Fonte: Bíblia Plenitude Formatação: Gladson Rodrigo Ferreira

Julho de 2007

ÍNDICE
Antigo Testamento
Pentateuco
A.1 - Gênesis .............................................................. 3 A.2 - Êxodo ................................................................5 A.3 - Levítico .............................................................. 7 A.4 - Números............................................................9 A.5 - Deuteronômio .................................................11

Novo Testamento
Evangelhos
N.1 - Mateus ........................................................... 87 N.2 - Marcos ............................................................ 89 N.3 - Lucas ............................................................... 92 N.4 - João ................................................................ 95

Livro Histórico Livros Históricos
A.6 - Josué ............................................................... 13 A.7 - Juízes ............................................................... 16 A.8 - Rute .................................................................18 A.9 - I Samuel ........................................................... 19 A.10 - II Samuel ........................................................ 21 A.11 - I Reis .............................................................. 23 A.12 - II Reis ............................................................. 25 A.13 - I Crônicas ....................................................... 28 A.14 - II Crônicas ......................................................30 A.15 - Esdras ............................................................ 32 A.16 - Neemias ........................................................ 34 A.17 - Ester .............................................................. 36 N.5 - Atos dos Apóstolos ......................................... 97

Cartas (Epístolas)
N.6 - Romanos ......................................................... 99 N.7 - I Coríntios ..................................................... 101 N.8 - II Coríntios .................................................... 103 N.9 - Gálatas .......................................................... 105 N.10 - Efésios ........................................................ 107 N.11 - Filipenses .................................................... 109 N.12 - Colossenses ................................................ 111 N.13 - I Tessalonicenses......................................... 113 N.14 - II Tessalonicenses ........................................ 116 N.15 - I Timóteo .................................................... 118 N.16 - II Timóteo ................................................... 120 N.17 - Tito ............................................................. 122 N.18 - Filemon ....................................................... 124 N.19 - Hebreus ...................................................... 126 N.20 - Tiago ........................................................... 128 N.21 - I Pedro ........................................................ 130 N.22 - II Pedro ....................................................... 132 N.23 - I João .......................................................... 134 N.24 - II João ......................................................... 137 N.25 - III João ........................................................ 139 N.26 - Judas ........................................................... 141

Livros Poéticos
A.18 - Jó ...................................................................38 A.19 - Salmos ........................................................... 40 A.20 - Provérbios .....................................................43 A.21 - Eclesiastes .....................................................45 A.22 - Cantares ........................................................ 48

Profetas
Maiores A.23 - Isaías ............................................................. 50 A.24 - Jeremias ........................................................ 52 A.25 - Lamentações .................................................55 A.26 - Ezequiel ......................................................... 57 A.27 - Daniel ............................................................ 59 Menores A.28 - Oséias ............................................................ 62 A.29 - Joel ................................................................ 64 A.30 - Amós ............................................................. 66 A.31 - Obadias ......................................................... 68 A.32 - Jonas ............................................................. 70 A.33 - Miquéias ........................................................ 72 A.34 - Naum............................................................. 75 A.35 - Habacuque ....................................................77 A.36 - Sofonias ......................................................... 79 A.37 - Ageu .............................................................. 81 A.38 - Zacarias ......................................................... 83 A.39 - Malaquias ......................................................85

Livro Profético
N.27 - Apocalipse (Revelação) ............................... 143

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A.1 - GÊNESIS
Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1440 a.C. Autor
A tradição judaica lista Moisés como o autor do Gênesis e dos outros quatro livros que o seguem, juntos, estes livros são denominados de Pentateuco. Jesus disse: “Se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim, porque de mim escreveu ele” (Jo 5.46) O próprio Pentateuco descreve Moisés como alguém que escreveu extensivamente. Ver Ex 17.14; 24.4; Dt 31.24; At 7.22 nos conta que “Moisés foi instruído em toda ciência dos egípcios.” Nas notas que acompanham o texto nós observamos que Gênesis emprega um bom número de termos emprestados dos egípcios, sendo este um fato que sugere que o autor original tenha as suas origens no Egito, como era o caso de Moisés.

Data
A data tradicional do êxodo do Egito se encontra no meio do décimo quinto século a.C. 1Rs 6.1 afirma que Salomão começou a construir o templo “no ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito”. Entende-se que Salomão tenha iniciado a construção em cerca de 960 a.C., datando assim o êxodo em 1440 a.C. Desta forma Moisés redigiu o Êxodo depois de 1440 a.C., durante os quarenta anos no deserto.

Conteúdo
Gênesis inicia com a formação do sistema solar, os preparativos da terra para sua habitação, e a criação da vida sobre a terra. Todos os oito atos da criação foram executados em seis dias. Os dez capítulos seguintes explicam as origens de muitas qualidades misteriosas da vida: a sexualidade humana, o matrimônio, o pecado, a doença, as dores do parto, a morte, a ira de Deus, a inimizade do ser humano contra o próprio ser humano e as dispersão das raças e línguas sobre toda a terra. Iniciando no cap. 12, Gênesis relata o chamado de Abraão e a inauguração do concerto de Deus com ele, um concerto glorioso e eterno que foi renovado com Isaque e Jacó. Gênesis é impressionante pela forma característica da sua narrativa, realçada pelo relato inspirador de José e pela multiplicação do povo de Deus no Egito. Trata-se de uma lição na eleição divina, conforme encontrado por Paulo em Rm 9. Gênesis antecipa o NT de muitas maneiras: o próprio Deus pessoal, a Trindade, a instituição do matrimônio, a seriedade do pecado, o julgamento divino e a justificação pela fé. A Árvore da Vida, perdida em Gênesis, é restaurada em Ap 22. Gênesis conclui com a bênção de Jacó sobre Judá, de cuja tribo viria o Messias: “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos” (49.10). Muitos séculos e muitas lutas seguir-se-ão antes que esta profecia encontre o seu cumprimento em Jesus.

Cristo Revelado
O Cristo preexistente, a Palavra viva, estava muito envolvido na criação. “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). O ministério de Jesus está antecipado em Gn 3.15, sugerindo que a “semente” da mulher que ferirá a cabeça da serpente (satanás) é Jesus Cristo, a “posteridade” de Abraão mencionada por Paulo em Gl 3.16. Melquisedeque é o misterioso rei-sacerdote do cap. 14. Uma vez que Jesus é rei e também sumo sacerdote, a carta aos Hebreus faz, de forma apropriada, esta identificação (Hb 6.20). A grande revelação de Cristo em Gn se encontra no estabelecimento do concerto de Deus com Abraão nos caps. 15 e 17. Deus fez promessas gloriosas a Abraão, e Jesus é o maior cumprimento destas promessas, uma verdade que é explicada de forma detalhada por Paulo em Gálatas. Boa parte da Bíblia está fundamentada sobre o concerto abraâmico e o seu desenvolvimento em Jesus Cristo. A dramática história da prontidão de Abraão em sacrificar a Isaque segundo a ordem de Deus apresenta uma incrível semelhança com o evento crucial do NT. “Toma agora teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas... E oferece-o em holocausto” (22.2), lembra-nos da prontidão de Deus em sacrificar o seu único Filho pelos pecados de todo o mundo. Por fim, a bênção de Jacó sobre Judá antecipa a vinda de “Siló”, a ser identificada como o Messias. “ E a Ele se congregarão os povos (49.10).

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O Espírito Santo em Ação “O Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (1.1-32 A confusão das línguas 11.1-24 O mundo anterior ao dilúvio 4. em quem haja o Espírito de Deus?” (41. um fato que foi óbvio pra o Faraó: “Acharíamos um varão como este.1-9. porém o Espírito de Deus resolveu.20 2) A batalha dos reis 14.43 5) O retorno de Jacó para Canaã 31. e da vida sobre a terra 1.1-35.1-45.1– 11.32 A) As narrativas da criação 1. onde possível. nós o vemos em ação ao atrair os animais dos quatro cantos da terra para dentro da arca de Noé.4-25 B) A queda do ser humano 3.29 A Tabela das nações 10.12-34 4) Deus confirma seu concerto com Isaque 26.28 4) Jacó muda para o Egito 46. Criação dos céus.26 1) A venda de José 37.1-23. tentando frustrar.1-24 3) O concerto de Deus com Abraão 15. Nós também percebemos a sua operação através das vidas dos patriarcas: Ele protegeu os patriarcas e as suas famílias e os abençoou materialmente.34 4) O teste de Abraão 22.1-35 Jacó 27.22-26 Índice 4 .1– 30.29 1) Jacó engana o seu pai 27.1-10 3) Deus confirma o concerto com Jacó 28.1-40.1-43 José 37.10-32 II. O Espírito Santo também operou em José. Os patriarcas escolhidos 12. Esboço de Gênesis I.1-50.1-11 3) Ismael.23 2) A exaltação de José 41.1-21. o cumprimento das promessas de Deus a Abraão.1-46 2) A fuga de Jacó para Harã 28.38) Embora o Espírito Santo não seja mencionado de outra forma em Gênesis.22 5) A benção de Jacó e o seu sepultamento 49.1-5.1-2. da terra.32 Noé e o dilúvio 6.1-57 3) José e os seus irmãos 42.21 6) Os últimos dias de José 50. Criação do ser humano 2.1-26.1-2.1-48.11-22 4) O casamento de Jacó em Harã 29. A história primitiva do ser humano 1.1-67 2) A morte de Abraão 25.1-9 Genealogia de Abraão 11. Esaú e Jacó 25. Desta forma achamos o Espírito envolvido na criação.29 Esaú 36.1-50.26 Abrão (Abraão) 12.1-50. Todo tipo de dificuldades e situações impossíveis cercaram a família escolhida.35 1) A noiva de Isaque vem da Mesopotâmia 24. de maneira sobrenatural cada um destes desafios.1-24 Isaque 24.5 1.1-23.3 2.2).20 1) O chamado de Abraão 12.1-35.

O livro termina com a construção do tabernáculo como um lugar da habitação de Deus.1-27).2217. 24. elas trouxeram liberdade aos hebreus. do tabernáculo.38).27). Moisés comunicou ao povo hebreu.7.10-14). Terceiro. de forma direta. eles receberam proteção em vista dos seus inimigos. eles poderiam ajustar as suas vidas ao seu jeito de ser a fim de continuar recebendo as suas bênçãos. Conteúdo O Livro de Êxodo pode ser dividido em três seções principais: a libertação miraculosa de Israel (1. A Segunda seção narra a jornada milagrosa até o Sinai (13. eles experimentaram. os amalequitas (17. trata-se da construção. cujo nome significa “tirado das águas”.1-10). Ele acompanhou esta libertação através da seleção dum profeta chamado Moisés (3. A libertação não ocorreu de forma instantânea.Êxodo Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. Primeiro. Estes quatros grandes eventos ensinam um conceito importante: a mão de Deus está presente na vida do seu povo especial.38).1-35). Quatro grandes eventos ocorrem nesta seção. elas demonstraram a superioridade do Deus hebreu sobre os deuses egípcios e. são dados os Dez mandamentos e todas aquelas instruções que explicam em maiores detalhes como estes mandamentos devem transparecer na vida do povo em aliança com Deus (19. Ele é o profeta hebreu que liderou os israelitas em sua saída do Egito. Segundo.27).440. Deus ouviu o seu clamor e colocou em ação um plano ora libertá-los. durante a caminhada pelo Deserto. A libertação divina da nação tem o objetivo especifico de edificar um povo pactual. A sua reclamação chegou não somente diante dos seus opressores.1-13.2 . Primeiro. mas chegou até o seu Deus (2.14. As pragas realizaram duas coisas importantes: primeiro. Esta seção tem três componentes principais. os hebreus testemunharam o poder miraculoso e libertador de Deus (13. sendo que a maior parte do tempo em regime de escravidão.19) Os resultados duma vida fora desta estrutura pactual são demonstrados pelo incidente que envolveu o bezerro de ouro (32. os hebreus testemunharam o poder miraculoso e libertador de Deus (13.17-18.33). é a figura centra de Êxodo.1-13. Assim. 34. Autor Moisés. porém constituiu-se num processo. a jornada miraculosa até o Sinai (13. A primeira seção (1.17-18. Os hebreus viveram no Egito por 430 anos. Êxodo é tradicionalmente atribuído a ele.17-18. Segundo.4. Contexto Histórico Êxodo é a continuação do relato do Gênesis.27). é provável que o Livro de Êxodo tenha sido compilado nos quarentas anos anteriores.21). mostrando o desenvolvimento dum pequeno grupo familiar de setenta pessoas numa grande nação com milhões de pessoas. através do processo de inspiração do Espírito Santo. 5 . A última seção enfoca as revelações miraculosas junto ao Sinai (19. tanto na forma oral como na escrita.1-40. Quatro grandes eventos ocorrem nesta seção.1-31. a capacidade que Deus tem de cuidar do seu povo (15.23-25).6) inicia com os hebreus sendo oprimidos no Egito (1.8-16). Data A Tradição conservadora data a morte de Moisés em algum temo ao redor de 1400 aC. Quatro anciãos com a tarefa de supervisão foram estabelecidos a fim de manter a paz entre o povo (18. Primeiro.1-23.A. a libertação de Israel do seu cativeiro. e da habitação da presença de Deus no edifício após o encerramento da obra (35. Tendo testemunhado a sua presença e conhecido a forma como Deus agiu em seu benefício.6).1715. segundo.1-40. Como qualquer outro grupo sob pressão. esta informação que lhe foi revelada. de fato.7). a sua caminhada do Egito até o monte Sinai para receber a lei de Deus e as instruções divinas a respeito da edificação do tabernáculo. Moisés recebeu a revelação daquelas coisas que Deus desejava que ele soubesse. Êxodo registra o desenvolvimento de Moisés. Terceiro. do seu mobiliário. Um período considerável de tempo e dez pragas foram utilizadas para ganhar a liberação dos hebreus das garras do Faraó.27) e as revelações miraculosas junto ao Sinai (19.18).C. os hebreus reclamavam. Através de eventos variados e de encontros face a face com Deus. trata-se das instruções referentes à edificação dum tabernáculo e do seu mobiliário (25. Quatro passagens em Ex dão forte apoio à autoria mosaica de pelo menos boa parte do livro (17. Desta forma.

20-33 Israel confirma o concerto 24.1-25 Os dez mandamentos 20.35) e os pães da proposição (25.1-13.1-13. clemente.27 A Libertação junto ao mar Vermelho 13. o óleo representa.31). O Fruto do Espírito Santo está listado em Gl 5. As revelações miraculosas junto ao Sinai 19.3-11 e 35. Uma listagem paralela também pode ser encontrada em Ex 34.1-4. As referências mais diretas ao Espírito Santo podem ser encontradas em 31. Moisés fala de duas maneiras do pão de Deus: o maná (16.1– 40.1-22 O nascimento e a primeira parte da vida de Moisés 2. no tabernáculo.22-23. pois ele liberta da escravidão.3 A construção do tabernáculo 35. de forma simbólica. o qual é utilizado pra preparar tanto os fiéis como os sacerdotes para o culto divino (30.1-18 Orientação a respeito do tabernáculo 25. longânimo. Esboço de Êxodo I.16 A opressão dos israelitas no Egito 1. A libertação miraculosa de Israel 1.22. quando cidadãos individuais são capacitados a tornarem-se exímios artífices.4-40. As habilidades naturais destas pessoas foram enriquecidas e aumentadas a fim de que executassem as tarefas necessárias com excelência e precisão. que descreve os atributos de Deus como compassivo.1-21 O Livro da Aliança 20.1-35. Por exemplo.33 A glória do Senhor enche o tabernáculo 40.1).17-15.31 O processo de libertação 5.1.8-16 O estabelecimento dos anciões supervisores 18.7 A proteção contra os amalequitas 17.1-35 Arrependimento e renovação do concerto 33.38 A chegada ao Sinai e a manifestação de Deus 19. João afirma que Jesus é o Pão da Vida. O Espírito Santo em Ação No Livro de Êxodo.1-31.6.30-36.34-38 Índice 6 .23.16 II.19 A proteção do Anjo de Deus 23.22-17.17-18.1-11. o candelabro serve como fonte de luz permanente (25.30). fiel. e perdoador.18 O bezerro de ouro 32.10 O episódio do êxodo 12.31-40). bom. A jornada miraculosa até o Sinai 13.Cristo Revelado Moisés é um tipo de Cristo.1-22).7. A Páscoa indica que Jesus é o Cordeiro de Deus que foi oferecido pela nossa redenção (12. o óleo da unção é um tipo do Espírito Santo. Através da obra capacitadora do Espírito Santo.1) faz intercessão junto ao altar do incenso (30. o Espírito Santo. João nos conta que Jesus é a luz do Mundo. As passagens “EU SOU” no evangelho de João encontram a sua origem primeira no livro de Êxodo.21 A provisão para o povo 15.1-27 III. Arão funciona como um tipo de Jesus assim como o sumo sacerdote (28.

O título “Levítico “ é derivado da versão grega da obra e significa “assuntos pertencentes aos levitas”. Conteúdo Em hebraico.18. Autor O Livro de Levítico é o terceiro livro das Escrituras Hebraicas do AT atribuídos a Moisés. bem como o povo.olah) referem-se ao único sacrifício que é totalmente consumido sobre o altar e. 23.11. Minchah) são uma oferta de tributo feita a fim de garantir ou manter o favor divino. A palavra “santo” aparece mais de oitenta vezes no livro. XII aC) até a época de Esdras. Isso costumava acontecer em ocasiões de alegria. normalmente pelo uso de um falso testemunho. Outro tema principal do Livro de Levítico é o sistema sacrificial. antes de mais nada. O Ano de Descanso refere-se à emancipação dos escravos israelitas e pessoas endividadas.3 . entretanto. fazei-lho também vós.10. a santidade de Deus e a santidade na vida cotidiana. algumas vezes é chamado de oferta queimada. o Livro de Levítico recebeu o nome de Vayikra. “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. o texto se refere à palavra do Senhor. indicando que os frutos do trabalho de uma pessoa devem ser dedicados a Deus. Os holocaustos (hebr.A. mas também o relacionamento de amor e respeito que cada pessoa deve ter com o seu próximo.Levítico Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1445 a. Além dos sacrifícios. O título hebraico é tirado da primeira palavra do livro. O título é um pouco enganoso. que os sábios judeus consideravam de importância primária. O código de santidade permeia a obra porque cada indivíduo deve ser puro. e santo é oposto do comum ou secular. pertencem a Deus e não a qualquer indivíduo. Kedushah) é uma palavra-chave em Levítico. de acordo com a tradição primitiva. A santidade está sendo separada do profano. uma vez que o livro lida com muito mais assuntos relacionados à pureza. Data Os sábios datam o Livro de Levítico da época das atividades de Moisés (datando mais antigamente no séc. A Santidade (hebr. portanto. O livro descreve o sistema de sacrifícios e louvor que precede a época de Esdras e relembra a instituição do sistema de sacrifícios. Algumas vezes.2-6. que significa “E ele chamou”. que foi proferida a Moisés do tabernáculo da assembléia. isso forma a base de todo este livro das Escrituras. durante o retorno (séc. Em 1. é preparado para a violação da santidade da propriedade de Deus ou de outras pessoas. Asham). também conhecido como oferta pela culpa ou oferta de compensação. santidade. as crianças deveriam. descrevendo a santidade da presença divina. embora o cerimonial do sacrifício e a obra dos sacerdotes sejam explicados com grande cuidado.12). Eles sentiram que. XV aC e a última alternativa no séc. Os erros profanaram a santidade de Deus e é exigida uma oferta.VI aC). O ensinamento de Jesus Cristo—”Portanto. Ela vai além do assunto de sacrifício. Dt 15. Ele lida com o caráter e a vontade de Deus especialmente em assuntos de santidade. O sacrifício pelo sacrilégio (hebr.1-18). As ofertas de manjares (hebr. O livro contém pouca informação histórica que forneceria uma data exata. todo o sacerdócio. O sacrifício pelos erros (hebr. o Livro de Levítico tem sido encarado como uma obra de difícil compreensão. pois Deus é puro e porque a pureza de cada indivíduo é a base da santidade de toda a comunidade do concerto. Os sacerdotes e levitas preservaram seu conteúdo. porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7. Os sacrifícios de paz ou das graças (hebr.shelamim) são designados para fornecer expiação e permitem que a pessoa que faz a oferta como da carne do sacrifício. bem como à redenção da terra (ver também Ex 21. tudo o que vós quereis que os homens vos façam. antes de proceder a outros texto bíblicos. As terras. que era uma forma costumeira de dar nome às obras antigas.reflete o texto de Lv 19. foi o primeiro livro a ser ensinado para as crianças na educação judaica. O conceito de santidade afeta não somente o relacionamento que cada indivíduo tem com Deus.1. ser educadas sobre a santidade de Deus e a responsabilidade de cada indivíduo pra viver uma vida santa. devem ter um descanso depois de cada 7 . O Ano de Jubileu refere-se ao fato de que as terras de Israel.C. portanto. o calendário litúrgico tem uma posição significativa no Livro de Levítico. A aceitação da autoria mosaica para Levítico dataria sua escrita por volta de 1445 aC.chatta’t) é empregado para tirar a impureza do santuário. Contexto Histórico A teologia do Livro de Levítico liga a idéia de santidade à vida cotidiana.

período de quarenta e nove anos (Lv 25.1-10. a presença de Deus é sentida em todo o livro. O código de Santidade 17. o que ensina o domínio de Deus.27 Leis para sacerdotes e sacrifícios 21.38 II.1-16 Sobre ser sagrado 18.46 Matando por alimento 17.1-9 Punição para blasfêmia 24.20 A ordenação de Arão e seus filhos 8.1-47 Imundícias do parto 12.1-14. Ele não é visto como nos cultos pagãos da época em que os ídolos eram venerados.13 O sacrifício pelo sacrilégio 5.1-24 O pecado de Nadabe e Abiú 10.1-34 IV.1– 22.8-7.1-26.34 Imundícias dos animais 11.14-6.1-46 V. entretanto.8-17).1-36 Os sacerdotes tomam posse 9. Cristo Revelado Cristo não é especificamente mencionado em Levítico.1-6 Os sacrifícios de paz ou das graças 3. As leis das impurezas 11.1-34 Índice 8 .17 A Expiação do pecado 4.1-7. Ofertas para o santuário 27.33 Dias santos e festas religiosas 23.1-16. Entretanto. O Livro de Levítico enfoca a vida e o louvor do antigo povo de Israel.1.1-8 Imundícias da pele 13. A santidade do caráter de Deus é constantemente mencionada na designação de santidade às ações e louvor do povo. a santidade de seu caráter e a necessidade de a congregação se aproximar dele com pureza de coração e mente. à medida que elas o louvam. O Espírito Santo em Ação Apesar de o termo “Espírito Santo” nunca ser mencionado no Livro. A descrição do sistema de sacrifícios 1. O serviço dos sacerdotes no santuário 8.7 Outras instruções 6.38 Os holocaustos 1.57 Imundícias de emissão 15.1-11 O pecado de Eleazar e Itamar 10. o sistema de sacrifícios e o sumo sacerdote no Livro de Levítico são tipos que retratam a obra de Cristo. Alguns usaram formas extremas de alegoria do Livro de Levítico a fim de revelar Cristo.1-5. Esboço de Levítico I. Elas devem ser santas como Ele é santo. esse método de interpretação bíblica deve ser cautelosamente usado a fim de garantir que o significado original histórico e cultural sejam preservados.12-20 III.1-20.1-55 Bênçãos por obediência e punição por desobediência 26.10-23 Os Anos do Descanso e do Jubileu 25.1-44 Leis para elementos sagrados de louvor 24.1-33 Imundícias morais 16. O Livro de Hebreus descreve Cristo como o sumo sacerdote e usa o texto de Levítico como base para ilustrar a sua obra. mas está no meio das pessoas.1-17 As ofertas de manjares 2.

mas não de perto. Começa com um novo censo (comparar com o cap. exceto Josué. 10. 1). No cap. começando logo após o Êxodo. 8 fala da consagração dos levitas. rebeliões e desobediência da primeira geração. pouco antes de sua morte. mas aqueles que lidam com o preparo da viagem dominam. A seção de Nm que lida com a viagem (10. provavelmente o livro tenha sido escrito por volta de 1400 aC.10).1-10. que se inicia com o Êxodo. Data Assumindo a autoria mosaica. onde são dadas instruções para que sejam feitos sinais com as trombetas. o motivo do preparo é reconsiderado em 10. conforme atestado pelos textos de Qumran. Jesus Cristo é o Messias.2 faz uma referência especifica a Moisés. Em primeiro lugar.11. seguido de um relatório de concordância com o mandamento. mas não agora. e um cetro subirá de Israel”. As instruções no Sinai lidam com a preparação para a viagem. Conteúdo A divisão dos livros de abertura do AT em cinco livros ou pergaminhos (chamado “o Pentateuco”.1. O cap. A tradição judaica interpretava este verso messianicamente. de acordo com o testemunho uniforme do NT. registrando pontos sobre a viagem no deserto. em 1400 aC. é a figura que une a história do Êxodo até Deuteronômio. 7.1-10. No texto hebraico.10) cobrem uma variedade de tópicos. Cristo Revelado Jesus Cristo é retratado em Nm como aquele que provém. Ex 17). os líderes do povo trazem ofertas para o tabernáculo.9 lida com a Páscoa e a nuvem e o fogo. observando que toda a primeira geração. cujo nascimento é contato no Ex 2 e cuja morte é narrada em Dt 34. e o verdadeiro rei sobre quem Balaão fala.17. As instruções no Sinai (1.11-36. Número tem duas divisões principais: 1) a seção contendo instruções enquanto ainda no Sinai (1.11-25. O Apóstolo Paulo escreve sobre Cristo que ele era a pedra espiritual que seguiu os israelitas pelo deserto e deu-lhes a bebida espiritual (1Co 10. “Vê-lo-ei.A. A pedra que deu água aparece duas vezes na história do deserto (cap 20. Autor Tradicionalmente. A figura messiânica do rei de Israel é profetizada por Balaão em 24.13) tem duas partes principais. Nm 33. a infidelidade marital. 1-4 lidam com uma série de instruções para numerar (fazer o censo de) vários grupos. que levou à morte deles. o nome do livro é No Deserto . Os acontecimentos deste livro ocorrem durante cerca de 40 anos. e o resto do livro conta a viagem em si. A entrada dos israelitas no deserto do Sinai é registrada em Ex 19.11-36-13). Calebe e Moisés. a personalidade central do livro. O título em português Números é tirado de seu título (arithmoi) na tradução grega do AT (a septuaginta).C.Números Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. Essa seção termina com a distribuição da terra entre as tribos depois de elas terem entrado na Terra Prometida. tirado da linha de abertura.4). Os caps. a quem libertou do cativeiro. uma estrela procederá de Jacó. Os caps.18 descreve a destruição de geração que vivenciou a libertação do Egito por meio do Senhor. 2) a viagem no deserto que cobre o itinerário do Sinai até as planícies de Moabe através do Jordão da Terra Prometida (10. Paulo enfatiza a provisão de Cristo às necessidades de seu povo. Começa com Israel ainda no Sinai. contemplá-lo.. “Falou mais o senhor a Moisés. morreu no deserto. Os pontos-chave nesta parte são os relatos das queixas. a autoria é atribuída a Moisés.4 . seguido pela Vulgata (numeri). Moisés. O cap. Israel deixa o Sinai em Nm 10.1-10. significa “Cinco pergaminhos”) não deve obscurecer o fato de que cada um dos cinco livros é uma continuação do precedente. e os nazireus. 9 . no deserto do Sinai”. O Livro de Número continua o relato do período mosaico. A segunda subseção (26-36) narra a preparação da segunda geração para a entrada na Terra Prometida. 5-6 lidam com a imundície ritual.

13 1) Um novo censo 26.1-10 II.1-6.49 Instruções e relatos adicionais 5.1-36.45 6) Instruções relacionadas às ofertas 15. Mesmo um líder como Moisés era incapaz de fazer tudo e precisava de uma liderança doada pelo Espírito para a realização de sua tarefa.1-26 4) Segunda Páscoa 9. Esboço de Números I.1-4.1-14.28-32 e é definitivamente cumprida no Dia de Pentecostes (At 2.13 Índice 10 . 25).1-49 6) Instruções para a ocupação de Canaã 33.18 Preparo da nova geração 26.10 Relato sobre a tomada do censo 1.1-16 5) Recusa a entrar na Terra Prometida 13.1-25. 16. ofertas e votos 27. Instruções para a viagem do Sinai 1. 11.27 2) Ofertas dos líderes 7.1-14 5) Direção pela nuvem e fogo 9.1-10.1-89 3) Levitas dedicados 8.1-65 2) Instruções relacionadas à herança.50-36. Moisés está pedindo ajuda ao Senhor em seus deveres de liderança.13 Rebelião e punição da primeira geração 10.16-21). Quando o Espírito é dado aos anciãos.16 3) Vingança sobre os midianitas 31.18 1)Relato da primeira marcha do Sinai 10.32 8) Leis da purificação 19.11-36.1-41 7) Desafios à autoridade de Arão 16.11-25.9 1) Censo militar 1.1-54 4) As tribos da Transjordânia 32. Quando Josué se queixa que dois dos anciãos no acampamento também estão profetizando.1-30. No v. Essa esperança de Moisés é retomada em Jl 2.1-22 9) A morte de Miriã e Arão 20. Moisés expressa o desejo de que todo o povo de Deus também recebesse seu Espírito e profetizasse.1-42 5) Itinerário do Egito até Moabe 33.4-35 4) Desafio para Moisés 12. ele causa a profecia (v.11-36 2) Queixas do povo 11.1-2. 29 como o Espírito do Senhor) e o passará para seus líderes.1-35 11) Balaque e Balaão 22. Relato da viagem do Sinai 10.1-18. Lá o Espírito é retratado como realizando duas funções: ungido para a liderança e inspirando a profecia.1-10.1-4. A resposta é que o Senhor tomará o Espírito que está sobre Moisés (identificado no v.1-3 3) Ansiando por carne 11.34 2) Censo não militar: levitas 3. Santo no cap.1-29 10) Do monte Hor às planícies do Moabe 21. Somente o setenta anciãos nomeados profetizam.O Espírito Santo em Ação Fala-se diretamente sobre o E.15-23 6) As trombetas de prata 10.10 1) Cinco instruções 5. quando o Espírito foi derramado e tornou-se disponível a todos.

Moisés percebe que a maior tentação dos israelitas na nova terra será abandonar a Deus e cair na idolatria dos ídolos cananeus. Autor Deuteronômio identifica o conteúdo do livro com Moisés: “Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel” (1. At 3.15). Mc 10. de vista para Jericó e a planície do Jordão. incluindo os trinta dias de lamento pela morte de Moisés Contexto Histórico Moisés tinha então 120 anos.22. e a deu aos sacerdotes” (31. O último capítulo. O concerto mostrou aos filhos de Deus o caminho para viver em comunhão com ele e uns com os outros.3). A maioria do povo junto de Moisés à entrada da Terra Prometida não tinha testemunhado as cenas no Sinai. Embora Deus o tivesse proibido de entrar em Canaã. Quando os israelitas se preparavam para entrar na Terra Prometida. Ele tirou os israelitas da escravidão no Egito e os guiou pelo deserto para receber a lei de Deus no monte Sinai.Deuteronômio Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. Assim como Cristo. Moisés expõe os mandamentos e os estatutos que Deus deu em seu concerto. A mensagem de Dt é tão poderosa que é citada mais de oitenta vezes no NT. O nome de Moisés aparece quase quarenta vezes. doença e pobreza. Cristo Revelado Moisés foi o primeiro a profetiza a vinda do Messias. 7. Mas. Para preparar a nação para vida na nova terra. Chegaram à planícies de Moabe. Por conseguinte. Jesus 11 . Moisés está preocupado com a perpetuação do concerto. em cerca de 1400 aC. Isso foi um pouco antes da morte de Moisés e do início da liderança de Josué em guiar os israelitas a Canaã. Moisés experimenta um forte sentimento de antecipação pelo povo.novos inimigos. como crereis nas minhas palavras?” (jo 5. Por causa da desobediência de Israel em se recusar a entrar na terra de Canaã. “no mês undécimo. que contém o relato da morte de Moisés. no vale defronte de Bete-Peor.47). Dt é proclamação de uma segunda chance para Israel. provavelmente. e o livro reflete claramente a personalidade de Moisés. a Terra Prometida.1). Notadamente. A desobediência equivale a morte. se não credes nos seus escritos. O que Deus havia prometido a Abraão. no primeiro dia do mês”. Conteúdo Dt é uma série de recomendações de Moisés aos israelitas enquanto ele se prepara para morrer e eles se aprontam para entrar na Terra Prometida. Ele os recorda trinta e quatro vezes de que essa é a terra que Deus lhes está dando.3. Moisés reuniu o grupo para lembrá-los da fidelidade do Senhor e para encorajá-los a serem fiéis e obedientes ao seu Deus quando possuíssem a Terra Prometida. Sendo assim. e a Terra Prometida estava a sua frente. Moisés lhes recorda com vivacidade a fidelidade de Deus por toda a história e os relembra de seu relacionamento singular de concerto com o Senhor. Tanto a tradição judaica quanto a samaritana são unânimes em identificar Moisés como o autor.A. saúde e prosperidade. Josué. na ocasião do discurso do conteúdo do livro ao povo. Agora se achavam acampados na fronteira oriental de Canaã. por seu amigo íntimo. bênção.9. Moisés é a única pessoa com quem Jesus se comparou: “Porque. na região montanhosa do Moabe. novas tentações e nova liderança. maldição. depararam-se com um momento crucial em sua história . eles eram nascidos e criados no deserto.4.7. onde Deuteronômio provavelmente tenha sido escrito. porque de mim escreveu ele. Portanto. “Moisés escreveu esta Lei. creríeis em mim.9) também pode ser indício de que tenha escrito todo o livro.46. O uso corrente da primeira pessoa do singular em todo o livro apóia ainda mais a autoria mosaica.5 . Dt cobre um período inferior a dois meses. um Profeta como o próprio Moisés (18. os israelitas perambularam sem destino no deserto por trinta e oito anos. Enquanto essa nova geração de israelitas se prepara para entrar na Terra Prometida. foi escrito.C. Isaque e Jacó séculos antes está prestes a se tornar realidade. se vós crêsseis em Moisés. Data Moisés e os israelitas iniciaram o Êxodo do Egito por volta de 1440 aC. A Obediência a Deus equivale a vida. no ano quadragésimo de sua peregrinação pelo deserto (1.37). Pedro e Estevão também reconhecem Moisés como o autor do livro (mt 19. A falta de fé e a infidelidade de Israel tinham impedido a conquista de Canaã anteriormente. Moisés os exorta trinta e cinco vezes para “entrar e possuir” a terra.

30-32.1-16. O Espírito Santo em Ação O tema unificador em toda a Bíblia é a atividade redentora de Deus.43 Introdução 1.32 Exposição das leis cerimoniais 12.1-68 O juramento do concerto 29.19 III. As palavras finais e a morte de Moisés 31.1– 30. É muito significativo o fato de Cristo. Dt recorda ao povo que o Espírito de Deus havia estado com eles desde o tempo da sua libertação do Egito até o momento presente e que ele continuaria a guiálos e protegê-los se permanecessem obedientes às condições do concerto.costumava citar Dt.47 A bênção de Moisés sobre Israel 32.5.41-43 II.1-40 Cidades de refúgio nomeadas 4.15).1-30. mesmo até a morte.12 Perpetuação do concerto 31.1-29 O cântico do testemunho 31.1-21.17 Exposição da lei civil 16. O terceiro discurso de Moisés 27.5) de Israel. ele respondia com Dt 6.1– 34. ele citava exclusivamente Dt (8.9).9 Exposição das leis sociais 21. o arrependimento (30. O primeiro discurso de Moisés 1.29 Um chamado à obediência 4. que era perfeitamente obediente ao Pai.1).20). Santo enquanto profetizava para o povo. 10. O segundo discurso de Moisés 4.19 Exposição dos Dez Mandamentos 4. Em 2Pe 1.18-18.20 IV.44– 11. Esboço de Deuteronômio I. 6. Quando confrontado por satanás em sua tentação.20 Cerimônia de retificação 27.2) e a restauração (30.5. Como porta voz de Deus.10– 26.16. Quando lhe perguntavam o nome do mandamento mais importante. a restauração e a conversão nacional e futura de Israel (30.29 A Morte e a sucessão de Moisés 34. 6.13.22 Exposição das leis criminais 19.48—33.1-26 Sanções do concerto 28.1-4.21 se descreve Moisés claramente: “homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”.6-3.6) e a prosperidade nacional de Israel (30.3. Várias de suas profecias mais significantes incluíam a vinda do Messias (18.1-12 Índice 12 .1-5 O passado recordado 1. ter usado este livro sobre a obediência para demonstrar a sua submissão à vontade do Pai. Moisés demonstrou a presença do E. a dispersão de Israel (30.44-26.

além de conhecer o príncipe. O cordão de fio de escarlata na janela de Raabe (2. Se nome. divisão e estabelecimento da Terra Prometida. Deus havia prometido transformar Abraão e seus descendentes em uma grande nação e dar-lhes Canaã como pátria sob a condição de que eles continuassem fiéis e obedientes a ele (Gn 17) .29-32). adoração da serpente e o sacrifício de crianças. É mais provável que o livro tenha sido composto em sua forma final por um escriba ou editor posterior. Era tarefa de Josué. por revelação direta. embora imperfeitamente. bem como cristo nos leva à possessão da vida eterna. Passagens paralelas em Jz 1. Js 24. e a migração para Dã (19. Agora.47). as pessoas eram depravadas. Assim.6 . Em contrapartida. Canaã se dividia em várias cidadesestados.13). Autor O autor do Livro de Josué não pode ser determinado pelas Escrituras.6-15). a anarquia e a brutalidade eram comuns.21) ilustra a obra de redenção de Cristo na cruz. entretanto. bem como nossa . eles estavam prestes a vivenciar o cumprimento dessa promessa. a vitória de Otniel (15. seguir os planos do príncipe. que significa ”Jeová é Salvação”. A religião Cananéia enfatizava a fertilidade e o sexo. Sua morte é registrada no capítulo final (24.26 sugere que o autor de pelo menos grandes seções foi o próprio Josué. continuavam fiéis ao único e verdadeiro Deus e se apegavam à promessa que ele tinha feito ao antepassado deles. O próprio Josué era um modelo de Cristo. o Deus Triúno apareceu a Josué como o “príncipe do exercito do SENHOR” . 13 . em um ritual religioso e mesmo em um acontecimento histórico. Outras passagens. O cenário estava estabelecido e a terra propícia para a conquista. Moralmente. esses livros traçam o desenvolvimento do Reino de Deus na Terra Prometida até o cativeiro da Babilônia— Um período de cerca de novecentos anos. uma lição objetiva. Josué teve certeza de que o próprio Deus era o responsável. A data comumente aceita da morte de Josué é por volta de 1375 aC. cada uma com seu governo autocrático e todas hostis umas com as outras. o livro engloba a história de Israel entre 1400 aC e 1375 Ac e é provável que tenha sido compilado pouco tempo depois. Portanto.10-16 e Jz 18 confirmam que esses acontecimentos ocorreram ap´´os a morte de Josué.Josué Autor: Incerto (Josué) Data: Cerca de 1400—1375 a. Vários outros acontecimentos que ocorreram após a sua morte são mencionados: A conquista de Hebrom por Calebe (14. assistente e sucessor de Moisés.18.13-17). Abraão. Entretanto. Cristo também derramou seu sangue e foi pendurado na cruz para nos salvar da morte. Data O Livro de Js cobre cerca de vinte anos da história de Israel sob a liderança de Josué. Politicamente. Contexto Histórico O livro começa nas vésperas da entrada de Israel em Canaã. Josué narra o período da entrada de Israel em Canaã através da conquista. O Pano cor de sangue pendurado na janela salvou Raabe e sua família da morte. O uso do pronome “nós” e “nos” (como em 5.13-15.C. o povo de Israel estava sem pátria havia mais de quatrocentos anos (Gn 15. Cristo Revelado Cristo é revelado no Livro de Js de três maneiras. mas foi baseado em documentos escritos por Josué.A. não poderiam ter sido escrita por Josué. Através de sua aparição.6) sustenta a teoria de que o autor deve ter sido testemunha de alguns acontecimentos que ocorreram durante estes período. é um equivalente hebraico do grego “Jesus”. Conteúdo O Livro de Josué é o sexto do AT e o primeiro de um grupo de livros chamado os Profetas Anteriores. Pode-se encontrar tipos em uma pessoa. Josué guiou os israelitas até a possessão de sua herança prometida. Coletivamente. por modelos e por aspectos iluminantes de sua natureza. Um modelo é um símbolo. Em 5. Séculos antes. Eles tinham vivido em servidão aos Faraós egípcios e depois ficaram perambulando sem rumo no deserto por mais de quarenta anos.

24 1) Os territórios 11. era a salvação de Israel.5).Jericó 6.16—12. Inicialmente. Ele nos habilita a cumprir nosso chamado e a completar a tarefa ao nosso alcance. Seu objetivo em Josué.1-15 Revisando os territórios conquistados 11. Várias características sobre a maneira como o Espírito opera podem ser vistas em Josué.7). A obra do Espírito Santo é contínua: “Não te deixarei nem te desampararei” (1.15 1) Procurando a moral do inimigo 2. Sua presença contínua é necessária para o sucesso do plano de Deus na vida dos homens. vosso Deus” (23.16-18 Mediante o preparo do exército para a batalha 2. sem nos ele não quer”.14). A vitória foi alcançada em Gibeão.1-10.7-9). A cooperação com o Espírito Santo é essencial à vitória.1-24 14 . Preparação da herança 1.20). quando o Espírito deteve o sol (10. A obra do Espírito Santo é sobrenatural. para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares” (1. Ele fará o mesmo por nós através de Cristo. O Espírito Santo em Ação Uma tendência constante da obra do ES flui através do Livro de Js.1-29 4) A lei traz a bênção . sua presença surge em 1. não podemos. foi através dessa nação que Deus escolheu salvar o mundo (Is 63.1-5.16-23 2) Os reis 12.1-5.1-27 2) O pecado traz a derrota .12. bem como no AT.1-43 O território do Norte 11. Nenhuma obra de Deus. é realizada sem ajuda do Espírito. No final de sua vida. Deus.15 Mediante a escolha do líder do exército 1.1 3) Fortalecendo as tropas para a guerra 5.1-5. em sua graça e fidelidade.1-18 1) Josué ouve o chamado 1.2-12 4) Convencendo um líder a servir 5. Possuindo a herança 6. Esboço de Josué I.Acã 7.Amorreus 10.43 1) O engano traz o cativeiro . Josué testemunhou: “nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o SENHOR.30-35 O território do Sul 9. sustentou e preservou seu povo tirando-os do deserto e levando-o à Terra Prometida.Monte Ebal e monte Gerizim 8.1-12. independentemente de quanto tempo demore. dela não te desvies. A queda de Jericó foi obtida mediante a destruição milagrosa de seus muros (6. nem para a direita nem para a esquerda. forneceu a Josué a promessa de seu Espírito sempre presente.Um dos aspectos da natureza de Cristo revelada em Josué é o da promessa cumprida. pois.1-24 2) Posicionando o povo para a batalha 3. seja a libertação da servidão ou possessão da bênção.13-15 II. que é a Promessa.1-27 2) Os milagres trazem a liberação .24 O território central 6. O trabalho do Espírito Santo era o mesmo antes de agora: ele atrai as pessoas a um relacionamento de salvação com Cristo e realiza os propósitos do Pai.35 1) A obediência traz a conquista .5. Foi dito: “Sem ele. O Espírito Santo está comprometido a realizar a tarefa.1-9 2) Josué dá o mandamento 1. quando Deus conhecendo a esmagadora tarefa de comandar a nação de Israel.1-8.Ai 8.13).Gibeonitas 9.1-26 3) O arrependimento traz a vitória .10-15 3) Josué recebe estímulo 1. A obra do Espírito Santo é mútua: “Tão somente sê forte e mui corajoso para teres cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou.

34 Distribuindo a herança 13.1—24.1-17.1-22.48 8) Uma parte para Josué 19. Compartilhando a herança 13.III.1-16 Josué desafia o povo 24.21. Gade e Manassés 13.8-33 3) Dividindo as partes a oeste da Jordânia 14.1-34 1) Uma benção para as tribos do Leste 22.10-34 IV.1-19.1-5 4) Uma parte para Calebe 14.6-15 5) Uma parte para Judá 15.42 10) Epílogo 22.33 Josué aconselha os líderes 23.45 1) Partes ainda não conquistadas 13.18 7) Partes para as tribos restantes 18.1-28 Josué morre 24.1-9 2) Uma explicação para o altar 22.49-51 9) Cidades de refúgio e para os levitas 20.1-6. O discurso final de Josué e sua morte 23.1-63 6) Uma parte para Efraim e Manassés 16.1-34 Discutindo o futuro 22.1-21.1-7 2) Partes para Ruben.29-33 Índice 15 .

Contexto Histórico Juízes cobre um período caótico na história de Israel: cerca de 1380 a 1050 aC.5) estabelece o cenário histórico para as narrativas que seguem. O propósito desses apêndices não és estabelecer um final ao período dos juízes. Elom e Abdom—. o Senhor os entregava nas mãos de inimigos (opressão). Ali é descrita a conquista incompleta da Terra Prometida (1. O Livro de Juizes não olha apenas retroativamente para a conquista de Canaã. Ao servirem de forma deliberada a deuses estranhos. No entanto. com fidelidade.A.25). opressão. Um décimo terceiro personagem.25). Tola. que são mencionados rapidamente— Sangar. Em conseqüência. Débora. o Senhor levantava libertadores a que ele capacitava com o seu Espírito (libertação).6) oferece uma visão geral do corpo principal do Livro. Este bem pode ter escrito partes do Livro.7). A data real da composição do livro é desconhecida.1-2. registrando as condições em Canaã durante o período dos juízes. está vinculado à história de Gideão.6. em resposta ao seu clamor. Conteúdo O Livro de Juizes está dividido em três seções principais: 1) Prólogo (1.15) na forma de um epílogo. são classificados como “juízes maiores”. arrependimento e libertação. Porém antes da conquista de Jerusalém por Davi. cerca de 1050 a 1000 aC.7 . Duas histórias são acrescentadas ao Livro de Juízes (17. A primeira história ilustra a corrupção na religião de Israel. Os israelitas faziam o que era mau aos olhos do Senhor (apostasia). porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (21.7-16.31) ilustra esse padrão que se repete na história antiga de Israel. Mica estabeleceu em Efraim uma forma pagã de culto ao Senhor.25). e 3) epílogo (17. e a conseqüente guerra benjamita. Cada vez que o povo clamava ao Senhor. Estes juizes. Eúde. o propósito desta seção final do livro é ilustrar as conseqüências da apostasia e anarquia nos dias em que “não havia rei em Israel”. Jefté e Sansão—. Israel conquistou e ocupou de forma geral a terra de Canaã. não havia rei em Israel” (17. que são as narrativas.7-16. Gideão.1-36) e a reprimenda do Senhor pela infidelidade do povo à sua aliança (2. 16 . já que se afirma que era um escritor (1Sm 10. mas também antecipa o estabelecimento da monarquia em Israel. Ibsã. levantava um juiz a fim de prover libertação ao seu povo. este.6-3. cujo papel de libertadores é narrado com mais detalhes. o povo de Israel quebrava a sua aliança com o Senhor. Data O Livro de Juízes cobre o período entre a morte de Josué e a instituição da monarquia. A parte principal do livro (3.1-3.1—21. eram militares e civis.31).6) 2) narrativas (3. Esta data tem o apoio de dois fatos: 1) As palavras “naqueles dias. um tempo caracterizado por um ciclo recorrente de apostasia. Aparentemente. O Talmude atribui o livro de Juízes a Samuel.21) aponta para um período anterior à conquista da cidade por Davi (2Sm 5. Jair. Seis outros. mas grandes áreas ainda permaneceram por ser conquistadas pelas tribos individualmente. liderada por Josué. o Senhor os entregava nas mãos dos opressores.1-21. evidências internas indicam que ele foi escrito durante o período inicial da monarquia que se seguiu à coroação de Saul. no território de Benjamim. Sob a liderança de Josué. a qual foi adotada pelos danitas quando estes abandonaram o território que lhes coube por herança e migraram para o norte de Israel. A segunda história no epílogo ilustra a corrupção moral de Israel ao relatar a infeliz experiência de um levita em Gibeá.6) foram escritas num período em que Israel tinha um rei. mas descrever a corrupção religiosa e moral existente nesse período. e. Seis indivíduos— Otniel. Israel praticava continuamente o que era mau aos olhos do Senhor e “não havia rei em Israel. A segunda parte do prólogo (2. Estas descrevem os caminhos rebeldes de Israel durante os primeiros séculos na Terra Prometida e mostram como o Senhor se relacionou com a nação naquele período. A primeira parte do prólogo (1. são conhecidos como “juízes menores”.1-5).Juízes Autor: Desconhecido Data: Entre 1050 e 1000 aC Autor O autor de Juízes é desconhecido. 2) A declaração de que “os jubuseus habitaram com os filhos de Benjamim em Jerusalém até ao dia de hoje” (1. a quem o Senhor escolheu e ungiu com o seu Espírito. o povo de Israel clamava ao Senhor (arrependimento). Abimeleque.

Literalmente. Gideão (6.1-21. Prólogo: As condições em Canaã após a morte de Josué 1.25 Apostasia: A idolatria de Mica e a migração dos danitas 17.1-5 Introdução ao período dos juízes 2.15 Índice 17 . O Espírito do Senhor equipou Jefté (11.1 –18.14. o Espírito do Senhor se revestiu de Gideão. rei da Síria.O Espírito Santo em Ação A atividade do Espírito Santo do Senhor no Livro de Juízes é claramente retratada na liderança carismática daquele período.19) e.7 Carreira de Ibsã como juiz 12.2 Carreira de Jair como Juiz 10. Sansão despedaçou um leão apenas com as mãos (14.1– 8.25).6 II.6). O Espírito do Senhor capacitou Sansão e executar atos extraordinários. O mesmo Espírito Santo que deu condições a esses libertadores para que fizesse façanhas e cumprissem os planos e propósitos do Senhor continua operante ainda hoje.1-5. Os seguintes atos heróicos de Otniel.3-5 Opressão amonita e libertação por meio de Jefté 10. História de opressões e libertações durante o período dos juízes 3.15).11.1-3. livrou-se das cordas que amarravam as suas mãos e matou mil filisteus com uma queixada de jumento (15.7-16.7-11 Opressão moabita por meio de Eúde 3.6 –12.1-57 Carreira de Tola como Juiz 10.27-36 A aliança do Senhor é quebrada 2.31 Opressão cananita e libertação por meio de Débora e Baraque 4. Certa vez matou trinta filisteus (14. Gideão.12 Carreira de Abdom como juiz 12.10) e o capacitou a libertar os israelitas das mãos de Cusã-Risataim.13-15 Opressão filistéia e libertação por meio de Sansão 13. em outra ocasião. O Espírito do Senhor capacitou este líder escolhido por Deus e agiu através dele para implementar o ato salvífico do Senhor em benefício do seu povo.29) com habilidades de liderança no seu empreendimento militar contra os amonitas.1-16.1.6 Continuação das conquistas pelas tribos de Israel 1. Epílogo: Condições que ilustram o período dos juízes 17. Jefté e Sansão são atribuídos ao Espírito do Senhor: O Espirito do Senhor veio sobre Otniel (3. O Espírito veio poderosamente sobre ele em várias ocasiões.1-21. Esboço de Juízes I.34) libertou o povo de Deus das mãos dos midianitas.35 Breve reinado de Abimeleque 9. A vitória de Jefté sobre os amonitas foi o ato de libertação do Senhor em benefício de Israel.31 Imoralidade: Atrocidade em Gibeá e a guerra benjamita 19.31 Opressão mesopotâmica por meio de Otniel 3.8-10 Carreira de Elom como juiz 12. Ele começou a impelir Sansão para sua carreira (13.6 –3.31 Opressão midianita e libertação por meio de Gideão 6.12-30 Opressão filistéia e libertação por meio de Sangar 3. Através da presença pessoal do Espírito do Senhor.31 III.1-26 Conquista incompletas da terra 1.

1-18 Orientação de Noemi 3. porém o seu cenário histórico é evidente. Os episódios relatados nos livro de Rute se passam durante o período de Juízes.1-22 Boaz.Rute Autor: Desconhecido (Samuel) Data: Entre 1050 e 500 aC Autor Os estudiosos discordam quanto à data do livro. ele se torna carne—vindo como um ser humano (Jo 1. Eis aqui uma magnífica silhueta do Mestre. Cristo Revelado Boas representa uma das mais dramáticas figuras do AT que antecipa a obra redentora de Jesus. Uma mulher humilde no campo da colheita 2.18-22 Índice 18 . Como nosso “parente chegado”. em Israel. XI aC.A.6-18 Retorno a Belém 1. Uma história tão comovente como essa certamente já teria sido passada adiante oralmente entre o povo de Israel. que testemunhou o declínio do reinado de Saul e foi divinamente instruído para ungir Davi como escolhido de Deus para o trono.13 Benção de Deus sobre Noemi 4. Parente e remidor 4.1-5 Obediência de rute 3. XII aC que recomendam a aceitação da data mais antiga. As ações de Boaz efetuam a participação de Rute nas bênçãos de Israel e a incluem na linhagem familiar do Messias (Ef 2.1-3 Generosidade e proteção de Boaz 2. Ima família hebraica em Moabe 1. antecipando em muitos séculos a sua graça redentora. dá testemunho eloqüente a respeito disso. o remidor escolhido por Deus 4. Apesar do pensamento crítico mais recente sugerir uma data pós-exílica bem mais tardia (cerca de 500 aC). A função de “parente remidor” cumprida de forma tão elegante nas ações que promoveram a restauração pessoal de Rute.1-22 Sofrimento de Noemi 1.6-13 Recompensa pela obediência 3.14-18 IV. Fp 2.1-5 Dedicação e promessa de Rute 1. tivesse redigido o livro. Um matrimônio planejado 3. É razoável supor que Samuel.19-22 II. A tradição rabínica assegura que Samuel escreveu o livro na segunda metade do séc. e a genealogia que a conclui indicaria uma conexão com os patriarcas.4-17 Noemi reconhece a bondade de Deus 2. sendo parte daqueles eventos que ocorrem entre a morte de Josué e a ascensão da influência de Samuel (provavelmente 1150 e 1100 aC).1-23 Rute no campo de Boaz 2. há evidências na linguagem da obra bem como referencias a costumes peculiares próprios do séc. oferecendo assim uma resposta a todos aqueles que. indagassem pelo passado familiar do seu rei.14-17 Genealogia de Davi 4.5-8) Esboço de Rute I.19).18-23 III.1-12 Casamento de Boaz com Rute 4.14.8 .

o Espírito Santo vem sobre Saul. Além disso. foi rejeitado por ele. Em Cristo. o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi” (16. Com relutância. no entanto. e por outras referencias a Judá e a Israel.9 . Depois de ser ungido por Samuel. num desesperado esforço para eliminá-lo. Depois de desprezar os mandamentos de Deus. Gastou os seus últimos anos numa incansável perseguição a Davi através das regiões montanhosas e desérticas do seu reino. Ele advertiu Davi sobre os planos do seu pai para matá-lo.13. em vez de esperar por Samuel. perdendo gradualmente a sua sanidade. consumida por ciúme e medo. começando com o nascimento de Samuel em redor de 1150 aC e terminando com a morte de Saul em redor de 1010 aC. encontrou um aliado em Jônatas. filho de Saul. pressionavam-no para que lhes desse um rei. 10 e em 19. Em 10. prefigura a Cristo. ele acaba cedendo. O templo de Siló fora profanado e o sacerdócio se mostra corrupto e imoral. o pequeno e humilde pastor. o milagroso filho de Ana. como não há menção à queda de Samaria em 722 aC. cujo soberano seja o próprio Deus. mas alguns supõem que seja do sacerdote Abiatar. homem vistoso e carismático.14) 19 . é escolhido para tornar-se o primeiro rei.6. Ambos forma pontes de transição de um estágio da história da nação para outro. no entanto. O fenômeno do Espírito inspirando a adoração ocorre no cap.1º Samuel Autor: Incerto (Samuel) Data: Entre 931 e 722 aC. Os próprios filhos de Samuel não eram reflexo do seu caráter piedoso.20. Mesmo nos múltiplos usos do éfode. Autor O autor de 1Sm não é nomeado neste livro. mas verdadeira adoração e louvor a Deus pela inspiração do Espírito. “desde aquele dia em diante. a renovação e a alegria que esse nascimento trouxe à sua mãe prefiguram o mesmo para a nação. Pela sua impaciência. sabemos que 1Sm foi escrito depois da divisão da nação em 931 aC. mas a medida em que Samuel envelhecia. o bom pastor. o cenário está pronto para que Davi se torne o segundo rei de Israel. o que engloba sua vida e ministério até sua morte. que profetiza e “se transforma em outro homem”. Samuel acumulou os ofícios de profeta e sacerdote. A única esperança é um Reino de Deus na terra. que “ pertence aos reis de Judá. deve ser datado antes deste evento. a nação havia se degenerado moralmente e politicamente. isto é. esperamos ansiosamente pelo momento em que o “Espírito da Verdade” nos irá guiar em “toda a verdade”. Urim e Tumim. em semelhança ao ocorrido no dia de Pentecostes (At 2). Ambos foram dedicados a Deus antes do nascimento. depois que Saul e Jônatas são mortos em batalha. Davi. exerceu funções sacerdotais.A. Finalmente. Davi. 1.13). bem como sobre Saul e seus servos. A autoria do restante de 1Sm não pode ser determinada com certeza. até o dia de hoje” (27. Havia estado sob a investida violentas e desalmadas dos filisteus. Saul. O Espírito Santo em Ação 1Sm contém notáveis exemplos da vinda do Espírito Santo sobre os profetas. Depois dessa rejeição. O seu ego era tão grande quanto a sua estatura. Esse fenômeno não é como o frenesi impregnado de emotividade dos pagãos. Conteúdo Israel havia sido governado por juizes que Deus levantou em momentos cruciais da história da nação. Em meio a essa confusão política e religiosa surge Samuel. O fim trágico de Saul ilustra o destino final dos reinos terrenos. Cristo Revelado As semelhanças entre Jesus e o pequeno Samuel são surpreendentes. mas é provável que Samuel ou tenha escrito ou fornecido a informação para. O livro de 1Sm cobre um período de cerca de 140 anos. O povo não tinha confiança nos seus filhos.1-25. Cristo é profeta. Ambos são filhos de promessa. nos falará sobre “o que há de vir” e “há de receber do que é meu (de Jesus)” e no-lo “há de anunciar” (Jo 16. Deus vem como Rei e virá novamente como Rei dos reis. De uma forma notável.6). é equipado pelo Espírito para cumprir o chamado de Deus. sacerdote e rei. Jesus torna-se o Rei-pastor definitivo. Em Davi começa a linhagem terrena do Rei de Deus.1. Saul tornou-se uma figura trágica. Data Por causa da referência à cidade de Ziclague.

Esboço de 1º Samuel I.1– 15.1-22 2) Saul é escolhido e ungido rei 9.1-4.58 1) Sua unção por Samuel 16.1-31.1-7. Renovação sob Samuel 1.1-13 Índice 20 .14-23 3) O conflito de Davi com os filisteus e os amelequitas 29.1-35 III.12-36 Começo do ministério profético de Samuel 3.1-17.31 4) A morte de Saul 31. Declínio de Saul e ascensão de Davi 16.2-7.10-18 3) Seu ministério a todo Israel 3.13 A crescente proeminência de Davi 16. O reinado de Saul 8.1-9 2) Sua palavra para Eli 3.1-12.25 1) A Exigência de Israel por um rei 8.1-14.12-22 3) Recuperação da arca por Israel 5.35 II.1-12.52 4) Saul é rejeitado por Deus 15.17 1) A captura da arca pelos filisteus 4.1-2.1 –15.1-7.19-4.2-6 5) Derrota dos filisteus 8.1 1) Seu chamado por Deus 3.1 O ministério de Samuel como juiz 4.36 1) Nascimento e dedicação de Samuel 1.25 3) As guerras de Saul 13.1 4) Samuel exorta ao arrependimento 7.11 2) Crescimento de Samuel e a corrupção dos filhos de Eli 2.2-11 2) A morte de Eli 4.35 Estabelecimento de Israel por um rei 8.17 Nascimento e infância de Samuel 1.1-2.1-13 2) Sua música diante de Saul 16.1-30.

931 aC. Não se sabe com exatidão quem realmente escreveu o livro. A rebelião termina quando Absalão. depois de uma longa separação de seu pai. a rebelião é sufocada. Davi derrota com sucesso os inimigos de Israel. por causa do comentário encontrado em 1Sm 27. mas os da casa de Saul se iam enfraquecendo” (3. filho de Davi. é morto por Joabe. Deus interrompe os planos de Davi de construir uma casa para a arca e explica que enquanto Davi não pode construir uma casa para Deus.16).2º Samuel Autor: sacerdote Abiatar. uma linhagem que dure para sempre. de forma que ambos são candidatos à autoria desses dois livros. Samuel e outros.1). Cristo Revelado Davi e seu reino esperavam a vinda do Messias. Autor Os dois livros hoje conhecidos como 1 e 2 Sm eram originalmente um só livro denominado “O Livro de Samuel”. outros materiais haviam sido colecionados e puderam ser usado como fontes pelo autor real. e inicia-se um período de estabilidade e prosperidade. com freqüência. e Davi foge de Jerusalém. Pela sua vitória sobre todos os inimigos de Israel. Embora Davi tome uma série de decisões desafortunadas e pouco sábias. O livro termina com dois belos poemas. Há um jogo de pode pela casa de Saul entre Isbosete. fosse traçada uma diferenciação entre Israel e Judá. sacerdote e rei na sua pessoa. não se apartará a espada jamais de tua casa” (12. Embora. o Messias. O livro está enfocado na sua pessoa. Três dessas fontes são mencionadas em 1Cr 29. 21 .6 “pelo que Ziclague pertence aos reis de Judá. esposo dela.1).29. até ao dia de hoje”. a saber: as “crônicas de Samuel. E começa com a morte de Saul e Jônatas na batalha do monte Gilboa. é introduzido quando Deus estabelece uma aliança perpétua com Davi e seu reino. compra a eira de Araúna e apresenta oferendas ao Senhor no altar que constrói. as conseqüências da sua ação são declaradas com todas as letras: “Agora. Samuel registrou boa parte da história de Israel neste período. “Teu trono será firme para sempre” (7. e embora Davi tenha reinado em Judá por sete anos e meio antes da unificação do reino. Absalão. Conteúdo 2 Sm trata da ascendência de Davi ao trono e dos quarenta anos do seu reinado. “E houve uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi. Sem dúvida. porém Davi se ia fortalecendo. porém. Jesus Cristo. Deus está construindo uma casa para Davi. sua própria tribo. pois. filho de Saul e Abner comandante-chefe dos exércitos de Saul. a sua vulnerabilidade e fraqueza o leva ao pecado com Bate-Seba e ao assassinato de Urias. O cap. Davi é. Data: Entre 931 e 722 aC. ungido rei sobre Judá. pela sua humildade e compromisso com o Senhor. O tema do Rei vindouro.10 . não havia reis em Judá antes desta data. pelo seu zelo a favor da casa de Deus e pela associação dos ofícios de profeta. as “crônicas do profeta Natã” e as “crônicas de Gade. instiga uma rebelião contra o rei. Davi se arrepende. No entanto. o vidente”. o vidente”. antecipa o futuro Rei.1-7. Davi é um precursor da Raiz de Jessé.A. pendurado numa árvore pelos cabelos. divisão que aconteceu logo depois do governo de Salomão. uma lista dos valentes de Davi e com o pecado de Davi em fazer o censo dos homens de guerra de Israel. Há uma desavença entre Israel e Judá a respeito da volta do rei a Jerusalém. 7. Tanto Gade como Abiatar tinham acesso aos eventos da corte do reino de Davi. onde havia estado deste que fora recuperada dos filisteus (6. Davi unifica tanto a vida religiosa quanto política da nação ao trazer a arca do Testemunho da casa de Abinadabe. e Davi é mais uma vez estabelecido em Jerusalém. Data Os dois livros devem receber uma data posterior à divisão do reino em duas partes. Um rebelde chamado Seba instiga Israel a abandonar Davi e a voltar para casa. Apesar do arrependimento de Davi depois de confrontado com o profeta Natã. Embora a rebelião tenha sido sufocada. então. em especial. Tristemente. esse relato sumário descreve os sete anos e meio anteriores à unificação do reino por Davi.10). ou seja.

1-10.1-19 II. Sua atuação como conselheiro pode ser apreciada nas muitas ocasiões em que Davi “consultou o Senhor” através do sacerdote e do éfode.1-13.1-13. Ele atuava com mais freqüência através do sacerdócio.14-25 3) Casamento de Davi com Bate-Seba 11.37—17.25 1) Rebelião de Absalão 13.1-10.1-12 2) O governo Justo de Davi 8. a justiça é feita.26 4) Comentários sobre o reino de Davi 21.25 Índice 22 .19 1) Triunfos sobre os seus inimigos 8.1-27 O pecado do adultério 11.37—24.1-25 Os triunfos espirituais de Davi 6.26-31 4) Incesto na casa de Davi 13. no quadro microcósmico de 2 Sm. Os problemas de Davi 12.O Espírito Santo em Ação Jesus explicou a obra do Espírito em Jo 16.1-14 2) Morte do filho de Davi 12.36 Problemas na casa de Davi 12. As transgressões de Davi 11.1-20 5) Absalão mata Amom 13.36 1) Profecia de Natã 12.27 III.29 2) Joabe mata Absalão 18.1-23 2) Aliança de Deus com Davi 7.26.1– 20.25 1) O reino de Davi em Hebrom 1.1-33 3) Restauração de Davi como rei 19.29 1) Mudando a arca 6. O pecado de Davi é desnudado.19 Os triunfos políticos de Davi 1.1-29 Os triunfos militares de Davi 8.1-4. Isso.13– 9. quando ele vier convencerá o mundo do pecado.6-27 1) Lealdade de Urias a Davi 11. e o julgamento é anunciado. e do juízo. Esboço de 2º Samuel I.12 2) O reino de Davi em Jerusalém 5. ilustra o amplo ministério do Espírito Santo no mundo através da igreja investida do poder do Espírito.21-36 Problemas no reino de Davi 13.1—24.1-5.” Nós vemos claramente a ação do Espírito Santo através desses dois modos em 2 Sm. A obra de convencer e de condenar do Espírito é claramente percebida quando o profeta Natã enfrenta Davi por causa do seu pecado com Bate-Seba e Urias.15-25 3) Lealdade de Joabe a Davi 12.8: E.1-5 O pecado do Assassinato 11.1-7.6-13 2) Ordem de Davi para assassinar Urias 11.13 3) Triunfos sobre Ámom é Síria 10. e da justiça. Os triunfos de Davi 1.

Embora a autoria não possa ser determinada com segurança. comparar com 1Sm 10. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém.27-30). Na realidade. seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. A fórmula “mão do SENHOR” é uma referência à inspiração dos profetas pelo Espírito de Deus (ver 2Rs 3. Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem. um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC. No entanto. acrescentado por um dos seus discípulos. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda. e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42.39-40.23). dirigido por um líder forte. Conteúdo 1 e 2 Rs eram. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. Alguns têm indicado Esdras como compilador. que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. conclui-se. enquanto outros apontam para Isaías como editor. um livro. onde é chamado de “Espírito do Senhor”. à ação do ES em capacitar Elias para operar milagres. embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos). até ao reinado de Josafá (o quarto rei do Reino de Judá) e o reinado de Acazias (o nono rei do Reino de Israel). provavelmente antes de 538 aC. a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor.3. em que um reino estável.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo. 1 e 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva.15 e Ez 1. que Rs tenha sido escrito. de Judá. Autor Como 1 e 2 Rs eram. Em 1 e 2 Rs. O autor de Rs teria mencionado. Deus é apresentado como Senhor da história. VI aC.6.16) Percebe-se uma relação com At 8. originalmente. que estava preso na Babilônia. esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. muitas sugestões foram feitas. em 18. Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC. que foi provavelmente. O resultado foi um momento tenebroso. os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. caso houvesse tido conhecimento desse evento. portanto.10 e 19. um só livro. Aqui “a mão do SENHOR” se refere ao ES que dotou Elias com poderes sobrenaturais para realizar uma façanha surpreendente. O Espírito Santo em Ação 1 Rs 18. em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar. Contexto Histórico Os acontecimentos descritos em 1 Rs abrangem um período de cerca de 120 anos. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto. não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (400 anos em 47 capítulos). em cerca de 971 aC.20.48 (“a mão do SENHOR”). Ao contrário. acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc.11 . originalmente. dividiu-se em dois. No entanto. em cerca de 853 aC. provavelmente. O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período. Há uma alusão. Reis é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus. foram grandes mudanças e sublevações.1º Reis Autor: Desconhecido. então. Como não há menção dessa importante notícia em Rs. O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim. 52. muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico.A. com um propósito teológico. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde a morte de Davi. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”. 23 . O autor. As palavras de Obadias lá indicam que o ES algumas vezes transportou Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 2. (Jeremias) Data: Entre 560 e 538 aC. Data Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta. Havia luta interna e pressão externa. menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25.

O reino unido 1.6.-2.1-11.7 O reinado de Elá em Israel 16.8-14 O reinado de Zinri em Israel 16.7-11. Esse versículo se refere a um “espírito do SENHOR” e pode indicar que os profetas compreendiam que o seu dom de profecia vinha do Espírito de Deus (ver 1Sm 10.41-50 O reinado de Acazias em Israel 22.53 A revolta e o reinado de Jeroboão em Israel 12.1-11.1.1-14.9-24 O reinado de Nadabe em Israel 15.20.23).43 II. então estaria em paralelo com 1Co 12.21-28 O reinado de Acabe em Israel 16.Além dessas passagens.1-22. Esboço de 1º Reis I.1-8.20 O reinado de Roboão em Judá 14.10.1-8 O reinado de Asa em Judá 15.15-20 O reinado de Onri em Israel 16.43 O estabelecimento de Salomão como rei 1.25-32 O reinado de Baasa em Israel 15. 19.33-16.66 O erro de Salomão como rei 9. 1Rs 22.46 A consagração de Salomão como rei 3.21-31 O reinado de Abdias em Judá 15.40 O reinado de Josafé em Judá 22.51-53 Índice 24 . que confirma que a habilidade pra profetizar é realmente uma manifestação do ES.24 pode ser outra referência ao ES.29-22. Se esta interpretação é aceita. O reino dividido 12.

Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC. Israel. Alguns tem indicado Esdras como compilador. incluindo a queda de Israel para a Assíria em 722 aC. O autor de Rs teria mencionado. Judá foi governado por 20 regentes. 25 . Contexto Histórico Os acontecimentos descritos em 2 Rs abrangem um período de cerca de 300 anos. O resultado foi um momento tenebroso na história do povo de Deus: colapso e conseqüente cativeiro de ambas as nações. O autor. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos).27-30). Data Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta. é dificil seguir o fluxo da narrativa. embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo. que foi provavelmente. acrescentado por um dos seus discípulos. No entanto. Judá. muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. Israel teve 19 governantes. acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc.2º Reis Autor: Desconhecido. enquanto que capítulos inteiros são dedicados a outros. ora do Reino do Sul. O Autor ora está falando do Reino do Norte.. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”. de Judá. Assim como 1Rs. que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva. portanto. No entanto. VI aC. conclui-se. caso houvesse tido conhecimento desse evento. um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC. (Jeremias) Data: Entre 560 e 538 aC. com um propósito teológico. O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim. seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso.A. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda. a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor. então.12 . enquanto outros apontam para Isaías como editor. provavelmente antes de 538 aC. todos ruins. 2Rs recorda a história do últimos 10 reis e dos últimos 16 governantes de Judá. que estava preso na Babilônia. um só livro. Como não há menção dessa importante notícia em Rs. Havia luta interna e pressão externa. que Rs tenha sido escrito. Autor 2 Rs era originalmente a segunda metade de um livro que incluía 1 e 2Rs. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus. menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25. passando pela deportação de Judá para a Babilônia em 586 aC e terminando com a libertação do rei Joaquim em 560 aC. Deus é apresentado como Senhor da história. dos quais apenas oito foram bons. Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem. não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (300 anos em 25 capítulos). A atenção maior é dirigida àqueles que ou serviram de modelo de integridade ou que ilustram por que essas nações finalmente entraram em colapso. provavelmente. Conteúdo 1 e 2 Rs eram. 2Rs é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. Alguns desses 26 governantes são mencionados em apenas poucos versículos. originalmente. traçando simultaneamente suas histórias. O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde o reinado de Acazias (o nono rei Israel) ao redor de 853 aC. os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. Esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. Em 2 Rs. e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. muitas sugestões foram feitas. Embora a autoria não possa ser determinada com segurança. 52. 2Rs retoma a história trágica do “reino divido” quando Acazias está no trono de Israel e Josafá governando sobre Judá. Na realidade. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto. foram grandes mudanças e sublevações. Ao contrário.

1-9 O reinado de Jeoás em Israel 13. Muitos dos milagres de Jesus são reminiscências das maravilhas que Deus fez através de Elias e Eliseu em Reis. As vezes transportava Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 18. O espírito enérgico ou o poder que capacitava Elias a profetizar era o Espírito de Deus. Aqui Eliseu tenta receber o mesmo poder de Elias para levar adiante o ministério profético do seu antecessor. Salum.14.29 O reinado de Jeú em Israel 9. Somente o reino de Judá 18. Quando perguntado se era rei dos judeus. os discípulos aguardaram o cumprimento da promessa. capacitando-o a profetizar ao rei Josafá. mas Cristo reinará sobre o trono de Davi pra sempre (1Cr 17. a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do grande profeta Elias (Mt 17.1-17. Esboço de 2º Reis I. Além disso.30 O reinado de Joacaz 23.6-41 II. pois ele é “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap 19. O Espírito Santo em Ação 1 Rs 18. Elias foi elevado ao céu. Jesus afirmou que era (Mt 27. Pecaías e Peca em Israel 15. 2Rs 2.1-4.7 O reinado de Joaquim 24.30 O reinado de Ezequias 18.1-18 O reinado de Amon 21. Como profeta.8-31 O reinado de Jotão em Judá 15.8-16 O reinado de Zedequias 24.1-25. e o ES desceu para capacitá-los a levar adiante a obra que seu mestre começou.1-16 O reinado de Joás em Judá 11.15 O reinado de Jeorão em Judá 8. Eliseu procurou a promessa de que receberia poder para levar adiante o ministério do seu mestre. Aqui a “mão do Senhor” veio sobre Eliseu.19-26 O reinado de Josias 22. Há uma referência indireta ao ES na frase “Espírito de Elias” em 1.10-25 O reinado de Amazias em Judá 14.16 fornece um paralelo interessante entre o AT e At 1.1-23.12) Percebe-se uma relação com At 8. a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do ofícios.21 O reinado de Jeocaz em Israel 13. O reinado de cada um desses 26 governantes já terminou. onde é chamado de “Espírito do Senhor”.15. Jesus ascendeu.16-24 O reinado de Acazias em Judá 8. Jesus é um Rei maior do que o maior dos seus reis (Mt 12.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo.22-27).1-8.36 O reinado da rainha Atalia em Judá 11. e reis do povo de Deus aponta para a necessidade do advento de Cristo.42).41 O reinado de Acazias em Israel 1.35-24.16). sacerdotes.32-38 O reinado de Acaz em Judá 16. Uma alusão final ao ES aparece em 2Rs 3. A formula “a mão do SENHOR” se refere à inspiração divina dos profetas. I reino dividido 1.1-5).9.30-10.25-9.1-20 O reinado de Oséias em Israel 17.17-12.17-20 26 .39-40.1-18 O reinado de Jorão em Israel 2. Como profeta.1-20.Cristo Revelado O fracasso dos profetas. em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar. Cristo é a combinação ideal desses três ofícios. Cristo é um sacerdote superior a qualquer daqueles registrados em Reis (Hb 7. Is 9.4-9 e 2.31-34 O reinado de Jeoaquim 23.9.23-29 O reinado de Azarias em Judá 15. Da mesma maneira.1-22 O reinado de Jeroboão II em Israel 14. No entanto.1-7 O reinado de Zacarias. 1Rs ilustra vivamente a necessidade de Cristo como o nosso Rei em exercício de suas funções.21 O reinado de Manassés 21.6). Menaém.1-5 O cativeiro de Israel para a Assíria 17.11). e a promessa foi cumprida.15.

8-26 A libertação de Joaquim 25.27-30 Índice 27 .A queda de Jerusalém 25.1-7 O cativeiro de Judá pra a Babilônia 25.

Contexto Histórico O livro de 1Cr cobre o período que vai de Adão até a morte de Davi. Conteúdo No texto original hebraico. 10 serve como prólogo para resumir o reinado e a morte ro rei Saul. O último evento registrado nos versículos finais de 2 Cr é o decreto de Ciro. de Gn até 2Sm.1º Crônicas Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 425 e 400 aC Autor 1 e 2 Cr eram originalmente um só livro. Nos caps. 18-20) e os preparativos para a construção do tempo (caps. é provável que a sua forma final tenha surgido lá pelo final do séc. 13-17). O nome atual. Jeoaquim foi deportado pra a Babilônia em 597 aC. Com freqüência não se dá muita importância a esta seção. os versículos finais de 2 cr (2Cr 36. O livro de 1Cr tem duas divisões principais. No entanto. o cenário específico de 1 e 2Cr é o período de tempo que vem depois do exílio.10-36). 28 . Apesar de não podermos afirmar com certeza absoluta. da oitava geração do rei Jeoaquim (ver 1Cr 3. A segunda parte de 1Cr (caps. 1 e 2Cr formavam um só livro chamado de “Acontecimentos dos Dias”. a sua situação era muito diferente da dos anos dourados de Davi e Salomão. Tudo o que restou dos gloriosos reinados de Davi e Salomão foi a pequena província de Judá. Esdras era tanto escriba como profeta e desempenhou um papel significativo na comunidade de exilados que retornou à cidade de Jerusalém. As genealogias começa com Adão e continuam. foi dado por Jerônimo. O cap. Data Embora seja difícil estabelecer a data exata para 1 e 2 Cr. V aC.22. o nascimento de Anani pode ter acontecido entre 425 e 400 aC. A primeira seção é constituída por 9 capítulos de genealogias. 1 e 2Cr cobririam aproximadamente o mesmo período de tempo de 1 e 2Rs. Soma-se a isso o fato de que 1 e 2Cr tenham estido. Crônicas. Se 1 e 2Cr são considerados uma única obra. 1-9) e descreve o reinados dos vinte governantes de Judá (caps. Os persas substituíram o rei por um governador provincial. mas uma duplicação e um suplemento de 1 e 2Sm e 1 e 2Rs. 21-27). 10-29). As genealogias são compiladas seletivamente para realçar a linhagem de Davi e da tribo de Levi. as genealogias forma a base das narrativas que se seguem. Esdras é o candidato mais provável para a autoria de Crônicas.24). Se as genealogias de 1 Cr 1-9 fosse ignoradas. Portanto. Durante essa época. rei da Pérsia. Os dois últimos capítulos de 1Cr recorda os últimos dias de Davi. É datado como 538 aC e dá a impressão de que Crônicas tenha sido composto pouco tempo depois. Davi se torna rei e conquista Jerusalém. mas pode ser também uma indicação de que Crônicas e Esdras tenham sido em algum momento uma única obra. Não é uma continuação da história do povo de Deus. 1Cr está carregado de genealogias para sublinhar a necessidade de pureza racial e religiosa. Como a identidade do autor dessa obra não é explicitada em 1 nem em 2 Cr.13 . que dá licença à volta dos judeus para Judá. Foi dividido e recebeu um novo nome pelos tradutores do AT em grego (septuaginta ou LXX): “Coisas que Acontecem”. ou seja. 2Cr relata o reinado de Salomão (caps.A. a última pessoa mencionada em 1 e 2 Cr é realmente Anani. O restante das narrativas sobre Davi está enfocada sobre três aspectos significativos do seu reinado. Além disso. 1-9) e descreve em linhas gerais o reinado de Davi (caps. vocabulário e conteúdo similares. Apesar de que o povo de Deus tenha recebido licença pra voltar para Jerusalém e reconstruir o templo. o transporte da arca do Testemunho pra Jerusalém (caps. No entanto. No entanto. Isso não apenas reforça o argumento que aponta Esdras como autor de 1Cr. suas proezas militares (caps.23) repetem-se como os versículos iniciais de Esdras (ver Ed 1. Contudo. a data para 1 e 2Cr pode ser situada entre 425 e 400 aC. assim como nos Evangelhos de Mt e Lc. Dependendo de como essas gerações são medidas (cerca de 25 anos). o mundo antigo estava sob o controle do poderoso Império Perda. 11 e 12. até àqueles que retornaram para Jerusalém. 10-29) registra os eventos e realizações do rei Davi. podem ser divididos em quatro seções principais: 1Cr é composto por genealogias (caps. atravessando todo o período do exílio.1-3). ao redor de 971 aC. é razoável assumir que “ o cronista” tenha sido Esdras. muitos optaram por se referir a esse autor desconhecido simplesmente como “o cronista”. É um período de tempo extraordinário. A antiga tradição judaica do Talmude afirma que Esdras escreveu o livro. pois abrange o mesmo período coberto pelos primeiros 10 livros do AT.

35-44 II.1-34 A herança do rei Saul em Benjamim 9.18. em que o “Espírito” entrou em Amasai e o capacitou a fazer uma declaração inspirada. E a segunda em 28.44 A herança dos filhos de Jacó 1.24 A herança das doze tribos 4.30 A confirmação de Davi como rei 10. A primeira´está em 12.1-2.3-3.1 –29. O reinado do rei Davi 10.1-12.34 Últimas declarações de Davi 28.1– 9.1-29.12.1-27.1-17.40 A herança do remanescente 9.40 A aquisição da arca por Davi 13. Esboço de 1º Crônicas I.27 Progressos militares de Davi 18.1-8. a qual explica que por meio do ministério do Espírito (ânimo) os planos do templo foram revelados a Davi.2 A herança da linhagem de Davi em Judá 2. As raízes do povo de Deus 1.O Espírito Santo em Ação Há duas referências claras ao ES em 1Cr.30 Índice 29 .8 Preparativos de Davi para a construção do templo 21.1-20.

O Espírito Santo em Ação Há três referências claras ao ES em 2Cr. o cenário específico de 1 e 2Cr é o período de tempo que vem depois do exílio. Portanto. O livro de 2Cr tem duas divisões principais. foi dado por Jerônimo. é provável que a sua forma final tenha surgido lá pelo final do séc. em 971 aC.24). a última pessoa mencionada em 1 e 2 Cr é realmente Anani. No entanto. só ocasionalmente.23). Isso não apenas reforça o argumento que aponta Esdras como autor de 1Cr. Crônicas. é razoável assumir que “ o cronista” tenha sido Esdras. É identificado como o “Espírito de Deus” (15. A antiga tradição judaica do Talmude afirma que Esdras escreveu o livro. Jaaziel (20. No entanto. 2Cr traça a historia dos reinados dos 20 governantes de Judá até ao cativeiro babilônico do Reino do Sul em 586 aC.A. Dependendo de como essas gerações são medidas (cerca de 25 anos). Judá. rei da Pérsia. se concentram quase que exclusivamente no Reino do Sul. 30 . a data para 1 e 2Cr pode ser situada entre 425 e 400 aC. Depois da divisão do reino.14). que dá licença à volta dos judeus para Judá. 2-7) bem como à riqueza e à sabedoria desse extraordinário rei (caps. conforme registradas em 1Rs 11. e discorre sobre a história do Reino do Norte. 10 a 36. muitos optaram por se referir a esse autor desconhecido simplesmente como “o cronista”.20) e como o “Espírito do SENHOR” (20.2º Crônicas Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 425 e 400 aC Autor 1 e 2 Cr eram originalmente um só livro. V aC. 19) descreve em linhas gerais o governo do rei Salomão.1. termina abruptamente e não faz menção das fraquezas de Salomão. Conteúdo No texto original hebraico.14). muitos vêem a presença do ES na dedicação do templo (5.20) para que falassem da parte de Deus.23) repetem-se como os versículos iniciais de Esdras (ver Ed 1. Não é uma continuação da história do povo de Deus. Esdras era tanto escriba como profeta e desempenhou um papel significativo na comunidade de exilados que retornou à cidade de Jerusalém.14) e Zacarias (24. Os persas substituíram o rei por um governador provincial. no entanto. Durante essa época. vocabulário e conteúdo similares. a sua situação era muito diferente da dos anos dourados de Davi e Salomão. A segunda seção do Livro é formada pelos caps.14 . 24. o mundo antigo estava sob o controle do poderoso Império Perda. É datado como 538 aC e dá a impressão de que Crônicas tenha sido composto pouco tempo depois.22. mas uma duplicação e um suplemento de 1 e 2Sm e 1 e 2Rs. O nome atual.22. Nessas referências. Além disso. Como a identidade do autor dessa obra não é explicitada em 1 nem em 2 Cr.13. Além dessas referências. da oitava geração do rei Jeoaquim (ver 1Cr 3. Israel. A narrativa dá bastante importância à construção do templo (caps. o nascimento de Anani pode ter acontecido entre 425 e 400 aC.1). A narrativa. até ao final do exílio ao redor de 538 aC. A primeira seção é constituída pelos primeiros 9 capítulos (caps. Tudo o que restou dos gloriosos reinados de Davi e Salomão foi a pequena província de Judá. O livro conclui com o decreto de Ciro libertando e permitindo a volta do povo p ara Judá (36. mas pode ser também uma indicação de que Crônicas e Esdras tenham sido em algum momento uma única obra. Foi dividido e recebeu um novo nome pelos tradutores do AT em grego (septuaginta ou LXX): “Coisas que Acontecem”.1-3). Apesar de que o povo de Deus tenha recebido licença pra voltar para Jerusalém e reconstruir o templo. Soma-se a isso o fato de que 1 e 2Cr tenham estido. os versículos finais de 2 cr (2Cr 36. O último evento registrado nos versículos finais de 2 Cr é o decreto de Ciro. Esdras é o candidato mais provável para a autoria de Crônicas. 1 e 2Cr formavam um só livro chamado de “Acontecimentos dos Dias”. Jeoaquim foi deportado pra a Babilônia em 597 aC. 8-9). No entanto. Data Embora seja difícil estabelecer a data exata para 1 e 2 Cr. o ES inspirou ativamente Azarias (15. Contexto Histórico O livro de 2Cr cobre o período que vai do começo do reinado de Salomão. Apesar de não podermos afirmar com certeza absoluta.

17-21 O decreto de Ciro para o retorno de Judá 36.1-32.14 Josafá 17.Esboço de 2º Crônicas I.16-24.1-35.27 Amazias 25.1-9 Acaz 28.33 Manassés 33.31 A ascensão de Salomão como rei 1.1-20 Acazias 22.27 Joacaz 36.1-20 Amon 33.9-10 Zedequias 36.11-16 III.1-27 Ezequias 29.1-22 Asa 14. Cativeiro e retorno de Judá 36.4-8 Joaquim 36.1-9.1-9 Atalia 22.1-17 A realização da construção do tempo 2.21-25 Josias 34. Os governos dos reis de Judá 10.15 Joás 23.1-20.1-9.1-23 Jotão 27.1-36.31 II.22 A riqueza de Salomão 8.1-16.23 Índice 31 .22.10-23.1-3 Jeoaquim 36.1-12.16 Abias 13.16 O reinado de Roboão 10.17-23 O cativeiro de Judá por Babilônia 36.1-28 Uzias 26. O período de governo do rei Salomão 1.1-7.37 Jeorão 21.

Data Os eventos de Esdras cobrem um período um pouco maior do que 80 anos e caem em dois segmentos distintos. para publicar um édito que dizia que todo judeu que assim desejasse poderia retornar pra Jerusalém a fim de reconstruir o templo e a cidade. deriva o seu título do personagem principal dos caps. Finalmente. Depois de mais de 60 anos de cativeiro babilônico. então. Esdras também é comissionado para apontar líderes em Jerusalém para supervisionar o povo. Deus desperta o coração do regente da Babilônia.Esdras Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 538 e 457 aC Autor O livro de Esdras. quando o povo se desviou das verdades da sua apalavra. Esdras encontra um Israel que tinha adotado muitas das práticas dos habitantes pagãos. Posteriormente. o novo templo é completado e dedicado em 515 aC. o povo se deixou influenciar pelos seus inimigos e desistiu temporariamente (4. o povo se tornou desobediente aos mandamentos de Deus. outro grupo de exilados volta para Jerusalém liderados por Esdras (caps. Embora bem menos esplêndido que o templo anterior. Como homem devoto. o rei Ciro da Pérsia. A construção do templo é iniciada. o que deve ter durado cerca de um ano. O primeiro (caps. Deus fielmente levantou Ageu e Zacarias para encorajar o povo a completar a obra. Fielmente. estabeleceu firmemente a Lei (o Pentateuco) como a base da fé (7. com um influente cidadão até à época de Neemias. Depois disso. e a obra é interrompida. dos mandamentos do SENHOR” (7. de forma que pudesse adora a Deus em seu próprio templo (6. com somas adicionais de dinheiro e valores para intensificar o culto no templo. que aparece seis vezes. depois de completada a obra. Deus fielmente enviou um sacerdote dedicado que habilidosamente instruiu o povo na verdade. Não é possível saber com absoluta certeza se foi o próprio Esdras quem compilou o livro ou se foi um editor desconhecido.16. Liderou o segundo dos três grupos que retornaram da Babilônia pra Jerusalém. Já em Jerusalém. Deus havia prometido através de Jeremias (25. Conteúdo Duas grandes mensagens emergem de Esdras: a fidelidade de Deus e a infidelidade do homem.2). e os exilados são enviados com despojos. Um grupo de fiéis responde e partiu em 538 aC sob a liderança de Zorobabel. A Bíblia hebraica reconhecia Esdras e Neemias como um só livro. No momento apropriado. O estímulo dos profetas trouxe resultados (5. Apesar do seu retorno e das promessas divinas. ao ponto do divórcio de suas esposas pagãs.1.15 . que chamam o povo para completar a obra. O Espírito Santo em Ação A obra do ES em Esdras pode ser vista claramente na ação providencial de Deus em cumprir as suas promessas. 7-10). O próprio Esdras era um sacerdote. incluindo itens que haviam sido saqueados do templo de Salomão (1. Aproximadamente 60 anos depois (458aC). Deus. cujo nome provavelmente signifique “ O Senhor tem ajudado”. provavelmente.10). um “escriba das palavras. Sacerdote dedicado.24). São enviados pelo rei persa Ataxerxes. 7-10.5-10). levanta os ministério proféticos de Ageu e Zacarias. viveu. mas a oposição dos habitantes não judeus desencoraja o povo. Contudo. ele chama Israel ao arrependimento e a uma renovada submissão à Lei. chamando-o à confissão de pecado e ao arrependimento dos seus caminhos perversos (caps.1-6) cobre um período de cerca de 23 anos e tem como tema o primeiro grupo que retorna do exílio sob Zorobabel e a reconstrução do templo. 32 .12) que o cativeiro babilônico teria duração limitada. Esdras assumiu o ministério de reformador espiritual.18). A opinião conservadora e geralmente aceita é de que Esdras tenha compilado ou escrito este livro juntamente com 1 e 2 Crônicas e Neemias. concedeu liderança (Zorobabel e Esdras). cumpriu fielmente a sua promessa e induziu o espírito do rei Ciro da Pérsia a publicar um édito para o retorno dos exilados (1. 9-10). a fidelidade de Deus triunfa em cada situação. desenvolve-se uma geração inteira cujas “iniqüidades se multiplicaram sobre as vossas cabeças” (9.1-4).11). Quando o povo desanimou por causa da zombaria dos inimigos. Isto é indicado pela frase “ a mão do Senhor”. como foi dito acima.A. A fidelidade de Deus é contrastada com a infidelidade do povo.6). o de Salomão.

1-12 Conclusão e dedicação do templo 6.5-11 Os nomes e a numeração dos primeiros que voltaram 2. 7.1-15 Os líderes de Israel concordam com a reforma 10.13-18 Celebração da Páscoa 6. 7.1-67 Ofertas voluntárias dos que retornaram 2. O processo de reconstrução do templo 3.1-10 Artaxerxes escreve uma carta de apoio a Esdras 7. tanto no sentido de obrar nele (“Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a Lei do Senhor”. A obra do ES é vista na vida pessoal de Esdras.1-17 Dario assegura a Tatenai que o projeto é legal 6. profeta e Zacarias.1-10.17-24 Tetenai tenta para a construção do templo 5..Foi pelo Espírito que “despertou o Senhor o espírito de Ciro” (1.21-36 IV. O retorno sob a liderança de Zorobabel 1. Artaxerxes ordena a interrupção da obra 4.19-22 III.1) e “tinha mudado o coração do rei da Assíria” (6.68-70 II.44 Esdras confessa as transgressões de Israel 9. como no sentido de atuar em seu favor (“o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira”. A reforma de Esdras 9.1-20 Retorno dos exilados para Jerusalém 8.1). Teria sido também pelo ES que “Ageu.1-7 Os alicerces são colocados em meio a choro e louvor 3.8-13 Os inimigos desencorajam o projeto do templo 4.1-44 Índice 33 .1 –6.22 A reconstrução do altar e o começo dos sacrifícios 3.10)..1-2.70 Ciro proclama o retorno de Israel 1.1-5 Bislão e seus companheiros se queixam a rei Artaxerxes 4.22).36 Esdras parte da Babilônia com outro grupo de exilados 7.6) Esboço de Esdras I.1-8. O retorno sob a liderança de Esdras 7. Profetizaram aos Judeus” (5.1-4 O povo se prepara para o retorno 1.11-28 Os nomes e a numeração do segundo grupo que retornou 8.6-16.

Era necessário para que Judá e Benjamim continuassem a existir como nação. Aqui se revela um homem que planeja sabiamente suas ações (“considerei comigo mesmo no meu coração”) e um homem cheio de ousadia (“contendi com os nobres”) 34 . Simeão. 60 anos mais tarde. Tiveram tanto sucesso. 1-7) fala sobre a construção do muro. sabe-se que a obra somente pode ter sido escrita algum tempo depois da volta de Neemias da Pérsia para Jerusalém. foi de 21 anos.17). Neemias e Malaquias trabalharam juntos para erradicar o mal que significava o culto a muitos deuses e atacaram o pecado da associação com o povo que havia sido forçada a recolonizar aquelas regiões pelos assírios cerca de 200 anos antes. Jerônimo. sem dúvida. 8-10) é dirigida ao povo que vivia dentro dos muros. que durante o período intertestamental o povo de Deus não voltou à idolatria. cujo nome aparece em 1. a morte de um monarca tão benigno provavelmente teria sido mencionada em Ne. desafiando o povo a mostrar a sua fé por meio das obras. A nossa primeira imagem de Neemias é quando ele aparece em seu papel de copeiro na corte de Artaxerxes. uma pequena cidade nas longínquas fronteiras do império. que serviu duas vezes como governador da Judéia. enquanto Neemias era o Tiago do AT. enquanto Neemias.1. desfrutava o luxo do palácio. A oração. a vivência diária da nossa fé em Deus. ao contrário. Esdras causou um despertar do fervor religioso e promoveu um ensino adequado sobre o culto no templo. o leigo. Maria e José. A história começa no livro de Esdras e se completa em Neemias. o jejum. as qualidade de liderança. 11-13). as habilidades organizacionais criativas. trabalha junto com Esdras. A segunda seção do Livro (caps.11-13). o seu coração estava em Jerusalém. Talvez a sua redação final tenha sido completada antes da morte de Artaxerxes I em 424 aC. O período de reconstrução do templo sob Zorobabel. Ainda que não tenhamos muita certeza.20).A. guiados por esse líder dinâmico. A aliança foi renovada. Talvez Malaquias tenha profetizado durante aquela época. o povo é restaurado à obediência da Palavra de Deus. Se foi assim. Mais importante ainda: ele deixa transparecer um espírito de sacrifício. Neemias usou a influência do seu cargo para apoiar a Esdras e exercer uma liderança espiritual. Neemias significa “Jeová consola”. cujo único interesse é resumido na sua repetida oração: “Lembra-te de mim pra bem.1-7. Para guiar esse povo. ó meu Deus!” Data Nas escrituras. os pastores e outros eram pessoas piedosas com que Deus iria se comunicar. o profeta. Esdras havia conduzido o povo a uma renovação espiritual. Os inimigos que moravam na cidade foram exposto e tratados com muita dureza. honrou Neemias ao dar o seu nome ao livro em que aparece como personagem principal. Conteúdo Neemias expressa o lado prático. Enquanto Neemias. inspirado pela pregação de Zacarias e Ageu. zombaria (2. Na última seção (caps. Como governador durante esse período. O período histórico coberto pelos livros de Esdras e Neemias é de cerca de 110 anos.16 . Neemias. Neemias veio pra construir os muros. o livro de Neemias formava uma unidade com Esdras. que reinou de 465 até 424 aC (2.1). Deus escolheu um home de coração reto e com uma visão clara dos temas em questão.Neemias Autor: Neemias Data: Cerca de 423 aC Autor O título atual do livro é derivado do seu personagem principal. 13 anos depois. que traduziu a Bíblia ao latim. Ana. Dessa maneira. Pelo conteúdo do livro. parece que Neemias contribuiu com parte do material contido no livro que leva o seu nome (caps.9)e ameaças de agressão física (4. Durante o período da construção dos muros. conspiração (3. os crentes comprometidos. colocou-o no lugar certo no momento certo.6). Um copeiro tinha uma posição de grande confiança como conselheiro do rei e a responsabilidade de proteger o rei de envenenamento. Retorna à Pérsia no trigésimo segundo ano de reinado de Artaxerxes (13. venceram a preguiça (4. a confiança nos planos de Deus e a rápida e decisiva resposta aos problemas qualificavam Neemias como um grande líder e como um grande homem de Deus. Muitos estudiosos consideram Esdras como o autor/compilador de Esdras -Neemias bem como de 1 e 2 Crônicas. a poderosa eloqüência. quando veio o Messias. A primeira seção do livro (caps. equipou-o com o seu Espírito e o enviou pra fazer proezas. deixa a Pérsia para realizar a sua primeira missão no vigésimo ano de Artaxerxes I da Pérsia. pessoas como Isabel e Zacarias.6) e volta novamente para Jerusalém “ao cabo de alguns dias”.

3-73 II. Esdras e Neemias trabalham juntos para estabelecer o povo 8.9-3.18 diz: “Então.4-31 Índice 35 .1-23 Rechaço contra a extorsão e usura pelo exemplo piedoso de Neemias 5.1-9 As muralhas são completadas apesar das intrigas maldosas 6. Eliú falou a verdade quando disse a Jó: “O Espírito de Deus na terra me fez” (Jó 33.26 Dedicação das muralhas e provisão para as finanças do templo 12.38– 10.O Espírito Santo em Ação Desde a criação. Neemias. Aqui aparece um padrão constante: é o Espírito de Deus que age para fazer de nos o que Deus quer que sejamos.27-13. incluindo reformas posteriores e uma oração final 13. é o Espírito Santo. certamente se tornou modelo da forma de atuar do ES e foi uma dos primeiros cumprimentos dessa memorável profecia.1-7.3 Segundo período de governo de Neemias. Neemias: do exílio à reconstrução das muralhas de Jerusalém 1. Sob o poder do ES. Esboço de Neemias I.1-7.1 –12. Ne 2.39 III. o ES tem sido o braço executivo de Deus na terra.3 Restabelecimento dos cidadãos de Jerusalém 7.1-2.1-12 Celebração da Festa dos Tabernáculos 8. seu modo de agir sobre a terra.” A mão de Deus.13-18 Confissão de pecado pessoal e coletivo 9.4).1 –12. cujo nome significa “Jeová conforta”.1-10.26 Censo de Jerusalém e vilas vizinhas 11.73 Autorização de Artaxerxes para reconstruir as muralhas 1.8 Planejando o trabalho.39 Lendo a Bíblia 8. Verdadeiro arrependimento produz justificação 11. lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável.32 Oposição e defesa 4. motivando e organizando os trabalhos 2. foi claramente um instrumento do ES.1-37 Compromisso de guardar a lei e manter o templo 9.

se torna primeiro ministro. Independentemente das conseqüências. deseja a aniquilação dos judeus.9-22 Ester é escolhida para ser rainha 2. (Rm 8.7). Acreditase que este rei tenha sido Xerxes I. tanto Ester quanto Mardoqueu temiam a Deus.17 . Mardoqueu recusou-se a prestar honras a Hamã. conduzindo-os ao amor mútuo e à lealdade (Rm 5. Finalmente.1-17. bela e órfã. que sucedeu Dario I.1-8 A rainha Vasti e deposta 1.26. O livro toma seu nome de uma mulher judia. líder dos judeus no Império Persa. 8. Ester e Mardoqueu foram as duas pessoas do povo menos indicadas pras desempenhar funções importantes na formação da nação. Naquela época. Esboço de Ester I.5) O ES também dirigiu e fortaleceu Ester para jejuar pelo seu povo e pedir que este fizesse o mesmo.9. em 485 aC. certo número de judeus ainda se encontrava na Babilônia sob o governo persa. especialmente na vida de Ester e Mardoqueu.A. No entanto. Em conseqüência.10).3-6) Como resultado. ela era prima órfã de Mardoqueu. a capital persa. sua ação produziu em Ester e Mardoqueu profunda humildade. conduziram a nação à liberdade.21-23. Ele era um judeu benjamita exilado. vestígios de Deus e seus caminhos transparecem em todo o livro. A festa de Purim é instituída para marca a libertação dos judeus. A história se desenrola num período de quatro anos. e Mardoqueu. foram honrados pelo rei e receberam autoridade. 7.1-14. então. A missão de Ester e Mardoqueu sempre foi salvar a vida que o inimigo planejava destruir (2. Mas o livro foi escrito por um judeu que conhecia os costumes e a linguagem dos persas. para. durante vinte anos. e governou 127 províncias. iniciando no terceiro ano do reinado de Xerxes. Conteúdo Ester é um estudo da sobrevivência do povo de Deus em meio à hostilidade. Hamã é enforcado. Um aspecto peculiar no Livro de Ester é que o nome de Deus não é mencionado. Data O livro de Ester é uma narração bem elaborada.27). embora tivesse liberdade para retornar a Jerusalém (Et 1-2) há mia de cinqüenta anos. Ele manipula o rei para que execute os judeus. Talvez Mardoqueu ou Esdras tenha sido o autor. pedir ao rei a salvação do povo e denunciar Hamã (5. que relata como o povo de Deus foi preservado da ruína durante o séc.10) e comprova a base espiritual do livro. V aC.Ester Autor: Desconhecido Data: Cerca de 465 aC Autor O nome do autor é desconhecido. o homem mais importante depois do rei.1-6. ele soube o tempo certo de Ester desvendar sua identidade judaica (2. privilégios e responsabilidades. Hamã.1-18 36 . Viveu em Susã. Da perspectiva humana.17 O rei Assuero mostra seu poder e celebra uma festa 1. O Espírito Santo em Ação Embora não se mencione diretamente o ES. que tornou-se rainha do rei persa Assuero. A maturidade espiritual de Ester se percebe na virtude dela saber esperar pelo momento que Deus julgou adequado. Ester arriscou sua vida por amor do seu povo quando foi ao rei sem ter sido convidada. Uma nova rainha é escolhida 1. 4.6-8. Ester é introduzida em cena e Deus faz uso dela para salvar seu povo.3-6). adotada por este (2. 7.1-2. 7. Mardoqueu também revela maturidade para aguardar que Deus lhe indicasse a ocasião correta e lhe orientasse. não a homens. desde a Índia até a Etiópia. Esta espera divinamente orientada provou se crucial (6.

1-15 Mardoqueu persuade Ester a intervir 4.19-21 Ester informa o rei 2. A Festa de Purim é estabelecida 9.14 Ester prepara um banquete 5.1-3 Índice 37 .7-10 VI.1-6.II.9-14 Hamã é forçado a honrar Mardoqueu 6.18-10.1-17 VII.1-10 Ester revela sua identidade e expõe Hamã 7.17 Ester leva seu pedido ao rei 8.1-6 Hamã e enforcado na forca preparada para Mardoqueu 7. Mardoqueu é exaltado 5.15-17 IV. É feito um plano contra os judeus 3.19-23 Mardoqueu descobre uma conspiração 2.1-8 Hamã planeja destruir Mardoqueu 5. Hamã é enforcado 7.22-23 III.17 Hamã planeja destruir os judeus 3.1-14 V.1 –9.3 Os judeus celebram o primeiro Purim 9.1-4.18-32 O rei eleva Mardoqueu 10. A vida do rei é salva 2.7-17 Os judeus derrotam seus inimigos 9.1-14 Ester solicita a ajuda de Mardoqueu 4. Os judeus são salvos 8.1-6 O rei emite um decreto a favor dos judeus 8.

presunção. concluindo que Jó está recebendo menos do que merece: “Pelo que sabe Deus exige de ti menos do que merece a tua iniqüidade” (11. descobrimos que algumas dessas opiniões eram incompletas.14 e Tg 5. isso significa que nenhuma pessoa tenha o direito ou autoridade de exigir uma explicação dele. Assumem erroneamente que o povo pode compreender os caminhos de Deus sem levar em conta o fato de que as bênçãos e a retribuição divina podem ir além da vida presente. Quando os quatro concluíram. Outros atribuem a um dos antigos sábios. isso não faz com que o texto seja menos inspirado. dizendo que a experiência prova que tanto o justo como o injusto sofrem. os costumes e o estilo de vida geral do livro de Jó são do período patriarcal (cerca de 20001800 aC). dizendo: “Porventura.6). obviamente pecou. da sua família e. Não se deve concluir que todas as objeções dos amigos de Jó representem tudo o que se pensava de Deus durante aquela época. o naamatita. um jovem. Satanás apresenta-se ao Senhor. Deus respondeu a Jó de dentro de um remoinho. irmão de Abraão. argumentando a partir da sua experiência. Alguns eruditos atribuem o livro a Moisés. “em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios” (2. este texto é obviamente o registro de uma tradição oral muito antiga.9). Talvez o próprio Salomão tenha sido seu autor. o suíta e Zofar. O argumento de Eliú pode ser resumido desta maneira: Deus é maior do que qualquer ser humano. então Jó deve ter pecado. e ambos desfrutam momentos de prosperidade. e esta é a razão pela qual ainda está sofrendo aflição. V ao II aC) Autor A autoria de Jó é incerta.A. confronta-se com Jó. Lamenta o seu estado deplorável e as sua tremendas perdas. Jó. A maior parte do livro é composta por três diálogos entre Jó e Zofar. Jó reafirma a sua inocência. Ele era um homem rico e levava um estilo de vida siminômade. X aC. privando-o de sua riqueza. e desafia a piedade de Jó. A sua ênfase está na atitude do sofredor. teme Jó a Deus debalde?” (1. Apesar dos estudiosos não concordarem quanto à época em que foi compilado. Argumentam que é possível avaliar o favor ou desfavor de Deus a alguém pela prosperidade ou adversidade material. “Se fores puro e reto. Vai mais longe e sugere que se Jó perdesse tudo o que possuía. Ao mesmo tempo. expressando a sua tristeza em relação a eles por acusarem-no em lugar de trazer-lhe consolo. Conhecia Deus pelo nome de “Shaddai” . cujos escrito podem se encontrados em Provérbios ou Eclesiastes. em vez de ficar pedindo explicação. Argumenta que o ser humano não consegue entender algumas coisas que Deus faz. logo despertará por ti” (8. é visitado por três amigos—Elifaz.10). Na sua resposta aos seu amigos.6). Os três homens chegam basicamente à mesma conclusão: o sofrimento é conseqüência direta do pecado. chamado Eliú. Data Os procedimentos. XV aC. Eliú sugere que Deus irá falar se ouvirmos. Evidentemente. Aqueles que atribuem o livro a Moisés. Mesmo assim.o Todo Poderoso. uma atitude de humildade levará Deus a intervir. finalmente. Também ele faz a inferência de que se os problemas vieram. então. A resposta de deus não é uma 38 . certamente. (Há 30 referências a Shaddai no Livro de Jó). sustentando sua autoridade na tradição. ou seja. antes nos dá um relato inspirado pelo ES dos incidentes como realmente aconteceram. pela metade do séc. Os quatro homens tentam responder a pergunta: “ Por que sofre Jó?” Elifaz. Acredita-se que era descendente de Naor. Zofar condena Jó por verbosidade. Deus dá licença a satanás para provar a fé que tinha Jó. O apelo de Eliú a Jó é: 1) ter fé verdadeira em Deus. declara que Jó sofre porque pecou. Bildade.11. acham que a história surgiu lá pelo séc. o temanita. Conteúdo A própria Escritura atesta que Jó foi uma pessoa real. sugere que jó é um hipócrita. Bildade. O Livro de Jó tem sido chamado de “poema dramático de uma história épica”. 2) Mudar a sua atitude para uma atitude de humildade. amaldiçoaria a Deus. Ele é citado em Ez 14. Jó demonstra a mesma atitude dos ímpios para com Deus. Ouros acham que surgiu lá pelo séc. que ficam impressionados pela deplorável condição de Jó que permanecem sentados com Jó durante sete dias sem dizer uma só palavra. seguidos pelo desafio de Eliú a Jó. e a iniqüidade é sempre punida. Na medida em que a revelação da natureza de Deus foi se fazendo conhecida através da história e das Escrituras. e pecaminosidade. Como Jó está sofrendo. Essa é a essência da sua mensagem: em vez de aprender com o seu sofrimento. junto com os filhos de Deus. Depois que os três amigos terminam.18 . Jó era um gentil.Jó Autor: Incerto (Moises ou Salomão) Data: Não especificada ( do séc. Os caps 1-2 são um prólogo que descreve o cenário da história. que prefere não responder suas acusações. da sua saúde. II aC. Argumenta que aqueles que pecam são punidos. A maior parte dos conservadores atribuem Jó ao período salomônico.

1 Clamor de desespero de Jó 3.15).1-5 Satanás desafia o caráter de Jó 1. de forma que pudesse buscar esses valores em Deus.34 V. Eliú declara que a sua própria existência dá testemunho do poder criador do Espírito.6-12 Satanás destrói as propriedades e os filhos de Jó 1.8.explicação dos sofrimentos de Jó. mas.34 Terceiro diálogo 22. através de uma série de perguntas. no momento em que acontece.13 Jó é consagrado e rico 1. 3) o propósito de Deus também era o de levar Jó a abrir mão da sua justiça própria. explicar alguns aspectos do sofrimento humano. Eliú desafia Jó 32.9.4). Diálogo entre Jó e os seus três amigos 3.22 Segundo diálogo 15. Dessa forma.1-37.11-13 I.1-21. Deus responde de um remoinho 38.1-6 VI. Esboço de Jó Introdução 1.1-8 Reação da esposa de Jó 2. e assim continua sendo.1-41. ele também é essencial à própria continuidade da raça humana. 2) Deus se envolve com a realidade do ser humano: Jó e o seu sofrimento são suficientes que Deus fale com ele. A resposta de Jó 42. Em 32. Deus procura tornar Jó mais humilde. conferindo –lhe significado e racionalidade. Quando relemos a fala de Deus através do remoinho.1-26.13-22 Satanás ataca a saúde de Jó 2. sustenta-o de forma constante pela abundante presença do seu Espírito. faz três declarações significativas sobre o papel do ES no relacionamento do povo com Deus.14 II. da sua defesa própria e sabedoria auto-suficiente. declara que o nível de compreensão de uma pessoa não está relacionada à sua idade ou etapa de vida. Como o Espírito de Deus dá vida e sabedoria ao homem. pois cuida do ser humano. A intenção de Eliú é deixar claro que Deus não é caprichoso nem egoísta. se tivesse que retirar o seu Espírito-que-dá-vida deste mundo.1-26 Primeiro diálogo 4.1-14.Discurso final de Jó aos seus amigos 27. Parte histórica final 42. O Espírito é o autor da sabedoria dando a cada um a capacidade de conhecer e tirar lições pessoais das coisas que acontecem na vida.7-17 Índice 39 . O Espírito Santo em Ação Eliú.14.24 IV. Se não fosse pela influência direta do Espírito. O Espírito de Deus é também a fonte da própria vida (33. Assim. o homem como nós o conhecemos não teria chegado a existir. mas é antes o resultado da operação do Espírito de Deus. o Espírito Santo no livro de Jó é o criador e mantenedor da vida. O Espírito de Deus é o Espírito da vida. tiramos três conclusões a respeito do sofrimento de Jó: 1) não aparece a intenção de se revelar a Jó a causa dos seus sofrimentos. certamente a história humana chegaria ao seu fim (34. Se Deus tivesse que desviar a sua atenção para outro lugar. Deus não podia.1-31.1-26. sem o risco de destruir o próprio objetivo que esse sofrimento é destinado a cumprir.40 III. provavelmente. em seu debate com Jó .10 A visita dos amigos de Jó 2.1-2. Assim foi na criação original do homem. conhecimento e sabedoria são bênçãos do Espírito aos homens.

5). O Livro II (Sl 4272) é uma coleção de cânticos por. O Livro III (Sl 73-89) é marcado por uma grande coleção de cânticos de Asafe. lamentações. Conteúdo O título hebraico deste livro.2. os compiladores antigos reuniram a maior parte dos maravilhosos cânticos de Davi. os quais tendem a adicionar ou a fortalecer um pensamento (19.8). o salmos 3. Ele inclui elegias. petições. de. a vida devocional e o sentimento religioso de cerca de mil anos da história de Israel.A. ou para os filhos de Corá. Cada cântico começa e termina com a exclamação hebraica de louvor. o governo de Ezequias (2Cr 29. a poesia e o cântico hebraicos são marcados pelo paralelismo.8. Títulos informativos são encontrados no começo de muitos dos salmos. Salomão. No livro I (Sl 1-41).21). Etã e Jedutum. No Livro V (Sl 107-150) registram-se vários cânticos de Davi. Os títulos gregos. quatro escritos permanecem anônimos. à melodia ou música apropriada. 54. Uma doxologia apropriada foi colocada pelos editores no final de cada livro. Davi e Salomão colaboraram também. Outros são antíteses. e durante a liderança de Esdras e Neemias (Ne 12. antífonas histporicas e tributos em acrósticos sobre temas nobres. meditações. significa “Livro de Louvores”. Embora a maioria dos salmos no Livro IV (Sl 90-106) não tenha os seus autores citados. ou que tipo de salmo é (por exemplo: meditação. Os estudiosos judeus os chamam de “salmos órfãos”. 52. 57. Às vezes. embora com diversas variações. o paralelismo envolve três linhas (1. quando contrastados com os recentes escritos do mar Morto.30).24). tenor. e “de”. 56. o Livro dos Salmos é subdividido em cinco livros menores. alguns séculos antes do advento de Cristo. 60 e 63 cobrem o período em que Davi reinou sobre Judá e Israel. Ou seja. nessa coleção. mostram que as imagens. como Moisés. 34. Asafe. O Livro dos Salmos foi editado em sua forma atual. apresentando a justificativa da primeira linha (31.Salmos Autor: Davi. Alguns poucos paralelismos são causais. A preposição hebraica usada em muitos títulos pode ser traduzida de três maneiras: “a”. Asafe. Em algumas coleções.3) ou mais linhas. ou rima de idéias. 40 . Esse processo de compilação ajuda a explicar a duplicação de alguns salmos.1). Outros títulos precedentes aos salmos referem-se aos instrumentos usados no acompanhamento. quatro (33. “para o uso de” e “pertecente a”.19 . Sepher Tehillim. em que a segunda linha expressa a negativa da linha precedente (20. Entretanto. A maioria dos paralelismo são dísticos que expressam pensamentos sinônimos em cada linha (36. Moisés. o Livro dos Salmos reflete o culto. 18. podem ter sido escritos em datas que vão desde o êxodo até a restauração depois do exílio babilônico. filhos de Coré e outros Data: entre 1000 e 300 aC Autor O Livro de Salmos é uma compilação de diversas coleções antigas de cânticos e poesias próprias para o uso tanto no culto congregacional quanto para a devoção particular. 51. o Saltério contém mais do que cânticos para o templo e hinos de louvor. Todos os títulos que descrevem a situação histórica do salmo tratam da vida de Davi. soprano. eles coletaram salmos de uma variedade de autores.5). A série de cânticos chamada de Hallel Egípcio (Sl 113-118) também está no Livro V. Mas as coleções menores parecem haver sido reunidas em períodos específicos da história de Israel: o reinado do rei Davi (1Cr 23. “Hallelujah!”. Assim.”para”. Os salmos 7. Em lugar de rima de sons. Cada livro é uma compilação de diversas coleções antigas de cânticos e poemas. baixo). Em sua forma final no cânon das Escrituras. instruções. Alguns dos significados destas anotações musicais e litúrgicas são hoje desconhecidas. Os texto Ugaríticos. a maioria dos cânticos são atribuídos a Davi. Os cânticos finais nesse livro (Sl 146-150) são conhecidos como o “Grande Hallel”. Psalmoi ou Psalterion. 59 e 142 referem-se aos eventos ocorridos durante o problemático relacionamento de Davi com Saul. orações pessoais e patrióticas. Asafe foi o chefe dos cantores do rei Davi (1Cr 16. Por exemplo 14 é similar ao 53. Data O salmos. Poesia Hebraica. oração). o estilo e o paralelismo de alguns salmos refletem um vocabulário e estilo cananeus muito antigos. Davi e Salomão. na época em que a Septuaginta Grega foi traduzida do hebraico. que parte do coral deve guiar (por exemplo. os filhos de Corá. Asafe.9). Em outras. Muitos são de fonte desconhecida. Também há dísticos construtivos ou sintéticos. considerados individualmente.4-7). “dedicado a”. Hemã. denotam um poema que deve ser acompanhado por um instrumento de cordas.

O Espírito Santo em Ação
O livro dos Salmos e os princípios de culto que eles refletem atendem à alma do homem e ao coração de Deus, pois são produto da obra do ES. Davi, o principal colaborador do livro dos Salmos, foi ungido pelo ES (1Sm 16.13). Essa unção não foi apenas pra o reinado, mas para o oficio de profeta (At 2.30); e as suas afirmações proféticas foram feitas pelo poder do ES (Lc 24.44; At 1.16). Na verdade, as letras desses cânticos foram compostas por inspiração do Espírito (2Sm 23.1,2), como também os planos de escolher maestros e corais com orquestras de acompanhamentos (1Cr 28.12,13). Portanto, os Salmos são únicos e imensamente diferente das obras de compositores seculares. Ambas podem refletir a profundidade da agonia experimenta pelo espírito humano atormentado, com toda a sua comoção, e expressar a alegria extasiante da alma libertada, mas apenas os Salmos chegam a um plano superior através da unção criativa do ES. Relatos específicos mostram que o ES opera criando vida (104.30); que acompanha fielmente os crentes (139.7); que guia e instrui (143.10); que sustém o penitente (51.11-12); e que interage com o rebelde (106.33).

Esboço de Salmos
I. Livro I 1.1-41.13
Cânticos introdutórios 1.1-2.12 Cânticos de Davi 3.1-41.12 Doxologia 41.13

II. Livro II 42.1-72.20
Cânticos dos filhos de Corá 42.1-49.20 Cânticos de Asafe 50.1-23 Cânticos de Davi 51.1-71.24 Cânticos de Salomão 72.1-17 Doxologia 72.18,19 Versículo de conclusão 72.20

III. Livro III 73.1-89.52
Cânticos de Asafe 73.1-83.18 Cânticos dos filhos de Corá 84.1-85.13 Cânticos de Davi 86.1-17 Cânticos dos filhos de Corá 87.1-88.18 Cânticos de Etã 89.1-51 Doxologia 89.52

IV. Livro IV 90.1-106.48
Cânticos de Moisés 90.1-17 Cânticos anônimos 91.1-92.15 Cânticos “O Senhor Reina” 93.1-100.5 Cânticos de Davi 101.1-8; 103.1-22 Cânticos anônimos 102.1-28; 104.1-106.47 Doxologia 106.48

V. Livro V 107.1-150.6
Cânticos de ação de graças 107.1-43 Cânticos de Davi 108.1-110.7 Hallel Egípcio 111.1-118.29 Cânticos Alfabético sobre a lei 119.1-176 Cânticos dos degraus 120.1-134.3 Cânticos anônimos 135.1-137.9 Cânticos de Davi 138.1-145.21

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Cânticos “Louvai ao Senhor” 146.1-149.9 Doxologia 150.1-6 Índice

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A.20 - Provérbios
Autor: Salomão, Agur e rei Lemuel Data: Cerca de 950 aC Autor
Salomão, rei de Israel, era filho de Davi e de Bate-Seba. Ele reinou por quarenta anos, de 970 a 930 aC, assumindo o trono quando tinha cerca de vinte anos de idade. Sem dúvida influenciado pelos Salmos escritos por seu pai, Salomão nos deixou mais livros do que qualquer outro escritor do AT, excetuando-se Moisés. Parece provável que Cantares de Salomão tenha sido escrito quando ele era um jovem romântico; Provérbios, quando estava mais maduro e no auge de seu poder; Eclesiastes, quando já estava mais idoso, mais inclinado a conclusões filosóficas— e talvez mais cínico. Se poder não se mostrava em campos de batalha, mas no domínio da mente: meditação, planejamento, negociação e organização. A reputação de Salomão para a sabedoria provém não apenas de seus resultados práticos, como no caso da disputa de um bebê (1Rs 3.16-27), mas também de declarações diretas das Escrituras. Em 1Rs 3.12 Deus diz: “Eis que te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti teu igual não houve, e depois de ti teu igual se não levantará.” Em 1Rs 4.31 ele é considerado “mais sábio do que todos os homens”, seguindo um citação de vários nomes de homens sábios para comparação. A respeito de Agur e do rei Lemuel (301; 31.1) nada se sabe, exceto que, pelos seus nomes, não são israelitas. A sabedoria é universal, não nacional.

Data
Uma vez que o Livro de Pv é uma compilação, sua composição estendeu-se por um longo período, com a obra principal datada de cerca de 950 aC. Os caps. 25-29 são identificados como transcritos pelos “homens de Ezequias”, o que situa a cópia em cerca de 720 aC, embora o material em si fosse de Salomão, talvez retirado de um documento separado encontrado no tempo de Ezequias.

Conteúdo
Sob a liderança de Salomão, Israel alcançou sua maior extensão geográfica e desfrutou da menor violência de todos o período monárquico. “Pacifico”, o significado de seu nome, descreve o reinado de Salomão. E paz, com sabedoria, trouxe prosperidade sem precedentes para a nação, o que se tornou motivo de respeito e admiração para o rainha de Sabá (1Rs 10.6-9) e pra outros governantes da época. Palavras sábias, como música ou outras formas de arte, tendiam a florescer em tal época, e então durar pelas gerações seguintes. O livro de Pv não é apenas uma coleção de provérbios, mas uma coleção de coleções. Seu pensamento ou tema unificador é: “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria” (9.10), aparecendo de outra maneira como: “O temor do SENHOR é o principio (ou parte principal) da ciência” (1.7). Dentre a diversidade de exemplos, algumas verdades se repetem: A sabedoria (a habilidade de julgar e agir conforme as orientações de Deus) é o mais valioso dos bens. A Sabedoria está disponível para qualquer um, mas o preço é alto. A Sabedoria tem sua origem em Deus, não na própria pessoa e vem por meio da atenção à instrução. A Sabedoria e a justiça andam juntas. É bom ser sábio, e é sábio ser bom. O homem mau sofre as conseqüências de seus atos maus. O ingênuo, o tolo, o preguiçoso, o ignorante, o orgulhoso, o libertino e o pecador nunca devem ser admirados. Muitos contrastes se repetem ao longo do livro. A antítese ajuda a clarear o sentido de muitas palavras-chaves. Entre várias ideias que são colocadas em contraste estão: Sabedoria em oposição a Loucura Justiça em oposição a Impiedade Bem em oposição ao Mal Vida em oposição a Morte Prosperidade em oposição a Pobreza Honra em oposição a Desonra Permanente em oposição a Transitório Verdade em oposição a Falsidade Ação em oposição a Preguiça

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o Antigo está revelado no Novo”. “O Novo está encoberto no Antigo. seu espírito tem destaque em toda parte. Foi dito a respeito do AT e do NT.1-29. Esboço de Provérbios I.20-33 Avisos de um pai. nunca implicando uma personalidade. o Espírito Santo no NT demonstra como a sabedoria do Livro (que vem apenas através da justiça) é colocada em prática. Provérbios de Salomão e palavras do sábio 10.Amigo em oposição a Inimigo Prudência em oposição a Precipitação Fidelidade em oposição a Adultério Paz em oposição a Violência Boa Vontade em oposição a Ira Deus em oposição ao Homem O Espírito Santo em Ação O ES não é mencionado diretamente no Livro de Pv. Avisos de um pai e advertências da Sabedoria 1. Em nosso época.1-29. No caso do Livro de Pv.10-31 Índice 44 . De fato.15-31 A insensatez do orgulho e da ira 30.1-33 A vida de moderação temente a Deus 30. parte dois 2. Mas a sabedoria se refere ao seu espírito (1. que é.1-18 IV.17-24.1-36 III. sem dúvida.27 Advertências da Sabedoria. é o Espírito que nos ajuda a garimpar as riquezas de Pv. Provérbios de Agur 30. Introdução 1.1-22.16 Palavras do sábio— primeira coleção 22.23).8-19 Advertências da Sabedoria. a palavra predominante traduzida por “espírito” no livro tem quase sempre o sentido de “atitude” ou “comportamento”. propósito e introdução 1. assim. parte dois 8.32.27 Provérbios de Salomão— primeira coleção 10. parte um 1.7 II. parte um 1. um ponto principal do livro é que a sabedoria sem Deus é impossível.1-9 Um poema acróstico sobre a esposa perfeita 31.1-31 Conselhos de uma mãe para um filho nobre 31.33 VI.8-8.27 V.22 Palavras do sábio— segunda coleção (pelos homens de Ezequias) 25. O caminho da Sabedoria em oposição ao caminho da Loucura 9. nesse sentido.1-14 As maravilhas da vida observadas sobre a terra 30.1-6 Tema ou lema 1.36 Avisos de um pai. mais do que Pv nos ajuda a entender o Espírito.1-7 Título. um tempo de ação especial do ES. o ES. Provérbio do rei Lemuel 31.1-7. No entanto.

16). que ele faz debaixo do sol?” Ou. que possa ser achado nesta vida (“debaixo do sol”).1-11). Tentando cada um dos caminhos propostos pela humanidade para alcançar o valor procurado.2). O tema é definido em 1. secular. e sua antítese. Mesmo sem contestar a existência de Deus.11-12. com questionamento dos valores absolutos. e o seu fracasso em descobrir algum valor absoluto. na riqueza. pode a verdadeira sabedoria ser encontrada por um ser humano à parte da revelação de Deus? A busca do Pregador é por algum tipo de valor (“vantagem) fixo.8). o Pregador introduz uma metodologia baseada na observação e na indução. E a resposta também não é encontrada no prazer. mas “acima do sol”. quando encontrada em outra literatura sapiencial da Bíblia (Jó. filho de Davi. traduzida do termo hebraico hebel (lit. em qualquer sentido humanista. à riqueza (2. que possa servir como base de uma vida adequada. a palavra “sabedoria”.1-14) a buscar o valor que tanto procura no mundo do porvir (não “debaixo do sol”. Salomão provavelmente recobrou a consciência antes de morrer. é usada nesse sentido quando se trata da interpretação israelita tradicional sobre a sabedoria (como em 7. imutável. A sabedoria. “Vaidade” é uma palavra –chave no livro.9. por assim dizer). permanente.A. Alusões à sabedoria de Salomão (1. lembrando que. a loucura. 12. que circunscrevem o livro ao antecipar e resumir as conclusões do autor. “valor”. não um pessimista. a fim de poder verificar esse sentido pessoalmente e transmiti-lo aos seus discípulos. “fôlego”). para o autor. em grandes realizações (2. Embora não mencionado em 1Rs. ou seja.8) como começou (1.21 .Eclesiastes Autor: Salomão Data: Cerca de 931 aC Autor e Data O nome Eclesiastes deriva do termo grego ekklesia (“assembléia”) e significa “aqueles que fala a uma assembléia”. Contexto O livro evidencia um período em que. que significa “aquele que convoca uma assembléia” recebendo muitas vezes a tradução de “Professor” ou “Pregador” em outras versões da Bíblia. numa nota de desespero? A constante investigação do Pregador por um sentido para toda a existência demonstra que ele é um otimista.12-18). o autor lida com a sabedoria enquanto o processo de puro pensamento. 5.3: “Que vantagem tem o homem de todo o seu trabalho. representa a maldade. Conteúdo O livro de Ec apresenta todos os indícios de ser um ensaio literário cuidadosamente composto que precisa ser compreendido em sua totalidade antes de poder ser entendido em parte.8). Eclesiastes e. particularmente para o sentido da vida.3)e a atividade de edificação estão espalhadas por todo o livro. 3. indicando assim aquilo que é mortal. fugazes e transitórios (“vaidade”). as soluções tradicionais pras as grandes questões da vida. escrito em sua velhice. O termo hebraico correspondente é qohelet. nesta vida (“debaixo do sol”). geralmente creditado a Salomão (cerca de 971 a 931 aC). Mesmo a relação de vida e morte é um tema subordinado no livro. a qual confere sentido à criação. no final. Deus nos julgará pelo modo como fizemos isso (11. não pode ser considerada como o yitron que o Pregador procura.16).7-10). A “sabedoria” de 1. às vezes. ele se acha forçado (pela observação de Deus pôs ordem no universo quando este foi criado. é sinônimo de virtude e piedade. rei em Jerusalém”. transitório e efêmero. arrependeu-se e voltou-se para Deus.2.18-20. Pv e certos Sl). Mas no capítulo de abertura (1.1-8. em um doutrina de compensação (2.18-26).12-18 está desprovida de valor verdadeiro.1-11. não têm valor permanente? A resposta introduz o tema secundário do livro: devemos desfrutar tanto a vida como também as coisas que Deus nos tem concedido (3. aos prazeres (2. aos servos (2. O tom pessimista que impregna o livro talvez seja um efeito do estado espiritual de Salomão na época (ver 1Rs 11). Embora não afirme isso 45 . Ao contrário.7-10). O termo hebraico traduzido pro “vantagem” é yitron (1. Qual deve ser nossa atitude diante do fato de que nem as realizações nem as coisas materiais são yitron.8). Ec 1. O Conteúdo do livro é definido por versos quase idênticos (1.12-17) ou no materialismo (2. 9.3) e também pode ser traduzido por “ganho”. perderam a sua relevância.1 parece ser uma referência a Salomão: “Palavra do pregador. Ao invés de responder estas questões com citações da Escritura. Mas retomando à busca principal do Pregador: será que essa busca está destinada a terminar (12. Mesmo a própria vida humana. o Pregador está determinado a procurar esse sentido através da sua própria experiência e observação. semelhante à filosofia frega. ele os acha evasivos (“aflição de espírito”). não significa que a sua busca seja um fracasso. No livro de Ec. 10.

na morte.1-9 l) Inutilidade do determinismo da natureza. At 2.13). 5. 7.Estabelecimento do Problema 1. 4.13-16 g) Inutilidade do fingimento numa religião formal.1-3 d) Inutilidade da inveja.Desenvolvimento do tema 3.1-10 b) A sabedoria e as suas aplicações.1 b) Resumos das investigações do Pregador 1. 6.7).12-17 d) O fracasso da materialismo. Os verdadeiros dons espirituais— manifestações genuínas de ações ou expressões miraculosas– acontecem em espírito de reverência pra a glória de Deus através de Cristo e para a edificação dos crentes.9.14).8. aconselhando uma manifestação ordenada.1-2 a) Identificação do Livro 1. trará a juízo tudo o que existe (11.4-6 e) Inutilidade de ser sozinho. 3.2-9 46 .8.6. 7. 2.4-11 III. Apesar disso.17-21) agiriam bem se prestassem atenção na sábia advertência do Pregador de que nem todo sonho é voz de Deus (5.5).1 .2832. a lógica que envolve toda a sua busca compele a encontrar o único verdadeiro yitron no temor (reverência) e na obediência a Deus (11.1-11 c) O fracasso da compensação: O sábio e o tolo encaram um fim comum 2. Com esta observação profunda o livro termina. Isso precisa acontecer.3-11 a) Estabelecimento do problema: Pode-se encontrar algum valor verdadeiro nesta vida? 1. Isso é afirmado no epílogo: o dever de toda a humanidade é a reverência a Deus e o cumprimento dos seus mandamentos (12.15-20 j) Inutilidade da futilidade de uma vida despojada. Paulo aparenta ter isso em mente ao falar sobre os dons de línguas e profecias em 1Co 14.Tentativas de solução para o problema 1.Prólogo 1.12-2.1-7 h) Inutilidade de sistemas de valores materialistas. 4. As pessoas que acreditam que Deus lhes fale através do ES em sonhos e visões (Jl 2.12 a) Inutilidade dos esforços humanos em mudar a ordem criada.12-18 b) O fracasso do hedonismo: O prazer não tem sentido em si mesmo.1 .1-15 b) Inutilidade de um fim igual a criaturas desiguais.10-12 V. 7. sozinha.especificamente.18-21). 3. seguida de um julgamento da assembléia sobre a declaração. é inútil.9. pois Deus. 6. 12. 8. Esboço de Eclesiastes: I. 5. bem e mal.8-14 i) Inutilidade de deixar para trás. 1.1 d) A sabedoria na corte do rei. 2.A sabedoria prática e os seus usos.7-12 f) Inutilidade de uma monarquia hereditária.18-26 IV. Da mesma forma.11-22 c) Observações sábias variadas.7-12. a ênfase do Pregador na reverência e na obediência a Deus é paralela à preocupação de Paulo com a edificação da igreja (1Co 14. 7-23 .16-22 c) Inutilidade de um vida oprimida 4.9 a) Provérbios moralizantes sobre vida e morte. 4. o livro antecipa alguns dos problemas enfrentados pelo apóstolo Paulo na implementação de dons espirituais em 1Co 12-14. O Espírito Santo em Ação Toda as referencias ao “espírito” em Ec são referentes à força vital que anima o ser humano ou o animal (ver 3.3). os produtos do trabalho 5. no fim.26 a) A refutação da razão pura: A sabedoria humana.3 b) Exposição do problema: Uma refutação das soluções humanísticas 1. mesmo que durante esta vida não haja justiça verdadeira .2 II.

12.7 .10 .7-10 b) O segundo resumo: alegoria da velhice e morte 12.1 .1-7 IX.9-14 Índice 47 .11. 12.8 b) Resumo das conclusões do pregador através de um discípulo.7 a) O primeiro resumo das conclusões 11.9.18 a) Inutilidade da compensação (novamente) 8. 11.13-18 VII.8-14 a) Resumo das conclusões do Pregador 12.VI.6 VIII.10 . 8.Mais sobre a sabedoria e seus usos 10.9.Epílogo: Confirmação da conclusão 12.12 b) Inutilidade da natureza instável do homem (novamente) 9.Um retorno ao tema.O único valor é temer a Deus e obedecê-Lo.

A. II. o patriarca cujo nome conota “um calcanhar”.13). Salomão tece um lugar singular na história da aliança (2Sm 7.42). Aqui. Ct emprega linguagem simbólica pra expressar verdades eternas. o termo “pisadas” é. um manipulador congênito. Baseado em Jesus Cristo. Salomão reinou em Israel de 970 a 930 aC. ela o detém e não o deixa partir (3. os melhores (7. Salomão encaixa-se perfeitamente como a benção personificada do amor da aliança.17. disse: “No mundo inteiro. na fragrância da respiração e do fruto da macieira (7.” O livro de Ct. É o seu marido que elogia sua beleza (6. Akida bem Joseph. ver Gn 32.30) de Gn 2.29. o ES é o poder de ligação e união do amor. Jesus referiu-se duas vezes à glória e sabedoria de Salomão (Mt 6. Isso deve ser entendido como um paralelo poético do amor conjugal e como bênçãos ao povo da aliança. “marcas de calcanhar”.14). E a procissão de um casamento real e a alegria recíproca do noivo e da noiva aparecem retratadas em 3. falta de amor.5. ver Gn 30. Um jogo de palavras sutil. literalmente.3-4. as realidades básicas das relações humanas. O glorioso reino de Salomão foi como uma restauração do jardim do Éden (1Rs 4. Ela executa a dança memorial de Maanaim (6. é como a sua fruta favorita. visto que ele aparece em Ct com toda a sua perfeição real (1. Ele nasceu segurando o calcanhar do seu irmão. ver Gn 32. linguagem figurada e o canto (At 2. em si.11-13. A sulamita ajuda e reescreve essa história. Embora Ct não forneça informações precisas sobre o contexto.2-4. A própria forma do livro como cântico e símbolo é adaptada especialmente ao Espírito.13).13.12.6). Bastante diferente de qualquer outro livro bíblico. Claras indicações são dadas na descoberta das bênçãos da aliança: “sai-te pelas pisadas das ovelhas” (1. 12. mas a glória do simbolismo salomônico é essencial em Cantares.29.18. um trabalho literário de arte e uma obra– prima teológica. A feliz unidade revelada em Ct é inconcebível à parte do ES. Ele merece consideração especial como arquétipo bíblico que apresenta. e o templo e o palácio que construiu personificam as verdades do tabernáculo e a conquista da Terra Prometida (1Rs 6.8). surpreendentemente.26).16) e. que simbolizam paz (Salomão) e amor (Jedidias).8). em cores vivas e repleto de sementes. no “soprar” do vento no jardim da sulamita (4. No séc. baseado no “sopro” divino do fôlego da vida (o ES. não há nada que se iguale ao dia em que o Cântico dos Cânticos foi entregue a Israel. As bênçãos da aliança que havia sido distorcidas são redimidas.6-5. ver Gn 30. Os mesmos acontecimentos também podem ser visto como retratos do amor conjugal. um suposto afrodisíaco) entraram nessa fraca estrutura. Quando encontra a quem ama.14).2). e pode ser uma alusão a Jacó.17. Dessa maneira. em semelhança ao Livro de Apocalipses. Quando as filhas vêem. 48 .10-16).7). ver Dt 33. Ardil. Foi forçado a viver fora de sua terra sob a ameaça de uma irmão irado. Ef 5. Seus dois nomes de nascimento. 4.1317).9). O Espírito Santo em Ação De acordo com Rm 5.Cantares Autor: Salomão Data: Entre 970 a 930 aC Autor e Data A autoria de Salomão é contestada. Mandrágoras perfumadas crescem nos campos dela (7.4). aplicam-se diretamente a Ct (2Sm 12. a romã. um dos maiores rabinos. “o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo ES”. Foi “desconjuntado” com ardil no âmago de seu ser. Ct contém descrições da mulher sulamita juntamente com uma exibição completa dos produtos de seu jardim.20-34).7 parece vir à tona em Ct.22 .1. Sl 104. a corrompida árvore familiar produz “frutos excelentes”. A função pastoril de Jacó e a sua constante luta pela bênção de Deus e do homem são citadas como a norma bíblica para o povo de Deus (Os 12. raiva e amor de aluguel (de mandrágora. ela detém o seu marido e não o deixa partir (3.19).24-25). em sua terra. 1Cr 22. pois ele mesmo faz uso de sonhos. 5. Como filho real de Davi.4-10). chama-na bem– aventurada ou feliz (6. de um modo novo.13). Linguagem e ideais similares também são encontrados na oração que Davi fez no templo por Salomão e pelo povo durante a entronização de Salomão (1Cr 29) Características e Conteúdo O livro de Ct é a melhor de todas as canções.4. Isso acontece em “antes que refresque o dia” (2.9. Na sulamita. ciúme. Os próprios nomes das Doze Tribos mostram a necessidade de uma nova história familiar.12. Retornou pra sua terra depois de 20 anos com uma instituição familiar defeituosa. como ilustrado por seu mancar em Maanaim (Gn 32).

6.1-4 A morena e agradável guarda de vinhas 1.13-14 Índice 49 .7 Lembrando o amor do rei de bom nome 1.6 Procurando amor nas pisadas do rebanho 1.8 IV. Últimas cenas com resumo de realizações 8.9 –8.11-12 Obtendo a herança 8.5.1 A queda da sulamita 5.1-2.13-7.5 Começando a busca 2.4 Conhecendo Salomão 5. A busca por unidade 5.9-6. A busca por mutualidade 3.1-7 Uma visão sobre a terra de cima do monte Hermom 4.6-5.1-6 A primeira súplica 2.Esboço de Cantares I.1-4 A segunda súplica 3.11-12 A dança memorial de Maanaim 6.8 Removendo as marcas da escravidão 1.5 Alcançando o amor autêntico 8. Cenas de abertura 1.8 Uma vida de união íntima num banquete no jardim 4.4 V.3 A quarta súplica 8. A busca por abertura 2.8-15 A alegria do amor no frescor do dia 2.8-3.9-5.2-7 A terceira súplica 5.9 O início do novo amor de iguais 7.5-14 Alcançando o objetivo principal 8.12-17 O espírito e a árvore 2.8-10 Obtendo uma vinha igual a de Salomão 8.9 –8.4-10 O nobre povo da sulamita 6.5 III.6-11 Conhecendo sulamita 4.7 II.8 A carruagem matrimonial real do amor da aliança 3.7.3 A glória triunfante da sulamita 6.17 A procura determinada pelo objetivo principal 3.9-11 A linguagem do amor 1.7 Alcançando ao maternidade e a paz 8.16.

2) referências à paisagem e as cores locais são uniformes. Jotão e Ezequias. governado por Jeroboão e outros seis reis de menor importância. sob Uzias. que o cativeiro e o julgamento eram inevitáveis para Judá. reis de Judá” (1. Emanuel. ele deve ter sobrevivido a Ezequias por alguns anos. Senaqueribe. o rico oprimia o pobre. que era um estudioso dos assuntos mundiais. Líder e Comandante. A visão e a profecia são reivindicadas quaro vezes por Isaías. Entretanto. Cristo é citado como o “Senhor. que foi em cerca de 740 aC (6. 53. o filho de Amoz.690 aC Autor O primeiro versículo deste livro coloca Isaías.37. Maravilhoso Conselheiro. A primeira parte do livro pode ter sido escrita nos primeiros anos de Isaías. Cordeiro de Deus. ele deve ter extraído muita coisa do Livro de Is. Para fazer isso. 50 . Pai da Eternidade. Muitos acreditam que a forma “serrados” em Hb 11. muitos dos sacerdotes e profetas tornaram-se bêbados que queriam agradar os homens (5. Seu nome também aparece doze vezes em 2Rs e quatro vezes em 2Cr. A tradição diz que Isaías foi martirizado durante o reinado de Manassés.17).16). O profeta.38). A Assíria. filho de Ezequias. Cristo Revelado Depois de sua ressurreição. Pastor. podia ver que o conflito era iminente. 53. Isaías entrou em seu ministério aproximadamente na época da fundação de Roma e dos primeiros Jogos Olímpicos dos gregos. porque dezessete capítulos contém referências proféticas a Cristo. As forças européia ainda não estavam preparada para grandes conquistas. Rei.4 (Mt 8.A.8-26).1 (Jo 12. Redentor e Ungido”. como o seu autor. e oca capítulos posteriores.12-14).7-12. Lugares secretos de culto pagãos eram tolerados. A Assíria conquistou Samaria em 721 aC.8). após a sua retirada da vida pública. as mulheres negligenciavam suas famílias na busca do prazer carnal. Servo do SENHOR.38. mas. A beleza de estilo superior na poesia hebraica nos últimos capítulos de Is pode ser explicada pela mudança de assunto. O Livro de Is é citado diretamente no NT vinte e uma vezes sendo atribuído em cada caso ao profeta Isaías. Ele é citado diretamente nove ou dez vezes por escritores do NT: 52. tinha sucumbido ao culto pagão. Judá.37 é uma referência à morte de Isaías. Israel. estava claro para Isaías que a aliança registrada por Moisés em Dt 30. Eleito.15 (Rm 15.25.27). Embora estivesse para vir mais uma avivamento a Judá sob o rei Josias (640-609 aC). assim como o era para Israel. Renovo do Senhor. Contexto Histórico Isaias profetizou no período mais crucial da história de Judá e Israel. Se Isaías começa profetizando em cerca de 750 aC. de julgamento e súplica para consolo e segurança. o seu ministério pode ter se sobreposto aos ministérios de Amós e Oséias em Israel. Nenhum texto em ambos os testamentos expõe de um modo tão completo o propósito da morte vicária de Cristo na cruz. bem como o de Miquéias em Judá. manteve uma conformidade exterior à ortodoxia. Jotão. particularmente.23 . 53. estava inclinada a conquistas ao sul e ao oeste. que morreu em cerca de 680 aC (37. Por Isaías mencionar a morte do rei da Assíria. O nome “Isaias” significa “O SENHOR é salvação”. é provável que ele tenha começado durante a ultima década do reinado de Uzias. gradualmente.1. Jesus caminhava com dois de seus discípulos e “explicava-lhes o que dele se achava em todas a Escrituras” (Lc 24. 22. Argumentos diversos favorecem a autoria única: 1) palavras– chave e frases-chave estão igualmente distribuídas através de todo o livro. Data O profeta coloca que ele profetizou durante os reinados de “Uzias. Acaz e Ezequias. Deus Forte. Rm 10. Alguns aceitam que o seu chamado para o ofício profético tenha sido feito no ano que o rei Uzias morreu. Pedra Angular. O Cap.11-20 havia sido tão inteiramente violada. mas diversas potências asiáticas estavam olhando para além de sua fronteiras. seu nome é mencionado mais doze vezes no livro. caiu num sério declínio moral e espiritual (3. Ambos os reinos do Norte e do Sul haviam experimentado cerca de meio século de poder e prosperidade crescentes. Príncipe da Paz.Isaías Autor: Isaias Data: Entre 700 .21). Raiz de Jessé.1).1823. 53 é o grande capítulo do AT que profetiza a obra expiatória do Messias.5 (Rm 4.

7-8 (At 8. O Senhor Jesus. que irá fazer cura.22).1-57.3-4).12 (Lc 22. Há três categorias gerais sob as quais a obra do ES pode ser descrita: A unção do Espírito sobre o Messias pra fortalece-lo.37). prometeu derramar seu Espírito sobre a Igreja. que teve seu ministério terreno realizado no poder e unção do ES.1-48. como Isaías havia profetizado. pra fortalecê-la para o ministério no cumprimento da Grande Comissão.1– 33. 53. Esboço de Isaías I. iluminação e justiça às nações (42.1-12. efeito ou influência do Espírito que não citam seu nome.6 Mensagem de Julgamento sobre as nações 13.13 Os infortúnios dos descrentes imorais em Israel 28. O procedimento de Deus com Ezequias 36. Profecia de consolo e paz (parte II) 40.1-12). 53 em adição às citações diretas.1-22 Deus censura Ezequias 39.32-33).1-35. Também existem muitos cumprimentos de detalhes no cap.22 O Servo do Senhor. O Espírito Santo em Ação O ES é mencionado especificamente quinze vezes. 53.30.24 A garantia de consolo e paz 40.1-6.1-24. 53.19) e para preservar Israel em relacionamento de concerto com o SENHOR (59.24 Resumo 34.1-66.1-3. como o Servo sofredor do Senhor. para seu domínio e governo como Rei no trono de Davi (11. libertação.1-8 III.24 Índice 51 .38 Deus cura Ezequias 38. Ef 4.1-9). Israel deve ser cuidadoso para não se rebelar e contristar o ES (63.16). Lc 4.1-27. para protegê-los de seus inimigos (59. O derramamento do Espírito sobre Israel para lhes dar triunfo em sua reabilitação conforme o padrão do Êxodo (44.24).8 Deus liberta Judá 36.1Pe 2.21). ver também 48.10. sem contar as referências ao poder.13 Mensagem concernentes ao Emanuel 7.21 A realização do consolo e da paz 58. como o Ungido (Messias) em seus dois adventos (61.10 II. Profecia de denúncia e convite ( parte I) 1. 53.1-5. louvor. Entretanto.9 (1Pe 2.30) A operação do ES na criação e na preservação da natureza (40.1-35.23 Mensagem de Julgamento.1-39.10 Mensagem de Julgamento e promessas 1.1-5). promessa 25.1-37. o Autor do consolo e da paz 49. 63.1-66.17-21).10 (1Co 15.

Jeconias e Zedequias. Entretanto. foi um profeta da cidade leveita de Anatote e talvez tenha sido descendente de Abiatar. Seu companheiro e amigo chegado era o seu escriba Baruque. Jeremias enfatizou a responsabilidade individual. filho de Aicão e Ebede-Meleque. mas “O SENHOR exalta” e “O Senhor lança” são possibilidades. da sua severa repreensão aos líderes e do desprezo pela idolatria. que é quase idêntico a 2Rs 24-25. Jeoaquim foi abertamente hostil a Jeremias e destruiu um rolo enviado a ele. A vida pessoal desse profeta é mais conhecida do que a de qualquer outro profeta do AT porque ele nos deixou muitas marcas de seus pensamentos.15-38. condenou os governantes. Ao que parece. e o seu ministério continuou até pouco tempo depois da queda de Jerusalém. Atacou também o povo por sua idolatria e proclamou um juízo severo a menos que o povo se arrependesse. Ezequiel foi um contemporâneo mais jovem. o último grande rei assírio. sob Neco. oráculos contra nações estrangeiras (25.1-3). A Assíria estava enfraquecendo. defendeu a rendição à Babilônia e escreveu aos que já estavam no exílio para que se estabelecessem e vivessem suas vidas normalmente. expresso pela obediência. Gedalias. que Jeremias ditou ao seu escriba Baruque (1. Os acontecimentos estavam mudando rapidamente o Oriente Próximo. O profeta Sofonias precedeu ligeiramente a Jeremias e Naum. são qualificados como amigos apenas Aicão. buscando às vezes os conselhos de Jeremias. estavam tentando sustentar sua autoridade sobre Judá. uma mensagem contrária à esperança do povo e que incluía um sugestão de rendição aos babilônios. Ainda assim. Jeoaquim e Zedequias) e um neto (Joaquim) sucederam-no no trono. uma coleção de oráculos contra Judá e Jerusalém. Em 609 aC. O seu chamado é datado de 626 aC. mas foi incapaz de permanecer calado. O povo tornara-se tão corrupto sob Manassés 52 . Foi estigmatizado por muitos como traidor por causa da sua pregação. provavelmente por Baruque (caps 26-45). outras vezes permitindo que os inimigos de Jeremias o maltratassem e o aprisionassem. Josias foi morto em Megido ao tentar impedir o Faraó Neco de ir contra o que restava da Assíria. Jeremias tinha em seu coração o melhor para o povo. Mas Deus também se interessava pelos indivíduos e seu relacionamento para com ele. As profecias do livro não estão em ordem cronológica. preocupações e frustrações. Isso de deve em parte por causa da mensagem de ruína proclamada por ele. cortando-o em algumas colunas e jogando-as no fogo. Como Ezequiel.Jeremias Autor: Jeremias Data: Entre 626—586 aC Autor Jeremias. um rei bom que adiou temporariamente o juízo de Deus prometido por causa do governo terrível de Manassés. Jeoaqui. Conhecendo as intenções de Deus. a qual incluía a destruição dos lugares altos pagãos em Judá e Samaria. os sacerdotes e os falsos profetas por levar o povo à perdição. sob o domínio de Nabopolasar. Habacuque e Obdias forma contemporâneos seus. Sabia que a nação seria destruída caso a aliança de Deus não fosse honrada. Apesar dessa mensagem de ruína. Zedequias foi um governante fraco e vacilante. A Babilônia. Jeremias era apenas um jovem quando foi chamado para carregar uma severa mensagem de ruína ao seu povo. a reforma teve um efeito pouco duradouro sobre o povo.18). Jeremias recebeu a ordem de não se casar ou ter filhos para ilustrar a sua mensagem: o julgamento era iminente. morreu em 627 aC. Três filhos de Josias (Joacaz. Tentou evitar essa tarefa.24 . Contexto Histórico Jeremias iniciou seu ministério no reinado de Josias. profeizando na Babilônia de 593 aC a 571 aC. o seu coração doía pelo povo. O significado do seu nome é incerto. Josias tinha iniciado uma reforma. filhos de Hilquias. em 586 aC. Conteúdo O livro consiste principalmente em uma breve introdução (1. pois abia que a salvação de Israel não esta desassociada da fé em Deus e de um relacionamento de aliança correto. e o Egito. Entretanto. Jeremias tinha um coração compassivo para com o seu povo e orou por ele mesmo quando o Senhor lhe disse que não fizesse isso. e Josias expandindo o seu território para o norte. Jeremias viu a insensatez da linha de ação política desses reis e alertou-os sobre os planos de Deus para Judá. e um apêndice histórico (cap 52).4-20. caps 46-51). Jeremias tinha poucos amigos além dele. acontecimentos sobre Jeremias escritos em terceira pessoa.A. e a próxima geração seria exterminada. Data Jeremias profetizou a Judá durante os reinados de Josias. mas nenhum deles deu atenção à advertência. Assurbanipal.

25 Eventos na vida de Jeremias 11.11.1-15.9).30 Sermão do templo e abusos no culto 7.21 Advertência e promessas 16.1-24. “achareis descanso para a vossa alma”(6. Jeremias quis parar de mencionar a Deus.1-32 Cerco e queda de Jerusalém 37.3 Assuntos diversos 8. também é o ES quem cumpre a promessa do novo concerto que irá colocar a lei de Deus na mente de seu povo e escrevê-la no seu coração. e sacerdotes fiéis serviriam ao povo. Hoje.1-35. que tendes ouvido e não ouvis” (5. puniria as nações que os havia punido e cumpriria a sua antiga aliança com Israel.1-43. Julgamentos e sofrimentos de Jeremias 36. mas perdoou. profetas e povo 21. E depois do castigo e arrependimento apropriados. Derrotado e levado ao exílio. Deus traria uma remanescente de volta a Judá.que Deus resolveu dar um fim à nação.13). O chamado de Jeremias 1. Os oráculos contra as nações estrangeiras ilustram a soberania de Deus sobre todo o mundo.1-8. Diversas passagens de Jeremias são aludidas por Jesus em seu ensino: “é.6).32 O livro de consolação 30. Apêndice histórico 34.1-13. pois. Mc 8. Mt 11.8-22 O exemplo dos recabitas 35.19).1-20. Jeremias retrata um estilo de vida similar ao de Cristo e. Mt 10. mas “isso foi no meu coração como fogo ardente.1-7 Revogada a libertação de escravos 34. O trono de Davi seria novamente estabelecido.1-45. Mt 21.18 A santificação do sábado 17.27 Seca e outras catástrofes 14.10 O exílio babilônico 25.1-40.16.19 Advertência a Zedequias 34. E ainda lhes daria uma nova aliança e escreveria a sua lei em seus corações. Deus assegurou a jeremias: “converterei as minhas palavras na tua boca em fogo” (5.18).1-19 IV.19 III.18 A fuga para o Egito 42. Todas as nações pertencem a ele e todas devem a ele por sua conduta.1-6. o povo iria refletir sobre o que lhe acontecera e por quê. pode ser considerado um tipo de Cristo no AT.1-29. por esta razão.1-33. e estou fatigado de sofrer e não posso” (20.6 Gedalias e o seu assassinato 40.1-35. Ele demonstrou grande compaixão pelo seu povo e chorou por ele. O Espírito Santo em Ação Um símbolo do ES é o fogo.7 53 . Cristo Revelado Através de sua ação e atitude. Jeremias é uma das personalidades mais parecidas com Cristo no AT.5 Jeoaquim e os rolos 36.1-17. chamaríamos a isso a obra do ES em Jeremias.6.1-9 II. “ovelhas perdidas forma o meu povo” (50. encerrado nos meus ossos.18 Oráculos contra leis. “que tendes olhos e não vedes. Sofreu muito nas mãos do povo.21.14). Em certo momento. que se chama pelo meu nome.19-27 Lições do oleiro 18. Além do trabalho normal de inspirar o profeta e revelar-lhe a mensagem de Deus.7-41.26 Primeiro oráculos 2.4-10. Coleção de discursos 2. Esboço de Jeremias I. esta casa. Davi e os levitas. um caverna de salteadores aos vossos olhos?” (7.

1-5 V.1-3 VI.34-39 Contra a Babilônia 50.7-22 Contra Damasco 49.31-34 Índice 54 .23-27 Contra Quedar e Hazor 49.1-28 Contra os filisteus 47.1-47 Contra os amonitas 49.1-3 Cerco e queda de Jerusalém 52.30 Oráculos para Baruque 45.28-33 Contra Helão 49. Oráculos contra nações estrangeiras 46.8-44.4-27 Sumário de três deportações 52.1-6 Contra Edom 49. Apêndice histórico 52.1-7 Contra Moabe 48.28-30 Libertação de Joaquim 52.Jeremias no Egito 43.64 Contra o Egito 46.1-51.1-34 O reinado de Zedequias 52.

Zedequias e os soldados procuraram fugir (2Rs 25. Ele também os ajudou a pensar a respeito da mão de Deus sobre eles em forma de castigo e ajudou para se submetessem penitentemente ao julgamento que eles mereceram até que isso tivesse passado (3. Aqui. 4. 3. Quando o rei Zedequias se rebelou contra os babilônios.3). Mas os poemas também descreve o ministério de Jeremias. 5.4).14. Ele foi devido à ira de Deus provocada por seus pecados (2. Enquanto ele estava sitiando a cidade. O cumprimento das promessas de bênção podiam sempre pular algumas gerações de israelitas que eram desobedientes. Eles sabiam que o seu sofrimento não havia v indo sobre eles por acaso. também. e é assim que chegamos ao títulos que usamos. queimou o templo e levou a todos. que conduzia à derrota e ao cativeiro (ver 2. exceto o 4. Tudo que tinha significado para esse povo havia sido destruído. nos primeiros dois capítulos e meio. Existe muitas semelhanças entre os textos de Lm e Jeremias.24 . todos relacionados com o conceito de sofrimento: O sofrimento deles era o resultado dos seus pecados.16). mandado novamente como profeta para falar a respeito das circunstância modificadas do povo de Deus. Nabucodonosor atacou Jerusalém (2Rs 24.13. isso era obviamente aceiro. Alguns também de referiam ao livro como qinot ou “lamentações”. e eles tinham de sentir isso de modo pessoal. O autor não é mencionado.A.5. aos quais o povo de Judá ficou sujeito. Os poemas deste livro parecem ter sido compostos durante e após o tempo no qual tudo isso estava acontecendo.Lamentações Autor: Jeremias Data: 587 aC Autor Como era o costumes. Como tal. dos seus propósitos e do relacionamento de Deus com seu povo. A oração deve ser sempre feita buscando algum fio de esperança. capitão da guarda de Nabucodonosor.28-33) Somente após uma completa humilhação é que o povo estaria em condições de pensar sobre uma restauração. os judeus usavam a primeira palavra do livro como seu título.1. Deus tinha feito um concerto de bênçãos com eles. Até mesmo os babilônios reconheceram o fato (Jr 40. A oração nunca deve ser derrotada pela aflição. Ele estava lidando com a situação espiritual deles. Esses poemas se tornam especialmente penetrantes quando contratam as antigas bênçãos e forças de Judá com o caos e o sofrimento que seus pecados haviam levado sobre si. Mas eles logo foram levados cativos. termina com uma oração. mágoa e frustração. 4.21.1 Is 1. uma nova compreensão parece surgir em 3. lágrimas e oração devem andar juntos. O profeta está constantemente consciente de Deus. compaixão e fidelidade de Deus. Esse forte tema é visto em cada capítulo ( como em 1. Contexto Histórico O povo de Judá foi capaz de pensar que eles eram a única raça escolhida por Deus. para o exílio (2Rs 25. Nubuzaradã. Ele ajudou o povo a dar a expressão necessária para as suas aflições e também deu conforto para ele. e isso originalmente ficou conhecido como “ekah. No tempo em que foram escritos. O sofrimento deles poderia conduzi-los a Deus.17). Cada capítulo. Após detalhadas descrições de sofrimento e aflição. Eles foram encorajados a abrir seu coração a Deus. Os Livros de 2Rs e 2Cr descrevem o declínio moral do Reino de Judá (apesar das advertências proféticas). “como!” Essa palavra era comumente usada para significar “Ai!” compara com seu uso em 2. Temas As lamentações caracterizam seis temas principais. Isso era uma prova de que uma manifestação da disciplina de Deus não significava que o seu amor 55 . destruiu a mairo parte de Jerusalém.20). Sofrimento. fala acerca da esperança e. eles sentiram que poderiam sempre experimentar boas coisas. Quanto eles romperam o muro. Uma descarada desobediência poderia significar que os bons aspectos das bênçãos poderiam ser substituídos por um castigo. mas isto tudo era condicional. chorar diante dele e contar a ela todos dos detalhes de sua dor. O sofrimento deles era visto como se causado por Deus e não por seres humanos.1). O povo escolhido e protegido tinha perdido tudo e estava numa situação de desesperança. 2. da misericórdia. o povo que estava dentro da cidade estava faminto.21-24.812). Aqui não há indicação de que o sofrimento seja resultado de um total abandono de Deus ou de uma erradicação dos seus princípios da mente deles. mas tradições que vêm de muito antes de Cristo sustentam que Jeremias o tenha escrito. exceto as pessoas mais pobres.42.

1-22 A derrota. freqüentemente. o pecado e a oração de Jerusalém 1. desesperança e exortação à oração 2. sofrimento e pecado de Jerusalém 1.40-47 O profeta e o povo confiam em Deus pra vindicação no fim 3.10). as circunstâncias mudariam (3. O arrependimento é também uma manifestação da obra do ES entre o povo de Deus (3. O Espírito Santo em Ação A aflição divina sobre os pecados de Israel (2. a submissão e a oração do povo 3.1-22 Uma lembrança de seu estado lamentável 5. entristecido pelo nosso comportamento (Is 63.22 V.20-22 III. com a consciência de que isto iria terminar quando a vontade de Deus tivesse sido cumprida (3.21.1-11 A desobediência e seus resultados 4.1-10 O sofrimento do profeta. O futuro continha um vindicação de Israel sobre seus inimigos (3.1-11 Falando ao mundo descuidado sobre seu castigo 1. As sua aflições tinha de ser aceitas com paciência.havia cessado.26. humilhação.1-66 A severidade do castigo conduz a pensamentos de misericórdia 3.1-22 A devastação do povo e de seus líderes 4.35-39 O arrependimento deles chega tarde demais 3. O quarto poema: devastação. O terceiro poema: a severidade e misericórdia de Deus.15-18 O apelo final desesperado 5. Jo 16. O quinto poema: uma oração registrando o sofrimento e apelos finais de Jerusalém 5. A responsabilidade deles era de submeter pacientemente aos seus sofrimentos. Quando a disciplina tivesse atingido seu propósito.19-22 Índice 56 .48-66 IV. O segundo poema: a destruição mandada por Deus e a reação do profeta 2.12-19 Uma oração por ajuda em grande aflição 1.20-22 II.34-36).1-24 Submissão e humildade trazem misericórdia 3. Deus pode ter usado a Babilônia.12-20 Edom será castigado e Israel será ajudado 4.11-19 A oração angustiada de Judá 2. O primeiro poema: a miséria.11-14 Todo o orgulho e a alegria se foram 5. mas isso não significava que os babilônios eram seus eleitos ou que ele era a favor de seus métodos cruéis (3.32).40-42.26-32).1-22 Como o próprio Deus destruiu Israel 2.31.1-10 Ninguém está isento do sofrimento 5.1-6) no lembra que o ES é. o resultado da desobediência 4.7-11) Esboço de Lamentações I.32).

inspirado pelo ES.. O divino Espírito os estimularia a uma nova vida. que se tornaram importantes durante as reformas de Josias (621 aC). Partes foram também. o sacerdote” (1. Dois temas teológicos agem como um equilíbrio no pensamento do profeta. filho de Buzi. provavelmente.1. em 587 aC (24.573 aC Autor O autor. O Espírito Santo em Ação Quer a revelação profética seja apresentada simbolicamente em visões. 37. A mensagem de Ez foi endereçada ao resto dos pervertidos de Judá exilados na Babilônia.4: “a alma que pecar. a visão do vale dos ossos secos: “Veio sobre mim a mão do Senhor. situada no canal do rio Quebar. Ele era.Ezequiel Autor: Ezequiel Data: Entre 593 .5. Embora essa identificação tenho sido questionada. Exilado por ocasião do segundo cerco de Jerusalém.1) A visão subseqüente relata o renascimento espiritual do restante do ovo que estava. ações de parábolas ou em fala humana.A.24). Ele foi treinado para o sacerdócio durante o reinado de Joaquim. por volta de sua iminente e completa destruição.21.” Talvez a situação melhor conhecida da atividade do Espírito esteja no cap. Na doutrina do homem em Ez. A responsabilidade coletiva não mais resguarda o indivíduo. Cada um é responsável pelo seu pecado individual (18. Em 11. suas visões e a freqüência com a qual a palavra do Senhor vinha até ele fornecem uma conexão entre os profetas extáticos mais antigos e os profetas e escritores clássicos. no exílio. O oráculo que segue é. o profeta afirma autobiograficamente que o Espírito do Senhor “caiu” sobre ele e lhe “disse”. Conteúdo A personalidade de Ezequiel reflete uma força mística.1. aparentemente escritas após a destruição de Jerusalém.17) é. desse modo. e o Senhor me levou em Espírito. foi deportado para a Babilônia (1. para os do cativeiro. um membro da família sacerdotal dos zadoqueus. Várias dessas referências merecem uma tenção em especial. O arrependimento do remanescente fiel entre os exilados resultaria na recriação de Israel a partir dos ossos secos (37. A proximidade de seu contato com o Espírito.”(v. a Palavra de Deus nas palavras de Ezequiel.11-14). o Espírito me levantou e me levou em visão à Caldéia. É identificado como “Ezequeil.1). Data O chamado de Ezequiel veio a ele em 593 aC. Ez reivindica por eles o poder e a autoridade do ES. Por outro lado. 33. Além disso. cujo nome significa “Deus fortalece”. A responsabilidade moral do indivíduo é um tema de primeira importância em sua mensagem. ele colocou a ênfase no dever pessoal (18. Foi o peso do pecado acumulado de cada indivíduo que contribui para o rompimento do concerto de Deus com Israel. mas também 57 . A ele adequadamente pertence o título de “carismático”. incluído a partida da presença de Deus.3). Um aspecto final da ação do Espírito na vida do profeta é achado em 36. até então.. 571 aC. O livro está facilmente dividido em três seções: o julgamento de Judá (4-24). 40. ele enfatizou a graça divina no renascimento da nação. Suas experiências espirituais também anteciparam a atividade do ES no NT.15-17). perto de Nipur (1. A última data dada por oráculo (29. há inúmeras referências ao Espírito de Deus no livro. essa morrerá”). especialmente no Evangelho de João.24) apresenta o Espírito como ativo em uma visão: “Depois. Ez antecipava a doutrina do NT do ES. sinais. Seu ministério coincidiu brevemente ao de Jeremias.1) em 597 aC e estabeleceu-se em Tel– Abibe.26: “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo.” Não é somente um ato externo do Espírito o “cair sobre” alguém. O mesmo (11. A morte de sua esposa ocorreu ao mesmo tempo da destruição de Jerusalém. o quinto ano do reinado de Joaquim. e cada qual leva uma porção da culpa pelo julgamento que resultou no exílio. Cada um deve aceitar uma responsabilidade pessoal pela desgraça da nação. fazendo de seu ministério cerca de vinte anos de duração. parece não haver razão válida para se duvidar disso. e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos.26 . Por essa ênfase no ES na regeneração. provavelmente. Alguém pode quase que caracterizar o Livro de Ez como “os Atos do ES” no AT. o julgamento das nações pagãs ( 25-32) e as futuras bênçãos pelo concerto de Deus com o povo (33-48).

1-3.27 III.27 Oráculos de julgamento 3. Esboço de Ezequiel I.22-24.19 Contra Sidom 28.22-7. tal como Ezequiel inigualavelmente experimentou quando o Espírito “entrou” nele (2.2).1-11. Profecias de restauração 33.29 Restauração do templo 40. o qual seria dado pelo Espírito.1-15 Restauração de Israel 36.20-26 Contra Egito 29.32 Contra Amom 25.1-33 Deus como Pastor 34.1-3. O início da visão e chamada de Ezequiel 1.1-24.21 Visões introdutórias 1.25 O exílio e cativeiro de Judá 12.1-46.35 Índice 58 .27 Visões de idolatria no templo 8.1-32.1-48.24 Restauração da terra 47.12-14 Contra a Filistia 25.1-48.1-37.1-32. Oráculos da ruína contra nações estrangeiras 25.32 IV.a profetizada experiência subjetiva da presença do Espírito dentro.1-7 Contra Moabe 25.1-31 Julgamento contra Edom 35.28 Julgamento contra Gogue 38. Ezequiel antecipou a experiência do concerto do “novo nascimento”. Profecias e visões sobre a destruição de Jerusalém 3.1-28 O encargo dos profetas 2.21 II.1-39.1-28.15-17 Contra Tiro 26.8-11 Contra Edom 25.35 Ezequiel como vigia 33.

Devido ao caráter excepcional de Daniel.4). os testes decisivos do caráter de Daniel e o desenvolvimento de suas habilidades de interpretação profética (2-7) e a série de visões de Daniel sobre reinos e acontecimentos futuros (8-12). onde viveu mais de sessentas anos. Misael e Azarias. Data Embora o cerco e a deportação de cativos para a Babilônia tenha durado vários anos. Nesta parte final. e quatro reis: Nabucodonosor (2. Os três permaneceram fiéis ao seu Deus. Cristo Revelado A primeira vez que se vê Cristo é na figura do “quarto” (homem) ao lado de Sadraque. mantém sob seu controle o destino de todas as nações. Possivelmente fosse de uma família de classe alta de Jerusalém. os habilitados e os instruídos foram retirados de Jerusalém logo no início da guerra (2Rs 24.24). entre 605 a 582 aC. quatro jovens hebreus forma selecionados para o programa de treinamento (1.1-28) e Ciro (10. o único Deus. Babilônia e Medo– Persa. agora. os tesouros do palácio de Salomão e do templo também levados. Daniel se compõe de três partes principais: Introdução à pessoa de Daniel (1). Isaias e Ezequias (Is 39. Para governar um reino tão diversificado numa área de tamanha extensão. Por causa de sua sabedoria. Dario (6. Esse enfoque também vê as profecias que ainda estão por se cumprir girando em torno de dois eixos principais: 1) o destino futuro da cidade de Jerusalém.1-11. Daniel sobrepujou a todos os homens sábios daquele vasto império (6.37). Esse enfoque na interpretação encontra em Dn as chaves que ajudam a desvendar os mistérios de assuntos como o Anticristo. Daniel serviu como estagiário na corte de Nabucodonosor. a grande tribulação. no ano de 605 aC. A importância de Daniel como profeta foi confirmada por Jesus em Mt 24.14). Daniel se torna um companheiro de estudo necessário do Livro de Apocalipse. 59 . judeus nacionais (9. Sua profecia abrange o espaço de tempo de sua vida. Os escritos de Daniel cobrem o governo de dois reinos.1).27).25). para a Babilônia. 25) e muitas das revelações dadas ao apóstolo Paulo encontram harmonia e coesão em Dn (ver Rm 11. necessitava-se de uma burocracia administrativa especial. as ressurreições futuras e juízos.1-3).15.Daniel Autor: Daniel Data: Final do séc. 2Ts 2). Da mesma forma. enquanto adolescente. estes jovens foram contemplados com funções relevantes no palácio do rei. Mais tarde. como também Apocalipse. a segunda vinda de Cristo.11-4. Belsazar (5. Inicialmente. Deus permanece fiel a eles no fogo do julgamento e livra-os.A. Mesaque e Abede-Nego na fornalha de fogo (3. Os babilônios haviam subjugado todas as províncias governadas pela Assíria e haviam consolidado o seu império numa área que abrangia grande parte do Oriente Médio. Hananias. Conteúdo O propósito é mostrar que o Deus de Israel. VI AC Autor Daniel foi deportado. Daniel se apresenta como livro profético básico para a compreensão de muitas coisas da Bíblia.1-31). os Tempos dos Gentios. inclusive do “cheiro de fogo” (3. Embora a interpretação de Daniel. Os comentários de Jesus no Sermão do Monte das Oliveiras (Mt 24. A data do cativeiro de Daniel costumeiramente aceita é de 605 aC. os homens fortes e corajosos. O nome Daniel significa “Deus é meu juiz” Sua inabalável consagração a Jeová e sua lealdade ao povo de Deus comprovaram fortemente essa verdade na vida de Daniel. para muitos o enfoque da dispensação tornou-se bastante aceito. Muitos aspectos de profecias relacionadas com os tempos do fim dependem da compreensão deste livro. tornou-se conselheiro de reis estrangeiros. conhecimento e boa aparência. Contexto Histórico Juntamente com milhares de cativos de Judá levados para o exílio na Babilônia. seja feita de maneira bastante diversificada. 2) o destino futuro do povo de Daniel.27 .7) haviam profetizado a deportação para a Babilônia dos descendentes da família real. Escravos instruídos ou habilitados que as circunstâncias requeriam tornaram-se a mão de obra do governo.

1-21 O exílio de Judá 1.34-37 V. A libertação da fornalha de fogo 3. As convicções religiosas de Deus 1.13).1-28 Complô contra Daniel 6.1-28 O sonho da Daniel sobre os quatro animais 7.1316.1-49 O sonho esquecido 2. A festa blasfema de Belsazar 5. O segundo sonho de Nabucodonosor 4.10-31 VI. onde a descrição de Jesus é bastante idêntica à de João em Ap 1. A habilidade de Daniel e dos outros hebreus de interpretarem sonhos se devia ao poder do ES.1-30 Convocação para adorar a estátua de ouro 3. Ele descreve “que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do Homem”.15-28 VIII. mas ele está nitidamente em ação.15-27 60 . As profecias. se acha em 10.10-17 Daniel é liberado 6.3-21 II.46-49 III.19-27 O cumprimento do sonho 4.1-37 A Interpretação da Daniel 4. A segunda visão de Daniel 8. O Espírito Santo em Ação O Espírito Santo nunca anuncia sua presença em Daniel.18-28 VII.1-14 A interpretação de Gabriel 8.8-18 Os três hebreus são miraculosamente protegidos 3. O primeiro sonho de Nabucodonosor 2.1-28 A revelação e a interpretação de Daniel 2.1-9 A interpretação de Daniel da escritura 5.29-45 Daniel é honrado através de promoção 2. referindo-se à segunda vinda de Cristo.Outra referência a Cristo se encontra na visão da noite de Daniel (7. tanto as que se aplicavam ao local quanto ao futuro.1-27 O sonho de Daniel sobre um carneiro. um bode e sobre os chifres 8.1-7 A recusa dos três hebreus de se prostrarem perante a estátua 3.28-33 A oração e restauração de Nabucodonosor 4.19-25 O rei confessa o Deus verdadeiro 3. indicam discernimento sobrenatural dado a Daniel pelo ES. Outra visão de Cristo.1-9 Daniel é lançado na cova dos leões 6.1-37 O sonho de Nabucodonosor 4.1-2 A decisão de Daniel de manter-se separado 1.5-6. Daniel na cova dos leões 6.1-31 A escrita manual na parede 5. A primeira visão de Daniel 7.1-14 A Interpretação de Daniel 7. Esboço de Daniel I.26-30 IV.

1-17 A oração de Daniel 9.1-19 A Visão da Daniel 9.13 A visão de Daniel de um ser glorioso 10.1-13 Índice 61 .2-45 O tempo da tribulação 12.1-12.1-9 A visita de um anjo 10.IX. A profecia das setentas semana 9.10-21 Guerra entre reis do Norte e do Sul 11.20-27 X. A visão final de Daniel 10.

Cristo Revelado Os escritores do NT descrevem Oséias como o responsável por ensinar a vida e o ministério de Cristo. mas um cuidado genuíno e preocupação com mas pessoas (6. 11. Sua sensibilidade em relação à condição do pecado de seus compatriotas e sua sensibilidades em relação ao coração amoroso de Deus o fizeram apto pra realizar esse difícil ministério. O problema era como levar a mensagem de um Deus de amor a um povo que não estava inclinado a dar ouvidos e.mercou Efraim amores”.6. Quando questionado acerca da sua permanência no lar dos pecadores e cobradores de impostos.. de um Deus que queria falar com eles e da maneira singular que Deus escolher para demonstrar seu amor a seu povo.. um desastre vindo por baixo estava se aproximando. A Pedro.1. abundância e prosperidade.9). que o amor era uma busca de uma autogratificação (“Irei atrás de meus namorados. O povo desse príodo regozijava-se na paz. foi guiado com uma meiga disciplina (“cordas de amor”.Oséias Autor: Oséias Data: Cerca de 750 aC Autor Oséias cujo nome significa “salvação” ou “libertação”. Embora as pessoas continuasse uma forma de adoração. 8.55).13). Oséias descreve as condições sociais características de seu tempo: líderes corruptos. mas a anarquia estava preparando-se e ela traria o colapso político da nação em alguns curtos anos. quando os fariseus acusam os discípulos de Jesus de violar o sábado. foi escolhido por Deus pra levar sua mensagem a seu povo através do seu casamento com uma mulher que seria infiel a ele.3). Oséias se casaria com uma mulher impura (“mulher de prostituições”. ódio entre classes e pobreza. provavelmente. A solução de Deus era deixar o profeta ser seu próprio sermão.1). O povo pensava que o amor poderia ser comprado (“.4) e que persistiu. Acaz e Ezequias).28 .10).” 2. 3.2). 1Co 15. 1. Apesar das trevas desse tempo. E. e iria atrás dela.20. a amaria inteiramente. vida familiar instável. uma profecia cumprida quando Jesus.. que me dão.5) e que amando objetos sem calor. Jesus cita Oséias para mostrar que Deus não deseja apenas palavras vazias ou rituais desumanos. 1Pe 2. a idolatria era mais e mais aceita. Se tornaram abomináveis como aquilo que amaram”. apesar de o povo correr e da resistência dele (“Como te deixaria?”.15). não entender. e dela teria filhos (1.15).1). A Paulo Jesus cumpre a promessa de Oséias de que Alguém quebraria o poder da morte e da sepultura e traria a vitória da ressurreição (13.9. ama uma mulher”. Conteúdo O Livro de Oséias é a respeito de um povo que tinha necessidade de ouvir sobre o amor de Deus.14. Mateus vê em 11. Isso estabelece as datas de 755 aC a 715 aC. Jotão..25-32).” 11.A. Contexto Histórico e Data Oséias mostra a situação histórica de seu ministério através da nomeação dos reais do Reino do Sul. Deus quis que Israel conhecesse seu amor. e os sacerdotes estavam falhando na tarefa de guiar o povo nos caminhos da justiça. se eles ouvissem.6.2.. de Israel ( Jeroboão II). e traria de volta quando ela se desviasse (“Vai outra vez. Oséias oferece esperança para inspirar seu povo a voltar-se novamente para Deus. quando bebê.. um povo que buscou objetos sem valor (“Quando Israel era menino. em pelo menos dois de seus sermões aos fariseus. Em resumo. tira seu texto de Oséias. Hb 13. foi literalmente levado e trazido do Egito. Ef 5. 9. imoralidade generalizada.8).1). Embora todas as indicações quanto ao sucesso exterior parecessem positivas a Israel. Jesus os 62 .19. Oséias tinha de mostrar seu próprio amor a Gomer. O Escritor de Hebreus acha em Jesus Aquele que capacita os crentes a oferecerem sacrifícios aceitáveis de louvor pelos quais nós nos tornamos recipientes do perdão misericordioso de Deus (14.. um paralelo com a longa estada de Israel no Egito e o êxodo (Mt 2. Mt 9. Jesus provê a base pela qual aqueles que estavam fora da família de Deus agora são admitidos a um relacionamento com ele (1. Jesus também.. 11. eu o amei. e o rei do Reino do Norte. que reinou durante o período de sua profecia (1. de Judá (Uzias. o tipo de amor que Deus tinha por Israel.10). Os ensinamentos de Paulo acerca de Cristo como o Noivo e a igreja como a noiva correspondem à cerimônia de casamento e os votos pelos quais Deus entra num permanente relacionamento com Israel (2. pudesse conseguir benefícios positivos (“.

Uma vez Oséias usa a frase “o espírito de luxuria”.9 Índice 63 . Ef 5. que escraviza o coração.23 A volta de Gomer para Oséias 3. 5. Esse espírito de luxuria também faz as pessoas se desvirem para falsos caminhos e falas adorações. Como Paulo em Efésios. “ o espírito da prostituição” (4.defende com o mesmo lembrete de que o coração de Deus coloca o interesse pelas necessidades humanas acima das formalidades religiosas (Mt 12.7). O Espírito Santo em Ação O Livro de Oséias ensina duas notáveis lições a respeito do ES: 1) É importante depender da presença do Espírito e 2) coisas negativas acontecem quando o Espírito está longe de uma vida.12.4).1-3. em contraste com o ES.11-13.1-9 O Casamento do SENHOR com Israel 1. Oséias e Gomer 1.17-21). e conta as conseqüências de ser preenchido com um espírito impuro.1-14. e uma vez.1-5 II.1-14.10-2.5 O casamento de Oséias e Gomer 1. O SENHOR e Israel 4. Esboço de Oséias I.9 Amor e restauração 11. Oséias relaciona tal espírito com o vinho. que nos guia para caminhos verdadeiros e para a verdadeira adoração (4.

quando o Espírito de Deus for derramado “sobre toda a carne”. a qual o sumo sacerdote Joiada restaurou durante o reinado de Joás (2Rs 11. Descrições contemporâneas do poder destrutivo dos enxames de locustas confirma a descrição de Jl acerca da praga.15) É opinião de muitos conservadores que Amós e Isaias tenham tomado emprestado de Joel.28-32. Data Não há como datar o livro com absoluta certeza. Será um tempo em que “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (2. o que tinha sido um terra bonita. e as sementes da safra para o plantio seguinte também foram destruídas. A segunda seção (2. A praga das locustas acerca do que Jl escreveu era maior que qualquer um jamais havia visto. nós não podemos deixar de notar a mais notável seção desta curta profecia. “depois”. de igual modo. é especificado como o filho de Petuel. Todavia. horrível como ela pode ser. Nada é conhecido a respeito dele ou das circunstância de sua vida. Tanto o povo como os animais estavam morrendo. Jovens e velhos. é suposta por Joel. Além do mais.1-2. A salvação não será apenas a ingualável bênção sobre Judá. Através do ES. Este é um nome muito comum em Israel. o profeta vê um tempo futuro.27) trata do presente julgamento de Deus. 2Cr 23. Ela foi tão profunda e desastrosa.32). o profeta. havia se tornado um lugar de desolação e destruição. para um tempo em que Deus irá derramar o seu Espírito “sobre toda a carne” (2. A primeira (1. mas também todas as nações do mundo serão chamadas diante de Deus. a adoração a Deus. quando tanto homens como mulheres irão profetizar. Toda a safra foi perdida. de igual modo. Mas a passagem mais espantosa em Jl é 2.A. 64 .28). Isso colocaria o ministério de Jl por volta de 835805 aC. Foi obviamente o ES que inspirou o profeta a ver a mão do Senhor em tudo o que está acontecendo e ser capaz de saltar em direção ao terrível Dia do Senhor. um chamado ao arrependimento e a promessa de restauração. e Joel. não é nada comparada ao julgamento de Deus que está a caminho .2 com Jl 3.28-3.29 . verdejante. literalmente. destruiu até as pastagens tanto das ovelhas como do gado.Joel Autor: Joel Data: Entre 835—805 aC Autor O nome Joel significa. Este era um tempo em que não somente Judá. A fome e a seca se apoderaram de toda a terra. fazendo-o um dos mais antigos dos profetas menores. Uma enorme praga de locustas havia despido a zona rural de toda a vegetação. Será um tempo em que a profecia virá de jovens e velhos. Provavelmente que ele tenha vivido em Judá e profetizado em Jerusalém. Isso será um prelúdio da devastação e julgamento do Dia do Senhor. Contexto Histórico Joel profetizou numa época de grande devastação de toda a terra de Judá. e os estudiosos variam em suas opiniões. Será um tempo em que todos os crentes sentirão a habitação do ES e irão formar uma comunidade profética na terra. quando Joiada era o conselheiro do rei. Joel olha centenas de anos à frente.6 com Jl 1. Ali. que também estão em Joel (comparar Am 1.21) explica que essa praga. Portanto muitos sustentam que Joel profetizou durante os primeiros trinta anos do reinado de Joás (835-796 aC). até mesmo tirou a casca das árvores de figo. O Espírito Santo em Ação Joel é notável em suas referências ao ES. que Joel viu uma explicação: era o julgamento de Deus. tanto homens como mulheres.16). Há referências tanto em Amós como em Isaías.16 e Is 13. “Jeová é Deus”. Conteúdo O Livro de Jl está naturalmente dividido em duas seções. Em apenas algumas horas. irão experimentar esse derramamento.

21 A graça do Senhor 2.2-2.1-2.11 O arrependimento de Judá 2.1-17 A Bênção do Senhor 3.Esboço de Joel I.18-21 Índice 65 . O dia do Senhor no futuro 2.12-17 A restauração do Senhor 2. A mão do Senhor no presente 1.27 A destruição pelas locustas 1.18-27 II.28-32 O Julgamento do Senhor 3.28-3.

enquanto os pobres estavam oprimidos. Elas têm de prestar contas a Deus pelos maus tratos às outras nações e povos. em duas das quais Deus se retira. é quase impossível fazer uma distinção entre o Senhor e seu Espírito. através do vale de Jezreel e ao longo da planície da costa. Israel e Judá. sob o domínio de Uzias. De acordo com 2Rs 14. Amós foi chamado para entregar a mensagem de Deus ao Reino do Norte. Israel. A tarefa de Amós era entregar a mensagem de que Deus estava descontente com a nação.11-15). A nação seria destruída a menos que houvesse uma mudança no coração deles— uma mudança na qual a “Corra. Como resultado.1-9.10) é uma série de cinco visões e julgamento. seja contra Israel ou qualquer outra nação. Data Amós profetizou durante os reinados de Uzias. VIII aC. Como é o caso da maioria dos profetas. era um nativo da pequena cidade de Tecoa. ele acusa Israel (1. O tema central do livro é que o povo de Israel havia quebrado seu concerto com Deus. Amós começa com uma série de acusações contra os sete vizinhos de Israel. cujo nome significa “Aquele eu suporta o jugo”. de Judá (792-740 aC). a cerca de 16 km ao sul de Jerusalém. o juízo como as águas. ao sul). Conteúdo O livro de Am é basicamente uma mensagem de julgamento> julgamento sobre as nações. através da transjordânia. mas aquelas ações atribuídas ao Espírito por outros profetas estão presentes em Amós. Os outros incluem Oséias a Israel e Miqueias e Isaias a Judá.8).14) é uma série de três oráculos ou sermões direcionados contra Israel. Esse julgamento sobre as nações nos ensina que Deus é um Monarca universal.16. Israel e Judá haviam atingido novos auges políticos e militares. depois. admitindo que ele era um pastor de ovelhas e cultivador de sicômoros. porém. Mq 3. incluindo Judá. oráculos e visões de julgamento divino sobre Israel.1-6. Ez 3.Amós Autor: Amós Data: Entre 760 –750 aC Autor Amós.3-1. Sob o domínio de Jeroboão. Ele é o primeiro dos assim chamados profetas escritores do séc. O Espírito Santo em Ação A obra do ES não é mencionada especificamente em Am. VIII aC foi uma época de grande prosperidade tanto para Israel como para Judá. A seção seguinte (3. O povo interpretava sua prosperidade como um sinal da bênção de Deus sobre eles. Amós promete restauração para Israel (9. Seu ministério foi realizado entre 760 e 750 Ac e parece ter ocorrido em menos de dois anos.16).30 . Judá.24). os ricos estavam vivendo na luxuria. e Jeroboão II de Israel (793-753 aC). todavia serão punidos porque eles quebraram seu concerto com Deus. O castigo era inevitável. como o ribeiro impetuoso” (5. Contexto Histórico A metade do séc. Todas as nações estão sob seu controle. e o sistema judicial estava corrompido. Finalmente. Israel havia conquistado novamente o controle das rotas internacionais do comércio— a Rodovia do Rei. Eles incluem a ameaça de exílio. reconquistou Elatae ( o porto marítimo de Ácaba) e expandiu-se para o sudeste às custas dos filisteus. Apesar do seu histórico nãoprofissional. mas a situação religiosa estava fraca o tempo todo. ele restaurou as fronteiras de Israel desde Lebo Hamate (ao norte) até o mar da Arabá (o mar Morto.24. Cada nação estrangeira tem de ser castigada por ofensas especificas. situada nas colinas de Judá. o castigo de Deus sobre eles por causa do pecado será severo. Am não menciona o Espírito em sua obra. Uma terceira seção (7. 66 . O processo da inspiração do profeta e a revelação da mensagem de Deus são geralmente atribuídos por outros profetas ao Espírito (Is 48. e. Amós rejeitou treinamento como um profeta profissional.25. A idolatria estava exuberante. Sua paciência já havia se esgotado. a imoralidade havia generalizado. e a justiça. e o Caminho do Mar.A.

16 Damasco 1.14 Julgamento sobre o povo escolhido de Deus 3.1-15 Julgamento de Deus sobre o povo insensíveis 4.1-9.3 –2.6-8 Tiro 1.4-5 Israel 2.10 V.1-6.1-3 Judá 2.13-15 Índice 67 .13-15 Moabe 2.7-9.11-12 A terra e os povos restaurados e abençoados 9.Esboço de Amós I.1-6 Visões de rigidez 7. A restauração de Israel 9. Oráculos contra Israel 3.1-2 II.1– 6.6-16 III.9-10 Edom 1.11-12 Amom 1.1-13 Julgamento sobre o impenitente povo de Deus 5. Visões de Julgamento 7.14 IV.3-5 Gaza 1.10 Visões de abrandamento 7. Julgamento sobre as nações 1.11-15 A tenda de Davi levantada 9. Introdução 1.

enquanto os descendentes de Jacó continuaram em direção à Terra Prometida. instigando e punindo de acordo com o plano de Deus. Então.Obadias Autor: Obadias Data: Após 586 aC Autor O profeta. Para Edom. O monte Sião governará as montanhas de Esaú. ele funciona como Aquele que instiga o julgamento de Edom. Conteúdo Obadias é o menor livro do AT. Da sua posição de soberba e falsa segurança. A mensagem foi.31 . que estava se aproximando. mas o povo de Deus experimentará a abençoada e gloriosa restauração de sua terra. O Espírito Santo em Ação Em nenhum lugar Obadias faz referência específica ao ES ou ao Espírito de Deus. de colher o que se havia plantado. Embora Deus use agentes humanos para executar sua justiça. a qual foi finalmente devastada em 586 aC. 32– 33). Com o passar dos anos numerosos conflitos se desenvolveram entre os edomitas e os israelitas. Data O fundo histórico da destruição de Jerusalém coloca a data da profecia de Obadias logo após 586 aC. quando Obadias alerta Edom sobre a vingança de Deus. se estabeleceram numa área chamada Edom. está a obra do seu Espírito. para Judá de proclamação de liberdade (vs 17-20) Edom será julgado severamente. Além disso. Os edomitas viram essas incursões como uma oportunidade para extinguir sua amarga sede contra Israel. Deus irá derribá-lo (vs 2-4). A terra e o povo serão saqueado e espoliados. Contexto Histórico As relações entre Israel e Edom foram marcadas pela hostilidade através do período do AT. provavelmente. A sua obra. e o reino pertencerá ao Senhor (v. conseqüentemente. Essa amarga rivalidade forma o fundo histórico da profecia de Obadias. chamando as nações para se levantarem contra o inimigo do povo de Deus. Nenhuma outra informação está disponível a respeito dele. os edomitas juntaram-se aos babilônios contra seus parentes e ajudaram a profanar a terra de Israel. “Servo/adorador de Jeová”. situada ao sul do mar Morto. Ele começa com um título que identifica a profecia como “visão de Obadias” e que atribui o pronunciamento do Senhor Jeová (v.21). Os descendentes de Esaú. Esse dia será um tempo de retribuição. como Aquele que comunica a “visão” (v. este é um pronunciamento de perdição (vs 15-16). o ano no qual a cidade sagrada foi derrotada pelos babilônios. O rancor começou quando os dois irmãos gêmeos Esaú e Jacó se dividiram em disputa (ver Gn 27. e assegura a Judá quanto ao contínuo cuidado do Senhor. A primeira (vs 1-14) é endereça a Edom e anuncia sua inevitável queda. mas. deve ser admitida. a destruição final e completa (vs 5-9). Ele serve como a fonte de inspiração para Obadias. os babilônios invadiram a terra de Israel e fizeram repetidos ataques à Jerusalém. dada durante o período do exílio de Judá.1) que constitui a mensagem de Obadias.14) A segunda seção principal da profecia reflete sobre o Dia do Senhor (vs 15-21).A. é conhecido somente como Obadias. atrás disso tudo. embora não especificamente identificado como tal. porque Edom de regozijou com o sofrimento de Israel e juntou-se com seus atacantes para roubar e violar Jerusalém no dia da sua calamidade (vs 11-13) e porque os edomitas impediram a fuga do povo de Judá e os entregou aos invasores (v. Ao longo do período de cerca de 20 anos (605-586 aC). 68 .10).1). O livro é dividido em duas seções principais. habitaram em Canaã e se tornaram o povo de Israel. empurrando. todavia. Por quê? Por causa da violência que Edom praticou contra seu irmão Jacó (v.

21 Índice 69 . 5-9 Os crimes de Edom Vs 10-14 III.Esboço de Obadias I. 1-4 O colapso de Edom Vs. 17-20 O dia do domínio divino vs. O decreto do Senhor Vs 1-14 A condenação de Edom vs. Título 1 II. 16-16 O dia da restituição divina vs. O Dia do Senhor Vs 15-21 O dia da retribuição divina Vs.

o Criador do mar e da terra. mas não era uma grande cidade. ele professava um temor ao Senhor como Deus do céu. Ele foi o único profeta mandado para pregar aos gentios. Mas sua primeira desobediência intencional. Deus manda uma tempestade para golpear o navio e causar circunstâncias que conduzem Jonas face à face ao seu chamado missionário. eles não compreenderam a importância dela. uma vez que seus habitantes mereciam um julgamento severo. Se Jonas escreveu o Livro seria. VIII ou no início do século VII. Jonas era filho de Amitai e um nativo de Gate-Hefer. Sua mensagem é pra ser um chamado ao arrependimento e uma promessa de misericórdia. mas. para levantar-se e ir 1300 km pra o oriente. é diferente do outros livros proféticos. Relatos do AT descrevem seus saques contra Israel e Judá. Quanto ao caráter. Sem dúvida. mas somente a Jonas é que foi dada uma mensagem de arrependimento e misericórdia. caso eles responda positivamente. Essa falha conseqüentemente levou-os a um orgulho religioso extremo. Como indicado em 2Rs 14. eram uma força dominante entre os antigos de aproximadamente 885 a 665 aC. para pregar diretamente a uma cidade gentia. e após 70 . Após determinarem que Jonas e seu Deus são responsáveis pela tempestade. ele é representado como obstinado. Deus pediu a Jonas. VIII. Contexto Histórico Os assírios pagãos. pois ele não tem uma profecia que não contenha uma mensagem. sua posterior re relutante obediência e a sua ira sobre a extensão de misericórdia aos ninivitas revelam óbvias incoerência na aplicação da sua fé. o profeta. A história recorda um dos mais profundo conceitos teológicos encontrados no AT. Sua relutância em ir pregar estava baseada num desejo de ver seu declínio culminar numa completa perda de poder. No Livro de Jonas. irritado. Dentre aqueles que sustentam outro autor. dentro das fronteiras tribais de Zebulom. Israel havia sido encarregado de entregar aquela mensagem. impaciente e por seu hábito de viver somente com seu clã. um vilarejo situado a 5 Km em direção ao nordeste de Nazaré. datado durante o reinado de Jeroboão II. Conteúdo O livro de Jonas. Jonas está descontente e. O poder assírio era mais fraco durante o tempo de Jonas. Jonas sabe que.3. Deus ama todas as pessoas e deseja compartilhar seu perdão e misericórdia com elas. se Deus poupar Nínive.25. Também ele temeu que Deus pudesse mostrar misericórdia . então aquela cidade estará livre para saquear e roubar Israel novamente.7). uma cidade dos temidos e odiados assírios. Se um narrador escreveu o livro. que não seja Jonas. No início do séc. ele esperava que o Espírito da profecia não o seguisse. e Eliseu viajou a Damasco (2Rs 8. e Jeroboão II foi capaz de reivindicar áreas da Palestina desde Hamate localizada em direção ao sul. Elias foi mandado para Sarepta para morar lá durante uma temporada (1Rs 17. Jonas achou difícil aceitar o fato de que Deus pudesse oferecer misericórdia a Nínive da Assíria. após a destruição de Nínive em 612 aC Essa disputa é baseada em 3. deste modo oferecendo aos assírios a oportunidade de molestar Israel. a Nínive. de algum modo. pode ser encontrada a semente do farisaísmo no NT. alguns datam o livro na segunda metade do séc. Religiosamente.32 . a história é a mensagem. como havia sido profetizado por Jonas (2Rs 14. obviamente. Aqueles que apóiam a data pré-exílica explicam que isso pode ser meramente uma forma literária usada para contar a história ou que Nínive existia. é obvio que ele era um amante leal de Israel e um patriota comprometido. algum modo se convence do que uma viagem a Társis irá livra-lo da responsabilidade que Deus colocou sobre ele. O nome de Jonas significa “pomba” ou “pombo”.A.25). embora tenha sido colocado entre os profetas no cânon.8-10). mal-humorado. ele poderia sido em qualquer tempo depois do acontecimento descrito nele. onde eles destruíram a zona rural e levaram cativos. Profetizando durante o reinado de Jeroboão II e precedendo imediatamente Amós. cerca de 793 a 753 aC.Jonas Autor: Jonas Data: Por volta de 760 AC ou após 612 Ac Autor e Data As questões da data e autoria de Jonas estão profundamente relacionas. inimigos de Israel de longa data. Esse patriotismo nacionalista e seu desdém a que a misericórdia seja oferecida para pessoas que não fazem parte do concerto induzem Jonas a decidir deixar Israel e “fugir de diante da face do Senhor”. A história termina sem indicar como Jonas respondeu à exortação e`à lição objetiva de Deus. que diz que Nínive era uma grande cidade. A viagem a Társis logo fornece a evidência de que a presença e a influência do Senhor não está restrita à Palestina. ele foi um forte nacionalista que estava completamente consciente da destruição que os assírios haviam feito em Israel através dos anos. Politicamente. até o mar Morto. baseado nas datas pós-exílica.

3 II.1-2 Jonas foge para Tarsis 1. Novamente. Deus lhe responde mostrando a incoerência de estar preocupado com uma aboboreira.esgotarem todas as alternativas. Quando Jonas se recusou a aceitar esta obra divina. o ES mostrou a ele o contraste entre sua preocupação com uma aboboreira e a preocupação de Deus com os habitantes da cidade. vai à grande cidade de Nínive” 1. Jonas constrói um abrigo numa colina. mas Deus havia preparado um grande peixe para engolir Jonas e. vindo do oriente. o profeta se recusou a seguir a orientação do Senhor.5-9 Deus demonstra piedade 3. Deus prepara um bicho pra comer o caule da aboboreira e a faz secar.10 III. Ele aguarda do dia indicado para o julgamento. Ele.1-11 Jonas desgostou-se 4. num lugar que fizesse sombra sobre a cabeça de Jonas. O profeta se regozija na sua boa sorte. Quando o Espírito conduziu Jonas para ir a Nínive profetizar contra o povo lá. Isso aconteceu sob a liderança de Jeroboão II (2 Rs 14. o peixe o jogou em terra firme. Uma reação negativa 4. mas continuou a intervir na vida de Jonas e a induzi-lo a faze a vontade de Deus. o profeta concorda relutantemente em fazer a viagem e entregar a mensagem de Deus. os marinheiros atiraram Jonas ao mar.1-9 Ele é vomitado na terra 2. Deus usa esse tempo de esperar para ensinar uma valiosa lição a Jonas. intensifica a situação desconfortável de Jonas. se arrependeram e mostraram isso através do jejum cerimonial.1-3 “Levanta-te. Quando Jonas se arrependeu. A renovação bem-sucedida 3.4 A população se converte 3.4-9 Os marinheiros o jogam no mar 1.10 IV. a quem Deus amava.25). Sem dúvida. para secar o corpo morto de sede de Jonas. Ele prepa uma aboboreira para crescer durante a noite. desde a pessoa mais humilde até o rei. Desta vez.10-16 O Senhor prepara uma grande peixe 1. Então. Até mesmo os animais são obrigados a participar dessa conduta humilde.6-11 Índice 71 . A retirada ordenada 1.17 Jonas ora 2. Deus manda Jonas levantar e ir a Nínive para entregar a mensagem de libertação. mais adiante.10 O Senhor manda uma tempestade 1.1-10 Uma segunda chance de levantar e ir é dada a Jonas 3. Esboço de Jonas I. Lá. O coração de Jonas ainda não está mudado. após três dias e três noites. ou que Deus fosse escolher outra estratégia. com vista para a cidade do lado oriente.1-5 Deus ensina uma lição 4. Por que Deus teria misericórdia de pessoas que abusaram da nação de Israel? Talvez esperando que o arrependimento não tivesse sido genuíno. vestindo-se de panos de saco e assentando-se sobre a cinza.4-2. Para seu espanto. os ninivitas. O retorno providencial 1. e ele reage com ira e confusão. O Espírito Santo em Ação E Espírito de Deus inspirou Jonas a profetizar naquela terra e a sua posição seria recuperada por Israel. Jonas e os marinheiros acharam que esse seria o fim de Jonas. O Espírito de Deus não cessou sua obra. ao trazer um vento calmoso. Ele lamenta a morte da aboboreira e expressa seu descontentamento a Deus. mas estar totalmente despreocupado acerca do destino dos habitantes de Nínive.1-3 Jonas prega 3. o Espírito operou um arrependimento piedoso no coração do povo e eles responderam à mensagem de julgamento.

Sua fidelidade compassiva a Abraão e aos pais (7.6-7. 5. A profecia de Miquéias produziu um impacto que se estendeu muito além do seu ministério local. Visto que ele morreu durante a administração de Ezequias e antes da era que coincide em parte com Manassés (696-642 aC). sua profecia foi lembrada e citada (Jr 26. O Senhor libertaria o restante (2.12). Enquanto a Babilônia ainda não era um poder mundial que podia permanecer independente da Assíria. a não se que a nação se voltasse para Deus. é semelhante a ti”.9) e sua conseqüente ira (7. até mesmo desejando sentar-se à mesa do réu e deixando seu povo levar qualquer queixa quanto ao modo que o Senhor Deus o tenha tratado (6.4). também. sua força (5.10.15. 7. 7. Miquéias viveu numa cidade localizada a cerca de 32 km a sudoeste de Jerusalém e profetizou principalmente naquela região. Jotão (740-731 aC).20) é atualizada a cada nova geração.4). 5. Jo 7.10). VIII aC. no começo da sua carreira. Judá estava presstes a cair.10. A compaixão e a fidelidade do concerto são exclusivos a Deus. E.18).9). um profeta que morava no Reino do Norte.16. Miquéias tinha de censurar a liderança da nação por destruir o rebanho que lhes foi confiado. Judá.4).7-8. Data Miquéias profetizou. o cativeiro babilônico (mais de um século depois) foi claramente predito como o julgamento de Deus contra a rebelião feita contra ele (1. colega de Miquéias.3. 4. 7.9) e furor (5. representando-o como uma filha extraviada (1. 4.1-6. O Nome de Miquéias. durante os reinados dos reis do Sul. Um século depois.2). Contexto Histórico No período entre o início do reino dividido de Salomão (Israel ao Norte e Judá ao Sul) e a destruição do templo. Sua fidelidade compassiva mantém um concerto com Abraão e seus descendentes. Miquéias era tão sincero e completamente comprometido.9. é semelhante a ti.A. ó Deus. A “excelência do nome do Senhor” (5. 4. 7.13). a grande compaixão de Deus colore cada uma das sua atitudes e ações em relação ao seu povo.8.5). uma vez. Isso colocou a idolatria dos cananeus em disputa com a verdadeira adoração no templo do Senhor (1. Durante alguns anos. Acaz (731-716 aC).Miquéias Autor: Miquéias Data: Entre 704 e 696 Ac Autor Miquéias foi contemporâneo de Isaías.13). pois sua compaixão.10. de acordo com sua própria declaração (1. Na visão de abertura. no séc.2). Essa mensagem está focalizada num única pergunta central para toda a profecia: “Quem. e Ezequias (716-686 aC).4) está caracterizada. 2. Ambos concentraram seu ministério no Reino do Sul. embora o rei Ezequias tenha tido uma notável vitória sobre Senaqueribe e o exercito assírio. contemporâneo de Oséias.18-19) é um atributo precioso a que nenhuma deidade pode se igualar.3). seu louvor (2. bem como a face do Senhor (3. para ser testemunha contra o povo (1.7). aquele que verdadeiramente se arrepende terá o Senhor como seu advogado de defesa (7.3-8. assim como Isaías. uma data entre 704 e 696 aC parece ser provável.9). que perdoas a iniqüidade e que re esqueces da rebelião do restante da tua herança?” (7. irá também redimir Judá da babilônia (4.18) contra todas as formas de rebelião moral.3. Além disso.12-13. seus pensamentos (4.18). seus caminhos (4. A esperança do povo de viver sob a completa bênção de Deus estava 72 . incluindo Samaria (Israel) e “as nações” no objetivo das sua profecias. Miquéias foi. Conteúdo O Livro de Mq é uma profecia acerca do Senhor. que não tem concorrentes no perdão dos pecados e na compaixão pelos pecadores. muitos “altos” haviam sido introduzidos em Judá através da influência de Samaria.13. Mas.2). pressupõe uma semelhança com o Senhor: “Quem. e acontecimentos ocorridos sete séculos mais tarde atestam a autenticidade da profecia de Miquéias (Mt 2.12-13.8). ó Deus. Miquéias mostra como essa degeneração espiritual levará inevitavelmente o julgamento sobre toda a terra.10. que. Entretanto. que seja desse cativeiro ou de um povo espiritualmente restaurado ( a igreja) nos dias do Messias (2.1).33 . o Senhor vem desde o templo da sua santidade. 4.41-43). O fator mais notável no manejo do Senhor da sua causa é quão fundo ele foi para apresentar sua contenda (6. a esperança foi estendida pra um restante a ser restaurado. suas justiças (6. que ele até quis ir despojado e nu pra fazer com que sua mensagem fosse compreendida (1. redimiu a Israel do Egito 96.5.17-19). A compaixão de Deus (7. 7. arrependendo-se de todo coração.

A condenação dos líderes feita pelo Senhor 3. alguém quebraria o cercado e os levaria para fora da porta. sua divindade (“na excelência do nome do Senhor”) e sua humanidade (“seu Deus”).13). Então.7. apesar de não incluir o nome do Messias. Ap 19.1-5 Compaixão sobre o povo dependente e rejeitado 4.4-5 afirma a condição de pastor de Messias (“apascentará o povo”). manteve-se proclamando aquele Dia e reino futuros como o acontecimento no qual o fiel devia por sua esperança. messiânica (“Senhor em Israel”) e especifica seu lugar de nascimento em Belém. Suas palavras foram pronunciadas muitos séculos antes do acontecimento. mais o versículo final (7. ele é Aquele que “subjugará as nossas iniqüidade”.10-16 Sobre os crimes que trazem ocupação estrangeira 2. a força e justiça que estão por trás da mensagem de Mq vieram da sua unção pela “força do Espírito do Senhor” (3.1-9 Sobre as cidades localizadas a sudoeste de Jerusalém 1.2) é um título aplicável a Cristo (Jo 1.1-2. A expressão “a Palavra” do Senhor (4. exceto Miquéias 3.2 é uma das mais famosas profecias de todo o AT. A dramática cinda do Senhor em Julgamento 1. lançando-as nas profundezas do mar para que Deus possa perdoar os pecados e trocar o pecado pela verdade. seu domínio universal (“porque agora será ele engrandecido até aos fins da terra”) e a sua posição como líder de um reino de paz (“E este será a nossa paz”).1-5.1-11 Sobre todos. (2. sacerdotes e profetas 3. ele não tinha nenhuma sugestão do lugar a que recorrer.1-4 Sobre os profetas.20). Esboço de Miquéias Tema: Quem é como o Senhor? I. desde os dias da eternidade.8). enquanto. Outra característica dessa profecia é que ela não pode se referir a apenas qualquer líder que possa ter sua origem em Belém.1. Na expressão da misericórdia e compaixão divinas.6-13 73 .1-12 Sobre os líderes que consomem o povo 3. Deus. O episódio completo harmoniza-se belamente com a proclamação de Jesus acerca da liberdade aos cativos (Lc 4. definitivamente refere-se a ele. O Espírito Santo em Ação Um referência singular ao ES ocorre no contraste feito por Mq da autoridade que está por trás de seu ministério com aquela dos profetas falsos de seus dias. Cristo Revelado As profecias sobre Cristo fazem o Livro de Miquéias luzir com esperança e encorajamento.5-8 Sobre os oficiais: chefes. E esse alguém é seu “rei” e “Senhor”.13 Sobre as cidades capitais de Samaria e Jerusalém 1. Mq 5.15 Atração de todas as nações pelo nome do Senhor 4. O climax da profecia (7. A profecia de Mq 5.2).ligada à vinda de Messias. porque ela iguala o Senhor com o Eterno: “Cujas origens são desde os tempos antigos. explicitamente.1.9-12 III. o verdadeiro poder. em direção à liberdade. sua unção (“na força do Senhor”). exceto um restante liberto pelo Senhor 2. Ela autentica a profecia bíblica como “a Palavra do Senhor” (1.18). Cristo é o único a quem ela pode se referir.” Esta profecia confirma tanto a humanidade quanto a divindade do Messias de um modo sublime. O livro se inicia com uma grandiosa exposição da vinda do Senhor (1. em seu amor. A primeira profecia messiânica ocorre numa cena de pastor de ovelhas. prevendo as glórias da sua graça a ser manifesta em Jesus.3-5). na verdade. liberta os cativos espirituais e físicos. 2. A vinda do reino universal do Senhor 4. Enquanto outros homens eram feitos corajosos pelos tóxicos para fabricar contos na forma de profecias. A profecia de Mq 5.2 é. um restante dos cativos seria reunidos como ovelhas num curral. num tempo quando Belém era pouco conhecida. Depois que a terra deles havia sido corrompida e destruída.18-19). 4. As profecias posteriores afirmarão o aspecto pessoal da sua chegada em tempo histórico.12-13). Mas a disposição de Deus para descer e interagir é estabelecida no princípio.12-13 II.

6 V.7-15 IV.18-20 Índice 74 .1-7.6-8 Seu fundamento para o julgamento do ímpio 6.1-5 Suas expectativas para uma reação apropriada 6.7-9 Apesar dos inimigos do povo 7.9-7.10—17 Por causa da sua incomparável compaixão 7.7-20 Apesar do julgamento temporário 7. A salvação do Senhor como a esperança do povo 7.1-6 A restauração de um restante num lugar sem ídolos 5.6 O seu cuidado redentor na sua história 6. A apresentação da contenda do Senhor 6.O lugar de nascimento e a administração do Messias 5.

Data Em Na 3. e. correspondentes aos três capítulos. O juízo que cai sobre o grande opressor do mundo é o único motivo para o pronunciamento de Naum. Semelhante a NôAmom. A linguagem é poética. Três seções principais. Sua identificação como um “elcosita” não ajuda muito.14-15). apesar de numerosos aliados e fortes defesas.6). cujo clímax foi a destruição da cidade de Nínive. celebrando o abuso e a tortura que eles impuseram sobre os povos conquistados. quando o profeta Naum entrou em cena. incorporando antigos “oráculos de julgamento”. em 612 aC. Amom e Josias. Documentos antigos atestam a crueldade dos assírios contra outras nações. aconteceu em 612 aC. diz o Senhor dos exércitos” (2. e o palácio se derreterá (2.2-3. 75 . O covil do leão poderoso será desolado. O terceiro capítulo forma a seção final do livro. Seus contemporâneos foram Sofonias. e os povos que a Assíria fez outrora vítimas tão impiedosamente baatem palmas e celebram em resposta às boas-novas (3. As portas do rio se abrirão. mas sem prova concreta. talvez quando os inimigos da Assíria estavam colocando suas forças em ordem de batalha para o ataque final. entre e além dos rios Tigre e Eufrates. A queda do império Assírio. uma cidade egípcia que sofreu queda.11-13). Contexto Histórico O reino dos assírios. sua paciência não pode ser admitida sempre. uma cidade da Galiléia. A primeira descreve o grande poder de Deus e como aquele poder opera na forma de proteção pra o justo. uma cidade culpada por espalhar o sangue inocente de outras pessoas. mas de julgamento para o ímpio. visto que ele olha para trás para um e à frente para outro. havia sido uma nação próspera durante séculos.1-7).8). toda a força e autoconfiança se consumirão (2.4). A predição do juízo sobre Nínive forma uma mensagem de consolação para Judá (1. é o assunto da profecia de Naum. O povo de Nínive será levado cativo (2.1-8). tão proeminente no ministério de Jesus. A queda de Nínive. Conseqüêntemente. Tropas se espalharão. é desconhecido. Tentativas de defender a cidade contra seus atacantes serão em vão. ao redor da qual todo o livro gira. Os tesouros preciosos serão saqueados (2. descreve a ida da destruição para Nínive (2. localiza-se ao norte da Babilônia. Seu território. Nínive não pode escapar do julgamento divino (3. O julgamento de Deus parece excessivamente cruel. sublinhando a intensidade do tema com o qual Naum luta.9). que foi destruída em 663 aC. porque “Eis que eu estou contra ti. Judá podia facilmente duvidar da bondade de Deus e até mesmo questionar os inimigos de seu povo (1.12).10). portanto. significa “Aldeia de Naum”. vigorosa e figurada. 5-7).16-18). A profecia de Naum deve ser datada entre esses dois acontecimento. Carfanaum.34 . mas ele é justificado em sua condenação.A. Tal vício era uma ofensa a Deus. os líderes sucumbirão e o povo se derramará pelos montes (3. o profeta narra o destino da cidade egípcia de Tebes. Habacuque e Jeremias. seu veredicto de julgamento era inevitável (3. O julgamento de Deus sobreveio.7).Naum Autor: Naum Data: Pouco antes de 612 aC Autor Naum. Nínive era uma “cidade ensangüentada” (3. abrangem a profecia. quando ele aparece em poder. inundando a cidade e varrendo todos os poderosos. Na sua condição de miséria e aflição (1. até mesmo a natureza treme diante dele (1.1. a não ser pelo breve título que inicia sua profecia.13-15) e remover a ameaça de uma nova angústia (1. visto que a localização de Elcose é incerta. porque o Senhor já decretou a queda de Nínive e a ascensão de Judá (2. o profeta é judicial em seu estilo. Os reis assírios vangloriam-se de sua brutalidade. se mudou com o passar dos anos por causa das conquistas e derrotas dos seus governantes. e alguns têm especulado. que seu nome deriva do profeta. Ele era uma cidade conhecida pela mentira.1-3). Conteúdo O livro de Naum focaliza-se num único interesse: a queda da cidade de Nínive. Embora Deus nunca seja rápido em julgar. Toda a Terra está sob o seu controle. Ele profetizou a Judá durante os reinados de Manassés.19).9). É mais provável que sua mensagem tenha sido entregue pouco antes da destruição de Nínive.8-10. cujo nome significa “confortador” ou “cheio de conforto”. outros fugirão com terror (2.15) A segunda seção principal. falsidade rapina e devassidão (3.1).

juntam suas forças contra os assírios e saqueiam a cidade. os medos e os citas.13 IV.1). O cabeçalho do livro descreve-o como “visão de Naum “ (1.O Espírito Santo em Ação Nenhuma referência especifica acerca do ES ocorre no Livro de Naum.15 A vingança de Deus 2.2-6 A bondade de Deus 1.1-15 O zelo de Deus 1.1-12 A declaração do Senhor 2. Título II. Aquele que abre pra Naum o drama que revela diante e comunica a mensagem do Senhor que ele está encarregado de entregar. O veredicto de Deus 1.1-19 Os pecados de Nínive 3. mas atrás disso tudo está a obra do seu Espírito. Esboço de Naum I. dentre eles os filhos da Babilônia.8-14 A alegria de Judá 1. o Senhor convocou suas tropas e as levou para a batalha vitoriosa. A vitória de Deus 3. Todavia. Deus usa agentes humanos para executar seu julgamento. Pela obra do Espírito. O ES também deve funcionar como o Grande Instigador na queda de Nínive.7 O julgamento de Nínive 1.5-18 A celebração sobre Nínive 3.1-4 O cerco de Nínive 3.19 Índice 76 . instigando. impelindo e punido de acordo com a vontade de Deus.1-13 A destruição de Nínive 2. a obra do Espírito na produção da profecia e na direção dos acontecimentos descritos no livro deve ser admitida. O ES funciona aqui como o Revelador. Os inimigos.

17-19) é impressionante. O mundo localizado ao redor de Judá estava em guerra. do homem a Deus . ele crê que Deus se retirou do cenário da terra: as palavras de Deus foram esquecidas. Pés como os das cervas... O profeta está imbuído de um senso de justiça. Questões temporais não mais ocupam seus pensamentos.. A lei se afrouxa. Sai o juízo pervertido”. Ao invés de estar sendo regido por considerações mundanas. ou “abraçando outros”. O contexto aqui é o grande poder de Deus manifestado em favor do seu povo. que foi predita.19). Conteúdo O Livro de Hc dá um relato de uma jornada espiritual. fortalecido por ele para sua difícil tarefa. Nos primeiros quatro versículos. com a Babilônia levantando-se em ascensão sobre a Assíria e Egito.. O ímpio cerca o justo. Seu país havia caído do auge das reformas de Josias para as profundezas do tratamento violento de seus cidadãos. Se o centro do evangelho é a mudança e a transformação.13 ligam a idéia de salvação com mo ungido do Senhor...2). foi dado a ele o nome de “Jesus” como a 77 . Ele não consegue pensar em nada além da iniqüidade e da violência que ele vê entre o seu povo. viverá (2.Habacuque Autor: Habacuque Data: Cerca de 600 aC Autor O nome “Habacuque” significa “abraço” ou significando que ele foi “abraço por Deus” e.. tenha escrito durante o intercalo entre a queda de Nínive. Andar sobre as minhas alturas” (3. Quando a invasão.1-4) e o final do livro (3. Ele também aprendeu a necessidade de levar as questões mais importantes sobre a vida para Aquele que criou e redime a vida..4). As palavras do último parágrafo contrastam vividamente com aquelas no primeiro: “. Hc fixou sua esperança em Deus. As raízes hebraicas dessas palavras refletem os dois nomes do nosso Senhor: Jesus..4).17-19)! Tudo mudou.. Deus não pode ser encontra em lugar algum...19. da dúvida à confiança. A diferença entre o início do Livro (1.3.A. A ameaça de invasão do Norte foi adicionado à desordem interna de Judá. Hc é oprimido por circunstância existente ao redor dele. O Messias veio no tempo determinado (2.. suas mãos não se manifestam.18. e os homens vis. também.. Violência. pois ele percebe que Deus tem interesse em suas criaturas. contando sobre a trajetória de um homem da duvida à adoração. que significa “salvação”. cuja confiança e dependência estão nele. pela sua fé. A sentença nunca sai. será liberto. pois sua visão foi elevada. Ele é a fonte da alegria e força do profeta. Me alegrarei no Senhor. em 612 aC e a queda de Jerusalém. é a minha força. desse modo. Contexto Histórico Habacuque viveu durante um dos períodos mais críticos de Judá.. Hc foi da queixa à confiança. pode indicar que Habacuque era qualificado para liderar a adoração no templo como um membro da família levítica. Destruição. provavelmente.. e Cristo “o ungido”. Estas palavras e frases descrevem a cena: “iniqüidade. essa afirmação de fé confiante se torna uma demonstração do poder do evangelho para dar a segurança da salvação eterna.. A notação musical encontrada em 3. o Livro de Hc demonstra essa renovação evangélica. Assim.19).. está este nítido credo da fé: “O justo.. E eles agem como seria esperado que agissem os homens sem o controle de Deus. medidas opressoras contra o necessitado e a ruína do sistema legal. Vexação. Quão diferente é a cena nos três últimos versículos do livro (3. Contenda. em 586 aC. Hc descobriu que ele foi feito para algo acima: “E me fará andar sobre as minhas alturas” (3. por isso mesmo. O profeta não é mais controlado. e eles viverão. pelas forças estrangeiras se tornar uma realidade. Litígio. Para o profeta. Cristo Revelado Os termos usados em Hc 3.35 . que lhes traria libertação dos seus inimigos. No centro da mudança e no centro do livro. exultarei no Deus da minha salvação. tais como Pauo e o autor de Hebreus.. através de um Rei davídico. Jeová. Embora Hc se dirija a Deus (1.... dos vales aos montes altos. o qual não o deixará ignorar a violenta injustiça existente em volta dele. Para os escritores do NT. aquele remanescente justo cujo Deus é o Senhor. mas seus pensamentos estão nas coisas do alto. Gl 4. dessa maneira encorajando-os nos tempos de crise nacional. o Senhor. nem ansioso por causa das circunstâncias. a promessa é para proteção física em tempo de grande sublevação. Habacuque . Os homens estão na direção..

4). A resposta de Deus 2. nos lembrando que “o futuro do Espírito é.1-2 2) O poder da natureza 3.1-11 1) A pergunta declarada: “Por que Deus não faz alguma coisa? 1.1-16 1) Um grito de misericórdia 3.. Gozo” (Gl 5.2-3 2) A verdade central para os crentes 2. o relacionamento com Deus e a esperança para o futuro.22). A oração de Hc 3. pela sua fé.profecia pré-natal de seu ministério (Mt 1.19 Índice 78 .4 3) As conseqüências da verdade para os incrédulos 2.1-20 O profeta à espera 2.. As perguntas de Hc 1.17-18 2) Confiança por causa de Deus 3. existem sugestões da sua vida operando no profeta. Cristo é a resposta para as necessidades humanas.5-20 III. Deus lhe concede o presente de uma verdade que satisfaz suas ansiedades não-expressas.1617).2-20 1) O alcance da resposta 2.11). que é Cristo.1-19 O poder do Senhor 3.12-16 A fé do profeta 3. o Salvador. À medida que o profeta examina a destuição causada pelos exércitos invasores. O Apóstolo Paulo vê essa afirmação da Hc como a pedra fundamental do evangelho de Cristo (Rm 1.21). contudo. ele. bem como apresenta a solução para sua situação presente: “ O justo. o Senhor (Lc 2. e nasceu “na cidade de Davi. Esboço de Habacuque I.6-11 Uma pergunta acerca dos métodos de Deus: “Por que Deus usa ímpios?” 1.17-19 1) Confiança apesar das circunstâncias 3.1 A resposta do Senhor 2. expressa uma alegria inabalável que nem mesmo um desastre de tão ampla escala pode roubar dele. incluindo a purificação do pecado. Enquanto Hc espera pela resposta às suas perguntas.1-17 Uma pergunta acerca da preocupação de Deus 1.3-11 3) O poder contra as nações 3.1-5 2) A resposta dada: “Porque eis que suscito os caldeus” 1. O Espírito Santo em Ação Nenhuma referência especifica acerca do ES ocorre no Livro de Hc. viverá” (2.12-17 II.

porque Deus é justo e deseja perdoar. mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”. é repetida na promessa de 2. O golpe final ao seu poder veio com uma revolta de uma Babilônia em ascensão.10-11). finalmente.11). a maioria dos estudiosos estabelece a data dos ecritos entre 630 3 627 aC. De acordo com o arranjo das Escrituras hebraicas. ele entende que Deus usa governos estrangeiros pra levar julgamento sobre se rebelde povo escolhido. porque já estais mortos. um bom rei que levou o povo de volta a Deus durante o tempo do profeta Isaías. de Judá e todas as nações circunvizinhas da perspectiva de que o povo devia aprender que Deus estava envolvido em todos os assuntos da história. à entrada da Casa do Senhor (2Rs 23.15). Sofonias foi contemporâneo ao rei Josias e seu parente distante.18).Sofonias Autor: Sofonias Data: Cerca de 630 aC Autor O nome “Sofonias” significa “O Senhor escondeu” .” O regozijo sobre um restante salvo (3. novamente. que resultou. cerca de 640 a 609 aC. Ele se indentificou melhor do que qualquer outro dos profetas menores. pai do rei Josias. onde aqueles que foram encobertos pela marca de sangue nas portas foram protegidos do anjo da morte. o Reino do Norte ( Israel) havia sido derrotado pela Assíria.A. Proteção oficial foi dada em Judá para as artes mágicas e adivinhados e encantadores. descrita em Hb 12. o povo de Judá ainda mantinha a absurda noção de que Deus fosse incapaz de fazer bem ou mal ( 1. há uma possibilidade que eram amigos. sociais e de comportamento da Assíria impuseram sua tendências em Judá. O auge da reforma de Josias foi nos anos 620. construiu altares para adoração do sol.36 . (Lc 15. onde aqueles mansos da Terra que preservaram a justiça de Deus serão encoberto no Dia da ira do Senhor. foi um profeta de Judá. estrelas. 3) uma promessa segundo a qual o restante que fez de Deus seu refúgio será salvo. 79 .16-17) está relacionado com a Obra de Jesus. 2) um apelo ao arrependimento. Cl 3. o julgamento universal do pecado. remontando sua linhagem quatro gerações até Ezequias. signos do zodíaco e todos os astros dos céu.1). indicam que ele havia crescido lá. Sofonias foi o último profeta a escrever antes do cativeiro. Sob o reinado de Manassés e do rei Amom. A intimidade de emoção bom como a familiaridade de lugar.13. na destruição de Nínive. Seus contemporâneos incluem Jeremias e Naum. que o rei Manassés . e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Todavia à medida que o jovem Josias foi tomando conta das rédeas do governo. Visto que a queda de Nínive em 612 aC ainda não havia acontecido (2. Contexto Histórico Aproximadamente 100 ano antes dessa profecia.2-3 explica esse aspecto do ministério de Cristo: “Pensai nas coisas que são de cima e não na que são terra. a ameaça assíria foi diminuindo. A adoração da deusa– mãe da Assíria se tornou uma prática que envolvia todos os membros das famílias de Judá (Jr 7.3. mas também as práticas religiosas. após a catástrofe das tribos do Norte. filho de Amom. O povo havia sido levado cativo.7) A figura de um alegre Redentor que aguarda receber os seus é. Cristo Revelado O significado do nome de Sofonias “ O Senhor Encobriu” conduz ao ministério de Jesus. Os escritos de Sofonias tem três componentes: 1) o pronunciamento de um julgamento específico e. Falando como um oráculo de Deus.2. freqüentemente. Conteúdo Sofonias considerava o desenvolvimento político de Israel. A religião astral se torno tão popular. rei de Judá” (1. A aliança com a Assíria não somente afetou a Judá politicamente . tributos haviam sido pagos para se evitar que a Assíria invadisse o Reino do Sul. Sf está apavorado com o fato de que. A verdade da Páscoa no Egito. lua .12). e a terra havia sido recolonizada por estrangeiros. Ele disse: “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende. Data Sofonias dá o período de tempo geral do seu escrito como sendo “nos dias de Josias. quando Sofonias escreve a respeito de Jerusalém (1.

e os inimigos são exterminados 3. O dia do julgamento contras as nações circunvizinhas 2. O dia do Senhor 1.1-4 O Senhor é justo.6-7 VI.8-9 Contra os líderes do comércio 1.. Um remanescente fiel 3.14 Um dia de indignação 1.12-13 II.18 III. O dia do julgamento contra Judá 1. Uma obra mais prazerosa do Es é encontrada na promessa de que Deus irá restaurar nos lábio puros. no meio dela 3.10-11 Contra os descrentes 1.16-17 O povo restaurado 3.1 A identificação do autor 1.1-2). (2.1-2 Um chamado pra buscar o Senhor 2.15-16 A terra inteira para ser destruída 1. Um chamado ao arrependimento 2.9).2-3 Contra os líderes religiosos 1.12 Aos do Norte—Assíria 2. como Sofonias fez: “Congrega-te.1-3 Um chamado para congregar 2. para que todos invoquem o nome do Senhor.4-15 Aos da borda do Mar—filisteus 2. o ES tem estado proclamando ao mundo.8-11 Aos do sul—Etiópia 2.4-7 Contra os líderes políticos 1.4-7 Aos do oriente—Moabe e Amom 2. porque já o príncipe deste mundo está julgado (Jo 16.5 Jerusalém não mudou 3. para que o sirvam com um mesmo espírito (3. O dia do Julgamento contra Jerusalém 3.3 IV. Desde a sua vinda..O Espírito Santo em Ação Jesus disse que uma das obras do ES seria convencer o mundo do julgamento.2-13 O julgamento sobre toda a criação 1. Antes que saia o decreto. Esboço de Sofonias Introdução 1.8-20 Falar com pureza e honestidade 3.14-18 Próximo e se aproxima rapidamente 1.1 I.8-11). antes que venha sobre vós a ira do Senhor”.4-15 O Senhor se regozijando 3.13-15 V.18-20 Índice 80 .8-13 Os juízos são afastados. e o dia passe como a palha.1-7 Contra os líderes 3.1 O tempo do escrito 1.

é uma Pessoa. Todo esforço deles para construir seu próprio reino nunca produzirá resultados permanentes.A. então. Mas. isto é. Jesus. o povo. a maior delas. eles esperam uma inversão imediata de todos os seus anos de inatividade. ajuntou aos exilados que haviam retornada à sua terra natal em 536 aC. no mais importante Filho de Zorababel.1-15) Para despertá-los da sua atitude de indiferença. foi um dos profetas pós-exílicos.4). com a mensagem do Senhor.23). Junto com a glória da presença de Cristo virá grande paz. A aplicação é obvia: Não espere que o trabalho de três meses desfaça a negligência de dezesseis anos. ele foi o mensageiro do Senhor. Isso localiza Ageu na história em 520 aC. A resposta dos sacerdotes é que a imundície é infecciosa. um contemporâneo de Zacarias.6-9. o fundamento para a Casa do Senhor no ano seguinte. durante o segundo reinado do rei Dario. que liga esse livro.23. uma vez que o próprio resplendente Príncipe da Paz estará lá. A próxima palavra do Senhor ao povo é uma surpresa: “Mas desde este dia vos abençoarei” (2. Deus escolheu Zorababel para ser um anel de sela (2. O primeiro problema: o desinteresse (1. então. Então o profetas vai com uma pergunta aos sacerdotes (2. Em encorajador cuja palavra estava em sintonia com o coração do povo e a mente de Deus.7-9). A primeira é 2. que governou a Pérsia de 522 a 486 aC. Por hora.8). mas vão como dádivas graciosas de um Deus doador. indicando que a benção final. finalmente. construindo um altar e oferecendo sacrifícios. precisa entender que Deus irá aceitar o que eles fazem a fim de que Deus seja glorificado. enquanto a santidade não é. O terceiro problemas: Insatisfação (2.1-9) Ageu leva uma mensagem destinada a tratar decisivamente do desencorajamento. ao primeiro do NT: Zorobabel é uma pessoa listada nas genealogias de Jesus. A segunda referência á vinda do Messias é 2. O Segundo problema: Desencorajamento (2. Contexto Histórico Ageu em 520 aC. O povo precisava entender que as bênçãos de Deus não podem ser ganhas como pagamento. Notar o nome de Zorobabel em ambas as listas genealógicas dos Evangelhos (Mt 1. Eles haviam começado bem.9). A outra chave para combater o mal é para os construtores saberem que eles estão construindo para o dia em que Deus encher essa Casa com a glória que será maior do que a Glória do templo de Salomão (2. A construção havia cessado. O templo reconstruído foi dedicado em 515 aC Conteúdo O livro de Ag trata de três problemas comuns a todos os povos em todos os tempos oferecendo soluções inspiradores. basta ao povo esforçar-se e trabalhar (2. Ageu tinha as qualidades de um bom pastor. as nações serão levadas ao templo para descobrir o que elas estavam procurando: Aquele que todas as nações desejaram será mostrado em esplendor no templo. para reconstruir o templo do Senhor. O livro finaliza com uma menção de Zorobabel. perto do final do AT.37 . que começa explicando que o Deus irá fazer no novo templo um dia ganhará uma atenção internacional.Ageu Autor: Ageu Data: Cerca de 520 aC Autor Ageu. Lc 3). cujo nome significa “Festivo”. eles precisam perceber que são infrutíferos (1. seu Filho Jesus Cristo. Cristo Revelado Duas referências a Cristo no Livro de Ag são destacadas. se eles entregarem a ele o que eles têm (1. Após um transtorno entre os povos da terra.5-6). o ministério de Ageu e o de Zacarias fizeram com que o povo se reanimasse e completasse a tarefa em cinco anos. a outra trata de uma solução a longo alcance.12-13) acerca das coisas limpas e imundas e da influência deles sobre a outra. todavia quando os inimigos zombaram dos esforços dos construtores . Data O ministério de Ageu cobriu um período de um pouco menos de quatro meses. levando ao seu grupo desanimado a segurança da presença de Deus. para que somente a glória de Cristo permaneça. Deus fala duas vezes ao povo. 81 . A solução tem duas partes: uma trata do problema urgente. A presença dele irá fazer com que a memória do glorioso templo de Salomão decaia. para representar a natureza do servo a ser cumprida. Primeiro.19).10-23) Agora que o povo está trabalhando. porque eles tinham abandonado a Casa de Deus e ido para sua própria casa (1. Após ver seu problema. estabelecendo.

5. A segunda mensagem do Senhor: Esforçaí-vos e trabalhai 2. está a constante operação do ES. enquanto comparam o templo que eles estão. operando para os libertar do medo.” No centro do concerto de Deus com seu povo. A primeira mensagem do Senhor: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos 1. Esboço de Ageu I.10-19 Uma promessa para Zorobabel 2. Os versículos anteriores mostram o povo de Deus desencorajado. E esforçaí-vos.” O ES é um dom constante para o povo de Deus: “E o meu Espírito habitava no meio de vós.5.1-6 Considerai o que devíeis fazer: edificar a Casa de Deus 1..” A motivação para fazer isso também está mencionada: “Porque eu sou convosco.7-11 Os resultados de considerar vossos caminhos 1. a fim de que eles possam se mover corajosamente no cumprimento da comissão divina.O Espírito Santo em Ação Uma breve mas bonita referência ao ES é encontrada em 2.1-3 Chamado para esforçar 2. construindo com o glorioso templo de Salomão. a fim de ter o trabalho concluído. A terceira mensagem do Senhor: Eu vos abençoarei 2.20-23 Índice 82 .12-15 II. que o novo templo vai substituir.6-9 III.” Ag 2.1-15 Considerai o que tendes feito: negligenciastes a Casa de Deus 1. “segundo a palavra que concertei convosco. O v.1-9 A comparação do novo Templo com o templo de Salomão 2. agora. 5 inclui estes importantes pontos: O ES é uma parte vital no concerto de Deus com o seu povo. Portanto: “não temais. então explica como o ES vai interagir com o espírito do povo.4-5 A glória vindoura do novo templo 2.. A palavra do Senhor a eles é: “Esforça-te.” A presença do ES remove o medo do coração do povo de Deus.10-23 Um pergunta aos sacerdotes 2.

9-14 foram escritos depois de 480. tanto como Rei como sacerdote 96. para substituir as formalidades religiosas. Zacarias e Ageu persuadiram o povo a voltar ao Senhor e aos seus propósitos para restaurar o templo. A visão da mulher num efa significa a santidade de Deus e a remoção do pecado. Ele é um dos mais messiânicos de todos os profetas do AT. fielmente. O povo é chamado para se arrepender de sua apatia e completar a tarefa que não foi terminada. O livro está repleto de referências de Zc à palavra do Senhor. Durante cerca de doze anos a construção foi obstruída pelo desânimo e pela preocupação com outras atividades. numa cidade restaurada. todavia. finalmente foram capazes de conseguir uma ordem do governo da Pérsia para interromper a construção.12). Rapidamente. o Renovo (3. A visão dos quatro carros retrata o soberano controle de Deus sobre a Terra. em 518 aC. (Estudos das últimas coisas) Cristo Revelado Zacarias é.13). assegura ao seu povo o seu amor e cuidado por eles. à medida que eles foram cercados com a oposição dos vizinhos samaritanos. reconstruíram o altar e iniciaram a construção do templo. Logo. O profeta não entrega sua própria mensagem. às vezes. Ele profetizou que o Messias virá como o Servo do Senhor. A Visão dos quatros chifres e dos quatro ferreiros trazem à memória o julgamento de Deus. dado referências distintas e comprovadas sobre a vinda do Messias. referido como o mais messiânico de toso os livros do AT. estavam entre os mais pobres dos judeus cativos. Conteúdo O livro de Zc começa com a veemente palavra do Senhor para o povo se arrepender e se voltar novamente para seu Deus. exceto Ezequiel. como o homem cujo nome é Renovo (6.4-11). As visões são seguidas por uma cena de coroação na qual Josué é coroado tanto como rei como sacerdote. Data O ministério de Zacarias começou em 520 aC. quando o Messias reinaria de um templo restaurado. Os caps 9-14 Contêm muita escatologia. As profecias que abrangem o Livro de Zacarias foram reduzidas à escrita entre 520 e 475 aC. mas ele.38 . a apatia se estabeleceu. existe uma olhada apocalíptica na vele e pacífica cidade de Deus. Zacarias encorajou o povo de Deus indicando-lhe um dia. A visão grandiosa do castiçal todo revestido de ouro entre os vasos de azeite assegura a Zorobabel que os propósitos de Deus serão cumpridos somente pelo seu Espírito. um contemporâneo de Ageu. Com Ageu. cujo nome significa “O Senhor se Lembra”. através de oito visões. Os caps 9-14 sãos as seções mais citadas dos profetas nas narrativas dos Evangelhos. ele foi chamado para despertar os judeus que retornaram. A referência à Grécia em 9. então. A visão do rolo voante emite o pronunciamento de Deus contra o furto e contra o juramento falso. aparentemente. e como o verdadeiro Pastor (11. No apocalipse. dois meses após Ageu haver completado sua profecia. Nos caps 7-9. para completar a tarefa de reconstruir o templo (ver Ed 6. Deus usa a ocasião de uma questão sobre o jejum para reforçar sua ordem para justiça e juízo. que. Isso é poderosamente um simbolismo da vinda do Messias. Deus. Avisão do homem e dos cavalos lembra ao povo o cuidado de Deus.13 pode indicar que os caps. A visão dos primeiros capítulos foi dada. A Visão do homem com um cordel de medir. filhos de Ido. enquanto o profeta ainda era um jovem (2. quando a Grécia substituiu a Pérsia como o grande poder mundial.Zacarias Autor: Zacarias Data: 520—475 aC Autor Zacarias. Ele dá um expressivo 83 . Como filho de Baraquias.14).A.4). Cerca de cinqüenta mil pessoas retornaram para Jerusalém sob a liderança de Zorobabel e Josué.8). transmite a mensagem dada ele por Deus. Zacarias é citado mais do que qualquer profeta. Contexto Histórico Os exilados que retornaram à sua terra natal em 536 aC sob o decreto de Ciro. ele era de umas das famílias sacerdotais da tribo de Levi. Os caps 7-8 ocorrem dois anos mais tarde. foi um dos profetas pós – exílicos.

1-11.1-8 III.18-21 O homem com um cordel de medir 2. Essas palavras foram transmitidas pelo ES.10). 2) que o ES removerá cada obstáculo que está no caminho. Ritual religioso ou arrependimento verdadeiro ? 7.7-17 Os quatro chifres e o ferreiro 1. na maioria dos manuscritos a primeira pessoa é usada: “E olharão para mim. profetizou sua definitiva recepção pela cada de Davi. que impede a conclusão do templo de Deus. seus sofrimentos (13.9.” Jesus Cristo. Zorobabel é confortado na segurança de: 1) que a reconstrução do templo não será por força militar ou por proeza humana.1-6 II. mas pelo ministério do ES. Um dos versículos mais dramáticos das Escrituras proféticas é encontrado em 12. O chamado ao arrependimento 1.9-15 IV.7-10). Mc 11.15 O homem e os cavalos 1.21 Índice 84 .1-4 A mulher no meio do efa 5. O Espírito Santo em Ação O versículo mais freqüentemente citado do AT em referência à obra do ES é 4. As oito visões 1. Duas referências a Cristo são de profundo significado. sua crucifixão (12. O triunfo de Sião 8.1-13 O sumo sacerdote 3. A restauração de Sião 8.17 A Segunda profecia: O Messias Reina 12. A coroação do sumo sacerdote 6. pessoalmente. quando.1-23 VI.1-14. Um triste comentário em 7. a quem traspassaram.10.4.testemunho sobre a traição de Cristo por trinta moedas de prata ( 11.5-11 Os quatro carros 6.6.12 recorda ao povo sua rebelião contra as palavras do Senhor pelos profetas.1-23 A primeira profecia: O Messias rejeitado 9. Esboço de Zacarias I.12-13).1-10 O castiçal e o vaso de Azeite 4.4).7) e sua segunda vinda (14.7-6. quatrocentos anos antes do acontecimento (ver Mt 21. A entrada triunfante de Jesus em Jerusalém é descrita com detalhes em 9.1-14 V.1-14 O rolo voante 5.

é melhor considerar o livro como escrito pelo próprio profeta. ele exorta o povo a observar as Leis dadas a Israel através de Moisés e promete a vinda do Messias e do seu precursor. Malaquias continua a descrever o tipo original do sacerdócio. por reterem os dízimos e as ofertas exigidas. Aquele dia será um tempo de julgamento. Conteúdo Na sua declaração de abertura. nós encontramos claras elocuções proféticas com respeito ao repentino aparecimento de Cristo—o anjo do (novo) concerto (3. O profeta. Finalmente. permitindo a ele proclamar com clareza e fervor a sua visão da vinda de Cristo. Portanto. dadas a eles pelo Senhor. Jesus (3.2) Ninguém . Data A falta de menção de qualquer rei ou de incidentes históricos identificáveis torna a datação um tanto difícil. outorgou a ele o privilégio de levar a linhagem de profetas escritores fiéis e dedicados a um término. usando o pseudônimo Mal’aki (“Meu mensageiro”). considerado por alguns ter sido Esdras. “Quem subsistirá. Malaquias não é mencionado em mais nenhum lugar na Bíblia. Numa linguagem fervorosa e brilhante. ele salienta. provavelmente. além disso. Depois. mas. um contemporâneo de Neemias. o profeta salientam o desdém aberto e arrogante dos sacerdotes pela Lei e sua influência negativa sobre o povo. sobre o Mensageiro do concerto e o grande e terrível dia do julgamento divino. Como tal.10) tornam a data pós– exílica simultânea com Neemias mais provável ( cerca de 450 aC). num período de uns mil anos. censura as práticas não-religiosas do povo. castigado. O ES. Seus escritos demonstram que ele foi um profeta dedicado— Uma pessoa nitidamente em sintonia com o ES. Malaquias salienta o amor imutável de Deus por seu povo. mas também explicaram detalhadamente ao povo seus pecados e os advertiram a respeito do justo julgamento de Deus. Essa declaração conclui o AT e o liga à boas-novas da provisão de Deus no Sol da Justiça descrita no NT.A. predisseram a vinda do Justo. Malaquias é o último de muitos homens divinamente inspirados que. por suas próprias forças pode. Contexto Histórico Como já foi mencionado. devido à sua misericórdia. Primeiro. Elias (João Batista). “o Sol da Justiça. isto é.1). O profeta mostra que eles provocam muita queda no pecado. sua recusa da justiça de Deus e sua defraudação ao Senhor. no qual o justo será galardoado. para aqueles que temem ao Senhor. Não somente eles profetizaram acerca da vinda do Messias. O Espírito Santo em Ação A Obra do ES em Malaquias é evidente na sua pessoa e no ministério profético. ele os adverte de que o Senhor não será um espectador inativo. que dura para sempre. Este é o fundo paras as reprovações e exortações que se seguem.2).39 . serão castigados severamente. um triunfo vitorioso (4. ele podia ser efetivamente usado para advertir o povo sobre seu comportamento pecaminoso e persuadi-lo a conformar sua vida com a lei do Senhor.Malaquias Autor: Malaquias Data: Cerca de 450 aC Autor Embora alguns atribuam Malaquias a um escritor anônimo. Ele foi. Cristo Revelado No último livro do AT. além disso. O uso de várias palavras persas no texto e a referência a um templo reconstruído (1. podemos aprender que ele teve um grande amor pelo povo de Judá e pelas cerimônias do templo. Ele profetiza sobre o Sol da Justiça. quando ele aparecer?” (3. 85 . Isso é seguido por uma súplica fervorosa para vigiarem suas paixões e serem fieis às esposas da sua mocidade. a traição dos sacerdotes leigos no divórcio de esposas fiéis e casamento de mulheres pagãs que praticam adoração de ídolos.1) nascerá e salvação trará debaixo das suas asas”. de seus escritos. a não ser que eles se arrependam. e o ímpio. em termos não –ambíguos. mas. mas.

13-4.6-12 VI.4-6 Índice 86 .6-2.1 I.17-3-5 V. O dia do Julgamento 2.3 VII. O amor do Senhor por Israel 1. A infidelidade do povo 2. O destino do ímpio e do Justo 3. Bênção no dar 3.9 III.2-5 II.Esboço de Malaquias O Título 1. O fracasso dos sacerdotes 1. Exortação e Promessa 4.10-16 IV.

18.27).1-11. introduzindo muitas delas com a fórmula “para que se cumprisse”.” (7.24) quanto seu retorno na glória (como em 13.N. 13. Jesus normalmente faz alusão a si mesmo como o Filho do Homem. A não ser no início e no final do Evangelho. que é chamada a viver nova ética do Reino dos céus.46) narra a viagem final de Jesus a Jerusalém e revela seu conflito climático com o judaísmo.44.Mateus Autor: Mateus Data: Cerca de 50—75 dC Autor Embora este evangelho não identifique seu autor. Mt estrutura cuidadosamente suas narrativas para revelar Jesus como cumpridor de profecias específicas.12. além de seu nome e ocupação. que é a garantia da presença viva de Jesus. No Evangelho. pode revelar o objetivo de Mt em mostrar Jesus como o cumprimento da lei.1.17. A Quarta parte ( 13. o apóstolo e antigo cobrador de impostos. O Evangelho de Mt pode ter servido como manual de ensino para a igreja antiga. Jesus tem um relacionamento direto e sem mediação com o Pai (11. mas foi planejada para mostrar que o Judaísmo encontra o cumprimento de suas esperanças em Jesus. Como o Filho.15-20). Cada divisão termina com uma fórmula como: “Concluindo Jesus estes dircusos. 3. Mt mostra que Jesus é o Messias ao relacioná-lo às promessas feitas a Abraão e Davi.22.27. II e III geralmente concordavam que Mt foi o primeiro Evangelho a ser escrito.28.. como citações na literatura cristã do Séc I. uma referência velada ao seu caráter messiânico (Dn 7.1) reproduz as instruções de Jesus a seus discípulos quando ele os enviou para a viagem missionária.14). Os caps. ele impregna seu Evangelho tanto com citações quanto com alusões ao AT.15. 26.53. no qual Jesus descreve como as pessoas devem viver no Reino de Deus.13.35) o principal discurso aborda a conduta dos crentes dentro da sociedade cristã (cap 18).53-18. a antiga tradição da igreja o atribui a Mateus. Data Evidências externas.1-25.18.1 . testemunham desde cedo a existência e o uso de Mt. A tradição diz que. Conteúdo O objetivo de Mt é evidente na estrutura deste livro. em conexão com a resposta humana necessária. No prólogo (1. A Terceira parte (11. A quinta Parte (19. 87 .30. Pouco se sabe sobre ele. retrata a realeza de Jesus e sublinha a importância dele para os gentios. Líderes da igreja do Séc.41. O nascimento de Jesus salienta o tema do cumprimento. Mt apresenta Jesus como o Senhor e Mestre da igreja. a nova comunidade. que agrupa os ensinamentos e atos de Jesus em cinco partes. nos quinze anos após ressurreição de Jesus.23). Portanto. 24. a disposição de Mt não é cronológica e não estritamente biográfica. e várias declarações em sues escritos indicam uma data entre 60 e 65 dC. 11.28. 20. Jesus declara: “a igreja” como seu instrumento selecionado para cumprir os objetivos de Deus na Terra (16. como possibilitou-lhe interpretar tanto sua missão de redenção (como em 17. comum ao judaísmo.2-13.1-2.16).1).23.64).12-20). 19. 26. A Segunda parte (8. O restante do Livro (26. 19. 3-7) contém o Sermão da Montanha. 26. à ressurreição e à comissão do Senhor à Igreja. O termo não somente permitiu a Jesus evitar mal-entendidos comuns originados de títulos messiânicos populares.20) detalha acontecimentos e ensinamentos relacionados à crucificação. Cristo Revelado Este Evangelho apresenta Jesus como o cumprimento de todas as expectativas e esperanças messiânicas.28. O uso do título “Filho de Deus” por Mt sublinha claramente a divindade de Jesus ( 1.52) registra várias controvérsias nas quais Jesus estava envolvido e sete parábolas descrevendo algum aspecto do Reino dos céus. 16. A primeira parte (caps..128. 16. ele pregou na Palestina e depois conduziu campanhas missionárias em outras nações. incluindo a surpreendente Grande Comissão (28. Este tipo de estrutura.1. 2. 24-25 contêm os ensinamentos de Jesus relacionados à últimas coisas.

não apenas pelo fato do exorcismo em si. expulsam demônios e fazem milagres.46 A narrativa da Paixão 26.1 Discurso: Missão e martírio 9.16-20).1-25. o ES está ligado ao exorcismo de Jesus e à presente realidade do Reino de Deus. Parte Dois: O ministério de Jesus na Galiléia 8.21-23. Parte Três: Histórias e parábolas em meio a controvérsias 11. Portanto. Em sua obediência a esta missão. Parte um: Proclamação do Reino dos Céus 3. atribuir o ES ao diabo era cometer um pecado imperdoável (12.15-21 e a expulsar demônios (12. Em 7. O poder do Espírito habilitou Jesus a curar (12. profetizam.19).28).1-12 Fuga para o Egito e matança nos inocentes.39 Discurso: Os ensinos escatológicos de Jesus 24. mas não fazem a vontade do Pai.27 Discurso: Ensino sobre a igreja 18.27). ele foi tomado pelo Espírito de Deus (3.1-11.11).2-12. do Filho e do ES” (v. aqueles que na igreja.27 Narrativa: Vários episódios precedentes à jornada final de Jesus em Jerusalém 13. Parte Cinco: Jesus na Judéia e em Jerusalém 19.16) e foi conduzido ao deserto para ser tentado pelo diabo como preparação adicional a seu papel messiânico (4.46 Narrativa: A jornada final de Jesus e a instauração do conflito 19.29 II.35-11.1-23.1-7. Mas precisamente.1-25. Da mesma forma que João imergia seus seguidores na água.18-25 A adoração dos magos 2. pois os filhos dos fariseus (discípulos) também praticavam exorcismo (12. Parte Quatro: Narrativa.1-7. Presumivelmente.29 Narrativa: Início do Ministério de Jesus 3.50 Discurso: Parábolas do Reino 13.1 III.1-35 V. evidenciando que o Reino de Deus havia chegado e que o poder de satanás estava sendo derrotado. “batizando-os em nome do Pai.13-13 I.29 Discurso: O Sermão da Montanha 5.1-20 Índice 88 .1-17 O nascimento 1.53-17. Os discípulos são ordenados a ir e a fazer discípulos de todas as nações.1-7. Finalmente. os discípulos de Jesus têm garantida sua constante presença com eles. Isto é.28.O Espírito Santo em Ação A atividade do ES é evidente em cada fase e ministério de Jesus.1-2.18-20). Foi por meio do poder do Espírito que Jesus foi concebido no ventre de Maria (1. a volta para Israel 2. Em 12.21) Jesus declarou que suas obras eram feitas sob o poder do ES. o ES é encontrado na Grande Comissão (28.53-17.1-27.28-32).2-13.1-11.1).1-52 IV. eles deveriam batizá-los “no/com referência ao “ nome— ou autoridade– do Deus Triúno.23 Genealogia de Jesus 1.66 A narrativa da ressurreição 28. o mesmo ES que inspira atividades carismáticas também deve permitir que as pessoas da igreja façam a vontade de Deus (7.1 Narrativa: Histórias dos dez milagres 8. encontramos uma advertência dirigida contra os falsos carismáticos. Esboço de Mateus Prólogo: Genealogia e narrativa da infância 1. Jesus imergirá seus seguidores no ES (3. o ES está executando um novo acontecimento com o Messias—”é chegado a vós o Reino de Deus” (v.52 Narrativa: Controvérsia que se intensificam 11. Antes de Jesus começar seu ministério público. controvérsia e discurso 13.28).

e por esse motivo instigou uma temerosa perseguição na qual Paulo e Pedro morreram. A palavra ocorre quarenta e duas vezes. Em meio a uma igreja perseguida. Todo o ministério de Jesus (milagres. É o evangelho da ação. Embora a igreja antiga tenha tomado cuidado em manter a autoria apostólica direta dos Evangelhos. a antiga tradição é unânime em dizer que o autor foi João Marcos. Ele destaca as atividades dos registros mediante o uso da palavra grega “euteos” que costuma ser traduzia por “imediatamente”. ressuscitaria” (8. Conteúdo Mc estrutura seu Evangelho em torno de vários movimentos geográficos de Jesus. e não contém nenhuma genealogia e explicação do nascimento e antigo ministério de Jesus na Judéia. ensinamentos sobre o reino de Deus. que aconteceu durante as perseguições do Imperador Nero por volta de 67 dC. indica ter sido escrito antes da destruição do Templo em 70 dC. onde eles podem descobrir o significado e esperança em seu sofrimento. que fosse morto. Data Os fundadores da Igreja declaram que o Evangelho de Mc foi escrito depois da morte de Pedro. mais do que em todo o resto do NT.14.31). 12. Mc enfatiza pouco a lei e os costumes judaicos. e tome a sua cruz e siga-me” (8.Marcos Autor: Marcos Data: Cerca de 65—70 dC Autor Mesmo que o Evangelho de Mc seja anônimo. o evangelista Marcos escreveu suas “boas novas”. bispo da Igreja em Hierápolis (cerca de 135-140 dC). também torna a narrativa rápida. depois de três dias.21. Marcos guia seus leitores à cruz de Jesus.27. que tem seu clímax na cruz e ressurreição. 13. Contexto Histórico Em 64 dC.N.50) e Judéia (caps 10-13). O que era verdade para Jesus deveria ser para os apóstolos e discípulos de todas as idades. O Evangelho pode ser visto como duas metades unidas pela confissão de Pedro de que Jesus era o Messias (8.32-34). O Evangelho em si. Essa característica tende a apoiar a tradição de que Mc escreveu para uma audiência romana e gentílica.39). 15. mas torna-se uma norma para o comprometimento do discipulado: “Se alguém quiser vir após mim. Após a introdução (1. negue-se a si mesmo. O uso freqüente do imperfeito por Mc denotando ação contínua.17-30) e pelo primeiro anúncio de Jesus e sua crucificação (8. Mc narra o ministério público de Jesus na Galiléia (1. Existem muitos latinismos no Evangelho (4.31. e que fosse rejeitado pelos anciãos. escolha de discípulos. seguidor próximo de Pedro ( 1Pe 5. O mais antigo testemunho da autoria de Mc tem origem em Papias. Mc também é o Evangelho da vivacidade. movendo-se rapidamente de uma cena para outra.45). testemunho que é preservado na História Eclesiástica de Eusébio. Está claro que ele quer que seus leitores tomem a vida e exemplo de Jesus como modelo de coragem e força. Os olhares e gestos de Jesus recebem atenção fora do comum. mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”(10. que não era um apóstolo. comunhão com os pecadores. No centro do Evangelho há pronunciamentos explícitos de “que importava que o Filho do Homem padecesse muito.34). etc.14-9. Nero acusou a comunidade cristã de colocar fogo na cidade de Roma. Mc é o menor dos Evangelhos. Esse pronunciamento de sofrimento e morte é repetido (9. enquanto que Mc é como um filme da vida de Jesus. 6. culminando na paixão e ressurreição (caps 14-16). os pais da igreja atribuíram coerentemente este Evangelho a Marcos. 10. e pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. Mt e Lc apresentam o que poderia ser descrito como uma série de imagens coloridas. mas que. ele enfatiza a Paixão de Jesus de modo que se torna a escala pela qual todo o ministério pode ser medido: “Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido.31).13) e companheiro de Paulo e Barnabé em sua primeira viagem missionária.1-13). especialmente o cap. A maior parte das evidências sustenta uma data entre 65 e 70 dC. que chega ao clímax com sua morte e ressurreição subseqüente. De muitas formas. vivendo constantemente sob ameaça de morte. O Evangelho de João é um retrato estudado do Senhor. 89 . Papias descreve marcos como “interprete de Pedro”.) está inserido no contexto do amor oferecido pelo Filho de Deus. e sempre os interpreta para o leitor quando os menciona.2 . Frases gráficas e surpreendentes ocorrem com freqüência para permitir que o leitor reproduza mentalmente a cena descrita.

7-6.7). atentando para o discipulado. Em duas ocasiões. que queria corrompê-lo antes que le embarcasse em uma missão de destruir o poder do inimigo nos outros.19-30).10).1-13.14-20).1-12). Jesus também refere à inspiração do AT pelo ES (12. 3. Tanto o batismo quanto a transfiguração testemunham sua qualidade de filho (1. num total de catorze vezes em Marcos. Os escribas blasfemaram contra o ES ao atribuírem a satanás a expulsão dos demônios.14-9. A narrativa do ministério subseqüente de Cristo testemunha o fato de que seus milagres e ensinamentos resultaram da unção do ES. Além das referências explícitas ao ES.39). profeta. Mesmo apesar de muitas pessoas interpretarem mal sua pessoa e missão. A segunda vinda do Filho do Homem revelará totalmente seu poder e glória. sugere que os discípulos de Jesus deveriam ter um discernimento amplo ao mistério de sua identidade.12) para que fosse tentado. O ES desceu sobre Jesus em seu batismo (1. Mc declara graficamente que “o Espírito o impeliu para o deserto” (1.50 Princípio: Sucesso e conflito iniciais 1. habilitando-o para seu trabalho messiânico de cumprimento da profecia de Isaías (Is 42. 6. como os seguidores de João o eram nas águas. como poder. é “Filho do Homem”. o sábado (2. Mc emprega palavras associadas com o dom do Espírito. os espíritos imundos o reconhecem como Filho de Deus (3.13) não era tão popular entre os Judeus como o título “Filho do Homem” para revelar e para esconder seu messianismo e relacionar-se tanto com Deus quanto com o homem.1. Título de abertura do trabalho de Mc.16. Mc recorda a profecia de João Batista de que Jesus “vos batizará com o ES” (1. a morte (5. autoridade. Esboço de Marcos Introdução 1. O contexto define o significado dessa verdade assustadora.30). Mc.28). as tradições legalistas (7. a narrativa da crucificação termina com a confissão do centurião: “Verdadeiramente. Como designação para o Messias.1-2). aceitar sua cruz e segui-lo. Sua visão prejudicada tornou-os incapazes do verdadeiro discernimento. fornece sua tese central em relação a identidade de Jesus como o filho de Deus.4-8 O batismo de Jesus 1. o pecado (2.21-34). 48.1-13 Declaração sumária 1.1 Cumprimento da profecia do AT 1. 3.9-11 A tentação de Jesus 1.1-6).36).1).27. este homem era o Filho de Deus.22). Um grande estímulo aos cristãos que enfrentam a hostilidade de autoridades injustas é a garantia do Senhor de que o ES falará através deles quando testemunharem de Cristo (13. os discípulos de Jesus precisam ver além de sua missão. Mc demonstra as reivindicações messiânicas de Jesus enfatizando sua autoridade com o Mestre (1. a doença (5. O Espírito Santo em Ação Junto com os outros escritores do Evangelho. O Ministério de Jesus na Galiléia 1.22) e sua autoridade sobre satanás e os espírito malignos (1.13 90 .8). pois esses pecados e blasfêmias podem ser perdoados.27-28. Os crentes seriam totalmente imersos no Espírito.” (15. A explicação de Mc confirma o motivo de Jesus ter feito essa grave declaração (3.35-43).35-41. sugerindo a urgência por encontrar e vencer as tentações de satanás. a natureza (4.14-3. Messias e Reino. 9.6).15-18). enquanto os demônios confessam sua qualidade de filho de Deus. este termo (ver Dn 7.11. O titulo que Jesus usava com mais freqüência para si próprio.11.12-13 I. 61. 5. O pecado contra o ES é colocado em contraste com “todos os pecados” (3.6 Etapas posteriores: Aumento de popularidade e oposição 3. cura. e o templo (11.7). Por fim.45-52). Que Jesus realizava pela ação do ES (3. Filho de Deus” (1.6) faz alusão à qualidade de filho divino de Jesus (12. “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo. imposição de mãos. mas uma história concisa da redenção obtida mediante o trabalho expiatório de Cristo.Cristo Revelado Esse livro não é uma biografia.11). A parábola dos lavradores malvados (12.2-3 O ministério de João Batista 1.

14-8.1-52 Ministério em Jerusalém 11.50 II.Ministério fora da Galiléia 6.1-16.1-20 Índice 91 .26-9.37 A Paixão 14.26 Ministério no caminho para a Judéia 8.1-15.20 Ministério na Transjordânia 10.47 A ressurreição 16. O Ministério de Jesus na Judéia 10.1-13.

3. Zacarias e Isabel.5).1).16.11).1-10).9-14). que estavam entre os fiéis restantes “esperando a consolação de Israel” (2.41-52). então o Evangelho de Lc pode ser datado por volta de 59-60 dC. um companheiro próximo de Paulo (Cl 4. Lc inclui muitas características que demonstram universalidade.9-14). Lc deixa claro que Jesus é o cumprimento das esperanças do AT relacionadas à salvação.21-48.Lucas Autor: Lucas Data: Cerca de 59—75 dC Autor Tanto o estilo quanto a linguagem oferecem evidências convincentes de que a mesma pessoa escreveu Lucas e Atos. o evangelho é abundante em notas de louvor e ação de graças ( 1. louvando Jesus como “luz.39-43). e.68-79. entretanto. 17. a parábola do fariseu e o publicano (18.1-23). 14.. Ao apresentar Jesus como Salvador de todos os tipos de pessoas. Mc 7.43).15. 16. 13.21. nem a discussão sobre a tradição judaica (Mt 15. 11. salientam que Lucas o escreveu antes de At. mas no máximo até 75 dC. que declara que Jesus “veio buscar e salvar o que se havia perdido”.25-26. 16-18). 18. Outros. 6.34. Somente ele relata o nascimento e a infância de Jesus no contexto de judeus piedosos como Simeão. Ana. Um versículo chave do evangelho de Lc é o 19.10. Se for este o caso. 5.4. Por todo o Evangelho.3 .1 é. o médico.4656. Conteúdo Uma característica distinta do Evangelho de Lc é sua ênfase na universalidade da mensagem cristã.20-21. 23. a história de Zaqueu (19. Além disso.1. 12. Ele enquadra o nascimento de Jesus em um contexto romano (2.13. 2Tm 4.1-20.19-31.13-21.21-24). 92 . Por outro lado.16.53.13.18. como o primeiro de uma série de dois volumes. e o perdão do ladrão na cruz (23.29.1-4. “ O primeiro tratado” At 1. Só Lc tem as lições do Senhor sobre a oração ensinada nas parábolas do amigo importuno (18. uma referência ao terceiro evangelho. Lc enfatiza especialmente a vida de oração de Jesus registrando sete ocasiões em que Jesus orou que não são encontrados em mais nenhum outro lugar (3.N. como as evidências internas sustentam esse ponto de vista. Lc também omite as instruções de Jesus aos Doze para se absterem de ministrar aos gentios e samaritanos (Mt 10. Ele enfatiza ainda.1-10).14. 2. ele teria uma grande oportunidade durante aquele tempo para conduzir investigações que ele menciona em 1.1-2. 6.28.25). Por exemplo. Lc omite muito material que é estritamente de caráter judaico.36-50).47). bem como sua visita ao Templo quando menino (2. 9. De todos os escritores dos Evangelhos só ele registra a circuncisão e dedicação de Jesus (2. Lc também exclui os ensinamentos de Jesus no Sermão da Montanha que tratam diretamente do seu relacionamento com a lei (mt 5. 19. não há motivos para contestar a autoria de Lucas. que ele escreveu durante o primeiro encarceramento de Paulo pelos romanos.14. Como Lucas estava em Cesaréia de Filipe durante os dois anos em que Paulo ficou preso lá (At 27. Lc ressalta as advertências de Jesus sobre o perigo dos ricos e a simpatia dele pelos pobres (1. Lc realça o fato de que Jesus não é apenas o Libertador dos judeus. Este evangelho tem mais referências à oração do que os outros evangelhos. 6.1).32) ao comissionamento do Senhor ressuscitado para que se “pregasse em todas as nações” (24.18.29-32. 24-25.20. Data Eruditos que admitem que Lucas usou o Evangelho de Marcos como fonte para escrever seu próprio relato datam Lc por volta do ano 70 dC.46). então provavelmente .12. as raízes judaicas de Jesus. Visto que a tradição de igreja atribui com unanimidade essas duas obras a Lucas.. Para as nações” (2. Do cântico de Simeão. Lc inclui material não encontrado nos outros evangelhos. cerca de 63 dC. 5.1-8. A fim de sustentar esse tema. mas também o Salvador de todo o mundo. mostrando que o que ele registra tem significado para todas as pessoas. 7. E o fato de o escrito dedicar ambos os livros a Teófilo também demonstra solidamente uma autoria comum. como o relato do fariseu e da pecadora (7. ele não inclui o pronunciamento de condenação de Jesus aos escribas e fariseus (Mt 23). Fm 24.

39-56 O nascimento de João Batista 1.16. bem como no fato de João ter cumprido seu ministério sob a unção do ES (1.21).31.49). reivindicando o cumprimento nele (4.5-2. Então. 10.Cristo Revelado Além de apresentar Jesus como o Salvador do mundo. o perfeito salvador da humanidade.1-4 II. Prólogo 1. tornaram com grande júbilo para Jerusalém. E estavam sempre no templo.41-44).21).39.52-53). 7. Jesus é o Messias.18...”(4. como uma pomba (3. Preparação para o ministério público 3.25-27). por excelência. O título “Filho do Homem” é encontrado 26 vezes no evangelho. “Naquela mesma hora.1-8) e ligará o ministério messiânico de Jesus ao ministério poderoso deles através da igreja (24.15).21. 3) Após sua vitória sobre a tentação.1). Jesus ora antes. Em segundo lugar: O ES capacita Jesus para cumprir seu ministério—o Messias ungido pelo ES. usadas com força progressiva.14) 4) Na sinagoga de Nazaré. Jesus é o homem ideal.41-52 III.13 O ministério de João Batista 3.31-44) e continua em todo seu ministério de poder e compaixão. Esboço de Lucas I. A narrativa da infância 1. mas também tem o cuidado de definir a natureza de seu messianismo. o Filho do Homem (5. Nos caps 3-4. Jesus volta para a Galiléia no poder do mesmo (4.19).37).1-4.17-19.51).26-38 Visita das duas mães 1.12. Jesus é o Senhor exaltado.22).21). “adorando-o eles.24. Em quarto lugar: O ES espalha alegria tanto a Jesus como à nova comunidade. Em momentos críticos daquele ministério.17). Em primeiro lugar: a ação do ES é vista na vida de várias pessoas fiéis.1-13 93 . Lc não apenas afirma sua identidade messiânica. Cinco palavras gregas denotando alegria ou exultação são usadas duas vezes com mais freqüência tanto Lc como Mt ou Mc. através de oração de petição leva a cabo o ministério messiânico. Jesus é o amigo dos proscritos humildes. se alegrou Jesus no ES e disse. 6. Jesus é. 9. louvando e bendizendo a DEUS” (24. Lc dá os seguintes testemunhos sobre ele: Jesus é o profeta cujo papel equipara-se ao Servo e Messias (4. 24. ressaltando sua obra tanto na vida de Jesus quanto no ministério continuo da igreja. 2. 1) O Espírito desce sobre Jesus em forma corpórea. Is 61.35.. Lc refere-se a Jesus como “Senhor” dezoito vezes em seu evangelho.49).41.48. Jesus é o filho de Davi (20.” (10. há cinco referencias ao Espírito. 919. O mesmo Espírito capacitou Jesus para cumprir seu ministério. 2) Ele leva Jesus ao deserto para ser tentado (4.52 Anúncio do nascimento de João Batista 1. durante ou depois do acontecimento crucial (3..1-2).1-20 O batismo de Jesus 3.18.1-40 O menino Jesus no templo 2.67. Quando os discípulos voltam com alegria de sua missão (10.57-80 O nascimento de Jesus 2. O mesmo ES que foi eficaz através de orações de Jesus dará poder as orações dos discípulos (18. 5) evidência seu ministério carismático está repleta (4. Ele é constantemente bondoso para com os rejeitados. O Espírito Santo em Ação Há dezesseis referências explicitas ao ES.23-38 A tentação 4. o Servo que se dispõe firmemente a ir a Jerusalém cumprir seu papel (9. Em terceiro lugar: O ES.5-25 Anúncio do nascimento de Jesus 1. relacionadas ao nascimento de João Batista e Jesus (1.24) e o Servo Sofredor (4. Enquanto os discípulos estão esperando pelo Espírito prometido (24. que foi contado com os transgressores (22.28.21-22 A genealogia de Jesus 3. Jesus lê a passagem messiânica: “O Espírito do Senhor está sobre mim.

1.51-19.14-44 Do chamamento de Pedro ao chamamento dos doze 5.29-21.39-23. O ministério galileu 4.28 VI.1-24.53 Índice 94 .50 Em Nazaré e Carfanaum 4. A paixão e glorificação de Jesus 22.14-9.IV.1-6.38 Acontecimentos na entrada de Jesus em Jerusalém 19.4 Discurso escatológico 21.53 A refeição de Páscoa 22. A narrativa de viagem (no caminho para Jerusalém) 9.5-38 VII.1-9.1-21.16 O Sermão da Montanha 6.17-49 Narrativa e diálogo 7.56 A ressurreição e a ascensão 24. morte e sepultamento de Jesus 22.29-48 História de controvérsias 20. O ministério de Jerusalém 19.50 V.1-38 A paixão.

e alguns acontecimentos em particular do ministério de Jesus são comuns a todos os quatro livros. aqueles que o adoram devem fazê-lo espiritualmente.João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 85 dC Autor A antiga tradição da igreja atribui o quarto evangelho a João “o discípulo a quem Jesus amava” (13. Conteúdo Enquanto era bem provável que João conhecesse as narrativas dos outros três Evangelhos. Em 1. Ele mostra o estado preexistente de Jesus com Deus. 2) Através de sua vida e ministério. 95 .16) é exclusiva de João e significa literalmente. em antecipação do Pentecostes.7. bem como sua encarnação.6). Data A mesma tradição que localiza João em Efeso sugere que ele escreveu seu evangelho na última parte do séc.20).29). não apenas como uma figura do passado distante. enquanto os caps 13-21 relatam seu ministério privado aos seus discípulos. Ele é “outro consolador”. Como.12). João tem discursos extensos. João revela a função do ES em continuar a obra de Jesus. João usa sete milagres cuidadosamente escolhidos a dedo que servem como “sinais”. Cristo colocou-se coerentemente além de si mesmo perante o Pai que o havia enviado e a quem ele buscava glorificar. A experiência de ser “nascido no Espírito” descreve o Novo Nascimento (3.N. De acordo com escritores cristãos do séc. onde continuou seu ministério. os próprios milagres que Jesus realizou como “sinais”.João demonstra que o papel do Espírito abrange cada faceta da vida. Seria um grave erro. eles podem ter usado as tradições literárias comuns e/ou orais. conforme citado nos Sinóticos. guiando os crentes e a um entendimento dos significados. Na verdade. João lida com as implicações teológicas da primeira vinda de Jesus. testemunham a missão divina do Filho de Deus. a maioria dos eruditos aceitam esta tradição. conforme comandado e motivado pelo ES (4. ele revelou o Pai. 21. Para João. Mc 13. ele trabalha como o agente que convence o mundo do pecado. Cristo Revelado O livro apresenta Jesus como ó único Filho gerado por Deus que se tornou carne. I. 2) Em lugar dos muitos milagres e cura dos sinóticos. Deus é o Espírito. Na falta de provas substanciais do contrário. ao invés de uma. Ao contrário. sua divindade e essência.3).4 .811). o que estendeu o ministério de Jesus até o final desta era. em essência. o Espírito torna-se o capacitador divino para o ministério autorizado (20. que pertencia ao “círculo íntimo” dos seguidores de Jesus (Mt 17.26. isto é. 19. alguém como Jesus. 20.2. Em relação ao mundo exterior de Cristo. assim.23. compreender o objetivo do Espírito apenas em termos daqueles em situações difíceis. provavelmente durante a guerra Judaica de 66-70dC.24). I . ele procurou a redenção da humanidade. isto é. Além disso. João divide o ministério de Jesus em duas partes distintas: os caps 2-12 dão uma visão de seu ministério público. a humanidade de Jesus significava essencialmente uma missão dupla: 1) como o”Cordeiro de Deus (1. implicações e imperativos do evangelho e capacitando-os a realizar “obras maiores” do que aquelas realizadas por Jesus (14. denominado “prólogo”. João mudou-se para Éfeso. Nesse caso. enxergá-lo como um contemporâneo. O esquema amplo é o mesmo.1. entretanto.21-23). ele escolheu não seguir a seqüência cronológica de eventos dos mesmos como uma ordem tópica. 4) Os ditos “Eu sou” são unicamente joaninos.1-18. “alguém chamado ao lado”. O Espírito Santo em Ação A designação do ES como “Confortador” ou “Consolador” (14. Aqueles que crêem em Cristo hoje podem. da justiça e do juízo (16. Algumas das diferenças distintas são: 1) Ao invés das parábolas familiares. 3) O ministério de Jesus gira em torno das três festas da Páscoa.

1-15 Honrando o Pai e o Filho 5. O ministério público de Jesus 1.1-31 Produtividade por submissão 15.19-51 As bodas em Caná 2.30-47 Ministério na Galiléia 6.1-26 III.Esboço de João Prólogo 1.1-9.41 Jesus.1-17.1-12 Ministério em Jerusalém 2.23 A prisão de Jesus 18.1-8 I.1-42 A cura do filho de um oficial do rei 4.36 Jesus e a mulher de Samaria 4.28-19.16-29 Testemunhas do Filho 5.18-16.1-42 Ministério em Batânia 11.23 Epílogo 21. O ministério de Jesus aos discípulos 13.24-25 Índice 96 .26 Servir— um modelo 13.1-14 Julgamento perante o sumo sacerdote 18.1-20 Pronunciamento de traição e negação 13.20-50 II.16 Crucificação e sepultamento 19.1-12.1-17 Lidando com rejeição 15.15-27 Julgamento perante Pilatos 18. Paixão e ressurreição de Jesus 18.50 Preparação 1.19-12.17-42 Ressurreição e aparições 20. o bom Pastor 10.11 Entrada triunfal em Jerusalém 12.43-54 A cura de um paralítico em Betesda 5.1-21.5-33 A oração de Jesus por seus discípulos 17.12-19 Rejeição final: descrença 12.13-3.1-21.1-71 Conflito em Jerusalém 7.21-38 Preparação para a partida de Jesus 14.4 Compreendendo a partida de Jesus 16.

23). e o modelo é uniforme. O livro termina abrupta. O Espírito Santo em Ação O poder do ES através da igreja é característica mais surpreendente de Atos. 26). Conteúdo Atos é uma seqüência da vida de Cristo nos Evangelhos. Em seguida a morte de Jesus é atribuída igualmente à crueldade do home e ao objetivo de Deus. Lc 24. 10. que dá testemunho dele (5.40-41. 10.38). por causa desses fatos e porque o livro não registra a morte de Paulo.3.8 é a chave do livro. a perseguição espalhou-se conta a igreja. pode-se datar a redação de At como próxima à prisão do apóstolo naquela cidade por volta de 62 dC. O poder do Espírito na vida de Jesus o autorizou a pregar o Reino de Deus e a demonstrar o poder do Reino mediante a cura de doente. pois tudo indicava que Lucas tinha atualizado o assunto. 8-12).24-32.14-19 M7 4. Em geral.28). que demonstra uma continuidade essencial.33-36. O livro foi até mesmo chamado de Os Atos do Espírito Santo. Desse lugar de honra suprema e poder executivo. um acontecimento de tamanha importância que Lucas inclui três longas descrições sobre o incidente (caps 9.38. 13.11).23.31). os judeus o haviam “crucificado” por “mãos de injustos” (2. 10. Jesus é apresentado como uma figura histórica (2.12.23). e os crentes se dispersaram (Caps. 97 . especialmente como cumprimento da profecia do AT e como revogação de Deus do veredicto do homem sobre Jesus (1. At relaciona a expansão da cristandade passo a passo para o oeste. 17. 5. É a iniciação da Grande Comissão de Jesus pra formar discípulos de todas as nações (Mt 28. I. Depois da morte de Estevão (7. ocorreu a conversão de Saulo (cap 9). políticos e históricos que podiam encaixar-se apenas no séc. A maior seção de Atos enfoca o desenvolvimento e expansão do ministério gentio comandado por Paulo e seus colaboradores (13. Então a ressurreição de Jesus é enfatizada. registrando a disseminação da cristandade de Jerusalém a Roma. 4.21.31. O mesmo poder em At 2 deu a mesma autoridade aos discípulos. Jesus havia derramado o prometido Espírito Santo (2. Data Lucas conta a história da igreja antiga dentro da estrutura de detalhes geográficos. Os apóstolos declaram que Jesus fora exaltado a uma posição de domínio único e universal (2.38). Por outro lado. Jesus tinha sido “entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus” (2. mas muitos apontam para Lucas. apesar de deixá-lo prisioneiro em Roma. “o médico amado” (Cl 4.39) e o “dom do ES” (2. 3. e não havia mais o que escrever.19. Jesus “por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos” (10. 22.18-20. At 1.3). 17. entretanto. Por outro lado.46-49). Em primeiro lugar. Cristo Revelado Atos registrou vários exemplos da proclamação apostólica do evangelho de Jesus Cristo. começa em Jerusalém (caps 1-7) Como Pedro assumindo o papel principal e os judeus como receptores do evangelho.32) e habilita os crentes (1.. O livro portanto. desde a Palestina até a Itália. 13.42) e retornará triunfante no final dos tempos (1.31).5 – Atos dos Apóstolos Autor: Historicamente Lucas Data: Cerca de 62 dC Autor O livro de At não menciona especificamente seu autor.23).33). Tanto o ministério público de Jesus nos Evangelhos quanto o ministério público da igreja em Atos começaram com um encontro com mo Espírito capaz de mudar vidas.22. não pode ser compreendida sem que se veja a relação entre Atos e os Evangelhos. aqueles que acreditam nele receberão perdão dos pecados (2. A sua obra no livro. Esse versículo prediz o derramamento do ES e seu poderoso testemunho. 4.30.43. 2.60-8.N.10. Durante esse período da história. Àqueles que não acreditam nele serão destinadas coisas terríveis (3. portanto . 5. 5.8). Enquanto isso. em ambos os relatos essenciais os resultados desse acontecimento.1).30-37. O autor é o mesmo que escreveu o Evangelho de Lucas. a expulsão de demônios e a libertação dos cativos (Lc 4.21.14). 3.

Esboço de Atos Prólogo 1.31 Índice 98 . Enéias e Dorcas curados através do ministério de Pedro 9. 2. A terceira viagem missionária de Paulo 18. que “o ES se derramasse sobre também os gentios” (10.32-43 IX.4. O encontro pra a oração no cenáculo 1.15-12. Embora não esteja especificado. 10. 9.1-4.17). O ministério de Estevão 6. normalmente concorda-se que também houve algum tipo de manifestação na qual os samaritanos participaram. O primeiro ministério a não Judeus 8. Autoridade apostólica na igreja antiga 4. A segunda viagem missionária de Paulo 15.44).Lucas observa que as pessoas eram “cheias pelo ES” (2.4.24 Segunda Parte: Paulo e a extensão internacional da igreja em Antioquia 12. Três destes cinco exemplos registram manifestações específicas do ÉS em que as próprias pessoas participavam. O testemunho da igreja antiga 11. Prefácio 1. que “recebiam o ES” (8.18).1-31 VIII.46). A descida do ES no Pentecostes 2.25-28.9-11 IV.15-28.23-21.22 IV.4-8 III.31 IV.1-47 III.24 I.5.4).6) Todas essas passagens são equivalentes à promessa de Jesus de que a Igreja seria “batizada com o ES” (1. A viagem de Paulo a Roma através de Jerusalém 21. que “caiu o ES sobre todos”(10.14 V. A primeira viagem missionária de Paulo 12.1-11.17).1-40 VII.15-26 II.32-5.28 II. pois Lucas diz que Simão viu que “era dado o ES” (8.36-18.19-12.25-14. Os presentes nos dias de Pentecostes e os gentios da casa de Cornélio falaram outras línguas (2.31 I.1-7. A promessa do ES 1.45) e que “veio sobre eles o ES” (19.1-35 III. A cura de um coxo 3.12-14 Primeira Parte: Pedro e o ministério da Igreja Judaica em Jerusalém 1.60 VI. os efésios “falavam línguas e profetizavam” (19. A ascensão de Cristo 1.42 V. A história de Cornélio 10.6). O concerto em Jerusalém para discutir lei e graça 15.18 X.1-3 II. A seleção de Matias como o décimo segundo apóstolo 1. A conversão de Saulo 9.1-14 I.

26) e a chamar Deus de nosso Pai. ele não faz menção explicita do ES em conexão com esses dons. mesmo que os crentes possam não viver completamente de uma maneira coerente com a justiça de Deus (6. Ele também nos torna.31. depois visitar a igreja em Roma (1.1-2). junto com alegria.23).5. Apesar de tudo que aconteceu neste mundo– mesmo que todos os seres humanos sejam pecadores (1.24). Em Roma.1-16. Esta epístola é.1-17 Identificação de Paulo 1.3-8). nos guiando nele (8. Devido a essa grande misericórdia de um Deus tão justo.17). conheceu muito a respeito dos crentes de lá (16. O ES derrama o amor de Deus em nosso coração (5. uma segurança espiritual interior de que somos filhos de Deus (8.1-11. em 56 dC.29. 15. devemos seguir um modelo de vida coerente com a própria justiça de Deus (12. Ele nos permite orar adequadamente (8.16). concedendo desse modo. Conteúdo O tema doutrinal global que Paulo procura demonstrar é que Deus é Justo.N. 15.30). Cristo Revelado Rm é a história do plano de redenção de Deus em Cristo: a necessidade dele (1. mas perdoe os pecadores culpados (3.18-3.17. a igreja havia sido fundada por outros cristãos. 15. 8.21). Embora Paulo descreva brevemente os dons espirituais em RM (12.1-7 Desejo de Paulo de visitar Roma 1.10-11.20).18-3.13. mesmo que Deus não puna. Esboço de Romanos Introcução 1. provavelmente tenha sido entregue por Febe (16.22-24). estava chegando ao fim de sua terceira viagem missionária. 15.18-3.36) e a aplicação do evangelho à vida cotidiana (12. Devemos centrar a nossa mente nas coisas do Espírito.25-28.20).1-8.36) .18-39). a descrição detalhada da obra de Cristo e sua implicações para os cristãos (3. uma declaração madura de sua compreensão do evangelho. exceto para referir-se a eles como espirituais em 1. planejou viajar para a Espanha para pregar o evangelho (15. se desejamos agradar a Deus (8.27). paz e esperança através de seu poder (14. mesmo que os muitos judeus não creiam (9.3-15).13. progressivamente. Ocasião e Data É mais provável que Paulo tenha escrito Rm enquanto estava em Corinto.1).5. através de suas viagens. ele tinha fundado igreja através de todo o mundo mediterrâneo. Ele escreveu para dizer aos romanos sobre sua visita iminente. habita em todos que pertencem a Cristo (8.27). A obra atual do ES em nós é apenas um antegozo de sua futura obra celeste em nós (8. portanto .2.11. mais santo na vida diária. por volta de 56 dC. fazendo uma coleta para ajudar os cristãos necessitados de Jerusalém (15. fornecendo-nos um modelo de santidade a seguir(8.21-11. mas vinha pregando o evangelho desde sua conversão em 35 dC.8-15 Resumo do evangelho 1.6.Romanos Autor: Paulo Data: 56 dC Contexto Histórico Quando Paulo escreveu Rm.6 . Depois de ser revigorado e apoiado pelos cristãos de Roma. 2Co 8-9).16). A carta.20 99 .ainda assim Deus é perfeitamente Justo e nos perdoou através de sua graça.14) e purificando nossa consciência para prestar testemunho verdadeiro (9. ele ainda não tinha estado em Roma. mesmo que os crentes sofram e a redenção final retarde (8.13).19).11).21-5.4). Agora. nos dando poder para obedecermos a Deus e superarmos o pecado (2. 7.6). e Paulo.9-11) e nos dá vida (8. Durante os dez anos anteriores.116. Ele planejou ir a Jerusalém com essa coleta. O Espírito Santo em Ação O ES confere poder na pregação do evangelho e na realização de milagres (15.

39 IV.13 VI. Todos pecaram 1. permaneceu preso mais uma vez em Roma e foi decapitado fora da cidade. na Grécia e . Deus e Israel 9.1-3) Levou o evangelho paras os gentios (Gl 2.12-16) Chamado para Missões: A igreja de Antioquia foi instruída pelo ES a enviar Paulo ao trabalho (At 13. aprisionado novamente.5) Perseguidor dos cristãos ( At 8.1-11.3) Religião anterior: Hebreu e fariseu (Fp 3. na Espanha (Rm 15.11-21) Discutiu com Barnabé por causa de João Marcos (At 15.21-5.5) Treinamento: Aprendeu a arte de fazer tenda (At 18. possivelmente.36-41) Realizações: Três viagens missionárias prolongadas (At 13-20) Fundou inúmera igrejas na Asia Menor. Recomendações pessoais 16.20 II.1-8) Recebeu o derramamento do ES na rua chamada direita (At 9. Fim da vida: Depois da prisão em Jerusalém. Aplicações práticas 12. 22.18-3.7-10) Papéis: Falou em nome da Igreja de Antioquia no concílio de Jerusalém (At 15.1-8. A própria situação de Paulo 15.I.12) Opô-se a Pedro (Gl 2.24. foi libertado da prisão.27. o que lhe permitiu mais obras missionárias.17-18.1-3. Bênção 16.1-24 VIII.14-33 VII.28) Escreveu cartas para inúmeras igrejas e vários indivíduos que agora compõe um quarto do NT.16-31) De acordo com a tradição cristã. na Cilicia (At 22.3 Estudou com Gamaliel (At 22.36 V. Justificação apenas pela fé 3.5) Origem: Tarso.6) Salvação: Encontrou o Cristo ressuscitado no caminho para Damasco (At 9.25-27 A CARREIRA DO APOSTOLO PAULO (1.3) Tribo de Benjamim (Fp 3.21 III. foi enviado para Roma (At 21. Fp 3.1-4. 28. Índice 100 .1-15. Praticando Justiça na vida Cristã 6.

Durante esse ministério de três anos em Efeso . incluindo a grande imoralidade sexual da cidade de Corinto. fornicação. Visto que Paulo. Talvez o mais iluminador entre o debate atual da igreja em geral seja a maneira como o apóstolo direciona os coríntios a um equilibrado emprego de falar línguas. casamento e divórcio.1-17).1º Coríntios Autor: Paulo Data: Cerca de 56 dC Autor A autenticidade de 1Co nunca foi seriamente desafiada. Situava-se na parte da Grécia e a península de Peloponeso. ingestão de alimentos oferecidos a ídolos. Então. ele enviou uma carta à igreja ( 5. que depois se perdeu. escreveu a carta próximo ao fim do seu ministério em Éfeso (16.14). Mas não devemos fazer vista grossa ao papel do ES em revelar as coisas de Deus ao espírito humano de uma maneira que impede todas as bases para o orgulho (2. e milhares de prostitutas profissionais serviam no templo dedicado à sua adoração. ele recebeu relatórios perturbadores sobre a complacência moral existente entre os crentes de Corinto. Mesmo seu nome tornou-se um provérbio notório: “corintizar” significava praticar prostituição. em sua terceira viagem missionária (At 19). chegou outra delegação de Corinto com uma carta fazendo-lhe certas perguntas(7. 101 .17). membro da igreja em Corinto fez um relato a Paulo sobre a existência da facções divisórias na igreja. Cristo Revelado A epístola contém uma revelação inigualável sobre a cruz de Cristo como uma oposição a todas as jactâncias humanas (caps 1-4) Paulo cita Cristo como nosso exemplo em todo comportamento (1. Antes que pudesse escrever uma carta corretiva. incesto. filosofias divisórias. aparentemente.1-13).2). A principal divindade da cidade era Afrodite (Vênus). Eles podem ter associado algumas das extravagâncias frenéticas do paganismo com o exercito de dons espirituais (12. Ele continuou a levar a correspondência adiante e a cuidar da igreja depois de sua partida (5. ele escreveu a carta que conhecemos como 1 Co. Para remediar a situação.uso do véu. Também revela alguns dos problemas que os antigos pagãos tinham em não transmitir experiências religiosas anteriores à experiência de ministério do ES.17). a epístola pertence a Paulo Data Paulo estabeleceu a Igreja em Corinto pro volta de 50-51 dC.7 .9-11).11) e descreve a igreja como seu Corpo (cap 12). Os gregos eram conhecidos por sua idolatria. Paulo enviou imediatamente Timóteo a Corinto (4. A cidade era infame pela sua sensualidade e prostituição sagrada.N. 16. Contexto Histórico A carta revela alguns problemas culturais gregos típicos dos dias de Paulo.9. Pouco depois.10).8) ela pode ser datada cerca de 56 dC. espírito de litígio e rejeição de uma ressurreição física. dons espirituais e a ressurreição do corpo. esperando que a mesma chegasse a Corinto antes de Timóteo (16. Corinto era uma das cidades comerciais mais importantes da época e controlava grande parte das navegações entre o Oriente e o Ocidente. uma delegação enviada por Cloe. a Ceia do Senhor. quando passou dezoito meses lá em sua segunda viagem missionária (At 17. Conteúdo A carta consiste na resposta de Paulo a dez problemas separados: Um espírito sectário.1. 2Co 12. O Espírito Santo em Ação As manifestações ou dons do Espírito formam as passagens mais conhecidas sobre o ES (caps 12-14). processos. Em estilo e filosofia. deusa do amor licencioso. O Espírito da cidade apareceu na igreja e explica o tipo de problemas que as pessoas enfrentavam. De especial importância são as poderosas conseqüências da ressurreição de cristo para toda a criação (cap 15). afirmando essa prática e recusando qualquer direito de proibi-la (cap 14).

mas nunca motivo para jactância 3.5-4. casamento e escravidão.114.1-13 A necessidade de controle 14. O problema da disciplina da Igreja interna ocorrida devido a um caso de incesto 5.10-4.40 A necessidade de diversidade 12. O problema de diferença ética entre irmãos causado pela ingestão de alimento oferecido aos ídolos 8. Concluindo observações pessoais 16.2-16 VIII.1-11.1 VII.1-11 IV. 7.21 O contraste entre a sabedoria divina e a humana sobre a cruz mostra o erro de um espírito sectário que se origina da sabedoria humana 1.1-13 III.17-34 IX.1 O princípio básico do amor versus conhecimento 8. O problema de um espírito sectário que surgiu de uma preferência por lideres religiosos devido à sua suposta sabedoria superior 1. O problema de abuso sexual do corpo oriundo de uma aplicação errônea do ensinamento ético de Paulo 6.1-27 A aplicação do principio em comportamento e ação 10.4 O papel dos líderes religiosos mostra que eles são importantes.1-11. 9.1-13 O exemplo pessoa de Paulo antecede a seus direitos.1-24 Índice 102 . especialmente nas áreas de sexo.Esboço de 1º Coríntios Introdução com saudação e ação de graças 1.5 Uma repreensão aberta por comparação irônica do orgulho coríntio com a loucura de Paulo 4. O problema de processos entre os cristãos perante cortes públicas 6. O problema do relacionamento entre a esfera secular e a vida espiritual do crente.6-21 II. O problema da ressurreição dos mortos 15. O problema de profanar a Ceia do Senhor 11.1-40 VI. O problema do papel dos sexos à luz da retirada do véu 11.1-31 A necessidade de amor 13. O problema de manifestações espirituais que se originaram de uma abuso do dom de línguas 12.12-20 V.10-3.1-9 I.1-58 XI. 1-40 X.

Nós compartilhamos não apenas a vida e a glória de Cristo.11. Cristo Revelado Jesus é o foco de nosso relacionamento com Deus.14). que é o “marido” da igreja (11. para que. trata da oferta sendo levantada por Paulo para os santos pobres da Judéia e a Terceira parte. Todas as promessas de Deus para nós são sim em Jesus.4. provavelmente.14. Ele é o foco de nossa presente vida neste mundo. 5. mas também sua força. Nós experimentamos sua fraqueza. Características 2Co é a mais autobiográfica das epístola de Paulo. 7. reconciliando o mundo consigo (5. Sua vida estava inseparavelmente leigada à de seus convertidos. Por fim.18).2) e o juiz de todos os homens (5. e a sua disposição de empobrecer.3-7.8 . onde experimentamos simultaneamente em nosso corpo mortal “a mortificação do Senhor Jesus” tanto quanto sua vida (4.N. sua lealdade inflexível à verdade do evangelho e sua indignação implacável ao confrontar aqueles que rompem o companheirismo da igreja. e ele não era profissionalmente frio em seu ministério ( 1. 7.19). 103 . durante seu caminho de volta a Corinto. contêm uma mensagem de reprimenda aos caluniadores existentes na igreja.2. o tratamento de Paulo com a Igreja de Corinto durante o período da fundação. Ao defender seu ministério. Portanto. fossemos feitos justiça de Deus”(5. mostrando sua profunda emoção. Os primeiros sete capítulos contêm a defesa de Paulo sobre a sua conduta e o seu Ministério. entregue por Tito (2Co 2. Proclamamos a Jesus como Senhor e nós mesmo como servos por seu amor a ele (4. em 55 ou 56 dC. embora alguns estudiosos tenha sugerido que 2Co 10-13 possa ter sido parte dela. (1Co 5.6.10). e a carta severa fornecem pano de fundo imediato para a redação de 2Co. de várias maneiras.56 dC Contexto Histórico e Data 2Co reflete. mas também sua morte (4. Deus veio até nós em Cristo. Não possuímos a epístola Severa.10-11). 13. “que não conheceu pecado”.3-4.21). Jesus é o Sim de Deus para nós e nosso Sim para Deus.5).9). pouco antes de voltar a Jerusalém.23-33). os caps 10-13.10-12). Nós vemos a glória de Deus somente em Jesus e só nele somos transformados por essa glória (3. nele. em 55 ou 56 dC A visita final de Paulo a Corinto (At 20). Ele revela o seu forte amor pelos coríntios.5). de modo que os outros pudessem enriquecer (8. contendo inúmera referências às dificuldades que ele enfrentou no curso de seu ministério (11. tenha ocorrido quando ele escreveu Rm.2) Depois dessa dolorosa visita. pois seremos ressuscitados com Jesus (4.17). 12. por volta de 50 dC. Mais uma vez.1. tornou-se “pecado por nós. é “em Cristo” que nos tornamos novas criaturas (5. no qual Cristo. que At não registra.9).9) Paulo escreveu 1Co em Éfeso por volta de 55 dC Uma breve porém dolorosa visita a Corinto causou “tristeza” a Paulo e à igreja (2Co 2.6-8) Paulo escreveu 2Co da Macedônia. Ele também é o foco de nosso serviço a Deus. At 18 Paulo escreveu um epístola anterior a 1Co . A visita dolorosa. A segunda parte. Jesus é o foco de nossa vida futura. 8-9. Essa mudança foi realizada através do maravilhoso ato de graça de Deus.14-15). não há evidências manuscritas que fundamentos esse ponto de vista. caps.4-6). seu zelo ardente pela glória de Deus.13. Paulo escreveu um epístola severa.2º Coríntios Autor: Paulo Data: Cerca de 55 .9-20). sua disposição de ser fraco de modo que os outros pudessem experimentar o pode de Deus (13. até a redação desta epístola. Paulo as menciona para estabelecer a legitimidade de seu ministério e para ilustrar a natureza de verdadeira espiritualidade. Entretanto. Conteúdo 2Co consiste de três partes principais. à medida que procuramos levar “cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (10. Os vários episódios na interações entre Paulo e os coríntios podem ser resumidos conforme a seguir: A visita de Fundação a Corinto durou cerca de dezoito meses. Paulo abre seu coração. pois Cristo é a própria imagem de Deus (4. e dizemos “amém” à estas promessas (1.

Defesa e uso da autoridade apostólica 10. experimentamos um milagre.1-9.5-11 Perturbação em Trôade 2. aí há liberdade” (3.4 Perdoando o ofensor 2.17).1-13.16). A obra do ES é evidente na renovação interna diária (4.2). O ES nos dá liberdade para vermos e liberdade para sermos o que Deus quer que sejamos (3.6-16 IV. O Espírito que vivifica (3.10 V. A experiência presente do Espírito é especificamente um “penhor” do corpo glorificado que receberemos um dia (5. pois ele torna real para nós as ~provisões presentes e futuras de nossa salvação em Cristo.16-24 Preparação conveniente do dom 9.11-14 Índice 104 . que incluía a “comunhão (companheirismo) do ES” (13. através do dom do “penhor do Espírito em nossos corações”.14-7. Saudações finais 13. Saudação 1.12). Nós não apenas lemos a respeito da vontade de Deus na “letra” das Escrituras.3-5) e nos “sinais. Quando nos submetemos à obra do ES.1-2 II. Generosidade ao dar 8. Há liberdade pra contemplar a glória revelada do Senhor e para nos transformarmos mais e mais de acordo com a imagem que contemplamos.15 Macedônios e Jesus como exemplos 8.5-15 Tolerância mal orientada dos coríntios 11.16-18).1-4 Comparação com falsos apóstolos 11. mais provavelmente.O Espírito Santo em Ação O ES é o poder do NT (3.6).12-18 Zelo de Deus pela Igreja 11.13).1-11 Repreensão por comparações tolas 10. um deleite de companheirismo que o Espírito nos dá com Cristo e com todas as pessoas que amam a Cristo. Esboço de 2º Coríntios I.12-13 Natureza do ministério cristão 2.5-16 III.14-13. Isso poderia indicar um sentido da presença do Espírito ou.10 Repreensão por avaliação superficial 10. Explicação do Ministério de Paulo 1.22-12.13-15 Uma delegação honrada 8.13 Anúncio da terceira visita 12. no conflito espiritual (10. “conhecida e lida por todos os homens” (3.3-11 Mudanças de Planos 1.1-9 Cumprindo as boas intenções 8.6) muda nossa maneira de viver abrindo nossos olhos à realidade viva que lemos.20-22). Achamos que “onde está o Espírito do Senhor.1-5).3-7.12-2. experimentamos progressivamente e incorporamos a vontade de Deus e nós mesmo nos tornamos epístolas de Cristo. pois “a letra (sozinha) mata”. Portanto. Paulo terminou sua epístola com uma bênção.1-5 Bênção de dar 9.16-21 Jactância relutante de Paulo 11.4 Deleitando-se com o relatório de Corinto 7. prodígios e maravilhas” do ministério de Paulo (12. nós asseguramos que todas as promessas de Deus são Sim em Cristo e que somos ungidos e “selados” como pertencendo a ele (1.16 Consolação e sofrimento 1.10-12 Compartilhando recursos 8.

20). Seu nome originou-se no Séc. O Espírito Santo em Ação Os judaizantes estavam errados sobre as formas de santificação.N.1). visivelmente retratada no batismo (3. o termo “Galácia” era usado geograficamente pra indicar a região centro-norte da Ásia Menor. 4. a nossa natureza propensa ao pecado. que prontamente admitiram que tinham iniciado sua vida cristã através do Espírito. O verbo “dá” sugere um fornecimento contínuo com generosidade.16) quanto sua humanidade (3.20) e da lei (3. Em 5. Conteúdo Gálatas contém divisões biográficas. Paulo faz um pergunta semelhante relacionada ao ES. quando estava na Macedônia ou em Corinto. Listra e Derbe. como os descritos em 1Co 12-14. No séc.3.26) em uma posição de liberdade (2.30. Paulo também descreve uma dinâmica união de fé com Cristo (2. que incluía várias cidades. 105 . 3. A linguagem que ele usa indica uma experiência do Espírito que se estendeu além da recepção inicial dos gálatas. Paulo apresenta uma série de argumentos e ilustrações para provar a inferioridade da lei em relação ao evangelho e para estabelecer o verdadeiro propósito da Lei. 6. A Galácia não era uma cidade.16. o evangelho fornece meios para se obter a justiça que a Lei exige.14). por que eles estavam buscando maturidade espiritual realizando obras da lei. Paulo declara tanto sua divindade (1.33). aplicação prática da doutrina ( caps.4. Na segunda seção. (caps 3-4). Na primeira seção (caps. doutrinária.56 dC Destinatários Gálatas é a única cara que Paulo endereçou especialmente a uma grupo de Igrejas. A palavra “maravilhas” refere-se às manifestações carismáticas do Espírito evidenciadas por sinais externos.2-3. Cristo Revelado Paulo ensina que Jesus coloca aqueles que têm fé nele (1. Na terceira.5). Embora o cap. em 3. enquanto “opera” indica que Deus continuava a fazer maravilhas através dos crentes cheios do Espírito que não tinha se entregado ao legalismo. Paulo enviou esta carta para as igrejas na província da Galácia. Paulo defende sua autoridade apostólica. Em 3. A principal ênfase do apóstolo está na crucificação de Cristo como base para a libertação do crente da maldição do pecado (1. pode nos permitir morrer pela carne (vs. 5-6). libertando-os da servidão ao legalismo e à libertinagem. designava a província romana na parte centro-sul da Ásia Menor. O que ele quer dizer é que o mesmo espírito que os regenerou faz com que a nova vida deles cresça. do próprio eu (2. e o Espírito que habita em nós. 5.22-23). politicamente. mas uma região da Ásia Menor. Uma passagem importante é 3. Estes versos ensinam que receberemos o Espírito através da fé e que Ele continua a se manifestar no poder à medida que caminhamos na fé. Somente o ES.14. III aC.9 .12). doutrinárias e práticas de dois capítulos cada.12. Em relação à pessoa de Cristo. 2 posse ser identificado com a chegada da fome em At 11.28). I dC.5. em que Paulo pergunta aos Gálatas. 4. quando nos submetemos passivamente ao seu controle e caminhamos ativamente nele.4).16. uma área que incluía as cidades de Antioquia. em sua terceira viagem missionária. são encontradas poucas dificuldades para relacionar a carta com os acontecimentos de At 15. Icônia. bem como a forma de justificação. que ele próprio revelou a Paulo (1. 1-2). Paulo descreve um conflito feroz e constante entre a carne. A frase “a promessa do Espírito”. nos libertar da tirania da lei (v. Ao invés de dar lugar ao pecado. Paulo exorta os gálatas pra usarem adequadamente sua habilidade cristão e para não abusarem da mesma.16-25.Gálatas Autor: Paulo Data: Cerca de 55 . Data A questão da data de Gálatas depende principalmente da correlação de 2.4. Paulo provavelmente tenha escrito a carta por volta de 55 ou 56 dC. 16-17). onde os gálios tinha se estabelecido.1-10 com a visitas de Paulo a Jerusalém registradas em At. quando uma tribo de pessoas da Gália migrou para o local. também foi usada por Pedro pra explicar o derramamento do ES no Pentecostes (At 2.1.18) e fazer com que o fruto da santidade cresça em nossas vidas (vs.

Conclusão 6. a liberdade certamente acabará em libertinagem.Esta seção (5.1-15 Para caminhar através do Espírito 5.1-10 V.1-10 Saudação 1.11-2.11 Por apelo 4.8-9 Declaração da integridade de Paulo 1.6-7 Denúncia contras os judaizantes 1.16-26 Para carregar os fardos dos outros 6.16-25) faz parte da exortação de Paulo em relação ao uso adequado da liberdade cristã. Separada da obra do ES de controlar e santificar.21-31 IV.31 Com discussão 3.1-5 Deserção dos gálatas 1.1-10 A manifestação de sua autoridade 2.18 Índice 106 .1-4.11-21 III.11-18 advertência contra os legalistas 6.14-16 Marcas de um apóstolo 6. Introdução 1. Esboço de Gálatas I.17 Bênção 6. Prática: Paulo exorta os gálatas 5.21 A fonte de sua autoridade 1. Doutrina: Paulo defende seu evangelho 3.1-4.10 Para usar adequadamente sua liberdade cristã 5.10 II.11-24 O reconhecimento de sua autoridade 2.1-6. Biografia: Paulo defende sua autoridade 1.12-20 Por alegoria 4.11-13 Centralidade da cruz 6.

17-19).N. que consiste de seu próprio povo sendo habitado pelo próprio Deus (2. Paulo escreveu Efésios.15-23).12. Tratava-se de uma das sete igrejas a quem Jesus endereçou suas cartas em Ap 2-3. e ele é o que habita nos corações humanos. “O grande Cânon da Escritura” e “O ápice real das Epístolas”. Embora Paulo já tivesse estado em Éfeso antes (At 18. ele é o doador. provavelmente. e ele é o Senhor ressuscitado que não apenas ressuscitou dos mortos e do inferno. 4. e ele é a “principal pedra da esquina” do novo templo.8). o apóstolo escreve esta carta encíclica— para se lida por várias congregações.1. Conteúdo A mensagem pulsante de Efésios é “para louvor de sua (Cristo) glória” (1. ele é o Espírito da unidade. Colossenses e Filemom. ele é o revelador.8-19). ele foi ministrar lá pela primeira vez no inverno de 55 dC. Cristo Revelado Ef foi chamado de “Os Alpes do NT”. Efésios e.Efésios Autor: Paulo Data: Cerca de 60—61 dC Antecedentes Éfeso era um importante porto da Ásia Menor.1.21). iluminando o coração para aprender o propósito de Deus. Ocasião e Data Enquanto estava preso em Roma. 5: Ele é o marido modelo.8-10).10).19-22). em 6.6. Os passos básicos de amadurecimento são dados na direção do compromisso da igreja de lutar conta os poderes do mal: 1) antes da igreja ir para a guerra. Cap. um fato relevante para estudar esta epístola. a igreja aprende onde ela está. a igreja— a expressão atual dele mesmo na Terra (1. localizado perto da atual Izmir. 3: Ele é o tesouro em que são encontradas as riquezas inescrutáveis da vida (3.20).10).3. que pode se entristecer por insistência de ocupações carnais. caps 1-3 e 2) a prática do crente caps. Cap.13. mas que reina como Rei.6: Ele é o Senhor. e 2) antes de andar. derramando sua vida através de seu corpo.11-18). em 5. mas devido à majestade do Cristo revelado aqui.10 . e ele é o vencedor que acabou com a capacidade do inferno de manter a humanidade cativa (4. a carta divide-se em duas seções: 1) a oposição do crente.17-18. nem ruga” (5. aquele em quem e por quem a história será definitivamente consumida (1. em 3. ela deve andar.16. desejando sustentar a ligação de paz no corpo de Cristo.14). Em 1. não somente por seu grande tema. A palavra glória ocorre oito vezes e refere-se à grande excelência de Deus. ele é o Espírito de santidade. a quem Cristo dá força.18. em 1. sua sabedoria e seu poder. a mesma carta mencionada em Cl 4.27). Lá ele ministrou por dois anos inteiros (At 19. o ES é revelado em um ministério bastante amplo e através do crente. O objetivo magnífico está na publicação do compromisso de Jesus de construir uma igreja gloriosa. Efésios revela o processo pelo qual Deus está trazendo a igreja para seu objetivo destinado em Cristo. dando-se sem egoísmo para realçar sua noiva— sua igreja (5.17 e 3.5. em 4. Confinado e aguardando julgamento (3. desenvolvendo um relacionamento tão profundo com os efésios que sua mensagem de despedida a eles é uma das passagens mais emocionantes da Bíblia (At 20. Cap. poderoso na batalha. 107 . 4-6. O Espírito Santo em Ação Como com Cristo. uma vez que ela circulou originalmente para quase o mesmo grupo de igrejas. ele é a fonte através da qual todos deve ser continuamente cheios.25-27. ele é o selador. em 4.17-38).30. o recurso de força para seu povo enquanto eles se armam para a batalha espiritual (6. Cap. 2: Ele é o pacificador que reconciliou o homem com Deus e que também torna possível a reconciliação entre os homens (2. madura e de um ministério “sem mácula. 1: Ele é o redentor (1. 6. Filipenses.16 como estando presente em Laodicéia ao mesmo tempo em que circulava. garantindo-nos o amor de Deus (3. Cap.7). autorizando o crente a representar Cristo. 32). Ele é que dá a Palavra como espada para uma batalha e o assistente celeste que nos foi concedido para nos ajudar a orar e a intervir até que obtenhamos a vitória.

15-17 Manter a plenitude do Espírito através de louvor e humildade 5.18-21 Conduzir todos os relacionamentos de acordo com a ordem de Deus 5. O chamado do crente para a pureza 4. A oração do apóstolo por discernimento 1. O passado.4-10 A antiga separação e falta de esperança 2.15-23 Para a experiência que compartilha da vitória de Cristo 1.9 IX.15-23 Para corações que vêem com esperança 1.19-21 A igreja: o copo de Cristo 1.18-20 Observações finais 6.17-19 Ao tirar o velho e colocar o novo 4. A oração de poder do Apóstolo 3.1-22 A ordem passada dos mortos que vivem 2.1-7 O ministério que é dado a cada crente 3.13-18 A Igreja: Edifício de Cristo 2.17-5. A posição do crente em Cristo 1.9-14 II. presente e futuro do crente 2.21-24 Índice 108 .12-16 VII.1-16 Para alcançar a unidade com diligência 4.1-6 Para aceitar a graça e dons com humildade 4.22-23 III.15-6.8-14 VIII. A vocação do crente para a batalha espiritual 6.7-11 Para crescer no ministério como parte do corpo 4.13-17 A Ação envolvida na batalha 6.14-16 Por fé e amor através da habitação de Cristo 3. A vocação do crente para a vida cheia do Espírito 5.10-20 A realidade da batalha invisível 6.22-6.10-12 Armadura para o guerreiro 6.19-22 IV.14-21 Por força através do ES 3. A responsabilidade do crente 4.1-3 A nova ordem da vida amorosa de Deus 2.20-32 Ao Brilhar como filhos da luz 5.8-13 V.20-21 VI.3-14 Bênçãos de total redenção 1.1-13 O ministério concedido a Paulo 3.11-12 A nova união e paz atual 2.Esboço de Efésios Saudação de abertura 1.3-8 Parceria no propósito de Deus 1.14 Ao recusar a falta de inclinação mundana 4.9 Buscar a vontade e sabedoria de Deus 5.17-19 A igreja e glória de Deus 3.1-2 I. O ministério e mensagem do apóstolo 3.

Paulo fala da alegria do Senhor. Sendo assim. Ele também elogiou calorosamente Epafrodito. Paulo desfrutou de uma amizade mais próxima com os filipenses do que com qualquer outra igreja. ou como ele coloca em 4. Paulo também descreve uma alegria que surge da comunhão na propagação do evangelho. enfatizando que somente através de Cristo se alcança a alegria. esta é a mais bela cara de Paulo.8-9). O fato de essa expectativa ser dominante no pensamento de Paulo é vista em suas cinco referências à volta de Cristo. Ocasião e Data É mas provável que Paulo tenha escrito esta carta durante sua primeira prisão romana.19). Cristo era mais do que um exemplo. ele apresenta a declaração mais concisa do NT em relação à pré-existência. entretanto.17. por volta de 61 dC. como ocorre com todas as outras graças cristãs. a igreja apresentava um forte zelo missionário e era constante em seu apoio ao ministério de Paulo (4. embora prisioneiro. A nota dominante por toda a cara é a alegria triunfante. Paulo declara que o Espírito de Jesus direcionará a realização do propósito de Deus em sus própria experiência (1. Paulo estabeleceu a igreja durante sua segunda viagem. cristo é a soma e a substancia da vida. “o fruto que aumente nossa conta”.12-40 registra a fundação da igreja de Filipo. pessoal e informal. pois o levaria a uma maior experiência da presença de Cristo (1. Seu principal desejo para seus leitores era de que eles pudessem ter a mente de Cristo. sofrer por ele era um privilégio. O Espírito Santo em Ação A obra do Espírito em três áreas é mencionada na carta. Para Paulo. Para Paulo. que tinha trazido a doação de Filipos e quem Paulo estava enviando de volta. 2.21-23) A alegria apresentada em filipenses envolve uma expectativa ávida da volta eminente de Cristo. cheia de ternura. a vida de Paulo ganhou sentido. Conteúdo A mensagem permanente dos filipenses diz respeito à natureza e base de alegria cristã. por volta de 51 dC. a verdadeira alegria não é uma emoção superficial que dependeu de circunstâncias favoráveis do momento.11 .10. Pregar Cristo era sua grande paixão. Primeiro. Paulo. Por toda a carta. Cristo Revelado Para Paulo. 2Co 11. Características Em muitos aspectos. A alegria cristã é independente de condições externas. era muito feliz. Mesmo a morte tornou-se uma amiga. Ao fazê-lo. como sofrimento e perseguição. Ele começa a carta agradecendo aos filipenses pro sua parceria na propagação do evangelhos através de suas ofertas monetárias. baseada na experiência do poder de sua ressurreição. conhece-lo era sua maior aspiração. são apenas uma expressão de seu espírito de comunhão. que renuncia à glória dos céus para sofrer e morrer por nossa salvação (2. Seu estilo é espontâneo.5). o apóstolo descreve a atitude de Cristo. 3.20.Filipenses Autor: Paulo Data: Cerca de 61 dC Antecedentes At 16. As ofertas.15-16. A Alegria definitiva surge da comunhão com Cristo ressuscitado e glorificado. Desde o começo.5-11). Essencial para essa alegria é a convicção confiante de autoridade de Cristo. apresenta-nos um diário íntimo das próprias experiências espirituais de Paulo.6. e invocava seus leitores para sempre regozijarem em Cristo.N. 4. O Espírito Santo também promove 109 . a alegria cristã é uma conseqüência de estar em comunhão ativa com o corpo de Cristo. e é possível mesmo em meio a circunstâncias adversas. ele era a própria vida do apóstolo. à encarnação e à exaltação de Cristo. São realçadas tanto a divindade quanto a humanidade de Cristo. Para sustentar sua exortação de humildade. No contexto de cada referência há uma nota de alegria (1. calor e afeição.16. para agradecê-los pela contribuição que tinha recebido deles. É uma carta ética e prática em sua ênfase e está centralizada em Jesus. Devido essa convicção.

unidade comunicação com o corpo de Cristo (2.1). A participação comum nele cria uma unidade de propósito e mantém uma comunidade de amor. Então, em contraste com a observância ritual inerte dos formalistas, o Espírito Santo inspira e direciona o louvor dos verdadeiros crente (3.3).

Esboço de Filipenses
Introdução 1.1-11
Salvação 1.1-2 Ação de graças 1.3-8 Oração 1.9-11

I. Circunstância da prisão de Paulo 1.12-26
Avançaram o evangelho 1.12-18 Garantiram a bênçãos 1.19-21 Criaram um dilema para Paulo 1.22-26

II. Exortações 1.27-2.18
Vida digna do evangelho 1.27-2.4 Reproduzir a mente de Cristo 2.5-11 Cultivar a vida espiritual 2.12-13 Cessar com murmúrios e questionamentos 2.14-18

III. Recomendações e planos pra os companheiros de Paulo 2.19-30
Timóteo 2.19-24 Epafrodito 2.25-30

IV. Advertências contra o erro 3.1-21
Contra os judaizantes 3.1-6 Contra o sensualismo 3.17-21 Conclusão 4.1-23 Apelos finais 4.1-9 Reconhecimento das dádivas dos filipenses 4.10-20 Saudações 4.21-22 Bênção 4.23 Índice

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N.12 - Colossenses
Autor: Paulo Data: Cerca de 61 dC Antecedentes
Paulo nunca tinha visitado Colossos, uma pequena cidade na província da Ásia, cerca de 160 km de Éfeso. A igreja foi uma conseqüência de seu ministério de três anos em Éfeso, por volta de 52 –55 dC (At 19.10; 20.31). Epafras, um nativo da cidade e provavelmente convertido pelo apóstolo, talvez tenha sido o fundador e líder da igreja ( 1.7-8; 4.12-13). A igreja aparentemente se reunia na casa de Filemom (Fm 2).

Ocasião e Data
Estudiosos conservadores acreditam que esta carta foi escrita em sua primeira prisão romana, por volta de 61 dC. Em algum momento da prisão de Paulo, Epafras solicitou sua ajuda para lidar com a falsa doutrina que ameaçaca a igreja em Colossos (2.8-9). Aparentemente, essa heresia era um mistura de paganismo e ocultismo, legalismo judaico e Cristianismo. O erro parece com uma antiga forma de gnosticismo, que ensinava que Jesus não era nem completamente Deus e nem completamente homem, mas apenas um dos seres semidivinos que ligavam o abismo entre Deus e o mundo.

Características
Nenhum outro livro do NT apresenta mais completamente autoridade universal de Cristo ou a defende tanto cuidado. Combativo em tom e abrupto em estilo, Colossenses tem uma semelhança próxima com Ef em linguagem e assunto. Mais de setenta dos 155 versos de Ef contêm expressões que ecoam em Cl. Por outro lado, Cl tem vinte e oito palavras que não se encontram em mais nenhum outro lugar escrito de Paulo, e trinta e quatro que não se encontra em lugar nenhum do NT.

Conteúdo
Os falsos mestres em Colossos tinha rebatido algumas das principais doutrinas do Cristianismo, nada menos que a divindade, a autoridade absoluta e suficiência de Cristo. Cl apresenta Cristo como o Senhor supremo cuja suficiência o crente encontra perfeição (1.15-20). Os primeiros dois capítulos apresentam e defendem essa verdade; os últimos dois desvendam as implicações práticas. A supremacia de Jesus Cristo depende da unicidade dele com o eterno e amado Filho e Herdeiro de Deus (1.13,15). Nele habita a totalidade dos atributos, essência e poder divinos (1.19; 2.9). Ele é a revelação e representação exata do Pai, e tem prioridade em tempo e primazia em categoria sobre toda a criação (1.5). Sua suficiência depende de sua superioridade. A convicção da soberania absoluta de Cristo impulsionou a atividade missionária de Paulo (1.27-29). Paulo declara a autoridade de Cristo de Três formas primarias, proclamando, ao mesmo tempo, sua adequação. Primeiro, Cristo é o Senhor de toda a criação. Sua autoridade criativa abrange todo o universo material e espiritual (1.16). Como isso inclui os anjos e planetas (1.16; 2.10), Cristo merece ser louvado ao invés dos anjos (2.18). Além disso, não há motivo para temer os poderes espirituais demoníacos ou buscar supersticiosamente a proteção deles, pois Cristo neutralizou o poder deles na cruz (2.15), e os colossenses compartilhavam de seu triunfante poder de ressurreição (2.20). Como soberano e potestade suficiente, Cristo não é apenas o Criador do universos, mas também o preserva (1.17), é seu princípio de união e meta (1.16). Em segundo lugar, Jesus é o superior na igreja como seu Criador e Salvador (1.18). Ele é a vida e líder dela, e a igreja só deve submeter-se a ele. Os colossenses dever permanecer arraigados a ele ( 2.6-7) ao invés de se encantarem com especulações e tradições vazias (2.8,16-18). Em terceiro lugar, Jesus é supremo na salvação (3.11). Nele somem todas as distinções criadas pelo homem e caem as barreiras. Ele transformou os cristãos em uma única família onde os membros são iguais em perdão e adoção; é ele quem importa, em primeiro e em último lugar. Portanto, contrário à heresia, não há qualificações ou exigências especiais para vivenciar o privilégio de Deus (2.8-20). Os caps. 3-4 lidam com as implicações práticas de Cristo na vida diária dos colossenses. Paulo usa a palavra “Senhor” nove vezes em 3.1-4.18, o que indica que a supremacia de Cristo invade cada aspecto de seus relacionamentos e atividades.

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Cristo Revelado
Paulo eleva Cristo como o centro e circunferência de tudo que existe. O encarnado Filho de Deus, ele é a revelação e representação exata do Pai (1.5), bem como a encarnação da total divindade (1.19; 2.9). Ele, que é Senhor da criação (1.16), da igreja (1.18), e da salvação (3.11), habita os crentes e é sua “esperança e glória” (1.27). O supremo criador e mantenedor de todas as coisas (1.16-17) também é um salvador suficiente para seu povo (2.10).

O Espírito Santo em Ação
Cl tem uma única referência explícita ao ES, usada em associação com o amor (1.8). Alguns sábio também entendem “sabedoria e inteligência espiritual” em 1.9 em termos de dons do Espírito. Para Paulo, a autoridade de Cristo na vida do crente é a evidência mais crucial da presença do Espírito

Esboço de Colossenses
I. Introdução 1.1-14
Salvação 1.1-2 Oração de louvor pela fé dos colossenses 1.3-8 Oração de petição pelo crescimento deles em Cristo 1.9-14

II. Apresentação da supremacia de Cristo 1.15-2.7
Na criação 1.15-17 Na igreja 1.18 Na reconciliação 1.19-23 No ministério de Paulo 1.24 –2.7

III. Defesa da supremacia e suficiência de Cristo 2.8-23
Contra a falsa filosofia 2.8-15 Contra o legalismo 2.16-17 Contra o louvor aos anjos 2.18-19 Contra o ascetismo 2.20-23

IV. Supremacia de Cristo exigida na vida Cristã 3.1-4.6
Em relação a Cristo 3.1-8 Em relação à igreja local 3. 9-17 Em relação à família 3.18-21 Em relação ao trabalho 3.22-4-1 Em relação à sociedade não cristã 4.2-6

V. Conclusão 4.7-18
Companheiros de Paulo 4.7-9 Saudações finais 4.10-15 Exortações e bênçãos finais 4.16-18 Índice

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muito próxima da rebelião civil do que o dano público sugerido pelo longo uso de palavras familiares. Tendo recebido o nome da irmã de um rei macedônio no final do séc.3). Tessalônica e Beréia— Paulo e seu grupo partiram em meio à inquietação civil e tiveram seu trabalho interrompido no meio. Paulo e Silas chegaram a Tessalônica. Ao saber que Paulo e Silas eram cidadãos romanos. Chamar Jesus de “Senhor” era empregar um título de outra forma aplicado ao imperador: “Todos estes procedem contra os decretos de César. o apóstolo encontrou a negociante Lídia. logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus também era anunciada por Paulo em Beréia. a cidade de tessalônica era a capital do distrito da província romana da Macedônia e possuía um excelente porto natural . (At 17. 4-5 contêm as exortações características sobre assuntos como pureza sexual (4. Como não conseguiram encontrar Paulo.23). portanto. Aqui. A resposta de Paulo encheu de esperança e.13-40). os cidadãos sairiam da cidade para encontra o visitante real— que vinha com um amplo cortejo. Paulo estabelece a segunda maior igreja do continente europeu. Paulo e Silas partiram secretamente para Beréia—100 km a sudeste. 5. libertaram os apóstolos e os incitaram a deixar a cidade (At 16. Localizava-se na famosa via Egnatia. seriam os primeiros a serem ressuscitados. de modo que Paulo ter de pagar fiança. Grito de aclamação e boas-vindas surgiriam à medida que ele passasse. alegre e antecipada de um visitante ral.uma classe de oficiais peculiar à região. “Mas. “Como tinha por costume”. o filho do carpinteiro de Nazaré. O povo mediterrâneo do séc. Data Dos cálculos baseados na inscrição de Gálio— uma cópia pública de uma carta do imperador romano ao procônsul de Acaia— Pode-se afirma que 1 Ts foi escrito em 50 ou 51 dC Características e Conteúdo Escrita primeiro em um tom de alívio e gratidão. Os cristãos vivos se uniriam a eles e seriam arrebatados para encontrar o Senhor no ar este estar para sempre com ele. I estava bastante acostumado a chegada (“vinda”) esplendorosa. de consolo.1-8.9-12). exorcizou o espírito de adivinhação de uma jovem escrava e foi publicamente espancado e erroneamente preso. sua preocupação com o estado da fé que eles tinham. Portanto em três cidades sucessivamente— Filipos. Isso aconteceu quando em sua segunda viagem missionária. Os mortos em Cristo. e aqueles que rodeassem a 113 . caridade responsável ( 4. Jesus” (At 17. E era governada por politarcas . estima e apoio aos líderes (5. No dia indicado.8-12) Aqui. Viajando cerca de 150 km em direção a sudeste. A linguagem de Paulo descrevendo a vinda de Jesus dista dois milênios do vocabulário da tecnologia urbana.N. A carta não contém um teologia elaborada como Rm. relata Lucas. Os caps. paciência e prestabilidade em relação à várias necessidades humanas (5. A ira deles pode ter piorado as hostilidades judaicas. foram lá e excitaram as multidões” (At 171. seu anfitrião Jasom foi preso. Eles então fizeram acusações de que Paulo e seu grupo tinham “virado o mundo de cabeça para baixo” .Uma acusação muito séria. era de fato o Ungido— o Messias— prometido há muito pelas escrituras (At 17. dizendo que há outro rei. 1-3 ensaiam as lembranças de Paulo sobre seu ministério entre eles. nem conselhos pastorais extensivos como em 1Co. À noite.13 .1º Tessalonicenses Autor: Paulo Data: Cerca de 50 dC Origem da Igreja em Tessalônica O evangelho chegou à Europa pela primeira vez em 49 dC. Paulo foi para a sinagoga do local e pregou durante várias semanas. as autoridade imperiais se desculparam. seu deleite notável em saber da fé inabalável deles Os caps. uma grande estrada militar romana que ia desde a costa balcânica ocidental até a atual Istambul.12-13). as autoridades romanas que revisaram o caso tenha incluído os maridos das “mulheres distintas” persuadidas por Paulo. Os líderes Judeus não estavam contentes com a mudança dos seguidores da sinagoga .6 “magistrados da cidade). nenhuma repreensão ou heresia ameaçadora como Gl.7) Muito possivelmente. depois para Neápolis (At 16. aqueles que choravam pela perda de pessoas queridas. IV aC. argumentando que Jesus. o livro é marcado pelo agradecimento em relação ao crescimento da igreja na ausência forçada de Paulo. Um grande Consolo!.1-3). Paulo e seu grupo responderam à visão noturna do homem macedônio e navegaram de Trôade para a ilha egéia de Samotrácia e. Foi essa a recepção inicial do evangelho no continente europeu.14-15). na verdade. a comissão de Timóteo para voltar a igreja.

ele não veio somente em palavras.2.11.10. Cristo Revelado Jesus é o Filho de Deus (1.5).9). cuja morte e ressurreição (1. acima de tudo. como em vários lugares da Bíblia. como ele mesmo. Sua palavra.17-18.11-13 III. 4. Os crentes de antes e de agora têm uma posição espiritual mística “no Senhor” (1. o “Dia do Senhor” (5. 2.2-3. embora concentrado em 4. 5. 3. Esboço de 1º Tessalonicenses I. mas também com a ação de graças contínuas (5.6. para encontrar o rei que vem do céu. Começo típico da carta 1.4).14).9). Deus ressuscitou Jesus e ressuscitará os mortos que confiaram nele (1. Havia alegria e admiração com a chegada esplendorosa do rei.3.8-9) notadamente chega através de palavras humanas (2. 2.2-10 Como Paulo ministrou lá 2. é pratica o suficiente para ser a base do respeito pra governar os anciãos (5. 1Ts 5.19).19-21 releva um caráter vivamente carismático do louvor em Tessalônica— a atividade profética que alguns estavam inclinados a conquistar.27).2. a testemunha incontestável (2. 4. Ali seriam feitos reconhecimentos e premiações especiais (2. 4. coragem (2.1-12 Agradecimentos pela resistência dos tessalonicenses 2. Ele é o Deus vivo e genuíno (1.10.13-18. o conquistador dos mortos.8). Cada capítulo em 1 Ts refere-se a esse acontecimento futuro decisivo.19-20).1-12 Para o futuro: a volta de Cristo 4. A espera da volta de Cristo 4. mas para aqueles que o servem. o “evangelho de Deus”(2.13 114 .1 II. todavia. Deus é a fonte e o fim de tudo o que se relaciona com a vida natural e espiritual. cuja volta esperada co céu (1. 2Ts 2.15-16) àqueles que se opõem a ele. também é abordado em 5.13-16 Ansiedade de Paulo pelos tessalonicenses 2. paz (5.18). Em 1Ts.14-15) fornecem um exemplo aos crentes que sofrem agora (1. sugerindo uma mistura balanceada de discussão intelectual.12). o Pai (1. A graça vem de Cristo (5. em 1Ts Cristo surge como o Rei que volta. “Dia de Cristo”).18). serão ressuscitados no futuro (1.3.28).13 Agradecimentos à fé. Deus Pai Revelado Deus. Esse será seu dia.2).16).7).1. é a fonte da ira e do desagrado (2. o poder do Espírito (provavelmente com “sinais” e maravilhas”) e profunda resposta pessoal.2.11 Para o presente: qualidades de estilo de vida 4.11 IV.12-13 Paz na comunidade 5.3.13. O tema da volta de Cristo.23) e aprovação (2. Na verdade.1-11. O Espírito inspira alegria mesmo quando em meio à aflição (1.11) e alegria aos que o esperam (2.2.14. Lembrança do Ministério de Paulo 1.14-15) mas que. mas para o que Paulo pede aceitação verificada: suas palavras deveriam ser lidas “a todos os santos irmãos” (5. “mas também em poder. ele é o receptor de agradecimentos (1.10). O Espírito Santo em Ação Todos os cristãos podem afirmar que foi Deus quem “nos deu também o seu ES” (4. esperança e caridade dos tessalonicenses 1. 4.1-10 Esperança contínua de Paulo de ver os tessalonicenses 3.13). 2.1-5.13. Assim há de ser quando os vivos e os mortos forem para cima. e no Espírito Santo.1.8). Conselhos finais 5.17-20 Missão de Timóteo e Alívio de Paulo 3. que.6).13-5.10.10) dá conforto aos aflitos (4. oposto de ídolos (1. 3.12-28 Respeito pelos líderes 5.1.5).9).estrada então se uniriam ao monarca que iria a um determinado. A vontade de Deus se relaciona com a pureza moral (4.9) e origem da salvação (5. Quando o evangelho chegou em Tessalônica . Mas. e em muita certeza” (1.23). 5.10) ao outro (5. a vinda de Cristo acontece de um final de carta (1.

14 Vivência cristã 5.15-22 Índice 115 .Ajuda aos necessitados 5.

4-7). sua posição espiritual encontra-se em “Deus. se escrito apenas algumas semanas depois de 1Ts.16) a fonte de graça (1.17). Embora a igreja seja geograficamente localizada em tessalônica.15. A estabilidade e persistência e paciência em meio as adversidades.4) elas descansam nele (1.9). Deus é visto como Pai (1.” Pelo visto.N.2).4). e ele. O Espírito Santo em Ação Na única referência direta ao ES.12) e amor (3.13).16). Pai e Filho juntos são a fonte da graça e da paz (1.1).3.20.4. esclarece ele. ele relembra seus leitores a continuar com as coisas que ele ensinou antes (1Ts 2.11).5). cuja seleção para a salvação por Deus “desde o início” o apóstolo descreve pormenorizadamente como “santificação do Espírito e fé da verdade “ (2. 3. Ele enganará muitos. também teria sido escrita por volta de 50 dC.1. o homem do pecado será revelado—”O filho da perdição” (2. 2Ts 2. relacionado à volta do Senhor.7. 1Ts revela que alguns tessalonicenses estavam perplexos com a morte de pessoas amadas e temendo perder a volta do Senhor Jesus. o Senhor Jesus virá de novo (1. nosso Pai. escrevendo a primeira carta. A preocupação de Paulo cm a estabilidade espiritual da igreja o levou a enviar Timóteo e a expressar. com “o assopro de sua boca” (2.5) e os torna dignos de seu chamamento de salvação (1.15.7) já operava nos dias de Paulo. 3.17-3. 3. Freqüentemente nas cartas tessalonicenses.10).crenças fixas dentro das igrejas— como uma verificação sobre a doutrina carismática.16.8).8).14 . Cristo Revelado A coigualdade de Cristo com Deus recebe atenção especial neste livro.13). desarmado.18).8).3).2).2). está claro que os crentes sofreram algumas perseguições e opressão— da mesma forma que Paulo e Silas. não trabalhando. surge um problema diferente.14).5. As igrejas são dele (1. 3. A obra de santificação do ES pode ser vista como uma maneira de encarar a intenção de Deus de salvar seu Povo. Tanto em 1Ts como em 2Ts (1. tinha trazido para Tessalônica uma doutrina que anunciava que “o Dia de Cristo estivesse perto” (2. ou assim afirmada (2. A volta do Senhor é de importância central em ambas as cartas. atraíam o louvor e a gratidão freqüentes do apóstolo (1Ts 1. 116 . derrotará o homem do pecado no momento de sua volta (2.5) e objeto de agradecimento (1. Ainda assim. mas também restituiu os malfeitores (1. 2Ts. “Ouvimos”. 3. O apóstolo apela para a “tradição” .4.2. “o ministério da injustiça” (2.1).12). Deus Pai Revelado Como em outros lugares do NT.6. e no Senhor Jesus” (1.4). Qualquer que seja a fonte da doutrina errônea. Ele escolheu (2. Ou pode ter surgido em uma carta falsamente atribuída a Paulo. 1Co 14.11).. pois terá grandes poderes.8) e tomará vingança daqueles que não conhecem a Deus (1. Duas vezes em 2Ts (2. Em 2Ts. “que alguns entre vós andam desordenadamente. 2Ts 1. sugerindo que Paulo escreveu a segunda carta algumas semanas após a primeira. mais importante. Tal doutrina pode ter uma origem falsamente reivindicada pelos carismáticos (“por espírito” 2.13) aqueles em seu Reino (1. uma alegre satisfação por conhecer sua saúde espiritual (1Ts 2. está se desenvolvendo um corpo de crenças cristãs definidas.3.12. havia preocupações evidentes sobre as atitudes desequilibradas relacionadas com a volta do Senhor. O espírito de tal figura. Esse dia. se autodenominará Deus(2.11-12.1. sempre deve ser testada (1 Ts 5. 2. Paulo rapidamente escreveu 2Ts para ressaltar a maneira correta de compreender a volta do Senhor.. provavelmente os mais antigos livros do NT a serem escritos. Em primeiro lugar. Como em 1Ts. em 2TS Paulo engrandece a Deus pelos tessalonicenses.29). A declaração profética do Espírito. Mas um poder— não identificado claramente pelo apóstolo– resiste e controla o homem do pecado de forma a impedi-lo de interferir na consumação do curso dos acontecimentos humanos por Deus através da volta de Cristo na segunda vinda. amor e paciência (3. consolo e estabilidade (2. diz Paulo (2.10.16.21.10.11) e que não conhecem (1. incluindo a capacidade de realizar prodígios (2. não acontecerá até que determinados acontecimentos ocorram. parar de trabalhar era instigado por uma doutrina errônea de que alguém. haverá uma apostasia e. 2. 2. Essa figura. Já nessas cartas.2º Tessalonicenses Autor: Paulo Data: Cerca de 50 dC Autor e Data 1 e 2Ts são bastante semelhantes em linguagem. chamada de “anticristo” nas cartas de João.6) e permite a ilusão àqueles que desprezam a verdade (2.

1-4 autores 1.18 Índice 117 .5– 2.3-4 II.14-15 À paz 3.1-12 III.2 Ação da Igreja 1. Comentários finais 3. Doutrina 1.12 Conseqüência da vinda 1. Começo típico da carta 1.16 À estabilidade 2.Esboço de 2º Tessalonicenses I.1 Saudações 1.17 Um desejo de graça 3.5-12 Indicações da vinda 2.17-18 Uma assinatura de crédito 3.1-5 Contra ociosidade 3. Exortação 2.13-3.1 Endereços 1.6-13 À disciplina 3.13-17 À oração 3.16 IV.

pois Paulo o iguala a Deus. uma capacidade especial de ministrar concedida como um carisma do Espírito quando colocaram as mãos nele. As “intercessões” (2.1) ressalta a atividade contínua do ES e a sensibilidade de Paulo a suas sugestões. Paulo adicionou Timóteo a seu grupo apostólico.27).1).2.26. Eunice era casada com um gentio. e a promessa de sua volta é um incentivo à fidelidade no ministério e à pureza na vida (6. Era evidente que Timóteo tinha recebido os ensinamentos da religião judaica. Logo em seguida. ele encontrou Timóteo como membro da igreja local. deixando Timóteo responsável pela igreja de lá.14). Data Paulo visitou Éfeso por volta de 63 dC. Cristo Revelado A divindade de Jesus é evidente.6). O Espírito Santo em Ação As referências diretas ao ES em 1Tm são raras. ele ensinou Timóteo como combater os falsos mestres. um “bom testemunho” (3. Desde o início desenvolveu-se um relacionamento bastante próximo entre Paulo e Timóteo.14. Sob a sugestão do ES. Em virtude de seu trabalho de redenção.1) e o capacitou para o ministério (1. que “se deu a si mesmo em preço de redenção por todos” (2. mas ele estava operando desde o começo da igreja em Éfeso (At 19. Na carta. Ele provavelmente tenha escrito a carta em 64 dC.1º Timóteo Autor: Paulo Data: Cerca de 64 dC Antecedentes Em sua primeira viagem missionária. Por enquanto.3. Timóteo deveria ensinar a fé apostólica e levar uma vida exemplar o tempo todo.21. a maneira de acessar a Deus. 2Tm. ele é o único “mediador entre Deus e os homens” (2. Paulo e Barnabé pregaram em Listra. e sua filha Eunice. Autor Todas as Epístolas Pastorais (1Tm. com quem ele teve Timóteo. e ele achou necessário escrever uma carta de instrução a seu jovem colaborador que enfrentava problemas. Jesus é a fonte da graça.12). como escolher os líderes da igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classe na igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classes na igreja. misericórdia e paz (1.7) também incluiria o líder ser “cheio do ES”. o Pai (1. Como eles iam ministrar entre os judeus. Além disso. como ordenar o culto da igreja. a antiga tradição insiste unanimemente que Paulo as escreveu. Paulo relembra Timóteo do “dom” que lhe foi dado através da “profecia”. que comandou o apostolado de Paulo (1.3). Em 4.15) quando salvador (1. Paulo advertiu Timóteo a ser circuncidado. 3. não por causa da justiça. ascendeu ao céu (3. após ser libertado de usa primeira prisão romana. provavelmente seu único filho. ele partiu. 5. Tt) nomeiam o apóstolo Paulo como seu autor. tenha se convertido a Cristo durante esse ministério.1) são orações que envolvem a assistência do ES (Rm 8.14). Ele. uma vez que sua mãe era judia. 6. uma cidade da Licaônica.15 . 118 . e obtiveram em meios às perseguições sucesso.15).N.16).12.1-7).14. que se faz carne. Cristo é tanto Senhor (1. ele é nossa esperança (1. mas para evitar ofender os judeus. A declaração “o Espírito expressamente diz” (4.1. altamente recomendado por seus líderes ali e em Icônio.5). tal como exigido na nomeação de líderes (At 6. Além disso.15-16). mas seu pais recusou-se a permitir que o filho fosse circuncidado.1-2.16) e proclama sua soberania universal e natureza eterna (6. Quando Paulo retornou a Listra. Conteúdo O trabalho para o qual Paulo nomeou Timóteo envolveu sérias dificuldades.14. É provável que uma judia chamada Lóide.12.

16 Seu culto 2. Instrução relacionada aos deveres pastorais 4.1-6.10 Em relação à igreja como um todo 4.11-21 Para manter a fé e militar na fé 6.10 III.1-16 Em relação às várias classes na igreja 5.Esboço de 1º Timóteo Introdução 1. Exortações finais 6.1-20 I.1-6.1-3.1-13 Sua função em relação à verdade 3.1-15 Seus líderes 3.11-21 Para apresentar as reivindicações de Cristo aos ricos 6.14-16 II. Instruções relacionadas à igreja 2.20-21 Índice 119 .17-19 Para guardar a verdade 6.

10. Fidelidade face às dificuldades 1.8) logo após sua morte.13. O ES que em nós habita nos permite ser fiéis ao evangelho confiado a nós e garantir sua pureza (1. Introdução 1.9-10. Paulo necessitava de algumas coisas pessoais (4. pois seu coração estava falando.13) e. Paulo foi libertado da prisão romana pouco depois de At ter sido escrito e empenhou-se em viagens missionárias. ele esperava ser solto.6-8 Devido à grandeza do evangelho 1.8. Durante a era das perseguições iniciadas por Nero em 64 dC. a carta não era um produção literária ordenada bem planejada. 2.1-2.10.13.8) para ser nosso Salvador (1. Em relação a si mesmo.8). e levado pra Roma.67 dC Antecedentes Até podemos determinar.11).911).14). em sua solidão. Jesus veio para a terra como homem (2. viajando até a Espanha.N.7). amor e moderação (1.1. caloroso e carinhoso. Cristo aparecerá em sua segunda vinda como o juiz justo (4. Ao escrever esta carta. somente Lucas estava com Paulo (4. Além disso.12-14 120 . Anteriormente. provavelmente em Trôade (4. a paz e mesmo a vida em si.2º Timóteo Autor: Paulo Data: Cerca de 66 . Paulo foi preso de novo. mas agora estava confinado a um masmorra e os amigos quase não conseguiam vê-lo. As bênçãos espirituais. O Espírito Santo em Ação O ES deu a Timóteo um dom e Paulo o exortou a usá-lo ativamente (1.13).6-8). 2Tm revela emoções de Paulo mais do que seu intelecto. Ele é fiel àqueles que o seguem (1.9-11 Devido ao exemplo de Paulo 1.17-18. como é provável que ele tenha sido executado antes da morte de Nero em 68 dC.6).1-2 Ação de graças 1. 2. a misericórdia. mas sim uma nota pessoal contendo a última vontade e o testamento do apóstolo. Ocasião e Data A carta originou-se devido à preocupação de Paulo com as necessidade de Timóteo. 4. o ES concede poder.18. Portanto. Característica Embora Paulo seja conciso e direto.6-14 Devido à natureza da experiência cristã 1.1-5 Saudação 1. Cristo Revelado Para Paulo. a carta deve ser datada de 66/67. bem como suas próprias. As circunstâncias de sua segunda prisão foram bastantes diferentes daqueles de seu primeiro encarceramento.16.16). ele também é meigo. Esboço de 2º Timóteo I.22) e coerente com seu propósito (2.16 .11-12. 3. Antes. Ele também concede a compreensão espiritual (2. o evangelho contém mais do que declarações e proposições: é Cristo (1.7). mas agora ele esperava a morte (4. Conseqüentemente. 4. Ele lembrou Timóteo de suas responsabilidade e o advertiu a se entregar de corpo e alma à sua tarefa.12.12. como a graça.15) e foi ressuscitado (2. ele estava em sua própria casa alugada e podia receber visitantes livremente.13).14. 2.3-5 II. Há pouca dúvida sobre Paulo ter escrito esta carta pouco antes de sua morte. residem nele e derivam dele (1. tendo todos os outros partidos por vários motivos. desejava ver Timóteo e Marcos (4.1).

15-2.8-13 IV.III.14-26 Erro prático 3. Fidelidade face à deserções 1. Fidelidade face ao erro 2. Conclusão 4.15-18 O caráter da obra de Timóteo 2.19-21 Bênção 4.8 V.1-7 A obra redentora de Cristo 2.1-4.16-18 Saudações 4.14-15 Explicação 4.8 Erro doutrinário 2.9-13 Advertência 4.13 O exemplo de Onesíforo 1.14-4.22 Índice 121 .9-22 Instrução 4.

6-8). O Espírito Santo em Ação O ministério do ES é compreendido por toda a epístola. O fato de Tito não ser circuncidado (Gl 2. e deveriam ser inflexíveis em questões de princípio. na Grécia (3. A pessoa que experimenta um novo nascimento recebe o ES a fim de manter um estilo de vida vitorioso seguindo os moldes do de Cristo (3. escolhendo cuidadosamente as pedras que formam essa habitação para Deus. A carta dá indicações de ter sido escrita durante o outono.13). Introdução 1.5 indicam claramente que ele e Tito conduziram uma missão lá. provavelmente por volta de 64 dC (3.12-13).1-5 Declaração do ofício.17 . Então o apóstolo partiu para outras´áreas de trabalho.3) indica que ele não foi criado no judaísmo. Tito tinha três grandes temas– a organização da igreja. Ambas as epistolas são endereçadas a jovens homens aos quais tinham sido designados de liderança responsável em sua respectivas igrejas durante a ausência de Paulo. e a regeneração só pode ser obra do ES (3.5).1-15 Em relação ao mundo todo 3. Cristo Revelado Fundamentando as instruções de Paulo está o tema de que Cristo está construindo sua igreja. a doutrina correta e a vida santa. não existe nenhuma menção a seu respeito em Atos. ele escreveu para Tito.14. nem tornou-se um prosélito. Mesmo que Tito fosse companheiro e um valioso colaborador de Paulo. Instruções em relação à conduta cristã 2.6-16 Sua qualificações 1. Ambas as epístolas ocupam-se com as qualificações daqueles que devem liderar a ensinar as igrejas.6-9 A necessidade de administração adequada 1. após a libertação de Paulo de sua primeira prisão em Roma.12. Como tinha pouco tempo. Paulo deixou Tito em Creta para cuidar de novas igrejas. Instruções em relação aos presbíteros 1. Em algum momento a caminho de Nicópolis.12). Ess campanha provavelmente tenha acontecido em alguns momentos durante 63-64 dC. Ocasião e Data Embora o NT não registre um ministério de Paulo em Creta. Os cretenses não podem mudar a si mesmo (1. esperança e funções de Paulo 1.5 II.4 Encargo de Tito 1. Esboço de Tito I. Paulo tinha muita estima por Tito e o apostolo se inquietava quando havia pouco ou nenhuma notícia sobre as atividades e o paradeiro do jovem. Tito era grego e evidentemente um convertido de Paulo.1-3 Saudação 1.1-7 122 . Tito tinha de ordenar os presbíteros em cada cidade onde existia o núcleo de uma congregação. Paulo também enfatiza Cristo como nosso redentor (2. Eles devia ser homens de alto caráter moral. passagens como 1.Tito Autor: Paulo Data: Cerca de 64 dC Antecedentes É estranho que uma pessoa cujo nome esteja listado entre os livros do NT seja tão pouco conhecida.4-7) e apresenta sua segunda vinda como um incentivo à vida sagrada (2.10—16 III.1-3-7 Entre eles mesmos 2.N. mantendo a verdadeira doutrina apostólica e sendo capazes de reprovar os opositores. 3.12). Conteúdo A carta a Tito tem uma afinidade com 1Tm.

IV.9-11 Pra evitar dissensões 3. Instruções e saudações 3.12-15 Índice 123 .9-11 V.8-11 Para ensinar verdades espirituais 3. Instruções finais 3.

que morava em Colossos. Como ele conclui. Ele desejava uma verdadeira reconciliação cristã entre o proprietário de escravos lesado e o escravo perdoado.21) Características Mesmo sendo a mais curta das epístola de Paulo. Conteúdo A epístola é uma expressão autêntica dos verdadeiros relacionamentos cristãos.18 . os escravos fugitivos poderiam ser severamente punidos e mesmo condenados à morte. O amor fraternal normalmente exige graça e misericórdia práticas. Em Roma. e que a igreja colosense se reunião em sua casa (v. isto é. confiança e respeito caracterizavam a amizade deles (vs. Onésimo entrou em contato com o preso Paulo. análoga à intercessão contínua de Cristo junto ao Pai em nosso nome. Cristo Revelado Essa epístola aplica poderosamente a mensagem do evangelho. e não tinha direitos. Antes um escravo alienado. ela reorganizou o relacionamento entre o mestre e o escravo. Paulo escreveu para a igreja em Colossos e evidentemente incluiu esta carta a favor de Onésimo. mas com urgência. Depois de agradecer pessoalmente a Filemom e seus companheiros crentes. intercedeu por Onésimo e expressou total confiança de que a fé e amor de Filemom resultariam na restauração (vs 5. Apresenta a persuasão de Paulo em ação.21) A escravidão era uma realidade econômica e social aceita no mundo romano. além disso. O tom é de amizade calorosa e pessoal ao invés de autoridade apostólica. 1. 14. com delicadeza. Tíquico e Onésimo aparentemente entregaram as duas cartas (Cl 4. é a base de um novo começo.5-9). em uma situação muito sensível. Mesmo a igreja Primitiva não tendo atacado diretamente a instituição da escravidão. aparentemente depois de danificar ou roubar a propriedade do mestre (vs. Ele explica a conversão de Onésimo e o novo valor do escravo no ministério e família de Jesus Cristo (12-16).22). Filemom é desafiado a mostrar o mesmo perdão incondicional que ele recebeu através da graça e amor de Jesus. 11. junto com a profunda amizade de Paulo com os dois homens. e Paulo logo chega a esse tópico.7-9. De acordo com a lei romana. que o levou a Cristo (10). Paulo. Ele faz a petição já sabendo que o amor e caráter de Filemom prevalecerão. o amor através do perdão. Fm 12). I resultaram em proprietários temerosos e suspeitos. Parece que Filemom tinha se convertido sob o ministério de Paulo (v. Fm é uma profunda revelação de Cristo operando na vida de Paulo e daqueles à sua volta.2). Onésimo agora também é um “querido Irmão” em Cristo (v.28). um de seus escravos tinha fugido para Roma.N. A intercessão de Paulo é. as pessoas podem ver a unidade do Espírito entre todos os santos envolvidos.16). Um escravo era propriedade de seu mestre. e ambos eram responsáveis por seu comportamento (Ef 6. Onésimo. O relacionamento próximo de Paulo e Filemom é evidenciado através de suas orações mútuas (vs 4 e 22) e de uma hospitalidade de “portas abertas” (v. pois ele preenche um “cheque em branco” em nome de Onésimo para quaisquer dívidas a pagar (vs 17-19). Ela revela como Paulo endereçou com educação porém firmeza o assunto central da vida cristã. Essa transformação. um cristão rico e dono de escravos. Às revoltas dos escravos no séc. O Espírito Santo em Ação 124 . Ocasião e Data Paulo escreveu esta carta durante sua prisão romana por volta de 61 dC. Amor.10). Paulo expressa ação de graças por seu amor e fé em relação a Cristo e a seus companheiros crentes.Filemom Autor: Paulo Data: Cerca de 60-61 dC Antecedentes Esta carta é o apelo pessoal de Paulo a Filemom. Ambos eram iguais perante Deus (Gl 3. Não se trata de um apelo superficial de Paulo. A oferta de Paulo em pagar uma dúvida que não era sua em nome de um escravo arrependido é um quadro claro da obra do Calvário.18).

seja escravo ou livre. Preocupações pessoais 22-25 Esperança de libertação 22 Saudações 23-24 Bênção 25 Índice 125 . Petição de Paulo por Onésimo 8-21 Um pedido de aceitação 8-16 Um garantia de reembolso 17. O amor. é evidente por toda a carta. no corpo de Cristo (1Co 12. Esboço de Filemom I. È o ES que batiza todos os crentes.19 Uma confiança na obediência 20-21 IV. e Paulo aplica essa verdade à vida de Filemom e de Onésimo.13). foi ativo no ministério de Paulo e na vida da igreja. Saudação 1-3 II. Ação de graças em relação a Filemom 4-7 Louvor pessoal 4 Características dignas de louvor 5-7 III.Mesmo não mencionando especificamente o ES. fruto do Espírito.

16. Cristo é o sumo Sacerdote.23.24).4).4. aplicando-se tanto ao período do AT quanto do NT: Os dons do ES para o ministério (2. indicando talvez que o autor estivessem em Roma ou escrevendo para os cristãos de Roma. descrição da experiência dos crentes (6.16. Em contraste.1. 11 enumera alguns dos grandes heróis da fé no AT.7.22. Enquanto o sacerdote arônico tinha que oferecer sacrifícios continuamente por seus próprios pecados. Significativamente. um acordo que prometia a prosperidade terrena. Melquisedeque era um tipo perfeito para Cristo.Hebreus Autor: desconhecido Data: Cerca de 70 dC Autor Hebreus não designa seu autor. Os vs 4-35 registram bênçãos maravilhosas e notáveis vitórias alcançadas através da fé. 11.3). Data e Localização O conteúdo de Hb indica que foi escrito antes da destruição do Templo em 70 dC (10. O cap. Cristo está “à destra da Majestade.34.1-3 Jesus: Melhor do que os anjos 1.4. sofrimento e perseguição através da fé. Conteúdo Uma palavra importante da epístola é “melhor”.4-2. e por isso ele é capaz de interceder compassivamente em nome deles. O Espírito Santo em Ação O ministério do ES é visto de diversas maneiras.4). que não tinha antecessores nem sucessores no sacerdócio. Ele experimentou na carne a provação que todos os crentes conhecem. não segundo a ordem de Aarão. Esboço de Hebreus I. 8.15). interpretação da verdade espiritual (9.19.29). onde distribui as bênçãos celestes (3. 12.11.11). 9. o escritor enfatiza a superioridade de Cristo perante tudo que o aconteceu antes no período do AT. sacrifícios terrenos. A única evidência em relação ao local em que o livro foi escrito é a saudação enviada pelos “da Itália” (13. não há menção dos pecados e defeitos daqueles enumerados. testemunho à inspiração do AT (3.40). Alguns sábios destacam algumas evidências que podem indicar uma autoria paulina. usada para descrever a Cristo e os benefícios do evangelho (1. Como nenhum outro livro da Bíblia.19 . que declarava que só Deus sabe ao certo quem o escreveu. como Barnabé ou Apolo. 7. bem como pelos pecados de outras pessoas. Ao tentar manter seus leitores distantes da apostasia. A maioria das bênçãos do judaísmo relacionava-se com as coisas terrenas: um tabernáculo ou templo terreno.22-23). no séc. insultado pela apostasia (10. Sendo assim. assistência no ministério de Jesus (9. 11.N. 8. A especulação provou-se infrutífera.13 Jesus: Melhor do que os profetas 1. Cristo ofereceu de uma vez por todas sua própria pessoas sem pecados como o sacrifício perfeito. de modo que suas iniqüidades não são mais lembradas contra eles. mas sim de Melquisedeque.5-6).18 126 .5. III. e a melhor conclusão pode ser a de Orígenes. Um ponto importante desta epístola é a apresentação do ministério sumo sacerdotal do Senhor.35. O motivo óbvio é que o sangue de Jesus tinha riscado os pecados e fracassos.14). 10. Hb salienta a importância e o ministério do Cristo pré-encarnado. 36-38 registram aqueles que resistiram a grandes provas. e não por herança (5.1-4.8). Cristo Revelado Falar de Cristo em Hb é descrever o livro inteiro. 10. que recebeu o cargo do sumo sacerdote por invocação direta de Deus. sacerdotes terrenos. e não existe unanimidade de tradição em relação à sua identidade. 6. podem ter escrito o livro. A superioridade da pessoa de Jesus 1. enquanto os vs.6. nas alturas” (1. 13. enquanto outros sugerem que um dos colaboradores de Paulo.

Jesus: Melhor do que Moisés 3.1-19 Jesus: Melhor do que Josué 4.1-13

II. A Superioridade do Ministério de Jesus 4.4-10.8
Jesus: Melhor do que Arão 4.14-5.10 O Sacerdócio de Melquisedeque, portanto Jesus, melhor do que o de Arão 7.1-8.5 Jesus é mediador de uma melhor aliança 8.6-10.18

III. A superioridade da caminhada da fé 10.19-13.35
Um chamado à segurança total da fé 10.19-11.40 A persistência da fé 12.1-29 Admoestações sobre o amor 13.1-17 Conclusão 13.18-25 Índice

127

N.20 - Tiago
Autor: Tiago, irmão de Jesus Data: Cerca de 48-62 dC Autor
O autor identifica-se somente como Tiago. O nome era bastante comum; e o NT enumera pelo menos cinco homens com este nome, dois dos quais eram discípulos de Jesus e um era seu irmão. A tradição atribui o livro ao irmão do Senhor, e não há motivos para questionamentos. Evidentemente, o escritor era bastante conhecido, e Tiago, o irmão de Jesus, logo tornou-se líder da igreja em Jerusalém (At 12.17; 15.13-21; 21.18; Gl 1.19; 2.9,12). A linguagem da carta é semelhante à da fala de Jesus em At 15. Aparentemente, Tiago era um descrente durante o ministério de Jesus (Jo 7.3-5). Uma aparição de Cristo a ele após sua ressurreição (1Co 15.7) provavelmente o tenha levado a essa conversão; pois ele é enumerado com os crentes de At 1.14.

Data
O historiador Judeu Josefo indica que Tiago foi apedrejado até a morte por volta de 62 dC; então, se ele é o autor, a carta foi escrita antes dessa data. O conteúdo do livro sugere que pode ter sido escrita um pouco antes do concílio da Igreja relatado em At 15, que se reunião por volta de 49 dC. Não podemos se dogmáticos, e só se pode concluir que a carta provavelmente tenha sido escrita entre 48 e 62 dC.

Conteúdo
Ao invés de especular ou debater sobre teorias religiosas, Tiago direciona seus leitores para uma vida piedosa. Do Início ao fim, o tom desta carta é imperativo. Em 108 versos, são dados 54 mandamentos evidentes, e 7 vezes Tiago chama a atenção para suas declarações usando termos de natureza imperativa. Esse “servo de Deus” (v.1) escreve como alguém supervisionando outros escravos. O resultado é uma declaração da ética cristã, que se iguala a ensinamentos semelhantes no NT.

Cristo Revelado
Começando no primeiro verso e continuando por toda a carta, Tiago reconhece a autoridade de Jesus, referindo-se como “servo”, ou escravo, do Senhor. O termo é aplicável a todos os cristãos, pois todos os verdadeiros discípulos de Cristo reconhecem sua soberania sobre suas vidas e se comprometem espontaneamente a seus serviço. Cristo é o objeto de nossa fé (2.1), aquele que cujo nome e em cujo poder realizamos nosso ministério (5.14,15), o recompensador de todos aqueles que se mantém firmes em meio a julgamentos (1.12), e aquele que virá, por quem pacientemente esperamos (5.7-9). Tiago identifica Cristo como a “glória” (2.1), referindo-se ao Shekinah, a gloriosa manifestação da presença de Deus em meio a seu povo. Não somente glorioso por si mesmo, ele é a glória divina, a presença de Deus na terra (Lc 2.30-32; Jo 1.14; Hb 1.3). De considerável interesse é o paralelo próximo entre o conteúdo dessa carta e a doutrina de Jesus, especialmente o Sermão da Montanha. Embora Tiago não cite exatamente nenhuma declaração de Jesus, há mais reminiscências verbais da doutrina do Senhor nesta carta do que em todo o resto das epístolas combinadas no NT. Essas alusões indicam uma associação próxima entre Tiago e Jesus e evidenciam a forte influência do Senhor na vida do autor.

O Espírito Santo em Ação
A carta menciona especificamente o ES somente em 4.5, onde se declara que o Espírito que habita em nós deseja a nossa lealdade completa, não suportando rivalidade. A Atividade do ES pode ser vista no ministério aos doentes descritos em 5.14-16. À luz de outra terminologia bíblica que liga unção com o Espírito ( Is 61.1; Lc 4.18; 1Jo 2.20-27), o ungir com o óleo é melhor compreendido como símbolo do ES. Além do mais, no grego, o artigo definido usado com a palavra “fé” em 5.15 particulariza essa fé, sugerindo que Tiago está se referindo à manifestação do dom da fé (1Co 12.9).

Esboço de Tiago
I. Saudação 1.1 128

II. Religião prática e julgamentos 1.2-18
Adversidades externas 1.2-12 Tentações internas 1.13-18

III. Religião prática e a palavra de Deus 1.19-27
Escutar a Palavra 1.19-20 Receber a Palavra 1.21 Obedecer à Palavra 1.22-27

IV. Religião prática e relacionamentos humanos 2.1-26
Parcialidade negativa 2.1-13 Compaixão positiva 2.14-26

V. Religião prática e discurso 3.1-18 VI. Religião prática é mundanismo 4.1-12 VII. Religião prática e negócios 4.13-5.6 VIII. Apelos finais 5.7-11
Por paciência 5.7-11 Por um falar puro 5.12 Por oração 5.13-18 Por compaixão 5.19-20 Índice

129

130 . Eles.4-7).4). portanto.1). A carta detalha os frutos do sofrimento e da vitória de Cristo. 3.3-13). embora pudessem ser perseguidos pela fé nessa vida (1. Além do mais. Esta é a “esperança” do cristão mencionada em 1. e não há evidências de que a autoria de Pedro tenha alguma vez sido desafiada na igreja primitiva. I . De outras maneiras. os crentes responderam em obediência através “do Espírito” (1. mas também apropriada para estes cristãos (1.1). O início dos anos 60 é uma boa estimativa para a composição de 1 Pedro. 4. Em um momento eles não eram povo (2. A tradição antiga sugere que Pedro foi martirizado em Roma junto com a severa perseguição de Nero aos cristãos depois do incêndio de Roma em 64 dC. portanto.1).18.N. portanto.20). apesar do sofrimento.11. Eles são.16). 13 e 5.8).3). a salvação prometida no evangelho também está bastante em vista.1). 2.1-4. 13. os quais estão sofrendo rejeição no mundo devido à sua obediência a Cristo (4.6-7.3. eles vêm até ele (2.18). Mesmo tendo cristo sofrido e depois sido glorificado. os evangelistas pregaram o evangelho pelo Espírito. Os compatriotas deles estão surpresos por eles agora viverem de maneira diferente (4.1º Pedro Autor: Pedro Data: Cerca de 60 dC Autor A carta parece ser do apóstolo Pedro. A expectativa da volta de Cristo na glória faz com que os crentes regozijem (1.11).3-5) Pedro soube das tentações deles e. incluindo provisões para uma nova vida e esperança para o futuro (1. eles devem esperar se recompensados quando ele voltar (5.12-13). refere-se a eles como “estrangeiros dispersos” (1. mas enquanto ele ainda poderia dizer: “honrai ao rei” (2. eles são censurados por causa dele (4. que acompanho Paulo em segunda viagem missionária provavelmente tenha sido secretário de Pedro na composição de 1 Pe (5. Esta carta foi escrita provavelmente perto do fim da vida de Pedro.15-16) e confundem antigos companheiros (4. Conteúdo Acompanhando as várias exortações para a vida fiel em meio a uma sociedade ímpia. Ocasião e Data Pedro se dirige aos cristãos que vivem em várias partes da Ásia Menor. Os cristãos devem ser uma força de redenção no mundo.9).4). o que talvez explique o estilo polido do grego da carta.15. Embora sofrer seja a “ardente prova” (4.22). uma frase que lembra o exílio de Israel no AT. 3. 3.18).15). eles oferecem “sacrifícios espirituais” através dele (2.3. Também há um referência ao importante objetivo dos crentes de levar os outros a Deus por meio de seus estilos de vida piedosos. Sua antiga vida era de obscenidades.11). 21.2. 4. Cristo agora também faz uma profunda diferença na vida dos cristãos.4).14. um antegozo da glória porvir veio através do Espírito (comparar: 4. O Espírito Santo em Ação O ES é ativo em todo o processo de salvação: o “Espírito de Cristo” nos profetas no AT testificam a respeito da cruz e da glória subseqüente (1. Cristo foi ressuscitado dos mortos “pelo Espírito” (3. Pedro liga os sofrimentos do sacrifício de Cristo com a glória que surgiu em sua morte (1. a perseguição é normalmente a exceção (3. 12-16). Cristo Revelado Em quatro passagens separadas. A paciência em meio ao sofrimento injusto é “agradável a Deus” (2. bebedeira e idolatria (4. os cristãos deveriam antever a glória porvir.12).17. ganham esposas para Cristo por seus exemplos (3. envergonham os críticos ímpios (3.13. silenciam os homens loucos realizando boas obras (2.4). 5.14). A salvação futura que aguarda os crentes na revelação de Jesus é especialmente proeminente no princípio da carta (1. proclamam os louvores de Deus (2.14 com o v. relembra-os de que têm uma herança celeste (1.21 . Silvano.17).12).10).5). Ele. eles o amam (1. aparentemente não há a vinculação do martírio. 4.13. que descrevia mais os pagãos gentios do que os judeus do Séc. em sua maioria gentios convertidos.18-19.

12 Saudações 5.13 Exortações finais com bênção 5.12-14 Silvano.1-11 Conclusão 5.13-4.3-12 Vida Justa devido à esperança 1.11 Submissão e respeito pelos outros 2.14 Índice 131 .1-2 I. co-autor desta carta 5.Esboço de 1º Pedro Introdução 1.3-2.19 Servindo humildemente enquanto sofre 5. A fé e esperança dos crentes no mundo 1.3 Renovação para o povo de Deus 2.4-10 II.13-2. A conduta do crente nas circunstâncias diárias 2.11-3.10 regozijando na esperança da volta de Cristo 1.12 Sofrimento em nome de Cristo 3.11-5.

A base para tal conhecimento são as Escrituras. II.2-3. Essas características se enquadram na heresia gnóstica. o Espírito está obviamente operando ao fornecer o “poder divino” que torna possível o crescimento na graça e conhecimento de Cristo (1. 3. O último capítulo enfatiza a segunda vinda de Cristo. chamadas de “profecia” (1.N. 132 . então esta carta era direcionada aos cristão em algum lugar da Ásia Menor.1-2. Pedro foi martirizado em Roma durante o governo de Nero.17).2-3.1). que descreve a obra do Espírito em “inspirar” os autores humanos das Escrituras proféticas. quando Nero morreu. e ele usa várias palavras e frases semelhantes às encontradas em 1Pe. então sua morte ocorreu antes de 68 dC. Esses fatores apontam Pedro como o autor genuíno de 2 Pedro. Esse é o verdadeiro conhecimento (gnosis) que combate a influência gnóstica herética. 3.20). já estão em cena (2. Se a tradição é confiável. Os mestres heréticos aparecerão (2. Eles ridicularizam a idéia da volta do Senhor. e se essa comunidade for a mesma referida em 1Pe 3.15-16). Pedro evidentemente tem um comunidade especifica em mente (3. 2. O cap.De acordo com a antiga tradição da igreja.1.15-16). Antecedentes Enquanto 1Pe estimula os cristãos a encararem a oposição do mundo. Os estudiosos conservadores normalmente sustentam que Pedro escreveu ambas as epístola que lhe são atribuídas. As referências em 2Pe indicam a autoria de Pedro: o autor se identifica como Simão Pedro (1.21. Também garante o cumprimento da promessa da volta do Senhor e ensina que sua expectativa deveria motivar os cristãos ao comportamento piedoso.19-21). à medida que sua graça e poder são concedidos aos crentes (1. e a doutrina apostólica (3.8. O “conhecimento” em 2Pe é mais do que percepção intelectual. A fidelidade à doutrina apostólica é a principal preocupação (1. ele tinha escrito uma carta anterior às pessoas a quem 2Pe é dirigida (3. 3.20). São as Escrituras que garantem ao crente um destino com Jesus Cristo (1.1-2) e.14-18). por sua vez.2º Pedro Autor: Pedro Data: Cerca de 65—68 dC Autor e Data Esta carta fornece as instruções e exortação do apóstolo Pedro à medida q eu ele se aproxima do final de sua vida (1.1-2).2-11.15). pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2. ele alega ter estado com Cristo no monte da transfiguração (1. desqualifica qualquer “interpretação privada” . 2Pe adverte os cristão contra os falsos mestre dentro de sua comunhão que os levaria a apostasia. o que.12-16. Cristo Revelado A divindades de Cristo é evidente na maneira como Deus e Cristo estão aproximados ligados em 1.16-21. Conteúdo A resposta ao erro é a firmeza através do crescimento no conhecimento do Senhor. Deus reconhece Cristo como seu “Filho” (1. que se desenvolveu mais completamente no séc.1). e explica porque essa esperança ainda não foi realizada. 3.22 . È um experiência de Deus e vê Cristo que resulta em transformação moral (1.20. O propósito e atividade divinos estão centralizados em Jesus.16) e pela chegada de seu Reino eterno (1.9. exibem um estilo de vida sensual e estão destinados à destruição. que devem aguardar por sua volta (1.1). 3.1222). 2. A carta começa com o tema de cultivar a maturidade cristã (1. O Espírito Santo em Ação A única referência direta ao ES está em 1.1. na verdade. Eles negam o senhor. Aparentemente.1-2. I.12-15).18).2-8.1-2. 2 fornece uma descrição mais longa a respeito da advertência contra os falsos mestres.16-18).18). Entretanto. mas cujas raízes foram fixadas no séc. em algum momento eles tinha “escapado das corrupções do mundo. objeto de ataque de zombadores.

3 Busca de virtudes morais 1. Saudação 1.1-18 Escarnecedores nos últimos dias 3.1-7 Crentes e o Dia do Senhor 3.4-10 Descrição dos falsos mestres 2.3 III.16-2.Esboço de 2º Pedro I. A verdade doutrina contra a falsa 1. Exposição e julgamento dos falsos mestres 2.3-11 Testamento de Pedro 1.3-2.4-22 Destruição dos falsos mestres 2.1-2 II.10-22 IV. Advertências contra os traidores do final dos tempos 3.8-18 Índice 133 .12-15 Escrituras proféticas contra os falsos mestres 1.

portanto. e como nada que o copo fizesse poderia afetar o espírito interno. Esses elementos repetem-se por toda a carta. Possuir amor é evidência clara de que uma pessoa é cristã. Ocasião e Objetivo João declara ter escrito para dar garantia da vida eterna àqueles que Crêem “no nome do Filho de Deus (5.27). 4.1) para propagar sua perigosa heresia. o caráter da heresia combatida na carta aponta para a mesma época. a ressurreição.9-11. mas apenas aparente. eles substituíram a fé pelas buscas espirituais e exaltaram a especulação mais do que os dogmas básicos do evangelho. as distinções éticas pararam de ser relevantes. João escreveu vigorosamente contra esse erro (2. eles não tinham pecado. 4. Mais uma vez João reagiu energicamente (2. conhecimento e vida em suas advertências contra a heresia. 4. O tom da epístola é amigável e paterna. Evidências internas também apontam João como o autor. a carta a ele.3. que ensinava que a matéria era essencialmente ruim e o espírito era essencialmente bom. O ponto de vista dualista fez com que os falsos mestres negasse a encarnação de Cristo e. Eles também ensinavam que.9-10. A falta de especial dedicação e saudação indicam que a carta foi circular.4. “Gnosticismo” é uma palavra derivada do grego gnosis.18.23 . como o corpo humano era um simples invólucro para o espírito interior. então. O estilo é informal e pessoal. declarando que nãohá revelação particular reservada para alguns poucos intelectuais. Portanto.1). João refere-se ao ensinamento como enganosos (2. O verdadeiro Deus. seu estilo e vocabulário indicam claramente que foi escrita pelo autor do Evangelho de Jo.15-17.6. e a comunhão com ele faz com que as pessoas caminhe em verdadeira comunhão com outros crentes. luz. 134 .18).10-23. João responde esse erro com indignação (2.13).7) e aos mestre como “falsos profetas” (4. refletindo a autoridade que a idade e o apostolado trazem. e não aos cristãos comuns.26. revelando o relacionamento íntimo do apostolo com Deus e com o povo de Deus. Portanto. 5. que acontecia somente para iniciados da elite espiritual. mentirosos (2. O objetivo de João ao escrever.20. 3. Eles um dia tinha estado com a igreja. a falsa doutrina e o espírito do anticristo. com unanimidade. junto com o fato do tom dos escritos sugerirem que se trata de um produto de um homem madura que passou por experiência espiritual profunda.7-21). era expor a heresia dos falsos mestres e confirmar a fé dos verdadeiros crentes. os gnósticos ensinavam a salvação através de esclarecimento mental. cerca de 90 dC. que significa “conhecimento”. Conteúdo Em primeiro lugar. Em virtude disso. apontam uma data próxima ao final do séc. o corpo humano que Jesus supostamente possuiu não era real. nunca poderia habitar um corpo material de carne e sangue.N. Além disso. e a falta de amor indica que a pessoa está nas trevas (2. João afirma que Deus é a luz.1º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores Embora esta carta seja anônima. A incerteza de seus leitores sobre sua condição espiritual foi causada por um conflito desordenado com os mestre de uma falsa doutrina.22) e anticristos (2. e o antigo testemunho atribui. mas tinha se afastado (2. ensinavam eles.7. onde João passou seus últimos dias.22-23.3). I. Heresia era um precursor do gnosticismo do séc. II. e que todo o corpo de crentes possui a doutrina apostólica. Mais tarde. Características Existem grandes semelhanças entre eo Evangelho de Jo e 1Jo. provavelmente enviada à igrejas perto e Éfeso.3).22. Data O peso de uma tradição antiga e forte sobre João ter passado seus últimos anos em Éfeso. 3. A comunhão com Deus e os irmãos permite que as pessoas reconheçam através da unção de Deus. João ressalta os temas do amor.19) e tinha se “levantado no mundo” (4. sendo o amor a nota dominante. 3.

1-7 Advertindo contra o espírito do anticristo 2.1). 4. João apresenta a segunda vinda de Jesus como um incentivo para que permaneçamos firmes na fé (2. Aquele que “pratica justiça é justo.1-10 Deus tornou-se carne na forma humana 1.6-7. Jesus é a propiciação pelos nossos pecados (2. A garantia da vida eterna 5. Em terceiro. se ele pecar. Cristo Revelado João enfatiza tanto a divindade quanto a humanidade de Jesus. Esboço de 1º João I. Cristo é antítese do pecado.1).5-10 II. 4.28).1-6 IV. A vida dos filhos de Deus 3. Apenas através dele podemos alcançar a vida eterna (5.A comunhão com Deus exige que se caminhe na luz e se obedeça aos mandamentos de Deus (1. e ele se manifestou para tirar os nossos pecados (3.1-4 Deus é luz 1. 5. o Espírito guia os verdadeiros crentes a uma completa realização da verdade em relação a Jesus.20.1-12 Amor 3.1-29 Caminhada na luz 2. 5. Jesus é aquele que veio. A vida de Justiça 2.18-29 III.5.5).5. Jesus também é o nosso Salvador.24) como nós somos fiéis a ele (4. Um teste do Cristianismo é a crença correta sobre a encarnação (4. O amor ao Pai e o amor ao mundo são totalmente incompatíveis (2. o Deus que veio e habitou entre nós. João o identifica como aquele que veio pela água e pelo sangue.14).1).3.10). O pecado não combina com a vida de um cristão. e nenhuma pessoa nascida de Cristo tem o hábito de praticar o pecado (3. a palavra que tornou-se carne.5). 4 continua com o tema da identificação dos espíritos rivais . que eles podem se opor com sucesso aos heréticos que negaram esta verdade (2. mas. e ele oferece a garantia de que nossa completa transformação à semelhança de Cristo acontecerá no momento de sua volta. Todos os espíritos que não reconhecem que Jesus é Deus em carne não é de Deus (v. A fim de testar os espíritos. Jesus é nosso advogado junto ao Pai (2.1-5 VI. A epístola termina com o testemunho de Jesus.6). o Filho de Deus. A encarnação 1.15-17). 2. assim como ele é justo” (3. O triunfo da Justiça 5.7.3).7).13). 4.6-8).11. O Espírito Santo em Ação João descreve um ministério triplo do ES nesta carta.10).7-21 V. enviado por Deus para nos resgatar do pecado (1. o dom do Espírito que nos assegura que em nosso relacionamento com Cristo.falsos profetas que saíram para o mundo (v.2. O cap. tanto ele é fiel a nós (3.2. o ES testemunha a realidade da encarnação (4. A fonte do amor 4.2. declarando que Deus entrou completamente na vida humana através dele.6-12 135 . Em segundo lugar. nos devemos encontrar quem eles reconhecem como salvador e senhor.12).1-4. 3. O título técnico do Messias é “aquele que havia de vir” ou “aquele que veio” (Mt 11.9. enquanto “qualquer que não pratica a justiça e não ama a seu irmão não é de Deus” (3.3. Jesus defende seu caso.4). Em primeiro lugar.18).15.13-24 Crença 4. 1Jo 5.6 Justiça 3.

VII.13-21 Índice 136 . Certezas cristãs 5.

3) quanto sua humanidade (v. Conteúdo João estimula a “senhora eleita” a continuar mostrando hospitalidade.7) devem ser rejeitados.2º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores João dirige esta segunda epístola para a “senhora eleita e seus filhos”. ele ressalta a verdade como a base e prova da comunhão . Ele até inclui saudações de suas sobrinhas e sobrinhos (13). Ocasião e Objetivo 2Jo se preocupa com a relação da verdade cristã com a hospitalidade estendida àqueles mestres que viajam de igreja para igreja.9). Ele incita os leitores a ficarem perto de Cristo. “a senhora Elcta” e “Electa Kyria”. mas os mestres heréticos.N.10). são dignos de ajuda. João encara a comunhão como uma característica distintiva da vida cristã. que podiam ser reconhecidos pela ortodoxia de sua mensagem (v. seu ministério é evidente. mas também adverte a previne contra o abuso da comunhão cristã. e acusa aqueles que rejeitam essa realidade de terem ido além da doutrina de Cristo (v.7).9). especialmente ao prestar testemunho à verdade relacionada à Pessoa de Cristo. indicando que a receptora era uma mulher cristã cujos filhos perseveravam na fé (v. Os falsos mestres. especialmente aqueles que negavam a encarnação (v. ele insiste em uma crença correta levando em consideração a encarnação de Cristo. mas trata-se da personificação de uma igreja local. Portanto. Por toda a epístola. mantendo-se fiéis na verdade. Outros sugerem que a designação não denota uma pessoa em si.24 . Data O peso da evidência de João ter escrito as três cartas levando seu nome aponta para cerca de 90 dC. Em especial.” Esboço de 2º João Introdução 1-3 I. provavelmente do mesmo grupo que é tratado em 1Jo. Os verdadeiros Cristãos. estavam confundindo a comunhão dos crentes. e os “filhos” da “irmã eleita” são membros da igreja do lugar onde João está escrevendo. “Seus filhos” sãos os membros da igreja. O Espírito Santo em Ação Embora a epístola não mencione especificamente o ES. e a pergunta continua em aberto. mas não deixa dúvidas de que a comunhão cristã é impossível onde a doutrina apostólica da Pessoa e obra de Cristo seja negada ou comprometida. Uma conclusão definitiva parece inatingível. sugerindo títulos como “a Kyria eleita”. Cristo Revelado João apresenta tanto a divindade de Cristo (v. João deu instruções sobre quais mestres itinerantes acolher e quais recusar. muitos comentarista especularam sobre seu nome pessoa. A partir da designação que João lher dá no verso 1 (gr eklekt Kyria). Normalmente se abusava de tal hospitalidade. Qualquer pessoa que negue a verdade fundamental relacionada à Pessoa divino– humana de Cristo não tem a Deus (v. O Espírito permite que o verdadeiro crente saiba distinguir os falsos mestres e “perseverar na doutrina de Cristo. Elogio pela lealdade passada 4 137 .4).

II. Exortações 5-11 Para amar o próximo 5-6 Para rejeitar o erro 7-11 Conclusão 12-13 Índice 138 .

nesta carta os genuínos mestres da verdade estão fazendo um circuito de igrejas. mesmo a estranhos. o escritor se autodenomina “o ancião”.4). ele era líder de alguma igreja na Ásia. João escreveu para estimular Gaio em sua generosidade para repreender Diótrefes por sua conduta nada caridosa. A devoção a ele motiva verdadeiros mestres em seu serviço itinerante (v.25 .14). Data João era madura tanto em anos quanto em experiências quando escreveu esta carta junto com 2 Jo perto do fim de sua vida por volta de 90 dC. aqui ele estimula a hospitalidade. João proibiu a hospitalidade para os falsos mestres.N. Cristo Revelado João apresenta Jesus como a verdade na qual devemos caminhar. Ocasião e Objetivo Enquanto em 2 Jo os heréticos itinerantes estavam perturbando a fé dos cristãos. o comportamento de Diótrefes mostra um acentuado contraste com a verdadeira vida em que Cristo deve ser o primeiro em todas as coisas. cujo orgulho egoísta estava rompendo a harmonia da comunhão. na Macedônia (At 19. Na carta anterior. João descreve três personalidades. especialmente ao permitir que os crentes “caminhem na verdade” e autorizando os missionários itinerantes em seu ministério. Terceira é Demétrio. Além disso. sugerindo que era mais velho do que os outros cristãos e que seu conhecimento pessoal da fé foi muito além do deles. Mensagem a Gaio 2-8 Oração por sua Saúde 2 Recomendação para a adesão à verdade 3-4 Recomendação para sua hospitalidade 5-8 139 . excomungando-os quando eles o faziam.29) e em Derbe (At 20.7). O fruto do Espírito é evidente nas vidas de Gaio e Demétrio. Segunda é Diótrefes. e o NT menciona um Gaio em Corinto ( Rm 16. Conteúdo Ao cumprir se objetivo. Diótrefes.3º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores Tanto em 2Jo quanto em 3Jo. Esses três homens possuem testemunhos positivos e negativos para relacionamentos adequados entre os irmãos. 1Co 1. que demonstrou sua fé cristã através de sua generosa hospitalidade. cuja vida exemplificava a fidelidade cristã e era digna de imitação. Por outro lado. ele recusou hospitalidade aos missionários viajantes e proibiu os outros de recebê-los. Não há nenhuma evidência para associar Gaio de 3Jo com qualquer desses homens.23. mas seu ministério é aparente por toda a mensagem. Não se sabe nada sobre o “amado Gaio” ale´m do caloroso tributo que João presta a ele no início desta carta. Gaio era um nome comum no mundo romano. Entretanto. As vidas de Gaio e Demétrio harmonizavam exatamente com a doutrina de Cristo e forneceram forte testemunho ao poder de seu amor. Esboço de 3º João Saudação 1 I. A evidência mais forte é que todas as três epístolas de João foram escritas por um mesmo autor. uma pessoa dominante em uma das igrejas. O Espírito Santo em Ação Esta carta não se refere diretamente ao ES. A primeira é Gaio. se opôsse à autoridade de João. Evidentemente.

II. Elogio a Demétrio 12 Conclusão 13-14 Índice 140 . Condenação à arrogância de Diótrefes 9-11 III.

18. Data As considerações estabelecendo a data desta carta incluem se Judas é dependente de 2Pe. Esboço de Judas Saudação 1-2 I.12). 21.26 .3 menciona Judas como um irmão do Senhor. esse falsos líderes são sensuais (vs 4. A última referência insinua que os falsos mestres representavam a eles mesmos como aqueles que tinha o Espírito (Mt 7.19. O Espírito Santo em Ação O ES faz com que a doutrina bíblica tome vida. Eles são chamados “adormecidos” no v.14). que conserva o seu povo (1).18). provavelmente o Tiago que era irmão de nosso Senhor e Líder da igreja de Jerusalém (At 15. os próprios cristãos devem “batalhar pela fé” (3). o Espírito é importante como aquele através do qual Deus preserva os seus do erro mundano (1. Mc 6.22-23).13. 20-23 por uma série de exortações práticas. Antecedentes Judas mostrou urgência em seu propósito de advertir uma comunidade desconhecida de cristão contra os falso mestres. Cristo Revelado A atual atividade do Cristo Vivo é assumida. ou se ambas as cartas foram tiradas de um terceiro documento.19.8 e são expostos por não ter o Espírito no v. Se foi escrita depois de 2Pe. Como em 2Pe. os falso mestre são desprovidos do Espírito (19). As responsabilidades dos cristão são mais desenvolvidas nos vs. Advertência contra os falsos mestres dentro da comunidade 3-19 Motivo para a advertência 3-4 Lembrete do antigo povo ímpio 5-7 Caráter do julgamento dos falsos mestres 8-19 141 . pode ter sido em 80 dC. isto é. embora os falsos mestres o neguem (4). e são destinados ao julgamento divino (14. Isso se realiza através da oração “no ES” (20). Eles também podem ser os precursores dos heréticos gnósticos que reivindicavam espiritualidade no séc. ou se 2Pe é dependente de Judas. O balanço da carta expõe. Gl 1.N. os quais buscam destruir a fé do povo de Deus.Judas Autor: Judas Data: Cerca de 65—80 dC Autor O autor se identifica como Judas. como muitos estudiosos acreditam. Judas é servo de Cristo. apesar de quaisquer reivindicações que possam fazer. a presença secreta de falsos mestres dentro da comunidade. Assim sendo. Em contrates. Entretanto. 2. Os crentes aguardam a bênção futura da “misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo.24). na doutrina apostólica (20).16. Objetivo A carta começa e termina com uma afirmação de ação graciosa de Deus em nome dos crentes. ressaltando a preservação divina (vs 1. Como a maior parte de Judas tem paralelos com 2Pe. que circulou como uma advertência contra os falsos mestres. para a vida eterna”(21).15). é provável que tenha sido antes de 65 dC. de modo que a comunidade cristã seja edificada em sua “santíssima fé”. especialmente levando em conta as analogias do AT. “irmão de Tiago”. pervertem a verdade (4). II.

Exortações por perseverança 20-23 Manter a fé 20-21 Resgatar os enganados 22-23 Doxologia 24-25 Índice 142 .II.

1. 22. Antecedentes e Data As evidências em Ap indicam que foi escrito durante um período de extrema perseguição aos cristãos.9. e continuou até seu suicídio. o Ap começa (1. De acordo com Paulo. Ocasião e Objetivo Sob a inspiração do Espírito e do AT. perpetrada pelo estado anticristão e numerosas religiões anti-cristãs. O profeta fala a Palavra e Deus como um chamamento à obediência na situação presente e na situação futura imediata.17). tendo em vista o futuro definitivo. Conteúdo A mensagem central do Ap é que “Deus Todo-poderoso reina” (19.7. depois de João ter fugido para Éfeso. Forma Literária Depois do prefácio. a religião anticristã. O Ap também é um apelo evangelístico a todos aqueles que estão atualmente vivendo no reino das trevas para entrar no Reino da Luz (22.29. a prostituta Babilônia (caps 17-18). que possivelmente tenha começado com Nero depois do grande fogo que quase destruiu Roma. e seus nomes não estão registrado no “Livro da Vida do Cordeiro”. que é “o Senhor dos senhores e Reis dos reis” (17. confortando. alguns intérprete datam o livro perto do final do reino de Domiciano (81-96 dC). desafiando e proclamando a esperança cristão garantida e certa.3.9). João sem dúvida vinha refletindo os acontecimento horripilantes que ocorriam em Roma e em Jerusalém quando ele recebeu a “profecia” do que estava para acontecer— a intensificação do conflito espiritual confrontando a igreja (1. O dragão. O dragão delega continuamente seu poder restrito e autoridade aos monstros e seus seguidores a fim de enganar e desanimar qualquer pessoa do propósito criativo-redentor de Deus. a filosofia.Apocalipse Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 79—95 dC Autor O autor se refere a si mesmo quatro vezes como João (1.11-17). Eles.17. 22. portanto. aqueles que seguem o Cordeiro estão envolvidos em um conflito espiritual contínuo e.4-7) e termina em (22.10-12). composta daqueles que “habitam a terra”. está claro que cada membro deve “ouvir” a mensagem a cada uma das igrejas (2. 22. “o que profetiza fala aos homens para edificação.11.17). Este tema foi validado na história devido à vitória do cordeiro. eles forma a sociedade. A segunda.8). em junho de 68 dC. a fim de que possam obedecer-lhe (1. frustrado por sua derrota na cruz e pelas conseqüentes restrições imposta sobre sua atividade.10.N. desenvolver uma trindade forjada a “fazer guerra” com os santos (12.10) por ser relevante aos cristão de todas as gerações. Ele era tão bem conhecido por seus leitores e sua autoridade espiritual era tão amplamente reconhecida que ele não precisou estabelecer suas credenciais. junto com a garantia de que.16). sendo assim. eles estavam compartilhando o método soberano de Deus de superar totalmente as forças do mal em todas suas manifestações.3). Juntos. Segundo esta visão.13.6-7.13).4. e desesperado para frustrar os propósito de Deus perante seus destino inevitável. Embora contenha sete cartas para sete igrejas. em Julho de 64 dC. 10. que tornou-se bem mais intensa e severa nos anos seguintes. a ideologia (13.3. 22. comercio e cultura secular cristã definitivamente enganosa e sedutora. 19. possuem a “marca” do monstro. exortação(estímulo) e consolação” (1Co 14.27 . o Ap fornece um maior discernimento quanto à natureza e tática do inimigo (Ef 6. Essa profecia não deveria ser selada (22.3.22). bem como a mensagem do livro inteiro (1.18-19). 143 .6).10.6.3). A Antiga tradição eclesiásticas atribui unanimemente este livro ao apóstolo João. Com base em declarações isoladas pelos patriarca da igreja primitiva.21) como uma carta típica do NT.1-10. e é um profecia autêntica sobre o sofrimento continuo e a perseguição dos cristãos. O objetivo desta mensagem era fornecer estímulo pastoral aos cristãos perseguidos.11.14). A primeira “besta” ou monstro simboliza a realidade do governo anticristão e poder político (13. o livro foi escrito antes da destruição de Jerusalém em setembro de 70 dC. Entretanto. em Cristo. 3. portanto. Dentro desta carta está “a profecia” (1.

O número sete é um número simbólico. ele também é o Senhor da colheita final (14. todas as quais contém linguagem figurativa que aponta para realidades espirituais em e por trás da experiência histórica.1-22. purificador e energizador. João registra uma série de visões sucessivas. 14. Por exemplo.1.27). 21. combinados com outros temas desenvolvidos. 5.1. nos fornece uma revelação multidimensional da posição presente.17). está sempre no meio de seu povo (1. Portanto. 2. “O Cordeiro” é seu título primário.1-12) cria uma impressão vívida e horripilante. para completar a criação da nova comunidade de seu povo em “um novo céu e uma nova terra” (21. mais poética do que nossas traduções indicam.5-6).7. Como “um semelhante ao Filho do Homem”.5 e está caminhando em meio às suas igreja no cap. 22.5. Embora o ministério terreno de Jesus seja condensado entre sua encarnação e ascensão em 12. Entretanto. mesmo que os mínimos detalhes não tenham a intenção de ser interpretados.1). o Ap é um quadro cósmico— uma série de quadros vivos coloridos. ele não fornece uma ordem cronológica na qual determinados acontecimentos históricos devem acontecer. Repetidamente são introduzidos temas. o Ap afirma que o Filho de Deus. O Cordeiro.14-20).5. Como aquele que conquistou.1-7. do ministério contínuo e da vitória definitiva do Cristo exaltado.14.1-3).14) e sobre os espiritualmente “mortos” (20. Ele habita neles (1.13). ele cuida. Jesus ressuscitou dos mortos e foi entronado como Soberano absoluto sobre toda a criação (1. protege. como Cordeiro. que não é um Messias político. bem como a “ceia das bodas” (19.12.13). 144 . A palavra fala é prosa elevada.5.todos aqueles que escolheram “habitar na terra” (3.5. portanto.4. A música é semelhante a uma cantata. Filho e ES. O cordeiro é o Deus que está chegando (1. O Espírito Santo em Ação A descrição do ES como “os sete Espíritos” de Deus (1. purificados (5. 19. Trata-se de um “habitar “ mútuo de Pessoas sem dissolver as distinções de ser e funções essenciais.1).20. Ele os conhece intimamente. e eles habitam nele (21.1-5.5). acompanhados e interpretados por oradores cantores celestiais. elaborados. Eles compartilham totalmente sua vitória presente e futura (17.4.9-3.1) e restaurar as bênçãos do paraíso de Deus (22.11-16. Há um segredo para a compreensão das visões.6. As “sete lâmpadas de fogo” (4.22).6. 21. comunicando a idéia de perfeição. 20. 4. e não uma série de acontecimentos consecutivos. Ele é o “Reis dos reis e o Senhor dos senhores” (17. Através de seu sangue.Método de Comunicação João recebeu essas profecias de uma série de visões vívidas contendo imagens simbólicas e números que ecoam aqueles encontrados nos livros proféticos do AT. complexa. Os símbolos apontam para o que é definitivamente indescritível. O fato de os sete espíritos estarem diante do trono (1. Toda a mensagem é “notificada” (1. mas um Cordeiro morto (5. satanás foi derrotado (12. 12. Todas as manifestações resultantes de sua vitória aplicada baseiam-se em sua obra terminada na cruz.10). 4. Jesus nasceu no cap.6) significa a trindade una essencial de Deus que se revelou como Pai.5) e serem simultaneamente os olhos do Cordeiro (5.7-9.7-8. O Cordeiro está no trono (4. João registra essas visões na ordem cronológica na qual as recebeu.10).14. o relato de gafanhotos demoníacos do abismo (9. O único que é “digno” para executar o propósito eterno de Deus é o “Leão de Judá”. 3. 7. muitas das quais retratam os mesmos acontecimentos através de diferentes perspectivas. é exaltado no cap.27).16) e deve receber a mesma adoração que recebe de Deus. que junto com uma série de títulos adicionais. O Cordeiro é a meta de toda a história (22.7-12) e preso (20. como “um semelhante ao Filho do Homem”. 19. 11. qualitativo.10). disciplina e os desafia.17.6). seus aliados (19.14. e com um amor incomensuravelmente sagrado.9.6) é distinta no NT.12-14).22. 21. ele tem a legítima autoridade e poder de controlar todas as forças do mal e suas conseqüências para seus propósitos de julgamento e salvação (6.3). mais tarde reintroduzidos.5) e fizeram reis e sacerdotes (1.5) sugerem seu ministério iluminador. 5. o Criador ( 5.2) presente e futura.2-5).11) liberados (1. Por exemplo. o ES é manifestado em termos de perfeição de sua atividade dinâmica. os pecadores foram perdoados. Ele derrama sua ira em julgamento sobre satanás (20.12. Cristo Revelado Quase todos os títulos usados em várias partes do NT para descrever a natureza divino– humana e ao obra redentora de Jesus são mencionados pelo menos uma vez no Ap. A besta que ataca as duas testemunhas no cap.14.20) para consumar seu plano eterno. 22. terminou completamente sua obra de redenção (1.13. Os sinais e símbolos são essenciais porque a verdade espiritual e a realidade invisível deve sempre ser comunicada a seres humanos através de seus sentidos.12 não é trazida à existência até o cap. utilizado vinte e oito vezes em Ap.5. cujos nomes estão registrados em seu livro da vida (3.15) .

3 VII.5-16.1 III.21 Índice 145 .6-21 Sete testemunhas de confirmação 22.1-15.17).3 O cenário: Um deserto 17.4 O cenário: A arca do concerto 11.Cada uma das mensagens para as sete igreja é do Senhor exaltado.14 Os selos 6. Todos ouvem ou se recusam a ouvir esse apelo.22 II.10). Cada profecia genuína é inspirada pelo ES e presta testemunho a Jesus (19.5 O Cenário: 20. As sete taças 15.1-8. As sete visões da consumação 20.2-11.10.19-15. o Espírito é o Espírito da profecia.1 As sete taças 16. 21. Os sete selos 4.5 Epílogo 22.19 Os sinais 12.22 O cenário: um semelhante ao Filho do Homem 1.3-20.18 O cenário: O altar dourado 8.1-3 Os espetáculos 17.4 –22. Portanto. 4.1). Esboço de Apocalipse Prólogo 1. mas o membros individuais são incitados a ouvir “o que o Espírito diz” (caps.7-11. As visões proféticas são comunicadas e João somente quando ele está “no Espírito” (1. As sete trombetas 8.1-20.5-16.4 V. O Espírito diz somente o que o Senhor Jesus diz.14 O cenário 4.9-20 As cartas 2.1-3.2-21 VI. O conteúdo dessas visões não é nada menos qo que a “Revelação de Jesus Cristo” (1. Os sete sinais 11.4-10 As cenas 20.21 O cenário: O templo do testemunho 15.18 IV. O Espírito está operando continuamente em e através da igreja para convidar a entrar aqueles que permanecem fora da Cidade de Deus.1-5. As cartas às sete igrejas 1.1 I.10).2.9-3. Portanto . Toda profecia genuína exige uma resposta. Apenas mediante a habilitação do Espírito é permitido que a esposa testemunhe e “suporte pacientemente”.1-5.2-3).11-22.18-20 Bênção 22.2-6 As trombetas 8. Os sete espetáculos 17. o Espírito penetra na experiência atual daqueles que ouvem com antegozo do cumprimento futuro do Reino.6-17 Advertências final e garantia 22. “O Espírito e a esposa dizem: Vem!” (22.

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