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Fisica Geral - Excelente Para Engenharia[1]

Fisica Geral - Excelente Para Engenharia[1]

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Sections

  • Algumas unidades fundamentais:
  • Algumas unidades derivadas:
  • Como resolver problemas de Física
  • 02. Vetores e escalares
  • Um pouco de trigonometria
  • Multiplicação de um vetor por um escalar
  • Velocidade instantânea e velocidade escalar
  • Aceleração constante - um caso especial
  • Movimento num plano com aceleração constante
  • Tiro de gran alcance
  • Movimento circular e uniforme
  • Coger con la mano una bala disparada!
  • 05. Leis de Newton
  • Primeira Lei de Newton
  • Segunda Lei de Newton
  • Terceira Lei de Newton
  • Entre tapas e beijos
  • Si no Existiera Rozamiento
  • Movimento circular e uniforme - Força centrípeta
  • 07. Trabalho e energia cinética
  • Trabalho executado por uma força variável
  • Análise unidimensional
  • Análise tridimensional
  • Trabalho realizado por uma mola
  • Uma partícula em queda livre
  • Teorema do trabalho - energia cinética
  • Potência instantânea
  • Trabalho e energia potencial
  • Energia potencial elástica
  • Cálculo da trajetória a partir do potencial
  • Usando a curva da energia potencial
  • O centro de massa
  • Sistema de partículas - Uma dimensão
  • Sistema de partículas - Duas dimensões
  • Sistema de partículas - Três dimensões
  • Movimento do centro de massa
  • Momento linear de uma partícula
  • Momento linear de um sistema de partículas
  • Força impulsiva, impulso e momento linear
  • Conservação do momento linear durante uma colisão
  • Posição angular
  • Deslocamento angular
  • Velocidade angular
  • Aceleração angular
  • As variáveis lineares e angulares
  • A velocidade escalar
  • Teorema dos eixos paralelos
  • Alguns exemplos de cálculo de momento de inércia
  • A segunda Lei de Newton para a rotação
  • 12. Rolamento, torque e momento angular
  • O rolamento descrito como uma combinação de rotação e translação
  • O rolamento visto como uma rotação pura
  • A energia cinética
  • Momento angular de um sistema de partículas
  • Momento angular de um corpo rígido

Como resolver problemas de Física

1ª ETAPA: LER O PROBLEMA: É preciso saber ler, quer dizer, ser
capaz de imaginar a cena que o enunciado descreve. Nem sempre
entendemos tudo o que está escrito, mas podemos estar atentos aos
detalhes para "visualizar" corretamente o que se está dizendo.
2ª ETAPA: FAZER UM ESQUEMA: Fazer um esquema ou desenho
simples da situação ajuda a visualizá-la e a resolvê-la. Procure indicar
em seus esquemas informações básicas como o sentido e os valores
envolvidos. Preste atenção que uma frase como "dar ré" indica o
sentido do movimento do objeto em questão.
3ª ETAPA: MONTE AS EQUAÇÕES E FAÇA AS CONTAS: Uma
equação só faz sentido se você sabe o que ela significa. Sabemos
que é possível resolver a nossa questão porque há a conservação da
quantidade movimento total de um sistema. Quer dizer, a soma das
quantidades de movimento antes e depois do choque deverá ter o
mesmo valor. Com isso, você consegue montar as contas.
4ª ETAPA:INTERPRETE OS VALORES. (A ETAPA MAIS
IMPORTANTE!) Muito bem, você achou um número! Mas ainda não
resolveu o problema. Não queremos saber somente o número, mas
também o que aconteceu. O número deve nos dizer isso. Olhando
para ele você deve ser capaz de chegar a alguma conclusão.
DESCONFIE DOS NÚMEROS!!! Existe uma coisa que se chama erro
nas contas, que pode nos levar a resultados errados. Pense bem no
que o número está lhe dizendo e avalie se é uma coisa razoável. Se
achar que há um erro, confira suas contas e o seu raciocínio. Se o
número insistir em lhe dizer coisas absurdas, considere a
possibilidade de que aquilo que você esperava não ser realmente o
que acontece na prática.
Leituras de Física - MECÂNICA - Capítulo 1
GREF - Grupo de Reelaboração do Ensino de Física
Instituto de Física da USP - junho de 1998
Como resolver problemas de Física
1ª ETAPA: LER O PROBLEMA: É preciso saber ler, quer dizer, ser
capaz de imaginar a cena que o enunciado descreve. Nem sempre
entendemos tudo o que está escrito, mas podemos estar atentos aos
detalhes para "visualizar" corretamente o que se está dizendo.
2ª ETAPA: FAZER UM ESQUEMA: Fazer um esquema ou desenho
simples da situação ajuda a visualizá-la e a resolvê-la. Procure indicar
em seus esquemas informações básicas como o sentido e os valores
envolvidos. Preste atenção que uma frase como "dar ré" indica o
sentido do movimento do objeto em questão.
3ª ETAPA: MONTE AS EQUAÇÕES E FAÇA AS CONTAS: Uma
equação só faz sentido se você sabe o que ela significa. Sabemos
que é possível resolver a nossa questão porque há a conservação da
quantidade movimento total de um sistema. Quer dizer, a soma das
quantidades de movimento antes e depois do choque deverá ter o
mesmo valor. Com isso, você consegue montar as contas.
4ª ETAPA:INTERPRETE OS VALORES. (A ETAPA MAIS
IMPORTANTE!) Muito bem, você achou um número! Mas ainda não
resolveu o problema. Não queremos saber somente o número, mas
também o que aconteceu. O número deve nos dizer isso. Olhando
para ele você deve ser capaz de chegar a alguma conclusão.
DESCONFIE DOS NÚMEROS!!! Existe uma coisa que se chama erro
nas contas, que pode nos levar a resultados errados. Pense bem no
que o número está lhe dizendo e avalie se é uma coisa razoável. Se
achar que há um erro, confira suas contas e o seu raciocínio. Se o
número insistir em lhe dizer coisas absurdas, considere a
possibilidade de que aquilo que você esperava não ser realmente o
que acontece na prática.
Leituras de Física - MECÂNICA - Capítulo 1
GREF - Grupo de Reelaboração do Ensino de Física
Instituto de Física da USP - junho de 1998
Versão preliminar
25 de março de 2002
Not as de Aula de Física
01. MEDIÇÃO..................................................................................................................... 2
ALGUMAS UNIDADES FUNDAMENTAIS: ................................................................................... 2
ALGUMAS UNIDADES DERIVADAS: ......................................................................................... 2
O MUNDO DA FÍSICA ........................................................................................................... 3
AS DIVISÕES DA FÍSICA ....................................................................................................... 4
COMO RESOLVER PROBLEMAS DE FÍSICA.............................................................................. 5
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 01 r omer o@f isica.uf pb.br 2
01. Medição
Para expressar quantitativamente uma lei física necessitamos de um sistema de
unidades. Do mesmo modo, para medir uma grandeza física é necessário definir a priori a
unidade na qual esta grandeza será medida.
Existe uma enorme quantidade de grandezas físicas, mas apenas algumas são
consideradas fundamentais, sendo as demais derivadas delas. Tempo (segundo), espaço
(metro), massa(quilograma) e carga elétrica(Coulomb) são exemplos de unidades funda-
mentais. Velocidade (metro/segundo), aceleração (metro/segundo
2
) e força (quilogra-
ma.metro/segundo
2
) são exemplos de unidades derivadas.
Por razões históricas, o tempo foi a primeira quantidade a ser mensurada. Este
conceito surge a partir da duração do dia, da presença da luminosidade do Sol; e a sua
ausência: a noite.
Com a evolução da humanidade e com os deslocamentos das comunidades surge
o conceito de distância, de comprimento, de temperatura e etc.
A partir da necessidade de quantificar as mercadorias para troca surge o conceito
de peso, e mais tarde a noção de massa.
Outras grandezas surgem com o avançar da tecnologia e o desenvolvimento do
método científico tais como pressão, intensidade luminosa, potência, carga elétrica, cor-
rente elétrica, campo eletromagnético, calor específico, entropia e etc.
De certo modo, cada cultura tecnológica autônoma desenvolveu um próprio siste-
ma de unidades. Mas a interação entre as sociedades, de certo modo impôs que existisse
uma uniformização para que as trocas acontecessem de modo transparente e inteligível
pata as partes. A Inglaterra medieval era praticamente isolada comercialmente do resto
da Europa e isso contribuiu para que lá se estabelecesse um sistema de unidades dife-
rente do restante: polegada, pé, milha, libra e etc.
Algumas unidades fundamentais:
Grandeza Sistema Internacional - SI CGS
Comprimento Metro - m Centímetro - cm
Tempo Segundo - s Segundo - s
Massa Quilograma - kg Grama - s
Carga elétrica Coulomb - C
Algumas unidades derivadas:
Grandeza Sistema Internacional - SI CGS
Velocidade m/s cm/s
Aceleração m/s
2
cm/s
2
Força kg.m/s
2
= Newton g.cm/s
2
= Dina
Energia kg.m
2
/s
2
= Joule g.cm
2
/s
2
= Erg
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 01 r omer o@f isica.uf pb.br 3
O mundo da Física
A curiosidade do homem pode ser compreendida de várias maneiras: alguns dizem
que vem de uma necessidade de sobrevivência, outros dizem que é uma forma de prazer
ou, ainda, no pensamento religioso, que é uma forma de conhecer a Deus. Mas uma coi-
sa não podemos negar: o homem é curioso!
- Por que as coisas caem?
- O Sol é uma bola de fogo?
- A Terra está parada? E a Lua, como ela fica lá em cima?
- Quando começou o tempo?
- Como surge o pensamento?
- Como surgiu a vida? Existe vida depois da morte?
Essas são perguntas que o homem vem se fazendo há muito tempo. Algumas sabe-
mos responder, outras não. Algumas têm mais de uma resposta, a diferença está no mé-
todo usado para respondê-las. Alguns métodos permitem conhecer o mundo que nos cer-
ca, outros nos levam a ilusões sobre este mundo. Observe estes casos:
HORÓSCOPO
“A Lua energiza seu signo apesar de
estar em fase com Saturno com o qual
apresenta tensão. Você deve aprovei-
tar as vibrações de mercúrio que com-
pleta hoje seu ciclo. Assim, curta hoje
os seus amigos.
Número de sorte 23.”
ESPELHO, ESPELHO MEU
VOCÊ SABIA?
“Para vermos inteiramente nosso rosto
num espelho plano é suficiente que ele
tenha metade do tamanho (altura) do
rosto. Tente observar este fato.”
Os trechos escritos nos quadros acima poderiam ser encontrados num jornal ou
falados pela televisão. Freqüentemente encontramos frases que propõem, sugerem, ou
mesmo ordenam que façamos, ou não façamos, certas coisas: “Não fume no elevador.
Lei Municipal número tal”. Essa afirmação tenta nos dizer que se fumarmos no elevador
estaremos sujeitos às penas da tal lei.
Voltemos aos quadros. O primeiro nos diz algumas coisas a respeito da situação
dos astros em que podemos, ou não, acreditar. Mais ainda, nos fala para “curtir” os nos-
sos amigos, o que é bom, e, indiretamente, propõe que joguemos no número 23. Dentro
do quadro encontramos palavras que parecem científicas: energizar, vibração. O texto
usa essa linguagem para tentar nos convencer de que tudo que foi escrito é verdade. Mas
os horóscopos são produtos da Astrologia que não é uma ciência. Suas definições não
são exatas e variam de astrólogo para astrólogo. Na verdade o que foi dito é a opinião de
quem fez o horóscopo e o astrólogo pode, ou não, acertar as suas previsões. No segundo
quadro estamos no campo da ciência. Ele procura nos descrever um. Se uma pessoa, em
qualquer lugar do mundo, seguir as instruções e se olhar num espelho que tenha, pelo
menos, metade da altura do seu rosto, conseguirá ver o rosto por inteiro. Não estamos
mais diante de uma opinião, mas sim de um fato, que pode ser verificado.
Devemos ouvir o que as pessoas têm a dizer, porém devemos ser capazes de jul-
gar o que foi dito. Não é porque “saiu no jornal” ou “deu na TV” que é verdade! Por outro
lado, devemos ter cuidado, pois julgar não é discordar de tudo, o importante é fazer per-
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 01 r omer o@f isica.uf pb.br 4
guntas, é ter curiosidade e ir em busca dos fatos e suas explicações. A ciência e seus
métodos podem nos ajudar a responder muitas perguntas, a tomar posições e a fazer jul-
gamentos.
Curso de Física do 2º grau - Capítulo 1
Telecurso 2000
As divisões da Física
A Física estuda vários tipos de fenômenos da Natureza. Para facilitar o seu estudo
costuma-se dividi-la. Até o início do século as principais partes da Física eram: a Mecâni-
ca, a Termodinâmica e o Eletromagnetismo.
No século XX, a partir de grandes descobertas, surgiram novos ramos, entre eles:
Física Atômica e Nuclear Física Atômica e Nuclear Física Atômica e Nuclear Física Atô-
mica e Nuclear Física Atômica e Nuclear, Mecânica Quântica Mecânica Quântica Mecâni-
ca Quântica Mecânica Quântica Mecânica Quântica, Relatividade. Os novos conceitos
introduzidos neste século provocaram uma verdadeira revolução na Física. Hoje é comum
também dividir a Física em Clássica (antes de 1900) e Moderna (após 1900).
O quadro a seguir mostra algumas perguntas que podem surgir no nosso dia-a-dia,
e identifica qual o ramo da Física que trata de respondê-las.
PERGUNTAS QUEM RESPONDE ALGUNS CONCEITOS
- Por que somos jogados para
frente do ônibus quando ele freia
bruscamente?
- Por que nos dias de chuva é
mais difícil freiar um automóvel?
- Como um navio consegue boiar?
MECÂNICA Força
Espaço
Inércia
Tempo
Velocidade
Massa
Aceleração
Energia
Densidade
- Como funciona um termômetro?
- Por que o congelador fica na
parte superior da geladeira?
- O que ocorre com a naftalina,
que “some” do fundo da gaveta?
TERMODINÂMICA Calor
Energia térmica
Pressão
Volume
Dilatação
Temperatura
Mudanças de estado
- Como vemos os objetos?
- Como os óculos ajudam a melho-
rar a visão?
- Como se forma a nossa imagem
num espelho?
ÓPTICA Raio de luz
Reflexão
Refração
Lentes
Espelhos
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 01 r omer o@f isica.uf pb.br 5
- O que é a corrente elétrica?
- Como funciona um chuveiro elé-
trico?
- Para que serve um fusível?
ELETROMAGNETISMO Carga elétrica
Corrente elétrica
Campos elétricos
Campos magnéticos
Ondas eletromagnéticas
- O que é, de fato, a luz?
- O que compõe todas as coisas?
- O que são microondas?
FÍSICA ATÔMICA
FÍSICANUCLEAR
Átomos
Núcleos
Fótons
Elétrons
Curso de Física do 2º grau - Capítulo 1
Telecurso 2000
Como resolver problemas de Física
1ª ETAPA: LER O PROBLEMA: É preciso saber ler, quer dizer, ser capaz de imaginar a
cena que o enunciado descreve. Nem sempre entendemos tudo o que está escrito, mas
podemos estar atentos aos detalhes para "visualizar" corretamente o que se está dizendo.
2ª ETAPA: FAZER UM ESQUEMA: Fazer um esquema ou desenho simples da situação
ajuda a visualizá-la e a resolvê-la. Procure indicar em seus esquemas informações bási-
cas como o sentido e os valores envolvidos. Preste atenção que uma frase como "dar ré"
indica o sentido do movimento do objeto em questão.
3ª ETAPA: MONTE AS EQUAÇÕES E FAÇA AS CONTAS: Uma equação só faz sentido
se você sabe o que ela significa. Sabemos que é possível resolver a nossa questão por-
que há a conservação da quantidade movimento total de um sistema. Quer dizer, a soma
das quantidades de movimento antes e depois do choque deverá ter o mesmo valor. Com
isso, você consegue montar as contas.
4ª ETAPA: INTERPRETE OS VALORES. (A ETAPA MAIS IMPORTANTE!) Muito bem,
você achou um número! Mas ainda não resolveu o problema. Não queremos saber so-
mente o número, mas também o que aconteceu. O número deve nos dizer isso. Olhando
para ele você deve ser capaz de chegar a alguma conclusão. DESCONFIE DOS
NÚMEROS!!! Existe uma coisa que se chama erro nas contas, que pode nos levar a re-
sultados errados. Pense bem no que o número está lhe dizendo e avalie se é uma coisa
razoável. Se achar que há um erro, confira suas contas e o seu raciocínio. Se o número
insistir em lhe dizer coisas absurdas, considere a possibilidade de que aquilo que você
esperava não ser realmente o que acontece na prática.
Leituras de Física - MECÂNICA - Capítulo 1
GREF - Grupo de Reelaboração do Ensino de Física
Instituto de Física da USP - junho de 1998
Versão preliminar
6 de setembro de 2002
Not as de Aula de Física
02. VETORES E ESCALARES........................................................................................... 2
UM POUCO DE TRIGONOMETRIA............................................................................................ 2
MÉTODO GEOMÉTRICO........................................................................................................ 2
MÉTODO ANALÍTICO ............................................................................................................ 3
MULTIPLICAÇÃO DE VETORES............................................................................................... 3
Multiplicação de um vetor por um escalar..................................................................... 4
Produto escalar ............................................................................................................. 4
Produto vetorial ............................................................................................................. 5
SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ....................................................................................... 7
02.................................................................................................................................. 7
06.................................................................................................................................. 7
32.................................................................................................................................. 8
39.................................................................................................................................. 8
45.................................................................................................................................. 9
46.................................................................................................................................. 9
47................................................................................................................................ 10
51................................................................................................................................ 10
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 02 r omer o@f i sica. uf pb. br 2
02. Vetores e escalares
Algumas grandezas físicas ficam completamente definidas quando informamos um
número e uma unidade. Quando dizemos que a temperatura de uma pessoa é 37
0
C a
informação está completa. A temperatura é uma grandeza escalar. Se dissermos que a
velocidade de um automóvel é de 50km/h não definimos completamente a informação.
Não foi dito em que direção e sentido esse corpo se movimentava. A necessidade dessa
informação complementar - direção e sentido - caracteriza a velocidade como um vetor.
Os vetores são representados por setas, e costuma-se representar um vetor com
módulo maior que outro por uma seta de tamanho maior. Usamos basicamente de dois
modos de representar os vetores, o método geométrico e o método analítico.
Um pouco de trigonometria
Vamos considerar um triângulo retângulo com hipote-
nusa a e catetos b e c respectivamente. O teorema de
Pitágoras diz que:
a
2
= b
2
+ c
2
As funções seno e cosseno são definidas como:
α θ cos sen · ·
a
c
α θ sen cos · ·
a
b
E do Teorema de Pitágoras, encontramos que:
1 cos sen
2 2
· + θ
α
α
α θ
θ
θ
sen
cos
cot tan
cos
sen
· · · ·
a
c
α
c a
θ
b
Método geométrico
No método geométrico, a visualização dos vetores fica mais óbvia, mas não é ade-
quado para a operações com diversos vetores.
A força é uma grandeza vetorial.
Quando consideramos duas forças atuando
sobre um dado corpo, o efeito resultante será
igual à atuação de uma única força que seja
a soma vetorial das duas forças menciona-
das.
A soma desses dois vetores pode ser
efetuada usando-se a regra do paralelogra-
mo.
Método geométrico
a
!
b
!
c
!
a
!
b
!
b a c
!
! !
+ ·
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 02 r omer o@f i sica. uf pb. br 3
Método analítico
O método analítico consiste basicamente em definir um sistema de coordenadas
cartesianas e decompor os vetores segundo as suas componentes nestes eixos.
Vamos considerar um sistema de coordenadas
bidimensional, definido pelos eixos x e y , como
mostrados na figura ao lado. O vetor a
!
tem compo-
nentes cartesianas a
x
e a
y
que tem a forma:
a
x
= a . cosθ
a
y
= a . senθ
Ou de maneira inversa:
2 2
y x
a a a + ·
x
y
a
a
· θ tan
y
a
!
a
y
θ
a
x
x
Uma maneira de representar vetores é através de suas componentes num dado
sistema de coordenadas, como foi antecipado na figura anterior. Desse modo:
y x
a j a i a
ˆ ˆ
+ ·
!
onde j e i
ˆ ˆ
são vetores unitários (ou versores) que apontam nas direções dos eixos x
e y respectivamente e têm módulos iguais a um.
A soma de dois vetores será então definida como:
( ) ( )
y y x x
y x
y x
b a j b a i c
b j b i b
e
a j a i a
onde b a c + + + · ⇒
¹
¹
¹
'
¹
+ ·
+ ·
+ ·
ˆ ˆ
ˆ ˆ
ˆ ˆ
!
!
!
!
! "
ou seja:
¹
¹
¹
'
¹
+ ·
+ ·
+ ·
y y y
x x x
y x
b a c
e
b a c
onde c j c i c
ˆ ˆ
!
Multiplicação de vetores
As operações com vetores são utilizadas de maneira muito ampla na Física, para
expressar as relações que existem entre as diversas grandezas.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 02 r omer o@f i sica. uf pb. br 4
Multiplicação de um vetor por um escalar
Sejam dois vetores a
!
e b
!
e um escalar k. Defi-
nimos a multiplicação mencionada como:
a k b
!
!
·
O vetor a k
!
tem a mesma direção do vetor a
!
. Terá
mesmo sentido se k for positivo e sentido contrário se
k for negativo.
a
!
a k
!
Produto escalar
Define-se o produto escalar de dois vetores a
!
e
b
!
como a operação:
ϕ cos ab b a · ⋅
!
!
onde ϕ é o ângulo formado pelos dois vetores.
a
!
ϕ
b
!
Podemos dizer que o produto escalar de dois vetores é igual ao módulo do primeiro
vezes a componente do segundo no eixo determinado pelo primeiro, ou vice-versa. Isso
pode-se resumir na propriedade :
a b b a
!
! !
!
⋅ · ⋅
Uma aplicação do produto escalar é a definição de trabalho W executado por uma
força constante que atua ao longo de um percurso d:
θ cos . Fd d F W · ·
! !
Usando o conceito de vetor unitário encontramos que:
1 0 cos
ˆ ˆ ˆ ˆ
0
· · ⋅ i i i i
1
ˆ ˆ
· ⋅ j j
1
ˆ ˆ
· ⋅ k k
e de modo equivalente:
0 90 cos
ˆ ˆ ˆ ˆ
0
· · ⋅ j i j i
0
ˆ ˆ
· ⋅ k i
0
ˆ ˆ
· ⋅ k j
z
k
ˆ
i
ˆ
j
ˆ
y
x
Podemos utilizar a decomposição de um vetor segundo as suas componentes car-
tesianas e definir o produto escalar:
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 02 r omer o@f i sica. uf pb. br 5
z y x
a k a j a i a
ˆ ˆ ˆ
+ + ·
!
z y x
b k b j b i b
ˆ ˆ ˆ
+ + ·
!
( ) ( )
z y x z y x
b k b j b i a k a j a i b a
ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ
+ + ⋅ + + · ⋅
!
!
e portanto:
z z y y x x
b a b a b a b a + + · ⋅
!
!
Fica fácil perceber que:
2 2 2 2
z y x
a a a a a a + + · · ⋅
! !
Como ϕ cos b a b a · ⋅
!
!
, temos que
b a
b a
!
!
.
cos · ϕ , e assim poderemos calcular o
ângulo entre os dois vetores, em função de suas componentes cartesianas:
2 2 2 2 2 2
cos
z y x z y x
z z y y x x
b b b a a a
b a b a b a
+ + + +
+ +
· ϕ
Produto vetorial
Define-se o produto vetorial de dois vetores a
!
e
b
!
como a operação:
b a c
!
! !
× ·
e módulo c é definido como:
ϕ sen b a c ·
onde c
!
é um vetor perpendicular ao plano defino pe-
los vetores a
!
e b
!
e ϕ é o ângulo formado por esses
dois últimos dois vetores.
c
!
b
!
ϕ
a
!
Uma aplicação do produto vetorial é a definição da força F
!
que atua em uma car-
ga elétrica q que penetra com velocidade v
!
numa região que existe um campo magnéti-
co B
!
:
B v q F
!
!
!
× ·
ou ainda:
F = q v B senϕ
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 02 r omer o@f i sica. uf pb. br 6
Usando a definição de produto vetorial, encon-
tramos que:
i j k j i
ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ
× − · · ×
j k i k j
ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ
× − · · ×
k i j i k
ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ
× − · · ×
0
ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ
· × · × · × k k j j i i
z
k
ˆ
i
ˆ
j
ˆ
y
x
De modo genérico, podemos definir o produto vetorial como:
( ) ( )
z y x z y x
b k b j b i a k a j a i b a c
ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ
+ + × + + · × ·
!
! !
e usando os resultados dos produtos vetoriais entre os vetores unitários, encontramos
que:
( ) ( ) ( )
x y y x z x x z y z z y
b a b a k b a b a j b a b a i c − + − + − ·
ˆ ˆ ˆ
!
Usando as propriedades de matrizes, encontramos que o produto vetorial pode ser
expresso como o determinante da matriz definida a seguir:

,
`

.
|
· × ·
z y x
z y x
b b b
a a a
k j i
b a c
ˆ ˆ ˆ
!
! !
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Cap 02 r omer o@f i sica. uf pb. br 7
Solução de alguns problemas
Capítulo 3 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
02
Quais são as propriedades dos vetores a
!
e b
!
tais que:
a)
c b a
!
!
!
· + e a + b = c
Temos que:
( ) ( ) b a b b a a b a b a c c
!
!
! !
! !
!
!
!
! ! !
⋅ + ⋅ + ⋅ · + ⋅ + · ⋅ 2
ou seja:
θ cos 2
2 2 2
ab b a c + + ·
Para que c = a + b é necessário que θ = 0 pois
c
2
= a
2
+ b
2
+ 2ab = (a + b)
2
Portanto b a
!
!
c
!
b
!
θ
a
!
a
!
b
!
b)
b a b a
!
!
!
!
− · +
Da equação acima, temos que:
0 0 2 · ∴ · ∴ + · − b b b b a a
! ! ! !
! !
c)
2 2 2
c b a e c b a · + · +
!
!
!
Como
θ cos 2
2 2 2
ab b a c + + · ,
para que
c
2
= a
2
+ b
2
+ 2ab = (a + b)
2
devemos ter
2
π
θ · portanto b a
!
!

b
!
θ
a
!
Capítulo 3 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
06
O vetor a
!
tem módulo de 3 unidades e está dirigido para Leste. O vetor b
!
está diri-
gido para 35
0
a Oeste do Norte e tem módulo 4 unidades. Construa os diagramas
vetoriais para a
!
+ b
!
e b
!
- a
!
. Estime o módulo e a orientação dos vetores
a
!
+ b
!
e a
!
- b
!
a partir desse diagramas.
¹
¹
¹
'
¹
+ ·
·
y x
x
b j b i b
a i a
ˆ ˆ
ˆ
!
!
¹
¹
¹
'
¹
· ·· ·
− · − · − ·
· ·
27 , 3 35 cos 4 cos
29 , 2 35 sen 4 sen
3
0
0
θ
θ
b b
b b
a a
y
x
x
y
b
!
θ
Oeste Leste
a
!
x
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 02 r omer o@f i sica. uf pb. br 8
a)
¹
'
¹
+ ·
+ ·
+ ·
y y y
x x x
b a c
b a c
b a c
!
! !
c
x
= 3 - 2,29 = 0,71
c
y
= 3,27
34 , 3
2 2
· + ·
y x
c c c
b)
¹
'
¹
− ·
− ·
− ·
y y y
x x x
a b d
a b d
a b d
!
! !
d
x
= -2,29 - 3 = -5,29
d
y
= 3,27
21 , 6
2 2
· + ·
y x
d d d
Capítulo 3 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
32
Prove que dois vetores devem ter o mesmo módulo para que sua soma seja perpen-
dicular á sua diferença.
( ) ( ) b a b a b a b a · ⇒ · − · − ⋅ + 0
2 2
!
!
!
!
Capítulo 3 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
39
Mostre que num sistema de coordenadas destrógiro:
1
ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ
· ⋅ · ⋅ · ⋅ k k j j i i
e
0
ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ
· ⋅ · ⋅ · ⋅ i k k j j i
A definição de produto escalar é tal que: θ cos b a b a · ⋅
!
!
, onde θ é o ângulo formado
pelos vetores. Logo:
1 1 . 1 . 1 0 cos
ˆ ˆ ˆ ˆ
0
· · · ⋅ i i i i
e
0 0 . 1 . 1 90 cos
ˆ ˆ ˆ ˆ
0
· · · ⋅ j i j i
Os outros itens seguem-se como extensão desses anteriores.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 02 r omer o@f i sica. uf pb. br 9
Capítulo 3 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
45
A soma de três vetores é igual a zero, como mostra a
figura. Calcule:
α
c
!
b
!
θ
a
!
a)
? · ⋅ b a
!
!
0
2
cos · · ⋅
π
b a b a
!
!
b) c a
! !
⋅ = - a c cosθ = -a c (a/c) = - a
2
c)
c b
!
!
⋅ = - b c cosα = - b c (b/c) = - b
2
Podemos concluir que:
0 · + + b a c
!
! !
0 · ⋅ + ⋅ + ⋅ a c b c c c
! !
!
! ! !
logo:
c
2
= a
2
+ b
2
Capítulo 3 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
46
Para o problema anterior, calcule:
a)
· × b a
!
!
?
Suponhamos que o eixo z seja perpendicular ao pla-
no definido pelos vetores a
!
e b
!
.
· × b a
!
!

a b sen(π/2) = zˆ a b
b
!
β
a
!
b) · × c a
! !
?
· × c a
! !
a c senθ
· × c a
! !
(- zˆ
) a c senθ = - zˆ
a c (b/c) = - zˆ
a b
θ
a
!
c
!
c)
· × c b
!
!
?
· × c b
!
!
b c senα
· × c b
!
!

b c senα = zˆ
b c (a/c)
· × c b
!
!

a b
b
!
c
!
α
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 02 r omer o@f i sica. uf pb. br 10
Capítulo 3 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
47
Produto escalar em função das coordenadas: Suponha que dois vetores sejam
representados em termos das coordenadas como:
z y x
a k a j a i a
ˆ ˆ ˆ
+ + ·
!
e
z y x
b k b j b i b
ˆ ˆ ˆ
+ + ·
!
mostre que:
z z y y x x
b a b a b a b a + + · ⋅
!
!
Por definição temos que:
· ⋅ b a
!
!
( )⋅ + +
z y x
a k a j a i
ˆ ˆ ˆ
( )
z y x
b k b j b i
ˆ ˆ ˆ
+ +
Usando os resultados do problema 39, resolvido anteriormente, temos a resposta
pedida.
z z y y x x
b a b a b a b a + + · ⋅
!
!
Capítulo 3 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
51
Dois vetores são dados por j i a
ˆ
5
ˆ
3 + ·
!
e j i b
ˆ
4
ˆ
2 + ·
!
. Calcule:
a)
b a
!
!
× =?
b a
!
!
× = ( ) k k
k j i
ˆ
2 2 . 5 4 . 3
ˆ
0 4 2
0 5 3
ˆ ˆ ˆ
· − ·

,
`

.
|
b)
b a
!
!
⋅ =?
b a
!
!
⋅ = 3.2 + 5.4 = 26
c)
( ) b b a
! !
!
⋅ + =?
( ) b b a
! !
!
⋅ + =( ) ( ) j i j i
ˆ
4
ˆ
2
ˆ
9
ˆ
5 + ⋅ + = 5.2 + 9.4 = 46
Versão preliminar
6 de setembro de 2002
Not as de Aula de Física
03. MOVIMENTO RETILÍNEO............................................................................................ 2
POSIÇÃO E DESLOCAMENTO ................................................................................................ 2
VELOCIDADE MÉDIA E VELOCIDADE ESCALAR MÉDIA ............................................................... 3
VELOCIDADE INSTANTÂNEA E VELOCIDADE ESCALAR.............................................................. 3
ACELERAÇÃO..................................................................................................................... 4
ACELERAÇÃO CONSTANTE - UM CASO ESPECIAL .................................................................... 4
Exemplo: ....................................................................................................................... 6
ACELERAÇÃO DE QUEDA LIVRE............................................................................................. 7
SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ....................................................................................... 8
15.................................................................................................................................. 8
19................................................................................................................................ 10
34................................................................................................................................ 11
38................................................................................................................................ 11
41................................................................................................................................ 11
43................................................................................................................................ 12
45................................................................................................................................ 12
54................................................................................................................................ 13
57................................................................................................................................ 14
61................................................................................................................................ 14
69................................................................................................................................ 15
78................................................................................................................................ 15
79................................................................................................................................ 16
82................................................................................................................................ 17
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 03 r omer o@f i sica. uf pb. br 2
03. Movimento retilíneo
Vivemos num mundo que tem com uma das principais característica o movimento.
Mesmo corpos que aparentemente estão em repouso, só estão neste estado em relação
a um certo referencial. Quando estamos deitados em nossa cama, tudo à nossa volta pa-
rece estar em repouso. E de fato, tudo está em repouso em relação ao nosso corpo. Mas
não está em repouso em relação à Lua, ou ao Sol. Se estivéssemos deitado em uma
cama de um vagão de um trem dormitório, todos os objetos do quarto ainda nos pareceri-
am parados, apesar desse conjunto se mover em relação aos trilhos. Daí concluirmos que
movimento (ou repouso) é uma característica de um corpo em relação a um certo referen-
cial específico
Quando um objeto real está em movimento, além de sua translação ele também
pode tanto girar quanto oscilar. Se fôssemos sempre considerar essas características, o
movimento de um corpo seria sempre um fenômeno bastante complicado de se estudar.
Acontece, que em diversas situações o fenômeno mais importante é a translação. Desse
modo, sem incorrer em grande erro, podemos isolar este tipo movimento e estudá-lo
como o único existente.
Devemos ainda considerar que corpos que apresentam apenas o movimento de
translação podem ser estudados como partículas, porque todas as partes do corpo com
esse movimento descreverão a mesma trajetória.
Num estágio inicial, o estudo ainda pode ser mais simplificado porque matemati-
camente, uma partícula é tratada como um ponto, um objeto sem dimensões, de tal ma-
neira que rotações e vibrações não estarão envolvidas em seu movimento.
Em resumo: vamos tratar como pontos materiais (ou partículas) os corpos que te-
nham apenas movimento de translação, e o caso mais simples será quando ele apresen-
tar um movimento retilíneo.
Posição e deslocamento
A localização de uma partícula é fundamental
para a análise do seu movimento. O seu movimento
é completamente conhecido se a sua posição no
espaço é conhecida em todos os instantes.
P Q
x
i
x
f
Vamos considerar que esse movimento
componha-se de uma trajetória retilínea que tem
como posição inicial o ponto P com coordenada x
i
no instante t
i
e posição final com coordenada x
f
no instante t
f
.
O deslocamento ∆x é uma medida da dife-
rença entre as posições inicial x
i
que a partícula
ocupou e a sua posição final x
f
∆x = x
i
- x
f
e o intervalo de tempo é expresso como:
∆t = t
f
- t
i
x
Q
x
f
x
i
P α
t
i
t
f
t
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 03 r omer o@f i sica. uf pb. br 3
À medida que o intervalo de tempo ∆t diminui o ponto Q se aproxima do ponto P,
na figura anterior. No limite quando ∆t → 0 , quando o ponto Q tende ao ponto P , a reta
que os une passa a coincidir com a própria tangente à curva no ponto Q , ou seja
v = tanα . Assim, a velocidade instantânea em um dado ponto do gráfico espaço versus
tempo é a tangente à curva neste ponto específico.
Velocidade média e velocidade escalar média
A velocidade de uma partícula é a razão segundo a qual a sua posição varia com o
tempo. Podemos analisar um movimento de diversas maneiras, dependendo da sofistica-
ção dos nossos instrumentos de medida.
A velocidade escalar média é definida como a razão entre a distância percorrida e
o tempo gasto no percurso:
t
percorrida distância
v

·
Se uma viagem entre duas cidades distantes de 120km durou 1,5h nós dizemos
que o percurso foi vencido com uma velocidade escalar média de 80km/h . Na vida coti-
diana essa informação é suficiente para descrever uma viagem.
Já a velocidade média é definida como a razão entre o deslocamento e o tempo
necessário para esse evento.
t
x
v


·
Para calcularmos a velocidade média da viagem entre as duas cidades, devería-
mos saber a distância em linha reta entre elas. Essa distância seria o deslocamento,
que foi definido anteriormente.
No movimento unidimensional percurso e deslocamento são conceitos pratica-
mente idênticos, de modo que só existirá uma diferença marcante entre as velocidades
média e escalar média nos movimentos bidimensional ou tridimensional. Percurso é a
distância percorrida por uma partícula num certo intervalo de tempo; enquanto que deslo-
camento é a diferença entre as posições inicial e final da partícula no intervalo de tempo
considerado.
Velocidade instantânea e velocidade escalar
A velocidade instantânea v nos dá informações sobre o que está acontecendo
num dado momento.
Ela é definida como:
dt
dx
t
x
Lim v
t
·


·
→ ∆ 0
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 03 r omer o@f i sica. uf pb. br 4
Como foi mencionado, a velocidade média representa o que aconteceu entre o iní-
cio e o fim de uma viagem. Já a velocidade instantânea em um dado momento representa
o que aconteceu naquele momento. Colecionando as velocidades instantâneas de cada
um dos momentos temos uma informação completa de como variou a velocidade ao longo
de toda viagem.
A velocidade escalar é o módulo da velocidade é a velocidade sem qualquer indi-
cação de direção e sentido.
No movimento retilíneo e uniforme a partícula se move com velocidade constante. A sua
característica é que a velocidade em qualquer instante é igual à velocidade média. Por-
tanto a equação que define este tipo de movimento é:
X = v t
Aceleração
A aceleração de uma partícula é a razão segundo a qual a sua velocidade varia
com o tempo. Ela nos dá informações de como a velocidade está aumentando ou dimi-
nuindo à medida que o corpo se movimenta.
Para analisar a variação da velocidade durante um certo intervalo de tempo ∆t nós
definimos a aceleração média deste intervalo como:
t
v
t t
v v
a
i f
i f


·


·
Quando queremos saber o valor da aceleração em cada instante do intervalo con-
siderado, deveremos calcular a aceleração instantânea:
dt
dv
t
v
a
Lim
t
·


·
→ ∆ 0
Quando um corpo em movimento está aumentando a sua velocidade temos que a
sua aceleração será positiva pois:
V
f
> v
i
⇒ ∆v = v
f
- v
i
> 0 ⇒ 0 〉


·
t
v
a
Se o corpo estiver diminuindo a sua velocidade a sua aceleração será negativa.
Aceleração constante - um caso especial
O exemplo anterior do movimento de um automóvel que varia a sua velocidade é
uma situação típica de translação com aceleração constante em alguns trechos e nula em
outros.
Vamos considerar o movimento com velocidade constante de uma partícula, entre
um instante inicial t
0
e um instante posterior t . No instante inicial t
0
a partícula se
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 03 r omer o@f i sica. uf pb. br 5
encontrava na posição inicial x
0
com velocidade inicial v
0
e no instante t ela se encon-
trava na posição x com velocidade v .
A velocidade média da partícula neste intervalo entre t
0
e t é dada por:
2
0
0
0
v v
t t
x x
v
+
·


·
onde a última igualdade é válida apenas para movimentos com aceleração constante,
como esse caso específico.
Podemos colocar as equações anteriores com a seguinte forma que define x :
( ) ( )
0
0
0 0 0
2
t t
v v
x t t v x x −
,
`

.
| +
+ · − + ·
Como a aceleração é constante, podemos usar a definição de aceleração média
que é a própria aceleração constante neste caso presente:
0
0
t t
v v
a a


· ·
ou seja:
( )
0 0
t t a v v − + ·
ou ainda
( )
a
v v
t t
0
0

· −
Usando este valor de v na equação que define x , encontraremos:
( ) [ ]
,
`

.
| −
− + +
,
`

.
| −
+ ·
2 2
0
0 0
0
0 0
t t
t t a v
t t
v x x
e rearrumando os vários termos teremos:
( ) ( )
2
0 0 0 0
2
1
t t a t t v x x − + − + ·
Usando o valor de ( t - t
0
) na equação que define x encontraremos:

,
`

.
| −

,
`

.
| +
+ ·
a
v v v v
x x
0 0
0
2
ou seja:

,
`

.
| −
· −
a
v v
x x
2
2
0
2
0
e finalmente:
( )
0
2
0
2
2 x x a v v − + ·
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 03 r omer o@f i sica. uf pb. br 6
Se estivéssemos considerando um movimento tridimensional, com aceleração
constante nas três direções, poderíamos estender facilmente os resultados anteriores
para as seguintes equações vetoriais:
( )
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
− ⋅ + ·
+ ·
+ + ·
0
2
0
2
0
2
0 0
2
2
1
r r a v v
t a v v
t a t v r r
! ! !
! ! !
! ! ! !
onde fizemos o instante inicial t
0
= 0 . A última equação é conhecida como equação de
Torricelli.
Exemplo:
Um motorista viaja ao longo de uma estrada reta desenvolvendo uma velocidade
de 15m/s quando resolve aumentá-la para 35m/s usando uma aceleração constante de
4m/s
2
. Permanece 10s com essa velocidade, quando resolve diminui-la para 5m/s
usando uma aceleração constante de 10m/s
2
.
Trace os gráficos de x versus t , v versus t e a versus t para o todo o movimento
mencionado.
0
100
200
300
400
500
600
700
0 5 10 15 20 25 30 35
t
x
0
5
10
15
20
25
30
35
40
0 5 10 15 20 25 30 35
t
v
-12
-10
-8
-6
-4
-2
0
2
4
6
0 5 10 15 20 25 30 35
t
a
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 03 r omer o@f i sica. uf pb. br 7
Tabela associada ao exemplo:
Intervalo Aceleração Velocidade Espaço
0 → 5s Nula Constante Reta ascendente
5s → 10s Positiva Reta ascendente Parábola com concavidade
voltada para cima
10s → 20s Nula Constante Reta ascendente
20s → 23s Negativa Reta descendente Parábola com concavidade
voltada para baixo
> 23s Nula Constante Reta ascendente
Aceleração de queda livre
Podemos particularizar o conjunto de equações vetoriais anteriormente deduzidas,
para a situação do movimento de queda livre.
Para todos os efeitos práticos, um corpo que cai próximo à Terra, se comporta
como se a superfície fosse plana e a aceleração da gravidade g fosse constante. Iremos
usar valor de g =9,8m/s
2
, e considerar o eixo z apontando para cima da superifície da
Terra.
Para a aceleração, temos que:
g k g a
ˆ
− · ·
! !
Para o espaço percorrido, temos que:
( )
2
0 0
ˆ
2
1
ˆ ˆ ˆ
t g k t v k z k z k − + + ·
z
g
!
2
2
0 0
gt
t v z z − + ·
Para a velocidade desenvolvida pela partícula, temos que:
( )t g k v k v k
ˆ ˆ ˆ
0
− + ·
ou seja:
v = v
0
- gt
e também:
( ) ( )
0
2
0
2
ˆ ˆ ˆ
2 z k z k g k v v − ⋅ − + ·
( )
0
2
0
2
2 z z g v v − − ·
Esta última equação é conhecida como equação de Torricelli.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 03 r omer o@f i sica. uf pb. br 8
Solução de alguns problemas
Capítulo 2 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
15
Dois trens trafegam, no mesmo trilho, um em direção ao outro, cada um com uma
velocidade escalar de 30km/h . Quando estão a 60km de distância um do outro, um
pássaro, que voa a 60km/h , parte da frente de um trem para o outro. Alcançando o
outro trem ele volta para o primeiro, e assim por diante. (Não temos idéia da razão do
comportamento deste pássaro.)
Vamos considerar d = 60km e d
1
a distância que o trem da direita viaja
enquanto o pássaro decola dele e atinge o tem da esquerda e t
1
o tempo gasto
nesta primeira viagem.. A velocidade de cada trem é v = 30km/h e a velocidade
do pássaro é v
p
= 60km/h .
Para a primeira viagem do pássaro, temos:
d
D
1
d
1
d = D
1
+ d
1
= v
p
t
1
+ vt
1
= ( v
p
+ v )t
1

p
v v
d
t
+
· ⇒
1
Para a segunda viagem, temos:
d
2
D
2
d = 2d
1
+ ( d
2
+ D
2
) = 2vt
1
+ ( v
p
t
2
+ vt
2
)
( )

,
`

.
|
+
− ·
+
− · − · +
p p
p
v v
v
d
v v
d
v d vt d v v t
2
1 2 2
1 2

,
`

.
|
+

+
·
p p
v v
v
v v
d
t
2
1
2

,
`

.
|
+
− ·
p
v v
v
t t
2
1
1 2
Para a terceira viagem, temos
D
3
d
3
d = 2d
1
+ 2d
2
+ ( d
3
+ D
3
)
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 03 r omer o@f i sica. uf pb. br 9
d
3
+ D
3
= d - 2d
1
- 2d
2
∴ vt
3
+ v
p
t
3
= d - 2vt
1
- 2vt
2
p p p p p
v v
v
t
v v
v
t t
v v
v
t
v v
v
t
v v
d
t
+

+
− ·
+

+

+
·
2 1 1 2 1 3
2 2 2 2
ou ainda
p p p
v v
v
t t
v v
v
t
v v
v
t t
+
− ·
+

,
`

.
|
+
− ·
2 2 2 1 3
2 2
2
1
ou seja:

,
`

.
|
+
− ·
p
v v
v
t t
2
1
2 3
Por outro lado, já mostramos que:

,
`

.
|
+
− ·
p
v v
v
t t
2
1
1 2
min 40
3
2
60 30
60
1
· ·
+
·
+
· h
v v
d
t
p
Podemos inferir então que:

,
`

.
|
+
− ·

p
N N
v v
v
t t
2
1
1
ou seja:
1
1
2
1

,
`

.
|
+
− ·
N
p
N
v v
v
t t
Concluímos que t
N
é o ene-ésimo termo de uma progressão geométrica cujo
primeiro termo a
1
= t
1
= 40min e razão
3
1
3
2
1
60 30
30 . 2
1
2
1 · − ·
+
− ·
+
− ·
p
v v
v
q .
a) Quantas viagens o pássaro faz de um trem para o outro, até a colisão?
As viagens do pássaro ficarão cada vez com um percurso menor até tornarem-se
infinitesimais, por isso serão necessárias um número infinito de viagens de um
trem para o outro.
b) Qual a distância total percorrida pelo pássaro?
O tempo necessário para o percurso será a soma dos termos da progressão:
( )
q
q a
S
N


·
1
1
1
e quando |q| < 1 e N tende a infinito:
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 03 r omer o@f i sica. uf pb. br 10
v
d
v
v v
v v
d
v
v v
t
v v
v
t
q
a
S
p
p
p
p
2 2 2 2 1
1
1 1
·

,
`

.
| +

,
`

.
|
+
·

,
`

.
| +
·
+
·

·
ou seja
h
v
d
t 1
30 . 2
60
2
· · ·
D
p
= v
p
t = 60km/h . 1h = 60km
Uma forma direta de resolver este problema, mas que no entanto perde-se todo o
detalhamento dos acontecimentos, é calcular o tempo necessário para a colisão
dos dois trens:
d = ( v + v ) t = 2vt ⇒ h
v
d
t 1
30 . 2
60
2
· · ·
Esse tempo t é aquele que o pássaro tem para as suas viagens, logo a distância
percorrida será:
D
p
= v
p
t = 60km
Capítulo 2 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
19
Qual a posição final de um corredor,
cujo gráfico velocidade x tempo é
dado pela figura ao lado, 16 segun-
dos após ter começado a correr?
A distância percorrida por uma partí-
cula é a área abaixo da curva num
gráfico v versus t . Podemos de-
monstrar a afirmação anterior de
vários modos, por exemplo:
Método 1:
Área =
∫ ∫
· ·
f
i
f
i
t
t
x
x
dt v dx d
d = Área = A
1
+ A
2
+ A
3
+ A
4
onde A
1
é a área do triângulo que tem como base (0-2), A
2
é a área do retângulo
que tem com base (2-10) , A
3
é a área do paralelogramo que tem como base (10-
12) e A
4
é a área do retângulo que tem como base (11-16).
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 4 4 4 2 4 2
2
1
8 8 8 2
2
1
x x x x x d +
]
]
]

+ + + ·
d = 100m
0
2
4
6
8
10
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18
t(s)
v
(
m
/
s
)
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 03 r omer o@f i sica. uf pb. br 11
Método 2: Usar as equações da cinemática diretamente para cada percurso, e cal-
cular as distâncias correspondentes.
Capítulo 2 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
34
A cabeça de uma cascavel pode acelerar 50m/s
2
no instante do ataque. Se um car-
ro, partindo do repouso, também pudesse imprimir essa aceleração, em quanto tem-
po atingiria a velocidade de 100km/h ?
v = 100km/h =
s
m
3600
10
10
3
2
≅ 27m/s
v = v
0
+ at ;
2
/ 50
/ 27
s m
s m
a
v
t · ·
t = 0,54s
Capítulo 2 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
38
Um jumbo precisa atingir uma velocidade de 360km/h para decolar. Supondo que a
aceleração da aeronave seja constante e que a pista seja de 1,8km , qual o valor
mínimo desta aceleração?
v
2
= (v
0
)
2
+ 2ad ∴ a = v
2
/2d
v = 360km/h
d = 1,8km
v
0
= 0
a = 36000 km/h
2
= 2,7 m/s
2
se g = 9,8m/s
2
teremos a = 0,27 g
Capítulo 2 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
41
Um carro a 97km/h é freiado e pára em 43m .
a) Qual o módulo da aceleração (na verdade, da desaceleração) em unidades SI e
em unidades g ? Suponha que a aceleração é constante.
v
2
= (v
0
)
2
- 2ad ∴ a = (v
0
)
2
/2d = 8,28m/s
2
Se g = 9,8m/s
2
temos que a = 0,84 g
v
0
= 96km/h = 26,7 m/s
d = 43m
v = 0
b) Qual é o tempo de frenagem? Se o seu tempo de reação t
reação
, para freiar é de
400ms , a quantos "tempos de reação" corresponde o tempo de frenagem?
v = v
0
- at ∴ t = v
0
/a ou seja: t = 3,22s
t
reação
= 400ms = 400 . 10
-3
s = 0,4s
T = t + t
reação
T= 3,62s
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 03 r omer o@f i sica. uf pb. br 12
Capítulo 2 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
43
Em uma estrada seca, um carro com pneus em bom estado é capaz de freiar com
uma desaceleração de 4,92m/s
2
(suponha constante).
a) Viajando inicialmente a 24,6ms , em quanto tempo esse carro conseguirá parar?
v = v
0
- at ∴ t = v
0
/a = 24,6/4,92
t = 5s
a = 4,92m/s
2
v
0
= 24,6 m/s
v = 0
b) Que distância percorre nesse tempo?
v
2
= (v
0
)
2
- 2ad ∴ d = (v
0
)
2
/2a = (24,6)
2
/(2.4,92)
d = 61,5m
c) Faça os gráficos x versus t e v versus t para a desaceleração.
x(t) = 24,6t - 2,46t
2
em metros v(t) = 24,6 - 4,92t em m/s
Capítulo 2 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
45
Os freios de um carro são capazes de produzir uma desaceleração de 5,2m/s
2
.
a) Se você está dirigindo a 140km/h e avista, de repente, um posto policial, qual o
tempo mínimo necessário para reduzir a velocidade até o limite permitido de
80km/h ?
v = v
0
- at
t = (v
0
- v)/a = 16,8/5,2
t=3,2s
v
0
= 140km/h = 39,2m/s
v = 80km/h = 22,4m/s
a = 5,2m/s
2
0
10
20
30
40
50
60
70
0 1 2 3 4 5 6
t
x
(
t
)
0
5
10
15
20
25
30
0 1 2 3 4 5 6
t
v
(
t
)
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 03 r omer o@f i sica. uf pb. br 13
b) Trace o gráfico x versus t e v versus t para esta desaceleração.
Consideramos que até o instante t = 5s o carro vinha desenvolvendo a veloci-
dade de 39,2m/s , quando começou a freiar até 3,2s mais tarde, quando passou
a desenvolver a velocidade de 22,4m/s .
O gráfico x versus t é uma
reta para 0 < t < 5s ,
é uma parábola com concavi-
dade para baixo para
5s < t < 8,2s
e volta a ser uma reta para
t > 8,2s .
Nestes intervalos temos res-
pectivamente: movimento
uniforme, movimento unifor-
memente acelerado e nova-
mente movimento uniforme.
Capítulo 2 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
54
Quando a luz verde de um sinal de trânsito acende, um carro parte com aceleração
constante a = 2,2m/s
2
. No mesmo instante, um caminhão, com velocidade constante
de 9,5m/s , ultrapassa o automóvel.
a) A que distância, após o sinal, o automóvel ultrapassará o caminhão?
Automóvel
x = at
2
/2
Caminhão
X = V t
No instante t = t
E
o automóvel vai
alcançar o caminhão, logo:
x
E
= X
E
2 , 2
5 , 9 . 2 2
2
2
· · ⇒ ·
a
V
t Vt
at
E E
E
t
E
= 8,6s
X
E
= V t
E
= 9,5.8,6 = 81,7m.
Curva azul = X = Caminhão
Curva vermelha = x = Automóvel
0
20
40
60
80
100
120
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
t
0
50
100
150
200
250
300
350
400
450
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
t
x
(
t
)
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
t
v
(
t
)
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 03 r omer o@f i sica. uf pb. br 14
b) Qual a velocidade do carro nesse instante?
v
E
= v
0
+ a t
E
= 2,2 + 8,6
v
E
= 18,9m/s
Capítulo 2 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
57
Dois trens, em movimento retilíneo, viajam na mesma direção e em sentidos opostos,
um a 72km/h e o outro a 144km/h . Quando estão a 950m um do outro, os maqui-
nistas se avistam e aplicam os freios. Determine se haverá colisão, sabendo-se que a
desaceleração em cada um dos trens é de 1,0m/s
2
.
Vamos chamar x e X as distâncias que cada trem per-
correrá antes de parar. Neste instante teremos v = V =0.
v
2
= (v
0
)
2
- 2ax ∴ x = (v
0
)
2
/2a
V
2
= (V
0
)
2
- 2aX ∴ X = (V
0
)
2
/2a
v
0
= 72km/h = 20m/s
V
0
= 144km/h = 40m/s
d = 950m
a = 1m/s
2
A distância D necessária para os dois trens pararem é D = x + X
m
a
V v
D 1000
2
2
0
2
0
·
+
·
Como essa distância D é maior que a distância d disponível, acontecerá a colisão
entre os dois trens.
Capítulo 2 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
61
Considere que a chuva cai de uma nuvem, 1700m acima da superfície da Terra. Se
desconsiderarmos a resistência do ar, com que velocidade as gotas de chuva atingi-
riam o solo? Seria seguro caminhar ao ar livre num temporal?
v
2
= (v
0
)
2
+ 2ah = 2gh
1700 . 8 , 9 . 2 2 · · gh v =182,5m/s
v = 657km/h
v
0
= 0
a = g = 9,8m/s
2
h = 1700m
Velocidade
0
5
10
15
20
25
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
t
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 03 r omer o@f i sica. uf pb. br 15
Decididamente não seria seguro caminhar ao ar livre num temporal com gotas alcan-
çando a superfície da terra com esta velocidade.
Capítulo 2 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
69
Um objeto é largado de uma ponte 45m acima da água. O objeto cai dentro de um
barco que se desloca com velocidade constante e estava a 12m do ponto de im-
pacto no instante em que o objeto foi solto.
Qual a velocidade do barco?
h
d
h = 45m
v
0
= 0
d = 12m
2
2
2
2
2
V
gd
h
V
d
t t g
h
vt d
· ∴ · ⇒
¹
¹
¹
'
¹
·
·
s m
h
g
d V / 9 , 3
45 . 2
8 , 9
12
2
· · ·
V = 14,1km/h
Capítulo 2 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
78
Do cano de um chuveiro, a água pinga no chão, 200cm abaixo. As gotas caem em
intervalos regulares, e a primeira gota bate no chão, no instante em que a quarta gota
começa a cair. Determine as posições da segunda e terceira gotas, no instante em
que a primeira gota bate no chão.
Seja t
i
o tempo de vôo da i-ésima gota:
2
2
1
1
gt
h h · ·
2
2
2
2
gt
h ·
2
2
3
3
gt
h ·
4
3
2
h
1
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 03 r omer o@f i sica. uf pb. br 16
Como existe um intervalo ∆t entre cada gota, temos que t
1
= 3∆t ; t
2
= 2∆t e t
3
= ∆t .
Logo
( )
( )
m h h
t
t
t
t
h
h
9
8
9
4
9
4
3
2
1 2 2
2
2
1
2
2
1
2
· · ∴ ·


· ·
( )
( )
m h h
t
t
t
t
h
h
9
2
9
1
9
1
3
1 3 2
2
2
1
2
3
1
3
· · ∴ ·


· ·
Capítulo 2 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
79
Uma bola de chumbo é deixada cair de um trampolim localizado a 5,2m acima da
superfície de um lago. A bola bate na água com uma certa velocidade e afunda com
a mesma velocidade constante. Ele chegará ao fundo 4,8s após ter sido largada.
a) Qual a profundidade do lago?
h
1
= 5,2m
t = t
1
+ t
2
= 4,8s
g
h
t
gt
h
1
1
2
1
1
2
2
· ∴ ·
t
1
= 1,03s e t
2
= 3,77s
s m gh v gh v v / 09 , 10 2 2
1 1 1
2
0
2
1
· · ∴ + ·
h
2
= v
1
t
2
= 38,06m
v
0
h
1
v
1
h
2
v
2
b) Qual a velocidade média da bola?
s m
t t
h h
tempo
espaço
t
x
v / 01 , 9
8 , 4
06 , 38 2 , 5
2 1
2 1
·
+
·
+
+
· ·


·
c) Suponha que toda água do lago seja drenada. A bola é atirada do trampolim, e
novamente chega ao fundo do lago 4,8s depois. Qual a velocidade inicial da
bola?
Vamos considerar V
0
a nova velocidade inicial:
s m
gt
t
h
V
gt
t V h / 60 , 15 52 , 23 92 , 7
2 2
0
2
0
− · − · − · ∴ + ·
Na equação acima o sinal de g é positivo significando que o referencial
positivo foi tomado como apontando para baixo. Desse modo, como V
0
calcula-
do é negativo, a bola foi lançada para cima.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 03 r omer o@f i sica. uf pb. br 17
0 < t < 1,03s
O movimento da bola de
chumbo é de queda livre,
portanto a curva no gráfico
y versus t será uma pará-
bola e a curva no gráfico v
versus t será uma reta in-
clinada em relação à hori-
zontal.
t > 1,03s
O movimento da bola de
chumbo é de retilíneo e
uniforme, portanto a curva
no gráfico y versus t será
uma reta inclinada em rela-
ção à horizontal e a curva
no gráfico v versus t será
uma reta paralela à hori-
zontal.
Capítulo 2 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
82
Uma pedra é largada de uma ponte a 43m acima da superfície da água. Outra pe-
dra é atirada para baixo 1s após a primeira pedra cair. Ambas chegam na água ao
mesmo tempo.
a) Qual era a velocidade inicial da segunda pedra?
h = 44m
∆t = 1s
t
2
= t
1
- ∆t
s s
g
h
t
gt
h 3 99 , 2
2
2
1
2
1
≅ · · ∴ ·
O tempo gasto pela segunda pedra será:
2 1
v
0
h
t
2
= t
1
- ∆t = 2s
Logo:
2 2
2
2
0
2
2
2 0
gt
t
h
v
gt
t v h − · ∴ + ·
v
0
= 12,2m/s
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
0 1 2 3 4 5
t
y
0
2
4
6
8
10
12
0 1 2 3 4 5
t
v
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 03 r omer o@f i sica. uf pb. br 18
b) Faça o gráfico da velocidade versus tempo para cada pedra, considerando t = 0
o instante em que a primeira pedra foi largada.
Curvas das velocidade:
Vermelho = primeira pedra
Marrom = segunda pedra
Curvas das distâncias:
Vermelho = primeira pedra
Marrom = segunda pedra
0
5
10
15
20
25
30
35
40
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5
t
0
10
20
30
40
50
60
70
80
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4
t
Versão preliminar
6 de setembro de 2002
Not as de Aula de Física
04. MOVIMENTO EM DUAS E TRÊS DIMENSÕES.......................................................... 2
POSIÇÃO E DESLOCAMENTO ................................................................................................ 2
VELOCIDADE MÉDIA E VELOCIDADE INSTANTÂNEA .................................................................. 2
ACELERAÇÃO MÉDIA E ACELERAÇÃO INSTANTÂNEA ................................................................ 3
MOVIMENTO NUM PLANO COM ACELERAÇÃO CONSTANTE........................................................ 4
MOVIMENTO DE PROJÉTEIS.................................................................................................. 4
Tiro de gran alcance ..................................................................................................... 7
MOVIMENTO CIRCULAR E UNIFORME ..................................................................................... 8
MOVIMENTO RELATIVO ...................................................................................................... 10
Coger con la mano una bala disparada! ..................................................................... 10
SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ..................................................................................... 11
"19" ............................................................................................................................. 11
22................................................................................................................................ 11
30................................................................................................................................ 12
41................................................................................................................................ 13
47................................................................................................................................ 14
49................................................................................................................................ 15
72................................................................................................................................ 15
80................................................................................................................................ 16
83................................................................................................................................ 17
88................................................................................................................................ 17
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 04 r omer o@f i sica. uf pb. br 2
04. Movimento em duas e três dimensões
A nossa experiência cotidiana está repleta de exemplos de movimentos bi e tridi-
mensionais. Podemos até dizer que são raras as situações com movimentos unidimensi-
onais. Quando saímos de nossa cama para a sala, certamente usamos um movimento
bidimensional ao chegar até a porta e caminhando pelo corredor para atingir a sala. Num
automóvel em movimento, além do movimento bidimensional, segundo os pontos carde-
ais, as estradas têm elevações e baixios, de modo que percorremos um caminho tridi-
mensional.
Posição e deslocamento
Vamos considerar um sistema de coor-
denadas x-y para analisar o movimento de
uma partícula do ponto inicial P ocupado no
instante t
i
até o ponto final Q ocupado no
instante t
f
.
A ponto inicial P é localizado pelo vetor
posição
i
r
!
e o ponto final Q é localizado
pelo vetor posição
f
r
!
.
O vetor deslocamento é definido por:
i f
r r r
! ! !
− · ∆
y
P

i
r
!
r
!

Q

f
r
!
x
Onde
f i i i
z k y j x i r
ˆ ˆ ˆ
+ + ·
!
f f f f
z k y j x i r
ˆ ˆ ˆ
+ + ·
!
z k y j x i r ∆ + ∆ + ∆ · ∆
ˆ ˆ ˆ
!
Velocidade média e velocidade instantânea
A velocidade pode ser entendida como a variação no tempo do vetor deslocamen-
to.
Definimos a velocidade média em duas ou três dimensões fazendo uma extensão
da definição usada para o movimento retilíneo, ou seja:
i f
i f
t t
r r
t
r
v


·


·
! ! !
!
ou ainda:
t
z
k
t
y
j
t
x
i v


+


+


·
ˆ ˆ ˆ
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 04 r omer o@f i sica. uf pb. br 3
A velocidade instantânea é definida como:
dt
r d
v
t
r
Lim
t
!
!
!
· ·


→ ∆ 0
e em coordenadas cartesianas:
t
z
k
t
y
j
t
x
i v
Lim Lim Lim
t t t


+


+


·
→ ∆ → ∆ → ∆ 0 0 0
ˆ ˆ ˆ
!
dt
dz
k
dt
dy
j
dt
dx
i v
ˆ ˆ ˆ
+ + ·
!
ou seja:
z y x
v k v j v i v
ˆ ˆ ˆ
+ + ·
!
Aceleração média e aceleração instantânea
Quando uma partícula se move com
velocidade
i
v
!
no instante t
i
e com velocida-
de
f
v
!
no instante t
f
, definimos a sua acele-
ração média como:
t
v
t t
v v
a
i f
i f


·


·
! ! !
!
A aceleração instantânea é definida
como:
dt
v d
a
t
v
Lim
t
!
!
!
· ·


→ ∆ 0
y
P

i
v
!
Q
x

f
v
!
e em coordenadas cartesianas:
t
v
k
t
v
j
t
v
i a
z
t
y
t
x
t
Lim Lim Lim


+


+


·
→ ∆ → ∆ → ∆ 0 0 0
ˆ ˆ ˆ
!
dt
dv
k
dt
dv
j
dt
dv
i a
z
y
x
ˆ ˆ ˆ
+ + ·
!
ou seja:
z y x
a k a j a i a
ˆ ˆ ˆ
+ + ·
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 04 r omer o@f i sica. uf pb. br 4
Movimento num plano com aceleração constante
Vamos considerar que a partícula se mova no plano x-y com aceleração cons-
tante. Para um movimento nesse plano teremos:
¹
¹
¹
'
¹
+ ·
+ ·
+ ·
y x
y x
a j a i a
v j v i v
y j x i r
ˆ ˆ
ˆ ˆ
ˆ ˆ
!
!
!
e considerando que a aceleração é constante teremos as equações para o movimento
segundo o eixo x:
( ) ( )
2
0 0 0 0
2
1
t t a t t v x x
x x
− + − + ·
( )
0 0
t t a v v
x x x
− + ·
( )
0
2
0
2
2 x x a v v
x x x
− + ·
e as equações para o movimento segundo o eixo y :
( ) ( )
2
0 0 0 0
2
1
t t a t t v y y
y y
− + − + ·
( )
0 0
t t a v v
y y y
− + ·
( )
0
2
0
2
2 y y a v v
y y y
− + ·
As equações anteriores podem ser sintetizadas nas formas vetoriais:
2
0 0
2
1
t a t v r r
! ! ! !
+ + ·
t a v v
! ! !
+ ·
0
( )
0
2
0
2
2 r r a v v
! ! !
− ⋅ + ·
Movimento de projéteis
O movimento dos projéteis é uma situação onde uma partícula se move num plano,
com movimento de aceleração constante em uma direção e movimento de velocidade
constante em outra direção.
Vamos considerar que a
x
= 0 e que a
y
= - g , e desse modo, as equações para
esse movimento serão para o eixo x:
t v x x
x 0 0
· − (1)
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 04 r omer o@f i sica. uf pb. br 5
e para o eixo y:
2
0 0
2
1
t g t v y y
y
− · − (2)
t g v v
y y
− ·
0
(3)
( )
2
0
2
0
2
2 y y g v v
y y
− − · (4)
Considerando x
0
= y
o
= 0 , na equação (1), temos
x
v
x
t
0
·
usando esse resultado na equação (2), temos:
2
0 0
0
2

,
`

.
|

,
`

.
|
·
x x
y
v
x g
v
x
v y
ou seja
2
2
0 0
0
2
x
v
g
x
v
v
y
x x
y

,
`

.
|

,
`

.
|
·
A equação anterior é do tipo:
y = b x - c x
2
Se completarmos os quadrados na equação anterior, teremos:
2
2
2 4

,
`

.
|
− − ·

,
`

.
|

c
b
x c
c
b
y
Essa é a equação de uma parábola com a concavidade voltada para baixo, e tem
como coordenadas do ponto de altura máxima:
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
·
·
c
b
y
c
b
x
M
M
4
2
2
Considerando que:
¹
¹
¹
'
¹
·
·
0 0 0
0 0 0
sen
cos
θ
θ
v v
v v
y
x
encontramos que:
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 04 r omer o@f i sica. uf pb. br 6
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
·
·
g
v
y
g
v
x
M
M
2
sen
2
2 sen
0
2 2
0
0
2
0
θ
θ
Como a parábola é uma curva simétrica, a distância percorrida ao longo do eixo x ,
também conhecida como alcance R tem o valor R = 2 x
M
, ou seja:
g
v
R
0
2
0
2 sen θ
·
com a mesma velocidade inicial e par a ângulos de 30
0
, 45
0
e 60
0
.
Da trigonometria, podemos encontrar que quando dois ângulos diferentes têm o
mesmo seno, a soma desses ângulos deve ser igual a 180
0
, ou seja:
2α + 2β = 180
0
⇒ α + β = 90
0
∴ α = 90
0
- β
ou seja, dois lançamentos cujos ângulo somam 90
0
têm o mesmo alcance, como mostra
a figura anterior para os ângulos 30
0
e 60
0
. Podemos mostrar, então, que o alcance
máximo é obtido quando o ângulo de lançamento vale 45
0
, como mostra a terceira curva
da figura anterior.
Uma análise mais realista do movimento dos projéteis deverá levar em conta o seu
atrito com o ar. Essa força de atrito é considerada como uma função da velocidade. Num
caso mais simples, se a força de atrito for considerada proporcional à velocidade de des-
locamento, nós podemos avaliar os seus efeitos no movimento dos projéteis no gráfico a
seguir.
L a n ç a m e n t o e m v á r io s â n g u lo s
0
0 ,5
1
1 ,5
2
2 ,5
3
3 ,5
4
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1
x
y
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 04 r omer o@f i sica. uf pb. br 7
par a os mesmos ângulos e velocidades inici ais da f igur a ant er ior .
Tiro de gran alcance
Al final de la primera guerra mundial (1918), cuando los éxitos de la aviación
francesa e inglesa dieron fin a las incursiones aéreas enemigas, la artillería alemana puso
en práctica, por primera vez en la historia, el bombardeo de ciudades enemigas situadas a
más de cien kilómetros de distancia. El estado mayor alemán decidió emplear este nuevo
procedimiento para batir la capital francesa, la cual se encontraba a más de 110 km del
frente. Hasta entonces nadie había probado este procedimiento. Los propios artilleros
alemanes lo descubrieron casualmente. Ocurrió esto al disparar un cañón de gran calibre
con un gran ángulo de elevación. Inesperadamente, sus proyectiles alcanzaron 40 km, en
lugar de los 20 calculados. Resultó, que estos proyectiles, al ser disparados hacia arriba
con mucha inclinación y gran velocidad inicial, alcanzaron las altas capas de la atmósfera,
en las cuales, debido al enrarecimiento, la resistencia del aire es insignificante. En este
medio poco resistente es donde el proyectil recorrió la mayor parte de su trayectoria,
después de lo cual cayó casi verticalmente a tierra.
La figura muestra claramente la gran variación que experimentan las trayectorias
de los proyectiles al cambiar el ángulo de elevación. Esta observación sirvió de base a los
alemanes para proyectar un cañón de gran alcance, para bombardear París desde una
distancia de 115 km. Este cañón terminó de fabricarse con éxito, y durante el verano de
1918 lanzó sobre París más de trescientos proyectiles. He aquí lo que después se supo
de este cañón. Consistía en un enorme tubo de acero de 34 m de largo y un metro de
grueso. El espesor de las paredes de la recámara era de 40 cm. Pesa ba en total 750 t.
Sus proyectiles tenían un metro de largo y 21 cm de grueso, y pesaban 120 kg. Su carga
requería 150 kg de pólvora y desarrollaba una presión de 5 000 atmósferas, la cual
disparaba el proyectil con una velocidad inicial de 2 000 m/seg. El fuego se hacía con un
ángulo de elevación de 52' y el proyectil describía un enorme arco, cuyo vértice o punto
culminante se encontraba a 40 km de altura sobre la tierra, es decir, bien entrado en la
estratosfera. Este proyectil tardaba en recorrer los 115 km, que mediaban entre el
emplazamiento del cañón y París, 3,5 minutos, de los cuales, 2 minutos volaba por la
estratosfera. Estas eran las características del primer cañón de ultralargo alcance,
antecesor de la moderna artillería de este género.
L a n ç a m e n t o d e p r o j é te i s c o n si d e r a n d o o a t r i to
0
0 , 5
1
1 , 5
2
2 , 5
3
3 , 5
4
0 0 , 5 1 1 , 5 2 2 , 5 3 3 , 5 4 4 , 5 5
x
y
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 04 r omer o@f i sica. uf pb. br 8
Cuando mayor sea la velocidad inicial de la bala (o del proyectil), tanto mayor será
la resistencia del aire. El aumento de esta resistencia no es proporcional al de la
velocidad, sino más rápido, es decir, proporcional al cuadrado, al cubo y a potencias aún
mayores del aumento de la velocidad, según el valor que ésta alcance.
Física Recreativa - Yakov Perelman
Movimento circular e uniforme
Se um corpo está se movimentando em círculos com velocidade constante em mó-
dulo, ele necessariamente estará sob a ação de uma força. Essa força F
!
pode ter as
mais diversas origens: gravitacional, elétrica, magnética, e etc. Mas algumas grandezas
ligadas a esse movimento estão relacionadas do seguinte modo:
R
v
a onde a m F
2
· ·
onde m é a massa do corpo, R é o raio da órbita e v é a
sua velocidade. A velocidade pode ser definida como:
R w R f
T
R
v · · · π
π
2
2
F
!
v
!
onde T é o período, f é a frequência, e w é a frequência angular. A unidade de T é segun-
do, a unidade de f é 1/segundo = Hertz, e a unidade de w é radiano/segundo. Desse
modo, a frequência angular tem como unidade natural o radiano/segundo, mas pode ser
expressa em rotações/minuto:
min 2
60
2
1
1 1
rot
seg
rot
seg
rad
π π
· ·
Por exemplo, qual deve ser a velocidade angular, em rotações por minuto, que um
corpo deve girar para que a sua aceleração seja 50 vezes a aceleração da gravidade?
g
R
v
g m
R
v
m F 50 50
2 2
· ∴ · ·
mas, como vimos anteriormente v = wR, logo:
seg rad
R
g
w g R w /
50
50
2
· ∴ ·
e finalizando:
min /
50
2
60
rot
R
g
w
π
·
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 04 r omer o@f i sica. uf pb. br 9
onde g = 9,8 m/s
2
e R é o raio da órbita do corpo, ou o raio de centrifugação.
Para deduzir a equação da aceleração usada inicialmente, vamos considerar que
num dado instante o corpo está no ponto P com velocidade v
!
e que um intervalo de
tempo ∆t posterior esteja no ponto Q com velocidade seja ´ v
!
, de modo que essas
duas velocidades tenham o mesmo módulo v .
P
v
!
θ
Q
´ v
!
´ v
!
θ v
!
v
!

r
θ s
r
A variação do vetor velocidade é dado por v v v
! ! !
− · ∆ ´ , e vamos considerar como θ
o ângulo formado pelos vetores v
!
e ´ v
!
. Esse triângulo formado pelos vetores mencio-
nados é isósceles já que os vetores v
!
e ´ v
!
têm mesmo módulo. Podemos definir um
outro triângulo isósceles formado pela reta que une o centro do triângulo ao ponto P ,
pela reta que une o centro deste mesmo triângulo ao ponto Q e pela corda s que une
os pontos P e Q . Esses dois triângulos são equivalentes pois os lados iguais fazem en-
tre si o mesmo ângulo θ .
A equivalência entre os triângulos é expressa pela equação:
r
s
v
v
·

A trajetória do corpo em movimento circular é, naturalmente, ao longo da curva, e
não ao longo da corda s , mas para um intervalo de tempo ∆t pequeno, podemos apro-
ximar a corda pela curva. O comprimento da curva a considerar é o espaço percorrido
pelo corpo com velocidade constante, ou seja :
curva = v ∆t
logo
corda = s ≈ v ∆t
portanto
r
v
t
v
r
t v
v
v
2







No limite quando ∆t → 0 a aproximação da corda pela curva torna-se uma igual-
dade:
r
v
t
v
a
Lim
t
2
0
·


·
→ ∆
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 04 r omer o@f i sica. uf pb. br 10
Vale a pena enfatizar que a direção da aceleração é perpendicular ao vetor veloci-
dade. Deve-se notar, portanto, que não é necessário existir movimento na direção da
aceleração.
Movimento relativo
Os resultados da observação de um evento dependem do referencial usado pelo
observador. Um acontecimento que ocorre no interior de um vagão de um trem tem uma
aparência para observadores fixos no interior desse trem e uma outra aparência diferente
para observadores fixos nos trilhos.
Vamos considerar dois referenciais S e S´ , considerando que S´ move-se com veloci-
dade constante u
!
em relação a S .
Um evento que é localizado no
referencial S pelo vetor posição r
!
,
será localizado no referencial S´ pelo
vetor posição ´ r
!
é esses dois vetores
estão relacionados do seguinte modo:
t u r r
! ! !
+ · ´
A velocidade com que um dado
corpo se move é medida de maneira
diferente por cada um desses referen-
ciais.
y y´
A
r
!
´ r
!
t u
!
x x´
Se para um observador no referencial S a velocidade é v
!
, para um outro obser-
vador no referencial S´ a velocidade é ´ v
!
. Encontramos a maneira como essas veloci-
dades estão relacionadas derivando a relação entre os vetores posição:
u v v u
dt
r d
dt
r d ! ! ! !
! "
+ · ∴ + · ´
´
Coger con la mano una bala disparada!
Durante la primera guerra mundial, según información de prensa, a un aviador
francés lo ocurrió un caso extraordinario. Cuando iba volando a dos kilómetros de altura,
este aviador se dio cuenta que junto a su cara se movía una cosa pequeña. Pensó que
sería algún insecto, y, haciendo un ágil movimiento con la mano, lo cogió. Cuál sería su
sorpresa cuando comprendió, que lo que acababa de cazar era... ¡una bala de fusil
alemana! ¿Verdad que esto recuerda los cuentos del legendario barón Münchhausen, que
también aseguró haber cogido una bala de cañón con las manos?
No obstante, esta noticia sobre el piloto que cogió la bala, no tiene nada de
imposible. Las balas no se mueven durante todo el tiempo con la velocidad inicial de 800-
900 m por segundo, sino que, debido a la resistencia del aire, van cada vez más despacio
y al final de su trayectoria, pero antes de empezar a caer, recorren solamente 40 m por
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 04 r omer o@f i sica. uf pb. br 11
segundo. Esta era una velocidad factible para los aeroplanos de entonces. Por
consiguiente, la bala y el aeroplano podían volar a una misma velocidad, en un momento
dado, y, en estas condiciones, aquélla resultaría inmóvil o casi inmóvil con relación al
piloto. Es decir, éste podría cogerla fácilmente con la mano, sobre todo con guante
(porque las balas se calientan mucho al rozar con el aire).
Física Recreativa - Yakov Perelman
Solução de alguns problemas
Capítulo 4 - Halliday, Resnick e Walker - Edição antiga
"19"
Um malabarista consegue manter simultaneamente cinco bolas no ar, todas atin-
gindo uma altura máxima de 3m .
Encontre o intervalo de tempo entre duas bolas que chegam às suas mãos. Consi-
dere que os intervalos são os mesmos para todas as bolas.
Vamos considerar t o tempo necessário para que uma bola atinja a altura máxima
de h = 3m . Logo T = 2t é o tempo que cada bola permanece no ar até cair de
volta nas mãos do malabarista.
Se tivéssemos apenas duas bolas, jogaríamos a primeira bola e após T/2 jogaría-
mos a segunda bola.
Como temos cinco bolas, jogaríamos a primeira, após T/5 jogaríamos a segunda,
após T/5 jogaríamos a terceira, após T/5 jogaríamos a quarta e finalmente após
T/5 jogaríamos a quinta bola. A seguir pegaríamos a primeira que permaneceu
5T/5 no ar. Vamos chamar de ∆t o intervalo entre a chegada de duas bolas, logo:
5
2
5
t T
t · · ∆
Considerando que o tempo de descida é o mesmo que o de subida, soltando uma
da bolas ela terá um movimento tal que:
g
h
t
g
h
t
gt
h
2
5
2 2
2
2
· ∆ ⇒ · ∴ · = 0,31s
Capítulo 4 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
22
Um projétil é atirado horizontalmente de uma arma que está 45m acima de um solo
plano. A velocidade na saída do cano é 250m/s .
a) Por quanto tempo o projétil permanece no ar?
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 04 r omer o@f i sica. uf pb. br 12
0
10
20
30
40
50
60
70
80
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120
x
y
h = 45m
v
0x
= 250m/s
v
0y
= 0
2
2
0 0
gt
t v y y
y
− · −
ou seja:
2
2
gt
h − · −
s
g
h
t 03 , 3
2
· ·
b) A que distância da arma, na horizontal, ele cai ao solo?
m
g
h
v t v d
x x
5 , 757
2
0 0
· · ·
c) Qual o módulo da componente vertical da velocidade, no instante em que atinge
o solo?
v
y
= v
0y
- gt = - gt = - 10.3,03 = -30,3m/s
s m v v v
y x
/ 82 , 251
2 2
· + ·
Capítulo 4 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
30
Uma pedra é lançada para o alto de um penhasco de altura h , com uma velocidade
inicial de 42m/s e uma ângulo de 60
0
, acima da horizontal. A pedra cai 5,5s após
o lançamento. Calcule:
a) Calcule a altura h do penhasco.
v
0
= 42m/s
θ
0
= 60
0
t = 5,5s
v
0y
= v
0
sen60
0
= 36,37m/s
v
0x
= v
0
cos60
0
= 21m/s
2
2
0 0
gt
t v y y
y
− · −
ou seja:
2
0
2
0
gt
t v h
y
− · −
H
h
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
0 100 200 300 400 500 600 700 800
x
y
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 04 r omer o@f i sica. uf pb. br 13
0
2
4
6
8
10
12
14
0 2 4 6 8 10 12 14 x
y
Usando os valores das variáveis, encontramos a altura do penhasco:
h = 51,81m
b) A velocidade da pedra imediatamente antes do impacto no penhasco.
v
y
= v
0y
- gt ∴ v
y
= - 17,53m/s
v
x
= v
0x
= 21m/s
( ) s m j i v /
ˆ
53 , 17
ˆ
21 − ·
!
c) A altura máxima H acima do nível do solo.
Na posição da altura máxima a componente vertical da velocidade será nula:
m
g
v
H gH v v
y
y yH
48 , 67
2
0 2
2
0 2
0
2
· · ⇒ · − ·
Poderíamos ainda calcular quanto tempo T foi necessário para o projétil chegar
até a altura máxima e qual o valor da componente x
H
:
s
g
v
T gT v v
y
y Hy
71 , 3 0
0
0
· · ⇒ · − ·
x
H
= v
0x
T = 77,91m
Capítulo 4 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
41
Com que velocidade inicial um
jogador de basquete deve lançar
a bola, num ângulo de θ
0
= 55
0
acima da horizontal, para fazer a
cesta, conforme a figura ao lado?
θ θθ θ
0
y
y
0
θ
0
= 55
0
y
0
= 7pés = 2,1m
y = 10pés = 3 m
x
0
= 0
x = 14pés = 4,26m
( )
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
− − ·
− ·
− · −
· −
0
2
0
2
0
2
0 0
0 0
2
2
y y g v v
gt v v
gt
t v y y
t v x x
y y
y y
y
x
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 04 r omer o@f i sica. uf pb. br 14
Da primeira equação da esquerda encontramos que t = x / v
0x
, e aplicamos esse
resultado na segunda equação:
2
0 0
0 0
2

,
`

.
|

,
`

.
|
· −
x x
y
v
x g
v
x
v y y =
0
2 2
0
2
0 0
0 0
cos 2 cos
sen
θ θ
θ
v
x g
v
v
x −
ou seja:
( ) [ ]
0 0 0
2
2
2
0
tan cos 2 y y x
gx
v
− −
·
θ θ
= 52,17
v
0
= 7,22m/s
Capítulo 4 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
47
Uma bola rola, horizontalmente, do alto de uma escadaria com velocidade inicial de
1,5m/s . Os degraus têm 20cm de altura por 20cm de largura. Em qual degrau a
bola bate primeiro?
h = d = 0,2m
v
0x
= 1,5m/s
θ
0
= 0
0
v
0y
= 0
y
reta
= - x
( )
( )
2
2
0 0
0
cos 2
tan x
v
g
x y
bola
θ
θ − ·
2
2
0
2
x
v
g
y
bola

,
`

.
|
− ·
Nós iremos determinar o degrau onde a bola vai bater primeiro, encontrando
o ponto onde a reta cruza com a parábola, num ponto x
E
, onde:
2
2
0
2
E E
x
v
g
x

,
`

.
|
− · − ou seja:
g
v
x
E
2
0
2
· = 0,45m
Essa distância x
E
será equivalente ao n-ésimo degrau, onde:
gh
v
n nh
g
v
2
0
2
0
2 2
· ∴ · = 2,29 ⇒ 3
0
degrau
-0,8
-0,6
-0,4
-0,2
0
0 0,2 0,4 0,6
x
Y
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 04 r omer o@f i sica. uf pb. br 15
Capítulo 4 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
49
Um avião mergulhando num ângulo de 53
0
com a vertical a uma altitude de 730m
lança um projétil, que bate no solo 5s depois de ser lançado.
a) Qual a velocidade do avião?
( )t v h
gt
t v
y 0 0
2
0
cos
2
θ − · − ·
0
0
cos
2
θ
t g
t
h
v

· = 201,88m/s
b) Que distância o projétil per-
correu, horizontalmente, du-
rante o seu vôo?
14 , 806 sen
0 0 0
· · · θ t v t v d
x
c) Quais eram as componentes horizontal e vertical de sua velocidade no instante
em que caiu no solo?
0 0 0
senθ v v v
x x
· · = 161,22m/s
gt v gt v v
y y
− − · − ·
0 0 0
cosθ = -121,49 - 49,00 = 170,49m/s
Capítulo 4 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
72
Uma pedra, presa a um cordão de 1,5m de comprimento, é girada por um menino,
fazendo um círculo horizontal a 2m acima do solo.
Quando o cordão arrebenta, a pedra é lançada horizontalmente, caindo ao solo 10m
adiante. Qual era a aceleração centrípeta da pedra enquanto estava em movimento
circular?
y
0
= h = 1,5m
y = 0
r = 1m
x
0
= 0
x = d = 9m
( )
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
− − ·
− ·
− · −
· −
0
2
0
2
0
2
0 0
0 0
2
2
y y g v v
gt v v
gt
t v y y
t v x x
y y
y y
y
x
0
0,5
1
1,5
2
0 2 4 6 8 10
x
y
θ θθ θ
0
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 04 r omer o@f i sica. uf pb. br 16
Usando o conjunto de equações acima para esses problema, encontramos a veloci-
dade de lançamento da pedra:
¹
¹
¹
'
¹
· ∴ · · ⇒
·
·
h
g
d v
v
d
g
h
t gt
h
t v d
x
x
x
2
2
2
0
0
2
0
= 16,26m/s
Mas enquanto a pedra estava presa, ela descrevia um movimento circular e uniforme
com aceleração dada por:
rh
gd
r
v
a
x
2
2 2
0
· · = 264,38m/s
2
= 26,97g
Capítulo 4 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
80
A neve cai, verticalmente, com uma velocidade constante de 8m/s . O motorista de
um carro, viajando em linha reta numa estrada com uma velocidade de 50km/h , vê
os flocos de neve caírem formando um ângulo com a vertical. Qual o valor deste ân-
gulo?
v = 8m/s
u = 50km/h = 13,89m/s
¹
'
¹
+ ′ ·
+ ′ ·
u v v
t u r r
! ! !
! ! !
v
!
v ′
!
v
!
u
!
u
!
Onde v
!
é a velocidade da neve caindo observada em um referencial fixo na estra-
da, u
!
é a velocidade do referencial móvel em relação à estrada e v ′
!
é a velocida-
de da neve caindo observada pelo referencial móvel. Em termos vetoriais, teremos:
u v v
! ! !
+ ′ ·
Como neste caso específico os vetores v
!
e u
!
formam um ângulo reto:
2 2
u v v + · ′ = 16,02m/s
v
u
· θ tan =1,73 ∴ θ = 60
0
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 04 r omer o@f i sica. uf pb. br 17
Capítulo 4 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
83
Um trem viaja em direção ao sul a 30m/s (em relação ao solo), sob uma chuva que
está caindo, também em direção ao sul, sob a ação do vento. As trajetórias das gotas
de chuva formam um ângulo de 22
0
com a vertical, conforme registrado por um ob-
servador parado no solo. Entretanto, um observador no trem vê as gotas caírem
exatamente na vertical.
Determine a velocidade da chuva em relação ao solo.
θ = 22
0
u = 30m/s
u v v
! ! !
+ ′ ·
logo
θ
θ
sen
sen
u
v v u · ∴ · = 80,08m/s
v
!
v ′
!
v
!
θ
u
!
u
!
Capítulo 4 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
88
Uma mulher pode remar um bote a 6,4km/h , em água parada.
a) Se ela atravessar um rio com uma correnteza de 3,2km/h , em que direção deve
aprumar o bote, para alcançar o local diretamente oposto ao seu ponto de parti-
da?
v
b
´ = 6,4km/h
v
r
= 3,2km/h
0
60 5 , 0
4 , 6
2 , 3
cos · ∴ · ·

· θ θ
b
r
v
v

b
v
!


b
v
!

r
v
!
b) Se o rio tiver 6,4km de largura, quanto tempo levará para atravessá-lo?
l = 6,4km
v
b
= v
b
´ senθ
l = v
b
t
0 '
60 sen . 4 , 6
4 , 6
sen
· · ·
θ
b b
v
l
v
l
t = 1,15h = 1h 09min
c) Suponha que, em vez de atravessar o rio, ela reme 3,2km rio abaixo, e depois
volte ao ponto de partida. Qual o tempo gasto nesse percurso?
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 04 r omer o@f i sica. uf pb. br 18
d = 3,2km
As velocidades contra a correnteza V
ab
e a favor da correnteza V
ba
são defini-
das como:
V
ab
= v
b
´- v
r
V
ba
= v
b
´ + v
r
B A
Como os movimentos têm velocidades constantes:
d = V
ab
t
ab
e d = V
ba
t
ba
onde t = t
ab
+ t
ba
( )
2 2 '
2 '
2
r b
b
ba ab
ba ab
ba ab
v v
d v
V V
V V d
V
d
V
d
t

·
+
· + · = 1,34h
d) Quanto tempo levaria se tivesse remado 3,2km rio acima e, depois, voltasse ao
ponto de partida?
O mesmo do item anterior
e) Em que direção deveria aprumar o barco, se quisesse atravessar o rio no mais
curto intervalo de tempo possível? Qual seria esse tempo?
l = 6,4km
v
b
´ = 6,4km/h
v
r
= 3,2km/h
d = v
b
t
onde d é a distância a ser percorrida
pelo barco na travessia do rio.

b
v
!


b
v
!
θ β

r
v
!
Por equivalência entre os triângulos, podemos mostrar que:
t
v
d
v
l
b b
· ·
β sen
'
Para calcular o extremo (mínimo, neste caso) do tempo em relação ao ângulo de
inclinação do barco teremos:
2
0
sen
cos
2 '
π
β
β
β
β
· ⇒ · − ·
M
b
v
l
d
dt
l
d
Versão preliminar
7 de setembro de 2002
Not as de Aula de Física
05. LEIS DE NEWTON....................................................................................................... 2
ONDE ESTÃO AS FORÇAS?................................................................................................... 2
PRIMEIRA LEI DE NEWTON................................................................................................... 3
SEGUNDA LEI DE NEWTON .................................................................................................. 3
TERCEIRA LEI DE NEWTON .................................................................................................. 4
APLICAÇÕES DAS LEIS DE NEWTON...................................................................................... 4
Exemplo 5-6.................................................................................................................. 4
Exemplo 5-8.................................................................................................................. 6
Exemplo 5-9.................................................................................................................. 7
Exemplo 5-10................................................................................................................ 7
Exemplo 5-11................................................................................................................ 8
SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ....................................................................................... 9
16.................................................................................................................................. 9
40.................................................................................................................................. 9
45................................................................................................................................ 10
49................................................................................................................................ 11
57................................................................................................................................ 12
58................................................................................................................................ 13
63................................................................................................................................ 14
70................................................................................................................................ 15
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 05 r omer o@f i sica. uf pb. br 2
05. Leis de Newton
No nosso dia a dia encontramos objetos que se movem e outros que permanecem
em repouso. À primeira vista, parece que um corpo está em repouso quando não existem
forças atuando nele, e inicia o movimento quando uma força começa a atuar sobre si.
No desenrolar deste capítulo vamos ver o quanto essas aparências se aproximam
ou se afastam da realidade.
Onde estão as forças?
Gravidade
As coisas caem porque são atraídas pela Terra. Há uma força que puxa cada ob-
jeto para baixo e que também é responsável por manter a atmosfera sobre a Terra e tam-
bém por deixar a Lua e os satélites artificiais em órbita. É a chamada força gravitacional.
Essa força representa uma interação existente entre a Terra e os objetos que estão sobre
ela.
Sustentação
Para que as coisas não caiam é preciso segurá-las. Para levar a prancha o garotão
faz força para cima. Da mesma forma, a cadeira sustenta a moça, enquanto ela toma sol.
Em cada um desses casos, há duas forças opostas: a força da gravidade, que puxa a
moça e a prancha para baixo, e uma força para cima, de sustentação, que a mão do sur-
fista faz na prancha e a cadeira faz na moça. Em geral, ela é conhecida como força nor-
mal.
Na água
A água também pode sustentar coisas, impedindo que elas afundem. Essa intera-
ção da água com os objetos se dá no sentido oposto ao da gravidade e é medida através
de uma força que chamamos de empuxo hidrostático. É por isso que nos sentimos mais
leves quando estamos dentro da água. O que sustenta balões no ar também é uma força
de empuxo, igual à que observamos na água.
No ar
Para se segurar no ar o pássaro bate asas e consegue com que o ar exerça uma
força para cima, suficientemente grande para vencer a força da gravidade. Da mesma
forma, o movimento dos aviões e o formato especial de suas asas acaba por criar uma
força de sustentação. Essas forças também podem ser chamadas de empuxo. Porém,
trata-se de um empuxo dinâmico, ou seja, que depende de um movimento para existir. As
forças de empuxo estático que observamos na água ou no caso de balões, não depen-
dem de um movimento para surgir.
As formas pelas quais os objetos interagem uns com os outros são muito variadas.
A interação das asas de um pássaro com o ar, que permite o vôo, por exemplo, é dife-
rente da interação entre uma raquete e uma bolinha de pingue-pongue, da interação entre
uma lixa e uma parede ou entre um ímã e um alfinete.
Isaac Newton, o famoso físico inglês do século XVIII, conseguiu elaborar leis que
permitem lidar com toda essa variedade, descrevendo essas interações como forças que
agem entre os objetos. Cada interação representa uma força diferente, que depende das
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 05 r omer o@f i sica. uf pb. br 3
diferentes condições em que os objetos interagem. Mas todas obedecem aos mesmos
princípios elaborados por Newton, e que ficaram conhecidos como Leis de Newton.
Leituras de Física - MECÂNICA - Capítulo 12
GREF - Grupo de Reelaboração do Ensino de Física
Instituto de Física da USP - junho de 1998
Primeira Lei de Newton
Antes da época de Galileu a maioria dos filósofos pensava que fosse necessária
alguma influência ou força para manter um corpo em movimento. Supunham que um cor-
po em repouso estivesse em seu estado natural. Acreditavam que para um corpo mover-
se em linha reta com velocidade constante fosse necessário algum agente externo empur-
rando-o continuamente, caso contrário ele iria parar.
Foi difícil provar o contrário dada a necessidade de livrar o corpo de certas influên-
cias, como o atrito. Estudando o movimento de corpos em superfícies cada vez mais pla-
nas e lisas, Galileu afirmou ser necessária uma força para modificar a velocidade de um
corpo mas nenhuma força é exigida para manter essa velocidade constante.
Newton enunciou que: "Um corpo tende a permanecer em repouso ou em movi-
mento retilíneo e uniforme, quando a resultante das forças que atuam sobre si for nula".
Sejam
1
F
!
e
2
F
!
as forças que atuam
num corpo. A resultante das forças F
!
será
a soma vetorial das forças que atuam nesse
corpo:
0
2 1
· · + F F F
! ! !
Quando a resultante for nula o corpo
permanecerá em repouso ou se deslocará
com movimento retilíneo e uniforme.

1
F
!

F
!
Segunda Lei de Newton
Newton enunciou que: "A resultante das forças que atuam sobre um corpo é igual
ao produto da sua massa pela aceleração com a qual ele irá se movimentar".
Sejam
1
F
!
,
2
F
!
e
3
F
!
as forças que
atuam sobre um corpo de massa m . A re-
sultante das forças F
!
será a soma vetorial
das forças que atuam nesse corpo, logo:
a m F F F F
!
! ! ! !
· · + +
3 2 1

3
F
!

2
F
!

1
F
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 05 r omer o@f i sica. uf pb. br 4
Terceira Lei de Newton
Uma força é apenas um aspecto da interação mútua entre dois corpos. Verifica-se
experimentalmente que quando um corpo exerce uma força sobre outro, o segundo sem-
pre exerce uma força no primeiro.
Newton enunciou que: "Quando um corpo exerce uma força num segundo corpo,
este último reagirá sobre o primeiro com uma força de mesma intensidade e sentido con-
trário".
Vamos considerar um corpo sobre
uma superfície horizontal plana e lisa, e
preso a esse corpo está uma vareta rígida.
Uma força
1
F
!
é aplicada na vareta,
essa força se transmite até o corpo de
modo que a vareta exerce uma força
2
F
!
sobre o corpo e esse corpo reage à ação da
vareta exercendo sobre ela uma força

2
F
!
com mesmo módulo que
2
F
!
mas com sen-
tido contrário.

2
F
!
e

2
F
!
são forças de ação e reação.


2
F
!

1
F
!

2
F
!
Aplicações das Leis de Newton
Exemplo 5-6
Capítulo 5 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
A figura ao lado mostra um bloco (o blo-
co deslizante) de massa M = 3,3kg . Ele
se move livremente sem atrito, sobre
uma fina camada de ar na superfície ho-
rizontal de uma mesa.
O bloco deslizante está preso a uma
corda que passa em volta de uma polia
de massa e atritos desprezíveis e tem,
na outra extremidade, um segundo bloco
(o bloco suspenso) de massa m = 2,1kg.
O bloco suspenso, ao cair, acelera o
bloco deslizante para a direita.
Determine:
a) A aceleração do bloco deslizante.
Usando a segunda Lei de Newton,
para cada um dos corpos, teremos
M
m
N
!
T
!
T ′
!
P
!
p
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 05 r omer o@f i sica. uf pb. br 5
para o corpo deslizante:
A M P T N
! ! ! !
· + +
e para o corpo suspenso:
a m p T
! !
!
· + ′
Como os dois blocos estão presos por uma corda suposta inextensível e de
massa desprezível, eles terão (em módulo) as mesmas velocidades e acelera-
ções.
A = a
Além disso, a tensão se transmitirá integralmente através da corda:
T = T´
Para o corpo deslizante a Lei de Newton toma a forma escalar:
N - P = 0
T = Ma
e para o segundo corpo:
p - T = ma
Somando as duas últimas equações, encontramos:
p = mg = (M + m) a
ou seja:
g
M m
m
a
,
`

.
|
+
· = 3,81m/s
2
b) A aceleração do bloco suspenso
Como já foi mencionado, os dois bloco têm a mesma aceleração, em módulo:
g
M m
m
a
,
`

.
|
+
· = 3,81m/s
2
c) A tensão na corda
Foi mostrado que:
T = Ma
logo:
g
M m
mM
T
,
`

.
|
+
· = 12,57N
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 05 r omer o@f i sica. uf pb. br 6
Exemplo 5-8
Capítulo 5 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
A figura ao lado mostra um bloco de
massa m = 15kg suspenso por três cor-
das. Quais as tensões nas cordas?
θ
1
= 28
0
θ
2
= 47
0
θ
1
θ
2
O peso P do bloco é transmitido pela
corda para o nó, de modo que F
3
= P .
Como o nó está em repouso, a resultante
das forças que atuam nele é nula.
Como a resultante é nula, obviamente a
soma das componentes vertical e hori-
zontal das forças também será nula.
y

1
F
!

2
F
!
θ
1
θ
2
x

3
F
!
F
1
senθ
1
+ F
2
senθ
2
- F
3
= 0
- F
1
cosθ
1
+ F
2
cosθ
2
= 0
Da última equação temos:
2
1
1 2
cos
cos
θ
θ
F F ·
e usando este resultado na primeira, temos:
( )
2
2 1
1
2
2 1 2 1
1 2
2
1
1 1 3
cos
sen
cos
sen cos cos sen
sen
cos
cos
sen
θ
θ θ
θ
θ θ θ θ
θ
θ
θ
θ
+
·
]
]
]

+
·
]
]
]

+ · F F F F
ou seja:
( )
2 1
2
3 1
sen
cos
θ θ
θ
+
· F F = 103,79N
e
( )
2 1
1
3 2
sen
cos
θ θ
θ
+
· F F = 134,37N
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 05 r omer o@f i sica. uf pb. br 7
Exemplo 5-9
Capítulo 5 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
A figura ao lado mostra um bloco de
massa m = 15kg seguro por uma corda,
sobre um plano inclinado sem atrito.
Se θ = 27
0
, qual a tensão na corda?
Qual força é exercida pelo plano sobre o
bloco?
m
0 · + + T P N
! ! !
N - P cosθ = 0
T - P senθ = 0
A força exercida pelo plano sobre o bloco
é a força normal N :
T = P senθ = 9,8 . 15 . sen27
0
T = 66,73Newtons
N = P cosθ = 9,8 . 15 . cos27
0
N = 130,97Newtons
x
y
N
!
T
!
θ
P
!
Exemplo 5-10
Capítulo 5 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
A figura ao lado mostra um bloco de
massa m = 15kg , sobre um plano incli-
nado sem atrito.
Se θ = 27
0
, qual a aceleração do bloco?
m
a m P N
!
! !
· +
P senθ = ma
N - P cosθ =0
logo:
a = g senθ
a = 9,8 . sen27
0
a = 4,45m/s
2
x
y
N
!
θ
P
!
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Cap 05 r omer o@f i sica. uf pb. br 8
Exemplo 5-11
Capítulo 5 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
A figura ao lado mostra dois blocos ligados por uma
corda, que passa por uma polia de massa e atritos
desprezíveis. Fazendo m = 1,3kg e M = 2,8kg ,
determine a tensão na corda e o módulo da acele-
ração (simultânea) dos dois blocos.
Para o corpo da esquerda, temos a equação:
a m p F a m p F · − ⇒ · +
21 21
! !
!
e para o corpo da direita:
m
M
MA F P A M P F · − ⇒ · +
12 12
! ! !
A corda é considerada inextensível portanto os
corpos terão a mesma aceleração (em módulo).
a = A
A corda também é considerada de massa despre-
zível, logo:
F
12
= F
21
= F
As equações terão a forma:
F - p = ma
P - F = Ma

21
F
!
m

12
F
!
p
!
M
P
!
Somando as equações:
P - p = (M + m) a
Como p = mg e P = Mg
g
m M
m M
a
,
`

.
|
+

· = 3,41m/s
2
De uma equação anterior, temos:
F = p + ma logo
( ) ( )
]
]
]

+
− + +
·
,
`

.
|
+

+ ·
m M
m M m M
mg g
m M
m M
m mg F
g
m M
mM
F
,
`

.
|
+
·
2
= 16,59N
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 05 r omer o@f i sica. uf pb. br 9
Solução de alguns problemas
Capítulo 5 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
16
Um móbile grosseiro pende de um teto com duas peças metálicas presas por uma
corda de massa desprezível, conforme a figura. São dada as massas das peças.
a) Qual a tensão na corda inferior?
m
1
= 3,5kg
m
2
= 4,5kg
Como o móbile está em repouso, é nula
a resultante das forças que atuam em
cada parte dele. Considerando a parte
inferior do móbile, teremos:
0
1 1
· + P T
! !
ou seja:
T
1
- P
1
= 0 ∴ T
1
= P
1
= m
1
g
T
1
= 34,3N

3
T
!

1
T
!

2
T
!

2
P
!

1
P
!
b) Qual a tensão na corda superior?
Considerando a parte superior do móbile:
0
2 2 3
· + + T P T
! ! !
ou seja:
T
3
- P
2
-T
2
= 0 ∴ T
3
= P
2
+ T
2
mas T
2
= T
1
= P
1
T
3
= P
1
+ P
2
= (m
1
+ m
2
)g
T
3
= 78,4N
Capítulo 5 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
40
Dois blocos estão em contato sobre uma
mesa sem atrito. Uma força horizontal é
aplicada a um dos blocos como mostrado
na figura ao lado.
m
1
m
2
F
!
a) Se m
1
= 2,3kg , m
2
= 1,2kg e F = 3,2N , determine a força de contato entre os
dois blocos.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 05 r omer o@f i sica. uf pb. br 10
Os blocos 1 e 2 movem-se como
um conjunto com aceleração a e a
resultante das forças que atuam nes-
se conjunto é a força externa F , que
obedece à equação:
( )a m m F
!
!
2 1
+ ·
m
1
m
2
F
!

21
F
!

12
F
!
No entanto, podemos analisar os corpos como se cada fosse uma entidade inde-
pendente. Ambos estão se movendo com aceleração a , logo:
¹
¹
¹
'
¹
· − ⇒ · +
· ⇒ ·
a m F F a m F F
a m F a m F
1 21 1 21
2 12 2 12
!
! !
!
!
As forças
21
F
!
e
12
F
!
são ação e reação, logo
21
F
!
= -
12
F
!
, ou ainda: F
12
= F
21
.
Temos então que:
2 1
m m
F
a
+
· = 0,91m/s
2
, logo

,
`

.
|
+
·
2 1
2 12
m m
F
m F = 1,09N
b) Mostre que se a mesma força F for aplicada em m
2
ao invés de m
1
, a força de
contato é 2,1N, que não é o mesmo valor obtido em (a) . Explique a diferença.
Neste caso temos:
¹
¹
¹
'
¹
· − ⇒ · +
· ⇒ ·
a m F F a m F F
a m F a m F
2 12 2 12
1 21 1 21
!
! !
!
!
m
1
m
2
F
!

21
F
!

12
F
!
Encontramos que:
2 1
m m
F
a
+
· = 0,91m/s
2
, logo

,
`

.
|
+
·
2 1
1 21
m m
F
m F = 2,10N
Capítulo 5 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
45
Um objeto está pendurado numa balança de mola presa a um teto de um elevador. A
balança marca 65N , quando o elevador ainda está parado.
a) Qual a indicação na balança, quando o elevador estiver subindo com uma veloci-
dade constante de 7,6m/s ?
Vamos considerar T a indicação da balança, e
esse é o valor da força vertical que suspende o
objeto. Temos então duas forças atuando no
objeto: o seu peso e a tensão T. Quando o ele-
vador estiver em repouso ou com velocidade
constante, a resultante das forças será nula.
T
!
P
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 05 r omer o@f i sica. uf pb. br 11
Nessa situação, a balança apresentará uma leitura T
1
, que é a mesma de quan-
do o elevador estava parado, e as forças que atuam no objeto devem satisfazer à
equação:
0
1
· + P T
! !
∴ T
1
- P = 0 ⇒ P = T
1
= 65N
b) Qual a indicação na balança quando o elevador, subindo com uma velocidade
de 7,6m/s , for desacelerado à razão de 2,4m/s
2
?
Neste caso, o objeto está acelerado, e portanto a equação tem a forma:
a m P T
!
! !
· +
2
∴ P - T
2
= ma ⇒ T
2
= P - ma

,
`

.
|
− ·
g
a
P T 1
2
= 49N
Capítulo 5 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
49
Três blocos estão conectados, como
na figura ao lado, sobre uma mesa
horizontal sem atrito, e puxados para
a direita com uma força T
3
=65N. Se
m
1
=12kg, m
2
=24kg e m
3
=31kg, cal-
cule:
m
1
m
2
m
3

1
T
!

2
T
!

3
T
!
a) A aceleração do sistema.
As forças horizontais que atuam
nos corpos estão mostradas no
desenho ao lado.
Como as cordas de conexão
entre os blocos têm massas
desprezíveis T
1
= T
1
´ e T
2
= T
2
´.
m
1
m
2
m
3

1
T
!

2
T
!

3
T
!


1
T
!


2
T
!
A resultante de forças que atua neste conjunto é T
3
, logo:
( )a m m m T
!
!
3 2 1 3
+ + · ou seja
3 2 1
3
m m m
T
a
+ +
· = 0,97m/s
2
b) As tensões T
2
e T
3
.
Para o corpo de massa m
1
temos:
3
3 2 1
1
1 1
T
m m m
m
a m T

,
`

.
|
+ +
· · = 11,64N
Para o corpo de massa m
2
temos:
a m T T
!
! !
2 1 2
·

+ ⇒ T
2
- T
1
= m
2
a ∴ T
2
= T
1
+ m
2
a
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 05 r omer o@f i sica. uf pb. br 12

,
`

.
|
+ +
+

,
`

.
|
+ +
·
3 2 1
3
2 3
3 2 1
1
2
m m m
T
m T
m m m
m
T
3
3 2 1
2 1
2
T
m m m
m m
T

,
`

.
|
+ +
+
· = 34,92N
Capítulo 5 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
57
Uma corrente formada por cinco elos, com massa de 0,100kg cada um, é levantada
verticalmente com aceleração constante de 2,5m/s
2
, conforme a figura.
Determine:
a) As forças que atuam entre os elos adjacentes.
No diagrama das forças que atuam na
corrente não colocamos os pesos de
cada elo.
Vamos analisar a equação que relaciona
as forças atuantes em cada elo:
Elo 5:
F
45
- p = ma ∴ F
45
= m(g+a) = 1,23N
Elo 4:
F
34
- F
54
- p = ma ,
mas F
54
= F
45
, logo:
F
34
= F
45
+ m(g+a) = 2m(g+a) = 2,46N
F
!
1
2
3
4
5
F
!

12
F
!

23
F
!

21
F
!

34
F
!

32
F
!

45
F
!

43
F
!

54
F
!
Elo 3:
F
23
- F
43
- p = ma , mas F
43
= F
34
, logo:
F
23
= F
34
+ m(g+a) = 3m(g+a) = 3,69N
Elo 2:
F
12
- F
32
- p = ma , mas F
32
= F
23
, logo:
F
12
= F
23
+ m(g+a) = 4m(g+a) = 4,92N
b)
A força F
!
exercida sobre o elo superior pela pessoa que levanta a corrente.
Elo 1:
F - F
21
- p = ma , mas F
21
= F
12
, logo:
F = F
12
+ m(g+a) = 5m(g+a) = 6,15N
c) A força resultante que acelera cada elo.
A força resultante sobre cada elo é igual a ma = 0,25N
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 05 r omer o@f i sica. uf pb. br 13
Capítulo 5 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
58
Um bloco de massa m
1
= 3,70kg está sobre um plano com 30
0
de inclinação, sem
atrito, preso por uma corda que passa por uma polia, de massa e atrito desprezíveis,
e tem na outra extremidade um outro bloco de massa m
2
= 2,30kg , pendurado verti-
calmente, como mostra a figura. Quais são:
a) Os módulos das acelerações de cada
bloco?
m
1
m
2
θ

2
T
!

1
T
!
N
!

2
P
!

1
P
!
θ
y X
Y

2
T
!

1
T
!
N
!

2
P
!
θ

1
P
!
Aplicando a segunda Lei de Newton para os dois corpos, teremos:
¹
¹
¹
'
¹
· +
· + +
2 2 2 2
1 1 1 1
a m P T
a m N P T
!
! !
!
! ! !
Como os dois blocos estão conectados por uma corda inextensível, quando um
deles se deslocar de uma distância ∆s num intervalo de tempo ∆t o outro se
deslocará da mesma distância no mesmo intervalo de tempo, logo as suas acele-
rações serão as mesmas, em módulo. Ou seja:
a
1
= a
2
= a
Como a corda tem massa desprezível, podemos mostrar que as tensões são
iguais, ou seja:
T
1
= T
2
= T
Vamos supor que o bloco de massa m
2
irá descer. Caso essa suposição não
seja verdadeira a aceleração terá o sinal negativo. Para o primeiro bloco, temos
as seguintes equações:
N - P
1
cosθ = 0
T - P
1
senθ = m
1
a
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 05 r omer o@f i sica. uf pb. br 14
e para o segundo:
P
2
- T = m
2
a
Somando as duas últimas equações, encontramos:
P
2
- P
1
senθ = (m
1
+ m
2
) a
ou seja:
g
m m
m m
a

,
`

.
|
+

·
1 2
1 2
senθ
= 0,735m/s
2
b) O sentido da aceleração de m
2
?
Enquanto m
2
- m
1
senθ > 0 nós teremos o corpo de massa m
2
descendo, e
quando a desigualdade for contrária ele subirá. Se tivermos uma igualdade, os
dois corpos estarão em equilíbrio.
c) Qual a tensão na corda?
g
m m
m m
m g m a m P T

,
`

.
|
+

− · − ·
1 2
1 2
2 2 2 2
senθ
( )
g
m m
m m
T
]
]
]

+
+
·
2 1
2 1
sen 1 θ
= 20,84N
Capítulo 5 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
63
Um macaco de 10kg sobe por uma corda de massa desprezível, que passa sobre o
galho de uma árvore, sem atrito, e tem presa na outra extremidade uma caixa de
15kg que está no solo.
a) Qual o módulo da acelera-
ção mínima que o macaco
deve ter para levantar a cai-
xa do solo?
T ′
!
é a força que o macaco
faz na corda.
T
!
e T ′
!
são ação e reação.
T
!
T ′
!
p
!
T ′ ′
!
P
!
Aplicando a segunda Lei de Newton para o macaco:
a m p T
! !
!
· + ∴ T - p = ma ∴ T = mg + ma
A aceleração mínima a
M
que o macaco deverá subir pela corda será aquela tal
que T´´ é apenas igual ao peso do corpo P que está no chão, deixando-o com
resultante nula. Desse modo:
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 05 r omer o@f i sica. uf pb. br 15
T = P = mg + ma
M
∴ ma
M
= Mg - mg
g
m
m M
a
M

,
`

.
| −
· = 4,9m/s
2
b) Se, após levantar a caixa, o macaco parar de subir e ficar agarrado à corda, qual
será a sua aceleração?
Neste caso teremos uma máquina de Atwood, como já foi mostrado anterior-
mente, e o macaco subirá acelerado enquanto o corpo descerá. A aceleração de
cada um será:
g
m M
m M
a
,
`

.
|
+

· = 1,96m/s
2
; a < a
M
c) Qual será a tensão na corda?
ma mg T a m p T · − ∴ · +
! !
!

,
`

.
|
+

+ ·
,
`

.
|
+

+ ·
m M
m M
mg g
m M
m M
m mg T 1
g
M m
mM
T
,
`

.
|
+
·
2
= 117,6N
Capítulo 5 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
70
Um balão de massa M , com ar quente, está descendo verticalmente com uma ace-
leração a para baixo. Que quantidade de massa deve ser atirada para fora do balão,
para que ele suba com uma aceleração a (mesmo módulo e sentido oposto) ?
Suponha que a força de subida devido ao ar (empuxo) não varie em função da mas-
sa (carga de estabilização) que ele perdeu.
A equação de movimento do ba-
lão antes que ele atire fora uma
massa m , será:
a m g M E
! !
!
· +
ou seja:
M g - E = M a
E = M ( g - a )
A equação depois de atirar, será:
( ) ( )a m M g m M E
! !
!
− · − +
Antes
E
!
a
!
g M
!
Depois
E
!
a
!
( )g m M
"

Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 05 r omer o@f i sica. uf pb. br 16
ou seja:
E - ( M - m ) g = ( M - m ) a
E = ( M - m ) ( g + a )
Temos então que:
E = M ( g - a ) = ( M - m ) ( g + a )
De onde encontramos que:
M
a g
a
m

,
`

.
|
+
·
2
Versão preliminar
7 de setembro de 2002
Not as de Aula de Física
06. FORÇA DE ATRITO..................................................................................................... 2
ATRITO.............................................................................................................................. 2
ENTRE TAPAS E BEIJOS ....................................................................................................... 3
O ATRITO AO MICROSCÓPIO................................................................................................. 4
UMA FÓRMULA PARA A FORÇA DE ATRITO.............................................................................. 5
SI NO EXISTIERA ROZAMIENTO............................................................................................. 5
MOVIMENTO CIRCULAR E UNIFORME - FORÇA CENTRÍPETA ..................................................... 6
SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ....................................................................................... 8
11.................................................................................................................................. 8
16.................................................................................................................................. 8
21................................................................................................................................ 10
22................................................................................................................................ 11
24................................................................................................................................ 12
26................................................................................................................................ 13
31................................................................................................................................ 14
35................................................................................................................................ 17
36................................................................................................................................ 18
37................................................................................................................................ 19
39................................................................................................................................ 20
41................................................................................................................................ 21
47................................................................................................................................ 22
51................................................................................................................................ 22
54................................................................................................................................ 23
57................................................................................................................................ 24
62................................................................................................................................ 24
63................................................................................................................................ 25
70................................................................................................................................ 26
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 2
06. Força de atrito
Sempre que a superfície de um corpo escorrega sobre outro, cada corpo exerce
sobre o outro uma força paralela às superfícies. Essa força é inerente ao contato entre as
superfícies e chamamos de força de atrito. A força de atrito sobre cada corpo tem sentido
oposto ao seu movimento em relação ao outro corpo.
As forças de atrito que atuam entre superfícies em repouso relativo são chamadas
de forças de atrito estático, em contraposição às forças de atrito cinético que acontece
entre superfícies que têm movimento relativo. Existe atrito entre superfícies em repouso
quando acontece uma tendência ao movimento. Para um tijolo em parado numa ladeira,
há uma tendência ao movimento, mas a força de atrito entre as superfícies em contato
mantém o tijolo em repouso.
A força de atrito estático máxima entre duas superfícies será igual à força mínima
necessária para iniciar o movimento relativo. Iniciado o movimento, as forças de atrito que
atuam entre as superfícies usualmente decrescem, passando a atuar a força de atrito ci-
nético, de modo que uma força menor será suficiente para manter o movimento.
Atrito
Algumas leis empíricas para o atrito estático máximo entre superfícies foram pro-
postas por Leonardo da Vinci (≈ 1500) tais como:
i. Sempre que a superfície de um corpo escorrega sobre outro, cada corpo exerce
sobre o outro uma força paralela às superfícies. Essa força é inerente ao contato
entre as superfícies e chamamos de força de atrito. A força de atrito sobre cada
corpo tem sentido oposto ao seu movimento em relação ao outro corpo.
ii. A força de atrito estático máxima entre duas superfícies será igual à força mínima
necessária para iniciar o movimento relativo.
iii. Iniciado o movimento, as forças de atrito que atuam entre as superfícies usual-
mente decrescem, pois entra em ação a força de atrito cinético, de modo que uma
força menor será suficiente para manter o movimento.
iv. A força de atrito independe da área de contato entre o corpo e a superfície que o
suporta. Quanto maior a área de contato menor a pressão que o corpo exerce so-
bre a superfície. Esse fato significa que a força necessária para arrastar um tijolo
metálico sobre uma mesa metálica é a mesma, não importando qual a face do tijolo
esteja em contato com a mesa. Podemos entender esse resultado considerando
que a área microscópica de contato será a mesma em ambas as situações.
v. A força de atrito é proporcional à força normal que a superfície exerce sobre o cor-
po considerado. A normal é proporcional a quantidade de microsoldas que existirão
entre as superfícies.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 3
Entre tapas e beijos
Na Física, a idéia de contato está relacionada à interação que surge quando obje-
tos se tocam. Podemos entender essa idéia se pensarmos em nosso próprio corpo. Ele
está equipado para sentir estas interações, que podem se manifestar sob as mais dife-
rentes formas, produzindo uma grande variedade de sensações em nossa pele.
Uma boa bofetada, por exemplo, corresponde a uma interação entre a mão de
quem bate e a face de quem recebe, assim como um carinho. Do ponto de vista da Física
essas duas interações são de mesma natureza. Uma diferença básica entre elas é a in-
tensidade da força aplicada: um tapa, em geral, significa uma força muito mais intensa do
que um carinho.
Porém há outra diferença importante entre o tapa e o carinho: a direção da força
aplicada. Em um tapa, a força é na direção perpendicular à face da vítima e no carinho,
em geral, essa força ocorre numa direção paralela à pele. Essa distinção também ocorre
em outras situações em que existe o contato entre os objetos. Em batidas, chutes, panca-
das, beijos, espetadas, ou mesmo simplesmente quando um objeto se apóia sobre outro,
temos forças que agem na direção perpendicular ou normal à superfície dos objetos por
isso são denominadas forças normais. Em outros casos, a força aparece na direção pa-
ralela à superfície. É o que ocorre em situações como arranhões, raspadas, esfregadas,
deslizamentos, etc. Em geral, essas forças recebem o nome de forças de atrito.
Portanto, os efeitos das forças de contato entre objetos dependem da maneira
como são aplicadas, paralela ou perpendicular à superfície. Mas não é só isso que influi.
Também são importantes: a intensidade da força, as características dos objetos e de suas
superfícies, e o tempo em que eles permanecem em contato. Uma força muito normal
Como vimos, as forças normais de contato aparecem quando um corpo toca outro.
Um chute em uma bola, um cutucão, uma pedra atingindo uma vidraça são exemplos de
interações nas quais ocorre esse tipo de força. Em todos esses exemplos é fácil perceber
a presença da força, pelos efeitos evidentes que ela produz. Mas as forças normais de
contato também aparecem em situações onde sua presença não é tão visível. Quando
algum objeto ou pessoa, se apóia sobre uma superfície, ela força esta superfície para bai-
xo. Por outro lado, a superfície sustenta a pessoa aplicando em seus pés uma força para
cima: essa é a força normal.
As forças sempre causam alguma deformação nos objetos, que dependendo de
suas características podem sem temporárias ou permanentes. Vamos discutir essa ca-
racterísticas a partir de dois fenômenos físicos bastante conhecidos, mas que em geral
são confundidos: a pisada na bola e a pisada no tomate. As diferenças observadas entre
as duas pisadas revelam as diferentes características de cada material. As forças aplica-
das provocam deformações na bola e no tomate. A bola volta ao normal após a pisada, e
o tomate não. O material da bola é relativamente elástico, ou seja, as deformações sofri-
das por ela no momento da pisada são temporárias. Quando as forças cessam, sua ten-
dência é retornar à forma original. Quanto ao tomate, podemos dizer que é quase com-
pletamente inelástico, uma vez que a deformação por ele sofrida é permanente. Pense
em outros exemplos de materiais elásticos e inelásticos.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 4
Nem sempre é fácil dizer o que é ou não é elástico. Na realidade, não há um objeto
que seja totalmente elástico ou inelástico. Algumas bolas sofrem deformações perma-
nentes depois de muitas pisadas, perdendo sua forma. Por outro lado, mesmo um tomate
tem sua elasticidade: uma apertadinha bem leve lhe provoca uma pequena deformação,
que desaparece assim que o soltamos.
O atrito ao microscópio
O atrito está presente em diversas situações do nosso dia-a-dia. Ele surge sempre
que tentamos deslizar uma superfície sobre outra. Ao passar a mão na cabeça de um ca-
chorro, ao apagar uma bobagem escrita na prova ou ao lixar uma parede, a força de atrito
é a personagem principal. Quanto mais ásperas as superfícies, maior o atrito entre elas:
arrastar um móvel sobre um carpete é bem diferente do que sobre um piso de cerâmica.
Em determinadas situações é fundamental que o atrito seja o menor possível,
como no caso da patinação no gelo, onde os movimentos ocorrem graças ao reduzido
atrito entre as lâminas dos patins e a superfície do gelo. O peso do patinador, concentra-
do todo nas lâminas, exerce uma pressão sobre o gelo derretendo-o e formando uma pe-
quena camada de água entre as lâminas e a superfície do gelo. Dessa forma o atrito tor-
na-se muito pequeno, facilitando o movimento do patinador.
Mas se em muitos casos o atrito atrapalha, em outras situações pode ser total-
mente indispensável. É ele que garante que ao empurrarmos o chão para trás seremos
impulsionados para frente. Sem atrito, ficaríamos deslizando sobre o mesmo lugar. A tiri-
nha abaixo ilustra bem uma situação onde o atrito faz falta.
Mesmo objetos aparentemente lisos, como um vidro, uma mesa envernizada ou a
superfície de um automóvel, possuem muitas saliências e "buracos" no nível microscópi-
co. Quando um objeto é colocado sobre uma superfície (um tijolo sobre a mesa, por
exemplo), ele tem na verdade, somente alguns pontos de contato com ela, devido a essas
saliências.
Uma teoria que explica a existência do atrito afirma que nos pontos onde as saliên-
cias se justapõem, ocorrem fortes adesões superficiais, semelhante a uma espécie de
solda entre os dois materiais. Desse modo a força de atrito está associada à dificuldade
em romper essas soldas quando um corpo é arrastado sobre o outro. Durante o movi-
mento, as soldas se refazem continuamente, em novos pontos de contato, de forma que
durante o arrastamento existe sempre uma força de resistência ao movimento: é a força
de atrito. Para ter uma idéia de como essas soldas ocorrem imagine o que acontece
quando você senta no banco de um ônibus. O atrito entre sua calça e o banco, poderia
ser representado, a nível microscópico, da seguinte forma: Essa teoria das soldas nos
permite entender o efeito dos lubrificantes que têm a função de diminuir o atrito, ao preen-
cher as reentrâncias existentes entre as superfícies e dificultar a formação das soldas.
Vistas de perto, as superfícies mais lisas são cheias de imperfeições O atrito ao micros-
cópio
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 5
Uma fórmula para a força de atrito
Na última festa junina ocorrida na sua escola, o professor de Física, meio alterado
após o árduo trabalho na barraquinha do quentão, decide comprovar algumas teorias físi-
cas para uma platéia estarrecida. Sua façanha: subir no pau-de-sebo. Para diminuir o ve-
xame, que sugestões você daria para aumentar a força de atrito e facilitar a escalada do
mestre?
Em primeiro lugar, provavelmente você irá sugerir ao professor que agarre bem
forte no pau de sebo. Com isso você estará garantindo que a força normal seja grande, o
que irá causar maior atrito. Mas também é possível tentar alterar um pouco os materiais
em interação, talvez passando areia na roupa e na mão. Ou seja, estamos sugerindo um
coeficiente de atrito maior.
Uma maneira matemática de expressar essas possibilidades é através da seguinte fór-
mula:
F
atrito
= µ F
normal
A letra grega µ indica o coeficiente de atrito entre as superfícies (aquela história
da areia) e F
normal
indica o valor da força normal entre as duas superfícies, quer dizer, a
agarrada forte que o professor deve dar. Pela fórmula, você pode ver que quanto maior
forem esses maior será o atrito.
Leituras de Física - MECÂNICA - Capítulo 16
GREF - Grupo de Reelaboração do Ensino de Física
Instituto de Física da USP - junho de 1998
Si no Existiera Rozamiento
Ya hemos visto lo diversas e inesperadas que son las formas en que se manifiesta
el rozamiento anuestro alrededor. El rozamiento toma parte muy importante incluso allí
donde nosotros ni lo sospechamos. Si el rozamiento desapareciera repentinamente,
muchos de los fenómenos ordinarios se desarrollarían de formas completamente distintas.
El papel del rozamiento fue descrito de una manera muy pintoresca por el físico
francés Guillaume: "Todos hemos tenido ocasión de salir a la calle cuando ha helado.
!Cuánto trabajo nos ha costado evitar las caídas! ¡Cuántos movimientos cómicos tuvimos
que hacer para poder seguir en pie! Esto nos obliga a reconocer que, de ordinario, la
tierra por que andamos posee una propiedad muy estimable, gracias a la cual podemos
conservar el equilibrio sin gran esfuerzo. Esta misma idea se nos ocurre cuando vamos en
bicicleta por un pavimento resbaladizo o cuando un caballo se escurre en el asfalto y se
cae. Estudiando estos fenómenos llegamos a descubrir las consecuencias a que nos
conduce el rozamiento. Los ingenieros procuran evitar el rozamiento en las máquinas, y
hacen bien.
En la Mecánica aplicada se habla del rozamiento como de un fenómeno muy
pernicioso, y esto es cierto, pero solamente dentro de los límites de un estrecho campo
especial. En todos los demás casos debemos estar agradecidos al rozamiento. El nos da
la posibilidad de andar, de estar sentados y de trabajar sin temor a que los libros o el
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 6
tintero se caigan al suelo o de que la mesa resbale hasta toparse con algún rincón o la
pluma se nos escurra de entre los dedos. El rozamiento es un fenómeno tan difundido
que, salvo raras excepciones, no hay que pedirle ayuda; él mismo nos la ofrece. El
rozamiento da estabilidad. Los albañiles nivelan el suelo de manera que las mesas y las
sillas se quedan allí donde las ponemos. Si sobre una mesa colocamos platos, vasos,
etc., podemos estar tranquilos de que no se moverán de sus sitios, a no ser que esto
ocurra en un barco cuando hay oleaje.
Imaginémonos que el rozamiento se puede eliminar por completo. En estas
condiciones, los cuerpos, tengan las dimensiones de una peña o las de un pequeño
granito de arena, no podrán apoyarse unos en otros: todos empezarán a resbalar o rodar
y así continuarán hasta que se encuentren a un mismo nivel. Si no hubiera rozamiento, la
Tierra sería una esfera sin rugosidades, lo mismo que una gota de agua." A esto podemos
añadir, que si no existiera el rozamie nto los clavos y los tornillos se saldrían de las
paredes, no podríamos sujetar nada con las manos, los torbellinos no cesarían nunca, los
sonidos no dejarían de oírse jamás y producirían ecos sin fin, que se reflejarían en las
paredes sin debilitarse.
Las heladas nos dan siempre buenas lecciones de la gran importancia que tiene el
rozamiento. En cuanto nos sorprenden en la calle nos sentimos incapaces de dar un paso
sin temor a caernos. Como muestra instructiva reproducimos las noticias que publicaba un
periódico en una ocasión (en diciembre de 1927): "Londres, 21. Debido a la fuerte helada,
el tráfico urbano y tranviario se ha hecho muy difícil en Londres. Cerca de 1 400 personas
han ingresado en los hospitales con fracturas de brazos y piernas". "Cerca del Hyde Park
chocaron tres automóviles y dos vagones del tranvía. Los automóviles resultaron
totalmente destruidos por la explosión de la gasolina ..." "París, 21. La helada ha
ocasionado en París y sus alrededores numerosos accidentes ..."
Y sin embargo, el hecho de que el hielo ofrezca poco rozamiento puede ser útil
para fines técnicos. Un ejemplo son los trineos ordinarios. Otra demostración aun más
convincente son los llamados caminos de hielo, que se hacían para transportar los leños
desde el lugar de la tala hasta el ferrocarril o hasta el punto de lanzamiento a un río para
su transporte por flotación. Por estos caminos (fig. 23), que tienen una especie de raíles
lisos helados, un par de caballos puede arrastrar un trineo cargado con 70 toneladas de
troncos.
Física Recreativa II
Yakov Perelman
Capitulo Segundo
Movimento circular e uniforme - Força centrípeta
Os corpos que se deslocam com movimento circular e uniforme têm em comum
uma aceleração da mesma forma - a mesma equação, independente da força que causa
este tipo de movimento.
Se o corpo tiver uma massa m e desenvolver uma velocidade v em um círculo de
raio r , a sua aceleração centrípeta será:
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 7
r
v
a
c
2
·
e a força associada à essa aceleração terá a forma:
r
v
m ma F
c C
2
· ·
A força centrípeta não tem origem física, mas é uma característica dos corpos que
se movimentam em trajetórias curvas.
Se a força de interação gravitacional mantiver um corpo de massa m
1
girando em
torno de um outro corpo de massa m
2
com velocidade v em um círculo de raio r , tere-
mos:
2
2 1
r
m m
G F
G
·
e a força centrípeta
r
v
m F
c
2
1
·
Mas como a força gravitacional é quem mantém o movimento circular e uniforme,
temos que:
2
2 1
2
1
r
m m
G
r
v
m F F
c G
· ⇒ ·
O mesmo poderia ser dito para o movimento de uma partícula de massa m
A
e
carga Q
A
que gira em torno de outra partícula de massa m
B
e carga Q
B
, com veloci-
dade V em um círculo de raio R sob a ação da força elétrica de interação entre essas
cargas, ou força de Coulomb:
2
R
Q Q
k F
B A
E
·
e a força centrípeta
R
V
m F
A c
2
·
Mas como a força elétrica é quem mantém o movimento circular e uniforme, temos
que:
2
2
R
Q Q
k
R
V
m F F
B A
A c E
· ⇒ ·
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 8
Solução de alguns problemas
Capítulo 6 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
11
Uma força horizontal F = 12N comprime um bloco pesando P = 5N contra uma pa-
rede vertical. O coeficiente de atrito estático entre a parede e o bloco é µ
e
= 0,60 e
o coeficiente de atrito cinético é µ
c
= 0,40 . Suponha que inicialmente o bloco esteja
em repouso.
a) O bloco se moverá?
O bloco está em repouso na
direção horizontal, logo:
N = F = 12Newtons
A força de atrito estático má-
xima é dada por:
y
F
!
x
y

a
F
!
N
!
F
!
x
P
!
F
a
= µ
e
N = 0,60 . 12 ∴ F
a
= 7,2N
Como o peso do bloco é P = 5N , menor que a força de atrito estático máxima, o
bloco não se moverá.
b) Qual a força exercida pela parede sobre o bloco, em notação de vetores unitári-
os?
A força resultante exercida pela parede sobre o bloco será a soma da força nor-
mal com a força de atrito. Mas i F
ˆ
12 ·
!
, logo teremos que i N
ˆ
12 − ·
!
. Como o
bloco não se move a força de atrito é igual, em módulo, ao peso do bloco, ou
seja:
j i F
R
ˆ
5
ˆ
12 + − ·
!
Capítulo 6 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
16
Um aluno deseja determinar os coeficientes de atrito estático e cinético entre uma
caixa e uma prancha. Ele coloca a caixa sobre a prancha e lentamente vai levantan-
do uma das extremidades da prancha. Quando o ângulo de inclinação faz 30
0
com a
horizontal, a caixa começa a deslizar, descendo pela prancha cerca de 2,5m em 4s.
Quais são os coeficientes de atrito determinados?
F
!

a
F
"
θ P
!
y
F
!

a
F
"
θ
x P
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 9
Enquanto a caixa está em repouso temos em ação o atrito estático, e ele vai aumen-
tando à medida que o ângulo de inclinação da tábua aumenta. No limiar, quando ela
está prestes a começar o movimento, a força de atrito estático máxima que é igual a
µ
E
N . Pela segunda Lei de Newton
0 · + +
aE
F N P
! ! !
Decompondo as forças segundo os eixos cartesianos, encontramos
P senθ - F
aE
= 0
N - P cosθ = 0
θ µ
µ
θ
θ
tan
cos
sen
· ⇒ · ·
E
E aE
N
N
N
F
P
P
Como θ = 30
0
:
3
1
·
E
µ
Quando o movimento se inicia o coeficiente de atrito diminui e passa de estático para
cinético. A caixa passa a descer acelerada. Pela segunda Lei de Newton:
a m F N P
aC
!
! ! !
· + +
Decompondo as forças segundo os eixos cartesianos, encontramos
N - P cosθ = 0
P senθ - F
aC
= ma
Usando a primeira equação, a força de atrito pode ser expressa como:
F
aC
= µ
C
N = = µ
C
P cosθ
Usando esse resultado na segunda equação:
P senθ - µ
C
P cosθ = ma
ou seja:
a = g ( senθ - µ
C
cosθ )
Para esse problema:
v
0
= 0
d = 2,5m
t = 4s
( ) θ µ θ cos sen
2
2
2
2
C
g
t
d
a
at
d − · · ∴ ·

,
`

.
|
− ·
2
2
sen
cos
1
gt
d
C
θ
θ
µ = 0,54
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 10
Capítulo 6 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
21
Um bloco desliza para baixo com velocidade constante sobre um plano com inclina-
ção θ . Em seguida, é lançado para cima sobre o mesmo plano com uma velocidade
escalar inicial v
0
.
a) Que altura do plano alcançará antes de parar?
Bloco descendo
y
N
!

a
F
!
x θ
θ P
!
Bloco subindo
y
N
!

a
F
!
x θ
θ P
!
Quando está descendo o bloco tem
velocidade constante, logo aceleração
nula, portanto:
0 · + +
a
F P N
! ! !
Decompondo segundo os eixos carte-
sianos:
¹
¹
¹
'
¹
· −
· −
0 cos
0 sen
θ
θ
P N
F P
a
Mas F
a
= µ
C
N = = µ
C
P cosθ , logo
P senθ = µ
C
P cosθ
logo
µ
C
= tanθ
Quando está subindo o bloco tem velo-
cidade variável, logo aceleração não
nula, portanto:
a m F P N
a
!
! ! !
· + +
Decompondo segundo os eixos carte-
sianos:
¹
¹
¹
'
¹
· −
· +
0 cos
sen
θ
θ
P N
ma F P
a
ma = P senθ + µ
C
P cosθ
ma = P senθ + tanθ P cosθ
a = 2g senθ
Como a desaceleração do bloco na subida será a = 2g senθ :
θ sen 4 2
2
2
0
2
0 2
0
2
g
v
d
a
v
d ad v v · ⇒ · ∴ − ·
g
v
h d h
4
sen
2
0
· ∴ · θ
b) Ele deslizará para baixo novamente? Justifique a sua resposta.
Não! Como ele estava deslizando com velocidade constante na descida, a incli-
nação do plano era suficiente apenas para "compensar" o atrito cinético. Mas o
atrito estático máximo é maior que o atrito cinético, logo ao parar (na subida) ele
permanecerá parado.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 11
Capítulo 6 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
22
Uma caixa de 68kg é puxada pelo chão por uma corda que faz um ângulo de 15
0
acima da horizontal.
a) Se o coeficiente de atrito estático for µ
e
= 0,50 ,
qual a tensão mínima necessária para iniciar o
movimento da caixa?
F
!
θ
Vamos considerar que a força de atrito estático
atingiu o seu máximo, a resultante das forças
que atuam no corpo ainda é nula. Nesse caso:
0 · + + + P F N F
a
! ! ! !
N
!
F
!

a
F
!
θ
P
!
Considerando o eixo y:
N + F senθ - P = 0
ou seja:
N = P - F senθ
Considerando o eixo x:
F cosθ - F
a
= 0
ou seja:
F
a
= µ
e
N = F cosθ
logo:
y
N
!

a
F
!
F
!
θ x
P
!
θ
µ
θ
sen
cos
F P
F
N
e
− · ·
e finalmente
θ µ θ
µ
sen cos
e
e
P
F
+
· = 304,19N
b) Se o coeficiente de atrito cinético for µ
c
= 0,35 , qual a sua aceleração inicial?
Usando a segunda Lei de Newton:
a m P F N F
a
!
! ! ! !
· + + +
Considerando o eixo y:
N + F senθ - P = 0
ou seja:
N = P - F senθ
Considerando o eixo x:
F cosθ - F
a
= ma
onde
F
a
= µ
c
N = µ
c
P - µ
c
F senθ
logo:
ma = F cosθ + µ
c
F senθ - µ
c
P
( ) g
m
F
a
c c
µ θ µ θ − + · sen cos = 1,29m/s
2
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 12
Capítulo 6 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
24
Na figura a seguir, A e B são blocos com pesos de 44N e 22N , respectivamente.
a) Determine o menor peso (bloco C) que deve ser colocado sobre o bloco A para
impedi-lo de deslizar, sabendo-se que µ
E
entre o bloco A e a mesa é 0,20.
C
A
B
N
!

a
F
!
T
!
T ′
!

C A
P P
! !
+

B
P
!
Para que não exista movimento, a resultante de forças que atuam nos blocos
devem ser nulas, e o atrito estático entre o bloco A e a mesa deve ser máximo:
[
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· ′ − ∴ · ′ +

· −
· − −
∴ · + + + +
0 0
0
0
0
T P T P
F T
P P N
F P P T N
B B
a
C A
a C A
! !
! ! ! ! !
Como a corda que liga os blocos A e B tem massa desprezível, temos que
T = T´ . Desse modo:
T = F
a
= µ
E
N = µ
E
( P
A
+ P
C
)
Por outro lado:
T = T´ = P
B
∴ T = P
B
= µ
E
( P
A
+ P
C
)
ou seja:
A
E
B
C
P
P
P − ·
µ
= 66N
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 13
b) Se o bloco C for repentinamente retirado, qual será a aceleração do bloco A, sa-
bendo-se que µ
C
entre A e a mesa é 0,15 ?
[
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
′ · ′ − ∴ ′ · ′ +

· −
· −
∴ · + + +
a m T P a m T P
a m F T
P N
a m F P T N
B B B B
A a
A
A a A
!
! !
!
! ! ! !
0
Como a corda que liga os blocos A e B é inextensível, a = a´, e desse modo:
¹
¹
¹
'
¹
· −
· −
a m T P
a m P T
B B
A A C
µ
Somando essas duas equações, encontramos:
P
B
- µ
C
P
A
= ( m
A
+ m
B
) a
g
P P
P P
a
A B
A C B

,
`

.
|
+

·
µ
= 2,28m/s
2
Capítulo 6 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
26
Na figura a seguir um trabalhador cuidadoso aplica uma força F
!
ao longo do cabo
de um esfregão. O cabo faz um ângulo θ com a vertical, sendo µ
E
e µ
C
os respec-
tivos coeficientes de atrito estático e cinético entre o esfregão e o chão. Despreze a
massa do cabo e suponha que toda a massa m esteja no esfregão.
a) Qual o valor de F , se o esfregão se move pelo chão com velocidade constante?
θ
y
θ
N
!
x

a
F
!
P
!
F
!
Como o esfregão se move com aceleração nula:
¹
¹
¹
'
¹
· ·
+ ·

¹
¹
¹
'
¹
· −
· − −
∴ · + + +
θ µ
θ
θ
θ
sen
cos
0 sen
0 cos
0
F N F
F P N
F F
F P N
N F P F
C a a
a
! ! ! !
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 14
µ
C
( P + F cosθ ) = F senθ
logo:
P F
C
C

,
`

.
|

·
θ µ θ
µ
cos sen
b)
Mostre que se θ é menor que um determinado valor θ
0
então F
!
(ainda aplica-
da ao longo do cabo) é incapaz de mover o esfregão. Determine θ
0
.
Suponhamos que ao aplicar uma força F no cabo do esfregão, passemos a va-
riar (aumentar) o ângulo θ até que a força de atrito impeça o movimento. Este
ângulo será chamado θ
0
. Por maior que seja a força externa F se θ < θ
0
não
existirá movimento. As equações serão equivalentes às anteriores, considerando
agora o coeficiente de atrito estático:
¹
¹
¹
'
¹
· ·
+ ·

¹
¹
¹
'
¹
· −
· − −
∴ · + + +
0
0
0
0
sen
cos
0 sen
0 cos
0
θ µ
θ
θ
θ
F N F
F P N
F F
F P N
N F P F
E a a
a
! ! ! !
P F
E
E

,
`

.
|

·
0 0
cos sen θ µ θ
µ
Esse ângulo θ
0
será aquele tal que o denominador acima será nulo, de modo
que mesmo com uma força externa F muito grande o esfregão ainda permane-
cerá em repouso. Temos então que:
E E E
arc µ θ µ θ θ µ θ tan tan 0 cos sen
0 0 0 0
· ∴ · ⇒ · −
Capítulo 6 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
31
O corpo B na figura pesa 102N e o corpo A pesa 32N . Os coeficientes de atrito
entre o bloco e o plano inclinado são µ
e
= 0,56 e µ
c
= 0,25 .
a) Determine a aceleração do sistema se
B estiver inicialmente em repouso.
θ = 40
0
P
B
= 102N
P
A
= 32N
µ
e
= 0,56
µ
c
= 0,25
m
B
m
A
θ

A
T
!

a
F
!

B
T
!
N
!

A
P
!

B
P
!
θ
y X
Y

A
T
!

a
F
!

B
T
!
N
!

A
P
!
θ

B
P
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 15
Quando o sistema estiver parado, mas com tendência para que o bloco B se
mova para baixo.
T
A
= P
A
∴ T
B
= T
A
= P
A
O bloco B só poderá mover-se ao longo do plano inclinado, logo é nula a resul-
tante das forças perpendiculares a esse plano que atuam nesse bloco. Ou seja:
N - P
B
cosθ = 0 ∴ N = P
B
cosθ
Mas
F
a
= µ
E
N = µ
E
P
B
cosθ
Afora a força de atrito, existem outras forças que atuam paralelamente ao plano
inclinado. Vamos chamar a resultante dessas forças de F , portanto:
F = P
B
senθ - T
B
= P
B
senθ - P
A
essa força puxará o bloco para baixo, e ele mover-se-á quando F for maior ou
igual a força de atrito estático máxima:
Se F ≥ µ
E
N acontecerá movimento
Usando os valores dados no enunciado, encontramos que:
F = 35,56N e µ
E
N = 43,75N
Conclusão: Se o conjunto, estiver parado, vai permanecer desse modo.
b) Determine a aceleração do sistema se B estiver movendo-se para cima no pla-
no inclinado.

A
T
!

B
T
!
N
!

a
F
!

A
P
!

B
P
!
θ
y X
Y

A
T
!

B
T
!
N
!

A
P
!
θ
a
F
!

B
P
!
Aplicando a segunda Lei de Newton para os dois corpos, teremos:
¹
¹
¹
'
¹
· +
· + + +
A A A A
B B a B B
a m P T
a m F N P T
!
! !
!
! ! ! !
Como os dois blocos estão conectados por uma corda inextensível, quando um
deles se deslocar de uma distância ∆s num intervalo de tempo ∆t o outro se
deslocará da mesma distância no mesmo intervalo de tempo, logo as suas acele-
rações serão as mesmas, em módulo. Ou seja:
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 16
a
A
= a
B
= a
Como a corda tem massa desprezível, podemos mostrar que as tensões são
iguais, ou seja:
T
A
= T
B
= T
Vamos supor que o primeiro bloco irá descer. Caso essa suposição não seja ver-
dadeira a aceleração terá o sinal negativo. Para o primeiro bloco, temos as se-
guintes equações:
N - P
B
cosθ = 0
T - P
B
senθ - F
a
= m
B
a
onde F
a
= µ
c
N = µ
c
P
B
cosθ , e para o segundo corpo:
P
A
- T = m
A
a
Somando as duas últimas equações, encontramos:
P
A
- P
B
senθ - µ
c
P
B
cosθ = (m
A
+ m
B
) a
ou seja:
( )
g
m m
m m
a
B A
c B A
]
]
]

+
+ −
·
θ µ θ cos sen
= - 3,88m/s
2
O resultado do cálculo da aceleração ser negativo indica que a suposição do cor-
po B subir é inconsistente, em outras palavras: ele não subirá.
c) Determine a aceleração do sistema se B estiver movendo-se para baixo no pla-
no inclinado.

A
T
!

a
F
!

B
T
!
N
!

A
P
!

B
P
!
θ
y X
Y

A
T
!

a
F
!

B
T
!
N
!

A
P
!
θ

B
P
!
Esse problema é basicamente igual ao do item anterior, com a diferença que a
força de atrito aponta no sentido contrário. As equações vetoriais são as mesmas
¹
¹
¹
'
¹
· +
· + + +
A A A A
B B a B B
a m P T
a m F N P T
!
! !
!
! ! ! !
As componentes são:
N - P
B
cosθ = 0
P
B
senθ - F
a
- T = m
B
a
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 17
onde F
a
= µ
c
N = µ
c
P
B
cosθ , e para o segundo corpo:
T - P
A
= m
A
a
Somando as duas últimas equações, encontramos:
P
B
senθ - µ
c
P
B
cosθ - P
A
= (m
A
+ m
B
) a
ou seja:
( )
g
m m
m m
a
A B
A c B
]
]
]

+
− −
·
θ µ θ cos sen
= +1,02m/s
2
Capítulo 6 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
35
Dois blocos de massas m
1
= 1,65kg e m
2
= 3,30kg , deslizam para baixo sobre um
plano inclinado, conectadas por um bastão de massa desprezível com m
1
seguindo
m
2
. O ângulo de inclinação é θ = 30
0
. O coeficiente de atrito entre m
1
e o plano é
µ
1
= 0,226 e entre m
2
e o plano é µ
2
= 0,113 . Calcule:
a) A aceleração conjunta das duas massas.
m
1
m
2
θ

1
N
!

1 a
F
!

2 a
F
!
θ T
!

2
N
!

1
P
!
T ′
!
θ

2
P
!
Corpo 1
1 1 1 1 1
a m N F P T
a
!
! ! ! !
· + + +
Corpo 2
2 2 2 2 2
a m N F P T
a
!
! ! ! !
· + + + ′
Como o bastão é inextensível as acelerações dos blocos são iguais, e como esse
bastão tem massa desprezível as forças T e T´ têm mesmo módulo. desse
modo:
T + P
1
senθ - F
a1
= m
1
a
N
1
- P
1
cosθ = 0
-T + P
2
senθ - F
a2
= m
2
a
N
2
- P
2
cosθ = 0
T + P
1
senθ - µ
1
P
1
cosθ = m
1
a
-T + P
2
senθ - µ
2
P
2
cosθ = m
2
a
Somando essas duas equações, encontramos
( P
1
+ P
2
) senθ - ( µ
1
P
1
+ µ
2
P
2
) cosθ = ( m
1
+ m
2
) a
ou seja:
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 18
( ) ( )
g
m m
m m m m
a
]
]
]

+
+ − +
·
2 1
2 2 1 1 2 1
cos sen θ µ µ θ
= 3,62m/s
2
b) A tensão no bastão.
Temos que:
T = m
1
a - P
1
senθ + µ
1
P
1
cosθ
e usando o resultado do cálculo da aceleração, encontramos:
( ) θ µ µ cos
2 1
2 1
2 1
g
m m
m m
T
+
− · = 1,05N
c) Como ficariam as respostas a e b se as massas fossem invertidas?
Se nos resultado da aceleração trocarmos 1 por 2 a equação não se modifica-
rá, e portanto não irá alterar o movimento com essa mudança. No entanto a ten-
são irá trocar de sinal, e isso significa que o bloco que empurrava irá puxar e
vice-versa.
Capítulo 6 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
36
Um bloco de massa m
2
= 4kg é colocado em cima de outro de massa m
1
= 5kg .
Para fazer o bloco de cima deslizar sobre o de baixo, que é mantido fixo, uma força
horizontal de pelo menos T = 12N deve ser aplicada ao de cima.
O conjunto dos blocos é agora colocado sobre uma mesa horizontal sem atrito. De-
termine:
a) A força horizontal máxima que pode ser aplicada ao bloco inferior para que ainda
se movimentem juntos.
m
2
m
1
F
!

2
N
!

a
F
!

2
P
!

1
N
!


á
F
!
F
!

2 1
P P
! !
+
Como foi mencionado, quando mantemos o bloco de baixo fixo, uma força hori-
zontal de pelo menos T = 12N deve ser aplicada ao de cima, para que ele inicie
um movimento. Isso significa que a força de atrito estático máxima entre os dois
blocos tem esse valor.
Quando uma força F menor que a limite, atuar no bloco de baixo, o conjunto se
moverá com acelerado, logo:
F = ( m
1
+ m
2
) a
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 19
Os dois blocos interagem através da força de atrito, de modo que essa é a única
força horizontal que atua no bloco de cima, e portanto:
F
a
= m
2
a ∴
2
m
F
a
a
·
logo:
T
m
m m
F
m
m m
F
a

,
`

.
| +
·

,
`

.
| +
·
2
2 1
2
2 1
= 27N
b) A aceleração resultante dos blocos.
2
m
F
a
a
· = 3m/s
2
Capítulo 6 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
37
Uma tábua de 40kg está em repouso sobre um assoalho sem atrito, e um bloco de
10kg está colocado em cima da tábua. O coeficiente de atrito estático µ
E
entre o
bloco e a tábua é 0,60 , enquanto o de atrito cinético µ
C
é 0,40 . O bloco de 10kg
é puxado por uma força horizontal de 100N .
a) Qual a aceleração resultante do bloco?
F
!

b
N
!
F
!

a
F
!


a
F
!

b
P
!
A força de atrito estático máxima é:
F
aE
= µ
E
N = µ
E
P
b
= 58,8N
Como a força externa F = 100N a força de atrito estático não será suficiente
para manter o bloco e a tábua sem movimento relativo. À medida que o bloco
começa a se mover, o atrito enter ele e a tábua passa a ser cinético:
F
aC
= µ
C
N = µ
C
P
b
= 39,2
A resultante das forças que atuam no bloco é:
¹
¹
¹
'
¹
· −
· −
∴ · + + +
0
b b
b b aC
b b b a b
P N
a m F F
a m N F P F
!
! ! ! !
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 20
b
b C
b
m
P F
a
µ −
· = 6,08m/s
2
b) Qual a aceleração resultante da tábua?
A única força horizontal que atua na tábua é F
a
´ que é a reação à força de atrito
que atua no bloco, logo:
t
b C
t t t a
m
P
a a m F
µ
· ∴ ·

= 0,98m/s
2
Capítulo 6 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
39
Uma caixa desliza para baixo através de uma calha de perfil de 90
0
, que está incli-
nada de um ângulo θ em relação à horizontal, conforme mostra a figura. O coefici-
ente de atrito cinético entre elas é µ
C
. Qual a aceleração da caixa em função de µ
C
,
θ e g ?

e
N
!

d
N
!
N
!
d e
N N N
! ! !
+ ·
N
!

a
F
!
θ
θ P
!
Como é de 90
0
o ângulo entre os vetores
e
N
!
e
d
N
!
, e como eles têm o mesmo
módulo:
2
2 2
e d e
N N N N · + ·
Por outro lado:
( )
¹
¹
¹
'
¹
· · + · + · ⇒
·
·
2
2 2
N
N N N F F F
N F
N F
C e C d e C ad ae a
d C ad
e C ae
µ µ µ
µ
µ
N F
C a
µ 2 ·
Com essa última equação, temos um problema em três dimensões transformado em
um outro problema equivalente em duas dimensões. Usando a figura acima da direi-
ta:
¹
¹
¹
'
¹
· −
· −
∴ · + +
ma F P
P N
a m F P N
a
a
θ
θ
sen
0 cos
!
! ! !
θ µ θ µ θ θ cos 2 sen 2 sen sen mg mg N mg F mg ma
C C a
− · − · − ·
( ) θ µ θ cos 2 sen
C
g a − ·
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 21
Capítulo 6 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
41
Uma caixa de areia inicialmente em repouso, é puxada pelo chão por uma corda
onde a tensão não pode ultrapassar 1100N . O coeficiente de atrito estático entre o
chão e a caixa é 0,35 .
a) Qual deverá ser o ângulo da corda em relação à horizontal, de forma a permitir
puxar a maior quantidade de areia possível?
A maior dificuldade será colocar a caixa
em movimento. Devemos encontrar o
ângulo adequado para que a força ex-
terna seja suficiente para equilibrar a
força de atrito estático máximo
y
N
!
F
!

a
F
!
θ
P
!
Quando a caixa estiver prestes a se mover, a força resultante ainda será nula:
¹
¹
¹
'
¹
· − +
· −
⇒ · + + +
0 sen
0 cos
0
P N T
F T
F N P T
a
a
θ
θ
! ! ! !
θ
θ µ
sen
cos
T P
T
N
N
N
F
E a

· ·
µ
E
( P - T senθ ) = T cosθ ∴ P(θ ) = T ( cosθ + µ
E
senθ )/µ
E
( )
E E
E
T
d
dP
µ θ θ µ θ
µ θ
· ⇒ · + − ·
0
tan 0 cos sen
θ
0
= arc tan µ
E
= 19,29
0
b) Qual o peso da caixa de areia nessa situação?
P(θ
0
) = T
M
( cosθ
0
+ µ
E
senθ
0
)/µ
E
= 3329,77N
Gráfico do peso máxi-
mo possível de ser ar-
rastado pela corda, em
função do ângulo de
aplicação da força ex-
terna.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 22
Capítulo 6 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
47
Se o coeficiente de atrito estático dos pneus numa rodovia é 0,25 , com que veloci-
dade máxima um carro pode fazer uma curva plana de 47,5m de raio, sem derrapar?
A resultante das forças que atuam no corpo é:
¹
¹
¹
'
¹
·
· −
∴ · + +
ma F
P N
a m F P N
a
a
0
!
! ! !
A força resultante é a força de atrito, pois na direção
vertical existe um equilíbrio entre as forças que atuam

a
F
!
N
!

a
F
!
P
!
no carro. E é essa força resultante que possibilita o corpo descrever uma trajetória
circular com velocidade constante. Desse modo a força de atrito será a força centrí-
peta.
Rg v
R
mv
mg ma F
E E a
µ µ · ∴ · ⇒ ·
2
= 10,78m/s = 38,80km/h
Capítulo 6 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
51
Uma curva circular de uma auto-estrada é projetada para velocidades de 60km/h .
a) Se o raio da curva é de 150m , qual deve ser o ângulo de inclinação da rodovia?
N
!
θ

a
F
!
θ
θ P
!

R
F
!
θ
Vamos considerar uma situação que envolva os dois itens, a estrada é inclinada
e tem atrito. O desenho da direita mostra a força resultante, e como já foi dito é
conhecida como força centrípeta. Usando a segunda Lei de Newton:
¹
¹
¹
'
¹
· +
· − −
∴ · + +
ma F N
P F N
a m F P N
a
a
a
θ θ
θ θ
cos sen
0 sen cos
!
! ! !
Da primeira equação da direita, encontramos que:
θ µ θ sen cos
E
P
N

·
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 23
e usando esse valor na segunda equação:
ma
P P
E
E
E
·

,
`

.
|

+

,
`

.
|

θ
θ µ θ
µ θ
θ µ θ
cos
sen cos
sen
sen cos
ou seja:
g g a
E
E
E
E

,
`

.
|

+
·

,
`

.
|

+
·
θ µ
θ µ
θ µ θ
θ µ θ
tan 1
tan
sen cos
cos sen
ou ainda:
a g
g a
E
E
µ
µ
θ
+

· tan
Quando µ
E
= 0 , que é o caso do primeiro item, quando não existe atrito:
0
2
70 , 10 188 , 0 tan · ∴ · · · θ θ
Rg
v
g
a
b) Se a curva não fosse inclinada, qual deveria ser o coeficiente de atrito mínimo,
entre os pneus e a rodovia, para permitir o tráfego a essa velocidade, sem derra-
pagem?
Neste caso θ = 0 e portanto encontramos que:
188 , 0 · ·
g
a
E
µ
Capítulo 6 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
54
Um pêndulo cônico é formado por uma massa de 50g presa a uma cordão de 1,2m.
A massa gira formando um círculo horizontal de 25cm de raio.
a) Qual a sua aceleração?
m = 50g = 0,05kg
l = 1,2m
r = 25cm = 0,25m θ
T
!
P
!
θ

R
F
!
Usando a segunda Lei de Newton:
mg
ma
T
T
ma T
P T
a m P T · ⇒
¹
¹
¹
'
¹
·
· −
∴ · +
θ
θ
θ
θ
cos
sen
sen
0 cos
!
! !
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 24
ou seja:
2 2
tan
r l
r
g g a

· · θ = 2,08m/s
2
b) Qual a sua velocidade?
ar v
r
v
a · ∴ ·
2
= 0,72m/s
c) Qual a tensão no cordão?
r
l
ma
ma
T · ·
θ sen
= 0,499N
Capítulo 6 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
57
Um dublê dirige um carro sobre o alto de uma montanha cuja seção reta é aproxima-
damente um círculo de 250m de raio, conforme a figura a seguir. Qual a maior velo-
cidade que pode dirigir o carro sem sair da estrada, no alto da montanha?
N
!
P
!
Quando uma carro perde o contato com o solo a única força que permanece atuando
nele é o seu peso. Mas quando ele está prestes a perder o contato a força normal já
é nula. Neste problema a trajetória é circular e nessa situação limite descrita pelo
enunciado a força centrípeta é o seu peso:
rg v
r
v
m P mg a m P · ⇒ · · ∴ ·
2
!
!
= 49,49m/s = 178,19km/h
Capítulo 6 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
62
Um estudante de 68kg , numa roda gigante com velocidade constante, tem um peso
aparente de 56kg no ponto mais alto.
a) Qual o seu peso aparente no ponto mais baixo?
N
!
P
!
N
!
P
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 25
Nos pontos mais alto e mais baixo, a segunda Lei de Newton diz que:
R
v
a onde a m N P
2
· · +
!
! !
Ponto mais alto
P - N
A
= ma
Ponto mais baixo
N
B
- P = ma
Onde N
A
e N
B
são as normais nos pontos mais alto e mais baixo respectiva-
mente. A normal é uma reação do assento ao corpo do estudante que está sen-
tado nele. Se estivesse sentado em uma balança colocada nesse assento, ela
mostraria exatamente o valor de N , que é por isso chamado de peso aparente.
Igualando as duas últimas equações, encontramos:
P - N
A
= N
B
- P ∴ N
B
= 2P - N
A
= ( 2m - m
A
) g = 80 . 9,8
N
B
= 784Newt e m
B
= 80kg
b) E no ponto mais alto, se a velocidade da roda gigante dobrar?
( )
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· ·


· −
R
v
m
R
v
m N P
R
v
m N P
A
A
2
2
2
4
2
P N N N P
N P
R
v
m
A A A
A
3 4
4
2
− ·

∴ − ·


·
N
A
´= 196Newt e m
A
´ = 20kg
Capítulo 6 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
63
Uma pedra presa à ponta de uma corda gira em um círculo vertical de raio R . De-
termine a velocidade crítica, abaixo da qual a corda pode afrouxar no ponto mais alto.
T
!
P
!
A velocidade mínima para a corda não afrouxar é àquela para a qual teremos T = 0 ,
logo:
Rg v
R
v
m mg a m P · ∴ · ⇒ ·
2
!
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 26
Capítulo 6 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
70
A figura a seguir mostra uma bola de 1,34kg presa a um eixo girante vertical por
duas cordas de massas desprezíveis. As cordas estão esticadas e formam os lados
de um triângulo equilátero vertical. A tensão na corda superior é de 35N .
a) Desenhe o diagrama de corpo isolado para a bola.
L = 1,70m
m = 1,34kg
T
S
= 35N

S
T
!
L

I
T
!
P
!
r
b) Qual a tensão na corda inferior?
Usando a segunda Lei de Newton:
¹
¹
¹
'
¹
·
·
· + +
θ cos
2
L r
R
v
a
onde a m P T T
I S
!
! !
Decompondo as forças segundo os ei-
xos cartesianos definidos na figura ao
lado:
y

S
T
!
θ x
θ

I
T
!
P
!
¹
¹
¹
'
¹
− − ·
+ ·
P T T
T T ma
I S
I S
θ θ
θ θ
sen sen 0
cos cos
Da última equação, encontramos:
θ sen
P
T T
S I
− ·
Como o triângulo formado pelos tirantes e o eixo é isósceles o ângulo entre os
tirantes é 60
0
e consequentemente θ = 30
0
. Desse modo:
T
I
= 8,736N
c) Qual a força resultante sobre a bola, no instante mostrado na figura?
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 06 r omer o@f i sica. uf pb. br 27
θ
θ
θ θ θ cos
sen
cos cos cos
,
`

.
|
− + · + ·
P
T T T T ma
S S I S
F = ma = 2 T
S
cosθ - P cotθ = 37,876N
d) Qual a velocidade da bola?
m
F l
v
l
v
m
r
v
m F
θ
θ
cos
cos
2 2
· ∴ · · = 6,45m/s
Versão preliminar
7 de setembro de 2002
Not as de Aula de Física
07. TRABALHO E ENERGIA CINÉTICA............................................................................ 2
MOVIMENTO EM UMA DIMENSÃO COM FORÇA CONSTANTE....................................................... 2
TRABALHO EXECUTADO POR UMA FORÇA VARIÁVEL................................................................ 2
Análise unidimensional ................................................................................................. 3
Análise tridimensional ................................................................................................... 4
TRABALHO REALIZADO POR UMA MOLA.................................................................................. 4
UMA PARTÍCULA EM QUEDA LIVRE......................................................................................... 6
ENERGIA CINÉTICA.............................................................................................................. 7
TEOREMA DO TRABALHO - ENERGIA CINÉTICA........................................................................ 7
POTÊNCIA.......................................................................................................................... 7
Potência média ............................................................................................................. 7
Potência instantânea..................................................................................................... 8
SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ....................................................................................... 9
04.................................................................................................................................. 9
09................................................................................................................................ 10
11................................................................................................................................ 11
17................................................................................................................................ 12
26................................................................................................................................ 13
27................................................................................................................................ 14
32................................................................................................................................ 15
37................................................................................................................................ 16
38................................................................................................................................ 18
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 07 r omer o@f i sica. uf pb. br 2
07. Trabalho e energia cinética
Podemos definir trabalho como a capacidade de produzir energia. Se uma força
executou um trabalho W sobre um corpo ele aumentou a energia desse corpo de W .
Esse definição, algumas vezes parece não estar de acordo com o nosso entendi-
mento cotidiano de trabalho. No dia-a-dia consideramos trabalho tudo aquilo que nos pro-
voca cansaço. Na Física se usa um conceito mais específico.
Movimento em uma dimensão com força constante
F
!
d
F
!
θ
d
!
W = F d
d F Fd W
! !
⋅ · · θ cos
O trabalho realizado por uma força constante é definido como o produto do deslo-
camento sofrido pelo corpo, vezes a componente da força na direção desse deslocamen-
to.
Se você carrega uma pilha de livros ao longo de uma caminho horizontal, a força
que você exerce sobre os livros é perpendicular ao deslocamento, de modo que nenhum
trabalho é realizado sobre os livros por essa força. Esse resultado é contraditório com as
nossas definições cotidianas sobre força, trabalho e cansaço!
Trabalho executado por uma força variável
Para uma análise inicial, vamos considerar o gráfico do trabalho versus desloca-
mento para uma força constante que atua na direção do deslocamento.
Como foi definido anteriormente
W = F d
que é a área debaixo da curva, ou seja o
retângulo compreendido entre as posi-
ções inicial e final vezes o valor da força
aplicada. Ou seja:
W = 40 . (3,8 - 2) = 72Joules
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 07 r omer o@f i sica. uf pb. br 3
Análise unidimensional
Quando está atuando sobre um
corpo uma força variável que atua na
direção do deslocamento, o gráfico da
intensidade da força versus o desloca-
mento tem uma forma como a da figura
ao lado.
O trabalho executado por essa for-
ça é igual a área abaixo dessa curva.
Mas como calcular essa área se a curva
tem uma forma genérica, em princípio?
Uma primeira aproximação para o
cálculo dessa área seria dividir a área a
ser calculada em pequenos retângulos,
como esses pontilhados da figura ao
lado.
A área abaixo da curva contínua
seria aproximada pelo retângulo defini-
do pela reta pontilhada.
Se chamarmos o trabalho entre as
posições 2 e 2,6 de δW
i
, teremos
como aproximação para esse trabalho o
produto da força F(x
i
) = 22,7 vezes o
deslocamento δx
i
= 2,6 - 2,0 = 0,6 . Ou
seja:
δW
i
= F(x
i
)δx
i
O trabalho total, ao longo de todo
o percurso considerado será a soma
dos trabalhos de cada pequeno percur-
so:
W = ∑
i
δW
i
= ∑
i
F(x
i
)δx
i
A aproximação da curva pelos re-
tângulos vai ficar tanto mais próxima do
real quanto mais subdivisões conside-
rarmos. E no limite em que δx
i
for
muito pequeno a aproximação será uma
igualdade. Ou seja:

→ ∆
·
i
i i
x
x x F Lim W
i
δ ) (
0
A equação anterior é a própria definição de integral, e desse modo o trabalho execu-
tado por uma força variável entre uma posição inicial i e uma posição final f será:

·
f
i
dx x F W ) (
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Cap 07 r omer o@f i sica. uf pb. br 4
Análise tridimensional
Vamos considerar uma força
) (r F
!
!
que atua em um corpo de mas-
sa m , ao longo de uma trajetória
que vai do ponto inicial i até o ponto
final f , ao longo de uma curva C

⋅ ·
C
r d r F W
! !
!
) (
onde a integração é considerada ao
) (r F
!
!
r d
!
f
i
longo da trajetória usada pelo corpo.
De modo geral a força é considerada como:
) , , (
ˆ
) , , (
ˆ
) , , (
ˆ
) ( z y x F k z y x F j z y x F i r F
z y x
+ + ·
!
!
e
dz k dy j dx i r d
ˆ ˆ ˆ
+ + ·
!
[ ]

+ + ·
f
i
Z y x if
dz z y x F dy z y x F dx z y x F W ) , , ( ) , , ( ) , , (
onde a integração é feita ao longo da curva C que define a trajetória do corpo.
Trabalho realizado por uma mola
Vamos analisar o movimento de um sistema composto por um bloco de massa m
que está sobre uma superfície horizontal sem atrito, e tem preso a si uma mola. A outra
extremidade da mola está fixa. Quando a mola está num estado relaxado ela não está
distendida ou comprimida. Nessa situação ela não exerce força alguma no bloco.
Mola relaxada
x = 0
Quando o bloco se desloca da posição relaxada ou de equilíbrio a mola exerce so-
bre ele uma força restauradora que para que ele retorne à posição de equilíbrio original.
Quando o deslocamento é na parte positiva do eixo x a força restauradora aponta para o
sentido negativo desse eixo, e quando o deslocamento se dá na parte negativa do eixo x
a força restauradora aponta para o sentido positivo desse eixo.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 07 r omer o@f i sica. uf pb. br 5
Quando o deslocamento do bloco é muito pequeno em comparação à dimensão da
mola podemos considerar o que é chamado de pequenas oscilações, e neste caso pode-
mos dizer que a força restauradora é proporcional ao deslocamento do bloco em relação
à sua posição de equilíbrio. essa aproximação é também conhecida como Lei de Hooke, e
pode ser expressa do seguinte modo:
r k F
!
!
− ·
onde chamamos k de constante elástica da mola.
Mola distendida
x = 0
Se o bloco se deslocou na parte positiva do eixo x , temos que x i r
ˆ
·
!
e portanto
a força aponta para o sentido negativo do eixo: i x k F
ˆ
− ·
!
Mola comprimida
x = 0
Se o bloco se deslocou na parte negativa do eixo x , temos que x i r
ˆ
− ·
!
e por-
tanto a força aponta para o sentido positivo do eixo: i x k F
ˆ
·
!
.
O trabalho realizado pela mola para levar o corpo de uma posição inicial até uma
posição final será:
( ) r d r k r d F W
f
i
f
i
if
! ! !
!
⋅ − · ⋅ ·
∫ ∫
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Cap 07 r omer o@f i sica. uf pb. br 6
Como o deslocamento se dá no eixo x , temos que:
¹
'
¹
· ⋅ ∴
·
·
dx x r d r
dx i r d
x i r
! !
!
!
ˆ
ˆ
logo, o trabalho realizado pela mola será
( )
2 2
2
2 2
i f
x
x
f
i
if
x x
k x
k dx x k W
f
i
− − · − · − ·

Uma partícula em queda livre
Quando uma partícula se movimenta sob a ação
da gravidade, esta é a única força que nela atua.
Quando a partícula estiver subindo, o desloca-
mento elementar r d
!
e a força peso têm sentidos contrá-
rios, logo o trabalho executado pela força peso entre as
posições inicial e final será:
( ) ( )
∫ ∫
− · ⋅ − ·
f
i
f
i
if
dy mg dy j j mg W
ˆ ˆ
W
if
= - mg ( y
f
- y
i
)
Partícula subindo
y final
r d
!
g m
!
início
Quando a partícula estiver descendo, o desloca-
mento elementar r d
!
e a força peso têm mesmo sentido,
logo o trabalho executado pela força peso entre as posi-
ções inicial e final será:
( ) ( )
∫ ∫
· ⋅ ·
f
i
f
i
if
dy mg dy j j mg W
ˆ ˆ
W
if
= mg ( y
f
- y
i
)
Partícula descendo
y início
r d
!
g m
!
final
Quando a partícula está subindo a força peso executa uma trabalho negativo, e
como conseqüência diminui a energia cinética da partícula. Por outro lado, quando a par-
tícula está descendo a força peso executa uma trabalho positivo, e como conseqüência
aumenta a energia cinética da partícula.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 07 r omer o@f i sica. uf pb. br 7
Energia cinética
Define-se a energia cinética de uma partícula de massa m que viaja com veloci-
dade v , como:
2
2
1
v m K ·
Mostraremos adiante que o trabalho realizado pela resultante de forças que atua
em uma corpo é igual à variação da sua energia cinética, ou seja:
W
if
= ∆K = K
f
- K
i
Teorema do trabalho - energia cinética
Considere uma partícula de massa m que se move sob a ação de uma resultante
de forças F . O trabalho W realizado por esta força dobre a partícula será:
( )
∫ ∫
· ·
f
i
f
i
dx ma dx x F W ) (
mas, por outro lado
( ) ( )( ) dv mv dt
dt
dv
dt
dx
m dt
dt
dx
dt
dv
m dx
dt
dv
m dx ma ·
,
`

.
|

,
`

.
|
·
,
`

.
|

,
`

.
|
·
,
`

.
|
·
ou seja:
2 2 2
2
1
2
1
2
1
i f
f
i
f
i
mv mv v m vdv m W − · · ·

Considerando que
2
2
1
v m K ·
temos
K K K W
i f
∆ · − ·
Potência
A potência mede a capacidade de um sistema produzir (ou absorver) energia. Ela é
a razão entre a energia produzida (ou absorvida) e o intervalo de tempo necessário para
essa produção (ou absorção).
Dependendo do nosso interesse ou dos nossos instrumentos podemos desejar
medir a potência média ou potência instantânea.
Potência média
Nos dá a medida da energia produzida (ou absorvida) W num certo intervalo de
tempo t .
t
W
P ·
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 07 r omer o@f i sica. uf pb. br 8
Potência instantânea
Nos dá a medida da energia produzida (ou absorvida) num intervalo de tempo
muito pequeno, daí instantânea. É útil quando queremos acompanhar a produção (ou ab-
sorção) de energia de maneira precisa.
dt
dW
t
W
Lim P
t
·


·
→ ∆ 0
v F P
dt
r d
F P r d F dW
!
!
!
!
!
!
⋅ · ∴ ⋅ · ⇒ ⋅ ·
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 07 r omer o@f i sica. uf pb. br 9
Solução de alguns problemas
Capítulo 7 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
04
Um objeto de 102kg está inicialmente movendo-se em linha reta com uma velocida-
de de 53m/s . Se ele sofre uma desaceleração de 2m/s
2
até ficar imóvel:
a) Qual a intensidade da força utilizada?
a m N P F
!
! ! !
· + +
Decompondo as forças segundo eixos
cartesianos, encontramos:
¹
¹
¹
'
¹
· −
·
0 P N
ma F
v
0
v = 0
N
!
F
!
P
!
d
!
Logo:
F = ma = 204N
b) Qual a distância que o objeto percorreu antes de parar?
a
v
d ad v v
2
2
2
0 2
0
2
· ∴ − · = 702,25m
c) Qual o trabalho realizado pela força de desaceleração?
Podemos calcular o trabalho de duas maneiras equivalentes:
¹
¹
¹
'
¹
− · ∆ ·
− · ⋅ ·
2
0
2
1
mv K W
Fd d F W
! !
∴ W = - 143.259Joules
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 07 r omer o@f i sica. uf pb. br 10
Capítulo 7 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
09
A figura ao lado mostra um conjunto de polias usado para facilitar o levantamento de
um peso P . Suponha que o atrito seja desprezível e que as duas polias de baixo, às
quais está presa a carga, pesem juntas 20N . Uma carga de 840N deve ser levan-
tada 12m .
a)
Qual a força mínima F
!
necessária
para levantar a carga?
Ao puxar a corda exercendo a força
N
!
, executaremos um certo trabalho W
. Ao elevar o peso P , o conjunto de
roldanas executará, também, um certo
trabalho. Esses dois trabalhos serão
iguais, pois a energia em questão é
aquela que fornecemos ao atuar com a
força F
!
. A força mínima que o con-
junto de roldanas deve fazer atuar so-
bre o corpo para elevá-lo com velocida-
de constante de uma altura H é igual
ao peso do corpo, logo:
W = P H
Para elevar o corpo de uma altura H ,
H
T
!
F
!
P
!
L
deveremos puxar a corda ( com F
!
) de um comprimento L , logo:
W = F L
e como esses trabalhos são iguais:
P
L
H
F FL PH W · ∴ · ·
Para descobrir qual a relação entre H e L deste problema, vamos fazer uma
analogia com outros tipos de arranjos de roldanas.
H = L
F = P F
!
H = L/2
F = P/2 F
!
H = L/3
F = P/3 F
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 07 r omer o@f i sica. uf pb. br 11
No arranjo mais simples, o da esquerda da figura anterior, temos 1 corda e um
tirante. No arranjo seguinte temos 2 cordas e um tirante e no terceiro arranjo te-
mos 3 cordas e um tirante.
No nosso problema temos 4 cordas e um tirante, logo:
H = L/4
F = P/4 = ( 840 + 20)/4= 215N
b) Qual o trabalho executado para levantar a carga até a altura de H = 12m ?
W = P H = (840 + 20) 12 = 10.320Joule
c) Qual o deslocamento da extremidade livre da corda?
L = 4H = 48m
d)
Qual o trabalho executado pela força F
!
para realizar esta tarefa?
W = F L = 10.320Joules
Capítulo 7 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
11
Uma arca de 50kg é empurrada por uma distância de 6m , com velocidade cons-
tante, numa rampa com inclinação de 30
0
por uma força horizontal constante. O co-
eficiente de atrito cinético entre a arca e a rampa é 0,20 .
a) Calcule o trabalho realizado pela força aplicada.
Como a arca se move com velocidade
constante, a aceleração é nulo e por-
tanto:
0 · + + + N P F F
a
! ! ! !
Decompondo as forças, encontramos:
¹
¹
¹
'
¹
· − −
· −
0 sen
0 cos
a
F P F
P N
θ
θ
y
x
N
!
F
!

a
F
!
d
!
θ
P
!
F = F
a
- P senθ = µ
C
N + P senθ
Mas F
a
= µ
C
N , logo
F = P ( senθ + µ
C
cosθ )
d F d F W
F
· ⋅ ·
! !
= 1.979,22Joule
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 07 r omer o@f i sica. uf pb. br 12
b) Calcule o trabalho realizado pelo peso da arca.
d P W
P
! !
⋅ · = - P d senθ = - 1.470Joules
c) Calcule o trabalho realizado pela força de atrito.
d F W
a a
! !
⋅ · = - F
a
d = µ
C
N d= µ
C
P d cosθ = -509,22
É fácil perceber que é nulo o trabalho executado pela resultante de forças. Po-
demos mostrar isso de diversas maneiras:
( ) 0 · + + + · ⋅ + + + ·
N a P F a R
W W W W d N F P F W
! ! ! ! !
O trabalho executado pela normal é nulo pois ela é perpendicular ao vetor deslo-
camento.
W
R
= ∆K = 0
Capítulo 7 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
17
Qual o trabalho realizado por uma força j i x F
ˆ
3
ˆ
2 + ·
!
(em Newtons) , onde x está
em metros, que é exercida sobre uma partícula enquanto ela se move da posição
inicial j i r
i
ˆ
3
ˆ
2 + ·
!
(em metros) até a posição final j i r
f
ˆ
3
ˆ
4 − − ·
!
(em metros) ?
r
i
= ( 2, 3 )
r
f
= ( -4 , -3 )
Como não foi mencionada a trajetó-
ria, podemos escolher diversos
percursos para a partícula entre os
pontos inicial e final.
Vamos calcular o trabalho usando
duas trajetórias: a reta que une os
dois pontos e uma parábola que
passa por eles.
Como já foi dito anteriormente:

⋅ ·
C
if
r d F W
!
!
[ ]

+ ·
f
i
y x if
dy y x F dx y x F W ) , ( ) , (
a) Vamos considerar inicialmente a trajetória retilínea y(x) = x + 1
A imposição da trajetória no cálculo da integral acontece quando usamos na for-
ça e nas diferenciais a dependência y(x) definida pela trajetória.
dx
dx
dy
x y x F dx x y x F r d F
y x

,
`

.
|
+ · ⋅ )) ( , ( )) ( , (
!
!
Teremos desse modo, todo o integrando como função de x .
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 07 r omer o@f i sica. uf pb. br 13
Neste problema:
j i x F
ˆ
3
ˆ
2 + ·
!
e 1 ·
dx
dy
logo
( )dx x dx dx x r d F 3 2 3 2 + · + · ⋅
!
!
( ) ( ) ( ) J x x dx x W
if
6 18 12 2 4 3 4 16 3 3 2
4
2
4
2
4
2
2
− · − · − − + − · + · + ·


+

+

+
b) Vamos considerar inicialmente a trajetória parabólica y = - x
2
/2 + 5 .
Neste problema:
j i x F
ˆ
3
ˆ
2 + ·
!
e x
dx
dy
− ·
( ) dx x dx x dx x r d F − · − + · ⋅ 3 2
!
!
( ) J
x
dx x W
if
6 4 16
2
1
2
4
2
2
4
2
− · − − · − · − ·

+

+

Não foi por acaso que o resultado do trabalho executado entre dois pontos, por
essa força, não dependeu da trajetória. Existe uma categoria de forças - chama-
das forças conservativas - para as quais o trabalho entre dois pontos só depende
desses pontos. De modo geral, uma força ) , ( t r F
!
!
é conservativa quando o seu
rotacional é nulo, ou seja:
0 ) , ( · × ∇ t r F
!
!
Capítulo 7 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
26
Uma força única age sobre um corpo que está se movendo em linha reta. A figura a
seguir mostra o gráfico da velocidade em função do tempo para esse corpo. Determi-
ne o sinal (positivo ou negativo) do trabalho realizado pela força sobre o corpo nos
intervalos AB , BC, CD e DE
AB Neste intervalo a curva é uma reta,
que passa pela origem, e portanto a
velocidade é uma função crescente
do tempo até atingir um certo valor
v
0
, e tem a forma:
v = a
1
t
O movimento é unidimensional e a
velocidade é crescente, logo a força
atua na direção do deslocamento e
desse modo:
0 > · ⋅ · Fd d F W
AB
! !
v
B C
+
A D t
0 t
1
t
2
t
3
t
4
-
E
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 07 r omer o@f i sica. uf pb. br 14
BC Neste intervalo a velocidade é constante v
0
, logo a aceleração é nula e por-
tanto a força resultante também é nula. Consequentemente o trabalho da força
resultante será nulo:
W
BC
= 0
CD Neste intervalo a velocidade é decrescente, iniciando o intervalo com valor v
0
e
terminando com velocidade nula. A forma funcional é do tipo:
v = v
0
- a
2
( t - t
2
)
onde a
2
> 0 . O movimento é unidimensional e a velocidade é decrescente, logo
a força atua na direção contrária ao deslocamento e desse modo:
0 < − · ⋅ · Fd d F W
CD
! !
DE Neste intervalo o corpo começa a recuar, com a mesma aceleração a
2
do in-
tervalo anterior.
v = - a
2
( t - t
3
)
O módulo da velocidade aumenta e ela assume valores negativos cada vez
maiores.
Ao contrário do item anterior, o corpo está sendo acelerado e temos força e
deslocamento no mesmo sentido.
0 > · ⋅ · Fd d F W
DE
! !
Capítulo 7 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
27
Uma mangueira de incêndio é desenrolada puxando-se horizontalmente uma de suas
extremidades ao longo de uma superfície sem atrito com velocidade constante de
2,3m/s . A massa de 1m de mangueira é 0,25kg .Qual a energia cinética fornecida
para desenrolar 12m de mangueira?
A força F
!
é uma força variável porque à
medida que a mangueira é desenrolada
uma maior parte dela passa a se movi-
mentar em contato com o solo e atritan-
do-se com ele. Como o atrito vai aumen-
tado a força externa deve aumentar para
que a mangueira desenrolada tenha velo-
cidade constante.
0 · + + + P N F F
a
! ! ! !
P N F F
F F
P N
C C a
a
µ µ · · · ∴
¹
¹
¹
'
¹
¹
¹
¹
'
¹
· −
· −
0
0
F
!
N
!

a
F
!
F
!
P
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 07 r omer o@f i sica. uf pb. br 15
onde P é a parte da mangueira que está em movimento. A densidade linear de
massa λ da mangueira é passível de ser calculada:
L
M
· λ = 0,25kg/m
Quando a mangueira tiver um comprimento x desenrolado e em movimento, o peso
dessa parte será P(x) onde:
P(x) = λ g x
Então:
F(x) = µ
C
λ g x
O trabalho será:
∫ ∫
· · ·
L
o
L
o
C C
L
g dx x g dx x F W
2
) (
2
λ µ λ µ
Apesar do enunciado ter induzido uma solução nessa direção, não se pode resolver
desse modo pois não se conhece o coeficiente de atrito µ
C
entre a mangueira e o
piso.
No entanto a solução é muito mais simples! E noutra direção, já que não se pediu o
trabalho para vencer o atrito enquanto se desenrola, mas para se vencer a inércia.
O trabalho da força resultante é igual à variação da energia cinética. Existe uma for-
ça, e não é essa força F
!
mencionada, responsável por tirar do repouso, aos poucos
- infinitesimalmente, cada parte da mangueira. Ela atua por um instante! O trabalho
que ela produz é aquele necessário para colocar TODA a mangueira em movimento
de velocidade constante.
( )
2 2
2
1
2
1
v L Mv K W λ · · ∆ · = 7,935Joules
Capítulo 7 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
32
Um homem que está apostando corrida com o filho, tem a metade da energia cinética
do garoto, que tem a metade da massa do pai. Esse homem aumenta a sua veloci-
dade em 1m/s e passa a ter a mesma energia cinética da criança.
Quais eram as velocidades originais do pai e do filho?
Vamos equacionar as várias informações fornecidas:
i.
,
`

.
|
·
,
`

.
|
∴ ·
2 2
2
1
2
1
2
1
2
1
G G H H G H
V M V M K K
ii.
G H G
H
M M M
M
2
2
· ∴ ·
iii. ( )
2
2
2
1
1
2
1
G G H H
V M V M · +
Usando i. e ii. encontramos:
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 07 r omer o@f i sica. uf pb. br 16
( )
H G
G
H G G H G
V V
V
V V M V M 2
4 4
1
2
2
1
2
2 2 2
· ∴ · ⇒ ·
Usando ii. e iii. encontramos:
( )( ) ( )
2
1
2
1
1 2
2
1
2
2
2
2
G
H G G H G
V
V V M V M · + ⇒ · +
Usando os dois últimos resultados, encontramos:
( )
( )
1 2
1
2
2
2
1
2
2
2

· ∴ · · +
H H
H
H
V V
V
V
e finalmente:
V
H
= 2,41m/s e V
G
= 4,82m/s
Capítulo 7 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
37
Um caixote com uma massa de 230kg está pendurado na extremidade de uma cor-
da de 12m de comprimento. Ele é empurrado com uma força horizontal variável F
!
,
até deslocá-lo de 4m horizontalmente.
a)
Qual o módulo de F
!
quando o caixote se encontra na posição final?
Vamos considerar que o caixote é des-
locado com velocidade constante. Nada
foi mencionado à respeito, então esco-
lheremos a situação mais simples, pois
nesse caso a aceleração será nula.
Sendo assim, a segunda Lei de Newton
terá a forma:
0 · + + P F T
! ! !
Decompondo essas forças, encontra-
mos:
¹
¹
¹
'
¹
· −
· −
0 cos
0 sen
P T
T F
θ
θ
y
L θ
T
!
F
!
x
P
!
s
θ θ
θ
θ
tan tan
cos
sen
P F
P
F
T
T
· ∴ · ·
Mas
P
s L
s
F
s L
s
r
s

,
`

.
|

· ⇒

· ·
2 2 2 2
tanθ = 796,90N
b) Qual o trabalho total executado sobre o caixote?
Como a resultante de forças é nula, o trabalho executado por essa força é nulo.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 07 r omer o@f i sica. uf pb. br 17
c) Qual o trabalho executado pela corda sobre o caixote?
O trabalho elementar executado pela força F
!
é dado por:
α cos dr F r d F dW
F
· ⋅ ·
!
!
Mas já foi mostrado que
F = P tanα
e podemos observar que
dr = L dα
logo
dW
F
= ( P tanα) (L dα) cosα
dW
F
= L P senα dα
∫ ∫
· ·
θ
α α
0
sen d P L dW W
f
i
F F
( ) θ α
θ
cos 1 cos
0
− · − · P L P L W
F
L α
r d
!
α
F
!
s
Se considerarmos H como a altura que o caixote foi elevado:
H = L - L cosθ = L ( 1 - cosθ )
e então
W
F
= P H = m g H
Mas como
( )
2 2
2 2
1 cos 1 s L L
L
s L
L L H − − ·

,
`

.
|

− · − · θ =0,686m
temos
W
F
= m g H = 1.546,90Joules
d) Qual o trabalho executado pelo peso do caixote?
O trabalho elementar executado pela
força P
!
é dado por:
( )
0
90 cos + · ⋅ · α dr F r d P dW
P
!
!
α α α d PL dr P dW
P
sen sen − · − ·
F
f
i
P P
W d LP dW W − · − · ·
∫ ∫
θ
α α
0
sen
W
P
= - m g H = - 1.546,90Joules
α
r d
!
α
P
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 07 r omer o@f i sica. uf pb. br 18
Capítulo 7 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
38
Um bloco de 250g é deixado cair sobre uma mola vertical com uma constante de
mola k = 2,5N/cm . A compressão máxima da mola produzida pelo bloco é de 12cm.
a) Enquanto a mola está sendo comprimida, qual o trabalho executado pela mola?

M
F
!
y = 0

r d
!
y = L
y
m = 250g = 0,25kg
k = 2,5N/cm = 250N/m
L = 12cm = 0,12m
O trabalho é definido como:

⋅ ·
f
i
r d F W
!
!
O elemento de integração r d
!
tem comprimento infinitesimal e aponta na dire-
ção de integração, portanto neste caso teremos dy j r d
ˆ
·
!
. Como foi definido
anteriormente, a força que a mola exerce no objeto é dada pela Lei de Hooke:
j y k F
M
ˆ
− ·
!
e o trabalho executado por essa força será:
( ) ( )
2
0 0 2
1
ˆ ˆ
kL dy y k dy j j y k dW W
L L f
i
M
− · − · ⋅ − · ·
∫ ∫ ∫
= - 1,8J
b) Enquanto a mola está sendo comprimida, qual o trabalho executado pelo peso do
bloco?
g m j g m P
ˆ
· ·
!
!
( ) ( ) mgL dy mg dy j g m j dW W
L L f
i
P
· · ⋅ · ·
∫ ∫ ∫
0 0
ˆ ˆ
= + 0,294J
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 07 r omer o@f i sica. uf pb. br 19
c) Qual era a velocidade do bloco quando se chocou com a mola?
O trabalho executado pela força resultante é igual a variação da energia cinética.
A força resultante é:
P F F
M R
! ! !
+ ·
e o trabalho executado por essa força será:
( )
∫ ∫ ∫ ∫
∆ · + · ⋅ + ⋅ · ⋅ + · ⋅ ·
f
i
P M
f
i
M
f
i
f
i
M R R
K W W r d P r d F r d P F r d F W
!
!
!
!
!
! !
!
!
m
W
v W mv K K K K
R
R i i f
2
2
1
2

· ∴ · − · − · − · ∆ = 3,47m/s
d) Se a velocidade no momento do impacto for multiplicada por dois, qual será a
compressão máxima da mola? Suponha que o atrito é desprezível.
Vamos considerar que nessa nova situação a mola se comprimirá de H . Refa-
zendo o raciocínio anterior, temos:
( )
2
2
2
2 2
2
1
2
1
mv v m K mgH kH W
R
− · − · ′ ∆ · + − ·

0
4 2
0 2
2
1
2
2 2 2
·

,
`

.
|

,
`

.
|
− ⇒ · + + −
k
mv
H
k
mg
H mv mgH kH
A única solução positiva dessa equação é:
H = 0,23m
Versão preliminar
10 de setembro de 2002
Not as de Aula de Física
08. CONSERVAÇÃO DA ENERGIA .................................................................................. 2
FORÇAS CONSERVATIVAS E NÃO-CONSERVATIVAS ................................................................. 3
TRABALHO E ENERGIA POTENCIAL ........................................................................................ 4
FORÇAS CONSERVATIVAS - ENERGIA MECÂNICA.................................................................... 4
Energia potencial elástica ............................................................................................. 5
Energia potencial gravitacional ..................................................................................... 5
CÁLCULO DA TRAJETÓRIA A PARTIR DO POTENCIAL ................................................................ 6
USANDO A CURVA DA ENERGIA POTENCIAL............................................................................ 6
FORÇAS NÃO CONSERVATIVAS............................................................................................. 9
SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ..................................................................................... 10
7.................................................................................................................................. 10
10................................................................................................................................ 11
13................................................................................................................................ 11
17................................................................................................................................ 12
23................................................................................................................................ 13
32................................................................................................................................ 13
25................................................................................................................................ 14
28................................................................................................................................ 14
30................................................................................................................................ 15
35................................................................................................................................ 16
37................................................................................................................................ 17
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2
08. Conservação da energia
Quando exigimos das pessoas que moram em nossa casa que apaguem a luz ao
sair de um aposento, não deixem a televisão ligada à noite enquanto dormem, fechem
bem a torneira para que não fique pingando, ou, ainda, abaixem a chama do gás quando
a água ferveu, estamos demonstrando preocupação com o desperdício! Desperdício si-
gnifica que algo útil foi jogado fora sem ter sido aproveitado - foi desperdiçado.
A água da torneira que pinga vai embora pelo ralo e a gente nem percebe. E uma
água nova entra na caixa d’água, em substituição àquela que foi desperdiçada! Agora
pare e pense em quantas vezes você já ouviu alguém dizendo esta frase, bastante co-
nhecida: “Nada se perde, tudo se transforma.” Essa frase é de Lavoisier, um famoso cien-
tista francês do século 18. Podemos entender esta frase, por exemplo, quando colocamos
água numa panela e a aquecemos, podemos ver que a água vai evaporando e o seu nível
na panela vai diminuindo. Isso não significa que a água é perdida mas que está se trans-
formando em vapor d’água!
E a água que escorre pelo ralo, também se transforma? Podemos pensar em ter-
mos de utilidade, isto é, a água que estava na caixa-d’água era útil, mas, depois que se
foi pelo ralo, perdeu sua utilidade. Se quisermos utilizar novamente a água que se foi, te-
remos que pagar à companhia de água e esgoto, para que trate mais água e que esta
seja enviada pelo encanamento até a nossa caixa-d’água! Ou seja, haverá um custo na
reutilização da água que já foi utilizada.
No nosso dia-a-dia, usamos muito a expressão “desperdício de energia”, que se
refere ao desperdício dos vários tipos de energia, como, por exemplo:
- Energia térmica: quando deixamos uma geladeira aberta, haverá um custo para que seu
interior se esfrie novamente.
- Energia elétrica: banhos de chuveiro elétrico demorados geram enorme consumo de
eletricidade, que também terá um custo.
- Energia química: carros mal regulados consomem mais do que o normal, aumentando
assim o gasto de combustível.
Todas essas transformações, cuja energia não pode ser reaproveitada, são cha-
madas de transformações. Ou seja, é impossível pegar o frio que sai da geladeira en-
quanto a porta está aberta e colocá-lo de volta dentro da geladeira. É impossível pegar a
eletricidade que foi usada no chuveiro elétrico e colocá-la de volta no fio. É impossível
usar o gás que saiu do escapamento de um automóvel, para encher novamente o tanque
de gasolina!
A maioria das transformações de energia são do tipo irreversível. Isso significa que
a energia útil se transformou num outro tipo de energia e não pode ser reutilizada.
Uma pequena parte das transformações são do tipo reversível, ou seja, a energia
pode ser transformada em outra forma de energia e depois voltar a ser o que era. Um
sistema que tem essa propriedade é chamado de sistema conservativo .
Telecurso de Física - 2º grau do
Telecurso 2000- Aula 16
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3
Forças conservativas e não-conservativas
Uma força conservativa caracteriza-se por executar um trabalho nulo quando se
considera um percurso fechado.
No sistema massa - mola, quando a massa retorna a um dado ponto, ela tem a
mesma energia cinética da passagem anterior, com a mesma capacidade de produzir tra-
balho, portanto o trabalho realizado pela mola foi nulo, neste percurso fechado.
A energia potencial está sempre associada a uma força. A energia potencial de um
corpo representa a capacidade dele produzir energia cinética ou, de maneira mais genéri-
ca, transformar essa energia num outro tipo de energia. Um corpo que está numa certa
altura acima do solo, tem energia potencial gravitacional. Quando solto, ele cairá em dire-
ção ao solo, transformando essa energia potencial em energia cinética à medida que cai.
Se colocarmos no solo uma mola numa posição adequada, o corpo irá atingi-la e compri-
mi-la até parar. Em síntese: a energia potencial gravitacional do início do movimento do
corpo foi transformada totalmente em energia cinética que por sua vez foi transformada
totalmente em energia potencial da mola.
Essas mudanças de forma de energia se processaram sem perdas porque eram
conservativas as forças envolvidas na situação descrita.
Não podemos associar energia potencial com uma força não-conservativa (tal
como a força de atrito) porque a energia cinética de um sistema em que tais forças atuam
não retorna ao seu valor inicial, quando o sistema recupera a sua configuração inicial.
Vamos considerar uma força conser-
vativa que atua sobre uma partícula ao lon-
go de um percurso fechado, indo do ponto
A até o ponto B pelo caminho 1 da figura
ao lado, e voltando de B para A pelo ca-
minho 2 . Temos então que:
W
AB,1
+ W
BA,2
= 0
ou seja:
W
AB,1
= - W
BA,2
B
1
A
2
Mas como a força é conservativa, ir e voltar pelo mesmo caminho 2 será apenas
uma questão de sinal:
W
BA,2
= - W
AB,2
e finalmente:
W
AB,1
= W
AB,2
ou seja: o trabalho para ir do ponto A até o ponto B independe do percurso quando a
força for conservativa. Esse trabalho será o mesmo caso se utilize o percurso 1 , 2 ou
qualquer outro percurso.
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4
Trabalho e energia potencial
Quando a força for conservativa, podemos definir a energia potencial associada à
essa força. Define-se a diferença de energia potencial ∆U entre os pontos
i
r
!
e
f
r
!
do
seguinte modo:
( ) ( )

⋅ − · − · − · ∆
f
i
if i f
r d F W r U r U U
!
!
! !
ou seja:
( ) ( ) ( ) ( ) r U r F r d F r U r U
r
r
! !
!
!
!
! !
!
!
−∇ · ⇒ ⋅ − ·

0
0
A energia potencial é sempre definida em relação a um determinado referencial de
energia. No caso anterior, definiu-se a energia potencial ( ) r U
!
no ponto definido pelo ve-
tor r
!
, em relação à energia potencial ( )
0
r U
!
no ponto definido pelo vetor
0
r . Estamos
definindo, desse modo, um referencial ( )
0
r U
!
de energia potencial e todos os outros valo-
res serão medidos em relação a este referencial.
Forças conservativas - Energia mecânica
Já foi estabelecido que o trabalho executado pela força resultante é igual a varia-
ção da energia cinética. Ou seja:
i f if
K K K W − · ∆ ·
mas tendo em vista os resultados anteriores:
( ) U K E onde E U K U K W
if
+ · · ∆ · + ∆ ∴ ∆ − · ∆ · 0
onde essa dedução é absolutamente geral, apesar de ter sido feita para apenas uma for-
ça atuando em apenas uma partícula. Ela é válida para um sistema composto de um nú-
mero qualquer de partículas, quando estão atuando nessas partículas quaisquer quanti-
dade de forças conservativas.
A nova grandeza definida, a energia mecânica E = K + U é uma constante de
movimento
( ) te cons r U v m E tan
2
1
2
· + ·
!
Algumas forças tem uma existência marcante, seja no meio acadêmico ou na vida
prática. Vamos calcular a energia potencial associada a algumas destas forças.
O sistema massa - mola encontra-se presente no dia a dia como exemplo de sis-
tema conservativo oscilante, onde a força que a mola exerce é variável. Esse é um tipo de
força elástica.
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5
Energia potencial elástica
( ) ( ) r d r k r d F U R U
R R
! ! !
! !
! !
⋅ − − · ⋅ − ·
∫ ∫
0 0
0 ) (
Como o deslocamento se dá no eixo x , te-
mos que:
¹
'
¹
· ⋅ ∴
·
·
dx x r d r
dx i r d
x i r
! !
!
!
ˆ
ˆ
F
!
x = 0
logo, o trabalho realizado pela mola será:
( ) ( ) ( )
2
0
2
0 2
1
2
0 0 L k
x
k U dx x k U L U
L
L
· + · + ·

onde estamos considerando o referencial de energia potencial U( x = 0 ) =0
Considerando o resultado anterior, dizemos que a energia potencial elástica de um
sistema massa - mola tem a forma:
2
2
1
) ( x k x U ·
Outro exemplo interessante é a energia potencial associada à força gravitacional. É um
caso de energia potencial associada a uma força constante.
Energia potencial gravitacional

⋅ − ·
R
r d F U R U
!
!
! !
0
) 0 ( ) ( onde
¹
'
¹
·
− ·
dy j r d
mg j F
ˆ
ˆ
!
!
( ) ( ) ( )
∫ ∫
· ⋅ − − ·
h h
dy mg dy j j mg U h U
0 0
ˆ ˆ
0
U( h ) = m g h
onde estamos considerando o referencial de energia potenci-
al U( x = 0 ) =0 .
Considerando o resultado anterior, dizemos que a energia
potencial gravitacional tem a forma:
U( y ) = m g y
h
r d
!
g m
!
y = 0
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6
Cálculo da trajetória a partir do potencial
Podemos conhecer a trajetória de uma partícula a partir do conhecimento do po-
tencial ao qual ela está submetida. Quando temos a forma do potencial, como foi mencio-
nado, ele obedece à equação:
( ) te cons x U v m E tan
2
1
2
· + ·
ou seja:
( ) ( ) [ ]
( ) [ ] x U E
m
dx
dt x U E
m dt
dx
v x U E v m

· ∴ − · · ⇒ − ·
2
2
2
1
2
( ) [ ]
∫ ∫

· − ·
t
t
x
x
x U E
m
dx
t t dt
0 0 2
0
ou seja:
[ ]


+ ·
x
x
x U E
m
dx
t t
0
) (
2
0
À partir da forma da energia potencial U(x) poderemos calcular a trajetória da par-
tícula ao fazer o cálculo da integral indicada.
Usando a curva da energia potencial
Em diversas situações não é possível fazer o cálculo da integral de movimento.
Mas mesmo nesse caso, a equação da conservação da energia
( ) te cons x U v m E tan
2
1
2
· + ·
ou a equação que se origina nela
( ) [ ]


+ ·
x
x
x U E
m
dx
t t
0 2
0
nos dará informações úteis sobra a solução ou sobre o comportamento da partícula.
Como a energia mecânica E é igual à soma das energias potencial U(x) mais ci-
nética K , o maior valor da energia potencial será quando toda a energia mecânica for
potencial, ou seja:
E ≥ U(x)
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7
O gráfico da energia potencial elástica é um exemplo simples da utilidade da análi-
se do movimento de uma partícula a partir da forma funcional da energia potencial.
Vamos considerar que a energia mecânica deste sistema tem valor E
0
.
i. Quando x = t L toda a energia me-
cânica está sob a forma de energia
potencial. Esses pontos x = t L são
chamados pontos de inversão pois
ao chegar neles a velocidade da par-
tícula se anula e inverte o sentido.
ii. Quando x = 0 toda a energia mecâ-
nica é cinética.
iii. O movimento da partícula está confi-
nado à região - L ≥ x ≥ + L .
U(x)
E
0
x
- L + L
A seguir mostramos um gráfico da energia potencial de uma partícula, que tem um
comportamento rico em detalhes.
De modo geral o gráfico da energia potencial de uma partícula apresenta várias si-
tuações físicas. Mostra o problema para vários valores de energia mecânica. Para cada
valor de energia mecânica a partícula se comporta de um modo diferente.
U(x)
E
4
E
3
E
2
E
1
E
0
x
3
x
1
x
0
x
2
x
4
x
5
x
a. E = E
0
Para esse valor de energia mecânica, toda a energia é potencial e portanto a energia
cinética será sempre zero. A partícula vai estar permanentemente localizada na posição
x = x
0
e com velocidade nula.
Como um exemplo dessa situação podemos lembrar uma mola que está em sua posi-
ção de equilíbrio com velocidade nula. Ele vai permanecer indefinidamente nessa situa-
ção.
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8
b. E = E
1
Como E ≥ U(x) para esse valor de energia mecânica x
1
≥ x ≥ x
2
. A partícula está
confinada a se movimentar entre os pontos x
1
e x
2
, passando pelo ponto x
0
, de mí-
nimo da energia potencial e consequentemente de máximo da energia cinética. Nos pon-
tos x
1
e x
2
temos E
1
= U(x
1
) = U(x
2
) , e portanto toda a energia é potencial. Isso implica
que a energia cinética é nula nesses pontos. Esses pontos são chamados pontos de re-
torno (ou pontos de inversão) pois a partícula estava se movendo em um sentido, sua
velocidade se anulou e ela retornou usando o sentido contrário.
Como um exemplo dessa situação podemos considerar uma mola que está em sua
posição de equilíbrio com uma certa velocidade não nula. Ela vai ficar se movendo entre
duas posições e sempre passando pelo ponto de máxima energia cinética. Como exemplo
apenas de ponto de retorno podemos considerar uma pedra lançada verticalmente para
cima. Ao atingir o ponto de máxima altura ela irá parar e começará o retorno. nesse ponto
a energia cinética é nula.
c. E = E
2
Existem quatro pontos de retorno
d. E = E
3
Existe apenas um ponto de inversão. Se a partícula estiver se movendo em direção ao
ponto x = 0 , ao chegar em x = x
3
ela pára, retornando no sentido contrário.
e. E = E
4
Não existem pontos de retorno.
Da relação entre força e potencial podemos fazer várias inferências. Como já foi men-
cionado anteriormente
( ) ( ) ( ) ( ) r U r F r d F r U r U
r
r
! !
!
!
!
! !
!
!
−∇ · ⇒ ⋅ − ·

0
0
Em uma dimensão, a equação anterior tem a forma:
( ) ( ) ( ) ( )
( )
dx
x U d
x F dx x F x U x U
x
x
− · ⇒ − ·

0
0
e desse modo podemos dizer que:
i. Mínimo de U(x) ⇒ ⇒⇒ ⇒ F(x) = 0 ⇒ ⇒⇒ ⇒ equilíbrio estável
ii. Máximo de U(x) ⇒ ⇒⇒ ⇒ F(x) = 0 ⇒ ⇒⇒ ⇒ equilíbrio instável
iii. U(x) = constante ⇒ ⇒⇒ ⇒ F(x) = 0 ⇒ ⇒⇒ ⇒ equilíbrio indiferente
Podemos analisar as situações de equilíbrio no gráfico anterior do seguinte
modo:
a. No ponto x = x
0
temos um equilíbrio estável e citaremos como exemplo dessa situa-
ção um pêndulo em equilíbrio na sua posição vertical inferior. Se alterarmos a sua po-
sição, surge uma força restauradora e o sistema tende a voltar à posição de equilíbrio
inicial.
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9
b. No ponto x = x
4
temos um equilíbrio instável e citaremos como exemplo dessa si-
tuação um pêndulo em equilíbrio na sua posição vertical superior. Se alterarmos a sua
posição, surge uma força que afasta ainda mais o sistema de sua situação de equilí-
brio inicial.
c. No ponto x ≥ x
5
temos um equilíbrio indiferente . . Se alterarmos a sua posição não
acontece nenhuma das duas situações anteriores. Uma exemplo desse caso seria um
cone apoiado em uma face lateral.
Forças não conservativas
Vamos considerar que estão atuando N forças sobre uma dada partícula, de
modo que a força resultante será dada por:

·
· + + + ·
N
i
i N
F F F F F
1
2 1
! !
"
! ! !
Como já foi mencionado, o trabalho executado pela força resultante é igual à varia-
ção da energia cinética da partícula:

·
· + + + · · ∆
N
i
i N F
W W W W W K
1
2 1
"
onde W
i
é o trabalho executado pela i-ésima força que está atuando na partícula.
Se forem conservativas todas as forças mencionadas, teremos:
∆K = Σ W
C
= -Σ ∆U ∴ ∆K + Σ ∆U = 0 ⇒ ∆(K + ΣU ) = ∆E = 0
Para cada força conservativa teremos a sua energia potencial associada a ela, daí
a soma das energias potenciais. A soma das energias potenciais com a energia cinética
nos dá a energia mecânica E . Quando existem apenas forças conservativas, a energia
mecânica não varia ∆E = 0 , sendo então uma constante de movimento.
Se, por outro lado, tivermos atuando também forças não - conservativas (em par-
ticular a força de atrito), teremos:
∆K = Σ W
C
+ Σ W
A
= -Σ ∆U + Σ W
A

∆K + Σ ∆U = Σ W
A

∆(K + ΣU ) = ∆E = Σ W
A
∆E = E
f
- E
i
= Σ W
A
como é negativo o trabalho executado pela força de atrito, acontecerá uma perda da
energia mecânica; a energia mecânica fina será menor que a energia mecânica inicial
∆E < 0
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10
Solução de alguns problemas
Capítulo 8 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
7
Um carrinho de montanha russa sem atrito chega ao alto da primeira rampa da figura
a seguir com velocidade
0
v
!
.
y

0
v
!
A D
B
h H
h/2
C x
a) Qual a sua velocidade no ponto A ?
Considerando o ponto mais baixo da trajetória do carrinho como a origem do re-
ferencial da energia potencial, temos que
U(y=0) = 0 e U(y=h) = mgh
Desse modo, a energia mecânica inicial é dada por:
mgh
v m
E + ·
2
2
0
0
Como só estão atuando forças conservativas E
A
= E
0
e como a altura do ponto
A é a mesma altura da posição inicial as velocidades serão as mesmas:
v
A
= v
0
b) Qual a sua velocidade no ponto B ?
gh v v
h
mg
v m
mgh
v m
E E
B
B
B
+ · ⇒
,
`

.
|
+ · + ∴ ·
2
0
2 2
0
0
2 2 2
c) Qual a sua velocidade no ponto C ?
gh v v
v m
mgh
v m
E E
C
C
C
2
2 2
2
0
2 2
0
0
+ · ⇒ · + ∴ ·
d) A que altura chegará à última rampa, que é alta demais para ser ultrapassada?
g
v
h H mgH mgh
v m
E E
D
2 2
2
0
2
0
0
+ · ⇒ · + ∴ ·
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11
Capítulo 8 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
10
Um projétil de massa 2,40kg é disparado para cima, do alto de uma colina de 125m
de altura, com uma velocidade de 150m/s e numa direção que faz 41
0
com a hori-
zontal.
a) Qual a energia cinética do projétil no momento em que é disparado?
m = 2,40kg
h = 125m
v
0
= 150m/s
θ
0
= 41
0
2
2
0
0
v m
K · = 27.000J
b) Qual a energia potencial do projétil no mesmo momento? Suponha que a energia
potencial gravitacional é nula na base da colina ( y=0 ) .
U
0
= m g h = 2.940J
c) Determine a velocidade do projétil no momento em que atinge o solo. Supondo
que a resistência do ar possa ser ignorada, as respostas acima dependem da
massa do projétil?
gh v v mgh
v m v m
E E
F
F
F
2
2 2
2
0
2
0
2
0
+ · ⇒ + · ∴ ·
As respostas dos itens a e b dependem da massa do projétil, como pode ser
constatado nas equações. A velocidade ao atingir o solo não depende da massa
do projétil, como pode ser notado na equação anterior.
Capítulo 8 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
13
Uma bola de massa m está presa à extremidade de uma barra de comprimento L e
massa desprezível. A outra extremidade da barra é articulada, de modo que a bola
pode descrever um círculo no plano vertical. A barra é mantida na posição horizontal,
como mostra a figura a seguir, até receber um impulso para baixo suficiente para
chegar ao ponto mais alto do círculo com velocidade nula.
a) Qual a variação da energia potencial da bola?
Considerando o ponto mais baixo da trajetória
da bola como a origem do referencial da
energia potencial, temos que U(y=0) = 0. Des-
se modo, a energia potencial gravitacional é
dada por
U (y) = m g y
A diferença de altura entre as posições inicial
e final é L , logo:
∆U = m g ∆y = m g L
y
L
x
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12
b) Qual a velocidade inicial da bola?
Vamos considerar como origem da energia potencial o ponto mais baixo da tra-
jetória da bola.
E
i
= E
f
( ) L mg mv mgL mv mgy mv mgy
i f f i i
2
2
1
2
1
2
1
2 2 2
· + ⇒ + · +
gL v
i
2 ·
Capítulo 8 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
17
Uma mola pode ser comprimida 2cm por uma força de 270N . Um bloco de 12kg
de massa é liberado a partir do repouso do alto de um plano inclinado sem atrito cuja
inclinação é de 30
0
. O bloco comprime a mola de 5,5cm antes de parar
a) Qual a distância percorrida pelo bloco até parar?
L
0
= 2cm = 0,020m
F
0
= 270N
θ = 30
0
m = 12kg
L = 5,5cm = 0,055m
Inicialmente vamos calcular a constante
elástica da mola:
F
0
= k L
0
∴ k = 13.500N/m
D

h
θ
Seja D a distância que o bloco irá percorrer antes de parar. Parte dessa distân-
cia ( D - L ) o bloco percorre livre e a outra parte ( L ) ele percorre comprimindo a
mola. Inicialmente ele estava em repouso e tinha energia potencial gravitacional,
e após o movimento de descida ele volta ao repouso e agora a sua energia e
potencial elástica. Aconteceu uma transformação de energia: de potencial gravi-
tacional para potencial elástica. temos portanto que:
2
2
1
kL mgh ·
Mas
h = D senθ
então
θ
θ
sen 2 2
1
sen
2
2
mg
kL
D kL mgD · ∴ · = 0,347m = 34,7cm
b) Qual a velocidade do bloco no instante em que se choca com a mola?
Quando o bloco percorreu livre a distância D - L , ele diminuiu a sua altura de h´,
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13
como mostrado na figura. Logo:
h´ = ( D - L ) senθ = 0,146m
Se v for a velocidade com que o bloco se choca com a mola:
´ 2
2
1
´
2
gh v mv mgh · ⇒ · = 1,69m/s
Capítulo 8 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
23
A corda da figura a seguir tem L = 120cm de comprimento e a distância d até o
pino fixo P é 75cm . Quando a bola é liberada em repouso na posição indicada na
figura, descreve a trajetória indicada pela linha tracejada.
a) Qual a velocidade da bola quando está
passando pelo ponto mais baixo da
trajetória?
Considerando o ponto mais baixo da
trajetória da bola como a origem do re-
ferencial da energia potencial, temos
que U(y=0) = 0 e U(y=L) = mgL .
Como a energia mecânica se conserva:
E
1
= E
2
gL v mv mgL 2
2
1
2
2
2
· ∴ · = 4,84m/s
y
L
1
3
d
P r
2 x
3
b) Qual a velocidade da bola quando chega ao ponto mais alto da trajetória, depois
que a corda toca no pino?
De maneira equivalente, temos a conservação da energia mecânica:
E
1
= E
3
( ) [ ] d L mg mv mgL − + · 2
2
1
2
3
de onde encontramos que:
( ) L d g v − · 2 2
3
= 2,42m/s
32
Mostre que se a bola faz uma volta completa em torno do pino, então d > 3L/5 .
A bola irá fazer uma volta completa e passar pelo ponto 3 sem afrouxar a corda
quando a velocidade v
3
tiver um valor mínimo tal que a força centrípeta seja
igual ao seu peso. Essa imposição implica que a tensão na corda será nula.
( ) ( ) d L g gr v
r
v
m mg F P
C
− · · ∴ · ⇒ ·
2
3
2
3
3
Usando o resultado do item anterior, temos:
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 08 r omer o@f isica.uf pb.br
14
( ) ( )
5
3
2 2
2
3
L
d d L g L d g v · ⇒ − · − ·
Capítulo 8 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
25
Deixa-se cair um bloco de 2kg de uma altura de 40cm sobre uma mola cuja cons-
tante é k = 1960N/m . Determine a compressão máxima da mola
m = 2kg
h = 40cm = 0,40m
k = 1960N/m
A mola será largada com velocidade nula, cairá até
encontrar a mola, pressionará a mola até alcançar
novamente o repouso. Desse modo, ela terá ener-
gia potencial gravitacional na posição inicial e
energia potencial elástica no final:
E
i
= E
f
h
L
( ) 0
2 2 2
2
1
) (
2 2 2
· − − ∴ + · ⇒ · + h
k
mg
L
k
mg
L L h
k
mg
L kL L h mg
¹
'
¹

+
·
t
·
+
,
`

.
|
t
·
08 , 0
10 , 0
2
18 , 0 02 , 0
2
2
4
2 2
2
h
k
mg
k
mg
k
mg
L
Como L deve ser positivo, a solução aceitável fisicamente é:
L = 0,10m = 10cm
Capítulo 8 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
28
O módulo da força de atração gravitacional entre duas partículas de massas m
1
e
m
2
é dado por:
2
2 1
) (
x
m m
G x F ·
onde G é uma constante e x é a distância entre as duas partículas.
a) Qual é a forma funcional da energia potencial gravitacional U(x) ? Suponha que
U(x) → 0 quando x → ∞ .
De maneira geral nós temos que:

⋅ − ·
1
0
) ( ) ( ) (
0 1
r
r
r d r F r U r U
!
!
! !
!
! !
m
1
m
2
F
!
r d
!
x
x
1
x
0
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 08 r omer o@f isica.uf pb.br
15
Como
¹
'
¹
· − − ·
− ·
dx i dx i r d
x F i r F
ˆ
) )(
ˆ
(
) (
ˆ
) (
!
!
!
temos:
( ) ( )
∫ ∫ ∫
+ · + · ⋅ − − ·
1
0
1
0
1
0
2 2 1 0 0 0 1
) ( ) ( ) (
ˆ
) (
ˆ
) ( ) (
x
x
x
x
x
x x
dx
m Gm x U dx x F x U dx i x F i x U x U

,
`

.
|
− − ·
0 1
2 1 0 1
1 1
) ( ) (
x x
m Gm x U x U
Usando as condições indicadas no enunciado, encontramos que:
1
2 1
1
) (
x
m m
G x U − ·
b) Qual o trabalho necessário para aumentar a distância entre as partículas de
x
a
=x
1
para x
b
=x
1
+ d ?
ab a b
W x U x U U − · − · ∆ ) ( ) (
( ) d x x
d
m Gm W
x x
x x
m Gm
x
m m
G
x
m m
G W
ab
a b
a b
a b
ab
+
− · ∴

· + − · −
1 1
2 1 2 1
2 1 2 1
Capítulo 8 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
30
Um pequeno bloco de massa m desliza sem atrito na pista da figura a seguir.
a) O bloco é liberado em repouso no ponto P . Qual a força resultante que age so-
bre ele no ponto Q ?
No ponto Q existem duas forças atu-
ando no bloco: o seu peso e a força que
a pista exerce nele (normal). A normal é
a força radial que está atuando, ou seja
é a força centrípeta. Para calcular a
força centrípeta vamos usar a conser-
vação da energia mecânica, ou seja: a
energia mecânica no ponto P é igual a
energia mecânica no ponto Q .
E
P
= E
Q
2
2
1
Q Q P
mv mgh mgh + ·
( ) ( ) gR R R g h h g v
Q P Q
8 5 2 2
2
· − · − ·
P
5R
Q
R
N
!
P
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 08 r omer o@f isica.uf pb.br
16
mg N
R
gR
m
R
v
m F N
Q
C
8
8
2
· ∴ · · ·
A força resultante será N P R
! ! !
+ · . Como esses vetores são perpendiculares, a
resultante é a hipotenusa de um triângulo retângulo, e portanto:
( ) ( ) mg R mg mg N P R 65 8
2 2
2 2
· ⇒ + · + ·
b) De que altura em relação ao ponto mais baixo da pista o bloco deve ser liberado
para que esteja na iminência de perder o contato com a pista no ponto mais alto
do semi-círculo?
Quando o bloco perde o contato com a
pista , a normal se anula (e vice-versa).
Nessa situação, a única força que esta-
rá atuando no corpo será o seu peso e
portanto a força centrípeta será igual ao
peso:
mgR mv mg
R
v
m
F
F
2
1
2
1
2
2
· ∴ ·
P
!
Na posição inicial, quando o bloco é solto ele tem apenas energia potencial gra-
vitacional, logo:
2
5
2
5
2
2
1
) 2 (
2
1
2
R
h mgR mgR mgR R mg mv mgh E E
F F I
· ∴ · + · + · ⇒ ·
Capítulo 8 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
35
Uma corrente é mantida sobre uma mesa sem atrito com um quarto do seu compri-
mento pendurado para fora da mesa, como mostra a figura. Se a corrente tem com-
primento L e uma massa m , qual o trabalho necessário para puxá-la totalmente
para cima da mesa?
A força necessária para puxar com velo-
cidade constante a corrente para cima da
mesa é uma força variável. Ela depende
da quantidade de corrente que está pen-
durada. Num pedaço de corrente de ta-
manho y temos uma massa m(y) e no
tamanho total M temos a massa total M,
logo:
F
!
y=0 y=L/4
y
L
M
y m
L
M
y
y m
L M
y y m
· ∴ · ⇒
¹
'
¹


) (
) (
) (
A força necessária, terá a forma:
y
L
Mg
y F
,
`

.
|
· ) (
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 08 r omer o@f isica.uf pb.br
17

⋅ ·
f
i
if
r d F W
!
!
[ ]

− · ⇒ − · ⋅ ∴
¹
'
¹
· − ·
− ·
0
4 /
) ( ) (
ˆ ˆ
) (
ˆ
L
dy y F W dy y F r d F
dy j dr j r d
y F j F
!
!
!
!
32 4 2
1
2
0
4 /
MgL
W
L
L
Mg
ydy
L
Mg
W
L
· ∴
]
]
]
]

,
`

.
|
· − ·

Capítulo 8 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
37
Um menino está sentado no alto de um monte hemisférico de gelo. Ele recebe um
pequeníssimo empurrão e começa a escorregar para baixo.
Mostre que, se o atrito com o gelo puder ser desprezado, ele perde o contato com o
gelo num ponto cuja altura é 2R/3 .
O menino vai descer do monte
acelerado. Podemos separar as
acelerações em aceleração radial e
aceleração tangencial (aceleração
centrípeta) :
a m N P
!
! !
· +
¹
'
¹
·
· −
T
R
a m P
a m N P
θ
θ
sen
cos
N
!
θ P
!
R
θ
0
h
N = P cosθ - m a
R
∴ N = m ( g cosθ - a
R
)
O corpo do menino perde o contato com o hemisfério quando a normal se anular,
logo para θ = θ
0
:
N = 0 ⇒ a
R
= g cosθ
0
=
R
v
2
0
Como este sistema é conservativo, a energia mecânica do menino no topo do he-
misfério será igual àquela no ângulo θ = θ
0
:
0
2
0
cos ;
2
1
θ R h mv mgh mgR · + ·
( ) ( )
0
2
0
0
2
0
cos 1 2 cos 1 2 θ θ − · · ∴ − · g
R
v
a gR v
R
Mas quando a normal for nula
a
R
= g cosθ
0
= 2 g ( 1 - cosθ
0
) ⇒
3
2
cos
0
· θ
3
2
cos
0
R
h R h · ⇒ · θ
Versão preliminar
10 de setembro de 2002
09. SISTEMA DE PARTÍCULAS........................................................................................ 2
O CENTRO DE MASSA.......................................................................................................... 2
Sistema de partículas - Uma dimensão ........................................................................ 2
Sistema de partículas - Duas dimensões...................................................................... 3
Sistema de partículas - Três dimensões....................................................................... 3
Corpos rígidos............................................................................................................... 4
MOVIMENTO DO CENTRO DE MASSA...................................................................................... 5
MOMENTO LINEAR DE UMA PARTÍCULA .................................................................................. 6
MOMENTO LINEAR DE UM SISTEMA DE PARTÍCULAS ................................................................ 6
CONSERVAÇÃO DO MOMENTO LINEAR................................................................................... 7
SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ....................................................................................... 8
2.................................................................................................................................... 8
3.................................................................................................................................... 8
3A.................................................................................................................................. 9
4.................................................................................................................................. 10
7.................................................................................................................................. 10
8.................................................................................................................................. 12
15................................................................................................................................ 13
17................................................................................................................................ 13
18................................................................................................................................ 15
21................................................................................................................................ 15
22................................................................................................................................ 17
30................................................................................................................................ 18
34................................................................................................................................ 19
37................................................................................................................................ 20
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 09 r omer o@f i sica. uf pb. br
2
09. Sistema de partículas
O centro de massa
Mesmo quando um corpo gira ou vibra, existe um ponto nesse corpo, chamado
centro de massa, que se desloca da mesma maneira que se deslocaria uma única partí-
cula, com a massa deste corpo e sujeita ao mesmo sistema de forças que ele.
Ainda que o sistema não seja um corpo rígido mas um conjunto de partículas, pode
ser definido para ele um centro de massa, como veremos adiante.
Sistema de partículas - Uma dimensão
Vamos definir inicialmente a posição x
CM
do centro de massa para um sistema
composto de duas partículas de massas m
1
e m
2
e que ocupam as posições x
1
e x
2
.
2 1
2 2 1 1
m m
x m x m
x
CM
+
+
·
ou
2
2 1
2
1
2 1
1
x
m m
m
x
m m
m
x
CM

,
`

.
|
+
+

,
`

.
|
+
·
m
1
m
2
x
1
x
2
Podemos olhar a última equação como uma média ponderada da posição de cada
partícula de massa m
i
onde o "peso" de cada termo é a fração da massa total contida na
posição x
i
.
Para um sistema de N corpos dispostos ao longo de uma linha reta, podemos fa-
zer uma extensão da definição anterior:


·
·
·
+ + +
+ + +
·
N
i
i
N
i
i
N
N N
CM
m
x m
m m m
x m x m x m
x
1
1
1
2 1
2 2 1 1
!
!
Iremos definir a massa total do sistema como M , onde:

·
·
N
i
i
m M
1
e desse modo teremos:

·
·
N
i
i CM
m Mx
1
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Cap 09 r omer o@f i sica. uf pb. br
3
Sistema de partículas - Duas dimensões
Para a definição do centro de massa de um sistema de N partículas distribuídas
em um plano podemos, por analogia com as definições anteriores, considerar que:



·
·
·
· ·
+ + +
+ + +
·
N
i
i i N
i
i
N
i
i
N
N N
CM
x m
M
m
x m
m m m
x m x m x m
x
1
1
1
1
2 1
2 2 1 1
1
!
!



·
·
·
· ·
+ + +
+ + +
·
N
i
i i N
i
i
N
i
i
N
N N
CM
y m
M
m
y m
m m m
y m y m y m
y
1
1
1
1
2 1
2 2 1 1
1
!
!
Sistema de partículas - Três dimensões
Para um sistema de N partículas distribuídas em três dimensões temos as se-
guintes definições:

·
·
N
i
i i CM
x m
M
x
1
1

·
·
N
i
i i CM
y m
M
y
1
1

·
·
N
i
i i CM
z m
M
z
1
1
Se considerarmos que:
¹
¹
¹
'
¹
+ + ·
+ + ·
CM CM CM CM
i i i i
z k y j x i r
e
z k y j x i r
ˆ ˆ ˆ
ˆ ˆ ˆ
"
"
teremos:

·
·
N
i
i i CM
r m
M
r
1
1
" "
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4
Corpos rígidos
Podemos imaginar um corpo rígido como sendo subdividido em pequenos ele-
mentos de volume ∆V
i
de massa ∆m
i
respectivamente, que estão localizados em pon-
tos definidos por coordenadas ( x
i
, y
i
, z
i
) . Neste cenário, teremos as seguintes equa-
ções:


·
·


·
N
i
i
N
i
i i
CM
m
m x
x
1
1


·
·


·
N
i
i
N
i
i i
CM
m
m y
y
1
1


·
·


·
N
i
i
N
i
i i
CM
m
m z
z
1
1
Se os elementos de volume ∆V
i
→ 0 , as massas contidas nesses elementos de
volume também de serão reduzidas, ao ponto de ∆m
i
→ 0 . Quando isso acontece,
aquelas somas se transformam em integrais:





· ·


·
·
·
→ ∆
dm x
M dm
dm x
m
m x
Lim x
N
i
i
N
i
i i
m
CM
i
1
1
1
0





· ·


·
·
·
→ ∆
dm y
M dm
dm y
m
m y
Lim y
N
i
i
N
i
i i
m
CM
i
1
1
1
0





· ·


·
·
·
→ ∆
dm z
M dm
dm z
m
m z
Lim z
N
i
i
N
i
i i
m
CM
i
1
1
1
0
e concluindo:

· dm r
M
r
CM
" "
1
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5
Movimento do centro de massa
A partir da definição de centro de massa temos a seguinte equação:
N N CM
r m r m r m r M
"
!
" " "
+ + + ·
2 2 1 1
A variação dessas posições com o tempo é calculada como:
dt
r d
m
dt
r d
m
dt
r d
m
dt
r d
M
N
N
CM
"
!
" " "
+ + + ·
2
2
1
1
de modo que a velocidade do centro de massa tem a forma:

·
· + + + ·
N
i
i i N N CM
v m v m v m v m v M
1
2 2 1 1
" "
!
" " "
A variação dessas velocidades com o tempo é calculada como:
dt
v d
m
dt
v d
m
dt
v d
m
dt
v d
M
N
N
CM
"
!
" " "
+ + + ·
2
2
1
1
de modo que a aceleração do centro de massa tem a forma:

·
· + + + ·
N
i
i i N N CM
a m a m a m a m a M
1
2 2 1 1
" "
!
" " "
Cada termo da equação anterior refere-se a uma partícula específica, e é igual à
força resultante que atua nessa partícula.

·
· + + + ·
N
i
i N CM
F F F F a M
1
2 1
" "
!
" "
"
Mas a força resultante que atua em uma partícula que faz parte desse sistema é
composta de duas partes: as forças externas a esse sistema que atuam em cada partícula
e as forças internas de interação mútua entre as partículas.
( ) ( ) ( ) ( )
INT EXT
N
i
iINT iEXT NINT NEXT INT EXT INT EXT CM
F F F F F F F F F F a M
" " " " " "
!
" " " "
"
+ · + · + + + + + ·

·1
2 2 1 1
Mas quando considerarmos a soma das forças internas estaremos incluindo pares
de forças que se anulam, segundo a Terceira Lei de Newton por serem ação e reação.
Por exemplo: iremos incluir as forças que a partícula 2 exerce na partícula 3 como tam-
bém as forças que a partícula 3 exerce na partícula 2 . E essas forças de interação se
anulam. Isso acontece com todos os pares de partículas que considerarmos. Assim a
soma total das forças internas que atuam em um sistema de partículas é nula, e desse
modo:
EXT CM
F a M
"
"
·
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
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6
Essa equação diz que o centro de massa de um sistema de partículas se move
como se toda a massa M desse sistema estivesse concentrada nesse ponto e essa
massa estivesse sob a ação da força externa resultante.
Momento linear de uma partícula
Define-se o momentum (ou momento) linear de uma partícula como sendo o pro-
duto de sua massa por sua velocidade:
v m p
" "
·
Conta-se que Newton na realidade formulou a sua Segunda Lei em termos do mo-
mento, da seguinte maneira:
A taxa de variação do momento de uma partícula é proporcional à resultante das forças
que agem sobre essa partícula, e tem a mesma direção e o mesmo sentido que essa for-
ça.
( ) v m
dt
d
dt
p d
F
R
"
"
"
· ·
Para os sistemas de massa constante:
a m
dt
v d
m
dt
p d
F
R
"
" "
"
· · ·
Momento linear de um sistema de partículas
Para um sistema composto de N partículas, definimos o momento total como:

·
· + + + ·
N
i
i N
p p p p P
1
2 1
" "
!
" "
"
ou ainda:
CM
N
i
i i N N
v M v m v m v m v m P
" " "
!
" "
· · + + + ·

·1
2 2 1 1
Já foi mostrado que:
EXT
CM
CM
F
dt
v d
M a M
"
"
"
· ·
e quando M = constante , temos
( )
dt
P d
v M
dt
d
F
CM EXT
"
"
"
· ·
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 09 r omer o@f i sica. uf pb. br
7
Conservação do momento linear
Quando estivermos considerando um sistema isolado, onde a resultante das forças
externas for nula, teremos:
te cons p p p P
dt
P d
F
N EXT
tan 0 0
2 1
· + + + · ⇒ · ⇒ ·
"
!
" "
"
"
"
indicando que o momento total do sistema é uma constante. Por exemplo, numa colisão
entre duas bolas de bilhar, o momento total desse sistema isolado se conserva: o mo-
mento total antes da colisão é igual ao momento total depois da colisão.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
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8
Solução de alguns problemas
Capítulo 9 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
2
A distância entre os centros dos átomos de carbono C e oxigênio O em uma molé-
cula de monóxido de carbono CO é de 1,131x10
-10
m . Determine a posição do cen-
tro de massa da molécula de CO em relação ao átomo de carbono. Use as massas
dos átomos de C e O .
Por definição temos que:
C O
C C O O
CM
M M
d M d M
x
+
+
·
onde d
O
= d - d
C
d
M
O
M
C
x
Vamos escolher a origem do eixo x como passando pelo átomo de oxigênio. Com
essa escolha teremos d
0
= 0 e d
C
= d = 1,131x10
-10
m , e portanto:
d
M M
M
d
M M
d M
x
C O
C
C
C O
C
CM

,
`

.
|
+
· ∴
+
·
considerando que:
M
O
= 15,994g/mol
M
C
= 12,011g/mol
d
CM
= 0,571 d = 0,645x10
-10
m
Capítulo 9 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
3
Quais são as coordenadas do centro de massa das três partículas que aparecem no
desenho a seguir? O que acontece com o centro de massa quando a massa da partí-
cula de cima aumenta gradualmente? As unidade das distâncias é o metro.
a)
3 2 1
3 3 2 2 1 1
m m m
x m x m x m
x
CM
+ +
+ +
·
m
x x x
x
CM
07 , 1
15
16
4 8 3
2 4 1 8 0 3
· ·
+ +
+ +
·
3 2 1
3 3 2 2 1 1
m m m
y m y m y m
y
CM
+ +
+ +
·
m
x x x
y
CM
34 , 1
15
20
4 8 3
1 4 2 8 0 3
· ·
+ +
+ +
·
8,0kg
4,0kg
3,0kg
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9
b) O que acontece com o centro de massa quando a massa da partícula de cima
aumenta gradualmente?
Usando as definições das coordenadas do centro de massa, podemos dizer que:
3 2 1
3 3 2 2 1 1
m m m
r m r m r m
r
CM
+ +
+ +
·
" " "
"
Se a massa da partícula 2 aumenta gradualmente, passando do valor m
2
para
o valor m
2
+ ∆m
2
, a equação acima tomará a forma:
( )
2
3 2 1
2
3 2 1
3 3 2 2 2 1 1
r
m m m
m
r
m m m
r m r m m r m
R
CM CM
" "
" " "
"
+ +

+ ·
+ +
+ ∆ + +
·
ou seja:
2
3 2 1
2
r
m m m
m
r R r
CM CM CM
" "
"
"
+ +

· − · ∆
Conclusão: Se uma das partículas aumentar gradualmente a sua massa, o centro
de massa gradualmente se moverá de acordo com a equação anterior para
CM
r
"

Capítulo 9 - Halliday e Resnick - Edição antiga
3A
Calcule o centro de massa de uma haste com uma distribuição uniforme de massa,
de comprimento L e massa M .
Vamos considerar um elemento de massa
dm de largura dx localizado na posição
x . Como a distribuição de massa é uni-
forme, podemos dizer que:
dx
L
M
dm
L M
dx dm

,
`

.
|
· ⇒
¹
¹
¹
'
¹


dm
x
x
L
L
L L
CM CM
x
L
dx x
L
dx
L
M
x
M
x dm x
M
x
0
2
0 0 2
1 1 1 1
∫ ∫ ∫
· ·
,
`

.
|
· ⇒ ·
2
L
x
CM
·
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 09 r omer o@f i sica. uf pb. br
10
Capítulo 9 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
4
Três barras finas de comprimento L são dispostas em forma de U invertido confor-
me a figura a seguir. As duas barras laterais têm massa M e a barra central massa
3M. Qual a localização do centro de massa do conjunto?
L
3M
L M M L
y
m
2
m
1
m
3
x
Para o cálculo do centro de massa desse conjunto as barras se comportam como se
as suas massas estivessem concentradas em seus respectivos centros de massa.
Escolhendo um sistema de coordenadas, as massas estão nas posições:
( )
( )
( )
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
·
+ +
+ +
·
·
+ +
+ +
·

¹
¹
¹
'
¹
·
·
·
5
4
3
2 / 3 2 /
2 3
2 / 3 0
2 / ;
; 2 / 3
2 / ; 0
3
2
1
L
M M M
MxL MxL MxL
y
L
M M M
MxL MxL Mx
x
L L e M m
L L e M m
L e M m
CM
CM
Capítulo 9 - Halliday, Resnick - Edição antiga
7
Calcule o centro de massa de um fio em forma de arco de raio R , ângulo θ
0
e mas-
sa M .
Como definido anteriormente, temos:

· dm x
M
x
CM
1

· dm y
M
y
CM
1
Considerando que a distribuição de mas-
sa no fio é uniforme, podemos encontrar
uma relação entre a quantidade infinite-
simal de massa dm e o ângulo dθ que
delimita essa massa, usando a proporção
a seguir:
y
R
θ
0

y θ
x
x
¹
'
¹
· ⇒


θ
θ θ
θ
d
M
dm
M
d dm
0 0
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 09 r omer o@f i sica. uf pb. br
11
A posição ( x , y ) de um elemento de massa genérico dm é pode ser expressa
como:
x = R cosθ
y = R senθ
Desse modo termos:
( )
0
0
0
0
0
0 0
0
sen sen cos cos
1 1
0
0 0
θ
θ
θ
θ
θ θ
θ
θ
θ
θ
θ
θ θ
R R
d
R
d
M
R
M
dm x
M
x
CM
· · ·

,
`

.
|
· ·
∫ ∫ ∫
e de modo equivalente:
( ) ( )
0
0
0
0
0
0 0
0
cos 1 cos sen sen
1 1
0
0 0
θ
θ
θ
θ
θ θ
θ
θ
θ
θ
θ
θ θ
− · − · ·

,
`

.
|
· ·
∫ ∫ ∫
R R
d
R
d
M
R
M
dm y
M
y
CM
A partir desses resultados podemos o centro de massa de outras figuras se-
melhantes:
i. Um quarto de círculo θ
0
= π/2 .
( )
( ) ( )
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· − ·
· ·
π
π
π
π
π
π
R R
y
R R
x
CM
CM
2
2 / cos 1
2 /
2
2 / sen
2 /
ii. Um semicírculo θ
0
= π.
( )
( ) ( )
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· − ·
· ·
π
π
π
π
π
R R
y
R
x
CM
CM
2
cos 1
0 sen
iii. Um círculo θ
0
= 2π.
( )
( ) ( )
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· − ·
· ·
0 2 cos 1
2
0 2 sen
2
π
π
π
π
R
y
R
x
CM
CM
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Cap 09 r omer o@f i sica. uf pb. br
12
Capítulo 9 - Halliday, Resnick - Edição antiga
8
Calcule o centro de massa de um quarto de disco de raio R e massa M .
O centro de massa é definido como:

· dm x
M
x
CM
1

· dm y
M
y
CM
1
y
R
y dθ
θ
x
x
onde o elemento genérico de massa dm está contido em um elemento de área dA
no interior do disco e essas grandezas estão relacionadas:
dA dA
A
M
dm
M A
dm dA
σ ·
¹
¹
¹
'
¹
· ∴


onde σ é a densidade superficial de massa do disco. Temos ainda que:
( )( )
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· ·
·
θ θ
π
d dr r dr d r dA
R
A
4
2
¹
'
¹
·
·
θ
θ
sen
cos
r y
r x
Temos então que:
( )( )
∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫
· · · ·
2 /
0 0
2
2 /
0
cos cos
1 1
π π
θ θ
σ
θ θ
σ
σ d dr r
M
d dr r r
M
dA x
M
dm x
M
x
R R
o
CM
{ ¦
3
4
3
sen
3
3
2
3
2 /
0
0
3
R
M
R
M
R
M
r
M
x
R
CM
π
σ
θ
σ π
· ·
¹
¹
¹
'
¹
¹
¹
¹
'
¹
·
π 3
4R
x
CM
·
De maneira equivalente
( )( )
∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫
· · · ·
2 /
0 0
2
2 /
0
sen sen
1 1
π π
θ θ
σ
θ θ
σ
σ d dr r
M
d dr r r
M
dA y
M
dm y
M
y
R R
o
CM
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 09 r omer o@f i sica. uf pb. br
13
{ ¦
3
4
3
cos
3
3
2
3
2 /
0
0
3
R
M
R
M
R
M
r
M
y
R
CM
π
σ
θ
σ π
· · −
¹
¹
¹
'
¹
¹
¹
¹
'
¹
·
π 3
4R
y
CM
·
Capítulo 9 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
15
Um homem de massa M
H
está pendurado em uma escada de corda presa a um
balão de massa M
B
, conforme a figura a seguir. O balão está parado em relação ao
solo.
a) Se o homem começar a subir a escada com velocidade v (em relação a esca-
da), em que direção e com que velocidade (em relação à Terra) o balão vai se
mover?
¹
'
¹
+ ·
·
v v v
v j v
B H
" " "
"
ˆ
onde V
H
é a velocidade do homem em
relação ao solo e V
B
é a velocidade do
balão em relação ao solo.
Como o conjunto homem + balão esta-
va inicialmente em repouso, e a resul-
tante das forças externas é nula, temos
que:
( ) 0 · + · +
B B H H CM B H
v M v M v M M
" " "
y
M
B

B
v
"
M
H

H
v
"
ou seja:
( ) v
M M
M
j v
M M
M
v v v M v M
B H
H
B H
H
B B H B B

,
`

.
|
+
− ·

,
`

.
|
+
− · ⇒ · + +
ˆ
0
" " " " "
b) Qual será o movimento depois que o homem parar de subir?
O balão novamente ficará novamente estacionário pois se v
CM
= 0 e v
H
= 0 te-
remos que v
B
= 0 .
Capítulo 9 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
17
Um canhão e um suprimento de balas de canhão se encontram no interior de um va-
gão fechado de comprimento L , como na figura a seguir. O canhão dispara para a
direita; o recuo faz o vagão se mover para a esquerda. As balas disparadas continu-
am no vagão depois de se chocarem com a parede oposta.
a) Qual a maior distância que o vagão pode ter percorrido depois que todas as ba-
las forem disparadas?
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 09 r omer o@f i sica. uf pb. br
14
Vamos considerar que existem N ba-
las de canhão de massa m cada, e
que são disparadas para a direita com
velocidade v
B
.
O vagão e o canhão têm conjuntamente
uma massa M
T
.
Após o disparo de uma bala para a di-
reita o conjunto vagão + canhão + ( N -
1 ) balas se deslocam para a esquerda
com velocidade v
T
.
Inicialmente todo esse aparato estava
em repouso, logo a velocidade do cen-
tro de massa será nula:
x L - x
[ ] ( ) [ ]
( )
B
T
T B T T CM T
v
m N M
m
v v m v m N M v Nm M
" " " " "
]
]
]

− +
− · ⇒ · + − + · +
1
0 1
Pelo desenho podemos notar que após o tiro a bala se deslocou uma distância
L - x e como conseqüência do recuo o vagão se deslocou uma distância x . Ou
seja:
B T
B T
B
T
v
x L
x
v
v
x L
v
x
t
t v x L
t v x

,
`

.
|

· ∴

· · ⇒
¹
¹
¹
'
¹
· −
·
Usando as duas últimas equações encontramos o valor de x , o deslocamento
do vagão para um único tiro de canhão:
L
Nm M
m
x
T

,
`

.
|
+
·
Depois de N disparos, o vagão terá se deslocado uma distância d = N x :
L
Nm M
Nm
d
T

,
`

.
|
+
·
O maior deslocamento possível acontecerá quando a massa total da balas N m
for muito maior do que a massa do vagão. Nessa situação teremos que:
se N m >> M
T
⇒ d = L
b) Qual a velocidade do vagão depois que todas as balas forem disparadas?
O conjunto vagão + canhão + balas voltará ao repouso pois inicialmente esse
sistema tinha o centro de massa com velocidade nula.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 09 r omer o@f i sica. uf pb. br
15
Capítulo 9 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
18
Deixa-se cair uma pedra em t = 0 . Uma segunda pedra com massa duas vezes
maior que a da primeira, é largada do mesmo ponto em t = 100ms .
a) Onde estará o centro de massa das duas pedras em t = 300ms ? Suponha que
nenhuma das pedras chegou ao chão.
m
1
= m
m
2
= 2m
∆t = 100ms = 0,1s
T = 300ms = 0,3s
As equações de movimento das partículas são:
( )
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
− · − ·
∆ +
− · − ·
2 2
2 2
2 2
2
2
2 2
1
1
t g t g
y
t t g t g
y
y
t
1
t
2
O centro de massa desse sistema terá a forma:
( )
( )
6 6 2
2
2
2
) (
2
2
2
2
gt t t g
m m
t g
m
t t g
m
t y
CM

∆ +
− ·
+
]
]
]

− +
]
]
]

∆ +

·
Para t = 0,3s
y
CM
( 0,3s) = - 0, 40 m
b) Qual a velocidade do centro de massa desse sistema nesse momento?
( ) t t g
t d
y d
t v
CM
CM
∆ + − · · 2
3
1
) (
v
CM
( 0,3s ) = - 2,28m/s
Capítulo 9 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
21
Dois sacos de açúcar idênticos são ligados por uma corda de massa desprezível, que
passa por uma roldana sem atrito, de massa desprezível, com 50mm de diâmetro.
Os dois sacos estão no mesmo nível e cada um possui originalmente uma massa de
500g .
a) Determine a posição horizontal do centro de massa do sistema.
Inicialmente os dois sacos estão no
mesmo nível, logo
0
2 1
2 2 1 1
·
+
+
·
M M
y M y M
y
CM
d = 50mm = 0,05m
M
1
= M
2
= 500g = 0,5kg
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 09 r omer o@f i sica. uf pb. br
16
e
d
M M
M
M M
d M M
M M
x M x M
x
CM

,
`

.
|
+
·
+
+
·
+
+
·
2 1
2
2 1
2 1
2 1
2 2 1 1
0 .
x
CM
= 0,025m = 25mm
b) Suponha que 20g de açúcar são transferidos de
um saco para outro, mas os sacos são mantidos
nas posições originais. Determine a nova posição
horizontal do centro de massa.
m
1
= 0,48kg
m
2
= 0,52kg
d
m m
m
m m
x m x m
x
CM

,
`

.
|
+
·
+
+
·
2 1
2
2 1
2 2 1 1
= 0,026m
M
1
M
2
x
d
y
c) Os dois sacos são liberados. Em que direção se move o centro de massa?
Já foi mostrado anteriormente que os sacos têm, em módulo, a mesma acelera-
ção:
g
m m
m m
a

,
`

.
|
+

·
1 2
1 2
e elas têm sentido contrários:
¹
¹
¹
'
¹
+ ·
− ·
a j a
a j a
ˆ
ˆ
2
1
"
"
Como:
2 1
2 2 1 1
m m
a m a m
a
CM
+
+
·
" "
"
encontramos que:
g
m m
m m
j a
CM
2
1 2
1 2
ˆ

,
`

.
|
+

·
"
Como a aceleração é constante, a velocidade do centro de massa tem a forma:
t a t a v v
CM CM CM CM
" " " "
· + ·
0
pois a velocidade inicial é nula. Desse modo teremos que:
t g
m m
m m
j v
CM
2
1 2
1 2
ˆ

,
`

.
|
+

·
"
e portanto o centro de massa se desloca para baixo.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 09 r omer o@f i sica. uf pb. br
17
d) Qual a sua aceleração?
Já foi mostrado que
g
m m
m m
j a
CM
2
1 2
1 2
ˆ

,
`

.
|
+

·
"
e) Como varia a posição do centro de massa à medida que os sacos se movimen-
tam?
2
ˆ
2 2
2
2
1 2
1 2
1
2
1
1
2
1
01 01 1
gt
m m
m m
j r
t a
r
t a
t v r r

,
`

.
|
+

− · ∴ · ⇒ + + ·
"
"
"
"
" " "
2
ˆ ˆ
2
ˆ
2
2
2
1 2
1 2
2
2
2
2
2
2
02 02 2
gt
m m
m m
j d i r
t a
d i r
t a
t v r r

,
`

.
|
+

+ · ∴ + · ⇒ + + ·
"
"
"
"
" " "
Relembrando que:
2 1
2 2 1 1
m m
r m r m
r
CM
+
+
·
" "
"
encontramos
2
ˆ ˆ
2
2
1 2
1 2
1 2
2
gt
m m
m m
j d
m m
m
i r
CM

,
`

.
|
+

+

,
`

.
|
+
·
"
Capítulo 9 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
22
Um cachorro de 5kg está em um bote de 20kg que se encontra a 6m da margem.
Ele anda 2,4m no barco em direção à margem, e depois pára. O atrito entre o bote e
a água é desprezível. A que distância da margem está o cachorro depois da cami-
nhada? Sugestão: O cachorro se move para a esquerda; o bote se desloca para a
direita; e o centro de massa do sistema cachorro + bote ? Será que ele se move?
M
C
= 5kg
M
B
= 20kg
d = 6m
s = 2,4m
Antes de começar a resolução vamos
fazer algumas suposições:
i. O cachorro está na extremidade do
bote mais afastada da margem
ii. O bote tem forma simétrica, tal que
o centro de massa está localizado
no seu centro geométrico.
D
x
0
L-s s
L
d
x
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 09 r omer o@f i sica. uf pb. br
18
( ) ( ) te cons v M M F a M M
CM B C EXT CM B C
tan 0 · + ⇒ · · +
"
"
"
Como o conjunto cachorro + bote estava inicialmente em repouso, a velocidade do
centro de massa era nula e irá permanecer com esse valor pois a resultante das for-
ças externas é zero.
( ) 0 · + · +
B B C C CM B C
v M v M v M M
" " "
Antes do cachorro se mover a posição do centro de massa tem a seguinte forma:
( )
B C
B C
CM
M M
M L d dM
x
+
− +
·
2 /
Depois que ele se moveu, a posição de centro de massa, tem a seguinte forma:
( ) ( ) [ ] ( ) [ ]
B C
B C
CM
M M
M L x L d M s L x L d
x
+
+ + − + − + + −
·
2 /
´
0 0
Como a velocidade do centro de massa é nula, ele não se moveu e portanto as duas
equações anteriores são iguais. Fazendo essa igualdade encontramos que:
( ) ( ) s
M M
M
x sM M M x M x M s x
B C
C
C B C B C

,
`

.
|
+
· ∴ · + ⇒ · + −
0 0 0 0
0 = 0,48m
( ) ( ) s x d s L x L d D − + · − + + − ·
0 0
=4,08m
Capítulo 9 - Halliday e Resnick - Edição antiga
30
Um sapo de massa m está parado na extremidade de uma tábua de massa M e
comprimento L . A tábua flutua em repouso sobre a superfície de um lago. O sapo
pula em direção à outra extremidade da tábua com uma velocidade v que forma um
ângulo θ com a horizontal. Determine o módulo da velocidade inicial do sapo para
que ele atinja a outra extremidade da tábua.
Vamos supor que quando o sapo
pula, a parte da tábua onde ele
estava afunda um pouco, mas volta
a boiar, de modo que quando ele
tocar na outra extremidade, a tábua
já estará na posição horizontal.
Como o conjunto estava em repou-
so, a velocidade do centro de mas-
sa é nula.
v
"
θ
L
x
O sapo salta para direita e a tábua se move para esquerda com velocidade V .
( )
M
mv
V MV mv v M m
CM
θ
θ
cos
cos 0 · ⇒ − · · +
O sapo irá permanecer no ar um tempo t , e portanto o tempo de subida será metade
desse tempo de vôo, logo:
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 09 r omer o@f i sica. uf pb. br
19
g
v
t
t
g v v
M
θ
θ
sen 2
2
sen · ⇒
,
`

.
|
− ·
Desse modo, o deslocamento horizontal x do sapo, será:
x = ( v cosθ ) t
e o deslocamento horizontal da tábua L - x , será:
t
M
mv
Vt x L
,
`

.
|
· · −
θ cos
ou seja:
( ) ( ) ( ) ( )
g
v
v
M
m
t v
M
m
t v
M
m
t v L
θ
θ θ θ θ
sen 2
cos 1 cos 1 cos cos
,
`

.
|
+ ·
,
`

.
|
+ · + ·
θ 2 sen 1
2

,
`

.
|
+ ·
M
m
g
v
L
ou seja:
θ 2 sen 1
,
`

.
|
+
·
M
m
gL
v
Capítulo 9 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
34
Dois blocos de massas 1kg e 3kg respectivamente, ligados por uma mola, estão
em repouso em uma superfície sem atrito. Em um certo instante são projetados um
na direção do outro de tal forma que o bloco de 1kg viaja inicialmente com uma
velocidade de 1,7m/s em direção ao centro de massa, que permanece em repouso.
Qual a velocidade inicial do outro bloco?
M
1
= 1kg
M
2
= 3kg
v
1
= 1,7m/s
De maneira geral temos que:
M
1
M
2
x
EXT CM
F a M
"
"
·
A partir da equação anterior temos que quando a resultante das forças externas for
nula a velocidade do centro de massa será constante. Mas como os blocos estavam
inicialmente em repouso, a velocidade do centro de massa será nula:
0
2 2 1 1
· + · v M v M v M
CM
" " "
ou seja:
1
2
1
2
v
M
M
v
" "
− ·
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 09 r omer o@f i sica. uf pb. br
20
Mas s m i v / 7 , 1
ˆ
1
·
"
, logo
s m i v i v / 1 , 5
ˆ
7 , 1
1
3
ˆ
2 2
− · ∴ − ·
" "
Capítulo 9 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
37
Uma vagão plataforma de peso P pode rolar sem atrito em um trecho reto e plano
da linha férrea. Inicialmente, um homem de peso p está de pé no carro, que se
move para a esquerda com velocidade v
0
. Qual a variação da velocidade do vagão
quando o homem corre para a esquerda com uma velocidade v
REL
em relação ao
vagão?
M = P/g
m = p/g
O momento inicial do conjunto é:
( )
0
v M m P
I
"
"
+ ·
x
Vamos considerar o homem passe a ter uma velocidade v i
ˆ
e que o vagão passe a
ter uma velocidade V i
ˆ
. O momento final do sistema será:
v m V M P
F
"
" "
+ ·
Mas a velocidade do homem em relação ao vagão, ou seja a velocidade relativa é
definida de tal modo que:
REL
v V v
"
"
"
+ ·
ou seja:
( )
REL F
v V m V M P
"
" " "
+ + ·
Considerando que quando a resultante das forças externas for nula o momento total
deste sistema se conserva, temos que:
( ) ( ) ( )
REL REL
v m V M m v V m V M v M m
"
"
"
" "
"
+ + · + + · +
0
REL
v
M m
m
V v
"
"
#
+
+ ·
0
REL REL
v
P p
p
v
M m
m
v V V
" " "
" "
+
− ·
+
− · − · ∆
0
Versão preliminar
10 de setembro de 2002
Not as de Aula de Física
10. COLISÕES ................................................................................................................... 2
O QUE É UMA COLISÃO........................................................................................................ 2
FORÇA IMPULSIVA, IMPULSO E MOMENTO LINEAR................................................................... 2
FORÇA IMPULSIVA MÉDIA..................................................................................................... 3
CONSERVAÇÃO DO MOMENTO LINEAR DURANTE UMA COLISÃO................................................ 3
COLISÃO ELÁSTICA EM UMA DIMENSÃO ................................................................................. 4
COLISÃO ELÁSTICA EM DUAS DIMENSÕES.............................................................................. 6
SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ....................................................................................... 8
19.................................................................................................................................. 8
20.................................................................................................................................. 8
23.................................................................................................................................. 9
29................................................................................................................................ 10
31................................................................................................................................ 11
35................................................................................................................................ 12
45................................................................................................................................ 13
54................................................................................................................................ 14
66................................................................................................................................ 15
69................................................................................................................................ 16
70................................................................................................................................ 16
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 10 r omer o@f i sica. uf pb. br 2
10. Colisões
Em um choque, forças relativamente grandes, atuam em cada uma das partículas
que colidem, durante um intervalo de tempo relativamente curto. Um exemplo corriqueiro
seria um esbarrão entre duas pessoas distraídas. Não existe alguma interação significati-
va entre elas durante a aproximação e até que se choquem. Durante o choque existe uma
forte interação que eventualmente pode causar danos físicos. Depois da colisão volta-se a
situação inicial onde não existia interação significativa.
O que é uma colisão
Podemos analisar com mais detalhes esses eventos se considerarmos a colisão
entre duas bolas de bilhar, onde uma bola rola em direção a uma segunda que está em
repouso.
De maneira equivalente ao esbarrão,
mencionado anteriormente, não existe in-
teração significativa entre as duas bolas de
bilhar enquanto elas se aproximam e quan-
do elas se afastam depois da colisão. A for-
ça de interação que descreve a colisão tem
grande intensidade e curta duração, como
descrito no gráfico ao lado.
Forças como essa, que atuam du-
rante um intervalo pequeno comparado com
o tempo de observação do sistema, são
chamadas de forças impulsivas.
F(t)
t
i
t
f
t
∆t
Força impulsiva, impulso e momento linear
Vamos considerar uma partícula isolada, que se move com momento
¹
'
¹
+
·
v v v
v j v
B H
! ! !
!
ˆ
. A partir
de um certo tempo t
i
até um instante posterior t
f
, passa a atuar sobre ela uma força
12
F
!
. O momento da partícula vai sofre alteração

· dm y
M
y
CM
1 devido a existência da força atu-
ante e essa variação é também chamada de impulso
( )
M M
M
j v
M M
M
v v v M v M
B H
H
B H
H
B B H B B
,
`

.
|
+
− ·

,
`

.
|
+
− · ⇒ · + +
ˆ
0
! ! ! ! !
. A segunda Lei de Newton, tem
a forma:
( ) ( )dt t F p d t F
dt
p d
!
!
!
!
· ⇒ ·
ou seja:
( )
( )
J p
J dt t F
p d p p p
dt t F p d
f
i
f
i f
i
f
i
t
t
p
p
i f
t
t
p
p
!
!
! !
! ! ! !
!
!
!
! !
!
· ∆ ⇒
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
·
· − · ∆
∴ ·


∫ ∫
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 10 r omer o@f i sica. uf pb. br 3
Força impulsiva média
Algumas vezes é mais interessante considerar o valor médio da força impulsiva
que o seu valor a cada instante. Considerando a situação unidimensional podemos definir
a força impulsiva média F que atua em
uma partícula durante a colisão como
( ) t F dt t F J
f
i
t
t
∆ · ·

ou seja:
( )


·
f
i
t
t
dt t F
t
F
1
Estamos considerando que a área
abaixo da curva F(t) é a mesma área abai-
xo da curva F , daí as integrais terem os
mesmos valores
F(t)
F
t
i
t
f
t
∆t
Conservação do momento linear durante uma colisão
Vamos considerar duas bolas de bilhar com mesma forma e pesos diferentes.
Uma das bolas se movimenta em
direção à segunda que está em repouso.
Depois da colisão as duas bolas se movi-
mentam em sentidos contrários.
Durante a colisão, entram em ação
as forças impulsivas descritas anteriormen-
te. A bola 1 exerce uma força
12
F
!
na bola
2 e de maneira equivalente a bola 2 exer-
ce uma força
21
F
!
na bola 1 .
Usando a terceira Lei de Newton, é
fácil perceber que
12
F
!
e
21
F
!
são forças de
ação e reação, logo:
21 12
F F
! !
− ·

I
v
1
!
m
1
m
2

21
F
!

12
F
!

F
v
1
!

F
v
2
!
Logo
( )
( )
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
∆ · · ∆
∆ · · ∆


f
i
f
i
t
t
t
t
t F dt t F p
t F dt t F p
12 12 2
21 21 1
! !
!
! !
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 10 r omer o@f i sica. uf pb. br 4
Mas
1 2 21 12 21 12
p p F F F F
! !
! ! ! !
∆ − · ∆ ∴ − · ⇒ − ·
ou seja:
0
2 1
· ∆ + ∆ · ∆ p p P
! !
!
Encontramos que o momento linear total
2 1
p p P
! !
!
+ · de um sistema isolado com-
posto de duas bolas, se conserva durante uma colisão. Esse resultado é facilmente ex-
tensível para colisões múltiplas.
Colisão elástica em uma dimensão
As colisões podem ser divididas em dois tipos, aquelas que conservam a energia
cinéticas - ditas elásticas, e aquelas que não conservam a energia cinética - ditas inelásti-
cas.
Vamos considerar a colisão de duas bolas de massas m
1
e m
2
descrita a seguir:
Antes da colisão
Temos que v
1I
> v
2I
, pois em caso contrário
não existiria a colisão.

I
v
1
!

I
v
2
!
m
1
m
2
Depois da colisão
Temos que v
1F
< v
2F
, pois em caso contrá-
rio existiriam outras colisões depois da pri-
meira.

F
v
1
!

F
v
2
!
m
1
m
2
Usando a conservação do momento linear total, temos que:
0
2 1
· ∆ + ∆ · ∆ p p P
! !
!
ou seja:
( ) ( )
F F I I I F I F
p p p p p p p p
2 1 2 1 2 2 1 1
0
! ! ! ! ! ! ! !
+ · + ⇒ · − + −
Considerando apenas a situação unidimensional, temos:
F F I I
v m v m v m v m
2 2 1 1 2 2 1 1
+ · +
ou seja:
( ) ( )
I F F I
v v m v v m
2 2 2 1 1 1
− · − (1)
Quando a colisão for elástica, existe a conservação da energia cinética total, logo:
2
2 2
2
1 1
2
2 2
2
1 1
2
1
2
1
2
1
2
1
F F I I
v m v m v m v m + · +
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 10 r omer o@f i sica. uf pb. br 5
ou seja:
( ) ( )
2
2
2
2 2
2
1
2
1 1 I F F I
v v m v v m − · −
ou ainda:
( )( ) ( )( )
F I F I F I F I
v v v v m v v v v m
2 2 2 2 2 1 1 1 1 1
− + · − + (2)
Dividindo a equação (2) pela equação (1) , encontramos:
F I F I
v v v v
2 2 1 1
+ · + (3)
ou seja:
( ) ( )
F lativa I lativa F F I I
V V v v v v
Re Re 1 2 1 1
· ⇒ − · −
onde a validade da última equação se restringe ao caso de colisões elásticas.
Da equação (3) temos que:
I F I F
v v v v
2 1 1 2
− + · (4)
e usando esse resultado na equação (1) , temos:
( ) ( )
I I F I F I
v m v v v m v v m
2 2 2 1 1 2 1 1 1
− − + · −
ou seja:
I I F
v
m m
m
v
m m
m m
v
2
2 1
2
1
2 1
2 1
1
2

,
`

.
|
+
+

,
`

.
|
+

· (5)
Usando esse valor na equação (4) , encontramos:
I I F
v
m m
m m
v
m m
m
v
2
2 1
1 2
1
2 1
1
2
2

,
`

.
|
+

+

,
`

.
|
+
· (6)
A partir das equações (5) e (6) poderemos analisar diversas situações:
a. As bolas têm mesma massa: m
1
= m
2
= m . O resultado desse tipo de colisão é que as
bolas trocarão de velocidade:
¹
'
¹
·
·
I F
I F
V v
v v
1 2
2 1
b. Uma partícula está em repouso:
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹

,
`

.
|
+
·

,
`

.
|
+

·
I F
I F
v
m m
m
v
v
m m
m m
v
1
2 1
1
2
1
2 1
2 1
1
2
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 10 r omer o@f i sica. uf pb. br 6
Nessa situação ainda temos várias possibilidades:
b1. m
1
< m
2
⇒ v
1F
< 0 ⇒
m
1
inverte o sentido da sua
velocidade.
b2. m
1
> m
2
⇒ v
1F
> v
1I

m
1
diminui a sua velocidade
em relação a situação antes
da colisão.
b3. m
1
= m
2 ⇒ v
1F
= 0
v
2F
= v
1I

Uma bola pára e a outra ar-
ranca.
Colisão elástica em duas dimensões
Vamos considerar uma partícula de massa m
1
e velocidade
I
v
1
!
se deslocando
em direção de uma outra partícula de massa m
2
que se encontra em repouso.
y
m
2
θ
2
x
m
1
,
I
v
1
!
θ
1
Após a colisão as partículas se movem com velocidades
F
v
1
!
e
F
v
2
!
que fazem
ângulos θ
1
e θ
2
com a direção original da partícula de massa m
1
.
y

F
v
2
!
θ
2
x
θ
1

F
v
1
!
Usando a conservação da energia cinética total, encontramos que:
¹
¹
¹
'
¹
+ ·
·
2
2 2
2
1 1
2
1 1
2
1
2
1
2
1
F F I
F I
v m v m v m
K K
e usando a conservação do momento linear total, encontramos que:
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 10 r omer o@f i sica. uf pb. br 7
¹
¹
¹
'
¹
+ − ·
+ ·
·
2 2 2 1 1 1
2 2 2 1 1 1 1 1
sen sen 0 :
cos cos :
θ θ
θ θ
F F
F F I
F I
v m v m y em
v m v m v m x em
P P
! !
Para esse problema conhecemos, em princípio, os parâmetros m
1
, m
2
, v
1I
e θ
1
.
Temos três equações para calcular os valores das incógnitas v
1F
, v
2F
e θ
2
.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 10 r omer o@f i sica. uf pb. br 8
Solução de alguns problemas
Capítulo 10 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
19
Uma corrente de água colide contra uma pá de turbina estacionária em forma de
"prato" , conforme a figura a seguir. O módulo da velocidade é v , tanto antes quanto
depois de atingir a superfície curva da pá, e a massa de água atingindo esta por uni-
dade de tempo tem valor µ constante. Encontre a força exercida pela água sobre a
pá.
µ = fluxo de água atingindo a pá.
t
m

· µ
A segunda Lei de Newton diz que a força
resultante que atua na água tem a forma:
v v
t
m
t
v
m
t
p
F
! !
! !
!
∆ · ∆

·


·


· µ
Mas
( ) ( ) v i v i v i v v v
I F
ˆ
2
ˆ ˆ
− · + − − · − · ∆
! ! !

I
v
!

F
v
!
x
( ) v i v i F µ µ
ˆ
2
ˆ
2 − · − ·
!
A força que a água exerce na pá tem mesmo módulo e sentido contrário. ou seja:
v i F

µ
ˆ
2 ·
!
Capítulo 10 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
20
Uma corrente de água de uma mangueira espalha-se sobre uma parede. Se a velo-
cidade da água for de 5m/s e a mangueira espalhar 300cm
3
/s , qual será a força
média exercida sobre a parede pela corrente de água? Suponha que a água não se
espalhe de volta apreciavelmente. Cada centímetro cúbico de água tem massa de
1g .
v = 5m/s
ν = 300cm
3
/s = 4x10
-4
m
3
/s
ρ = 1g/cm
3
= 10
3
Kg/m
3
A densidade ρ de um corpo é definida
como:
V m
V
m
ρ ρ · ⇒ ·
onde m é a sua massa e V o volume
ocupado por esse corpo.
v
!
x
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 10 r omer o@f i sica. uf pb. br 9
O fluxo volumétrico ν é definido como:
t
V

· ν
O fluxo de massa µ é definido como:
ν ρ ρ µ ·

·

·
t
V
t
m
É suposto que a água se aproxima da parede com velocidade de módulo v , colide
com ela de modo a escorrer suavemente. Desse modo podemos considerar como
nula a sua velocidade final.
v i v i v v v
I F
ˆ ˆ
0 − · − · − · ∆
! ! !
A força exercida pela parede sobre a água tem a forma:
v i v
t
m
t
v
m F ν ρ
ˆ
− · ∆

·


·
!
!
!
A força que a água exerce na parede tem mesmo módulo e sentido contrário. ou
seja:
v i F ν ρ
ˆ
·
!
= î (10
3
Kg/m
3
)(3x10
-4
m
3
/s)(5m/s) = î 1,5N
Capítulo 10 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
23
Uma bola de 300g com uma velocidade v = 6m/s atinge uma parede a uma ângulo
θ = 30
0
e, então, ricocheteia com mesmo ângulo e velocidade de mesmo módulo.
Ela fica em contato com a parede por 10ms .
a) Qual foi o impulso sobre a bola?
m = 300g = 0,3kg
v = 6m/s
θ = 30
0
∆t = 10ms = 0,01s
O momento linear da bola é:
v m p
! !
·
onde:





· ·


·
·
·
→ ∆
dm y
M dm
dm y
m
m y
Lim y
N
i
i
N
i
i i
m
CM
i
1
1
1
0
¹
'
¹
·
− ·
+ ·
θ
θ
cos
sen
ˆ ˆ
p p
p p
p j p i p
Fy
Fx
Fy Fx F
!
y

( ) 0
2 2 2
2
1
) (
2 2 2
· − − ∴ + · ⇒ · + h
k
m
L
k
m
L L h
k
mg
L kL L h mg
θ
x
θ

I
v
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 10 r omer o@f i sica. uf pb. br 10
( ) ( )
5
3
2 2
2
3
L
d d L g L d g v · ⇒ − · − ·
( ) s N i x i p i p J . 8 , 1
ˆ
5 , 0 6 3 , 0 2
ˆ
sen
ˆ
2 − · − · − · ∆ · θ
!
!
b) Qual a força média exercida pela bola sobre a parede?
A força que a parede faz na bola é:
( ) ( ) d L g gr v
r
v
m mg F P
C
− · · ∴ · ⇒ ·
2
3
2
3
3
E como conseqüência, a força que a bola faz na parede é:
N i F F
P
180
ˆ
+ · − ·
! !
Capítulo 10 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
29
Os dois blocos da figura a seguir deslizam sem atrito.
a) Qual a velocidade do bloco de m
1
= 6kg após a colisão?
m
1
= 1,6kg
m
2
= 2,4kg
v
1I
= 5,5m/s
v
2I
= 2,5m/s
v
2F
= 4,9m/s
Como a força externa resultante é nula,
o momento total do sistema se conser-
va:
P
I
= P
F
m
1
v
1I
+ m
2
v
2I
= m
1
v
1F
+ m
2
v
2F
v
1I
v
2I
m
1
m
2
v
1F
v
2F
ou seja:
( ) L d g v − · 2 2
3
b) A colisão é elástica?
J v m v m K
I I I
7 , 31
2
1
2
1
2
2 2
2
1 1
· + ·
( ) [ ] d L mg mv mgL − + · 2
2
1
2
3
Como K
I
= K
F
, a colisão é elástica.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 10 r omer o@f i sica. uf pb. br 11
c) Suponha que a velocidade inicial do bloco m
2
= 2,4kg seja oposta a exibida.
Após a colisão, a velocidade v
2F
pode estar no sentido ilustrado?
Neste caso teremos as seguintes possibilidades:
¹
¹
¹
'
¹
· + −
· +
· −
i v m i v m i
ou
i v m i v m i
i v m i v m i
F F
F F
I I
ˆ
72 , 8
ˆ ˆ
ˆ
8 , 14
ˆ ˆ
ˆ
8 , 2
ˆ ˆ
2 2 1 1
2 2 1 1
2 2 1 1
O movimento inicial considerado resulta num certo valor para o momento linear
total inicial. Quando consideramos as diversas possibilidades para o movimento
dos blocos, o momento linear total final tem valores correspondentes. O que se
observa é que não existe a possibilidade da conservação do momento linear total
caso usemos a hipótese indicada no enunciado desse item. Concluímos então
que a velocidade v
2F
não pode estar no sentido ilustrado, caso a velocidade
inicial do bloco m
2
= 2,4kg seja oposta a exibida.
Capítulo 10 - Halliday e Resnick - Edição antiga
31
As duas massas da figura a seguir estão ligeiramente separadas e inicialmente em
repouso. A massa da esquerda incide sobre as outras duas com velocidade v
0
. Su-
pondo que as colisões são frontais e elásticas.
Mostre que se m ≥ M acontecerão duas colisões. Encontre as velocidades finais das
massas.
gL v mv mgL 2
2
1
2
2
2
· ∴ ·
I I F
v
m m
m m
v
m m
m
v
2
2 1
1 2
1
2 1
1
2
2

,
`

.
|
+

+

,
`

.
|
+
·
1 2 3
v
0
m m M
Primeiro choque: massa 1 e massa 2





· ·


·
·
·
→ ∆
dm z
M dm
dm z
m
m z
Lim z
N
i
i
N
i
i i
m
CM
i
1
1
1
0
Segundo choque: massa 2 e massa 3
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹

,
`

.
|
+
·

,
`

.
|
+

·

¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
·
·
· ·
·
0 3
0 2
3
2
0 2 2
3
2
0
v
M m
m
V
v
M m
M m
V
M m
m m
v v V
V
F
F
F I
I
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 10 r omer o@f i sica. uf pb. br 12

,
`

.
|
− ·

·
m
M
m
M m
v
V
F
F
1
2
1
2
3
2
i. Quando m ≥ M , as velocidades V
2F
e V
3F
têm a mesma direção e sentido,
mas V
3F
≥ V
2F
, logo existirão apenas essas duas colisões mencionadas.
ii. Quando m < M , as velocidades V
2F
e V
3F
têm a mesma direção e sentidos
contrários, ou seja a massa m
2
retrocederá e irá se chocar novamente com a
massa 1 .
Capítulo 10 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
35
Uma bola de aço de 0,5kg de massa é presa a uma corda, de 70cm de compri-
mento e fixa na outra ponta, e é liberada quando a corda está na posição horizontal.
No ponto mais baixo de sua trajetória, a bola atinge um bloco de aço de 2,5kg inici-
almente em repouso sobre uma superfície sem atrito. A colisão é elástica.
a) Encontre a velocidade da bola imediatamente após a colisão.
m = 0,5kg
M = 2,5kg
L = 70cm = 0,7m
A energia mecânica desse sistema
quando a bola está na posição 1 é
igual à energia mecânica quando a bola
está na posição 2 porque entre essas
duas situações só atuam forças conser-
vativas. Logo:
gL v mv mgL
I I
2
2
1
2
· ⇒ · =
= 3,47m/s
L
1
m
M
2
Vamos considerar a posição 2 inicial (antes da colisão) e a posição 2 final (depois
da colisão). Como a resultante das forças externas que atuam no sistema é nula,
o momento linear total desse sistema se conserva:
MV mv mv P P
F I F I
+ · ⇒ ·
! !
(1)
Como a colisão é elástica, existirá a conservação da energia cinética:
2 2 2
2
1
2
1
2
1
MV mv mv K K
F I F I
+ · ⇒ · (2)
As equações (1) e (2) compões um sistema de duas equações com duas in-
cógnitas: v
F
e V , e iremos resolvê-lo da maneira padrão.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 10 r omer o@f i sica. uf pb. br 13
Da equação (1) encontramos que:
( )
F I
v v
M
m
V − ·
e usando esse resultado na equação (2), temos:
( ) ( )( ) ( )
2
2 2
2
2
2 2
F I F I F I F I F I F I
v v
M
m
v v v v v v v v
M
m
mv mv − · + − · − ⇒ − + ·
Considerando que v
I
≠ v
F
( ) s m v
M m
M m
v v v
M
m
v v
I F F I F I
/ 49 , 2 − ·
,
`

.
|
+

· ⇒ − · +
O sinal negativo indica que as duas velocidades v
I
e v
F
têm sentidos contrá-
rios.
b) Encontre a velocidade do bloco imediatamente após a colisão.
( ) s m v
M m
m
v v
M
m
V
I F I
/ 24 , 1
2
·
,
`

.
|
+
· − ·
Capítulo 10 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
45
Um projétil de 10g de massa atinge um pêndulo balístico de 2kg de massa. O cen-
tro de massa do pêndulo eleva-se de uma altura de 12cm . Considerando-se que o
projétil permaneça embutido no pêndulo, calcule a velocidade inicial do projétil.
m
1
= 10g = 0,01kg
m
2
= 2kg
h = 12cm = 0,12m
Antes da colisão o projétil tem uma velo-
cidade v
P
, e logo após a colisão a velo-
cidade do conjunto é v .
Considerando a conservação do mo-
mento linear do conjunto durante a coli-
são, temos que:
P
I
= P
F
m
1
v
P
= (m
1
+ m
2
) v
h
ou seja:
P
v
m m
m
v

,
`

.
|
+
·
2 1
1
O conjunto projétil - pêndulo vai subir uma altura h após a colisão. Considerando a
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 10 r omer o@f i sica. uf pb. br 14
conservação da energia mecânica durante o movimento depois da colisão até o con-
junto parar, temos que:
( ) ( ) gh v gh m m v m m 2
2
1
2 1
2
2 1
· ⇒ + · +
Considerando as duas últimas equações, encontramos que:
gh
m
m m
v
m
m m
v
P
2
1
2 1
1
2 1

,
`

.
| +
·

,
`

.
| +
· = 308,25m/s
Capítulo 10 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
54
Projeta-se uma bola de massa m com velocidade v
I
para dentro do cano de um
canhão de mola de massa M , inicialmente em repouso sobre uma superfície sem
atrito, como na figura a seguir. A bola une-se ao cano no ponto de compressão má-
xima da mola. Não se perde energia por atrito.
a) Qual a velocidade do canhão após a bola entrar em repouso no cano?
Como o momento linear total do siste-
ma se conserva, temos que:
( )
I F F I
v
M m
m
v v M m mv
,
`

.
|
+
· ∴ + ·
onde v
F
é a velocidade final do con-
junto quando a bola se gruda ao cano.

I
v
!
b) Que fração de energia cinética inicial da bola é armazenada na mola?
Como não existem perdas por atrito, é sugerido que parte da energia cinética
inicial da bola se transformará em energia potencial U elástica da mola. Logo:
( ) ( )
2 2 2 2
2
1
2
1
2
1
2
1
F I F I
v M m mv U U v M m mv + − · ⇒ + + ·
ou seja:
( )
2
2
2
2
2
2
1
2
1
2
1
2
1
I I I I
v
M m
m
mv v
M m
m
M m mv U
+
− ·
]
]
]

,
`

.
|
+
+ − ·
e finalmente
]
]
]

+
− ·
M m
m
mv U
I
1
2
1
2
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 10 r omer o@f i sica. uf pb. br 15
Capítulo 10 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
66
Um corpo de 20kg está se deslocando no sentido positivo do eixo x com uma velo-
cidade de 200m/s quando devido a uma explosão interna, quebra-se em três partes.
Uma parte, cuja massa é de 10kg , distancia-se do ponto da explosão com uma ve-
locidade de 100m/s ao longo do sentido positivo do eixo y . Um segundo fragmento,
com massa de 4kg , desloca-se ao longo do sentido negativo do eixo x com uma
velocidade de 500m/s .
a) Qual é a velocidade do terceiro fragmento, de 6kg de massa?
y
M, V
!
x
¹
'
¹
·
·
s m V
kg M
/ 200
20
y
m
1
,
1
v
!
θ x
m
2
,
2
v
!
m
3
,
3
v
!
¹
'
¹
·
·
¹
¹
¹
'
¹
·
·
·
s m v
s m v
kg m
kg m
kg m
/ 500
/ 100
6
4
10
2
1
3
2
1
Considerando a conservação do momento linear total, temos que:
3 3 2 2 1 1
v m v m v m V M
! ! !
!
+ + ·
A equação vetorial acima se decompõe em duas outras escalares, uma referente
ao eixo x e outra ao eixo y :
Eixo x: MV = - m
2
v
2
+ m
3
v
3
cosθ
Eixo y: 0 = m
1
v
1
- m
3
v
3
senθ
6
1
tan
cos
sen
2 2
1 1
2 2 3 3
1 1 3 3
·
¹
¹
¹
'
¹
+
· ⇒
+ ·
·
v m MV
v m
v m MV v m
v m v m
θ
θ
θ
= 0,1667
θ = 9,46
0
θ sen
3
1 1
3
m
v m
v · = 1014,04m/s
b) Quanta energia foi liberada na explosão? Ignore os efeitos devidos à gravidade.
2 2
200 . 20
2
1
2
1
· · MV K
I
= 400.000Joules
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 10 r omer o@f i sica. uf pb. br 16
2
3 3
2
2 2
2
1 1
2
1
2
1
2
1
v m v m v m K
F
+ + · = 3.612.724,48J
∆K = K
F
- K
I
= 3.212.724,48J
Capítulo 10 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
69
Após uma colisão perfeitamente inelástica, descobre-se que dois objetos de mesma
massa e com velocidades iniciais de mesmo módulo deslocam-se juntos com veloci-
dade de módulo igual à metade do módulo de suas velocidades iniciais. Encontre o
ângulo entre as velocidades iniciais dos objetos.
m
1
= m
2
= m
v
1
= v
2
= v
v
3
= v/2
Considerando a conservação do mo-
mento linear total, temos que:
( )
3 2 1 2 2 1 1
v m m v m v m
! ! !
+ · +
ou seja:
y

1
v
!
θ
1

3
v
!
θ
2

2
v
!
Em x: m
1
v
1
cosθ
1
+ m
2
v
2
cosθ
2
= ( m
1
+ m
2
) v
3
Em y: - m
1
v
1
senθ
1
+ m
2
v
2
senθ
2
= 0
Ou seja
Em x: m v cosθ
1
+ m v cosθ
2
= ( m + m ) v /2
Em y: - m v senθ
1
+ m v senθ
2
= 0
Ou seja:
Em x: cosθ
1
+ cosθ
2
= 1
Em y: - senθ
1
+ senθ
2
= 0
0
2 1 2 1
60 1 cos 2 sen sen · ∴ · ⇒ · · ⇒ · θ θ θ θ θ θ θ
Capítulo 10 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
70
Dois pêndulos, ambos de comprimento L , estão inicialmente posicionados como na
figura a seguir. O pêndulo da esquerda é liberado e atinge o outro. Suponha que a
colisão seja perfeitamente inelástica, despreze as massas das cordas e quaisquer
efeitos de atrito. A que altura se eleva o centro de massa do sistema de pêndulos
após a colisão?
Em uma colisão completamente inelástica, os corpos adquirem a mesma velocidade
final.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 10 r omer o@f i sica. uf pb. br 17
Considerando a conservação da energia
mecânica, o pêndulo da esquerda vai al-
cançar a posição mais baixa com uma
velocidade v
0
:
gd v v m gd m 2
2
1
0
2
0 1 1
· ⇒ ·
Após a colisão os pêndulos têm mesma
velocidade, e considerando a conserva-
ção do momento linear total, teremos:
m
1
d
m
2
( ) gd
m m
m
v v
m m
m
v v m m v m 2
2 1
1
0
2 1
1
2 1 0 1

,
`

.
|
+
· ∴

,
`

.
|
+
· ⇒ + ·
Após a colisão, os dois pêndulos irão subir simultaneamente até uma altura h. Usan-
do, novamente, a conservação da energia mecânica, teremos:
( ) ( )
]
]
]
]

,
`

.
|
+
· · ⇒ + · + gd
m m
m
g g
v
h gh m m v m m 2
2
1
2 2
1
2
2 1
1
2
2 1
2
2 1
ou seja:
d
m m
m
h
2
2 1
1

,
`

.
|
+
·
Versão preliminar
24 de setembro de 2002
Not as de Aula de Física
11. ROTAÇÃO.................................................................................................................... 2
AS VARIÁVEIS DA ROTAÇÃO.................................................................................................. 2
Posição angular ............................................................................................................ 2
Deslocamento angular .................................................................................................. 2
Velocidade angular ....................................................................................................... 3
Aceleração angular ....................................................................................................... 3
ROTAÇÃO COM ACELERAÇÃO ANGULAR CONSTANTE .............................................................. 3
AS VARIÁVEIS LINEARES E ANGULARES ................................................................................. 4
A posição ...................................................................................................................... 4
A velocidade escalar ..................................................................................................... 4
A aceleração................................................................................................................. 4
ENERGIA CINÉTICA DE ROTAÇÃO.......................................................................................... 5
MOMENTO DE INÉRCIA......................................................................................................... 5
Teorema dos eixos paralelos ........................................................................................ 6
Alguns exemplos de cálculo de momento de inércia .................................................... 7
TORQUE .......................................................................................................................... 10
A SEGUNDA LEI DE NEWTON PARA A ROTAÇÃO.................................................................... 11
TRABALHO, POTÊNCIA, E O TEOREMA DO TRABALHO - ENERGIA CINÉTICA............................... 12
SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ..................................................................................... 13
02................................................................................................................................ 13
10................................................................................................................................ 13
12................................................................................................................................ 14
23................................................................................................................................ 14
34................................................................................................................................ 15
40................................................................................................................................ 15
42................................................................................................................................ 16
51................................................................................................................................ 17
73................................................................................................................................ 18
74................................................................................................................................ 19
75................................................................................................................................ 19
81................................................................................................................................ 20
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 2
11. Rotação
A cinemática dos corpos rígidos trata dos movimentos de translação e rotação. No
movimento de translação pura todas as partes de um corpo sofrem o mesmo desloca-
mento linear. Por outro lado, no movimento de rotação pura as partes de um corpo des-
crevem trajetórias circulares cujos centros situam-se sobre uma mesma reta - chamada
de eixo de rotação. No movimento de rotação pura todas as partes de um corpo sofrem o
mesmo deslocamento angular. O movimento que se aproxima mais de uma situação real
é aquele que incorpora tanto a translação quanto a rotação.
As variáveis da rotação
À semelhança do movimento de translação, para a análise da rotação utilizamos de
parâmetros equivalentes a aqueles definidos anteriormente.
Posição angular
Quando um objeto de um formato arbitrário,
tem uma trajetória circular em torno de um
certo eixo, podemos definir algumas gran-
dezas que descreverão esse movimento.
Podemos marcar um dado ponto do objeto
e analisar o seu movimento. A distância
deste ponto ao eixo de rotação é chamado
de raio r da trajetória. A sua trajetória des-
creve um arco de comprimento s . A posi-
ção angular associada ao arco e o raio é o
ângulo θ .
r
θ s
r
s
r s · ∴ · θ θ
Deslocamento angular
Quando um corpo está em rotação, ele está
variando a sua posição angular de modo
que num dado momento ela é definida pelo
ângulo θ
1
e num instante posterior é defini-
da pelo ângulo θ
2
, de modo que o deslo-
camento angular entre os instantes conside-
rados é:
∆θ = θ
2
- θ
1
θ
2
θ
1
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 3
Velocidade angular
A velocidade angular é a taxa com que a posição angular está variando; é a razão
entre o deslocamento angular e o tempo necessário para fazer esse deslocamento.
Definimos a velocidade angular média como:
t t t
w


·


·
θ θ θ
1 2
1 2
Definimos a velocidade angular instantânea como:
dt
d
t
Lim w
t
θ θ
·


·
→ ∆ 0
Aceleração angular
Quando a velocidade angular de um corpo não é constante mas varia no tempo
com uma certa taxa, esse corpo terá uma aceleração angular.
Definimos a aceleração angular média como:
t
w
t t
w w


·


·
1 2
1 2
α
Definimos a aceleração angular instantânea como:
dt
dw
t
w
Lim
t
·


·
→ ∆ 0
α
Rotação com aceleração angular constante
À semelhança do movimento de translação com aceleração constante, as equa-
ções para rotação são obtidas integrando-se a equação de movimento:
te cons
dt
dw
tan · · α
t w w dt w dw α α + · ⇒ + ·
∫ ∫ 0 0
( 1 )
e também:
( )
∫ ∫ ∫
+ + · + · ⇒ · dt t w dt w d
dt
d
w α θ θ θ
θ
0 0 0
ou seja:
2
2
0 0 0 0
t
t w dt dt w
α
θ θ α θ θ + + · ⇒ + + ·
∫ ∫
( 2 )
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 4
A velocidade angular média foi definida de modo que:
t w
t
w + · ⇒

·
0
0
θ θ
θ θ
mas quando estamos analisando o movimento com aceleração constante, também pode-
mos definir a velocidade angular média como:
2
0
w w
w
+
·
e usando essa equação na anterior, temos que:

,
`

.
| −

,
`

.
| +
+ ·
,
`

.
| +
+ ·
α
θ θ θ
0 0
0
0
0
2 2
w w w w
t
w w
ou seja:
( )
0
2
0
2
2 θ θ α − + · w w ( 3 )
As variáveis lineares e angulares
A posição
Ao analisarmos o movimento de rotação de um objeto o parâmetro que descreve o
deslocamento espacial é
s = r θ
A velocidade escalar
Quando observamos os corpos rígidos, a rotação se faz com raio constante, ou
seja: cada ponto observado mantém uma distância constante ao eixo de rotação. Desse
modo:
w r v
dt
d
r
dt
ds
v · ⇒ · ·
θ
onde v é a velocidade linear de um certo ponto do corpo e w é a velocidade angular
desse ponto considerado. Na realidade, w é a velocidade angular do corpo por inteiro.
A aceleração
De maneira equivalente, a aceleração de uma dado ponto de um corpo é definida
como:
α r a
dt
dw
r
dt
dv
a · ⇒ · ·
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 5
Essa aceleração é também conhecida como aceleração tangencial, pois dá conta
da variação do módulo da velocidade. Como a velocidade é tangencial à curva, para que
o seu módulo varie é necessário uma aceleração nesta direção.
Com a definição dessa aceleração, temos agora dois tipos de aceleração no movi-
mento circular: a aceleração tangencial e a aceleração radial (ou centrípeta), ou seja:
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· ·
·
+ ·
r w
r
v
a
r a
onde a a a
R
T
R T
2
2
α
! ! !
Energia cinética de rotação
Vamos considerar um conjunto de N partículas, cada uma com massa m
i
e velo-
cidade
i
v
!
girando em torno de um mesmo eixo do qual distam r
i
. A energia cinética
deste sistema é:
( )
∑ ∑ ∑
· · ·
·

,
`

.
|
· · ·
N
i
N
i
N
i
i i i i i i
w I w r m r w m v m K
1 1
2 2
1
2
2
2
2
1
2
1
2
1
2
1
onde r
i
é a distância de cada partícula ao eixo, w a velocidade angular das partículas
em torno do eixo considerado e definimos o momento de inércia I do conjunto de partí-
culas como:

·
·
N
i
i i
r m I
1
2
Vamos usar a definição de momento inércia principalmente para calcular a energia
cinética de rotação de corpos rígidos. Quando uma roda está girando em torno do seu
eixo, as diversas partes da roda se movem com velocidade diferentes, mas todas as suas
partes têm a mesma velocidade angular. Daí a importância da definição do momento de
inércia para computar a energia cinética associada ao movimento de rotação de um sis-
tema de partículas ou um corpo rígido.
Momento de inércia
Se dividirmos um corpo rígido em pequenas partes, cada parte com uma massa
∆m
i
, podemos em tese calcular o momento de inércia deste corpo usando a equação
anteriormente apresentada para um sistema de partículas:

·
∆ ·
N
i
i i
m r I
1
2
Se aumentarmos essa subdivisão de modo que aqueles elementos de massa ∆m
i
se transformem em grandezas diferencias dm , poderemos identificar como:


· ∆ ·
·
→ ∆
dm r m r Lim I
N
i
i i
m
2
1
2
0
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 6
onde essa é uma integral simbólica que significa a integração sobre todo o volume do
corpo rígido considerado, seja ele de uma, duas ou três dimensões.
Teorema dos eixos paralelos
Se conhecermos o momento de inércia de um corpo em relação a um eixo qual-
quer que passe por seu centro de massa, podemos inferir o momento de inércia desse
corpo em relação a qualquer eixo paralelo ao primeiro eixo considerado. Se a distância
entre os dois eixos for H , a massa do corpo for M e I
CM
for o seu momento de inércia
em relação a um eixo que passa pelo centro de massa, teremos o momento de inércia I
mencionado:
I = I
CM
+ M H
2
Para demonstrar essa equação vamos considerar um corpo de um formato qual-
quer, como no desenho a seguir. O momento de inércia em relação ao eixo perpendicular
ao papel, que cruza com a origem do referencial (xy) e que passa pelo centro de massa é
I
CM

· dm R I
CM
2
onde dm é um elemento de massa (representado pelo pequeno círculo) localizado pelo
vetor posição R
!
.
H r R
!
!
!
+ ·
y j x i R
ˆ ˆ
+ ·
!
b j a i H
ˆ ˆ
+ ·
!
( ) ( ) b y j a x i r − + − ·
ˆ ˆ
!
y'
y
R
!
r
!
x'
x
H
!
Para calcular o outro momento de inércia vamos considerar um segundo referencial
(x'y') e um segundo eixo que passe pela origem desse referencial e seja perpendicular ao
papel. O momento de inércia em relação a esse segundo eixo é:
( ) ( ) [ ] ( ) ( ) ( ) [ ]
∫ ∫ ∫
+ − + + + · − + − · · dm by ax b a y x dm b y a x dm r I 2
2 2 2 2
2 2
2
Mas
( )
∫ ∫
· · +
CM
I dm R dm y x
2 2 2
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 7
( )
2 2 2 2
MH dm H dm b a · · +
∫ ∫
∫ ∫
· · · 0 2 2 2 M X a dm x a dm ax
CM
∫ ∫
· · · 0 2 2 2 M Y b dm y b dm by
CM
onde nas duas últimas equações utilizamos a premissa inicial que o centro de massa se-
ria escolhido como origem do referencial, e desse modo X
CM
= Y
CM
= 0 .
Coletando os resultados das últimas equações, encontramos que:
I = I
CM
+ M H
2
Alguns exemplos de cálculo de momento de inércia
a. Momento de inércia de um bastão fino de massa M e comprimento L em relação a
um eixo perpendicular ao bastão e que passa por seu centro de massa.

· dm r I
2
Vamos considerar a fatia dx , distante x
da origem, que contém uma massa dm .
Podemos usar a proporção:
dx
L
M
dm
L
dx
M
dm

,
`

.
|
· ⇒ ·
dx
-L/2 L/2 x
x
12 3
2
2 /
2 /
3
2 /
2 /
2 /
2 /
2 2
ML x
L
M
dx x
L
M
dm x I
L
L
L
L
L
L
· · · ·
+

+

+

∫ ∫
b. Momento de inércia de um anel de raio R e massa M , em relação a um eixo que
passa pelo centro, perpendicular ao plano do anel.

· dm r I
2
Vamos considerar o pedaço de anel limi-
tado pelo ângulo dθ , que contém uma
Vamos considerar o pedaço de anel limi-
tado pelo ângulo dθ , que faz um ângulo
θ com a horizontal e que contém uma
massa dm . Podemos usar a proporção:

θ
Anel de raio R
θ
π π
θ
d
M
dm
d
M
dm

,
`

.
|
· ⇒ ·
2 2
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 8
2
2
0
2
2
0
2 2
2 2
MR I d
MR
d
M
R I dm r I · ∴ ·
,
`

.
|
· ⇒ ·
∫ ∫ ∫
π π
θ
π
θ
π
c. Momento de inércia de um anel de raio R e massa M , em relação a um eixo que
passa por um diâmetro qualquer.

· dm r I
2
A distância r de um elemento de massa
dm ao eixo é:
r = R cosθ
O elemento de massa dm e o ângulo
dθ que limita essa massa se relacionam
como:
θ
π π
θ
d
M
dm
d
M
dm

,
`

.
|
· ⇒ ·
2 2
r

θ
Anel de raio R
( )
∫ ∫ ∫
·
,
`

.
|
· ⇒ ·
π π
θ θ
π
θ
π
θ
2
0
2
2
2
0
2
2
cos
2 2
cos d
MR
d
M
R I dm r I
Mas
¹
'
¹
¹
'
¹
+ · ⇒
+
·
∫ ∫
π π
θ θ θ
π
θ
θ
2
0
2
0
2
2
2 cos
2
1
2
1
2 2
2 cos 1
cos d d
MR
I
ou seja
{ ¦
2 2 2
2 sen
2
1
2
1
2
2 2
2
0
2
0
2
MR
I
MR MR
I · ∴ ·
¹
¹
¹
'
¹
¹
¹
¹
'
¹
+ · π
π
θ
θ
π
π
π
d. Momento de inércia de um cilindro anular em torno do eixo central.
O cilindro tem raio interno R
1
, raio exter-
no R
2
, comprimento L e massa M .

· dm r I
2
Vamos considerar uma casca cilíndrica
de raio r , espessura dr e comprimento
L.. O volume dV dessa casca é
dV = (2π r L) dr
A massa dm contida nessa casca é:
dm = ρ dV
logo
dm = 2π L ρ r dr
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 9
[ ]
∫ ∫ ∫

· · · ·
2
1
2
1
4
2 2 2
4
1
4
2 3 2 2
R
R
R
R
R R
L dr r L rdr L r dm r I πρ πρ ρ π
Mas
( )
( )
2
1
2
2
2
1
2
2
R R L
M
V
M
R R L V

· · ⇒ − ·
π
ρ π
então
( )
( )
2
1
2
2
2
1
2
2
4
1
4
2
2 2
R R
M
I
R R L
M R R
L I + · ⇒


·
π
π
e. Momento de inércia de um cilindro sólido de massa M , raio a e comprimento L em
relação ao diâmetro central
z
Eixo
z
r
dm
Eixo

· dm R I
2
dV
L a
M
dV
V
M
dV dm
2
π
ρ · · ·
O elemento de massa dm está limitado
pelo ângulo dθ e dista R do eixo , que
no desenho está na horizontal.
2 2 2
' z r R + ·
θ sen ' r r ·
( )( )( ) dz dr rd dV θ ·
( ) ( ) [ ] dz dr d r z r I
a L
L
θ ρ
π
∫ ∫ ∫
+ ·
+

2
0
2 2
0
2 /
2 /
'
z
r
θ
z R
Eixo
r'
θ
z R
r r'
( )
∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫
+

+

+

+ · + ·
2 /
2 /
2
0
2
0
2 /
2 / 0
3
2
0
2
2 /
2 /
2 2 2
0
2
0
sen sen
L
L
a L
L
a L
L
a
dz z dr r d dz dr r d dz z r dr r d I
π π π
θ ρ θ θ ρ θ θ ρ
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 10
Mas
2
2 cos 1
sen
2
θ
θ

·
logo
π θ π θ θ θ θ θ
π
π π π
· − · + ·
∫ ∫ ∫
2
0
2
0
2
0
2
0
2
2 sen 2
2
1
2
2
1
2 cos
2
1
2
1
sen d d d
ou seja:
( ) ( ) ( )
12 4 4 3
1
2
2
4
3 2 4 3 2 4
L a La L a
L
a
I
ρπ ρπ
π ρ π ρ + ·

,
`

.
|

,
`

.
|
+

,
`

.
|
·
12 4 12 4
2 2 2 2
2
ML Ma
I
L a
L a I + · ⇒

,
`

.
|
+ · ρπ
Torque
Define-se o troque τ
!
produzido pela força F
!
quando ela atua sobre uma partícula
como sendo o produto vetorial dessa força
pelo vetor posição da partícula:
F r
!
!
!
× · τ
Se no exemplo da figura ao lado de-
finirmos o plano da folha de papel com sen-
do x - y o torque estará ao longo do eixo z
e será um vetor saindo da folha
F
!
M
r
!
o
Convenção para simbolizar um vetor
saindo perpendicular à folha.
Convenção para simbolizar um vetor
entrando perpendicular à folha.
Nesse exemplo ao lado, em
particular, o resultado do produto vetorial é
( ) θ τ sen
ˆ
F r k F r · × ·
!
!
!
onde
τ = r F senθ = r F

Podemos perceber que apenas a
componente F

da força F
!
é quem
contribui para o torque.
y
F
!
θ
F

F
||
r
!
x
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 11
Podemos visualizar o resultado do produto
vetorial de uma maneira equivalente à ante-
rior, ou seja:
( ) θ τ sen
ˆ
F r k F r · × ·
!
!
!
onde
τ = r F senθ = r

F
r

= braço de alavanca
r
||
= linha de ação
y
F
!
r
!
θ
r
||
x
r

A segunda Lei de Newton para a rotação
A segunda Lei de Newton toma uma forma peculiar quando aplicada aos movi-
mentos que envolvem rotação. Se fizermos a decomposição da força aplicada a uma par-
tícula segundo as suas componentes perpendicular e paralela ao vetor posição dessa
partícula, teremos:
a m F
!
!
·
F
||
= m a
||
e
F

= m a

Mas, quando consideramos o torque associado a essa força, temos:
τ = r F

= m r a

= m r ( r α ) = ( m r
2
) α
e o torque toma a forma:
τ = I α
onde I é o momento de inércia da partícula considerada.
Se tivermos N partículas girando em torno de um eixo cada uma delas sob a ação
de uma força, teremos um torque associado à essa força, onde:
∑ ∑
· ·
× · ·
N
i
i i
N
i
i
F r
1 1
!
!
!
τ τ
Mas
τ = Σ r
i
F
i⊥
= Σ r
i
m
i
a
i⊥
= Σ r
i
m
i
( r
i
α

) = Σ ( m
i
r
i
2
) α
τ = I α
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 12
Trabalho, potência, e o teorema do trabalho - energia cinética
Para calcular o trabalho elementar
dW executado por uma força F
!
temos
que:
r d F dW
!
!
⋅ · = F

dr = F

r dθ
dW = τ dθ

·
f
i
d W
if
θ
θ
θ τ
Mas
dt
dw
I I · · α τ
F
!
r d
!

r
!
e
( ) dw w I
dt
d
Idw d
dt
dw
I d · ·
,
`

.
|
·
θ
θ θ τ
ou seja:
i f i f if
w
w
w
w
if
K K w I w I W
w
I dw w I I d W
f
i
f
i
f
i
− · − · ⇒ · · ·
∫ ∫
2 2
2
2
1
2
1
2
θ
θ
θ τ
Para calcular a potência P associada à atuação da força F
!
, devemos consi-
derar que:
dW = τ dθ
e também que:
w P
dt
d
dt
dW
P τ
θ
τ · ⇒ · ·
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 13
Solução de alguns problemas
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
02
Durante um intervalo de tempo t , a turbina de um gerador gira um ângulo
θ = a t + b t
3
- c t
4
, onde a , b e c são constantes.
a) Determine a expressão para sua velocidade angular.
3 2
4 3 ct bt a
dt
d
w − + · ·
θ
b) Determine a expressão para sua aceleração angular.
2
12 6 ct bt
dt
dw
− · · α
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
10
Uma roda tem oito raios de 30cm . Está montada sobre um eixo fixo e gira a
2,5rev/s . Você pretende atirar uma flecha de 20cm de comprimento através da
roda, paralelamente ao eixo, sem que a flecha colida com qualquer raio. Suponha
que tanto a flecha quanto os raios são muito finos.
a) Qual a velocidade mínima que a flecha deve ter?
r = 30cm = 0,30m
w = 2,5rev/s = 2,5 . 2πrad/s
L = 20cm = 0,20m
A flecha vai atravessar a roda usando
as "fatias" de vazio entre dois raios. A
distância angular entre dois raios é de
2π/8 radianos.
Quando a roda gira, os raios se movem e depois de um certo tempo t
0
um raio
passa a ocupar a posição do raio adjacente. Nesse tempo, cada raio "varre" to-
talmente o espaço entre a sua posição inicial e a posição do raio adjacente e
nesse movimento se desloca de θ
0
= 2π/8 radianos . É precisamente esse tem-
po que dispõe a flecha para atravessar a roda.
w
t wt
0
0 0 0
θ
θ · ∴ ·
A flecha tem comprimento L , e dispõe de um tempo t
0
para atravessar a roda,
logo:
0 0
0
θ
Lw
t
L
v vt L · · ⇒ · = 4,0m/s
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 14
b) A localização do ponto em que você mira, entre o eixo e a borda, tem importân-
cia? Em caso afirmativo, qual a melhor localização?
Não tem importância a distância do eixo onde se mira, pois sempre teremos dis-
ponível o mesmo ângulo. Se perto da borda dispomos de um espaço linear mai-
or, mas a velocidade linear da roda também é maior. Se mirarmos perto do eixo
teremos um espaço linear menor, mas a velocidade linear da roda também é me-
nor. Em suma, a velocidade angular é a mesma para todos os pontos.
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
12
Um prato de toca-discos, rodando a 33 1/3 rev/min , diminui e pára 30s após o
motor ser desligado.
a) Determine a sua aceleração angular (uniforme) em rev/min
2
.
w
0
= 33,33rev/min
t = 30s = 0,5min
w = 0
t
w
t
w w
t w w
0 0
0
− ·

· ⇒ + · α α = -66,66rev/min
2
b) Quantas revoluções o motor realiza neste intervalo?
2
2
0
t
t w
α
θ + · =8,33rev
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
23
Um disco gira em torno de um eixo fixo, partindo do repouso, com aceleração angular
constante, até alcançar a rotação de 10rev/s . Depois de completar 60 revoluções ,
a sua velocidade angular é de 15rev/s .
w
0
= 0
w
1
= 10rev/s
θ
2
= 60rev
w
2
= 15rev/s
a) Calcule a aceleração angular.
θ
α αθ
2
2
2
1
2
2 2
1
2
2
w w
w w

· ⇒ + · = 1,02rev/s
2
b) Calcule o tempo necessário para completar as 60 revoluções .
α
α
1 2
2 2 1 2
w w
t t w w

· ⇒ + · = 4,80s
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 15
c) Calcule o tempo necessário para alcançar a rotação de 10rev/s .
α
α
0 1
1 1 0 1
w w
t t w w

· ⇒ + · = 9,61s
d) Calcule o número de revoluções desde o repouso até a velocidade de 10rev/s .
α
θ αθ
2
2
2
0
2
1
1 1
2
0
2
1
w w
w w

· ⇒ + · = 48,07rev
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
34
Uma certa moeda de massa M é colocada a uma distância R do centro de um
prato de um toca discos. O coeficiente de atrito estático é µ
E
. A velocidade angular
do toca discos vai aumentando lentamente até w
0
, quando, neste instante, a moeda
escorrega para fora do prato. Determine w
0
em função das grandezas M , R , g e
µ
E
.
a m N P F
a
!
! ! !
· + +
¹
¹
¹
'
¹
·
· −
ma F
N P
a
0
F
a
= µ
E
N = µ
E
m g ⇒ a = µ
E
g
Mas
( )
R w m
R
R w
m
R
v
m ma
2
0
2
0
2
· · ·
ou seja:
a = w
0
2
R = µ
E
g
R
g
w
E
µ
·
0
R
N
!

a
F
!
P
!
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
40
Um carro parte do repouso e percorre uma trajetória circular de 30m de raio. Sua
velocidade aumenta na razão constante de 0,5m/s
2
.
a) Qual o módulo da sua aceleração linear resultante , depois de 15s ?
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· ·
·
+ ·
r w
r
v
a
r a
onde a a a
R
T
R T
2
2
α
! ! !
v
!

T
a
!

R
a
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 16
2
/ 0166 , 0
60
1
s rad
r
a
r a
T
T
· · · ⇒ · α α
( ) r t w r w a
R
2
0
2
α + · · = 1,875m/s
2
· + ·
2 2
T R
a a a 1,94m/s
2
a
T
= 0,5m/s
2
w
0
= 0
t = 15s
r = 30m
b) Que ângulo o vetor aceleração resultante faz com o vetor velocidade do carro
nesse instante?
T
R
a
a
· θ tan = 3,75
θ = 75,06
0
a
!
θ
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
42
Quatro polias estão conectadas por duas correias conforme mostrado na figura a se-
guir. A polia A ( r
A
= 15cm ) é a polia motriz e gira a 10rad/s . A polia B ( r
B
= 10cm )
está conectada à A pela correia 1 . A polia B' ( r
B'
= 5cm ) é concêntrica à B e está
rigidamente ligada à ela. A polia C ( r
C
= 25cm ) está conectada à polia B' pela correia
2.
a) Calcule a velocidade linear de um ponto na correia 1.
w
A
= 10rad/s
r
A
= 15cm = 0,15m
r
B
= 10cm = 0,10m
r
B'
= 5cm = 0,05m
r
C
= 25cm = 0,25m
v
A
= w
A
r
A
= 10 . 0,15 = 1,5 m/s
b) Calcule a velocidade angular da polia B.
v
A
= v
B
= w
B
r
B
B
A
A
B
A
B
r
r
w
r
v
w · · =15rad/s
Correia 1
r
A
Polia B
r
B
r
B'
Polia A
Correia 2
Polia C
r
C
c) Calcule a velocidade angular da polia B'.
w
B'
= w
B
= 15rad/s
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 17
d) Calcule a velocidade linear de um ponto na correia 2.
v
B'
= w
B'
r
B'
= w
B
r
B'
= 15 . 0,05 = 0,75m/s
e) Calcule a velocidade angular da polia C.
C
B B
C
B
C C C C B
r
r w
r
v
w r w v v
' '
'
· · ⇒ · · =3rad/s
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
51
Duas partículas de massa m cada uma, estão ligadas entre si e a um eixo de rota-
ção em O , por dois bastões delgados de comprimento L e massa M cada um,
conforme mostrado na figura a seguir. O conjunto gira em torno do eixo de rotação
com velocidade angular w .
a) Determine algebricamente a expressão para o momento de inércia do conjunto
em relação a O .
Já foi calculado anteriormente que o
momento de inércia de um bastão fino
de massa M e comprimento L em
relação a um eixo perpendicular ao
bastão e que passa por seu centro de
massa, vale ML
2
/12 .
Por outro lado, o teorema dos eixos
paralelos diz que: se a distância entre
os dois eixos for H , a massa do corpo
for M e I
CM
for o seu momento de
w
L m
L m
Eixo (perpendicular à folha )
inércia em relação a um eixo que passa pelo centro de massa, teremos o mo-
mento de inércia I mencionado:
I = I
CM
+ M H
2
Vamos calcular o momento de inércia de cada componente desse conjunto:
I
1
= Momento de inércia da partícula mais afastada.
I
1
= M ( 2L )
2
= 4 m L
2
I
2
= Momento de inércia do bastão mais afastado. A distância do centro de massa
desse bastão até o eixo vale 3L/2 , logo:
2
2
2
2
12
28
2
3
12
ML
L
M
ML
I ·
,
`

.
|
+ ·
I
3
= Momento de inércia da partícula mais próxima.
I
3
= M ( L )
2
= m L
2
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 18
I
4
= Momento de inércia do bastão mais próximo. A distância do centro de massa
desse bastão até o eixo vale L/2 , logo:
2
2
2
4
12
4
2 12
ML
L
M
ML
I ·
,
`

.
|
+ ·
Finalmente:
2 2 2 2
4 3 2 1
12
4
12
28
4 ML mL ML mL I I I I I + + + · + + + ·
2 2
3
8
5 ML mL I + ·
b) Determine algebricamente a expressão para a energia cinética de rotação do
conjunto em relação a O .
2 2 2
3
4
2
5
2
1
L w M m w I K
,
`

.
|
+ · ·
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
73
Numa máquina de Atwood, um bloco tem massa 500g e o outro 460g . A polia, que
está montada sobre um suporte horizontal sem atrito, tem um raio de 5cm . Quando
ela é solta, o bloco mais pesado cai 75cm em 5s . A corda não desliza na polia.
a) Qual a aceleração de cada bloco?
m
1
= 500g = 0,5kg
m
2
= 460g = 0,46kg
R = 5cm = 0,05m
v
0
= 0
h = 75cm = 0,75m
t = 5s
2
2
0
2
2 t
h
a
at
t v h · ⇒ + · = 0,06m/s
2
b) Qual a tensão na corda que suporta o bloco
mais pesado?
a m T p a m T p
1 1 1 1 1 1 1
· − ⇒ · +
!
!
!
T
1
= p
1
- m
1
a = m
1
(g - a) = 4,87N
c) Qual a tensão na corda que suporta o bloco
mais leve?
a m p T a m T p
2 2 2 2 2 2 2
· − ⇒ · +
!
!
!
T
2
= p
1
+ m
1
a = m
2
(g + a) = 4,93N

1
F
!

2
F
!

1
T
!
m
1

2
T
!

1
p
!
m
2

2
p
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 19
d) Qual a aceleração angular da polia?
r
a
r a · ⇒ · α α = 1,2rad/s
2
e) Qual o seu momento de inércia?
τ = I α ⇒ F
1
r - F
2
r = I α
( )
α
r T T
I
2 1

· = 0,0141kg.m
2
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
74
A figura a seguir mostra dois blocos de massa m suspensos nas extremidades de
uma haste rígida, de peso desprezível, de comprimento L = L
1
+ L
2
, com L
1
= 20cm
e L
2
= 80cm . A haste é mantida na posição horizontal e então solta. Calcule a acele-
ração dos dois blocos quando eles começam a se mover.
L
1
= 20cm = 0,2m
L
2
= 80cm = 0,8m
τ = I α
m g L
2
- m g L
1
= I α
Mas
2
2
2
1
mL mL I + ·
Logo
L
1
L
2

C
F
!

E
F
!

D
F
!
( ) ( ) g
L L
L L
L L m L L mg

,
`

.
|
+

· ⇒ + · −
2
1
2
2
1 2 2
2
2
1 1 2
α α = 8,64rad/s
2
¹
'
¹
+ · + ·
− · − ·
2
2 2
2
1 1
/ 91 , 6
/ 72 , 1
s m L a
s m L a
α
α
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
75
Dois blocos idênticos, de massa M cada uma, estão ligados por uma corda de mas-
sa desprezível, que passa por uma polia de raio R e de momento de inércia I . A
corda não desliza sobre a polia; desconhece-se existir ou não atrito entre o bloco e a
mesa; não há atrito no eixo da polia.
Quando esse sistema é liberado, a polia gira de um ângulo θ num tempo t , e a
aceleração dos blocos é constante
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 20
a) Qual a aceleração angular da polia?
2
2
0
2
2 t
t
t w
θ
α
α
θ · ⇒ + ·
b) Qual a aceleração dos dois blocos?
2
2
t
R
R a
θ
α · ·
c) Quais as tensões na parte superior e
inferior da corda? Todas essas res-
postas devem ser expressas em fun-
ção de M , I , R , θ , g e t .
ma F P a m T P · − ⇒ · +
1 1 1 1 1
!
! !
( ) a g m F a m P F − · ⇒ − ·
1 1 1
N
!
M
2
T
!

2
F
!
R, I

1
F
!

2
P
!

1
T
!
M

1
P
!

,
`

.
|
− ·
2
1
2
t
R
g m F
θ
R
I F F I R F R F I
α
α α τ − · ∴ · − ⇒ ·
1 2 2 1

,
`

.
|
+ − ·
R
I
mR
t
mg F
2
2

Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
81
Um bastão fino de comprimento L e massa m está suspenso livremente por uma
de suas extremidades. Ele é puxado lateralmente para oscilar como um pêndulo,
passando pela posição mais baixa com uma velocidade angular w .
a) Calcule a sua energia cinética ao passar por esse ponto.
O momento de inércia de uma haste em
relação a um eixo perpendicular que
passe por sua extremidade é:
3
2
mL
I ·
A energia cinética tem a forma:
6 2
1
2 2
2
L mw
w I K · ·
h
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 21
b) A partir desse ponto, qual a altura alcançada pelo seu centro de massa? Despre-
ze o atrito e a resistência do ar.
Usando a conservação da energia mecânica, encontramos que:
g
L w
mg
w I
h mgh w I U K
F I
6 2 2
1
2 2 2
2
· · ∴ · ⇒ ·
Versão preliminar
6 de junho de 2002
Not as de Aula de Física
11. ROTAÇÃO.................................................................................................................... 2
AS VARIÁVEIS DA ROTAÇÃO.................................................................................................. 2
Posição angular ............................................................................................................ 2
Deslocamento angular .................................................................................................. 2
Velocidade angular ....................................................................................................... 3
Aceleração angular ....................................................................................................... 3
ROTAÇÃO COM ACELERAÇÃO ANGULAR CONSTANTE .............................................................. 3
AS VARIÁVEIS LINEARES E ANGULARES ................................................................................. 4
A posição ...................................................................................................................... 4
A velocidade escalar ..................................................................................................... 4
A aceleração................................................................................................................. 4
ENERGIA CINÉTICA DE ROTAÇÃO.......................................................................................... 5
MOMENTO DE INÉRCIA......................................................................................................... 5
Teorema dos eixos paralelos ........................................................................................ 6
Alguns exemplos de cálculo de momento de inércia .................................................... 7
TORQUE .......................................................................................................................... 10
A SEGUNDA LEI DE NEWTON PARA A ROTAÇÃO.................................................................... 11
TRABALHO, POTÊNCIA, E O TEOREMA DO TRABALHO - ENERGIA CINÉTICA............................... 12
SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ..................................................................................... 13
02................................................................................................................................ 13
10................................................................................................................................ 13
12................................................................................................................................ 14
23................................................................................................................................ 14
34................................................................................................................................ 15
40................................................................................................................................ 15
42................................................................................................................................ 16
51................................................................................................................................ 17
73................................................................................................................................ 18
74................................................................................................................................ 19
75................................................................................................................................ 19
81................................................................................................................................ 20
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 2
11. Rotação
A cinemática dos corpos rígidos trata dos movimentos de translação e rotação. No
movimento de translação pura todas as partes de um corpo sofrem o mesmo desloca-
mento linear. Por outro lado, no movimento de rotação pura as partes de um corpo des-
crevem trajetórias circulares cujos centros situam-se sobre uma mesma reta - chamada
de eixo de rotação. No movimento de rotação pura todas as partes de um corpo sofrem o
mesmo deslocamento angular. O movimento que se aproxima mais de uma situação real
é aquele que incorpora tanto a translação quanto a rotação.
As variáveis da rotação
À semelhança do movimento de translação, para a análise da rotação utilizamos de
parâmetros equivalentes a aqueles definidos anteriormente.
Posição angular
Quando um objeto de um formato arbitrário,
tem uma trajetória circular em torno de um
certo eixo, podemos definir algumas gran-
dezas que descreverão esse movimento.
Podemos marcar um dado ponto do objeto
e analisar o seu movimento. A distância
deste ponto ao eixo de rotação é chamado
de raio r da trajetória. A sua trajetória des-
creve um arco de comprimento s . A posi-
ção angular associada ao arco e o raio é o
ângulo θ .
r
θ s
r
s
r s · ∴ · θ θ
Deslocamento angular
Quando um corpo está em rotação, ele está
variando a sua posição angular de modo
que num dado momento ela é definida pelo
ângulo θ
1
e num instante posterior é defini-
da pelo ângulo θ
2
, de modo que o deslo-
camento angular entre os instantes conside-
rados é:
∆θ = θ
2
- θ
1
θ
2
θ
1
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 3
Velocidade angular
A velocidade angular é a taxa com que a posição angular está variando; é a razão
entre o deslocamento angular e o tempo necessário para fazer esse deslocamento.
Definimos a velocidade angular média como:
t t t
w


·


·
θ θ θ
1 2
1 2
Definimos a velocidade angular instantânea como:
dt
d
t
Lim w
t
θ θ
·


·
→ ∆ 0
Aceleração angular
Quando a velocidade angular de um corpo não é constante mas varia no tempo
com uma certa taxa, esse corpo terá uma aceleração angular.
Definimos a aceleração angular média como:
t
w
t t
w w


·


·
1 2
1 2
α
Definimos a aceleração angular instantânea como:
dt
dw
t
w
Lim
t
·


·
→ ∆ 0
α
Rotação com aceleração angular constante
À semelhança do movimento de translação com aceleração constante, as equa-
ções para rotação são obtidas integrando-se a equação de movimento:
te cons
dt
dw
tan · · α
t w w dt w dw α α + · ⇒ + ·
∫ ∫ 0 0
( 1 )
e também:
( )
∫ ∫ ∫
+ + · + · ⇒ · dt t w dt w d
dt
d
w α θ θ θ
θ
0 0 0
ou seja:
2
2
0 0 0 0
t
t w dt dt w
α
θ θ α θ θ + + · ⇒ + + ·
∫ ∫
( 2 )
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 4
A velocidade angular média foi definida de modo que:
t w
t
w + · ⇒

·
0
0
θ θ
θ θ
mas quando estamos analisando o movimento com aceleração constante, também pode-
mos definir a velocidade angular média como:
2
0
w w
w
+
·
e usando essa equação na anterior, temos que:

,
`

.
| −

,
`

.
| +
+ ·
,
`

.
| +
+ ·
α
θ θ θ
0 0
0
0
0
2 2
w w w w
t
w w
ou seja:
( )
0
2
0
2
2 θ θ α − + · w w ( 3 )
As variáveis lineares e angulares
A posição
Ao analisarmos o movimento de rotação de um objeto o parâmetro que descreve o
deslocamento espacial é
s = r θ
A velocidade escalar
Quando observamos os corpos rígidos, a rotação se faz com raio constante, ou
seja: cada ponto observado mantém uma distância constante ao eixo de rotação. Desse
modo:
w r v
dt
d
r
dt
ds
v · ⇒ · ·
θ
onde v é a velocidade linear de um certo ponto do corpo e w é a velocidade angular
desse ponto considerado. Na realidade, w é a velocidade angular do corpo por inteiro.
A aceleração
De maneira equivalente, a aceleração de uma dado ponto de um corpo é definida
como:
α r a
dt
dw
r
dt
dv
a · ⇒ · ·
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Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 5
Essa aceleração é também conhecida como aceleração tangencial, pois dá conta
da variação do módulo da velocidade. Como a velocidade é tangencial à curva, para que
o seu módulo varie é necessário uma aceleração nesta direção.
Com a definição dessa aceleração, temos agora dois tipos de aceleração no movi-
mento circular: a aceleração tangencial e a aceleração radial (ou centrípeta), ou seja:
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· ·
·
+ ·
r w
r
v
a
r a
onde a a a
R
T
R T
2
2
α
! ! !
Energia cinética de rotação
Vamos considerar um conjunto de N partículas, cada uma com massa m
i
e velo-
cidade
i
v
!
girando em torno de um mesmo eixo do qual distam r
i
. A energia cinética
deste sistema é:
( )
∑ ∑ ∑
· · ·
·

,
`

.
|
· · ·
N
i
N
i
N
i
i i i i i i
w I w r m r w m v m K
1 1
2 2
1
2
2
2
2
1
2
1
2
1
2
1
onde r
i
é a distância de cada partícula ao eixo, w a velocidade angular das partículas
em torno do eixo considerado e definimos o momento de inércia I do conjunto de partí-
culas como:

·
·
N
i
i i
r m I
1
2
Vamos usar a definição de momento inércia principalmente para calcular a energia
cinética de rotação de corpos rígidos. Quando uma roda está girando em torno do seu
eixo, as diversas partes da roda se movem com velocidade diferentes, mas todas as suas
partes têm a mesma velocidade angular. Daí a importância da definição do momento de
inércia para computar a energia cinética associada ao movimento de rotação de um sis-
tema de partículas ou um corpo rígido.
Momento de inércia
Se dividirmos um corpo rígido em pequenas partes, cada parte com uma massa
∆m
i
, podemos em tese calcular o momento de inércia deste corpo usando a equação
anteriormente apresentada para um sistema de partículas:

·
∆ ·
N
i
i i
m r I
1
2
Se aumentarmos essa subdivisão de modo que aqueles elementos de massa ∆m
i
se transformem em grandezas diferencias dm , poderemos identificar como:


· ∆ ·
·
→ ∆
dm r m r Lim I
N
i
i i
m
2
1
2
0
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Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 6
onde essa é uma integral simbólica que significa a integração sobre todo o volume do
corpo rígido considerado, seja ele de uma, duas ou três dimensões.
Teorema dos eixos paralelos
Se conhecermos o momento de inércia de um corpo em relação a um eixo qual-
quer que passe por seu centro de massa, podemos inferir o momento de inércia desse
corpo em relação a qualquer eixo paralelo ao primeiro eixo considerado. Se a distância
entre os dois eixos for H , a massa do corpo for M e I
CM
for o seu momento de inércia
em relação a um eixo que passa pelo centro de massa, teremos o momento de inércia I
mencionado:
I = I
CM
+ M H
2
Para demonstrar essa equação vamos considerar um corpo de um formato qual-
quer, como no desenho a seguir. O momento de inércia em relação ao eixo perpendicular
ao papel, que cruza com a origem do referencial (xy) e que passa pelo centro de massa é
I
CM

· dm R I
CM
2
onde dm é um elemento de massa (representado pelo pequeno círculo) localizado pelo
vetor posição R
!
.
H r R
!
!
!
+ ·
y j x i R
ˆ ˆ
+ ·
!
b j a i H
ˆ ˆ
+ ·
!
( ) ( ) b y j a x i r − + − ·
ˆ ˆ
!
y'
y
R
!
r
!
x'
x
H
!
Para calcular o outro momento de inércia vamos considerar um segundo referencial
(x'y') e um segundo eixo que passe pela origem desse referencial e seja perpendicular ao
papel. O momento de inércia em relação a esse segundo eixo é:
( ) ( ) [ ] ( ) ( ) ( ) [ ]
∫ ∫ ∫
+ − + + + · − + − · · dm by ax b a y x dm b y a x dm r I 2
2 2 2 2
2 2
2
Mas
( )
∫ ∫
· · +
CM
I dm R dm y x
2 2 2
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 7
( )
2 2 2 2
MH dm H dm b a · · +
∫ ∫
∫ ∫
· · · 0 2 2 2 M X a dm x a dm ax
CM
∫ ∫
· · · 0 2 2 2 M Y b dm y b dm by
CM
onde nas duas últimas equações utilizamos a premissa inicial que o centro de massa se-
ria escolhido como origem do referencial, e desse modo X
CM
= Y
CM
= 0 .
Coletando os resultados das últimas equações, encontramos que:
I = I
CM
+ M H
2
Alguns exemplos de cálculo de momento de inércia
a. Momento de inércia de um bastão fino de massa M e comprimento L em relação a
um eixo perpendicular ao bastão e que passa por seu centro de massa.

· dm r I
2
Vamos considerar a fatia dx , distante x
da origem, que contém uma massa dm .
Podemos usar a proporção:
dx
L
M
dm
L
dx
M
dm

,
`

.
|
· ⇒ ·
dx
-L/2 L/2 x
x
12 3
2
2 /
2 /
3
2 /
2 /
2 /
2 /
2 2
ML x
L
M
dx x
L
M
dm x I
L
L
L
L
L
L
· · · ·
+

+

+

∫ ∫
b. Momento de inércia de um anel de raio R e massa M , em relação a um eixo que
passa pelo centro, perpendicular ao plano do anel.

· dm r I
2
Vamos considerar o pedaço de anel limi-
tado pelo ângulo dθ , que contém uma
Vamos considerar o pedaço de anel limi-
tado pelo ângulo dθ , que faz um ângulo
θ com a horizontal e que contém uma
massa dm . Podemos usar a proporção:

θ
Anel de raio R
θ
π π
θ
d
M
dm
d
M
dm

,
`

.
|
· ⇒ ·
2 2
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 8
2
2
0
2
2
0
2 2
2 2
MR I d
MR
d
M
R I dm r I · ∴ ·
,
`

.
|
· ⇒ ·
∫ ∫ ∫
π π
θ
π
θ
π
c. Momento de inércia de um anel de raio R e massa M , em relação a um eixo que
passa por um diâmetro qualquer.

· dm r I
2
A distância r de um elemento de massa
dm ao eixo é:
r = R cosθ
O elemento de massa dm e o ângulo
dθ que limita essa massa se relacionam
como:
θ
π π
θ
d
M
dm
d
M
dm

,
`

.
|
· ⇒ ·
2 2
r

θ
Anel de raio R
( )
∫ ∫ ∫
·
,
`

.
|
· ⇒ ·
π π
θ θ
π
θ
π
θ
2
0
2
2
2
0
2
2
cos
2 2
cos d
MR
d
M
R I dm r I
Mas
¹
'
¹
¹
'
¹
+ · ⇒
+
·
∫ ∫
π π
θ θ θ
π
θ
θ
2
0
2
0
2
2
2 cos
2
1
2
1
2 2
2 cos 1
cos d d
MR
I
ou seja
{ ¦
2 2 2
2 sen
2
1
2
1
2
2 2
2
0
2
0
2
MR
I
MR MR
I · ∴ ·
¹
¹
¹
'
¹
¹
¹
¹
'
¹
+ · π
π
θ
θ
π
π
π
d. Momento de inércia de um cilindro anular em torno do eixo central.
O cilindro tem raio interno R
1
, raio exter-
no R
2
, comprimento L e massa M .

· dm r I
2
Vamos considerar uma casca cilíndrica
de raio r , espessura dr e comprimento
L.. O volume dV dessa casca é
dV = (2π r L) dr
A massa dm contida nessa casca é:
dm = ρ dV
logo
dm = 2π L ρ r dr
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Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 9
[ ]
∫ ∫ ∫

· · · ·
2
1
2
1
4
2 2 2
4
1
4
2 3 2 2
R
R
R
R
R R
L dr r L rdr L r dm r I πρ πρ ρ π
Mas
( )
( )
2
1
2
2
2
1
2
2
R R L
M
V
M
R R L V

· · ⇒ − ·
π
ρ π
então
( )
( )
2
1
2
2
2
1
2
2
4
1
4
2
2 2
R R
M
I
R R L
M R R
L I + · ⇒


·
π
π
e. Momento de inércia de um cilindro sólido de massa M , raio a e comprimento L em
relação ao diâmetro central
z
Eixo
z
r
dm
Eixo

· dm R I
2
dV
L a
M
dV
V
M
dV dm
2
π
ρ · · ·
O elemento de massa dm está limitado
pelo ângulo dθ e dista R do eixo , que
no desenho está na horizontal.
2 2 2
' z r R + ·
θ sen ' r r ·
( )( )( ) dz dr rd dV θ ·
( ) ( ) [ ] dz dr d r z r I
a L
L
θ ρ
π
∫ ∫ ∫
+ ·
+

2
0
2 2
0
2 /
2 /
'
z
r
θ
z R
Eixo
r'
θ
z R
r r'
( )
∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫
+

+

+

+ · + ·
2 /
2 /
2
0
2
0
2 /
2 / 0
3
2
0
2
2 /
2 /
2 2 2
0
2
0
sen sen
L
L
a L
L
a L
L
a
dz z dr r d dz dr r d dz z r dr r d I
π π π
θ ρ θ θ ρ θ θ ρ
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 10
Mas
2
2 cos 1
sen
2
θ
θ

·
logo
π θ π θ θ θ θ θ
π
π π π
· − · + ·
∫ ∫ ∫
2
0
2
0
2
0
2
0
2
2 sen 2
2
1
2
2
1
2 cos
2
1
2
1
sen d d d
ou seja:
( ) ( ) ( )
12 4 4 3
1
2
2
4
3 2 4 3 2 4
L a La L a
L
a
I
ρπ ρπ
π ρ π ρ + ·

,
`

.
|

,
`

.
|
+

,
`

.
|
·
12 4 12 4
2 2 2 2
2
ML Ma
I
L a
L a I + · ⇒

,
`

.
|
+ · ρπ
Torque
Define-se o troque τ
!
produzido pela força F
!
quando ela atua sobre uma partícula
como sendo o produto vetorial dessa força
pelo vetor posição da partícula:
F r
!
!
!
× · τ
Se no exemplo da figura ao lado de-
finirmos o plano da folha de papel com sen-
do x - y o torque estará ao longo do eixo z
e será um vetor saindo da folha
F
!
M
r
!
o
Convenção para simbolizar um vetor
saindo perpendicular à folha.
Convenção para simbolizar um vetor
entrando perpendicular à folha.
Nesse exemplo ao lado, em
particular, o resultado do produto vetorial é
( ) θ τ sen
ˆ
F r k F r · × ·
!
!
!
onde
τ = r F senθ = r F

Podemos perceber que apenas a
componente F

da força F
!
é quem
contribui para o torque.
y
F
!
θ
F

F
||
r
!
x
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Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 11
Podemos visualizar o resultado do produto
vetorial de uma maneira equivalente à ante-
rior, ou seja:
( ) θ τ sen
ˆ
F r k F r · × ·
!
!
!
onde
τ = r F senθ = r

F
r

= braço de alavanca
r
||
= linha de ação
y
F
!
r
!
θ
r
||
x
r

A segunda Lei de Newton para a rotação
A segunda Lei de Newton toma uma forma peculiar quando aplicada aos movi-
mentos que envolvem rotação. Se fizermos a decomposição da força aplicada a uma par-
tícula segundo as suas componentes perpendicular e paralela ao vetor posição dessa
partícula, teremos:
a m F
!
!
·
F
||
= m a
||
e
F

= m a

Mas, quando consideramos o torque associado a essa força, temos:
τ = r F

= m r a

= m r ( r α ) = ( m r
2
) α
e o torque toma a forma:
τ = I α
onde I é o momento de inércia da partícula considerada.
Se tivermos N partículas girando em torno de um eixo cada uma delas sob a ação
de uma força, teremos um torque associado à essa força, onde:
∑ ∑
· ·
× · ·
N
i
i i
N
i
i
F r
1 1
!
!
!
τ τ
Mas
τ = Σ r
i
F
i⊥
= Σ r
i
m
i
a
i⊥
= Σ r
i
m
i
( r
i
α

) = Σ ( m
i
r
i
2
) α
τ = I α
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 12
Trabalho, potência, e o teorema do trabalho - energia cinética
Para calcular o trabalho elementar
dW executado por uma força F
!
temos
que:
r d F dW
!
!
⋅ · = F

dr = F

r dθ
dW = τ dθ

·
f
i
d W
if
θ
θ
θ τ
Mas
dt
dw
I I · · α τ
F
!
r d
!

r
!
e
( ) dw w I
dt
d
Idw d
dt
dw
I d · ·
,
`

.
|
·
θ
θ θ τ
ou seja:
i f i f if
w
w
w
w
if
K K w I w I W
w
I dw w I I d W
f
i
f
i
f
i
− · − · ⇒ · · ·
∫ ∫
2 2
2
2
1
2
1
2
θ
θ
θ τ
Para calcular a potência P associada à atuação da força F
!
, devemos consi-
derar que:
dW = τ dθ
e também que:
w P
dt
d
dt
dW
P τ
θ
τ · ⇒ · ·
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 13
Solução de alguns problemas
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
02
Durante um intervalo de tempo t , a turbina de um gerador gira um ângulo
θ = a t + b t
3
- c t
4
, onde a , b e c são constantes.
a) Determine a expressão para sua velocidade angular.
3 2
4 3 ct bt a
dt
d
w − + · ·
θ
b) Determine a expressão para sua aceleração angular.
2
12 6 ct bt
dt
dw
− · · α
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
10
Uma roda tem oito raios de 30cm . Está montada sobre um eixo fixo e gira a
2,5rev/s . Você pretende atirar uma flecha de 20cm de comprimento através da
roda, paralelamente ao eixo, sem que a flecha colida com qualquer raio. Suponha
que tanto a flecha quanto os raios são muito finos.
a) Qual a velocidade mínima que a flecha deve ter?
r = 30cm = 0,30m
w = 2,5rev/s = 2,5 . 2πrad/s
L = 20cm = 0,20m
A flecha vai atravessar a roda usando
as "fatias" de vazio entre dois raios. A
distância angular entre dois raios é de
2π/8 radianos.
Quando a roda gira, os raios se movem e depois de um certo tempo t
0
um raio
passa a ocupar a posição do raio adjacente. Nesse tempo, cada raio "varre" to-
talmente o espaço entre a sua posição inicial e a posição do raio adjacente e
nesse movimento se desloca de θ
0
= 2π/8 radianos . É precisamente esse tem-
po que dispõe a flecha para atravessar a roda.
w
t wt
0
0 0 0
θ
θ · ∴ ·
A flecha tem comprimento L , e dispõe de um tempo t
0
para atravessar a roda,
logo:
0 0
0
θ
Lw
t
L
v vt L · · ⇒ · = 4,0m/s
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 14
b) A localização do ponto em que você mira, entre o eixo e a borda, tem importân-
cia? Em caso afirmativo, qual a melhor localização?
Não tem importância o ponto onde se mira, pois sempre teremos disponível o
mesmo ângulo. Se perto da borda dispomos de um espaço linear maior, mas a
velocidade linear da roda também é maior. Se mirarmos perto do eixo teremos
um espaço linear menor, mas a velocidade linear da roda também é menor. Em
suma, a velocidade angular é a mesma para todos os pontos.
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
12
Um prato de toca-discos, rodando a 33 1/3 rev/min , diminui e pára 30s após o
motor ser desligado.
a) Determine a sua aceleração angular (uniforme) em rev/min
2
.
w
0
= 33,33rev/min
t = 30s = 0,5min
w = 0
t
w
t
w w
t w w
0 0
0
− ·

· ⇒ + · α α = -66,66rev/min
2
b) Quantas revoluções o motor realiza neste intervalo?
2
2
0
t
t w
α
θ + · =8,33rev
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
23
Um disco gira em torno de um eixo fixo, partindo do repouso, com aceleração angular
constante, até alcançar a rotação de 10rev/s . Depois de completar 60 revoluções ,
a sua velocidade angular é de 15rev/s .
w
0
= 0
w
1
= 10rev/s
θ
2
= 60rev
w
2
= 15rev/s
a) Calcule a aceleração angular.
θ
α αθ
2
2
2
1
2
2 2
1
2
2
w w
w w

· ⇒ + · = 1,02rev/s
2
b) Calcule o tempo necessário para completar as 60 revoluções .
α
α
1 2
2 2 1 2
w w
t t w w

· ⇒ + · = 4,80s
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 15
c) Calcule o tempo necessário para alcançar a rotação de 10rev/s .
α
α
0 1
1 1 0 1
w w
t t w w

· ⇒ + · = 9,61s
d) Calcule o número de revoluções desde o repouso até a velocidade de 10rev/s .
α
θ αθ
2
2
2
0
2
1
1 1
2
0
2
1
w w
w w

· ⇒ + · = 48,07rev
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
34
Uma certa moeda de massa M é colocada a uma distância R do centro de um
prato de um toca discos. O coeficiente de atrito estático é µ
E
. A velocidade angular
do toca discos vai aumentando lentamente até w
0
, quando, neste instante, a moeda
escorrega para fora do prato. Determine w
0
em função das grandezas M , R , g e
µ
E
.
a m N P F
a
!
! ! !
· + +
¹
¹
¹
'
¹
·
· −
ma F
N P
a
0
F
a
= µ
E
N = µ
E
m g ⇒ a = µ
E
g
Mas
a = w
0
2
R = µ
E
g
R
g
w
E
µ
·
0
N
!

a
F
!
P
!
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
40
Um carro parte do repouso e percorre uma trajetória circular de 30m de raio. Sua
velocidade aumenta na razão constante de 0,5m/s
2
.
a) Qual o módulo da sua aceleração linear resultante , depois de 15s ?
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· ·
·
+ ·
r w
r
v
a
r a
onde a a a
R
T
R T
2
2
α
! ! !
v
!

T
a
!

R
a
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 16
2
/ 0166 , 0
60
1
s rad
r
a
r a
T
T
· · · ⇒ · α α
( ) r t w r w a
R
2
0
2
α + · · = 1,875m/s
2
· + ·
2 2
T R
a a a 1,94m/s
2
a
T
= 0,5m/s
2
w
0
= 0
t = 15s
r = 30m
b) Que ângulo o vetor aceleração resultante faz com o vetor velocidade do carro
nesse instante?
T
R
a
a
· θ tan = 3,75
θ = 75,06
0
a
!
θ
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
42
Quatro polias estão conectadas por duas correias conforme mostrado na figura a se-
guir. A polia A ( r
A
= 15cm ) é a polia motriz e gira a 10rad/s . A polia B ( r
B
= 10cm )
está conectada à A pela correia 1 . A polia B' ( r
B'
= 5cm ) é concêntrica à B e está
rigidamente ligada à ela. A polia C ( r
C
= 25cm ) está conectada à polia B' pela correia
2.
a) Calcule a velocidade linear de um ponto na correia 1.
w
A
= 10rad/s
r
A
= 15cm = 0,15m
r
B
= 10cm = 0,10m
r
B'
= 5cm = 0,05m
r
C
= 25cm = 0,25m
v
A
= w
A
r
A
= 10 . 0,15 = 1,5 m/s
b) Calcule a velocidade angular da polia B.
v
A
= v
B
= w
B
r
B
B
A
A
B
A
B
r
r
w
r
v
w · · =15rad/s
Correia 1
r
A
Polia B
r
B
r
B'
Polia A
Correia 2
Polia C
r
C
c) Calcule a velocidade angular da polia B'.
w
B'
= w
B
= 15rad/s
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 17
d) Calcule a velocidade linear de um ponto na correia 2.
v
B'
= w
B'
r
B'
= w
B
r
B'
= 15 . 0,05 = 0,75m/s
e) Calcule a velocidade angular da polia C.
C
B B
C
B
C C C C B
r
r w
r
v
w r w v v
' '
'
· · ⇒ · · =3rad/s
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
51
Duas partículas de massa m cada uma, estão ligadas entre si e a um eixo de rota-
ção em O , por dois bastões delgados de comprimento L e massa M cada um,
conforme mostrado na figura a seguir. O conjunto gira em torno do eixo de rotação
com velocidade angular w .
a) Determine algebricamente a expressão para o momento de inércia do conjunto
em relação a O .
Já foi calculado anteriormente que o
momento de inércia de um bastão fino
de massa M e comprimento L em
relação a um eixo perpendicular ao
bastão e que passa por seu centro de
massa, vale ML
2
/12 .
Por outro lado, o teorema dos eixos
paralelos diz que: se a distância entre
os dois eixos for H , a massa do corpo
for M e I
CM
for o seu momento de
w
L m
L m
Eixo (perpendicular à folha )
inércia em relação a um eixo que passa pelo centro de massa, teremos o mo-
mento de inércia I mencionado:
I = I
CM
+ M H
2
Vamos calcular o momento de inércia de cada componente desse conjunto:
I
1
= Momento de inércia da partícula mais afastada.
I
1
= M ( 2L )
2
= 4 m L
2
I
2
= Momento de inércia do bastão mais afastado. A distância do centro de massa
desse bastão até o eixo vale 3L/2 , logo:
2
2
2
2
12
28
2
3
12
ML
L
M
ML
I ·
,
`

.
|
+ ·
I
3
= Momento de inércia da partícula mais próxima.
I
3
= M ( L )
2
= m L
2
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 18
I
4
= Momento de inércia do bastão mais próximo. A distância do centro de massa
desse bastão até o eixo vale L/2 , logo:
2
2
2
4
12
4
2 12
ML
L
M
ML
I ·
,
`

.
|
+ ·
Finalmente:
2 2 2 2
4 3 2 1
12
4
12
28
4 ML mL ML mL I I I I I + + + · + + + ·
2 2
3
8
5 ML mL I + ·
b) Determine algebricamente a expressão para a energia cinética de rotação do
conjunto em relação a O .
2 2 2
3
4
2
5
2
1
L w M m w I K
,
`

.
|
+ · ·
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
73
Numa máquina de Atwood, um bloco tem massa 500g e o outro 460g . A polia, que
está montada sobre um suporte horizontal sem atrito, tem um raio de 5cm . Quando
ela é solta, o bloco mais pesado cai 75cm em 5s . A corda não desliza na polia.
a) Qual a aceleração de cada bloco?
m
1
= 500g = 0,5kg
m
2
= 460g = 0,46kg
R = 5cm = 0,05m
v
0
= 0
h = 75cm = 0,75m
t = 5s
2
2
0
2
2 t
h
a
at
t v h · ⇒ + · = 0,06m/s
2
b) Qual a tensão na corda que suporta o bloco
mais pesado?
a m T p a m T p
1 1 1 1 1 1 1
· − ⇒ · +
!
!
!
T
1
= p
1
- m
1
a = m
1
(g - a) = 4,87N
c) Qual a tensão na corda que suporta o bloco
mais leve?
a m p T a m T p
2 2 2 2 2 2 2
· − ⇒ · +
!
!
!
T
2
= p
1
+ m
1
a = m
2
(g + a) = 4,93N

1
F
!

2
F
!

1
T
!
m
1

2
T
!

1
p
!
m
2

2
p
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 19
d) Qual a aceleração angular da polia?
r
a
r a · ⇒ · α α = 1,2rad/s
2
e) Qual o seu momento de inércia?
τ = I α ⇒ F
1
r - F
2
r = I α
( )
α
r T T
I
2 1

· = 0,0141kg.m
2
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
74
A figura a seguir mostra dois blocos de massa m suspensos nas extremidades de
uma haste rígida, de peso desprezível, de comprimento L = L
1
+ L
2
, com L
1
= 20cm
e L
2
= 80cm . A haste é mantida na posição horizontal e então solta. Calcule a acele-
ração dos dois blocos quando eles começam a se mover.
L
1
= 20cm = 0,2m
L
2
= 80cm = 0,8m
τ = I α
m g L
2
- m g L
1
= I α
Mas
2
2
2
1
mL mL I + ·
Logo
L
1
L
2

C
F
!

E
F
!

D
F
!
( ) ( ) g
L L
L L
L L m L L mg

,
`

.
|
+

· ⇒ + · −
2
1
2
2
1 2 2
2
2
1 1 2
α α = 8,64rad/s
2
¹
'
¹
+ · + ·
− · − ·
2
2 2
2
1 1
/ 91 , 6
/ 72 , 1
s m L a
s m L a
α
α
Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
75
Dois blocos idênticos, de massa M cada uma, estão ligados por uma corda de mas-
sa desprezível, que passa por uma polia de raio R e de momento de inércia I . A
corda não desliza sobre a polia; desconhece-se existir ou não atrito entre o bloco e a
mesa; não há atrito no eixo da polia.
Quando esse sistema é liberado, a polia gira de um ângulo θ num tempo t , e a
aceleração dos blocos é constante
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 20
a) Qual a aceleração angular da polia?
2
2
0
2
2 t
t
t w
θ
α
α
θ · ⇒ + ·
b) Qual a aceleração dos dois blocos?
2
2
t
R
R a
θ
α · ·
c) Quais as tensões na parte superior e
inferior da corda? Todas essas res-
postas devem ser expressas em fun-
ção de M , I , R , θ , g e t .
ma F P a m T P · − ⇒ · +
1 1 1 1 1
!
! !
( ) a g m F a m P F − · ⇒ − ·
1 1 1
N
!
M
2
T
!

2
F
!
R, I

1
F
!

2
P
!

1
T
!
M

1
P
!

,
`

.
|
− ·
2
1
2
t
R
g m F
θ
R
I F F I R F R F I
α
α α τ − · ∴ · − ⇒ ·
1 2 2 1

,
`

.
|
+ − ·
R
I
mR
t
R
mg F
2
2

Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
81
Um bastão fino de comprimento L e massa m está suspenso livremente por uma
de suas extremidades. Ele é puxado lateralmente para oscilar como um pêndulo,
passando pela posição mais baixa com uma velocidade angular w .
a) Calcule a sua energia cinética ao passar por esse ponto.
O momento de inércia de uma haste em
relação a um eixo perpendicular que
passe por sua extremidade é:
3
2
mL
I ·
A energia cinética tem a forma:
6 2
1
2 2
2
L mw
w I K · ·
h
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 11 r omer o@f isica.uf pb.br 21
b) A partir desse ponto, qual a altura alcançada pelo seu centro de massa? Despre-
ze o atrito e a resistência do ar.
Usando a conservação da energia mecânica, encontramos que:
g
L w
mg
w I
h mgh w I U K
F I
6 2 2
1
2 2 2
2
· · ∴ · ⇒ ·
Versão preliminar
6 de junho de 2002
Not as de Aula de Física
12. ROLAMENTO, TORQUE E MOMENTO ANGULAR.................................................... 2
ROLAMENTO....................................................................................................................... 2
O rolamento descrito como uma combinação de rotação e translação......................... 2
O rolamento visto como uma rotação pura ................................................................... 3
A energia cinética.......................................................................................................... 3
TORQUE ............................................................................................................................ 3
MOMENTO ANGULAR ........................................................................................................... 4
MOMENTO ANGULAR DE UM SISTEMA DE PARTÍCULAS............................................................. 5
MOMENTO ANGULAR DE UM CORPO RÍGIDO ........................................................................... 6
CONSERVAÇÃO DO MOMENTO ANGULAR ............................................................................... 7
SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ....................................................................................... 8
01.................................................................................................................................. 8
02.................................................................................................................................. 8
07.................................................................................................................................. 9
11.................................................................................................................................. 9
13................................................................................................................................ 10
27................................................................................................................................ 11
32................................................................................................................................ 11
44................................................................................................................................ 12
45................................................................................................................................ 13
46................................................................................................................................ 14
49................................................................................................................................ 15
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 12 r omer o@f isica.uf pb.br 2
12. Rolamento, torque e momento angular
Rolamento
Considere um aro de raio R , rolan-
do sem deslizar em uma superfície plana
horizontal. Quando essa roda girar de um
ângulo θ , o ponto de contato do aro com a
superfície horizontal se deslocou uma dis-
tância s , tal que;
s = R θ
O centro de massa do aro também
deslocou-se da mesma distância. Portanto,
a velocidade de deslocamento do centro de
massa do aro tem a forma:
w R v
dt
d
R
dt
ds
v
CM CM
· ⇒ · ·
θ
De maneira equivalente podemos
encontrar a forma da aceleração do centro
de massa do aro:
α R a
dt
dw
R
dt
dv
a
CM
CM
CM
· ⇒ · ·
R
s
s
O rolamento descrito como uma combinação de rotação e translação

CM
v v
! !
·

CM
v v
! !
− ·

CM
v v
! !
·

CM
v v
! !
·

CM
v v
! !
·

CM
v v
! !
2 ·

CM
v v
! !
·
Movimento puramente
rotacional , todos os
pontos da roda movem-
se com a mesma
velocidade angular.
Movimento puramente
translacional , todos os
pontos da roda movem-se
para a direita com a mesma
velocidade.
O movimento de rola-
mento da roda é uma
combinação dos dois mo-
vimentos anteriormente
descritos.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 12 r omer o@f isica.uf pb.br 3
O rolamento visto como uma rotação pura
O rolamento pode ser entendido
como uma rotação pura se observarmos
que a cada instante o corpo está girando
em torno de um eixo instantâneo, que passa
pelo ponto de contato entre esse corpo e a
superfície que o suporta. Esse eixo é per-
pendicular à direção do movimento.
A velocidade do centro da roda é
v
CM
= w R
e a velocidade do topo da roda é
v
Topo
= w (2R) = 2 v
CM
Eixo instantâneo de rotação
A energia cinética
Um corpo que rola sem deslizar pode ser visto a cada instante como girando em
torno de um eixo instantâneo que passa pelo ponto de contato desse corpo com a super-
fície que o suporta, e esse eixo é perpendicular à direção do movimento. do corpo. Desse
modo, a sua energia cinética tem a forma:
2
2
1
w I K ·
onde I é o momento de inércia do corpo em relação ao eixo mencionado. Observa-se
esse movimento como consistindo apenas de rotação.
Mas se levarmos em conta o teorema dos eixos paralelos:
I = I
CM
+ M R
2
a energia terá a forma:
2 2
2
1
2
1
CM CM
v M w I K + ·
Desse modo, observa-se esse movimento como consistindo de uma composição
rotação + translação .
Torque
A figura abaixo mostra uma partícula localizada pelo vetor posição r
!
, sob a ação
de uma força F
!
. O torque exercido por essa força sobre a partícula é definido como:
F r
!
!
!
× · τ
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 12 r omer o@f isica.uf pb.br 4
Convenção para simbolizar um vetor
saindo perpendicular à folha.
Convenção para simbolizar um vetor
entrando perpendicular à folha.
y
F
!
θ
F

F
||
r
!
x
z
F r
!
!
!
× · τ
y
r
!
F
!
θ
x
Momento angular
O momento angular de uma partí-
cula de massa m localizada pelo vetor po-
sição r
!
, que tem momento linear p
!
é
definido como:
p r L
! !
!
× ·
Existe uma conexão entre o mo-
mento angular de uma partícula e o torque
associado à força resultante que atua sobre
ela. Vamos considerar a variação do mo-
mento angular no tempo:
( ) p r
dt
d
dt
L d
! !
!
× ·
dt
p d
r p
dt
r d
dt
L d
!
! !
!
!
× + × ·
z
p r L
! !
!
× ·
y
r
!
p
!
θ
Mas
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· ·
· × · × · ×
te resul Força F
dt
p d
v v m p v p
dt
r d
tan
0
!
!
! ! ! ! !
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 12 r omer o@f isica.uf pb.br 5
logo:
τ
!
!
!
!
"
· ⇒ × ·
dt
L d
F r
dt
L d
Rotação Translação
Equivalência
p r L
! !
!
× ·
→ →→ → p
!
F r
!
!
!
× · τ
→ →→ →
F
!
dt
L d
!
!
· τ
→ →→ →
dt
p d
F
!
!
·
Momento angular de um sistema de partículas
Quando estamos considerando um sistema de N partículas, o momento angular
total é dado por:

·
· + + + ·
N
i
i N
L L L L L
1
2 1
! !
#
! ! !
De modo equivalente à análise do caso de apenas uma partícula, vamos calcular a
variação do momento angular total com o tempo:
∑ ∑
· ·
·

,
`

.
|
·
N
i
i
N
i
i
dt
L d
L
dt
d
dt
L d
1 1
!
!
!
( )
i i i i
i
i i
i
i i
i
F r v v m
dt
p d
r p
dt
r d
p r
dt
d
dt
L d
!
! ! !
!
! !
!
! !
!
× + × · × + × · × ·
Mas
EXT
i
INT
i i
i
F F F
dt
p d
! ! !
!
+ · ·
ou seja
EXT
i
INT
i
EXT
i i
INT
i i
i
F r F r
dt
L d
τ τ
! !
!
!
!
!
!
+ · × + × ·
∑ ∑
· ·
+ ·
N
i
EXT
i
N
i
INT
i
dt
L d
1 1
τ τ
! !
!
logo
EXT INT
dt
L d
τ τ
! !
!
+ ·
Vamos mostrar que o torque interno é nulo. As forças internas surgem aos pares
como interação entre os pares de partículas, ou seja:

·
·
N
j
ij
INT
i
f F
1
! !
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 12 r omer o@f isica.uf pb.br 6
Mas
∑∑ ∑ ∑ ∑ ∑
· · · · · ·
× ·

,
`

.
|
× · × · ·
N
i
N
j
ij i
N
j
ij
N
i
i i
N
i
i
N
i
INT
i
INT
f r f r F r
1 1 1 1 1 1
!
!
!
!
!
!
! !
τ τ
ou seja:
( )


× + × ·
j i
ji j ij i
INT
f r f r
!
!
!
!
!
τ
Mas usando-se a terceira Lei de Newton, temos que
ji ij
f f
! !
− · , logo
( ) [ ]


× − ·
j i
ij j i
INT
f r r
!
! !
!
τ
onde ( )
i i
r r
! !
− é um vetor contido na reta que une as partículas i e j , e essa reta tam-
bém contém a força
ij
f
!
. Portanto o produto vetorial é nulo pois os dois vetores são para-
lelos, e finalmente podemos concluir que
0 ·
INT
τ
!
Desse modo, concluímos que
EXT
dt
L d
τ
!
!
·
e essa equação tem a sua equivalente no movimento de translação:
EXT
F
dt
P d
!
!
·
Momento angular de um corpo rígido
Para calcular o momento an-
gular de um corpo rígido que está gi-
rando em torno de um eixo ( neste
caso eixo z ) com velocidade angular
w , vamos dividi-lo em pequenos vo-
lumes ∆V
i
cada um com uma massa
∆m
i
, que tem momento linear
i
p
!
e
estão localizados pelo vetor posição
i
r
!
. O momento angular desta pequena
massa é:
i i i
p r L
! !
!
× ·
Observe-se que o ângulo entre os ve-
tores
i
r
!
e
i
p
!
é 90
0
. Desse modo:
L
i
= r
i
p
i
= r
i
v
i
∆m
i
z
r

∆m
i
θ
i
p
!

i
r
!
y
x
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 12 r omer o@f isica.uf pb.br 7
Para calcular a componente z do momento angular, temos que:
L
iz
= L
i
senθ = (r
i
senθ) v
i
∆m
i
= r
i ⊥
v
i
∆m
i
= r
i ⊥
(w r
i ⊥
)∆m
i
ou seja:
L
iz
= w ∆m
i
r
2
i⊥
∑ ∑

∆ · ·
i i
i i iz z
r m w L L
2
Mas


⊥ ⊥
→ ∆
· ∆ · dm r r m Lim I
i
i i
m
i
2 2
0
onde r
i⊥
é a componente do vetor posição da massa ∆m
i
perpendicular ao eixo de rota-
ção, ou seja é a distância da massa ∆m
i
ao eixo de rotação, e portanto temos a nossa
definição original de momento de inércia. Desse modo:
L = I w
onde omitimos o índice z do momento angular pois iremos tratar apenas de situações
onde o momento angular de um corpo rígido será paralelo ao eixo de rotação (analisare-
mos apenas situações onde o momento de inércia é uma grandeza escalar).
Estaremos interessados em situações onde
w I L
!
!
·
e ainda:
α τ τ
! !
!
!
I
dt
L d
· ⇒ ·
Conservação do momento angular
Quando consideramos um sistema de partículas, a variação do momento angular
total é igual ao torque externo.
EXT
dt
L d
τ
!
!
·
Se esse sistema estiver isolado, ou seja se o torque externo for nulo, o momento
angular total será uma constante.
te cons L
dt
L d
tan 0 · ⇒ ·
!
!
Esse resultado é o equivalente da conservação do momento linear total, e tem um
significado e importância similar.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 12 r omer o@f isica.uf pb.br 8
Solução de alguns problemas
Capítulo 12 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
01
Um tubo de paredes finas rola pelo chão. Qual é a razão entre as suas energias ci-
néticas translacional e rotacional, em torno de um eixo paralelo ao seu comprimento
e que passa pelo seu centro de massa?
Inicialmente vamos calcular o momento
de inércia do tubo mencionado, supondo
que ele tenha raio R e comprimento L .
( ) [ ] θ σ θ σ σ LRd L Rd dS dm · · ·
( )
∫ ∫ ∫
· · ·
π π
θ σ θ σ
2
0
3
2
0
2 2
d L R LRd R dm r I
RL
M
A
M
π
σ
2
· ·
( )
2 3
2
2
MR I L R
RL
M
I · ∴
,
`

.
|
· π
π
z
y
L
x
( )
( )
1
2
1
2
1
2 2
2
2
2
· · ·
w MR
wR M
w I
Mv
K
K
CM
R
T
Capítulo 12 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
02
Um aro com um raio de 3m e uma massa de 140kg rola sobre um piso horizontal
de modo que o seu centro de massa possui uma velocidade de 0,150m/s . Qual é o
trabalho que deve ser feito sobre o aro para fazê-lo parar?
I
CM
= M R
2
2 2
2
1
2
1
CM CM
Mv w I K + ·
R = 3m
M = 140kg
v
CM
= 0,15m/s
Considerando que v
CM
= w R , temos que:
( ) ( )
2
2
2 2
2
1
2
1
CM
Mv R w M w MR K · + · = 3,15J
W = ∆K = K
F
- K
I
= - K
I
= - 3,15J
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 12 r omer o@f isica.uf pb.br 9
Capítulo 12 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
07
Uma esfera sólida de peso igual a P = 35,58N sobe rolando um plano inclinado, cujo
ângulo de inclinação é igual a θ = 30
0
. Na base do plano, o centro de massa da es-
fera tem uma velocidade linear de v
0
= 4,88m/s .
a) Qual é a energia cinética da esfera na base do plano inclinado?
2 2
2
1
2
1
CM CM
Mv w I K + ·
Como v
CM
= w R
2
2
1
2
1
CM
CM
Mv
MR
I
K
,
`

.
|
+ ·
d
h
θ
Para a esfera temos que
2
5
2
MR I
CM
· , logo a energia cinética terá a forma:
2 2
10
7
10
7
CM CM
v
g
P
Mv K · · =60,52J
b) Qual é a distância que a esfera percorre ao subir o plano?
g
v
h Mgh Mv E E
CM
CM F I
10
7
10
7
2
2
· ∴ · ⇒ · = 1,70m
θ θ
θ
sen 10
7
sen
sen
g
v h
d d h
CM
· · ⇒ · =3,4m
c) A resposta do item b depende do peso da esfera?
Como vimos na dedução anterior, a resposta não depende do peso.
Capítulo 12 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
11
Uma esfera homogênea, inicialmente em repouso, rola sem deslizar, partindo da ex-
tremidade superior do trilho mostrado a seguir, saindo pela extremidade da direita. Se
H = 60m , h = 20m e o extremo direito do trilho é horizontal, determine a distância L
horizontal do ponto A até o ponto que a esfera toca o chão.
2
5
2
MR I
CM
·
2 2
2
1
2
1
CM CM
Mv w I K + ·
2
2
1
2
1
CM
CM
Mv
MR
I
K
,
`

.
|
+ ·
H
h
A
L
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 12 r omer o@f isica.uf pb.br 10
2
10
7
CM
Mv K ·
( )
( )
7
10
10
7
2
h H g
v Mv h H Mg E E
CM CM F I

· ∴ · − ⇒ ·
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· ⇒ ·
· ⇒ ·
g
h
v L t v L
g
h
t
gt
h
CM CM
2
2
2
2
ou seja:
( )
7
20 h H h
L

· = 47,80m
Capítulo 12 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
13
Uma bolinha de gude sólida de massa m e raio r rola sem deslizar sobre um trilho
mostrado a seguir, tendo partido do repouso em algum ponto do trecho retilíneo do
trilho.
a) Qual é a altura mínima h , medida à partir da base do trilho, de onde devemos
soltar a bolinha para que ela não perca o contato com o trilho no ponto mais alto
da curva? O raio da curva é R e considere que R >> r .
A condição para que a bolinha não per-
ca contato é que a normal seja nula na
parte mais alta, ou seja que o peso seja
a única força radial, e desse modo te-
remos:
g R v
R
v
m mg P
CM
CM
· ⇒ · ·
2
2
Mas como o sistema é conservativo, a
energia mecânica será conservada:
h
R
Q
F F I F I
K U U E E + · ⇒ ·
ou seja
( ) ( ) ( ) R H mgR Rg m R mg v m R mg mgH
CM
7 , 2
10
27
10
7
2
10
7
2
2
· ∴ · + · + ·
b) Se a bolinha for solta de uma altura igual a 6R acima da base do trilho, qual
será a componente horizontal da força que atua sobre ela no ponto Q ?
Usando a conservação da energia mecânica entre os dois pontos, temos que:
( ) g R v mv mgR R mg E E
Q Q Q
7
50
10
7
6
2 2
0
· ∴ + · ⇒ ·
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 12 r omer o@f isica.uf pb.br 11
A força horizontal no ponto Q é a própria força radial nesse ponto, logo:
mg F Rg
R
m
R
v
m F
R
Q
R
7
50
7
50
2
· ∴
,
`

.
|
· ·
Capítulo 12 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
27
Dois objetos estão se movendo como mostra a figura a seguir. Qual é o seu mo-
mento angular em torno do ponto O ?
m
1
= 6,5kg
v
1
= 2,2m/s
r
1
= 1,5m
m
2
= 3,1kg
v
2
= 3,6m/s
r
2
= 2,8m

1

1
v
!
r
1

2
v
!
m
2
O r
2
¹
'
¹
·
· ·
¹
'
¹
·
· ·
2 2
2 2 2 2 2
1 1
1 1 1 1 1
ˆ
ˆ
ˆ
ˆ
r i r
v m j v m p
r j r
v m i v m p
!
! !
!
! !
( )
( )
¹
¹
¹
'
¹
+ · × · × ·
− · × · × ·
2 2 2 2 2 2 2 2 2
1 1 1 1 1 1 1 1 1
ˆ ˆ ˆ
ˆ ˆ ˆ
v r m k v r m j i p r L
v r m k v r m i j p r L
! !
!
! !
!
2 1
L L L
! ! !
+ ·
( )
1 1 1 2 2 2
ˆ
r v m r v m k L − ·
!
s m kg k L / . 798 , 9
ˆ
2
·
!
y
m
1

1
v
!
r
1

2
v
!
m
2
O x
r
2
Capítulo 12 - Halliday e Resnick - Edição antiga
32
Mostre que um cilindro deslizará sobre um plano inclinado, cujo ângulo de inclinação
é θ , quando o coeficiente de atrito estático entre o plano e o cilindro for menor que
(tanθ)/3 .
¹
¹
¹
'
¹
· −
· −
ma F mg
mg N
a
θ
θ
sen
0 cos
Quando estamos interessado em calcular
N
!

a
F
!
P
!
θ
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 12 r omer o@f isica.uf pb.br 12
o torque em relação a um eixo que coincide com a reta de contato entre o cilindro e o
plano, devamos notar que apenas a força de atrito produz um torque em relação a
esse eixo. À medida que aumenta a inclinação vai aumentando a força de atrito está-
tico necessária para evitar o deslizamento. Ni limite, antes do deslizamento, temos
que F
a
= (F
a
)
M
= µ
E
N .A maior aceleração que o cilindro poderá ter sem deslizar é
definida pela condição:
I
CM
α < F
a
R
A condição de deslizamento é:
F
a
R < I
CM
α
Usando a segundo lei de Newton poderemos calcular a aceleração angular α :
m g senθ - µ
E
m g cosθ = ma = m α R
( ) θ µ θ α cos sen
E
R
g
− ·
Logo:
( ) ( )
]
]
]

− < θ µ θ θ µ cos sen cos
E CM E
R
g
I R mg
µ
E
cosθ ( mR
2
+ I
CM
) < I
CM
senθ
θ µ tan
2

,
`

.
|
+
<
CM
CM
E
I mR
I
Considerando que o momento de inércia do cilindro é mR
2
/2 , teremos:
θ µ tan
3
1
<
E
Capítulo 12 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
44
Três partículas, cada uma de massa m , são presas umas às outras e a um eixo de
rotação por três cordões sem massa, cada um de comprimento L , como mostra a
figura a seguir. O conjunto gira em torno do eixo de rotação em O com velocidade
angular w , de tal forma que as partículas permanecem em linha reta.
Quais são, em termos de m , L e w e rela-
tivamente ao ponto O
a) O momento de Inércia do conjunto?
I = m L
2
+ m (2L)
2
+ m (3L)
2
= 14 m L
2
m
w m
m
O
b) O momento angular da partícula do meio?
Se definirmos o eixo z como sendo perpendicular à folha de papel e saindo dela, o
momento angular das três partículas estarão no sentido positivo do eixo z .
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 12 r omer o@f isica.uf pb.br 13
L
2
= I
2
w = 4 m L
2
w
c) O momento angular total das três partículas?
L = I w = 14 m L
2
w
Capítulo 12 - Halliday e Resnick - Edição antiga
45
Um cilindro de comprimento L e raio r tem peso P . Dois cordões são enrolados
em volta do cilindro, cada qual próximo da extremidade, e suas pontas presas a gan-
chos fixos no teto. O cilindro é mantido horizontalmente com os dois cordões exata-
mente na vertical e, em seguida, é abandonado.
a) Determine a aceleração linear do cilindro durante a queda.
F
1
= F
2
= F
Como a força peso não produz torque
em relação ao eixo de rotação, temos
que:
r
I
F I Fr
2
2
α
α τ · ⇒ · ·
Mas
a = α r
logo
2
2r
Ia
F ·
Considerando as forças que atuam no
cilindro, da segunda lei de Newton te-
mos que:
a M F F P
!
! ! !
· + +
2 1
ou seja:
P - 2 F = Ma
Ma
r
Ia
Mg ·
,
`

.
|

2
2
2

,
`

.
|
+ ·
2
1
Mr
I
a g
2
1
Mr
I
g
a
+
·

1
F
!

2
F
!
w
P
!
F
!
w
P
!
Considerando que o momento de inércia do cilindro tem a forma
2
2
Mr
I · ,
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 12 r omer o@f isica.uf pb.br 14
encontramos que
3
2g
a ·
b) Determine a tensão em cada cordão enquanto eles estão se desenrolando.
Mostramos anteriormente que:
2
2r
Ia
F ·
logo
6 3
2
2
1
2
2
2
Mg
F
g
r
Mr
F · ⇒ ·
Capítulo 12 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
46
As rodas A e B da figura a seguir estão conectadas por uma correia que não desli-
za. O raio da roda B é três vezes maior que o raio da correia A .
a) Qual seria a razão entre os momentos de inércia I
A
/ I
B
se ambas tivessem o
mesmo momento angular?
r
B
= 3 r
A
Como as duas rodas estão conectadas,
as velocidades das suas bordas serão
iguais, ou seja:
v
A
= v
B
ou seja:
B
A
B A
A
B
B
A
B B A A
w w
r
r
w
w
r w r w 3 3 · ∴ · · ⇒ ·
L
A
= I
A
w
A
L
B
= I
B
w
B
Como L
A
= L
B
3
1
· ∴ · ⇒ ·
B
A
A
B
B
A
B B A A
I
I
w
w
I
I
w I w I
b) Qual seria a razão entre os momentos de inércia I
A
/ I
B
se ambas tivessem a
mesma energia cinética de rotação?
Como K
A
= K
B
9
1
2
1
2
1
2
2 2
· ∴

,
`

.
|
· ⇒ ·
B
A
A
B
B
A
B B A A
I
I
w
w
I
I
w I w I
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 12 r omer o@f isica.uf pb.br 15
Capítulo 12 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
49
Um jogador de boliche principiante joga uma bola de massa M e raio R = 11cm na
pista, com velocidade inicial v
0
= 8,5m/s . A bola é arremessada de tal maneira que
desliza uma certa distância antes de começar a rolar. Ela não está girando quando
atinge a pista sendo o seu movimento puramente translacional. O coeficiente de atrito
cinético entre ela e a pista é 0,21 .
a) Por quanto tempo a bola desliza?
M
R = 11cm = 0,11m
v
0
= 8,5m/s
µ
C
= 0,21

0
v
!

SUP
v
!

1
2v
!

0
v
!

CM
v
!

1
v
!

0
v
!

INF
v
!
d
!

SUP
v
!

TRAN
v
!

ROT
v
!

CM
v
!
=
TRAN
v
!
+

INF
v
!

TRAN
v
!

ROT
v
!
Podemos visualizar o movimento da
bola como uma composição de movi-
mentos: rotação + translação , e desse
modo decompor as velocidades:
ROT TRAN
v v v
! ! !
+ ·
Cada parte da roda vai ter uma compo-
sição de velocidades peculiar, as partes
superior e inferior são os extremos de
diversidade:
v
S
= v
TRAN
+ v
ROT
v
I
= v
TRAN
- v
ROT
Quando a bola atinge a pista a veloci-
dade de rotação é nula, e ela só tem
velocidade de translação v
0
. À medida
que a bola começa deslizar, ela tam-
bém inicia a rotação, adquirindo veloci-
dade angular até alcançar o valor w
1
N
!

a
F
!
P
!
d
!
quando não mais desliza, tendo um movimento de rolamento sem deslizamento.
Os dois tipos de movimento (rotação + translação) obedecem às equações:
( )
( )
¹
¹
¹
'
¹
− ·
− ·

¹
¹
¹
'
¹
¹
¹
¹
'
¹
·
·
d a v v
t a v v
v v
v v
TRAN
TRAN
TRAN
TRAN
2
2
0
2
1
0 1
1 1
0 0
( )
( ) ( )( )
¹
¹
¹
'
¹
· ∴ · ⇒ − ·
· ∴ · · ⇒ + ·

¹
¹
¹
'
¹
¹
¹
¹
'
¹
· ·
·
L a v R R v w w
t a v t R R w v t w w
v R w v
v
ROT
ROT
ROT
ROT
2 2 2
0
2
1
2
1
2
0
2
1
1 1 1 0 1
1 1 1
0
θ α αθ
α α
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 12 r omer o@f isica.uf pb.br 16
Ao contrário do rolamento com deslizamento, neste caso as velocidades de
translação e rotação não estão conectadas diretamente. Isso só vai acontecer
quando cessar o deslizamento, e nesse ponto v
1
= w
1
R .
Para o movimento de translação, temos a segunda lei de Newton:
¹
¹
¹
'
¹
¹
¹
¹
'
¹
·
· −
⇒ · + +
TRAN a
a
Ma F
P N
a M N P F
0
!
! ! !
Mas
F
a
= µ
C
N = µ
C
M g ∴ a
TRAN
= µ
C
g
Para o movimento de rotação temos:
( )
ROT
CM CM CM
C a CM a
a
R
I
R
R
I
R
I
Mg F I R F
,
`

.
|
·
,
`

.
|
· · · ⇒ · ·
2 2
α α µ α τ

,
`

.
|
·
CM
C ROT
I
R
g a
2
µ
Considerando o que já foi mostrado, temos que:
0 1
1 0 1
0 1
1
v
a a
a
v
a
v v
a
v
t
t a v v
t a t R v
ROT TRAN
ROT
TRAN ROT
TRAN
ROT

,
`

.
|
+
· ∴

· · ⇒
¹
¹
¹
'
¹
¹
¹
¹
'
¹
− ·
· · α
ou seja:

,
`

.
|
+
·
+
·
CM
C
ROT TRAN
I
MR
g
v
a a
v
t
2
0 0
1 µ
Considerando que para a esfera
2
5
2
MR I
CM
· encontramos que:
g
v
t
C
µ 7
2
0
· = 1,18s
b) A que velocidade está se movendo quando começa a rolar?
g t
I
MR
g t a t R v
C
CM
C ROT
µ µ α
2
5
2
1
·
]
]
]
]

,
`

.
|
· · · = 6,07m/s
c) Qual a distância que ela desliza na pista?
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap 12 r omer o@f isica.uf pb.br 17
g
v v
a
v v
d d a v v
C TRAN
TRAN
µ 2 2
2
2
1
2
0
2
1
2
0 2
0
2
1

·

· ⇒ − · = 8,60m
d) Quantas revoluções fez antes de começar a rolar?
( ) ( )( ) L a v R R R w w w
ROT
2 2 2
2
1
2
1
2
0
2
1
· ∴ · ⇒ + · θ α αθ
( )
2
2 2
2
2
1
4
1
2 2
1
2
2
1
2
t
I
MR
g
R
t a
R
N R N t a
a
v
L
CM
C
ROT
ROT
ROT

,
`

.
|
· · ⇒ · · · µ
π π
π
R
gt
N
C
π
µ
8
5
2
· = 5,18rev
Versão preliminar
19 de setembro de 2002
Not as de Aula de Física
13. EQUILÍBRIO................................................................................................................. 2
CONDIÇÕES PARA O EQUILÍBRIO........................................................................................... 2
SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ....................................................................................... 3
10.................................................................................................................................. 3
15.................................................................................................................................. 3
19.................................................................................................................................. 4
25.................................................................................................................................. 5
27.................................................................................................................................. 6
34.................................................................................................................................. 7
35.................................................................................................................................. 8
39.................................................................................................................................. 8
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap13 r omer o@f i sica. uf pb. br 2
13. Equilíbrio
Condições para o equilíbrio
Diz-se que um corpo está em equilíbrio quando o seu momento linear e o seu mo-
mento angular são constantes, ou seja:
¹
¹
¹
'
¹
·
·
te cons L
te cons P
tan
tan
!
!
Quando as constantes mencionadas acima são nulas, diz-se que o corpo está em
equilíbrio estático. Nessa situação ele não está em movimento de translação e também
não está em movimento de rotação.
As condições expostas nas equações anteriores implicam que:
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· ·
· ·
0
0
EXT
EXT
dt
L d
F
dt
P d
τ
!
!
!
!
ou seja, para que um corpo esteja em equilíbrio estático devemos ter as seguintes condi-
ções satisfeitas:
¹
¹
¹
'
¹
·
·
0
0
EXT
EXT
F
τ
!
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap13 r omer o@f i sica. uf pb. br 3
Solução de alguns problemas
Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
10
Uma esfera uniforme de peso P e raio r é mantida no lugar por uma corda presa a
uma parede, sem atrito, situada a uma distância L acima do centro da esfera, con-
forme a figura a seguir.
a) Encontre a tensão na corda.
Como a esfera está em repouso,
temos que:
0 · + + N P T
! ! !
ou seja:
¹
¹
¹
'
¹
· −
· −
0 sen
0 cos
N T
P T
θ
θ
T
!
L
N
!
P
!
y
θ
T
!
N
!
P
!
Logo
P
L
r L
T
P
T P T

,
`

.
|
+
· ∴ · ⇒ ·
2 2
cos
cos
θ
θ
onde
2 2
cos
r L
L
+
· θ
b) Encontre a força exercida pela parede sobre a esfera.
P
L
r
N P N
T
T
P
N

,
`

.
|
· ∴ · ⇒ · θ
θ
θ
tan
cos
sen
onde
L
r
· θ tan
Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
15
Uma viga é transportada por três homens, estando um homem em uma das extremi-
dades e os outros dois sustentando a viga por meio de uma trave transversal, colo-
cada de modo que a carga esteja igualmente dividida entre os três homens. Em que
posição está colocada a trave transversal? (Despreze a massa dessa trave.)
Por exigência do enunciado, temos que:
F
1
= F
2
= F
3
= F
Eixo

1
F
!
P
!
x

3 2
F F
! !
+
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap13 r omer o@f i sica. uf pb. br 4
Como o corpo está em repouso a resul-
tante de forças é nula, logo:
F
1
+ F
2
+ F
3
- P = 0
O torque resultante também é nulo. Va-
mos considerar o torque em relação a
uma eixo que passa ao longo da trave
transversal. Desse modo:
( ) 0
2
1
·
,
`

.
|
− − − x
L
P x L F

2
F
!
P
!

1
F
!
x

3
F
!
Eixo
Da primeira equação encontramos que P = 3 F , e usando esse resultado na segun-
da equação:
( ) ( )
4
0 3
2
3
0
2
3
L
x x x
L
L x
L
F x L F · ∴ · − +
,
`

.
|
− ⇒ ·
,
`

.
|
− − −
Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
19
Duas esferas idênticas, uniformes e sem atrito, cada uma de peso P , estão em re-
pouso conforme mostra a figura à seguir.
a) Encontre, em termos de P , as forças que atuam sobre as esferas devido às su-
perfícies do recipiente.
θ = 45
0
F
12
= F
21
= F
P
1
= P
2
= P
Os dois corpos estão em repouso, logo
a resultante das forças que atuam em
cada um deles é nula.
¹
¹
¹
'
¹
· −
· − −
0 cos
0 sen
1
1
θ
θ
F T
e
F P N

12
F
!

2
T
!

1
N
!

2
P
!

21
F
!

1
T
!

1
P
!
¹
¹
¹
'
¹
· −
· −
0 cos
0 sen
2
T F
P F
θ
θ
Das equações acima encontramos que:
T
1
= T
2
= F cosθ

1
N
!
θ
1
T
!

21
F
!

1
P
!

12
F
!
θ

2
T
!

2
P
!
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap13 r omer o@f i sica. uf pb. br 5
e
N
1
- P - P = 0 ⇒ N
1
= 2 P
2
sen
P
P
F · ·
θ
P T an P F T · ⇒ · · θ θ cot cos
b) Encontre, em termos de P , as forças que atuam sobre as esferas devido uma à
outra, se a linha que une os centros das esferas faz um ângulo de 45
0
com a
horizontal.
2
sen
P
P
F · ·
θ
Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
25
Uma placa quadrada uniforme, pesando 50,0kg e tendo 2,0m de lado, está pendu-
rada em uma haste de 3,0m de comprimento e massa desprezível. Um cabo está
preso à extremidade da haste e a um ponto na parede situado 4,0m acima do ponto
onde a haste é fixada na parede, conforme mostra a figura a seguir.
a) Qual é a tensão no cabo?
M = 50kg
L
1
= 4,0m
L
2
= 2,0m
L
3
= 3,0m
Vamos considerar apenas as forças
que atuam na haste horizontal.
Como a placa é uniforme as forças P
1
e P
2
são tais que:
P
1
= P
2
= P / 2 = M g / 2
Vamos considerar o torque das forças
que atuam na haste, em relação a um
eixo perpendicular ao papel e que pas-
se no ponto onde a haste está presa na
parede.
L
1

V
F
!
T
!
θ
H
F
!

2
P
!

1
P
!
L
2
L
3
T senθ L
3
- P
2
L
3
- P
1
( L
3
- L
2
) = 0
( ) [ ] P
L
L L
T L L L
P
L T

,
`

.
| −
· ⇒ − + ·
θ
θ
sen 2
2
2
sen
3
2 3
2 3 3 3
Mas
( )
P
L L
L L L L
T
L L
L
]
]
]
]

+ −
· ⇒
+
·
3 1
2
3
2
1 2 3
2
3
2
1
1
2
2
senθ = 408,34N
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap13 r omer o@f i sica. uf pb. br 6
b) Qual é a componente vertical da força exercida pela parede sobre a haste?
Vamos considerar o torque das forças que atuam na haste, em relação a um eixo
perpendicular ao papel e que passe no ponto onde o cabo suspende a haste.
P
1
L
2
- F
V
L
3
= 0
3
2
3
2 1
2L
PL
L
L P
F
V
· · = 163,34N
c) Qual é a componente horizontal da força exercida pela parede sobre a haste?
Como a placa está em repouso, a resultante das forças que atuam nela é zero,
Segundo um eixo horizontal, as forças que atuam são tais que:

,
`

.
|
+
· · ⇒ · −
2
3
2
1
3
cos 0 cos
L L
L
T T F F T
H H
θ θ
Usando o resultado para T deduzido anteriormente, temos que:
P
L
L L
F
H

,
`

.
| −
·
1
2 3
2
2
= 245N
Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
27
Na figura a seguir, qual a magnitude da força F
!
, aplicada horizontalmente no eixo
da roda, necessária para fazer a roda ultrapassar um obstáculo de altura h ? Consi-
dere r como sendo o raio da roda e P o seu peso.
Na iminência da ultrapassagem do obstá-
culo, a roda perdeu o contato com o solo,
e as forças que atuam nela estão mostra-
das na figura ao lado. Como ainda não
existe movimento, a resultante é nula.
Logo:
F - N cosθ = 0
P - N senθ = 0
N
!
F
!
r θ r - h
h
P
!
θ
θ
θ
θ
tan
tan
cos
sen P
F
N
N
F
P
· ⇒ · ·
Mas
( )
P
h r
h rh
F
h rh
h r
h r r
h r
]
]
]
]



· ⇒


·
− −

·
2
2 2
2
2
2
tanθ
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap13 r omer o@f i sica. uf pb. br 7
Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
34
Uma barra não uniforme de peso P está suspensa em repouso, na horizontal, por
duas cordas sem massa, como mostra a figura a seguir. Uma corda faz um ângulo
θ = 36,9
0
com a vertical e a outra faz um ângulo ϕ = 53,1
0
, também com a vertical.
Se o comprimento L da barra é 6,1m , calcule a distância x entre a extremidade
esquerda da barra e o seu centro de gravidade.
θ = 36,9
0
ϕ = 53,1
0
L = 6,1m
Vamos calcular o torque das forças que
atuam na barra em relação a um eixo
perpendicular ao papel, e que passe por
um ponto da extremidade esquerda da
barra.
τ = P x - T
2
cosϕ L = 0

1
T
!
x
2
T
!
L ϕ
θ
P
!
ou seja:
L
P
T
x
,
`

.
|
·
ϕ cos
2
Por outro lado, como a barra está em repouso a resultante das forças que nela atuam
é nula:
¹
¹
¹
'
¹
· −
· − +
⇒ · + +
0 sen sen
0 cos cos
0
2 1
2 1
2 1
ϕ θ
ϕ θ
T T
P T T
P T T
! ! !
Da última equação temos que:

,
`

.
|
·
θ
ϕ
sen
sen
2 1
T T
e usando esse resultado na penúltima equação, encontramos:
P T T · +
]
]
]

,
`

.
|
ϕ θ
θ
ϕ
cos cos
sen
sen
2 2
ou seja:
{ ¦ θ θ ϕ θ ϕ sen sen cos cos sen
2
P T · +
( )
( )
P T P T
]
]
]

+
· ⇒ · +
θ ϕ
θ
θ θ ϕ
sen
sen
sen sen
2 2
Mas
( )
P
P
L
x L
P
T
x
]
]
]

+

,
`

.
|
· ⇒
,
`

.
|
·
θ ϕ
θ ϕ ϕ
sen
sen cos cos
2
logo
( )
L x
]
]
]

+
·
θ ϕ
θ ϕ
sen
sen cos
= 2,23m
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap13 r omer o@f i sica. uf pb. br 8
Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
35
Na figura a seguir, uma barra horizontal fina AB , de massa desprezível e compri-
mento L , é presa a uma dobradiça em uma parede vertical no ponto A e sustenta-
da em B , por um fio fino BC , que faz um ângulo θ com a horizontal. Um peso P
pode ser movido para qualquer posição ao longo da barra, sendo a sua posição defi-
nida pela distância x desde a parede até o seu centro de massa.
a) Encontre a tensão no fio.
Iremos considerar apenas as for-
ças que atuam na barra.
Vamos calcular o torque em rela-
ção a um eixo perpendicular à folha de
papel e que passe pelo ponto onde a
barra está presa á parede pela dobradi-
ça (ponto A)
Como a barra está em repouso o
torque em relação a qualquer eixo é
nulo, logo:
T senθ L - P x = 0
P
L
x
T
,
`

.
|
·
θ sen
C
T
!

V
F
!
B θ
H
F
!
A
x
P
!
L
b) Encontre a componente horizontal da força exercida sobre a barra pelo pino da
dobradiça em A .
Como a barra está em repouso a resultante das forças que nela atuam é nula. A
componente horizontal da resultante é:
P
L
x
F T F F T
H H H

,
`

.
|
· ∴ · ⇒ · −
θ
θ θ
tan
cos 0 cos
c) Encontre a componente vertical da força exercida sobre a barra pelo pino da do-
bradiça em A .
Vamos considerar, agora, o torque das forças em relação a um eixo perpendicu-
lar à folha de papel e que passe pelo ponto onde o fio está preso na barra (ponto
B).
( ) P
L
x
F P
x
x L
F L F x L P
V V V

,
`

.
|
− · ∴
,
`

.
| −
· ⇒ · − − 1 0
Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4
a
. edição
39
Uma tábua uniforme de comprimento L = 6,1m e peso P = 444,8N está em repou-
so no chão, encostada numa quina sem atrito, situada no alto de uma parede de altu-
ra h = 3,0m conforme a figura a seguir. A tábua permanece em equilíbrio para qual-
quer valor do ângulo θ ≥ 70
0
, mas escorrega para θ < 70
0
. Encontre o coeficiente
de atrito entre a tábua e o chão.
Pr of . Romer o Tavar es da Silva
Cap13 r omer o@f i sica. uf pb. br 9
θ é o ângulo limite para o deslizamento, e
isso significa que para esse ângulo a força
de atrito estático é máxima, logo
F
a
= µ
E
N
Pode-se perceber que os ângulos α e θ
são complementares, logo:
α = π/2 - θ
A força da quina na tábua é perpendicular à
tábua pois não existe atrito entre as duas.
T
!
α
α
N
!
h
P
!
θ
a
F
!
d
Como o corpo está em equilíbrio, a resultante de forças é nula e o torque resultante
também é nulo.
O torque em relação a um eixo que passe pelo ponto de apoio da escada no chão e
que seja perpendicular à folha de papel tem a forma:
-(T cosα ) h - (P senα) L/2 = 0
α
α
cos
sen
2h
PL
T ·
A resultante de forças tem a forma:
¹
¹
¹
'
¹
· + −
· + −
∴ · + + +
0 cos
0 sen
0
aE
aE
F T
N P T
F N P T
α
α
! ! ! !
ou seja:
α
α
µ
µ
α
α
sen
cos
sen
cos
T P
T
N
N
T P
T
N
F
E
E aE

· ∴ ·

·
e usando o resultado anterior para T , encontramos:
3981 , 0
cos
sen
2
1
sen
2
sen
cos
sen
2
cos
cos
sen
2
2
·

· ∴

,
`

.
|

,
`

.
|
·
α
α
α
µ
α
α
α
α
α
α
µ
h
L
h
L
h
PL
P
h
PL
E E

Versão preliminar 25 de março de 2002

Notas de Aula de Física
01. MEDIÇÃO ..................................................................................................................... 2 ALGUMAS UNIDADES FUNDAMENTAIS: ................................................................................... 2 ALGUMAS UNIDADES DERIVADAS: ......................................................................................... 2 O MUNDO DA FÍSICA ........................................................................................................... 3 AS DIVISÕES DA FÍSICA ....................................................................................................... 4 COMO RESOLVER PROBLEMAS DE FÍSICA .............................................................................. 5

Prof. Romero Tavares da Silva

01. Medição
Para expressar quantitativamente uma lei física necessitamos de um sistema de unidades. Do mesmo modo, para medir uma grandeza física é necessário definir a priori a unidade na qual esta grandeza será medida. Existe uma enorme quantidade de grandezas físicas, mas apenas algumas são consideradas fundamentais, sendo as demais derivadas delas. Tempo (segundo), espaço (metro), massa(quilograma) e carga elétrica(Coulomb) são exemplos de unidades fundamentais. Velocidade (metro/segundo), aceleração (metro/segundo2) e força (quilograma.metro/segundo2) são exemplos de unidades derivadas. Por razões históricas, o tempo foi a primeira quantidade a ser mensurada. Este conceito surge a partir da duração do dia, da presença da luminosidade do Sol; e a sua ausência: a noite. Com a evolução da humanidade e com os deslocamentos das comunidades surge o conceito de distância, de comprimento, de temperatura e etc. A partir da necessidade de quantificar as mercadorias para troca surge o conceito de peso, e mais tarde a noção de massa. Outras grandezas surgem com o avançar da tecnologia e o desenvolvimento do método científico tais como pressão, intensidade luminosa, potência, carga elétrica, corrente elétrica, campo eletromagnético, calor específico, entropia e etc. De certo modo, cada cultura tecnológica autônoma desenvolveu um próprio sistema de unidades. Mas a interação entre as sociedades, de certo modo impôs que existisse uma uniformização para que as trocas acontecessem de modo transparente e inteligível pata as partes. A Inglaterra medieval era praticamente isolada comercialmente do resto da Europa e isso contribuiu para que lá se estabelecesse um sistema de unidades diferente do restante: polegada, pé, milha, libra e etc. Algumas unidades fundamentais: Grandeza Sistema Internacional - SI Comprimento Metro - m Tempo Segundo - s Massa Quilograma - kg Carga elétrica Coulomb - C Algumas unidades derivadas: Grandeza Sistema Internacional - SI Velocidade m/s Aceleração m/s2 Força kg.m/s2 = Newton Energia kg.m2/s2 = Joule

CGS Centímetro - cm Segundo - s Grama - s

CGS cm/s cm/s2 g.cm/s2 = Dina g.cm2/s2 = Erg

Cap 01

romero@fisica.ufpb.br

2

Prof. Romero Tavares da Silva O mundo da Física A curiosidade do homem pode ser compreendida de várias maneiras: alguns dizem que vem de uma necessidade de sobrevivência, outros dizem que é uma forma de prazer ou, ainda, no pensamento religioso, que é uma forma de conhecer a Deus. Mas uma coisa não podemos negar: o homem é curioso! Por que as coisas caem? O Sol é uma bola de fogo? A Terra está parada? E a Lua, como ela fica lá em cima? Quando começou o tempo? Como surge o pensamento? Como surgiu a vida? Existe vida depois da morte?

Essas são perguntas que o homem vem se fazendo há muito tempo. Algumas sabemos responder, outras não. Algumas têm mais de uma resposta, a diferença está no método usado para respondê-las. Alguns métodos permitem conhecer o mundo que nos cerca, outros nos levam a ilusões sobre este mundo. Observe estes casos: HORÓSCOPO “A Lua energiza seu signo apesar de estar em fase com Saturno com o qual apresenta tensão. Você deve aproveitar as vibrações de mercúrio que completa hoje seu ciclo. Assim, curta hoje os seus amigos. Número de sorte 23.” ESPELHO, ESPELHO MEU VOCÊ SABIA? “Para vermos inteiramente nosso rosto num espelho plano é suficiente que ele tenha metade do tamanho (altura) do rosto. Tente observar este fato.”

Os trechos escritos nos quadros acima poderiam ser encontrados num jornal ou falados pela televisão. Freqüentemente encontramos frases que propõem, sugerem, ou mesmo ordenam que façamos, ou não façamos, certas coisas: “Não fume no elevador. Lei Municipal número tal”. Essa afirmação tenta nos dizer que se fumarmos no elevador estaremos sujeitos às penas da tal lei. Voltemos aos quadros. O primeiro nos diz algumas coisas a respeito da situação dos astros em que podemos, ou não, acreditar. Mais ainda, nos fala para “curtir” os nossos amigos, o que é bom, e, indiretamente, propõe que joguemos no número 23. Dentro do quadro encontramos palavras que parecem científicas: energizar, vibração. O texto usa essa linguagem para tentar nos convencer de que tudo que foi escrito é verdade. Mas os horóscopos são produtos da Astrologia que não é uma ciência. Suas definições não são exatas e variam de astrólogo para astrólogo. Na verdade o que foi dito é a opinião de quem fez o horóscopo e o astrólogo pode, ou não, acertar as suas previsões. No segundo quadro estamos no campo da ciência. Ele procura nos descrever um. Se uma pessoa, em qualquer lugar do mundo, seguir as instruções e se olhar num espelho que tenha, pelo menos, metade da altura do seu rosto, conseguirá ver o rosto por inteiro. Não estamos mais diante de uma opinião, mas sim de um fato, que pode ser verificado. Devemos ouvir o que as pessoas têm a dizer, porém devemos ser capazes de julgar o que foi dito. Não é porque “saiu no jornal” ou “deu na TV” que é verdade! Por outro lado, devemos ter cuidado, pois julgar não é discordar de tudo, o importante é fazer perCap 01 romero@fisica.ufpb.br 3

a partir de grandes descobertas. Para facilitar o seu estudo costuma-se dividi-la. Relatividade. e identifica qual o ramo da Física que trata de respondê-las. Romero Tavares da Silva guntas. surgiram novos ramos. PERGUNTAS QUEM RESPONDE .Por que o congelador fica na parte superior da geladeira? .O que ocorre com a naftalina. O quadro a seguir mostra algumas perguntas que podem surgir no nosso dia-a-dia. a Termodinâmica e o Eletromagnetismo. Curso de Física do 2º grau .Como um navio consegue boiar? ALGUNS CONCEITOS Força Espaço Inércia Tempo Velocidade Massa Aceleração Energia Densidade Calor Energia térmica Pressão Volume Dilatação Temperatura Mudanças de estado Raio de luz Reflexão Refração Lentes Espelhos . a tomar posições e a fazer julgamentos. Mecânica Quântica Mecânica Quântica Mecânica Quântica Mecânica Quântica Mecânica Quântica. Hoje é comum também dividir a Física em Clássica (antes de 1900) e Moderna (após 1900). que “some” do fundo da gaveta? TERMODINÂMICA .br 4 .ufpb. No século XX.Como funciona um termômetro? . Até o início do século as principais partes da Física eram: a Mecânica.Como se forma a nossa imagem num espelho? Cap 01 romero@fisica.Por que somos jogados para MECÂNICA frente do ônibus quando ele freia bruscamente? .Por que nos dias de chuva é mais difícil freiar um automóvel? .Capítulo 1 Telecurso 2000 As divisões da Física A Física estuda vários tipos de fenômenos da Natureza. entre eles: Física Atômica e Nuclear Física Atômica e Nuclear Física Atômica e Nuclear Física Atômica e Nuclear Física Atômica e Nuclear.Prof. A ciência e seus métodos podem nos ajudar a responder muitas perguntas.Como vemos os objetos? ÓPTICA . é ter curiosidade e ir em busca dos fatos e suas explicações. Os novos conceitos introduzidos neste século provocaram uma verdadeira revolução na Física.Como os óculos ajudam a melhorar a visão? .

a soma das quantidades de movimento antes e depois do choque deverá ter o mesmo valor.O que é.junho de 1998 Cap 01 romero@fisica.MECÂNICA .Capítulo 1 Telecurso 2000 Como resolver problemas de Física 1ª ETAPA: LER O PROBLEMA: É preciso saber ler.Capítulo 1 GREF . ser capaz de imaginar a cena que o enunciado descreve.Prof. mas podemos estar atentos aos detalhes para "visualizar" corretamente o que se está dizendo. Romero Tavares da Silva . Preste atenção que uma frase como "dar ré" indica o sentido do movimento do objeto em questão. 4ª ETAPA: INTERPRETE OS VALORES.O que é a corrente elétrica? . Se achar que há um erro. DESCONFIE DOS NÚMEROS!!! Existe uma coisa que se chama erro nas contas.Para que serve um fusível? . confira suas contas e o seu raciocínio.br 5 . Não queremos saber somente o número. quer dizer. O número deve nos dizer isso.O que são microondas? ELETROMAGNETISMO FÍSICA ATÔMICA FÍSICANUCLEAR Carga elétrica Corrente elétrica Campos elétricos Campos magnéticos Ondas eletromagnéticas Átomos Núcleos Fótons Elétrons Curso de Física do 2º grau .Grupo de Reelaboração do Ensino de Física Instituto de Física da USP . Se o número insistir em lhe dizer coisas absurdas. Com isso. Quer dizer. Olhando para ele você deve ser capaz de chegar a alguma conclusão. Pense bem no que o número está lhe dizendo e avalie se é uma coisa razoável. (A ETAPA MAIS IMPORTANTE!) Muito bem. considere a possibilidade de que aquilo que você esperava não ser realmente o que acontece na prática.O que compõe todas as coisas? . Procure indicar em seus esquemas informações básicas como o sentido e os valores envolvidos. Leituras de Física . você consegue montar as contas.ufpb. de fato. 3ª ETAPA: MONTE AS EQUAÇÕES E FAÇA AS CONTAS: Uma equação só faz sentido se você sabe o que ela significa. Nem sempre entendemos tudo o que está escrito. que pode nos levar a resultados errados. Sabemos que é possível resolver a nossa questão porque há a conservação da quantidade movimento total de um sistema. 2ª ETAPA: FAZER UM ESQUEMA: Fazer um esquema ou desenho simples da situação ajuda a visualizá-la e a resolvê-la. a luz? .Como funciona um chuveiro elétrico? . você achou um número! Mas ainda não resolveu o problema. mas também o que aconteceu.

.............................................. 7 32 .................................... 3 MULTIPLICAÇÃO DE VETORES........... 10 ....................... 4 Produto escalar ............................................................................. 5 SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ................................................................................................. 7 02 ............................................ 8 39 .................................................................................................................................................................... 10 51 ................................................................................................................................................... 2 MÉTODO ANALÍTICO ................................................................................ 7 06 ................................................................................................................................................. 3 Multiplicação de um vetor por um escalar................. 8 45 ............................................................Versão preliminar 6 de setembro de 2002 Notas de Aula de Física 02.................................................. 2 MÉTODO GEOMÉTRICO ........ 9 46 ........................................................................................................................................................................................................................................ VETORES E ESCALARES............................................................................................................................................................................................ 9 47 .................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 2 UM POUCO DE TRIGONOMETRIA..................................................... 4 Produto vetorial ....................

! ! A soma desses dois vetores pode ser a b efetuada usando-se a regra do paralelogramo. o efeito resultante será ! igual à atuação de uma única força que seja a ! ! a soma vetorial das duas forças mencionab c das. Usamos basicamente de dois modos de representar os vetores.ufpb. Vetores e escalares Algumas grandezas físicas ficam completamente definidas quando informamos um número e uma unidade. Os vetores são representados por setas. encontramos que: senθ = sen 2 θ + cos 2 = 1 senθ c cos α = tan θ = = cot α = cos θ a sen α Método geométrico No método geométrico. A necessidade dessa informação complementar . Se dissermos que a velocidade de um automóvel é de 50km/h não definimos completamente a informação. Romero Tavares da Silva 02. o método geométrico e o método analítico. Não foi dito em que direção e sentido esse corpo se movimentava. O teorema de Pitágoras diz que: a2 = b2 + c2 As funções seno e cosseno são definidas como: c c = cos α a b cos θ = = sen α a E do Teorema de Pitágoras. Um pouco de trigonometria Vamos considerar um triângulo retângulo com hipotenusa a e catetos b e c respectivamente.br 2 α a θ b . mas não é adequado para a operações com diversos vetores. A temperatura é uma grandeza escalar. Método geométrico A força é uma grandeza vetorial.Prof. Quando dizemos que a temperatura de uma pessoa é 370C a informação está completa. e costuma-se representar um vetor com módulo maior que outro por uma seta de tamanho maior.direção e sentido .caracteriza a velocidade como um vetor. ! ! ! c =a+b Cap 02 romero@fisica. a visualização dos vetores fica mais óbvia. Quando consideramos duas forças atuando sobre um dado corpo.

como foi antecipado na figura anterior. definido pelos eixos x ! e y . Vamos considerar um sistema de coordenadas bidimensional.ufpb. O vetor a tem componentes cartesianas ax e ay que tem a forma: y ax = a . como mostrados na figura ao lado. Romero Tavares da Silva Método analítico O método analítico consiste basicamente em definir um sistema de coordenadas cartesianas e decompor os vetores segundo as suas componentes nestes eixos. Cap 02 romero@fisica. para expressar as relações que existem entre as diversas grandezas. A soma de dois vetores será então definida como: " ! ! c =a+b ou seja: ! c = iˆc x + ˆc y j onde c x = a x + b x  e  c = a + b y y  y ! a = iˆa x +  e ! b = iˆb + x  ˆa j y ⇒ ˆb j y ! c = iˆ (a x + b x ) + ˆ (a y + b y ) j onde Multiplicação de vetores As operações com vetores são utilizadas de maneira muito ampla na Física. Desse modo: ! a = iˆa x + ˆa y j onde iˆ e ˆ são vetores unitários (ou versores) que apontam nas direções dos eixos x j e y respectivamente e têm módulos iguais a um. cosθ ay = a .br 3 . senθ Ou de maneira inversa: a = a +a 2 x 2 y ! a ay θ ax x tan θ = ay ax Uma maneira de representar vetores é através de suas componentes num dado sistema de coordenadas.Prof.

Terá mesmo sentido se k for positivo e sentido contrário se k for negativo. ou vice-versa.d = Fd cos θ Usando o conceito de vetor unitário encontramos que: iˆ ⋅ iˆ = iˆ iˆ cos 0 0 = 1 ˆ⋅ j =1 j ˆ ˆ ˆ k ⋅k =1 e de modo equivalente: iˆ ⋅ ˆ = iˆ ˆ cos 90 0 = 0 j j iˆ z ˆ k ˆ j y ˆ iˆ ⋅ k = 0 x ˆ⋅k = 0 j ˆ Podemos utilizar a decomposição de um vetor segundo as suas componentes cartesianas e definir o produto escalar: Cap 02 romero@fisica.Prof. Produto escalar ! Define-se o produto escalar de dois vetores a e ! b como a operação: ! ! a ⋅ b = ab cos ϕ onde ϕ é o ângulo formado pelos dois vetores. ! a ! ka ! a ϕ ! b Podemos dizer que o produto escalar de dois vetores é igual ao módulo do primeiro vezes a componente do segundo no eixo determinado pelo primeiro.ufpb. Definimos a multiplicação mencionada como: ! ! b = ka ! ! O vetor k a tem a mesma direção do vetor a .br 4 . Romero Tavares da Silva Multiplicação de um vetor por um escalar ! ! Sejam dois vetores a e b e um escalar k. Isso pode-se resumir na propriedade : ! ! ! ! a ⋅b = b ⋅a Uma aplicação do produto escalar é a definição de trabalho W executado por uma força constante que atua ao longo de um percurso d: ! ! W = F .

ufpb. e assim poderemos calcular o ab ângulo entre os dois vetores. temos que cos ϕ = .br 5 . ! c ! b ϕ ! a a x b x + a y by + az bz 2 2 2 a x + a y + a z b x2 + b y2 + b z2 ! Uma aplicação do produto vetorial é a definição da força F que atua em uma car! ga elétrica q que penetra com velocidade v numa região que existe um campo magnéti! co B : ! ! ! F = qv ×B ou ainda: F = q v B senϕ Cap 02 romero@fisica.Prof. em função de suas componentes cartesianas: cos ϕ = Produto vetorial ! Define-se o produto vetorial de dois vetores a e ! b como a operação: ! ! ! c = a×b e módulo c é definido como: c = ab sen ϕ ! onde c é um vetor perpendicular ao plano defino pe! ! los vetores a e b e ϕ é o ângulo formado por esses dois últimos dois vetores. Romero Tavares da Silva ! ˆ a = iˆa x + ˆa y + ka z j ! ˆ b = iˆb x + ˆb y + kb z j ! ! ˆ ˆ a ⋅ b = iˆa x + ˆa y + ka z ⋅ iˆb x + ˆb y + kbz j j e portanto: ! ! a ⋅ b = a x b x + a y by + a z bz ( )( ) Fica fácil perceber que: ! ! 2 2 a ⋅ a = a 2 = a x + a y + a z2 !! ! ! a.b Como a ⋅ b = ab cos ϕ .

podemos definir o produto vetorial como: ! ! ! ˆ ˆ c = a × b = iˆa x + ˆa y + ka z × iˆb x + ˆb y + kb z j j ( )( ) e usando os resultados dos produtos vetoriais entre os vetores unitários. encontramos que o produto vetorial pode ser expresso como o determinante da matriz definida a seguir:  iˆ ! ! !  c = a × b =  ax   bx  ˆ j ay by ˆ k  az   bz   Cap 02 romero@fisica. encontramos que: ! ˆ c = iˆ(a y b z − a z b y ) + ˆ(a z b x − a x bz ) + k (a x b y − a y b x ) j Usando as propriedades de matrizes. Romero Tavares da Silva Usando a definição de produto vetorial.br 6 .ufpb. encontramos que: iˆ × ˆ = k = − ˆ × iˆ j ˆ j ˆ ˆ ˆ j j × k = iˆ = −k × ˆ ˆ ˆ ˆ k × iˆ = j = −iˆ × k ˆ ˆ ˆ ˆ iˆ × iˆ = j × j = k × k = 0 x iˆ z ˆ k ˆ j y De modo genérico.Prof.

27  y Cap 02 romero@fisica.ufpb. Romero Tavares da Silva Solução de alguns problemas Capítulo 3 . Resnick e Walker .Prof.Halliday. O vetor b está diri06 gido para 350 a Oeste do Norte e tem módulo 4 unidades. Construa os diagramas ! ! ! ! vetoriais para ! a + b e b . Resnick e Walker .Halliday.29 b = b cos θ == 4 cos 35 0 = 3. Estime o módulo e a orientação dos vetores ! ! ! a + b e a .br y ! b θ Oeste ! a Leste x 7 . edição ! ! 02 Quais são as propriedades dos vetores a e b tais que: ! ! ! a) a+b =c e a+b=c Temos que: ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! c ⋅ c = a + b ⋅ a + b = a ⋅ a + b ⋅ b + 2a ⋅ b ou seja: c 2 = a 2 + b 2 + 2ab cos θ ( )( ) ! c ! a ! a ! b θ ! b Para que c = a + b é necessário que θ = 0 pois c2 = a2 + b2 + 2ab = (a + b)2 ! ! Portanto a b ! ! ! ! a+b =a−b Da equação acima.4a. edição ! ! O vetor a tem módulo de 3 unidades e está dirigido para Leste. ! a = iˆa x  ! ˆ j b = i b x + ˆb y  a x = a = 3  0 b x = −b senθ = −4 sen 35 = −2. temos que: ! ! ! ! ! ! a − a = b + b ∴ 2b = 0 ∴ b = 0 c) Como c 2 = a 2 + b 2 + 2ab cos θ .a . para que devemos ter c = a + b + 2ab = (a + b) 2 2 2 2 b) ! ! ! a+b =c e a2 + b2 = c 2 ! b θ ! a θ = ! ! π portanto a ⊥ b 2 Capítulo 3 .4a.b a partir desse diagramas.

1 = 1 e iˆ ⋅ ˆ = iˆ ˆ cos 90 0 = 1.1.21 Capítulo 3 . Resnick e Walker . Cap 02 romero@fisica.0 = 0 j j Os outros itens seguem-se como extensão desses anteriores.1.29 dy = 3.29 . ! ! ! ! (a + b )⋅ (a − b ) = a 2 − b2 = 0 ⇒ a=b Capítulo 3 .29 = 0. edição Prove que dois vetores devem ter o mesmo módulo para que sua soma seja perpen32 dicular á sua diferença.4a.4a.27 2 d = d x + d y2 = 6.34 b) ! ! ! d = b −a d x = b x − a x  d y = b y − a y dx = -2.27 2 2 c = c x + c y = 3.3 = -5.Prof.Halliday. Romero Tavares da Silva a) ! ! ! c =a+b c x = a x + b x  c y = a y + b y cx = 3 .71 cy = 3. Resnick e Walker .Halliday. onde θ é o ângulo formado pelos vetores.ufpb.2. edição 39 Mostre que num sistema de coordenadas destrógiro: iˆ ⋅ iˆ = ˆ ⋅ ˆ = k ⋅ k = 1 j j ˆ ˆ e iˆ ⋅ ˆ = ˆ ⋅ k = k ⋅ iˆ = 0 j j ˆ ˆ ! ! A definição de produto escalar é tal que: a ⋅ b = a b cos θ . Logo: iˆ ⋅ iˆ = iˆ iˆ cos 0 0 = 1.br 8 .

b2 Podemos concluir que: ! ! ! c +a+b =0 ! ! ! ! ! ! c ⋅c + c ⋅b + c ⋅a = 0 logo: c2 = a2 + b2 Capítulo 3 .a c cosθ = -a c (a/c) = .Prof. Resnick e Walker .Halliday. Romero Tavares da Silva Capítulo 3 .b c cosα = .4a.ufpb. edição 46 Para o problema anterior. edição 45 A soma de três vetores é igual a zero.4a. Calcule: ! ! a) a ⋅ b = ? ! ! π a ⋅ b = a b cos = 0 2 ! ! b) a ⋅ c = . calcule: ! ! a) a × b = ? Suponhamos que o eixo z seja! perpendicular ao pla! no definido pelos vetores a e b .z a c (b/c) = .br 9 .z ) a c senθ = .b c (b/c) = .z a b ! ! b×c =? ! ! b × c = b c senα ! ! ˆ ˆ b × c = z b c senα = z b c (a/c) ! ! ˆ b×c = z a b ! c ! b ! c θ ! a α ! b β ! a θ ! a c) ! b ! c α Cap 02 romero@fisica. como mostra a figura. ! ! ˆ ˆ a × b = z a b sen(π/2) = z a b ! ! b) a × c = ? ! ! a × c = a c senθ ! ! ˆ ˆ ˆ a × c = (.a2 c) ! ! b ⋅ c = . Resnick e Walker .Halliday.

edição 51 ! ! a) a × b =?  iˆ ˆ k  j ˆ  ! !  ˆ ˆ a × b =  3 5 0  = k (3. resolvido anteriormente.4 − 5.2 + 5.Prof. edição 47 Produto escalar em função das coordenadas: Suponha que dois vetores sejam representados em termos das coordenadas como: ! ! ˆ ˆ a = iˆa x + ˆa y + ka z e b = iˆb x + ˆb y + kb z j j mostre que: Por definição temos que: ! ! ˆ ˆ a ⋅ b = iˆa x + ˆa y + ka z ⋅ iˆb x + ˆb y + kb z j j ! ! a ⋅ b = a x b x + a y by + a z bz ( )( ) Usando os resultados do problema 39.4a. Resnick e Walker . Romero Tavares da Silva Capítulo 3 .br 10 .Halliday.2 + 9.4a. temos a resposta pedida.4 = 26 c) ! ! ! (a + b )⋅ b =? ! (a + b )⋅ b = (5iˆ + 9 jˆ)⋅ (2iˆ + 4 jˆ)= 5. Calcule: j j Cap 02 romero@fisica. ! ! a ⋅ b = a x b x + a y by + a z bz Capítulo 3 .ufpb. Resnick e Walker .Halliday.4 = 46 ! ! ! ! Dois vetores são dados por a = 3iˆ + 5 ˆ e b = 2iˆ + 4 ˆ .2) = 2k   2 4 0   ! ! b) a ⋅ b =? ! ! a ⋅ b = 3.

................................................................................................................................................................................................. 15 78 .................................................................................................................................................... 6 ACELERAÇÃO DE QUEDA LIVRE ....................................................................................................... 3 ACELERAÇÃO ........ 8 19 ................................................. 7 SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ............................................ 15 79 ................................................................................................................................ 2 POSIÇÃO E DESLOCAMENTO .... 12 45 ........................................................... 17 ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 14 61 ............................................................ 8 15 .................................................................................................... 16 82 ............................ 11 43 ................................. 3 VELOCIDADE INSTANTÂNEA E VELOCIDADE ESCALAR ........................................................................................................................................... 13 57 .............Versão preliminar 6 de setembro de 2002 Notas de Aula de Física 03........................................................UM CASO ESPECIAL ............................................................. 14 69 ........................................................... 4 Exemplo: ................................ MOVIMENTO RETILÍNEO ............................. 10 34 ..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 12 54 .................................................................................................................................................................................................................................. 11 41 ......................................................... 11 38 ............................................................................................................................................................................... 2 VELOCIDADE MÉDIA E VELOCIDADE ESCALAR MÉDIA .................. 4 ACELERAÇÃO CONSTANTE ...............................................................................................

ufpb. de tal maneira que rotações e vibrações não estarão envolvidas em seu movimento. Se estivéssemos deitado em uma cama de um vagão de um trem dormitório. Mas não está em repouso em relação à Lua. Em resumo: vamos tratar como pontos materiais (ou partículas) os corpos que tenham apenas movimento de translação. Daí concluirmos que movimento (ou repouso) é uma característica de um corpo em relação a um certo referencial específico Quando um objeto real está em movimento. Romero Tavares da Silva 03. Acontece. E de fato. um objeto sem dimensões. que em diversas situações o fenômeno mais importante é a translação. O deslocamento ∆x é uma medida da diferença entre as posições inicial xi que a partícula xi P ocupou e a sua posição final xf ∆x = xi . todos os objetos do quarto ainda nos pareceriam parados. sem incorrer em grande erro. Quando estamos deitados em nossa cama. Devemos ainda considerar que corpos que apresentam apenas o movimento de translação podem ser estudados como partículas. tudo está em repouso em relação ao nosso corpo. Desse modo. apesar desse conjunto se mover em relação aos trilhos. porque todas as partes do corpo com esse movimento descreverão a mesma trajetória. ou ao Sol. o estudo ainda pode ser mais simplificado porque matematicamente. podemos isolar este tipo movimento e estudá-lo como o único existente. Vamos considerar que esse movimento x componha-se de uma trajetória retilínea que tem como posição inicial o ponto P com coordenada xi xf no instante ti e posição final com coordenada xf no instante tf . Mesmo corpos que aparentemente estão em repouso.xf e o intervalo de tempo é expresso como: ti ∆t = tf . e o caso mais simples será quando ele apresentar um movimento retilíneo. Movimento retilíneo Vivemos num mundo que tem com uma das principais característica o movimento. Se fôssemos sempre considerar essas características.ti Cap 03 romero@fisica.br Q xf Q α tf t 2 . só estão neste estado em relação a um certo referencial. o movimento de um corpo seria sempre um fenômeno bastante complicado de se estudar. Posição e deslocamento A localização de uma partícula é fundamental P para a análise do seu movimento. além de sua translação ele também pode tanto girar quanto oscilar. uma partícula é tratada como um ponto. O seu movimento xi é completamente conhecido se a sua posição no espaço é conhecida em todos os instantes. Num estágio inicial. tudo à nossa volta parece estar em repouso.Prof.

enquanto que deslocamento é a diferença entre as posições inicial e final da partícula no intervalo de tempo considerado. A velocidade escalar média é definida como a razão entre a distância percorrida e o tempo gasto no percurso: v = distância percorrida ∆t Se uma viagem entre duas cidades distantes de 120km durou 1. Percurso é a distância percorrida por uma partícula num certo intervalo de tempo. Romero Tavares da Silva À medida que o intervalo de tempo ∆t diminui o ponto Q se aproxima do ponto P. Velocidade instantânea e velocidade escalar A velocidade instantânea v nos dá informações sobre o que está acontecendo num dado momento. Essa distância seria o deslocamento. de modo que só existirá uma diferença marcante entre as velocidades média e escalar média nos movimentos bidimensional ou tridimensional. quando o ponto Q tende ao ponto P . que foi definido anteriormente. Assim. na figura anterior.Prof. Na vida cotidiana essa informação é suficiente para descrever uma viagem. Podemos analisar um movimento de diversas maneiras. ou seja v = tanα . No limite quando ∆t → 0 . No movimento unidimensional percurso e deslocamento são conceitos praticamente idênticos.5h nós dizemos que o percurso foi vencido com uma velocidade escalar média de 80km/h .br 3 . Já a velocidade média é definida como a razão entre o deslocamento e o tempo necessário para esse evento. a velocidade instantânea em um dado ponto do gráfico espaço versus tempo é a tangente à curva neste ponto específico. dependendo da sofisticação dos nossos instrumentos de medida.ufpb. ∆x v = ∆t Para calcularmos a velocidade média da viagem entre as duas cidades. a reta que os une passa a coincidir com a própria tangente à curva no ponto Q . Velocidade média e velocidade escalar média A velocidade de uma partícula é a razão segundo a qual a sua posição varia com o tempo. deveríamos saber a distância em linha reta entre elas. Ela é definida como: v = Lim ∆t → 0 ∆x dx = dt ∆t Cap 03 romero@fisica.

Aceleração constante . No movimento retilíneo e uniforme a partícula se move com velocidade constante. Ela nos dá informações de como a velocidade está aumentando ou diminuindo à medida que o corpo se movimenta.Prof.br 4 . a velocidade média representa o que aconteceu entre o início e o fim de uma viagem.um caso especial O exemplo anterior do movimento de um automóvel que varia a sua velocidade é uma situação típica de translação com aceleração constante em alguns trechos e nula em outros. Para analisar a variação da velocidade durante um certo intervalo de tempo ∆t nós definimos a aceleração média deste intervalo como: a = vf − vi ∆v = tf − ti ∆t Quando queremos saber o valor da aceleração em cada instante do intervalo considerado. Romero Tavares da Silva Como foi mencionado.vi > 0 ⇒ a = 〉0 ∆t Se o corpo estiver diminuindo a sua velocidade a sua aceleração será negativa. Colecionando as velocidades instantâneas de cada um dos momentos temos uma informação completa de como variou a velocidade ao longo de toda viagem. A velocidade escalar é o módulo da velocidade é a velocidade sem qualquer indicação de direção e sentido. Portanto a equação que define este tipo de movimento é: X=vt Aceleração A aceleração de uma partícula é a razão segundo a qual a sua velocidade varia com o tempo. No instante inicial t0 a partícula se Cap 03 romero@fisica. deveremos calcular a aceleração instantânea: a = Lim t 0 ∆ → ∆v dv = dt ∆t Quando um corpo em movimento está aumentando a sua velocidade temos que a sua aceleração será positiva pois: ∆v Vf > vi ⇒ ∆v = vf . entre um instante inicial t0 e um instante posterior t . Já a velocidade instantânea em um dado momento representa o que aconteceu naquele momento.ufpb. Vamos considerar o movimento com velocidade constante de uma partícula. A sua característica é que a velocidade em qualquer instante é igual à velocidade média.

podemos usar a definição de aceleração média que é a própria aceleração constante neste caso presente: a=a = ou seja: ou ainda v − v0 t − t0 v = v 0 + a(t − t 0 ) (t − t ) = 0 v −v0 a Usando este valor de v na equação que define x .Prof. A velocidade média da partícula neste intervalo entre t0 e t é dada por: v = x − x0 v + v 0 = t − t0 2 onde a última igualdade é válida apenas para movimentos com aceleração constante. Romero Tavares da Silva encontrava na posição inicial x0 com velocidade inicial v0 e no instante t ela se encontrava na posição x com velocidade v .t0 ) na equação que define x encontraremos:  v + v 0  v − v 0  x = x0 +     2  a  ou seja: 2 v 2 −v0 x − x0 =   2a      e finalmente: Cap 03 2 v 2 = v 0 + 2a(x − x 0 ) romero@fisica. como esse caso específico. encontraremos:  t − t0   t − t0  x = x0 + v 0   + [v 0 + a(t − t 0 )]   2   2  e rearrumando os vários termos teremos: x = x 0 + v 0 (t − t 0 ) + 1 2 a(t − t 0 ) 2 Usando o valor de ( t . Podemos colocar as equações anteriores com a seguinte forma que define x : v + v0  x = x 0 + v (t − t 0 ) = x 0 +  (t − t 0 )  2  Como a aceleração é constante.br 5 .ufpb.

poderíamos estender facilmente os resultados anteriores para as seguintes equações vetoriais: 1! 2  ! ! !  r = r 0 + v 0 t + 2 at ! ! !  v = v 0 + at  ! ! ! v 2 = v 2 + 2a ⋅ (r − r ) 0 0   onde fizemos o instante inicial t0 = 0 . com aceleração constante nas três direções. A última equação é conhecida como equação de Torricelli. Exemplo: Um motorista viaja ao longo de uma estrada reta desenvolvendo uma velocidade de 15m/s quando resolve aumentá-la para 35m/s usando uma aceleração constante de 4m/s2 . Romero Tavares da Silva Se estivéssemos considerando um movimento tridimensional. 700 600 500 400 40 35 30 25 20 15 x 300 200 10 100 0 0 5 10 15 20 25 30 35 v 5 0 0 5 10 15 20 25 30 35 t 6 4 2 0 -2 0 5 10 15 20 25 30 35 t a -4 -6 -8 -10 -12 t Cap 03 romero@fisica. v versus t e a versus t para o todo o movimento mencionado.Prof. Trace os gráficos de x versus t . quando resolve diminui-la para 5m/s usando uma aceleração constante de 10m/s2 .br 6 . Permanece 10s com essa velocidade.ufpb.

Para a aceleração. Iremos usar valor de g =9. um corpo que cai próximo à Terra.gt e também: 2 ˆ ˆ ˆ v 2 = v 0 + 2 − kg ⋅ kz − kz 0 2 v 2 = v 0 − 2g (z − z 0 ) ( ) ( )( ) Esta última equação é conhecida como equação de Torricelli. temos que: ˆ ˆ ˆ kv = kv 0 + − kg t ou seja: v = v0 . para a situação do movimento de queda livre. temos que: ! ! ˆ a = g = −kg Para o espaço percorrido. temos que: 1 ˆ ˆ ˆ ˆ kz = kz 0 + kv 0 t + − kg t 2 2 z = z0 + v 0 t − gt 2 2 z ! g ( ) Para a velocidade desenvolvida pela partícula. Cap 03 romero@fisica. Romero Tavares da Silva Tabela associada ao exemplo: Intervalo 0 → 5s 5s → 10s 10s → 20s 20s → 23s > 23s Aceleração Nula Positiva Nula Negativa Nula Velocidade Constante Reta ascendente Constante Reta descendente Constante Espaço Reta ascendente Parábola com concavidade voltada para cima Reta ascendente Parábola com concavidade voltada para baixo Reta ascendente Aceleração de queda livre Podemos particularizar o conjunto de equações vetoriais anteriormente deduzidas.ufpb.8m/s2 .Prof. e considerar o eixo z apontando para cima da superifície da Terra.br 7 . se comporta como se a superfície fosse plana e a aceleração da gravidade g fosse constante. Para todos os efeitos práticos.

) Vamos considerar d = 60km e d1 a distância que o trem da direita viaja enquanto o pássaro decola dele e atinge o tem da esquerda e t1 o tempo gasto nesta primeira viagem.Halliday. no mesmo trilho.. temos D3 d3 d = 2d1 + 2d2 + ( d3 + D3 ) Cap 03 romero@fisica. Para a primeira viagem do pássaro. e assim por diante. temos: d1 t1 = d v +vp d2 D2 d = 2d1 + ( d2 + D2 ) = 2vt1 + ( vpt2 + vt2 ) t 2 (v + v p ) = d − 2vt 1 = d − 2v  1 − 2v  v +v p       d 2v = d 1 −  v +v v +vp p          t2 = d v +vp  2v ∴ t 2 = t 1 1 −  v +v p  Para a terceira viagem.Prof. que voa a 60km/h .br 8 . A velocidade de cada trem é v = 30km/h e a velocidade do pássaro é vp = 60km/h . parte da frente de um trem para o outro. edição 15 Dois trens trafegam. Resnick e Walker . cada um com uma velocidade escalar de 30km/h . Quando estão a 60km de distância um do outro. temos: d D1 d = D1 + d1 = vpt1 + vt1 = ( vp + v )t1 ⇒ Para a segunda viagem. Alcançando o outro trem ele volta para o primeiro.4a. Romero Tavares da Silva Solução de alguns problemas Capítulo 2 .ufpb. um em direção ao outro. (Não temos idéia da razão do comportamento deste pássaro. um pássaro.

br 9 . já mostramos que:  2v t 2 = t 1 1 −  v +v p  t1 = Podemos inferir então que:  2v   t N = t N −1 1 −  v +v  p   ou seja:  2v   t N = t 1 1 −  v +v  p   N −1 d v v v v − 2t 1 − 2t 2 = t 1 − 2t 1 − 2t 2 v +vp v +vp v +vp v +vp v +vp  v v  2t t 2t − 2 v +v = 2 − 2 v +v p p          60 2 d = = h = 40 min v + v p 30 + 60 3 Concluímos que tN é o ene-ésimo termo de uma progressão geométrica cujo 2v 2.2d2 ∴ vt3 + vpt3 = d .2d1 .30 2 1 primeiro termo a1 = t1 = 40min e razão q = 1 − = 1− = 1− = . por isso serão necessárias um número infinito de viagens de um trem para o outro. b) Qual a distância total percorrida pelo pássaro? O tempo necessário para o percurso será a soma dos termos da progressão: a1 (1 − q N ) 1− q e quando |q| < 1 e N tende a infinito: S= Cap 03 romero@fisica.2vt2 t3 = ou ainda  2v t 3 = t 1 1 −  v +v p  ou seja:  2v t 3 = t 2 1 −  v +v p  Por outro lado. v +vp 30 + 60 3 3 a) Quantas viagens o pássaro faz de um trem para o outro. Romero Tavares da Silva d3 + D3 = d . até a colisão? As viagens do pássaro ficarão cada vez com um percurso menor até tornarem-se infinitesimais.2vt1 .Prof.ufpb.

A3 é a área do paralelogramo que tem como base (1012) e A4 é a área do retângulo que tem como base (11-16). mas que no entanto perde-se todo o detalhamento dos acontecimentos.Halliday. edição 10 v(m/s) 19 Qual a posição final de um corredor. cujo gráfico velocidade x tempo é dado pela figura ao lado.br 10 . A2 é a área do retângulo que tem com base (2-10) . Resnick e Walker .30 Esse tempo t é aquele que o pássaro tem para as suas viagens. 1h = 60km Uma forma direta de resolver este problema.4a. Romero Tavares da Silva v + vp t1 = t1   2v 2v  v +vp t=   d =  v + v p    v + v p   2v   d =  2v  S= a1 = 1− q ou seja d 60 = = 1h 2 v 2. 16 segundos após ter começado a correr? A distância percorrida por uma partícula é a área abaixo da curva num gráfico v versus t .30 Dp = vpt = 60km/h . por exemplo: Método 1: 8 6 4 2 0 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 t(s) Área = d = ∫ dx = ∫ v dt xi ti xf tf d = Área = A1 + A2 + A3 + A4 onde A1 é a área do triângulo que tem como base (0-2).Prof.ufpb. d= 1  (2x 8) + (8 x8 ) +  1 (2 x 4) + (2x 4) + (4 x 4)  2 2  d = 100m Cap 03 romero@fisica. Podemos demonstrar a afirmação anterior de vários modos. logo a distância percorrida será: Dp = vp t = 60km Capítulo 2 . é calcular o tempo necessário para a colisão dos dois trens: d 60 d = ( v + v ) t = 2vt ⇒ t = = = 1h 2 v 2.

t = = a 50 m / s 2 2 t = 0.Halliday. Capítulo 2 . edição A cabeça de uma cascavel pode acelerar 50m/s2 no instante do ataque. partindo do repouso. Supondo que a aceleração da aeronave seja constante e que a pista seja de 1.8m/s2 temos que a = 0. edição 41 Um carro a 97km/h é freiado e pára em 43m . também pudesse imprimir essa aceleração. e calcular as distâncias correspondentes.br 11 . para freiar é de 400ms . qual o valor mínimo desta aceleração? v = 360km/h 2 2 2 d = 1.7 m/s d = 43m v=0 b) Qual é o tempo de frenagem? Se o seu tempo de reação treação . Se um car34 ro.54s Capítulo 2 .ufpb.4s T = t + treação T= 3. 10-3s = 0.at ∴ t = v0/a ou seja: t = 3.Prof. Resnick e Walker .2ad ∴ a = (v0)2/2d = 8. da desaceleração) em unidades SI e em unidades g ? Suponha que a aceleração é constante. Resnick e Walker . a) Qual o módulo da aceleração (na verdade. edição 38 Um jumbo precisa atingir uma velocidade de 360km/h para decolar.8km v = (v0) + 2ad ∴ a = v /2d v0 = 0 2 2 a = 36000 km/h = 2. a quantos "tempos de reação" corresponde o tempo de frenagem? v = v0 .8km .4a.Halliday. Romero Tavares da Silva Método 2: Usar as equações da cinemática diretamente para cada percurso. em quanto tempo atingiria a velocidade de 100km/h ? 10 3 m v = 100km/h = 10 ≅ 27m/s 3600s 27 m / s v v = v0 + at .62s Cap 03 romero@fisica. Resnick e Walker .7 m/s se g = 9.4a.4a. v2 = (v0)2 .Halliday.27 g Capítulo 2 .84 g v0 = 96km/h = 26.28m/s2 Se g = 9.8m/s2 teremos a = 0.22s treação = 400ms = 400 .

Romero Tavares da Silva Capítulo 2 .92m/s2 (suponha constante).Prof.5m c) Faça os gráficos x versus t e v versus t para a desaceleração.4. em quanto tempo esse carro conseguirá parar? v = v0 .Halliday. um posto policial.2 a = 5. edição 43 Em uma estrada seca.6ms . edição 45 Os freios de um carro são capazes de produzir uma desaceleração de 5.2s Cap 03 romero@fisica.v)/a = 16. qual o tempo mínimo necessário para reduzir a velocidade até o limite permitido de 80km/h ? v = v0 .2.6 .6 m/s v=0 v(t) = 24. um carro com pneus em bom estado é capaz de freiar com uma desaceleração de 4.at v0 = 140km/h = 39.2m/s2.2m/s2 t=3. a) Se você está dirigindo a 140km/h e avista. Resnick e Walker .4a.2m/s v = 80km/h = 22. a) Viajando inicialmente a 24.4.2ad ∴ d = (v0)2/2a = (24.at ∴ t = v0/a = 24.92t em m/s x(t) 40 30 20 10 0 0 1 2 3 4 5 6 v(t) 15 10 5 0 0 1 2 3 4 5 6 t t Capítulo 2 .6/4.ufpb.8/5.46t2 em metros 70 60 50 30 25 20 a = 4.6t .4a.92 t = 5s b) Que distância percorre nesse tempo? v2 = (v0)2 .92m/s2 v0 = 24. x(t) = 24. de repente.92) d = 61.br 12 .6)2/(2.Halliday.4m/s t = (v0 . Resnick e Walker .

45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 é uma parábola com concavidade para baixo para 5s < t < 8.6 = 81.Halliday.br 13 .2 tE = 8.2m/s .8. edição 54 Quando a luz verde de um sinal de trânsito acende. um carro parte com aceleração constante a = 2.4a. o automóvel ultrapassará o caminhão? Automóvel x = at2/2 Caminhão X=Vt 120 100 80 No instante t = tE o automóvel vai 60 alcançar o caminhão.9.4m/s . após o sinal.5 = Vt E ⇒ t E = = a 2 2. Nestes intervalos temos respectivamente: movimento uniforme. a) A que distância.2s mais tarde.ufpb. logo: 40 20 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 xE = X E 2 at E 2V 2.2s . Consideramos que até o instante t = 5s o carro vinha desenvolvendo a velocidade de 39. Cap 03 romero@fisica.5.Prof. t 450 400 350 300 250 200 150 100 50 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 x(t) t Capítulo 2 . v(t) O gráfico x versus t é uma reta para 0 < t < 5s . com velocidade constante de 9. No mesmo instante. Romero Tavares da Silva b) Trace o gráfico x versus t e v versus t para esta desaceleração. quando passou a desenvolver a velocidade de 22.2s e volta a ser uma reta para t > 8.2m/s2 . movimento uniformemente acelerado e novamente movimento uniforme. um caminhão. quando começou a freiar até 3.5m/s .6s t Curva azul = X = Caminhão Curva vermelha = x = Automóvel XE = V tE = 9.7m. Resnick e Walker . ultrapassa o automóvel.

Quando estão a 950m um do outro.5m/s v = 657km/h v0 = 0 a = g = 9. V0 = 144km/h = 40m/s d = 950m 2 2 2 a = 1m/s2 v = (v0) .br 14 .Halliday.8. Vamos chamar x e X as distâncias que cada trem per.ufpb. edição 57 Dois trens.2 + 8.1700 =182. acontecerá a colisão entre os dois trens.4a. Neste instante teremos v = V =0. edição 61 Considere que a chuva cai de uma nuvem.9m/s t 6 7 8 9 10 Capítulo 2 .Prof.0m/s2 . Determine se haverá colisão. 1700m acima da superfície da Terra. Se desconsiderarmos a resistência do ar. Capítulo 2 . sabendo-se que a desaceleração em cada um dos trens é de 1.2aX ∴ X = (V0)2/2a A distância D necessária para os dois trens pararem é D = x + X D= 2 v 0 + V02 = 1000m 2a Como essa distância D é maior que a distância d disponível. em movimento retilíneo. Romero Tavares da Silva b) Qual a velocidade do carro nesse instante? Velocidade 25 20 15 10 5 0 0 1 2 3 4 5 vE = v0 + a tE = 2.2ax ∴ x = (v0) /2a V2 = (V0)2 . um a 72km/h e o outro a 144km/h . viajam na mesma direção e em sentidos opostos. os maquinistas se avistam e aplicam os freios. Resnick e Walker . Resnick e Walker .4a.v0 = 72km/h = 20m/s correrá antes de parar. com que velocidade as gotas de chuva atingiriam o solo? Seria seguro caminhar ao ar livre num temporal? v2 = (v0)2 + 2ah = 2gh v = 2gh = 2.9.Halliday.8m/s2 h = 1700m Cap 03 romero@fisica.6 vE = 18.

O objeto cai dentro de um barco que se desloca com velocidade constante e estava a 12m do ponto de impacto no instante em que o objeto foi solto.9m / s 2h 2. Determine as posições da segunda e terceira gotas. no instante em que a primeira gota bate no chão.45 V = 14. a água pinga no chão.8 = 12 = 3.br 15 . edição 69 Um objeto é largado de uma ponte 45m acima da água. Qual a velocidade do barco? h = 45m v0 = 0 d = 12m h d d = vt  gt2   h= 2   V =d ⇒ t= d V ∴ h= gd 2 2V 2 g 9. Romero Tavares da Silva Decididamente não seria seguro caminhar ao ar livre num temporal com gotas alcançando a superfície da terra com esta velocidade. Resnick e Walker . e a primeira gota bate no chão. Capítulo 2 . 200cm abaixo.Halliday. As gotas caem em intervalos regulares.4a.4a. no instante em que a quarta gota começa a cair. 4 Seja ti o tempo de vôo da i-ésima gota: 3 2 gt h = h1 = 1 2 2 h 2 gt 2 h2 = 2 gt 32 h3 = 2 1 Cap 03 romero@fisica.Halliday.1km/h Capítulo 2 .Prof.ufpb. Resnick e Walker . edição 78 Do cano de um chuveiro.

e novamente chega ao fundo do lago 4. Romero Tavares da Silva Como existe um intervalo ∆t entre cada gota.2m acima da superfície de um lago. Resnick e Walker .8s v1 h1 = gt 2h1 ∴ t1 = 2 g t1 = 1.2m h1 t = t1 + t2 = 4.8s depois.92 − 23.Prof. Ele chegará ao fundo 4. Desse modo.8s após ter sido largada. Qual a velocidade inicial da bola? Vamos considerar V0 a nova velocidade inicial: gt 2 h = V0 t + 2 ∴ V0 = h gt − = 7.ufpb.03s e t2 = 3.4a. a) Qual a profundidade do lago? h1 = 5.09m / s 2 1 v0 h2 v2 2 v 12 = v 0 + 2gh1 h2 = v1 t2 = 38. temos que t1 = 3∆t .01m / s tempo t1 + t 2 4. como V0 calculado é negativo. t2 = 2∆t e t3 = ∆t . A bola é atirada do trampolim. a bola foi lançada para cima.52 = −15.77s ∴ v 1 = 2gh1 = 10.br 16 .06m b) Qual a velocidade média da bola? ∆x espaço h1 + h2 5.8 ∆t c) Suponha que toda água do lago seja drenada.2 + 38. Logo 2 h2 t 2 (2∆t ) 4 = 2 = = 2 h1 t 1 (3∆t ) 9 2 ∴ h2 = 4 8 h1 = m 9 9 h3 t 32 (∆t ) = 1 ∴ h = 1 h = 2 m = 2 = 3 1 h1 t 1 9 9 (3∆t )2 9 2 Capítulo 2 .60m / s t 2 Na equação acima o sinal de g é positivo significando que o referencial positivo foi tomado como apontando para baixo.Halliday. edição 79 Uma bola de chumbo é deixada cair de um trampolim localizado a 5. Cap 03 romero@fisica.06 v = = = = = 9. A bola bate na água com uma certa velocidade e afunda com a mesma velocidade constante.

4a.99s ≅ 3s 2 g O tempo gasto pela segunda pedra será: h= t2 = t1 . Resnick e Walker . Romero Tavares da Silva 0 < t < 1.ufpb.03s O movimento da bola de chumbo é de retilíneo e uniforme.∆t gt 12 2h ∴ t1 = = 2. portanto a curva no gráfico y versus t será uma parábola e a curva no gráfico v versus t será uma reta inclinada em relação à horizontal. portanto a curva no gráfico y versus t será uma reta inclinada em relação à horizontal e a curva no gráfico v versus t será uma reta paralela à horizontal.Halliday. a) Qual era a velocidade inicial da segunda pedra? 2 h = 44m ∆t = 1s t2 = t1 . 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 0 1 2 y t 3 4 5 12 10 8 6 4 2 0 0 1 2 v t 3 4 5 Capítulo 2 .∆t = 2s Logo: 2 gt 2 h gt h = v 0t2 + ∴ v0 = − 2 2 t2 2 v0 = 12. Ambas chegam na água ao mesmo tempo.2m/s 1 v0 h Cap 03 romero@fisica.br 17 . Outra pedra é atirada para baixo 1s após a primeira pedra cair. edição 82 Uma pedra é largada de uma ponte a 43m acima da superfície da água.03s O movimento da bola de chumbo é de queda livre.Prof. t > 1.

Romero Tavares da Silva b) Faça o gráfico da velocidade versus tempo para cada pedra. Curvas das velocidade: Vermelho = primeira pedra Marrom = segunda pedra 40 35 30 25 20 15 10 5 0 0 0.5 2 2.5 1 1.br 18 .5 t Curvas das distâncias: Vermelho = primeira pedra Marrom = segunda pedra 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 0.5 3 3.5 3 3.ufpb.5 4 t Cap 03 romero@fisica.5 1 1. considerando t = 0 o instante em que a primeira pedra foi largada.Prof.5 2 2.

...... 14 49 .............................................................................................................................Versão preliminar 6 de setembro de 2002 Notas de Aula de Física 04................. 16 83 ...... 17 88 ..... 11 "19" ......................................................................................................................................................................... 4 MOVIMENTO DE PROJÉTEIS .................................................................. 7 MOVIMENTO CIRCULAR E UNIFORME ........................................................................................................................................................................................................................................................................ MOVIMENTO EM DUAS E TRÊS DIMENSÕES .................................................................................................... 10 SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ... 17 ................................................................................................................................................. 13 47 ....................... 11 22 .................................................................................................................................................................................................. 10 Coger con la mano una bala disparada! ................................................................................................................................................................................................................................... 2 VELOCIDADE MÉDIA E VELOCIDADE INSTANTÂNEA .............................................. 12 41 .............................................. 2 POSIÇÃO E DESLOCAMENTO .... 3 MOVIMENTO NUM PLANO COM ACELERAÇÃO CONSTANTE ............... 15 72 .......................................... 4 Tiro de gran alcance ................................................... 15 80 ....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 11 30 ................................. 8 MOVIMENTO RELATIVO ......................................................................................................................................................................................... 2 ACELERAÇÃO MÉDIA E ACELERAÇÃO INSTANTÂNEA ............................................

as estradas têm elevações e baixios. Num automóvel em movimento. Definimos a velocidade média em duas ou três dimensões fazendo uma extensão da definição usada para o movimento retilíneo. Romero Tavares da Silva 04. Quando saímos de nossa cama para a sala. O vetor deslocamento é definido por: ! ! ! ∆r = r f − r i Onde ! ˆ r i = iˆx i + ˆy i + kz f j ! ˆ r f = iˆx f + ˆy f + kz f j ! ˆ ∆r = iˆ ∆x + ˆ ∆y + k ∆z j Velocidade média e velocidade instantânea A velocidade pode ser entendida como a variação no tempo do vetor deslocamento. Podemos até dizer que são raras as situações com movimentos unidimensionais. além do movimento bidimensional.ufpb. Movimento em duas e três dimensões A nossa experiência cotidiana está repleta de exemplos de movimentos bi e tridimensionais.Prof. certamente usamos um movimento bidimensional ao chegar até a porta e caminhando pelo corredor para atingir a sala. de modo que percorremos um caminho tridimensional. Posição e deslocamento Vamos considerar um sistema de coordenadas x-y para analisar o movimento de uma partícula do ponto inicial P ocupado no instante ti até o ponto final Q ocupado no instante tf . segundo os pontos cardeais. ou seja: ! ! ! ! ∆r r f − r i v = = ∆t t f − t i ou ainda: ! ∆x ˆ ∆y ˆ ∆z v = iˆ +j +k ∆t ∆t ∆t romero@fisica. A ponto inicial P é localizado pelo vetor ! posição ri e o ponto final Q é localizado ! pelo vetor posição r f .br 2 y P ! ri ! rf ! ∆r Q x Cap 04 .

Prof. Romero Tavares da Silva A velocidade instantânea é definida como: ! ! ! ∆r dr v = Lim = ∆t dt ∆t → 0 e em coordenadas cartesianas: ! ∆x ˆ ∆y ˆ ∆z v = iˆ Lim + j Lim + k Lim ∆t → 0 ∆t ∆t → 0 ∆t ∆t → 0 ∆t ! dx ˆ dy ˆ dz v = iˆ +j +k dt dt dt ou seja: ! ˆ v = iˆv x + ˆv y + kv z j Aceleração média e aceleração instantânea Quando uma partícula se move com ! velocidade v i no instante ti e com velocida! de v f no instante tf . definimos a sua aceleração média como: ! ! ! ! vf − vi ∆v a = = tf − ti ∆t A aceleração instantânea é definida como: ! ! ! ∆v dv a = Lim = ∆t dt ∆t → 0 y P ! vi Q ! vf x e em coordenadas cartesianas: ∆v y ! ∆v x ˆ ∆v ˆ a = iˆ Lim + j Lim + k Lim z ∆t → 0 ∆t → 0 ∆t → 0 ∆t ∆t ∆t dv y ! dv ˆ dv a = iˆ x + ˆ j +k z dt dt dt ou seja: ! ˆ a = iˆa x + ˆa y + ka z j Cap 04 romero@fisica.br 3 .ufpb.

Para um movimento nesse plano teremos: !  r = iˆx + ! ˆ v = i v x + ! a = iˆa + x  ˆy j ˆv j y ˆa j y e considerando que a aceleração é constante teremos as equações para o movimento segundo o eixo x: x = x 0 + v 0 x (t − t 0 ) + v x = v 0x 1 2 a x (t − t 0 ) 2 + a x (t − t 0 ) 2 2 v x = v 0 x + 2a x (x − x 0 ) e as equações para o movimento segundo o eixo y : y = y 0 + v 0 y (t − t 0 ) + v y = v 0y 1 2 a y (t − t 0 ) 2 + a y (t − t 0 ) 2 2 v y = v 0 y + 2a y (y − y 0 ) As equações anteriores podem ser sintetizadas nas formas vetoriais: ! ! ! 1! r = r0 + v 0 t + at 2 !2 ! ! v = v0 + at ! ! ! 2 2 v = v 0 + 2a ⋅ (r − r 0 ) Movimento de projéteis O movimento dos projéteis é uma situação onde uma partícula se move num plano.br 4 . as equações para esse movimento serão para o eixo x: x − x0 = v 0 x t (1) Cap 04 romero@fisica.ufpb. Romero Tavares da Silva Movimento num plano com aceleração constante Vamos considerar que a partícula se mova no plano x-y com aceleração constante. Vamos considerar que ax = 0 e que ay = . e desse modo. com movimento de aceleração constante em uma direção e movimento de velocidade constante em outra direção.g .Prof.

Prof. Romero Tavares da Silva e para o eixo y: y − y0 = v0yt − v y = v0y − g t 1 2 gt 2
2

(2) (3) (4)

2 2 v y = v 0 y − 2g (y − y 0 )

Considerando x0 = yo = 0 , na equação (1), temos t= x v0x

usando esse resultado na equação (2), temos:  x y = v0y  v  0x ou seja v   g y =  0y x −  2 v   2v  0x   0x A equação anterior é do tipo: y = b x - c x2 Se completarmos os quadrados na equação anterior, teremos:  b2  b   y −  = −c  x −    4c  2c   
2

 g x   −   2 v    0x 

2

 2 x  

Essa é a equação de uma parábola com a concavidade voltada para baixo, e tem como coordenadas do ponto de altura máxima: b   xM = 2 c    b2 y M = 4c  Considerando que: v 0 x = v 0 cosθ 0   v = v senθ 0 0  0y encontramos que:

Cap 04

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5

Prof. Romero Tavares da Silva  v 2 sen 2θ 0 xM = 0  2g   2  v 0 sen2 θ 0 yM = 2g  Como a parábola é uma curva simétrica, a distância percorrida ao longo do eixo x , também conhecida como alcance R tem o valor R = 2 xM , ou seja:
2 v 0 sen 2θ 0 R= g

L a n ç a m e n t o e m v á r io s â n g u lo s
4 3 ,5 3 2 ,5 2 1 ,5 1 0 ,5 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

y

x
com a mesma velocidade inicial e para ângulos de 300 , 450 e 600 .

Da trigonometria, podemos encontrar que quando dois ângulos diferentes têm o mesmo seno, a soma desses ângulos deve ser igual a 1800 , ou seja: 2α + 2β = 1800 ⇒ α + β = 900 ∴ α = 900 - β ou seja, dois lançamentos cujos ângulo somam 900 têm o mesmo alcance, como mostra a figura anterior para os ângulos 300 e 600 . Podemos mostrar, então, que o alcance máximo é obtido quando o ângulo de lançamento vale 450 , como mostra a terceira curva da figura anterior. Uma análise mais realista do movimento dos projéteis deverá levar em conta o seu atrito com o ar. Essa força de atrito é considerada como uma função da velocidade. Num caso mais simples, se a força de atrito for considerada proporcional à velocidade de deslocamento, nós podemos avaliar os seus efeitos no movimento dos projéteis no gráfico a seguir.

Cap 04

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Prof. Romero Tavares da Silva

4 3 ,5 3 2 ,5

L a n ç a m e n t o d e p r o j é te i s c o n si d e r a n d o o a t r i to

y

2

1 ,5 1 0 ,5 0 0 0 ,5 1 1 ,5 2 2 ,5 3 3 ,5 4 4 ,5 5

x
para os mesmos ângulos e velocidades iniciais da figura anterior.

Tiro de gran alcance Al final de la primera guerra mundial (1918), cuando los éxitos de la aviación francesa e inglesa dieron fin a las incursiones aéreas enemigas, la artillería alemana puso en práctica, por primera vez en la historia, el bombardeo de ciudades enemigas situadas a más de cien kilómetros de distancia. El estado mayor alemán decidió emplear este nuevo procedimiento para batir la capital francesa, la cual se encontraba a más de 110 km del frente. Hasta entonces nadie había probado este procedimiento. Los propios artilleros alemanes lo descubrieron casualmente. Ocurrió esto al disparar un cañón de gran calibre con un gran ángulo de elevación. Inesperadamente, sus proyectiles alcanzaron 40 km, en lugar de los 20 calculados. Resultó, que estos proyectiles, al ser disparados hacia arriba con mucha inclinación y gran velocidad inicial, alcanzaron las altas capas de la atmósfera, en las cuales, debido al enrarecimiento, la resistencia del aire es insignificante. En este medio poco resistente es donde el proyectil recorrió la mayor parte de su trayectoria, después de lo cual cayó casi verticalmente a tierra. La figura muestra claramente la gran variación que experimentan las trayectorias de los proyectiles al cambiar el ángulo de elevación. Esta observación sirvió de base a los alemanes para proyectar un cañón de gran alcance, para bombardear París desde una distancia de 115 km. Este cañón terminó de fabricarse con éxito, y durante el verano de 1918 lanzó sobre París más de trescientos proyectiles. He aquí lo que después se supo de este cañón. Consistía en un enorme tubo de acero de 34 m de largo y un metro de grueso. El espesor de las paredes de la recámara era de 40 cm. Pesa ba en total 750 t. Sus proyectiles tenían un metro de largo y 21 cm de grueso, y pesaban 120 kg. Su carga requería 150 kg de pólvora y desarrollaba una presión de 5 000 atmósferas, la cual disparaba el proyectil con una velocidad inicial de 2 000 m/seg. El fuego se hacía con un ángulo de elevación de 52' y el proyectil describía un enorme arco, cuyo vértice o punto culminante se encontraba a 40 km de altura sobre la tierra, es decir, bien entrado en la estratosfera. Este proyectil tardaba en recorrer los 115 km, que mediaban entre el emplazamiento del cañón y París, 3,5 minutos, de los cuales, 2 minutos volaba por la estratosfera. Estas eran las características del primer cañón de ultralargo alcance, antecesor de la moderna artillería de este género.
Cap 04 romero@fisica.ufpb.br 7

Prof. Romero Tavares da Silva Cuando mayor sea la velocidad inicial de la bala (o del proyectil), tanto mayor será la resistencia del aire. El aumento de esta resistencia no es proporcional al de la velocidad, sino más rápido, es decir, proporcional al cuadrado, al cubo y a potencias aún mayores del aumento de la velocidad, según el valor que ésta alcance. Física Recreativa - Yakov Perelman

Movimento circular e uniforme Se um corpo está se movimentando em círculos com velocidade constante em mó! dulo, ele necessariamente estará sob a ação de uma força. Essa força F pode ter as mais diversas origens: gravitacional, elétrica, magnética, e etc. Mas algumas grandezas ligadas a esse movimento estão relacionadas do seguinte modo: F = ma onde a= v2 R

! F
! v

onde m é a massa do corpo, R é o raio da órbita e v é a sua velocidade. A velocidade pode ser definida como: v= 2πR = 2π f R = w R T

onde T é o período, f é a frequência, e w é a frequência angular. A unidade de T é segundo, a unidade de f é 1/segundo = Hertz, e a unidade de w é radiano/segundo. Desse modo, a frequência angular tem como unidade natural o radiano/segundo, mas pode ser expressa em rotações/minuto: 1 rad 1 rot 60 rot =1 = seg 2π seg 2π min

Por exemplo, qual deve ser a velocidade angular, em rotações por minuto, que um corpo deve girar para que a sua aceleração seja 50 vezes a aceleração da gravidade? F =m v2 v2 = 50 m g ∴ = 50 g R R

mas, como vimos anteriormente v = wR, logo: w 2 R = 50 g ∴ w = e finalizando: w= 60 50 g rot / min 2π R
8

50 g rad / seg R

Cap 04

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Prof. de modo que essas duas velocidades tenham o mesmo módulo v . Esses dois triângulos são equivalentes pois os lados iguais fazem entre si o mesmo ângulo θ . vamos considerar que ! num dado instante o corpo está no ponto P com velocidade v e que um intervalo de ! tempo ∆t posterior esteja no ponto Q com velocidade seja v ´ . ou seja : curva = v ∆t logo portanto ∆v v ∆t ≈ v r ∴ ∆v v 2 ≈ ∆t r corda = s ≈ v ∆t No limite quando ∆t → 0 a aproximação da corda pela curva torna-se uma igualdade: ∆v v 2 a = Lim = ∆t → 0 ∆t r Cap 04 romero@fisica. ou o raio de centrifugação. podemos aproximar a corda pela curva. Para deduzir a equação da aceleração usada inicialmente. ao longo da curva. e não ao longo da corda s .br 9 . pela reta que une o centro deste mesmo triângulo ao ponto Q e pela corda s que une os pontos P e Q . O comprimento da curva a considerar é o espaço percorrido pelo corpo com velocidade constante. A equivalência entre os triângulos é expressa pela equação: ∆v s = v r A trajetória do corpo em movimento circular é. Podemos definir um outro triângulo isósceles formado pela reta que une o centro do triângulo ao ponto P . naturalmente. mas para um intervalo de tempo ∆t pequeno.ufpb.8 m/s2 e R é o raio da órbita do corpo. Esse triângulo formado pelos vetores mencio! ! nados é isósceles já que os vetores v e v ´ têm mesmo módulo. e vamos considerar como θ ! ! o ângulo formado pelos vetores v e v ´ . θ P ! v Q ! v´ ! ! v´ θ v ! ∆v r θ r s ! ! ! A variação do vetor velocidade é dado por ∆v = v ´−v . Romero Tavares da Silva onde g = 9.

Romero Tavares da Silva Vale a pena enfatizar que a direção da aceleração é perpendicular ao vetor velocidade. portanto. Encontramos a maneira como essas velocidades estão relacionadas derivando a relação entre os vetores posição: ! " ! ! ! dr dr ´ ! = + u ∴ v = v ´ +u dt dt Coger con la mano una bala disparada! Durante la primera guerra mundial. que también aseguró haber cogido una bala de cañón con las manos? No obstante. Cuál sería su sorpresa cuando comprendió. ¡una bala de fusil alemana! ¿Verdad que esto recuerda los cuentos del legendario barón Münchhausen. esta noticia sobre el piloto que cogió la bala. que lo que acababa de cazar era.Prof. Vamos considerar dois referenciais S e S´ .. debido a la resistencia del aire. sino que. este aviador se dio cuenta que junto a su cara se movía una cosa pequeña. haciendo un ágil movimiento con la mano. Deve-se notar. considerando que S´ move-se com veloci! dade constante u em relação a S .ufpb. recorren solamente 40 m por Cap 04 romero@fisica. será localizado!no referencial S´ pelo vetor posição r ´ é esses dois vetores estão relacionados do seguinte modo: ! ! ! r = r ´+u t y y´ A ! r ! r´ A velocidade com que um dado ! ut x x´ corpo se move é medida de maneira diferente por cada um desses referenciais. pero antes de empezar a caer.. Movimento relativo Os resultados da observação de um evento dependem do referencial usado pelo observador. van cada vez más despacio y al final de su trayectoria. Um evento que é localizado ! no referencial S pelo vetor posição r . no tiene nada de imposible. y. ! Se para um observador no referencial S a velocidade é v . Pensó que sería algún insecto. Um acontecimento que ocorre no interior de um vagão de um trem tem uma aparência para observadores fixos no interior desse trem e uma outra aparência diferente para observadores fixos nos trilhos. a un aviador francés lo ocurrió un caso extraordinario. según información de prensa. Las balas no se mueven durante todo el tiempo con la velocidad inicial de 800900 m por segundo. para um outro obser! vador no referencial S´ a velocidade é v ´ .br 10 . que não é necessário existir movimento na direção da aceleração. lo cogió. Cuando iba volando a dos kilómetros de altura.

en estas condiciones.Halliday. Esta era una velocidad factible para los aeroplanos de entonces. Resnick e Walker . jogaríamos a primeira bola e após T/2 jogaríamos a segunda bola. aquélla resultaría inmóvil o casi inmóvil con relación al piloto. y. a) Por quanto tempo o projétil permanece no ar? Cap 04 romero@fisica. após T/5 jogaríamos a terceira. en un momento dado.Prof. Romero Tavares da Silva segundo. la bala y el aeroplano podían volar a una misma velocidad. Vamos chamar de ∆t o intervalo entre a chegada de duas bolas. Vamos considerar t o tempo necessário para que uma bola atinja a altura máxima de h = 3m . soltando uma da bolas ela terá um movimento tal que: ∆t = h= gt 2 2 ∴ t= 2h g ⇒ ∆t = 2 2h = 0.ufpb. Por consiguiente. Resnick e Walker .Yakov Perelman Solução de alguns problemas Capítulo 4 . logo: T 2t = 5 5 Considerando que o tempo de descida é o mesmo que o de subida.Edição antiga "19" Um malabarista consegue manter simultaneamente cinco bolas no ar.Halliday. sobre todo con guante (porque las balas se calientan mucho al rozar con el aire).br 11 . jogaríamos a primeira.31s 5 g Capítulo 4 . Logo T = 2t é o tempo que cada bola permanece no ar até cair de volta nas mãos do malabarista.4a. Se tivéssemos apenas duas bolas. Como temos cinco bolas. após T/5 jogaríamos a segunda. A velocidade na saída do cano é 250m/s . Considere que os intervalos são os mesmos para todas as bolas. A seguir pegaríamos a primeira que permaneceu 5T/5 no ar. Encontre o intervalo de tempo entre duas bolas que chegam às suas mãos. após T/5 jogaríamos a quarta e finalmente após T/5 jogaríamos a quinta bola. Es decir. éste podría cogerla fácilmente con la mano. todas atingindo uma altura máxima de 3m . edição 22 Um projétil é atirado horizontalmente de uma arma que está 45m acima de um solo plano. Física Recreativa .

5s v0y = v0 sen600 = 36.03s g b) A que distância da arma. acima da horizontal.3. A pedra cai 5.Prof. no instante em que atinge o solo? vy = v0y .Halliday.gt = .5m g c) Qual o módulo da componente vertical da velocidade. v0 = 42m/s θ0 = 600 t = 5.br . edição 30 Uma pedra é lançada para o alto de um penhasco de altura h . Resnick e Walker .5s após o lançamento.4a.3m/s 2 2 v = v x + v y = 251. com uma velocidade inicial de 42m/s e uma ângulo de 600 . na horizontal.ufpb. Calcule: a) Calcule a altura h do penhasco.37m/s v0x = v0 cos600 = 21m/s y − y 0 = v 0y t − ou seja: gt 2 h − 0 = v 0y t − 2 Cap 04 80 70 60 50 y 40 30 H h gt 2 2 20 10 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 x 12 romero@fisica.03 = -30. ele cai ao solo? t= d = v 0x t = v 0x 2h = 757.gt = . Romero Tavares da Silva h = 45m v0x = 250m/s v0y = 0 y − y 0 = v 0y t − ou seja: −h = − gt 2 2 gt 2 2 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 0 100 200 300 400 y x 500 600 700 800 2h = 3.82m / s Capítulo 4 .10.

Resnick e Walker .Prof.br . conforme a figura ao lado? 12 10 8 θ0 y y0 0 2 4 6 x 8 10 12 14 y 6 4 2 0 θ0 = 550 y0 = 7pés = 2.1m y = 10pés = 3 m x0 = 0 x = 14pés = 4. encontramos a altura do penhasco: h = 51.71s xH = v0x T = 77. num ângulo de θ0 = 550 acima da horizontal.26m    y   v 2  y x − x0 = v 0x t gt 2 − y 0 = v 0y t − 2 v y = v 0 y − gt 2 = v 0 y − 2g (y − y 0 ) 13 Cap 04 romero@fisica.gt ∴ vy = .Halliday.91m Capítulo 4 .81m b) A velocidade da pedra imediatamente antes do impacto no penhasco.53 j m / s c) A altura máxima H acima do nível do solo.ufpb.48m Poderíamos ainda calcular quanto tempo T foi necessário para o projétil chegar até a altura máxima e qual o valor da componente xH : v Hy = v 0 y − gT = 0 ⇒ T = v 0y g = 3. edição 14 41 Com que velocidade inicial um jogador de basquete deve lançar a bola. Romero Tavares da Silva Usando os valores das variáveis. Na posição da altura máxima a componente vertical da velocidade será nula: 2 2 v yH = v 0 y − 2gH = 0 ( ) ⇒ H= 2 v 0y 2g = 67. para fazer a cesta.53m/s vx = v0x = 21m/s ! ˆ v = 21iˆ − 17.17. vy = v0y .4a.

29 ⇒ 30 degrau g gh Cap 04 romero@fisica.5m/s .br 14 . onde:  g − x E = − 2  2v  0  2 2v 2  x E ou seja: x E = 0 = 0.45m  g  Essa distância xE será equivalente ao n-ésimo degrau. horizontalmente.4a.5m/s θ0 = 00 v0y = 0 yreta = . Resnick e Walker . encontrando o ponto onde a reta cruza com a parábola. num ponto xE .17 v = 2 cos 2 θ 0 [x tan θ 0 − (y − y 0 )] 2 0  g x −   2 v   0x  v sen θ 0 g x2  =x 0 − 2  v 0 cos θ 0 2 v 0 cos 2 θ 0  2 v0 = 7. Romero Tavares da Silva Da primeira equação da esquerda encontramos que t = x / v0x . onde: 2 2v 0 2v 2 = nh ∴ n = 0 = 2.Halliday.2m v0x = 1.4 0.x y bola = (tan θ 0 )x − 2(v 0 cos θ 0 )  2 x   g x2 0 0 -0.ufpb.Prof. Os degraus têm 20cm de altura por 20cm de largura.6 -0.4 2 Y -0. Em qual degrau a bola bate primeiro? h = d = 0.22m/s Capítulo 4 . e aplicamos esse resultado na segunda equação:  x y − y 0 = v 0y  v  0x ou seja: gx 2 = 52. do alto de uma escadaria com velocidade inicial de 1.2 0.2 0.6 -0. edição 47 Uma bola rola.8  g y bola = − 2  2v  0 x Nós iremos determinar o degrau onde a bola vai bater primeiro.

edição 49 Um avião mergulhando num ângulo de 530 com a vertical a uma altitude de 730m lança um projétil.5m y=0 r = 1m x0 = 0 x = d = 9m    y   v 2  y Cap 04 2 1.br .ufpb. é girada por um menino. presa a um cordão de 1.88m/s v0 = t cos θ 0 b) Que distância o projétil percorreu.Halliday. a pedra é lançada horizontalmente.4a. que bate no solo 5s depois de ser lançado.Halliday. Resnick e Walker . Resnick e Walker . fazendo um círculo horizontal a 2m acima do solo. Quando o cordão arrebenta.00 = 170.49. Qual era a aceleração centrípeta da pedra enquanto estava em movimento circular? y0 = h = 1. edição 72 Uma pedra.14 θ0 c) Quais eram as componentes horizontal e vertical de sua velocidade no instante em que caiu no solo? v x = v 0 x = v 0 sen θ 0 = 161. caindo ao solo 10m adiante.49 .5 1 x − x0 = v 0x t gt 2 − y 0 = v 0y t − 2 v y = v 0 y − gt 2 = v 0 y − 2g (y − y 0 ) y 0.22m/s v y = v 0 y − gt = −v 0 cos θ 0 − gt = -121. durante o seu vôo? d = v 0 x t = v 0 t sen θ 0 = 806.4a. horizontalmente.5 0 0 2 4 x 6 8 10 15 romero@fisica.Prof.49m/s Capítulo 4 .5m de comprimento. Romero Tavares da Silva Capítulo 4 . a) Qual a velocidade do avião? v 0y t = gt 2 − h = (− v 0 cos θ 0 )t 2 h gt − 2 = 201.

vê os flocos de neve caírem formando um ângulo com a vertical.br 16 .38m/s2 = 26.97g r 2rh Capítulo 4 .89m/s ! ! ! r = r ′ + u t ! ! ! v = v′ + u ! v ! v′ ! v ! u ! u ! Onde v é a velocidade da neve caindo observada em um referencial fixo na estra! ! da. ela descrevia um movimento circular e uniforme com aceleração dada por: a= 2 v 0 x gd 2 = = 264. Em termos vetoriais. com uma velocidade constante de 8m/s . Qual o valor deste ângulo? v = 8m/s u = 50km/h = 13. Resnick e Walker . edição 80 A neve cai.4a.Prof. verticalmente. viajando em linha reta numa estrada com uma velocidade de 50km/h . Romero Tavares da Silva Usando o conjunto de equações acima para esses problema.ufpb.Halliday. encontramos a velocidade de lançamento da pedra: d = v 0 x t  gt 2  h=  2  ⇒ t= 2h d = g v 0x ∴ v 0x = d g = 16. u é a velocidade do referencial móvel em relação à estrada e v ′ é a velocidade da neve caindo observada pelo referencial móvel. O motorista de um carro.26m/s 2h Mas enquanto a pedra estava presa.73 v ∴ θ = 600 Cap 04 romero@fisica. teremos: ! ! ! v = v′+u ! ! Como neste caso específico os vetores v e u formam um ângulo reto: v ′ = v 2 + u 2 = 16.02m/s tan θ = u =1.

Determine a velocidade da chuva em relação ao solo. sen 60 0 c) Suponha que.2km/h . a) Se ela atravessar um rio com uma correnteza de 3. em água parada.4km vb = vb´ senθ l = vb t t= l l 6.ufpb.5 ∴ θ = 60 0 6. conforme registrado por um observador parado no solo. edição 88 Uma mulher pode remar um bote a 6. edição 83 Um trem viaja em direção ao sul a 30m/s (em relação ao solo). um observador no trem vê as gotas caírem exatamente na vertical.2km rio abaixo.4 ! vb !′ vb ! vr b) Se o rio tiver 6. As trajetórias das gotas de chuva formam um ângulo de 220 com a vertical. Resnick e Walker . ela reme 3. quanto tempo levará para atravessá-lo? l = 6.2km/h cos θ = vr vb ′ = 3. em vez de atravessar o rio.08m/s sen θ ! v ! u θ ! v′ ! v ! u Capítulo 4 . Entretanto.Halliday.br 17 . sob a ação do vento. sob uma chuva que está caindo.4a. Qual o tempo gasto nesse percurso? Cap 04 romero@fisica.Halliday.15h = 1h 09min v b v b sen θ 6. e depois volte ao ponto de partida. também em direção ao sul.4km de largura.2 = 0. em que direção deve aprumar o bote. Resnick e Walker .4a.4km/h .4 = ' = = 1.Prof.4 . θ = 220 u = 30m/s ! ! ! v = v′+u logo u = v sen θ ∴ v= u = 80. para alcançar o local diretamente oposto ao seu ponto de partida? vb´ = 6. Romero Tavares da Silva Capítulo 4 .4km/h vr = 3.

ufpb.2km/h d = vb t onde d é a distância a ser percorrida pelo barco na travessia do rio.vr Vba = vb´ + vr Como os movimentos têm velocidades constantes: d = Vab tab e d = Vba tba onde t = tab + tba B A ' d (Vab + Vba ) 2 v b2 d d d t= + = = '2 = 1.34h Vab Vba VabVba v b − v r2 d) Quanto tempo levaria se tivesse remado 3.4km vb´ = 6. se quisesse atravessar o rio no mais curto intervalo de tempo possível? Qual seria esse tempo? l = 6. depois. podemos mostrar que: l d = =t v sen β v b ' b Para calcular o extremo (mínimo.2km As velocidades contra a correnteza Vab e a favor da correnteza Vba são definidas como: Vab = vb´.4km/h vr = 3.br 18 . ! vb θ ! vr β !′ vb d l Por equivalência entre os triângulos.Prof.2km rio acima e. Romero Tavares da Silva d = 3. voltasse ao ponto de partida? O mesmo do item anterior e) Em que direção deveria aprumar o barco. neste caso) do tempo em relação ao ângulo de inclinação do barco teremos: dt l cos β =− ' =0 dβ v b sen 2 β ⇒ βM = π 2 Cap 04 romero@fisica.

..... 12 58 ................................................................................ 8 SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS .......... LEIS DE NEWTON ................ 7 Exemplo 5-11 .................................................................................................................... 9 16 .................................................. 3 TERCEIRA LEI DE NEWTON .................................................................................................................................................................................................................. 9 45 ........................................................................................ 9 40 . 3 SEGUNDA LEI DE NEWTON ......................................................... 2 ONDE ESTÃO AS FORÇAS?......................... 14 70 ............................................................................................................................. 11 57 ...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 6 Exemplo 5-9 ....................................................... 4 Exemplo 5-8 ............................... 4 Exemplo 5-6 ........................................................................ 15 .............................................. 2 PRIMEIRA LEI DE NEWTON ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 7 Exemplo 5-10 ..................................................................................................................................................................................................................... 4 APLICAÇÕES DAS LEIS DE NEWTON ................................................................ 10 49 ................. 13 63 ................................................................................................Versão preliminar 7 de setembro de 2002 Notas de Aula de Física 05......................

há duas forças opostas: a força da gravidade. que a mão do surfista faz na prancha e a cadeira faz na moça. Na água A água também pode sustentar coisas. ou seja. enquanto ela toma sol. o movimento dos aviões e o formato especial de suas asas acaba por criar uma força de sustentação. descrevendo essas interações como forças que agem entre os objetos.ufpb. A interação das asas de um pássaro com o ar. O que sustenta balões no ar também é uma força de empuxo. À primeira vista. Da mesma forma. Romero Tavares da Silva 05. de sustentação. Essa interação da água com os objetos se dá no sentido oposto ao da gravidade e é medida através de uma força que chamamos de empuxo hidrostático.Prof. Leis de Newton No nosso dia a dia encontramos objetos que se movem e outros que permanecem em repouso. não dependem de um movimento para surgir. É a chamada força gravitacional. Essa força representa uma interação existente entre a Terra e os objetos que estão sobre ela. da interação entre uma lixa e uma parede ou entre um ímã e um alfinete. ela é conhecida como força normal.br 2 . No ar Para se segurar no ar o pássaro bate asas e consegue com que o ar exerça uma força para cima. a cadeira sustenta a moça. suficientemente grande para vencer a força da gravidade. igual à que observamos na água. impedindo que elas afundem. Em geral. Em cada um desses casos. que puxa a moça e a prancha para baixo. Sustentação Para que as coisas não caiam é preciso segurá-las. conseguiu elaborar leis que permitem lidar com toda essa variedade. Há uma força que puxa cada objeto para baixo e que também é responsável por manter a atmosfera sobre a Terra e também por deixar a Lua e os satélites artificiais em órbita. que depende de um movimento para existir. e uma força para cima. que depende das Cap 05 romero@fisica. é diferente da interação entre uma raquete e uma bolinha de pingue-pongue. Porém. e inicia o movimento quando uma força começa a atuar sobre si. As formas pelas quais os objetos interagem uns com os outros são muito variadas. Da mesma forma. Isaac Newton. o famoso físico inglês do século XVIII. No desenrolar deste capítulo vamos ver o quanto essas aparências se aproximam ou se afastam da realidade. Onde estão as forças? Gravidade As coisas caem porque são atraídas pela Terra. As forças de empuxo estático que observamos na água ou no caso de balões. trata-se de um empuxo dinâmico. por exemplo. É por isso que nos sentimos mais leves quando estamos dentro da água. Cada interação representa uma força diferente. que permite o vôo. Para levar a prancha o garotão faz força para cima. Essas forças também podem ser chamadas de empuxo. parece que um corpo está em repouso quando não existem forças atuando nele.

Mas todas obedecem aos mesmos princípios elaborados por Newton. Romero Tavares da Silva diferentes condições em que os objetos interagem. Galileu afirmou ser necessária uma força para modificar a velocidade de um corpo mas nenhuma força é exigida para manter essa velocidade constante. e que ficaram conhecidos como Leis de Newton. quando a resultante das forças que atuam sobre si for nula". Leituras de Física . Foi difícil provar o contrário dada a necessidade de livrar o corpo de certas influências. F2 e F3 as forças que atuam sobre um corpo de massa m . A resultante das forças F será a soma vetorial das forças que atuam nesse corpo: ! ! ! F1 + F2 = F = 0 Quando a resultante for nula o corpo permanecerá em repouso ou se deslocará com movimento retilíneo e uniforme.br 3 ! F3 ! F2 ! F1 . A re! sultante das forças F será a soma vetorial das forças que atuam nesse corpo. como o atrito.junho de 1998 Primeira Lei de Newton Antes da época de Galileu a maioria dos filósofos pensava que fosse necessária alguma influência ou força para manter um corpo em movimento. ! ! Sejam F1 e F2 as forças que atuam ! num corpo. ! F1 ! F Segunda Lei de Newton Newton enunciou que: "A resultante das forças que atuam sobre um corpo é igual ao produto da sua massa pela aceleração com a qual ele irá se movimentar". logo: ! ! ! ! ! F1 + F2 + F3 = F = m a Cap 05 romero@fisica. caso contrário ele iria parar.MECÂNICA .Capítulo 12 GREF . Acreditavam que para um corpo moverse em linha reta com velocidade constante fosse necessário algum agente externo empurrando-o continuamente. ! ! ! Sejam F1 . Supunham que um corpo em repouso estivesse em seu estado natural. Newton enunciou que: "Um corpo tende a permanecer em repouso ou em movimento retilíneo e uniforme.Prof.ufpb.Grupo de Reelaboração do Ensino de Física Instituto de Física da USP . Estudando o movimento de corpos em superfícies cada vez mais planas e lisas.

Aplicações das Leis de Newton !′ F2 ! F1 ! F2 Exemplo 5-6 Capítulo 5 .1kg. e preso a esse corpo!está uma vareta rígida. O bloco deslizante está preso a uma corda que passa em volta de uma polia de massa e atritos desprezíveis e tem.4a. na outra extremidade. Romero Tavares da Silva Terceira Lei de Newton Uma força é apenas um aspecto da interação mútua entre dois corpos. Uma força F1 é aplicada na vareta. Resnick e Walker . edição M A figura ao lado mostra um bloco (o bloco deslizante) de massa M = 3.ufpb. para cada um dos corpos. ! !′ F2 e F2 são forças de ação e reação.Halliday. acelera o bloco deslizante para a direita. sobre uma fina camada de ar na superfície horizontal de uma mesa. ao cair. Vamos considerar um corpo sobre uma superfície horizontal plana e lisa.3kg . O bloco suspenso. Newton enunciou que: "Quando um corpo exerce uma força num segundo corpo.Prof. este último reagirá sobre o primeiro com uma força de mesma intensidade e sentido contrário". Verifica-se experimentalmente que quando um corpo exerce uma força sobre outro. essa força se transmite até o corpo de ! modo que a vareta exerce uma força F2 sobre o corpo e esse corpo reage à ação da !′ vareta exercendo sobre ela uma força F2 ! com mesmo módulo que F2 mas com sentido contrário. o segundo sempre exerce uma força no primeiro. Ele se move livremente sem atrito. Determine: a) A aceleração do bloco deslizante. Usando a segunda Lei de Newton. teremos Cap 05 romero@fisica.br m ! N ! T ! P ! T′ ! p 4 . um segundo bloco (o bloco suspenso) de massa m = 2.

a tensão se transmitirá integralmente através da corda: T = T´ Para o corpo deslizante a Lei de Newton toma a forma escalar: N-P=0 T = Ma e para o segundo corpo: p .ufpb. encontramos: p = mg = (M + m) a ou seja:  m  2 a=  g = 3. eles terão (em módulo) as mesmas velocidades e acelerações. Romero Tavares da Silva para o corpo deslizante: e para o corpo suspenso: ! ! ! ! N + T + P = MA ! ! ! T ′ + p = ma Como os dois blocos estão presos por uma corda suposta inextensível e de massa desprezível. em módulo:  m  2 a=  g = 3.57N m +M  Cap 05 romero@fisica.81m/s m+M  c) A tensão na corda Foi mostrado que: T = Ma logo:  mM  T =  g = 12. A=a Além disso. os dois bloco têm a mesma aceleração.br 5 .T = ma Somando as duas últimas equações.Prof.81m/s m +M  b) A aceleração do bloco suspenso Como já foi mencionado.

Halliday. de modo que F3 = P .ufpb.F1 cosθ1 + F2 cosθ2 = 0 cos θ 1 cos θ 2 e usando este resultado na primeira. Como a resultante é nula. Resnick e Walker . F1 senθ1 + F2 senθ2 . obviamente a soma das componentes vertical e horizontal das forças também será nula. Quais as tensões nas cordas? θ1 = 280 θ2 = 470 O peso P do bloco é transmitido pela corda para o nó.Prof.F3 = 0 . temos: F2 = F1    sen θ 1 cos θ 2 + cos θ 1 sen θ 2  cos θ 1 sen(θ 1 + θ 2 ) sen θ 2  = F1  F3 = F1 sen θ 1 +  = F1 cos θ 2 cos θ 2 cos θ 2     ou seja: F1 = F3 e F2 = F3 cos θ 2 = 103.79N sen(θ 1 + θ 2 ) cos θ 1 = 134. edição θ1 θ2 A figura ao lado mostra um bloco de massa m = 15kg suspenso por três cordas.37N sen(θ 1 + θ 2 ) Da última equação temos: y ! F1 θ1 ! F2 θ2 x ! F3 Cap 05 romero@fisica.4a. Como o nó está em repouso. Romero Tavares da Silva Exemplo 5-8 Capítulo 5 .br 6 . a resultante das forças que atuam nele é nula.

Se θ = 270 .br 7 . sobre um plano inclinado sem atrito. qual a aceleração do bloco? ! ! ! N + P = ma P senθ = ma N . sobre um plano inclinado sem atrito.4a.Halliday. 15 . Se θ = 270 .97Newtons Exemplo 5-10 Capítulo 5 . sen270 a = 4.8 .Halliday. qual a tensão na corda? Qual força é exercida pelo plano sobre o bloco? ! ! ! N + P +T = 0 N . Resnick e Walker .73Newtons N = P cosθ = 9. Romero Tavares da Silva Exemplo 5-9 Capítulo 5 .4a.P cosθ =0 logo: a = g senθ a = 9. edição A figura ao lado mostra um bloco de massa m = 15kg seguro por uma corda.ufpb. edição y ! T m x ! N θ ! P A figura ao lado mostra um bloco de massa m = 15kg .Prof. cos270 N = 130.P cosθ = 0 T .45m/s2 θ ! P y m x ! N Cap 05 romero@fisica. sen270 T = 66.8 . 15 .8 . Resnick e Walker .P senθ = 0 A força exercida pelo plano sobre o bloco é a força normal N : T = P senθ = 9.

59N M + m ! P ! F21 m ! p ! F12 M Cap 05 romero@fisica.ufpb.br 8 . Fazendo m = 1. logo: F12 = F21 = F As equações terão a forma: F .41m/s M + m De uma equação anterior. temos:  (M + m ) + (M − m ) M −m F = p + ma logo F = mg + m  g = mg   M +m M + m    2mM  F =  g = 16. determine a tensão na corda e o módulo da aceleração (simultânea) dos dois blocos.8kg . m Para o corpo da esquerda.p = ma P . Resnick e Walker . Romero Tavares da Silva Exemplo 5-11 Capítulo 5 . a=A A corda também é considerada de massa desprezível.Halliday. temos a equação: ! ! ! F21 + p = m a ⇒ F21 − p = m a M e para o corpo da direita: ! ! ! F12 + P = MA ⇒ P − F12 = MA A corda é considerada inextensível portanto os corpos terão a mesma aceleração (em módulo).p = (M + m) a Como p = mg e P = Mg M −m 2 a=  g = 3.Prof.3kg e M = 2.F = Ma Somando as equações: P . que passa por uma polia de massa e atritos desprezíveis.4a. edição A figura ao lado mostra dois blocos ligados por uma corda.

br 9 . edição m1 40 Dois blocos estão em contato sobre uma mesa sem atrito. edição 16 Um móbile grosseiro pende de um teto com duas peças metálicas presas por uma corda de massa desprezível. Cap 05 romero@fisica. Considerando a parte inferior do móbile. Resnick e Walker .4a.P2 -T2 = 0 ∴ T3 = P2 + T2 ! P1 ! T3 ! T1 ! T2 ! P2 a) Se m1 = 2. teremos: ! ! T1 + P1 = 0 ou seja: T1 . determine a força de contato entre os dois blocos.2kg e F = 3.2N . ! F m2 T3 . Resnick e Walker .4N Capítulo 5 .5kg m2 = 4. conforme a figura. São dada as massas das peças.3N b) Qual a tensão na corda superior? Considerando a parte superior do móbile: ! ! ! T3 + P2 + T2 = 0 ou seja: mas T2 = T1 = P1 T3 = P1 + P2 = (m1 + m2)g T3 = 78. a) Qual a tensão na corda inferior? m1 = 3.Halliday. Romero Tavares da Silva Solução de alguns problemas Capítulo 5 .Halliday. m2 = 1.P1 = 0 ∴ T1 = P1 = m1 g T1 = 34.4a.3kg .Prof. Uma força horizontal é aplicada a um dos blocos como mostrado na figura ao lado.5kg Como o móbile está em repouso. é nula a resultante das forças que atuam em cada parte dele.ufpb.

91m/s2 . Resnick e Walker .6m/s ? Vamos considerar T a indicação da balança.09N  m1 + m 2 2   1 b) Mostre que se a mesma força F for aplicada em m2 ao invés de m1 . Ambos estão se movendo com aceleração a . Cap 05 romero@fisica.F12 . logo F21 = . a resultante das forças será nula. logo F21 = m1  m +m m1 + m 2 2  1 Capítulo 5 . logo: ! !  F12 = m 2 a  ! ! ! F + F = m a 21 1  ⇒ ⇒ F12 = m 2 a F − F21 = m1a ! ! ! ! As forças F21 e F12 são ação e reação.4a. A balança marca 65N . Neste caso temos: ! !  F21 = m1a  ! ! ! F + F = m a 12 2  ⇒ ⇒ F21 = m1a F − F12 = m 2 a m1 m2 ! F ! F21 ! F12   = 2.10N   Encontramos que: a=  F F = 0. Explique a diferença.1N.br ! T ! P 10 .Prof. logo F12 = m 2   m + m  = 1. e esse é o valor da força vertical que suspende o objeto. a) Qual a indicação na balança. Romero Tavares da Silva Os blocos 1 e 2 movem-se como um conjunto com aceleração a e a resultante das forças que atuam nesse conjunto é a força externa F . ou ainda: F12 = F21 .91m/s2 . quando o elevador estiver subindo com uma velocidade constante de 7. que não é o mesmo valor obtido em (a) .Halliday. Temos então que:   F F a= = 0. quando o elevador ainda está parado. edição 45 Um objeto está pendurado numa balança de mola presa a um teto de um elevador. a força de contato é 2. Quando o elevador estiver em repouso ou com velocidade constante. Temos então duas forças atuando no objeto: o seu peso e a tensão T.ufpb. que obedece à equação: ! ! F = (m1 + m 2 )a m1 ! F m2 ! ! F21 F12 No entanto. podemos analisar os corpos como se cada fosse uma entidade independente.

for desacelerado à razão de 2.br . Para o corpo de massa m1 temos:  m1 T1 = m1a =  m + m + m 2 3  1 Para o corpo de massa m2 temos: ! !′ ! T2 + T1 = m 2 a Cap 05 T3 = 0.P = 0 ⇒ P = T1 = 65N b) Qual a indicação na balança quando o elevador. sobre uma mesa horizontal sem atrito. o objeto está acelerado. Romero Tavares da Silva Nessa situação. Como as cordas de conexão entre os blocos têm massas desprezíveis T1 = T1´ e T2 = T2´. e portanto a equação tem a forma: ! ! ! T2 + P = ma ∴ P . m1 ! T1 m2 ! T2 m3 ! T3 m1 ! T1 !′ T1 m2 ! T2 !′ T2 m3 ! T3 A resultante de forças que atua neste conjunto é T3 . Resnick e Walker . m2=24kg e m3=31kg.T2 = ma ⇒ T2 = P . e puxados para a direita com uma força T3=65N. calcule: a) A aceleração do sistema. a balança apresentará uma leitura T1 . edição 49 Três blocos estão conectados.4m/s2 ? Neste caso. As forças horizontais que atuam nos corpos estão mostradas no desenho ao lado. que é a mesma de quando o elevador estava parado. subindo com uma velocidade de 7.Prof. Se m1=12kg.ma  a T2 = P 1 −  = 49N  g   Capítulo 5 .T1 = m2 a ∴ T2 = T1 + m2 a 11 romero@fisica.97m/s2 m1 + m 2 + m 3   T3 = 11. e as forças que atuam no objeto devem satisfazer à equação: ! ! T1 + P = 0 ∴ T1 . logo: ! ! T3 = (m1 + m 2 + m 3 )a ou seja a = b) As tensões T2 e T3 .4a.64N   ⇒ T2 .ufpb.6m/s . como na figura ao lado.Halliday.

F21 .92N ! b) A força F exercida sobre o elo superior pela pessoa que levanta a corrente.F54 . logo: F12 = F23 + m(g+a) = 4m(g+a) = 4.25N Cap 05 romero@fisica. logo: F = F12 + m(g+a) = 5m(g+a) = 6. mas F43 = F34 . logo: F23 = F34 + m(g+a) = 3m(g+a) = 3. mas F32 = F23 .46N Elo 3: F23 .br 12 ! F 1 2 ! F23 ! F ! F12 ! F21 ! F45 ! F54 ! F34 3 4 ! F43 ! F32 .4a.F43 . Elo 1: F .p = ma . Resnick e Walker .100kg cada um. Romero Tavares da Silva  m1 T2 =  m +m +m 2 3  1   T3  T3 + m 2   m + m + m 2 3   1   T3 = 34.15N c) A força resultante que acelera cada elo.5m/s2 . mas F21 = F12 .92N        m1 + m 2 T2 =  m +m +m 2 3  1 Capítulo 5 .69N Elo 2: F12 .F32 .p = ma . com massa de 0. edição 57 Uma corrente formada por cinco elos. Determine: a) As forças que atuam entre os elos adjacentes.p = ma . logo: F34 = F45 + m(g+a) = 2m(g+a) = 2. A força resultante sobre cada elo é igual a ma = 0. conforme a figura. No diagrama das forças que atuam na corrente não colocamos os pesos de cada elo. 5 mas F54 = F45 . Vamos analisar a equação que relaciona as forças atuantes em cada elo: Elo 5: F45 .Halliday.23N Elo 4: F34 . é levantada verticalmente com aceleração constante de 2.p = ma ∴ F45 = m(g+a) = 1.Prof.ufpb.p = ma .

30kg . pendurado verticalmente. Para o primeiro bloco. Quais são: a) Os módulos das acelerações de cada bloco? m2 m1 θ ! T2 ! T1 ! N ! T2 ! P2 y Y ! T1 ! N X ! P2 ! P1 θ θ ! P1 Aplicando a segunda Lei de Newton para os dois corpos. logo as suas acelerações serão as mesmas. ou seja: T1 = T2 = T Vamos supor que o bloco de massa m2 irá descer. temos as seguintes equações: N . de massa e atrito desprezíveis. teremos: ! ! ! ! T1 + P1 + N = m1a1   ! ! !  T +P =m a 2 2 2 2  Como os dois blocos estão conectados por uma corda inextensível.Prof.P1 senθ = m1 a Cap 05 romero@fisica. e tem na outra extremidade um outro bloco de massa m2 = 2.Halliday.P1 cosθ = 0 T . Resnick e Walker . podemos mostrar que as tensões são iguais. em módulo.4a. sem atrito. Ou seja: a1 = a2 = a Como a corda tem massa desprezível. edição 58 Um bloco de massa m1 = 3.br 13 . como mostra a figura. Caso essa suposição não seja verdadeira a aceleração terá o sinal negativo.70kg está sobre um plano com 300 de inclinação. preso por uma corda que passa por uma polia. quando um deles se deslocar de uma distância ∆s num intervalo de tempo ∆t o outro se deslocará da mesma distância no mesmo intervalo de tempo.ufpb. Romero Tavares da Silva Capítulo 5 .

735m/s2   ! T′ ! p ! T ′′ ! P A aceleração mínima aM que o macaco deverá subir pela corda será aquela tal que T´´ é apenas igual ao peso do corpo P que está no chão.br 14 . Aplicando a segunda Lei de Newton para o macaco: ! ! ! T + p = ma ∴ T .Halliday.P1 senθ = (m1 + m2) a ou seja:  m − m1 sen θ a= 2  m +m 2 1  b) O sentido da aceleração de m2 ? Enquanto m2 . ! ! T e T ′ são ação e reação. edição 63 Um macaco de 10kg sobe por uma corda de massa desprezível. os dois corpos estarão em equilíbrio. a) Qual o módulo da aceleração mínima que o macaco deve ter para levantar a caixa do solo? ! T ′ é a força que o macaco faz na corda. Se tivermos uma igualdade.T = m2 a Somando as duas últimas equações. Romero Tavares da Silva e para o segundo: P2 . que passa sobre o galho de uma árvore. Resnick e Walker .84N m1 + m 2   Capítulo 5 . e quando a desigualdade for contrária ele subirá. encontramos: P2 . deixando-o com resultante nula.Prof. c) Qual a tensão na corda?  m − m1 sen θ T = P2 − m 2 a = m 2 g − m 2  2  m +m 2 1   m m (1 + sen θ ) T = 1 2  g = 20. Desse modo: Cap 05 romero@fisica.p = ma ∴ T = mg + ma ! T  g     g = 0.ufpb.4a.m1 senθ > 0 nós teremos o corpo de massa m2 descendo. sem atrito. e tem presa na outra extremidade uma caixa de 15kg que está no solo.

Prof.96m/s . A equação de movimento do balão antes que ele atire fora uma massa m . como já foi mostrado anteriormente. a < aM M + m c) Qual será a tensão na corda? ! ! ! T + p = ma ∴ T − mg = ma M −m M −m  T = mg + m g = mg 1 +  M + m M + m   2mM  T = g = 117.4a. está descendo verticalmente com uma aceleração a para baixo.br 15 . edição 70 Um balão de massa M .ufpb. para que ele suba com uma aceleração a (mesmo módulo e sentido oposto) ? Suponha que a força de subida devido ao ar (empuxo) não varie em função da massa (carga de estabilização) que ele perdeu. será: ! ! ! E + M g = ma ou seja: Mg-E=Ma E=M(g-a) A equação depois de atirar. Resnick e Walker . após levantar a caixa. Que quantidade de massa deve ser atirada para fora do balão.Halliday. A aceleração de cada um será: M −m 2 a=  g = 1.9m/s  m  b) Se.6N m +M  Capítulo 5 . e o macaco subirá acelerado enquanto o corpo descerá. qual será a sua aceleração? Neste caso teremos uma máquina de Atwood. com ar quente. Romero Tavares da Silva T = P = mg + maM ∴ maM = Mg .mg M −m 2 aM =   g = 4. será: ! ! ! E + (M − m )g = (M − m )a ! Mg ! a ! a Antes ! E Depois ! E (M − m )g " Cap 05 romero@fisica. o macaco parar de subir e ficar agarrado à corda.

Romero Tavares da Silva ou seja: E-(M-m)g=(M-m)a E=(M-m)(g+a) Temos então que: E=M(g-a)=(M-m)(g+a) De onde encontramos que:  2a  m=  g + a M    Cap 05 romero@fisica.Prof.br 16 .ufpb.

............................................................ FORÇA DE ATRITO ................ 22 51 .................................................. 8 16 .................. 20 41 ........................ 11 24 ............................................................................................ 3 O ATRITO AO MICROSCÓPIO ............................................................. 8 21 ................................................................................................................................................................... 5 SI NO EXISTIERA ROZAMIENTO................................................................................ 19 39 ......................................................................................................................................................................................................................................................................... 24 62 ................................... 26 ............... 2 ENTRE TAPAS E BEIJOS ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 13 31 ..................................................................................................................... 21 47 ....................................... 25 70 .............................................................................................................................................. 8 11 ...................................................................................................................................................................................................................................................................... 10 22 .................................................................................................................. 6 SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ..............................................................................................................................................................................................................................................................................FORÇA CENTRÍPETA .............................................................................................................................Versão preliminar 7 de setembro de 2002 Notas de Aula de Física 06............................................................ 17 36 ....... 23 57 ...................................................................................................................................................................................... 12 26 ..................................................................... 5 MOVIMENTO CIRCULAR E UNIFORME ................................................................................ 4 UMA FÓRMULA PARA A FORÇA DE ATRITO ............. 14 35 ............................................................................................................... 2 ATRITO ......................................................................................................................................................................................................... 22 54 ............................... 24 63 .............. 18 37 .............................................................................

as forças de atrito que atuam entre as superfícies usualmente decrescem. Podemos entender esse resultado considerando que a área microscópica de contato será a mesma em ambas as situações. A força de atrito sobre cada corpo tem sentido oposto ao seu movimento em relação ao outro corpo. cada corpo exerce sobre o outro uma força paralela às superfícies. Essa força é inerente ao contato entre as superfícies e chamamos de força de atrito. A força de atrito sobre cada corpo tem sentido oposto ao seu movimento em relação ao outro corpo. Quanto maior a área de contato menor a pressão que o corpo exerce sobre a superfície. de modo que uma força menor será suficiente para manter o movimento. há uma tendência ao movimento. v. mas a força de atrito entre as superfícies em contato mantém o tijolo em repouso. iv. passando a atuar a força de atrito cinético. A força de atrito independe da área de contato entre o corpo e a superfície que o suporta. A força de atrito estático máxima entre duas superfícies será igual à força mínima necessária para iniciar o movimento relativo. A força de atrito estático máxima entre duas superfícies será igual à força mínima necessária para iniciar o movimento relativo.br 2 . As forças de atrito que atuam entre superfícies em repouso relativo são chamadas de forças de atrito estático. cada corpo exerce sobre o outro uma força paralela às superfícies. iii. Para um tijolo em parado numa ladeira. A força de atrito é proporcional à força normal que a superfície exerce sobre o corpo considerado. Atrito Algumas leis empíricas para o atrito estático máximo entre superfícies foram propostas por Leonardo da Vinci (≈ 1500) tais como: i. Esse fato significa que a força necessária para arrastar um tijolo metálico sobre uma mesa metálica é a mesma. de modo que uma força menor será suficiente para manter o movimento. ii. Essa força é inerente ao contato entre as superfícies e chamamos de força de atrito. Cap 06 romero@fisica. Romero Tavares da Silva 06. A normal é proporcional a quantidade de microsoldas que existirão entre as superfícies.Prof. Sempre que a superfície de um corpo escorrega sobre outro. Força de atrito Sempre que a superfície de um corpo escorrega sobre outro. Iniciado o movimento. Iniciado o movimento. não importando qual a face do tijolo esteja em contato com a mesa. as forças de atrito que atuam entre as superfícies usualmente decrescem. Existe atrito entre superfícies em repouso quando acontece uma tendência ao movimento. pois entra em ação a força de atrito cinético.ufpb. em contraposição às forças de atrito cinético que acontece entre superfícies que têm movimento relativo.

uma pedra atingindo uma vidraça são exemplos de interações nas quais ocorre esse tipo de força. Cap 06 romero@fisica. se apóia sobre uma superfície. ou seja. Mas não é só isso que influi. deslizamentos. Um chute em uma bola. Em geral. beijos. ou mesmo simplesmente quando um objeto se apóia sobre outro. Podemos entender essa idéia se pensarmos em nosso próprio corpo. Também são importantes: a intensidade da força. espetadas. temos forças que agem na direção perpendicular ou normal à superfície dos objetos por isso são denominadas forças normais. podemos dizer que é quase completamente inelástico. a superfície sustenta a pessoa aplicando em seus pés uma força para cima: essa é a força normal. produzindo uma grande variedade de sensações em nossa pele. Quando as forças cessam. É o que ocorre em situações como arranhões. em geral. Vamos discutir essa características a partir de dois fenômenos físicos bastante conhecidos. a força é na direção perpendicular à face da vítima e no carinho. e o tomate não. Em um tapa. um cutucão. Uma diferença básica entre elas é a intensidade da força aplicada: um tapa. significa uma força muito mais intensa do que um carinho. raspadas. que dependendo de suas características podem sem temporárias ou permanentes. assim como um carinho. pelos efeitos evidentes que ela produz. essas forças recebem o nome de forças de atrito. Em todos esses exemplos é fácil perceber a presença da força. A bola volta ao normal após a pisada. O material da bola é relativamente elástico. a idéia de contato está relacionada à interação que surge quando objetos se tocam. pancadas. em geral. Quanto ao tomate. os efeitos das forças de contato entre objetos dependem da maneira como são aplicadas. Do ponto de vista da Física essas duas interações são de mesma natureza. Por outro lado. uma vez que a deformação por ele sofrida é permanente.ufpb. que podem se manifestar sob as mais diferentes formas. Portanto. As forças aplicadas provocam deformações na bola e no tomate. mas que em geral são confundidos: a pisada na bola e a pisada no tomate. Em batidas. etc. Romero Tavares da Silva Entre tapas e beijos Na Física. as características dos objetos e de suas superfícies. As forças sempre causam alguma deformação nos objetos. Ele está equipado para sentir estas interações. as forças normais de contato aparecem quando um corpo toca outro. Essa distinção também ocorre em outras situações em que existe o contato entre os objetos. Mas as forças normais de contato também aparecem em situações onde sua presença não é tão visível. Porém há outra diferença importante entre o tapa e o carinho: a direção da força aplicada. corresponde a uma interação entre a mão de quem bate e a face de quem recebe. sua tendência é retornar à forma original. Em outros casos. as deformações sofridas por ela no momento da pisada são temporárias.br 3 . Uma força muito normal Como vimos. e o tempo em que eles permanecem em contato. esfregadas. paralela ou perpendicular à superfície. Quando algum objeto ou pessoa. por exemplo. essa força ocorre numa direção paralela à pele. chutes. ela força esta superfície para baixo.Prof. As diferenças observadas entre as duas pisadas revelam as diferentes características de cada material. Uma boa bofetada. a força aparece na direção paralela à superfície. Pense em outros exemplos de materiais elásticos e inelásticos.

concentrado todo nas lâminas. Mesmo objetos aparentemente lisos. O peso do patinador. maior o atrito entre elas: arrastar um móvel sobre um carpete é bem diferente do que sobre um piso de cerâmica. Quanto mais ásperas as superfícies. semelhante a uma espécie de solda entre os dois materiais. A tirinha abaixo ilustra bem uma situação onde o atrito faz falta. da seguinte forma: Essa teoria das soldas nos permite entender o efeito dos lubrificantes que têm a função de diminuir o atrito. ao preencher as reentrâncias existentes entre as superfícies e dificultar a formação das soldas. mesmo um tomate tem sua elasticidade: uma apertadinha bem leve lhe provoca uma pequena deformação. Romero Tavares da Silva Nem sempre é fácil dizer o que é ou não é elástico. O atrito entre sua calça e o banco. É ele que garante que ao empurrarmos o chão para trás seremos impulsionados para frente. ele tem na verdade. Sem atrito. Ele surge sempre que tentamos deslizar uma superfície sobre outra. devido a essas saliências. ocorrem fortes adesões superficiais. a nível microscópico. Uma teoria que explica a existência do atrito afirma que nos pontos onde as saliências se justapõem. Algumas bolas sofrem deformações permanentes depois de muitas pisadas. poderia ser representado. Desse modo a força de atrito está associada à dificuldade em romper essas soldas quando um corpo é arrastado sobre o outro. Dessa forma o atrito torna-se muito pequeno. Na realidade. as superfícies mais lisas são cheias de imperfeições O atrito ao microscópio Cap 06 romero@fisica. Vistas de perto. Ao passar a mão na cabeça de um cachorro. ficaríamos deslizando sobre o mesmo lugar. somente alguns pontos de contato com ela. como no caso da patinação no gelo. perdendo sua forma. Mas se em muitos casos o atrito atrapalha. Por outro lado. não há um objeto que seja totalmente elástico ou inelástico. em novos pontos de contato. por exemplo). O atrito ao microscópio O atrito está presente em diversas situações do nosso dia-a-dia. as soldas se refazem continuamente. facilitando o movimento do patinador. exerce uma pressão sobre o gelo derretendo-o e formando uma pequena camada de água entre as lâminas e a superfície do gelo. Em determinadas situações é fundamental que o atrito seja o menor possível. ao apagar uma bobagem escrita na prova ou ao lixar uma parede. onde os movimentos ocorrem graças ao reduzido atrito entre as lâminas dos patins e a superfície do gelo. a força de atrito é a personagem principal. de forma que durante o arrastamento existe sempre uma força de resistência ao movimento: é a força de atrito. em outras situações pode ser totalmente indispensável. que desaparece assim que o soltamos. uma mesa envernizada ou a superfície de um automóvel.Prof. possuem muitas saliências e "buracos" no nível microscópico. como um vidro.br 4 . Para ter uma idéia de como essas soldas ocorrem imagine o que acontece quando você senta no banco de um ônibus. Durante o movimento.ufpb. Quando um objeto é colocado sobre uma superfície (um tijolo sobre a mesa.

meio alterado após o árduo trabalho na barraquinha do quentão.junho de 1998 Si no Existiera Rozamiento Ya hemos visto lo diversas e inesperadas que son las formas en que se manifiesta el rozamiento anuestro alrededor. de ordinario. Romero Tavares da Silva Uma fórmula para a força de atrito Na última festa junina ocorrida na sua escola. El nos da la posibilidad de andar. talvez passando areia na roupa e na mão.Capítulo 16 GREF .MECÂNICA . que sugestões você daria para aumentar a força de atrito e facilitar a escalada do mestre? Em primeiro lugar. o professor de Física. Uma maneira matemática de expressar essas possibilidades é através da seguinte fórmula: Fatrito = µ Fnormal A letra grega µ indica o coeficiente de atrito entre as superfícies (aquela história da areia) e Fnormal indica o valor da força normal entre as duas superfícies. a agarrada forte que o professor deve dar. muchos de los fenómenos ordinarios se desarrollarían de formas completamente distintas. Pela fórmula. El rozamiento toma parte muy importante incluso allí donde nosotros ni lo sospechamos. quer dizer. Sua façanha: subir no pau-de-sebo. o que irá causar maior atrito. la tierra por que andamos posee una propiedad muy estimable. y hacen bien. !Cuánto trabajo nos ha costado evitar las caídas! ¡Cuántos movimientos cómicos tuvimos que hacer para poder seguir en pie! Esto nos obliga a reconocer que. El papel del rozamiento fue descrito de una manera muy pintoresca por el físico francés Guillaume: "Todos hemos tenido ocasión de salir a la calle cuando ha helado. decide comprovar algumas teorias físicas para uma platéia estarrecida. Estudiando estos fenómenos llegamos a descubrir las consecuencias a que nos conduce el rozamiento. Mas também é possível tentar alterar um pouco os materiais em interação. estamos sugerindo um coeficiente de atrito maior. pero solamente dentro de los límites de un estrecho campo especial. Com isso você estará garantindo que a força normal seja grande.br 5 . En la Mecánica aplicada se habla del rozamiento como de un fenómeno muy pernicioso.Grupo de Reelaboração do Ensino de Física Instituto de Física da USP . Los ingenieros procuran evitar el rozamiento en las máquinas. você pode ver que quanto maior forem esses maior será o atrito. Si el rozamiento desapareciera repentinamente. de estar sentados y de trabajar sin temor a que los libros o el Cap 06 romero@fisica. Esta misma idea se nos ocurre cuando vamos en bicicleta por un pavimento resbaladizo o cuando un caballo se escurre en el asfalto y se cae.Prof.ufpb. Leituras de Física . y esto es cierto. En todos los demás casos debemos estar agradecidos al rozamiento. Para diminuir o vexame. gracias a la cual podemos conservar el equilibrio sin gran esfuerzo. Ou seja. provavelmente você irá sugerir ao professor que agarre bem forte no pau de sebo.

Imaginémonos que el rozamiento se puede eliminar por completo. La helada ha ocasionado en París y sus alrededores numerosos accidentes . Las heladas nos dan siempre buenas lecciones de la gran importancia que tiene el rozamiento. Debido a la fuerte helada.Força centrípeta Os corpos que se deslocam com movimento circular e uniforme têm em comum uma aceleração da mesma forma . Cerca de 1 400 personas han ingresado en los hospitales con fracturas de brazos y piernas".ufpb." "París. lo mismo que una gota de agua.. Se o corpo tiver uma massa m e desenvolver uma velocidade v em um círculo de raio r . la Tierra sería una esfera sin rugosidades. 21.. Física Recreativa II Yakov Perelman Capitulo Segundo Movimento circular e uniforme . que se hacían para transportar los leños desde el lugar de la tala hasta el ferrocarril o hasta el punto de lanzamiento a un río para su transporte por flotación. no podríamos sujetar nada con las manos. "Cerca del Hyde Park chocaron tres automóviles y dos vagones del tranvía. El rozamiento da estabilidad. En estas condiciones. 23). a no ser que esto ocurra en un barco cuando hay oleaje. Romero Tavares da Silva tintero se caigan al suelo o de que la mesa resbale hasta toparse con algún rincón o la pluma se nos escurra de entre los dedos. Otra demostración aun más convincente son los llamados caminos de hielo. Si sobre una mesa colocamos platos. Si no hubiera rozamiento. no podrán apoyarse unos en otros: todos empezarán a resbalar o rodar y así continuarán hasta que se encuentren a un mismo nivel. etc.. Los albañiles nivelan el suelo de manera que las mesas y las sillas se quedan allí donde las ponemos. 21. Los automóviles resultaron totalmente destruidos por la explosión de la gasolina ." A esto podemos añadir. Como muestra instructiva reproducimos las noticias que publicaba un periódico en una ocasión (en diciembre de 1927): "Londres. podemos estar tranquilos de que no se moverán de sus sitios. que tienen una especie de raíles lisos helados.a mesma equação..Prof.. los sonidos no dejarían de oírse jamás y producirían ecos sin fin. el hecho de que el hielo ofrezca poco rozamiento puede ser útil para fines técnicos. él mismo nos la ofrece. independente da força que causa este tipo de movimento. a sua aceleração centrípeta será: Cap 06 romero@fisica. En cuanto nos sorprenden en la calle nos sentimos incapaces de dar un paso sin temor a caernos. que si no existiera el rozamie nto los clavos y los tornillos se saldrían de las paredes. Un ejemplo son los trineos ordinarios. no hay que pedirle ayuda. salvo raras excepciones. El rozamiento es un fenómeno tan difundido que. el tráfico urbano y tranviario se ha hecho muy difícil en Londres.br 6 . Por estos caminos (fig. un par de caballos puede arrastrar un trineo cargado con 70 toneladas de troncos. tengan las dimensiones de una peña o las de un pequeño granito de arena. los torbellinos no cesarían nunca." Y sin embargo. los cuerpos. que se reflejarían en las paredes sin debilitarse. vasos.

Se a força de interação gravitacional mantiver um corpo de massa m1 girando em torno de um outro corpo de massa m2 com velocidade v em um círculo de raio r . temos que: FE = Fc ⇒ mA Q Q V2 =k A 2B R R Cap 06 romero@fisica. ou força de Coulomb: FE = k e a força centrípeta Fc = m A V2 R Q AQB R2 Mas como a força elétrica é quem mantém o movimento circular e uniforme.br 7 . com velocidade V em um círculo de raio R sob a ação da força elétrica de interação entre essas cargas. temos que: mm v2 FG = Fc ⇒ m1 = G 12 2 r r O mesmo poderia ser dito para o movimento de uma partícula de massa mA e carga QA que gira em torno de outra partícula de massa mB e carga QB . teremos: mm FG = G 1 2 2 r e a força centrípeta v2 Fc = m1 r Mas como a força gravitacional é quem mantém o movimento circular e uniforme. Romero Tavares da Silva ac = v2 r e a força associada à essa aceleração terá a forma: FC = mac = m v2 r A força centrípeta não tem origem física.ufpb.Prof. mas é uma característica dos corpos que se movimentam em trajetórias curvas.

ufpb. O coeficiente de atrito estático entre a parede e o bloco é µe = 0. y y a) O bloco se moverá? ! Fa O bloco está em repouso na ! ! ! N F x direção horizontal.Halliday. em módulo. menor que a força de atrito estático máxima. logo: F x N = F = 12Newtons A força de atrito estático máxima é dada por: Fa = µe N = 0.2N ! P Como o peso do bloco é P = 5N . ao peso do bloco. Romero Tavares da Silva Solução de alguns problemas Capítulo 6 . Ele coloca a caixa sobre a prancha e lentamente vai levantando uma das extremidades da prancha.br 8 . Resnick e Walker . Quais são os coeficientes de atrito determinados? ! F " Fa ! y F " Fa θ ! P x ! θ P Cap 06 romero@fisica. o bloco não se moverá. descendo pela prancha cerca de 2. 12 ∴ Fa = 7. Mas F = 12iˆ . b) Qual a força exercida pela parede sobre o bloco. Suponha que inicialmente o bloco esteja em repouso.60 e o coeficiente de atrito cinético é µc = 0. a caixa começa a deslizar.5m em 4s.Prof. edição 16 Um aluno deseja determinar os coeficientes de atrito estático e cinético entre uma caixa e uma prancha.Halliday.4a. edição 11 Uma força horizontal F = 12N comprime um bloco pesando P = 5N contra uma parede vertical.4a. logo teremos que N = −12iˆ . ou seja: ! FR = −12iˆ + 5 ˆ j Capítulo 6 .40 . em notação de vetores unitários? A força resultante exercida pela parede sobre o bloco será a soma da força nor! ! mal com a força de atrito. Resnick e Walker .60 . Quando o ângulo de inclinação faz 300 com a horizontal. Como o bloco não se move a força de atrito é igual.

P cosθ = 0 Como θ = 300 : µ N P sen θ FaE = = E P cos θ N N µE = 1 ⇒ µ E = tan θ 3 Quando o movimento se inicia o coeficiente de atrito diminui e passa de estático para cinético. a força de atrito pode ser expressa como: FaC = µC N = = µC P cosθ Usando esse resultado na segunda equação: P senθ . Pela segunda Lei de Newton: ! ! ! ! P + N + FaC = m a Decompondo as forças segundo os eixos cartesianos.µC cosθ ) µC =  2d   sen θ − 2  = 0.54  gt    Cap 06 romero@fisica. A caixa passa a descer acelerada. a força de atrito estático máxima que é igual a µE N .FaE = 0 N .P cosθ = 0 P senθ .µC P cosθ = ma ou seja: Para esse problema: v0 = 0 d = 2.br 9 .FaC = ma Usando a primeira equação.Prof.ufpb. quando ela está prestes a começar o movimento. Romero Tavares da Silva Enquanto a caixa está em repouso temos em ação o atrito estático.5m t = 4s d= at 2 2 ∴ a= 1 cos θ 2d = g (sen θ − µ C cos θ ) t2 a = g ( senθ . Pela segunda Lei de Newton ! ! ! P + N + FaE = 0 Decompondo as forças segundo os eixos cartesianos. encontramos N . e ele vai aumentando à medida que o ângulo de inclinação da tábua aumenta. encontramos P senθ . No limiar.

Em seguida.Decompondo segundo os eixos cartesianos: sianos: P sen θ − Fa = 0 P sen θ + Fa = ma      N − P cos θ = 0  N − P cos θ = 0   Mas Fa = µC N = = µC P cosθ . Cap 06 romero@fisica. edição 21 Um bloco desliza para baixo com velocidade constante sobre um plano com inclinação θ . Resnick e Walker . Romero Tavares da Silva Capítulo 6 . logo P senθ = µC P cosθ logo ma = P senθ + µC P cosθ ma = P senθ + tanθ P cosθ a = 2g senθ µC = tanθ Como a desaceleração do bloco na subida será a = 2g senθ : 2 v2 v0 2 v 2 = v 0 − 2ad ∴ d = 0 ⇒ d = 2a 4g sen θ 2 v h = d sen θ ∴ h = 0 4g b) Ele deslizará para baixo novamente? Justifique a sua resposta. a) Que altura do plano alcançará antes de parar? Bloco descendo y ! N ! Fa Bloco subindo y ! N ! Fa x θ θ ! P x θ θ ! P Quando está descendo o bloco tem Quando está subindo o bloco tem velovelocidade constante. portanto: ! ! nula. é lançado para cima sobre o mesmo plano com uma velocidade escalar inicial v0 .br 10 . Não! Como ele estava deslizando com velocidade constante na descida. logo aceleração cidade variável.Prof. a inclinação do plano era suficiente apenas para "compensar" o atrito cinético. logo aceleração não nula.ufpb.Halliday. Mas o atrito estático máximo é maior que o atrito cinético.4a. portanto: ! ! ! ! ! N + P + Fa = 0 N + P + Fa = ma Decompondo segundo os eixos carte. logo ao parar (na subida) ele permanecerá parado.

Romero Tavares da Silva Capítulo 6 . a resultante das forças ! Fa θ que atuam no corpo ainda é nula.Halliday.ufpb. Nesse caso: ! ! ! ! F + N + Fa + P = 0 Considerando o eixo y: N + F senθ .4a. edição 22 Uma caixa de 68kg é puxada pelo chão por uma corda que faz um ângulo de 150 acima da horizontal.50 .F senθ ! P y ! Fa ! N θ ! P ! F x Considerando o eixo x: F cosθ .Fa = 0 ou seja: Fa = µe N = F cosθ logo: F cos θ N= = P − F sen θ µe e finalmente µeP F= = 304.35 . Resnick e Walker .19N cos θ + µ e sen θ b) Se o coeficiente de atrito cinético for µc = 0.µc P F a = (cos θ + µ c sen θ ) − µ c g = 1.F senθ F cosθ .Prof.µc F senθ ma = F cosθ + µc F senθ .P = 0 ou seja: N = P .P = 0 N = P . qual a sua aceleração inicial? Usando a segunda Lei de Newton: ! ! ! ! ! F + N + Fa + P = ma Considerando o eixo y: ou seja: Considerando o eixo x: onde logo: N + F senθ . θ qual a tensão mínima necessária para iniciar o movimento da caixa? ! N ! Vamos considerar que a força de atrito estático F atingiu o seu máximo.Fa = ma Fa = µc N = µc P . ! F a) Se o coeficiente de atrito estático for µe = 0.br 11 Cap 06 .29m/s2 m romero@fisica.

Halliday.ufpb. Romero Tavares da Silva Capítulo 6 . temos que T = T´ . sabendo-se que µE entre o bloco A e a mesa é 0.br 12 .4a. respectivamente. a) Determine o menor peso (bloco C) que deve ser colocado sobre o bloco A para impedi-lo de deslizar. edição 24 Na figura a seguir. A e B são blocos com pesos de 44N e 22N .Prof. Resnick e Walker . C A ! Fa ! N ! T ! T′ B ! ! PA + PC ! PB Para que não exista movimento. Desse modo: T = Fa = µE N = µE ( PA + PC ) Por outro lado: T = T´ = PB ∴ T = PB = µE ( PA + PC ) ou seja: PC = PB − PA = 66N µE Cap 06 romero@fisica.20. a resultante de forças que atuam nos blocos devem ser nulas. e o atrito estático entre o bloco A e a mesa deve ser máximo:  N − PA − PC = 0 ! ! ! ! !  N + T + PA + PC + Fa = 0 ∴    T − Fa = 0    ! !  PB + T ′ = 0 ∴ [PB − T ′ = 0     Como a corda que liga os blocos A e B tem massa desprezível.

Despreze a massa do cabo e suponha que toda a massa m esteja no esfregão. edição ! 26 Na figura a seguir um trabalhador cuidadoso aplica uma força F ao longo do cabo de um esfregão.Halliday.Prof.4a. a = a´.28m/s2   Capítulo 6 . e desse modo: T − µ C PA = m A a    P −T = m a B  B Somando essas duas equações. sendo µE e µC os respectivos coeficientes de atrito estático e cinético entre o esfregão e o chão. Resnick e Walker . Romero Tavares da Silva b) Se o bloco C for repentinamente retirado. se o esfregão se move pelo chão com velocidade constante? y θ ! Fa θ ! N x ! P ! F Como o esfregão se move com aceleração nula: N − P − F cos θ = 0 ! ! ! !  F + P + Fa + N = 0 ∴   F sen θ − F = 0 a  Cap 06 romero@fisica.µC PA = ( mA + mB ) a  P − µ C PA a= B  P +P A  B   g = 2. sabendo-se que µC entre A e a mesa é 0. encontramos: PB .15 ?   N − PA = 0 ! ! ! ! !  N + T + PA + Fa = m A a ∴   T − Fa = m A a    ! ! !  P + T ′ = m a ′ ∴ [P − T ′ = m a ′ B B B B     Como a corda que liga os blocos A e B é inextensível. a) Qual o valor de F .br ⇒  N = P + F cos θ   F = µ N = F sen θ C  a 13 .ufpb. O cabo faz um ângulo θ com a vertical. qual será a aceleração do bloco A.

Temos então que: sen θ 0 − µ E cos θ 0 = 0 ⇒ tan θ 0 = µ E ∴ θ 0 = arc tan µ E Capítulo 6 . Romero Tavares da Silva µC ( P + F cosθ ) = F senθ logo:   µC F =  sen θ − µ cos θ  P  C   ! b) Mostre que se θ é menor que um determinado valor θ0 então F (ainda aplicada ao longo do cabo) é incapaz de mover o esfregão. de modo que mesmo com uma força externa F muito grande o esfregão ainda permanecerá em repouso. As equações serão equivalentes às anteriores.br . a) Determine a aceleração do sistema se B estiver inicialmente em repouso. Os coeficientes de atrito entre o bloco e o plano inclinado são µe = 0. Suponhamos que ao aplicar uma força F no cabo do esfregão. edição 31 O corpo B na figura pesa 102N e o corpo A pesa 32N . passemos a variar (aumentar) o ângulo θ até que a força de atrito impeça o movimento.4a. considerando agora o coeficiente de atrito estático: N − P − F cos θ 0 = 0 ! ! ! !  F + P + Fa + N = 0 ∴   F sen θ − F = 0 0 a   N = P + F cos θ 0   F = µ N = F sen θ E 0  a ⇒   µE F =  sen θ − µ cos θ  P  0 E 0   Esse ângulo θ0 será aquele tal que o denominador acima será nulo. Por maior que seja a força externa F se θ < θ0 não existirá movimento. Resnick e Walker .25 .Halliday.56 µc = 0.56 e µc = 0. Determine θ0 .25 ! TA ! ! Fa TB ! N ! TA ! PA mB mA θ y Y! Fa ! TB ! N X ! PA Cap 06 ! PB θ θ ! PB 14 romero@fisica. θ = 400 PB = 102N PA = 32N µe = 0. Este ângulo será chamado θ0 .ufpb.Prof.

56N e µE N = 43. logo as suas acelerações serão as mesmas. mas com tendência para que o bloco B se mova para baixo. TA = PA ∴ TB = TA = PA O bloco B só poderá mover-se ao longo do plano inclinado. b) Determine a aceleração do sistema se B estiver movendo-se para cima no plano inclinado. Ou seja: N . em módulo. vai permanecer desse modo. ! TA ! TB ! N ! Fa ! PA ! PB θ ! TA ! PA y Y ! TB ! N X θ ! PB ! Fa Aplicando a segunda Lei de Newton para os dois corpos. existem outras forças que atuam paralelamente ao plano inclinado. teremos: ! ! ! ! ! TB + PB + N + Fa = m B a B   ! ! !  T A + PA = m A a A  Como os dois blocos estão conectados por uma corda inextensível.PB cosθ = 0 ∴ N = PB cosθ Mas Fa = µE N = µE PB cosθ Afora a força de atrito. Romero Tavares da Silva Quando o sistema estiver parado. estiver parado. quando um deles se deslocar de uma distância ∆s num intervalo de tempo ∆t o outro se deslocará da mesma distância no mesmo intervalo de tempo.75N Conclusão: Se o conjunto.TB = PB senθ . e ele mover-se-á quando F for maior ou igual a força de atrito estático máxima: Se F ≥ µE N acontecerá movimento Usando os valores dados no enunciado.br 15 . encontramos que: F = 35. Vamos chamar a resultante dessas forças de F . portanto: F = PB senθ . Ou seja: Cap 06 romero@fisica. logo é nula a resultante das forças perpendiculares a esse plano que atuam nesse bloco.ufpb.Prof.PA essa força puxará o bloco para baixo.

Romero Tavares da Silva aA = aB = a Como a corda tem massa desprezível. encontramos: PA .Fa = mB a onde Fa = µc N = µc PB cosθ . Caso essa suposição não seja verdadeira a aceleração terá o sinal negativo.br 16 . e para o segundo corpo: PA .PB cosθ = 0 PB senθ . ! TA ! ! Fa TB ! N ! TA ! PA y Y! Fa ! TB ! N X ! PA ! PB θ θ ! PB Esse problema é basicamente igual ao do item anterior. Para o primeiro bloco. podemos mostrar que as tensões são iguais.PB senθ . As equações vetoriais são as mesmas ! ! ! ! ! TB + PB + N + Fa = m B a B   ! ! !  T A + PA = m A a A  As componentes são: N .Fa .PB senθ .µc PB cosθ = (mA + mB) a ou seja:  m − m B (sen θ + µ c cos θ ) 2 a= A  g = .PB cosθ = 0 T .T = mA a Somando as duas últimas equações. ou seja: TA = TB = T Vamos supor que o primeiro bloco irá descer.Prof.ufpb.3.88m/s m A + mB   O resultado do cálculo da aceleração ser negativo indica que a suposição do corpo B subir é inconsistente. temos as seguintes equações: N . com a diferença que a força de atrito aponta no sentido contrário. em outras palavras: ele não subirá.T = mB a Cap 06 romero@fisica. c) Determine a aceleração do sistema se B estiver movendo-se para baixo no plano inclinado.

PA = (mA + mB) a ou seja:  m (sen θ − µ c cos θ ) − m A  2 a= B  g = +1.02m/s mB + m A   Capítulo 6 . deslizam para baixo sobre um plano inclinado.( µ1 P1 + µ2 P2 ) cosθ = ( m1 + m2 ) a ou seja: Cap 06 romero@fisica. Resnick e Walker . desse modo: T + P1 senθ .65kg e m2 = 3.P2 cosθ = 0 T + P1 senθ .µc PB cosθ .30kg . conectadas por um bastão de massa desprezível com m1 seguindo m2 .Fa2 = m2 a N1 .226 e entre m2 e o plano é µ2 = 0.ufpb.Halliday. encontramos: PB senθ . e como esse bastão tem massa desprezível as forças T e T´ têm mesmo módulo.4a.Fa1 = m1 a -T + P2 senθ . m1 ! Fa1 ! N1 m2 θ ! P1 ! T ! Fa 2 ! T′ θ ! P2 Corpo 2 ! N2 θ Corpo 1 ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! T + P1 + Fa1 + N 1 = m1a1 T ′ + P2 + Fa 2 + N 2 = m 2 a 2 Como o bastão é inextensível as acelerações dos blocos são iguais. O ângulo de inclinação é θ = 300 .br 17 .113 . edição 35 Dois blocos de massas m1 = 1.µ1 P1 cosθ = m1 a -T + P2 senθ . Romero Tavares da Silva onde Fa = µc N = µc PB cosθ . encontramos ( P1 + P2 ) senθ .µ2 P2 cosθ = m2 a Somando essas duas equações. O coeficiente de atrito entre m1 e o plano é µ1 = 0.P1 cosθ = 0 N2 . e para o segundo corpo: T .Prof. Calcule: a) A aceleração conjunta das duas massas.PA = mA a Somando as duas últimas equações.

Determine: a) A força horizontal máxima que pode ser aplicada ao bloco inferior para que ainda se movimentem juntos.Prof. encontramos: T = (µ 1 − µ 2 ) m1 m 2 g cos θ = 1. Quando uma força F menor que a limite.05N m1 + m 2 c) Como ficariam as respostas a e b se as massas fossem invertidas? Se nos resultado da aceleração trocarmos 1 por 2 a equação não se modificará.ufpb. o conjunto se moverá com acelerado. Temos que: T = m1 a . Isso significa que a força de atrito estático máxima entre os dois blocos tem esse valor. que é mantido fixo.4a. uma força horizontal de pelo menos T = 12N deve ser aplicada ao de cima. edição 36 Um bloco de massa m2 = 4kg é colocado em cima de outro de massa m1 = 5kg . atuar no bloco de baixo. uma força horizontal de pelo menos T = 12N deve ser aplicada ao de cima.br 18 . para que ele inicie um movimento.62m/s m1 + m 2   b) A tensão no bastão. Para fazer o bloco de cima deslizar sobre o de baixo.P1 senθ + µ1 P1 cosθ e usando o resultado do cálculo da aceleração. e isso significa que o bloco que empurrava irá puxar e vice-versa. ! N2 ! F ! P2 ! N1 !′ Fá ! ! P1 + P2 ! F m2 m1 ! Fa Como foi mencionado. No entanto a tensão irá trocar de sinal. logo: F = ( m1 + m2 ) a Cap 06 romero@fisica. Resnick e Walker . Romero Tavares da Silva  (m + m 2 )sen θ − (µ 1m1 + µ 2 m 2 )cos θ  2 a= 1  g = 3.Halliday. O conjunto dos blocos é agora colocado sobre uma mesa horizontal sem atrito. Capítulo 6 . e portanto não irá alterar o movimento com essa mudança. quando mantemos o bloco de baixo fixo.

o atrito enter ele e a tábua passa a ser cinético: FaC = µC N = µC Pb = 39. a= Fa = 3m/s2 m2 Capítulo 6 .4a. O coeficiente de atrito estático µE entre o bloco e a tábua é 0.Prof.br 19 . a) Qual a aceleração resultante do bloco? ! Nb ! F !′ Fa A força de atrito estático máxima é: FaE = µE N = µE Pb = 58. Romero Tavares da Silva Os dois blocos interagem através da força de atrito. e um bloco de 10kg está colocado em cima da tábua. e portanto: Fa = m2 a ∴ a = logo:  m + m2 F = 1  m 2    m + m2  Fa =  1   m 2     T = 27N   Fa m2 b) A aceleração resultante dos blocos. edição 37 Uma tábua de 40kg está em repouso sobre um assoalho sem atrito.60 . enquanto o de atrito cinético µC é 0. Resnick e Walker .Halliday.40 .2 A resultante das forças que atuam no bloco é: ! ! ! ! ! F + Pb + Fa + N b = m b a b F − FaC = m b a b  ∴   N −P = 0 b b  ! F ! Pb ! Fa Cap 06 romero@fisica.ufpb.8N Como a força externa F = 100N a força de atrito estático não será suficiente para manter o bloco e a tábua sem movimento relativo. de modo que essa é a única força horizontal que atua no bloco de cima. O bloco de 10kg é puxado por uma força horizontal de 100N . À medida que o bloco começa a se mover.

conforme mostra a figura. O coeficiente de atrito cinético entre elas é µC . edição 39 Uma caixa desliza para baixo através de uma calha de perfil de 900 .4a.br ⇒ N 2 ( ) 20 . logo: µ P ′ Fa = m t a t ∴ a t = C b = 0.98m/s2 mt Capítulo 6 .ufpb. e como eles têm o mesmo módulo: N = N e2 + N d2 = N e 2 Por outro lado: Fae = µ C N e   F = µ N C d  ad Fa = Fae + Fad = µ C (N e + N d ) = 2µ C N e = 2µ C Fa = 2µ C N Com essa última equação. Qual a aceleração da caixa em função de µC .Halliday. que está inclinada de um ângulo θ em relação à horizontal. Romero Tavares da Silva F − µ C Pb = 6. θ e g? ! Ne ! Nd ! N ! N ! Fa θ ! ! ! N = Ne + Nd θ ! P ! ! Como é de 900 o ângulo entre os vetores N e e N d . Resnick e Walker . Usando a figura acima da direita:  N − P cos θ = 0 ! ! ! !  N + P + Fa = ma ∴  P sen θ − F = ma a  ma = mg sen θ − Fa = mg sen θ − 2µ C N = mg sen θ − 2 µ C mg cos θ a = g sen θ − 2 µ C cos θ Cap 06 romero@fisica.Prof.08m/s2 mb b) Qual a aceleração resultante da tábua? ab = A única força horizontal que atua na tábua é Fa´ que é a reação à força de atrito que atua no bloco. temos um problema em três dimensões transformado em um outro problema equivalente em duas dimensões.

T senθ ) = T cosθ ∴ P(θ ) = T ( cosθ + µE senθ )/µE ⇒ tan θ 0 = µ E dP T (− senθ + µ E cos θ ) = 0 = µE dθ θ0 = arc tan µE = 19.Halliday. O coeficiente de atrito estático entre o chão e a caixa é 0.ufpb.Prof. Cap 06 romero@fisica. a força resultante ainda será nula: ! ! ! ! T + P + N + Fa = 0  T cos θ − Fa = 0   T sen θ + N − P = 0  ⇒ Fa µ N T cos θ = E = N N P − T sen θ µE( P .35 . Devemos encontrar o N F ! ângulo adequado para que a força exFa θ terna seja suficiente para equilibrar a força de atrito estático máximo ! P Quando a caixa estiver prestes a se mover. em função do ângulo de aplicação da força externa. a) Qual deverá ser o ângulo da corda em relação à horizontal.290 b) Qual o peso da caixa de areia nessa situação? P(θ0) = TM ( cosθ0 + µE senθ0)/µE = 3329.4a. edição 41 Uma caixa de areia inicialmente em repouso. é puxada pelo chão por uma corda onde a tensão não pode ultrapassar 1100N . Romero Tavares da Silva Capítulo 6 . de forma a permitir puxar a maior quantidade de areia possível? y A maior dificuldade será colocar a caixa ! ! em movimento.77N Gráfico do peso máximo possível de ser arrastado pela corda.br 21 . Resnick e Walker .

E é essa força resultante que possibilita o corpo descrever uma trajetória circular com velocidade constante. mv 2 Fa = ma ⇒ µ E mg = ∴ v = µ E Rg = 10. Usando a segunda Lei de Newton: N cos θ − Fa sen θ − P = 0 ! ! ! !  N + P + Fa = ma ∴   N sen θ + F cos θ = ma a  Da primeira equação da direita.Halliday.Halliday. encontramos que: P N= cos θ − µ E sen θ Cap 06 romero@fisica. a estrada é inclinada e tem atrito. Romero Tavares da Silva Capítulo 6 . Desse modo a força de atrito será a força centrípeta.80km/h R Capítulo 6 .4a. a) Se o raio da curva é de 150m . pois na direção vertical existe um equilíbrio entre as forças que atuam ! Fa ! Fa ! N ! P no carro.5m de raio. edição 47 Se o coeficiente de atrito estático dos pneus numa rodovia é 0. sem derrapar? A resultante das forças que atuam no corpo é: N − P = 0 ! ! ! !  N + P + Fa = ma ∴   F = ma  a A força resultante é a força de atrito. qual deve ser o ângulo de inclinação da rodovia? ! N θ ! Fa θ θ ! P θ ! FR Vamos considerar uma situação que envolva os dois itens.Prof. Resnick e Walker .78m/s = 38. O desenho da direita mostra a força resultante.br 22 .25 .4a. edição 51 Uma curva circular de uma auto-estrada é projetada para velocidades de 60km/h . com que velocidade máxima um carro pode fazer uma curva plana de 47. Resnick e Walker . e como já foi dito é conhecida como força centrípeta.ufpb.

qual deveria ser o coeficiente de atrito mínimo.br ⇒ T sen θ ma = T cos θ mg 23 .05kg l = 1. edição 54 Um pêndulo cônico é formado por uma massa de 50g presa a uma cordão de 1. para permitir o tráfego a essa velocidade.2m. entre os pneus e a rodovia. quando não existe atrito: tan θ = a v2 = = 0.2m r = 25cm = 0.Prof.25m θ ! T ! P θ ! FR Usando a segunda Lei de Newton: T cos θ − P = 0 ! ! !  T + P = ma ∴   T sen θ = ma  Cap 06 romero@fisica. Romero Tavares da Silva e usando esse valor na segunda equação:  P   cos θ − µ sen θ E  ou seja:  sen θ + µ E cos θ a=  cos θ − µ sen θ E  ou ainda: tan θ =   µ + tan θ g =  E   1 − µ tan θ E    g     P  sen θ + µ E    cos θ − µ sen θ E     cos θ = ma   a − µE g g + µE a Quando µE = 0 .Halliday. a) Qual a sua aceleração? m = 50g = 0. A massa gira formando um círculo horizontal de 25cm de raio. sem derrapagem? Neste caso θ = 0 e portanto encontramos que: µE = a = 0. Resnick e Walker . que é o caso do primeiro item.ufpb.70 0 g Rg b) Se a curva não fosse inclinada.4a.188 ∴ θ = 10.188 g Capítulo 6 .

tem um peso aparente de 56kg no ponto mais alto. Mas quando ele está prestes a perder o contato a força normal já é nula.08m/s2 Capítulo 6 . Neste problema a trajetória é circular e nessa situação limite descrita pelo enunciado a força centrípeta é o seu peso: ! ! v2 P = ma ∴ mg = P = m r ⇒ v = rg = 49.4a.ufpb. a) Qual o seu peso aparente no ponto mais baixo? ! N ! P ! N ! P Cap 06 romero@fisica.br 24 .19km/h Capítulo 6 .499N sen θ r r l −r 2 2 = 2. numa roda gigante com velocidade constante.72m/s ma l = ma = 0.Prof.4a. conforme a figura a seguir. no alto da montanha? ! N ! P Quando uma carro perde o contato com o solo a única força que permanece atuando nele é o seu peso.49m/s = 178.Halliday. Resnick e Walker . Qual a maior velocidade que pode dirigir o carro sem sair da estrada. Resnick e Walker . edição 62 Um estudante de 68kg . Romero Tavares da Silva ou seja: a = g tan θ = g b) Qual a sua velocidade? v2 a= r c) Qual a tensão no cordão? T = ∴ v = ar = 0.Halliday. edição 57 Um dublê dirige um carro sobre o alto de uma montanha cuja seção reta é aproximadamente um círculo de 250m de raio.

9. ela mostraria exatamente o valor de N .Prof.P ∴ NB = 2P . Resnick e Walker .br 25 .NA = ( 2m . encontramos: P . a segunda Lei de Newton diz que: ! ! ! P + N = ma Ponto mais alto P . que é por isso chamado de peso aparente. ! T ! P A velocidade mínima para a corda não afrouxar é àquela para a qual teremos T = 0 .P = ma Onde NA e NB são as normais nos pontos mais alto e mais baixo respectivamente. edição 63 Uma pedra presa à ponta de uma corda gira em um círculo vertical de raio R . Determine a velocidade crítica.ufpb. logo: ! ! v2 P = ma ⇒ mg = m ∴ v = Rg R Cap 06 romero@fisica. Igualando as duas últimas equações.8 NB = 784Newt e mB = 80kg b) E no ponto mais alto.mA ) g = 80 . A normal é uma reação do assento ao corpo do estudante que está sentado nele.4a. Romero Tavares da Silva Nos pontos mais alto e mais baixo.Halliday. Se estivesse sentado em uma balança colocada nesse assento. abaixo da qual a corda pode afrouxar no ponto mais alto.NA = NB .NA = ma onde a= v2 R Ponto mais baixo NB . se a velocidade da roda gigante dobrar?  v2 P − NA = m  R    (2v )2 = 4m v 2 ′ P − NA = m  R R  ′ v 2 P − NA m = = P − NA R 4 ′ ∴ N A = 4N A − 3P NA´= 196Newt e mA´ = 20kg Capítulo 6 .

L = 1. Romero Tavares da Silva Capítulo 6 .4a.736N c) Qual a força resultante sobre a bola.70m m = 1. A tensão na corda superior é de 35N . As cordas estão esticadas e formam os lados de um triângulo equilátero vertical.Prof. Resnick e Walker . encontramos: T I = TS − P sen θ Como o triângulo formado pelos tirantes e o eixo é isósceles o ângulo entre os tirantes é 600 e consequentemente θ = 300 .34kg presa a um eixo girante vertical por duas cordas de massas desprezíveis. a) Desenhe o diagrama de corpo isolado para a bola. Desse modo: TI = 8. edição 70 A figura a seguir mostra uma bola de 1.br 26 .34kg TS = 35N ! TS L ! TI ! P r b) Qual a tensão na corda inferior? Usando a segunda Lei de Newton: ! ! ! TS + TI + P = ma v   a=  R r = L cos θ  2 ! TS θ θ ! TI y onde x ! P Decompondo as forças segundo os eixos cartesianos definidos na figura ao lado:  ma = TS cos θ + TI cos θ   0 = T sen θ − T sen θ − P S I  Da última equação.ufpb. no instante mostrado na figura? Cap 06 romero@fisica.Halliday.

Romero Tavares da Silva P   ma = TS cos θ + TI cos θ = TS cos θ + TS −  cos θ sen θ   F = ma = 2 TS cosθ .Prof.P cotθ = 37.ufpb.45m/s m Cap 06 romero@fisica.br 27 .876N d) Qual a velocidade da bola? F =m v2 v2 =m r l cos θ ∴ v= l cos θ F = 6.

....................................................................................... 18 ........................................................................................ 3 Análise tridimensional ..................................................................... 7 POTÊNCIA ...................................................................................................................................................................................ENERGIA CINÉTICA ................ 15 37 ...................... 4 TRABALHO REALIZADO POR UMA MOLA ................................................................................................................................................. 2 MOVIMENTO EM UMA DIMENSÃO COM FORÇA CONSTANTE ...........................................Versão preliminar 7 de setembro de 2002 Notas de Aula de Física 07................................................................................................................................................. 4 UMA PARTÍCULA EM QUEDA LIVRE ........................... 7 Potência instantânea.......................................................... 11 17 ....................................................................................................... 9 09 ....................................................................................................................................................................................... 12 26 ........................ 7 TEOREMA DO TRABALHO ........................................................................................................................... 9 04 ............................... 13 27 ............................................ 2 TRABALHO EXECUTADO POR UMA FORÇA VARIÁVEL ........................................................... 7 Potência média ...................................................................................................................................... 2 Análise unidimensional ............................................................................................................................................................................................................................................................. 14 32 ........................................................................................................................................... 10 11 .............................................................................. 8 SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ............................................................................................................................................ 16 38 .................................................... 6 ENERGIA CINÉTICA ... TRABALHO E ENERGIA CINÉTICA...........................................................................

Se uma força executou um trabalho W sobre um corpo ele aumentou a energia desse corpo de W .ufpb. Ou seja: W = 40 . Se você carrega uma pilha de livros ao longo de uma caminho horizontal. ou seja o retângulo compreendido entre as posições inicial e final vezes o valor da força aplicada. algumas vezes parece não estar de acordo com o nosso entendimento cotidiano de trabalho. Movimento em uma dimensão com força constante ! F ! F θ d W=Fd ! d ! ! W = Fd cos θ = F ⋅ d O trabalho realizado por uma força constante é definido como o produto do deslocamento sofrido pelo corpo. vezes a componente da força na direção desse deslocamento. Esse resultado é contraditório com as nossas definições cotidianas sobre força.2) = 72Joules Cap 07 romero@fisica. Na Física se usa um conceito mais específico. vamos considerar o gráfico do trabalho versus deslocamento para uma força constante que atua na direção do deslocamento.Prof. (3. Romero Tavares da Silva 07. Trabalho e energia cinética Podemos definir trabalho como a capacidade de produzir energia. Como foi definido anteriormente W=Fd que é a área debaixo da curva.br 2 . trabalho e cansaço! Trabalho executado por uma força variável Para uma análise inicial. Esse definição. a força que você exerce sobre os livros é perpendicular ao deslocamento. de modo que nenhum trabalho é realizado sobre os livros por essa força.8 . No dia-a-dia consideramos trabalho tudo aquilo que nos provoca cansaço.

como esses pontilhados da figura ao lado.6 . A área abaixo da curva contínua seria aproximada pelo retângulo definido pela reta pontilhada. Ou seja: W = Lim ∑ F ( x i ) δx i ∆x → 0 i i A equação anterior é a própria definição de integral. Se chamarmos o trabalho entre as posições 2 e 2. e desse modo o trabalho executado por uma força variável entre uma posição inicial i e uma posição final f será: W = ∫ F ( x ) dx i f Cap 07 romero@fisica.ufpb. Ou seja: δWi = F(xi)δxi O trabalho total. em princípio? Uma primeira aproximação para o cálculo dessa área seria dividir a área a ser calculada em pequenos retângulos.br 3 . o gráfico da intensidade da força versus o deslocamento tem uma forma como a da figura ao lado. O trabalho executado por essa força é igual a área abaixo dessa curva.7 vezes o deslocamento δxi = 2. ao longo de todo o percurso considerado será a soma dos trabalhos de cada pequeno percurso: W = ∑i δWi = ∑i F(xi)δxi A aproximação da curva pelos retângulos vai ficar tanto mais próxima do real quanto mais subdivisões considerarmos. E no limite em que δxi for muito pequeno a aproximação será uma igualdade. teremos como aproximação para esse trabalho o produto da força F(xi) = 22. Mas como calcular essa área se a curva tem uma forma genérica.6 de δWi .6 .2.0 = 0.Prof. Romero Tavares da Silva Análise unidimensional Quando está atuando sobre um corpo uma força variável que atua na direção do deslocamento.

Nessa situação ela não exerce força alguma no bloco. e quando o deslocamento se dá na parte negativa do eixo x a força restauradora aponta para o sentido positivo desse eixo. z )dy + FZ ( x. A outra extremidade da mola está fixa. Mola relaxada x=0 Quando o bloco se desloca da posição relaxada ou de equilíbrio a mola exerce sobre ele uma força restauradora que para que ele retorne à posição de equilíbrio original. z ) + k Fz ( x. Quando a mola está num estado relaxado ela não está distendida ou comprimida.br 4 . y . y . y . Trabalho realizado por uma mola Vamos analisar o movimento de um sistema composto por um bloco de massa m que está sobre uma superfície horizontal sem atrito. z ) e ! ˆ dr = iˆ dx + ˆ dy + k dz j W if = ∫ [Fx ( x. z ) + j Fy ( x. y . Cap 07 romero@fisica. ao longo de uma curva C ! ! ! W = ∫ F ( r ) ⋅ dr C ! ! F (r ) ! dr f onde a integração é considerada ao longo da trajetória usada pelo corpo. Romero Tavares da Silva Análise tridimensional ! !Vamos considerar uma força F (r ) que atua em um corpo de massa m . ao longo de uma trajetória que vai do ponto inicial i até o ponto final f . i De modo geral a força é considerada como: ! ! ˆ ˆ F (r ) = iˆ Fx ( x. e tem preso a si uma mola. y . Quando o deslocamento é na parte positiva do eixo x a força restauradora aponta para o sentido negativo desse eixo. y . z )dx + Fy ( x. z )dz ] f i onde a integração é feita ao longo da curva C que define a trajetória do corpo.Prof.ufpb.

ufpb. e neste caso podemos dizer que a força restauradora é proporcional ao deslocamento do bloco em relação à sua posição de equilíbrio. Mola distendida x=0 ! Se o bloco se deslocou na parte positiva do eixo x . Romero Tavares da Silva Quando o deslocamento do bloco é muito pequeno em comparação à dimensão da mola podemos considerar o que é chamado de pequenas oscilações. temos que r = iˆ x e portanto ! a força aponta para o sentido negativo do eixo: F = −k x iˆ Mola comprimida x=0 ! Se o bloco se deslocou na parte negativa do eixo x .br 5 . temos que r = −iˆ x e por! tanto a força aponta para o sentido positivo do eixo: F = k x iˆ .Prof. essa aproximação é também conhecida como Lei de Hooke. O trabalho realizado pela mola para levar o corpo de uma posição inicial até uma posição final será: f ! ! f ! ! W if = ∫ F ⋅ dr = ∫ (− kr ) ⋅ dr i i Cap 07 romero@fisica. e pode ser expressa do seguinte modo: ! ! F = −k r onde chamamos k de constante elástica da mola.

yi ) Quando a partícula estiver descendo. e como conseqüência aumenta a energia cinética da partícula.yi ) final Quando a partícula está subindo a força peso executa uma trabalho negativo. temos que: !  r = iˆx ! ! ∴ r ⋅ dr = x dx  ! ˆ dr = i dx logo.mg ( yf . logo o trabalho executado pela força peso entre as posições inicial e final será: ˆ ˆ W if = ∫ − mg j ⋅ j dy = −mg ∫ dy i i f y final ! dr ( )( ) f ! mg início Partícula descendo y início ! dr ! mg Wif = . o trabalho realizado pela mola será x2 W if = −k ∫ x dx = −k 2 i f xf =− xi k 2 (x f − x i2 ) 2 Uma partícula em queda livre Partícula subindo Quando uma partícula se movimenta sob a ação da gravidade. Cap 07 romero@fisica. logo o trabalho executado pela força peso entre as posições inicial e final será: ˆ ˆ W if = ∫ mg j ⋅ j dy = mg ∫ dy i i f ( )( ) f Wif = mg ( yf . Quando a partícula estiver subindo.br 6 .ufpb. Por outro lado. o desloca! mento elementar dr e a força peso têm mesmo sentido. o desloca! mento elementar dr e a força peso têm sentidos contrários. Romero Tavares da Silva Como o deslocamento se dá no eixo x .Prof. quando a partícula está descendo a força peso executa uma trabalho positivo. esta é a única força que nela atua. e como conseqüência diminui a energia cinética da partícula.

Potência média Nos dá a medida da energia produzida (ou absorvida) W num certo intervalo de tempo t . W P = t Cap 07 romero@fisica. O trabalho W realizado por esta força dobre a partícula será: W = ∫ F ( x ) dx = ∫ (ma )dx f f i i mas. por outro lado    (ma )dx =  m dv  dx =  m dv   dx dt  =  m dx   dv dt  = (mv )(dv )         dt   dt   dt   dt   dt  ou seja: W = ∫ m vdv = i f 1 mv 2 2 K = f i = 1 1 mv f2 − mv i2 2 2 Considerando que 1 mv 2 2 temos W = K f − K i = ∆K Potência A potência mede a capacidade de um sistema produzir (ou absorver) energia. como: 1 K = mv 2 2 Mostraremos adiante que o trabalho realizado pela resultante de forças que atua em uma corpo é igual à variação da sua energia cinética. ou seja: Wif = ∆K = Kf .br 7 . Romero Tavares da Silva Energia cinética Define-se a energia cinética de uma partícula de massa m que viaja com velocidade v . Ela é a razão entre a energia produzida (ou absorvida) e o intervalo de tempo necessário para essa produção (ou absorção).Prof.Ki Teorema do trabalho . Dependendo do nosso interesse ou dos nossos instrumentos podemos desejar medir a potência média ou potência instantânea.energia cinética Considere uma partícula de massa m que se move sob a ação de uma resultante de forças F .ufpb.

daí instantânea.Prof. Romero Tavares da Silva Potência instantânea Nos dá a medida da energia produzida (ou absorvida) num intervalo de tempo muito pequeno.br 8 . P = Lim ∆t → 0 ! ! dW = F ⋅ dr ⇒ ∆W dW = dt ∆t ! ! ∴ P = F ⋅v ! ! dr P =F⋅ dt Cap 07 romero@fisica.ufpb. É útil quando queremos acompanhar a produção (ou absorção) de energia de maneira precisa.

Halliday.4a.Prof.ufpb. Se ele sofre uma desaceleração de 2m/s2 até ficar imóvel: a) Qual a intensidade da força utilizada? ! ! ! ! F + P + N = ma Decompondo as forças segundo eixos ! cartesianos. encontramos: F  F = ma   N − P = 0  Logo: F = ma = 204N b) Qual a distância que o objeto percorreu antes de parar? v = v − 2ad 2 2 0 2 v0 ∴ d= = 702. edição 04 Um objeto de 102kg está inicialmente movendo-se em linha reta com uma velocidade de 53m/s . Resnick e Walker .25m 2a ! N v0 v=0 ! P ! d c) Qual o trabalho realizado pela força de desaceleração? Podemos calcular o trabalho de duas maneiras equivalentes: ! ! W = F ⋅ d = −Fd   1 2 W = ∆K = − mv 0   2  ∴ W = . Romero Tavares da Silva Solução de alguns problemas Capítulo 7 .259Joules Cap 07 romero@fisica.br 9 .143.

4a. executaremos um certo trabalho W . pesem juntas 20N . o conjunto de roldanas executará. edição 09 A figura ao lado mostra um conjunto de polias usado para facilitar o levantamento de um peso P . Uma carga de 840N deve ser levantada 12m .Halliday. vamos fazer uma analogia com outros tipos de arranjos de roldanas.br 10 . às quais está presa a carga. logo: W=PH H ! T ! F L ! P Para elevar o corpo de uma altura H . A força mínima que o conjunto de roldanas deve fazer atuar sobre o corpo para elevá-lo com velocidade constante de uma altura H é igual ao peso do corpo. ! deveremos puxar a corda ( com F ) de um comprimento L . Resnick e Walker . um certo trabalho. também. Suponha que o atrito seja desprezível e que as duas polias de baixo. pois a energia em questão é aquela que fornecemos ao atuar com a ! força F . Ao elevar o peso P .ufpb.Prof. Romero Tavares da Silva Capítulo 7 . logo: W=FL e como esses trabalhos são iguais: H P L Para descobrir qual a relação entre H e L deste problema. Esses dois trabalhos serão iguais. a) Qual a força mínima para levantar a carga? ! F necessária Ao puxar a corda exercendo a força ! N . W = PH = FL ∴ F = H=L F=P ! F H = L/2 F = P/2 ! F H = L/3 F = P/3 ! F Cap 07 romero@fisica.

20 . Resnick e Walker . a aceleração é nulo e portanto: ! ! ! ! Fa + F + P + N = 0 Decompondo as forças. logo: H = L/4 F = P/4 = ( 840 + 20)/4= 215N b) Qual o trabalho executado para levantar a carga até a altura de H = 12m ? W = P H = (840 + 20) 12 = 10. logo y ! N ! Fa θ! P ! x F ! d F = Fa .320Joules Capítulo 7 .ufpb.br 11 . numa rampa com inclinação de 300 por uma força horizontal constante.P senθ = µC N + P senθ F = P ( senθ + µC cosθ ) ! ! W F = F ⋅ d = F d = 1. com velocidade constante. Como a arca se move com velocidade constante. Romero Tavares da Silva No arranjo mais simples. o da esquerda da figura anterior.22Joule Cap 07 romero@fisica.4a.Prof. a) Calcule o trabalho realizado pela força aplicada.320Joule c) Qual o deslocamento da extremidade livre da corda? L = 4H = 48m ! d) Qual o trabalho executado pela força F para realizar esta tarefa? W = F L = 10. edição 11 Uma arca de 50kg é empurrada por uma distância de 6m . No nosso problema temos 4 cordas e um tirante.Halliday. temos 1 corda e um tirante. O coeficiente de atrito cinético entre a arca e a rampa é 0.979. encontramos:  N − P cos θ = 0   F − P sen θ − F = 0 a  Mas Fa = µC N . No arranjo seguinte temos 2 cordas e um tirante e no terceiro arranjo temos 3 cordas e um tirante.

Resnick e Walker . todo o integrando como função de x .P d senθ = . y )dy ] f i a) Vamos considerar inicialmente a trajetória retilínea y(x) = x + 1 A imposição da trajetória no cálculo da integral acontece quando usamos na força e nas diferenciais a dependência y(x) definida pela trajetória. 3 ) rf = ( -4 .22 É fácil perceber que é nulo o trabalho executado pela resultante de forças. edição ! 17 Qual o trabalho realizado por uma força F = 2 x iˆ + 3 ˆ (em Newtons) .ufpb. Romero Tavares da Silva b) Calcule o trabalho realizado pelo peso da arca. y ( x ))dx + Fy ( x.Fa d = µC N d= µC P d cosθ = -509. WR = ∆K = 0 Capítulo 7 . y ( x )) dx  dx  Teremos desse modo. Como já foi dito anteriormente: ! ! W if = ∫ F ⋅ dr C ( ) W if = ∫ [Fx ( x.Prof.1. que é exercida sobre uma partícula enquanto ela se move da posição ! ! ˆ inicial r i = 2 iˆ + 3 j (em metros) até a posição final r f = −4 iˆ − 3 ˆ (em metros) ? j ri = ( 2. onde x está j em metros. y )dx + Fy ( x.470Joules c) Calcule o trabalho realizado pela força de atrito. ! ! W P = P ⋅ d = . Cap 07 romero@fisica. ! ! W a = Fa ⋅ d = . -3 ) Como não foi mencionada a trajetória. Podemos mostrar isso de diversas maneiras: ! ! ! ! ! W R = F + P + Fa + N ⋅ d = W F + W P + W a + W N = 0 O trabalho executado pela normal é nulo pois ela é perpendicular ao vetor deslocamento. Vamos calcular o trabalho usando duas trajetórias: a reta que une os dois pontos e uma parábola que passa por eles. podemos escolher diversos percursos para a partícula entre os pontos inicial e final.4a.Halliday.br 12 . ! !  dy  F ⋅ dr = Fx ( x.

De modo geral. edição 26 Uma força única age sobre um corpo que está se movendo em linha reta. BC. Determine o sinal (positivo ou negativo) do trabalho realizado pela força sobre o corpo nos intervalos AB . Existe uma categoria de forças . t ) = 0 Capítulo 7 . uma força F (r .para as quais o trabalho entre dois pontos só depende ! ! desses pontos.chamadas forças conservativas .br 13 −4 −4 v B C A 0 t1 t2 D t3 t4 E t . e tem a forma: + v = a1 t O movimento é unidimensional e a velocidade é crescente. por essa força. A figura a seguir mostra o gráfico da velocidade em função do tempo para esse corpo. não dependeu da trajetória. Resnick e Walker . t ) é conservativa quando o seu rotacional é nulo.ufpb. logo a força atua na direção do deslocamento e desse modo: ! ! W AB = F ⋅ d = Fd > 0 Cap 07 romero@fisica. Neste problema: ! F = 2 x iˆ + 3 ˆ j e dy = −x dx ! ! F ⋅ dr = 2 x dx + 3(− x )dx = − x dx x2 1 W if = ∫ − x dx = − = − (16 − 4 ) = −6J 2 +2 2 +2 Não foi por acaso que o resultado do trabalho executado entre dois pontos.4a.x2/2 + 5 . CD e DE AB Neste intervalo a curva é uma reta. Romero Tavares da Silva Neste problema: ! F = 2 x iˆ + 3 ˆ j e dy =1 dx logo ! ! F ⋅ dr = 2 x dx + 3 dx = (2 x + 3 )dx W if = ∫ (2 x + 3 )dx = x 2 +2 −4 −4 +2 + 3 x + 2 = (16 − 4 ) + 3(− 4 − 2) = 12 − 18 = −6J −4 b) Vamos considerar inicialmente a trajetória parabólica y = . e portanto a velocidade é uma função crescente do tempo até atingir um certo valor v0 .Prof. ou seja: ! ! ∇ × F (r .Halliday. que passa pela origem.

br 14 . edição 27 Uma mangueira de incêndio é desenrolada puxando-se horizontalmente uma de suas extremidades ao longo de uma superfície sem atrito com velocidade constante de 2.Prof.a2 ( t .25kg . o corpo está sendo acelerado e temos força e deslocamento no mesmo sentido. Ao contrário do item anterior. com a mesma aceleração a2 do intervalo anterior.4a.a 2 ( t . logo a força atua na direção contrária ao deslocamento e desse modo: ! ! WCD = F ⋅ d = −Fd < 0 DE Neste intervalo o corpo começa a recuar.3m/s .t2 ) onde a2 > 0 . Consequentemente o trabalho da força resultante será nulo: WBC = 0 CD Neste intervalo a velocidade é decrescente.Qual a energia cinética fornecida para desenrolar 12m de mangueira? ! A força F é uma força variável porque à medida que a mangueira é desenrolada uma maior parte dela passa a se movimentar em contato com o solo e atritando-se com ele. Como o atrito vai aumentado a força externa deve aumentar para que a mangueira desenrolada tenha velocidade constante. A forma funcional é do tipo: v = v0 . O movimento é unidimensional e a velocidade é decrescente. Romero Tavares da Silva BC Neste intervalo a velocidade é constante v0 . iniciando o intervalo com valor v0 e terminando com velocidade nula.ufpb. A massa de 1m de mangueira é 0. logo a aceleração é nula e portanto a força resultante também é nula.t3 ) O módulo da velocidade aumenta e ela assume valores negativos cada vez maiores. ! ! W DE = F ⋅ d = Fd > 0 Capítulo 7 . v = .Halliday. ! ! ! ! F + Fa + N + P = 0 N − P = 0      ∴ F = Fa = µ C N = µ C P   F − Fa = 0 ! Fa ! P ! N ! F ! F Cap 07 romero@fisica. Resnick e Walker .

Resnick e Walker . e ii. que tem a metade da massa do pai. encontramos: Cap 07 romero@fisica. tem a metade da energia cinética do garoto. Existe uma for! ça. edição 32 Um homem que está apostando corrida com o filho. ii. mas para se vencer a inércia. não se pode resolver desse modo pois não se conhece o coeficiente de atrito µC entre a mangueira e o piso. e não é essa força F mencionada. aos poucos . Ela atua por um instante! O trabalho que ela produz é aquele necessário para colocar TODA a mangueira em movimento de velocidade constante.Halliday. KH = 1 KG 2 1  11  ∴  M HVH2  =  M GVG2   2  22 MH = M G ∴ M H = 2M G 2 1 1 2 M H (VH + 1) = M GVG2 2 2 Usando i. W = ∆K = 1 1 Mv 2 = (λ L )v 2 = 7. o peso dessa parte será P(x) onde: P(x) = λ g x Então: F(x) = µC λ g x O trabalho será: L L L2 W = ∫ F ( x ) dx = µ C λ g ∫ x dx = µ C λ g 2 o o λ= Apesar do enunciado ter induzido uma solução nessa direção. iii.4a.infinitesimalmente.ufpb. No entanto a solução é muito mais simples! E noutra direção. responsável por tirar do repouso. A densidade linear de massa λ da mangueira é passível de ser calculada: M = 0.25kg/m L Quando a mangueira tiver um comprimento x desenrolado e em movimento. já que não se pediu o trabalho para vencer o atrito enquanto se desenrola.br 15 . cada parte da mangueira. Esse homem aumenta a sua velocidade em 1m/s e passa a ter a mesma energia cinética da criança. Quais eram as velocidades originais do pai e do filho? Vamos equacionar as várias informações fornecidas: i.935Joules 2 2 Capítulo 7 .Prof. O trabalho da força resultante é igual à variação da energia cinética. Romero Tavares da Silva onde P é a parte da mangueira que está em movimento.

e iii.Prof. Resnick e Walker .82m/s Capítulo 7 . a segunda Lei de Newton terá a forma: ! ! ! T +F +P =0 Decompondo essas forças.br 16 . ! a) Qual o módulo de F quando o caixote se encontra na posição final? Vamos considerar que o caixote é deslocado com velocidade constante. então escolheremos a situação mais simples.ufpb. Ele é empurrado com uma força horizontal variável F .41m/s VG = 4. encontramos: F − T sen θ = 0   T cos θ − P = 0  T sen θ F = = tan θ T cos θ P Mas tan θ = s = r s L2 − s 2 ⇒  s F =  2 2  L −s   P = 796. Cap 07 romero@fisica.90N   ∴ F = P tan θ y L θ ! T ! F ! P s x b) Qual o trabalho total executado sobre o caixote? Como a resultante de forças é nula. o trabalho executado por essa força é nulo. edição 37 Um caixote com uma massa de 230kg está pendurado na extremidade de uma cor! da de 12m de comprimento. Nada foi mencionado à respeito. encontramos: (V e finalmente: H + 1) = 2 (2V ) H 2 2 = 2VH2 e ∴ VH = 1 2 −1 VH = 2. até deslocá-lo de 4m horizontalmente.4a. encontramos: 1 (2M G )(VH + 1)2 = 1 M GVG2 2 2 ⇒ ⇒ VH2 = VG2 4 ∴ VG = 2VH (V H + 1) = 2 VG2 2 Usando os dois últimos resultados. pois nesse caso a aceleração será nula. Romero Tavares da Silva 1 (2M G )VH2 = 1 M GVG2 2 4 Usando ii.Halliday. Sendo assim.

686m   α θ ! dr α WP = . Romero Tavares da Silva c) Qual o trabalho executado pela corda sobre o caixote? ! O trabalho elementar executado pela força F é dado por: ! ! dW F = F ⋅ dr = F dr cos α Mas já foi mostrado que F = P tanα e podemos observar que dr = L dα logo L dWF = ( P tanα) (L dα) cosα dWF = L P senα dα W F = ∫ dW F = ∫ L P sen α dα i 0 f α ! dr θ ! F α s W F = − L P cos α θ 0 = L P (1 − cos θ ) Se considerarmos H como a altura que o caixote foi elevado: H = L .cosθ ) e então WF = P H = m g H Mas como  L2 − s 2 H = L(1 − cos θ ) = L1 −  L  temos WF = m g H = 1.1.Prof.L cosθ = L ( 1 .90Joules d) Qual o trabalho executado pelo peso do caixote? O trabalho elementar executado pela ! força P é dado por: ! ! dW P = P ⋅ dr = F dr cos(α + 90 0 ) dW P = −P sen α dr = −PL sen α dα W P = ∫ dW P = −LP ∫ sen α dα = −W F i 0 f   = L − L2 − s 2 =0.546.90Joules ! P 17 Cap 07 romero@fisica.546.br .m g H = .ufpb.

5N/cm = 250N/m L = 12cm = 0. A compressão máxima da mola produzida pelo bloco é de 12cm. qual o trabalho executado pela mola? ! FM y=0 ! dr y=L y m = 250g = 0. portanto neste caso teremos dr = ˆ dy .25kg k = 2.1.5N/cm .ufpb. a força que a mola exerce no objeto é dada pela Lei de Hooke: ! ˆ FM = −k y j e o trabalho executado por essa força será: 1 W M = ∫ dW = ∫ − k y ˆ ⋅ ˆ dy = −k ∫ y dy = − kL2 = . Resnick e Walker .12m O trabalho é definido como: f ! ! W = ∫ F ⋅ dr i ! O elemento de integração dr tem comprimento infinitesimal e aponta na dire! ção de integração. Como foi definido j anteriormente. a) Enquanto a mola está sendo comprimida.294J j i 0 0 f L ( )( ) L Cap 07 romero@fisica. qual o trabalho executado pelo peso do bloco? ! ! P = mg = ˆmg j ˆ W P = ∫ dW = ∫ j m g ⋅ ˆ dy = mg ∫ dy = mgL = + 0.br 18 . Romero Tavares da Silva Capítulo 7 . edição 38 Um bloco de 250g é deixado cair sobre uma mola vertical com uma constante de mola k = 2.8J j j 2 i 0 0 f L L ( )( ) b) Enquanto a mola está sendo comprimida.Prof.4a.Halliday.

ufpb.47m/s m d) Se a velocidade no momento do impacto for multiplicada por dois. A força resultante é: ! ! ! FR = FM + P e o trabalho executado por essa força será: f ! ! ! f ! ! f ! ! f ! ! W R = ∫ FR ⋅ dr = ∫ FM + P ⋅ dr = ∫ FM ⋅ dr + ∫ P ⋅ dr = W M + W P = ∆K i i i i ( ) 1 ∆K = K f − K i = −K i = − mv 2 = W R 2 ∴ v = − 2WR = 3. temos: 1 1 2 ′ W R = − kH 2 + mgH = ∆K ′ = − m(2v ) = −2mv 2 2 2 − 1 kH 2 + mgH + 2mv 2 = 0 2 ⇒  4mv 2  2mg  H2 − H −   k  k    =0   A única solução positiva dessa equação é: H = 0.23m Cap 07 romero@fisica. Vamos considerar que nessa nova situação a mola se comprimirá de H .br 19 . Refazendo o raciocínio anterior.Prof. qual será a compressão máxima da mola? Suponha que o atrito é desprezível. Romero Tavares da Silva c) Qual era a velocidade do bloco quando se chocou com a mola? O trabalho executado pela força resultante é igual a variação da energia cinética.

.................................................................................................................................................... 5 Energia potencial gravitacional ........................................................................................................................ 9 SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS .......................................................................................................................................................... 14 28 ........................................... 13 25 ............................................ 15 35 ...................................................................................... 10 10 .......Versão preliminar 10 de setembro de 2002 Notas de Aula de Física 08................................................................................ 4 Energia potencial elástica .................................................................................................................................................................................................................. 11 13 ..................................... 13 32 ............................................................................... 10 7 ........ 4 FORÇAS CONSERVATIVAS ....... 3 TRABALHO E ENERGIA POTENCIAL ................. 16 37 ................................................ 12 23 ............................. 6 USANDO A CURVA DA ENERGIA POTENCIAL ................................................................................ 17 ........................................................................................................................................................................................... CONSERVAÇÃO DA ENERGIA ............................................................. 14 30 ................................... 6 FORÇAS NÃO CONSERVATIVAS .................................................... 2 FORÇAS CONSERVATIVAS E NÃO-CONSERVATIVAS .......................................................................................................................................................................................................................................... 5 CÁLCULO DA TRAJETÓRIA A PARTIR DO POTENCIAL ........................................................................................................................ 11 17 ...............................................................ENERGIA MECÂNICA .......................................................................................................................................................................................................................................................................

estamos demonstrando preocupação com o desperdício! Desperdício significa que algo útil foi jogado fora sem ter sido aproveitado . abaixem a chama do gás quando a água ferveu. Ou seja. teremos que pagar à companhia de água e esgoto. aumentando assim o gasto de combustível. por exemplo. Podemos entender esta frase. Isso não significa que a água é perdida mas que está se transformando em vapor d’água! E a água que escorre pelo ralo. Conservação da energia Quando exigimos das pessoas que moram em nossa casa que apaguem a luz ao sair de um aposento. bastante conhecida: “Nada se perde. tudo se transforma. podemos ver que a água vai evaporando e o seu nível na panela vai diminuindo. perdeu sua utilidade. E uma água nova entra na caixa d’água. por exemplo: . são chamadas de transformações. é impossível pegar o frio que sai da geladeira enquanto a porta está aberta e colocá-lo de volta dentro da geladeira.” Essa frase é de Lavoisier. haverá um custo na reutilização da água que já foi utilizada.Aula 16 Cap 08 romero@fisica. para encher novamente o tanque de gasolina! A maioria das transformações de energia são do tipo irreversível. haverá um custo para que seu interior se esfrie novamente.Prof. ou.ufpb. para que trate mais água e que esta seja enviada pelo encanamento até a nossa caixa-d’água! Ou seja. . A água da torneira que pinga vai embora pelo ralo e a gente nem percebe. em substituição àquela que foi desperdiçada! Agora pare e pense em quantas vezes você já ouviu alguém dizendo esta frase.Energia química: carros mal regulados consomem mais do que o normal. a energia pode ser transformada em outra forma de energia e depois voltar a ser o que era. Romero Tavares da Silva 08.br 2 . Todas essas transformações. Uma pequena parte das transformações são do tipo reversível. Isso significa que a energia útil se transformou num outro tipo de energia e não pode ser reutilizada. isto é.2º grau do Telecurso 2000.foi desperdiçado. É impossível usar o gás que saiu do escapamento de um automóvel. Um sistema que tem essa propriedade é chamado de sistema conservativo . É impossível pegar a eletricidade que foi usada no chuveiro elétrico e colocá-la de volta no fio. cuja energia não pode ser reaproveitada. um famoso cientista francês do século 18. . Telecurso de Física . quando colocamos água numa panela e a aquecemos. que também terá um custo. No nosso dia-a-dia. ou seja. mas. também se transforma? Podemos pensar em termos de utilidade.Energia elétrica: banhos de chuveiro elétrico demorados geram enorme consumo de eletricidade. usamos muito a expressão “desperdício de energia”. que se refere ao desperdício dos vários tipos de energia.Energia térmica: quando deixamos uma geladeira aberta. a água que estava na caixa-d’água era útil. fechem bem a torneira para que não fique pingando. como. ainda. não deixem a televisão ligada à noite enquanto dormem. depois que se foi pelo ralo. Se quisermos utilizar novamente a água que se foi.

Essas mudanças de forma de energia se processaram sem perdas porque eram conservativas as forças envolvidas na situação descrita. No sistema massa .WAB.br 3 . Esse trabalho será o mesmo caso se utilize o percurso 1 . Em síntese: a energia potencial gravitacional do início do movimento do corpo foi transformada totalmente em energia cinética que por sua vez foi transformada totalmente em energia potencial da mola.2 e finalmente: WAB. Um corpo que está numa certa altura acima do solo.2 = 0 ou seja: WAB. de maneira mais genérica. A energia potencial de um corpo representa a capacidade dele produzir energia cinética ou. tem energia potencial gravitacional. neste percurso fechado.2 = . A energia potencial está sempre associada a uma força. com a mesma capacidade de produzir trabalho. Se colocarmos no solo uma mola numa posição adequada.Prof.1 = WAB.mola. quando a massa retorna a um dado ponto. Quando solto. Vamos considerar uma força conservativa que atua sobre uma partícula ao longo de um percurso fechado. ela tem a mesma energia cinética da passagem anterior. indo do ponto A até o ponto B pelo caminho 1 da figura ao lado. quando o sistema recupera a sua configuração inicial. Não podemos associar energia potencial com uma força não-conservativa (tal como a força de atrito) porque a energia cinética de um sistema em que tais forças atuam não retorna ao seu valor inicial.2 Mas como a força é conservativa.1 + WBA. Temos então que: WAB. ele cairá em direção ao solo.ufpb.1 = . portanto o trabalho realizado pela mola foi nulo. transformar essa energia num outro tipo de energia. A 2 B 1 Cap 08 romero@fisica.WBA. transformando essa energia potencial em energia cinética à medida que cai. ir e voltar pelo mesmo caminho 2 será apenas uma questão de sinal: WBA. e voltando de B para A pelo caminho 2 .2 ou seja: o trabalho para ir do ponto A até o ponto B independe do percurso quando a força for conservativa. 2 ou qualquer outro percurso. Romero Tavares da Silva Forças conservativas e não-conservativas Uma força conservativa caracteriza-se por executar um trabalho nulo quando se considera um percurso fechado. o corpo irá atingi-la e comprimi-la até parar.

Estamos ! definindo. definiu-se a energia potencial U (r ) no ponto definido pelo ve! ! tor r . a energia mecânica E = K + U é uma constante de movimento ! 1 E = m v 2 + U (r ) = cons tan te 2 Algumas forças tem uma existência marcante.mola encontra-se presente no dia a dia como exemplo de sistema conservativo oscilante. Esse é um tipo de força elástica. quando estão atuando nessas partículas quaisquer quantidade de forças conservativas. Ela é válida para um sistema composto de um número qualquer de partículas. A nova grandeza definida. Vamos calcular a energia potencial associada a algumas destas forças. desse modo. Cap 08 romero@fisica. Romero Tavares da Silva Trabalho e energia potencial Quando a força for conservativa.Prof. um referencial U (r 0 ) de energia potencial e todos os outros valores serão medidos em relação a este referencial. seja no meio acadêmico ou na vida prática.ufpb. No caso anterior. Ou seja: W if = ∆K = K f − K i mas tendo em vista os resultados anteriores: W if = ∆K = −∆U ∴ ∆(K + U ) = ∆E = 0 onde E = K +U onde essa dedução é absolutamente geral. Forças conservativas . O sistema massa .Energia mecânica Já foi estabelecido que o trabalho executado pela força resultante é igual a variação da energia cinética. apesar de ter sido feita para apenas uma força atuando em apenas uma partícula. Define-se a diferença de energia potencial ∆U entre os pontos r i e rf do seguinte modo: f ! ! ! ! ∆U = U (r f ) − U (r i ) = −W if = − ∫ F ⋅ dr i ou seja: ! ! 0 U (r ) = U (r ) − ∫ F ⋅ dr ! r0 ! r ! ! ⇒ ! ! ! F (r ) = −∇U (r ) A energia potencial é sempre definida em relação a um determinado referencial de ! energia. em relação à energia potencial U (r 0 ) no ponto definido pelo vetor r 0 .br 4 . onde a força que a mola exerce é variável. podemos definir a energia potencial associada à ! ! essa força.

ufpb. temos que: !  r = iˆx ! ! ∴ r ⋅ dr = x dx  ! ˆ dr = i dx logo.Prof. dizemos que a energia potencial gravitacional tem a forma: U( y ) = m g y y=0 Cap 08 romero@fisica.br 5 . É um caso de energia potencial associada a uma força constante. Energia potencial gravitacional R ! ! ! U ( R ) = U ( 0 ) − ∫ F ⋅ dr 0 ! onde ! F = − ˆ mg j  ! ˆ  dr = j dy h h ! dr ! mg U (h ) = U (0 ) − ∫ − mg ˆ ⋅ j dy = mg ∫ dy j ˆ h 0 0 ( ) U( h ) = m g h onde estamos considerando o referencial de energia potencial U( x = 0 ) =0 . Considerando o resultado anterior.mola tem a forma: U(x ) = 1 k x2 2 Outro exemplo interessante é a energia potencial associada à força gravitacional. o trabalho realizado pela mola será: x2 1 U (L ) = U (0 ) + k ∫ x dx = U (0 ) + k = k L2 2 0 2 0 L L x=0 onde estamos considerando o referencial de energia potencial U( x = 0 ) =0 Considerando o resultado anterior. Romero Tavares da Silva Energia potencial elástica ! ! R ! R ! ! ! ! U (R ) = U (0 ) − ∫ F ⋅ dr = − ∫ (− kr ) ⋅ dr 0 0 ! F Como o deslocamento se dá no eixo x . dizemos que a energia potencial elástica de um sistema massa .

a equação da conservação da energia E= ou a equação que se origina nela t = t0 + ∫ x 1 m v 2 + U (x ) = cons tan te 2 dx 2 [E − U (x )] m x0 nos dará informações úteis sobra a solução ou sobre o comportamento da partícula. ou seja: E ≥ U(x) Cap 08 romero@fisica. Usando a curva da energia potencial Em diversas situações não é possível fazer o cálculo da integral de movimento. o maior valor da energia potencial será quando toda a energia mecânica for potencial. Quando temos a forma do potencial. Mas mesmo nesse caso. Romero Tavares da Silva Cálculo da trajetória a partir do potencial Podemos conhecer a trajetória de uma partícula a partir do conhecimento do potencial ao qual ela está submetida.br 6 . Como a energia mecânica E é igual à soma das energias potencial U(x) mais cinética K . ele obedece à equação: E= ou seja: 1 m v 2 = E − U (x ) ⇒ 2 v= dx = dt 2 [E − U (x )] ∴ dt = m dx 2 [E − U (x )] m 1 m v 2 + U (x ) = cons tan te 2 t0 ∫ dt = t − t 0 = ∫ t x dx 2 [E − U (x )] m dx x0 ou seja: t = t0 + ∫ x x0 2 [E − U ( x )] m À partir da forma da energia potencial U(x) poderemos calcular a trajetória da partícula ao fazer o cálculo da integral indicada. como foi mencionado.Prof.ufpb.

Esses pontos x = ± L são chamados pontos de inversão pois ao chegar neles a velocidade da partícula se anula e inverte o sentido. U(x) E4 E3 E2 E1 E0 x3 x1 x0 x2 x4 x5 x a. E = E0 Para esse valor de energia mecânica. O movimento da partícula está confinado à região . Romero Tavares da Silva O gráfico da energia potencial elástica é um exemplo simples da utilidade da análise do movimento de uma partícula a partir da forma funcional da energia potencial. Como um exemplo dessa situação podemos lembrar uma mola que está em sua posição de equilíbrio com velocidade nula. Quando x = 0 toda a energia mecânica é cinética. i.br 7 . Para cada valor de energia mecânica a partícula se comporta de um modo diferente. De modo geral o gráfico da energia potencial de uma partícula apresenta várias situações físicas.L ≥ x ≥ + L . -L +L x U(x) E0 ii. Mostra o problema para vários valores de energia mecânica. A partícula vai estar permanentemente localizada na posição x = x0 e com velocidade nula. Vamos considerar que a energia mecânica deste sistema tem valor E0 . iii. A seguir mostramos um gráfico da energia potencial de uma partícula. Quando x = ± L toda a energia mecânica está sob a forma de energia potencial.ufpb. que tem um comportamento rico em detalhes. Ele vai permanecer indefinidamente nessa situação. toda a energia é potencial e portanto a energia cinética será sempre zero. Cap 08 romero@fisica.Prof.

E = E3 Existe apenas um ponto de inversão. c. ao chegar em x = x3 ela pára. e portanto toda a energia é potencial. ii.Prof. sua velocidade se anulou e ela retornou usando o sentido contrário. Como exemplo apenas de ponto de retorno podemos considerar uma pedra lançada verticalmente para cima. E = E4 Não existem pontos de retorno. Ela vai ficar se movendo entre duas posições e sempre passando pelo ponto de máxima energia cinética. passando pelo ponto x0 . Cap 08 romero@fisica.ufpb. iii. Isso implica que a energia cinética é nula nesses pontos. Esses pontos são chamados pontos de retorno (ou pontos de inversão) pois a partícula estava se movendo em um sentido. Se a partícula estiver se movendo em direção ao ponto x = 0 . No ponto x = x0 temos um equilíbrio estável e citaremos como exemplo dessa situação um pêndulo em equilíbrio na sua posição vertical inferior. nesse ponto a energia cinética é nula. surge uma força restauradora e o sistema tende a voltar à posição de equilíbrio inicial. E = E2 Existem quatro pontos de retorno d. Ao atingir o ponto de máxima altura ela irá parar e começará o retorno. E = E1 Como E ≥ U(x) para esse valor de energia mecânica x1 ≥ x ≥ x2 . Da relação entre força e potencial podemos fazer várias inferências. Se alterarmos a sua posição. Como um exemplo dessa situação podemos considerar uma mola que está em sua posição de equilíbrio com uma certa velocidade não nula. Romero Tavares da Silva b. de mínimo da energia potencial e consequentemente de máximo da energia cinética.br 8 . Nos pontos x1 e x2 temos E1 = U(x1) = U(x2) . retornando no sentido contrário. a equação anterior tem a forma: U (x ) = U (x 0 ) − ∫ F (x )dx x x0 ⇒ F (x ) = − d U (x ) dx e desse modo podemos dizer que: i. Como já foi mencionado anteriormente ! r ! ! ! ! U (r ) = U (r 0 ) − !∫ F ⋅ dr r0 ⇒ ! ! ! F (r ) = −∇U (r ) Em uma dimensão. e. A partícula está confinada a se movimentar entre os pontos x1 e x2 . Mínimo de U(x) ⇒ F(x) = 0 ⇒ equilíbrio estável Máximo de U(x) ⇒ F(x) = 0 ⇒ equilíbrio instável U(x) = constante ⇒ F(x) = 0 ⇒ equilíbrio indiferente Podemos analisar as situações de equilíbrio no gráfico anterior do seguinte modo: a.

por outro lado.Ei = Σ WA como é negativo o trabalho executado pela força de atrito. c. o trabalho executado pela força resultante é igual à variação da energia cinética da partícula: ∆K = W F = W1 + W 2 + " + W N = ∑ W i i =1 N onde W i é o trabalho executado pela i-ésima força que está atuando na partícula. Quando existem apenas forças conservativas. de modo que a força resultante será dada por: ! ! ! ! N ! F = F1 + F2 + " + FN = ∑ Fi i =1 Como já foi mencionado. a energia mecânica fina será menor que a energia mecânica inicial ∆E < 0 Cap 08 romero@fisica. teremos: ∆K = Σ WC = -Σ ∆U ∴ ∆K + Σ ∆U = 0 ⇒ ∆(K + ΣU ) = ∆E = 0 Para cada força conservativa teremos a sua energia potencial associada a ela. A soma das energias potenciais com a energia cinética nos dá a energia mecânica E . Se. . sendo então uma constante de movimento. daí a soma das energias potenciais. Romero Tavares da Silva b.br 9 . Se alterarmos a sua posição.conservativas (em particular a força de atrito). Se alterarmos a sua posição não acontece nenhuma das duas situações anteriores. Forças não conservativas Vamos considerar que estão atuando N forças sobre uma dada partícula. acontecerá uma perda da energia mecânica. a energia mecânica não varia ∆E = 0 . Se forem conservativas todas as forças mencionadas. No ponto x ≥ x5 temos um equilíbrio indiferente .ufpb. tivermos atuando também forças não .Prof. No ponto x = x4 temos um equilíbrio instável e citaremos como exemplo dessa situação um pêndulo em equilíbrio na sua posição vertical superior. surge uma força que afasta ainda mais o sistema de sua situação de equilíbrio inicial. Uma exemplo desse caso seria um cone apoiado em uma face lateral. teremos: ∆K = Σ WC + Σ WA = -Σ ∆U + Σ WA ∴ ∆K + Σ ∆U = Σ WA ⇒ ∆(K + ΣU ) = ∆E = Σ WA ∆E = Ef .

a energia mecânica inicial é dada por: E0 = 2 mv0 + mgh 2 Como só estão atuando forças conservativas EA = E0 e como a altura do ponto A é a mesma altura da posição inicial as velocidades serão as mesmas: vA = v0 b) Qual a sua velocidade no ponto B ? E0 = EB 2 2 mv0 mvB h ∴ + mgh = + mg   2 2 2 ⇒ 2 v B = v 0 + gh c) Qual a sua velocidade no ponto C ? E 0 = EC ∴ 2 2 mv0 mvC + mgh = 2 2 ⇒ 2 v C = v 0 + 2gh d) A que altura chegará à última rampa.ufpb. Romero Tavares da Silva Solução de alguns problemas Capítulo 8 .Prof. y ! v0 A D B h h/2 C a) Qual a sua velocidade no ponto A ? Considerando o ponto mais baixo da trajetória do carrinho como a origem do referencial da energia potencial. temos que U(y=0) = 0 e U(y=h) = mgh x H Desse modo.4a.br 10 .Halliday. Resnick e Walker . edição 7 Um carrinho de montanha russa sem atrito chega ao alto da primeira rampa da figura ! a seguir com velocidade v 0 . que é alta demais para ser ultrapassada? E0 = ED 2 mv0 ∴ + mgh = mgH 2 ⇒ 2 v0 H =h+ 2g Cap 08 romero@fisica.

a energia potencial gravitacional é dada por U (y) = m g y A diferença de altura entre as posições inicial e final é L .940J c) Determine a velocidade do projétil no momento em que atinge o solo.br 11 . com uma velocidade de 150m/s e numa direção que faz 410 com a horizontal. do alto de uma colina de 125m de altura. Resnick e Walker . Supondo que a resistência do ar possa ser ignorada. Romero Tavares da Silva Capítulo 8 . as respostas acima dependem da massa do projétil? EF = E0 2 2 mvF mv0 ∴ = + mgh 2 2 ⇒ 2 v F = v 0 + 2gh As respostas dos itens a e b dependem da massa do projétil. como mostra a figura a seguir.Prof. a) Qual a energia cinética do projétil no momento em que é disparado? m = 2.4a.40kg h = 125m v0 = 150m/s θ0 = 410 K0 = 2 mv0 = 27. A barra é mantida na posição horizontal. de modo que a bola pode descrever um círculo no plano vertical.000J 2 b) Qual a energia potencial do projétil no mesmo momento? Suponha que a energia potencial gravitacional é nula na base da colina ( y=0 ) .4a.Halliday.ufpb. até receber um impulso para baixo suficiente para chegar ao ponto mais alto do círculo com velocidade nula.40kg é disparado para cima. U0 = m g h = 2. edição 10 Um projétil de massa 2. temos que U(y=0) = 0. A velocidade ao atingir o solo não depende da massa do projétil. como pode ser notado na equação anterior. logo: y L x ∆U = m g ∆y = m g L Cap 08 romero@fisica. Capítulo 8 .Halliday. a) Qual a variação da energia potencial da bola? Considerando o ponto mais baixo da trajetória da bola como a origem do referencial da energia potencial. Desse modo. Resnick e Walker . A outra extremidade da barra é articulada. edição 13 Uma bola de massa m está presa à extremidade de uma barra de comprimento L e massa desprezível. como pode ser constatado nas equações.

347m = 34. Parte dessa distância ( D . Resnick e Walker . e após o movimento de descida ele volta ao repouso e agora a sua energia e potencial elástica. Inicialmente ele estava em repouso e tinha energia potencial gravitacional.5cm antes de parar a) Qual a distância percorrida pelo bloco até parar? L0 = 2cm = 0. temos portanto que: mgh = Mas então 1 2 kL2 kL ∴ D = = 0.4a. Aconteceu uma transformação de energia: de potencial gravitacional para potencial elástica.Prof. ele diminuiu a sua altura de h´.020m F0 = 270N θ = 300 m = 12kg L = 5. Romero Tavares da Silva b) Qual a velocidade inicial da bola? Vamos considerar como origem da energia potencial o ponto mais baixo da trajetória da bola.ufpb.L ) o bloco percorre livre e a outra parte ( L ) ele percorre comprimindo a mola.br 12 1 2 kL 2 h = D senθ . O bloco comprime a mola de 5.055m Inicialmente vamos calcular a constante elástica da mola: F0 = k L0 ∴ k = 13. Ei = Ef mgy i + 1 1 mv i2 = mgy f + mv f2 2 2 ⇒ mgL + 1 mv i2 = mg (2L ) 2 v i = 2gL Capítulo 8 .7cm 2 2mg sen θ b) Qual a velocidade do bloco no instante em que se choca com a mola? mgD sen θ = Quando o bloco percorreu livre a distância D .500N/m D h´ h θ Seja D a distância que o bloco irá percorrer antes de parar. edição 17 Uma mola pode ser comprimida 2cm por uma força de 270N .5cm = 0. Cap 08 romero@fisica. Um bloco de 12kg de massa é liberado a partir do repouso do alto de um plano inclinado sem atrito cuja inclinação é de 300 .Halliday.L .

depois que a corda toca no pino? De maneira equivalente. Logo: h´ = ( D .br 13 . temos a conservação da energia mecânica: E1 = E3 mgL = de onde encontramos que: 1 2 mv 3 + mg [2(L − d )] 2 v 3 = 2g (2d − L ) = 2. 2 v3 2 P = (FC )3 ⇒ mg = m ∴ v 3 = gr = g (L − d ) r Usando o resultado do item anterior. então d > 3L/5 . edição 23 A corda da figura a seguir tem L = 120cm de comprimento e a distância d até o pino fixo P é 75cm . Quando a bola é liberada em repouso na posição indicada na figura. Como a energia mecânica se conserva: E1 = E2 mgL = 1 2 mv 2 2 ∴ v 2 = 2gL = 4.Halliday.84m/s y L 1 3 d P r 2 x 3 b) Qual a velocidade da bola quando chega ao ponto mais alto da trajetória. Resnick e Walker . A bola irá fazer uma volta completa e passar pelo ponto 3 sem afrouxar a corda quando a velocidade v3 tiver um valor mínimo tal que a força centrípeta seja igual ao seu peso. a) Qual a velocidade da bola quando está passando pelo ponto mais baixo da trajetória? Considerando o ponto mais baixo da trajetória da bola como a origem do referencial da energia potencial.L ) senθ = 0. descreve a trajetória indicada pela linha tracejada. temos: Cap 08 romero@fisica. temos que U(y=0) = 0 e U(y=L) = mgL .69m/s Capítulo 8 .4a.42m/s 32 Mostre que se a bola faz uma volta completa em torno do pino.Prof.ufpb. Essa imposição implica que a tensão na corda será nula. Romero Tavares da Silva como mostrado na figura.146m Se v for a velocidade com que o bloco se choca com a mola: mgh´= 1 mv 2 2 ⇒ v = 2gh´ = 1.

10  k  L= = = 2 2 − 0.Prof. ela terá energia potencial gravitacional na posição inicial e energia potencial elástica no final: Ei = Ef mg (h + L ) = 1 2 kL 2 ⇒ L2 = 2 L 2mg (h + L ) ∴ L2 − 2mg L − 2mg h = 0 k k k 2mg 2mg  2mg  h ±   +4 k k 0. Determine a compressão máxima da mola m = 2kg h = 40cm = 0. Romero Tavares da Silva 2 v 3 = 2g (2d − L ) = g (L − d ) ⇒ d= 3L 5 Capítulo 8 . pressionará a mola até alcançar novamente o repouso.br 14 .10m = 10cm Capítulo 8 .Halliday. Desse modo.18  + 0. cairá até encontrar a mola. De maneira geral nós temos que: ! r ! ! ! ! ! U (r1 ) = U (r 0 ) − !∫ F (r ) ⋅ dr 1 m1 ! F x1 ! dr m2 x x0 r0 Cap 08 romero@fisica. Resnick e Walker . edição 25 Deixa-se cair um bloco de 2kg de uma altura de 40cm sobre uma mola cuja constante é k = 1960N/m .4a.08 Como L deve ser positivo.4a.02 ± 0.Halliday.40m k = 1960N/m h A mola será largada com velocidade nula. a solução aceitável fisicamente é: L = 0. a) Qual é a forma funcional da energia potencial gravitacional U(x) ? Suponha que U(x) → 0 quando x → ∞ . Resnick e Walker .ufpb. edição 28 O módulo da força de atração gravitacional entre duas partículas de massas m1 e m2 é dado por: mm F(x) = G 1 2 2 x onde G é uma constante e x é a distância entre as duas partículas.

Para calcular a força centrípeta vamos usar a conser. ou seja é a força centrípeta. R EP = EQ mghP = mghQ + 1 2 mv Q 2 ! N ! P 15 2 v Q = 2g (hP − hQ ) = 2g (5R − R ) = 8gR Cap 08 romero@fisica.Halliday. Romero Tavares da Silva Como ! !  F (r ) = −iˆF ( x )  ! dr = ( −iˆ)( −dx ) = iˆdx 1 temos: 0 x x x dx U ( x 1 ) = U ( x 0 ) − ∫ − iˆF ( x ) ⋅ iˆdx = U ( x 0 ) + ∫ F ( x )dx = U ( x 0 ) + Gm1m 2 ∫ 2 x x x x 1 1 0 0 ( )( )  1 1  U ( x 1 ) = U ( x 0 ) − Gm1m 2  − x   1 x0  Usando as condições indicadas no enunciado. ou seja: a energia mecânica no ponto P é igual a Q energia mecânica no ponto Q . encontramos que: m1 m 2 x1 b) Qual o trabalho necessário para aumentar a distância entre as partículas de xa=x1 para xb=x1 + d ? U ( x 1 ) = −G ∆U = U ( x b ) − U ( x a ) = −W ab − W ab = −G m1 m 2 mm x − xa + G 1 2 = Gm1m 2 b xb xa xb xa ∴ W ab = −Gm1m 2 d x 1 (x 1 + d ) Capítulo 8 .5R vação da energia mecânica.ufpb.4a. edição 30 Um pequeno bloco de massa m desliza sem atrito na pista da figura a seguir. a) O bloco é liberado em repouso no ponto P . Resnick e Walker .Prof. A normal é a força radial que está atuando.br . Qual a força resultante que age sobre ele no ponto Q ? P No ponto Q existem duas forças atuando no bloco: o seu peso e a força que a pista exerce nele (normal).

Ela depende da quantidade de corrente que está pendurada. qual o trabalho necessário para puxá-la totalmente para cima da mesa? A força necessária para puxar com velocidade constante a corrente para cima da mesa é uma força variável. logo: m( y ) → y   M →L  A força necessária. a normal se anula (e vice-versa). terá a forma:  Mg  F (y ) =  y  L  Cap 08 romero@fisica. Nessa situação. a única força que estará atuando no corpo será o seu peso e portanto a força centrípeta será igual ao peso: v2 1 1 2 m F = mg ∴ mv F = mgR R 2 2 ! P Na posição inicial.br 16 ! F y=0 y=L/4 ⇒ m( y ) M = y L ∴ m( y ) = M y L . edição 35 Uma corrente é mantida sobre uma mesa sem atrito com um quarto do seu comprimento pendurado para fora da mesa. quando o bloco é solto ele tem apenas energia potencial gravitacional. logo: 1 1 5 5R 2 E I = E F ⇒ mgh = mv F + mg (2R ) = mgR + 2mgR = mgR ∴ h = 2 2 2 2 Capítulo 8 . a resultante é a hipotenusa de um triângulo retângulo. e portanto: R = P2 + N2 = (mg ) 2 + (8mg ) 2 ⇒ R = 65 mg b) De que altura em relação ao ponto mais baixo da pista o bloco deve ser liberado para que esteja na iminência de perder o contato com a pista no ponto mais alto do semi-círculo? Quando o bloco perde o contato com a pista . Como esses vetores são perpendiculares. Se a corrente tem comprimento L e uma massa m .Halliday.Prof. Romero Tavares da Silva N = FC = m 2 vQ R =m 8gR R ∴ N = 8mg ! ! ! A força resultante será R = P + N .ufpb. como mostra a figura. Num pedaço de corrente de tamanho y temos uma massa m(y) e no tamanho total M temos a massa total M.4a. Resnick e Walker .

edição 37 Um menino está sentado no alto de um monte hemisférico de gelo.Prof. se o atrito com o gelo puder ser desprezado. Resnick e Walker . Romero Tavares da Silva f ! ! W if = ∫ F ⋅ dr ! ! ! F = − ˆ F (y )  j !  ∴ F ⋅ dr = −F ( y )dy ˆ dr = − jdr = ˆdy  j i ⇒ W = ∫ [− F ( y )dy ] 0 L/4 2 Mg 0 Mg  1  L   MgL W =− ∫ ydy = L  2  4   ∴ W = 32 L L/4       Capítulo 8 . O menino vai descer do monte acelerado. Ele recebe um pequeníssimo empurrão e começa a escorregar para baixo. Podemos separar as acelerações em aceleração radial e aceleração tangencial (aceleração centrípeta) : ! ! ! P + N = ma P cos θ − N = m a R   P senθ = m aT N = P cosθ .m aR ! N θ R ! P h θ0 ∴ N = m ( g cosθ . h = R cos θ 0 2 v0 ∴ aR = = 2g (1 − cos θ 0 ) R Mas quando a normal for nula aR = g cosθ0 = 2 g ( 1 . logo para θ = θ0 : 2 v0 N = 0 ⇒ aR = g cosθ0 = R Como este sistema é conservativo.ufpb. Mostre que.aR ) O corpo do menino perde o contato com o hemisfério quando a normal se anular.4a. ele perde o contato com o gelo num ponto cuja altura é 2R/3 . a energia mecânica do menino no topo do hemisfério será igual àquela no ângulo θ = θ0 : mgR = mgh + v = 2gR (1 − cos θ 0 ) 2 0 1 2 mv 0 2 .br .cosθ0 ) ⇒ cos θ 0 = h = R cos θ 0 ⇒ h= 2R 3 17 2 3 Cap 08 romero@fisica.Halliday.

.......Versão preliminar 10 de setembro de 2002 09................................ 15 22 ........................................................................................................................................................................................................................................................................................ 19 37 ........................ 18 34 ............................................................................................................................................................................... 8 3 ..................................................................................................................................................................................................................................... 5 MOMENTO LINEAR DE UMA PARTÍCULA ....................... 10 7 ..................................................... 6 MOMENTO LINEAR DE UM SISTEMA DE PARTÍCULAS .......... 2 O CENTRO DE MASSA .............................. 2 Sistema de partículas ..................... 3 Sistema de partículas ................................................................................................................................................................................................ 13 17 .................. 3 Corpos rígidos................................... 12 15 .................................................................................................................................................................... 4 MOVIMENTO DO CENTRO DE MASSA ............................................. 17 30 .................................................................................................................................................................................................................................... 13 18 ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 7 SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ....................................................Três dimensões ................................................................................................................................................................................................ 2 Sistema de partículas ................ SISTEMA DE PARTÍCULAS ...... 20 ............................................................................................................................................Duas dimensões................ 6 CONSERVAÇÃO DO MOMENTO LINEAR ...............................Uma dimensão ................................................................................ 15 21 ................................ 8 3A.... 10 8 .............................................................................................. 8 2 ............................................................................................................................................................ 9 4 ................................................

que se desloca da mesma maneira que se deslocaria uma única partícula. podemos fazer uma extensão da definição anterior: m1 x 1 + m 2 x 2 + ! + m N x N = m1 + m 2 + ! + m N x CM = ∑ mi x1 i =1 N N ∑ mi i =1 Iremos definir a massa total do sistema como M .Prof. Sistema de partículas O centro de massa Mesmo quando um corpo gira ou vibra. onde: M = ∑ mi i =1 N e desse modo teremos: Mx CM = ∑ m i i =1 N Cap 09 romero@fisica. Sistema de partículas . x CM = ou x CM  m1 = m +m 2  1   m2  x1 +   m + m 2   1  x 2   m1 x 1 + m 2 x 2 m1 + m 2 m1 x1 x2 m2 Podemos olhar a última equação como uma média ponderada da posição de cada partícula de massa mi onde o "peso" de cada termo é a fração da massa total contida na posição xi . chamado centro de massa. existe um ponto nesse corpo.ufpb. Ainda que o sistema não seja um corpo rígido mas um conjunto de partículas. pode ser definido para ele um centro de massa. Para um sistema de N corpos dispostos ao longo de uma linha reta. Romero Tavares da Silva 09. com a massa deste corpo e sujeita ao mesmo sistema de forças que ele.br 2 . como veremos adiante.Uma dimensão Vamos definir inicialmente a posição xCM do centro de massa para um sistema composto de duas partículas de massas m1 e m2 e que ocupam as posições x1 e x2 .

Prof. Romero Tavares da Silva Sistema de partículas - Duas dimensões Para a definição do centro de massa de um sistema de N partículas distribuídas em um plano podemos, por analogia com as definições anteriores, considerar que: m1 x 1 + m 2 x 2 + ! + m N x N = m1 + m 2 + ! + m N

x CM =

∑ mi x1
i =1 N

N

∑ mi
i =1

=

1 N ∑ mi x i M i =1

y CM =

m1 y 1 + m 2 y 2 + ! + m N y N = m1 + m 2 + ! + m N

∑ mi y 1
i =1 N

N

∑ mi
i =1

=

1 N ∑ mi y i M i =1

Sistema de partículas - Três dimensões Para um sistema de N partículas distribuídas em três dimensões temos as seguintes definições: x CM = y CM = zCM = Se considerarmos que: " ˆ  r i = iˆx i + ˆy i + kz i j  e  " r = iˆx + ˆy + kz j CM ˆ CM CM  CM teremos: " " 1 N rCM = ∑ mi ri M i =1 1 N ∑ mi x i M i =1 1 N ∑ mi y i M i =1 1 N ∑ mi zi M i =1

Cap 09

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Prof. Romero Tavares da Silva Corpos rígidos Podemos imaginar um corpo rígido como sendo subdividido em pequenos elementos de volume ∆Vi de massa ∆mi respectivamente, que estão localizados em pontos definidos por coordenadas ( xi , yi , zi ) . Neste cenário, teremos as seguintes equações:

x CM =

∑ x i ∆m i
i =1 N

N

∑ ∆m i
i =1

y CM =

∑ y i ∆m i
i =1 N

N

∑ ∆m i
i =1

zCM =

∑ z i ∆m i
i =1 N

N

∑ ∆m i
i =1

Se os elementos de volume ∆Vi → 0 , as massas contidas nesses elementos de volume também de serão reduzidas, ao ponto de ∆mi → 0 . Quando isso acontece, aquelas somas se transformam em integrais:

x CM = ∆m →0 Lim
i

∑ x i ∆m i
i =1 N

N

∑ ∆m i
i =1

=

∫ x dm = 1 x dm ∫ ∫ dm M ∫ y dm = 1 y dm ∫ ∫ dm M ∫ z dm = 1 z dm ∫ ∫ dm M

y CM = ∆m →0 Lim
i

∑ y i ∆m i
i =1 N

N

∑ ∆m i
i =1

=

zCM = Lim0 m

i

∑ z i ∆m i
i =1 N

N

∑ ∆m i
i =1

=

e concluindo: " 1 " rCM = ∫ r dm M

Cap 09

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Prof. Romero Tavares da Silva Movimento do centro de massa A partir da definição de centro de massa temos a seguinte equação: " " " " MrCM = m1r1 + m 2 r 2 + ! + m N r N A variação dessas posições com o tempo é calculada como: " " " " drCM dr 1 dr 2 dr N = m1 + m2 + ! + mN M dt dt dt dt de modo que a velocidade do centro de massa tem a forma:
N " " " " " Mv CM = m1v 1 + m 2 v 2 + ! + m N v N = ∑ m i v i i =1

A variação dessas velocidades com o tempo é calculada como: " " " " dv CM dv 1 dv 2 dv N M = m1 + m2 + ! + mN dt dt dt dt de modo que a aceleração do centro de massa tem a forma:
N " " " " " MaCM = m1a1 + m 2 a 2 + ! + m N a N = ∑ m i a i i =1

Cada termo da equação anterior refere-se a uma partícula específica, e é igual à força resultante que atua nessa partícula. " " " N " " MaCM = F1 + F2 + ! + FN = ∑ Fi
i =1

Mas a força resultante que atua em uma partícula que faz parte desse sistema é composta de duas partes: as forças externas a esse sistema que atuam em cada partícula e as forças internas de interação mútua entre as partículas. " " " " " " " " " " N " MaCM = F1EXT + F1INT + F2 EXT + F2INT + ! FNEXT + FNINT = ∑ FiEXT + FiINT = FEXT + FINT
i =1

(

) (

)

(

)

(

)

Mas quando considerarmos a soma das forças internas estaremos incluindo pares de forças que se anulam, segundo a Terceira Lei de Newton por serem ação e reação. Por exemplo: iremos incluir as forças que a partícula 2 exerce na partícula 3 como também as forças que a partícula 3 exerce na partícula 2 . E essas forças de interação se anulam. Isso acontece com todos os pares de partículas que considerarmos. Assim a soma total das forças internas que atuam em um sistema de partículas é nula, e desse modo: " " MaCM = FEXT

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Prof. Romero Tavares da Silva Essa equação diz que o centro de massa de um sistema de partículas se move como se toda a massa M desse sistema estivesse concentrada nesse ponto e essa massa estivesse sob a ação da força externa resultante. Momento linear de uma partícula Define-se o momentum (ou momento) linear de uma partícula como sendo o produto de sua massa por sua velocidade: " " p = mv Conta-se que Newton na realidade formulou a sua Segunda Lei em termos do momento, da seguinte maneira: A taxa de variação do momento de uma partícula é proporcional à resultante das forças que agem sobre essa partícula, e tem a mesma direção e o mesmo sentido que essa força. " " " dp d (mv ) FR = = dt dt Para os sistemas de massa constante: " " " " dp dv FR = =m = ma dt dt Momento linear de um sistema de partículas Para um sistema composto de N partículas, definimos o momento total como: " " N " " " P = p1 + p 2 + ! + p N = ∑ p i
i =1

ou ainda:

N " " " " " P = m1v 1 + m 2 v 2 + ! + m N v N = ∑ m i v i = Mv CM i =1

Já foi mostrado que:

" " " dv CM MaCM = M = FEXT dt

e quando M = constante , temos " " " d dP (Mv CM ) = FEXT = dt dt

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Por exemplo.ufpb. o momento total desse sistema isolado se conserva: o momento total antes da colisão é igual ao momento total depois da colisão.br 7 . teremos: " FEXT = 0 ⇒ " dP =0 dt ⇒ " " " " P = p1 + p 2 + ! + p N = cons tan te indicando que o momento total do sistema é uma constante. numa colisão entre duas bolas de bilhar.Prof. Romero Tavares da Silva Conservação do momento linear Quando estivermos considerando um sistema isolado. Cap 09 romero@fisica. onde a resultante das forças externas for nula.

0kg x CM 3 x 0 + 8 x1 + 4 x 2 16 = = = 1.4a. edição 3 Quais são as coordenadas do centro de massa das três partículas que aparecem no desenho a seguir? O que acontece com o centro de massa quando a massa da partícula de cima aumenta gradualmente? As unidade das distâncias é o metro.0kg 4. Com essa escolha teremos d0 = 0 e dC = d = 1.571 d = 0. edição 2 A distância entre os centros dos átomos de carbono C e oxigênio O em uma molécula de monóxido de carbono CO é de 1.br 8 . a) x CM = m1 x 1 + m 2 x 2 + m 3 x 3 m1 + m 2 + m 3 8.645x10-10m Capítulo 9 .131x10-10m . Resnick e Walker .Halliday.Prof.07m 3+8+4 15 y CM = m1 y 1 + m 2 y 2 + m 3 y 3 m1 + m 2 + m 3 3.34m 3+8+4 15 Cap 09 romero@fisica. Use as massas dos átomos de C e O .dC Vamos escolher a origem do eixo x como passando pelo átomo de oxigênio. Resnick e Walker .ufpb. e portanto: x CM = considerando que: MO = 15.994g/mol MC = 12. Romero Tavares da Silva Solução de alguns problemas Capítulo 9 .4a.011g/mol MC d MO + MC  MC ∴ dC =  M +M C  O  d   dCM = 0. Por definição temos que: d x CM = MO dO + MC dC MO + MC MO MC x onde dO = d .Halliday.131x10-10m .0kg y CM = 3 x 0 + 8 x 2 + 4 x1 20 = = 1. Determine a posição do centro de massa da molécula de CO em relação ao átomo de carbono.

Halliday e Resnick . Vamos considerar um elemento de massa dm de largura dx localizado na posição x .Prof.br 9 . o centro " de massa gradualmente se moverá de acordo com a equação anterior para ∆rCM Capítulo 9 .Edição antiga 3A Calcule o centro de massa de uma haste com uma distribuição uniforme de massa. de comprimento L e massa M .ufpb. podemos dizer que: " " " " m1 r1 + m 2 r 2 + m 3 r 3 rCM = m1 + m 2 + m 3 Se a massa da partícula 2 aumenta gradualmente. Como a distribuição de massa é uniforme. a equação acima tomará a forma: " " " " " m1r1 + (m 2 + ∆m 2 )r 2 + m 3 r 3 " ∆m 2 = rCM + R CM = r2 m1 + m 2 + m 3 m1 + m 2 + m 3 ou seja: " " " ∆rCM = RCM − rCM = " ∆m 2 r2 m1 + m 2 + m 3 Conclusão: Se uma das partículas aumentar gradualmente a sua massa. podemos dizer que: dm → dx  M  ⇒ dm =  dx  L  M → L  dm x x L x CM 1 = ∫ x dm M ⇒ x CM 1 L M  1 L 1 x2 x  dx  = ∫ x dx = = ∫ M0 L L 2  L0 x CM = L 2 L 0 Cap 09 romero@fisica. Romero Tavares da Silva b) O que acontece com o centro de massa quando a massa da partícula de cima aumenta gradualmente? Usando as definições das coordenadas do centro de massa. passando do valor m2 para o valor m2 + ∆m2 .

Prof. temos: 1 x CM = ∫ x dm M 1 y CM = ∫ y dm M Considerando que a distribuição de massa no fio é uniforme. Romero Tavares da Silva Capítulo 9 . Escolhendo um sistema de coordenadas. Qual a localização do centro de massa do conjunto? L 3M y m2 L M M L m1 m3 x Para o cálculo do centro de massa desse conjunto as barras se comportam como se as suas massas estivessem concentradas em seus respectivos centros de massa. L / 2) ⇒ Mx 0 + 3MxL / 2 + MxL L  =  x CM = M + 3M + M 2    MxL / 2 + 3MxL + MxL / 2 4L = y CM = M + 3M + M 5  Capítulo 9 .4a. Resnick . L / 2) (L / 2 .ufpb.Halliday.Edição antiga 7 Calcule o centro de massa de um fio em forma de arco de raio R . podemos encontrar uma relação entre a quantidade infinitesimal de massa dm e o ângulo dθ que delimita essa massa.Halliday. usando a proporção a seguir: dm → dθ ⇒   M → θ0 Cap 09 romero@fisica. ângulo θ0 e massa M . As duas barras laterais têm massa M e a barra central massa 3M. Como definido anteriormente. as massas estão nas posições:  m1 = M e  m 2 = 3M e m =M e  3 (0 . L ) (L . Resnick e Walker .br y R y x θ0 θ dθ x dm = M dθ θ0 10 . edição 4 Três barras finas de comprimento L são dispostas em forma de U invertido conforme a figura a seguir.

ufpb. Romero Tavares da Silva A posição ( x . Um círculo θ0 = 2π. Um quarto de círculo θ0 = π/2 . R 2R   x CM = π / 2 sen(π / 2) = π    R 2R y CM = π / 2 (1 − cos(π / 2)) = π  ii. R   x CM = 2π sen(2π ) = 0    R y CM = 2π (1 − cos(2π )) = 0  Cap 09 romero@fisica.Prof. R   x CM = π sen(π ) = 0    R 2R y CM = π (1 − cos(π )) = π  iii.br 11 . Um semicírculo θ0 = π. y ) de um elemento de massa genérico dm é pode ser expressa como: x = R cosθ y = R senθ Desse modo termos: x CM = θ   1 1θ  (R cosθ ) M dθ  = R ∫ cos θ dθ = R senθ x dm = ∫ ∫  θ 0 θ0 M M 0 0 θ 0  0 0 θ0 0 = R sen θ 0 θ0 e de modo equivalente: y CM = M  Rθ 1 1θ R ∫ y dm = M ∫ (R sen θ ) θ dθ  = θ ∫ sen θ dθ = − θ cos θ   M 0 0 0 0  0  0 0 θ0 0 = R (1 − cos θ 0 ) θ0 A partir desses resultados podemos o centro de massa de outras figuras semelhantes: i.

Halliday.Prof.br 12 Cap 09 .ufpb. Romero Tavares da Silva Capítulo 9 . O centro de massa é definido como: x CM = y CM = 1 ∫ x dm M 1 ∫ y dm M y y R dθ θ x x onde o elemento genérico de massa dm está contido em um elemento de área dA no interior do disco e essas grandezas estão relacionadas: dA    A  → → dm ∴ dm = M M dA = σ dA A onde σ é a densidade superficial de massa do disco. Resnick .Edição antiga 8 Calcule o centro de massa de um quarto de disco de raio R e massa M . Temos ainda que: πR 2  A=  4   dA = (r dθ )(dr ) = r dr dθ    x = r cos θ  y = r sen θ Temos então que: x CM = σ Rπ /2 σ R 2 π /2 1 1 ∫ x dm = M ∫ ∫ x σ dA = M ∫ ∫ (r cos θ )(r dr dθ ) = M ∫ r dr ∫ cos θ dθ M o 0 0 0 σ = M  3 r  3  R x CM    sen θ 0   { π /2 0 } σ R3 = = M 3 4M 3 πR 2 R 3 M x CM = De maneira equivalente y CM = 4R 3π σ Rπ /2 σ R 2 π /2 1 1 ∫ y dm = M ∫ ∫ y σ dA = M ∫ ∫ (r senθ )(r dr dθ ) = M ∫ r dr ∫ sen θ dθ M o 0 0 0 romero@fisica.

a) Se o homem começar a subir a escada com velocidade v (em relação a escada). Romero Tavares da Silva y CM σ = M r 3   3     − cos θ 0   R { π /2 0 } σ R3 = = M 3 4M 3 πR 2 R M 3 y CM = 4R 3π Capítulo 9 .Halliday. Resnick e Walker .ufpb. O canhão dispara para a direita.Halliday. Resnick e Walker .Prof. temos que: " " " (M H + M B )v CM = M H v H + M B v B = 0 ou seja: "  MH " ˆ  MH v B = −  M + M v = − j  M + M   B  B  H  H b) Qual será o movimento depois que o homem parar de subir? " " " M B v B + M H (v B + v ) = 0 ⇒  v   y MB " vB MH " vH O balão novamente ficará novamente estacionário pois se vCM = 0 e vH = 0 teremos que vB = 0 .4a. O balão está parado em relação ao solo. a) Qual a maior distância que o vagão pode ter percorrido depois que todas as balas forem disparadas? Cap 09 romero@fisica. em que direção e com que velocidade (em relação à Terra) o balão vai se mover? " ˆ  v = jv " " " v H = v B + v onde VH é a velocidade do homem em relação ao solo e VB é a velocidade do balão em relação ao solo. e a resultante das forças externas é nula. como na figura a seguir. Como o conjunto homem + balão estava inicialmente em repouso. o recuo faz o vagão se mover para a esquerda. edição 17 Um canhão e um suprimento de balas de canhão se encontram no interior de um vagão fechado de comprimento L .4a. conforme a figura a seguir. Capítulo 9 . As balas disparadas continuam no vagão depois de se chocarem com a parede oposta. edição 15 Um homem de massa MH está pendurado em uma escada de corda presa a um balão de massa MB .br 13 .

Cap 09 romero@fisica. Ou seja:  x = vT t x L−x   x  ⇒ t= = ∴ vT =  vB  vT vB L − x L − x = v t B  Usando as duas últimas equações encontramos o valor de x . Após o disparo de uma bala para a direita o conjunto vagão + canhão + ( N 1 ) balas se deslocam para a esquerda com velocidade vT .ufpb. Inicialmente todo esse aparato estava em repouso.Prof.br 14 .x e como conseqüência do recuo o vagão se deslocou uma distância x . o deslocamento do vagão para um único tiro de canhão:   m x=  M + Nm  L   T  Depois de N disparos. O vagão e o canhão têm conjuntamente uma massa MT . o vagão terá se deslocado uma distância d = N x :  Nm  d =  M + Nm  L   T  O maior deslocamento possível acontecerá quando a massa total da balas N m for muito maior do que a massa do vagão. e que são disparadas para a direita com velocidade vB . Nessa situação teremos que: se N m >> MT ⇒ d=L b) Qual a velocidade do vagão depois que todas as balas forem disparadas? O conjunto vagão + canhão + balas voltará ao repouso pois inicialmente esse sistema tinha o centro de massa com velocidade nula. logo a velocidade do centro de massa será nula: x L-x [M T " " " + Nm ]v CM = [M T + (N − 1)m ]v T + m v B = 0 ⇒ "  " m v T = − vB  M T + (N − 1)m  Pelo desenho podemos notar que após o tiro a bala se deslocou uma distância L . Romero Tavares da Silva Vamos considerar que existem N balas de canhão de massa m cada.

Resnick e Walker . Resnick e Walker .4a. Os dois sacos estão no mesmo nível e cada um possui originalmente uma massa de 500g .Halliday.3s ) = . a) Onde estará o centro de massa das duas pedras em t = 300ms ? Suponha que nenhuma das pedras chegou ao chão.28m/s Capítulo 9 .0.3s As equações de movimento das partículas são: 2  g t 12 g (t + ∆t ) =− y 1 = − 2 2    g t 22 gt2 =−  y2 = − 2 2  O centro de massa desse sistema terá a forma:  g (t + ∆t )2   gt2  m −  + 2m −  2 2 g (t + ∆t ) gt 2  2    y CM (t ) = =− − m + 2m 6 6 Para t = 0.1s m2 = 2m T = 300ms = 0.3s) = . a) Determine a posição horizontal do centro de massa do sistema.4a. é largada do mesmo ponto em t = 100ms .5kg M 1y 1 + M 2 y 2 =0 M1 + M 2 romero@fisica. Uma segunda pedra com massa duas vezes maior que a da primeira.05m M1 = M2 = 500g = 0. com 50mm de diâmetro.Prof.3s yCM ( 0.br 15 . logo y CM = Cap 09 d = 50mm = 0. edição 21 Dois sacos de açúcar idênticos são ligados por uma corda de massa desprezível. edição 18 Deixa-se cair uma pedra em t = 0 .2. y t1 m1 = m t2 ∆t = 100ms = 0. que passa por uma roldana sem atrito. Romero Tavares da Silva Capítulo 9 . Inicialmente os dois sacos estão no mesmo nível. 40 m b) Qual a velocidade do centro de massa desse sistema nesse momento? v CM (t ) = d y CM 1 = − g (2t + ∆t ) dt 3 vCM ( 0.Halliday.ufpb. de massa desprezível.

48kg m2 = 0. Cap 09 romero@fisica. Determine a nova posição horizontal do centro de massa.026m    d   M1 d M2 x y c) Os dois sacos são liberados. mas os sacos são mantidos nas posições originais. Desse modo teremos que: "  m − m1   gt v CM = ˆ  2 j   m 2 + m1  e portanto o centro de massa se desloca para baixo. a mesma aceleração:  m − m1  a= 2  m + m g  1   2 e elas têm sentido contrários: "  a1 = − ˆ a j   " a = + ˆ a j  2 Como: " " " m 1a 1 + m 2 a 2 aCM = m1 + m 2 encontramos que: 2 " ˆ  m 2 − m1  g aCM = j  m +m   1   2 Como a aceleração é constante.ufpb. m1 = 0. Em que direção se move o centro de massa? Já foi mostrado anteriormente que os sacos têm.025m = 25mm b) Suponha que 20g de açúcar são transferidos de um saco para outro.Prof.52kg x CM = m1 x 1 + m 2 x 2  m 2 = m +m m1 + m 2 2  1  d = 0. a velocidade do centro de massa tem a forma: " " " " v CM = v 0CM + aCM t = aCM t pois a velocidade inicial é nula.br 16 2 . em módulo. Romero Tavares da Silva e x CM = M1 x1 + M 2 x 2 M1 . 0 + M 2 d  M 2 = = M + M M1 + M 2 M1 + M 2 2  1 xCM = 0.

4m no barco em direção à margem.Halliday.Prof. O atrito entre o bote e a água é desprezível.4m 2 D Antes de começar a resolução vamos fazer algumas suposições: x0 L-s i. A que distância da margem está o cachorro depois da caminhada? Sugestão: O cachorro se move para a esquerda. e o centro de massa do sistema cachorro + bote ? Será que ele se move? MC = 5kg MB = 20kg d = 6m s = 2. Ele anda 2.br 17 .ufpb. O cachorro está na extremidade do bote mais afastada da margem O bote tem forma simétrica. Romero Tavares da Silva d) Qual a sua aceleração? Já foi mostrado que "  m − m1   g aCM = ˆ  2 j   m 2 + m1  e) Como varia a posição do centro de massa à medida que os sacos se movimentam? " " " " a 1t 2 r1 = r 01 + v 01t + 2 " " " " a2 t 2 r 2 = r 02 + v 02 t + 2 Relembrando que: ⇒ ⇒ " " a1t 2 r1 = 2 "  m − m1  gt 2  j ∴ r1 = − ˆ  2   m 2 + m1  2 "  m − m1  gt 2  j ∴ r 2 = iˆd + ˆ  2 m 2 + m1  2   2 2 2 " " a2 t 2 r 2 = iˆd + 2 " " " m1 r1 + m 2 r 2 rCM = m1 + m 2 encontramos "  m2   m − m1  gt 2 d + ˆ  2  rCM = iˆ j m +m   1   2  m 2 + m1  2 Capítulo 9 . ii. d x s L Cap 09 romero@fisica. o bote se desloca para a direita. edição 22 Um cachorro de 5kg está em um bote de 20kg que se encontra a 6m da margem. Resnick e Walker .4a. tal que o centro de massa está localizado no seu centro geométrico. e depois pára.

48m   D = (d − L ) + x 0 + (L − s ) = d + x 0 − s =4. de modo que quando ele L tocar na outra extremidade.ufpb. a posição de centro de massa. logo: Cap 09 romero@fisica. tem a seguinte forma: x CM = x´ CM = [(d − L ) + x 0 + (L − s )]M C + [(d − L ) + x 0 + L / 2]M B MC + M B Como a velocidade do centro de massa é nula. Fazendo essa igualdade encontramos que: (x 0 − s )M C + x 0 M B = 0 ⇒ x 0 (M C + M B ) = sM C  MC ∴ x0 =  M +M B  C   s = 0. A tábua flutua em repouso sobre a superfície de um lago.Edição antiga 30 Um sapo de massa m está parado na extremidade de uma tábua de massa M e comprimento L . " " " (M C + M B )v CM = M C v C + M B v B = 0 Antes do cachorro se mover a posição do centro de massa tem a seguinte forma: dM C + (d − L / 2)M B MC + M B Depois que ele se moveu.br 18 . Como o conjunto estava em repouso. ele não se moveu e portanto as duas equações anteriores são iguais. " v Vamos supor que quando o sapo pula. a parte da tábua onde ele θ estava afunda um pouco. a tábua já estará na posição horizontal. Romero Tavares da Silva " " " (M C + M B )aCM = FEXT = 0 ⇒ (M C + M B )v CM = cons tan te Como o conjunto cachorro + bote estava inicialmente em repouso.Prof. (m + M )v CM = 0 = mv cos θ − MV ⇒ V = mv cos θ M O sapo irá permanecer no ar um tempo t .08m Capítulo 9 . mas volta a boiar. x O sapo salta para direita e a tábua se move para esquerda com velocidade V . O sapo pula em direção à outra extremidade da tábua com uma velocidade v que forma um ângulo θ com a horizontal. a velocidade do centro de massa era nula e irá permanecer com esse valor pois a resultante das forças externas é zero. Determine o módulo da velocidade inicial do sapo para que ele atinja a outra extremidade da tábua. a velocidade do centro de massa é nula.Halliday e Resnick . e portanto o tempo de subida será metade desse tempo de vôo.

ligados por uma mola. a velocidade do centro de massa será nula: " " " Mv CM = M 1v 1 + M 2 v 2 = 0 ou seja: " M " v 2 = − 1 v1 M2 Cap 09 romero@fisica. estão em repouso em uma superfície sem atrito. será:  mv cos θ  L − x = Vt =  t M   ou seja: L = (v cos θ )t + m (v cos θ )t = 1 + m (v cos θ )t = 1 + m (v cos θ ) 2v senθ     M M M g   L= ou seja: v= gL m  1 +  sen 2θ M  v2  m 1 +  sen 2θ g  M Capítulo 9 . Qual a velocidade inicial do outro bloco? M1 = 1kg M2 = 3kg v1 = 1. Mas como os blocos estavam inicialmente em repouso.x . será: x = ( v cosθ ) t e o deslocamento horizontal da tábua L .4a.7m/s De maneira geral temos que: M1 M2 x " " MaCM = FEXT A partir da equação anterior temos que quando a resultante das forças externas for nula a velocidade do centro de massa será constante. o deslocamento horizontal x do sapo. edição 34 Dois blocos de massas 1kg e 3kg respectivamente.br 19 .Prof. Resnick e Walker . Em um certo instante são projetados um na direção do outro de tal forma que o bloco de 1kg viaja inicialmente com uma velocidade de 1.Halliday.7m/s em direção ao centro de massa. Romero Tavares da Silva t v M = v sen θ − g   2 2 v sen θ g ⇒ t= Desse modo. que permanece em repouso.ufpb.

4a. que se move para a esquerda com velocidade v0 . edição 37 Uma vagão plataforma de peso P pode rolar sem atrito em um trecho reto e plano da linha férrea.1m / s 1 Capítulo 9 . logo " " 3 v 2 = −iˆ 1. um homem de peso p está de pé no carro. Resnick e Walker .Prof. Qual a variação da velocidade do vagão quando o homem corre para a esquerda com uma velocidade vREL em relação ao vagão? M = P/g m = p/g O momento inicial do conjunto é: " " PI = (m + M )v 0 x Vamos considerar o homem passe a ter uma velocidade iˆv e que o vagão passe a ter uma velocidade iˆV . Romero Tavares da Silva " Mas v 1 = iˆ 1.br 20 .7 ∴ v 2 = −iˆ 5. O momento final do sistema será: " " " PF = MV + mv Mas a velocidade do homem em relação ao vagão.7m / s . ou seja a velocidade relativa é definida de tal modo que: " " " v = V + v REL ou seja: " " " " PF = MV + m V + v REL ( ) Considerando que quando a resultante das forças externas for nula o momento total deste sistema se conserva. Inicialmente. temos que: (m + M )v " 0 " " " " " = MV + m V + v REL = (m + M ) + mv REL V " # v0 = V + m " v REL m+M ( ) " " " ∆V = V − v 0 = − m " p " v REL = − v REL m+M p+P Cap 09 romero@fisica.Halliday.ufpb.

.......................................................................................Versão preliminar 10 de setembro de 2002 Notas de Aula de Física 10........................................................................................................... COLISÕES ............................................................... 8 19 .............. 3 CONSERVAÇÃO DO MOMENTO LINEAR DURANTE UMA COLISÃO .................... 11 35 ...................................................... 13 54 .................................................................................................................... IMPULSO E MOMENTO LINEAR ........................................................................................................................................... 2 FORÇA IMPULSIVA MÉDIA ................................ 8 23 ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 12 45 ............. 2 O QUE É UMA COLISÃO ... 2 FORÇA IMPULSIVA............. 16 ....................................................................................................................... 9 29 .................... 8 20 ............. 3 COLISÃO ELÁSTICA EM UMA DIMENSÃO ................................................................................................................................................................ 6 SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ................................................................. 10 31 .................................................................................... 14 66 ...... 15 69 .............................................................................................................................................................................................................. 4 COLISÃO ELÁSTICA EM DUAS DIMENSÕES ......................................................................................................... 16 70 .......................................................................................................................................................................................

impulso e momento linear Vamos considerar uma partícula isolada.ufpb. tem vvv ˆ M= v +) 0−  ( ++ MM M  a forma: ! ! ! dp ! = F (t ) ⇒ dp = F (t )dt dt ou seja: ! p ! !  ! ! ∆p = p f − p i = !∫ dp   ! p p ! t ! ! !   dp = ∫ F (t )dt ∴  ⇒ ∆p = J  ∫ ! t ! p t !   ∫ F (t )dt = J   t   H H BH B BB HH B B ∫ M f f f i i i f i Cap 10 romero@fisica. que atuam durante um intervalo pequeno comparado com o tempo de observação do sistema. Romero Tavares da Silva 10. A partir  v v  v+ de um certo tempo ti até um instante posterior tf . Forças como essa. passa a atuar sobre ela uma força ! F 12 . Durante o choque existe uma forte interação que eventualmente pode causar danos físicos. durante um intervalo de tempo relativamente curto. mencionado anteriormente. atuam em cada uma das partículas que colidem.br 2 . A segunda Lei de Newton.Prof. Colisões Em um choque. onde uma bola rola em direção a uma segunda que está em repouso. Força impulsiva. são chamadas de forças impulsivas. O momento da partícula vai sofre alteração y =1ydm devido a existência da força atuH B F(t) ti tf t ∆t CM !! !M ! M ante e essa variação é também chamada de impulso M+=⇒v=j!−M . Depois da colisão volta-se a situação inicial onde não existia interação significativa. forças relativamente grandes. que se move com momento !v!=!jˆv! . A força de interação que descreve a colisão tem grande intensidade e curta duração. Não existe alguma interação significativa entre elas durante a aproximação e até que se choquem. O que é uma colisão Podemos analisar com mais detalhes esses eventos se considerarmos a colisão entre duas bolas de bilhar. como descrito no gráfico ao lado. De maneira equivalente ao esbarrão. Um exemplo corriqueiro seria um esbarrão entre duas pessoas distraídas. não existe interação significativa entre as duas bolas de bilhar enquanto elas se aproximam e quando elas se afastam depois da colisão.

Prof. é ! ! fácil perceber que F12 e F21 são forças de ação e reação. Durante a colisão. logo: ! ! F12 = −F21 Logo t ! !  ! ∆p1 = ∫ F21 (t )dt = F21 ∆t  t   t ! !  ! ∆p 2 = ∫ F12 (t )dt = F12 ∆t  t  f i f i ! v 1I m1 m2 ! F21 ! F12 ! v 1F ! v 2F Cap 10 romero@fisica. Uma das bolas se movimenta em direção à segunda que está em repouso. entram em ação as forças impulsivas descritas anteriormen! te. Romero Tavares da Silva Força impulsiva média Algumas vezes é mais interessante considerar o valor médio da força impulsiva que o seu valor a cada instante.br 3 . A bola 1 exerce uma força F12 na bola 2 e de maneira equivalente a bola 2 exer! ce uma força F21 na bola 1 . Usando a terceira Lei de Newton. daí as integrais terem os mesmos valores Conservação do momento linear durante uma colisão ∆t Vamos considerar duas bolas de bilhar com mesma forma e pesos diferentes.ufpb. Considerando a situação unidimensional podemos definir a força impulsiva média F que atua em F(t) uma partícula durante a colisão como J = ∫ F (t )dt = F ∆t ti tf ou seja: 1 t F = ∫ F (t )dt ∆t t f i F ti tf t Estamos considerando que a área abaixo da curva F(t) é a mesma área abaixo da curva F . Depois da colisão as duas bolas se movimentam em sentidos contrários.

pois em caso contrário existiriam outras colisões depois da primeira. ! v 1F m1 ! v 2F m2 Usando a conservação do momento linear total.br 4 . Colisão elástica em uma dimensão As colisões podem ser divididas em dois tipos.ditas inelásticas. e aquelas que não conservam a energia cinética .ufpb.ditas elásticas. aquelas que conservam a energia cinéticas . Esse resultado é facilmente extensível para colisões múltiplas.Prof. pois em caso contrário não existiria a colisão. logo: 1 1 1 1 2 2 m1v 12I + m 2 v 2 I = m1v 12F + m 2 v 2 F 2 2 2 2 Cap 10 romero@fisica. Vamos considerar a colisão de duas bolas de massas m1 e m2 descrita a seguir: Antes da colisão Temos que v1I > v2I . existe a conservação da energia cinética total. temos que: ! ! ! ∆P = ∆p1 + ∆p 2 = 0 ou seja: ! (p 1F ! ! ! − p1I ) + (p 2 F − p 2 I ) = 0 ⇒ ! ! ! ! p1 I + p 2 I = p1 F + p 2 F Considerando apenas a situação unidimensional. m1 ! v 1I ! v 2I m2 Depois da colisão Temos que v1F < v2F . Romero Tavares da Silva Mas ou seja: ! ! F12 = −F21 ! ! F12 = −F21 ! ! ∴ ∆p 2 = −∆p1 ⇒ ! ! ! ∆P = ∆p1 + ∆p 2 = 0 ! ! ! Encontramos que o momento linear total P = p1 + p 2 de um sistema isolado composto de duas bolas. temos: m1v 1I + m 2 v 2 I = m1v 1 F + m 2 v 2 F ou seja: m1 (v 1I − v 1F ) = m 2 (v 2 F − v 2 I ) (1) Quando a colisão for elástica. se conserva durante uma colisão.

Uma partícula está em repouso:   m1 − m 2  v 1F =   m + m  v 1I   2   1  v =  2m1  v    2 F  m1 + m 2  1 I    Cap 10 romero@fisica. encontramos:  2m1 v 2F =  m +m 2  1   m − m1   v 1I +  2   m + m v 2I  2    1 (6) A partir das equações (5) e (6) poderemos analisar diversas situações: a. As bolas têm mesma massa: m1 = m2 = m . O resultado desse tipo de colisão é que as bolas trocarão de velocidade: v 1F = v 2 I  v 2 F = V1I b.br 5 . Romero Tavares da Silva ou seja: 2 2 m1 (v 12I − v 12F ) = m 2 (v 2 F − v 2 I ) ou ainda: m1 (v 1I + v 1 F )(v 1I − v 1 F ) = m 2 (v 2 I + v 2 F )(v 2 I − v 2 F ) (2) Dividindo a equação (2) pela equação (1) . temos: m1 (v 1I − v 1F ) = m 2 (v 1I + v 1F − v 2 I ) − m 2 v 2 I ou seja:  m − m2 v 1F =  1 m + m 2  1   2m 2  v 1I +   m +m 2   1  v 2I   (5) (4) Usando esse valor na equação (4) .Prof. encontramos: v 1I + v 1 F = v 2 I + v 2 F ou seja: v 1I − v 1I = v 2 F − v 1 F ⇒ (3) (V Re lativa ) I = (VRe lativa )F onde a validade da última equação se restringe ao caso de colisões elásticas.ufpb. Da equação (3) temos que: v 2 F = v 1I + v 1 F − v 2 I e usando esse resultado na equação (1) .

m1 < m2 b2. m1 = m2 ⇒ ⇒ ⇒ v1F < 0 v1F > v1I v1F = 0 v2F = v1I ⇒ ⇒ ⇒ m1 inverte o sentido da sua velocidade.ufpb. Uma bola pára e a outra arranca.Prof. m1 diminui a sua velocidade em relação a situação antes da colisão. v 1I θ2 θ1 x ! ! Após a colisão as partículas se movem com velocidades v 1F e v 2 F que fazem ângulos θ1 e θ2 com a direção original da partícula de massa m1 . Colisão elástica em duas dimensões ! Vamos considerar uma partícula de massa m1 e velocidade v 1I se deslocando em direção de uma outra partícula de massa m2 que se encontra em repouso. encontramos que: Cap 10 romero@fisica. m1 > m2 b3.br 6 . encontramos que: KI = KF   1 m v 2 = 1 m v 2 + 1 m v 2  2 1 1I 2 1 1 F 2 2 2 F  e usando a conservação do momento linear total. y m2 ! m1 . ! v 2F y x θ2 θ1 ! v 1F Usando a conservação da energia cinética total. Romero Tavares da Silva Nessa situação ainda temos várias possibilidades: b1.

Prof. os parâmetros m1 . m2 . Temos três equações para calcular os valores das incógnitas v1F . em princípio. v1I e θ1 .br 7 . Romero Tavares da Silva ! !  PI = PF  em x : m1v 1I = m1v 1F cos θ 1 + m 2 v 2 F cos θ 2  em y : 0 = −m v senθ + m v senθ 1 1F 1 2 2F 2  Para esse problema conhecemos.ufpb. v2F e θ2 . Cap 10 romero@fisica.

ufpb.Halliday. conforme a figura a seguir. m µ= ∆t A segunda Lei de Newton diz que a força resultante que atua na água tem a forma: ! ! ! ∆p ! ∆v m ! F= =m = ∆v = µ ∆v ∆t ∆t ∆t Mas ! ! ! ∆v = v F − v I = − iˆv − + iˆv = −2iˆ v ! vI ! vF x ( ) ( ) ! F = µ − 2iˆ v = −2iˆµ v A força que a água exerce na pá tem mesmo módulo e sentido contrário. Cap 10 romero@fisica. Cada centímetro cúbico de água tem massa de 1g . Resnick e Walker . edição 19 Uma corrente de água colide contra uma pá de turbina estacionária em forma de "prato" . e a massa de água atingindo esta por unidade de tempo tem valor µ constante. edição 20 Uma corrente de água de uma mangueira espalha-se sobre uma parede.4a.br ( ) x 8 . µ = fluxo de água atingindo a pá. Romero Tavares da Silva Solução de alguns problemas Capítulo 10 . Se a velocidade da água for de 5m/s e a mangueira espalhar 300cm3/s . ou seja: ! FPá = 2 iˆµ v Capítulo 10 . Resnick e Walker .Halliday. tanto antes quanto depois de atingir a superfície curva da pá.4a. v = 5m/s ν = 300cm3/s = 4x10-4m3/s ! v ρ = 1g/cm3 = 103Kg/m3 A densidade ρ de um corpo é definida como: m ρ= ⇒ m = ρV V onde m é a sua massa e V o volume ocupado por esse corpo. qual será a força média exercida sobre a parede pela corrente de água? Suponha que a água não se espalhe de volta apreciavelmente. O módulo da velocidade é v . Encontre a força exercida pela água sobre a pá.Prof.

Resnick e Walker .01s O momento linear da bola é: ! ! p = mv onde: y CM = Lim0 ∆m → i 12 2 2 mg m m (L⇒L− )kL∴ mgLL0 h2L+−h + 2(h2 = ==) 2k k k θ x ! vI θ ∑ y i ∆m i i =1 N N ∑ ∆m i i =1 = ∫ y dm = 1 y dm ∫ M ∫ dm ! p F = iˆp Fx + ˆp Fy j  p Fx = − p senθ   p Fy = p cos θ romero@fisica. a) Qual foi o impulso sobre a bola? y m = 300g = 0. ricocheteia com mesmo ângulo e velocidade de mesmo módulo.Halliday. Ela fica em contato com a parede por 10ms .5N Capítulo 10 .ufpb. Romero Tavares da Silva O fluxo volumétrico ν é definido como: ν = O fluxo de massa µ é definido como: V ∆t µ= m V =ρ = ρν ∆t ∆t É suposto que a água se aproxima da parede com velocidade de módulo v .br 9 Cap 10 . ! ! ! ∆v = v F − v I = 0 − iˆv = −iˆv A força exercida pela parede sobre a água tem a forma: ! ! ∆v m ! F =m = ∆v = −iˆ ρ ν v ∆t ∆t A força que a água exerce na parede tem mesmo módulo e sentido contrário.3kg v = 6m/s θ = 300 ∆t = 10ms = 0. edição 23 Uma bola de 300g com uma velocidade v = 6m/s atinge uma parede a uma ângulo θ = 300 e. então.4a.Prof. colide com ela de modo a escorrer suavemente. ou seja: ! F = iˆ ρ ν v = î (103Kg/m3)(3x10-4m3/s)(5m/s) = î 1. Desse modo podemos considerar como nula a sua velocidade final.

ufpb.5 = −iˆ1.s b) Qual a força média exercida pela bola sobre a parede? A força que a parede faz na bola é: 2 v3 2 = P=(F)3 ⇒ mgm ∴ v3 =gr=gL−d) ( C r E como conseqüência.5m/s v2I = 2.br 10 . a força que a bola faz na parede é: ! ! FP = −F = +iˆ 180N Capítulo 10 . Resnick e Walker .7 J 2 2 1 mv 2 2 3 mgL = + mg [2 (L − d )] Como KI = KF .8 N.4kg v1I = 5.9m/s v1I m1 v2I m2 Como a força externa resultante é nula.Prof. a) Qual a velocidade do bloco de m1 = 6kg após a colisão? m1 = 1.3 x 6 )0. Romero Tavares da Silva 2 v 3 = 2g (2d − L ) = g (L − d ) ⇒ d = 3L 5 ! ! J = ∆p = −2 iˆ p sen θ = −iˆ 2 (0.6kg m2 = 2.5m/s v2F = 4.4a. o momento total do sistema se conserva: PI = PF m1 v1I + m2 v2I = m1 v1F + m2 v2F ou seja: v1F v2F v 3 = 2 g (2 d − L ) b) A colisão é elástica? KI = 1 1 2 m1v 12I + m 2 v 2I = 31. edição 29 Os dois blocos da figura a seguir deslizam sem atrito. a colisão é elástica. Cap 10 romero@fisica.Halliday.

Supondo que as colisões são frontais e elásticas.Prof. Capítulo 10 .72 iˆ 1 1F 2 2F  iˆm1v 1I − iˆm 2 v 2I = 2. mgL = 1 2 mv 2 2 ∴ v 2 = 2gL   m − m1   v 1I +  2   m + m v 2I  2    1 1 v0 m 2 3  2m1 v 2F =  m +m 2  1 m M Primeiro choque: massa 1 e massa 2 zCM = Limi =1 m 0 N ∆ i→ ∑zi ∆mi ∑∆mi i =1 N = ∫ zdm = 1 zdm ∫ ∫ dm M Segundo choque: massa 2 e massa 3  V3 I = 0  V = v = v   2I 2F 0    m2 = m   m3 = M    Cap 10 ⇒  m−M  V2 F =  m + M  v 0       2m  v0 V3 F =  m +M   11 romero@fisica. A massa da esquerda incide sobre as outras duas com velocidade v0 .4kg seja oposta a exibida. o momento linear total final tem valores correspondentes. Romero Tavares da Silva c) Suponha que a velocidade inicial do bloco m2 = 2.ufpb. a velocidade v2F pode estar no sentido ilustrado? Neste caso teremos as seguintes possibilidades:  iˆm1v 1F + iˆm 2 v 2 F = 14. Mostre que se m ≥ M acontecerão duas colisões.8 iˆ O movimento inicial considerado resulta num certo valor para o momento linear total inicial.4kg seja oposta a exibida.Edição antiga 31 As duas massas da figura a seguir estão ligeiramente separadas e inicialmente em repouso.br . O que se observa é que não existe a possibilidade da conservação do momento linear total caso usemos a hipótese indicada no enunciado desse item. Encontre as velocidades finais das massas. Após a colisão. caso a velocidade inicial do bloco m2 = 2. Quando consideramos as diversas possibilidades para o movimento dos blocos.8 iˆ  ou  − iˆm v + iˆm v = 8.Halliday e Resnick . Concluímos então que a velocidade v2F não pode estar no sentido ilustrado.

ufpb.5kg inicialmente em repouso sobre uma superfície sem atrito. logo existirão apenas essas duas colisões mencionadas. edição 35 Uma bola de aço de 0.br 12 . a bola atinge um bloco de aço de 2. A colisão é elástica.7m A energia mecânica desse sistema quando a bola está na posição 1 é igual à energia mecânica quando a bola está na posição 2 porque entre essas duas situações só atuam forças conservativas. ou seja a massa m2 retrocederá e irá se chocar novamente com a massa 1 . Cap 10 romero@fisica. Como a resultante das forças externas que atuam no sistema é nula.47m/s 2 L 1 m M Vamos considerar a posição 2 inicial (antes da colisão) e a posição 2 final (depois da colisão). existirá a conservação da energia cinética: KI = KF ⇒ 1 1 1 2 mv I2 = mv F + MV 2 2 2 2 (2) As equações (1) e (2) compões um sistema de duas equações com duas incógnitas: vF e V . ii. a) Encontre a velocidade da bola imediatamente após a colisão. m = 0.5kg M = 2. o momento linear total desse sistema se conserva: ! ! PI = PF ⇒ mv I = mv F + MV (1) Como a colisão é elástica.5kg L = 70cm = 0. Capítulo 10 . as velocidades V2F e V3F têm a mesma direção e sentidos contrários. Romero Tavares da Silva V2 F m −M 1 M  = = 1 −  v 3F 2m 2 m i. mas V3F ≥ V2F . e iremos resolvê-lo da maneira padrão.Prof.Halliday.4a. Quando m ≥ M . Quando m < M . Logo: mgL = 1 mv I2 ⇒ v I = 2gL = 2 = 3. as velocidades V2F e V3F têm a mesma direção e sentido. e é liberada quando a corda está na posição horizontal. No ponto mais baixo de sua trajetória. Resnick e Walker .5kg de massa é presa a uma corda. de 70cm de comprimento e fixa na outra ponta.

m1 = 10g = 0.Prof.24m / s   M m +M  Capítulo 10 . Considerando a Cap 10 romero@fisica. e logo após a colisão a velocidade do conjunto é v .pêndulo vai subir uma altura h após a colisão. V = m (v I − v F ) =  2m  v I = 1. Resnick e Walker . O centro de massa do pêndulo eleva-se de uma altura de 12cm . Romero Tavares da Silva Da equação (1) encontramos que: V = m (v I − v F ) M e usando esse resultado na equação (2).Halliday. Considerando a conservação do momento linear do conjunto durante a colisão. temos que: PI = PF m1 vP = (m1 + m2) v ou seja:  m1 v = m +m 2  1  vP   h O conjunto projétil .01kg m2 = 2kg h = 12cm = 0.br 13 . calcule a velocidade inicial do projétil. b) Encontre a velocidade do bloco imediatamente após a colisão. temos: m2 mv = mv + (v I − v F )2 M 2 I 2 F ⇒ 2 v I2 − v F = (v I − v F )(v I + v F ) = m (v I − v F )2 M Considerando que vI ≠ vF vI + vF = m (v I − v F ) ⇒ M m −M  vF =   v I = −2.49m / s m +M  O sinal negativo indica que as duas velocidades vI e vF têm sentidos contrários.12m Antes da colisão o projétil tem uma velocidade vP . edição 45 Um projétil de 10g de massa atinge um pêndulo balístico de 2kg de massa.4a.ufpb. Considerando-se que o projétil permaneça embutido no pêndulo.

edição 54 Projeta-se uma bola de massa m com velocidade vI para dentro do cano de um canhão de mola de massa M . é sugerido que parte da energia cinética inicial da bola se transformará em energia potencial U elástica da mola.4a.Prof. Não se perde energia por atrito. mv I = (m + M )v F b) Que fração de energia cinética inicial da bola é armazenada na mola? Como não existem perdas por atrito.ufpb. A bola une-se ao cano no ponto de compressão máxima da mola. Resnick e Walker . inicialmente em repouso sobre uma superfície sem atrito. Logo: 1 1 2 mv I2 = (m + M )v F + U 2 2 ou seja:  m   1 1 1 1 m2 U = mv I2 − (m + M ) v I  = mv I2 − v I2  2 2 2 2 m+M  m + M   e finalmente m  1  U = mv I2 1 −  2  m +M 2 ! vI ⇒ U= 1 1 2 mv I2 − (m + M )v F 2 2 Cap 10 romero@fisica. como na figura a seguir. a) Qual a velocidade do canhão após a bola entrar em repouso no cano? Como o momento linear total do sistema se conserva. temos que:  m  ∴ vF =  vI m +M  onde vF é a velocidade final do conjunto quando a bola se gruda ao cano. encontramos que:  m + m2  vP =  1  m1   m + m2 v =  1   m 1     2gh = 308.Halliday. temos que: 1 (m1 + m 2 )v 2 = (m1 + m 2 )gh 2 ⇒ v = 2gh Considerando as duas últimas equações. Romero Tavares da Silva conservação da energia mecânica durante o movimento depois da colisão até o conjunto parar.br 14 .25m/s   Capítulo 10 .

uma referente ao eixo x e outra ao eixo y : Eixo x: Eixo y:  m 3 v 3 sen θ = m1v 1   m v cos θ = MV + m v 2 2  3 3 MV = .Halliday. V θ x x ! m3.1667 MV + m 2 v 2 6 ⇒ tan θ = θ = 9.000Joules 2 2 15 romero@fisica. de 6kg de massa? y ! m1. a) Qual é a velocidade do terceiro fragmento. com massa de 4kg . v 1 ! m2. v 3  M = 20kg  V = 200m / s m1 = 10kg   m 2 = 4kg  m = 6kg  3 v 1 = 100m / s  v 2 = 500m / s Considerando a conservação do momento linear total. Uma parte. Resnick e Walker . v 2 y ! M. temos que: ! ! ! ! MV = m1v 1 + m 2 v 2 + m 3 v 3 A equação vetorial acima se decompõe em duas outras escalares.m3 v3 senθ m1v 1 1 = = 0. Romero Tavares da Silva Capítulo 10 .Prof. edição 66 Um corpo de 20kg está se deslocando no sentido positivo do eixo x com uma velocidade de 200m/s quando devido a uma explosão interna. distancia-se do ponto da explosão com uma velocidade de 100m/s ao longo do sentido positivo do eixo y .04m/s m 3 senθ b) Quanta energia foi liberada na explosão? Ignore os efeitos devidos à gravidade.br .4a.200 2 = 400. KI = Cap 10 1 1 MV 2 = 20. desloca-se ao longo do sentido negativo do eixo x com uma velocidade de 500m/s . cuja massa é de 10kg .460 v3 = m1v 1 = 1014.ufpb. Um segundo fragmento. quebra-se em três partes.m2 v2 + m3 v3 cosθ 0 = m1 v1 .

ufpb.724. despreze as massas das cordas e quaisquer efeitos de atrito. Resnick e Walker .724.Prof.4a.m1 v1 senθ1 + m2 v2 senθ2 = 0 m v cosθ1 + m v cosθ2 = ( m + m ) v /2 . Romero Tavares da Silva KF = 1 1 1 2 2 m1v 12 + m 2 v 2 + m 3 v 3 = 3.212. Encontre o ângulo entre as velocidades iniciais dos objetos. estão inicialmente posicionados como na figura a seguir.br 16 . A que altura se eleva o centro de massa do sistema de pêndulos após a colisão? Em uma colisão completamente inelástica.4a. Cap 10 romero@fisica.m v senθ1 + m v senθ2 = 0 cosθ1 + cosθ2 = 1 .senθ1 + senθ2 = 0 ⇒ 2 cos θ = 1 ∴ θ = 60 0 Em y: Ou seja Em x: Em y: Ou seja: Em x: Em y: senθ 1 = sen θ 2 ⇒ θ1 = θ 2 = θ Capítulo 10 . temos que: ! ! ! m1v 1 + m 2 v 2 = (m1 + m 2 )v 3 ou seja: Em x: ! v1 θ1 θ2 ! v2 y ! v3 m1 v1 cosθ1 + m2 v2 cosθ2 = ( m1 + m2 ) v3 .48J Capítulo 10 . descobre-se que dois objetos de mesma massa e com velocidades iniciais de mesmo módulo deslocam-se juntos com velocidade de módulo igual à metade do módulo de suas velocidades iniciais.Halliday. edição 69 Após uma colisão perfeitamente inelástica. Resnick e Walker . ambos de comprimento L . m1 = m2 = m v1 = v2 = v v3 = v/2 Considerando a conservação do momento linear total. edição 70 Dois pêndulos.Halliday.612.KI = 3. os corpos adquirem a mesma velocidade final. O pêndulo da esquerda é liberado e atinge o outro. Suponha que a colisão seja perfeitamente inelástica.48J 2 2 2 ∆K = KF .

e considerando a conservação do momento linear total. teremos: m1v 0 = (m1 + m 2 )v ⇒  m1 v = m + m 2  1 Após a colisão. o pêndulo da esquerda vai alcançar a posição mais baixa com uma velocidade v0 : m1gd = 1 2 m1v 0 2 ⇒ v 0 = 2gd m1 d m2  v0    m1 ∴ v = m +m 2  1   2gd   Após a colisão os pêndulos têm mesma velocidade. novamente.ufpb. teremos: 1 (m1 + m 2 )v 2 = (m1 + m 2 )gh 2 ou seja:  m1 h= m +m 2  1   d   2 ⇒ v2 1  m1 h= =  2g 2g  m1 + m 2  2    2gd      Cap 10 romero@fisica. Usando.br 17 . os dois pêndulos irão subir simultaneamente até uma altura h. Romero Tavares da Silva Considerando a conservação da energia mecânica. a conservação da energia mecânica.Prof.

........ 19 75 ........................................................................................................................... 11 TRABALHO............................................................................................................................................................. 2 AS VARIÁVEIS DA ROTAÇÃO..................... 5 MOMENTO DE INÉRCIA ....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 7 TORQUE ......................................... 13 02 ........................................................................................................................................ 4 A aceleração ....................................................... 6 Alguns exemplos de cálculo de momento de inércia ............................................................... 2 Deslocamento angular ........................................................................ 10 A SEGUNDA LEI DE NEWTON PARA A ROTAÇÃO ................... 13 10 .............................................. 3 AS VARIÁVEIS LINEARES E ANGULARES ................................................................................................................................................... 18 74 .......................................................................................... 13 12 ................................................ 15 42 ............. 2 Velocidade angular ....................................................................................................................................................................... 14 23 .................................................................................. E O TEOREMA DO TRABALHO ..........Versão preliminar 24 de setembro de 2002 Notas de Aula de Física 11................................................................................................................................................................................................................... 3 ROTAÇÃO COM ACELERAÇÃO ANGULAR CONSTANTE . 4 A posição ........................................................................................................ 2 Posição angular .....................................................................................................................................................................................................................ENERGIA CINÉTICA....................................................... ROTAÇÃO ....................................... 4 A velocidade escalar .............. 20 ............................ 16 51 ..................................................................................................................................................................................... 17 73 ................................................................. 14 34 ..................... 19 81 ............................ 4 ENERGIA CINÉTICA DE ROTAÇÃO.................................................. 3 Aceleração angular .......... 5 Teorema dos eixos paralelos ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................ POTÊNCIA........................................................................................ 12 SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ..................................................................................................................................................... 15 40 .........

podemos definir algumas grandezas que descreverão esse movimento. A posição angular associada ao arco e o raio é o ângulo θ . Posição angular Quando um objeto de um formato arbitrário. A sua trajetória descreve um arco de comprimento s .Prof. ele está variando a sua posição angular de modo que num dado momento ela é definida pelo ângulo θ1 e num instante posterior é definida pelo ângulo θ2 . No movimento de rotação pura todas as partes de um corpo sofrem o mesmo deslocamento angular.θ1 Cap 11 romero@fisica. O movimento que se aproxima mais de uma situação real é aquele que incorpora tanto a translação quanto a rotação.ufpb. As variáveis da rotação À semelhança do movimento de translação. no movimento de rotação pura as partes de um corpo descrevem trajetórias circulares cujos centros situam-se sobre uma mesma reta . r θ s s = rθ ∴ θ = s r Deslocamento angular Quando um corpo está em rotação. tem uma trajetória circular em torno de um certo eixo. A distância deste ponto ao eixo de rotação é chamado de raio r da trajetória. No movimento de translação pura todas as partes de um corpo sofrem o mesmo deslocamento linear.br 2 . Por outro lado. Romero Tavares da Silva 11. Rotação A cinemática dos corpos rígidos trata dos movimentos de translação e rotação. Podemos marcar um dado ponto do objeto e analisar o seu movimento.chamada de eixo de rotação. de modo que o deslocamento angular entre os instantes considerados é: θ2 θ1 ∆θ = θ2 . para a análise da rotação utilizamos de parâmetros equivalentes a aqueles definidos anteriormente.

é a razão entre o deslocamento angular e o tempo necessário para fazer esse deslocamento. as equações para rotação são obtidas integrando-se a equação de movimento: α= dw = cons tan te dt (1) ∫ dw = w 0 + α ∫ dt ⇒ w = w 0 + αt e também: w= ou seja: dθ dt ⇒ ∫ dθ = θ 0 + ∫ w dt = θ 0 + ∫ (w 0 + αt )dt αt2 ⇒ θ = θ 0 + w 0t + 2 (2) 3 θ = θ 0 + w 0 ∫ dt + α ∫ dt Cap 11 romero@fisica.br . Romero Tavares da Silva Velocidade angular A velocidade angular é a taxa com que a posição angular está variando.ufpb. Definimos a aceleração angular média como: α = w 2 − w 1 ∆w = t 2 − t1 ∆t Definimos a aceleração angular instantânea como: α = Lim ∆t → 0 ∆w dw = dt ∆t Rotação com aceleração angular constante À semelhança do movimento de translação com aceleração constante. Definimos a velocidade angular média como: w = θ 2 − θ 1 ∆θ = t 2 − t1 ∆t Definimos a velocidade angular instantânea como: w = Lim ∆t → 0 ∆θ dθ = dt ∆t Aceleração angular Quando a velocidade angular de um corpo não é constante mas varia no tempo com uma certa taxa.Prof. esse corpo terá uma aceleração angular.

a rotação se faz com raio constante. temos que: w + w0  w + w0 w − w0  θ = θ0 +  t = θ0 +     2   2  α  ou seja: 2 w 2 = w 0 + 2α (θ − θ 0 ) (3) As variáveis lineares e angulares A posição Ao analisarmos o movimento de rotação de um objeto o parâmetro que descreve o deslocamento espacial é s=rθ A velocidade escalar Quando observamos os corpos rígidos. a aceleração de uma dado ponto de um corpo é definida como: a= Cap 11 dv dw =r dt dt ⇒ a = rα 4 romero@fisica.ufpb. também podemos definir a velocidade angular média como: w = w + w0 2 e usando essa equação na anterior. ou seja: cada ponto observado mantém uma distância constante ao eixo de rotação. Na realidade. Romero Tavares da Silva A velocidade angular média foi definida de modo que: w = θ −θ0 t ⇒ θ = θ0 + w t mas quando estamos analisando o movimento com aceleração constante.Prof.br . Desse modo: v = ds dθ =r dt dt ⇒ v =rw onde v é a velocidade linear de um certo ponto do corpo e w é a velocidade angular desse ponto considerado. A aceleração De maneira equivalente. w é a velocidade angular do corpo por inteiro.

Prof. Como a velocidade é tangencial à curva. Momento de inércia Se dividirmos um corpo rígido em pequenas partes. cada uma com massa mi e velo! cidade v i girando em torno de um mesmo eixo do qual distam ri . Daí a importância da definição do momento de inércia para computar a energia cinética associada ao movimento de rotação de um sistema de partículas ou um corpo rígido. w a velocidade angular das partículas em torno do eixo considerado e definimos o momento de inércia I do conjunto de partículas como: I = ∑ mi ri 2 i =1 N Vamos usar a definição de momento inércia principalmente para calcular a energia cinética de rotação de corpos rígidos. cada parte com uma massa ∆mi . ou seja:   aT = α r    v2 aR = = w 2r  r  ! ! ! a = aT + aR onde Energia cinética de rotação Vamos considerar um conjunto de N partículas. temos agora dois tipos de aceleração no movimento circular: a aceleração tangencial e a aceleração radial (ou centrípeta). Romero Tavares da Silva Essa aceleração é também conhecida como aceleração tangencial. poderemos identificar como: I = Lim ∑ r i 2 ∆m i = ∫ r 2 dm ∆m → 0 i 1 = N Cap 11 romero@fisica. A energia cinética deste sistema é: N 1 N 1 1 N 1 2 K = ∑ m i v i2 = ∑ m i (w r i ) =  ∑ m i r i 2  w 2 = I w 2   i =1 2 i =1 2  2  i =1 2 onde ri é a distância de cada partícula ao eixo. para que o seu módulo varie é necessário uma aceleração nesta direção. mas todas as suas partes têm a mesma velocidade angular. podemos em tese calcular o momento de inércia deste corpo usando a equação anteriormente apresentada para um sistema de partículas: I = ∑ r i 2 ∆m i i =1 N Se aumentarmos essa subdivisão de modo que aqueles elementos de massa ∆mi se transformem em grandezas diferencias dm .br 5 . Com a definição dessa aceleração. pois dá conta da variação do módulo da velocidade. Quando uma roda está girando em torno do seu eixo. as diversas partes da roda se movem com velocidade diferentes.ufpb.

Prof. Romero Tavares da Silva onde essa é uma integral simbólica que significa a integração sobre todo o volume do corpo rígido considerado, seja ele de uma, duas ou três dimensões. Teorema dos eixos paralelos Se conhecermos o momento de inércia de um corpo em relação a um eixo qualquer que passe por seu centro de massa, podemos inferir o momento de inércia desse corpo em relação a qualquer eixo paralelo ao primeiro eixo considerado. Se a distância entre os dois eixos for H , a massa do corpo for M e ICM for o seu momento de inércia em relação a um eixo que passa pelo centro de massa, teremos o momento de inércia I mencionado: I = ICM + M H2 Para demonstrar essa equação vamos considerar um corpo de um formato qualquer, como no desenho a seguir. O momento de inércia em relação ao eixo perpendicular ao papel, que cruza com a origem do referencial (xy) e que passa pelo centro de massa é ICM I CM = ∫ R 2 dm onde dm é um elemento de massa (representado pelo pequeno círculo) localizado pelo ! vetor posição R . y' y ! ! ! R = r +H ! R = iˆx + ˆy j ! H = iˆa + ˆb j ! ˆ r = i (x − a ) + ˆ(y − b ) j ! R ! H
! r

x' x

Para calcular o outro momento de inércia vamos considerar um segundo referencial (x'y') e um segundo eixo que passe pela origem desse referencial e seja perpendicular ao papel. O momento de inércia em relação a esse segundo eixo é: I = ∫ r 2 dm = ∫ (x − a ) + (y − b ) dm = ∫ [(x 2 + y 2 ) + (a 2 + b 2 ) − 2(ax + by )]dm
2 2

[

]

Mas

2 2 2 ∫ (x + y )dm = ∫ R dm = I CM

Cap 11

romero@fisica.ufpb.br

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Prof. Romero Tavares da Silva
2 2 2 2 ∫ (a + b )dm = ∫ H dm = MH

∫ 2ax dm = 2a ∫ x dm = 2a X CM M = 0 ∫ 2by dm = 2b ∫ y dm = 2b YCM M = 0
onde nas duas últimas equações utilizamos a premissa inicial que o centro de massa seria escolhido como origem do referencial, e desse modo XCM = YCM = 0 . Coletando os resultados das últimas equações, encontramos que: I = ICM + M H2 Alguns exemplos de cálculo de momento de inércia a. Momento de inércia de um bastão fino de massa M e comprimento L em relação a um eixo perpendicular ao bastão e que passa por seu centro de massa. I = ∫ r 2 dm Vamos considerar a fatia dx , distante x da origem, que contém uma massa dm . -L/2 Podemos usar a proporção: dm dx = M L ⇒ M  dm =   dx L M +L / 2 2 M x3 I = ∫ x dm = ∫ x dx = L 3 L −L / 2 −L / 2
2 +L / 2 +L / 2

dx L/2 x x

−L / 2

ML2 = 12

b.

Momento de inércia de um anel de raio R e massa M , em relação a um eixo que passa pelo centro, perpendicular ao plano do anel. I = ∫ r 2 dm Vamos considerar o pedaço de anel limitado pelo ângulo dθ , que contém uma Vamos considerar o pedaço de anel limitado pelo ângulo dθ , que faz um ângulo θ com a horizontal e que contém uma massa dm . Podemos usar a proporção: dm dθ = M 2π ⇒

θ

Anel de raio R M dm =   dθ  2π 
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Cap 11

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Prof. Romero Tavares da Silva I = ∫ r dm
2

2 M  MR 2π I = ∫R  dθ  = ∫ dθ 2π 0 0  2π  2π 2

∴ I = MR 2

c.

Momento de inércia de um anel de raio R e massa M , em relação a um eixo que passa por um diâmetro qualquer. I = ∫ r 2 dm A distância r de um elemento de massa dm ao eixo é: r = R cosθ O elemento de massa dm e o ângulo dθ que limita essa massa se relacionam como: dm dθ = M 2π ⇒ M dm =   2π ⇒   dθ  Anel de raio R r dθ θ

I = ∫ r 2 dm Mas cos 2 θ = ou seja MR 2 I= 2π d.

2 2π 2 M  MR 2π 2 I = ∫ (R cos θ )  dθ  = ∫ cos θ dθ 2π 0 0  2π 

1 + cos 2θ 2 1   θ  2
2π 0

I=

MR 2 2π

1 2π  1 2π  dθ + ∫ cos 2θ dθ   ∫ 20 2 0 

1 sen 2θ + 2 2

0

2  MR 2  {π } ∴ I = MR = 2π 2  

Momento de inércia de um cilindro anular em torno do eixo central. O cilindro tem raio interno R1 , raio externo R2 , comprimento L e massa M . I = ∫ r 2 dm Vamos considerar uma casca cilíndrica de raio r , espessura dr e comprimento L.. O volume dV dessa casca é dV = (2π r L) dr A massa dm contida nessa casca é: dm = ρ dV logo dm = 2π L ρ r dr
romero@fisica.ufpb.br 8

Cap 11

Prof. Romero Tavares da Silva I = ∫ r 2 dm = ∫ r 2 [2πLρ rdr ] = 2πρL ∫ r 3 dr = 2πρL
R2 R2 R1 R1

R 24 − R14 4

Mas V = π L(R 22 − R12 ) ⇒ então R 24 − R14 M I =πL ⇒ 2 π L(R 22 − R12 ) e. I= M 2 (R 2 + R12 ) 2

ρ=

M M = V π L(R 22 − R12 )

Momento de inércia de um cilindro sólido de massa M , raio a e comprimento L em relação ao diâmetro central z z r dm

Eixo

Eixo

I = ∫ R 2 dm dm = ρ dV = M M dV = dV π a 2L V

z r

O elemento de massa dm está limitado pelo ângulo dθ e dista R do eixo , que no desenho está na horizontal. R 2 = r ' 2 +z 2
r ' = r sen θ

θ
z R Eixo

r'

θ
z r r' R

dV = (rdθ )(dr )(dz ) I = ∫ ∫ ∫ (r ' 2 + z 2 )[ρ (r dθ dr dz )]
+L / 2 a 2π −L / 2 0 0

I = ρ ∫ dθ ∫ r dr ∫ (r 2 sen 2 θ + z 2 ) = ρ ∫ sen 2 θ dθ ∫ r 3 dr ∫ dz + ρ ∫ dθ ∫ r dr ∫ z 2 dz dz
2π a +L / 2 −L / 2 2π a +L / 2 −L / 2 2π a +L / 2 −L / 2 0 0 0 0 0 0

Cap 11

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Prof. Romero Tavares da Silva Mas sen 2 θ = logo 2π 2 ∫ sen θ dθ = 2 ∫ dθ + 2 ∫ cos 2θ dθ = 2 2π − 2 2 sen 2θ 0 0 0 1 − cos 2θ 2 1 2π 1 2π 1 1 2π 0 =π ou seja:  a4 I = ρ (π )  4    a2 (L ) + ρ (2π )   2    1 L3   3 4  ⇒  ρπLa 4 ρπa 2 L3 + =  4 12  Ma 2 ML2 + 4 12  a 2 L2  I = ρπa 2 L  4 + 12     I= Torque ! ! Define-se o troque τ produzido pela força F quando ela atua sobre uma partícula como sendo o produto vetorial dessa força pelo vetor posição da partícula: ! F ! ! ! τ = r ×F M Se no exemplo da figura ao lado de! r finirmos o plano da folha de papel com sendo x . Convenção para simbolizar um vetor entrando perpendicular à folha. Cap 11 romero@fisica.ufpb.br 10 .y o torque estará ao longo do eixo z o e será um vetor saindo da folha Convenção para simbolizar um vetor saindo perpendicular à folha. o resultado do produto vetorial é ! ! ! ˆ τ = r × F = k (r F sen θ ) onde ! r y ! F F⊥ θ F|| τ = r F senθ = r F⊥ x Podemos perceber que apenas a ! componente F⊥ da força F é quem contribui para o torque. Nesse exemplo ao lado. em particular.

quando consideramos o torque associado a essa força.Prof. Romero Tavares da Silva Podemos visualizar o resultado do produto vetorial de uma maneira equivalente à anterior. Se tivermos N partículas girando em torno de um eixo cada uma delas sob a ação de uma força. teremos um torque associado à essa força. temos: τ = r F⊥ = m r a⊥ = m r ( r α ) = ( m r2 ) α e o torque toma a forma: τ=Iα onde I é o momento de inércia da partícula considerada. onde: ! N ! ! N τ = ∑ τ i = ∑ r i × Fi i =1 i =1 Mas τ = Σ ri Fi⊥ = Σ ri mi ai⊥ = Σ ri mi ( ri α ) = Σ ( mi ri2) α τ=Iα Cap 11 romero@fisica. Se fizermos a decomposição da força aplicada a uma partícula segundo as suas componentes perpendicular e paralela ao vetor posição dessa partícula.ufpb. teremos: ! ! F = ma F|| = m a|| e F⊥ = m a⊥ Mas.br 11 . ou seja: ! ! ! ˆ τ = r × F = k (r F sen θ ) onde y ! F ! r τ = r F senθ = r⊥ F θ r|| x r⊥ = braço de alavanca r|| = linha de ação r⊥ A segunda Lei de Newton para a rotação A segunda Lei de Newton toma uma forma peculiar quando aplicada aos movimentos que envolvem rotação.

Romero Tavares da Silva Trabalho.Prof. e o teorema do trabalho .ufpb.energia cinética Para calcular o trabalho elementar ! executado por uma força F temos ! ! dW = F ⋅ dr = F⊥ dr = F⊥ r dθ dW = τ dθ W if = ∫ τ dθ θi θf dW que: ! F ! dr dθ ! r Mas τ = Iα = I e dw dt dθ  dw  τ dθ =  I = I w dw  dθ = (Idw ) dt  dt  ou seja: w2 W if = ∫ τ dθ = I ∫ I w dw = I 2 w θ wf i i θf wf ⇒ W if = wi 1 1 I w f2 − I w i2 = K f − K i 2 2 ! Para calcular a potência P associada à atuação da força F . potência. devemos considerar que: dW = τ dθ e também que: dW dθ P= =τ ⇒ P = τw dt dt Cap 11 romero@fisica.br 12 .

sem que a flecha colida com qualquer raio.4a. a turbina de um gerador gira um ângulo θ = a t + b t3 . Suponha que tanto a flecha quanto os raios são muito finos. A distância angular entre dois raios é de 2π/8 radianos.20m A flecha vai atravessar a roda usando as "fatias" de vazio entre dois raios.br 13 . e dispõe de um tempo t0 para atravessar a roda. α= dw = 6bt − 12ct 2 dt Capítulo 11 . Romero Tavares da Silva Solução de alguns problemas Capítulo 11 . Nesse tempo. b e c são constantes.Halliday. cada raio "varre" totalmente o espaço entre a sua posição inicial e a posição do raio adjacente e nesse movimento se desloca de θ0 = 2π/8 radianos . w= dθ = a + 3bt 2 − 4ct 3 dt b) Determine a expressão para sua aceleração angular.ufpb.5rev/s = 2. É precisamente esse tempo que dispõe a flecha para atravessar a roda.5 . 2πrad/s L = 20cm = 0.30m w = 2. onde a .Halliday.Prof. Está montada sobre um eixo fixo e gira a 2. Você pretende atirar uma flecha de 20cm de comprimento através da roda.5rev/s . Quando a roda gira. logo: L Lw L = vt 0 ⇒ v = = 4. Resnick e Walker . os raios se movem e depois de um certo tempo t0 um raio passa a ocupar a posição do raio adjacente.c t4 . paralelamente ao eixo. a) Qual a velocidade mínima que a flecha deve ter? r = 30cm = 0. θ 0 = wt 0 ∴ t0 = θ0 w A flecha tem comprimento L .0m/s = t0 θ0 Cap 11 romero@fisica.4a. Resnick e Walker . edição 10 Uma roda tem oito raios de 30cm . a) Determine a expressão para sua velocidade angular. edição 02 Durante um intervalo de tempo t .

mas a velocidade linear da roda também é menor.Halliday.80s α 14 Cap 11 romero@fisica. a velocidade angular é a mesma para todos os pontos. Capítulo 11 . Depois de completar 60 revoluções .33rev 2 Capítulo 11 .02rev/s2 ⇒ α= 2θ b) Calcule o tempo necessário para completar as 60 revoluções . com aceleração angular constante. tem importância? Em caso afirmativo. w0 = 0 w1 = 10rev/s θ2 = 60rev w2 = 15rev/s a) Calcule a aceleração angular. w 2 = w 1 + αt 2 ⇒ t2 = w 2 − w1 = 4. pois sempre teremos disponível o mesmo ângulo.4a. Em suma. Resnick e Walker . entre o eixo e a borda.Halliday.33rev/min t = 30s = 0. Se perto da borda dispomos de um espaço linear maior. Romero Tavares da Silva b) A localização do ponto em que você mira. diminui e pára 30s após o motor ser desligado. edição 12 Um prato de toca-discos. w0 = 33. edição 23 Um disco gira em torno de um eixo fixo.br .ufpb. a) Determine a sua aceleração angular (uniforme) em rev/min2 .5min w=0 w = w 0 + αt ⇒ α= w −w0 w = − 0 = -66. partindo do repouso. Resnick e Walker . até alcançar a rotação de 10rev/s .4a. a sua velocidade angular é de 15rev/s . mas a velocidade linear da roda também é maior. Se mirarmos perto do eixo teremos um espaço linear menor.66rev/min2 t t b) Quantas revoluções o motor realiza neste intervalo? θ = w 0t + αt 2 =8.Prof. w = w + 2αθ 2 2 2 1 2 w 2 − w 12 = 1. rodando a 33 1/3 rev/min . qual a melhor localização? Não tem importância a distância do eixo onde se mira.

4a.br ! v ! aT ! ! ! a = aT + aR onde ! aR 15 Cap 11 . depois de 15s ?   aT = α r    v2 = w 2r aR = r  romero@fisica.ufpb. a) Qual o módulo da sua aceleração linear resultante . Resnick e Walker . O coeficiente de atrito estático é µE . ! ! ! ! R Fa + P + N = ma P − N = 0    F = ma  a Fa = µE N = µE m g Mas ma = m ou seja: ⇒ 2 a = µE g ! Fa ! N ! P (w R ) v 2 =m 0 = mw 0 R R R 2 a = w02 R = µE g w0 = µE g R Capítulo 11 . a moeda escorrega para fora do prato. neste instante. w 1 = w 0 + αt 1 ⇒ t1 = w1 − w 0 = 9. edição 34 Uma certa moeda de massa M é colocada a uma distância R do centro de um prato de um toca discos. 2 w 12 = w 0 + 2αθ 1 ⇒ θ1 = 2 w 12 − w 0 = 48.61s α d) Calcule o número de revoluções desde o repouso até a velocidade de 10rev/s . Romero Tavares da Silva c) Calcule o tempo necessário para alcançar a rotação de 10rev/s . R .Halliday. edição 40 Um carro parte do repouso e percorre uma trajetória circular de 30m de raio. quando. Determine w0 em função das grandezas M .5m/s2 .Prof. g e µE .4a.07rev 2α Capítulo 11 .Halliday. Sua velocidade aumenta na razão constante de 0. A velocidade angular do toca discos vai aumentando lentamente até w0 . Resnick e Walker .

05m rC = 25cm = 0.br 16 . Resnick e Walker . 0. a) Calcule a velocidade linear de um ponto na correia 1. A polia B' ( rB' = 5cm ) é concêntrica à B e está rigidamente ligada à ela.875m/s2 2 a = aR + aT2 = 1.060 Capítulo 11 .0166rad / s 2 r 60 2 a R = w 2 r = (w 0 + αt ) r = 1.25m vA = wA rA = 10 . wB' = wB = 15rad/s Cap 11 romero@fisica.15 = 1. A polia C ( rC = 25cm ) está conectada à polia B' pela correia 2.Prof.15m rB = 10cm = 0.75 aT ! a θ θ = 75. vA = vB = wB rB rC wB = vA r = w A A =15rad/s rB rB Correia 2 Polia C Correia 1 rA rB Polia B rB' Polia A c) Calcule a velocidade angular da polia B'.10m rB' = 5cm = 0.94m/s2 aT = 0. edição 42 Quatro polias estão conectadas por duas correias conforme mostrado na figura a seguir.4a. Romero Tavares da Silva aT = α r ⇒ α= aT 1 = = 0.5m/s2 w0 = 0 t = 15s r = 30m b) Que ângulo o vetor aceleração resultante faz com o vetor velocidade do carro nesse instante? a tan θ = R = 3. A polia A ( rA = 15cm ) é a polia motriz e gira a 10rad/s .ufpb. A polia B ( rB = 10cm ) está conectada à A pela correia 1 .5 m/s b) Calcule a velocidade angular da polia B.Halliday. wA = 10rad/s rA = 15cm = 0.

por dois bastões delgados de comprimento L e massa M cada um. edição 51 Duas partículas de massa m cada uma. a massa do corpo Eixo (perpendicular à folha ) for M e ICM for o seu momento de inércia em relação a um eixo que passa pelo centro de massa.Prof. v B ' = v C = w C rC ⇒ wC = v B' w B rB' =3rad/s = rC rC Capítulo 11 . a) Determine algebricamente a expressão para o momento de inércia do conjunto em relação a O . Já foi calculado anteriormente que o w momento de inércia de um bastão fino de massa M e comprimento L em L m relação a um eixo perpendicular ao bastão e que passa por seu centro de massa. L m Por outro lado.ufpb.05 = 0. Romero Tavares da Silva d) Calcule a velocidade linear de um ponto na correia 2.4a. vale ML2/12 . conforme mostrado na figura a seguir. o teorema dos eixos paralelos diz que: se a distância entre os dois eixos for H . I3 = M ( L )2 = m L2 Cap 11 romero@fisica. logo: ML2 28  3L  I2 = ML2 + M  = 12 12  2  I3 = Momento de inércia da partícula mais próxima. I1 = M ( 2L )2 = 4 m L2 I2 = Momento de inércia do bastão mais afastado.Halliday. vB' = wB' rB' = wB rB' = 15 . A distância do centro de massa desse bastão até o eixo vale 3L/2 . teremos o momento de inércia I mencionado: I = ICM + M H2 Vamos calcular o momento de inércia de cada componente desse conjunto: I1 = Momento de inércia da partícula mais afastada.75m/s e) Calcule a velocidade angular da polia C. estão ligadas entre si e a um eixo de rotação em O .br 17 2 . 0. O conjunto gira em torno do eixo de rotação com velocidade angular w . Resnick e Walker .

5kg m2 = 460g = 0. A distância do centro de massa desse bastão até o eixo vale L/2 . a) Qual a aceleração de cada bloco? m1 = 500g = 0.Halliday.br 18 .a) = 4.75m t = 5s ! F1 ! T1 m1 ! p1 ! F2 at 2 h = v 0t + 2 ⇒ 2h a = 2 = 0. A polia. que está montada sobre um suporte horizontal sem atrito. K = 1 2 5 4  I w =  m + M  w 2 L2 2 3  2 Capítulo 11 .4a. tem um raio de 5cm . A corda não desliza na polia. edição 73 Numa máquina de Atwood. o bloco mais pesado cai 75cm em 5s . Romero Tavares da Silva I4 = Momento de inércia do bastão mais próximo.93N Cap 11 romero@fisica.05m v0 = 0 h = 75cm = 0. Quando ela é solta.ufpb.Prof.06m/s2 t b) Qual a tensão na corda que suporta o bloco mais pesado? ! ! ! p1 + T1 = m1a1 ⇒ p1 − T1 = m1a ! T2 T1 = p1 .m1 a = m1 (g .46kg R = 5cm = 0. um bloco tem massa 500g e o outro 460g . Resnick e Walker . logo: ML2 4 L I4 = ML2 + M  = 12 2 12  Finalmente: I = I 1 + I 2 + I 3 + I 4 = 4mL2 + I = 5mL2 + 28 4 ML2 + mL2 + ML2 12 12 8 ML2 3 2 b) Determine algebricamente a expressão para a energia cinética de rotação do conjunto em relação a O .87N c) Qual a tensão na corda que suporta o bloco mais leve? ! ! ! p2 + T2 = m2 a2 ⇒ T2 − p 2 = m 2 a ! p2 m2 T2 = p1 + m1 a = m2 (g + a) = 4.

Prof. Romero Tavares da Silva d) Qual a aceleração angular da polia? a =αr e) Qual o seu momento de inércia? ⇒ α= a = 1,2rad/s2 r

τ=Iα
I=

⇒ F1 r - F2 r = I α
− T 2 )r = 0,0141kg.m2 α

(T

1

Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição 74 A figura a seguir mostra dois blocos de massa m suspensos nas extremidades de uma haste rígida, de peso desprezível, de comprimento L = L1 + L2 , com L1 = 20cm e L2 = 80cm . A haste é mantida na posição horizontal e então solta. Calcule a aceleração dos dois blocos quando eles começam a se mover. L1 = 20cm = 0,2m L2 = 80cm = 0,8m L1 ! FC L2

τ=Iα
m g L2 - m g L1 = I α Mas I = mL2 + mL2 1 2 Logo mg (L2 − L1 ) = m (L2 + L2 )α 1 2 ! FE

! FD

 L − L1  2 ⇒ α =  22  L + L2  g = 8,64rad/s  1   2

 a1 = −α L1 = −1,72m / s 2  2 a 2 = +α L2 = +6,91m / s Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição 75 Dois blocos idênticos, de massa M cada uma, estão ligados por uma corda de massa desprezível, que passa por uma polia de raio R e de momento de inércia I . A corda não desliza sobre a polia; desconhece-se existir ou não atrito entre o bloco e a mesa; não há atrito no eixo da polia. Quando esse sistema é liberado, a polia gira de um ângulo θ num tempo t , e a aceleração dos blocos é constante
Cap 11 romero@fisica.ufpb.br 19

Prof. Romero Tavares da Silva a) Qual a aceleração angular da polia?

α t2 θ = w 0t + 2

⇒ α=

2θ t2 M

! N ! T2 ! F2 R, I ! F1 ! T1

b) Qual a aceleração dos dois blocos? a =αR = 2θ R t2

c) Quais as tensões na parte superior e inferior da corda? Todas essas respostas devem ser expressas em função de M , I , R , θ , g e t . ! ! ! P1 + T1 = m a1 F1 = P1 − m a ⇒ ⇒ P1 − F1 = ma F1 = m (g − a ) 2θ R   F1 = m  g − 2  t  

! P2

M ! P1

τ = Iα

F1R − F2 R = Iα F2 = mg −

∴ F2 = F1 − I

α R

2θ  I  mR +  2  t  R

Capítulo 11 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição 81 Um bastão fino de comprimento L e massa m está suspenso livremente por uma de suas extremidades. Ele é puxado lateralmente para oscilar como um pêndulo, passando pela posição mais baixa com uma velocidade angular w . a) Calcule a sua energia cinética ao passar por esse ponto. O momento de inércia de uma haste em relação a um eixo perpendicular que passe por sua extremidade é: h I= mL 3
2

A energia cinética tem a forma: K =
Cap 11

1 2 mw 2 L2 Iw = 2 6
romero@fisica.ufpb.br 20

Prof. Romero Tavares da Silva b) A partir desse ponto, qual a altura alcançada pelo seu centro de massa? Despreze o atrito e a resistência do ar. Usando a conservação da energia mecânica, encontramos que: KI = UF ⇒ Iw2 1 w 2 L2 I w 2 = mgh ∴ h = = 2 2mg 6g

Cap 11

romero@fisica.ufpb.br

21

Versão preliminar 6 de junho de 2002

Notas de Aula de Física

11. ROTAÇÃO .................................................................................................................... 2 AS VARIÁVEIS DA ROTAÇÃO.................................................................................................. 2 Posição angular ............................................................................................................ 2 Deslocamento angular .................................................................................................. 2 Velocidade angular ....................................................................................................... 3 Aceleração angular ....................................................................................................... 3 ROTAÇÃO COM ACELERAÇÃO ANGULAR CONSTANTE .............................................................. 3 AS VARIÁVEIS LINEARES E ANGULARES ................................................................................. 4 A posição ...................................................................................................................... 4 A velocidade escalar ..................................................................................................... 4 A aceleração ................................................................................................................. 4 ENERGIA CINÉTICA DE ROTAÇÃO.......................................................................................... 5 MOMENTO DE INÉRCIA ......................................................................................................... 5 Teorema dos eixos paralelos ........................................................................................ 6 Alguns exemplos de cálculo de momento de inércia .................................................... 7 TORQUE .......................................................................................................................... 10 A SEGUNDA LEI DE NEWTON PARA A ROTAÇÃO .................................................................... 11 TRABALHO, POTÊNCIA, E O TEOREMA DO TRABALHO - ENERGIA CINÉTICA............................... 12 SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ..................................................................................... 13 02 ................................................................................................................................ 13 10 ................................................................................................................................ 13 12 ................................................................................................................................ 14 23 ................................................................................................................................ 14 34 ................................................................................................................................ 15 40 ................................................................................................................................ 15 42 ................................................................................................................................ 16 51 ................................................................................................................................ 17 73 ................................................................................................................................ 18 74 ................................................................................................................................ 19 75 ................................................................................................................................ 19 81 ................................................................................................................................ 20

A posição angular associada ao arco e o raio é o ângulo θ . A distância deste ponto ao eixo de rotação é chamado de raio r da trajetória. de modo que o deslocamento angular entre os instantes considerados é: θ2 θ1 ∆θ = θ2 .ufpb.br 2 . Romero Tavares da Silva 11.θ1 Cap 11 romero@fisica. As variáveis da rotação À semelhança do movimento de translação. Podemos marcar um dado ponto do objeto e analisar o seu movimento. No movimento de translação pura todas as partes de um corpo sofrem o mesmo deslocamento linear.Prof. podemos definir algumas grandezas que descreverão esse movimento. Por outro lado. Posição angular Quando um objeto de um formato arbitrário. tem uma trajetória circular em torno de um certo eixo. O movimento que se aproxima mais de uma situação real é aquele que incorpora tanto a translação quanto a rotação. No movimento de rotação pura todas as partes de um corpo sofrem o mesmo deslocamento angular. no movimento de rotação pura as partes de um corpo descrevem trajetórias circulares cujos centros situam-se sobre uma mesma reta . r θ s s = rθ ∴ θ = s r Deslocamento angular Quando um corpo está em rotação. A sua trajetória descreve um arco de comprimento s . Rotação A cinemática dos corpos rígidos trata dos movimentos de translação e rotação. para a análise da rotação utilizamos de parâmetros equivalentes a aqueles definidos anteriormente.chamada de eixo de rotação. ele está variando a sua posição angular de modo que num dado momento ela é definida pelo ângulo θ1 e num instante posterior é definida pelo ângulo θ2 .

Prof. é a razão entre o deslocamento angular e o tempo necessário para fazer esse deslocamento.br . Romero Tavares da Silva Velocidade angular A velocidade angular é a taxa com que a posição angular está variando. as equações para rotação são obtidas integrando-se a equação de movimento: α= dw = cons tan te dt (1) ∫ dw = w 0 + α ∫ dt ⇒ w = w 0 + αt e também: w= ou seja: dθ dt ⇒ ∫ dθ = θ 0 + ∫ w dt = θ 0 + ∫ (w 0 + αt )dt αt2 ⇒ θ = θ 0 + w 0t + 2 (2) 3 θ = θ 0 + w 0 ∫ dt + α ∫ dt Cap 11 romero@fisica. Definimos a velocidade angular média como: w = θ 2 − θ 1 ∆θ = t 2 − t1 ∆t Definimos a velocidade angular instantânea como: w = Lim ∆t → 0 ∆θ dθ = dt ∆t Aceleração angular Quando a velocidade angular de um corpo não é constante mas varia no tempo com uma certa taxa.ufpb. Definimos a aceleração angular média como: α = w 2 − w 1 ∆w = t 2 − t1 ∆t Definimos a aceleração angular instantânea como: α = Lim ∆t → 0 ∆w dw = dt ∆t Rotação com aceleração angular constante À semelhança do movimento de translação com aceleração constante. esse corpo terá uma aceleração angular.

a rotação se faz com raio constante.Prof. A aceleração De maneira equivalente. Desse modo: v = ds dθ =r dt dt ⇒ v =rw onde v é a velocidade linear de um certo ponto do corpo e w é a velocidade angular desse ponto considerado. ou seja: cada ponto observado mantém uma distância constante ao eixo de rotação. a aceleração de uma dado ponto de um corpo é definida como: a= Cap 11 dv dw =r dt dt ⇒ a = rα 4 romero@fisica.br . também podemos definir a velocidade angular média como: w = w + w0 2 e usando essa equação na anterior. Na realidade. w é a velocidade angular do corpo por inteiro. Romero Tavares da Silva A velocidade angular média foi definida de modo que: w = θ −θ0 t ⇒ θ = θ0 + w t mas quando estamos analisando o movimento com aceleração constante.ufpb. temos que: w + w0  w + w0 w − w0  θ = θ0 +  t = θ0 +     2   2  α  ou seja: 2 w 2 = w 0 + 2α (θ − θ 0 ) (3) As variáveis lineares e angulares A posição Ao analisarmos o movimento de rotação de um objeto o parâmetro que descreve o deslocamento espacial é s=rθ A velocidade escalar Quando observamos os corpos rígidos.

Quando uma roda está girando em torno do seu eixo. mas todas as suas partes têm a mesma velocidade angular.ufpb. Com a definição dessa aceleração. Momento de inércia Se dividirmos um corpo rígido em pequenas partes. temos agora dois tipos de aceleração no movimento circular: a aceleração tangencial e a aceleração radial (ou centrípeta). Como a velocidade é tangencial à curva.br 5 . podemos em tese calcular o momento de inércia deste corpo usando a equação anteriormente apresentada para um sistema de partículas: I = ∑ r i 2 ∆m i i =1 N Se aumentarmos essa subdivisão de modo que aqueles elementos de massa ∆mi se transformem em grandezas diferencias dm .Prof. A energia cinética deste sistema é: N 1 N 1 1 N 1 2 K = ∑ m i v i2 = ∑ m i (w r i ) =  ∑ m i r i 2  w 2 = I w 2   i =1 2 i =1 2  2  i =1 2 onde ri é a distância de cada partícula ao eixo. poderemos identificar como: I = Lim ∑ r i 2 ∆m i = ∫ r 2 dm ∆m → 0 i 1 = N Cap 11 romero@fisica. as diversas partes da roda se movem com velocidade diferentes. Daí a importância da definição do momento de inércia para computar a energia cinética associada ao movimento de rotação de um sistema de partículas ou um corpo rígido. cada parte com uma massa ∆mi . cada uma com massa mi e velo! cidade v i girando em torno de um mesmo eixo do qual distam ri . w a velocidade angular das partículas em torno do eixo considerado e definimos o momento de inércia I do conjunto de partículas como: I = ∑ mi ri 2 i =1 N Vamos usar a definição de momento inércia principalmente para calcular a energia cinética de rotação de corpos rígidos. pois dá conta da variação do módulo da velocidade. para que o seu módulo varie é necessário uma aceleração nesta direção. Romero Tavares da Silva Essa aceleração é também conhecida como aceleração tangencial. ou seja:   aT = α r    v2 aR = = w 2r  r  ! ! ! a = aT + aR onde Energia cinética de rotação Vamos considerar um conjunto de N partículas.

Romero Tavares da Silva onde essa é uma integral simbólica que significa a integração sobre todo o volume do corpo rígido considerado. O momento de inércia em relação ao eixo perpendicular ao papel. seja ele de uma. que cruza com a origem do referencial (xy) e que passa pelo centro de massa é ICM I CM = ∫ R 2 dm onde dm é um elemento de massa (representado pelo pequeno círculo) localizado pelo ! vetor posição R . Teorema dos eixos paralelos Se conhecermos o momento de inércia de um corpo em relação a um eixo qualquer que passe por seu centro de massa. a massa do corpo for M e ICM for o seu momento de inércia em relação a um eixo que passa pelo centro de massa. como no desenho a seguir. Se a distância entre os dois eixos for H .ufpb.br 6 . y' y ! ! ! R = r +H ! R = iˆx + ˆy j ! H = iˆa + ˆb j ! ˆ r = i (x − a ) + ˆ(y − b ) j ! R ! H ! r x' x Para calcular o outro momento de inércia vamos considerar um segundo referencial (x'y') e um segundo eixo que passe pela origem desse referencial e seja perpendicular ao papel. podemos inferir o momento de inércia desse corpo em relação a qualquer eixo paralelo ao primeiro eixo considerado. teremos o momento de inércia I mencionado: I = ICM + M H2 Para demonstrar essa equação vamos considerar um corpo de um formato qualquer. duas ou três dimensões. O momento de inércia em relação a esse segundo eixo é: I = ∫ r 2 dm = ∫ (x − a ) + (y − b ) dm = ∫ [(x 2 + y 2 ) + (a 2 + b 2 ) − 2(ax + by )]dm 2 2 [ ] Mas 2 2 2 ∫ (x + y )dm = ∫ R dm = I CM Cap 11 romero@fisica.Prof.

br . perpendicular ao plano do anel. Coletando os resultados das últimas equações. Podemos usar a proporção: dm dθ = M 2π ⇒ θ dθ Anel de raio R M dm =   dθ  2π  7 Cap 11 romero@fisica. I = ∫ r 2 dm Vamos considerar o pedaço de anel limitado pelo ângulo dθ . -L/2 Podemos usar a proporção: dm dx = M L ⇒ M  dm =   dx L M +L / 2 2 M x3 I = ∫ x dm = ∫ x dx = L 3 L −L / 2 −L / 2 2 +L / 2 +L / 2 dx L/2 x x −L / 2 ML2 = 12 b. Momento de inércia de um bastão fino de massa M e comprimento L em relação a um eixo perpendicular ao bastão e que passa por seu centro de massa. encontramos que: I = ICM + M H2 Alguns exemplos de cálculo de momento de inércia a. distante x da origem. que contém uma Vamos considerar o pedaço de anel limitado pelo ângulo dθ .ufpb. I = ∫ r 2 dm Vamos considerar a fatia dx . que faz um ângulo θ com a horizontal e que contém uma massa dm . que contém uma massa dm . Momento de inércia de um anel de raio R e massa M . Romero Tavares da Silva 2 2 2 2 ∫ (a + b )dm = ∫ H dm = MH ∫ 2ax dm = 2a ∫ x dm = 2a X CM M = 0 ∫ 2by dm = 2b ∫ y dm = 2b YCM M = 0 onde nas duas últimas equações utilizamos a premissa inicial que o centro de massa seria escolhido como origem do referencial. em relação a um eixo que passa pelo centro.Prof. e desse modo XCM = YCM = 0 .

em relação a um eixo que passa por um diâmetro qualquer.Prof. comprimento L e massa M .br 8 Cap 11 . Romero Tavares da Silva I = ∫ r dm 2 ⇒ 2 M  MR 2π I = ∫R  dθ  = ∫ dθ 2π 0 0  2π  2π 2 ∴ I = MR 2 c. Momento de inércia de um anel de raio R e massa M . O cilindro tem raio interno R1 . raio externo R2 .. I = ∫ r 2 dm A distância r de um elemento de massa dm ao eixo é: r = R cosθ O elemento de massa dm e o ângulo dθ que limita essa massa se relacionam como: dm dθ = M 2π ⇒ M dm =   2π ⇒   dθ  Anel de raio R r dθ θ I = ∫ r 2 dm Mas cos 2 θ = ou seja MR 2 I= 2π d. I = ∫ r 2 dm Vamos considerar uma casca cilíndrica de raio r . espessura dr e comprimento L. 2 2π 2 M  MR 2π 2 I = ∫ (R cos θ )  dθ  = ∫ cos θ dθ 2π 0 0  2π  1 + cos 2θ 2 1   θ  2 2π 0 ⇒ I= MR 2 2π 2π 1 2π  1 2π  dθ + ∫ cos 2θ dθ   ∫ 20 2 0  1 sen 2θ + 2 2 0 2  MR 2  {π } ∴ I = MR = 2π 2   Momento de inércia de um cilindro anular em torno do eixo central. O volume dV dessa casca é dV = (2π r L) dr A massa dm contida nessa casca é: dm = ρ dV logo dm = 2π L ρ r dr romero@fisica.ufpb.

Romero Tavares da Silva I = ∫ r 2 dm = ∫ r 2 [2πLρ rdr ] = 2πρL ∫ r 3 dr = 2πρL R2 R2 R1 R1 R 24 − R14 4 Mas V = π L(R 22 − R12 ) ⇒ então R 24 − R14 M I =πL ⇒ 2 π L(R 22 − R12 ) e. I= M 2 (R 2 + R12 ) 2 ρ= M M = V π L(R 22 − R12 ) Momento de inércia de um cilindro sólido de massa M . raio a e comprimento L em relação ao diâmetro central z z r dm Eixo Eixo I = ∫ R 2 dm dm = ρ dV = M M dV = dV π a 2L V z r O elemento de massa dm está limitado pelo ângulo dθ e dista R do eixo . que no desenho está na horizontal.br 9 .Prof.ufpb. R 2 = r ' 2 +z 2 r ' = r sen θ θ z R Eixo r' θ z r r' R dV = (rdθ )(dr )(dz ) I = ∫ ∫ ∫ (r ' 2 + z 2 )[ρ (r dθ dr dz )] +L / 2 a 2π −L / 2 0 0 I = ρ ∫ dθ ∫ r dr ∫ (r 2 sen 2 θ + z 2 ) = ρ ∫ sen 2 θ dθ ∫ r 3 dr ∫ dz + ρ ∫ dθ ∫ r dr ∫ z 2 dz dz 2π a +L / 2 −L / 2 2π a +L / 2 −L / 2 2π a +L / 2 −L / 2 0 0 0 0 0 0 Cap 11 romero@fisica.

Romero Tavares da Silva Mas sen 2 θ = logo 2π 2 ∫ sen θ dθ = 2 ∫ dθ + 2 ∫ cos 2θ dθ = 2 2π − 2 2 sen 2θ 0 0 0 1 − cos 2θ 2 1 2π 1 2π 1 1 2π 0 =π ou seja:  a4 I = ρ (π )  4    a2 (L ) + ρ (2π )   2    1 L3   3 4  ⇒  ρπLa 4 ρπa 2 L3 + =  4 12  Ma 2 ML2 + 4 12  a 2 L2  I = ρπa 2 L  4 + 12     I= Torque ! ! Define-se o troque τ produzido pela força F quando ela atua sobre uma partícula como sendo o produto vetorial dessa força pelo vetor posição da partícula: ! F ! ! ! τ = r ×F M Se no exemplo da figura ao lado de! r finirmos o plano da folha de papel com sendo x . Cap 11 romero@fisica.br 10 . em particular. Convenção para simbolizar um vetor entrando perpendicular à folha.Prof. o resultado do produto vetorial é ! ! ! ˆ τ = r × F = k (r F sen θ ) onde ! r y ! F F⊥ θ F|| τ = r F senθ = r F⊥ x Podemos perceber que apenas a ! componente F⊥ da força F é quem contribui para o torque.y o torque estará ao longo do eixo z o e será um vetor saindo da folha Convenção para simbolizar um vetor saindo perpendicular à folha. Nesse exemplo ao lado.ufpb.

teremos: ! ! F = ma F|| = m a|| e F⊥ = m a⊥ Mas. quando consideramos o torque associado a essa força.br 11 .ufpb. Romero Tavares da Silva Podemos visualizar o resultado do produto vetorial de uma maneira equivalente à anterior. teremos um torque associado à essa força. Se tivermos N partículas girando em torno de um eixo cada uma delas sob a ação de uma força. onde: ! N ! ! N τ = ∑ τ i = ∑ r i × Fi i =1 i =1 Mas τ = Σ ri Fi⊥ = Σ ri mi ai⊥ = Σ ri mi ( ri α ) = Σ ( mi ri2) α τ=Iα Cap 11 romero@fisica. temos: τ = r F⊥ = m r a⊥ = m r ( r α ) = ( m r2 ) α e o torque toma a forma: τ=Iα onde I é o momento de inércia da partícula considerada. ou seja: ! ! ! ˆ τ = r × F = k (r F sen θ ) onde y ! F ! r τ = r F senθ = r⊥ F θ r|| x r⊥ = braço de alavanca r|| = linha de ação r⊥ A segunda Lei de Newton para a rotação A segunda Lei de Newton toma uma forma peculiar quando aplicada aos movimentos que envolvem rotação. Se fizermos a decomposição da força aplicada a uma partícula segundo as suas componentes perpendicular e paralela ao vetor posição dessa partícula.Prof.

e o teorema do trabalho .ufpb. potência.Prof. Romero Tavares da Silva Trabalho. devemos considerar que: dW = τ dθ e também que: dW dθ P= =τ ⇒ P = τw dt dt Cap 11 romero@fisica.br 12 .energia cinética Para calcular o trabalho elementar ! executado por uma força F temos ! ! dW = F ⋅ dr = F⊥ dr = F⊥ r dθ dW = τ dθ W if = ∫ τ dθ θi θf dW que: ! F ! dr dθ ! r Mas τ = Iα = I e dw dt dθ  dw  τ dθ =  I = I w dw  dθ = (Idw ) dt  dt  ou seja: w2 W if = ∫ τ dθ = I ∫ I w dw = I 2 w θ wf i i θf wf ⇒ W if = wi 1 1 I w f2 − I w i2 = K f − K i 2 2 ! Para calcular a potência P associada à atuação da força F .

Nesse tempo. a) Qual a velocidade mínima que a flecha deve ter? r = 30cm = 0.20m A flecha vai atravessar a roda usando as "fatias" de vazio entre dois raios. Resnick e Walker .Halliday.5 . Está montada sobre um eixo fixo e gira a 2. α= dw = 6bt − 12ct 2 dt Capítulo 11 . 2πrad/s L = 20cm = 0. Suponha que tanto a flecha quanto os raios são muito finos.ufpb.Prof. Quando a roda gira.0m/s = t0 θ0 Cap 11 romero@fisica. w= dθ = a + 3bt 2 − 4ct 3 dt b) Determine a expressão para sua aceleração angular. onde a . Romero Tavares da Silva Solução de alguns problemas Capítulo 11 .br 13 . sem que a flecha colida com qualquer raio. edição 02 Durante um intervalo de tempo t .30m w = 2. edição 10 Uma roda tem oito raios de 30cm .4a.4a. cada raio "varre" totalmente o espaço entre a sua posição inicial e a posição do raio adjacente e nesse movimento se desloca de θ0 = 2π/8 radianos . os raios se movem e depois de um certo tempo t0 um raio passa a ocupar a posição do raio adjacente. a) Determine a expressão para sua velocidade angular.Halliday. logo: L Lw L = vt 0 ⇒ v = = 4. e dispõe de um tempo t0 para atravessar a roda. θ 0 = wt 0 ∴ t0 = θ0 w A flecha tem comprimento L . Resnick e Walker . paralelamente ao eixo.5rev/s = 2. É precisamente esse tempo que dispõe a flecha para atravessar a roda. A distância angular entre dois raios é de 2π/8 radianos. Você pretende atirar uma flecha de 20cm de comprimento através da roda. a turbina de um gerador gira um ângulo θ = a t + b t3 . b e c são constantes.5rev/s .c t4 .

w0 = 33. Em suma. com aceleração angular constante. diminui e pára 30s após o motor ser desligado. tem importância? Em caso afirmativo.4a. entre o eixo e a borda.ufpb. Resnick e Walker . w0 = 0 w1 = 10rev/s θ2 = 60rev w2 = 15rev/s a) Calcule a aceleração angular. w = w + 2αθ 2 2 2 1 2 w 2 − w 12 = 1.80s α 14 Cap 11 romero@fisica. Se perto da borda dispomos de um espaço linear maior.4a.33rev/min t = 30s = 0. Depois de completar 60 revoluções .Halliday. pois sempre teremos disponível o mesmo ângulo. Se mirarmos perto do eixo teremos um espaço linear menor. até alcançar a rotação de 10rev/s . partindo do repouso.33rev 2 Capítulo 11 . edição 23 Um disco gira em torno de um eixo fixo.66rev/min2 t t b) Quantas revoluções o motor realiza neste intervalo? θ = w 0t + αt 2 =8.Halliday. w 2 = w 1 + αt 2 ⇒ t2 = w 2 − w1 = 4. a sua velocidade angular é de 15rev/s . Resnick e Walker . rodando a 33 1/3 rev/min . mas a velocidade linear da roda também é maior. qual a melhor localização? Não tem importância o ponto onde se mira.02rev/s2 ⇒ α= 2θ b) Calcule o tempo necessário para completar as 60 revoluções . mas a velocidade linear da roda também é menor.5min w=0 w = w 0 + αt ⇒ α= w −w0 w = − 0 = -66.Prof. a velocidade angular é a mesma para todos os pontos. Capítulo 11 . edição 12 Um prato de toca-discos.br . Romero Tavares da Silva b) A localização do ponto em que você mira. a) Determine a sua aceleração angular (uniforme) em rev/min2 .

! ! ! ! Fa + P + N = ma P − N = 0    F = ma  a Fa = µE N = µE m g Mas ⇒ a = µE g ! Fa ! N ! P a = w02 R = µE g w0 = µE g R Capítulo 11 . A velocidade angular do toca discos vai aumentando lentamente até w0 .4a.Prof. neste instante. g e µE . R . quando. Resnick e Walker . O coeficiente de atrito estático é µE .Halliday. a) Qual o módulo da sua aceleração linear resultante .br ! v ! aT ! ! ! a = aT + aR onde ! aR 15 Cap 11 . Sua velocidade aumenta na razão constante de 0.5m/s2 . Determine w0 em função das grandezas M . 2 w 12 = w 0 + 2αθ 1 ⇒ θ1 = 2 w 12 − w 0 = 48. w 1 = w 0 + αt 1 ⇒ t1 = w1 − w 0 = 9. Resnick e Walker . edição 34 Uma certa moeda de massa M é colocada a uma distância R do centro de um prato de um toca discos.ufpb.Halliday. depois de 15s ?   aT = α r    v2 aR = = w 2r  r  romero@fisica.4a.07rev 2α Capítulo 11 . edição 40 Um carro parte do repouso e percorre uma trajetória circular de 30m de raio. a moeda escorrega para fora do prato.61s α d) Calcule o número de revoluções desde o repouso até a velocidade de 10rev/s . Romero Tavares da Silva c) Calcule o tempo necessário para alcançar a rotação de 10rev/s .

05m rC = 25cm = 0. Romero Tavares da Silva aT = α r ⇒ α= aT 1 = = 0.25m vA = wA rA = 10 .5 m/s b) Calcule a velocidade angular da polia B.5m/s2 w0 = 0 t = 15s r = 30m b) Que ângulo o vetor aceleração resultante faz com o vetor velocidade do carro nesse instante? a tan θ = R = 3.0166rad / s 2 r 60 2 a R = w 2 r = (w 0 + αt ) r = 1. A polia B' ( rB' = 5cm ) é concêntrica à B e está rigidamente ligada à ela.10m rB' = 5cm = 0.Prof.4a. edição 42 Quatro polias estão conectadas por duas correias conforme mostrado na figura a seguir.15m rB = 10cm = 0. A polia B ( rB = 10cm ) está conectada à A pela correia 1 .060 Capítulo 11 .br 16 . vA = vB = wB rB rC wB = vA r = w A A =15rad/s rB rB Correia 2 Polia C Correia 1 rA rB Polia B rB' Polia A c) Calcule a velocidade angular da polia B'.75 aT ! a θ θ = 75. 0.Halliday.875m/s2 2 a = aR + aT2 = 1. Resnick e Walker . wB' = wB = 15rad/s Cap 11 romero@fisica.ufpb. wA = 10rad/s rA = 15cm = 0.94m/s2 aT = 0. A polia C ( rC = 25cm ) está conectada à polia B' pela correia 2.15 = 1. a) Calcule a velocidade linear de um ponto na correia 1. A polia A ( rA = 15cm ) é a polia motriz e gira a 10rad/s .

estão ligadas entre si e a um eixo de rotação em O . I3 = M ( L )2 = m L2 Cap 11 romero@fisica.75m/s e) Calcule a velocidade angular da polia C. I1 = M ( 2L )2 = 4 m L2 I2 = Momento de inércia do bastão mais afastado.ufpb.05 = 0. O conjunto gira em torno do eixo de rotação com velocidade angular w . teremos o momento de inércia I mencionado: I = ICM + M H2 Vamos calcular o momento de inércia de cada componente desse conjunto: I1 = Momento de inércia da partícula mais afastada.br 17 2 . Já foi calculado anteriormente que o w momento de inércia de um bastão fino de massa M e comprimento L em L m relação a um eixo perpendicular ao bastão e que passa por seu centro de massa. o teorema dos eixos paralelos diz que: se a distância entre os dois eixos for H . a) Determine algebricamente a expressão para o momento de inércia do conjunto em relação a O . por dois bastões delgados de comprimento L e massa M cada um. Resnick e Walker . edição 51 Duas partículas de massa m cada uma. a massa do corpo Eixo (perpendicular à folha ) for M e ICM for o seu momento de inércia em relação a um eixo que passa pelo centro de massa. L m Por outro lado. conforme mostrado na figura a seguir. logo: ML2 28  3L  I2 = ML2 + M  = 12 12  2  I3 = Momento de inércia da partícula mais próxima. vale ML2/12 . A distância do centro de massa desse bastão até o eixo vale 3L/2 .Prof. 0. vB' = wB' rB' = wB rB' = 15 . v B ' = v C = w C rC ⇒ wC = v B' w B rB' =3rad/s = rC rC Capítulo 11 . Romero Tavares da Silva d) Calcule a velocidade linear de um ponto na correia 2.Halliday.4a.

46kg R = 5cm = 0.06m/s2 t b) Qual a tensão na corda que suporta o bloco mais pesado? ! ! ! p1 + T1 = m1a1 ⇒ p1 − T1 = m1a ! T2 T1 = p1 . que está montada sobre um suporte horizontal sem atrito. tem um raio de 5cm .Halliday.93N Cap 11 romero@fisica. A polia.75m t = 5s ! F1 ! T1 m1 ! p1 ! F2 at 2 h = v 0t + 2 ⇒ 2h a = 2 = 0.a) = 4. K = 1 2 5 4  I w =  m + M  w 2 L2 2 3  2 Capítulo 11 . Quando ela é solta. Romero Tavares da Silva I4 = Momento de inércia do bastão mais próximo.87N c) Qual a tensão na corda que suporta o bloco mais leve? ! ! ! p2 + T2 = m2 a2 ⇒ T2 − p 2 = m 2 a ! p2 m2 T2 = p1 + m1 a = m2 (g + a) = 4. o bloco mais pesado cai 75cm em 5s .ufpb. A distância do centro de massa desse bastão até o eixo vale L/2 .4a.05m v0 = 0 h = 75cm = 0. logo: ML2 4 L I4 = ML2 + M  = 12 2 12  Finalmente: I = I 1 + I 2 + I 3 + I 4 = 4mL2 + I = 5mL2 + 28 4 ML2 + mL2 + ML2 12 12 8 ML2 3 2 b) Determine algebricamente a expressão para a energia cinética de rotação do conjunto em relação a O .br 18 . edição 73 Numa máquina de Atwood.m1 a = m1 (g . Resnick e Walker . A corda não desliza na polia. um bloco tem massa 500g e o outro 460g .Prof.5kg m2 = 460g = 0. a) Qual a aceleração de cada bloco? m1 = 500g = 0.

estão ligados por uma corda de massa desprezível. e a aceleração dos blocos é constante Cap 11 romero@fisica. com L1 = 20cm e L2 = 80cm .Prof. A corda não desliza sobre a polia. de massa M cada uma.91m / s Capítulo 11 .8m L1 ! FC L2 τ=Iα m g L2 . a polia gira de um ângulo θ num tempo t . de peso desprezível. de comprimento L = L1 + L2 .4a. desconhece-se existir ou não atrito entre o bloco e a mesa. Calcule a aceleração dos dois blocos quando eles começam a se mover.4a.2rad/s2 r τ=Iα I= ⇒ F1 r . L1 = 20cm = 0.Halliday.m g L1 = I α Mas I = mL2 + mL2 1 2 Logo mg (L2 − L1 ) = m (L2 + L2 )α 1 2 ! FE ! FD  L − L1  2 ⇒ α =  22  L + L2  g = 8. A haste é mantida na posição horizontal e então solta.64rad/s  1   2  a1 = −α L1 = −1.br 19 .ufpb. edição 75 Dois blocos idênticos. Resnick e Walker .72m / s 2  2 a 2 = +α L2 = +6.0141kg. Romero Tavares da Silva d) Qual a aceleração angular da polia? a =αr e) Qual o seu momento de inércia? ⇒ α= a = 1. não há atrito no eixo da polia. que passa por uma polia de raio R e de momento de inércia I .m2 α (T 1 Capítulo 11 . edição 74 A figura a seguir mostra dois blocos de massa m suspensos nas extremidades de uma haste rígida.Halliday.F2 r = I α − T 2 )r = 0. Quando esse sistema é liberado. Resnick e Walker .2m L2 = 80cm = 0.

I ! F1 ! T1 b) Qual a aceleração dos dois blocos? a =αR = 2θ R t2 c) Quais as tensões na parte superior e inferior da corda? Todas essas respostas devem ser expressas em função de M . ! ! ! P1 + T1 = m a1 F1 = P1 − m a ⇒ ⇒ P1 − F1 = ma F1 = m (g − a ) 2θ R   F1 = m  g − 2  t   ! P2 M ! P1 τ = Iα ⇒ F1R − F2 R = Iα ∴ F2 = F1 − I α R F2 = mg − 2θ R  I   mR +  2 t  R Capítulo 11 . Romero Tavares da Silva a) Qual a aceleração angular da polia? α t2 θ = w 0t + 2 ⇒ α= 2θ t2 M ! N ! T2 ! F2 R.4a. a) Calcule a sua energia cinética ao passar por esse ponto. edição 81 Um bastão fino de comprimento L e massa m está suspenso livremente por uma de suas extremidades. I . g e t .br 20 . θ . R . O momento de inércia de uma haste em relação a um eixo perpendicular que passe por sua extremidade é: h I= mL 3 2 A energia cinética tem a forma: K = Cap 11 1 2 mw 2 L2 Iw = 2 6 romero@fisica.ufpb.Prof. Ele é puxado lateralmente para oscilar como um pêndulo.Halliday. Resnick e Walker . passando pela posição mais baixa com uma velocidade angular w .

Prof. encontramos que: KI = UF ⇒ Iw2 1 w 2 L2 I w 2 = mgh ∴ h = = 2 2mg 6g Cap 11 romero@fisica. Romero Tavares da Silva b) A partir desse ponto. Usando a conservação da energia mecânica. qual a altura alcançada pelo seu centro de massa? Despreze o atrito e a resistência do ar.br 21 .ufpb.

.......................................................... 6 CONSERVAÇÃO DO MOMENTO ANGULAR ............................................................................................... 14 49 .............. 8 02 ..................................................................................................................................................... 11 32 ......................... 10 27 ................................................................................. 3 MOMENTO ANGULAR ............................................ 2 O rolamento descrito como uma combinação de rotação e translação....................................................... 11 44 ................................................................Versão preliminar 6 de junho de 2002 Notas de Aula de Física 12.................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... ROLAMENTO..................................................... 4 MOMENTO ANGULAR DE UM SISTEMA DE PARTÍCULAS .............................................................................. 8 07 ....................................................................................................................................... 2 ROLAMENTO................................................................................................................................................. 12 45 ................................................................................................................................................... 8 01 ........................... 3 A energia cinética................. 9 11 ....................................................... TORQUE E MOMENTO ANGULAR .................................................................................................................................................................. 7 SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ..................................... 3 TORQUE .............................................................................................................................. 9 13 .................................................................................................................................. 2 O rolamento visto como uma rotação pura ......................................................................................................................................................................... 5 MOMENTO ANGULAR DE UM CORPO RÍGIDO ... 13 46 .......... 15 ......................................................................................................................

Rolamento. torque e momento angular Rolamento Considere um aro de raio R . a velocidade de deslocamento do centro de massa do aro tem a forma: v CM = ds dθ =R dt dt ⇒ v CM = R w R s De maneira equivalente podemos encontrar a forma da aceleração do centro de massa do aro: aCM = dv CM dw =R dt dt ⇒ aCM = R α s O rolamento descrito como uma combinação de rotação e translação ! ! v = v CM ! ! v = v CM ! ! v = v CM ! ! v = −v CM Movimento puramente rotacional . todos os pontos da roda movemse com a mesma velocidade angular. O movimento de rolamento da roda é uma combinação dos dois movimentos anteriormente descritos. Romero Tavares da Silva 12.ufpb. ! ! v = 2 v CM ! ! v = v CM Cap 12 romero@fisica.br 2 . Portanto. todos os pontos da roda movem-se para a direita com a mesma velocidade. Quando essa roda girar de um ângulo θ . s=Rθ O centro de massa do aro também deslocou-se da mesma distância. ! ! v = v CM Movimento puramente translacional . rolando sem deslizar em uma superfície plana horizontal. o ponto de contato do aro com a superfície horizontal se deslocou uma distância s . tal que.Prof.

br 3 . observa-se esse movimento como consistindo de uma composição rotação + translação . Observa-se esse movimento como consistindo apenas de rotação. Desse modo. que passa pelo ponto de contato entre esse corpo e a superfície que o suporta.ufpb. Torque ! A figura abaixo mostra uma partícula localizada pelo vetor posição r . A velocidade do centro da roda é vCM = w R e a velocidade do topo da roda é Eixo instantâneo de rotação vTopo = w (2R) = 2 vCM A energia cinética Um corpo que rola sem deslizar pode ser visto a cada instante como girando em torno de um eixo instantâneo que passa pelo ponto de contato desse corpo com a superfície que o suporta. O torque exercido por essa força sobre a partícula é definido como: ! ! ! τ = r ×F Cap 12 romero@fisica. sob a ação ! de uma força F . Romero Tavares da Silva O rolamento visto como uma rotação pura O rolamento pode ser entendido como uma rotação pura se observarmos que a cada instante o corpo está girando em torno de um eixo instantâneo. e esse eixo é perpendicular à direção do movimento. Mas se levarmos em conta o teorema dos eixos paralelos: I = ICM + M R2 a energia terá a forma: K = 1 1 2 I CM w 2 + M v CM 2 2 Desse modo. Esse eixo é perpendicular à direção do movimento. a sua energia cinética tem a forma: 1 K = Iw2 2 onde I é o momento de inércia do corpo em relação ao eixo mencionado.Prof. do corpo.

Convenção para simbolizar um vetor entrando perpendicular à folha. Romero Tavares da Silva Convenção para simbolizar um vetor saindo perpendicular à folha.br z ! ! ! L =r ×p y ! r ! p θ Cap 12 4 . y z ! ! ! τ = r ×F y ! F F⊥ F|| ! r θ ! r ! F θ x x Momento angular O momento angular de uma partícula de ! massa m localizada pelo vetor po! sição r .Prof.ufpb. Vamos considerar a variação do momento angular no tempo: ! dL d ! ! (r × p ) = dt dt ! ! ! dL dr ! ! dp = ×p+r × dt dt dt Mas ! ! !  dr ! ! !  dt × p = v × p = mv × v = 0   !  dp ! = F = Força resul tan te   dt romero@fisica. que tem momento linear p é definido como: ! ! ! L =r ×p Existe uma conexão entre o momento angular de uma partícula e o torque associado à força resultante que atua sobre ela.

ufpb.br 5 . ou seja: ! N ! Fi INT = ∑ f ij j =1 Cap 12 romero@fisica. Romero Tavares da Silva logo: " dL ! ! = r ×F dt Rotação ! ! ! L =r ×p ! ! ! τ = r ×F ! ! dL τ = dt Equivalência → ! dL ! =τ dt Translação ! p ! F ⇒ → → ! ! dp F= dt Momento angular de um sistema de partículas Quando estamos considerando um sistema de N partículas. As forças internas surgem aos pares como interação entre os pares de partículas. o momento angular total é dado por: ! ! ! ! N ! L = L1 + L2 + # + LN = ∑ Li i =1 De modo equivalente à análise do caso de apenas uma partícula. vamos calcular a variação do momento angular total com o tempo: ! ! dL d  N !  N dL i =  ∑ Li  = ∑ dt dt  i =1  i =1 dt ! ! ! ! ! ! ! dL i dr i ! ! dp i d ! ! (r i × p i ) = × p i + r i × = mv i × v i + r i × Fi = dt dt dt dt Mas ! ! ! ! dp i = Fi = Fi INT + Fi EXT dt ! ! ! ! ! dL i ! ! = r i × Fi INT + r i × Fi EXT = τ iINT + τ iEXT dt ! dL N ! INT N ! EXT = ∑τ i + ∑τ i i =1 i =1 dt logo ! dL ! INT ! EXT =τ +τ dt ou seja Vamos mostrar que o torque interno é nulo.Prof.

e finalmente podemos concluir que onde (r ! i ! τ INT = 0 Desse modo.ufpb. que tem momento linear p i e estão localizados pelo vetor posição ! r i . vamos dividi-lo em pequenos volumes ∆Vi cada um com uma massa ! ∆mi .Prof. Romero Tavares da Silva Mas ! ! N ! N ! N ! N ! N N ! ! τ INT = ∑ τ iINT = ∑ r i × Fi = ∑ r i ×  ∑ f ij  = ∑ ∑ r i × f ij   i =1 i =1 i =1  j =1  i =1 j =1 ! ! ! ! ! τ INT = ∑ r i × f ij + r j × f ji i〈 j ou seja: ( ) ! ! Mas usando-se a terceira Lei de Newton. Desse modo: Li = ri pi = ri vi ∆mi Cap 12 z r⊥ ∆mi ! ri θ ! pi y x romero@fisica. logo ! ! ! ! τ INT = ∑ (r i − r j )× f ij i〈 j [ ] ! − r i ) é um vetor contido na reta que une as partículas i e j . Portanto o produto vetorial é nulo pois os dois vetores são paralelos. temos que f ij = − f ji .br 6 . O momento angular desta pequena massa é: ! ! ! Li = r i × p i Observe-se que o ângulo entre os ve! ! tores r i e p i é 900 . concluímos que ! dL ! EXT =τ dt e essa equação tem a sua equivalente no movimento de translação: ! ! dP = F EXT dt Momento angular de um corpo rígido Para calcular o momento angular de um corpo rígido que está girando em torno de um eixo ( neste caso eixo z ) com velocidade angular w . e essa reta tam! bém contém a força f ij .

ou seja se o torque externo for nulo.ufpb. temos que: Liz = Li senθ = (ri senθ) vi ∆mi = ri ⊥ vi ∆mi = ri ⊥ (w ri ⊥)∆mi ou seja: Liz = w ∆mi r2i⊥ 2 L z = ∑ Liz = w ∑ ∆m i r i⊥ i i Mas 2 I = Lim0 ∑ ∆m i r i⊥ = ∫ r ⊥2 dm ∆m → i i onde ri⊥ é a componente do vetor posição da massa ∆mi perpendicular ao eixo de rotação. Romero Tavares da Silva Para calcular a componente z do momento angular.Prof. ou seja é a distância da massa ∆mi ao eixo de rotação. Desse modo: L=Iw onde omitimos o índice z do momento angular pois iremos tratar apenas de situações onde o momento angular de um corpo rígido será paralelo ao eixo de rotação (analisaremos apenas situações onde o momento de inércia é uma grandeza escalar). o momento angular total será uma constante.br 7 . ! dL ! EXT =τ dt Se esse sistema estiver isolado. e tem um significado e importância similar. ! dL =0 dt ⇒ ! L = cons tan te Esse resultado é o equivalente da conservação do momento linear total. Cap 12 romero@fisica. a variação do momento angular total é igual ao torque externo. e portanto temos a nossa definição original de momento de inércia. Estaremos interessados em situações onde ! ! L = Iw e ainda: ! ! dL τ = dt ! ! ⇒ τ = Iα Conservação do momento angular Quando consideramos um sistema de partículas.

4a.KI = .ufpb. edição 01 Um tubo de paredes finas rola pelo chão.br 8 .3.Halliday. Qual é o trabalho que deve ser feito sobre o aro para fazê-lo parar? ICM = M R2 K = 1 1 2 I CM w 2 + Mv CM 2 2 R = 3m M = 140kg vCM = 0. edição 02 Um aro com um raio de 3m e uma massa de 140kg rola sobre um piso horizontal de modo que o seu centro de massa possui uma velocidade de 0. em torno de um eixo paralelo ao seu comprimento e que passa pelo seu centro de massa? Inicialmente vamos calcular o momento de inércia do tubo mencionado. temos que: K = 1 2 (MR 2 )w 2 + 1 M (w R )2 = Mv CM = 3.15J Cap 12 romero@fisica.Halliday. Resnick e Walker .15m/s Considerando que vCM = w R . Qual é a razão entre as suas energias cinéticas translacional e rotacional.Prof.KI = .4a. Romero Tavares da Silva Solução de alguns problemas Capítulo 12 . supondo que ele tenha raio R e comprimento L . dm = σ dS = σ [(Rdθ )L ] = σ LRdθ I = ∫ r 2 dm = ∫ R 2 (σ LRdθ ) = σ R 3 L ∫ dθ 0 0 2π 2π z y L M M σ = = A 2πRL  M  3 2 I =  R L (2π ) ∴ I = MR  2πRL  x 1 2 Mv CM 2 KT M (wR ) 2 = = =1 1 KR (MR 2 )w 2 2 Iw 2 Capítulo 12 .15J 2 2 W = ∆K = KF .150m/s . Resnick e Walker .

o centro de massa da esfera tem uma velocidade linear de v0 = 4. partindo da extremidade superior do trilho mostrado a seguir. inicialmente em repouso.Halliday. h = 20m e o extremo direito do trilho é horizontal.br 1 1 2 I CM w 2 + Mv CM 2 2 I 1  2 K = 1 + CM 2 Mv CM 2 MR  Cap 12 9 . edição 11 Uma esfera homogênea.Prof. a) Qual é a energia cinética da esfera na base do plano inclinado? K = 1 1 2 I CM w 2 + Mv CM 2 2 d Como vCM = w R K = I 1  2 1 + CM 2 Mv CM 2 MR  h θ 2 MR 2 . saindo pela extremidade da direita. Resnick e Walker . logo a energia cinética terá a forma: 5 Para a esfera temos que I CM = K= 7 7 P 2 2 Mv CM = v CM =60. Se H = 60m . Capítulo 12 .4a. Na base do plano. a resposta não depende do peso. Romero Tavares da Silva Capítulo 12 .4m = sen θ 10g senθ c) A resposta do item b depende do peso da esfera? Como vimos na dedução anterior. edição 07 Uma esfera sólida de peso igual a P = 35.ufpb. I CM = K = 2 MR 2 5 H h A L romero@fisica.Halliday. rola sem deslizar.70m 10 10g h = d senθ ⇒ d= 7v CM h =3.88m/s .4a. determine a distância L horizontal do ponto A até o ponto que a esfera toca o chão.58N sobe rolando um plano inclinado. cujo ângulo de inclinação é igual a θ = 300 .52J 10 10 g b) Qual é a distância que a esfera percorre ao subir o plano? EI = EF ⇒ 2 7v CM 7 2 Mv CM = Mgh ∴ h = = 1. Resnick e Walker .

tendo partido do repouso em algum ponto do trecho retilíneo do trilho. Resnick e Walker . temos que: 7 50 2 2 E 0 = E Q ⇒ mg (6R ) = mgR + mv Q ∴ v Q = Rg 10 7 Cap 12 romero@fisica.7R 10 10 10 ⇒ UI = UF + K F h R Q b) Se a bolinha for solta de uma altura igual a 6R acima da base do trilho.br 10 .ufpb. edição 13 Uma bolinha de gude sólida de massa m e raio r rola sem deslizar sobre um trilho mostrado a seguir. A condição para que a bolinha não perca contato é que a normal seja nula na parte mais alta. Romero Tavares da Silva K = Mg (H − h ) = 7 2 Mv CM 10 ∴ v CM = 10g (H − h ) 7 EI = EF ⇒ 7 2 Mv CM 10  2h gt 2 ⇒ t=  h= 2 g     2h L = v CM t ⇒ L = v CM g   ou seja: L= 20h (H − h ) = 47. ou seja que o peso seja a única força radial. qual será a componente horizontal da força que atua sobre ela no ponto Q ? Usando a conservação da energia mecânica entre os dois pontos.Prof. medida à partir da base do trilho.80m 7 Capítulo 12 .4a. a energia mecânica será conservada: EI = EF ou seja mgH = mg (2R ) + 7 7 27 2 m v CM = mg (2R ) + m(Rg ) = mgR ∴ H = 2.Halliday. a) Qual é a altura mínima h . e desse modo teremos: v2 2 P = mg = m CM ⇒ v CM = R g R Mas como o sistema é conservativo. de onde devemos soltar a bolinha para que ela não perca o contato com o trilho no ponto mais alto da curva? O raio da curva é R e considere que R >> r .

cujo ângulo de inclinação é θ .6m/s r2 = 2.  N − mg cos θ = 0   mg senθ − F = ma a  Quando estamos interessado em calcular Cap 12 romero@fisica. m 2 / s r1 Capítulo 12 . quando o coeficiente de atrito estático entre o plano e o cilindro for menor que (tanθ)/3 .ufpb. Resnick e Walker .Halliday.Prof.4a.1kg v2 = 3. edição 27 Dois objetos estão se movendo como mostra a figura a seguir. Romero Tavares da Silva A força horizontal no ponto Q é a própria força radial nesse ponto.Halliday e Resnick . logo: FR = m 2 vQ R = m  50 50  mg  Rg  ∴ FR = R 7 7  Capítulo 12 .5m ! !  p1 = m1v 1 = iˆm1v 1 !  r1 = ˆ r1 j  ! ! !  L1 = r1 × p1 =  ! ! ! L = r × p = 2 2  2 m2 = 3.br ! N ! Fa ! P θ 11 .8m ! ! p 2 = m 2v 2 = ˆ m 2v 2 j !  r 2 = iˆ r 2  1 1 1 1 ! v1 ! v2 m2 O r2 r1 (jˆ × iˆ)m r v (iˆ × ˆj )m 2 ˆ = − k m 1 r1 v 1 ˆ r2 v 2 = + k m2 r2 v 2 y m1 ! v1 ! v2 m2 O r2 x ! ! ! L = L1 + L2 ! ˆ L = k (m 2 v 2 r 2 − m1v 1r1 ) ! ˆ L = k 9.2m/s r1 = 1.798 kg.5kg v1 = 2. Qual é o seu momento angular em torno do ponto O ? m1 = 6.Edição antiga 32 Mostre que um cilindro deslizará sobre um plano inclinado.

devamos notar que apenas a força de atrito produz um torque em relação a esse eixo. antes do deslizamento. cada uma de massa m . Romero Tavares da Silva o torque em relação a um eixo que coincide com a reta de contato entre o cilindro e o plano.ufpb.br O 12 . Resnick e Walker . como mostra a figura a seguir. teremos: 1 µ E < tanθ 3 Capítulo 12 . À medida que aumenta a inclinação vai aumentando a força de atrito estático necessária para evitar o deslizamento. de tal forma que as partículas permanecem em linha reta. Cap 12 romero@fisica.Halliday.Prof. edição 44 Três partículas. cada um de comprimento L .4a. Ni limite. temos que Fa = (Fa)M = µE N .µE m g cosθ = ma = m α R α= Logo: g (senθ − µ E cos θ ) R (µ E g  mg cos θ )R < I CM  (sen θ − µ E cos θ ) R  µE cosθ ( mR2 + ICM ) < ICM senθ  I CM µE <   mR 2 + I CM    tan θ   Considerando que o momento de inércia do cilindro é mR2/2 . em termos de m . L e w e relam w m tivamente ao ponto O a) O momento de Inércia do conjunto? m I = m L2 + m (2L)2 + m (3L)2 = 14 m L2 b) O momento angular da partícula do meio? Se definirmos o eixo z como sendo perpendicular à folha de papel e saindo dela. são presas umas às outras e a um eixo de rotação por três cordões sem massa. Quais são. O conjunto gira em torno do eixo de rotação em O com velocidade angular w .A maior aceleração que o cilindro poderá ter sem deslizar é definida pela condição: ICM α < Fa R A condição de deslizamento é: Fa R < ICM α Usando a segundo lei de Newton poderemos calcular a aceleração angular α : m g senθ . o momento angular das três partículas estarão no sentido positivo do eixo z .

ufpb. 2 Cap 12 romero@fisica.2 F = Ma  Ia  Mg − 2 2  = Ma  2r  I   g = a 1 +  Mr 2   a= 1+ g I Mr 2 ! F w ! P ! F1 ! F2 w ! P Mr 2 Considerando que o momento de inércia do cilindro tem a forma I = . e suas pontas presas a ganchos fixos no teto. em seguida. da segunda lei de Newton temos que: ! ! ! ! P + F1 + F2 = Ma ou seja: P . Romero Tavares da Silva L 2 = I 2 w = 4 m L2 w c) O momento angular total das três partículas? L = I w = 14 m L2 w Capítulo 12 . F1 = F2 = F Como a força peso não produz torque em relação ao eixo de rotação. O cilindro é mantido horizontalmente com os dois cordões exatamente na vertical e.Halliday e Resnick .Edição antiga 45 Um cilindro de comprimento L e raio r tem peso P . Dois cordões são enrolados em volta do cilindro. a) Determine a aceleração linear do cilindro durante a queda.br 13 . é abandonado. temos que: Iα τ = 2Fr = Iα ⇒ F = 2r Mas a=αr logo Ia F= 2 2r Considerando as forças que atuam no cilindro.Prof. cada qual próximo da extremidade.

a) Qual seria a razão entre os momentos de inércia IA / IB se ambas tivessem o mesmo momento angular? rB = 3 rA B Como as duas rodas estão conectadas.ufpb. Romero Tavares da Silva encontramos que a= 2g 3 b) Determine a tensão em cada cordão enquanto eles estão se desenrolando. Resnick e Walker . Mostramos anteriormente que: F= logo F= Mr 2 1 2g 2 2r 2 3 ⇒ F= Mg 6 Ia 2r 2 Capítulo 12 . ou seja: vA = vB ou seja: w A r A = w B rB ⇒ w A rB = = 3 ∴ w A = 3wB w B rA LA = IA wA LB = IB wB Como LA = LB I Aw A = I B w B ⇒ IA wB = IB w A ∴ IA 1 = IB 3 A b) Qual seria a razão entre os momentos de inércia IA / IB se ambas tivessem a mesma energia cinética de rotação? Como KA = KB 1 1 2 2 I Aw A = I Bw B 2 2 ⇒ IA  wB   = IB  w A    2 ∴ IA 1 = IB 9 Cap 12 romero@fisica.Halliday.br 14 .Prof.4a. edição 46 As rodas A e B da figura a seguir estão conectadas por uma correia que não desliza. O raio da roda B é três vezes maior que o raio da correia A . as velocidades das suas bordas serão iguais.

Resnick e Walker . Romero Tavares da Silva Capítulo 12 . as partes superior e inferior são os extremos de diversidade: vS = vTRAN + vROT vI = vTRAN . edição 49 Um jogador de boliche principiante joga uma bola de massa M e raio R = 11cm na pista. À medida ! que a bola começa deslizar. Ela não está girando quando atinge a pista sendo o seu movimento puramente translacional. ela tamd bém inicia a rotação. com velocidade inicial v0 = 8.Prof.5m/s .vROT = + ! v ROT ! N ! Fa Quando a bola atinge a pista a veloci! P dade de rotação é nula.ufpb.Halliday.11m v0 = 8. adquirindo velocidade angular até alcançar o valor w1 quando não mais desliza. Os dois tipos de movimento (rotação + translação) obedecem às equações: (v TRAN )0 = v 0       (v   TRAN )1 = v 1   v 1 = v 0 − aTRAN t   v 2 = v 2 − 2a d 0 TRAN  1 ⇒ ⇒ v 1 = w 1R = Rαt ∴ v 1 = a ROT t ⇒ (v ROT )0 = 0       (v ) = w R = v  1 1  ROT 1 Cap 12 ⇒  w 1 = w 0 + αt   w 2 = w 2 − 2αθ 0  1 v 12 = 2(Rα )(Rθ ) ∴ v 12 = 2a ROT L romero@fisica.4a.br 15 .21 ! v0 ! v0 ! v0 ! d ! v SUP ! v CM ! v INF ! v TRAN ! v TRAN ! v TRAN ! v ROT ! v SUP ! v CM ! v INF ! v1 ! 2v 1 Podemos visualizar o movimento da bola como uma composição de movimentos: rotação + translação . e ela só tem velocidade de translação v0 .21 . O coeficiente de atrito cinético entre ela e a pista é 0. A bola é arremessada de tal maneira que desliza uma certa distância antes de começar a rolar.5m/s µC = 0. tendo um movimento de rolamento sem deslizamento. a) Por quanto tempo a bola desliza? M R = 11cm = 0. e desse modo decompor as velocidades: ! ! ! v = v TRAN + v ROT Cada parte da roda vai ter uma composição de velocidades peculiar.

temos que: v 1 = Rαt = a ROT t      v =v −a t  TRAN 0  1  ou seja: t= v0 = aTRAN + a ROT v0  MR 2 µ C g 1 +  I CM      v − v1 v1 = 0 a ROT aTRAN  a ROT ∴ v1 =  a  TRAN + a ROT  v0   ⇒ t= Considerando que para a esfera I CM = t= 2 MR 2 encontramos que: 5 2v 0 = 1.Prof. Para o movimento de translação. Isso só vai acontecer quando cessar o deslizamento. Romero Tavares da Silva Ao contrário do rolamento com deslizamento.br 16 .07m/s  2   Cap 12 romero@fisica.18s 7µ C g b) A que velocidade está se movendo quando começa a rolar?   MR 2 v 1 = Rα t = a ROT t =  µ C g   I   CM  c) Qual a distância que ela desliza na pista?  5  t = µ C g = 6. temos a segunda lei de Newton: ! ! ! ! Fa + P + N = Ma Mas  N −P = 0      F = Ma  TRAN   a ⇒ Fa = µC N = µC M g ∴ aTRAN = µC g Para o movimento de rotação temos: τ = Fa R = I CM α ⇒ Fa = µ C Mg = I CM I  I  α =  CM (αR ) =  CM a ROT 2 2 R R  R      R2 a ROT = µ C g  I  CM Considerando o que já foi mostrado. e nesse ponto v1 = w1 R . neste caso as velocidades de translação e rotação não estão conectadas diretamente.ufpb.

18rev 8πR Cap 12 romero@fisica.br 17 .60m ⇒ = 2aTRAN 2µ C g d) Quantas revoluções fez antes de começar a rolar? 2 v 12 = v 0 − 2aTRAN d d= 2 w 12 = w 0 + 2αθ ⇒ (w R ) 1 2 = 2(αR )(Rθ ) ∴ v 12 = 2a ROT L  MR 2 1 a ROT t 2 1 N= = µC g  I 2πR 2 4πR  CM  2 t   v 12 1 L= = a ROT t 2 = N (2πR ) ⇒ 2a ROT 2 N= 5 µ C gt 2 = 5.ufpb.Prof. Romero Tavares da Silva 2 2 v 0 − v 12 v 0 − v 12 = 8.

.. 2 SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ............................ 8 ....................................................................................................................... 6 34 .............................................................................................................................................................................................. 5 27 .................................................................................................. 3 10 ....................................................................................................................................................... 3 19 ................. 2 CONDIÇÕES PARA O EQUILÍBRIO ......................................................................................................... EQUILÍBRIO ......................Versão preliminar 19 de setembro de 2002 Notas de Aula de Física 13................................................................................................. 4 25 .... 7 35 ............................................................................... 8 39 .................................................. 3 15 ...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................

diz-se que o corpo está em equilíbrio estático. para que um corpo esteja em equilíbrio estático devemos ter as seguintes condições satisfeitas: ! F EXT = 0   ! τ EXT = 0  Cap13 romero@fisica. ou seja: ! P = cons tan te  !  L = cons tan te  Quando as constantes mencionadas acima são nulas. Romero Tavares da Silva 13. Nessa situação ele não está em movimento de translação e também não está em movimento de rotação.Prof.br 2 .ufpb. Equilíbrio Condições para o equilíbrio Diz-se que um corpo está em equilíbrio quando o seu momento linear e o seu momento angular são constantes. As condições expostas nas equações anteriores implicam que: ! !  dP = F EXT = 0   dt  !  dL ! EXT =τ =0   dt ou seja.

Resnick e Walker .Prof. temos que: F1 = F2 = F3 = F ! F1 ! P Eixo x ! ! F2 + F3 3 ⇒ N = P tan θ r L r  ∴ N =  P L Cap13 romero@fisica. temos que: ! ! ! T +P +N =0 ou seja: T cos θ − P = 0   T sen θ − N = 0  Logo T cos θ = P onde cos θ = L L +r2 2 ! T ! N ! P L ! N y θ ! T ! P ⇒ T = P cos θ  L2 + r 2 ∴ T =  L   P   b) Encontre a força exercida pela parede sobre a esfera. N T sen θ = P T cos θ onde tan θ = Capítulo 13 .br . Resnick e Walker . a) Encontre a tensão na corda.) Por exigência do enunciado. Como a esfera está em repouso.Halliday. sem atrito. edição 10 Uma esfera uniforme de peso P e raio r é mantida no lugar por uma corda presa a uma parede.4a. conforme a figura a seguir. Romero Tavares da Silva Solução de alguns problemas Capítulo 13 .Halliday. situada a uma distância L acima do centro da esfera. estando um homem em uma das extremidades e os outros dois sustentando a viga por meio de uma trave transversal.ufpb. colocada de modo que a carga esteja igualmente dividida entre os três homens.4a. Em que posição está colocada a trave transversal? (Despreze a massa dessa trave. edição 15 Uma viga é transportada por três homens.

edição 19 Duas esferas idênticas. cada uma de peso P .Prof. N 1 − P − F sen θ = 0  e   T − F cos θ = 0 1   F sen θ − P = 0   F cos θ − T = 0 2  Das equações acima encontramos que: T1 = T2 = F cosθ Cap13 romero@fisica.P = 0 O torque resultante também é nulo.4a. θ = 450 F12 = F21 = F P1 = P2 = P Os dois corpos estão em repouso. logo: F1 + F2 + F3 . uniformes e sem atrito.Halliday. Resnick e Walker . Desse modo: L  F1 (L − x ) − P  − x  = 0 2  ! F1 ! F2 ! P ! F3 x Eixo Da primeira equação encontramos que P = 3 F . e usando esse resultado na segunda equação: 3L  L  L  F (L − x ) − 3F  − x  = 0 ⇒  L −  + (3 x − x ) = 0 ∴ x = 2  4 2   Capítulo 13 . Romero Tavares da Silva Como o corpo está em repouso a resultante de forças é nula. logo a resultante das forças que atuam em cada um deles é nula.ufpb. em termos de P . a) Encontre. as forças que atuam sobre as esferas devido às superfícies do recipiente.br ! N1 ! F21 ! T2 ! P2 ! F12 ! T1 ! P1 ! N1 ! T1 ! P1 ! T2 ! P2 ! F12 θ θ ! F21 4 . estão em repouso conforme mostra a figura à seguir. Vamos considerar o torque em relação a uma eixo que passa ao longo da trave transversal.

a) Qual é a tensão no cabo? M = 50kg L1 = 4. Um cabo está preso à extremidade da haste e a um ponto na parede situado 4.0m L2 = 2.br .0m de lado.L2 ) = 0 T sen θ L3 = Mas sen θ = Cap13 P  [L3 + (L3 − L2 )] ⇒ T =  2L3 − L2  2L sen θ 2  3  (2L3 − L2 ) L2 + L2 1 3 ⇒ T = 2L1L3    P   L1 L2 + L2 1 3   P = 408. F= P =P 2 sen θ Capítulo 13 .0m acima do ponto onde a haste é fixada na parede. T senθ L3 .0m de comprimento e massa desprezível.P1 ( L3 .34N   5 romero@fisica.P = 0 F= ⇒ N1 = 2 P P =P 2 sen θ ⇒ T =P T = F cos θ = P cot anθ b) Encontre.0m ! FV ! P1 L1 Vamos considerar apenas as forças que atuam na haste horizontal.ufpb. em relação a um eixo perpendicular ao papel e que pasL3 se no ponto onde a haste está presa na parede. pesando 50.4a. em termos de P . conforme mostra a figura a seguir.0m L3 = 3.P2 L3 .Prof. edição 25 Uma placa quadrada uniforme.P . está pendurada em uma haste de 3. Romero Tavares da Silva e N1 .0kg e tendo 2. Resnick e Walker . se a linha que une os centros das esferas faz um ângulo de 450 com a horizontal. as forças que atuam sobre as esferas devido uma à outra. Como a placa é uniforme as forças P1 e P2 são tais que: P1 = P2 = P / 2 = M g / 2 L2 ! T ! P2 θ ! FH Vamos considerar o torque das forças que atuam na haste.Halliday.

edição ! 27 Na figura a seguir. a resultante das forças que atuam nela é zero. Resnick e Walker . a roda perdeu o contato com o solo. Logo: F .34N L3 2L3 c) Qual é a componente horizontal da força exercida pela parede sobre a haste? Como a placa está em repouso. em relação a um eixo perpendicular ao papel e que passe no ponto onde o cabo suspende a haste. Romero Tavares da Silva b) Qual é a componente vertical da força exercida pela parede sobre a haste? Vamos considerar o torque das forças que atuam na haste. a resultante é nula.br 6 .N senθ = 0 P N sen θ = = tan θ F N cos θ Mas tan θ = r −h r 2 − (r − h ) 2 ! N r h ! P ⇒ F= P tan θ θ ! F r-h = r −h 2rh − h 2 ⇒  2rh − h 2 F=  r −h   P   Cap13 romero@fisica. necessária para fazer a roda ultrapassar um obstáculo de altura h ? Considere r como sendo o raio da roda e P o seu peso.ufpb. qual a magnitude da força F . temos que:  2L − L2 FH =  3  2L 1    P = 245N   Capítulo 13 . Segundo um eixo horizontal.Halliday. Como ainda não existe movimento. as forças que atuam são tais que: T cos θ − FH = 0 ⇒  L3 FH = T cos θ = T   L2 + L2 3  1     Usando o resultado para T deduzido anteriormente. P1 L2 . aplicada horizontalmente no eixo da roda.4a.Prof. e as forças que atuam nela estão mostradas na figura ao lado. Na iminência da ultrapassagem do obstáculo.N cosθ = 0 P .FV L3 = 0 FV = P1L2 PL2 = = 163.

Romero Tavares da Silva Capítulo 13 . como mostra a figura a seguir. encontramos:   sen ϕ  T2  sen θ  cos θ + T2 cos ϕ = P    ou seja: T2 {sen ϕ cos θ + cos ϕ sen θ } = P sen θ T2 sen(ϕ + θ ) = P sen θ Mas  T cos ϕ  x= 2 L P   logo  cos ϕ sen θ  x=  L = 2. também com a vertical. θ = 36.10 .T2 cosϕ L = 0 ou seja:  T cos ϕ  x= 2 L P   Por outro lado.23m  sen(ϕ + θ )  Cap13 romero@fisica.Halliday. Se o comprimento L da barra é 6. τ = P x .1m .1m ! T1 x ! T2 ϕ L Vamos calcular o torque das forças que θ atuam na barra em relação a um eixo perpendicular ao papel.Prof.ufpb. calcule a distância x entre a extremidade esquerda da barra e o seu centro de gravidade. como a barra está em repouso a resultante das forças que nela atuam é nula: T1 cos θ + T2 cos ϕ − P = 0 ! ! !  T1 + T2 + P = 0 ⇒   T sen θ − T sen ϕ = 0 2  1 Da última equação temos que:  sen ϕ  T1 = T2    sen θ  e usando esse resultado na penúltima equação. Uma corda faz um ângulo θ = 36.4a.90 com a vertical e a outra faz um ângulo ϕ = 53. edição 34 Uma barra não uniforme de peso P está suspensa em repouso. e que passe por ! um ponto da extremidade esquerda da P barra.10 L = 6.br 7  sen θ  ⇒ T2 =  P  sen(ϕ + θ ) ⇒  L cos ϕ   sen θ  x=  P  P   sen(ϕ + θ ) . por duas cordas sem massa. na horizontal.90 ϕ = 53. Resnick e Walker .

T cos θ − FH = 0 ⇒ FH = T cos θ Vamos considerar.4a. agora.P x = 0 C ! T B ! FV A ! P L x θ ! FH  x  T = P  L sen θ  b) Encontre a componente horizontal da força exercida sobre a barra pelo pino da dobradiça em A . por um fio fino BC . mas escorrega para θ < 700 . é presa a uma dobradiça em uma parede vertical no ponto A e sustentada em B . edição 35 Na figura a seguir. o torque das forças em relação a um eixo perpendicular à folha de papel e que passe pelo ponto onde o fio está preso na barra (ponto B). encostada numa quina sem atrito. Cap13 romero@fisica. Encontre o coeficiente de atrito entre a tábua e o chão. A tábua permanece em equilíbrio para qualquer valor do ângulo θ ≥ 700 . sendo a sua posição definida pela distância x desde a parede até o seu centro de massa.br 8 . Iremos considerar apenas as forças que atuam na barra. Vamos calcular o torque em relação a um eixo perpendicular à folha de papel e que passe pelo ponto onde a barra está presa á parede pela dobradiça (ponto A) Como a barra está em repouso o torque em relação a qualquer eixo é nulo.4a.Halliday. A componente horizontal da resultante é:  x  ∴ FH =  P  L tan θ  c) Encontre a componente vertical da força exercida sobre a barra pelo pino da dobradiça em A .ufpb. uma barra horizontal fina AB . edição 39 Uma tábua uniforme de comprimento L = 6. a) Encontre a tensão no fio.1m e peso P = 444. situada no alto de uma parede de altura h = 3.0m conforme a figura a seguir. que faz um ângulo θ com a horizontal. Como a barra está em repouso a resultante das forças que nela atuam é nula. de massa desprezível e comprimento L . Resnick e Walker .8N está em repouso no chão. Um peso P pode ser movido para qualquer posição ao longo da barra.Prof. Romero Tavares da Silva Capítulo 13 . Resnick e Walker . logo: T senθ L .Halliday. x L − x  P (L − x ) − FV L = 0 ⇒ FV =   P ∴ FV = 1 −  P L  x   Capítulo 13 .

ufpb.θ A força da quina na tábua é perpendicular à tábua pois não existe atrito entre as duas.(P senα) L/2 = 0 T = A resultante de forças tem a forma: T sen α − P + N = 0 ! ! ! !  T + P + N + FaE = 0 ∴   − T cos α + F = 0 aE  ou seja: FaE µ N T cos α = = E N P − T sen α N ∴ µE = T cos α P − T sen α PL sen α 2h cos α ! N ! T α α h ! P ! Fa θ e usando o resultado anterior para T . a resultante de forças é nula e o torque resultante também é nulo. O torque em relação a um eixo que passe pelo ponto de apoio da escada no chão e que seja perpendicular à folha de papel tem a forma: -(T cosα ) h . logo: α = π/2 . e isso significa que para esse ângulo a força de atrito estático é máxima. Romero Tavares da Silva θ é o ângulo limite para o deslizamento. encontramos:  PL sen α    cos α  2h cos α  µE =  PL sen α  P −  sen α  2h cos α  L sen α 2h ∴ µE = = 0.br 9 . d Como o corpo está em equilíbrio. logo Fa = µE N Pode-se perceber que os ângulos α e θ são complementares.3981 L sen 2 α 1− 2h cos α Cap13 romero@fisica.Prof.

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