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DEM – Departamento de Engenharia Mecânica






ENG176
REFRIGERAÇÃO E
AR CONDICIONADO

PARTE II
AR CONDICIONADO









Prof. Dr. Marcelo José Pirani
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i

ÍNDICE

CAPÍTULO 1 – CONFORTO TÉRMICO.................................................................................................................1
1.1 – Introdução.......................................................................................................................................................1
1.2 –Parâmetros Básicos em Condicionamento de Ar............................................................................................2
1.3 – Diagramas de Conforto ..................................................................................................................................5
1.3.1 – O Diagrama Bioclimático dos Irmãos Olgyay..........................................................................................5
1.3.2 – A Temperatura Efetiva de Houghton e Yaglou .......................................................................................5
1.3.3 – Norma ASHRAE 55.................................................................................................................................6
1.3.4 – As Equações de Conforto de Fanger ......................................................................................................7
1.3.5 – As Zonas de Conforto de Givoni. ..........................................................................................................10
1.4 –Qualidade do Ar Interno ................................................................................................................................11
CAPÍTULO 2 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS...................................................................................................17
2.1 – Introdução.....................................................................................................................................................17
2.2 – Definições.....................................................................................................................................................17
2.3 – Propriedades Termodinâmicas de uma Substância.....................................................................................19
2.4 – Diagramas de MOLLIER para Fluidos Refrigerantes...................................................................................20
2.5 – Primeira Lei da Termodinâmica....................................................................................................................21
CAPÍTULO 3 – CICLOS DE REFRIGERAÇÃO POR COMPRESSÃO DE VAPOR.............................................24
3.1 – Introdução.....................................................................................................................................................24
3.2 – Ciclo Teórico de Refrigeração por Compressão de Vapor ..........................................................................24
3.3 – Ciclo Real de Compressão de Vapor ...........................................................................................................26
3.4 – Balanço de Energia para o Ciclo de Refrigeração por Compressão de Vapor............................................27
3.4.1 – Capacidade frigorífica............................................................................................................................27
3.4.2 – Potência teórica de compressão...........................................................................................................28
3.4.3 – Calor rejeitado no condensador ............................................................................................................29
3.4.4 – Dispositivo de expansão........................................................................................................................30
3.4.5 – Coeficiente de performance do ciclo.....................................................................................................31
CAPÍTULO 4 – REFRIGERAÇÃO POR ABSORÇÃO DE VAPOR.......................................................................38
4.1 – Introdução.....................................................................................................................................................38
4.2 - Ciclo de Absorção .........................................................................................................................................39
CAPÍTULO 5 – ESTIMATIVA DE CARGA TÉRMICA SENSÍVEL E LATENTE....................................................41
5.1 – Introdução.....................................................................................................................................................41
5.2 – Características do Recinto ...........................................................................................................................41
5.3 – Fatores Que Influenciam na Carga Térmica do Ambiente...........................................................................42
5.3.1 – Insolação ...............................................................................................................................................42
5.3.1.1 – Determinação do Fator de Sombreamento -FS...........................................................................45
5.3.2 – Insolação Através de Vidros..................................................................................................................46
5.4 – Armazenamento de Calor.............................................................................................................................49
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5.5 – Insolação nas paredes externas...................................................................................................................52
5.6 – Insolação sobre Telhados ............................................................................................................................53
5.7 – Transmissão de Calor devido à diferença de Temperatura.........................................................................55
5.7.1 – Vidros Externos .....................................................................................................................................55
5.7.2 – Vidros Internos ......................................................................................................................................55
5.7.3 – Paredes Internas ...................................................................................................................................55
5.7.4 – Tetos e Pisos.........................................................................................................................................55
5.8 – Carga de Iluminação ....................................................................................................................................56
5.8.1 – Lâmpadas Incandescentes ...................................................................................................................56
5.8.2 – Lâmpadas Fluorescentes ......................................................................................................................56
5.9 – Carga de Ocupantes ....................................................................................................................................56
5.10 – Carga de Motores Elétricos........................................................................................................................56
5.10.1 – Motor e máquina se encontram nos recintos......................................................................................56
5.10.2 – Apenas a máquina se encontra no recinto..........................................................................................57
5.10.3 – Só o motor se encontra no recinto ......................................................................................................57
5.11 – Equipamentos Eletrônicos..........................................................................................................................57
5.12 – Zoneamento................................................................................................................................................57
CAPÍTULO 6 – PSICROMETRIA..........................................................................................................................60
6.1 – Definições Fundamentais.............................................................................................................................60
6.1.1 – Pressão Parcial (Lei de Dalton).............................................................................................................60
6.1.2 – Ar seco. .................................................................................................................................................60
6.1.3 – Ar Não Saturado e Ar Saturado. ...........................................................................................................61
6.1.4 Umidade Absoluta (W). ............................................................................................................................61
6.1.5 – Umidade Relativa (φ). ............................................................................................................................62
6.1.6 – Entalpia Específica do Ar Úmido...........................................................................................................62
6.1.7 – Volume Específico do Ar Úmido............................................................................................................64
6.1.8 – Temperatura de Bulbo Seco. ................................................................................................................64
6.1.9 – Saturação Adiabática. ...........................................................................................................................64
6.1.10 – Temperatura de Bulbo Úmido. ............................................................................................................65
6.1.11 – Temperatura de Orvalho. ....................................................................................................................66
6.1.12 – A Carta Psicrométrica..........................................................................................................................66
6.2 – Transformações Psicrométricas. ..................................................................................................................69
6.2.1 – Mistura Adiabática de Duas Correntes de Ar Úmido. ...........................................................................69
6.2.2 – Aquecimento Sensível ou Aquecimento Seco. .....................................................................................69
6.2.3 – Resfriamento Sensível. .........................................................................................................................70
6.2.4 – Resfriamento e Desumidificação...........................................................................................................71
6.2.5 – Resfriamento e Umidificação. ...............................................................................................................73
6.2.6 – Aquecimento e Umidificação. ................................................................................................................74
6.2.7 – Aquecimento e Desumidificação. ..........................................................................................................74
6.3 – Introdução ao Cálculo Psicrométrico............................................................................................................75
6.3.1 – Definições..............................................................................................................................................75
6.3.2 – Carga Térmica.......................................................................................................................................77
6.3.3 – Curva de Carga do Recinto...................................................................................................................77
6.3.4 – Condicionamento de Ar de Verão .........................................................................................................79

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CAPÍTULO 7 – CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS DE CONDICIONAMENTO DE AR................................84
7.1 – Introdução.....................................................................................................................................................84
7.2 – Instalações Apenas Ar..................................................................................................................................85
7.2.1 – Instalações com um Duto e Variação da Temp. e/ou da Vazão (Zona Única). ....................................85
7.2.1.1 – Instalações com regulagem da serpentina de resfriamento. .......................................................85
7.2.1.2 - Instalações com by-pass da serpentina de resfriamento. ............................................................86
7.2.1.3 – Instalações com regulagem da serpentina de reaquecimento. ...................................................87
7.2.2 – Instalações com um Duto e Variação da Temp. e/ou da Vazão (Múltiplas Zonas). .............................88
7.2.2.1 – Instalações com vazão constante e temperatura variável. ..........................................................88
7.2.2.2 – Instalações com temperatura constante e vazão variável. ..........................................................88
7.2.2.3 – Instalações com temperatura e vazão variável............................................................................90
7.2.2.4 – Instalações com vazão variável e recirculação local. ..................................................................90
7.2.2.5 Instalações Duplo Duto. ..................................................................................................................91
7.3 – Instalações Ar-Água. ....................................................................................................................................95
7.3.1 – Instalações de Indução a Dois Tubos. ..................................................................................................95
7.3.2 – Instalações de Indução a Três Tubos. ................................................................................................100
7.3.3 – Instalações de Indução a Quatro Tubos. ............................................................................................102
7.3.4 - Instalações de Fan-Coils Com Ar Primário. .........................................................................................103
7.3.4.1 – Instalação de fan-coil a dois tubos com ar primário...................................................................104
7.3.4.2 – Instalação de fan-coil a três tubos com ar primário. ..................................................................105
7.3.4.3 – Instalação de fan-coil a quatro tubos com ar primário. ..............................................................107
7.4 – Instalações Apenas Água...........................................................................................................................109
7.4.1 - Instalação de Fan-Coils a Dois Tubos. ................................................................................................109
7.4.2 – Instalação de Fan-Coils a Três Tubos. ...............................................................................................111
7.4.3 – Instalação de Fan-Coils a Quatro Tubos.............................................................................................112
7.5 – Instalações de Expansão Direta.................................................................................................................113
CAPÍTULO 8 – TERMOACUMULAÇÃO.............................................................................................................118
8.1 – Introdução...................................................................................................................................................118
8.2 – Escolhendo Armazenagem Total ou Parcial ..............................................................................................121
CAPÍTULO 9 – MELHORIAS ENERGÉTICAS POSSÍVEIS. ..............................................................................124
9.1 – Estrutura. ....................................................................................................................................................124
9.2 – Sistemas de Condicionamento de Ar. ........................................................................................................126
9.3 – Redução do Consumo de Energia em Instalações de Ar Condicionado. ..................................................130
9.3.1 – Sistemas Com Vazão de Ar Variável (VAV)........................................................................................130
9.3.2 – Sistemas Com Vazão Constante (VAC)..............................................................................................131
9.3.3 – Sistemas de Indução...........................................................................................................................131
9.3.4 – Sistemas Duplo Duto...........................................................................................................................131
9.3.5 – Sistemas de Zona Única. ....................................................................................................................132
9.3.6 – Sistemas Com Reaquecimento Terminal............................................................................................132
9.4 – O Ciclo Economizador................................................................................................................................133
9.4.1 – Ciclo Economizador Controlado por Temperatura de Bulbo Seco. ....................................................133
9.4.2 – Ciclo Economizador Controlado por Entalpia. ....................................................................................134
9.5 – Resfriamento Evaporativo. .........................................................................................................................135
9.6 – Controle e Regulagem................................................................................................................................137
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9.7 – Uso de Motores Eficientes..........................................................................................................................137
9.8 - Uso de Inversores de Freqüência (VSD) ....................................................................................................138
9.9 – Troca de Centrais de Água Gelada (CAG).................................................................................................140
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS....................................................................................................................147
ANEXO I: DIAGRAMAS DE MOLLIER PARA OS REFRIGERANTES R22 E R134A. ......................................149
ANEXO II: ROTEIRO DE CÁLCULO DE CARGA TÉRMICA .............................................................................151
ANEXO III: EXEMPLO COMPLETO DE CÁLCULO DE CARGA TÉRMICA......................................................156
ANEXO IV - TABELAS ........................................................................................................................................169




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1
Capítulo 1– Conforto Térmico

1.1 – Introdução
Nesta seção são apresentados quatro índices e critérios existentes utilizados para análise e
avaliação de conforto térmico de edifícios. Frota (Frota, Manual de Conforto Térmico, p.17), estima
em três dezenas os índices de conforto existentes e disponíveis para a avaliação de edifícios, como
habitações, escolas escritórios etc..
Não se pode afirmar que exista hoje um índice ideal para se estabelecer uma zona de conforto
adequada para ambientes climatizados e não climatizados no Brasil. Existem alguns índices
propostos por pesquisadores do exterior e existem também alguns trabalhos desenvolvidos por
pesquisadores brasileiros que analisaram estes índices, buscando avaliar a sua aplicabilidade no
nosso país e buscando identificar zonas de conforto nas quais, brasileiros, possam se sentir
confortáveis.
Estabelecer os limites de uma zona de conforto é uma tarefa extremamente difícil porque a
sensação de conforto, além de estar ligada a uma série de variáveis, está também ligada à
adaptação ao meio em que se vive, dificultando ainda mais a tarefa de encontrar um limite para o
qual se possa afirmar, que dentro dele, se tem conforto e fora dele se tem desconforto.

Conforto Térmico: condições ambientais de temperatura e umidade que proporcionam
sensação de bem-estar às pessoas que ali estão.


Figura 1.1 – Fatores que afetam o conforto térmico.
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Metabolismo: processo pelo qual o corpo converte a energia dos alimentos em calor e trabalho.
O calor que é gerado continuamente pelo corpo deve ser eliminado a fim de que a temperatura
interna se mantenha constante. A energia total, M, produzida no interior do corpo é dissipada da
seguinte maneira:

• Trabalho externo realizado pelos músculos, W.
• Dissipação de calor sensível através da porção exposta da pele e roupas por convecção e
radiação, C + R.
• Dissipação de calor latente por transpiração, Ersw, e difusão de umidade pela pele, Ediff.
• Dissipação de calor sensível por meio da respiração, Cresp.
• Dissipação de calor latente devida à respiração, Eresp.

Em condições de regime permanente,

( ) ( )
resp resp diff rsw
E C E E R C W M + + + + + = − (1.1)

A taxa de liberação de calor pelo corpo humano pode variar de 120 W para atividade
sedentária até 440 W para atividade intensa (ver Tab. 48, pg. 1-94 Carrier). Este calor representa
uma parcela muitas vezes importante da carga térmica de resfriamento de um sistema de ar
condicionado.
Embora nem todos os fatores que afetam o conforto sejam completamente entendidos, sabe-se
que o conforto é diretamente afetado pelos seguintes fatores:

• Temperatura
• Umidade
• Circulação do ar
• Radiação de superfícies vizinhas
• Odores
• Poeira
• Ruído

1.2 –Parâmetros Básicos em Condicionamento de Ar
Um sistema de ar condicionado deve controlar diretamente quatro parâmetros ambientais:
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3
• Temperatura do ar (bulbo seco)
• Temperatura das superfícies circundantes
• Umidade do ar
• Velocidade do ar

A temperatura do ar é facilmente medida enquanto que a umidade do ar pode ser descrita,
para uma dada pressão, utilizando-se termos definidos em psicrometria. Estes incluem a
temperatura de bulbo úmido e de orvalho, que podem ser medidas diretamente, e a umidade relativa,
que deve ser determinada indiretamente a partir das duas temperaturas acima. A velocidade do ar
pode ser medida diretamente e, até certo ponto, estimada dos conceitos teóricos desenvolvidos em
mecânica dos fluidos. A temperatura das superfícies circundantes está diretamente relacionada com
as trocas radiantes entre uma pessoa e a sua vizinhança. O parâmetro básico utilizado para
descrever as condições de troca radiante em um espaço condicionado é a temperatura radiante
média, definida a seguir.

Temperatura radiante média: temperatura superficial uniforme de um invólucro negro
imaginário com o qual a pessoa trocaria a mesma quantidade de calor por radiação que aquela
trocada com o invólucro real.
O instrumento mais comumente utilizado para se medir a temperatura radiante média é o
termômetro de globo de Vernon. Este consiste de uma esfera oca de 6” de diâmetro, pintada de
preto, com um termopar ou termômetro de bulbo no seu centro. De um balanço de energia, pode-se
mostrar que a temperatura de equilíbrio do globo (temperatura do globo) está relacionada à
temperatura radiante média por

( )
a g
2 / 1 4
g
4
mrt
T T V C T T − + = (1.2)

onde: T
mrt
≡ temperatura radiante média, R ou K
T
g
≡ temperatura do globo, R ou K
T
a
≡ temperatura do ar ambiente (bulbo seco), R ou K
V ≡ velocidade do ar, ft/min ou m/s
C = 0,103 x 10
9
(unidades inglesas) e 0,247 x 10
9
(SI)

Pode-se definir ainda:
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4
Temperatura operacional: temperatura uniforme de um ambiente imaginário com o qual a
pessoa trocaria a mesma quantidade de calor por convecção e radiação que aquela trocada com o
meio real.
A temperatura operacional é a média entre a temperatura radiante média e a temperatura do ar
ambiente ponderadas pelos respectivos coeficientes de transferência de calor. Entretanto, para as
aplicações práticas usuais, a temperatura operacional pode ser tomada simplesmente como:


2
T T
T
mrt bs
op
+
= (1.3)

denominada temperatura de bulbo seco ajustada.

As restrições à utilização da aproximação acima são:
• Temperatura radiante média menor que 50 °C
• Velocidade do ar menor que 0,4 m/s

Considerada o parâmetro ambiental mais comum e de aplicação mais difundida, a temperatura
efetiva, ET
*
, é a temperatura de um ambiente com 50% de umidade relativa que causaria a mesma
perda total pela pele que aquela verificada no ambiente real. Portanto, a temperatura efetiva
combina a temperatura de bulbo seco e a umidade relativa em um único índice de maneira que dois
ambientes com a mesma temperatura efetiva causariam a mesma sensação térmica embora os
valores individuais de temperatura e umidade possam diferir de um caso a outro. Uma vez que a
sensação térmica de indivíduos depende das vestimentas e do nível de atividade física, define-se
uma temperatura efetiva padrão, SET
*
, para condições internas típicas. Estas são:

• Isolamento devido às vestimentas = 0,6 clo*
• Índice de permeabilidade à umidade = 0,4
• Nível de atividade metabólica = 1,0 met **
• Velocidade do ar < 0,10 m/s
• Temperatura ambiente = temperatura radiante média

* 1 clo = 0,155 m
2
°C/W admitindo-se um isolamento uniforme sobre todo o corpo.
** 1 met = 58,2 W/m
2
, taxa metabólica de uma pessoa sedentária (sentada, em repouso) por unidade
de área superficial do corpo.
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1.3 – Diagramas de Conforto
1.3.1 – O Diagrama Bioclimático dos Irmãos Olgyay
Os irmãos Victor e Aladar Olgyay foram, segundo Izard (1983), os primeiros
cronologicamente a estudar com profundidade a noção de conforto térmico e, segundo Scarazzato
(1987), os primeiros a tentar estabelecer suas relações com os ambientes interiores das edificações,
através do chamado diagrama bioclimático, que representa uma preocupação em estabelecer
relações entre conforto fisiológico, clima e arquitetura. As pesquisas dos irmãos Olgyay resultaram
em um gráfico conhecido como Diagrama Bioclimático de Olgyay que relaciona a temperatura do ar e
a umidade relativa, criando uma zona de conforto entre estes dois parâmetros. A Figura 1.2 indica
este diagrama para pessoas que estejam realizando trabalho sedentário e vestindo um “clo” em
climas quentes. um “cIo” é equivalente a uma pessoa exercendo uma atividade sentada em edifício
de escritório e trajando paletó de lã, gravata e camisa, para o sexo masculino ou o equivalente para o
sexo feminino. Trata-se de um diagrama muito utilizado por alguns pesquisadores e algumas vezes
criticado por outros.


Figura 1.2: Diagrama bioclimático dos irmãos Olgyay.

1.3.2 – A Temperatura Efetiva de Houghton e Yaglou
O diagrama da temperatura efetiva -TE, conforme indicado na Figura 1.3, foi construído sobre
escalas de temperatura, umidade relativa e velocidade do ar, onde, pelo cruzamento destes três
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dados, obtém-se a temperatura efetiva corrigida -TEC. Ramón (1980) ressalta que este foi o primeiro
índice que considerou a umidade relativa na definição de conforto ambiental, além da temperatura do
ar. O diagrama proposto contém uma área com hachuras que indica uma zona de conforto para
pessoas em trabalho normal, leve, e vestindo um clo.


Figura 1.3: Diagrama de Temperatura Efetiva de Houghton e Yaglou.

1.3.3 – Norma ASHRAE 55
A norma ASHRAE Standard 55 define as condições para um ambiente termicamente aceitável,
mostradas esquematicamente como zonas de conforto na Figura 1.4. Os limites superiores e
inferiores foram tomados considerando-se fenômenos associados à umidade do ar, como por
exemplo, ressecamento da pele, irritação dos olhos, dificuldades respiratórias, proliferação de
microorganismos, etc. As linhas limítrofes oblíquas correspondem a valores determinados de ET
*
.

As coordenadas das zonas de conforto são:
Inverno: T
op
= 20 a 23,5 °C e 60% de umidade de relativa
T
op
= 20,5 a 24,5 °C e T
d
= 2 °C
ET
*
igual a 20 e 23,5 °C
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Verão: T
op
= 22,5 a 26 °C e 60% de umidade de relativa
T
op
= 23,5 a 27 °C e T
d
= 2 °C
ET
*
igual a 23 e 26 °C

Finalmente, as zonas de conforto da Figura 1.4 podem sofrer alterações quando houver
variações da velocidade do ar. Por exemplo, temperaturas mais altas do ar podem ser toleradas
quando houver um aumento da velocidade do ar.


Figura 1.4 – Faixas aceitáveis para a temperatura operacional e umidade para pessoas em roupas
típicas de verão e inverno e exercendo atividade sedentária (< 1,2 met).

1.3.4 – As Equações de Conforto de Fanger
Os estudos de Fanger na área de conforto iniciaram-se na "KSU - Kansas State University"
em 1966 e 1967 e continuaram por um período mais longo na "Technical University of Denmark". O
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objetivo principal de Fanger foi estabelecer uma condição preditiva de conforto que pudesse ser
calculada mediante sete parâmetros, sendo quatro do próprio meio ambiente e três dos usuários, a
saber:
• Temperatura de bulbo seco;
• Umidade relativa;
• Temperatura radiante média;
• Velocidade do ar;
• Taxa metabólica por atividade;
• Resistência térmica da roupa;
• Eficiência mecânica.
Eficiência mecânica no índice de Fanger é a componente da energia metabólica que não é
transformada em calor e devolvida ao ambiente, mas é transformada em trabalho. Em atividades
típicas de escritório esta componente é igual a 1 e portanto desconsiderada nas equações. Por meio
de equações, Fanger possibilitou o cálculo de determinadas variáveis como, por exemplo, a
temperatura de conforto do ar ou a temperatura radiante necessária para o conforto ou a temperatura
de conforto de um indivíduo vestindo 2,0 cIo. Uma outra possibilidade de aplicação do trabalho de
Fanger consiste na determinação do Voto Estimado Médio -VEM (do inglês PMV - Predicted Mean
Vote) ou do Percentual de Pessoas Insatisfeitas - PPI (do inglês PPD - Predicted Percentage
Dissatisfied). Neste caso, as equações de Fanger são utilizadas de forma a comparar os resultados
do VEM e PPI obtidos por elas mediante a entrada dos dados reais medidos nos estudos de caso,
com os resultados dos níveis de satisfação dos usuários obtidos por meio dos questionários. Como
forma de acelerar os cálculos e a aplicação das equações de Fanger, utilizou-se uma rotina
computacional elaborada por Vittorino e testada em inúmeras pesquisas conduzidas pelo Laboratório
de Higrotermia e Iluminação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo -IPT. As
equações propostas por Fanger foram normatizadas pelas normas ISO (International Organization for
Standardization, (1984). ISO - 7730 - Moderate Thermal Environments -Determination of the PMV
and PPD indices and specification of the conditions for thermal comfort. Switzerland) e vêm sendo
aplicadas por pesquisadores de diversas instituições no Brasil e no exterior, sendo também
reconhecidas pela ASHRAE, como umas das referências de avaliação do nível de satisfação de
conforto ambiental. Os critérios adotados pela ASHRAE e pela norma ISO-7730 para os valores
aceitáveis de Fanger, são apresentados na Tabela 1.1.
Nota-se pela Tabela 1.1 que os valores da norma ISO são mais restritivos que os valores da
ASHRAE. Entretanto, as aplicações de Fanger feitas pelo IPT em edifícios dos mais variados na
cidade de São Paulo, têm demonstrado a escala de valores da ASHRAE é mais adequada para
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ambientes não climatizados enquanto que a escala da ISO é adequada para ambientes climatizados.
Fanger trabalha com uma escala de sete pontos, sendo uma situação ideal e neutra, três situações
tendendo para o quente e três situações tendendo para o frio, segundo a classificação apresentada
na Tabela 1.2

Tabela 1.1 – Variações de valores aceitáveis em Fanger.
Variações de valores aceitáveis em Fanger
Entidade
ISO-773O
ASHRAE
VEM
-0,5 a +0,5
-0,85 a +0,85
PPI
≤ 10%
≤ 20%



Tabela 1.2 – Escala de Fanger.
-3 = gelado
-2 = frio
-1 = ligeiramente frio
0 = neutro
+1 = ligeiramente quente
+2 = quente
+3 = muito quente

A ASHRAE aceita uma população máxima de insatisfeitos de 20% enquanto que a Norma
ISO aceita um máximo de 10% de insatisfeitos. A título de exemplo, aplicando as equações de
Fanger para uma situação bastante usual e utilizada no projeto de climatização de edifícios no Brasil,
obtêm-se os resultados apresentados na Tabela 1.3

Tabela 1.3 – Resultados da aplicação das equações de Fanger.
T (°C) 24,0
URA (%) 50,0
TR (°C) 24,5
Resistência da Vestimenta (clo) 1,0
Velocidade do Ar (m/s) 0,1
Taxa de Metabolismo (%) 70,0
Resultados para esta simulação:
VME
PPI
+0,58
12,1 %

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Na análise de Fanger, um usuário nas condições de simulação possui Voto Médio Estimado
de +0,58 e sente-se entre o neutro (O) e ligeiramente quente (+1), não atendendo, portanto, a norma
ISO-7730, atendendo apenas a ASHRAE. A População Média de Insatisfeitos para as mesmas
condições é de 12,1%, não atendendo também a norma ISO-7730, atendendo somente as
recomendações da ASHRAE. Este é um dado interessante tendo em vista que a simulação
realizada, feita com base na norma internacional ISO, indica que uma parcela significativa dos
projetos de climatização para os edifícios de escritório na cidade de São Paulo não atende a esta
norma.
1.3.5 – As Zonas de Conforto de Givoni.
As pesquisas de Givoni e Berner-Nir no BRS - Building Research Station em Haifa, Israel, em
1967, resultaram na proposição de um novo índice chamado IFT - Índice de Fadiga Térmica ou
"lndex of Thermal Stress" que descreve os mecanismos de troca de calor entre o corpo e o meio. A
partir da aplicação e aferição do IFT, Givoni propôs um diagrama baseado na carta psicrométrica,
com uma zona de conforto térmico e quatro outras zonas, nas quais os níveis de conforto podem ser
atingidos mediante o fornecimento ou a retirada de calor de forma passiva ou ativa, conforme a
Figura 1.5. Os índices de conforto térmico assumem uma importância maior quando se considera
que são eles que fornecem os parâmetros para a realização de projetos de climatização. Suas
concepções foram baseadas em avaliações comportamentais e níveis de satisfação de usuários
entrevistados em diversos cantos do planeta. Na verdade, utilizam-se hoje no Brasil índices para
concepção de projetos que foram baseados em populações não adaptadas e não familiarizadas com
as condições climáticas brasileiras.


Figura 1.5: Zona de conforto de Givoni.
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11
1.4 –Qualidade do Ar Interno
Um ambiente interno pode ser confortável sem ser saudável. Atualmente, as condições
essenciais à saúde humana, tanto quanto o conforto, fazem parte das considerações do projetista de
sistemas de condicionamento de ar. Porém, apesar da saúde, segurança e custo terem crescido em
importância, conforto ainda é a preocupação principal da indústria RAVA.

Qualidade do Ar Interno (IAQ). Termo usado para designar condições do ar interno que
assegurem conforto aos seus ocupantes em um ambiente limpo, saudável e sem odores.

Qualidade Aceitável do Ar Interno – ar no qual não há nenhum contaminante conhecido em
concentrações consideradas nocivas à saúde pelas autoridades competentes e no qual 80% ou mais
das pessoas ali presentes não manifestam insatisfação.

As fontes de contaminação do ar interno são divididas em quatro grandes grupos:

Grupo I – Contaminação Interior:
• Pessoas, plantas e animais.
• Liberação de contaminantes pela mobília e acessórios domésticos.
• Produtos de limpeza.
• Tabagismo.
• Ozônio resultante de motores elétricos, copiadoras, etc.

Grupo II – Contaminação Exterior:
A necessidade de ventilação e renovação do ar interno pode levar à introdução de ar externo
contaminado. Dependendo de sua condição normal e ponto de captação, o ar externo pode se
apresentar com concentrações significativas de vários gases e materiais particulados poluentes.

Grupo III – Contaminação oriunda do Sistema de Condicionamento de Ar:
O próprio equipamento condicionador de ar, caso não seja tratado e limpo regularmente, pode
se tornar fonte de algas, fungos, poeiras, etc. Em especial, devem ser mencionados:
• Dutos. A poeira acumulada pode dar origem ao desenvolvimento de fungos e outros
microrganismos;
• Unidades de tratamento de ar. As bandejas de condensado reúnem as condições básicas
para o desenvolvimento de bactérias e outros microrganismos.
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12
Grupo IV – Deficiências do Projeto Global de Condicionamento:
Agrupam-se aqui os fatores não diretamente ligados aos contaminantes ou ao equipamento
condicionador, mas que têm uma influência direta sobre a qualidade do ar interno. Por exemplo:
• Insuficiência de ar externo.
• Má distribuição do ar interno.
• Operação incorreta do equipamento condicionador.
• Modificações inadequadas do edifício, etc...
Síndrome do Prédio Doente (“Sick Building Syndrome”) – termo utilizado para designar prédios
onde uma porcentagem atípica dos ocupantes (≥ 20%) apresenta problemas de saúde tais como
irritação dos olhos, garganta seca, dores de cabeça, fadiga, sinusite e falta de ar.

Os contaminantes mais comuns são:
1. CO
2

• Produto da respiração de todos os mamíferos
• Não constitui um risco direto à saúde humana
• A sua concentração é indicativa da boa ou má ventilação de um ambiente

2. CO
• Fontes mais comuns: a combustão incompleta de hidrocarbonetos e fumaça de cigarro.
• Fornalhas mal ventiladas, chaminés, aquecedores de água e incineradores causam
problemas muitas vezes.
• Gás altamente tóxico.
• Prédios com tomadas de ar externo localizadas próximas a locais de muito tráfego
apresentam altos níveis de CO.

3. Óxidos de enxofre
• Produzidos pela utilização de combustíveis contendo enxofre
• Na presença de água pode formar ácido sulfúrico, o que causará problemas respiratórios
aos ocupantes.
• Penetram em um edifício através das tomadas de ar externo ou de vazamentos em
equipamentos de combustão no interior do mesmo.

4. Óxidos de nitrogênio
• Produzidos pela combustão com ar a altas temperaturas (motores a combustão interna e
efluentes industriais).
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13
• Opiniões divergem quanto à sua toxicidade
• Dentro de limites práticos, a sua concentração deve ser mantida a mais baixa possível.
• Penetram em um edifício através das tomadas de ar externo ou de vazamentos em
equipamentos de combustão no interior do mesmo.

5. Radônio
• Gás radioativo naturalmente produzido pelo decaimento do rádio
• Risco de câncer do pulmão
• A sua entrada em um prédio pode se dar por frestas no piso ou paredes de porões, através
do suprimento de água ou através de materiais de construção contendo urânio ou tório.
• A pressurização do espaço condicionado, a ventilação de porões e a vedação de frestas
são medidas eficazes para a diminuição de sua concentração.

6. Compostos Orgânicos Voláteis (COV)
• Presentes em um ambiente interno como produtos de combustão, mas também presentes
em pesticidas, materiais de construção, produtos de limpeza, solventes, etc.
• Normalmente as concentrações estão abaixo dos limites recomendados, mas algumas
pessoas são hipersensíveis.
• O gás formaldeído é um dos COV mais comuns, sendo irritante dos olhos e das mucosas e
com possível ação cancerígena.

7. Material Particulado
• Uma amostra típica de ar externo contém fuligem, fumaça, sílica, argila, matéria vegetal e
animal putrefata, fibras vegetais, fragmentos metálicos, fungos, bactérias, pólen e outros
materiais vivos.
• Há ainda material particulado originário do próprio ambiente como fungos e poeira de
tapetes, roupas de cama, etc..
• Algumas partículas são muito pequenas (0,01 um), o que dificulta e encarece a limpeza do
ar.
• Quando esta mistura se encontra suspensa no ar é denominada aerossol.
• Podem ser a causa de alergias e outros males.

A importância das questões relativas à qualidade do ar de interiores (QAI) se faz evidente pela
publicação em 28 de agosto de 1998 da portaria N° 3.523 do Ministério da Saúde. Esta portaria, em
vista da íntima correlação entre a qualidade do ar de interiores, a produtividade e a saúde dos
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14
ocupantes, determina que serão objeto de regulamento técnico, a ser elaborado por aquele
Ministério, medidas específicas referentes a padrões de qualidade do ar em ambientes climatizados.
Estas medidas dirão respeito:

• À definição de parâmetros físicos e composição química do ar de interiores;
• À identificação de poluentes de natureza física, química e biológica, suas tolerâncias e
métodos de controle;
• Aos pré-requisitos de projetos de instalação e de execução de sistemas de climatização.

Diretamente relacionados a estas medidas estão os quatro métodos básicos para a
manutenção da qualidade do ar de interiores (McQuiston e Parker, 1994):
1. Eliminação ou modificação da fonte de contaminantes – método mais eficiente para se
reduzir a concentração de contaminantes não gerados diretamente pelos ocupantes ou
pelas atividades no interior do edifício.
2. Distribuição do ar interno – remoção de contaminantes gerados por fontes localizadas antes
que se espalhem pelo ambiente climatizado.
3. Uso de ar externo – necessário para manter-se uma porcentagem mínima de oxigênio no ar
interno e ao mesmo tempo diluir-se a concentração de contaminantes.
4. Limpeza do ar – passo final de um projeto de condicionamento para se assegurar um
ambiente limpo e saudável.


Figura 1.6 - Sistema de climatização típico.
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15
A utilização de ar externo tem um efeito direto sobre a carga térmica e por isto é estudada em
detalhe. Referindo-se à Figura 1.6, são definidas as seguintes vazões:
Q
insuflado:
vazão de ar suprido ao ambiente climatizado que passou por processos de
condicionamento.
Q
infiltração
vazão não intencional de ar externo para o interior do ambiente climatizado através de
frestas, portas e janelas.
Q
retorno
vazão de ar conduzido pelo sistema de condicionamento para fora do ambiente
climatizado.
Q
alívio
vazão de ar removida do ambiente climatizado e descarregada na atmosfera.
Q
recirculado
vazão de ar removida do ambiente condicionado que se pretende reutilizar como parte
do ar insuflado (suprido). Esta vazão será diferente da vazão de retorno somente se
houver alguma exaustão ou alívio, isto é, se Q
alívio
for diferente de zero.
Q
exfiltração
vazão não intencional de ar interno para o exterior do ambiente climatizado através de
frestas, portas e janelas.
Q
exaustão
vazão de ar para o exterior do ambiente através de chaminés, lareiras, etc.
Q
renovação
vazão de ar fresco da atmosfera externa, admitida livre de contaminantes, requerida
pelos ocupantes para compensar as vazões de exaustão, alívio e exfiltração. Sendo
também denominada de ar de renovação.

Em alguns casos, a vazão de ar de ventilação requerida para se manter a qualidade do ar
interno pode ser menor do que a vazão de ar suprido devido a exigências de conforto (manutenção
da temperatura e umidade). Em outros casos, a vazão mínima de ar suprido é fixada por
requerimentos de ventilação para se manter a qualidade do ar interno.
Aplicando-se a equação da continuidade a um VC em torno do ambiente climatizado e
admitindo-se um valor constante para a densidade do ar:


exaustão o exfiltraçã retorno iltração inf rido sup t
Q Q Q Q Q Q + + = + = (1.4)

A lei da conservação da massa se aplica igualmente para qualquer contaminante entrando e
saindo do ambiente climatizado. Admitindo-se:
• Operação em regime permanente.
• Mistura completa.
• Taxa de geração do contaminante no ambiente constante.
• Concentração uniforme do contaminante no espaço climatizado e no ar que entra.
• Densidade constante.
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16
Tem-se:
s t e t
C Q N C Q = + (1.5)

onde: Q
t
vazão total de ar entrando ou saindo do ambiente
C
s
concentração média do contaminante no interior do ambiente
N taxa de geração do contaminante no espaço
Ce concentração do contaminante no ar que entra

Desta equação obtém-se a concentração do contaminante no espaço climatizado, C
s
, ou a
vazão de ar necessária, Q
t
, para se manter o nível de concentração deste contaminante aquém de
um valor limite. A norma ASHRAE Standard 62 descreve dois métodos para se estabelecer e manter
a qualidade do ar interno requerida pelos ocupantes. O primeiro destes métodos, denominado
Ventilation Rate Procedure, prescreve as vazões mínimas de ar fresco necessárias a cada tipo de
ambiente climatizado e os métodos aplicáveis de condicionamento deste mesmo ar. Uma versão
simplificada desta norma é dada na Tab. 4-2 de McQuiston e Parker (1994). O Manual de Aire
Condicionado Carrier também apresenta uma tabela semelhante (Cap. 6, Tab. 45), porém mais
simples. Deve-se enfatizar que qualquer tentativa de redução das vazões mínimas como forma de
conservação de energia requererá a limpeza do ar de recirculação.





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17
Capítulo 2– Conceitos Fundamentais

2.1 – Introdução
Este capítulo tem por objetivo apresentar algumas definições termodinâmicas e as
propriedades das substâncias mais usadas na análise de sistemas frigoríficos. Mostrará ainda, as
relações entre as propriedades termodinâmicas de uma substância pura, que é o caso dos fluídos
frigoríficos. Esta apresentação, contudo, não se deterá em análises termodinâmicas rigorosas, ao
contrário, fará apenas uma apresentação superficial de tais definições e das propriedades
termodinâmicas e suas inter-relações suficientes para o propósito deste estudo. Também serão
apresentados os conceitos básicos relacionados com transferência de calor.

2.2 – Definições
Propriedades termodinâmicas - São características macroscópicas de um sistema, como:
volume, massa, temperatura, pressão etc.

Estado Termodinâmico - Pode ser entendido como sendo a condição em que se encontra a
substância, sendo caracterizado pelas suas propriedades.

Processo - É uma mudança de estado de um sistema. O processo representa qualquer
mudança nas propriedades da substância. Uma descrição de um processo típico envolve a
especificação dos estados de equilíbrio inicial e final.

Ciclo - É um processo, ou mais especificamente uma série de processos, onde o estado inicial
e o estado final do sistema (substância) coincidem.

Substância Pura - É qualquer substância que tenha composição química invariável e
homogênea. Ela pode existir em mais de uma fase (sólida, líquida e gasosa), mas a sua composição
química é a mesma em qualquer das fases.

Temperatura de saturação - O termo designa a temperatura na qual se dá a vaporização de
uma substância pura a uma dada pressão. Essa pressão é chamada “pressão de saturação” para a
temperatura dada. Assim, para a água (utiliza-se a água para facilitar o entendimento da definição
dada acima) a 100
o
C, a pressão de saturação é de 1,01325 bar, e para a água a 1,01325 bar de
pressão, a temperatura de saturação é de 100
o
C. Para uma substância pura há uma relação
definida entre a pressão de saturação e a temperatura de saturação correspondente.
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18
Líquido Saturado - Se uma substância se encontra como líquido à temperatura e pressão de
saturação, diz-se que ela está no estado de líquido saturado.

Líquido Sub-resfriado - Se a temperatura do líquido é menor que a temperatura de saturação,
para a pressão existente, o líquido é chamado de líquido sub-resfriado (significa que a temperatura é
mais baixa que a temperatura de saturação para a pressão dada), ou líquido comprimido,
(significando ser a pressão maior que a pressão de saturação para a temperatura dada).


Figura 2.1 - Estados de uma substância pura.

Título (x) - Quando uma substância se encontra parte líquida e parte vapor, na temperatura de
saturação (isto ocorre, em particular, nos sistemas de refrigeração, no condensador e no
evaporador), a relação entre a massa de vapor e a massa total, isto é, a massa de líquido mais a
massa de vapor, é chamada de título (x). Matematicamente, tem-se:


t
v
v l
v
m
m
m m
m
x =
+
= (2.1)

Vapor Saturado - Se uma substância se encontra completamente como vapor na temperatura
de saturação, é chamada de “vapor saturado”, e neste caso o título é igual a 1 ou 100%, pois a
massa total (m
t
) é igual à massa de vapor (m
v
).
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19
Vapor Superaquecido - Quando o vapor está a uma temperatura maior que a temperatura de
saturação é chamado “vapor superaquecido”. A pressão e a temperatura do vapor superaquecido
são propriedades independentes, e neste caso, a temperatura pode ser aumentada para uma
pressão constante. Em verdade, as substâncias que chamamos de gases são vapores altamente
superaquecidos.
A Erro! A origem da referência não foi encontrada. retrata a terminologia que acabou de ser
definida, para os diversos estados termodinâmicos em que se pode encontrar uma substância pura.

2.3 – Propriedades Termodinâmicas de uma Substância
Uma propriedade de uma substância é qualquer característica observável dessa substância.
Um número suficiente de propriedades termodinâmicas independentes constitui uma definição
completa do estado da substância.
As propriedades termodinâmicas mais comuns são: temperatura (T), pressão (P), volume
específico (v) e massa específica (ρ). Alem destas propriedades termodinâmicas mais familiares, e
que são mensuráveis diretamente, existem outras propriedades termodinâmicas fundamentais para a
análise de transferência de calor, trabalho e energia, não mensuráveis diretamente, que são: energia
interna (u), entalpia (h) e entropia (s).

Energia Interna (u). É a energia que a matéria possui devido ao movimento e/ou forças
intermoleculares. Esta forma de energia pode ser decomposta em duas partes:
a) Energia cinética interna ⇒ relacionada à velocidade das moléculas;
b) Energia potencial interna ⇒ relacionada às forças de atração entre as moléculas.
As mudanças na velocidade das moléculas são identificadas, macroscopicamente, pela
alteração da temperatura da substância (sistema), enquanto que as variações na posição são
identificadas pela mudança de fase da substância (sólido, líquido ou vapor).

Entalpia (h). Na análise térmica de alguns processos específicos, freqüentemente são
encontradas certas combinações de propriedades termodinâmicas. Uma dessas combinações ocorre
quando se tem um processo a pressão constante, resultando a combinação u + pv. Assim é
conveniente definir uma nova propriedade termodinâmica chamada “entalpia”, a qual é representada
pela letra h. Matematicamente, tem-se:

v p u h + = (2.2)

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20
Entropia (s). Esta propriedade termodinâmica representa, segundo alguns autores, uma
medida da desordem molecular da substância ou, segundo outros, a medida da probabilidade de
ocorrência de um dado estado da substância.
Cada propriedade de uma substância, em um dado estado, tem somente um valor finito. Essa
propriedade sempre tem o mesmo valor para um estado dado independentemente de como foi
atingido tal estado.

2.4 – Diagramas de MOLLIER para Fluidos Refrigerantes.
As propriedades termodinâmicas de uma substância são freqüentemente apresentadas, além
das tabelas, em diagramas que podem ter por ordenada e abscissa, temperatura e entropia, entalpia
e entropia, pressão absoluta e volume específico ou pressão absoluta e entropia.
Os diagramas tendo como ordenada pressão absoluta (P) e como abscissa a entalpia
específica (h) são bastante utilizados para apresentar as propriedades dos fluidos frigoríficos, visto
que estas coordenadas são mais adequadas à representação do ciclo termodinâmico de refrigeração
por compressão de vapor. Estes diagramas são conhecidos como diagramas de Mollier. A Figura 2.2
mostra os elementos essenciais dos diagramas pressão-entalpia, para qualquer substância pura.
Diagramas completos para leitura de dados a serem usados nas análises térmicas de sistemas
frigoríficos, são dados em anexo.


Figura 2.2 - Esquema de um diagrama de Pxh (Mollier) para um refrigerante.

Estes diagramas são úteis, tanto como meio de apresentar a relação entre as propriedades
termodinâmicas, como porque possibilitam a visualização dos processos que ocorrem em cada uma
das partes do sistema. Assim, no estudo de um ciclo de refrigeração será utilizado o diagrama de
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21
Mollier para mostrar o que ocorre em cada componente do sistema de refrigeração (compressor,
condensador, dispositivo de expansão e evaporador). O ciclo completo de refrigeração por
compressão de vapor também será representado sobre o diagrama de Mollier.
No diagrama de Mollier podem se destacar três regiões características, que são:
a) A região à esquerda da linha de líquido saturado (x=0), chamada de região de líquido sub-
resfriado.
b) A região compreendida entre as linhas de líquido saturado (x=0) e vapor saturado (x=1),
chamada de região de vapor úmido ou região de líquido mais vapor.
c) A região à direita da linha de vapor saturado (x=1), chamada de região de vapor
superaquecido.
Para determinar as propriedades termodinâmicas de um estado nas condições saturadas,
basta conhecer uma propriedade e o estado estará definido. Para as regiões de líquido sub-resfriado
e vapor superaquecido é necessário conhecer duas propriedades para definir um estado
termodinâmico.

2.5 – Primeira Lei da Termodinâmica.
A primeira lei da termodinâmica também é conhecida como o “Principio de Conservação de
Energia”, o qual estabelece que a energia não pode ser criada nem destruída, mas somente
transformada, entre as várias formas de energia existentes.
Para se efetuar balanços de energia, isto é, para se aplicar a primeira lei da termodinâmica, é
necessário primeiro estabelecer o conceito de sistema termodinâmico. Assim, o sistema
termodinâmico consiste em uma quantidade de matéria (massa), ou região, para a qual a atenção
está voltada. Demarca-se um sistema termodinâmico em função daquilo que se deseja analisar, e
tudo aquilo que se situa fora do sistema termodinâmico é chamado meio ou vizinhança.


(a) (b)
Figura 2.3 – (a) Sistema Fechado e (b) Sistema aberto (volume de controle).
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22
O sistema termodinâmico é delimitado através de suas fronteiras, as quais podem ser móveis,
fixas, reais ou imaginárias. O sistema pode ainda ser classificado em sistema fechado (Figura 2.3.a),
correspondendo a uma região onde não ocorre fluxo de massa através de suas fronteiras (tem
massa fixa), e sistema aberto (Figura 2.3.b), que corresponde a uma região onde ocorre fluxo de
massa através de suas fronteiras, sendo também conhecido por volume de controle.
O balanço de energia estabelece que, para um determinado intervalo de tempo, o somatório
dos fluxos de energia entrando no volume de controle, é igual ao somatório dos fluxos de energia
saindo do volume de controle mais a variação da quantidade de energia armazenada pelo mesmo,
durante o intervalo de tempo considerado. Matematicamente, tem-se:


t
E
E E
vc
sai ent


+ =
∑ ∑
! !
(2.3)

onde: E
ent
representa qualquer forma de energia entrando no volume de controle.
E
sai
representa qualquer forma de energia saindo do volume de controle.
E
vc
representa a quantidade total de energia armazenada no volume de controle.
∆t representa o intervalo de tempo considerado.

É importante ressaltar que, do ponto de vista termodinâmico, a energia é composta de energia
cinética (E
c
), energia potencial (E
p
) e energia interna (U). A energia cinética e a energia potencial são
dadas pelas equações (2.4) e (2.5), respectivamente, e, conforme mencionado anteriormente, a
energia interna está associada ao movimento e/ou forças intermoleculares da substância em análise.


2
V
m E
2
c
= (2.4)

z g m E
p
= (2.5)

onde: m representa a massa do sistema;
V representa a velocidade do sistema.
g representa a aceleração da gravidade;
z representa a cota (elevação) com relação a um referencial adotado para o sistema.

Entre as formas de energia que podem atravessar a fronteira de um volume de controle, isto é,
entrar ou sair do volume de controle, estão incluídos os fluxos de calor ( Q
!
), os fluxos de trabalho
( W
!
) e os fluxos de energia associados à massa atravessando estas fronteiras. Uma quantidade de
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23
massa em movimento possui energia cinética, energia potencial e energia cinética. Além disto, como
geralmente o fluxo mássico ( m
!
) é gerado por uma “força motriz”, há ma outra forma de energia
associada ao fluxo, a qual está relacionada com a pressão. Esta última forma de energia é chamada
de “trabalho de fluxo”, sendo dada pelo produto da pressão pelo volume específico do fluído. Assim,
após algumas simplificações, a primeira lei da termodinâmica pode ser escrita como:


t
E
v p u z g
2
V
m W v p u z g
2
V
m Q
vc
sai
2
ent
2


+
|
|
.
|

\
|
+ + + + =
|
|
.
|

\
|
+ + + +
∑ ∑ ∑ ∑
!
!
!
!
(2.6)

Duas observações importantes podem ser efetuadas com relação à equação acima. A primeira
se refere à soma das parcelas “u + pv” que, como visto anteriormente (Eq. 2), corresponde à entalpia
da substância (h). A segunda observação está relacionada ao fato de que, para a grande maioria dos
sistemas industriais, a variação da quantidade de energia armazenada no sistema (∆E
vc
) é igual a
zero. Para esta condição, diz-se que o sistema opera em regime permanente, e a equação acima
pode ser escrita como:


∑ ∑ ∑ ∑
+
|
|
.
|

\
|
+ + =
|
|
.
|

\
|
+ + + W z g
2
V
h m z g
2
V
h m Q
sai
2
ent
2
!
! !
!
(2.7)

Para aplicação da primeira lei da termodinâmica, é necessário estabelecer uma convenção de
sinais para trabalho e calor. A Figura 2.4 mostra esta convenção de sinais e, como pode ser
observado, o trabalho realizado pelo sistema e o calor transferido ao sistema têm sinal positivo, ao
mesmo tempo em que o trabalho realizado sobre sistema e o calor transferido pelo sistema têm sinal
negativo. No Sistema Internacional, a unidade de fluxo de trabalho e calor é o Watt [W], a unidade da
vazão mássica é [kg/s], a unidade da entalpia é [J/kg], a de velocidade é [m/s] e a unidade da cota é
[m]. A aceleração da gravidade, que pode ser considerada constante, é igual a 9,81 m/s
2
.


Figura 2.4 - Convenção dos sinais para trabalho e calor.
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24
Capítulo 3– Ciclos de Refrigeração por Compressão de Vapor.

3.1 – Introdução
Se um líquido for introduzido num vaso onde existe, inicialmente, um grau de vácuo e cujas
paredes são mantidas a temperatura constante, ele se evaporará imediatamente. No processo, o
calor latente de vaporização, ou seja, o calor necessário para a mudança do estado líquido para o
estado vapor é fornecido pelas paredes do vaso. O efeito de resfriamento resultante é o ponto de
partida do ciclo de refrigeração, que será examinado neste capítulo.
À medida que o líquido se evapora, a pressão dentro do vaso aumenta até atingir,
eventualmente, a pressão de saturação para a temperatura considerada. Depois disto nenhuma
quantidade de líquido evaporará e, naturalmente, o efeito de resfriamento cessará. Qualquer
quantidade adicional de líquido introduzido permanecerá no neste estado, isto é, como líquido no
fundo do vaso. Se for removida parte do vapor do recipiente conectando-o ao lado de sucção de uma
bomba, a pressão tenderá a cair, isto provocará uma evaporação adicional do líquido. Neste aspecto,
o processo de resfriamento pode ser considerado contínuo. E, para tal, necessita-se: de um fluido
adequado, o refrigerante; um recipiente onde a vaporização e o resfriamento sejam realizados,
chamado de evaporador; e um elemento para remoção do vapor, chamado de compressor.
O sistema apresentado até agora não é prático, pois envolve um consumo contínuo de
refrigerante. Para evitar este problema é necessário converter o processo num ciclo. Para fazer o
vapor retornar ao estado líquido, o mesmo deve ser resfriado e condensado. Usualmente, utiliza-se a
água ou o ar, como meio de resfriamento, os quais se encontram a uma temperatura,
substancialmente, mais elevada do que a temperatura reinante no evaporador. A pressão de vapor
correspondente à temperatura de condensação deve, portanto, ser bem mais elevada do que a
pressão no evaporador. O aumento desejado de pressão é promovido pelo compressor.
A liquefação do refrigerante é realizada num condensador que é, essencialmente, um
recipiente resfriado externamente pelo ar ou água. O gás refrigerante quente (superaquecido) com
alta pressão é conduzido do compressor para o condensador, onde é condensado. Resta agora
completar o ciclo, o que pode ser feito pela inclusão de uma válvula ou outro dispositivo regulador,
que será usado para injeção de líquido no evaporador. Este é um componente essencial de uma
instalação de refrigeração e é chamado de válvula de expansão.

3.2 – Ciclo Teórico de Refrigeração por Compressão de Vapor
Um ciclo térmico real qualquer deveria ter para comparação o ciclo de CARNOT, por ser este o
ciclo de maior rendimento térmico possível. Entretanto, dado as peculiaridades do ciclo de
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25
refrigeração por compressão de vapor, define-se um outro ciclo que é chamado de ciclo teórico, no
qual os processos são mais próximos aos do ciclo real e, portanto, torna-se mais fácil comparar o
ciclo real com este ciclo teórico (existem vários ciclos termodinâmicos ideais, diferentes do ciclo de
Carnot, como o ciclo ideal de Rankine, dos sistemas de potência a vapor, o ciclo padrão ar Otto, para
os motores de combustão interna a gasolina e álcool, o ciclo padrão ar Brayton, das turbinas a gás,
etc). Este ciclo teórico ideal é aquele que terá melhor performance operando nas mesmas condições
do ciclo real.


Figura 3.1 - Ciclo teórico de refrigeração por compressão de vapor.

A Figura 3.1 mostra um esquema básico de um sistema de refrigeração por compressão de
vapor com seus principais componentes, e o seu respectivo ciclo teórico construído sobre um
diagrama de Mollier, no plano P-h. Os equipamentos esquematizados na Figura 3.1 representam,
genericamente, qualquer dispositivo capaz de realizar os respectivos processos específicos
indicados.
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26
Os processos termodinâmicos que constituem o ciclo teórico em seus respectivos
equipamentos são:
a) Processo 1→2. Ocorre no compressor, sendo um processo adiabático reversível e,
portanto, isentrópico, como mostra a Figura 3.1. O refrigerante entra no compressor à
pressão do evaporador (P
o
) e com título igual a 1 (x =1). O refrigerante é então comprimido
até atingir a pressão de condensação (P
c
) e, ao sair do compressor está superaquecido à
temperatura T
2
, que é maior que a temperatura de condensação T
C
.
b) Processo 2→3. Ocorre no condensador, sendo um processo de rejeição de calor, do
refrigerante para o meio de resfriamento, à pressão constante. Neste processo o fluido
frigorífico é resfriado da temperatura T
2
até a temperatura de condensação T
C
e, a seguir,
condensado até se tornar líquido saturado na temperatura T
3
, que é igual à temperatura T
C
.
c) Processo 3→4. Ocorre no dispositivo de expansão, sendo uma expansão irreversível a
entalpia constante (processo isentálpico), desde a pressão P
C
e líquido saturado (x=0), até
a pressão de vaporização (P
o
). Observe que o processo é irreversível e, portanto, a
entropia do refrigerante na saída do dispositivo de expansão (s
4
) será maior que a entropia
do refrigerante na sua entrada (s
3
).
d) Processo 4→1. Ocorre no evaporador, sendo um processo de transferência de calor a
pressão constante (P
o
), conseqüentemente a temperatura constante (T
o
), desde vapor
úmido (estado 4), até atingir o estado de vapor saturado seco (x=1). Observe que o calor
transferido ao refrigerante no evaporador não modifica a temperatura do refrigerante, mas
somente muda sua qualidade (título).

3.3 – Ciclo Real de Compressão de Vapor
As diferenças principais entre o ciclo real e o ciclo teórico estão mostradas na Figura 3.2, as
quais serão descritas a seguir. Uma das diferenças entre o ciclo real e o teórico é a queda de
pressão nas linhas de descarga, líquido e de sucção assim como no condensador e no evaporador.
Estas perda de carga ∆P
d
e ∆P
s
estão mostradas na Figura 3.2.
Outra diferença é o sub-refriamento do refrigerante na saída do condensador (nem todos os
sistemas são projetados com sub-refriamento), e o superaquecimento na sucção do compressor,
sendo este também um processo importante que tem a finalidade de evitar a entrada de líquido no
compressor. Outro processo importante é o processo de compressão, que no ciclo real é politrópico
(s
1
≠ s
2
), e no processo teórico é isentrópico.
Devido ao superaquecimento e ao processo politrópico de compressão a temperatura de
descarga do compressor (T
2
) pode ser muito elevada, tornando-se um problema para os óleos
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27
lubrificantes usados nos compressores frigoríficos. A temperatura de descarga não deve ser superior
a 130 °C, o que, por vezes, exige o resfriamento forçado do cabeçote dos compressores,
principalmente quando são utilizados os refrigerantes R717 e R22, (com baixas temperaturas de
evaporação). Muitos outros problemas de ordem técnica, dependendo do sistema e sua aplicação,
podem introduzir diferenças significativas além das citadas até aqui. Problemas técnicos e de
operação serão abordados nos próximos capítulos.


Figura 3.2 – Diferenças entre o ciclo teórico e o real de refrigeração.

3.4 – Balanço de Energia para o Ciclo de Refrigeração por Compressão de Vapor
O balanço de energia do ciclo de refrigeração é feito considerando-se o sistema operando em
regime permanente nas condições de projeto, ou seja, à temperatura de condensação (T
C
), e
temperatura de vaporização (T
O
). Os sistemas reais e teóricos têm comportamentos idênticos, tendo
o ciclo real apenas um desempenho pior. A análise do ciclo teórico permitirá, de forma simplificada,
verificar quais parâmetros têm influência no desempenho do ciclo.

3.4.1 – Capacidade frigorífica
A capacidade frigorífica (
o
Q
!
) , é a quantidade de calor, por unidade de tempo, retirada do meio
que se quer resfriar (produto), através do evaporador do sistema frigorífico. Este processo está
indicado na Figura 3.3. Considerando-se que o sistema opera em regime permanente e
desprezando-se as variações de energia cinética e potencial, pela primeira lei da termodinâmica,
tem-se:
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28

Figura 3.3 – Processo de transferência de calor no evaporador.

) h h ( m Q
4 1 f o
− =
!
!
(3.1)

Normalmente, se conhece a capacidade frigorífica deve do sistema de refrigeração, a qual
deve ser igual à carga térmica, para operação em regime permanente. Se for estabelecido o ciclo e o
fluido frigorífico com o qual o sistema deve trabalhar, pode-se determinar o fluxo mássico que circula
através dos equipamentos, pois as entalpias h
1
e h
4
são conhecidas e, conseqüentemente o
compressor fica determinado.
A quantidade de calor por unidade de massa de refrigerante retirada no evaporador é
chamada de “Efeito Frigorífico” (EF), e é um dos parâmetros usados para definir o fluido frigorífico
que será utilizado em uma determinada instalação.


4 1
h h EF − = (3.2)


Figura 3.4 – Evaporador para resfriamento de ar (câmaras frigoríficas)

3.4.2 – Potência teórica de compressão
Chama-se de potência teórica de compressão à quantidade de energia, por unidade de tempo,
que deve ser fornecida ao refrigerante, no compressor, para se obter a elevação de pressão
necessária ao do ciclo teórico. Neste ciclo o processo de compressão é adiabático reversível
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29
(isentrópico), como indicado na Figura 3.5. No sistema de refrigeração real o compressor perde calor
para o meio ambiente, entretanto, este calor é pequeno quando comparado à energia necessária
para realizar o processo de compressão. Aplicando-se a primeira lei da termodinâmica, em regime
permanente, no volume de controle da figura baixo e desprezando-se a variação de energia cinética
e potencial tem-se Eq. (3.3).

) h h ( m W
1 2 f c
− =
!
!
(3.3)


Figura 3.5 – Processo de compressão adiabático reversível no compressor.


Figura 3.6 – Compressor Alternativo semi-hermético e compressor parafuso.

3.4.3 – Calor rejeitado no condensador
Conforme mencionado, a função do condensador é transferir calor do fluido frigorífico para o
meio de resfriamento do condensador (água ou ar). Este fluxo de calor pode ser determina através
de um balanço de energia no volume de controle da Figura 3.8. Assim, considerando o regime
permanente, tem-se:

) h h ( m Q
3 2 f c
− =
!
!
(3.4)

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30

Figura 3.7 – Condensador a ar (remoto)


Figura 3.8 – Processo de transferência de calor no condensador.

Assim, o condensador a ser especificado para o sistema de refrigeração deve ser capaz de
rejeitar a taxa de calor calculada pela Eq. (3.4), a qual depende da carga térmica do sistema e da
potência de compressão.

3.4.4 – Dispositivo de expansão
No dispositivo de expansão, que pode ser de vários tipos, o processo teórico é adiabático,
como mostra a Figura 3.9, e, neste caso, aplicando-se a primeira lei da termodinâmica, em regime
permanente, desprezando-se as variações de energia cinética e potencial, tem-se:

Figura 3.9 – Processo no dispositivo de expansão.
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31

Figura 3.10 – Válvula de expansão termostática.


4 3
h h = (3.5)

3.4.5 – Coeficiente de performance do ciclo
O coeficiente de performance, COP, é um parâmetro importante na análise das instalações
frigoríficas. Embora o COP do ciclo real seja sempre menor que o do ciclo teórico, para as mesmas
condições de operação, pode-se, com o ciclo teórico, verificar que parâmetros influenciam no
desempenho do sistema. Assim, o COP é definido por:


c
o
W
Q
Gasta Energia
Util Energia
COP
!
!
= = (3.6)

Pode-se inferir da Eq. (3.6) que, para ciclo teórico, o COP é função somente das propriedades
do refrigerante, conseqüentemente, depende das temperaturas de condensação e vaporização. Para
o ciclo real, entretanto, o desempenho dependerá em muito das propriedades na sucção do
compressor, do próprio compressor e dos demais equipamentos do sistema, como será visto adiante.
Outra forma de indicar eficiência de uma máquina frigorífica é a Razão de Eficiência Energética
(EER), cujo nome se deriva do inglês “Energy Efficiency Rate”, sendo dada pela expressão abaixo:

=
Watts
h / Btu
W
EF
EER
c
(3.7)

Uma forma bastante usual de indicar a eficiência de um equipamento frigorífico é relacionar o
seu consumo, em kW/TR, com a capacidade frigorífica, em TR, o que resulta em:

=
TR
Watts
Q
W
TR / kW
o
c
!
!
(3.8)

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32

=
TR
Watts
EER
12
TR / kW (3.9)

3.5 Parâmetros que Influenciam o COP do Ciclo de Refrigeração
Vários parâmetros influenciam o desempenho do ciclo de refrigeração por compressão de
vapor. A seguir será analisada a influência de cada um deles separadamente.

3.5.1 – Influência da temperatura de evaporação no COP do ciclo teórico
Para ilustrar o efeito que a temperatura de evaporação tem sobre a eficiência do ciclo será
considerado um conjunto de ciclos em que somente a temperatura de evaporação (T
o
), é alterada.
Estes ciclos estão mostrados na Figura 3.11. Nesta análise utilizou-se R22 como refrigerante, o qual
é típico de sistemas de ar condicionado. Como pode ser observado, uma redução na temperatura de
evaporação resulta em redução do COP, isto é, o sistema se torna menos eficiente.

3.5.2 Influência da temperatura de condensação no COP do ciclo teórico
Como no caso da temperatura de vaporização, a influência da temperatura de condensação é
mostrada em um conjunto de ciclos onde apenas se altera a temperatura de condensação (T
c
). Esta
análise está mostrada na Figura 3.12. Observe que uma variação de 15
o
C na temperatura de
condensação, resultou em menor variação do COP, se comparado com a mesma faixa de variação
da temperatura de evaporação.

3.5.3 – Influência do sub-resfriamento do líquido no COP do ciclo teórico
De forma idêntica aos dois casos anteriores, a Figura 3.13 mostra a influência do sub-
resfriamento do líquido na saída do condensador sobre a eficiência do ciclo. Embora haja um
aumento no COP do ciclo com o aumento do sub-resfriamento, o que é ótimo para o sistema, na
prática se utiliza um sub-resfriamento para garantir que se tenha somente líquido na entrada do
dispositivo de expansão, o que mantém a capacidade frigorífica do sistema, e não com o objetivo de
se obter ganho de eficiência.

3.5.4 Influência do superaquecimento útil no COP do ciclo teórico
Quando o superaquecimento do refrigerante ocorre retirando calor do meio que se quer resfriar, chama-
se a este superaquecimento de “superaquecimento útil”. Na Figura 3.14 é mostrada a influência desse
superaquecimento na performance do ciclo de refrigeração. Como pode ser observado no último “slide” desta
figura, a variação do COP com o superaquecimento depende do refrigerante. Nos casos mostrados, para o
R717 o COP sempre diminui, para R134a o COP sempre aumenta e para o R22, o caso mais complexo, há um
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33
aumento inicial e depois uma diminuição. Para outras condições do ciclo, isto é, T
o
e T
c
, poderá ocorrer
comportamento diferente do aqui mostrado. Mesmo para os casos em que o superaquecimento melhora o COP
ele diminui a capacidade frigorífica do sistema de refrigeração. Assim, só se justifica o superaquecimento do
fluido, por motivos de segurança, para evitar a entrada de líquido no compressor.
Este aspecto da influência do superaquecimento na capacidade frigorífica do sistema será estuda com
mais detalhes quando da análise operacional dos compressores alternativos e de sua eficiência volumétrica.




-30.00 -20.00 -10.00 0.00 10.00
Temperatura de Vaporização, To, em Celsius
2.00
3.00
4.00
5.00
6.00
7.00
C
o
e
f
i
c
i
e
n
t
e

d
e

P
e
r
f
o
r
m
a
n
c
e
,

C
.
O
.
P
.
LEGENDA
R-717
R-134a
R-22

Figura 3.11 – Influência da temperatura de evaporação no COP do ciclo teórico.
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34








30.0 40.0 50.0 60.0
Temperatura de Condensação, Tc , em Celsius
2.0
3.0
4.0
5.0
6.0
C
o
e
f
i
c
i
e
n
t
e

d
e

P
e
r
f
o
r
m
a
n
c
e
,

C
.
O
.
P
.
LEGENDA
R-717
R-134a
R-22
To = - 10 C
o

Figura 3.12 - Influência da temperatura de evaporação no COP do ciclo teórico.




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35







0.0 4.0 8.0 12.0 16.0
Sub-Resfriamento, , em Celsius
3.0
3.2
3.4
3.6
3.8
4.0
4.2
4.4
C
o
e
f
i
c
i
e
n
t
e

d
e

P
e
r
f
o
r
m
a
n
c
e
,


C
.
O
.
P
∆Tsr
Legenda
R-717
R-134a
R-22
Tc = 45 C
To = - 10 C
o
o

Figura 3.13 – Influência do sub-resfriamento no COP do ciclo teórico.





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0.0 4.0 8.0 12.0 16.0 20.0
Superaquecimento Útil, , em Celsius
3.50
3.60
3.70
3.80
3.90
C
o
e
f
i
c
i
e
n
t
e

d
e

P
e
r
f
o
r
m
a
n
c
e
,


C
.
O
.
P
.
LEGENDA
R-717
R-134a
R-22
Tc = 45 C
To = - 10 C
o
o
∆Tsa

Figura 3.14 - Influência do superaquecimento no COP do ciclo teórico.





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37




CONVERSÃO DE UNIDADES


Pressão Potência
1,0 kgf/cm
2
9,8067x10
4
Pa 1,0 Hp 641,13 kcal/h
1,0 bar 10
5
Pa 1,0 hp 745,5 W
1,0 kgf/cm
2
14,2234 Psi 1,0 kW 860,0 kcal/h
1,0 atm 1,0332 kgf/cm
2
1,0 TR 3024 kcal/h
1,0 atm 14,6959 Psi 1,0 TR 12000 BTU/h
1,0 TR 3,516 kW


Temperatura Energia
o
C K - 273,15 1,0 kcal 4,1868 kJ
o
C (
o
F - 32)/1,8 1,0 kcal 3,968 Btu
o
R
o
F + 459,67

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38
Capítulo 4 – Refrigeração Por Absorção De Vapor

4.1 – Introdução
Suponhamos que um líquido seja introduzido num vaso em que inicialmente havia vácuo e que
as paredes do recipiente sejam mantidas a uma temperatura constante. O líquido se evapora
imediatamente e no processo seu calor latente de vaporização é extraído dos lados do vaso. O efeito
resultante de resfriamento é o ponto de partida do ciclo de refrigeração a ser examinado.
À medida que o líquido se evapora a pressão dentro do vaso sobe até que eventualmente
atinja uma pressão de vapor de saturação para a temperatura em consideração. A partir daí, a
evaporação cessa e o efeito de resfriamento nas paredes do vaso não é mantido pela introdução
contínua do refrigerante. O último simplesmente permanece no estado líquido e se acumula no fundo
do recipiente. Para tornar o processo de resfriamento contínuo é necessário, conforme visto
anteriormente, remover o refrigerante no estado de vapor na mesma taxa pela qual ela é formada.
No ciclo de compressão de vapor esta remoção é feita conectando-se o evaporador ao lado da
sucção da bomba. Um resultado semelhante pode ser obtido conectando-se o evaporador a um outro
vaso que contém uma substância capaz de absorver o vapor. Assim, se o refrigerante fosse a água,
um material higroscópico, como o brometo de lítio, poderia ser usado no absorvedor. A substância
utilizada para absorção do vapor refrigerante é chamada de “portadora” (ou absorvedora).
Para se obterem ciclos fechados tanto para o refrigerante como para o portador o estágio
seguinte do processo deve ser a liberação do refrigerante absorvido numa pressão conveniente para
sua subseqüente liquefação num condensador. Isto é conseguido no “gerador”, onde o calor é
fornecido à solução (portadora + refrigerante) e o refrigerante é liberado como vapor.
O absorvedor e o gerador juntos substituem o compressor no ciclo de compressão de vapor.
Com relação ao refrigerante, o restante do ciclo de absorção é semelhante ao ciclo de compressão,
isto é, o vapor se liquefaz no condensador e é trazido para o evaporador através de expansão. O
líquido absorvente, ao sair do gerador naturalmente retorna ao absorvedor para outro ciclo.
Num sistema de refrigeração por absorção, requer-se resfriamento do condensador e do
absorvedor, o que pode ser feito através da água de uma torre de resfriamento.
As principais vantagens do ciclo de absorção em relação a outros sistemas de refrigeração são
que ele pode operar com energia de baixa qualidade termodinâmica em forma de calor (vapor de
exaustão, água quente a pressão elevada) e que tem poucas partes móveis. Teoricamente, apenas
uma única bomba é necessária, para transportar a solução (absorvedora + refrigerante) do
absorvedor a baixa pressão para o gerador a relativamente elevada pressão. Na prática, duas
bombas adicionais são muitas vezes usadas, uma para recircular a solução sobre as serpentinas de
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39
resfriamento no absorvedor e outra para recircular o refrigerante sobre a serpentina de água gelada
no evaporador.

4.2 – Ciclo de Absorção
Os ciclos de refrigeração por absorção mais comuns utilizam os pares água-amônia
(absorvedor-refrigerante) ou brometo de lítio e água (absorvedor-refrigerante). Em termos do ciclo
mostrado na Figura 4.1, a solução de brometo de lítio e água entra no gerador, sendo aquecida, e
liberando vapor de água. O vapor de água liberado no gerador segue rumo ao condensador, onde é
condensado. Após a redução da pressão da água, esta segue para o evaporador, onde irá retirar
calor da água de processo (água gelada do sistema de condicionamento de ar). O vapor de água de
baixa pressão, formado no evaporador, é então absorvido pelo brometo de lítio, contido no
absorvedor. No ciclo, o trabalho da bomba para a circulação do fluido é muito pequeno, uma vez que
a bomba opera com líquido de baixo volume específico.


Figura 4.1 – Máquina de Refrigeração por absorção.

O maior inconveniente das máquinas de absorção é o seu consumo de energia, muito mais
elevado que o das máquinas de compressão de vapor. As máquinas de absorção podem consumir
uma quantidade de energia superior a sua produção frigorífica. Por outro lado, estas máquinas têm a
vantagem de utilizar a energia térmica (calor) em lugar de energia elétrica que é mais cara e mais
nobre.
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40
Elas permitem por esta razão, uma melhor utilização das instalações de produção de calor,
ociosas. É o caso, por exemplo, das instalações de aquecimento, destinadas ao conforto humano
durante o inverno, as quais podem fornecer energia térmica a preço acessível durante o verão.
As máquinas de absorção permitem também a recuperação do calor perdido no caso de
turbinas e, outros tipos de instalações que utilizam o vapor d’água.
Atualmente em instalações importantes, está sendo utilizada para a refrigeração a combinação
de máquinas de compressão mecânica, tipo centrífugas, acionadas por turbinas a vapor, com
máquinas de absorção aquecidas pelo vapor parcialmente expandido nas turbinas, o que aumenta
grandemente o rendimento do conjunto.
Além das vantagens apontadas, as instalações de absorção se caracterizam, pela sua
simplicidade, por não apresentarem partes internas móveis (as bombas são colocadas à parte), o
que lhes garante um funcionamento silencioso e sem vibração.
Elas se adaptam bem as variações de carga (até cerca de 10% da carga máxima),
apresentando um rendimento crescente com a redução da mesma.
Sua principal desvantagem é o elevado custo inicial, variando de 550 a 900 US$/TR (GPG-256,
1999) e, conforme mencionado, o seu baixo COP, o qual segundo Wang (2000), varia de acordo com
o tipo de equipamento, como mostrado na Tabela 4.1.


Tabela 4.1 – COP de máquinas de absorção
Tipo COP
Resfriada a Ar (1 estágio) 0,48* a 0,60
Resfriada a Água (1 estágio) 0,60* a 0,70
2 Estágios 0,95* a 1,0
Queima Direta – 2 Estágios 0.95* a 1,08
* corresponde aos valor mínimo, segundo a ASHRAE/IESNA Standard 90.1-1999



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41
Capítulo 5 – Estimativa de Carga Térmica Sensível e Latente

5.1 – Introdução
A função básica de um sistema de condicionamento de ar é manter:
• Condições de conforto para o homem;
• Condições requeridas por um produto ou processo industrial.
Para atender uma ou outra destas necessidades deve-se instalar um equipamento com
capacidade adequada. Esta capacidade é determinada pelos picos instantâneos de carga térmica.
Geralmente, é impossível medir o pico real de carga térmica em um dado recinto; por isto
normalmente estas cargas são estimadas.
Duas condições são básicas para a estimativa da carga térmica, isto é, as “condições internas”
e as “condições externas”. A norma ABNT NBR6401 apresenta indicações para estas condições para
várias localizações e tipos de ambientes.

5.2 – Características do Recinto
Antes de proceder com a estimativa da carga térmica, devem ser considerados os seguintes
aspectos físicos para o ambiente a ser condicionado:
a) Orientação da construção. Localização do recinto a ser condicionado com relação a:
• Posição geográfica – Efeitos do sol e vento;
• 'Efeitos de sombreamento de estruturas vizinhas;
• Superfícies refletoras – água areia, estacionamentos, entre outras.
b) Uso do recinto. Escritório, residencial, hospital, comercial, industrial, etc;
c) Dimensões físicas do recinto. Comprimento, largura e altura.
d) Materiais de construção. Materiais e espessuras de paredes, teto, assoalho, divisórias,
entre outros.
e) Condições exteriores. Cor exterior de paredes e telhados, forros ventilados ou não,
espaços condicionados ou não – temperaturas dos ambientes;
f) Janelas. Tamanho e localização, caixilho em madeira ou metal, tipo de vidro, tipo de
equipamento para sombreamento (toldo, cortina, etc.)
g) Portas. Localização, tipo, tamanho e freqüência de uso;
h) Elevadores e escadas. Localização e temperatura se forem ligados a ambientes não
condicionados;
i) Pessoas. Número, horas de permanência, natureza da atividade;
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j) Iluminação. Tipo (fluorescente ou incandescente);
k) Motores. Localização e potência nominal;
l) Equipamentos eletrônicos.

5.3 – Fatores Que Influenciam na Carga Térmica do Ambiente
a) Insolação pelos vidros das janelas, insolação sobre paredes e telhados;
b) Transferência de calor devido à diferença de temperatura entre partes externas e o
ambiente a ser condicionado, através de paredes, vidros de janelas, telhado e assoalho.
c) Transferência de calor devido à diferença de temperatura entre partes internas não
condicionadas e o ambiente a ser condicionado;
d) Calor de iluminação e de equipamentos;
e) Calor de ocupantes (sensível e latente);
f) Ar de ventilação;
g) Infiltração de ar e umidade.
h) Ganho de calor em dutos.

5.3.1 – Insolação
A terra faz uma rotação em torno do seu eixo em 24 horas e completa uma revolução ao redor
do sol em aproximadamente 365,25 dias, em uma trajetória aproximadamente circular, com o sol
deslocado ligeiramente do centro do círculo. A distância média da terra ao sol é de 1,5.10
8
Km.
Próximo a primeiro de janeiro, a terra encontra-se mais próxima do sol, e em torno de primeiro de
julho encontra-se mais afastada em cerca de 3,3%. Tendo em vista que a intensidade da radiação
solar incidente no topo da atmosfera varia inversamente com o quadrado da distância terra-sol,
conclui-se que a terra receberá mais energia solar (radiação) em janeiro do que em julho.
O eixo de rotação da terra está inclinado de 23,5º em relação ao plano de sua órbita em torno
do sol. Esta inclinação é bastante significativa, pois juntamente com os movimentos de rotação e
translação, promovem a distribuição da radiação solar sobre a superfície da terra, variando a duração
dos dias e das noites, e mudando as estações do ano. Na Figura 5.1 apresenta-se o efeito da
inclinação da terra em várias épocas do ano. Na Figura 5.2 mostra-se a posição relativa da terra em
relação aos raios solares para o solstício de verão do hemisfério sul.
Mostra-se, esquematicamente, na Figura 5.3 um caminho aparente do sol e definem-se os
ângulos azimute φ solar e altitude solar β. O ponto P representa a posição de um observador na
superfície da terra para uma dada latitude. A Tabela 18, apresentada no anexo IV, fornece os valores
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43
dos ângulos altitude solar e azimute solar para latitudes, épocas do ano e hora solar do dia
considerado.


SOL
Solstício
de Verão
Solstício
de Inverno
Equinócio
Equinócio

Figura 5.1: Movimento da terra em torno do sol.



Figura 5.2: Solstício de verão hemisfério sul.


Sol
β
φ
P
O
L
S N
β - Altitude Solar
φ - Azimute Solar

Figura 5.3: Ângulos de altitudes e azimute solar.
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44
Exemplo 4.1. Determinar os ângulos de altitude solar e azimute solar para o dia 21 de maio às 14
horas em relação a um observador na cidade o Rio de janeiro (latitude = 22º55’S, longitude =
43º12’W)?
Solução: Consultando a Tabela 18 para 21 de maio, 2:00 PM e latitude do Rio de Janeiro de
aproximadamente 20º, tem-se º 40 = β e º 218 = φ

Na Figura 5.4 apresenta-se o caminho aparente do sol para um observador localizado no
hemisfério norte, na latitude 34º, para os solstícios de verão e de inverno e os equinócios. Pode-se
observar que no solstício de verão o sol está na sua posição mais alta ao meio-dia solar, enquanto
ao meio-dia solar do solstício de inverno tem-se o menor valor do ângulo de altitude solar.


22 de Junho
12:00 h
22 de Dezembro
12:00 h
21 de Março e
23 de Setembro
12:00 h
Norte
Leste
O

Figura 5.4: Caminhos aparentes do sol.


A radiação solar que chega à superfície externa, radiação solar extraterrestre, varia ao longo
do ano devido a inclinação do eixo da terra e da variação da distância sol-terra. Na Figura 4.5
apresenta-se a relação entre a radiação solar e a constante solar, cujo valor médio I
sc
é de
2
m / W 1367 (451Btu/h.ft
2
). Deve-se ressaltar que a radiação que atinge a superfície terrestre é
menor em virtude da absorção parcial da radiação por elementos existentes na atmosfera, tais como:
vapor d’água, dióxido de carbono, ozônio e poeiras. A radiação solar total (I
t
) que atinge uma
superfície na face da terra é a soma da radiação direta ou especular (I
e
) e da difusa (I
d
), ou seja:


d e t
I I I + =
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45
J F M A M J J A S O N D
Meses
R
a
d
i
a
ç
ã
o

E
x
t
r
a
t
e
r
r
e
s
t
r
e

C
o
n
s
t
a
n
t
e

S
o
l
a
r

0,96
0,98
1,00
1,02
1,04

Figura 5.5: Relação entre a radiação extraterrestre e a constante solar.

Freqüentemente, existe a necessidade de se determinar a sombra projetada por prédios
vizinhos, marquises e paredes. Lembrando que a sombra só reduz o ganho de radiação direta (I
e
),
conclui-se que a radiação solar total incidente sobre uma fachada sujeita a sombreamento é dada
por:


d e t
I FS . I I + =

onde:
A
A
1 FS
s
− =

FS – Fator de sombreamento
A
s
– Área sombreada e
A – Área total da fachada.

5.3.1.1 – Determinação do Fator de Sombreamento -FS

Primeiro Caso – Sombreamento Lateral

γ =
=
γ = ⇒ = γ ∴
φ − φ = γ
= φ
= φ
tg . x . z A então
y . z A como
tg . x y
x
y
tg
parede da azimute
solar azimute
s
s
p
p

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DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
46
Segundo Caso – Sombreamento Superior
OB . y A
s
=

β ′ = ⇒

= β tg . B A OB
B A
OB
tg mas

= ′

= γ
cos
x
B A ou
B A
x
cos e

γ
β
=
cos
tg
. x . y A : o log
s



5.3.2 – Insolação Através de Vidros
O ganho de calor devido à radiação solar através de vidros depende da localização na
superfície da terra (latitude), da hora do dia, da direção da fachada da janela. Quando a radiação
solar atinge a superfície do vidro, ela é parcialmente absorvida, parcialmente refletida, e parcialmente
transmitida, conforme indicada na Figura 4.6.


Radiação
transmitida
Radiação
absorvida
Radiação
incidente
Radiação
refletida
Vidro
θ

Figura 5.6: Radiação solar incidente sobre uma superfície de vidro.

A quantidade de energia refletida ou transmitida através de um vidro depende do ângulo de
incidência (θ). No caso de um vidro comum e limpo, para ângulo de incidência de 30º, tem-se:

06 , 0 = α 86 , 0 = τ 08 , 0 = ρ

onde: α é a absortância, τ é a transmitância e ρ é a refletância.
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DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
47
0,86 It
0,06 It
It
0,08 It
Vidro
30
O
0,04 It
0,02 It


Portanto a energia que entra no ambiente é aproximadamente igual a
t t
I 88 , 0 I ) 02 , 0 86 , 0 ( ≈ +

A Tabela 15, apresentada em anexo, fornece os valores de 0,88 I
t
para vidro comum de acordo
com a localização na superfície da terra (latitude), hora do dia, direção da fachada da janela. Deve-se
ter o cuidado de fazer as correções necessárias no valor lido de acordo com as indicações do pé da
tabela.


Exemplo 4.2. Determinar o pico de radiação solar para uma fachada norte com janelas de
esquadrias de alumínio, localizada no Rio de Janeiro (latitude = 22º55’S, longitude = 43º12’W)?

Solução: Pela análise da Tabela 6, conclui-se que a fachada norte (20ºS) tem o máximo de radiação
solar em junho e o valor é 404 kcal/h.m
2
.
Consultando a Tabela 6 para 20
O
S, fachada norte e mês de junho, tem-se:

m . h / kcal 404 I
2
t
= e no dia 21 de junho às 12h

Correções para I
t
:
1. O valor de I
t
tem que ser corrigido pois a esquadria é de alumínio e não de madeira:
Fator = 1,17
2. A segunda correção seria pelo escurecimento da atmosfera devido a contaminação (Haze):
Correção nula, pois considerou-se que não há poluição.
3. A terceira correção seria pela altitude;
Correção nula, pois o Rio de Janeiro está ao nível do mar.
4. Ponto de Orvalho ( Para o Rio de Janeiro, tem-se T
o
= 24,4ºC):
Reduzir em 5% o valor de I
t
para cada 10ºC acima de 19,5ºC, assim:
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DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
48
975 , 0
10
9 , 4
05 , 0 1 fator 5 , 19 4 , 24 Como = − = ⇒ >
5. Correção devido a proximidade do sol:
Não há correção, pois o mês é junho.

Logo valor de I
t
corrigido será:
2
max t
m . h / kcal 1 , 461 404 . 975 , 0 . 17 , 1 I = = (dia 21 de Junho às 12h).


Para um vidro absorvedor de radiação solar e para ângulo de incidência de 30º, tem-se:

52 , 0 = α 43 , 0 = τ 05 , 0 = ρ


0,43 I
t
I
t
0,05 It
Vidro
30
O
0,40. 0,52 I
t


Portanto a energia que entra no ambiente é aproximadamente igual a ( )
t t
I 64 , 0 I 43 , 0 52 , 0 . 40 , 0 ≈ +
Comparando o vidro comum com o vidro absorvedor conclui-se que:

73 , 0
I 88 , 0
I 64 , 0
comum vidro de através Radiação
absorvedor vidro de através Radiação
it
it
= = ϕ =


O fator ϕ é chamado de fator de redução do vidro e encontra-se tabelado para diversos tipos
de vidros com as mais variadas combinações de dispositivos de sombreamento na Tabela 16.

Exemplo 4.3. Determinar o pico de radiação solar para o exemplo 4.2, considerando-se a utilização
de vidro bronze absorvedor (α = 0,52)?

Solução. A Tabela 15 indica que para a fachada norte o pico ocorre em 21 de junho ás 12h e vale
2
m . h / kcal 404 , para o caso de transmissão da radiação solar através de vidro comum. Assim além
das correções do exemplo 4.2, deve-se considerar a correção devido ao fator de redução do vidro
absorvedor.
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49
Da Tabela 16 (vidro absorvedor 50%), tem-se: 73 , 0 = ϕ


2
max t max t
m . h / kcal 0 , 324 I 939 , 0 . 17 , 1 . 73 , 0 . 404 I = = ∴

Correspondendo a uma redução de 27% no ganho de calor devido à radiação solar através das
janelas da fachada norte ao meio-dia do dia 21 de junho.


De maneira geral o ganho de calor devido à radiação solar através de vidros é dado por:

ϕ . A . I
t


onde: I
t
Intensidade de radiação (Tabela 15 e correções);
A Área envidraçada externa;
ϕ Fator de redução do vidro (Tabela 16)

5.4 – Armazenamento de Calor
Os processos normais de estimativa de carga térmica baseados no cálculo instantâneo de calor
recebido pelo ambiente, conduz a seleção de um equipamento com capacidade de remover calor
nesta taxa. Geralmente, o equipamento assim escolhido é capaz de manter temperaturas menores
do que as de projeto. Análise e pesquisas mostraram que uma das razões para isto é o
armazenamento de calor pela estrutura. Na Figura 4.7 mostra-se a relação entre a radiação solar
instantânea que penetra em um ambiente em função da hora e a carga térmica real para o período
de 24 h de funcionamento do equipamento.


Kcal/h

hora

Ganho instantâneo de calor

Carga térmica real

≈ 12 h


Figura 5.7: Defasagem entre a radiação solar instantânea e carga térmica real
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50
Na Figura 4.8 mostra-se a curva de ganho de calor instantâneo e real para lâmpada
fluorescente com o ambiente mantido a temperatura constante.


W

hora

Ligada

Desligada


Figura 5.8: Relação entre carga térmica instantânea e real devido às lâmpadas.

A curva mais elevada da Figura 4.9 representa o ganho instantâneo de radiação solar
enquanto as outras curvas são as cargas térmicas reais para construções leve, média e pesada,
respectivamente.


Kcal/h

hora
Ganho instantâneo de calor

Cargas térmicas
reais

Leve

Média

Pesada


Figura 5.9: Efeito do peso da construção no armazenamento de calor.

Nas Tabelas 7, 8 e 11 apresentam-se valores do fator de armazenamento de calor (a) para o
ganho de radiação solar através de vidros. Os valores das tabelas são dados em função de:
• Localização (latitude sul ou norte)
• Exposição da fachada;
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51
• Hora solar;
• Tipo de construção: - Leve ) m / kg 150 (
2

- Média ) m / kg 500 (
2

- Pesada ) m / kg 750 (
2


A Tabela 7 apresenta o fator de armazenamento (a), considerando-se que o vidro tem
sombreamento interno “internal shade”, isto é, persianas, cortinas, e 24 horas de funcionamento do
sistema de ar condicionado com temperatura constante no ambiente.
Na Tabela 8 apresenta-se o fator de armazenamento (a) para vidros sem sombreamento
externo (external shade), isto é, toldos, brises, marquises, e 24 horas de funcionamento do sistema
de ar condicionado com temperatura constante no ambiente.
Na Tabela 11 apresentam-se valores para o fator de armazenamento (a) tanto para vidros
sombreados como não sombreados, sendo que neste caso consideram-se apenas 12 horas de
funcionamento diário do sistema de ar condicionado com temperatura constante no ambiente.
Assim levando-se em conta o armazenamento de calor, conclui-se que a carga térmica real
devido ao ganho de calor através de vidros será:

Carga Térmica Sensível Real a A I
t
ϕ =

onde: A Área envidraçada externa;

t
I Intensidade de radiação (Tabela 15 e correções);
ϕ Fator de redução do vidro (Tabela 16);
a Fator de armazenamento (Tabelas 7, 8 ou 11);

Exemplo 4.4. Para uma janela de fachada nordeste localizada no hemisfério sul, determinar o fator
de armazenamento (a) nos seguinte horário (10, 11, 12, 13, 14, 15 horas), considerando que a janela
possui cortina, que a construção é leve e que o equipamento funciona 24 horas.

Solução. Recorrendo-se a Tabela 7 para latitude sul, fachada nordeste e construção leve (150
kg/m
2
), obtém-se:
Hora 10 11 12 13 14 15
a 0,84 0,81 0,69 0,50 0,30 0,20

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52
Exemplo 4.5. Para uma janela de fachada sudoeste localizada no hemisfério sul, determinar o fator
de armazenamento (a) nos seguintes horários (10, 11, 12, 13, 14, 15 horas), considerando que a
janela não possui sombreamento interno “bare glass”, que a construção é pesada e que o
equipamento funciona 12 horas. Neste janela existe tela montada no exterior

Solução. A janela não tem sombreamento interno (bare glass) e o equipamento funciona 12 horas,
logo deve-se usar a Tabela 11.
Recorrendo a tabela 11, para latitude sul, fachada sudoeste e construção pesada (750 kg/m
2
),
obtém-se:
Hora 10 11 12 13 14 15
a 0,33 0,30 0,28 0,26 0,26 0,30


5.5 – Insolação nas paredes externas
A técnica para o cálculo desta componente de carga térmica é baseada no conceito de
TEMPERATURA SOL-AR. A temperatura sol-ar é a temperatura do ar exterior, que na ausência de
todas as trocas radiantes, seria capaz de fornecer um fluxo de calor ao recinto condicionado igual ao
que existiria na realidade, devido à combinação da radiação solar incidente, das trocas radiantes com
o meio ambiente, e das trocas convectivas com o ar exterior.
Na prática o cálculo é feito pela diferença de temperatura equivalente, a qual é dada na Tabela
19. Assim, tem-se:

Ganho de Calor Solar Sensível sobre Paredes =
e
T A U ∆

onde: U Coeficiente global de transferência de calor através da parede;
A Área da parede;

e
T ∆ Diferença de Temperatura Equivalente (Tabelas 19 e correções). O valor de
e
T ∆
inclui a diferença de temperatura devido a insolação e a transmissão de calor,
simultaneamente.

e
T ∆ é retirado da Tabela 19 em função de:
• Exposição da fachada;
• Hora solar;
• Peso da parede.
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53
São apresentados abaixo alguns valores típicos de peso de paredes:
• Paredes de Tijolos Maciços
10 cm ) ft / lb 7 , 32 ( m / kg 160
2 2
→ (inclusive revestimento)
15 cm ) ft / lb 49 ( m / kg 240
2 2

25 cm ) ft / lb 5 , 81 ( m / kg 400
2 2

• Paredes de Tijolos Furados
10 cm ) ft / lb 4 , 24 ( m / kg 120
2 2
→ (inclusive revestimento)
15 cm ) ft / lb 8 , 36 ( m / kg 180
2 2

25 cm ) ft / lb 2 , 61 ( m / kg 300
2 2

• Paredes de concreto ou Pedra
10 cm ) ft / lb 50 ( m / kg 245
2 2
→ (inclusive revestimento)
25 cm ) ft / lb 125 ( m / kg 612
2 2


5.6 – Insolação sobre Telhados
Esta parcela também é calculada com o conceito de temperatura sol-ar. Na prática o cálculo é
feito pela diferença de temperatura equivalente dada pela Tabela 20. Assim:

Ganho de Calor Solar Sensível sobre Telhados =
e
T A U ∆

onde: U Coeficiente global de transferência de calor através do telhado; (Ver Tabela)
A Área projetada do telhado;

e
T ∆ Diferença de Temperatura Equivalente (Tabelas 20 e correções)

e
T ∆ é retirado da Tabela 20 em função de:
• Condição do teto;
• Hora solar;
• Peso do teto

Como as Tabelas 19 e 20 foram elaboradas para situações específicas, seus valores devem
ser corrigidos, quando o caso em análise apresenta condições diferentes da listadas abaixo:
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54
• Superfícies escuras;
• Amplitude Diária de 11 °C (Amplitude Diária de Temperatura, ou “Daily Range”, é a
diferença entre as temperaturas de bulbo seco máxima e mínima para um dia típico de
projeto (período de 24 horas)
• Diferença entre a temperatura externa e interna (T
ext
– T
int
) de 8ºC
• Latitude de 40º S, para as 15:00 horas do mês de janeiro (ou 40º N, 15:00 horas, julho).

Correções:
a) (T
ext
– T
int
) ≠ 8 °C ou Amplitude Diária ≠ 11 °C, tem-se:

( ) ( ) a 20 Tabela da Correção T T
e
corrigido
e
+ ∆ = ∆

b) Latitudes diferentes de 40º S e/ou meses diferentes de janeiro.
O valor(
e
T ∆ ), para qualquer parede ou telhado em qualquer latitude e mês é dado por:

( ) ( ) ( ) ( ) ( )
s
e
m
e
m
s
s
e e
T T
R
R
b T T ∆ − ∆ + ∆ = ∆

( )
e
T ∆ Diferença de Temperatura Equivalente para o mês, hora do dia e latitude
considerada;
( )
s
e
T ∆ Diferença de Temperatura Equivalente para a mesma parede ou telhado na
sombra e hora do dia desejado, corrigido, para as condições de projeto;
( )
m
e
T ∆ Diferença de Temperatura Equivalente para a parede ou telhado exposto ao
sol e hora do dia desejado, corrigido, para as condições de projeto.
R
s
Radiação solar máxima através de vidros para a fachada da parede ou para a
horizontal, no caso de telhados, para o mês e latitude desejados (Tabela 6);
R
m
Radiação solar máxima através de vidros para a fachada da parede ou para a
horizontal, no caso de telhados, para o mês de para janeiro, 40º S (para o
hemisfério norte devem ser utilizados os valores relativos a julho a 40ºN).
b Coeficiente que considera a coloração da parede exterior. Assim, para paredes
escuras (azul escuro, verde escuro, marrom escuro, etc...) b é igual a 1,0. Para
paredes de cor média (verde claro, azul claro, etc...) b é igual a 0,78, e para
paredes claras (creme, branco,etc) b é igual a 0,55.
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55
Observação: Os valores apresentados na Tabela 19, são aproximadamente
corretos para as fachadas LESTE ou OESTE em qualquer latitude, durante o
verão.

5.7 – Transmissão de Calor devido à diferença de Temperatura
5.7.1 – Vidros Externos

Ganho de Calor Sensível ) T T ( A U
int ext
− =

onde: U Coeficiente global de transferência de calor, tabelado tanto para verão como inverno.
A Área envidraçada;
T
ext
Temperatura do ar exterior; e
T
int
Temperatura do recinto.

5.7.2 – Vidros Internos

Ganho de Calor Sensível ) C 3 T T ( A U
int ext
"
− − =

5.7.3 – Paredes Internas

Ganho de Calor Sensível ) C 3 T T ( A U
int ext
"
− − =

onde: U Coeficiente global de transferência de calor tabelado para diversos materiais e
dimensões de parede;
A Área da parede;

5.7.4 – Tetos e Pisos

Ganho de calor sensível ) C 3 T T ( A U
int ext
"
− − =

onde: U Coeficiente global de transferência de calor tabelado para diversos materiais e
dimensões de lajes;
A Área do teto ou piso;

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56
5.8 – Carga de Iluminação
5.8.1 – Lâmpadas Incandescentes

Ganho de calor Sensível 86 , 0 P n
L
= em kcal/h

onde: n número de lâmpadas;
P
L
Potência da lâmpada, em watts.

5.8.2 – Lâmpadas Fluorescentes
Deve-se considerar a carga das lâmpadas e dos reatores:

Ganho de calor Sensível ( ) 86 , 0 P r 1 n
L
+ = em kcal/h

onde: n número de lâmpadas;
P
L
Potência da lâmpada, em watts.
r corresponde a porcentagem de calor dissipado pelos reatores, sendo igual a:
r = 0,250 para reatores eletromagnéticos.
r = 0,075 para reatores eletrônicos.

5.9 – Carga de Ocupantes
Em função do grau de atividade e da temperatura de bulbo seco os ocupantes dissipam calor
sensível e latente. Consultar o manual da ASHRAE - Fundamental ou a norma ABNT-NBR6401, para
as indicações de calor liberado. O anexo IV também apresenta um resumo destas tabelas.

5.10 – Carga de Motores Elétricos
5.10.1 – Motor e máquina se encontram nos recintos

Ganho de Calor Sensível =
η
641 HP
em kcal/h

onde: η Rendimento do motor.
HP Potência do motor, em hp.

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57
5.10.2 – Apenas a máquina se encontra no recinto.

Ganho de Calor Sensível = 641 HP em kcal/h

5.10.3 – Só o motor se encontra no recinto

Ganho de Calor Sensível = ( ) η −
η
1
641 HP
em kcal/h

5.11 – Equipamentos Eletrônicos
A potência nominal de todos os equipamentos eletrônicos existentes no ambiente, tais como,
máquinas de escrever, equipamentos de som e vídeo, computadores, impressoras, entre outros,
deverá ser considerada como carga térmica sensível para o ambiente. Sendo o ganho de calor é
dado por:

Ganho de Calor sensível 86 , 0 P
i
i , eq

= em kcal/h

onde: P
eq,i
Potência nominal do equipamento i, em watts.

5.12 – Zoneamento
Considere que o ambiente cuja carga térmica é calculada no exemplo do anexo faça parte do
edifício indicado no desenho abaixo.

NE
SW
Latitude 20
O
Sul
Sala do exemplo
em anexo

Figura 5.10: Esquema de um edifício.
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58
Do exemplo no anexo, sabe-se que o máximo valor de carga térmica para a fachada nordeste
(NE) ocorre no dia 21 de junho às 10 horas. Seja considerada uma sala localizada no mesmo andar
da sala do exemplo, de tal modo que as suas janelas sejam voltadas para o sudoeste (SO). Pode-se
mostrar que o pico de carga térmica para essa fachada ocorrerá no dia 22 de dezembro às 17 horas.
Foi visto que a vazão de ar necessária para manter as condições de projeto e para atender o
pico de carga térmica da fachada NE deve ser Q
NE
às 10 horas do dia 21 de junho. Da mesma forma
pode-se obter para a fachada (SW) o valor Q
SO
, para atender o pico de carga térmica às 17 horas do
dia 21 de dezembro.
Assim os dois ambientes podem ser atendidos por um único condicionador de ar como
indicado na Figura 5.11.
Suponha-se que no dia 22 de dezembro seja possível manter a temperatura de projeto de 24ºC
na sala da fachada sudoeste (SO). Como conseqüência pode-se esperar que a temperatura da sala
(NE) seja menor que 24ºC no mesmo dia; dependendo do valor da temperatura final de equilíbrio
para a sala (NE) e da utilização do ambiente, esta situação pode ser crítica.
Para evitar estas situações utiliza-se como solução para este problema o ZONEAMENTO. O
zoneamento consiste em estabelecer zonas de tal modo que ambientes de uma mesma zona
apresentam picos de carga térmica para a mesma época e horário do ano.
Assim percebe-se que para o edifício em questão têm-se duas zonas distintas e cada uma
deverá ser atendida por um sistema de ar condicionado independente, como indicado na Figura 5.12.

Condicionador
de Ar
Dutos
(cfm
m
)
NE
NE SW
(cfm
m
)
SW

Figura 5.11: Ambientes atendidos por um único condicionador.

Para o projeto de um sistema de ar condicionado recomenda-se que seja feito inicialmente o
zoneamento, para depois efetuar o cálculo da carga térmica de cada ambiente (ou zona).
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59
Condicionador de ar
para a zona SW
Dutos
(cfm
m
)
NE
NE SW
(cfm
m
)
SW
Condicionador de ar
para a zona NE

Figura 5.12: Ambientes atendidos individualmente.

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60
Capítulo 6 – Psicrometria

6.1 – Definições Fundamentais
A psicrometria é o estudo das misturas de ar e de vapor de água. Nos sistemas de ar
condicionado o ar não pode ser considerado seco, mas sim como uma mistura de ar e de vapor
d’água, resultando daí a importância da psicrometria. Em alguns processos a água é removida do ar,
enquanto em outros é adicionada.

6.1.1 – Pressão Parcial (Lei de Dalton).
A pressão total de uma mistura de gases é igual a soma das pressões parciais de cada um dos
componentes da mistura. A pressão parcial de cada componente da mistura é a pressão que ele
exerceria se ocupasse sozinho um volume igual ao da mistura, na mesma temperatura. A Lei de
Dalton pode ser melhor ilustrada pela figura abaixo, que se trata da mistura dos gases A e B, sendo
que o volume ocupado pela mistura é V e a temperatura T.

para a mistura de A e B:
B A
n n n
T R n V P
+ =
=


para os componentes:
T R n V P
T R n V P
B B
A A
=
=


Fazendo as substituições necessárias:
B A
B A
P P P
T R
V P
T R
V P
T R
V P
+ =
+ =


onde P
A
, n
A
, P
B
e n
B
são respectivamente as pressões parciais e o número de moles, dos gases A, B.
Quando considerado o ar úmido, isto é, a mistura de ar seco e vapor de água, tem-se que a
pressão atmosférica local (P
atm
), que corresponde à pressão total, é igual a soma da pressão parcial
do ar seco (P
ar
) com a do vapor de água (P
v
), como mostra e Eq. (5.1).


v ar atm
P P P + = (6.1)

6.1.2 – Ar seco.
É a mistura dos gases que constituem o ar atmosférico, com exceção do vapor de água. A
tabela abaixo mostra a composição aproximada do ar seco ao nível do mar.

P
A
V T

P
B
V T
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61
Tab. - 1: Composição do ar seco ao nível do mar.
Componente % em volume % em peso
O
2
20,99 23,19
N
2
78,03 75,47
Ar (argônio) 0,94 1,29
CO
2
0,03 0,05
H
2
0,01 0,00

6.1.3 – Ar Não Saturado e Ar Saturado.
Ar não saturado é a mistura de ar seco e vapor de água superaquecido, e ar saturado é a
mistura de ar seco e de vapor de água saturado. Mais precisamente é o vapor de água que está
saturado e não o ar.
A Figura 6.1 mostra o esquema de uma carta psicrométrica, tendo como eixo das abscissas a
temperatura e como eixo das ordenadas a umidade absoluta, que será definida no próximo item,
onde somente aparece a linha de saturação. Quando o ar está saturado, o estado do mesmo se dá
sobre a linha de saturação da carta psicrométrica, significando que uma redução de temperatura
causará uma condensação do vapor de água do ar.


Figura 6.1 - Esquema de uma carta psicrométrica para o ar saturado.

6.1.4 – Umidade Absoluta (W).
A umidade absoluta é definida como a razão entre a massa de vapor e a massa de ar seco,
como mostra a Eq. (5.2), onde m
v
é a massa de vapor e m
ar
é a massa de ar seco.


ar
v
m
m
W = (6.2)

Nas aplicações usuais de ar condicionado, tanto o ar quanto o vapor de água podem ser
admitidos como gases perfeitos. Assim, a determinação da umidade absoluta (W), pode ser efetuada
pela substituição da equação dos gases perfeitos na Eq. (5.2).
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62

ar
v
v
ar
ar ar
v v
P
P
R
R
T R V P
T R V P
W ⋅ = = (6.3)

onde: T é a temperatura absoluta da mistura [K];
V é um volume arbitrário para a mistura [m
3
];
R
ar
é a constante de gás do ar seco, que é igual a 287,0 [J/kg.K];
R
v
é a constante de gás do vapor, que é igual a 461,5 [J/kg.K];

Substituindo os valores de R
ar
e R
v
na equação acima, e utilizando também a Eq. (5.1) para
determinar a valor da pressão parcial do ar seco (P
ar
), obtém-se:


v atm
v
P P
P
622 , 0 W

⋅ = (6.4)

6.1.5 – Umidade Relativa (φ).
A umidade relativa é definida como a relação ente a pressão parcial do vapor de água na
mistura e a pressão de saturação correspondente à temperatura da mistura. Esta definição de
umidade relativa é ilustrada na Figura 6.2, onde T
M
é a temperatura da mistura.





s
v
P
P
= φ (6.5)





6.1.6 – Entalpia Específica do Ar Úmido
A entalpia de uma mistura de gases é igual a soma das entalpias dos componentes da mistura.
Assim, para o ar úmido, a entalpia (H) é igual à soma das entalpias do ar seco (H
ar
) e do vapor de
água (H
v
), como mostra a Eq. (5.6).


v v ar ar v ar
h m h m H H H + = + = (6.6)

onde: h
ar
entalpia específica do ar seco [J/kg];

Figura 6.2 -Diagrama T x s para o ar.
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63
h
v
entalpia específica do vapor de água [J/kg];
m
ar
massa de ar seco na mistura [kg];
m
v
massa de vapor de água na mistura [kg].

Dividindo-se a Eq. (5.6) pela massa de ar seco, obtém-se a entalpia específica do ar úmido (h).


v ar v
ar
v
ar
h W h h
m
m
h h + = + = [J/kg ar seco] (6.7)

Tomando como referência a entalpia do ar úmido, h = 0, para a temperatura de zero grau
Celsius, tem-se:


T c h h
T c h
v , p lv v
ar , p ar
+ =
=
(6.8)

Assim a equação para a entalpia do ar úmido pode ser escrita como segue:

( ) T c h W T c h
v , p lv ar , p
+ + = (6.9)

onde:
ar , p
c é o calor específico médio à pressão constante do ar seco;

v , p
c é o calor específico médio à pressão constante do vapor superaquecido;
h
lv
é o calor latente de vaporização da água.

O calor específico à pressão constante do ar seco varia com a temperatura, mas pode ser
tomado como um valor médio constante sem incorrer em erros significativos, o mesmo acontecendo
para o calor específico do vapor superaquecido. Os valores médios para estas grandezas são:

] kg / kJ [ 0 , 2502 h ] C kg / kJ [ 805 , 1 c ] C kg / kJ [ 004 , 1 c
lv v , p ar , p
o o
= = =

( ) ] C [ T 805 , 1 2502 W ] C [ T 004 , 1 h
o o
+ + = [kJ/kg] (6.10)

Observação: Utilizando a temperatura em
o
C, pode-se obter também:

( ) T 0,46 595 W T 0,24 h + + = [kcal/kg]

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64
6.1.7 – Volume Específico do Ar Úmido.
O volume específico do ar úmido (v) é definido com a razão entre o volume da mistura em m
3
e
a massa de ar seco em kg, como mostra a Eq. (5.11):


v atm
ar
ar
ar
ar
P P
T R
P
T R
m
V

= = = v (6.11)

Utilizando a Eq. (5.4) para expressar a pressão parcial do vapor (P
v
), obtém-se:


atm
ar
P
T R
) W 6078 , 1 1 ( ⋅ + = v (6.12)

6.1.8 – Temperatura de Bulbo Seco.
A temperatura de bulbo seco (T
BS
) é a temperatura indica por um termômetro comum, não
exposto à radiação.

6.1.9 – Saturação Adiabática.
A Figura 6.3 mostra um sistema termicamente isolado, onde o ar escoa sobre uma névoa de
água. Admite-se que a energia fornecida pela bomba é desprezível, e que a água evaporada no
processo é reposta por água à mesma temperatura do reservatório. A água é pulverizada de forma a
propiciar uma área de transferência de calor e massa tal que o ar deixa o sistema em equilíbrio
termodinâmico com a água.


Figura 6.3 - Saturador Adiabático.

Quando atingido o regime permanente, a temperatura da água no reservatório é denominada
de Temperatura de Bulbo Úmido Termodinâmica. A aplicação da 1
a
lei da termodinâmica e a
equação da continuidade, no sistema da Figura 6.3, resulta em:
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65
Continuidade:

2 , ar 1 , ar
m m ! ! = (6.13)


2 , ar 2 O 2 H 1 , ar 1 2 , v 20 H 1 , v
m W m m W m m m ! ! ! ! ! ! = + ⇒ = + (6.14)

( )
1 2 ar O 2 H
W W m m − = ! ! (6.15)

1
a
Lei da Termodinâmica:

2 2 , ar O 2 H O 2 H 1 1 , ar
h m h m h m ! ! ! = + (6.16)

( )
2 2 , ar O 2 H 1 2 ar 1 1 , ar
h m h W W m h m ! ! ! = − + (6.17)

Da Eq. (5.7), tem-se:

( )
2 , v 2 2 ar , p O 2 H 1 2 1 , v 1 1 ar , p
h W T c h W W h W T c + = − + + (6.18)

Como o ar deixa o saturador em equilíbrio com a água, a temperatura T
2
é igual à temperatura
de bulbo úmido do ar. Resolvendo a Eq. (18) para W
1
, tem-se:


( ) ( )
O 2 H 1 , v
BU 1 ar , p O 2 H 2 , v 2
1
h h
T T c h h W
W

− − −
= (6.19)

6.1.10 – Temperatura de Bulbo Úmido.
O saturador adiabático não é um equipamento conveniente para medidas freqüentes, sendo
possível, pare este caso a utilização de um sistema semelhante ao indicado na figura abaixo.


Figura 6.4 - Termômetros de Bulbo Úmido e Bulbo Seco.
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66
Se o bulbo de um termômetro for coberto com uma mecha de algodão saturado com água, a
sua temperatura descerá, primeiro rapidamente e depois lentamente até atingir um ponto
estacionário. A leitura neste ponto é chamada de temperatura de bulbo úmido (T
BU
) do ar (Figura
6.4), sendo que esta temperatura é aproximadamente a que seria indicada pelo saturador adiabático.
Para se obter valores corretos para a temperatura de bulbo úmido, a velocidade do ar, que se deseja
medir a temperatura deve ser de 5 m/s, com relação ao bulbo.

6.1.11 – Temperatura de Orvalho.
A temperatura de orvalho (T
O
) é a temperatura na qual o vapor de água se condensa, ou
solidifica, quando resfriado a pressão e umidade absoluta constante.
O diagrama T-S da Figura 6.5 ilustra esta definição. Nesta figura, o ponto 1 representa um
estado do ar úmido tal que o vapor de água presente na mistura se encontra superaquecido. Quando
resfriado à pressão constante, o vapor passa pelo ponto 2, que corresponde ao ponto de orvalho, e
onde tem início a condensação do vapor.


Figura 6.5 - Temperatura de orvalho (To).

6.1.12 – A Carta Psicrométrica.
O uso das cartas psicrométricas permite a análise gráfica dos processos que envolvem o ar
úmido, facilitando assim a solução de muitos problemas típicos dos sistemas de condicionamento de
ar. A Figura 6.6.a apresenta a carta psicrométrica para o nível do mar e a Figura 6.6.b apresenta a
carta psicrométrica para a cidade de São Paulo. Essas cartas contêm todas as propriedades do ar
úmido discutidas anteriormente.




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67

Figura 6.6.a - Carta Psicrométrica Para o Nível do Mar.
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68

Figura 5.6.b – Carta Psicrométrica Para São Paulo
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69
6.2 – Transformações Psicrométricas.
6.2.1 – Mistura Adiabática de Duas Correntes de Ar Úmido.
A mistura de duas correntes de ar úmido é um processo muito comum em condicionamento de
ar. A Figura 6.7, mostra a mistura de
1
m! kg/s de ar no estado 1, com
2
m! kg/s de ar no estado 2,
resultando numa mistura no estado 3. A aplicação da equação da energia e continuidade, para a
mistura, resulta em:

Energia: ( )
3 2 , ar 1 , ar 2 2 , ar 1 1 , ar
h m m h m h m ! ! ! ! + = + (6.20)

Continuidade: ( )
3 2 , ar 1 , ar 2 2 , ar 1 1 , ar
W m m W m W m ! ! ! ! + = + (6.21)


Figura 6.7 - Mistura adiabática de suas correntes de ar.

Como pode ser observado, a entalpia e a umidade absoluta do ponto 3, são iguais as médias
ponderadas das entalpias e umidades absolutas das correntes que se misturam, respectivamente.
Uma maneira aproximada de determinar o ponto 3, é a utilização da media ponderada das
temperaturas de bulbo seco, sendo que o erro desta aproximação, que é da ordem de 1%, ocorre
devido à variação do calor específico do ar.

6.2.2 – Aquecimento Sensível ou Aquecimento Seco.
Quando o ar é aquecido sem a presença de água, a sua temperatura de orvalho permanece
constante. Assim, qualquer processo de aquecimento, durante o qual apenas se adiciona calor
sensível, pode ser representado na carta psicrométrica por uma linha horizontal.
O processo 1-2, da Figura 6.8 corresponde a um processo de aquecimento sensível. A
aplicação da 1
a
Lei da Termodinâmica, para este sistema de aquecimento, resulta em:


2 , v 2 , v 2 , ar 2 , ar 1 , v 1 , v 1 , ar 1 , ar s
h m h m h m h m Q ! ! ! !
!
+ = + + (6.22)
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70

Figura 6.8 - Aquecimento e Resfriamento Sensível.


mas:
ar 2 , ar 1 , ar
m m m ! ! ! = = W m m m
W m m
W m m
ar 2 , v 1 , v
2 2 , ar 2 , v
1 1 , ar 1 , v
! ! !
! !
! !
= =
¦
)
¦
`
¹
=
=


( ) ( )
1 , v 2 , v 1 , ar 2 , ar s
ar
s
h h W h h q
m
Q
− + − = = !
!
!
(6.23)

( ) ( )
1 , v 1 , ar 2 v 2 , ar s
h W h h W h q + − + = ! (6.24)

Utilizando a definição de entalpia do ar úmido (Eq. 5.7), tem-se finalmente:


1 2 s
h h q − = ! (6.25)

Considerando ainda que ∆h ≅ c
p
∆T, tem-se também:

( )
1 2 p s
T T c q − = ! (6.26)

( ) ( )
1 2 v , p 1 2 ar , p s
T T W c T T c q − + − = ! (6.27)


6.2.3 – Resfriamento Sensível.
Se o ar for resfriado sem haver condensação, isto é, se somente ocorrer remoção de calor
sensível do ar úmido, o processo de resfriamento também pode ser representado na carta
psicrométrica por uma linha horizontal.
O processo 2-1 da Figura 6.8 corresponde a um processo de resfriamento sensível. O calor
removido do ar pode ser calculado pelas equações apresentados no item anterior.
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71
6.2.4 – Resfriamento e Desumidificação.
Um processo que envolva resfriamento e desumidificação resulta em uma redução da
temperatura de bulbo seco e da umidade absoluta do ar úmido. O equipamento mais utilizado para
realizar este processo (Figura 6.9), é a serpentina de resfriamento e desumidificação, sendo que esta
pode ser de expansão direta ou indireta (água gelada).


Figura 6.9 - Resfriamento e Desumidificação.

Para que ocorra condensação da umidade do ar, este deve ser resfriado a uma temperatura
inferior à sua temperatura de orvalho. Assim, considerando o processo de resfriamento e
desumidificação ideal, representado pelo processo 1-0-d na Figura 6.9, onde toda a massa de ar
mantém um contato direto e uniforme com a superfície da serpentina de resfriamento, só ocorrerá
condensação da umidade quando for atingido o estado indicado pelo ponto 0, isto é, quando a
temperatura média do ar for igual à temperatura de orvalho.
No entanto, em um processo real, nem toda a massa de ar mantém um contato direto e
uniforme com a superfície da serpentina. A parcela do ar que está em contato com esta superfície se
resfria primeiro e, portanto terá uma temperatura inferior à da massa de ar que não está em contato
direto com a serpentina. Assim, pode ocorrer condensação da umidade do ar mesmo que a
temperatura média de toda a massa de ar seja superior à do ponto de orvalho. Como na carta
psicrométrica representa-se a temperatura média da massa de ar, o processo real pode ser
representado pela linha 1-2 da Figura 6.9.
A aplicação da 1
a
Lei da Termodinâmica, para o sistema de resfriamento e desumidificação da
Figura 6.9, resulta na Eq. (5.28), onde h
H2O
é a entalpia da água no estado líquido à temperatura T
2.


( )
O H O H 2 1 ar 2 1
2 2
h m h h m Q ! !
!
− − =

(6.28)

Da equação da continuidade tem-se que: ( )
2 1 ar O H
W W m m
2
− = ! ! (6.29)
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72
Finalmente, em termos específicos, o calor total removido pode ser calculado por:

( ) ( )
2 1 O H 2 1 2 1
W W h h h q
2
− − − =

! (6.30)

Fator de By-pass (ou Fator de Desvio): Uma forma de analisar o processo de resfriamento e
desumidificação é considerar que somente uma parcela do ar sofre resfriamento (Figura 6.10).
Sendo que esta parcela esta em contato direto e uniforme com a superfície de resfriamento e,
portanto se resfria de acordo com o processo ideal, e deixa a serpentina à temperatura T
d
. A outra
parcela do ar não sofre resfriamento (ar de by-pass).


Figura 6.10 - Representação esquemática do Bypass de ar.

O estado final do ar (ponto 2), é então o resultado da mistura adiabática da parcela de ar
resfriada à temperatura T
d
, com a parcela de ar que não foi resfriada e se encontra à temperatura T
1
.
Define-se então o fator de by-pass (b), como sendo:


d 1
d 2
ar
b , ar
T T
T T
m
m
b


= =
!
!
(6.31)

O fator de by-pass depende das características da serpentina de resfriamento e
desumidificação e das condições de funcionamento. Podendo-se dizer que:

1. A diminuição da superfície externa de troca de calor (número de tubos e espaçamento de
aletas) provoca um aumento do fator de by-pass;
2. A diminuição da velocidade do ar provoca uma diminuição do fator de by-pass (aumenta o
tempo de contato entre o ar e as superfícies de troca térmica).

As tabelas abaixo mostram o fator de bypass para serpentinas de resfriamento e
desumidificação. A Tabela 6.1 foi obtida para tubos com diâmetro exterior de 16 mm fonte, 315 aletas
por metro linear e relação entre superfície externa e superfície interna igual a 12,3. A Tabela 6.2 é
válida para diâmetro exterior do tubo de 16 mm, 552 aletas por metro linear e relação superfície
externa/interna de 21,5.
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73
Tabela 6.1 - Fatores de bypass de serpentinas de resfriamento e desumidificação (Pizzeti, 1970).
Velocidade Frontal (m/s)
1,5 2,0 2,5 3,0 Número de Filas
Fatores de bypass
1 0,61 0,63 0,65 0,67
2 0,38 0,40 0,42 0,43
3 0,23 0,25 0,27 0,29
4 0,14 0,16 0,18 0,20
5 0,09 0,10 0,11 0,12
6 0,05 0,06 0,07 0,08
7 0,03 0,04 0,05 0,06
8 0,02 0,02 0,03 0,04
Diâmetro exterior do tubo = 16 mm
315 aletas onduladas por metro linear
Relação superfície externa/interna = 12,3



Tabela 6.2 -- Fatores de bypass de serpentinas de resfriamento e desumidificação
Velocidade Frontal (m/s)
1,5 2,0 2,5 3,0 Número de Filas
Fatores de bypass
1 0,48 0,52 0,56 0,59
2 0,23 0,27 0,31 0,35
3 0,11 0,14 0,18 0,20
4 0,05 0,07 0,10 0,12
5 0,03 0,04 0,06 0,07
6 0,01 0,02 0,03 0,04
Diâmetro exterior do tubo = 16 mm
552 aletas onduladas por metro linear
Relação superfície externa/interna = 21,5


6.2.5 – Resfriamento e Umidificação.
Se ar não saturado entra em um equipamento semelhante ao da Figura 6.3, o ar será resfriado
e umidificado. O processo, que está representado na Figura 6.11 pelo segmento de reta 1-2, ocorre
praticamente com temperatura de bulbo úmido constante. Para este processo pode-se definir a
“Eficiência de Saturação”, como sendo:


2 1
2 1
T T
T T
Saturação de Eficiência



= (6.32)

Na pratica, se o equipamento de resfriamento e umidificação possui uma área de transferência
de calor e massa (área da superfície da água nebulizada) suficientemente grande, a eficiência de
saturação pode chegar a 92% ou mais.
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74

Figura 6.11 - Resfriamento e Umidificação.

6.2.6 – Aquecimento e Umidificação.
O ar pode ser aquecido e umidificado ao mesmo tempo, fazendo-o passar sobre uma bandeja
de água quente ou simplesmente pela injeção direta de água quente ou vapor. A água deve ser
aquecida durante o processo a fim de fornecer o calor latente necessário para a sua evaporação.


Figura 6.12 - Aquecimento e Umidificação.

Este processo é caracterizado por um aumento de entalpia e umidade específica do ar tratado.
Se a temperatura da água é maior que a temperatura de bulbo seco do ar na entrada do
condicionador, o ar terá sua temperatura de bulbo seco aumentada, conforme pode ser observado no
processo 1-2, da Figura 6.12.

6.2.7 – Aquecimento e Desumidificação.
Quando o ar passa por um desumidificador químico o vapor de água é absorvido ou adsorvido
por uma substância higroscópica, como por exemplo, a sílica gel, a alumina ativada e o cloreto de
cálcio ou lítio. No caso ideal o processo ocorre adiabaticamente, portanto a entalpia do ar se mantém
constante. Assim, desde que a umidade absoluta do ar é reduzida, a sua temperatura deve
aumentar, como mostrado no processo 1-2 da Figura 6.13.
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75

Figura 6.13- Desumidificação Química.

No processo real, há um aumento de entalpia e, portanto o estado final do ar corresponde ao 2’
da Figura 6.13. Este aumento de entalpia ocorre porque o calor liberado durante o processo de
absorção ou adsorção é maior que o calor latente de condensação do vapor de água, e também
porque na prática os materiais utilizados nestes desumidificadores cedem ao ar uma parte do calor
absorvido durante seu processo de regeneração.

6.3 – Introdução ao Cálculo Psicrométrico
6.3.1 – Definições
De maneira geral, as instalações de ar condicionado são compostas por: equipamento que
promove o condicionamento do ar, dutos de insuflamento de ar nos recintos, dutos para retorno do ar
dos recintos; dutos de exaustão de ar; e dutos de renovação de ar. Na Figura 6.14 apresenta-se o
desenho esquemático de uma instalação de ar condicionado.


Condicionador
de Ar
Recinto
Perdas e
Exaustão
m
i
i
V
!
e
e
V
!

m
V
!

s' s
Q
l
Q
m
!


Figura 6.14: Desenho esquemático da instalação de ar condicionado.

onde: e ar nas condições exteriores (ar de renovação ou ventilação);
i ar nas condições internas do ambiente;
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76
m ar nas condições de mistura do ar de retorno e de ventilação;
s’ ar nas condições de insuflação após sair do condicionador;

m
V
!
vazão de ar de insuflação;
m
!
vazão em massa

i
V
!
vazão de ar de retorno;

e
V
!
vazão de ar de ventilação;

s
Q
!
carga térmica sensível interna do ambiente;

l
Q
!
carga térmica latente interna do ambiente.

Existem variantes de equipamentos que podem atender aos objetivos de condicionamento do
ar em função das necessidades do ambiente, tanto no que diz respeito a temperatura e umidade
como em termos de limpeza do ar.
Como exemplo, apresenta-se a descrição do funcionamento do condicionador do tipo “Self-
contained”. Na Figura 6.15 apresenta-se o corte de um equipamento autônomo “self-contained”
resfriado a água. O ventilador aspira o ar, que entra pela veneziana, passa pelo filtro e passa através
de uma serpentina, onde é resfriado e desumidificado. As gotículas de água condensada na
serpentina são recolhidas pela bandeja. Na parte inferior encontra-se o condensador e o compressor.


A A
“Self Contained”
Ventilador
Bandeja
Serpentina
(Evaporador)
Filtro
Veneziana
Compressor Condensador
Ar de
Retorno
Água
Quente
Água
Fria
Ar
Exterior
Condensado

Figura 6.15: Condicionador Self-Contained.
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77
6.3.2 – Carga Térmica
O ar fornecido ao recinto condicionado deve ter baixa entalpia e baixa umidade para
compensar as adições de calor e umidade do recinto devido às fontes internas e externas. A vazão
de ar de ventilação
e
V
!
é sempre conhecida e encontra-se tabelada de acordo com o uso do
ambiente e número de ocupantes do recinto (ABNT NBR6401).
A carga térmica sensível interna do ambiente inclui: calor conduzido através da estrutura,
radiação através de janelas e calor sensível liberado por fontes internas. As fontes de carga térmica
latente são as pessoas, equipamentos que liberam umidade e migração de umidade através da
estrutura (paredes permeáveis).
Os valores de
s
Q
!
e
l
Q
!
também incluem o calor sensível e latente do ar de infiltração do
recinto, mas não inclui o calor que é adicionado ao sistema de ar condicionado pelo ar de ventilação
ou renovação.

6.3.3 – Curva de Carga do Recinto
O ar ao ser insuflado no ambiente, nas condições s’, deve ter certas propriedades que
combinadas satisfaçam as equações (5.33) e (5.34) ao mesmo tempo, isto é, o aquecimento sensível
do ar insuflado será igual a carga térmica sensível interna (
s
Q
!
), enquanto que o ganho de calor
devido a umidade será igual a carga térmica latente interna (
l
Q
!
).
Logo para o aquecimento sensível, tem-se:


s p ' s i m
Q c ). T T .( m
!
!
= −

Considerando-se o ar padrão tem-se:

( )
s p ´ s i m
Q c T T V 2 , 1
! !
= − (6.33)

Para o ganho de calor devido a umidade tem-se:


l lv ' s i m
Q h ) W W .( m
!
!
= −

( )
l lv ´ s i a m
Q h W W V
! !
= − ρ (6.34)

Dividindo (5.33) por (5.34) obtém-se:
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78

lv
p
l
s
' s i
' s i
h
c
Q
Q
) W W (
) T T (
!
!
=


(6.35)

Esta equação representa uma reta na carta psicrométrica, que une os pontos (i) e (s’)

) T T (
h
c
Q
Q
W W
' s i
lv
p
l
s
i ' s
− − =
!
!
(6.36)

A equação (5.36) é a curva de carga do recinto. O coeficiente da curva de carga indica a
proporção entre a carga sensível e a latente. Uma curva muito inclinada ocorrerá quando o ambiente
tiver uma carga latente elevada.
Uma outra forma de indicar a relação entre as cargas latente e sensível é através do “fator de
calor sensível” (fcs). O fator de calor sensível é definido como:


l s
s
l
s
Q Q
Q
Q
Q
fcs
! !
!
!
!
+
= = ( 6.37)

Valores elevados do fator de calor sensível correspondem à pequena carga latente e a curva
de carga menos inclinada. Valores típicos do fator de calor sensível variam entre 0,60 a 0,85.


Exemplo 3.1. Uma loja tem comercial tem carga térmica sensível de 150000 kJ/h e carga térmica
latente de 45000 kJ/h, devido a fontes internas e externas, não incluindo o ar de ventilação. A loja é
mantida a 24ºC e 50% de umidade relativa. Determinar:
a) O fator de calor sensível; e
b) A temperatura na interseção da reta de carga com a linha de saturação (UR=100%)
Obs: Utilizar a carta psicrométrica dada pela Figura 6.6.a.

Solução. 77 , 0 fcs
45000 150000
150000
Q Q
Q
Q
Q
fcs
l s
s
l
s
= ∴
+
=
+
= =

a) Para facilitar o traçado da reta de carga basta tomarmos dois pontos. Um ponto já conhecido, ou
seja, o ponto que corresponde às condições internas (i). O outro será arbitrado de tal forma que a
equação da reta de carga seja satisfeita. Assim, para o ponto (y) a temperatura de 15ºC, calcula-se a
entalpia do ponto (y), isto é I
y
:
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79
77 , 0
) I 48 (
) 0 , 15 0 , 24 ( 004 , 1
) I I (
) T T ( c
) I I .( m
) T T .( c . m
Q
Q
fcs
y ' s i
' s i p
' s i
' s i p
l
s
=


=


=


= =
!
!


kg / kJ 3 , 36 h
y
=
logo, do diagrama psicrométrico C 5 , 9 T
o
s
=



Com os pontos i e y pode-se então traçar na carta psicrométrica a curva de carga para o
recinto e determinar-se a temperatura T
a’
, assim tem-se:

W
T
y
T T
a’
=9,5 24,0

i

I
y
=36,3
I
i
=48,0
100% UR
i
a'


6.3.4 – Condicionamento de Ar de Verão
Normalmente no verão Te > Ti e W e > W
e
> W
i
, considerando o sistema de ar condicionado
padrão da Figura 6.16 tem-se a evolução na carta psicrométrica dada na Figura 6.17.


Condicionador
de Ar
Recinto
Perdas e
Exaustão
m
i
i
V
!
e
e
V
!

m
V
!

s' s
Q
l
Q
m
!


Figura 6.16 Sistema de ar condicionado padrão

onde: e ar nas condições exteriores (ar de renovação ou ventilação)
i ar nas condições internas do ambiente;
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80
m ar nas condições de mistura do ar de retorno e de ventilação;
s’ ar nas condições de insuflação após sair do condicionador;

m
!
vazão em massa

W
T
i

100% UR
i
a
e
m
s'

Figura 6.17: Evolução na carta psicrométrica - Sistema de ar condicionado padrão

O ar entra na serpentina na condição m e sai na condição s’. Assim, tem-se:

s m ′ evolução do ar na serpentina;
i s′ evolução do ar no interior do ambiente condicionado;
s’ condição em que o ar é insuflado (saída do condicionador);
a ponto de orvalho do aparelho (ADP)

A condição s’ poderia ser obtida pela mistura de uma quantidade de ar na condição m com
uma quantidade de ar na condição a. Lembrando que a vazão de ar em s’ é
m
V
!
, pode-se mostrar
que:


m
V
am
' as
Parcela de ar que ao passar pela serpentina permaneceu na condição m


m
V
am
m ' s
Parcela de ar que ao passar pela serpentina permaneceu na condição a

Assim pode-se calcular o “Fator de bypass” ou Desvio (b), através dos segmentos de reta,
mostrados na figura acima.
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81

am
' as
f
V
V
am
' as
f
m
m
= ⇒ =

Da mesma forma pode-se definir o “Fator de Contato”:


am
m ' s
) f 1 ( = −

Exemplo 3.2. Considere que no exemplo 3.1 a loja seja servida por uma instalação de ar
condicionado. Condições a serem mantidas na loja: 24,0ºC e 50% UR. No sistema são empregados
25% de ar, nas seguintes condições: Temperatura de Bulbo Seco = 33,0ºC e Umidade Relativa =
60%. O ar é insuflado na sala com uma temperatura 6ºC abaixo daquele que deve ser mantida na
sala. Pede-se calcular:
a) O esquema na carta psicrométrica mostrando a evolução
b) A vazão de ar insuflado;
c) As cargas térmicas (sensível e latente); e
d) O peso de água retirada pelo condicionador na desumidificação do ar.
Obs: Utilizar a carta psicrométrica dada pela Figura 6.6.a.

Solução. a)
W
T
i

100% UR
i
50%
e
m
s'
60%
18
O
C 24 33


b) ) T T .( c . m Q
' s i p s
− =
!
!
) 0 , 18 0 , 24 .( 004 , 1 . m 150000 − = ∴
!
h / kg 24900 m= ∴
!


ou s / m 6 s / m
3600
21465
V ainda ou h / m 21465
16 , 1
24900 m
V
3 3
m
3
ar
m
= = = =
ρ
=
!
!
!

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82
c) Da carta pode ser medido geometricamente o valor do segmento cm 0 , 7 ie = , lembrando que:
25 , 0
ie
im
= vem que C º 3 , 26 T cm 75 , 1 im
m
= ⇒ =

Logo, os outros valores são:

o sec ar O
2
H
o sec ar O
2
H
kg / g 5 , 8 W
kg / g 6 , 11 W
kg / kJ 0 , 40 h
kg / kJ 0 , 56 h
' s
m
' s
m
=
=
=
=


Assim, tem-se:

h / kJ 5 , 189061 Q
1000
) 5 , 8 6 , 11 (
. 3 , 2449 . 24900 ) W W .( . m Q
h / kJ 7 , 207496 Q ) 18 3 , 26 .( 004 , 1 . 24900 Q
) T T .( c . m Q
l ' s m l
s s
' s m p s
= ⇒

= − λ =
= ⇒ − =
− =
!
!
!
! !
!
!


d)
( )
h / kg 19 , 77
1000
W W
. m m
O
2
H O
2
H
s m
=

=

! !


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83
PROBLEMAS:
1) Para o projeto de sistemas de ar acondicionado, devem ser utilizadas temperaturas de 31 e 24 °C,
para bulbo seco e bulbo úmido, respectivamente, como condições externas de verão na cidade de
São Paulo, segundo a norma NBR-6401. Determinar, para estas condições, a umidade relativa, o
conteúdo de umidade, a entalpia, o volume específico e a temperatura de orvalho do ar.

2) Ar exterior a 35 °C BS e 24 °C BU é misturado com ar de uma sala a 25 °C BS e 18 °C BU. A
mistura final consistirá em 30% de ar exterior e 70% de ar da sala. Determine as temperaturas BS e
BU, a entalpia, o volume específico e a umidade absoluta da mistura.

3) Um sistema de ar condicionado que opera na acidade de Santos – SP, está projetado para manter
o ambiente com 24 °C de temperatura de bulbo seco e 50% de umidade relativa. A vazão total de ar
insuflada no ambiente é igual a 6800 m
3
/h, e a taxa de renovação de ar é igual 15%. Determinar as
condições da mistura (ar externo + ar de retorno) na entrada da serpentina do condicionador de ar.
(Observação: utilizar T
BS
= 33 °C e T
BU
= 27 °C como condições externas para Santos - NBR6401).

4) Um sistema deve utilizar resistências elétricas para aquecer 4000 m
3
/h de ar desde a temperatura
de 10 °C (bulbo seco) e 70% de umidade relativa, até a temperatura de 25 °C (bulbo seco). Qual a
umidade relativa na saída das resistências elétricas? Qual deve ser a potência destas resistências?
(considere que o processo ocorre em São Paulo).

5) Uma vazão volumétrica de ar de 17000 m
3
/h a T
BS
= 30 °C e 50% de umidade relativa, passa por
uma serpentina de resfriamento, sendo resfriado até 14 °C (BS) e 90% de umidade relativa.
Considerando que este processo ocorre ao nível do mar, qual o calor trocado no processo?

6) Ar úmido entra em um lavador de ar (resfriador evaporativo) a 35 °C de temperatura de bulbo seco
e 10% de umidade relativa. O lavador tem uma eficiência de saturação de 85%. Determine a
temperatura de bulbo seco e a umidade relativa do ar na saída deste equipamento, considerando
que o mesmo opera ao nível do mar.

7) Uma vazão de ar úmido igual 100 kg/min a 20 °C BS e 8 °C BU, passa por um umidificador, do
qual saí com temperatura de bulbo seco igual 20,2 °C e temperatura de orvalho igual a 13 °C.
Calcula a vazão de água evaporada no umidificador. (considere que o processo ocorre na cidade de
São Paulo).
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84
Capítulo 7 – Características dos Sistemas de Condicionamento de Ar

7.1 – Introdução
Uma instalação de ar condicionado deve ser capaz de manter ao longo de todo o ano e em
todos os ambientes condicionados, as condições de temperatura e umidade especificadas. Deve
também promover a higienização dos ambientes, mediante a introdução de uma quantidade de ar
externo adequada, a qual, juntamente com o ar de recirculação, deve ser devidamente filtrada. O
sistema de ar condicionado necessita ainda ser capaz de manter a velocidade do ar, nos ambientes
ocupados, dentro dos limites requeridos para proporcionar um máximo conforto aos seus ocupantes.
O controle da pureza e do movimento do ar normalmente não apresenta grandes dificuldades,
bastando um cálculo correto da vazão de ar, um projeto eficiente do sistema de distribuição e a
seleção adequada do sistema de filtragem.
O grande problema apresentado pelas instalações de ar condicionado para conforto, é
conseguir manter as temperaturas nos diferentes ambientes, dentro dos limites estabelecidos em
projeto, durante todo o ano. Este problema se torna ainda mais importante quando são considerados
edifícios que estão submetidos simultaneamente a cargas térmicas positivas (necessidade de
resfriamento) e negativas (necessidade de aquecimento), em diferentes zonas.
Os diferentes tipos de instalações de ar condicionado se classificam de acordo com o fluido(s)
utilizado(s) para “transportar energia”, de forma a equilibrar as cargas térmicas sensíveis e latentes
do ambiente. Assim, se distinguem as seguintes instalações:

1. Instalações Apenas Ar. Utilizam unicamente o ar, com o objetivo citado acima.
2. Instalações Ar-Água. Utilizam estes dois fluidos para atender as cargas.
3. Instalações Apenas Água. Utilizam somente a água, para equilibrar as cargas.
4. Instalações de Expansão Direta.

Os sistemas Apenas Ar e Ar-Água podem por sua vez ser subdivididos em instalações de alta e
baixa velocidade. Nas instalações de alta velocidade o ar, dentro dos dutos, se desloca a
velocidades superiores a 11 m/s, o que resulta em um menor espaço ocupado pela rede de dutos.
Nestas instalações é freqüente há necessidade de se efetuar um tratamento acústico nos dutos e
insufladores (grelhas, difusores, etc.), devido ao maior nível sonoro do ventilador e do aumento dos
ruídos no interior dos próprios dutos, o que é raro nas instalações de baixa velocidade. É importante
salientar que a adoção de alta velocidade está normalmente relacionada a problemas arquitetônicos,
estruturais ou econômicos.
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85
Do ponto de vista funcional, é importante salientar que as nas edificações se distinguem, em
geral, dois tipos fundamentais de zonas: as internas e as perimetrais.
• Zonas Internas. Caracterizam-se por possuir uma carga térmica positiva e uniforme ao longo
de todo o ano. Estas zonas são normalmente condicionadas por uma instalação
independente, freqüentemente de duto único com reaquecimento ou com vazão de ar
variável. A diferença entre o ar ambiente e o ar insuflado é geralmente baixa.
• Zonas Perimetrais (ou externas). Estas zonas são caracterizadas por possuírem cargas
térmicas fortemente variáveis em função da hora e da estação do ano, podendo ser
positivas ou negativas, de acordo com as condições exteriores. Assim, as instalações
destinadas a condicionar estas zonas devem ser dotadas de grande flexibilidade.
A seguir é feito um estudo dos principais tipos de sistemas de ar condicionado, evidenciando
suas possibilidades e limitações para atender as diferentes cargas térmicas, durante todas as
estações do ano.

7.2 – Instalações Apenas Ar
7.2.1 – Instalações com um Duto e Variação da Temp. e/ou da Vazão (Zona Única).
Estas instalações se caracterizam por baixo custo inicial e manutenção centralizada,
apresentando a possibilidade de funcionar com ar exterior durante as estações intermediárias. A
regulagem da temperatura ambiente (resfriamento) pode ser efetuada por meio de um termostato de
ambiente, ou no ar de recirculação, que atua de acordo com uma das formas descritas a seguir.

7.2.1.1 – Instalações com regulagem da serpentina de resfriamento.
Ao diminuir a temperatura do ar de recirculação (ou do ambiente) o termostato (T), de duas
posições, provoca o fechamento da válvula solenóide (S). O compressor continua funcionando até
que seja desligado por ação do pressostato de baixa (P). Quando a temperatura aumenta o
termostato (T) abre a válvula solenóide (S) e põe em funcionamento o compressor.
Como variante do sistema de regulagem descrito, o termostato pode fechar a válvula solenóide
e desligar o compressor. Um travamento entre o motor do compressor e o do ventilador, não permite
que o primeiro entre em operação se o segundo já não estiver funcionando.
A umidade relativa ambiente tende a aumentar durante os períodos em que o compressor está
desligado, já que o ar externo de ventilação é introduzido no ambiente sem que seja desumidificado.
Pode-se obter o mesmo tipo de regulagem para um sistema de expansão indireta, isto é, um
sistema com serpentina de água gelada, mediante a utilização de uma válvula de 2 vias (tudo-nada)
no circuito de água gelada. Este tipo de instalação se adapta muito bem a ambientes que possuem
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uma carga térmica fundamentalmente constante, e a ambientes em que a porcentagem de ar externo
de ventilação é baixa.


Figura 7.1. Instalação de Expansão Direta Com Regulagem Tudo-Nada.

7.2.1.2 - Instalações com by-pass da serpentina de resfriamento.
Ao diminuir a temperatura do ar de recirculação (ou do ambiente) o termostato (T), faz diminuir
a vazão de ar que atravessa a serpentina de resfriamento e aumenta a vazão de ar de by-pass. Este
termostato (T) comanda o servomotor (M), que por sua vez posiciona os dampers de forma a obter
as vazões desejadas.


Figura 7.2. Instalação de Expansão Direta Com Bypass do Ar de Recirculação.

Para evitar a formação de gelo sobre a serpentina em condições de carga mínima, existe um
interruptor de fim de curso (I), acionado pelo servomotor (M), que fecha a válvula solenóide (S),
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87
quando o damper da serpentina está próximo da posição completamente fechado. O compressor é
então desligado pelo pressostato de baixa, e fica nesta condição até que o interruptor (I), abra
novamente a válvula solenóide (S).
Deve-se observar que é mais conveniente “bypassar” o ar de recirculação, em lugar do ar
exterior ou da mistura de ar exterior e ar de recirculação, pois estes últimos possuem umidade
absoluta maior. Quando é efetuado o by-pass do ar de recirculação, tem-se um controle da umidade
notavelmente melhor que a instalação do item anterior, além de uma temperatura ambiente bem
mais constante.

7.2.1.3 – Instalações com regulagem da serpentina de reaquecimento.
Ao aumentar a temperatura do ar de recirculação o termostato (T) abre a válvula solenóide (S),
e coloca o equipamento frigorífico em operação. Ao diminuir a temperatura do ar de recirculação o
termostato (T) fecha a válvula solenóide (S) e abre progressivamente a válvula modulante (V),
colocada no circuito de água da serpentina de reaquecimento. Quando a umidade relativa do ar de
recirculação aumenta, o umidistato (H) abre a válvula solenóide (S) e o equipamento frigorífico entra
em funcionamento, resfriando e desumidificando o ar. O termostato (T) regula o reaquecimento do ar,
de maneira que a temperatura no ambiente seja a requerida.


Figura 7.3. Instalação de Expansão Direta Com Reaquecimento.

A instalação descrita anteriormente permite manter no ambiente a temperatura desejada e
uma umidade relativa igual ou inferior a de projeto. Este tipo de instalação, caso seja for completado
com alguns acessórios, como, por exemplo, umidificadores, permite realizar um uma excelente
regulagem da temperatura e da umidade relativa do ambiente. No entanto, apresenta um elevado
custo inicial e de operação.
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88
7.2.2 – Instalações com um Duto e Variação da Temp. e/ou da Vazão (Múltiplas Zonas).
7.2.2.1 – Instalações com vazão constante e temperatura variável.
Este tipo de instalação, destinado ao condicionamento de múltiplas zonas, representa uma
evolução das instalações descritas nos itens anteriores. A vazão total de ar a ser insuflada (soma da
vazão de todas as zonas), é resfriada em um único condicionador, a uma temperatura que permita
atender as exigências do ambiente com maior carga de resfriamento. Para cada zona, a regulagem
da temperatura se realiza independentemente, através de reaquecimento até à temperatura
necessária para satisfazer a carga da zona correspondente.
Da mesma forma que a instalação com reaquecimento para zona única, este tipo de sistema
permite um bom controle da temperatura e da umidade ambiente, mas também apresenta um
elevado custo inicial e de operação.


Figura 7.4. Instalação Com Reaquecimento Para Múltiplas Zonas.

A vazão de ar de cada zona é calculada em função do máximo calor sensível da mesma, e da
diferença de temperaturas entre o ar da sala e o introduzido. A central frigorífica deverá ser
dimensionada para a carga que se obtém ao multiplicar a soma das vazões de cada uma das zonas,
pela diferença de entalpia do ar entre entrada e saída da serpentina de resfriamento.
Este sistema é indicado para condicionamento de zonas internas de edifícios, que são
caracterizadas por possuir cargas térmicas uniformes e positivas, para ambientes com baixo fator de
calor sensível e instalações que exigem controle rigoroso de temperatura.

7.2.2.2 – Instalações com temperatura constante e vazão variável.
Ao diminuir a temperatura de uma determinada zona o respectivo termostato ambiente (T
1
, T
2
,
etc.), reduz a vazão de ar introduzida na zona em questão. O termostato ambiente atua sobre um
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89
servomotor (M
1
, M
2
, etc.) acoplado ao seu respectivo damper. E o termostato (T
S
), controla o ponto
de orvalho do ar na saída da serpentina de resfriamento, atuando sobre a válvula (V
e
).
O controlador de pressão estática (P), comanda um damper motorizado situado na aspiração
do ventilador, de forma a manter uma diferença de pressão estática constante entre a descarga do
ventilador e o ambiente de referência. Este controle impede que, ao fechar o damper de alguma
zona, a vazão de ar que chega às demais aumente sensivelmente, como conseqüência do aumento
de pressão estática.


Figura 7.5. Instalação Com Temperatura Constante e Vazão Variável (Múltiplas Zonas).

Este sistema é mais econômico, uma vez que a vazão de ar que chega nas diferentes zonas é
função das cargas a que elas estão submetidas. Por outro lado, seu campo de aplicação é limitado,
pois para obter bons resultados é necessário que a vazão para cada zona não seja reduzida além de
55% a 80% da vazão máxima, para evitar que se produzam grandes alterações no sistema de
distribuição de ar do ambiente. O limite inferior citado pode variar muito, influenciado pelo sistema
adotado para a distribuição do ar nas zonas.
Na Figura 7.5, é mostrada uma serpentina de aquecimento para inverno, que controla a
temperatura do ar em função da temperatura do ar externo, e também um umidificador. Deve-se
observar que durante o inverno a ação do termostato do ambiente deve ser invertida, isto é, ele deve
agir no sentido de abrir o damper quando a temperatura no respectivo ambiente diminui.
A vazão de ar, para cada zona, deve ser calculada considerando o calor sensível da mesma e
uma temperatura de insuflamento do ar igual à requerida pela maior parte das zonas consideradas,
com o respectivo fator de calor sensível.
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90
7.2.2.3 – Instalações com temperatura e vazão variável.
Ao diminuir a temperatura de uma determinada zona, o termostato ambiente (T
1
, T
2
, etc.) fecha
o damper correspondente reduzindo a vazão de ar insuflado na respectiva zona. O sistema opera
reduzindo a vazão até que se atinja um valor pré-determinado e, uma vez atingido este valor,
qualquer posterior redução da temperatura ambiente faz com que o termostato abra gradualmente a
válvula instalada no circuito de água, da serpentina de reaquecimento. Com relação à pressão
estática na saída do ventilador e ao controle da temperatura do ar na saída da serpentina de
resfriamento, o sistema opera da mesma forma que a instalação descrita no item anterior.


Figura 7.6. Instalação Com Variação de Vazão e Temperatura.

7.2.2.4 – Instalações com vazão variável e recirculação local.
Um condicionador de ar central fornece ar frio e desumidificado (ar primário) a um certo número
de condicionadores de zona (constituídos de um ventilador e um sistema de dampers conjugados)
que, em função das necessidades de cada zona, misturam uma vazão variável de ar primário com
uma vazão, também variável, de ar de recirculação (ar secundário). Para cada condicionador que
serve uma determinada zona, a soma das vazões de ar primário e secundário é aproximadamente
constante, portanto a distribuição de ar no ambiente é satisfatória independentemente da carga.
Cada condicionador de zona pode ainda ser dotado de uma serpentina de reaquecimento, se for
necessário, o que dá origem às instalações denominadas “Instalações com vazão variável,
recirculação local e temperatura variável”. Este tipo de instalação foi muito empregado em sistemas
de ar condicionado de edifícios de escritórios.
A distribuição de ar primário, aos condicionadores de zona, pode ser realizada à alta velocidade,
enquanto que a distribuição da mistura de ar primário e secundário aos ambientes é realizada à
baixa velocidade.
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Figura 7.7. Instalação Com Vazão Variável e Recirculação Local

7.2.2.5 Instalações Duplo Duto.
Em uma instalação do tipo duplo duto a vazão total de ar é tratada em um único condicionador
central, sendo depois distribuída, aos diferentes ambientes (zonas), por meio de dois dutos,
geralmente paralelos, um dos quais transporta ar frio e o outro ar quente. Em cada ambiente existe
um dispositivo terminal (caixa de mistura), comandado por um termostato, que faz a mistura do ar frio
com o ar quente, de forma a atender a sua carga térmica.
As instalações do tipo duplo duto, apresentadas a seguir, diferem essencialmente pela sua
capacidade de manter a umidade relativa do ambiente próxima do seu valor de projeto, quando
ocorre variação da carga sensível, e também pela sua capacidade de fornecer a vazão de ar exterior
tratado, com relação à vazão total de ar.


Figura 7.8.Instalação com somente um ventilador de insuflamento e
serpentina de desumidificação na descarga do mesmo.
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92
As instalações do tipo duplo duto dotadas de somente um ventilador de insuflamento e
serpentina de desumidificação localizada na descarga do mesmo (Figura 7.8) são as mais simples e
econômicas. No entanto, neste tipo de instalação ocorre a entrada de ar exterior não desumidificado
no duto de ar quente. Assim, nos ambientes em condições de carga parcial, que necessitam de uma
parcela de ar quente, ocorrerá um aumento da umidade relativa, a qual poderá atingir valores
superiores aos de projeto. Uma forma de evitar o aumento da umidade é através do reaquecimento
do ar quente, o que obviamente exigirá um aumento da proporção de ar frio na mistura.
Nos ambientes com carga nula, o termostato deverá controlar a mistura de ar frio com ar
quente de forma que a temperatura do ar insuflado seja idêntica à temperatura do ambiente. Deve-se
observar que a umidade nestes ambientes também tenderá a aumentar. E
Estas instalações podem ser empregadas com sucesso para o condicionamento de ar em
edifícios destinados a escritórios, localizados em regiões de climas moderados, e com porcentagem
de ar externo não superior a 40%.
A Figura 7.9 mostra o esquema de funcionamento do controle automático de uma instalação do
tipo duplo duto, dotada de serpentina de pré-aquecimento na tomada de mínimo ar externo, para
verão e inverno. Deve-se observar que embora o controle apresentado nesta figura seja do tipo
pneumático, o princípio de funcionamento da instalação, com outro tipo de controle, é muito
semelhante ao apresentado nesta figura.


Figura 7.9. Esquema de controle para uma instalação de do tipo duplo duto.
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93
Quando o ventilador entra em operação o relé E1 é acionado, liberando ar comprimido para o
sistema de controle, que abre imediatamente o damper de mínimo ar exterior (D1). Durante a
operação de verão (interruptor S1 na posição verão) o termostato T1, cujo bulbo sensível se encontra
no duto de ar frio, regula a válvula V3, instalada no circuito de água gelada, de forma que se
mantenha a temperatura desejada neste duto. O termostato sub-master T2, cujo bulbo sensível está
situado no duto de ar quente, é regulado de forma que a temperatura mínima do ar, no duto quente,
seja superior à dos ambientes, em aproximadamente 3 °C, o que geralmente não requer
reaquecimento.
Quando as cargas internas são baixas e o tempo está úmido, o umidistato de verão H1, solicita
o reaquecimento do ar no duto quente, que é controlado pela atuação do termostato T2, sobre as
válvulas V4 e V5, situadas na linha de água quente ou na de vapor.
Para o funcionamento em estações intermediárias ou de inverno, quando a refrigeração não for
necessária, o interruptor de verão S1 é colocado na posição de inverno, e o termostato T1 passa a
controlar a temperatura no duto de ar frio, pela sua atuação sobre os dampers de máximo ar externo
(D2), ar de expulsão (D3) e ar de recirculação (D4). Se existe a possibilidade do sistema operar
somente com ar externo, pode ser necessária a instalação de um ventilador de expulsão,
dimensionado para o excesso de ar introduzido.
Por razões de economia, e para que o reaquecimento seja mínimo, pode-se utilizar a
pulverização de água (da rede ou de recirculação) no duto frio, antes de se iniciar a modulação dos
dampers D2, D3 e D4, mas esta pulverização é raramente efetuada.
A temperatura no duto quente é regulada pelo termostato sub-master T2, que é compensado
pelo termostato T3. E a umidade, durante o inverno, é controlada por meio do umidistato H2 que a
aciona a válvula V2, instalada no circuito de água de pulverização.
Quando é adotado o pré-aquecimento do ar externo mínimo, o termostato T1 atua de forma a
impedir que temperatura no duto frio seja inferior a um valor mínimo estabelecido.
Na instalação mostrada na Figura 7.10, é colocada uma serpentina de desumidificação na
tomada de mínimo ar externo. A desumidificação do ar de renovação, mesmo que moderada, permite
a obtenção de umidades relativas menores, quando comparadas com as que seriam obtidas com a
instalação da Figura 7.8. A instalação da Figura 7.11, que é dotada de dois ventiladores e uma
serpentina de desumidificação na descarga de um deles, permite realizar um controle seguro da
umidade relativa dos ambientes no verão, quando menos da metade do ar total passa pelo duto de ar
quente. Deve-se observar que os ambientes que utilizam uma elevada quantidade de ar do duto
quente são ventilados somente de maneira indireta, pelo ar de recirculação. Durante o inverno,
quando for necessário somente aquecimento, um dos ventiladores pode ser desligado.
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94

Figura 7.10. Instalação com somente um ventilador de insuflamento e serpentina
de desumidificação na descarga do mesmo e na tomada de ar externo.



Figura 7.11. Instalação com dois ventiladores e uma serpentina de
desumidificação na descarga de um deles.

A última configuração considerada para instalações do tipo duplo duto é a apresentada na
Figura 7.12. Como pode ser observado, está instalação é dotada de somente um ventilador e a
serpentina de desumidificação está colocada na sucção do mesmo. Obtém-se, com esta
configuração, um controle muito bom da umidade relativa, já que a vazão total de ar é
desumidificada, e a parcela transportada pelo duto quente é posteriormente reaquecida. Na prática,
se trata de uma instalação do tipo ar primário, em que as funções de controle da carga latente e da
carga sensível estão separadas. A necessidade de se realizar o reaquecimento do ar do duto quente,
faz com que o custo de operação desta instalação seja relativamente elevado.
De uma forma geral, as instalações do tipo duplo duto permitem resfriar e aquecer
simultaneamente as diferentes zonas servidas pelo sistema, não sendo necessária nenhuma
alteração dos controles para passar da operação no verão para a operação no inverno.
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95

Figura 7.12. Instalação com somente um ventilador e serpentina de
desumidificação na sucção do mesmo.

As instalações de duplo duto são indicadas para zonas interiores que possuem carga térmica
fundamentalmente constante e positiva, pois neste caso o ar do duto quente pode ser somente o de
recirculação, não sendo necessário reaquecê-lo.
As principais desvantagens destas instalações são: necessidade de grande espaço para
instalar dois dutos paralelos e o custo de operação relativamente elevado.
A vazão de ar a ser insuflada em cada um dos ambientes é o maior valor obtido entre as
exigências de refrigeração (verão), aquecimento (inverno) ou de ventilação. Deve-se observar que
uma vez calculada a vazão para uma zona, ela permanece constante, independentemente das
condições de operação, podendo ser somente ar frio, somente ar quente ou uma mistura de ambos.
A vazão de ar total da instalação é a soma das vazões máximas de cada uma das zonas.
As instalações do tipo duplo duto descritas até aqui, que são as mais utilizadas, operam
sempre com vazão constante. No entanto, podem ser encontrados sistemas que utilizam vazão de ar
variável, onde são instaladas caixas de mistura que, ao diminuir a carga sensível, reduzem a vazão
de ar frio até um mínimo estabelecido (40 ou 50% da vazão de projeto). Posteriormente, a vazão
permanece constante e tem início a mistura do ar do duto quente com o do frio, em função das
necessidades detectadas pelo termostato.

7.3 – Instalações Ar-Água.
7.3.1 – Instalações de Indução a Dois Tubos.
Neste tipo de instalação o ar primário, tratado em um condicionador central, é enviado a alta
pressão e alta velocidade até os condicionadores de indução (Figura 7.13) instalados nas zonas
condicionadas. O ar primário, ao sair a alta velocidade pelos bocais do condicionador, induz uma
certa vazão de ar ambiente (ar secundário), que atravessa uma serpentina, alimentada com água
quente ou fria, dependendo da unidade operar no inverno ou no verão. A mistura do ar primário com
o ar secundário é então insuflada no ambiente.
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96
Uma das funções do ar primário é a de promover a renovação do ar dos ambientes
condicionados, pois na maioria das instalações ele é composto somente de ar externo, o que
também evita a mistura de ar de uma zona com o de outra. A relação entre a vazão de ar primário e
a de ar secundário é denominada de relação de indução, e está normalmente compreendida entre
1:3 e 1:6. A relação de indução varia com o tipo de condicionador, com o número de bocais e com a
sua disposição.


Figura 7.13 – Climatizador de Indução

As configurações de indução mais difundidas apresentam dois regimes típicos de
funcionamento: um para o verão e outro para o inverno.
No verão, o ar primário, além de promover a renovação do ar e controlar a umidade relativa, é
utilizado também para neutralizar a carga térmica ambiente (positiva ou negativa) devido à
transmissão. Para a carga máxima de projeto, o ar primário, que se encontra a aproximadamente 13
°C na saída do condicionador central, é reaquecido quando a temperatura externa diminui. As outras
cargas sensíveis, todas positivas, são neutralizadas pelo ar secundário, que é resfriado no
condicionador de indução.
Durante o inverno, o ar primário, na saída do condicionador, está saturado a aproximadamente
10 °C, e é utilizado para controlar a umidade relativa do ambiente. O ar secundário é aquecido no
condicionador de indução, o que também aquece o ar primário, neutralizando a carga térmica
negativa. Neste caso, a serpentina secundária é alimentada com água quente, cuja temperatura é
função da externa.
O regime de funcionamento de inverno apresenta a possibilidade de refrigerar as zonas, com
carga positiva, somente com o ar primário, limitando a ação da serpentina secundária. Ele deve ser
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utilizado sempre que as necessidades líquidas de frio possam ser atendidas somente com o ar
primário. Quando isto não for possível deve-se passar ao funcionamento de verão, onde o ar primário
é reaquecido e as serpentinas secundárias são alimentadas com água fria.
Na Figura 7.15 é mostrado o esquema de uma instalação de indução. Para esta instalação,
durante o verão, o termostato T3 posiciona a válvula V3 de forma que a temperatura do ar na saída
da serpentina de resfriamento e desumidificação, do condicionador primário, seja constante. O
termostato sub-master T5 atua sobre a válvula V4, controlando o reaquecimento, em função da
temperatura externa.
A temperatura da água na saída da central frigorífica é mantida constante pelo termostato T8,
que controla a capacidade do chiller. A válvula de três vias V1 está posicionada de forma que a água
primária, ao sair do condicionador central, passa para o circuito secundário. A válvula V6 é mantida
fechada.
Durante o inverno o termostato T7 atua sobre a válvula V6, instalada nos aquecedores, de
forma a manter constante a temperatura da água no circuito secundário. O termostato T2 atua sobre
a válvula V2, instalada na serpentina de pré-aquecimento do condicionador central, controlando a
umidade e mantendo constante o ponto de orvalho do ar. A válvula é V1 posicionada de forma que a
água secundária passe pelo aquecedor.
O regulador de pressão P7 mantém uma diferença de temperatura constante entre os coletores
de impulsão e de retorno do circuito secundário, tanto no verão como no inverno, pela sua atuação
sobre a válvula modulante V7.


Figura 7.14. Regulagem da temperatura do ar primário
de da água secundária.
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98
As características mais representativas das instalações de indução são:
• Redução da vazão de ar, quando comparada com uma instalação todo-ar, sendo que a
vazão primária é, na maioria dos casos, somente ar externo;
• Evita-se a mistura de ar proveniente de diferentes zonas;
• Os indutores não possuem partes móveis, o que simplifica a sua manutenção;
• Podem ser utilizados para climatizar as zonas perimetrais de edifícios com um coeficiente de
ocupação médio, e caracterizados por possuírem cargas latentes relativamente pequenas,
com relação às sensíveis;

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Figura 7.15. Instalação de indução a dois tubos.
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7.3.2 – Instalações de Indução a Três Tubos.
Neste tipo de instalação cada condicionador de indução é alimentado por duas tubulações
(uma de água fria e outra de água quente), conectadas ao aparelho por meio de uma válvula de três
vias não misturadora, que controla seqüencialmente a vazão de água fria e a de água quente, em
função das necessidades detectadas pelos termostatos de ambiente. Uma tubulação de retorno
única conduz a água, que sai dos condicionadores de indução, até a central frigorífica ou térmica.
Portanto, ao se dispor continuamente de água quente e fria na serpentina secundária, as cargas
sensíveis do ambiente, negativas ou positivas, podem ser imediatamente satisfeitas, pela ação de
um destes fluídos.
Quando o termostato ambiente não detecta a necessidade de resfriamento ou aquecimento a
válvula é colocada na posição neutra, onde não existe fluxo através da mesma. Como conseqüência,
devem ser adotadas medidas especiais para proteção das bombas de circulação.
Neste tipo de instalação, o ar primário conserva as funções de controlar a umidade relativa do
ambiente, tanto no inverno como no verão, assim como a de ventilar as zonas condicionadas e
fornecer a potência necessária para a indução do ar secundário. No entanto, não é necessário
instalar a serpentina de reaquecimento no condicionador central, pois nas estações intermediárias
pode-se reaquecer o ar fazendo passar uma certa quantidade de água quente nos condicionadores
de indução.
A carga sobre a serpentina secundária, neste caso, é composta das parcelas referentes à
pessoas, radiação solar e iluminação, que são sempre positivas, e transmissão, que pode ser
negativa ou positiva, e como o ar exterior é resfriado no condicionador central, ele entra como uma
carga negativa.
Neste tipo de instalação ocorre uma considerável perda de energia como conseqüência da
mistura, que se realiza na tubulação de retorno comum, entre a água do circuito secundário quente e
a do circuito secundário fria.
A Figura 7.16 representa uma das muitas configurações possíveis para as instalações de
indução a três tubos com retorno comum. Como pode ser observado, nesta instalação é efetuado o
resfriamento indireto da água do circuito secundário, mediante um trocador de calor água-água (X2),
que separa o circuito primário do secundário.
A instalação da Figura 7.16 permite, em algumas situações das estações intermediárias,
obter o resfriamento da água do circuito frio através da água que sai da torre de resfriamento. Para
tal, deve-se desligar a bomba de circulação de água fria do circuito primário e a central frigorífica. As
válvulas A, B e C são então posicionadas, mediante o interruptor S1, de forma que a bomba de água
fria do circuito secundário envia água de recirculação através da válvula C, do trocador X1 e da
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válvula B, até as unidades de indução. Simultaneamente a bomba secundária de água quente envia
água de retorno, através da válvula A e do trocador X3, até os condicionadores de indução que
necessitem de água quente. Para este tipo de operação, o setpoint do termostato Tct é colocado a
uma temperatura inferior à de operação normal de verão, passando a controlar a temperatura da
água que sai da torre.


Figura 7.16. Instalação de indução a três tubos.

Durante a época de verão, a bomba primária faz circular a água através do evaporador da
unidade frigorífica, passando em seguida pela serpentina do condicionador central e pelo trocador
água-água X2. As válvulas A, B e C são posicionas de maneira que a bomba de velocidade variável,
do circuito secundário frio, envie água de recirculação através to trocador X2 e válvula B, até os
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condicionadores de indução que necessitem de água fria. A bomba de velocidade variável, do
circuito secundário quente, envia água de retorno através da válvula C, do trocador X1, da válvula A
e do trocador X3, até os indutores que necessitem de água quente. Neste caso, a água que sai do
condensador do circuito frigorífico é utilizada para aquecer a água do circuito secundário quente, no
trocador água-água X1.
Com relação à função dos outros componentes que aparecem na Figura 7.16, podem ser feitas
as seguintes observações:

7.3.3 – Instalações de Indução a Quatro Tubos.
As características de funcionamento deste tipo de instalação, no que se refere ao controle das
condições nos espaços condicionados, são idênticas as da instalação discutida no item anterior.
A principal diferença entre a instalação de indução a três tubos e a quatro tubos, reside no fato
de que, para esta última (4 tubos), a água quente e a água fria não se misturam em um circuito de
retorno comum, pois existe um circuito de retorno frio e outro quente. Desta maneira se evitam as
perdas de energia que acontecem, para algumas condições de operação, na instalação de indução a
três tubos.
A Figura 7.17 é um esquema do sistema de regulagem de um indutor, com somente uma
serpentina, empregada tanto para resfriamento quanto para aquecimento. Quando diminui a
temperatura do ambiente, a válvula modulante não misturadora V1, reduz a vazão de água fria no
condicionador, enquanto que a válvula desviadora, de duas posições V2, envia a água da saída do
condicionador de indução ao retorno frio. Se ocorrer uma diminuição adicional da temperatura
ambiente a válvula V1 fecha ou, caso a diminuição de temperatura persista, a válvula V1 começa a
dar passagem à água quente, comutando simultaneamente a válvula V2.


Figura 7.17. Instalação de indução a quatro tubos. Regulagem dos indutores.
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A Figura 7.17 é um esquema do sistema de regulagem de um indutor, com somente uma
serpentina, empregada tanto para resfriamento quanto para aquecimento. Quando diminui a
temperatura do ambiente, a válvula modulante não misturadora V1, reduz a vazão de água fria no
condicionador, enquanto que a válvula desviadora, de duas posições V2, envia a água da saída do
condicionador de indução ao retorno frio. Se ocorrer uma diminuição adicional da temperatura
ambiente a válvula V1 fecha ou, caso a diminuição de temperatura persista, a válvula V1 começa a
dar passagem à água quente, comutando simultaneamente a válvula V2.
Em muitos casos são utilizados condicionadores de indução dotados de duas serpentinas, uma
para aquecimento e outra para resfriamento. Seu controle é efetuado por válvulas separadas, isto é,
uma para cada serpentina.
Com relação ao seu circuito hidráulico, as instalações de indução a quatro são muito
semelhantes às instalações com fan-coils a quatro tubos e ar primário. Esta instalação necessita de
maior espaço e apresenta um maior custo inicial, no entanto, seu custo de operação é mais baixo
que a semelhante a três tubos.

7.3.4 – Instalações de Fan-Coils Com Ar Primário.
Os fan-coils são condicionadores de ar constituídos essencialmente de um ventilador
centrífugo, que pode ser de velocidade variável, filtros, uma serpentina e uma bandeja de
condensado. A serpentina, de acordo com o tipo e funcionamento da instalação, pode ser alimentada
com água quente ou com água fria.
Nas instalações de fan-coils com ar primário, estes condicionadores tratam unicamente o ar de
recirculação, sendo o ar externo tratado em um condicionador central, e distribuído, às zonas
condicionadas, por meio de uma rede de dutos.
Nestas instalações, a função dos fan-coils é unicamente realizar um resfriamento sensível,
sendo a carga latente controlada através do ar primário. A ausência de condensação nas serpentinas
de resfriamento melhora as condições higiênicas dos ambientes, o que torna este tipo de instalação
particularmente interessante para a utilização em hospitais, principalmente se for considerado o fato
de que não há mistura do ar de diferentes ambientes.
Para o controle da temperatura ambiente existem várias possibilidades, entre elas:
• A regulagem pode ser efetuada alterando-se manualmente a velocidade de rotação do
ventilador do fan-coil. Geralmente existem três opções de velocidade: mínima, média e
máxima.
• A regulagem pode ser feita por meio de um termostato que liga ou desliga o ventilador, em
função da temperatura do ambiente. A rotação do ventilador deve ser selecionada
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manualmente, de forma que se evite paradas freqüentes do ventilador. Neste tipo de
regulagem, quando o ventilador está parado, pode ocorrer um resfriamento excessivo da
carcaça do condicionador (fan-coil), ocorrendo condensação sobre esta. Portanto, deve ser
feito um bom isolamento do fan-coil.
• A regulagem também pode ser efetuada sobre a vazão de água que chega à serpentina do
fan-coil, mediante válvulas de 2 ou 3 vias, comandadas por um termostato de ambiente.

Estas instalações são largamente empregadas, devido principalmente aos seguintes fatores:
• Dimensões reduzidas;
• Adaptabilidade às diferentes exigências dos diferentes edifícios;
• Possibilidade de regular individualmente a temperatura ambiente;
• Não existe recirculação de ar entre diferentes ambientes;
• Possibilidade de parar uma unidade do conjunto, com a correspondente diminuição do custo
de operação;
• Possibilidade de fazer com que os fan-coils funcionem como indutores durante à noite.

7.3.4.1 – Instalação de fan-coil a dois tubos com ar primário.
Este tipo de instalação, do ponto de vista de controle das condições nos espaços
condicionados, é análoga às instalações de indução a dois tubos. O ar exterior, tratado em um
condicionador central, é distribuído aos diferentes ambientes por meio de uma rede de dutos.
Conforme mencionado, a função do ar primário é de controlar a umidade, ventilar os ambientes e
neutralizar as cargas térmicas devido à transmissão.
A diferença fundamental entre os sistemas com fan-coils e os de indução a dois tubos, reside
no fato de que para as instalações consideradas neste item os condicionadores de indução foram
substituídos por fan-coils.
A regulagem do condicionador de ar primário é essencialmente igual à efetuada nas
instalações de indução a dois tubos, tanto para inverno como para verão. A água fria, proveniente da
central frigorífica, é enviada à serpentina de resfriamento e desumidificação do condicionador
primário. A válvula de três vias V1 (comandada por um termostato cujo bulbo está instalado sobre a
água fria secundária) mistura uma certa vazão de água fria, que chega do circuito primário, com
outra certa vazão de água de recirculação, de forma que a superfície da serpentina dos fan-coils se
mantenha a uma temperatura constante e superior à do ponto de orvalho do ar. Para estas
condições a válvula do circuito de água quente está fechada.
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Figura 7.18, Instalação de fan-coil a dois tubos com ar primário.

Quando tem início a operação de inverno, a válvula V1 é posicionada de forma que não ocorra
passagem de água fria do circuito primário para o secundário. A bomba de zona recircula toda a
água através do trocador de calor (aquecedor), enquanto que a válvula V2 é comandada por um
termostato, que detecta a temperatura da água secundária na saída do aquecedor.
Uma característica destas instalações, que é típica de instalações com dois fluídos, é a
possibilidade de resfriar alguns ambientes e, simultaneamente aquecer outros. Sendo que a
regulagem da temperatura dos ambientes condicionados, pode ser efetuada por um dos métodos
descritos acima.
Uma desvantagem das instalações de fan-coils a dois tubos, com relação às de indução, se
refere à manutenção que exigem os motores de cada fan-coil.

7.3.4.2 – Instalação de fan-coil a três tubos com ar primário.
Do ponto de vista do controle das condições nos espaços condicionados, esta instalação é
análoga à instalação de indução a três tubos. Portanto, a função do ar primário é a de controlar a
umidade, ventilar os ambientes e neutralizar as cargas térmicas devido à transmissão.
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Nas instalações deste tipo, cada fan-coil está conectado ao circuito de alimentação de água fria
e de água quente, através de uma válvula de três vias não misturadora. Como no caso das
instalações de indução a três tubos, existe somente uma linha de retorno de água dos fan-coils.
Em função das necessidades detectadas pelo termostato de ambiente, os fan-coils são
alimentados por uma vazão variável de água fria ou, quando for ocaso, por uma vazão variável de
água quente. Deste modo é possível manter o ambiente dentro de uma faixa de temperaturas que vai
dos 20 aos 27 °C, independentemente do fato dos ambientes estarem à sombra ou sujeitos à
radiação solar.


Figura 7.19. Instalação de fan-coils a três tubos com ar primário.

A Figura 7.19 mostra o esquema de uma instalação de fan-coils a três tubos com ar primário. O
esquema apresentado, do ponto de vista hidráulico, é de resfriamento direto com retorno comum.
Para evitar que a vazão de água refrigerada, que passa pelo evaporador da central frigorífica, se
reduza a um valor muito baixo, com perigo de congelamento em condições de carga parcial, deve-se
utilizar um by-pass entre a impulsão e o retorno.
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Em condições normais de funcionamento, a velocidade da bomba de água gelada secundária é
controlada por um pressostato diferencial, instalado em uma das colunas, com tomada de pressão
nas tubulações de impulsão e retorno. A função deste pressostato é de reduzir a rotação da bomba,
em condições de carga parcial, de forma que se mantenha uma diferença de pressão constante entre
as tubulações mencionadas. Isto evita que vazões excessivas de água gelada passem através dos
fan-coils que necessitem de frio.
Durante a partida da central frigorífica, um termostato de imersão, que detecta a temperatura
da água na entrada do evaporador, anula o efeito do pressostato mencionado acima, e limita a
velocidade da bomba secundária de água gelada, evitando uma sobrecarga do equipamento
frigorífico.
A rotação da bomba secundária do circuito de água quente, também é controlada por um
pressostato diferencial, instalado com tomadas de pressão na tubulação de alimentação de água
quente e de retorno, que mantém constante a diferença de pressão entre elas. Também existe um
termostato de segurança, que como proteção atua na partida da central térmica.
No que se refere ao circuito de água fria, pode-se observar que o condicionador primário
recebe água à temperatura mínima (5 a 5,5 °C), enquanto que a temperatura da água fria do circuito
secundário é regulada por um termostato que atua sobre as válvulas modulantes V1 e V3, de
maneira que se mantenha constante a temperatura da água secundária e, a um nível suficientemente
elevado, para evitar a condensação de umidade sobre as serpentinas dos fan-coils.
A temperatura da água quente deve ser suficiente para permitir o aquecimento dos ambientes
quando os fan-coils funcionem à mínima velocidade. Quando a temperatura do ar exterior aumenta, a
temperatura da água quente deve ser convenientemente reduzida.
As instalações de fan-coils a três tubos podem aproveitar a água da torre de resfriamento, ou
utilizar o ar externo, como fonte de frio durante as estações intermediárias.
Do ponto de vista funcional, esta instalação deve ser considerada quando se trate de edifícios
com grandes superfícies envidraçadas, sujeito a sombras móveis e que necessitam de aquecimento
e resfriamento.


7.3.4.3 – Instalação de fan-coil a quatro tubos com ar primário.
Com relação à instalação descrita no item anterior, a instalação de fan-coils a quatro tubos com
ar primário (Figura 7.20) se caracteriza por um maior custo inicial e um menor custo de operação e,
no que se refere à possibilidade de controlar as condições dos ambientes condicionados, está
instalação é semelhante à anterior.
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Figura 7.20. Instalação de fan-coils a quatro tubos com ar primário.

O seu funcionamento é semelhante ao da instalação de indução a quatro tubos, substituindo-se
os condicionadores de indução por fan-coils e alimentando independentemente as zonas
condicionadas, com ar primário, por meio de uma rede de dutos separada.
Os fan-coils podem ser dotados de duas serpentinas, com válvulas de regulagem instaladas
nos circuitos de água quente e de água fria e acionadas em seqüência, ou dotados de somente uma
serpentina com válvulas de três vias não misturador na entrada da serpentina e desviadora na saída.
A água fria ao sair da central frigorífica é enviada diretamente à serpentina de desumidificação
do condicionador primário, sendo que o ar deixa este condicionador com temperatura entre os 10 e
13 °C.
A água fria do circuito secundário é obtida misturando-se água do circuito primário com água
de retorno do circuito secundário. A temperatura desta mistura é controlada por um termostato, que
comanda as válvulas V1 e V3, de forma que se evite condensação de umidade na serpentina..
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7.4 – Instalações Apenas Água.
Estas instalações utilizam como unidades terminais, na grande maioria dos casos, fan-coils.
Para este tipo de sistema de ar condicionado, os fan-coils são responsáveis pelo controle total das
condições dos ambientes, sendo dotados de uma tomada de ar de recirculação e uma de ar externo
(20 a 25%). No entanto, para evitar correntes de ar incontroláveis dentro dos edifícios, devido ao
vento e ao efeito chaminé, deve-se limitar ao caso de edifícios relativamente baixos e protegidos do
vento.
As instalações apenas água com fan-coils apresentam as mesmas vantagens das instalações
ar-água de fan-coils com ar primário, sendo, no entanto, de custo inicial mais baixo.


Figura 7.21 – Climatizador de ar do tipo Fan-Coil.

7.4.1 – Instalação de Fan-Coils a Dois Tubos.
Este tipo de instalação, empregado para o condicionamento de zonas perimetrais, representa
certamente a configuração mais econômica e mais difundida de instalações que utilizam fan-coils.
Estes condicionadores, que possuem uma tomada de ar externo, geralmente com regulagem
manual, são alimentados com água fria no verão e água quente no inverno. A comutação do
funcionamento de verão para inverno é efetuada pelo encarregado da instalação, e pode ser feita
manual ou automaticamente.
O funcionamento desta instalação é satisfatório quando as zonas condicionadas necessitam
somente de frio ou somente de calor, e inadequado quando alguns ambientes tenham carga positiva
(necessidade de resfriamento) e outros carga negativa (necessidade de aquecimento). Este
problema é particularmente importante no caso de edifícios com grandes áreas envidraçadas, para
temperaturas relativamente baixas, com alguns locais expostos à radiação solar e outros à sombra.
Uma solução para este problema seria o zoneamento da água de alimentação dos condicionadores,
mas somente se as áreas sombreadas são fixas.
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A Figura 7.22 representa esquematicamente uma instalação de fan-coils a dois tubos, com
regulagem da temperatura realizada mediante um termostato de duas posições, que para e coloca
em funcionamento os motores dos ventiladores. Este tipo de regulagem produz variações
significativas da temperatura, porém um bom controle de umidade, já que a temperatura da
superfície da serpentina diminui com a diminuição de carga sensível.


Figura 7.22. Instalação de fan-coils a dois tubos. Controle da
temperatura pelo acionamento dos ventiladores.

Durante o verão os fan-coils estão alimentados por água fria, sendo que a temperatura da
água, em cada zona, é mantida constante, pela ação de um termostato, cujo bulbo está instalado na
descarga da bomba de zona, e que modula a válvula três vias V3.
Durante o inverno é feita uma comutação no circuito hidráulico, que eventualmente é
automática, de modo que a água da central térmica chegue aos fan-coils. Um termostato, instalado
na impulsão das bombas de cada zona, faz com que a temperatura da água quente, de cada zona,
aumente à medida que diminui a temperatura externa, agindo sobre a válvula modulante V2. Os
termostatos de ambiente devem ser posicionados para operação em inverno, de forma que liguem o
ventilador dos fan-coils quando a temperatura diminuir.
Uma outra possibilidade para controlar a temperatura ambiente é a apresentada na Figura
7.23. Como pode ser observado, o controle é efetuado por meio de termostatos que atuam sobre as
válvulas de duas vias, controlando a vazão de água pelas serpentinas. Este tipo de controle exige a
instalação de um bypass na bomba de circulação dos circuitos de cada uma das zonas. Este bypass
na é necessário se forem utilizadas válvulas de três vias nos fan-coils.
Na instalação da Figura 7.23, quando uma zona necessita de frio, a válvula V1 (2 posições) é
posicionada de maneira que toda a água de recirculação da zona passe ao circuito primário, através
do evaporador, antes de ser enviada novamente à zona. A válvula V2 permanece fechada.
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Quando a zona passar ao regime de aquecimento, a válvula V1 é posicionada de forma que
não passe água do circuito primário ao circuito secundário. A bomba de zona recircula toda a água
através do aquecedor, e a temperatura da água quente, enviada aos fan-coils, é controlada por meio
da válvula V2. Os termostatos de ambiente devem ser posicionados para operação em inverno, de
forma que fechem a válvula de alimentação dos fan-coils quando a temperatura do ambiente
condicionado aumentar.


Figura 7.23. Instalação de fan-coils a dois tubos. Controle da
temperatura pela variação da vazão de água.

Este tipo de regulagem resulta em um adequado controle da temperatura, porém a umidade
relativa aumenta consideravelmente, quando a carga sensível diminui.
Com relação ao funcionamento de verão, cada fan-coil deve ser dimensionado tomando-se
como base o calor sensível, o calor latente do ambiente, o calor total geral do espaço condicionado e
a vazão de ar externo introduzida. Durante o inverno, o fan-coil deverá ser capaz de compensar as
perdas térmicas e aquecer o ar externo até a temperatura ambiente. A central frigorífica deve ser
dimensionada para satisfazer o calor total máximo simultâneo do edifício a condicionar.


7.4.2 – Instalação de Fan-Coils a Três Tubos.
Este tipo de instalação permite superar as limitações próprias da instalação de fan-coil a dois
tubos, isto é, permite aquecer alguns ambientes e, simultaneamente, resfriar outros, pois cada fan-
coil pode ser alimentado, segundo as necessidades do ambiente, com água fria ou água quente.
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O esquema apresentado na Figura 7.24 é semelhante ao apresentado para a instalação de
fan-coil a três tubos com ar primário. Sendo válidas as considerações efetuadas sobre a regulagem
das bombas de velocidade variável, mediante os pressostatos diferenciais.
No que se refere à água gelada, pode-se observar que um bypass assegura a vazão constante
de água através da central frigorífica, mesmo em condições de cargas parciais.


Figura 7.24. Instalação de fan-coil a três tubos.

Com esse tipo de instalação, melhora-se notavelmente a controle da temperatura ambiente em
estações intermediárias, com relação ás instalações de dois tubos, e sua aplicação é particularmente
interessante em edifícios com grandes áreas envidraçadas, sujeitos a sombras variáveis. Para
controle da umidade relativa e do suprimento de ar externo, persistem as limitações da instalação
discutida no item anterior. Entre suas vantagens pode-se incluir a eliminação da operação de
comutação, para passar do funcionamento de verão para inverno.

7.4.3 – Instalação de Fan-Coils a Quatro Tubos.
Esta instalação é idêntica à de três tubos, no que se refere às suas características funcionais,
com exceção de que o circuito a quatro tubos, como já foi mencionado, evita as perdas por mistura
entre água quente e água fria, no circuito de retorno comum. A Figura 7.25 representa uma esquema
simplificado de uma instalação de fan-coils a quatro tubos. Observe que os condicionadores que
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necessitam de frio são alimentados com água mantida à temperatura constante (5 a 7 °C), para
garantir que seja efetuada uma boa desumidificação, independentemente das condições de carga.
Um pressostato diferencial, com tomadas de pressão antes e depois do evaporador, modula a
válvula situada no bypass, de forma que a vazão de água através do evaporador seja
aproximadamente constante.
Este tipo de instalação apresenta, com relação ao anterior, um menor custo de operação,
porém com um elevado custo inicial.


Figura 7.25. Instalação de fan-coils a quatro tubos.

7.5 – Instalações de Expansão Direta
O sistema de climatização mais elementar é, sem dúvida alguma, o condicionador de ar de
janela. Estes aparelhos são dotados de compressor, condensador resfriado a ar, dispositivo de
expansão, serpentina de resfriamento e desumidificação do tipo expansão direta, filtros e
ventiladores para circulação do ar condicionado e para resfriamento do condensador. Normalmente o
aquecimento é feito normalmente por meio de uma bateria de resistências elétricas, muito embora
possam existir aparelhos de janela que podem operar como bomba de calor, através da inversão do
ciclo frigorífico. São normalmente encontrados com capacidades variando entre 7500 a 30000 Btu/h.
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Figura 7.26 – Condicionador de ar de janela.

Vantagens:
• Compactos e não requerem instalação especial;
• Fácil manutenção;
• Controle e atendimento específico de uma determinada área;
• Não ocupam espaço interno (útil);
• São produzidos para aquecimento por reversão de ciclo (bomba de calor).

Desvantagens:
• Pequena capacidade, maior nível de ruído;
• Não tem flexibilidade;
• Maior custo energético (kW/TR), distribuição de ar a partir de ponto único;
• Alterações na fachada da edificação;


Os Split (ou Mini-Split) são equipamentos que pela capacidade e características aparecem logo
após os condicionadores de janela. Estes aparelhos são constituídos em duas unidades divididas
(evaporadora e condensadora), que devem ser interligadas por tubulações de cobre, através das
quais circulará o fluido refrigerante. São aparelhos bastante versáteis, sendo produzidos com
capacidades que variam de 7.500 a 60.000 Btu/h.
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115
Vantagens:
• São compactos e de fácil instalação e manutenção;
• Tem grande versatilidade;
• Não interferem com fachadas;
• Distribuição de ar por dutos ou não;
• Podem operar como bomba de calor (ciclo reverso).


Figura 7.27. Condicionador de ar do tipo Mini-Split.

Desvantagens:
• Capacidade limitada;
• Procedimentos de vácuo e carga no campo.


Quando se trata de maiores capacidades, há que se falar nos Self Contained (condicionadores
autônomos), que são aqueles condicionadores de ar compactos ou divididos que encerram em seus
gabinetes todos os componentes necessários para efetuar o tratamento do ar, tais como: filtragem,
resfriamento e desumidificação, umidificação, aquecimento e movimentação do ar. Nestes
equipamentos também pode-se conectar uma rede de dutos de distribuição de ar a baixa velocidade.
Podem ser encontrados com capacidades variando entre 5 e 30 TR.
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Vantagens:
• Maior simplicidade de instalação;
• Em geral menor custo por TR;
• Fabricação seriada com aprimoramentos técnicos constantes;
• Garantia de desempenho por testes de fábrica;
• Manutenção e reposição de peças mais eficientes e econômicas;
• Maior rapidez de instalação;
• Grande versatilidade para projetos (zoneamentos, variações de demanda) etc.

Desvantagens:
• Não são produzidos para operar como bomba de calor.
• Os equipamentos divididos requerem procedimentos habituais de vácuo e carga de gás.


Figura 7.28. Self Contained (condicionador autônomo).

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117
PROBLEMAS:
1) Com o objetivo de comparar as condições ambientes produzidas e a potência instalada de um
sistema com bypass e um sistema com reaquecimento, considere um espaço que deve ser mantido
a 25 °C, e que possui 205 kW de carga sensível e 88 kW de carga latente quando a temperatura
externa é de 35 °C e a umidade relativa 40%. A vazão de ar insuflada no ambiente é de 30 kg/s e a
vazão de ar externo é de 4,5 kg/s. As condições do ar na saída da serpentina de resfriamento são:
T
BS
= 10 °C e φ = 95 %.
Para o sistema de bypass determine: (a-) umidade relativa do ambiente e (b-) a capacidade de
resfriamento do sistema. Para o sistema com reaquecimento determine: (c-) a umidade relativa do
ambiente, (d-) a capacidade do sistema de reaquecimento e (e-) a capacidade de resfriamento do
sistema. (obs: considerar 101,325 kPa como pressão atmosférica).

2) Considere uma instalação para múltiplas zonas com reaquecimento, operando ao nível do mar,
num local onde a temperatura de bulbo seco é 32 °C e a de bulbo úmido 23 °C. A vazão de ar
externo corresponde a 25% da vazão de cada zona, sendo que o sistema é constituído de dois
ambientes condicionados com as seguintes características:
Zona 1: deve ser mantida a 22 °C e 40% de umidade
calor sensível = 80 kW & calor latente = 20 kW
Zona 2: deve ser mantida a 26 °C e 30% de umidade
calor sensível = 75 kW & calor latente = 25 kW
Considerando que o ar na saída da serpentina de resfriamento se encontra saturado a 5 °C,
determine: (a-) a vazão de ar e a potência do reaquecimento para a zona 1, (b-) idem para zona 2 e
(c-) capacidade da serpentina de resfriamento e desumidificação.

3) Um sistema de ar condicionado com temperatura constante e vazão variável deve ser utilizado
para condicionar os mesmos ambientes do exemplo 2. Determine para este sistema (a-) a vazão de
ar de cada zona e (b-) a capacidade da serpentina de resfriamento para estas condições. Observe
que para este sistema não é possível especificar a umidade das zonas condicionadas, logo se deve
considerar somente as suas temperaturas. Considere as mesmas condições para o ar na saída da
serpentina de resfriamento.

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118
Capítulo 8 – Termoacumulação

8.1 – Introdução
Os sistemas de condicionamento de ar, de uma forma geral, não possuem carga térmica
constante. Assim, para que a central frigorífica tenha capacidade suficiente para atender a todas as
variações de carga do sistema, seus componentes são geralmente especificados em função do pico
de demanda. Este procedimento, além de não atender à crescente necessidade de conservar
energia, provoca a elevação do custo inicial dos equipamentos. Deve-se observar também que a
carga térmica dos sistemas de ar condicionado para conforto térmico, em geral, alcança seu pico
diário, no período da tarde, justamente no horário em que as tarifas elétricas são mais elevadas.
Como solução para estes problemas, podem ser utilizados os sistemas de condicionamento de
ar que adotem a técnica de termoacumulação com gelo, pois este é um método para nivelar as
potências demandadas, o que também permite tirar proveito da tarifa elétrica horo-sazonal, através
do planejamento do funcionamento da central frigorífica, de modo a deslocar o consumo total ou
parcial para os horários cuja tarifa elétrica é menos elevada.
Durante os últimos vinte anos, o uso da termoacumulação de frio, tem se tornado uma prática
comum, na indústria de ar condicionado. O que levou ao desenvolvimento de diferentes sistemas
para produção e armazenamento de gelo, dentre os quais se destacam os sistemas de acumulação
com expansão direta e os sistemas de acumulação indireta Strand (1994). No Brasil, o número de
instalações que utilizam a técnica de termoacumulação com gelo é superior a 100, sendo que as
primeiras instalações somente começaram a aparecer em 1985 (Chiachia. 1993).
Uma discussão geral da técnica de termoacumulação de frio pode ser encontrada no ASHRAE
Handbook, “HVAC Systems and Aplications”, onde são analisados aspectos econômicos, estratégias
e equipamentos para armazenagem, e principais aplicações. Análises econômicas e operacionais,
sobre vários sistemas de ar condicionado utilizando termoacumulação, também são apresentadas
por Kintner-Meyer e Emery (1995) e por Potter et al. (1995).
O frio é armazenado através da produção de gelo (Figura 8.1), ou através do resfriamento de
água feito pelo sistema frigorífico. Isto ocorre durante a noite, fora dos horários de ponta, quando a
demanda de energia é mínima. O frio armazenado, auxilia no resfriamento nos horários de ponta de
carga do ar condicionado no dia seguinte. Armazenar frio durante a noite e usá-lo durante o dia, não
é uma idéia nova, nem tão pouco experimental. Durante muitos anos este conceito tem sido usado
no condicionamento de ar em instalações com demanda de pico de curta duração, como igrejas e
teatros. Agora surge um interesse renovado para um uso mais amplo de sistemas de armazenagem
de frio, tanto por parte dos usuários como também por parte das empresas geradoras de eletricidade,
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119
responsáveis pela oferta de energia elétrica, como uma maneira segura e econômica para reduzir os
custos operacionais e de investimentos em novas usinas de geração de energia.


Figura 8.1 – Sistema de termoacumulação com banco de gelo (internal-melt ice storage system).

A termoacumulação não só pode reduzir pela metade os custos operacionais, como também
pode reduzir substancialmente os desembolsos de capital, quando os sistemas são adequadamente
projetados para novos edifícios comerciais e industriais. Projetistas podem especificar equipamentos
(chillers) de capacidade média, operando 24 horas por dia, ao invés de máquinas com capacidade
integral para atender aos picos, operando somente 10 ou 12 horas por dia. Quando aplicados em
reforma ou retrofit de instalações existentes, um sistema de termoacumulação pode freqüentemente
suprir as cargas térmicas adicionais sem aumento da capacidade do chiller existente.
Em projetos convencionais de sistemas de ar condicionado, as cargas térmicas de refrigeração
são medidas em termos de “Toneladas de Refrigeração” ou “TR” necessárias. Sistemas de
Termoacumulação, entretanto, têm suas capacidades indicadas em “Toneladas Hora” ou “TR-
HORA”. A Figura 8.2 representa a carga teórica de refrigeração de 100 TR mantida durante 10
horas, ou uma carga de refrigeração de 1000 TR-HORA. Cada um dos 100 quadrados no diagrama
representa 10 TR-HORA.
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120


Figura 8.2: Carga teórica de refrigeração de 100 TR.

Na prática, nenhum sistema de condicionamento de ar de edifícios comerciais opera com 100%
de capacidade durante todo o ciclo diário de refrigeração. A carga de ar condicionado atinge o seu
pico durante o período da tarde (geralmente entre 14:00 e 16:00 h), quando a temperatura ambiente
é mais alta. A Figura 8.3 representa o perfil típico da carga térmica de um sistema de
condicionamento de ar de um edifício comercial.
Como se vê, o chiller de 100 TR é utilizado na sua capacidade máxima somente durante duas
das 10 horas do ciclo diário. Durante as outras 8 horas, apenas uma parcela da capacidade total do
chiller é solicitada. Somando-se os quadrados sombreados, encontra-se um total de 75, cada um dos
quais representando 10 TR-HORA. Entretanto, é necessário especificar chiller de 100 TR, para
atender à carga de refrigeração de 100 TR no horário de ponta.
O fator de carga é definido como a relação entre a carga real de refrigeração e a capacidade
potencial total do chiller, ou seja:

100 X
1000
750
) total Potencial ( CARGA HORA TR
100 X ) real a arg c ( HORA TR
(%) a arg c de Fator =
− −

=

Neste caso, o chiller tem um fator de carga de 75 %. Ele é capaz de prover 1000 TR-HORA,
quando somente são solicitadas 750 TR-HORA. Se o fator de carga é baixo, o desempenho
econômico do sistema também é baixo.
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121

Figura 8.3: Perfil típico da carga de ar condicionado de um edifício comercial.

Dividindo-se o total de TR-HORA do edifício pelo número de horas que o chiller opera, tem-se a
carga média do edifício durante todo o período de refrigeração. Se a carga do ar condicionado
pudesse ser deslocada para um horário fora de ponta, ou nivelada para a carga média, poder-se-ia
utilizar um chiller de menor capacidade, alcançando um fator de carga de 100 %, o desempenho
econômico.

8.2 – Escolhendo Armazenagem Total ou Parcial
Duas estratégias de administração de carga são possíveis com o sistema de armazenagem de
frio por bancos de gelo. Quando as tarifas de energia elétrica requerem um deslocamento completo
de carga, pode-se usar um chiller de capacidade convencional, com armazenagem de energia (frio)
suficiente para deslocar a carga total para as horas fora de ponta. Essa estratégia é chamada
Sistema de Armazenagem Total e é freqüentemente aplicada em instalações existentes, usando a o
chiller existente.
A Figura 8.4 mostra o mesmo perfil da carga de ar condicionado do edifício comercial, mas com
a carga de refrigeração completamente deslocada para as 14 horas fora do horário de uso da
refrigeração. O chiller é usado para produzir e armazenar gelo ou para resfriar água durante a noite.
O frio armazenado atende à demanda de 750 TR-HORA durante o dia. A carga média foi reduzida
para 53,6 TR (750 TR-HORA / 14:00 horas = 53,6 TR), o que resulta em significativa redução dos
custos de energia, tanto pela redução do pico da demanda, quanto pela redução nas horas de tarifas
altas.
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122

Figura 8.4: Sistema de armazenagem total.


Figura 8.5: Sistema de armazenagem parcial.

Em instalações novas, um Sistema de Armazenagem Parcial é a estratégia de administração
de carga mais prática e aquela de maior eficiência de custo. Neste método de nivelamento de carga,
o chiller funciona continuamente. Ele formará gelo ou resfriará água durante a noite, e durante o dia
refrigerará diretamente com a ajuda do frio armazenado. O aumento das horas de operação de 14
para 24 horas resulta na carga média mais baixa possível (750 TR-HORA / 24 horas = 31,25 TR),
como ilustrado na Figura 8.5. A incidência de tarifa de ponta da demanda é consideravelmente
reduzida e a capacidade do chiller pode ser reduzida em 50 a 60% ou mais.
Uma outra possibilidade é a estratégia armazenagem parcial, com desligamento do chiller no
horário de ponta do sistema elétrico, onde a tarifa de energia é mais elevada (Figura 8.6)
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123


Figura 8.6 – Sistema de armazenagem parcial, com desligamento do chiller no
horário de ponta.


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124
Capítulo 9 – Melhorias Energéticas Possíveis.

9.1 – Estrutura.
Entende-se por estrutura o conjunto de elementos que configuram os edifícios ou locais
servidos pelas instalações de ar condicionado. Para as estruturas podem ser citados os seguintes
pontos, passíveis de melhorias que resultarão na redução do consumo de energia:
• Aplicação de isolamento nos telhados, forros falsos e paredes. Esta medida reduz o
consumo de energia, porém necessita de uma análise econômica detalhada.
• Considerar a possibilidade de utilizar telhados de cor clara, para diminuir os ganhos de
calor por insolação.
• Sempre que possível, ventilar os espaços vazios em baixo dos telhados (áticos);
• Instalar vidros reflexivos ou películas plásticas nas janelas de vidro, diminuindo-se assim os
ganhos de calor por radiação solar. É importante determinar o efeito de tal solução quando
se utiliza iluminação natural. Deve-se chegar a um ponto de equilíbrio ótimo entre o
consumo de energia para climatização e para iluminação.
• Manter os níveis de iluminação do ambiente dentro do mínimo recomendo por norma.
• Instilar persianas exteriores ou brises, nas janelas dos ambientes climatizados. Para este
item também vale a afirmação anterior quanto ao consumo de energia do sistema de
iluminação.
• Instalar vidros duplos em lugar de vidros simples. Esta solução é fundamentalmente
importante para sistemas de calefação.
• Checar a vedação de portas e janelas, e se possível, instalar juntas de vedação.
• Checar e eliminar e reduzir as frestas ao redor das armações de portas e janelas.
• Substituir vidros quebrados e corrigir imperfeições nas vedações dos mesmos (reaplicar a
massa de vedação/sustentação, caso necessário).
• No caso de portas com duas folhas, reduzir o máximo possível a fresta entre as folhas.
• Fechar com material opaco as janelas que não estejam contribuindo efetivamente com
iluminação natural.

Exemplo: Um ambiente cuja parcela da carga térmica referente a transmissão de calor pelo teto é de
18,0 TR, tem sua cobertura composta por uma laje de concreto com 18 cm de espessura. Estime a
redução da carga térmica deste ambiente, considerando, que será aplicado um isolamento de isopor,
com 2,5 cm de espessura, sobre a laje.
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125
Teto sem isolamento:
C m h
kcal
28 , 3 U
2
sem
"
=

Teto com isolamento:
C m h
kcal
07 , 1 U
2
com
"
=

326 , 0
28 , 3
07 , 1
T A U
T A U
Q
Q
eqv teto sem
eqv teto com
sem
com
= =


=
!
!


Proporcionalmente aos 8,0 TR, a redução do aporte de calor pelo teto será de:

) h / kcal 17841 ( TR 9 , 5 326 , 0 0 , 18 Q
com
= =
!


Considerando que o sistema opera 10 h/dia, 22 dias/mês e 12 meses/ano, e que o sistema de
condicionamento de ar utiliza um chiller cuja eficiência é de 0,85 kW/TR, a redução no consumo será:

ano
kWh
13240
TR
kW
85 , 0 TR 9 , 5
ano
mês
12
mês
dia
22
dia
h
10 Consumo . d Re = =

Se a tarifa de energia elétrica é de 0,118 R$/kWh, tem-se uma economia de:


ano
$ R
1562
kWh
$ R
118 , 0
ano
kWh
13240 Economia = =

Obs: 1. A carga térmica em excesso foi estimada para valores extremos, sendo que um calculo
detalhado deveria levar em consideração as variações de temperatura ao longo do ano.
2. A eficiência do chiller foi considerada para um equipamento antigo, devendo ser
considerada a máquina do caso em análise.

Exemplo: Um edifício de 5 andares (600 m
2
/andar) tem uma taxa média de iluminação de 20 W/m
2
.
Estimou-se que cerca de 70% da iluminação pode ser desligada no período pós-expediente, isto é,
das 18:00 as 22:00 horas. Estimar a economia de energia do sistema de condicionamento de ar,
devido à redução da iluminação.


2 2
m 3000 andares 5 andar / m 600 ada min Ilu Área = =

TR 9 , 11 W 42000
m
W
20 m 3000 Térmica a arg C de d Re
2
2
= = =

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126
Considerando que o sistema opera 22 dias/mês e 12 meses/ano, e que o sistema de
condicionamento de ar utiliza um chiller com eficiência de 0,8 kW/TR, tem-se:


ano
kWh
10053
TR
kW
80 , 0 TR 9 , 11
ano
mês
12
mês
dia
22
dia
h
4 Consumo = =

Se a tarifa de energia elétrica é de 0,118 R$/kWh, tem-se uma economia de:


ano
$ R
1186
kWh
$ R
118 , 0
ano
kWh
10053 Economia = =


Exemplo: Suponha que um edifício, com 9300 m
2

de área, possua um sistema de iluminação que vai
ser otimizado, passando de uma taxa média de iluminação de 33 W/m
2
para 21 W/m
2
. Estimar a
economia de energia do sistema de condicionamento de ar, devido otimização do sistema de
iluminação.

TR 7 , 31 W 111600
m
W
) 21 33 ( m 9300 Térmica a arg C de . d Re
2
2
= = − =

Considerando que o sistema opera 10 h/dia, 22 dias/mês e 12 meses/ano, e que o sistema de
condicionamento de ar utiliza um chiller novo, cuja eficiência é de 0,6 kW/TR, a redução do consumo
será de:


ano
kWh
8 , 50212
TR
kW
6 , 0 TR 7 , 31
ano
mês
12
mês
dia
22
dia
h
10 Consumo . d Re = =

Se a tarifa de energia elétrica é de 0,118 R$/kWh, tem-se uma economia de:


ano
$ R
5925
kWh
$ R
118 , 0
ano
kWh
8 , 50212 Economia = =


9.2 – Sistemas de Condicionamento de Ar.
Os sistemas de condicionamento de ar são constituídos por instalações e equipamentos
mecânicos (ventiladores, bombas, tubulações, dutos, etc) e elétricos (de potência, manobra e
regulagem). Devem ser analisados todos os componentes, sejam mecânicos ou elétricos.
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127
• Analisar detalhadamente todos os sistemas antes de efetuar modificações. Certas
modificações podem aumentar o consumo de energia.
• Utilizar motores elétricos de potência adequada. Motores elétricos superdimensionados
trabalham com rendimento baixo.
• Desligar todos os sistemas quando não vão realmente ser utilizados.
• Estudar e otimizar o horário de partida e parada dos sistemas de climatização.
• Fechar as tomadas de ar exterior, quando os sistemas não vão ser utilizados.
• Diminuir a vazão de ar exterior de renovação até o valor mínimo permissível para satisfazer
os critérios de ventilação.
• Minimizar as fugas de ar dos dutos.
• Checar os dampers para garantir que sejam mínimos os vazamentos (fluxo através dos
dampers) quando completamente fechados.
• Quando do comissionamento da instalação, ou mesmo em intervalos regulares, deve-se
determinar o valor das infiltrações de ar externo, pois estas podem constituir uma
porcentagem importante da vazão mínima de ar externo.
• Ajustar a temperatura da água gelada e da água quente, de acordo com as necessidades
reais da instalação.
• Estabelecer um zoneamento correto da edificação, utilizando sistemas distintos para as
zonas perimetrais (sujeitas aos efeitos climáticos) e as zonas interiores (sujeitas
basicamente a cargas devido à iluminação e ocupação).
• Fazer com que os elementos auxiliares do sistema de condicionamento de ar somente
sejam usados postos em marcha quando sejam necessários.
• Desligar os ventiladores de extração de zonas não ocupadas e manter a vazão destes
ventiladores dentro dos valores estabelecidos em projeto (valor mínimo possível).
• Fazer com que os ventiladores de extração de banheiros e lavabos funcionem somente
quando estejam ocupados. Isto pode ser realizado conectando os ventiladores ao
interruptor de iluminação.
• Utilizar a água dos sistemas de condensação dos equipamentos frigoríficos para pré-
aquecer a água quente sanitário ou industrial.
• Utilizar água de condensação para alimentar as serpentinas de reaquecimento dos
sistemas de climatização.
• Utilizar água de condensação para alimentar pré-aquecer o ar externo.
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128
• Se houver disponibilidade, aproveitar o condensado de vapor para pré-aquecer a água.
• Analisar a possibilidade de substituição de equipamentos de calefação elétricos por outros
que trabalhem com um fluido quente.
• Isolar tubulações e dutos que passam por espaços não condicionados e/ou não ocupados.
• Reparar todos os isolamentos em mau estado de conservação.
• Diminuir as vazões de água gelada e quente, até os valores mínimos possíveis.
• Ajustar o diâmetro dos rotores das bombas para compatibilizar seu funcionamento coma as
necessidades dos circuitos.
• Manter limpos os filtros das tubulações de água gelada e quente;
• Verificar se os purgadores de ar dos circuitos hidráulicos estão funcionando corretamente.
A presença de ar nas tubulações aumenta o consumo de energia.
• Verificar se as dimensões dos tanques de expansão são adequadas. Tanques
subdimensionados provocam a perda de água.
• Se existe vapor de alta pressão, analisar a possibilidade de instalar turbinas para acionar
bombas e ventiladores.
• Identificar e reparar todas as fugas de fluidos existentes (ar, água quente, água gelada,
refrigerante, óleo, etc).
• Utilizar um sistema de tratamento de água adequado, diminuindo assim as incrustações
nas tubulações em tubulações, trocadores de calor, etc.
• Manter ajustado o sistema de purga do circuito de água das torres de resfriamento,
evitando a perda excessiva de água e produtos químicos.
• Verificar se a classe dos filtros de ar atendem as exigências da instalação em questão.
Normalmente, filtros de melhores (classes maiores) provocam maior perda de carga,
consumindo mais energia.
• Analisar a possibilidade de aumentar a área dos filtros de ar para diminuir sua perda de
carga.
• Estabelecer u programa cuidadoso de manutenção dos filtros de ar, para que estes sempre
estejam em ótimas condições.
• Manter limpos evaporadores, serpentinas de água e condensadores.
• Considerar a possibilidade de utilização de resfriamento evaporativo do ar para a
climatização de certos ambientes.

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129
Exemplo: Num determinado escritório, calculou-se o ar de ventilação para 100 pessoas e a carga
térmica referente ao ar de renovação, em 2500 m
3
/h e 25000 kcal/h (8,3 TR), respectivamente.
Considerando que o gerente de manutenção mediu na tomada de ar externo a vazão de 3060 m
3
/h,
estimar o consumo em excesso do equipamento de condicionamento de ar.
O ar em excesso corresponde a:

h / m 560 2500 3060
3
= −

Proporcionalmente aos 8,3 TR, este excesso de vazão corresponde a uma carga de:

) h / kcal 5622 ( TR 86 , 1 3 , 8
2500
560
= ⋅

Considerando que o sistema opera 10 h/dia, 22 dias/mês e 12 meses/ano, e que o sistema de
condicionamento de ar utiliza um chiller antigo, cuja eficiência é de 1,3 kW/TR, o excesso de
consumo será de:


ano
kWh
6383
TR
kW
3 , 1 TR 86 , 1
ano
mês
12
mês
dia
22
dia
h
10 Consumo = =

Se a tarifa de energia elétrica é de 0,118 R$/kWh, tem-se uma economia de:


ano
$ R
753
kWh
$ R
118 , 0
ano
kWh
6383 Economia = =


Obs: 1. A carga térmica em excesso foi estimada para valores extremos, sendo que um calculo
detalhado deveria levar em consideração as variações de temperatura ao longo do ano.
2. A eficiência do chiller foi considerada para um equipamento antigo, devendo ser
considerada a máquina do caso em análise.

Exemplo: Verificou-se que uma instalação de condicionamento de ar tem seus Fan-Coil operando
com uma vazão de 23000 m
3
/h. Durante três meses de um ano, os filtros destes Fan-Coils estiveram
sujos, causando um perda de carga em excesso de 10 mmCA (0,1 kPa). Estimar o excesso de
consumo destes equipamentos e a economia que poderia ter sido efetuada.
A potência do ventilador necessária para compensar o excesso de perda de carga pode ser
estimada por:
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130

750
PD V
W
!
=

onde: W potência, kW.
V vazão, em l/s.
PD perda de carga, em kPa.

Para o exemplo:
s
l
63888
s
h
3600
1
m
l
1000
h
m
230000 V
3
3
= =
!


kW 51 , 8
750
1 , 0 63888
W = =

Considerando que o sistema opera 10 h/dia, e 22 dias/mês, tem-se:


ano
kWh
5622 kW 51 , 8
ano
mês
3
mês
dia
22
dia
h
10 Consumo = =

Se a tarifa de energia elétrica é de 0,118 R$/kWh, tem-se uma economia de:


ano
$ R
40 , 663
kWh
$ R
118 , 0
ano
kWh
5622 Excesso em Despeza = =

9.3 – Redução do Consumo de Energia em Instalações de Ar Condicionado.
9.3.1 – Sistemas Com Vazão de Ar Variável (VAV).
Como descrito anteriormente, os sistemas VAV podem fornecer ar aquecido ou refrigerado, à
temperatura constante, para todas as zonas servidas. Caixas VAV terminais, localizadas em cada
zona, controlam a quantidade que será insuflado no ambiente, em função da sua carga térmica.
Como métodos para a redução do consumo de energia destes sistemas podem ser citados:
1. Redução do volume total de ar tratado pelo sistema até o mínimo satisfatório;
2. Redução da temperatura da água quente e aumento da temperatura da água fria, de
acordo com os requerimentos do sistema;
3. Trabalhar com temperaturas do ar refrigerado não inferior à necessária para satisfazer a
zona com carga térmica máxima;
4. Instale controles de pressão estática, aumentando-se a eficiência de operação (regulagem)
dos dampers de by-pass;
5. Instalar damper de regulagem da sucção do ventilador, caso não exista.
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131
9.3.2 – Sistemas Com Vazão Constante (VAC)
A maioria dos sistemas com vazão de ar constante fazem parte se um outro sistema, por
exemplo, um sistema duplo duto, ou são usados para fornecer a vazão exata de ar insuflado. As
oportunidades para a redução do consumo de energia destes sistemas residem em:
1. Determinar e utilizar a mínima vazão de ar que é suficiente para atender as cargas
térmicas;
2. Investigar a possibilidade de conversão destes sistemas para vazão de ar variável;

9.3.3 – Sistemas de Indução
Estes sistemas fornecem ar primário à alta velocidade para os condicionadores de indução
instalados nas diferentes zonas. Nestes condicionadores o ar primário é descarregado através de
bocais, induzindo uma certa quantidade de ar do ambiente através de serpentinas de aquecimento
ou resfriamento. Como métodos para a redução do consumo de energia destes sistemas podem ser
citados:
1. Fixar a vazão de ar primário em valores iguais aos de projeto, quando for efetuado o
balanceamento da instalação;
2. Inspecionar os bocais. Verificar se houve alargamento dos orifícios dos bocais em
decorrência da utilização. Se houve alargamento, balancear novamente a quantidade de ar
primário. Manter os bocais limpos, para evitar excessiva perda de carga;
3. Trabalhar com temperatura da água fria no máximo valor possível, durante o ciclo de
resfriamento;
4. Considerar a possibilidade de utilização de ajuste manual da temperatura do ar primário
durante o aquecimento, ao invés de se utilizar um ajuste automático, em função das
condições externa.


9.3.4 – Sistemas Duplo Duto.
O condicionador central dos sistemas duplo duto fornecem ar aquecido ou refrigerado, ambos à
temperatura constante. Cada zona é servida por dois dutos, um com ar quente e outro com ar
refrigerado, que alimentam uma caixa de mistura. Esta caixa mistura o ar quente com o ar
refrigerado, de forma que se atinja a temperatura adequada para satisfazer a carga térmica da zona
em que está instalada. Como medidas para a redução do consumo de energia podem ser citadas:
1. Redução da temperatura do ar quente e aumento da temperatura do ar refrigerado;
2. Redução da vazão de ar, para todas as caixas de mistura, até o nível mínimo aceitável;
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132
3. Quando não existir cargas de resfriamento, fechar o duto de ar frio e desligar o sistema
frigorífico. Operar o sistema como se fosse constituído de um único duto Quando o sistema
passa a operar como de fosse de duto único, ocorre uma redução da vazão de ar, portanto
há economia de energia.
4. Quando não existir cargas de aquecimento, fechar o duto de ar quente e desligar o sistema
de aquecimento. Operar o sistema como se fosse constituído de um único duto;

9.3.5 – Sistemas de Zona Única.
Um sistema de zona única é aquele que fornece ar aquecido ou refrigerado, para uma única
zona, controlado por seu termostato. O condicionador de ar pode estar instalado dentro da própria
zona ou fora desta, em local apropriado, e o ar pode ser insuflado diretamente no ambiente ou
distribuído por dutos. Pontos que podem resultar em redução do consumo de energia são:
1. Em alguns sistemas a vazão de ar pode ser reduzida até um mínimo satisfatório,
reduzindo-se a potência do ventilador. Deve ser lembrado que a potência do ventilador
varia com o cubo da vazão. Assim, para 10% de redução da vazão, há uma redução de
27% na potência do ventilador.
2. Aumento da temperatura de insuflamento durante o verão e redução durante o inverno;
3. Utilização da serpentina de resfriamento para fornecer tanto resfriamento como
aquecimento, através da mudança da tubulação de água (fria ou quente). Isto permite a
remoção da serpentina de aquecimento, o que resulta em economia de energia de duas
formas. A primeira resulta da redução da perda de carga do sistema, portanto há economia
de energia associada ao ventilador. A segunda está relacionada com as dimensões das
serpentinas de resfriamento, as quais são muito maiores que as de aquecimento. Isto
permite trabalhar com menores temperaturas da água quente. Deve-se observar que a
remoção da serpentina de aquecimento não é recomendada se o controle de umidade é
crítico na zona considerado.

9.3.6 – Sistemas Com Reaquecimento Terminal.
Nestes sistemas o condicionador central fornece ar a uma dada temperatura para todas as
zonas servidas pelo mesmo. Em seguida, serpentinas de reaquecimento, instaladas em cada zona,
aquecem ar primário, em função da carga térmica da zona considerada. As oportunidades para a
redução do consumo de energia destes sistemas residem em:
1. Redução da vazão de ar para sistemas com zona única, ou até aquela mínima para
satisfazer todas as zonas;
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133
2. Se for necessário um controle preciso da temperatura e da umidade nas zonas, deve-se
reduzir a temperatura e a vazão de água da serpentina de reaquecimento, até valores
mínimos satisfatórios;
3. Se não for necessário um controle preciso de umidade e temperatura, deve ser analisada a
possibilidade de conversão do sistema para um VAV, eliminando-se as serpentinas de
reaquecimento.

9.4 – O Ciclo Economizador
O conceito básico de ciclo economizador é a utilização de ar externo para resfriamento, quando
as condições ambientais permitem. Há diversos parâmetros que devem ser avaliados para
determinar se o ciclo economizador se justifica. Entre estes parâmetros estão:

1. Clima;
2. Ocupação da edificação;
3. O zoneamento da edificação;
4. A compatibilidade do “economizer” com outros sistemas;
5. O custo de sua implantação.

Para se efetuar o resfriamento através do ar externo geralmente necessita-se de um ventilador
de retorno adicional e de equipamentos de controle (para o economizer). O sistema de umidificação
também será sobrecarregado, portanto estes sistemas devem ser cuidadosamente avaliados,
levando em consideração sua aplicação especifica.

9.4.1 – Ciclo Economizador Controlado por Temperatura de Bulbo Seco.
A operação deste ciclo pode ser automatizada instalando-se dampers de ar externo
dimensionados para 100% da vazão insuflada e controles locais que, durante a operação em ciclo
economizador, em um eventual aumento da temperatura do ambiente condicionado, abrirão primeiro
os dampers de ar externo. Após a abertura dos dampers, um aumento da temperatura do ambiente
climatizado deverá fazer com que os controles acionem o sistema de resfriamento (serpentinas de
expansão direta ou água gelada).
O ciclo economizador controlado por temperatura de bulbo seco é ativado quando a
temperatura externa de bulbo seco é inferior a um determinado valor, por exemplo 21 °C (este valor
depende da localização). Acima desta temperatura o resfriamento por ar externo não é econômico, e
os dampers de ar externo fecham até a posição mínima, para satisfazer a ventilação.
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134

Figura 9.1 – Ciclo Economizador (por temperatura) – Controle da Temperatura de Mistura.


Figura 9.2 – Ciclo Economizador (por temperatura) – Controle da Temperatura da Água.

No sistema mostrado na Figura 9.1, que é bastante comum, os dampers de ar externo e de
retorno são modulados de forma que a temperatura de mistura seja constante. Na Figura 9.2, o
controlador que atua sobre a válvula de água gelada também opera os dampers de ar externo e de
retorno, sendo que a válvula de água gelada é operada seqüencialmente com estes dampers. Este
último método é melhor, pois reduz a carga sobre a serpentina de resfriamento e desumidificação.

9.4.2 – Ciclo Economizador Controlado por Entalpia.
Se o sistema utiliza um controle por entalpia do ar externo, a economia de energia será maior
devido à maior precisão na mudança de regime de resfriamento, exceto para os climas bastante
secos. A carga térmica aplicada a uma serpentina de resfriamento é função da entalpia do ar na
entrada da mesma e a entalpia, por sua vez, é uma função da temperatura de bulbo seco e da
umidade relativa do ar (ou temperatura de orvalho).
O controlador de entalpia mede a temperatura de bulbo seco e a umidade relativa do ar externo
e no duto de retorno, determinando as suas respectivas entalpias. Em seguida determina qual fonte
de ar resultará na menor carga térmica sobre a serpentina de resfriamento. Se o ar externo
representa a menor carga, o controlador habilita o ciclo economizador. Da mesma forma que no
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135
sistema da figura anterior, o controlador da Figura 9.3 atua sobre a válvula de água gelada e sobre
os dampers de ar externo e de retorno, sendo que a válvula de água gelada também é operada
seqüencialmente com estes dampers.


Figura 9.3. Ciclo Economizador (por entalpia) – Controle da Temperatura da Água gelada.

9.5 – Resfriamento Evaporativo.
Genericamente, resfriamento evaporativo ocorre quando algum meio ou produto cede calor
para que a água evapore. A evaporação de um produto qualquer é um processo endotérmico, isto é,
demanda calor para se realizar. Esta transferência de calor pode ser forçada (quando fornecemos o
calor) ou induzida (quando criamos condições para que o produto retire calor do meio). Um exemplo
bastante conhecido de resfriamento evaporativo é a Torre de Resfriamento, pois nela uma parcela de
água é induzida a evaporar, retirando calor da água remanescente, que se resfria por ceder este
calor. No resfriamento evaporativo de ar, o mesmo princípio é utilizado: o ar cede energia (calor) para
que a água evapore, resultando numa corrente de ar mais fria à saída do resfriador evaporativo.
O ar atmosférico é uma mistura de ar seco e vapor de água. Para uma dada condição de
temperatura e pressão esta mistura tem capacidade de conter uma quantidade máxima de vapor
d’água (ar saturado = 100% de umidade relativa ou 100% UR). Na prática esta condição de ar
saturado só é observada durante e logo após uma chuva. Normalmente o ar encontra-se não
saturado (UR<100%) e, portanto, apto a absorver mais umidade. Quanto mais seco o ar (menor UR),
maior a quantidade de vapor de água que pode ser absorvida. Para que haja esta absorção é
necessário que a água utilizada passe da fase líquida para a fase vapor. Esta mudança de fase
demanda uma quantidade de energia que é retirada do meio, no caso o ar, resfriando-o. Existe um
princípio básico nas reações físico-químicas segundo o qual quanto maior a superfície de contato
entre os reagentes, maior a velocidade da reação. Assim sendo, devemos procurar aumentar a área
de contato entre a água e o ar. Como o ar já se encontra diluído e ocupando todos os espaços
disponíveis, resta-nos a água para dispersar.
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136
Uma maneira de aumentar a área de contato é forçar a água através de chuveiros, sprays
(atomizadores). São métodos bastante eficientes, que atingem elevados índices de umidificação e
abaixamento de temperatura. Recomenda-se, no entanto, que este tipo de umidificação seja
efetuado dentro do resfriador. Quando lançada no ambiente, mesmo que micro-pulverizada, a água
pode encontrar uma região já saturada, o que fará com que não seja absorvida pelo ar e se precipite,
molhando o que estiver em seu caminho até o solo. Mesmo sistemas com umidistatos e válvulas
solenóides, que cortam o fluxo de água quando determinada umidade relativa é atingida, tendem a
gotejar nos bicos até a estabilização da pressão de água no sistema. Outra maneira adotada é a de
utilizar superfícies de contato, isto é, utilizando materiais com elevada superfície exposta. A água é
distribuída na parte superior de colméias (ou mantas) e desce por canais pré-formados ou aleatórios,
molhando todo o meio. O ar atravessa transversalmente a colméia (ou manta), entrando em contato
íntimo com o meio úmido e absorvendo água até bem próximo da saturação.
As principais vantagens deste método são:
• A parte molhada do sistema fica restrita ao equipamento;
• Nunca se ultrapassa o ponto de saturação, pois o ar só absorve a umidade que pode
comportar, deixando no equipamento a água excedente;
• Este processo realiza ainda uma lavagem do ar, retendo poeira e sujeiras na colméia, as
quais são continuamente lavadas pela água excedente.
Os resultados globais atingidos por qualquer dos sistemas acima descritos dependem ainda do
fluxo do ar. É necessária a adequação de vazão e velocidade para que se obtenham as melhores
condições ambientais. Estas considerações são normalmente levadas em conta pelos fabricantes
dos equipamentos.
Temos que o sistema evaporativo tem aplicação em quase todo tipo de ambiente, com uma
gama de utilizações muito mais abrangente do que o ar condicionado e a ventilação tradicionais.
Assim sendo, de pequenos a grandes espaços, de áreas pouco povoadas a grandes adensamentos,
de locais com baixa carga térmica a grandes geradores de calor, de áreas de lazer a locais de
trabalho, todos podem se beneficiar das vantagens do resfriamento evaporativo.
Há ainda aqueles ambientes em que a manutenção de elevada umidade relativa é requisito das
condições do processo industrial. Em tais ambientes, dependendo da umidade desejada, pode ser
utilizada renovação de ar total, parcial ou mesmo nula.

Estes sistemas apresentam desvantagens, e entre elas podem ser citadas:
• Resultam em maior variação da temperatura do ambiente condicionado, e estas variações
têm que ser aceitáveis para os ocupantes.
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• Dependendo do tipo de instalação, a vazão de ar externo pode variar em função das
condições externas.
• Não é um sistema eficiente para climas quentes e úmidos

9.6 – Controle e Regulagem.
• Proteger os termostatos e outros sensores, para evitar sua manipulação por pessoas não
autorizadas.
• Instalar os termostatos longe dos locais que sofrem grande influência de focos de calor ou
frio.
• Sempre que possível, instalar controles de temperatura ambiente em todos e em cada um
dos locais climatizados.
• Avaliar a possibilidade de trocar as válvulas de três vias por válvulas de duas vias,
instalando-se um sistema de bombeamento com velocidade variável.
• Avaliar a possibilidade de instalação de termostatos de controle flutuante, permitindo que a
temperatura ambiente flutue entre margens relativamente amplas.
• Manter os sensores limpos

9.7 – Uso de Motores Eficientes
Os sistemas de condicionamento de ar utilizam uma quantidade de motores apreciáveis:
bombas, torres de resfriamento, unidades ventiladoras (“fan coils”), etc. Dependendo da potência (e
idade), os rendimentos típicos dos motores podem variar na faixa de 75 a 95%, sendo os 5 a 25% da
potência restantes perdidos internamente no motor.
Motores mais eficientes são projetados para converter uma quantia de energia elétrica maior
em trabalho. Instalando motores bem dimensionados e mais eficientes, consome-se menos energia.
Na tabela abaixo é feita uma comparação entre motores Padrão e de Alto Rendimento:
Em ocasiões de troca de motores, principalmente aqueles de grandes potências e que operam
continuamente, deve-se considerar a possibilidade de adquirir motores de Alto Rendimento.
A eficiência de um motor elétrico é dada por:


Entrada . Pot
Saída . Pot
= η

Para uma mesma potência de saída (por exemplo: 100 hp), tem-se:
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138
Tabela 9.1 – Eficiência de motores elétricos padrão e de alto rendimento
HP Efic. Motor Padrão Efic. Alto de Rendimento
5 83.3 89.5
7.5 85.2 91.7
10 86.0 91.7
15 86.3 92.4
20 88.3 93.0
30 89.5 93.6
40 90.3 94.1
50 91.0 94.5
60 91.7 95.0
75 91.6 95.4
100 92.1 95.4

Tempo
1 1
Saída . Pot Consumo . Dif
AR Pad
|
|
.
|

\
|
η

η
=

Para funcionamento contínuo durante 1 ano (8760 h), e sendo 1 hp = 745 W, vem:

horas 8760
954 . 0
1
921 . 0
1
W 74500 Consumo Dif
|
|
.
|

\
|
− =

kWh 24511 Consumo Dif =

Considerando que a tarifa da energia elétrica é de R$ 0,10/kWh, a economia será de R$
2.451,00/ano. Com esta redução no consumo, pode-se calcular o tempo de retorno do “investimento”
(troca de motor não eficiente, por outro eficiente).

9.8 - Uso de Inversores de Freqüência (VSD)
Os Inversores de Freqüência são dispositivos eletrônicos, que atuam sobre a freqüência da
corrente dos motores, permitindo alteração da sua rotação.
Considerando que ventiladores, bombas e outras máquinas rotativas nem sempre operam a
plena carga (sua vazão varia), e que as formas de variar as vazões, via de regra, são obtidas através
de estrangulamento (fechamento de válvulas e “dampers”), isto introduzia perdas consideráveis de
energia. Considerando ainda que as vazões são linearmente relacionadas com a rotação (da bomba
ou ventilador), a utilização de VSD, permite o controle da vazão sem a introdução de perdas, pela
alteração da rotação do equipamento.
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|
|
.
|

\
|
α
B RPM
A RPM
B Vazão
A Vazão


É oportuno lembrar, que a relação de potências varia com o cubo da rotação, isto significa que
reduzindo a vazão (atuando na rotação), o consumo cairá em relação cúbica.


3
B RPM
A RPM
B HP
A HP
|
|
.
|

\
|
α

Estudos realizados nos EUA têm mostrado que os uso destes dispositivos pode economizar
até 52% de energia. A seguir, é mostrada uma tabela com custo instalado (nos EUA) de VSD para
diversas potências. Os sistemas VAV (Volume Variável) e de bombeamento, já aplicam largamente
estes dispositivos, sendo mostrada na figura abaixo a variação da potência de um ventilador
centrífugo em função da vazão, para vários mecanismos de controle.

Tabela 9.2 – Custo estimado de Inversores de freqüência
Potência (hp) Custo Instalado U$
5 2975
10 3575
30 7225
50 11100


Figura 9.4 – Comparação entre diversos sistemas de controle de ventiladores centrífugos
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140
9.9 – Rendimentos típicos dos equipamentos de condicionamento de ar.
Conforme foi visto anteriormente, o rendimento de um equipamento pode ser expresso através
de seu COP, seu “EER” ou em kW/TR, O rendimento, através do índice EER, é expresso em
Btu/h/Watts, representando a relação entre o efeito útil e a quantidade de trabalho utilizado para
produzi-lo. A relação entre o EER e seu correspondente em kW/TR é:


EER
12
TR
kW
=

A seguir, são mostradas algumas tabelas com valores típicos de EER, para diversos tipos de
equipamentos, É conveniente lembrar, contudo, que estes valores são apenas para referência, devendo ser
obtidos junto aos fabricantes, no caso de uso em estudos reais,



Tabela 9.3 – Aparelhos de Janela (1 Btu/h = 0,252 kcal/h)
Capacidade (Btu/h) Compressor EER
7000 Alternativo 7,5
10000 Alternativo 8,0
12000 Alternativo 7,9
15000 Alternativo 7,9
18000 Rotativo 9,5
21000 Rotativo 7,6
30000 Rotativo 9,7
Fonte: Marques (1995)




Tabela 9.4 – Aparelhos de Janela (1 Btu/h = 0,252 kcal/h)
Capacidade (Btu/h) Compressor EER Compressor EER
5000-9000 Rotativo 9,43 Alternativo 7,85
10000-18000 Rotativo 9,57 Alternativo 9,03
21000-30000 Rotativo 9,19 Alternativo 8,68
Obs: Os aparelhos com compressores rotativos quando para exportação para o mercado americano
tem as seguintes eficiências em ordem crescente de capacidade (9,56, 9,94, 8,88), Fonte: Brisola
(1995),




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141

Tabela 9.5 – Splits (1 Btu/h = 0,252 kcal/h)
Tipo Sigla Cap Btu/h Compressor EER
Air Split High Wall 12000 Altern/rotat 7,0
Air Split 38PQ/PX012 12000 Altern/rotat 6,8
Air Split 38PV//PW018 18000 Altern/rotat 8,0
Air Split 38PV/PW024 24000 Altern/rotat 6,7
Air Split 38PV/PW030 30000 Altern/rotat 7,1
Air Split 38MSF/CR 40000 Altern/rotat 7,2
Multisplit 38/40MS 233 39683 Altern/rotat 8,6
Multisplit 38/40MS 383 39683 Altern/rotat 7,2
Air Split 38MR 233 39683 Altern/rotat 9,1
Air Split 38MR 383 39683 Altern/rotat 9,1
Splitão 40MSA 60000 Scroll 11,3
Splitão 40MSA 90000 Scroll 13,0
Obs: A proporção de equipamentos com compressor rotativo é de 30%, As eficiências
mencionadas são as médias, Fonte: Brisola (1995)


Tabela 9.6 - Self Contained (1 Btu/h = 0,252 kcal/h)
Tipo Sigla Cap Btu/h Compressor EER
Cond, a água 50 BR 006 73200 Scroll 11,62
Cond, a água 50 BR 008 100800 Scroll 10,61
Cond, a água 50 BR 012 144000 Scroll 10,91
Cond, a água 50 BR 014 168000 Scroll 10,84
Cond, a água 50 BR 016 194400 Scroll 10,34
Cond, a ar 50 BX 006 61200 Scroll 7,37
Cond, a ar 50 BX 008 90000 Scroll 7,26
Cond, a ar 50 BX 012 123600 Scroll 7,73
Cond, a ar 50 BX 014 151200 Scroll 7,41
Cond, a ar 50 BX 016 181200 Scroll 7,88
Cond, a ar remoto 50 BZ 006 6100 Scroll 7,85
Cond, a ar remoto 50 BZ 08 90000 Scroll 7,44
Cond, a ar remoto 50 BZ 012 123600 Scroll 7,58
Cond, a ar remoto 50 BZ 014 151200 Scroll 7,83
Cond, a ar remoto 50 BZ 016 181200 Scroll 7,95
Fonte: Brisola 1995

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Tabela 9.7 – Centrífugas (Chiller) (1 Btu/h = 0,252 kcal/h)
Sigla Cap Btu/h Compressor EER
19 XL 3600000 Centrifugo 17,91 a 20,0
19 XL 4200 000 Centrifugo 17,91 a 20,0
19 XL 4800000 Centrifugo 17,91 a 20,0
19 XL 5400000 Centrifugo 17,91 a 20,0
19 XL 6000000 Centrifugo 17,91 a 20,0
23 XL 1 920 000 Centrifugo 17,65 a 18,75
23 XL 2160000 Centrifugo 17,65 a 18,75
23 XL 2400000 Centrifugo 17,65 a 18,75
23 XL 2760000 Centrifugo 17,65 a 18,75
23 XL 3000000 Centrifugo 17,65 a 18,75
Fonte: Brisola 1995






Tabela 9.8 – Chillers (1 Btu/h = 0,252 kcal/h)
Sigla Cap BTU/h Compressor EER
39 GN 040 430800 Alternativo 9,64
39 GN 045 499200 Alternativo 9,47
39 GN 050 604800 Alternativo 9,72
39 GN 060 759600 Alternativo 9,47
39 GN 080 982800 Alternativo 9,54
39 GB 100 1195200 Alternativo 9,98
39 GB 045 549600 Alternativo 10,23
39 GB 055 638400 Alternativo 9,97
39 GB 060 716400 Alternativo 9,40
39 GB 075 932400 Alternativo 9,47
39 GB 100 1227600 Alternativo 9,48
39 GB 125 1574400 Alternativo 9,50
39 GB 150 1926000 Alternativo 9,66
39 GB 175 2155200 Alternativo 9,42
39 GB 200 2395200 Alternativo 9,29
Fonte: Brisola 1995

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Outra fonte de dados para a eficiência de equipamentos ce condicionamento de ar o
INMETRO, que através do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), fornece os consumidores
informações que permitem avaliar e otimizar o consumo de energia dos equipamentos, selecionar
produtos de maior eficiência em relação ao consumo, possibilitando economia nos custos de
energia.
O Selo do Prêmio Nacional de Conservação de Uso Racional de Energia do Procel é
concedido anualmente como forma de premiação aos equipamentos que estejam etiquetados no
âmbito do PBE e que tenham obtido classificação "A. As tabelas com as classificações do do Selo
Procel, são dadas abaixo, sendo que a classificação completa dos aparelhos, com base no ano de
2004, pode ser obtida na página do INMETRO (http://www.inmetro.gov.br/consumidor/pbe.asp#selo).





9.10 – Troca de Centrais de Água Gelada (CAG)
O momento da troca dos resfriadores de líquido (“chillers”), deve ser motivo de estudos
detalhados. Em geral, equipamentos com mais de 20 anos, devem ser substituídos, uma vez que já
apresentam grau de obsolescência razoável e, em geral, um nível de desgaste apreciável (controles,
compressores, tubos de trocadores, etc).
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144
Necessariamente, não se deve fazer a troca por um de mesma capacidade. Em geral, os
“chillers” encontram-se superdimensionados. Recomenda-se fazer um estudo minucioso, visando
verificar as possibilidades de redução de carga térmica, considerando todas as oportunidades aqui
estudadas anteriormente. É bom lembrar que só o “chiller”, terá um custo inicial de cerca de
U$450,00/TR, sem considerar os outros equipamentos. Uma redução de capacidade de 50 TR, numa
grande instalação representará, algo em torno U$ 22.500,00.
Depois, de recalculada a carga térmica da instalação, considerando todas as medidas de
economia de energia possíveis, é provável se obtenha uma redução na capacidade da nova
máquina. Deve-se então, levantar informações dos custos operacionais dos equipamentos
existentes, isto é, seu histórico de manutenção (custos anuais com trocas de componentes), prever
trocas futuras (compressores, condensadores, etc) e medir a sua “performance” (kW/TR). Em
seguida, mediante consulta aos fabricantes e de posse de uma “Especificação Técnica”, obtêm-se
dados técnicos e custos dos novos equipamentos. Dispõe-se então dos elementos necessários para
fazer uma análise técnico-econômica criteriosa, para balizar a virtual substituição.
Outros aspectos a considerar, são os refrigerantes utilizados nas máquinas. Considerando as
restrições que vem sendo impostas pelo Protocolo de Montreal e pelo CONAMA, os Refrigerantes R-
11 e R-12 deverão ser substituídos em curto prazo pelos HCFC-123 e HFC-134a, respectivamente.
Estes refrigerantes são largamente usados em equipamentos de grande porte.
A Resolução CONAMA 267 de Set/2000, em função do Protocolo de Montreal, dispõe sobre a
proibição, no Brasil, da utilização de CFCs, estabelecendo prazos e limites para importações destas
substâncias. Tendo sido prevista a proibição total da produção/importação do R12 até janeiro de
2007. A tabela abaixo mostra, de forma resumida, as datas previstas para a proibição da utilização
dos CFS´s e HCHS´s.
Em função das restrições impostas ao uso do R-11 e do R-12, e em se tratando de
equipamentos mais novos (cerca de 10 anos), poderá ser mais vantajoso executar o “retrofit” do
equipamento em vez de adquirir novos equipamentos.
O “retrofit” pode envolver a troca de rotores, gaxetas ou mesmo do compressor. Cabe lembrar,
que um estudo de redução de cargas térmicas seria aconselhável, também neste caso, já que uma
redução de capacidade do equipamento (“retrofit”), poderá ocorrer. Desta forma, poderia garantir-se
que, ao final das reduções de cargas da instalação e do “retrofit”, o equipamento continuaria a
atender plenamente o sistema.
A seguir, é apresentado um caso típico de análise técnico-econômica, para substituição de
“chillers” de uma instalação de condicionamento de ar.

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Tabela 9.9 – Resumo dos eventos relacionados com a proibição dos CFCs
“Phase Out” Refrigerante Ação
1996 R11, R12 e R500
Extingue a produção.
Equipamentos não mais fabricados
2010 HCFC22 Pára a fabricação de equipamentos
2020 HCFC22 Pára a fabricação do refrigerante
2020 HCFC123 Pára a fabricação de equipamentos
2030 HCFC123 Pára a fabricação do refrigerante

Exemplo: Numa empresa foram constatadas a degradação e obsolescência de seus resfriadores
(com cerca de 25 anos). Considerou-se a substituição dos mesmos, tendo sido efetuado um estudo
técnico-econômico, com base nos dados abaixo:

Capacidade instalada: 640 TR (4 x 160 TR)
TRh calculada por ano: 1.136.083 TRh

• Custos Iniciais de Reposição:

4 resfriadores alternativos (instalados) R$ 475.680,00 (Alt 1)
4 resfriadores parafuso (instalados) R$ 565.920,00 (Alt 2)

• Tarifa da E.E. R$ 0,118 por kWh.

• Rendimento dos resfriadores – kW/TR

Existente 1,3
Alternativo 0,95
Parafuso 0,74
• Custos Operacionais

Energia Elétrica: kWh R$
Existente .476.907 174.275,30
Compressor Alternativo 1.079.278 127.354,00
Compressor Parafuso 840.701 99.202,76
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146
Manutenção (R$) 1 a 5 anos 6 a 20 anos
Existente 9.000,00 14.498,00
Compressor Alternativo 14.573,00 14.573,00
Compressor Parafuso 14.573,00 14.573,00
Custo Operacional Total (R$) 1 a 5 anos 6 a 20 anos
Existente 213.275,00 189.223,00
Compressor Alternativo 141.927,00 141.927,00
Compressor Parafuso 113.375,00 113.775,00

• Resumo – Comparação dos Equipamentos

Tipo de
Equipamento
Economia
kW/ano
Economia
%
Retorno (anos)
10% aa
Retorno (anos)
12% aa
Alternativo 397,629 7,7 17 40
Parafuso 636,205 11,8 10 12




Ret-anos
Dif. De Custo (10% aa)
Ret-anos
Dif. De Custo (12% aa)
4-ANOS 4,5 ANOS





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DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
147
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Tecnológica, 1993.
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Hall Inc., 1998.
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Angeles, 15, Madrid-13, 1970.
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Revista OFICINA DO FRIO.
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DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
149
Anexo I: Diagramas de Mollier para os refrigerantes R22 e R134a.


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150

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151
Anexo II: Roteiro de Cálculo de Carga Térmica

Neste anexo é apresentado um roteiro para cálculo de carga térmica. Deve-se observar que as
grandezas estão no Sistema Inglês de Unidades.

II.1 – Insolação e Transmissão externa
a. Insolação Através de Vidros

a A I Q
t a
ϕ =
!


onde:
t
I Intensidade de radiação máxima para o dia desejado (Tabela 15 e correções)
A Área envidraçada
ϕ Fator de redução do vidro (Tab. 16 - Anexo IV – Tabelas)
a Fator de armazenamento (Tab. 7, 8, 9 ou 11 - Anexo IV – Tabelas).

b. Transmissão de Calor Através Vidros Externos

( )
int ext b
T T A U Q − =
!


Obs: U é tabelado para as condições de verão ou inverno (consultar Anexo IV – Tabelas).

c. Insolação e Transmissão de Calor Através de Paredes Externas


e c
T A U Q ∆ =
!


onde: U Coeficiente global para parede externa (Anexo IV – Tabelas)
A Área da parede

e
T ∆ Diferença de temperatura equivalente (Tab. 19 + Correções - Anexo IV – Tabelas)

d. Insolação e Transmissão Através de Telhados


e d
T A U Q ∆ =
!


onde: U Coeficiente global do telhado (Anexo IV – Tabelas)
A Área do telhado projetada

e
T ∆ Diferença de temperatura equivalente (Anexo IV – Tabelas)
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152
Obs.: Caso exista rebaixamento em gesso, considera-se apenas 80% do valor acima.

Resumindo, o ganho de calor devido a insolação e transmissão externa é:



+ + + =
1
d c b a
Q Q Q Q
! ! ! !


II.2 – Transmissão de Calor Através de Partes Internas
a. Vidros Internos (consultar Anexo IV – Tabelas)

( ) C º 3 T T A U Q
int ext 1
− − =
!


b. Paredes Internas (Divisórias)

( ) C º 3 T T A U Q
int ext 2
− − =
!


onde: U Coeficiente global (consultar Anexo IV – Tabelas)
A Área da Parede (Desprezam-se as áreas das portas e janelas)

Obs: Só ocorrerá a transmissão de calor através do vidro ou da parede se um ou outro estiver entre o
ambiente condicionado e o não condicionado (NC)

c. Lages e Pisos (Assoalhos)
Se o ambiente adjacente não é condicionado, tem-se:

( ) C º 3 T T A U Q
nti ext 3
− − =

onde: U Coeficiente global (tabelado)
A Área do piso ou teto

Obs: Caso exista rebaixamento do teto em gesso considera-se apenas um ganho de 80%. Quando o
assoalho estiver diretamente sobre o solo, despreza-se esta parcela.
Resumindo, o ganho de calor devido a transmissão entre partes internas é:



+ + =
2
3 2 1
Q Q Q
! ! !


II.3 – Cargas internas
a. Iluminação
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153
Lâmpadas Incandescentes: 86 , 0 P n Q
L 4
=
!
(kcal/h)

onde: n número de lâmpadas;
PL Potência da lâmpada, em watts.


Lâmpadas Fluorescentes: ( ) 86 , 0 P r 1 n Q
L 4
+ =
!
(kcal/h)

onde: n número de lâmpadas;
PL Potência da lâmpada, em watts.
r corresponde a porcentagem de calor dissipado pelos reatores, sendo igual a:
r = 0,250 para reatores eletromagnéticos.
r = 0,075 para reatores eletrônicos.

Obs: Quando o reator estiver no forro deve-se considerar apenas 80% da carga dos reatores, isto é:

b. Calor Sensível Liberado Pelos Ocupantes

S n Q
5
=
!


onde: n Número de ocupantes
S Calor sensível liberado por ocupante que depende da temperatura do ambiente e da
atividade (consultar NBR6401 ou Anexo IV – Tabelas)).

c. Calor Sensível de Equipamentos
Considerar apenas a parcela da potência nominal do equipamento que seja liberada na forma
de calor (
6
Q
!
)

Resumindo, o ganho de calor devido a cargas internas é:



+ + =
3
6 5 4
Q Q Q
! ! !


A carga térmica sensível interna do recinto será dada por:


∑ ∑ ∑ ∑
+ + =
4 1 2 3

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154
II.4 – Calor Latente Interno do Recinto



+ =
5
outros L N

onde: n Número de ocupantes
L Calor latente liberado por ocupante (NBR6401 ou Anexo IV – Tabelas)
Outros Outras fontes latentes, como por exemplo, cafeteiras, pratos de comida, lagos, , etc;

II.5 – Outros Ganhos de Calor Sensível

Ganho de calor nos dutos
Vazamento de ar nos dutos
Calor do ventilador 5% de

4



Assim, estes componentes correspondem a 10% de

4


∑ ∑ ∑
+ =
4 6 4
% 10

II.6 – Carga Sensível do Ar Exterior Suposta no Recinto

( ) b T T V c Q
int ext ar ext , ar ar , p SAef
− ρ =
!


onde:
ext , ar
V Vazão de ar exterior de ventilação
b Fator de bypass

II.7 – Carga Térmica Sensível Efetiva do Recinto


∑ ∑
+ =
a 6
SAef
Q
!


II.8 – Carga Térmica Latente do Ar Exterior Suposta Incidente no Recinto

( ) b W W V h Q
int ext ar ext , ar lv LAef
− ρ =
!


5% de

4
nos casos normais
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155
II.9 – Carga Térmica Latente Efetiva do Recinto


∑ ∑ ∑
+ + =
5
LAef
b 5
05 , 0 Q
!


onde os 5:% adicionais em

5
, são por segurança para compensar o ganho de umidade pelas
paredes

II.10 – Carga Térmica Total Efetiva do Recinto

Calor total efetivo =
∑ ∑
+
a a


II.11 – Cargas Térmicas Removidas Diretamente No Equipamento

Grande total =
∑ ∑ ∑
+ + +
10 a b
outros

onde:

10
Carga térmica total da parcela de ar exterior que é resfriada pelo condicionador

( ) ( ) ( ) | |
int ext lv int ext ar , p ar ext , ar
10
W W h T T c b 1 V − + − − ρ =



= +
∑ ∑
a a
Calor total efetivo do recinto

Outros:
• Parte da insolação e transmissão através de teto que foi absorvida pelo forro (20%)
• Parte da insolação e transmissão através de paredes que foi absorvida pelo forro (20%)
• Parte da potência (carga térmica dos reatores) dissipada no forro (20%)

Observação: Grande total é a potência frigorífica que o condicionador deve ter para atender a carga
térmica total efetiva do recinto

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156
Anexo III: Exemplo Completo de Cálculo de Carga Térmica

Um escritório ocupa uma sala no 7
o
pavimento de um edifício comercial com 22 pavimentos. O
prédio está numa cidade do Hemisfério Sul (20º de Latitude – Altitude de 700 m) e, cujas condições
externas para projeto são 35 ºC BS e 27 ºC BU, sendo amplitude diária (daily range) de 7 ºC (∆T
dia
).
Todas as salas do pavimento em questão são condicionadas, não sendo as demais dependências. O
pavimento superior é condicionado, o inferior não. A iluminação é fluorescente com luminárias tipo
pendural, sendo os reatores instalados nas luminárias. A taxa de iluminação é de 20 W/m². A
proteção contra insolação das janelas de alumínio é feita por cortinas de cor clara. Sendo as
condições 24 ºC e 55 % UR. Determinar a carga térmica.


8,00 0,15 0,25
17,75 0,15
8
,
7
5

0
,
1
5

Circulação
Pé direito = 3,00
Vidro comum 2,50 x 2,20
Sala
Vizinha
Sala Vizinha
N
SE
45
O
PLANTA BAIXA
Cotas em metros
Escala 1/200


Solução.
• Determinação do dia e hora para o cálculo da carga térmica máxima
• Supor que o recinto seja ocupado de 8:00h as 20:00h (12 h/dia)
• Supondo que a carga térmica dos ocupantes e iluminação sejam constantes, conclui-se que a
carga térmica será máxima quando o ganho de calor devido à insolação e a transmissão for
máximo, já que estas são as parcelas variáveis com o tempo.

Observando a planta baixa constata-se que a fachada NE tem uma grande área envidraçada, o
que pode indicar que o máximo da carga térmica ocorrerá quando a insolação for máxima nesta
fachada.
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157
A tabela 6 fornece o pico de radiação solar através de vidros.

{
2
t
m . h / kcal 452 I Junho em máximo
NE Fachada
S 20 Latitude
= ⇒ ⇒
¦
¹
¦
´
¦
"



Indo à Tabela 15 com: .) m . a ( h 00 : 9 às junho de 21 Dia
167 I
NE Fachada
S 20 Latitude
Junho
t

¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
=
"


Observações. Antes de iniciarmos as correções de I
t
, devemos lembrar que a temperatura do ar
exterior (e do ponto de orvalho) varia durante as horas do dia, ou seja,



A Tabela 2 dá a correção da temperatura do ar exterior em função da hora do dia e da
amplitude diária (daily range).
Para este problema devemos calcular as correções da temperatura do ar exterior
considerando:

( )
¦
¹
¦
´
¦
=
= ∆
horas 00 : 15 às C 35 T
C 7 T
BS
ext
dia
"
"


• Cálculo da correção da temperatura de bulbo seco às 9:00 h (am), pela Tabela 2.
Como ∆T
dia
= 7 ºC, deve-se interpolar entre 5 ºC e 7,5 ºC, e correção será de -5,2 ºC. Da
mesma forma pode-se calcular as correções para 10, 11, 12 e 13 horas (tabela abaixo):

Hora (h) 9 10 11 12 13
Correção Tab. 2 -5,2 -4,3 -3,6 -2,8 -1,8
T
ext
BS (ºF) 29,8 30,7 31,46 32,2 33,2
(T
ext
-T
int
) (ºF) 5,8 6,7 7,4 8,2 9,2
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158
• Correções da insolação pela Tabela 6 para fachada NE

C 2 , 24 T ica psicrométr carta
) 2 . Tab pela corrigida (
C 85 , 25 15 , 1 27 BU
C 8 , 29 BS
h 00 : 9 às
orv
" "
"
= ⇒ ⇒
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
= − =
=


( )
#
2
Altitude
F 67 acima
Orvalho de Ponto
Alumínio
de
Janelas
cor
t
m . h / kcal 524 007 , 0
300
700
1 05 , 0
10
5 , 19 2 , 24
1 17 , 1 452 I =
|
|
.
|

\
|
+
|
|
.
|

\
| −
− =
$ $ % $ $ & ' $ $ $ $ % $ $ $ $ & '
"


Calculando-se a hora de máximo pela análise da soma das cargas devido a insolação /
transmissão na parede NE, da insolação nas janelas NE e da transmissão através dos vidros nos
seguintes horários: 9, 10, 11, 12 e 13 horas.

• Cálculo das parcelas que vão indicar a hora da máxima carga dérmica.
1) Insolação nas janelas da fachada NE

a A I
t 1
ϕ = φ


Área das janelas:
#
2
Janelas
de Num
m 5 , 27 20 , 2 50 , 2 5 A = =

Fator de redução do vidro ( ) ϕ : Vidro comum com cortina clara. Obtém-se na Tab. 16 56 , 0 = ϕ

Fator de armazenamento (a)

¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
⇒ ⇒
¦
¹
¦
´
¦
Shade Internal
) m / kg 500 ( Média Construção
NE Fachada
11 . Tab
dia / h 12 : Operação
) shade ernal (int
sombreada Janela
2


Obtém-se:

Hora 9 10 11 12 13
a 0,70 0,75 0,72 0,63 0,49
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159

a . 56 , 0 5 , 27 524 Q
1
= ⇒
!


2) Transmissão de calor através dos vidros das janelas

( )
int ext 2
T T A U Q − =
!


Considerando que as janelas são cobertas completamente com cortinas, adotar o valor de U
como sendo 5,0 kcal/h.m² ºC.

( )
int ext 2
T T 5 , 27 0 , 5 Q − =

3) Insolação e transmissão na parede NE


e 3
T A U Q ∆ =
!


Considerando paredes de tijolos furados de 25 cm, obtém-se da Tabela XX para paredes
externas U = 1,42 kcal/h.m².°C.

Área da parede: A = 3 x 17,50 – 27,5 ∴ A = 25,0 m²

Diferença de temperatura equivalente (
e
T ∆ ). Este valor é dado na Tabela 19 para a Lat. 40º N,
em Julho, que equivale ao mês de Janeiro, na Lat. 40º S. Para latitudes diferentes, corrigir por:

( )
es em
m
s
es e
T T
R
R
b T T ∆ − ∆ + ∆ = ∆

es
T ∆ e
em
T ∆ deverão ser corrigidos em função da amplitude diária e da diferença ( )
int ext
T T −
às 15:00 h, através da Tabela 20A.

Assim para:
¦
¹
¦
´
¦
= ∆
= − = −
C 7 T
C 11 24 35 ) T T (
dia
int ext
"
"



Obtém-se na Tabela 20a a correção para
es
T ∆ ou
em
T ∆ igual a +4,6 ºC.
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160

es
T ∆ e
em
T ∆ são retirados da Tabela 19 para:

( )
¦
¹
¦
´
¦
=

)) cm 20 Furados Tijolos de Paredes ( m / kg 300 Parede da Peso
desejada Hora
Norte . Lat SE Fachada ) Sul . Lat ( NE Fachada
T
2
em


Da Tabela 19 para às 9:00 h, tem-se:
em
T ∆ = 7,2 ºC e
es
T ∆ = -1,7 ºC

( ) C 8 , 11 6 , 4 2 , 7 T
corrigido
em
"
= + = ∆ ( ) C º 9 , 2 6 , 4 7 , 1 T
corrigido
es
= + − = ∆

R
s
= Pico de radiação para a fachada NE, 20 ºS, em 21 de Junho (Tab.15). R
s
= 42 kcal/h.m²

R
m
= Pico de radiação para a fachada NE, 40 ºS, em 21 de Janeiro (Tab. 6):

R
m
= 1,07 x 339 ∴ R
m
= 362 kcal/h.m²



Pode-se montar a seguinte Tabela para obter
e
T ∆ nos horários 9, 10, 11, 12 e 13 horas, para
fachada NE 20 ºS em 21 de Junho.

248 , 1
R
R
m
s
=

9 h 10 h 11 h 12 h 13 h
) corrigido ( T
em
∆ 11,8 15,7 17,9 20,2 19,0
) corrigido ( T
es
∆ 2,9 3,5 4,1 4,6 6,3
( )
es em
T T ∆ − ∆ 8,9 12,2 13,8 15,6 12,7
( )
es em
m
s
T T
R
R
b ∆ − ∆
11,1 15,2 17,2 19,5 15,9
( )
es em
m
s
es
T T
R
R
b T ∆ − ∆ + ∆
14,0 18,7 21,3 24,1 22,2


e 3
T 0 , 25 . 42 , 1 Q ∆ =
Correção para janeiro
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161

Assim vem:

9h 10h 11h 12h 13h
Insolação vidros
56 , 0 . 5 , 27 . 524 Q
1
=
!

0,70

5648
0,75

6052
0,72

5810
0,63

5083
0,49

3954
Transmissão vidros
( )
int ext 2
T T . 5 , 27 . 0 , 5 Q − =
!

5,8

797
6,7

921
7,4

1017
8,2

1127
9,2

1265
Insolação / Transmissão na
parede NE
e 3
T . 0 , 25 . 42 , 1 Q ∆ =
!

14,0

497
18,7

664
21,3

756
24,1

856
22,2

788
Total: ( )
3 2 1
Q Q Q
! ! !
+ + 6942 7637 7583 7066 6007


Pela Tabela anterior conclui-se que o pico de carga térmica ocorre às 10h do dia 21 de Junho.
Agora vamos seguir o roteiro de cálculo da carga térmica avaliando as diversas parcelas às 10:00 h.

Cálculo Final

1) Insolação e transmissão externa
a) Insolação através de vidros

Vidros NE: 6052 75 , 0 . 56 , 0 . 5 , 27 . 524 Q
1
= =
!
kcal/h

b) Transmissão de calor através de vidros externos

921 7 , 6 . 5 , 27 . 0 , 5 Q
2
= =
!
kcal/h

c) Insolação em paredes externas

Parede NE 664 7 , 18 . 0 , 25 . 42 , 1 Q
3
= =
!
kcal/h

O maior valor corresponde a hora
do máximo da carga térmica ou
seja, 10:00 do dia 21 de Junho
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162
Parede SE
e c
T A U Q ∆ =
!


U = 1,42 kcal/h.m
2
.
o
C (Parede externa, tijolos furados, 20 cm)

A = 3,00 8,50 = 25,50 m²

e
T ∆ . A diferença de temperatura equivalente é obtida da Tabela 19, mas
como estamos na latitude 20ºS, deve-se corrigir o valor do
e
T ∆ com a
expressão:

( )
es em
m
s
es e
T T
R
R
b T T ∆ − ∆ + ∆ = ∆

Considerar que a parede SE tem:
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
= −
= ∆
=
C 11 ) T T (
C 7 T
S 20 Latitude
m / kg 300 Peso
int ext
dia
2
"
"
"


¦
¦
)
¦
¦
`
¹
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
= ∆
) am ( 00 : 10
Sul . Lat
SE Fachada
para , 19 . Tab
T
em


em
T ∆ = 13,3 + 4,6 ∴
em
T ∆ = 17,9 ºC


es
T ∆ = -1,1 + 4,6


es
T ∆ = 3,5 ºC


R
s
= 48 kcal/h.m
2
.
O
C
¦
¹
¦
´
¦
Junho
SE Fachada
S 20 . Lat
"


R
m
= 1,07 344 = 368 kcal/h.m
2
.
O
C
¦
¹
¦
´
¦
Janeiro
SE Fachada
S 40 . Lat
"


( ) 5 , 3 9 , 17
344 . 07 , 1
48
5 , 3 T
e
− + = ∆


C º 4 , 5 T
e
= ∆

UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
163

( ) ( ) h / kcal 5 , 195 Q 4 , 5 . 5 , 25 . 42 , 1 Q
SE
SE
SE
c
= ∴ = ⇒
!


2) Transmissão de calor através de partes internas

a) Vidros internos. Não existem vidros internos

b) Paredes internas
Como as salas vizinhas são condicionadas, só ocorre o ganho de calor da circulação, ou seja:

( ) C º 3 T T A U Q
int ext 2
− − =
!


U - para parede interna de 15 cm = 1,56 kcal/h.m
2
.°C

A = 3 (17,75 - 8 - 0,25 - 0,15) A = 28,1 m²


e
T = 30,7 ºC (às 10:00 horas)1

( ) ) C º 3 24 7 , 30 . 1 , 28 . 56 , 1 Q
2
− − =
!
h / kcal 162 Q
2
=
!


c) Piso e teto.
O andar inferior não é condicionado, logo o ganho de calor pelo piso é:
( ) C º 3 T T A U Q
int ext 3
− − =
!


U - Para laje simples com tacos = 2,0 kcal/h.m
2
.
O
C

A = (8,75 - 0,25) . (17,75 – 0,25) A = 148,8 m²

( ) C º 3 24 7 , 30 . 8 , 148 . 0 , 2 Q
3
− − =
!
h / kcal 1106 Q
3
=
!


O andar superior é condicionado, logo o ganho de calor através do teto será considerado nulo.

3) Cargas Internas
a) Iluminação. Taxa de iluminação = 20W/m²

Área do ambiente = 8,50 . 17,50 = 148,8 m²
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DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
164
Assim, a carga térmica para lâmpadas fluorescentes tipo pendural será:

86 , 0 . 20 . 75 , 148 . 25 , 1 Q
4
=
!
h / kcal 3198 Q
4
=
!


b) Ocupantes
Como não existe indicação do nº de pessoas, vamos usar a indicação da ABNT – NBR6401
para a taxa de ocupação:

Escritórios em geral = 6 m²/pessoa
Nº de pessoas = 148,75/5=6 ≅ 25 pessoas

Para os ocupantes a temperatura de 24 ºC em atividade de escritório, tem-se:

Calor sensível liberado = 61 kcal/h.Pessoa
Calor latente liberado = 52 kcal/h.pessoa

Carga sensível dos ocupantes: h / kcal 1525 61 . 25 Q
5
= =
!


Carga latente dos ocupantes: h / kcal 1300 52 . 25 Q
6
= =
!


Assim, a carga térmica interna será:

Sensível (
SI
Q
!
): 1525 3198 1106 162 195 664 921 6052 Q
SI
+ + + + + + + =
!


h / kcal 13819 Q
SI
=
!


Latente (
LI
Q
!
): h / kcal 1300 Q
LI
=
!



Cálculo da Capacidade Frigorífica do Condicionador de Ar

• Condições do ar exterior às 10.00: kg / g 3 , 20 W
C 8 , 25 BU
C 7 , 30 BS
ext
= ⇒
¦
¹
¦
´
¦
=
=
"
"


• Condições do ar interior: kg / g 1 , 10 W
UR % 55
C 24 BS
int
= ⇒
¹
´
¦ =
"

UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
165
• Vazão de ar exterior de ventilação (
ext
V
!
)

Taxa de ventilação = 25 m
3
/pessoa h / m 625 25 . 15 V
3
ext
= =
!


• Calor sensível efetivo do recinto

( ) b . T T c V Q 10 , 1 Q
int ext ar , p ar ext SI Sef
− ρ + =
! ! !


( ) h / kcal 15410 20 , 0 . 24 7 , 30 . 24 , 0 . 625 . 06 , 1 13819 . 10 , 1 Q
Sef
= − + =
!


• Calor Latente efetivo do recinto

( ) b . W W V Q 05 , 1 Q
int ext h ar ext LI Lef
lv
− ρ + =
! ! !


h / kcal 2172 ) 0101 , 0 0203 , 0 ( 595 . 06 , 1 . 625 1300 05 , 1 Q
Lef
= − + =
!


• Fator de calor sensível do recinto

( )
l efetivo calor tota
efetivo ível calor sens
fcs
ef
= ( ) 877 , 0
2172 15410
15410
fcs
ef
=
+
=

• Cálculo da potência do condicionador
( ) ( ) ( ) ( )
int ext lv ar ext int ext ar p, ar ext Tef o
W - W h V . b - 1 T - T c V . b - 1 Q Q ρ + ρ + =
! ! ! !


( ) 0,0101 - 0,0203 595 06 , 1 625 8 , 0 24) - (30,7 24 , 0 06 , 1 625 0,8 2172 15410 Q
o
+ + + =
!


TR 2 , 7 h / kcal 21650 Q
o
≅ =
!


• Cálculo da vazão de ar

( ) ) (T aparelho do orvalho de ponto 87 , 0 fcs
ADP ef
⇒ = T
ADP
= 11,3 ºC

Com a carga sensível efetiva, tem-se:
( ) ( )
ADP int ar ar , p
Sef
INS
T T c . b 1
Q
V
− ρ −
=
!
!



( ) 11,0 - 24 1,08 . 0,24 . 0,80
15410
V
INS
=
!


h / m 5846 V
3
INS
=
!

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DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
166

Dados para seleção do equipamento de ar condicionado:

• Vazão de ar = 5846 m
3
/h
• Potência Frigorífica = 7,2 TR
• Fator de bypass = 0,20
• T
ADP
= 11,3 ºC

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167

Folha de
Calculado: Data:
Data:
8,5 "m"x 17,5 149 "m2"
149 m2 x 3,0 446 "m3"
10 UR BU g/kg kcal/kg
Mês 67 25,8 20,30 24,04

t diário 7 50 17,3 10,07 16,15
12 10,23 7,89
pess 25 m3/h/pess. 625 pess. m3/h/pess -
m2 m3/h/m2 -
pess m3/h/pess. - m m3/h/m -
m3/h -
m2 m3/h/m2 - Ren/h m3 -
625 -
1 m2 FS 1
27,5 0,56 2
3
4
5
2 m2 K 5
25,0 1,42 5
25,5 1,42 0
6
7
3 m2 K
Janelas 27,5 5,00 5
Parede int. 28,1 1,56
Parede int.
Parede int.
Teto interno
Piso 149 2,00
4 m3/h
0 kg/h x 0,24 x 6,70
5
x 7,2 TR
Luzes fluor. 20 w/m2 x 1,08
Luzes inc. w/m2 x 0,86
Motores CV x 632
kW x 860
kW x 860 14 UR = 90 13,48 kcal/kg
kW x 860
1,08 x0,24x
6
0 kg/h 10 x 600 24,7 TBU = 18,2 16,99 kcal/kg
7
Pessoas x kcal/h
kcal/h
Vapor livre kg/h x 540
C
m3/h
Tadp
Var 5846
11,3
Ql,ef 2156,51
FCSef 0,877
b 0,20
Qs,ef 15410,30
1.300
Fontes internas (latente)
25 52 1.300
-
Infiltrações (latente) Condições do ar na entrada da serpentina
1,04 - TBS = h =
m3/h
4.723 de ar 10,0
15201 Vazão Equip. elétricos -
5859
TBS =
Motores - Condições do ar na saída da serpentina
h = Micros -
0,92
- sensível 16566
149 - Fator de calor 15201
149 3.198 Cálculo Psicrométrico
Pessoas 25 61 1.525
kcal/h
Fontes internas (sensível)
Infiltrações (sensível)
1,04 -
TOTAL GERAL 21.695
1,04 625,00 7,9 5.129
2.185 Calor devido ao ar externo
3,70 1.101 Calor no retorno
16.566
-
- Calor total interno
1.365
-
3,70 162 Calor latente interno
1.300
6,70 921 Coef. Segurança % 65
Outras transm.

t Sub-total
859 Fontes internas (lat.) 1.300
Teto externo - Infiltrações (latente) -
-
% -
- Calor sensível interno 15.201
5,4 196 Coef. segurança
% 691
% 691 NE 18,7 664 Motor/ ventilador
Paredes e teto ext.

t equiv. Duto insuflamen
Outras transmissões
4.723
6.052 Sub-total 13.819
- Fontes internas (sens)
859
2.185
- Infiltrações (sensível) -
-
NE 393,0 6.052 Paredes e teto externo
G A N H O S D E C A L O R R E S U M O kcal/h
Insolação (rad) kcal/m2h kcal/h Insolação janelas 6.052
446
Frestas
Exaustão forçada
Portas
Ar externo Aberturas
H
i
g
i
e
n
i
z
a
ç
ã
o
25
I
n
f
i
l
t
r
a
ç
õ
e
s
625
25
"m3/h" 149
0,925
Patm [kPa] 0,95 Hrs. oper.

6,70
Altitude [m] 700 Condições internas
30,7 0,961
Condições de cálculo horas
Latitude 20 S Junho Condições externas
BS
Dimensões do local
escritório
v [m3/kg]
única
Verificado:
CARGA TÉRMICA
DE VERÃO
D
a
d
o
s

C
o
m
p
a
r
a
t
i
v
o
s
:
Pro. Exemplo
m
2
/
T
R
2
0
,
7
3
ZONA
Uso do local:
Ocup. (pessoas): 25
Localidade
Obra
São Paulo
"m" =
"m" =
P
e
s
s
o
a
/
T
R
3
,
4
8
m
3
/
h
/
T
R
8
1
6
,
7
m
3
/
h
/
m
2
3
9
,
3
9
24,0

UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
168
Folha de
Calculado: Data:
Data:
"m"x "m2"
0 m2 x "m3"
Hora UR BU g/kg kcal/kg
Mês

t diário
pess m3/h/pess. pess. m3/h/pess
m2 m3/h/m2
pess m3/h/pess. m m3/h/m
m3/h
m2 m3/h/m2 Ren/h m3
1 m2 FS 1
2
3
4
5
2 m2 K
6
7
3 m2 K
Janelas
Parede int.
Parede int.
Parede int.
Teto interno
Piso
4 kg/h
kg/h x 0,24 x
5
x TR
Luzes fluor. w/m2 x 1,08
Luzes inc. w/m2 x 0,86
Motores CV x 632
kW x 860
kW x 860 UR = kcal/kg
kW x 860
x0,24x
6
kg/h x 600 TBU = kcal/kg
7
Pessoas x kcal/h
kcal/h
Vapor livre kg/h x
C
m3/h
Tadp
Var
b
Qs,ef
Ql,ef
FCSef
m
3
/
h
/
T
R
m
3
/
h
/
m
2
Localidade
Obra
D
a
d
o
s

C
o
m
p
a
r
a
t
i
v
o
s
:
m
2
/
T
R
ZONA
Uso do local:
Ocup. (pessoas):
P
e
s
s
o
a
/
T
R
Dimensões do local
v [m3/kg]
Verificado:
CARGA TÉRMICA
DE VERÃO
"m" =
"m" =
Condições de cálculo
Latitude Condições externas
BS
Patm [kPa] Hrs. oper.

Altitude [m] Condições internas
"m3/h"
Portas
Ar externo Aberturas
H
i
g
i
e
n
i
z
a
ç
ã
o
I
n
f
i
l
t
r
a
ç
õ
e
s
Frestas
Exaustão forçada
G A N H O S D E C A L O R R E S U M O kcal/h
Insolação (rad) kcal/m2h kcal/h Insolação janelas
Paredes e teto externo
Infiltrações (sensível)
Outras transmissões
Sub-total
Fontes internas (sens)
Paredes e teto ext.

t equiv. Duto insuflamen
Motor/ ventilador
Coef. segurança
%
%
%
Calor sensível interno
Infiltrações (latente)
Sub-total
Fontes internas (lat.)
Coef. Segurança %
Outras transm.

t
Calor latente interno
Calor total interno
Calor no retorno
Calor devido ao ar externo
kcal/h
Fontes internas (sensível)
Infiltrações (sensível)
TOTAL GERAL
Cálculo Psicrométrico
Pessoas
sensível
Fator de calor
TBS =
Motores Condições do ar na saída da serpentina
h = Micros
Equip. elétricos
m3/h
de ar
Vazão
Infiltrações (latente) Condições do ar na entrada da serpentina
TBS = h =
Fontes internas (latente)


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169
Anexo IV – Tabelas Para Cálculo de Carga Térmica

As tabelas apresentadas nesse anexo foram retiradas do “Manual de Aire Acondicionado”,
da Carrier, 1983. A numeração das tabelas foi mantida a mesma do manual.

Tabela 2 – Correções para a temperatura externa de projeto em função da hora considerada.




Tabela 3 – Correções para a temperatura externa de projeto em função do mês considerado.




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170



Tabela 6: Insolação através do vidro (kcal/h.m
2
)
ORIENTAÇÃO (LATITUDE SUL) LATITUDE
SUL
MÊS
S SE E NE N NO O SO HORIZ.
0
O
Dezembro
Novembro e Janeiro
Outubro e Fevereiro
Setembro e Março
Agosto e Abril
Julho e Maio
Junho
160
130
67
27
27
27
27
423
414
382
320
214
141
113
398
412
442
452
442
412
398
113
141
214
320
382
414
423
38
38
38
38
92
181
222
113
141
214
320
382
414
423
398
412
442
452
442
412
398
423
414
382
320
214
141
113
612
631
664
678
664
631
612
10
O

Dezembro
Novembro e Janeiro
Outubro e Fevereiro
Setembro e Março
Agosto e Abril
Julho e Maio
Junho
108
81
35
27
27
24
24
414
401
352
279
179
100
75
420
428
442
444
420
387
371
149
179
254
344
404
436
442
38
38
38
75
128
287
324
149
179
254
344
404
273
442
420
428
442
444
420
387
371
414
401
352
279
179
100
75
659
669
678
669
623
569
547
20
O

Dezembro
Novembro e Janeiro
Outubro e Fevereiro
Setembro e Março
Agosto e Abril
Julho e Maio
Junho
70
51
29
27
24
21
21
417
374
320
235
141
70
48
433
442
447
442
398
347
328
198
230
306
379
433
444
452
38
38
70
176
301
382
404
198
230
306
379
433
444
452
433
442
447
442
398
347
328
417
474
320
235
141
70
48
678
680
669
631
564
488
461
30
O

Dezembro
Novembro e Janeiro
Outubro e Fevereiro
Setembro e Março
Agosto e Abril
Julho e Maio
Junho
54
43
29
24
21
19
16
377
355
292
244
105
43
32
436
444
447
428
366
314
284
244
271
349
412
442
439
439
57
81
170
284
393
431
442
244
271
349
412
442
439
439
436
444
447
428
366
314
284
377
355
292
244
105
43
32
678
667
637
574
485
393
355
40
O

Dezembro
Novembro e Janeiro
Outubro e Fevereiro
Setembro e Março
Agosto e Abril
Julho e Maio
Junho
46
40
29
24
19
13
13
360
344
276
157
94
32
27
439
444
439
404
330
271
233
301
339
395
439
442
423
401
146
187
276
379
439
450
447
301
339
396
439
442
423
401
439
444
439
404
330
271
233
360
344
276
157
94
32
27
642
631
580
496
349
279
230
50
O

Dezembro
Novembro e Janeiro
Outubro e Fevereiro
Setembro e Março
Agosto e Abril
Julho e Maio
Junho
43
38
29
21
13
10
8
341
317
254
157
78
24
19
444
442
428
374
284
173
127
366
387
425
442
425
344
314
252
287
374
428
452
414
382
366
387
425
442
425
344
314
444
442
428
374
284
173
127
341
317
254
157
78
24
19
596
572
501
401
254
143
108
Esquadria
metálica ou
sem
esquadria
Limpeza Altitude
Ponto de orvalho
superior a 19,5
O
C
Ponto de
orvalho inferior
a 19,5
O
C
Latitude sul
Dezembro ou
Janeiro
Coeficiente de
Correção
x 1/0,85 ou
1,17
-15% máximo
+0,7% por 300
m
-5% por 4
O
C +5% por 14
O
C +7%





UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
171

Tabela 7: Fatores de armazenamento de carga térmica, insolação através do vidro. Com elemento de proteção interna, 24 horas diárias de
funcionamento e temperatura interior constante.
HORA SOLAR
MANHÃ TARDE MANHÃ
ORIENTAÇÃO
(Latitude Sul)
PESO
(kg/m
2
de
superfície de
solo)
6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 1 2 3 4 5
SE
750 ou mais
500
150
0,47
0,48
0,55
0,58
0,60
0,76
0,54
0,57
0,73
0,42
0,46
0,58
0,27
0,30
0,36
0,21
0,24
0,24
0,20
0,20
0,19
0,19
0,19
0,17
0,18
0,17
0,15
0,17
0,16
0,13
0,16
0,15
0,12
0,14
0,13
0,11
0,12
0,11
0,07
0,09
0,08
0,04
0,08
0,07
0,02
0,07
0,06
0,02
0,06
0,05
0,01
0,06
0,05
0,01
0,05
0,04
0
0,05
0,04
0
0,04
0,03
0
0,04
0,03
0
0,04
0,02
0
0,03
0,02
0
E
750 ou mais
500
150
0,39
0,40
0,46
0,56
0,58
0,70
0,62
0,65
0,80
0,59
0,63
0,79
0,49
0,52
0,64
0,33
0,35
0,42
0,23
0,24
0,25
0,21
0,22
0,19
0,20
0,20
0,16
0,18
0,18
0,14
0,17
0,16
0,11
0,15
0,14
0,09
0,12
0,12
0,07
0,10
0,09
0,04
0,09
0,08
0,02
0,08
0,07
0,02
0,08
0,06
0,01
0,07
0,05
0,01
0,06
0,05
0
0,05
0,04
0
0,05
0,04
0
0,05
0,03
0
0,04
0,03
0
0,04
0,02
0
NE
750 ou mais
500
150
0,04
0,03
0
0,28
0,28
0,30
0,47
0,47
0,57
0,59
0,61
0,75
0,64
0,67
0,84
0,62
0,65
0,81
0,53
0,57
0,69
0,41
0,44
0,50
0,27
0,29
0,30
0,24
0,24
0,20
0,21
0,21
0,17
0,19
0,18
0,13
0,16
0,15
0,09
0,14
0,12
0,05
0,12
0,10
0,04
0,11
0,09
0,03
0,10
0,08
0,02
0,09
0,07
0,01
0,08
0,06
0
0,07
0,05
0
0,06
0,05
0
0,06
0,04
0
0,05
0,04
0
0,05
0,03
0
N

750 ou mais
500
150
0,06
0,04
0,10
0,06
0,04
0,21
0,23
0,22
0,43
0,38
0,38
0,63
0,51
0,52
0,77
0,60
0,63
0,86
0,66
0,70
0,88
0,67
0,71
0,82
0,64
0,69
0,56
0,59
0,59
0,50
0,42
0,45
0,24
0,24
0,26
0,16
0,22
0,22
0,11
0,19
0,18
0,08
0,17
0,16
0,05
0,15
0,13
0,04
0,13
0,12
0,02
0,12
0,10
0,02
0,11
0,09
0,01
0,10
0,08
0,01
0,09
0,07
0
0,08
0,06
0
0,07
0,06
0
0,07
0,05
0
NO
750 ou mais
500
150
0,08
0,07
0,03
0,08
0,08
0,04
0,09
0,08
0,06
0,10
0,08
0,07
0,11
0,10
0,09
0,24
0,24
0,23
0,39
0,40
0,47
0,53
0,55
0,67
0,63
0,66
0,81
0,66
0,70
0,86
0,61
0,64
0,79
0,47
0,50
0,60
0,23
0,26
0,26
0,19
0,20
0,17
0,18
0,17
0,12
0,16
0,15
0,08
0,14
0,13
0,05
0,13
0,11
0,04
0,11
0,10
0,03
0,10
0,09
0,02
0,09
0,08
0,01
0,08
0,07
0,01
0,08
0,06
0
0,07
0,05
0
O
750 ou mais
500
150
0,08
0,07
0,03
0,09
0,08
0,04
0,09
0,08
0,06
0,10
0,09
0,07
0,10
0,09
0,08
0,10
0,09
0,08
0,10
0,09
0,08
0,18
0,18
0,19
0,36
0,36
0,42
0,52
0,54
0,65
0,63
0,66
0,81
0,65
0,68
0,85
0,55
0,60
0,74
0,22
0,25
0,30
0,19
0,20
0,19
0,17
0,17
0,13
0,15
0,15
0,09
0,14
0,13
0,06
0,12
0,11
0,05
0,11
0,10
0,03
0,10
0,08
0,02
0,09
0,07
0,02
0,08
0,06
0,01
0,07
0,05
0
SO
750 ou mais
500
150
0,08
0,07
0,03
0,09
0,08
0,05
0,10
0,09
0,07
0,10
0,09
0,08
0,10
0,10
0,09
0,10
0,10
0,09
0,10
0,10
0,10
0,10
0,10
0,10
0,16
0,16
0,17
0,33
0,34
0,39
0,49
0,52
0,63
0,61
0,65
0,80
0,60
0,64
0,79
0,19
0,23
0,28
0,17
0,18
0,18
0,15
0,15
0,12
0,13
0,12
0,09
0,12
0,11
0,06
0,10
0,09
0,04
0,09
0,08
0,03
0,08
0,07
0,02
0,08
0,06
0,02
0,07
0,06
0,01
0,06
0,05
0
S
e Sombra
750 ou mais
500
150
0,08
0,06
0
0,37
0,31
0,25
0,67
0,67
0,74
0,71
0,72
0,83
0,74
0,76
0,88
0,76
0,79
0,91
0,79
0,81
0,94
0,81
0,83
0,96
0,83
0,85
0,96
0,84
0,87
0,98
0,86
0,88
0,98
0,87
0,90
0,99
0,88
0,91
0,99
0,29
0,30
0,26
0,26
0,26
0,17
0,23
0,22
0,12
0,20
0,19
0,08
0,19
0,16
0,05
0,17
0,15
0,04
0,15
0,13
0,03
0,14
0,12
0,02
0,12
0,10
0,01
0,11
0,09
0,01
0,10
0,08
0,01



UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
172

Tabela 8: Fatores de armazenamento de carga térmica, insolação através do vidro. Com vidro descoberto e elemento de proteção externa, 24
horas diárias de funcionamento e temperatura interior constante.
HORA SOLAR
MANHÃ TARDE MANHÃ
ORIENTAÇÃO
(Latitude Sul)
PESO
(kg/m
2
de
superfície de
solo)
6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 1 2 3 4 5
SE
750 ou mais
500
150
0,17
0,19
0,31
0,27
0,31
0,56
0,33
0,38
0,65
0,33
0,39
0,61
0,31
0,36
0,46
0,29
0,34
0,33
0,27
0,27
0,26
0,25
0,24
0,21
0,23
0,22
0,18
0,22
0,21
0,16
0,20
0,19
0,14
0,19
0,17
0,12
0,17
0,16
0,09
0,15
0,14
0,06
0,14
0,12
0,04
0,12
0,10
0,03
0,11
0,07
0,02
0,10
0,08
0,01
0,09
0,07
0,01
0,08
0,06
0,01
0,07
0,05
0
0,07
0,05
0
0,06
0,04
0
0,06
0,03
0
E
750 ou mais
500
150
0,16
0,16
0,27
0,26
0,29
0,50
0,34
0,40
0,67
0,39
0,46
0,73
0,40
0,46
0,68
0,38
0,42
0,53
0,34
0,36
0,38
0,30
0,31
0,27
0,28
0,28
0,22
0,26
0,25
0,18
0,23
0,23
0,15
0,22
0,20
0,12
0,20
0,18
0,09
0,18
0,15
0,06
0,16
0,14
0,04
0,14
0,12
0,03
0,13
0,11
0,02
0,12
0,09
0,01
0,10
0,08
0,01
0,09
0,08
0,01
0,08
0,06
0,01
0,08
0,06
0
0,07
0,05
0
0,06
0,04
0,01
NE
750 ou mais
500
150
0,08
0,05
0
0,14
0,12
0,18
0,22
0,23
0,40
0,31
0,35
0,59
0,38
0,44
0,72
0,43
0,49
0,77
0,44
0,51
0,72
0,43
0,47
0,60
0,39
0,41
0,44
0,35
0,36
0,32
0,32
0,31
0,23
0,29
0,27
0,18
0,26
0,24
0,14
0,23
0,21
0,09
0,21
0,18
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0,19
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0,16
0,14
0,03
0,15
0,12
0,02
0,13
0,10
0,01
0,12
0,09
0,01
0,11
0,08
0,01
0,10
0,08
0
0,09
0,06
0
0,08
0,06
0
N

750 ou mais
500
150
0,10
0,07
0
0,10
0,06
0
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0,20
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0,51
0,58
0,81
0,51
0,57
0,75
0,48
0,53
0,61
0,42
0,45
0,42
0,37
0,37
0,28
0,33
0,31
0,19
0,29
0,27
0,13
0,26
0,23
0,09
0,23
0,20
0,06
0,21
0,18
0,04
0,19
0,16
0,03
0,17
0,14
0,02
0,15
0,12
0,01
0,14
0,11
0,01
0,13
0,10
0
0,12
0,08
0
NO
750 ou mais
500
150
0,11
0,09
0,02
0,10
0,09
0,03
0,10
0,08
0,05
0,10
0,09
0,06
0,10
0,09
0,08
0,14
0,14
0,12
0,21
0,22
0,34
0,29
0,31
0,53
0,36
0,42
0,68
0,43
0,50
0,78
0,47
0,53
0,78
0,46
0,51
0,68
0,40
0,44
0,46
0,34
0,35
0,29
0,30
0,29
0,20
0,27
0,26
0,14
0,24
0,22
0,09
0,22
0,19
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0,20
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0,14
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0,02
0,13
0,11
0,01
0,12
0,09
0,01
O
750 ou mais
500
150
0,12
0,09
0,02
0,11
0,09
0,03
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0,09
0,05
0,10
0,09
0,06
0,10
0,09
0,07
0,10
0,09
0,07
0,10
0,10
0,08
0,13
0,12
0,14
0,19
0,19
0,29
0,27
0,30
0,49
0,36
0,40
0,67
0,42
0,48
0,76
0,44
0,51
0,75
0,38
0,42
0,53
0,33
0,35
0,33
0,29
0,30
0,22
0,26
0,25
0,15
0,23
0,22
0,11
0,21
0,19
0,08
0,18
0,16
0,05
0,16
0,14
0,04
0,15
0,13
0,03
0,13
0,11
0,02
0,12
0,09
0,01
SO
750 ou mais
500
150
0,10
0,08
0,02
0,10
0,09
0,04
0,10
0,09
0,05
0,10
0,09
0,07
0,10
0,09
0,08
0,10
0,09
0,09
0,10
0,09
0,10
0,10
0,09
0,10
0,12
0,11
0,13
0,17
0,19
0,27
0,25
0,29
0,48
0,34
0,40
0,65
0,39
0,46
0,73
0,34
0,40
0,49
0,29
0,32
0,31
0,26
0,26
0,21
0,23
0,22
0,16
0,20
0,19
0,10
0,18
0,16
0,07
0,16
0,14
0,05
0,14
0,13
0,04
0,13
0,11
0,03
0,12
0,10
0,02
0,10
0,08
0,01
S
e Sombra
750 ou mais
500
150
0,16
0,11
0
0,23
0,33
0,48
0,33
0,44
0,66
0,41
0,51
0,76
0,47
0,57
0,82
0,52
0,62
0,87
0,57
0,66
0,91
0,61
0,70
0,93
0,66
0,74
0,95
0,69
0,76
0,97
0,72
0,79
0,98
0,74
0,80
0,98
0,59
0,60
0,62
0,52
0,51
0,34
0,46
0,44
0,24
0,42
0,37
0,16
0,37
0,32
0,11
0,34
0,29
0,07
0,31
0,27
0,05
0,27
0,23
0,04
0,25
0,21
0,02
0,23
0,18
0,02
0,21
0,16
0,01
0,17
0,13
0,01


UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
173

Tabela 9 – Fatores de armazenamento de carga térmica, insolação através do vidro. Com de
proteção interno, 16 horas de funcionamento diário, temperatura interior constante.



Tabela 10 – Fatores de armazenamento de carga térmica, insolação através do vidro. Com
vidro descoberto e elemento de proteção externo, 16 horas de funcionamento diário,
temperatura interior constante.


UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
174

Tabela 11: Fatores de armazenamento de carga térmica, insolação, 12 horas diárias de funcionamento, temperatura interior constante.
COM TELA INTERIOR COM TELA EXTERIOR OU VIDRO EXPOSTO
HORA SOLAR
MANHÃ TARDE MANHÃ TARDE
ORIENTAÇÃO
(Latitude Sul)
PESO
(kg/m
2
de
superfície de
solo)
6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17
SE
750 ou mais
500
150
0,59
0,59
0,62
0,67
0,68
0,80
0,62
0,64
0,75
0,49
0,52
0,60
0,33
0,35
0,37
0,27
0,29
0,25
0,25
0,24
0,19
0,24
0,23
0,17
0,22
0,20
0,15
0,21
0,19
0,13
0,20
0,17
0,12
0,17
0,15
0,11
0,34
0,35
0,40
0,42
0,45
0,62
0,47
0,50
0,69
0,45
0,49
0,64
0,42
0,45
0,48
0,39
0,42
0,34
0,36
0,34
0,27
0,33
0,30
0,22
0,30
0,27
0,18
0,29
0,26
0,16
0,26
0,23
0,14
0,25
0,20
0,12
E
750 ou mais
500
150
0,51
0,52
0,53
0,66
0,67
0,74
0,71
0,73
0,82
0,67
0,70
0,81
0,57
0,58
0,65
0,40
0,40
0,43
0,29
0,29
0,25
0,26
0,26
0,19
0,25
0,24
0,16
0,23
0,21
0,14
0,21
0,19
0,11
0,19
0,16
0,09
0,36
0,34
0,36
0,44
0,44
0,56
0,50
0,54
0,71
0,53
0,58
0,76
0,53
0,57
0,70
0,50
0,51
0,54
0,44
0,44
0,39
0,39
0,39
0,28
0,36
0,34
0,23
0,34
0,31
0,18
0,30
0,28
0,15
0,28
0,24
0,12
NE
750 ou mais
500
150
0,20
0,18
0,09
0,42
0,40
0,35
0,59
0,57
0,61
0,70
0,70
0,78
0,74
0,75
0,86
0,71
0,72
0,82
0,61
0,63
0,69
0,48
0,49
0,50
0,33
0,34
0,30
0,30
0,28
0,20
0,26
0,25
0,17
0,24
0,21
0,13
0,34
0,29
0,14
0,37
0,33
0,27
0,43
0,41
0,47
0,50
0,51
0,64
0,54
0,58
0,75
0,58
0,61
0,79
0,57
0,61
0,73
0,55
0,56
0,61
0,50
0,49
0,45
0,45
0,44
0,32
0,41
0,37
0,23
0,37
0,33
0,18
N

750 ou mais
500
150
0,28
0,26
0,21
0,25
0,22
0,29
0,40
0,38
0,48
0,53
0,51
0,67
0,64
0,64
0,79
0,72
0,73
0,88
0,77
0,79
0,89
0,77
0,79
0,83
0,73
0,77
0,56
0,67
0,65
0,50
0,49
0,51
0,24
0,31
0,31
0,16
0,47
0,44
0,28
0,43
0,37
0,19
0,42
0,39
0,25
0,46
0,43
0,38
0,51
0,50
0,54
0,56
0,57
0,68
0,61
0,64
0,78
0,65
0,68
0,84
0,66
0,70
0,82
0,65
0,68
0,76
0,61
0,63
0,61
0,54
0,53
0,42
NO
750 ou mais
500
150
0,31
0,33
0,29
0,27
0,28
0,21
0,27
0,25
0,18
0,26
0,23
0,15
0,25
0,23
0,14
0,27
0,35
0,27
0,50
0,50
0,50
0,63
0,64
0,69
0,72
0,74
0,82
0,74
0,77
0,87
0,69
0,70
0,79
0,54
0,55
0,60
0,51
0,53
0,48
0,44
0,44
0,32
0,40
0,37
0,25
0,37
0,35
0,20
0,34
0,31
0,17
0,36
0,33
0,19
0,41
0,39
0,39
0,47
0,46
0,56
0,54
0,55
0,70
0,57
0,62
0,80
0,60
0,64
0,79
0,58
0,60
0,69
O
750 ou mais
500
150
0,63
0,67
0,77
0,31
0,33
0,34
0,28
0,28
0,25
0,27
0,26
0,20
0,25
0,24
0,17
0,24
0,22
0,14
0,22
0,20
0,13
0,29
0,28
0,22
0,46
0,44
0,44
0,61
0,61
0,67
0,71
0,72
0,82
0,72
0,73
0,85
0,56
0,60
0,77
0,49
0,52
0,56
0,44
0,44
0,38
0,39
0,39
0,28
0,36
0,34
0,22
0,33
0,31
0,18
0,31
0,29
0,16
0,31
0,28
0,19
0,35
0,33
0,33
0,42
0,43
0,52
0,49
0,51
0,69
0,54
0,57
0,77
SO
750 ou mais
500
150
0,68
0,71
0,82
0,28
0,31
0,33
0,27
0,27
0,25
0,25
0,24
0,20
0,23
0,22
0,18
0,22
0,21
0,15
0,20
0,19
0,14
0,19
0,18
0,13
0,24
0,23
0,19
0,41
0,40
0,41
0,56
0,58
0,64
0,67
0,70
0,80
0,49
0,54
0,75
0,44
0,49
0,53
0,39
0,41
0,36
0,36
0,35
0,28
0,33
0,31
0,24
0,30
0,28
0,19
0,28
0,25
0,17
0,26
0,23
0,15
0,26
0,24
0,17
0,30
0,30
0,30
0,37
0,39
0,50
0,44
0,48
0,66
0,96
0,98
0,96
0,98
0,96
0,98
0,96
0,98
0,96
0,98
0,96
0,98
0,96
0,98
0,96
0,98
0,96
0,98
0,96
0,98
0,96
0,98
0,96
0,98
0,75
0,81
0,75
0,84
0,79
0,86
0,83
0,89
0,84
0,91
0,86
0,93
0,88
0,93
0,88
0,94
0,81
0,94
0,92
0,95
0,93
0,95
0,93
0,95
S
e
Sombra
750 ou mais
500
150
1,00 1,00



UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
175
Tabela 15: Insolação através dos vidros (kcal/h.m
2
de abertura)
0
O
LATITUDE SUL HORA SOLAR
Época Orientação 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
S
SE
E
0
0
0
122
322
314
176
423
398
200
417
366
211
360
252
217
267
116
222
143
38
217
54
38
211
38
38
200
35
35
176
29
29
122
16
16
0
0
0
NE
N
NO
0
0
0
100
16
16
113
29
29
73
35
35
40
38
38
38
38
38
38
38
38
38
38
38
38
38
40
35
35
73
29
29
113
16
16
100
0
0
0
22 de Dezembro
O
SO
Horizontal
0
0
0
16
16
75
29
29
235
35
35
398
38
38
518
38
54
588
38
143
612
116
267
588
252
360
518
366
417
398
398
483
235
314
322
75
0
0
0
S
SE
E
0
0
0
100
320
328
146
414
410
165
406
377
176
336
260
179
233
116
181
116
38
179
43
38
176
38
38
165
35
35
146
29
29
100
16
16
0
0
0
NE
N
NO
0
0
0
124
16
16
141
29
29
97
35
35
48
38
38
38
38
38
38
38
38
38
38
38
38
38
48
35
35
97
29
29
141
16
16
124
0
0
0
21 de Janeiro
e
21 de Novembro
O
SO
Horizontal
0
0
0
16
16
78
29
29
246
35
35
409
38
38
528
38
44
605
38
116
631
116
233
604
260
336
528
377
406
409
412
414
263
328
320
84
0
0
0
S
SE
E
0
0
0
46
298
349
75
382
442
84
360
401
89
276
279
92
165
125
92
65
38
92
38
38
89
38
38
84
35
35
75
32
32
46
16
16
0
0
0
NE
N
NO
0
0
0
181
16
16
214
32
32
176
35
35
94
38
38
41
38
38
38
38
38
38
38
40
38
38
94
35
35
176
32
32
214
16
16
181
0
0
0
20 de Fevereiro
e
23 de Outubro
O
SO
Horizontal
0
0
0
16
16
84
32
32
263
35
35
406
38
38
558
38
38
634
38
65
664
124
165
634
279
276
558
401
360
406
442
382
263
349
298
84
0
0
0
S
SE
E
0
0
0
16
257
363
32
320
452
35
273
409
38
184
290
38
84
127
38
38
38
38
38
38
38
38
38
35
35
35
32
32
32
16
16
16
0
0
0
NE
N
NO
0
0
0
257
16
16
320
32
32
273
35
35
184
38
38
84
38
38
38
38
38
38
38
84
38
38
184
35
35
273
32
32
320
16
16
257
0
0
0
22 de Março
e
22 de Setembro
O
SO
Horizontal
0
0
0
16
16
86
32
32
263
35
35
442
38
38
569
38
38
650
38
38
678
127
84
650
290
184
569
409
273
442
452
320
271
363
257
86
0
0
0
S
SE
E
0
0
0
16
181
349
32
214
442
35
176
401
38
94
279
38
40
124
38
38
38
38
38
38
38
38
38
35
35
35
32
32
32
16
16
16
0
0
0
NE
N
NO
0
0
0
298
46
16
382
75
32
360
84
35
276
89
38
165
92
38
65
92
65
38
92
165
38
89
276
35
84
360
32
75
382
16
46
298
0
0
0
20 de Abril
e
24 de Agosto
O
SO
Horizontal
0
0
0
16
16
84
32
32
263
35
35
406
38
38
558
38
38
634
38
38
664
124
40
634
279
94
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m
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O
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UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
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Tabela 15: Insolação através dos vidros (kcal/h x m
2
de abertura)
10
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LATITUDE SUL HORA SOLAR
Época Orientação 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
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5
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35
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21 de Janeiro
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neblina
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orvalho
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orvalho
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Dezembro ou
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DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
177
Tabela 15: Insolação através dos vidros (kcal/h x m
2
de abertura)
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LATITUDE SUL HORA SOLAR
Época Orientação 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
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O
C
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UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
178
Tabela 15: Insolação através dos vidros (kcal/h x m
2
de abertura)
30
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244
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22 de Dezembro
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38
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38
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38
38
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24
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10
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113
21 de Janeiro
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38
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640
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333
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252
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S
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157
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20 de Fevereiro
e
23 de Outubro
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orvalho
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orvalho
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Latitude sul
Dezembro ou
Janeiro Correções
x 1/0,85 ou
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+0,7% por 300
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-14% por 10

O
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+14% por 10

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UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
179
Tabela 15: Insolação através dos vidros (kcal/h x m
2
de abertura)
40
O
LATITUDE SUL HORA SOLAR
Época Orientação 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
S
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87
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16
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metálica ou
sem
esquadria
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neblina
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Ponto de
orvalho
superior a
19,5
O
C
Ponto de
orvalho
inferior a 19,5
O
C
Latitude sul
Dezembro ou
Janeiro Correções
x 1/0,85 ou
1,17
15% máximo
+0,7% por 300
m
-14% por 10

O
C
+14% por 10

O
C
+7%

UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
180
Tabela 15: Insolação através dos vidros (kcal/h x m
2
de abertura)
50
O
LATITUDE SUL HORA SOLAR
Época Orientação 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
S
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78
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339
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32
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439
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135
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38
43
254
38
38
111
38
38
38
38
38
38
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38
38
35
35
35
32
32
32
32
27
27
78
21
21
NE
N
NO
173
21
21
276
27
27
341
43
32
366
105
35
336
184
38
265
235
62
165
252
165
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276
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173
22 de Dezembro
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309
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317
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38
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38
38
38
38
38
38
38
38
35
35
35
32
32
32
29
27
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16
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NO
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189
287
189
70
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135
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27
290
16
16
176
21 de Janeiro
e
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O
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10
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e
23 de Outubro
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35
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38
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21
21
16
16
16
10
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10
2
2
2
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0
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0
NE
N
NO
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0
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92
2
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189
10
344
314
57
344
387
181
290
414
290
181
387
344
57
314
344
10
189
257
2
92
168
0
0
0
0
0
0
21 de Maio
e
23 de Julho
O
SO
Horizontal
0
0
0
0
0
0
2
2
10
10
10
35
16
16
81
21
21
127
24
24
143
75
21
127
154
16
81
173
10
35
138
13
10
0
0
0
0
0
0
S
SE
E
0
0
0
0
0
0
0
0
0
8
8
73
13
13
127
16
16
62
19
19
19
16
16
16
13
13
13
8
8
8
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0
0
0
0
0
0
0
0
NE
N
NO
0
0
0
0
0
0
0
0
0
111
84
8
290
268
67
314
355
168
271
382
271
168
355
314
67
268
290
8
84
111
0
0
0
0
0
0
0
0
0
21 de Junho
O
SO
Horizontal
0
0
0
0
0
0
0
0
0
8
8
13
13
13
51
16
16
89
19
19
108
62
16
89
127
13
51
73
8
13
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Esquadria
metálica ou
sem
esquadria
Poluição,
neblina
Altitude
Ponto de
orvalho
superior a
19,5
O
C
Ponto de
orvalho
inferior a 19,5
O
C
Latitude sul
Dezembro ou
Janeiro Correções
x 1/0,85 ou
1,17
15% máximo
+0,7% por 300
m
-14% por 10

O
C
+14% por 10

O
C
+7%

UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
181

Tabela 16: Fatores totais de ganho solar através dos vidros. (coeficientes globais de insolação com ou sem dispositivo de sombra).
PERSIANAS VENESIANAS
INTERIORES
Faixas horizontais ou verticais inclinadas
a 45
O

ou CORTINAS DE TELA
PERSIANAS VENESIANAS
EXTERIORES
Faixas horizontais
inclinadas a 45
O
PERSIANA EXTERIOR
Faixas horizontais
inclinadas a 17
O

TOLDO
Circulação de ar acima e
lateralmente
TIPO DE VIDRO
SEM
PERSIANA
OU TELA
Coloraçã
o clara
Coloração
média
Coloração
escura
Coloração
clara
Exterior claro
Interior
escuro
Coloração
média
Coloração
escura
Coloração
clara
Coloraçã
o média
ou
escura
VIDRO SIMPLES 1,00 0,56 0,65 0,75 0,15 0,13 0,22 0,15 0,20 0,25
VIDRO SIMPLES 6 mm 0,94 0,56 0,65 0,74 0,14 0,12 0,21 0,14 0,19 0,24
VIDRO ABSORVENTE
Coeficiente de absorção 0,40 a 0,48
Coeficiente de absorção 0,48 a 0,56
Coeficiente de absorção 0,56 a 0,70

0,80
0,73
0,62

0,56
0,53
0,51

0,62
0,59
0,54

0,72
0,62
0,56

0,12
0,11
0,10

0,11
0,10
0,10

0,48
0,16
0,14

0,12
0,11
0,10

0,16
0,15
0,12

0,20
0,18
0,16
VIDRO DUPLO
Vidro comum
Vidro de 6 mm
Vidro interior comum
Vidro ext. absorvente de 0,48 a 0,56
Vidro interior de 6 mm
Vidro ext. absorvente de 0,48 a 0,56

0,90
0,80

0,52

0,50

0,54
0,52

0,36

0,36

0,61
0,59

0,39

0,39

0,67
0,65

0,43

0,43

0,14
0,12

0,10

0,10

0,12
0,11

0,10

0,10

0,20
0,18

0,11

0,11

0,14
0,12

0,10

0,10

0,18
0,16

0,10

0,10

0,22
0,20

0,13

0,12
VIDRO TRIPLO
Vidro comum
Vidro de 6 mm

0,83
0,69

0,48
0,47

0,56
0,52

0,64
0,57

0,12
0,10

0,11
0,10

0,18
0,15

0,12
0,10

0,16
0,14

0,20
0,17
VIDRO PINTADO
Coloração clara
Coloração média
Coloração escura

0,28
0,39
0,50

VIDRO COLORIDO
Âmbar
Roxo escuro
Azul
Cinza
Cinza-verde
Opaco claro
Opaco escuro

0,70
0,56
0,60
0,32
0,46
0,43
0,37


UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
182
Tabela 18: Altitude e Azimute solar.
LATITUDE SUL
HORA
SOLAR
23 de
Julho
24 de
Agosto
22 de
Setembro
23 de
Outubro
21 de
Novembro
22 de
Dezembro
21 de
Janeiro
20 de
Fevereiro
22 de
Março
20 de
Abril
21 de
Maio
21 de
Junho
6:00
7:00
8:00
9:00
10:00
11:00
12:00

14
28
42
54
65
70

111
113
117
126
144
180

15
30
44
58
71
79

102
103
106
112
127
180

15
30
45
60
75
90

90
89
89
89
88
0

15
30
44
58
71
79

78
77
74
68
53
0

14
28
42
54
65
70

69
67
63
54
36
0

14
27
41
53
62
67

66
63
584
9
32
0

14
28
42
54
65
70

69
67
63
54
36
0

15
30
44
58
71
79

78
77
74
685
3
0

15
30
45
60
75
90

90
89
89
89
88
0

15
30
44
58
71
79

102
103
106
112
127
180

14
28
42
54
65
70

111
113
117
126
144
180

14
27
41
53
62
67

114
117
122
131
148
180
0
O

13:00
14:00
15:00
16:00
17:00
18:00
65
54
42
28
14
216
234
243
247
249
71
58
44
30
15
233
248
254
257
258
75
60
45
30
15
272
271
271
271
270
71
58
44
30
15
307
292
286
283
282
65
54
42
28
14
324
306
297
293
291
62
53
41
27
14
328
311
302
297
294
65
54
42
28
14
324
306
297
293
291
71
58
44
30
15
307
292
286
283
282
75
60
45
30
15
272
271
271
271
270
71
58
44
30
15
233
248
254
257
258
65
54
42
28
14
216
234
243
247
249
62
53
41
27
14
212
229
238
243
246
6:00
7:00
8:00
9:00
10:00
11:00
12:00

10
24
37
48
57
60

113
117
124
136
155
180

12
27
41
54
64
69

103
108
115
125
144
180
1
15
30
44
59
72
80
90
92
95
99
106
122
180
2
16
314
6
61
75
89
78
81
83
84
84
84
0
3
17
32
46
60
73
80
70
72
72
72
67
53
0
4
18
32
45
58
70
77
67
68
68
67
61
44
0
3
17
32
46
60
73
80
70
72
72
72
67
53
0
2
16
31
46
61
75
89
78
81
83
84
84
84
0
1
15
30
44
59
72
80
90
92
95
99
106
122
180

12
27
41
54
64
69

103
108
115
125
144
180

10
24
37
48
57
60

113
117
124
136
155
180

9
23
35
46
53
57

116
121
128
139
156
180
10
O

13:00
14:00
15:00
16:00
17:00
18:00
57
48
37
24
10
205
224
236
243
247
64
54
41
27
12
216
235
245
252
257
72
59
44
30
15
1
238
254
261
265
268
270
75
61
46
31
16
2
276
276
276
277
279
282
73
60
46
32
17
3
307
293
288
288
288
290
70
58
45
32
18
4
316
299
293
292
292
293
73
60
46
32
17
3
307
293
288
288
288
290
75
61
46
31
16
2
276
276
276
277
279
282
72
59
44
30
15
1
238
254
261
265
268
270
64
54
41
27
12
216
235
245
252
257
57
48
37
24
10
205
224
236
243
247
53
46
35
23
9
204
221
232
239
244
6:00
7:00
8:00
9:00
10:00
11:00
12:00

6
19
30
40
47
50

114
121
130
142
158
180

10
23
36
47
55
59

106
112
121
133
152
180

14
28
42
55
66
70

95
101
108
120
143
180
4
18
32
46
59
72
81
79
84
89
94
102
117
180
7
20
34
48
62
75
90
71
75
79
82
85
88
0
8
21
35
48
62
76
87
68
72
75
77
77
74
0
7
20
34
48
62
75
90
71
75
79
82
85
88
0
4
18
32
46
59
72
81
79
84
89
94
102
117
180

14
28
42
55
66
70

95
101
108
120
143
180

10
23
36
47
55
59

106
112
121
133
152
180

6
19
30
40
47
50

114
121
130
142
158
180

5
17
28
38
44
47

117
124
133
145
163
180
20
O

13:00
14:00
15:00
16:00
17:00
18:00
47
40
30
19
6
202
218
230
239
246
55
47
36
23
10
208
227
239
248
254
66
55
42
28
14
217
240
252
259
265
72
59
46
32
18
4
243
258
266
271
276
281
75
62
48
34
20
7
272
275
278
281
285
289
76
62
48
35
21
8
286
283
283
285
288
292
75
62
48
34
20
7
272
275
278
281
285
289
72
59
46
32
18
4
243
258
266
271
276
281
66
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28
14
217
240
252
259
265
55
47
36
23
10
208
227
239
248
254
47
40
30
19
6
202
218
230
239
246
44
38
28
17
5
197
215
227
236
243
Tabela 18: Altitude e Azimute solar. (continuação)
UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
183
6:00
7:00
8:00
9:00
10:00
11:00
12:00

2
14
24
32
38
40

115
124
134
146
162
180

7
19
30
40
46
49

107
116
127
141
159
180

13
26
38
49
57
60

97
106
116
130
151
180
6
19
31
44
56
67
71
80
87
95
104
117
140
180
10
23
35
48
61
73
80
72
79
86
93
103
122
180
11
24
37
49
62
75
83
69
76
82
88
96
112
180
10
23
35
48
61
73
80
72
79
86
93
103
122
180
6
19
31
44
56
67
71
80
87
95
104
117
140
180

13
26
38
49
57
60

97
106
116
130
151
180

7
19
30
40
46
49

107
116
127
141
159
180

2
14
24
32
38
40

115
124
134
146
162
180


11
21
29
35
37


126
136
149
164
180 30
O

13:00
14:00
15:00
16:00
17:00
18:00
38
32
24
14
2
198
214
226
236
245
46
40
30
19
7
201
219
233
244
253
57
49
38
26
13
209
230
244
254
263
67
56
44
31
19
6
220
243
256
265
273
280
73
61
48
35
23
10
238
257
267
274
281
288
75
62
49
37
24
11
248
264
272
278
284
291
73
61
48
35
23
10
238
257
267
274
281
288
67
56
44
31
19
6
220
243
256
265
273
280
57
49
38
26
13
209
230
244
254
263
46
40
30
19
7
201
219
233
244
253
38
32
24
14
2
198
214
226
236
245
35
29
21
11
196
211
224
234
6:00
7:00
8:00
9:00
10:00
11:00
12:00


8
17
24
28
30


125
136
149
164
180

5
15
24
32
37
39

110
119
131
145
162
180

12
23
33
42
48
50

99
110
122
138
157
180
7
19
30
41
51
58
61
81
91
102
113
129
151
180
13
24
35
47
57
66
70
74
83
93
104
118
143
180
15
26
37
49
60
69
73
72
80
89
100
114
138
180
13
24
35
47
57
66
70
74
83
93
104
118
143
180
7
19
30
41
51
58
61
81
91
102
113
129
151
180

12
23
33
42
48
50

99
110
122
138
157
180

5
15
24
32
37
39

110
119
131
145
162
180


8
17
24
28
30


125
136
149
164
180


5
14
21
25
27


127
138
151
165
180 40
O

13:00
14:00
15:00
16:00
17:00
18:00
28
24
17
8
196
211
224
235
37
32
24
15
5
198
215
229
241
250
48
42
33
23
12
203
222
238
250
261
58
51
41
30
19
7
209
231
247
258
269
279
66
57
47
35
24
13
217
242
256
267
277
286
69
60
49
37
26
15
222
246
260
271
280
288
66
57
47
35
24
13
217
242
256
267
277
286
58
51
41
30
19
7
209
231
247
258
269
279
48
42
33
23
12
203
222
238
250
261
37
32
24
15
5
198
215
229
241
250
28
24
17
8
196
211
224
235
25
21
14
5
195
209
222
233
6:00
7:00
8:00
9:00
10:00
11:00
12:00


3
10
15
19
20


125
138
151
165
180


10
17
23
27
29


121
134
148
164
180

10
19
27
34
39
40

101
114
127
143
160
180
9
18
28
37
44
49
51
83
94
106
120
137
157
180
15
25
34
44
52
58
60
77
88
100
114
131
152
180
18
27
37
46
55
61
63
74
85
97
110
128
151
180
15
25
34
44
52
58
60
77
88
100
114
131
152
180
9
18
28
37
44
49
51
83
94
106
120
137
157
180

10
19
27
34
39
40

101
114
127
143
160
180


10
17
23
27
29


121
134
148
164
180


3
10
15
19
20


125
138
151
165
180



6
12
15
17



139
152
166
180 50
O

13:00
14:00
15:00
16:00
17:00
18:00
19
15
10
3
195
209
222
235
27
23
17
10
196
212
226
239
39
34
27
19
10
200
217
233
246
259
49
44
37
28
18
9
203
223
240
254
266
277
58
52
44
34
25
15
208
229
246
260
272
283
61
55
46
37
27
18
209
232
250
263
275
286
58
52
44
34
25
15
208
229
246
260
272
283
49
44
37
28
18
9
203
223
240
254
266
277
39
34
27
19
10
200
217
233
246
259
27
23
17
10
196
212
226
239
19
15
10
3
195
209
222
235
15
12
6
194
208
221


UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
184
Tabela 19: Diferença equivalente de temperatura (°C). Válida para paredes em sol ou sombra, de cor escura, 35 °C de temperatura exterior,
27 °C de temperatura interior, 11 °C de variação de temperatura exterior em 24 horas, mês de julho e 40
o
de latitude sul.
HORA SOLAR
MANHÃ TARDE MANHÃ
ORIENTAÇÃO
(Latitude Sul)
PESO
(kg/m
2
de
superfície
de solo)
6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 1 2 3 4 5
SE
100
300
500
700
2,8
-0,5
2,2
2,8
8,3
-1,1
1,7
2,8
12,2
-1,1
2,2
3,3
12,8
2,8
2,2
3,3
13,3
13,3
2,2
3,3
10,6
12,2
5,5
3,3
7,8
11,1
8,9
3,3
7,2
8,3
8,3
5,5
6,7
5,5
7,8
7,8
7,2
6,1
6,7
8,9
7,8
6,7
5,5
7,8
7,8
7,2
6,1
6,7
7,8
7,8
6,7
5,5
6,7
7,2
6,7
5,5
5,5
6,7
6,7
5,5
4,4
6,1
6,1
5,5
3,3
5,5
5,5
5,5
2,2
4,4
5,0
5,5
1,1
3,3
4,4
5,5
0
2,2
3,9
5,0
-1,1
1,1
3,3
5,0
-1,7
0,5
3,3
4,4
-2,2
0
2,8
3,9
-1,1
-0,5
2,8
3,9
E
100
300
500
700
0,5
-0,5
2,8
6,1
9,4
-0,5
2,8
5,5
16,7
0
3,3
5,5
18,3
11,7
4,4
5,0
20,0
16,7
7,8
4,4
19,4
17,2
11,1
5,0
17,8
17,2
13,3
5,5
11,1
10,6
13,9
8,3
6,7
7,8
13,3
10,0
7,2
7,2
11,1
10,6
7,8
6,7
10,0
10,0
7,8
7,2
8,9
9,4
7,8
7,8
7,8
8,9
6,7
7,2
7,8
7,8
5,5
6,7
7,8
6,7
4,4
6,1
7,2
7,2
3,3
5,5
6,7
7,8
2,2
4,4
6,1
7,8
1,1
2,8
5,5
7,8
0
2,2
5,0
7,2
-0,5
1,7
4,4
7,2
-1,1
0,5
3,9
6,7
-1,7
0,5
3,9
6,7
-1,7
0
3,3
6,7
NE
100
300
500
700
5,5
0,5
3,9
5,0
3,3
0,5
3,9
4,4
7,2
0
3,3
4,4
10,6
7,2
3,3
4,4
14,4
11,1
3,3
4,4
15,0
13,3
6,1
3,9
15,6
15,6
8,9
3,3
14,4
14,4
9,4
6,1
13,3
13,9
10,0
7,8
10,6
11,7
10,6
8,3
8,9
10,0
10,0
8,9
8,3
8,3
9,4
10,0
7,8
7,8
7,8
8,9
6,7
7,2
7,2
8,3
5,5
6,7
6,7
7,8
4,4
6,1
6,1
7,2
3,3
5,5
5,5
6,7
2,2
4,4
5,5
6,7
1,1
3,3
5,5
6,7
0
2,8
5,0
6,1
-0,5
2,2
5,0
6,1
-0,5
1,7
4,4
5,5
-1,1
1,7
4,4
5,5
-1,1
1,1
3,9
5,0
N

100
300
500
700
-0,5
-0,5
2,2
3,9
-1,1
-1,7
2,2
3,3
-2,2
-2,2
1,1
3,3
0,5
-1,7
1,1
2,8
2,2
-1,1
1,1
2,2
7,8
3,9
1,7
2,2
12,2
6,7
2,2
2,2
15,0
11,1
4,4
2,2
16,7
13,3
6,7
2,2
15,6
13,9
8,3
3,9
14,4
14,4
8,9
5,5
11,1
12,8
10,0
7,2
8,9
11,1
10,0
7,8
6,7
8,3
8,3
8,3
5,5
6,7
7,8
8,9
3,9
5,5
6,1
8,9
3,3
4,4
5,5
7,8
1,7
3,3
5,0
6,7
1,1
2,2
4,4
5,5
0,5
1,1
4,4
5,5
0,5
0,5
3,9
5,0
0
0,5
3,3
5,0
0
0
3,3
4,4
-0,5
-0,5
2,8
3,9
NO
100
300
500
700
-1,1
1,1
3,9
4,4
-2,2
0,5
2,8
4,4
-2,2
0
3,3
4,4
-1,1
0
2,8
4,4
0
0
2,2
4,4
2,2
0,5
2,8
3,9
3,3
1,1
3,3
3,3
10,6
4,4
3,9
3,3
14,4
6,7
4,4
3,3
18,9
13,3
6,7
3,9
22,2
17,8
7,8
4,4
22,8
19,4
10,6
5,0
23,3
20,0
12,2
5,5
16,7
19,4
12,8
8,3
13,3
18,9
13,3
10,0
6,7
11,1
12,8
10,6
3,3
5,5
12,2
11,1
2,2
3,9
8,3
7,2
1,1
3,3
5,5
4,4
0,5
2,8
5,5
4,4
0,5
2,2
5,0
4,4
0
2,2
5,0
4,4
-0,5
1,7
4,4
4,4
-0,5
1,7
3,9
4,4
O
100
300
500
700
-1,1
1,1
3,9
6,7
-1,7
0,5
3,9
6,1
-2,2
0
3,3
5,5
-1,1
0
3,3
5,0
0
0
3,3
4,4
1,7
1,1
3,3
4,4
3,3
2,2
3,3
4,4
7,8
3,9
3,9
5,0
11,1
5,5
4,4
5,5
17,8
10,6
5,5
5,5
22,2
14,4
6,7
5,5
25,0
18,9
9,4
6,1
26,7
22,2
11,1
6,7
18,9
22,8
13,9
7,8
12,2
20,0
15,6
8,9
7,8
15,6
15,0
11,7
4,4
8,9
14,4
12,2
2,8
5,5
10,6
12,8
1,1
3,3
7,8
12,2
0,5
2,8
6,7
11,1
0
2,2
6,1
10,0
0
1,7
5,5
8,9
-0,5
1,7
5,0
8,3
-0,5
1,1
4,4
7,2
SO
100
300
500
700
-1,7
-1,1
2,8
4,4
-2,2
-1,7
2,2
3,9
-2,2
-2,2
2,2
3,3
-1,1
-1,7
2,2
3,3
0
-1,1
2,2
3,3
1,7
0
2,2
3,3
3,3
1,1
2,2
3,3
5,5
3,3
2,2
3,3
6,7
4,4
2,2
3,3
10,6
5,5
2,8
3,3
13,3
6,7
3,3
3,3
18,3
11,7
5,0
3,9
22,2
16,7
6,7
4,4
20,6
17,2
9,4
5,0
18,9
17,8
11,1
5,5
10,0
11,7
11,7
7,8
3,3
6,7
12,2
10,0
2,2
4,4
7,8
10,6
1,1
3,3
4,4
11,1
0
2,2
3,9
8,9
-0,5
1,7
3,9
7,2
-0,5
0,5
3,3
6,1
-1,1
0
3,3
5,5
-1,1
-0,5
2,8
5,0
S
na sombra
100
300
500
700
-1,7
-1,7
0,5
0,5
-1,7
-1,7
0,5
0,5
-2,2
-2,2
0
0
-1,7
-1,7
0
0
-1,1
-1,1
0
0
0,5
-0,5
0
0
2,2
0
0
0
4,4
1,7
0,5
0
5,5
3,3
1,1
0
6,7
4,4
1,7
0,5
7,8
5,5
2,2
1,1
7,2
6,1
2,8
1,7
6,7
6,7
2,8
2,2
5,5
6,7
2,8
2,8
4,4
6,7
4,4
3,3
3,3
5,5
3,9
3,9
2,2
4,4
3,3
4,4
1,1
3,3
2,8
3,9
0
2,2
2,2
3,3
0
1,1
1,7
2,2
-0,5
0,5
1,7
1,7
-0,5
0
1,1
1,1
-1,1
-0,5
1,1
1,1
-1,1
-1,1
0,5
0,5
UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
185


Tabela 20: Diferença equivalente de temperatura (°C). Válida para tetos de cor escura, 35 °C de temperatura exterior, 27 °C de temperatura
interior, 11 °C de variação de temperatura exterior em 24 horas, mês de julho e 40o de latitude sul.
HORA SOLAR
MANHÃ TARDE MANHÃ
ORIENTAÇÃO
(Latitude Sul)
PESO
(kg/m
2
de
superfície
de solo) 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 1 2 3 4 5
Com sol
50
100
200
300
400
-2,2
0
2,2
5,0
7,2
-3,3
-0,5
1,7
4,4
6,7
-3,9
-1,1
1,1
3,3
6,1
-2,8
-0,5
1,7
3,9
6,1
-0,5
1,1
3,3
4,4
6,7
3,9
5,0
5,5
6,1
7,2
8,3
8,9
8,9
8,9
8,9
13,3
12,8
12,8
12,2
12,2
17,8
16,7
15,6
15,0
14,4
21,1
20,0
18,3
17,2
15,6
23,9
22,8
21,1
19,4
17,8
25,6
23,9
22,2
21,1
19,4
25,0
23,9
22,8
21,7
20,6
22,8
22,2
21,7
21,1
20,6
19,4
19,4
19,4
20,0
19,4
15,6
16,7
17,8
18,9
18,9
12,2
13,9
15,6
17,2
18,9
8,9
11,1
13,3
15,6
17,8
5,5
8,3
11,1
13,9
16,7
3,9
6,7
9,4
12,2
15,0
1,7
4,4
7,2
10,0
12,8
0,5
3,3
6,1
8,9
11,1
-0,5
2,2
5,0
7,2
10,0
-1,7
1,1
3,3
6,1
7,8
Coberto de água
100
200
300
-2,8
-1,7
-0,5
-1,1
-1,1
-1,1
0
-0,5
-1,1
1,1
-0,5
-1,1
2,2
0
-1,1
5,5
2,8
1,1
8,9
5,5
2,8
10,6
7,2
3,9
12,2
8,3
5,5
11,1
8,3
6,7
10,0
8,9
7,8
8,9
8,3
8,3
7,8
8,3
8,9
6,7
7,8
8,3
5,5
6,7
7,8
3,3
5,5
6,7
1,1
3,9
5,5
0,5
2,8
4,4
0,5
1,7
3,3
-0,5
0,5
2,2
-1,1
-0,5
1,7
-1,7
-1,1
1,1
-2,2
-1,7
0,5
-2,8
-1,7
0
Com orvalho
100
200
300
-2,2
-1,1
-0,5
-1,1
-1,1
-1,1
0
-0,5
-1,1
1,1
-0,5
-1,1
2,2
0
-1,1
4,4
1,1
0
6,7
2,8
1,1
8,3
5,0
2,8
10,0
7,2
4,4
9,4
7,8
5,5
8,9
7,8
6,7
8,3
7,8
7,2
7,8
7,8
7,8
6,7
7,2
7,2
5,5
6,7
6,7
3,3
5,0
6,1
1,1
3,9
5,5
0,5
2,8
4,4
0
1,7
3,3
-0,5
0,5
2,2
-1,1
0
1,1
-1,1
0
0,5
-1,7
-0,5
0
-1,7
-0,5
-0,5
Na sombra
100
200
300
-2,8
-2,8
-1,7
-2,8
-2,8
-1,7
-2,2
-2,2
-1,1
-1,1
-1,7
-1,1
0
-1,1
-1,1
1,1
0
-0,5
3,3
1,1
0
5,0
2,8
1,1
6,7
4,4
2,2
7,2
5,5
3,3
7,8
6,7
4,4
7,2
7,2
5,0
6,7
6,7
5,5
5,5
6,1
5,5
4,4
5,5
5,5
2,8
4,4
5,0
1,1
3,3
4,4
0,5
2,2
3,3
0
1,1
2,2
-0,5
0
1,1
-1,7
-0,5
0,5
-2,2
-1,7
0
-2,8
-2,2
-0,5
-2,8
-2,8
-1,1


UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
186


Tabela 20A: Correção das diferenças equivalentes de temperatura.
VARIAÇÃO DA TEMPERATURA EXTERIOR EM 24 HORAS Temperatura exterior às 15 h
para o mês considerado
menos temperatura interior
5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22
-16 -21,2 -21,7 -22,3 -22,8 -23,3 -23,8 -24,2 -24,7 -25,1 -25,6 -26,0 -26,5 -27,0 -27,4 -27,9 -28,8 -29,3 -29,8
-12 -17,2 -17,7 -18,3 -18,8 -19,3 -19,8 -20,2 -20,7 -21,1 -21,6 -22,0 -22,5 -23,0 -23,4 -23,9 -24,8 -25,3 -25,8
-8 -13,2 -13,7 -14,3 -14,8 -15,3 -15,8 -16,2 -16,7 -17,1 -17,6 -18,0 -18,5 -19,0 -19,4 -19,9 -20,8 -21,3 -21,8
-4 -9,2 -9,7 -10,3 -10,8 -11,3 -11,8 -12,2 -12,7 -13,1 -13,6 -14,0 -14,5 -15,0 -15,4 -15,9 -16,8 -17,3 -17,8
0 -5,0 -5,5 -6,1 -6,6 -7,1 -7,6 -8,0 -8,5 -8,9 -9,4 -9,8 -10,3 -10,8 -11,2 -11,7 -12,6 -13,1 -13,6
+2 -3,1 -3,6 -4,2 -4,7 -5,2 -5,6 -6,1 -6,6 -7,0 -7,5 -7,9 -8,4 -8,0 -9,3 -9,8 -10,6 -11,1 -11,7
+4 -1,1 -1,6 -2,2 -2,7 -3,2 -3,6 -4,1 -4,6 -5,0 -5,5 -5,9 -6,4 -6,9 -7,3 -7,8 -8,6 -9,1 -9,7
+6 0,8 0,3 -0,3 -0,8 -1,3 -1,7 -2,2 -2,7 -3,1 -3,6 -4,0 -4,5 -5,0 -5,4 -5,9 -6,7 -7,2 -7,8
+8 2,8 2,3 1,7 1,2 0,7 0,3 0 -0,7 -1,1 -1,6 -2,0 -2,5 -3,0 -3,4 -3,9 -4,7 -5,2 -5,8
+10 4,7 4,2 3,6 3,1 2,6 2,2 1,7 1,2 0,8 0,3 -0,1 -0,6 -1,1 -1,5 -2,0 -2,8 -3,3 -3,9
+12 6,8 6,3 5,7 5,2 4,7 4,3 3,8 3,3 2,9 2,4 1,8 1,3 0,8 0,4 -0,1 -0,7 -1,2 -1,8
+14 8,8 8,3 7,7 7,2 6,7 6,3 5,8 5,3 4,9 4,4 3,8 3,3 2,8 2,4 1,9 1,3 0,8 0,2
+16 10,8 10,3 9,7 9,2 8,7 8,3 7,8 7,3 6,9 6,4 5,8 5,3 4,8 4,4 3,9 3,3 2,8 2,2
+18 12,8 12,3 11,7 1,2 10,7 10,3 9,8 9,3 8,9 8,4 7,8 7,3 6,8 6,4 5,9 5,3 4,8 4,2
+20 14,8 14,3 13,7 13,2 12,7 12,3 11,8 11,3 10,9 10,4 9,8 9,3 8,8 8,4 7,9 7,3 6,8 6,2
+22 16,9 16,4 15,8 15,3 14,8 14,4 13,9 13,4 13,0 12,5 11,9 11,4 10,9 10,5 10,0 9,4 8,9 8,3





UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
187






Tabela 21 – Coeficientes globais de transmissão de calor (paredes). [kcal/h.m
2
.°C]









UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
188




Tabela 22 – Coef. globais de transmissão de calor (alvenaria, construção pesada. [kcal/h.m
2
.°C]













UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
189



Tabela 23 – Coef. globais de transmissão de calor (construção leve – tipo industrial). [kcal/h.m
2
.°C]











Tabela 24 – Coeficientes globais de transmissão de calor (construção leve). [kcal/h.m
2
.°C]










UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
190

Tabela 26 – Coeficientes globais de transmissão de calor (alvenaria). [kcal/h.m
2
.°C]













Coeficientes Globais de Transmissão de Calor (U), em [kcal/h.m
2
.°C]
UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
191

1) Paredes Externas U
a) Tijolos maciços (20cm x 10cm x 6cm)
14 cm = 2 revest. + 10 tijolos + 2 revest.
24 cm = 2 revest. + 20 tijolos + 2 revest.

Dupla = 2 revest. + 20 tijolos + ar + 20 tijolos + 2 revest.
Dupla = 2 revest. + 20 tijolos + ar + 10 tijolos + 2 revest.
Dupla = 2 revest. + 20 tijolos + ar + 6 tijolos + 2 revest.
Dupla = 2 revest. + 10 tijolos + ar + 10 tijolos + 2 revest.
Dupla = 2 revest. + 10 tijolos + ar + 6 tijolos + 2 revest.
Dupla = 2 revest. + 6 tijolos + ar + 6 tijolos + 2 revest.

2,88
1,95

0,98
1,17
1,27
1,46
1,61
1,76
b) Tijolos furados (Standard = 20cm x 10cm x 6cm; Lajota = 20cm x 10cm x 20cm
ou 30cm; Livre = 20cm x 20cm x 6cm)

14cm = 2 revest. + 10 tijolos + 2 revest.
24cm = 2 revest. + 20 tijolos + 2 revest.
Dupla = 2 revest. + 20 tijolos + ar + 20 tijolos + 2 revest.
Dupla = 2 revest. + 20 tijolos + ar + 10 tijolos + 2 revest.
Dupla = 2 revest. + 20 tijolos + ar + 6 tijolos + 2 revest.
Dupla = 2 revest. + 10 tijolos + ar + 10 tijolos + 2 revest.
Dupla = 2 revest. + 10 tijolos + ar + 6 tijolos + 2 revest.



2,59
1,90
0,93
1,07
1,22
1,27
1,46
c) Concreto ou pedra
10cm
15cm
25cm
35cm
50cm

3,90
3,80
3,03
2,53
2,00


UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
192

Coeficientes Globais de Transmissão de Calor (U), em [kcal/h.m
2
.°C]


2) Paredes Internas U
a)Tijolos maciços

10 cm = 2 revest. + 6 tijolos + 2 revest.
14 cm = 2 revest. + 10 tijolos + 2 revest.
24 cm = 2 revest. + 20 tijolos + 2 revest.
Dupla = 2 revest. + 10 tijolos + ar + 10 tijolos + 2 revest.
Dupla = 2 revest. + 10 tijolos + ar + 6 tijolos + 2 revest.
Dupla = 2 revest. + 6 tijolos + ar + 6 tijolos + 2 revest.


2,68
2,30
1,66
1,27
1,42
1,51
b) Tijolos furados

10 cm = 2 revest. + 6 tijolos + 2 revest.
14 cm = 2 revest. + 10 tijolos + 2 revest.
24 cm = 2 revest. + 20 tijolos + 2 revest.
Dupla = 2 revest. + 10 tijolos + ar + 10 tijolos + 2 revest.
Dupla = 2 revest. + 10 tijolos + ar + 6 tijolos + 2 revest.
Dupla = 2 revest. + 6 tijolos + ar + 6 tijolos + 2 revest.


2,53
2,10
1,60
1,17
1,27
1,42
c) Tijolos furados
10cm
15cm

3,17
2,83



3) Tetos e pisos U
a) Laje simples com tacos
16cm = 2 revest. + 10 concreto + 2 argamassa + 2 tacos

2,00
b) Laje simples com ladrilhos
16cm = 2 revest. + 10 concreto + 2 argamassa + 2 ladrilhos

2,83
c) Laje nervurada com tacos
16cm = 2 revest. + 10 lajota + 2 argamassa + 2 tacos

1,66
d) Laje nervurada com ladrilhos
23cm = 2 revest. + 10 lajota + 7 concreto + 2 argamassa + 2 ladrilhos

2,20
e) Laje dupla
1,02








Coeficientes Globais de Transmissão de Calor (U), em [kcal/h.m
2
.°C]
UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
193


4) Terraços de cobertura U
a) Laje simples sem isolamento
18cm = 2 revest. + 10 concreto + 1,5 feltro e asfalto + 5 revest.

Nota: o revestimento da face superior da laje (4 ou 5cm) é geralmente de
concreto com “SIKA”, ou argamassa e ladrilhos.

a1) Idem, com 2,5cm de cortiça ou equivalente
a2) Idem, com 5cm de cortiça ou equivalente

3,28




1,07
0,63
b) Laje simples coberta com lajota de tijolo
30cm = 2 revest. + 10 concreto + 10 lajota + 5 revest

1,90
c) Laje nervurada sem isolamento

27cm = 2 revest. + 10 lajota + 7 concreto + 1,5 feltro e asfalto + 5 revest.

c1) Idem, com 2,5cm de cortiça ou equivalente.
c2) Idem, com 5cm de cortiça ou equivalente.


2,44

0,98
0,58




5) Telhados (forro sem ventilação) U
a) 2 revest. + 8 concreto + forro + telhado de telhas francesas

a.1) Idem, com 2,5 cm de cortiça ou equivalente, sobre o teto.
a.2) Idem, com 5 cm de cortiça ou equivalente, sobre o teto.
2,20

1,07
0,63



6) Vidros externos U
Verão
Inverno
5,00
5,50



7) Vidros internos U
Vidros internos 3,66


UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
194



Ar exterior para renovação

m
3
/h Pessoa Local
recomendável mínimo
Concentração de
fumantes
Bancos 17 13 ocasional
Barbearias 25 17 considerável
Salões de beleza 17 13 ocasional
Bares 68 42 -
Casinos–Grill-room 45 35 -
Escritórios
Públicos 25 17 alguns
Privados 42 25 nenhum
Privados 51 42 considerável
Estúdios 35 25 nenhum
Lojas 17 13 ocasional

Salas de hotéis 51 42 grande
Residências 35 17 alguns
Restaurantes 25 20 considerável
Salas de diretores 85 50 muito grande
Teatros – Cinemas - Auditórios 13 8 nenhum
Teatros – Cinemas - Auditórios 25 17 alguns
Salas de aulas 50 40 nenhum
Salas de reuniões 85 80 muito grande
Aplicações gerais
Por pessoa (não fumando) 13 8 -
Por pessoa (fumando) 68 42 -













UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
195

Condições externas para verão (°C)
Cidades TBS TBU Temperatura Máxima
I-Região Norte
Macapá (AP)
Manaus (AM)
Santarém (PA)
Belém (PA)

34
35
35
33

28,5
29,0
28,5
27,0

34,7
36,9
37,3
34,9
II-Região Nordeste
João Pessoa (PB)
São Luís (MA)
Parnaíba (PI)
Terezina (PI)
Fortaleza (CE)
Natal (N)
Recife (PE)
Petrolina (PE)
Maceió (AL)
Salvador(BA)
Aracaju (SE)

32
33
34
38
32
32
32
36
33
32
32

26,0
26,0
28,0
28,0
26,0
27,0
26,0
25,0
27,0
26,0
26,0

-
33,9
33,2
40,3
32,4
32,7
32,6
38,4
35,0
33,6
-
III-Região Sudeste
Vitória (ES)
Belo Horizonte (MG)
Uberlândia (MG)
Rio de Janeiro (RJ)
São Paulo (SP)
Santos (SP)
Campinas (SP)
Pirassununga (SP)

33
32
33
35
31
33
33
33

28,0
24,0
23,5
26,5
24,0
27,0
24,0
24,0

36,1
35,5
37,6
39,4
34,9
37,7
37,4
37,8
IV-Região Centro-Oeste
Brasília (DF)
Goiânia (GO)
Cuiabá (MT)
Campo Grande (MT)
Ponta-Porã (MT)

32
33
36
34
32

23,5
26,0
27,0
25,0
26,0

34,8
37,3
39,0
37,0
35,8
V-Região Sul
Curitiba (PR)
Londrina (PR)
Foz de Iguaçu (PR)
Florianópolis (SC)
Joinville (SC)
Blumenau (SC)
Porto Alegre (RS)
Santa Maria (RS)
Rio Grande (RS)
Pelotas (RS)
Caxias do Sul (RS)
Uruguaiana (RS)

30
31
34
32
32
32
34
35
30
32
29
34

23,5
23,5
27,0
26,0
26,0
26,0
26,0
25,5
24,5
25,5
22,0
25,5

33,3
34,0
38,0
36,0
36,0
36,0
39,0
40,0
-
-
-
-


UFBA – Universidade Federal da Bahia
DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
196

Condições externas para inverno (°C)
Cidades TBS (
o
C) Unidade Relativa(%)
Aracajú (SE)
Belém (PA)
Belo Horizonte (MG)
Blumenau (SC)
Boa Vista (RR)
Brasília (DF)
Caxias do Sul (RS)
Cuiabá (MT)
Curitiba (PR)
Florianópolis (SC)
Fortaleza (CE)
Goiânia (GO)
João Pessoa (PB)
Joinville (SC)
Macapá (AP)
Maceió (AL)
Manaus (AM)
Natal (RN)
Pelotas (RS)
Porto Alegre (RS)
Porto Velho (RO)
Recife (PE)
Rio Branco (AC)
Rio Grande (RS)
Rio de Janeiro (RJ)
Salvador (BA)
Santa Maria (RS)
São Luiz (MA)
São Paulo (SP)
Terezina (PI)
Uruguaiana (RS)
Vitória (ES)
20
20
10
10
21
13
0
15
5
10
21
10
20
10
21
20
22
19
5
8
15
20
15
7
16
20
3
20
10
20
7
18
78
80
75
80
80
65
90
75
80
80
80
65
77
80
80
78
80
80
80
80
80
78
80
90
78
80
80
80
70
75
80
78
Tabelas climatológicas da Diretoria de Rotas Aéreas, Ministério da Aeronáutica e Instituto Nacional
de Metrologia,









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197



Condições internas para verão
Recomendável Máxima
Finalidade Local
(A) TBS
(
o
C)
(B) UR(%)
(A) TBS
(
o
C)
(B) UR(%)
Conforto
Residências
Hotéis
Escritórios
Escolas
23 a 25 40 a 60 26,5 65
Lojas de
curto tempo
de
ocupação
Bancos
Barbearias
Cabelereiros
Lojas
Magazines
Supermercados
24 a 26 40 a 60 27 65
Ambientes
com
grandes
cargas de
calor
latente e/ou
sensível
Teatros
Auditórios
Templos
Cinemas
Bares
Lanchonetes
Restaurantes
Bibliotecas
Estúdios de TV
24 a 26 40 a 65 27 65
Locais de
reuniões
com
movimento
Boites, Salões de baile, 24 a 26 40 a 65 27 65
Depósitos de livros,
manuscritos,obras raras
21 a 23
(C)
40 a 50
(C)
- -
Ambientes
de arte
Museus e galerias de
arte
21 a 23
(C)
50 a 55
(C)
- -
Acesso Halls de elevadores - - 28 70
(A) TBS = temperatura de bulbo seco °C
(B) UR = umidade relativa (%)
(C) condições constantes para o ano inteiro


Condições internas para inverno
TBS(
o
C) UR (%)
20 – 22 35 - 65


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198
Infiltração de ar
a) Pelas frestas
Tipo de abertura Observação m
3
/h por metro de fresta
(A)
Janelas

Comum
Basculante
Guilhotina com caixilho de madeira

Guilhotina com caixilho metálico


Portas



Mal ajustada
Bem ajustada
Sem vedação
Com vedação


Mal ajustada
Bem ajustada


3,0
3,0
6,5
2,0
4,5
1,8

13,0
6,5
b) Pelas portas
m
3
/h por pessoa Local
Porta giratória
(1,80m)
Porta de vai-e-vem
(0,90m)
Bancos
Barbearias
Drogarias e Farmácias
Escritórios de corretagem
Escritórios privados
Escritórios em geral
Lojas em geral
Restaurantes
Lanchonetes
11
7
10
9
-
-
12
3
7
14
9
12
9
4
7
14
4
9
c) Pelas portas abertas
Porta até 90cm
Porta de 90cm até 180cm
1350 m
3
/h
2000 m
3
/h

(a) Largura da fresta considerada de 4,5mm,
Notas: a) os valores das infiltrações pelas frestas são baseadas na velocidade de 15km/h para o vento;
b) os valores das infiltrações pelas portas são baseados em:
- Infiltrações de 2,2 m
3
/h e 3,4 m
3
/h, por pessoa que transpõe, respectivamente, porta giratória e
porta vai-e-vem;
- Velocidade de vento nula; a infiltração, devida ao vento, pode ser desprezada no caso do
resfriamento do ar, mas deve ser considerada no caso do aquecimento;
- porta ou portas vai-e-vem situadas em única parede externa,
c) os valores das infiltrações pelas protas abertas são baseados em:
- Ausência de ventos;
- Somente uma porta aberta em uma parede externa,
d) no caso de resfriamento, deve-se considerar com o valor mínimo da infiltração 1,5 renovações por
hora de ar nos ambientes condicionados, entretanto, para grandes volumes com pequena ocupação em
ambientes praticamente estanques, este limite pode ser reduzido a 1,5 para 1.

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199

Infiltration thru windows and doors – Summer* 7,5 mph Wind Velocity



Doors on one or adjacent walls, for corner entrances
CFM PER SQ FT AREA** CFM
Standing Open

Description
No Use Average Use
No Vestibule Vestibule
Revolving Doors
-Normal Operation
-Panels open
Glass door 3/,, crack
Wood door (3´ x 7´)

0,8
-
4,5
1,0

5,2
-
10,0
6,5

-
1200
700
700

900

500
500
Small factory door
Garage & shipping room door
Ramp garage door
0,75
2,0
2,0
6,5
4,5
6,75
-
-
-
-
-
-





Swinging doors on opposite walls
CFM PER PAIR OF DOORS
% time 1
st
door is open
% Time 2
nd

door is
open
10 25 50 75 100
10
25
50
75
100
100
250
500
750
1000
250
625
1250
1875
2500
500
1250
2500
3750
5000
750
1875
3750
5625
7500
1000
2500
5000
7500
10000




Doors
CFM PER PERSON IN ROOM PER DOOR
36” Swinging Door
Application
72” Revolving Door
No Vestibule Vestibule
Bank
Barber Shop
Candy and Soda
Cigar Store
6,5
4,0
5,5
20,0
8,0
5,0
7,0
30,0
6,0
3,8
5,3
22,5


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DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
200

Infiltration thru windows and doors – Summer* 7,5 mph Wind Velocity – (Continued)


Doors
CFM PER PERSON IN ROOM PER DOOR
36” Swinging Door
Application
72” Revolving Door
No Vestibule Vestibule
Department Store (Small)
Dress Shop
Drug Store
Hospital Room
6,5
2,0
5,5
-
8,0
2,5
7,0
5,5
6,0
1,9
5,3
2,6
Lunch Room
Man´s Shop
Restaurant
Shoo Store
4,0
2,7
2,0
2,7
5,0
3,7
2,5
3,5
3,8
2,8
1,9
2,6
* All values in Table are based on the wind blowing directly at the window or door, When the wind
direction is oblique so the window or door, multiply the above values by 0,60 and use the total
window and door area on the wind word side(s),
- Based on a wind velocity of a 7,5 mph, For design wind velocities different from the base, multiply
the above values by the ratio of velocities,
- Includes frame leakage where applicable,
** Vestibules may decrease the infiltration as much as 30% when the door usage is light, When
door usage is heavy, the vestibule is of little value for reducing infiltration,



























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DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
201
Calor liberado por pessoas (kcal/h)
TBS
28 27 26 24 21 Local
Met.
Homem
Adulto
Met.
médio
(A)
S L S L S L S L S L
Teatro, Escola
Primária.
98 88 44 44 49 39 53 35 58 30 65 23
Escola Secundária 113 100 45 55 48 52 54 46 60 40 68 32
Escrit,, Hot, ,Aptos,,
Universidades
120
Supermercados,
varejistas, lojas.
139
113 45 68 50 63 54 59 61 52 71 42
Farmácias, drogarias. 139
Bancos 139
126 45 81 50 76 55 71 64 62 73 53
Restaurante (B) 126 139 48 91 55 84 61 78 71 68 81 58
Fábrica, trabalho livre 202 189 48 141 55 134 62 127 74 115 92 97
Salão de baile 227 214 55 159 62 152 69 145 82 132 101 113
Fábrica, trabalho
moderadamente
pesado
252 252 68 184 76 176 83 169 86 156 116 136
Boliches, fábricas,
ginásios (C)
378 365 113 252 117 248 122 243 132 233 152 213
S – Sensível L - Latente
a) O “metabolismo médio” corresponde a um grupo composto de adultos e crianças de ambos os sexos, nas proporções
normais, Estes valores foram obtidos à base das seguintes hipóteses:
-Metabolismo mulher adulta = metabolismo homem adulto x 0,85
-Metabolismo criança = metabolismo homem adulto x 0,75
b) Estes valores compreendem 14 kcal/h (50% calor sensível e 50% calor latente) por ocupante, para levar em conta o calor
desprendido pelos pratos,
c) Boliche: admitindo uma pessoa jogando por pista e os outros sentados (100 kcal/h) ou em pé (139 kcal/h),




















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202



Calor liberado por fontes diversas
kcal/h
Equipamentos Diversos
Sensível Latente Total
Equipamentos elétricos

Aparelhos elétricos – por kW
Forno elétrico – serviço de cozinha – por kW
Torradeiras e aparelhos de grelhar – por kW
Mesa quente – por kW
Cafeteiras – por litro


860
690
770
690
100


0
170
90
170
50


860
860
860
860
150
Equipamentos a gás

GLP 50% butano + 50% propano – por m
3
/h
GLP (50/50%) – por kg
Bico de Bunsen – tamanho grande
Fogão a gás – serviço de restaurante por m
2

superfície da mesa


5 540
9 800
835

10 500


700
1 200
215

10 500


6 240
11 000
1 050

21 000
Banho Maria

Por m
2
de superfície superior
Cafeteira – por litro


2 130
150


1 120
50


3 250
200
Equipamentos a vapor

Banho Maria – por m
2
de boca


1 125


2 625


3 750
Alimentos

Por pessoa (Restaurante)


7


7


14
Motores elétricos

Potência (placa)
Eficiência
Aproxim.
(%)

Até 1/4 CV
1/2 a 1 CV
1 1/2 a 5 CV
7 1/2 a 20 CV
acima de 20 CV
Por CV
Por CV
Por CV
Por CV
Por CV
60
70
80
85
88
1 050
900
800
750
725
0
0
0
0
0
1 050
900
800
750
725






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DEM – Departamento de Engenharia Mecânica
203





Energia dissipada pelas luminárias
Local Tipos de
Iluminação
Nível de
Iluminação
(LUX)
Potência
dissipada
W/m
2

Escritórios
Lojas
Residências
Supermercados
Barbearias e salões de beleza
Cinemas e teatros
Museus e bibliotecas
Restaurantes
Bancos

Auditórios:
a)Tribuna
b)Platéia
c)Sala de espera

Hotéis:
a)Banheiros
b)Corredores
c)Sala de leitura
d)Quartos
e)Salas de reuniões
- Platéia
- Tablado
f)Portaria e recepção
Fluorescente
Fluorescente
Incandescente
Fluorescente
Fluorescente
Incandescente
Fluorescente/Incandescente
Fluorescente/Incandescente
Fluorescente


Incandescente
Incandescente
Incandescente


Incandescente
Incandescente
Fluorescente/Incandescente
Incandescentes

Incandescente
Incandescente
Incandescente
1000
1000
300
1000
500
60
500/500
150/150
1000


1000
500
150


150
100
500/500
500

150
500
250
40
50
30
35
20
15
45/70
15/25
35


50
30
20


25
15
45/70
35

20
30
35





UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica

ÍNDICE
CAPÍTULO 1 – CONFORTO TÉRMICO .................................................................................................................1 1.1 – Introdução.......................................................................................................................................................1 1.2 –Parâmetros Básicos em Condicionamento de Ar............................................................................................2 1.3 – Diagramas de Conforto ..................................................................................................................................5 1.3.1 – O Diagrama Bioclimático dos Irmãos Olgyay..........................................................................................5 1.3.2 – A Temperatura Efetiva de Houghton e Yaglou .......................................................................................5 1.3.3 – Norma ASHRAE 55 .................................................................................................................................6 1.3.4 – As Equações de Conforto de Fanger ......................................................................................................7 1.3.5 – As Zonas de Conforto de Givoni. ..........................................................................................................10 1.4 –Qualidade do Ar Interno ................................................................................................................................11 CAPÍTULO 2 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS...................................................................................................17 2.1 – Introdução.....................................................................................................................................................17 2.2 – Definições .....................................................................................................................................................17 2.3 – Propriedades Termodinâmicas de uma Substância.....................................................................................19 2.4 – Diagramas de MOLLIER para Fluidos Refrigerantes...................................................................................20 2.5 – Primeira Lei da Termodinâmica....................................................................................................................21 CAPÍTULO 3 – CICLOS DE REFRIGERAÇÃO POR COMPRESSÃO DE VAPOR.............................................24 3.1 – Introdução.....................................................................................................................................................24 3.2 – Ciclo Teórico de Refrigeração por Compressão de Vapor ..........................................................................24 3.3 – Ciclo Real de Compressão de Vapor ...........................................................................................................26 3.4 – Balanço de Energia para o Ciclo de Refrigeração por Compressão de Vapor............................................27 3.4.1 – Capacidade frigorífica............................................................................................................................27 3.4.2 – Potência teórica de compressão ...........................................................................................................28 3.4.3 – Calor rejeitado no condensador ............................................................................................................29 3.4.4 – Dispositivo de expansão........................................................................................................................30 3.4.5 – Coeficiente de performance do ciclo .....................................................................................................31 CAPÍTULO 4 – REFRIGERAÇÃO POR ABSORÇÃO DE VAPOR.......................................................................38 4.1 – Introdução.....................................................................................................................................................38 4.2 - Ciclo de Absorção .........................................................................................................................................39 CAPÍTULO 5 – ESTIMATIVA DE CARGA TÉRMICA SENSÍVEL E LATENTE....................................................41 5.1 – Introdução.....................................................................................................................................................41 5.2 – Características do Recinto ...........................................................................................................................41 5.3 – Fatores Que Influenciam na Carga Térmica do Ambiente ...........................................................................42 5.3.1 – Insolação ...............................................................................................................................................42 5.3.1.1 – Determinação do Fator de Sombreamento -FS...........................................................................45 5.3.2 – Insolação Através de Vidros..................................................................................................................46 5.4 – Armazenamento de Calor.............................................................................................................................49

i

UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 5.5 – Insolação nas paredes externas...................................................................................................................52 5.6 – Insolação sobre Telhados ............................................................................................................................53 5.7 – Transmissão de Calor devido à diferença de Temperatura .........................................................................55 5.7.1 – Vidros Externos .....................................................................................................................................55 5.7.2 – Vidros Internos ......................................................................................................................................55 5.7.3 – Paredes Internas ...................................................................................................................................55 5.7.4 – Tetos e Pisos.........................................................................................................................................55 5.8 – Carga de Iluminação ....................................................................................................................................56 5.8.1 – Lâmpadas Incandescentes ...................................................................................................................56 5.8.2 – Lâmpadas Fluorescentes ......................................................................................................................56 5.9 – Carga de Ocupantes ....................................................................................................................................56 5.10 – Carga de Motores Elétricos ........................................................................................................................56 5.10.1 – Motor e máquina se encontram nos recintos ......................................................................................56 5.10.2 – Apenas a máquina se encontra no recinto..........................................................................................57 5.10.3 – Só o motor se encontra no recinto ......................................................................................................57 5.11 – Equipamentos Eletrônicos..........................................................................................................................57 5.12 – Zoneamento................................................................................................................................................57 CAPÍTULO 6 – PSICROMETRIA ..........................................................................................................................60 6.1 – Definições Fundamentais .............................................................................................................................60 6.1.1 – Pressão Parcial (Lei de Dalton).............................................................................................................60 6.1.2 – Ar seco. .................................................................................................................................................60 6.1.3 – Ar Não Saturado e Ar Saturado. ...........................................................................................................61 6.1.4 Umidade Absoluta (W). ............................................................................................................................61 6.1.5 – Umidade Relativa (φ).............................................................................................................................62 6.1.6 – Entalpia Específica do Ar Úmido...........................................................................................................62 6.1.7 – Volume Específico do Ar Úmido............................................................................................................64 6.1.8 – Temperatura de Bulbo Seco. ................................................................................................................64 6.1.9 – Saturação Adiabática. ...........................................................................................................................64 6.1.10 – Temperatura de Bulbo Úmido. ............................................................................................................65 6.1.11 – Temperatura de Orvalho. ....................................................................................................................66 6.1.12 – A Carta Psicrométrica..........................................................................................................................66 6.2 – Transformações Psicrométricas. ..................................................................................................................69 6.2.1 – Mistura Adiabática de Duas Correntes de Ar Úmido. ...........................................................................69 6.2.2 – Aquecimento Sensível ou Aquecimento Seco. .....................................................................................69 6.2.3 – Resfriamento Sensível. .........................................................................................................................70 6.2.4 – Resfriamento e Desumidificação...........................................................................................................71 6.2.5 – Resfriamento e Umidificação. ...............................................................................................................73 6.2.6 – Aquecimento e Umidificação.................................................................................................................74 6.2.7 – Aquecimento e Desumidificação. ..........................................................................................................74 6.3 – Introdução ao Cálculo Psicrométrico............................................................................................................75 6.3.1 – Definições..............................................................................................................................................75 6.3.2 – Carga Térmica.......................................................................................................................................77 6.3.3 – Curva de Carga do Recinto...................................................................................................................77 6.3.4 – Condicionamento de Ar de Verão .........................................................................................................79

ii

UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica CAPÍTULO 7 – CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS DE CONDICIONAMENTO DE AR ................................84 7.1 – Introdução.....................................................................................................................................................84 7.2 – Instalações Apenas Ar..................................................................................................................................85 7.2.1 – Instalações com um Duto e Variação da Temp. e/ou da Vazão (Zona Única). ....................................85 7.2.1.1 – Instalações com regulagem da serpentina de resfriamento. .......................................................85 7.2.1.2 - Instalações com by-pass da serpentina de resfriamento. ............................................................86 7.2.1.3 – Instalações com regulagem da serpentina de reaquecimento. ...................................................87 7.2.2 – Instalações com um Duto e Variação da Temp. e/ou da Vazão (Múltiplas Zonas). .............................88 7.2.2.1 – Instalações com vazão constante e temperatura variável. ..........................................................88 7.2.2.2 – Instalações com temperatura constante e vazão variável. ..........................................................88 7.2.2.3 – Instalações com temperatura e vazão variável............................................................................90 7.2.2.4 – Instalações com vazão variável e recirculação local. ..................................................................90 7.2.2.5 Instalações Duplo Duto. ..................................................................................................................91 7.3 – Instalações Ar-Água. ....................................................................................................................................95 7.3.1 – Instalações de Indução a Dois Tubos. ..................................................................................................95 7.3.2 – Instalações de Indução a Três Tubos. ................................................................................................100 7.3.3 – Instalações de Indução a Quatro Tubos. ............................................................................................102 7.3.4 - Instalações de Fan-Coils Com Ar Primário..........................................................................................103 7.3.4.1 – Instalação de fan-coil a dois tubos com ar primário...................................................................104 7.3.4.2 – Instalação de fan-coil a três tubos com ar primário. ..................................................................105 7.3.4.3 – Instalação de fan-coil a quatro tubos com ar primário. ..............................................................107 7.4 – Instalações Apenas Água...........................................................................................................................109 7.4.1 - Instalação de Fan-Coils a Dois Tubos. ................................................................................................109 7.4.2 – Instalação de Fan-Coils a Três Tubos. ...............................................................................................111 7.4.3 – Instalação de Fan-Coils a Quatro Tubos.............................................................................................112 7.5 – Instalações de Expansão Direta.................................................................................................................113 CAPÍTULO 8 – TERMOACUMULAÇÃO .............................................................................................................118 8.1 – Introdução...................................................................................................................................................118 8.2 – Escolhendo Armazenagem Total ou Parcial ..............................................................................................121 CAPÍTULO 9 – MELHORIAS ENERGÉTICAS POSSÍVEIS. ..............................................................................124 9.1 – Estrutura. ....................................................................................................................................................124 9.2 – Sistemas de Condicionamento de Ar. ........................................................................................................126 9.3 – Redução do Consumo de Energia em Instalações de Ar Condicionado. ..................................................130 9.3.1 – Sistemas Com Vazão de Ar Variável (VAV)........................................................................................130 9.3.2 – Sistemas Com Vazão Constante (VAC)..............................................................................................131 9.3.3 – Sistemas de Indução ...........................................................................................................................131 9.3.4 – Sistemas Duplo Duto...........................................................................................................................131 9.3.5 – Sistemas de Zona Única. ....................................................................................................................132 9.3.6 – Sistemas Com Reaquecimento Terminal............................................................................................132 9.4 – O Ciclo Economizador................................................................................................................................133 9.4.1 – Ciclo Economizador Controlado por Temperatura de Bulbo Seco. ....................................................133 9.4.2 – Ciclo Economizador Controlado por Entalpia. ....................................................................................134 9.5 – Resfriamento Evaporativo. .........................................................................................................................135 9.6 – Controle e Regulagem................................................................................................................................137

iii

.....................................................................................................................................................................................147 ANEXO I: DIAGRAMAS DE MOLLIER PARA OS REFRIGERANTES R22 E R134A...................................................Uso de Inversores de Freqüência (VSD) ..............................................156 ANEXO IV .....UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 9........137 9.....................................149 ANEXO II: ROTEIRO DE CÁLCULO DE CARGA TÉRMICA ......... ...............................140 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..............................................................................................................................169 iv ...................................TABELAS ................................................................8 ......................................................................................7 – Uso de Motores Eficientes.........138 9.................151 ANEXO III: EXEMPLO COMPLETO DE CÁLCULO DE CARGA TÉRMICA ..........................9 – Troca de Centrais de Água Gelada (CAG)................

17). Existem alguns índices propostos por pesquisadores do exterior e existem também alguns trabalhos desenvolvidos por pesquisadores brasileiros que analisaram estes índices. Manual de Conforto Térmico. que dentro dele. 1 . Frota (Frota. está também ligada à adaptação ao meio em que se vive. possam se sentir confortáveis. se tem conforto e fora dele se tem desconforto. buscando avaliar a sua aplicabilidade no nosso país e buscando identificar zonas de conforto nas quais.1 – Introdução Nesta seção são apresentados quatro índices e critérios existentes utilizados para análise e avaliação de conforto térmico de edifícios. p. dificultando ainda mais a tarefa de encontrar um limite para o qual se possa afirmar. Figura 1. Conforto Térmico: condições ambientais de temperatura e umidade que proporcionam sensação de bem-estar às pessoas que ali estão.1 – Fatores que afetam o conforto térmico. Estabelecer os limites de uma zona de conforto é uma tarefa extremamente difícil porque a sensação de conforto. brasileiros.. estima em três dezenas os índices de conforto existentes e disponíveis para a avaliação de edifícios. como habitações. escolas escritórios etc. Não se pode afirmar que exista hoje um índice ideal para se estabelecer uma zona de conforto adequada para ambientes climatizados e não climatizados no Brasil. além de estar ligada a uma série de variáveis.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Capítulo 1– Conforto Térmico 1.

W. e difusão de umidade pela pele. Dissipação de calor sensível por meio da respiração. produzida no interior do corpo é dissipada da seguinte maneira: • • Trabalho externo realizado pelos músculos. Embora nem todos os fatores que afetam o conforto sejam completamente entendidos. pg. Eresp. Este calor representa uma parcela muitas vezes importante da carga térmica de resfriamento de um sistema de ar condicionado. O calor que é gerado continuamente pelo corpo deve ser eliminado a fim de que a temperatura interna se mantenha constante. Dissipação de calor sensível através da porção exposta da pele e roupas por convecção e radiação.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Metabolismo: processo pelo qual o corpo converte a energia dos alimentos em calor e trabalho.1) A taxa de liberação de calor pelo corpo humano pode variar de 120 W para atividade sedentária até 440 W para atividade intensa (ver Tab. 1-94 Carrier). 48. Cresp. C + R. Ediff. Ersw. • • • Dissipação de calor latente por transpiração. M − W = (C + R + Ersw + E diff ) + Cresp + Eresp ( ) (1. M. sabe-se que o conforto é diretamente afetado pelos seguintes fatores: • • • • • • • Temperatura Umidade Circulação do ar Radiação de superfícies vizinhas Odores Poeira Ruído 1.2 –Parâmetros Básicos em Condicionamento de Ar Um sistema de ar condicionado deve controlar diretamente quatro parâmetros ambientais: 2 . Em condições de regime permanente. Dissipação de calor latente devida à respiração. A energia total.

média. até certo ponto. pode-se mostrar que a temperatura de equilíbrio do globo (temperatura do globo) está relacionada à temperatura radiante média por 4 4 Tmrt = Tg + CV1 / 2 Tg − Ta ( ) (1.103 x 109 (unidades inglesas) e 0. A temperatura das superfícies circundantes está diretamente relacionada com as trocas radiantes entre uma pessoa e a sua vizinhança. com um termopar ou termômetro de bulbo no seu centro. Temperatura radiante média: temperatura superficial uniforme de um invólucro negro imaginário com o qual a pessoa trocaria a mesma quantidade de calor por radiação que aquela trocada com o invólucro real. O instrumento mais comumente utilizado para se medir a temperatura radiante média é o termômetro de globo de Vernon. estimada dos conceitos teóricos desenvolvidos em mecânica dos fluidos.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica • • • • Temperatura do ar (bulbo seco) Temperatura das superfícies circundantes Umidade do ar Velocidade do ar A temperatura do ar é facilmente medida enquanto que a umidade do ar pode ser descrita. para uma dada pressão.2) onde: Tmrt ≡ temperatura radiante média. ft/min ou m/s C = 0. que podem ser medidas diretamente. R ou K Ta ≡ temperatura do ar ambiente (bulbo seco). pintada de O parâmetro básico utilizado para descrever as condições de troca radiante em um espaço condicionado é a temperatura radiante preto. A velocidade do ar pode ser medida diretamente e. R ou K V ≡ velocidade do ar. definida a seguir. R ou K Tg ≡ temperatura do globo. que deve ser determinada indiretamente a partir das duas temperaturas acima. De um balanço de energia. Estes incluem a temperatura de bulbo úmido e de orvalho. e a umidade relativa. Este consiste de uma esfera oca de 6” de diâmetro.247 x 109 (SI) Pode-se definir ainda: 3 . utilizando-se termos definidos em psicrometria.

taxa metabólica de uma pessoa sedentária (sentada.2 W/m2. é a temperatura de um ambiente com 50% de umidade relativa que causaria a mesma perda total pela pele que aquela verificada no ambiente real. As restrições à utilização da aproximação acima são: • • (1.4 Nível de atividade metabólica = 1.4 m/s Considerada o parâmetro ambiental mais comum e de aplicação mais difundida. a temperatura efetiva combina a temperatura de bulbo seco e a umidade relativa em um único índice de maneira que dois ambientes com a mesma temperatura efetiva causariam a mesma sensação térmica embora os valores individuais de temperatura e umidade possam diferir de um caso a outro.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Temperatura operacional: temperatura uniforme de um ambiente imaginário com o qual a pessoa trocaria a mesma quantidade de calor por convecção e radiação que aquela trocada com o meio real.10 m/s Temperatura ambiente = temperatura radiante média * 1 clo = 0. 4 . SET*. ** 1 met = 58. Uma vez que a sensação térmica de indivíduos depende das vestimentas e do nível de atividade física. Portanto.3) Temperatura radiante média menor que 50 °C Velocidade do ar menor que 0. Entretanto. a temperatura efetiva.155 m2 °C/W admitindo-se um isolamento uniforme sobre todo o corpo.6 clo* Índice de permeabilidade à umidade = 0. Estas são: • • • • • Isolamento devido às vestimentas = 0. ET*.0 met ** Velocidade do ar < 0. define-se uma temperatura efetiva padrão. para condições internas típicas. em repouso) por unidade de área superficial do corpo. para as aplicações práticas usuais. A temperatura operacional é a média entre a temperatura radiante média e a temperatura do ar ambiente ponderadas pelos respectivos coeficientes de transferência de calor. a temperatura operacional pode ser tomada simplesmente como: T + Tmrt Top = bs 2 denominada temperatura de bulbo seco ajustada.

que representa uma preocupação em estabelecer relações entre conforto fisiológico. segundo Izard (1983). gravata e camisa.3. para o sexo masculino ou o equivalente para o sexo feminino. os primeiros a tentar estabelecer suas relações com os ambientes interiores das edificações. clima e arquitetura.2: Diagrama bioclimático dos irmãos Olgyay. criando uma zona de conforto entre estes dois parâmetros. pelo cruzamento destes três 5 . segundo Scarazzato (1987). através do chamado diagrama bioclimático. conforme indicado na Figura 1. umidade relativa e velocidade do ar. foi construído sobre escalas de temperatura. Figura 1.2 indica este diagrama para pessoas que estejam realizando trabalho sedentário e vestindo um “clo” em climas quentes. As pesquisas dos irmãos Olgyay resultaram em um gráfico conhecido como Diagrama Bioclimático de Olgyay que relaciona a temperatura do ar e a umidade relativa. onde.2 – A Temperatura Efetiva de Houghton e Yaglou O diagrama da temperatura efetiva -TE. A Figura 1.3.3 – Diagramas de Conforto 1. os primeiros cronologicamente a estudar com profundidade a noção de conforto térmico e. um “cIo” é equivalente a uma pessoa exercendo uma atividade sentada em edifício de escritório e trajando paletó de lã.3. Trata-se de um diagrama muito utilizado por alguns pesquisadores e algumas vezes criticado por outros.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 1.1 – O Diagrama Bioclimático dos Irmãos Olgyay Os irmãos Victor e Aladar Olgyay foram. 1.

etc. Figura 1. As linhas limítrofes oblíquas correspondem a valores determinados de ET*. O diagrama proposto contém uma área com hachuras que indica uma zona de conforto para pessoas em trabalho normal. proliferação de microorganismos. e vestindo um clo. leve. ressecamento da pele. além da temperatura do ar. dificuldades respiratórias. Os limites superiores e inferiores foram tomados considerando-se fenômenos associados à umidade do ar.3: Diagrama de Temperatura Efetiva de Houghton e Yaglou. 1.3 – Norma ASHRAE 55 A norma ASHRAE Standard 55 define as condições para um ambiente termicamente aceitável. irritação dos olhos.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica dados. obtém-se a temperatura efetiva corrigida -TEC.5 °C e Td = 2 °C ET* igual a 20 e 23.4.5 °C 6 . As coordenadas das zonas de conforto são: Inverno: Top = 20 a 23. como por exemplo.3.5 a 24.5 °C e 60% de umidade de relativa Top = 20. mostradas esquematicamente como zonas de conforto na Figura 1. Ramón (1980) ressalta que este foi o primeiro índice que considerou a umidade relativa na definição de conforto ambiental.

4 podem sofrer alterações quando houver variações da velocidade do ar.5 a 26 °C e 60% de umidade de relativa Top = 23.Kansas State University" em 1966 e 1967 e continuaram por um período mais longo na "Technical University of Denmark".3. O 7 .2 met).4 – Faixas aceitáveis para a temperatura operacional e umidade para pessoas em roupas típicas de verão e inverno e exercendo atividade sedentária (< 1. temperaturas mais altas do ar podem ser toleradas quando houver um aumento da velocidade do ar. 1. Figura 1.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Verão: Top = 22.4 – As Equações de Conforto de Fanger Os estudos de Fanger na área de conforto iniciaram-se na "KSU . Por exemplo.5 a 27 °C e Td = 2 °C ET* igual a 23 e 26 °C Finalmente. as zonas de conforto da Figura 1.

7730 . a saber: • • • • • • • Temperatura de bulbo seco.Predicted Mean Vote) ou do Percentual de Pessoas Insatisfeitas . Umidade relativa. a temperatura de conforto do ar ou a temperatura radiante necessária para o conforto ou a temperatura de conforto de um indivíduo vestindo 2. como umas das referências de avaliação do nível de satisfação de conforto ambiental. são apresentados na Tabela 1. as equações de Fanger são utilizadas de forma a comparar os resultados do VEM e PPI obtidos por elas mediante a entrada dos dados reais medidos nos estudos de caso.Predicted Percentage Dissatisfied). sendo também reconhecidas pela ASHRAE. (1984). Eficiência mecânica no índice de Fanger é a componente da energia metabólica que não é transformada em calor e devolvida ao ambiente. sendo quatro do próprio meio ambiente e três dos usuários. Taxa metabólica por atividade. utilizou-se uma rotina computacional elaborada por Vittorino e testada em inúmeras pesquisas conduzidas pelo Laboratório de Higrotermia e Iluminação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo -IPT.PPI (do inglês PPD .Moderate Thermal Environments -Determination of the PMV and PPD indices and specification of the conditions for thermal comfort. As equações propostas por Fanger foram normatizadas pelas normas ISO (International Organization for Standardization. Em atividades típicas de escritório esta componente é igual a 1 e portanto desconsiderada nas equações. Os critérios adotados pela ASHRAE e pela norma ISO-7730 para os valores aceitáveis de Fanger. por exemplo. Fanger possibilitou o cálculo de determinadas variáveis como. com os resultados dos níveis de satisfação dos usuários obtidos por meio dos questionários. Uma outra possibilidade de aplicação do trabalho de Fanger consiste na determinação do Voto Estimado Médio -VEM (do inglês PMV . ISO .0 cIo. Neste caso. Por meio de equações.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica objetivo principal de Fanger foi estabelecer uma condição preditiva de conforto que pudesse ser calculada mediante sete parâmetros. Entretanto. Resistência térmica da roupa. Temperatura radiante média. Nota-se pela Tabela 1. mas é transformada em trabalho. as aplicações de Fanger feitas pelo IPT em edifícios dos mais variados na cidade de São Paulo. Eficiência mecânica.1. Velocidade do ar. têm demonstrado a escala de valores da ASHRAE é mais adequada para 8 . Switzerland) e vêm sendo aplicadas por pesquisadores de diversas instituições no Brasil e no exterior.1 que os valores da norma ISO são mais restritivos que os valores da ASHRAE. Como forma de acelerar os cálculos e a aplicação das equações de Fanger.

sendo uma situação ideal e neutra.0 50.1 70.2 – Escala de Fanger. aplicando as equações de Fanger para uma situação bastante usual e utilizada no projeto de climatização de edifícios no Brasil.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica ambientes não climatizados enquanto que a escala da ISO é adequada para ambientes climatizados.3 – Resultados da aplicação das equações de Fanger. obtêm-se os resultados apresentados na Tabela 1.85 a +0.85 PPI ≤ 10% ≤ 20% Tabela 1. Variações de valores aceitáveis em Fanger Entidade ISO-773O ASHRAE VEM -0.5 1.0 9 .1 % 24. três situações tendendo para o quente e três situações tendendo para o frio.58 12.5 a +0.0 24.3 Tabela 1.0 0.1 – Variações de valores aceitáveis em Fanger. segundo a classificação apresentada na Tabela 1.5 -0.2 Tabela 1. A título de exemplo. -3 = gelado -2 = frio -1 = ligeiramente frio 0 = neutro +1 = ligeiramente quente +2 = quente +3 = muito quente A ASHRAE aceita uma população máxima de insatisfeitos de 20% enquanto que a Norma ISO aceita um máximo de 10% de insatisfeitos. Fanger trabalha com uma escala de sete pontos. T (°C) URA (%) TR (°C) Resistência da Vestimenta (clo) Velocidade do Ar (m/s) Taxa de Metabolismo (%) Resultados para esta simulação: VME PPI +0.

resultaram na proposição de um novo índice chamado IFT . Este é um dado interessante tendo em vista que a simulação realizada. A População Média de Insatisfeitos para as mesmas condições é de 12. com uma zona de conforto térmico e quatro outras zonas. A partir da aplicação e aferição do IFT. atendendo apenas a ASHRAE.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Na análise de Fanger.5. atendendo somente as recomendações da ASHRAE. conforme a Figura 1. Givoni propôs um diagrama baseado na carta psicrométrica. Suas concepções foram baseadas em avaliações comportamentais e níveis de satisfação de usuários entrevistados em diversos cantos do planeta. nas quais os níveis de conforto podem ser atingidos mediante o fornecimento ou a retirada de calor de forma passiva ou ativa.1%. portanto.3. não atendendo também a norma ISO-7730. Figura 1. a norma ISO-7730. 10 . em 1967. Os índices de conforto térmico assumem uma importância maior quando se considera que são eles que fornecem os parâmetros para a realização de projetos de climatização. não atendendo. utilizam-se hoje no Brasil índices para concepção de projetos que foram baseados em populações não adaptadas e não familiarizadas com as condições climáticas brasileiras.Building Research Station em Haifa. feita com base na norma internacional ISO. 1. As pesquisas de Givoni e Berner-Nir no BRS .58 e sente-se entre o neutro (O) e ligeiramente quente (+1).Índice de Fadiga Térmica ou "lndex of Thermal Stress" que descreve os mecanismos de troca de calor entre o corpo e o meio. um usuário nas condições de simulação possui Voto Médio Estimado de +0. Na verdade.5 – As Zonas de Conforto de Givoni. Israel.5: Zona de conforto de Givoni. indica que uma parcela significativa dos projetos de climatização para os edifícios de escritório na cidade de São Paulo não atende a esta norma.

copiadoras. saudável e sem odores. apesar da saúde. Unidades de tratamento de ar. segurança e custo terem crescido em importância. poeiras. Tabagismo. Qualidade do Ar Interno (IAQ).UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 1. Termo usado para designar condições do ar interno que assegurem conforto aos seus ocupantes em um ambiente limpo. Em especial. plantas e animais. Dependendo de sua condição normal e ponto de captação. Porém. etc. Qualidade Aceitável do Ar Interno – ar no qual não há nenhum contaminante conhecido em concentrações consideradas nocivas à saúde pelas autoridades competentes e no qual 80% ou mais das pessoas ali presentes não manifestam insatisfação. • 11 . A poeira acumulada pode dar origem ao desenvolvimento de fungos e outros microrganismos. conforto ainda é a preocupação principal da indústria RAVA.4 –Qualidade do Ar Interno Um ambiente interno pode ser confortável sem ser saudável. Ozônio resultante de motores elétricos. o ar externo pode se apresentar com concentrações significativas de vários gases e materiais particulados poluentes. caso não seja tratado e limpo regularmente. Grupo II – Contaminação Exterior: A necessidade de ventilação e renovação do ar interno pode levar à introdução de ar externo contaminado. etc. Grupo III – Contaminação oriunda do Sistema de Condicionamento de Ar: O próprio equipamento condicionador de ar. fungos. tanto quanto o conforto. Produtos de limpeza. Atualmente. as condições essenciais à saúde humana. As bandejas de condensado reúnem as condições básicas para o desenvolvimento de bactérias e outros microrganismos. pode se tornar fonte de algas. As fontes de contaminação do ar interno são divididas em quatro grandes grupos: Grupo I – Contaminação Interior: • • • • • Pessoas. devem ser mencionados: • Dutos. fazem parte das considerações do projetista de sistemas de condicionamento de ar. Liberação de contaminantes pela mobília e acessórios domésticos.

Modificações inadequadas do edifício. Má distribuição do ar interno. dores de cabeça. CO • • Fontes mais comuns: a combustão incompleta de hidrocarbonetos e fumaça de cigarro. fadiga. Prédios com tomadas de ar externo localizadas próximas a locais de muito tráfego apresentam altos níveis de CO.. • 4. Os contaminantes mais comuns são: 1. Por exemplo: • • • • Insuficiência de ar externo. Óxidos de nitrogênio • Produzidos pela combustão com ar a altas temperaturas (motores a combustão interna e efluentes industriais). • • 3. aquecedores de água e incineradores causam problemas muitas vezes. 12 . CO2 • • • Produto da respiração de todos os mamíferos Não constitui um risco direto à saúde humana A sua concentração é indicativa da boa ou má ventilação de um ambiente 2.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Grupo IV – Deficiências do Projeto Global de Condicionamento: Agrupam-se aqui os fatores não diretamente ligados aos contaminantes ou ao equipamento condicionador. chaminés. Fornalhas mal ventiladas. mas que têm uma influência direta sobre a qualidade do ar interno. o que causará problemas respiratórios aos ocupantes. Penetram em um edifício através das tomadas de ar externo ou de vazamentos em equipamentos de combustão no interior do mesmo. Operação incorreta do equipamento condicionador. Síndrome do Prédio Doente (“Sick Building Syndrome”) – termo utilizado para designar prédios onde uma porcentagem atípica dos ocupantes (≥ 20%) apresenta problemas de saúde tais como irritação dos olhos. sinusite e falta de ar. garganta seca. etc. Óxidos de enxofre • • Produzidos pela utilização de combustíveis contendo enxofre Na presença de água pode formar ácido sulfúrico.. Gás altamente tóxico.

Esta portaria. o que dificulta e encarece a limpeza do ar. argila. materiais de construção. etc. fungos.. mas também presentes em pesticidas. • • • • A importância das questões relativas à qualidade do ar de interiores (QAI) se faz evidente pela publicação em 28 de agosto de 1998 da portaria N° 3. sílica. Normalmente as concentrações estão abaixo dos limites recomendados. roupas de cama. através do suprimento de água ou através de materiais de construção contendo urânio ou tório. • • 7.523 do Ministério da Saúde.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica • • • Opiniões divergem quanto à sua toxicidade Dentro de limites práticos. fumaça. • 6. pólen e outros materiais vivos. a produtividade e a saúde dos 13 . Compostos Orgânicos Voláteis (COV) • Presentes em um ambiente interno como produtos de combustão. mas algumas pessoas são hipersensíveis. Quando esta mistura se encontra suspensa no ar é denominada aerossol. Penetram em um edifício através das tomadas de ar externo ou de vazamentos em equipamentos de combustão no interior do mesmo. matéria vegetal e animal putrefata. Material Particulado • Uma amostra típica de ar externo contém fuligem. 5. em vista da íntima correlação entre a qualidade do ar de interiores. Radônio • • • Gás radioativo naturalmente produzido pelo decaimento do rádio Risco de câncer do pulmão A sua entrada em um prédio pode se dar por frestas no piso ou paredes de porões. fragmentos metálicos. O gás formaldeído é um dos COV mais comuns. etc.01 µm). a ventilação de porões e a vedação de frestas são medidas eficazes para a diminuição de sua concentração. Há ainda material particulado originário do próprio ambiente como fungos e poeira de tapetes. a sua concentração deve ser mantida a mais baixa possível. produtos de limpeza. Podem ser a causa de alergias e outros males. fibras vegetais. solventes. sendo irritante dos olhos e das mucosas e com possível ação cancerígena. bactérias. Algumas partículas são muito pequenas (0. A pressurização do espaço condicionado.

determina que serão objeto de regulamento técnico. À identificação de poluentes de natureza física. medidas específicas referentes a padrões de qualidade do ar em ambientes climatizados. 2. Aos pré-requisitos de projetos de instalação e de execução de sistemas de climatização. Distribuição do ar interno – remoção de contaminantes gerados por fontes localizadas antes que se espalhem pelo ambiente climatizado.Sistema de climatização típico. 3. Limpeza do ar – passo final de um projeto de condicionamento para se assegurar um ambiente limpo e saudável. 14 . Eliminação ou modificação da fonte de contaminantes – método mais eficiente para se reduzir a concentração de contaminantes não gerados diretamente pelos ocupantes ou pelas atividades no interior do edifício. a ser elaborado por aquele Ministério. Uso de ar externo – necessário para manter-se uma porcentagem mínima de oxigênio no ar interno e ao mesmo tempo diluir-se a concentração de contaminantes. 4. química e biológica. suas tolerâncias e métodos de controle. Figura 1. 1994): 1.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica ocupantes. Estas medidas dirão respeito: • • À definição de parâmetros físicos e composição química do ar de interiores.6 . • Diretamente relacionados a estas medidas estão os quatro métodos básicos para a manutenção da qualidade do ar de interiores (McQuiston e Parker.

vazão de ar para o exterior do ambiente através de chaminés. a vazão mínima de ar suprido é fixada por requerimentos de ventilação para se manter a qualidade do ar interno. lareiras. requerida pelos ocupantes para compensar as vazões de exaustão.6. se Qalívio for diferente de zero. Sendo também denominada de ar de renovação. vazão de ar removida do ambiente condicionado que se pretende reutilizar como parte do ar insuflado (suprido). vazão de ar fresco da atmosfera externa. Densidade constante.4) A lei da conservação da massa se aplica igualmente para qualquer contaminante entrando e saindo do ambiente climatizado. etc. alívio e exfiltração. isto é. Mistura completa. Concentração uniforme do contaminante no espaço climatizado e no ar que entra. a vazão de ar de ventilação requerida para se manter a qualidade do ar interno pode ser menor do que a vazão de ar suprido devido a exigências de conforto (manutenção da temperatura e umidade). Em alguns casos. vazão não intencional de ar externo para o interior do ambiente climatizado através de frestas. 15 . portas e janelas. Aplicando-se a equação da continuidade a um VC em torno do ambiente climatizado e admitindo-se um valor constante para a densidade do ar: Q t = Q sup rido + Q inf iltração = Q retorno + Q exfiltração + Q exaustão (1.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica A utilização de ar externo tem um efeito direto sobre a carga térmica e por isto é estudada em detalhe. Esta vazão será diferente da vazão de retorno somente se houver alguma exaustão ou alívio. admitida livre de contaminantes. Em outros casos. Referindo-se à Figura 1. vazão de ar conduzido pelo sistema de condicionamento para fora do ambiente climatizado. Qexfiltração Qexaustão Qrenovação vazão não intencional de ar interno para o exterior do ambiente climatizado através de frestas. vazão de ar removida do ambiente climatizado e descarregada na atmosfera. portas e janelas. Admitindo-se: • • • • • Operação em regime permanente. Taxa de geração do contaminante no ambiente constante. são definidas as seguintes vazões: Qinsuflado: Qinfiltração Qretorno Qalívio Qrecirculado vazão de ar suprido ao ambiente climatizado que passou por processos de condicionamento.

5) onde: Desta equação obtém-se a concentração do contaminante no espaço climatizado. 4-2 de McQuiston e Parker (1994). 6. A norma ASHRAE Standard 62 descreve dois métodos para se estabelecer e manter a qualidade do ar interno requerida pelos ocupantes. prescreve as vazões mínimas de ar fresco necessárias a cada tipo de ambiente climatizado e os métodos aplicáveis de condicionamento deste mesmo ar. porém mais simples. denominado Ventilation Rate Procedure. Cs. para se manter o nível de concentração deste contaminante aquém de um valor limite. O primeiro destes métodos. Qt. Deve-se enfatizar que qualquer tentativa de redução das vazões mínimas como forma de conservação de energia requererá a limpeza do ar de recirculação. O Manual de Aire Condicionado Carrier também apresenta uma tabela semelhante (Cap.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tem-se: Q t Ce + N = Q t Cs Qt Cs N Ce vazão total de ar entrando ou saindo do ambiente concentração média do contaminante no interior do ambiente taxa de geração do contaminante no espaço concentração do contaminante no ar que entra (1. Tab. Uma versão simplificada desta norma é dada na Tab. 16 . 45). ou a vazão de ar necessária.

Esta apresentação. líquida e gasosa). Ciclo . a temperatura de saturação é de 100 oC. contudo. não se deterá em análises termodinâmicas rigorosas. 2. ao contrário. Uma descrição de um processo típico envolve a especificação dos estados de equilíbrio inicial e final. Também serão apresentados os conceitos básicos relacionados com transferência de calor. Substância Pura . Mostrará ainda. ou mais especificamente uma série de processos. Processo .O termo designa a temperatura na qual se dá a vaporização de uma substância pura a uma dada pressão. Ela pode existir em mais de uma fase (sólida. pressão etc. Assim.2 – Definições Propriedades termodinâmicas .1 – Introdução Este capítulo tem por objetivo apresentar algumas definições termodinâmicas e as propriedades das substâncias mais usadas na análise de sistemas frigoríficos. temperatura. como: volume. para a água (utiliza-se a água para facilitar o entendimento da definição dada acima) a 100 oC.É uma mudança de estado de um sistema.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Capítulo 2– Conceitos Fundamentais 2. onde o estado inicial e o estado final do sistema (substância) coincidem.Pode ser entendido como sendo a condição em que se encontra a substância. fará apenas uma apresentação superficial de tais definições e das propriedades termodinâmicas e suas inter-relações suficientes para o propósito deste estudo. que é o caso dos fluídos frigoríficos. Essa pressão é chamada “pressão de saturação” para a temperatura dada. 17 . massa. a pressão de saturação é de 1.São características macroscópicas de um sistema. Para uma substância pura há uma relação definida entre a pressão de saturação e a temperatura de saturação correspondente. as relações entre as propriedades termodinâmicas de uma substância pura.É qualquer substância que tenha composição química invariável e homogênea.01325 bar. Estado Termodinâmico .É um processo. sendo caracterizado pelas suas propriedades. O processo representa qualquer mudança nas propriedades da substância. mas a sua composição química é a mesma em qualquer das fases. Temperatura de saturação .01325 bar de pressão. e para a água a 1.

(significando ser a pressão maior que a pressão de saturação para a temperatura dada).1 . tem-se: x= mv m = v m l +m v m t (2. no condensador e no evaporador). 18 . ou líquido comprimido.1) Vapor Saturado .Se uma substância se encontra como líquido à temperatura e pressão de saturação. Título (x) .Quando uma substância se encontra parte líquida e parte vapor. Matematicamente.Se a temperatura do líquido é menor que a temperatura de saturação.Se uma substância se encontra completamente como vapor na temperatura de saturação. diz-se que ela está no estado de líquido saturado. nos sistemas de refrigeração. isto é. a massa de líquido mais a massa de vapor. Líquido Sub-resfriado . o líquido é chamado de líquido sub-resfriado (significa que a temperatura é mais baixa que a temperatura de saturação para a pressão dada). e neste caso o título é igual a 1 ou 100%. a relação entre a massa de vapor e a massa total. Figura 2. na temperatura de saturação (isto ocorre.Estados de uma substância pura. para a pressão existente. em particular. pois a massa total (mt) é igual à massa de vapor (mv). é chamada de título (x). é chamada de “vapor saturado”.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Líquido Saturado .

Assim é conveniente definir uma nova propriedade termodinâmica chamada “entalpia”. trabalho e energia. Um número suficiente de propriedades termodinâmicas independentes constitui uma definição completa do estado da substância. Esta forma de energia pode ser decomposta em duas partes: a) Energia cinética interna ⇒ relacionada à velocidade das moléculas. líquido ou vapor). Na análise térmica de alguns processos específicos.2) 19 . Entalpia (h). A pressão e a temperatura do vapor superaquecido são propriedades independentes. freqüentemente são encontradas certas combinações de propriedades termodinâmicas.Quando o vapor está a uma temperatura maior que a temperatura de saturação é chamado “vapor superaquecido”. pela alteração da temperatura da substância (sistema). macroscopicamente. a temperatura pode ser aumentada para uma pressão constante. É a energia que a matéria possui devido ao movimento e/ou forças intermoleculares. 2. pressão (P). não mensuráveis diretamente. que são: energia interna (u). existem outras propriedades termodinâmicas fundamentais para a análise de transferência de calor. e neste caso. as substâncias que chamamos de gases são vapores altamente superaquecidos. resultando a combinação u + pv. retrata a terminologia que acabou de ser definida. Uma dessas combinações ocorre quando se tem um processo a pressão constante.3 – Propriedades Termodinâmicas de uma Substância Uma propriedade de uma substância é qualquer característica observável dessa substância. volume específico (v) e massa específica (ρ).UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Vapor Superaquecido . Matematicamente. para os diversos estados termodinâmicos em que se pode encontrar uma substância pura. a qual é representada pela letra h. enquanto que as variações na posição são identificadas pela mudança de fase da substância (sólido. e que são mensuráveis diretamente. b) Energia potencial interna ⇒ relacionada às forças de atração entre as moléculas. Alem destas propriedades termodinâmicas mais familiares. Energia Interna (u). Em verdade. A Erro! A origem da referência não foi encontrada. tem-se: h = u+pv (2. As mudanças na velocidade das moléculas são identificadas. As propriedades termodinâmicas mais comuns são: temperatura (T). entalpia (h) e entropia (s).

uma medida da desordem molecular da substância ou. entalpia e entropia. A Figura 2. além das tabelas. para qualquer substância pura. 2. temperatura e entropia. são dados em anexo.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Entropia (s). pressão absoluta e volume específico ou pressão absoluta e entropia.2 . no estudo de um ciclo de refrigeração será utilizado o diagrama de 20 . em diagramas que podem ter por ordenada e abscissa. segundo outros. em um dado estado.4 – Diagramas de MOLLIER para Fluidos Refrigerantes. a medida da probabilidade de ocorrência de um dado estado da substância. Assim. segundo alguns autores. Estes diagramas são conhecidos como diagramas de Mollier. Esta propriedade termodinâmica representa. Essa propriedade sempre tem o mesmo valor para um estado dado independentemente de como foi atingido tal estado. As propriedades termodinâmicas de uma substância são freqüentemente apresentadas. Os diagramas tendo como ordenada pressão absoluta (P) e como abscissa a entalpia específica (h) são bastante utilizados para apresentar as propriedades dos fluidos frigoríficos.Esquema de um diagrama de Pxh (Mollier) para um refrigerante. Figura 2. tem somente um valor finito. tanto como meio de apresentar a relação entre as propriedades termodinâmicas. Cada propriedade de uma substância. Estes diagramas são úteis. Diagramas completos para leitura de dados a serem usados nas análises térmicas de sistemas frigoríficos. como porque possibilitam a visualização dos processos que ocorrem em cada uma das partes do sistema. visto que estas coordenadas são mais adequadas à representação do ciclo termodinâmico de refrigeração por compressão de vapor.2 mostra os elementos essenciais dos diagramas pressão-entalpia.

21 . ou região. chamada de região de vapor úmido ou região de líquido mais vapor. para a qual a atenção está voltada. é necessário primeiro estabelecer o conceito de sistema termodinâmico. 2. condensador. chamada de região de líquido subresfriado. o sistema termodinâmico consiste em uma quantidade de matéria (massa). isto é.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Mollier para mostrar o que ocorre em cada componente do sistema de refrigeração (compressor. o qual estabelece que a energia não pode ser criada nem destruída. c) A região à direita da linha de vapor saturado (x=1). Para se efetuar balanços de energia. (a) (b) Figura 2. Demarca-se um sistema termodinâmico em função daquilo que se deseja analisar.5 – Primeira Lei da Termodinâmica. dispositivo de expansão e evaporador). Para as regiões de líquido sub-resfriado e vapor superaquecido é necessário conhecer duas propriedades para definir um estado termodinâmico. O ciclo completo de refrigeração por compressão de vapor também será representado sobre o diagrama de Mollier. para se aplicar a primeira lei da termodinâmica. e tudo aquilo que se situa fora do sistema termodinâmico é chamado meio ou vizinhança. mas somente transformada. Assim. que são: a) A região à esquerda da linha de líquido saturado (x=0). chamada de região de vapor superaquecido. basta conhecer uma propriedade e o estado estará definido. b) A região compreendida entre as linhas de líquido saturado (x=0) e vapor saturado (x=1). No diagrama de Mollier podem se destacar três regiões características. Para determinar as propriedades termodinâmicas de um estado nas condições saturadas.3 – (a) Sistema Fechado e (b) Sistema aberto (volume de controle). entre as várias formas de energia existentes. A primeira lei da termodinâmica também é conhecida como o “Principio de Conservação de Energia”.

a). e sistema aberto (Figura 2. e. sendo também conhecido por volume de controle.3.3) onde: Eent Esai Evc ∆t representa qualquer forma de energia entrando no volume de controle. que corresponde a uma região onde ocorre fluxo de massa através de suas fronteiras.4) Ep = m g z onde: m V g z representa a massa do sistema. conforme mencionado anteriormente. ! entrar ou sair do volume de controle. V2 2 Ec = m (2. respectivamente.4) e (2. representa qualquer forma de energia saindo do volume de controle. (2. A energia cinética e a energia potencial são dadas pelas equações (2.b). representa o intervalo de tempo considerado. representa a quantidade total de energia armazenada no volume de controle. os fluxos de trabalho ! ( W ) e os fluxos de energia associados à massa atravessando estas fronteiras. Matematicamente.5) representa a cota (elevação) com relação a um referencial adotado para o sistema. fixas. correspondendo a uma região onde não ocorre fluxo de massa através de suas fronteiras (tem massa fixa). a energia interna está associada ao movimento e/ou forças intermoleculares da substância em análise. o somatório dos fluxos de energia entrando no volume de controle. O balanço de energia estabelece que. energia potencial (Ep) e energia interna (U). durante o intervalo de tempo considerado. tem-se: ∆E vc ∆t ! ! ∑ E ent = ∑ E sai + (2. É importante ressaltar que. Uma quantidade de 22 . é igual ao somatório dos fluxos de energia saindo do volume de controle mais a variação da quantidade de energia armazenada pelo mesmo. estão incluídos os fluxos de calor ( Q ). Entre as formas de energia que podem atravessar a fronteira de um volume de controle. do ponto de vista termodinâmico. isto é. a energia é composta de energia cinética (Ec). reais ou imaginárias. para um determinado intervalo de tempo. representa a aceleração da gravidade.5).3. representa a velocidade do sistema. O sistema pode ainda ser classificado em sistema fechado (Figura 2. as quais podem ser móveis.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica O sistema termodinâmico é delimitado através de suas fronteiras.

é necessário estabelecer uma convenção de sinais para trabalho e calor. sendo dada pelo produto da pressão pelo volume específico do fluído. A primeira se refere à soma das parcelas “u + pv” que. como visto anteriormente (Eq. ao mesmo tempo em que o trabalho realizado sobre sistema e o calor transferido pelo sistema têm sinal negativo. corresponde à entalpia da substância (h).6) Duas observações importantes podem ser efetuadas com relação à equação acima. o trabalho realizado pelo sistema e o calor transferido ao sistema têm sinal positivo. a unidade de fluxo de trabalho e calor é o Watt [W].UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica massa em movimento possui energia cinética. para a grande maioria dos sistemas industriais. que pode ser considerada constante.4 mostra esta convenção de sinais e. a qual está relacionada com a pressão. a unidade da entalpia é [J/kg]. há ma outra forma de energia associada ao fluxo. como pode ser observado.Convenção dos sinais para trabalho e calor.4 . após algumas simplificações. energia potencial e energia cinética. é igual a 9. No Sistema Internacional. Figura 2.81 m/s2. 2). Assim. a variação da quantidade de energia armazenada no sistema (∆Evc) é igual a zero. diz-se que o sistema opera em regime permanente. Além disto. como ! geralmente o fluxo mássico ( m ) é gerado por uma “força motriz”.7) Para aplicação da primeira lei da termodinâmica. a primeira lei da termodinâmica pode ser escrita como:  V2   V2  vc ! ! ! ! + g z + u + p v  = ∑ W + ∑ m + gz + u + p v  + ∑ Q + ∑ m  2   2  ∆t ent  sai    ∆E (2. Para esta condição. A aceleração da gravidade. a de velocidade é [m/s] e a unidade da cota é [m]. 23 . e a equação acima pode ser escrita como:     ! ! ! ! + g z  = ∑ m h + + gz + ∑ W ∑ Q + ∑ m h +    2 2 ent   sai   V2 V2 (2. A segunda observação está relacionada ao fato de que. a unidade da vazão mássica é [kg/s]. Esta última forma de energia é chamada de “trabalho de fluxo”. A Figura 2.

O efeito de resfriamento resultante é o ponto de partida do ciclo de refrigeração. a pressão de saturação para a temperatura considerada. Entretanto. o calor latente de vaporização. um grau de vácuo e cujas paredes são mantidas a temperatura constante. essencialmente. a pressão tenderá a cair. por ser este o ciclo de maior rendimento térmico possível. o processo de resfriamento pode ser considerado contínuo. para tal. Para fazer o vapor retornar ao estado líquido. o mesmo deve ser resfriado e condensado. os quais se encontram a uma temperatura. dado as peculiaridades do ciclo de 24 . Este é um componente essencial de uma instalação de refrigeração e é chamado de válvula de expansão. A pressão de vapor correspondente à temperatura de condensação deve. isto é. como líquido no fundo do vaso. Para evitar este problema é necessário converter o processo num ciclo. ser bem mais elevada do que a pressão no evaporador. necessita-se: de um fluido adequado. portanto. naturalmente. O aumento desejado de pressão é promovido pelo compressor. 3. 3. mais elevada do que a temperatura reinante no evaporador. Qualquer quantidade adicional de líquido introduzido permanecerá no neste estado. inicialmente. que será usado para injeção de líquido no evaporador. Depois disto nenhuma quantidade de líquido evaporará e. ou seja. isto provocará uma evaporação adicional do líquido. E. O gás refrigerante quente (superaquecido) com alta pressão é conduzido do compressor para o condensador. No processo. Usualmente. o que pode ser feito pela inclusão de uma válvula ou outro dispositivo regulador. chamado de compressor.2 – Ciclo Teórico de Refrigeração por Compressão de Vapor Um ciclo térmico real qualquer deveria ter para comparação o ciclo de CARNOT.1 – Introdução Se um líquido for introduzido num vaso onde existe. chamado de evaporador. À medida que o líquido se evapora. Se for removida parte do vapor do recipiente conectando-o ao lado de sucção de uma bomba. substancialmente. O sistema apresentado até agora não é prático. utiliza-se a água ou o ar. o refrigerante. como meio de resfriamento. pois envolve um consumo contínuo de refrigerante. o calor necessário para a mudança do estado líquido para o estado vapor é fornecido pelas paredes do vaso. A liquefação do refrigerante é realizada num condensador que é. que será examinado neste capítulo. a pressão dentro do vaso aumenta até atingir. Neste aspecto. um recipiente onde a vaporização e o resfriamento sejam realizados. e um elemento para remoção do vapor. o efeito de resfriamento cessará. eventualmente. onde é condensado. Resta agora completar o ciclo. ele se evaporará imediatamente.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Capítulo 3– Ciclos de Refrigeração por Compressão de Vapor. um recipiente resfriado externamente pelo ar ou água.

1 . dos sistemas de potência a vapor.1 mostra um esquema básico de um sistema de refrigeração por compressão de vapor com seus principais componentes. torna-se mais fácil comparar o ciclo real com este ciclo teórico (existem vários ciclos termodinâmicos ideais. das turbinas a gás. 25 . genericamente.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica refrigeração por compressão de vapor. e o seu respectivo ciclo teórico construído sobre um diagrama de Mollier. A Figura 3. o ciclo padrão ar Otto. Figura 3. qualquer dispositivo capaz de realizar os respectivos processos específicos indicados. portanto. para os motores de combustão interna a gasolina e álcool. como o ciclo ideal de Rankine.1 representam. diferentes do ciclo de Carnot. no plano P-h.Ciclo teórico de refrigeração por compressão de vapor. no qual os processos são mais próximos aos do ciclo real e. define-se um outro ciclo que é chamado de ciclo teórico. o ciclo padrão ar Brayton. Este ciclo teórico ideal é aquele que terá melhor performance operando nas mesmas condições do ciclo real. Os equipamentos esquematizados na Figura 3. etc).

sendo um processo de transferência de calor a pressão constante (Po). condensado até se tornar líquido saturado na temperatura T3. e o superaquecimento na sucção do compressor. Ocorre no dispositivo de expansão. ao sair do compressor está superaquecido à temperatura T2. a seguir. d) Processo 4→1. sendo um processo adiabático reversível e. conseqüentemente a temperatura constante (To).UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Os processos termodinâmicos que constituem o ciclo teórico em seus respectivos equipamentos são: a) Processo 1→2.2. a entropia do refrigerante na saída do dispositivo de expansão (s4) será maior que a entropia do refrigerante na sua entrada (s3). Uma das diferenças entre o ciclo real e o teórico é a queda de pressão nas linhas de descarga. sendo este também um processo importante que tem a finalidade de evitar a entrada de líquido no compressor. desde a pressão PC e líquido saturado (x=0). do refrigerante para o meio de resfriamento.1. até a pressão de vaporização (Po). Observe que o processo é irreversível e. como mostra a Figura 3. Neste processo o fluido frigorífico é resfriado da temperatura T2 até a temperatura de condensação TC e. O refrigerante entra no compressor à pressão do evaporador (Po) e com título igual a 1 (x =1).3 – Ciclo Real de Compressão de Vapor As diferenças principais entre o ciclo real e o ciclo teórico estão mostradas na Figura 3. portanto. sendo um processo de rejeição de calor. até atingir o estado de vapor saturado seco (x=1). Ocorre no compressor. O refrigerante é então comprimido até atingir a pressão de condensação (Pc) e. portanto. líquido e de sucção assim como no condensador e no evaporador. tornando-se um problema para os óleos 26 . c) Processo 3→4. à pressão constante. Observe que o calor transferido ao refrigerante no evaporador não modifica a temperatura do refrigerante. isentrópico.2. Ocorre no condensador. desde vapor úmido (estado 4). Estas perda de carga ∆Pd e ∆Ps estão mostradas na Figura 3. Ocorre no evaporador. b) Processo 2→3. que é maior que a temperatura de condensação TC. 3. sendo uma expansão irreversível a entalpia constante (processo isentálpico). mas somente muda sua qualidade (título). Outro processo importante é o processo de compressão. Devido ao superaquecimento e ao processo politrópico de compressão a temperatura de descarga do compressor (T2) pode ser muito elevada. que no ciclo real é politrópico (s1 ≠ s2). as quais serão descritas a seguir. que é igual à temperatura TC. e no processo teórico é isentrópico. Outra diferença é o sub-refriamento do refrigerante na saída do condensador (nem todos os sistemas são projetados com sub-refriamento).

A temperatura de descarga não deve ser superior a 130 °C.4 – Balanço de Energia para o Ciclo de Refrigeração por Compressão de Vapor O balanço de energia do ciclo de refrigeração é feito considerando-se o sistema operando em regime permanente nas condições de projeto.2 – Diferenças entre o ciclo teórico e o real de refrigeração. podem introduzir diferenças significativas além das citadas até aqui. principalmente quando são utilizados os refrigerantes R717 e R22.4. (com baixas temperaturas de evaporação). 3. verificar quais parâmetros têm influência no desempenho do ciclo. retirada do meio que se quer resfriar (produto). tendo o ciclo real apenas um desempenho pior.3. Problemas técnicos e de operação serão abordados nos próximos capítulos.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica lubrificantes usados nos compressores frigoríficos. Os sistemas reais e teóricos têm comportamentos idênticos. exige o resfriamento forçado do cabeçote dos compressores. e temperatura de vaporização (TO). ou seja. Figura 3. é a quantidade de calor. o que. através do evaporador do sistema frigorífico. 3. pela primeira lei da termodinâmica. à temperatura de condensação (TC). A análise do ciclo teórico permitirá. de forma simplificada. por vezes. Considerando-se que o sistema opera em regime permanente e desprezando-se as variações de energia cinética e potencial.1 – Capacidade frigorífica ! A capacidade frigorífica ( Q o ) . Muitos outros problemas de ordem técnica. dependendo do sistema e sua aplicação. por unidade de tempo. tem-se: 27 . Este processo está indicado na Figura 3.

2 – Potência teórica de compressão Chama-se de potência teórica de compressão à quantidade de energia.2) Figura 3.4.1) Normalmente.3 – Processo de transferência de calor no evaporador. conseqüentemente o compressor fica determinado. no compressor. que deve ser fornecida ao refrigerante. a qual deve ser igual à carga térmica. EF = h1 − h 4 (3. por unidade de tempo.4 – Evaporador para resfriamento de ar (câmaras frigoríficas) 3. e é um dos parâmetros usados para definir o fluido frigorífico que será utilizado em uma determinada instalação. ! ! Q o = m f (h1 − h 4 ) (3. pode-se determinar o fluxo mássico que circula através dos equipamentos. para operação em regime permanente.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Figura 3. pois as entalpias h1 e h4 são conhecidas e. para se obter a elevação de pressão necessária ao do ciclo teórico. Neste ciclo o processo de compressão é adiabático reversível 28 . A quantidade de calor por unidade de massa de refrigerante retirada no evaporador é chamada de “Efeito Frigorífico” (EF). Se for estabelecido o ciclo e o fluido frigorífico com o qual o sistema deve trabalhar. se conhece a capacidade frigorífica deve do sistema de refrigeração.

no volume de controle da figura baixo e desprezando-se a variação de energia cinética e potencial tem-se Eq. em regime permanente. ! ! Wc = m f (h 2 − h1 ) (3.8. considerando o regime permanente. como indicado na Figura 3.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica (isentrópico).5. entretanto.4. Assim.5 – Processo de compressão adiabático reversível no compressor. tem-se: ! ! Q c = m f (h 2 − h3 ) (3. (3. este calor é pequeno quando comparado à energia necessária para realizar o processo de compressão. Aplicando-se a primeira lei da termodinâmica. No sistema de refrigeração real o compressor perde calor para o meio ambiente. 3. a função do condensador é transferir calor do fluido frigorífico para o meio de resfriamento do condensador (água ou ar).3 – Calor rejeitado no condensador Conforme mencionado.6 – Compressor Alternativo semi-hermético e compressor parafuso.3). Figura 3.4) 29 .3) Figura 3. Este fluxo de calor pode ser determina através de um balanço de energia no volume de controle da Figura 3.

aplicando-se a primeira lei da termodinâmica. tem-se: Figura 3. 30 . (3.4. e. a qual depende da carga térmica do sistema e da potência de compressão.9.4). em regime permanente. desprezando-se as variações de energia cinética e potencial. o processo teórico é adiabático. 3. o condensador a ser especificado para o sistema de refrigeração deve ser capaz de rejeitar a taxa de calor calculada pela Eq.7 – Condensador a ar (remoto) Figura 3. neste caso. como mostra a Figura 3.8 – Processo de transferência de calor no condensador. Assim. que pode ser de vários tipos.9 – Processo no dispositivo de expansão.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Figura 3.4 – Dispositivo de expansão No dispositivo de expansão.

entretanto.4.5 – Coeficiente de performance do ciclo (3. depende das temperaturas de condensação e vaporização. o COP é função somente das propriedades do refrigerante. do próprio compressor e dos demais equipamentos do sistema.6) Pode-se inferir da Eq.8) 31 . com o ciclo teórico. é um parâmetro importante na análise das instalações frigoríficas. para ciclo teórico. o COP é definido por: COP = ! Q = o ! Energia Gasta Wc Energia Util (3. verificar que parâmetros influenciam no desempenho do sistema.5) O coeficiente de performance.10 – Válvula de expansão termostática. Para o ciclo real. em TR. pode-se. como será visto adiante. conseqüentemente. Outra forma de indicar eficiência de uma máquina frigorífica é a Razão de Eficiência Energética (EER). o desempenho dependerá em muito das propriedades na sucção do compressor. Assim.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Figura 3. com a capacidade frigorífica. COP. h3 = h 4 3.7) Uma forma bastante usual de indicar a eficiência de um equipamento frigorífico é relacionar o seu consumo.6) que. Embora o COP do ciclo real seja sempre menor que o do ciclo teórico. em kW/TR. sendo dada pela expressão abaixo: EF  Btu / h    Wc  Watts  EER = (3. o que resulta em: kW / TR = ! Wc  Watts    ! Q o  TR  (3. para as mesmas condições de operação. cujo nome se deriva do inglês “Energy Efficiency Rate”. (3.

4 Influência do superaquecimento útil no COP do ciclo teórico Quando o superaquecimento do refrigerante ocorre retirando calor do meio que se quer resfriar. o qual é típico de sistemas de ar condicionado. chamase a este superaquecimento de “superaquecimento útil”. para o R717 o COP sempre diminui. para R134a o COP sempre aumenta e para o R22. 3. isto é. Embora haja um aumento no COP do ciclo com o aumento do sub-resfriamento.5. Como pode ser observado no último “slide” desta figura. Como pode ser observado. a variação do COP com o superaquecimento depende do refrigerante. 3.5 Parâmetros que Influenciam o COP do Ciclo de Refrigeração Vários parâmetros influenciam o desempenho do ciclo de refrigeração por compressão de vapor.5.1 – Influência da temperatura de evaporação no COP do ciclo teórico Para ilustrar o efeito que a temperatura de evaporação tem sobre a eficiência do ciclo será considerado um conjunto de ciclos em que somente a temperatura de evaporação (To). a influência da temperatura de condensação é mostrada em um conjunto de ciclos onde apenas se altera a temperatura de condensação (Tc).12. Nesta análise utilizou-se R22 como refrigerante. o que é ótimo para o sistema. uma redução na temperatura de evaporação resulta em redução do COP. Nos casos mostrados.13 mostra a influência do subresfriamento do líquido na saída do condensador sobre a eficiência do ciclo. e não com o objetivo de se obter ganho de eficiência. há um 32 .11. Esta análise está mostrada na Figura 3. Observe que uma variação de 15 oC na temperatura de condensação. 3. o sistema se torna menos eficiente.2 Influência da temperatura de condensação no COP do ciclo teórico Como no caso da temperatura de vaporização.9) 3.14 é mostrada a influência desse superaquecimento na performance do ciclo de refrigeração.5. é alterada. Estes ciclos estão mostrados na Figura 3. A seguir será analisada a influência de cada um deles separadamente. na prática se utiliza um sub-resfriamento para garantir que se tenha somente líquido na entrada do dispositivo de expansão. a Figura 3.5.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica kW / TR =  Watts    EER  TR  12 (3. Na Figura 3.3 – Influência do sub-resfriamento do líquido no COP do ciclo teórico De forma idêntica aos dois casos anteriores. se comparado com a mesma faixa de variação da temperatura de evaporação. 3. resultou em menor variação do COP. o caso mais complexo. o que mantém a capacidade frigorífica do sistema.

7.00 R-134a R-22 5. Assim. To e Tc. C. só se justifica o superaquecimento do fluido.11 – Influência da temperatura de evaporação no COP do ciclo teórico. em Celsius -20.00 3.00 Figura 3.00 -30.00 0. para evitar a entrada de líquido no compressor. To. 6.00 -10. poderá ocorrer comportamento diferente do aqui mostrado. Mesmo para os casos em que o superaquecimento melhora o COP ele diminui a capacidade frigorífica do sistema de refrigeração.P. isto é.00 10. 33 .00 Temperatura de Vaporização.00 4.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica aumento inicial e depois uma diminuição. Este aspecto da influência do superaquecimento na capacidade frigorífica do sistema será estuda com mais detalhes quando da análise operacional dos compressores alternativos e de sua eficiência volumétrica. Para outras condições do ciclo.00 2.O.00 LEGENDA R-717 Coeficiente de Performance. por motivos de segurança.

em Celsius Figura 3. Tc .10 C 5.0 60.0 30.0 Coeficiente de Performance. C.0 o R-717 R-134a R-22 4. 34 .0 40.0 2.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 6.12 .O.0 50.Influência da temperatura de evaporação no COP do ciclo teórico.P.0 3.0 Temperatura de Condensação. LEGENDA To = .

O. ∆Tsr .4 3.10 o C R-134a R-22 4.0 8. C.0 Figura 3.8 3.4 Legenda R-717 Coeficiente de Performance.0 3.6 3.2 3.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 4. 35 .2 4.0 0.P 4.0 Tc = 45 o C To = .0 Sub-Resfriamento. em Celsius 16.0 12.13 – Influência do sub-resfriamento no COP do ciclo teórico.

∆Tsa em Celsius . 36 .Influência do superaquecimento no COP do ciclo teórico.0 4.10 o C LEGENDA R-717 R-134a Coeficiente de Performance. 20.0 Figura 3.0 16.80 R-22 3.0 Superaquecimento Útil.14 .P.50 0.O. 3.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 3.0 12.90 Tc = 45 oC To = .70 3. C.0 8.60 3.

0 TR 1.0 kcal 4.8 o o 1.0 kcal/h 3024 kcal/h 12000 BTU/h 3.6959 Psi 2 1.0332 kgf/cm 14.1868 kJ 3.67 37 .0 kcal 1.273.968 Btu F + 459.0 kgf/cm 1.0 bar 1.0 kgf/cm 1.0 atm 2 9.0 Hp 1.0 atm 1.5 W 860.15 ( F .0 TR Temperatura o o o Energia C C R K .516 kW 2 14.8067x10 Pa 10 Pa 5 1.0 kW 641.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica CONVERSÃO DE UNIDADES Pressão Potência 4 1.32)/1.0 TR 1.0 hp 1.13 kcal/h 745.2234 Psi 1.

para transportar a solução (absorvedora + refrigerante) do absorvedor a baixa pressão para o gerador a relativamente elevada pressão. isto é. Na prática. Isto é conseguido no “gerador”. o vapor se liquefaz no condensador e é trazido para o evaporador através de expansão. um material higroscópico. À medida que o líquido se evapora a pressão dentro do vaso sobe até que eventualmente atinja uma pressão de vapor de saturação para a temperatura em consideração. requer-se resfriamento do condensador e do absorvedor. Com relação ao refrigerante. A substância utilizada para absorção do vapor refrigerante é chamada de “portadora” (ou absorvedora). duas bombas adicionais são muitas vezes usadas. conforme visto anteriormente. Assim. O efeito resultante de resfriamento é o ponto de partida do ciclo de refrigeração a ser examinado. a evaporação cessa e o efeito de resfriamento nas paredes do vaso não é mantido pela introdução contínua do refrigerante.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Capítulo 4 – Refrigeração Por Absorção De Vapor 4. Para se obterem ciclos fechados tanto para o refrigerante como para o portador o estágio seguinte do processo deve ser a liberação do refrigerante absorvido numa pressão conveniente para sua subseqüente liquefação num condensador.1 – Introdução Suponhamos que um líquido seja introduzido num vaso em que inicialmente havia vácuo e que as paredes do recipiente sejam mantidas a uma temperatura constante. água quente a pressão elevada) e que tem poucas partes móveis. remover o refrigerante no estado de vapor na mesma taxa pela qual ela é formada. Para tornar o processo de resfriamento contínuo é necessário. O último simplesmente permanece no estado líquido e se acumula no fundo do recipiente. onde o calor é fornecido à solução (portadora + refrigerante) e o refrigerante é liberado como vapor. apenas uma única bomba é necessária. As principais vantagens do ciclo de absorção em relação a outros sistemas de refrigeração são que ele pode operar com energia de baixa qualidade termodinâmica em forma de calor (vapor de exaustão. o que pode ser feito através da água de uma torre de resfriamento. se o refrigerante fosse a água. poderia ser usado no absorvedor. A partir daí. O líquido absorvente. Num sistema de refrigeração por absorção. Teoricamente. O absorvedor e o gerador juntos substituem o compressor no ciclo de compressão de vapor. como o brometo de lítio. ao sair do gerador naturalmente retorna ao absorvedor para outro ciclo. No ciclo de compressão de vapor esta remoção é feita conectando-se o evaporador ao lado da sucção da bomba. Um resultado semelhante pode ser obtido conectando-se o evaporador a um outro vaso que contém uma substância capaz de absorver o vapor. uma para recircular a solução sobre as serpentinas de 38 . o restante do ciclo de absorção é semelhante ao ciclo de compressão. O líquido se evapora imediatamente e no processo seu calor latente de vaporização é extraído dos lados do vaso.

4. a solução de brometo de lítio e água entra no gerador. O vapor de água liberado no gerador segue rumo ao condensador. sendo aquecida. onde irá retirar calor da água de processo (água gelada do sistema de condicionamento de ar). esta segue para o evaporador.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica resfriamento no absorvedor e outra para recircular o refrigerante sobre a serpentina de água gelada no evaporador. 39 .2 – Ciclo de Absorção Os ciclos de refrigeração por absorção mais comuns utilizam os pares água-amônia (absorvedor-refrigerante) ou brometo de lítio e água (absorvedor-refrigerante). Após a redução da pressão da água. é então absorvido pelo brometo de lítio. No ciclo. onde é condensado. O maior inconveniente das máquinas de absorção é o seu consumo de energia. Em termos do ciclo mostrado na Figura 4. muito mais elevado que o das máquinas de compressão de vapor. As máquinas de absorção podem consumir uma quantidade de energia superior a sua produção frigorífica. formado no evaporador.1. contido no absorvedor. o trabalho da bomba para a circulação do fluido é muito pequeno. e liberando vapor de água. O vapor de água de baixa pressão. Figura 4. uma vez que a bomba opera com líquido de baixo volume específico. Por outro lado. estas máquinas têm a vantagem de utilizar a energia térmica (calor) em lugar de energia elétrica que é mais cara e mais nobre.1 – Máquina de Refrigeração por absorção.

Além das vantagens apontadas. acionadas por turbinas a vapor.60* a 0.95* a 1. As máquinas de absorção permitem também a recuperação do calor perdido no caso de turbinas e.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Elas permitem por esta razão. o qual segundo Wang (2000). 1999) e. tipo centrífugas.60 0. Tabela 4. É o caso. Atualmente em instalações importantes.1 – COP de máquinas de absorção Tipo Resfriada a Ar (1 estágio) Resfriada a Água (1 estágio) 2 Estágios Queima Direta – 2 Estágios COP 0. as quais podem fornecer energia térmica a preço acessível durante o verão. por exemplo. pela sua simplicidade. conforme mencionado. o que aumenta grandemente o rendimento do conjunto. Elas se adaptam bem as variações de carga (até cerca de 10% da carga máxima). varia de acordo com o tipo de equipamento.70 0. uma melhor utilização das instalações de produção de calor.08 * corresponde aos valor mínimo. segundo a ASHRAE/IESNA Standard 90. Sua principal desvantagem é o elevado custo inicial.1. outros tipos de instalações que utilizam o vapor d’água. com máquinas de absorção aquecidas pelo vapor parcialmente expandido nas turbinas. como mostrado na Tabela 4. das instalações de aquecimento.1-1999 40 .48* a 0. variando de 550 a 900 US$/TR (GPG-256. o seu baixo COP.95* a 1. destinadas ao conforto humano durante o inverno. está sendo utilizada para a refrigeração a combinação de máquinas de compressão mecânica. as instalações de absorção se caracterizam. ociosas. por não apresentarem partes internas móveis (as bombas são colocadas à parte).0 0. apresentando um rendimento crescente com a redução da mesma. o que lhes garante um funcionamento silencioso e sem vibração.

entre outros. Localização e temperatura se forem ligados a ambientes não condicionados. comercial. etc. espaços condicionados ou não – temperaturas dos ambientes. f) Janelas. Esta capacidade é determinada pelos picos instantâneos de carga térmica. as “condições internas” e as “condições externas”. Cor exterior de paredes e telhados.1 – Introdução A função básica de um sistema de condicionamento de ar é manter: • • Condições de conforto para o homem. A norma ABNT NBR6401 apresenta indicações para estas condições para várias localizações e tipos de ambientes. horas de permanência. tipo. Geralmente. Materiais e espessuras de paredes. 5. i) Pessoas. Comprimento.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Capítulo 5 – Estimativa de Carga Térmica Sensível e Latente 5. Para atender uma ou outra destas necessidades deve-se instalar um equipamento com capacidade adequada. Superfícies refletoras – água areia. entre outras. Condições requeridas por um produto ou processo industrial. tamanho e freqüência de uso. divisórias. d) Materiais de construção. Número. devem ser considerados os seguintes aspectos físicos para o ambiente a ser condicionado: a) Orientação da construção. b) Uso do recinto. h) Elevadores e escadas. natureza da atividade. largura e altura. 'Efeitos de sombreamento de estruturas vizinhas. tipo de equipamento para sombreamento (toldo.2 – Características do Recinto Antes de proceder com a estimativa da carga térmica. é impossível medir o pico real de carga térmica em um dado recinto. Duas condições são básicas para a estimativa da carga térmica. industrial. forros ventilados ou não. Escritório. por isto normalmente estas cargas são estimadas. tipo de vidro. cortina. e) Condições exteriores. residencial. 41 . hospital. caixilho em madeira ou metal. assoalho. isto é. c) Dimensões físicas do recinto. etc. teto. Localização do recinto a ser condicionado com relação a: • • • Posição geográfica – Efeitos do sol e vento.) g) Portas. Tamanho e localização. Localização. estacionamentos.

l) Equipamentos eletrônicos. A Tabela 18. O eixo de rotação da terra está inclinado de 23.2 mostra-se a posição relativa da terra em relação aos raios solares para o solstício de verão do hemisfério sul.1 apresenta-se o efeito da inclinação da terra em várias épocas do ano. Na Figura 5. g) Infiltração de ar e umidade. através de paredes.108 Km.3 um caminho aparente do sol e definem-se os ângulos azimute φ solar e altitude solar β. Mostra-se. vidros de janelas. c) Transferência de calor devido à diferença de temperatura entre partes internas não condicionadas e o ambiente a ser condicionado. k) Motores. fornece os valores 42 . a terra encontra-se mais próxima do sol. promovem a distribuição da radiação solar sobre a superfície da terra. Esta inclinação é bastante significativa.5. em uma trajetória aproximadamente circular.3. telhado e assoalho. na Figura 5. variando a duração dos dias e das noites. 5. h) Ganho de calor em dutos. Próximo a primeiro de janeiro. Na Figura 5. b) Transferência de calor devido à diferença de temperatura entre partes externas e o ambiente a ser condicionado.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica j) Iluminação. pois juntamente com os movimentos de rotação e translação. e mudando as estações do ano. esquematicamente.3 – Fatores Que Influenciam na Carga Térmica do Ambiente a) Insolação pelos vidros das janelas. com o sol deslocado ligeiramente do centro do círculo. d) Calor de iluminação e de equipamentos. apresentada no anexo IV. O ponto P representa a posição de um observador na superfície da terra para uma dada latitude.25 dias. e) Calor de ocupantes (sensível e latente). conclui-se que a terra receberá mais energia solar (radiação) em janeiro do que em julho. Localização e potência nominal. Tendo em vista que a intensidade da radiação solar incidente no topo da atmosfera varia inversamente com o quadrado da distância terra-sol.5º em relação ao plano de sua órbita em torno do sol. e em torno de primeiro de julho encontra-se mais afastada em cerca de 3.1 – Insolação A terra faz uma rotação em torno do seu eixo em 24 horas e completa uma revolução ao redor do sol em aproximadamente 365. f) Ar de ventilação. 5. Tipo (fluorescente ou incandescente).3%. insolação sobre paredes e telhados. A distância média da terra ao sol é de 1.

Figura 5.1: Movimento da terra em torno do sol. 43 L β .2: Solstício de verão hemisfério sul.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica dos ângulos altitude solar e azimute solar para latitudes. Equinócio Solstício de Inverno SOL Solstício de Verão Equinócio Figura 5. Sol O β S φ P N Figura 5.Altitude Solar φ .3: Ângulos de altitudes e azimute solar. épocas do ano e hora solar do dia considerado.Azimute Solar .

A radiação solar total (It) que atinge uma superfície na face da terra é a soma da radiação direta ou especular (Ie) e da difusa (Id). ozônio e poeiras. dióxido de carbono.4 apresenta-se o caminho aparente do sol para um observador localizado no hemisfério norte. Pode-se observar que no solstício de verão o sol está na sua posição mais alta ao meio-dia solar. Determinar os ângulos de altitude solar e azimute solar para o dia 21 de maio às 14 horas em relação a um observador na cidade o Rio de janeiro (latitude = 22º55’S. 22 de Junho 12:00 h 21 de Março e 23 de Setembro 12:00 h 22 de Dezembro 12:00 h Leste Norte O Figura 5.ft2). longitude = 43º12’W)? Solução: Consultando a Tabela 18 para 21 de maio. A radiação solar que chega à superfície externa.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Exemplo 4. tem-se β = 40º e φ = 218 º Na Figura 5. cujo valor médio Isc é de 1367 W / m2 (451Btu/h. 2:00 PM e latitude do Rio de Janeiro de aproximadamente 20º. enquanto ao meio-dia solar do solstício de inverno tem-se o menor valor do ângulo de altitude solar. ou seja: I t = Ie + Id 44 . radiação solar extraterrestre. Deve-se ressaltar que a radiação que atinge a superfície terrestre é menor em virtude da absorção parcial da radiação por elementos existentes na atmosfera. tais como: vapor d’água.1.4: Caminhos aparentes do sol. na latitude 34º. Na Figura 4.5 apresenta-se a relação entre a radiação solar e a constante solar. para os solstícios de verão e de inverno e os equinócios. varia ao longo do ano devido a inclinação do eixo da terra e da variação da distância sol-terra.

tg γ como então A s = z. tg γ 45 . FS + I d onde: FS = 1 − As A FS – Fator de sombreamento As – Área sombreada e A – Área total da fachada. 5.y A s = z.02 1. Lembrando que a sombra só reduz o ganho de radiação direta (Ie).x. conclui-se que a radiação solar total incidente sobre uma fachada sujeita a sombreamento é dada por: I t = I e .04 Radiação Extraterrestre Constante Solar 1.00 0.3.98 0. Freqüentemente.96 J F M A M J J A S O N D Meses Figura 5.5: Relação entre a radiação extraterrestre e a constante solar.1. marquises e paredes. existe a necessidade de se determinar a sombra projetada por prédios vizinhos.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 1.1 – Determinação do Fator de Sombreamento -FS Primeiro Caso – Sombreamento Lateral φ = azimute solar φp = azimute da parede γ = φ − φp ∴ tg γ = y x ⇒ y = x .

conforme indicada na Figura 4. Quando a radiação solar atinge a superfície do vidro. A quantidade de energia refletida ou transmitida através de um vidro depende do ângulo de incidência (θ). tem-se: α = 0. τ é a transmitância e ρ é a refletância.x. tg β e cos γ = x x ou A ′ B = cos A ′B tg β cos γ log o : A s = y. da direção da fachada da janela. 5.08 onde: α é a absortância. 46 .3. Radiação incidente Radiação absorvida θ Radiação refletida Vidro Radiação transmitida Figura 5. OB mas tg β = OB A′B ⇒ OB = A ′ B . ela é parcialmente absorvida.06 τ = 0. para ângulo de incidência de 30º. da hora do dia.2 – Insolação Através de Vidros O ganho de calor devido à radiação solar através de vidros depende da localização na superfície da terra (latitude). e parcialmente transmitida. parcialmente refletida. No caso de um vidro comum e limpo.6.86 ρ = 0.6: Radiação solar incidente sobre uma superfície de vidro.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Segundo Caso – Sombreamento Superior A s = y .

direção da fachada da janela.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica It 0. fornece os valores de 0. longitude = 43º12’W)? Solução: Pela análise da Tabela 6. apresentada em anexo.88 I t A Tabela 15. pois o Rio de Janeiro está ao nível do mar.08 It Vidro 0.17 2.88 It para vidro comum de acordo com a localização na superfície da terra (latitude). A segunda correção seria pelo escurecimento da atmosfera devido a contaminação (Haze): Correção nula.2. A terceira correção seria pela altitude. pois considerou-se que não há poluição.04 It 30O 0. 4. tem-se To = 24. fachada norte e mês de junho.m 2 e no dia 21 de junho às 12h Correções para It: 1. Correção nula. Determinar o pico de radiação solar para uma fachada norte com janelas de esquadrias de alumínio. conclui-se que a fachada norte (20ºS) tem o máximo de radiação solar em junho e o valor é 404 kcal/h. 3. assim: 47 .02 It 0. tem-se: I t = 404 kcal / h.02 ) I t ≈ 0.86 It Portanto a energia que entra no ambiente é aproximadamente igual a (0. O valor de It tem que ser corrigido pois a esquadria é de alumínio e não de madeira: Fator = 1.4ºC): Reduzir em 5% o valor de It para cada 10ºC acima de 19.06 It 0. hora do dia. Ponto de Orvalho ( Para o Rio de Janeiro.86 + 0. localizada no Rio de Janeiro (latitude = 22º55’S. Deve-se ter o cuidado de fazer as correções necessárias no valor lido de acordo com as indicações do pé da tabela.m2.5ºC. Exemplo 4. Consultando a Tabela 6 para 20OS.

48 .88 Iit O fator ϕ é chamado de fator de redução do vidro e encontra-se tabelado para diversos tipos de vidros com as mais variadas combinações de dispositivos de sombreamento na Tabela 16. considerando-se a utilização de vidro bronze absorvedor ( α = 0.52)? Solução.17. pois o mês é junho. Logo valor de It corrigido será: It max = 1.m 2 .43 )It ≈ 0.52 + 0.1kcal / h. 404 = 461.2.2.40.52 It 30 O τ = 0.05 It Vidro 0.5 ⇒ fator = 1 − 0. 0.40. Assim além das correções do exemplo 4. para o caso de transmissão da radiação solar através de vidro comum.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Como 24.64 Iit Radiação através de vidro absorvedor =ϕ= = 0.975. Para um vidro absorvedor de radiação solar e para ângulo de incidência de 30º.0.05 4.975 5. A Tabela 15 indica que para a fachada norte o pico ocorre em 21 de junho ás 12h e vale 404 kcal / h. Correção devido a proximidade do sol: Não há correção. 0.m 2 (dia 21 de Junho às 12h).4 > 19. Exemplo 4.52 It 0.64 It Comparando o vidro comum com o vidro absorvedor conclui-se que: 0. tem-se: α = 0.05 0.43 It Portanto a energia que entra no ambiente é aproximadamente igual a (0.43 ρ = 0.9 10 = 0. deve-se considerar a correção devido ao fator de redução do vidro absorvedor.3. Determinar o pico de radiação solar para o exemplo 4.73 Radiação através de vidro comum 0.

Kcal/h Ganho instantâneo de calor Carga térmica real hora Figura 5.0 kcal / h.0.17.73 ∴ It max = 404 . 0. tem-se: ϕ = 0. conduz a seleção de um equipamento com capacidade de remover calor nesta taxa. De maneira geral o ganho de calor devido à radiação solar através de vidros é dado por: It . Na Figura 4.939 It max = 324. 1.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Da Tabela 16 (vidro absorvedor 50%). o equipamento assim escolhido é capaz de manter temperaturas menores do que as de projeto. Área envidraçada externa.7 mostra-se a relação entre a radiação solar instantânea que penetra em um ambiente em função da hora e a carga térmica real para o período de 24 h de funcionamento do equipamento. Geralmente. Análise e pesquisas mostraram que uma das razões para isto é o armazenamento de calor pela estrutura.4 – Armazenamento de Calor Os processos normais de estimativa de carga térmica baseados no cálculo instantâneo de calor recebido pelo ambiente. ϕ onde: It A ϕ Intensidade de radiação (Tabela 15 e correções).73 .7: Defasagem entre a radiação solar instantânea e carga térmica real 49 ≈ 12 h .m 2 Correspondendo a uma redução de 27% no ganho de calor devido à radiação solar através das janelas da fachada norte ao meio-dia do dia 21 de junho. A . Fator de redução do vidro (Tabela 16) 5.

8 mostra-se a curva de ganho de calor instantâneo e real para lâmpada fluorescente com o ambiente mantido a temperatura constante.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Na Figura 4. respectivamente. 50 .9 representa o ganho instantâneo de radiação solar enquanto as outras curvas são as cargas térmicas reais para construções leve. A curva mais elevada da Figura 4. hora Nas Tabelas 7. W Ligada Desligada Figura 5. Os valores das tabelas são dados em função de: • • Localização (latitude sul ou norte) Exposição da fachada.8: Relação entre carga térmica instantânea e real devido às lâmpadas.9: Efeito do peso da construção no armazenamento de calor. média e pesada. hora Kcal/h Ganho instantâneo de calor Leve Média Pesada Cargas térmicas reais Figura 5. 8 e 11 apresentam-se valores do fator de armazenamento de calor (a) para o ganho de radiação solar através de vidros.

Média (150 kg / m 2 ) (500 kg / m 2 ) .20 51 . toldos. 11. ϕ Fator de redução do vidro (Tabela 16). Recorrendo-se a Tabela 7 para latitude sul. considerando-se que o vidro tem sombreamento interno “internal shade”. isto é.Leve . Na Tabela 8 apresenta-se o fator de armazenamento (a) para vidros sem sombreamento externo (external shade). 8 ou 11).UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica • • Hora solar. cortinas. 14.30 15 0. determinar o fator de armazenamento (a) nos seguinte horário (10. It Intensidade de radiação (Tabela 15 e correções). brises. Para uma janela de fachada nordeste localizada no hemisfério sul. marquises. conclui-se que a carga térmica real devido ao ganho de calor através de vidros será: Carga Térmica Sensível Real = I t A ϕ a onde: A Área envidraçada externa.84 11 0. obtém-se: Hora a 10 0.Pesada (750 kg / m 2 ) A Tabela 7 apresenta o fator de armazenamento (a). e 24 horas de funcionamento do sistema de ar condicionado com temperatura constante no ambiente. 12. que a construção é leve e que o equipamento funciona 24 horas. a Fator de armazenamento (Tabelas 7. 13.69 13 0. Solução.81 12 0. Na Tabela 11 apresentam-se valores para o fator de armazenamento (a) tanto para vidros sombreados como não sombreados.4. considerando que a janela possui cortina. 15 horas). isto é. Exemplo 4. Tipo de construção: . e 24 horas de funcionamento do sistema de ar condicionado com temperatura constante no ambiente. sendo que neste caso consideram-se apenas 12 horas de funcionamento diário do sistema de ar condicionado com temperatura constante no ambiente. persianas.50 14 0. fachada nordeste e construção leve (150 kg/m2). Assim levando-se em conta o armazenamento de calor.

Na prática o cálculo é feito pela diferença de temperatura equivalente. para latitude sul. considerando que a janela não possui sombreamento interno “bare glass”. devido à combinação da radiação solar incidente. Assim. 52 . das trocas radiantes com o meio ambiente. Neste janela existe tela montada no exterior Solução. 14.26 14 0. Para uma janela de fachada sudoeste localizada no hemisfério sul.30 5.33 11 0. Área da parede. e das trocas convectivas com o ar exterior. ∆Te é retirado da Tabela 19 em função de: • • • Exposição da fachada.5. 13. Recorrendo a tabela 11. 12. que na ausência de todas as trocas radiantes.30 12 0.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Exemplo 4. O valor de ∆Te inclui a diferença de temperatura devido a insolação e a transmissão de calor.28 13 0. logo deve-se usar a Tabela 11. Hora solar.5 – Insolação nas paredes externas A técnica para o cálculo desta componente de carga térmica é baseada no conceito de TEMPERATURA SOL-AR. simultaneamente. A janela não tem sombreamento interno (bare glass) e o equipamento funciona 12 horas. seria capaz de fornecer um fluxo de calor ao recinto condicionado igual ao que existiria na realidade. determinar o fator de armazenamento (a) nos seguintes horários (10. obtém-se: Hora a 10 0. Peso da parede. a qual é dada na Tabela 19. tem-se: Ganho de Calor Solar Sensível sobre Paredes = U A ∆Te onde: U A Coeficiente global de transferência de calor através da parede. ∆Te Diferença de Temperatura Equivalente (Tabelas 19 e correções). que a construção é pesada e que o equipamento funciona 12 horas. 15 horas). A temperatura sol-ar é a temperatura do ar exterior.26 15 0. 11. fachada sudoeste e construção pesada (750 kg/m2).

∆Te Diferença de Temperatura Equivalente (Tabelas 20 e correções) ∆Te é retirado da Tabela 20 em função de: • • • Condição do teto.7lb / ft 2 ) (inclusive revestimento) 240 kg / m 2 ( 49 lb / ft 2 ) 400kg / m 2 (81. Na prática o cálculo é feito pela diferença de temperatura equivalente dada pela Tabela 20.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica São apresentados abaixo alguns valores típicos de peso de paredes: • Paredes de Tijolos Maciços 10 cm 15 cm 25 cm → → → 160 kg / m 2 (32.6 – Insolação sobre Telhados Esta parcela também é calculada com o conceito de temperatura sol-ar. seus valores devem ser corrigidos.2 lb / ft 2 ) • Paredes de concreto ou Pedra 10 cm 25 cm → → 245 kg / m 2 (50 lb / ft 2 ) (inclusive revestimento) 612kg / m 2 (125 lb / ft 2 ) 5. Assim: Ganho de Calor Solar Sensível sobre Telhados = U A ∆Te onde: U A Coeficiente global de transferência de calor através do telhado.5 lb / ft 2 ) • Paredes de Tijolos Furados 10 cm 15 cm 25 cm → → → 120 kg / m 2 ( 24.4lb / ft 2 ) (inclusive revestimento) 180 kg / m 2 (36. Peso do teto Como as Tabelas 19 e 20 foram elaboradas para situações específicas. quando o caso em análise apresenta condições diferentes da listadas abaixo: 53 .8 lb / ft 2 ) 300kg / m 2 ( 61. (Ver Tabela) Área projetada do telhado. Hora solar.

. julho). para qualquer parede ou telhado em qualquer latitude e mês é dado por: Rs Rm (∆Te ) = (∆Te )s + b ((∆Te )m − (∆Te )s ) (∆Te ) Diferença de Temperatura Equivalente para o mês.. é a diferença entre as temperaturas de bulbo seco máxima e mínima para um dia típico de projeto (período de 24 horas) • • Diferença entre a temperatura externa e interna (Text – Tint) de 8ºC Latitude de 40º S. Para paredes de cor média (verde claro. etc. e para paredes claras (creme. b Coeficiente que considera a coloração da parede exterior.etc) b é igual a 0. Assim. Rm Radiação solar máxima através de vidros para a fachada da parede ou para a horizontal. Diferença de Temperatura Equivalente para a parede ou telhado exposto ao sol e hora do dia desejado. 54 . para o mês de para janeiro. para paredes escuras (azul escuro. 15:00 horas. branco. para o mês e latitude desejados (Tabela 6). 40º S (para o hemisfério norte devem ser utilizados os valores relativos a julho a 40ºN). O valor( ∆Te ). tem-se: (∆Te )corrigido = (∆Te ) + Correção da Tabela 20a b) Latitudes diferentes de 40º S e/ou meses diferentes de janeiro.) b é igual a 1. para as 15:00 horas do mês de janeiro (ou 40º N. para as condições de projeto. azul claro.. Correções: a) (Text – Tint) ≠ 8 °C ou Amplitude Diária ≠ 11 °C.0. para as condições de projeto.55. (∆Te )s (∆Te )m Rs Diferença de Temperatura Equivalente para a mesma parede ou telhado na sombra e hora do dia desejado. hora do dia e latitude considerada.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica • • Superfícies escuras. Radiação solar máxima através de vidros para a fachada da parede ou para a horizontal. marrom escuro. ou “Daily Range”.78. no caso de telhados. corrigido. corrigido. etc. no caso de telhados. verde escuro.) b é igual a 0. Amplitude Diária de 11 °C (Amplitude Diária de Temperatura..

7 – Transmissão de Calor devido à diferença de Temperatura 5. 5.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Observação: Os valores apresentados na Tabela 19. 5. Temperatura do ar exterior.7. tabelado tanto para verão como inverno. A Área do teto ou piso. Área envidraçada. 55 .7.7.1 – Vidros Externos Ganho de Calor Sensível = U A ( Text − Tint ) onde: U A Text Tint Coeficiente global de transferência de calor. são aproximadamente corretos para as fachadas LESTE ou OESTE em qualquer latitude. durante o verão. 5.2 – Vidros Internos Ganho de Calor Sensível = U A ( Text − Tint − 3 " C) 5.3 – Paredes Internas Ganho de Calor Sensível = U A ( Text − Tint − 3 " C) onde: U Coeficiente global de transferência de calor tabelado para diversos materiais e dimensões de parede. A Área da parede.7. e Temperatura do recinto.4 – Tetos e Pisos Ganho de calor sensível = U A ( Text − Tint − 3 " C) onde: U Coeficiente global de transferência de calor tabelado para diversos materiais e dimensões de lajes.

em kcal/h 5. Consultar o manual da ASHRAE . para as indicações de calor liberado. em hp. 56 . sendo igual a: r = 0. 5. em watts. em kcal/h 5.Fundamental ou a norma ABNT-NBR6401.86 onde: n PL número de lâmpadas.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 5.8.10 – Carga de Motores Elétricos 5.1 – Lâmpadas Incandescentes Ganho de calor Sensível = n PL 0. em watts. Potência do motor.8 – Carga de Iluminação 5.10.1 – Motor e máquina se encontram nos recintos Ganho de Calor Sensível = HP 641 η em kcal/h onde: η HP Rendimento do motor. Potência da lâmpada.075 para reatores eletrônicos. O anexo IV também apresenta um resumo destas tabelas.86 onde: n PL r número de lâmpadas. Potência da lâmpada. r = 0.250 para reatores eletromagnéticos.9 – Carga de Ocupantes Em função do grau de atividade e da temperatura de bulbo seco os ocupantes dissipam calor sensível e latente. corresponde a porcentagem de calor dissipado pelos reatores.8.2 – Lâmpadas Fluorescentes Deve-se considerar a carga das lâmpadas e dos reatores: Ganho de calor Sensível = n (1 + r ) PL 0.

12 – Zoneamento Considere que o ambiente cuja carga térmica é calculada no exemplo do anexo faça parte do edifício indicado no desenho abaixo.i em kcal/h Potência nominal do equipamento i. 5.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 5. máquinas de escrever. tais como. em watts.i 0.10: Esquema de um edifício. Ganho de Calor Sensível = HP 641 5.3 – Só o motor se encontra no recinto em kcal/h Ganho de Calor Sensível = HP 641 η (1 − η) em kcal/h 5.86 onde: Peq. NE Latitude 20O Sul Sala do exemplo em anexo SW Figura 5. Sendo o ganho de calor é dado por: Ganho de Calor sensível = ∑ i Peq. equipamentos de som e vídeo. deverá ser considerada como carga térmica sensível para o ambiente. 57 .11 – Equipamentos Eletrônicos A potência nominal de todos os equipamentos eletrônicos existentes no ambiente. entre outros.10.10.2 – Apenas a máquina se encontra no recinto. impressoras. computadores.

Como conseqüência pode-se esperar que a temperatura da sala (NE) seja menor que 24ºC no mesmo dia.11: Ambientes atendidos por um único condicionador. Da mesma forma pode-se obter para a fachada (SW) o valor QSO.11. esta situação pode ser crítica. para depois efetuar o cálculo da carga térmica de cada ambiente (ou zona). Pode-se mostrar que o pico de carga térmica para essa fachada ocorrerá no dia 22 de dezembro às 17 horas.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Do exemplo no anexo.12. dependendo do valor da temperatura final de equilíbrio para a sala (NE) e da utilização do ambiente. Suponha-se que no dia 22 de dezembro seja possível manter a temperatura de projeto de 24ºC na sala da fachada sudoeste (SO). Para o projeto de um sistema de ar condicionado recomenda-se que seja feito inicialmente o zoneamento. SW Dutos NE (cfm m)SW Condicionador de Ar (cfm m)NE Figura 5. Seja considerada uma sala localizada no mesmo andar da sala do exemplo. Foi visto que a vazão de ar necessária para manter as condições de projeto e para atender o pico de carga térmica da fachada NE deve ser QNE às 10 horas do dia 21 de junho. Assim os dois ambientes podem ser atendidos por um único condicionador de ar como indicado na Figura 5. Assim percebe-se que para o edifício em questão têm-se duas zonas distintas e cada uma deverá ser atendida por um sistema de ar condicionado independente. para atender o pico de carga térmica às 17 horas do dia 21 de dezembro. de tal modo que as suas janelas sejam voltadas para o sudoeste (SO). como indicado na Figura 5. Para evitar estas situações utiliza-se como solução para este problema o ZONEAMENTO. 58 . sabe-se que o máximo valor de carga térmica para a fachada nordeste (NE) ocorre no dia 21 de junho às 10 horas. O zoneamento consiste em estabelecer zonas de tal modo que ambientes de uma mesma zona apresentam picos de carga térmica para a mesma época e horário do ano.

UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica SW Dutos NE (cfm m)SW Condicionador de ar para a zona SW (cfm m)NE Condicionador de ar para a zona NE Figura 5.12: Ambientes atendidos individualmente. 59 .

A pressão total de uma mistura de gases é igual a soma das pressões parciais de cada um dos componentes da mistura. mas sim como uma mistura de ar e de vapor d’água. A Lei de Dalton pode ser melhor ilustrada pela figura abaixo. isto é. 60 .1. enquanto em outros é adicionada.1 – Definições Fundamentais A psicrometria é o estudo das misturas de ar e de vapor de água. A tabela abaixo mostra a composição aproximada do ar seco ao nível do mar.1). Nos sistemas de ar condicionado o ar não pode ser considerado seco.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Capítulo 6 – Psicrometria 6. (6. na mesma temperatura. Em alguns processos a água é removida do ar. Patm = Par + Pv 6. dos gases A. é igual a soma da pressão parcial do ar seco (Par) com a do vapor de água (Pv). sendo que o volume ocupado pela mistura é V e a temperatura T. como mostra e Eq.2 – Ar seco. 6.1. PA V T para a mistura de A e B: PV = nRT n = nA + nB PA V = n A R T PB V = n B R T PB V T para os componentes: Fazendo as substituições necessárias: P V PA V PB V = + RT RT RT P = PA + PB onde PA. PB e nB são respectivamente as pressões parciais e o número de moles. (5. que corresponde à pressão total.1 – Pressão Parcial (Lei de Dalton). B. nA. que se trata da mistura dos gases A e B.1) É a mistura dos gases que constituem o ar atmosférico. com exceção do vapor de água. tem-se que a pressão atmosférica local (Patm). A pressão parcial de cada componente da mistura é a pressão que ele exerceria se ocupasse sozinho um volume igual ao da mistura. a mistura de ar seco e vapor de água. resultando daí a importância da psicrometria. Quando considerado o ar úmido.

significando que uma redução de temperatura causará uma condensação do vapor de água do ar.2).19 N2 78.Esquema de uma carta psicrométrica para o ar saturado. 6. W= mv m ar (6. que será definida no próximo item.94 1. A Figura 6.3 – Ar Não Saturado e Ar Saturado.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tab. pode ser efetuada pela substituição da equação dos gases perfeitos na Eq. onde mv é a massa de vapor e mar é a massa de ar seco. (5.00 6.99 23. (5.2). 61 . o estado do mesmo se dá sobre a linha de saturação da carta psicrométrica. tanto o ar quanto o vapor de água podem ser admitidos como gases perfeitos. a determinação da umidade absoluta (W).2) Nas aplicações usuais de ar condicionado.1. tendo como eixo das abscissas a temperatura e como eixo das ordenadas a umidade absoluta.05 H2 0.47 Ar (argônio) 0. Quando o ar está saturado.1. Figura 6.1 mostra o esquema de uma carta psicrométrica. Mais precisamente é o vapor de água que está saturado e não o ar.29 CO2 0. Componente % em volume % em peso O2 20. A umidade absoluta é definida como a razão entre a massa de vapor e a massa de ar seco. Assim.1: Composição do ar seco ao nível do mar. e ar saturado é a mistura de ar seco e de vapor de água saturado. Ar não saturado é a mistura de ar seco e vapor de água superaquecido.4 – Umidade Absoluta (W).03 75. onde somente aparece a linha de saturação. .03 0. como mostra a Eq.01 0.1 .

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W=

Pv V R v T R ar Pv = ⋅ Par V R ar T R v Par
é a temperatura absoluta da mistura [K]; é um volume arbitrário para a mistura [m3]; é a constante de gás do ar seco, que é igual a 287,0 [J/kg.K]; é a constante de gás do vapor, que é igual a 461,5 [J/kg.K];

(6.3)

onde:

T V Rar Rv

Substituindo os valores de Rar e Rv na equação acima, e utilizando também a Eq. (5.1) para determinar a valor da pressão parcial do ar seco (Par), obtém-se:

W = 0,622 ⋅

Pv Patm − Pv

(6.4)

6.1.5 – Umidade Relativa (φ).

A umidade relativa é definida como a relação ente a pressão parcial do vapor de água na mistura e a pressão de saturação correspondente à temperatura da mistura. Esta definição de umidade relativa é ilustrada na Figura 6.2, onde TM é a temperatura da mistura.

φ=

Pv Ps

(6.5)

Figura 6.2 -Diagrama T x s para o ar.
6.1.6 – Entalpia Específica do Ar Úmido

A entalpia de uma mistura de gases é igual a soma das entalpias dos componentes da mistura. Assim, para o ar úmido, a entalpia (H) é igual à soma das entalpias do ar seco (Har) e do vapor de água (Hv), como mostra a Eq. (5.6).

H = H ar + H v = m ar h ar + m v h v
onde: har entalpia específica do ar seco [J/kg];
62

(6.6)

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hv mar mv

entalpia específica do vapor de água [J/kg]; massa de ar seco na mistura [kg]; massa de vapor de água na mistura [kg].

Dividindo-se a Eq. (5.6) pela massa de ar seco, obtém-se a entalpia específica do ar úmido (h).

h = h ar +

mv h v = h ar + W h v [J/kg ar seco] m ar

(6.7)

Tomando como referência a entalpia do ar úmido, h = 0, para a temperatura de zero grau Celsius, tem-se:

h ar = cp, ar T h v = h lv + cp, v T
Assim a equação para a entalpia do ar úmido pode ser escrita como segue:

(6.8)

h = cp, ar T + W h lv + cp, v T
onde:

(

)

(6.9)

cp, ar c p, v
hlv

é o calor específico médio à pressão constante do ar seco; é o calor específico médio à pressão constante do vapor superaquecido; é o calor latente de vaporização da água.

O calor específico à pressão constante do ar seco varia com a temperatura, mas pode ser tomado como um valor médio constante sem incorrer em erros significativos, o mesmo acontecendo para o calor específico do vapor superaquecido. Os valores médios para estas grandezas são:

c p, ar = 1,004 [kJ / kg o C ]

cp, v = 1,805 [kJ / kg o C]

h lv = 2502,0[kJ / kg ]
(6.10)

h = 1,004 T [ o C] + W 2502 + 1,805 T [ o C]

(

) [kJ/kg]

Observação: Utilizando a temperatura em oC, pode-se obter também:

h = 0,24 T + W (595 + 0,46 T

)

[kcal/kg]

63

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6.1.7 – Volume Específico do Ar Úmido.

O volume específico do ar úmido (v) é definido com a razão entre o volume da mistura em m3 e a massa de ar seco em kg, como mostra a Eq. (5.11):

v=

R T R ar T V = ar = m ar Par Patm − Pv

(6.11)

Utilizando a Eq. (5.4) para expressar a pressão parcial do vapor (Pv), obtém-se:

v = (1 + 1,6078 W ) ⋅

R ar T Patm

(6.12)

6.1.8 – Temperatura de Bulbo Seco.

A temperatura de bulbo seco (TBS) é a temperatura indica por um termômetro comum, não exposto à radiação.
6.1.9 – Saturação Adiabática.

A Figura 6.3 mostra um sistema termicamente isolado, onde o ar escoa sobre uma névoa de água. Admite-se que a energia fornecida pela bomba é desprezível, e que a água evaporada no processo é reposta por água à mesma temperatura do reservatório. A água é pulverizada de forma a propiciar uma área de transferência de calor e massa tal que o ar deixa o sistema em equilíbrio termodinâmico com a água.

Figura 6.3 - Saturador Adiabático. Quando atingido o regime permanente, a temperatura da água no reservatório é denominada de Temperatura de Bulbo Úmido Termodinâmica. A aplicação da 1a lei da termodinâmica e a equação da continuidade, no sistema da Figura 6.3, resulta em:
64

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Continuidade:

! ! m ar,1 = m ar , 2 ! ! ! m v,1 + m H 20 = m v, 2 ⇒ ! ! ! W1 m ar ,1 + m H 2O = W2 m ar, 2

(6.13) (6.14) (6.15)

! ! m H 2O = m ar (W2 − W1 )
1a Lei da Termodinâmica:

! ! ! m ar,1 h1 + m H 2O h H 2O = m ar, 2 h 2 ! ! ! m ar,1 h1 + m ar (W2 − W1 ) h H 2O = m ar , 2 h 2
Da Eq. (5.7), tem-se:

(6.16) (6.17)

cp, ar T1 + W1 h v,1 + (W2 − W1 ) h H 2O = cp, ar T2 + W2 h v, 2

(6.18)

Como o ar deixa o saturador em equilíbrio com a água, a temperatura T2 é igual à temperatura de bulbo úmido do ar. Resolvendo a Eq. (18) para W1, tem-se:

W1 =

W2 h v, 2 − h H 2O − cp, ar (T1 − TBU ) h v,1 − h H 2O

(

)

(6.19)

6.1.10 – Temperatura de Bulbo Úmido.

O saturador adiabático não é um equipamento conveniente para medidas freqüentes, sendo possível, pare este caso a utilização de um sistema semelhante ao indicado na figura abaixo.

Figura 6.4 - Termômetros de Bulbo Úmido e Bulbo Seco.
65

Essas cartas contêm todas as propriedades do ar úmido discutidas anteriormente. A Figura 6. facilitando assim a solução de muitos problemas típicos dos sistemas de condicionamento de ar. A leitura neste ponto é chamada de temperatura de bulbo úmido (TBU) do ar (Figura 6.1. quando resfriado a pressão e umidade absoluta constante. 6.4).6. O diagrama T-S da Figura 6.a apresenta a carta psicrométrica para o nível do mar e a Figura 6. o ponto 1 representa um estado do ar úmido tal que o vapor de água presente na mistura se encontra superaquecido.11 – Temperatura de Orvalho.12 – A Carta Psicrométrica.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Se o bulbo de um termômetro for coberto com uma mecha de algodão saturado com água. o vapor passa pelo ponto 2. 6. ou solidifica.Temperatura de orvalho (To).5 ilustra esta definição. Figura 6. que se deseja medir a temperatura deve ser de 5 m/s. Para se obter valores corretos para a temperatura de bulbo úmido. e onde tem início a condensação do vapor. Nesta figura. Quando resfriado à pressão constante. a velocidade do ar. O uso das cartas psicrométricas permite a análise gráfica dos processos que envolvem o ar úmido. a sua temperatura descerá. 66 .6.5 . primeiro rapidamente e depois lentamente até atingir um ponto estacionário. com relação ao bulbo. sendo que esta temperatura é aproximadamente a que seria indicada pelo saturador adiabático.1. A temperatura de orvalho (TO) é a temperatura na qual o vapor de água se condensa.b apresenta a carta psicrométrica para a cidade de São Paulo. que corresponde ao ponto de orvalho.

6. 67 .Carta Psicrométrica Para o Nível do Mar.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Figura 6.a .

UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Figura 5.b – Carta Psicrométrica Para São Paulo 68 .6.

qualquer processo de aquecimento.7 .2 – Aquecimento Sensível ou Aquecimento Seco.Mistura adiabática de suas correntes de ar. durante o qual apenas se adiciona calor sensível. 2 + m v.1 + m v. pode ser representado na carta psicrométrica por uma linha horizontal. para a mistura. são iguais as médias ponderadas das entalpias e umidades absolutas das correntes que se misturam. Como pode ser observado. que é da ordem de 1%. resulta em: Energia: Continuidade: ! ! ! ! m ar. sendo que o erro desta aproximação. resultando numa mistura no estado 3. Assim.2. a entalpia e a umidade absoluta do ponto 3. Uma maneira aproximada de determinar o ponto 3.22) .7. resulta em: ! ! ! ! ! Q s + m ar. A aplicação da equação da energia e continuidade. respectivamente.2 – Transformações Psicrométricas. 1 h 1 + m ar. é a utilização da media ponderada das temperaturas de bulbo seco. 2 69 (6. O processo 1-2.21) ( ) Figura 6. 2 W2 = m ar.2 W3 ( ) (6. 6. 6.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 6. A aplicação da 1a Lei da Termodinâmica. a sua temperatura de orvalho permanece constante. para este sistema de aquecimento.1 + m ar. 1 W1 + m ar . com m 2 kg/s de ar no estado 2. da Figura 6. Quando o ar é aquecido sem a presença de água. 2 h ar.1 = m ar.1 – Mistura Adiabática de Duas Correntes de Ar Úmido. A Figura 6. 2 h v.1 + m ar . ocorre devido à variação do calor específico do ar.8 corresponde a um processo de aquecimento sensível. mostra a mistura de m1 kg/s de ar no estado 1.1 h v.1 h ar. A mistura de duas correntes de ar úmido é um processo muito comum em condicionamento de ! ! ar.2 h 3 ! ! ! ! m ar.2.20) (6. 2 h 2 = m ar .

1 + W h v.8 corresponde a um processo de resfriamento sensível. 2 = m ar W ! ! m v.23) ! q s = h ar. 2 = m ar.24) Utilizando a definição de entalpia do ar úmido (Eq. 1 W1   ! ! !  m v.27) 6. mas: ! ! ! m ar. isto é. O processo 2-1 da Figura 6.2 − h ar. o processo de resfriamento também pode ser representado na carta psicrométrica por uma linha horizontal.2 − h v.Aquecimento e Resfriamento Sensível. 1 = m v.1 ! m ar ( ) ( ) (6.8 .1 + W h v .3 – Resfriamento Sensível. v W (T2 − T1 ) (6. 2 = m ar ! ! m v.1 = m ar .UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Figura 6.7). Se o ar for resfriado sem haver condensação. 1 = m ar.25) ! q s = c p (T2 − T1 ) ! q s = c p. O calor removido do ar pode ser calculado pelas equações apresentados no item anterior.26) (6. 70 . ar (T2 − T1 ) + c p. se somente ocorrer remoção de calor sensível do ar úmido. tem-se também: (6.2. 2 W2   ! Qs ! = q s = h ar. 5. tem-se finalmente: ! q s = h2 − h1 Considerando ainda que ∆h ≅ cp ∆T.2 + W h v 2 − har .1 ( ) ( ) (6.

9. onde toda a massa de ar mantém um contato direto e uniforme com a superfície da serpentina de resfriamento. pode ocorrer condensação da umidade do ar mesmo que a temperatura média de toda a massa de ar seja superior à do ponto de orvalho. (5. este deve ser resfriado a uma temperatura inferior à sua temperatura de orvalho.9. nem toda a massa de ar mantém um contato direto e uniforme com a superfície da serpentina. em um processo real. ! ! ! Q1− 2 = m ar (h1 − h 2 ) − m H 2 O h H 2 O ! ! Da equação da continuidade tem-se que: m H 2 O = m ar (W1 − W2 ) (6. onde hH2O é a entalpia da água no estado líquido à temperatura T2. No entanto.2.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 6. A parcela do ar que está em contato com esta superfície se resfria primeiro e.29) 71 . representado pelo processo 1-0-d na Figura 6. Assim. resulta na Eq. Como na carta psicrométrica representa-se a temperatura média da massa de ar. só ocorrerá condensação da umidade quando for atingido o estado indicado pelo ponto 0.9. Figura 6. Para que ocorra condensação da umidade do ar. isto é. O equipamento mais utilizado para realizar este processo (Figura 6.Resfriamento e Desumidificação. considerando o processo de resfriamento e desumidificação ideal. portanto terá uma temperatura inferior à da massa de ar que não está em contato direto com a serpentina. sendo que esta pode ser de expansão direta ou indireta (água gelada). Assim. é a serpentina de resfriamento e desumidificação. para o sistema de resfriamento e desumidificação da Figura 6.28) (6.9 . quando a temperatura média do ar for igual à temperatura de orvalho. A aplicação da 1a Lei da Termodinâmica. Um processo que envolva resfriamento e desumidificação resulta em uma redução da temperatura de bulbo seco e da umidade absoluta do ar úmido. o processo real pode ser representado pela linha 1-2 da Figura 6.4 – Resfriamento e Desumidificação.28).9).

e deixa a serpentina à temperatura Td. A outra parcela do ar não sofre resfriamento (ar de by-pass). b T − Td = 2 ! m ar T1 − Td (6. 72 . As tabelas abaixo mostram o fator de bypass para serpentinas de resfriamento e desumidificação. A Tabela 6.Representação esquemática do Bypass de ar. 552 aletas por metro linear e relação superfície externa/interna de 21. 315 aletas por metro linear e relação entre superfície externa e superfície interna igual a 12. A Tabela 6. 2.31) O fator de by-pass depende das características da serpentina de resfriamento e desumidificação e das condições de funcionamento.1 foi obtida para tubos com diâmetro exterior de 16 mm fonte.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Finalmente.10 .30) Fator de By-pass (ou Fator de Desvio): Uma forma de analisar o processo de resfriamento e desumidificação é considerar que somente uma parcela do ar sofre resfriamento (Figura 6. o calor total removido pode ser calculado por: ! q1− 2 = (h1 − h 2 ) − h H 2 O (W1 − W2 ) (6. Define-se então o fator de by-pass (b). em termos específicos. é então o resultado da mistura adiabática da parcela de ar resfriada à temperatura Td. portanto se resfria de acordo com o processo ideal. Sendo que esta parcela esta em contato direto e uniforme com a superfície de resfriamento e. com a parcela de ar que não foi resfriada e se encontra à temperatura T1.5.2 é válida para diâmetro exterior do tubo de 16 mm.10). Podendo-se dizer que: 1. A diminuição da velocidade do ar provoca uma diminuição do fator de by-pass (aumenta o tempo de contato entre o ar e as superfícies de troca térmica). A diminuição da superfície externa de troca de calor (número de tubos e espaçamento de aletas) provoca um aumento do fator de by-pass. como sendo: b= ! m ar. O estado final do ar (ponto 2). Figura 6.3.

06 8 0.11 pelo segmento de reta 1-2.05 0. o ar será resfriado e umidificado.5 3. O processo. que está representado na Figura 6.32) Na pratica.18 0.05 0.27 0.27 0.43 3 0.11 0.3.14 0.23 0.40 0.Fatores de bypass de serpentinas de resfriamento e desumidificação (Pizzeti.1 .07 0.07 0.03 0.5 6.31 0.14 0.05 0.2. 73 .04 Diâmetro exterior do tubo = 16 mm 315 aletas onduladas por metro linear Relação superfície externa/interna = 12.56 0.0 2. a eficiência de saturação pode chegar a 92% ou mais.61 0.09 0.12 0.06 0.0 2.25 0.35 0.04 0.5 2.67 2 0.02 0. ocorre praticamente com temperatura de bulbo úmido constante.10 0.04 0.65 0.08 7 0.0 Fatores de bypass 1 0.03 3.5 0.06 0. 1970).02 0.29 4 0. como sendo: T − T2 Eficiência de Saturação = 1 T1 − T2′ (6.5 – Resfriamento e Umidificação. Velocidade Frontal (m/s) Número de Filas 1.2 -.52 0.07 0.20 0.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 6. Para este processo pode-se definir a “Eficiência de Saturação”.0 0.42 0.5 Fatores de bypass 0.18 0.10 0.Fatores de bypass de serpentinas de resfriamento e desumidificação Número de Filas 1 2 3 4 5 6 1.38 0.02 0.20 5 0.63 0.3 Tabela 6.48 0.23 0. Se ar não saturado entra em um equipamento semelhante ao da Figura 6.12 6 0.01 Velocidade Frontal (m/s) 2.16 0. se o equipamento de resfriamento e umidificação possui uma área de transferência de calor e massa (área da superfície da água nebulizada) suficientemente grande.03 0.03 0.59 0.11 0.04 Diâmetro exterior do tubo = 16 mm 552 aletas onduladas por metro linear Relação superfície externa/interna = 21.

7 – Aquecimento e Desumidificação. conforme pode ser observado no processo 1-2. fazendo-o passar sobre uma bandeja de água quente ou simplesmente pela injeção direta de água quente ou vapor.11 . O ar pode ser aquecido e umidificado ao mesmo tempo. No caso ideal o processo ocorre adiabaticamente.12 . da Figura 6. a alumina ativada e o cloreto de cálcio ou lítio. portanto a entalpia do ar se mantém constante. o ar terá sua temperatura de bulbo seco aumentada. Este processo é caracterizado por um aumento de entalpia e umidade específica do ar tratado. Figura 6. 74 .2. Quando o ar passa por um desumidificador químico o vapor de água é absorvido ou adsorvido por uma substância higroscópica. como mostrado no processo 1-2 da Figura 6. A água deve ser aquecida durante o processo a fim de fornecer o calor latente necessário para a sua evaporação.6 – Aquecimento e Umidificação. Assim. a sílica gel. desde que a umidade absoluta do ar é reduzida.Resfriamento e Umidificação.13.2.12. como por exemplo. 6.Aquecimento e Umidificação.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Figura 6. 6. a sua temperatura deve aumentar. Se a temperatura da água é maior que a temperatura de bulbo seco do ar na entrada do condicionador.

3 – Introdução ao Cálculo Psicrométrico 6.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Figura 6. as instalações de ar condicionado são compostas por: equipamento que promove o condicionamento do ar. 6. Na Figura 6. portanto o estado final do ar corresponde ao 2’ da Figura 6. e também porque na prática os materiais utilizados nestes desumidificadores cedem ao ar uma parte do calor absorvido durante seu processo de regeneração. dutos de exaustão de ar. onde: e i ar nas condições exteriores (ar de renovação ou ventilação). 75 . e dutos de renovação de ar. ar nas condições internas do ambiente. dutos para retorno do ar dos recintos.14: Desenho esquemático da instalação de ar condicionado. Este aumento de entalpia ocorre porque o calor liberado durante o processo de absorção ou adsorção é maior que o calor latente de condensação do vapor de água.13.14 apresenta-se o desenho esquemático de uma instalação de ar condicionado.1 – Definições De maneira geral. No processo real.13. há um aumento de entalpia e. ! Ve e m i ! Vi Condicionador de Ar ! Vm ! m Recinto Perdas e Exaustão s' Qs Ql Figura 6. dutos de insuflamento de ar nos recintos.Desumidificação Química.3.

Na parte inferior encontra-se o condensador e o compressor.15 apresenta-se o corte de um equipamento autônomo “self-contained” resfriado a água. ar nas condições de insuflação após sair do condicionador. ! Vm vazão de ar de insuflação. passa pelo filtro e passa através de uma serpentina.15: Condicionador Self-Contained. “Self Contained” A A Ventilador Veneziana Ar de Retorno Serpentina (Evaporador) Bandeja Condensado Filtro Água Quente Água Fria Ar Exterior Compressor Condensador Figura 6. ! m ! Vi vazão em massa vazão de ar de retorno. Existem variantes de equipamentos que podem atender aos objetivos de condicionamento do ar em função das necessidades do ambiente. ! Ql carga térmica latente interna do ambiente. Na Figura 6. As gotículas de água condensada na serpentina são recolhidas pela bandeja. onde é resfriado e desumidificado. que entra pela veneziana. ! Ve vazão de ar de ventilação. ! Q s carga térmica sensível interna do ambiente. Como exemplo. 76 . tanto no que diz respeito a temperatura e umidade como em termos de limpeza do ar.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica m s’ ar nas condições de mistura do ar de retorno e de ventilação. apresenta-se a descrição do funcionamento do condicionador do tipo “Selfcontained”. O ventilador aspira o ar.

mas não inclui o calor que é adicionado ao sistema de ar condicionado pelo ar de ventilação ou renovação.2 – Carga Térmica O ar fornecido ao recinto condicionado deve ter baixa entalpia e baixa umidade para compensar as adições de calor e umidade do recinto devido às fontes internas e externas. 6. ! ! Os valores de Q s e Ql também incluem o calor sensível e latente do ar de infiltração do recinto. As fontes de carga térmica latente são as pessoas. o aquecimento sensível ! do ar insuflado será igual a carga térmica sensível interna ( Q s ).( Ti − Ts' ).3 – Curva de Carga do Recinto O ar ao ser insuflado no ambiente. A carga térmica sensível interna do ambiente inclui: calor conduzido através da estrutura. deve ter certas propriedades que combinadas satisfaçam as equações (5.33) (6.( Wi − Ws' ) hlv = Ql ! ! Vm ρa (Wi − Ws´ ) hlv = Ql Dividindo (5. A vazão ! de ar de ventilação Ve é sempre conhecida e encontra-se tabelada de acordo com o uso do ambiente e número de ocupantes do recinto (ABNT NBR6401).33) e (5. equipamentos que liberam umidade e migração de umidade através da estrutura (paredes permeáveis). radiação através de janelas e calor sensível liberado por fontes internas.34) obtém-se: 77 (6. tem-se: ! ! mm . isto é.2 Vm (Ti − Ts´ ) c p = Q s Para o ganho de calor devido a umidade tem-se: ! ! mm .34) ao mesmo tempo.33) por (5. enquanto que o ganho de calor ! devido a umidade será igual a carga térmica latente interna ( Ql ).3. nas condições s’. Logo para o aquecimento sensível.34) .UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 6. c p = Q s Considerando-se o ar padrão tem-se: ! ! 1.3.

que une os pontos (i) e (s’) ! Qs c p ( Ti − Ts' ) ! Ql hlv Ws' = Wi − (6. fcs = Qs Qs 150000 = = ∴ fcs = 0. para o ponto (y) a temperatura de 15ºC. e b) A temperatura na interseção da reta de carga com a linha de saturação (UR=100%) Obs: Utilizar a carta psicrométrica dada pela Figura 6. O coeficiente da curva de carga indica a proporção entre a carga sensível e a latente.36) A equação (5.37) Valores elevados do fator de calor sensível correspondem à pequena carga latente e a curva de carga menos inclinada. devido a fontes internas e externas. isto é Iy : 78 . não incluindo o ar de ventilação.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica (Ti − Ts' ) ( Wi − Ws' ) = ! Qs c p ! Ql hlv (6. O outro será arbitrado de tal forma que a equação da reta de carga seja satisfeita. Solução.1. Determinar: a) O fator de calor sensível. Exemplo 3.35) Esta equação representa uma reta na carta psicrométrica. Um ponto já conhecido. Uma outra forma de indicar a relação entre as cargas latente e sensível é através do “fator de calor sensível” (fcs). A loja é mantida a 24ºC e 50% de umidade relativa. Uma curva muito inclinada ocorrerá quando o ambiente tiver uma carga latente elevada.60 a 0.a. Valores típicos do fator de calor sensível variam entre 0. Assim. Uma loja tem comercial tem carga térmica sensível de 150000 kJ/h e carga térmica latente de 45000 kJ/h.85. O fator de calor sensível é definido como: ! ! Qs Qs = ! ! ! Ql Q s + Ql fcs = ( 6. calcula-se a entalpia do ponto (y). o ponto que corresponde às condições internas (i).6. ou seja.36) é a curva de carga do recinto.77 Ql Q s + Ql 150000 + 45000 a) Para facilitar o traçado da reta de carga basta tomarmos dois pontos.

0 − 15.5 o C Com os pontos i e y pode-se então traçar na carta psicrométrica a curva de carga para o recinto e determinar-se a temperatura Ta’. do diagrama psicrométrico Ts′ = 9.77 ! Ql m.16 tem-se a evolução na carta psicrométrica dada na Figura 6.(Ti − Ts' ) c p (Ti − Ts' ) 1.0 6.3 kJ / kg logo.c p .0 Iy =36. assim tem-se: W Ii =48. ! Ve e m i ! Vi Condicionador de Ar ! Vm ! m Recinto Perdas e Exaustão s' Qs Ql Figura 6.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica fcs = ! Q s m.0) = = = = 0.3 i i 100% UR a' T Ta’=9. 79 .4 – Condicionamento de Ar de Verão Normalmente no verão Te > Ti e W e > We > Wi.5 Ty 24.004 (24.(Ii − Is' ) (Ii − Is' ) ( 48 − I y ) h y = 36. considerando o sistema de ar condicionado padrão da Figura 6.16 Sistema de ar condicionado padrão onde: e i ar nas condições exteriores (ar de renovação ou ventilação) ar nas condições internas do ambiente.17.3.

Assim. pode-se mostrar que: as' am Vm Parcela de ar que ao passar pela serpentina permaneceu na condição m s' m am Vm Parcela de ar que ao passar pela serpentina permaneceu na condição a Assim pode-se calcular o “Fator de bypass” ou Desvio (b).UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica m s’ ! m ar nas condições de mistura do ar de retorno e de ventilação. mostrados na figura acima. 80 .17: Evolução na carta psicrométrica . através dos segmentos de reta. tem-se: m s′ s′ i s’ a T evolução do ar na serpentina. ar nas condições de insuflação após sair do condicionador. ponto de orvalho do aparelho (ADP) A condição s’ poderia ser obtida pela mistura de uma quantidade de ar na condição m com ! uma quantidade de ar na condição a. evolução do ar no interior do ambiente condicionado.Sistema de ar condicionado padrão O ar entra na serpentina na condição m e sai na condição s’. condição em que o ar é insuflado (saída do condicionador). Lembrando que a vazão de ar em s’ é Vm . vazão em massa W e i m i 100% UR a s' Figura 6.

0ºC e Umidade Relativa = 60%. e d) O peso de água retirada pelo condicionador na desumidificação do ar. nas seguintes condições: Temperatura de Bulbo Seco = 33.1. Considere que no exemplo 3.16 ρ ar ou ainda 81 21465 3 ! Vm = m / s = 6 m3 / s 3600 .a. Pede-se calcular: a) O esquema na carta psicrométrica mostrando a evolução b) A vazão de ar insuflado.004. Obs: Utilizar a carta psicrométrica dada pela Figura 6. Condições a serem mantidas na loja: 24.c p .2.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Vm am f= Vm as' ⇒ f= as' am Da mesma forma pode-se definir o “Fator de Contato”: (1 − f ) = s' m am Exemplo 3.0 − 18.1 a loja seja servida por uma instalação de ar condicionado.6. a) W 60% e i m 100% UR s' 50% i T 18OC 24 33 b) ! ! Q s = m. No sistema são empregados 25% de ar. Solução.( 24.( Ti − Ts' ) ! ∴ 150000 = m. c) As cargas térmicas (sensível e latente).0ºC e 50% UR. O ar é insuflado na sala com uma temperatura 6ºC abaixo daquele que deve ser mantida na sala.0) ! ∴ m = 24900 kg / h ou ! m 24900 ! Vm = = = 21465 m 3 / h 1.

0 kJ / kg Wm = 11.2449. os outros valores são: hm = 56.6 − 8. tem-se: 2O / kg ar sec o 2O / kg ar sec o ! ! Q s = m.3 − 18 ) ⇒ ! Q s = 207496.25 vem que im = 1.7 kJ / h ⇒ ! Ql = 189061. lembrando que: im ie = 0.19 kg 1000 H2O /h 82 .c p .3.( Wm − Ws' ) = 24900 .75 cm ⇒ Tm = 26.0 kJ / kg h s' = 40.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica c) Da carta pode ser medido geometricamente o valor do segmento ie = 7.λ.3º C Logo.5) ! ! Ql = m. 1000 d) ! mH 2O ! = m.5 g H Assim.6 g H Ws' = 8. (Wm − Ws′ ) = 77.1.004.( Tm − Ts' ) ! Q s = 24900 .(26.0 cm .5 kJ / h (11.

para estas condições. a entalpia. Determinar. devem ser utilizadas temperaturas de 31 e 24 °C.2 °C e temperatura de orvalho igual a 13 °C. Determine a temperatura de bulbo seco e a umidade relativa do ar na saída deste equipamento. O lavador tem uma eficiência de saturação de 85%. o volume específico e a temperatura de orvalho do ar. respectivamente. Calcula a vazão de água evaporada no umidificador. do qual saí com temperatura de bulbo seco igual 20. até a temperatura de 25 °C (bulbo seco). passa por um umidificador. Considerando que este processo ocorre ao nível do mar. Qual a umidade relativa na saída das resistências elétricas? Qual deve ser a potência destas resistências? (considere que o processo ocorre em São Paulo).UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica PROBLEMAS: 1) Para o projeto de sistemas de ar acondicionado. qual o calor trocado no processo? 6) Ar úmido entra em um lavador de ar (resfriador evaporativo) a 35 °C de temperatura de bulbo seco e 10% de umidade relativa. o volume específico e a umidade absoluta da mistura. 4) Um sistema deve utilizar resistências elétricas para aquecer 4000 m3/h de ar desde a temperatura de 10 °C (bulbo seco) e 70% de umidade relativa. 3) Um sistema de ar condicionado que opera na acidade de Santos – SP. 7) Uma vazão de ar úmido igual 100 kg/min a 20 °C BS e 8 °C BU. A vazão total de ar insuflada no ambiente é igual a 6800 m3/h. Determine as temperaturas BS e BU. Determinar as condições da mistura (ar externo + ar de retorno) na entrada da serpentina do condicionador de ar. 83 .NBR6401). 5) Uma vazão volumétrica de ar de 17000 m3/h a TBS = 30 °C e 50% de umidade relativa. a entalpia. sendo resfriado até 14 °C (BS) e 90% de umidade relativa. (considere que o processo ocorre na cidade de São Paulo). a umidade relativa. para bulbo seco e bulbo úmido. o conteúdo de umidade. A mistura final consistirá em 30% de ar exterior e 70% de ar da sala. (Observação: utilizar TBS = 33 °C e TBU = 27 °C como condições externas para Santos . segundo a norma NBR-6401. passa por uma serpentina de resfriamento. considerando que o mesmo opera ao nível do mar. está projetado para manter o ambiente com 24 °C de temperatura de bulbo seco e 50% de umidade relativa. e a taxa de renovação de ar é igual 15%. 2) Ar exterior a 35 °C BS e 24 °C BU é misturado com ar de uma sala a 25 °C BS e 18 °C BU. como condições externas de verão na cidade de São Paulo.

2. se desloca a velocidades superiores a 11 m/s. com o objetivo citado acima.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Capítulo 7 – Características dos Sistemas de Condicionamento de Ar 7. 84 . um projeto eficiente do sistema de distribuição e a seleção adequada do sistema de filtragem. durante todo o ano. as condições de temperatura e umidade especificadas. O grande problema apresentado pelas instalações de ar condicionado para conforto. juntamente com o ar de recirculação. em diferentes zonas. Instalações de Expansão Direta. Os diferentes tipos de instalações de ar condicionado se classificam de acordo com o fluido(s) utilizado(s) para “transportar energia”. Este problema se torna ainda mais importante quando são considerados edifícios que estão submetidos simultaneamente a cargas térmicas positivas (necessidade de resfriamento) e negativas (necessidade de aquecimento). deve ser devidamente filtrada. dentro dos dutos. dentro dos limites requeridos para proporcionar um máximo conforto aos seus ocupantes. de forma a equilibrar as cargas térmicas sensíveis e latentes do ambiente. etc. 3. para equilibrar as cargas. Instalações Apenas Água. Utilizam somente a água. é conseguir manter as temperaturas nos diferentes ambientes. Nas instalações de alta velocidade o ar. Utilizam unicamente o ar. Os sistemas Apenas Ar e Ar-Água podem por sua vez ser subdivididos em instalações de alta e baixa velocidade. É importante salientar que a adoção de alta velocidade está normalmente relacionada a problemas arquitetônicos.1 – Introdução Uma instalação de ar condicionado deve ser capaz de manter ao longo de todo o ano e em todos os ambientes condicionados. Assim. estruturais ou econômicos. devido ao maior nível sonoro do ventilador e do aumento dos ruídos no interior dos próprios dutos. Nestas instalações é freqüente há necessidade de se efetuar um tratamento acústico nos dutos e insufladores (grelhas. O sistema de ar condicionado necessita ainda ser capaz de manter a velocidade do ar. se distinguem as seguintes instalações: 1. Instalações Apenas Ar. Deve também promover a higienização dos ambientes. 4. o que resulta em um menor espaço ocupado pela rede de dutos. dentro dos limites estabelecidos em projeto. a qual. mediante a introdução de uma quantidade de ar externo adequada. Utilizam estes dois fluidos para atender as cargas.). o que é raro nas instalações de baixa velocidade. Instalações Ar-Água. O controle da pureza e do movimento do ar normalmente não apresenta grandes dificuldades. difusores. bastando um cálculo correto da vazão de ar. nos ambientes ocupados.

Estas instalações se caracterizam por baixo custo inicial e manutenção centralizada. ou no ar de recirculação. Caracterizam-se por possuir uma carga térmica positiva e uniforme ao longo de todo o ano. Quando a temperatura aumenta o termostato (T) abre a válvula solenóide (S) e põe em funcionamento o compressor. freqüentemente de duto único com reaquecimento ou com vazão de ar variável. isto é. 7. Como variante do sistema de regulagem descrito. um sistema com serpentina de água gelada. apresentando a possibilidade de funcionar com ar exterior durante as estações intermediárias. de acordo com as condições exteriores.2. Este tipo de instalação se adapta muito bem a ambientes que possuem 85 . de duas posições. • Zonas Internas. dois tipos fundamentais de zonas: as internas e as perimetrais. em geral. A umidade relativa ambiente tende a aumentar durante os períodos em que o compressor está desligado. • Zonas Perimetrais (ou externas). o termostato pode fechar a válvula solenóide e desligar o compressor.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Do ponto de vista funcional. A seguir é feito um estudo dos principais tipos de sistemas de ar condicionado. A diferença entre o ar ambiente e o ar insuflado é geralmente baixa. as instalações destinadas a condicionar estas zonas devem ser dotadas de grande flexibilidade. durante todas as estações do ano. Estas zonas são caracterizadas por possuírem cargas térmicas fortemente variáveis em função da hora e da estação do ano. é importante salientar que as nas edificações se distinguem. Assim. já que o ar externo de ventilação é introduzido no ambiente sem que seja desumidificado. A regulagem da temperatura ambiente (resfriamento) pode ser efetuada por meio de um termostato de ambiente. mediante a utilização de uma válvula de 2 vias (tudo-nada) no circuito de água gelada.1 – Instalações com regulagem da serpentina de resfriamento. evidenciando suas possibilidades e limitações para atender as diferentes cargas térmicas.1 – Instalações com um Duto e Variação da Temp. 7. Estas zonas são normalmente condicionadas por uma instalação independente.1. não permite que o primeiro entre em operação se o segundo já não estiver funcionando. O compressor continua funcionando até que seja desligado por ação do pressostato de baixa (P). provoca o fechamento da válvula solenóide (S). que atua de acordo com uma das formas descritas a seguir. e/ou da Vazão (Zona Única).2 – Instalações Apenas Ar 7. Um travamento entre o motor do compressor e o do ventilador. podendo ser positivas ou negativas.2. Ao diminuir a temperatura do ar de recirculação (ou do ambiente) o termostato (T). Pode-se obter o mesmo tipo de regulagem para um sistema de expansão indireta.

2. que fecha a válvula solenóide (S). Figura 7. Ao diminuir a temperatura do ar de recirculação (ou do ambiente) o termostato (T). Para evitar a formação de gelo sobre a serpentina em condições de carga mínima. e a ambientes em que a porcentagem de ar externo de ventilação é baixa. acionado pelo servomotor (M). que por sua vez posiciona os dampers de forma a obter as vazões desejadas. 7. Instalação de Expansão Direta Com Bypass do Ar de Recirculação.1.2. existe um interruptor de fim de curso (I).Instalações com by-pass da serpentina de resfriamento. faz diminuir a vazão de ar que atravessa a serpentina de resfriamento e aumenta a vazão de ar de by-pass. 86 .2 .UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica uma carga térmica fundamentalmente constante.1. Instalação de Expansão Direta Com Regulagem Tudo-Nada. Figura 7. Este termostato (T) comanda o servomotor (M).

resfriando e desumidificando o ar.3. 87 . No entanto. e coloca o equipamento frigorífico em operação. O compressor é então desligado pelo pressostato de baixa. o umidistato (H) abre a válvula solenóide (S) e o equipamento frigorífico entra em funcionamento. Ao diminuir a temperatura do ar de recirculação o termostato (T) fecha a válvula solenóide (S) e abre progressivamente a válvula modulante (V). pois estes últimos possuem umidade absoluta maior. em lugar do ar exterior ou da mistura de ar exterior e ar de recirculação. A instalação descrita anteriormente permite manter no ambiente a temperatura desejada e uma umidade relativa igual ou inferior a de projeto. e fica nesta condição até que o interruptor (I). Ao aumentar a temperatura do ar de recirculação o termostato (T) abre a válvula solenóide (S).UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica quando o damper da serpentina está próximo da posição completamente fechado.1. O termostato (T) regula o reaquecimento do ar. umidificadores. tem-se um controle da umidade notavelmente melhor que a instalação do item anterior.3 – Instalações com regulagem da serpentina de reaquecimento. por exemplo. Este tipo de instalação. Deve-se observar que é mais conveniente “bypassar” o ar de recirculação. caso seja for completado com alguns acessórios. como. 7. colocada no circuito de água da serpentina de reaquecimento. além de uma temperatura ambiente bem mais constante. Quando a umidade relativa do ar de recirculação aumenta. Figura 7. Quando é efetuado o by-pass do ar de recirculação. apresenta um elevado custo inicial e de operação. permite realizar um uma excelente regulagem da temperatura e da umidade relativa do ambiente.2. abra novamente a válvula solenóide (S). de maneira que a temperatura no ambiente seja a requerida. Instalação de Expansão Direta Com Reaquecimento.

Este sistema é indicado para condicionamento de zonas internas de edifícios.2 – Instalações com um Duto e Variação da Temp. Ao diminuir a temperatura de uma determinada zona o respectivo termostato ambiente (T1. destinado ao condicionamento de múltiplas zonas. 7.2. a uma temperatura que permita atender as exigências do ambiente com maior carga de resfriamento. através de reaquecimento até à temperatura necessária para satisfazer a carga da zona correspondente. pela diferença de entalpia do ar entre entrada e saída da serpentina de resfriamento. mas também apresenta um elevado custo inicial e de operação.).UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 7. e da diferença de temperaturas entre o ar da sala e o introduzido. Instalação Com Reaquecimento Para Múltiplas Zonas. Este tipo de instalação. este tipo de sistema permite um bom controle da temperatura e da umidade ambiente.2. Figura 7. a regulagem da temperatura se realiza independentemente. e/ou da Vazão (Múltiplas Zonas). representa uma evolução das instalações descritas nos itens anteriores. reduz a vazão de ar introduzida na zona em questão. A vazão de ar de cada zona é calculada em função do máximo calor sensível da mesma. A vazão total de ar a ser insuflada (soma da vazão de todas as zonas). para ambientes com baixo fator de calor sensível e instalações que exigem controle rigoroso de temperatura.1 – Instalações com vazão constante e temperatura variável.2. é resfriada em um único condicionador. Para cada zona. T2. Da mesma forma que a instalação com reaquecimento para zona única. etc. 7.4.2.2. que são caracterizadas por possuir cargas térmicas uniformes e positivas.2 – Instalações com temperatura constante e vazão variável. O termostato ambiente atua sobre um 88 . A central frigorífica deverá ser dimensionada para a carga que se obtém ao multiplicar a soma das vazões de cada uma das zonas.

controla o ponto de orvalho do ar na saída da serpentina de resfriamento. Por outro lado.) acoplado ao seu respectivo damper. ele deve agir no sentido de abrir o damper quando a temperatura no respectivo ambiente diminui. etc. Deve-se observar que durante o inverno a ação do termostato do ambiente deve ser invertida.5. Instalação Com Temperatura Constante e Vazão Variável (Múltiplas Zonas). e também um umidificador. é mostrada uma serpentina de aquecimento para inverno. com o respectivo fator de calor sensível. influenciado pelo sistema adotado para a distribuição do ar nas zonas. Figura 7.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica servomotor (M1. deve ser calculada considerando o calor sensível da mesma e uma temperatura de insuflamento do ar igual à requerida pela maior parte das zonas consideradas. pois para obter bons resultados é necessário que a vazão para cada zona não seja reduzida além de 55% a 80% da vazão máxima. seu campo de aplicação é limitado. isto é. A vazão de ar. ao fechar o damper de alguma zona. a vazão de ar que chega às demais aumente sensivelmente. M2. O limite inferior citado pode variar muito. 89 . comanda um damper motorizado situado na aspiração do ventilador. Este sistema é mais econômico. Na Figura 7. O controlador de pressão estática (P). de forma a manter uma diferença de pressão estática constante entre a descarga do ventilador e o ambiente de referência. como conseqüência do aumento de pressão estática. para cada zona. Este controle impede que. para evitar que se produzam grandes alterações no sistema de distribuição de ar do ambiente. atuando sobre a válvula (Ve).5. E o termostato (TS). que controla a temperatura do ar em função da temperatura do ar externo. uma vez que a vazão de ar que chega nas diferentes zonas é função das cargas a que elas estão submetidas.

o termostato ambiente (T1. se for necessário. Ao diminuir a temperatura de uma determinada zona.2. da serpentina de reaquecimento. Com relação à pressão estática na saída do ventilador e ao controle da temperatura do ar na saída da serpentina de resfriamento. 90 . pode ser realizada à alta velocidade. etc. A distribuição de ar primário. 7.3 – Instalações com temperatura e vazão variável.2. misturam uma vazão variável de ar primário com uma vazão. aos condicionadores de zona. Cada condicionador de zona pode ainda ser dotado de uma serpentina de reaquecimento. Um condicionador de ar central fornece ar frio e desumidificado (ar primário) a um certo número de condicionadores de zona (constituídos de um ventilador e um sistema de dampers conjugados) que. qualquer posterior redução da temperatura ambiente faz com que o termostato abra gradualmente a válvula instalada no circuito de água. uma vez atingido este valor. enquanto que a distribuição da mistura de ar primário e secundário aos ambientes é realizada à baixa velocidade. a soma das vazões de ar primário e secundário é aproximadamente constante. recirculação local e temperatura variável”.4 – Instalações com vazão variável e recirculação local. Figura 7. em função das necessidades de cada zona.6.2. o que dá origem às instalações denominadas “Instalações com vazão variável. Para cada condicionador que serve uma determinada zona.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 7. Instalação Com Variação de Vazão e Temperatura. também variável. T2. de ar de recirculação (ar secundário). Este tipo de instalação foi muito empregado em sistemas de ar condicionado de edifícios de escritórios. O sistema opera reduzindo a vazão até que se atinja um valor pré-determinado e. o sistema opera da mesma forma que a instalação descrita no item anterior.2.) fecha o damper correspondente reduzindo a vazão de ar insuflado na respectiva zona. portanto a distribuição de ar no ambiente é satisfatória independentemente da carga.

de forma a atender a sua carga térmica.2.5 Instalações Duplo Duto. Em uma instalação do tipo duplo duto a vazão total de ar é tratada em um único condicionador central. e também pela sua capacidade de fornecer a vazão de ar exterior tratado. que faz a mistura do ar frio com o ar quente. diferem essencialmente pela sua capacidade de manter a umidade relativa do ambiente próxima do seu valor de projeto. com relação à vazão total de ar. por meio de dois dutos. Instalação Com Vazão Variável e Recirculação Local 7. quando ocorre variação da carga sensível. geralmente paralelos. comandado por um termostato. Figura 7. Em cada ambiente existe um dispositivo terminal (caixa de mistura). sendo depois distribuída. aos diferentes ambientes (zonas). 91 .7. As instalações do tipo duplo duto.2.Instalação com somente um ventilador de insuflamento e serpentina de desumidificação na descarga do mesmo. um dos quais transporta ar frio e o outro ar quente. apresentadas a seguir.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Figura 7.8.

neste tipo de instalação ocorre a entrada de ar exterior não desumidificado no duto de ar quente.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica As instalações do tipo duplo duto dotadas de somente um ventilador de insuflamento e serpentina de desumidificação localizada na descarga do mesmo (Figura 7. localizados em regiões de climas moderados. A Figura 7. é muito semelhante ao apresentado nesta figura. com outro tipo de controle.8) são as mais simples e econômicas. que necessitam de uma parcela de ar quente. Deve-se observar que embora o controle apresentado nesta figura seja do tipo pneumático. o termostato deverá controlar a mistura de ar frio com ar quente de forma que a temperatura do ar insuflado seja idêntica à temperatura do ambiente. Esquema de controle para uma instalação de do tipo duplo duto. dotada de serpentina de pré-aquecimento na tomada de mínimo ar externo. nos ambientes em condições de carga parcial.9 mostra o esquema de funcionamento do controle automático de uma instalação do tipo duplo duto.9. o princípio de funcionamento da instalação. Uma forma de evitar o aumento da umidade é através do reaquecimento do ar quente. Deve-se observar que a umidade nestes ambientes também tenderá a aumentar. a qual poderá atingir valores superiores aos de projeto. 92 . E Estas instalações podem ser empregadas com sucesso para o condicionamento de ar em edifícios destinados a escritórios. Nos ambientes com carga nula. ocorrerá um aumento da umidade relativa. Figura 7. para verão e inverno. o que obviamente exigirá um aumento da proporção de ar frio na mistura. Assim. e com porcentagem de ar externo não superior a 40%. No entanto.

e o termostato T1 passa a controlar a temperatura no duto de ar frio. quando comparadas com as que seriam obtidas com a instalação da Figura 7. o interruptor de verão S1 é colocado na posição de inverno. Quando as cargas internas são baixas e o tempo está úmido. cujo bulbo sensível se encontra no duto de ar frio. instalada no circuito de água de pulverização. mas esta pulverização é raramente efetuada. 93 . Quando é adotado o pré-aquecimento do ar externo mínimo. é colocada uma serpentina de desumidificação na tomada de mínimo ar externo.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Quando o ventilador entra em operação o relé E1 é acionado. A desumidificação do ar de renovação. ar de expulsão (D3) e ar de recirculação (D4). Se existe a possibilidade do sistema operar somente com ar externo. quando for necessário somente aquecimento. D3 e D4. mesmo que moderada. que é controlado pela atuação do termostato T2. durante o inverno. e para que o reaquecimento seja mínimo. A instalação da Figura 7. pelo ar de recirculação. que abre imediatamente o damper de mínimo ar exterior (D1). situadas na linha de água quente ou na de vapor. seja superior à dos ambientes. cujo bulbo sensível está situado no duto de ar quente. solicita o reaquecimento do ar no duto quente. quando menos da metade do ar total passa pelo duto de ar quente. E a umidade. Deve-se observar que os ambientes que utilizam uma elevada quantidade de ar do duto quente são ventilados somente de maneira indireta. liberando ar comprimido para o sistema de controle. sobre as válvulas V4 e V5. instalada no circuito de água gelada. regula a válvula V3.8. pode-se utilizar a pulverização de água (da rede ou de recirculação) no duto frio. em aproximadamente 3 °C. quando a refrigeração não for necessária. dimensionado para o excesso de ar introduzido. Por razões de economia. permite a obtenção de umidades relativas menores. Durante a operação de verão (interruptor S1 na posição verão) o termostato T1. o que geralmente não requer reaquecimento. que é compensado pelo termostato T3.10. é controlada por meio do umidistato H2 que a aciona a válvula V2. que é dotada de dois ventiladores e uma serpentina de desumidificação na descarga de um deles. o umidistato de verão H1. pode ser necessária a instalação de um ventilador de expulsão. O termostato sub-master T2. um dos ventiladores pode ser desligado. A temperatura no duto quente é regulada pelo termostato sub-master T2. de forma que se mantenha a temperatura desejada neste duto. antes de se iniciar a modulação dos dampers D2. no duto quente. Para o funcionamento em estações intermediárias ou de inverno. permite realizar um controle seguro da umidade relativa dos ambientes no verão. o termostato T1 atua de forma a impedir que temperatura no duto frio seja inferior a um valor mínimo estabelecido. Durante o inverno. é regulado de forma que a temperatura mínima do ar.11. Na instalação mostrada na Figura 7. pela sua atuação sobre os dampers de máximo ar externo (D2).

Instalação com dois ventiladores e uma serpentina de desumidificação na descarga de um deles. Como pode ser observado. em que as funções de controle da carga latente e da carga sensível estão separadas. De uma forma geral.11. e a parcela transportada pelo duto quente é posteriormente reaquecida. Obtém-se. faz com que o custo de operação desta instalação seja relativamente elevado. está instalação é dotada de somente um ventilador e a serpentina de desumidificação está colocada na sucção do mesmo. com esta configuração.12. 94 . um controle muito bom da umidade relativa. Na prática. não sendo necessária nenhuma alteração dos controles para passar da operação no verão para a operação no inverno. Figura 7. se trata de uma instalação do tipo ar primário. as instalações do tipo duplo duto permitem resfriar e aquecer simultaneamente as diferentes zonas servidas pelo sistema.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Figura 7. Instalação com somente um ventilador de insuflamento e serpentina de desumidificação na descarga do mesmo e na tomada de ar externo. A última configuração considerada para instalações do tipo duplo duto é a apresentada na Figura 7. A necessidade de se realizar o reaquecimento do ar do duto quente. já que a vazão total de ar é desumidificada.10.

somente ar quente ou uma mistura de ambos. ao sair a alta velocidade pelos bocais do condicionador. reduzem a vazão de ar frio até um mínimo estabelecido (40 ou 50% da vazão de projeto). A vazão de ar a ser insuflada em cada um dos ambientes é o maior valor obtido entre as exigências de refrigeração (verão). induz uma certa vazão de ar ambiente (ar secundário). alimentada com água quente ou fria.3.3 – Instalações Ar-Água. não sendo necessário reaquecê-lo. ela permanece constante. 7. pois neste caso o ar do duto quente pode ser somente o de recirculação. podendo ser somente ar frio. operam sempre com vazão constante. As instalações de duplo duto são indicadas para zonas interiores que possuem carga térmica fundamentalmente constante e positiva. A vazão de ar total da instalação é a soma das vazões máximas de cada uma das zonas. onde são instaladas caixas de mistura que. Instalação com somente um ventilador e serpentina de desumidificação na sucção do mesmo. A mistura do ar primário com o ar secundário é então insuflada no ambiente.1 – Instalações de Indução a Dois Tubos. que são as mais utilizadas. Neste tipo de instalação o ar primário. tratado em um condicionador central. No entanto. 95 . As principais desvantagens destas instalações são: necessidade de grande espaço para instalar dois dutos paralelos e o custo de operação relativamente elevado. 7.12. Posteriormente. a vazão permanece constante e tem início a mistura do ar do duto quente com o do frio. As instalações do tipo duplo duto descritas até aqui. dependendo da unidade operar no inverno ou no verão. aquecimento (inverno) ou de ventilação.13) instalados nas zonas condicionadas. Deve-se observar que uma vez calculada a vazão para uma zona.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Figura 7. que atravessa uma serpentina. independentemente das condições de operação. O ar primário. é enviado a alta pressão e alta velocidade até os condicionadores de indução (Figura 7. ao diminuir a carga sensível. podem ser encontrados sistemas que utilizam vazão de ar variável. em função das necessidades detectadas pelo termostato.

O ar secundário é aquecido no condicionador de indução. Figura 7. é utilizado também para neutralizar a carga térmica ambiente (positiva ou negativa) devido à transmissão. o que também evita a mistura de ar de uma zona com o de outra. o ar primário. A relação de indução varia com o tipo de condicionador. Durante o inverno. A relação entre a vazão de ar primário e a de ar secundário é denominada de relação de indução. está saturado a aproximadamente 10 °C. neutralizando a carga térmica negativa. As outras cargas sensíveis. limitando a ação da serpentina secundária. são neutralizadas pelo ar secundário. é reaquecido quando a temperatura externa diminui. a serpentina secundária é alimentada com água quente. na saída do condicionador. Ele deve ser 96 . cuja temperatura é função da externa. e é utilizado para controlar a umidade relativa do ambiente. além de promover a renovação do ar e controlar a umidade relativa. No verão. Para a carga máxima de projeto. e está normalmente compreendida entre 1:3 e 1:6. pois na maioria das instalações ele é composto somente de ar externo. o ar primário. o que também aquece o ar primário. Neste caso. com o número de bocais e com a sua disposição. que é resfriado no condicionador de indução. O regime de funcionamento de inverno apresenta a possibilidade de refrigerar as zonas. somente com o ar primário. que se encontra a aproximadamente 13 °C na saída do condicionador central. o ar primário.13 – Climatizador de Indução As configurações de indução mais difundidas apresentam dois regimes típicos de funcionamento: um para o verão e outro para o inverno. todas positivas. com carga positiva.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Uma das funções do ar primário é a de promover a renovação do ar dos ambientes condicionados.

O termostato sub-master T5 atua sobre a válvula V4. que controla a capacidade do chiller. pela sua atuação sobre a válvula modulante V7. controlando o reaquecimento. seja constante. instalada nos aquecedores. o termostato T3 posiciona a válvula V3 de forma que a temperatura do ar na saída da serpentina de resfriamento e desumidificação. Regulagem da temperatura do ar primário de da água secundária. de forma a manter constante a temperatura da água no circuito secundário. Na Figura 7. do condicionador primário. em função da temperatura externa. controlando a umidade e mantendo constante o ponto de orvalho do ar. A temperatura da água na saída da central frigorífica é mantida constante pelo termostato T8. A válvula V6 é mantida fechada. A válvula é V1 posicionada de forma que a água secundária passe pelo aquecedor. A válvula de três vias V1 está posicionada de forma que a água primária. Quando isto não for possível deve-se passar ao funcionamento de verão.14. 97 . tanto no verão como no inverno. O regulador de pressão P7 mantém uma diferença de temperatura constante entre os coletores de impulsão e de retorno do circuito secundário.15 é mostrado o esquema de uma instalação de indução.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica utilizado sempre que as necessidades líquidas de frio possam ser atendidas somente com o ar primário. onde o ar primário é reaquecido e as serpentinas secundárias são alimentadas com água fria. Para esta instalação. durante o verão. O termostato T2 atua sobre a válvula V2. ao sair do condicionador central. instalada na serpentina de pré-aquecimento do condicionador central. Figura 7. Durante o inverno o termostato T7 atua sobre a válvula V6. passa para o circuito secundário.

na maioria dos casos. somente ar externo. quando comparada com uma instalação todo-ar. • Evita-se a mistura de ar proveniente de diferentes zonas. e caracterizados por possuírem cargas latentes relativamente pequenas. sendo que a vazão primária é. • Os indutores não possuem partes móveis. • Podem ser utilizados para climatizar as zonas perimetrais de edifícios com um coeficiente de ocupação médio. com relação às sensíveis. o que simplifica a sua manutenção.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica As características mais representativas das instalações de indução são: • Redução da vazão de ar. 98 .

99 .15. Instalação de indução a dois tubos.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Figura 7.

nesta instalação é efetuado o resfriamento indireto da água do circuito secundário. ele entra como uma carga negativa. e como o ar exterior é resfriado no condicionador central. podem ser imediatamente satisfeitas. que se realiza na tubulação de retorno comum. o ar primário conserva as funções de controlar a umidade relativa do ambiente. conectadas ao aparelho por meio de uma válvula de três vias não misturadora. em algumas situações das estações intermediárias. as cargas sensíveis do ambiente.16 representa uma das muitas configurações possíveis para as instalações de indução a três tubos com retorno comum. neste caso. pela ação de um destes fluídos. Para tal. não é necessário instalar a serpentina de reaquecimento no condicionador central. pois nas estações intermediárias pode-se reaquecer o ar fazendo passar uma certa quantidade de água quente nos condicionadores de indução. mediante o interruptor S1. No entanto. assim como a de ventilar as zonas condicionadas e fornecer a potência necessária para a indução do ar secundário.16 permite. devem ser adotadas medidas especiais para proteção das bombas de circulação. que pode ser negativa ou positiva.3. Como pode ser observado. B e C são então posicionadas. Neste tipo de instalação ocorre uma considerável perda de energia como conseqüência da mistura. que sai dos condicionadores de indução. é composta das parcelas referentes à pessoas. Neste tipo de instalação cada condicionador de indução é alimentado por duas tubulações (uma de água fria e outra de água quente). Como conseqüência. Portanto. de forma que a bomba de água fria do circuito secundário envia água de recirculação através da válvula C. ao se dispor continuamente de água quente e fria na serpentina secundária. As válvulas A. A instalação da Figura 7. que controla seqüencialmente a vazão de água fria e a de água quente. Uma tubulação de retorno única conduz a água. negativas ou positivas. entre a água do circuito secundário quente e a do circuito secundário fria. até a central frigorífica ou térmica. em função das necessidades detectadas pelos termostatos de ambiente. Neste tipo de instalação. que são sempre positivas. tanto no inverno como no verão. do trocador X1 e da 100 . A Figura 7. deve-se desligar a bomba de circulação de água fria do circuito primário e a central frigorífica.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 7. onde não existe fluxo através da mesma. Quando o termostato ambiente não detecta a necessidade de resfriamento ou aquecimento a válvula é colocada na posição neutra. que separa o circuito primário do secundário. mediante um trocador de calor água-água (X2). radiação solar e iluminação. A carga sobre a serpentina secundária.2 – Instalações de Indução a Três Tubos. e transmissão. obter o resfriamento da água do circuito frio através da água que sai da torre de resfriamento.

Para este tipo de operação. Simultaneamente a bomba secundária de água quente envia água de retorno. As válvulas A. passando a controlar a temperatura da água que sai da torre. Durante a época de verão. Instalação de indução a três tubos. o setpoint do termostato Tct é colocado a uma temperatura inferior à de operação normal de verão. Figura 7. envie água de recirculação através to trocador X2 e válvula B. passando em seguida pela serpentina do condicionador central e pelo trocador água-água X2.16. até os condicionadores de indução que necessitem de água quente. até os 101 . do circuito secundário frio. através da válvula A e do trocador X3. até as unidades de indução.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica válvula B. B e C são posicionas de maneira que a bomba de velocidade variável. a bomba primária faz circular a água através do evaporador da unidade frigorífica.

Com relação à função dos outros componentes que aparecem na Figura 7.3 – Instalações de Indução a Quatro Tubos. Neste caso. a válvula V1 começa a dar passagem à água quente. enquanto que a válvula desviadora. até os indutores que necessitem de água quente. reside no fato de que. A Figura 7. a válvula modulante não misturadora V1. 102 . Se ocorrer uma diminuição adicional da temperatura ambiente a válvula V1 fecha ou. de duas posições V2.17. pois existe um circuito de retorno frio e outro quente. no trocador água-água X1. Instalação de indução a quatro tubos. Desta maneira se evitam as perdas de energia que acontecem. envia a água da saída do condicionador de indução ao retorno frio. Quando diminui a temperatura do ambiente. Figura 7. empregada tanto para resfriamento quanto para aquecimento.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica condicionadores de indução que necessitem de água fria. envia água de retorno através da válvula C. Regulagem dos indutores. As características de funcionamento deste tipo de instalação. a água quente e a água fria não se misturam em um circuito de retorno comum. para esta última (4 tubos). do circuito secundário quente. A bomba de velocidade variável. podem ser feitas as seguintes observações: 7. do trocador X1. a água que sai do condensador do circuito frigorífico é utilizada para aquecer a água do circuito secundário quente. no que se refere ao controle das condições nos espaços condicionados. com somente uma serpentina. da válvula A e do trocador X3. para algumas condições de operação. caso a diminuição de temperatura persista. reduz a vazão de água fria no condicionador.16.3.17 é um esquema do sistema de regulagem de um indutor. A principal diferença entre a instalação de indução a três tubos e a quatro tubos. comutando simultaneamente a válvula V2. são idênticas as da instalação discutida no item anterior. na instalação de indução a três tubos.

UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica A Figura 7. envia a água da saída do condicionador de indução ao retorno frio. Geralmente existem três opções de velocidade: mínima. comutando simultaneamente a válvula V2. A rotação do ventilador deve ser selecionada 103 .17 é um esquema do sistema de regulagem de um indutor. o que torna este tipo de instalação particularmente interessante para a utilização em hospitais. isto é. Esta instalação necessita de maior espaço e apresenta um maior custo inicial. enquanto que a válvula desviadora. 7. com somente uma serpentina. Os fan-coils são condicionadores de ar constituídos essencialmente de um ventilador centrífugo. sendo o ar externo tratado em um condicionador central. sendo a carga latente controlada através do ar primário. no entanto. às zonas condicionadas. uma para aquecimento e outra para resfriamento. principalmente se for considerado o fato de que não há mistura do ar de diferentes ambientes. a válvula V1 começa a dar passagem à água quente. seu custo de operação é mais baixo que a semelhante a três tubos. Para o controle da temperatura ambiente existem várias possibilidades. estes condicionadores tratam unicamente o ar de recirculação. entre elas: • A regulagem pode ser efetuada alterando-se manualmente a velocidade de rotação do ventilador do fan-coil.3. caso a diminuição de temperatura persista. por meio de uma rede de dutos. de duas posições V2. A ausência de condensação nas serpentinas de resfriamento melhora as condições higiênicas dos ambientes. média e máxima. uma para cada serpentina. Nestas instalações. em função da temperatura do ambiente. Nas instalações de fan-coils com ar primário. de acordo com o tipo e funcionamento da instalação. que pode ser de velocidade variável. Em muitos casos são utilizados condicionadores de indução dotados de duas serpentinas. Com relação ao seu circuito hidráulico. Se ocorrer uma diminuição adicional da temperatura ambiente a válvula V1 fecha ou. empregada tanto para resfriamento quanto para aquecimento.4 – Instalações de Fan-Coils Com Ar Primário. Seu controle é efetuado por válvulas separadas. reduz a vazão de água fria no condicionador. Quando diminui a temperatura do ambiente. uma serpentina e uma bandeja de condensado. a válvula modulante não misturadora V1. A serpentina. e distribuído. a função dos fan-coils é unicamente realizar um resfriamento sensível. filtros. as instalações de indução a quatro são muito semelhantes às instalações com fan-coils a quatro tubos e ar primário. pode ser alimentada com água quente ou com água fria. • A regulagem pode ser feita por meio de um termostato que liga ou desliga o ventilador.

A diferença fundamental entre os sistemas com fan-coils e os de indução a dois tubos. de forma que a superfície da serpentina dos fan-coils se mantenha a uma temperatura constante e superior à do ponto de orvalho do ar. é análoga às instalações de indução a dois tubos. 7. com outra certa vazão de água de recirculação. • Não existe recirculação de ar entre diferentes ambientes. que chega do circuito primário. Estas instalações são largamente empregadas. • Possibilidade de fazer com que os fan-coils funcionem como indutores durante à noite. pode ocorrer um resfriamento excessivo da carcaça do condicionador (fan-coil). A válvula de três vias V1 (comandada por um termostato cujo bulbo está instalado sobre a água fria secundária) mistura uma certa vazão de água fria. • A regulagem também pode ser efetuada sobre a vazão de água que chega à serpentina do fan-coil. Neste tipo de regulagem. de forma que se evite paradas freqüentes do ventilador. O ar exterior. Para estas condições a válvula do circuito de água quente está fechada. Conforme mencionado. quando o ventilador está parado. tratado em um condicionador central. é distribuído aos diferentes ambientes por meio de uma rede de dutos. A água fria. tanto para inverno como para verão. devido principalmente aos seguintes fatores: • Dimensões reduzidas. Este tipo de instalação.1 – Instalação de fan-coil a dois tubos com ar primário.3. reside no fato de que para as instalações consideradas neste item os condicionadores de indução foram substituídos por fan-coils. proveniente da central frigorífica. mediante válvulas de 2 ou 3 vias. com a correspondente diminuição do custo de operação. do ponto de vista de controle das condições nos espaços condicionados. comandadas por um termostato de ambiente. Portanto. • Adaptabilidade às diferentes exigências dos diferentes edifícios. é enviada à serpentina de resfriamento e desumidificação do condicionador primário. • Possibilidade de parar uma unidade do conjunto. 104 .UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica manualmente. deve ser feito um bom isolamento do fan-coil. ocorrendo condensação sobre esta.4. A regulagem do condicionador de ar primário é essencialmente igual à efetuada nas instalações de indução a dois tubos. a função do ar primário é de controlar a umidade. • Possibilidade de regular individualmente a temperatura ambiente. ventilar os ambientes e neutralizar as cargas térmicas devido à transmissão.

Do ponto de vista do controle das condições nos espaços condicionados. se refere à manutenção que exigem os motores de cada fan-coil. 105 . Uma desvantagem das instalações de fan-coils a dois tubos. esta instalação é análoga à instalação de indução a três tubos. Uma característica destas instalações. Instalação de fan-coil a dois tubos com ar primário. ventilar os ambientes e neutralizar as cargas térmicas devido à transmissão. Sendo que a regulagem da temperatura dos ambientes condicionados.2 – Instalação de fan-coil a três tubos com ar primário. a válvula V1 é posicionada de forma que não ocorra passagem de água fria do circuito primário para o secundário.18. simultaneamente aquecer outros.4. com relação às de indução. é a possibilidade de resfriar alguns ambientes e. Quando tem início a operação de inverno. que é típica de instalações com dois fluídos. Portanto. 7. que detecta a temperatura da água secundária na saída do aquecedor. a função do ar primário é a de controlar a umidade.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Figura 7. enquanto que a válvula V2 é comandada por um termostato. pode ser efetuada por um dos métodos descritos acima. A bomba de zona recircula toda a água através do trocador de calor (aquecedor).3.

Como no caso das instalações de indução a três tubos.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Nas instalações deste tipo. quando for ocaso. do ponto de vista hidráulico. Deste modo é possível manter o ambiente dentro de uma faixa de temperaturas que vai dos 20 aos 27 °C. Figura 7. independentemente do fato dos ambientes estarem à sombra ou sujeitos à radiação solar. se reduza a um valor muito baixo.19. através de uma válvula de três vias não misturadora. cada fan-coil está conectado ao circuito de alimentação de água fria e de água quente. é de resfriamento direto com retorno comum. Para evitar que a vazão de água refrigerada. O esquema apresentado.19 mostra o esquema de uma instalação de fan-coils a três tubos com ar primário. Em função das necessidades detectadas pelo termostato de ambiente. por uma vazão variável de água quente. 106 . os fan-coils são alimentados por uma vazão variável de água fria ou. com perigo de congelamento em condições de carga parcial. que passa pelo evaporador da central frigorífica. A Figura 7. deve-se utilizar um by-pass entre a impulsão e o retorno. existe somente uma linha de retorno de água dos fan-coils. Instalação de fan-coils a três tubos com ar primário.

de maneira que se mantenha constante a temperatura da água secundária e. Com relação à instalação descrita no item anterior. esta instalação deve ser considerada quando se trate de edifícios com grandes superfícies envidraçadas. que como proteção atua na partida da central térmica. A função deste pressostato é de reduzir a rotação da bomba. de forma que se mantenha uma diferença de pressão constante entre as tubulações mencionadas.5 °C). No que se refere ao circuito de água fria. como fonte de frio durante as estações intermediárias. com tomada de pressão nas tubulações de impulsão e retorno. sujeito a sombras móveis e que necessitam de aquecimento e resfriamento. Quando a temperatura do ar exterior aumenta. instalado com tomadas de pressão na tubulação de alimentação de água quente e de retorno.3. A rotação da bomba secundária do circuito de água quente. A temperatura da água quente deve ser suficiente para permitir o aquecimento dos ambientes quando os fan-coils funcionem à mínima velocidade. a um nível suficientemente elevado. que mantém constante a diferença de pressão entre elas. 107 .3 – Instalação de fan-coil a quatro tubos com ar primário. está instalação é semelhante à anterior. As instalações de fan-coils a três tubos podem aproveitar a água da torre de resfriamento.4. Também existe um termostato de segurança. a temperatura da água quente deve ser convenientemente reduzida. instalado em uma das colunas. a instalação de fan-coils a quatro tubos com ar primário (Figura 7. Do ponto de vista funcional. para evitar a condensação de umidade sobre as serpentinas dos fan-coils. em condições de carga parcial. no que se refere à possibilidade de controlar as condições dos ambientes condicionados. e limita a velocidade da bomba secundária de água gelada.20) se caracteriza por um maior custo inicial e um menor custo de operação e. também é controlada por um pressostato diferencial. Durante a partida da central frigorífica.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Em condições normais de funcionamento. 7. que detecta a temperatura da água na entrada do evaporador. Isto evita que vazões excessivas de água gelada passem através dos fan-coils que necessitem de frio. um termostato de imersão. ou utilizar o ar externo. anula o efeito do pressostato mencionado acima. enquanto que a temperatura da água fria do circuito secundário é regulada por um termostato que atua sobre as válvulas modulantes V1 e V3. pode-se observar que o condicionador primário recebe água à temperatura mínima (5 a 5. a velocidade da bomba de água gelada secundária é controlada por um pressostato diferencial. evitando uma sobrecarga do equipamento frigorífico.

sendo que o ar deixa este condicionador com temperatura entre os 10 e 13 °C.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Figura 7. 108 . ou dotados de somente uma serpentina com válvulas de três vias não misturador na entrada da serpentina e desviadora na saída. Instalação de fan-coils a quatro tubos com ar primário.20. A água fria ao sair da central frigorífica é enviada diretamente à serpentina de desumidificação do condicionador primário. que comanda as válvulas V1 e V3. por meio de uma rede de dutos separada.. Os fan-coils podem ser dotados de duas serpentinas. com ar primário. substituindo-se os condicionadores de indução por fan-coils e alimentando independentemente as zonas condicionadas. de forma que se evite condensação de umidade na serpentina. A água fria do circuito secundário é obtida misturando-se água do circuito primário com água de retorno do circuito secundário. A temperatura desta mistura é controlada por um termostato. com válvulas de regulagem instaladas nos circuitos de água quente e de água fria e acionadas em seqüência. O seu funcionamento é semelhante ao da instalação de indução a quatro tubos.

geralmente com regulagem manual. No entanto. sendo dotados de uma tomada de ar de recirculação e uma de ar externo (20 a 25%). para temperaturas relativamente baixas. As instalações apenas água com fan-coils apresentam as mesmas vantagens das instalações ar-água de fan-coils com ar primário. sendo.4 – Instalações Apenas Água. A comutação do funcionamento de verão para inverno é efetuada pelo encarregado da instalação. na grande maioria dos casos.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 7. 109 . Este tipo de instalação. deve-se limitar ao caso de edifícios relativamente baixos e protegidos do vento. são alimentados com água fria no verão e água quente no inverno. e pode ser feita manual ou automaticamente. Uma solução para este problema seria o zoneamento da água de alimentação dos condicionadores.4. para evitar correntes de ar incontroláveis dentro dos edifícios. de custo inicial mais baixo. com alguns locais expostos à radiação solar e outros à sombra. Estes condicionadores. Figura 7. O funcionamento desta instalação é satisfatório quando as zonas condicionadas necessitam somente de frio ou somente de calor.1 – Instalação de Fan-Coils a Dois Tubos. os fan-coils são responsáveis pelo controle total das condições dos ambientes. Este problema é particularmente importante no caso de edifícios com grandes áreas envidraçadas. Estas instalações utilizam como unidades terminais. no entanto. Para este tipo de sistema de ar condicionado. fan-coils. mas somente se as áreas sombreadas são fixas. que possuem uma tomada de ar externo. e inadequado quando alguns ambientes tenham carga positiva (necessidade de resfriamento) e outros carga negativa (necessidade de aquecimento). devido ao vento e ao efeito chaminé. empregado para o condicionamento de zonas perimetrais. 7. representa certamente a configuração mais econômica e mais difundida de instalações que utilizam fan-coils.21 – Climatizador de ar do tipo Fan-Coil.

sendo que a temperatura da água. antes de ser enviada novamente à zona. já que a temperatura da superfície da serpentina diminui com a diminuição de carga sensível. que para e coloca em funcionamento os motores dos ventiladores. porém um bom controle de umidade. A válvula V2 permanece fechada. através do evaporador. com regulagem da temperatura realizada mediante um termostato de duas posições. Os termostatos de ambiente devem ser posicionados para operação em inverno. faz com que a temperatura da água quente. de modo que a água da central térmica chegue aos fan-coils.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica A Figura 7. Controle da temperatura pelo acionamento dos ventiladores. instalado na impulsão das bombas de cada zona. Um termostato. o controle é efetuado por meio de termostatos que atuam sobre as válvulas de duas vias. Durante o verão os fan-coils estão alimentados por água fria. de cada zona.23.22. em cada zona. aumente à medida que diminui a temperatura externa. Durante o inverno é feita uma comutação no circuito hidráulico. a válvula V1 (2 posições) é posicionada de maneira que toda a água de recirculação da zona passe ao circuito primário. Na instalação da Figura 7.22 representa esquematicamente uma instalação de fan-coils a dois tubos. Este bypass na é necessário se forem utilizadas válvulas de três vias nos fan-coils. Uma outra possibilidade para controlar a temperatura ambiente é a apresentada na Figura 7. de forma que liguem o ventilador dos fan-coils quando a temperatura diminuir. quando uma zona necessita de frio. cujo bulbo está instalado na descarga da bomba de zona. é mantida constante. Figura 7.23. 110 . e que modula a válvula três vias V3. Este tipo de regulagem produz variações significativas da temperatura. pela ação de um termostato. controlando a vazão de água pelas serpentinas. que eventualmente é automática. Este tipo de controle exige a instalação de um bypass na bomba de circulação dos circuitos de cada uma das zonas. Como pode ser observado. agindo sobre a válvula modulante V2. Instalação de fan-coils a dois tubos.

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Quando a zona passar ao regime de aquecimento, a válvula V1 é posicionada de forma que não passe água do circuito primário ao circuito secundário. A bomba de zona recircula toda a água através do aquecedor, e a temperatura da água quente, enviada aos fan-coils, é controlada por meio da válvula V2. Os termostatos de ambiente devem ser posicionados para operação em inverno, de forma que fechem a válvula de alimentação dos fan-coils quando a temperatura do ambiente condicionado aumentar.

Figura 7.23. Instalação de fan-coils a dois tubos. Controle da temperatura pela variação da vazão de água. Este tipo de regulagem resulta em um adequado controle da temperatura, porém a umidade relativa aumenta consideravelmente, quando a carga sensível diminui. Com relação ao funcionamento de verão, cada fan-coil deve ser dimensionado tomando-se como base o calor sensível, o calor latente do ambiente, o calor total geral do espaço condicionado e a vazão de ar externo introduzida. Durante o inverno, o fan-coil deverá ser capaz de compensar as perdas térmicas e aquecer o ar externo até a temperatura ambiente. A central frigorífica deve ser dimensionada para satisfazer o calor total máximo simultâneo do edifício a condicionar.

7.4.2 – Instalação de Fan-Coils a Três Tubos.

Este tipo de instalação permite superar as limitações próprias da instalação de fan-coil a dois tubos, isto é, permite aquecer alguns ambientes e, simultaneamente, resfriar outros, pois cada fancoil pode ser alimentado, segundo as necessidades do ambiente, com água fria ou água quente.
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O esquema apresentado na Figura 7.24 é semelhante ao apresentado para a instalação de fan-coil a três tubos com ar primário. Sendo válidas as considerações efetuadas sobre a regulagem das bombas de velocidade variável, mediante os pressostatos diferenciais. No que se refere à água gelada, pode-se observar que um bypass assegura a vazão constante de água através da central frigorífica, mesmo em condições de cargas parciais.

Figura 7.24. Instalação de fan-coil a três tubos. Com esse tipo de instalação, melhora-se notavelmente a controle da temperatura ambiente em estações intermediárias, com relação ás instalações de dois tubos, e sua aplicação é particularmente interessante em edifícios com grandes áreas envidraçadas, sujeitos a sombras variáveis. Para controle da umidade relativa e do suprimento de ar externo, persistem as limitações da instalação discutida no item anterior. Entre suas vantagens pode-se incluir a eliminação da operação de comutação, para passar do funcionamento de verão para inverno.
7.4.3 – Instalação de Fan-Coils a Quatro Tubos.

Esta instalação é idêntica à de três tubos, no que se refere às suas características funcionais, com exceção de que o circuito a quatro tubos, como já foi mencionado, evita as perdas por mistura entre água quente e água fria, no circuito de retorno comum. A Figura 7.25 representa uma esquema simplificado de uma instalação de fan-coils a quatro tubos. Observe que os condicionadores que
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necessitam de frio são alimentados com água mantida à temperatura constante (5 a 7 °C), para garantir que seja efetuada uma boa desumidificação, independentemente das condições de carga. Um pressostato diferencial, com tomadas de pressão antes e depois do evaporador, modula a válvula situada no bypass, de forma que a vazão de água através do evaporador seja aproximadamente constante. Este tipo de instalação apresenta, com relação ao anterior, um menor custo de operação, porém com um elevado custo inicial.

Figura 7.25. Instalação de fan-coils a quatro tubos.

7.5 – Instalações de Expansão Direta
O sistema de climatização mais elementar é, sem dúvida alguma, o condicionador de ar de janela. Estes aparelhos são dotados de compressor, condensador resfriado a ar, dispositivo de expansão, serpentina de resfriamento e desumidificação do tipo expansão direta, filtros e ventiladores para circulação do ar condicionado e para resfriamento do condensador. Normalmente o aquecimento é feito normalmente por meio de uma bateria de resistências elétricas, muito embora possam existir aparelhos de janela que podem operar como bomba de calor, através da inversão do ciclo frigorífico. São normalmente encontrados com capacidades variando entre 7500 a 30000 Btu/h.
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Figura 7.26 – Condicionador de ar de janela.
Vantagens:
• • • • •

Compactos e não requerem instalação especial; Fácil manutenção; Controle e atendimento específico de uma determinada área; Não ocupam espaço interno (útil); São produzidos para aquecimento por reversão de ciclo (bomba de calor).

Desvantagens:
• • • •

Pequena capacidade, maior nível de ruído; Não tem flexibilidade; Maior custo energético (kW/TR), distribuição de ar a partir de ponto único; Alterações na fachada da edificação;

Os Split (ou Mini-Split) são equipamentos que pela capacidade e características aparecem logo após os condicionadores de janela. Estes aparelhos são constituídos em duas unidades divididas (evaporadora e condensadora), que devem ser interligadas por tubulações de cobre, através das quais circulará o fluido refrigerante. São aparelhos bastante versáteis, sendo produzidos com capacidades que variam de 7.500 a 60.000 Btu/h.
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há que se falar nos Self Contained (condicionadores autônomos). Podem operar como bomba de calor (ciclo reverso). Figura 7. tais como: filtragem. umidificação.27. Procedimentos de vácuo e carga no campo. Nestes equipamentos também pode-se conectar uma rede de dutos de distribuição de ar a baixa velocidade. 115 . Tem grande versatilidade. Não interferem com fachadas. Desvantagens: • • Capacidade limitada. que são aqueles condicionadores de ar compactos ou divididos que encerram em seus gabinetes todos os componentes necessários para efetuar o tratamento do ar. aquecimento e movimentação do ar. Podem ser encontrados com capacidades variando entre 5 e 30 TR. Quando se trata de maiores capacidades. Condicionador de ar do tipo Mini-Split.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Vantagens: • • • • • São compactos e de fácil instalação e manutenção. resfriamento e desumidificação. Distribuição de ar por dutos ou não.

116 .28. Fabricação seriada com aprimoramentos técnicos constantes. Figura 7. Grande versatilidade para projetos (zoneamentos. Self Contained (condicionador autônomo). variações de demanda) etc. Desvantagens: • • Não são produzidos para operar como bomba de calor. Os equipamentos divididos requerem procedimentos habituais de vácuo e carga de gás.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Vantagens: • • • • • • • Maior simplicidade de instalação. Manutenção e reposição de peças mais eficientes e econômicas. Maior rapidez de instalação. Em geral menor custo por TR. Garantia de desempenho por testes de fábrica.

operando ao nível do mar. considere um espaço que deve ser mantido a 25 °C. (b-) idem para zona 2 e (c-) capacidade da serpentina de resfriamento e desumidificação.5 kg/s. Para o sistema com reaquecimento determine: (c-) a umidade relativa do ambiente. 2) Considere uma instalação para múltiplas zonas com reaquecimento. A vazão de ar externo corresponde a 25% da vazão de cada zona. A vazão de ar insuflada no ambiente é de 30 kg/s e a vazão de ar externo é de 4. (d-) a capacidade do sistema de reaquecimento e (e-) a capacidade de resfriamento do sistema.325 kPa como pressão atmosférica). Para o sistema de bypass determine: (a-) umidade relativa do ambiente e (b-) a capacidade de resfriamento do sistema. e que possui 205 kW de carga sensível e 88 kW de carga latente quando a temperatura externa é de 35 °C e a umidade relativa 40%. sendo que o sistema é constituído de dois ambientes condicionados com as seguintes características: Zona 1: deve ser mantida a 22 °C e 40% de umidade calor sensível = 80 kW & calor latente = 20 kW Zona 2: deve ser mantida a 26 °C e 30% de umidade calor sensível = 75 kW & calor latente = 25 kW Considerando que o ar na saída da serpentina de resfriamento se encontra saturado a 5 °C. 3) Um sistema de ar condicionado com temperatura constante e vazão variável deve ser utilizado para condicionar os mesmos ambientes do exemplo 2.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica PROBLEMAS: 1) Com o objetivo de comparar as condições ambientes produzidas e a potência instalada de um sistema com bypass e um sistema com reaquecimento. Considere as mesmas condições para o ar na saída da serpentina de resfriamento. (obs: considerar 101. Observe que para este sistema não é possível especificar a umidade das zonas condicionadas. logo se deve considerar somente as suas temperaturas. As condições do ar na saída da serpentina de resfriamento são: TBS = 10 °C e φ = 95 %. num local onde a temperatura de bulbo seco é 32 °C e a de bulbo úmido 23 °C. determine: (a-) a vazão de ar e a potência do reaquecimento para a zona 1. 117 . Determine para este sistema (a-) a vazão de ar de cada zona e (b-) a capacidade da serpentina de resfriamento para estas condições.

não é uma idéia nova. estratégias e equipamentos para armazenagem. no período da tarde. No Brasil. O frio é armazenado através da produção de gelo (Figura 8. também são apresentadas por Kintner-Meyer e Emery (1995) e por Potter et al. na indústria de ar condicionado. alcança seu pico diário. podem ser utilizados os sistemas de condicionamento de ar que adotem a técnica de termoacumulação com gelo. sobre vários sistemas de ar condicionado utilizando termoacumulação. através do planejamento do funcionamento da central frigorífica. Isto ocorre durante a noite. pois este é um método para nivelar as potências demandadas. Análises econômicas e operacionais. tem se tornado uma prática comum. o uso da termoacumulação de frio. Deve-se observar também que a carga térmica dos sistemas de ar condicionado para conforto térmico. quando a demanda de energia é mínima.1 – Introdução Os sistemas de condicionamento de ar. Uma discussão geral da técnica de termoacumulação de frio pode ser encontrada no ASHRAE Handbook. onde são analisados aspectos econômicos. provoca a elevação do custo inicial dos equipamentos. sendo que as primeiras instalações somente começaram a aparecer em 1985 (Chiachia. Como solução para estes problemas. para que a central frigorífica tenha capacidade suficiente para atender a todas as variações de carga do sistema. justamente no horário em que as tarifas elétricas são mais elevadas. auxilia no resfriamento nos horários de ponta de carga do ar condicionado no dia seguinte. (1995). o que também permite tirar proveito da tarifa elétrica horo-sazonal. fora dos horários de ponta. e principais aplicações. 118 . Assim. O que levou ao desenvolvimento de diferentes sistemas para produção e armazenamento de gelo. além de não atender à crescente necessidade de conservar energia. dentre os quais se destacam os sistemas de acumulação com expansão direta e os sistemas de acumulação indireta Strand (1994).UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Capítulo 8 – Termoacumulação 8. “HVAC Systems and Aplications”. Durante muitos anos este conceito tem sido usado no condicionamento de ar em instalações com demanda de pico de curta duração. ou através do resfriamento de água feito pelo sistema frigorífico. O frio armazenado. Armazenar frio durante a noite e usá-lo durante o dia. Durante os últimos vinte anos. não possuem carga térmica constante. seus componentes são geralmente especificados em função do pico de demanda. em geral. Agora surge um interesse renovado para um uso mais amplo de sistemas de armazenagem de frio. o número de instalações que utilizam a técnica de termoacumulação com gelo é superior a 100. de modo a deslocar o consumo total ou parcial para os horários cuja tarifa elétrica é menos elevada.1). tanto por parte dos usuários como também por parte das empresas geradoras de eletricidade. nem tão pouco experimental. de uma forma geral. Este procedimento. como igrejas e teatros. 1993).

operando somente 10 ou 12 horas por dia. operando 24 horas por dia.2 representa a carga teórica de refrigeração de 100 TR mantida durante 10 horas. como uma maneira segura e econômica para reduzir os custos operacionais e de investimentos em novas usinas de geração de energia. 119 . Sistemas de Termoacumulação. Quando aplicados em reforma ou retrofit de instalações existentes.1 – Sistema de termoacumulação com banco de gelo (internal-melt ice storage system). Projetistas podem especificar equipamentos (chillers) de capacidade média. as cargas térmicas de refrigeração são medidas em termos de “Toneladas de Refrigeração” ou “TR” necessárias.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica responsáveis pela oferta de energia elétrica. A termoacumulação não só pode reduzir pela metade os custos operacionais. como também pode reduzir substancialmente os desembolsos de capital. têm suas capacidades indicadas em “Toneladas Hora” ou “TRHORA”. entretanto. ao invés de máquinas com capacidade integral para atender aos picos. ou uma carga de refrigeração de 1000 TR-HORA. um sistema de termoacumulação pode freqüentemente suprir as cargas térmicas adicionais sem aumento da capacidade do chiller existente. A Figura 8. Figura 8. Cada um dos 100 quadrados no diagrama representa 10 TR-HORA. quando os sistemas são adequadamente projetados para novos edifícios comerciais e industriais. Em projetos convencionais de sistemas de ar condicionado.

A Figura 8. encontra-se um total de 75.3 representa o perfil típico da carga térmica de um sistema de condicionamento de ar de um edifício comercial. Na prática. Durante as outras 8 horas. cada um dos quais representando 10 TR-HORA.2: Carga teórica de refrigeração de 100 TR. o chiller de 100 TR é utilizado na sua capacidade máxima somente durante duas das 10 horas do ciclo diário. ou seja: TR − HORA (c arg a real) X100 TR − HORA − CARGA (Potencial total) 750 1000 Fator de c arg a(%) = = X 100 Neste caso. para atender à carga de refrigeração de 100 TR no horário de ponta. Como se vê. apenas uma parcela da capacidade total do chiller é solicitada. A carga de ar condicionado atinge o seu pico durante o período da tarde (geralmente entre 14:00 e 16:00 h). Somando-se os quadrados sombreados. Se o fator de carga é baixo. Ele é capaz de prover 1000 TR-HORA. o desempenho econômico do sistema também é baixo. é necessário especificar chiller de 100 TR. o chiller tem um fator de carga de 75 %. Entretanto. quando a temperatura ambiente é mais alta.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Figura 8. nenhum sistema de condicionamento de ar de edifícios comerciais opera com 100% de capacidade durante todo o ciclo diário de refrigeração. O fator de carga é definido como a relação entre a carga real de refrigeração e a capacidade potencial total do chiller. quando somente são solicitadas 750 TR-HORA. 120 .

usando a o chiller existente.6 TR (750 TR-HORA / 14:00 horas = 53. Essa estratégia é chamada Sistema de Armazenagem Total e é freqüentemente aplicada em instalações existentes. A Figura 8. poder-se-ia utilizar um chiller de menor capacidade. quanto pela redução nas horas de tarifas altas. mas com a carga de refrigeração completamente deslocada para as 14 horas fora do horário de uso da refrigeração. O chiller é usado para produzir e armazenar gelo ou para resfriar água durante a noite. 8. alcançando um fator de carga de 100 %. Quando as tarifas de energia elétrica requerem um deslocamento completo de carga.2 – Escolhendo Armazenagem Total ou Parcial Duas estratégias de administração de carga são possíveis com o sistema de armazenagem de frio por bancos de gelo.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Figura 8. tem-se a carga média do edifício durante todo o período de refrigeração. pode-se usar um chiller de capacidade convencional.6 TR). o que resulta em significativa redução dos custos de energia. o desempenho econômico. A carga média foi reduzida para 53. O frio armazenado atende à demanda de 750 TR-HORA durante o dia. Se a carga do ar condicionado pudesse ser deslocada para um horário fora de ponta. Dividindo-se o total de TR-HORA do edifício pelo número de horas que o chiller opera. tanto pela redução do pico da demanda.4 mostra o mesmo perfil da carga de ar condicionado do edifício comercial.3: Perfil típico da carga de ar condicionado de um edifício comercial. 121 . com armazenagem de energia (frio) suficiente para deslocar a carga total para as horas fora de ponta. ou nivelada para a carga média.

Ele formará gelo ou resfriará água durante a noite. O aumento das horas de operação de 14 para 24 horas resulta na carga média mais baixa possível (750 TR-HORA / 24 horas = 31. A incidência de tarifa de ponta da demanda é consideravelmente reduzida e a capacidade do chiller pode ser reduzida em 50 a 60% ou mais. onde a tarifa de energia é mais elevada (Figura 8.4: Sistema de armazenagem total. o chiller funciona continuamente.6) 122 . um Sistema de Armazenagem Parcial é a estratégia de administração de carga mais prática e aquela de maior eficiência de custo. com desligamento do chiller no horário de ponta do sistema elétrico. Figura 8.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Figura 8.5. Neste método de nivelamento de carga. e durante o dia refrigerará diretamente com a ajuda do frio armazenado. como ilustrado na Figura 8. Em instalações novas. Uma outra possibilidade é a estratégia armazenagem parcial.25 TR).5: Sistema de armazenagem parcial.

com desligamento do chiller no horário de ponta. 123 .UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Figura 8.6 – Sistema de armazenagem parcial.

Checar e eliminar e reduzir as frestas ao redor das armações de portas e janelas. ventilar os espaços vazios em baixo dos telhados (áticos). 124 . Instalar vidros reflexivos ou películas plásticas nas janelas de vidro. 9. que será aplicado um isolamento de isopor. Para este item também vale a afirmação anterior quanto ao consumo de energia do sistema de iluminação. com 2. • Instalar vidros duplos em lugar de vidros simples. Exemplo: Um ambiente cuja parcela da carga térmica referente a transmissão de calor pelo teto é de 18. e se possível. Esta medida reduz o consumo de energia. tem sua cobertura composta por uma laje de concreto com 18 cm de espessura. É importante determinar o efeito de tal solução quando se utiliza iluminação natural. caso necessário). Fechar com material opaco as janelas que não estejam contribuindo efetivamente com iluminação natural. Esta solução é fundamentalmente importante para sistemas de calefação. • • • Checar a vedação de portas e janelas. • • Manter os níveis de iluminação do ambiente dentro do mínimo recomendo por norma. Para as estruturas podem ser citados os seguintes pontos. Deve-se chegar a um ponto de equilíbrio ótimo entre o consumo de energia para climatização e para iluminação. sobre a laje. passíveis de melhorias que resultarão na redução do consumo de energia: • Aplicação de isolamento nos telhados. • Considerar a possibilidade de utilizar telhados de cor clara. Instilar persianas exteriores ou brises. Estime a redução da carga térmica deste ambiente. forros falsos e paredes. Substituir vidros quebrados e corrigir imperfeições nas vedações dos mesmos (reaplicar a massa de vedação/sustentação. diminuindo-se assim os ganhos de calor por radiação solar. instalar juntas de vedação. nas janelas dos ambientes climatizados. para diminuir os ganhos de calor por insolação. porém necessita de uma análise econômica detalhada.1 – Estrutura.0 TR.5 cm de espessura. Entende-se por estrutura o conjunto de elementos que configuram os edifícios ou locais servidos pelas instalações de ar condicionado.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Capítulo 9 – Melhorias Energéticas Possíveis. • • Sempre que possível. reduzir o máximo possível a fresta entre as folhas. considerando. • • No caso de portas com duas folhas.

9 TR 0.85 kW TR = 13240 kWh ano Se a tarifa de energia elétrica é de 0.07 = = 0. isto é. devendo ser considerada a máquina do caso em análise.326 = 5.85 kW/TR. sendo que um calculo detalhado deveria levar em consideração as variações de temperatura ao longo do ano. 22 dias/mês e 12 meses/ano. Área Ilu min ada = 600 m 2 / andar 5 andares = 3000 m 2 Re d de C arg a Térmica = 3000 m 2 20 W m2 = 42000 W = 11.28 Proporcionalmente aos 8. Estimou-se que cerca de 70% da iluminação pode ser desligada no período pós-expediente.07 ! Qcom Ucom A teto ∆Teqv 1.0 TR. 9 TR 125 . Exemplo: Um edifício de 5 andares (600 m2/andar) tem uma taxa média de iluminação de 20 W/m2. Estimar a economia de energia do sistema de condicionamento de ar.28 kcal h m2 " C kcal h m2 " C Teto com isolamento: Ucom = 1. devido à redução da iluminação. Consumo = 10 h dia 22 dia mês 12 mês ano 5.118 = 1562 Obs: 1. e que o sistema de condicionamento de ar utiliza um chiller cuja eficiência é de 0. a redução do aporte de calor pelo teto será de: ! Qcom = 18.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Teto sem isolamento: Usem = 3. a redução no consumo será: Re d. A carga térmica em excesso foi estimada para valores extremos. A eficiência do chiller foi considerada para um equipamento antigo.9 TR (17841 kcal / h) Considerando que o sistema opera 10 h/dia. das 18:00 as 22:00 horas.118 R$/kWh.326 = ! Qsem Usem A teto ∆Teqv 3. tem-se uma economia de: kWh ano R$ kWh R$ ano Economia = 13240 0.0 0. 2.

bombas.9 TR 0. com 9300 m2 de área. passando de uma taxa média de iluminação de 33 W/m2 para 21 W/m2. Estimar a economia de energia do sistema de condicionamento de ar. 22 dias/mês e 12 meses/ano.2 – Sistemas de Condicionamento de Ar. e que o sistema de condicionamento de ar utiliza um chiller novo. W m2 Re d.6 = 50212. tem-se uma economia de: kWh ano R$ kWh R$ ano Economia = 50212.8 Se a tarifa de energia elétrica é de 0. possua um sistema de iluminação que vai ser otimizado. dutos.118 R$/kWh. etc) e elétricos (de potência. 126 .7 TR Considerando que o sistema opera 10 h/dia. tem-se uma economia de: kWh ano R$ kWh R$ ano Economia = 10053 0. e que o sistema de condicionamento de ar utiliza um chiller com eficiência de 0. cuja eficiência é de 0.118 R$/kWh. tem-se: h dia dia mês mês ano kW TR kWh ano Consumo = 4 22 12 11.7 TR 0.8 0. tubulações.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Considerando que o sistema opera 22 dias/mês e 12 meses/ano. de C arg a Térmica = 9300 m 2 (33 − 21) = 111600 W = 31.6 kW/TR. a redução do consumo será de: h dia dia mês mês ano kW TR kWh ano Re d. devido otimização do sistema de iluminação.118 = 1186 Exemplo: Suponha que um edifício. Devem ser analisados todos os componentes.118 = 5925 9.8 kW/TR. manobra e regulagem). Consumo = 10 22 12 31. sejam mecânicos ou elétricos.80 = 10053 Se a tarifa de energia elétrica é de 0. Os sistemas de condicionamento de ar são constituídos por instalações e equipamentos mecânicos (ventiladores.

• Utilizar motores elétricos de potência adequada. Certas modificações podem aumentar o consumo de energia.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica • Analisar detalhadamente todos os sistemas antes de efetuar modificações. • Utilizar a água dos sistemas de condensação dos equipamentos frigoríficos para préaquecer a água quente sanitário ou industrial. • Fazer com que os elementos auxiliares do sistema de condicionamento de ar somente sejam usados postos em marcha quando sejam necessários. de acordo com as necessidades reais da instalação. 127 . • • • • Desligar todos os sistemas quando não vão realmente ser utilizados. • Quando do comissionamento da instalação. Diminuir a vazão de ar exterior de renovação até o valor mínimo permissível para satisfazer os critérios de ventilação. • Estabelecer um zoneamento correto da edificação. • Utilizar água de condensação para alimentar pré-aquecer o ar externo. • Utilizar água de condensação para alimentar as serpentinas de reaquecimento dos sistemas de climatização. deve-se determinar o valor das infiltrações de ar externo. • Desligar os ventiladores de extração de zonas não ocupadas e manter a vazão destes ventiladores dentro dos valores estabelecidos em projeto (valor mínimo possível). ou mesmo em intervalos regulares. Motores elétricos superdimensionados trabalham com rendimento baixo. utilizando sistemas distintos para as zonas perimetrais (sujeitas aos efeitos climáticos) e as zonas interiores (sujeitas basicamente a cargas devido à iluminação e ocupação). Estudar e otimizar o horário de partida e parada dos sistemas de climatização. • • Minimizar as fugas de ar dos dutos. quando os sistemas não vão ser utilizados. Isto pode ser realizado conectando os ventiladores ao interruptor de iluminação. pois estas podem constituir uma porcentagem importante da vazão mínima de ar externo. • Fazer com que os ventiladores de extração de banheiros e lavabos funcionem somente quando estejam ocupados. • Ajustar a temperatura da água gelada e da água quente. Checar os dampers para garantir que sejam mínimos os vazamentos (fluxo através dos dampers) quando completamente fechados. Fechar as tomadas de ar exterior.

filtros de melhores (classes maiores) provocam maior perda de carga. diminuindo assim as incrustações nas tubulações em tubulações. Reparar todos os isolamentos em mau estado de conservação. • Utilizar um sistema de tratamento de água adequado. • Manter ajustado o sistema de purga do circuito de água das torres de resfriamento. para que estes sempre estejam em ótimas condições. 128 . • Se existe vapor de alta pressão. analisar a possibilidade de instalar turbinas para acionar bombas e ventiladores. água gelada. Considerar a possibilidade de utilização de resfriamento evaporativo do ar para a climatização de certos ambientes. água quente. • Analisar a possibilidade de aumentar a área dos filtros de ar para diminuir sua perda de carga. Normalmente. consumindo mais energia.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica • • Se houver disponibilidade. Ajustar o diâmetro dos rotores das bombas para compatibilizar seu funcionamento coma as necessidades dos circuitos. Diminuir as vazões de água gelada e quente. até os valores mínimos possíveis. Analisar a possibilidade de substituição de equipamentos de calefação elétricos por outros que trabalhem com um fluido quente. • Estabelecer u programa cuidadoso de manutenção dos filtros de ar. aproveitar o condensado de vapor para pré-aquecer a água. evitando a perda excessiva de água e produtos químicos. etc). • Verificar se a classe dos filtros de ar atendem as exigências da instalação em questão. Tanques subdimensionados provocam a perda de água. trocadores de calor. A presença de ar nas tubulações aumenta o consumo de energia. refrigerante. • Verificar se as dimensões dos tanques de expansão são adequadas. Verificar se os purgadores de ar dos circuitos hidráulicos estão funcionando corretamente. etc. serpentinas de água e condensadores. • • Manter limpos os filtros das tubulações de água gelada e quente. • Identificar e reparar todas as fugas de fluidos existentes (ar. • • Manter limpos evaporadores. óleo. • • • • Isolar tubulações e dutos que passam por espaços não condicionados e/ou não ocupados.

A carga térmica em excesso foi estimada para valores extremos.118 = 753 Obs: 1. em 2500 m3/h e 25000 kcal/h (8. sendo que um calculo detalhado deveria levar em consideração as variações de temperatura ao longo do ano. causando um perda de carga em excesso de 10 mmCA (0. Exemplo: Verificou-se que uma instalação de condicionamento de ar tem seus Fan-Coil operando com uma vazão de 23000 m3/h. respectivamente.1 kPa).118 R$/kWh. 2. Estimar o excesso de consumo destes equipamentos e a economia que poderia ter sido efetuada. estimar o consumo em excesso do equipamento de condicionamento de ar. este excesso de vazão corresponde a uma carga de: 560 2500 ⋅ 8. A eficiência do chiller foi considerada para um equipamento antigo.3 = 1. 22 dias/mês e 12 meses/ano.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Exemplo: Num determinado escritório. calculou-se o ar de ventilação para 100 pessoas e a carga térmica referente ao ar de renovação.3 = 6383 Se a tarifa de energia elétrica é de 0.3 TR).3 kW/TR.86 TR (5622 kcal / h) Considerando que o sistema opera 10 h/dia. O ar em excesso corresponde a: 3060 − 2500 = 560 m 3 / h Proporcionalmente aos 8.3 TR. o excesso de consumo será de: h dia dia mês mês ano kW TR kWh ano Consumo = 10 22 12 1. Durante três meses de um ano. A potência do ventilador necessária para compensar o excesso de perda de carga pode ser estimada por: 129 . Considerando que o gerente de manutenção mediu na tomada de ar externo a vazão de 3060 m3/h. os filtros destes Fan-Coils estiveram sujos. devendo ser considerada a máquina do caso em análise. e que o sistema de condicionamento de ar utiliza um chiller antigo. tem-se uma economia de: kWh ano R$ kWh R$ ano Economia = 6383 0.86 TR 1. cuja eficiência é de 1.

Como métodos para a redução do consumo de energia destes sistemas podem ser citados: 1. em l/s. 5. caso não exista.118 R$/kWh. vazão. aumentando-se a eficiência de operação (regulagem) dos dampers de by-pass. os sistemas VAV podem fornecer ar aquecido ou refrigerado. 4. à temperatura constante.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica W= ! V PD 750 potência. Instalar damper de regulagem da sucção do ventilador. 9.51 kW onde: W V PD Para o exemplo: Considerando que o sistema opera 10 h/dia.3 – Redução do Consumo de Energia em Instalações de Ar Condicionado. Como descrito anteriormente. tem-se uma economia de: kWh ano R$ kWh R$ ano Despeza em Excesso = 5622 0.40 9. 1 h m3 l l ! = 63888 V = 230000 1000 3 h m 3600 s s W= 63888 0. perda de carga. 3. e 22 dias/mês. Caixas VAV terminais.3. controlam a quantidade que será insuflado no ambiente. 130 .51 kW = 5622 Se a tarifa de energia elétrica é de 0. Redução da temperatura da água quente e aumento da temperatura da água fria. kW. em função da sua carga térmica. tem-se: h dia dia mês mês ano kWh ano Consumo = 10 22 3 8. localizadas em cada zona.1 750 = 8. Trabalhar com temperaturas do ar refrigerado não inferior à necessária para satisfazer a zona com carga térmica máxima. para todas as zonas servidas. de acordo com os requerimentos do sistema.118 = 663. Instale controles de pressão estática. Redução do volume total de ar tratado pelo sistema até o mínimo satisfatório.1 – Sistemas Com Vazão de Ar Variável (VAV). em kPa. 2.

Redução da temperatura do ar quente e aumento da temperatura do ar refrigerado. para todas as caixas de mistura. As oportunidades para a redução do consumo de energia destes sistemas residem em: 1. até o nível mínimo aceitável.3. de forma que se atinja a temperatura adequada para satisfazer a carga térmica da zona em que está instalada. por exemplo. Como medidas para a redução do consumo de energia podem ser citadas: 1. Inspecionar os bocais. para evitar excessiva perda de carga. Cada zona é servida por dois dutos. Como métodos para a redução do consumo de energia destes sistemas podem ser citados: 1. que alimentam uma caixa de mistura. ou são usados para fornecer a vazão exata de ar insuflado. 2. ambos à temperatura constante. Manter os bocais limpos. Investigar a possibilidade de conversão destes sistemas para vazão de ar variável. em função das condições externa. ao invés de se utilizar um ajuste automático. 9. 3. O condicionador central dos sistemas duplo duto fornecem ar aquecido ou refrigerado. 2.2 – Sistemas Com Vazão Constante (VAC) A maioria dos sistemas com vazão de ar constante fazem parte se um outro sistema. Nestes condicionadores o ar primário é descarregado através de bocais.3. Fixar a vazão de ar primário em valores iguais aos de projeto. Esta caixa mistura o ar quente com o ar refrigerado. 2. induzindo uma certa quantidade de ar do ambiente através de serpentinas de aquecimento ou resfriamento. 131 . 9. quando for efetuado o balanceamento da instalação. Verificar se houve alargamento dos orifícios dos bocais em decorrência da utilização. um com ar quente e outro com ar refrigerado. durante o ciclo de resfriamento. um sistema duplo duto. balancear novamente a quantidade de ar primário. Redução da vazão de ar. Determinar e utilizar a mínima vazão de ar que é suficiente para atender as cargas térmicas. Se houve alargamento.3.3 – Sistemas de Indução Estes sistemas fornecem ar primário à alta velocidade para os condicionadores de indução instalados nas diferentes zonas.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 9. 4. Trabalhar com temperatura da água fria no máximo valor possível.4 – Sistemas Duplo Duto. Considerar a possibilidade de utilização de ajuste manual da temperatura do ar primário durante o aquecimento.

132 . 2. 9. Em seguida. fechar o duto de ar quente e desligar o sistema de aquecimento. Operar o sistema como se fosse constituído de um único duto Quando o sistema passa a operar como de fosse de duto único. há uma redução de 27% na potência do ventilador. Operar o sistema como se fosse constituído de um único duto. aquecem ar primário. instaladas em cada zona. Deve-se observar que a remoção da serpentina de aquecimento não é recomendada se o controle de umidade é crítico na zona considerado. para uma única zona. As oportunidades para a redução do consumo de energia destes sistemas residem em: 1. para 10% de redução da vazão. ou até aquela mínima para satisfazer todas as zonas. o que resulta em economia de energia de duas formas. Nestes sistemas o condicionador central fornece ar a uma dada temperatura para todas as zonas servidas pelo mesmo.3. Um sistema de zona única é aquele que fornece ar aquecido ou refrigerado.6 – Sistemas Com Reaquecimento Terminal. 4. controlado por seu termostato. Pontos que podem resultar em redução do consumo de energia são: 1. Aumento da temperatura de insuflamento durante o verão e redução durante o inverno. Isto permite a remoção da serpentina de aquecimento. Assim. A segunda está relacionada com as dimensões das serpentinas de resfriamento. em função da carga térmica da zona considerada.3. em local apropriado. O condicionador de ar pode estar instalado dentro da própria zona ou fora desta. Deve ser lembrado que a potência do ventilador varia com o cubo da vazão. reduzindo-se a potência do ventilador. Quando não existir cargas de resfriamento. Redução da vazão de ar para sistemas com zona única. através da mudança da tubulação de água (fria ou quente). Isto permite trabalhar com menores temperaturas da água quente. portanto há economia de energia. fechar o duto de ar frio e desligar o sistema frigorífico. portanto há economia de energia associada ao ventilador. e o ar pode ser insuflado diretamente no ambiente ou distribuído por dutos.5 – Sistemas de Zona Única. Quando não existir cargas de aquecimento. 3. ocorre uma redução da vazão de ar. A primeira resulta da redução da perda de carga do sistema. 9. Em alguns sistemas a vazão de ar pode ser reduzida até um mínimo satisfatório. serpentinas de reaquecimento. Utilização da serpentina de resfriamento para fornecer tanto resfriamento como aquecimento. as quais são muito maiores que as de aquecimento.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 3.

Acima desta temperatura o resfriamento por ar externo não é econômico. Entre estes parâmetros estão: 1. Se não for necessário um controle preciso de umidade e temperatura. portanto estes sistemas devem ser cuidadosamente avaliados. por exemplo 21 °C (este valor depende da localização). O ciclo economizador controlado por temperatura de bulbo seco é ativado quando a temperatura externa de bulbo seco é inferior a um determinado valor. 9. O sistema de umidificação também será sobrecarregado.1 – Ciclo Economizador Controlado por Temperatura de Bulbo Seco. abrirão primeiro os dampers de ar externo. e os dampers de ar externo fecham até a posição mínima. deve ser analisada a possibilidade de conversão do sistema para um VAV. deve-se reduzir a temperatura e a vazão de água da serpentina de reaquecimento. 133 . até valores mínimos satisfatórios. Após a abertura dos dampers. A operação deste ciclo pode ser automatizada instalando-se dampers de ar externo dimensionados para 100% da vazão insuflada e controles locais que.4 – O Ciclo Economizador O conceito básico de ciclo economizador é a utilização de ar externo para resfriamento. Ocupação da edificação. levando em consideração sua aplicação especifica. O custo de sua implantação. durante a operação em ciclo economizador. quando as condições ambientais permitem. Para se efetuar o resfriamento através do ar externo geralmente necessita-se de um ventilador de retorno adicional e de equipamentos de controle (para o economizer). 5. um aumento da temperatura do ambiente climatizado deverá fazer com que os controles acionem o sistema de resfriamento (serpentinas de expansão direta ou água gelada). Há diversos parâmetros que devem ser avaliados para determinar se o ciclo economizador se justifica. 3.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 2. Se for necessário um controle preciso da temperatura e da umidade nas zonas.4. 2. em um eventual aumento da temperatura do ambiente condicionado. A compatibilidade do “economizer” com outros sistemas. 4. eliminando-se as serpentinas de reaquecimento. O zoneamento da edificação. 9. Clima. para satisfazer a ventilação. 3.

o controlador que atua sobre a válvula de água gelada também opera os dampers de ar externo e de retorno. é uma função da temperatura de bulbo seco e da umidade relativa do ar (ou temperatura de orvalho).2. Em seguida determina qual fonte de ar resultará na menor carga térmica sobre a serpentina de resfriamento. No sistema mostrado na Figura 9. os dampers de ar externo e de retorno são modulados de forma que a temperatura de mistura seja constante. exceto para os climas bastante secos. a economia de energia será maior devido à maior precisão na mudança de regime de resfriamento. 9.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Figura 9. que é bastante comum.2 – Ciclo Economizador (por temperatura) – Controle da Temperatura da Água. O controlador de entalpia mede a temperatura de bulbo seco e a umidade relativa do ar externo e no duto de retorno. Se o sistema utiliza um controle por entalpia do ar externo. Da mesma forma que no 134 . o controlador habilita o ciclo economizador. Este último método é melhor. Na Figura 9. determinando as suas respectivas entalpias.2 – Ciclo Economizador Controlado por Entalpia. Se o ar externo representa a menor carga. A carga térmica aplicada a uma serpentina de resfriamento é função da entalpia do ar na entrada da mesma e a entalpia.4.1. sendo que a válvula de água gelada é operada seqüencialmente com estes dampers. pois reduz a carga sobre a serpentina de resfriamento e desumidificação.1 – Ciclo Economizador (por temperatura) – Controle da Temperatura de Mistura. Figura 9. por sua vez.

Genericamente. maior a quantidade de vapor de água que pode ser absorvida. Figura 9. O ar atmosférico é uma mistura de ar seco e vapor de água.5 – Resfriamento Evaporativo. sendo que a válvula de água gelada também é operada seqüencialmente com estes dampers. A evaporação de um produto qualquer é um processo endotérmico. Esta transferência de calor pode ser forçada (quando fornecemos o calor) ou induzida (quando criamos condições para que o produto retire calor do meio). 135 . o controlador da Figura 9. retirando calor da água remanescente.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica sistema da figura anterior. demanda calor para se realizar. Para que haja esta absorção é necessário que a água utilizada passe da fase líquida para a fase vapor. que se resfria por ceder este calor. Como o ar já se encontra diluído e ocupando todos os espaços disponíveis. Um exemplo bastante conhecido de resfriamento evaporativo é a Torre de Resfriamento. devemos procurar aumentar a área de contato entre a água e o ar. 9. Assim sendo. Esta mudança de fase demanda uma quantidade de energia que é retirada do meio. resfriando-o. apto a absorver mais umidade. resfriamento evaporativo ocorre quando algum meio ou produto cede calor para que a água evapore. resultando numa corrente de ar mais fria à saída do resfriador evaporativo. pois nela uma parcela de água é induzida a evaporar. No resfriamento evaporativo de ar. resta-nos a água para dispersar.3 atua sobre a válvula de água gelada e sobre os dampers de ar externo e de retorno. Na prática esta condição de ar saturado só é observada durante e logo após uma chuva. portanto. Ciclo Economizador (por entalpia) – Controle da Temperatura da Água gelada. Existe um princípio básico nas reações físico-químicas segundo o qual quanto maior a superfície de contato entre os reagentes. Quanto mais seco o ar (menor UR). isto é. Normalmente o ar encontra-se não saturado (UR<100%) e. o mesmo princípio é utilizado: o ar cede energia (calor) para que a água evapore. no caso o ar.3. Para uma dada condição de temperatura e pressão esta mistura tem capacidade de conter uma quantidade máxima de vapor d’água (ar saturado = 100% de umidade relativa ou 100% UR). maior a velocidade da reação.

Os resultados globais atingidos por qualquer dos sistemas acima descritos dependem ainda do fluxo do ar. retendo poeira e sujeiras na colméia. isto é. • Este processo realiza ainda uma lavagem do ar. Estas considerações são normalmente levadas em conta pelos fabricantes dos equipamentos. utilizando materiais com elevada superfície exposta. 136 . entrando em contato íntimo com o meio úmido e absorvendo água até bem próximo da saturação. Há ainda aqueles ambientes em que a manutenção de elevada umidade relativa é requisito das condições do processo industrial. molhando todo o meio. A água é distribuída na parte superior de colméias (ou mantas) e desce por canais pré-formados ou aleatórios. Temos que o sistema evaporativo tem aplicação em quase todo tipo de ambiente. tendem a gotejar nos bicos até a estabilização da pressão de água no sistema. mesmo que micro-pulverizada. todos podem se beneficiar das vantagens do resfriamento evaporativo. pode ser utilizada renovação de ar total. e entre elas podem ser citadas: • Resultam em maior variação da temperatura do ambiente condicionado. de áreas pouco povoadas a grandes adensamentos. com uma gama de utilizações muito mais abrangente do que o ar condicionado e a ventilação tradicionais. deixando no equipamento a água excedente. O ar atravessa transversalmente a colméia (ou manta). e estas variações têm que ser aceitáveis para os ocupantes. as quais são continuamente lavadas pela água excedente. de áreas de lazer a locais de trabalho. de locais com baixa carga térmica a grandes geradores de calor. que cortam o fluxo de água quando determinada umidade relativa é atingida. dependendo da umidade desejada. pois o ar só absorve a umidade que pode comportar. Estes sistemas apresentam desvantagens. É necessária a adequação de vazão e velocidade para que se obtenham as melhores condições ambientais. Quando lançada no ambiente. o que fará com que não seja absorvida pelo ar e se precipite. Mesmo sistemas com umidistatos e válvulas solenóides. parcial ou mesmo nula. Assim sendo. São métodos bastante eficientes. no entanto. sprays (atomizadores). que atingem elevados índices de umidificação e abaixamento de temperatura. Nunca se ultrapassa o ponto de saturação.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Uma maneira de aumentar a área de contato é forçar a água através de chuveiros. As principais vantagens deste método são: • • A parte molhada do sistema fica restrita ao equipamento. que este tipo de umidificação seja efetuado dentro do resfriador. Outra maneira adotada é a de utilizar superfícies de contato. molhando o que estiver em seu caminho até o solo. Recomenda-se. a água pode encontrar uma região já saturada. de pequenos a grandes espaços. Em tais ambientes.

• Manter os sensores limpos 9. • Proteger os termostatos e outros sensores. • Não é um sistema eficiente para climas quentes e úmidos 9.7 – Uso de Motores Eficientes Os sistemas de condicionamento de ar utilizam uma quantidade de motores apreciáveis: bombas. tem-se: 137 . permitindo que a temperatura ambiente flutue entre margens relativamente amplas. a vazão de ar externo pode variar em função das condições externas.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica • Dependendo do tipo de instalação. principalmente aqueles de grandes potências e que operam continuamente. • Sempre que possível. sendo os 5 a 25% da potência restantes perdidos internamente no motor. Entrada η= Para uma mesma potência de saída (por exemplo: 100 hp). os rendimentos típicos dos motores podem variar na faixa de 75 a 95%. • Avaliar a possibilidade de trocar as válvulas de três vias por válvulas de duas vias. consome-se menos energia. etc. torres de resfriamento. Na tabela abaixo é feita uma comparação entre motores Padrão e de Alto Rendimento: Em ocasiões de troca de motores. instalar controles de temperatura ambiente em todos e em cada um dos locais climatizados. • Avaliar a possibilidade de instalação de termostatos de controle flutuante. deve-se considerar a possibilidade de adquirir motores de Alto Rendimento. instalando-se um sistema de bombeamento com velocidade variável. Motores mais eficientes são projetados para converter uma quantia de energia elétrica maior em trabalho. unidades ventiladoras (“fan coils”). Instalando motores bem dimensionados e mais eficientes. A eficiência de um motor elétrico é dada por: Pot. para evitar sua manipulação por pessoas não autorizadas. Saída Pot. • Instalar os termostatos longe dos locais que sofrem grande influência de focos de calor ou frio.6 – Controle e Regulagem. Dependendo da potência (e idade).

5 91. Alto de Rendimento 89. que atuam sobre a freqüência da corrente dos motores. Saída  η  Pad η AR   Tempo   Para funcionamento contínuo durante 1 ano (8760 h). são obtidas através de estrangulamento (fechamento de válvulas e “dampers”).Uso de Inversores de Freqüência (VSD) Os Inversores de Freqüência são dispositivos eletrônicos.3 85.5 10 15 20 30 40 50 60 75 100 Efic.451.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 9. isto introduzia perdas consideráveis de energia. Considerando que ventiladores. 9.0 91.0 86. e que as formas de variar as vazões. pela alteração da rotação do equipamento.0 95.5 95.7 92. e sendo 1 hp = 745 W. permitindo alteração da sua rotação.4  1 1 − Dif.4 95.1 – Eficiência de motores elétricos padrão e de alto rendimento HP 5 7.1 94. vem:  1 1   8760 horas Dif Consumo = 74500 W  −    0.2 86. a utilização de VSD. Motor Padrão 83. 138 . Consumo = Pot. a economia será de R$ 2. Considerando ainda que as vazões são linearmente relacionadas com a rotação (da bomba ou ventilador).5 90.6 94.3 91.921 0.3 88.1 Efic.954  Dif Consumo = 24511 kWh Considerando que a tarifa da energia elétrica é de R$ 0.10/kWh. por outro eficiente). bombas e outras máquinas rotativas nem sempre operam a plena carga (sua vazão varia).7 91.8 . pode-se calcular o tempo de retorno do “investimento” (troca de motor não eficiente.4 93.0 93.00/ano. Com esta redução no consumo.3 89.6 92.7 91. via de regra. permite o controle da vazão sem a introdução de perdas.

o consumo cairá em relação cúbica. é mostrada uma tabela com custo instalado (nos EUA) de VSD para diversas potências. Tabela 9. Os sistemas VAV (Volume Variável) e de bombeamento. sendo mostrada na figura abaixo a variação da potência de um ventilador centrífugo em função da vazão. que a relação de potências varia com o cubo da rotação. isto significa que reduzindo a vazão (atuando na rotação). já aplicam largamente estes dispositivos. A seguir. para vários mecanismos de controle.4 – Comparação entre diversos sistemas de controle de ventiladores centrífugos 139 .  RPM A   α   RPM B  HP B   HP A 3 Estudos realizados nos EUA têm mostrado que os uso destes dispositivos pode economizar até 52% de energia.2 – Custo estimado de Inversores de freqüência Potência (hp) Custo Instalado U$ 5 10 30 50 2975 3575 7225 11100 Figura 9.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Vazão A  RPM A   α  RPM B  Vazão B   É oportuno lembrar.

68 Obs: Os aparelhos com compressores rotativos quando para exportação para o mercado americano tem as seguintes eficiências em ordem crescente de capacidade (9.85 9. devendo ser obtidos junto aos fabricantes. A relação entre o EER e seu correspondente em kW/TR é: kW TR 12 EER = A seguir. seu “EER” ou em kW/TR.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 9. Fonte: Brisola (1995).57 9. representando a relação entre o efeito útil e a quantidade de trabalho utilizado para produzi-lo.19 Compressor Alternativo Alternativo Alternativo EER 7. 8.03 8. para diversos tipos de equipamentos.5 7.88).94. o rendimento de um equipamento pode ser expresso através de seu COP.7 Tabela 9.4 – Aparelhos de Janela (1 Btu/h = 0.56. através do índice EER. são mostradas algumas tabelas com valores típicos de EER.252 kcal/h) Capacidade (Btu/h) 5000-9000 10000-18000 21000-30000 Compressor Rotativo Rotativo Rotativo EER 9.9 7.0 7. que estes valores são apenas para referência. 140 .9 – Rendimentos típicos dos equipamentos de condicionamento de ar. É conveniente lembrar. contudo. Tabela 9. 9.9 9. é expresso em Btu/h/Watts. Conforme foi visto anteriormente.3 – Aparelhos de Janela Capacidade (Btu/h) 7000 10000 12000 15000 18000 21000 30000 Fonte: Marques (1995) (1 Btu/h = 0.5 8.43 9.252 kcal/h) Compressor Alternativo Alternativo Alternativo Alternativo Rotativo Rotativo Rotativo EER 7. no caso de uso em estudos reais.6 9. O rendimento.

a ar remoto Cond.91 10.61 10. a ar Cond.1 11. Fonte: Brisola (1995) Tabela 9. a água Cond.34 7. a água Cond.252 kcal/h) Sigla 50 BR 006 50 BR 008 50 BR 012 50 BR 014 50 BR 016 50 BX 006 50 BX 008 50 BX 012 50 BX 014 50 BX 016 50 BZ 006 50 BZ 08 50 BZ 012 50 BZ 014 50 BZ 016 Cap Btu/h 73200 100800 144000 168000 194400 61200 90000 123600 151200 181200 6100 90000 123600 151200 181200 Compressor Scroll Scroll Scroll Scroll Scroll Scroll Scroll Scroll Scroll Scroll Scroll Scroll Scroll Scroll Scroll EER 11.44 7.6 7. a água Cond. a ar remoto Cond.0 Obs: A proporção de equipamentos com compressor rotativo é de 30%.Self Contained Tipo Cond.88 7.7 7.0 6.3 13. a ar remoto Fonte: Brisola 1995 (1 Btu/h = 0.58 7.41 7. a água Cond.6 .1 7.8 8. a ar remoto Cond.95 141 . a água Cond.1 9. a ar Cond.26 7. As eficiências mencionadas são as médias.84 10.5 – Splits Tipo Air Split Air Split Air Split Air Split Air Split Air Split Multisplit Multisplit Air Split Air Split Splitão Splitão Sigla High Wall 38PQ/PX012 38PV//PW018 38PV/PW024 38PV/PW030 38MSF/CR 38/40MS 233 38/40MS 383 38MR 233 38MR 383 40MSA 40MSA Cap Btu/h 12000 12000 18000 24000 30000 40000 39683 39683 39683 39683 60000 90000 (1 Btu/h = 0.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 9.2 8.83 7. a ar Cond. a ar Cond.37 7.85 7. a ar remoto Cond.0 6.73 7. a ar Cond.2 9.62 10.252 kcal/h) Compressor Altern/rotat Altern/rotat Altern/rotat Altern/rotat Altern/rotat Altern/rotat Altern/rotat Altern/rotat Altern/rotat Altern/rotat Scroll Scroll EER 7.

98 10.65 a 18.64 9.40 9.65 a 18.91 a 20.91 a 20.0 17.91 a 20.66 9.54 9.65 a 18.252 kcal/h) Cap Btu/h 3600000 4200 000 4800000 5400000 6000000 1 920 000 2160000 2400000 2760000 3000000 Compressor Centrifugo Centrifugo Centrifugo Centrifugo Centrifugo Centrifugo Centrifugo Centrifugo Centrifugo Centrifugo EER 17.75 Tabela 9.0 17.75 17.0 17.75 17.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 9.47 9.91 a 20.97 9.23 9.47 9.48 9.7 – Centrífugas (Chiller) Sigla 19 XL 19 XL 19 XL 19 XL 19 XL 23 XL 23 XL 23 XL 23 XL 23 XL Fonte: Brisola 1995 (1 Btu/h = 0.72 9.252 kcal/h) Cap BTU/h 430800 499200 604800 759600 982800 1195200 549600 638400 716400 932400 1227600 1574400 1926000 2155200 2395200 Compressor Alternativo Alternativo Alternativo Alternativo Alternativo Alternativo Alternativo Alternativo Alternativo Alternativo Alternativo Alternativo Alternativo Alternativo Alternativo EER 9.65 a 18.42 9.0 17.50 9.91 a 20.75 17.29 142 .0 17.75 17.8 – Chillers Sigla 39 GN 040 39 GN 045 39 GN 050 39 GN 060 39 GN 080 39 GB 100 39 GB 045 39 GB 055 39 GB 060 39 GB 075 39 GB 100 39 GB 125 39 GB 150 39 GB 175 39 GB 200 Fonte: Brisola 1995 (1 Btu/h = 0.47 9.65 a 18.

compressores. com base no ano de 2004. As tabelas com as classificações do do Selo Procel. deve ser motivo de estudos detalhados. que através do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). 143 .10 – Troca de Centrais de Água Gelada (CAG) O momento da troca dos resfriadores de líquido (“chillers”). em geral.asp#selo). são dadas abaixo. uma vez que já apresentam grau de obsolescência razoável e. tubos de trocadores. possibilitando economia nos custos de 9.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Outra fonte de dados para a eficiência de equipamentos ce condicionamento de ar o INMETRO. pode ser obtida na página do INMETRO (http://www. devem ser substituídos. fornece os consumidores informações que permitem avaliar e otimizar o consumo de energia dos equipamentos.gov. energia. Em geral. selecionar produtos de maior eficiência em relação ao consumo.inmetro. um nível de desgaste apreciável (controles. O Selo do Prêmio Nacional de Conservação de Uso Racional de Energia do Procel é concedido anualmente como forma de premiação aos equipamentos que estejam etiquetados no âmbito do PBE e que tenham obtido classificação "A.br/consumidor/pbe. etc). equipamentos com mais de 20 anos. sendo que a classificação completa dos aparelhos.

considerando todas as medidas de economia de energia possíveis. que um estudo de redução de cargas térmicas seria aconselhável. Uma redução de capacidade de 50 TR. A seguir. Considerando as restrições que vem sendo impostas pelo Protocolo de Montreal e pelo CONAMA. é apresentado um caso típico de análise técnico-econômica. Recomenda-se fazer um estudo minucioso. Tendo sido prevista a proibição total da produção/importação do R12 até janeiro de 2007.500. Em seguida. visando verificar as possibilidades de redução de carga térmica. são os refrigerantes utilizados nas máquinas. Depois. obtêm-se dados técnicos e custos dos novos equipamentos. em função do Protocolo de Montreal. Estes refrigerantes são largamente usados em equipamentos de grande porte. para substituição de “chillers” de uma instalação de condicionamento de ar. o equipamento continuaria a atender plenamente o sistema. isto é. já que uma redução de capacidade do equipamento (“retrofit”). dispõe sobre a proibição. e em se tratando de equipamentos mais novos (cerca de 10 anos). os Refrigerantes R11 e R-12 deverão ser substituídos em curto prazo pelos HCFC-123 e HFC-134a. É bom lembrar que só o “chiller”. de forma resumida. condensadores. seu histórico de manutenção (custos anuais com trocas de componentes). é provável se obtenha uma redução na capacidade da nova máquina. as datas previstas para a proibição da utilização dos CFS´s e HCHS´s. terá um custo inicial de cerca de U$450. poderá ser mais vantajoso executar o “retrofit” do equipamento em vez de adquirir novos equipamentos. da utilização de CFCs. poderia garantir-se que. A Resolução CONAMA 267 de Set/2000. O “retrofit” pode envolver a troca de rotores. Dispõe-se então dos elementos necessários para fazer uma análise técnico-econômica criteriosa. Outros aspectos a considerar. ao final das reduções de cargas da instalação e do “retrofit”.00/TR. também neste caso. levantar informações dos custos operacionais dos equipamentos existentes.00. no Brasil. não se deve fazer a troca por um de mesma capacidade. algo em torno U$ 22. sem considerar os outros equipamentos. mediante consulta aos fabricantes e de posse de uma “Especificação Técnica”. numa grande instalação representará. A tabela abaixo mostra. considerando todas as oportunidades aqui estudadas anteriormente. poderá ocorrer.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Necessariamente. Desta forma. Cabe lembrar. 144 . Em função das restrições impostas ao uso do R-11 e do R-12. de recalculada a carga térmica da instalação. gaxetas ou mesmo do compressor. prever trocas futuras (compressores. respectivamente. estabelecendo prazos e limites para importações destas substâncias. os “chillers” encontram-se superdimensionados. etc) e medir a sua “performance” (kW/TR). para balizar a virtual substituição. Em geral. Deve-se então.

Considerou-se a substituição dos mesmos.083 TRh Custos Operacionais Energia Elétrica: Existente Compressor Alternativo Compressor Parafuso kWh . R$ 0.354.136.E.278 840.118 por kWh.275.00 (Alt 1) R$ 565.202. Equipamentos não mais fabricados Pára a fabricação de equipamentos Pára a fabricação do refrigerante Pára a fabricação de equipamentos Pára a fabricação do refrigerante Exemplo: Numa empresa foram constatadas a degradação e obsolescência de seus resfriadores (com cerca de 25 anos).476.701 145 R$ 174. com base nos dados abaixo: Capacidade instalada: TRh calculada por ano: • Custos Iniciais de Reposição: 4 resfriadores alternativos (instalados) 4 resfriadores parafuso (instalados) • • Tarifa da E.00 99.680.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 9. Rendimento dos resfriadores – kW/TR Existente Alternativo Parafuso • 1.74 R$ 475.907 1. tendo sido efetuado um estudo técnico-econômico.079.3 0. R12 e R500 HCFC22 HCFC22 HCFC123 HCFC123 Ação Extingue a produção.920.9 – Resumo dos eventos relacionados com a proibição dos CFCs “Phase Out” 1996 2010 2020 2020 2030 Refrigerante R11.00 (Alt 2) 640 TR (4 x 160 TR) 1.95 0.30 127.76 .

00 14.00 141.573.00 113.573.000.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Manutenção (R$) Existente Compressor Alternativo Compressor Parafuso Custo Operacional Total (R$) Existente Compressor Alternativo Compressor Parafuso • Resumo – Comparação dos Equipamentos Tipo de Equipamento Alternativo Parafuso Economia kW/ano 397.573.00 1 a 5 anos 213.00 6 a 20 anos 189. De Custo (10% aa) 4-ANOS Ret-anos Dif.629 636.00 Economia % 7.927.573.00 14.7 11.375.00 6 a 20 anos 14.927.205 1 a 5 anos 9.5 ANOS 146 .00 14.275.775.00 141.223.498.8 Retorno (anos) Retorno (anos) 10% aa 12% aa 17 10 40 12 Ret-anos Dif.00 113.00 14. De Custo (12% aa) 4.

A. Madrid.. Carrier Air Conditioning Company. 549-556. C. 1995. “Heating. H. L. 1983. 1980. GPG -256. “HVAC Systems and Applications”.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASHRAE .. F. 1996. . 147 . ASHRAE. J. 1982. Ventilating and Air Conditioning Systems and Equipment”. A. 3a Ed.. 1999. C. F. ASHRAE Transactions. pp. Izard. Threlkeld. Ramon. .Handbook.. Eletrobrás. T. D. Transport and Regions. Costa. A.. Cepel. 1970. UK. 539-548. Curso ABRAVA de Divulgação Tecnológica. 1977..Blume. Kintner-Meyer.. F. Editora Edgard Blucher Ltda. Madrid-13. 1994.. ”Arquitetura Bioclimática”. J. Refrigerating and Air Conditioning Engineers. 4a Edição. Marcombo Boixareu Editores..64. SHRAE .Handbook. King. W. of Environment. D.. “Manual de Aire Acondicionado”. Guyot. “Ar Condicionado: Fundamentos para Economia de Energia”. 15. Paraninfo S. Kuehn. D. Procel. D. Vol.. p. Sudor y Arquitecturas”. Madrid. D. S. E. “Cost Optimal Analysis and Load Shifting Potentials of Cold Storage Equipment”. Pizzetti. “Heating. “ASHRAE RP-766: Study of Operational Experience With Thermal Storage Systems”. “Air-Conditioning Systems Design Manual”.. “An Introduction to Absorption Cooling”. Editoral Interciencia. 1993. M. O. PrenticeHall Inc. “Fundamentals”. C. Gustavo Gili 1983. ETSU.. H.A. 1987 ASHRAE . 1993. A. Vol. American Society of Heating. J. “Refrigeração”. “Vivendas y edificios en zonas cálidas y ropicales”. C. Weitzel. 1993.. Boetter. “Acondicionamiento del Aire y Refrigeración”.... México. “Sistemas de Termoacumulação em Banco de Gelo”. Emery.. 1998. Parker. L. ASHRAE Transactions. 1995. F. E. J.. Ventilating and Air Conditioning – Analysis and Design”. Dep. J. Costanilla de Los Angeles. Koenigsberger. McQuiston. “Thermal Environmental Engineering”. Potter. 1998. Cavalcanti. P. J.. D. et alii.Handbook. Chiachia. ”Ropa. Ramsey.. H.

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UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Anexo I: Diagramas de Mollier para os refrigerantes R22 e R134a. 149 .

UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 150 .

Anexo IV – Tabelas). c. 16 . Deve-se observar que as grandezas estão no Sistema Inglês de Unidades. 19 + Correções . II.Anexo IV – Tabelas) Fator de armazenamento (Tab. 8. 9 ou 11 . Insolação Através de Vidros ! Q a = It A ϕ a onde: It A ϕ a Intensidade de radiação máxima para o dia desejado (Tabela 15 e correções) Área envidraçada Fator de redução do vidro (Tab. Insolação e Transmissão de Calor Através de Paredes Externas ! Q c = U A ∆Te onde: U A ∆Te Coeficiente global para parede externa (Anexo IV – Tabelas) Área da parede Diferença de temperatura equivalente (Tab.Anexo IV – Tabelas) d. Transmissão de Calor Através Vidros Externos ! Qb = U A (Text − Tint ) Obs: U é tabelado para as condições de verão ou inverno (consultar Anexo IV – Tabelas).1 – Insolação e Transmissão externa a. Insolação e Transmissão Através de Telhados ! Q d = U A ∆Te onde: U A ∆Te Coeficiente global do telhado (Anexo IV – Tabelas) Área do telhado projetada Diferença de temperatura equivalente (Anexo IV – Tabelas) 151 .UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Anexo II: Roteiro de Cálculo de Carga Térmica Neste anexo é apresentado um roteiro para cálculo de carga térmica. 7. b.

Resumindo. Vidros Internos (consultar Anexo IV – Tabelas) ! Q1 = U A (Text − Tint − 3 º C ) b.3 – Cargas internas a. despreza-se esta parcela.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Obs. o ganho de calor devido a insolação e transmissão externa é: ! ! ! ! ∑1 = Q a + Q b + Q c + Q d II. Quando o assoalho estiver diretamente sobre o solo. Paredes Internas (Divisórias) ! Q 2 = U A (Text − Tint − 3 º C ) onde: U A Coeficiente global (consultar Anexo IV – Tabelas) Área da Parede (Desprezam-se as áreas das portas e janelas) Obs: Só ocorrerá a transmissão de calor através do vidro ou da parede se um ou outro estiver entre o ambiente condicionado e o não condicionado (NC) c. considera-se apenas 80% do valor acima. Iluminação 152 . tem-se: Q 3 = U A (Text − Tnti − 3º C) onde: U A Coeficiente global (tabelado) Área do piso ou teto Obs: Caso exista rebaixamento do teto em gesso considera-se apenas um ganho de 80%.: Caso exista rebaixamento em gesso. o ganho de calor devido a transmissão entre partes internas é: ! ! ! ∑ 2 = Q1 + Q 2 + Q 3 II. Resumindo.2 – Transmissão de Calor Através de Partes Internas a. Lages e Pisos (Assoalhos) Se o ambiente adjacente não é condicionado.

075 para reatores eletrônicos. isto é: b. c. sendo igual a: r = 0.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Lâmpadas Incandescentes: ! Q 4 = n PL 0. Lâmpadas Fluorescentes: ! Q 4 = n (1 + r ) PL 0. Calor Sensível Liberado Pelos Ocupantes ! Q5 = n S onde: n S Número de ocupantes Calor sensível liberado por ocupante que depende da temperatura do ambiente e da atividade (consultar NBR6401 ou Anexo IV – Tabelas)). r = 0. Potência da lâmpada. o ganho de calor devido a cargas internas é: ! ! ! ∑3 = Q 4 + Q 5 + Q 6 A carga térmica sensível interna do recinto será dada por: ∑4 = ∑1 + ∑2 + ∑3 153 . em watts. em watts.86 (kcal/h) onde: n PL r número de lâmpadas. Obs: Quando o reator estiver no forro deve-se considerar apenas 80% da carga dos reatores.86 (kcal/h) onde: n PL número de lâmpadas. Potência da lâmpada. Calor Sensível de Equipamentos Considerar apenas a parcela da potência nominal do equipamento que seja liberada na forma ! de calor ( Q 6 ) Resumindo. corresponde a porcentagem de calor dissipado pelos reatores.250 para reatores eletromagnéticos.

ext ρ ar (Text − Tint ) b onde: Var. pratos de comida. como por exemplo.4 – Calor Latente Interno do Recinto ∑5 = N L + outros onde: n L Outros Número de ocupantes Calor latente liberado por ocupante (NBR6401 ou Anexo IV – Tabelas) Outras fontes latentes.7 – Carga Térmica Sensível Efetiva do Recinto ! ∑ a = ∑ 6 + Q SAef II.6 – Carga Sensível do Ar Exterior Suposta no Recinto ! Q SAef = c p. cafeteiras.ext ρ ar (Wext − Wint ) b 154 . estes componentes correspondem a 10% de ∑6 = ∑4 + 10%∑4 II. lagos. .ar Var.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica II. II.8 – Carga Térmica Latente do Ar Exterior Suposta Incidente no Recinto ! QLAef = hlv Var. etc.ext b Vazão de ar exterior de ventilação Fator de bypass II.5 – Outros Ganhos de Calor Sensível Ganho de calor nos dutos Vazamento de ar nos dutos Calor do ventilador 5% de 5% de ∑4 ∑4 ∑4 nos casos normais Assim.

UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica II.ext ρar (1 − b ) [c p.11 – Cargas Térmicas Removidas Diretamente No Equipamento Grande total = ∑10 + ∑ a + ∑ b + outros onde: ∑10 Carga térmica total da parcela de ar exterior que é resfriada pelo condicionador ∑10 = Var.05 ∑ 5 onde os 5:% adicionais em paredes ∑5 . são por segurança para compensar o ganho de umidade pelas II.ar (Text − Tint ) + hlv (Wext − Wint )] ∑ a + ∑ a = Calor total efetivo do recinto Outros: • • • Parte da insolação e transmissão através de teto que foi absorvida pelo forro (20%) Parte da insolação e transmissão através de paredes que foi absorvida pelo forro (20%) Parte da potência (carga térmica dos reatores) dissipada no forro (20%) Observação: Grande total é a potência frigorífica que o condicionador deve ter para atender a carga térmica total efetiva do recinto 155 .9 – Carga Térmica Latente Efetiva do Recinto ! ∑ b = ∑ 5 + QLAef + 0.10 – Carga Térmica Total Efetiva do Recinto Calor total efetivo = ∑ a + ∑ a II.

já que estas são as parcelas variáveis com o tempo. não sendo as demais dependências. Sendo as condições 24 ºC e 55 % UR.00 Sala Vizinha 0. Observando a planta baixa constata-se que a fachada NE tem uma grande área envidraçada. A proteção contra insolação das janelas de alumínio é feita por cortinas de cor clara. sendo amplitude diária (daily range) de 7 ºC (∆Tdia). conclui-se que a carga térmica será máxima quando o ganho de calor devido à insolação e a transmissão for máximo. A taxa de iluminação é de 20 W/m².75 Sala Vizinha Vidro comum 2. 156 . O pavimento superior é condicionado. cujas condições externas para projeto são 35 ºC BS e 27 ºC BU. PLANTA BAIXA Cotas em metros Escala 1/200 0.25 0.20 17. A iluminação é fluorescente com luminárias tipo pendural. • • • Determinação do dia e hora para o cálculo da carga térmica máxima Supor que o recinto seja ocupado de 8:00h as 20:00h (12 h/dia) Supondo que a carga térmica dos ocupantes e iluminação sejam constantes.15 45O N Solução.15 8. sendo os reatores instalados nas luminárias.00 8.75 0.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Anexo III: Exemplo Completo de Cálculo de Carga Térmica Um escritório ocupa uma sala no 7o pavimento de um edifício comercial com 22 pavimentos. o que pode indicar que o máximo da carga térmica ocorrerá quando a insolação for máxima nesta fachada.15 Circulação SE Pé direito = 3. Determinar a carga térmica.50 x 2. Todas as salas do pavimento em questão são condicionadas. O prédio está numa cidade do Hemisfério Sul (20º de Latitude – Altitude de 700 m) e. o inferior não.

pela Tabela 2. devemos lembrar que a temperatura do ar exterior (e do ponto de orvalho) varia durante as horas do dia.7 -3.8 33.2 9. Para este problema devemos calcular as correções da temperatura do ar exterior considerando: ∆T = 7 " C  dia  " (Text )BS = 35 C às 15 : 00 horas  • Cálculo da correção da temperatura de bulbo seco às 9:00 h (am). 2 Text BS (ºF) (Text -Tint) (ºF) 9 10 11 12 13 -5. Antes de iniciarmos as correções de It. 12 e 13 horas (tabela abaixo): Hora (h) Correção Tab.7 6.46 7.6 31. A Tabela 2 dá a correção da temperatura do ar exterior em função da hora do dia e da amplitude diária (daily range).2 ºC. Da mesma forma pode-se calcular as correções para 10.m. deve-se interpolar entre 5 ºC e 7.) Observações.4 -2.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica A tabela 6 fornece o pico de radiação solar através de vidros.8 32.2 8. Como ∆Tdia = 7 ºC. 11. ou seja.8 -4.2 29.2 -1.8 5.5 ºC. e correção será de -5.   Latitude 20 " S   Fachada NE  ⇒ máximo em ⇒ { Junho It = 452 kcal / h.2 157 .m 2 Junho  Latitude 20 " S Indo à Tabela 15 com:  Fachada NE I = 167 t ⇒ Dia 21 de junho às 9 : 00 h (a.3 30.

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Correções da insolação pela Tabela 6 para fachada NE
BS = 29,8 " C   às 9 : 00 h BU = 27 − 1,15 = 25,85 " C (corrigida pela Tab. 2)  

carta psicrométr ica

Torv = 24,2 " C

(It )cor

= 452

de Alumínio

   24,2 − 19,5 700 1 − 0,05  1 + 0,007  = 524 kcal / h.m 2    10   Janelas  $$$ &$$$$  $300 $$% ' $ % ' $& 1,17 #
Ponto de Orvalho acima 67 " F Altitude

Calculando-se a hora de máximo pela análise da soma das cargas devido a insolação / transmissão na parede NE, da insolação nas janelas NE e da transmissão através dos vidros nos seguintes horários: 9, 10, 11, 12 e 13 horas.

Cálculo das parcelas que vão indicar a hora da máxima carga dérmica. Insolação nas janelas da fachada NE φ1 = It A ϕ a

1)

Área das janelas: A =

Num de Janelas

5 #

2,50 2,20 = 27,5 m 2

Fator de redução do vidro (ϕ ) : Vidro comum com cortina clara. Obtém-se na Tab. 16 ϕ = 0,56 Fator de armazenamento (a)

Janela sombreada  (int ernal shade )  Operação : 12 h / dia

Tab.11

Fachada NE   2 Construção Média (500 kg / m ) Internal Shade  

Obtém-se: Hora a 9 0,70 10 0,75
158

11 0,72

12 0,63

13 0,49

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⇒ 2)

! Q1 = 524 27,5 0,56 . a

Transmissão de calor através dos vidros das janelas
! Q 2 = U A (Text − Tint )

Considerando que as janelas são cobertas completamente com cortinas, adotar o valor de U como sendo 5,0 kcal/h.m² ºC. Q 2 = 5,0 27,5 (Text − Tint ) 3) Insolação e transmissão na parede NE
! Q 3 = U A ∆Te

Considerando paredes de tijolos furados de 25 cm, obtém-se da Tabela XX para paredes externas U = 1,42 kcal/h.m².°C. Área da parede: A = 3 x 17,50 – 27,5

A = 25,0 m²

Diferença de temperatura equivalente ( ∆Te ). Este valor é dado na Tabela 19 para a Lat. 40º N, em Julho, que equivale ao mês de Janeiro, na Lat. 40º S. Para latitudes diferentes, corrigir por: Rs (∆Tem − ∆Tes ) Rm

∆Te = ∆Tes + b

∆Tes e ∆Tem deverão ser corrigidos em função da amplitude diária e da diferença (Text − Tint ) às 15:00 h, através da Tabela 20A. (T − T ) = 35 − 24 = 11 " C  ext int  "  ∆Tdia = 7 C

Assim para:

Obtém-se na Tabela 20a a correção para ∆Tes ou ∆Tem igual a +4,6 ºC.
159

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∆Tes e ∆Tem são retirados da Tabela 19 para:

Fachada NE (Lat. Sul) = Fachada SE (Lat. Norte )  ∆Tem Hora desejada Peso da Parede 300 kg / m 2 (Paredes de Tijolos Furados 20 cm))  Da Tabela 19 para às 9:00 h, tem-se: ∆Tem = 7,2 ºC e ∆Tes = -1,7 ºC

(∆Tem )corrigido

= 7,2 + 4,6 = 11, 8 " C

(∆Tes )corrigido

= −1,7 + 4,6 = 2,9 º C

Rs = Pico de radiação para a fachada NE, 20 ºS, em 21 de Junho (Tab.15). Rs = 42 kcal/h.m² Rm = Pico de radiação para a fachada NE, 40 ºS, em 21 de Janeiro (Tab. 6): Rm = 1,07 x 339

Rm = 362 kcal/h.m²

Correção para janeiro

Pode-se montar a seguinte Tabela para obter ∆Te nos horários 9, 10, 11, 12 e 13 horas, para fachada NE 20 ºS em 21 de Junho.

Rs = 1 248 , Rm
9h 10 h 11 h 12 h 13 h

∆Tem (corrigido) ∆Tes (corrigido)

11,8 2,9 8,9 11,1 14,0

15,7 3,5 12,2 15,2 18,7

17,9 4,1 13,8 17,2 21,3

20,2 4,6 15,6 19,5 24,1

19,0 6,3 12,7 15,9 22,2

(∆Tem − ∆Tes )
b Rs (∆Tem − ∆Tes ) Rm Rs (∆Tem − ∆Tes ) Rm

∆Tes + b

Q3 = 1,42 . 25,0 ∆Te
160

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Assim vem:

O maior valor corresponde a hora do máximo da carga térmica ou seja, 10:00 do dia 21 de Junho

9h

10h
0,75 0,72

11h
0,63

12h
0,49

13h

Insolação vidros
! Q1 = 524 . 27,5 . 0,56

0,70

5648 5,8 6,7

6052 7,4

5810 8,2

5083 9,2

3954

Transmissão vidros
! Q 2 = 5,0 . 27,5 . (Text − Tint )

797 14,0 18,7

921 21,3

1017 24,1

1127 22,2

1265

Insolação / Transmissão na parede NE ! Q = 1,42 . 25,0. ∆T
3 e

497 6942 7637

664 7583

756 7066

856 6007

788

! ! ! Total: Q1 + Q 2 + Q 3

(

)

Pela Tabela anterior conclui-se que o pico de carga térmica ocorre às 10h do dia 21 de Junho. Agora vamos seguir o roteiro de cálculo da carga térmica avaliando as diversas parcelas às 10:00 h.
Cálculo Final

1) Insolação e transmissão externa a) Insolação através de vidros
! Q1 = 524 . 27,5 . 0,56 . 0,75 = 6052

Vidros NE: b)

kcal/h

Transmissão de calor através de vidros externos
! Q 2 = 5,0 . 27,5 . 6,7 = 921

kcal/h

c)

Insolação em paredes externas
! Q 3 = 1,42 . 25,0.18,7 = 664

Parede NE

kcal/h

161

m .9 ºC ∆Tes = 3. Sul  10 : 00 (am)    ∆Tem = 13.oC (Parede externa. tijolos furados.5 + 48 (17.OC Rm = 1. 19. 344 ∆Te = 5.00 8.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Parede SE ! Q c = U A ∆Te U = 1.9 − 3. para  Fachada SE    =  Lat.3 + 4.07 .m2.50 m² ∆Te . A diferença de temperatura equivalente é obtida da Tabela 19.m2.50 = 25. 20 " S  Fachada SE Junho  Lat. 40 " S  Fachada SE Janeiro  Rs = 48 kcal/h.5) 1.5 ºC Lat. mas como estamos na latitude 20ºS.1 + 4.6 ∆Tes = -1. C O 2 ∆Te = 3.07 344 = 368 kcal/h.4 º C 162 . 20 cm) A = 3. deve-se corrigir o valor do ∆Te com a expressão: ∆Te = ∆Tes + b Rs (∆Tem − ∆Tes ) Rm Peso = 300 kg / m 2  Latitude 20 " S  " ∆Tdia =7 C (T − T ) = 11 " C int  ext Considerar que a parede SE tem: ∆Tem Tab.6 ∴ ∴ ∆Tem = 17.42 kcal/h.

5 kcal / h 2) Transmissão de calor através de partes internas a) Vidros internos.7 ºC (às 10:00 horas)1 ! Q 2 = 1.75 – 0.Para laje simples com tacos = 2.1 . O andar inferior não é condicionado.56 kcal/h. logo o ganho de calor através do teto será considerado nulo.0.50 .1 m² c) Piso e teto.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica ⇒ ! (Qc )SE = 1.7 − 24 − 3º C)) ! Q 2 = 162 kcal / h A = 28.148.25) ! Q 3 = 2. 5. (30. (30.0 kcal/h. Taxa de iluminação = 20W/m² Área do ambiente = 8.0 .75 .para parede interna de 15 cm = 1.25) .8 . (17. 3) Cargas Internas a) Iluminação.56 . só ocorre o ganho de calor da circulação. ou seja: ! Q 2 = U A (Text − Tint − 3º C) Não existem vidros internos U .m2.4 ∴ (QSE )SE = 195.0.8 .OC A = (8. b) Paredes internas Como as salas vizinhas são condicionadas.42 .0.8 m² ! Q 3 = 1106 kcal / h O andar superior é condicionado. 17.50 = 148.25 .m2.5 .8 m² 163 .°C A = 3 (17. logo o ganho de calor pelo piso é: ! Q 3 = U A (Text − Tint − 3º C ) U .75 .7 − 24 − 3º C) A = 148. 28.15) Te = 30. 25.

1 g / kg 164 . 61 = 1525 kcal / h Carga latente dos ocupantes: Assim.00:  BS = 30. 0.86 ! Q 4 = 3198 kcal / h b) Ocupantes Como não existe indicação do nº de pessoas.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Assim.75 . tem-se: Calor sensível liberado = 61 kcal/h.pessoa ! Carga sensível dos ocupantes: Q 5 = 25 .7 " C  BU = 25. 20 .Pessoa Calor latente liberado = 52 kcal/h.75/5=6 ≅ 25 pessoas Para os ocupantes a temperatura de 24 ºC em atividade de escritório.148. vamos usar a indicação da ABNT – NBR6401 para a taxa de ocupação: Escritórios em geral = 6 m²/pessoa Nº de pessoas = 148. a carga térmica interna será: ! Sensível ( Q SI ): ! Q 6 = 25 . a carga térmica para lâmpadas fluorescentes tipo pendural será: ! Q 4 = 1. 52 =1300 kcal / h ! Q SI = 6052 + 921 + 664 + 195 + 162 + 1106 + 3198 + 1525 ! Q SI = 13819 kcal / h ! Latente ( QLI ): ! QLI = 1300 kcal / h Cálculo da Capacidade Frigorífica do Condicionador de Ar • Condições do ar exterior às 10.25 .8 " C  ⇒ Wext = 20.3 g / kg • Condições do ar interior: BS = 24 " C  55% UR ⇒ Wint = 10.

06 .08 (24 .0101) = 2172 kcal / h • Fator de calor sensível do recinto (fcs)ef • = calor sensível efetivo calor total efetivo (fcs)ef = 15410 = 0.05 1300 + 625 . tem-se: ! Q Sef (1 − b) .7 − 24 ).13819 + 1. b ! QLef = 1. c p.0203 .8 625 1.0203 − 0.0.87 ⇒ ponto de orvalho do aparelho (TADP ) ! VINS = TADP = 11.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica • ! Vazão de ar exterior de ventilação ( Vext ) Taxa de ventilação = 25 m3/pessoa • Calor sensível efetivo do recinto ! ! ! Q Sef = 1.06 595 (0.0101) ! Q o = 21650 kcal / h ≅ 7. Vext ρ ar hlv (Wext . b ! Vext = 15 .06 .11.b ) . 1.877 15410 + 2172 Cálculo da potência do condicionador ! ! ! ! Q o = Q Tef + (1 .ar (Text − Tint ) .Wint ) ! Q o = 15410 + 2172 + 0.24 . 595 (0.Tint ) + (1 .2 TR • Cálculo da vazão de ar (fcs)ef = 0.24 .8 625 1.06 0. 1. 25 = 625 m3 / h ! Q Sef = 1.24 (30.ar ρar (Tint − TADP ) ! VINS = 15410 0.24) + 0. (30.3 ºC Com a carga sensível efetiva.7 .b ) .10 Q SI + Vext ρ ar c p. 0. 0.05 QLI + Vext ρ ar h lv (Wext − Wint ) . Vext ρ ar c p.0 ) ! VINS = 5846 m 3 / h 165 .80 . 0.10 .20 = 15410 kcal / h • Calor Latente efetivo do recinto ! ! ! QLef = 1.ar (Text . 625 .

20 TADP = 11.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Dados para seleção do equipamento de ar condicionado: • • • • Vazão de ar = 5846 m3/h Potência Frigorífica = 7.2 TR Fator de bypass = 0.3 ºC 166 .

129 3.566 CARGA TÉRMICA DE VERÃO Uso do local: Ocup. Parede int.052 Frestas Exaustão forçada 446 GANHOS 1 Insolação (rad) CALOR 393. Parede int.723 de ar 1.185 - 5 5 0 % % % Calor sensível interno Pessoa/TR Janelas Parede int.ef FCSef Tadp Var 15410. oper. m2 ∆ t equiv.99 kcal/kg b 0. m3/h/m2 625 kcal/h 6.00 Infiltrações (sensível) 1.0 1.300 1.5 Infiltrações "m"x 17.08 149 Luzes inc.48 21. elétricos kW x 860 Infiltrações (latente) 1.70 2.1 ∆t 6.04 16.70 0 Fontes internas (sensível) 5 Pessoas 25 61 x Luzes fluor.9 TOTAL GERAL 149 3.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Pro.525 7.39 m2 27.7 TBU = 18.00 1. (pessoas): Condições de cálculo ZONA Calculado: Verificado: única Latitude Altitude [m] Patm [kPa] 20 S 700 0.4 25.42 m3/h/m2 Teto externo 3 Outras transm.86 CV x 632 Motores Motores kW x 860 Micros kW x 860 Equip.30 0.70 3.07 10.723 13.7 2 Paredes e teto ext.04 kg/h 10 x (latente) x kg/h x 52 540 25 5.00 m3/h 7.877 11. Segurança 5 Calor latente interno % Calor total interno Calor no retorno Calor devido ao ar externo 1. segurança m2 kcal/m2h FS NE m3/h/TR 816.51 kcal/h 0.201 1.300 1.23 pess.15 7.7 Mês 67 7 Condições internas 24.365 16.819 691 691 15.) Sub-total Coef.052 6.101 2.56 Infiltrações (latente) Fontes internas (lat.198 Cálculo Psicrométrico Fator de calor 15201 0.0 "m" = 446 BU v [m3/kg] g/kg 0.24 x 6.70 K 5.3 10.73 m2/TR 167 .2 h = 16.56 1 2 3 4 5 RESUMO Insolação janelas Paredes e teto externo Outras transmissões Infiltrações (sensível) Fontes internas (sens) Sub-total Duto insuflamen Motor/ ventilador Coef.0 0.2 TR 3.695 kcal/h Dados Comparativos: 6 0 7 600 Fontes internas Pessoas Vapor livre 1.185 4.20 1.70 25 pess 25 m3/h/pess.961 25. 664 196 6 859 7 921 162 1. m2 m Ren/h Ar externo 625 "m3/h" Aberturas m3/h/pess. w/m2 x 0.89 m3/h/pess m3/h/m2 m3/h/m m3/h m3 kcal/h 6.5 "m" = 149 m2 x 3.7 25.3 C 5846 m3/h 20. K NE 18.0 Condições do ar na entrada da serpentina TBS = 24.5 1.95 Higienização escritório 8.04 625.300 65 1.ef Ql.300 Qs.30 kcal/h 2156.5 28. 12 ∆ 6.0 50 ∆ t diário Hrs.24x 10.5 Dimensões do local 25 149 horas BS UR 10 Junho Condições externas 30.04 kg/h x 0. Teto interno Piso 4 39. Exemplo Obra Localidade São Paulo Folha de Data: Data: "m2" "m3" kcal/kg 24.42 5. 625 Portas 25 pess 149 m2 DE 27.052 859 2.8 20.92 sensível 16566 Condições do ar na saída da serpentina h = 13.08 x0.48 TBS = 14 kcal/kg UR = 90 15201 Vazão m3/h 5859 4.925 17. 149 20 w/m2 x 1.

) Sub-total Coef. Parede int.ef FCSef Tadp Var C m3/h kcal/h kcal/h m2/TR 168 .24x de ar Condições do ar na entrada da serpentina h= TBS = kcal/kg TBU = b Qs. Parede int.86 632 860 860 860 kcal/h Dados Comparativos: Infiltrações (latente) kg/h x 600 Fontes internas (latente) Pessoas Vapor livre x kg/h x TR Cálculo Psicrométrico Fator de calor sensível Condições do ar na saída da serpentina h= TBS = kcal/kg UR = Vazão m3/h x0. m3/h/m2 Frestas Exaustão forçada Ren/h pess. K % % % m3/h/m2 6 7 3 Outras transm.08 0. segurança Calor sensível interno kcal/h m2 kcal/m2h FS m3/h/TR 2 Paredes e teto ext. w/m2 x CV x Motores Motores kW x Micros kW x Equip. oper.ef Ql. m2 ∆ t equiv.24 x Fontes internas (sensível) 5 Pessoas x w/m2 x Luzes fluor. Segurança Calor latente interno % Pessoa/TR Janelas Parede int. (pessoas): Condições de cálculo Hora Latitude Mês Altitude [m] ∆ t diário Hrs. Patm [kPa] pess Higienização ZONA Calculado: Verificado: "m"x 0 m2 x UR BU "m" = "m" = v [m3/kg] Dimensões do local BS Condições externas Condições internas g/kg "m2" "m3" kcal/kg ∆ m3/h/pess. elétricos kW x 4 6 7 Infiltrações Calor total interno Calor no retorno Calor devido ao ar externo kg/h TOTAL GERAL 1. m2 ∆t K Infiltrações (latente) Fontes internas (lat. Teto interno Piso (sensível) kg/h x 0.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Obra Localidade Folha de Data: Data: CARGA TÉRMICA DE VERÃO Uso do local: Ocup. Luzes inc. m2 m m3/h/pess m3/h/m2 m3/h/m m3/h "m3/h" m3 GANHOS 1 Insolação (rad) DE CALOR kcal/h 1 2 3 4 5 RESUMO Insolação janelas Paredes e teto externo Outras transmissões Infiltrações (sensível) Fontes internas (sens) Sub-total Duto insuflamen Motor/ ventilador Coef. Portas Infiltrações Ar externo Aberturas pess m2 m3/h/pess.

UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Anexo IV – Tabelas Para Cálculo de Carga Térmica As tabelas apresentadas nesse anexo foram retiradas do “Manual de Aire Acondicionado”. Tabela 2 – Correções para a temperatura externa de projeto em função da hora considerada. da Carrier. 169 . 1983. A numeração das tabelas foi mantida a mesma do manual. Tabela 3 – Correções para a temperatura externa de projeto em função do mês considerado.

85 ou -15% máximo 1. 612 631 664 678 664 631 612 659 669 678 669 623 569 547 678 680 669 631 564 488 461 678 667 637 574 485 393 355 642 631 580 496 349 279 230 596 572 501 401 254 143 108 Ponto de orvalho inferior O a 19.17 S 160 130 67 27 27 27 27 108 81 35 27 27 24 24 70 51 29 27 24 21 21 54 43 29 24 21 19 16 46 40 29 24 19 13 13 43 38 29 21 13 10 8 SE 423 414 382 320 214 141 113 414 401 352 279 179 100 75 417 374 320 235 141 70 48 377 355 292 244 105 43 32 360 344 276 157 94 32 27 341 317 254 157 78 24 19 E 398 412 442 452 442 412 398 420 428 442 444 420 387 371 433 442 447 442 398 347 328 436 444 447 428 366 314 284 439 444 439 404 330 271 233 444 442 428 374 284 173 127 Altitude +0.7% por 300 m ORIENTAÇÃO (LATITUDE SUL) NE N NO 113 38 113 141 38 141 214 38 214 320 38 320 382 92 382 414 181 414 423 222 423 149 38 149 179 38 179 254 38 254 344 75 344 404 128 404 273 287 436 442 324 442 198 38 198 230 38 230 306 70 306 379 176 379 433 301 433 444 382 444 452 404 452 244 57 244 271 81 271 349 170 349 412 284 412 442 393 442 439 431 439 439 442 439 301 146 301 339 187 339 396 276 395 439 379 439 442 439 442 423 450 423 401 447 401 366 252 366 387 287 387 425 374 425 442 428 442 425 452 425 344 414 344 314 382 314 Ponto de orvalho superior a 19.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 6: Insolação através do vidro (kcal/h.5 O C -5% por 4 C O O 398 412 442 452 442 412 398 420 428 442 444 420 387 371 433 442 447 442 398 347 328 436 444 447 428 366 314 284 439 444 439 404 330 271 233 444 442 428 374 284 173 127 SO 423 414 382 320 214 141 113 414 401 352 279 179 100 75 417 474 320 235 141 70 48 377 355 292 244 105 43 32 360 344 276 157 94 32 27 341 317 254 157 78 24 19 HORIZ.5 C +5% por 14 C O Latitude sul Dezembro ou Janeiro +7% 170 .m2) LATITUDE SUL MÊS Dezembro Novembro e Janeiro Outubro e Fevereiro O 0 Setembro e Março Agosto e Abril Julho e Maio Junho Dezembro Novembro e Janeiro Outubro e Fevereiro O 10 Setembro e Março Agosto e Abril Julho e Maio Junho Dezembro Novembro e Janeiro Outubro e Fevereiro O 20 Setembro e Março Agosto e Abril Julho e Maio Junho Dezembro Novembro e Janeiro Outubro e Fevereiro O 30 Setembro e Março Agosto e Abril Julho e Maio Junho Dezembro Novembro e Janeiro Outubro e Fevereiro O 40 Setembro e Março Agosto e Abril Julho e Maio Junho Dezembro Novembro e Janeiro Outubro e Fevereiro O 50 Setembro e Março Agosto e Abril Julho e Maio Junho Esquadria metálica ou Limpeza Coeficiente de sem Correção esquadria x 1/0.

10 0.04 0 0.20 0.60 0.08 0.06 0.35 0.09 0.13 0.66 0.07 0.15 0.52 0.08 0.08 0.60 0.09 0.11 0.03 0 0. 24 horas diárias de funcionamento e temperatura interior constante.55 0.05 24 0.34 0.87 0.10 0.07 0.12 0.08 0.58 0.18 0.05 0.01 0.04 0.07 0.12 0.25 8 0.25 0.09 0.09 0.10 0.39 0.06 0.59 0.10 0.08 0.53 0.65 0.07 0.17 0.83 0.10 0.03 0.24 0.57 0.79 0.60 0.42 0.24 0.14 0.47 0.06 0.02 0 0.14 0.99 19 0.84 0.19 0.81 0.94 13 0.22 0.07 0.05 0 0.09 0.18 0.04 0 0.04 0.11 0.79 0.17 0.08 0.06 0.05 0 0.05 0.09 0.06 0.06 0 7 0.16 0.55 0.03 0.04 0 0.08 0.02 0.12 0.22 0.07 0.07 0.05 0 0.71 0.05 0.23 0.38 0.41 0.11 0.24 0.12 22 0.46 0.15 0.06 0.10 0.10 0.96 15 0.64 0.08 0.91 12 0.17 0.08 0. PESO ORIENTAÇÃO (Latitude Sul) (kg/m2 de superfície de solo) 750 ou mais SE 500 150 750 ou mais E 500 150 750 ou mais NE 500 150 N 750 ou mais 500 150 750 ou mais NO 500 150 750 ou mais O 500 150 750 ou mais SO 500 150 S e Sombra 750 ou mais 500 150 MANHÃ 6 0.48 0.17 0.21 0.80 0.12 0.29 0.01 0.13 0.04 0.03 0.98 17 0.11 0.13 0.36 0.05 0.07 0.07 0.10 0.65 0.12 0.12 0.05 0.17 0.09 0.13 0.10 0.19 0.09 0.63 0.06 0 0.76 0.70 0.50 0.23 0.09 0.82 0.83 10 0.08 23 0. Com elemento de proteção interna.06 0 0.17 0.47 0.81 0.13 0.52 0.24 0.14 0.28 0.09 0.88 0.63 0.16 0.20 0.52 0.65 0.08 0.04 1 0.18 0.01 0.10 0.62 0.25 0.12 0.13 0.31 0.17 0.42 0.52 0.57 0.19 0.69 0.04 0.05 0.28 0.74 0.10 0.07 0.61 0.11 0.06 0.20 0.15 0.08 0.09 0.76 0.61 0.08 0.61 0.56 0.07 0.01 0.26 0.01 0.54 0.12 0.08 0.47 0.43 0.04 0.18 0.74 0.17 0.20 0.19 0.69 0.02 0.08 0.18 0.23 0.19 0.07 0.28 0.83 0.12 0.66 0.19 0.20 0.09 0.63 0.05 0 0.09 0.02 0 0.63 0.17 0.22 0.04 0 0.33 0.60 0.04 0.30 0.58 0.02 0.03 0 0.30 0.81 0.47 0.16 0.12 0.10 0.19 0.08 0.72 0.06 0.05 0.67 0.19 0.02 0 0.15 0.30 0.05 0.67 0.05 0.08 0.08 0.07 0.47 0.05 0.08 0.07 0.59 0.15 0.11 0.26 0.36 0.17 0.13 0.86 0.37 0.62 0.23 0.36 0.03 0 0.09 0.06 0.81 0.09 0.04 0.12 0.85 0.19 0.09 0.30 0.17 21 0.09 0.01 5 0.38 0.86 0.67 0.10 0.21 0.79 0.02 0.01 0.88 11 0.53 0.04 0.17 0.08 0.10 0.13 0.16 0.11 0.58 0.10 0.03 2 0.96 14 0.18 0.22 0.24 0.10 0.02 0.09 0.10 0.42 0.17 0.11 0.08 0.06 0.16 0.99 HORA SOLAR TARDE 18 0.06 0.02 0.19 0.03 0 0.12 0.05 0 0.08 0.15 0.06 0 0.23 0.02 0.59 0.05 0.63 0.08 0.11 0.06 0.87 0.04 0.10 0.22 0.08 0.07 0.20 0.05 0.29 0.21 0.15 0.05 0.12 0.46 0.26 0.77 0.07 0.08 0.14 0.81 0.01 4 0.64 0.13 0.10 0.90 0.26 0.14 0.51 0.10 0.16 0.02 0.50 0.21 0.68 0.30 0.01 171 .10 0.23 0.03 0.16 0.42 0.03 0.10 0.18 0.04 0 0.04 0 0.70 0.21 0.14 0.10 0.03 0.01 0.13 0.07 0.98 16 0.88 0.45 0.16 0.08 0.79 0.75 0.01 0.09 0.09 0.15 0.71 0.67 0.05 0.84 0.09 0.04 0.33 0.17 0.08 0.18 0.04 0.04 0.54 0.05 0.50 0.85 0.02 MANHÃ 3 0.26 20 0.12 0.09 0.73 0.11 0.27 0.05 0 0.86 0.22 0.49 0.07 0 0.09 0.88 0.01 0.07 0.08 0.70 0.10 0.09 0.14 0.40 0.15 0.64 0.08 0.16 0.11 0.39 0.19 0.10 0.01 0.91 0.09 0.06 0.40 0.24 0.08 0.08 0.02 0.06 0.44 0.10 0.65 0.02 0.13 0.08 0.74 9 0.66 0.03 0 0.04 0.49 0. insolação através do vidro.16 0.56 0.66 0.10 0.07 0.06 0.02 0.09 0.06 0.10 0.19 0.79 0.57 0.24 0.80 0.55 0.15 0.15 0.07 0.04 0.15 0.04 0.01 0.20 0.09 0.64 0.12 0.06 0 0.08 0.03 0.07 0.08 0.64 0.18 0.11 0.67 0.03 0.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 7: Fatores de armazenamento de carga térmica.09 0.24 0.11 0.10 0.76 0.09 0.10 0.04 0.65 0.03 0 0.02 0.19 0.10 0.05 0 0.24 0.16 0.59 0.08 0.20 0.60 0.26 0.27 0.63 0.08 0.06 0.18 0.07 0.09 0.39 0.

24 horas diárias de funcionamento e temperatura interior constante.14 0.44 0.13 0.38 0.34 0.19 0.01 0.26 0.38 0.58 0.01 0.38 0.76 10 0.29 0.21 0.28 0.11 0.31 0.27 0.54 0.08 0.06 0.09 0.46 0.46 0.25 0.38 0.33 0.12 0.32 0.74 0. insolação através do vidro.29 0.10 0.24 0.10 0.09 0.03 0 0.87 12 0.08 0.19 0.13 0.18 0.14 0.36 0.07 0.07 0.27 0.37 0.09 0.39 0.05 0.16 0.36 0.44 0.46 0.12 0.33 0.11 0.05 0.24 21 0.01 0.05 0 0.51 0.18 0.01 0.40 0.19 0.39 0.57 0.20 0.21 0.01 0.08 0.48 0.01 0.37 0.31 0.13 0.36 0.46 0.31 0.12 0.11 0.06 0.31 0.31 0.16 0.10 0.51 0.20 0.08 0.35 0.68 0.19 0.23 0.42 0.04 2 0.15 0.49 0.31 0.20 0.66 0.25 0.18 0.26 0.06 0.19 0.12 0.10 0.16 0.13 0.14 0.18 0.26 0.05 0 0.02 3 0.40 0.10 0.18 0.30 0.01 172 .35 0.18 0.01 0.01 0.18 0.02 0.11 0.08 0.01 0.13 0.18 0.08 0.16 0.98 HORA SOLAR TARDE 17 0.34 0.02 0.44 0.26 0.61 0.02 0.17 0.12 0.73 0.09 0.04 0 0.11 0.34 20 0.10 0.09 0.14 0.29 0.09 0.19 0.15 0.08 0.32 0.23 0.26 0.10 0.03 0.14 0.09 0.07 0.34 0.16 0.09 0.08 0.27 0.16 0.05 0.46 0.30 0.61 0.75 0.39 0.01 5 0.09 0.16 0.68 0.33 0.69 0.21 0.06 0.02 0.10 0.15 0.39 0.04 0.09 0.09 0.21 0.10 0.03 0.27 0.20 0.17 0.26 0.13 0.07 24 0.11 23 0.72 0.01 0.06 0.31 0.36 0.09 0.75 0.16 0.27 0.09 0.06 0 0.46 0.25 0.16 0.13 0.35 0.21 0.11 0.42 0.07 0.15 0.05 0.22 0.14 0.27 0.29 0.29 0.09 0.57 0.14 0.05 MANHÃ 1 0.33 0.18 0.08 0.76 0.82 0.25 0.14 0.50 0.78 0.47 0.32 0.14 0.43 0.44 0.20 0.65 0.13 0.66 9 0.51 0.29 0.21 0.13 0.22 0.61 0.34 0.07 0.06 0 0.51 0.53 0.33 0.40 0.03 0.29 0.12 0.13 0.04 0.09 0.06 0.09 0.23 0.40 0.09 0.14 0.64 0.10 0.02 0.72 0.41 0.27 0.44 0.98 18 0.08 0.01 0.12 0.13 0.80 0.51 0.23 0.04 0. PESO ORIENTAÇÃO (Latitude Sul) (kg/m2 de superfície de solo) 750 ou mais SE 500 150 750 ou mais E 500 150 750 ou mais NE 500 150 N 750 ou mais 500 150 750 ou mais NO 500 150 750 ou mais O 500 150 750 ou mais SO 500 150 S e Sombra 750 ou mais 500 150 MANHÃ 6 0.10 0.31 0.03 0.01 0.34 0.22 0.11 0 7 0.29 0.53 0.21 0.03 0.11 0.28 0.07 0.59 0.48 0.22 0.60 0.82 11 0.15 0.13 0.23 0.07 0.19 0.18 0.10 0.10 0.75 0.07 0 0.08 0 0.17 0.05 0.19 0.30 0.12 0.17 0.19 0.14 0.05 0.10 0.93 14 0.04 0.02 0.07 0.10 0.02 0.66 0.07 0.12 0.11 0.11 0.59 0.13 0.67 0.68 0.32 0.16 0.19 0.06 0.17 0.10 0.20 0.43 0.21 0.14 0.77 0.10 0.25 0.27 0.11 0.10 0 0.23 0.22 0.12 0.16 0.36 0.05 0.12 0.28 0.12 0.08 0.06 0.73 0.51 0.20 0.06 0 0.05 0 0.17 0.09 0.18 0.30 0.16 0.53 0.10 0.79 0.47 0.34 0.09 0.10 0.02 0.09 0.40 0.65 0.35 0.33 0.57 0.10 0.29 0.09 0.27 0.62 0.30 0.03 0.15 0.34 0.29 0.09 0.42 0.24 0.08 0.04 0.09 0.13 0.42 0.27 0.22 0.09 0.10 0.03 0.22 0.62 19 0.72 0.46 0.16 0.17 0.37 0.23 0.16 0.40 0.08 0.42 0.53 0.51 0.12 0.06 0.23 0.01 0.19 0.52 0.09 0.49 0.27 0. Com vidro descoberto e elemento de proteção externa.97 16 0.11 0.33 0.02 0.22 0.07 0.42 0.01 0.18 0.20 0.23 0.48 0.52 0.26 0.14 0.53 0.10 0.29 0.14 0.39 0.14 0.23 0.09 0.03 0.44 0.08 0.26 0.02 0.14 0.26 0.08 0 0.41 0.10 0.45 0.21 0.10 0.10 0.44 0.23 0.12 0.23 0.09 0.67 0.35 0.49 0.04 0.01 0.16 0.12 0.48 0.33 0.31 0.12 0.09 0.48 0.78 0.31 0.22 0.06 0.10 0.08 0.04 0.40 0.07 0.38 0.48 8 0.91 13 0.09 0.28 0.24 0.43 0.22 0.42 0.12 0.50 0.95 15 0.47 0.16 0.29 0.15 0.10 0.11 0.29 0.76 0.09 0.60 0.70 0.12 0.08 0.15 0.37 0.01 0.03 0.16 22 0.34 0.56 0.48 0.02 4 0.12 0.01 0.12 0.23 0.42 0.06 0 0.27 0.81 0.12 0.02 0.14 0.10 0.19 0.74 0.20 0.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 8: Fatores de armazenamento de carga térmica.10 0.14 0.05 0 0.21 0.22 0.

temperatura interior constante. Tabela 10 – Fatores de armazenamento de carga térmica. 16 horas de funcionamento diário.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 9 – Fatores de armazenamento de carga térmica. Com vidro descoberto e elemento de proteção externo. insolação através do vidro. insolação através do vidro. 16 horas de funcionamento diário. Com de proteção interno. 173 . temperatura interior constante.

50 0.57 0.91 11 0.52 0.49 0.38 0.15 0.94 14 0.27 0.37 0.98 12 0.79 0.33 0.66 0.62 0.43 0.73 0.43 0.24 0.42 0.47 0.36 0.96 0.47 0.64 0.34 0.25 0.45 0.18 0.70 0.28 0.56 0.87 0.64 0.98 8 0.89 0.19 0.98 17 0.29 0.33 0.18 0.25 0.98 13 0.28 0.96 0.33 0.22 0.30 0.64 0.27 0.96 0.44 0.85 0.30 0.77 0.31 0.71 0.50 0.29 0.15 0.70 0.62 0.68 0.78 0.71 0.25 0.67 0.50 0.16 0.22 0.50 0.42 0.84 0.24 0.61 0.51 0.39 0.84 0.31 0.31 0.31 0.96 0.20 0.17 0.65 0.21 0.62 0.74 0.51 0.31 0.37 0.45 0.57 0.74 0.53 0.29 0.54 0.67 0.74 0.25 0.39 0.20 0.68 0.49 0.09 0.35 0.96 0.33 0.34 0.24 0.61 0.58 0.81 0.00 1.53 0.67 0.81 0.96 0.98 6 0.36 0.52 0.34 0.28 0.29 0.19 0.35 0.37 0. insolação.20 0.54 0.75 0.28 0.60 0.27 0.24 0.98 7 0.56 0.76 0.14 0.44 0.29 0.21 0.22 0.56 0.19 0.31 0.36 0.20 0.41 0.98 10 0.46 0.26 0.31 0.47 0.96 0.79 0.61 0.41 0.17 0.17 0.40 0.49 0.20 0.61 0.39 0.93 13 0.54 0.21 0.19 0.50 0.79 0.64 0.31 0.75 0.65 0.56 0.38 0.24 0.48 0.34 0.21 0.34 0.54 0.57 0.50 0.69 0.23 0.28 0.80 0.14 0.68 0.98 14 0.73 0.46 0.30 0.39 0.59 0.39 0.77 0.25 0.37 0.74 0.27 0.44 0.17 0.21 0.88 0.18 0.70 0.25 0.28 0.12 0.24 0.44 0.66 0.22 0.54 0.27 0.32 0.15 0.53 0.14 0.51 0.80 0.26 0.28 0.34 0.96 0.96 0.16 0.19 0.50 0.18 0.54 0.50 0.44 0.61 0.68 0.86 0.22 0.23 0.82 0.76 0.18 0.49 0.70 0.59 0.40 0.18 0.17 0.77 0.31 0. COM TELA INTERIOR PESO ORIENTAÇÃO (Latitude Sul) (kg/m2 de superfície de solo) 6 750 ou mais SE 500 150 750 ou mais E 500 150 750 ou mais NE 500 150 N 750 ou mais 500 150 750 ou mais NO 500 150 750 ou mais O 500 150 750 ou mais SO 500 150 S e Sombra 750 ou mais 500 150 0.19 0.79 0.50 0.48 0.19 0.44 0.09 0.36 0.41 0.13 0.29 0.38 0.52 0.33 0.69 0.20 0.26 0.82 0.28 0.39 0.83 0.98 16 0.49 0.44 0.40 0.17 0.69 0.58 0.39 0.39 0.73 0.75 0.54 0.45 0.95 17 0.41 0.24 0.15 0.55 0.12 0.20 0.88 0.20 0.56 0.60 0.61 0.19 0.67 0.56 0.81 7 0.37 0.11 0.67 0.51 0.37 0.70 0.60 0.96 0.34 0.66 0.45 0.18 0.23 0.82 0.64 0.61 0.33 0.27 0.98 TARDE 15 0.20 0.83 0.24 0.53 0.40 0.67 0.40 0.26 0.75 0.44 0.29 0.41 0.35 0.32 0.51 0.64 0.43 0.26 0.64 0.26 0.95 COM TELA EXTERIOR OU VIDRO EXPOSTO 1.48 0.28 0.71 0.75 0.44 0.37 0.98 HORA SOLAR MANHÃ 9 0.40 0.75 0.16 0.19 0.28 0.88 0.28 0.63 0.58 0.34 0.36 0.60 0.51 0.53 0.16 0.29 0.25 0.57 0.50 0.82 0.23 0.61 0.65 0.11 0.12 0.42 0.93 0.29 0. temperatura interior constante.42 0.63 0.77 0.22 0.79 0.70 0.33 0.33 0.30 0.58 0.72 0.40 0.62 0.71 0.00 174 .70 0.23 0.86 0.25 0.43 0.24 0.24 0.19 0.48 0.14 0.60 0.26 0.55 0.77 0.41 0.49 0.53 0.64 0.50 0.30 0.67 0.82 0.72 0.31 0.57 0.33 0.25 0.30 0.94 TARDE 15 0.33 0.77 0.13 0.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 11: Fatores de armazenamento de carga térmica.17 0.27 0.35 0.14 0.67 0.51 0.72 0.61 0.24 0.58 0.22 0.57 0.37 0.71 0.26 0.25 0.25 0.28 0.15 0.28 0.28 0.79 0.27 0.73 0.44 0.45 0.23 0.25 0.44 0.78 0.51 0.73 0.93 0.56 0.15 0.54 0.72 0.93 12 0.13 0.63 0.84 8 0.46 0.79 0.34 0.39 0.24 0.72 0.96 0.19 0. 12 horas diárias de funcionamento.28 0.80 0.70 0.92 0.44 0.35 0.18 0.23 0.52 0.95 16 0.42 0.47 0.58 0.77 0.33 0.25 0.25 0.61 0.33 0.50 0.69 0.55 0.23 0.57 0.98 11 0.17 0.21 0.14 0.49 0.13 0.36 0.65 0.42 0.86 MANHÃ 9 0.64 0.22 0.30 0.63 0.69 0.27 0.34 0.49 0.36 0.27 0.44 0.36 0.53 0.39 0.35 0.35 0.48 0.19 0.22 0.30 0.23 0.25 0.25 0.31 0.23 0.49 0.39 0.69 0.44 0.59 0.30 0.21 0.96 0.43 0.34 0.56 0.26 0.68 0.16 0.20 0.54 0.28 0.82 0.27 0.89 10 0.33 0.26 0.42 0.

17 O HORA SOLAR 6 7 8 0 122 176 0 322 423 0 314 398 100 113 0 29 16 0 29 16 0 0 16 29 0 16 29 0 75 235 0 100 146 0 320 414 0 328 410 0 124 141 0 16 29 0 16 29 29 16 0 29 16 0 78 246 0 75 46 0 298 382 0 349 442 0 181 214 0 32 16 0 32 16 0 0 16 32 0 16 32 0 84 263 32 16 0 257 320 0 363 452 0 257 320 0 32 16 0 32 16 0 0 16 32 0 16 32 0 86 263 32 16 0 181 214 0 349 442 0 298 382 0 75 46 0 32 16 0 32 16 0 32 16 0 84 263 0 29 16 0 124 141 0 328 412 0 320 414 0 100 146 0 29 16 0 29 16 0 29 16 0 78 246 0 29 16 0 100 113 0 314 398 0 322 423 0 122 176 0 29 16 0 29 16 0 29 16 0 75 235 0 Poluição. neblina 15% máximo 11 12 13 14 15 16 17 18 217 222 217 211 200 176 122 0 267 143 54 38 35 29 16 0 116 38 38 38 35 29 16 0 0 16 29 35 38 38 38 38 0 16 29 35 38 38 38 38 0 73 113 100 40 38 38 38 38 38 116 252 366 398 314 0 54 143 267 360 417 483 322 0 588 612 588 518 398 235 75 0 179 181 179 176 165 146 100 0 233 116 43 38 35 29 16 0 116 38 38 38 35 29 16 0 38 38 38 38 35 29 16 0 38 38 38 38 35 29 16 0 38 38 38 48 97 141 124 0 0 38 116 260 377 412 328 38 0 44 116 233 336 406 414 320 0 605 631 604 528 409 263 84 0 46 75 84 89 92 92 92 0 16 32 35 38 38 165 65 0 16 32 35 38 38 125 38 0 16 32 35 38 38 38 41 0 16 32 35 38 38 38 38 0 94 176 214 181 40 38 38 38 38 124 279 401 442 349 0 38 65 165 276 360 382 298 0 634 664 634 558 406 263 84 0 0 16 32 35 38 38 38 38 0 16 32 35 38 38 38 84 0 16 32 35 38 38 127 38 0 16 32 35 38 38 38 84 0 16 32 35 38 38 38 38 0 84 184 273 320 257 38 38 38 38 127 290 409 452 363 0 38 38 84 184 273 320 257 0 650 678 650 569 442 271 86 0 0 16 32 35 38 38 38 38 0 16 32 35 38 38 38 40 0 16 32 35 38 38 124 38 0 16 32 35 38 38 165 65 0 46 75 84 89 92 92 92 0 65 165 276 360 382 298 38 0 38 124 279 401 442 349 38 0 94 176 214 181 40 38 38 0 634 664 634 558 406 263 84 0 16 29 35 38 38 38 38 0 16 29 35 38 38 38 38 0 16 29 35 38 38 116 38 0 35 298 16 38 233 116 43 0 179 181 179 176 165 146 100 0 43 116 233 336 406 414 320 0 38 116 260 377 412 328 38 0 97 141 124 48 38 38 38 0 604 631 604 528 409 246 78 0 16 29 35 38 38 38 38 0 16 29 35 38 38 38 38 0 16 29 35 38 38 116 38 0 16 29 35 38 257 143 54 0 217 222 217 211 200 176 122 0 54 143 257 360 417 423 322 0 38 116 252 366 398 314 38 0 73 113 100 40 38 38 38 0 588 612 588 518 398 235 75 Ponto de Ponto de Latitude sul orvalho orvalho Dezembro ou Altitude superior a inferior a 19.5 C C +0.m2 de abertura) 0 LATITUDE SUL Época Orientação S SE E NE 22 de Dezembro N NO O SO Horizontal S SE E 21 de Janeiro NE e N 21 de Novembro NO O SO Horizontal S SE E 20 de Fevereiro NE e N 23 de Outubro NO O SO Horizontal S SE E 22 de Março NE e N 22 de Setembro NO O SO Horizontal S SE E 20 de Abril NE e N 24 de Agosto NO O SO Horizontal S SE E 21 de Maio NE e N 23 de Julho NO O SO Horizontal S SE E NE 21 de Junho N NO O SO Horizontal Esquadria metálica ou sem Correções esquadria x 1/0.5 Janeiro O O 19.85 ou 1.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 15: Insolação através dos vidros (kcal/h.7% por 300 -14% por 10 +14% por 10 +7% O O m C C 9 200 417 366 73 35 35 35 35 398 165 406 377 97 35 35 35 35 409 84 360 401 176 35 35 35 35 406 35 273 409 273 35 35 35 35 442 35 176 401 360 84 35 35 35 406 35 97 377 406 165 35 35 35 409 35 73 366 417 200 35 35 35 398 10 211 360 252 40 38 38 38 38 518 176 336 260 48 38 38 38 38 528 89 276 279 94 38 38 38 38 558 38 184 290 184 38 38 38 38 569 38 94 279 276 89 38 38 38 558 38 48 260 336 176 38 38 38 528 38 40 252 360 211 38 38 38 518 175 .

UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 15: Insolação através dos vidros (kcal/h x m2 de abertura) 10 LATITUDE SUL Época Orientação S SE E NE 22 de Dezembro N NO O SO Horizontal S SE E 21 de Janeiro NE e N 21 de Novembro NO O SO Horizontal S SE E 20 de Fevereiro NE e N 23 de Outubro NO O SO Horizontal S SE E 22 de Março NE e N 22 de Setembro NO O SO Horizontal S SE E 20 de Abril NE e N 24 de Agosto NO O SO Horizontal S SE E 21 de Maio NE e N 23 de Julho NO O SO Horizontal S SE E NE 21 de Junho N NO O SO Horizontal Esquadria metálica ou Correções sem esquadria x 1/0.17 O HORA SOLAR 6 7 8 51 119 135 149 355 414 146 363 420 48 132 149 29 21 5 21 21 5 5 21 21 5 21 21 10 119 290 13 92 105 113 344 401 135 366 428 70 154 179 2 19 29 2 19 29 29 19 2 29 19 2 113 290 8 43 40 2 46 306 352 67 374 442 48 214 254 29 19 2 29 19 2 2 19 29 2 19 29 5 103 284 29 16 2 241 279 2 352 444 2 263 344 2 35 16 2 29 16 2 2 16 29 2 16 29 2 84 263 27 13 0 157 179 0 320 420 0 279 398 0 48 108 0 27 13 0 27 13 0 27 13 0 59 230 0 24 10 0 73 100 0 268 387 0 268 414 0 94 176 0 24 10 0 24 10 0 24 10 0 46 168 0 24 10 0 75 40 0 233 371 0 268 417 0 135 200 0 24 10 0 24 10 0 24 10 0 38 179 0 Poluição.5 Janeiro O O 19.7% por 300 -14% por 10 +14% por 10 +7% O O m C C 9 122 379 377 116 35 35 35 35 450 94 360 385 151 35 35 35 35 450 40 301 404 230 35 35 35 35 452 35 217 409 330 51 35 35 35 433 35 119 393 404 149 35 35 35 377 32 46 358 436 246 32 32 32 355 32 46 352 442 254 32 32 32 325 10 119 287 265 67 38 38 38 38 556 89 295 265 86 38 38 38 38 569 40 217 282 162 38 38 38 38 577 38 122 287 254 65 38 38 38 561 38 75 271 333 176 38 38 38 523 35 35 252 296 260 46 35 35 474 35 35 246 404 295 62 35 35 452 176 .85 ou 1. neblina 15% máximo 11 12 13 14 15 16 17 18 116 111 116 119 122 135 119 5 176 75 38 38 35 29 21 5 111 38 38 38 35 29 21 5 5 21 29 35 38 38 38 38 5 21 29 35 38 38 38 38 67 116 149 132 48 38 38 38 38 38 111 265 377 420 363 146 48 75 176 287 379 414 355 149 631 659 631 556 450 290 119 10 84 81 84 89 94 105 92 13 151 59 38 38 35 29 19 2 116 38 38 38 35 29 19 2 38 38 38 38 35 29 19 2 38 38 38 38 35 29 19 2 38 38 38 86 151 179 154 70 38 116 265 385 428 364 135 38 59 151 295 360 401 344 113 38 8 640 669 640 569 450 290 113 2 40 43 40 40 38 38 38 2 19 29 35 38 38 38 92 2 19 29 35 38 38 124 38 2 19 29 35 38 38 38 73 2 19 29 35 38 38 38 38 73 162 230 254 214 48 38 38 38 38 124 282 404 442 374 67 38 38 92 217 301 352 306 46 656 678 656 577 452 284 103 5 2 16 29 35 38 38 38 38 2 16 29 35 38 38 38 46 2 16 29 35 38 38 127 38 2 16 29 35 38 38 151 57 2 16 35 51 65 73 75 73 2 57 151 254 330 344 263 38 38 38 127 287 409 444 352 2 38 38 46 122 217 279 241 2 637 669 637 561 433 263 84 2 0 13 27 35 38 38 38 38 0 13 27 35 38 38 38 38 0 13 27 35 38 38 108 38 0 13 27 35 38 219 124 48 0 192 198 192 176 149 108 48 0 48 124 219 333 404 398 279 0 38 108 271 393 420 320 38 0 75 119 179 157 38 38 38 0 596 623 596 523 377 230 59 0 10 24 32 35 38 38 38 0 10 24 32 35 38 38 38 0 10 24 32 35 38 105 38 0 10 24 32 46 295 189 84 0 282 287 282 260 246 176 94 0 84 189 295 396 436 414 298 0 38 105 252 358 387 268 38 0 46 100 73 35 38 38 38 0 547 569 547 474 355 168 46 0 10 24 32 35 38 38 38 0 10 24 32 35 38 38 38 0 10 24 32 35 38 113 38 0 10 24 32 62 328 214 97 0 314 325 314 295 254 200 135 0 97 214 328 404 442 417 268 0 38 113 246 352 371 233 38 0 40 75 46 35 38 38 38 0 523 547 523 452 325 179 38 Ponto de Ponto de Latitude sul orvalho orvalho Dezembro ou Altitude superior a inferior a 19.5 C C +0.

neblina 15% máximo HORA SOLAR 11 12 13 14 15 16 17 18 46 40 46 51 67 90 111 75 103 40 38 38 38 32 24 8 111 38 38 38 38 32 24 8 8 24 32 38 38 38 38 57 8 24 32 38 38 38 38 38 57 119 179 198 168 75 38 38 38 38 111 260 387 434 401 220 38 40 103 225 330 390 417 220 629 678 629 585 477 328 162 30 38 38 38 40 146 62 75 54 84 38 38 38 35 32 21 8 124 38 38 38 35 32 21 8 78 38 38 38 35 32 21 8 38 38 38 38 35 32 21 8 38 38 78 154 214 230 189 84 38 124 268 393 442 401 203 38 84 198 301 374 358 192 38 38 8 650 680 650 585 474 320 149 16 27 29 35 38 38 38 38 5 19 29 35 38 38 38 48 5 19 29 35 38 38 138 38 5 19 29 35 38 38 149 54 5 19 29 38 54 65 70 65 54 149 265 292 306 241 78 38 38 38 138 287 404 447 385 143 38 38 48 135 241 320 301 122 637 669 637 569 452 290 130 13 0 16 29 35 38 38 38 38 0 16 29 35 38 38 38 38 0 16 29 35 38 38 122 38 0 16 29 35 38 227 111 40 0 21 170 176 172 141 103 59 0 40 111 227 325 379 368 268 38 38 122 282 404 442 352 0 38 38 38 59 160 235 225 0 610 631 610 537 414 252 81 0 0 10 24 32 35 38 38 38 0 10 24 32 35 38 38 38 0 10 24 32 35 38 132 38 0 10 24 32 35 322 200 73 0 287 301 287 252 206 135 57 0 73 200 322 404 433 396 246 0 38 132 271 382 398 268 38 0 78 141 119 35 38 38 38 0 531 564 531 463 344 184 48 0 8 21 29 35 35 35 35 0 8 21 29 35 35 35 35 0 8 21 29 35 35 116 35 0 8 21 29 366 246 124 43 0 368 382 368 333 271 187 75 0 124 246 366 428 444 390 198 0 35 116 246 344 347 192 35 0 65 70 38 35 35 35 35 0 466 488 466 396 273 130 13 0 5 19 29 32 35 35 35 0 5 19 29 32 35 35 35 0 5 19 29 32 35 35 92 0 5 19 29 363 263 162 54 0 396 404 396 358 301 200 67 0 162 263 363 431 452 377 160 0 92 230 328 320 151 35 35 0 38 48 32 32 35 35 35 0 10 436 461 436 366 249 97 Ponto de Ponto de Latitude sul orvalho orvalho Dezembro ou Altitude superior a inferior a 19.85 ou 1.5 C C +0.7% por 300 -14% por 10 +14% por 10 +7% O O m C C 9 68 330 387 179 38 38 38 38 477 46 301 393 214 35 35 35 35 474 35 241 404 292 38 35 35 35 452 35 160 404 379 103 35 35 35 414 32 78 382 433 206 32 32 32 344 29 38 344 444 271 29 29 29 273 29 32 328 452 301 29 29 29 249 10 51 225 260 119 38 38 38 38 585 40 198 268 154 38 38 38 38 585 38 135 287 265 54 38 38 38 569 38 59 282 325 141 38 38 38 537 35 35 271 404 252 35 35 35 463 35 35 246 428 333 43 32 32 396 32 32 230 431 358 54 32 32 366 177 .17 O 6 76 219 219 75 8 8 8 8 30 54 192 203 84 8 8 8 8 8 16 122 143 78 5 5 5 5 13 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 111 417 401 168 24 24 24 24 162 75 358 401 189 21 21 21 21 149 27 301 385 241 19 19 19 19 130 16 225 352 268 21 16 16 16 81 10 119 268 246 57 10 10 10 48 8 65 192 198 75 8 8 8 13 5 38 151 160 67 5 5 5 10 8 90 390 434 198 32 32 32 32 328 62 374 442 230 32 32 32 32 320 29 320 447 306 29 29 29 29 290 29 235 442 368 59 29 29 29 252 24 141 398 396 135 24 24 24 184 21 70 347 390 187 21 21 21 130 19 48 320 377 200 19 19 19 97 Poluição.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 15: Insolação através dos vidros (kcal/h x m2 de abertura) 20 LATITUDE SUL Época Orientação S SE E NE 22 de Dezembro N NO O SO Horizontal S SE E 21 de Janeiro NE e N 21 de Novembro NO O SO Horizontal S SE E 20 de Fevereiro NE e N 23 de Outubro NO O SO Horizontal S SE E 22 de Março NE e N 22 de Setembro NO O SO Horizontal S SE E 20 de Abril NE e N 24 de Agosto NO O SO Horizontal S SE E 21 de Maio NE e N 23 de Julho NO O SO Horizontal S SE E NE 21 de Junho N NO O SO Horizontal Esquadria metálica ou sem Correções esquadria x 1/0.5 Janeiro O O 19.

neblina 15% máximo HORA SOLAR 11 12 13 14 15 16 17 18 38 38 38 38 38 48 78 89 51 38 38 38 38 32 27 13 119 38 38 38 38 32 27 13 13 27 32 38 38 38 119 46 13 27 32 38 40 51 57 51 46 119 198 244 244 203 113 38 38 38 119 265 387 436 423 292 38 38 51 149 263 352 377 284 650 678 650 588 488 355 165 51 38 38 38 38 35 38 54 59 43 38 38 38 35 32 24 10 119 38 38 38 35 32 24 10 143 59 38 38 35 32 24 10 73 81 73 54 38 32 24 10 38 38 143 225 271 271 222 113 38 119 268 393 444 420 271 38 43 124 241 333 355 252 38 38 640 667 640 580 477 333 179 40 16 21 29 35 35 38 38 38 5 21 29 35 35 38 38 38 5 21 29 35 35 38 124 38 5 21 29 35 35 222 105 40 5 21 35 157 170 157 127 73 40 105 222 303 349 344 265 100 38 38 124 276 401 447 398 179 38 38 38 73 179 271 292 149 610 637 610 542 436 290 127 16 0 13 27 32 35 38 38 38 0 13 27 32 35 38 38 38 0 13 27 32 35 38 130 38 0 13 27 32 35 306 181 67 0 24 265 284 265 222 162 48 0 67 181 306 382 412 355 265 38 38 130 279 390 428 336 0 38 38 38 40 108 244 200 0 547 574 547 485 366 219 67 0 0 8 21 29 32 35 38 35 0 8 21 29 32 35 38 35 0 8 21 29 32 35 116 38 0 8 21 29 368 249 127 40 0 377 393 377 328 249 154 48 0 127 249 368 431 442 385 198 0 38 116 254 358 366 214 35 0 48 105 89 32 35 38 35 0 463 485 463 387 271 132 16 0 2 16 24 29 32 32 32 0 2 16 24 29 32 32 32 0 2 16 24 29 32 32 94 0 2 16 24 387 282 173 62 0 417 431 417 371 295 184 27 0 173 282 387 439 436 344 75 0 94 225 314 295 73 32 32 0 21 43 24 29 32 32 32 0 5 368 393 368 295 192 73 0 0 10 24 29 32 32 32 0 0 10 24 29 32 32 32 0 0 10 24 29 32 32 86 0 0 10 24 387 292 195 75 0 0 431 442 431 385 306 173 0 0 195 292 387 439 425 309 0 0 86 217 284 249 32 32 0 0 27 24 29 32 32 32 0 0 330 355 330 263 172 51 Ponto de Ponto de Latitude sul orvalho orvalho Dezembro ou Altitude superior a inferior a 19.5 Janeiro O O 19.5 C C +0.17 O 6 89 284 292 113 13 13 13 13 51 59 252 270 113 10 10 10 10 40 16 149 179 100 5 5 5 5 16 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 78 377 423 203 27 27 27 27 165 54 355 420 222 24 24 24 24 179 21 292 398 265 21 21 21 21 127 13 200 336 265 24 13 13 13 67 8 89 214 198 48 8 8 8 16 2 21 73 75 27 2 2 2 5 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 48 352 436 244 32 32 32 32 355 38 333 444 271 32 32 32 32 333 29 271 447 344 35 29 29 29 290 27 244 428 355 48 27 27 27 219 21 105 366 385 154 21 21 21 132 16 43 295 344 184 16 16 16 73 10 27 249 309 173 10 10 10 51 Poluição.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 15: Insolação através dos vidros (kcal/h x m2 de abertura) 30 LATITUDE SUL Época Orientação S SE E NE 22 de Dezembro N NO O SO Horizontal S SE E 21 de Janeiro NE e N 21 de Novembro NO O SO Horizontal S SE E 20 de Fevereiro NE e N 23 de Outubro NO O SO Horizontal S SE E 22 de Março NE e N 22 de Setembro NO O SO Horizontal S SE E 20 de Abril NE e N 24 de Agosto NO O SO Horizontal S SE E 21 de Maio NE e N 23 de Julho NO O SO Horizontal S SE E NE 21 de Junho N NO O SO Horizontal Esquadria metálica ou sem Correções esquadria x 1/0.85 ou 1.7% por 300 -14% por 10 +14% por 10 +7% O O m C C 9 38 263 387 244 38 38 38 38 488 35 24 393 271 38 35 35 35 477 35 179 401 349 73 35 35 35 436 32 108 390 412 162 32 32 32 366 29 48 358 442 249 29 29 29 271 24 24 314 436 295 24 24 24 192 24 24 284 425 306 24 24 24 172 10 38 149 265 198 40 38 38 38 588 38 124 268 225 54 38 38 38 580 35 73 276 303 127 35 35 35 542 35 40 279 382 222 35 35 35 485 32 32 254 431 328 40 32 32 387 29 29 225 439 371 62 29 29 295 29 29 217 439 385 75 29 29 263 178 .

UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 15: Insolação através dos vidros (kcal/h x m2 de abertura) 40 LATITUDE SUL Época Orientação S SE E NE 22 de Dezembro N NO O SO Horizontal S SE E 21 de Janeiro NE e N 21 de Novembro NO O SO Horizontal S SE E 20 de Fevereiro NE e N 23 de Outubro NO O SO Horizontal S SE E 22 de Março NE e N 22 de Setembro NO O SO Horizontal S SE E 20 de Abril NE e N 24 de Agosto NO O SO Horizontal S SE E 21 de Maio NE e N 23 de Julho NO O SO Horizontal S SE E NE 21 de Junho N NO O SO Horizontal Esquadria metálica ou sem Correções esquadria x 1/0.7% por 300 -14% por 10 +14% por 10 +7% O O m C C 9 35 198 385 301 51 35 35 35 485 35 179 390 339 70 35 35 35 463 35 124 393 396 138 35 35 35 406 32 70 377 439 219 32 32 32 336 27 32 330 336 282 27 27 27 173 19 19 271 390 282 19 19 19 116 16 16 233 363 268 19 16 16 86 10 38 81 257 268 94 38 38 38 569 38 70 265 298 119 38 38 38 550 38 43 273 377 241 38 38 38 501 35 35 268 425 298 38 35 35 414 29 29 238 442 371 54 29 29 273 24 24 200 423 377 73 24 24 198 24 24 184 401 363 81 24 24 149 179 .85 ou 1.5 C C +0.17 O 6 87 320 341 138 16 16 16 16 84 65 287 320 146 13 13 13 13 65 19 184 227 130 8 8 8 8 24 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 54 360 436 238 27 27 27 27 222 38 344 436 260 27 27 27 27 198 21 276 398 284 21 21 21 21 127 13 138 314 257 32 13 13 13 57 5 94 230 219 57 5 5 5 21 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 32 303 439 295 32 32 32 32 363 32 284 444 322 35 32 32 32 341 29 222 439 374 65 29 29 29 271 24 157 404 390 119 24 24 24 181 16 89 317 358 160 16 16 16 78 8 32 246 295 160 8 8 8 43 5 19 195 238 138 5 5 5 21 Poluição.5 Janeiro O O 19. neblina 15% máximo HORA SOLAR 11 12 13 14 15 16 17 18 38 38 38 38 35 32 54 86 38 38 38 38 35 32 27 16 119 38 38 38 35 32 27 16 16 27 32 35 38 38 192 92 16 27 32 51 119 146 119 94 92 192 268 301 295 238 138 38 38 38 119 257 385 439 436 341 38 38 38 81 198 303 360 320 629 642 629 569 485 363 222 84 38 38 38 38 35 32 38 65 38 38 38 38 35 32 27 13 116 38 38 38 35 32 27 13 222 113 40 38 35 32 27 13 170 187 170 119 70 35 27 13 40 113 222 298 339 322 260 146 38 116 265 390 444 436 320 38 70 179 284 344 287 38 38 38 610 631 610 550 463 341 198 65 19 21 29 35 38 38 38 38 8 21 29 35 38 38 38 38 8 21 29 35 38 38 122 38 8 21 29 35 38 290 179 67 8 21 263 276 263 241 138 65 67 179 290 377 396 374 284 130 38 38 122 273 393 439 398 227 38 38 38 43 124 222 276 184 556 580 556 501 406 271 127 24 0 13 24 32 35 35 38 35 0 13 24 32 35 35 38 35 0 13 24 32 35 35 122 38 0 13 24 32 360 244 111 38 0 330 379 330 298 219 119 32 0 111 244 360 425 439 390 257 35 38 122 268 377 404 314 0 35 38 35 35 70 157 138 0 477 496 477 414 336 181 57 0 0 5 16 27 29 32 32 32 0 5 16 27 29 32 32 32 0 5 16 27 29 32 105 32 0 5 16 27 390 290 170 54 0 417 439 417 371 282 160 57 0 170 290 390 442 336 358 219 0 32 105 238 330 317 230 32 0 94 89 32 29 32 32 32 0 21 333 349 333 273 173 78 0 0 8 19 24 27 29 27 0 0 8 19 24 27 29 27 0 0 8 19 24 27 29 89 0 0 8 19 390 314 189 73 0 0 428 450 428 377 282 160 0 0 189 314 390 423 390 295 0 0 89 200 271 246 29 27 0 0 32 19 24 27 29 27 0 0 249 279 249 198 116 43 0 0 5 16 24 27 27 27 0 0 5 16 24 27 27 27 0 0 5 16 24 27 27 84 0 0 5 19 385 311 198 81 0 0 428 447 428 363 268 138 0 0 198 311 385 401 363 238 0 0 84 184 233 195 27 27 0 0 19 16 24 27 27 27 0 0 21 206 230 206 149 86 Ponto de Ponto de Latitude sul orvalho orvalho Dezembro ou Altitude superior a inferior a 19.

5 Janeiro O O 19.7% por 300 -14% por 10 +14% por 10 +7% O O m C C 9 35 135 368 366 105 35 35 35 469 35 119 382 387 135 35 35 35 431 32 84 382 425 198 32 32 32 355 27 43 352 439 252 27 27 27 238 19 19 284 393 268 19 19 19 122 10 10 173 257 189 10 10 10 35 8 8 73 111 84 8 8 8 13 10 38 43 254 336 184 38 38 38 534 38 40 260 368 217 38 38 38 509 35 35 265 414 284 35 35 35 433 32 32 252 442 355 46 32 32 320 24 24 214 425 371 65 24 24 195 16 16 154 344 314 57 16 16 81 13 13 127 290 268 67 13 13 51 180 .17 O 6 78 341 377 173 21 21 21 21 119 57 309 355 176 16 16 16 16 89 21 206 254 143 10 10 10 10 35 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 32 339 444 276 27 27 27 27 233 29 317 436 290 27 27 27 27 203 21 254 393 301 24 21 21 21 124 10 157 276 233 29 10 10 10 40 0 78 198 187 46 0 0 0 5 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 32 254 439 341 43 32 32 32 360 32 235 442 363 57 32 32 32 322 27 189 428 390 97 27 27 27 241 21 124 374 377 138 21 21 21 132 10 54 268 301 143 10 10 10 51 2 13 138 168 92 2 2 2 10 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Poluição.85 ou 1.5 C C +0.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 15: Insolação através dos vidros (kcal/h x m2 de abertura) 50 LATITUDE SUL Época Orientação S SE E NE 22 de Dezembro N NO O SO Horizontal S SE E 21 de Janeiro NE e N 21 de Novembro NO O SO Horizontal S SE E 20 de Fevereiro NE e N 23 de Outubro NO O SO Horizontal S SE E 22 de Março NE e N 22 de Setembro NO O SO Horizontal S SE E 20 de Abril NE e N 24 de Agosto NO O SO Horizontal S SE E 21 de Maio NE e N 23 de Julho NO O SO Horizontal S SE E NE 21 de Junho N NO O SO Horizontal Esquadria metálica ou sem Correções esquadria x 1/0. neblina 15% máximo HORA SOLAR 11 12 13 14 15 16 17 18 38 38 38 38 35 32 32 78 38 38 38 38 35 32 27 21 111 38 38 38 35 32 27 21 21 27 32 35 38 265 165 65 21 27 235 252 235 184 105 43 62 165 265 336 366 341 276 173 38 38 111 254 368 439 444 377 38 38 38 43 135 254 339 341 580 596 580 534 469 360 233 119 38 38 38 38 35 32 29 57 38 38 38 38 35 32 27 16 116 38 38 38 35 32 27 16 295 189 70 38 35 32 27 16 265 287 265 217 135 57 27 16 70 189 295 368 387 363 290 176 38 116 260 382 442 436 355 38 40 119 235 317 309 38 38 38 556 572 556 509 431 322 203 89 21 21 27 32 35 38 38 38 10 21 27 32 35 38 38 38 10 21 27 32 35 38 122 38 10 21 27 32 358 241 108 35 10 24 352 374 352 284 198 97 108 241 358 414 425 390 301 143 38 38 122 265 382 428 393 254 38 38 38 35 84 189 254 206 485 501 485 433 355 241 124 35 0 10 21 27 32 32 32 32 0 10 21 27 32 32 32 32 0 10 21 27 32 32 116 32 0 10 21 27 393 284 151 46 0 406 428 406 355 252 138 29 0 151 284 393 442 439 377 233 32 32 116 252 352 374 276 0 32 32 32 32 43 124 157 0 379 401 379 320 238 132 40 0 0 0 10 19 24 27 29 27 0 0 10 19 24 27 29 27 0 0 10 19 24 27 29 94 0 0 10 19 390 311 187 65 0 425 452 425 371 268 143 46 0 187 311 390 425 393 301 187 0 94 214 284 268 198 29 27 0 78 54 19 24 27 29 27 0 5 233 254 233 195 122 51 0 0 2 10 16 21 24 21 0 0 2 10 16 21 24 21 0 0 2 10 16 21 24 75 0 0 2 10 344 290 181 57 0 0 387 414 387 314 189 92 0 0 181 290 344 344 257 168 0 0 75 154 173 138 24 21 0 0 13 10 16 21 24 21 0 0 10 35 127 143 127 81 0 0 0 8 13 16 19 16 0 0 0 8 13 16 19 16 0 0 0 8 13 16 19 62 0 0 0 8 314 271 168 67 0 0 0 355 382 355 268 84 0 0 0 168 271 314 290 111 0 0 0 62 127 73 19 16 0 0 0 8 13 16 19 16 0 0 0 13 51 89 108 89 Ponto de Ponto de Latitude sul orvalho orvalho Dezembro ou Altitude superior a inferior a 19.

59 0.80 0.18 0.75 0. PERSIANAS VENESIANAS INTERIORES Faixas horizontais ou verticais inclinadas O a 45 ou CORTINAS DE TELA Coloraçã o clara VIDRO SIMPLES VIDRO SIMPLES 6 mm VIDRO ABSORVENTE Coeficiente de absorção 0.25 0.53 0.56 0.14 0.46 0.10 0.56 VIDRO TRIPLO Vidro comum Vidro de 6 mm VIDRO PINTADO Coloração clara Coloração média Coloração escura VIDRO COLORIDO Âmbar Roxo escuro Azul Cinza Cinza-verde Opaco claro Opaco escuro 1.16 0.54 0.54 0.13 0.00 0.74 0.52 Coloração escura 0.14 0.43 0.43 0.48 a 0.18 0.73 0.56 0.18 0.10 0.15 Coloração escura 0.18 0.12 0.70 VIDRO DUPLO Vidro comum Vidro de 6 mm Vidro interior comum Vidro ext.12 0.10 0.11 0.14 0.13 0.59 0.39 0.12 0.11 0.67 0.20 0.62 0.48 Coeficiente de absorção 0.12 0. absorvente de 0.16 0.12 0.11 0.64 0.15 0.11 0.90 0.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 16: Fatores totais de ganho solar através dos vidros.16 0.19 0.20 0.51 0.60 0.62 0.52 0.10 0. (coeficientes globais de insolação com ou sem dispositivo de sombra).65 0.10 0.14 0.17 TIPO DE VIDRO SEM PERSIANA OU TELA Coloração média 0.15 0. absorvente de 0.10 0.56 a 0.56 0.36 0.10 PERSIANA EXTERIOR Faixas horizontais O inclinadas a 17 TOLDO Circulação de ar acima e lateralmente Coloraçã o média ou escura 0.43 0.12 0.50 0.28 0.57 PERSIANAS VENESIANAS EXTERIORES Faixas horizontais O inclinadas a 45 Coloração clara 0.61 0.40 a 0.15 0.11 0.12 0.32 0.69 0.16 0.36 0.20 0.47 Coloração média 0.10 0.10 Exterior claro Interior escuro 0.48 a 0.65 0.10 0.20 0.37 0.56 0.62 0.48 0.10 Coloração clara 0.48 0.12 0.50 0.14 0.65 0.14 181 .48 a 0.20 0.10 0.52 0.10 0.12 0.56 Coeficiente de absorção 0.11 0.94 0.22 0.16 0.39 0.10 0.70 0.80 0.21 0.39 0.56 Vidro interior de 6 mm Vidro ext.83 0.12 0.11 0.22 0.56 0.10 0.24 0.56 0.72 0.

(continuação) 182 . LATITUDE SUL HORA SOLAR 6:00 7:00 8:00 9:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 6:00 7:00 8:00 9:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 6:00 7:00 8:00 9:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 23 de Julho 24 de Agosto 22 de Setembro 23 de Outubro 21 de Novembro 22 de Dezembro 21 de Janeiro 20 de Fevereiro 22 de Março 20 de Abril 21 de Maio 21 de Junho 0O 14 28 42 54 65 70 65 54 42 28 14 111 113 117 126 144 180 216 234 243 247 249 15 30 44 58 71 79 71 58 44 30 15 102 103 106 112 127 180 233 248 254 257 258 15 30 45 60 75 90 75 60 45 30 15 1 15 30 44 59 72 80 72 59 44 30 15 1 14 28 42 55 66 70 66 55 42 28 14 90 89 89 89 88 0 272 271 271 271 270 90 92 95 99 106 122 180 238 254 261 265 268 270 95 101 108 120 143 180 217 240 252 259 265 15 30 44 58 71 79 71 58 44 30 15 2 16 314 6 61 75 89 75 61 46 31 16 2 4 18 32 46 59 72 81 72 59 46 32 18 4 78 77 74 68 53 0 307 292 286 283 282 78 81 83 84 84 84 0 276 276 276 277 279 282 79 84 89 94 102 117 180 243 258 266 271 276 281 14 28 42 54 65 70 65 54 42 28 14 3 17 32 46 60 73 80 73 60 46 32 17 3 7 20 34 48 62 75 90 75 62 48 34 20 7 69 67 63 54 36 0 324 306 297 293 291 70 72 72 72 67 53 0 307 293 288 288 288 290 71 75 79 82 85 88 0 272 275 278 281 285 289 14 27 41 53 62 67 62 53 41 27 14 4 18 32 45 58 70 77 70 58 45 32 18 4 8 21 35 48 62 76 87 76 62 48 35 21 8 66 63 584 9 32 0 328 311 302 297 294 67 68 68 67 61 44 0 316 299 293 292 292 293 68 72 75 77 77 74 0 286 283 283 285 288 292 14 28 42 54 65 70 65 54 42 28 14 3 17 32 46 60 73 80 73 60 46 32 17 3 7 20 34 48 62 75 90 75 62 48 34 20 7 69 67 63 54 36 0 324 306 297 293 291 70 72 72 72 67 53 0 307 293 288 288 288 290 71 75 79 82 85 88 0 272 275 278 281 285 289 15 30 44 58 71 79 71 58 44 30 15 2 16 31 46 61 75 89 75 61 46 31 16 2 4 18 32 46 59 72 81 72 59 46 32 18 4 78 77 74 685 3 0 307 292 286 283 282 78 81 83 84 84 84 0 276 276 276 277 279 282 79 84 89 94 102 117 180 243 258 266 271 276 281 15 30 45 60 75 90 75 60 45 30 15 1 15 30 44 59 72 80 72 59 44 30 15 1 14 28 42 55 66 70 66 55 42 28 14 90 89 89 89 88 0 272 271 271 271 270 90 92 95 99 106 122 180 238 254 261 265 268 270 95 101 108 120 143 180 217 240 252 259 265 15 30 44 58 71 79 71 58 44 30 15 102 103 106 112 127 180 233 248 254 257 258 14 28 42 54 65 70 65 54 42 28 14 111 113 117 126 144 180 216 234 243 247 249 14 27 41 53 62 67 62 53 41 27 14 114 117 122 131 148 180 212 229 238 243 246 10O 10 24 37 48 57 60 57 48 37 24 10 113 117 124 136 155 180 205 224 236 243 247 12 27 41 54 64 69 64 54 41 27 12 103 108 115 125 144 180 216 235 245 252 257 12 27 41 54 64 69 64 54 41 27 12 103 108 115 125 144 180 216 235 245 252 257 10 24 37 48 57 60 57 48 37 24 10 113 117 124 136 155 180 205 224 236 243 247 9 23 35 46 53 57 53 46 35 23 9 116 121 128 139 156 180 204 221 232 239 244 20O 6 19 30 40 47 50 47 40 30 19 6 114 121 130 142 158 180 202 218 230 239 246 10 23 36 47 55 59 55 47 36 23 10 106 112 121 133 152 180 208 227 239 248 254 10 23 36 47 55 59 55 47 36 23 10 106 112 121 133 152 180 208 227 239 248 254 6 19 30 40 47 50 47 40 30 19 6 114 121 130 142 158 180 202 218 230 239 246 5 17 28 38 44 47 44 38 28 17 5 117 124 133 145 163 180 197 215 227 236 243 Tabela 18: Altitude e Azimute solar.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 18: Altitude e Azimute solar.

UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 6:00 7:00 8:00 9:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 6:00 7:00 8:00 9:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 6:00 7:00 8:00 9:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 2 14 24 32 38 40 38 32 24 14 2 115 124 134 146 162 180 198 214 226 236 245 7 19 30 40 46 49 46 40 30 19 7 107 116 127 141 159 180 201 219 233 244 253 13 26 38 49 57 60 57 49 38 26 13 97 106 116 130 151 180 209 230 244 254 263 6 19 31 44 56 67 71 67 56 44 31 19 6 7 19 30 41 51 58 61 58 51 41 30 19 7 9 18 28 37 44 49 51 49 44 37 28 18 9 80 87 95 104 117 140 180 220 243 256 265 273 280 81 91 102 113 129 151 180 209 231 247 258 269 279 83 94 106 120 137 157 180 203 223 240 254 266 277 10 23 35 48 61 73 80 73 61 48 35 23 10 13 24 35 47 57 66 70 66 57 47 35 24 13 15 25 34 44 52 58 60 58 52 44 34 25 15 72 79 86 93 103 122 180 238 257 267 274 281 288 74 83 93 104 118 143 180 217 242 256 267 277 286 77 88 100 114 131 152 180 208 229 246 260 272 283 11 24 37 49 62 75 83 75 62 49 37 24 11 15 26 37 49 60 69 73 69 60 49 37 26 15 18 27 37 46 55 61 63 61 55 46 37 27 18 69 76 82 88 96 112 180 248 264 272 278 284 291 72 80 89 100 114 138 180 222 246 260 271 280 288 74 85 97 110 128 151 180 209 232 250 263 275 286 10 23 35 48 61 73 80 73 61 48 35 23 10 13 24 35 47 57 66 70 66 57 47 35 24 13 15 25 34 44 52 58 60 58 52 44 34 25 15 72 79 86 93 103 122 180 238 257 267 274 281 288 74 83 93 104 118 143 180 217 242 256 267 277 286 77 88 100 114 131 152 180 208 229 246 260 272 283 6 19 31 44 56 67 71 67 56 44 31 19 6 7 19 30 41 51 58 61 58 51 41 30 19 7 9 18 28 37 44 49 51 49 44 37 28 18 9 80 87 95 104 117 140 180 220 243 256 265 273 280 81 91 102 113 129 151 180 209 231 247 258 269 279 83 94 106 120 137 157 180 203 223 240 254 266 277 13 26 38 49 57 60 57 49 38 26 13 97 106 116 130 151 180 209 230 244 254 263 7 19 30 40 46 49 46 40 30 19 7 107 116 127 141 159 180 201 219 233 244 253 2 14 24 32 38 40 38 32 24 14 2 115 124 134 146 162 180 198 214 226 236 245 30O 11 21 29 35 37 35 29 21 11 126 136 149 164 180 196 211 224 234 40O 8 17 24 28 30 28 24 17 8 125 136 149 164 180 196 211 224 235 5 15 24 32 37 39 37 32 24 15 5 110 119 131 145 162 180 198 215 229 241 250 12 23 33 42 48 50 48 42 33 23 12 99 110 122 138 157 180 203 222 238 250 261 12 23 33 42 48 50 48 42 33 23 12 99 110 122 138 157 180 203 222 238 250 261 5 15 24 32 37 39 37 32 24 15 5 110 119 131 145 162 180 198 215 229 241 250 8 17 24 28 30 28 24 17 8 125 136 149 164 180 196 211 224 235 5 14 21 25 27 25 21 14 5 127 138 151 165 180 195 209 222 233 50O 3 10 15 19 20 19 15 10 3 125 138 151 165 180 195 209 222 235 10 17 23 27 29 27 23 17 10 121 134 148 164 180 196 212 226 239 10 19 27 34 39 40 39 34 27 19 10 101 114 127 143 160 180 200 217 233 246 259 10 19 27 34 39 40 39 34 27 19 10 101 114 127 143 160 180 200 217 233 246 259 10 17 23 27 29 27 23 17 10 121 134 148 164 180 196 212 226 239 3 10 15 19 20 19 15 10 3 125 138 151 165 180 195 209 222 235 6 12 15 17 15 12 6 139 152 166 180 194 208 221 183 .

8 6.8 8.7 4.5 13.2 3.5 0 0 3.6 12.2 3.3 21 4.5 7.9 3.0 5.2 3.8 10.3 19.8 3.7 10.9 7.2 20.7 7.8 2.3 10.1 5.1 0 3.1 0.1 -2.8 2.9 7.4 0 -1.7 TARDE 18 7.2 0 3.2 9.1 3.7 1.3 -1.4 2.5 3.2 11.1 4.3 5.4 -1.0 8.0 15.3 0.7 -1.0 13.0 -0.3 -1.8 7.8 5.3 8.7 -1.0 18.5 1.5 1.1 6.5 4.7 MANHÃ 3 -1.2 6.6 5.3 3.2 6.2 2.9 3.2 17.6 7.3 4.4 5.6 13.3 3.5 10.3 1.5 3.5 2.8 7.9 9.5 1.8 7.0 0 2.4 14. de cor escura.3 20.7 10.8 0.9 14.3 5.2 8.7 12.3 6.3 8.5 6.3 12.7 0.7 4.1 -0.5 7.2 3.1 7.0 5.2 3.7 8.7 2.5 2.3 4.7 0.1 10.7 2.0 7.3 18.5 1.4 7.7 11.1 10.3 16.8 6.5 0.4 -0.9 5.0 10.8 4.5 0.9 7.8 6.7 2.2 3.2 10.5 5.1 1.5 6.6 8.8 20.7 2.7 6.4 0.7 7.4 6.3 7.7 0.1 10.2 13.4 3.3 8.4 6.1 2.9 4.5 2.4 -1.8 8.7 5.7 -1.5 3.9 8.0 0.5 0.7 3.8 5.3 5.0 25.7 4.5 -1.3 6.2 1.7 4.9 3.3 18.2 3.2 5.2 -1.5 10.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 19: Diferença equivalente de temperatura (°C).5 1.0 11.7 1.2 2.7 7.2 10.5 3.9 1.8 4.5 0 14 6.5 3.6 8.5 -0. 27 °C de temperatura interior.8 6.5 8 12.1 3.4 -1.8 -0.1 2.9 13.7 4.7 2.3 -2.7 19.0 13.3 11.5 1.1 2.7 7.0 8.9 -1.8 4.5 6.2 3.3 1 0 2.5 3.8 9.5 2.3 5.4 6. Válida para paredes em sol ou sombra.3 5.3 10.2 3.1 5.1 3.1 0.3 11.1 5 -1.7 2.8 13.7 5.3 6.9 1.2 3.0 -1.1 3.5 6.1 0 15 7.8 6.3 4.1 6.7 3.8 2.8 10.8 3.5 5.4 5.3 6.2 8.9 -1.7 0 0 10 13.5 5.3 4.6 7.2 7.9 13.4 2.7 7.4 0.2 -0.7 7.7 11.5 3.2 6.4 6.3 3.3 15.4 5.5 4.0 -1.3 2.7 11.8 20 5.9 5.0 4.0 4.9 24 1.3 0.4 7.1 6.4 23 2.6 10.2 7.1 1.4 9.2 4.5 7.1 7.4 5.4 5.8 2.1 4.3 7.1 1.9 4.1 -1.7 4.0 7.2 5.3 4.5 16 7.2 4.5 3.5 -0.6 12.1 5.4 1.2 2.5 5.2 14.4 1.3 4.5 0.9 10.1 3.3 5.7 5.8 8.2 -0.0 6.4 1.5 22.3 2.3 13.7 3.8 3.3 13.8 3.7 4.9 8.4 6.0 12.4 -0.2 4.6 4.4 6.5 1.4 5.4 11.5 15.1 0 0 11 10.7 0.5 0.4 3.8 8.3 6.3 6.7 7.2 3.0 2.5 1.4 6.3 1.5 4.1 2.0 11.3 9.2 3.3 11.5 -0.5 6.3 6.3 4.2 4.9 8.3 -1.9 22.5 2.3 5.2 3.2 6.0 -0.8 3.5 2.9 17.8 7.0 8.1 1.3 5.2 22.9 -1.9 5.3 2.6 5.2 0 0 9 12.7 3.3 5.1 15.8 17.4 -0.9 17.9 5.3 6.8 11.3 14.3 17.6 5.5 3.1 5.5 8.2 0 3.1 3.7 5.5 7.2 2.2 11.8 13.1 3.5 0 0.5 -1.2 8.8 10.7 6.7 10.8 3.5 1.7 5.4 5.1 1.2 0 0 0 13 7.2 0 2.4 0 1.5 2.2 -1.9 6.2 6.4 22.3 4.1 0 2.2 2.3 2.7 5.3 18.6 13.8 19.0 -0.1 0.4 6.9 13.1 -0.1 8.8 3.3 6.2 3.5 2.8 -1.9 14.5 7.2 0 3.4 6.8 7.1 6.7 2.5 3.1 1.7 2.9 3.1 2.9 -0.9 -1.5 0.1 18.7 0.9 6.1 7.5 0 0 12 7. 35 °C de temperatura exterior.3 5.3 4.7 -1.0 -0.3 2.5 6.2 4.2 -2.4 5.7 3.7 4.4 -1.9 6.2 -2.3 5.9 7.4 1.1 -1.5 3.3 7.8 12.5 4.1 1.2 3.5 26.9 6.4 5.8 3.2 5.7 3.5 1.0 10.7 0 3.2 11.9 7.7 8.0 7.7 7.2 3.9 18.3 -2.9 5.2 6.8 7.9 11.5 2.1 3.1 -1.6 17.5 2.5 3.2 16.5 12.8 3.9 4.5 6.8 3.2 4.0 7.3 8.3 5.5 2.2 4.5 6.8 7.4 10.1 2.8 5.2 0.7 -0.3 7.7 5.8 1.1 3.8 5.2 -2.1 -0.5 1.4 7.4 0 0 3.6 8.4 5.1 2.5 3.3 4.4 -1.0 11.1 3.3 5.0 10.8 5.2 19 6.4 8.1 3.8 5.0 15.1 0 2.0 5.0 6.2 3.5 11.4 14.1 17 7.2 3.2 5.0 6.6 15.2 7.9 7.7 2.7 4.3 5.4 10.4 8.4 -1.1 12.4 11.4 6.4 5.5 0.3 5.7 2.4 3.5 3.3 4.9 9.2 0 2.4 3.3 20.1 3.2 5.8 6.2 3.0 0 2.5 2.7 7.9 22 3.7 1.3 1.5 3.7 0.3 5.5 2.2 2.4 12.8 6.4 12.2 3.2 7.7 5.2 -1.8 11.0 12.4 0 2.1 12.2 0.4 14.2 5.1 0 3.9 10.5 SE E NE N NO O SO S na sombra 184 .3 -1.9 3.7 7.5 0 1.9 5.7 22. 11 °C de variação de temperatura exterior em 24 horas.2 1.1 -1.0 3.5 2.7 6.7 0 3.9 18.6 1.6 15.5 7 8.2 14.5 -2.7 -1.3 4.7 1.5 6.5 2.7 2.8 7.2 -1.9 0 1.5 6.4 17.5 0.1 10.4 3.3 -2.2 3.7 4.7 1.2 0 0 2.5 4.7 0.1 1.4 4.8 2.5 6.2 4.8 4.7 -1.8 3.4 -2.1 3.1 -0.2 2 -1.7 7.0 16.1 6.1 0 2.8 4.1 2.1 5.1 3.4 8.8 2.7 6.1 4.9 -0.2 1.1 1.2 11.1 3.7 5.9 8.4 -2.1 0.7 22.1 2.8 7. mês de julho e 40o de latitude sul.6 11.7 5.8 23.5 2.8 6.1 8.8 7.8 5.2 3.8 5.5 5.3 5.3 4.8 10.1 4 -2.1 1. ORIENTAÇÃO (Latitude Sul) PESO (kg/m2 de superfície de solo) 100 300 500 700 100 300 500 700 100 300 500 700 100 300 500 700 100 300 500 700 100 300 500 700 100 300 500 700 100 300 500 700 HORA SOLAR MANHÃ 6 2.8 16.4 -0.7 0 2.7 13.5 1.5 -0.8 15.3 3.5 6.8 1.9 8.3 4.5 7.9 6.3 16.0 11.7 -1.4 2.8 7.9 5.1 4.

1 -2.3 0 1.1 0 -0.1 3.2 -2.9 8.5 1.1 -1.9 5.1 0 -0.2 7.2 5.0 -2.6 7.2 15.0 2.5 0 -2.7 3.2 0 2.7 -1. 35 °C de temperatura exterior.2 -0.8 4.8 -2.9 8.5 -1.4 7.1 20.3 5.1 -1.2 0 -1.1 0 1.8 16. mês de julho e 40o de latitude sul.1 0 -0.0 7.0 8.0 18.0 6.5 -1.7 -1.2 15 21.8 -1.2 15.3 7.6 17.1 -1.1 2.5 2.4 2.9 16.4 6.7 3.9 22.3 0 1.7 7 -3.5 2.4 6.2 -0.5 10.5 0 1.0 7.9 5.9 8.3 24 5.5 12 8.8 -0.9 7.5 -1.1 5.4 5.9 11.3 5.1 14 17.5 3.1 4.8 7.7 7.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 20: Diferença equivalente de temperatura (°C).2 5.1 19.2 18.5 2.5 2.5 0.1 11 3.1 -1.2 7.7 7.8 -1.7 6.7 4.7 3.7 5.3 12.3 17.1 -1.3 16 23.2 12.5 1.5 1.3 6. 11 °C de variação de temperatura exterior em 24 horas.1 7.1 2.9 6.5 2.1 -0.0 12.8 12.3 15.8 5.1 0 0.5 20 19.7 4.9 6.4 23 8.9 11.1 1.6 23.2 1 3.8 8.1 1.4 1.5 -0.5 0.1 0 1.5 6.2 21.5 -2.2 10.2 10.2 7.5 -1.2 -1.1 13.8 0.4 8.3 -0.8 6.7 1.2 10.3 8.4 19.0 7.5 -2.1 19.0 23.2 -1.3 5.5 1.1 2.0 HORA SOLAR TARDE 18 25.7 -1.5 0.2 5.1 -0.1 -0.2 -1.7 20.7 4.7 -1.5 6.6 16.5 7.8 22.5 6.4 7.5 5 -1.9 8.3 5.1 8.7 0 4 -0.2 21.5 6.7 6.9 3.6 7.2 0 -1.2 -1.8 5.3 6.9 5.5 5.9 22.1 3.8 7.8 12.7 9.8 8.1 -1.4 20.8 10.8 7.2 3. 27 °C de temperatura interior.3 8.3 1.1 -1.8 1.2 -2.7 4.4 19.7 9.8 1.1 3.5 -2.5 -1.5 1.4 5.5 2.5 19 22.8 21.7 4.9 1.1 2 1.8 4.9 15.3 6.1 9 -2.1 -0.4 0.6 15.0 -0.2 -0.1 -1.3 4.5 MANHÃ 3 0.8 6.5 21 15.7 3.0 22 12.9 5.8 5.1 20.8 -1.5 6.5 2.1 3. Válida para tetos de cor escura. PESO ORIENTAÇÃO (Latitude Sul) (kg/m2 de superfície de solo) 50 100 Com sol 200 300 400 100 Coberto de água 200 300 100 Com orvalho 200 300 100 Na sombra 200 300 MANHÃ 6 -2.7 21.1 1.4 17.0 2.8 -2.2 4.7 -0.9 8.1 -1.1 0 13 13.7 8 -3.0 19.1 3.2 3.3 6.3 8.2 5.3 6.7 0 -1.1 1.7 7.5 8.5 1.7 2.4 6.8 -2.7 17.2 5.4 0.1 -1.7 -0.2 5.3 4.8 21.7 0.7 15.8 8.1 3.2 8.4 12.4 12.8 -2.5 2.7 7.8 -1.3 11.1 185 .2 13.1 3.9 8.1 13.1 7.7 0.5 3.6 11.5 1.9 18.7 -0.0 14.1 8.8 6.4 5.8 4.8 18.1 -1.5 -2.9 22.9 -1.0 5.4 17 25.9 7.7 2.6 17.8 -2.3 8.1 10 -0.8 1.6 6.9 7.8 -1.8 6.8 -1.1 0 -1.7 -0.1 -2.

6 -17.2 -16.7 13.1 -8.9 3.4 2.6 -10.0 -1.8 2.3 9 -23.2 6.2 7.8 13.1 -7.9 8.3 -21.8 10.7 1.3 -19.9 -1.2 15.1 1.7 -0.4 13 -25.2 -3.3 -25.7 6.3 8.8 7.0 -18.7 3.3 -11.8 -7.8 -0.2 -2.9 -2.6 -1.8 10 -23.5 -0.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 20A: Correção das diferenças equivalentes de temperatura.9 22 -29.8 8.6 -1.9 -4.3 -10.3 11.8 -7.5 19 -27.0 -0.4 6.0 -5.8 6.1 -2.5 15 -26.8 -20.3 13.9 7.3 -6.1 -4.2 -9.4 10.2 0 1.7 -20.1 -5.7 -4.8 -5.8 14.2 -12.3 -1.2 1.3 12.3 2.9 -5.9 4.8 9.8 2.7 11.8 -7.3 -8.7 10.7 -2.9 6 -21.8 2.3 -7.3 9.3 9.5 -14.8 4.3 14.8 9.8 -12.1 -9.3 5.2 -9.4 -6.2 4.9 -23.0 -22.1 0.6 -2.3 -18.8 3.8 -14.4 -19.5 -5.6 4.1 -1.0 -3.6 0.3 -13.4 12.9 18 -27.8 -6.0 -10.6 -4.3 6.4 4.7 -9.4 10.4 4.3 9.8 -5.4 8.0 -6.7 2.5 -10.7 -7.7 -12.5 -3.4 -23.9 5.8 -25.3 186 .0 -0.3 10.7 15.8 -13.3 -5.9 -15.2 9.8 -16.1 -17.6 -1.9 -19.7 12.3 7.4 -15.8 -19.8 16.3 7.3 0.4 6.8 5.3 7.8 8.3 16.7 7.2 3.3 3.3 -14.8 -18.8 -11.2 2.7 6.4 -1.5 -22.1 -1.7 0.4 -4.7 -9.5 -3.8 5.8 12.4 -3.3 11.9 12 -24.4 8.6 -21.0 -6.8 10.4 21 -29.1 5.7 3.3 5.8 -17.9 -11.1 -11.8 -3.2 -20.2 -13.7 -2.8 11. Temperatura exterior às 15 h para o mês considerado menos temperatura interior -16 -12 -8 -4 0 +2 +4 +6 +8 +10 +12 +14 +16 +18 +20 +22 VARIAÇÃO DA TEMPERATURA EXTERIOR EM 24 HORAS 5 -21.0 14 -25.6 -11.8 0.6 -13.0 -14.8 4.2 -1.1 -4.8 6.6 -6.7 -17.4 -7.3 2.1 1.3 2.3 12.5 0.7 -8.8 -21.1 0.2 8.7 9.2 -8.0 -3.5 -2.9 10.1 0.2 6.8 7.8 8.7 -9.7 -0.8 11.0 -3.0 20 -28.8 4.2 13.7 -16.5 -6.9 16 -26.9 -3.3 -15.2 3.2 0.0 -9.7 -13.9 -7.3 -17.9 13.2 4.8 2.6 5.3 4.7 -5.6 -3.7 14.4 7 -22.3 14.6 1.3 8.4 17 -27.2 -0.8 1.4 11 -24.3 10.6 -8.8 -15.4 -11.5 -18.9 6.2 -5.8 -24.2 -17.3 1.6 -4.1 -21.7 8.2 -5.9 -5.8 -8.0 -19.8 -10.2 -3.6 -5.7 1.3 -7.8 8 -22.6 -9.3 5.0 -2.9 10.6 0.0 -15.3 3.1 -13.0 -23.

[kcal/h.m2.°C] 187 .UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 21 – Coeficientes globais de transmissão de calor (paredes).

m2. construção pesada.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 22 – Coef. [kcal/h.°C] 188 . globais de transmissão de calor (alvenaria.

[kcal/h.°C] 189 . globais de transmissão de calor (construção leve – tipo industrial).°C] Tabela 24 – Coeficientes globais de transmissão de calor (construção leve). [kcal/h.m2.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 23 – Coef.m2.

m2. [kcal/h.°C] 190 .°C] Coeficientes Globais de Transmissão de Calor (U).UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Tabela 26 – Coeficientes globais de transmissão de calor (alvenaria).m2. em [kcal/h.

88 1.61 1. + 10 tijolos + ar + 10 tijolos + 2 revest. + 20 tijolos + ar + 6 tijolos + 2 revest.59 1.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 1) Paredes Externas a) Tijolos maciços (20cm x 10cm x 6cm) U 14 cm = 2 revest. Lajota = 20cm x 10cm x 20cm ou 30cm.27 1. Dupla = 2 revest. c) Concreto ou pedra 10cm 15cm 25cm 35cm 50cm 2. Livre = 20cm x 20cm x 6cm) 14cm = 2 revest.80 3.00 191 .17 1.53 2. + 6 tijolos + ar + 6 tijolos + 2 revest. Dupla = 2 revest. + 20 tijolos + ar + 10 tijolos + 2 revest. 24 cm = 2 revest.03 2. Dupla = 2 revest.22 1. Dupla = 2 revest.93 1. Dupla = 2 revest.95 0. + 10 tijolos + ar + 6 tijolos + 2 revest. Dupla = 2 revest. + 10 tijolos + 2 revest.90 0. Dupla = 2 revest. + 10 tijolos + 2 revest. + 20 tijolos + ar + 20 tijolos + 2 revest. Dupla = 2 revest. + 20 tijolos + ar + 20 tijolos + 2 revest. Dupla = 2 revest. b) Tijolos furados (Standard = 20cm x 10cm x 6cm. Dupla = 2 revest. + 10 tijolos + ar + 10 tijolos + 2 revest.46 3.46 1. + 20 tijolos + 2 revest.98 1. Dupla = 2 revest. + 10 tijolos + ar + 6 tijolos + 2 revest.07 1. + 20 tijolos + 2 revest. + 20 tijolos + ar + 10 tijolos + 2 revest. 24cm = 2 revest.76 2.27 1.90 3. + 20 tijolos + ar + 6 tijolos + 2 revest.

42 3.17 1. + 20 tijolos + 2 revest. Dupla = 2 revest. 14 cm = 2 revest. + 10 tijolos + ar + 10 tijolos + 2 revest.66 2. + 10 tijolos + 2 revest.°C] 192 . + 6 tijolos + ar + 6 tijolos + 2 revest.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Coeficientes Globais de Transmissão de Calor (U). + 6 tijolos + 2 revest. + 10 concreto + 2 argamassa + 2 ladrilhos c) Laje nervurada com tacos 16cm = 2 revest. + 10 tijolos + 2 revest. + 10 concreto + 2 argamassa + 2 tacos b) Laje simples com ladrilhos 16cm = 2 revest. + 20 tijolos + 2 revest. 24 cm = 2 revest.10 1.51 2.20 1. c) Tijolos furados 10cm 15cm 2. Dupla = 2 revest. + 10 lajota + 2 argamassa + 2 tacos d) Laje nervurada com ladrilhos 23cm = 2 revest.00 2. + 6 tijolos + 2 revest.66 1. + 10 tijolos + ar + 6 tijolos + 2 revest. Dupla = 2 revest. Dupla = 2 revest.83 3) Tetos e pisos a) Laje simples com tacos U 16cm = 2 revest. Dupla = 2 revest.m2. + 10 tijolos + ar + 10 tijolos + 2 revest.27 1. 24 cm = 2 revest. 14 cm = 2 revest. + 10 lajota + 7 concreto + 2 argamassa + 2 ladrilhos e) Laje dupla 2.°C] 2) Paredes Internas a)Tijolos maciços U 10 cm = 2 revest. em [kcal/h.02 Coeficientes Globais de Transmissão de Calor (U).17 2. + 10 tijolos + ar + 6 tijolos + 2 revest. b) Tijolos furados 10 cm = 2 revest.30 1. em [kcal/h. + 6 tijolos + ar + 6 tijolos + 2 revest.83 1.53 2.68 2.60 1.m2.42 1. Dupla = 2 revest.27 1.

2.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica 4) Terraços de cobertura a) Laje simples sem isolamento U 18cm = 2 revest.90 2.1) Idem. + 10 concreto + 10 lajota + 5 revest c) Laje nervurada sem isolamento 27cm = 2 revest. + 8 concreto + forro + telhado de telhas francesas a. com 5cm de cortiça ou equivalente b) Laje simples coberta com lajota de tijolo 30cm = 2 revest.98 0.07 0.28 1. com 2. com 2.5 cm de cortiça ou equivalente.66 193 .5cm de cortiça ou equivalente. + 10 concreto + 1.5cm de cortiça ou equivalente a2) Idem. 3. + 10 lajota + 7 concreto + 1.58 5) Telhados (forro sem ventilação) U a) 2 revest. a1) Idem. com 5 cm de cortiça ou equivalente.44 0. c1) Idem. c2) Idem.5 feltro e asfalto + 5 revest.63 6) Vidros externos U Verão Inverno 5. a. Nota: o revestimento da face superior da laje (4 ou 5cm) é geralmente de concreto com “SIKA”.50 7) Vidros internos U Vidros internos 3.5 feltro e asfalto + 5 revest. com 2. com 5cm de cortiça ou equivalente. sobre o teto.2) Idem.07 0.63 1. sobre o teto.20 1.00 5. ou argamassa e ladrilhos.

Auditórios Salas de aulas Salas de reuniões Por pessoa (não fumando) Por pessoa (fumando) m3/h recomendável 17 25 17 68 45 Escritórios 25 42 51 35 17 51 35 25 85 13 25 50 85 Aplicações gerais 13 68 Pessoa mínimo 13 17 13 42 35 17 25 42 25 13 42 17 20 50 8 17 40 80 8 42 Concentração de fumantes ocasional considerável ocasional alguns nenhum considerável nenhum ocasional grande alguns considerável muito grande nenhum alguns nenhum muito grande - 194 .Auditórios Teatros – Cinemas .UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Ar exterior para renovação Local Bancos Barbearias Salões de beleza Bares Casinos–Grill-room Públicos Privados Privados Estúdios Lojas Salas de hotéis Residências Restaurantes Salas de diretores Teatros – Cinemas .

0 28.5 29.0 36.0 27.UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Condições externas para verão (°C) Cidades I-Região Norte Macapá (AP) Manaus (AM) Santarém (PA) Belém (PA) II-Região Nordeste João Pessoa (PB) São Luís (MA) Parnaíba (PI) Terezina (PI) Fortaleza (CE) Natal (N) Recife (PE) Petrolina (PE) Maceió (AL) Salvador(BA) Aracaju (SE) III-Região Sudeste Vitória (ES) Belo Horizonte (MG) Uberlândia (MG) Rio de Janeiro (RJ) São Paulo (SP) Santos (SP) Campinas (SP) Pirassununga (SP) IV-Região Centro-Oeste Brasília (DF) Goiânia (GO) Cuiabá (MT) Campo Grande (MT) Ponta-Porã (MT) V-Região Sul Curitiba (PR) Londrina (PR) Foz de Iguaçu (PR) Florianópolis (SC) Joinville (SC) Blumenau (SC) Porto Alegre (RS) Santa Maria (RS) Rio Grande (RS) Pelotas (RS) Caxias do Sul (RS) Uruguaiana (RS) TBS 34 35 35 33 32 33 34 38 32 32 32 36 33 32 32 33 32 33 35 31 33 33 33 32 33 36 34 32 30 31 34 32 32 32 34 35 30 32 29 34 TBU 28.0 36.0 26.5 22.5 27.0 33.0 23.0 25.6 39.4 32.0 26.9 37.0 28.5 Temperatura Máxima 34.0 26.0 26.0 23.1 35.0 26.8 33.3 34.0 36.5 26.6 36.7 37.0 26.0 27.5 27.0 37.2 40.0 28.0 26.7 36.5 23.4 34.0 24.5 24.5 26.5 25.0 23.4 37.3 32.7 32.0 35.0 - 195 .0 27.0 26.0 24.0 38.3 34.0 25.0 28.4 35.9 33.6 38.0 24.0 26.3 39.0 25.0 27.5 37.8 37.0 26.0 39.0 40.8 34.9 37.0 26.5 24.0 25.9 33.

Ministério da Aeronáutica e Instituto Nacional de Metrologia. 196 .UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Condições externas para inverno (°C) Cidades Aracajú (SE) Belém (PA) Belo Horizonte (MG) Blumenau (SC) Boa Vista (RR) Brasília (DF) Caxias do Sul (RS) Cuiabá (MT) Curitiba (PR) Florianópolis (SC) Fortaleza (CE) Goiânia (GO) João Pessoa (PB) Joinville (SC) Macapá (AP) Maceió (AL) Manaus (AM) Natal (RN) Pelotas (RS) Porto Alegre (RS) Porto Velho (RO) Recife (PE) Rio Branco (AC) Rio Grande (RS) Rio de Janeiro (RJ) Salvador (BA) Santa Maria (RS) São Luiz (MA) São Paulo (SP) Terezina (PI) Uruguaiana (RS) Vitória (ES) TBS (oC) 20 20 10 10 21 13 0 15 5 10 21 10 20 10 21 20 22 19 5 8 15 20 15 7 16 20 3 20 10 20 7 18 Unidade Relativa(%) 78 80 75 80 80 65 90 75 80 80 80 65 77 80 80 78 80 80 80 80 80 78 80 90 78 80 80 80 70 75 80 78 Tabelas climatológicas da Diretoria de Rotas Aéreas.

65 197 .5 65 Bancos Barbearias Lojas de curto tempo Cabelereiros de Lojas ocupação Magazines Supermercados Teatros Auditórios Ambientes Templos com Cinemas grandes cargas de Bares calor Lanchonetes latente e/ou Restaurantes sensível Bibliotecas Estúdios de TV Locais de reuniões com movimento Ambientes de arte Acesso Boites. 21 a 23 (C) manuscritos.obras raras Museus e galerias de 21 a 23 (C) arte Halls de elevadores - 40 a 50(C) 50 a 55(C) - 28 70 (A) TBS = temperatura de bulbo seco °C (B) UR = umidade relativa (%) (C) condições constantes para o ano inteiro Condições internas para inverno TBS(oC) 20 – 22 UR (%) 35 .UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Condições internas para verão Recomendável Finalidade Local Residências Hotéis Escritórios Escolas (A) TBS (oC) (B) UR(%) Máxima (A) TBS (oC) (B) UR(%) Conforto 23 a 25 40 a 60 26. 24 a 26 40 a 60 27 65 24 a 26 40 a 65 27 65 24 a 26 40 a 65 27 65 Depósitos de livros. Salões de baile.

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Infiltração de ar a) Pelas frestas

Tipo de abertura Janelas Comum Basculante Guilhotina com caixilho de madeira Guilhotina com caixilho metálico

Observação

m3/h por metro de fresta (A)

Mal ajustada Bem ajustada Sem vedação Com vedação

3,0 3,0 6,5 2,0 4,5 1,8 13,0 6,5

Portas
b) Pelas portas

Mal ajustada Bem ajustada Local

m3/h por pessoa Porta giratória (1,80m) Porta de vai-e-vem (0,90m) 14 9 12 9 4 7 14 4 9

Bancos Barbearias Drogarias e Farmácias Escritórios de corretagem Escritórios privados Escritórios em geral Lojas em geral Restaurantes Lanchonetes
c) Pelas portas abertas

11 7 10 9 12 3 7 1350 m3/h 2000 m3/h

Porta até 90cm Porta de 90cm até 180cm
(a) Largura da fresta considerada de 4,5mm,

Notas: a) os valores das infiltrações pelas frestas são baseadas na velocidade de 15km/h para o vento; b) os valores das infiltrações pelas portas são baseados em: - Infiltrações de 2,2 m3/h e 3,4 m3/h, por pessoa que transpõe, respectivamente, porta giratória e porta vai-e-vem; - Velocidade de vento nula; a infiltração, devida ao vento, pode ser desprezada no caso do resfriamento do ar, mas deve ser considerada no caso do aquecimento; - porta ou portas vai-e-vem situadas em única parede externa, c) os valores das infiltrações pelas protas abertas são baseados em: - Ausência de ventos; - Somente uma porta aberta em uma parede externa, d) no caso de resfriamento, deve-se considerar com o valor mínimo da infiltração 1,5 renovações por hora de ar nos ambientes condicionados, entretanto, para grandes volumes com pequena ocupação em ambientes praticamente estanques, este limite pode ser reduzido a 1,5 para 1.

198

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Infiltration thru windows and doors – Summer* 7,5 mph Wind Velocity

Doors on one or adjacent walls, for corner entrances CFM PER SQ FT AREA** Description Revolving Doors -Normal Operation -Panels open Glass door 3/,, crack Wood door (3´ x 7´) Small factory door Garage & shipping room door Ramp garage door No Use Average Use CFM Standing Open No Vestibule 0,8 4,5 1,0 0,75 2,0 2,0 5,2 10,0 6,5 6,5 4,5 6,75 1200 700 700 Vestibule 900 500 500 -

Swinging doors on opposite walls % Time 2nd door is open 10 25 50 75 100 CFM PER PAIR OF DOORS % time 1st door is open 10 100 250 500 750 1000 25 250 625 1250 1875 2500 50 500 1250 2500 3750 5000 75 750 1875 3750 5625 7500 100 1000 2500 5000 7500 10000

Doors CFM PER PERSON IN ROOM PER DOOR Application 72” Revolving Door 6,5 4,0 5,5 20,0 36” Swinging Door No Vestibule Bank Barber Shop Candy and Soda Cigar Store 8,0 5,0 7,0 30,0 Vestibule 6,0 3,8 5,3 22,5

199

UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica

Infiltration thru windows and doors – Summer* 7,5 mph Wind Velocity – (Continued)

Doors CFM PER PERSON IN ROOM PER DOOR Application 72” Revolving Door 6,5 2,0 5,5 4,0 2,7 2,0 2,7 36” Swinging Door No Vestibule Department Store (Small) Dress Shop Drug Store Hospital Room Lunch Room Man´s Shop Restaurant Shoo Store 8,0 2,5 7,0 5,5 5,0 3,7 2,5 3,5 Vestibule 6,0 1,9 5,3 2,6 3,8 2,8 1,9 2,6

* All values in Table are based on the wind blowing directly at the window or door, When the wind direction is oblique so the window or door, multiply the above values by 0,60 and use the total window and door area on the wind word side(s), - Based on a wind velocity of a 7,5 mph, For design wind velocities different from the base, multiply the above values by the ratio of velocities, - Includes frame leakage where applicable, ** Vestibules may decrease the infiltration as much as 30% when the door usage is light, When door usage is heavy, the vestibule is of little value for reducing infiltration,

200

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Calor liberado por pessoas (kcal/h)
Local Met. Homem Adulto 98 113 120 113 139 139 139 126 202 227 252 126 139 189 214 252 45 48 48 55 68 81 91 141 159 184 50 55 55 62 76 76 84 134 152 176 55 61 62 69 83 71 78 127 145 169 64 71 74 82 86 62 68 115 132 156 73 81 92 101 116 53 58 97 113 136 45 68 50 63 54 59 61 52 71 42 Met. médio (A) 88 100 TBS 28 S 44 45 L 44 55 S 49 48 27 L 39 52 S 53 54 26 L 35 46 S 58 60 24 L 30 40 S 65 68 21 L 23 32

Teatro, Escola Primária. Escola Secundária Escrit,, Hot, ,Aptos,, Universidades Supermercados, varejistas, lojas. Farmácias, drogarias. Bancos Restaurante (B) Fábrica, trabalho livre Salão de baile Fábrica, trabalho moderadamente pesado Boliches, fábricas, ginásios (C)

378

365
S – Sensível

113

252

117

248

122

243

132

233

152

213

L - Latente

a) O “metabolismo médio” corresponde a um grupo composto de adultos e crianças de ambos os sexos, nas proporções normais, Estes valores foram obtidos à base das seguintes hipóteses: -Metabolismo mulher adulta = metabolismo homem adulto x 0,85 -Metabolismo criança = metabolismo homem adulto x 0,75 b) Estes valores compreendem 14 kcal/h (50% calor sensível e 50% calor latente) por ocupante, para levar em conta o calor desprendido pelos pratos, c) Boliche: admitindo uma pessoa jogando por pista e os outros sentados (100 kcal/h) ou em pé (139 kcal/h),

201

(%) 60 70 80 85 88 kcal/h Sensível Latente Total 860 690 770 690 100 0 170 90 170 50 860 860 860 860 150 5 540 9 800 835 10 500 700 1 200 215 10 500 6 240 11 000 1 050 21 000 2 130 150 1 120 50 3 250 200 1 125 2 625 3 750 7 7 14 1 050 900 800 750 725 0 0 0 0 0 1 050 900 800 750 725 202 .UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Calor liberado por fontes diversas Equipamentos Diversos Equipamentos elétricos Aparelhos elétricos – por kW Forno elétrico – serviço de cozinha – por kW Torradeiras e aparelhos de grelhar – por kW Mesa quente – por kW Cafeteiras – por litro Equipamentos a gás GLP 50% butano + 50% propano – por m3/h GLP (50/50%) – por kg Bico de Bunsen – tamanho grande Fogão a gás – serviço de restaurante por m2 superfície da mesa Banho Maria Por m2 de superfície superior Cafeteira – por litro Equipamentos a vapor Banho Maria – por m2 de boca Alimentos Por pessoa (Restaurante) Motores elétricos Potência (placa) Até 1/4 CV 1/2 a 1 CV 1 1/2 a 5 CV 7 1/2 a 20 CV acima de 20 CV Por CV Por CV Por CV Por CV Por CV Eficiência Aproxim.

UFBA – Universidade Federal da Bahia DEM – Departamento de Engenharia Mecânica Energia dissipada pelas luminárias Local Tipos de Iluminação Fluorescente Fluorescente Incandescente Fluorescente Fluorescente Incandescente Fluorescente/Incandescente Fluorescente/Incandescente Fluorescente Nível de Iluminação (LUX) 1000 1000 300 1000 500 60 500/500 150/150 1000 Potência dissipada W/m2 40 50 30 35 20 15 45/70 15/25 35 Escritórios Lojas Residências Supermercados Barbearias e salões de beleza Cinemas e teatros Museus e bibliotecas Restaurantes Bancos Auditórios: a)Tribuna b)Platéia c)Sala de espera Hotéis: a)Banheiros b)Corredores c)Sala de leitura d)Quartos e)Salas de reuniões .Tablado f)Portaria e recepção Incandescente Incandescente Incandescente 1000 500 150 50 30 20 Incandescente Incandescente Fluorescente/Incandescente Incandescentes Incandescente Incandescente Incandescente 150 100 500/500 500 150 500 250 25 15 45/70 35 20 30 35 203 .Platéia .

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