DIREITO TRABALHISTA

1. Relação empregatícia nula:
1.1. RECURSO ORDINÁRIO EM AÇÃO RESCISÓRIA. CONTRATO NULO. ADMISSÃO NO SERVIÇO PÚBLICO SEM CONCURSO. MULTA DO ARTIGO 477, § 8°, DA CLT. NÃO PROVIMENTO. 1. Cuidam os autos de ação rescisória calcada no inciso V do artigo 485 do CPC, na qual o autor pretende desconstituir o acórdão regional que reconheceu a nulidade da sua admissão, sem concurso público, nos quadros do Município-réu e entendeu indevido o pagamento da multa prevista no artigo 477 da CLT, ante o entendimento contido na Súmula 363. 2. O autor alega afronta aos artigos 477 § 6°, -a- e -b-, e § 8°, da CLT, 37, II e V, da Constituição Federal e à Lei Municipal 723/2002, ao argumento de que estes últimos autorizam a sua contratação, no regime celetista, para o quadro de funcionários do réu. 3. No tocante à alegação de afronta à Lei Municipal 723/2002, o autor não indica o dispositivo que entendeu afrontado. Ademais, a decisão rescindenda não foi fundamentada em tal diploma legal, razão pela qual a matéria nele disciplinada carece do devido prequestionamento, o que atrai o óbice da Súmula 298. 4. Com relação ao artigo 37, II, da Constituição Federal, o Tribunal Regional, a partir do exame do conjunto fático-probatório, constatou que o cargo ocupado pelo autor estava inserido na própria atividade administrativa do reclamado, remanescendo inexistente a fidúcia exigida por lei para a caracterização do cargo de livre nomeação e exoneração. Desse modo, a análise da matéria, tal como pretende o recorrente, ao alegar a existência de provas, nos autos da ação originária, quanto à legalidade da sua contratação em cargo comissionado, esbarra no entendimento contido na Súmula 410. 5. Desse modo, não há falar em afronta ao artigo 477, § 6°, -a- e -b-, e § 8, da CLT, tendo em vista que a nulidade da contratação do autor implica o reconhecimento do seu direito às parcelas previstas na Súmula 363, conforme decidido no acórdão rescindendo. 6. Recurso ordinário a que se nega provimento. (RO - 177900-50.2008.5.15.0000 , Relator Ministro: Guilherme Augusto Caputo Bastos, Data de Julgamento: 23/11/2010, Subseção II Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: 26/11/2010) Neste processo, não me parece haver afronta a doutrina majoritário do direito trabalhista. Embora a Lei Municipal 723/2002 autorize a admissão Walter Gomes da Silva como chefe de departamento no município de Rosana, ele não desenvolveu atividade de trabalho não convencional a atividade administrativa do município e, portanto não foram cumpridas às exigências que caracterizam o cargo de livre nomeação e exoneração. Assim, fica caracterizada a contratação de funcionário público sem aprovação em concurso resultando em nulidade de contrato de trabalho. Portanto, segundo a súmula 363 do TST não cabe ao recorrente receber valores de multa revisória prevista no artigo 477, § 6°, -a- e b-, e § 8 da CLT.

1.2. RECURSO ORDINÁRIO EM AÇÃO RESCISÓRIA - CONTRATO NULO - PARCELAS DE FGTS - ART. 19-A DA LEI Nº 8.036/90 - VIOLAÇÃO DE LEI. CONFIGURAÇÃO. O acórdão rescindendo consignou expressamente que a nulidade do contrato decorreu da ausência de concurso público e aplicou à espécie a norma prevista no art. 37, II, § 2º, da Constituição Federal de 1988, sendo devido ao obreiro apenas os salários em sentido estrito e os valores referentes ao FGTS, nos termos da Súmula nº 363 do TST. Viola, portanto, o art. 19-A da Lei nº 8.036/90 a decisão que, mesmo reconhecendo ao obreiro a garantia ao salário, deixa de reconhecer o direito aos depósitos do FGTS referentes ao período laborado. Sendo reconhecido ao autor,

EXTINÇÃO DO FEITO.2010. sem resolução do mérito. Neste caso acredito que foi crucial para a não caracterização de sucessão o tempo decorrido entre a falência da primeira empresa. que assumiu a prestação dos serviços de transporte coletivo prestados pela Transporte Urbano América do Sul Ltda. é de se manter a extinção do feito.outrora reclamante. Embora a decisão seja talvez contestável. acórdão regional registra ser inequívoca a sucessão pela SPTrans. não se configura a sucessão trabalhista de modo a ser responsabilizada esta última pelo passivo trabalhista da primeira. em segundo recurso. configurando violação.5.02. a aquisição fracionada e o arrendamento.02. Sucessão de empregadores: 2.2 RECURSO DE REVISTA. Esta inversão manteve-se na decisão. SPTRANS. o direito à parcela pleiteada. Erivaldo pede revisão quanto a inversão de custos judiciais alegando não ter condições de pagamento. uma vez que Erivaldo fora admitido sem aprovação em concurso público. Data de Julgamento: 05/04/2011.054. Este primeiro acórdão é parcialmente contrário a súmula 363 do TST onde se diz serem devidos os valores referentes às horas e dias trabalhados e também as parcelas de FGTS cabíveis.1237500-79. NOS MOLDES DO INC. nos moldes do art. ficando sob a responsabilidade da reclamada o encargo pelas custas processuais fixadas no processo de origem.0000 . RECURSO ORDINÁRIO. SUCESSÃO. e não será explorada por não ser o objetivo.2875-58. Data de Publicação: 17/09/2010) Neste processo.2004.04. Relator Ministro: Pedro Paulo Manus. Sendo assim. Inicialmente. ainda. 2.1. SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO. posteriormente. foi constatada a nulidade no contrato de trabalho. 2. Data de Publicação: 08/04/2011) Neste recurso é recorrente Valéria Hennicka e recorrido Alibem Comercial de Alimentos LTDA. Alem disso. O v. apresentou provas que se viram contrárias a seu favor. ao reclamante fora dado direito a receber apenas o valor referente às horas e dias trabalhados. e seus bens e imóveis foram arrematados em 2001. pelos exempregados que..IAMSPE. MANUTENÇÃO DA EMPRESA SUCEDIDA NO POLO PASSIVO. No primeiro acórdão relatado. creio que não é contraria a doutrina. SUCESSÃO DE EMPREGADORES NÃO CONFIGURADA. mas sem incidir multa revisória. Ainda pode-se dizer que a sucessão pode ser reconhecida na aquisição de acerto da massa falida. Porem pode-se questionar a caracterização de sucessão uma vez que a Alibem manteve a atividade empresarial inicial. VI DO ART. Se a empresa encerrou suas atividades em 1998. reverte-se o ônus da sucumbência. venderam suas frações para uma outra empresa.5. Data de Julgamento: 14/09/2010. ILEGITIMIDADE PASSIVA -AD CAUSAM-. Subseção II Especializada em Dissídios Individuais. 267. Recurso ordinário a que se nega provimento. responsável pelos bens e pelos . (RO . Ausente uma das condições da ação. No recurso. recorrido Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual . AÇÃO RESCISÓRIA.2007. encontra-se o pedido de Erivaldo para receber os valores referentes aos depósitos FGTS aos quais teria direito. a empresa ré não é parte legítima para figurar no pólo passivo da presente ação rescisória. VI. Valéria Hennicka. ficando. do CPC. Recurso ordinário parcialmente provido. Não havendo sucessão. o recorrente Erivaldo Pereira da Silva entra com recurso ordinário para revisão do acórdão do 2º TRT nº 00304. Subseção II Especializada em Dissídios Individuais. (RO .0000 . foi definida a existência da necessidade de pagamento das parcelas de FGTS. Relator Ministro: Luiz Philippe Vieira de Mello Filho. em 2003.00-0. em leilão judicial. Porem. pois uma vez não configurada a sucessão de empregadores não é devido pela Alibem qualquer responsabilidade como empregador para com a reclamante. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. Ação rescisória julgada parcialmente procedente. 267 DO CPC.

5. decorre de lei ou da vontade das partes. (RR .159/1998. embora não explicitado na inteiro teor. segundo o qual. Roberto pede revisão quanto à decisão de que a Transporte Urbano América do Sul LTDA sucedida pela São Paulo Transporte S. Nesse contexto. Data de Publicação: 19/04/2011) Neste processo é recorrente Roberto Righetto e são recorridas São Paulo Transporte S. DJ .181600-82. Corte. SOLIDARIEDADE 1. Recurso de revista conhecido e desprovido. e Transporte Urbano América do Sul LTDA. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires. excluiu a sucedida do polo passivo da demanda. Como descrito em jurisprudência: EMBARGOS. SUCESSÃO DE EMPREGADORES. pois a solidariedade não se presume. já que a solidariedade não se presume. Vale a ressalva de que está decisão poderia ter sido contrária a depender da interpretação da doutrina e situação.02. Recurso de embargos não conhecido. JOÃO ORESTE DALAZEN) Baseado então em jurisprudência é mantida a exclusão de responsabilidade da empresa sucedida. Na hipótese de sucessão de empregadores a responsabilidade é do sucessor. 265 do CCB de 2002)." (PROC. porem a doutrina não deixa especifica a responsabilidade conjunta neste caso. nos termos dos artigos 10 e 448 da CLT.empregados da referida empresa após o descredenciamento desta. Como foi caracterizada a sucessão de empregadores. RESPONSABILIDADE.A. conforme documentos trazidos aos autos. artigo 896 . SBDI1. tendo a SPTSA adquirido todos os ativos e relações trabalhistas da sucedida é .A. resulta da lei ou da vontade das partes (Código Civil Brasileiro de 1916. Nº TST-E-RR-508. 2. 3ª Turma. provavelmente a empresa sucedida não possuía condições para quitar suas responsabilidades trabalhistas pois todos seus ativos foram transferidos a SPTSA.2005. 3.19/05/2006. a responsabilidade é do sucessor.atualmente art. Decisão que se harmoniza com o posicionamento pacífico desta C.4. uma vez que foi sucedida pela SPTSA. Na legislação trabalhista não há dispositivo determinando a responsabilidade solidária da empresa sucedida. . não possui responsabilidade quando aos antigos deveres trabalhistas. responsável pelos deveres trabalhistas. Data de Julgamento: 06/04/2011. havendo sucessão de empregadores.0038 .