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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA

ANTIPROTOZOÁRIOS E ANTI-HELMÍNTICOS

EVELISE LUCIANO MAUREEN LIANA LADEHOFF

ITAJAÍ (SC), outubro 2002

ANTIPROTOZOÁRIOS

INTRODUÇÃO
Os fármacos deste grupo agem em quatro classes de protozoários: 1. Sarcodina, representada pela Entamoeba histolytica (agente etiológico da amebíase); 2. Mastigophora (flagelados), que causam a doença de Chagas, giardíase, leishmaniose e tricomoníase; 3. Ciliophora (ciliados), que inclui o Balantidium coli, causador da balantidíase; 4. Sporozoa, que compreende os agentes da coccidiose, malária, pneumocistose e toxoplasmose. Essas doenças ainda apresentam vários problemas em seu tratamento, pois não há vacinas, muitos medicamentos são tóxicos e, quando se consideram os tratamentos em massa, os custos e a operação se tornam caros e difíceis, principalmente em países com estrutura sócio-econômica precária. Medidas mais eficazes são o combate ao inseto vetor (quando existe), eliminação do reservatório da infecção e melhoria das condições sanitárias e de vida das populações afetadas. A amebíase é bastante disseminada em todo o mundo, podendo apresentar-se com sintomas de dor abdominal e diarréia, embora muitos indivíduos parasitados sejam assintomáticos. A forma mais comum é a intestinal, mas pode haver localização no fígado, onde se apresenta na forma de abscesso. Os agentes antiamebianos disponíveis no Brasil podem ser divididos nas seguintes classes: 4-aminoquinolinas, antibióticos, haloacetamidas, 8-hidroxiquinolinas e 5nitroimidazóis. A balantidíase é uma infecção causada pelo protozoário ciliado Balantidium coli. É parasito de suínos, podendo também atingir eqüinos e bovinos. O homem se infecta pela ingestão dos cistos e trofozoítos. É de baia incidência e, em muitos indivíduos, se mantém assintomática. Pode ser tratada pelo metronidazol e tetraciclinas. No homem o quimioterápico de escolha é a tetraciclina. A coccidiose é causada por dois parasitos coccidianos intracelulares: Cryptosporidium (criptosporidiose) e Isospora belli (isosporíase) Ambas produzem diarréia leve e autolimitada, que se resolve em duas a quatro semanas, sem tratamento. Em casos mais graves, o medicamento mais eficaz é a associação de trimetoprima/sulfametoxazol.

O agente etiológico da dientamebíase é o flagelado Dientamoeba fragilis. Causa sintomas intestinais crônicos leves, incluindo diarréia. Com freqüência vem associada com a enterobíase. O medicamento indicado é a tetraciclina. A giardíase é uma infecção causada pela Giardia lamblia, eliminada nas fezes de indivíduos parasitados na forma de cistos, que são infectantes. É doença cosmopolita, sendo muito disseminada em crianças. Os portadores, em sua maioria, são assintomáticos, mas podem ocorrer sintomas gastrintestinais como diarréia, dor abdominal, distensão e flatulência. O quimioterápico de escolha é o metronidazol. Outros 5-nitroimidazóis ativos: benzoilmetronidazol, nimorazol, ornidazol e tinidazol. Também giardicidas são a amodiaquina e a furazolidona. A doença de Chagas também chamada tripanossomíase americana, é causada pelo flagelado Trypanosoma cruzi, que é transmitido ao homem pela picada do “barbeiro”, inseto dos gêneros Triatoma, Panstrongylus e Rhodnius. Pode ser transmitido por transfusão sanguínea, outrossim, a infecção pode ser congênita. A forma clínica da doença de Chagas geralmente evolui para cronicidade, comprometendo o coração (miocardite chagásica) e outros órgãos, como o esôfago e o intestino grosso, produzindo os chamados “mega” (megaesôfago, megacolo). O único fármaco disponível no Brasil é o benznidazol. A leishmaniose resulta da invasão do tecido retículo-endotelial pela Leishmania, transmitida ao homem por um mosquito do gênero Phlebotomus ou Lutzomyia, a partir de um reservatório constituído por roedores ou outros pequenos animais. O gênero Leishmania apresenta duas formas de vida: a) extracelular, livre, que se desenvolve no mosquito (hospedeiro intermediário) e introduzida no homem pela picada desse mosquito, e b) forma intracelular, que parasita o homem. No Brasil ocorrem duas formas de leishmaniose: a forma visceral, também chamada calazar, e mais grave, é causada pela L. donovani, a leishmaniose tegumentar americana, ou mucocutânea, tem como agente etiológico a L. brasilienses. O tratamento de escolha é o antimoniato de meglumina, ativo em todas as formas de leishmaniose. Como alternativa para o tratamento da leishmaniose mucocutânea usa-se a anfotericina B. A malária é a mais importante doença parasitária das regiões tropicais. Os agentes etiológicos pertencem ao gênero Plasmodium e são transmitidos ao homem pela picada de mosquitos do gênero Anopheles. As espécies que parasitam o homem são: P.

falciparum, P. malariae, P. ovale (não existente no Brasil) e P. vivax. A malária é também transmitida por transfusão de sangue. O quadro clínico manifesta-se basicamente por episódios de febre elevada, com tremores musculares acentuados, que ocorrem a cada três ou quatro dias, conforme a espécie. Com a passagem do tempo sobrevém o comprometimento hepático. Na malária é importante não apenas tratar os doentes, mas também destruir os focos de mosquitos transmissores. Os quimioterápicos antimaláricos disponíveis em nosso meio pertencem aos seguintes grupos químicos: 4-aminoquinolinas, 8-aminoquinolinas, diaminopirimidinas, derivados do quinolinometanol e sulfonamidas, além de associações e certos antibióticos. Pneumocistose é uma infecção pulmonar causada pelo Pneumocystis carinii, agente oportunista freqüente em pacientes imunodeprimidos (por quimioterapia, coricoidoterapia, síndrome de imunodeficiência adquirida). A disseminação desta parasitose tem aumentado nos últimos anos, pela maior freqüência da AIDS, cerca de 70 a 80% dos pacientes com AIDS contraem a doença. O tratamento de escolha é a associação sulfametoxazol + trimetoprima. Menos eficaz é a pentamidina. O agente etiológico da toxoplasmose é o Toxoplasma gondii, protozoário obrigatoriamente intracelular. É parasito de gato e outros felinos. O homem, hospedeiro intermediário, se contamina em contato próximo com felinos. A doença pode ser congênita ou adquirida. A forma congênita causa lesões graves do sistema nervoso central, com retardo mental importante, coriorretinite e hepatosplenomegalia. Pode ser fatal. Na forma adquirida pode ocorrer mal-estar, febre, mialgia, linfadenopatia e coriorretinite. A doença pode ser especialmente grave nos pacientes com AIDS. O diagnóstico clínico é difícil, pois se confunde com outras doenças infecciosas. Existem, porém, reações sorológicas específicas. O tratamento de escolha é a associação pirimetamina + sulfadiazina. Nos pacientes com coriorretinite grave, recomenda-se adicionar um corticosteróide ao regime terapêutico. A tricomoníase é uma infecção vaginal causada por Trichomonas vaginalis. Este parasito habita o trato geniturinário do hospedeiro humano, produzindo vaginite nas mulheres e uretrite nos homens. A transmissão ocorre principalmente por contato sexual. É mais comum em mulheres no período reprodutivo, podendo apresentar várias recidivas. O diagnóstico é feito pela identificação do agente na secreção vaginal, confirmando o quadro

clínico que se caracteriza por corrimento amarelo com mau cheiro, inflamação da mucosa vaginal e alteração cervical. O tratamento de escolha é metronidazol. Outros nitroimidazóis (tinidazol, por exemplo) também são eficazes. Ambos os parceiros sexuais devem ser tratados.

FÁRMACOS

Cloroquina
CH3 N HN CH3 CH3

Cl

N

Mecanismo de ação: Inibe a digestão da hemoglobina pelo parasita e, assim, reduz o suprimento de aminoácidos necessários à viabilidade do parasita. Além disso, inibe a heme polimerase – a enzima que polimeriza o heme livre tóxico em hemozoína, tornando-o inócuo. Vias de administração: oral e intramuscular. Indicações: Profilaxia e tratamento de crises agudas de malária causadas por Plasmodium vivax, P. malariae, P. ovale e cepas sensíveis de P. falciparum; Tratamento de amebíase extra-intestinal; Tratamento de abscesso hepático amebiano, como fármaco de segunda escolha; Tratamento de hipercalcemia em pacientes sarcóides; Tratamento de artrite reumatóide; Tratamento de lupo eritematoso; Tratamento de artrite juvenil; Tratamento de erupção polimorfa à luz; Tratamento de porfiria cutânea tardia; Tratamento de urticária solar e vasculite cutânea crônica que não respondem a outro tratamento. Contra-indicações: Hipersensibilidade às 4-aminoquinolinas; Insuficiência da função hepática;

-

Alcoolismo ativo ou tratado; Discrasias sanguíneas graves; Distúrbios neurológicos graves; Distúrbios gastrintestinais graves; Retinopatia; Gravidez; Lactação; Deficiência da glicose-6-fosfato desidrogenase (G-6-PD); Porfiria; Psoríase. Náusea, vômito, diarréia, fadiga, lassidão, prurido, exantema, cefaléia, vertigem; Pigmentação azulada reversível do palato, das unhas e da pele; Hipotensão e alterações eletrocardiográficas; Tontura, perda de apetite, cólicas abdominais; Irritação gastrintestinal; Anemia aplástica, agranulocitose, leucpenia, ou trombocitopenia; Hepatite; Distúrbios visuais, retinopatia irreversível e cegueira; Polineurite, ototoxicidade, convulsões ou neuromiopatia; Exacerbação da porfiria; Ataques graves de psoríase; Opacidades córneas, ceratopatia; Superdose aguda pode causar colapso cardiovascular, convulsões, parada respiratória e cardíaca, e morte, especialmente em lactentes e crianças.

Efeitos adversos:

Nomes comerciais: CLOROQUINA (DICLORIDRATO) INJETÁVEL (Kinder) CLOROQUINA (DIFOSFATO) COMPRIMIDO (Kinder) DICLOKIN (Kinder) PALUSTAR (Halex Istar) PLAQUINOL (Sanofi-Synthelabo)

Quinina
H

CH2 HO N H3CO

N

Mecanismo de ação: Está associado à inibição da heme polimerase do parasita, entretanto, a quinina não é tão concentrada no plasmódio quanto a cloroquina, de modo que deve haver outros mecanismos envolvidos. Vias de administração: oral e intravenosa. Indicações: Tratamento da malária, resistente à cloroquina ou outros fármacos, causada por P. falciparum, em associação com pirimetamina mais sulfadiazina ou sulfadoxina; Profilaxia e tratamento de cãibras noturnas das pernas, incluindo as associadas com artrite, diabetes, veias varicosas, tromboflebite, arteriosclerose e deformidades estáticas do pé; Tratamento de miotonia congênita. Hipersensibilidade à quinina; Gravidez; Lactação; Asma; Deficiência de G-6-PD; Neurite óptica; Zumbido nos ouvidos; Histórico de febre hemoglobinúrica e púrpura trombocitopênica; Miastenia grave; Hipoglicemia. Contra-indicações:

Efeitos adversos: Cinchonismo: zumbido nos ouvidos, cefaléia, náusea, vômito, diarréia, distúrbios visuais, alterações na acuidade auditiva; Hemólise aguda, anemia hemolítica, púrpura trombocitopênica, agranulocitose, hipotrombinemia; Febre, inquietação, confusão, síncope, excitação, delírio, hipotermia; Dor epigástrica, hepatite; Erupções cutâneas, prurido, rubor, sudorese, edema facial, sintomas asmáticos; Sintomas anginosos; Dose excessiva pode causar cegueira, queda da pressão arterial, depressão da respiração, convulsões, paralisia, colapso cardiovascular, coma e morte; Hipotensão e insuficiência circulatória aguda, pela via intravenosa; Cardiotoxicidade, principalmente pela via entravenosa. KINDER QUININA (Kinder) QUININA (Vital Brazil)

Nomes comerciais:

Mefloquina

HO N H

N CF3

CF3

Mecanismo de ação: Está associada à inibição da heme polimerase, todavia, uma vez que a mefloquina, a exemplo da quinina, não é tão concentrada no parasita quanto a cloroquina, outros mecanismos devem estar envolvidos. Via de administração: oral.

Indicações: Tratamento de malária causada por Plasmodium falciparum ou P. vivax; Profilaxia e tratamento de malária causda por P. falciparum resistente à cloroquina ou sufadoxina-pirimetamina; Profilaxia de malária causda por P. vivax, P. ovale e P. malariae. Hipersensibilidade à mefloquina ou fármacos aparentados (quinina, por exemplo); Gravidez; Lactação; Insuficiência hepática e renal; Crianças com peso inferior a 15 kg ou menos de dois anos. Náusea, vômito, mialgia, anorexia, sonolência, diarréia, dor abdominal, cefaléia, tinido, exantemas; Bradicardia, prurido, distúrbios emocionais, astenia, vertigem grave, obnubilação; Convulsões, psicose; Leucopenia, trombocitopenia; Alteração nos testes de função hepática. MEFLOQUINA (Silvestre Labs) MEPHAQUIN LACTAB 250 MG (Mepha) Contra-indicações:

Efeitos adversos:

Nomes comerciais:

Pirimetamina-Sulfadoxina
H2N N Cl N NH2 O S NH O CH3 H2N OCH3 OCH3 N N

Pirimetamina

Sulfadoxina

Mecanismo de ação: Exerce efeito sinérgico, pois atua por bloqueio seqüencial de duas enzimas – diidrofolato redutase e diidropteroato sintase – compreendidas na síntese do ácido folínico dentro dos parasitos. Via de administração: oral. Indicações: Como agente primário, no tratamento da malária causada por P. falciparum resistente à cloroquina; Como agente secundário, na profilaxia da malária causada por P. falciparum resistente à cloroquina e sensível à associação, em viajantes para as áreas em que esta doença é endêmica; Profilaxia da pneumonia por Pneumocystis carinii em pacientes com AIDS. Hipersensibilidade a sulfonamidas; Gravidez; Lactação; Discrasias sanguíneas; Anemia megaloblástica devida à deficiência de folato; Distúrbios convulsivos. Reações cutâneas: erupção cutânea, prurido e discreta queda de cabelo; Em pacientes hipersensíveis podem ocorrer reações graves, às vezes letais, como o eritema multiforme, a síndrome de Stevens-Johnson e a síndrome de Lyell; Reações gastrintestinais: sensação de plenitude, náuseas, raramente vômitos, estomatite. Reações hematológicas: raros casos de leucopenia (usualmente assintomática), trombocitopenia e anemia megaloblástica. Em casos extremamente raros estas reações tomam a forma de agranulocitose e púrpura. Cansaço, cefaléias, febre e polineurite. Nome comercial: FANSIDAR (Roche) Contra-indicações:

Efeitos adversos:

Metronidazol
NO2

N

N

OH

CH3

Mecanismo de ação: Atua através da lesão do DNA do trofozoíta por produtos tóxicos de oxigênio formados pelo parasita a partir da droga. Vias de administração: oral e intravenosa. Indicações: Tratamento da amebíase intestinal aguda e extra-intestinal; Tratamento da tricomoníase sintomática e assintomática; Tratamento do parceiro assintomático de paciente infectada com T. vaginalis; Tratamento de vaginite por Gardnerella vaginalis; Tratamento de giardíase; Tratamento de balantidíase, como alternativa à tetraciclina; Tratamento de infecções anaeróbias graves: abscesso cerebral, infecções intraabdominais e pélvicas, osteomielite, artrite séptica e endocardite; Profilaxia de infecção pós-operatória em pacientes que vão sofrer cirurgia colorretal eletiva classificada como contaminada ou potencialmente contaminada. Contra-indicações: Hipersensibilidade ao metronidazol ou outro derivado imidazólico. Crises convulsivas e neuropatia periférica, esta última caracterizada por paresia ou parestesia em uma das extremidades; Náuseas, cefaléia, anorexia e vômito; Diarréia, dor epigástrica, cólica abdominal e constipação também podem ocorrer; Gosto metálico e desagradável, glossite, estomatite, proliferação de Candida; Hipersensibilidade: urticária, eritema, congestão nasal, secura da boca (ou da vagina e vulva) e febre; Geniturinárias: disúria, cistite, poliúria, incontinência e sensação de pressão na região pélvica, coloração escura (marrom-avermelhada) da urina devido à presença de Efeitos adversos:

pigmentos hidrossolúveis provenientes do metabolismo da droga, pode ocorrer proliferação de Candida na vagina, dispareunia, diminuição da libido; Sistema nervoso central: convulsões, neuropatia sensorial periférica reversível, cefaléia, vertigens, convulsões, incoordenação, ataxia, confusão, alucinações, irritabilidade, depressão, fraqueza e insônia. Em casos de dosagem elevada ou tratamento prolongado tem sido observado: leucopenia e neuropatia sensorial periférica, que pode regredir com a descontinuação do tratamento. Sistema hematopoético: pode ocorrer neutropenia reversível e, raramente, trombocitopenia. Sistema cardiovascular: achatamento da onda T do ECG. Casos excepcionais de pancreatite reversível têm sido relatados; Dor articular transitória; Em caso de ingestão de bebida alcoólica, podem ocorrer náuseas, vômito, eritema e cefaléia e modificação do gosto da bebida, devido ao efeito antabuse. Nomes comerciais: ARISTON METRONIDAZOL (Ariston) DELTA METRONIDAZOL (Delta) ETIOGYN METRONIDAZOL (Laborsil) FLAGYL 400 (Aventis Pharma) FLAGYL COMPRIMIDOS (Aventis Pharma) FLAGYL GINECOLÓGICO GELÉIA (Aventis Pharma) FLAGYL INJETÁVEL (Aventis Pharma) HELMINZOL (Teuto Brasileiro) HELMINZOL GEL (Teuto Brasileiro) LEGRAND METRONIDAZOL (Legrand) METROGYL (Hexal) METRONIDAZOL - LAFEPE (Lafepe) METRONIDAZOL (Ducto) METRONIDAZOL (Elofar) METRONIDAZOL (EMS) METRONIDAZOL (Funed) METRONIDAZOL (Green Pharma) METRONIDAZOL (Knoll/Linha BASF GeneRix) METRONIDAZOL (Luper)

-

METRONIDAZOL (Neo-Química) METRONIDAZOL (Teuto Brasileiro) METRONIDAZOL (Vital Brazil) METRONIDAZOL 0,5% (Fresenius) METRONIDAZOL 0,5% (JP) METRONIDAZOL 250 (Leofarma) METRONIDAZOL 250 MG (Prodotti) METRONIDAZOL 4% (Royton) METRONIDAZOL GELÉIA GINECOLÓGICA (Luper) METRONIDE (Prodotti) METRONIL COMPRIMIDOS (Cazi) METRONIL GELÉIA VAGINAL (Cazi) METRONIL SUSPENSÃO ORAL (Cazi) METRONIX (Cristália) METROVAL (Sanval) PIRANTRIX (Davidson) ROZEX (Galderma) SOLUÇÃO DE METRONIDAZOL A 0,5 (B. Braun)

Secnidazol
N O 2N CH3 CH3 OH

N

Mecanismo de ação: Liga-se ao DNA e às proteínas, inibindo a síntese dos ácidos nucléicos. Via de administração: oral. Indicações: Tratamento de amebíase intestinal e hepática; Tratamento de tricomoníase urogenital.

Contra-indicações: Hipersensibilidade ao secnidazol; Gravidez; Lactação. Distúrbios digestivos: náuseas, gastralgia, alteração do paladar (gosto metálico), glossites e estomatites; Erupções urticariformes; Leucopenia moderada, reversível com a suspensão do tratamento; Mais raramente: vertigens, fenômeno de incoordenação e ataxia, parestesias; Polineurites sensitivomotoras. DEPROZOL (Aché) DUCTO SECNIDAZOL (Ducto) NEODAZOL (Neo-Química) SECNI-PLUS (Farmoquímica) SECNIDAL (Aventis Pharma) SECNIDAZOL (Green Pharma) SECNIZOL (UCI-Farma) TECNID (Ativus Farmacêutica)

Efeitos adversos:

Nomes comerciais:

Tinidazol
N O 2N CH3 SO 2CH2CH3

N

Mecanismo de ação: Penetração da droga no interior da célula do microrganismo com subseqüente destruição da cadeia de DNA ou inibição de sua síntese. Via de administração: oral. Indicações: As mesmas do metronidazol.

Contra-indicações: Pacientes portadores de distúrbios neurológicos orgânicos; Hipersensibilidade ao tinidazol; Pacientes com histórias de discrasias sangüíneas, embora não se tenha notado alterações hematológicas persistentes nos estudos clínicos em animais; Durante o primeiro trimestre da gravidez e durante o período de amamentação. Náuseas, vômitos, tonturas, cefaléias, anorexia, diarréia, sensação de sabor metálico, dor abdominal, fadiga, língua pilosa e urina escura; Podem ocorrer casos raros de hipersensibilidade caracterizados por erupção cutânea, prurido, urticária e edema angioneurótico; Leucopenia transitória, distúrbios neurológicos, tais como: vertigem, ataxia, neuropatia periférica (parestesia, distúrbios sensoriais, hipestesia) e raramente convulsões. Nomes comerciais: AMPLIUM (Farmasa) FACYL 500 (Medley) FASIGYN (Pfizer) GINOSUTIN (Organon do Brasil) PLETIL (Pharmacia Brasil) TRINIZOL (UCI-Farma) Efeitos adversos:

Furazolidona
O N O 2N O

N

O

Mecanismo de ação: Está ligado à formação de intermediários de radicais livres quimicamente reativos, que são deletérios às células dos parasitos, mas menos danosos às células dos mamíferos. Via de administração: oral. Indicações: Tratamento da giardíase;

-

Tratamento de enterites e disenterias causadas por bactérias sensíveis (Salmonella, Shigella, V. cholerae).

Contra-indicações: Hipersensibilidade aos nitrofuranos; Gravidez; Lactação; Deficiência de G-6-DP; Crianças menores de um mês de idade. Hipotensão, urticária, febre, artralgia, exantema, angioedema; Náusea, vômito, tontura, sonolência; Colite, proctite e prurido anal; Cefaléia, mal-estar; Hemólise intravascular reversível nos deficientes de G-6-PD. ENTEROCOLIL (Quimioterapia) FURAZOLIDONA (Funed) GIARCID (Teuto Brasileiro) GIARLAM (UCI-Farma)

Efeitos adversos:

Nomes comerciais:

Benznidazol
N O 2N

N NH

O

Mecanismo de ação: é desconhecido. Via de administração: oral. Indicações: Tratamento da doença de Chagas. Insuficiência hepática ou renal; Contra-indicações:

-

Afecções neurológicas; Gravidez; Distúrbios da crase sanguínea. Náuseas, vômito, dor abdominal; Graves reações cutâneas, às vezes acompanhadas de febre e púrpura; Sintomas de polineurites periféricas; Cefaléia, vertigem, fadiga; Leucopenia, trombocitopenia. ROCHAGAN (Roche)

Efeitos adversos:

Nome comercial:

Antimoniato de Meglumina
CH2N HCH3 H HO H H OH H OH OH CH2OH O (HO)2 Sb
+

O

-

Mecanismo de ação: Reage com os grupos tiólicos presentes em sistemas enzimáticos essenciais do parasito, formando ligação covalente e assim causa seus efeitos tóxicos. Via de administração: intramuscular. Indicações: Tratamento de leishmaniose visceral e mucocutânea. Tuberculose pulmonar; Insuficiência hepática ou renal grave; Miocardite; Gravidez. Contra-indicações:

Efeitos adversos: Náusea, vômito, exantema, febre, acessos de tosse; Cefaléia, síncope, dor abdominal, dispnéia. GLUCANTIME (Aventis Pharma)

Nomes comerciais: MEGLUMINA ANTIMONIATO (Silvestre Labs)

ANTI-HELMÍNTICOS

INTRODUÇÃO
São fármacos usados nas doenças parasitárias causadas por vermes, chamados cientificamente helmintos. Eles agem ou pela destruição do parasito ou pela sua expulsão do hospedeiro infestado. As helmintíases intestinais atingem grande importância em nosso meio. Em algumas regiões, em virtude das precárias condições de saneamento básico, quase 100% da população se encontram contaminados por mono ou poliparasitoses. Assim, em muitas áreas, torna-se praticamente impossível controlar as helmintíases apenas pelo tratamento dos indivíduos comprovadamente infestados. Por isso, em populações que vivem em condições sócioeconômicas muito baixas, a conduta adotada nos programas de saúde comunitária é a detratar toda a população a cada seis meses pela administração de um anti-helmíntico polivalente. O tratamento das helmintíases deve considerar vários fatores: a) a natureza do helminto; b) o ciclo de vida do parasito; c) o hospedeiro reservatório; d) o vetor do hospedeiro animal intermediário; e) o local da infestação humana; f) o hospedeiro definitivo; e g) os fármacos a serem administrados. Em algumas parasitoses as medidas ideais incluem a interrupção do ciclo completo do parasito, inclusive em sua fase fora do organismo humano, como é o caso da esquistossomose e outras em que há hospedeiro intermediário. Ao lado destas medidas, devem ser adotadas as seguintes normas de higiene: 1) manter sempre limpas as instalações sanitárias; 2) manter limpas as roupas de cama, roupas íntimas e toalhas; 3) somente usar chupetas depois de fervê-las; 4) lavar as mãos antes das refeições e após o uso dos sanitários; 5) cortar e escovar sempre as unhas das crianças; 6) evitar que as crianças e adultos andem descalços; 7) beber água sempre fervida ou filtrada; 8) ferver sempre o leite; 9) evitar banhos em rios poluídos; 10) evitar carne mal cozida; 11) lavar bem as frutas, verduras e legumes, antes de comê-los; 12) conservar alimentos e depósitos de água sempre bem cobertos. Os anti-helmínticos disponíveis atualmente são, em sua maioria, ativos contra mais de um parasito. Alguns apresentam espectro amplo, sendo chamados de anti-helmínticos polivalentes, pelo fato de agirem contra várias espécies de parasitos.

Os quimioterápicos anti-helmínticos podem ser agrupados em três classes: a) ativos contra nematódeos; b) ativos contra cestóideos; c) ativos contra trematódeos. As principais doenças parasitárias intestinais são: NEMATODA: ancilostomíase , ascaridíase, enterobíase (oxiuríase), estrongiloidíase, necatoríase, tricuríase; CESTOIDEA: himenolepíase, teníase; DIGENEA: esquistossomíase. Quanto à estrutura química, os anti-helmínticos comercializados no Brasil podem ser divididos em: compostos de amônio quaternário, derivados do benzimidazol, corantes cianínicos, derivados do imidotiazol, piperazina e sais, derivados da quinolina, vinilpirimidinas e diversos.

FÁRMACOS

Mebendazol, Tiabendazol e Albendazol (Derivados Benzimidazóis)
Mecanismo de ação: Esses compostos são agentes de amplo espectro, que formam um dos principais grupos de anti-helmínticos utilizados na clínica. Ligam-se à β -tubulina livre, inibindo a sua polimerização e, assim, interferindo na captação de glicose dependente de microtúbulos. Exercem ação inibitória seletiva sobre a função microtubular dos helmintos, sendo 250-400 vezes mais potentes nos helmintos do que nos tecidos de mamíferos. O efeito leva algum tempo para se manifestar, e os vermes podem não ser expelidos durante vários dias.

Mebendazol
H N N
O

O O NH

CH3

Via de administração: oral. Indicações: Tratamento de escolha para ancilostomíase, ascaridíase, enterobíase, estrongiloidíase, necatoríase e tricuríase; Tratamento da triquinose, como agente secundário; Tratamento de infeccções helmínticas múltiplas; Tratamento de capilaríase, hidatidose e gnatostomíase. Hipersensibilidade aos benzimidazóis; Gravidez; Lactação. Dor abdominal transitória, diarréia, febre, prurido e exantema; Neutropenia reversível.

Contra-indicações:

Efeitos adversos:

Nomes comerciais: ASCARIOBEL (Sedabel) AVERPAN (Neovita) BENDRAX (Haller) CESSAVERM (Quimioterapia) CIMED MEBENDAZOL (Cimed) CRISDAZOL (Cristália) DELTA MEBENDAZOLE (Delta) DIVERMIL (Gross) DUCTELMIN (Ducto) ERAVERM (Gemballa) GRAN-VERM (Brasmédica) HELMIBEN (Eurofarma) HELMIZIL (Heralds do Brasil) KINDELMIN COMPRIMIDO E SUSPENSÃO ORAL (Kinder) LASA-MEBENDAZOL (Lasa) MEBEN (UCI-Farma) MEBENDAZOL (Funed) MEBENDAZOL (Green Pharma) MEBENDAZOL (Knoll/Linha BASF GeneRix) MEBENDAZOL (Kress) MEBENDAZOL (Leofarma) MEBENDAZOL (Prodotti) MEBENDAZOL (Sanval) MEBENDAZOL (Teuto Brasileiro) MEBENDAZOL (Vital Brazil) MEBENDAZOL - LAFEPE (Lafepe) MEBENDAZOL - MEDICAMENTO GENÉRICO (Neo-Química) MEBENDAZOL ROYTON (Royton) MEBENDAZOTIL (Iodo-Suma) MOBEN (Elofar) MULTIELMIN (Osório de Moraes) NECAMIN (Aché) NOVELMIN (Bunker)

-

PANFUGAN (Byk) PANTELMIN (Janssen-Cilag) PANVERM (Teuto Brasileiro) PARAVERM (Hertz) PENTAZOLE (Profarb) PLURIVERM (Medley) QUINTELMIN (EMS) SIRBEN (União Química) TETRAHELMIN (Luper) VERMIRAX (Johnson & Johnson) VERMORAL (Legrand) VEROVERME (Medic) VITAPAN MEBENDAZOL (Vitapan)

Tiabendazol
N N H Indicações: Tratamento de escolha de estrongiloidíase e triquinose; Tratamento de toxocaríase, larva migrans cutânea e larva migrans visceral; Tratamento da escabiose; Tratamento da capilaríase, dracunculíase e tricostrongilíase. Hipersensibilidade aos benzimidazóis; Insuficiência renal; Insuficiência hepática; Gravidez; Lactação. Sonolência, tontura, vertigem, anorexia, náusea, vômito, diarréia, dor epigástrica;
N S

Vias de administração: oral e tópica.

Contra-indicações:

Efeitos adversos:

-

Eritema multiforme, em casos graves (síndrome de Stevens-Johnson), até morte; Odor de aspargo na urina; Quando usado no tratamento de ascaridíase, às vezes lombrigas vivas aparecem na boca e no nariz.

Nomes comerciais: DELTA TIABENDAZOL (Delta) FOLDAN (União Química) THIABEN (UCI-Farma) THIANAX (Cazi) THIANAX POMADA (Cazi) TIABENDAZOL (Bunker) TIABENDAZOL (Elofar) TIABENDAZOL (Teuto Brasileiro) TIABENDAZOL POMADA (Elofar) TUTIVERM (Elofar)

Albendazol
H3CH2CH2CS

H N N

O O NH

CH3

Via de administração: oral. Indicações: Tratamento de ancilostomíase, ascaridíase, cisticercose, enterobíase, estrongiloidíase, larva migrans cutânea, necatoríase, teníases, triquinose e tricuríase (os índices de cura na estrongiloidíase e teníases são menores que os obtidos com o mebendazol). Contra-indicações: Hipersensibilidade aos benzimidazóis; Gravidez; Lactação; Crianças com menos de 2 anos. Dor epigástrica, diarréia, cefaléia;

Efeitos adversos:

-

Náuseas, vômito, tontura, secura da boca, febre, prurido; Alopecia reversível, raramente. ALBA 3 (IQB) ALBEN (Infabra) ALBENDAZOL (Cazi) ALBENDAZOL (Funed) ALBENDAZOL (Galenogal) ALBENDAZOL (Green Pharma) ALBENDAZOL (Knoll/Linha BASF GeneRix) ALBENDAZOL (Leofarma) ALBENDAZOL (Teuto Brasileiro) ALBENDAZOL - GENÉRICO (Ducto) ALBENDAZOL IODO-SUMA (Iodo-Suma) ALBENDAZOL SUSPENSÃO - MEDICAMENTO GENÉRICO (Neo-Química) ALBENTEL (Teuto Brasileiro) ALIN (Millet Roux) BENTIAMIN (Haller) DUCTO ALBENDAZOL (Ducto) IMA VERMIL (Ima) MEBENIX (Cimed) MONOZOL (Legrand) PARASIN (Aché) TOTELMIN (Dovalle) VERMITAL (Elofar) VITAPAN ALBENDAZOL (Vitapan) ZENTEL COMPRIMIDOS (GlaxoSmithkline) ZENTEL SUSPENSÃO (GlaxoSmithkline) ZOLBEN (Sanofi-Synthelabo)

Nomes comerciais:

Praziquantel (Derivado da Quinolina)

O N

N

O

Mecanismo de ação: É um anti-helmíntico de amplo espectro. Atua ao alterar a homeostasia do cálcio nas células do verme, isso provoca contração da musculatura e, por fim, resulta em paralisia e morte do helminto. Foi sugerido que o praziquantel modifica o parasito de modo a torná-lo suscetível às respostas imunes normais do hospedeiro. Via de administração: oral. Indicações: Tratamento de escolha para clonorquíase, cisticercose, difilobotríase, esquistossomose de todas as espécies, forma neurológica da esquistossomose, fasciolopsíase, heterofíase, himenolepíase, metagonimíase, opistorquíase, paragonimíase e teníase causada por Taenia saginata e T. solium; Tratamento de todos os tipos de cisticercose (exceto cisticercose ocular), é usado também no tratamento de neurocisticercose. Pode ser necessário associá-lo a adrenocorticóides. O tratamento da cisticercose ocular é cirúrgico; Tratamento de dipilidíase. Hipersensibilidade ao praziquantel; Cisticercose ocular; Gravidez; Lactação; Menores de 4 anos. Mal-estar, cefaléia, tontura, elevação da temperatura; Desconforto abdominal, náusea; Urticária. Contra-indicações:

Efeitos adversos:

Nomes comerciais: CESTOX (Merck) CISTICID (Merck) PRAZIQUANTEL (Silvestre Labs)

Piperazina
HN NH

Mecanismo de ação: Inibe reversivelmente a transmissão neuromuscular no verme, provavelmente ao atuar como o GABA, o neurotransmissor inibitório sobre os canais de cloreto operados por GABA no músculo do nematódeo. Os vermes paralisados são expelidos ainda vivos. Via de administração: oral. Indicações: Tratamento da ascaridíase e enterobíase, como fármaco alternativo. Hipersensibilidade à piperazina; Gravidez; Lactação; Insuficiência hepática; Insuficiência renal; Antecedentes convulsivos. Náusea, vômito, diarréia, perturbações visuais, cólicas abdominais; Urticária, enfraquecimento muscular, cefaléia, vertigem. ASCARIN (Iodo-Suma) LICOR DE CACAU VERMÍFUGO DE XAVIER (Virtus) VERMIFRAN (Faria) Contra-indicações:

Efeitos adversos:

Nomes comerciais:

Pirantel (Vinilpirimidina)
CH3 N H S N H

Mecanismo de ação: É um derivado da tetraidropirimidina, que se acredita atuar ao despolarizar a junção neuromuscular dos helmintos, causando espasmo e paralisia. Exerce também alguma atividade anticolinesterásica. Via de administração: oral. Indicações: Tratamento, como um dos fármacos de escolha, de ascaridíase e enterobíase; Tratamento de ancilostomíase e necatoríase. Gravidez; Lactação; Insuficiência hepática; Crianças abaixo de 2 anos. Anorexia, tontura, sonolência e cefaléia; Náusea, vômito e diarréia; Erupção cutânea. ASCARICAL (Farmoquímica)

Contra-indicações:

Efeitos adversos:

Nome comercial:

Niclosamida
Cl O

NH OH Cl

NO2

Mecanismo de ação: O escólex (a cabeça do verme com os órgãos que se fixam às células intestinais do hospedeiro) e o segmento proximal são lesados irreversivelmente pela droga, o verme separase da parede intestinal e é expelido. Nem as larvas nem os ovos são afetados. Via de administração: oral. Indicações: Tratamento, como fármaco de escolha, de himenolepíase e teníase causada por Taenia saginata e Taenia solium; Tratamento de difilobotríase e dipilidíase. Hipersensibilidade à niclosamida; Gravidez; Lactação; Crianças abaixo de 2 anos. Cólicas, dores abdominais ou estomacais; Anorexia; Náusea ou vômito; Tontura, sonolência, cefaléia; Gosto desagradável, diarréia, prurido na região retal, exantema. ATENASE (UCI-Farma) Contra-indicações:

Efeitos adversos:

Nome comercial:

Oxamniquina (Derivado da Quinolina)
CH3 HN O 2N H N CH3

OH

Mecanismo de ação: Mostra-se ativa contra Schistosoma mansoni, afetando as formas tanto maduras quanto imaturas. Pode envolver a intercalação do DNA, e sua ação seletiva pode estar relacionada com a capacidade de o parasita concentrar a droga. Provoca o desprendimento dos vermes das veias mesentéricas para o fígado, onde são destruídos. Via de administração: oral. Indicações: Tratamento da esquistossomose mansônica, como fármaco alternativo. Gravidez; Lactação; Insuficiência hepática; Insuficiência renal; Insuficiência cardíaca descompensada; Antecedentes convulsivos. Tontura, sonolência, cefaléia; Convulsões epileptiformes, embora raramente; Náusea, vômito, dor abdominal, anorexia; Urticária; Alterações do eletroencefalograma; Elevação das transaminases (podem já estar alteradas em pacientes com comprometimento hepatoesplênico da doença). Nomes comerciais: MANSIL (Pfizer) OXAMNIQUINA (Silvestre Labs) Contra-indicações:

Efeitos adversos:

Levamisol (Derivado do Imidotiazol)
H N N S

Mecanismo de ação: Exerce ação semelhante à da nicotina, estimulando e, posteriormente, bloqueando as junções neuromusculares. Os vermes paralisados são então eliminados nas fezes. Os ovos são destruídos. Via de administração: oral. Indicações: Tratamento da ascaridíase; Como imunoestimulante e também em certos processos malignos, mas neste caso sempre como adjuvante à quimioterapia. Contra-indicações: Hipersensibilidade ao fármaco; Gravidez; Lactação; Insuficiência hepática ou renal; Discrasias sanguíneas. Quando usado na ascaridíase, náusea, vômito, dor abdominal, tontura, cefaléia; Quando usado como imunoestimulante (por período prolongado), reações de hipersensibilidade, como febre, síndrome semelhante à da influenza, artralgia, dor muscular, exantema e vasculite cutânea; efeitos sobre o sistema nervoso central, como fadiga, cefaléia, confusão, insônia, tontura, nervosismo e convulsões; anormalidades hematológicas, como agranulocitose, leucopenia e trombocitopenia; distúrbios gastrintestinais, como gosto metálico na boca, náusea e vômito. Nome comercial: ASCARIDIL (Janssen-Cilag)

Efeitos adversos:

Ivermectina
OCH3 H3CO O O H3C CH3 H3C O O CH3 O O H O O R CH3 CH3

HO

R: B1a = C2H5 B1b = CH3

HO

O H OH CH3

Mecanismo de ação: É um agente semi-sintético derivado de um grupo de substâncias naturais, as avermectinas, obtidas de um actinomiceto. Acredita-se que a droga paralisa o verme ao abrir os canais de cloreto e ao aumentar a condutância do cloreto. Via de administração: oral. Indicações: Tratamento da estrongiloidíase intestinal, oncocercose (contra parasitas não adultos), filariose, escabiose e pediculose. Contra-indicações: Hipersensibilidade à ivermectina ou a algum dos componentes da fórmula; Gravidez; Lactação; Crianças com menos de 15 kg. Diarréia e náusea, astenia, dor abdominal, anorexia, constipação e vômitos; Relacionadas ao sistema nervoso central podem ocorrer tontura, sonolência, vertigem e tremor; As reações epidérmicas incluem prurido, erupções e urticária; As reações do tipo Mazzotti e oftálmicas associadas ao tratamento da oncocercose ou à própria doença não devem ser esperadas em pacientes com estrongiloidíase;

Efeitos adversos:

-

Na oncocercose as reações de hipersensibilidade resultantes da morte das microfilárias após o tratamento com a ivermectina provocam sintomas de reação do tipo Mazzotti: artralgia/sinovite, dor abdominal, aumento e sensibilidade dos nódulos linfáticos, principalmente os nódulos axilares, cervical e inguinal; prurido, edema, erupções, urticária e febre. Reações oftálmicas durante o tratamento da oncocercose são raras e podem estar ligadas à doença. Estes efeitos secundários, após o tratamento com a ivermectina, podem ser: sensação de anormalidades nos olhos, edema de pálpebra, uveíte anterior, conjuntivite, limbite, queratite e coriorretinite ou coroidite. Raramente elas podem tornar-se graves ou associadas com a perda de visão e, de forma geral, são resolvidas sem a necessidade de tratamento com corticosteróides;

-

Edema facial e periférico, hipotensão ortostática, taquicardia, exacerbação da asma brônquica, cefaléia e mialgia; Eosinofilia transitória, elevação das transaminases e aumento da hemoglobina, leucopenia e anemia.

Nome comercial: REVECTINA (Sintofarma)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DEF – DICIONÁRIO DE ESPECIALIDADES FARMACÊUTICAS 99/2000. Jornal Brasileiro de Medicina, 1999. KOROLKOVAS, A. Dicionário terapêutico guanabara. Edição 1998/1999. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. KOROLKOVAS, A.; BURCKHALTER, J. H. Química farmacêutica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988. RANG, H. P.; DALE, M. M.; RITTER, J. M. Farmacologia. 4 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.