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ADJUVANTES

Prof. Anderson Luis Cavenaghi

ADJUVANTES

Muitas moléculas de defensivos agrícolas

Diferentes interações

Necessidade de mais estudos

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ADJUVANTES

PARA QUE AS SUBSTÂNCIAS POSSAM SER METABOLIZADAS, É NECESSÁRIO QUE SEJAM ABSORVIDAS A NÍVEL DE MEMBRANA.

PORÉM, PARA CHEGAR ATÉ A SUPERFÍCIE EXTERNA DO PLASMALEMA, AS SOLUÇÕES DEVEM ATRAVESSAR A CUTÍCULA DAS FOLHAS.

ROTAS DE ABSORÇÃO FOLIAR
FOLHA – CUTÍCULA Rota Polar (Pectinas) Rota Apolar (cutina e ceras)

Paredes celulares (Apoplasto) Plasmalema Protoplasma (Simplasto) Floema (Translocação)

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ADJUVANTES
- Maior barreira existente para herbicidas aplicados na folha é a cutícula.

- A cutícula é fundamental para a manutenção de elevados teores de umidade dentro da folha mesmo quando a umidade relativa do ar é bem baixa.

- Os principais constituintes da cutícula são as ceras, cutina, pectina e celulose.

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Duas rotas de absorção
ROTA POLAR ROTA APOLAR

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ADJUVANTES

FATORES QUE PODEM AFETAR A ABSORÇÃO

CARACTERÍSTICAS E CONDIÇÕES DAS PLANTAS

FATORES EXTERNOS

Fatores que afetam a absorção

Inerentes à folha:

Estrutura
CUTÍCULAS FINAS, NÚMERO ELEVADO DE ECTODESMOS FAVORECEM A ABSORÇÃO DE SOLUTOS.

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Fatores que afetam a absorção

Inerentes à folha:

Estado de Hidratação
CUTÍCULAS HIDRATADAS PODEM SER MAIS PERMEÁVEIS, POIS A PECTINA EXPANDE E AFASTA AS PLACAS DE CERA DA CUTÍCULA AUMENTANDO OS ESPAÇOS DE ABSORÇÃO DE SOLUÇÕES AQUOSAS.

Fatores que afetam a absorção

Inerentes à folha:

Idade da folha
ABSORÇÃO MAIOR EM FOLHAS NOVAS, POIS ESTAS APRESENTAM CUTÍCULAS MENOS ESPESSAS E APRESENTAM ALTA ATIVIDADE METABÓLICA.

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Fatores que afetam a absorção

Inerentes à folha:

Condições do desenvolvimento
SOB ESTRESSE HÍDRICO, A TENDÊNCIA DAS PLANTAS EM DESENVOLVIMENTO É DE ENGROSSAR A CUTÍCULA DIFICULTANTO A ABSORÇÃO.

ABSORÇÃO FOLIAR

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Ferreira et al, 2003.

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Ferreira et al, 2003.

COMPOSIÇÃO DA CUTÍCULA DE ALGUMAS PLANTAS DANINHAS E pH NA SUPERFÍCIE DA FOLHA (MÉDIA DE 20 MIN. DE LEITURA PARA pH).
Espécie Cyperus rotundus B. plantaginea Cynodon dactylon Digitaria sanguinalis Echinochloa crusgali Sorghum halepense Amaranthus retroflexus Ipomoea purpurea Portulaca oleracea Solanum nigrum
FONTE: SANDOZ AGRO, 1991.

Não polares (%) 82,0 17,0 12,0 37,0 27,0 6,0 44,0 32,0 37,0 88,0

Polares (%) 17,0 82,0 88,0 62,0 72,0 93,0 55,0 68,0 63,0 11,0

pH 7,2 7,0 6,4 7,0 6,8 7,0 8,0 8,2 6,6 8,4

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Fatores que afetam a absorção

Fatores externos:

Temperatura
A INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA NA ABSORÇÃO É RELATIVAMENTE PEQUENA, MAS AUMENTO NA TEMPERATURA ATÉ CERTOS LIMITES PODEM AUMENTAR A ABSORÇÃO.

Fatores que afetam a absorção

Fatores externos:

Umidade Relativa
UMIDADE E TEMPERATURA AFETAM A VELOCIDADE DE SECAMENTO DA SOLUÇÃO APLICADA E A, POSSIBILIDADE DE ESTABELECIMENTO DE UMA PELÍCULA LÍQUIDA NA SUPERFÍCIE DA FOLHA FORMADA PELA ÁGUA TRANSPIRADA.

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Fatores que afetam a absorção

Fatores externos:

Disponibilidade de água no solo
PLANTA COM BOA DISPONIBILIDADE DE ÁGUA NO SOLO MANTÉM TÚRGIDAS AS CÉLULAS E A BOA HIDRATAÇÃO NA CUTÍCULA FAVORECE A PENETRAÇÃO FOLIAR.

ADJUVANTES

Qualquer substância adicionada ao defensivo agrícola para imprimir as características desejadas às formulações (Durigan, 1983).

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ADJUVANTES
- Óleos: acrescido de emulsificantes, tem grande uso como adjuvantes apresentando características umectantes, adesionantes e espalhantes. Óleos podem ser minerais, vegetais ou vegetais metilados.

ADJUVANTES - Óleos Minerais: Derivados de petróleo,
hidrocarbonetos basicamente com moléculas parafínica, olefínica, naftalênica e aromática.

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ADJUVANTES - Óleos Vegetais: Triglicerídeos - Apresentam
proporções variadas de àcidos graxos como: oleico e linoleico. No Brasil se utiliza óleo de soja processado.

ADJUVANTES - Óleos Vegetais Metilados: Neste caso os
ácidos graxos são removidos através da adição de metanol que promove a esterificação. São mais eficientes que óleos vegetais não metilados.

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Adjuvantes: qualquer substância adicionada ao defensivo agrícola para imprimir as características desejadas às formulações (Durigan, 1983).

Surfatantes: são adjuvantes que atuam modificando principalmente a tensão superficial de uma solução a ser pulverizada. surface active surfatante agents = surfactant =

SURFATANTES PODEM SER:

Iônicos e não iônicos Iônicos: dissociam em água podendo ser aniônicos e catiônicos, dependendo do íon ao qual vai se ligar. Não iônicos: não dissociam em água, isto é, mantém-se na forma da molécula inicial.

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SURFATANTES PODEM SER: Não iônicos – mais comumente utilizados Etoxilados - derivados de óxidos de etileno. Ex: Agral, Extravon, Citowett, etc. Organosiliconados modificados. Iharaguen, Sandovit,

organo-silicones

Ex: Silwet L-77 e Break-Throu - Hidrofílico e Lipofílico

BALANÇO HIDROFÍLICO-LIPOFÍLICO

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BALANÇO HIDROFÍLICO-LIPOFÍLICO

HBL 1a3 3a6 6a8 8 a 10 10 a 13 > 13
MCWHORTER (1985)

DISPERSIBILIDADE NÃO DISPERSA EM ÁGUA POUCA DISPERSAO EMULSÃO APÓS VIGOROSA AGITAÇÃO DISPERSÃO ESTÁVEL COMO EMULSÃO DISPERSÃO TRANSLÚCIDA DISPERSÃO CLARA

BALANÇO HIDROFÍLICO-LIPOFÍLICO

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BALANÇO HIDROFÍLICO-LIPOFÍLICO

Tensão Superficial: forças atuantes nas moléculas da superfície de um líquido que as atraem para o centro do mesmo, dando o formato esférico característico das gotas. Metodologia.

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Ângulo de Contato: Dependente da tensão superficial e reflete diretamente na área de molhamento da gota sobre a superfície foliar.

ADIÇÃO DE SURFATANTES NA CALDA

COM ESPALHANTE

SEM ESPALHANTE

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ÂNGULO DE CONTATO DE GOTAS DE SOLUÇÕES DE ÁGUA E ÁGUA ADICIONADAS DO SURFATANTE SANDOVIT DA SANDOZ AGRO NA SUPERFÍCIE DE ALGUMAS PLANTAS DANINHAS

Espécies Amaranthus retroflexus Portulaca oleracea B. plantaginea Cynodon dactylon Digitaria sanguinalis Echinochloa crusgali Sorghum halepense

H2O - 72mN/m Sandovit - 30mN/m 71° 78° REP REP REP REP REP 54° 58° 79° 77° 73° 82° 74°

TRISILOXANO LIGADO A CADEIAS DE OE CH3 CH3 CH3 Si O
PORÇÃO LIPOFÍLICA

CH3 CH3 Si O CH3

CH3 Si CH2 CH2 CH2 O

PORÇÃO HIDROFÍLICA

CH2 CH2 O CH3 Óxido de Etileno

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VARIAÇÃO DA TENSÃO SUPERFICIAL DE SOLULÇÕES DE ROUND UP COM DIFERENTES SURFATANTES

Round Up % 0,0 1,0 2,0 3,5 5,0

H2O Dest. --72,6 48,88 46,62 45,68 45,82

Extravon Aterbane 0,10% 30,79 41,69 43,2 44,01 44,37 0,20% 33,83 31,07 33,95 36,77 37,87 0,05% 18,83 24,98 26,46 28,53 30,65

Silwet L-77 0,10% 18,77 22,23 23,63 25,68 27,45 0,20% 18,63 20,15 21,45 23,33 24,76

CONCENTRAÇÃO MICELAR CRÍTICA (CMC)
80 T.S. (mN/m) Tensão Superficial (mN/m) 60

40

20

0 0 1 2 3 4 5 Concentração (%)

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SURFATANTES

Estômatos Correspondem a aproximadamente 1% da superfície foliar – Pouca importância prática

Pode variar de espécie para espécie

SURFATANTES

Estômatos As paredes dos estômatos são recobertas por cutina e as câmaras estomáticas contém gases, o que dificulta a penetração e a absorção de líquidos

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Classificação: De acordo com suas propriedades os surfatantes podem ser classificados em: - Espalhantes - Adesionantes - Umectantes - Dispersantes ou suspensores - Emulsificantes ou estabilizadores da emulsão

Classificação: - Espalhantes: redução da tensão superficial, diminuição do ângulo de contato e aumento do espalhamento e área coberta. - Adesionantes: aumentar a retenção de líquidos na superfície foliar, boa mistura em água e alta afinidade com as ceras da cutícula. - Umectantes: dificultar a evaporação da água na superfície foliar, principalmente em condições climáticas desfavoráveis.

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Classificação:

- Dispersantes ou suspensores: são substâncias utilizadas para evitar a floculação e sedimentação normalmente de partículas sólidas em um líquido.

- Emulsificantes ou estabilizadores da emulsão: utilizados principalmente em formulações de produtos não solúveis em água, formando uma emulsão.

OUTROS ADITIVOS:
NITROGENADOS

URÉIA, SULFATO E NITRATO DE AMÔNIO

AUMENTAM A EFICIÊNCIA DE HERBICIDAS E AJUDAM A DIMINUIR A INFLUÊNCIA DE FATORES ADVERSOS.

A DOSE IDEAL VARIA CONFORME O TIPO DO HERBICIDA E A CULTURA EM QUESTÃO.

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OUTROS ADITIVOS:
NITROGENADOS

TIPOS DE EFEITOS:
ESTÍMULO FISIOLÓGICO – A ENTRADA NO NITROGÊNIO NAS FOLHAS INDUZ A PLANTA A UMA ATIVAÇÃO MOMENTÂNEA NO SEU METABOLISMO FISIOLÓGICO, FACILITANDO A AÇÃO DOS HERBICIDAS.

MELHORA NA ABSORÇÃO – OS COMPOSTOS NITROGENADOS TÊM FACILIDADE AO PENETRAREM NA CAMADA DE CÊRA E NA CUTÍCULA, LEVANDO JUNTO CONSIGO, AS MOLÉCULAS DO HERBICIDA.

OUTROS ADITIVOS:
-Uréia: Difusão Facilitada – passagem do apoplasto para o simplasto. Pode promover rompimento de ligações da cutina, aumentando o espaço de entrada de soluções. Pesquisa: 0,1 a 0,5%. Translocação normalmente não é afetada. Elemento Tempo para ocorrer 50% da absorção
N - uréia P K Ca Mg S Fe Mn Mo Zn 0,5 - 2,0 horas 5 - 10 dias 10 - 24 horas 10 - 94 horas 10 - 24 horas 5 - 10adias 10 - 20 dias 1 - 2 dias 10 - 20 dias 1 - 2 dias

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-Sulfato e Nitrato de Amônio e Ácido Fosfórico: Mecanismos desconhecidos e diferentes de difusão facilitada Dependente do funcionamento Hipóteses: Diminui cristalização do produto na superfície da planta – umectante Precipitação de cátions da calda que poderiam diminuir a eficiência dos produtos. – Sequestrantes. pH: faixa de 4 a 6 melhor

ADJUVANTES
TIPO DE ÁGUA TORNEIRA DEIONIZADA DURA 20ppm DURA 342ppm pH 6,94 7,46 5,71 6,17 URÉIA 0,5% 7,06 7,29 6,35 6,2 URÉIA 1,0% 7,38 7,63 7,07 6,68 URÉIA 2,0% 7,76 8,12 7,56 7,17 URÉIA 3,0% 8,27 8,62 7,92 7,48

TIPO DE ÁGUA TORNEIRA DEIONIZADA DURA 20ppm DURA 342ppm

pH 6,94 7,46 5,71 6,17

S.A. 0,5% 6,43 5,28 5,34 5,22

S.A. 1,0% 6,25 5,03 5,17 5,09

S.A.2,0% 6,08 4,88 5,02 4,94

TIPO DE ÁGUA TORNEIRA DEIONIZADA DURA 20ppm DURA 342ppm

pH 6,94 7,46 5,71 6,17

N.A. 0,5% 6,48 5,45 5,37 5,32

N.A. 1,0% 6,28 5,17 5,26 5,24

N.A.2,0% 6,10 4,99 5,17 5,11

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QUALIDADE DA ÁGUA DE PULVERIZAÇÃO - Dureza da água – principalmente Cálcio, Magnésio e Ferro.
Classe água muito branda água branda água semi dura água dura água muito dura ppm CaCO3 70 70 -140 140 - 320 320 - 530 > 530

- Produtos já estudados: GLYPHOSATE, 2,4 D, Bentazon, acifluorfen, imazethapyr, Setoxydhin, Fenaxaprop-ethil e Fluazifop-buthyl.

QUALIDADE DA ÁGUA DE PULVERIZAÇÃO - Colóides de argila e matéria orgânica em suspensão = adsorção = inativação.

Soluções: - se possível analisar a água utilizada, - redução do volume de aplicação, - utilizar um sequestrante: sulfato de amônio EDTA

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pH pode variar para diferentes produtos.

Produto a 1% Basagran Dimilim Poast Sanson U 46 D

pH 7,6 5 4,5 5,5 4

Estabilidade de alguns produtos podem variar com pH.
Produto pH da calda 9 7 5 9 7 5 5 7 8,6 meia vida 12 min. 8 horas 37 horas 34 horas 17 horas 20 horas 9 dias 155 dias 284 dias

Captan

Mancozeb

Sethoxydim

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ADJUVANTES

pH is often very important and adjuvant and pesticide manufacturers commonly try to control the pH of the spray mixture. When acidic or basic conditions can degrade herbicides, manufacturers put buffers into formulations.

ADJUVANTES

Drift control agents (thickeners) modify spray characteristics to reduce spray drift, usually by minimizing small droplet formation. Drift inhibitors are generally polyacrylamide or polyvinyl polymers to increase droplet size.

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Abutilon theophrasti

Chenopodium album

ADIÇÃO DE ADJUVANTES NA CALDA

CUNHA, J.P.A.R. et al, 2003.

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ADIÇÃO DE ADJUVANTES NA CALDA

CUNHA, J.P.A.R. et al, 2003.

CUNHA, J.P.A.R. et al, 2003.

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ADIÇÃO DE ADJUVANTES NA CALDA

- Controle de erva quente e capim braquiária em reflorestamento

- Pontas TeeJet XR 11002 – 200 L/ha

ADIÇÃO DE ADJUVANTES NA CALDA

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