d) oasis e) proteina 5) (UFES) Assinale a opção em que o par de vocábulos não obedece à mesma regra de acentuação gráfica. a) sofismático / insondáveis b) automóvel / fácil c) tá / já d) água / raciocínio e) alguém / convém

9) (CESCEA) Indique a alternativa em que todas as palavras estão corretas: a) ritmo, ibero, ínterim b) recém, rúbrica, refém c) bátavo, tulipa, avaro d) levedo, caráter, caracteres e) maquinária, condor, púdico 10) (UM-SP) Em: “Sei de uma que está fazendo serviço de escritório, proibida de voar por motivo de saúde, e me pergunto que podem significar para ela esses papéis, esses telefonemas, esses recados que circulam num plano de cimento invariável, enquanto, sobre a plataforma das nuvens, suas irmãs caminham, ao mesmo tempo singelas e majestáticas.” I - “escritório” e “invariável” recebem acento por idêntica razão. II - “papéis” recebe acento gráfico porque é oxítona terminada em ditongo. III - “está” é acentuada graficamente porque todas as oxítonas devem ser acentuadas. a) estão corretas as afirmações I e II b) estão corretas as afirmações II e III c) estão corretas as afirmações I e III d) todas as afirmativas estão corretas e) todas as afirmativas estão incorretas

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11) (FCMSC-SP) Assinale a alternativa em que a palavra está grafada erradamente, isto é, não deveria ser acentuada: a) Quê ! Você ainda não tomou banho este mês! b) Depois de tomar banho, ficou um quê irresistível c) Você vive de quê ? De brisa? d) Quê beleza ! Estou acertando tudo e) Poderiam ajudar em quê ? Se nada entendiam... 12) (FUVEST-SP) Copie apenas as palavras que devem ser acentuadas graficamente, colocando os respectivos acentos: boia - boa - doce - substitui-lo - reune - heroico - benção - parti-lo 13) (FAU Santos/SP) Assinale a alternativa correta: a) Não se deve colocar acento circunflexo em palavras como avo e bisavo, porque há palavras homógrafas com pronúncia aberta b) Não se deve colocar acento grave no a do contexto: Fui a cidade c) Não se deve colocar trema em palavras como tranquilo, linguiça, sequência d) Não se deve colocar acento circunflexo em palavras derivadas como o avozinho, o vovozinho e) O emprego do trema é facultativo
ortografia

17) (UFSCar-SP) Assinale a série em que todas as palavras estão acentuadas corretamente: a) idéia - urubú - suíno - ênclise b) bíceps - heróico - ítem - fóssil c) tênis - fôsseis - caíste - japonêsa d) fútil - hífen - ância - decaído e) epóia - tapête - órfã - ruína 18) (ITA-SP) Dadas as palavras 1) apóiam 2) baínha 3) abençoo constatamos que está (estão) corretamente grafada(s): a) apenas a apalavra nº 1 b) apenas a apalavra nº 2 c) apenas a apalavra nº 3 d) todas as palavras e) nenhuma das palavras 19) (UFSCar-SP) Estas revistas que eles .........., .......... artigos curtos e manchetes que todos ........... a) leem - tem - vêem b) lêm - têem - vêm c) lêem - têm - vêem d) lêem - têm - vêm e) lêm - tem - vêem 20) (FMT-SP) Eles .......... em tudo quanto ........... a) creem - leem b) crem - lem c) crêm - lêm d) crêem - lêem e) crêem - lêm

a) prejuízo - têxteis - reduzi-lo b) prejuizo - tésteis - reduzilo c) prejuizo - têxteis - reduzí-lo d) prejuizo - téxteis - reduzí-lo e) prejuízo - testis - reduzi-lo 15) (FCNSC-SP) As sílabas, ou erros de prosódia, são freqüentes no uso da língua. Assinale a alternativa onde não ocorre nenhuma silabada. a) Eis aí um prototipo de rúbrica de um homem vaidoso b) Para mim a humanidade está dividida em duas metades: a dos filântropos e a dos misantropos c) Os arquétipos de iberos são mais pudicos do que se pensa d) Nesse interim, chegou o médico com a contagem dos leucócitos e a cultura de lêvedos e) Ávaro de informações, segui todas as pegadas do éfebo 16) (ITA-SP) O acento gráfico das palavras pudico, interim, aerolito, aerodromo foi, aqui, caso ocorra, propositadamente eliminado. Quanto ao acento tônico, sua respectiva classificação é. a) paroxítona - paroxítona - paroxítona - paroxítona b) paroxítona - proparoxítona - proparoxítona - proparoxítona c) proparoxítona - proparoxítona - proparoxítona - proparoxítona d) paroxítona - proparoxítona - proparoxítona - proparoxítona e) paroxítona - oxítona - paroxítona - proparoxítona

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ortografia

14) (F.C.CHAGAS-PR) O ........era grande. Os exportadores de .......tentavam, inutilmente, .......

unidade Formação de palavras

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Onomatopéia
É a palavra que reproduz certos sons: reco-reco, teco-teco, coaxar.

Abreviação ou Redução
É a redução de palavras até o limite permitido pela compreensão: foto (fotografia), auto (automóvel), pornô (pornografia).
Observação: a) Não confundir abreviação com abreviatura, que é a redução na grafia de certas palavras, limitada, às vezes, à letra inicial: Sr., pág. b) Sigla é uma espécie de abreviatura, formada de iniciais ou primeiras sílabas das palavras de uma expressão que representa nome de instituição, partido, órgão, departamento, setor etc., devendo obedecer às regras ortográficas dos nomes comuns: IBGE, ONU, Telebrás

Em português as palavras são formadas por cinco processos: composição, derivação, onomatopéia, abreviação e hibridismo.

Composição
É a união de dois ou mais radicais para formar nova palavra. Há dois tipos: 1. Justaposição: os elementos da composição são postos lado a lado, sem alteração em sua estrutura: corre-corre, guarda-chuva, passatempo, terça-feira, girassol. 2. Aglutinação: os elementos da composição se fundem, com alteração de um deles: aguardente (água + ardente), planalto (plano + alto).

Derivação
formação de palavras

Hibridismo: é a palavra formada com elementos oriundos de línguas diferentes: sociologia (socio: latim; logia: grego), sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego). Neologismo: é toda palavra ou expressão de criação recente: telecomunicar, sambódromo. Freqüentemente ocorre na linguagem técnica, nos ditos estrangeirismos: air-bag, marketing, light.

1. Prefixal (ou prefixação): acréscimo de prefixo na nova palavra: INfeliz

DESleal

Questões de provas
1) (EFEI – MG) Dar quatro palavras cognatas de: a) poeira: b) passageiro: 2) (UF – PA) Todos os vocábulos são cognatos: a) dourado, auricular, ourives, áureo b) amor, amável, amigo, inimigo c) face, fácil, facilitar, difícil d) mudança, mudar, emudecer, imutável e) café, cafeteira, cafezinho, cafajeste 3) (Efoa – MG) Identifique a alternativa que contém a correspondência correta entre o composto de origem grega e o seu significado: a) anarquia = falta de cabeça b) aristocracia = governo dos plebeus c) teocracia = governo de religiosos;

2. Sufixal (ou sufixação): acréscimo de sufixo na nova palavra: felizMENTE lealDADE 3. Prefixal e sufixal: acréscimo de prefixo e sufixo na nova palavra, de modo que a palavra pode existir sem um dos afixos: INfelizMENTE DESlealDADE 4. Parassintética (ou parassintática): a palavra nova é obtida pelo acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo, de modo que a palavra não pode existir sem os afixos. Por parassíntese formam-se principalmente verbos: ENtristECER ENtardECER 5. Regressiva: obtém-se uma nova palavra por redução da palavra primitiva: comuna (comunista), boteco (botequim), japa (japonês), ataque (atacar), abalo (abalar). 6. Imprópria: é obtida pela mudança de classe gramatical da palavra primitiva, sem alterar a forma: jantar (substantivo) deriva de jantar (verbo), monstro (adjetivo) deriva de monstro (substantivo).

Observação:
a. Palavras primitivas são aquelas que servem como base para a formação de outra e que não foram formadas a partir de outro radical da língua: pedra, flor. b. Palavras derivadas são formadas a partir de outros radicais: pedreiro, floricultura.

d) oligarquia = governo de um pequeno grupo; e) plutocracia = governo exercido por estrangeiros.

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formação de palavras

É a formação de palavras pela anexação de afixos (prefixos e sufixos) à palavra primitiva. Há seis tipos:

4) (Unifor – CE) Identifique a alternativa em que todas as palavras são derivadas de um mesmo radical: a) homicídio, humanidade, homérico b) arteiro, artesão, artista c) biblioteca, livraria, livralhada d) popular, povoado, pobre e) prosador, prosaico, proscênio 5) (UFPE) Estabeleça a combinação dos radicais latinos das colunas I e II, de forma a construir termos que signifiquem: “quem vaga pela noite”, “o que traz o sono”, “quem assassina o irmão”, “o que quer o bem”, “o que é relativo ao campo”: 1) fratri 2) agri 3) bene 4) nocti 5) soni vago; fero; cida; volo; cola; d) 2, 4, 5, 1 e 3 e) 2, 5, 1, 3 e 4

9) (Fuvest – SP) Transcreva da relação a seguir os vocábulos cujos prefixos indiquem inferioridade ou posição inferior: sotopor, retroceder, supra-renal, sublingual, infravermelho, obstruir, hipodérmico, sobestar, hipertensão, périplo 10) (Mack – SP) Assinale a alternativa incorreta: a) Panteísmo significa o ato de comer indistintamente qualquer tipo de alimento b) Xenofobia significa horror a estrangeiros c) Sincrônico significa o que é relativo a fatos simultâneos d) Oligarquia significa o governo de poucos, pertencentes a um mesmo grupo e) Fotofobia significa horror à luz 11) (UFMT) Em “que infelizmente já havia morrido”, a palavra destacada é o resultado do acréscimo de um sufixo (-mente) à base (-infeliz), que já é o resultado do acréscimo do prefixo (-in) à base (feliz). Observe que houve mudanças significativas, tanto no acréscimo de (-in) quanto ao acréscimo de (-mente ), que são:
formação de palavras

A seqüência correta é: a) 5, 2, 3, 4 e 1 b) 4, 5, 1, 3 e 2 c) 1, 2, 3, 4 e 5
formação de palavras

6) (FUVEST – SP) Dos vocábulos da relação a seguir, transcreva apenas aqueles cujos prefixos indiquem privação, negação ou oposição: indicado, anarquia, aprimorar, península, amoral, antípoda, antediluviano, ateu, antigo, imberbe 7) (Unirio – RJ) Identifique a série em que os prefixos têm o mesmo significado: a) contradizer, antídoto b) desfolhar, epiderme c) decapitar, hemiciclo d) supercílio, acéfalo e) semimorto, perianto 8) (Mack – SP) Dê o significado dos prefixos das palavras em destaque nos seguintes períodos: a) O poeta elaborou um verso considerado o supra-sumo de seu entusiasmo poético b) Como um ser onipotente da atividade criadora, o artista inspirou-se numa poesia significativa de uma vida inteira c) Toda criação artística deve promanar das tendências subjetivas, intelectuais e sociais,

a) o prefixo e o sufixo alteram a classe gramatical da base feliz b) o prefixo e o sufixo alteram o significado e a classe gramatical da base feliz c) o prefixo e o sufixo alteram o significado da base feliz, mas somente o sufixo altera a classe gramatical; d) não há nenhuma alteração semântica na base feliz, somente mudança da classe gramatical e) o prefixo e o sufixo alteram o significado da base feliz, mas somente o prefixo altera a classe gramatical 12) (UFSM – RS) Considerando o processo de formação de palavras, assinale a alternativa que não apresenta as palavras formadas por derivação: a) anticomunista, escritor, comercial b) americano, ligação, ex-diretor c) tentativa, certamente, diário d) dedo-duro, homem, porta-voz e) informante, nazismo, material 13) (UCDB – MT) Os vocábulos exoticamente e ensinamentos são formados respectivamente por: a) derivação regressiva e derivação sufixal b) derivação sufixal e derivação prefixal c) derivação sufixal e derivação sufixal d) derivação parassintática e derivação prefixal e) derivação sufixal e derivação parassintática

para metamorfosear sons lingüísticos em fatos relacionáveis com a arte d) Embora o verso estivesse semiparalisado no mundo interior do poeta, a experiência consciente transformou-o numa autêntica realização artística

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14) (UF – SC) Identifique a(s) proposição (ões) verdadeira(s): a) Neologismo são palavras que pertencem à mesma família etimológica b) Galinha é o diminutivo de galo, assim como pateta é o aumentativo de pato c) O substantivo surfista é composto de dois radicais: surf-, de origem inglesa, e -ista, de origem portuguesa d) As desinências verbais indicam o número, a pessoa, o tempo e o modo do verbo e) Em lealdade, tem-se derivação sufixal; em descrever, tem-se derivação prefixal. 15) (FEI – SP) Identificar a alternativa que indica corretamente os processos de formação das palavras destacadas: I. Ao anoitecer, o planalto fica deserto. II. O raio ultravioleta provocou um ataque danoso ao material. a) derivação sufixal, justaposição, aglutinação b) parassíntese, aglutinação, derivação regressiva c) derivação prefixal, aglutinação, justaposição d) derivação prefixal e sufixal, justaposição, parassíntese e) parassíntese, justaposição, derivação regressiva

unidade Classe de palavras
Artigo

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1. Artigo é palavra que transforma qualquer classe gramatical em substantivo, indicandolhe o gênero (masculino/feminino) e o número (singular/plural): O andar (verbo = substantivo), o bem e o mal (advérbios = substantivo), o verde (adjetivo = substantivo). 2. O artigo definido (o, a, os, as) determina o substantivo de modo preciso. Designa um ser já conhecido do interlocutor: “Já falei com a mãe do rapaz.” (Ou seja, a mãe conhecida dos envolvidos no diálogo.) O artigo indefinido (um, uma, uns, umas) determina o substantivo de modo impreciso. Designa um ser ao qual não se fez menção anterior: “Já falei com uma mãe de aluno.” (Ou seja, uma mãe dentre tantas.) 3. Usa-se sempre artigo depois de ambos (e flexões): Recusou ambas as ofertas. 4. Nos superlativos relativos, o artigo pode aparecer antes ou depois do substantivo: Ela tem os olhos mais audaciosos. / Ela tem olhos os mais lindos.
classe de palavras

formação de palavras

5. Não se deve combinar preposição com artigo que inicia sujeito: Está na hora de a senadora se pronunciar. (A forma incorreta é: Está na hora da senadora se pronunciar.) [ Ver página 100]

Substantivo
1. O substantivo denomina os seres em geral: carro, sofá, duende, Deus, alegria. 2. Quando uma palavra qualquer vier precedida de artigo ou pronome, ela se transformará em substantivo: “Escutou um não retumbante da mãe.” “Fixe seu olhar na tela.” “O bem que ela me fez não tem preço.” (As palavras destacadas – não (advérbio), olhar (verbo) e bem (advérbio) –, por estarem acompanhadas de artigo e pronome, tornaram-se substantivos.)

Fixação:
Identifique os substantivos do seguinte trecho: Uma enorme baleia foi encontrada ontem na reserva biológica do Rio de Janeiro. Ela estava morta e mutilada, já que foi atacada por peixes e siris, que se aproveitaram do fato de ela estar imobilizada num banco de areia.

Flexões do substantivo
I - gênero
1. Os substantivos flexionam-se em masculino e feminino, e quanto às formas podem ser: biformes – apresentam duas formas vindas do mesmo radical: garoto - garota, tio – tia; heterônimos – apresentam radicais distintos: homem – mulher, bode – cabra; uniformes – apresentam a mesma forma para os dois gêneros. Esta última categoria

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pode ser classificada da seguinte forma: substantivos epicenos (referem-se a animais, e são invariáveis no artigo precedente, acrescentando as palavras macho e fêmea para distinção do sexo do animal: a onça macho - a onça fêmea; o jacaré macho), substantivos comuns de dois gêneros (o gênero é indicado pelo artigo precedente: o dentista, a dentista) e substantivos sobrecomuns (invariáveis no artigo precedente: a criança, a testemunha, o indivíduo). 2. Observe que macho e fêmea, apesar de serem adjetivos, não flexionam, ou seja, não se diz “pulga macha” ou “tatu fêmeo”. 3. Há substantivos que formam o feminino alterando o timbre da vogal tônica: avô - avó, formoso - formosa. 4. Existem substantivos que, conforme o gênero, apresentam significações diferentes: o grama - a grama, o rádio - a rádio.

5) Complete com O ou A:

a) ..... epígrafe b) ..... clã c) ..... sósia d) ..... derme e) ..... alface f) ..... milhar g) ..... libido h) ..... telefonema

i) ..... cal j) ..... suéter k) ..... lança-perfume l) ..... mármore m) ..... sentinela n) ..... bacanal o) ..... formicida p) ..... faringe

q) ..... hematoma r) ..... omoplata s) ..... saca-rolhas t) ..... atenuante u) ..... guarda-marinha v) ..... champanha w) ..... dó x) ..... comichão

6) Mude o que for necessário: a) A notícia foi divulgada pelo rádio local. b) A caixa estava nervosa atrás do balcão. c) Carlos era a cabeça do grupo. d) A lente dos óculos do lente de Francês quebrou. e) Sandra é a guia da excursão. II - número 1. Os substantivos apresentam singular e plural: flor - flores.
classe de palavras

Fixação: 1) Identifique os substantivos sobrecomuns:
a) chofer b) modelo c) manequim d) repórter e) carrasco f) gênio g) sentinela h) sósia i) vítima j) cônjuge k) fã l) indivíduo m) jornalista n) cliente o) espírita p) ajudante q) gerente r) modelo s) selvagem t) personagem u) elefante v) dentista w) pianista x) infante

classe de palavras

2. Os substantivos simples, para formar o plural, substituem a terminação em vogal ou ditongo oral por s; a terminação em ão, por ões, ães, e ãos; as terminações em s, r, e z, por es; terminações em x são invariáveis; terminações em al, el, ol, ul, trocam o l por is, com as seguintes exceções: mal (males), cônsul (cônsules), gol (gols); na terminação em il, é trocado o l por is (quando oxítono) ou o il por eis (quando paroxítono). 3. O verbo que se refere ao substantivo coletivo deve estar sempre no singular: “A multidão ficou assustada.” 4. Existem substantivos que mudam de significado quando mudam de número: bem (benefício) / bens (propriedades); vontade (desejo) / vontades (caprichos); féria (renda) / férias (descanso). 5. Os substantivos compostos flexionam-se da seguinte forma: A. Se os elementos são ligados por preposição, só o primeiro varia: mulas-sem-cabeça. B. Se os elementos são formados por palavras repetidas (reduplicações) ou por onomatopéia, só o segundo elemento varia, com exceção de corre-corre (corres-corres): empurraempurras, pingue-pongues, bem-te-vis. C. Somente os elementos originariamente substantivos, adjetivos e numerais variam: couvesflores, guardas-noturnos, amores-perfeitos, bem-amados, ex-alunos, primeiros-ministros, segundas-feiras. D. Substantivo usado como adjetivo fica invariável: palestra relâmpago, passeatas monstro. E. Se o segundo substantivo der a idéia de semelhança ou finalidade, só o primeiro flexiona: peixes-boi, sofás-cama, vales-transporte, homens-rã, canetas-tinteiro, decretos-lei.

2) Qual alternativa possui substantivos femininos? a) formicida, conde, poeta. b) cal, ênfase, guaraná. c) matinê, apêndice, imperador. d) barão, omoplata, caneta. e) derme, gênese, alface. 3) Identifique os substantivos comuns de dois gêneros: a) chofer b) colega c) cônjuge d) infante e) monge f) gênio g) sentinela h) cliente i) telefonema j) dinamite k) sargento l) indivíduo m) criatura n) gerente o) pianista p) saca-rolhas q) jornalista r) modelo s) garagem t) personagem u) fã v) dentista w) espírita x) selvagem

4) Passe para o feminino: a) O judeu era sonhador. b) O hortelão vivia em paz com os cidadãos locais. c) O embaixador era muito elegante. d) O tabelião recebia como um bom anfitrião. e) Um hóspede levou o cinzeiro do quarto.

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Observação Às vezes, torna-se difícil saber se o segundo elemento exerce realmente a função de finalidade ou semelhança. Portanto, recomenda-se a variação de ambos os elementos constituintes do substantivo composto: decretos-leis, peixes-bois.

A- Analítico: o substantivo é modificado por adjetivos que indicam sua proporção (rato grande, gato pequeno); B- Sintético: modifica o substantivo através de sufixos que podem representar, além de aumento ou diminuição, o desprezo ou um sentido pejorativo (no aumentativo sintético: gentalha, dramalhão), o afeto ou sentido pejorativo (no diminutivo sintético: amorzinho, jornaleco). 2- O aumentativo e o diminutivo podem ser regulares (com acréscimo dos sufixos ão/zão e inho/zinho: cabeção/pezão; cofrinho/cãozinho) e irregulares (com acréscimo de outros sufixos: cabeçorra/casebre). 3- Há casos em que o sufixo de aumentativo e diminutivo não dá nenhum dos dois graus: cartaz, cordão, folhinha (calendário).

6. Verbos, advérbios, prefixos e pronomes indefinidos não variam: ex-chefes, sempre-vivas, abaixo-assinados, os leva-e-traz, beija-flores. 7. Se o composto é formado por dois ou mais adjetivos, só o segundo varia: verde-claros, democrata-cristãos, luso-franco-brasileiros. 8. Arco-íris, louva-a-deus e cola-tudo são invariáveis: os arco-íris, os louva-a-deus e os colatudo.

Fixação:
1) Passe para o plural:
a) cônsul b) feira-livre c) réptil d) perde-ganha e) peixe-espada f) reptil g) troféu h) adeus i) guarda-sol j) quero-quero k) vulcão l) cidadão m) ítalo-francês n) cirurgião-dentista o) bumba-meu-boi p) salva-vida q) giz r) arroz s) hortelão t) capelão u) ave-maria v) alto-falante w) alto-mar x) gol

Fixação:
1) Dê o grau normal: a) versículo b) viela c) facalhão d) rochedo e) cruzeiro f) manápula g) célula h) glóbulo

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III - Flexão dos diminutivos
1- Para realizar o plural dos diminutivos dos substantivos, deve-se colocar a palavra primitiva no plural e retirar o s. Em seu lugar devemos pôr o sufixo zinho seguido da desinência s: papéis - s + zinho + s = papeizinhos.

Questões de provas
1) (BB) Mesma pronúncia de “bolos”: a) tijolos b) caroços c) olhos d) fornos e) rostos 2) (BB) Não varia no plural: a) tique-taque b) guarda-comida c) beija-flor d) pára-lama e) cola-tudo 3) (UM-SP) Aponte a alternativa em que haja erro quanto à flexão do nome composto: a) vice-presidentes, amores-perfeitos, os bota-fora b) tico-ticos, salários-família, obras-primas c) reco-recos, sextas-feiras, sempre-vivas d) pseudo-esferas, chefes-de-seção, pães-de-ló e) pisca-piscas, cartões-postais, mulas-sem-cabeças

Fixação:
1) Passe para o diminutivo plural: a) pão b) papel c) casal d) caminhão e) avião f) balão g) trator h) anzol

IV - grau
1- Os substantivos possuem três graus: normal, aumentativo e diminutivo, sendo esses dois últimos classificados em:

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4) (UF-PR) I - O cônjuge se aproximou. II - O servente veio atender-nos. III - O gerente chegou cedo. Não está claro se é homem ou mulher: a) no primeiro período b) no segundo período c) no terceiro período d) no primeiro e no segundo períodos e) no segundo e no terceiro períodos 5) (UM-SP) Em qual das alternativas colocaríamos o artigo definido feminino para todos os substantivos? a) sósia - doente - lança-perfume b) dó - telefonema - diabetes c) clã - eclipse - pijama d) cal - elipse - dinamite e) champanha - criança - estudante 6) (FMU) Os plurais álcoois, caracteres e anões, respectivamente de álcool, caráter e anão são:
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10) (Carlos Chagas) Assinale a alternativa em que as formas do plural de todos os substantivos se apresentam de maneira correta: a) alto-falantes, coraçãozinhos, afazeres, víveres b) espadas, frutas-pão, pé-de-moleques, peixe-bois c) vaivéns, animaizinhos, beija-flores, águas-de-colônia d) animalzinhos, vaivéns, salários-família, pastelzinhos e) guardas-chuvas, guarda-costas, guardas-civis, couves-flores 11) (TRE-MG) O elemento mórfico sublinhado não é desinência de gênero, que marca o feminino, em: a) tristonha b) mestra c) telefonema d) perdedoras e) loba 12) (UM-SP) Aponte a frase que não contenha um substantivo empregado no grau diminutivo: a) Coleciono corpúsculos significativos por princípios óbvios da minha natureza. b) Faça questiúnculas somente se forem suficientes para a formação de idéias essenciais. c) Os silvícolas optaram pelo uso da linguagem fundamental em gestos e expressões. d) O chuvisco contínuo de gracejos sentimentais perturba-me a mente cansada. e) Esses versículos poderão complicar sua relação com os visitantes de má política. 13) (UM-SP) Os femininos de monge, duque, papa e profeta são: a) monja, duqueza, papisa, profetisa b) freira, duqueza, papiza, profetisa c) freira, duquesa, papisa, profetisa d) monja, duquesa, papiza, profetiza e) monja, duquesa, papisa, profetisa 14) (UM-SP) Assinale o período que não contém um substantivo sobrecomum: a) Ele foi a testemunha ocular do crime naquela polêmica reunião. b) Aquela jovem ainda conserva a ingenuidade meiga e dócil da criança. c) A intérprete morreu mantendo-se como um ídolo indestrutível na memória de seus admiradores. d) As famílias desestruturam-se quando os cônjuges agem sem consciência. e) O pianista executou com melancolia e suavidade a sinfonia preferida pela platéia. 15) (UEPG-PR) Palavras que, originalmente diminutivos ou aumentativos, perderam essa acepção e se constituem hoje em formas normais, independentes do termo derivante: a) pratinho, papelzinho, livreco, barcaça b) tampinha, cigarrilha, estantezinha, elefantão c) cartão, flautim, lingüeta, cavalete d) chapelão, bocarra, vidrinho, martelinho e) palhacinho, narigão, beiçorra, boquinha

a) todos corretos b) todos incorretos c) corretos os dois últimos d) incorretos os dois últimos e) correto o primeiro e o último 7) (Uberlândia) Dentre os plurais de nomes compostos aqui relacionados, há um que está errado. Qual? a) escolas-modelo b) quebra-nozes c) chefes-de-sessões d) guardas-noturnos e) redatores-chefes 8) (ETF-SP) Assinalar a forma correta do plural de “O cristão vê, no cesto, apenas um peixinho e um pãozinho”: a) Os cristãos vêem nos cestos apenas uns peixinhos e uns pãezinhos. b) Os cristões vêm nos cestos apenas uns peixinhos e uns pãezinhos. c) Os cristãos vêm nos cestos apenas uns peixinhos e uns pãozinhos. d) Os cristãos vêem nos cestos apenas uns peixinhos e uns pãozinhos. e) Os cristães vêem nos cestos apenas uns peixinhos e uns pãozinhos. 9) (UFF) Assinale a única série de duplas singular-plural em que existe uma forma incorreta: a) cidadão - cidadões b) cônsul - cônsules c) projetil – projetis d) corrimão – corrimões e) olho-de-sogra - olhos-de-sogra

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Adjetivo
1- O adjetivo caracteriza um substantivo, atribuindo-lhe qualidade ou estado: café doce – café amargo – menino triste – menino alegre. 2- Como os substantivos, flexionam-se em gênero, número e grau.

III - Grau
1- Os adjetivos possuem três graus: normal, comparativo e superlativo. 1.1. Normal (qualidade simples): Luís é alto. 2- Comparativo (comparação entre seres): 2.1. de igualdade, determinado pelas locuções tanto...quanto, ...assim como..., tão...quanto, ...do mesmo jeito que...: André é tão alto quanto o irmão. 2.2. de superioridade, determinado pelas locuções mais...que ou mais...do que: Luís é mais inteligente que o irmão. 2.3. de inferioridade, determinado pelas locuções menos...que ou menos...do que: Luís é menos agressivo que o irmão. 3- Superlativo (qualidade ressaltada): 3.1. Absoluto (qualidade acima do comum): a. analítico: Luís é muito forte. b. sintético: Luís é fortíssimo. 3.2. Relativo (qualidade de um em relação a vários): a. de superioridade: Luís é o mais forte de todos. b. de inferioridade: Luís é o menos forte de todos. 4- Os adjetivos bom, mau, grande e pequeno possuem formas especiais para os graus comparativo e superlativo irregulares.

Flexões do adjetivo I - gênero
1- Os adjetivos dividem-se em dois grupos: uniformes (com uma única forma para o masculino e o feminino – funcionária esperta / funcionário esperto) e biformes (com duas formas para os dois gêneros – funcionário pedante / funcionária pedante). 2- Geralmente, para formar o feminino, os adjetivos levam a vogal a no final do adjetivo e, para formar o masculino, a vogal o: esperto/esperta. Há, claro, exceções, como no caso dos masculinos terminados em eu, que podem fazer o feminino em eia (plebeu/plebéia) ou em ia (judeu, judia).

II - número
1- Os adjetivos apresentam singular e plural: lindo - lindos.
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2- Os adjetivos compostos flexionam-se da seguinte forma: A. Só o último elemento vai para o plural: olhos verde-claros. (Exceção: surdos-mudos.) B. Quando se referirem às cores, ficam invariáveis caso o último elemento derive de um substantivo: olhos verde-água, vestidos vermelho-vinho. 3- Esse mesmo fenômeno ocorre com adjetivo simples: paredes salmão, vestidos laranja. 4- Azul-marinho e azul-celeste são invariáveis: camisas azul-marinho, blusas azul-celeste.

FLEXÃO ESPECIAL DE GRAU
NORMAL COMPARATIVO DE SUPERIORIDADE SUPERLATIVO

Fixação:
1) Ponha no plural: a) saia anil b) raio ultravioleta c) raio infravermelho d) terno cinza e) atitude vil f) recruta insensível g) caráter inflexível h) blusa abóbora i) camisa coral j) mulher surda-muda k) cãozinho fiel l) cirurgião inábil m) flâmula amarelo-ouro n) time tricolor o) time rubro-negro p) seleção alvi-negra BOM MAU GRANDE PEQUENO

Analítico mais bom mais mau mais grande mais pequeno

Sintético melhor pior maior menor

Absoluto ótimo/boníssimo péssimo/malíssimo máximo/grandíssimo/ grandessíssimo mínimo/mínimo/ pequeníssimo

Relativo o melhor o pior o maior o menor

Observação a. O uso de mais pequeno é correto: Luís é o aluno mais pequeno da sala. b. Mais grande, mais bom e mais mau só são aceitos quando se comparam qualidades de um mesmo ser: Luís é mais grande que forte. / Luís é mais bom que inteligente.

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Fixação:
1) Assinale as frases em que há erro quanto ao grau do adjetivo: a) É uma pessoa boníssima. b) O lucro é mais grande do que pensei. c) A empresa é mais grande que eficiente. d) O rapaz acabou criando uma caso seríssimo na empresa. e) Seu apartamento é mais bom que ruim. f) Ele é crudelíssimo com a esposa. g) Nossa! Ela está magérrima! h) A parede está asperíssima. 2) Dê o sentido de: a) simílimo b) tetérrimo c) salubérrimo d) nobilíssimo e) incredibilíssimo f) acérrimo g) humílimo h) nigérrimo
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3) Dê o adjetivo pátrio: a) Salvador b) El Salvador c) Panamá d) Estado de São Paulo e) Cidade de São Paulo f) Estado do Rio de Janeiro g) Cidade do Rio de Janeiro h) Buenos Aires

Questões de provas
1) (U-Uberlândia) Relativamente à concordância dos adjetivos compostos indicativos de cor, uma, dentre as seguintes, está errada. Qual? a) saia amarelo-ouro b) papel amarelo-ouro c) caixa vermelho-sangue d) caixa vermelha-sangue e) caixas vermelho-sangue 2) (EPCAR) Está mal flexionado o adjetivo na alternativa: a) Tecidos verde-olivas b) Festas cívico-religiosas c) Guardas noturnos luso-brasileiros d) Ternos azul-marinho e) Vários porta-estandartes 3) (UF-Uberlândia) Na sentença “Há frases que contêm mais beleza do que verdade”, temos grau: a) comparativo de superioridade b) superlativo absoluto sintético c) comparativo de igualdade d) superlativo relativo e) superlativo por meio de acréscimo de sufixo 4) (CFET-PR) Assinale a alternativa que contém o superlativo dos seguintes adjetivos: nobre, pobre, doce, amável, sagrado: a) nobérrimo, paupérrimo, docíssimo, amabilíssimo, sagradíssimo b) nobilíssimo, paupérrimo, dulcíssimo, amabilíssimo, sacratíssimo c) nobilíssimo, pobréssimo, docíssimo, amavelíssimo, sagradíssimo d) nobérrimo, paupérrimo, docérrimo, amabilíssimo, sagradíssimo e) nobilíssimo, pobríssimo, docíssimo, amavelíssimo, sagradíssimo

1- É a reunião de duas ou mais palavras com função de adjetivo. Geralmente são formadas por preposição + advérbio ou preposição + substantivo: jornal da noite (jornal noturno), homem de coragem (homem corajoso). 2- Nem sempre é possível substituir uma locução adjetiva por um adjetivo correspondente: muda de capim.

Adjetivo pátrio
1- Todo e qualquer adjetivo que dá idéia de lugar se diz adjetivo pátrio: carioca, capixaba, norueguês, angolano.

Fixação:
1) Identifique as locuções adjetivas: a) olho de vidro b) andar a pé c) bula do Papa d) uivos do lobo e) decisão do juiz 2) Substitua as locuções adjetivas por adjetivos equivalentes: a) caixa do tórax b) greve de professores c) produtos de leite d) unhas de fera e) época de ouro

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Locução adjetiva

5) (ITA) Especifique o que estiver totalmente correto (quanto ao grau): a) “cruíssimo” é o grau superlativo de “cruel” e de “cru” b) Muitas vezes o diminutivo tem valor depreciativo: mãezinha, papelucho, rapazelho, casulo, camisola c) Deixaram de ter valor de grau aumentativo ou diminutivo: portão, cordel, cafezinho, mocinho, pequenininho d) Em linguagem precisa são aceitáveis as expressões mais paralelo que, mais oval, redondíssimo. e) Em todas as alternativa há erros 6) (PUC) Adjetivo no grau superlativo relativo ocorre em: a) Acrescento que nada mais bonito existe do que um barco a vela b) E havia também as casas dos pobres do outro lado, construções muito admiráveis no ar c) O milagre da pobreza é sempre o mais novo e o mais cálido de todos os milagres d) O maior barco a vela seguia o caminho invisível do vento e) O domingo se aquietara, quando passou zunindo um automóvel vermelho 7) (UF-PR) As frases deverão ter suas lacunas preenchidas conforme o modelo: A lua não é constante - é inconstante. Assim:
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10) (Cesgranrio) Assinale a opção em que todos os adjetivos não se flexionam em gênero: a) delgado, móbil e forte b) oval, preto e simples c) feroz, exterior e enorme d) brilhante, agradável e esbelto e) imóvel, curto e superior 11) (UEPG-PR) A frase em que o adjetivo está no grau superlativo relativo de superioridade é: a) Estes operários são capacíssimos b) O quarto estava escuro como a noite c) Não sou menos digno que meus pais d) Aquela mulher é podre de rica e) Você foi o amigo mais sincero que eu tive 12) (FEI-SP) Assinale a alternativa errada quanto ao superlativo erudito: a) amargo - amaríssimo / cruel - crudelíssimo b) pobre - paupérrimo / livre - libérrimo c) negro - negríssimo / doce - dulcíssimo d) sagrado - sacratíssimo / feroz - ferocíssimo e) magro - macérrimo / nobre - nobilíssimo 13) (FATEC) Indique a alternativa em que não é atribuída a idéia de superlativo ao adjetivo: a) É uma idéia agradabilíssima b) Era um rapaz alto, alto, alto c) Saí de lá hipersatisfeito d) Almocei tremendamente bem e) É uma moça assustadoramente alta 14) (TRE-RJ) A alternativa em que o substantivo e o adjetivo composto formam o plural, respectivamente, como “além-mar” e “anglo-saxão” , é: a) furta-cor / verde-oliva b) alto-falante / surdo-mudo c) cola-tudo / sino-soviético d) guarda-civil / azul-marinho e) abaixo-assinado / vermelho-claro 15) “... o tupi-guarani, língua originalíssima, aglutinante, é verdade, mas a que o polissintetismo dá muitas feições de riqueza...”. Originalíssima é adjetivo no grau: a) absoluto analítico b) absoluto sintético c) relativo de superioridade d) comparativo de superioridade e) comparativo de igualdade

Apresentou uma redação sem mácula: uma redação ....... Um argumento sem defesa: um argumento ....... Aquela casa não é habitada: é ....... Meu amigo não tem habilidade: é ....... O rapaz não foi escrupuloso: foi ....... a) imaculada, indefensável, inabitável, inabilitado, desescrupuloso b) imaculável, indefensível, inabitável, inabilitado, desescrupuloso c) imaculada, indefensível, inabitada, inábil, desescrupuloso d) imaculável, indefensável, inabitável, inábil, inescrupuloso e) imaculada, indefensável, inabitada, inábil, inescrupuloso 8) (FMU) Nas orações: “Este livro é melhor do que aquele”; “Este livro é mais lido que aquele”, há os graus comparativos: a) de superioridade, respectivamente sintético e analítico b) de superioridade, ambos analíticos c) de superioridade, ambos sintéticos d) relativos e) superlativos 9) (São Judas) O plural de blusa verde-limão, calça azul-pavão e blusão vermelho-cereja é: a) blusas verde-limões, calças azul-pavões, blusões vermelho-cerejas b) blusas verde-limões, calças azul-pavões, blusões vermelhos-cerejas c) blusas verde-limão, calças azul-pavão, blusões vermelho-cereja d) blusas verde-limão, calças azuis-pavão, blusões vermelhas-cereja e) blusas verde-limão, calças azuis-pavão, blusões vermelho-cereja

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Pronome
1. O significado dos pronomes ocorre de acordo com as outras palavras do contexto. 2. Os pronomes são classificados em adjetivos (quando acompanham um substantivo – Este livro é caro.) ou substantivos (quando não acompanham um substantivo – Ele é caro.).

8. Com os chamados verbos causativos (deixar, fazer e mandar) e sensitivos (ouvir, sentir e ver), seguidos de infinitivo, o pronome oblíquo funciona como sujeito desse infinitivo: Deixei-o sair. / Mandei-a ir para casa mais cedo. / Ouvi-o reclamar de tudo. / Posso senti-los correr para cá.

I - Pessoal Reto e Pessoal Oblíquo
1. Os pronomes retos são eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas, e funcionam como sujeito. É importante ver que cada pronome pessoal reto possui seus respectivos pronomes pessoais oblíquos (ver esquema abaixo). Já os pronomes pessoais oblíquos se dividem em átonos e tônicos. O pronome tônico vem sempre acompanhado de preposição: “Eu sei o que cabe a mim fazer”.

Fixação:
1) Use eu ou mim: a) Ela não vai sair sem ........ b) Ela não vai sair sem ...... ir também. c) Não saia sem ...... avisar. d) Não há nada entre aquele rapaz e .......... e) Deixaram tudo para ..... fazer agora. 2) Substitua o termo destacado por um pronome oblíquo:

PRONOMES PESSOAIS PRONOME PESSOAL RETO eu tu ele, ela nós vós eles, elas PRONOME PESSOAL OBLÍQUO Átonos me te se, lhe, o, a nos vos se, lhes, os, as Tônicos mim, comigo ti, contigo si, consigo, ele, ela nós, conosco vós, convosco eles, elas, si, consigo

PESSOA Singular Plural 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª

a) Vou escrever um texto. b) Escreveram um texto. c) Escrevemos um texto. d) Carlos beijou a namorada. e) Fiz vários relatórios.

II - Tratamento
1. Entre os pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tratamento, utilizados para nos referir a uma pessoa, dependendo da sua área de ocupação, posição hierárquica ou classe social: Vossa Senhoria, Vossa Excelência, Sua Santidade, Senhora etc. 2. A gente: utilizar o substantivo gente associado ao artigo definido a remetendo a um grupo de pessoas é caracterizado como pronome de língua informal e sua conjugação se faz com verbo na terceira pessoa do singular. 3. Você é um pronome de uso coloquial popularizado. Tem como origem o pronome de tratamento Vossa Mercê, hoje em desuso, assim como vós. Embora com uso de tu, sua conjugação se faz pela terceira pessoa do singular. 4. Usa-se Vossa para a segunda pessoa, ou seja, com quem falamos, e Sua para a terceira pessoa, isto é, de quem falamos: Senhor juiz, V. Exª deseja falar? / S. Exa, o juiz, deseja falar. 5. Doutor não é forma de tratamento, e, sim, título acadêmico.
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2. Quando a ação da oração recai sobre o próprio sujeito que a praticou, aponta-se para o pronome oblíquo reflexivo: Ele se matou ontem. / Eu não me amo. Quando a ação é praticada simultaneamente entre os sujeitos, encontramos pronome oblíquo recíproco: Nós nos ajudamos muito. / Elas se beijaram. 3. Os pronomes oblíquos da terceira pessoa, se, si, consigo só deverão ser usados quando forem reflexivos: Ele se adora. / O professor trouxe as provas consigo. 4. Convosco e conosco são formas resultantes da combinação da preposição com e dos pronomes nós e vós. Caso haja palavra de reforço ou oração subordinada adjetiva, tais pronomes devem ser substituídos pela forma analítica: Queriam falar conosco. / Queriam falar com nós dois. / Saíram com nós, que éramos seus amigos. 5. Os oblíquos o, a (e flexões), precedidos de verbos terminados em r, s ou z , transformamse em lo, la, los, las: Amar+o = amá-lo / temos+as = temo-las / fez+os = fê-los. Se estiverem precedidos de formas verbais terminadas por ditongos nasais, assumem as formas no, na, nos, nas: Amaram + o = amaram-no / Dão+a = dão-na. 6. Às vezes, os pronomes oblíquos equivalem a possessivos, exercendo função sintática de adjuntos adnominais: Roubaram-me o livro = Roubaram o meu livro. 7. Quando precedidas de preposição, não se usam as formas retas eu e tu, mas as formas oblíquas mim e ti (Este segredo ficará entre mim e ti.). Entretanto, mesmo vindo precedidas de preposição, podem ser sujeitos de verbos no infinitivo (Deram o livro para eu ler.).

III - Possessivo
1. Os pronomes possessivos se referem às três pessoas do discurso, atribuindo-lhes a posse de alguma coisa. Flexionam-se em gênero e número, concordando com a coisa possuída, e em pessoa, concordando com o possuidor: A mãe chegou com o seu filho. / A mãe chegou com as suas filhas.

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PRONOMES POSSESSIVOS Pessoa Singular Plural 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª Singular Masc. meu teu seu nosso vosso seu Fem. minha tua sua nossa vossa sua Plural Masc. meus teus seus nossos vossos seus Fem. minhas tuas suas nossas vossas suas

IV - Demonstrativo
1- Indicam a posição do ser no espaço (em relação às pessoas do discurso) ou no tempo, ou dentro do próprio texto. Pronomes Demonstrativos primeira pessoa: este, esta, estes, estas, isto segunda pessoa: esse, essa, esses, essas, isso terceira pessoa: aquele, aquela, aquilo, aqueles, aquelas

2. O pronome seu antes de nomes próprios masculinos é redução de senhor: Seu Jorge. 3. O uso de seu e sua pode gerar ambigüidade: “O juiz encontrou o advogado em seu gabinete”. (Gabinete de quem: do juiz ou do advogado?) IV - Indefinido 1. Refere-se a substantivos de modo vago, impreciso ou genérico. Pode ser variável ou invariável: Pronomes indefinidos invariáveis: alguém, ninguém, tudo, nada, algo, outrem, cada.
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QUADRO ILUSTRATIVO DO USO DOS DEMONSTRATIVOS
Este / Isto Espaço Esse / Isso Aquele Tempo Este / Isto Esse / Isso Aquele Perto do falante (eu) Perto do ouvinte (tu) Longe do falante e do ouvinte Momento presente ou bem próximo do presente respeitada. Passado ou futuro muito distantes Pelé foi um dos grandes craques daquele ano. O que vai ser dito O que foi dito Anterior mais distante Paulo e Sandra: esta é professora, e aquele, Anterior mais próximo médico. Tenho esta mesma rotina: trabalhar e estudar. Trabalhar e caminhar: essa é a minha rotina. Este / Isto Esse / Isso Aquele e Este / Isto classe de palavras Passado ou futuro distantes Espero que nesse ano de 2014 a natureza seja Isto que carregamos pesa muito. Isso que você carrega deve pesar muito. Aquilo que ele carrega deve ser pesado. Neste século os EUA vivem uma crise econômica.

Pronomes indefinidos variáveis: todo, toda, um, uma, algum, alguma, nenhum, nenhuma, certo, certa, muito, muita, outro, outra, pouco, pouca, tanto, tanta, qualquer, quaisquer. 2. A disposição das palavras muda o sentido do contexto, assim como sua classificação: Certas pessoas falam muito alto. / Elas são as pessoas certas para falar alto. No primeiro caso certas é pronome indefinido; no segundo, adjetivo. 3. O pronome cada não deve aparecer isolado: As camisas custaram três reais cada uma. (E não: As camisas custaram três reais cada.). 4. Em frases negativas, algum (e flexões), quando posposto ao substantivo, equivale a nenhum (e flexões): Não tive dúvida alguma. 5. O indefinido todo, singular e perto de artigo, traduz a idéia de inteiro; sem artigo, significa qualquer: Todo o prédio foi pintado (o prédio inteiro). / Todo prédio foi pintado (qualquer prédio). 6. Quando esse mesmo pronome, no plural, estiver anteposto a um substantivo, deve vir acompanhado de artigo, exceto se vier antecedido de pronome: Todo o país sofre com a inflação. / Todos aqueles países sofrem com a inflação. 7. O pronome indefinido nenhum (e flexões) varia, desde que esteja anteposto ao substantivo: Não vi nenhuns problemas. Posposto ao nome, não varia: Não vi problemas nenhum.
Texto

2- A/O (e flexões) também são pronomes demonstrativos quando tiverem equivalência de aquela, aquele e aquilo: O (= aquilo) que ele disse é mentira. / A (= aquela) de vestido vermelho é a mais elegante. 3- Tal é demonstrativo quando significa este, esse, isto, aquele, aquilo: Tal (= esta) injúria não posso aceitar. 4- Tal e qual concordam com os termos a que se referem: Os meninos eram tais qual o pai. V - Relativo 1- O pronome relativo (qual, o qual – e flexões, cujo – e flexões, que, quanto – e flexões, onde) é em geral um pronome de dêixes anafórica, ou seja, um pronome que retoma algo já citado: Gostei muito do livro que me venderam (livro - que = o qual). 2- Assim como as conjunções, os pronomes relativos atuam como conectivos, ligando uma oração a outra. 3- O relativo cujo (e flexões) se relaciona com o termo antecedente (possuidor), embora concorde com termo consequente (possuído): O livro cujas páginas estão rasgadas custou caro.

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4- O relativo que pode gerar ambiguidade: Não conheço a mãe da criança que se acidentou. (Quem se acidentou: a mãe ou a criança?) 5- O relativo como, quando antecedido das palavras modo e maneira, equivale a pelo qual (e flexões): Falei com seu pai a maneira como vou escrever aquela carta. 6- Onde é pronome relativo quando puder ser substituído por em que: Essa é a rua onde (= em que) moro.

Questões de provas
1) (ACCESS – TRT) A substituição do termo grifado por um pronome pessoal está correta, de acordo com o nível culto, em: a) Cantaremos todas as canções. Cantaremos-las. b) Peço-te que não respondas aos mais velhos. Peço-te que não os respondas. c) Nós encontramos nossos amigos na reunião. Nós encontramos-os na reunião. d) Põe a cama no quarto. Põe-na no quarto. e) Vamos comprar os livros na cidade. Vamos comprar-los na cidade. 2) (UFRJ – TRF) Considerando a substituição da expressão grifada por um pronome oblíquo e as alterações propostas para a forma de tratamento do trecho a seguir, a opção em que a frase está correta é: “Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.” (SAINTEXUPÉRY) a) Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante. b) Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fê-la tão importante. c) Foi o tempo que perdestes com vossa rosa que fê-la tão importante. d) Foi o tempo que você perdeu com sua rosa que fê-la tão importante. e) Foi o tempo que você perdeu com tua rosa que a fez tão importante.
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Fixação:
1) Indique os pronomes relativos e os respectivos antecedentes. No caso de “cujo” e suas flexões, assinale o conseqüente. a) Ana chamou o menino que estava na rua. b) Onde você pôs aqueles óculos escuros que lhe mostrei ontem? c) Veja o ofício cujo conteúdo você desconhecia. d) Não encontrei o que ele queria. e) É essa a casa onde quero viver. f) A China, país cuja população cresce sem parar, enfrenta problemas. g) O livro de cujos princípios discordamos sumiu da estante. h) Esse restaurante onde costumo jantar serve pratos deliciosos. 2) Empregue, nas lacunas, o pronome relativo conveniente, precedido ou não de preposição. a) Ela tem três filhos __________ idades vão de 3 a 14 anos. b) Jorge, __________ pais morreram há vinte anos, saiu do Brasil. c) Sabe ________ eles moram? d) Esta é a tese __________ argumentações se inspirou para falar sobre política. e) Não foram poucos os perigos __________ nos livrou. f) Esse é o professor __________ queria apresentar à diretora. g) A chácara __________ ficamos fica em Miracema. h) A cidade __________ chegamos não tinha hotéis.

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3) (UFRJ – AUXILIAR JUDICIÁRIO) O item em que o antecedente do pronome relativo está corretamente indicado é: a) Agora mesmo está nas telas uma risonha Regina Duarte grata à confiança que a população deposita nos Correios. (que – Regina Duarte); b) O festival de autocongratulação consumiu boa parte dos 120 milhões de reais que o governo (só a administração direta) gastou no ano passado.(que – festival); c) Há muitas comparações que não deixam dúvidas sobre o que produz melhores resultados. (que – muitas); d) “ ... ou muito menos para anunciar a existência de uma Ouvidoria que acolhe queixas da população contra barbaridades policiais? (que – Ouvidoria): e) Basta dar uma espiada no panorama nacional, em que pululam temas para campanhas ... (que – espiada). 4) (Empasial – TJ-SP) Onde o pronome está erradamente empregado? a) fez + o = fê-lo b) diríamos + o = di-lo-íamos c) pondes + o = ponde-lo d) tem + no = tem-no e) diríeis + o = diríei-lo 5) (ACCESS – TRT) Se substituirmos as palavras sublinhadas em: 1. “ ... com a aprovação dos que presenciaram a cena ...”

VI - Interrogativo
1- Os pronomes interrogativos consistem em pronomes indefinidos (quem, que, qual, quanto e variações) com referência a pessoas e coisas, e são utilizados em perguntas diretas ou indiretas: Quem editou este artigo? (interrogativa direta) / Quero saber quem editou este artigo. (interrogativa indireta).
Observação Vale comentar o valor semântico do pronome com relação a dêixes (que quer dizer “apontar para”). Vimos até aqui que os pronomes se referem a outros elementos da frase. Assim, eles se dividem em dêixes anafórica – quando fazem referência a alguma idéia dita anteriormente – e dêixes catafórica – quando se reportam a algo que irá ser dito: Canetas, lápis e borracha: foram esses os materiais solicitados. (anáfora) / São estes os materiais solicitados: canetas, lápis e borracha. (catáfora)

2. “ ... a violência começa a gerar expectativas ...” por pronomes pessoais, as substituições corretas, de acordo com a norma culta, estarão na seguinte alternativa:
a) com a aprovação dos que presenciaram-na/a violência começa a as gerar b) com a aprovação dos que a presenciaram/a violência começa a gerar-lhes

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c) com a aprovação dos que presenciaram ela/a violência começa a gerar elas d) com a aprovação dos que a presenciaram/a violência começa a gerá-las e) com a aprovação dos que a presenciaram/a violência começa a gerar-las 6) (ACCESS – TRT) De acordo com a norma culta, há ERRO no emprego do pronome sublinhado em: a) Isto não é trabalho para eu fazer. b) Mandei-o entrar. c) O tempo traz consigo o esquecimento. d) Ao avarento não lhe peço nada. e) Vossa Excelência conseguiu realizar todos os vossos propósitos. 7) (FESP – AUXILIAR JUDICIÁRIO) “Deram-me, ontem, um novo endereço da loja.” “As referências desta loja não foram boas.” O pronome relativo que estabelece uma relação sintática entre os dois períodos, transformando-os num só, é: a) que b) cujas c) quais d) as quais
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11) (TÉCNICO JUDICIÁRIO) “ ... permitindo aos súditos de Sua Majestade Britânica ...” Que forma de tratamento abaixo está corretamente abreviada? a) Vossas Majestades – V. MM. b) Sua Senhoria – S. S. c) Vossa Magnificência – V. M. d) Vossa Alteza – V. Alt. e) Vossa Excelência – V. Exª 12) (FESP – TÉCNICO JUDICIÁRIO) O pronome lhe tem valor possessivo na seguinte alternativa: a) João lhe pediu desculpas. b) Admiro-lhe a inteligência penetrante. c) O porteiro entregou-lhe as cartas do inquilino. d) Depois da ameaça, o funcionário obedeceu-lhe. e) O chefe deu-lhe instruções precisas sobre o projeto. 13) (FESP – ATENDENTE JUDICIÁRIO) O pronome relativo foi usado erradamente na seguinte frase: a) Reconheceu as lojas, a qual lhe indicaram. b) Vê-lo feliz e radiante é tudo quanto desejo. c) Saberei hoje a sala onde farei prova. d) Senti, na hora, o que aconteceu. 14) (TAQUÍGRAFO LEGISLATIVO) Em: “É consenso nacional a necessidade de levar a educação formal e não formal a todos os brasileiros. O que se discute é como, em situação tão adversa, fazer isso: através de que meios e quais objetivos e propostas educacionais viabilizar primeiro.” O pronome sublinhado refere-se a um elemento presente anteriormente no texto: “ ... levar a educação formal e não formal a todos os brasileiros”. Diz-se que, nesse caso, o pronome tem valor dêitico. Em que item a seguir, a palavra sublinhada não tem esse mesmo valor? a) “É consenso nacional a necessidade de levar a educação formal e não formal a todos os brasileiros. O que se discute é como, em situação tão adversa, fazer isso: através de que meios e quais objetivos e propostas educacionais viabilizar primeiro. Os meios de comunicação e as novas tecnologias da informação, sem dúvida têm um papel a desempenhar aí.” b) “Assim como o relógio e a máquina a vapor mudaram a vida das pessoas nos séculos XVII e XVIII, alterando completamente a relação que elas tinham com o tempo, ...” c) “Assim como o relógio e a máquina a vapor mudaram a vida das pessoas nos séculos XVII e XVIII, alterando completamente a relação que elas tinham com o tempo, interferindo na organização de seus afazeres diários, ...” d) “As salas de aula estão cheias de crianças e jovens que passam boa parte de seu tempo em contacto com mundos diversos que chegam a eles através dos noticiários ...” e) “Não há receitas mágicas que respondam e indiquem a fórmula para resolver tais questões. No entanto, acumulou-se certa experiência para sabermos quais caminhos não deveriam ser tomados.”

a) Nada houve entre eu e você. b) Empreste o livro para eu ler. c) É hora de eles voltarem. d) Deixe-os entrar. e) Basta-me a terra. 9) (FESP – AUXILIAR JUDICIÁRIO) Das alternativas abaixo, a que contém erro na substituição do que está sublinhado pelo respectivo pronome pessoal, mantida a mesma colocação, é: a) “Na favela, tal como está organizada, reproduz-se semelhante estrutura.”/reproduz-se ela; b) “A favela, em seu arcabouço constituinte, reproduz o sistema de produção.”/reprodu-lo; c) “De seus becos e labirintos emergem os poderosos.”/emergem-nos; d) “ ... uma vez que tal medida implicaria transformações sociais lesivas ao egoísmo do establishment ...”/implicá-las-ia; e) “Os poderes vigentes entregam a favela a Zaca.”/entregam-lha. 10) (FESP – AUXILIAR JUDICIÁRIO) “ ... temo que ela possa servir mais como bandeira política ...” Transformando-se a expressão verbal da passagem acima e acrescentando-se o pronome oblíquo “lhe”, a construção inaceitável segundo a norma culta brasileira é: a) ... que ela devesse-lhe poder servir b) ... que ela devesse poder-lhe servir c) ... que ela devesse poder servir-lhe d) ... que ela lhe devesse poder servir e) ... que ela devesse poder lhe servir

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8) (ACCESS - TRT) De acordo com a norma culta, há ERRO no uso do pronome pessoal sublinhado em:

Numeral
1- Numeral é uma palavra (ou expressão) que exprime número, número de ordem, múltiplo ou fração, podendo ser classificado como cardinal, ordinal, multiplicativo ou fracionário. 2- Os numerais que indicam milhões, bilhões etc. são invariáveis em gênero. 3- Os numerais coletivos são aqueles que indicam uma quantidade específica de um conjunto de seres ou objetos. São termos variáveis em número e invariáveis em gênero: dúzia(s), milheiro(s), milhar(es), dezena(s), centena(s), par(es), década(s), grosa(s). 4- Na linguagem jurídica diz-se: A folhas vinte e uma. / A folhas quarenta e duas.

E) Futuro do presente (ação vindoura encerrada antes de outra também futura): Quando ele começar, eu já terei falado. F) Futuro do pretérito (ação condicionada a outra ação passada): Se eu soubesse, não teria falado. Modo Subjuntivo Tempos simples A) Presente (ação duvidosa, hipotética): Provavelmente eu fale. B) Pretérito imperfeito (ação passada duvidosa, hipotética): Se eu falasse, tudo se resolveria. C) Futuro (ação futura duvidosa, hipotética): Quando eu falar, sai de baixo! Tempos compostos: ter ou haver + particípio regular A) Pretérito perfeito (ação passada, provavelmente concluída): Acho que eu já tenha falado tudo. B) Pretérito mais-que-perfeito (ação passada anterior a outra e provável): Se eu tivesse falado, tudo mudaria.
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Verbo
1- Os verbos têm as seguintes flexões: • Número: singular e plural. • Pessoa: primeira (emissor), segunda (receptor), terceira (mensagem). • Modo: indicativo, subjuntivo, imperativo, além das formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio). • Tempo: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente, futuro do pretérito.
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2- Tempos e Modos Modo Indicativo Tempos simples A) Presente (ação ocorre no momento atual): Hoje eu falo. B) Pretérito perfeito (ação passada concluída): Ontem eu falei. C) Pretérito imperfeito (ação passada não-concluída): Antigamente eu falava. D) Pretérito mais-que-perfeito (ação passada anterior a outra também passada): Eu falara, quando ela silenciou. E) Futuro do presente (ação vindoura): Amanhã eu falarei. F) Futuro do pretérito (ação futura posterior e hipotética a outra ação passada): Ele assegurou que falaria. Tempos compostos: ter ou haver + particípio regular A) Não existe presente composto. B) Pretérito perfeito (ação iniciada no passado, continuada no presente): Tenho falado sobre isso. C) Não existe pretérito imperfeito composto D) Pretérito mais-que-perfeito (ação passada anterior a outra também passada): Eu tinha falado, quando ela silenciou.

C) Futuro (ação futura concluída e provável): Quando eu tiver falado, veja como reagirão.

Modo Imperativo PESSOAS tu você nós vós vocês
Observação 1) Não existe primeira pessoa do singular. 2) A segunda pessoa do singular e a segunda pessoa do plural vêm do presente do indicativo, perdendo o”s” final. 3) A terceira pessoa do singular, a primeira pessoa do plural e a terceira pessoa do plural vêm do presente do subjuntivo, sem sofrer alterações. 4) O verbo ser segue uma formação distinta: sê tu, sede vós. 5) Verbos terminados em zer/zir podem perder o e final na segunda pessoa do singular do imperativo afirmativo: dize/diz (tu), conduze/conduz (tu).

INDICATIVO falas

IMPERATIVO AFIRMATIVO fala fale falemos

SUBJUNTIVO fales fale falemos faleis falem

IMPERATIVO NEGATIVO não fales não fale não falemos não faleis não falem

falais

falai falem

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3- As formas nominais do verbo (infinitivo, gerúndio e particípio) não apresentam flexão de tempo e modo. Recebem esse nome por serem tomadas como substantivos (O andar dela é elegante.), adjetivos (É um caso perdido.) e advérbios (Recebeu o elogio chorando.). • Infinitivo: indica a ação propriamente dita, desempenhando função semelhante a substantivo: É preciso falar de tudo. (O infinitivo é reconhecido pela terminação r). • O infinitivo pode apresentar algumas vezes flexão em pessoa, constituindo assim duas formas possíveis: o infinitivo pessoal e o infinitivo impessoal: É melhor falarmos tudo agora. (infinitivo pessoal, com sujeito nós implícito). Falar é muito bom. (infinitivo impessoal). • O gerúndio indica uma ação em andamento, um processo verbal ainda não finalizado. Pode ser usado em tempos verbais compostos ou sozinho, quando adquire uma função de advérbio: Estamos falando de verbo. / Falando desse jeito, nada dará certo (gerúndio sozinho com função de advérbio). O gerúndio é reconhecido pela terminação ndo. • O particípio indica uma ação já acabada, finalizada, adquirindo uma função parecida com a de um adjetivo ou advérbio: Falado assim, não tenho como contra-argumentar. O particípio regular é reconhecido pela terminação do, e o particípio irregular não possui terminação que o caracterize: imprimido/impresso, anexado/anexo. • São exclusivamente irregulares: aberto, coberto, dito, escrito, feito, ganho, gasto, visto.
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• Intransitivos: não necessitam de complemento para ter noção na frase (andar, sair). • Ligação: no lugar de ações, designam estado ou qualidade. Ligam o sujeito ao predicativo: ser, estar, parecer, permanecer, continuar, andar, tornar-se, ficar, viver, virar. • Impessoais: denotam ações involuntárias: chover, anoitecer, nevar, haver (= existir). 9- Voz é a categoria verbal da qual se marca a relação entre o verbo e seu sujeito. Essa relação pode ser de atividade, passividade ou ambas. Ou seja, voz verbal é a flexão do verbo que indica se o sujeito pratica, ou recebe, ou pratica e recebe a ação verbal. • Voz ativa indica que o sujeito pratica ou participa da ação verbal. O sujeito é agente: Os cidadãos exigem respeito. • Voz passiva indica que o sujeito recebe a ação verbal. O sujeito é paciente: Respeito é exigido pelos cidadãos. * Passiva analítica ou verbal: é formada por verbo auxiliar ser ou estar, verbo principal no particípio, formando locução verbal passiva e agente da passiva: Respeito é exigido pelos cidadãos. * Passiva sintética ou pronominal: é formada por verbo transitivo direto e pronome se (partícula apassivadora): Vendem-se casas. (ou seja, casas são vendidas). • Voz reflexiva indica que o sujeito pratica a ação sobre si mesmo: Ela se admira no espelho. • Voz reflexiva recíproca indica que dois elementos como sujeito praticam a ação um sobre o outro: Os alunos se cumprimentaram.
Observação 1) Para admitir flexão de voz, o verbo precisa ser transitivo direto ou transitivo direto e indireto. 2) Para passar a voz ativa para a passiva e vice-versa, devemos proceder da seguinte maneira: A) O sujeito da voz ativa passará a ser o agente da passiva. B) O objeto direto da ativa passará a ser sujeito da passiva. C) Na passiva, o verbo ser estará no mesmo tempo e modo do verbo transitivo direto da ativa. D) Na passiva, o verbo transitivo direto ficará no particípio.

4- O infinitivo flexionado (também chamado de infinitivo pessoal) ocorre nos seguintes casos: • Com sujeito exclusivo: Trarei o texto para lermos. / Fez tudo para reclamardes. • Para indeterminar o sujeito: Farei tudo para me indicarem. • Regido de preposição, pode flexionar ou não: Faremos tudo para vencer/vencermos. • Após os verbos causativos (mandar, deixar, fazer) e sensitivos (ver, ouvir ou sentir): Mandei os alunos ficar/ficarem. Deixei os livros cair/caírem. Ouvi os carros rodar/rodarem. 5- Na forma rizotônica do verbo, a sílaba tônica fica na raiz, radical (rizo): amar = am-o. Na arrizotônica, a tonicidade concentra-se fora do radical: amar = am-amos. 6- Os verbos terminados em ear são irregulares, e os finalizados por iar são regulares, com exceção de mediar, remediar, incendiar e odiar. 7- Locução verbal é formada por um verbo auxiliar (conjugado) + verbo principal (no infinitivo, gerúndio ou particípio). A locução constitui um todo, os verbos auxiliares apenas indicam as flexões: Estou falando. / Comecei a falar. Nela se enquadram os tempos compostos, que são formados pelos verbos auxiliares ter ou haver, seguidos do particípio do verbo que se quer conjugar. 8- Quanto à transitividade ou predicação, os verbos são classificados em: • Transitivos: necessitam de complemento para ter noção na frase, podendo ser diretos (não exigem auxílio de preposição – dar, vender) ou indiretos (exigem preposição – necessitar, acreditar).

Fixação: 1) Marque a(s) opção(ões) em que a locução verbal apresente voz passiva analítica: a) A cirurgia foi realizada rapidamente b) Fizeram-se todos os processos c) Vou datilografar as cartas d) As cartas foram datilografadas hoje e) Saí cedo 2) Assinale a alternativa que, transformada a frase em ativa ou passiva, substitui corretamente a forma verbal grifada. A - Não se faz mais carro como antigamente. a) têm feito b) foi feito c) será feito d) é feito e) fazem

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• O particípio regular é usado com os auxiliares ter e haver (tinha tingido) e o irregular com ser, estar, ficar (está tinto).

B. Sabia que os livros me seriam enviados por ele na data marcada. a) foram enviados b) foi enviado c) enviaria d) enviará e) enviariam

5) (FMU) Leia a seguinte passagem na voz passiva: “O receio é substituído pelo pavor, pelo respeito, pela emoção ...” Se passarmos para a voz ativa, teremos: a) O pavor e o respeito substituíram-se pela emoção e o receio. b) O pavor e o receio substituem a emoção e o respeito. c) O pavor, o respeito e a emoção são substituídos pelo receio. d) O pavor, o respeito e a emoção substituem-se. e) O pavor, o respeito e a emoção substituem o receio. 6) (SANTA CASA) Os mesários .......-se de votar, mas não ....... dispensa. Se você os ......., peça que venham aqui imediatamente. a) absteram - requereram - vir b) absteram - requiseram - ver c) abstiveram - requereram - vir d) abstiveram - requereram - ver e) abstiveram - requiseram - ver 7) (PUC) Uma das alternativas abaixo está errada quanto à correspondência no emprego dos tempos verbais. Assinale qual é esta alternativa: a) Porque arrumara carona, chegou cedo à cidade. b) Se tivesse arrumado carona, chegaria cedo à cidade. c) Embora arrume carona, chegará tarde. d) Embora tenha arrumado carona, chegou tarde. e) Se arrumar carona, chegaria cedo à cidade. 8) (SANTA CASA) Transpondo para a voz ativa a frase: “Os ingressos haviam sido vendidos com antecedência”, obtém-se a forma verbal: a) venderam b) vendeu-se c) venderam-se d) haviam vendido e) havia vendido 9) (SANTA CASA) Transpondo para a voz passiva a frase: “Eu estava revendo, naquele momento, as provas tipográficas do livro”, obtém-se a forma verbal: a) ia revendo b) estava sendo revisto c) seriam revistas d) comecei a rever e) estavam sendo revistas
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Questões de provas
1) (FTU) “Pensemos no avião, pensemos no caminhão, pensemos no navio, mas não esqueçamos o trem.” Das alterações feitas no final da frase acima, a inaceitável, por apresentar a forma verbal em modo ou tempo diferente do da forma em negrito, é: a) mas não receemos o trem b) mas não nos riamos do trem c) mas não renunciemos ao trem d) mas não descreiamos do trem e) mas não nos olvidamos do trem 2) (TFT-MA) “se a queremos legítima.” Das alterações feitas na passagem ao lado, a que tem erro de flexão verbal é: a) se virmos sua legitimidade b) se propormos sua legitimidade c) se reouvermos sua legitimidade d) se mantivermos sua legitimidade e) se requerermos sua legitimidade 3) (CESESP-PE) Assinale a alternativa que estiver incorreta quanto à flexão dos verbos: a) Ele teria pena de mim se aqui viesse e visse o meu estado. b) Paulo não intervém em casos que requeiram profunda atenção. c) O que nós propomos a ti, sinceramente, convém-te. d) Se eles reouverem suas forças, obterão boas vitórias. e) Não se premiam os fracos que só obteram derrotas. 4) (CESGRANRIO) Assinale a opção que não completa corretamente as lacunas da frase abaixo: Quando os convidados da comadre ....... Leonardo ....... para dançar o minuete da corte. a) chegarem - teve de chamá-los b) tivessem chegado - teve de chamá-los c) chegaram - foi chamá-los d) chegassem - haveria de chamá-los e) tiverem chegado - deverá chamá-los

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10) (UF-PB) Transpostos para a voz passiva, os verbos do texto “Que miragens vê o iluminado no fundo de sua iluminação? (...) E por que nos seduz a ilha?” (Carlos Drummond de Andrade), assumem, respectivamente, as formas: a) eram vistas e somos seduzidos b) são vistas e fomos seduzidos c) foram vistas e somos seduzidos d) são vistas e somos seduzidos e) foram vistas e fomos seduzidos 11) (PUC) No trecho: “Agora vire a página e olhe o anjo que ele possuiu, veja esta mantilha sobre este ombro puro (...)”, alterando-se o sujeito dos verbos destacados para tu e depois nós, teríamos a seguinte modificação das formas verbais: a) vira, olhe, vê / viremos, olhamos, vemos b) vire, olhe, veja / viremos, olhemos, vejamos c) vira, olha, vês / viramos, olhamos, vemos d) viras, olhas, vês / viramos, olhamos, vemos e) vira, olha, vê / viremos, olhemos, vejamos 12) (FAAP) Assinale a resposta correspondente à alternativa que completa corretamente os espaços em branco: Não ...... . Você não acha preferível que ele se ....... sem que você o .......? a) interfere - desdiz - obriga b) interfira - desdisser - obrigue c) interfira - desdissesse - obriga d) interfere - desdiga - obriga e) interfira - desdiga - obrigue 13) (FAAP) “Os infantes não chegariam lá, ou, se chegassem, seria a duras penas ...” As formas verbais compostas correspondentes às formas simples destacadas são, respectivamente: a) tinha chegado - tivessem chegado b) não há - tinha chegado c) teriam chegado - têm chegado d) terão chegado - tivessem chegado e) teriam chegado - não há 14) (PUC) Assinale a alternativa que traga indicativo de ação do sujeito: a) Passavam cestas para a feira do Largo do Arouche. b) Carrocinhas de padeiro derrapavam nos paralelepípedos. c) A Aída levantou-se ... d) Garoava na madrugada roxa. e) Padre Nosso, que estais no céu ...

15) (DASP) Assinale a única alternativa que contém erro na passagem da forma verbal, do imperativo afirmativo para o imperativo negativo: a) parti vós - não partais vós b) amai vós - não ameis vós c) sede vós - não sejais vós d) ide vós - não vais vós e) perdei vós - não percais vós 16) (EEAER) Para completar corretamente as frases: .......... (pôr - imperativo afirmativo) mais atenção no que você faz. .......... (pôr - imperativo afirmativo) mais atenção no que tu fazes. .......... (pôr - imperativo afirmativo) mais atenção no que vós fazeis. .......... (requerer - primeira pessoa do singular do presente do indicativo) licença. a) ponha, põe, ponde, requeiro b) ponhas, põe, ponde, requeiro c) ponde, ponde, punhas, requero d) ponhe, ponde, punhas, requero e) n.d.a
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17) (UFF) Das frases que seguem, uma traz errado o emprego da forma verbal. Assinale-a: a) Cumpre teus deveres e terás a consciência tranqüila. b) Suporta-se com paciência a cólica do próximo. c) Nada do que se possui com gosto se perde sem desconsolação. d) Não voltes atrás, pois é fraqueza desistir-se da empresa começada. e) Dizia Rui Barbosa: “Fazei o que vos manda a consciência, e não fazei o que vos convém aos apetites.” 18) (DIREITO DE CURITIBA) Indique a seqüência abaixo que preenche corretamente as lacunas das orações abaixo: 1. .......... o que te mandou o diretor. 2. .......... à festa assim que você estiver pronta. 3. .......... alguma coisa em sua própria defesa. 4. .......... alguma coisa, em tua própria vantagem. 5. .......... . Todos nós vos pedimos. a) Faça, Venha, Dize, Diga, Partai b) Faze, Vem, Diga, Dize, Parti c) Faze, Vinde, Dize, Diga, Parti d) Faça, Vem, Diga, Dizei, Parta e) Faze, Venha, Diga, Dize, Parti 19) (UNIMEP-SP) “Não fales! Não bebas! Não fujas!” Passando tudo para a forma afirmativa, teremos: a) Fala! Bebe! Foge! b) Fala! Bebe! Fuja! c) Fala! Beba! Fuja! d) Fale! Beba! Fuja! e) Fale! Bebe! Foge!

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20) (CARLOS CHAGAS) Para que você ............ isso, precisa ser ambicioso; quem ............ sem que ............, certamente é ambicioso. a) deseja - deseja - estima b) deseje - deseja - estime c) deseje - deseja – estima d) deseja - deseje – estime e) deseje - deseje - estima 21) (OBJETIVO) Dos verbos seguintes, assinale o único que não apresenta duplo particípio: a) abrir b) imprimir c) eleger d) morrer e) enxugar 22) (ESAF) Os verbos das orações “ao prestar-nos as informações que lhe solicitamos” são, respectivamente: a) transitivo direto e indireto, transitivo indireto b) transitivo indireto, transitivo direto e indireto c) ambos transitivos indiretos d) ambos transitivos diretos e) ambos transitivos diretos e indiretos 23) (PUC) Trazendo-os é o gerúndio do verbo trazê-los. Nas formas abaixo, do imperativo, assinale a única incorreta: a) traze-os tu b) traga-os você c) tragamo-los nós d) trazei-los vós e) tragam-nos vocês 24) (FARIAS BRITO) “Um prólogo a um livro de versos é cousa que se não lê, e quase sempre com razão.” (Sílvio Romero) O verbo “lê”: a) está na voz passiva e seu sujeito é “que” b) está na voz ativa, seu sujeito é “cousa” e seu objeto direto é “versos” c) está na voz reflexiva, e o sujeito “versos” pratica e recebe a ação, ao mesmo tempo d) sugere reciprocidade de ação, pois há troca de ações entre os “versos” e quem os lê e) funciona acidentalmente como verbo de ligação, com predicativo oculto 25) (FUVEST) “... e antes nunca houvesse aberto o bico...”; “Assim da tua vanglória há muitos que se ufanam.” Nestas passagens, o verbo haver é, respectivamente: a) auxiliar e auxiliar b) auxiliar e impessoal c) impessoal e impessoal d) principal e auxiliar e) principal e impessoal

Advérbio
1- O advérbio, classe gramatical que dá circunstância ao verbo, adjetivo e a outro advérbio, não apresenta flexão de gênero e número: Ela fala muito. Ela é muito esperta. Ela escreve muito bem. 2- Locução adverbial é um conjunto de palavras – geralmente introduzidas por uma preposição – que exerce a função de advérbio: à vista, às pressas, à toa, às cegas, às escuras, às vezes, de quando em quando, de vez em quando, à direita, à esquerda, em vão, frente a frente, de repente, de maneira alguma etc. 3- Podemos classificar os advérbios da seguinte forma, segundo sua circunstância: • afirmação: sim, realmente, certamente, verdadeiramente, com certeza, de fato, efetivamente, deveras etc. • negação: Não, absolutamente, tampouco, de modo algum, de forma alguma etc. • dúvida: Talvez, possivelmente, provavelmente, hipoteticamente, quiçá etc. • tempo: ontem, anteontem, hoje, agora, atualmente, amanhã, futuramente, posteriormente, semanalmente, eventualmente, sempre etc. • lugar: aqui, lá, cá, aí, perto, longe, abaixo, acima, dentro, fora, além, adiante, em cima, ao lado, à direita, à esquerda, alhures (= em outro lugar) etc. • modo: rapidamente, tristemente, loucamente (a maioria terminada em “mente”) etc. • intensidade: muito, pouco, bastante, suficiente, demais, assaz, menos, tão, de todo etc.
Observação As palavras nunca e jamais podem servir de advérbios temporais ou de negação, dependendo do contexto em que se inserem. classe de palavras

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4- A única flexão para o advérbio é a de grau, mas ela só ocorre com as circunstâncias de quantidade, de lugar e de modo. • Superlativo: aumenta a intensidade: longe - longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente - inconstitucionalissimamente, etc. • Diminutivo: diminui a intensidade: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar - devagarinho, etc. 5- Melhor e pior são as formas irregulares do grau comparativo dos advérbios bem e mal. Porém, se estão juntos de adjetivos ou particípios, usam-se as formas mais bem e mais mal: Ele está melhor. Ele está pior. O seu trabalho está mais bem-feito que o meu. 6- As palavras muito, pouco e tanto, além de advérbios, também podem ser pronomes indefinidos. Se puderem variar em gênero ou número, a classificação será a de pronome indefinido; caso contrário, advérbio: Ela está muito preocupada. / Ela tem muitas preocupações. Fixação: 1) Identifique os advérbios das frases e classifique-os: a) A abertura da Copa não foi transmitida ao vivo. b) Ontem, fiz tudo aquilo de propósito. c) Realmente, nunca a via tão triste. d) Todos falavam ao mesmo tempo naquela casa. e) Fale mais alto. f) Na África se morre de fome. g) O Brasil jogou muito mal. h) Ando de táxi.

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Preposição
1- Preposição é uma classe gramatical invariável que liga substantivo a substantivo, verbo a substantivo, substantivo a verbo, adjetivo a substantivo, advérbio a substantivo etc.: O paciente da ala três precisa de cuidados. Veja que a preposição da faz a conexão entre o substantivo paciente e o substantivo ala, e de liga o verbo precisa ao substantivo cuidados. O termo antecedente à preposição é denominado regente, e o que a sucede, regido. Portanto, paciente e precisa são os elementos regentes; ala três e cuidados, elementos regidos. 2- As preposições classificam-se em essenciais, ou seja, que só funcionam como preposição (ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, exceto, para, perante, por, salvo, segundo, sem, sob, sobre, trás), e acidentais, quer dizer, que passaram a ser preposições, mas são provenientes de outras classes gramaticais (durante, afora, menos, salvo, conforme, exceto, como, que etc.). 3- As locuções prepositivas são duas ou mais palavras que funcionam como preposições: graças a; para com; dentro de; em frente a; perto de; por entre; de acordo com; em vez de; apesar de; a respeito de; junto de; por cima de; em cima de; acerca de; a fim de; apesar de; através de; de acordo com; em cima de; em vez de; junto de; para com; à procura de; à busca de; à distância de; além de; antes de; depois de; à maneira de; junto a; a par de; entre outras. Note que o último componente da locução é uma preposição. 4- Contração é a junção de algumas preposições com outras palavras, com perda de fonema: do (de + o), neste (em + este). Preposição de • com artigo definido: de + o(s) = do(s) de + a(s) = da(s) • com artigo indefinido: de + um = dum de + uns = duns de + uma(s) = duma(s) • com pronome pessoal: de + ele(s) = dele(s) de + ela(s) = dela(s) • com pronome indefinido: de + outro(s) = doutro(s) de + outra(s) = doutra(s) • com advérbio: de + aqui = daqui de + aí = daí de + ali = dali

Preposição em

• com artigo definido:

em + o(s) = no(s) em + a(s) = na(s) em + um = num em + uns = nuns em + uma(s) = numa(s)

• com pronome demonstrativo:

• com pronome indefinido:

em + outro(s) = noutro(s) em + outra(s) = noutra(s)

em + este(s) = neste(s) em + esta(s) = nesta(s) em + esse(s) = nesse(s) em + essa(s) = nessa(s) em + aquele(s) = naquele(s) em + aquela(s) = naquela(s) em + isto = nisto em + isso = nisso em + aquilo = naquilo

Preposição a
• com artigo definido: a + a(s) = à(s) • com pronome demonstrativo: a + aquele(s) = àquele(s) a + aquela(s) = àquela(s) a + aquilo = àquilo

Preposição por
• com artigo definido ou pronome: por + a(s) = pela(s) por + o(s) = pelo(s)
Observação Não se deve contrair a preposição “de” com o artigo que inicia o sujeito de um verbo, nem com o pronome ele(s), ela(s), quando estes funcionarem como sujeito de um verbo: “O fato das milícias dominarem a cidade é um caso preocupante”. Frase errada, pois milícias funciona como sujeito do verbo dominar. Portanto o correto é: “O fato de as milícias dominarem a cidade é um caso preocupante” (ou: “O fato de elas (milícias) dominarem a cidade é um caso preocupante.”). [ver mais sobre assunto na página 100] classe de palavras

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5- Combinação é a junção de algumas preposições com outras palavras, sem perda de fonema: ao (a+o), à (a+a,) aonde (a+onde). • preposição a + artigo o = ao • preposição a + advérbio onde = aonde • preposição a + advérbio diante = adiante 6- As preposições também podem indicar circunstâncias, tais como: • Lugar = Estivemos em Manaus. • Origem = Essas bolsas vieram da China. • Posse = Recebeu um abraço do presidente. • Matéria = Comprei roupas de lã. • Valor = Ele esperneou até comprar aquela roupa caríssima. • Autoria = Música de Chico Buarque. • Tempo = Chegamos em duas horas ao Rio.

• com pronome demonstrativo: de + este(s) = deste(s) de + esta(s) = desta(s) de + esse(s) = desse(s) de + essa(s) = dessa(s) de + aquele(s) = daquele(s) de + aquela(s) = daquela(s) de + isto = disto de + isso = disso de + aquilo = daquilo

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Fixação:
1) Identifique as locuções prepositivas: a) Diante de tanta agressão, eu não poderia ficar quieto. b) Fiquei aguardando à margem direita do rio. c) Tudo foi feito à revelia da sua vontade. d) Quero falar acerca de política. e) A partir de maio, tudo ficará melhor. f) Apesar de estar chovendo, vou à praia. 2) Identifique as preposições e diga qual relação semântica elas traduzem: a) Já foram para casa. b) Ele faz bolo com leite coalhado. c) O menino apanhava de cinto. d) Saí com meu irmão ontem. e) Ele trabalha de noite. f) Faça como a Angélica: vá de táxi.

etc.: Se fosse mais sensato, não entraria nessa discussão. E. conformativa (expressa sua conformidade em relação ao fato da oração principal): conforme, como, segundo, consoante etc.: Estude como foi indicado. F. consecutiva (exprime a idéia de consequência em relação à oração principal): que (combinada com as palavras tal, tanto, tão ou tamanho, presentes na oração anterior), de forma que, de maneira que, de modo que, de sorte que: Ele estudou tanto que finalmente conseguiu uma boa colocação. G. final (expressa a finalidade dos atos contidos na oração principal): para que, a fim de que, porque (= para que): Fiz tudo para que não saísse tão tarde. H. proporcional (expressa a simultaneidade e a proporcionalidade da evolução dos fatos contidos na oração principal): à medida que, ao passo que, à proporção que, enquanto, quanto mais ... (mais), quanto mais (tanto mais), quanto mais ... (menos), quanto mais ... (tanto menos), quanto menos ... (menos), quanto menos ... (tanto menos), quanto menos ... (mais), quanto menos ... (tanto mais): O preço dos alimentos sobe à medida que a inflação sobe um dígito. I. temporal (indica circunstância do tempo em que o fato da oração principal ocorre): quando, antes que, depois que, até que, logo que, sempre que, assim que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, apenas, mal, que (= desde que) etc.: Veio falar comigo assim que me viu.
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Conjunção
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1- Conjunção é uma classe gramatical invariável que liga orações, estabelecendo entre elas uma relação de dependência (subordinativas) ou de simples coordenação (coordenativas). 2- A conjunção integrante que exprime certeza, enquanto que a integrante se denota dúvida: Afirmo que sou fiel. / Não sei se Deus existe. Esses conectivos introduzem as orações subordinadas substantivas.
Observação Para sabermos se que e se são conjunções integrantes, devemos substituí-los pelo demonstrativo isso: Afirmo que sou fiel. (afirmo isso) / Não sei se Deus existe (Não sei isso).

4- As conjunções coordenativas estabelecem relações entre dois termos ou duas orações indepedentes entre si. São elas: A. Aditiva (adiciona uma oração à outra de mesma função gramatical): e, nem: O velho teme o futuro e se abriga no passado. B. Adversativa (estabelece o contraste entre os sentidos de duas orações de mesma função gramatical): mas, contudo, no entanto, entretanto, porém, todavia: Falou muito, mas não disse nada. C. Alternativa (indica a exclusão do fato da outra oração) ou (repetido ou não), ora, nem, quer, seja etc.: Ou você estuda ou vê televisão. D. Conclusiva (exprime conclusão ou consequência): assim, logo, portanto, por isso etc.: Estudou muito, portanto irá bem na prova. E. Explicativa (explica o conteúdo da primeira oração): porque, que, pois, porquanto: A criança deve ter chorado, porque seus olhos estão bastante vermelhos.
Observação A diferença entre as conjunções coordenativas explicativas e as subordinativas causais é o verbo: se este estiver no imperativo, a conjunção será coordenativa explicativa: “Fecha a janela, porque faz frio.”

3- As conjunções adverbiais podem ser classificadas de acordo com o valor semântico (circunstancial) que possuem. Elas introduzem as orações subordinadas adverbiais, classificadas da seguinte forma: A. causal (exprime causa de outra oração, à qual se subordina): porque, pois, como, pois que, por isso que, já que, uma vez que, visto que, visto como, que etc.: Como estava chovendo, fiquei em casa. (Temos aí a idéia clara de causa e consequência.) B. comparativa (subordina-se a outra por meio da comparação ou confronto de idéias de uma oração com relação a outra): que, (mais/menos/maior/menor/melhor/pior) do que, (tal) qual, (tanto) quanto, como, assim como, bem como, como se, que nem etc.: Ela dorme como um anjo. C. concessiva (admite um fato contrário à ação proposta pela oração principal): embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto que, bem que, se bem que, apesar de que, nem que, em que etc.: Embora estivesse doente, foi trabalhar. (Observe que se admite um fato contrário à ação proposta pela oração principal). D. condicional (exprime hipótese com a qual o fato principal não se realiza): se, caso, quando, contanto que, salvo se, sem que, dado que, desde que, a menos que, a não ser que

5- A conjunção pois pode ser classificada em explicativa, quando estiver antes do verbo (Veja se está chovendo, pois preciso sair agora.); conclusiva, quando estiver depois do verbo (Estudou muito; precisava, pois, passar.); causal, quando puder ser substituida por “uma vez que” (Não sairei, pois está chovendo.).

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Fixação:
1) Identifique a conjunção coordenativa e classifique-a: a) Gosto de nadar, mas canso logo. b) Não queria falar, pois poderia ser entendido mal. c) Ora aceitava a sugestão, ora se esquivava. d) Acabou a comida da geladeira; portanto, vamos almoçar fora. e) Ele não estuda nem trabalha. 2) Identifique a conjunção subordinativa e classifique-a: a) É raro que isso aconteça. b) Gritou tanto, que ficou afônico. c) Como cheguei atrasado, fui impedido de entrar. d) Ainda que se esforçasse, não conseguia entender a matéria. e) Ela tarbalha como um burro. f) À prorporção que o dia do exame chegava, mais ansioso eu ficava. g) Quado o tempo abrir, vamos para a Região dos Lagos. h) Covém que tomemos cuidado com as conjunções. i) Se você ficar assim, nada se resolverá.

unidade Sintaxe
Termos essenciais da oração Sujeito e predicado

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O sujeito e o predicado são considerados termos essenciais da oração porque são indispensáveis para a formação das orações. No entanto, existem orações formadas exclusivamente pelo predicado. 1- Sujeito é o termo que estabelece concordância com o verbo; é o ser de quem se diz alguma coisa: Ângela fez todos os trabalhos da escola. (QUEM fez o trabalho?) 2- O núcleo do sujeito pode ser representado por substantivos, pronomes substantivos, numerais e quaisquer outras palavras substantivadas: Os motoristas entraram em greve./Eles entraram em greve./Os dois entraram em greve./ O azul do céu me acalma. 3- Predicado é tudo aquilo que se fala sobre o sujeito, ou seja, tudo que não for sujeito é predicado: Ângela fez todos os trabalhos da escola. 4- Para classificar o predicado, é necessário observar a classificação do verbo quanto a sua predicação.(ver páginas 54 e 55)
sintaxe

Interjeição
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1- As interjeições são palavras invariáveis que exprimem estados emocionais e sensações. Por issso, podem ser classificadas de acordo com o sentimento que traduzem: • Alegria ou admiração: oba!, viva!, oh!, ah!, uhu!, eh!, eta!, eia!, puxa! • Saudação: oi!, olá!, salve!, adeus!, viva!, alô! • Alívio: ufa!, uf!, arre!, ainda bem!, ah! • Animação, estímulo: coragem!, avante!, firme!, vamos!, eia!, upa! • Aprovação, aplauso: bravo!, bis!, viva!, muito bem! • Desejo: tomara!, oxalá!, queira Deus!, oh!, pudera! • Dor: ai! ui! ai de mim! • Espanto, surpresa, admiração: ah!, chi!, ih!, oh!, uh!, ué!, puxa!, uau!, caramba!, putz!, gente!, céus!, uai!, nossa!, hi!, ali!, poxa!, quê!, opa!, Virgem!, xi!, • Impaciência: hum!, hem!, raios!, diabo!, puxa!, pô! • Invocação, chamamento, apelo: alô!, olá!, psiu!, socorro!, ei!, eh! • Medo, terror: credo!, cruzes!, uh!, ui! • Ordem: silêncio! alto! basta! chega! quietos! • Afogentamento: arreda! - fora! - passa! - sai! - roda! - rua! -toca! - xô! - xô pra lá! • Advertência: alerta!, cuidado!, alto lá!, calma!, olha!, Fogo! • Aplauso: bis!, bem!, bravo!, viva!, apoiado!, fiufiu!, hup!, hurra!, isso!, muito bem!, parabéns! • Agradecimento: graças a Deus!, obrigado!, obrigada!, agradecido!, agradecida! • Chamamento: alô!, hei!, olá!, psiu!, pst!, socorro! • Desculpa: perdão! • Despedida: adeus!, até logo!, bai-bai!, tchau! • Dúvida: hum!

Classificação do sujeito 1) Simples: possui um único núcleo, podendo estar no singular ou no plural: Aquelas propostas são importantes. 2) Composto: possui mais de um núcleo: Inflação e recessão caminham juntas.
Observação Faz-se referência também ao sujeito oculto, isto é, ao núcleo do sujeito que está implícito na desinência do verbo: Falamos alto (nós).

3) Indeterminado: existe, mas não podemos identificar claramente o sujeito da oração. Isso ocorre nas seguintes situações: A. com verbo na terceira pessoa do plural, desde que o sujeito não tenha sido identificado anteriormente: Falaram mal do prefeito. B. com o verbo transitivo indireto acrescido do pronome se: Precisa-se de ajudantes. C. com o verbo intransitivo acrescido do pronome se: Vive-se bem aqui.
Observação

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Nesse caso, o pronome se funciona como índice de indeterminação do sujeito.

Fixação: 1) Classifique os termos destacados em predicativo do sujeito ou predicativo do objeto: a) Carlos morreu feliz. b) A nota deixou a professora irritada. c) Deixaram o livro rasgado. d) Cheguei cansado ao trabalho. 2) Marque as alternativas onde apareça um predicado verbo-nominal: (a) A leoa permanecia calma. (b) A tempestade assustou os cariocas. (c) Paulo saiu satisfeito. (d) Os alunos foram à festa calados. (e) Os alunos estavam preocupados.

4) Oração sem sujeito: é formada apenas pelo predicado e se articula a partir de um verbo impessoal. São verbos impessoais: 1- verbos que expressam fenômenos da natureza: Está chovendo muito. / Anoiteceu rápido. 2- verbo ser, quando se relaciona a tempo ou lugar: Já são duas horas. / Foi aqui que nos vimos. 3- verbo fazer, quando se refere a tempo decorrido: Faz dois dias que não a vejo. 4- verbo haver, quando significa existir ou acontecer, ou quando se refere a tempo: Havia muitas dúvidas ali. / Não o vejo há seis meses. 5) Sujeito oracional: oração que funciona como sujeito de outra oração: É verdade que todos passarão (primeira oração: o que é verdade? / segunda oração: que todos passarão) . / É necessário ter paciência (primeira oração: o que é necessário? / segunda oração: ter paciência).

Fixação:
1) Coloque as frases abaixo na ordem direta e aponte o núcleo do sujeito: a) Nas ruas do Rio cresce a violência. b) Apareceu na entrada do meu prédio um bebê abandonado. c) Chegou ontem à cidade a gerente da agência da Caixa e o superintendente do Banco Brasil. d) Aconteceram, naquela cidade, muitos fenômenos esquisitos. 2) Passe as frases para no plural: a) Precisa-se de ajudante. b) Vende-se sofá novo. c) Limpou-se a sala de jantar. d) Acredita-se em muita verdade.

Termos integrantes da oração
Objeto Direto
1- Complemento dos verbos transitivos diretos, ou seja, completa o verbo sem auxílio de preposição: Compraram vários imóveis. 2- Há casos em que o objeto direto necessita de uma preposição (objeto direto preposicionado): quando formado por pronomes oblíquos tônicos (Amo a mim); quando formado por substantivos próprios ou referente a pessoas (Amo a Deus); quando formado por pronomes demonstrativos, indefinidos e de tratamento (Essa história sensibilizou a todos); quando formado pelo pronome relativo quem (Conhecemos hoje o rapaz a quem ele admira tanto); quando o objeto direto é a palavra ambos (A briga prejudicou a ambos); para evitar ambiguidade (Venceu os brasileiros aos argentinos); quando se quer indicar idéia de parte, porção (Comi do seu pão).

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Classificação do predicado
1) Predicado verbal: expressa ação e tem como núcleo um verbo: Os turistas correram na praia. 2) Predicado nominal: expressa um estado ou qualidade e tem como núcleo um nome chamado de predicativo do sujeito: Os turistas estavam perplexos. Observação
a. O predicativo é um nome que se liga a outro nome da oração por meio de verbo de ligação. Às vezes também aparece após verbos transitivos e intransitivos: Sérgio está profundamente chateado. / Sérgio viu tudo aquilo chateado. b. O predicativo pode expressar estado ou qualidade do sujeito ou do objeto: Sérgio está chateado (predicativo do sujeito) / Sérgio viu sua mãe chateada (predicativo do objeto direto)

FUNÇÃO SINTÁTICA DOS PRONOMES PESSOAIS

Pessoa Singular 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª

Plural

3) Predicado verbo-nominal: apresenta dois núcleos: um verbo e um nome. No predicado verbo-nominal, o predicativo pode referir-se ao sujeito ou ao objeto: Os pescadores correram perplexos na praia.

Pronome pessoal reto Sujeito ou Predicativo eu tu ele, ela nós vós eles, elas

Pronome pessoal oblíquo Átonos Tônicos Objeto direto Objeto indireto Objeto direto ou indireto me me mim te te ti se, o, a se, lhe si, ele, ela nos nos nós vos vos vós se, lhes, os, as se, lhes eles, elas, si

3- Podemos repetir o objeto direto quando houver a necessidade de enfatizar a sua idéia. Nesse caso, ele é classificado como objeto direto pleonástico: Este livro, li-o todo.

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Objeto Indireto
1- Complemento dos verbos transitivos indiretos, ou seja, completa o verbo com auxílio de preposição: Precisamos de sua ajuda. 2- Podemos repetir o objeto indireto quando houver a necessidade de enfatizar a sua idéia. Nesse caso, ele é classificado como objeto indireto pleonástico: Ao avarento, nada lhe escapa.

2- As classes de palavras que podem desempenhar a função de adjunto adnominal são adjetivos, locuções adjetivas, pronomes adjetivos, numerais, artigos e orações adjetivas: O homem grande machucou-se. / O material de hospital (= hospitalar) está fora da validade. / Este caderno não é bom. / As duas meninas estão na faculdade. / O professor come mal. / Veja o vestido que estou usando.

Distinção entre predicativo e adjunto adnominal
Observe a frase: O júri julgou aquele pobre réu culpado. Suj VTD AA Predicativo O adjunto adnominal pode estar em qualquer parte da oração, enquanto que o predicativo só se encontra no predicado, ou seja, fora do sujeito. Podemos diferenciar um do outro passando a sentença para a voz passiva. Observe a frase: Aquele pobre réu AA foi julgado Loc. verbal culpado Predicativo pelo júri. Agente da passiva

Complemento Nominal
1- Termo preposicionado que completa o sentido de substantivos, adjetivos e advérbios: Não tenho dúvidas de sua inocência. / Essa liminar foi útil a todos. / Agiu favoravelmente ao réu.

Fixação
1) Coloque o código nos parênteses para classificar os termos destacados: I - objeto direto, II - objeto indireto III - complemento nominal ( ( ( ( ( ( ( ) O povo necessitava de alimentos. ) O povo tinha necessidade de alimentos. ) Eles confiam nos políticos. ) Creio em dias melhores. ) A crença em dias melhores animava-os. ) Tenho dúvidas de suas palavras. ) Duvido de suas palavras.

Veja mais essa: O homem apressado saiu da sala. / O homem saiu da sala apressado. AA Predicativo Distinção entre complemento nominal e adjunto adnominal Há muita confusão ao tentarmos classificar essas duas estruturas sintáticas. O adjunto adnominal só se refere a substantivo (concreto ou abstrato), enquanto que o complemento nominal se reporta a substantivo abstrato, adjetivo e advérbio. Se estivermos diante de adjetivo ou advérbio, certamente o termo preposicionado será complemento nominal. Caso tenhamos substantivo, deveremos usar um artifício, tentar passar para a voz passiva. Assim, encontramos complemento; caso contrário, teremos adjunto: O livro de André está rasgado. (André é o agente – adjunto adnominal, ou seja, ele possui o livro.) A construção do prédio demorou muito. (Prédio é o paciente – complemento nominal, ou seja, o prédio foi construído.)

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Agente da passiva
1- Termo preposicionado que ocorre em orações cujo verbo se apresenta na voz passiva: As notas foram emitidas pela imprensa. 2- O agente da passiva corresponde ao sujeito da voz ativa: A imprensa emitiu as notas. (voz ativa) = As notas foram emitidas pela imprensa. (voz passiva analítica ou verbal)
Observação a. Na transformação da voz ativa para a passiva, e vice-versa, o sujeito agente torna-se paciente; o objeto direto da ativa passa a ser sujeito da passiva; o verbo ser fica no mesmo tempo e modo do verbo transitivo direto da ativa; o verbo transitivo direto se apresenta no particípio: Os alunos colocarão os livros na mesa. (voz ativa). Os livros serão colocados na mesa pelos alunos. (voz passiva) b. Não havendo agente da passiva, ao se passar para a ativa, o sujeito será indeterminado em terceira pessoa do plural: A baleia foi vista na praia. (voz passiva analítica) Viram a baleia na praia. (voz ativa)

Adjunto adverbial
1- O adjunto adverbial é um termo cuja função é complementar um verbo intransitivo ou transitivo, dando-lhe circunstâncias: Talvez eu fale com ela amanhã à noite sobre o pagamento (dúvida, tempo e assunto, respectivamente). Aposto 1- É o termo da oração que se liga a um substantivo, com a função de explicá-lo, ampliá-lo, resumi-lo ou particularizá-lo. Aparece de forma isolada, ora entre vírgulas, ora separado por uma única vírgula no início ou no final de uma oração, ou ainda por dois pontos. Tipos de aposto 1) Explicativo – explica, separado por vírgulas, o termo anterior: Sandra, secretária da empresa, está de férias. 2) Enumerativo – enumera, após dois pontos, os dados relacionados ao termo anterior: Temos duas certezas nessa vida: morrer um dia e pagar imposto.

Termos acessórios da oração
Adjunto adnominal
1- Termo de valor adjetivo que serve para especificar, restringir ou qualificar um nome, particularizando o seu sentido: Aquelas duas caixas de papelão têm várias utilidades. Os termos destacados se referem aos substantivos caixas e utilidades. Os adjuntos adnominais conferem uma nova informação ao nome e por isso são chamados de modificadores.

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3) Especificativo ou denominativo – especifica o termo antecedente. Pode ser utilizado sem vírgulas: O rio Amazonas fica no Norte. 4) Distributivo – distribui as informações de termos separadamente: Júlio e Carla moram no Rio: esta na Tijuca, e aquele, em Vila Isabel. 5) Oracional – aposto que possui verbo: Desejo só uma coisa: que você seja feliz. 6) Recapitulativo ou resumitivo – o verbo concorda com o aposto: Chuva, frio, vento, nada o afligia. Distinção entre aposto e adjunto adnominal Gosto do clima de Niterói. (locução adjetiva = niteroiense: Adjunto) Gosto da cidade de Niterói. (Aposto especificativo do substantivo cidade) Vocativo 1- Termo de natureza exclamativa, que tem como função chamar alguém ou alguma coisa. Evidencia com quem se fala, sempre separado por vírgulas: Carla, veja se seu pai acordou. / Veja, Carla, se seu pai acordou. / Veja se seu pai acordou, Carla. Observação Os pronomes relativos exercem a função sintática que seria do seu antecedente: 1- Sujeito: O livro / que trata de navios sumiu. (Quem trata de navios? O livro. Mas quem exerce a função de sujeito é o pronome relativo que. Livro é sujeito de sumiu.) 2- Objeto direto: O livro / que li é muito bom. (Quem leu? Eu. O que li? O livro = OD, mas quem exerce a função de objeto direto é o pronome relativo que. Livro é sujeito de é.) 3- Objeto indireto: O livro / de que gostei é caro. (Quem gostou? Eu. Gostei – VTI – DE quê? DO livro = OI, mas quem exerce a função de objeto indireto é o pronome relativo que. Livro é sujeito de é.) 4- Complemento nominal: O livro / a que fiz referência é do meu pai. (Quem fez referência? Eu. Fiz referência A quê? AO livro – substantivo CN, mas quem exerce a função de complemento nominal de referência é o pronome relativo que. Livro é sujeito de é.) 5- Agente da passiva: O livro / pelo qual você foi orientado está na biblioteca. (Quem foi orientado? Você, que sofre a ação de ser orientado POR alguém ou alguma coisa. Quem orientou, ou seja, quem pratica a ação verbal? O livro: Você foi orientado pelo livro, mas quem exerce a função de agente da passiva é o pronome relativo quem. Livro é sujeito de está.) 6- Adjunto adnominal: Este é o livro / cujo conteúdo é bastante variado. Como flexiona em número e gênero com o substantivo seguinte, transmitindo a idéia de posse em relação ao antecedente, o relativo cujo (e flexões) exerce a função de adjunto adnominal. Livro é o sujeito de é.) 7- Adjunto adverbial: Este é o livro / em que encontrei a matéria da prova. (Quem encontrou? Eu. Encontrou o quê? A matéria (OD). Encontrou onde? No livro, adj. adv. de lugar, mas quem exerce essa função é o pronome relativo que. Livro é predicativo de é.) Sobre este último item, atente para o fato de que onde, de onde e aonde denotam a circunstância de lugar; quando, tempo, e como, modo.

Estrutura do período
Frase, oração e período A) Frase é qualquer enunciado linguístico. Pode ter apenas uma palavra e não apresentar sujeito, verbo e predicado: Silêncio! / Entre. / Saia agora daqui. Tipos de frase: 1) Declarativas: o emissor faz uma declaração: Vou estudar agora. 2) Interrogativas: transmitem perguntas: Aonde você vai? 3) Exclamativas: possuem exclamação: Desliga esse celular! 4) Imperativas: expressam ordens ou conselhos: Veja se ele já chegou. 5) Optativas: expressam um desejo, em geral no subjuntivo: Quero estudar hoje à noite. B) Oração é qualquer enunciado linguístico organizado em função de um verbo ou uma locução verbal: Entre. / Saia agora daqui. / Entrou e esqueceu de fechar a porta. As orações classificam-se sintaticamente em: 1) Absoluta: constituída por apenas uma verbo: Como ele reclama da vida! 2) Subordinada: desempenha uma função de outra oração (principal): Observei que você não entendeu. 3) Oração principal: serve de base para uma oração subordinada: Observei que você não entendeu. 4) Coordenada: Não desempenha função sintática em relação à outra: Observei seus gestos e depois saí da sala. C) Período é uma frase que possui uma ou mais orações. Ele é marcado por letra maiúscula no início e ponto final, de exclamação ou de interrogação no fim das orações. Pode ser simples (oração absoluta, ou seja, possui apenas um verbo: Saia agora.) ou composto (frase com mais de um verbo: Entrou e esqueceu de fechar a porta.). Período Composto por Coordenação Um período composto por coordenação é formado por orações coordenadas, que são independentes sintaticamente, ou seja, não há qualquer relação sintática entre elas. 1- Orações Coordenadas Assindéticas: São as orações não iniciadas por conjunção coordenativa: Bebeu, comeu, dançou até o dia raiar. 2- Orações Coordenadas Sindéticas: São cinco as orações coordenadas, que são iniciadas por uma conjunção coordenativa: 1- Aditiva: exprime uma relação de soma (e, nem, mas também, mas ainda, tampouco, mas também...): Não só trabalhava, mas também estudava muito. 2- Adversativa: exprime uma idéia contrária, uma oposição (mas, porém, todavia, no entanto, entretanto, contudo, senão...): Trabalhava, mas não estudava.

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3- Alternativa: exprime idéia de opção, de escolha (ou, ou...ou, ora... ora, quer... quer...) Ele estuda ou trabalha? 4- Conclusiva: exprime uma conclusão da idéia contida na outra oração (logo, então, portanto, por isso, por fim, por conseguinte, pois - após o verbo ou entre vírgulas): Ele estuda muito, portanto passará. 5- Explicativa: exprime uma explicação (visto que, uma vez que, já que, porque, que, pois antes do verbo): Estude muito, pois você precisa passar. Período Composto por Subordinação Um período composto por subordinação é formado por oração subordinada, que é dependente sintaticamente, ou seja, mantém relação sintática com outra, chamada principal. Há três tipos de orações subordinadas: substantivas, adjetivas e adverbiais. 1. Substantivas: desempenham função própria de substantivo: sujeito, complemento verbal (objeto direto e objeto indireto), complemento nominal, predicativo e aposto. São iniciadas por conjunções integrantes (que e se), que podem ser trocadas pelo demonstrativo isso, também combinado com preposição (disso, nisso...). 1- subjetivas: exercem a função de sujeito do verbo (sujeito oracional) da oração principal (além de não apresentar sujeito escrito, é referendada em sua estrutura por verbos em terceira pessoa do singular, chamados verbos unipessoais – convir, constar, parecer, importar, interessar, suceder, acontecer): É verdade que tudo dará certo. / Convém que estude mais.
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2- Explicativa: esclarece o sentido de um substantivo, funcionando como aposto explicativo, isolado por vírgulas: O homem, que é mortal, pensa que é Deus. 3. Adverbiais: desempenham função própria de advérbio. 1- Causais: funcionam como adjunto adverbial de causa (porque, porquanto, visto que, já que, uma vez que, como, que...): Como estava chovendo, fiquei em casa. 2- Comparativas: funcionam como adjunto adverbial de comparação (mais ... que, menos... que, tão... quanto, como...): Carlos era mais esperto do que o irmão. 3- Concessivas: funcionam como adjunto adverbial de concessão (embora, conquanto, não obstante, apesar de que, se bem que, mesmo que, posto que, ainda que, em que pese...): Embora estivesse chovendo, fui à praia. 4- Condicionais: funcionam como adjunto adverbial de condição (se, a menos que, desde que, caso, contanto que...): Você passará, desde que se esforce. 5- Conformativas: funcionam como adjunto adverbial de conformidade (como, conforme, segundo...): Estude como indicado. 6- Consecutivas: funcionam como adjunto adverbial de consequência (tão... que, tanto... que, tama-nho... que...): Estudou tanto que passou. 7- Temporais: funcionam como adjunto adverbial de tempo (quando, enquanto, sempre que, assim que, desde que, logo que, mal...): Telefone quando chegar ao escritório. 8- Finais: funcionam como adjunto adverbial de finalidade (a fim de que, para que...): Preciso desse livro para que eu possa entender a matéria.
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2- objetivas diretas: exercem função de objeto direto da oração principal (que apresenta em sua estrutura verbo transitivo direto): Percebo que tudo dará certo. 3- objetivas indiretas: exercem função de objeto indireto da oração principal (que apresenta em sua estrutura verbo transitivo indireto): Duvido de que as coisas irão dar errado. 4- predicativas: exercem função de predicativo da oração principal (que apresenta em sua estrutura verbo de ligação): A verdade é que tudo dará certo. 5- completivas nominais da oração principal (que apresenta em sua estrutura um nome preposicionado): exercem função de complemento nominal de um nome da oração principal: Tenho dúvidas de que as coisas darão errado. 6- apositivas: exercem função de aposto. Em geral, vêm após dois pontos, ou mais raramente entre vírgulas: Desejo-lhe uma coisa: que você consiga passar.
Observação As subordinadas substantivas podem vir introduzidas por outras palavras: pronomes interrogativos (quem, que, qual...), advérbios interrogativos (onde, como, quando...): Não sei quem falou isso. / Não sei onde coloquei minha prova.

9- Proporcionais: funcionam como adjunto adverbial de proporção (à proporção que, à medida que, tanto mais...): À medida que o tempo passa, mais experientes ficamos. Orações subordinadas reduzidas Apresentam o verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio) e não são introduzidas por conectivos (conjunções subordinativas ou pronomes relativos). 1) reduzida de infinitivo: Ao terminar o exercício, pode sair. (Quando terminar o exercício, pode sair.) 2) reduzida de gerúndio: Terminando o exercício, guarde o material. (Logo que terminar o exercício, pode sair.) 3) reduzida de particípio: Terminado o exercício, vamos para casa. (Assim que terminar o exercício, vamos para casa.)

Questões de provas
1) (UFRJ – TJ) Em que item a seguir o elemento destacado funciona como complemento e não como adjunto? a) “ ... onde ministros das várias religiões e líderes comunitários vão estar reunidos na quadra para ler em conjunto o manifesto do movimento e depois calar.” b) “Nas igrejas, que o meio-dia seja um momento de oração silenciosa.” c) “A todos se pede o cuidado de evitar barulho. Sem buzinas, sem panelaços, e, mesmo, sem palavras de ordem.” d) “Pede ainda que as pessoas ritualizem o ato de parar.” e) “A todos se pede o cuidado de evitar barulho.”

2. Adjetivas: desempenham função própria de adjetivo. São iniciadas por pronome relativo. 1- Restritiva: limita o sentido do substantivo ou pronome a que se refere. A restritiva funciona como adjunto adnominal de um termo da oração principal e não pode ser isolada por vírgulas: O homem que trabalha ganha.

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2) (UFRJ – TJ) “Em silêncio, o povo do Rio de Janeiro demonstra o seu inconformismo diante da violência.” Que termo sintático destacado a seguir apresenta classificação inadequada? a) o povo do Rio de Janeiro – sujeito; b) o seu inconformismo – objeto direto; c) do Rio de Janeiro – adjunto adverbial de lugar; d) em silêncio – adjunto adverbial de modo; e) seu – adjunto adnominal. 3) (UFRJ – MP) “Acredito que a maior parte dos cariocas compartilha dessa opinião, mas eu vou mais além: é preciso rediscutir o papel das Forças Armadas, coisa que não foi feita na Constituição de 1988.” Assinale o comentário inadequado sobre o texto dado: a) o termo coisa exerce na frase a função sintática de aposto; b) o termo Constituição de 1988 exerce a função de agente da ação verbal; c) a forma verbal foi feita exemplifica a voz passiva analítica ou com auxiliar; d) o vocábulo coisa refere-se anaforicamente a um termo anterior; e) o termo de 1988 exerce a função sintática de adjunto adnominal. 4) (UFRJ – TJ) “Em outros campos, desprezam-se palavras que dão o seu recado com eficiente simplicidade ... ” Quais os sujeitos das duas orações presentes no trecho acima?
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c) Dei-lhe o presente contrariado. d) Percebi seu equívoco rapidamente. e) Acho que você é astuto. 8) (Fundação Carlos Chagas) Em: “O jornal é o gráfico dessa vida nervosa complementar, estampando diariamente as oscilações de nossas tristezas universais, nossas pálidas esperanças ecumênicas, nosso medo: somando as parcelas do mundo em nossa mente, divide a nossa mal distraída atenção por todos os continentes.” o núcleo do sujeito da forma verbal assinalada é: a) medo b) gráfico c) jornal d) mundo e) vida 9) (Fiscal de ICMS de Santa Catarina) “O recrutamento de pessoal é um dos momentos mais solenes da administração pública e da vida dos que a elegem para seguir a carreira profissional. (Do “Manual do Candidato”, adaptado) Numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda: 1. Adjunto Adnominal 2. Objeto Direto 3. Verbo de Ligação 4. Predicativo 5. Sujeito a) 5, 1, 3, 4, 2; b) 1, 5, 3, 4, 2; c) 4, 1, 3, 5, 2; d) 5, 1, 4, 3, 2; e) 5, 1, 3, 2, 4; 10) (UFRJ – Incra) ( ( ( ( ( ) o recrutamento de pessoal ) de pessoal )é ) um dos momentos mais solenes ) a carreira profissional

a) campos / palavras b) palavras / que c) palavras / palavras d) indeterminado / recado e) indeterminado / palavras 5) (FESP – Tribunal de Alçada Cível do Estado do Rio de Janeiro) A função sintática do “que” não é sujeito em: a) Sabemos perfeitamente o que lhe acontece. b) Diga-me a hora em que ele virá para cá. c) Dê-me a caixa que está sobre a mesa. d) Não há mal que sempre castigue. 6) (FESP – Tribunal de Alçada Cível do Estado do Rio de Janeiro) A função sintática da palavra sublinhada em: “Parecia muito preso à vida de rei.” é a mesma de: a) Duvido de sua capacidade profissional; b) Apenas nos víamos em festas rurais; c) Ficaria encantado com a novidade; d) Achava-se apto para o trabalho. 7) (Fundação Carlos Chagas) A estrutura sintática da frase “Senti Fidel aliviado” é idêntica à da frase: a) Saí da festa desanimado. b) Julgo esse menino inteligente.

O item em que o elemento sublinhado representa o agente e não o paciente de um termo anterior é:
a) “O movimento nacionalista liderado nos anos 20 pelo presidente Artur Bernardes, para assumir o controle das riquezas naturais brasileiras ... ”; b) “O movimento nacionalista liderado nos anos 20 pelo presidente Artur Bernardes, para assumir o controle das riquezas naturais brasileiras, mediante a nacionalização da Itabira Mining, do americano Percival Farquas, transformada por Getúlio Vargas na Companhia Vale do Rio Doce, ... ” c) “ ... mediante a nacionalização da Itabira Mining, do americano Percival Farquas, transformada por Getúlio Vargas na Companhia Vale do Rio Doce, foi, sem dúvida, uma grande campanha de afirmação nacional.” d) “A insistência em manter a presença do Estado numa atividade que precede a transformação do minério de ferro em produtos siderúrgicos é tanto mais incompreensível ...” e) “O Brasil, que hoje é um dos maiores exportadores mundiais de produtos siderúrgicos e da metalurgia de não ferrosos, decidiu privatizar sua indústria siderúrgica de aços planos há seis meses.”

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11) (TRE – MG – Técnico Judiciário) A função sintática do termo sublinhado está INCORRETAMENTE indicada nos parênteses em: a) Cometeu-se uma injustiça naquela ocasião. (sujeito) b) Provavelmente deveriam existir outros depoimentos. (objeto direto) c) Para combater o mal, não se dispõe de um meio adequado. (objeto indireto) d) A vitória deixará os torcedores animadíssimos. (predicativo do objeto) e) A leitura do texto será importante para o seminário. (complemento nominal) 12) (TRE – MG – Técnico Judiciário) “Através de medida provisória, decidiu-se saber que todos os novos bacharéis no País farão uma prova final, para se saber se estão aptos ao exercício profissional.” No período acima NÃO se encontra: a) adjunto adverbial b) adjunto adnominal c) complemento nominal d) objeto indireto e) predicativo do sujeito 13) (TCE – ES – Analista de Finanças Públicas) Assinale o item em que o elemento destacado apresenta uma função sintática distinta das demais: a) “Quando você cita um inconveniente da televisão, uma boa observação que você pode fazer é que ... ” b) “Quando você cita um inconveniente da televisão, uma boa observação que você pode fazer é que não existe nenhum aparelho de TV, em cores ou preto e branco, sem um botão para desligar.” c) “Que a televisão prejudica o movimento da pracinha Jerônimo Monteiro em todos os Cachoeiros de Itapemirim, não há dúvida.” d) “Que a televisão prejudica a leitura de livros, também não há dúvida.” e) “Sete horas da noite era hora de uma pessoa acabar de jantar, dar uma volta pela praça para depois pegar a sessão das oito no cinema.” 14) (Fundação João Goulart – Câmara Municipal do Rio de Janeiro) “Devagar se vai ao longe, mas quando se chega lá não se encontra mais ninguém.” (Millor Fernandes) Indique a circunstância apontada corretamente: a) devagar – circunstância de modo b) lá – circunstância de finalidade c) mais – circunstância de intensidade d) longe – circunstância de tempo e) quando – circunstância de lugar 15) (Fundação João Goulart – Câmara Municipal do Rio de Janeiro) “Devagar se vai ao longe, mas quando se chega lá não se encontra mais ninguém.” (Millor Fernandes) Há, no texto, três ocorrências do vocábulo se: se vai ao longe; se chega lá e não se encontra mais ninguém. Assinale a afirmativa correta sobre as três ocorrências desse vocábulo:

a) nas primeira e terceira ocorrências, os vocábulos desempenham a mesma função sintática; b) em uma só das ocorrências o vocábulo sublinhado é classificado como pronome reflexivo; c) só na terceira ocorrência, o vocábulo se pode ser identificado como pronome apassivador; d) nas três ocorrências o vocábulo se apresenta o mesmo valor semântico; e) só na primeira ocorrência, o vocábulo se é classificado como índice de indeterminação do sujeito. 16) (Fundação João Goulart – Previ-Rio) A oração que possui sujeito é: a) “João era moço. [... ] Não tivera uma só falta ou atraso. b) “Não havia necessidade de muita roupa.” c) “Vivia nos campos, entre as árvores refrescantes, cobria-se com farrapos de um lençol adquirido há muito tempo. d) “Não haverá mais férias.” e) “Nos lados, havia duas arestas.” 17) (Fundação João Goulart – Previ-Rio) “Já se falava em namoradas.” Assinale o item que apresenta a classificação do sujeito da oração: a) sujeito simples b) sujeito oracional c) sujeito indeterminado d) oração sem sujeito e) sujeito composto 18) (Fundação João Goulart – Prefeitura do Município do Rio de Janeiro) Observe os fragmentos de texto: 1. “O chofer considera todo colega um “barbeiro” e todo pedestre um débil mental com propensão ao suicídio.” 2. “Sai de casa pela manhã, como quem vai para uma briga, mantém para com o colega de bonde, ônibus, ou lotação, uma atitude de “mentalidade antipática”, e, para com o motorista ou cobrador, de “beligerância em potencial.” 3. “Não cede lugar a nenhuma senhora e defende a tese de que todas as senhoras e senhoritas vão à cidade para apenas comprar um carretel; ... ” 4. “O chofer considera todo colega um “barbeiro” e todo pedestre um débil mental com propensão ao suicídio.” 5. “Ainda ontem eu vinha para casa num táxi e esse quase se chocou com um carro particular.” 6. “O garçom irrita-se porque o freguês tem a veleidade de lhe pedir alguma coisa, ... ” Relacione as colunas, classificando a expressão sublinhada em cada frase, segundo a coluna da esquerda; depois, assinale a seqüência correta. (1) objeto direto ( ) “com propensão ao suicídio.” (2) objeto indireto ( ) “com o colega de bonde” (3) complemento nominal ( ) “Não cede lugar a nenhuma senhora” (4) adjunto adverbial ( ) considera todo colega um “barbeiro” (5) adjunto adnominal ( ) “vinha para casa num táxi ” (6) predicativo ( ) “o freguês tem a veleidade”

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A alternativa que apresenta a seqüência correta é: a) 2 – 5 – 3 – 6 – 4 – 1 b) 3 – 5 – 2 – 6 – 4 – 1 c) 3 – 4 – 2 – 6 – 5 – 1 d) 3 – 5 – 1 – 6 – 4 – 2 e) 4 – 3 – 2 – 1 – 5 – 6 19) (Fundação João Goulart – Prefeitura do Município do Rio de Janeiro) Analise o elenco de orações abaixo listado: 1. Quase ao mesmo tempo vieram os dois gritos. 2. O carioca [ ... ] virou grosseiro e irritadiço. 3. O chofer considera [ ... ] todo pedestre um débil mental. 4. Não cede lugar a nenhuma senhora. 5. Não entrei na conversa. 6. [ ... ] o próximo a quem outrora chamávamos de cavalheiro [ ... ] Entre os predicados das frases destacadas, a menor freqüência é tipo: a) verbo-nominal e verbal; b) verbal; c) verbo-nominal; d) verbo-nominal e nominal; e) nominal. 20) (Fundação João Goulart – Prefeitura do Município do Rio de Janeiro) Leia o texto abaixo: “Nas folhas incertas do livro da Terra, de bilhões de anos, a leitura se faz quase por acaso: tipos de terrenos, disposição de camadas de solos, graus de umidade, pedaços de paus calcinados por milhões de anos, restos animais – dentes, osso, muitas vezes petrificados. É a difícil leitura dos passos da vida num singular planeta preso a uma estrela de quinta categoria, perdida na periferia de uma entre milhares de galáxias de um universo infinito, inexplicável.” (MINEIRIO, Procópio. “A longa marcha da vida” in: Ecologia, nº 0, p.48) No texto há: a) um verbo na voz passiva e um na voz ativa e, presos àquele, apostos enumerativos; b) um verbo na voz passiva e um na voz ativa e, presos a este, apostos resumitivos; c) verbos na voz ativa, com recursos enumerativos; d) verbos na voz passiva, com recursos enumerativos; e) verbos na voz passiva, com sujeito explicitado sob a forma de substantivo. 21) (FESP – Tribunal de Alçada Cível do Estado do Rio de Janeiro) O pronome pessoal oblíquo não funciona como objeto indireto em: a) O rapaz comprou-as por uma bagatela. b) Hoje devolveu-me aqueles livros raros. c) Diga-lhe que o resultado foi bom. d) Eu te agradeço pelo lindo bilhete.

22) (EMPASIAL – TJ) Classifique a função do termo em negrito: Ele se impôs essa postura desde criança. a) índice de indeterminação do sujeito. b) palavra de realce. c) pronome apassivador. d) objeto direto. e) objeto indireto. 23) (Fundação João Goulart – Secretaria Municipal de Administração) O pronome que exerce função sintática de objeto direto em: a) “De fato, tal idéia traduz, de maneira muito precisa, essa verdadeira dialética entre o que é lembrado com saudade como maravilhoso, formidável ou poético ... ” b) “Nossa biografia se faz precisamente pela alternância de situações que foram esquecidas com situações que “guardamos” como tesouros ou cicatrizes em nossa cabeça ... ” c) “ ... como doloroso, trágico e ruim (aquilo que na nossa existência entra como extraordinário, positiva ou negativamente valorizado), ... ” d) “Há, pois, um tempo lembrado, que vira memória e saudade; ... ” e) “Pois o homem é o único animal que se constrói pela lembrança, pela recordação e pela saudade, ... ” 24) (UnB – Ministério da Educação e do Desporto) Leia os trechos abaixo: I. “Ele, o comerciante abastado, talvez comendador, não conhecia o garoto.” II. “Possivelmente essa incorrigível falsária, a Memória, a pintou.” III. “ ... a pintou substituindo a verdade nativa, feita de alvorentes azulejos pintalgados de azul, por alguma caprichosa arquitetura rococó.” A opção correta, quanto à estrutura morfossintática, é: a) apenas I contém aposto; b) I e II contêm apostos; c) I e III contêm apostos; d) II e III contêm apostos; e) todas as opções contêm apostos. 25) (UF-MG) A oração sublinhada está corretamente classificada, EXCETO em: a) Casimiro Lopes pergunta se me falta alguma coisa / oração subordinada adverbial condicional b) Agora eu lhe mostro com quantos paus se faz uma canoa / oração subordinada substantiva objetiva direta c) Tudo quanto possuímos vem desses cem mil réis / oração subordinada adjetiva restritiva d) Via-se muito que D. Glória era alcoviteira / oração subordinada substantiva subjetiva e) A idéia é tão santa que não está mal no santuário / oração subordinada adverbial consecutiva
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26) (UF-MG) Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava para ser mãe”, a oração destacada é: a) subordinada substantiva objetiva indireta b) subordinada substantiva completiva nominal c) subordinada substantiva predicativa d) coordenada sindética conclusiva e) coordenada sindética explicativa 27) (AMAN) No seguinte grupo de orações destacadas: 1. É bom que você venha. 2. Chegados que fomos, entramos na escola. 3. Não esqueças que é falível. Temos orações subordinadas, respectivamente: a) objetiva direta, adverbial temporal, subjetiva b) subjetiva, objetiva direta, objetiva direta c) objetiva direta, subjetiva, adverbial temporal d) subjetiva, adverbial temporal, objetiva direta e) predicativa, objetiva direta, objetiva indireta
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31) (UF-MG) Em todos os períodos há orações subordinadas substantivas, exceto em: a) O fato era que a escravatura do Santa Fé não andava nas festas do Pilar, não vivia no coco como a do Santa Rosa. b) Não lhe tocara no assunto, mas teve vontade de tomar o trem e ir valer-se do presidente. c) Um dia aquele Lula faria o mesmo com a sua filha, faria o mesmo com o engenho que ele fundara com o suor de seu rosto. d) O oficial perguntou de onde vinha, e se não sabia notícias de Antônio Silvino. e) Era difícil para o ladrão procurar os engenhos da várzea, ou meter-se para os lados de Goiana 32) (FUVEST) No período: “Era tal a serenidade da tarde, que se percebia o sino de uma freguesia distante, dobrando a finados.”, a segunda oração é: a) subordinada adverbial causal b) subordinada adverbial consecutiva c) subordinada adverbial concessiva d) subordinada adverbial comparativa e) subordinada adverbial subjetiva 33) (FUVEST) “Sabendo que seria preso, ainda assim saiu à rua.” a) reduzida de gerúndio, conformativa b) subordinada adverbial condicional c) subordinada adverbial causal d) reduzida de gerúndio, concessiva e) reduzida de gerúndio, final 34) (UE PONTA GROSSA-PR) “Quando o enterro passou / Os homens que se achavam no café / Tiraram o chapéu maquinalmente” (Manuel Bandeira) A oração que se achavam no café é: a) subordinada adverbial condicional b) coordenada sindética adversativa c) subordinada substantiva subjetiva d) subordinada substantiva objetiva direta e) subordinada adjetiva restritiva

a) uma oração pleonástica b) uma oração coordenada assindética c) um adjunto deslocado d) elementos paralelos e) uma oração intercalada 29) (UF-SC) No período “Avistou o pai, que caminhava para a lavoura”, a palavra que classifica-se morfologicamente como: a) conjunção subordinativa integrante b) pronome relativo c) conjunção subordinativa final d) partícula expletiva e) conjunção subordinativa causal 30) (UF-UBERLÂNDIA) “Lembro-me de que ele só usava camisas brancas.” A oração sublinhada é: a) subordinada substantiva completiva nominal b) subordinada substantiva objetiva indireta c) subordinada substantiva predicativa d) subordinada substantiva subjetiva e) subordinada substantiva objetiva direta

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28) (EPCAR) “Bem-aventurado, pensei eu comigo, aquele em que os afagos de uma tarde serena de primavera no silêncio da solidão produzem o torpor dos membros.” No período em apreço, usaram-se vírgulas para separar:

unidade Sintaxe de Concordância
Concordância nominal
1) Adjetivo + substantivo

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5) As palavras anexo, incluso, próprio, obrigado, quite, mesmo, extra, nenhum concordam com o substantivo a que se referem: Segue anexo o ofício. / Seguem anexas as faturas. / As moças saíram sem dizer obrigadas. / Fizemos horas extras. / Meus pais estão quites com o Leão. / Elas mesmas resolverão o problema. / Não revelarei segredos nenhuns.
Observação a. A expressão em anexo não flexiona: Seguem em anexo as faturas. b. Mesmo = “realmente”, “de fato” não flexiona: Sandra quer mesmo desistir?

A) Adjetivo posposto concorda em gênero com os substantivos, e quanto ao número pode ficar no plural (concordância rígida gramatical ou lógica) ou no singular (concordância atrativa): Texto e argumento objetivos. / Texto e argumento objetivo. / Casa e fazenda amplas. / Casa e fazenda ampla. B) Adjetivo anteposto concorda em gênero e número com o substantivo mais próximo (concordância atrativa): Comi deliciosa maçã e mamão. / Comi delicioso mamão e maçã. C) Adjetivo posposto concorda em gênero (masculino) e número com os substantivos (concordância rígida gramatical ou lógica) ou em gênero e número com o substantivo mais próximo (concordância atrativa): Meninos e meninas estudiosos./ Meninos e meninas estudiosas.

6) As expressões o mais possível, o melhor possível, o pior possível deixam o adjetivo possível invariável: Vi preços o mais baixos possível. / Com o plural os mais, os melhores, os piores, o adjetivo possível flexiona: Vi preços os mais baixos possíveis.
Observação A expressão quanto possível não flexiona: As ruas ficarão tão cheias quanto possível.

7) Os pronomes de tratamento sempre concordam com a 3ª pessoa: Vossa Senhoria precisa de alguma coisa? 8) É bom, é necessário, é proibido não variam se o sujeito não vier precedido de artigo ou outro determinante: Arnica é bom para cicatrização. / A arnica é boa para cicatrização. / É proibido entrada de pessoas estranhas. / É proibida a entrada de pessoas estranhas. 9) A palavra só pode ter dois significados: = apenas, somente (advérbio): invariável: Ele só estuda? / = sozinho (adjetivo): variável: Eles estão tão sós.
Observação A locução adverbial a sós é invariável: Preciso falar a sós com ele.

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2) Adjetivo = predicativo
A) Adjetivo posposto a substantivos de gêneros diferentes concorda obrigatoriamente no masculino, e quanto ao número tanto o qualificador como o verbo vão para o plural: O menino e a menina estavam perdidos. B) Adjetivo anteposto a substantivos pode concordar em gênero e número com o substantivo mais próximo (concordância atrativa) ou com todos (concordância rígida gramatical ou lógica). Ainda quanto ao número, o verbo pode ficar no singular ou plural: Estavam perdidos o menino e a menina. / Estava perdida a menina e o menino. / Ficaram aborrecidas a professora e a diretora. / Ficou aborrecida a professora e a diretora.
Observação Adjetivo anteposto em referência a nomes de pessoas deve estar sempre no plural: Encontrei as delicadas Flávia e Alessandra na festa.

10) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a): Após essas expressões o substantivo fica sempre no singular e o adjetivo no plural: Não convidei nem um nem outro candidato oportunistas. 11) Muito, pouco, caro, barato A) se se referirem a substantivos, são adjetivos, portanto flexionam: Comi muitas frutas durante a viagem. / Uso sapatos caros. B) se se referirem a adjetivos ou verbos, são advérbios, portanto não flexionam: Elas estão muito preocupadas. / Os sapatos custaram caro. 12) Bastante A) se se referir a substantivos, é pronome indefinido (= muitos), portanto flexiona: Li bastantes textos. B) se se referir a adjetivo ou verbos, é advérbio, portanto não flexiona: Lemos bastante. 13) Menos, alerta e pseudo são invariáveis: Preciso de menos pessoas por perto. / Os guardas ficaram alerta. / Eles eram pseudofilósofos. 14) Tal Qual: “Tal” concorda com o antecedente e “qual” com o conseqüente: O filho é tal quais os pais. / Os filhos são tais qual o pai.

3) Substantivo + adjetivo A) Substantivo e artigo no plural anteposto a adjetivos no singular, sem repetição de artigo: As polícias civil e militar do Rio não se entendem. B) Substantivo e artigo no singular anteposto a adjetivos no singular, com repetição de artigo: A polícia civil e a militar do Rio não se entendem. 4) Ordinais + substantivos A) Numerais ordinais precedidos de artigo concordam com o substantivo mais próximo (concordância atrativa) ou com todos os elementos (concordância rígida gramatical ou lógica): O primeiro e o segundo andar/andares. B) Numerais ordinais sem repetição de artigo pedem apenas uma concordância: O primeiro e segundo andares. 84

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sintaxe de concordância

15) Meio A) se se referir a adjetivo, é advérbio, portanto não flexiona: Ana está meio chateada. B) se se referir a substantivo, é numeral, portanto flexiona: Bebi meio copo. / Não sou pessoa de meias palavras. 16) Longe A) se se referir a verbo, é advérbio, portanto não flexiona: Eles vivem longe. B) se se referir a substantivo, é adjetivo, portanto flexiona: Andei por longes terras. 17) A locução adverbial a olhos vistos (= visivelmente) não flexiona: A filha do coronel crescia a olhos vistos. Fixação: 1) Estabeleça a concordância nominal correta: a) Seguem......... as promissórias. (anexo) b) Os ofícios estão .......... na pasta. (incluso) c) Temos ........ razões para reprová-los. (bastante) d) Estavam ........ informados sobre o assunto. (bastante) e) Elas estão........ (alerta) f) Não sou pessoa de ........... palavras. (meio) g) ......... conversas na sala. (É proibido) h) Ali naquela rua existem ........ casas. (menos). i) Água é ......... para a digestão. (bom) j) Esta água é ........... para a digestão (bom) k) Deise ficou ....... confusa com as perguntas. (meio) l) Já é meio-dia e ....... (meio) m) As estagiárias nem disseram .......... (obrigado) n) A janela da sala ficou ......... aberta. (meio) o) As camisas estão custando ......... (caro) p) Não é ......... a ação da polícia. (necessário) q) Para quem a entrada é .............? (proibido) r) Meu filho emagrecia a ............ (olho visto) s) Tudo isso depende delas ..............(mesmo) t) ..........ela faria as lições, pois os outros não entenderam a matéria ou faltaram. (só) u) Com certeza .......... ela faria as lições. (só)

Concordância verbal
1) Sujeito simples
A) O verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa: Ana falava demais.

2) Sujeito composto
A) O verbo ficará no plural se o sujeito anteposto a ele for constituído de pessoas gramaticais diversas: Eu, André e Paulo tomaremos suco. / Tu, André e Paulo tomareis vinho.
Observação a. Nesse caso, note que se deve obedecer à ordem de prioridade das pessoas gramaticais. No primeiro período, o verbo ficou na 1ª pessoa do plural (nós) porque ela tem preferência sobre a terceira (André e Paulo). O mesmo acontece com a frase seguinte: a segunda pessoa (vós) sobre a terceira. b. Sobre a segunda oração, devemos atentar para o fato de que, no português do Brasil, os pronomes retos tu e vós, bastante utilizados na linguagem bíblica e religiosa, foram substituídos, no diaa-dia, pelos tratamentos você/vocês. Por isso também é comum a concordância do verbo com a terceira pessoa: : Tu, André e Paulo tomarão vinho.

sintaxe de concordância

B) O verbo ficará no plural (concordância rígida gramatical ou lógica) ou singular (concordância atrativa) se o sujeito estiver posposto a ele: Tomarão suco André e Paulo. / Tomará suco André e Paulo. 3) Sujeito ligado pela conjunção e: o verbo concorda com os dois núcleos: A enfermeira e o médico aceitaram o diagnóstico. 4) Sujeito ligado pela conjunção ou: A) Concordância atrativa, * se a idéia for de exclusão: Paulo ou Jorge se casará com Ana. * se a idéia for de equivalência ou identidade: O sol ou o astro-rei ilumina a Terra. * se a idéia for de retificação: O aluno ou alunos reclamaram da professora. B) Concordância atrativa ou rígida gramatical/lógica, * se a idéia for de alternância: Esperava que um médico ou uma enfermeira o ajudasse/ ajudassem. C) Concordância atrativa gramatical/lógica, * se a idéia for de adição: Matemática ou Física são difíceis. 5) Sujeito sinônimo no singular: o verbo poderá ficar no plural (concordância rígida gramatical ou lógica) ou singular (concordância atrativa): O dó e a compaixão não fazem parte de sua personalidade./ O dó e a compaixão não faz parte de sua personalidade. 6) Sujeito composto com aposto resumitivo nada, tudo, ninguém etc.: o verbo concorda com o aposto: Chuva, trovão, vento, nada o assustava. 7) Sujeito em gradação: o verbo concorda com todos os núcleos (concordância rígida gramatical ou lógica) ou apenas com o núcleo mais próximo (concordância atrativa): A brisa, o vento, a ventania não o impediram de velejar. / A brisa, o vento, a ventania não o

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impediu de velejar. 8) Sujeito ligado pelas expressões um e outro, nem um nem outro: O verbo poderá ficar no singular (concordância atrativa) ou no plural (concordância rígida gramatical ou lógica): Um e outro já falou. / Um e outro já falaram. 9) Sujeito ligado pelas séries aditivas enfáticas tanto...como/ assim...como/ não só...mas também, etc.: o mais comum é o verbo ir para o plural, embora o singular seja aceitável se os núcleos estiverem no singular: Tanto Célio quanto Carlos conseguiram chegar cedo./ Tanto Célio quanto Carlos conseguiu chegar cedo. 10) Sujeito coletivo: apesar de dar idéia de pluralidade, deixa o verbo no singular: O grupo saiu cedo. Observação Também, nesse caso, admite-se o plural quando o coletivo vier seguido de determinante no plural: O grupo de alunos saíram mais cedo. 11) Sujeito coletivo partitivo (maior parte, boa parte de, maioria de, etc.): O verbo poderá ficar no singular (concordância atrativa) ou no plural (concordância rígida gramatical ou lógica): A maioria das pessoas acredita em Deus. / A maioria das pessoas acreditam em Deus.
sintaxe de concordância

19) Os verbos dar, soar e bater, quando usados na indicação de horas, têm sujeito: O relógio da igreja deu duas horas. Deram duas horas no relógio da igreja. / Bateu 1 hora. / Vão soar cinco horas. 20) Sujeito oracional ocorre quando o verbo da oração principal fica na 3ª pessoa do singular: Ter esperança é necessário. 21) Concordância com o infinitivo: A) Infinitivo pessoal não flexiona se o sujeito for representado por pronome pessoal oblíquo átono: Deixei-as entrar. B) Infinitivo pessoal pode flexionar ou não se o sujeito não for representado por pronome pessoal oblíquo átono e se o verbo for causativo (mandar, deixar, fazer) ou sensitivo (ver, ouvir, sentir): Ouvi rodar/rodarem os carros. C) Infinitivo pessoal deve flexionar se o sujeito for diferente de pronome átono: Vi entrarem todos. D) Infinitivo pessoal precedido de preposição com valor de gerúndio não flexiona: Ficaram o tempo todo a resolver as questões (resolvendo).
sintaxe de concordância

12) Sujeito ligado pelos interrogativos ou indefinidos algum, pouco, qual, etc. + pronomes retos nós ou vós: O verbo concorda com o pronome interrogativo ou indefinido: Qual de nós falará. 13) Sujeito ligado pelos interrogativos ou indefinidos acima no plural + pronomes retos nós ou vós: O verbo concorda com o pronome interrogativo ou indefinido ou com o pronome reto: Quais de nós falarão. / Quais de nós falaremos. 14) Sujeito é um pronome de tratamento: o verbo fica sempre na 3ª pessoa: Sua Excelência deseja falar. Suas Excelências desejam falar. 15) Sujeito ligado por pronome relativo que: o verbo concorda com o antecedente do pronome: Fomos nós que decidimos. 16) Sujeito ligado por pronome relativo quem: o verbo pode ficar na 3ª pessoa do singular ou concordar com o antecedente do pronome: Fomos nós quem decidimos. / Fomos nós quem decidiu. 17) Sujeito ligado pelas expressões mais de um, menos de dois, cerca de, etc.: o verbo concorda com o numeral: Mais de uma avião caiu esse ano. Observação Se houver reciprocidade, o verbo deverá flexionar: Mais de um jogador se cumprimentaram. 18) Sujeito formado por substantivos locativos: A) se vier antecedido de artigo, o verbo concordará com o artigo: Os Estados Unidos atacaram o Iraque. B) se não vier antecedido de artigo, o verbo fica no singular: Estados Unidos ataca Iraque.

E) Infinitivo pessoal pode flexionar ou não se seu sujeito for o mesmo da oração principal: Faremos tudo para vencer. / Faremos tudo para vencermos. F) Infinitivo pessoal pode flexionar ou não se o sujeito for distinto do sujeito da oração principal: Ele obrigou os filhos a dormir mais cedo / Ele obrigou os filhos a dormirem mais cedo. G) Infinitivo pessoal flexiona para indeterminar o sujeito: Farei tudo para me indicarem. 22) Partícula se: A) com verbo transitivo direto, o verbo concorda com o sujeito: Comemoram-se os 50 anos da empresa (ou seja: Os 50 anos da empresa foram comemorados). A palavra se é classificada como partícula apassivadora. Apresenta-se, assim, voz passiva sintética ou pronominal. B) com verbo transitivo indireto ou intransitivo, o verbo ficará obrigatoriamente no singular: Acreditou-se em suas histórias. / Vive-se bem nessa casa. A palavra se é classificada como índice de indeterminação do sujeito. 23) Verbos impessoais: ficam sempre na 3ª pessoa do singular, pois não possuem sujeito: A) Verbos que expressam fenômenos da natureza: Está chovendo muito. / Anoiteceu rápido. B) Verbo ser, quando se relaciona a tempo ou lugar: Já são duas horas. / Foi aqui que nos vimos. C) Verbo fazer, quando se refere a tempo decorrido: Faz dois dias que não a vejo.

D) Verbo haver, quando significa existir ou acontecer, ou quando se refere a tempo:
Havia muitas dúvidas ali. / Não o vejo há seis meses. Observação

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O verbo chover, fenômeno da natureza, quando usado no sentido literal, próprio ou denotativo, não apresenta sujeito, portanto não varia. Porém, se surgir numa frase conotativa ou figurada, passa a ser verbo pessoal, devendo concordar com o seu sujeito: Chovem ameaças sobre o presidente. 24) Verbo ser: A) Sujeito representado por tudo, nada, isto, isso, aquilo: o verbo ser ou parecer concordarão com o predicativo: Tudo são flores.
Observação Havendo necessidade de enfatizar a idéia, pode-se concordar com o sujeito: Isso parece caprichos de menina.

Observação Se o numeral percentual vier determinado por artigo ou pronome, a concordância deve ser feita com o determinante: Os 30% da cidade estão inundados. 30) Sujeito ligado pela preposição com: O verbo poderá ficar no singular (concordância atrativa), observando que o termo posposto à preposição funciona como adjunto adverbial de companhia(O prefeito, com toda a sua equipe, inaugurou mais uma obra), ou no plural (concordância rígida gramatical ou lógica), quando denotar o segundo núcleo do sujeito composto (O prefeito com toda a sua equipe inauguraram mais uma obra.) 31) Sujeito ligado pela expressão ou seja: Recomenda-se a concordância do verbo com seu sujeito: “Para que chegasse ao fim, era preciso muito esforço, ou sejam corridas até o topo.”
Observação Note que como palavra denotativa de explicação, ou seja não flexiona: “Para que chegasse ao fim, era preciso muito esforço, ou seja, corridas até o topo.”

B) Se o sujeito for pessoa, a concordância nunca se fará com o predicativo: Ana era as alegrias da casa. C) As expressões é pouco, é muito, é demais, é suficiente, é mais de, é menos de junto a especificações de preço, peso, quantidade, distância ou semelhantes deixam o verbo no singular: Quinhentos operários é muito.
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25) Um milhão, um bilhão, um trilhão: com essas expressões o verbo concorda com o numeral: Um milhão de pessoas assistiu ao espetáculo pela televisão.
Observação Se esses numerais vierem acompanhados da conjunção e, o verbo deverá flexionar: Um milhão e cem mil pessoas assistiram ao espetáculo pela televisão.

A) Silepse de gênero: faz-se concordância não com o que está grafado, mas sim com o que se tem em mente: Vossa Senhoria parece chateado. / São Pedro da Aldeia é calma. B) Silepse de número: o verbo distante do substantivo coletivo, por exemplo, pode flexionar no plural, embora a concordância rígida gramatical exija o singular diante de tal sujeito: Aquele casal não se fala há muito tempo. Brigaram na noite anterior. C) Silepse de pessoa: nesse tipo de concordância, a pessoa que fala também participa do processo verbal: Os brasileiros somos alegres.

26) O verbo poderá flexionar ou não se se referir a nome de títulos: “Os imigrantes” foram um grande sucesso na tevê. / “Os imigrantes” foi um grande sucesso na tevê. 27) O verbo poderá flexionar ou não nas expressões um dos que / uma das que: Carla é uma das que mais fala na sala. / Carla é uma das que mais falam na sala.
Observação Note que em algumas frases a idéia não permite a construção do plural: O sol é um dos astros que ilumina a Terra. Ou seja, o nosso planeta só tem um sol.

Questões de provas
1) (IBGE) Indique a opção correta, no que se refere à concordância verbal, de acordo com a norma culta: a) Haviam muitos candidatos esperando a hora da prova. b) Choveu pedaços de granizo na serra gaúcha. c) Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem aqui. d) Bateu três horas quando o entrevistador chegou. e) Fui eu que abriu a porta para o agente do censo. 2) (IBGE) Assinale a opção em que há concordância inadequada: a) A maioria dos estudiosos acha difícil uma solução para o problema. b) A maioria dos conflitos foram resolvidos. c) Deve haver bons motivos para a sua recusa. d) De casa à escola é três quilômetros. e) Nem uma nem outra questão é difícil.

28) O verbo parecer, seguido de infinitivo, admite duas construções: A) Flexiona-se o verbo parecer e não se flexiona o infinitivo: As estrelas parecem brilhar no céu. B) Flexiona-se o infinitivo e não se flexiona o verbo parecer: As estrelas parece brilharem no céu. 29) Número percentual acompanhado de determinante admite dois tipos de concordância: Trinta por cento da cidade estão inundados (concordância rígida gramatical ou lógica) / Trinta por cento da cidade está inundada (concordância atrativa)

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D) Na expressão “era uma vez”, o verbo jamais flexiona: Era uma vez três porquinhos...

32) Até aqui vimos dois tipos de concordância: rígida gramatical ou lógica e atrativa. No entanto, quando a idéia do sujeito está subentendida e não escrita, estaremos diante da concordância figurada ou ideológica, mais conhecida como silepse.

3) (MACK) Indique a alternativa em que há erro: a) Os fatos falam por si sós. b) A casa estava meio desleixada. c) Os livros estão custando cada vez mais caro. d) Seus apartes eram sempre o mais pertinentes possíveis. e) Era a mim mesma que ele se referia, disse a moça. 4) (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase que encerra um erro de concordância nominal: a) Estavam abandonadas a casa, o templo e a vila. b) Ela chegou com o rosto e as mãos feridas. c) Decorrido um ano e alguns meses, lá voltamos. d) Decorridos um ano e alguns meses, lá voltamos. e) Ela comprou dois vestidos cinza. 5) (BB) Verbo certo no singular: a) Procurou-se as mesmas pessoas b) Registrou-se os processos c) Respondeu-se aos questionários d) Ouviu-se os últimos comentários e) Somou-se as parcelas 6) (FTM-ARACAJU) A frase em que a concordância nominal contraria a norma culta é: a) Há gritos e vozes trancados dentro do peito. b) Estão trancados dentro do peito vozes e gritos. c) Mantêm-se trancadas dentro do peito vozes e gritos. d) Trancada dentro do peito permanece uma voz e um grito. e) Conservam-se trancadas dentro do peito uma voz e um grito. 7) (FUVEST) Indique a alternativa correta: a) Tratavam-se de questões fundamentais. b) Comprou-se terrenos no subúrbio. c) Precisam-se de datilógrafas. d) Reformam-se ternos. e) Obedeceram aos severos regulamentos. 8) (FUVEST) Num dos períodos seguintes não se observa a concordância prescrita pela gramática. Indique-o: a) Não se apanham moscas com vinagre. b) Casamento e mortalha no céu se talha. c) Quem ama o feio, bonito lhe parece. d) De boas ceias, as sepulturas estão cheias. e) Quem cabras não tem e cabritos vende, de algum lugar lhe vêm.

9) (FUVEST) Aponte a alternativa correta: a) Considerou perigosos o argumento e a decisão. b) É um relógio que torna inesquecível todas as horas. c) Já faziam meses que ela não a via. d) Os atentados que houveram deixaram perplexa a população. e) A quem pertence essas canetas? 10) (FRANCISCANAS-SP) Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal: a) Sou eu que primeiro saio. b) É cinco horas da tarde. c) Da cidade à praia é dois quilômetros. d) Dois metros de tecido são pouco para o terno. e) Nenhuma das anteriores está correta. 11) (UF-SC) Assinale o item que apresenta erro de concordância: a) Prepararam-se as tarefas conforme havia sido combinado. b) Deve haver pessoas interessadas na discussão do problema. c) Fazem cem anos que Memórias Póstumas de Brás Cubas teve sua primeira edição. d) Devem existir razões para ele retirar-se do grupo. e) Um e outro descendiam de famílias ilustres. 12) (CESGRANRIO) Assinale o item que não apresenta erro de concordância: a) Ainda resta cerca de vinte alunos. b) Haviam inúmeros assistentes na reunião. c) Tu e ele saireis juntos. d) Foi eu quem paguei as suas dívidas. e) Há de existir professores esforçados. 13) (MED-SANTOS) Assinale a alternativa incorreta: a) Precisam-se alunos especializados. b) Precisa-se de alunos especializados. c) Precisam-se de alunos competentes. d) Assiste-se a filmes nacionais. e) Obedeça-se aos regulamentos. 14) (USP) Assinale a opção onde houver erro gramatical: a) A maioria das mulheres é inteligente. b) A maioria das mulheres são inteligentes. c) Uma ou outra forma estão certas. d) Ainda vai haver noites frescas. e) Pedimos que Vossa Senhoria vos digneis receber-nos.

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15) (OBJETIVO) Assinale a alternativa incorreta quanto à concordância nominal: a) Os torcedores traziam em cada mão bandeira e flâmula amarela. b) Um e outro aplicador indecisos. c) Tinha as mãos e o rosto coloridos de púrpura. d) Escolheste ótima ocasião e lugar para o churrasco. e) Ele estava com o braço e a cabeça quebradas. 16) (OBJETIVO) Assinale a alternativa incorreta quanto à concordância nominal: a) Vieira enriqueceu a literatura com sermões e cartas magníficas. b) Mulheres nenhumas são santas. c) Analisamos as literaturas portuguesa e brasileira. d) Um e outro aluno estudioso compareceu. e) Belas poesias e discursos marcaram as comemorações. 17) (OBJETIVO) “Envio-lhe ............ os planos ainda em estudo e ........... explicações dadas pelo candidato e secretária ............ .”
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21) (CARLOS CHAGAS) Durante o comércio.......... . a) fizeram-se ouvir pseudos-democratas b) fez-se ouvir pseudo-democratas c) fizeram-se ouvirem pseudodemocratas d) fez-se ouvirem pseudos democratas e) fizeram-se ouvir pseudodemocratas 22) (PUCC) Assinalar a concordância errada: a) Ali se vendia pães. b) Era meio-dia e meia. c) Na exposição, venderam-se oito cavalos árabes. d) Crime de leso-patriotismo. e) Os soldados ficaram alerta. 23) (SANTA CASA) Não há erro de concordância em: a) “Ela era filha de um casal de velhos que a idolatravam.” b) “Foi proibido, no estádio, a entrada do repórter.” c) “Era duas horas da tarde, quando pude almoçar.” d) “Anexas ao pedido, seguem as necessárias informações.” e) “Saímos depressa porque já era meio-dia e meio.” 24) (PUC-RS) Trajava à moda antiga uma saia ........., uma blusinha .......... e sorria timidamente para os rapazes, abrindo muito os olhos .............. onde se via um brilho de malícia. a) azul-marinho - verde-clara - castanho b) azul-marinha - verde-claro - castanhos c) azul-marinha - verde-clara - castanhos d) azul-marinha - verde-claro - castanho e) azul-marinho - verde-clara - castanhos 25) (CESGRANRIO) Assinale a opção em que a concordância verbal contraria a norma culta da língua: a) Não se assistia a tais espetáculos aqui. b) Podem-se respeitar essas convenções. c) Pode-se perdoar aos exilados. d) Há de se fazer muitas alterações. e) Não se trata de problemas graves. 26) (UM-SP) O período está expresso corretamente em: a) Não se pensam em miséria com dinheiro no bolso. b) Estudaram-se esta matéria. c) Esclareceram-se as dúvidas. d) Comentaram-se muito durante a estréia da peça. e) Convocou-se os candidatos à Prefeitura.

18) (MED-ITAJUBÁ) Em todas as frases a concordância nominal se fez corretamente, exceto em: a) Os soldados, agora, estão todos alerta. b) Ela possuía bastante recursos para viajar. c) As roupas das moças eram as mais belas possíveis. d) Rosa recebeu o livro e disse: “Muito obrigada”. e) Sairei de São Paulo hoje, ao meio-dia e meia. 19) (OSEC) Assinale a frase que possua a mesma sintaxe de concordância de “É proibido entrada.”: a) É proibido a entrada. b) Não se permite entrada de cães. c) No calor, cerveja é bom. d) Proibi-se a entrada de cães. e) É um homem de verdade. 20) (CARLOS CHAGAS)) Ainda .......... furiosa, mas com ............ violência, proferia injúrias ............ para escandalizar os mais arrojados. a) meia - menas - bastantes b) meia - menos - bastante c) meio - menos – bastante d) meio - menos – bastantes e) meio - menas - bastantes

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a) anexo - bastantes - atenciosos b) anexos - bastante - atenciosos c) anexos - bastantes - atenciosas d) anexos - bastantes - atenciosos e) anexo - bastante - atenciosa

27) (AFTN) Indique o único segmento que apresenta concordância verbal condizente com as normas do português padrão: a) O funcionamento dos dois hemisférios cerebrais são necessários tanto para as atividades artísticas como para as científicas. b) As diferentes divisões e subdivisões a que se submetem a área de ciências humanas provocam uma indesejável pulverização de domínios do conhecimento. c) Normalmente, a aplicação de métodos quantitativos e exatos acabam por distorcer as linhas de raciocínio em ciências humanas. d) Uma das premissas básicas do conjunto de assunções teóricas e epistemológicas do trabalho que ora vem a lume é a concepção da Arte como uma entre as muitas formas por meio das quais o conhecimento humano se expressa. e) Não existem fórmulas precisas ou exatas para avaliar uma obra de arte, não existe um padrão de medida ou quantificação, tampouco podem haver modelos rígidos pré-estabelecidos. 28) (FCMPA-MG) A concordância verbal não está correta em: a) Isso são verdadeiros absurdos. b) Os Andes ficam na América. c) Entre nós não haviam segredos. d) Isso não passa de absurdos comentários. e) Menos de dois alunos disputam a vaga. 29) (ITA) Assinale a alternativa correta: “ ................ muitos anos que compramos um compêndio e uma gramática .................... para estudar a língua e a literatura.............. .” a) Faz, volumoso, luso-brasileiras b) Deve fazer, volumosos, portuguesa c) Fazem, volumosos, portuguesa d) Devem fazer, volumosa, portuguesa e) Faz, volumosas, luso-brasileira 30) (BB) Concordância verbal correta: a) Cala-te e ouça! b) Cala-te e ouve! c) Cala-se e ouve! d) Cala-te e ouves! e) Cala-se e ouça!

unidade Sintaxe de regência

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Regência estuda as relações entre um termo subordinado (regido) e um outro subordinante (regente). Ou seja, é a relação que se estabelece entre duas palavras, uma das quais serve de complemento à outra. A regência pode ser direta ou indireta. Os verbos transitivos diretos (VTD), por exemplo, se ligam diretamente a seu complemento, o objeto direto (OD): Comprei um carro. Já os verbos transitivos indiretos (VTI) exigem uma preposição para se conectar ao seu complemento, o objeto indireto (OI): Preciso de um carro.

REGÊNCIA NOMINAL
As preposições ligam um nome (substantivo, adjetivo e advérbio), termo regido, ao termo regente: 1) Tenho certeza de que conseguirei. (quem tem certeza, tem certeza de alguma coisa) 2) Esse assunto foi útil a todos os presentes. (aquilo que é útil, é útil a alguém)
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3) O juiz agiu favoravelmente ao réu. (quem age favoravelmente, age favoravelmente a alguém) Veja alguns nomes e suas regências Adequado a Afável com, para com Alheio a Análogo a Ansioso de, por Apto para, a Ávido de Benéfico a Bom para Cheiro a, de Conforme com, a Constante em Contíguo a Doutor em Fácil de Favorável a Entendido em Generoso com Hábil em Hostil a Ida a Idôneo para Lento em Liberal com Manso de Nobre de, em, por Pálido de Possuído de Querido de, por Sábio em

Amoroso com, para com Comum a, de

REGÊNCIA VERBAL
As preposições ligam um verbo, termo regente, a um outro termo regido: 1) Necessito de ajuda. 2) Acreditei em suas versões. Casos especiais Agradar 1) VTD, no sentido de fazer agrado: O pai agradava os seus filhos. 2) VTI (com preposição a), no sentido de ter agradado: O jogo não agradou ao público.

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Ajudar 1) VTD ou VTI: Sempre ajudou os mais necessitados. / Sempre ajudou aos mais necessitados. Aspirar 1) VTD, no sentido de sorver: Aspirava o perfume dela com prazer. 2) VTI, no sentido de desejar, pretender: Ela aspirava a altos cargos. Assistir 1) VTD ou VTI (com preposição a), no sentido de prestar assistência, servir: O médico assiste o/ao paciente 2) VTI (com preposição a), no sentido de presenciar, ver: Assistimos ontem ao jogo. 3) VTI, no sentido de caber, pertencer a alguém: Esse direito não lhe assiste. 4) VI (com preposição em), no sentido de morar: Assisto em Niterói há nove anos. Atender 1) VTD ou VTI: Atendi o cliente. / Atendi ao cliente. Chamar 1) VTD ou VTI (com preposição por), no sentido de convocar: O professor chamou o aluno. / O professor chamou por um aluno. 2) VTD + predicativo ou VTI + predicativo, no sentido de qualificar, denominar: Chamaram-no palhaço. / Chamaram-lhe palhaço. O predicativo pode vir regido ou não da preposição de: Chamaram-no de palhaço. / Chamaram-lhe de palhaço.
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Impedir, incumbir, encarregar e proibir 1) VTDI: Impedi o aluno de sair. / Impedi-o de sair. 2) VTID: Impedi ao aluno sair. / Impedi-lhe sair. Implicar 1) VTD, no sentido de causar, acarretar: Esta decisão implicará sérias consequências. 2) VTDI (com preposição em), no sentido de envolver, comprometer: Implicou o amigo no crime. 3) VTI (com preposição com), no sentido de antipatizar: O sogro implicava sempre com a nora. Morar, residir e situar 1) VI (com preposição em): Ele mora em São Paulo. Namorar 1) VTD: Ana namora Paulo. (No dia-a-dia, observa-se a construção incorreta, com preposição: Ana namora com Paulo.) Obedecer e desobedecer 1)VTI, com preposição a: Obedeço ao guarda. / Obedecemos à sinalização. Perdoar e pagar 1) VTDI (OD para coisa e OI para pessoa – com preposição a): O padre perdoou os pecados ao infiel. / Já pagamos a diária ao pedreiro. Precisar 1) VTD, no sentido de determinar: Não soube precisar a hora do jogo. 2) VTI, no sentido de necessitar: Não preciso de ajuda no momento. Preferir 1) VTDI (OD para a coisa mais preferida e OI para a menos preferida): Prefiro cinema a teatro. (Como ele já dá idéia de anterioridade (pre), é inoportuno o uso de palavras de reforço como antes, mais do que, muito mais, mil vezes, etc. Veja o uso coloquial desse verbo: Prefiro mil vezes maçã do que pêra. Uso correto: Prefiro maçã a pêra.) Presidir 1) VTD ou VTI: Jorge presidiu o evento. / Jorge presidiu ao evento. Proceder 1) VI, no sentido de ter fundamento: Essa acusação não procede. 2) VTI (com preposição a), no sentido de dar andamento: O juiz procedeu ao jogo. 3) VI (com preposição de), no sentido de vir de algum lugar: Ele procede de boa família. 4) VI, no sentido de comportar-se, agir: De que maneira o advogado procedeu? Querer 1) VTD, no sentido de desejar: A menina quer atenção. 2) VTI (com preposição a), no sentido de estimar: A menina quer bem ao pai. Reparar 1) VTD, no sentido de consertar: O mecânico reparou o carro.
sintaxe de regêncaia

Chegar, ir, sair e vir 1) VI (seguidos de adjuntos adverbiais de lugar pedem preposição a e não em): Cheguei ao curso. / Saiu à rua. (No dia-a-dia, observam-se construções incorretas: Cheguei no curso. / Saiu na rua.) Custar 1) É verbo pronominal, no sentido de ser difícil. Emprega-se, então, na 3ª pessoa do singular, tendo como sujeito uma oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo, a qual pode vir ou não precedida da preposição a: Custa-me acreditar no que disse. (No dia-a-dia, observa-se a construção incorreta: Custo a acreditar no que disse.) 2) VTDI, no sentido de acarretar: A falta de estudos custou-lhe uma péssima colocação. 3) VTD, no sentido de ter valor: Os carros hoje custam barato. Deparar 1) VTD ou VTI (com preposição com), no sentido de encontrar: Deparei (com) cachorros na esquina. (Veja que ele, nesse aspecto, não é pronominal, ou seja, não se depara com.) Esquecer e lembrar 1) VTI, quando forem verbos pronominais: Esqueci-me do nome dela. 2) VTD, quando não forem verbos pronominais: Esqueci o nome dela. 3) VTD, no sentido de cair no esquecimento ou vir à lembrança: a coisa esquecida ou lembrada aparece como sujeito, e a pessoa (representada por um pronome) como OI: Esqueceu-me o nome dela. (O nome dela caiu no meu esquecimento.) / Lembraram-me os dias da infância. (Os dias da infância vieram a minha lembrança.) Informar, avisar, prevenir, certificar 1) VTDI: Informei o aluno da minha saída. / Informei-o da minha saída. 2) VTID: Informei ao aluno a minha saída. / Informei-lhe a minha saída.

2) VTI (com preposição em ou para), no sentido de observar: Reparei em/para suas roupas. Satisfazer 1) VTD ou VTI: Satisfaço o seu desejo. / Satisfaço ao seu desejo. 98 99

Servir

1) VTD, no sentido de estar a serviço de alguém: Aquela garçonete serve muito bem as refeições. 2) VTI, com preposição a, no sentido de prestar serviço: Sempre servia aos amigos. 3) VTDI, com preposição a, no sentido de oferecer alguma coisa a alguém: Ofereceu um presente ao amigo. 4) VTI, com preposição a ou para ou pronome átono: Isso não serve a/para ninguém. / Isso não lhe serve. Simpatizar e antipatizar 1) VTI (com preposição com): Simpatizo com esse professor. (Veja que ele não é pronominal, ou seja, não se simpatiza com alguém.) Sobressair 1) VI: O vestido dela sobressaiu na festa. (Veja que ele não é pronominal, ou seja, não se sobressai.) Suceder 1) VTI, com preposição a: João sucedeu a Paulo. Visar 1) VTD, no sentido de apontar, ter como alvo: O soldado visou o peito do inimigo. 2) VTI (com preposição a), no sentido de desejar: Carlos visa ao cargo de chefe.
sintaxe de regêncaia Observação 1) Segundo a gramática normativa, preposição não se funde com o sujeito do infinitivo, como na frase: “Chegou o momento de o presidente falar”, que na linguagem comum se diz “Chegou o momento do presidente falar.” Veja que, alterando a posição dos termos, encontramos a seguinte estrutura: “Chegou o momento de falar o presidente, ou seja, o sujeito fica depois do verbo e a preposição de antes. Observa-se, então, que, apesar de não ser possível tal contração, talvez por um problema de eufonia, o brasileiro faça essa fusão, que não é reprovada pelos gramáticos tradicionais. 2) Quanto à regência dos verbos pronominais, percebem-se dois casos: os essencialmente pronominais (aqueles que só têm noção quando acompanhados de pronome: queixar-se, arrepender-se, apoderar-se, suicidar-se, etc. – nesse caso, a palavra se é chamada parte integrante do verbo), e os acidentalmente pronominais (os que mostram reflexividade de ação: admirar-se, comparar-se, alimentar-se, etc.). Note que quando conjugamos o verbo alimentar, sem pronome, obtivemos uma ação direta (VTD), mas, tornando-se pronominal, passa a exigir preposição (VTI), isto é, uma relação indireta (Ele se alimenta de brisa.). 3) Alguns verbos transitivos indiretos com a preposição a não admitem a utilização do complemento lhe, mas sim a ele (e flexões): aludir, anuir, aspirar, assistir (= ver), referir-se, visar: Assisti ao jogo. Assisti a ele. 4) O oblíquo lhe deve ser usado somente para substituir substantivos referentes a pessoas, e a forma a ele (e flexões), tanto para pessoas quanto para coisas: Eu entreguei ao gerente. / Eu lhe entreguei. / Entreguei a ele.

Questões de provas
1) (IBGE) Assinale a opção em que as duas frases se completam corretamente com o pronome lhe: a) Não ..... amo mais. / O filho não ..... obedecia. b) Espero-..... há anos. / Eu já ..... conheço bem. c) Nós ..... queremos muito bem. / Nunca ..... perdoarei, João. d) Ainda não ..... encontrei trabalhando, rapaz. / Desejou-..... felicidades. e) Sempre ..... vejo no mesmo lugar. / Chamou-..... de tolo. 2) (BB) Regência imprópria: a) Não o via desde o ano passado. b) Fomos à cidade pela manhã. c) Informou ao cliente que o aviso chegara. d) Respondeu à carta no mesmo dia. e) Avisamos-lhe de que o cheque foi pago. 3) (EPCAR) O que devidamente empregado só não seria regido de preposição na opção: a) O cargo ....... aspiro depende de concurso. b) Eis a razão ....... não compareci. c) Rui é o orador ....... mais admiro. d) O jovem ....... te referiste foi reprovado. e) Ali está o abrigo ....... necessitamos. 4) (FTM-ARACAJU) As mulheres da noite ....... o poeta faz alusão ajudam a colorir Aracaju, ....... coração bate de noite, no silêncio. A alternativa que completa corretamente as lacunas da frase acima é: a) as quais / de cujo b) a que / no qual c) de que / o qual d) às quais / cujo e) que / em cujo 5) (SANTA CASA) É tal a simplicidade ....... se reveste a redação desse documento, que ele não comporta as formalidades ....... demais. a) que - os b) de que - aos c) com que - para os d) em que - nos e) a que - dos

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6) (BB) Emprego indevido de o: a) O irmão o abraçou. b) O irmão o encontrou. c) O irmão o atendeu. d) O irmão o obedeceu e) O irmão o ouviu. 7) (CESESP-PE) “... trepado numa rede afavelada cujas varandas serviam-lhe de divisórias do casebre”. Em qual das alternativas o uso de cujo não está conforme a norma culta? a) Tenho um amigo cujos filhos vivem na Europa. b) Rico é o livro cujas páginas há lições de vida. c) Naquela sociedade, havia um mito cuja memória não se apagava. d) Eis o poeta cujo valor exaltamos. e) Afirmam-se muitos fatos de cuja veracidade se deve desconfiar. 8) (UF-PR) Assinale a alternativa que substitui corretamente as palavras sublinhadas: 1. Assistimos à inauguração da piscina. 2. O governo assiste os flagelados. 3. Ele aspirava a uma posição de maior destaque. 4. Ele aspirava o aroma das flores. 5. O aluno obedece aos mestres. a) lhe, os, a ela, a ele, lhes b) a ela, os, a ela, o, lhe c) a ela, os, a, a ele, os d) a ela, a eles, lhe, lhe, lhes e) lhe, a eles, a ela, o, lhes 9) (CESGRANRIO) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da seguinte frase: Toda comunidade, ..... aspirações e necessidades devem vincular-se os temas da pesquisa científica, possui uma cultura própria, ..... precisa ser preservada. a) cujas / de que b) a cujas / que c) cujas / pela qual d) cuja / que e) a cujas / de que 10) (FUVEST) Assinale a alternativa gramaticalmente correta: a) Não tenham dúvidas que ele vencerá. b) O escravo ama e obedece o seu senhor. c) Prefiro estudar do que trabalhar. d) O livro que te referes é célebre.

11) (PUC) Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas abaixo: 1. Veja bem estes olhos ....... se tem ouvido falar. 2. Veja bem estes olhos ....... se dedicaram muitos versos. 3. Veja bem estes olhos ....... brilho fala o poeta. 4. Veja bem estes olhos ....... se extraem confissões e promessas. a) de que - a que - sobre o qual - dos quais b) que - que - sobre o qual - que c) sobre os quais - que - de que - de onde d) dos quais - aos quais - sobre cujo - dos quais e) em quais - aos quais - a cujo - que 12) (FUVEST) Indique a alternativa correta: a) Preferia brincar do que trabalhar. b) Preferia mais brincar a trabalhar. c) Preferia brincar a trabalhar. d) Preferia brincar à trabalhar. e) Preferia mais brincar que trabalhar. 13) (CESCEA) As palavras ansioso, contemporâneo e misericordioso regem, respectivamente, as preposições: a) em - de - para b) de - a - de c) por - com - de d) de - com - para com e) com - a - a 14) (MACK) Indique a alternativa que completa corretamente as lacunas do seguinte período: “Era um tique peculiar ..... cavalariço o de deixar caído, ..... canto da boca, o cachimbo vazio ..... fumo, enquanto alheio ..... tudo e solícito apenas ..... animais, prosseguia ..... seu serviço.” a) ao - ao - de - a - com os - em b) do - no - em - de - dos - para c) para o - no - de - com - pelos - a d) ao - pelo - do - por - sobre - em e) do - para o - no - para - para com os - no 15) (UM-SP) I - Certifiquei-o ............ que uma pessoa muito querida aniversaria neste mês; II - Lembre-se ............ que, baseada em caprichos, não obterá bons resultados; III - Cientificaram-lhe ............ que aquela imagem refletia a alvura de seu mundo interno. De acordo com a regência verbal, a preposição de cabe: a) nos períodos I e II b) apenas no período II c) nos períodos I e III d) em nenhum dos três períodos e) nos três períodos

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e) Se lhe disserem que não o respeito, enganam-no.

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16) (UNIMEP-SP) Quando implicar tem sentido de “acarretar”, “produzir como conseqüência”, constrói-se a oração como objeto direto, como se vê em: a) Quando era pequeno, todos sempre implicavam comigo. b) Muitas patroas costumam implicar com as empregadas domésticas. c) Pelo que diz o assessor, isso implica em gastar mais dinheiro. d) O banqueiro implicou-se em negócios escusos. e) Um novo congelamento de salários implicará uma reação dos trabalhadores. 17) (AMAN) Escolha, abaixo, a exata regência do verbo chamar: a) Chamamo-lo inteligente. b) Chamamo-lo de inteligente. c) Chamamos-lhe inteligente. d) Chamamos-lhe de inteligente. e) Todas as regências acima estão corretas. 18) (UFF) Assinale a frase que apresenta um erro de regência verbal: a) Este autor tem idéias com que todos nós simpatizamos. b) Eis a ordem de que nos insurgimos. c) Aludiram a incidentes de que já ninguém se lembrava. d) Qual o cargo a que aspiras? e) Há fatos que nunca esquecemos. 19) (CARLOS CHAGAS-BA) Como não .......... vi, chamei o contínuo e mandei-.........., então, ......... a) o - o - procurá-lo b) lhe - o - procurá-lo c) lhe - lhe - procurar-lhe d) o - ele - procurar-lhe e) lhe - lhe - procurá-lo 20) (UF-PR) Preencha convenientemente as lacunas das frases seguintes, indicando o conjunto obtido: 1. A planta ............ frutos são venenosos foi derrubada. 2. O estado ............ capital nasci é este. 3. O escritor ............ obra falei morreu ontem. 4. Este é o livro ........... páginas sempre me referi. 5. Este é o homem ............ causa lutei. a) em cuja, cuja, de cuja, a cuja, por cuja b) cujos, em cuja, de cuja, cujas, cuja c) cujos, em cuja, de cuja, a cujas, por cuja d) cujos, cujas, cuja, a cujas, por cuja e) cuja, em cuja, cuja, cujas, cuja 21) (FUVEST) I - A arma ............ se feriu desapareceu. II - Estas são as pessoas ............ que lhe falei. III- Aqui está a foto ............ que me referi. IV - Encontrei um amigo de infância ............ nome não me lembrava. V- Passei por uma fazenda ............ se criavam búfalos.

a) que, de que, à que, cujo, que b) com que, que, a que, cujo qual, onde c) com que, das quais, a que, de cujo, onde d) com a qual, de que, que, do qual, onde e) que, cujas, as quais, do cujo, na cuja 22) (FUMEG-MG) Com referência à regência do verbo assistir, todas as alternativas estão corretas, exceto em: a) Assistimos ontem um belo filme na televisão. b) Os médicos assistiram os doentes durante a guerra. c) O técnico assistiu os jogadores no treino. d) Assistiremos amanhã a uma missa de sétimo dia. e) Machado de Assis assistia em Botafogo. 23) (UFPEL-RS) A frase que não apresenta problema(s) de regência, levando-se em consideração a língua escrita, é: a) Preferiu sair antes do que ficar até o fim da peça. b) O cargo a que todos visavam já foi preenchido. c) Lembrou de que precisava voltar ao trabalho. d) As informações que dispomos não são suficientes para esclarecer o caso. e) Não tenho dúvidas que ele chegará breve. 24) (UM-SP) Assinale a alternativa incorreta quanto à regência verbal: a) Ele custará muito para me entender. b) Hei de querer-lhe como se fosse minha filha. c) Em todos os recantos do sítio, as crianças sentem-se felizes, porque aspiram o ar puro. d) O presidente assiste em Brasília há quatro anos. e) Chamei-lhe sábio, pois sempre soube decifrar os enigmas da vida. 25) (ESAF) Observe, nos períodos abaixo, a regência dos verbos e dos nomes: I. As constantes faltas ao trabalho implicaram a sua demissão. II. Procederemos à abertura do inquérito. III. O cargo a que aspiramos é disputado por todos. IV. Prefiro mais estudar do que trabalhar. V. Sua atitude é incompatível ao ambiente. Assinale a seqüência que corresponde aos períodos corretos: a) I, II e IV b) II, III e IV c) II, IV e V d) I, II e III e) I, III e IV 26) (CEET) Assinale a alternativa que apresenta erro: a) Esqueci o nome dele. b) Esqueci de meu irmão. c) Esqueceu-me o nome dele. d) Nunca me esqueceu esse fenômeno. e) Esqueci-me do nome dele.
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unidade Crase

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7) Nos pronomes de tratamento senhora, madame, senhorita e madame: Obedecia à senhora do 304. 8) Diante da palavra terra no sentido de chão firme: Regressou à terra de Machado de Assis. 9) Antes de hora definida: O evento vai das 14 às 18 horas. / O evento vai das 9 ao meiodia.
Observação Note esse último caso. Para manter o paralelismo, não construa a frase dessa forma: “O evento vai DE 14 às 18 horas. Deve haver preposição + artigo em ambos os contextos temporais.

É a fusão da preposição a com os artigos definidos femininos a e as, ou com os pronomes demonstrativos a, as, aquele, aquela, aquilo, ou o a dos pronomes relativos a qual e as quais. Regras básicas 1) Se for possível substituir a palavra feminina por outra masculina, produzindo assim a combinação ao, haverá acento grave. Do contrário, não: Vou à praia. / Vou ao cinema. / Vendi a casa. / Vendi o sofá. 2) Outra possibilidade é substituir o a pela preposição para, produzindo assim a combinação para a. Se isso não for possível, não haverá acento grave: Vou à Bahia. / Vou para a Bahia. / Vou a Copacabana. / Vou para Copacabana.
Observação Com relação ao item 2, se o substantivo locativo vier acompanhado de locução adjetiva ou outro modificador, o acento grave deverá ser colocado: Vou à Copacabana de minha infância. / Vou para a Copacabana de minha infância. crase

10) Diante da palavra distância, se houver a formação de locução prepositiva: Ficou à distância de seis metros. Não devemos usar o acento indicativo de crase: 1) Antes de palavras masculinas: Pintei quadro a óleo. 2) Antes de verbo: Começou a chover. 3) Quando o a estiver no singular, diante de uma palavra no plural: Não me refiro a pessoas estranhas. 4) Antes de pronomes indefinidos: Obedeça a todas as pessoas.
crase

Devemos usar o acento indicativo de crase: 1) Diante das expressões adverbiais à moda de e à maneira de: Usava sapatos à Luiz XV. 2) Nos adjuntos adverbiais femininos: Comprou o carro à vista. 3) Nas locuções prepositivas e conjuntivas femininas: Vivia às custas da irmã. / À proporção que chovia, os bueiros transbordavam. 4) Com os pronomes demonstrativos aquele, aquela (+ flexões) e aquilo, quando puderem ser substituídos por a esse, a essa e a isso, respectivamente: Entreguei o resulatado àquele funcionário (= a esse funcionário).
Observação Com o demonstrativo a, devemos proceder da seguinte foma: substituímos a por aquela = a essa: Faça uma linha paralela à de cima. / Faça uma linha paralela àquela (= a essa) de cima. / Essa roupa é igual à que comprei ontem. / Essa roupa é igual àquela (= essa) que comprei ontem.

5) Antes de pronomes retos: Ensinei a ela. 6) Antes de pronomes oblíquos: Entregou a mim. 7) Antes dos relativos quem e cujo: Ele se referia a quem? / O livro a cuja página fiz referência sumiu. 8) Nos adjuntos adverbiais de instrumento, a não ser que causem ambiguidade: Preencheu o formulário a caneta. 9) Quando houver outra preposição: Vou para a escola. 10) Antes dos demonstrativos este, esse (e flexões), isso: Não foi a esta festa. 11) Antes de pronomes de tratamento: Não me referi a Vossa Excelência. 12) Antes de artigos indefinidos: Fiz referência a uma pessoa da sala. 13) Diante da palavra terra no sentido de oposição a bordo: Os marinheiros voltaram a terra. 14) Quando subentender uma idéia indefinida: Ela se candidatou a rainha do baile. / Ele se candidatou a rei do baile. 15) Antes de hora indefinida: Chegarei daqui a duas horas. 16) Diante de palavras repetidas: Tomou o remédio gota a gota. 17) Diante da palavra distância, se não houver a formação de locução prepositiva:

5) Para evitar as ambiguidades: Às italianas as brasileiras venceram. / Matou-o à bala. Veja que, na primeira frase, o sujeito e o objeto estão antepostos ao verbo, o que pode gerar duplo sentido (quem venceu quem?). Preposiciona-se, assim, o objeto para dar clareza à idéia. O mesmo acontece com a segunda sentença: com acento grave, bala é adjunto adverbial de instrumento, e, sem crase, sujeito. 6) Nos pronomes relativos a qual, as quais, quando o verbo da oração subordinada adjetiva exigir a preposição a: A peça à qual me referi é muito boa. / O espetáculo ao qual me referi é muito bom.

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Ensino a distância.

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Casos facultativos de crase 1) Antes de nome próprio de mulher: Dirigi-me a Andréia. / Dirigi-me à Andréia. 2) Antes de pronome possessivo adjetivo feminino singular: Dirigi-me a sua irmã. / Dirigi-me à sua irmã. 3) Depois da preposição até: Fui até a praia. / Fui até à praia. 4) Diante da palavra casa, se estiver especificada: Já cheguei à casa de Sandra.

6) (FUVEST) ....... noite, todos os operários voltaram ....... fábrica e só deixaram o serviço ....... uma hora da manhã. a) Há, à, à b) A, a, a c) À, à, à d) À, a, há e) A, à, a 7) (CESCEM) Sentou ....... máquina e pôs-se ....... reescrever uma ....... uma as páginas do relatório. a) a - a - à b) a - à - a c) à - a - a d) à - à - à e) à - à - a 8) (MACK) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas no seguinte período: “Agradeço ....... Vossa Senhoria ....... oportunidade para manifestar minha opinião ....... respeito.” a) à - a - à b) à - a - a c) a - a - à d) a - a - a e) à - à - a 9) (SANTA CASA) Fique ....... vontade; estou ....... seu inteiro dispor para ouvir o que tem ....... dizer. a) a - à - a b) à - a - a c) à - à - a d) à - à - à e) a - a - à 10) (FMU) Assinale a alternativa em que não deve haver o sinal da crase: a) O sonho de todo astronauta é voltar a Terra. b) As vezes, as verdades são duras de se ouvir. c) Enriqueço, a medida que trabalho. d) Filiei-me a entidade, sem querer. e) O sonho de todo marinheiro é voltar a terra. 11) (FUVEST) De ..... muito, ele se desinteressou em chegar a ocupar cargo tão importante. ..... coisas mais simples na vida e que valem mais que a posse momentânea de certos postos de relevo ..... que tantos ambiciosos por amor ..... ostentação. a) a - Há - à - à b) há - As - a - a c) há - Há - a - à d) a - Hão - a - à e) há - A - a - a

Questões de provas
1) (TTN) Preencha as lacunas da frase abaixo e assinale a alternativa correta: “Comunicamos ..... Vossa Senhoria que encaminhamos ..... petição anexa ..... Divisão de Fiscalização que está apta ..... prestar ..... informações solicitadas.” a) a, a, à, a, as b) à, a, à, a, às c) a, à, a, à, as d) à, à, a, à, às e) à, a, à, à, as 2) (UF-RS) Somente ..... longo prazo será possível ajustar-se esse mecanismo ..... finalidade ..... que se destina.
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a) a - à - a b) à - a - à c) à - à - à d) à - a - a e) à - à - a 3) (UF-RS) Entregue a carta ..... homem ..... que você se referiu ..... tempos. a) aquele - à - à b) àquele - à - há c) aquele - a - a d) àquele - à - à e) àquele - a - há 4) (BB) Há crase: a) Responda a todas as perguntas. b) Avise a moça que chegou a encomenda. c) Volte sempre a esta casa. d) Dirija-se a qualquer caixa. e) Entregue o pedido a alguém na portaria. 5) (CARLOS CHAGAS-BA) A casa fica ..... direita de quem sobe a rua, ..... duas quadras da avenida do Contorno. a) à - há b) a - à c) a - há d) à - a e) à - à

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crase

12) (BB) A amiga, ....... quem devia tanta atenção, não chegou ....... ouvir os agradecimentos que ....... muito esperava. a) a, a, a b) a, a, há c) à, à, há d) à, à, a e) à, a, a 13) (BB) Quando for ....... Bahia, quero visitar ....... igreja do Bonfim e assistir ....... uma missa para dar cumprimento ....... promessa que fiz. a) a, a, à, à b) à, à, a, a c) a, à, a, à d) à, a, a, à e) a, a, a, a 14) (BB) Qual das alternativas completa corretamente os espaços vazios? “E entre o sono e o medo, ouviu como se fosse de verdade o apito de um trem igual ....... que ouvia em Limoeiro.” (José Lins do Rego) “Habituara-se ....... boa vida, tendo de tudo, regalada.” (J. Amado) “Os adultos são gente crescida que vive sempre dizendo pra gente fazer isso e não fazer ....... .” (M. Fernandes) a) àquele, aquela, aquilo b) àquele, àquela, àquilo c) àquele, àquela, aquilo d) aquele, àquela, aquilo e) aquele, aquela, aquilo 15) (CEFET-PR) O pobre homem fica ....... meditar, ....... tarde, indiferente ........ que acontece ao seu redor. a) à, a, aquilo b) a, a, aquilo c) a, à, àquilo d) à, à, aquilo e) à, à, àquilo 16) (PUC-RS) Foi ....... mais de um século que, numa região de escritores, se propôs a maldição do cientista que reduziria o arco-íris ....... simples matéria: era uma ameaça ....... poesia. a) a, a, à b) há, à, a c) há, à, à d) a, a, a e) há, a, à
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17) (FUVEST) Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas do texto: “Chegar cedo ..... repartição. Lá ..... de estar outra vez o Horácio conversando ..... uma das portas com Clementino.” a) à - há - a b) à - há - à c) a - há - a d) à - a – a e) a - a - à 18) (UM-SP) Marque o período em que o uso da crase é permitido: a) Enviei à Roma suas fotografias. b) Foi à Lapa para inaugurar a gráfica. c) Alô, franceses, chegamos à Paris. d) Viajou à Londres, a fim de rever antigo amor. e) Referimo-nos à Niterói, em nossa excursão pelo interior. 19) (BB) Forma incorreta: a) Partirei à uma hora. b) O teste visa à verificar a qualidade do produto. c) Ele vive à margem da comunidade. d) O funcionário foi chamado à responsabilidade. e) Estou à procura de um ideal.
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20) (FUVEST) Na frase: “tende a satisfazer as exigências do mercado”, substituindo-se satisfazer por satisfação, tem-se a forma correta: a) tende à satisfação as exigências do mercado. b) tende a satisfação das exigências do mercado. c) tende a satisfação das exigências ao mercado. d) tende a satisfação às exigências do mercado. e) tende à satisfação das exigências do mercado. 21) (TRE-SP) Isso se refere ..... fatos que ocorreram ..... muito tempo e, como tal, não vêm mais ..... lembrança de ninguém. a) a - à - a b) a - há - à c) à - à - à d) à - há - à e) à - à - a 22) (TRE-RJ) O “a” (sublinhado) que deverá levar o acento grave indicativo de crase está na seguinte alternativa: a) Eles entregam “pizza” a domicílio. b) O menino não quis ir a casa dos tios. c) A encomenda foi entregue a uma pessoa estranha. d) As moças começaram a gritar logo no início do filme. e) O fiscal não se referia a candidatas, mas a candidatos.

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unidade Colocação pronominal

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Observação O português falado no Brasil é distinto do de Portugal. Aqui, dá-se preferência à próclise em qualquer situação, e lá seu uso dependerá da oração: Me telefona mais tarde (forma brasileira) / Telefona-me mais tarde (forma portuguesa). Pela tradição, condena-se o uso brasileiro, mas alguns gramáticos nacionais já o aceitam. 3) Mesóclise: É a colocação do pronome no meio do verbo: Irritar-se-ia com facilidade. A) A mesóclise só é obrigatória com verbo no futuro do presente ou futuro do pretérito: Ensinarei ao aluno. / Ensinar-lhe-ei. / Ensinarei a matéria. / Ensiná-la-ei. / Revelaria a mim. / Revelar-me-ia. / Revelaria os segredos. / Revelá-los-ia. B) A mesóclise é desfeita se houver motivo para a próclise: Não me revelaria esse segredo. Colocação pronominal nas locuções verbais 1) Verbo auxiliar + infinitivo ou gerúndio A) Se não houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar ou depois do verbo principal: Vou falar-te / Vou te falar. / Estavam chamando-me. / Estavam me chamando.
colocação pronominal

É a parte da gramática que trata da correta colocação dos pronomes oblíquos átonos na frase. Posições do pronome átono 1) Próclise: É a colocação do pronome antes do verbo: Ele se irrita com facilidade. A próclise é obrigatória: A) com palavras de sentido negativo (não, nunca, ninguém, jamais, etc.): Ele não se irrita com facilidade; B) com advérbios: Sempre se empolga com novos fatos; C) com pronomes indefinidos: Alguém lhe disse a verdade;
colocação pronominal

D) com pronomes demonstrativos: Isso o agrada muito; E) com pronomes relativos: O livro que lhe dei custou caro; F) com preposição em + gerúndio: Em se tratando de política, prefiro ficar calado. G) com conjunções subordinativas: Disse que me abandonaria; H) em frases interrogativas: Como se chama? I) em frases exclamativas: Como te enganas! J) em orações optativas: Que Deus o ajude. 2) Ênclise: É a colocação do pronome depois do verbo: Irrita-se com facilidade. A ênclise é obrigatória: A) em início de frase ou após sinal de pontuação: Deu-me a informação, atrapalhando-se com as palavras; B) com verbo no imperativo afirmativo: Calem-se! C) com verbo no gerúndio: Virou para o lado fazendo-se de desentendida. D) Quando o infinitivo estiver precedido de preposição ou palavra atrativa, o pronome poderá vir proclítico ou enclítico: Antes de lhe acender o cigarro. / Antes de acender-lhe o cigarro.

B) Se houver palavra atrativa, o pronome poderá ser colocado antes do verbo auxiliar ou depois do verbo principal: Não vou falar-te. / Não te vou falar. / Não estavam chamandome./ Não me estavam chamando. 2) Verbo auxiliar + particípio A) Jamais se posiciona o pronome depois do particípio, mas sim após o verbo auxiliar: Haviam-me convidado para a festa. B) Se houver palavra atrativa, o pronome deverá ser colocado antes do verbo auxiliar: Não me haviam convidado para a festa.

Questões de provas
1) (TTN) Assinale a frase em que a colocação do pronome pessoal oblíquo não obedece às normas do português padrão: a) Essas vitórias pouco importam; alcançaram-nas os que tinham mais dinheiro. b)Entregaram-me a encomenda ontem, resta agora a vocês oferecerem-na ao chefe. c) Ele me evitava constantemente!... Ter-lhe-iam falado a meu respeito? d) Estamos nos sentido desolados: temos prevenido-o várias vezes e ele não nos escuta. e)O Presidente cumprimentou o Vice dizendo: - Fostes incumbido de difícil missão, mas cumpriste-la com denodo e eficiência. 2) (CESGRANRIO) Indique a estrutura verbal que contraria a norma culta: a) Ter-me-ão elogiado. b) Tinha-se lembrado. c) Teria-me lembrado. d) Temo-nos esquecido. e) Tenho-me alegrado.

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3) (SANTA CASA) Há um erro de colocação pronominal em: a) “Sempre a quis como namorada.” b) “Os soldados não lhe obedeceram as ordens.” c) “Todos me disseram o mesmo.” d) “Recusei a idéia que apresentaram-me.” e) “Quando a cumprimentaram, ela desmaiou.” 4) (PUC) Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas da frase ao lado: “............................ da terra natal, ....................... para as antigas sensações adormecidas.” a) Nos lembrando - despertamos-nos b) Nos lembrando - despertamo-nos c) Lembrando-nos - despertamos-nos d) Nos lembrando - nos despertamos e) Lembrando-nos - despertamo-nos 5) (FATEC) Indique em que alternativa os pronomes estão bem empregados: a) Deixou ele sair. b) Mandou-lhe ficar de guarda. c) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. d) Procuram-o por toda a parte. e) n.d.e 6) (CARLOS CHAGAS) Os projetos que .......... estão em ordem; ........... ainda hoje, conforme .......... . a) enviaram-me, devolvê-los-ei, lhes prometi b) enviaram-me, os devolverei, lhes prometi c) enviaram-me, os devolverei, prometi-lhes d) me enviaram, os devolverei, prometi-lhes e) me enviaram, devolvê-los-ei, lhes prometi 7) (BRÁS CUBAS) Apontar a sentença que deverá ser corrigida: a) Poderá resolver-se o caso imediatamente. b) Sabes o que se deverá dizer ao professor? c) Poder-se-á resolver o caso imediatamente. d) Sabe o que deverá dizer-se ao professor? e) Poderá-se resolver o caso imediatamente. 8) (UF-SC) Observe os períodos abaixo: I. Nunca soubemos quem roubava-nos nas medidas. II. Pouco se sabe a respeito de novas fontes energéticas. III. Nada chegava a impressioná-lo na juventude. IV. Dar-lhe-emos novas oportunidades. V. Eles apressaram-se a convidar-nos para a festa.

a) Estão corretas I, II, III b) Estão corretas II, III, V c) Estão corretas III, IV, V d) Estão corretas II, III, IV e) Estão corretas I, III, IV 9) (UnB) Assinale a melhor resposta - O resultado das combinações: “põe + o”, “reténs + as”, “deduz + a”, é: a) pões-lo, reténs-la, dedu-la b) põe-no, retém-nas, dedu-la c) pões-lo, retém-las, deduz-la d) põe-no, retém-las, dedu-la e) põe-lo, retém-las, dedu-la 10) (BB) O funcionário que se inscrever, fará prova amanhã. Colocação do pronome - no texto: 1. Ocorre próclise em função do pronome relativo. 2. Deveria ocorrer ênclise. 3. A mesóclise é impraticável. 4. Tanto a ênclise como a próclise são aceitáveis. a) correta apenas a primeira afirmativa b) apenas a terceira é correta c) somente a segunda é correta d) são corretas a primeira e a terceira e) a quarta é a única correta 11) (ITA) Dada as sentenças: 1. Seria-nos mui conveniente receber tal orientação. 2. Em hipótese alguma enganaria-te. 3. Você é a pessoa que delatou-me. Constatamos que está (estão) correta(s): a) apenas a sentença número 1 b) apenas a sentença número 2 c) apenas a sentença número 3 d) todas as sentenças e) n.d.a 12) (UE LONDRINA-PR) Admirou-me a despesa por que não .......... que o presente .......... tão caro. a) me havias dito - iria custar-te b) havias-me dito - iria te custar c) me havias dito - iria-te custar d) havias me dito - te iria custar e) havias me dito - iria-te custar

colocação pronominal

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colocação pronominal

13) (MEDICINA SANTOS-SP) Assinale a alternativa que corresponde às frases com erro de colocação pronominal: I - Acho que não o encontrá-lo-emos mais. II - Em se concluindo o expediente, cerraram-se as portas. III - Não devemos ensinar-lhe a lição. IV - Ela havia acenado-lhe com a mão. V - Havia-me ela acenado com a mão. VI - Muitos foram-se para o estrangeiro. a) IV - I - VI b) IV - II - VI c) III - V - II d) III - I - V 14) (TRE-MT) Segundo a norma culta, a colocação do pronome pessoal sublinhado está incorreta em: a) Companheiros, escutai-me! b) Não nos iludamos, o jogo está feito. c) Dir-se-ia que os amigos tinham prazer em falar difícil. d) Queria convidá-lo a participar da festa. e) Não entreguei-lhe a carta.
colocação pronominal

18) (TRE-MT) Segundo a norma culta, há erro (de uso ou de colocação) na substituição do termo sublinhado por um pronome, em: a) O ministro não teve muitos escrúpulos naquela hora. / O ministro não teve-os naquela hora. b) Ele estava pronto para salvar a Itália. / Ele estava pronto para salvá-la. c) Eles terminaram as provas hoje. / Eles terminaram-nas hoje. d) Todos queriam que o professor entregasse o livro ao melhor aluno. / Todos queriam que o professor lhe entregasse o livro. e) Ele nunca perdoaria ao irmão aquela omissão. / Ele nunca lhe perdoaria aquela omissão. 19) (TRE-RO) Observe as frases: I - “política só se ganha com muito dinheiro.” II - “acaba logo esquecendo-se do pouco que aprendeu.” III - “que a mão não me pára mais quieta.” IV - “Pé-de-Meia prefere carregar-lhe a mão durante o serviço todo.” A colocação do pronome oblíquo átono não está de acordo com a preferência da norma culta da língua: a) somente na I b) somente na II c) somente na III d) somente na II e na IV e) somente na III e na IV 20) (TRE-MT) A substituição do termo sublinhado por um pronome pessoal está correta em todas as alternativas, exceto em: a) O governo deu ênfase às questões econômicas. O governo deu ênfase a elas. b) Os ministros defenderam o plano de estabilização. Os ministros defenderam-no. c) A companhia recebeu os avisos. A companhia recebeu-os. d) Ele diz as frases em tom bem baixo. Ele diz-las em tom baixo. e) Ele recusou a dar maiores explicações. Ele recusou a dá-las. 21) (TRE-RJ) A frase em que há erro quanto ao emprego do pronome lhe é: a) Nunca lhe diria mentira. b) Ter-lhe-iam falado a meu respeito? c) Louvemos-lhe, porque ele o merece. d) De Fernando só lhe conhecia a fama. e) Sei que não lhe agrada essa conversa. 22) (TRE-MG) Assinale a opção em que a colocação do pronome oblíquo está incorreta quanto à norma culta da língua: a) Não pude dar-lhe os cumprimentos, por estar fora da cidade. b) Agora tem-se dado muito apoio técnico ao pequeno empresário. c) Ter-lhe-íamos pedido ajuda, se o víssemos antes do resultado. d) Como me propiciou momentos agradáveis, fui bastante paciente. e) Quem o levará a tomar decisões tão importantes para o País?

a) Sempre diria a verdade. (te) b) Alguns arrependerão. (se) c) Contarás tudo. (me) d) O menino não ajudará. (nos) e)Quem resolverá a ir conosco? (se) 16) (ESAF) Assinale a frase em que o pronome oblíquo átono está colocado incorretamente: a) O guarda chamou-nos a atenção para os pivetes. b) Quantas lágrimas se derramaram pelo jovem casal! c) Ninguém nos convencerá de que esta notícia seja verdade. d) As pessoas afastaram-se daquele pacote suspeito. e) O vizinho cumprimentou o casal estadunidense, se retirando imediatamente. 17) (TRE-SP) Ninguém .......... àquela árdua tarefa, antes, .......... a outros. a) dedicar-se-á - passam-na b) se dedicará - passam-a c) dedicar-se-á - passam-la d) se dedicará - passam-na e) dedicar-se-á - passam-a

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colocação pronominal

15) (TRT) Marcar o único caso de mesóclise obrigatória:

unidade Pontuação
Regras gerais
1) Ponto A) Ponto-final: utilizado nas abreviações e para encerrar períodos: Sr. Paulo, venha cá.

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Observação 1) No lugar das aspas, com o advento da informática, pode-se optar também pelo itálico. 2) As aspas só aparecem depois de pontuação quando abrangem o período inteiro: “Tudo vale a pena, se a alma não é pequena.” (Fernando Pessoa)

4) Parênteses: utilizados para indicar explicação e intercalação de um comentário ou reflexão: Matemática e Português (matérias básicas) são encontradas em todos os cursinhos (e a procura por eles vem crescendo a cada dia). 5) Travessão: indica a fala de um personagem no discurso direto de uma narração. Equivale à virgula ou ao parêntese: Pedro virou-se e falou: – Não saio do Rio de Janeiro – um lugar especial para mim. 6) Vírgula: é utilizada nos seguintes casos: A) para separar enumerações: Diretores, professores, alunos e comunidade chegaram a um acordo. B) para separar orações coordenadas sindéticas, desde que não sejam iniciadas por e, ou e nem: Prometem muita coisa, mas não realizam nada. Observação 1) Antes das conjunções coordenativas e e nem haverá vírgula se o sujeito de uma oração for diferente do da anterior: No sorteio, Paulo ganhou um carro, e Ana recebeu uma tevê. Também haverá vírgula se essas conjunções tiverem valor de adversidade (= mas): Paulo bebe muito, e não fica tonto. Já na sentença a seguir a vírgula foi utilizada, respectivamente, para estabelecer a idéia de conseqüência (conjunção consecutiva) ou polissíndeto ou reiteração (ênfase): Os ministros se reuniram, deliberaram, e soltaram as emendas. / A criança esperneou, e gritou, e chorou, e conseguiu o que queria. 2) Conjunções adversativas e conclusivas inseridas no meio da oração devem ficar entre vírgulas: Nadou muito, não conseguiu, todavia, chegar ao final da prova. / Nadou muito, conseguiu, portanto, chegar ao final da prova. 3) A conjunção pois, colocada entre vírgulas, tem valor de conclusão: Nadou muito, conseguiu, pois, chegar ao final da prova. C) para separar orações subordinadas adjetivas explicativas: O homem, que é mortal, pensa que é Deus. D) para separar predicativo deslocado do sujeito, com verbo intransitivo ou transitivo: ordem direta: Os pescadores correram perplexos até a praia. Ordem inversa: Perplexos, os pescadores correram até a praia. / Os pescadores, perplexos, correram até a praia. Com verbo de ligação, não há vírgula, nem na direta, nem na inversa: Os pescadores estavam perplexos. / Perplexos os pescadores estavam.
Observação Na frase “Os pescadores perplexos correram até a praia”, sem vírgulas, o adjetivo é classificado como adjunto adnominal, pois faz parte do sujeito e tem valor restritivo, ou seja, só os pescadores perplexos correram até a praia. Em “Os pescadores, perplexos, correram até a praia”, com vírgulas, o qualificador, sintaticamente, é predicativo e tem valor explicativo, quer dizer, todos os pescadores estavam perplexos.

B) Ponto-de-interrogação: utilizado no fim de frase interrogativa direta: Onde você estava? C) Ponto-de-exclamação: utilizado para indicar espanto, surpresa ou admiração: Isso não se faz! D) Ponto-e-vírgula: utilizado para indicar uma pausa mais longa que a vírgula e menor que o ponto-final, quando não fechar o período. É empregado nas seguintes situações: * para itens de uma enumeração ou incisos de uma artigo: O Rio tem suas atrações turísticas: a. praias; b. museus; c. parques.
pontuação

* para separar orações que já têm vírgula no seu interior: Carlos, um rapaz sempre triste e cabisbaixo, quase não saía; vivia só para o trabalho. * para separar estruturas coordenadas paralelas ou antitéticas: “Tristeza não tem fim; felicidade, sim.” E) Dois-pontos: são empregados nas seguintes situações: * antes de enumerações: O Rio tem suas atrações turísticas: praias, museus e parques. * antes de citações: Como dizia o outro: “Antes só que mal acompanhado.” * antes da fala de uma pessoa ou personagem: O deputado esclareceu: “O Congresso não se curvará ao Governo.” * antes de resumo ou explicação do que já foi dito: Faço tudo o que mandam: envio e-mails, atendo ao telefone, recepciono os clientes... 2) Reticências: indicam uma interrupção de pensamento, suspensão de sentido da frase, hesitação ou surpresa: Eduardo estava sentado no bar, quando de repente... / Ela não quer depor, pois... bem... ela... deixa pra lá. / Ana... você aqui. 3) Aspas: usam-se as aspas para títulos de obras, citações ou transcrições, estrangeirismos, gírias, arcaísmos, neologismos e ironias: Rachel de Queiroz escreveu “O quinze” / O presidente sempre diz a mesma frase: “Nunca antes na história desse país...” / Fiquei no “playground” / Você vai à festa? “Demorô” / A donzela não faz outra “cousa” / Vou “linkar” esse arquivo / Que “belo” exemplo você deu...

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pontuação

* para aumentar a pausa antes das conjunções adversativas e substituir a vírgula: Carlos passou o tempo todo na diversão; porém conseguiu boa classificação naquele concurso.

E) para separar vocativo: Não fale assim com seu pai, meu filho. F) para separar aposto explicativo: Pelé, rei do futebol, nasceu em Três Corações, cidade de Minas Gerais. G) para separar orações subordinadas substantivas apositivas: Fez uma ressalva, que todos pensassem em seus erros. Observação Nos outros casos de oração subordinada substantiva, não se deve separá-las de sua principal: É verdade que tudo dará certo. (subjetiva = sujeito) / Disse que sairia cedo. (objetiva direta) / Duvidei de que fosse verdade. (objetiva indireta) / Tive dúvidas de que fosse verdade. (completiva nominal) H) para destacar as expressões explicativas ou retificativas (isto é, aliás, além, por exemplo, além disso, então...), que devem vir sempre entre vírgulas: Devorou, isto é, leu todos os livros. I) para marcar elipse (supressão) do verbo: No sorteio, Paulo ganhou um carro, e Ana, uma tevê. (Ana ganhou uma tevê.) J) para separar orações reduzidas equivalentes a orações adverbiais: Chegando ao escritório, telefonarei. / Os congressistas, terminada a sessão, retornaram aos seus gabinetes. / Ao entrar, viu o filho chorando.
pontuação

Observação 1) Quando a frase apresenta, na sequência, sujeito, verbo, complemento verbal e adjunto adverbial, dizemos que os termos estão na ordem direta: André resolveu todos os problemas ontem. Não pode haver vírgula entre o sujeito e o verbo, e entre o verbo e seu complemento. A vírgula é facultativa antes de adjunto adverbial curto ou longo: André resolveu todos os problemas, ontem. 2) Se a sequência apresentar ordem inversa, ou seja, deslocamento de algum dos termos sintáticos observados acima, também não poderá haver vírgula entre o sujeito e o verbo, e entre o verbo e seu complemento. No entanto, valendo-se de adjunto adverbial longo, a vírgula será aplicada: André resolveu, até ontem à noite, todos os problemas. / Até ontem à noite, André resolveu todos os problemas. Esses mesmos recursos serão utilizados nas orações adverbiais: Irei telefonar quando chegar ao escritório. – ordem direta, vírgula facultativa. / Quando chegar ao escritório, irei telefonar. – ordem inversa, vírgula obrigatória. 3) A inversão de termos é sugerida ainda ao anteciparmos os complementos verbais e com pleonástico: André resolveu todos os problemas para os colegas da sétima série. (ordem direta) / Para os colegas da sétima série, André resolveu todos os problemas. / Todos os problemas, André resolveu-os ontem.

Questões de provas
pontuação

K) para isolar os elementos pleonásticos ou repetidos: Ela ficou tristinha, tristinha. L) para destacar a expressão vice-versa: Ditongo é a seqüência de vogal e semivogal, e vice-versa. M) para separar o último membro de uma enumeração: O Brasil é o maior produtor mundial de mamona; o México produz muita prata, petróleo e mercúrio, e o Chile é rico em cobre. N) para destacar as expressões e nem, e nem ao menos, e nem sequer: Ela chegou, e nem quis saber de nós. O) para separar oração subordinada adverbial deslocada: Quando cheguei ao escritório, todos estavam calados. P) para separar o adjunto adverbial longo e deslocado: Até ontem à noite, tudo parecia calmo.

1) (BB) “Os textos são bons e entre outras coisas demonstram que há criatividade”. Cabem no máximo: a) 3 vírgulas b) 4 vírgulas c) 2 vírgulas d) 1 vírgula e) 5 vírgulas 2) (CESGRANRIO) Assinale o texto de pontuação correta: a) Não sei se disse, que, isto se passava, em casa de uma comadre, minha avó. b) Eu tinha, o juízo fraco, e em vão tentava emendar-me: provocava risos, muxoxos, palavrões. c) A estes, porém, o mais que pode acontecer é que se riam deles os outros, sem que este riso os impeça de conservar as suas roupas e o seu calçado. d) Na civilização e na fraqueza ia para onde me impeliam muito dócil muito leve, como os pedaços da carta de ABC, triturados soltos no ar. e) Conduziram-me à rua da Conceição, mas só mais tarde notei, que me achava lá, numa sala pequena. 3) (CARLOS CHAGAS-BA) Instruções para as questões de números 8 e 9: Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação, assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: (8) a) Pouco depois, quando chegaram, outras pessoas a reunião ficou mais animada. b) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou mais animada. c) Pouco depois, quando chegaram outras pessoas, a reunião ficou mais animada. d) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião, ficou mais animada. e) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou, mais animada.

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(9) a) Precisando de mim procure-me; ou melhor telefone que eu venho. b) Precisando de mim procure-me, ou, melhor telefone que eu venho. c) Precisando, de mim, procure-me ou melhor, telefone, que eu venho. d) Precisando de mim, procure-me; ou melhor, telefone, que eu venho. e) Precisando, de mim, procure-me ou, melhor telefone que eu venho. 4) (FUND. LUSÍADA) Assinale a frase de pontuação errada: a) José, venha cá. b) Paulo, o mais moço da família, é o mais esperto. c) Ao acabar as aulas, os alunos se retiraram. d) Os professores, os alunos, o diretor e os funcionários saíram. e) São Paulo 22 de março de 1952. 5) (FMU) Em “A menina, conforme as ordens recebidas, estudou”: a) há erro na colocação das vírgulas b) a primeira vírgula deve ser omitida c) a segunda vírgula deve ser omitida d) a forma de colocação das vírgulas está correta e) n.d.a 6) (CESGRANRIO) Das seguintes redações, assinale a que não está pontuada corretamente:
pontuação

10) (UF-MT) Os períodos seguintes apresentam diferença de pontuação. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: a) O sinal, estava fechado; os carros, porém não paravam. b) O sinal, estava fechado: os carros porém, não paravam. c) O sinal estava fechado; os carros porém, não paravam. d) O sinal estava fechado: os carros porém não paravam. e) O sinal estava fechado; os carros, porém, não paravam. 11) (PUC) Os períodos seguintes apresentam diferenças de pontuação. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: a) A enorme expansão demográfica, que começou no século XVIII, surge a mim etnólogo como um fenômeno capital. b) A enorme expansão demográfica que começou no século XVIII surge a mim etnólogo como um fenômeno capital. c) A enorme expansão demográfica, que começou no século XVIII, surge a mim, etnólogo, como um fenômeno capital. d) A enorme expansão demográfica, que começou no século XVIII surge a mim etnólogo como um fenômeno capital. e) n.d.a 12) (FARIAS BRITO) “Mas não me engano: a beleza dessa face, (1) oculta sombras traiçoeiras. Em todo caso, (2) sugiro a igreja de Itaipu para a cerimônia, (3) velha de mais de duzentos anos, (4) e que se eleva serenamente no alto de uma colina. Perto dela, (5) tudo parece mais duradouro.” (Lúcio Cardoso: Diário) Uma das vírgulas (,) desse texto foi empregada de forma não aconselhável, pois separa o termo regente do regido. Essa vírgula é: a) 5 b) 4 c) 3 d) 2 e) 1 13) (CARLOS CHAGAS) Assinale a questão que contenha o texto pontuado corretamente: a) Como estavam atarefados não puderam vir ontem. b) Como estavam atarefados não puderam vir, ontem. c) Como estavam atarefados, não puderam, vir ontem. d) Como estavam atarefados não puderam, vir, ontem. e) Como estavam atarefados, não puderam vir ontem. 14) (ITA) Dada as sentenças: 1. Quase todos os habitantes daquela região pantanosa, e longe da civilização, morreram de malária. 2. Pedra que rola não cria limo. 3. Muitas pessoas observaram com interesse, o eclipse solar. Deduzimos que: a) apenas a sentença número 1 está correta b) apenas a sentença número 2 está correta c) apenas a sentença número 3 está correta d) todas estão corretas e) n.d.a

7) (CARLOS CHAGAS-PR) Assinale a alternativa em que o texto está corretamente pontuado: a) Bem te dizia eu, que não iriam a bons resultados as tuas paixões. b) Bem te dizia eu que, não iriam a bons resultados as tuas paixões. c) Bem te dizia eu que não iriam a bons resultados, as tuas paixões. d) Bem te dizia eu que não iriam a bons resultados as tuas paixões. e) Bem te dizia eu que não iriam, a bons resultados as tuas paixões. 8) (CARLOS CHAGAS-BA) Assinale o período de pontuação correta: a) As folhas amarelecidas durante o outono, estão caídas ao pé, da árvore. b) As folhas amarelecidas durante o outono estão caídas ao pé da árvore. c) As folhas, amarelecidas durante o outono estão caídas, ao pé da árvore. d) As folhas amarelecidas durante, o outono estão caídas, ao pé da árvore. e) As folhas, amarelecidas durante, o outono, estão caídas ao pé da árvore. 9) (FCMSC-SP) Os períodos seguintes apresentam diferenças de pontuação. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: a) Entreguei àquele rapaz, o filho do farmacêutico, a receita que, devia ser aviada. b) Entreguei àquele rapaz, o filho do farmacêutico - a receita, que devia ser, aviada. c) Entreguei àquele rapaz, o filho do farmacêutico, a receita que devia ser aviada. d) Entreguei àquele rapaz o filho do farmacêutico, a receita que devia ser aviada. e) Entreguei àquele rapaz - o filho do farmacêutico, a receita que devia, ser aviada.

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pontuação

a) Os meninos, inquietos, esperavam o resultado do pedido. b) Inquietos, os meninos esperavam o resultado do pedido. c) Os meninos esperavam, inquietos, o resultado do pedido. d) Os meninos inquietos esperavam o resultado do pedido. e) Os meninos, esperavam inquietos, o resultado do pedido.

15) (TFC) Assinale a opção cujo período apresenta pontuação correta: a) O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente sempre que, por ele convocado, para missões especiais. b) O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições, que lhe forem conferidas, por lei complementar, auxiliará o Presidente sempre que por ele convocado para missões especiais. c) O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem conferidas, por lei complementar auxiliará o Presidente, sempre que por ele convocado, para missões especiais. d) O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições, que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente sempre que, por ele convocado, para missões especiais. e) O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele convocado para missões especiais. 16) (TFC) Assinale o período corretamente pontuado: a) Os carros modernos são feitos com chapas bastante flexíveis, que, num efeito amortecem os choques nos acidentes. b) Os carros modernos, são feitos com chapas bastante flexíveis que, num efeito amortecem os choques nos acidentes. c) Os carros modernos são feitos com chapas bastante flexíveis, que num efeito amortecem os choques nos acidentes. d) Os carros modernos são feitos, com chapas bastante flexíveis, que, num efeito amortecem os choques nos acidentes. e) Os carros modernos são feitos com chapas bastante flexíveis que num efeito amortecem os choques nos acidentes. 17) (TRE-MG) Observe com atenção a pontuação dos enunciados a seguir: I.“Três anos atrás, Luís Serão introduziu o transporte interestadual venezuelano, ônibus com horário de partida.” II.“O próprio governo brasileiro calcula, que nada menos que meio milhão de brasileiros estão vivendo e trabalhando nos dez países com que o Brasil tem fronteira.” III. “O sistema de transporte na Venezuela, está entregue a proprietários autônomos de ônibus.” IV. “Muitas vezes, insatisfeito com a pequena lotação, o motorista-proprietário, simplesmente desembarca os passageiros e fala para seguirem viagem de táxi.” Há erro quanto ao emprego da vírgula em: a) I e II apenas b) II e III apenas c) III e IV apenas d) I, II e III apenas e) I, II, III e IV sanfona, sanfona, sanfona, sanfona, sanfona,

unidade Semântica

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Semântica é o estudo do significado das palavras. Devemos observar que um vocábulo pode ser usado de diversas maneiras num contexto. Quando as palavras guardam entre si traços comuns de sentido, dizemos que estão dentro do mesmo campo semântico: Mar = baleia, pescaria, farol, praia. Veja que na sequência a seguir um dos vocábulos não se enquadra no mesmo campo semântico da palavra em referência: Mamíferos: cachorro, baleia, tubarão, gato, homem. 1) Sinônimos: estabelecem relação entre palavras que apresentam significado igual ou aproximado: casa = lar 2) Antônimos: estabelecem relação entre palavras que apresentam significados diferentes, opostos: subir ≠ descer 3) Homônimos: estabelecem relação entre palavras que, mesmo com significados diferentes, possuem a mesma estrutura fonológica. A) Homógrafos: são vocábulos iguais na escrita e diferentes na pronúncia: (a) colher / (vou) colher B) Homófonos: são vocábulos iguais na pronúncia e diferentes na escrita: cozer (cozinhar) / coser (costurar)
semântica

pontuação

C) Perfeitos: são vocábulos iguais na pronúncia e na escrita: Moro em São Francisco (abreviatura de santo) / Ele está são. (adjetivo = sadio) / Eles são felizes. (verbo ser na terceira pessoa do plural) Casos clássicos de homônimos Acender (pôr fogo) Ascético (referente aos ascetas) Apreçar (pôr preço) Bucho (estômago) Cela (pequeno quarto) Cartucho (invólucro) Censo (recenseamento) Cerrar (fechar) Chá (bebida) Cheque (ordem de crédito) Concertar (ajustar, combinar) Coser (costurar) Decente (que tem decência, decoro) Empossar (dar posse a) Esperto (inteligente, perspicaz) Espiar (observar) Estrato (camada) Incerto (impreciso) Incipiente (principiante, iniciante) Intercessão (gesto de interceder) Ruço (pardacento, grisalho) Tachar (atribuir defeito a) Ascender (subir) Acético (referente ao vinagre) Apressar (acelerar) Buxo (arbusto) Sela (arreio) Cartuxo (monge de ordem secular) Senso (entendimento, juízo) Serrar (cortar com serra) Xá (antigo soberano do Irã) Xeque (lance de xadrez) Consertar (corrigir, reparar) Cozer (preparar alimentos) Descente (o que desce) Empoçar (fazer poça) Experto (perito, especialista) Expiar (reparar falta, pagar culpas) Extrato (o que se extrai de) Inserto (introduzido, inserido) Insipiente (ignorante) Interseção (área comum) Russo (natural da Rússia) Taxar (fixar taxa, tarifa)

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4) Parônimos: estabelecem relação entre palavras que possuem significados diferentes, mas são muito parecidas na pronúncia e na escrita: tráfego / tráfico Casos clássicos de parônimos Absolver (perdoar) Acidente (fato infeliz, inesperado) Arrear (pôr arreios) Aferir (garantir, atestar) Auréola (adorno religioso) Cavaleiro (que cavalga) Cédula (documento, papel legal) Comprimento (extensão) Conjectura (suposição) Deferir (atender, aprovar) Degradar (estragar, apodrecer) Delatar (entregar, alcaguetar) Descrição (ato de descrever) Descriminar (tirar a culpa, inocentar) Despensa (depósito) Despercebido (desatento, distraído)
semântica

5) Polissemia: consiste no fato de uma mesma palavra possuir vários significados: Fiquei esperando no ponto de táxi / O médico deu-lhe um único ponto. / Marquei um ponto no jogo.
Observação Cuidado para não confundir polissemia com homônimos perfeitos. Enquanto o primeiro é resultante dos diferentes significados que uma palavra foi adquirindo através dos tempos, o segundo refere-se a grafia e som iguais, no entanto as classes gramaticais são diferentes.

Absorver (sorver, aspirar) Incidente (percalço / o que incide) Arriar (descer, cair) Auferir (lucrar, ganhar) Ourela (orla, cerca, franja) Cavalheiro (homem cortês) Sédula (cuidadosa, ativa) Cumprimento (saudação) Conjuntura (circunstância) Diferir (diferenciar-se) Degredar (exilar, expulsar) Dilatar (inchar, entumecer) Discrição (reserva, prudência) Discriminar (distinguir) Dispensa (ato de dispensar) Desapercebido (desprevenido)
pontuação

6) Palavras e locuções denotativas: assemelham-se ao advérbio, porém não exercem função sintática alguma, muito menos pertencem a qualquer classe gramatical. Em função da idéia que expressam, classificam-se em: • adição - ainda, além disso, ainda por cima, etc.: Reclamou e ainda por cima saiu sem pagar. • adversidade - mesmo, ainda, assim mesmo, etc.: Mesmo chovendo, fui à praia. • afastamento - embora: Foi embora daqui. • afirmação - é fato, positivamente, de fato, é verdade, sem dúvida, pois não: Minha irmã, é verdade, é linda. • aproximação - quase, lá por, bem, uns, cerca de, por volta de, praticamente, mais ou menos, etc.: Ele já é quase pai. • coincidência - logo, bem, justamente, etc.: Logo eu fui ser o escolhido! • exclusão - apesar, somente, só, salvo, unicamente, exclusive, exceto, senão, sequer, apenas, menos, etc.: Todos saíram, menos ela. • explicação - isto é, por exemplo, a saber, quer dizer, como, etc.: Li vários livros, como o indicado por você. • inclusão - até, ainda, além disso, também, inclusive, mesmo, etc.: Eu também vou. • negação - qual nada, qual o quê, tampouco, pois sim, etc.: Você acha que ela me presenteou? Qual nada! • precisão - em ponto, exatamente, precisamente, etc.: Pagou precisamente no dia 10. • realce - é que, é quem, cá, lá, não, mas, é porque, me, que, etc.: Vou-me embora daqui. • restrição - em parte, relativamente, em termos, etc.: Concordo em parte. • retificação - aliás, isto é, ou melhor, ou antes, perdão, etc.: Ela é simpática. Perdão, também elegante. • situação - então, mas, se, agora, afinal, em suma, etc.: Então, falando mal de mim, hem?

Emigrar (deixar um país) Esbaforido (ofegante) Estada (permanência de pessoas) Estático (parado, impassível) Flagrante (evidente) Fusível (dispositivo que se funde) Imergir (afundar) Impassível (imóvel, parado) Inflação (alta de preços) Infligir (aplicar pena) Laço (nó, emaranhado) Mandado (ordem judicial) Pleito (eleição, escolha) Prescrever (indicar, recomendar) Recrear (divertir) Sortir (abastecer) Sustar (impedir, impugnar) Tráfego (trânsito) Vadear (atravessar a rua) Vultosa (grande, volumosa)

Imigrar (entrar num país) Espavorido (apavorado) Estadia (permanência de veículos) Extático (em êxtase) Fragrante (perfumado) Fuzil (arma) Emergir (vir à tona) Impossível (o que não é possível) Infração (violação) Infringir (violar, desrespeitar) Lasso (frouxo, cansado) Mandato (período de mando) Preito (homenagem, tributo) Proscrever (banir, proibir) Recriar (criar novamente) Surtir (produzir efeito) Suster (apoiar, segurar) Tráfico (comércio ilegal) Vadiar (andar ociosamente) Vultuosa (atacada de inchaço na face)

Fixação
1) Identifique as palavras e as locuções denotativas e classifique-as: a) Tudo, menos isso. b) Mas quem é essa pessoa que quer falar com o Pedro? c) Os velhinhos devem ser protegidos de tudo, de todos, sei lá. d) Do jeito que a vida está, até eu governo este país. e) Veja só que ele fez com a comida. f) Você me pergunta se ele telefonou? Nada... g) O que não iriam dizer de mim se eu não usasse calça social? 7) Conotação e Denotação Em determinado contexto, as palavras podem ser usadas com seu sentido literal, real, próprio ou original, ou seja, com valor denotativo. De outro lado, os vocábulos se apresentam com um sentido novo, diferente do original, figurado, isto é, com valor conotativo: Um terremoto no Chile matou cerca de 10 pessoas. (denotação) / Em 2005, houve um terremoto na política brasileira. (conotação)

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semântica

Discente (referente a alunos)

Docente (referente a professores)

8) Figuras de linguagem Ao usamos a linguagem conotativa, estamos fazendo uso das figuras de linguagem ou de estilo, que deixam o texto mais expressivo. Elas se dividem em figuras de palavras e figuras de pensamento. Figuras de palavras: consistem no emprego de um termo com sentido diferente daquele convencionalmente empregado. Dividem-se em tropos e figuras de sintaxe: TROPOS A) Metáfora: é o uso de palavra fora de seu sentido normal por meio de analogia, comparação: Minha filha é uma princesa.
Observação 1) A metáfora também pode ser entendida como uma comparação. Neste último caso, usa-se a conjunção comparativa: Minha filha vive como uma princesa. 2) Existe uma variante da metáfora chamada sinestesia, que é a fusão de sensações físicas ou psicológicas: sorriso amarelo, doce infância. 3) Uma sequência de metáforas referindo-se ao mesmo objeto é chamada de alegoria, utilizada, geralmente, por meio de algum conteúdo moral. Exemplos disso são os ditados populares: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.”

E) Antonomásia ou perífrase: como variante da metonímia, é a substituição de um nome por outro ou por expressão que facilmente o identifique, cuja origem é um aposto do nome próprio: O Mestre (= Jesus), Cidade Maravilhosa (= Rio de Janeiro), Pai da Aviação (= Santos Dumont).

FIGURAS DE SINTAXE
A) Elipse: é a omissão de um termo ou oração que facilmente podemos identificar ou subentender no contexto. Pode ocorrer na supressão de substantivos, conjunções, preposições ou verbos: A catedral está cheia. (omissão da palavra igreja); Espero você me entenda. (omissão da conjunção que – nesse caso a elipse também é chamada de assíndeto); Estava bêbado, a camisa amarrotada, as calças rasgadas (omissão da preposição com); Queria mais ao filho que à filha (omissão do verbo queria). B) Zeugma: é um tipo de elipse, que consiste na supressão de um termo já expresso anteriormente: Alguns estudam, outros não. (ou seja, outros não estudam.) C) Pleonasmo: é a repetição da mesma idéia, isto é, redundância de significado. Classificase em semântico ou literário (Vi com meus próprios olhos.), vicioso (Entra pra dentro!) ou sintático (O livro, li-o todo.)
Observação Quando há repetição intencional de palavras no início de um período, frase ou verso, dizemos que há anáfora: “Depois o areal extenso... / Depois o oceano de pó... / Depois no horizonte imenso / Desertos... desertos só...” (Castro Alves). semântica

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B) Metonímia: é a substituição de uma palavra por outra, havendo entre ambas algum grau de semelhança, relação, proximidade de sentido: • o continente pelo conteúdo, e vice-versa: Bebi dois copos de leite (copo = leite). • a causa pelo efeito, e vice-versa: Vivo do meu trabalho (trabalho = alimento). • o lugar pelo produto: Comprei um porto legítimo (porto = cidade do Porto). • o autor pela obra: Lemos um bom Machado de Assis (= a obra de Machado de Assis). • o abstrato pelo concreto, e vice-versa: Ele tem ótima cabeça (cabeça = inteligência). • a coisa por sua representação: A coroa foi disputada pelos herdeiros (coroa = poder). • o inventor pelo invento: Comprei um Ford (= carro). • a coisa pelo lugar: Vou ao Correio (Correio = edifício onde funciona o serviço dos Correios). • o instrumento pela pessoa que o utiliza: Ele é um bom garfo (= guloso). • o possuidor pelo possuído: Fui ao médico (médico possuidor, clínica possuído). C) Sinédoque: é a substituição de um termo por outro, havendo ampliação ou redução do sentido usual da palavra numa relação quantitativa: • a matéria pelo produto, e vice-versa: Tinem os cristais (copos). • a parte pelo todo: Alimentei seis bocas (bocas = pessoas). • o gênero pela espécie, e vice-versa: Estamos na estação das rosas (= flores) • o singular pelo plural, e vice-versa: As chuvas chegaram mais cedo (chuvas = época chuvosa). • a forma pela matéria: Chutou a redonda (= bola). • o indivíduo pela classe: Ele é o cristo da família (cristo = culpado). D) Catacrese: é um tipo especial de metáfora, que utiliza palavras ou expressões que não descrevem com exatidão aquilo que se quer dizer ou por não haver palavra apropriada

D) Anacoluto: também conhecida como frase quebrada, é a alteração da sequência lógica de uma frase: Morrer, todos vamos morrer um dia. / Minha vida tudo não passa de anos perdidos. E) Silepse: ocorre quando a concordância não é feita com as palavras, mas com a idéia a elas associada: • Silepse de gênero: discordância de gêneros gramaticais: Sua Excelência está chateado. • Silepse de número: discordância de número gramatical: A família vivia em harmonia. Ajudavam-se sempre. • Silepse de pessoa: discordância entre o sujeito expresso e a pessoa verbal: Os brasileiros somos crédulos. F) Hipérbato: é a inversão completa dos termos de uma frase: Passarinho preso em gaiola eu não quero mais. (Ou seja: Eu não quero mais passarinho preso em gaiola.) G) Anástrofe: é uma simples inversão de palavras vizinhas (determinante/determinado): Somos do mundo a esperança. (Ou seja: Somos a esperança do mundo.) H) Sínquise: é uma inversão violenta de distantes partes da frase: “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante...” (Ou seja: “As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico...”) I) Aliteração: é a repetição da mesma consoante ou de consoantes similares, geralmente em posição inicial da palavra: “O rato roeu a roupa do rei de Roma.”

para tal: folhas de livro, dente de alho, céu da boca, asa da xícara, embarcar no avião, pé da cadeira...

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Observação Quando há reprodução de sons semelhantes em palavras de significados diferentes, ocorre a paronomásia, também conhecida como trocadilho: “Berro pelo aterro, pelo desterro, berro por seu berro, pelo seu erro, quero que você ganhe, que você me apanhe, sou o seu bezerro, gritando mamãe.” (Caetano Veloso) Quando há repetição de vogais na mesma frase, ocorre a assonância: “Sou um mulato nato, no sentido lato, mulato democrático do litoral.” (Caetano Veloso)

Questões de provas
1) (FUNRIO) As figuras de linguagem são estratégias de escrita que atribuem ao texto expressividade literária. Grandes obras, como “Os Lusíadas”, de Luís de Camões, são permeadas por esses recursos estilísticos. Dessa obra, extraiu-se o exemplo a seguir: “Nem ele entende a nós, nem nós a ele”. Pode-se dizer que a figura de linguagem explicitada no trecho é o(a): A) zeugma B) pleonasmo C) sínquise D) anáfora E) antítese 2) (UM-SP) Aponte a alternativa que contenha a mesma figura de pensamento existente no período: “Acenando para a fonte, o riacho despediu-se triste e partiu para a longa viagem de volta.” a) O médico visualizou, por alguns segundos, a cara magra do doente, antes que a última paixão se calasse; b) Os arbustos dançavam abraçados com os pinheiros a suave valsa do crepúsculo; c) Contemplando aquela terna fisionomia, afastou-se com um sorriso pálido e irônico; d) Só o silêncio tem sido meu companheiro neste período amargo de intensa solidão; e) A mesquinhez de tua atitude é poço profundo, cavado no íntimo de teu espírito. 3) (FATEC-SP) “Vozes veladas, veludosas vozes, Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices velozes Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.” Indique o recurso literário evidente no trecho de “Violões que choram”’ poema de Cruz e Sousa. Resposta: 4) (FUNRIO) Na oração “Por sua cabeça passam mil e uma questões”, o numeral tem seu sentido original modificado, pois uma quantidade certa está empregada para expressar uma indeterminação exagerada. Recorde-se, agora, de que a exageração de uma idéia dá origem a uma conhecida figura de linguagem. Assinale a alternativa em que se utiliza tal figura: A) Lemos Machado de Assis nas aulas de literatura brasileira. B) Por estar com sede, bebeu três copos. C) Eu, parece-me que vou mal. D) A liberdade concedida não deixa de ser uma forma de prisão. E) A cidade amanheceu debaixo d’água. 5) (FESP-SP) Assinale, na estrofe abaixo, a figura correta: “Vi uma estrela tão alta, Vi uma estrela tão fria! Vi uma estrela luzindo, Na minha vida vazia.” (Manuel Bandeira)

J) Polissíndeto: é a repetição enfática de uma conjunção coordenativa, geralmente a conjunção e: O menino resmunga, e chora, e esperneia, e grita. Figuras de pensamento: são recursos de linguagem que se referem ao significado das palavras, ao seu aspecto semântico. A) Antítese: é o emprego de palavras ou expressões de sentidos opostos: “Toda guerra finaliza por onde devia ter começado: a paz.” B) Paradoxo ou oximoro: tipo de antítese, que, além de mostrar idéias contrastantes, evidenciam algo contraditório: Ele vive só na multidão. C) Eufemismo: é o emprego de uma palavra ou expressão para atenuar uma verdade tida como desagradável: Ele faltou com a verdade. (Ou seja: Ele é mentiroso.) D) Ironia: é a contradição de termos, quando se sugere, de maneira sarcástica, o contrário do que as palavras parecem exprimir: Pedro é tão inteligente que, aos 20 anos, já está na oitava série. E) Prosopopéia ou personificação: é a atribuição de características próprias de seres animados a seres inanimados, muito comum em fábulas: Naquele momento, a água lambeu a pedra.
Observação Confundida com a prosopopéia, a hipálage, muito utilizada em Literatura, além de atribuir uma característica de uma pessoa a uma coisa que com ela se relaciona, é a inversão da posição do adjetivo, quando a qualidade pertencente a um objeto é atribuída a outro, na mesma frase: “(...) e a Mãe Vilaça, abriu-lhe uns grandes braços amigos cheia de exclamações.” (Eça de Queirós) Amigos não se refere a braços, mas à Mãe Vilaça.

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F) Hipérbole: é o exagero de uma idéia: Choveu tanto, que a cidade ficou embaixo d’água. G) Litotes ou atenuação: é parecida com o eufemismo e oposta da hipérbole. Nega o contrário e geralmente aparece com verbo de ligação: Aquela blusa não é barata. (ou seja, é cara)

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a) assíndeto; b) pleonasmo; c) anacoluto; d) anáfora; e) silepse. 6) (FUNRIO) “Mas a mim é que não me escardincham (...)” Há entre os vocábulos grifados uma relação: A) pleonástica B) irônica C) metafórica D) antitética E) eufemística 7) (ESPM-SP) Indique, entre as alternativas abaixo, a figura que aumenta ou diminui, exageradamente, a verdade das coisas: a) metáfora; b) hipérbole; c) metonímia; d) silepse; e) anáfora.
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10) (FUNRIO) Podemos sempre, em determinada língua, buscar aspectos semânticos que nos ajudem a pensá-la. Dentre as características relacionadas a sentido, uma das bem conhecidas é a antonímia. Em Evanildo Bechara, autor de “Moderna Gramática Brasileira”, lemos, entre outros apontamentos, que antonímia “é o fato de haver palavras que entre si estabelecem uma oposição contraditória (vida; morte)”. Abaixo, apresentamos trechos do texto de Ventura nos quais grifamos uma palavra. Colocamos, ao lado de cada trecho, uma palavra entre parênteses. Assinale a alternativa em que a palavra em destaque tem significação contrária à palavra entre parênteses: A) “A tentativa espanhola de combater os padrões anoréxicos” (européia) B) “ Como diria o poetinha” (escritor) C) “quatro pares de pernas tão finas e assimétricas” (desproporcionais) D) “não há mais dúvida que a anorexia é uma doença” (patologia) E) “usa sua história como lição para as mais novas” (velhas) 11) (FUNRIO) Assinale a alternativa em que todas as palavras pertencem ao campo semântico do vocábulo destacado em: “... as temperaturas médias começam a cair...”: A) cadente, queda, caduco B) cândido, candidato, castor C) quebranto, castigo, qualificar D) catador, catarata, catedral E) caimento, quadrangular, calista 12) (UM-SP) Que figura de construção ocorre em “Partimos todos os alunos”? Resposta: 13) (FUNRIO) Assinale a alternativa em que ocorre um exemplo de pleonasmo: A) “as condições climáticas são cíclicas: eras glaciais e secas prolongadas” B) “o futuro do Planeta está ameaçado: façamos o ‘mea culpa’” C) “a mim, parece-me que o tema deve ser amplamente discutido” D) “que seria da humanidade se a própria natureza não minimizasse seus desmandos” E) “ao seu tempo, a natureza, certamente, corrigirá os desmandos humanos” 14) (UM-SP) “Os adultos possuem poder de decisão; os jovens, incertezas e conflitos.” Na segunda oração do período acima, ocorreu a omissão do verbo possuir, modificando a estrutura sintática da frase. Tal desvio constitui uma figura de construção, reconhecida como: a) zeugma; b) assíndeto; c) elipse; d) hipérbato;

A) hipérbole B) hipérbato C) metáfora D) eufemismo E) catacrese 9) (UM-SP) “ A luz dos intervalos de matar o tempo de anunciar a eternidade de estourar o momento dos cardíacos de expulsar os loucos de aproximar os rejeitados de providenciar novas experiências de costurar encontros.” Nos versos acima, há um recurso estilístico reconhecido, no domínio das figuras, como: a) assíndeto; b) hipérbato; c) polissíndeto;

d) anáfora; e) anacoluto.

e) pleonasmo

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8) (FUNRIO) A figura de linguagem que aparece em “Há escolas que são gaiolas” é a:

15) (FMU-FIAM-SP) Na expressão: “... a natureza parece estar chorando...”, do ponto de vista estilístico, ocorre:
a) antítese; b) polissíndeto; c) ironia; d) personificação; e) eufemismo 16) (FUVEST) “No tempo de meu pai, sob estes galhos, Como uma vela fúnebre de cera, Chorei bilhões de vezes com a canseira De inexorabilíssimos trabalhos! Identifique a figura empregada nos versos destacados: a) antítese; b) anacoluto; c) hipérbole; d) litotes; e) paragoge
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A) metáfora B) metonímia C) ironia D) hipérbole E) gradação 20) (FUNRIO) (...) Do que mais sinto falta hoje é o que mais me assustava tempos atrás: um telefonema na madrugada. O trecho acima destacado explora a oposição, o antagonismo, entre idéias e entre palavras. Das alternativas a seguir (versos de Fernando Pessoa), qual a que NÃO apresenta uma oposição entre idéias ou palavras de sentidos contrários (ou contraditórios)? A) “o mito é o nada que é tudo” B) “e ouve um silêncio múrmuro consigo” C) “as horas pela alameda arrastam vestes de seda” D) “a alma é divina e a obra é imperfeita” E) “Onde pus a esperança, as rosas murcharam logo” 21) (UM-SP) Assinale a alternativa que indica o nome da figura relacionada às construções: “Olha o Tejo a sorrir-me”, “o rouxinol suspira”: a) metonímia; b) personificação; c) onomatopéia; d) símile; e) sinédoque. 22) (UM-SP) Aponte a figura. “Naquela terrível luta, muitos adormeceram para sempre”: a) antítese; b) eufemismo; c) anacoluto; d) prosopopéia; e) pleonasmo. 23) (UM-SP) Assinale a figura da frase seguinte: “Em poucos segundos avistávamos a maravilhosa Rio de Janeiro.” a) metáfora; b) silepse de pessoa; c) silepse de gênero; d) silepse de número; e) sinédoque; 24) (FMU-SP) Quando você afirma que enterrou “no dedo um alfinete”, embarcou “no trem”, e que serrou “os pés da mesa”, recorre a uma figura de linguagem denominada: a) metonímia; b) antítese; c) paródia; d) alegoria; e) catacrese.

A) “Ele padece do mal de ter mania de doenças...” B) “Está sempre entrando ou saindo de uma gripe...” C) “... o primeiro conhece a teoria e, o segundo, a prática” D) “... e acredita que o melhor lazer é curtir uma diverticulite.” E) “... e enfiar o dedo na cara de quem o tratava pejorativamente como hipocondríaco.” 18) (FMU-SP) “Se não fosse muito esquisito comparar cidades com muIheres, eu diria que o Recife tem o físico, a psicologia, a graça arisca e seca, reservada e difícil de certas mulheres magras, morenas e tímidas. Porque, não reparam que há cidades que são o contrário disso? Cidades gordas, namoradeiras, gozadoras? O Rio, por exemplo, Belém do Pará, São Luís do Maranhão são cidades gordas. A Bahia é gordíssima, São Paulo é enxuta. Mas Fortaleza e Recife são magras.” O conjunto de atributos predicados às cidades referidas constitui um exemplo de: a) ironia; b) eufemismo; c) paradoxo; d) prosopopéia; e) metonímia. 19) (FUNRIO) “A arte é uma fada que transmuta/ E transfigura o mau destino”. Ao comparar a arte a uma fada, o poeta, Manuel Bandeira, cria uma:

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semântica

17) (FUNRIO) No fragmento destacado, observa-se uma figura de construção que também aparece em: “...cadeira confortável é a de rodas; e cama macia, a de hospital.”

Tipologia textual

unidade

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Discurso direto: Imperativo: Fale baixo, pediu o professor. Discurso indireto: Pretérito imperfeito do subjuntivo: O professor pediu que falasse baixo. Discurso direto: Futuro do presente: Farei o possível, disse o médico. Discurso indireto: Futuro do pretérito: O médico disse que faria o possível. B) Com pontuação Discurso direto: Utilização de travessões, dois-pontos, exclamações, reticências. Discurso indireto: Ausência desse tipo de pontuação. C) Com pronomes e advérbios Discurso direto: – Venha cá, senhor José, disse o gerente. – Estarei aí daqui em instantes. Discurso indireto: O gerente pediu que o cliente fosse até lá. Aí ele respondeu que estaria lá dali em instantes. 2) Descrição – Tipo de texto em que se apontam as características, um retrato por escrito, de um lugar, uma pessoa ou um objeto. Nele se faz uso de linguagem abstrata e de adjetivos, e não há relação de anterioridade e posterioridade. “A moça tinha ombros curvos como os de uma cerzideira. Aprendera em pequena a cerzir. Ela se realizaria muito mais se se desse ao delicado labor de restaurar fios, quem sabe se de seda. Ou de luxo: cetim bem brilhoso, um beijo de almas. Cerzideirinha mosquito. Carregar em costas de formiga um grão de açúcar. Era ela de leve como uma idiota, só que não o era. Não sabia que era infeliz. É porque ela acreditava. Em quê? Em vós, mas não é preciso acreditar em alguém ou em alguma coisa - basta acreditar. Isso lhe dava às vezes estado de graça. Nunca perdera a fé.” (Lispector, Clarice. A hora da estrela) A) Descrição objetiva: O escritor retrata algo ou alguém buscando maior proximidade com a realidade, com a informação. Os manuais de instrução ou assemelhados são um exemplo desse tipo de produção textual. B) Descrição subjetiva: O escritor retrata algo ou alguém lançando mão de juízos de valor, valendo-se também das adjetivações. 3) Dissertação – Tipo de texto que expõe um ponto de vista, científico ou não, temporal ou atemporal. Nele encontramos argumentos e conclusão. Geralmente se faz uso do presente e do futuro do presente do indicativo. “Todos sabemos que só o esforço conjunto de toda a nação brasileira conseguirá vencer os gravíssimos problemas econômicos, por todos há muito conhecidos. Quaisquer medidas econômicas, somente, não são capazes de alterar a realidade em que o mundo se encontra neste início de século.” (fragmento de jornal) Tipos de dissertação 1) Expositivo: O produtor desse tipo de texto explica e interpreta o tema a ser defendido, sem se contrapor às idéias apresentadas. 2) Argumentativo: A partir de provas, argumentos, o escritor procura convencer o interlocutor acerca do tema a ser defendido.

O texto pode se apresentar da seguinte forma: descrição, narração e dissertação. 1) Narração – Tipo de texto que conta um ou mais fatos, reais ou não, que ocorreram num determinado tempo e lugar, envolvendo personagens. Nele, há uma relação de anterioridade e posterioridade, e o tempo verbal predominante é o passado. (...) Mas foi em vão que Chico Bento contou ao homem das passagens a sua necessidade de se transportar a Fortaleza com a família. Só ele, a mulher, a cunhada e cinco filhos pequenos. O homem não atendia. – Não é possível. Só se você esperar um mês. Todas as passagens que eu tenho ordem de dar, já estão cedidas. Por que não vai por terra? – Mas meu senhor, veja que ir por terra, com esse magote de meninos, é uma morte! O homem sacudiu os ombros: – Que morte! Agora é que retirante tem esses luxos... No 77 não teve trem para nenhum. É você dar um jeito, que, passagens, não pode ser... (...) (Queiroz, Rachel. O quinze, p.29-30)
tipologia textual

1) Narrador-observador: é aquele que não participa da história, isto é, ele não se confunde com nenhum dos personagens. Este foco narrativo se dá em terceira pessoa: “Estava chorando muito porque perdeu seu grande amor.” 2) Narrador-personagem: é aquele que está dentro da história, ou seja, é um dos personagens do enredo. Este foco narrativo se dá em primeira pessoa: “Estava chorando muito porque perdi meu grande amor.” Tipos de discurso: 1) Direto: Ocorre normalmente em diálogos e mostra a personalidade dos personagens. Utilizam-se os verbos dicendi, como dizer, falar e perguntar. Eles dão vida aos interlocutores da narrativa. Os travessões, dois pontos, aspas e exclamações também são muito comuns durante a reprodução das falas: “– Mãe, não acredito nisso! – disse a menina, inconformada.” 2) Indireto: Não há diálogos. Usando a terceira pessoa, o narrador se utiliza de palavras suas para reproduzir aquilo que foi dito pelo personagem: “A menina disse para a mãe que não acreditava naquilo.” 3) Indireto livre: É uma mistura dos dois anteriores. O narrador conta, em terceira pessoa, a história, mas os personagens têm voz própria: “A menina disse para a mãe que não acreditava em nadica de nada daquilo que fora revelado.”

Passagem do discurso direto para o indireto, e vice-versa
A) Com tempos verbais Discurso direto: Presente do indicativo: – Não quero sair, disse o garoto. Discurso indireto: Pretérito imperfeito: O garoto disse que não queria sair. Discurso direto: Pretérito perfeito: – Revelei as fotos, confirmou o fotógrafo. Discurso indireto: Pretérito-mais-que-perfeito: O fotógrafo confirmou que revelara as fotos. 136

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tipologia textual

Tipos de narrador (foco narrativo):

Gabarito
Fonética
Fixação 1) c 13) c 2) a 3) a 14) b 15) c 4) a 5) e 6) e 7) a 8) d 9) e 10) b 11) c/d 12) b

2) a

3) d 4) b 5) b

Questões de provas 1) a 2) c 3) c 4) a 5) c

6) amoral, antípoda, ateu, imberbe 7) a 8) apogeu, cúmulo, máximo; o que pode tudo; brotar, derivar; quase parado. 9) sotopor, sublingual, infravermelho, sobestar 10) a 11) c 12) d 13) c 14) d 15) b

Ortografia
Questões de provas 1) a, e Fixação 2) c, e, c, c, a, b 3) c

Classes de palavras
Substantivo Fixação:
1) baleia, reserva, Rio de Janeiro, peixes, siris, fato, banco e areia.

Hífen
gabarito

Flexão de gênero
gabarito

1) (1) anteprojeto; (2) contrapartida; (3) neolatino; (4) subumano; (5) supracitado; (6) coabitar; (7) antiinflação

Fixação:
1) o carrasco, o gênio, a sentinela, o sósia, a vítima, o cônjuge, o indivíduo 2) e 3) chofer, colega, cliente, gerente, pianista, jornalista, modelo, personagem, fã, dentista, espírita, selvagem 4) A judia era sonhadora. / A horteloa vivia em paz com as cidadãs locais. / A embaixadora era muito elegante. / A tabeliã recebia como uma boa anfitriã/anfitrioa. / Uma hóspede/hóspeda levou o cinzeiro do quarto. 5) a epígrafe / o clã / o sósia / a derme / a alface / o milhar / a libido / o telefonema / a cal / o/a suéter / o lança-perfume / o mármore / a sentinela / a bacanal / o formicida / a faringe / o hematoma / a omoplata / o saca-rolhas / a atenuante / o guarda-marinha / o champanha / o dó / a comichão 6) A notícia foi divulgada PELA rádio local. / O caixa estava NERVOSO atrás do balcão. / Carlos era O cabeça do grupo. / correta / Sandra é O guia da excursão.

Acentuação gráfica
1) E

C C E E E

C C E E E C

C E C C C E

E C E C E E

E C C C E C

E E C C

2) e 3) a 4) b 5) c 6) a 7) b 8) e Questões de provas 1) e 2) a 3) e 4) a 5) a 6) b 7) b 8) a 9) a 10) e 11) d 12) bóia, substituí-lo, reúne, heróico, bênção 13) d 14) a 15) c 16) b e d 17) d 18) a 19) c 20) d

Flexão de número Fixação: 1) os cônsules / as feiras-livres / os répteis / os perde-ganha / os peixe-espada / os reptis / os troféus / os adeuses / os guarda-sóis / os quero-quero / os vulcãos/vulcães/vulcões / os cidadãos / os ítalo-franceses / os cirurgiões-dentistas/ os cirurgiães-dentistas / os bumba-meu-boi / os salva-vidas / os gizes / os arrozes / os hortelãos/hortelões / os capelães / as ave-marias / os alto-falantes / os alto-mares / os gols

Formação de palavras
Questões de provas 1) a) poeira: empoeirar, pó, pozinho, poeirento; b) passageiro: passagem, passar, passante, passo

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Fixação: 1) pãezinhos / papeizinhos / casaizinhos / caminhõezinhos / aviõezinhos / balõezinhos / tratorzinhos / anzoizinhos

Fixação:
1) mim, eu, eu, mim, eu 2) Vou escrevê-lo. / Escreveram-no. / Escrevemo-lo. / Carlos beijou-a. / Fi-los.

Grau
Fixação:
1) verso / vila / faca / rocha / cruz / mão / cela / globo

Relativo
Fixação:
1) menino que / óculos que / cujo conteúdo / o (=aquilo) que / casa onde / cuja população / cujos princípios / restaurante onde 10) c 11) c 12) c 13) e 14) e 2) cujas / cujos / onde / em cujas / de que / que / em que / aonde ou a que

Questões de provas
1) e 2) e 15) c 3) e 4) a 5) d 6) a 7) c 8) a 9) a

Adjetivo
Fixação:
1) saias anis / raios ultravioleta / raios infravermelhos / ternos cinza / atitudes vis / recrutas insensíveis / caracteres inflexíveis / blusas abóbora / camisas coral / mulheres surdas-mudas / cãezinhos fiéis / cirurgiões inábeis / flâmulas amarelo-ouro / times tricolores / times rubro-negros / seleções alvi-negras
gabarito

Questões de provas
1) d 2) a 3) d 4) e 5) d 6) e 7) b 8) a 9) a 10) d 11) e 12) b 13) a 14) a

Verbo
Vozes verbais Fixação:
gabarito

Grau
Fixação:
1) b, d, g, h 2) muito semelhante / muito feio, hediondo / muito salubre / bastante nobre / muito inacreditável / muito acre, picante / muito humilde / bastante negro

1) a; d 2) A – d; B – c

Questões de prova
1) e 2) b 3) e 4) a 5) e 6) c 7) e 8) d 9) e 10) d 11) e 12) e 13) e 14) b 15) d 16) a 17) e 18) e 19) a 20) b 21) a 22) e 23) d 24) a 25) b

Locução adjetiva Fixação:
1) de vidro / a pé / do Papa / do lobo / do juiz 2) torácica / docente / lácteos / ferinas / dourada 3) salvadorense ou soteropolitano / salvadorenho / panamenho / paulista / paulistano / fluminense / carioca / bonaerense ou portenho

Advérbio
Fixação:
1) não – negação; ao vivo – modo / ontem – tempo; de propósito – modo; realmente, afirmação; nunca – tempo; tão – intensidade. / ao mesmo tempo – modo; naquela casa – lugar / mais intensidade / na África – lugar; de fome – causa / muito – intensidade; mal – modo; de táxi – meio.

Questões de provas
1) d 2) a 15) b 3) a 4) b 5) e 6) c 7) e 8) a 9) c 10) c 11) e 12) c 13) d 14) e

Preposição Fixação:
1) Diante de / à margem direita do / à revelia da / acerca de / a partir de / apesar de 2) para casa – lugar / com leite coalhado – matéria / de cinto – instrumento / com irmão – companhia / de noite – tempo / de táxi – meio.

Pronome
Pessoais Retos e Pessoais Oblíquos

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Conjunção Fixação:
1) mas – adversativa / pois – explicação / ora – alternativa / portanto – conclusiva / nem – aditiva 2) que – integrante / que – consecutiva / como – causal / Ainda que – concessiva / como – comparativa / à prorporção que – proporcional / quando – temporal / que – integrante / se – condicional

Questões de provas
1) c 2) d 3) d 4) a 5) e 6) e 7) d 8) b 9) a 10) a 11) c 12) c 13) c 14) e 15) e 16) d 17) d 18) b 19) c 20) d 21) e 22) a 23) d 24) e 25) d 26) c 27) d 28) c 29) b 30) b

Sintaxe de regência
Questões de provas
1) c 2) e 3) c 4) d 5) b 6) d 7) b 8) b 9) b 10) e 11) d 12) c 13) c 14) a 15) a 16) e 17) e 18) b 19) a/b 20) c 21) c 22) a 23) b 24) a 25) a 26) b

Sintaxe Termos essenciais da oração Fixação:
1) A violência cresce nas ruas do Rio. / Um bebê abandonado apareceu na entrada do meu prédio. / A gerente da agência da Caixa e o superintendente do Banco Brasil chegaram ontem à cidade. / Muitos fenômenos esquisitos aconteceram naquela cidade. 2) Precisa-se de ajudantes. / Vendem-se sofás novos. / Limparam-se as salas de jantar. / Acredita-se em muitas verdades.

CRASE
Questões de provas
1) a 2) a 3) e 4) b 5) d 6) c 7) c 8) d 9) b 15) c 16) e 17) a 18) b 19) a/b 20) e 21) b 22) b 10) e 11) c 12) b 13) d 14) c

Colocação de pronomes Questões de prova
1) d 2) c 3) d 4) e 5) c 6) e 7) e 8) d 9) d 15) c 16) e 17) d 18) a 19) b 20) d 21) c 22) b 10) a 11) e 12) a 13) a 14) e
gabarito

Predicado
gabarito

Fixação:
1) predicativo do sujeito / predicativo do objeto direto / predicativo do objeto direto / predicativo do sujeito 2) c e d

Pontuação
Questões de prova
1) c 2) c 3) c / d 4) e 5) d 6) e 15) e 16) a 17) e 7) d 8) b 9) c 10) e 11) c 12) e 13) e 14) b

Termos integrantes da oração Fixação
1) II; III; II; II; III; III; II

Semântica
Fixação
1) menos, palavra denotativa de exclusão / mas, palavra denotativa de situação / sei lá, palavra denotativa de realce / até, palavra denotativa de inclusão / só, palavra denotativa de realce / nada, palavra denotativa de negação / não, palavra denotativa de realce

Questões de provas
1) e 2) c 3) b 4) b 5) b 6) d 7) b 8) c 9) a 10) c 11) b 12) d 13) d 14) c 15) c 16) a 17) c 18) b 19) e 20) e 21) a 22) e 23) b 24) e 25) a 26) b 27) d 28) e 29) b 30) b 31) b 32) b 33) d 34) e

Sintaxe de Concordância nominal
Fixação:
1) anexas; inclusos; bastantes; bastante; alerta; meias; é proibido; menos; bom; boa; meio; meia; obrigadas; meio; caro; necessária; proibida; olhos vistos; mesmas; só; só

Questões de provas
1) a 2) b 3) aliteração de v e s; assonância de o aberto 4) e 5) d 6) a 7) b 8) c 9) d 10) e 11) a 12) silepse de pessoa 13) c 14) a 15) d 16) c 17) c 18) d 19) a 20) c 21) b 22) b 23) c 24) e

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Referências bibliográficas
BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 37ª ed. RJ. Editora Lucerna, 2001. BECHARA, Evanildo. Gramática escolar da língua portuguesa – com exercícios. 1ª ed. RJ. Editora Lucerna, 2002. SACCONI, Luiz Antonio. Nossa gramática – teoria e prática. 18ª. ed. SP. Atual, 1997. CUNHA, Celso & CINTRA, Luis F. Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 3ª ed. Lexikon Editorial, 2007. GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. RJ. Fundação Getúlio Vargas, 2003. GRANATIC, Branca. Técnicas básicas de redação. 4ª. ed. SP. Scipione, 2001. KURY, Adriano da Gama. Para falar e escrever melhor o português. 2ª ed. RJ. Nova Fronteira, 1989. PIMENTA, Reinaldo. Português urgente – método simples e rápido para escrever sem errar. 3ª ed. Editora Campus, 1998. SILVA, Sérgio Nogueira da. Português do dia-a-dia. 1ª ed. RJ. Rocco.
blibliográfia

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