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Escola de Enfermagem São Vicente de Paula – E.E.S.V.P.

Sul
A.v.: Josefa Taveira, 1806 – Mangabeira II
Reconhecida pelo M.E.C. e C.E.E.
(83) 3238-7332 / João Pessoa-PB

ESCOLA DE ENFERMAGEM
SÃO VICENTE DE PAULA - SUL
Av. Josefa Taveira, 1806 – Mangabeira II
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ANATOMIA HUMANA
(TÉCNICO DE ENFERMAGEM)
PROFESSOR JOSÉ DE ALENCAR
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HOMENAGEM AO CADÁVER DESCONHECIDO

"AO TE CURVARES COM A RÍGIDA LÂMINA DE TEU BISTURI


SOBRE O CADÁVER DESCONHECIDO,
LEMBRA-TE QUE ESTE CORPO NASCEU DO AMOR DE DUAS ALMAS,
CRESCEU EMBALADO PELA FÉ E PELA ESPERANÇA
DAQUELA QUE EM SEU SEIO O AGASALHOU.
SORRIU E SONHOU OS MESMOS SONHOS DAS CRIANÇAS E DOS JOVENS.
POR CERTO AMOU E FOI AMADO, ESPEROU E ACALENTOU UM AMANHÃ
FELIZ E SENTIU SAUDADES DOS OUTROS QUE PARTIRAM.
AGORA JAZ NA FRIA LOUSA, SEM QUE POR ELE SE TIVESSE DERRAMADO
UMA LÁGRIMA SEQUER, SEM QUE TIVESSE UMA SÓ PRECE.
SEU NOME, SÓ DEUS SABE.
MAS O DESTINO INEXORÁVEL DEU-LHE O PODER E A GRANDEZA DE
SERVIR À HUMANIDADE. A HUMANIDADE QUE POR ELE PASSOU
INDIFERENTE"

(ROKITANSKY, 1876)

“SEU SONO ETERNO SERÁ SEMPRE SERENO


TRANQUILO DE QUEM VIVEU SUFOCADO
OBRIGADO A DOAÇÃO SUBLIME DE SEU CORPO,
MUDO: O MAIS “SÁBIO DOS PROFESSORES”

(HAROLDO FIGUEIREDO DINIZ, 1976)

“AGORA JAZ NA FRIA LOUSA ESTÁS ENRIQUECENDO-NOS


COM INIGUALÁVEL E INCOMPARÁVEL CONHECIMENTO
QUE NOS TRAZES. CURVO-ME DESDE JÁ PARA
AGRADECER TUA DOAÇÃO SUBLIME, COMO EM OUTRORA
FORA DITO. OBRIGADO, MEU MESTRE”.

(JOSÉ DE ALENCAR LIMA DOS ANJOS)

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SUMÁRIO

CAPÍTULO I – NOÇÕES GERAIS


1 – Conceitos.............................................................................................................. 08
2 - Divisões da Anatomia Humana.......................................................................... 08
2.1 - Divisão da Anatomia Macroscópica.................................................... 09
3 – Conceitos Gerais em Anatomia.......................................................................... 09
4 – Divisão do Corpo Humano................................................................................. 11
5 – Posição Anatômica.............................................................................................. 11
6 - Termos de Posição e Direção.............................................................................. 12
7 - Constituição do Corpo Humano......................................................................... 14

CAPÍTULO II - SISTEMA ESQUELÉTICO


1 – Conceito................................................................................................................ 15
2 - Funções do Esqueleto........................................................................................... 15
3 - Tipos de Esqueleto................................................................................................ 15
4 - Número de Ossos................................................................................................... 16
5 - Classificação dos Ossos......................................................................................... 16
6 - Medula Óssea........................................................................................................ 19
6.1 - Variedades de Medula Óssea................................................................ 19
6.1.1 – Vermelha................................................................................. 19
6.1.2 – Amarela................................................................................... 19
7 – Periósteo................................................................................................................ 19
7.1 - Funções do Periósteo.............................................................................. 19

CAPÍTULO III - SISTEMA MUSCULAR


1 – Conceito................................................................................................................ 30
2 – Função.................................................................................................................. 30
3 – Divisão Muscular................................................................................................. 30

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4 – Classificação......................................................................................................... 30
4.1 - Classificação - Quanto à Situação........................................................ 30
4.2 - Classificação – Quanto à Forma.......................................................... 31
4.3 - Classificação – Quanto à Orientação das Fibras................................ 32
4.4 - Classificação – Quanto ao Ponto Fixo.................................................. 33
4.5 - Classificação – Quanto ao Ponto Móvel............................................... 35
4.6 - Classificação – Quanto ao Número de Ventres................................... 35
4.7 - Classificação – Quanto à Ação Muscular............................................ 35
4.8 - Classificação – Quanto à Função Muscular........................................ 36
5 – Composição Química dos Músculos................................................................... 37
6 – Mecânica Muscular.............................................................................................. 37
7 – Trabalho Muscular.............................................................................................. 37
8 – Principais Músculos............................................................................................. 38
8.1 – Músculos utilizados nas injeções intramusculares............................. 39

CAPÍTULO IV - SISTEMA NERVOSO


1 – Conceito................................................................................................................. 45
2 - Tecido Nervoso...................................................................................................... 45
3 – Tipos de Neurônios............................................................................................... 45
4 – Sinapse Nervosa.................................................................................................... 46
5 - Divisão Anatômica................................................................................................ 46
6 – Sistema Nervoso Central (SNC).......................................................................... 46
6.1 – Sistema Nervoso Central (SNC) – Estruturas.................................... 47
6.1.1 - Medula Espinal........................................................................ 48
6.1.2 - Tronco Encefálico................................................................... 48
I – Medula Oblonga (Bulbo).............................................................. 48
II – Ponte............................................................................................. 48
III – Mesencéfalo................................................................................ 48
6.1.3 – Cérebro................................................................................... 49
I – Diencéfalo...................................................................................... 49

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II – Telencéfalo...................................................................................
49
6.1.4 – Cerebelo................................................................................... 50
7 - Sistema Nervoso periférico.................................................................................. 50
8 - Sistema Nervoso Autônomo................................................................................. 50

CAPÍTULO V – SISTEMA CIRCULATÓRIO


1 – Conceito................................................................................................................ 51
2 – Sangue................................................................................................................... 51
3 – Coração................................................................................................................. 53
3.1 - Localização / Situação............................................................................ 54
3.2 - Volume e Peso......................................................................................... 54
3.3 – Configuração externa............................................................................ 55
3.4 – Configuração interna............................................................................ 55
4 – Fisiologia Cardíaca.............................................................................................. 58
4.1 – Sistema de Circulação Sanguínea........................................................ 58
4.1.1 - Circulação Pulmonar ou Pequena Circulação..................... 58
4.1.2 - Circulação Sistêmica ou Grande Circulação........................ 58
4.2 - Ciclo Cardíaco........................................................................................ 59
5 - Vasos Sanguíneos.................................................................................................. 59
6 - Sistema Linfático.................................................................................................. 64
6.1 – Linfa....................................................................................................... 64
6.2 - Linfonodolos, nodos ou gânglios linfáticos.......................................... 64

CAPÍTULO VI – SISTEMA RESPIRATÓRIO


1 – Conceito................................................................................................................. 68
2 – Constituição.......................................................................................................... 68
3 - Cavidade Nasal...................................................................................................... 68
4 – Faringe.................................................................................................................. 69
5 – Laringe.................................................................................................................. 69
6 – Traquéia................................................................................................................ 70

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7 – Brôquios................................................................................................................ 71
8 – Pulmões................................................................................................................. 72
9 – Fisiologia da Respiração...................................................................................... 73

CAPÍTULO VII – SISTEMA DIGESTÓRIO


1 – Introdução............................................................................................................ 75
2 - Divisão Anatômica................................................................................................ 75
3 - Canal Alimentar................................................................................................... 75
3.1 – Boca........................................................................................................ 76
3.2 – Faringe................................................................................................... 77
3.3 – Esôfago.................................................................................................. 78
3.4 – Estômago................................................................................................ 78
3.5 - Intestino Delgado (ID)........................................................................... 80
3.6 - Intestino Grosso (IG)............................................................................. 81
4 – Órgão Anexos ou Glândulas Anexas.................................................................. 82
5 - Processos fisiológicos............................................................................................ 84

CAPÍTULO VIII - SISTEMA URINÁRIO (RENAL OU EXCRETOR)


1 – Conceito................................................................................................................ 86
2 – Rins....................................................................................................................... 87
3 – Ureter.................................................................................................................... 92
4 – Bexiga Urinária.................................................................................................... 93

5 – Uretra.................................................................................................................... 94

CAPÍTULO IX - SISTEMA GENITALMASCULINO E FEMININO


1 – Conceito................................................................................................................. 96
2 – Sistema genital masculino................................................................................... 96
2.1 – Testículos................................................................................................ 96
2.2 – Epidídimo............................................................................................... 97
2.3 – Ducto deferente..................................................................................... 97
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2.4 – Vesículas seminais................................................................................. 97


2.5 – Ductos ejaculatórios.............................................................................. 97
2.6 – Próstata.................................................................................................. 98
2.7 – Uretra..................................................................................................... 98
2.8 – Glândulas bulbo-uretrais...................................................................... 98
2.9 – Pênis........................................................................................................ 98
3 – Sistema Genital Feminino................................................................................... 99
3.1 – Ovário..................................................................................................... 99
3.2 – Tubas Uterinas...................................................................................... 99
3.3 – Útero....................................................................................................... 99
3.4 – Vagina..................................................................................................... 101
3.5 – Pudendo Feminino (Vulva)................................................................... 101
3.6 – Glândulas Mamárias............................................................................. 102
3.7 – Processos Fisiológicos da Reprodução................................................. 103
3.7.1 – Espermatogênese.................................................................... 103
3.7.2 – Ovogênese................................................................................ 103
3.7.3 – Ovulação.................................................................................. 103
3.7. 4 – Menstruação........................................................................... 103
3.7.5 – Fecundação.............................................................................. 103
104
REFERÊNCIAS.........................................................................................................

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ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA

CAPÍTULO I – NOÇÕES GERAIS

1 – Conceitos

a) Anatomia Humana: é a ciência que estuda macro e microscopicamente a


constituição e o desenvolvimento dos seres organizados.

b) Fisiologia Humana: é a ciência que estuda as relações físicas e químicas que


ocorrem no organismo humano.

2 - Divisões da Anatomia Humana

 Anatomia Macroscópica;
 Anatomia Microscópica.

2.1 - Divisão da Anatomia Macroscópica

 Sistêmica: Compreende o estudo analítico e macroscópico dos sistemas


orgânicos, considerados separadamente:

• Sistema Esquelético; • Sistema Digestório;


• Sistema Articular; • Sistema Urinário;
• Sistema Muscular; • Sistema Genital;
• Sistema Nervoso; • Sistema endócrino;
• Sistema Circulatório; • Sistema Sensorial;
• Sistema Respiratório; • Tegumento Comum.

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 Segmentar (Topográfica): Estuda o corpo humano dividido em varias


regiões a fim de melhor analisá-lo em seus planos constituintes.

3 – Conceitos Gerais em Anatomia


a) Normal: corresponde ao padrão morfoló-
gico encontrado na maioria dos indivíduos.

b) Variação Anatômica: diferenças morfoló-


gicas que podem ser encontradas entre os indi-
víduos, não acompanhadas de prejuízo funcio-
nal. Exs.: um músculo com feixes supranume-
rários e a divisão da artéria braquial em nível
mais alto.

Fatores Gerais de Variação Anatômica:


1) Idade: Observa-se difernças anatômicas nos diversos períodos da vida
intra e extra-uterina. Ex.:ovo (15dias); embrião (até o 2ºmes); feto (9ºmês);
recém-nascido (29 dias) ;infante ;púbere (12/14anos); jovem (21anos);
adulto (60anos) → Idoso
2) Gênero: Homem x Mulher
3) Grupo étnico ou Raça: Branco x Negro x Amarelo x Mestiços
4) Biótipo: é o resultado dos caracteres herdados e dos adquiridos por
influência do meio ambiente. Ex.: Longilíneo x Mediolíneo x Brevilíneo.

OBS.: Longilíneo: Indivíduos altos, magros, pescoço longo, tórax achatado, membros
longos em relação ao tronco.
Brevilíneo: Indivíduos baixos, gordos, pescoço curto, tórax cilíndrico, membros
curtos em relação ao tronco.

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Mediolíneo: Apresentam características intermediárias entre os dois outro
biótipos.

Longilíneo Mediolíneo Brevilíneo


c) Anomalia: desvio maior que o normal, com prejuízo da função. Ex.: fenda
palatina (palatosquise), Polidactília (dedos supranumerários) e Sindactília.

d) Monstruosidade: desvio acentuado do normal, de modo a deformar


profundamente a construção do organismo, tormando-o, inclusive, incompatível com a
vida. Exs.: a agenesia do encéfalo ou anencefalia, Gêmeos Siameses.

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4 – Divisão do Corpo Humano

a) Cabeça;
b) Pescoço;
c) Tronco;
d) Membros Superiores (MMSS):
 Raiz: ombro
 Parte Livre: braço, antebraço, mão.

e) Membros Inferiores (MMII):


 Raiz: quadril
 Parte Livre: coxa, perna, pé.

5 – Posição Anatômica

Indivíduo de pé, com a face voltada para diante, o olhar dirigido ao horizonte,
membros superiores estendidos ao lado do tronco e com as palmas das mãos voltadas
para frente, os membros inferiores unidos com os dedos dos pés voltados para diante.

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6 - Termos de Posição e Direção

a) Anterior ou Ventral: indica a proximidade


do plano tangencial anterior (plano de delimita-
ção do corpo humano).
b) Posterior ou Dorsal: utilizado para indicar
proximidade do plano tangencial posterior
(plano de delimitação do corpo humano).

c) Superior e Inferior: indica a proximidade


de uma estrutura do plano tangencial superior
e inferior respectivamente (planos de delimita-
ções do corpo humano).

d) Superficial e Profundo: indica a situação de


uma estrutura que esteja mais próxima ou mais
afastada da superfície do corpo humano.

e) Mediano: termo utilizado para denominar es-


truturas alinhadas em nível da passagem do Plano
Sagital mediano (plano de secção).

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f) Medial e Lateral: São termos


utilizados para indicar proximidade ou
distância do Plano Sagital Mediano.

h) Intermédio: indica uma estrutura situada entre


duas outras, sendo uma delas medial, e a outra lateral.

g) Médio: designa uma estrutura situada entre duas


outras, que não sejam medial nem lateral.

h) Palmar ou Volar e dorsal: são termos sinônimos de anterior e posterior,


onde palmar ou volar, são usados exclusivamente para se referir as mãos.

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i) Proximal e Distal: utilizados para indicar proximidade ou distância da raiz,


sendo utilizados em relação aos membros.

l) Interno e Externo: indica a proximidade ou afastamento da cavidade ou


centro de um órgão.

7 - Constituição do Corpo Humano

O corpo humano é constituído por células, substâncias intercelulares e fluidas. O


grupo de células com as mesmas propriedades irão formar o tecido. A reunião de vários
tecidos formam um órgão e a reunião de vários órgãos, constituem um sistema. E a
reunião de vários sistemas, forma o aparelho, que por sua vez, em conjunto formam o
organismo.

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ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA

CAPÍTULO II - SISTEMA ESQUELÉTICO

1 - Conceito

Conjunto de órgãos rijos e esbranquiçados, denominados ossos, constituídos por


um tecido fundamental, o tecido ósseo, os quais quando reunidos formam o esqueleto,
responsável por dar à forma do corpo humano e ainda desenvolver várias outras
funções.

O esqueleto do corpo humano é constituído por ossos, porém, órgãos como o


coração também exibe esqueleto, não de tecido ósseo e sim de Tecido Conjuntivo
Fibroso.

2 - Funções do Esqueleto

• Arcabouço (forma);
• Sustentação;
• Locomoção;
• Proteção de órgãos vitais (como coração, órgão do S.N.C.);
• Armazenamento de Íons (Ca e P);
• Hematopoiese (produção de células sanguíneas).

3 - Tipos de Esqueleto

a) Articulado: natural, artificial ou misto (com todas as peças ósseas


articuladas);

b) Desarticulado: separado (em peças isoladas).

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4 - Número de Ossos
Indivíduo adulto e normal: 206

Ossos do crânio 08
Ossos da face 14
Coluna vertebral 26
Osso hióide 01
Ossículos da orelha 06
Costela e esterno 25
Membros Superiores 64
Membros Inferiores 62
TOTAL 206

5 - Classificação dos Ossos

a) Ossos Longos: neste grupo há o predomínio do comprimento sobre as outras


dimensões. São constituídos por um corpo com uma escavação central, o canal medular;
e duas extremidades, as epífises. Ex. Fêmur, tíbia, fíbula, ossos metatarsais , e falanges.

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b) Ossos Curtos: observamos que existe um equilíbrio nas três dimensões.


Apresentam uma forma que lembra um cubo. Ex.: Ossos do Carpo (escafóide, semilunar
e piramidal) e tarso ( calcâneo, tálus e navicular).

c) Ossos Planos, laminares ou chatos: há o predomínio do comprimento e da


largura sobre a espessura. Ex.: frontal, parietais, escápula e osso do quadril.

d) Ossos Irregulares: são ossos envolvidos com funções altamente elaboradas.


Sua morfologia complexa é o resultado das exigências funcionais que sempre
acompanham os ossos deste grupo. Ex.: Vômer, Mandíbula, nasais, maxilas,
zigomáticos.

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e) Ossos Pneumáticos: nestes ossos encontramos uma ou mais cavidades,


denominadas seios, contendo ar no seu interior. Ex.: frontal, as maxilas, etmóide, o
esfenóide, e os ossos temporais.
OBS.: Todos os ossos pneumáticos se relacionam com cavidades aéreas. A
maioria deles está associada à cavidade nasal, a exceção é o osso temporal que se
comunica com a orelha média.

f) Ossos Alongados: neles há o predomínio do comprimento sobre as outras


dimensões, porém não podem ser classificados como longos, pois são achatados e não
exibem canal medular. Ex.: osso esterno e pelas costelas.

g) Ossos Sesamóides: apresentam forma semelhante a de uma semente,


desenvolve-se a partir da substância de um tendão muscular, ou da cápsula de
uma articulação sinovial.

OBS.: A maioria dos ossos sesamóides são extra-numerários, encontrados


no metacarpo e metatarso. Apenas a patela entra na contagem da série normal.

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6 - Medula Óssea
Substância gelatinosa contida no interior dos ossos (na região da iáfise) do corpo
humano, apresentando coloração e natureza histológica variável de acordo com a idade
do indivíduo.

6.1 - Variedades de Medula Óssea


6.1.1 - Vermelha
Exibe está coloração em função da grande riqueza de células vermelhas do
sangue, os eritrócitos. Predomina no esqueleto do feto. Tem natureza hematopoiética.

6.1.2 - Amarela
Sua cor amarela deve-se à substituição das células sanguíneas por células de
gordura. Nesta fase também há redução na atividade de hematopóiese.

7 - Periósteo
Membrana dupla de tecido conjuntivo fibroso, abundantemente vascularizada e
inervada, que reveste externamente os ossos.

7.1 - Funções do Periósteo


• Nutrição;
• Inervação;
• Proteção do osso;
• Crescimento ósseo em espessura;
• Regeneração.

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CLASSIFICAÇÃO E SITUAÇÃO DOS OSSOS


SITUAÇÃO CLASSIFICAÇÃO
CALOTA CRANIANA: FRONTAL, TODOS SÃO OSSOS LAMINARES, PORÉM O
PARIETAIS, OCCIPITAL OSSO FRONTAL TAMBÉM É UM OSSO
PNEUMÁTICO.
BASE DO CRÂNIO: ETMÓIDE, ESFENÓIDE, OSSOS IRREGULARES E PNEUMÁTICOS
TEMPORAIS
FACE: MANDÍBULA, VÔMER, MAXILAS, TODOS SÃO OSSOS IRREGULARES, PORÉM
NASAIS, LACRIMAIS, CONCHAS NASAIS O OSSO MAXILA TAMBÉM É UM OSSO
INFERIORES, ZIGOMÁTICOS, E PNEUMÁTICO.
PALATINOS.
COLUNA VERTEBRAL: 07 VÉRTEBRAS OSSOS IRREGULARES
CERVICAIS; 12 VÉRTEBRAS TORÁCICAS;
05 VÉRTEBRAS LOMBARES; 01 OSSO
SACRO; E 01 OSSO CÓCCIX
TÓRAX: OSSO ESTERNO E COSTELAS OSSOS ALONGADOS
MEMBRO SUPERIOR: CLAVÍCULA; OSSOS LONGOS
ÚMERO; RÁDIO; ULNA; 05 OSSOS
METACARPAIS; FALANGES
MEMBRO SUPERIOR: OSSOS DO CARPO – OSSOS CURTOS
ESCAFÓIDE; SEMILUNAR; PIRAMIDAL; E
PISIFORME; TRAPÉZIO; TRAPEZÓIDE;
CAPITATO; E HAMATO.
MEMBRO SUPERIOR: ESCÁPULA OSSO LAMINAR
MEMBRO INFERIOR: OSSO DO QUADRIL OSSO LAMINAR
MEMBRO INFERIOR: FÊMUR; TÍBIA; OSSOS LONGOS
FÍBULA; 05 OSSOS METATARSAIS;
FALANGES
PATELA OSSO SESAMÓIDE
MEMBRO INFERIOR: OSSOS DO TARSO – OSSOS CURTOS
CALCÂNEO; TÁLUS; NAVICULAR;
CUBÓIDE; CUNEIRFORME MEDIAL;
CUNEIFORME LATERAL; E CUNEIFORME
INTERMÉDIO.

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Crânio
Maxila

Clavícula Mandíbula

Úmero
Esterno
Coluna vertebral

Ulna

Rádio
*Ílio

Carpo
Metacarpo
Falanges
Sacro
Fêmur *Ísquio

*Púbis
Patela
* A união desses três
Tíbia ossos formam o osso
do quadril.
Fíbula

Tarso
Metatarso
Falanges

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Frontal
Fontanela
Anterior

Parietal Parietal

Fontanela
Occipital Posterior

Vista superior do crânio de um recém-nascido


demonstrando as suturas craniana e as fontanelas
anterior e Posterior.

Frontal Frontal

Vista anterior do crânio de um


recém-nascido demonstrando o
osso frontal dividido em dois.

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Frontal
Parietal

Lacrimal

Maxila Occipital

Zigomático Temporal

Mandíbula

Vista lateral do crânio de um adulto

Frontal

Parietal

Nasal
Tempor
Zigomático
Lacrimal

Etmóide
Maxila
Concha Vômer
nasal
inferior Mandíbula

Vista anterior do crânio


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Palatino

Esfenóide
Etmóide

Vista inferior do crânio

Esfenóide

Etmóide

Occipital

Vista superior dos ossos da base


do crânio.
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Clavícula

Escápula
Verdadeiras
costelas
Esterno

Falsas
Costelas
Flutuantes

Vista anterior da caixa torácica

Região Região
Cervical Cervical

Região Região
Torácica Torácica

Região Região
Lombar Lombar
Região Região
Sacral Sacral
Região Região
Coccígea Coccígea

Divisão Anatômica da Coluna Vertebral.

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OSSOS DA MÃO: A MÃO É DIVIDIDA PARA ESTUDO ANATÔMICO EM TRÊS


REGIÕES: CARPO; METACARPO; E DEDOS.

• OSSOS DO CARPO

– FILEIRA PROXIMAL: Escafóide (1); Semilunar (2) ; Piramidal (3) e


Pisiforme (4), contando do polegar

– FILEIRA DISTAL: Trapézio (5); Trapezóide (6) ; Capitato (7) e Hamato


(8), contando do polegar.

• OSSOS DO METACARPO

– I; II; III; IV; V OSSOS METACARPAIS

I
II
III V
IV

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• OSSOS DOS DEDOS

– FALANGES: PROXIMAL; MÉDIA; DISTAL

– EXCEÇÃO
• POLEGAR: PROXIMAL E DISTAL

OSSOS DO PÉ

•OSSOS DO TARSO
–FILEIRA POSTERIOR:
•Tálus (T) e Calcâneo (Ca).

–FILEIRA ANTERIOR:
•Navicular (N), Cubóide (C), Cuneiforme Medial (CM), Cuneiforme Intermédio
(C I) e Cuneiforne Lateral (CL).

CM CI CL

N C

Ca

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•OSSOS DO METATARSO

–I; II; III; IV; V OSSOS METATARSAIS

•OSSOS DOS DEDOS

–FALANGES: PROXIMAL; MÉDIA; DISTAL


–EXCEÇÃO
•HÁLUX: PROXIMAL E DISTAL

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ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA

CAPÍTULO III - SISTEMA MUSCULAR

1 - Conceito
Conjunto de órgãos denominados, músculos, dotados da capacidade de diminuir
o seu comprimento, a qual denominamos de contração.

2 – Função

 Assegurar à dinâmica e a estática do corpo;


 Participar no equilíbrio térmico do corpo;
 Promover peristaltismo das vísceras.

3 – Divisão Muscular

a) Músculo Liso: presente na parede dos órgãos, e é de natureza involuntária.


b) Músculo Estriado Cardíaco: encontrado na camada média das paredes do
coração.
c) Músculo Estriado Esquelético: está associado ao esqueleto (parte ativa do
deslocamento).

4 – Classificação

Músculo Estriado Esquelético:

4.1 - Classificação - Quanto à Situação

a) Superficiais: são músculos que encontram-se localizados acima da fáscia


muscular de revestimento em contato íntimo com face profunda da pele onde se fixam
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por uma dos Tendões. Estão localizados na cabeça (crânio e face), pescoço e na mão.

b) Profundos: Estão situados abaixo da fáscia muscular de revestimento e não


possuem fixação na pela.

4.2 - Classificação – Quanto à Forma

Segue o paradigma utilizado para classificação dos ossos, assim, encontramos


músculos:
a) Longos: neles o comprimento predomina sobre as outras dimensões, ex: M.
Sartório.

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b) Curtos: apresentam equivalência entre suas dimensões, ex: M.


Quadrado Femoral .

c) Planos: Neles há o predomínio do comprimento e da largura sobre a


espessura, ex: M. Oblíquo Externo do Abdome.

4.3 - Classificação – Quanto à Orientação das Fibras

a) Paralela: as fibras deste grupo muscular são paralelos entre si e em relação


aos tendões, ex: Mm. Longos – M. Esternocleidomastóideo; Mm. Largos – M. Glúteo
Máximo.

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b) Oblíqua: as fibras deste grupo muscular são oblíquas ao longo eixo dos
membros e também aos tendões, ex: Mm. Semi-Peniforme (SP) – Extensor Longo dos
dedos do Pé ; Peniforme (P) – Reto Femoral; Multipeniforme – M.Deltóide .

c) Esfíncteres: suas fibras circulares formam anéis para regular a passagem de


substâncias ao longo de um ducto, ex: Esfíncteres da uretra e do ânus.

d) Orbiculares: Apresentam fibras dispostas em círculos concêntricos,


produzindo a constricção de aberturas naturais ex: M. Orbicular do Olho.

4.4 - Classificação – Quanto ao Ponto Fixo

Nesta classificação separamos os Mm. de acordo com o número de tendões, ou


cabeças, que ele irá apresentar em sua fixação proximal, assim poderemos identificar
três grupos:
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a) Mm. Bíceps: apresenta 02 tendões em sua fixação proximal, ex: M. Bíceps


Braquial (BB) .

b) Mm. Tríceps: apresenta tendões em sua fixação proximal, ex: M. Tríceps


Sural (TS).

c) Mm. Quadríceps: apresenta tendões em sua fixação proximal, ex: M.


Quadríceps Femoral (QF).

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4.5 - Classificação – Quanto ao Ponto Móvel

a) Mm. Bicaudado: apresenta 02 tendões em sua fixação distal, ex: M.


Levantador do Lábio Superior e da Asa do Nariz.

b) Mm. Policaudado: apresentam mais de 02 tendões em sua fixação distal, ex:


M. Extensor Longo dos Dedos do Pé .

4.6 - Classificação – Quanto ao Número de Ventres

Normalmente cada músculo apresenta um ventre e em cada extremidade um


tendão ou uma aponeurose.
Entretanto podemos identificar Mm. Com dois ou mais ventres intercalados por
tendões intermediários.

a) M. Digástrico: apresenta 02 ventres separados por um tendão intermediário


ex: M. Digástrico.

b) Mm. Poligástrico: apresenta mais de 02 tendões em sua fixação distal, ex:


M. Extensor Longo dos Dedos do Pé ex: M. Reto do Abdome.

4.7 - Classificação – Quanto à Ação Muscular

a) Flexores: realizam movimentos responsáveis por reduzir o ângulo das


articulações, ex: Mm. Anteriores do Braço: Córaco-Braquail; Bíceps Braquial, braquial.

b) Extensores: seus movimentos determinam o aumento do ângulo das


articulações, ex: M.Posterior do Braço: M. Tríceps braquial.

c) Adutores: Mm. que ao contrair-se aproximam um segmento do corpo do


plano mediano, ex: M. Peitoral Maior.

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d) Pronadores: ao contrair-se voltam à face palmar para o plano posterior, ex:


M. Pronador Redondo.

e) Rotadores: ao realizar sua contração determinam que um segmento do corpo


gire em torno de um eixo longitudinal, ex: Mm. Redondos maior e menor.

f) Abdutores: Mm. que ao contrair-se afastam um segmento do corpo do plano


mediano, ex: M. Deltóide.

g) Supinadores: ao contrair-se voltam a face palmar para o plano anterior, ex:


M. Supinador.

4.8 - Classificação – Quanto à Função Muscular

a) Agonistas: representa o principal músculo envolvido com um movimento.


Ex: músculos anteriores do braço – produzindo a Flexão do Antebraço.

b) Antagonistas: músculo que se opõe ao trabalho do agonista, com objetivo de


regular a rapidez ou potência de ação desse músculo. Ex: Mm. Posteriores do Braço,
durante a Flexão do Antebraço produzida pelos Mm. Anteriores do Braço.

c) Sinergistas: sua ação elimina um movimento indesejável executado pelo


agonista. Ex: Mm. Extensores do Carpo impedindo a flexão do pulso pelos Mm flexores
dos dedos quando da flexão das falanges.

d) Fixadores ou posturais: atuam secundariamente durante o movimento de um


agonista para determinar o equilíbrio do corpo. Ex: Mm. do Dorso agindo sobre a
coluna, quando o indivíduo abaixa-se para apanhar algo no chão.

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5 – Composição Química dos Músculos

Quimicamente os músculos são compostos por água, lipídeos, sais de fosfato


nitrogenados, substâncias minerais (sódio, cloro, potássio, etc.), proteínas (actina,
miosina), glicogênio.

6 – Mecânica Muscular

a) Propriedade: os músculos possuem três propriedades:


1) Contratilidade: na realização de um trabalho, o músculo se contrai
tornando-se mais alto e volumoso;

2) Elasticidade: é a capacidade de se distender, de voltar ao estado anterior


ao de contração;

3) Excitabilidade: é a propriedade de se contrair mais violentamente, quanto


mais forte for o agente causador.

b) Movimentos: os músculos realizam dois movimentos:


 Contração;
 Relaxamento.
c) Tonicidade muscular: é a capacidade que os músculos tem de não se
manter completamente relaxados ou contraídos.

7 – Trabalho Muscular

O trabalho muscular abrange:


- Contração e relaxamento muscular para a movimentação ou fixação de partes
do esqueleto;
- Reações químicas que liberam energia para o músculo, calor para a
manutenção da temperatura corporal e produto finais do metabolismo.

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8 – Principais Músculos

a) Cabeça:
- Função: Forma os traços do rosto e da mímica, movimentam a cabeça e coluna
vertebral, bem como participam no processo da mastigação. Ex.: Masseter, temporal,
bucinador, etc.
b) Pescoço:
- Função: Movimentar a cabeça e o pescoço e participam da mecânica
respiratória. Ex.: Esternocleidomastóideo, hióideo, escaleno, etc.
c) Dorso:
- Função: Participam da movimentação do braço, cabeça e escápula, participam
no equilíbrio estático e dinâmico do tórax. Ex.: Latíssimo do dorso, trapézio, rombóide,
etc.
d) Tórax:
- Funções: Movimentar os membros superiores e interferir na mecânica da
respiração. Ex.: Peitoral maior, peitoral menor, serrátil, intercostais, etc.

OBS1.: O diafragma é o músculo que separa o tórax do abdome e interfere


nas funções mecânicas das vísceras abdominais.

e) Abdome:
- Funções: Proteger os órgãos abdominais, participar no equilíbrio estático e
dinâmico das vísceras abdominais e na movimentação do tronco. Ex.: Transverso,
obliquo externo e interno, reto abdominal, etc.
f) Membros Superiores:
- Funções: Participar dos movimentos do braço, antebraço, mãos e dedos. Ex.:
Bíceps, Tríceps, deltóide, bráquio-radial, etc.
g) Membros Inferiores:
- Funções: estes músculos são responsáveis pela manutenção da posição ereta
do corpo, participam nos movimentos da coxa, pelve, tronco. Ex.: Sartório, Quadríceps
femoral, glúteos (máximo, médio e mínimo), etc.

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8.1 – Músculos utilizados nas injeções intramusculares

*Injeção dorso-glútea: Músculo glúteo máximo;


*Injeção ventro-glútea: Músculo glúteo médio;
*Injeção vasto lateral: Músculo vasto lateral do quadríceps da coxa;
*Injeção deltóide: Músculo deltóide.

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INTRODUÇÃO À ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA


EXERCICIO DE FIXAÇÃO – 1ª AVALIAÇÃO

1-Conceitue:

a) Anatomia Humana;
b) Fisiologia Humana.

2-Em relação à divisão da anatomia. A anatomia Sistêmica estuda os diversos


sistemas orgânicos que são:
________________,___________________,__________________,_____________
________________,___________________,__________________,_____________
________________,___________________,__________________ e ___________

3-Em relação aos conceitos gerais em Anatomia, dê os conceitos de:

a) Normal; b) Variação Anatômica; c) Anomalia; d) Monstruosidade.

4-Cite os fatores gerais de variação anatômica.

5-Descreva a posição anatômica.

6-Cite a divisão do corpo humano.

7-Em relação aos termos da posição e direção, defina:

a) Anterior e Posterior;

b) Superior e Inferior;

c) Próximo e Distal;

d) Medial;

e) Intermédio;

f) Médio;

g) Superficial e Profundo;

h) Interno e Externo.

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ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA – SISTEMA ESQUELÉTICO


EXERCICIO DE FIXAÇÃO – 1ª AVALIAÇÃO

1) O Sistema Esquelético é formado pelo conjunto de órgão ________________ , e


_______________________ , denominados ossos, constituídos por um tecido
fundamental, o _________________________________ , os quais quando reunidos
formam __________________________ , responsável por dar
______________________________ e ainda desenvolver outras funções.

2) Cite as funções do esqueleto.


3) No individuo adulto e normal encontramos _________ ossos, que são ________
ossos do crânio , 14 ossos _________________ , 26 na _____________________ ,
________ osso hióide , _______ ossículos da orelha, _______ costelas , 01
_______________________ , ________ nos membros superiores e _______ nos
membros inferiores.
4) Defina:

a) Ossos Longos; e) Ossos Pneumáticos;


b) Ossos Curtos; f) Ossos Irregulares;
c) Ossos Planos ou Laminares; g) Ossos Sesamóides.
d) Ossos Alongados;
Obs.: Dê exemplo.
5) Comente as variedades de medula óssea.
6) O que é periósteo.
7) Quais as funções do periósteo.

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ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA – SISTEMA ESQUELÉTICO


EXERCICIO DE FIXAÇÃO – 1ª AVALIAÇÃO

01 – Conceitue o Sistema Muscular?


02 – Quais as funções do Sistema Muscular?
03 – Dê a divisão dos músculos conforme a situação.
04 - Dê a divisão dos músculos conforme a forma.
05 - Dê a divisão dos músculos conforme a orientação das fibras.
06 - Dê a divisão dos músculos conforme ao ponto fixo.
07 - Dê a divisão dos músculos conforme ao ponto móvel.
08 - Dê a divisão dos músculos conforme a ação muscular.
09 - Dê a divisão dos músculos conforme a função muscular.
10 – Qual a composição química dos músculos.
11 – Cite os principais músculos:
a) Da Cabeça; e) Do abdome;
b) Do Pescoço; f) Dos Membros Superiores;
c) Do Dorso; g) Dos Membros Inferiores.
d) Do Tórax;
12 – Cite os Músculos envolvidos nas injeções intra-musculares.

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ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA

CAPÍTULO IV - SISTEMA NERVOSO

1 - Conceito

Conjunto de órgãos constituídos pelo tecido nervoso, responsáveis por controlar


as reações do animal no ambiente externo, e também pelo controle visceral. Na espécie
humana, ainda acumula as funções de cognição, aprendizado, memória, e personalidade.

2 - Tecido Nervoso

É constituído pelos Neurônios ou elementos ativos da condução e neuroglias ou


elementos de suporte.
a) Neurônios: é a unidade básica do sistema nervoso, o qual conduz um impulso
elétrico de uma parte do corpo para outra. Compreende duas partes:
- Corpo celular;
Axônio
- Prolongamentos:
Dentritos

b) Células neuroglias: São as células especiais consideradas como elementos de


sustentação, nutrição e de reparação do tecido nervoso.

3 – Tipos de Neurônios

a) Neurônios Sensitivos ou Aferentes: São aqueles que levam os impulsos


nervosos da pele ou outros órgãos sensoriais para o SNC.
b) Neurônios Motores ou Eferentes: São aqueles que levam os impulsos
nervosos do SNC, para os músculos, órgãos e glândulas.

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4 – Sinapse Nervosa
É o ponto de contacto entre dois neurônios; onde o impulso nervoso vai sempre
do dentrito para o corpo celular e deste para o axônio. Para o funcionamento da sinapse
existem varias teorias, onde a mais aceita é a química, que diz que o impulso nervoso
condiciona a produção de neurotransmissores (como acetilcolina), que estimula a outra
extremidade do neurônio seguinte.

5 - Divisão Anatômica

SISTEMA NERVOSO

Sistema Nervoso Central (SNC) Sistema Nervoso Periférico (SNP)

Protegido pelos ossos do esqueleto Espalhado pelo corpo, percebe as


axial da cabeça e coluna. Recebe os modificações ocorridas nos
estímulos, avalia, e desencadeia ambientes externo e interno, e
respostas. conduz estas informações para a
parte central.

6 – SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC)

a) Líquido Cerébroespinal (LCE), Líquido Cefalorraquidiano (LCR) ou Líquor:


Líquido que circula em torno do S.N.C., produzido no interior dos Ventrículos
Encefálicos por estruturas anatômicas denominadas Plexos Corióideos.

b) Meninges:
Envoltórios de natureza conjuntiva, que revestem e protegem a parte central do
Sistema Nervoso.
Corresponde ao conjunto de três camadas que são denominadas de fora para
dentro de:
• Dura-Máter = é a mais espessa das três;
• Aracnóide = está situada entre as meninges Dura e Pia-Máter.

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• Pia-máter = é dentre as meninges a mais delicada, encontra-se aderida


ao tecido nervoso;
Separando a Dura-máter da Aracnóide, encontramos o Espaço Subdural; Entre a
Aracnóide e a Pia-Máter existe o Espaço Subaracnóideo; Entre a Dura-Máter e o
Periósteo, encontramos o Espaço Epidural ou Peridural.
No Espaço Subaracnóideo circula a maior quantidade do Líquido cerebrospinal,
cuja função é formar uma barreira mecânica de proteção entre o Tecido Nervoso e o
meio externo.

6.1 – Sistema Nervoso Central (SNC) – Estruturas

Telencéfalo 1
Cérebro
Diencéfalo 2
Encéfalo Cerebelo 3
Mesencéfalo 4

Tronco Encefálico Ponte 5

Medula Oblonga
(Bulbo) 6
Medula Espinal

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6.1.1 - Medula Espinal

Massa cilíndrica e alongada de tecido nervoso, apresentando calibre variável,


localizada no interior do canal vertebral. Nela estão distribuídos os 31 pares de nervos
espinais.
- Comprimento: 45Cm
- Funções:
• Centro Nervo para Ações Reflexas;
• Via Nervoso.

6.1.2 - Tronco Encefálico

I – Medula Oblonga (Bulbo)

Porção caudal do tronco encefálico, localizado na cavidade craniana, deitado


sobre o clívo do osso Occipital.
Funções: via nervosa; centro nervoso (tosse; espirro; secreção lacrimal e piscar;
deglutição; sucção; secreção salivar; Centro Cárdio Inibitório; e respiratório

II – Ponte

Massa cubóide de tecido nervoso. Representa a parte média do Tronco


Encefálico.
Funções: via nervosa; centro nervoso para alguns atos reflexos emocionais: riso;
lágrimas; os gritos de dor.

III - Mesencéfalo

Porção cranial do tronco encefálico.


É atravessado longitudinalmente pelo Aqueduto do Mesencéfalo. É dividido pelo
aqueduto, em Pedúnculos cerebrais , e teto .

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Funções: via nervosa Motora e também Sensitiva.

6.1.3 - Cérebro

I - Diencefálo: parte mediana do cérebro quase completamente encoberta pelos


hemisférios cerebrais. Suas porções delimitam o III Ventrículo.

*Hipotálamo: entre outros aspectos importantes, nesta subdivisão do Diencéfalo


identificamos o Quiasma Óptico e a Glândula Hipófise .

*Epitálamo: Nesta subdivisão encontramos a Glândula Pineal.

*Tálamo: Maior subdivisão do Diencéfalo, é a última estação de passagem de


todos os impulsos sensitivos antes do córtex cerebral. Encontramos o Corpo Geniculado
Medial (Via Auditiva); e Corpo Geniculado Lateral (Via Óptica).

II - Telencéfalo: Corresponde aos hemisférios cere-


brais. Em cada Hemisférios identificamos um Ventrí-
culo Lateral. Está dividido para estudo anatômico
em Lobos, sendo eles: Lobo Frontal (1), Lobo Parie-
tal (2), Lobo Temporal (3) e Lobo Occiptal (4).

OBS1.: Lobo da Insula: lobo localizado profundamente aos lobos anteriormente


descritos. Está envolvido na composição do lobo límbico, responsável pelo controle
emocional e pelo armazenamento da memória recente.

AVE = Acidente Vascular Encefálico:


Área do encéfalo privada de O2 além de um determinado tempo ( 5 minutos ),
forma-se um enfarte cerebral com lesão irreversível dos neurônios nela localizada.
O AVE é denominado HEMORRÁGICO quando uma Artéria se rompe
(Hipertensão) e paralisa a circulação do sangue para determinado território.
O AVE é denominado ISQUÊMICO quando um êmbolo (ateroma ) "entope"
uma artéria do cérebro e o fluxo sanguíneo é obstruído para determinado território.
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6.1.4 - Cerebelo
Definição
Subdivisão do rombencéfalo, está localizado nas Fossas Cerebelares do Osso
Occipital, dorsalmente ao mensencéfalo, a ponte e ao bulbo, contribuindo para formação
do teto do IV Ventrículo.
Funções:
É responsável pelo controle da motricidade.

7 - Sistema Nervoso periférico

Tem a função de transmitir os impulsos nervosos ate o cérebro e vice-versa. É


composto por:
a) Nervos Cranianos: são cordões nervosos que se originam aparentemente da
superfície do encéfalo e abandonam o crânio através de orifícios próprios. São em
numero de 12 (dose) pares, sendo designados genericamente pela numeração romana
correspondente.
b) Nervos espinais: são cordões nervosos que se originam aparentemente da
superfície da medula espinal e abandonam a coluna vertebral, pelos forames
intervertebrais. São encontrados em número de 31 pares e são divididos conforme a
região em que emergem da medula espinal: 08 (oito) cervicais, 12 (dose) torácicos, 05
(cinco) lombares, 05 (cinco) sacrais e 01 (um) coccígeno.

8 - Sistema Nervoso Autônomo

É também chamado de visceral ou involuntário, sendo a parte do Sistema


Nervoso tanto central como periférico relacionado com a atividade visceral, dessa
forma, funciona independentemente de nossa vontade.
Pode ser subdividido em dois grandes subsistemas:
*Sistema Nervoso Autônomo Simpático;
*Sistema Nervoso Autônomo Parassimpático.
Estes dois subsistemas apresentam ações antagônicas.

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ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA

CAPÍTULO V – SISTEMA CIRCULATÓRIO

1 – Conceito
O Sistema Circulatório é encarregado pelo transporte de diversas substâncias,
nutrientes e outros materiais até os tecidos e retirar destes resíduos provimentos do
metabolismo celular.
O Sistema Circulatório é formado pelo coração (que serve como bomba), vasos
sanguíneos (nos quais circulam o sangue) e pelos vasos linfáticos (por onde circula a
linfa).

2 - Sangue

É um líquido viscoso, de coloração avermelhado, mais denso que a água, possui


cheiro peculiar e sabor salgado.

a) Função do sangue:
*Transporte de substâncias;
*Função de excretar;
*Função respiratória;
*Manutenção do equilíbrio ácido-básico;
*Distribuição e eliminação de líquidos corporais;
*Participa na defesa do organismo;
*Participa no equilíbrio de temperatura térmica.
b) Composição do Sangue:
O sangue é composto por duas partes, que são:
*Plasma: corresponde à parte líquida do sangue, formado por:
- Água, sais minerais, enzimas, pigmentos;
- Proteínas como albumina e globulina.

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*Elementos figurados do sangue: corresponde à parte sólida do sangue,


representado pelas células sangüíneas:

• Eritrócitos: são também chamados de hemácias ou glóbulos vermelho


que possuem a função de transportar gases através da hemoglobina. São
formados na medula óssea e destruídos no baço e no fígado. Possuem
vida média de 120 dias, apresentam valores normais entre 4,5 à 5,5
milhões de células por ml.

• Leucócitos: são também chamados de glóbulos brancos. São as células


de defesa do organismo. O seu valor normal varia de 5.000 à 10.000
células por ml e são divididas em dois grupos:

1º ) Granulócitos: são compostos por neutrófilos, eosinófilos e basófilos.


Formam-se na medula óssea e são destruídos e eliminados pelo baço, fígado,
secreções granulares e por autodestruição mucobraquial. Tem a função de
defender o organismo na fase aguda da inflamação.

2º ) Agranulócitos: compreendem:

 Linfócitos: são formados no tecido linfático e localizam-se em maior


quantidade nos órgãos linfáticos. Possuem pequena ação destrutiva
contra as bactérias, entram em ação lentamente nas inflamações
crônicas e são importantes nas reações de defesa contra proteínas
estranhas. A sua vida média varia de acordo com as necessidades.
 Monócitos: são formados na medula óssea, possuem uma vida média
de semanas a messes. Participam no combate às infecções crônicas.

• Plaquetas: também chamadas de trombócitos, são células que


participam no processo da coagulação, são formadas na medula óssea,
com uma vida média de 4 a 10 dias, apresentam valores normais entre
250 mil plaquetas por ml de sangue.
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c) Grupo Sanguíneo

São determinados devido à presença, em alguns indivíduos, nas hemácias de um


fator chamado aglutinogênio, enquanto que outros indivíduos apresentam no soro uma
substância contra esse aglutinogênio denominada aglutinina.

I – Grupo ABO ou Sistema ABO

Através desse grupo sanguíneo os indivíduos são classificados em:

*Tipo A: Possui nas suas hemácias aglutinogênio A e soro aglutinina Anti-B, ou


seja, contra o aglutinogênio B.

*Tipo B: Possui nas suas hemácias aglutinogênio B e soro aglutinina Anti-A, ou


seja, contra o aglutinogênio A.

*Tipo AB: Possui nas suas hemácias aglutinogênio A e B e não tem aglutinina.

*Tipo O: Não possui aglutinogênio e tem no soro aglutinina Anti-B e Anti-A.

II – Fator Rh

Esse grupo apresenta em torno de 85% da população como Rh positivo (Rh+), ou


seja, possuem o aglutinogênio Rh, enquanto 15% restantes são Rh negativo (Rh-), ou
seja, possuem aglutininas contra o aglutinogênio Rh. Este grupo é importante quando:
uma criança Rh+, poderá morrer antes do nascimento com eritroblastose fetal.

3 - Coração

É um órgão musculoso, oco, que tem a função de bombear o sangue para todo o
organismo.

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O coração é formado por 03 (três) camadas musculares, que recebem os


seguintes nomes:
*Camada Externa: Epicárdio;
*Camada Média: Miocárdio(responsável pela contração);
*Camada Interna: Endocárdio.

3.1 - Localização / Situação

Está localizado no interior da cavidade torácica, entre os dois pulmões, num


espaço denominado mediastino, sendo 2/3 para o lado esquerdo e 1/3 para o lado
direito. Possui a forma de um prisma triangular com base voltada para cima, para trás e
para direita; o ápice esta voltado para baixo, para esquerda e para diante. Observar-se
que aproximadamente dois cm abaixo do mamilo esquerdo (em nível do 5º espaço
intercostal), podemos auscultar o pulso apical.

3.2 - Volume e Peso

O volume do coração varia de acordo com a idade e o sexo (sendo um pouco


maior no homem), comparado por alguns com volume do punho.
O coração de um adulto, normal, mede cerca de 12cm de comprimento, por 6 a 9
cm de largura em nível da base, com 6 cm de espessura.
O seu peso no homem varia de 280 a 340 gramas, na mulher existe variação 230
a 280 gramas.

OBS1.: Este volume pode estar aumentado em duas situações completamente


distintas: a hipertrofia ( no caso do atleta) e a dilatação (no caso de
comprometimento pela doença de chagas, por exemplo).

OBS2.: O coração é revestido por um saco friboso chamado de pericárdio, cuja


principal função é de proteger o coração contra átritos com as estruturas vizinhas.

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3.3 – Configuração externa

O coração em configuração externa, podemos observar diversas estruturas, tais


como as aurículas (anteriormente descritas como auriculetas), sendo uma direita e outra
esquerda, com a finalidade de amortecer o impacto causado pelo sangue ao entrar dentro
do coração, seja oriundo do corpo ou dos pulmões. Ainda podemos descrever as 4 veias
pulmonares, as artérias coronárias (direita e esquerdas), Ramos interventriculares
(anterior e posterior), veias cavas (superior e inferior), Artéria Aorta e Tronco
Pulmonar.

3.4 – Configuração interna

O coração em configuração interna observamos que está dividido em quatro


cavidades ou câmaras, duas superiores (os átrios) e duas inferiores (os ventrículos).

• Átrios:
- Direito: recebe sangue rico em CO2, proveniente de todo o organismo e do
próprio coração, através das Veias Cavas (Superior e Inferior) e Seio Coronário.
- Esquerdo: recebe sangue rico em O2, proveniente dos pulmões através das 4
Veias Pulmonares.

• Ventrículos:
- Direito: expulsa o sangue rico em CO2 para os pulmões através do Tronco
Pulmonar e suas ramificações.
- Esquerdo: expulsa o sangue rico em O2 para todo o organismo através da
Artéria Aorta e seus ramos.

OBS3.: Entre o átrio direito e o ventrículo direito há a valva átrio-ventricular


direita (anteriormente chamada de tricúspide) que quando aberta permite a
passagem da sangue do átrio direito para o ventrículo direito, e quando fechada,
impede o refluxo sanguíneo do ventrículo para o átrio. E entre o átrio esquerdo e o

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ventrículo esquerdo, encontramos a valva átrio-ventricular esquerda


(anteriormente chamada de bicúspide ou mitral) que apresenta função semelhante
à da átrio-ventricular direita.

OBS4.: Entre o átrio direito e átrio esquerdo encontramos uma parede


denominada de septo inter-átrial, e entre os ventrículos direito e esquerdo, o septo
inter-ventricular.

Configuração interna do coração

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Artéria coronária
Ramo da veia cava esquerda
superior
Ramo circunflexo da
artéria coronária
esquerda
Ramo atrial anterior da
artéria coronária direita

Artéria coronária Ramo


direita interventricular
anterior da artéria
coronária esquerda

Ramo marginal
direito da Configuração externa do coração
artéria
coronária

Artéria Carótida Artéria Carótida


Interna (D) Interna (E)
Artéria Carótida Artéria Carótida
Externa (D) Externa (E)
Artéria Carótida
Artéria Carótida Comum (E)
Comum (D)
Artéria Vertebral (E)
Artéria Vertebral (D)
Artéria
Subclávia (D)
Tronco
Braquiocefálic Artéria
o
Arco Subclávia (D)
Aórtico
Veia cava Tronco
superior Pulmonar
Artéria Aorta
Ascendente Aurícula (E)

Aurícula (D)
Ápice do
Veia cava coração
inferior
Configuração Externa do Coração

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Artéria Carótida comum (E)


Artéria Subclávia (E)
Tronco Braquíocefalico
Arco aórtico Veia cava superior
Artéria pulmonar (E)
Artéria pulmonar (D)
Veia pulmonar superior Veia pulmonar
Arco aórtico superior direita
Veia pulmonar inferior (E) Veia pulmonar
inferior direita
Átrio (E)
Veia obliqua do átrio (E)
Átrio (D)
Reflexão pericárdica Veia cava inferior

Seio Coronário
Ventrículo (E)
Sulco interventricular
posterior e ramo
interventricular posterior
da artéria coronária (D)

Ventrículo (D)
Configura externa do coração

4 – Fisiologia Cardíaca

4.1 – Sistema de Circulação Sanguínea

4.1.1 - Circulação Pulmonar ou Pequena Circulação: o sangue rico em CO2


sai do ventrículo direito, pelo tronco pulmonar, passando pelas artérias
pulmonares (direita e esquerda), indo para cada pulmão, onde ocorrerá a
hematose (troca gasosa, CO2 em O2). Os capilares arteriais contendo sangue rico
em CO2, envolvem os alvéolos pulmonares, que é onde ocorre a troca gasosa;
assim, sai gás carbônico do sangue e entra oxigênio. Este sangue agora rico em
O2, retorna ao coração por 04 (quatro) veias pulmonares (duas direitas e duas
esquerdas), desembocando no átrio esquerdo.

4.1.2 - Circulação Sistêmica ou Grande Circulação: leva o sangue rico em O2


do ventrículo esquerdo para todo o organismo, afim de abastecer todas as células
com oxigênio e nutrientes. Após receber o gás carbônico e as excretas das
células do organismo, através de pequenos capilares, o sangue agora rico em

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CO2, retorna ao coração pelas veias cavas superior e inferior e seio coronário,
desembocando no átrio direito.

4.2 - Ciclo Cardiáco

Consiste em dois períodos: um de contração do miocárdio para a expulsão do


sangue da cavidade (sístole) e outro de relaxamento do miocárdio, que permite o
recebimento de nova porção de sangue (diástole).

5 - Vasos Sanguíneos

São tubos fechados que transportam o sangue para todo o organismo e o trazem
de volta ao coração. Os principais vasos são:

a) Aterias
São vasos que saem do coração transportando e propagando o sangue para todo
o organismo. As principais artérias são:

*Artérias coronárias: irrigam os Mm. Cardíacos;


*Ateria Aorta:
*Artéria Aorta Ascendente: originam as artérias coronárias.
*Arco da Artéria Aorta: composto por:
- A. Carótida Comum (D): irriga pescoço
-Tronco Braquiocefálico e cabeça;
- A. Subclávia Direita: irriga o M.S.
direito.

-Artéria Carótida Comum Esquerda: irriga pescoço e cabeça;


-Artéria Subclávia Esquerda: irriga membro superior esquerdo.
*Artéria Aorta Porção Torácica: irriga as paredes e o conteúdo da
cavidade torácica.

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*Artéria Aorta Porção Abdominal: originam as artérias:

*A. Hepática Comum: irriga o fígado;


-Tronco Celíaco *A. Gástrica: irriga o estômago e o esôfago;
*A. Esplênica: irriga o baço, pâncreas e estômago.

-A. Mesentérica Superior: irriga o intestino delgado e 2/3 proximais do


intestino grosso (ceco, colo ascendente e colo transverso).
-A. Mesentérica Inferior: irriga 1/3 distal do intestino grosso (colo
descendente, sigmóide e reto).
-Aa. Renais (direita e esquerda): irrigam os rins correspondentes.
-Aa. Ilíacas Comuns (direita e esquerda): irrigam o peritônio.
*Aa. Ilíacas Internas: irrigam as paredes e o conteúdo da cavidade
pélvica.
*Aa. Ilíacas Externas: irrigam as regiões inguinais, parte genital.
*Aa. Femorais: irrigam as regiões das coxas.
*Aa. Poplíteas: irrigam as regiões posteriores do joelho.
*Aa. Tibiais Anteriores: irrigam as regiões anteriores da tíbia.
*Aa. Tibiais Posteriores: irrigam as regiões posteriores da tíbia e
regiões das plantas dos pés.
*Aa. Fibulares: irrigam as regiões das fíbulas.
*Aa. Dorsais dos Pés: irrigam as regiões dorsais dos pés.

OBS5.: Pulsos: Observamos que em determinados locais do nosso corpo, podemos


verificar/e ou sentir a pulsação das artérias, assim destacamos alguns destes
pulsos:
• Radial; • Carotídeo; • Femoral;
• Ulnar; • Temporal; • Poplíteo;
• Braquial; • Inguinal; • Dorsal do pé.

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Locais de Verificação do Pulso

Pulso Poplíteo Pulso Tibial

Pulso Femoral Pulso Braquial

Pulso Dorsal do pé (Pedioso) Pulso Radial

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OBS6.: Valores normais e Variações de Pulso: Nos indivíduos Adultos, observamos


que para parâmetros normais, é admitido os seguintes valores:
• 60 a 100 bpm = Normocardia;
• Abaixo de 60 bpm = Bradicardia;
• Acima de 100 bpm = Taquicardia.
Lembrando que para determinar sua contagem, utilizamos as polpas
digitais dos dedos médio e indicador, sendo avaliado em 1 minuto.

OBS 7.: Quando falamos em pressão arterial, não há um valor preciso de pressão
normal, mas, em termos gerais, diz-se que o valor de 120/80 mmHg é o valor
considerado ideal para um adulto jovem, entretanto, medidas até 140 mmHg para
a pressão sistólica e 90 mmHg para a diastólica também podem ser aceitas como
normais.

b)Veias:
São vasos que chegam ao coração, aumentando gradativamente de calibre à
medida que se aproximam do mesmo. As principais veias são:

*Veia Cava Superior: recebe sangue venoso dos membros superiores (MMSS),
da cabeça, pescoço, da parede e dos órgãos do tórax.
*Veia Cava Inferior: recebe sangue venoso dos membros inferiores (MMII), da
região pélvica, da região abdominal.
*Veia Porta do Fígado: recebe sangue venoso do estômago, esôfago, vesícula
biliar, pâncreas, baço, intestino delgado e intestino grosso.
OBS8.: O Seio coronário drena o sangue rico em CO2 dos tecidos cardíaco,
desembocando-o no átrio direito.
- Veias utilizadas em pulsões:

* Veias Basílica; * Veia intermédia do antebraço;


* Veia Cefálica; * Veia intermédia do cotovelo;
* Rede venosa dorsal da mão.

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c) Capilares:

São ramificações finas das arteríolas, que colocam em comunicação os sistemas


arterial e venoso. É a nível dos capilares arteriais que efetuam-se as trocas gasosas e
nutritivas entre o sangue e os demais tecidos. Cabe ao capilar venoso receber os
catabólitos e o gás carbônico (CO2).

6 - Sistema Linfático

É considerado um anexo do Sistema Venoso, porque também drena a linfa dos


espaços intercelulares, para a corrente venosa através de seus vasos linfáticos.
O Sistema Linfático tem como função:
*Ser uma via acessória para o líquido intercelular fluir para o sangue;
*transportar substâncias dos espaços intercelulares que não podem ser
removidos pelos capilares grandes;
*ser uma barreira à disseminação das bactérias, vírus e células cancerígenas.

6.1 - Linfa

É um líquido semelhante ao plasma sanguíneo que não contem plaquetas, que


contem raras hemácias e é rico em leucócitos (células de defesa), principalmente
linfócitos.

6.2 - Linfonodolos, nodos ou gânglios linfáticos

São formados por tecido linfóide, onde os vasos linfáticos penetram e saem em
menor número. São importantes barreiras contra os processos infecciosos, podendo ser
encontrados espaçadamente ou em grupos. Destacando-se os cervicais, axilares,
inguinais e mesentéricos.

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- Baço:

Considerado um anexo do Sistema Linfático, localiza-se na parte superior


esquerdo do abdome e tem como função:
1ª ) Destruir os glóbulos vermelhos velhos;
2ª ) armazenar o ferro liberado pela destruição da hemoglobina;
3ª ) armazenar eritrócitos para libera-los em condições especiais;
4ª ) formar linfócitos;
5ª ) sintetizar substâncias de defesa;
6ª ) incorporar e destruir, através de suas células reticulares, as bactérias,
resíduos de células, etc.

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ANATOMIA E FISIOLOGIA
SISTEMA NERVOSO E SISTEMA CIRCULATÓRIO.
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO – 2ª AVALIAÇÃO

01 – Conceitue o Sistema Nervoso.


02 – Diferencie Neurônio Sensitivo de Neurônio Motor.
03 – O que são Meninges? Descreva as Meninges e seus Espaços.
04 – Dê a Divisão Anatômica do Sistema Nervoso.
05 – Cite as estruturas que compõem o Sistema Nervoso Central e suas funções.
06 – Fale sobre o Sistema Nervoso Autônomo e dê a sua subdivisão.
07 – Defina o Sistema Circulatório.
08 – Cite os Três tipos de Vasos Sanguíneos e seus conceitos.
09 – Cite as Artérias que irrigam o Coração.
10 – Diferencie as Artérias Subclávias (direita e esquerda) e as Carótidas Comuns
(direita e esquerda) em relação as suas origens.
11 – Cite os locais de verificações de Pulsos.
12 – Cite os valores normais e as variações de Pulso.
13 – Cite as principais Veias do Corpo Humano e seus locais de drenagens.
14 – Sobre o Coração, descreva:
a) Camadas; b) Localização; c) Volume.
15 – Fale sobre o Pericárdio.
16 – Comente Sobre as Câmaras do Coração.
17 – Descreva a Circulação Pulmonar.
18 – Descreva a Circulação Sistêmica.
19 – Dê as funções do Sistema Linfático.
20 – O que e Linfa.
21 – Comente sobre os Linfonodolos.
22 – Quais as Funções do Baço?

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23 – Dê o nome das seguintes Artérias:

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ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA

CAPÍTULO VI – SISTEMA RESPIRATÓRIO

1 - Conceito

É constituído por um conjunto de órgãos com capacidade de realizar trocas


gasosas, a hematose, absorvendo oxigênio (O2) e eliminando gás carbônico (CO2).

2 - Constituição

O Sistema Respiratório é constituído por dois pulmões e pelas vias respiratórias


externas (nariz, faringe, traquéia e brônquios), estas vias têm por função conduzir o ar
do meio externo para os pulmões e vice-versa, com também filtrar, pré-aquecer e
umedecer o ar inspirado.

3 - Cavidade Nasal

É a entrada das vias respiratórias, sendo dividida pelo septo nasal em cavidade
nasal direita e esquerda. Na cavidade nasal encontramos pequenos orifícios que a
colocam em contato com os seios paranasais.
a) Seios Paranasais: são espaços que contem ar e que se comunicam com a
cavidade nasal e são comumente assimétricos, e incluem os seios maxilar, frontal,
etmóidal e esfenoidal. A principal função é manter os ossos do crânio mais leves e
secundariamente fornecer muco para a cavidade nasal e agir como câmaras de
ressonância para a produção do som.
OBS1.: A inflamação de sua mucosa produz as sinusites.
A mucosa nasal apresenta propriedades como:
*Retenção de substâncias do ar pelos cílios nasais;
*Formação de muco, que facilita a retenção de substâncias e mantêm a umidade
natural da mucosa;
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*Pré-aquecimento do ar inspirado através da rede venosa;


*Olfação através das células olfativas.
b) Conchas nasais: proeminências ósseas revestidas pela mucosa respiratória.
c) Meatos: Espaços delimitados pelas conchas, pelos quais o ar circula através
do nariz para faringe e para os seios paranasais.

4 - Faringe
É um órgão tubular músculo membranoso, que tem aproximadamente 12,5cm de
comprimento e se estende da base do crânio até o esôfago, localizado a frente da porção
cervical da coluna Vertebral, e por trás das Cavidades Nasal, Oral e da laringe. Logo
temos a seguinte divisão: Orofaringe (OF), Nasofaringe (NF) e Laringofaringe (LF).
Sua função é de conduzir o ar – Respiração

Faringe: Vista Posterior


OBS2.: Serve como órgão de condução para 2 Sistemas: Sistema Respiratório e
Sistema Digestório.

5 - Laringe

É um órgão tubular, situado abaixo do osso hióide, acima da traquéia e por


diante da faringe (porção laringo-faringe). É constituída por cartilagens, músculos e
ligamentos, destacando a cartilagem Epiglótica, cuja função é de levantar-se no
momento da respiração ou fonação (abrindo o ádito da laringe) e abaixar-se no
momento da deglutição dos alimentos e líquidos (fechando o ádito da laringe).

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Apresenta uma saliência denominada de proeminência da laringe (também


conhecida como “Pomo-de-Adão”) cuja é mais elevada no homem.
As suas funções são:
*Umedecer, aquecer o ar e reter as partículas das substâncias estranhas do muco
secretado por sua mucosa;
*Impedir a penetração de corpos estranhos, pela ação da epiglote;
*Ser responsável pela fonação, através da vibração das pregas vocais (também
conhecidas como “cordas vocais” ou “verdadeiras pregas”) e da atuação dos músculos
da laringe.

Laringe: vista posterior Laringe: vista anterior


6 - Traquéia

É um órgão tubular, cilíndrico, medindo de 9 a 12,5cm de


comprimento, constituída pela superposição de 15 a 20 anéis in-
completos , em forma de “C” ( representando 2/3 da traquéia),
glândulas secretoras de muco e células epiteliais ciliadas. A parte
posterior da traquéia é composta por músculo , denominado
músculo traqueal (representando 1/3 da traquéia).
A Traquéia continua a laringe, em sentido caudal, sendo
continuada em seguida pelos Brônquios.
A traquéia possui a função de conduzir o ar inspirado.
OBS2.: Todos os Anéis encontram-se unidos entre si, através de ligamentos
denominados de Ligamentos Anulares.

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OBS3.: Cricotireostomia (FIG. A): Incisão realizada no Lig. Cricotireóideo


na obstrução respiratória aguda. Traqueostomia (FIG. B): Incisão realizada em
nível dos anéis da traquéia (3º ou 4º), e após é inserida uma cânula para
manutenção do acesso às vias aéreas.

FIGURA A FIGURA B

7 - Brôquios

Os Brônquios correspondem tubos, originados a partir da bifurcação da


Traquéia, em nível do espaço mediastino.
São divididos em: *Brônquio Principal; *Brônquio Lobar; e *Brônquio
Segmentar. Ao conjunto representando pelos Brônquios damos o nome de Árvore
Bronquial.
*Brônquio Principal: em número de 02,
sendo um Direito (1) e outro Esquerdo (2). São
originados diretamente pela bifurcação da Traquéia.
*Brônquio Lobar : originado pela subdivi-
são dos Brônquios Principais. Apresentam-se em
número de 03 para o lado direito; e 02 para o lado
esquerdo. Ventilam os Lobos do Pulmão.
*Brônquio Segmentar : Subdivisão dos Brôn-
quios Lobares, ventilam os segmentos Broncopulmo-
nares, terminando em nível dos Alvéolos Pulmonares.

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8 - Pulmões

São órgãos em forma de cone, em número de 02, estão localizados na cavidade


torácica, apoiados sobre o M. Diafragma. Delimitam entre si, o espaço mediastinal,
constituídos de um tecido com aspecto esponjoso. Pesam aproximadamente 1200Kg no
homem e 900g na mulher, sendo que o pulmão direito é mais volumoso do que o
esquerdo.
Os pulmões estão divididos por fissuras.
*Pulmão Direito: apresenta duas fissuras: a fissura oblí-
qua (1) e a fissura horizontal (2) , cujas dividem esse
pulmão em três lobos: lobo superior direito (3); lobo mé-
dio direito (4) ; e lobo inferior direito (5).

*Pulmão Esquerdo: apresenta apenas a fissura oblíqua


(6) , que divide esse pulmão em dois lobos: lobo superior
esquerdo (7) e lobo inferior esquerdo (8).

Cada pulmão é revestido por uma dupla membrana denominada de pleuras:


*Pleura Parietal: forma as paredes do tórax, do lado correspondente;
*Pleura Visceral: recobre os pulmões.

Entre as duas pleuras existe a cavidade pleural, que contém pouquíssima quantidade de
líquido (líquido pleural) de coloração clara, suficiente para permitir o deslizamento sem
atrito dos pulmões sobre a parede do tórax.

O interior do pulmão é a mais extensa superfície do corpo em contato com o


meio ambiente. No adulto normal esta área é aproximadamente do tamanho de uma
quadra de tênis.

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9 – Fisiologia da Respiração

a) Mecânica Respiratória: consiste nos movimentos alternados de contração e


descontração do tórax para a entrada e saída do ar dos pulmões (movimentos
de inspiração e de expiração).

Na inspiração, ocorre a dilatação da cavidade torácica, que se obtem pelo


movimento das costelas, que se erguem e pelo diafragma que se contrai. No momento
da expiração, a caixa torácica deverá diminuir de tamanho, devido ao abaixamento das
costelas e relaxamento do diafragma.

OBS4.: No indivíduo adulto, verifica-se a sua freqüência respiratória


observando os movimento de inspiração e expiração, sendo considerado uma
respiração (ou incursão respiratória). Assim, contado esses movimentos em um
minuto, logo temos:
• 16 a 20 Irpm (Incursões respiratórias por mim) = Eupnéia (normal);
• Abaixo de 16 Irpm = Bradpnéia;
• Acima de 20 Irpm = Taquipnéia.

b) Trocas Gasosas: consiste no intercambio de gases entre o sangue venoso e os


alvéolos pulmonares. Nos alvéolos encontramos oxigênio que foi retirado do ar
inspirado, este oxigênio passa o sangue venoso o qual carrega gás carbônico, este por
sua vez passa para os alvéolos e é eliminado no momento da expiração.

c) Tipos de Respiração:

*Eupnéia: respiração normal, de repouso;


*Apnéia: cessação temporária da respiração;
*Dispnéia: dificuldade em respirar;
*Hiperpnéia: aumento na profundidade respiratória;
*Ortopnéia: incapacidade de respirar facilmente numa posição horizontal;

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*Taquipnéia: respiração excessivamente e superficial.


*Respiração de Cheyne-stoques: é um tipo de respiração periódica, isto é, uma
respiração caracterizada por movimentos respiratórios que vão se tornando
profundos intercalados por período de apnéia.

d) Controle Automático da Respiração: o centro respiratório encontra-se


localizado na Medula Oblonga (também chamado de bulbo ou bulbo raquidiano), e
trabalha de forma involuntária e automática; mas, existem alguns fatores que podem
estimulá-la, tais como: mudança da reação química e da composição do sangue; reflexos
nervosos e psíquicos. O fator excitante da respiração mais importante é o nível de gás
carbônico no sangue.

e) Fenômenos Respiratórios:

*Tosse: é um mecanismo para desobstruir as vias aéreas. Geralmente, é uma


resposta reflexa à irritação das vias respiratórias nas quais os impulsos transmitidos para
a Medula Oblonga (bulbo) desencadeiam uma seqüência automática de eventos.
*Espirro: o espirro pode ser descrito como uma tosse respiratória superior. Nos
estágios preparatórios, mais e mais ar é inspirado e no clímax, o ar é expulso com uma
força explosiva.
*Bocejo: o bocejo ajuda mais intensamente a respiração ventilando o pulmão de
maneira completa.
*Soluço: o soluço é uma resposta anormal que não serve a nenhum propósito
útil conhecido. É uma contração espasmódica do diafragma, resultando estímulo do
diafragma ou de um centro respiratório no encéfalo e causado por substancias no sangue
ou por anormalidades circulatórias.

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ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA

CAPÍTULO VII – SISTEMA DIGESTÓRIO

1 – Introdução

O Sistema Digestório compreende um conjunto de órgãos adaptados para a


ingestão e mastigação de alimentos, secreção de substâncias que produzem alterações
químicas nos alimentos, absorção e assimilação das substâncias nutritivas e eliminação
dos resíduos da digestão. Assim, as funções dos órgãos, são as de eliminação de
resíduos sob a forma de fezes.
Os órgãos digestórios estão revestidos por células epiteliais que possuem, mas
seguintes funções:
*Fabricar o muco, que permite o deslizamento do bolo alimentar;
*Secretar enzimas que modificam quimicamente os nutrientes, tornando-os
absorvíveis.

2 - Divisão Anatômica

O Sistema Digestório é dividido, de acordo com critérios funcionais em duas


partes: canal alimentar e órgãos anexos.

3 - Canal Alimentar

Tubo apresentando 10 a 12m de comprimento, se estendendo da cabeça à pelve.


Ao longo deste tubo os alimentos vão sofrendo transformações visando reduzi-los até
seu constituintes elementares, sendo representado pelas seguintes estruturas:

*Boca (1) ; *Esôfago (3); *Intestino Delgado (5);


*Faringe (2); *Estômago (4); *Intestino Grosso (6);

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3.1 – Boca

É a primeira porção do canal alimentar, comunica-se com o meio externo pelos


lábios e com a faringe pelo ístmo das fauces. Está limitada lateralmente pelas
bochechas, superiormente pelo palato e inferiormente pelo assoalho da boca.

a) Lábios: os lábios possuem uma superfície externa revestida pela pele: as


bordas livres e rosadas representam uma zona de transição da pele para a membrana
mucosa. O interior dos lábios consiste em fibras musculares estriadas com tecido
conjuntivo fibroelástico.
b) Bochechas: as bochechas situadas na parede lateral da boca e revestida por
epitélio pavimentoso estratificado, contem vários músculos acessórios da mastigação,
entre os quais se destacam os bucinadores, que impedem o alimento de escapar da ação
trituradora dos dentes.

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c) Dentes: são órgãos rijos e esbranquiçados, implantados na maxila e


mandíbula. São responsáveis pela mastigação dos alimentos, nos quais se observam:
*Coroa: é a parte visível do dente;
*Raiz: implantada na mandíbula e na maxila. Fixa o dente nessas estruturas
através de articulações do tipo gonfose;
*Colo do dente: região estreitada entre a coroa e a raiz, circundado pela gengiva;
*Dentina: formada por substâncias orgânicas calcificadas e sais minerais.
Constitui o corpo do dente;
*Esmalte: reveste externamente a dentina com a finalidade de protegê-la;
*Cemento dentário: é um tecido ósseo modificado que reveste a raiz do dente.

Os dentes participam do processo da mastigação e são desenvolvidos em duas


etapas:
*Dentição Decídua = 20 Dentes: 08 Incisivos; 04 Caninos; 08 Molares. Inicia-
se aproximadamente aos 06 (seis) meses de idade.
*Dentição Permanente = 32 Dentes: 08 Incisivos; 04 Caninos; 04 Pré-Molares;
12 Molares. Inicia-se a substituição por volta dos 06 (seis) ou 07 (sete) anos de idade.
d) Língua: Órgão muscular envolvido na mastigação, fonação, e também com o
sentido especial da Gustação. Auxilia na condução dos alimentos para os dentes
executarem a digestão mecânica, através da mastigação.

3.2 – Faringe

É uma estrutura que pertence tanto ao sistema


digestório como ao sistema respiratório , pois
comunica-se com as cavidades nasais, oral, esofágica
e laríngea. Sendo assim, está dividida em três porções:
porção nasal - PN (nasofaringe), porção oral (orofarin-
ge) e porção laríngea da faringe (laringo-faringe). Tem
como função participar na:

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a) Deglutição: processo em que o palato mole se ergue contra a parede da


faringe, a epiglote (ou cartilagem epiglótica) fecha o adito da laringe, a língua
comprime-se contra o palato, deslocando o alimento para a faringe que, através das
contrações musculares, propulsiona o alimento para o esôfago.

b) Defesa do organismo: na cavidade faríngea não encontramos grupos de


células linfáticas que defendem o organismo contra agentes patogênicos e suas toxinas,
como as tonsilas faringeas (anteriormente chamadas de amígdalas).

c) Audição: o óstio faríngeo da tuba auditiva comunica a faringe com o ouvido


médio (através da tuba auditiva), possibilitando o equilíbrio das pressões entre essas
duas cavidades.

3.3 – Esôfago

Tubo Fibro-Músculo-Mucoso, estreitado, que mede 25cm de cumprimento,


responsável por conduzir o bolo alimentar, da Faringe para o Estômago, através de seus
movimentos peristálticos. Para facilitar tal evento, ocorre em sua mucosa a produção de
muco, que irá lubrificar o bolo alimentar.

3.4 – Estômago

É uma dilatação do Canal Alimentar, onde os alimentos permanecem, até que


sejam convertidos em quimo, através da ação do suco gástrico, e dos movimentos de
mistura proporcionados por sua musculatura.

Comprimento = 25 cm
Largura = 25 cm
Capacidade de Armazenamento: 1,5 litro

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É dividido em três secções:


1ª - Fundo gástrico: localiza-se na parte superior, projetando-se em direção ao
diafragma, tendo a função de acumular gases oriundos da digestão;
2ª - Corpo gástrico: corresponde à maior porção do estômago.
3ª Parte ou porção Pilórica: parte final do estomago.

OBS1.: Comunicando o esôfago com o estômago, observamos o óstio cárdico


ou cárdia.
OBS2.: Comunicando o estômago com o duodeno, observamos o óstio
pilórico ou piloro.
OBS3.: No estômago ocorre a quebra do bolo alimentar, com auxílio do suco
gástrico e enzimas, transformando-o em quimo, uma substância pastosa e com Ph
ácido, que será conduzida para o duodeno (1ª porção do intestino delgado).

O estômago é formado inteiramente por uma mucosa gástrica que secreta de 1,5
a 2,5 litros de suco gástrico por dia, de forma automática, através de:
*Estímulos psíquicos: provocados por apetite, odores, apresentação de alimento,
etc.
*Reflexos nervosos: aos a estimulação das papilas gustativas.
*Entrada de alimento no estômago: quando ocorre a formação do hormônio
gastrina que, ao ser lançado na circulação sanguínea, estimula a formação de secreção
gástrica.

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3.5 - Intestino Delgado (ID)

Anteriormente descrito como “intestino fino”, corresponde a um longo tubo, que


continua o estômago, que mede entre 6 e 8 metros de comprimento sendo continuado
pelo Intestino Grosso. Participa do processo final de digestão dos nutrientes presentes
no quimo. Corresponde ao segmento do Canal Alimentar onde ocorre a Absorção dos
Nutrientes para o Sangue.

Está subdividido anatomicamente em 02 porções:

1ª Duodeno: Corresponde a parte fixa do ID. Inicia após o Óstio Pilórico, sendo
a porção mais curta do ID, e termina a nível da flexura duo-
deno-jejunal (5). Está dividido em quatro porções: ampola
duodenal (1); porção descendente (2); na qual desembocam
os ductos colédoco (que traz a bile) e pancreático ( que traz
o suco pancreático), que irá transformar o quimo em quilo,
que corresponde a uma substância liquida - pastosa, que será
conduzida para o jejuno-íleo, onde será ser retirado os nutrientes que cairão na corrente
sanguínea; porção horizontal ou transversa (3) e porção ascendente (4).

2ª Jejuno-Íleo: Inicia em nível da flexura duodenojejunal,


e termina o óstio Ileal (Ileocecal) . Está envolvido diretamente
com a absorção dos nutrientes para o sangue, em razão de sua
mucosa apresentar projeções cônicas denominadas vilosidades
intestinais.
A mucosa intestinal secreta o suco entérico, cuja composi-
ção química é: água, sais minerais, muco e as seguintes enzimas:
*Amilase: atua sobre os amidos;
*Lípase: atua sobre as gorduras, transformado-as em glicerol e ácido graxo;
*Maltose = Sacarose e Lactose: agem sobre o açúcar;
*Peptidases: são varias ensimas que atuam sobre as proteínas, transformando-as
em aminoácidos.
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3.6 - Intestino Grosso (IG)

Corresponde ao último segmento do canal alimentar,


medindo 1,5 metro aproximadamente.Começa no óstio íleo-
cecal e termina no ânus. No IG é confeccionado o bolo fecal.
Nenhuma substância nutritiva é absorvida em nível do IG ,
apenas Água e Eletrólitos.

Está Sub-dividido, seqüencialmente, em 06 porções:


a) Ceco (1): é o segmento inicial do IG, que apresen-
ta forma de fundo de saco;

OBS4.: Apêndice Vermiforme: fino e curto segmento tubular, que


representa uma expansão do Ceco, localizada em sua parede ínfero-medial (na
região inguinal direita). Apresenta Natureza Linfóide.
OBS2.: APÊNDICITE: corresponde a inflamação no apêncide vermiforme. O
paciente refere, normalmente, dor na Região Inguinal Direita.

b) Colo ascendente (2): Continua para cima o Ceco, percorre toda região lateral
direita (ou flanco direito) e estende-se até a face inferior do fígado (na região do
hipocôndrio direito).
c) Colo transverso (3): Vai do hipocôndrio direito ao hipocôndrio esquerdo,
cruzando à região umbilical.
d) Colo descendente (4): Vai do hipocôndrio esquerdo até a crista ilíaca do osso
do quadril, a partir da qual, é continua pelo colo sigmóide.
e) Colo sigmóide (5): Apresenta um aspecto sinuoso, se estendendo da região
inguinal esquerda até a hipogástrica, quando então será continuado pelo reto.
f) Reto (6): Assim denominado pelo aspecto quase retilíneo que apresenta ao
longo de sua extensão. Inferiormente apresenta uma porção mais dilatada denominada
ampola do reto. O reto termina ao perfurar o diafragma pélvico, sendo continuado até o
meio externo, pelo canal anal.

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g) Canal Anal: Segmento final do canal alimentar, apesar do curto trajeto que
apresenta, 3cm, algumas formações associadas a este segmento são de relevada
importância funcional. O canal anal abre-se para o meio externo através do ânus.

4 – Órgão Anexos ou Glândulas Anexas

As glândulas anexas são glândulas que apresentam atividade exócrina associada


a alguns segmentos do canal alimentar, responsáveis por produzir e secretar para estes
compartimentos, um fluído contendo substâncias denominadas enzimas.
As Enzimas agem sobre os alimentos, produzindo uma digestão química.
As glândulas anexas constituem formações individualizadas, localizando-se nas
proximidades do canal alimentar, e que, através de escoamento, lançam nesse canal os
seus produtos de elaboração. Essas glândulas estão representadas pelas glândulas
salivares (em relação à boca), fígado, vesícula biliar e o pâncreas (em relação com o
duodeno, na cavidade abdominal).

a) Glândulas Salivares: as glândulas salivares são divididas em dois grupos,


que são: glândulas salivares menores e menores.

*Glândulas salivares menores: estão disseminadas nas paredes da boca,


recebendo a denominação de glândulas labiais (lábios), palatinas (palato duro e palato
mole), linguais (língua) e molares (bochechas).

*Glândulas salivares maiores: estão dispostas ao redor da boca formando uma


espécie de ferradura presa à mandíbula. São representadas por três pares que são as
glândulas parótidas, submandibulares e sublinguais.

Estas glândulas secretam 1 a 1,5 litros de saliva por dia, que é um líquido
aquoso, e ligeiramente insípido, composto basicamente por água e por enzimas, sendo a
palatina a que atua sobre os carboidratos.

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b) Fígado: é a glândula mais volumosa do corpo humano ,


tem função mista. Sua secreção endócrina corresponde a gli-
cose, enquanto a Exócrina é liberada no duodeno , sendo
denominada bile. Possui peso de aproximadamente 1,5Kg.
No vivo, juntamente com o sangue circulante, o Fígado pesa
2Kg.

Desempenha as seguintes funções:


*Secreção da bile: composto por bilirrubina, ácidos biliares, excretas do
metabolismo, corpos estranhos;
*Metabolismo dos lipídeos, proteínas e carboidratos: transforma essas
substâncias em elementos que possam ser transformados pelo sangue e utilizados pelos
tecidos;
*Armazenamento das vitaminas, sais minerais e carboidratos;
*Participam na processo de formação, destruição e regulação do volume de
sangue;
*Produção de alguns elementos da coagulação; heparina, protrombina;
*Destruição do hormônio estrógeno;
*Desintoxicação, através da neutralização de substâncias tóxicas.

c) Vesícula Biliar:
Função: Armazenar e concentrar a bile
*Patologia Comum: Colecistite.

d) Pâncreas

Considerado como órgão de secreção interna, pois


sintetiza os hormônios insulina e glucagon, que são lança-
dos na corrente sanguínea, onde irão agir sobre a glicose,
mas secreta também o suco pancreático.

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5 – Processos fisiológicos

a) Digestão: o processo da digestão envolve a quebra enzimática do alimento


em produtos que podem ser absorvidos a partir do trato intestinal para a corrente
sanguínea.
b) Absorção: a absorção dos produtos finais da digestão ocorre quase que
exclusivamente no intestino delgado. Ainda que alguma glicose, álcool e água sejam
absorvidos no estomago, a quantidade assim absorvida é desprezível. Nutrientes
orgânicos não são absorvidos pelo intestino grosso, porem quantidades significativas de
água e sais o são.

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ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA


SISTEMA RESPIRATÓRIO E DIGETÓRIO
EXERCICIO DE FIXAÇÃO – 3ª AVALIAÇÃO

01 – Conceitue o Sistema Respiratório.


02 – Cite as estruturas que compõem o Sistema Respiratório.
03 – Quais as propriedades da mucosa da Cavidade Nasal?
04 – Qual a função da Faringe (no Sistema Respiratório) ?
05 – Qual a função da Laringe?
06 – Descreva a Traquéia e sua função.
07 – O que são Brônquios? Como estão divididos?
08 – Cite as diferenças entre os Pulmões.
09 – Descreva as Pleuras.
10 – Qual a importância do Liquido Pleural?
11 – Cite os tipos de Respiração.
12 – Comente sobre o Sistema Digestório.
13 – Cite os Órgãos que compõem o Sistema Digestório.
14 – Comente o Processo de Digestão, ocorrido na boca.
15 – Quais as funções dos Dentes?
16 – Quais as funções da Língua?
17 – Cite as funções da Faringe ( no Sistema Digestório) ?
18 – Cite as funções do Esôfago.
19 – Comente o Processo de Digestão, ocorrido no Estomago.
20 - Comente o Processo de Digestão, ocorrido no Duodeno.
21 – Qual a função do Intestino Delgado.
22 – Qual a função do Intestino Grosso.
23 – Cite as divisões do Intestino Grosso.
24 – Cite as Principais funções do Fígado (no Processo Digestório).
25 - Cite as Principais funções do Pâncreas (no Processo Digestório).
26 – Fale sobre o Apêndice Vermiforme.
27 – Fale sobre a Vesícula Biliar.

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CAPÍTULO VIII - SISTEMA URINÁRIO (RENAL OU EXCRETOR)

1 - Conceito

Conjunto de órgãos responsáveis pela formação e eliminação da urina, sendo


que, a urina representa um dos veículos utilizados para excreção de resíduos originados
pelo metabolismo das células.

O sistema urinário é formado por um conjunto de órgãos que filtram o sangue,


produzem e excretam a urina – o principal líquido de excreção do organismo. Podendo
também ser excretado pela respiração e transpiração.

Os órgãos que compõem o sistema urinárior são: rins, ureteres, bexiga e uretra.

Figura 1
Figura 2

Figura 1: Sistema Urinário de um Adulto;


Figura 2: Sistema Urinário de um Feto de 5 meses.

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2 - Rins

Os rins são órgão pares, medindo cerca de 12 cm de altura, 6cm de largura e de 3


a 4 cm de espessura, possui um cor marron-avermelhada, com uma forma semelhante a
um grão de feijão, com 125 a 170g no homem e 115 a 155g na mulher (adulto).

Situam-se na parte dorsal do abdômen, logo abaixo do diafragma e atrás do


peritônio (sendo assim chamados de órgãos retroperitoniais), um de cada lado da coluna
vertebral, em média na porção lombar (entre a XII vértebra torácica e a III lombar) onde
o rin direito localiza-se um pouco mais inferior que o esquerdo, devido à presença do
fígado. Em cima de cada rin encontramos a glândula supra-renal, nessa posição estão
protegidos pelas ultimas costelas e também por uma camada de gordura, o corpo
adiposo perirrenal (ou gordura perirrenal).

Possuem uma cápsula que o reveste externamente, a cápsula fibrosa ou fibro-


adiposa, que o protege, uma camada média o córtex renal e a terceira camada que
representa a camada interna, a medula renal. Possui duas margens, medial (com aspecto
convexo, côncavo e convexo) e outra lateral (com aspecto convexo em toda sua
extensão), as quais separam as faces anterior e posterior. Em sua margem medial,
observamos o hilo renal (porta de entrada e saída das estruturas), local onde se
encontram artérias e veias renais, vasos linfáticos, plexos nervosos e o ureter, esta
ultima estrutura se prolonga até desembocar na bexiga.

Cada rim é composto por três camadas, que recebem os seguintes nomes:
*Camada externa: Cápsula renal (envolve diretamente o rim);
*Camada média: camada cortical ou córtex renal;
*Camada interna: camada renal ou medula renal.

Cada rin é formado de tecido conjuntivo que sustenta e da forma ao órgão, e por
milhares ou milhões de unidades filtradoras, os néfrons. Entre 1 a 2 milhões por rin os
néfrons são estruturas constituídas por um conjunto de túbulos por onde passam a urina
processada, esta desemboca na pelve renal, posteriormente no ureter até chegar a
bexiga.

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a) Néfrons: é a unidade anátomo-funcional dos rins, correspondendo a uma


longa estrutura tubular microscópica, sendo nele que a urina é elaborada. É formado
por:
*Glomérulo: são minúsculos novelos capilares onde o sangue é filtrado.
*Cápsula glomerular (Bowman): é uma parede dupla que envolve cada
glomérulo.
*Túbulos renais: são longos túbulos que se originam na cápsula glomerular e
desembocam nos cálices renais. Assim, temos: túbulo contorcido (ou contornado)
proximal, Alça de nefrótica (Alça Helen) e o túbulo contorcido ( ou contornado distal),
este desemboca em um tubo (ou túbulo) coletor.

Figura 4: Ilustração da composição de um néfron.

Figura 4

Os glomérulos fazem parte dos néfrons. São formados por tufos de capilares
sanguíneos fenestrados, alimentados por arteríolas, possui o papel fundamental de
filtração sanguínea e produção urinária o chamado filtrado glomerular.

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Figura 5: Ilustração de um glomérulo.

Figura 5

c) Córtex renal: periférica e clara. Encontra-se:

*Colunas renais: projeções do córtex localizadas entre as porções da


medula renal.
**Medula renal: central e escura.
- Encontra-se:
*Pirâmides renais: correspondem a própria medula renal.
**Papila renal: ápice das pirâmides.

d) Cálices renais: são locais onde desembocam os condutos papilares.

*Cálices renais menores: iniciam as vias urinárias se articulando com a


papila renal para receber a urina produzida pelo Néfron.
**Cálices renais maiores: são constituídos pela reunião dos cálices
menores, conduzem a urina para a pelve renal.

e) Pelve renal: Corresponde à junção dos cálices renais. Esta estrutura possue
um aspecto infundibular constituída, sendo pela reunião dos cálices, sua
extremidade afilada e continuada pelo ureter.

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Figura 6
Figura 6: Corte coronal do rin, demonstrando sua configuração interna.
OBS1.:Os CÁLCULOS RENAIS são formações sólidas compostas de sais
minerais e uma série de outras substâncias, como oxalato de cálcio e o ácido úrico.
Essas cristalizações podem migrar pelas vias urinárias causando muita dor e
complicações. Os cálculos podem atingir os mais variados tamanhos, indo desde
pequeninos grãos, como os de areia, até por exemplo chegarem ao tamanho do
próprio rim. Eles se formam tanto nos rins quanto na bexiga. O cálculo renal é
também chamado de litíase urinária e, popularmente, de pedra no rim.

Hemodiálise
*O que é a hemodiálise?

É um procedimento que filtra o sangue através de um dialisador, em pacientes


com insuficiência renal, devido a falência dos mecanismos secretores dos rins, sendo
retiradas do sangue substâncias que quando em excesso trazem prejuízos ao corpo,
como a uréia e creatinina.
Na hemodiálise, o sangue é obtido de um acesso vascular (cateter venoso central
ou fístula artério-venosa) e impulsionado por uma bomba até o filtro de diálise,. No

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dialisador, o sangue é exposto à solução de diálise através de uma membrana


semipermeável, permitindo assim, as trocas de substâncias entre o sangue e a solução.

Após ser retirado do paciente e passado através do dialisador, o sangue “filtrado”


é então devolvido ao paciente pelo acesso vascular.

-Formação da Urina:

Os glomérulos filtram o sangue arterial proveniente das arteríolas aferentes


originando a urina primária. A urina primária assemelha-se ao plasma sanguíneo, mas
sem proteínas e outras substancias de peso molecular grande. A urina primaria passa da
cápsula glomerular para os túbulos renais, onde haverá uma reabsorção seletiva de água,
sais e outros elementos. Esse produto final, a urina propriamente dita, passa para os
condutos papilares, destes para os cálices renais e acumulam-se na pelve renal, onde são
conduzidas para os ureteres de forma ininterrupta.

-Fatores que alteram a formação da urina:

1- Alteração do volume sanguíneo: devido à urina ser derivada do sangue;


2- Alteração da pressão arterial (PA): a PA irá interferir não só na propulsão
do sangue pelos capilares como também na diferença de pressão entre capilar arterial e a
cápsula glomerular.
3- Hormônios:
3.1 - Adiuretina ou Anti-diuretico: formado na hipófise, aumenta a
reabsorção de água dos túbulos renais para a circulação sanguínea.
3.2 – Aldosterona: secretado pela supra-renal, estimula a reabsorção de
água e sódio e a eliminação de potássio.

-Características da Urina:
1- Volume: 1 a 1,5 litros por dia.
2- Densidade: entre 1,010 a 1,020.

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3- Excretas nitrogenadas: resultado do metabolismo das proteínas, como: ácido


úrico, creatinina, uréia.
4- Sais inorgânicos e orgânicos: cloreto de sódio, ácido fosfórico, potássio, etc.
5- Pigmentos:o urobilinogênio fornece a cor amarela.
6- Hormônios, vitaminas, medicamentos, substâncias estranhas.

3- Ureter

São dois tubos musculares de 25 a 30cm de comprimento, e três milímetros de


diâmetro. Descem então dos rins até à cvidade pelvica, passando por trás dos órgãos do
trato gastrointestinal, retroperitonealmente. A sua passagem junto de outras estruturas
condiciona estruturas, provocando assim estreitamentos, onde é mais freqüente um
cálculo renal (pedra dos rins) ficar retido gerando obstrução: estas estruturas incluem, a
artéria ilíaca, o rebordo ósseo da Pelve e quando da entrada na Bexiga. Os ureteres
entram na Bexiga posteriormente, envolvida pelas diversas camadas musculares da
bexiga, de modo a prevenir o refluxo da urina.
A função dos ureteres é de receber a urina da pelve renal e conduzi-la para a
bexiga por meio de propulsão. O método é a contração por peristalse (em ondas) da sua
camada de músculo liso. Esta contração é completamente inconsciente.

Figura 7 Figura 8 Figura 9


Figura 7: Representação esquemática dos Sistema Urinário Feminino;
Figura 8: Representação esquemática dos Sistema Urinário Masculino;
Figura 9: Representação esquemática dos Sistema Urinário, demostrando os órgão
constituintes.
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4 - Bexiga Urinária

É uma bolsa muscular, responsável por receber a urina e armazená-la


temporariamente. Sua forma e localização é variável de acordo com a quantidade de
urina armazenada. Está situada na parte posterior da sínfese púbica. Ela está separada do
reto, no homem, pelas vesículas seminais e na mulher pela vagina e útero.

OBS2.: Armazenamento: a capacidade média de armazenamento pela bexiga é


de 300 a 400 ml de urina.

Figura 11 Figura 12
Figura 10

Figura 10: Demonstração da configuração interna da Bexiga Urinária;


Figura 11: Sistema Urogenital Feminino em corte sagital;
Figura 12: Sistema Urogenital Masculino em corte sagital.

É uma bolsa de parede elástica, dotada de musculatura lisa, cuja função é


acumular a urina produzida nos rins. Quando cheia, a bexiga pode conter mais de ¼ de
litro (250ml) de urina que é eliminada periodicamente através da uretra.

Dividida anatomicamente em: ápice (anterior), corpo, fundo (posterior), colo.


Sua túnica muscular é composta por músculo liso, possuindo fibras musculares
entrelaçadas em todas as direções, originando o músculo destrussor. A túnica mucosa da
maior parte da bexiga vazia é pregueada, mas estas pregas desaparecem quando a
bexiga está cheia. A área da túnica mucosa que reveste a face interna da base da bexiga
é chamada de trígono da bexiga.

O sistema nervoso autônomo parassimpático é o responsável pela contração da


musculatura da bexiga, resultando na vontade de urinar.

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5 - Uretra

É um órgão tubular ímpar, que conduz a urina da bexiga para o meio externo. Na
sua porção inicial, existe o esfíncter interno da uretra, de contração involuntária,
impedindo a saída da urina da bexiga, logo abaixo do esfíncter interno encontramos o
esfíncter externo, que é de contração voluntária.
Esse órgão parte da bexiga e termina, na mulher, na região do pudendo (vulvar)
e no homem, na extremidade do pênis, abrindo-se para o meio externo em ambos o sexo
por um orifício denominado de óstio externo da uretra.

Na mulher, a uretra tem apenas uma porção

e está logo detrás da sínfise púbica e anteriormente à


vagina e tem apenas 4 cm. Passa no diafragma
urogenital que contém músculo esquelético sob a
forma do esfíncter uretral externo (voluntário).
Existem várias glândulas parauretrais, análogas
femininas da próstata masculina, ativadas na função
sexual mas sem função importante (alguma
lubrificação). O Óstio uretral externo localiza-se
logo acima da vagina, e debaixo do clitóris,
protegida pelos grandes lábios do pudendo. Figura 13

Figura 13: Sistema Urogenital Feminino em corte sagital, enfatizando o tamanho e o


trajeto da uretra.

A uretra masculina,é um tubo estreito, musculomembranoso, que se estende da


bexiga até o óstio externo da uretra. Segue por um caminho tortuoso (sinuoso), cujo
comprimento é de aproximadamente 20cm e está dividida em três porções:

1-Uretra prostática (1) : com cerca de 3cm de comprimento, começa no colo da


bexiga e atravessa a próstata até o ligamento triangular.

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2-Uretra membranosa (2) : com cerca de 1cm de comprimento, liga o pênis à


uretra prostática.
3-Uretra esponjosa (porção peniana) (3) : com cerca de 16cm de comprimento,
estende-se do ligamento triangular até o óstio externo da uretra.

Figura 14 Figura 15
OBS3.: Em cada micção são eliminados em torno de 250 ml de urina. A
uretra masculina participa tanto na micção como na ejaculação.

Figura 14: Sistema Urogenital Masculino em corte sagital, enfatizando o


tamanho e o trajeto da uretra.

Figura 15: Sistema Urogenital Masculino em corte sagital, enfatizando as


porções da uretra

Na porção esponjosa (3), a mais longa, ela cursa pelo corpo esponjoso do pênis.
Nesta porção existem glândulas produtoras de muco (muitas pequenas glândulas de
Littré), que secretam lubrificante sexual. Também é na uretra esponjosa que se abrem os
ductos das glândulas bulbouretrais. A uretra na glande dilata-se formando a fossa
navicular e termina no meato da glande do pênis.

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ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA


CAPITULO IX - SISTEMA GENITALMASCULINO E FEMININO

1 - Conceito

O sistema reprodutor é responsável pela perpetuação da espécie: compreende os


órgãos produtores das células sexuais e as vias condutoras.

2 - Sistema genital masculino

Os órgãos genitais masculinos são divididos de acordo com suas estruturas


anatômicas e funcionais em:
*órgãos secretores dos espermatozóides (células sexuais): testículos;
*vias condutoras dos espermatozóides: ductos dos testículos, epidídimo,
ductos deferentes, ductos ejaculatórios e uretra;
*órgão copulador: pênis;
*glândulas anexas: vesículas seminais, próstata, glândulas bulbo-uretrais;
*órgãos genitais externos: pênis e escroto.

2.1 – Testículos

São em número de dois, cada um é um órgão oval de cerca de 5cm de


comprimento, apresentam-se envolvidos pelo escroto e, após a puberdade, os
endocrinócitos intersticiais (ou células intersticiais de Leydig) produzem os hormônios
masculinos, a testosterona, que é responsável pelo desenvolvimento e manutenção dos
caracteres sexuais masculinos e também, pela maturação final dos espermatozóides,
além destas células encontramos as células de sustentação (ou células de Sertoli), que
são células nutritivas e de suporte.
O escroto é uma bolsa que se localiza posteriormente ao pênis, sustentado pelo
púbis. É uma continuação da parede abdominal e é dividido por um septo em dois sacos,
cada um com um testículo e seu epidídimo. A musculatura lisa do escroto contrai-se na
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presença da temperatura fria, esta contração faz com que os testículos fiquem
encostados no períneo, onde eles podem absorver o calor do corpo; na presença da
temperatura constante no seu interior, que é um fator fundamental para os testículos
secretarem os espermatozóides.

2.2 – Epidídimo

É a primeira porção do sistema de ductos do testículo. É um tubo enovelado que


se localiza na porção posterior do testículo e se estende da extremidade posterior até por
cerce de 4cm a partir de uma parte da extremidade superior aumentada (cabeça) para
baixo (corpo) até a cauda, cerca de 5m de tubo estão enovelados nessa pequena parte
terminal até o momento da ejaculação.

2.3 – Ducto deferente

É a continuação do epidídimo e termina no ducto ejaculatório.

2.4 – Vesículas seminais

São duas bolsas membranosas que se localizam à direita e à esquerda na parte


posterior da bexiga. As vesículas seminais secretam um liquido espesso, alcalino, que
contem nutrientes e que estimula a movimentação dos espermatozóides. Este líuido é
uma parte do líquido seminal, que é derivado da vesícula seminal para o ducto eferente
correspondente.

2.5 – Ductos ejaculatórios

Soa formados pela junção do ducto deferente com os ductos das vesículas
seminais, medem cerca de 2,5cm de comprimento que penetram na base da próstata e se
abrem na porção prostática da uretra.

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2.6 – Próstata

É um corpúsculo, do tamanho de uma castanha, que se localiza inferiormente à


bexiga, circunda a primeira porção da uretra e secreta um líquido fino, leitoso, alcalino
que auxilia na manutenção da viabilidade das células espermáticas.

2.7 – Uretra

É um órgão tubular responsável pelo transporte tanto do sêmen, quanto da urina.


Estende-se dos óstios internos ao externo da uretra, na extremidade distal do pênis.

2.8 – Glândulas bulbo-uretrais

São duas glândulas do tamanho de uma ervilha (aproximadamente), localizadas


inferiormente à próstata de cada lado da uretra. Elas descarregam uma secreção mucosa
lubrificante anterior à ejaculação, que também faz parte do sêmen.

2.9 – Pênis

É o órgão masculino da copu-


lação. É uma estrutura flácida , quando
não estimulada. É composto de três
colunas longitudinais de tecido erétil
(capaz de aumentar consideravelmente
quando repleto de sangue) , circundado
por tecido subcutâneo não adiposo e
coberto de pele . Duas das colunas
longitudinais , os corpos cavernosos do
pênis , encontram-se localizados dorsal-
mente e formam a maior parte do pênis.
A terceira coluna longitudinal , conheci-

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da como corpo esponjoso, encontra-se situada ventralmente, sendo atravessada pela


porção cavernosa ou peniana da uretra. Em sua parte distal, o corpo esponjoso expandi-
se subitamente para formar a glande do pênis, sobre a qual fica situada o óstio da uretra.
A pele do pênis é mais fina, mais pigmentada do que a pela do resto do corpo, é coberta
por pelos apenas na base e na parte terminal, dobra-se interna e dorsalmente sobre si
mesma, protegendo-se sabre a glande do pênis e formando p prepúcio.

Fisiologia da ereção

Normalmente, a ereção do pênis precede a ejaculação.no pênis rígido, devido à


respostas aos estímulos nervosos, os espaçamentos dos corpos cavernosos enchem-se de
sangue arterial, e o escoamento do sangue venoso é bloqueado através de válvulas. Os
espermatozóides armazenados do epidídimo são lançados no ducto deferente e, através
de contrações peristálticas, são levados em direção à uretra, recebendo nesse trajeto as
secreções produzidas pelas vesículas seminais, próstata e glândulas bulbo-uretrais.
Esse produto denominado sêmen ou esperma é expulso durante a ejaculação pelo
meato urinário. Em cada ejaculação são eliminados de 3 a 4ml de sêmen, que possui as
seguintes características:

*Contém de 200 a 500 milhões de espermatozóides;


*possui PH alcalino, para neutralizar a acidez vaginal e estimular a mobilidade
dos espermatozóides;
*possui enzimas para dissolver o muco vaginal.

Após a ejaculação, em resposta a estímulos nervosos antagônicos as válvulas se


abrem promovendo o relaxamento do pênis, ou seja, a sua volta à posição normal.

3 - Sistema Genital Feminino

Composto por dois ovários, duas trompas uterinas, útero, vagina e vulva (órgão
genital externo).

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3.1 – Ovário

São referidos como os principais órgãos reprodutores da mulher. São duas


estruturas ovais com cerca de 4cm de comprimento, são do tamanho de uma ameixa,
estão localizadas na porção superior da cavidade pélvica, um de cada lado do útero. As
duas principais funções dos ovários são o desenvolvimento e a expulsão dos óvocitos e
a elaboração dos hormônios sexuais femininos e atuam sobre o útero, após a
fecundação.

3.2 – Tubas Uterinas

São dois tubos musculares e flexíveis, em forma de cornetas, de


aproximadamente 12cm de comprimento, que se estendem do fundo do útero,a cada
lado, na direção da circunferência pélvica . A extre-
midade da tuba uterina , o ístimo, abre-se na cavi-
dade uterina e se continua com a ampola. A ampola
é a parte dilatada e central da tuba que está curva-
da sobre o ovário e por sua vez , continua-se com o
infundíbulo, uma expansão da tuba em forma de
trombeta, que se abre na cavidade abdominal . O
infundíbulo é circundado por projeções digitiformes
ou fimbrias, que se curvam sobre o ovário e está
adjacente a ele, mas não em contato direto. Quando um óvulo é expelido do ovário, as
fimbrias funcionam como tentáculos, trazendo-o par o interior da tuba. A tuba conduz o
óvulo para a cavidade uterina, além de ser o local onde acontece a fecundação.

3.3 – Útero
É um órgão muscular, piriforme, de parede espessa ,
suspenso na parte anterior da cavidade pélvica, acima da bexi-
ga e me frente ao reto. Em seu estado normal, ele mede cerca
de 7,5cm de comprimento e 5cm de largura. A extremidade

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inferior é desenvolvida de cérvix que se projeta na vagina. A parede do útero consiste


em três camadas:
*Camada externa: Perimétrio;
*Camada média: Miométrio;
*Camada interna: Endométrio.
O útero tem por finalidade receber o óvucito fecundado, distender-se no período
de gravidez, contrair-se no trabalho de parto e eliminar parte do seu endométrio através
da menstruação.

3.4 – Vagina

É um canal tubular de 10 a 15cm de comprimento, orientado para cima e para


trás, estendendo-se do vestíbulo ao útero. A parede da vagina consiste em um
revestimento membranoso interno e uma camada muscular capaz de contração e enorme
dilatação. A vagina serve como parte do canal do parto e representa o órgão feminino da
copulação. A porção terminal denominada óstio da vagina é fechada parcialmente por
uma membrana delgada chamada de hímen ( nas virgens). A sua secreção é ácida para
dificultar a infecção.

3.5 – Pudendo Feminino (Vulva)

Corresponde aos órgãos


Genitais externos, composto pe-
las seguintes estruturas:
*Monte púbico: é uma ele-
vação firme e acolchoada de um
tecido adiposo recoberto de pêlos
após a puberdade.
*Lábios Maiores (Grandes
Lábios): são duas pregas arredon-
dadas de tecido adiposo recoberto

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com pele, estendendo-se do monte púbico para baixo e para trás, envolvendo o
vestíbulo. As superfícies internas são lisas e umedecidas;
*Lábios Menores (Pequenos Lábios): são duas pregas de pele medialmente aos
lábios maiores. As pregas superiores unem-se logo à frente do clitóris para formar o
prepúcio do clitóris, enquanto que as pregas inferiores são conectadas inferiormente à
glande do clitóris para formar o frênulo;
*Vestíbulo: o vestíbulo da vagina é uma fenda entre os lábios menores. Situados
no interior da fenda encontramos o hímen, o óstio vaginal, o óstio externo da uretra e as
glândulas vestibulares que elaboram uma secreção mucosa que age como lubrificante
durante a relação sexual;
*Clitóris: é uma projeção com a forma de uma ervilha, de tecido erétil, com
nervos e vasos sanguíneos, é parcialmente recoberto pelas extremidades anteriores dos
lábios menores e altamente sensíveis à estimulação tátil, é importante na excitação
sexual da mulher.
*Hímen: é uma delgada prega de membrana mucosa vascularizada que separa a
vagina do vestíbulo. Pode estar inteiramente ausente ou pode revestir o óstio vaginal
parcial ou completamente.
*Períneo: é um conjunto de estruturas localizado entre ânus e a vagina; na
mulher; e entre o ânus e o escroto; no homem.

3.6 – Glândulas Mamárias

As duas glândulas mamárias ou mamas. São reprodutores acessórios. Nas


glândulas mamárias plenamente desenvolvidas, com potencial para secretar leite, os
lobos são compostos por uma serie de lóbulos que consistem de agrupamentos de
alvéolos arredondados que se abrem em pequenos ramos dos ductos lactíferos. O
revestimento da luz alveolar constitui a superfície secretora da qual surge o leite
A secreção formada pelas glândulas mamárias no final da gravidez e até a
produção de leite (lactação) e que começa aproximadamente um a três dias após o
nascimento da criança é chamada de colostro.

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A.v.: Josefa Taveira, 1806 – Mangabeira II
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3.7 - Processos Fisiológicos da Reprodução

3.7.1 – Espermatogênese

É a produção de espermatozóides, ocorre nos túbulos seminíferos dos testículos


quando é alcançada a maturidade sexual.

3.7.2 – Ovogênese

É o desenvolvimento do ovócito que ocorre nos ovários.

3.7.3 – Ovulação

Consiste de um folículo maduro, liberando o ovócito para a cavidade abdominal.

3.7.4 – Menstruação

É a eliminação de parte do endométrio, decorrente de transformações periódicas,


podendo distinguir três fases:
*1ª Fase (fase de proliferação): corresponde aos dias de maturação do ovócito,
quando o hormônio estrógeno aumenta a espessura do endométrio;
*2ª Fase (fase de secreção): após a saída do ovócito, o hormônio progesterona
torna a mucosa uterina mais solta e aumenta a irrigação sanguínea. Essa fase demora 14
dias.
3ª Fase (fase de descamação): consiste na eliminação da mucosa, na forma de
sangramento.

3.7.5 – Fecundação

É a união do ovócito com o espermatozóide durante o período fértil da mulher;


quando ocorre a ovulação, ou seja, quando o ovócito esta próximo do terço distal da
tuba.
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REFERÊNCIAS

DANGELO, José Geraldo & FATINI, Carlos Américo. Anatomia Humana Sistêmica
e Segmentar para o Estudante de Medicina. 2ª Ed. São Paulo: Atheneu, 2005.

DINIZ, Haroldo F. de. Anatomia Humana: Introdução À Anatomia Humana. V. 01.

GUYTON, Arthur C.; HALL, John E. Tratado de Fisiologia Médica. 10ª Ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.

MAIA, Roberto Guimarães; MAIA, Catarina M. A. Figueiredo Guimarães;


ANDRADE, Waléria Bastos de. Anatomia Humana Interativa. João Pessoa,2006.
Slids: color.

TORTORA, Gerard J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de Anatomia e


Fisiologia. 9ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

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