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PLANTAS ORNAMENTAIS E PAISAGISMO

TREPADEIRAS

1- Classificação das trepadeiras
um grande número de trepadeiras, pertencentes a diferentes famílias.  No paisagismo podemos classificá-las de acordo com o tipo de crescimento em: 
Existe

± volúveis; ± sarmentosas; ± cipós; ± arbustos escandentes. 
É

importante sabermos a que tipo pertence uma determinada espécie para que possamos providenciar a estrutura de apoio.

1.1- Trepadeiras volúveis: 
Neste

tipo de trepadeira, o caule se enrola em espiral ao redor de um tutor ou arame.  Assim, ela jamais subirá em um muro.  Necessário fazer uma treliça de ripas, formando XX ou WW, mantendo as ripas a 10 -15 cm de distância do muro;  Pode-se utilizar também arames trançados em XX ou WW, devendo-se evitar HH ou TT;

1.2- Trepadeiras sarmentosas: 
caule emite

ganchos, espinhos curvos, raízes fixadoras, gavinhas e outros para agarrar-se a estruturas como latadas, treliças e cercas, ou em muros ou paredes;  Dependendo da forma destes órgãos fixadores será definido o tipo de suporte mais apropriado; ± gavinhas ou pequenos ganchos: latadas e cercas de arame, treliças de sarrafo de preferência em XX ou WW. Não conseguem subir em gradis e tutores lisos, postes, paredes ou troncos de árvores; ± raízes adventícias: que se introduzem em frestas e aderem em muros rebocados, postes de cimento e até ladrilhos; não necessitam de amarrilhos;

1.3- Trepadeiras do tipo cipó: 
caules novos rígidos, de

rápido crescimento, tornam-se compridos e pesados, arqueando. Do ponto mais alto da curva emitem novo broto, que repete a mesma operação e sobe mais um degrau;  Crescem bem sobre caramanchões, treliças e pérgulas;  podem ser utilizadas treliças e pérgulas com estrutura em HH ou TT, pois atingem facilmente os suportes horizontais e emitem galhada, espalhando-se;  tem o inconveniente de formar um colchão pesado sobre a estrutura em que se apóiam, deixando as laterais quase sem cobertura;  estrutura deve ser reforçada;

1.4- Arbustos escandentes: 
arbustos escandentes: possuem galhos lenhosos

compridos, que se apoiam em árvores ou treliças, requerendo quase sempre um amarrilho para segurálos. 
não conseguem galgar grande altura;  servem especialmente para

apoiar-se num gradil ou

treliça;  uso excelente para revestir caramanchões e passadiços, nas faces laterais, pois esparram-se pelos lados e debruçam-se sobre o beiral, ao contrário dos cipós;

2- Plantio de trepadeiras: 
Ambiente:

± fresco e sombreado para nascer e enraizar; ± plena luminosidade e pleno sol quando alcançam o topo do suporte; ± ³PÉ FRESCO E CABEÇA QUENTE´;  Raízes: geralmente espalhada e não em profundidade, portanto cova deve ser mais larga que profunda;  trepadeira produz muito mais massa verde do que arbusto ou arvoreta, necessita de adubação em cobertura anual;  adubação na cova de plantio, igual a dos arbustos;  difícil transplante;

3- Propagação: 
Sementes:

± Semear em sacos pláticos e colocar em local iluminado, mas não expor ao sol;  Mergulhia: ± escolha um ramo lateral e dobre-o para o lado, até atingir o solo; ± faça um corte no ramo, flexionando-o até a cova; ± prenda o ramo com uma forquillha para manter a posição, tape a cova e espere criar raízes; ± separe da planta e plante no local definitivo.

4- Formas de Utilização: 
Cobertura

de pergolados e caramanchões;  Cercas e alambrados;  Treliças;  Revestimento de paredes e muros;  Coroamento de muros;  Para interior

4.1- Cobertura de pergolados e caramanchões: 
funções de

pérgulas e caramanchões: ± entrada da casa; ± frente da garagem ou terraço; ± dividir ambientes; ± formar corredores; ± cobrir calçadas ou passeios no quintal;  obtém-se sombra em curto espaço de tempo, bem menor que árvores;  Espécies: Kiwi, amor-agarradinho, congéia, jasmimdos-açores, madressilva, sete-léguas, maracujá, glicínia.

Kiwi (Actinida chinensis) 

Planta de meia sombra, volúvel, podas anuais de frutificação.

Amor-agarradinho (Antigonon leptopus) 

Sarmentosa, com gavinhas, pleno sol, possui túbera que permanece no solo e rebrota no início das chuvas, flores rosas ou brancas durante a primavera e verão.

Congéia (Congea tomentosa) 

Cipó, folhas perenes, sol pleno, floresce no inverno e primavera. Tolera podas de contenção. É sensível a geada.

Madressilva (Lonicera japonica) 

Volúvel, flores brancas com perfume, tornando-se levemente amareladas, que se formam na primavera e verão. As flores são muito visitadas por beija-flores.

Sete-léguas (Podranea ricasoliana) 

Cipó, flores rosas, muito verde, poucas flores, espalham-se rapidamente e podem dar trabalho para controlá-la, galhos enraizam e soltam outros,florece principalmente na primavera e verão.

Maracujá-doce (Passiflora alata) 

Sarmentosa (gavinhas), sol pleno, frutos comestíveis, flores ornamentais formadas principalmente no verão, vida útil até 5 anos, podas para evitar que caules se sobreponham em camada. Polinizada por mamangavas.

Glicínia (Wisteria floribunda) 

Volúvel, clima ameno, não gosta de calor, folhas caem no inverno, mudas de lenho antigo (mais de 3 anos), difícil transplante, flores azul-violeta no outono e inverno.

4.2- Cercas e alambrados: 
baixo

investimento em comparação com

muro;  rápido fechamento;  proteção contra ruídos, poeiras;  privacidade;  Espécies: amor-agarrado-dobrado, papo-deperu, trombeta-da-china, flor-de-são-joão, tumbérgia.

Amor-agarrado-dobrado (Antigonon guatemalense) 

Sarmentosa (gavinhas), sol pleno, clima quente, podas anuais, floresce no verão e outono. Não tolera temperaturas muito baixa.

Papo-de-peru (Aristolochia gigantea) 

Cipó, meia sombra, flores grandes com mau-cheiro formam-se na primavera e verão. Não tolera temperaturas muito baixas.

Flor-de-são-joão (Pyrostegia venusta) 

Sarmentosa (gavinhas), sol pleno, flores laranja, clima quente, florada no inverno, rústica. Flor símbolo da cidade de Campinas.

Tumbérgia-azul (Thunbergia grandiflora) 

Ótima para pérgulas grandes, sol pleno e meia sombra, clima quente, muito rústica, flores azuladas em forma de sinos quase o ano todo.

4.3- Treliças: 
armações

geralmente de madeira, com ripas

cruzadas;  opção para corredores estreitos laterais ou jardins verticais;  Espécies: lanterninha, clerodendros, gloriosa, jasmins, rosa-trepadeira, tumbergia, senécio;

Lanterna-chinesa (Abutilon megapotamicum) 

Escandente, flores

amarelas com cálice vermelho, durante quase o ano todo.

Lágrima-de-cristo (Clerodendron thomsonae) 

Flores

com cálice branco e corola vermelha, formadas na primavera e verão. É sensível a geadas.

Gloriosa (Gloriosa rothschildiana) 

Sarmentosa, com flores vermelhas e amarelas, formadas na primavera e verão. Perde quase todas as folhas no inverno.

Jasmim-dos-poetas (Jasminum polyanthum) 

Crescimento moderado, flores perfumadas, brancas por dentro e róseas por fora, formadas no outono e inverno.

Jasmim-dos-açores (Jasminum azoricum) 

Ramagem densa, crescimento moderado, flores estreladas brancas e perfumadas, formadas durante quase o ano todo, mas principalmente no verão e outono. É resistente a geada.

Roseira-trepadeira (Rosa x wichuraiana) 

Obtida através de cruzamentos, possui flores brancas ou vermelhas, perfumadas. Suportam apenas podas leves.

Senécio (Senecio confusus) 

Flores vermelho-alaranjadas que lembram uma margarida com centro amarelo, sol pleno, floresce quase o ano todo, principalmente na primavera e verão.

4.4- Revestimento de paredes e muros: 
trepadeiras

com raízes adventícias ou com discos adesivos;  exemplares sem flores;  necessário poda de limpeza;  Espécies: unha-de-gato, falsa vinha, heras (canariensis e helix).

Unha-de-gato (Ficus pumila) 

Trepadeira, quando jovem possue ramos herbáceos e aderentes (raízes adventícias), quando adultos tornam-se desgarrados. Suporta podas frequêntes.

Hera (Hedera helix) 

Terpadeira vigorosa, pleno

sol e meia-sombra.

Falsa vinha ou hera-japonesa (Parthenocissus tricuspidata) 

Sarmentosa, com

folhas de três tamanhos variados, que

caem no inverno.

4.5- Coroamento de muros: 
arbustos

escandentes;  podem dar altura aos muros, enfeitar-lhes ou escondê-los;  necessário amarrá-los até chegar ao topo do muro, quando começam a pender;  Espécies: Alamanda-roxa e amarela, primavera,dama-da-noite, jasmim-amarelo, viuvinha;

Alamanda-amarela (Allamanda cathartica) 

Escandente, pleno sol, com folhas brilhantes, possui flores amarelas quase o ano todo, principalmente na primavera e verão.

Alamanda-roxa (Allamanda blanchetti) 

Escandente, pleno sol, com folhas brilhantes, possui flores grandes e roxas quase o ano todo, principalmente na primavera e verão.

Primavera (Bougainvillea spectabilis) 

Escandente, espinhoso, as flores podem ser simples ou dobradas, de cores vinho, laranja, ferrugem, branco e rosa, no outono e primavera.

Dama-da-noite (Cestrum nocturnum) 

Flores pequenas, creme-amareladas, muito perfumadas à noite e formadas durante a primavera e verão. Pode causar reações alégicas.

Jasmim-amarelo (Jasminum mesnyi) 

Folhas densas, flores

amarelas ao longo dos ramos, dobradas ou semi-dobradas, principalmente na primavera ao outono.

Viuvinha (Petrea subserrata) 

Flores

azul-arroxeadas, no inverno e primavera Tolera climas frios.

4.6- Para interior: 
vasos,

jardineiras, ou jardins de inverno;  espécies: filodendros, jibóias, singônio

Filodendro-roxo (Philodendron sanguineum) 

Com folhagem densa e arroxeada. Não tolera baixas temperaturas.

Filodendro-cordato (Philodendron scandens) 

Escandente, com

folhas em forma de coração.