Mistérios do Taquari é uma história que criei no ano de 2004 quando tinha 16 anos e cursava a 8ª série do Ensino Fundamental

, atual 9º ano. Na época adorava desenhar e ficar criando histórias para os meus personagens. Taquari foi a primeira história que criei de forma diferente: Primeiramente decidi fazer uma História em Quadrinhos de até 32 páginas. Pensei bastante na construção de um argumento, ou seja, um eixo que norteasse toda a trama desta história que surgiu a partir do imbricamento de influências que vivenciava naquela época (como por exemplo a leitura de mangás, livros e filmes) e de minha própria história de vida, já que toda a história é ambientada em um sítio onde morei até os onze anos de idade cujo nome é Taquari, localizada na zona rural do município de Barbalha, cidade do interior do Ceará. Desenvolvi o primeiro capítulo no segundo semestre de 2004 com um total de 16 páginas, desenhadas e coloridas manualmente com lápis de cor. Depois disso abandonei a história e não mais recuperei, até que no final de 2010 decidi finalmente retomá-la, desta vez com o intuito de montar uma revista completa. Apresento agora a revista Mistérios do Taquari, que conta com o primeiro capítulo desta história e um portfólio de desenhos realizados entre o período de 2005-2006 e, dependendo da aceitação darei continuidade a esta história contando como Zezim adquiriu seu talento especial. Fábio T. Silva

Criação, Roteiro, Desenho, Arte-Final e Cores FÁBIO T. SILVA Editor de Texto, Diagramação, Letras e Capa CARLOS ROBÉRIO Contatos Fábio T. Silva: (88) 8835-7267 fabio.otaku@gmail.com Carlos Robério: (88) 8831-1457 carlosrh2@gmail.com

Apresentação Para os que não me conhecem eu sou Fábio Tavares da Silva, nasci em 1987 e morei parte de minha infância com meus avós em um sítio da cidade de Barbalha no interior do Ceará. Aos doze anos passei a morar com minha mãe e irmã na cidade vizinha - Juazeiro do Norte - onde residi por pouco mais de um ano, retornando logo após esse período para a cidade de Barbalha. Ainda morando em Juazeiro do Norte, em 2001, conheci através de amigos os mangás (palavra usada para designar as histórias em quadrinhos feitas no estilo japonês). Descobri que os desenhos animados que tanto gostava de assitir na TV eram animês (nome dado à animação japonesa) e estes antes de serem animês eram mangás, que haviam feito muito sucesso no Japão e por isto ganharam animações para a televisão. Algumas emissoras de TV brasileiras começaram a investir em animações japonesas, colocando algumas séries em suas programações, despertando assim um público brasileiro para este tipo de entretenimento. Consequentemente editoras brasileiras começaram a investir na publicação de mangás originais no país. O “boom” dos mangás no Brasil aconteceu por volta de dezembro de 2000, com o lançamento dos títulos Samurai X, Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco pelas editoras JBC e Conrad (antiga Editora Sampa). Porém, esses não foram os primeiros a chegar ao território brasileiro. Alguns clássicos foram publicados nos anos 80 e começo dos anos 90 sem tanto destaque, como Lobo Solitário pela Editora Cedibra, Akira pela Editora Globo, Crying Freeman, pela Editora Sampa, A Lenda de Kamui e Mai - Garota Sensitiva pela Editora Abril, Cobra, Baoh e Escola de Ninjas pela Dealer. Porém, a publicação de vários títulos foi interrompida e o público brasileiro ficou sem os mangás traduzidos por vários anos. O sucesso das animações aumentou a procura pelas revistas em quadrinhos, que a partir de 2001 começaram a ser publicadas em grandes quantidades e com uma variedade de títulos cada vez maior. Eu assisti meus primeiros animês em 1998 na extinta TV Manchete e adorava ficar desenhando os meus personagens preferidos, mas quando descobri a originalidade dos desenhos de que tanto gostava comecei a desenhar cada vez mais, e passei a adquirir mangás e revistas informativas como Anime>do, Ultra Joven, Henshin, AnimeEX entre outras, o que me colocou cada vez mais em contato com HQS e com cultura pop japonesa. Sempre adorei desenhar desde a infância, e como praticava quase todos os dias, melhorei gradativamente na representação dos meus personagens preferidos. A partir de 2004 comecei a criar meus próprios personagens, ainda muito influenciado pelos animês. Criei algumas histórias, mas não cheguei a terminar nenhuma. Também nesta época comecei a praticar a pintura em tecido por influência de minha mãe, que me dava dinheiro para pintar “panos de prato”, dinheiro este que usava na compra de HQs. Ainda neste ano comecei a diversificar meus gostos no campo do desenho como por exemplo realizar alguns desenhos de observação. Em 2007 decidi não parar de estudar ao término do ensino médio e preparei-me para o vestibular. Por causa de minha ligação com os mangás e com o desenho prestei vestibular para um curso novo que estava sendo implatado em minha própria cidade natal: o curso de Licenciatura Plena em Artes Visuais da Universidade Regional do Cariri/ URCA. Obtive êxito e ingressei nesta universidade em 2008, onde até hoje estudo Artes Visuais, em especial Histórias em Quadrinhos. Fábio T. Silva

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