Título Redes de inovação social em parcerias entre comunidades, ciência e empresas ± Um estudo de caso de redes de bioprospecção na Índia e de fitoterápicos

no Brasil. Descrição do problema A preocupação a cerca da utilização da biodiversidade e dos conhecimentos tradicionais e populares é global. Este ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade, no intuito de provocar discussão, e ação, mundial sobre assunto. Tendo como objetivo principal a utilização do conhecimento popular no desenvolvimento de soluções medicinais, a bioprospeção é uma realidade. A forma como ela é implementada nem sempre é ética e, às vezes, nem mesmo legal. Nesse último caso, é conhecida como biopirataria. Embora seja de difícil fiscalização, algumas medidas estão sendo tomadas a fim de coibir tal crime. Entretanto, mesmo quando a iniciativa tem como objetivo resgatar o conhecimento popular e promover o uso racional das plantas medicinais na atenção primária à saúde, nem sempre há êxito em sua implementação. A falta de incentivo, de parcerias e a dificuldade nas negociações gerada por conflitos de interesses são as principais causas de fracasso nesse tipo de projeto. Ainda assim, algumas organizações apresentam historias de sucesso e merecem uma analise mais profunda de suas atividades. Nesse projeto, realizarei um estudo de caso de dois exemplos ligados à promoção do uso sustentado e racional da biodiversidade: a rede Honey Bee Network, da Índia e as Farmácias Vivas, do Brasil. A primeira estabeleceu uma complexa rede de práticas e obrigações contratuais entre comunidades, cientistas e empresas, que vincula a coleta de conhecimentos tradicionais com informações sobre a origem e o consentimento prévio, oferecendo um vasto banco de dados para potenciais usuários, e assegurando mecanismos de repartição de benefícios (Gupta, 2001). Funciona como µcentro de conhecimento¶ que incentiva a criação de soluções por pessoas ao redor do mundo. A segunda, criada em 1985 pelo farmacêutico Francisco José de Abreu Matos, da Universidade Federal do Ceará, tem como um dos objetivos resgatar e valorizar a sabedoria e a cultura popular no que se refere à utilização de pla ntas medicinais do Semiárido brasileiro e j á foi implantada em cerca de 30 comunidades. O projeto é direcionado para a saúde pública, cujas plantas permitem, hoje, o tratamento de aproximadamente 80% das enfermidades mais comuns nas populações de baixa renda.

Comment [G1]: O título foi a diretriz da pesquisa realizada.

Comment [G2]: Não gostei muito dessa frase, acho que não ficou boa.

Comment [G3]: Retirei a Rede Fito, uma vez que essa apresenta muitos outros projetos além das Farmácias Vivas. Na análise das FV, uma breve análise da Rede Fito será necessária, invariavelmente.

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