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INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE SERRA CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

CAROLINE OLIVEIRA LÍVIA BRITO DE MOURA SARA REGINA CEZÁRIO LIMA STELLA MARIS SOARES DA SILVA

REFLEXO NO HOMEM

SERRA - ES 2011/3

pertencente ao curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do Instituto Superior de Educação de Serra.CAROLINE OLIVEIRA LÍVIA BRITO DE MOURA SARA REGINA CEZÁRIO LIMA STELLA MARIS SOARES DA SILVA REFLEXO NO HOMEM Relatório apresentado à disciplina de Fisiologia Humana.ES 2011/3 . SERRA . Orientado pelo professor Luciano Simoneli.

determinando sua reação. antes deste comandar uma resposta. Essa ordem sairá da medula pela raiz nervosa ventral e será enviada através das fibra motora (ou eferente) ao órgão (glândula ou músculo) que realizará uma resposta ao estímulo inicial. passa para os nervos raquidianos. Ocorrendo um estímulo. a fibra sensitiva de um nervo raquidiano (nervo aferente ou sensitivo) transmite -o até a medula espinhal passando pela raiz nervosa dorsal. Reflexos são reações corporais automáticas a estímulos. Na medula ou no encéfalo. Enquanto o ato reflexo é comandado pela substân cia cinzenta da medula e são realizados antes que o cérebro tome conhecimentos deles. que atinge o órgão. XVII) . quando há uma suspeita de grave lesão neurológica. conseqüentemente. o reflexo patelar ou de Moro. se faz -se o exame de reflexo pupilar. Comportamentos reflexos ou respondentes são interações estímulo resposta (ambiente -sujeito) incondicionadas. séc. neurônios associativos (centro nervoso ou coordenador) transformam o estímulo em uma ordem de ação. consciente ou não. Os atos reflexos são comandados pela substância cinzenta da medula espinhal e do bulbo. o indivíduo fica incapaz de ter atos reflexos. Os atos voluntários são comandados pela substância cinzenta do cérebro. É por isso que. O arco reflexo é a resposta involuntária rápida.I ± INTRODUÇÃO O termo reflexo pode ser usado para definir movimentos automáticos e involuntários. Partindo do cérebro. sem a participação do psiquismo e comum a homens e animais (René Descartes. a ordem motora atinge a substância branca da medula. . que é chamado de arco reflexo. comos por exemplo. Esse movimento forma um arco. Quando há uma lesão grave no encéfalo ou na medula. que visa uma proteção ou a daptação do organismo sendo originado de um estímulo externo antes mesmo do cérebro tomar conhecimento do estímulo periférico. Muitos reflexos permanecem en tre os adultos mas o recém-nascido tem alguns reflexos chamados de Reflexos primitivos que desaparecem na medida em que o córtex vai se desenvolvendo totalmente.

Observação: Os três últimos exames não foram realizados pelo grupo. *Reflexo abdominal. *Reflexo tricipital. III ± EXPERIMENTAL Materiais e métodos y y 02 Martelos de reflexo 02 alunas do grupo Utilizados para percurti r em cada parte específica para se obter os devidos resultados. *Reflexo patelar. *Reflexo cremasteriano. *Reflexo aquileu. *Reflexo braquiorradial. *Reflexo bicipital.II ± OBJETIVO O objetivo desta aula foi o aprendizado de como se aplica -se alguns tipos de exames de verificação dos relexos humanos. *Reflexo plantar. . Alguns destes exames utilizados foram: *Reflexo mentoriano( ramo mandibular do nervo trigêmeo) .

2º TESTE: Reflexo bicipital: Percurtiu-se diretamente sobre o tendão do músculo bíceps braquial da colega do grupo e observou-se a contração com flexão do antebraço. mesogástrica e hipogástrica). 3º TESTE: Reflexo tricipital: Percurtiu -se diretamente sobre o tendão do tríceps braquial. 8 º TESTE: Reflexo abdominal: Passar levemente no abdome um objeto ponta romba. e foi o teste mais rápido de ser realizado. 5º TESTE: Reflexo aquileu: Col ocou-se a colega do grupo de joelhos em cima da cadeira e percurtiu -se diretamente no tendão de Aquiles. . de fora para dentro. 6º TESTE: Reflexo braquiorradial: Percurtiu-se o martelo de reflexo a apófise estióide do rádio e observou -se uma flexão e ligeira pronação do antebraço e contração dos reflexos da mão e dos dedos. com o antebraço da colega do grupo fletido num ângulo de 90° em relação ao braço.Observação: Este teste não foi realizado pelo grupo. 4º TESTE: Reflexo patelar: Sentou -se a colega do grupo na cadeira com as costas bem apoiada s no encosto de forma que as pernas ficassem pendentes. observou -se que ocorreu uma flexão plantar. Observou-se que ocorreu uma extensão do joelho . Observação: Este teste não foi realizado pelo grupo. estimulando três regiões( epigástrica.IV ± RESULTADOS E DISCUSSÕES 1º TESTE: Reflexo mentoriano: Foi colocado o dedo indicador sobre o queixo de uma das colegas do grupo. E o que se pode perceber foi que a boca da colega examinada fechou levemente. do calcanhar à base do dedo mínimo. 7º TESTE: Reflexo plantar: É pesquisado riscando o bordo lateral da planta do pé. com a boca ligeiramente aberta e os músculos mastigadores relaxados e percurtiu -se o martelo de reflexo sobre o dedo da colega examinadora. com a perna semi -fletida e relaxada percurtiu -se diretamente sobre a patela.

e dificultando assim a demonstração do reflexo.9º TESTE: Reflexo cremasteriano: Excitar levemente com o estilete a pele da face medial . Deve-se sempre levar em conta que não é correto fazer excesso de testes no mesmo local. ocorreu-se uma mudança da conformidade e o reflexo foi de forma mínima dificultando ao examinador a ocorrência real do reflexo. Como se pôde verificar nos músculos faci ais. pois assim o músculo irá ficar acostumado com o estimulo. que demonstrou -se poder ser visto por uma pessoa com pouca técnica em exames de reflexos. terço superior. . da coxa sentido de cima para baixo. no qual é muito utilizado em exames físicos. Observação: Este teste não foi realizado pelo grupo. Contudo deve-se sempre realizar a técnica corretamente para obter -se um resultado preciso do reflexo no músculo. V ± CONCLUSÃO Foi observado que o reflexo maior e mais rápido de ser constatado foi no patelar.

2 ± Descreva onde estão localizados os fusos Neuromuscular. Algumas ramificações fazem sinapse diretamente com neurônios motores alfa que inervam o músculo e seus sinergistas. o fuso muscular reduz sua freqüência de Potenciais de Ação. Na medula espinhal a fibra se ramifica e atinge a substância cinzenta medular. Ao mesmo tempo. O órgão tendinoso de Golgi é um receptor de estiramento localizado nos tendões do músculo. Esse sistema detecta discrepância entre o movimento que pretende comandar e o movimento que realmente ocorre. a freqüência do potencial de ação emitido pelo fuso diminui. Causam potenciais inibitórios sobre o neurônio motor alfa reduzindo a contraç ão da fibra muscular extrafusal. reflexo miotático d inâmico é provocado por um estiramento rápido do músculo originando um sinal potente transmitido pelas terminações nervosas aferentes que causam uma contração reflexa do mesmo músculo que originou o sinal. Já os Potenciais de Ação ao longo dos nervos sensoriais do órgão tendinoso de Golgi têm efeito oposto. excitando as fibras motoras alfa e provocando a contração da musculatura agonista e o relaxamento da antagonist a (inervação recíproca). O Reflexo miotático é um reflexo classificado como simples. quais os tipos de fibras que os constituem e qual a função das mesmas. Esse tipo de reflexo miotático tônico permite que o animal mantenha sua postura natural. Esse reflexo é desencadeado por potencias de ação gerados quando ocorre o estiramento das fibras muscula res intrafusais. Composta por feixes de fibras musculares modificadas contidas dentro de uma cápsula fibrosa. Como o órgão tendinoso de Golgi fica em série com as fibras extrafusais. mas também o comprimento do músculo estácio nário quando o animal mantém a articulação fixa. O estiramento das fibras de colágeno do tendão também estira o órgão tendinoso de Golgi provocando s ua despolarização. Essas informações são essenciais para que o SNC possa coordenar adequadamente a postura e locomoção do animal. O reflexo miotático de estiramento pode ser dividido em Reflexo miotático dinâmico e reflexo miotático tônico. causa m estimulação dos neurônios motores alfa determinando a contração muscular. Os nervos sensorias podem detectar não apenas uma alteração no comprimento durante a fase de estiramento muscular.O reflexo miotático tônico contribui para o tônus m uscular. se houver discrepâncias. q uando estas se contraem o orgão tendinoso de Golgi é estirado e são emitidos potenciais de ação para o SNC ao longo do nervo sensorial em uma frequência proporcional à tensão desenvolvida pelo músculo. Os potencias de ação gerados são transmitidos para a medula. os ajustes adequados serão efetuados. onde fazem conexão monossináptica. monossináptico ou segmentar e pode ser subdividido em dois tipos: Reflexo miotático de estiramento e reflexo miotático inverso. Quando um animal está de pé. Fusos neuromusculares: localizados nos ventres musculares dos músculos estriados esqueléticos. pois o fuso fica paralelo às fibras musculares extrafusais e quando estas se contraem.Cada órgão tendinoso tem um nervo sensorial (aferente) que conduz potenciais de ação para o SNC informando sobre o grau de tensão muscular decorrente da contração. Esse sistema permite que o SNC saiba quando o músculo é alongado por alteração na posição do corpo. Reflexo miotático inverso: O reflexo miotático inverso é controlado pelo órgão tendinoso de Golgi. .VI ± QUESTÕES SOBRE O REFLEXO NO HOMEM 1 ± Descreva o reflexo miotático e dê dois exemplos práticos do mesmo. Quando os Potenciais de ação gerados pelo nervo sensorial do fuso atingem o SNC. O arco reflexo do reflexo miotático de estiramento é composto por uma fibra aferente do tipo Ia proveniente do fuso muscular. de forma inconsciente um grupo de músculos é estendido e outro grupo de músculo é flexionado. O potencial de ação gerado percorre o nervo sensorial desde o fuso até a medula. Reflexo miotático de estiramento: O reflexo miotático de estiramento é controlado pelo receptor Fuso Muscular presente nos músculos esqueléticos.

as fibras intrafusais. 4 ± Descreva como funciona o Órgão Tendinoso de Golgi quanto a sua mecânica e ci te a sua funcionabilidade no exercício físico. porque a contraçã o das fibras extrafusais relaxam as intrafusais por estarem colocadas em paralelo. Ainda estirado. Os fusos musculares captam informações sensoriais e as transmitem através de axônios do tipo 1a (localizados em sua região equatorial). dispondo-se paralelamente com as fibras destes músculos (fibras extrafusais). ocorre o seguinte: As fibras nervosas aferentes do fuso diminuem e cessam por completo o nível de descarga. A fibra nervosa Ib parte do OTG e se dirige à medula onde faz conexão com motoneurônios somente através de interneurônios. O fuso é sensível ao alongamento muscular. 3 ± Descreva o Fuso Neuromuscular e qual a sua função de acordo com a mecânica muscular. em conseqüência. Assim . possuem função sensitiva. São pequenas estruturas em forma de fuso situadas nos ventres dos músculos estriados esqueléticos. Durante o alongamento muscular passivo dá -se o seguinte: ± As aferências nervosas do fuso muscular aumentam o nível de descarga ± As aferências nervosas que partem do órgão de Golgi aumentam o nível de descarg a em menor intensidade. O estiramento e o alongame nto das fibras intrafusais causam deformações mecânicas das terminações sensitivas que são ativadas. As suas fibras. O fuso neuromuscular recebe fibras nervosas sensitivas que se enrolam em torno da região equatorial (não contrátil) das fibras intrafusais. formando sinapses excitatórias com os interneurônios e com os neurônios motores alfa do corno ventral. os quais penetram na raiz dorsal da medula espinhal.Estão dispostos paralelamente às fibras musculares extrafusais (do músculo em que está inserido) e respondem às variações no comprimento (estiramento ou contração) das fibras musculares. Cada fuso é constituído de uma cápsula conj untiva que envolve de duas a 10 pequenas fibras estriadas denominadas fibras intrafusais. o músculo inicia uma contração por estímulo do neurônio eferente alfa e. o aferente Ib é excitado a . são do tipo fibra com saco nuclear e fibra com cadeia nuclear. captando sensações e reflexos proprioceptivos.

Fibras IIB são chamadas de verdadeiras fibras de contração rápida pois sua velocidade de contração é rápida (40-90 milisegundos) e suas propriedades metabólicas possuem um baixo caráter oxidativo e um alto potencial para o fornecimento de energia de curta (1-50 segundos) e média (1 -3 minutos) duração. Fibras de Contração Rápida: as fibras CR podem ser subdivididas em dois subtipos: fibras CR tipo A (IIA) e fibras CR tipo B (IIB). Fibras de Contração Lenta: as fibras CL possuem características contráteis de caráter lento. os interneurônios inibidores inibirão o motoneurônio alfa. No entanto. nos obrigando a reduzir ainda mais a velocidade. Por isto. são dotadas de uma alta capacidade para oxidar (queimar) gorduras. ou seja. Fibras IIA possuem características contráteis rápidas. 5 ± Descreva detalhadamente os tipos de fibras musculares (quanto ao tipo de contração) e cite exemplos de modalidades esportivas para cada tipo de fibra. Não demoraria muito e rapidamente sentiríamos uma enorme sensação de fadiga. são dotadas de muitas mitocôndrias (org anelas responsáveis pelo metabolismo aeróbio). se contraem rapidamente (40-90 milisegundos) mas são dotadas de características metabólicas semelhantes às fibras CL. Inteligentemente. quando corremos em velocidade máxima recrutamos todos os tipos de fibras. muito mais rapidamente do que até mesmo um piscar de olhos! Metabolicamente. independentemente da intensidade do exercício. Caso haja necessidade de um fornecimento rápido e potente de energia.partir da deformação do órgão de Golgi (estiramento ou contração). produzindo como subproduto de seu trabalho o ácido láctico. carboidratos e até mesmo ácido láctico. Neste caso. seríamos obrigados a reduzir a velocidade pois as fibras IIA passariam a ser preferencialmente recrutadas. Apesar de possuírem um alto potencial energético. as fibras de Contração Rápida passariam a ser recrutadas preferencialmente. Possuem uma capacidade oxidativa razoável. As fibras IIA são capazes de gerar energia independentemente da presença de oxigênio. se encurtam mais lentamente. No entanto. as fibras CL se contraem em cerca de 90-140 milisegundos. Os interneurônios excitadores excitarã o os antagonistas. ou seja. enzimas aeróbias e capilares sanguíneos (micro -vasos sanguíneos que facilitam a perfusão de oxigênio pelos músculos). inferior à CL mas que pode aumentar consideravelmente. Na medula. ou seja. seu verdadeiro potencial está no metabolismo anaeróbio de média duração (1-3 minutos). Somente em níveis máximos ou quase máximos é que recrutamos as fibras IIB. destinado ao músculo de origem. Porém não se iluda. este é ainda assim inferior à potência das fibras IIB. e seus sinergistas. as fibras IIB entram rapidamente em fadiga e caso quiséssemos continuar correndo. estas fibras utilizam seu alto potencial oxidativo para queimar preferencialmente as gorduras e ácido láctico que foi acumulado durante os momentos anteriores do exercício. principalmente as do tipo IIB. . Por exemplo. Somente assim seria possível continuar correndo sem esgotar as reservas limitadas de carboidratos que se encontram estocadas em nossos músculos. fibras adicionais do tipo IIA serão re crutadas. A existência de diferentes tipos de fibras musculares nos permite que executemos as mais diversas atividades motoras de uma maneira mais eficiente. Funcionamento dos diferentes tipos de fibras musculares no nosso dia -a-dia: As fibras de Contração Lenta são recrutadas em primeiro lugar.

VII ± BIBLIOGRAFIA *Disponível em :<http://www. *Disponível em: <http://www.unal.com.br/edicao/edicao_13/musculos_fibras.careplus.edu.htm > acessado em 08 de Março de 2011. .co/cursos/agronomia/2001819/lecciones/cap01/cap01_02_02.html > acessado em 08 de Março de 2011.virtual.