You are on page 1of 356

Introdução à

Contabilidade
Financeira

Apresentação

António Morais Santos


asantos@uatlantica.pt

2º Semestre - 2010/2011

www.uatlantica.pt
António Morais Santos
Introdução à
Contabilidade
Financeira

Programa

2º Semestre - 2010/2011

www.uatlantica.pt
António Morais Santos
Programa

o 1ª Parte – 1 semana

• O Papel da Contabilidade nas Organizações


• A Contabilidade Externa vs a Contabilidade Interna
• Os diversos Utilizadores da Contabilidade

António M. Santos - ICF -3-


Programa

o 2ª Parte – 1 semana

• Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,


Rendimentos e Resultados
• As Principais Demonstrações Financeiras:
Balanço e Demonstração de Resultados
• A Técnica Contabilística subjacente à elaboração dos
Instrumentos Financeiros

António M. Santos - ICF -4-


Programa

o 3ª Parte – 1 semana

• A harmonização Contabilística e o Enquadramento


Internacional

António M. Santos - ICF -5-


Programa

o 4ª Parte

• Desenvolvimento das Principais Contas

– Meios Financeiros Líquidos


– Reconciliação Bancária
– Operações em Moeda Estrangeira

1 semana

António M. Santos - ICF -6-


Programa

o 4ª Parte

• Desenvolvimento das Principais Contas

– Contas a Receber e a Pagar

2 semanas

António M. Santos - ICF -7-


Programa

o Teste Intermédio de Avaliação – 1ª semana de Maio


10/05/2011

• 30% da Nota Final

António M. Santos - ICF -8-


Programa

o 4ª Parte

• Desenvolvimento das Principais Contas

– Inventários. Sistema de Inventário e de Custeio

1 semana

António M. Santos - ICF -9-


Programa

o 4ª Parte

• Desenvolvimento das Principais Contas

– Investimentos

1 semana

António M. Santos - ICF - 10 -


Programa

o 4ª Parte

• Desenvolvimento das Principais Contas

– Capital, Reservas e Resultados Transitados

1 semana

António M. Santos - ICF - 11 -


Programa

o 5ª Parte

• A Imparidade dos Activos

1 semana

António M. Santos - ICF - 12 -


Programa

o 6ª Parte

• Integração das peças Contabilísticas e Analise da


Situação Económico Financeira da Organização

1 semana

António M. Santos - ICF - 13 -


Programa

o Teste Final de Avaliação – 4ª semana de Junho


21/06/2011

• 70% da Nota Final


• Mínimo de 8 valores

António M. Santos - ICF - 14 -


Programa

o Fim do Semestre – 25 de Junho de 2011

o Exame Final – 28 de Junho a 23 de Julho de 2011

António M. Santos - ICF - 15 -


Introdução à
Contabilidade
Financeira

Bibliografia

2º Semestre - 2010/2011

www.uatlantica.pt
António Morais Santos
Bibliografia

o Livros de Apoio

• Financial Accounting, An International Introduction,


FT Prentice Hall, 4rd Edition, 2010
– David Alexander and Christopher Nobes.

Bisturi - Rua Helena Félix 7 B, 1600-121 Lisboa


Tel: 217970017 / e-mail: bisturi@net.sapo.pt
www.bisturi.net

• Elementos de Contabilidade Geral,


Áreas Editora, 25.ª Edição, 2010
– António Borges, Azevedo Rodrigues e
Rogério Rodrigues.

António M. Santos - ICF - 17 -


Bibliografia

o Livros de Apoio

• SNC Legislação,
ATF Edições Técnicas, 2010
– Compilado por Rui M. P. Almeida.

• SNC Explicado,
ATF Edições Técnicas, 2ª Edição, 2010
– Rui M. P. Almeida, Ana Isabel Dias, Fábio de
Albuquerque, Fernando Carvalho, Pedro Pinheiro.

António M. Santos - ICF - 18 -


Bibliografia
o Livros Complementares
• SNC, Sistema de Normalização Contabilística Comentado,
Texto Editora, 1.ª Edição, 2009
– Domingos Cravo, Carlos Grenha, Luís Baptista e Sérgio
Pontes
• SNC, Sistema de Normalização Contabilística, Casos
Práticos,
Áreas Editora, 2009
– António Borges, Emanuel Gamelas, José Pinhão
Rodrigues, Manuela Martins, Nuno Magro, Pedro
António Ferreira.
• Contabilidade Financeira, Casos Práticos,
Rei dos Livros, 2010
– Eusébio Pires da Silva, Tânia Alves de Jesus, Ana
Cristina Pires da Silva.
António M. Santos - ICF - 19 -
Introdução à
Contabilidade
Financeira

Material

2º Semestre - 2010/2011

www.uatlantica.pt
António Morais Santos
Material

o Aconselha-se em todas as aulas

• Caderno ou folhas quadriculados

• Maquina de Calcular Básica

António M. Santos - ICF - 21 -


Introdução à
Contabilidade
Financeira

1ª Parte

2º Semestre - 2010/2011

www.uatlantica.pt
António Morais Santos
Programa

o 1ª Parte

• O Papel da Contabilidade nas Organizações


• A Contabilidade Externa vs a Contabilidade Interna
• Os diversos Utilizadores da Contabilidade

António M. Santos - ICF - 23 -


O Papel da Contabilidade nas Organizações

o Definição de Organização

• É uma combinação de recursos, (meios humanos,


animais, financeiros, materiais e imateriais*), que
actuando num determinado contexto, sinergicamente,
desenvolvem um conjunto de actividades individuais
ou colectivas orientados a um objectivo comum.

* Oportunidade, a informação, o reconhecimento, o


respeito, uma marca, etc.

António M. Santos - ICF - 24 -


O Papel da Contabilidade nas Organizações

o Organização Empresarial

• Objectivo: Constituição ou alargamento de um


Património

• Finalidade: Criar riqueza social e económica em geral


e compensar o investimento de Capital
dos seus detentores em particular

• Fases da sua vida:


– Constituição (ou de instituição)
– Funcionamento (ou de operação)
– Liquidação (ou de dissolução)

António M. Santos - ICF - 25 -


O Papel da Contabilidade nas Organizações

o Fluxos na Empresa

(Transformação e incorporação dos


(Remuneração dos factores e dos (Entradas ou saídas monetárias
diversos recursos)
bens e serviços vendidos) da empresa)
Balanço (Endividamento) Demonstração de Fluxos de Caixa
Resultados

António M. Santos - ICF - 26 -


O Papel da Contabilidade nas Organizações

o Fluxos na Empresa

Exemplo:
A empresa Kofy adquiriu em 6/11/n 10 toneladas de café em grão ao preço de
5.000 €/tonelada, para proceder à sua moagem. A dívida resultante desta
aquisição seria paga em 15/12/n. Durante o mês de Novembro efectuou a moagem
de apenas 2 toneladas, sendo o café resultante desta moagem (1.500 kg) vendida
a 10 €/kg, em 8/1/n+1, recebendo-se o valor desta venda em 12/01/n+1.

Despesa (6/11/n) 50.000€ (10 ton x 5.000€/ton)


Pagamento (15/12/n) 50.000€ (10 ton x 5.000€/ton)
Gasto (Nov/n) 10.000€ (2 ton x 5.000€/ton)
Rendimento (Nov/n) 15.000€ (1.500kg x 10€/kg)
Receita (8/1/n+1) 15.000€ (1.500kg x 10€/kg)
Recebimento (12/1/n+1) 15.000€ (1.500kg x 10€/kg)

António M. Santos - ICF


O Papel da Contabilidade nas Organizações

Contabilidade é a ciência que tem por objecto o Património das


Organizações, sendo o seu objectivo identificar e estruturar mecanismos
de controle desse Património, tendo por finalidade fornecer informações
aos seus utilizadores.

Contabilidade
(ciência)

Objectivo Objecto Finalidade


(meio) (matéria) (fim)

Fornecer
Controlar o Património Informações
Património

António M. Santos - ICF - 28 -


O Papel da Contabilidade nas Organizações

o Definição de Contabilidade *

• A Contabilidade em strictu sensu - escrituração, ou seja é


a técnica de registo e de representação de todas as
transformações sofridas pelo Património de qualquer
entidade económica durante o exercício da sua
actividade, de modo a saber em qualquer momento a sua
composição e o seu valor.

• A Contabilidade latu sensu - é a ciência dos processos


descritivo-quantitativos utilizados na análise, registo,
interpretação e controlo dos factos de gestão. Visa
«quantificar» tudo o que ocorre numa unidade económica
fornecendo, simultaneamente dados para a tomada de
decisões da gestão.
* Prof. Gonçalves da Silva - Contabilidade Geral, Vol. I, p. 58.

António M. Santos - ICF - 29 -


O Papel da Contabilidade nas Organizações

o A Contabilidade como sistema de informação das


Organizações

Input Transformação Output


Dados Processamento Informação

António M. Santos - ICF - 30 -


O Papel da Contabilidade nas Organizações

o A Contabilidade como sistema de informação das


Organizações
Requisitos da Informação:
• Fiável - corresponder objectivamente aos factos, não
depender da interpretação pessoal do informador e
estar isenta de erros.
• Inteligível – fácil de compreender, senão é ignorada.
• Relevante - para os fins visados, pois a falta de
conexão com a decisão a tomar traduz inutilidade.
• Oportuna - informação fora do tempo perdeu utilidade.
• Rentável - uma informação não deve custar mais do
que valem os proveitos da decisão.

António M. Santos - ICF - 31 -


O Papel da Contabilidade nas Organizações

o A Contabilidade como sistema de informação das


Organizações
Requisitos da Informação:
• Credível - deve ser credível para que todos os utentes
a quem ela se destina possam retirar conclusões
idóneas.
• Comparável – o processo de tomada de decisão fica
facilitado se de alguma forma conseguirmos
identificar tendências, sendo necessário para isso que
a construção da informação tenha as mesmas
premissas.

António M. Santos - ICF - 32 -


O Papel da Contabilidade nas Organizações

o 7 Princípios Contabilísticos
• Princípio da continuidade
– Considera-se que a empresa opera continuamente,
com duração ilimitada. Desta forma entende-se
que a empresa não têm intenção nem necessidade
de entrar em liquidação ou de reduzir
significativamente o volume das operações.

• Principio da consistência
– Considera-se que a empresa não altera as suas
políticas contabilísticas de um exercício para o
outro. Se o fizer por necessidade ou obrigação
legal e a alteração tiver efeitos materiais
relevantes, esta deve ser referida em Anexo ao
Relatório Financeiro.

António M. Santos - ICF - 33 -


O Papel da Contabilidade nas Organizações

o 7 Princípios Contabilísticos
• Princípio da especialização
– Os rendimentos e os gastos são reconhecidos
quando obtidos ou incorridos, independentemente
do seu recebimento ou pagamento, devendo
incluir-se nas demonstrações financeiras dos
períodos a que respeitam.

• Principio do valor justo


– Os registos contabilísticos devem basear-se numa
imagem verdadeira e apropriada face à realidade
no momento. Na dificuldade de obtenção desse
valor ou por imposição legal, devem basear-se em
custos de aquisição ou de produção (custo
histórico)

António M. Santos - ICF - 34 -


O Papel da Contabilidade nas Organizações

o 7 Princípios Contabilísticos
• Princípio da prudência
– Dever-se-á integrar nas contas um grau de
precaução a fazer as estimativas exigidas, em
condições de incerteza, sem contudo, permitir a
criação de reservas ocultas em provisões
excessivas ou a deliberada quantificação dos
rendimentos (proveitos) por defeito ou de gastos
(custos) por excesso.

• Principio da substância sobre a forma


– As operações devem ser contabilizadas atendendo
à sua substância e à realidade financeira e não
apenas à sua forma legal.

António M. Santos - ICF - 35 -


O Papel da Contabilidade nas Organizações

o 7 Princípios Contabilísticos

• Princípio da materialidade
– As demonstrações financeiras devem evidenciar
todos os elementos que sejam relevantes e que
possam afectar avaliações ou decisões pelos
utentes interessados.

o Em resumo

António M. Santos - ICF - 36 -


Programa

o 1ª Parte

• O Papel da Contabilidade nas Organizações


• A Contabilidade Externa vs a Contabilidade Interna
• Os diversos Utilizadores da Contabilidade

António M. Santos - ICF - 37 -


A Contabilidade Externa vs a Contabilidade Interna

o Divisões da Contabilidade

• Atendendo ao seu alcance

Contabilidade Empresas
Privada Famílias

Contabilidade Sector Público


Pública Administrativo

Contabilidade Nação
Nacional Grupo de Nações

António M. Santos - ICF - 38 -


A Contabilidade Externa vs a Contabilidade Interna

o Divisões da Contabilidade
• Atendendo ao período de relevação dos factos
– Contabilidade previsional ou orçamental - a que
exprime os resultados das previsões e permite a
elaboração de fundamentados planos de
actividade e a formulação de regras a que a acção
se deve subordinar. Traduz a estrutura e a
actividade desejável no futuro

– Contabilidade histórica - dá a conhecer o que


efectivamente se fez e proporciona uma visão
retrospectiva da gestão. Mostra-nos até que ponto
os objectivos fixados foram alcançados. É de
facto, uma contabilidade que reflecte o passado,
sendo contudo fundamental para o
estabelecimento e controlo da contabilidade
previsional.
António M. Santos - ICF - 39 -
A Contabilidade Externa vs a Contabilidade Interna

o Divisões da Contabilidade
• Atendendo ao objecto
– Contabilidade externa, geral ou financeira - o
campo da contabilidade que se debruça,
sobretudo, sobre o relato financeiro para o exterior
da empresa incluindo a preparação e a
apresentação das demonstrações financeiras,
assim como a acumulação de todos os dados
necessários para tal fim

– Contabilidade interna, de custos, analítica ou de


exploração - o campo da contabilidade que se
debruça, essencialmente, sobre a mensuração,
acumulação e controlo dos custos internos, a fim
de determinar o custo dos produtos vendidos e
dos serviços prestados. Contabilidade de Gestão

António M. Santos - ICF - 40 -


A Contabilidade Externa vs a Contabilidade Interna
o Divisões da Contabilidade
• Atendendo ao objecto
Contabilidade Externa Contabilidade Interna

Pessoas e entidades externas com interesses


Pessoas internas à organização, nomeadamente:
Destinatários da na organização tais como: sócios/accionistas,
informação trabalhadores, gestores funcionais, executivos de topo e
credores (fornecedores, bancos e outras),
eventualmente consultores.
autoridades fiscais.

Comunicar às entidades externas interessadas Fornecer feedback acerca das decisões tomadas
Objectivos da
informação de uma forma sumária, a performance financeira pelos gestores e em simultâneo fornecer dados que
passada da organização. permitam efectuar o controlo da performance operacional.

São fornecidos dados financeiros, operacionais e físicos


Apenas são fornecidos dados financeiros acerca dos processos e tecnologias, fornecedores e
Tipo e âmbito da
informação altamente agregados, apresentando a situação clientes; a informação é desagregada ao nível do
financeira da empresa como um todo. produto e/ou do sector (centro de custos), permitindo
obter informações sobre acções individuais.

A contabilidade não é regulamentada: os sistemas de


A contabilidade é regulamentada, com regras informação são definidos internamente de forma a
Natureza da específicas definidas por princípios contabilísticos satisfazer as necessidades estratégicas e operacionais da
informação e pelas autoridades governamentais o que a torna organização; é mais subjectiva e sujeita a diferentes
objectiva, consistente e precisa. interpretações mas em simultâneo é mais relevante para
a gestão.

António M. Santos - ICF - 41 -


Programa

o 1ª Parte

• O Papel da Contabilidade nas Organizações


• A Contabilidade Externa vs a Contabilidade Interna
• Os diversos Utilizadores da Contabilidade

António M. Santos - ICF - 42 -


Os diversos Utilizadores da Contabilidade

• Investidores - a preocupação destes resume-se ao


risco e ao retorno inerente aos seus investimentos
(ex: dividendos), necessitando de informação para
decidirem quanto a manterem ou não o investimento
efectuado
• Empregados - estão interessados na informação
acerca da estabilidade e lucro das entidades
patronais, de forma a avaliarem a capacidade da
entidade em pagar as remunerações mensais, bem
como benefícios de reforma
• Instituições Financeiras e outros Mutuantes - o
interesse destes reside na informação que permita
concluir quanto ao cumprimento atempado dos seus
empréstimos e respectivos juros
• Fornecedores e outros Credores comerciais - estão
interessados em informação que permita saber se os
seus créditos serão pagos dentro do prazo
António M. Santos - ICF - 43 -
Os diversos Utilizadores da Contabilidade

• Clientes - a preocupação dos clientes reside na


continuidade da empresa, sobretudo quando têm com
ela envolvimentos a prazo, ou dependem dela de
alguma forma (ex: garantia dos produtos adquiridos)

• Estado e Administração Pública - o interesse destes


visa a alocação de recursos (ex: postos de trabalho,
produtividade), a regulamentação e regulação da
actividade das entidades e a determinação de políticas
e do valor de tributação (impostos)

• Público em geral - interessado na prosperidade da


entidade e da sua contribuição para a economia local,
o que poderá directa ou indirectamente influenciar o
seu bem-estar.

António M. Santos - ICF - 44 -


Os diversos Utilizadores da Contabilidade

• Órgãos de Gestão - para além de possuírem a


responsabilidade primária de prepararem e
apresentarem as demonstrações financeiras, também
utilizam essa informação no desempenho das suas
funções de planeamento, tomada de decisões e
controlo. Contudo, nas suas funções utilizam também
informação adicional à disponibilizada nas
demonstrações financeiras e à qual os restantes
utilizadores não têm acesso.

António M. Santos - ICF - 45 -


Introdução à
Contabilidade
Financeira

2ª Parte

2º Semestre - 2010/2011

www.uatlantica.pt
António Morais Santos
Programa

o 2ª Parte

• Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,


Rendimentos e Resultados
• As Principais Demonstrações Financeiras:
Balanço e Demonstração de Resultados

António M. Santos - ICF -2-


Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,
Rendimentos e Resultados

o Património

Conjunto de elementos utilizados


no desenvolvimento da actividade empresarial

António M. Santos - ICF -3-


Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,
Rendimentos e Resultados

o Património

• Activo - “É um recurso controlado pela entidade como


resultado de acontecimentos passados, e do qual se
espera que fluam para a entidade benefícios
económicos futuros.” (segundo as NIC)
– Exemplos:
– Caixa e equivalentes de caixa
– Edifícios
– Viaturas
– Contas a receber
– Mercadorias

Os elementos que representam aquilo que se possui


ou se tem a receber (bens e direitos)

António M. Santos - ICF -4-


Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,
Rendimentos e Resultados

o Património

• Passivo - “É uma obrigação presente da entidade,


proveniente de acontecimentos passados, da
liquidação da qual se espera que resulte um exfluxo
de recursos da entidade incorporando benefícios
económicos.” (segundo as NIC)
– Exemplos:
– Contas a pagar
– Empréstimos bancários

Os elementos que representam aquilo que se tem a pagar (obrigação)

António M. Santos - ICF -5-


Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,
Rendimentos e Resultados

• Composição - Natureza e extensão (proporção) do seu


conjunto de elementos (mercadorias, numerário,
edifícios)

• Valor – A quantia que seria preciso dar para o obter,


ou seja, receber em troca todo o Activo ficando com o
encargo de pagar o Passivo

António M. Santos - ICF -6-


Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,
Rendimentos e Resultados

o Património Liquido

• Capital Próprio - “É o interesse residual nos Activos


da entidade, depois de deduzir todos os seus
Passivos.” (segundo as NIC)

O valor que os proprietários da entidade teriam a receber


se cessassem a sua actividade

Capital Próprio = Activo - Passivo

António M. Santos - ICF -7-


Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,
Rendimentos e Resultados

Capital Próprio = Activo - Passivo

António M. Santos - ICF -8-


Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,
Rendimentos e Resultados
Capital Próprio = Activo – Passivo
o Património (3 situações possíveis) (Situação Liquida)

• Activo > Passivo Situação Líquida Activa (SLA)

António M. Santos - ICF -9-


Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,
Rendimentos e Resultados
Capital Próprio = Activo – Passivo
o Património (3 situações possíveis) (Situação Liquida)

• Activo = Passivo Situação Líquida Nula (SLN)

António M. Santos - ICF - 10 -


Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,
Rendimentos e Resultados
Capital Próprio = Activo – Passivo
o Património (3 situações possíveis) (Situação Liquida)

• Activo < Passivo Situação Líquida Passiva (SLP)

António M. Santos - ICF - 11 -


Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,
Rendimentos e Resultados

o Património

• Equação Fundamental da Contabilidade

Activo = Passivo + Capital Próprio


(Situação Liquida)

Ou seja:

Activo = Passivo + SLA CP>0

ou

Activo + SLP = Passivo CP<0

António M. Santos - ICF - 12 -


Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,
Rendimentos e Resultados
o Património

• Equação Fundamental da Contabilidade

− Exemplo:
Empresa Alfa
− Maquinaria » 16.000€ (Activo)
− Empréstimo Bancário » 4.000 € (Passivo)
− Capital Próprio » ?

Activo = Passivo + Capital Próprio «» Capital Próprio = 12.000 €

A empresa Alfa dispõe na sua actividade de recursos no valor de


16.000 €, os quais foram obtidos por um Crédito Bancário no valor de
4.000 € e o restante, 12.000 €, por meios próprios.
A empresa apresenta uma Situação Liquida Activa (posição financeira
positiva).

António M. Santos - ICF - 13 -


Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,
Rendimentos e Resultados

o Factos Patrimoniais

António M. Santos - ICF - 14 -


Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,
Rendimentos e Resultados

o Factos Patrimoniais

• Factos Patrimoniais Permutativos


− Alteram a composição do património
− Não alteram o valor do Património Liquido (CP)

Exemplo: Pagamento a Fornecedor no valor de 500 €

António M. Santos - ICF - 15 -


Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,
Rendimentos e Resultados

o Factos Patrimoniais

• Factos Patrimoniais Modificativos


− Alteram a composição do património
− Alteram o valor do Património Liquido (CP)

Exemplo: Prestação de Serviços no valor de 500 €

António M. Santos - ICF - 16 -


Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,
Rendimentos e Resultados

o Património Liquido

(Desempenho)

António M. Santos - ICF - 17 -


Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,
Rendimentos e Resultados

o Capital Próprio

• Rendimentos - “aumentos dos benefícios económicos


durante o período contabilístico na forma de influxos
ou aumentos de activos ou diminuições de passivos
que resultem em aumentos no Capital Próprio, que
não sejam os relacionados com as contribuições dos
participantes no Capital Próprio.” (segundo as NIC)
– Exemplos:
– Réditos (vendas, prestação de serviços, juros,
dividendos, rendas) – Actividade corrente
– Ganhos (Venda de activos não correntes, prémios de
entidades governamentais) – Actividade corrente
e não corrente

António M. Santos - ICF - 18 -


Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,
Rendimentos e Resultados

o Capital Próprio

• Gastos - “diminuições nos benefícios económicos


durante o período contabilístico na forma de exfluxos
ou deperecimentos de activos ou na incorrência de
passivos, que resultem em diminuições do Capital
Próprio, que não sejam as relacionadas com
distribuições aos participantes no Capital Próprio.”
(segundo as NIC)

– Exemplos:
– Gastos gerais (custo das vendas, os salários, as
depreciações) – Actividade corrente
– Perdas (Alienação de activos não correntes,
resultantes de sinistros) – Actividade corrente
e não corrente

António M. Santos - ICF - 19 -


Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,
Rendimentos e Resultados
o Síntese

Activo Passivo

Recurso controlado pela empresa

-
Obrigação presente

Resultado de
acontecimentos passados
Resultado de
acontecimentos passados
= Capital
Próprio
Definições

Fluir de benefícios
económicos futuros Resulte um exfluxo de recursos

Rendimento Gasto

Aumento de benefícios Diminuição de benefícios

- =
económicos económicos
Aumento de activos ou Diminuição/deperecimento de
diminuição de passivos activos ou aumento de passivos Resultado

Aumento de Capitais Próprios Diminuição de Capitais Próprios

António M. Santos - ICF - 20 -


Programa

o 2ª Parte

• Noções de Activo, Passivo, Capital Próprio, Gastos,


Rendimentos e Resultados
• As Principais Demonstrações Financeiras:
Balanço e Demonstração de Resultados

António M. Santos - ICF - 21 -


As Principais Demonstrações Financeiras

o Reconhecimento dos elementos das Demonstrações


Financeiras
• Um elemento só deve fazer parte das DF se for possível
ser reconhecido:

Activo Benefícios económicos fluam para a entidade

Saída de Recursos incorporando benefícios económicos E que o valor


Passivo resulte na liquidação de uma obrigação presente seja
quantificado
Rendimentos Aumento efectivo de benefícios económicos com
fiabilidade

Gastos Diminuição efectiva de benefícios económicos

Fonte: Guimarães, M. (2008) – Acção de Formação SNC, IPCA.

António M. Santos - ICF - 22 -


As Principais Demonstrações Financeiras

o Bases para a Apresentação das


Demonstrações Financeiras

• “O objectivo das demonstrações financeiras de


finalidades gerais é o de proporcionar informação acerca
da posição financeira, do desempenho financeiro e dos
fluxos de caixa de uma entidade, que seja útil a uma
vasta gama de utentes na tomada de decisões
económicas.”

António M. Santos - ICF - 23 -


As Principais Demonstrações Financeiras

o Bases para a Apresentação das


Demonstrações Financeiras

• Princípios subjacentes:
– Regime do Acréscimo
– Continuidade

• Características Qualitativas:
– Compreensibilidade
– Relevância
– Fiabilidade
– Comparabilidade

Vamos voltar mais à frente a falar neste assunto quando estudarmos em


pormenor o SNC

António M. Santos - ICF - 24 -


As Principais Demonstrações Financeiras

o Estrutura e Conteúdo das Demonstrações Financeiras

• Elementos a incluir nas DF:

– Nome da entidade que relata


– Identificar se se trata de um balanço individual ou
consolidado (Grupo de Entidades)
– Data ou período de relato
– Moeda de apresentação
– Nível de arredondamento das quantias

António M. Santos - ICF - 25 -


As Principais Demonstrações Financeiras

o Estrutura e Conteúdo das Demonstrações Financeiras

• Demonstrações financeiras principais:

– Balanço
– Demonstração de Resultados (por Naturezas)
– Demonstração de Alterações no Capital Próprio
– Demonstração de Fluxos de Caixa
– Anexo

Vamos voltar mais à frente a falar neste assunto quando estudarmos em


pormenor o SNC

António M. Santos - ICF - 26 -


As Principais Demonstrações Financeiras

o Balanço

• Informação de Balanço

– Activos
– Passivos Posição Financeira
– Capital Próprio

• Activos Correntes e Não Correntes

• Passivos Correntes e Não Correntes

O Balanço é o documento que mostra em determinada data a composição e o


valor do Património […]. É a expressão da relação existente entre o Activo,
Passivo e a Situação Líquida. (Dumarchey)

António M. Santos - ICF - 27 -


As Principais Demonstrações Financeiras

o Balanço

• Activos Correntes
– “Espera-se que seja realizado, ou pretende-se que
seja vendido ou consumido, no decurso normal do
ciclo operacional da entidade.”
– “Seja detido essencialmente com a finalidade de ser
negociado.”
– “Espera-se que seja realizado num período até 12
meses após a data do balanço.”
– “Seja caixa ou equivalente de caixa.”

• Activo não Corrente


– O que não seja corrente

António M. Santos - ICF - 28 -


As Principais Demonstrações Financeiras

o Balanço

• Passivos Correntes
– “Espere-se que seja liquidado durante o ciclo
operacional normal da entidade.”
– “Seja detido essencialmente com a finalidade de ser
negociado.”
– “Deva ser liquidado num período até 12 meses após a
data do balanço.”
– “A entidade não tenha um direito incondicional de
diferir a liquidação do passivo durante pelo menos 12
meses após a data do balanço.”

• Passivo não Corrente


– O que não seja corrente

António M. Santos - ICF - 29 -


As Principais Demonstrações Financeiras

o Balanço

Nota: A partir de 2010, o Sistema de


Normalização Contabilística (SNC)
indica que o 2º membro deverá ser
representado sempre por baixo do 1º

António M. Santos - ICF - 30 -


As Principais Demonstrações Financeiras

António M. Santos - ICF - 31 -


As Principais Demonstrações Financeiras

António M. Santos - ICF - 32 -


As Principais Demonstrações Financeiras

o Classificação de Balanços

• Quanto aos motivos determinantes da sua elaboração

– Balanço de fundação - se mostra o património da


empresa no momento da sua criação. É pois o
primeiro Balanço.
– Balanço de liquidação - se é elaborado nas entidades
que entram em liquidação e se vão dissolver.
– Balanço de partilha - se corresponde ao último
balanço de liquidação e é constituído por valores
definitivos.
– Balanço de gestão - se tem por fim o apuramento de
resultados e/ou a determinação da situação
patrimonial.

António M. Santos - ICF - 33 -


As Principais Demonstrações Financeiras

o Classificação de Balanços

• Quanto à especialização dos Exercícios

– Balanço inicial - se é elaborado no início de cada


exercício económico (entende-se por exercício
económico o período de tempo, no fim do qual a
entidade faz o apuramento do resultado desse
período).
– Balanço final - se é realizado no fim de cada exercício
económico. Este balanço também é designado por
balanço ordinário.
– Balanços intermédios - se são efectuados
periodicamente dentro de cada exercício económico e
pelos motivos mais diversos, tais como falecimento
de sócio, cessão de quotas, etc. Estes também se
designam por balanços extraordinários.
António M. Santos - ICF - 34 -
As Principais Demonstrações Financeiras

o Classificação de Balanços

• Quanto à natureza histórica ou previsional

– Balanço histórico - se é elaborado com base em


valores extraídos da contabilidade, reportando-se
portanto ao passado.

– Balanço previsional - se apresenta valores estimados


para a data a que se refere, apresentando-se pois com
carácter de presunção de futuro próximo.

António M. Santos - ICF - 35 -


As Principais Demonstrações Financeiras

o Demonstração de Resultados

• Informação da Demonstração de Resultados

– Rendimentos
– Gastos Desempenho Financeiro
– Resultados

A Demonstração dos Resultados (por Natureza) dá-nos uma visão dinâmica


pois mostra-nos o que se passou entre dois momentos da vida da empresa. É
um mapa composto pelos gastos suportados pela empresa e pelos
rendimentos obtidos. Pela diferença determinamos o resultado obtido em
determinado momento

António M. Santos - ICF - 36 -


As Principais Demonstrações Financeiras

o Demonstração de Resultados

• Informação da Demonstração de Resultados

Rendimentos – Gastos = Resultados

R ˃ G =˃ Lucro - recuperação ou aumento do valor do Capital Próprio


R = G =˃ Resultado Nulo
R ˂ G =˃ Prejuízo – consumo do valor Capital Próprio

António M. Santos - ICF - 37 -


As Principais Demonstrações Financeiras

o Demonstração de Resultados

• Informação da Demonstração de Resultados

Resultado Bruto * = Vendas (V) - Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)

Resultado Liquido = Rendimentos (R) – Gastos (G) - Imposto s/ (R-G)


se R ˃ G

* ou Margem Bruta. Mais tarde introduziremos o conceito de Resultado Operacional

António M. Santos - ICF - 38 -


As Principais Demonstrações Financeiras

o Demonstração de Resultados

• Informação da Demonstração de Resultados


Gastos Rendimentos
Custo das mercadorias vendidas e das Vendas
matérias consumidas
Fornecimentos e serviços externos Prestações de serviços

Gastos com pessoal Variações nos inventários da produção

Gastos com depreciação e amortização Trabalhos para a própria entidade

Perdas por imparidade Subsídios à exploração

Perdas por reduções de justo valor Reversões

Provisões do período Ganhos por aumentos de justo valor

Outros gastos e perdas Outros rendimentos e ganhos

Gastos e perdas de financiamento Rendimentos e ganhos de


financiamento

António M. Santos - ICF - 39 -


As Principais Demonstrações Financeiras

o Demonstração de Resultados

(de financiamentos)

António M. Santos - ICF - 40 -


As Principais Demonstrações Financeiras

António M. Santos - ICF - 41 -


Introdução à
Contabilidade
Financeira

3ª Parte

2º Semestre - 2010/2011

www.uatlantica.pt
António Morais Santos
Programa

o 3ª Parte

• A Técnica Contabilística subjacente à elaboração dos


Instrumentos Financeiros
• A harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

António M. Santos - ICF -2-


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Sumário

• Conta
• Lançamento
• Mapas Contabilísticos

António M. Santos - ICF -3-


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Noção de Conta

É um agrupamento de elementos patrimoniais de natureza


semelhante expressas em unidades de valor e onde são
registadas as variações sofridas por esses elementos ao
longo do tempo.

António M. Santos - ICF -4-


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Elementos Constituintes da Conta

• Título – denominação própria, (expressão porque se


designa a conta)

• Valor – extensão, (representa a qualidade, expressa em


unidades monetárias contida na conta no
momento em que se analisa)

António M. Santos - ICF -5-


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Requisitos essenciais da Conta

• Homogeneidade – cada conta só deve conter elementos


que obedeçam à característica comum
que ela define.
(ex: só depósitos, só dividas a receber)

• Integralidade – todos os elementos que apresentam


características comuns devem fazer parte
da mesma conta.
(ex: todas as mercadorias para venda,
todos os empréstimos a pagar)

António M. Santos - ICF -6-


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Representação gráfica da Conta

D (Deve) Título da Conta H (Haver)

1ª Coluna 2ª Coluna

Débitos Créditos

Saldo = Ʃ Débitos - Ʃ Créditos

António M. Santos - ICF -7-


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Representação gráfica da Conta

• Saldo Devedor = > Débito > Crédito


• Saldo Credor = > Crédito > Débito
• Saldo Nulo = > Débito = Crédito

Exemplos:

Título Título Título

1000 500 750 1000 1000 1000

Saldo Devedor = 500 Saldo Credor = 250 Saldo Nulo = 0

António M. Santos - ICF -8-


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Saldos (normal) das Contas

António M. Santos - ICF -9-


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Movimentação de Contas

• Contas de Activo Elementos Patrimoniais Activos


– Regra de Movimentação
• Débito – Aumentos do Activo
• Crédito – Diminuições do Activo

• Contas de Gastos Componente Negativa de Resultados


– Regra de Movimentação
• Débito – Incorrência de Gastos
• Crédito – Estorno de Gastos do Período

António M. Santos - ICF - 10 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Movimentação de Contas

• Contas de Passivo Elementos Patrimoniais Passivos


– Regra de Movimentação
• Crédito – Aumentos do Passivo
• Débito – Diminuições do Passivo

• Contas de Rendimentos Componente Positiva de Resultados


– Regra de Movimentação
• Crédito – Ocorrência do Rendimento
• Débito – Diminuição do Rendimento do Período

António M. Santos - ICF - 11 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Movimentação de Contas

• Contas de Capital Próprio Direitos dos Proprietários


– Regra de Movimentação
• Crédito – Aumentos do Capital Próprio
• Débito – Diminuições do Capital Próprio

• Contas de Redução de Activos Ajustamentos de


Contas de Activos
– Regra de Movimentação
• Crédito – Redução do Activo
• Débito – Anulação da Redução do Activo

António M. Santos - ICF - 12 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Classificação das Contas

• Valores Concretos – quando têm por objecto elementos


concretos. Respeitam ao património, são as contas do
Activo e do Passivo

• Valores Abstractos – quando têm por objecto elementos


abstractos. São as contas do Capital Próprio ou Situação
Líquida

António M. Santos - ICF - 13 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Classificação das Contas

• Colectivas (complexas, gerais ou acumuladas) – que


agrupam contas elementares da mesma natureza, ou que
nelas se subdividem. (Ex: Clientes, Fornecedores)

• Elementares (ou simples) – as que agrupam elementos


com características muito comuns e portanto não
comportam maior divisão. (Ex: Cliente X, Fornecedor Y)

• Divisionárias (ou subcontas) – são divisões das contas


colectivas.
Ex: Clientes / Clientes c/c / Clientes gerais / C. Alves
conta colectiva / subconta / subconta / conta elementar

António M. Santos - ICF - 14 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Classificação das Contas

(Evidenciam directa e
imediatamente a
decomposição do
activo)

António M. Santos - ICF - 15 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Classificação das Contas

• Subsidiarias – são aquelas onde se registam,


provisoriamente, factos respeitantes a outra conta do
mesmo grau, chamada conta principal; as contas
subsidiárias não aparecem no balanço juntamente com
as contas em que se integram. (Ex: Compras e Mercadorias)

António M. Santos - ICF - 16 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Classificação das Contas

• Mistas – são aquelas reúnem elementos patrimoniais de


natureza diferente. É o caso, por exemplo, da conta
“Outras contas a receber e a pagar” que reúne contas do
Activo e do Passivo

António M. Santos - ICF - 17 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Classificação das Contas

• Contas de ordem – são aquelas que na altura não alteram


o valor do património mas que mais tarde o poderão
alterar (ex: Letras Descontadas e Responsabilidade por
Letras Descontadas)

António M. Santos - ICF - 18 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Método Digráfico ou das Partidas Dobradas

A = P + CP

Todo o débito numa conta origina o crédito noutra e vice-versa

Características:
A um débito em 1 ou + contas, corresponde sempre um crédito de igual montante em 1 ou + contas
soma dos débitos = soma dos créditos
saldos devedores = saldos credores

(Luca Paccioli, Sec. xv)

António M. Santos - ICF - 19 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Método Digráfico ou das Partidas Dobradas

• Exemplos

António M. Santos - ICF - 20 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Método Digráfico ou das Partidas Dobradas

• Exemplos

António M. Santos - ICF - 21 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Método Digráfico ou das Partidas Dobradas

• Exemplos

António M. Santos - ICF - 22 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Método Digráfico ou das Partidas Dobradas

• Exemplos

António M. Santos - ICF - 23 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Sumário

• Conta
• Lançamento
• Mapas Contabilísticos

António M. Santos - ICF - 24 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Lançamentos (ou assentos)

• Noção – Registo contabilístico dos elementos patrimoniais


e as suas variações nos mapas contabilísticos, (também
designada por escrituração)

• Compõe-se de:
– Data
– Conta ou contas a debitar e creditar
– Descrição ou histórico; explicação sucinta do facto
patrimonial
– Valor correspondente às variações provocadas nas contas

António M. Santos - ICF - 25 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Para se fazer um lançamento deve-se

• Analisar o facto patrimonial


( documento interno ou externo - fundamental)
• Verificar as contas afectadas pelo respectivo facto
• Constatar dos aumentos e/ou diminuições nas contas
• Aplicar a regra para o movimento das contas
(método digráfico)

António M. Santos - ICF - 26 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Lançamentos

• Classificação segundo o n.º de contas movimentadas

– Lançamento simples
• 1 débito numa conta = 1 crédito numa conta

– Lançamento complexo
• 1 débito numa conta = Créditos em 2 ou + contas
• Débitos em 2 ou + contas = 1 crédito numa conta
• Débitos em 2 ou + contas = Créditos em 2 ou + contas

António M. Santos - ICF - 27 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Tipologia dos Lançamentos

• Critério da Natureza dos movimentos

(inicio) (saldos das contas de proveitos e custos)

(contas com saldos após apuramento


(ocorrências)
de resultados e elaboração do Balanço)

(erros e omissões) (reinicio com a transferência


dos saldos do fecho anterior)

(saldos não correspondem à realidade)

António M. Santos - ICF - 28 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Sumário

• Conta
• Lançamento
• Mapas Contabilísticos

António M. Santos - ICF - 29 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Mapas Contabilísticos básicos da contabilidade

• Diário - serve para fazer o registo cronológico, em assento


separado, de cada uma das operações que modificam o património

• Razão - serve para fazer o registo ordenado das operações do


diário, separado por cada uma das respectivas contas para se
conhecer o estado e a situação de qualquer delas, (sem
necessidade de recorrer ao exame e separação de todos os
lançamentos cronologicamente escriturados no diário).

António M. Santos - ICF - 30 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros
o Mapas Contabilísticos
• Organização Contabilística

(recibos, letras, facturas)


Factos Patrimoniais Documentos

(dão origem a) (registados diariamente)

Diário Razão

(por ordem de datas) (por ordem de contas)

António M. Santos - ICF - 31 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros
o Diário

• Representação simples (baseada na clássica)


Data e n.º do Prepo Cabeçalho e descrição do Parcial de Totalizador de
Lançamento sição Lançamento Importância Importância
dd/mm/aaaa
nº n.º das contas a débito e Valores parciais
titulo da conta para as contas em
lançamentos
compostos
Total a débito
a n.º das contas a crédito e Valores parciais
titulo da conta para as contas em
lançamentos
compostos
Total a crédito
Descrição da operação

António M. Santos - ICF - 32 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros
o Razão

• Representação simples (baseada na clássica)

(N.º de (N.º de
movimento) movimento)
(N.º de (N.º de
movimento) movimento)

António M. Santos - ICF - 33 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros
o Diário
• Exemplo

António M. Santos - ICF - 34 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros
o Razão
• Exemplo

António M. Santos - ICF - 35 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Mapas Contabilísticos

• Balancete de verificação - Documento que consolida todo o


movimento efectuado no Razão, isto é, um quadro recapitulativo
que apresenta a soma dos débitos e dos créditos de cada conta (e
subconta) e dos respectivos saldos. Serve como método de
controlo de verificação contabilística

António M. Santos - ICF - 36 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros
o Mapas Contabilísticos
• Organização Contabilística

(recibos, letras, facturas)


Factos Patrimoniais Documentos

(dão origem a) (registados diariamente)


(periodicamente)

(por contas e
Diário Razão Balancete
sub contas)

(por ordem de datas) (por ordem de contas)

António M. Santos - ICF - 37 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros
o Balancete

• Possível representação

Ʃ Totais do Débito = Ʃ Totais do Crédito = Ʃ Totais do Razão

Total Saldos Devedores = Total Saldos Credores


António M. Santos - ICF - 38 -
A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros

o Mapas Contabilísticos

• Tipologia de Balancetes

– Balancete (Mensal) de Verificação

– Balancete Rectificado (ou de Inventário)


Obtêm-se após os lançamentos de regularização ou rectificação
com vista a elaborar o Balanço e a Demonstração de
Resultados

– Balancete Final (ou de Encerramento)


Obtêm-se após os lançamentos de apuramento de Resultados
ou de transferência. Todas as contas de custos e proveitos
deverão aparecer saldadas (saldo = zero)

António M. Santos - ICF - 39 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros
o Mapas Contabilísticos
• Organização Contabilística

(recibos, letras, facturas)


Factos Patrimoniais Documentos

(dão origem a) (registados diariamente)


(periodicamente)

(por contas e
Diário Razão Balancete
sub contas)

(por ordem de datas) (por ordem de contas)

(que no fim do
exercício permitem
a elaboração de DF´s Demonstração
Balanço
tais como o Balanço e de Resultados
DR, entre outras)

António M. Santos - ICF - 40 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros
o Mapas Contabilísticos

• Apuramento dos Resultados

Resultados antes
Gastos do Período Rendim. do Período
Contas da Classe 6 de Impostos Contas da Classe 7
Conta 811

Imposto Por contrapartida da conta 241-


Estado e Outros Entes Públicos
Estimado Período – Imposto sobre o rendimento
Conta 8121

Resultado
Líquido
Conta 818

António M. Santos - ICF - 41 -


A Técnica Contabilística subjacente à elaboração
dos Instrumentos Financeiros
o Mapas Contabilísticos
• Balanço Final e
Demonstração dos Resultados
por Natureza

António M. Santos - ICF - 42 -


Introdução à
Contabilidade
Financeira

3ª Parte
(2ª Aula)

2º Semestre - 2010/2011

www.uatlantica.pt
António Morais Santos
Programa

o 3ª Parte

• A Técnica Contabilística subjacente à elaboração dos


Instrumentos Financeiros
• A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

António M. Santos - ICF -2-


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o Conceito de Normalização Contabilística

• Definição de um conjunto de princípios e critérios que


devam ser seguidos pelas unidades económicas, que se
prendem com:
– elaboração de um quadro de contas e respectiva
nomenclatura;
– definição do conteúdo, regras de movimentação e
relações entre as contas;
– concepção de modelos de mapas para as
demonstrações financeiras;
– definição de regras uniformes (princípios
contabilísticos e critérios valorimétricos), sobre
mensuração dos elementos patrimoniais e
determinação dos resultados de cada período.

António M. Santos - ICF -3-


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o Objectivo da Normalização Contabilística

• Comparabilidade:

– no tempo - os mesmos procedimentos adoptados ao


longo dos vários exercícios económicos

– no espaço - utilização pelas diversas empresas de


métodos e terminologias comuns (quer sejam
empresas do mesmo sector ou de diferentes sectores
de actividade

António M. Santos - ICF -4-


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o Vantagens da Normalização Contabilística

• Situam-se em vários planos, ao nível:

– da empresa (ex: custos)


– da profissão dos técnico de contabilidade
(ex: oportunidades internacionais)
– da didáctica e da pedagogia (ex: não existe dispersão
de conceitos e regras)
– análise macro – empresarial (ex: comparação)
– da tributação (ex: justiça)

António M. Santos - ICF -5-


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o Sumário

• Harmonização Contabilística na Europa


• Harmonização Contabilística em Portugal

António M. Santos - ICF -6-


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Harmonização Contabilística na Europa

IASB Comité Técnico Contabilístico


(IASC)

O IASB (International Accounting Standards Board), enquanto organismo internacional


de normalização contabilística, surgiu em 1973, (como IASC), com o objectivo de dar
resposta à necessidade de harmonização contabilística a nível internacional. Para isso,
elabora ou revê e difunde:

- (até 2001) Normas Internacionais de Contabilidade - NIC (International Accounting


Standards – IAS)
- (a partir de 2001) Normas Internacionais de Relato Financeiro – NIRF (International
Financial Reporting Standards – IFRS), e respectivas interpretações, cuja aceitação e
aplicação a nível mundial tem sido crescente.

O Comité Técnico Contabilístico (CTC), apoia e presta assessoria à Comissão das


Comunidades Europeias na apreciação das normas internacionais de contabilidade. A
função desse comité técnico contabilístico é assegurada pelo European Financial
Reporting Advisory Group (EFRAG). O EFRAG foi criado em 2001 por organizações
europeias representantes dos emitentes, dos investidores e dos contabilistas implicados
no processo de prestação de informações financeiras.

António M. Santos - ICF -7-


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o Harmonização Contabilística na Europa

A consolidação da posição do IASB no âmbito da


harmonização contabilística Internacional e Europeia foi
marcante a partir do final da década de 90:

• Em 2000 foi celebrado um acordo em negociação desde


1995, entre o IASB e a IOSCO (International Organization
of Securities Comission), pelo que a IOSCO vem
recomendar aos seus membros que permitam às
empresas cotadas nos seus mercados o uso das NIC
para preparar as suas Demonstrações Financeiras
• Desde 1995, a União Europeia delineou uma estratégia,
em prol da harmonização contabilística, que consistia em
tornar as Directivas Comunitárias em matéria de
contabilidade (4ª e 7ª directivas) compatíveis com as
normas internacionais emitidas pelo IASB
António M. Santos - ICF -8-
A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o Harmonização Contabilística na Europa

• Em resumo, o rumo à normalização:


– 1978 - Directiva 78/660/CEE 4ª Directiva

– 1983 - Directiva 83/349/CEE 7ª Directiva

Evolução

– 2002 - Regulamento 1606/2002/CE


Adopção

Normas Internacionais de Contabilidade


IAS – International Accounting Standards

António M. Santos - ICF -9-


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o Harmonização Contabilística na Europa

• Regulamento 1606/2002/CE
– é exigido às sociedades da UE cujos valores
mobiliários são admitidos à cotação em mercados
regulamentados, bem como todas as sociedades que
elaborem prospectos de ofertas públicas de valores
mobiliários (isto é, empresas que preparam a sua
admissão à cotação), a elaboração das suas contas
consolidadas em conformidade com as NIC, o mais
tardar a partir de 2005
• A possibilidade dos Estados membros autorizarem ou
exigirem às sociedades não cotadas o mesmo conjunto
de normas para contas consolidadas e sempre que
possível também para as contas individuais

António M. Santos - ICF - 10 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o Sumário

• Harmonização Contabilística na Europa


• Harmonização Contabilística em Portugal

António M. Santos - ICF - 11 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o Harmonização Contabilística em Portugal

• Antecedentes
A proliferação de distintos planos e projecto de planos de
contabilidade levou, em meados da década de 70, à
dinamização do processo de normalização contabilística
português, destaca-se:

• A aprovação do 1º Plano Oficial de Contabilidade (POC),


através do Dec. Lei nº 47/77 de 7/2– POC-77
• A criação da Comissão de Normalização Contabilística -
CNC (pela Portaria nº 819/80, de 13/10), enquanto órgão
destinado a assegurar o funcionamento e
aperfeiçoamento da normalização contabilística em
Portugal.

António M. Santos - ICF - 12 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Harmonização Contabilística em Portugal

• Antecedentes
A adesão de Portugal à UE conduziu a alterações na normalização
contabilística, devido à transposição das 4ª e 7ª directivas comunitárias
em matéria de contabilidade:

Relativa à estrutura e conteúdo


das contas anuais (Balanço e
Demonstração dos Resultados) e
4ª Directiva (1978) do relatório de gestão, aos
critérios de valorimetria, assim
como ao exame e divulgação
desses documentos

Transposta para o normativo português através do DL n.º 410/89, de 21/11, que cria
o novo Plano Oficial de Contabilidade (POC-89), que entrou em vigor em
1 de Janeiro de 1990
António M. Santos - ICF - 13 -
A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Harmonização Contabilística em Portugal

• Antecedentes
A adesão de Portugal à UE conduziu a alterações na normalização
contabilística, devido à transposição das 4ª e 7ª directivas comunitárias
em matéria de contabilidade:

Regula a divulgação da
Informação sobre as sociedades
7ª Directiva (1983) em regime de grupo e a
preparação das contas para a
consolidação

Transposta para o normativo português através do DL n.º 238/91, de 2/7,


estabelecendo normas de consolidação de contas, que entrou em vigor em
1 de Janeiro de 1991

António M. Santos - ICF - 14 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Harmonização Contabilística em Portugal

• Antecedentes
A adesão de Portugal à UE conduziu a alterações na normalização
contabilística, devido à transposição das 4ª e 7ª directivas comunitárias
em matéria de contabilidade:
Alterações na 4ª e 7ª directivas,
de modo a assegurar a coerência
Directiva n.º 2003/51/CE entre a legislação contabilística
comunitária e as Normas do IASB

Transposta para o normativo português através do DL n.º 35/2005, de 17/2, para


assegurar a coerência entre a legislação contabilística comunitária e as Normas do
IASB. Também permite, em certas condições, a adopção do modelo IASB/EU nas
contas individuais das entidades com valores mobiliários submetidos à negociação
e nas contas individuais/consolidadas de outras entidades, desde que sujeitas à
Certificação Legal de Contas. Entrou em vigor em 1 de Janeiro de 2005

António M. Santos - ICF - 15 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Harmonização Contabilística em Portugal

• Antecedentes
Face à crescente importância do IASB no processo de harmonização
internacional, a CNC começou a melhorar as interpretações do POC-89
e a publicar as primeiras Directrizes Contabilísticas (DC) e Normas
Interpretativas (NI), fundamentadas nas normas do IASB, e que visaram
colmatar lacunas e/ou esclarecer questões pouco explicitas no POC:

• A DC n.º 18/97 (revista em 2005) – “Objectivos das demonstrações


financeiras e princípios contabilísticos geralmente aceites”, estabelece
uma hierarquia de aplicação de normas no sistema contabilístico
português:
– 1º, o POC, Directrizes Contabilísticas e respectivas Interpretações
Técnicas
– 2º, as Normas Internacionais de Contabilidade (NIC/IAS) emitidas
pelo IASB, adoptadas ao abrigo do Regulamento n.º 1606/02/CE
– 3º, as Normas Internacionais de Relato Financeiro (NIRF/IFRS)
emitidas pelo IASB e respectivas interpretações

António M. Santos - ICF - 16 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Harmonização Contabilística em Portugal

• O surgimento do SNC
Na sequência do Regulamento n.º 1606/02, a CNC elaborou ainda em
2003 um “Projecto de Linhas de Orientação de um Novo Modelo de
Normalização Contabilística Nacional”, no qual propõe a aplicação do
normativo do IASB (com as devidas adaptações) às restantes empresas
não abrangidas pelo regulamento.

Tendo por base aquele Projecto, a CNC aprovou em Julho de 2007 o


novo “Sistema de Normalização Contabilística” (SNC)

Dada a relevância e o impacto esperado esteve sujeito a um período de


audição pública. O novo SNC veio a ser aprovado pelo DL Nº 158/2009,
de 13/07

O POC e a restante legislação conexa foram revogados e entrou em vigor para as


empresas abrangidas, para o exercício iniciado em 1 de Janeiro de 2010 ou o
primeiro a iniciar após essa data

António M. Santos - ICF - 17 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Harmonização Contabilística em Portugal

• O SNC
– Trata-se de um modelo baseado nas normas do IASB
adoptadas na UE, garantindo a compatibilidade com
as Directivas Contabilísticas Comunitárias (NIC/NIRF),
sendo por isso criadas para a sua adaptação as
Normas Contabilísticas de Relato Financeiro (NCRF).

– É um modelo no qual se atende às diferentes


necessidades de relato financeiro, pelo que foi criada
uma norma destinada a entidades de pequena
dimensão (NCRF-PE), com necessidades de relato
mais reduzidas.

António M. Santos - ICF - 18 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Harmonização Contabilística em Portugal

• Com o SNC
Portugal passou a dispor dos seguintes normativos
contabilísticos distintos:

– Manteve os planos sectoriais baseados no POCP,


para o Sector Público Estatal, (baseados no POC)

– Planos sectoriais para o sector Bancário e Segurador,


já existentes também antes do SNC ser implementado

António M. Santos - ICF - 19 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Harmonização Contabilística em Portugal

• Com o SNC
Portugal passou a dispor dos seguintes normativos
contabilísticos distintos:
– Às empresas cujos valores mobiliários estejam admitidos à
negociação num mercado regulamentado de qualquer
Estado Membro da UE é aplicável o normativo
contabilístico do IASB (NIC/NIRF e respectivas
Interpretações) adoptado na EU

– Às restantes empresas é aplicável o SNC, e como tal as


NCRF e respectivas interpretações, se bem que as
entidades de menor dimensão, possam adoptar a NCRF-PE
compreendida no SNC
Ou …
António M. Santos - ICF - 20 -
A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Harmonização Contabilística em Portugal
• Com o SNC
– Foi criado em Março de 2011 outro regime para as
entidades do sector não lucrativo (ESNL), que faz parte
integrante do SNC, e que corresponde à criação de regras
contabilísticas próprias, aplicáveis especificamente às
entidades que prossigam, a título principal, actividades
sem fins lucrativos e que não possam distribuir aos seus
membros qualquer ganho económico ou financeiro directo.
(ex: associações, pessoas colectivas públicas de tipo associativo,
fundações, clubes, federações e confederações).
– Ainda em Março de 2011, foi aprovado o regime opcional
de normalização contabilística para as microentidades
(NCM), para entidades ainda de menor dimensão que
recorre a conceitos, definições e procedimentos
contabilísticos de aceitação generalizada em Portugal, tal
como enunciados no SNC
António M. Santos - ICF - 21 -
A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Harmonização Contabilística em Portugal

• Em síntese:

António M. Santos - ICF - 22 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Harmonização Contabilística em Portugal

• Em síntese:

António M. Santos - ICF - 23 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Harmonização Contabilística em Portugal

• Em síntese:

António M. Santos - ICF - 24 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Âmbito de aplicação do SNC (DL 158/2009 - §3)

• O SNC é de aplicação obrigatória às seguintes entidades:


– Sociedades abrangidas pelo Código das Sociedades
Comerciais
– Empresas individuais reguladas pelo Código Comercial
– Estabelecimentos individuais de responsabilidade limitada
– Empresas públicas
– Cooperativas
– Agrupamentos complementares de empresas e
agrupamentos europeus de interesse económico
– Outras entidades que, por legislação específica, se
encontravam sujeitas ao POC ou venham ainda a estar
sujeitas ao SNC

António M. Santos - ICF - 25 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Âmbito de aplicação do SNC
• Ficam dispensados de aplicação do SNC
– pessoas que, exercendo a título individual qualquer actividade
comercial, industrial ou agrícola, não realizem na média dos
últimos 3 anos um volume de negócios ˃ 150.000 € (§10)
– (exceptuando os casos de obrigatoriedade de aplicação das
normas internacionais (§4) e das entidades sobre supervisão do
sector financeiro – §5), todas as entidade desde que não
ultrapassem (previsionalmente no ano da Constituição ou
efectivamente) 2 dos 3 limites seguintes:
• Total do Balanço: 500.000 €
• Total de Vendas Liquidas + Outros Rendimentos: 500.000 €
• N.º de Trabalhadores: 5
(Lei 35/2010 de 2 Setembro – Microentidades)
Nota: ao sair do limite nos exercícios “N” e “N+1” são obrigadas a entrar no regime geral
ou especial (PE) no exercício “N+2” e podem optar por voltar ao regime especial (NCM) nos
mesmos termos ao entrar novamente no limite

António M. Santos - ICF - 26 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Âmbito de aplicação do SNC

• Regime opcional para as Pequenas Entidades (NCRF-PE)


– (exceptuando os casos de obrigatoriedade de aplicação das
normas internacionais e das entidades sobre supervisão do sector
financeiro), todas as entidade sujeitas ao SNC desde que não
ultrapassem (previsionalmente no ano da Constituição ou
efectivamente) 2 dos 3 limites seguintes:
• Total do Balanço: 1.500.000 €
• Total de Vendas Liquidas + Outros Rendimentos: 3.000.000 €
• N.º de Trabalhadores: 50
(Lei 20/2010 de 23 de Agosto)
Nota: ao sair do limite de opção no exercício “N” são obrigadas a entrar no regime geral no
exercício “N+2” e podem optar por voltar ao regime especial (PE) nos mesmos termos ao
entrar novamente no limite

António M. Santos - ICF - 27 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Elementos fundamentais do SNC www.cnc.min-financas.pt/0_new_site/sitecnc_00.htm

Decreto Lei 158/2009


(Declaração de Rectificação 67-B/2009, R
Lei 20/2010 , Lei 35/2010 e DL 36A/2011)
E
SNC
Bases para a Apresentação das DF G
R I
E Portaria n.º 986/2009 Port. n.º 986/2009 + Port. nº 105/2011
M
G MDF – Modelo de E
MDF-PE + MDF-ESNL
I Demonstrações Financeiras
M P
E Portaria n.º 1011/2009 + Portaria n.º 106/2011
Código de Contas + Código de Contas ESNL E
G o
E Aviso n.º 15652/2009
u
R Estrutura Conceptual
A E
L Aviso n.º 15655/2009 Aviso n.º 15654/2009 + Aviso n.º 6726-B/2011
NCRF NCRF-PE + NCRF-ESNL S
N
Aviso n.º 15653/2009 L
Normas Interpretativas (NI)

António M. Santos - ICF - 28 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Hierarquia Legal do SNC
• Na presença de eventuais lacunas,
que impeçam o objectivo ser prestada
informação de forma verdadeira e
apropriada, podem ser superadas
com o recurso, supletivamente * quando aplicável
e pela ordem indicada:

IAS (International Accounting Standard) - são os primeiros pronunciamentos emitidos pelo IASC
SIC (Standing Interpretations Committee) - Primeiras interpretações
IFRS (International Financial Reporting Standard) - são os mais recentes pronunciamentos emitidos pelo IASB
IFRIC (International Financial Reporting Interpretations Committee) - Interpretações mais recentes – SIC-IFRIC.

António M. Santos - ICF - 29 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o As Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro do SNC
• As normas (NCRF) que foram produzidas constam do quadro seguinte, cuja última coluna
faz referência às normas do IASB em que se basearam.
Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro - NCRF Normas IASB
NCRF 1 Estrutura e Conteúdo das Demonstrações Financeiras IAS 1
NCRF 2 Demonstração de Fluxos de Caixa IAS 7
NCRF 3 Adopção pela primeira vez das NCRF IFRS 1
NCRF 4 Políticas Contabilísticas, Alterações nas Estimativas Contabilísticas e Erros IAS 8
NCRF 5 Divulgações de Partes Relacionadas IAS 24
NCRF 6 Activos Intangíveis IAS 38
NCRF 7 Activos Fixos Tangíveis IAS 16
NCRF 8 Activos Não Correntes Detidos para Venda e Unidades Operacionais Descontinuadas IFRS 5
NCRF 9 Locações IAS 17
NCRF 10 Custos de Empréstimos Obtidos IAS 23
NCRF 11 Propriedades de Investimento IAS 40
NCRF 12 Imparidade de Activos IAS 36
NCRF 13 Interesses em Empreendimentos Conjuntos e Investimentos em Associadas IAS 28 e 31
NCRF 14 Concentrações de Actividades Empresarias IFRS 3
NCRF 15 Investimentos em Subsidiárias e Consolidação IAS 27
NCRF 16 Exploração e Avaliação de Recursos Minerais IFRS 6
NCRF 17 Agricultura IAS 41
NCRF 18 Inventários IAS 2
NCRF 19 Contratos de Construção IAS 11
NCRF 20 Rédito IAS 18
NCRF 21 Provisões, Passivos Contingentes e Activos Contingentes IAS 37
NCRF 22 Contabilização dos Subsídios do Governo e Divulgação de Apoios do Governo IAS 20
NCRF 23 Os Efeitos de Alterações em Taxas de Câmbio IAS 21
NCRF 24 Acontecimentos Após a Data do Balanço IAS 10
NCRF 25 Impostos Sobre o Rendimento IAS 12
NCRF 26 Matérias Ambientais -
NCRF 27 Instrumentos Financeiros IAS 32 e 39; IFRS 7
NCRF 28 Benefícios dos Empregados IAS 19 e 26

António M. Santos - ICF - 30 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o As Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro do SNC

• As normas especiais produzida para as Pequenas empresas


(NCRF-PE) e para as Entidades do Sector não Lucrativo (NCRF-
ESNL), encontram-se estruturadas em capítulos,
correspondendo cada um deles aos aspectos fundamentais das
matérias tratadas nas NCRF. As NCRF-PE e NCRF-ESNL apenas
incorporam matérias de 18 das 28 NCRF

• Normas Interpretativas
– NI 1 - Consolidação - Entidades de Finalidades Especiais
– NI 2 - Uso de Técnicas de Valor Presente para Mensurar o
Valor de Uso

António M. Santos - ICF - 31 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o As Normas importantes para o Sistema de Contabilidade


Português

António M. Santos - ICF - 32 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Demonstrações Financeiras do SNC (§11)
• Entidades que apliquem as NCRF
1. Balanço
2. Demonstração dos Resultados por Naturezas
3. Demonstração das Alterações no Capital Próprio
4. Demonstração dos Fluxos de Caixa – Método Directo
5. Anexo
– Demonstração dos Resultados por Funções (facultativo)

• Entidades que apliquem as NCRF-PE


– Apenas o 1. , 2. e 5. são obrigatórios e susceptíveis de
serem apresentados em modelos reduzidos

António M. Santos - ICF - 33 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o Demonstrações Financeiras do SNC (§1 do art. 11º do DL 36-A/2011)


• Entidades que apliquem as NCRF-ESNL
1. Balanço
2. Demonstração dos Resultados por Naturezas ou Funções
3. Demonstração das Alterações nos fundos patrimoniais *
4. Demonstração dos Fluxos de Caixa – Método Directo
5. Anexo

* por opção ou por exigência de entidades públicas financiadoras.

António M. Santos - ICF - 34 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Quadro (sintetizado) das Contas do SNC + Notas de enquadramento

António M. Santos - ICF - 35 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o Estrutura Conceptual
• Definição de Estrutura Conceptual
– “Adequado suporte teórico para as regras que regem a prática”,
(Asociación Española de Contabilidad y Administración de Empresas, 1999)
– Sistema coerente de objectivos e fundamentos inter-relacionados que
conduzem à emissão de normas consistentes e que prescrevem a natureza,
função e limites da contabilidade financeira e das demonstrações
financeiras, (FASB)
• Finalidade
– estabelecer conceitos que estão subjacentes à preparação e apresentação
das demonstrações financeiras para os utentes externos, (IASB)

Estrutura
Edifício Normativa

Estrutura
Alicerces
Conceptual

António M. Santos - ICF - 36 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o Vantagens da existência da estrutura conceptual


subjacente a um sistema contabilístico

• Serve de guia para o estabelecimento de normas


contabilísticas e para orientar os utilizadores na
aplicação dessas normas
• Constitui um ponto de referência para a resolução
de questões específicas na ausência de normas
concretas
• Aumenta o conhecimento e a confiança dos
utilizadores nas Demonstrações Financeiras;
• Aumenta a comparabilidade das contas anuais

António M. Santos - ICF - 37 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o A Estrutura Conceptual do SNC (Aviso n.º 15652/2009)
• A Estrutura Conceptual (EC) do SNC é facultada em documento
autónomo, e visa a apresentação de conceitos subjacentes à
elaboração e apresentação das Demonstrações Financeiras. A
EC do SNC, ao seguir de perto a EC do IASB (Framework criado
em 1989), é composta pelos seguintes elementos estruturantes:
– Utilizadores da Informação e suas necessidades
– Objectivo das demonstrações financeiras
– Pressupostos subjacentes (acréscimo e continuidade)
Ajudar os
– Características qualitativas das demonstrações financeiras preparadores
– Definição dos elementos das demonstrações financeiras e utilizadores
das DF
– Reconhecimento dos elementos das demonstrações financeiras
– Mensuração dos elementos das demonstrações financeiras
– Conceitos de capital e manutenção de capital
Nota: Esta estrutura conceptual é comum às entidades sujeitas às NCRF e às
pequenas entidades sujeitas (por opção) à NCRF-PE e às Entidades do
Sector não Lucrativo sujeitas à NCRF-ESNL

António M. Santos - ICF - 38 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o A Estrutura Conceptual do SNC

António M. Santos - ICF - 39 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o A Estrutura Conceptual do SNC


• Objectivos das demonstrações financeiras

– “Proporcionar informação acerca da posição


financeira, do desempenho e das alterações na
posição financeira de uma entidade, que seja útil a um
vasto leque de utentes na tomada de decisões
económicas”
– há necessidades que são comuns aos utilizadores da
informação, mas também há outras que são
específicas de cada utilizador. Se as demonstrações
financeiras têm o objectivo genérico definido
anteriormente, então também podemos dizer que
possuem muitos objectivos específicos de acordo
com as necessidades específicas de cada utilizador

António M. Santos - ICF - 40 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o A Estrutura Conceptual do SNC


• Pressupostos subjacentes
– Regime do acréscimo - “os efeitos das transacções e
de outros acontecimentos são reconhecidos quando
eles ocorram (e não quando caixa ou equivalentes de
caixa sejam recebidos ou pagos) sendo registados
contabilisticamente e relatados nas demonstrações
financeiras dos períodos com os quais se relacionem”
– Continuidade - com base neste princípio, entende-se
que a entidade está em continuidade e continuará a
operar no futuro previsível, assumindo-se que “a
entidade não tem nem a intenção nem a necessidade
de liquidar ou de reduzir drasticamente o nível das
suas operações; se existir tal intenção ou
necessidade, as demonstrações financeiras podem
ter que ser preparadas segundo um regime diferente
e, se assim for, o regime usado deve ser divulgado”

António M. Santos - ICF - 41 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o A Estrutura Conceptual do SNC
• Características Qualitativas das demonstrações financeiras
– Para que a informação, proporcionada nas demonstrações
financeiras e disponibilizada aos seus utilizadores, seja útil no
processo de tomada de decisões, deve preencher um conjunto de
atributos ou de requisitos

Detalhe no
Aviso 15652/2009

António M. Santos - ICF - 42 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o A Estrutura Conceptual do SNC
• Em resumo

Se a informação financeira
possuir todas as
características
apresentadas, poderá
cumprir com os seus
objectivos, transmitir uma
imagem verdadeira e
apropriada da situação
financeira da entidade, e ser
útil na tomada de decisões
por parte dos seus
utilizadores.

António M. Santos - ICF - 43 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o A Estrutura Conceptual do SNC Recordar a matéria dada

• Definição dos Elementos das DF

– Quanto à posição financeira (§§ 49-67)


• Activo / Passivo / Capital Próprio

– Quanto ao desempenho (§§ 68-78)

• Rendimentos ou Proveitos (Réditos e Ganhos)


• Gastos ou Custos (Gastos e Perdas)

António M. Santos - ICF - 44 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o A Estrutura Conceptual do SNC
• Reconhecimento dos elementos das DF
O reconhecimento é o processo pelo qual um elemento é
incorporado numa DF, seja Balanço ou DR. Para ser
reconhecido um elemento este deve cumprir os 2
requisitos seguintes:
Recordar a matéria dada
– Conceito (ponto anterior)
• Activo/ Passivo/ Capital Próprio / Rendimento/ Gasto

– Critérios de reconhecimento (§§ 80-96)


• “for provável que qualquer benefício económico futuro
associado com o item flua para/ou da entidade”
• “o item tiver um custo ou um valor que possa ser
mensurado com fiabilidade”

António M. Santos - ICF - 45 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o A Estrutura Conceptual do SNC

• Mensuração (valoração) dos elementos das DF (§§ 97-99)

– Determinar as quantias monetárias pelas quais os


elementos das demonstrações financeiras devam ser
reconhecidos e inscritos no Balanço e na
Demonstração de Resultados

António M. Santos - ICF - 46 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o A Estrutura Conceptual do SNC


• Bases de Mensuração dos elementos das DF

– Pelo custo histórico - os activos são registados pela quantia


de dinheiro, ou equivalentes de dinheiro pago ou pelo justo
valor do pagamento feito para os adquirir no momento da
sua compra. Os passivos são registados pela quantia dos
produtos recebidos em troca da obrigação, ou em algumas
circunstâncias (por ex: impostos sobre o rendimento), pelas
quantias de dinheiro, ou de equivalentes de dinheiro, que se
espera que sejam pagas para satisfazer o passivo no
decurso normal dos negócios

– Pelo custo corrente - Os activos são registados pela quantia


de dinheiro ou equivalentes de dinheiro que teria de ser paga
se o mesmo ou um activo equivalente fosse correntemente
adquirido. Os passivos são registados pela quantia não
descontada de dinheiro, ou de equivalentes de dinheiro, que
seria necessária para liquidar correntemente a obrigação

António M. Santos - ICF - 47 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o A Estrutura Conceptual do SNC


• Bases de Mensuração dos elementos das DF

– Pelo valor realizável de liquidação - Os activos são


registados pela quantia de dinheiro, ou equivalentes, que
possa correntemente ser obtida ao vender o activo numa
alienação ordenada. Os passivos são registados pelos seus
valores de liquidação; isto é, as quantias não descontadas
de dinheiro ou equivalentes que se espera que sejam pagas
para os satisfazer no decurso normal dos negócios
– Pelo valor presente - Os activos são registados pelo valor
presente descontado dos futuros influxos líquidos de caixa
que se espera que o item gere no decurso normal dos
negócios. Os passivos são registados pelo valor actual
descontado dos futuros exfluxos líquidos de dinheiro que se
espera que sejam necessários para os liquidar no decurso
normal dos negócios

António M. Santos - ICF - 48 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o A Estrutura Conceptual do SNC


• Bases de Mensuração dos elementos das DF

– Pelo justo valor - quantia pela qual um activo pode ser


trocado ou um passivo liquidado, entre partes conhecedoras
e dispostas a isso, numa transacção em que não exista
relacionamento entre elas

António M. Santos - ICF - 49 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o A Estrutura Conceptual do SNC


• Conceitos de Capital

– Conceito Financeiro - O capital é sinónimo de activos


líquidos ou de capital próprio da empresa (dinheiro investido
ou poder de compra investido)

– Conceito Físico - O capital é visto como a capacidade


produtiva e operacional da empresa (ex: unidades de
produção diária)

O conceito de Capital Financeiro deve ser adoptado se os


utentes das DF estiverem mais interessados na manutenção
do Capital nominal investido ou no seu poder de compra. Se
for a capacidade operacional a sua preocupação, o conceito
físico do Capital deverá ser o escolhido

António M. Santos - ICF - 50 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional

o A Estrutura Conceptual do SNC


• Conceitos de Manutenção do Capital

– Manutenção do Capital Financeiro - Um lucro só é obtido se


a quantia financeira (ou em dinheiro) dos activos líquidos no
fim do período contabilístico exceder a quantia financeira
(ou em dinheiro) dos activos líquidos no começo do período,
depois de excluir distribuições e contribuições relativas aos
detentores do capital

– Manutenção do Conceito Físico - Um lucro só é obtido se a


capacidade física produtiva ou operacional da empresa (ou
os recursos ou fundos necessários para conseguir essa
capacidade), exceder a capacidade física produtiva no
começo do período, depois de excluir distribuições e
contribuições relativas aos detentores do capital

António M. Santos - ICF - 51 -


A Harmonização Contabilística e o Enquadramento
Internacional
o A Estrutura Conceptual do SNC - Resumo da sua Organização

BEF

António M. Santos - ICF - 52 -


Introdução à
Contabilidade
Financeira

4ª Parte

2º Semestre - 2010/2011

www.uatlantica.pt
António Morais Santos
Programa

o 4ª Parte

• Desenvolvimento das Principais Contas

– Meios Financeiros Líquidos


– Reconciliação Bancária
– Operações em Moeda Estrangeira

António M. Santos - ICF -2-


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Enquadramento

• Quadro de Contas

Classe 1 – Meios Financeiros Líquidos


Classe 2 – Contas a Receber e a Pagar
Classe 3 – Inventários e Activos Biológicos Balanço
Classe 4 – Investimentos
Classe 5 – Capital, Reservas e Resultados Transitados
Demonstração de
Classe 6 – Gastos Resultados
Classe 7 – Rendimentos
Balanço +
Classe 8 – Resultados Demonstração de
Resultados

António M. Santos - ICF -3-


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Enquadramento

• Quadro de Contas: Classe 1 – Meios Financeiros Líquidos

Código Título
11 Caixa
12 Depósitos à Ordem
13 Outros Depósitos Bancários
14 Outros Instrumentos Financeiros

António M. Santos - ICF -4-


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos

o Classe 1 – Aspectos Gerais

• Âmbito

“Esta classe destina-se a registar os meios financeiros líquidos que


incluem quer o dinheiro e depósitos bancários, quer todos os activos e
passivos financeiros mensurados ao justo valor, cujas alterações sejam
reconhecidos na Demonstração de Resultados.”

António M. Santos - ICF -5-


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos

o Classe 1 – Aspectos Gerais

• Normas Portuguesas mais Relevantes

– NCRF 2 – Demonstração dos fluxos de caixa


– NCRF 23 – Os efeitos das alterações nas taxas de câmbio
– NCRF 27 – Instrumentos financeiros
– NCRF- PE – (§ 15 e § 17)

António M. Santos - ICF -6-


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos

o Classe 1 – Aspectos Gerais

• Reconhecimento - Activo

António M. Santos - ICF -7-


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos

o Classe 1 – Aspectos Gerais

• Reconhecimento – Passivo
– (Excepção) para os Activos Financeiros de Caixa ou
Equivalentes:
Descoberto Bancário Obrigação a Pagar
Conta 2512

António M. Santos - ICF -8-


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 11 - Caixa
• Âmbito

– Esta conta destina-se a registar os meios líquidos de


pagamento de propriedade da empresa, tais como:
• moeda metálica de curso legal e notas de banco na
moeda funcional
• moeda metálica de curso legal e notas de banco em
moeda estrangeira
• documentos justificativos de despesas efectuadas

António M. Santos - ICF -9-


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 11 - Caixa

• Âmbito
– De evitar constituir saldo de caixa:
• senhas de almoço e de combustível
• «vales» de empregados, de membros dos órgãos sociais
ou de sócios, relacionados com adiantamentos ou com
outras situações
• cheques (mesmo que em nome da empresa ou cruzados)
• selos fiscais e postais
– Não podem constituir o saldo de Caixa
• cheques pré-datados e cheques devolvidos pelos bancos
por qualquer motivo

António M. Santos - ICF - 10 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 11 – Caixa

• Âmbito

– Cheques
• Devem ser sempre reconhecidos em Depósitos à Ordem
(conta 12), uma vez que não devem ser guardados em
Caixa

António M. Santos - ICF - 11 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 11 – Caixa

• Âmbito
– Selos de Correio
• Caso os selos de correio sejam gastos no período, devem
ser reconhecidos como tal na respectiva rubrica (conta 6262)

• Caso os selos de correio se destinem a ser consumidos no


futuro, devem ser reconhecidos na Classe 2 (Diferimentos)

António M. Santos - ICF - 12 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 11 – Caixa

• Âmbito
– Fornecimentos e Serviços Externos
• A conta Caixa é utilizada para registar pagamentos
efectuados relativos a fornecimentos correntes, (ex: artigos
de limpeza, material de escritório, conservação e reparação)

António M. Santos - ICF - 13 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 11 – Caixa

• Âmbito

– Vales de Caixa

António M. Santos - ICF - 14 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 11 – Caixa

• Âmbito

– Vales de Caixa

António M. Santos - ICF - 15 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 11 – Caixa

• Âmbito

– Constituição do Saldo de Caixa


• O saldo inicial da conta Caixa resulta de levantamentos
das contas de depósitos à ordem, sendo reforçado pelos
recebimentos e sempre que necessário, por novos
levantamentos das contas bancárias

António M. Santos - ICF - 16 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 11 – Caixa

• Movimentação

Caixa
Saldo Inicial

Recebimentos Pagamentos

O Saldo de Caixa é sempre devedor (ou no limite nulo)

António M. Santos - ICF - 17 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 11 – Caixa

• Transferências de caixa
– Esta subdivisão poderá ser utilizada para empresas que
possuam mais do que uma Caixa, utilizando para a controlo de
contabilização das transferências entre ambas, a conta que aqui
indicamos para o efeito e que denominamos de “Transferências
de Caixa”, à qual atribuímos o código 11.9
• Quando da transferência

• Quando da recepção da transferência

António M. Santos - ICF - 18 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 11 – Caixa

• Conferência Diária do Saldo de Caixa


– No final de cada dia é necessário conferir os valores em cofre
comparativamente com o saldo da contabilidade existente na
conta Caixa. Dessa conferência podem resultar dois tipos de
diferenças:
• Faltas de Caixa

• Sobras em Caixa

António M. Santos - ICF - 19 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 11 – Caixa

• Contas divisionárias

– Apesar do código de contas do SNC não mencionar a


forma como a conta Caixa se pode dividir, nada nos
impede de subdividi-la nas seguintes subcontas:

• 11.1 Caixa A ou • 11.1 Caixa da Sede


• 11.2 Caixa B • 11.2 Caixa da Filial
[…] […]

António M. Santos - ICF - 20 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 11 – Caixa

• Medidas de Controlo Interno

– Segregação de funções
– Existência de fundo fixo de caixa
– Pagamento de despesas de baixo valor
– Reposição periódica do fundo fixo
(cheque nominativo à ordem do tesoureiro)
– Abono para falhas incluído na remuneração do Tesoureiro
– Elaboração de folha de caixa onde constem:
• Entradas e saídas (documentos de suporte)
• Saldo final = fundo fixo

António M. Santos - ICF - 21 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 12 - Depósitos à Ordem

• Âmbito

– Esta conta destina-se a registar os movimentos que vão


ocorrendo nas Contas de Depósitos à Ordem que a
entidade possuí em Instituições de Crédito, constituindo
o seu saldo os meios financeiros disponíveis nestas
contas, valores estes que são exigíveis em qualquer
momento, e por isso se denominam também de
“depósitos à vista”
– Os depósitos à ordem constituem, portanto, meios de
pagamento

António M. Santos - ICF - 22 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 12 - Depósitos à Ordem

• Movimentação

Depósitos à ordem
Saldo Inicial
Depósitos Levantamentos
Operações equivalentes Operações equivalentes
» desconto de letras » cheques emitidos
» cobranças (títulos/recibos/cheques) » ordens de pagamentos
» ordens de transferência (terceiros) » ordens de transferências (próprias)
» juros vencidos de depósitos » juros de empréstimos
» empréstimos obtidos » reembolso de empréstimos

Regra geral, o saldo da conta depósitos à ordem é


devedor na contabilidade do depositante (empresa)
e credor na contabilidade da instituição bancária
António M. Santos - ICF - 23 -
Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 12 - Depósitos à Ordem

• Movimentação

• Contudo, pode ocorrer que a empresa tenha permissão para


sacar a descoberto, o que significa que a empresa fez um
acordo com o banco no qual o banco a autoriza a utilizar
quantias, para além das depositadas à ordem, até um valor
limite previamente estabelecido e durante um determinado
prazo. Nas situações em que haja um descoberto bancário, o
saldo dessa conta específica de depósitos à ordem é credor
na contabilidade da empresa e representa uma obrigação
para a empresa pelo que aparece no Passivo do Balanço,
(excepção já vista anteriormente para Caixa ou Equivalentes
de Caixa)

António M. Santos - ICF - 24 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos

o Conta 12 - Depósitos à Ordem

• Movimentação

• Pelo vencimento dos juros de qualquer depósito bancário -


supondo que são creditados directamente na conta à ordem e
que é retido na fonte o imposto sobre rendimentos

António M. Santos - ICF - 25 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 12 - Depósitos à Ordem

• Contas divisionárias

– Apesar do Código de Contas do SNC nada referir quanto


à subdivisão desta conta, podemos subdividi-la conforme
os Bancos com os quais a empresa trabalha e dentro
destes pelos respectivos números das contas bancárias
existentes:
• 12 Depósitos à Ordem
12.1 Banco A
12.1.1 Conta n.º xxxxx
12.1.2 Conta n.º yyyyy
12.2 Banco B
12.2.1 Conta n.º zzzzz
[…]
António M. Santos - ICF - 26 -
Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 12 - Depósitos à Ordem

• Medidas de Controlo Interno

– Pagamentos devem ser efectuados através:


• Cheques
• Transferências bancárias
• Ordens de pagamento permanente
• Quantias recebidas devem ser diariamente depositadas
• Reconciliações bancárias devem ser elaboradas
mensalmente

António M. Santos - ICF - 27 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 13 – Outros Depósitos Bancários

• Âmbito

– Esta conta destina-se a registar os Depósitos a Prazo e


Outros Depósitos que não sejam classificados como
Depósitos à Ordem e que se enquadrem no conceito de
Equivalente de Caixa

Conceito de Caixa ou Equivalente de Caixa:


Para além da Caixa e dos Depósitos à Ordem, todos os
depósitos (Investimentos) com vencimento a curto prazo,
seja 3 meses ou menos a partir da data de aquisição
(NCRF 2 – Demonstração dos Fluxos de Caixa)

António M. Santos - ICF - 28 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 13 – Outros Depósitos Bancários

• Movimentação
Outros Depósitos Bancários
Saldo Inicial

Depósitos efectuados Levantamentos


Resgates Totais
ou Parciais

O Saldo desta Conta é sempre devedor (ou no limite nulo)

António M. Santos - ICF - 29 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 13 – Outros Depósitos Bancários

• Movimentação
– Seguindo as regras de movimentação das contas do Activo, as
operações mais usuais com esta conta são as seguintes:

• Pelos depósitos efectuados

• Pelos levantamentos ou resgates

António M. Santos - ICF - 30 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 13 – Outros Depósitos Bancários

• Contas divisionárias

– Apesar do Código de Contas do SNC nada referir quanto


à subdivisão desta conta, podemos subdividi-la conforme
os Bancos com os quais a empresa trabalha e dentro
destes pelos respectivos números das contas bancárias
existentes:
• 13 Outros Depósitos Bancários
13.1 Banco A
13.1.1 Conta n.º xxxxx
13.1.2 Conta n.º yyyyy
13.2 Banco B
13.2.1 Conta n.º zzzzz
[…]
António M. Santos - ICF - 31 -
Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 14 – Outros Instrumentos Financeiros

• Âmbito

– Esta conta visa reconhecer todos os instrumentos


financeiros que não sejam caixa (conta 11) ou depósitos
bancários que não incluam derivados (contas 12 e 13)
que sejam mensurados ao justo valor cujas alterações
sejam reconhecidas na demonstração de resultados.
Consequentemente excluem-se desta conta os restantes
instrumentos financeiros que devam ser mensurados ao
custo, custo amortizado ou método da equivalência
patrimonial (classe 2 ou conta 41)
(SNC – Notas de enquadramento ao Código de Contas)

A esta conta aplica-se a NCRF nº 27

António M. Santos - ICF - 32 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 14 – Outros Instrumentos Financeiros
• Contas divisionárias
– Esta conta subdivide-se nas seguintes contas divisionárias:
• 14 Outros Instrumentos Financeiros
14.1 Derivados (Ex: Termos, Opções Futuros, Swaps, Forwards)
14.1.1 Potencialmente Favoráveis (irão gerar Activo)
14.1.2 Potencialmente Desfavoráveis (irão gerar Passivo)
14.2 Instrumentos financeiros detidos para negociação
14.2.1 Activos Financeiros (irão gerar Activo Activo)
(Ex: Acções, Obrigações, Títulos de Participação, Títulos de Dívida Pública)
14.2.2 Passivos Financeiros (irão gerar Passivo)
14.3 Outros activos e passivos financeiros
(justo valor através de resultados)
(Ex: Obras de Arte, Metais ou Pedras Preciosas, Jóias, Antiguidades)
14.3.1 Outros Activos Financeiros (irão gerar Activo Activo)
14.3.2 Outros Passivos Financeiros (irão gerar Passivo)

António M. Santos - ICF - 33 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Conta 14 – Outros Instrumentos Financeiros
• Despesas e Justo Valor
– Despesas de Intermediação Bancária:
6988 12
x x

– Ganhos por aumentos de Justo Valor


14 661 14 771
x x x x

pela perda anterior contabilizada ganho restante não contabilizado


– Perdas por redução do Justo valor
771 14 661 14
x x x x

pelos ganhos anteriores contabilizados perda restante não contabilizada


- 34 -
António M. Santos - ICF
Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)

• Âmbito

• A DFC tem como objectivo relatar os fluxos de caixa do


período classificando-os quanto ao seu destino ou origem
por tipo de actividades, operacionais, de investimento e de
financiamento

A DFC permite analisar a empresa sob o


ponto de vista de Liquidez Financeira

• O total da DFC (Caixa e seus equivalentes) no fim do período


deve reflectir o saldo da classe 1 – Meios Financeiros
Líquidos

António M. Santos - ICF - 35 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)

António M. Santos - ICF - 36 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)

António M. Santos - ICF - 37 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)

• Actividades (NCRF 2)

─ De financiamento – são as actividades que têm como


consequência alterações na dimensão e composição do
Capital Próprio contribuído e nos empréstimos obtidos
pela entidade

─ De investimento – são a aquisição e alienação de activos


a longo prazo e de outros investimentos não incluídos em
equivalentes de caixa

─ Operacionais – são as principais actividades produtoras


de rédito (e gasto) da entidade e outras actividades que
não sejam de investimento ou financiamento

António M. Santos - ICF - 38 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Reconciliação Bancária

• Âmbito

• Processo de ajustamento entre os movimentos registados no


extracto bancário e os movimentos registados na conta
referente a uma instituição de crédito na contabilidade,
expurgando as diferenças entre estas duas realidades, tendo
em vista a obtenção de um saldo reconciliado igual

António M. Santos - ICF - 39 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Reconciliação Bancária
• Âmbito

• Exemplos de diferenças registadas entre os Extractos


Bancários e os registos Contabilísticos da Empresa:

– Cheques em circulação
– Despesas e Receitas bancárias não contabilizadas
(ex: Comissões, Juros)
– Cheques em conferência
– Cheques sem cobertura em processo de devolução
– Transferências de terceiros
– Erros de contabilização na empresa
– Erros de contabilização bancária (menos comuns)

António M. Santos - ICF - 40 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Reconciliação Bancária

• Âmbito

(-) (+)
que o Banco lançou
(+) (-) a empresa não lançou
ou

(+) (-)
que o Banco não lançou
(-) (+) a Empresa lançou

António M. Santos - ICF - 41 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Reconciliação Bancária
• Exemplo
Na preparação da reconciliação bancária para o mês
de Novembro de N, a empresa X
tinha disponível a seguinte informação (em €):

Saldo no extracto bancário do banco Alfa em 30/11/N 36 050


Depósitos nocturnos em 30/11/N 6 250
Cheques passados ainda em trânsito em 30/11/N 5 750
Crédito erradamente registado no extracto bancário da empresa X 350
Despesas bancárias debitadas em 30/11/N pelo banco Alfa 50

Qual será o saldo do banco no Razão da empresa X:


a) 35 250€;
b) 36 250€;
c) 36 300€;
d) 36 550€.

António M. Santos - ICF - 42 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
Reconciliação Bancária
o Reconciliação Bancária Data de realização: 30/11/N
Banco: Alfa

• Exemplo Mês: Novembro de N

(a) Saldo do Extracto Bancário 36.050 €


(g-c+d+e-f)
(b) Saldo Reconciliado do Extracto Bancário 36.550 €
(a-e+f)
1. Movimentos no extracto do Banco por considerar na contabilidade

(c) Saída de Fundos


Data Descrição Valor
30/11/N Despesas bancárias debitadas em 30/11/N pelo banco 50 €

Total 50 €

(d) Entrada de Fundos


Data Descrição Valor
Crédito erradamente registado no extracto bancário da empresa X 350 €

Total 350 €

2. Movimentos na Contabilidade por considerar no extracto do banco

(e) Saída de Fundos


Data Descrição Valor
30/11/N Cheques em trânsito 5.750 €

Total 5.750 €

(f) Entrada de Fundos


Data Descrição Valor
30/11/N Depósitos Noturnos 6.250 €

Total 6.250 €

(g) Saldo da Contabilidade 36.250 €


(a+c-d-e+f)
(h) Saldo Reconciliado da Contabilidade 36.550 €
(g-c+d)

António M. Santos - ICF - 43 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Reconciliação Bancária

Saldo Reconciliado
=
Saldo na Contabilidade
+
Entradas no Banco não conhecidas
na Contab
-
Saídas no Banco não conhecidas
na Contab
ou
Saldo do Extracto Bancário
+
Entradas na Contab não conhecidas
no Banco
-
Saídas na Contab não conhecidas
no Banco

António M. Santos - ICF - 44 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Operações em Moeda Estrangeira

• Âmbito

• Por vezes as empresas efectuam transacções em moeda


estrangeira que originam variações nos resultados da
empresa, em virtude da flutuação da taxa de câmbio entre a
moeda funcional e a moeda dessas transacções

• A NCRF nº 23 – “Efeitos de alterações em taxas de câmbio”,


vem regular a forma como as transacções, e os saldos, em
moeda estrangeira devem ser incluídas nas demonstrações
financeiras

António M. Santos - ICF - 45 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Operações em Moeda Estrangeira

• Mensuração

– Inicial:
A esse respeito, o §21 da NCRF n.º 23 refere que “uma
transacção em moeda estrangeira deve ser registada, no
momento do reconhecimento inicial na moeda funcional, pela
aplicação à quantia da moeda estrangeira da taxa de câmbio
entre a moeda funcional e a moeda estrangeira à data da
transacção”.
Isto significa que as disponibilidades em moeda estrangeira
são contabilizadas ao câmbio do dia em que são adquiridas
(data do compromisso).

António M. Santos - ICF - 46 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Operações em Moeda Estrangeira

• Mensuração

– Subsequente:
Acrescenta a alínea a) do §23 da NCRF n.º 23 que à data de
cada balanço “os itens monetários em moeda estrangeira
devem ser transpostos pelo uso da taxa de câmbio de
fecho”. O mesmo será dizer que à data das demonstrações
financeiras (normalmente 31/12) os valores monetários em
moeda estrangeira devem ser expressos ao câmbio em vigor
nessa data.

António M. Santos - ICF - 47 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Operações em Moeda Estrangeira

• Mensuração

– Em consequência
As diferenças de câmbio resultantes da liquidação de itens
monetários ou do relato de itens monetários de uma empresa
“a taxas diferentes das que foram inicialmente registadas
durante o período, ou relatadas em demonstrações
financeiras anteriores, devem ser reconhecidas nos
resultados do período em que ocorram” (§27 da NCRF nº 23).

António M. Santos - ICF - 48 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Meios Financeiros Líquidos
o Operações em Moeda Estrangeira

• Mensuração

António M. Santos - ICF - 49 -


Introdução à
Contabilidade
Financeira

4ª Parte
Aula 2

2º Semestre - 2010/2011

www.uatlantica.pt
António Morais Santos
Programa

o 4ª Parte

• Desenvolvimento das Principais Contas

– Contas a Receber e a Pagar

António M. Santos - ICF -2-


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Enquadramento

• Quadro de Contas

Classe 1 – Meios Financeiros Líquidos


Classe 2 – Contas a Receber e a Pagar
Classe 3 – Inventários e Activos Biológicos Balanço
Classe 4 – Investimentos
Classe 5 – Capital, Reservas e Resultados Transitados
Demonstração de
Classe 6 – Gastos Resultados
Classe 7 – Rendimentos
Balanço +
Classe 8 – Resultados Demonstração de
Resultados

António M. Santos - ICF -3-


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Enquadramento

• Quadro de Contas: Classe 2 – Contas a Receber e a Pagar

Código Título
21 Clientes
22 Fornecedores
23 Pessoal
24 Estado e Outros Entes Públicos
25 Financiamentos Obtidos
26 Accionistas / Sócios
27 Outras Contas a Receber e a Pagar
28 Diferimentos
29 Provisões

António M. Santos - ICF -4-


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar

o Classe 2 – Aspectos Gerais

• Âmbito

“Esta classe destina-se a registar as operações relacionadas com clientes,


fornecedores, pessoal, Estado e outros entes públicos, financiadores,
accionistas, bem como outras operações com terceiros que não tenham
cabimento […] noutras classes específicas.
Incluem-se ainda nesta classe os diferimentos (para permitir o registo dos
gastos e dos rendimentos nos períodos a que respeitam) e as provisões.”

(SNC – Notas de Enquadramento da Portaria n.º 1011/2009 de 9 de Setembro)

António M. Santos - ICF -5-


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar

o Classe 2 – Aspectos Gerais

• Normas Portuguesas mais Relevantes para a Classe 2

– NCRF 5 – Divulgação de partes relacionadas


– NCRF 10 – Custos de Empréstimos Obtidos
– NCRF 23 – Os efeitos das alterações nas taxas de câmbio
– NCRF 25 – Impostos sobre o Rendimento
– NCRF 28 – Benefícios dos Empregados
– NCRF- PE – (§10, § 15, § 16 e § 18)

António M. Santos - ICF -6-


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar

o Classe 2 – Aspectos Gerais

• Reconhecimento - Activo

António M. Santos - ICF -7-


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar

o Classe 2 – Aspectos Gerais

• Reconhecimento – Passivo

António M. Santos - ICF -8-


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar

o Classe 2 – Aspectos Gerais

• Reconhecimento – Capital Próprio

António M. Santos - ICF -9-


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar

o Classe 2 – Aspectos Gerais

• Reconhecimento – Contas Mistas (ex: conta 211 – Clientes c/c)

António M. Santos - ICF - 10 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar

o Classe 2 – Aspectos Gerais

• Reconhecimento – Contas Mistas (ex: conta 211 – Clientes c/c)

António M. Santos - ICF - 11 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 24 – Estado e Outros Entes Públicos (EOEP)

• Âmbito

• Nesta conta “registam-se as relações com o Estado,


autarquias Locais e outros entes públicos, que tenham
características de impostos e taxas.”
(SNC – Notas de Enquadramento da Portaria n.º 1011/2009 de 9 de Setembro)

António M. Santos - ICF - 12 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 24 – Estado e Outros Entes Públicos (EOEP)

• Movimentação
24 EOEP
Pagamento das
dívidas ao Estado Dívidas ao Estado

Quantias a recuperar Recebimento dos valores


a recuperar

António M. Santos - ICF - 13 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 24 – Estado e Outros Entes Públicos (EOEP)

• Decomposição

Código Título
241 Imposto sobre o Rendimento
242 Retenção de Impostos sobre Rendimentos
243 IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado
244 Outros Impostos
245 Contribuições para a Segurança Social
246 Tributos para Autarquias Locais
248 Outras Tributações

António M. Santos - ICF - 14 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 24 – Estado e Outros Entes Públicos (EOEP)

• Reconhecimento

– Saldos devedores

Balanço » Activo » Activo Corrente » EOEP

– Saldos Credores

Balanço » Passivo » Passivo Corrente » EOEP

António M. Santos - ICF - 15 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 241 – Imposto sobre o Rendimento

• Âmbito
A utilização desta conta decorre da aplicação do Código do IRC (Imposto
sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas) porquanto prescreve que todas
as sociedades comerciais pagarão imposto que incidirá sobre o lucro obtido
no período de tributação.

Esta conta é debitada pelos pagamentos efectuados e pelas retenções na


fonte a que alguns dos rendimentos da entidade estiverem sujeitos.
No fim do período será calculada, com base na matéria colectável estimada, a
quantia do respectivo imposto, a qual se registará a crédito desta conta por
débito de 8121 — Imposto estimado para o período.
(SNC – Notas de Enquadramento da Portaria n.º 1011/2009 de 9 de Setembro)

Conforme a NCRF 25 – Imposto sobre o rendimento, os passivos (activos) por


impostos correntes dos períodos correntes e anteriores devem ser
mensurados pela quantia que se espera que seja paga (recuperada) às (das)
autoridades fiscais, usando as taxas e leis fiscais aprovadas à data do
Balanço.
António M. Santos - ICF - 16 -
Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 241 – Imposto sobre o Rendimento
• Movimentação

241
» Pagamento por Conta » Imposto estimado sobre
» Pagamento Especial por conta Rendimento a Pagar
» Imposto Retido na Fonte por
Terceiros
» Imposto sobre o Rendimento a
Recuperar

Imposto estimado = Rendimento Liquido (+) x Taxa de Imposto

António M. Santos - ICF - 17 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 242 – Retenção de Impostos sobre Rendimentos

• Âmbito

Esta conta “movimenta a crédito o imposto que tenha sido


retido na fonte relativamente a rendimentos pagos a sujeitos
passivos de IRC ou de IRS, podendo ser subdividida de
acordo com a natureza dos rendimentos.”
(SNC – Notas de Enquadramento da Portaria n.º 1011/2009 de 9 de Setembro)

António M. Santos - ICF - 18 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 242 – Retenção de Impostos sobre Rendimentos

• Movimentação

242
» Entrega ao Estado do » Imposto retido na fonte
imposto retido relativamente a rendimentos
pagos

António M. Santos - ICF - 19 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 242 – Retenção de Impostos sobre Rendimentos

• Exemplo
1) Trabalho dependente (funcionário da empresa)

António M. Santos - ICF - 20 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 242 – Retenção de Impostos sobre Rendimentos

• Exemplo
2) Trabalho independente (ex: advogado da empresa)

António M. Santos - ICF - 21 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 243 – Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA)

• Âmbito
Esta conta “destina -se a registar as situações decorrentes da
aplicação do Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado.”
(SNC – Notas de Enquadramento da Portaria n.º 1011/2009 de 9 de Setembro)

− Estão sujeitas a este imposto (art. 1º do CIVA):


a) Transmissões de bens e prestações de serviços efectuadas em território
nacional, a título oneroso, por um sujeito passivo agindo como tal;
b) Importações dos bens, ou seja, as aquisições efectuadas a países não
pertencentes à União Europeia (países terceiros);
c) Operações intracomunitárias efectuadas no território nacional, tal como são
definidas e reguladas no RITI (Regime do IVA nas Transacções Intracomunitárias).

− O valor tributável:
O valor sobre o qual incide a taxa do imposto será constituído pelo valor das vendas
e serviços constantes da factura com exclusão de descontos, bónus ou abatimentos.

António M. Santos - ICF - 22 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 243 – Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA)

• Âmbito

O imposto entregue ou solicitado ao Estado será a diferença entre o


imposto liquidado nas vendas/prestações serviços e o suportado
nas compras (e que, regra geral, poderá ser deduzido pelo
adquirente dos bens/serviços)

IVA a pagar/receber = IVA Liquidado – IVA Dedutível

IVA Liquidado ˃ IVA Dedutível Imposto a pagar


IVA Liquidado ˂ IVA Dedutível Imposto a receber

António M. Santos - ICF - 23 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 243 – Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA)

• Decomposição

Código Título
2431 IVA - Suportado
2432 IVA - Dedutível nas aquisições de bens/serviços

2433 IVA - Liquidado nas vendas/prestações serviços


2434 IVA - Regularizações para rectificar IVA dedutível
ou IVA liquidado
2435 IVA - Apuramento
2436 IVA - A pagar
2437 IVA - A recuperar
2438 IVA - Reembolsos Pedidos
2439 IVA - Liquidações Oficiosas

António M. Santos - ICF - 24 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 243 – Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA)

• Movimentação
2432 – IVA Dedutível

Relativo a Transferência
Aquisições para o apuramento
periódico 2433 – IVA Liquidado

Transferência Relativo a Vendas


para o apuramento e Prest. Serviços
periódico
Auto Consumos* e
operações gratuitas**

* IVA deduzido anteriormente


** de valor ˃ 50 € ou
valor ˃ 5‰ VN do Ano N-1

António M. Santos - ICF - 25 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 243 – Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA)

• Movimentação

2434 – IVA Regularizações


De operações a favor da empresa De operações a favor do estado
» Descontos concedidos a clientes » Descontos concedidos por fornecedores
» Devoluções de vendas por clientes » Devoluções de compras
» Erros ou omissões » Anulação de adiantamentos a terceiros
» Anulação de entregas dos » Erros ou omissões
adiantamentos dos clientes

Nota muito importante: As contas de IVA devem ser movimentadas na presença de


documentos aceites legalmente, ou seja com a emissão de facturas e notas de débito ou
crédito, emitidas ou recebidas que obrigatoriamente terão que mencionar o IVA a aplicar na
operação. (Excepção a entrega de valores monetários, desde que haja prova de entrega, por
conta de compras ou futuras prestações de serviço a adquirir).
Caso o documento possa não mencionar o IVA (ex: importações fora da União Europeia, a
entidade terá que pagar IVA sobre o valor constante do documento recebido)

António M. Santos - ICF - 26 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 21 – Clientes

• Âmbito

– Esta conta “regista os movimentos com os compradores


de mercadorias, de produtos e de serviços.”
(SNC – Notas de Enquadramento da Portaria n.º 1011/2009 de 9 de Setembro)

António M. Santos - ICF - 27 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 21 – Clientes

• Movimentação
21 Clientes
Saldo Inicial
Vendas a crédito Cobranças sobre clientes
Notas de débito Notas de crédito
Adiantamentos de clientes

O Saldo desta Conta é normalmente devedor

António M. Santos - ICF - 28 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 21 – Clientes
• Mensuração

Quantia inscrita no documento de transacção


(líquida de descontos não financeiros)

• Mensuração de moeda não funcional

“As diferenças de câmbio resultantes da liquidação de itens monetários


(…) a taxas diferentes das que foram inicialmente registadas (…) devem
ser reconhecidas nos resultados do período em que ocorram…”
(NCRF 23 – Os Efeitos de Alterações em Taxas de Câmbio)

7861 – Diferença 6928 Diferença Câmbios


Câmbios Favoráveis 211 Clientes c/c Desfavoráveis - Outras

favoráveis favoráveis
desfavoráveis desfavoráveis

António M. Santos - ICF - 29 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 21 – Clientes

• Exemplo (Mensuração de moeda não funcional)

1) Venda de mercadoria por $10.000 (taxa de câmbio $1 = 1€)


$10.000 x 1€ = 10.000€

2) Em 31/12/N ao câmbio de 1,05€


$10.000 x 1,05€ = 10.500€
» Favorável (conta 7861)
Diferença de câmbio = 10.500 – 10.000 = 500€ Desfavorável (conta 6928)

António M. Santos - ICF - 30 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 21 – Clientes

• Decomposição

Código Título
211 Clientes Conta Corrente
212 Clientes - Títulos a Receber
218 Adiantamentos de Clientes
219 Perdas por Imparidades Acumuladas

António M. Santos - ICF - 31 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 21 – Clientes

• Reconhecimento
– 211, 212 e 219

Balanço » Activo » Activo Corrente » Clientes

– 218

Balanço » Passivo » Passivo Corrente » Adiantamentos


de Clientes

António M. Santos - ICF - 32 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 211 – Clientes Conta Corrente (c/c)

• Movimentação
211
» Saldo Inicial » Recebimento de Clientes
» Quantia das Vendas e » Saque de Letras
Prestações de Serviços » Devoluções (Notas de Crédito)
(Factura, Factura/Recibo, » Regularização de Adiantamentos
Venda a Dinheiro) de Clientes
» Despesas e Outros Débitos » Dívidas de Cobrança Duvidosa
por conta do Cliente » Descontos (Notas de Crédito)
(Notas de Débito)
» Anulação de Títulos
de Dívida (Letras)

A conta é correntemente movimentada por contrapartida da


conta 71 – Vendas e 72 – Prestações de Serviços

António M. Santos - ICF - 33 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 212 – Clientes - Títulos a Receber
(Dívidas de clientes representadas por títulos não vencidos)

• Movimentação
212
» Saldo inicial » Cobrança de Letras
» Saque dos Títulos a Receber » Anulação dos Títulos a Receber
(Letras) (Reforma)
» Endosso a terceiros ou desconto

António M. Santos - ICF - 34 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 218 – Adiantamentos de Clientes

• Âmbito

“Esta conta regista as entregas feitas à entidade relativas a


fornecimentos, (sem preço fixado), a efectuar a terceiros.”

Quando o preço do fornecimento está


previamente fixado, o adiantamento regista-se na
conta 276 – Adiantamentos por conta de Vendas

“Pela emissão da factura, estas verbas serão transferidas para


as respectivas subcontas na rubrica 211-Clientes c/c”.

(SNC – Notas de Enquadramento da Portaria n.º 1011/2009 de 9 de Setembro)

António M. Santos - ICF - 35 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 218 – Adiantamentos de Clientes

• Movimentação

218
» Regularização / Anulação » Valor do Adiantamento sem
do adiantamento preço previamente fixado

António M. Santos - ICF - 36 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 218 – Adiantamentos de Clientes

• Exemplo
1) Recebimento de adiantamento, sem preço previamente fixado, do
Cliente ABC, no montante de 100 euros

2) Venda da mercadoria por 500 euros ao Cliente ABC

António M. Santos - ICF - 37 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Rendimentos
o Classe 7– Rendimentos

• Âmbito

Esta conta “inclui os rendimentos e os ganhos respeitantes ao


período.”

“Os rendimentos são aumentos nos benefícios económicos


durante o período contabilístico na forma de influxos ou
aumentos de activos…”
(SNC – Notas de Enquadramento da Portaria n.º 1011/2009 de 9 de Setembro)

António M. Santos - ICF - 38 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Rendimentos
o Enquadramento
• Quadro de Contas: Classe 7 - Rendimentos

Código Título
71 Vendas
72 Prestações de Serviços
73 Variações nos Inventários da Produção
74 Trabalhos para a Própria Empresa
75 Subsídios à Exploração
76 Reversões
77 Ganhos por Aumento do Justo Valor
78 Outros Rendimentos e Ganhos
79 Juros, Dividendos e Outros Rendimentos Similares

António M. Santos - ICF - 39 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Rendimentos

o Classe 7 – Aspectos Gerais

• Reconhecimento

António M. Santos - ICF - 40 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Rendimentos
o Conta 71 - Vendas

• Âmbito

“As vendas, representadas pela facturação, devem ser


deduzidas do IVA e de outros impostos e incidências nos
casos em que nela estejam incluídos.”
(SNC – Notas de Enquadramento da Portaria n.º 1011/2009 de 9 de Setembro)

António M. Santos - ICF - 41 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Rendimentos
o Conta 71 - Vendas

• Movimentação
71
» Devoluções » Quantias das vendas (líquidas de
(Notas de Crédito) descontos, abatimentos e impostos)
» Descontos fora da factura (Factura, Factura/Recibo, Venda a
(Notas de Crédito) Dinheiro)
» Regularizações » Regularizações s/ Vendas
(Notas de Crédito) (Notas de Débito)
» Transferência de saldo
aquando do apuramento
do resultado

A conta é correntemente movimentada por contrapartida da


conta 21 – Clientes

António M. Santos - ICF - 42 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Rendimentos
o Conta 71 – Vendas

• Decomposição

Código Título
711 Mercadorias
712 Produtos Acabados e Intermédios
Subprodutos, Desperdícios, Resíduos
713
e Refugos
714 Activos Biológicos
… …
716 IVA das Vendas com Imposto incluído
717 Devoluções de Vendas
718 Descontos e Abatimentos em Vendas

António M. Santos - ICF - 43 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Rendimentos
o Conta 71 - Vendas

• Reconhecimento

– 711, 712, 713, 714, 716 - Saldo Credor

Dem. Resultados por Natureza » Vendas e Prestação de Serviços

– 717 e 718 - Saldo Devedor

Dem. Resultados por Natureza » Vendas e Prestação de Serviços

António M. Santos - ICF - 44 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Rendimentos
o Conta 717 – Devoluções de Vendas
• Diminuição de Benefícios para a entidade

Movimento a Débito

o Conta 718 – Descontos e Abatimentos em Vendas


• Descontos concedidos fora da factura
• Descontos de natureza não financeira
• Diminuição de benefícios para a entidade

Movimento a Débito

Descontos de natureza financeira » Débito da conta 682

António M. Santos - ICF - 45 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Rendimentos
o Conta 72 - Prestações de Serviços

• Âmbito

“Esta conta respeita aos trabalhos e serviços prestados que


sejam próprios dos objectivos ou finalidades principais da
entidade. Poderá integrar os materiais aplicados, no caso de
estes não serem facturados separadamente. A contabilização
a efectuar deve basear-se em facturação emitida ou em
documentação externa (caso das comissões obtidas), não
deixando de registar os réditos relativamente aos quais não se
tenham ainda recebido os correspondentes comprovantes
externos.”
(SNC – Notas de Enquadramento da Portaria n.º 1011/2009 de 9 de Setembro)

António M. Santos - ICF - 46 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Rendimentos
o Conta 72 - Prestações de Serviços

• Movimentação
72
» Descontos fora da factura » Quantias de Prestações de
(Notas de Crédito) Serviços (líquidas de descontos,
» Rectificações s/ PS abatimentos e impostos)
(Notas de Crédito) (Factura, Factura/Recibo, Venda a
» Transferência de saldo Dinheiro)
aquando do apuramento » Rectificações s/ PS
do resultado (Notas de Débito)

A conta é correntemente movimentada por contrapartida da


conta 21 – Clientes

António M. Santos - ICF - 47 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Rendimentos
o Conta 72 - Prestações de Serviços

• Decomposição

Código Título
721 Serviço …
Plano de
722 Serviço …
Contas Aberto
… …
725 Serviços Secundários
726 IVA dos Serviços com Imposto incluído
… …
728 Descontos e Abatimentos

António M. Santos - ICF - 48 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Rendimentos
o Conta 72 - Prestações de Serviços

• Reconhecimento

– 721, 722, 725, 726 - Saldo Credor

Dem. Resultados por Natureza » Vendas e Prestação de Serviços

– 728 - Saldo Devedor

Dem. Resultados por Natureza » Vendas e Prestação de Serviços

António M. Santos - ICF - 49 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Rendimentos

o Conta 728 – Descontos e Abatimentos

• Descontos concedidos fora da factura


• Descontos de natureza não financeira
• Diminuição de benefícios para a entidade

Movimento a Débito

Descontos de natureza financeira » Débito da conta 682

António M. Santos - ICF - 50 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar e Rendimentos
o Exemplo de Movimentos
• Vendas/ Prestações de Serviço a Prazo
1- Pelo registo do rédito (valor da factura/preço de venda de
produtos ou serviço)
71/72 Vendas/PS 2433 IVA Liquidado 211 Clientes c/c
preço do bem Imposto
ou serviço devido
x y x+y

2- Pelo custo das mercadorias vendidas (só para produtos)


32 Mercadorias 611 CMVMC - Mercad
preço de custo preço de custo
a a

Nota: Tratando-se de uma venda (serviço) a pronto pagamento (factura-


recibo), em vez de registarmos na conta 211- Clientes c/c, levaremos para
meios financeiros líquidos, isto é, para caixa ou depósitos bancários,
dependendo da forma como foi efectuado o pagamento pelo cliente.
António M. Santos - ICF - 51 -
Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar e Rendimentos
o Exemplo de Movimentos
• Despesas com a Venda
11 Caixa
- Por nossa conta como vendedor
12 DO
62x FSE 2432 IVA Dedutível 221 F c/c ou 278 ODC
valor do serviço Imposto
sem IVA dedutível
x y x+y

- Por conta do cliente (ex: transporte por terceiro)


1- Pelo pagamento à transportadora
11 Caixa
12 DO
6253 Trans Merc 2432 IVA Dedutível 221 F c/c ou 278 ODC
valor do serviço Imposto
sem IVA dedutível
x y x+y

António M. Santos - ICF - 52 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar e Rendimentos
o Exemplo de Movimentos
• Despesas com a Venda
- Por conta do cliente (ex: transporte por terceiro)
2- Nota de Debito do serviço ao cliente
6253 Trans Merc
7816 Out Rend Supl 2433 IVA Liquidado 211 Clientes c/c
valor do serviço Imposto
sem IVA devido
x y x+y

- Por conta do cliente (transporte pelo próprio vendedor)


- Nota de Debito do serviço ao cliente

725 Serv Secundários 2433 IVA Liquidado 211 Clientes c/c


valor do serviço Imposto
sem IVA devido
x y x+y

António M. Santos - ICF - 53 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar e Rendimentos
o Exemplo de Movimentos
• Devolução de Vendas
1- Pelo diminuição do rédito (nota de crédito para o cliente)
24341 IVA Regulariz
717 Devol Vendas a favor da Emp 211 Clientes c/c
valor da devolução IVA s/ valor
a Preço de Venda da devolução
y x+y
x

2- Pelo custo das mercadorias vendidas (só para produtos)

32 Mercadorias 611 CMVMC - Mercad


preço de custo preço de custo
a a

António M. Santos - ICF - 54 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar e Rendimentos
o Exemplo de Movimentos
• Descontos e Abatimentos nas Vendas
Classificação dos Formas de Contabilização
Descontos Concessão
Contabiliza-se a factura (211 a 71) pelo
Incluídos na factura
valor liquido de Descontos
Descontos Comerciais
Fora da factura (nota
(718 a 211) pelo valor do Desconto
de crédito ao cliente)
Contabiliza-se o rédito total e o
Incluídos na factura Desconto, diminuindo o valor a receber
Descontos Financeiros pela empresa: ([682 e 211] a 71)
Fora da factura (nota
(682 a 211) pelo valor do Desconto
de crédito ao cliente)

682 Desc pp concedidos 24341 IVA Regulariz


718 Desc Abat Vendas a favor da Emp 211 Clientes c/c
desconto IVA s/ valor
concedido do desconto
y x+y
x

António M. Santos - ICF - 55 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar e Rendimentos
o Exemplo de Movimentos
• Adiantamento sobre Vendas
1- Pelo adiantamento (nota de crédito para o cliente)
preço fixado
n- 218 Adianta/ Clientes 11 Caixa
s- 276 Adianta/ c/ Vendas 2433 IVA Liquidado 12DO
valor do Imposto
adianta/ devido
x+y
x y

2- Pela contabilização da factura (pelo rédito)

71 Vendas 2433 IVA Liquidado 211 Clientes c/c


preço de venda Imposto
do bem devido
a b a+b

António M. Santos - ICF - 56 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar e Rendimentos
o Exemplo de Movimentos
• Adiantamento sobre Vendas

3- Pelo regularização do adiantamento, aquando da emissão


da factura

preço fixado
n- 218 Adianta/ Clientes 24341 IVA Regulariz
s- 276 Adianta/ c/ Vendas a favor da Emp 211 Clientes c/c
valor do Regularização
adianta/ do Imposto
x+y
x y

António M. Santos - ICF - 57 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar e Rendimentos
o Exemplo de Movimentos
• Contabilização de Letras a receber
1- Saque de Letra
212 Clientes
211 Clientes c/c Títulos a receber
valor do saque valor do saque
x x

2- Cobrança directa (sem intervenção de um Banco) da Letra


212 Clientes
Títulos a receber 11 ou 12
valor do saque valor do saque
x x

António M. Santos - ICF - 58 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar e Rendimentos
o Exemplo de Movimentos
• Contabilização de Letras a receber
3- Cobrança Bancária da Letra
212 Clientes 691 Juros Suport
Títulos a receber 11 ou 12 698 Out G P Financ
valor do saque valor do saque Encargos Encargos
Bancários Bancários
x x
e e

4- Endosso da Letra
212 Clientes 221 Forn c/c
Títulos a receber 27 O c/ Rc e Pg
valor da letra valor da letra
x x

António M. Santos - ICF - 59 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar e Rendimentos
o Exemplo de Movimentos
• Contabilização de Letras a receber
5a- Desconto da Letra no Banco
212 Clientes 691 Juros Suport
Títulos a receber 11 ou 12 698 Out G P Financ
valor adiantado Juros debitados
valor da letra pelo Banco pelo Banco
x+y x y

5b- Encargos do Desconto debitados ao cliente


691 Juros Suport
211 Clientes c/c 698 Out G P Financ
Juros debitados Juros debitados
pelo Banco pelo Banco
y y

António M. Santos - ICF - 60 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar e Rendimentos
o Exemplo de Movimentos
• Contabilização de Letras a receber

7- Protesto de Letra

212 Clientes
Títulos a receber 11 ou 12 211 Clientes c/c
anulação Despesas
do saque de Protesto x+y
x y

António M. Santos - ICF - 61 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar e Rendimentos
o Exemplo de Movimentos
• Contabilização de Letras a receber
8- Reforma Total* de Letra
a) Anulação da letra inicial 212 Clientes
211 Clientes c/c Títulos a receber
valor do saque valor do saque
s s
b) Juros e restantes encargos com a reforma
791 Juros Obtidos
211 Clientes c/c 798 Out Rend Sim
j j

* a Reforma Parcial tem uma contabilização idêntica ressalvando que existe


ainda um lançamento de recebimento parcial do valor do título após o lançamento
a) Anulação da letra: (11/12 a 211) pelo valor da amortização parcial da letra
António M. Santos - ICF - 62 -
Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar e Rendimentos
o Exemplo de Movimentos
• Contabilização de Letras a receber
8- Reforma Total de Letra
c1) Emissão de nova letra ( com encargos incluídos) no Título
212 Clientes
211 Clientes c/c Títulos a receber
valor do valor do
novo saque novo saque
s+j s+j

c2) Juros e restantes encargos pagos à parte pelo cliente


212 Clientes
211 Clientes c/c 11 ou 12
Títulos a receber
1) juros e 1) juros e
2) valor do saque
encargos encargos
s
j j
2) valor do saque
s
António M. Santos - ICF - 63 -
Introdução à
Contabilidade
Financeira

4ª Parte
Aula 3

2º Semestre - 2010/2011

www.uatlantica.pt
António Morais Santos
Programa

o 4ª Parte

• Desenvolvimento das Principais Contas

– Contas a Receber e a Pagar (2ª Aula)

António M. Santos - ICF -2-


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Enquadramento

• Quadro de Contas

Classe 1 – Meios Financeiros Líquidos


Classe 2 – Contas a Receber e a Pagar
Classe 3 – Inventários e Activos Biológicos Balanço
Classe 4 – Investimentos
Classe 5 – Capital, Reservas e Resultados Transitados
Demonstração de
Classe 6 – Gastos Resultados
Classe 7 – Rendimentos
Balanço +
Classe 8 – Resultados Demonstração de
Resultados

António M. Santos - ICF -3-


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Enquadramento

• Quadro de Contas: Classe 2 – Contas a Receber e a Pagar

Código Título
21 Clientes
22 Fornecedores
23 Pessoal
24 Estado e Outros Entes Públicos
25 Financiamentos Obtidos
26 Accionistas / Sócios
27 Outras Contas a Receber e a Pagar
28 Diferimentos
29 Provisões

António M. Santos - ICF -4-


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 22 – Fornecedores

• Âmbito

Esta conta “Regista os movimentos com os vendedores de


bens e de serviços, com excepção dos destinados aos
investimentos da entidade.”
(SNC – Notas de Enquadramento da Portaria n.º 1011/2009 de 9 de Setembro)

António M. Santos - ICF -5-


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 22 – Fornecedores

• Movimentação
22 Fornecedores
Saldo Inicial
Compras a crédito
Pagamentos a Fornecedores Notas de débito (de Fornecedores)
Notas de crédito (de Fornecedores)
Adiantamentos a Fornecedores
Devolução de Compras

O Saldo desta Conta é normalmente Credor

António M. Santos - ICF -6-


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 22 – Fornecedores
• Mensuração

Quantia inscrita no documento de transacção


(líquida de descontos não financeiros)

• Mensuração de moeda não funcional

“As diferenças de câmbio resultantes da liquidação de itens monetários


(…) a taxas diferentes das que foram inicialmente registadas (…) devem
ser reconhecidas nos resultados do período em que ocorram…”
(NCRF 23 – Os Efeitos de Alterações em Taxas de Câmbio)
786 Rendi/ Ganhos
Rest Act Finac 221 Fornecedores c/c 692 Dif Cambio Desfav
favoráveis favoráveis
desfavoráveis desfavoráveis

António M. Santos - ICF -7-


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 22 – Fornecedores

• Exemplo (Mensuração de moeda não funcional)

1) Compra de mercadoria por $10.000 (taxa de câmbio $1 = 1€)


$10.000 x 1€ = 10.000€

2) Em 31/12/N ao câmbio de 1,05€


$10.000 x 1,05€ = 10.500€
» Favorável (conta 7861)
Diferença de câmbio = 10.500 – 10.000 = 500€ Desfavorável (conta 6928)

António M. Santos - ICF -8-


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 22 – Fornecedores

• Decomposição

Código Título
221 Fornecedores Conta Corrente
222 Fornecedores - Títulos a Pagar
225 Facturas em Recepção e Conferência
228 Adiantamentos a Fornecedores
229 Perdas por Imparidades Acumuladas

António M. Santos - ICF -9-


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 22 – Fornecedores

• Reconhecimento

– 228 e 229

Balanço » Activo » Activo Corrente » …

– 221, 222 e 225


Balanço » Passivo » Passivo Corrente » Fornecedores

António M. Santos - ICF - 10 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 221 – Fornecedores Conta Corrente (c/c)

• Movimentação
221
» Pagamentos a Fornecedores » Saldo Inicial
» Aceite de Títulos a Pagar (Letra) » Quantia das Compras de bens
» Devoluções de Compras Prestações de Serviços
(Notas de Crédito) (Factura, Factura/Recibo, Venda a Dinheiro)
» Descontos e Abatimentos em » Despesas debitadas por
Compras (Notas de Crédito) fornecedores (Notas de Débito)
» Regularização de Adiantamento a » Anulação de Títulos
Fornecedores de Dívida (Letras)
» Transferência de Facturas em
Recepção
Movimentos ocorridos com fornecedores referentes à actividade normal (de
negócio ou produtiva) da empresa de compras a prazo
A conta é correntemente movimentada por contrapartida das contas
31 – Compras ou 62 – Fornecimentos e Serviços Externos
António M. Santos - ICF - 11 -
Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Exemplo de Movimentos
• Compras a Prazo (inclui despesas adicionais da aquisição)
Registo da compra (valor da factura incluindo os descontos
comerciais constantes da mesma)

31x Compras 2432 IVA Dedutível 221 Fornec c/c


preço liquido Imposto
do bem dedutível
a b a+b

Nota: Tratando-se de uma compra (serviço) a pronto pagamento (factura-


recibo), em vez de registarmos na conta 221- Fornecedores c/c, levaremos
para meios financeiros líquidos, isto é, para caixa ou depósitos bancários,
dependendo da forma como foi efectuado o pagamento ao fornecedor.

António M. Santos - ICF - 12 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Exemplo de Movimentos
• Devolução de Compras

Registo da Devolução (nota de crédito do fornecedor)

24342 IVA Regulariz


317 Devol Compras a favor do Estado 221 Fornec c/c
valor da devolução IVA s/ valor
a preço liquido da devolução
de compra a+b
b
a

António M. Santos - ICF - 13 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Exemplo de Movimentos
• Descontos e Abatimentos nas Compras
Classificação dos Formas de Contabilização
Descontos Concessão
Contabiliza-se a factura (31x a 221) pelo
Incluídos na factura
valor liquido de Descontos
Descontos Comerciais
Fora da factura (nota
(221 a 318) pelo valor do Desconto
de crédito do fornecedor)
Contabiliza-se pelo valor das mercadorias
Incluídos na factura (31x a 221)
Descontos Financeiros e pelo valor do Desconto (221 a 782)
Fora da factura (nota
(221 a 782) pelo valor do Desconto
de crédito do fornecedor)

318 Desc abat/ compras 24342 IVA Regulariz


782 Desc pp obtidos a favor do Estado 221 Fornec c/c
desconto IVA s/ valor
obtido do desconto
b a+b
a

António M. Santos - ICF - 14 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Exemplo de Movimentos

• Compra de bens não inventariados e aquisição de serviços

11 Caixa
12 DO
62x FSE 2432 IVA Dedutível 221 Fornec c/c
valor do bem Imposto
ou serviço dedutível
sem IVA b a+b
a

António M. Santos - ICF - 15 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 222 – Fornecedores – Títulos a Pagar
(Dívidas a fornecedores representadas por títulos não vencidos)

• Movimentação
222
» Pagamento de Letras » Saldo Inicial
» Anulação dos Títulos a Pagar » Aceite de Títulos a Pagar
(ex: Reforma) (Letras)

António M. Santos - ICF - 16 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Exemplo de Movimentos
• Contabilização de Letras a pagar
1- Aceite de Letra
222 Fornecedores
221 Fornec c/c Títulos a pagar
valor do aceite valor do aceite
x x

2- Pagamento directo (sem intervenção de um Banco) do Aceite


222 Fornecedores
Títulos a pagar 11 ou 12
valor do aceite valor do aceite
x x

António M. Santos - ICF - 17 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Exemplo de Movimentos
• Contabilização de Letras a pagar
8- Reforma Total* da Letra
a) Anulação da letra inicial 222 Fornecedores
221 Fornec c/c Títulos a pagar
valor do aceite valor do aceite
a a
b1) Juros e restantes encargos a incluir na nova letra
222 Fornecedores 6918 Juros Suportados
Títulos a pagar 221 Fornec c/c 6988 Out Gast Perdas Financia/
2) valor do 2) valor do 1) juros e 1) juros e
novo aceite novo aceite encargos encargos
(a+j) (a+j) j j
* a Reforma Parcial tem uma contabilização idêntica ressalvando que existe
ainda um lançamento de pagamento parcial do valor do título após o lançamento
a) Anulação da letra: (221 a 11/12) pelo valor da amortização parcial da letra
António M. Santos - ICF - 18 -
Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Exemplo de Movimentos
• Contabilização de Letras a pagar
8- Reforma Total de Letra
b2) Juros e restantes encargos pagos à parte (a não incluir na nova letra)
691 Juros Suportados
11 ou 12 698 Out Gast Perdas Financia/

2) Pag/ juros e 1) Nota de Débito dos


encargos juros e encargos
j j
222 Fornecedores 221 Fornec c/c
Títulos a pagar 2) Pag/ juros e 1) Nota de Débito dos
3) valor do aceite encargos juros e encargos
a j j
3) valor do aceite
a

António M. Santos - ICF - 19 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 225 - Facturas em recepção e conferência

• Âmbito

“Respeita às compras cujas facturas, recebidas ou não, estão


por lançar nas subcontas da conta 221 por não terem chegado
à entidade até essa data ou não terem sido ainda conferidas.
Será debitada por crédito da conta 221, aquando da
contabilização definitiva da factura.”
(SNC – Notas de Enquadramento da Portaria n.º 1011/2009 de 9 de Setembro)

António M. Santos - ICF - 20 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 225 - Facturas em recepção e conferência

• Movimentação
225
Transferência quando a factura Quantias das Compras cujas
estiver recepcionada e conferida facturas ainda não foram
recebidas ou conferidas

António M. Santos - ICF - 21 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 225 - Facturas em recepção e conferência
• Exemplo de Movimento de Compras para Inventario com IVA
1- Contabilização da compra, cuja factura não foi recebida ou
conferida (registo provisório) 31x Compras
valor dos bens
sem IVA
225 Fact em a
Recep e Conferência
2432 IVA Dedutível
c=a+b Imposto
dedutível
b
2- Contabilização da factura respeitante à compra após recepção
e conferência (registo definitivo)
225 Fact em
221 Fornec c/c Recep e Conferência

c c

António M. Santos - ICF - 22 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 228 – Adiantamentos a Fornecedores

• Âmbito

Esta conta “regista as entregas feitas pela entidade relativas a


fornecimentos (sem preço fixado), a efectuar por terceiros.”

Quando o preço do fornecimento está


previamente fixado, o adiantamento regista-se na
conta 39 – Adiantamentos por conta de Compras

“Pela recepção da factura, estas verbas serão transferidas para as


respectivas subcontas da conta 221- Fornecedores c/c”.

(SNC – Notas de Enquadramento da Portaria n.º 1011/2009 de 9 de Setembro)

António M. Santos - ICF - 23 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 228 – Adiantamentos a Fornecedores

• Movimentação

228
» Valor do Adiantamento sem » Regularização / Anulação
preço previamente fixado do adiantamento
(recepção da factura)

António M. Santos - ICF - 24 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 228 – Adiantamentos a Fornecedores

• Exemplo
1) Pagamento de adiantamento, sem preço previamente fixado, ao
Fornecedor SOL, no montante de 100 euros

2) Compra da mercadoria por 500 euros ao Fornecedor SOL

António M. Santos - ICF - 25 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Exemplo de Movimentos
• Adiantamento sobre Compras (com IVA)
1- Pelo adiantamento (nota de crédito recebida do fornecedor)
preço fixado
n - 228 Adianta/ Fornec 11 Caixa
s - 39 Adianta/ c/ Compras 2432 IVA Dedutível 12 DO
valor do Imposto s/
adianta/ valor do a+b
Adianta/
a
b
2- Pela contabilização da factura (do fornecedor)

31x Compras 2432 IVA Dedutível 221 Fornec c/c


preço de Imposto
compra do bem dedutível
c d c+d

António M. Santos - ICF - 26 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Exemplo de Movimentos
• Adiantamento sobre Compras (com IVA)

3- Pelo regularização do adiantamento, aquando da recepção


da factura

preço fixado
n - 228 Adianta/ Fornec 24342 IVA Regulariz
s - 39 Adianta/ c/ Compras a favor do Estado 221 Fornec c/c
Imposto s/
valor do
valor do
adianta/ Adianta/
a+b
a b

António M. Santos - ICF - 27 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 23 – Pessoal

• Âmbito

Nesta conta registam-se as operações relativas ao pessoal ao


serviço da empresa, nomeadamente:

Órgãos Sociais - mesa da Assembleia-geral, Administração,


Fiscalização, ou outros equiparados.

Pessoal – todos os outros colaboradores com vinculo


funcional à empresa

António M. Santos - ICF - 28 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 23 – Pessoal

• Decomposição

Código Título
231 Remunerações a pagar
232 Adiantamentos
237 Cauções
238 Outras operações
239 Perdas por Imparidades Acumuladas

António M. Santos - ICF - 29 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 23 – Pessoal

• Reconhecimento

– 232, 238 e 239


Balanço » Activo » Activo Corrente » Outras Contas
a Receber

– 231 e 238
Balanço » Passivo » Passivo Corrente » Outras Contas
a Pagar

– 237
Balanço » Passivo » Passivo não Corrente » Outras
Contas a Pagar

António M. Santos - ICF - 30 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 231 – Remunerações a Pagar
Importâncias líquidas a pagar aos Órgãos Sociais e ao Pessoal

• Movimentação

231
» Saldo Inicial
» Processamento das
» Pagamento das Remunerações
Remunerações (por contrapartida da Classe 6)
(por contrapartida a crédito
de conta de MFL)

O Saldo desta Conta é normalmente Credor ou no


limite nulo

António M. Santos - ICF - 31 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 231 – Remunerações a Pagar
• Processamento de Remunerações
– 1ª Fase
Consiste no processamento de ordenados, salários e
outras remunerações, líquidos dos descontos efectuados

– 2ª Fase
Consiste no processamento dos encargos sobre
remunerações que respeitem à entidade patronal

– 3ª Fase
Corresponde aos pagamentos a efectuar ao pessoal e às
outras entidades

(SNC – Notas de Enquadramento da Portaria n.º 1011/2009 de 9 de Setembro)

António M. Santos - ICF - 32 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 231 – Remunerações a Pagar
• Processamento de Remunerações

António M. Santos - ICF - 33 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 232 – Adiantamentos
Adiantamentos efectuados ao pessoal por conta de
Remunerações futuras

• Movimentação
232
» Saldo Inicial
» Entrega do Adiantamento
(por contrapartida a crédito » Regularização do adiantamento
de conta de MFL) (por contrapartida da conta
Remunerações a pagar)

O Saldo desta Conta é normalmente Devedor ou no


limite nulo
António M. Santos - ICF - 34 -
Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 237 – Cauções

• Âmbito

Esta conta regista os depósitos de garantia em dinheiro


prestados pelo pessoal, sempre que para o exercício das suas
funções lhes seja exigida uma garantia pecuniária, por força
da lei, pelos estatutos ou pelos regulamentos aplicáveis.

António M. Santos - ICF - 35 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 237 - Cauções

• Movimentação

237
» Saldo Inicial
» Regularização da caução: » Constituição da caução
(por contrapartida a crédito
1- Por devolução (em contrapartida
de conta de MFL)
de conta de MFL)
2- Por utilização (em contrapartida
de conta da Classe 7)

O Saldo desta Conta é normalmente Credor ou no limite


nulo
António M. Santos - ICF - 36 -
Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 237 - Cauções
• Exemplo 1 de Movimentação
1) Entrega de 100 euros para depósito de garantia, pela
utilização por parte de um funcionário, de uma maquina
fotográfica da empresa
2) 1º cenário – entrega do equipamento, no final do contrato de
trabalho

11 ou 12 2372 Cauções

1) 100 1) 100
2) 100 2) 100

António M. Santos - ICF - 37 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 237 - Cauções
• Exemplo 2 de Movimentação
1) Entrega de 100 euros para depósito de garantia, pela
utilização por parte de um funcionário, de uma maquina
fotográfica da empresa
2) 2º cenário – desaparecimento do equipamento, durante o
período de usufruto

11 ou 12 2372 Cauções 7888 Outros Rend/


1) 100 1) 100
2) 100 2) 100

António M. Santos - ICF - 38 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 238 – Outras Operações

• Âmbito

Regista os movimentos entre a empresa e o pessoal que não


se enquadrem nas contas anteriores: 231, 232 ou 237

António M. Santos - ICF - 39 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 25 – Financiamentos Obtidos

• Âmbito

Esta conta será utilizada para reconhecer as prestações


suplementares ou quaisquer outros instrumentos financeiros
(ou as suas componentes) que se enquadrem na definição de
passivo financeiro e que se provenientes de entidades que
participem no Capital Próprio da organização tenham a
natureza de suprimentos e outros mútuos ou equivalentes (i.e.
não tenham a ver com operações de Capital – Conta 26)

(adaptação do texto nas Notas de Enquadramento ao SNC por parte da CNC)

António M. Santos - ICF - 40 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 25 – Financiamentos Obtidos

• Decomposição

Código Título
251 Instituições de Crédito e Soc. Financeiras
2511 Empréstimos Bancários
2512 Descobertos Bancários
2513 Locações Financeiras
252 Mercado de Valores Mobiliários
253 Participantes de Capital (suprimentos)
Subsidiárias, Associadas e
254
Empreendimentos Conjuntos
258 Outros Financiadores

António M. Santos - ICF - 41 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 2511 – Empréstimos Bancários
Esta conta inclui os empréstimos obtidos das instituições de
crédito, independentemente do seu prazo

• Movimentação
2511
» Saldo Inicial
» Montante do empréstimo obtido
» Liquidação total ou parcial do (por contrapartida a dédito
empréstimo obtido de conta de MFL)
(por contrapartida a crédito
de conta de MFL)

O Saldo desta Conta é normalmente Credor ou no


limite nulo
António M. Santos - ICF - 42 -
Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 2512 – Descobertos Bancários
Incluem-se nesta conta os saldos credores das contas de
depósitos à ordem existentes à data de balanço

• Movimentação
2512
» Quantia do descoberto
bancário, à data de fim do
» Transferência para a conta à
período de relato
ordem, no início do período (por contrapartida a dédito
seguinte de conta de MFL)
(por contrapartida a crédito
de conta de MFL)

O Saldo desta Conta é Credor ou Nulo

António M. Santos - ICF - 43 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 251 – Instituições de Crédito e Soc. Financeiras

• Reconhecimento

– 2511 (Liquidação até 12 meses após a data do Balanço)


e 2512

Balanço » Activo » Passivo Corrente » Financiamentos


Obtidos

– 2511 (Liquidação a mais de 12 meses após a data do


Balanço)

Balanço » Passivo » Passivo não Corrente » Financiamentos


Obtidos

António M. Santos - ICF - 44 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 27 – Outras Contas a Receber e a Pagar

• Âmbito

Nesta conta registam-se os movimentos referentes a contas a


receber e a pagar não enquadrados nas contas anteriormente
apresentadas nesta classe

(adaptação do texto nas Notas de Enquadramento ao SNC por parte da CNC)

António M. Santos - ICF - 45 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 27 – Outras Contas a Receber e a Pagar

• Decomposição

Código Título
271 Fornecedores de Investimentos
272 Devedores e Credores por Acréscimos
273 Benefícios pós-emprego
274 Impostos Diferidos
275 Credores por subscrições não liberadas
276 Adiantamentos por conta de vendas
278 Outros devedores e credores
279 Perdas por Imparidade Acumuladas

António M. Santos - ICF - 46 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 276 - Adiantamentos por Conta de Vendas

• Âmbito

“Regista as entregas feitas à entidade com relação a


fornecimentos de bens e serviços cujo preço esteja
previamente fixado. Pela emissão da factura, estas verbas
serão transferidas para as respectivas contas da rubrica
211 - Clientes c/c”
(SNC – Notas de Enquadramento da Portaria n.º 1011/2009 de 9 de Setembro)

Nota: Quando o preço do fornecimento não esteja


previamente fixado, o adiantamento regista-se na conta
218 - Adiantamentos de Clientes

António M. Santos - ICF - 47 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 276 - Adiantamentos por Conta de Vendas

• Reconhecimento

Balanço » Passivo » Passivo Corrente » Adiantamentos


de Clientes

António M. Santos - ICF - 48 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 276 - Adiantamentos por Conta de Vendas

• Movimentação
276
» Regularização / Anulação do » Valor do Adiantamento com
adiantamento preço previamente fixado
(por contrapartida a crédito (por contrapartida a dédito
da conta 21 – Clientes) de conta de MFL)

O Saldo desta Conta é Credor ou no limite Nulo

António M. Santos - ICF - 49 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o 278 – Outros Devedores e Credores

• Âmbito

Trata-se de uma conta residual pelo que nela se registam os


movimentos referentes a contas a receber e a pagar que não
tenham enquadramento específico nas restantes contas desta
classe

Exemplos de operações:
– Venda de activos fixos
– Empréstimos concedidos ao pessoal da empresa
– Apoios reembolsáveis atribuídos à empresa

António M. Santos - ICF - 50 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 278 – Outros Devedores e Credores

• Reconhecimento

– Saldos devedores

Balanço » Activo » Activo Corrente » Outras Contas a


Receber

– Saldos credores
Balanço » Passivo » Passivo Corrente » Outras Contas a
Pagar

António M. Santos - ICF - 51 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 278 – Outros Devedores e Credores
• Mensuração

Quantia inscrita no documento de transacção


(líquida de descontos não financeiros)

• Mensuração de moeda não funcional

“As diferenças de câmbio resultantes da liquidação de itens monetários


(…) a taxas diferentes das que foram inicialmente registadas (…) devem
ser reconhecidas nos resultados do período em que ocorram…”
(NCRF 23 – Os Efeitos de Alterações em Taxas de Câmbio)

786 Rendi/ Ganhos


Rest Act Finac 278 ODC 692 Dif Cambio Desfav
favoráveis favoráveis
desfavoráveis desfavoráveis

António M. Santos - ICF - 52 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 272 – Devedores e Credores por Acréscimos

• Âmbito

Estas contas registam a contrapartida dos rendimentos e dos


gastos que devam ser reconhecidos no próprio período, ainda
que não tenham documentação vinculativa, cuja receita ou
despesa só venha a ocorrer em período ou períodos
posteriores.
(SNC – Notas de Enquadramento da Portaria n.º 1011/2009 de 9 de Setembro)

Regime do Acréscimo
(Contas: 272 e 28-Diferimentos)

António M. Santos - ICF - 53 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Regime do Acréscimo

• Pressuposto Subjacente às Demonstrações Financeiras

“Através deste regime, os efeitos das transacções e de outros


acontecimentos são reconhecidos quando eles ocorram (e
não quando caixa ou equivalentes de caixa sejam recebidos
ou pagos) sendo registados contabilisticamente e relatados
nas demonstrações financeiras dos períodos com os quais se
relacionem.”
(SNC – Estrutura Conceptual – Aviso n.º 15652/2009, §22)

António M. Santos - ICF - 54 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 272 – Devedores e Credores por Acréscimos

• Âmbito
– Conta 2721 – Devedores por Acréscimos de Rendimentos
Esta conta serve de contrapartida aos rendimentos a
reconhecer no próprio período, ainda que não tenham
documentação vinculativa, cuja receita só venha a ocorrer em
período ou períodos posteriores

– Conta 2722 – Credores por Acréscimos de Gastos


Esta conta serve de contrapartida aos gastos a reconhecer no
próprio período, ainda que não tenham documentação
vinculativa, cuja despesa só venha a ocorrer em período ou
períodos posteriores

António M. Santos - ICF - 55 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 272 – Devedores e Credores por Acréscimos

• Reconhecimento

– 2721
Balanço » Activo » Activo Corrente » Outras Contas a
Receber

– 2722

Balanço » Passivo » Passivo Corrente » Outras Contas a


Pagar

António M. Santos - ICF - 56 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 2721 – Devedores por Acréscimos de Rendimentos
• Movimentação 2721
» Quantia a registar pelo » Regularização do acréscimo de
acréscimo de rendimentos rendimentos, pelo documento
do período vinculativo
(por contrapartida a crédito (por contrapartida a débito
da Classe 7) de conta a receber ou de MFL)

o Conta 2722 – Credores por Acréscimos de Gastos


• Movimentação
2722
» Regularização do acréscimo de » Quantia a registar pelo
gastos, pelo documento acréscimo de gastos
vinculativo do período
(por contrapartida a crédito (por contrapartida a débito
de conta a pagar ou de MFL) da Classe 6)

António M. Santos - ICF - 57 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Exemplo de Movimentos
• Conta 2721 – Devedores por Acréscimos de Rendimentos - Juros a receber (300 €)
1) Período a que respeitam: De 1.Nov.N até 31.Jan.N+1
2) Data do recebimento: 31.Jan.N+1

2721 791 Juros Obtidos 12 DO


1) 200 2) 200 1) 200 2) 300
2) 100

• Conta 2722 – Credores por Acréscimos de Gastos - Juros a liquidar (600 €)


1) Período a que respeitam: De 1.Ago.N até 31.Jan.N+1
2) Data do pagamento: 31.Jan.N+1

2722 691 Juros Suportados 12 DO


2) 500 1) 500 1) 500 2) 600
2) 100

António M. Santos - ICF - 58 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 28 – Diferimentos

• Âmbito

“Compreende os gastos e rendimentos que devam ser


reconhecidos nos períodos seguintes.”
(SNC – Notas de Enquadramento da Portaria n.º 1011/2009 de 9 de Setembro)

Regime do Acréscimo
(Contas: 272 e 28-Diferimentos)

António M. Santos - ICF - 59 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 28 – Diferimentos

• Âmbito

– Conta 281 – Gastos a Reconhecer


Compreende os gastos que devam ser reconhecidos nos
períodos seguintes, cuja despesa ocorre no próprio exercício

– Conta 282 – Rendimentos a Reconhecer


Compreende os rendimentos que devam ser reconhecidos nos
períodos seguintes, cuja receita ocorre no próprio exercício

António M. Santos - ICF - 60 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 28 – Diferimentos

• Reconhecimento

– 281
Balanço » Activo » Activo Corrente » Diferimentos

– 282

Balanço » Passivo » Passivo Corrente » Diferimentos

António M. Santos - ICF - 61 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Conta 281 – Gastos a Reconhecer
• Movimentação 281
» Valor do gasto que só deve » Regularização do diferimento
ser reconhecido no período pelo reconhecimento do gasto
seguinte no período seguinte
(por contrapartida a crédito (por contrapartida a débito
de conta a pagar ou de MFL) da Classe 6)

o Conta 282 – Rendimentos a Reconhecer


• Movimentação 282
» Regularização do diferimento » Valor do rendimento que só
pelo reconhecimento do deve ser reconhecido no
rendimento no período seguinte período seguinte
(por contrapartida a crédito (por contrapartida a débito
da Classe 7) de conta a receber ou de MFL)

António M. Santos - ICF - 62 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Exemplo de Movimentos
• Conta 281 – Gastos a Reconhecer- Premio de Seguro Antecipado (600 €)
1) Data do pagamento: 31.Jul.N
2) Período a que respeitam: De 1.Ago.N até 31.Jan.N+1

281 6263 Seguros 12 DO


1) 100 2) 100 1) 500 1) 600
2) 100

• Conta 282 – Rendimentos a Reconhecer - Rendas recebidas antecipadas (500 €)


1) Data do recebimento: 1.Dez.N
2) Período a que respeita: Jan.N+1

282 7873 Rendas Prop Invest 12 DO


2) 500 1) 500 2) 500 1) 500

António M. Santos - ICF - 63 -


Desenvolvimento das Principais Contas
Contas a Receber e a Pagar
o Regime do Acréscimo

• Quadro Resumo

Ano N Ano N+1


Descrição do Movimento
Conta a Conta a Conta a Conta a
Debitar Creditar Debitar Creditar

Acréscimo de Rendimento 2721 7x 12 2721

Acréscimo de Gastos 6x 2722 2722 12

Diferimento de Gastos 281 12 6x 281

Diferimento de Rendimento 12 282 282 7x

António M. Santos - ICF - 64 -