FACULDADE CRISTO REI

EDUCAÇÃO E AFETO:ENSAIO

MÁRCIA MARIA NASCIMENTO BRANCO DE OLIVEIRA

RECIFE 2011

o que talvez ainda chamemos de vocação. um pesado fardo que educadores e educadoras têm tido de carregar. não me exime também de olhar para o educando com seus sofrimentos.O professor não é um terapeuta. à descaracterização da relação professor/aluno.A abertura para a afetividade. que é também terápica na educação: A Afetividade .e pessoas não são seres estáticos. mas deve considerar que todos são pessoas em busca. não terá de transformar o educador necessariamente em um ser totalmente adocicado ou amargo. Não se trata de apropriar-se do outro. é esta misteriosa força.É necessário haver equilíbrio . A prática educativa sem a alegria que a motiva torna-se pesada. que nos faz seguir em frente a despeito de todas adversidades. em sua obra pedagogia da autonomia. segundo Paulo Freire. estariam conduzindo ao desencanto. Assim como não posso deixar que o afeto que nutro em maior ou menor escala por um educando afete a avaliação de seu trabalho escolar. mais cheio de esperança e alegria o educador se torna. Ele argumenta que não é a distância afetiva do educando que assegura a eficiência do educador. é fiél a prática de seu método. A afetividade não está excluida da cognoscibilidade. bem como querer bem à própria prática educativa. Debruçar-se sobre a minha teoria e prática. muito menos com o afeto. A capacidae científica não está alijada deste processo. dispõe sobre o afeto como um dos requisitos para a educação.Ensaio do Texto: Eixos para uma pesquisa sobre a relação entre Educação e Afeto O amor é uma intercomunicação íntima de duas consciências que se respeitam.O desrespeito à profissão... A presença da afetividade na educação. em um processo permanente de busca. Entretanto esta afetividade não pode ser dissociada do cumprimento ético do papel do professor. Ele descarta completamente a relação falta de afetividade ± seriedade do docente. A rigoridade necessária á educação. transformar e levar a progredir ou transgredir. não tem de romper com a alegria. como educador..È necessário então nesta ótica compreender que a busca conduz a resultados que podem. Não é a ausência de afeto que caracteriza a profissionalização.´Paulo Freire Paulo Freire. mas em alguém aberto à alegria da vida. que move os envolvidos no magistério. Cada um tem o outro como sujeito de seu amor. e não com coisas.à pessoa. a imoralidade dos salários. abre uma porta humana. ao desgaste profundo da profissão. não está restrita a idade.. o processo de aprendizagem não pode se dar em um ambiente ou relação desprovido de afeto. e ás perdas tão siginificativas que a educação vem atravessando? Para Paulo Freire.. inquietações pessoais. é preciso considerar que lidamos com pessoas. mas como gente que é professor..Entretanto quanto mais o educador se aprofunda. no aspecto de que ³ensinar exige querer bem ao educando´. é rigoroso na pesquisa.

e a educação. e a sua realidade im põ-se nas alas de aulas. urge voltar a ser um caminho de tranformação e esperança. na grande maioria e encarada de um ponto de vista tecnicista. A Escola reflete a família que reflete a sociedade e vai. os autores nos levam arefletir neste espaço chamado escola. È geralmente quando está mais escuro que o dia está prestes a amanhecer. Não dá para continuar com o cada um por si. companheiros de jornada.. para quem o fazemos. certos e errados relativizados.mas a educaçãodeve. olhando o coletivo. Neste salve-se quem puder .. precisa... mesmo a partir do que a realidade é. mas traçando o futuro.olhá-la por dentreo e refletir no que fazemos e porque o fazemos. Que essa consciência seja uma realidade e um estímulo a vocês. Vivemos crises de valores. a violência senta em nossas salas. mas construído com um caminho de esperança. paradigmas são quebrados.. pucos sobreviverão. desemperançados. como está organizada. Este é o pensamento refletido por Gabriel Chalita em sua obra pedagogia do amor: Devemos estar conscientes da importância de nosso papel e amparar. é necessário agregarmos este valor: a afetividade á educação. . lembrando que o espaço onde isso acontece ± a escola.diagnosticando a realidade. onde há desamparados físicos ou emocionais.isto. valores e atitudes que poderão renovar a confiança em dias melhores. aliado a um pano de fundo onde avida é dura. e abrirmos frestas de luz e descortinarmos novos horizontes. calcado não em utopias. A regra fundamental da escola é que cada ummdebve se virar como puder. Não é apenas econômica. onde os valore são relativizados. libertário e afetivo. e isto não é passível de ser feito na jornada da educação sem o afeto. mas debruçando-se sobre causas individuais. reerguer.. sabedoria e respeito a nossa parte! Em dias nebulosos. Façamos com amor. apenas como transmissão de saberes e conhecimentos. A escola. reavivar os sentimentos.o que está subjacente á nossa prática e aos mecanismos adotados pela escola? Somos convidados á uma prática que olhe para onde estamos conduzindo ou dando liberdade para que se conduzam os nossos educandos. Em a escola na vida e a vida na escola.Mas há ainda o caminho do amor. deve ser um espaço plural.( a escola na vida e a vida na escola) Atravessamos uma nooite longa. fria e nebulosa no processo educacional no mundo inteiro.. mas de identidade.. ou trabalho em equipe. não estimula a solidariedade a ajuda mútua entre alunos. fria. colegas de cena neste teatro fabuloso que é a escola da vida.A responsabilidade é nossa.

PEDAGOGIA DA AUTONOMIA. Miguel Darcy de Oliviera.REFERÊNCIAS Freire. Claudius Darcy de Oliveira. Paulo. 2004 A Escola da Vida e a vida na escola.Digitalizado em 2002. Coletivo Sabotagem.1982. Rosiska . Chalita. Ceccon.24ª edição. Pedagogia do amor. Gabriel. 1996.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful