Fonte: Bíblia Plenitude Formatação: Gladson Rodrigo Ferreira

Julho de 2007

ÍNDICE
Antigo Testamento
Pentateuco
A.1 - Gênesis .............................................................. 3 A.2 - Êxodo ................................................................5 A.3 - Levítico .............................................................. 7 A.4 - Números............................................................9 A.5 - Deuteronômio .................................................11

Novo Testamento
Evangelhos
N.1 - Mateus ........................................................... 87 N.2 - Marcos ............................................................ 89 N.3 - Lucas ............................................................... 92 N.4 - João ................................................................ 95

Livro Histórico Livros Históricos
A.6 - Josué ............................................................... 13 A.7 - Juízes ............................................................... 16 A.8 - Rute .................................................................18 A.9 - I Samuel ........................................................... 19 A.10 - II Samuel ........................................................ 21 A.11 - I Reis .............................................................. 23 A.12 - II Reis ............................................................. 25 A.13 - I Crônicas ....................................................... 28 A.14 - II Crônicas ......................................................30 A.15 - Esdras ............................................................ 32 A.16 - Neemias ........................................................ 34 A.17 - Ester .............................................................. 36 N.5 - Atos dos Apóstolos ......................................... 97

Cartas (Epístolas)
N.6 - Romanos ......................................................... 99 N.7 - I Coríntios ..................................................... 101 N.8 - II Coríntios .................................................... 103 N.9 - Gálatas .......................................................... 105 N.10 - Efésios ........................................................ 107 N.11 - Filipenses .................................................... 109 N.12 - Colossenses ................................................ 111 N.13 - I Tessalonicenses......................................... 113 N.14 - II Tessalonicenses ........................................ 116 N.15 - I Timóteo .................................................... 118 N.16 - II Timóteo ................................................... 120 N.17 - Tito ............................................................. 122 N.18 - Filemon ....................................................... 124 N.19 - Hebreus ...................................................... 126 N.20 - Tiago ........................................................... 128 N.21 - I Pedro ........................................................ 130 N.22 - II Pedro ....................................................... 132 N.23 - I João .......................................................... 134 N.24 - II João ......................................................... 137 N.25 - III João ........................................................ 139 N.26 - Judas ........................................................... 141

Livros Poéticos
A.18 - Jó ...................................................................38 A.19 - Salmos ........................................................... 40 A.20 - Provérbios .....................................................43 A.21 - Eclesiastes .....................................................45 A.22 - Cantares ........................................................ 48

Profetas
Maiores A.23 - Isaías ............................................................. 50 A.24 - Jeremias ........................................................ 52 A.25 - Lamentações .................................................55 A.26 - Ezequiel ......................................................... 57 A.27 - Daniel ............................................................ 59 Menores A.28 - Oséias ............................................................ 62 A.29 - Joel ................................................................ 64 A.30 - Amós ............................................................. 66 A.31 - Obadias ......................................................... 68 A.32 - Jonas ............................................................. 70 A.33 - Miquéias ........................................................ 72 A.34 - Naum............................................................. 75 A.35 - Habacuque ....................................................77 A.36 - Sofonias ......................................................... 79 A.37 - Ageu .............................................................. 81 A.38 - Zacarias ......................................................... 83 A.39 - Malaquias ......................................................85

Livro Profético
N.27 - Apocalipse (Revelação) ............................... 143

2

A.1 - GÊNESIS
Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1440 a.C. Autor
A tradição judaica lista Moisés como o autor do Gênesis e dos outros quatro livros que o seguem, juntos, estes livros são denominados de Pentateuco. Jesus disse: “Se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim, porque de mim escreveu ele” (Jo 5.46) O próprio Pentateuco descreve Moisés como alguém que escreveu extensivamente. Ver Ex 17.14; 24.4; Dt 31.24; At 7.22 nos conta que “Moisés foi instruído em toda ciência dos egípcios.” Nas notas que acompanham o texto nós observamos que Gênesis emprega um bom número de termos emprestados dos egípcios, sendo este um fato que sugere que o autor original tenha as suas origens no Egito, como era o caso de Moisés.

Data
A data tradicional do êxodo do Egito se encontra no meio do décimo quinto século a.C. 1Rs 6.1 afirma que Salomão começou a construir o templo “no ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito”. Entende-se que Salomão tenha iniciado a construção em cerca de 960 a.C., datando assim o êxodo em 1440 a.C. Desta forma Moisés redigiu o Êxodo depois de 1440 a.C., durante os quarenta anos no deserto.

Conteúdo
Gênesis inicia com a formação do sistema solar, os preparativos da terra para sua habitação, e a criação da vida sobre a terra. Todos os oito atos da criação foram executados em seis dias. Os dez capítulos seguintes explicam as origens de muitas qualidades misteriosas da vida: a sexualidade humana, o matrimônio, o pecado, a doença, as dores do parto, a morte, a ira de Deus, a inimizade do ser humano contra o próprio ser humano e as dispersão das raças e línguas sobre toda a terra. Iniciando no cap. 12, Gênesis relata o chamado de Abraão e a inauguração do concerto de Deus com ele, um concerto glorioso e eterno que foi renovado com Isaque e Jacó. Gênesis é impressionante pela forma característica da sua narrativa, realçada pelo relato inspirador de José e pela multiplicação do povo de Deus no Egito. Trata-se de uma lição na eleição divina, conforme encontrado por Paulo em Rm 9. Gênesis antecipa o NT de muitas maneiras: o próprio Deus pessoal, a Trindade, a instituição do matrimônio, a seriedade do pecado, o julgamento divino e a justificação pela fé. A Árvore da Vida, perdida em Gênesis, é restaurada em Ap 22. Gênesis conclui com a bênção de Jacó sobre Judá, de cuja tribo viria o Messias: “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos” (49.10). Muitos séculos e muitas lutas seguir-se-ão antes que esta profecia encontre o seu cumprimento em Jesus.

Cristo Revelado
O Cristo preexistente, a Palavra viva, estava muito envolvido na criação. “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). O ministério de Jesus está antecipado em Gn 3.15, sugerindo que a “semente” da mulher que ferirá a cabeça da serpente (satanás) é Jesus Cristo, a “posteridade” de Abraão mencionada por Paulo em Gl 3.16. Melquisedeque é o misterioso rei-sacerdote do cap. 14. Uma vez que Jesus é rei e também sumo sacerdote, a carta aos Hebreus faz, de forma apropriada, esta identificação (Hb 6.20). A grande revelação de Cristo em Gn se encontra no estabelecimento do concerto de Deus com Abraão nos caps. 15 e 17. Deus fez promessas gloriosas a Abraão, e Jesus é o maior cumprimento destas promessas, uma verdade que é explicada de forma detalhada por Paulo em Gálatas. Boa parte da Bíblia está fundamentada sobre o concerto abraâmico e o seu desenvolvimento em Jesus Cristo. A dramática história da prontidão de Abraão em sacrificar a Isaque segundo a ordem de Deus apresenta uma incrível semelhança com o evento crucial do NT. “Toma agora teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas... E oferece-o em holocausto” (22.2), lembra-nos da prontidão de Deus em sacrificar o seu único Filho pelos pecados de todo o mundo. Por fim, a bênção de Jacó sobre Judá antecipa a vinda de “Siló”, a ser identificada como o Messias. “ E a Ele se congregarão os povos (49.10).

3

em quem haja o Espírito de Deus?” (41.28 4) Jacó muda para o Egito 46.1-35 Jacó 27.29 1) Jacó engana o seu pai 27.1-10 3) Deus confirma o concerto com Jacó 28.5 1. Criação dos céus.29 A Tabela das nações 10. porém o Espírito de Deus resolveu.3 2.10-32 II.2). A história primitiva do ser humano 1.1-9. Desta forma achamos o Espírito envolvido na criação.1-67 2) A morte de Abraão 25. tentando frustrar. Criação do ser humano 2.1-40.35 1) A noiva de Isaque vem da Mesopotâmia 24.1-26.29 Esaú 36.43 5) O retorno de Jacó para Canaã 31.32 A) As narrativas da criação 1.23 2) A exaltação de José 41.1-5.38) Embora o Espírito Santo não seja mencionado de outra forma em Gênesis.1-2. um fato que foi óbvio pra o Faraó: “Acharíamos um varão como este. Os patriarcas escolhidos 12.22-26 Índice 4 .1-24 3) O concerto de Deus com Abraão 15. da terra.1-50.1– 11.1-48.26 Abrão (Abraão) 12.20 1) O chamado de Abraão 12.1-2.1-46 2) A fuga de Jacó para Harã 28.1-35. e da vida sobre a terra 1.11-22 4) O casamento de Jacó em Harã 29.1-24 O mundo anterior ao dilúvio 4.22 5) A benção de Jacó e o seu sepultamento 49.1-32 A confusão das línguas 11.1-57 3) José e os seus irmãos 42. nós o vemos em ação ao atrair os animais dos quatro cantos da terra para dentro da arca de Noé.1-9 Genealogia de Abraão 11. o cumprimento das promessas de Deus a Abraão. O Espírito Santo também operou em José. Esaú e Jacó 25.1-23. Nós também percebemos a sua operação através das vidas dos patriarcas: Ele protegeu os patriarcas e as suas famílias e os abençoou materialmente.26 1) A venda de José 37.34 4) O teste de Abraão 22.1-24 Isaque 24.12-34 4) Deus confirma seu concerto com Isaque 26.1-50.21 6) Os últimos dias de José 50.O Espírito Santo em Ação “O Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (1. Esboço de Gênesis I.1-23.1-11 3) Ismael.1– 30.1-35.32 Noé e o dilúvio 6.1-45.4-25 B) A queda do ser humano 3. Todo tipo de dificuldades e situações impossíveis cercaram a família escolhida.1-50. onde possível. de maneira sobrenatural cada um destes desafios.1-43 José 37.20 2) A batalha dos reis 14.1-21.

27). O livro termina com a construção do tabernáculo como um lugar da habitação de Deus. Segundo.440. segundo. Primeiro. os hebreus testemunharam o poder miraculoso e libertador de Deus (13. Através de eventos variados e de encontros face a face com Deus. tanto na forma oral como na escrita.8-16).1-13. Quatro grandes eventos ocorrem nesta seção.1-40. Primeiro. Os hebreus viveram no Egito por 430 anos. do seu mobiliário. A primeira seção (1. Primeiro. 34. elas demonstraram a superioridade do Deus hebreu sobre os deuses egípcios e.10-14). os hebreus testemunharam o poder miraculoso e libertador de Deus (13.17-18. A sua reclamação chegou não somente diante dos seus opressores. Um período considerável de tempo e dez pragas foram utilizadas para ganhar a liberação dos hebreus das garras do Faraó. Esta seção tem três componentes principais. mas chegou até o seu Deus (2. Moisés comunicou ao povo hebreu.18). eles poderiam ajustar as suas vidas ao seu jeito de ser a fim de continuar recebendo as suas bênçãos.7). Quatro passagens em Ex dão forte apoio à autoria mosaica de pelo menos boa parte do livro (17. Desta forma.2217. Quatro grandes eventos ocorrem nesta seção.1-31. A última seção enfoca as revelações miraculosas junto ao Sinai (19.6) inicia com os hebreus sendo oprimidos no Egito (1.21). Ele acompanhou esta libertação através da seleção dum profeta chamado Moisés (3.6). a sua caminhada do Egito até o monte Sinai para receber a lei de Deus e as instruções divinas a respeito da edificação do tabernáculo.23-25).1-40. Contexto Histórico Êxodo é a continuação do relato do Gênesis. Êxodo registra o desenvolvimento de Moisés.Êxodo Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a.38).38). de fato. mostrando o desenvolvimento dum pequeno grupo familiar de setenta pessoas numa grande nação com milhões de pessoas. Data A Tradição conservadora data a morte de Moisés em algum temo ao redor de 1400 aC. através do processo de inspiração do Espírito Santo. porém constituiu-se num processo.4.1-27). sendo que a maior parte do tempo em regime de escravidão. A libertação divina da nação tem o objetivo especifico de edificar um povo pactual. Terceiro. Ele é o profeta hebreu que liderou os israelitas em sua saída do Egito.27). Tendo testemunhado a sua presença e conhecido a forma como Deus agiu em seu benefício.C.17-18.2 . durante a caminhada pelo Deserto. As pragas realizaram duas coisas importantes: primeiro. Êxodo é tradicionalmente atribuído a ele. A libertação não ocorreu de forma instantânea. Como qualquer outro grupo sob pressão. a jornada miraculosa até o Sinai (13. os amalequitas (17.19) Os resultados duma vida fora desta estrutura pactual são demonstrados pelo incidente que envolveu o bezerro de ouro (32. eles experimentaram.27).27) e as revelações miraculosas junto ao Sinai (19. Estes quatros grandes eventos ensinam um conceito importante: a mão de Deus está presente na vida do seu povo especial. 5 .1-35).33). Deus ouviu o seu clamor e colocou em ação um plano ora libertá-los. Terceiro. esta informação que lhe foi revelada. eles receberam proteção em vista dos seus inimigos.1-10). Autor Moisés. trata-se da construção.17-18. os hebreus reclamavam.14. é a figura centra de Êxodo. de forma direta. cujo nome significa “tirado das águas”. Quatro anciãos com a tarefa de supervisão foram estabelecidos a fim de manter a paz entre o povo (18. são dados os Dez mandamentos e todas aquelas instruções que explicam em maiores detalhes como estes mandamentos devem transparecer na vida do povo em aliança com Deus (19.A. é provável que o Livro de Êxodo tenha sido compilado nos quarentas anos anteriores. e da habitação da presença de Deus no edifício após o encerramento da obra (35. a libertação de Israel do seu cativeiro. Segundo. A Segunda seção narra a jornada milagrosa até o Sinai (13.1715.1-13. 24. Assim. do tabernáculo. Moisés recebeu a revelação daquelas coisas que Deus desejava que ele soubesse. Conteúdo O Livro de Êxodo pode ser dividido em três seções principais: a libertação miraculosa de Israel (1.7. a capacidade que Deus tem de cuidar do seu povo (15. trata-se das instruções referentes à edificação dum tabernáculo e do seu mobiliário (25.1-23. elas trouxeram liberdade aos hebreus.

4-40.6.3 A construção do tabernáculo 35.22-17.1. fiel. que descreve os atributos de Deus como compassivo. As habilidades naturais destas pessoas foram enriquecidas e aumentadas a fim de que executassem as tarefas necessárias com excelência e precisão.30). o qual é utilizado pra preparar tanto os fiéis como os sacerdotes para o culto divino (30.1-27 III. o óleo da unção é um tipo do Espírito Santo.22-23.1-22). Moisés fala de duas maneiras do pão de Deus: o maná (16. o óleo representa. Arão funciona como um tipo de Jesus assim como o sumo sacerdote (28.1-4. e perdoador.1).30-36.33 A glória do Senhor enche o tabernáculo 40. O Fruto do Espírito Santo está listado em Gl 5.19 A proteção do Anjo de Deus 23.18 O bezerro de ouro 32.1-22 O nascimento e a primeira parte da vida de Moisés 2. A Páscoa indica que Jesus é o Cordeiro de Deus que foi oferecido pela nossa redenção (12.16 A opressão dos israelitas no Egito 1. A libertação miraculosa de Israel 1.23. João nos conta que Jesus é a luz do Mundo.1-35. pois ele liberta da escravidão.31).17-18.3-11 e 35.1-35 Arrependimento e renovação do concerto 33.1-13.1-31. bom.10 O episódio do êxodo 12. no tabernáculo. João afirma que Jesus é o Pão da Vida.Cristo Revelado Moisés é um tipo de Cristo. Através da obra capacitadora do Espírito Santo.38 A chegada ao Sinai e a manifestação de Deus 19. A jornada miraculosa até o Sinai 13.1-11. Por exemplo.21 A provisão para o povo 15. O Espírito Santo em Ação No Livro de Êxodo.7 A proteção contra os amalequitas 17.1-13. o candelabro serve como fonte de luz permanente (25.1) faz intercessão junto ao altar do incenso (30.1-18 Orientação a respeito do tabernáculo 25. clemente. longânimo. As referências mais diretas ao Espírito Santo podem ser encontradas em 31.35) e os pães da proposição (25.16 II.31 O processo de libertação 5.8-16 O estabelecimento dos anciões supervisores 18.17-15. As revelações miraculosas junto ao Sinai 19.31-40).34-38 Índice 6 .1-21 O Livro da Aliança 20.7.1– 40.1-25 Os dez mandamentos 20. Esboço de Êxodo I. quando cidadãos individuais são capacitados a tornarem-se exímios artífices. Uma listagem paralela também pode ser encontrada em Ex 34.22.20-33 Israel confirma o concerto 24.27 A Libertação junto ao mar Vermelho 13. o Espírito Santo. de forma simbólica. As passagens “EU SOU” no evangelho de João encontram a sua origem primeira no livro de Êxodo.

Ele lida com o caráter e a vontade de Deus especialmente em assuntos de santidade. Data Os sábios datam o Livro de Levítico da época das atividades de Moisés (datando mais antigamente no séc. todo o sacerdócio. uma vez que o livro lida com muito mais assuntos relacionados à pureza. O livro descreve o sistema de sacrifícios e louvor que precede a época de Esdras e relembra a instituição do sistema de sacrifícios. isso forma a base de todo este livro das Escrituras.12). de acordo com a tradição primitiva.2-6. Os holocaustos (hebr. O título “Levítico “ é derivado da versão grega da obra e significa “assuntos pertencentes aos levitas”. foi o primeiro livro a ser ensinado para as crianças na educação judaica. O ensinamento de Jesus Cristo—”Portanto. Além dos sacrifícios. o Livro de Levítico tem sido encarado como uma obra de difícil compreensão. Algumas vezes. que era uma forma costumeira de dar nome às obras antigas. As terras. 23. Contexto Histórico A teologia do Livro de Levítico liga a idéia de santidade à vida cotidiana. “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. portanto. normalmente pelo uso de um falso testemunho. O título é um pouco enganoso. A santidade está sendo separada do profano. Minchah) são uma oferta de tributo feita a fim de garantir ou manter o favor divino. ser educadas sobre a santidade de Deus e a responsabilidade de cada indivíduo pra viver uma vida santa. O Ano de Descanso refere-se à emancipação dos escravos israelitas e pessoas endividadas. O Ano de Jubileu refere-se ao fato de que as terras de Israel. o Livro de Levítico recebeu o nome de Vayikra. O livro contém pouca informação histórica que forneceria uma data exata. XV aC e a última alternativa no séc. o calendário litúrgico tem uma posição significativa no Livro de Levítico. santidade. Isso costumava acontecer em ocasiões de alegria. Conteúdo Em hebraico. a santidade de Deus e a santidade na vida cotidiana. durante o retorno (séc. tudo o que vós quereis que os homens vos façam.18. O título hebraico é tirado da primeira palavra do livro. que significa “E ele chamou”. portanto. Eles sentiram que. Outro tema principal do Livro de Levítico é o sistema sacrificial. que os sábios judeus consideravam de importância primária. é preparado para a violação da santidade da propriedade de Deus ou de outras pessoas. XII aC) até a época de Esdras. Os sacerdotes e levitas preservaram seu conteúdo.10. Autor O Livro de Levítico é o terceiro livro das Escrituras Hebraicas do AT atribuídos a Moisés. Em 1. bem como o povo. que foi proferida a Moisés do tabernáculo da assembléia. pois Deus é puro e porque a pureza de cada indivíduo é a base da santidade de toda a comunidade do concerto.Levítico Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1445 a.11. O sacrifício pelos erros (hebr. Asham).3 . também conhecido como oferta pela culpa ou oferta de compensação. A aceitação da autoria mosaica para Levítico dataria sua escrita por volta de 1445 aC. algumas vezes é chamado de oferta queimada.C. devem ter um descanso depois de cada 7 . A palavra “santo” aparece mais de oitenta vezes no livro. antes de mais nada.reflete o texto de Lv 19. O conceito de santidade afeta não somente o relacionamento que cada indivíduo tem com Deus. indicando que os frutos do trabalho de uma pessoa devem ser dedicados a Deus.VI aC). Os sacrifícios de paz ou das graças (hebr. porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7. mas também o relacionamento de amor e respeito que cada pessoa deve ter com o seu próximo. O código de santidade permeia a obra porque cada indivíduo deve ser puro.shelamim) são designados para fornecer expiação e permitem que a pessoa que faz a oferta como da carne do sacrifício.1-18). pertencem a Deus e não a qualquer indivíduo.A. bem como à redenção da terra (ver também Ex 21. antes de proceder a outros texto bíblicos. embora o cerimonial do sacrifício e a obra dos sacerdotes sejam explicados com grande cuidado. o texto se refere à palavra do Senhor. Os erros profanaram a santidade de Deus e é exigida uma oferta. Ela vai além do assunto de sacrifício. e santo é oposto do comum ou secular. O sacrifício pelo sacrilégio (hebr.chatta’t) é empregado para tirar a impureza do santuário.olah) referem-se ao único sacrifício que é totalmente consumido sobre o altar e. Dt 15. as crianças deveriam. As ofertas de manjares (hebr. Kedushah) é uma palavra-chave em Levítico. descrevendo a santidade da presença divina. entretanto. A Santidade (hebr.1. fazei-lho também vós.

Ofertas para o santuário 27.8-17). A descrição do sistema de sacrifícios 1. O serviço dos sacerdotes no santuário 8.1-9 Punição para blasfêmia 24. Alguns usaram formas extremas de alegoria do Livro de Levítico a fim de revelar Cristo.1-24 O pecado de Nadabe e Abiú 10. O Livro de Levítico enfoca a vida e o louvor do antigo povo de Israel.46 Matando por alimento 17.1.1-17 As ofertas de manjares 2. a santidade de seu caráter e a necessidade de a congregação se aproximar dele com pureza de coração e mente.1-16.1-6 Os sacrifícios de paz ou das graças 3.12-20 III.1-44 Leis para elementos sagrados de louvor 24.1-36 Os sacerdotes tomam posse 9. Entretanto.10-23 Os Anos do Descanso e do Jubileu 25. esse método de interpretação bíblica deve ser cautelosamente usado a fim de garantir que o significado original histórico e cultural sejam preservados. à medida que elas o louvam.1-5. Esboço de Levítico I.1-26. o que ensina o domínio de Deus. a presença de Deus é sentida em todo o livro.38 II.33 Dias santos e festas religiosas 23.27 Leis para sacerdotes e sacrifícios 21.1-10.13 O sacrifício pelo sacrilégio 5.1– 22.1-14. Cristo Revelado Cristo não é especificamente mencionado em Levítico.1-8 Imundícias da pele 13.1-11 O pecado de Eleazar e Itamar 10.1-16 Sobre ser sagrado 18.8-7. o sistema de sacrifícios e o sumo sacerdote no Livro de Levítico são tipos que retratam a obra de Cristo. O código de Santidade 17.34 Imundícias dos animais 11.1-55 Bênçãos por obediência e punição por desobediência 26.1-34 Índice 8 .14-6. As leis das impurezas 11.1-46 V.1-34 IV. O Espírito Santo em Ação Apesar de o termo “Espírito Santo” nunca ser mencionado no Livro.1-47 Imundícias do parto 12.7 Outras instruções 6. entretanto.20 A ordenação de Arão e seus filhos 8.38 Os holocaustos 1. mas está no meio das pessoas. Ele não é visto como nos cultos pagãos da época em que os ídolos eram venerados.1-33 Imundícias morais 16. Elas devem ser santas como Ele é santo.período de quarenta e nove anos (Lv 25. A santidade do caráter de Deus é constantemente mencionada na designação de santidade às ações e louvor do povo.1-20.1-7.17 A Expiação do pecado 4.57 Imundícias de emissão 15. O Livro de Hebreus descreve Cristo como o sumo sacerdote e usa o texto de Levítico como base para ilustrar a sua obra.

Começa com um novo censo (comparar com o cap. Os caps.9 lida com a Páscoa e a nuvem e o fogo. que levou à morte deles. Os pontos-chave nesta parte são os relatos das queixas. seguido pela Vulgata (numeri). contemplá-lo. exceto Josué. Israel deixa o Sinai em Nm 10. Os acontecimentos deste livro ocorrem durante cerca de 40 anos. “Falou mais o senhor a Moisés.2 faz uma referência especifica a Moisés. 5-6 lidam com a imundície ritual. em 1400 aC. Moisés. tirado da linha de abertura. 8 fala da consagração dos levitas. pouco antes de sua morte. é a figura que une a história do Êxodo até Deuteronômio.11-25.11-36-13). que se inicia com o Êxodo. e os nazireus. mas não agora.Números Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. Os caps. cujo nascimento é contato no Ex 2 e cuja morte é narrada em Dt 34.11-36.1-10. Data Assumindo a autoria mosaica. a personalidade central do livro. mas aqueles que lidam com o preparo da viagem dominam.10) cobrem uma variedade de tópicos.11. o motivo do preparo é reconsiderado em 10.10). provavelmente o livro tenha sido escrito por volta de 1400 aC. registrando pontos sobre a viagem no deserto. Paulo enfatiza a provisão de Cristo às necessidades de seu povo. os líderes do povo trazem ofertas para o tabernáculo. Começa com Israel ainda no Sinai. e o verdadeiro rei sobre quem Balaão fala. onde são dadas instruções para que sejam feitos sinais com as trombetas. 9 . Em primeiro lugar. 10. conforme atestado pelos textos de Qumran.A. seguido de um relatório de concordância com o mandamento. e um cetro subirá de Israel”. O cap. uma estrela procederá de Jacó.C. a quem libertou do cativeiro. significa “Cinco pergaminhos”) não deve obscurecer o fato de que cada um dos cinco livros é uma continuação do precedente. As instruções no Sinai lidam com a preparação para a viagem. Jesus Cristo é o Messias. 1). Calebe e Moisés. O cap. O título em português Números é tirado de seu título (arithmoi) na tradução grega do AT (a septuaginta). começando logo após o Êxodo. A figura messiânica do rei de Israel é profetizada por Balaão em 24. O Apóstolo Paulo escreve sobre Cristo que ele era a pedra espiritual que seguiu os israelitas pelo deserto e deu-lhes a bebida espiritual (1Co 10. Conteúdo A divisão dos livros de abertura do AT em cinco livros ou pergaminhos (chamado “o Pentateuco”. o nome do livro é No Deserto . no deserto do Sinai”. 2) a viagem no deserto que cobre o itinerário do Sinai até as planícies de Moabe através do Jordão da Terra Prometida (10. A segunda subseção (26-36) narra a preparação da segunda geração para a entrada na Terra Prometida. de acordo com o testemunho uniforme do NT.4). A seção de Nm que lida com a viagem (10. morreu no deserto. Ex 17). Essa seção termina com a distribuição da terra entre as tribos depois de elas terem entrado na Terra Prometida.13) tem duas partes principais. As instruções no Sinai (1. O Livro de Número continua o relato do período mosaico.1-10. “Vê-lo-ei. observando que toda a primeira geração. mas não de perto. rebeliões e desobediência da primeira geração. A pedra que deu água aparece duas vezes na história do deserto (cap 20. No texto hebraico. A entrada dos israelitas no deserto do Sinai é registrada em Ex 19. a infidelidade marital.18 descreve a destruição de geração que vivenciou a libertação do Egito por meio do Senhor. 1-4 lidam com uma série de instruções para numerar (fazer o censo de) vários grupos.1-10. Nm 33. e o resto do livro conta a viagem em si.4 .. 7.1. Autor Tradicionalmente. Cristo Revelado Jesus Cristo é retratado em Nm como aquele que provém. No cap.17. A tradição judaica interpretava este verso messianicamente. Número tem duas divisões principais: 1) a seção contendo instruções enquanto ainda no Sinai (1. a autoria é atribuída a Moisés.

1-10 II.45 6) Instruções relacionadas às ofertas 15.13 Índice 10 . Relato da viagem do Sinai 10.1-14 5) Direção pela nuvem e fogo 9.O Espírito Santo em Ação Fala-se diretamente sobre o E.1-14.1-26 4) Segunda Páscoa 9.1-89 3) Levitas dedicados 8.1-3 3) Ansiando por carne 11. quando o Espírito foi derramado e tornou-se disponível a todos. Somente o setenta anciãos nomeados profetizam.1-49 6) Instruções para a ocupação de Canaã 33. Moisés expressa o desejo de que todo o povo de Deus também recebesse seu Espírito e profetizasse.1-29 10) Do monte Hor às planícies do Moabe 21.9 1) Censo militar 1.11-36.27 2) Ofertas dos líderes 7.18 Preparo da nova geração 26. Lá o Espírito é retratado como realizando duas funções: ungido para a liderança e inspirando a profecia.49 Instruções e relatos adicionais 5. 16.1-4.1-18.1-54 4) As tribos da Transjordânia 32.1-4. Mesmo um líder como Moisés era incapaz de fazer tudo e precisava de uma liderança doada pelo Espírito para a realização de sua tarefa. Instruções para a viagem do Sinai 1. 25). Quando o Espírito é dado aos anciãos.16-21).1-35 11) Balaque e Balaão 22. ele causa a profecia (v.1-2.1-6. Moisés está pedindo ajuda ao Senhor em seus deveres de liderança. Esboço de Números I.11-36 2) Queixas do povo 11. 29 como o Espírito do Senhor) e o passará para seus líderes.1-41 7) Desafios à autoridade de Arão 16.1-25.32 8) Leis da purificação 19. No v.11-25.1-22 9) A morte de Miriã e Arão 20.18 1)Relato da primeira marcha do Sinai 10.10 1) Cinco instruções 5.13 Rebelião e punição da primeira geração 10.34 2) Censo não militar: levitas 3. A resposta é que o Senhor tomará o Espírito que está sobre Moisés (identificado no v. ofertas e votos 27.1-16 5) Recusa a entrar na Terra Prometida 13.1-36.1-30. Santo no cap.13 1) Um novo censo 26.16 3) Vingança sobre os midianitas 31.15-23 6) As trombetas de prata 10.1-10. 11.28-32 e é definitivamente cumprida no Dia de Pentecostes (At 2.1-65 2) Instruções relacionadas à herança. Essa esperança de Moisés é retomada em Jl 2.4-35 4) Desafio para Moisés 12.1-10. Quando Josué se queixa que dois dos anciãos no acampamento também estão profetizando.50-36.1-42 5) Itinerário do Egito até Moabe 33.10 Relato sobre a tomada do censo 1.

4.15). A mensagem de Dt é tão poderosa que é citada mais de oitenta vezes no NT. Agora se achavam acampados na fronteira oriental de Canaã. na região montanhosa do Moabe. foi escrito. O concerto mostrou aos filhos de Deus o caminho para viver em comunhão com ele e uns com os outros.46. creríeis em mim. Notadamente. Por conseguinte. depararam-se com um momento crucial em sua história . Isaque e Jacó séculos antes está prestes a se tornar realidade. Isso foi um pouco antes da morte de Moisés e do início da liderança de Josué em guiar os israelitas a Canaã. Moisés expõe os mandamentos e os estatutos que Deus deu em seu concerto.A. Moisés experimenta um forte sentimento de antecipação pelo povo. O nome de Moisés aparece quase quarenta vezes. Dt cobre um período inferior a dois meses. Chegaram à planícies de Moabe. O uso corrente da primeira pessoa do singular em todo o livro apóia ainda mais a autoria mosaica. “no mês undécimo. Cristo Revelado Moisés foi o primeiro a profetiza a vinda do Messias. Autor Deuteronômio identifica o conteúdo do livro com Moisés: “Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel” (1. se vós crêsseis em Moisés. Josué. no primeiro dia do mês”. que contém o relato da morte de Moisés.C. saúde e prosperidade. Conteúdo Dt é uma série de recomendações de Moisés aos israelitas enquanto ele se prepara para morrer e eles se aprontam para entrar na Terra Prometida. Dt é proclamação de uma segunda chance para Israel. eles eram nascidos e criados no deserto. se não credes nos seus escritos. Moisés é a única pessoa com quem Jesus se comparou: “Porque. Moisés percebe que a maior tentação dos israelitas na nova terra será abandonar a Deus e cair na idolatria dos ídolos cananeus. A Obediência a Deus equivale a vida. Moisés os exorta trinta e cinco vezes para “entrar e possuir” a terra. Data Moisés e os israelitas iniciaram o Êxodo do Egito por volta de 1440 aC. A falta de fé e a infidelidade de Israel tinham impedido a conquista de Canaã anteriormente. Embora Deus o tivesse proibido de entrar em Canaã.9. incluindo os trinta dias de lamento pela morte de Moisés Contexto Histórico Moisés tinha então 120 anos. doença e pobreza. Pedro e Estevão também reconhecem Moisés como o autor do livro (mt 19. A desobediência equivale a morte. de vista para Jericó e a planície do Jordão. na ocasião do discurso do conteúdo do livro ao povo. no ano quadragésimo de sua peregrinação pelo deserto (1. Moisés lhes recorda com vivacidade a fidelidade de Deus por toda a história e os relembra de seu relacionamento singular de concerto com o Senhor.novos inimigos. os israelitas perambularam sem destino no deserto por trinta e oito anos. Quando os israelitas se preparavam para entrar na Terra Prometida. maldição. Enquanto essa nova geração de israelitas se prepara para entrar na Terra Prometida. um Profeta como o próprio Moisés (18. e o livro reflete claramente a personalidade de Moisés. porque de mim escreveu ele. Moisés reuniu o grupo para lembrá-los da fidelidade do Senhor e para encorajá-los a serem fiéis e obedientes ao seu Deus quando possuíssem a Terra Prometida. Por causa da desobediência de Israel em se recusar a entrar na terra de Canaã. 7. Ele os recorda trinta e quatro vezes de que essa é a terra que Deus lhes está dando. e a deu aos sacerdotes” (31. Para preparar a nação para vida na nova terra. O último capítulo. Moisés está preocupado com a perpetuação do concerto. provavelmente.22.5 . Jesus 11 .3). Portanto. A maioria do povo junto de Moisés à entrada da Terra Prometida não tinha testemunhado as cenas no Sinai. como crereis nas minhas palavras?” (jo 5. onde Deuteronômio provavelmente tenha sido escrito. Sendo assim.Deuteronômio Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. novas tentações e nova liderança.47).3. em cerca de 1400 aC. a Terra Prometida.37). Mas. Tanto a tradição judaica quanto a samaritana são unânimes em identificar Moisés como o autor. “Moisés escreveu esta Lei. Mc 10.9) também pode ser indício de que tenha escrito todo o livro.1). Assim como Cristo. por seu amigo íntimo.7. At 3. no vale defronte de Bete-Peor. Ele tirou os israelitas da escravidão no Egito e os guiou pelo deserto para receber a lei de Deus no monte Sinai. e a Terra Prometida estava a sua frente. bênção. O que Deus havia prometido a Abraão.

48—33.1).10– 26.44-26.44– 11.20 Cerimônia de retificação 27.3.41-43 II.1-12 Índice 12 .47 A bênção de Moisés sobre Israel 32.13.20). Várias de suas profecias mais significantes incluíam a vinda do Messias (18. Santo enquanto profetizava para o povo.6) e a prosperidade nacional de Israel (30.19 Exposição dos Dez Mandamentos 4.19 III. o arrependimento (30.32 Exposição das leis cerimoniais 12.21 se descreve Moisés claramente: “homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”. Dt recorda ao povo que o Espírito de Deus havia estado com eles desde o tempo da sua libertação do Egito até o momento presente e que ele continuaria a guiálos e protegê-los se permanecessem obedientes às condições do concerto.1-4. Quando lhe perguntavam o nome do mandamento mais importante. O primeiro discurso de Moisés 1. Quando confrontado por satanás em sua tentação. O terceiro discurso de Moisés 27.1-26 Sanções do concerto 28.30-32.16.2) e a restauração (30. É muito significativo o fato de Cristo. a dispersão de Israel (30.18-18. a restauração e a conversão nacional e futura de Israel (30.29 Um chamado à obediência 4.15).6-3.1-16.5) de Israel.1-5 O passado recordado 1.29 A Morte e a sucessão de Moisés 34.22 Exposição das leis criminais 19. 10.5.1-68 O juramento do concerto 29.20 IV. O Espírito Santo em Ação O tema unificador em toda a Bíblia é a atividade redentora de Deus. ter usado este livro sobre a obediência para demonstrar a sua submissão à vontade do Pai. ele respondia com Dt 6. Moisés demonstrou a presença do E. que era perfeitamente obediente ao Pai.1-29 O cântico do testemunho 31. 6. Como porta voz de Deus.43 Introdução 1.1-30.1-40 Cidades de refúgio nomeadas 4. mesmo até a morte. As palavras finais e a morte de Moisés 31.17 Exposição da lei civil 16. ele citava exclusivamente Dt (8. Em 2Pe 1.12 Perpetuação do concerto 31.1– 30.1– 34.1-21. Esboço de Deuteronômio I.9 Exposição das leis sociais 21. O segundo discurso de Moisés 4.costumava citar Dt. 6.9).5.

26 sugere que o autor de pelo menos grandes seções foi o próprio Josué.13). O cenário estava estabelecido e a terra propícia para a conquista.6-15). além de conhecer o príncipe.29-32). o povo de Israel estava sem pátria havia mais de quatrocentos anos (Gn 15.6) sustenta a teoria de que o autor deve ter sido testemunha de alguns acontecimentos que ocorreram durante estes período. Em contrapartida. adoração da serpente e o sacrifício de crianças. seguir os planos do príncipe. Politicamente.13-15. A data comumente aceita da morte de Josué é por volta de 1375 aC.18. mas foi baseado em documentos escritos por Josué. cada uma com seu governo autocrático e todas hostis umas com as outras. divisão e estabelecimento da Terra Prometida.13-17).A.C. Séculos antes. Moralmente.Josué Autor: Incerto (Josué) Data: Cerca de 1400—1375 a. O Pano cor de sangue pendurado na janela salvou Raabe e sua família da morte.47). a anarquia e a brutalidade eram comuns.21) ilustra a obra de redenção de Cristo na cruz. Vários outros acontecimentos que ocorreram após a sua morte são mencionados: A conquista de Hebrom por Calebe (14. Eles tinham vivido em servidão aos Faraós egípcios e depois ficaram perambulando sem rumo no deserto por mais de quarenta anos. Canaã se dividia em várias cidadesestados. 13 . Se nome. é um equivalente hebraico do grego “Jesus”. Conteúdo O Livro de Josué é o sexto do AT e o primeiro de um grupo de livros chamado os Profetas Anteriores. continuavam fiéis ao único e verdadeiro Deus e se apegavam à promessa que ele tinha feito ao antepassado deles. bem como cristo nos leva à possessão da vida eterna. O uso do pronome “nós” e “nos” (como em 5. É mais provável que o livro tenha sido composto em sua forma final por um escriba ou editor posterior. Passagens paralelas em Jz 1. por modelos e por aspectos iluminantes de sua natureza. o Deus Triúno apareceu a Josué como o “príncipe do exercito do SENHOR” . Abraão. que significa ”Jeová é Salvação”. Cristo Revelado Cristo é revelado no Livro de Js de três maneiras. Era tarefa de Josué. Data O Livro de Js cobre cerca de vinte anos da história de Israel sob a liderança de Josué. Através de sua aparição. Coletivamente. Pode-se encontrar tipos em uma pessoa. esses livros traçam o desenvolvimento do Reino de Deus na Terra Prometida até o cativeiro da Babilônia— Um período de cerca de novecentos anos. Josué narra o período da entrada de Israel em Canaã através da conquista. bem como nossa . O próprio Josué era um modelo de Cristo.6 . Js 24. Sua morte é registrada no capítulo final (24. Entretanto. as pessoas eram depravadas. em um ritual religioso e mesmo em um acontecimento histórico. Cristo também derramou seu sangue e foi pendurado na cruz para nos salvar da morte. uma lição objetiva. Autor O autor do Livro de Josué não pode ser determinado pelas Escrituras. Deus havia prometido transformar Abraão e seus descendentes em uma grande nação e dar-lhes Canaã como pátria sob a condição de que eles continuassem fiéis e obedientes a ele (Gn 17) . assistente e sucessor de Moisés. Em 5. embora imperfeitamente. Josué guiou os israelitas até a possessão de sua herança prometida. Portanto. O cordão de fio de escarlata na janela de Raabe (2. Contexto Histórico O livro começa nas vésperas da entrada de Israel em Canaã. Assim. por revelação direta. e a migração para Dã (19. A religião Cananéia enfatizava a fertilidade e o sexo. a vitória de Otniel (15. Agora. entretanto. o livro engloba a história de Israel entre 1400 aC e 1375 Ac e é provável que tenha sido compilado pouco tempo depois. Outras passagens. Um modelo é um símbolo.10-16 e Jz 18 confirmam que esses acontecimentos ocorreram ap´´os a morte de Josué. eles estavam prestes a vivenciar o cumprimento dessa promessa. Josué teve certeza de que o próprio Deus era o responsável. não poderiam ter sido escrita por Josué.

Ai 8. sem nos ele não quer”. seja a libertação da servidão ou possessão da bênção. Josué testemunhou: “nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o SENHOR.1-18 1) Josué ouve o chamado 1. Várias características sobre a maneira como o Espírito opera podem ser vistas em Josué.1-12.1-10. que é a Promessa.7-9).1 3) Fortalecendo as tropas para a guerra 5. Inicialmente.13).30-35 O território do Sul 9.43 1) O engano traz o cativeiro .13-15 II. forneceu a Josué a promessa de seu Espírito sempre presente. quando Deus conhecendo a esmagadora tarefa de comandar a nação de Israel.1-29 4) A lei traz a bênção .20).Jericó 6.1-5. O trabalho do Espírito Santo era o mesmo antes de agora: ele atrai as pessoas a um relacionamento de salvação com Cristo e realiza os propósitos do Pai. A vitória foi alcançada em Gibeão. Nenhuma obra de Deus.Gibeonitas 9.1-27 2) O pecado traz a derrota .7). independentemente de quanto tempo demore.1-5. vosso Deus” (23. era a salvação de Israel. O Espírito Santo em Ação Uma tendência constante da obra do ES flui através do Livro de Js. sua presença surge em 1.16-18 Mediante o preparo do exército para a batalha 2.10-15 3) Josué recebe estímulo 1.16-23 2) Os reis 12.Um dos aspectos da natureza de Cristo revelada em Josué é o da promessa cumprida.12. é realizada sem ajuda do Espírito.5.Monte Ebal e monte Gerizim 8. nem para a direita nem para a esquerda. em sua graça e fidelidade. Sua presença contínua é necessária para o sucesso do plano de Deus na vida dos homens. foi através dessa nação que Deus escolheu salvar o mundo (Is 63.24 O território central 6. No final de sua vida.1-5. A obra do Espírito Santo é sobrenatural.5).1-26 3) O arrependimento traz a vitória . A queda de Jericó foi obtida mediante a destruição milagrosa de seus muros (6.35 1) A obediência traz a conquista .Acã 7. A obra do Espírito Santo é contínua: “Não te deixarei nem te desampararei” (1.1-8.16—12.Amorreus 10. Seu objetivo em Josué. Foi dito: “Sem ele. pois.15 1) Procurando a moral do inimigo 2. Preparação da herança 1. para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares” (1. O Espírito Santo está comprometido a realizar a tarefa.15 Mediante a escolha do líder do exército 1. A obra do Espírito Santo é mútua: “Tão somente sê forte e mui corajoso para teres cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou. Deus. A cooperação com o Espírito Santo é essencial à vitória.1-24 2) Posicionando o povo para a batalha 3. sustentou e preservou seu povo tirando-os do deserto e levando-o à Terra Prometida. bem como no AT. Esboço de Josué I.1-24 14 .2-12 4) Convencendo um líder a servir 5. não podemos.14). Ele fará o mesmo por nós através de Cristo.1-15 Revisando os territórios conquistados 11. quando o Espírito deteve o sol (10.1-43 O território do Norte 11.1-27 2) Os milagres trazem a liberação . dela não te desvies.24 1) Os territórios 11.1-9 2) Josué dá o mandamento 1. Ele nos habilita a cumprir nosso chamado e a completar a tarefa ao nosso alcance. Possuindo a herança 6.

6-15 5) Uma parte para Judá 15.III.1-22.1-9 2) Uma explicação para o altar 22.1—24.1-34 Discutindo o futuro 22. O discurso final de Josué e sua morte 23.1-17. Compartilhando a herança 13.21.42 10) Epílogo 22.1-28 Josué morre 24.1-63 6) Uma parte para Efraim e Manassés 16.10-34 IV.1-16 Josué desafia o povo 24.1-21.33 Josué aconselha os líderes 23.49-51 9) Cidades de refúgio e para os levitas 20.1-5 4) Uma parte para Calebe 14.45 1) Partes ainda não conquistadas 13.18 7) Partes para as tribos restantes 18.1-34 1) Uma benção para as tribos do Leste 22.48 8) Uma parte para Josué 19.8-33 3) Dividindo as partes a oeste da Jordânia 14. Gade e Manassés 13.34 Distribuindo a herança 13.1-6.29-33 Índice 15 .1-7 2) Partes para Ruben.1-19.

21) aponta para um período anterior à conquista da cidade por Davi (2Sm 5. com fidelidade. Contexto Histórico Juízes cobre um período caótico na história de Israel: cerca de 1380 a 1050 aC. Os israelitas faziam o que era mau aos olhos do Senhor (apostasia). Sob a liderança de Josué. Seis outros.25). cujo papel de libertadores é narrado com mais detalhes. A segunda parte do prólogo (2. o povo de Israel clamava ao Senhor (arrependimento). o Senhor os entregava nas mãos dos opressores. Estes juizes. e 3) epílogo (17. 16 . este. Ao servirem de forma deliberada a deuses estranhos.7 . o Senhor os entregava nas mãos de inimigos (opressão). Ibsã. Em conseqüência. Mica estabeleceu em Efraim uma forma pagã de culto ao Senhor.A. são classificados como “juízes maiores”.6) oferece uma visão geral do corpo principal do Livro.15) na forma de um epílogo.7). mas também antecipa o estabelecimento da monarquia em Israel. mas descrever a corrupção religiosa e moral existente nesse período. Seis indivíduos— Otniel. registrando as condições em Canaã durante o período dos juízes. levantava um juiz a fim de prover libertação ao seu povo. são conhecidos como “juízes menores”.6-3.25).1-3. O Livro de Juizes não olha apenas retroativamente para a conquista de Canaã.1-21.1—21. No entanto. já que se afirma que era um escritor (1Sm 10.6. o propósito desta seção final do livro é ilustrar as conseqüências da apostasia e anarquia nos dias em que “não havia rei em Israel”. opressão. que são mencionados rapidamente— Sangar. mas grandes áreas ainda permaneceram por ser conquistadas pelas tribos individualmente. A parte principal do livro (3. Data O Livro de Juízes cobre o período entre a morte de Josué e a instituição da monarquia. Duas histórias são acrescentadas ao Livro de Juízes (17. Um décimo terceiro personagem. Abimeleque. porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (21. não havia rei em Israel” (17. evidências internas indicam que ele foi escrito durante o período inicial da monarquia que se seguiu à coroação de Saul. Jair. e a conseqüente guerra benjamita. o Senhor levantava libertadores a que ele capacitava com o seu Espírito (libertação). no território de Benjamim. Ali é descrita a conquista incompleta da Terra Prometida (1. Israel praticava continuamente o que era mau aos olhos do Senhor e “não havia rei em Israel. cerca de 1050 a 1000 aC. Conteúdo O Livro de Juizes está dividido em três seções principais: 1) Prólogo (1.1-36) e a reprimenda do Senhor pela infidelidade do povo à sua aliança (2. e. 2) A declaração de que “os jubuseus habitaram com os filhos de Benjamim em Jerusalém até ao dia de hoje” (1. em resposta ao seu clamor.31). Israel conquistou e ocupou de forma geral a terra de Canaã. arrependimento e libertação.31) ilustra esse padrão que se repete na história antiga de Israel. a qual foi adotada pelos danitas quando estes abandonaram o território que lhes coube por herança e migraram para o norte de Israel. está vinculado à história de Gideão. um tempo caracterizado por um ciclo recorrente de apostasia.7-16. Porém antes da conquista de Jerusalém por Davi.6) 2) narrativas (3. Elom e Abdom—. Eúde. Esta data tem o apoio de dois fatos: 1) As palavras “naqueles dias. eram militares e civis.25).7-16. Aparentemente. Estas descrevem os caminhos rebeldes de Israel durante os primeiros séculos na Terra Prometida e mostram como o Senhor se relacionou com a nação naquele período.1-2. o povo de Israel quebrava a sua aliança com o Senhor. A primeira história ilustra a corrupção na religião de Israel. A segunda história no epílogo ilustra a corrupção moral de Israel ao relatar a infeliz experiência de um levita em Gibeá. Cada vez que o povo clamava ao Senhor. A data real da composição do livro é desconhecida. Débora.1-5). Gideão. O propósito desses apêndices não és estabelecer um final ao período dos juízes.Juízes Autor: Desconhecido Data: Entre 1050 e 1000 aC Autor O autor de Juízes é desconhecido.6) foram escritas num período em que Israel tinha um rei. liderada por Josué. Este bem pode ter escrito partes do Livro. A primeira parte do prólogo (1. Tola. Jefté e Sansão—. O Talmude atribui o livro de Juízes a Samuel.5) estabelece o cenário histórico para as narrativas que seguem. a quem o Senhor escolheu e ungiu com o seu Espírito. que são as narrativas.

25).15).19) e.1– 8.10) e o capacitou a libertar os israelitas das mãos de Cusã-Risataim.15 Índice 17 .27-36 A aliança do Senhor é quebrada 2.14.1-5 Introdução ao período dos juízes 2. Epílogo: Condições que ilustram o período dos juízes 17. Os seguintes atos heróicos de Otniel.13-15 Opressão filistéia e libertação por meio de Sansão 13. Ele começou a impelir Sansão para sua carreira (13.31 III. Gideão.1-21. Através da presença pessoal do Espírito do Senhor.29) com habilidades de liderança no seu empreendimento militar contra os amonitas.1-5.25 Apostasia: A idolatria de Mica e a migração dos danitas 17. rei da Síria.12-30 Opressão filistéia e libertação por meio de Sangar 3. História de opressões e libertações durante o período dos juízes 3.2 Carreira de Jair como Juiz 10.6 –12.3-5 Opressão amonita e libertação por meio de Jefté 10. A vitória de Jefté sobre os amonitas foi o ato de libertação do Senhor em benefício de Israel.O Espírito Santo em Ação A atividade do Espírito Santo do Senhor no Livro de Juízes é claramente retratada na liderança carismática daquele período. Certa vez matou trinta filisteus (14.31 Opressão mesopotâmica por meio de Otniel 3.1-16.31 Opressão cananita e libertação por meio de Débora e Baraque 4.12 Carreira de Abdom como juiz 12. Gideão (6.8-10 Carreira de Elom como juiz 12. Esboço de Juízes I.6 II.1-26 Conquista incompletas da terra 1. Literalmente.6 –3. Prólogo: As condições em Canaã após a morte de Josué 1.1-3.1.7 Carreira de Ibsã como juiz 12.1-21. Sansão despedaçou um leão apenas com as mãos (14.35 Breve reinado de Abimeleque 9.7-11 Opressão moabita por meio de Eúde 3. O Espírito veio poderosamente sobre ele em várias ocasiões. em outra ocasião. O Espírito do Senhor capacitou Sansão e executar atos extraordinários.1 –18. o Espírito do Senhor se revestiu de Gideão.7-16. O Espírito do Senhor equipou Jefté (11. O Espírito do Senhor capacitou este líder escolhido por Deus e agiu através dele para implementar o ato salvífico do Senhor em benefício do seu povo. O mesmo Espírito Santo que deu condições a esses libertadores para que fizesse façanhas e cumprissem os planos e propósitos do Senhor continua operante ainda hoje.34) libertou o povo de Deus das mãos dos midianitas.11.31 Imoralidade: Atrocidade em Gibeá e a guerra benjamita 19.1-57 Carreira de Tola como Juiz 10. livrou-se das cordas que amarravam as suas mãos e matou mil filisteus com uma queixada de jumento (15.31 Opressão midianita e libertação por meio de Gideão 6.6 Continuação das conquistas pelas tribos de Israel 1. Jefté e Sansão são atribuídos ao Espírito do Senhor: O Espirito do Senhor veio sobre Otniel (3.6).

6-13 Recompensa pela obediência 3.1-12 Casamento de Boaz com Rute 4. XII aC que recomendam a aceitação da data mais antiga. que testemunhou o declínio do reinado de Saul e foi divinamente instruído para ungir Davi como escolhido de Deus para o trono.14-18 IV. oferecendo assim uma resposta a todos aqueles que.14.1-23 Rute no campo de Boaz 2. Uma mulher humilde no campo da colheita 2. Fp 2.5-8) Esboço de Rute I.14-17 Genealogia de Davi 4. Os episódios relatados nos livro de Rute se passam durante o período de Juízes.Rute Autor: Desconhecido (Samuel) Data: Entre 1050 e 500 aC Autor Os estudiosos discordam quanto à data do livro.8 . As ações de Boaz efetuam a participação de Rute nas bênçãos de Israel e a incluem na linhagem familiar do Messias (Ef 2.19). Parente e remidor 4. Eis aqui uma magnífica silhueta do Mestre.13 Benção de Deus sobre Noemi 4. em Israel. tivesse redigido o livro.1-18 Orientação de Noemi 3. porém o seu cenário histórico é evidente. Uma história tão comovente como essa certamente já teria sido passada adiante oralmente entre o povo de Israel. É razoável supor que Samuel. Ima família hebraica em Moabe 1.1-5 Obediência de rute 3. Apesar do pensamento crítico mais recente sugerir uma data pós-exílica bem mais tardia (cerca de 500 aC). indagassem pelo passado familiar do seu rei.1-3 Generosidade e proteção de Boaz 2. e a genealogia que a conclui indicaria uma conexão com os patriarcas.1-22 Sofrimento de Noemi 1.1-22 Boaz. dá testemunho eloqüente a respeito disso. A função de “parente remidor” cumprida de forma tão elegante nas ações que promoveram a restauração pessoal de Rute. há evidências na linguagem da obra bem como referencias a costumes peculiares próprios do séc.18-23 III. Cristo Revelado Boas representa uma das mais dramáticas figuras do AT que antecipa a obra redentora de Jesus.19-22 II.18-22 Índice 18 . ele se torna carne—vindo como um ser humano (Jo 1. antecipando em muitos séculos a sua graça redentora. o remidor escolhido por Deus 4. Um matrimônio planejado 3.6-18 Retorno a Belém 1. sendo parte daqueles eventos que ocorrem entre a morte de Josué e a ascensão da influência de Samuel (provavelmente 1150 e 1100 aC). Como nosso “parente chegado”.A. A tradição rabínica assegura que Samuel escreveu o livro na segunda metade do séc.4-17 Noemi reconhece a bondade de Deus 2.1-5 Dedicação e promessa de Rute 1. XI aC.

Data Por causa da referência à cidade de Ziclague. o que engloba sua vida e ministério até sua morte. homem vistoso e carismático. sacerdote e rei.1-25. esperamos ansiosamente pelo momento em que o “Espírito da Verdade” nos irá guiar em “toda a verdade”. como não há menção à queda de Samaria em 722 aC. Depois dessa rejeição.9 . no entanto. Ambos forma pontes de transição de um estágio da história da nação para outro. consumida por ciúme e medo. O fenômeno do Espírito inspirando a adoração ocorre no cap. sabemos que 1Sm foi escrito depois da divisão da nação em 931 aC. Além disso. Urim e Tumim.20. Ambos são filhos de promessa. Havia estado sob a investida violentas e desalmadas dos filisteus. o Espírito Santo vem sobre Saul. isto é.6).14) 19 . ele acaba cedendo. foi rejeitado por ele. Os próprios filhos de Samuel não eram reflexo do seu caráter piedoso. 10 e em 19.6. Conteúdo Israel havia sido governado por juizes que Deus levantou em momentos cruciais da história da nação. mas a medida em que Samuel envelhecia. Saul. a nação havia se degenerado moralmente e politicamente. nos falará sobre “o que há de vir” e “há de receber do que é meu (de Jesus)” e no-lo “há de anunciar” (Jo 16. Depois de desprezar os mandamentos de Deus. que profetiza e “se transforma em outro homem”.13). bem como sobre Saul e seus servos. encontrou um aliado em Jônatas. O fim trágico de Saul ilustra o destino final dos reinos terrenos. De uma forma notável. em semelhança ao ocorrido no dia de Pentecostes (At 2). é escolhido para tornar-se o primeiro rei. o pequeno e humilde pastor. no entanto. Esse fenômeno não é como o frenesi impregnado de emotividade dos pagãos. Saul tornou-se uma figura trágica. Em meio a essa confusão política e religiosa surge Samuel. perdendo gradualmente a sua sanidade. Jesus torna-se o Rei-pastor definitivo. Em 10.1º Samuel Autor: Incerto (Samuel) Data: Entre 931 e 722 aC. A única esperança é um Reino de Deus na terra. Em Cristo. a renovação e a alegria que esse nascimento trouxe à sua mãe prefiguram o mesmo para a nação. o cenário está pronto para que Davi se torne o segundo rei de Israel. Ambos foram dedicados a Deus antes do nascimento. O livro de 1Sm cobre um período de cerca de 140 anos. Davi.13. o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi” (16. A autoria do restante de 1Sm não pode ser determinada com certeza. Samuel acumulou os ofícios de profeta e sacerdote. prefigura a Cristo. Ele advertiu Davi sobre os planos do seu pai para matá-lo. é equipado pelo Espírito para cumprir o chamado de Deus. começando com o nascimento de Samuel em redor de 1150 aC e terminando com a morte de Saul em redor de 1010 aC. Em Davi começa a linhagem terrena do Rei de Deus. num desesperado esforço para eliminá-lo. depois que Saul e Jônatas são mortos em batalha. até o dia de hoje” (27. pressionavam-no para que lhes desse um rei. deve ser datado antes deste evento. o milagroso filho de Ana. O Espírito Santo em Ação 1Sm contém notáveis exemplos da vinda do Espírito Santo sobre os profetas. Pela sua impaciência. exerceu funções sacerdotais. O templo de Siló fora profanado e o sacerdócio se mostra corrupto e imoral. o bom pastor. filho de Saul. Cristo é profeta. Com relutância. que “ pertence aos reis de Judá. Deus vem como Rei e virá novamente como Rei dos reis. Cristo Revelado As semelhanças entre Jesus e o pequeno Samuel são surpreendentes. “desde aquele dia em diante. mas verdadeira adoração e louvor a Deus pela inspiração do Espírito. mas alguns supõem que seja do sacerdote Abiatar.A. e por outras referencias a Judá e a Israel. 1. Finalmente. Davi.1. cujo soberano seja o próprio Deus. O seu ego era tão grande quanto a sua estatura. Gastou os seus últimos anos numa incansável perseguição a Davi através das regiões montanhosas e desérticas do seu reino. O povo não tinha confiança nos seus filhos. em vez de esperar por Samuel. mas é provável que Samuel ou tenha escrito ou fornecido a informação para. Depois de ser ungido por Samuel. Autor O autor de 1Sm não é nomeado neste livro. Mesmo nos múltiplos usos do éfode.

1-9 2) Sua palavra para Eli 3.35 II.17 Nascimento e infância de Samuel 1. Declínio de Saul e ascensão de Davi 16.25 1) A Exigência de Israel por um rei 8.35 Estabelecimento de Israel por um rei 8.1-7.17 1) A captura da arca pelos filisteus 4.19-4.1-30.1– 15.1-14.12-36 Começo do ministério profético de Samuel 3.1-17.1 4) Samuel exorta ao arrependimento 7.1-4.31 4) A morte de Saul 31.1-22 2) Saul é escolhido e ungido rei 9.2-6 5) Derrota dos filisteus 8.1-13 2) Sua música diante de Saul 16.1-12.12-22 3) Recuperação da arca por Israel 5.1-13 Índice 20 .1 –15.Esboço de 1º Samuel I.1 O ministério de Samuel como juiz 4. O reinado de Saul 8.52 4) Saul é rejeitado por Deus 15. Renovação sob Samuel 1.1-31.13 A crescente proeminência de Davi 16.1-7.36 1) Nascimento e dedicação de Samuel 1.14-23 3) O conflito de Davi com os filisteus e os amelequitas 29.10-18 3) Seu ministério a todo Israel 3.1-35 III.1-2.2-7.25 3) As guerras de Saul 13.2-11 2) A morte de Eli 4.58 1) Sua unção por Samuel 16.1 1) Seu chamado por Deus 3.11 2) Crescimento de Samuel e a corrupção dos filhos de Eli 2.1-2.1-12.

Davi derrota com sucesso os inimigos de Israel. filho de Saul e Abner comandante-chefe dos exércitos de Saul.1-7. esse relato sumário descreve os sete anos e meio anteriores à unificação do reino por Davi. Davi é. depois de uma longa separação de seu pai. Tristemente. a rebelião é sufocada.2º Samuel Autor: sacerdote Abiatar. O cap. sacerdote e rei na sua pessoa. Embora Davi tome uma série de decisões desafortunadas e pouco sábias. pois. outros materiais haviam sido colecionados e puderam ser usado como fontes pelo autor real. Deus interrompe os planos de Davi de construir uma casa para a arca e explica que enquanto Davi não pode construir uma casa para Deus. Cristo Revelado Davi e seu reino esperavam a vinda do Messias. Embora a rebelião tenha sido sufocada. Há uma desavença entre Israel e Judá a respeito da volta do rei a Jerusalém.29. Sem dúvida. divisão que aconteceu logo depois do governo de Salomão. instiga uma rebelião contra o rei. Não se sabe com exatidão quem realmente escreveu o livro. Jesus Cristo.1). Autor Os dois livros hoje conhecidos como 1 e 2 Sm eram originalmente um só livro denominado “O Livro de Samuel”. e Davi foge de Jerusalém. e Davi é mais uma vez estabelecido em Jerusalém. e embora Davi tenha reinado em Judá por sete anos e meio antes da unificação do reino. fosse traçada uma diferenciação entre Israel e Judá. o vidente”. 21 . Davi se arrepende.10 . ou seja. A rebelião termina quando Absalão. 931 aC. pela sua humildade e compromisso com o Senhor. Três dessas fontes são mencionadas em 1Cr 29. de forma que ambos são candidatos à autoria desses dois livros.A. não havia reis em Judá antes desta data. onde havia estado deste que fora recuperada dos filisteus (6. por causa do comentário encontrado em 1Sm 27. “E houve uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi. Tanto Gade como Abiatar tinham acesso aos eventos da corte do reino de Davi. é morto por Joabe. Samuel registrou boa parte da história de Israel neste período. Embora. Davi unifica tanto a vida religiosa quanto política da nação ao trazer a arca do Testemunho da casa de Abinadabe. mas os da casa de Saul se iam enfraquecendo” (3. O livro está enfocado na sua pessoa.1). sua própria tribo. porém Davi se ia fortalecendo. Há um jogo de pode pela casa de Saul entre Isbosete. Apesar do arrependimento de Davi depois de confrontado com o profeta Natã. a sua vulnerabilidade e fraqueza o leva ao pecado com Bate-Seba e ao assassinato de Urias. então. ungido rei sobre Judá. uma linhagem que dure para sempre. em especial. porém. é introduzido quando Deus estabelece uma aliança perpétua com Davi e seu reino.16). Conteúdo 2 Sm trata da ascendência de Davi ao trono e dos quarenta anos do seu reinado. Data: Entre 931 e 722 aC. Data Os dois livros devem receber uma data posterior à divisão do reino em duas partes. e inicia-se um período de estabilidade e prosperidade. filho de Davi. “Teu trono será firme para sempre” (7. compra a eira de Araúna e apresenta oferendas ao Senhor no altar que constrói. antecipa o futuro Rei. Pela sua vitória sobre todos os inimigos de Israel. No entanto. com freqüência. Davi é um precursor da Raiz de Jessé. o Messias.6 “pelo que Ziclague pertence aos reis de Judá. o vidente”. pelo seu zelo a favor da casa de Deus e pela associação dos ofícios de profeta. Samuel e outros. O tema do Rei vindouro. E começa com a morte de Saul e Jônatas na batalha do monte Gilboa. as conseqüências da sua ação são declaradas com todas as letras: “Agora. Deus está construindo uma casa para Davi. esposo dela. Absalão. até ao dia de hoje”. não se apartará a espada jamais de tua casa” (12. Um rebelde chamado Seba instiga Israel a abandonar Davi e a voltar para casa. uma lista dos valentes de Davi e com o pecado de Davi em fazer o censo dos homens de guerra de Israel. a saber: as “crônicas de Samuel. O livro termina com dois belos poemas. as “crônicas do profeta Natã” e as “crônicas de Gade.10). pendurado numa árvore pelos cabelos. 7.

37—24.26-31 4) Incesto na casa de Davi 13. e do juízo.29 1) Mudando a arca 6.1-5 O pecado do Assassinato 11.1-19 II.1-29 Os triunfos militares de Davi 8.1-13.27 III.36 Problemas na casa de Davi 12.25 1) O reino de Davi em Hebrom 1.13 3) Triunfos sobre Ámom é Síria 10.1—24.36 1) Profecia de Natã 12.26 4) Comentários sobre o reino de Davi 21.1-10.8: E.1– 20.15-25 3) Lealdade de Joabe a Davi 12.O Espírito Santo em Ação Jesus explicou a obra do Espírito em Jo 16. Sua atuação como conselheiro pode ser apreciada nas muitas ocasiões em que Davi “consultou o Senhor” através do sacerdote e do éfode.1-20 5) Absalão mata Amom 13.19 1) Triunfos sobre os seus inimigos 8.6-13 2) Ordem de Davi para assassinar Urias 11. Os problemas de Davi 12. Ele atuava com mais freqüência através do sacerdócio.” Nós vemos claramente a ação do Espírito Santo através desses dois modos em 2 Sm. Esboço de 2º Samuel I. e o julgamento é anunciado. A obra de convencer e de condenar do Espírito é claramente percebida quando o profeta Natã enfrenta Davi por causa do seu pecado com Bate-Seba e Urias.25 Índice 22 .14-25 3) Casamento de Davi com Bate-Seba 11.1-5.26.1-7.12 2) O reino de Davi em Jerusalém 5. O pecado de Davi é desnudado. quando ele vier convencerá o mundo do pecado.1-4.13– 9.37—17.21-36 Problemas no reino de Davi 13. Os triunfos de Davi 1.25 1) Rebelião de Absalão 13.1-23 2) Aliança de Deus com Davi 7.1-33 3) Restauração de Davi como rei 19.1-25 Os triunfos espirituais de Davi 6. Isso.19 Os triunfos políticos de Davi 1. ilustra o amplo ministério do Espírito Santo no mundo através da igreja investida do poder do Espírito.29 2) Joabe mata Absalão 18.1-12 2) O governo Justo de Davi 8.1-14 2) Morte do filho de Davi 12. no quadro microcósmico de 2 Sm. a justiça é feita. As transgressões de Davi 11. e da justiça.1-13.1-27 O pecado do adultério 11.1-10.6-27 1) Lealdade de Urias a Davi 11.

23 . originalmente. foram grandes mudanças e sublevações. então. O autor de Rs teria mencionado. O autor.15 e Ez 1. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus. conclui-se. VI aC.11 . Aqui “a mão do SENHOR” se refere ao ES que dotou Elias com poderes sobrenaturais para realizar uma façanha surpreendente. um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC. acrescentado por um dos seus discípulos. Alguns têm indicado Esdras como compilador. seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda. que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. onde é chamado de “Espírito do Senhor”.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo. Ao contrário. acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. provavelmente antes de 538 aC. Autor Como 1 e 2 Rs eram. Na realidade. que estava preso na Babilônia. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”.10 e 19. em que um reino estável. As palavras de Obadias lá indicam que o ES algumas vezes transportou Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 2. caso houvesse tido conhecimento desse evento. a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor. dirigido por um líder forte. O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período. 52. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC.20. em 18. Data Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta. em cerca de 853 aC. não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (400 anos em 47 capítulos). Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC.27-30). Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde a morte de Davi. Como não há menção dessa importante notícia em Rs.3. e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42. O Espírito Santo em Ação 1 Rs 18. Contexto Histórico Os acontecimentos descritos em 1 Rs abrangem um período de cerca de 120 anos. dividiu-se em dois. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto. que foi provavelmente. os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. com um propósito teológico. menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25. um livro. Deus é apresentado como Senhor da história. embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo. muitas sugestões foram feitas. Há uma alusão. Havia luta interna e pressão externa. Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem. No entanto. Reis é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá.48 (“a mão do SENHOR”). (Jeremias) Data: Entre 560 e 538 aC. até ao reinado de Josafá (o quarto rei do Reino de Judá) e o reinado de Acazias (o nono rei do Reino de Israel). provavelmente. No entanto.1º Reis Autor: Desconhecido. um só livro. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos).6. de Judá. comparar com 1Sm 10.16) Percebe-se uma relação com At 8. em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar. Embora a autoria não possa ser determinada com segurança.39-40. Conteúdo 1 e 2 Rs eram. muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. Em 1 e 2 Rs. enquanto outros apontam para Isaías como editor. em cerca de 971 aC. à ação do ES em capacitar Elias para operar milagres. originalmente. A fórmula “mão do SENHOR” é uma referência à inspiração dos profetas pelo Espírito de Deus (ver 2Rs 3. O resultado foi um momento tenebroso.23). portanto. que Rs tenha sido escrito.A. O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim. 1 e 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém.

23).21-28 O reinado de Acabe em Israel 16.1-11.21-31 O reinado de Abdias em Judá 15.33-16. que confirma que a habilidade pra profetizar é realmente uma manifestação do ES.43 O estabelecimento de Salomão como rei 1.53 A revolta e o reinado de Jeroboão em Israel 12.51-53 Índice 24 .7 O reinado de Elá em Israel 16. Esse versículo se refere a um “espírito do SENHOR” e pode indicar que os profetas compreendiam que o seu dom de profecia vinha do Espírito de Deus (ver 1Sm 10. O reino dividido 12.43 II. então estaria em paralelo com 1Co 12.1.1-8 O reinado de Asa em Judá 15.24 pode ser outra referência ao ES.1-14.20 O reinado de Roboão em Judá 14.46 A consagração de Salomão como rei 3.10.40 O reinado de Josafé em Judá 22.41-50 O reinado de Acazias em Israel 22.29-22.66 O erro de Salomão como rei 9.20.8-14 O reinado de Zinri em Israel 16. Se esta interpretação é aceita.Além dessas passagens.1-8.7-11.1-11.6. Esboço de 1º Reis I.-2. O reino unido 1.9-24 O reinado de Nadabe em Israel 15. 1Rs 22.1-22.15-20 O reinado de Onri em Israel 16. 19.25-32 O reinado de Baasa em Israel 15.

Judá. muitas sugestões foram feitas.27-30). incluindo a queda de Israel para a Assíria em 722 aC. enquanto que capítulos inteiros são dedicados a outros. O Autor ora está falando do Reino do Norte. (Jeremias) Data: Entre 560 e 538 aC. um só livro. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde o reinado de Acazias (o nono rei Israel) ao redor de 853 aC. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”. ora do Reino do Sul. 2Rs retoma a história trágica do “reino divido” quando Acazias está no trono de Israel e Josafá governando sobre Judá. Havia luta interna e pressão externa. Alguns tem indicado Esdras como compilador.2º Reis Autor: Desconhecido. Assim como 1Rs.A. Ao contrário. A atenção maior é dirigida àqueles que ou serviram de modelo de integridade ou que ilustram por que essas nações finalmente entraram em colapso. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos). Data Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta. 2Rs recorda a história do últimos 10 reis e dos últimos 16 governantes de Judá. caso houvesse tido conhecimento desse evento. provavelmente antes de 538 aC. O resultado foi um momento tenebroso na história do povo de Deus: colapso e conseqüente cativeiro de ambas as nações. Embora a autoria não possa ser determinada com segurança. traçando simultaneamente suas histórias. não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (300 anos em 25 capítulos). menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25. um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC. dos quais apenas oito foram bons. então. Judá foi governado por 20 regentes.12 . todos ruins. acrescentado por um dos seus discípulos. Autor 2 Rs era originalmente a segunda metade de um livro que incluía 1 e 2Rs. Esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. é dificil seguir o fluxo da narrativa. Deus é apresentado como Senhor da história. com um propósito teológico.. Conteúdo 1 e 2 Rs eram. conclui-se. O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim. seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. VI aC. que foi provavelmente. Israel. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. portanto. muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. Alguns desses 26 governantes são mencionados em apenas poucos versículos. os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. foram grandes mudanças e sublevações. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda. Israel teve 19 governantes. provavelmente. que Rs tenha sido escrito. de Judá. O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período. passando pela deportação de Judá para a Babilônia em 586 aC e terminando com a libertação do rei Joaquim em 560 aC. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto. 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva. acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor. embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo. Contexto Histórico Os acontecimentos descritos em 2 Rs abrangem um período de cerca de 300 anos. O autor de Rs teria mencionado. Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC. Na realidade. No entanto. Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem. 25 . O autor. 52. e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42. Como não há menção dessa importante notícia em Rs. Em 2 Rs. 2Rs é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. originalmente. que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus. que estava preso na Babilônia. enquanto outros apontam para Isaías como editor. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. No entanto.

1-20.17-20 26 .36 O reinado da rainha Atalia em Judá 11.30 O reinado de Ezequias 18. Elias foi elevado ao céu.1-22 O reinado de Jeroboão II em Israel 14. Cristo é um sacerdote superior a qualquer daqueles registrados em Reis (Hb 7.16-24 O reinado de Acazias em Judá 8.29 O reinado de Jeú em Israel 9.1-8. em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar.10-25 O reinado de Amazias em Judá 14.21 O reinado de Jeocaz em Israel 13.1-16 O reinado de Joás em Judá 11.35-24.1-23.1-18 O reinado de Jorão em Israel 2.17-12.41 O reinado de Acazias em Israel 1. Cristo é a combinação ideal desses três ofícios.9.1-20 O reinado de Oséias em Israel 17. e o ES desceu para capacitá-los a levar adiante a obra que seu mestre começou.15.30 O reinado de Joacaz 23. Jesus afirmou que era (Mt 27. A formula “a mão do SENHOR” se refere à inspiração divina dos profetas. Há uma referência indireta ao ES na frase “Espírito de Elias” em 1.1-25. Somente o reino de Judá 18.1-18 O reinado de Amon 21. Menaém.1-17. No entanto. Aqui Eliseu tenta receber o mesmo poder de Elias para levar adiante o ministério profético do seu antecessor. Is 9. Eliseu procurou a promessa de que receberia poder para levar adiante o ministério do seu mestre.23-29 O reinado de Azarias em Judá 15. Quando perguntado se era rei dos judeus. 1Rs ilustra vivamente a necessidade de Cristo como o nosso Rei em exercício de suas funções.6-41 II. As vezes transportava Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 18.22-27).8-16 O reinado de Zedequias 24. a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do ofícios. e a promessa foi cumprida.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo.8-31 O reinado de Jotão em Judá 15. O reinado de cada um desses 26 governantes já terminou. Uma alusão final ao ES aparece em 2Rs 3. O Espírito Santo em Ação 1 Rs 18.11).15.14.1-5).30-10.32-38 O reinado de Acaz em Judá 16. Como profeta. I reino dividido 1.6).19-26 O reinado de Josias 22. Aqui a “mão do Senhor” veio sobre Eliseu. Pecaías e Peca em Israel 15.16 fornece um paralelo interessante entre o AT e At 1. pois ele é “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap 19.4-9 e 2. os discípulos aguardaram o cumprimento da promessa. O espírito enérgico ou o poder que capacitava Elias a profetizar era o Espírito de Deus.1-9 O reinado de Jeoás em Israel 13. Jesus ascendeu. onde é chamado de “Espírito do Senhor”.7 O reinado de Joaquim 24. e reis do povo de Deus aponta para a necessidade do advento de Cristo. sacerdotes.25-9.1-5 O cativeiro de Israel para a Assíria 17.31-34 O reinado de Jeoaquim 23. a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do grande profeta Elias (Mt 17. 2Rs 2. Muitos dos milagres de Jesus são reminiscências das maravilhas que Deus fez através de Elias e Eliseu em Reis. Esboço de 2º Reis I. capacitando-o a profetizar ao rei Josafá.Cristo Revelado O fracasso dos profetas.39-40. Jesus é um Rei maior do que o maior dos seus reis (Mt 12.12) Percebe-se uma relação com At 8. Salum. mas Cristo reinará sobre o trono de Davi pra sempre (1Cr 17.9.1-4. Da mesma maneira.16). Como profeta.15 O reinado de Jeorão em Judá 8.1-7 O reinado de Zacarias. Além disso.21 O reinado de Manassés 21.42).

8-26 A libertação de Joaquim 25.27-30 Índice 27 .A queda de Jerusalém 25.1-7 O cativeiro de Judá pra a Babilônia 25.

Foi dividido e recebeu um novo nome pelos tradutores do AT em grego (septuaginta ou LXX): “Coisas que Acontecem”.22. Os persas substituíram o rei por um governador provincial. ao redor de 971 aC. No entanto. rei da Pérsia. Portanto.13 . Tudo o que restou dos gloriosos reinados de Davi e Salomão foi a pequena província de Judá. 10-29) registra os eventos e realizações do rei Davi.23) repetem-se como os versículos iniciais de Esdras (ver Ed 1. Nos caps. No entanto. que dá licença à volta dos judeus para Judá.10-36). Esdras é o candidato mais provável para a autoria de Crônicas. 1-9) e descreve o reinados dos vinte governantes de Judá (caps. de Gn até 2Sm. O restante das narrativas sobre Davi está enfocada sobre três aspectos significativos do seu reinado. foi dado por Jerônimo. é razoável assumir que “ o cronista” tenha sido Esdras. Se as genealogias de 1 Cr 1-9 fosse ignoradas. V aC. As genealogias começa com Adão e continuam. Contudo. Apesar de não podermos afirmar com certeza absoluta. A segunda parte de 1Cr (caps. Soma-se a isso o fato de que 1 e 2Cr tenham estido. Contexto Histórico O livro de 1Cr cobre o período que vai de Adão até a morte de Davi. As genealogias são compiladas seletivamente para realçar a linhagem de Davi e da tribo de Levi. Como a identidade do autor dessa obra não é explicitada em 1 nem em 2 Cr. assim como nos Evangelhos de Mt e Lc. 28 . É datado como 538 aC e dá a impressão de que Crônicas tenha sido composto pouco tempo depois. a data para 1 e 2Cr pode ser situada entre 425 e 400 aC. vocabulário e conteúdo similares. Conteúdo No texto original hebraico. A primeira seção é constituída por 9 capítulos de genealogias. mas uma duplicação e um suplemento de 1 e 2Sm e 1 e 2Rs. O cap. A antiga tradição judaica do Talmude afirma que Esdras escreveu o livro. Não é uma continuação da história do povo de Deus. mas pode ser também uma indicação de que Crônicas e Esdras tenham sido em algum momento uma única obra. a sua situação era muito diferente da dos anos dourados de Davi e Salomão. o mundo antigo estava sob o controle do poderoso Império Perda. até àqueles que retornaram para Jerusalém. 18-20) e os preparativos para a construção do tempo (caps. Data Embora seja difícil estabelecer a data exata para 1 e 2 Cr. Crônicas. 13-17). Se 1 e 2Cr são considerados uma única obra. o transporte da arca do Testemunho pra Jerusalém (caps. O último evento registrado nos versículos finais de 2 Cr é o decreto de Ciro. a última pessoa mencionada em 1 e 2 Cr é realmente Anani. O livro de 1Cr tem duas divisões principais. Apesar de que o povo de Deus tenha recebido licença pra voltar para Jerusalém e reconstruir o templo.A. atravessando todo o período do exílio. os versículos finais de 2 cr (2Cr 36. 1 e 2Cr cobririam aproximadamente o mesmo período de tempo de 1 e 2Rs. as genealogias forma a base das narrativas que se seguem. 11 e 12. 1Cr está carregado de genealogias para sublinhar a necessidade de pureza racial e religiosa. Jeoaquim foi deportado pra a Babilônia em 597 aC. o cenário específico de 1 e 2Cr é o período de tempo que vem depois do exílio. O nome atual. Davi se torna rei e conquista Jerusalém. podem ser divididos em quatro seções principais: 1Cr é composto por genealogias (caps. pois abrange o mesmo período coberto pelos primeiros 10 livros do AT. ou seja. Dependendo de como essas gerações são medidas (cerca de 25 anos). o nascimento de Anani pode ter acontecido entre 425 e 400 aC. Além disso. É um período de tempo extraordinário. 10-29). Isso não apenas reforça o argumento que aponta Esdras como autor de 1Cr.24). 1 e 2Cr formavam um só livro chamado de “Acontecimentos dos Dias”.1º Crônicas Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 425 e 400 aC Autor 1 e 2 Cr eram originalmente um só livro. Os dois últimos capítulos de 1Cr recorda os últimos dias de Davi. suas proezas militares (caps. é provável que a sua forma final tenha surgido lá pelo final do séc. 2Cr relata o reinado de Salomão (caps. 21-27).1-3). Esdras era tanto escriba como profeta e desempenhou um papel significativo na comunidade de exilados que retornou à cidade de Jerusalém. da oitava geração do rei Jeoaquim (ver 1Cr 3. Durante essa época. No entanto. 10 serve como prólogo para resumir o reinado e a morte ro rei Saul. 1-9) e descreve em linhas gerais o reinado de Davi (caps. Com freqüência não se dá muita importância a esta seção. muitos optaram por se referir a esse autor desconhecido simplesmente como “o cronista”.

a qual explica que por meio do ministério do Espírito (ânimo) os planos do templo foram revelados a Davi.O Espírito Santo em Ação Há duas referências claras ao ES em 1Cr.24 A herança das doze tribos 4.30 Índice 29 .1-12.30 A confirmação de Davi como rei 10.1-27.1– 9.40 A aquisição da arca por Davi 13.3-3.1-17. em que o “Espírito” entrou em Amasai e o capacitou a fazer uma declaração inspirada.2 A herança da linhagem de Davi em Judá 2.40 A herança do remanescente 9.1-8.34 Últimas declarações de Davi 28.1-20.12.1-29.35-44 II.44 A herança dos filhos de Jacó 1. A primeira´está em 12.8 Preparativos de Davi para a construção do templo 21. E a segunda em 28.1-34 A herança do rei Saul em Benjamim 9. O reinado do rei Davi 10. As raízes do povo de Deus 1. Esboço de 1º Crônicas I.27 Progressos militares de Davi 18.1-2.18.1 –29.

Soma-se a isso o fato de que 1 e 2Cr tenham estido. 1 e 2Cr formavam um só livro chamado de “Acontecimentos dos Dias”. Israel.1-3).20) para que falassem da parte de Deus. Contexto Histórico O livro de 2Cr cobre o período que vai do começo do reinado de Salomão. o nascimento de Anani pode ter acontecido entre 425 e 400 aC. muitos vêem a presença do ES na dedicação do templo (5. O Espírito Santo em Ação Há três referências claras ao ES em 2Cr. a sua situação era muito diferente da dos anos dourados de Davi e Salomão. Depois da divisão do reino. 2Cr traça a historia dos reinados dos 20 governantes de Judá até ao cativeiro babilônico do Reino do Sul em 586 aC.23). o ES inspirou ativamente Azarias (15. Dependendo de como essas gerações são medidas (cerca de 25 anos).1. em 971 aC. da oitava geração do rei Jeoaquim (ver 1Cr 3.14). O nome atual. Jaaziel (20. 2-7) bem como à riqueza e à sabedoria desse extraordinário rei (caps.13.14) e Zacarias (24. A segunda seção do Livro é formada pelos caps.A. No entanto. Esdras era tanto escriba como profeta e desempenhou um papel significativo na comunidade de exilados que retornou à cidade de Jerusalém. vocabulário e conteúdo similares. conforme registradas em 1Rs 11.24). no entanto. Não é uma continuação da história do povo de Deus. 19) descreve em linhas gerais o governo do rei Salomão. a última pessoa mencionada em 1 e 2 Cr é realmente Anani. só ocasionalmente. A narrativa. o cenário específico de 1 e 2Cr é o período de tempo que vem depois do exílio.14 . Data Embora seja difícil estabelecer a data exata para 1 e 2 Cr.22. O último evento registrado nos versículos finais de 2 Cr é o decreto de Ciro. rei da Pérsia. até ao final do exílio ao redor de 538 aC. termina abruptamente e não faz menção das fraquezas de Salomão. se concentram quase que exclusivamente no Reino do Sul. A narrativa dá bastante importância à construção do templo (caps. e discorre sobre a história do Reino do Norte. mas pode ser também uma indicação de que Crônicas e Esdras tenham sido em algum momento uma única obra. O livro de 2Cr tem duas divisões principais. Nessas referências.20) e como o “Espírito do SENHOR” (20. é provável que a sua forma final tenha surgido lá pelo final do séc. Apesar de não podermos afirmar com certeza absoluta. É identificado como o “Espírito de Deus” (15. os versículos finais de 2 cr (2Cr 36. Isso não apenas reforça o argumento que aponta Esdras como autor de 1Cr. mas uma duplicação e um suplemento de 1 e 2Sm e 1 e 2Rs. é razoável assumir que “ o cronista” tenha sido Esdras. Foi dividido e recebeu um novo nome pelos tradutores do AT em grego (septuaginta ou LXX): “Coisas que Acontecem”.1). Os persas substituíram o rei por um governador provincial.22. No entanto. A antiga tradição judaica do Talmude afirma que Esdras escreveu o livro. Crônicas. Além dessas referências. 10 a 36. o mundo antigo estava sob o controle do poderoso Império Perda. Durante essa época. Apesar de que o povo de Deus tenha recebido licença pra voltar para Jerusalém e reconstruir o templo. Portanto. Tudo o que restou dos gloriosos reinados de Davi e Salomão foi a pequena província de Judá. A primeira seção é constituída pelos primeiros 9 capítulos (caps. Como a identidade do autor dessa obra não é explicitada em 1 nem em 2 Cr. 24. Esdras é o candidato mais provável para a autoria de Crônicas. V aC. a data para 1 e 2Cr pode ser situada entre 425 e 400 aC. Jeoaquim foi deportado pra a Babilônia em 597 aC. É datado como 538 aC e dá a impressão de que Crônicas tenha sido composto pouco tempo depois. O livro conclui com o decreto de Ciro libertando e permitindo a volta do povo p ara Judá (36. Além disso. que dá licença à volta dos judeus para Judá.23) repetem-se como os versículos iniciais de Esdras (ver Ed 1. 8-9). muitos optaram por se referir a esse autor desconhecido simplesmente como “o cronista”. foi dado por Jerônimo. 30 . Judá. No entanto.2º Crônicas Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 425 e 400 aC Autor 1 e 2 Cr eram originalmente um só livro. Conteúdo No texto original hebraico.14).

1-28 Uzias 26.16 O reinado de Roboão 10.16-24.4-8 Joaquim 36.1-35.31 A ascensão de Salomão como rei 1.22 A riqueza de Salomão 8.1-3 Jeoaquim 36.31 II.1-16.1-7.1-22 Asa 14.1-32. O período de governo do rei Salomão 1.14 Josafá 17.1-9 Acaz 28.1-20 Acazias 22.1-27 Ezequias 29.22.9-10 Zedequias 36.1-20 Amon 33.1-12.1-9 Atalia 22.15 Joás 23.1-23 Jotão 27. Cativeiro e retorno de Judá 36.17-23 O cativeiro de Judá por Babilônia 36.33 Manassés 33.1-20.16 Abias 13.Esboço de 2º Crônicas I.37 Jeorão 21.1-9.11-16 III.17-21 O decreto de Ciro para o retorno de Judá 36.23 Índice 31 . Os governos dos reis de Judá 10.1-17 A realização da construção do tempo 2.27 Joacaz 36.21-25 Josias 34.10-23.1-9.1-36.27 Amazias 25.

A fidelidade de Deus é contrastada com a infidelidade do povo. Apesar do seu retorno e das promessas divinas. Posteriormente. 9-10). Liderou o segundo dos três grupos que retornaram da Babilônia pra Jerusalém. Deus havia prometido através de Jeremias (25. concedeu liderança (Zorobabel e Esdras). Conteúdo Duas grandes mensagens emergem de Esdras: a fidelidade de Deus e a infidelidade do homem. 7-10.16. estabeleceu firmemente a Lei (o Pentateuco) como a base da fé (7. Depois de mais de 60 anos de cativeiro babilônico.1-6) cobre um período de cerca de 23 anos e tem como tema o primeiro grupo que retorna do exílio sob Zorobabel e a reconstrução do templo. Quando o povo desanimou por causa da zombaria dos inimigos.A. Deus. Embora bem menos esplêndido que o templo anterior. chamando-o à confissão de pecado e ao arrependimento dos seus caminhos perversos (caps. cumpriu fielmente a sua promessa e induziu o espírito do rei Ciro da Pérsia a publicar um édito para o retorno dos exilados (1. que aparece seis vezes.1.5-10). Não é possível saber com absoluta certeza se foi o próprio Esdras quem compilou o livro ou se foi um editor desconhecido. com um influente cidadão até à época de Neemias. O Espírito Santo em Ação A obra do ES em Esdras pode ser vista claramente na ação providencial de Deus em cumprir as suas promessas. Esdras encontra um Israel que tinha adotado muitas das práticas dos habitantes pagãos.Esdras Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 538 e 457 aC Autor O livro de Esdras. de forma que pudesse adora a Deus em seu próprio templo (6. deriva o seu título do personagem principal dos caps. Um grupo de fiéis responde e partiu em 538 aC sob a liderança de Zorobabel. então. mas a oposição dos habitantes não judeus desencoraja o povo. desenvolve-se uma geração inteira cujas “iniqüidades se multiplicaram sobre as vossas cabeças” (9. o rei Ciro da Pérsia. o novo templo é completado e dedicado em 515 aC. outro grupo de exilados volta para Jerusalém liderados por Esdras (caps. O primeiro (caps. Esdras também é comissionado para apontar líderes em Jerusalém para supervisionar o povo. Fielmente. Depois disso. ao ponto do divórcio de suas esposas pagãs. como foi dito acima. A Bíblia hebraica reconhecia Esdras e Neemias como um só livro. o povo se deixou influenciar pelos seus inimigos e desistiu temporariamente (4.18). Deus desperta o coração do regente da Babilônia. Aproximadamente 60 anos depois (458aC). incluindo itens que haviam sido saqueados do templo de Salomão (1.6).2). para publicar um édito que dizia que todo judeu que assim desejasse poderia retornar pra Jerusalém a fim de reconstruir o templo e a cidade. dos mandamentos do SENHOR” (7. 7-10). o de Salomão.12) que o cativeiro babilônico teria duração limitada. com somas adicionais de dinheiro e valores para intensificar o culto no templo.11). Deus fielmente enviou um sacerdote dedicado que habilidosamente instruiu o povo na verdade. um “escriba das palavras. o povo se tornou desobediente aos mandamentos de Deus. No momento apropriado. Isto é indicado pela frase “ a mão do Senhor”. Sacerdote dedicado.1-4).24).15 . provavelmente. e os exilados são enviados com despojos. levanta os ministério proféticos de Ageu e Zacarias. o que deve ter durado cerca de um ano. depois de completada a obra. a fidelidade de Deus triunfa em cada situação. O estímulo dos profetas trouxe resultados (5. São enviados pelo rei persa Ataxerxes. Já em Jerusalém. Contudo. Data Os eventos de Esdras cobrem um período um pouco maior do que 80 anos e caem em dois segmentos distintos. que chamam o povo para completar a obra. viveu. Como homem devoto. Esdras assumiu o ministério de reformador espiritual. e a obra é interrompida. A construção do templo é iniciada. Finalmente. quando o povo se desviou das verdades da sua apalavra. 32 . O próprio Esdras era um sacerdote. A opinião conservadora e geralmente aceita é de que Esdras tenha compilado ou escrito este livro juntamente com 1 e 2 Crônicas e Neemias. ele chama Israel ao arrependimento e a uma renovada submissão à Lei. Deus fielmente levantou Ageu e Zacarias para encorajar o povo a completar a obra.10). cujo nome provavelmente signifique “ O Senhor tem ajudado”.

1-7 Os alicerces são colocados em meio a choro e louvor 3.36 Esdras parte da Babilônia com outro grupo de exilados 7.1-67 Ofertas voluntárias dos que retornaram 2.6-16.22 A reconstrução do altar e o começo dos sacrifícios 3.1) e “tinha mudado o coração do rei da Assíria” (6.1-10.1-15 Os líderes de Israel concordam com a reforma 10. profeta e Zacarias.1-8.. A reforma de Esdras 9.19-22 III. Artaxerxes ordena a interrupção da obra 4.1 –6.1-4 O povo se prepara para o retorno 1. 7.6) Esboço de Esdras I.1-44 Índice 33 . Teria sido também pelo ES que “Ageu.1-20 Retorno dos exilados para Jerusalém 8.44 Esdras confessa as transgressões de Israel 9.10).1-17 Dario assegura a Tatenai que o projeto é legal 6. O processo de reconstrução do templo 3.1).1-5 Bislão e seus companheiros se queixam a rei Artaxerxes 4.22).21-36 IV.Foi pelo Espírito que “despertou o Senhor o espírito de Ciro” (1. A obra do ES é vista na vida pessoal de Esdras. 7.5-11 Os nomes e a numeração dos primeiros que voltaram 2. tanto no sentido de obrar nele (“Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a Lei do Senhor”. Profetizaram aos Judeus” (5.17-24 Tetenai tenta para a construção do templo 5.1-10 Artaxerxes escreve uma carta de apoio a Esdras 7.8-13 Os inimigos desencorajam o projeto do templo 4.1-12 Conclusão e dedicação do templo 6. O retorno sob a liderança de Esdras 7.68-70 II.11-28 Os nomes e a numeração do segundo grupo que retornou 8. O retorno sob a liderança de Zorobabel 1. como no sentido de atuar em seu favor (“o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira”..13-18 Celebração da Páscoa 6.1-2.70 Ciro proclama o retorno de Israel 1.

A nossa primeira imagem de Neemias é quando ele aparece em seu papel de copeiro na corte de Artaxerxes.Neemias Autor: Neemias Data: Cerca de 423 aC Autor O título atual do livro é derivado do seu personagem principal.6). que reinou de 465 até 424 aC (2. deixa a Pérsia para realizar a sua primeira missão no vigésimo ano de Artaxerxes I da Pérsia. a confiança nos planos de Deus e a rápida e decisiva resposta aos problemas qualificavam Neemias como um grande líder e como um grande homem de Deus. as habilidades organizacionais criativas. A segunda seção do Livro (caps. zombaria (2. Maria e José. Os inimigos que moravam na cidade foram exposto e tratados com muita dureza. Simeão. inspirado pela pregação de Zacarias e Ageu. conspiração (3. as qualidade de liderança. Dessa maneira. Pelo conteúdo do livro. Neemias usou a influência do seu cargo para apoiar a Esdras e exercer uma liderança espiritual. Neemias significa “Jeová consola”. Neemias veio pra construir os muros. Enquanto Neemias. Esdras causou um despertar do fervor religioso e promoveu um ensino adequado sobre o culto no templo.1). A história começa no livro de Esdras e se completa em Neemias. que serviu duas vezes como governador da Judéia. que durante o período intertestamental o povo de Deus não voltou à idolatria. Como governador durante esse período. a morte de um monarca tão benigno provavelmente teria sido mencionada em Ne. Neemias. parece que Neemias contribuiu com parte do material contido no livro que leva o seu nome (caps. Conteúdo Neemias expressa o lado prático. o seu coração estava em Jerusalém. Esdras havia conduzido o povo a uma renovação espiritual.9)e ameaças de agressão física (4. cujo nome aparece em 1. desfrutava o luxo do palácio.1-7. Talvez Malaquias tenha profetizado durante aquela época. equipou-o com o seu Espírito e o enviou pra fazer proezas.A. Aqui se revela um homem que planeja sabiamente suas ações (“considerei comigo mesmo no meu coração”) e um homem cheio de ousadia (“contendi com os nobres”) 34 . pessoas como Isabel e Zacarias. Na última seção (caps. venceram a preguiça (4. honrou Neemias ao dar o seu nome ao livro em que aparece como personagem principal. cujo único interesse é resumido na sua repetida oração: “Lembra-te de mim pra bem. o profeta. O período histórico coberto pelos livros de Esdras e Neemias é de cerca de 110 anos. os crentes comprometidos. 1-7) fala sobre a construção do muro. Muitos estudiosos consideram Esdras como o autor/compilador de Esdras -Neemias bem como de 1 e 2 Crônicas. Para guiar esse povo. 60 anos mais tarde.16 . ó meu Deus!” Data Nas escrituras. Neemias e Malaquias trabalharam juntos para erradicar o mal que significava o culto a muitos deuses e atacaram o pecado da associação com o povo que havia sido forçada a recolonizar aquelas regiões pelos assírios cerca de 200 anos antes. o livro de Neemias formava uma unidade com Esdras.1.11-13). enquanto Neemias. Um copeiro tinha uma posição de grande confiança como conselheiro do rei e a responsabilidade de proteger o rei de envenenamento. Ainda que não tenhamos muita certeza. trabalha junto com Esdras. o leigo. a poderosa eloqüência. O período de reconstrução do templo sob Zorobabel. o jejum. Deus escolheu um home de coração reto e com uma visão clara dos temas em questão. Jerônimo. colocou-o no lugar certo no momento certo. guiados por esse líder dinâmico. Tiveram tanto sucesso. ao contrário. A oração. sem dúvida. os pastores e outros eram pessoas piedosas com que Deus iria se comunicar. a vivência diária da nossa fé em Deus. Retorna à Pérsia no trigésimo segundo ano de reinado de Artaxerxes (13. quando veio o Messias. Se foi assim.6) e volta novamente para Jerusalém “ao cabo de alguns dias”. sabe-se que a obra somente pode ter sido escrita algum tempo depois da volta de Neemias da Pérsia para Jerusalém. 8-10) é dirigida ao povo que vivia dentro dos muros. Talvez a sua redação final tenha sido completada antes da morte de Artaxerxes I em 424 aC. A primeira seção do livro (caps. o povo é restaurado à obediência da Palavra de Deus. desafiando o povo a mostrar a sua fé por meio das obras.17). 13 anos depois. uma pequena cidade nas longínquas fronteiras do império. 11-13). foi de 21 anos. enquanto Neemias era o Tiago do AT. Mais importante ainda: ele deixa transparecer um espírito de sacrifício. que traduziu a Bíblia ao latim.20). A aliança foi renovada. Era necessário para que Judá e Benjamim continuassem a existir como nação. Durante o período da construção dos muros. Ana.

9-3. Sob o poder do ES. cujo nome significa “Jeová conforta”.1 –12.1-7.4). lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável.4-31 Índice 35 . Neemias.39 Lendo a Bíblia 8. motivando e organizando os trabalhos 2.13-18 Confissão de pecado pessoal e coletivo 9.1-2. foi claramente um instrumento do ES.3 Segundo período de governo de Neemias.8 Planejando o trabalho.38– 10. Ne 2. Neemias: do exílio à reconstrução das muralhas de Jerusalém 1.1-7.32 Oposição e defesa 4.39 III.26 Dedicação das muralhas e provisão para as finanças do templo 12.3 Restabelecimento dos cidadãos de Jerusalém 7. seu modo de agir sobre a terra. Eliú falou a verdade quando disse a Jó: “O Espírito de Deus na terra me fez” (Jó 33.1-10.3-73 II.27-13.18 diz: “Então.1 –12.1-12 Celebração da Festa dos Tabernáculos 8.1-9 As muralhas são completadas apesar das intrigas maldosas 6. Aqui aparece um padrão constante: é o Espírito de Deus que age para fazer de nos o que Deus quer que sejamos.O Espírito Santo em Ação Desde a criação.1-37 Compromisso de guardar a lei e manter o templo 9. o ES tem sido o braço executivo de Deus na terra.26 Censo de Jerusalém e vilas vizinhas 11. é o Espírito Santo. incluindo reformas posteriores e uma oração final 13.1-23 Rechaço contra a extorsão e usura pelo exemplo piedoso de Neemias 5.73 Autorização de Artaxerxes para reconstruir as muralhas 1. certamente se tornou modelo da forma de atuar do ES e foi uma dos primeiros cumprimentos dessa memorável profecia. Esboço de Neemias I. Esdras e Neemias trabalham juntos para estabelecer o povo 8.” A mão de Deus. Verdadeiro arrependimento produz justificação 11.

que relata como o povo de Deus foi preservado da ruína durante o séc. em 485 aC.1-6. A festa de Purim é instituída para marca a libertação dos judeus.3-6) Como resultado. V aC. certo número de judeus ainda se encontrava na Babilônia sob o governo persa. conduziram a nação à liberdade.9. pedir ao rei a salvação do povo e denunciar Hamã (5. 7. sua ação produziu em Ester e Mardoqueu profunda humildade. e Mardoqueu.1-18 36 . desde a Índia até a Etiópia. Hamã.5) O ES também dirigiu e fortaleceu Ester para jejuar pelo seu povo e pedir que este fizesse o mesmo. vestígios de Deus e seus caminhos transparecem em todo o livro. foram honrados pelo rei e receberam autoridade. que sucedeu Dario I. 8. ela era prima órfã de Mardoqueu. para.1-17.17 O rei Assuero mostra seu poder e celebra uma festa 1. especialmente na vida de Ester e Mardoqueu. conduzindo-os ao amor mútuo e à lealdade (Rm 5. privilégios e responsabilidades. Um aspecto peculiar no Livro de Ester é que o nome de Deus não é mencionado.1-8 A rainha Vasti e deposta 1. Viveu em Susã. a capital persa.A. Acreditase que este rei tenha sido Xerxes I. (Rm 8. Data O livro de Ester é uma narração bem elaborada. No entanto.17 . 7. A história se desenrola num período de quatro anos.7). Mardoqueu recusou-se a prestar honras a Hamã. então. Mardoqueu também revela maturidade para aguardar que Deus lhe indicasse a ocasião correta e lhe orientasse. Hamã é enforcado. 7. O Espírito Santo em Ação Embora não se mencione diretamente o ES. A maturidade espiritual de Ester se percebe na virtude dela saber esperar pelo momento que Deus julgou adequado.3-6). bela e órfã.26. tanto Ester quanto Mardoqueu temiam a Deus. o homem mais importante depois do rei.1-2. e governou 127 províncias. Finalmente.6-8. ele soube o tempo certo de Ester desvendar sua identidade judaica (2. Naquela época. Ester é introduzida em cena e Deus faz uso dela para salvar seu povo. deseja a aniquilação dos judeus.10) e comprova a base espiritual do livro.21-23. adotada por este (2.Ester Autor: Desconhecido Data: Cerca de 465 aC Autor O nome do autor é desconhecido.10). O livro toma seu nome de uma mulher judia. Independentemente das conseqüências.1-14. Esta espera divinamente orientada provou se crucial (6. Esboço de Ester I. Uma nova rainha é escolhida 1. Ester arriscou sua vida por amor do seu povo quando foi ao rei sem ter sido convidada. iniciando no terceiro ano do reinado de Xerxes. Ele manipula o rei para que execute os judeus. se torna primeiro ministro. embora tivesse liberdade para retornar a Jerusalém (Et 1-2) há mia de cinqüenta anos. que tornou-se rainha do rei persa Assuero. Mas o livro foi escrito por um judeu que conhecia os costumes e a linguagem dos persas. A missão de Ester e Mardoqueu sempre foi salvar a vida que o inimigo planejava destruir (2. não a homens. 4. Conteúdo Ester é um estudo da sobrevivência do povo de Deus em meio à hostilidade. durante vinte anos.27). Da perspectiva humana. Em conseqüência. líder dos judeus no Império Persa. Ester e Mardoqueu foram as duas pessoas do povo menos indicadas pras desempenhar funções importantes na formação da nação.9-22 Ester é escolhida para ser rainha 2. Talvez Mardoqueu ou Esdras tenha sido o autor. Ele era um judeu benjamita exilado.

17 Ester leva seu pedido ao rei 8.3 Os judeus celebram o primeiro Purim 9.1-14 Ester solicita a ajuda de Mardoqueu 4. A Festa de Purim é estabelecida 9. É feito um plano contra os judeus 3.1 –9.17 Hamã planeja destruir os judeus 3.1-14 V. Mardoqueu é exaltado 5.9-14 Hamã é forçado a honrar Mardoqueu 6.1-8 Hamã planeja destruir Mardoqueu 5.1-6.1-3 Índice 37 .1-6 Hamã e enforcado na forca preparada para Mardoqueu 7.19-21 Ester informa o rei 2.1-10 Ester revela sua identidade e expõe Hamã 7.1-17 VII.19-23 Mardoqueu descobre uma conspiração 2.1-15 Mardoqueu persuade Ester a intervir 4.18-32 O rei eleva Mardoqueu 10.14 Ester prepara um banquete 5.22-23 III. Os judeus são salvos 8.II. A vida do rei é salva 2.1-6 O rei emite um decreto a favor dos judeus 8.7-10 VI.1-4.15-17 IV.18-10. Hamã é enforcado 7.7-17 Os judeus derrotam seus inimigos 9.

Jó reafirma a sua inocência. junto com os filhos de Deus. Bildade. Apesar dos estudiosos não concordarem quanto à época em que foi compilado. Depois que os três amigos terminam. pela metade do séc. descobrimos que algumas dessas opiniões eram incompletas. XV aC. Talvez o próprio Salomão tenha sido seu autor. Também ele faz a inferência de que se os problemas vieram. II aC. em vez de ficar pedindo explicação. Lamenta o seu estado deplorável e as sua tremendas perdas. 2) Mudar a sua atitude para uma atitude de humildade. amaldiçoaria a Deus. e desafia a piedade de Jó. Como Jó está sofrendo. expressando a sua tristeza em relação a eles por acusarem-no em lugar de trazer-lhe consolo. sustentando sua autoridade na tradição. Aqueles que atribuem o livro a Moisés.11. e esta é a razão pela qual ainda está sofrendo aflição. o suíta e Zofar. Jó era um gentil. Zofar condena Jó por verbosidade. Jó. Outros atribuem a um dos antigos sábios. isso não faz com que o texto seja menos inspirado. irmão de Abraão. Argumentam que é possível avaliar o favor ou desfavor de Deus a alguém pela prosperidade ou adversidade material. Os caps 1-2 são um prólogo que descreve o cenário da história. é visitado por três amigos—Elifaz.14 e Tg 5. Na medida em que a revelação da natureza de Deus foi se fazendo conhecida através da história e das Escrituras. confronta-se com Jó. Conhecia Deus pelo nome de “Shaddai” . Conteúdo A própria Escritura atesta que Jó foi uma pessoa real. “Se fores puro e reto. O argumento de Eliú pode ser resumido desta maneira: Deus é maior do que qualquer ser humano. Satanás apresenta-se ao Senhor. (Há 30 referências a Shaddai no Livro de Jó). V ao II aC) Autor A autoria de Jó é incerta.Jó Autor: Incerto (Moises ou Salomão) Data: Não especificada ( do séc. Eliú sugere que Deus irá falar se ouvirmos. então Jó deve ter pecado. A maior parte dos conservadores atribuem Jó ao período salomônico. privando-o de sua riqueza. X aC. Argumenta que aqueles que pecam são punidos. concluindo que Jó está recebendo menos do que merece: “Pelo que sabe Deus exige de ti menos do que merece a tua iniqüidade” (11. O Livro de Jó tem sido chamado de “poema dramático de uma história épica”. então. certamente. A maior parte do livro é composta por três diálogos entre Jó e Zofar. O apelo de Eliú a Jó é: 1) ter fé verdadeira em Deus. Ele é citado em Ez 14. obviamente pecou. Mesmo assim. Ele era um homem rico e levava um estilo de vida siminômade. que ficam impressionados pela deplorável condição de Jó que permanecem sentados com Jó durante sete dias sem dizer uma só palavra. A resposta de deus não é uma 38 . Vai mais longe e sugere que se Jó perdesse tudo o que possuía. Deus dá licença a satanás para provar a fé que tinha Jó. da sua saúde. antes nos dá um relato inspirado pelo ES dos incidentes como realmente aconteceram. Assumem erroneamente que o povo pode compreender os caminhos de Deus sem levar em conta o fato de que as bênçãos e a retribuição divina podem ir além da vida presente. teme Jó a Deus debalde?” (1. Data Os procedimentos. declara que Jó sofre porque pecou.6). Deus respondeu a Jó de dentro de um remoinho. Evidentemente.10). uma atitude de humildade levará Deus a intervir. da sua família e. Não se deve concluir que todas as objeções dos amigos de Jó representem tudo o que se pensava de Deus durante aquela época. Alguns eruditos atribuem o livro a Moisés. e a iniqüidade é sempre punida. Argumenta que o ser humano não consegue entender algumas coisas que Deus faz. finalmente. ou seja. acham que a história surgiu lá pelo séc. e pecaminosidade. o temanita. A sua ênfase está na atitude do sofredor. os costumes e o estilo de vida geral do livro de Jó são do período patriarcal (cerca de 20001800 aC).A. Acredita-se que era descendente de Naor. Essa é a essência da sua mensagem: em vez de aprender com o seu sofrimento. sugere que jó é um hipócrita. Bildade. “em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios” (2. Os três homens chegam basicamente à mesma conclusão: o sofrimento é conseqüência direta do pecado. e ambos desfrutam momentos de prosperidade. cujos escrito podem se encontrados em Provérbios ou Eclesiastes. que prefere não responder suas acusações. este texto é obviamente o registro de uma tradição oral muito antiga. dizendo que a experiência prova que tanto o justo como o injusto sofrem. Na sua resposta aos seu amigos. presunção. um jovem.o Todo Poderoso. isso significa que nenhuma pessoa tenha o direito ou autoridade de exigir uma explicação dele. dizendo: “Porventura. Jó demonstra a mesma atitude dos ímpios para com Deus.9). Ao mesmo tempo. Quando os quatro concluíram.6). argumentando a partir da sua experiência. seguidos pelo desafio de Eliú a Jó. Ouros acham que surgiu lá pelo séc.18 . Os quatro homens tentam responder a pergunta: “ Por que sofre Jó?” Elifaz. chamado Eliú. logo despertará por ti” (8. o naamatita.

15). Deus procura tornar Jó mais humilde.22 Segundo diálogo 15. em seu debate com Jó . através de uma série de perguntas. O Espírito Santo em Ação Eliú. Como o Espírito de Deus dá vida e sabedoria ao homem.4). Em 32.1-37.1-31. tiramos três conclusões a respeito do sofrimento de Jó: 1) não aparece a intenção de se revelar a Jó a causa dos seus sofrimentos.10 A visita dos amigos de Jó 2.40 III.7-17 Índice 39 . A intenção de Eliú é deixar claro que Deus não é caprichoso nem egoísta.1-21. conhecimento e sabedoria são bênçãos do Espírito aos homens. 3) o propósito de Deus também era o de levar Jó a abrir mão da sua justiça própria. Assim foi na criação original do homem.34 Terceiro diálogo 22. provavelmente. declara que o nível de compreensão de uma pessoa não está relacionada à sua idade ou etapa de vida.1-26. O Espírito é o autor da sabedoria dando a cada um a capacidade de conhecer e tirar lições pessoais das coisas que acontecem na vida. conferindo –lhe significado e racionalidade. Deus não podia. Esboço de Jó Introdução 1. Parte histórica final 42. Assim. o Espírito Santo no livro de Jó é o criador e mantenedor da vida.1-5 Satanás desafia o caráter de Jó 1. no momento em que acontece.34 V.11-13 I.14 II. Dessa forma. de forma que pudesse buscar esses valores em Deus.1-6 VI. se tivesse que retirar o seu Espírito-que-dá-vida deste mundo.8. certamente a história humana chegaria ao seu fim (34.1-2. da sua defesa própria e sabedoria auto-suficiente. faz três declarações significativas sobre o papel do ES no relacionamento do povo com Deus.1-26. Deus responde de um remoinho 38.explicação dos sofrimentos de Jó.14.13 Jó é consagrado e rico 1.24 IV.1 Clamor de desespero de Jó 3. mas. 2) Deus se envolve com a realidade do ser humano: Jó e o seu sofrimento são suficientes que Deus fale com ele. O Espírito de Deus é o Espírito da vida. Diálogo entre Jó e os seus três amigos 3.1-26 Primeiro diálogo 4. Quando relemos a fala de Deus através do remoinho.Discurso final de Jó aos seus amigos 27. e assim continua sendo.1-41. O Espírito de Deus é também a fonte da própria vida (33. ele também é essencial à própria continuidade da raça humana.13-22 Satanás ataca a saúde de Jó 2.1-14.1-8 Reação da esposa de Jó 2. Se Deus tivesse que desviar a sua atenção para outro lugar. Se não fosse pela influência direta do Espírito. Eliú desafia Jó 32. sem o risco de destruir o próprio objetivo que esse sofrimento é destinado a cumprir. pois cuida do ser humano. explicar alguns aspectos do sofrimento humano. o homem como nós o conhecemos não teria chegado a existir. sustenta-o de forma constante pela abundante presença do seu Espírito.9.6-12 Satanás destrói as propriedades e os filhos de Jó 1. Eliú declara que a sua própria existência dá testemunho do poder criador do Espírito. mas é antes o resultado da operação do Espírito de Deus. A resposta de Jó 42.

Alguns dos significados destas anotações musicais e litúrgicas são hoje desconhecidas. 54. instruções. Títulos informativos são encontrados no começo de muitos dos salmos. nessa coleção. “para o uso de” e “pertecente a”. Muitos são de fonte desconhecida. Psalmoi ou Psalterion. Etã e Jedutum. Às vezes. quatro (33. Asafe foi o chefe dos cantores do rei Davi (1Cr 16. e “de”. Alguns poucos paralelismos são causais. apresentando a justificativa da primeira linha (31.”para”.21). “Hallelujah!”. O Livro dos Salmos foi editado em sua forma atual.30).Salmos Autor: Davi. Asafe. Conteúdo O título hebraico deste livro. Os cânticos finais nesse livro (Sl 146-150) são conhecidos como o “Grande Hallel”. Hemã. filhos de Coré e outros Data: entre 1000 e 300 aC Autor O Livro de Salmos é uma compilação de diversas coleções antigas de cânticos e poesias próprias para o uso tanto no culto congregacional quanto para a devoção particular. baixo). Ele inclui elegias. à melodia ou música apropriada. o Livro dos Salmos reflete o culto. Embora a maioria dos salmos no Livro IV (Sl 90-106) não tenha os seus autores citados. “dedicado a”. os compiladores antigos reuniram a maior parte dos maravilhosos cânticos de Davi. que parte do coral deve guiar (por exemplo. A maioria dos paralelismo são dísticos que expressam pensamentos sinônimos em cada linha (36.8). lamentações. 51. A preposição hebraica usada em muitos títulos pode ser traduzida de três maneiras: “a”. e durante a liderança de Esdras e Neemias (Ne 12. meditações. ou rima de idéias. petições. Outros são antíteses. Todos os títulos que descrevem a situação histórica do salmo tratam da vida de Davi. Assim. os filhos de Corá. na época em que a Septuaginta Grega foi traduzida do hebraico. O Livro II (Sl 4272) é uma coleção de cânticos por.3) ou mais linhas. soprano. 56. o salmos 3. a maioria dos cânticos são atribuídos a Davi. 40 . Salomão. a vida devocional e o sentimento religioso de cerca de mil anos da história de Israel. Os títulos gregos. Esse processo de compilação ajuda a explicar a duplicação de alguns salmos. Uma doxologia apropriada foi colocada pelos editores no final de cada livro. 59 e 142 referem-se aos eventos ocorridos durante o problemático relacionamento de Davi com Saul. Em outras.4-7). Também há dísticos construtivos ou sintéticos. o estilo e o paralelismo de alguns salmos refletem um vocabulário e estilo cananeus muito antigos. a poesia e o cântico hebraicos são marcados pelo paralelismo. Por exemplo 14 é similar ao 53. Cada livro é uma compilação de diversas coleções antigas de cânticos e poemas. Os texto Ugaríticos.19 . Em lugar de rima de sons. como Moisés. tenor. o Saltério contém mais do que cânticos para o templo e hinos de louvor. 18. Outros títulos precedentes aos salmos referem-se aos instrumentos usados no acompanhamento. Cada cântico começa e termina com a exclamação hebraica de louvor. 34.1).5). eles coletaram salmos de uma variedade de autores. ou que tipo de salmo é (por exemplo: meditação. Data O salmos. No livro I (Sl 1-41). Asafe. antífonas histporicas e tributos em acrósticos sobre temas nobres. Asafe. mostram que as imagens. O Livro III (Sl 73-89) é marcado por uma grande coleção de cânticos de Asafe. orações pessoais e patrióticas.9). 60 e 63 cobrem o período em que Davi reinou sobre Judá e Israel. quando contrastados com os recentes escritos do mar Morto. Entretanto. o Livro dos Salmos é subdividido em cinco livros menores. Sepher Tehillim. Em sua forma final no cânon das Escrituras. em que a segunda linha expressa a negativa da linha precedente (20. Mas as coleções menores parecem haver sido reunidas em períodos específicos da história de Israel: o reinado do rei Davi (1Cr 23. 52. os quais tendem a adicionar ou a fortalecer um pensamento (19. No Livro V (Sl 107-150) registram-se vários cânticos de Davi. podem ter sido escritos em datas que vão desde o êxodo até a restauração depois do exílio babilônico.24). quatro escritos permanecem anônimos. Os salmos 7.A. Ou seja.8. o paralelismo envolve três linhas (1. Moisés.2. Os estudiosos judeus os chamam de “salmos órfãos”. A série de cânticos chamada de Hallel Egípcio (Sl 113-118) também está no Livro V. Poesia Hebraica. considerados individualmente. significa “Livro de Louvores”. Davi e Salomão colaboraram também. de. denotam um poema que deve ser acompanhado por um instrumento de cordas. embora com diversas variações. ou para os filhos de Corá. alguns séculos antes do advento de Cristo.5). Davi e Salomão. o governo de Ezequias (2Cr 29. Em algumas coleções. 57. oração).

O Espírito Santo em Ação
O livro dos Salmos e os princípios de culto que eles refletem atendem à alma do homem e ao coração de Deus, pois são produto da obra do ES. Davi, o principal colaborador do livro dos Salmos, foi ungido pelo ES (1Sm 16.13). Essa unção não foi apenas pra o reinado, mas para o oficio de profeta (At 2.30); e as suas afirmações proféticas foram feitas pelo poder do ES (Lc 24.44; At 1.16). Na verdade, as letras desses cânticos foram compostas por inspiração do Espírito (2Sm 23.1,2), como também os planos de escolher maestros e corais com orquestras de acompanhamentos (1Cr 28.12,13). Portanto, os Salmos são únicos e imensamente diferente das obras de compositores seculares. Ambas podem refletir a profundidade da agonia experimenta pelo espírito humano atormentado, com toda a sua comoção, e expressar a alegria extasiante da alma libertada, mas apenas os Salmos chegam a um plano superior através da unção criativa do ES. Relatos específicos mostram que o ES opera criando vida (104.30); que acompanha fielmente os crentes (139.7); que guia e instrui (143.10); que sustém o penitente (51.11-12); e que interage com o rebelde (106.33).

Esboço de Salmos
I. Livro I 1.1-41.13
Cânticos introdutórios 1.1-2.12 Cânticos de Davi 3.1-41.12 Doxologia 41.13

II. Livro II 42.1-72.20
Cânticos dos filhos de Corá 42.1-49.20 Cânticos de Asafe 50.1-23 Cânticos de Davi 51.1-71.24 Cânticos de Salomão 72.1-17 Doxologia 72.18,19 Versículo de conclusão 72.20

III. Livro III 73.1-89.52
Cânticos de Asafe 73.1-83.18 Cânticos dos filhos de Corá 84.1-85.13 Cânticos de Davi 86.1-17 Cânticos dos filhos de Corá 87.1-88.18 Cânticos de Etã 89.1-51 Doxologia 89.52

IV. Livro IV 90.1-106.48
Cânticos de Moisés 90.1-17 Cânticos anônimos 91.1-92.15 Cânticos “O Senhor Reina” 93.1-100.5 Cânticos de Davi 101.1-8; 103.1-22 Cânticos anônimos 102.1-28; 104.1-106.47 Doxologia 106.48

V. Livro V 107.1-150.6
Cânticos de ação de graças 107.1-43 Cânticos de Davi 108.1-110.7 Hallel Egípcio 111.1-118.29 Cânticos Alfabético sobre a lei 119.1-176 Cânticos dos degraus 120.1-134.3 Cânticos anônimos 135.1-137.9 Cânticos de Davi 138.1-145.21

41

Cânticos “Louvai ao Senhor” 146.1-149.9 Doxologia 150.1-6 Índice

42

A.20 - Provérbios
Autor: Salomão, Agur e rei Lemuel Data: Cerca de 950 aC Autor
Salomão, rei de Israel, era filho de Davi e de Bate-Seba. Ele reinou por quarenta anos, de 970 a 930 aC, assumindo o trono quando tinha cerca de vinte anos de idade. Sem dúvida influenciado pelos Salmos escritos por seu pai, Salomão nos deixou mais livros do que qualquer outro escritor do AT, excetuando-se Moisés. Parece provável que Cantares de Salomão tenha sido escrito quando ele era um jovem romântico; Provérbios, quando estava mais maduro e no auge de seu poder; Eclesiastes, quando já estava mais idoso, mais inclinado a conclusões filosóficas— e talvez mais cínico. Se poder não se mostrava em campos de batalha, mas no domínio da mente: meditação, planejamento, negociação e organização. A reputação de Salomão para a sabedoria provém não apenas de seus resultados práticos, como no caso da disputa de um bebê (1Rs 3.16-27), mas também de declarações diretas das Escrituras. Em 1Rs 3.12 Deus diz: “Eis que te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti teu igual não houve, e depois de ti teu igual se não levantará.” Em 1Rs 4.31 ele é considerado “mais sábio do que todos os homens”, seguindo um citação de vários nomes de homens sábios para comparação. A respeito de Agur e do rei Lemuel (301; 31.1) nada se sabe, exceto que, pelos seus nomes, não são israelitas. A sabedoria é universal, não nacional.

Data
Uma vez que o Livro de Pv é uma compilação, sua composição estendeu-se por um longo período, com a obra principal datada de cerca de 950 aC. Os caps. 25-29 são identificados como transcritos pelos “homens de Ezequias”, o que situa a cópia em cerca de 720 aC, embora o material em si fosse de Salomão, talvez retirado de um documento separado encontrado no tempo de Ezequias.

Conteúdo
Sob a liderança de Salomão, Israel alcançou sua maior extensão geográfica e desfrutou da menor violência de todos o período monárquico. “Pacifico”, o significado de seu nome, descreve o reinado de Salomão. E paz, com sabedoria, trouxe prosperidade sem precedentes para a nação, o que se tornou motivo de respeito e admiração para o rainha de Sabá (1Rs 10.6-9) e pra outros governantes da época. Palavras sábias, como música ou outras formas de arte, tendiam a florescer em tal época, e então durar pelas gerações seguintes. O livro de Pv não é apenas uma coleção de provérbios, mas uma coleção de coleções. Seu pensamento ou tema unificador é: “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria” (9.10), aparecendo de outra maneira como: “O temor do SENHOR é o principio (ou parte principal) da ciência” (1.7). Dentre a diversidade de exemplos, algumas verdades se repetem: A sabedoria (a habilidade de julgar e agir conforme as orientações de Deus) é o mais valioso dos bens. A Sabedoria está disponível para qualquer um, mas o preço é alto. A Sabedoria tem sua origem em Deus, não na própria pessoa e vem por meio da atenção à instrução. A Sabedoria e a justiça andam juntas. É bom ser sábio, e é sábio ser bom. O homem mau sofre as conseqüências de seus atos maus. O ingênuo, o tolo, o preguiçoso, o ignorante, o orgulhoso, o libertino e o pecador nunca devem ser admirados. Muitos contrastes se repetem ao longo do livro. A antítese ajuda a clarear o sentido de muitas palavras-chaves. Entre várias ideias que são colocadas em contraste estão: Sabedoria em oposição a Loucura Justiça em oposição a Impiedade Bem em oposição ao Mal Vida em oposição a Morte Prosperidade em oposição a Pobreza Honra em oposição a Desonra Permanente em oposição a Transitório Verdade em oposição a Falsidade Ação em oposição a Preguiça

43

a palavra predominante traduzida por “espírito” no livro tem quase sempre o sentido de “atitude” ou “comportamento”. seu espírito tem destaque em toda parte.16 Palavras do sábio— primeira coleção 22. Provérbios de Salomão e palavras do sábio 10.15-31 A insensatez do orgulho e da ira 30. mais do que Pv nos ajuda a entender o Espírito. nesse sentido. Em nosso época.22 Palavras do sábio— segunda coleção (pelos homens de Ezequias) 25. parte dois 8.1-33 A vida de moderação temente a Deus 30.27 V. o ES.10-31 Índice 44 . Mas a sabedoria se refere ao seu espírito (1. um ponto principal do livro é que a sabedoria sem Deus é impossível.1-18 IV. que é. De fato. Avisos de um pai e advertências da Sabedoria 1. parte um 1.1-22.8-19 Advertências da Sabedoria.1-31 Conselhos de uma mãe para um filho nobre 31. nunca implicando uma personalidade. é o Espírito que nos ajuda a garimpar as riquezas de Pv.7 II. “O Novo está encoberto no Antigo. Introdução 1.17-24. o Antigo está revelado no Novo”. No entanto. Esboço de Provérbios I. o Espírito Santo no NT demonstra como a sabedoria do Livro (que vem apenas através da justiça) é colocada em prática.36 Avisos de um pai.1-9 Um poema acróstico sobre a esposa perfeita 31. No caso do Livro de Pv. parte um 1.27 Provérbios de Salomão— primeira coleção 10.1-14 As maravilhas da vida observadas sobre a terra 30. Provérbios de Agur 30. O caminho da Sabedoria em oposição ao caminho da Loucura 9. assim.33 VI. Provérbio do rei Lemuel 31. um tempo de ação especial do ES.1-29.1-36 III.20-33 Avisos de um pai.32.1-7 Título.1-29.1-7.23).27 Advertências da Sabedoria.8-8.1-6 Tema ou lema 1. parte dois 2. Foi dito a respeito do AT e do NT. propósito e introdução 1. sem dúvida.Amigo em oposição a Inimigo Prudência em oposição a Precipitação Fidelidade em oposição a Adultério Paz em oposição a Violência Boa Vontade em oposição a Ira Deus em oposição ao Homem O Espírito Santo em Ação O ES não é mencionado diretamente no Livro de Pv.

E a resposta também não é encontrada no prazer. que possa ser achado nesta vida (“debaixo do sol”). particularmente para o sentido da vida. aos servos (2. transitório e efêmero. a palavra “sabedoria”. escrito em sua velhice. 12. Tentando cada um dos caminhos propostos pela humanidade para alcançar o valor procurado. o autor lida com a sabedoria enquanto o processo de puro pensamento. na riqueza. 10.A. “valor”. a loucura. perderam a sua relevância. Conteúdo O livro de Ec apresenta todos os indícios de ser um ensaio literário cuidadosamente composto que precisa ser compreendido em sua totalidade antes de poder ser entendido em parte. permanente.8) como começou (1.2).2.1-14) a buscar o valor que tanto procura no mundo do porvir (não “debaixo do sol”.1 parece ser uma referência a Salomão: “Palavra do pregador. mas “acima do sol”. que significa “aquele que convoca uma assembléia” recebendo muitas vezes a tradução de “Professor” ou “Pregador” em outras versões da Bíblia. não têm valor permanente? A resposta introduz o tema secundário do livro: devemos desfrutar tanto a vida como também as coisas que Deus nos tem concedido (3.3: “Que vantagem tem o homem de todo o seu trabalho. Embora não mencionado em 1Rs. não um pessimista. nesta vida (“debaixo do sol”). no final. 9. Qual deve ser nossa atitude diante do fato de que nem as realizações nem as coisas materiais são yitron. Salomão provavelmente recobrou a consciência antes de morrer. ele se acha forçado (pela observação de Deus pôs ordem no universo quando este foi criado. e o seu fracasso em descobrir algum valor absoluto. numa nota de desespero? A constante investigação do Pregador por um sentido para toda a existência demonstra que ele é um otimista.11-12. para o autor. é usada nesse sentido quando se trata da interpretação israelita tradicional sobre a sabedoria (como em 7.7-10).Eclesiastes Autor: Salomão Data: Cerca de 931 aC Autor e Data O nome Eclesiastes deriva do termo grego ekklesia (“assembléia”) e significa “aqueles que fala a uma assembléia”. que possa servir como base de uma vida adequada.21 . o Pregador está determinado a procurar esse sentido através da sua própria experiência e observação. rei em Jerusalém”. à riqueza (2. em um doutrina de compensação (2. O tom pessimista que impregna o livro talvez seja um efeito do estado espiritual de Salomão na época (ver 1Rs 11). ele os acha evasivos (“aflição de espírito”). e sua antítese. “fôlego”). O termo hebraico traduzido pro “vantagem” é yitron (1. Pv e certos Sl).1-11). as soluções tradicionais pras as grandes questões da vida. imutável. Ao contrário. representa a maldade. por assim dizer).1-11.16). Contexto O livro evidencia um período em que. Mesmo a relação de vida e morte é um tema subordinado no livro. Mas retomando à busca principal do Pregador: será que essa busca está destinada a terminar (12. O tema é definido em 1.8). lembrando que. Mesmo sem contestar a existência de Deus. Embora não afirme isso 45 . filho de Davi. A sabedoria. O Conteúdo do livro é definido por versos quase idênticos (1. com questionamento dos valores absolutos. a qual confere sentido à criação. a fim de poder verificar esse sentido pessoalmente e transmiti-lo aos seus discípulos. Deus nos julgará pelo modo como fizemos isso (11.12-18 está desprovida de valor verdadeiro. geralmente creditado a Salomão (cerca de 971 a 931 aC).3) e também pode ser traduzido por “ganho”. No livro de Ec. Ao invés de responder estas questões com citações da Escritura.8). fugazes e transitórios (“vaidade”). O termo hebraico correspondente é qohelet.1-8. às vezes. o Pregador introduz uma metodologia baseada na observação e na indução.3)e a atividade de edificação estão espalhadas por todo o livro. aos prazeres (2. Mas no capítulo de abertura (1. não significa que a sua busca seja um fracasso.12-17) ou no materialismo (2. secular. 5. que ele faz debaixo do sol?” Ou. indicando assim aquilo que é mortal. em qualquer sentido humanista. que circunscrevem o livro ao antecipar e resumir as conclusões do autor. Eclesiastes e. semelhante à filosofia frega. é sinônimo de virtude e piedade. traduzida do termo hebraico hebel (lit. Alusões à sabedoria de Salomão (1. “Vaidade” é uma palavra –chave no livro. quando encontrada em outra literatura sapiencial da Bíblia (Jó. ou seja. 3. A “sabedoria” de 1.18-20.7-10).8).9.16). Ec 1.18-26). arrependeu-se e voltou-se para Deus.12-18). não pode ser considerada como o yitron que o Pregador procura. pode a verdadeira sabedoria ser encontrada por um ser humano à parte da revelação de Deus? A busca do Pregador é por algum tipo de valor (“vantagem) fixo. em grandes realizações (2. Mesmo a própria vida humana.

12-18 b) O fracasso do hedonismo: O prazer não tem sentido em si mesmo. 7. trará a juízo tudo o que existe (11. os produtos do trabalho 5. 7. O Espírito Santo em Ação Toda as referencias ao “espírito” em Ec são referentes à força vital que anima o ser humano ou o animal (ver 3. 7. 4.18-21). 3.7-12.1 b) Resumos das investigações do Pregador 1. 5.1-10 b) A sabedoria e as suas aplicações. 2. mesmo que durante esta vida não haja justiça verdadeira . 8.1 . 6.10-12 V.9 a) Provérbios moralizantes sobre vida e morte.1 d) A sabedoria na corte do rei.2 II.8-14 i) Inutilidade de deixar para trás. Esboço de Eclesiastes: I.7). Os verdadeiros dons espirituais— manifestações genuínas de ações ou expressões miraculosas– acontecem em espírito de reverência pra a glória de Deus através de Cristo e para a edificação dos crentes. 5.1-7 h) Inutilidade de sistemas de valores materialistas.1 . Isso precisa acontecer.1-9 l) Inutilidade do determinismo da natureza. As pessoas que acreditam que Deus lhes fale através do ES em sonhos e visões (Jl 2.26 a) A refutação da razão pura: A sabedoria humana. o livro antecipa alguns dos problemas enfrentados pelo apóstolo Paulo na implementação de dons espirituais em 1Co 12-14. 7-23 . At 2.7-12 f) Inutilidade de uma monarquia hereditária.2-9 46 . no fim. Paulo aparenta ter isso em mente ao falar sobre os dons de línguas e profecias em 1Co 14.9.17-21) agiriam bem se prestassem atenção na sábia advertência do Pregador de que nem todo sonho é voz de Deus (5.4-6 e) Inutilidade de ser sozinho. na morte. aconselhando uma manifestação ordenada. é inútil.especificamente.12-2.14). a ênfase do Pregador na reverência e na obediência a Deus é paralela à preocupação de Paulo com a edificação da igreja (1Co 14. Isso é afirmado no epílogo: o dever de toda a humanidade é a reverência a Deus e o cumprimento dos seus mandamentos (12. bem e mal. pois Deus.16-22 c) Inutilidade de um vida oprimida 4.Prólogo 1.1-2 a) Identificação do Livro 1. sozinha. 4. 2.9.8.3 b) Exposição do problema: Uma refutação das soluções humanísticas 1. Apesar disso.5).3-11 a) Estabelecimento do problema: Pode-se encontrar algum valor verdadeiro nesta vida? 1.1-15 b) Inutilidade de um fim igual a criaturas desiguais. a lógica que envolve toda a sua busca compele a encontrar o único verdadeiro yitron no temor (reverência) e na obediência a Deus (11. 6.13). Da mesma forma.6.4-11 III.Estabelecimento do Problema 1.1-3 d) Inutilidade da inveja.12 a) Inutilidade dos esforços humanos em mudar a ordem criada. Com esta observação profunda o livro termina.A sabedoria prática e os seus usos.Desenvolvimento do tema 3.12-17 d) O fracasso da materialismo.Tentativas de solução para o problema 1. seguida de um julgamento da assembléia sobre a declaração.8. 3.15-20 j) Inutilidade da futilidade de uma vida despojada.18-26 IV. 1.3).13-16 g) Inutilidade do fingimento numa religião formal.1-11 c) O fracasso da compensação: O sábio e o tolo encaram um fim comum 2. 4. 12.2832.11-22 c) Observações sábias variadas.

6 VIII.Mais sobre a sabedoria e seus usos 10. 12.9. 11.8-14 a) Resumo das conclusões do Pregador 12.9.VI.Um retorno ao tema.7 a) O primeiro resumo das conclusões 11.Epílogo: Confirmação da conclusão 12.10 .7 . 8.O único valor é temer a Deus e obedecê-Lo.10 .8 b) Resumo das conclusões do pregador através de um discípulo.11.18 a) Inutilidade da compensação (novamente) 8.12.12 b) Inutilidade da natureza instável do homem (novamente) 9.13-18 VII.1 .7-10 b) O segundo resumo: alegoria da velhice e morte 12.1-7 IX.9-14 Índice 47 .

Baseado em Jesus Cristo.13).20-34). Quando encontra a quem ama. pois ele mesmo faz uso de sonhos. Salomão tece um lugar singular na história da aliança (2Sm 7.29.12.4-10). ver Gn 32. Ele merece consideração especial como arquétipo bíblico que apresenta. 1Cr 22.22 .7 parece vir à tona em Ct. o termo “pisadas” é. Seus dois nomes de nascimento.2-4.9. um manipulador congênito.9). ela detém o seu marido e não o deixa partir (3. “o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo ES”. Ct emprega linguagem simbólica pra expressar verdades eternas. não há nada que se iguale ao dia em que o Cântico dos Cânticos foi entregue a Israel.13). baseado no “sopro” divino do fôlego da vida (o ES. Na sulamita. Foi “desconjuntado” com ardil no âmago de seu ser. Quando as filhas vêem.1. em sua terra. literalmente.17.10-16).” O livro de Ct. Um jogo de palavras sutil. As bênçãos da aliança que havia sido distorcidas são redimidas. visto que ele aparece em Ct com toda a sua perfeição real (1. É o seu marido que elogia sua beleza (6. Isso acontece em “antes que refresque o dia” (2. Ef 5.26).14).8).42). Ele nasceu segurando o calcanhar do seu irmão. II. em si. A sulamita ajuda e reescreve essa história. Como filho real de Davi. como ilustrado por seu mancar em Maanaim (Gn 32). raiva e amor de aluguel (de mandrágora. Salomão encaixa-se perfeitamente como a benção personificada do amor da aliança. ver Gn 30. é como a sua fruta favorita. E a procissão de um casamento real e a alegria recíproca do noivo e da noiva aparecem retratadas em 3.7). Os mesmos acontecimentos também podem ser visto como retratos do amor conjugal.3-4.A. linguagem figurada e o canto (At 2.4.30) de Gn 2. que simbolizam paz (Salomão) e amor (Jedidias). de um modo novo. Retornou pra sua terra depois de 20 anos com uma instituição familiar defeituosa. ela o detém e não o deixa partir (3. ver Dt 33. Dessa maneira. e pode ser uma alusão a Jacó. A própria forma do livro como cântico e símbolo é adaptada especialmente ao Espírito. Salomão reinou em Israel de 970 a 930 aC.1317). Isso deve ser entendido como um paralelo poético do amor conjugal e como bênçãos ao povo da aliança. Linguagem e ideais similares também são encontrados na oração que Davi fez no templo por Salomão e pelo povo durante a entronização de Salomão (1Cr 29) Características e Conteúdo O livro de Ct é a melhor de todas as canções. O Espírito Santo em Ação De acordo com Rm 5. A feliz unidade revelada em Ct é inconcebível à parte do ES. um dos maiores rabinos. em cores vivas e repleto de sementes.19). No séc. os melhores (7. Jesus referiu-se duas vezes à glória e sabedoria de Salomão (Mt 6. um trabalho literário de arte e uma obra– prima teológica. 4. as realidades básicas das relações humanas.12.14). Bastante diferente de qualquer outro livro bíblico. disse: “No mundo inteiro.17.2).29. o ES é o poder de ligação e união do amor. um suposto afrodisíaco) entraram nessa fraca estrutura. em semelhança ao Livro de Apocalipses.13). ver Gn 32. o patriarca cujo nome conota “um calcanhar”. surpreendentemente. e o templo e o palácio que construiu personificam as verdades do tabernáculo e a conquista da Terra Prometida (1Rs 6. Akida bem Joseph. Ct contém descrições da mulher sulamita juntamente com uma exibição completa dos produtos de seu jardim.6-5.16) e. falta de amor.24-25). Sl 104. O glorioso reino de Salomão foi como uma restauração do jardim do Éden (1Rs 4. a romã. a corrompida árvore familiar produz “frutos excelentes”. 5.13. Os próprios nomes das Doze Tribos mostram a necessidade de uma nova história familiar. chama-na bem– aventurada ou feliz (6. Mandrágoras perfumadas crescem nos campos dela (7. ver Gn 30. “marcas de calcanhar”. Ela executa a dança memorial de Maanaim (6. 12.11-13. Claras indicações são dadas na descoberta das bênçãos da aliança: “sai-te pelas pisadas das ovelhas” (1.5. Ardil. no “soprar” do vento no jardim da sulamita (4. Foi forçado a viver fora de sua terra sob a ameaça de uma irmão irado. aplicam-se diretamente a Ct (2Sm 12. 48 . na fragrância da respiração e do fruto da macieira (7. Aqui.Cantares Autor: Salomão Data: Entre 970 a 930 aC Autor e Data A autoria de Salomão é contestada.18.4). ciúme. Embora Ct não forneça informações precisas sobre o contexto.6). mas a glória do simbolismo salomônico é essencial em Cantares. A função pastoril de Jacó e a sua constante luta pela bênção de Deus e do homem são citadas como a norma bíblica para o povo de Deus (Os 12.8).

9-6.5 Começando a busca 2.Esboço de Cantares I.8 Uma vida de união íntima num banquete no jardim 4.6-5.1-6 A primeira súplica 2.5-14 Alcançando o objetivo principal 8.16.11-12 Obtendo a herança 8.6-11 Conhecendo sulamita 4.13-7.3 A quarta súplica 8.4-10 O nobre povo da sulamita 6.6.9-11 A linguagem do amor 1.8-10 Obtendo uma vinha igual a de Salomão 8. A busca por mutualidade 3.5 III.8 Removendo as marcas da escravidão 1.4 Conhecendo Salomão 5.5.5 Alcançando o amor autêntico 8.1-7 Uma visão sobre a terra de cima do monte Hermom 4. A busca por unidade 5.9 –8. Últimas cenas com resumo de realizações 8.2-7 A terceira súplica 5.8 IV.8-3. Cenas de abertura 1.1 A queda da sulamita 5.7 Lembrando o amor do rei de bom nome 1.4 V.9-5.6 Procurando amor nas pisadas do rebanho 1.9 O início do novo amor de iguais 7. A busca por abertura 2.8 A carruagem matrimonial real do amor da aliança 3.7.3 A glória triunfante da sulamita 6.9 –8.1-2.13-14 Índice 49 .12-17 O espírito e a árvore 2.11-12 A dança memorial de Maanaim 6.8-15 A alegria do amor no frescor do dia 2.17 A procura determinada pelo objetivo principal 3.1-4 A segunda súplica 3.1-4 A morena e agradável guarda de vinhas 1.7 II.7 Alcançando ao maternidade e a paz 8.

50 . Eleito. Pedra Angular. O nome “Isaias” significa “O SENHOR é salvação”. 53. que o cativeiro e o julgamento eram inevitáveis para Judá. bem como o de Miquéias em Judá. Se Isaías começa profetizando em cerca de 750 aC. sob Uzias.5 (Rm 4. Lugares secretos de culto pagãos eram tolerados. Entretanto. 53. Renovo do Senhor.11-20 havia sido tão inteiramente violada.1 (Jo 12. Deus Forte. Príncipe da Paz. A beleza de estilo superior na poesia hebraica nos últimos capítulos de Is pode ser explicada pela mudança de assunto. porque dezessete capítulos contém referências proféticas a Cristo. que foi em cerca de 740 aC (6. Rei. o seu ministério pode ter se sobreposto aos ministérios de Amós e Oséias em Israel. A primeira parte do livro pode ter sido escrita nos primeiros anos de Isaías. Pastor. Ambos os reinos do Norte e do Sul haviam experimentado cerca de meio século de poder e prosperidade crescentes.15 (Rm 15. gradualmente. caiu num sério declínio moral e espiritual (3. o rico oprimia o pobre. Jotão. Raiz de Jessé. manteve uma conformidade exterior à ortodoxia. governado por Jeroboão e outros seis reis de menor importância. estava inclinada a conquistas ao sul e ao oeste. Isaías entrou em seu ministério aproximadamente na época da fundação de Roma e dos primeiros Jogos Olímpicos dos gregos. As forças européia ainda não estavam preparada para grandes conquistas. Nenhum texto em ambos os testamentos expõe de um modo tão completo o propósito da morte vicária de Cristo na cruz.25. Para fazer isso. e oca capítulos posteriores. 22.38). Judá. Acaz e Ezequias.37 é uma referência à morte de Isaías. Alguns aceitam que o seu chamado para o ofício profético tenha sido feito no ano que o rei Uzias morreu. Israel. 2) referências à paisagem e as cores locais são uniformes.38. estava claro para Isaías que a aliança registrada por Moisés em Dt 30.16).8). as mulheres negligenciavam suas famílias na busca do prazer carnal.1). Maravilhoso Conselheiro.Isaías Autor: Isaias Data: Entre 700 . Contexto Histórico Isaias profetizou no período mais crucial da história de Judá e Israel. Ele é citado diretamente nove ou dez vezes por escritores do NT: 52. O Cap. muitos dos sacerdotes e profetas tornaram-se bêbados que queriam agradar os homens (5. Pai da Eternidade. Por Isaías mencionar a morte do rei da Assíria. Data O profeta coloca que ele profetizou durante os reinados de “Uzias. A Assíria. particularmente.21).690 aC Autor O primeiro versículo deste livro coloca Isaías. é provável que ele tenha começado durante a ultima década do reinado de Uzias. ele deve ter sobrevivido a Ezequias por alguns anos. A visão e a profecia são reivindicadas quaro vezes por Isaías. Muitos acreditam que a forma “serrados” em Hb 11.27).1823. A Assíria conquistou Samaria em 721 aC. O Livro de Is é citado diretamente no NT vinte e uma vezes sendo atribuído em cada caso ao profeta Isaías.7-12.17).4 (Mt 8.37. que morreu em cerca de 680 aC (37. Cordeiro de Deus. que era um estudioso dos assuntos mundiais. como o seu autor. 53. Seu nome também aparece doze vezes em 2Rs e quatro vezes em 2Cr. tinha sucumbido ao culto pagão. após a sua retirada da vida pública. filho de Ezequias. A tradição diz que Isaías foi martirizado durante o reinado de Manassés. Servo do SENHOR. O profeta.23 . podia ver que o conflito era iminente. de julgamento e súplica para consolo e segurança. o filho de Amoz. Jotão e Ezequias. Líder e Comandante. Jesus caminhava com dois de seus discípulos e “explicava-lhes o que dele se achava em todas a Escrituras” (Lc 24. 53 é o grande capítulo do AT que profetiza a obra expiatória do Messias. mas diversas potências asiáticas estavam olhando para além de sua fronteiras. reis de Judá” (1. Emanuel. assim como o era para Israel. Cristo Revelado Depois de sua ressurreição. mas. Rm 10.1. Cristo é citado como o “Senhor. ele deve ter extraído muita coisa do Livro de Is.12-14).8-26).A. Senaqueribe. Embora estivesse para vir mais uma avivamento a Judá sob o rei Josias (640-609 aC). seu nome é mencionado mais doze vezes no livro. Redentor e Ungido”. Argumentos diversos favorecem a autoria única: 1) palavras– chave e frases-chave estão igualmente distribuídas através de todo o livro.

1-5.1-35.24 A garantia de consolo e paz 40. como o Ungido (Messias) em seus dois adventos (61.30. como Isaías havia profetizado.1-12).23 Mensagem de Julgamento. Profecia de denúncia e convite ( parte I) 1.1-66.10. 53.3-4).1-5). O procedimento de Deus com Ezequias 36. Profecia de consolo e paz (parte II) 40.7-8 (At 8.1-3. efeito ou influência do Espírito que não citam seu nome.24 Resumo 34.1-12.1Pe 2.10 (1Co 15.1-22 Deus censura Ezequias 39.8 Deus liberta Judá 36.12 (Lc 22.19) e para preservar Israel em relacionamento de concerto com o SENHOR (59.1-37. O Senhor Jesus. Lc 4.17-21). Esboço de Isaías I.13 Mensagem concernentes ao Emanuel 7. 63. Israel deve ser cuidadoso para não se rebelar e contristar o ES (63.24).1-27.9 (1Pe 2. como o Servo sofredor do Senhor.21 A realização do consolo e da paz 58. prometeu derramar seu Espírito sobre a Igreja. 53.1-48.1-66. Há três categorias gerais sob as quais a obra do ES pode ser descrita: A unção do Espírito sobre o Messias pra fortalece-lo. promessa 25.30) A operação do ES na criação e na preservação da natureza (40. sem contar as referências ao poder. O derramamento do Espírito sobre Israel para lhes dar triunfo em sua reabilitação conforme o padrão do Êxodo (44.24 Índice 51 .16). que teve seu ministério terreno realizado no poder e unção do ES. Também existem muitos cumprimentos de detalhes no cap.1– 33. iluminação e justiça às nações (42. Ef 4. Entretanto.1-9).32-33).1-8 III.38 Deus cura Ezequias 38. 53. 53.21).22).1-39.10 II. que irá fazer cura. pra fortalecê-la para o ministério no cumprimento da Grande Comissão. O Espírito Santo em Ação O ES é mencionado especificamente quinze vezes. o Autor do consolo e da paz 49.1-57.13 Os infortúnios dos descrentes imorais em Israel 28. ver também 48.6 Mensagem de Julgamento sobre as nações 13. para protegê-los de seus inimigos (59.1-35. louvor. libertação.22 O Servo do Senhor. para seu domínio e governo como Rei no trono de Davi (11.37). 53 em adição às citações diretas.1-6.10 Mensagem de Julgamento e promessas 1.1-24.

Isso de deve em parte por causa da mensagem de ruína proclamada por ele. buscando às vezes os conselhos de Jeremias. acontecimentos sobre Jeremias escritos em terceira pessoa. Zedequias foi um governante fraco e vacilante. Os acontecimentos estavam mudando rapidamente o Oriente Próximo. Ainda assim. Apesar dessa mensagem de ruína. A vida pessoal desse profeta é mais conhecida do que a de qualquer outro profeta do AT porque ele nos deixou muitas marcas de seus pensamentos.Jeremias Autor: Jeremias Data: Entre 626—586 aC Autor Jeremias. caps 46-51). Em 609 aC. um rei bom que adiou temporariamente o juízo de Deus prometido por causa do governo terrível de Manassés. Jeremias tinha um coração compassivo para com o seu povo e orou por ele mesmo quando o Senhor lhe disse que não fizesse isso. filhos de Hilquias. o último grande rei assírio. e o Egito. A Babilônia. e um apêndice histórico (cap 52). o seu coração doía pelo povo. Assurbanipal.24 . morreu em 627 aC. Habacuque e Obdias forma contemporâneos seus. Josias tinha iniciado uma reforma. outras vezes permitindo que os inimigos de Jeremias o maltratassem e o aprisionassem. Jeremias tinha em seu coração o melhor para o povo. pois abia que a salvação de Israel não esta desassociada da fé em Deus e de um relacionamento de aliança correto. Seu companheiro e amigo chegado era o seu escriba Baruque. Josias foi morto em Megido ao tentar impedir o Faraó Neco de ir contra o que restava da Assíria. Mas Deus também se interessava pelos indivíduos e seu relacionamento para com ele. Ao que parece.18). e a próxima geração seria exterminada. Entretanto. expresso pela obediência. Tentou evitar essa tarefa. Data Jeremias profetizou a Judá durante os reinados de Josias. são qualificados como amigos apenas Aicão. provavelmente por Baruque (caps 26-45). Jeremias enfatizou a responsabilidade individual. filho de Aicão e Ebede-Meleque. Foi estigmatizado por muitos como traidor por causa da sua pregação. que é quase idêntico a 2Rs 24-25. e o seu ministério continuou até pouco tempo depois da queda de Jerusalém. profeizando na Babilônia de 593 aC a 571 aC.15-38. Contexto Histórico Jeremias iniciou seu ministério no reinado de Josias.A. Sabia que a nação seria destruída caso a aliança de Deus não fosse honrada. Jeconias e Zedequias. estavam tentando sustentar sua autoridade sobre Judá. Jeremias tinha poucos amigos além dele. cortando-o em algumas colunas e jogando-as no fogo. defendeu a rendição à Babilônia e escreveu aos que já estavam no exílio para que se estabelecessem e vivessem suas vidas normalmente. preocupações e frustrações. a reforma teve um efeito pouco duradouro sobre o povo. Como Ezequiel. O seu chamado é datado de 626 aC. da sua severa repreensão aos líderes e do desprezo pela idolatria. uma mensagem contrária à esperança do povo e que incluía um sugestão de rendição aos babilônios. Gedalias. mas foi incapaz de permanecer calado. Conteúdo O livro consiste principalmente em uma breve introdução (1. e Josias expandindo o seu território para o norte. Jeremias era apenas um jovem quando foi chamado para carregar uma severa mensagem de ruína ao seu povo. Jeoaquim foi abertamente hostil a Jeremias e destruiu um rolo enviado a ele. A Assíria estava enfraquecendo. Três filhos de Josias (Joacaz. mas “O SENHOR exalta” e “O Senhor lança” são possibilidades. Atacou também o povo por sua idolatria e proclamou um juízo severo a menos que o povo se arrependesse. a qual incluía a destruição dos lugares altos pagãos em Judá e Samaria. Ezequiel foi um contemporâneo mais jovem. As profecias do livro não estão em ordem cronológica. condenou os governantes. os sacerdotes e os falsos profetas por levar o povo à perdição. Jeremias viu a insensatez da linha de ação política desses reis e alertou-os sobre os planos de Deus para Judá.4-20. O profeta Sofonias precedeu ligeiramente a Jeremias e Naum. Jeremias recebeu a ordem de não se casar ou ter filhos para ilustrar a sua mensagem: o julgamento era iminente. oráculos contra nações estrangeiras (25.1-3). Conhecendo as intenções de Deus. que Jeremias ditou ao seu escriba Baruque (1. foi um profeta da cidade leveita de Anatote e talvez tenha sido descendente de Abiatar. sob Neco. em 586 aC. uma coleção de oráculos contra Judá e Jerusalém. mas nenhum deles deu atenção à advertência. Jeoaquim e Zedequias) e um neto (Joaquim) sucederam-no no trono. O significado do seu nome é incerto. Entretanto. sob o domínio de Nabopolasar. Jeoaqui. O povo tornara-se tão corrupto sob Manassés 52 .

30 Sermão do templo e abusos no culto 7.19 III. “achareis descanso para a vossa alma”(6.19-27 Lições do oleiro 18.1-15. Derrotado e levado ao exílio. o povo iria refletir sobre o que lhe acontecera e por quê.6. mas “isso foi no meu coração como fogo ardente.1-33.1-19 IV.1-9 II. Em certo momento.5 Jeoaquim e os rolos 36. profetas e povo 21.1-35. Jeremias quis parar de mencionar a Deus.6 Gedalias e o seu assassinato 40.6). Além do trabalho normal de inspirar o profeta e revelar-lhe a mensagem de Deus. Mc 8.16. Deus assegurou a jeremias: “converterei as minhas palavras na tua boca em fogo” (5. Mt 10. chamaríamos a isso a obra do ES em Jeremias. Coleção de discursos 2.21 Advertência e promessas 16. Julgamentos e sofrimentos de Jeremias 36. que tendes ouvido e não ouvis” (5.1-7 Revogada a libertação de escravos 34.13). Sofreu muito nas mãos do povo.27 Seca e outras catástrofes 14.21.4-10. Mt 21. Hoje.19). que se chama pelo meu nome. O chamado de Jeremias 1. também é o ES quem cumpre a promessa do novo concerto que irá colocar a lei de Deus na mente de seu povo e escrevê-la no seu coração. Jeremias retrata um estilo de vida similar ao de Cristo e. Mt 11. Deus traria uma remanescente de volta a Judá.1-20.1-8.1-35. por esta razão. um caverna de salteadores aos vossos olhos?” (7. Cristo Revelado Através de sua ação e atitude. e estou fatigado de sofrer e não posso” (20.1-24.3 Assuntos diversos 8.7-41. Jeremias é uma das personalidades mais parecidas com Cristo no AT. Os oráculos contra as nações estrangeiras ilustram a soberania de Deus sobre todo o mundo. Apêndice histórico 34. E depois do castigo e arrependimento apropriados. esta casa.19 Advertência a Zedequias 34.26 Primeiro oráculos 2.1-6. Davi e os levitas.9).18). e sacerdotes fiéis serviriam ao povo.11.1-45. E ainda lhes daria uma nova aliança e escreveria a sua lei em seus corações.8-22 O exemplo dos recabitas 35.32 O livro de consolação 30. Diversas passagens de Jeremias são aludidas por Jesus em seu ensino: “é. mas perdoou.10 O exílio babilônico 25. Ele demonstrou grande compaixão pelo seu povo e chorou por ele. O Espírito Santo em Ação Um símbolo do ES é o fogo. Todas as nações pertencem a ele e todas devem a ele por sua conduta.18 Oráculos contra leis.25 Eventos na vida de Jeremias 11. pode ser considerado um tipo de Cristo no AT. “ovelhas perdidas forma o meu povo” (50. O trono de Davi seria novamente estabelecido.7 53 .1-17.1-13.1-43. Esboço de Jeremias I. pois.que Deus resolveu dar um fim à nação. “que tendes olhos e não vedes. encerrado nos meus ossos.18 A santificação do sábado 17.1-29.14).1-32 Cerco e queda de Jerusalém 37.18 A fuga para o Egito 42. puniria as nações que os havia punido e cumpriria a sua antiga aliança com Israel.1-40.

1-6 Contra Edom 49.34-39 Contra a Babilônia 50.23-27 Contra Quedar e Hazor 49.1-5 V.28-33 Contra Helão 49.28-30 Libertação de Joaquim 52.Jeremias no Egito 43.1-34 O reinado de Zedequias 52.1-7 Contra Moabe 48.30 Oráculos para Baruque 45.1-51. Apêndice histórico 52.7-22 Contra Damasco 49.4-27 Sumário de três deportações 52.1-47 Contra os amonitas 49.31-34 Índice 54 .64 Contra o Egito 46.1-3 Cerco e queda de Jerusalém 52.8-44. Oráculos contra nações estrangeiras 46.1-28 Contra os filisteus 47.1-3 VI.

uma nova compreensão parece surgir em 3. aos quais o povo de Judá ficou sujeito. Uma descarada desobediência poderia significar que os bons aspectos das bênçãos poderiam ser substituídos por um castigo.14. Os poemas deste livro parecem ter sido compostos durante e após o tempo no qual tudo isso estava acontecendo. O cumprimento das promessas de bênção podiam sempre pular algumas gerações de israelitas que eram desobedientes. O autor não é mencionado. Ele estava lidando com a situação espiritual deles. Quando o rei Zedequias se rebelou contra os babilônios. Mas os poemas também descreve o ministério de Jeremias.Lamentações Autor: Jeremias Data: 587 aC Autor Como era o costumes. Esse forte tema é visto em cada capítulo ( como em 1. Deus tinha feito um concerto de bênçãos com eles. O povo escolhido e protegido tinha perdido tudo e estava numa situação de desesperança. O sofrimento deles poderia conduzi-los a Deus. mas tradições que vêm de muito antes de Cristo sustentam que Jeremias o tenha escrito. Como tal. 3. fala acerca da esperança e. exceto as pessoas mais pobres. Após detalhadas descrições de sofrimento e aflição. Zedequias e os soldados procuraram fugir (2Rs 25.5. mágoa e frustração. 5. dos seus propósitos e do relacionamento de Deus com seu povo. Sofrimento.16).4). 4.A. Aqui. Tudo que tinha significado para esse povo havia sido destruído. destruiu a mairo parte de Jerusalém. e eles tinham de sentir isso de modo pessoal. mandado novamente como profeta para falar a respeito das circunstância modificadas do povo de Deus. Nubuzaradã.3).1 Is 1. Cada capítulo. A oração deve ser sempre feita buscando algum fio de esperança. 2. Alguns também de referiam ao livro como qinot ou “lamentações”.28-33) Somente após uma completa humilhação é que o povo estaria em condições de pensar sobre uma restauração. Existe muitas semelhanças entre os textos de Lm e Jeremias. mas isto tudo era condicional. compaixão e fidelidade de Deus. Nabucodonosor atacou Jerusalém (2Rs 24.1). os judeus usavam a primeira palavra do livro como seu título. isso era obviamente aceiro. chorar diante dele e contar a ela todos dos detalhes de sua dor.42. 4. Os Livros de 2Rs e 2Cr descrevem o declínio moral do Reino de Judá (apesar das advertências proféticas). todos relacionados com o conceito de sofrimento: O sofrimento deles era o resultado dos seus pecados. Temas As lamentações caracterizam seis temas principais. que conduzia à derrota e ao cativeiro (ver 2.20). Contexto Histórico O povo de Judá foi capaz de pensar que eles eram a única raça escolhida por Deus.24 . A oração nunca deve ser derrotada pela aflição. para o exílio (2Rs 25. Ele ajudou o povo a dar a expressão necessária para as suas aflições e também deu conforto para ele. Eles sabiam que o seu sofrimento não havia v indo sobre eles por acaso. Mas eles logo foram levados cativos. Eles foram encorajados a abrir seu coração a Deus.812).21. capitão da guarda de Nabucodonosor. Aqui não há indicação de que o sofrimento seja resultado de um total abandono de Deus ou de uma erradicação dos seus princípios da mente deles. lágrimas e oração devem andar juntos. Ele também os ajudou a pensar a respeito da mão de Deus sobre eles em forma de castigo e ajudou para se submetessem penitentemente ao julgamento que eles mereceram até que isso tivesse passado (3. Até mesmo os babilônios reconheceram o fato (Jr 40.17). No tempo em que foram escritos. e é assim que chegamos ao títulos que usamos. e isso originalmente ficou conhecido como “ekah. Isso era uma prova de que uma manifestação da disciplina de Deus não significava que o seu amor 55 .1. também. O profeta está constantemente consciente de Deus. da misericórdia. “como!” Essa palavra era comumente usada para significar “Ai!” compara com seu uso em 2. o povo que estava dentro da cidade estava faminto. eles sentiram que poderiam sempre experimentar boas coisas. termina com uma oração. Ele foi devido à ira de Deus provocada por seus pecados (2. Enquanto ele estava sitiando a cidade.21-24. exceto o 4. queimou o templo e levou a todos. nos primeiros dois capítulos e meio. O sofrimento deles era visto como se causado por Deus e não por seres humanos.13. Quanto eles romperam o muro. Esses poemas se tornam especialmente penetrantes quando contratam as antigas bênçãos e forças de Judá com o caos e o sofrimento que seus pecados haviam levado sobre si.

1-6) no lembra que o ES é. sofrimento e pecado de Jerusalém 1.12-19 Uma oração por ajuda em grande aflição 1.35-39 O arrependimento deles chega tarde demais 3. O arrependimento é também uma manifestação da obra do ES entre o povo de Deus (3.7-11) Esboço de Lamentações I. freqüentemente. com a consciência de que isto iria terminar quando a vontade de Deus tivesse sido cumprida (3. O Espírito Santo em Ação A aflição divina sobre os pecados de Israel (2.1-24 Submissão e humildade trazem misericórdia 3.15-18 O apelo final desesperado 5.21. Quando a disciplina tivesse atingido seu propósito. as circunstâncias mudariam (3.11-14 Todo o orgulho e a alegria se foram 5. O quarto poema: devastação.20-22 III.1-22 A derrota.1-10 Ninguém está isento do sofrimento 5. As sua aflições tinha de ser aceitas com paciência. humilhação.19-22 Índice 56 .1-22 A devastação do povo e de seus líderes 4. o pecado e a oração de Jerusalém 1.1-11 Falando ao mundo descuidado sobre seu castigo 1. a submissão e a oração do povo 3. entristecido pelo nosso comportamento (Is 63.1-22 Como o próprio Deus destruiu Israel 2. Jo 16. O segundo poema: a destruição mandada por Deus e a reação do profeta 2.32).10).22 V.12-20 Edom será castigado e Israel será ajudado 4. O quinto poema: uma oração registrando o sofrimento e apelos finais de Jerusalém 5.1-22 Uma lembrança de seu estado lamentável 5.40-47 O profeta e o povo confiam em Deus pra vindicação no fim 3. desesperança e exortação à oração 2. o resultado da desobediência 4.48-66 IV.20-22 II. O futuro continha um vindicação de Israel sobre seus inimigos (3.34-36).26-32). mas isso não significava que os babilônios eram seus eleitos ou que ele era a favor de seus métodos cruéis (3. O terceiro poema: a severidade e misericórdia de Deus.1-10 O sofrimento do profeta.havia cessado. O primeiro poema: a miséria. A responsabilidade deles era de submeter pacientemente aos seus sofrimentos.1-11 A desobediência e seus resultados 4.11-19 A oração angustiada de Judá 2.31.32).40-42. Deus pode ter usado a Babilônia.26.1-66 A severidade do castigo conduz a pensamentos de misericórdia 3.

e cada qual leva uma porção da culpa pelo julgamento que resultou no exílio. fazendo de seu ministério cerca de vinte anos de duração. Por outro lado. parece não haver razão válida para se duvidar disso.A. O livro está facilmente dividido em três seções: o julgamento de Judá (4-24). O arrependimento do remanescente fiel entre os exilados resultaria na recriação de Israel a partir dos ossos secos (37. Alguém pode quase que caracterizar o Livro de Ez como “os Atos do ES” no AT. ele colocou a ênfase no dever pessoal (18. provavelmente. o sacerdote” (1. Ez reivindica por eles o poder e a autoridade do ES. A morte de sua esposa ocorreu ao mesmo tempo da destruição de Jerusalém. Várias dessas referências merecem uma tenção em especial.” Não é somente um ato externo do Espírito o “cair sobre” alguém. Ele foi treinado para o sacerdócio durante o reinado de Joaquim.5. desse modo.. O oráculo que segue é. Um aspecto final da ação do Espírito na vida do profeta é achado em 36.1). aparentemente escritas após a destruição de Jerusalém. há inúmeras referências ao Espírito de Deus no livro. para os do cativeiro. essa morrerá”).573 aC Autor O autor. suas visões e a freqüência com a qual a palavra do Senhor vinha até ele fornecem uma conexão entre os profetas extáticos mais antigos e os profetas e escritores clássicos. até então. O divino Espírito os estimularia a uma nova vida. foi deportado para a Babilônia (1.”(v. ações de parábolas ou em fala humana. inspirado pelo ES. 571 aC.26 . Seu ministério coincidiu brevemente ao de Jeremias. o profeta afirma autobiograficamente que o Espírito do Senhor “caiu” sobre ele e lhe “disse”. o julgamento das nações pagãs ( 25-32) e as futuras bênçãos pelo concerto de Deus com o povo (33-48).15-17). Ele era. cujo nome significa “Deus fortalece”.” Talvez a situação melhor conhecida da atividade do Espírito esteja no cap. perto de Nipur (1. Cada um é responsável pelo seu pecado individual (18. O mesmo (11.17) é. Data O chamado de Ezequiel veio a ele em 593 aC.1. A proximidade de seu contato com o Espírito.21. a visão do vale dos ossos secos: “Veio sobre mim a mão do Senhor. Ez antecipava a doutrina do NT do ES.. Foi o peso do pecado acumulado de cada indivíduo que contribui para o rompimento do concerto de Deus com Israel. A última data dada por oráculo (29. Exilado por ocasião do segundo cerco de Jerusalém.1) em 597 aC e estabeleceu-se em Tel– Abibe. e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos. Conteúdo A personalidade de Ezequiel reflete uma força mística. Embora essa identificação tenho sido questionada. A mensagem de Ez foi endereçada ao resto dos pervertidos de Judá exilados na Babilônia. no exílio.1) A visão subseqüente relata o renascimento espiritual do restante do ovo que estava. Cada um deve aceitar uma responsabilidade pessoal pela desgraça da nação. um membro da família sacerdotal dos zadoqueus.24). Por essa ênfase no ES na regeneração. provavelmente.4: “a alma que pecar.11-14). e o Senhor me levou em Espírito. É identificado como “Ezequeil. sinais.24) apresenta o Espírito como ativo em uma visão: “Depois.3). A responsabilidade moral do indivíduo é um tema de primeira importância em sua mensagem. em 587 aC (24. incluído a partida da presença de Deus.Ezequiel Autor: Ezequiel Data: Entre 593 . especialmente no Evangelho de João. o Espírito me levantou e me levou em visão à Caldéia. A responsabilidade coletiva não mais resguarda o indivíduo. O Espírito Santo em Ação Quer a revelação profética seja apresentada simbolicamente em visões. mas também 57 . A ele adequadamente pertence o título de “carismático”. 40. Em 11. 37. situada no canal do rio Quebar.1. filho de Buzi. Na doutrina do homem em Ez. o quinto ano do reinado de Joaquim. Além disso. por volta de sua iminente e completa destruição. 33. Dois temas teológicos agem como um equilíbrio no pensamento do profeta. Suas experiências espirituais também anteciparam a atividade do ES no NT.26: “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo. que se tornaram importantes durante as reformas de Josias (621 aC). ele enfatizou a graça divina no renascimento da nação. a Palavra de Deus nas palavras de Ezequiel. Partes foram também.

1-46.1-11.24 Restauração da terra 47.1-3.35 Índice 58 .32 Contra Amom 25. Esboço de Ezequiel I.1-48.a profetizada experiência subjetiva da presença do Espírito dentro.15-17 Contra Tiro 26.20-26 Contra Egito 29. Profecias e visões sobre a destruição de Jerusalém 3.1-15 Restauração de Israel 36. tal como Ezequiel inigualavelmente experimentou quando o Espírito “entrou” nele (2.25 O exílio e cativeiro de Judá 12.22-24.1-32.1-28. O início da visão e chamada de Ezequiel 1.1-32.21 Visões introdutórias 1.1-7 Contra Moabe 25.35 Ezequiel como vigia 33.32 IV.1-3.12-14 Contra a Filistia 25.1-24.1-37.8-11 Contra Edom 25.1-28 O encargo dos profetas 2. Profecias de restauração 33.28 Julgamento contra Gogue 38. Ezequiel antecipou a experiência do concerto do “novo nascimento”.22-7.21 II.19 Contra Sidom 28.27 III.29 Restauração do templo 40. Oráculos da ruína contra nações estrangeiras 25.27 Oráculos de julgamento 3.1-48.1-39.27 Visões de idolatria no templo 8.2). o qual seria dado pelo Espírito.1-33 Deus como Pastor 34.1-31 Julgamento contra Edom 35.

2Ts 2). onde viveu mais de sessentas anos. Possivelmente fosse de uma família de classe alta de Jerusalém.11-4. quatro jovens hebreus forma selecionados para o programa de treinamento (1. Escravos instruídos ou habilitados que as circunstâncias requeriam tornaram-se a mão de obra do governo. inclusive do “cheiro de fogo” (3.27). 59 .24). entre 605 a 582 aC. Data Embora o cerco e a deportação de cativos para a Babilônia tenha durado vários anos.27 . Inicialmente.1-3).1-31). as ressurreições futuras e juízos. Mesaque e Abede-Nego na fornalha de fogo (3. Dario (6. Por causa de sua sabedoria. Nesta parte final. enquanto adolescente.25). Isaias e Ezequias (Is 39. Os babilônios haviam subjugado todas as províncias governadas pela Assíria e haviam consolidado o seu império numa área que abrangia grande parte do Oriente Médio. Daniel se compõe de três partes principais: Introdução à pessoa de Daniel (1). a grande tribulação. Conteúdo O propósito é mostrar que o Deus de Israel. Misael e Azarias. como também Apocalipse. judeus nacionais (9. necessitava-se de uma burocracia administrativa especial. os testes decisivos do caráter de Daniel e o desenvolvimento de suas habilidades de interpretação profética (2-7) e a série de visões de Daniel sobre reinos e acontecimentos futuros (8-12). tornou-se conselheiro de reis estrangeiros. Da mesma forma. Sua profecia abrange o espaço de tempo de sua vida. A data do cativeiro de Daniel costumeiramente aceita é de 605 aC. A importância de Daniel como profeta foi confirmada por Jesus em Mt 24. Babilônia e Medo– Persa. Esse enfoque também vê as profecias que ainda estão por se cumprir girando em torno de dois eixos principais: 1) o destino futuro da cidade de Jerusalém.7) haviam profetizado a deportação para a Babilônia dos descendentes da família real.4). seja feita de maneira bastante diversificada. 2) o destino futuro do povo de Daniel. Os três permaneceram fiéis ao seu Deus. e quatro reis: Nabucodonosor (2. conhecimento e boa aparência. Belsazar (5. os Tempos dos Gentios. O nome Daniel significa “Deus é meu juiz” Sua inabalável consagração a Jeová e sua lealdade ao povo de Deus comprovaram fortemente essa verdade na vida de Daniel. mantém sob seu controle o destino de todas as nações. os habilitados e os instruídos foram retirados de Jerusalém logo no início da guerra (2Rs 24. Contexto Histórico Juntamente com milhares de cativos de Judá levados para o exílio na Babilônia. Daniel se apresenta como livro profético básico para a compreensão de muitas coisas da Bíblia. Cristo Revelado A primeira vez que se vê Cristo é na figura do “quarto” (homem) ao lado de Sadraque. Hananias.Daniel Autor: Daniel Data: Final do séc. os homens fortes e corajosos. Deus permanece fiel a eles no fogo do julgamento e livra-os.1-11.A.1). Os escritos de Daniel cobrem o governo de dois reinos. o único Deus. estes jovens foram contemplados com funções relevantes no palácio do rei. para muitos o enfoque da dispensação tornou-se bastante aceito. Daniel sobrepujou a todos os homens sábios daquele vasto império (6. Embora a interpretação de Daniel. Devido ao caráter excepcional de Daniel.14). para a Babilônia. Mais tarde. VI AC Autor Daniel foi deportado. Muitos aspectos de profecias relacionadas com os tempos do fim dependem da compreensão deste livro. Esse enfoque na interpretação encontra em Dn as chaves que ajudam a desvendar os mistérios de assuntos como o Anticristo. Os comentários de Jesus no Sermão do Monte das Oliveiras (Mt 24. Para governar um reino tão diversificado numa área de tamanha extensão. no ano de 605 aC. agora. a segunda vinda de Cristo. Daniel se torna um companheiro de estudo necessário do Livro de Apocalipse.15. Daniel serviu como estagiário na corte de Nabucodonosor. 25) e muitas das revelações dadas ao apóstolo Paulo encontram harmonia e coesão em Dn (ver Rm 11. os tesouros do palácio de Salomão e do templo também levados.1-28) e Ciro (10.37).

A primeira visão de Daniel 7.1-21 O exílio de Judá 1.1-31 A escrita manual na parede 5.1-9 Daniel é lançado na cova dos leões 6.34-37 V.26-30 IV.1-9 A interpretação de Daniel da escritura 5.1-37 O sonho de Nabucodonosor 4.10-31 VI.3-21 II. Outra visão de Cristo. Daniel na cova dos leões 6.1-28 Complô contra Daniel 6. A libertação da fornalha de fogo 3. A habilidade de Daniel e dos outros hebreus de interpretarem sonhos se devia ao poder do ES.1-14 A Interpretação de Daniel 7.1-27 O sonho de Daniel sobre um carneiro. Ele descreve “que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do Homem”.1-30 Convocação para adorar a estátua de ouro 3.1-2 A decisão de Daniel de manter-se separado 1.13).5-6.46-49 III. tanto as que se aplicavam ao local quanto ao futuro.19-25 O rei confessa o Deus verdadeiro 3. As convicções religiosas de Deus 1.1316.1-7 A recusa dos três hebreus de se prostrarem perante a estátua 3.1-14 A interpretação de Gabriel 8.19-27 O cumprimento do sonho 4. O segundo sonho de Nabucodonosor 4.1-28 O sonho da Daniel sobre os quatro animais 7. indicam discernimento sobrenatural dado a Daniel pelo ES. A festa blasfema de Belsazar 5.28-33 A oração e restauração de Nabucodonosor 4.15-28 VIII. As profecias. um bode e sobre os chifres 8.10-17 Daniel é liberado 6. onde a descrição de Jesus é bastante idêntica à de João em Ap 1.1-49 O sonho esquecido 2.18-28 VII. se acha em 10. O Espírito Santo em Ação O Espírito Santo nunca anuncia sua presença em Daniel. A segunda visão de Daniel 8.15-27 60 .Outra referência a Cristo se encontra na visão da noite de Daniel (7.8-18 Os três hebreus são miraculosamente protegidos 3. referindo-se à segunda vinda de Cristo.1-28 A revelação e a interpretação de Daniel 2. O primeiro sonho de Nabucodonosor 2.1-37 A Interpretação da Daniel 4. mas ele está nitidamente em ação. Esboço de Daniel I.29-45 Daniel é honrado através de promoção 2.

1-9 A visita de um anjo 10. A profecia das setentas semana 9.2-45 O tempo da tribulação 12.13 A visão de Daniel de um ser glorioso 10.20-27 X. A visão final de Daniel 10.10-21 Guerra entre reis do Norte e do Sul 11.1-13 Índice 61 .1-19 A Visão da Daniel 9.1-12.IX.1-17 A oração de Daniel 9.

Hb 13. O Escritor de Hebreus acha em Jesus Aquele que capacita os crentes a oferecerem sacrifícios aceitáveis de louvor pelos quais nós nos tornamos recipientes do perdão misericordioso de Deus (14. em pelo menos dois de seus sermões aos fariseus. 8.1). imoralidade generalizada. Acaz e Ezequias). A Paulo Jesus cumpre a promessa de Oséias de que Alguém quebraria o poder da morte e da sepultura e traria a vitória da ressurreição (13. que reinou durante o período de sua profecia (1. um desastre vindo por baixo estava se aproximando. apesar de o povo correr e da resistência dele (“Como te deixaria?”. que o amor era uma busca de uma autogratificação (“Irei atrás de meus namorados. uma profecia cumprida quando Jesus. Jesus cita Oséias para mostrar que Deus não deseja apenas palavras vazias ou rituais desumanos.. Mt 9. Conteúdo O Livro de Oséias é a respeito de um povo que tinha necessidade de ouvir sobre o amor de Deus. Oséias descreve as condições sociais características de seu tempo: líderes corruptos.2. um paralelo com a longa estada de Israel no Egito e o êxodo (Mt 2. Jesus os 62 .1. eu o amei. e iria atrás dela. Se tornaram abomináveis como aquilo que amaram”. Apesar das trevas desse tempo. a amaria inteiramente.9. mas um cuidado genuíno e preocupação com mas pessoas (6. quando bebê. pudesse conseguir benefícios positivos (“. Jesus também.28 .10). O problema era como levar a mensagem de um Deus de amor a um povo que não estava inclinado a dar ouvidos e. Em resumo. se eles ouvissem. 1. e dela teria filhos (1. Deus quis que Israel conhecesse seu amor. Oséias oferece esperança para inspirar seu povo a voltar-se novamente para Deus. 1Pe 2.A. abundância e prosperidade. ama uma mulher”.1).. Ef 5.. o tipo de amor que Deus tinha por Israel.15). 3. O povo pensava que o amor poderia ser comprado (“.9).14. a idolatria era mais e mais aceita.3). de Israel ( Jeroboão II). quando os fariseus acusam os discípulos de Jesus de violar o sábado. foi literalmente levado e trazido do Egito. foi escolhido por Deus pra levar sua mensagem a seu povo através do seu casamento com uma mulher que seria infiel a ele.25-32). ódio entre classes e pobreza.1). 11..mercou Efraim amores”. Os ensinamentos de Paulo acerca de Cristo como o Noivo e a igreja como a noiva correspondem à cerimônia de casamento e os votos pelos quais Deus entra num permanente relacionamento com Israel (2. provavelmente. O povo desse príodo regozijava-se na paz.13). 1Co 15. e o rei do Reino do Norte. e os sacerdotes estavam falhando na tarefa de guiar o povo nos caminhos da justiça. de um Deus que queria falar com eles e da maneira singular que Deus escolher para demonstrar seu amor a seu povo. Jotão.5) e que amando objetos sem calor. Quando questionado acerca da sua permanência no lar dos pecadores e cobradores de impostos.8).” 11. Contexto Histórico e Data Oséias mostra a situação histórica de seu ministério através da nomeação dos reais do Reino do Sul.15). Mateus vê em 11.10). A solução de Deus era deixar o profeta ser seu próprio sermão. que me dão. não entender. de Judá (Uzias. vida familiar instável. Jesus provê a base pela qual aqueles que estavam fora da família de Deus agora são admitidos a um relacionamento com ele (1. Cristo Revelado Os escritores do NT descrevem Oséias como o responsável por ensinar a vida e o ministério de Cristo. A Pedro. mas a anarquia estava preparando-se e ela traria o colapso político da nação em alguns curtos anos. foi guiado com uma meiga disciplina (“cordas de amor”. um povo que buscou objetos sem valor (“Quando Israel era menino.19. Isso estabelece as datas de 755 aC a 715 aC.4) e que persistiu.. tira seu texto de Oséias.. Oséias se casaria com uma mulher impura (“mulher de prostituições”.6. 11.2). Embora as pessoas continuasse uma forma de adoração. 9.” 2.55). Oséias tinha de mostrar seu próprio amor a Gomer.Oséias Autor: Oséias Data: Cerca de 750 aC Autor Oséias cujo nome significa “salvação” ou “libertação”. Embora todas as indicações quanto ao sucesso exterior parecessem positivas a Israel.20. E. Sua sensibilidade em relação à condição do pecado de seus compatriotas e sua sensibilidades em relação ao coração amoroso de Deus o fizeram apto pra realizar esse difícil ministério. e traria de volta quando ela se desviasse (“Vai outra vez..6..

1-5 II.9 Índice 63 . Uma vez Oséias usa a frase “o espírito de luxuria”.17-21).23 A volta de Gomer para Oséias 3. e uma vez.5 O casamento de Oséias e Gomer 1. Oséias relaciona tal espírito com o vinho. em contraste com o ES. que nos guia para caminhos verdadeiros e para a verdadeira adoração (4.1-14. O Espírito Santo em Ação O Livro de Oséias ensina duas notáveis lições a respeito do ES: 1) É importante depender da presença do Espírito e 2) coisas negativas acontecem quando o Espírito está longe de uma vida.1-9 O Casamento do SENHOR com Israel 1.4).10-2.9 Amor e restauração 11.1-14. Como Paulo em Efésios. Esse espírito de luxuria também faz as pessoas se desvirem para falsos caminhos e falas adorações.1-3. que escraviza o coração. 5. O SENHOR e Israel 4.12.7). Esboço de Oséias I.11-13. e conta as conseqüências de ser preenchido com um espírito impuro.defende com o mesmo lembrete de que o coração de Deus coloca o interesse pelas necessidades humanas acima das formalidades religiosas (Mt 12. Oséias e Gomer 1. “ o espírito da prostituição” (4. Ef 5.

até mesmo tirou a casca das árvores de figo. a qual o sumo sacerdote Joiada restaurou durante o reinado de Joás (2Rs 11.27) trata do presente julgamento de Deus. Contexto Histórico Joel profetizou numa época de grande devastação de toda a terra de Judá. Tanto o povo como os animais estavam morrendo. Através do ES. que Joel viu uma explicação: era o julgamento de Deus. Conteúdo O Livro de Jl está naturalmente dividido em duas seções. a adoração a Deus.29 . 2Cr 23. destruiu até as pastagens tanto das ovelhas como do gado. quando Joiada era o conselheiro do rei. Há referências tanto em Amós como em Isaías. de igual modo. Será um tempo em que todos os crentes sentirão a habitação do ES e irão formar uma comunidade profética na terra. A praga das locustas acerca do que Jl escreveu era maior que qualquer um jamais havia visto. quando tanto homens como mulheres irão profetizar. verdejante. irão experimentar esse derramamento. havia se tornado um lugar de desolação e destruição. quando o Espírito de Deus for derramado “sobre toda a carne”.28-3. nós não podemos deixar de notar a mais notável seção desta curta profecia. Além do mais. Jovens e velhos. Nada é conhecido a respeito dele ou das circunstância de sua vida. Em apenas algumas horas. o profeta vê um tempo futuro.28). Data Não há como datar o livro com absoluta certeza. fazendo-o um dos mais antigos dos profetas menores.15) É opinião de muitos conservadores que Amós e Isaias tenham tomado emprestado de Joel. um chamado ao arrependimento e a promessa de restauração. mas também todas as nações do mundo serão chamadas diante de Deus.28-32. Este era um tempo em que não somente Judá.21) explica que essa praga. Uma enorme praga de locustas havia despido a zona rural de toda a vegetação. tanto homens como mulheres. A primeira (1. literalmente. horrível como ela pode ser. Este é um nome muito comum em Israel.1-2. Mas a passagem mais espantosa em Jl é 2. A salvação não será apenas a ingualável bênção sobre Judá. Joel olha centenas de anos à frente. Ali. Todavia.A. “depois”. O Espírito Santo em Ação Joel é notável em suas referências ao ES. é suposta por Joel. de igual modo. e Joel. 64 . Será um tempo em que “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (2. o que tinha sido um terra bonita. A fome e a seca se apoderaram de toda a terra.6 com Jl 1. não é nada comparada ao julgamento de Deus que está a caminho . que também estão em Joel (comparar Am 1. Portanto muitos sustentam que Joel profetizou durante os primeiros trinta anos do reinado de Joás (835-796 aC). Provavelmente que ele tenha vivido em Judá e profetizado em Jerusalém. A segunda seção (2.32).Joel Autor: Joel Data: Entre 835—805 aC Autor O nome Joel significa. para um tempo em que Deus irá derramar o seu Espírito “sobre toda a carne” (2. o profeta. Toda a safra foi perdida.2 com Jl 3. e os estudiosos variam em suas opiniões.16 e Is 13. Ela foi tão profunda e desastrosa.16). “Jeová é Deus”. Isso será um prelúdio da devastação e julgamento do Dia do Senhor. é especificado como o filho de Petuel. Isso colocaria o ministério de Jl por volta de 835805 aC. e as sementes da safra para o plantio seguinte também foram destruídas. Será um tempo em que a profecia virá de jovens e velhos. Foi obviamente o ES que inspirou o profeta a ver a mão do Senhor em tudo o que está acontecendo e ser capaz de saltar em direção ao terrível Dia do Senhor. Descrições contemporâneas do poder destrutivo dos enxames de locustas confirma a descrição de Jl acerca da praga.

2-2.1-17 A Bênção do Senhor 3.12-17 A restauração do Senhor 2.18-27 II.1-2.21 A graça do Senhor 2.28-32 O Julgamento do Senhor 3.11 O arrependimento de Judá 2.28-3.Esboço de Joel I. O dia do Senhor no futuro 2. A mão do Senhor no presente 1.18-21 Índice 65 .27 A destruição pelas locustas 1.

A nação seria destruída a menos que houvesse uma mudança no coração deles— uma mudança na qual a “Corra. a cerca de 16 km ao sul de Jerusalém.24. mas aquelas ações atribuídas ao Espírito por outros profetas estão presentes em Amós. oráculos e visões de julgamento divino sobre Israel. Eles incluem a ameaça de exílio. A seção seguinte (3. Data Amós profetizou durante os reinados de Uzias. De acordo com 2Rs 14. Cada nação estrangeira tem de ser castigada por ofensas especificas. Seu ministério foi realizado entre 760 e 750 Ac e parece ter ocorrido em menos de dois anos. Conteúdo O livro de Am é basicamente uma mensagem de julgamento> julgamento sobre as nações. Apesar do seu histórico nãoprofissional. os ricos estavam vivendo na luxuria.1-9. Amós rejeitou treinamento como um profeta profissional. todavia serão punidos porque eles quebraram seu concerto com Deus. ao sul). O processo da inspiração do profeta e a revelação da mensagem de Deus são geralmente atribuídos por outros profetas ao Espírito (Is 48. Am não menciona o Espírito em sua obra. O tema central do livro é que o povo de Israel havia quebrado seu concerto com Deus. Sob o domínio de Jeroboão. porém. Uma terceira seção (7. de Judá (792-740 aC). Como é o caso da maioria dos profetas. VIII aC foi uma época de grande prosperidade tanto para Israel como para Judá. mas a situação religiosa estava fraca o tempo todo.10) é uma série de cinco visões e julgamento.25.30 . Mq 3. como o ribeiro impetuoso” (5. incluindo Judá. Ez 3. Israel e Judá haviam atingido novos auges políticos e militares. Amós começa com uma série de acusações contra os sete vizinhos de Israel. ele restaurou as fronteiras de Israel desde Lebo Hamate (ao norte) até o mar da Arabá (o mar Morto.8). é quase impossível fazer uma distinção entre o Senhor e seu Espírito.14) é uma série de três oráculos ou sermões direcionados contra Israel. 66 . A idolatria estava exuberante. e Jeroboão II de Israel (793-753 aC). Amós promete restauração para Israel (9. seja contra Israel ou qualquer outra nação. através da transjordânia. VIII aC. depois. Todas as nações estão sob seu controle. sob o domínio de Uzias. Sua paciência já havia se esgotado. e o Caminho do Mar. O castigo era inevitável. através do vale de Jezreel e ao longo da planície da costa. A tarefa de Amós era entregar a mensagem de que Deus estava descontente com a nação. Israel havia conquistado novamente o controle das rotas internacionais do comércio— a Rodovia do Rei.16). e o sistema judicial estava corrompido. o juízo como as águas. Ele é o primeiro dos assim chamados profetas escritores do séc. situada nas colinas de Judá.3-1. a imoralidade havia generalizado. o castigo de Deus sobre eles por causa do pecado será severo. e a justiça. Amós foi chamado para entregar a mensagem de Deus ao Reino do Norte. Judá.24).11-15). cujo nome significa “Aquele eu suporta o jugo”. enquanto os pobres estavam oprimidos. O povo interpretava sua prosperidade como um sinal da bênção de Deus sobre eles. era um nativo da pequena cidade de Tecoa. e.Amós Autor: Amós Data: Entre 760 –750 aC Autor Amós. Israel. Esse julgamento sobre as nações nos ensina que Deus é um Monarca universal. Finalmente. ele acusa Israel (1. Elas têm de prestar contas a Deus pelos maus tratos às outras nações e povos. O Espírito Santo em Ação A obra do ES não é mencionada especificamente em Am.1-6. Contexto Histórico A metade do séc. em duas das quais Deus se retira. Israel e Judá. Os outros incluem Oséias a Israel e Miqueias e Isaias a Judá.A.16. reconquistou Elatae ( o porto marítimo de Ácaba) e expandiu-se para o sudeste às custas dos filisteus. Como resultado. admitindo que ele era um pastor de ovelhas e cultivador de sicômoros.

Introdução 1.11-15 A tenda de Davi levantada 9.1-15 Julgamento de Deus sobre o povo insensíveis 4.1-13 Julgamento sobre o impenitente povo de Deus 5.14 IV.4-5 Israel 2.11-12 A terra e os povos restaurados e abençoados 9.7-9.1-3 Judá 2. Oráculos contra Israel 3. Visões de Julgamento 7.14 Julgamento sobre o povo escolhido de Deus 3.1-6 Visões de rigidez 7.11-12 Amom 1.Esboço de Amós I.1-2 II.10 Visões de abrandamento 7.3 –2.6-16 III.1-9.16 Damasco 1.6-8 Tiro 1.10 V. Julgamento sobre as nações 1.1-6.13-15 Moabe 2. A restauração de Israel 9.1– 6.3-5 Gaza 1.9-10 Edom 1.13-15 Índice 67 .

a qual foi finalmente devastada em 586 aC. deve ser admitida. todavia. Ele serve como a fonte de inspiração para Obadias.10). habitaram em Canaã e se tornaram o povo de Israel. se estabeleceram numa área chamada Edom.1).14) A segunda seção principal da profecia reflete sobre o Dia do Senhor (vs 15-21). Para Edom. Nenhuma outra informação está disponível a respeito dele.Obadias Autor: Obadias Data: Após 586 aC Autor O profeta. Da sua posição de soberba e falsa segurança. atrás disso tudo. chamando as nações para se levantarem contra o inimigo do povo de Deus. situada ao sul do mar Morto. para Judá de proclamação de liberdade (vs 17-20) Edom será julgado severamente. como Aquele que comunica a “visão” (v. A mensagem foi. Então. mas. Ele começa com um título que identifica a profecia como “visão de Obadias” e que atribui o pronunciamento do Senhor Jeová (v. e assegura a Judá quanto ao contínuo cuidado do Senhor. dada durante o período do exílio de Judá.21). Por quê? Por causa da violência que Edom praticou contra seu irmão Jacó (v.31 . enquanto os descendentes de Jacó continuaram em direção à Terra Prometida. ele funciona como Aquele que instiga o julgamento de Edom. A primeira (vs 1-14) é endereça a Edom e anuncia sua inevitável queda. 68 . os edomitas juntaram-se aos babilônios contra seus parentes e ajudaram a profanar a terra de Israel. O Espírito Santo em Ação Em nenhum lugar Obadias faz referência específica ao ES ou ao Espírito de Deus. Ao longo do período de cerca de 20 anos (605-586 aC). porque Edom de regozijou com o sofrimento de Israel e juntou-se com seus atacantes para roubar e violar Jerusalém no dia da sua calamidade (vs 11-13) e porque os edomitas impediram a fuga do povo de Judá e os entregou aos invasores (v. quando Obadias alerta Edom sobre a vingança de Deus. instigando e punindo de acordo com o plano de Deus. mas o povo de Deus experimentará a abençoada e gloriosa restauração de sua terra.1) que constitui a mensagem de Obadias. Essa amarga rivalidade forma o fundo histórico da profecia de Obadias. o ano no qual a cidade sagrada foi derrotada pelos babilônios. O monte Sião governará as montanhas de Esaú. de colher o que se havia plantado. este é um pronunciamento de perdição (vs 15-16). empurrando. O livro é dividido em duas seções principais. Com o passar dos anos numerosos conflitos se desenvolveram entre os edomitas e os israelitas. é conhecido somente como Obadias. Os descendentes de Esaú. embora não especificamente identificado como tal. que estava se aproximando. Data O fundo histórico da destruição de Jerusalém coloca a data da profecia de Obadias logo após 586 aC. Conteúdo Obadias é o menor livro do AT.A. “Servo/adorador de Jeová”. e o reino pertencerá ao Senhor (v. Além disso. provavelmente. 32– 33). a destruição final e completa (vs 5-9). O rancor começou quando os dois irmãos gêmeos Esaú e Jacó se dividiram em disputa (ver Gn 27. Deus irá derribá-lo (vs 2-4). Embora Deus use agentes humanos para executar sua justiça. A terra e o povo serão saqueado e espoliados. os babilônios invadiram a terra de Israel e fizeram repetidos ataques à Jerusalém. Contexto Histórico As relações entre Israel e Edom foram marcadas pela hostilidade através do período do AT. Esse dia será um tempo de retribuição. conseqüentemente. A sua obra. Os edomitas viram essas incursões como uma oportunidade para extinguir sua amarga sede contra Israel. está a obra do seu Espírito.

O decreto do Senhor Vs 1-14 A condenação de Edom vs. Título 1 II. 5-9 Os crimes de Edom Vs 10-14 III. O Dia do Senhor Vs 15-21 O dia da retribuição divina Vs. 1-4 O colapso de Edom Vs. 21 Índice 69 . 17-20 O dia do domínio divino vs.Esboço de Obadias I. 16-16 O dia da restituição divina vs.

Sem dúvida. Se um narrador escreveu o livro. Elias foi mandado para Sarepta para morar lá durante uma temporada (1Rs 17. No Livro de Jonas. ele professava um temor ao Senhor como Deus do céu. e após 70 . que não seja Jonas. é diferente do outros livros proféticos.7).A. Se Jonas escreveu o Livro seria. irritado.3. Profetizando durante o reinado de Jeroboão II e precedendo imediatamente Amós. datado durante o reinado de Jeroboão II.32 . e Eliseu viajou a Damasco (2Rs 8. um vilarejo situado a 5 Km em direção ao nordeste de Nazaré. inimigos de Israel de longa data. embora tenha sido colocado entre os profetas no cânon. Como indicado em 2Rs 14. eles não compreenderam a importância dela. algum modo se convence do que uma viagem a Társis irá livra-lo da responsabilidade que Deus colocou sobre ele. O nome de Jonas significa “pomba” ou “pombo”. O poder assírio era mais fraco durante o tempo de Jonas. Após determinarem que Jonas e seu Deus são responsáveis pela tempestade. eram uma força dominante entre os antigos de aproximadamente 885 a 665 aC. Deus manda uma tempestade para golpear o navio e causar circunstâncias que conduzem Jonas face à face ao seu chamado missionário. deste modo oferecendo aos assírios a oportunidade de molestar Israel. Politicamente. Também ele temeu que Deus pudesse mostrar misericórdia . Jonas sabe que. Ele foi o único profeta mandado para pregar aos gentios. o profeta. para levantar-se e ir 1300 km pra o oriente. Jonas era filho de Amitai e um nativo de Gate-Hefer. para pregar diretamente a uma cidade gentia. que diz que Nínive era uma grande cidade. Deus pediu a Jonas. a Nínive. ele esperava que o Espírito da profecia não o seguisse. Jonas está descontente e. se Deus poupar Nínive. pois ele não tem uma profecia que não contenha uma mensagem. Mas sua primeira desobediência intencional. VIII ou no início do século VII. após a destruição de Nínive em 612 aC Essa disputa é baseada em 3. onde eles destruíram a zona rural e levaram cativos. uma vez que seus habitantes mereciam um julgamento severo. de algum modo. é obvio que ele era um amante leal de Israel e um patriota comprometido. A história recorda um dos mais profundo conceitos teológicos encontrados no AT.8-10). pode ser encontrada a semente do farisaísmo no NT. Contexto Histórico Os assírios pagãos. A viagem a Társis logo fornece a evidência de que a presença e a influência do Senhor não está restrita à Palestina. Deus ama todas as pessoas e deseja compartilhar seu perdão e misericórdia com elas. e Jeroboão II foi capaz de reivindicar áreas da Palestina desde Hamate localizada em direção ao sul. uma cidade dos temidos e odiados assírios. VIII.25). Esse patriotismo nacionalista e seu desdém a que a misericórdia seja oferecida para pessoas que não fazem parte do concerto induzem Jonas a decidir deixar Israel e “fugir de diante da face do Senhor”.Jonas Autor: Jonas Data: Por volta de 760 AC ou após 612 Ac Autor e Data As questões da data e autoria de Jonas estão profundamente relacionas. cerca de 793 a 753 aC. Quanto ao caráter. baseado nas datas pós-exílica. ele poderia sido em qualquer tempo depois do acontecimento descrito nele. Aqueles que apóiam a data pré-exílica explicam que isso pode ser meramente uma forma literária usada para contar a história ou que Nínive existia. Sua relutância em ir pregar estava baseada num desejo de ver seu declínio culminar numa completa perda de poder. ele foi um forte nacionalista que estava completamente consciente da destruição que os assírios haviam feito em Israel através dos anos. mas. sua posterior re relutante obediência e a sua ira sobre a extensão de misericórdia aos ninivitas revelam óbvias incoerência na aplicação da sua fé. Israel havia sido encarregado de entregar aquela mensagem. Religiosamente. dentro das fronteiras tribais de Zebulom. ele é representado como obstinado. Sua mensagem é pra ser um chamado ao arrependimento e uma promessa de misericórdia. Conteúdo O livro de Jonas. alguns datam o livro na segunda metade do séc. Dentre aqueles que sustentam outro autor. obviamente. Relatos do AT descrevem seus saques contra Israel e Judá. Essa falha conseqüentemente levou-os a um orgulho religioso extremo. caso eles responda positivamente.25. mas não era uma grande cidade. Jonas achou difícil aceitar o fato de que Deus pudesse oferecer misericórdia a Nínive da Assíria. mal-humorado. como havia sido profetizado por Jonas (2Rs 14. mas somente a Jonas é que foi dada uma mensagem de arrependimento e misericórdia. então aquela cidade estará livre para saquear e roubar Israel novamente. a história é a mensagem. No início do séc. até o mar Morto. impaciente e por seu hábito de viver somente com seu clã. o Criador do mar e da terra. A história termina sem indicar como Jonas respondeu à exortação e`à lição objetiva de Deus.

e ele reage com ira e confusão.10 III. ou que Deus fosse escolher outra estratégia.1-3 Jonas prega 3.1-10 Uma segunda chance de levantar e ir é dada a Jonas 3.1-9 Ele é vomitado na terra 2. Deus prepara um bicho pra comer o caule da aboboreira e a faz secar. Ele prepa uma aboboreira para crescer durante a noite. o peixe o jogou em terra firme. se arrependeram e mostraram isso através do jejum cerimonial. Lá.10 IV. O profeta se regozija na sua boa sorte.10 O Senhor manda uma tempestade 1. Até mesmo os animais são obrigados a participar dessa conduta humilde. Isso aconteceu sob a liderança de Jeroboão II (2 Rs 14. Deus usa esse tempo de esperar para ensinar uma valiosa lição a Jonas. Esboço de Jonas I. O Espírito de Deus não cessou sua obra. A renovação bem-sucedida 3. desde a pessoa mais humilde até o rei. vai à grande cidade de Nínive” 1. os marinheiros atiraram Jonas ao mar. mas continuou a intervir na vida de Jonas e a induzi-lo a faze a vontade de Deus.25). Novamente. mas Deus havia preparado um grande peixe para engolir Jonas e. Quando o Espírito conduziu Jonas para ir a Nínive profetizar contra o povo lá.1-2 Jonas foge para Tarsis 1. Deus lhe responde mostrando a incoerência de estar preocupado com uma aboboreira. com vista para a cidade do lado oriente. Jonas e os marinheiros acharam que esse seria o fim de Jonas. após três dias e três noites.1-11 Jonas desgostou-se 4. Ele aguarda do dia indicado para o julgamento.1-3 “Levanta-te. o Espírito operou um arrependimento piedoso no coração do povo e eles responderam à mensagem de julgamento. Quando Jonas se recusou a aceitar esta obra divina.4-2. Sem dúvida. para secar o corpo morto de sede de Jonas. Por que Deus teria misericórdia de pessoas que abusaram da nação de Israel? Talvez esperando que o arrependimento não tivesse sido genuíno. o ES mostrou a ele o contraste entre sua preocupação com uma aboboreira e a preocupação de Deus com os habitantes da cidade. Desta vez.4-9 Os marinheiros o jogam no mar 1.esgotarem todas as alternativas. o profeta concorda relutantemente em fazer a viagem e entregar a mensagem de Deus. Deus manda Jonas levantar e ir a Nínive para entregar a mensagem de libertação. intensifica a situação desconfortável de Jonas. os ninivitas.17 Jonas ora 2. Ele. A retirada ordenada 1. o profeta se recusou a seguir a orientação do Senhor. Ele lamenta a morte da aboboreira e expressa seu descontentamento a Deus. Então. Jonas constrói um abrigo numa colina. O Espírito Santo em Ação E Espírito de Deus inspirou Jonas a profetizar naquela terra e a sua posição seria recuperada por Israel. ao trazer um vento calmoso.3 II. Quando Jonas se arrependeu. vindo do oriente.10-16 O Senhor prepara uma grande peixe 1. O coração de Jonas ainda não está mudado. mais adiante. a quem Deus amava. Uma reação negativa 4. O retorno providencial 1. num lugar que fizesse sombra sobre a cabeça de Jonas.6-11 Índice 71 . vestindo-se de panos de saco e assentando-se sobre a cinza. Para seu espanto. mas estar totalmente despreocupado acerca do destino dos habitantes de Nínive.5-9 Deus demonstra piedade 3.4 A população se converte 3.1-5 Deus ensina uma lição 4.

A esperança do povo de viver sob a completa bênção de Deus estava 72 .7-8. a não se que a nação se voltasse para Deus.3-8.7). Jotão (740-731 aC). Conteúdo O Livro de Mq é uma profecia acerca do Senhor. A compaixão e a fidelidade do concerto são exclusivos a Deus. 7. o Senhor vem desde o templo da sua santidade. VIII aC. Data Miquéias profetizou.9). 7. Ambos concentraram seu ministério no Reino do Sul. Miquéias tinha de censurar a liderança da nação por destruir o rebanho que lhes foi confiado. a grande compaixão de Deus colore cada uma das sua atitudes e ações em relação ao seu povo. Visto que ele morreu durante a administração de Ezequias e antes da era que coincide em parte com Manassés (696-642 aC).A.1-6. Acaz (731-716 aC). 7. seus caminhos (4. no séc. é semelhante a ti”. contemporâneo de Oséias. Durante alguns anos. A compaixão de Deus (7. representando-o como uma filha extraviada (1.2). que ele até quis ir despojado e nu pra fazer com que sua mensagem fosse compreendida (1.2). 4. Sua fidelidade compassiva mantém um concerto com Abraão e seus descendentes. Um século depois. a esperança foi estendida pra um restante a ser restaurado. assim como Isaías. Entretanto.12). 5. incluindo Samaria (Israel) e “as nações” no objetivo das sua profecias. Miquéias foi.9) e sua conseqüente ira (7. aquele que verdadeiramente se arrepende terá o Senhor como seu advogado de defesa (7.9) e furor (5.18). Judá estava presstes a cair.10. no começo da sua carreira.41-43). colega de Miquéias. uma vez. 4.13). que perdoas a iniqüidade e que re esqueces da rebelião do restante da tua herança?” (7.15. e Ezequias (716-686 aC). 4. O Nome de Miquéias. é semelhante a ti.3). também.Miquéias Autor: Miquéias Data: Entre 704 e 696 Ac Autor Miquéias foi contemporâneo de Isaías. de acordo com sua própria declaração (1.18-19) é um atributo precioso a que nenhuma deidade pode se igualar. pois sua compaixão. Enquanto a Babilônia ainda não era um poder mundial que podia permanecer independente da Assíria. ó Deus.4).12-13.33 . 5. Mas. sua profecia foi lembrada e citada (Jr 26. O fator mais notável no manejo do Senhor da sua causa é quão fundo ele foi para apresentar sua contenda (6. arrependendo-se de todo coração.2).17-19).6-7.12-13.18) contra todas as formas de rebelião moral. E.9). O Senhor libertaria o restante (2. que. pressupõe uma semelhança com o Senhor: “Quem. muitos “altos” haviam sido introduzidos em Judá através da influência de Samaria.20) é atualizada a cada nova geração. 7.10. A profecia de Miquéias produziu um impacto que se estendeu muito além do seu ministério local. que não tem concorrentes no perdão dos pecados e na compaixão pelos pecadores.3. Essa mensagem está focalizada num única pergunta central para toda a profecia: “Quem. até mesmo desejando sentar-se à mesa do réu e deixando seu povo levar qualquer queixa quanto ao modo que o Senhor Deus o tenha tratado (6. 2. durante os reinados dos reis do Sul. A “excelência do nome do Senhor” (5. uma data entre 704 e 696 aC parece ser provável.18). Jo 7. o cativeiro babilônico (mais de um século depois) foi claramente predito como o julgamento de Deus contra a rebelião feita contra ele (1.10.16. Além disso. embora o rei Ezequias tenha tido uma notável vitória sobre Senaqueribe e o exercito assírio.10.13.3.4) está caracterizada. que seja desse cativeiro ou de um povo espiritualmente restaurado ( a igreja) nos dias do Messias (2. seus pensamentos (4.1).13). Na visão de abertura.9.5). e acontecimentos ocorridos sete séculos mais tarde atestam a autenticidade da profecia de Miquéias (Mt 2.8). redimiu a Israel do Egito 96.8. seu louvor (2. Miquéias era tão sincero e completamente comprometido. Contexto Histórico No período entre o início do reino dividido de Salomão (Israel ao Norte e Judá ao Sul) e a destruição do templo. irá também redimir Judá da babilônia (4. suas justiças (6.5. um profeta que morava no Reino do Norte. Judá.4).10). 7. ó Deus.4). sua força (5. 4. Sua fidelidade compassiva a Abraão e aos pais (7. Miquéias viveu numa cidade localizada a cerca de 32 km a sudoeste de Jerusalém e profetizou principalmente naquela região. bem como a face do Senhor (3. Isso colocou a idolatria dos cananeus em disputa com a verdadeira adoração no templo do Senhor (1. Miquéias mostra como essa degeneração espiritual levará inevitavelmente o julgamento sobre toda a terra. para ser testemunha contra o povo (1.

5-8 Sobre os oficiais: chefes. exceto Miquéias 3. messiânica (“Senhor em Israel”) e especifica seu lugar de nascimento em Belém.6-13 73 .1-5 Compaixão sobre o povo dependente e rejeitado 4.1-11 Sobre todos. Cristo é o único a quem ela pode se referir.13 Sobre as cidades capitais de Samaria e Jerusalém 1. E esse alguém é seu “rei” e “Senhor”. liberta os cativos espirituais e físicos.2 é uma das mais famosas profecias de todo o AT.ligada à vinda de Messias. desde os dias da eternidade. Depois que a terra deles havia sido corrompida e destruída. sacerdotes e profetas 3. Ela autentica a profecia bíblica como “a Palavra do Senhor” (1. Na expressão da misericórdia e compaixão divinas. A profecia de Mq 5. Enquanto outros homens eram feitos corajosos pelos tóxicos para fabricar contos na forma de profecias. A primeira profecia messiânica ocorre numa cena de pastor de ovelhas. lançando-as nas profundezas do mar para que Deus possa perdoar os pecados e trocar o pecado pela verdade. exceto um restante liberto pelo Senhor 2. (2. Mas a disposição de Deus para descer e interagir é estabelecida no princípio. O Espírito Santo em Ação Um referência singular ao ES ocorre no contraste feito por Mq da autoridade que está por trás de seu ministério com aquela dos profetas falsos de seus dias. manteve-se proclamando aquele Dia e reino futuros como o acontecimento no qual o fiel devia por sua esperança.10-16 Sobre os crimes que trazem ocupação estrangeira 2.20). Suas palavras foram pronunciadas muitos séculos antes do acontecimento.” Esta profecia confirma tanto a humanidade quanto a divindade do Messias de um modo sublime. porque ela iguala o Senhor com o Eterno: “Cujas origens são desde os tempos antigos.9-12 III. num tempo quando Belém era pouco conhecida. prevendo as glórias da sua graça a ser manifesta em Jesus. sua unção (“na força do Senhor”).18).1-12 Sobre os líderes que consomem o povo 3. A condenação dos líderes feita pelo Senhor 3. explicitamente. mais o versículo final (7. O climax da profecia (7.8). sua divindade (“na excelência do nome do Senhor”) e sua humanidade (“seu Deus”). Outra característica dessa profecia é que ela não pode se referir a apenas qualquer líder que possa ter sua origem em Belém.1-4 Sobre os profetas.1-9 Sobre as cidades localizadas a sudoeste de Jerusalém 1. A vinda do reino universal do Senhor 4. As profecias posteriores afirmarão o aspecto pessoal da sua chegada em tempo histórico. ele não tinha nenhuma sugestão do lugar a que recorrer. 4. na verdade.1.18-19).12-13 II. Cristo Revelado As profecias sobre Cristo fazem o Livro de Miquéias luzir com esperança e encorajamento. enquanto.13). apesar de não incluir o nome do Messias.1. A dramática cinda do Senhor em Julgamento 1. alguém quebraria o cercado e os levaria para fora da porta.2). definitivamente refere-se a ele. Ap 19. Então.2) é um título aplicável a Cristo (Jo 1.2 é. O livro se inicia com uma grandiosa exposição da vinda do Senhor (1. em direção à liberdade. ele é Aquele que “subjugará as nossas iniqüidade”. Esboço de Miquéias Tema: Quem é como o Senhor? I. Deus.12-13).4-5 afirma a condição de pastor de Messias (“apascentará o povo”). A profecia de Mq 5. um restante dos cativos seria reunidos como ovelhas num curral. A expressão “a Palavra” do Senhor (4. O episódio completo harmoniza-se belamente com a proclamação de Jesus acerca da liberdade aos cativos (Lc 4. em seu amor.1-5. Mq 5. o verdadeiro poder. seu domínio universal (“porque agora será ele engrandecido até aos fins da terra”) e a sua posição como líder de um reino de paz (“E este será a nossa paz”).7. 2.15 Atração de todas as nações pelo nome do Senhor 4. a força e justiça que estão por trás da mensagem de Mq vieram da sua unção pela “força do Espírito do Senhor” (3.3-5).1-2.

A salvação do Senhor como a esperança do povo 7.O lugar de nascimento e a administração do Messias 5.10—17 Por causa da sua incomparável compaixão 7.18-20 Índice 74 .6 O seu cuidado redentor na sua história 6.1-6 A restauração de um restante num lugar sem ídolos 5.9-7.7-20 Apesar do julgamento temporário 7.6 V. A apresentação da contenda do Senhor 6.1-7.7-9 Apesar dos inimigos do povo 7.1-5 Suas expectativas para uma reação apropriada 6.7-15 IV.6-8 Seu fundamento para o julgamento do ímpio 6.

e o palácio se derreterá (2.1). tão proeminente no ministério de Jesus. O povo de Nínive será levado cativo (2. Tentativas de defender a cidade contra seus atacantes serão em vão. Habacuque e Jeremias. sua paciência não pode ser admitida sempre. e. é o assunto da profecia de Naum. Semelhante a NôAmom. vigorosa e figurada. talvez quando os inimigos da Assíria estavam colocando suas forças em ordem de batalha para o ataque final.16-18).6). seu veredicto de julgamento era inevitável (3. visto que ele olha para trás para um e à frente para outro. O julgamento de Deus parece excessivamente cruel.11-13). que seu nome deriva do profeta. havia sido uma nação próspera durante séculos.9). ao redor da qual todo o livro gira. cujo clímax foi a destruição da cidade de Nínive. 75 . e os povos que a Assíria fez outrora vítimas tão impiedosamente baatem palmas e celebram em resposta às boas-novas (3. cujo nome significa “confortador” ou “cheio de conforto”.8-10. mas de julgamento para o ímpio. toda a força e autoconfiança se consumirão (2. Os reis assírios vangloriam-se de sua brutalidade.1. A primeira descreve o grande poder de Deus e como aquele poder opera na forma de proteção pra o justo. Amom e Josias. É mais provável que sua mensagem tenha sido entregue pouco antes da destruição de Nínive. Os tesouros preciosos serão saqueados (2. correspondentes aos três capítulos. Tropas se espalharão.12). em 612 aC. se mudou com o passar dos anos por causa das conquistas e derrotas dos seus governantes. é desconhecido. quando o profeta Naum entrou em cena. incorporando antigos “oráculos de julgamento”. Data Em Na 3. celebrando o abuso e a tortura que eles impuseram sobre os povos conquistados. sublinhando a intensidade do tema com o qual Naum luta.A. descreve a ida da destruição para Nínive (2. até mesmo a natureza treme diante dele (1.15) A segunda seção principal. Seus contemporâneos foram Sofonias. o profeta é judicial em seu estilo. Carfanaum. Conseqüêntemente. a não ser pelo breve título que inicia sua profecia.2-3. e alguns têm especulado.4). Três seções principais. A linguagem é poética. aconteceu em 612 aC. Toda a Terra está sob o seu controle. localiza-se ao norte da Babilônia. As portas do rio se abrirão. Sua identificação como um “elcosita” não ajuda muito. O covil do leão poderoso será desolado.8). O juízo que cai sobre o grande opressor do mundo é o único motivo para o pronunciamento de Naum. mas ele é justificado em sua condenação. porque o Senhor já decretou a queda de Nínive e a ascensão de Judá (2. que foi destruída em 663 aC. abrangem a profecia.7). significa “Aldeia de Naum”.13-15) e remover a ameaça de uma nova angústia (1. Ele profetizou a Judá durante os reinados de Manassés.Naum Autor: Naum Data: Pouco antes de 612 aC Autor Naum. A queda do império Assírio. visto que a localização de Elcose é incerta. O terceiro capítulo forma a seção final do livro.9). outros fugirão com terror (2. os líderes sucumbirão e o povo se derramará pelos montes (3.19). Judá podia facilmente duvidar da bondade de Deus e até mesmo questionar os inimigos de seu povo (1. Tal vício era uma ofensa a Deus.1-3). O julgamento de Deus sobreveio. Contexto Histórico O reino dos assírios.14-15). quando ele aparece em poder. 5-7). apesar de numerosos aliados e fortes defesas. A predição do juízo sobre Nínive forma uma mensagem de consolação para Judá (1. Ele era uma cidade conhecida pela mentira. Na sua condição de miséria e aflição (1.34 . Seu território. portanto. uma cidade da Galiléia. entre e além dos rios Tigre e Eufrates. uma cidade culpada por espalhar o sangue inocente de outras pessoas. Nínive era uma “cidade ensangüentada” (3.1-7). mas sem prova concreta. falsidade rapina e devassidão (3. A profecia de Naum deve ser datada entre esses dois acontecimento. Embora Deus nunca seja rápido em julgar. porque “Eis que eu estou contra ti.10). diz o Senhor dos exércitos” (2. Documentos antigos atestam a crueldade dos assírios contra outras nações. Conteúdo O livro de Naum focaliza-se num único interesse: a queda da cidade de Nínive. inundando a cidade e varrendo todos os poderosos. Nínive não pode escapar do julgamento divino (3. o profeta narra o destino da cidade egípcia de Tebes. uma cidade egípcia que sofreu queda.1-8). A queda de Nínive.

1-12 A declaração do Senhor 2. O ES também deve funcionar como o Grande Instigador na queda de Nínive.13 IV.7 O julgamento de Nínive 1. Aquele que abre pra Naum o drama que revela diante e comunica a mensagem do Senhor que ele está encarregado de entregar. juntam suas forças contra os assírios e saqueiam a cidade. impelindo e punido de acordo com a vontade de Deus.15 A vingança de Deus 2. mas atrás disso tudo está a obra do seu Espírito. o Senhor convocou suas tropas e as levou para a batalha vitoriosa. O veredicto de Deus 1.1-4 O cerco de Nínive 3.1-13 A destruição de Nínive 2. Os inimigos.2-6 A bondade de Deus 1. a obra do Espírito na produção da profecia e na direção dos acontecimentos descritos no livro deve ser admitida. O ES funciona aqui como o Revelador.1). dentre eles os filhos da Babilônia. Título II. A vitória de Deus 3. Deus usa agentes humanos para executar seu julgamento.O Espírito Santo em Ação Nenhuma referência especifica acerca do ES ocorre no Livro de Naum. os medos e os citas. Todavia. O cabeçalho do livro descreve-o como “visão de Naum “ (1.19 Índice 76 . instigando. Esboço de Naum I. Pela obra do Espírito.5-18 A celebração sobre Nínive 3.8-14 A alegria de Judá 1.1-15 O zelo de Deus 1.1-19 Os pecados de Nínive 3.

Assim. através de um Rei davídico. Quando a invasão. essa afirmação de fé confiante se torna uma demonstração do poder do evangelho para dar a segurança da salvação eterna.. A lei se afrouxa. Nos primeiros quatro versículos. está este nítido credo da fé: “O justo.A.19).. em 612 aC e a queda de Jerusalém.. Conteúdo O Livro de Hc dá um relato de uma jornada espiritual.. provavelmente.19). o Senhor. O profeta está imbuído de um senso de justiça.. Para os escritores do NT. Hc descobriu que ele foi feito para algo acima: “E me fará andar sobre as minhas alturas” (3. contando sobre a trajetória de um homem da duvida à adoração. Seu país havia caído do auge das reformas de Josias para as profundezas do tratamento violento de seus cidadãos.. com a Babilônia levantando-se em ascensão sobre a Assíria e Egito. Ao invés de estar sendo regido por considerações mundanas. Cristo Revelado Os termos usados em Hc 3. Litígio. No centro da mudança e no centro do livro.. pela sua fé.18. ou “abraçando outros”..13 ligam a idéia de salvação com mo ungido do Senhor.. Sai o juízo pervertido”.17-19) é impressionante.17-19)! Tudo mudou. viverá (2. o qual não o deixará ignorar a violenta injustiça existente em volta dele. em 586 aC. aquele remanescente justo cujo Deus é o Senhor. As palavras do último parágrafo contrastam vividamente com aquelas no primeiro: “. que significa “salvação”. Pés como os das cervas. Gl 4. Hc fixou sua esperança em Deus. pode indicar que Habacuque era qualificado para liderar a adoração no templo como um membro da família levítica. pelas forças estrangeiras se tornar uma realidade. Estas palavras e frases descrevem a cena: “iniqüidade. dessa maneira encorajando-os nos tempos de crise nacional. O Messias veio no tempo determinado (2. pois ele percebe que Deus tem interesse em suas criaturas. é a minha força. A sentença nunca sai. o Livro de Hc demonstra essa renovação evangélica. Embora Hc se dirija a Deus (1. também. Contenda. Hc é oprimido por circunstância existente ao redor dele.. Deus não pode ser encontra em lugar algum. Contexto Histórico Habacuque viveu durante um dos períodos mais críticos de Judá. Questões temporais não mais ocupam seus pensamentos. Destruição. que lhes traria libertação dos seus inimigos. Habacuque . Ele não consegue pensar em nada além da iniqüidade e da violência que ele vê entre o seu povo. tenha escrito durante o intercalo entre a queda de Nínive.2).35 . da dúvida à confiança. A notação musical encontrada em 3. Jeová. tais como Pauo e o autor de Hebreus... Me alegrarei no Senhor. cuja confiança e dependência estão nele. Ele também aprendeu a necessidade de levar as questões mais importantes sobre a vida para Aquele que criou e redime a vida.19. será liberto. Se o centro do evangelho é a mudança e a transformação. foi dado a ele o nome de “Jesus” como a 77 . Andar sobre as minhas alturas” (3. Violência.. Hc foi da queixa à confiança. medidas opressoras contra o necessitado e a ruína do sistema legal. exultarei no Deus da minha salvação.....4).3. a promessa é para proteção física em tempo de grande sublevação. O ímpio cerca o justo. mas seus pensamentos estão nas coisas do alto.. fortalecido por ele para sua difícil tarefa. As raízes hebraicas dessas palavras refletem os dois nomes do nosso Senhor: Jesus. ele crê que Deus se retirou do cenário da terra: as palavras de Deus foram esquecidas.. do homem a Deus ..Habacuque Autor: Habacuque Data: Cerca de 600 aC Autor O nome “Habacuque” significa “abraço” ou significando que ele foi “abraço por Deus” e. que foi predita.4). e os homens vis. pois sua visão foi elevada.. A ameaça de invasão do Norte foi adicionado à desordem interna de Judá. e eles viverão. Quão diferente é a cena nos três últimos versículos do livro (3... por isso mesmo.1-4) e o final do livro (3.. Para o profeta. Ele é a fonte da alegria e força do profeta. e Cristo “o ungido”. O profeta não é mais controlado. E eles agem como seria esperado que agissem os homens sem o controle de Deus. suas mãos não se manifestam. desse modo. A diferença entre o início do Livro (1. nem ansioso por causa das circunstâncias. Vexação. O contexto aqui é o grande poder de Deus manifestado em favor do seu povo. Os homens estão na direção. O mundo localizado ao redor de Judá estava em guerra. dos vales aos montes altos.

expressa uma alegria inabalável que nem mesmo um desastre de tão ampla escala pode roubar dele..1-11 1) A pergunta declarada: “Por que Deus não faz alguma coisa? 1.1-19 O poder do Senhor 3. À medida que o profeta examina a destuição causada pelos exércitos invasores. ele. A oração de Hc 3. nos lembrando que “o futuro do Espírito é.6-11 Uma pergunta acerca dos métodos de Deus: “Por que Deus usa ímpios?” 1.22). bem como apresenta a solução para sua situação presente: “ O justo.1-20 O profeta à espera 2.21).1 A resposta do Senhor 2. o Senhor (Lc 2.12-16 A fé do profeta 3. que é Cristo. Enquanto Hc espera pela resposta às suas perguntas.3-11 3) O poder contra as nações 3. Cristo é a resposta para as necessidades humanas.1-16 1) Um grito de misericórdia 3.5-20 III. pela sua fé. A resposta de Deus 2.11).4).1-2 2) O poder da natureza 3. As perguntas de Hc 1.4 3) As conseqüências da verdade para os incrédulos 2.1-5 2) A resposta dada: “Porque eis que suscito os caldeus” 1.19 Índice 78 . contudo.17-19 1) Confiança apesar das circunstâncias 3. viverá” (2. Gozo” (Gl 5. o Salvador. Deus lhe concede o presente de uma verdade que satisfaz suas ansiedades não-expressas. existem sugestões da sua vida operando no profeta. Esboço de Habacuque I.profecia pré-natal de seu ministério (Mt 1.2-20 1) O alcance da resposta 2. e nasceu “na cidade de Davi.17-18 2) Confiança por causa de Deus 3.. O Espírito Santo em Ação Nenhuma referência especifica acerca do ES ocorre no Livro de Hc.1-17 Uma pergunta acerca da preocupação de Deus 1.12-17 II.2-3 2) A verdade central para os crentes 2. incluindo a purificação do pecado. o relacionamento com Deus e a esperança para o futuro.1617). O Apóstolo Paulo vê essa afirmação da Hc como a pedra fundamental do evangelho de Cristo (Rm 1.

O golpe final ao seu poder veio com uma revolta de uma Babilônia em ascensão.Sofonias Autor: Sofonias Data: Cerca de 630 aC Autor O nome “Sofonias” significa “O Senhor escondeu” . após a catástrofe das tribos do Norte.13.11).” O regozijo sobre um restante salvo (3. A religião astral se torno tão popular. descrita em Hb 12. porque já estais mortos. Sob o reinado de Manassés e do rei Amom. Sofonias foi contemporâneo ao rei Josias e seu parente distante. rei de Judá” (1. Os escritos de Sofonias tem três componentes: 1) o pronunciamento de um julgamento específico e. há uma possibilidade que eram amigos. Ele disse: “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende. de Judá e todas as nações circunvizinhas da perspectiva de que o povo devia aprender que Deus estava envolvido em todos os assuntos da história.10-11). mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”. na destruição de Nínive. indicam que ele havia crescido lá. A verdade da Páscoa no Egito.15). Seus contemporâneos incluem Jeremias e Naum. A adoração da deusa– mãe da Assíria se tornou uma prática que envolvia todos os membros das famílias de Judá (Jr 7. que resultou. A intimidade de emoção bom como a familiaridade de lugar. que o rei Manassés . remontando sua linhagem quatro gerações até Ezequias.16-17) está relacionado com a Obra de Jesus. O auge da reforma de Josias foi nos anos 620. signos do zodíaco e todos os astros dos céu. é repetida na promessa de 2. A aliança com a Assíria não somente afetou a Judá politicamente . onde aqueles que foram encobertos pela marca de sangue nas portas foram protegidos do anjo da morte. mas também as práticas religiosas. sociais e de comportamento da Assíria impuseram sua tendências em Judá. estrelas. porque Deus é justo e deseja perdoar.18).36 . finalmente. um bom rei que levou o povo de volta a Deus durante o tempo do profeta Isaías. Contexto Histórico Aproximadamente 100 ano antes dessa profecia. Conteúdo Sofonias considerava o desenvolvimento político de Israel.3.A. lua . e a terra havia sido recolonizada por estrangeiros. o povo de Judá ainda mantinha a absurda noção de que Deus fosse incapaz de fazer bem ou mal ( 1. Sf está apavorado com o fato de que. filho de Amom. construiu altares para adoração do sol. onde aqueles mansos da Terra que preservaram a justiça de Deus serão encoberto no Dia da ira do Senhor. cerca de 640 a 609 aC. 3) uma promessa segundo a qual o restante que fez de Deus seu refúgio será salvo.2. tributos haviam sido pagos para se evitar que a Assíria invadisse o Reino do Sul. Cl 3. (Lc 15. Visto que a queda de Nínive em 612 aC ainda não havia acontecido (2. à entrada da Casa do Senhor (2Rs 23. foi um profeta de Judá. Proteção oficial foi dada em Judá para as artes mágicas e adivinhados e encantadores. novamente. O povo havia sido levado cativo.1). 2) um apelo ao arrependimento. Ele se indentificou melhor do que qualquer outro dos profetas menores.7) A figura de um alegre Redentor que aguarda receber os seus é. a maioria dos estudiosos estabelece a data dos ecritos entre 630 3 627 aC.12). Sofonias foi o último profeta a escrever antes do cativeiro. freqüentemente. 79 . o julgamento universal do pecado. Falando como um oráculo de Deus. o Reino do Norte ( Israel) havia sido derrotado pela Assíria. Cristo Revelado O significado do nome de Sofonias “ O Senhor Encobriu” conduz ao ministério de Jesus. De acordo com o arranjo das Escrituras hebraicas. Data Sofonias dá o período de tempo geral do seu escrito como sendo “nos dias de Josias. a ameaça assíria foi diminuindo. quando Sofonias escreve a respeito de Jerusalém (1.2-3 explica esse aspecto do ministério de Cristo: “Pensai nas coisas que são de cima e não na que são terra. e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. pai do rei Josias. Todavia à medida que o jovem Josias foi tomando conta das rédeas do governo. ele entende que Deus usa governos estrangeiros pra levar julgamento sobre se rebelde povo escolhido.

15-16 A terra inteira para ser destruída 1.9).1-2).16-17 O povo restaurado 3.8-13 Os juízos são afastados. o ES tem estado proclamando ao mundo.3 IV. Antes que saia o decreto. Esboço de Sofonias Introdução 1.12 Aos do Norte—Assíria 2.8-20 Falar com pureza e honestidade 3.5 Jerusalém não mudou 3. Um chamado ao arrependimento 2. Desde a sua vinda. (2.1-7 Contra os líderes 3. como Sofonias fez: “Congrega-te.14-18 Próximo e se aproxima rapidamente 1.4-15 Aos da borda do Mar—filisteus 2..8-11). Uma obra mais prazerosa do Es é encontrada na promessa de que Deus irá restaurar nos lábio puros. e o dia passe como a palha.8-9 Contra os líderes do comércio 1. porque já o príncipe deste mundo está julgado (Jo 16.1 A identificação do autor 1.1 O tempo do escrito 1.4-15 O Senhor se regozijando 3. para que o sirvam com um mesmo espírito (3.4-7 Contra os líderes políticos 1.18 III.1-3 Um chamado para congregar 2.8-11 Aos do sul—Etiópia 2. O dia do Senhor 1.14 Um dia de indignação 1.13-15 V.1-2 Um chamado pra buscar o Senhor 2..O Espírito Santo em Ação Jesus disse que uma das obras do ES seria convencer o mundo do julgamento.6-7 VI.2-3 Contra os líderes religiosos 1.4-7 Aos do oriente—Moabe e Amom 2.1 I.1-4 O Senhor é justo.18-20 Índice 80 . antes que venha sobre vós a ira do Senhor”. para que todos invoquem o nome do Senhor. e os inimigos são exterminados 3.10-11 Contra os descrentes 1.2-13 O julgamento sobre toda a criação 1. Um remanescente fiel 3. no meio dela 3. O dia do julgamento contra Judá 1. O dia do julgamento contras as nações circunvizinhas 2.12-13 II. O dia do Julgamento contra Jerusalém 3.

um contemporâneo de Zacarias.23. ele foi o mensageiro do Senhor.1-9) Ageu leva uma mensagem destinada a tratar decisivamente do desencorajamento. A aplicação é obvia: Não espere que o trabalho de três meses desfaça a negligência de dezesseis anos.A. a maior delas. o fundamento para a Casa do Senhor no ano seguinte. uma vez que o próprio resplendente Príncipe da Paz estará lá. Lc 3). seu Filho Jesus Cristo.19).4). isto é. O primeiro problema: o desinteresse (1. eles esperam uma inversão imediata de todos os seus anos de inatividade.10-23) Agora que o povo está trabalhando. Deus escolheu Zorababel para ser um anel de sela (2. que governou a Pérsia de 522 a 486 aC. ajuntou aos exilados que haviam retornada à sua terra natal em 536 aC. Mas. perto do final do AT.23). que liga esse livro. A resposta dos sacerdotes é que a imundície é infecciosa. precisa entender que Deus irá aceitar o que eles fazem a fim de que Deus seja glorificado. Deus fala duas vezes ao povo. A primeira é 2. levando ao seu grupo desanimado a segurança da presença de Deus. mas vão como dádivas graciosas de um Deus doador.37 . então. Primeiro. Em encorajador cuja palavra estava em sintonia com o coração do povo e a mente de Deus. Contexto Histórico Ageu em 520 aC. Jesus.7-9). para representar a natureza do servo a ser cumprida. Eles haviam começado bem. O Segundo problema: Desencorajamento (2. Isso localiza Ageu na história em 520 aC. basta ao povo esforçar-se e trabalhar (2. porque eles tinham abandonado a Casa de Deus e ido para sua própria casa (1. Ageu tinha as qualidades de um bom pastor. eles precisam perceber que são infrutíferos (1. 81 . foi um dos profetas pós-exílicos. A presença dele irá fazer com que a memória do glorioso templo de Salomão decaia. indicando que a benção final.5-6).1-15) Para despertá-los da sua atitude de indiferença. todavia quando os inimigos zombaram dos esforços dos construtores . Junto com a glória da presença de Cristo virá grande paz. O povo precisava entender que as bênçãos de Deus não podem ser ganhas como pagamento.Ageu Autor: Ageu Data: Cerca de 520 aC Autor Ageu. Então o profetas vai com uma pergunta aos sacerdotes (2. Notar o nome de Zorobabel em ambas as listas genealógicas dos Evangelhos (Mt 1. A próxima palavra do Senhor ao povo é uma surpresa: “Mas desde este dia vos abençoarei” (2. é uma Pessoa. que começa explicando que o Deus irá fazer no novo templo um dia ganhará uma atenção internacional.8). estabelecendo. O terceiro problemas: Insatisfação (2. Cristo Revelado Duas referências a Cristo no Livro de Ag são destacadas. a outra trata de uma solução a longo alcance. o povo. no mais importante Filho de Zorababel. as nações serão levadas ao templo para descobrir o que elas estavam procurando: Aquele que todas as nações desejaram será mostrado em esplendor no templo. Após um transtorno entre os povos da terra. Após ver seu problema. O templo reconstruído foi dedicado em 515 aC Conteúdo O livro de Ag trata de três problemas comuns a todos os povos em todos os tempos oferecendo soluções inspiradores. A segunda referência á vinda do Messias é 2. com a mensagem do Senhor. Data O ministério de Ageu cobriu um período de um pouco menos de quatro meses. então. finalmente. se eles entregarem a ele o que eles têm (1. para reconstruir o templo do Senhor. para que somente a glória de Cristo permaneça.12-13) acerca das coisas limpas e imundas e da influência deles sobre a outra. cujo nome significa “Festivo”. A outra chave para combater o mal é para os construtores saberem que eles estão construindo para o dia em que Deus encher essa Casa com a glória que será maior do que a Glória do templo de Salomão (2. A solução tem duas partes: uma trata do problema urgente. construindo um altar e oferecendo sacrifícios. O livro finaliza com uma menção de Zorobabel. o ministério de Ageu e o de Zacarias fizeram com que o povo se reanimasse e completasse a tarefa em cinco anos.9). A construção havia cessado. ao primeiro do NT: Zorobabel é uma pessoa listada nas genealogias de Jesus. enquanto a santidade não é. Todo esforço deles para construir seu próprio reino nunca produzirá resultados permanentes. Por hora.6-9. durante o segundo reinado do rei Dario.

5.” O ES é um dom constante para o povo de Deus: “E o meu Espírito habitava no meio de vós.12-15 II.10-19 Uma promessa para Zorobabel 2. A primeira mensagem do Senhor: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos 1. construindo com o glorioso templo de Salomão.20-23 Índice 82 . “segundo a palavra que concertei convosco. está a constante operação do ES. A segunda mensagem do Senhor: Esforçaí-vos e trabalhai 2.5. Esboço de Ageu I.4-5 A glória vindoura do novo templo 2.1-6 Considerai o que devíeis fazer: edificar a Casa de Deus 1. operando para os libertar do medo.” Ag 2. agora.1-3 Chamado para esforçar 2.10-23 Um pergunta aos sacerdotes 2. Os versículos anteriores mostram o povo de Deus desencorajado. A palavra do Senhor a eles é: “Esforça-te. enquanto comparam o templo que eles estão.” No centro do concerto de Deus com seu povo.6-9 III. 5 inclui estes importantes pontos: O ES é uma parte vital no concerto de Deus com o seu povo. a fim de que eles possam se mover corajosamente no cumprimento da comissão divina.O Espírito Santo em Ação Uma breve mas bonita referência ao ES é encontrada em 2. que o novo templo vai substituir.1-15 Considerai o que tendes feito: negligenciastes a Casa de Deus 1. O v.. E esforçaí-vos.” A motivação para fazer isso também está mencionada: “Porque eu sou convosco.. A terceira mensagem do Senhor: Eu vos abençoarei 2.” A presença do ES remove o medo do coração do povo de Deus. a fim de ter o trabalho concluído. então explica como o ES vai interagir com o espírito do povo.1-9 A comparação do novo Templo com o templo de Salomão 2.7-11 Os resultados de considerar vossos caminhos 1. Portanto: “não temais.

estavam entre os mais pobres dos judeus cativos. reconstruíram o altar e iniciaram a construção do templo. mas ele. filhos de Ido. 9-14 foram escritos depois de 480.Zacarias Autor: Zacarias Data: 520—475 aC Autor Zacarias. A visão dos quatro carros retrata o soberano controle de Deus sobre a Terra. fielmente. assegura ao seu povo o seu amor e cuidado por eles. Avisão do homem e dos cavalos lembra ao povo o cuidado de Deus. para completar a tarefa de reconstruir o templo (ver Ed 6. Os caps 7-8 ocorrem dois anos mais tarde. que. O povo é chamado para se arrepender de sua apatia e completar a tarefa que não foi terminada. todavia. A referência à Grécia em 9. Como filho de Baraquias.A. Nos caps 7-9. dado referências distintas e comprovadas sobre a vinda do Messias. às vezes. o Renovo (3. Zacarias e Ageu persuadiram o povo a voltar ao Senhor e aos seus propósitos para restaurar o templo. então. Zacarias é citado mais do que qualquer profeta. Com Ageu. A visão grandiosa do castiçal todo revestido de ouro entre os vasos de azeite assegura a Zorobabel que os propósitos de Deus serão cumpridos somente pelo seu Espírito. em 518 aC. A visão da mulher num efa significa a santidade de Deus e a remoção do pecado. para substituir as formalidades religiosas. Rapidamente. Ele é um dos mais messiânicos de todos os profetas do AT.13). As profecias que abrangem o Livro de Zacarias foram reduzidas à escrita entre 520 e 475 aC. Os caps 9-14 Contêm muita escatologia. O profeta não entrega sua própria mensagem. (Estudos das últimas coisas) Cristo Revelado Zacarias é.4-11). cujo nome significa “O Senhor se Lembra”.4). No apocalipse. transmite a mensagem dada ele por Deus. um contemporâneo de Ageu. ele foi chamado para despertar os judeus que retornaram. As visões são seguidas por uma cena de coroação na qual Josué é coroado tanto como rei como sacerdote. Contexto Histórico Os exilados que retornaram à sua terra natal em 536 aC sob o decreto de Ciro. A Visão dos quatros chifres e dos quatro ferreiros trazem à memória o julgamento de Deus. aparentemente. foi um dos profetas pós – exílicos. ele era de umas das famílias sacerdotais da tribo de Levi. Os caps 9-14 sãos as seções mais citadas dos profetas nas narrativas dos Evangelhos. referido como o mais messiânico de toso os livros do AT. Deus usa a ocasião de uma questão sobre o jejum para reforçar sua ordem para justiça e juízo. dois meses após Ageu haver completado sua profecia. Conteúdo O livro de Zc começa com a veemente palavra do Senhor para o povo se arrepender e se voltar novamente para seu Deus. A visão do rolo voante emite o pronunciamento de Deus contra o furto e contra o juramento falso. exceto Ezequiel. através de oito visões. Deus. Cerca de cinqüenta mil pessoas retornaram para Jerusalém sob a liderança de Zorobabel e Josué. Ele dá um expressivo 83 . tanto como Rei como sacerdote 96.38 . enquanto o profeta ainda era um jovem (2. Logo. Ele profetizou que o Messias virá como o Servo do Senhor. A visão dos primeiros capítulos foi dada. finalmente foram capazes de conseguir uma ordem do governo da Pérsia para interromper a construção. existe uma olhada apocalíptica na vele e pacífica cidade de Deus. A Visão do homem com um cordel de medir. O livro está repleto de referências de Zc à palavra do Senhor. Durante cerca de doze anos a construção foi obstruída pelo desânimo e pela preocupação com outras atividades. a apatia se estabeleceu. à medida que eles foram cercados com a oposição dos vizinhos samaritanos.13 pode indicar que os caps. Data O ministério de Zacarias começou em 520 aC. quando a Grécia substituiu a Pérsia como o grande poder mundial. quando o Messias reinaria de um templo restaurado.14).8). Isso é poderosamente um simbolismo da vinda do Messias. Zacarias encorajou o povo de Deus indicando-lhe um dia.12). e como o verdadeiro Pastor (11. numa cidade restaurada. como o homem cujo nome é Renovo (6.

1-23 A primeira profecia: O Messias rejeitado 9.1-11. profetizou sua definitiva recepção pela cada de Davi. Zorobabel é confortado na segurança de: 1) que a reconstrução do templo não será por força militar ou por proeza humana.17 A Segunda profecia: O Messias Reina 12. sua crucifixão (12. Ritual religioso ou arrependimento verdadeiro ? 7.9-15 IV.12-13). O chamado ao arrependimento 1. As oito visões 1.1-13 O sumo sacerdote 3. A restauração de Sião 8. O triunfo de Sião 8. 2) que o ES removerá cada obstáculo que está no caminho. Um triste comentário em 7. Duas referências a Cristo são de profundo significado.7-10). Um dos versículos mais dramáticos das Escrituras proféticas é encontrado em 12.7-17 Os quatro chifres e o ferreiro 1.1-14 V.testemunho sobre a traição de Cristo por trinta moedas de prata ( 11.1-14.1-10 O castiçal e o vaso de Azeite 4. na maioria dos manuscritos a primeira pessoa é usada: “E olharão para mim. seus sofrimentos (13.1-6 II.6.10. a quem traspassaram. Esboço de Zacarias I.7-6. mas pelo ministério do ES.15 O homem e os cavalos 1.4). O Espírito Santo em Ação O versículo mais freqüentemente citado do AT em referência à obra do ES é 4. Mc 11.18-21 O homem com um cordel de medir 2.21 Índice 84 . quatrocentos anos antes do acontecimento (ver Mt 21.” Jesus Cristo.1-8 III. quando.5-11 Os quatro carros 6. A coroação do sumo sacerdote 6.1-14 O rolo voante 5.1-23 VI.7) e sua segunda vinda (14.1-4 A mulher no meio do efa 5. A entrada triunfante de Jesus em Jerusalém é descrita com detalhes em 9.10). que impede a conclusão do templo de Deus.12 recorda ao povo sua rebelião contra as palavras do Senhor pelos profetas. Essas palavras foram transmitidas pelo ES.4.9. pessoalmente.

devido à sua misericórdia. Como tal. provavelmente. O uso de várias palavras persas no texto e a referência a um templo reconstruído (1. mas. Seus escritos demonstram que ele foi um profeta dedicado— Uma pessoa nitidamente em sintonia com o ES. a não ser que eles se arrependam.A. O Espírito Santo em Ação A Obra do ES em Malaquias é evidente na sua pessoa e no ministério profético. censura as práticas não-religiosas do povo. Ele profetiza sobre o Sol da Justiça.1) nascerá e salvação trará debaixo das suas asas”. Jesus (3. mas também explicaram detalhadamente ao povo seus pecados e os advertiram a respeito do justo julgamento de Deus. por suas próprias forças pode. 85 . Aquele dia será um tempo de julgamento. o profeta salientam o desdém aberto e arrogante dos sacerdotes pela Lei e sua influência negativa sobre o povo. quando ele aparecer?” (3. mas. além disso. para aqueles que temem ao Senhor. e o ímpio. castigado. predisseram a vinda do Justo.1). Essa declaração conclui o AT e o liga à boas-novas da provisão de Deus no Sol da Justiça descrita no NT. Malaquias salienta o amor imutável de Deus por seu povo. Não somente eles profetizaram acerca da vinda do Messias.Malaquias Autor: Malaquias Data: Cerca de 450 aC Autor Embora alguns atribuam Malaquias a um escritor anônimo. O profeta mostra que eles provocam muita queda no pecado. Cristo Revelado No último livro do AT. Este é o fundo paras as reprovações e exortações que se seguem. a traição dos sacerdotes leigos no divórcio de esposas fiéis e casamento de mulheres pagãs que praticam adoração de ídolos. de seus escritos. O ES. que dura para sempre. sobre o Mensageiro do concerto e o grande e terrível dia do julgamento divino. “o Sol da Justiça. Depois. Numa linguagem fervorosa e brilhante. é melhor considerar o livro como escrito pelo próprio profeta.10) tornam a data pós– exílica simultânea com Neemias mais provável ( cerca de 450 aC). dadas a eles pelo Senhor. ele podia ser efetivamente usado para advertir o povo sobre seu comportamento pecaminoso e persuadi-lo a conformar sua vida com a lei do Senhor. por reterem os dízimos e as ofertas exigidas. serão castigados severamente. em termos não –ambíguos. Ele foi. permitindo a ele proclamar com clareza e fervor a sua visão da vinda de Cristo. Malaquias não é mencionado em mais nenhum lugar na Bíblia.39 . um triunfo vitorioso (4. Data A falta de menção de qualquer rei ou de incidentes históricos identificáveis torna a datação um tanto difícil. O profeta. Primeiro. mas. Contexto Histórico Como já foi mencionado. Elias (João Batista). Isso é seguido por uma súplica fervorosa para vigiarem suas paixões e serem fieis às esposas da sua mocidade.2). outorgou a ele o privilégio de levar a linhagem de profetas escritores fiéis e dedicados a um término. ele exorta o povo a observar as Leis dadas a Israel através de Moisés e promete a vinda do Messias e do seu precursor. Conteúdo Na sua declaração de abertura. ele salienta. no qual o justo será galardoado. um contemporâneo de Neemias. Finalmente. podemos aprender que ele teve um grande amor pelo povo de Judá e pelas cerimônias do templo. além disso. nós encontramos claras elocuções proféticas com respeito ao repentino aparecimento de Cristo—o anjo do (novo) concerto (3. Malaquias é o último de muitos homens divinamente inspirados que. sua recusa da justiça de Deus e sua defraudação ao Senhor.2) Ninguém . Portanto. ele os adverte de que o Senhor não será um espectador inativo. Malaquias continua a descrever o tipo original do sacerdócio. “Quem subsistirá. isto é. considerado por alguns ter sido Esdras. num período de uns mil anos. usando o pseudônimo Mal’aki (“Meu mensageiro”).

Exortação e Promessa 4.3 VII.Esboço de Malaquias O Título 1.4-6 Índice 86 .2-5 II.6-12 VI.9 III. O fracasso dos sacerdotes 1. A infidelidade do povo 2. O destino do ímpio e do Justo 3. O amor do Senhor por Israel 1. Bênção no dar 3. O dia do Julgamento 2.17-3-5 V.1 I.6-2.10-16 IV.13-4.

Cristo Revelado Este Evangelho apresenta Jesus como o cumprimento de todas as expectativas e esperanças messiânicas. que é a garantia da presença viva de Jesus.20) detalha acontecimentos e ensinamentos relacionados à crucificação. mas foi planejada para mostrar que o Judaísmo encontra o cumprimento de suas esperanças em Jesus. 2. testemunham desde cedo a existência e o uso de Mt.28. A Terceira parte (11.53-18. O Evangelho de Mt pode ter servido como manual de ensino para a igreja antiga. e várias declarações em sues escritos indicam uma data entre 60 e 65 dC. a nova comunidade.Mateus Autor: Mateus Data: Cerca de 50—75 dC Autor Embora este evangelho não identifique seu autor. incluindo a surpreendente Grande Comissão (28. 19.1 .22.17..15.28. pode revelar o objetivo de Mt em mostrar Jesus como o cumprimento da lei. a disposição de Mt não é cronológica e não estritamente biográfica.52) registra várias controvérsias nas quais Jesus estava envolvido e sete parábolas descrevendo algum aspecto do Reino dos céus. 16.16). 18.128. ele impregna seu Evangelho tanto com citações quanto com alusões ao AT. 13. à ressurreição e à comissão do Senhor à Igreja.1. 11. 26. Líderes da igreja do Séc. comum ao judaísmo. O termo não somente permitiu a Jesus evitar mal-entendidos comuns originados de títulos messiânicos populares. 20. 19.44.35) o principal discurso aborda a conduta dos crentes dentro da sociedade cristã (cap 18). o apóstolo e antigo cobrador de impostos.1.1-11.30.13. introduzindo muitas delas com a fórmula “para que se cumprisse”. II e III geralmente concordavam que Mt foi o primeiro Evangelho a ser escrito. A Quarta parte ( 13. Portanto. 24. A não ser no início e no final do Evangelho. Mt mostra que Jesus é o Messias ao relacioná-lo às promessas feitas a Abraão e Davi. 87 . no qual Jesus descreve como as pessoas devem viver no Reino de Deus.12-20). Mt estrutura cuidadosamente suas narrativas para revelar Jesus como cumpridor de profecias específicas. 26.15-20).24) quanto seu retorno na glória (como em 13.N. No prólogo (1. A primeira parte (caps. 3.46) narra a viagem final de Jesus a Jerusalém e revela seu conflito climático com o judaísmo. A tradição diz que.14). Jesus declara: “a igreja” como seu instrumento selecionado para cumprir os objetivos de Deus na Terra (16. que agrupa os ensinamentos e atos de Jesus em cinco partes. A Segunda parte (8. Jesus tem um relacionamento direto e sem mediação com o Pai (11. como citações na literatura cristã do Séc I. que é chamada a viver nova ética do Reino dos céus. 16. Os caps. nos quinze anos após ressurreição de Jesus. Pouco se sabe sobre ele.1-25. 24-25 contêm os ensinamentos de Jesus relacionados à últimas coisas.18. uma referência velada ao seu caráter messiânico (Dn 7. ele pregou na Palestina e depois conduziu campanhas missionárias em outras nações. Este tipo de estrutura. Como o Filho.1) reproduz as instruções de Jesus a seus discípulos quando ele os enviou para a viagem missionária.” (7.27. Cada divisão termina com uma fórmula como: “Concluindo Jesus estes dircusos.2-13. Conteúdo O objetivo de Mt é evidente na estrutura deste livro. No Evangelho. Jesus normalmente faz alusão a si mesmo como o Filho do Homem.64). O uso do título “Filho de Deus” por Mt sublinha claramente a divindade de Jesus ( 1. 3-7) contém o Sermão da Montanha. como possibilitou-lhe interpretar tanto sua missão de redenção (como em 17. Data Evidências externas.23.12. retrata a realeza de Jesus e sublinha a importância dele para os gentios.1).27). além de seu nome e ocupação. a antiga tradição da igreja o atribui a Mateus.53.23). em conexão com a resposta humana necessária. Mt apresenta Jesus como o Senhor e Mestre da igreja. A quinta Parte (19. O nascimento de Jesus salienta o tema do cumprimento.1-2. O restante do Livro (26. 26.41.28..

Parte um: Proclamação do Reino dos Céus 3. Em sua obediência a esta missão. Finalmente.2-13.28.29 II.29 Narrativa: Início do Ministério de Jesus 3.1-12 Fuga para o Egito e matança nos inocentes.1-17 O nascimento 1.18-20).15-21 e a expulsar demônios (12.1-25. a volta para Israel 2. Esboço de Mateus Prólogo: Genealogia e narrativa da infância 1.1-7.16) e foi conduzido ao deserto para ser tentado pelo diabo como preparação adicional a seu papel messiânico (4.18-25 A adoração dos magos 2. “batizando-os em nome do Pai.21-23.1-11.27).1-2.35-11.1 Narrativa: Histórias dos dez milagres 8.1 Discurso: Missão e martírio 9. aqueles que na igreja.11).1-52 IV.46 Narrativa: A jornada final de Jesus e a instauração do conflito 19. encontramos uma advertência dirigida contra os falsos carismáticos. Em 7.23 Genealogia de Jesus 1. Presumivelmente. profetizam.28). os discípulos de Jesus têm garantida sua constante presença com eles.27 Discurso: Ensino sobre a igreja 18. Foi por meio do poder do Espírito que Jesus foi concebido no ventre de Maria (1.21) Jesus declarou que suas obras eram feitas sob o poder do ES. expulsam demônios e fazem milagres.1-20 Índice 88 . Parte Quatro: Narrativa.16-20).1-7.1 III.27 Narrativa: Vários episódios precedentes à jornada final de Jesus em Jerusalém 13.1-11. Parte Dois: O ministério de Jesus na Galiléia 8.28). Portanto.28-32). o ES está ligado ao exorcismo de Jesus e à presente realidade do Reino de Deus. controvérsia e discurso 13. Mas precisamente. o ES é encontrado na Grande Comissão (28. o ES está executando um novo acontecimento com o Messias—”é chegado a vós o Reino de Deus” (v. O poder do Espírito habilitou Jesus a curar (12.53-17.53-17. Parte Cinco: Jesus na Judéia e em Jerusalém 19. do Filho e do ES” (v.50 Discurso: Parábolas do Reino 13. Isto é. Parte Três: Histórias e parábolas em meio a controvérsias 11.19). não apenas pelo fato do exorcismo em si. pois os filhos dos fariseus (discípulos) também praticavam exorcismo (12. Antes de Jesus começar seu ministério público. Jesus imergirá seus seguidores no ES (3. ele foi tomado pelo Espírito de Deus (3. evidenciando que o Reino de Deus havia chegado e que o poder de satanás estava sendo derrotado. atribuir o ES ao diabo era cometer um pecado imperdoável (12.1-27.O Espírito Santo em Ação A atividade do ES é evidente em cada fase e ministério de Jesus.1-23.52 Narrativa: Controvérsia que se intensificam 11.66 A narrativa da ressurreição 28. Em 12. o mesmo ES que inspira atividades carismáticas também deve permitir que as pessoas da igreja façam a vontade de Deus (7. Da mesma forma que João imergia seus seguidores na água.13-13 I.1-35 V.29 Discurso: O Sermão da Montanha 5.46 A narrativa da Paixão 26.39 Discurso: Os ensinos escatológicos de Jesus 24.1). eles deveriam batizá-los “no/com referência ao “ nome— ou autoridade– do Deus Triúno.1-7. mas não fazem a vontade do Pai.1-25.2-12. Os discípulos são ordenados a ir e a fazer discípulos de todas as nações.

89 . A palavra ocorre quarenta e duas vezes. Existem muitos latinismos no Evangelho (4. Papias descreve marcos como “interprete de Pedro”. e pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. O Evangelho de João é um retrato estudado do Senhor. Conteúdo Mc estrutura seu Evangelho em torno de vários movimentos geográficos de Jesus. onde eles podem descobrir o significado e esperança em seu sofrimento. que tem seu clímax na cruz e ressurreição. também torna a narrativa rápida. mas que.14-9.1-13).32-34). o evangelista Marcos escreveu suas “boas novas”. que fosse morto. escolha de discípulos. depois de três dias. e por esse motivo instigou uma temerosa perseguição na qual Paulo e Pedro morreram. que não era um apóstolo. especialmente o cap. que chega ao clímax com sua morte e ressurreição subseqüente. Mc narra o ministério público de Jesus na Galiléia (1. O que era verdade para Jesus deveria ser para os apóstolos e discípulos de todas as idades. vivendo constantemente sob ameaça de morte. 6. O mais antigo testemunho da autoria de Mc tem origem em Papias. e que fosse rejeitado pelos anciãos. O Evangelho em si. Todo o ministério de Jesus (milagres. ele enfatiza a Paixão de Jesus de modo que se torna a escala pela qual todo o ministério pode ser medido: “Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido. a antiga tradição é unânime em dizer que o autor foi João Marcos. Está claro que ele quer que seus leitores tomem a vida e exemplo de Jesus como modelo de coragem e força. mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”(10. enquanto que Mc é como um filme da vida de Jesus.31. De muitas formas. que aconteceu durante as perseguições do Imperador Nero por volta de 67 dC. indica ter sido escrito antes da destruição do Templo em 70 dC.34). Essa característica tende a apoiar a tradição de que Mc escreveu para uma audiência romana e gentílica. O uso freqüente do imperfeito por Mc denotando ação contínua. Nero acusou a comunidade cristã de colocar fogo na cidade de Roma. ressuscitaria” (8. Embora a igreja antiga tenha tomado cuidado em manter a autoria apostólica direta dos Evangelhos. Frases gráficas e surpreendentes ocorrem com freqüência para permitir que o leitor reproduza mentalmente a cena descrita.27. Esse pronunciamento de sofrimento e morte é repetido (9. Ele destaca as atividades dos registros mediante o uso da palavra grega “euteos” que costuma ser traduzia por “imediatamente”. comunhão com os pecadores.N. 15.13) e companheiro de Paulo e Barnabé em sua primeira viagem missionária. Mc enfatiza pouco a lei e os costumes judaicos. Os olhares e gestos de Jesus recebem atenção fora do comum. 13. e sempre os interpreta para o leitor quando os menciona. Data Os fundadores da Igreja declaram que o Evangelho de Mc foi escrito depois da morte de Pedro. Contexto Histórico Em 64 dC.50) e Judéia (caps 10-13). os pais da igreja atribuíram coerentemente este Evangelho a Marcos. É o evangelho da ação.Marcos Autor: Marcos Data: Cerca de 65—70 dC Autor Mesmo que o Evangelho de Mc seja anônimo.14. seguidor próximo de Pedro ( 1Pe 5. e não contém nenhuma genealogia e explicação do nascimento e antigo ministério de Jesus na Judéia.45). Mc é o menor dos Evangelhos. ensinamentos sobre o reino de Deus. Marcos guia seus leitores à cruz de Jesus. culminando na paixão e ressurreição (caps 14-16).31). mais do que em todo o resto do NT.39).) está inserido no contexto do amor oferecido pelo Filho de Deus. No centro do Evangelho há pronunciamentos explícitos de “que importava que o Filho do Homem padecesse muito. Mt e Lc apresentam o que poderia ser descrito como uma série de imagens coloridas.17-30) e pelo primeiro anúncio de Jesus e sua crucificação (8. e tome a sua cruz e siga-me” (8. Após a introdução (1. A maior parte das evidências sustenta uma data entre 65 e 70 dC.2 . negue-se a si mesmo. mas torna-se uma norma para o comprometimento do discipulado: “Se alguém quiser vir após mim. O Evangelho pode ser visto como duas metades unidas pela confissão de Pedro de que Jesus era o Messias (8. etc.31). Em meio a uma igreja perseguida. testemunho que é preservado na História Eclesiástica de Eusébio. movendo-se rapidamente de uma cena para outra. 12. 10. bispo da Igreja em Hierápolis (cerca de 135-140 dC).21. Mc também é o Evangelho da vivacidade.

” (15.35-41.Cristo Revelado Esse livro não é uma biografia.1-13 Declaração sumária 1. como os seguidores de João o eram nas águas.13 90 . O Espírito Santo em Ação Junto com os outros escritores do Evangelho. é “Filho do Homem”. Tanto o batismo quanto a transfiguração testemunham sua qualidade de filho (1. Em duas ocasiões. 48. enquanto os demônios confessam sua qualidade de filho de Deus.12-13 I.7-6.50 Princípio: Sucesso e conflito iniciais 1. Mc recorda a profecia de João Batista de que Jesus “vos batizará com o ES” (1.2-3 O ministério de João Batista 1. Os crentes seriam totalmente imersos no Espírito. 9. Título de abertura do trabalho de Mc.8). os espíritos imundos o reconhecem como Filho de Deus (3.13) não era tão popular entre os Judeus como o título “Filho do Homem” para revelar e para esconder seu messianismo e relacionar-se tanto com Deus quanto com o homem.1 Cumprimento da profecia do AT 1. este termo (ver Dn 7. “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo.14-20). Mc emprega palavras associadas com o dom do Espírito. a narrativa da crucificação termina com a confissão do centurião: “Verdadeiramente.11). mas uma história concisa da redenção obtida mediante o trabalho expiatório de Cristo. 6. 3.1-2).6 Etapas posteriores: Aumento de popularidade e oposição 3.1. Os escribas blasfemaram contra o ES ao atribuírem a satanás a expulsão dos demônios.21-34). a natureza (4. cura. Sua visão prejudicada tornou-os incapazes do verdadeiro discernimento. O ES desceu sobre Jesus em seu batismo (1. o sábado (2.6) faz alusão à qualidade de filho divino de Jesus (12.1-12). profeta. os discípulos de Jesus precisam ver além de sua missão. habilitando-o para seu trabalho messiânico de cumprimento da profecia de Isaías (Is 42. o pecado (2. O pecado contra o ES é colocado em contraste com “todos os pecados” (3. a morte (5. imposição de mãos.1-13.39). Mesmo apesar de muitas pessoas interpretarem mal sua pessoa e missão.15-18). atentando para o discipulado.9-11 A tentação de Jesus 1.36). sugerindo a urgência por encontrar e vencer as tentações de satanás. 5.19-30). 3.7). Além das referências explícitas ao ES.27-28. A narrativa do ministério subseqüente de Cristo testemunha o fato de que seus milagres e ensinamentos resultaram da unção do ES.30). num total de catorze vezes em Marcos. 61. como poder.22) e sua autoridade sobre satanás e os espírito malignos (1. pois esses pecados e blasfêmias podem ser perdoados. Jesus também refere à inspiração do AT pelo ES (12. Por fim. autoridade.22).28).45-52). A explicação de Mc confirma o motivo de Jesus ter feito essa grave declaração (3. O titulo que Jesus usava com mais freqüência para si próprio.10). O Ministério de Jesus na Galiléia 1.27. Mc. Um grande estímulo aos cristãos que enfrentam a hostilidade de autoridades injustas é a garantia do Senhor de que o ES falará através deles quando testemunharem de Cristo (13. A segunda vinda do Filho do Homem revelará totalmente seu poder e glória.14-9. as tradições legalistas (7.16.1-6).7). que queria corrompê-lo antes que le embarcasse em uma missão de destruir o poder do inimigo nos outros. Esboço de Marcos Introdução 1. O contexto define o significado dessa verdade assustadora. Como designação para o Messias.35-43).12) para que fosse tentado. sugere que os discípulos de Jesus deveriam ter um discernimento amplo ao mistério de sua identidade. A parábola dos lavradores malvados (12. a doença (5. Que Jesus realizava pela ação do ES (3.4-8 O batismo de Jesus 1. Messias e Reino. Mc demonstra as reivindicações messiânicas de Jesus enfatizando sua autoridade com o Mestre (1. fornece sua tese central em relação a identidade de Jesus como o filho de Deus. e o templo (11. Mc declara graficamente que “o Espírito o impeliu para o deserto” (1.1). este homem era o Filho de Deus.14-3.11. aceitar sua cruz e segui-lo. Filho de Deus” (1.11.6).

47 A ressurreição 16.1-16.50 II.Ministério fora da Galiléia 6. O Ministério de Jesus na Judéia 10.26 Ministério no caminho para a Judéia 8.1-52 Ministério em Jerusalém 11.1-20 Índice 91 .1-15.1-13.20 Ministério na Transjordânia 10.14-8.26-9.37 A Paixão 14.

Se for este o caso. ele não inclui o pronunciamento de condenação de Jesus aos escribas e fariseus (Mt 23).16.10.18.1-23).11). cerca de 63 dC. Visto que a tradição de igreja atribui com unanimidade essas duas obras a Lucas.25). Por exemplo. 13. 16. 24-25. Por outro lado.25-26.1-8. Para as nações” (2.3 . que estavam entre os fiéis restantes “esperando a consolação de Israel” (2. Lc inclui muitas características que demonstram universalidade.18. Outros.36-50). Lc também omite as instruções de Jesus aos Doze para se absterem de ministrar aos gentios e samaritanos (Mt 10. mas também o Salvador de todo o mundo.34.19-31. a parábola do fariseu e o publicano (18. 16-18). 6. Ao apresentar Jesus como Salvador de todos os tipos de pessoas. Zacarias e Isabel.20-21. uma referência ao terceiro evangelho. bem como sua visita ao Templo quando menino (2.29. ele teria uma grande oportunidade durante aquele tempo para conduzir investigações que ele menciona em 1. Lc realça o fato de que Jesus não é apenas o Libertador dos judeus. Como Lucas estava em Cesaréia de Filipe durante os dois anos em que Paulo ficou preso lá (At 27.1 é. Um versículo chave do evangelho de Lc é o 19.14. Este evangelho tem mais referências à oração do que os outros evangelhos.1-10). 2. 14. 11.39-43).1-4. o evangelho é abundante em notas de louvor e ação de graças ( 1. a história de Zaqueu (19. Ele enquadra o nascimento de Jesus em um contexto romano (2.21-48. então provavelmente . “ O primeiro tratado” At 1.1). Do cântico de Simeão. como o primeiro de uma série de dois volumes.14. Lc deixa claro que Jesus é o cumprimento das esperanças do AT relacionadas à salvação. Somente ele relata o nascimento e a infância de Jesus no contexto de judeus piedosos como Simeão. 2Tm 4. 5. Além disso. que declara que Jesus “veio buscar e salvar o que se havia perdido”. Lc também exclui os ensinamentos de Jesus no Sermão da Montanha que tratam diretamente do seu relacionamento com a lei (mt 5. Lc omite muito material que é estritamente de caráter judaico. louvando Jesus como “luz. entretanto.20. Lc enfatiza especialmente a vida de oração de Jesus registrando sete ocasiões em que Jesus orou que não são encontrados em mais nenhum outro lugar (3.4656.41-52).43). Fm 24. 9.15. um companheiro próximo de Paulo (Cl 4. o médico. De todos os escritores dos Evangelhos só ele registra a circuncisão e dedicação de Jesus (2. 92 . 3.4.53.N.1-20.5).21-24). como as evidências internas sustentam esse ponto de vista.16. e.13. e o perdão do ladrão na cruz (23. 19..Lucas Autor: Lucas Data: Cerca de 59—75 dC Autor Tanto o estilo quanto a linguagem oferecem evidências convincentes de que a mesma pessoa escreveu Lucas e Atos. 23. Data Eruditos que admitem que Lucas usou o Evangelho de Marcos como fonte para escrever seu próprio relato datam Lc por volta do ano 70 dC.1.28.9-14). 12. nem a discussão sobre a tradição judaica (Mt 15. Lc ressalta as advertências de Jesus sobre o perigo dos ricos e a simpatia dele pelos pobres (1. A fim de sustentar esse tema.1). 17.32) ao comissionamento do Senhor ressuscitado para que se “pregasse em todas as nações” (24.13-21.46).9-14). Ele enfatiza ainda. E o fato de o escrito dedicar ambos os livros a Teófilo também demonstra solidamente uma autoria comum.12. as raízes judaicas de Jesus. como o relato do fariseu e da pecadora (7.1-10). mas no máximo até 75 dC. 6.13. Mc 7. então o Evangelho de Lc pode ser datado por volta de 59-60 dC. 18. Por todo o Evangelho. Lc inclui material não encontrado nos outros evangelhos. 5.68-79. salientam que Lucas o escreveu antes de At. Conteúdo Uma característica distinta do Evangelho de Lc é sua ênfase na universalidade da mensagem cristã.1-2.29-32.21. mostrando que o que ele registra tem significado para todas as pessoas. 6.47). Ana. 7. que ele escreveu durante o primeiro encarceramento de Paulo pelos romanos. não há motivos para contestar a autoria de Lucas. Só Lc tem as lições do Senhor sobre a oração ensinada nas parábolas do amigo importuno (18..

41-44).26-38 Visita das duas mães 1. se alegrou Jesus no ES e disse. durante ou depois do acontecimento crucial (3.22). Em momentos críticos daquele ministério. Jesus lê a passagem messiânica: “O Espírito do Senhor está sobre mim. Jesus é o Messias. Em segundo lugar: O ES capacita Jesus para cumprir seu ministério—o Messias ungido pelo ES.41-52 III. Jesus volta para a Galiléia no poder do mesmo (4. Nos caps 3-4. 2) Ele leva Jesus ao deserto para ser tentado (4.12. 919. 10. E estavam sempre no templo. relacionadas ao nascimento de João Batista e Jesus (1. 5) evidência seu ministério carismático está repleta (4. como uma pomba (3. Em quarto lugar: O ES espalha alegria tanto a Jesus como à nova comunidade. mas também tem o cuidado de definir a natureza de seu messianismo. Lc não apenas afirma sua identidade messiânica.1-4 II.21).”(4. Preparação para o ministério público 3. Jesus é o filho de Davi (20.49).16. Cinco palavras gregas denotando alegria ou exultação são usadas duas vezes com mais freqüência tanto Lc como Mt ou Mc. o Filho do Homem (5. O mesmo Espírito capacitou Jesus para cumprir seu ministério. ressaltando sua obra tanto na vida de Jesus quanto no ministério continuo da igreja. “adorando-o eles. “Naquela mesma hora..52-53). Is 61. por excelência.13 O ministério de João Batista 3. O mesmo ES que foi eficaz através de orações de Jesus dará poder as orações dos discípulos (18. Em terceiro lugar: O ES. bem como no fato de João ter cumprido seu ministério sob a unção do ES (1. através de oração de petição leva a cabo o ministério messiânico.17-19.” (10.41.1-4.24. Enquanto os discípulos estão esperando pelo Espírito prometido (24. 9. A narrativa da infância 1.1-2).. tornaram com grande júbilo para Jerusalém.35.21.57-80 O nascimento de Jesus 2. Jesus é. Jesus é o amigo dos proscritos humildes. Lc dá os seguintes testemunhos sobre ele: Jesus é o profeta cujo papel equipara-se ao Servo e Messias (4. 2. 7.25-27).18. Quando os discípulos voltam com alegria de sua missão (10..49). Esboço de Lucas I.39-56 O nascimento de João Batista 1.48.1-8) e ligará o ministério messiânico de Jesus ao ministério poderoso deles através da igreja (24.51). Ele é constantemente bondoso para com os rejeitados. Lc refere-se a Jesus como “Senhor” dezoito vezes em seu evangelho.1-40 O menino Jesus no templo 2.21).Cristo Revelado Além de apresentar Jesus como o Salvador do mundo. Então.31.19).14) 4) Na sinagoga de Nazaré.5-2. o Servo que se dispõe firmemente a ir a Jerusalém cumprir seu papel (9..21). louvando e bendizendo a DEUS” (24.39.1). o perfeito salvador da humanidade. Jesus é o Senhor exaltado.52 Anúncio do nascimento de João Batista 1.31-44) e continua em todo seu ministério de poder e compaixão. Jesus ora antes. reivindicando o cumprimento nele (4.17).21-22 A genealogia de Jesus 3.1-13 93 . que foi contado com os transgressores (22.37). O título “Filho do Homem” é encontrado 26 vezes no evangelho.67. Jesus é o homem ideal. Em primeiro lugar: a ação do ES é vista na vida de várias pessoas fiéis. O Espírito Santo em Ação Há dezesseis referências explicitas ao ES. 6. há cinco referencias ao Espírito. 24. Prólogo 1.28. 1) O Espírito desce sobre Jesus em forma corpórea.1-20 O batismo de Jesus 3.23-38 A tentação 4.15).5-25 Anúncio do nascimento de Jesus 1. 3) Após sua vitória sobre a tentação.24) e o Servo Sofredor (4.18. usadas com força progressiva.

14-44 Do chamamento de Pedro ao chamamento dos doze 5.1.51-19.1-38 A paixão.38 Acontecimentos na entrada de Jesus em Jerusalém 19.14-9.1-6. A paixão e glorificação de Jesus 22.5-38 VII.50 V. O ministério de Jerusalém 19.29-48 História de controvérsias 20.28 VI.53 A refeição de Páscoa 22.IV.39-23. A narrativa de viagem (no caminho para Jerusalém) 9.1-24.56 A ressurreição e a ascensão 24. morte e sepultamento de Jesus 22.1-21.53 Índice 94 .4 Discurso escatológico 21.50 Em Nazaré e Carfanaum 4.1-9.16 O Sermão da Montanha 6.17-49 Narrativa e diálogo 7.29-21. O ministério galileu 4.

Na verdade.1. João revela a função do ES em continuar a obra de Jesus.3). os próprios milagres que Jesus realizou como “sinais”. sua divindade e essência.2. e alguns acontecimentos em particular do ministério de Jesus são comuns a todos os quatro livros. ele trabalha como o agente que convence o mundo do pecado. o que estendeu o ministério de Jesus até o final desta era. Cristo colocou-se coerentemente além de si mesmo perante o Pai que o havia enviado e a quem ele buscava glorificar. O Espírito Santo em Ação A designação do ES como “Confortador” ou “Consolador” (14. denominado “prólogo”. 19. I . “alguém chamado ao lado”. Mc 13. ele escolheu não seguir a seqüência cronológica de eventos dos mesmos como uma ordem tópica.7. De acordo com escritores cristãos do séc. 4) Os ditos “Eu sou” são unicamente joaninos. isto é. que pertencia ao “círculo íntimo” dos seguidores de Jesus (Mt 17. A experiência de ser “nascido no Espírito” descreve o Novo Nascimento (3.4 .João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 85 dC Autor A antiga tradição da igreja atribui o quarto evangelho a João “o discípulo a quem Jesus amava” (13. ele procurou a redenção da humanidade. ao invés de uma. Seria um grave erro. Conteúdo Enquanto era bem provável que João conhecesse as narrativas dos outros três Evangelhos.N. a humanidade de Jesus significava essencialmente uma missão dupla: 1) como o”Cordeiro de Deus (1. guiando os crentes e a um entendimento dos significados. isto é.6). o Espírito torna-se o capacitador divino para o ministério autorizado (20. João divide o ministério de Jesus em duas partes distintas: os caps 2-12 dão uma visão de seu ministério público. 20. entretanto. implicações e imperativos do evangelho e capacitando-os a realizar “obras maiores” do que aquelas realizadas por Jesus (14. Deus é o Espírito. provavelmente durante a guerra Judaica de 66-70dC. em essência.811). 2) Através de sua vida e ministério. Nesse caso.26. Ao contrário. 21. compreender o objetivo do Espírito apenas em termos daqueles em situações difíceis. 2) Em lugar dos muitos milagres e cura dos sinóticos.24). conforme comandado e motivado pelo ES (4. João mudou-se para Éfeso. 95 . aqueles que o adoram devem fazê-lo espiritualmente. Aqueles que crêem em Cristo hoje podem.23. Em 1.20). assim. enquanto os caps 13-21 relatam seu ministério privado aos seus discípulos. Algumas das diferenças distintas são: 1) Ao invés das parábolas familiares. Em relação ao mundo exterior de Cristo. O esquema amplo é o mesmo. Para João. João lida com as implicações teológicas da primeira vinda de Jesus. enxergá-lo como um contemporâneo. João tem discursos extensos. Data A mesma tradição que localiza João em Efeso sugere que ele escreveu seu evangelho na última parte do séc.29). I. Ele mostra o estado preexistente de Jesus com Deus. Cristo Revelado O livro apresenta Jesus como ó único Filho gerado por Deus que se tornou carne. Na falta de provas substanciais do contrário. conforme citado nos Sinóticos. bem como sua encarnação. alguém como Jesus.João demonstra que o papel do Espírito abrange cada faceta da vida.21-23). Como. Além disso. em antecipação do Pentecostes. a maioria dos eruditos aceitam esta tradição. da justiça e do juízo (16. Ele é “outro consolador”.1-18. não apenas como uma figura do passado distante. onde continuou seu ministério. João usa sete milagres cuidadosamente escolhidos a dedo que servem como “sinais”. 3) O ministério de Jesus gira em torno das três festas da Páscoa. eles podem ter usado as tradições literárias comuns e/ou orais. testemunham a missão divina do Filho de Deus.12).16) é exclusiva de João e significa literalmente. ele revelou o Pai.

1-9.Esboço de João Prólogo 1.1-12.11 Entrada triunfal em Jerusalém 12. O ministério público de Jesus 1.19-51 As bodas em Caná 2.43-54 A cura de um paralítico em Betesda 5.1-15 Honrando o Pai e o Filho 5.28-19. Paixão e ressurreição de Jesus 18.17-42 Ressurreição e aparições 20.1-21. O ministério de Jesus aos discípulos 13.1-17.24-25 Índice 96 . o bom Pastor 10.1-26 III.5-33 A oração de Jesus por seus discípulos 17.20-50 II.13-3.21-38 Preparação para a partida de Jesus 14.1-14 Julgamento perante o sumo sacerdote 18.1-12 Ministério em Jerusalém 2.26 Servir— um modelo 13.4 Compreendendo a partida de Jesus 16.12-19 Rejeição final: descrença 12.19-12.1-21.36 Jesus e a mulher de Samaria 4.1-20 Pronunciamento de traição e negação 13.1-17 Lidando com rejeição 15.23 Epílogo 21.1-42 Ministério em Batânia 11.30-47 Ministério na Galiléia 6.23 A prisão de Jesus 18.1-42 A cura do filho de um oficial do rei 4.16-29 Testemunhas do Filho 5.16 Crucificação e sepultamento 19.18-16.50 Preparação 1.1-31 Produtividade por submissão 15.1-71 Conflito em Jerusalém 7.15-27 Julgamento perante Pilatos 18.41 Jesus.1-8 I.

5 – Atos dos Apóstolos Autor: Historicamente Lucas Data: Cerca de 62 dC Autor O livro de At não menciona especificamente seu autor. I. Em primeiro lugar. e não havia mais o que escrever. O mesmo poder em At 2 deu a mesma autoridade aos discípulos. 2. 3.31.23).3). Depois da morte de Estevão (7.3.14-19 M7 4. mas muitos apontam para Lucas. Jesus havia derramado o prometido Espírito Santo (2. 5.23).28). Por outro lado. Enquanto isso. pode-se datar a redação de At como próxima à prisão do apóstolo naquela cidade por volta de 62 dC.12.38.18-20. 10. 17. O livro foi até mesmo chamado de Os Atos do Espírito Santo.N. Durante esse período da história.38).39) e o “dom do ES” (2.42) e retornará triunfante no final dos tempos (1. um acontecimento de tamanha importância que Lucas inclui três longas descrições sobre o incidente (caps 9.24-32. registrando a disseminação da cristandade de Jerusalém a Roma. Jesus é apresentado como uma figura histórica (2. Conteúdo Atos é uma seqüência da vida de Cristo nos Evangelhos.8).. O Espírito Santo em Ação O poder do ES através da igreja é característica mais surpreendente de Atos. 10.21. pois tudo indicava que Lucas tinha atualizado o assunto.33-36. aqueles que acreditam nele receberão perdão dos pecados (2. e os crentes se dispersaram (Caps.30-37. Em geral. não pode ser compreendida sem que se veja a relação entre Atos e os Evangelhos. Por outro lado.31). 5.33). 4. a perseguição espalhou-se conta a igreja.8 é a chave do livro. 8-12).31). que dá testemunho dele (5. portanto . Esse versículo prediz o derramamento do ES e seu poderoso testemunho.11). At relaciona a expansão da cristandade passo a passo para o oeste.19. em ambos os relatos essenciais os resultados desse acontecimento. 3.38). especialmente como cumprimento da profecia do AT e como revogação de Deus do veredicto do homem sobre Jesus (1. 4. Cristo Revelado Atos registrou vários exemplos da proclamação apostólica do evangelho de Jesus Cristo. Àqueles que não acreditam nele serão destinadas coisas terríveis (3.43. a expulsão de demônios e a libertação dos cativos (Lc 4. Desse lugar de honra suprema e poder executivo. começa em Jerusalém (caps 1-7) Como Pedro assumindo o papel principal e os judeus como receptores do evangelho. 26). “o médico amado” (Cl 4. O livro portanto.30. entretanto. 13.10.1). Jesus “por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos” (10. O autor é o mesmo que escreveu o Evangelho de Lucas.32) e habilita os crentes (1. apesar de deixá-lo prisioneiro em Roma.23. Data Lucas conta a história da igreja antiga dentro da estrutura de detalhes geográficos. Tanto o ministério público de Jesus nos Evangelhos quanto o ministério público da igreja em Atos começaram com um encontro com mo Espírito capaz de mudar vidas. A maior seção de Atos enfoca o desenvolvimento e expansão do ministério gentio comandado por Paulo e seus colaboradores (13. políticos e históricos que podiam encaixar-se apenas no séc. A sua obra no livro. Jesus tinha sido “entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus” (2. que demonstra uma continuidade essencial.14). 5. Lc 24.46-49). É a iniciação da Grande Comissão de Jesus pra formar discípulos de todas as nações (Mt 28. por causa desses fatos e porque o livro não registra a morte de Paulo.23). O livro termina abrupta. ocorreu a conversão de Saulo (cap 9). Então a ressurreição de Jesus é enfatizada. 13.40-41.22. O poder do Espírito na vida de Jesus o autorizou a pregar o Reino de Deus e a demonstrar o poder do Reino mediante a cura de doente. 10. At 1.21.60-8. desde a Palestina até a Itália. 97 . os judeus o haviam “crucificado” por “mãos de injustos” (2. 22. 17. e o modelo é uniforme. Os apóstolos declaram que Jesus fora exaltado a uma posição de domínio único e universal (2. Em seguida a morte de Jesus é atribuída igualmente à crueldade do home e ao objetivo de Deus.

A primeira viagem missionária de Paulo 12.12-14 Primeira Parte: Pedro e o ministério da Igreja Judaica em Jerusalém 1.14 V.32-43 IX.15-12. O encontro pra a oração no cenáculo 1.1-7.42 V. que “recebiam o ES” (8.4. A ascensão de Cristo 1.25-14.Lucas observa que as pessoas eram “cheias pelo ES” (2. pois Lucas diz que Simão viu que “era dado o ES” (8. A viagem de Paulo a Roma através de Jerusalém 21.1-14 I. A cura de um coxo 3.31 I. A promessa do ES 1.31 Índice 98 .15-26 II.46).1-40 VII. que “caiu o ES sobre todos”(10.6) Todas essas passagens são equivalentes à promessa de Jesus de que a Igreja seria “batizada com o ES” (1.28 II. Os presentes nos dias de Pentecostes e os gentios da casa de Cornélio falaram outras línguas (2.1-3 II. que “o ES se derramasse sobre também os gentios” (10.24 I. A seleção de Matias como o décimo segundo apóstolo 1.9-11 IV. A terceira viagem missionária de Paulo 18.1-11.32-5.44).23-21.17). 10.1-35 III. Autoridade apostólica na igreja antiga 4.18).5. Três destes cinco exemplos registram manifestações específicas do ÉS em que as próprias pessoas participavam.60 VI.31 IV.18 X. A história de Cornélio 10.15-28. Embora não esteja especificado.36-18.17). A descida do ES no Pentecostes 2. 2. O testemunho da igreja antiga 11. Prefácio 1.4.45) e que “veio sobre eles o ES” (19.24 Segunda Parte: Paulo e a extensão internacional da igreja em Antioquia 12.1-47 III.25-28.4-8 III.4).1-31 VIII. normalmente concorda-se que também houve algum tipo de manifestação na qual os samaritanos participaram. 9. O ministério de Estevão 6.19-12. O concerto em Jerusalém para discutir lei e graça 15. O primeiro ministério a não Judeus 8. Esboço de Atos Prólogo 1.6).1-4.22 IV. Enéias e Dorcas curados através do ministério de Pedro 9. A segunda viagem missionária de Paulo 15. A conversão de Saulo 9. os efésios “falavam línguas e profetizavam” (19.

mesmo que os crentes possam não viver completamente de uma maneira coerente com a justiça de Deus (6. exceto para referir-se a eles como espirituais em 1.13).11. A obra atual do ES em nós é apenas um antegozo de sua futura obra celeste em nós (8.26) e a chamar Deus de nosso Pai. estava chegando ao fim de sua terceira viagem missionária.27).16).Romanos Autor: Paulo Data: 56 dC Contexto Histórico Quando Paulo escreveu Rm.116. Apesar de tudo que aconteceu neste mundo– mesmo que todos os seres humanos sejam pecadores (1. Embora Paulo descreva brevemente os dons espirituais em RM (12. Depois de ser revigorado e apoiado pelos cristãos de Roma. depois visitar a igreja em Roma (1.11).36) e a aplicação do evangelho à vida cotidiana (12.20).24).17.21-11. 15.1-11. ele ainda não tinha estado em Roma. mesmo que Deus não puna. Esboço de Romanos Introcução 1. Ele planejou ir a Jerusalém com essa coleta.19).9-11) e nos dá vida (8.1). Conteúdo O tema doutrinal global que Paulo procura demonstrar é que Deus é Justo.3-15). mas perdoe os pecadores culpados (3. Ele nos permite orar adequadamente (8. ele tinha fundado igreja através de todo o mundo mediterrâneo. Ele escreveu para dizer aos romanos sobre sua visita iminente. O Espírito Santo em Ação O ES confere poder na pregação do evangelho e na realização de milagres (15. fazendo uma coleta para ajudar os cristãos necessitados de Jerusalém (15. 8.ainda assim Deus é perfeitamente Justo e nos perdoou através de sua graça.13.31. mesmo que os muitos judeus não creiam (9. Esta epístola é.6. O ES derrama o amor de Deus em nosso coração (5.21). Cristo Revelado Rm é a história do plano de redenção de Deus em Cristo: a necessidade dele (1. 15. nos guiando nele (8. Devido a essa grande misericórdia de um Deus tão justo.1-7 Desejo de Paulo de visitar Roma 1.27).25-28. ele não faz menção explicita do ES em conexão com esses dons. Agora. por volta de 56 dC.6 .14) e purificando nossa consciência para prestar testemunho verdadeiro (9. A carta.1-2). fornecendo-nos um modelo de santidade a seguir(8.20). habita em todos que pertencem a Cristo (8. paz e esperança através de seu poder (14. provavelmente tenha sido entregue por Febe (16.5.4).20 99 .17). e Paulo. nos dando poder para obedecermos a Deus e superarmos o pecado (2. 2Co 8-9). uma segurança espiritual interior de que somos filhos de Deus (8.16). a igreja havia sido fundada por outros cristãos. Durante os dez anos anteriores. Em Roma.18-3. se desejamos agradar a Deus (8. mesmo que os crentes sofram e a redenção final retarde (8. em 56 dC. 15. planejou viajar para a Espanha para pregar o evangelho (15.18-39). conheceu muito a respeito dos crentes de lá (16.21-5.23).18-3.1-17 Identificação de Paulo 1.1-8.30).10-11.2.36) .13.5. 15.29.3-8).N. através de suas viagens. Ele também nos torna.8-15 Resumo do evangelho 1.18-3. Devemos centrar a nossa mente nas coisas do Espírito. concedendo desse modo.1-16. junto com alegria. progressivamente.22-24). portanto . mais santo na vida diária. a descrição detalhada da obra de Cristo e sua implicações para os cristãos (3. uma declaração madura de sua compreensão do evangelho. mas vinha pregando o evangelho desde sua conversão em 35 dC. devemos seguir um modelo de vida coerente com a própria justiça de Deus (12.6). Ocasião e Data É mais provável que Paulo tenha escrito Rm enquanto estava em Corinto. 7.

Fim da vida: Depois da prisão em Jerusalém.1-15. 28.6) Salvação: Encontrou o Cristo ressuscitado no caminho para Damasco (At 9.1-3.14-33 VII.25-27 A CARREIRA DO APOSTOLO PAULO (1. na Grécia e . Fp 3.27.12) Opô-se a Pedro (Gl 2.28) Escreveu cartas para inúmeras igrejas e vários indivíduos que agora compõe um quarto do NT.24.11-21) Discutiu com Barnabé por causa de João Marcos (At 15.1-4. 22.5) Treinamento: Aprendeu a arte de fazer tenda (At 18.39 IV.18-3. na Cilicia (At 22.5) Perseguidor dos cristãos ( At 8. Aplicações práticas 12. Praticando Justiça na vida Cristã 6. o que lhe permitiu mais obras missionárias. Todos pecaram 1. na Espanha (Rm 15. Deus e Israel 9.3) Religião anterior: Hebreu e fariseu (Fp 3.1-24 VIII.17-18.1-8.1-8) Recebeu o derramamento do ES na rua chamada direita (At 9. aprisionado novamente.21-5.36 V.16-31) De acordo com a tradição cristã. foi enviado para Roma (At 21. Bênção 16. foi libertado da prisão.13 VI. A própria situação de Paulo 15. possivelmente.1-3) Levou o evangelho paras os gentios (Gl 2.36-41) Realizações: Três viagens missionárias prolongadas (At 13-20) Fundou inúmera igrejas na Asia Menor.3 Estudou com Gamaliel (At 22. Recomendações pessoais 16. Justificação apenas pela fé 3.21 III.7-10) Papéis: Falou em nome da Igreja de Antioquia no concílio de Jerusalém (At 15.20 II.12-16) Chamado para Missões: A igreja de Antioquia foi instruída pelo ES a enviar Paulo ao trabalho (At 13. Índice 100 . permaneceu preso mais uma vez em Roma e foi decapitado fora da cidade.1-11.3) Tribo de Benjamim (Fp 3.5) Origem: Tarso.I.

uso do véu. ele recebeu relatórios perturbadores sobre a complacência moral existente entre os crentes de Corinto. espírito de litígio e rejeição de uma ressurreição física. Corinto era uma das cidades comerciais mais importantes da época e controlava grande parte das navegações entre o Oriente e o Ocidente. que depois se perdeu.7 . Em estilo e filosofia. fornicação. Também revela alguns dos problemas que os antigos pagãos tinham em não transmitir experiências religiosas anteriores à experiência de ministério do ES. Situava-se na parte da Grécia e a península de Peloponeso.N.10). Eles podem ter associado algumas das extravagâncias frenéticas do paganismo com o exercito de dons espirituais (12. O Espírito Santo em Ação As manifestações ou dons do Espírito formam as passagens mais conhecidas sobre o ES (caps 12-14). Visto que Paulo.9-11). dons espirituais e a ressurreição do corpo. escreveu a carta próximo ao fim do seu ministério em Éfeso (16.1. Durante esse ministério de três anos em Efeso . Para remediar a situação.11) e descreve a igreja como seu Corpo (cap 12).1-13). aparentemente. 2Co 12. Mas não devemos fazer vista grossa ao papel do ES em revelar as coisas de Deus ao espírito humano de uma maneira que impede todas as bases para o orgulho (2. quando passou dezoito meses lá em sua segunda viagem missionária (At 17. e milhares de prostitutas profissionais serviam no templo dedicado à sua adoração. Antes que pudesse escrever uma carta corretiva. chegou outra delegação de Corinto com uma carta fazendo-lhe certas perguntas(7.14). Contexto Histórico A carta revela alguns problemas culturais gregos típicos dos dias de Paulo. a epístola pertence a Paulo Data Paulo estabeleceu a Igreja em Corinto pro volta de 50-51 dC. Os gregos eram conhecidos por sua idolatria. 16. A cidade era infame pela sua sensualidade e prostituição sagrada. esperando que a mesma chegasse a Corinto antes de Timóteo (16. Mesmo seu nome tornou-se um provérbio notório: “corintizar” significava praticar prostituição. membro da igreja em Corinto fez um relato a Paulo sobre a existência da facções divisórias na igreja.2). 101 . Conteúdo A carta consiste na resposta de Paulo a dez problemas separados: Um espírito sectário. ele enviou uma carta à igreja ( 5. incluindo a grande imoralidade sexual da cidade de Corinto. Ele continuou a levar a correspondência adiante e a cuidar da igreja depois de sua partida (5. Talvez o mais iluminador entre o debate atual da igreja em geral seja a maneira como o apóstolo direciona os coríntios a um equilibrado emprego de falar línguas. Paulo enviou imediatamente Timóteo a Corinto (4. afirmando essa prática e recusando qualquer direito de proibi-la (cap 14). A principal divindade da cidade era Afrodite (Vênus). a Ceia do Senhor. em sua terceira viagem missionária (At 19). casamento e divórcio.1-17). ele escreveu a carta que conhecemos como 1 Co.17). ingestão de alimentos oferecidos a ídolos. filosofias divisórias. De especial importância são as poderosas conseqüências da ressurreição de cristo para toda a criação (cap 15). Cristo Revelado A epístola contém uma revelação inigualável sobre a cruz de Cristo como uma oposição a todas as jactâncias humanas (caps 1-4) Paulo cita Cristo como nosso exemplo em todo comportamento (1. processos.8) ela pode ser datada cerca de 56 dC. Então.1º Coríntios Autor: Paulo Data: Cerca de 56 dC Autor A autenticidade de 1Co nunca foi seriamente desafiada. Pouco depois. uma delegação enviada por Cloe. O Espírito da cidade apareceu na igreja e explica o tipo de problemas que as pessoas enfrentavam.17). incesto. deusa do amor licencioso.9.

4 O papel dos líderes religiosos mostra que eles são importantes. O problema de manifestações espirituais que se originaram de uma abuso do dom de línguas 12.17-34 IX. mas nunca motivo para jactância 3.10-4.1-27 A aplicação do principio em comportamento e ação 10.5 Uma repreensão aberta por comparação irônica do orgulho coríntio com a loucura de Paulo 4. O problema de abuso sexual do corpo oriundo de uma aplicação errônea do ensinamento ético de Paulo 6.1-13 O exemplo pessoa de Paulo antecede a seus direitos.1-11 IV. O problema do relacionamento entre a esfera secular e a vida espiritual do crente.1 O princípio básico do amor versus conhecimento 8.1-9 I.1-13 III.2-16 VIII. O problema da ressurreição dos mortos 15. 1-40 X.1-58 XI. especialmente nas áreas de sexo. casamento e escravidão.10-3. 7. O problema da disciplina da Igreja interna ocorrida devido a um caso de incesto 5.1-24 Índice 102 .1-11.1 VII. Concluindo observações pessoais 16.6-21 II.114.21 O contraste entre a sabedoria divina e a humana sobre a cruz mostra o erro de um espírito sectário que se origina da sabedoria humana 1.5-4.Esboço de 1º Coríntios Introdução com saudação e ação de graças 1. O problema de processos entre os cristãos perante cortes públicas 6.1-11. O problema de um espírito sectário que surgiu de uma preferência por lideres religiosos devido à sua suposta sabedoria superior 1. O problema do papel dos sexos à luz da retirada do véu 11. 9. O problema de profanar a Ceia do Senhor 11.12-20 V. O problema de diferença ética entre irmãos causado pela ingestão de alimento oferecido aos ídolos 8.1-13 A necessidade de controle 14.1-31 A necessidade de amor 13.1-40 VI.40 A necessidade de diversidade 12.

mostrando sua profunda emoção.9) Paulo escreveu 1Co em Éfeso por volta de 55 dC Uma breve porém dolorosa visita a Corinto causou “tristeza” a Paulo e à igreja (2Co 2. Não possuímos a epístola Severa. Ele também é o foco de nosso serviço a Deus. Nós compartilhamos não apenas a vida e a glória de Cristo. Características 2Co é a mais autobiográfica das epístola de Paulo.6.9). contêm uma mensagem de reprimenda aos caluniadores existentes na igreja. à medida que procuramos levar “cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (10. que é o “marido” da igreja (11. sua disposição de ser fraco de modo que os outros pudessem experimentar o pode de Deus (13. até a redação desta epístola. Ele revela o seu forte amor pelos coríntios. Jesus é o foco de nossa vida futura.9-20). Cristo Revelado Jesus é o foco de nosso relacionamento com Deus. 7. caps. pois Cristo é a própria imagem de Deus (4.4. 13. sua lealdade inflexível à verdade do evangelho e sua indignação implacável ao confrontar aqueles que rompem o companheirismo da igreja.14.3-4. At 18 Paulo escreveu um epístola anterior a 1Co . por volta de 50 dC. A visita dolorosa. reconciliando o mundo consigo (5. para que.2) Depois dessa dolorosa visita.21).5). Jesus é o Sim de Deus para nós e nosso Sim para Deus. pois seremos ressuscitados com Jesus (4. nele. não há evidências manuscritas que fundamentos esse ponto de vista.5). Entretanto. Paulo escreveu um epístola severa.2) e o juiz de todos os homens (5. mas também sua morte (4. embora alguns estudiosos tenha sugerido que 2Co 10-13 possa ter sido parte dela. tenha ocorrido quando ele escreveu Rm. mas também sua força.10-12). 7. e a sua disposição de empobrecer. contendo inúmera referências às dificuldades que ele enfrentou no curso de seu ministério (11.18).3-7. em 55 ou 56 dC. Todas as promessas de Deus para nós são sim em Jesus.6-8) Paulo escreveu 2Co da Macedônia. Os primeiros sete capítulos contêm a defesa de Paulo sobre a sua conduta e o seu Ministério. os caps 10-13.23-33). Os vários episódios na interações entre Paulo e os coríntios podem ser resumidos conforme a seguir: A visita de Fundação a Corinto durou cerca de dezoito meses.8 . Conteúdo 2Co consiste de três partes principais. durante seu caminho de volta a Corinto. Paulo as menciona para estabelecer a legitimidade de seu ministério e para ilustrar a natureza de verdadeira espiritualidade. em 55 ou 56 dC A visita final de Paulo a Corinto (At 20).9). Mais uma vez. Ele é o foco de nossa presente vida neste mundo. e ele não era profissionalmente frio em seu ministério ( 1.56 dC Contexto Histórico e Data 2Co reflete.2º Coríntios Autor: Paulo Data: Cerca de 55 . 8-9. de modo que os outros pudessem enriquecer (8. pouco antes de voltar a Jerusalém.13.11.14). de várias maneiras.14-15). entregue por Tito (2Co 2. Essa mudança foi realizada através do maravilhoso ato de graça de Deus. o tratamento de Paulo com a Igreja de Corinto durante o período da fundação. Deus veio até nós em Cristo. trata da oferta sendo levantada por Paulo para os santos pobres da Judéia e a Terceira parte. Nós experimentamos sua fraqueza.N.17). Proclamamos a Jesus como Senhor e nós mesmo como servos por seu amor a ele (4. 12. “que não conheceu pecado”. A segunda parte. e dizemos “amém” à estas promessas (1. e a carta severa fornecem pano de fundo imediato para a redação de 2Co. é “em Cristo” que nos tornamos novas criaturas (5. provavelmente. onde experimentamos simultaneamente em nosso corpo mortal “a mortificação do Senhor Jesus” tanto quanto sua vida (4.2. (1Co 5. seu zelo ardente pela glória de Deus. fossemos feitos justiça de Deus”(5. no qual Cristo. que At não registra. Paulo abre seu coração.1. Nós vemos a glória de Deus somente em Jesus e só nele somos transformados por essa glória (3. Sua vida estava inseparavelmente leigada à de seus convertidos. 103 . Portanto.4-6). 5.10-11). Ao defender seu ministério.10).19). tornou-se “pecado por nós. Por fim.

Paulo terminou sua epístola com uma bênção. Saudações finais 13. Nós não apenas lemos a respeito da vontade de Deus na “letra” das Escrituras.11-14 Índice 104 . prodígios e maravilhas” do ministério de Paulo (12.5-11 Perturbação em Trôade 2. Achamos que “onde está o Espírito do Senhor.6). através do dom do “penhor do Espírito em nossos corações”. A experiência presente do Espírito é especificamente um “penhor” do corpo glorificado que receberemos um dia (5. que incluía a “comunhão (companheirismo) do ES” (13.16-24 Preparação conveniente do dom 9.13 Anúncio da terceira visita 12.14-7.10 V. “conhecida e lida por todos os homens” (3.5-16 III. um deleite de companheirismo que o Espírito nos dá com Cristo e com todas as pessoas que amam a Cristo.14-13.16-18).1-5 Bênção de dar 9. Isso poderia indicar um sentido da presença do Espírito ou.17). A obra do ES é evidente na renovação interna diária (4.3-5) e nos “sinais.20-22).O Espírito Santo em Ação O ES é o poder do NT (3.15 Macedônios e Jesus como exemplos 8.1-5). Quando nos submetemos à obra do ES.1-9.1-11 Repreensão por comparações tolas 10. Defesa e uso da autoridade apostólica 10.2). Portanto.6) muda nossa maneira de viver abrindo nossos olhos à realidade viva que lemos.1-13. mais provavelmente. Saudação 1. O ES nos dá liberdade para vermos e liberdade para sermos o que Deus quer que sejamos (3.10 Repreensão por avaliação superficial 10. Há liberdade pra contemplar a glória revelada do Senhor e para nos transformarmos mais e mais de acordo com a imagem que contemplamos.16-21 Jactância relutante de Paulo 11. pois ele torna real para nós as ~provisões presentes e futuras de nossa salvação em Cristo.6-16 IV.3-7. O Espírito que vivifica (3.12-2.12). Explicação do Ministério de Paulo 1.16).12-18 Zelo de Deus pela Igreja 11. Esboço de 2º Coríntios I.1-9 Cumprindo as boas intenções 8.12-13 Natureza do ministério cristão 2.16 Consolação e sofrimento 1.1-4 Comparação com falsos apóstolos 11. aí há liberdade” (3.3-11 Mudanças de Planos 1.13-15 Uma delegação honrada 8.1-2 II.13). Generosidade ao dar 8. nós asseguramos que todas as promessas de Deus são Sim em Cristo e que somos ungidos e “selados” como pertencendo a ele (1. experimentamos progressivamente e incorporamos a vontade de Deus e nós mesmo nos tornamos epístolas de Cristo.4 Perdoando o ofensor 2. pois “a letra (sozinha) mata”.4 Deleitando-se com o relatório de Corinto 7.10-12 Compartilhando recursos 8. experimentamos um milagre. no conflito espiritual (10.5-15 Tolerância mal orientada dos coríntios 11.22-12.

Paulo descreve um conflito feroz e constante entre a carne. Ao invés de dar lugar ao pecado. quando nos submetemos passivamente ao seu controle e caminhamos ativamente nele. visivelmente retratada no batismo (3.1.12. uma área que incluía as cidades de Antioquia. Em relação à pessoa de Cristo. Icônia. doutrinária. nos libertar da tirania da lei (v.18) e fazer com que o fruto da santidade cresça em nossas vidas (vs. pode nos permitir morrer pela carne (vs.12). onde os gálios tinha se estabelecido.1). que ele próprio revelou a Paulo (1. A linguagem que ele usa indica uma experiência do Espírito que se estendeu além da recepção inicial dos gálatas.22-23).16) quanto sua humanidade (3. também foi usada por Pedro pra explicar o derramamento do ES no Pentecostes (At 2. Estes versos ensinam que receberemos o Espírito através da fé e que Ele continua a se manifestar no poder à medida que caminhamos na fé. aplicação prática da doutrina ( caps.3. Embora o cap. O verbo “dá” sugere um fornecimento contínuo com generosidade. libertando-os da servidão ao legalismo e à libertinagem.14. O Espírito Santo em Ação Os judaizantes estavam errados sobre as formas de santificação. Paulo enviou esta carta para as igrejas na província da Galácia. 4.5).20) e da lei (3. politicamente. Paulo provavelmente tenha escrito a carta por volta de 55 ou 56 dC. e o Espírito que habita em nós. 105 . bem como a forma de justificação. 2 posse ser identificado com a chegada da fome em At 11.4. Data A questão da data de Gálatas depende principalmente da correlação de 2. mas uma região da Ásia Menor. Em 3.28). Uma passagem importante é 3. do próprio eu (2.20).5.1-10 com a visitas de Paulo a Jerusalém registradas em At. Paulo faz um pergunta semelhante relacionada ao ES. No séc.9 . Em 5. a nossa natureza propensa ao pecado. A frase “a promessa do Espírito”.16-25. Paulo também descreve uma dinâmica união de fé com Cristo (2.N. 4. O que ele quer dizer é que o mesmo espírito que os regenerou faz com que a nova vida deles cresça. A Galácia não era uma cidade. Na terceira. 1-2). em 3. Paulo apresenta uma série de argumentos e ilustrações para provar a inferioridade da lei em relação ao evangelho e para estabelecer o verdadeiro propósito da Lei. Paulo defende sua autoridade apostólica. que incluía várias cidades. designava a província romana na parte centro-sul da Ásia Menor.Gálatas Autor: Paulo Data: Cerca de 55 . I dC.4). Somente o ES. que prontamente admitiram que tinham iniciado sua vida cristã através do Espírito. são encontradas poucas dificuldades para relacionar a carta com os acontecimentos de At 15.30. III aC.16. 6. em que Paulo pergunta aos Gálatas. 3.33). Na primeira seção (caps. quando uma tribo de pessoas da Gália migrou para o local. Cristo Revelado Paulo ensina que Jesus coloca aqueles que têm fé nele (1. 16-17).26) em uma posição de liberdade (2. quando estava na Macedônia ou em Corinto.16.4. o evangelho fornece meios para se obter a justiça que a Lei exige. A principal ênfase do apóstolo está na crucificação de Cristo como base para a libertação do crente da maldição do pecado (1. Na segunda seção. 5. (caps 3-4).14). como os descritos em 1Co 12-14.56 dC Destinatários Gálatas é a única cara que Paulo endereçou especialmente a uma grupo de Igrejas. A palavra “maravilhas” refere-se às manifestações carismáticas do Espírito evidenciadas por sinais externos. em sua terceira viagem missionária. 5-6). Listra e Derbe. Conteúdo Gálatas contém divisões biográficas. Paulo declara tanto sua divindade (1. enquanto “opera” indica que Deus continuava a fazer maravilhas através dos crentes cheios do Espírito que não tinha se entregado ao legalismo. por que eles estavam buscando maturidade espiritual realizando obras da lei.2-3. o termo “Galácia” era usado geograficamente pra indicar a região centro-norte da Ásia Menor. Seu nome originou-se no Séc. Paulo exorta os gálatas pra usarem adequadamente sua habilidade cristão e para não abusarem da mesma. doutrinárias e práticas de dois capítulos cada.

10 Para usar adequadamente sua liberdade cristã 5. Esboço de Gálatas I.1-10 V.1-10 A manifestação de sua autoridade 2.11-24 O reconhecimento de sua autoridade 2.18 Índice 106 .1-4.17 Bênção 6.14-16 Marcas de um apóstolo 6.1-5 Deserção dos gálatas 1.11-13 Centralidade da cruz 6.11-2.11 Por apelo 4.10 II. Doutrina: Paulo defende seu evangelho 3.16-26 Para carregar os fardos dos outros 6.1-15 Para caminhar através do Espírito 5.12-20 Por alegoria 4.11-21 III.21 A fonte de sua autoridade 1.11-18 advertência contra os legalistas 6.16-25) faz parte da exortação de Paulo em relação ao uso adequado da liberdade cristã.6-7 Denúncia contras os judaizantes 1.Esta seção (5.31 Com discussão 3. Prática: Paulo exorta os gálatas 5.1-6.1-4. Introdução 1. a liberdade certamente acabará em libertinagem.8-9 Declaração da integridade de Paulo 1. Biografia: Paulo defende sua autoridade 1.21-31 IV.1-10 Saudação 1. Separada da obra do ES de controlar e santificar. Conclusão 6.

18. Colossenses e Filemom. poderoso na batalha. Cap.8-19). dando-se sem egoísmo para realçar sua noiva— sua igreja (5. Cap.30. mas devido à majestade do Cristo revelado aqui. em 4. sua sabedoria e seu poder. 2: Ele é o pacificador que reconciliou o homem com Deus e que também torna possível a reconciliação entre os homens (2.16 como estando presente em Laodicéia ao mesmo tempo em que circulava. madura e de um ministério “sem mácula. 6. provavelmente. localizado perto da atual Izmir. Cristo Revelado Ef foi chamado de “Os Alpes do NT”. autorizando o crente a representar Cristo. iluminando o coração para aprender o propósito de Deus. O Espírito Santo em Ação Como com Cristo.19-22). 32).11-18). a mesma carta mencionada em Cl 4. Cap. a igreja— a expressão atual dele mesmo na Terra (1. a igreja aprende onde ela está. mas que reina como Rei. a carta divide-se em duas seções: 1) a oposição do crente. o apóstolo escreve esta carta encíclica— para se lida por várias congregações. Conteúdo A mensagem pulsante de Efésios é “para louvor de sua (Cristo) glória” (1. “O grande Cânon da Escritura” e “O ápice real das Epístolas”. 4. Embora Paulo já tivesse estado em Éfeso antes (At 18. uma vez que ela circulou originalmente para quase o mesmo grupo de igrejas. Tratava-se de uma das sete igrejas a quem Jesus endereçou suas cartas em Ap 2-3. A palavra glória ocorre oito vezes e refere-se à grande excelência de Deus. o ES é revelado em um ministério bastante amplo e através do crente. ele foi ministrar lá pela primeira vez no inverno de 55 dC. ele é o doador.13. e ele é o que habita nos corações humanos.17 e 3.1. Lá ele ministrou por dois anos inteiros (At 19.6.20). não somente por seu grande tema.14). desenvolvendo um relacionamento tão profundo com os efésios que sua mensagem de despedida a eles é uma das passagens mais emocionantes da Bíblia (At 20. aquele em quem e por quem a história será definitivamente consumida (1. e ele é o Senhor ressuscitado que não apenas ressuscitou dos mortos e do inferno. Cap.8). em 3. Ele é que dá a Palavra como espada para uma batalha e o assistente celeste que nos foi concedido para nos ajudar a orar e a intervir até que obtenhamos a vitória. Efésios e. 4-6.17-38). e 2) antes de andar.7). ele é o Espírito de santidade. ele é o Espírito da unidade. o recurso de força para seu povo enquanto eles se armam para a batalha espiritual (6.N.5. que pode se entristecer por insistência de ocupações carnais. 3: Ele é o tesouro em que são encontradas as riquezas inescrutáveis da vida (3. Filipenses. 5: Ele é o marido modelo.10 . Paulo escreveu Efésios. ele é a fonte através da qual todos deve ser continuamente cheios. ele é o revelador. em 4. Cap.16.6: Ele é o Senhor. a quem Cristo dá força. derramando sua vida através de seu corpo. 107 .15-23). Os passos básicos de amadurecimento são dados na direção do compromisso da igreja de lutar conta os poderes do mal: 1) antes da igreja ir para a guerra. e ele é a “principal pedra da esquina” do novo templo.17-18. ele é o selador.8-10).17-19). em 6.25-27.27).10). em 1. ela deve andar. e ele é o vencedor que acabou com a capacidade do inferno de manter a humanidade cativa (4. Confinado e aguardando julgamento (3.21). que consiste de seu próprio povo sendo habitado pelo próprio Deus (2.Efésios Autor: Paulo Data: Cerca de 60—61 dC Antecedentes Éfeso era um importante porto da Ásia Menor.10). garantindo-nos o amor de Deus (3. em 5. 1: Ele é o redentor (1.3. um fato relevante para estudar esta epístola.12. O objetivo magnífico está na publicação do compromisso de Jesus de construir uma igreja gloriosa. Efésios revela o processo pelo qual Deus está trazendo a igreja para seu objetivo destinado em Cristo. desejando sustentar a ligação de paz no corpo de Cristo. nem ruga” (5. caps 1-3 e 2) a prática do crente caps. Ocasião e Data Enquanto estava preso em Roma.1. Em 1.

10-12 Armadura para o guerreiro 6.7-11 Para crescer no ministério como parte do corpo 4.17-19 A igreja e glória de Deus 3.1-3 A nova ordem da vida amorosa de Deus 2.8-13 V. A vocação do crente para a vida cheia do Espírito 5. O ministério e mensagem do apóstolo 3.22-23 III.13-18 A Igreja: Edifício de Cristo 2.1-7 O ministério que é dado a cada crente 3. A responsabilidade do crente 4.19-21 A igreja: o copo de Cristo 1.3-14 Bênçãos de total redenção 1.9-14 II. A oração de poder do Apóstolo 3. A oração do apóstolo por discernimento 1.3-8 Parceria no propósito de Deus 1.14-16 Por fé e amor através da habitação de Cristo 3.21-24 Índice 108 .1-13 O ministério concedido a Paulo 3.20-32 Ao Brilhar como filhos da luz 5.17-5.1-2 I.1-6 Para aceitar a graça e dons com humildade 4.15-17 Manter a plenitude do Espírito através de louvor e humildade 5.18-20 Observações finais 6.18-21 Conduzir todos os relacionamentos de acordo com a ordem de Deus 5.11-12 A nova união e paz atual 2.17-19 Ao tirar o velho e colocar o novo 4.12-16 VII. O chamado do crente para a pureza 4.15-6.15-23 Para corações que vêem com esperança 1.Esboço de Efésios Saudação de abertura 1.4-10 A antiga separação e falta de esperança 2. A vocação do crente para a batalha espiritual 6.10-20 A realidade da batalha invisível 6.9 IX.13-17 A Ação envolvida na batalha 6.1-22 A ordem passada dos mortos que vivem 2. presente e futuro do crente 2.1-16 Para alcançar a unidade com diligência 4.15-23 Para a experiência que compartilha da vitória de Cristo 1. A posição do crente em Cristo 1. O passado.19-22 IV.9 Buscar a vontade e sabedoria de Deus 5.8-14 VIII.14 Ao recusar a falta de inclinação mundana 4.22-6.20-21 VI.14-21 Por força através do ES 3.

Mesmo a morte tornou-se uma amiga. baseada na experiência do poder de sua ressurreição. que renuncia à glória dos céus para sofrer e morrer por nossa salvação (2. A nota dominante por toda a cara é a alegria triunfante. As ofertas. Características Em muitos aspectos. era muito feliz. e invocava seus leitores para sempre regozijarem em Cristo. cheia de ternura. Paulo estabeleceu a igreja durante sua segunda viagem. à encarnação e à exaltação de Cristo. 2Co 11. conhece-lo era sua maior aspiração.12-40 registra a fundação da igreja de Filipo. Para sustentar sua exortação de humildade.20. O Espírito Santo também promove 109 . Ocasião e Data É mas provável que Paulo tenha escrito esta carta durante sua primeira prisão romana. pessoal e informal. É uma carta ética e prática em sua ênfase e está centralizada em Jesus. Ele começa a carta agradecendo aos filipenses pro sua parceria na propagação do evangelhos através de suas ofertas monetárias. Essencial para essa alegria é a convicção confiante de autoridade de Cristo. Paulo desfrutou de uma amizade mais próxima com os filipenses do que com qualquer outra igreja. Ele também elogiou calorosamente Epafrodito. a verdadeira alegria não é uma emoção superficial que dependeu de circunstâncias favoráveis do momento. sofrer por ele era um privilégio. 4.Filipenses Autor: Paulo Data: Cerca de 61 dC Antecedentes At 16. No contexto de cada referência há uma nota de alegria (1. para agradecê-los pela contribuição que tinha recebido deles. Sendo assim. e é possível mesmo em meio a circunstâncias adversas. São realçadas tanto a divindade quanto a humanidade de Cristo. Pregar Cristo era sua grande paixão.8-9). ele era a própria vida do apóstolo.5). O fato de essa expectativa ser dominante no pensamento de Paulo é vista em suas cinco referências à volta de Cristo. cristo é a soma e a substancia da vida. Cristo era mais do que um exemplo.5-11). embora prisioneiro. Cristo Revelado Para Paulo.16. Paulo fala da alegria do Senhor. por volta de 51 dC. 3.6. Desde o começo. Para Paulo. enfatizando que somente através de Cristo se alcança a alegria. como sofrimento e perseguição. pois o levaria a uma maior experiência da presença de Cristo (1. o apóstolo descreve a atitude de Cristo. como ocorre com todas as outras graças cristãs. Conteúdo A mensagem permanente dos filipenses diz respeito à natureza e base de alegria cristã. entretanto. calor e afeição.15-16. Seu principal desejo para seus leitores era de que eles pudessem ter a mente de Cristo. O Espírito Santo em Ação A obra do Espírito em três áreas é mencionada na carta. Para Paulo. a igreja apresentava um forte zelo missionário e era constante em seu apoio ao ministério de Paulo (4. “o fruto que aumente nossa conta”.10. ele apresenta a declaração mais concisa do NT em relação à pré-existência.11 . a alegria cristã é uma conseqüência de estar em comunhão ativa com o corpo de Cristo. A alegria cristã é independente de condições externas. que tinha trazido a doação de Filipos e quem Paulo estava enviando de volta. a vida de Paulo ganhou sentido. 2.17. apresenta-nos um diário íntimo das próprias experiências espirituais de Paulo. Paulo declara que o Espírito de Jesus direcionará a realização do propósito de Deus em sus própria experiência (1. A Alegria definitiva surge da comunhão com Cristo ressuscitado e glorificado. são apenas uma expressão de seu espírito de comunhão. ou como ele coloca em 4. por volta de 61 dC.N. Por toda a carta. esta é a mais bela cara de Paulo. Devido essa convicção. Seu estilo é espontâneo.21-23) A alegria apresentada em filipenses envolve uma expectativa ávida da volta eminente de Cristo. Ao fazê-lo.19). Primeiro. Paulo. Paulo também descreve uma alegria que surge da comunhão na propagação do evangelho.

unidade comunicação com o corpo de Cristo (2.1). A participação comum nele cria uma unidade de propósito e mantém uma comunidade de amor. Então, em contraste com a observância ritual inerte dos formalistas, o Espírito Santo inspira e direciona o louvor dos verdadeiros crente (3.3).

Esboço de Filipenses
Introdução 1.1-11
Salvação 1.1-2 Ação de graças 1.3-8 Oração 1.9-11

I. Circunstância da prisão de Paulo 1.12-26
Avançaram o evangelho 1.12-18 Garantiram a bênçãos 1.19-21 Criaram um dilema para Paulo 1.22-26

II. Exortações 1.27-2.18
Vida digna do evangelho 1.27-2.4 Reproduzir a mente de Cristo 2.5-11 Cultivar a vida espiritual 2.12-13 Cessar com murmúrios e questionamentos 2.14-18

III. Recomendações e planos pra os companheiros de Paulo 2.19-30
Timóteo 2.19-24 Epafrodito 2.25-30

IV. Advertências contra o erro 3.1-21
Contra os judaizantes 3.1-6 Contra o sensualismo 3.17-21 Conclusão 4.1-23 Apelos finais 4.1-9 Reconhecimento das dádivas dos filipenses 4.10-20 Saudações 4.21-22 Bênção 4.23 Índice

110

N.12 - Colossenses
Autor: Paulo Data: Cerca de 61 dC Antecedentes
Paulo nunca tinha visitado Colossos, uma pequena cidade na província da Ásia, cerca de 160 km de Éfeso. A igreja foi uma conseqüência de seu ministério de três anos em Éfeso, por volta de 52 –55 dC (At 19.10; 20.31). Epafras, um nativo da cidade e provavelmente convertido pelo apóstolo, talvez tenha sido o fundador e líder da igreja ( 1.7-8; 4.12-13). A igreja aparentemente se reunia na casa de Filemom (Fm 2).

Ocasião e Data
Estudiosos conservadores acreditam que esta carta foi escrita em sua primeira prisão romana, por volta de 61 dC. Em algum momento da prisão de Paulo, Epafras solicitou sua ajuda para lidar com a falsa doutrina que ameaçaca a igreja em Colossos (2.8-9). Aparentemente, essa heresia era um mistura de paganismo e ocultismo, legalismo judaico e Cristianismo. O erro parece com uma antiga forma de gnosticismo, que ensinava que Jesus não era nem completamente Deus e nem completamente homem, mas apenas um dos seres semidivinos que ligavam o abismo entre Deus e o mundo.

Características
Nenhum outro livro do NT apresenta mais completamente autoridade universal de Cristo ou a defende tanto cuidado. Combativo em tom e abrupto em estilo, Colossenses tem uma semelhança próxima com Ef em linguagem e assunto. Mais de setenta dos 155 versos de Ef contêm expressões que ecoam em Cl. Por outro lado, Cl tem vinte e oito palavras que não se encontram em mais nenhum outro lugar escrito de Paulo, e trinta e quatro que não se encontra em lugar nenhum do NT.

Conteúdo
Os falsos mestres em Colossos tinha rebatido algumas das principais doutrinas do Cristianismo, nada menos que a divindade, a autoridade absoluta e suficiência de Cristo. Cl apresenta Cristo como o Senhor supremo cuja suficiência o crente encontra perfeição (1.15-20). Os primeiros dois capítulos apresentam e defendem essa verdade; os últimos dois desvendam as implicações práticas. A supremacia de Jesus Cristo depende da unicidade dele com o eterno e amado Filho e Herdeiro de Deus (1.13,15). Nele habita a totalidade dos atributos, essência e poder divinos (1.19; 2.9). Ele é a revelação e representação exata do Pai, e tem prioridade em tempo e primazia em categoria sobre toda a criação (1.5). Sua suficiência depende de sua superioridade. A convicção da soberania absoluta de Cristo impulsionou a atividade missionária de Paulo (1.27-29). Paulo declara a autoridade de Cristo de Três formas primarias, proclamando, ao mesmo tempo, sua adequação. Primeiro, Cristo é o Senhor de toda a criação. Sua autoridade criativa abrange todo o universo material e espiritual (1.16). Como isso inclui os anjos e planetas (1.16; 2.10), Cristo merece ser louvado ao invés dos anjos (2.18). Além disso, não há motivo para temer os poderes espirituais demoníacos ou buscar supersticiosamente a proteção deles, pois Cristo neutralizou o poder deles na cruz (2.15), e os colossenses compartilhavam de seu triunfante poder de ressurreição (2.20). Como soberano e potestade suficiente, Cristo não é apenas o Criador do universos, mas também o preserva (1.17), é seu princípio de união e meta (1.16). Em segundo lugar, Jesus é o superior na igreja como seu Criador e Salvador (1.18). Ele é a vida e líder dela, e a igreja só deve submeter-se a ele. Os colossenses dever permanecer arraigados a ele ( 2.6-7) ao invés de se encantarem com especulações e tradições vazias (2.8,16-18). Em terceiro lugar, Jesus é supremo na salvação (3.11). Nele somem todas as distinções criadas pelo homem e caem as barreiras. Ele transformou os cristãos em uma única família onde os membros são iguais em perdão e adoção; é ele quem importa, em primeiro e em último lugar. Portanto, contrário à heresia, não há qualificações ou exigências especiais para vivenciar o privilégio de Deus (2.8-20). Os caps. 3-4 lidam com as implicações práticas de Cristo na vida diária dos colossenses. Paulo usa a palavra “Senhor” nove vezes em 3.1-4.18, o que indica que a supremacia de Cristo invade cada aspecto de seus relacionamentos e atividades.

111

Cristo Revelado
Paulo eleva Cristo como o centro e circunferência de tudo que existe. O encarnado Filho de Deus, ele é a revelação e representação exata do Pai (1.5), bem como a encarnação da total divindade (1.19; 2.9). Ele, que é Senhor da criação (1.16), da igreja (1.18), e da salvação (3.11), habita os crentes e é sua “esperança e glória” (1.27). O supremo criador e mantenedor de todas as coisas (1.16-17) também é um salvador suficiente para seu povo (2.10).

O Espírito Santo em Ação
Cl tem uma única referência explícita ao ES, usada em associação com o amor (1.8). Alguns sábio também entendem “sabedoria e inteligência espiritual” em 1.9 em termos de dons do Espírito. Para Paulo, a autoridade de Cristo na vida do crente é a evidência mais crucial da presença do Espírito

Esboço de Colossenses
I. Introdução 1.1-14
Salvação 1.1-2 Oração de louvor pela fé dos colossenses 1.3-8 Oração de petição pelo crescimento deles em Cristo 1.9-14

II. Apresentação da supremacia de Cristo 1.15-2.7
Na criação 1.15-17 Na igreja 1.18 Na reconciliação 1.19-23 No ministério de Paulo 1.24 –2.7

III. Defesa da supremacia e suficiência de Cristo 2.8-23
Contra a falsa filosofia 2.8-15 Contra o legalismo 2.16-17 Contra o louvor aos anjos 2.18-19 Contra o ascetismo 2.20-23

IV. Supremacia de Cristo exigida na vida Cristã 3.1-4.6
Em relação a Cristo 3.1-8 Em relação à igreja local 3. 9-17 Em relação à família 3.18-21 Em relação ao trabalho 3.22-4-1 Em relação à sociedade não cristã 4.2-6

V. Conclusão 4.7-18
Companheiros de Paulo 4.7-9 Saudações finais 4.10-15 Exortações e bênçãos finais 4.16-18 Índice

112

foram lá e excitaram as multidões” (At 171. No dia indicado. era de fato o Ungido— o Messias— prometido há muito pelas escrituras (At 17. seu anfitrião Jasom foi preso. Grito de aclamação e boas-vindas surgiriam à medida que ele passasse. Os mortos em Cristo. I estava bastante acostumado a chegada (“vinda”) esplendorosa. o filho do carpinteiro de Nazaré. Os líderes Judeus não estavam contentes com a mudança dos seguidores da sinagoga . Foi essa a recepção inicial do evangelho no continente europeu. de modo que Paulo ter de pagar fiança. nenhuma repreensão ou heresia ameaçadora como Gl. (At 17. Os caps. seu deleite notável em saber da fé inabalável deles Os caps. 5.uma classe de oficiais peculiar à região. Tessalônica e Beréia— Paulo e seu grupo partiram em meio à inquietação civil e tiveram seu trabalho interrompido no meio. Data Dos cálculos baseados na inscrição de Gálio— uma cópia pública de uma carta do imperador romano ao procônsul de Acaia— Pode-se afirma que 1 Ts foi escrito em 50 ou 51 dC Características e Conteúdo Escrita primeiro em um tom de alívio e gratidão.8-12) Aqui.7) Muito possivelmente.3). a cidade de tessalônica era a capital do distrito da província romana da Macedônia e possuía um excelente porto natural .13-40). Tendo recebido o nome da irmã de um rei macedônio no final do séc. paciência e prestabilidade em relação à várias necessidades humanas (5. argumentando que Jesus.1-3).6 “magistrados da cidade). o livro é marcado pelo agradecimento em relação ao crescimento da igreja na ausência forçada de Paulo. Os cristãos vivos se uniriam a eles e seriam arrebatados para encontrar o Senhor no ar este estar para sempre com ele. dizendo que há outro rei. uma grande estrada militar romana que ia desde a costa balcânica ocidental até a atual Istambul.1º Tessalonicenses Autor: Paulo Data: Cerca de 50 dC Origem da Igreja em Tessalônica O evangelho chegou à Europa pela primeira vez em 49 dC. IV aC. Isso aconteceu quando em sua segunda viagem missionária. portanto. as autoridade imperiais se desculparam. Portanto em três cidades sucessivamente— Filipos.9-12). 4-5 contêm as exortações características sobre assuntos como pureza sexual (4. aqueles que choravam pela perda de pessoas queridas. logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus também era anunciada por Paulo em Beréia. Paulo e Silas chegaram a Tessalônica. Ao saber que Paulo e Silas eram cidadãos romanos. Paulo e Silas partiram secretamente para Beréia—100 km a sudeste. Viajando cerca de 150 km em direção a sudeste. sua preocupação com o estado da fé que eles tinham. E era governada por politarcas . alegre e antecipada de um visitante ral.N. Paulo estabelece a segunda maior igreja do continente europeu.12-13). estima e apoio aos líderes (5. A carta não contém um teologia elaborada como Rm. Eles então fizeram acusações de que Paulo e seu grupo tinham “virado o mundo de cabeça para baixo” . os cidadãos sairiam da cidade para encontra o visitante real— que vinha com um amplo cortejo. Chamar Jesus de “Senhor” era empregar um título de outra forma aplicado ao imperador: “Todos estes procedem contra os decretos de César. 1-3 ensaiam as lembranças de Paulo sobre seu ministério entre eles. O povo mediterrâneo do séc. na verdade. e aqueles que rodeassem a 113 . seriam os primeiros a serem ressuscitados. Um grande Consolo!. A linguagem de Paulo descrevendo a vinda de Jesus dista dois milênios do vocabulário da tecnologia urbana. depois para Neápolis (At 16. libertaram os apóstolos e os incitaram a deixar a cidade (At 16.13 . Jesus” (At 17.1-8. as autoridades romanas que revisaram o caso tenha incluído os maridos das “mulheres distintas” persuadidas por Paulo. Paulo foi para a sinagoga do local e pregou durante várias semanas. nem conselhos pastorais extensivos como em 1Co. caridade responsável ( 4. “Como tinha por costume”. o apóstolo encontrou a negociante Lídia. muito próxima da rebelião civil do que o dano público sugerido pelo longo uso de palavras familiares.Uma acusação muito séria. de consolo.23). Paulo e seu grupo responderam à visão noturna do homem macedônio e navegaram de Trôade para a ilha egéia de Samotrácia e. Localizava-se na famosa via Egnatia. À noite.14-15). A ira deles pode ter piorado as hostilidades judaicas. a comissão de Timóteo para voltar a igreja. “Mas. A resposta de Paulo encheu de esperança e. Como não conseguiram encontrar Paulo. exorcizou o espírito de adivinhação de uma jovem escrava e foi publicamente espancado e erroneamente preso. Aqui. relata Lucas.

10).2-3. o poder do Espírito (provavelmente com “sinais” e maravilhas”) e profunda resposta pessoal.5). 2. Lembrança do Ministério de Paulo 1.9). Deus é a fonte e o fim de tudo o que se relaciona com a vida natural e espiritual. 2Ts 2. cuja volta esperada co céu (1. cuja morte e ressurreição (1.14). ele não veio somente em palavras.6. Esse será seu dia.1. Deus ressuscitou Jesus e ressuscitará os mortos que confiaram nele (1. 1Ts 5. embora concentrado em 4.23). que. é a fonte da ira e do desagrado (2.1-12 Agradecimentos pela resistência dos tessalonicenses 2.17-20 Missão de Timóteo e Alívio de Paulo 3. para encontrar o rei que vem do céu.13. 2. O Espírito Santo em Ação Todos os cristãos podem afirmar que foi Deus quem “nos deu também o seu ES” (4.estrada então se uniriam ao monarca que iria a um determinado.11-13 III.1.14-15) mas que.19-21 releva um caráter vivamente carismático do louvor em Tessalônica— a atividade profética que alguns estavam inclinados a conquistar.13-5.18).10) dá conforto aos aflitos (4. 4.15-16) àqueles que se opõem a ele. A graça vem de Cristo (5. 5.12-28 Respeito pelos líderes 5.18).19-20). o “evangelho de Deus”(2. o “Dia do Senhor” (5. Esboço de 1º Tessalonicenses I.12-13 Paz na comunidade 5. Quando o evangelho chegou em Tessalônica . é pratica o suficiente para ser a base do respeito pra governar os anciãos (5.23) e aprovação (2. mas também com a ação de graças contínuas (5. 4. a testemunha incontestável (2. “mas também em poder.13-18. esperança e caridade dos tessalonicenses 1.5).13 114 . O Espírito inspira alegria mesmo quando em meio à aflição (1. como ele mesmo.1. Sua palavra. Na verdade. 3. mas para o que Paulo pede aceitação verificada: suas palavras deveriam ser lidas “a todos os santos irmãos” (5. todavia.1-11.3.1-10 Esperança contínua de Paulo de ver os tessalonicenses 3.1-12 Para o futuro: a volta de Cristo 4.2).11 IV. paz (5. 3. e no Espírito Santo. A vontade de Deus se relaciona com a pureza moral (4.2.1 II. Ele é o Deus vivo e genuíno (1.13-16 Ansiedade de Paulo pelos tessalonicenses 2.28). ele é o receptor de agradecimentos (1.9) e origem da salvação (5.2. sugerindo uma mistura balanceada de discussão intelectual. Conselhos finais 5.19). Em 1Ts. Deus Pai Revelado Deus.11.9).17-18.2. “Dia de Cristo”).12).10.10.3. O tema da volta de Cristo. Assim há de ser quando os vivos e os mortos forem para cima. Cada capítulo em 1 Ts refere-se a esse acontecimento futuro decisivo. o conquistador dos mortos.13).11 Para o presente: qualidades de estilo de vida 4.14.9). como em vários lugares da Bíblia.2-10 Como Paulo ministrou lá 2. acima de tudo. oposto de ídolos (1. 4. a vinda de Cristo acontece de um final de carta (1.6).11) e alegria aos que o esperam (2.13.10) ao outro (5.27).1-5. Havia alegria e admiração com a chegada esplendorosa do rei. o Pai (1. mas para aqueles que o servem.7). Mas. também é abordado em 5.3. Os crentes de antes e de agora têm uma posição espiritual mística “no Senhor” (1.2.13 Agradecimentos à fé. em 1Ts Cristo surge como o Rei que volta. 4. Cristo Revelado Jesus é o Filho de Deus (1. A espera da volta de Cristo 4.16).8-9) notadamente chega através de palavras humanas (2.14-15) fornecem um exemplo aos crentes que sofrem agora (1.10. 5.4). e em muita certeza” (1. Ali seriam feitos reconhecimentos e premiações especiais (2.8). Começo típico da carta 1.8). 2. serão ressuscitados no futuro (1. coragem (2.

14 Vivência cristã 5.15-22 Índice 115 .Ajuda aos necessitados 5.

2Ts. e ele.8) e tomará vingança daqueles que não conhecem a Deus (1. 116 .5). 2. e no Senhor Jesus” (1.13) aqueles em seu Reino (1.10. Paulo rapidamente escreveu 2Ts para ressaltar a maneira correta de compreender a volta do Senhor. “o ministério da injustiça” (2. O Espírito Santo em Ação Na única referência direta ao ES.20.18). o homem do pecado será revelado—”O filho da perdição” (2.11).1. 1Ts revela que alguns tessalonicenses estavam perplexos com a morte de pessoas amadas e temendo perder a volta do Senhor Jesus.12.13). não trabalhando. Cristo Revelado A coigualdade de Cristo com Deus recebe atenção especial neste livro.. A preocupação de Paulo cm a estabilidade espiritual da igreja o levou a enviar Timóteo e a expressar.” Pelo visto.17-3.4.5) e os torna dignos de seu chamamento de salvação (1. Já nessas cartas.7.3).15.4. escrevendo a primeira carta.2). 3. Qualquer que seja a fonte da doutrina errônea.16) a fonte de graça (1. incluindo a capacidade de realizar prodígios (2. 3. derrotará o homem do pecado no momento de sua volta (2. se autodenominará Deus(2. consolo e estabilidade (2.5.4-7). cuja seleção para a salvação por Deus “desde o início” o apóstolo descreve pormenorizadamente como “santificação do Espírito e fé da verdade “ (2. amor e paciência (3.12) e amor (3.6) e permite a ilusão àqueles que desprezam a verdade (2. Em 2Ts. atraíam o louvor e a gratidão freqüentes do apóstolo (1Ts 1. uma alegre satisfação por conhecer sua saúde espiritual (1Ts 2. Mas um poder— não identificado claramente pelo apóstolo– resiste e controla o homem do pecado de forma a impedi-lo de interferir na consumação do curso dos acontecimentos humanos por Deus através da volta de Cristo na segunda vinda. Ou pode ter surgido em uma carta falsamente atribuída a Paulo. sua posição espiritual encontra-se em “Deus. parar de trabalhar era instigado por uma doutrina errônea de que alguém.29). ele relembra seus leitores a continuar com as coisas que ele ensinou antes (1Ts 2.16. A estabilidade e persistência e paciência em meio as adversidades. Essa figura. 3. nosso Pai. havia preocupações evidentes sobre as atitudes desequilibradas relacionadas com a volta do Senhor.11).21.10). diz Paulo (2. chamada de “anticristo” nas cartas de João. ou assim afirmada (2. com “o assopro de sua boca” (2. 2. Ainda assim. Freqüentemente nas cartas tessalonicenses.10.3. Deus é visto como Pai (1.17).13). mais importante. está se desenvolvendo um corpo de crenças cristãs definidas. 3.14 .4). surge um problema diferente.2).1). Esse dia. não acontecerá até que determinados acontecimentos ocorram.2. desarmado. A obra de santificação do ES pode ser vista como uma maneira de encarar a intenção de Deus de salvar seu Povo.6.15. Pai e Filho juntos são a fonte da graça e da paz (1. relacionado à volta do Senhor.8). Deus Pai Revelado Como em outros lugares do NT. O espírito de tal figura.1.12). também teria sido escrita por volta de 50 dC.crenças fixas dentro das igrejas— como uma verificação sobre a doutrina carismática. esclarece ele..9). 1Co 14.4) elas descansam nele (1. “Ouvimos”.16. A volta do Senhor é de importância central em ambas as cartas. 2. 3.3. A declaração profética do Espírito. está claro que os crentes sofreram algumas perseguições e opressão— da mesma forma que Paulo e Silas.7) já operava nos dias de Paulo.8). sugerindo que Paulo escreveu a segunda carta algumas semanas após a primeira.1).8). tinha trazido para Tessalônica uma doutrina que anunciava que “o Dia de Cristo estivesse perto” (2. Como em 1Ts. Ele escolheu (2. Duas vezes em 2Ts (2. Embora a igreja seja geograficamente localizada em tessalônica. “que alguns entre vós andam desordenadamente. em 2TS Paulo engrandece a Deus pelos tessalonicenses.11) e que não conhecem (1.5) e objeto de agradecimento (1.14). O apóstolo apela para a “tradição” . se escrito apenas algumas semanas depois de 1Ts. haverá uma apostasia e.11-12. As igrejas são dele (1.2). o Senhor Jesus virá de novo (1. Tal doutrina pode ter uma origem falsamente reivindicada pelos carismáticos (“por espírito” 2.4). mas também restituiu os malfeitores (1.2º Tessalonicenses Autor: Paulo Data: Cerca de 50 dC Autor e Data 1 e 2Ts são bastante semelhantes em linguagem. provavelmente os mais antigos livros do NT a serem escritos.N. Ele enganará muitos. 2Ts 1. sempre deve ser testada (1 Ts 5. Tanto em 1Ts como em 2Ts (1. pois terá grandes poderes.16). 2Ts 2. Em primeiro lugar.

18 Índice 117 .13-3.3-4 II. Exortação 2.13-17 À oração 3.Esboço de 2º Tessalonicenses I.1 Endereços 1.1-12 III. Comentários finais 3.6-13 À disciplina 3.17 Um desejo de graça 3.16 À estabilidade 2.1 Saudações 1.16 IV.2 Ação da Igreja 1. Doutrina 1.1-4 autores 1.17-18 Uma assinatura de crédito 3.14-15 À paz 3.1-5 Contra ociosidade 3.12 Conseqüência da vinda 1.5– 2.5-12 Indicações da vinda 2. Começo típico da carta 1.

14). Em virtude de seu trabalho de redenção. misericórdia e paz (1.5). não por causa da justiça. ascendeu ao céu (3. que se faz carne. que “se deu a si mesmo em preço de redenção por todos” (2. Além disso.15 .12. uma cidade da Licaônica. ele partiu. 5.1-7). ele encontrou Timóteo como membro da igreja local.16) e proclama sua soberania universal e natureza eterna (6. Eunice era casada com um gentio.15-16). Quando Paulo retornou a Listra. Era evidente que Timóteo tinha recebido os ensinamentos da religião judaica. Paulo advertiu Timóteo a ser circuncidado. deixando Timóteo responsável pela igreja de lá.12). Como eles iam ministrar entre os judeus. Logo em seguida. ele é nossa esperança (1.1).15). Conteúdo O trabalho para o qual Paulo nomeou Timóteo envolveu sérias dificuldades. e sua filha Eunice. a antiga tradição insiste unanimemente que Paulo as escreveu. Por enquanto.6). uma capacidade especial de ministrar concedida como um carisma do Espírito quando colocaram as mãos nele. o Pai (1. com quem ele teve Timóteo. É provável que uma judia chamada Lóide. 118 . como ordenar o culto da igreja.14.26.14.1º Timóteo Autor: Paulo Data: Cerca de 64 dC Antecedentes Em sua primeira viagem missionária.2. a maneira de acessar a Deus. 3.27). ele ensinou Timóteo como combater os falsos mestres.1) e o capacitou para o ministério (1.14. A declaração “o Espírito expressamente diz” (4. Além disso. Data Paulo visitou Éfeso por volta de 63 dC. Na carta. tenha se convertido a Cristo durante esse ministério. Desde o início desenvolveu-se um relacionamento bastante próximo entre Paulo e Timóteo. As “intercessões” (2. mas ele estava operando desde o começo da igreja em Éfeso (At 19. uma vez que sua mãe era judia. Sob a sugestão do ES. Paulo e Barnabé pregaram em Listra. e ele achou necessário escrever uma carta de instrução a seu jovem colaborador que enfrentava problemas. um “bom testemunho” (3. 6. altamente recomendado por seus líderes ali e em Icônio. mas para evitar ofender os judeus. Ele provavelmente tenha escrito a carta em 64 dC. pois Paulo o iguala a Deus.16). Jesus é a fonte da graça. Tt) nomeiam o apóstolo Paulo como seu autor.N.14).1. tal como exigido na nomeação de líderes (At 6. O Espírito Santo em Ação As referências diretas ao ES em 1Tm são raras. Cristo é tanto Senhor (1. Em 4. Ele.12. como escolher os líderes da igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classe na igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classes na igreja.3. Timóteo deveria ensinar a fé apostólica e levar uma vida exemplar o tempo todo. e obtiveram em meios às perseguições sucesso. mas seu pais recusou-se a permitir que o filho fosse circuncidado. Paulo relembra Timóteo do “dom” que lhe foi dado através da “profecia”.7) também incluiria o líder ser “cheio do ES”.1-2.1) ressalta a atividade contínua do ES e a sensibilidade de Paulo a suas sugestões. após ser libertado de usa primeira prisão romana. Paulo adicionou Timóteo a seu grupo apostólico. 2Tm.15) quando salvador (1. e a promessa de sua volta é um incentivo à fidelidade no ministério e à pureza na vida (6. Cristo Revelado A divindade de Jesus é evidente.1) são orações que envolvem a assistência do ES (Rm 8. ele é o único “mediador entre Deus e os homens” (2.3). provavelmente seu único filho. que comandou o apostolado de Paulo (1. Autor Todas as Epístolas Pastorais (1Tm.21.

16 Seu culto 2.20-21 Índice 119 .1-16 Em relação às várias classes na igreja 5.10 Em relação à igreja como um todo 4.Esboço de 1º Timóteo Introdução 1.1-6. Instrução relacionada aos deveres pastorais 4.11-21 Para apresentar as reivindicações de Cristo aos ricos 6.10 III. Instruções relacionadas à igreja 2.1-15 Seus líderes 3.11-21 Para manter a fé e militar na fé 6.1-3. Exortações finais 6.1-6.14-16 II.1-20 I.17-19 Para guardar a verdade 6.1-13 Sua função em relação à verdade 3.

6).1-5 Saudação 1. Paulo foi preso de novo.13).8) logo após sua morte. caloroso e carinhoso.8) para ser nosso Salvador (1.16 . Introdução 1.13. 4.1-2.6-8 Devido à grandeza do evangelho 1. 2. O ES que em nós habita nos permite ser fiéis ao evangelho confiado a nós e garantir sua pureza (1.10.16.11-12. somente Lucas estava com Paulo (4. mas agora estava confinado a um masmorra e os amigos quase não conseguiam vê-lo.22) e coerente com seu propósito (2.8).6-14 Devido à natureza da experiência cristã 1. As bênçãos espirituais.17-18. Jesus veio para a terra como homem (2. O Espírito Santo em Ação O ES deu a Timóteo um dom e Paulo o exortou a usá-lo ativamente (1.8. Há pouca dúvida sobre Paulo ter escrito esta carta pouco antes de sua morte. como é provável que ele tenha sido executado antes da morte de Nero em 68 dC.14). pois seu coração estava falando. residem nele e derivam dele (1.16). Característica Embora Paulo seja conciso e direto. Ele é fiel àqueles que o seguem (1.12.6-8). Anteriormente.7). mas sim uma nota pessoal contendo a última vontade e o testamento do apóstolo. mas agora ele esperava a morte (4. a paz e mesmo a vida em si. Ao escrever esta carta. tendo todos os outros partidos por vários motivos. desejava ver Timóteo e Marcos (4.13).13.911).9-10.12-14 120 . Ele também concede a compreensão espiritual (2.67 dC Antecedentes Até podemos determinar. Ele lembrou Timóteo de suas responsabilidade e o advertiu a se entregar de corpo e alma à sua tarefa. a carta deve ser datada de 66/67. 4. o ES concede poder. 3. Paulo foi libertado da prisão romana pouco depois de At ter sido escrito e empenhou-se em viagens missionárias.13) e.2º Timóteo Autor: Paulo Data: Cerca de 66 . bem como suas próprias. Portanto.7). Cristo aparecerá em sua segunda vinda como o juiz justo (4.10.12.9-11 Devido ao exemplo de Paulo 1.15) e foi ressuscitado (2. Além disso. Fidelidade face às dificuldades 1. ele também é meigo. ele estava em sua própria casa alugada e podia receber visitantes livremente.18. Em relação a si mesmo. Antes. provavelmente em Trôade (4. Paulo necessitava de algumas coisas pessoais (4.1-2 Ação de graças 1.11). em sua solidão.1). e levado pra Roma. 2. Cristo Revelado Para Paulo.14. a misericórdia. Ocasião e Data A carta originou-se devido à preocupação de Paulo com as necessidade de Timóteo.1.3-5 II. como a graça. o evangelho contém mais do que declarações e proposições: é Cristo (1. 2.N. ele esperava ser solto. a carta não era um produção literária ordenada bem planejada. viajando até a Espanha. Durante a era das perseguições iniciadas por Nero em 64 dC. Conseqüentemente. amor e moderação (1. Esboço de 2º Timóteo I. 2Tm revela emoções de Paulo mais do que seu intelecto. As circunstâncias de sua segunda prisão foram bastantes diferentes daqueles de seu primeiro encarceramento.

22 Índice 121 .19-21 Bênção 4.15-2.14-26 Erro prático 3.9-13 Advertência 4.16-18 Saudações 4.8-13 IV.III.9-22 Instrução 4.1-4.15-18 O caráter da obra de Timóteo 2. Fidelidade face ao erro 2.13 O exemplo de Onesíforo 1.14-4. Conclusão 4.14-15 Explicação 4.1-7 A obra redentora de Cristo 2.8 V. Fidelidade face à deserções 1.8 Erro doutrinário 2.

3) indica que ele não foi criado no judaísmo. Em algum momento a caminho de Nicópolis. não existe nenhuma menção a seu respeito em Atos.1-3 Saudação 1. provavelmente por volta de 64 dC (3. Conteúdo A carta a Tito tem uma afinidade com 1Tm. Paulo tinha muita estima por Tito e o apostolo se inquietava quando havia pouco ou nenhuma notícia sobre as atividades e o paradeiro do jovem. Introdução 1.N. ele escreveu para Tito.17 . escolhendo cuidadosamente as pedras que formam essa habitação para Deus. esperança e funções de Paulo 1. Esboço de Tito I.12). O Espírito Santo em Ação O ministério do ES é compreendido por toda a epístola. A pessoa que experimenta um novo nascimento recebe o ES a fim de manter um estilo de vida vitorioso seguindo os moldes do de Cristo (3. Tito tinha de ordenar os presbíteros em cada cidade onde existia o núcleo de uma congregação.5 II.1-3-7 Entre eles mesmos 2.4 Encargo de Tito 1. e a regeneração só pode ser obra do ES (3. Ocasião e Data Embora o NT não registre um ministério de Paulo em Creta. O fato de Tito não ser circuncidado (Gl 2. após a libertação de Paulo de sua primeira prisão em Roma. A carta dá indicações de ter sido escrita durante o outono. Os cretenses não podem mudar a si mesmo (1. Como tinha pouco tempo.10—16 III.5 indicam claramente que ele e Tito conduziram uma missão lá.14.13). Paulo também enfatiza Cristo como nosso redentor (2. 3. Paulo deixou Tito em Creta para cuidar de novas igrejas.6-8).5). Instruções em relação aos presbíteros 1. Ess campanha provavelmente tenha acontecido em alguns momentos durante 63-64 dC. a doutrina correta e a vida santa. Ambas as epistolas são endereçadas a jovens homens aos quais tinham sido designados de liderança responsável em sua respectivas igrejas durante a ausência de Paulo. passagens como 1.12). Instruções em relação à conduta cristã 2. Tito tinha três grandes temas– a organização da igreja.1-15 Em relação ao mundo todo 3. e deveriam ser inflexíveis em questões de princípio. Cristo Revelado Fundamentando as instruções de Paulo está o tema de que Cristo está construindo sua igreja.6-9 A necessidade de administração adequada 1. Então o apóstolo partiu para outras´áreas de trabalho.1-7 122 .12. na Grécia (3. mantendo a verdadeira doutrina apostólica e sendo capazes de reprovar os opositores.12-13).6-16 Sua qualificações 1. nem tornou-se um prosélito. Mesmo que Tito fosse companheiro e um valioso colaborador de Paulo. Tito era grego e evidentemente um convertido de Paulo.Tito Autor: Paulo Data: Cerca de 64 dC Antecedentes É estranho que uma pessoa cujo nome esteja listado entre os livros do NT seja tão pouco conhecida.4-7) e apresenta sua segunda vinda como um incentivo à vida sagrada (2. Ambas as epístolas ocupam-se com as qualificações daqueles que devem liderar a ensinar as igrejas. Eles devia ser homens de alto caráter moral.1-5 Declaração do ofício.

Instruções finais 3.9-11 V. Instruções e saudações 3.IV.8-11 Para ensinar verdades espirituais 3.9-11 Pra evitar dissensões 3.12-15 Índice 123 .

em uma situação muito sensível. as pessoas podem ver a unidade do Espírito entre todos os santos envolvidos. que o levou a Cristo (10). 14.5-9). Não se trata de um apelo superficial de Paulo.Filemom Autor: Paulo Data: Cerca de 60-61 dC Antecedentes Esta carta é o apelo pessoal de Paulo a Filemom. Ela revela como Paulo endereçou com educação porém firmeza o assunto central da vida cristã. Paulo.2). I resultaram em proprietários temerosos e suspeitos. é a base de um novo começo. Paulo expressa ação de graças por seu amor e fé em relação a Cristo e a seus companheiros crentes. Ele desejava uma verdadeira reconciliação cristã entre o proprietário de escravos lesado e o escravo perdoado.10). A oferta de Paulo em pagar uma dúvida que não era sua em nome de um escravo arrependido é um quadro claro da obra do Calvário. com delicadeza. Parece que Filemom tinha se convertido sob o ministério de Paulo (v. Amor. Antes um escravo alienado. Onésimo. Depois de agradecer pessoalmente a Filemom e seus companheiros crentes. os escravos fugitivos poderiam ser severamente punidos e mesmo condenados à morte.7-9. e não tinha direitos. e Paulo logo chega a esse tópico. Ele faz a petição já sabendo que o amor e caráter de Filemom prevalecerão.N. 1.16). e ambos eram responsáveis por seu comportamento (Ef 6.18 . Cristo Revelado Essa epístola aplica poderosamente a mensagem do evangelho. Em Roma. Onésimo entrou em contato com o preso Paulo.21) A escravidão era uma realidade econômica e social aceita no mundo romano. além disso. Paulo escreveu para a igreja em Colossos e evidentemente incluiu esta carta a favor de Onésimo.18). mas com urgência. ela reorganizou o relacionamento entre o mestre e o escravo. um cristão rico e dono de escravos. pois ele preenche um “cheque em branco” em nome de Onésimo para quaisquer dívidas a pagar (vs 17-19). Fm é uma profunda revelação de Cristo operando na vida de Paulo e daqueles à sua volta. Onésimo agora também é um “querido Irmão” em Cristo (v. Ambos eram iguais perante Deus (Gl 3.21) Características Mesmo sendo a mais curta das epístola de Paulo. junto com a profunda amizade de Paulo com os dois homens. Ocasião e Data Paulo escreveu esta carta durante sua prisão romana por volta de 61 dC. confiança e respeito caracterizavam a amizade deles (vs. um de seus escravos tinha fugido para Roma. análoga à intercessão contínua de Cristo junto ao Pai em nosso nome. o amor através do perdão. 11. intercedeu por Onésimo e expressou total confiança de que a fé e amor de Filemom resultariam na restauração (vs 5. Conteúdo A epístola é uma expressão autêntica dos verdadeiros relacionamentos cristãos. Tíquico e Onésimo aparentemente entregaram as duas cartas (Cl 4. O Espírito Santo em Ação 124 . Fm 12).28).22). Como ele conclui. Mesmo a igreja Primitiva não tendo atacado diretamente a instituição da escravidão. e que a igreja colosense se reunião em sua casa (v. Essa transformação. O amor fraternal normalmente exige graça e misericórdia práticas. A intercessão de Paulo é. Ele explica a conversão de Onésimo e o novo valor do escravo no ministério e família de Jesus Cristo (12-16). que morava em Colossos. O tom é de amizade calorosa e pessoal ao invés de autoridade apostólica. Filemom é desafiado a mostrar o mesmo perdão incondicional que ele recebeu através da graça e amor de Jesus. aparentemente depois de danificar ou roubar a propriedade do mestre (vs. Apresenta a persuasão de Paulo em ação. isto é. Às revoltas dos escravos no séc. De acordo com a lei romana. O relacionamento próximo de Paulo e Filemom é evidenciado através de suas orações mútuas (vs 4 e 22) e de uma hospitalidade de “portas abertas” (v. Um escravo era propriedade de seu mestre.

foi ativo no ministério de Paulo e na vida da igreja. Ação de graças em relação a Filemom 4-7 Louvor pessoal 4 Características dignas de louvor 5-7 III. e Paulo aplica essa verdade à vida de Filemom e de Onésimo. Petição de Paulo por Onésimo 8-21 Um pedido de aceitação 8-16 Um garantia de reembolso 17. Saudação 1-3 II.Mesmo não mencionando especificamente o ES. O amor. no corpo de Cristo (1Co 12.19 Uma confiança na obediência 20-21 IV. é evidente por toda a carta. fruto do Espírito. seja escravo ou livre. Preocupações pessoais 22-25 Esperança de libertação 22 Saudações 23-24 Bênção 25 Índice 125 . Esboço de Filemom I. È o ES que batiza todos os crentes.13).

como Barnabé ou Apolo.14).6. insultado pela apostasia (10.34.16.5.23. no séc. 11. O Espírito Santo em Ação O ministério do ES é visto de diversas maneiras. testemunho à inspiração do AT (3.4. Os vs 4-35 registram bênçãos maravilhosas e notáveis vitórias alcançadas através da fé. nas alturas” (1. e não existe unanimidade de tradição em relação à sua identidade.Hebreus Autor: desconhecido Data: Cerca de 70 dC Autor Hebreus não designa seu autor.13 Jesus: Melhor do que os profetas 1. Cristo Revelado Falar de Cristo em Hb é descrever o livro inteiro.4).24).8). Esboço de Hebreus I. Sendo assim. 11 enumera alguns dos grandes heróis da fé no AT.N. A maioria das bênçãos do judaísmo relacionava-se com as coisas terrenas: um tabernáculo ou templo terreno. usada para descrever a Cristo e os benefícios do evangelho (1. indicando talvez que o autor estivessem em Roma ou escrevendo para os cristãos de Roma. podem ter escrito o livro. 13. aplicando-se tanto ao período do AT quanto do NT: Os dons do ES para o ministério (2. 36-38 registram aqueles que resistiram a grandes provas. sofrimento e perseguição através da fé. A única evidência em relação ao local em que o livro foi escrito é a saudação enviada pelos “da Itália” (13. sacrifícios terrenos.4. Enquanto o sacerdote arônico tinha que oferecer sacrifícios continuamente por seus próprios pecados. Hb salienta a importância e o ministério do Cristo pré-encarnado. não segundo a ordem de Aarão.11).3). Melquisedeque era um tipo perfeito para Cristo.22-23). de modo que suas iniqüidades não são mais lembradas contra eles. e a melhor conclusão pode ser a de Orígenes. e não por herança (5. o escritor enfatiza a superioridade de Cristo perante tudo que o aconteceu antes no período do AT. sacerdotes terrenos. enquanto os vs.11. Cristo está “à destra da Majestade. III.4-2. Conteúdo Uma palavra importante da epístola é “melhor”. 10.1-4. Em contraste.29). O cap. 9. Cristo ofereceu de uma vez por todas sua própria pessoas sem pecados como o sacrifício perfeito. 7. O motivo óbvio é que o sangue de Jesus tinha riscado os pecados e fracassos. 11. descrição da experiência dos crentes (6.35.15).1-3 Jesus: Melhor do que os anjos 1.19. 12. bem como pelos pecados de outras pessoas. que declarava que só Deus sabe ao certo quem o escreveu. que recebeu o cargo do sumo sacerdote por invocação direta de Deus. enquanto outros sugerem que um dos colaboradores de Paulo. assistência no ministério de Jesus (9. Cristo é o sumo Sacerdote. Data e Localização O conteúdo de Hb indica que foi escrito antes da destruição do Templo em 70 dC (10. A superioridade da pessoa de Jesus 1.19 .5-6). 10.7. Ao tentar manter seus leitores distantes da apostasia.16. 6.1. A especulação provou-se infrutífera. que não tinha antecessores nem sucessores no sacerdócio. Um ponto importante desta epístola é a apresentação do ministério sumo sacerdotal do Senhor. 8. 8. mas sim de Melquisedeque.18 126 .22. Como nenhum outro livro da Bíblia. não há menção dos pecados e defeitos daqueles enumerados. Ele experimentou na carne a provação que todos os crentes conhecem. interpretação da verdade espiritual (9. Significativamente.40). onde distribui as bênçãos celestes (3. um acordo que prometia a prosperidade terrena. Alguns sábios destacam algumas evidências que podem indicar uma autoria paulina. e por isso ele é capaz de interceder compassivamente em nome deles.4).

Jesus: Melhor do que Moisés 3.1-19 Jesus: Melhor do que Josué 4.1-13

II. A Superioridade do Ministério de Jesus 4.4-10.8
Jesus: Melhor do que Arão 4.14-5.10 O Sacerdócio de Melquisedeque, portanto Jesus, melhor do que o de Arão 7.1-8.5 Jesus é mediador de uma melhor aliança 8.6-10.18

III. A superioridade da caminhada da fé 10.19-13.35
Um chamado à segurança total da fé 10.19-11.40 A persistência da fé 12.1-29 Admoestações sobre o amor 13.1-17 Conclusão 13.18-25 Índice

127

N.20 - Tiago
Autor: Tiago, irmão de Jesus Data: Cerca de 48-62 dC Autor
O autor identifica-se somente como Tiago. O nome era bastante comum; e o NT enumera pelo menos cinco homens com este nome, dois dos quais eram discípulos de Jesus e um era seu irmão. A tradição atribui o livro ao irmão do Senhor, e não há motivos para questionamentos. Evidentemente, o escritor era bastante conhecido, e Tiago, o irmão de Jesus, logo tornou-se líder da igreja em Jerusalém (At 12.17; 15.13-21; 21.18; Gl 1.19; 2.9,12). A linguagem da carta é semelhante à da fala de Jesus em At 15. Aparentemente, Tiago era um descrente durante o ministério de Jesus (Jo 7.3-5). Uma aparição de Cristo a ele após sua ressurreição (1Co 15.7) provavelmente o tenha levado a essa conversão; pois ele é enumerado com os crentes de At 1.14.

Data
O historiador Judeu Josefo indica que Tiago foi apedrejado até a morte por volta de 62 dC; então, se ele é o autor, a carta foi escrita antes dessa data. O conteúdo do livro sugere que pode ter sido escrita um pouco antes do concílio da Igreja relatado em At 15, que se reunião por volta de 49 dC. Não podemos se dogmáticos, e só se pode concluir que a carta provavelmente tenha sido escrita entre 48 e 62 dC.

Conteúdo
Ao invés de especular ou debater sobre teorias religiosas, Tiago direciona seus leitores para uma vida piedosa. Do Início ao fim, o tom desta carta é imperativo. Em 108 versos, são dados 54 mandamentos evidentes, e 7 vezes Tiago chama a atenção para suas declarações usando termos de natureza imperativa. Esse “servo de Deus” (v.1) escreve como alguém supervisionando outros escravos. O resultado é uma declaração da ética cristã, que se iguala a ensinamentos semelhantes no NT.

Cristo Revelado
Começando no primeiro verso e continuando por toda a carta, Tiago reconhece a autoridade de Jesus, referindo-se como “servo”, ou escravo, do Senhor. O termo é aplicável a todos os cristãos, pois todos os verdadeiros discípulos de Cristo reconhecem sua soberania sobre suas vidas e se comprometem espontaneamente a seus serviço. Cristo é o objeto de nossa fé (2.1), aquele que cujo nome e em cujo poder realizamos nosso ministério (5.14,15), o recompensador de todos aqueles que se mantém firmes em meio a julgamentos (1.12), e aquele que virá, por quem pacientemente esperamos (5.7-9). Tiago identifica Cristo como a “glória” (2.1), referindo-se ao Shekinah, a gloriosa manifestação da presença de Deus em meio a seu povo. Não somente glorioso por si mesmo, ele é a glória divina, a presença de Deus na terra (Lc 2.30-32; Jo 1.14; Hb 1.3). De considerável interesse é o paralelo próximo entre o conteúdo dessa carta e a doutrina de Jesus, especialmente o Sermão da Montanha. Embora Tiago não cite exatamente nenhuma declaração de Jesus, há mais reminiscências verbais da doutrina do Senhor nesta carta do que em todo o resto das epístolas combinadas no NT. Essas alusões indicam uma associação próxima entre Tiago e Jesus e evidenciam a forte influência do Senhor na vida do autor.

O Espírito Santo em Ação
A carta menciona especificamente o ES somente em 4.5, onde se declara que o Espírito que habita em nós deseja a nossa lealdade completa, não suportando rivalidade. A Atividade do ES pode ser vista no ministério aos doentes descritos em 5.14-16. À luz de outra terminologia bíblica que liga unção com o Espírito ( Is 61.1; Lc 4.18; 1Jo 2.20-27), o ungir com o óleo é melhor compreendido como símbolo do ES. Além do mais, no grego, o artigo definido usado com a palavra “fé” em 5.15 particulariza essa fé, sugerindo que Tiago está se referindo à manifestação do dom da fé (1Co 12.9).

Esboço de Tiago
I. Saudação 1.1 128

II. Religião prática e julgamentos 1.2-18
Adversidades externas 1.2-12 Tentações internas 1.13-18

III. Religião prática e a palavra de Deus 1.19-27
Escutar a Palavra 1.19-20 Receber a Palavra 1.21 Obedecer à Palavra 1.22-27

IV. Religião prática e relacionamentos humanos 2.1-26
Parcialidade negativa 2.1-13 Compaixão positiva 2.14-26

V. Religião prática e discurso 3.1-18 VI. Religião prática é mundanismo 4.1-12 VII. Religião prática e negócios 4.13-5.6 VIII. Apelos finais 5.7-11
Por paciência 5.7-11 Por um falar puro 5.12 Por oração 5.13-18 Por compaixão 5.19-20 Índice

129

Também há um referência ao importante objetivo dos crentes de levar os outros a Deus por meio de seus estilos de vida piedosos. Além do mais. Eles. Esta é a “esperança” do cristão mencionada em 1.4). A salvação futura que aguarda os crentes na revelação de Jesus é especialmente proeminente no princípio da carta (1. A paciência em meio ao sofrimento injusto é “agradável a Deus” (2. refere-se a eles como “estrangeiros dispersos” (1. Cristo foi ressuscitado dos mortos “pelo Espírito” (3.1).3-13). Esta carta foi escrita provavelmente perto do fim da vida de Pedro.11).15-16) e confundem antigos companheiros (4.5). portanto.4). eles vêm até ele (2. 130 . Sua antiga vida era de obscenidades. A expectativa da volta de Cristo na glória faz com que os crentes regozijem (1.15).N. proclamam os louvores de Deus (2. os quais estão sofrendo rejeição no mundo devido à sua obediência a Cristo (4. portanto. Os compatriotas deles estão surpresos por eles agora viverem de maneira diferente (4. o que talvez explique o estilo polido do grego da carta.12-13).18).9).4). 4. Os cristãos devem ser uma força de redenção no mundo. a perseguição é normalmente a exceção (3. mas também apropriada para estes cristãos (1. e não há evidências de que a autoria de Pedro tenha alguma vez sido desafiada na igreja primitiva. em sua maioria gentios convertidos.20). Mesmo tendo cristo sofrido e depois sido glorificado. os crentes responderam em obediência através “do Espírito” (1.18. 3. Cristo agora também faz uma profunda diferença na vida dos cristãos. 4.11.21 . Eles são.8).17).14.1).1º Pedro Autor: Pedro Data: Cerca de 60 dC Autor A carta parece ser do apóstolo Pedro.17.1).4). um antegozo da glória porvir veio através do Espírito (comparar: 4. A tradição antiga sugere que Pedro foi martirizado em Roma junto com a severa perseguição de Nero aos cristãos depois do incêndio de Roma em 64 dC.1).3-5) Pedro soube das tentações deles e.1-4.14 com o v. os evangelistas pregaram o evangelho pelo Espírito.11). que descrevia mais os pagãos gentios do que os judeus do Séc. 5. a salvação prometida no evangelho também está bastante em vista. 13. Pedro liga os sofrimentos do sacrifício de Cristo com a glória que surgiu em sua morte (1. O início dos anos 60 é uma boa estimativa para a composição de 1 Pedro.4-7).18-19. 12-16). mas enquanto ele ainda poderia dizer: “honrai ao rei” (2. Ele. I . 3. que acompanho Paulo em segunda viagem missionária provavelmente tenha sido secretário de Pedro na composição de 1 Pe (5. 13 e 5. embora pudessem ser perseguidos pela fé nessa vida (1. Conteúdo Acompanhando as várias exortações para a vida fiel em meio a uma sociedade ímpia. A carta detalha os frutos do sofrimento e da vitória de Cristo.12). apesar do sofrimento. incluindo provisões para uma nova vida e esperança para o futuro (1.13. De outras maneiras. eles oferecem “sacrifícios espirituais” através dele (2. eles o amam (1.10).18).22). Em um momento eles não eram povo (2. aparentemente não há a vinculação do martírio. Ocasião e Data Pedro se dirige aos cristãos que vivem em várias partes da Ásia Menor. 3. bebedeira e idolatria (4.3. eles devem esperar se recompensados quando ele voltar (5. Embora sofrer seja a “ardente prova” (4. portanto.15.3.14). ganham esposas para Cristo por seus exemplos (3. 4. Silvano. O Espírito Santo em Ação O ES é ativo em todo o processo de salvação: o “Espírito de Cristo” nos profetas no AT testificam a respeito da cruz e da glória subseqüente (1.2.12). 2.16). Cristo Revelado Em quatro passagens separadas. silenciam os homens loucos realizando boas obras (2.6-7. envergonham os críticos ímpios (3. os cristãos deveriam antever a glória porvir. relembra-os de que têm uma herança celeste (1.13. 21. eles são censurados por causa dele (4. uma frase que lembra o exílio de Israel no AT.3).

A conduta do crente nas circunstâncias diárias 2.13-2.Esboço de 1º Pedro Introdução 1.12 Saudações 5.19 Servindo humildemente enquanto sofre 5.13 Exortações finais com bênção 5.11-3.11-5.3-12 Vida Justa devido à esperança 1.10 regozijando na esperança da volta de Cristo 1.13-4.4-10 II. co-autor desta carta 5.11 Submissão e respeito pelos outros 2.14 Índice 131 . A fé e esperança dos crentes no mundo 1.1-11 Conclusão 5.12 Sofrimento em nome de Cristo 3.3 Renovação para o povo de Deus 2.1-2 I.3-2.12-14 Silvano.

O “conhecimento” em 2Pe é mais do que percepção intelectual. 2.18).1-2. objeto de ataque de zombadores.18).21.15-16). Esses fatores apontam Pedro como o autor genuíno de 2 Pedro. o Espírito está obviamente operando ao fornecer o “poder divino” que torna possível o crescimento na graça e conhecimento de Cristo (1. exibem um estilo de vida sensual e estão destinados à destruição.1). Os mestres heréticos aparecerão (2. O cap.2-3. A base para tal conhecimento são as Escrituras. Entretanto.N. ele alega ter estado com Cristo no monte da transfiguração (1. Eles negam o senhor.1222). Essas características se enquadram na heresia gnóstica. que devem aguardar por sua volta (1. A fidelidade à doutrina apostólica é a principal preocupação (1.2º Pedro Autor: Pedro Data: Cerca de 65—68 dC Autor e Data Esta carta fornece as instruções e exortação do apóstolo Pedro à medida q eu ele se aproxima do final de sua vida (1.15-16). mas cujas raízes foram fixadas no séc.12-15).9. desqualifica qualquer “interpretação privada” .14-18). Esse é o verdadeiro conhecimento (gnosis) que combate a influência gnóstica herética. Também garante o cumprimento da promessa da volta do Senhor e ensina que sua expectativa deveria motivar os cristãos ao comportamento piedoso.22 .1.19-21). quando Nero morreu. 3. A carta começa com o tema de cultivar a maturidade cristã (1. Cristo Revelado A divindades de Cristo é evidente na maneira como Deus e Cristo estão aproximados ligados em 1. e se essa comunidade for a mesma referida em 1Pe 3. Eles ridicularizam a idéia da volta do Senhor.1).20. È um experiência de Deus e vê Cristo que resulta em transformação moral (1. 2Pe adverte os cristão contra os falsos mestre dentro de sua comunhão que os levaria a apostasia. Pedro foi martirizado em Roma durante o governo de Nero. e a doutrina apostólica (3.De acordo com a antiga tradição da igreja.1).20). O propósito e atividade divinos estão centralizados em Jesus.2-8. já estão em cena (2. que se desenvolveu mais completamente no séc. e explica porque essa esperança ainda não foi realizada.12-16. ele tinha escrito uma carta anterior às pessoas a quem 2Pe é dirigida (3. 3. I. Se a tradição é confiável. pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2. o que.15).16-21. As referências em 2Pe indicam a autoria de Pedro: o autor se identifica como Simão Pedro (1. O último capítulo enfatiza a segunda vinda de Cristo. à medida que sua graça e poder são concedidos aos crentes (1.2-3.1. Deus reconhece Cristo como seu “Filho” (1. 132 .1-2.1-2).8.1-2. II. 2 fornece uma descrição mais longa a respeito da advertência contra os falsos mestres. Pedro evidentemente tem um comunidade especifica em mente (3. 3. 3. então sua morte ocorreu antes de 68 dC. em algum momento eles tinha “escapado das corrupções do mundo. 2. que descreve a obra do Espírito em “inspirar” os autores humanos das Escrituras proféticas. então esta carta era direcionada aos cristão em algum lugar da Ásia Menor. na verdade.20). chamadas de “profecia” (1. Conteúdo A resposta ao erro é a firmeza através do crescimento no conhecimento do Senhor.1-2) e.16) e pela chegada de seu Reino eterno (1. Os estudiosos conservadores normalmente sustentam que Pedro escreveu ambas as epístola que lhe são atribuídas. O Espírito Santo em Ação A única referência direta ao ES está em 1. e ele usa várias palavras e frases semelhantes às encontradas em 1Pe. São as Escrituras que garantem ao crente um destino com Jesus Cristo (1.17).16-18). Aparentemente.2-11. 3. por sua vez. Antecedentes Enquanto 1Pe estimula os cristãos a encararem a oposição do mundo.

1-2 II.3-11 Testamento de Pedro 1.10-22 IV.1-18 Escarnecedores nos últimos dias 3. Advertências contra os traidores do final dos tempos 3.4-22 Destruição dos falsos mestres 2.8-18 Índice 133 . Exposição e julgamento dos falsos mestres 2.3-2.16-2. Saudação 1.Esboço de 2º Pedro I. A verdade doutrina contra a falsa 1.3 III.3 Busca de virtudes morais 1.12-15 Escrituras proféticas contra os falsos mestres 1.1-7 Crentes e o Dia do Senhor 3.4-10 Descrição dos falsos mestres 2.

refletindo a autoridade que a idade e o apostolado trazem. então. o caráter da heresia combatida na carta aponta para a mesma época. Características Existem grandes semelhanças entre eo Evangelho de Jo e 1Jo. Data O peso de uma tradição antiga e forte sobre João ter passado seus últimos anos em Éfeso. a falsa doutrina e o espírito do anticristo. Heresia era um precursor do gnosticismo do séc. O ponto de vista dualista fez com que os falsos mestres negasse a encarnação de Cristo e. como o corpo humano era um simples invólucro para o espírito interior. 4. conhecimento e vida em suas advertências contra a heresia. e como nada que o copo fizesse poderia afetar o espírito interno.3. com unanimidade. luz. 3. 3.1). O objetivo de João ao escrever.3). a ressurreição.22) e anticristos (2. Esses elementos repetem-se por toda a carta. A comunhão com Deus e os irmãos permite que as pessoas reconheçam através da unção de Deus. portanto. onde João passou seus últimos dias.10-23.22-23.18. nunca poderia habitar um corpo material de carne e sangue. junto com o fato do tom dos escritos sugerirem que se trata de um produto de um homem madura que passou por experiência espiritual profunda. Eles também ensinavam que. e a falta de amor indica que a pessoa está nas trevas (2. revelando o relacionamento íntimo do apostolo com Deus e com o povo de Deus.18). eles substituíram a fé pelas buscas espirituais e exaltaram a especulação mais do que os dogmas básicos do evangelho. Mais uma vez João reagiu energicamente (2. João afirma que Deus é a luz. mas tinha se afastado (2.6. A falta de especial dedicação e saudação indicam que a carta foi circular. João escreveu vigorosamente contra esse erro (2. que acontecia somente para iniciados da elite espiritual. Possuir amor é evidência clara de que uma pessoa é cristã.9-11.13).23 .7) e aos mestre como “falsos profetas” (4. “Gnosticismo” é uma palavra derivada do grego gnosis. A incerteza de seus leitores sobre sua condição espiritual foi causada por um conflito desordenado com os mestre de uma falsa doutrina. cerca de 90 dC. Eles um dia tinha estado com a igreja. mas apenas aparente.7-21). Além disso. eles não tinham pecado.26. Evidências internas também apontam João como o autor. apontam uma data próxima ao final do séc.3). os gnósticos ensinavam a salvação através de esclarecimento mental. Ocasião e Objetivo João declara ter escrito para dar garantia da vida eterna àqueles que Crêem “no nome do Filho de Deus (5. o corpo humano que Jesus supostamente possuiu não era real.1º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores Embora esta carta seja anônima. e que todo o corpo de crentes possui a doutrina apostólica. e o antigo testemunho atribui. Mais tarde.7. e a comunhão com ele faz com que as pessoas caminhe em verdadeira comunhão com outros crentes. 134 . II. a carta a ele.N. provavelmente enviada à igrejas perto e Éfeso. 4. que significa “conhecimento”. João refere-se ao ensinamento como enganosos (2.4.27). mentirosos (2.19) e tinha se “levantado no mundo” (4.9-10. O tom da epístola é amigável e paterna. Portanto.1) para propagar sua perigosa heresia. sendo o amor a nota dominante. I. 3. seu estilo e vocabulário indicam claramente que foi escrita pelo autor do Evangelho de Jo. João ressalta os temas do amor. declarando que nãohá revelação particular reservada para alguns poucos intelectuais. ensinavam eles. 5.22. as distinções éticas pararam de ser relevantes. Em virtude disso. O verdadeiro Deus. Portanto. Conteúdo Em primeiro lugar.20.15-17. 4. e não aos cristãos comuns. era expor a heresia dos falsos mestres e confirmar a fé dos verdadeiros crentes. O estilo é informal e pessoal. João responde esse erro com indignação (2. que ensinava que a matéria era essencialmente ruim e o espírito era essencialmente bom.

5.1-4. enquanto “qualquer que não pratica a justiça e não ama a seu irmão não é de Deus” (3. A fim de testar os espíritos. Aquele que “pratica justiça é justo.falsos profetas que saíram para o mundo (v.24) como nós somos fiéis a ele (4. nos devemos encontrar quem eles reconhecem como salvador e senhor.11.7-21 V.5).15-17).5). o Deus que veio e habitou entre nós. O título técnico do Messias é “aquele que havia de vir” ou “aquele que veio” (Mt 11. mas. A encarnação 1. Jesus defende seu caso. 3. a palavra que tornou-se carne. declarando que Deus entrou completamente na vida humana através dele. 4.13). A fonte do amor 4.1-7 Advertindo contra o espírito do anticristo 2.6).10).6-12 135 . Cristo Revelado João enfatiza tanto a divindade quanto a humanidade de Jesus. tanto ele é fiel a nós (3. Um teste do Cristianismo é a crença correta sobre a encarnação (4.4). 2. Todos os espíritos que não reconhecem que Jesus é Deus em carne não é de Deus (v. Jesus é aquele que veio.6-8). Jesus é nosso advogado junto ao Pai (2. assim como ele é justo” (3. A epístola termina com o testemunho de Jesus.1-6 IV. A vida de Justiça 2.14).7. A garantia da vida eterna 5. João apresenta a segunda vinda de Jesus como um incentivo para que permaneçamos firmes na fé (2.20. 5.1-5 VI.1).2.1-4 Deus é luz 1.6-7.1-10 Deus tornou-se carne na forma humana 1. o dom do Espírito que nos assegura que em nosso relacionamento com Cristo. 4. o Filho de Deus. A vida dos filhos de Deus 3.15.1).1-29 Caminhada na luz 2. e nenhuma pessoa nascida de Cristo tem o hábito de praticar o pecado (3. se ele pecar.5-10 II.A comunhão com Deus exige que se caminhe na luz e se obedeça aos mandamentos de Deus (1.10). enviado por Deus para nos resgatar do pecado (1.5. Em primeiro lugar.2. O pecado não combina com a vida de um cristão. e ele oferece a garantia de que nossa completa transformação à semelhança de Cristo acontecerá no momento de sua volta.1-12 Amor 3. O triunfo da Justiça 5. Jesus é a propiciação pelos nossos pecados (2. que eles podem se opor com sucesso aos heréticos que negaram esta verdade (2.18).18-29 III.7). João o identifica como aquele que veio pela água e pelo sangue. Em segundo lugar. Em terceiro. 1Jo 5. 4. Esboço de 1º João I.3). Jesus também é o nosso Salvador.5. o Espírito guia os verdadeiros crentes a uma completa realização da verdade em relação a Jesus.1). O amor ao Pai e o amor ao mundo são totalmente incompatíveis (2.3. o ES testemunha a realidade da encarnação (4.13-24 Crença 4.3.12).28). O cap.6 Justiça 3. 4 continua com o tema da identificação dos espíritos rivais . O Espírito Santo em Ação João descreve um ministério triplo do ES nesta carta.2. Cristo é antítese do pecado.9. e ele se manifestou para tirar os nossos pecados (3. Apenas através dele podemos alcançar a vida eterna (5.

VII.13-21 Índice 136 . Certezas cristãs 5.

Cristo Revelado João apresenta tanto a divindade de Cristo (v. Em especial.24 . especialmente ao prestar testemunho à verdade relacionada à Pessoa de Cristo. João encara a comunhão como uma característica distintiva da vida cristã. e a pergunta continua em aberto. Uma conclusão definitiva parece inatingível.7) devem ser rejeitados. muitos comentarista especularam sobre seu nome pessoa. mas não deixa dúvidas de que a comunhão cristã é impossível onde a doutrina apostólica da Pessoa e obra de Cristo seja negada ou comprometida. mantendo-se fiéis na verdade. Qualquer pessoa que negue a verdade fundamental relacionada à Pessoa divino– humana de Cristo não tem a Deus (v. Data O peso da evidência de João ter escrito as três cartas levando seu nome aponta para cerca de 90 dC. e os “filhos” da “irmã eleita” são membros da igreja do lugar onde João está escrevendo. Os verdadeiros Cristãos.4). A partir da designação que João lher dá no verso 1 (gr eklekt Kyria). “Seus filhos” sãos os membros da igreja. Conteúdo João estimula a “senhora eleita” a continuar mostrando hospitalidade. Ele até inclui saudações de suas sobrinhas e sobrinhos (13). são dignos de ajuda.9). Por toda a epístola. João deu instruções sobre quais mestres itinerantes acolher e quais recusar.10). O Espírito permite que o verdadeiro crente saiba distinguir os falsos mestres e “perseverar na doutrina de Cristo.9). mas também adverte a previne contra o abuso da comunhão cristã. indicando que a receptora era uma mulher cristã cujos filhos perseveravam na fé (v. sugerindo títulos como “a Kyria eleita”. Elogio pela lealdade passada 4 137 . ele insiste em uma crença correta levando em consideração a encarnação de Cristo. que podiam ser reconhecidos pela ortodoxia de sua mensagem (v.7). mas os mestres heréticos. Ele incita os leitores a ficarem perto de Cristo. Portanto.2º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores João dirige esta segunda epístola para a “senhora eleita e seus filhos”. “a senhora Elcta” e “Electa Kyria”. Ocasião e Objetivo 2Jo se preocupa com a relação da verdade cristã com a hospitalidade estendida àqueles mestres que viajam de igreja para igreja. estavam confundindo a comunhão dos crentes. Outros sugerem que a designação não denota uma pessoa em si. provavelmente do mesmo grupo que é tratado em 1Jo.N.” Esboço de 2º João Introdução 1-3 I. e acusa aqueles que rejeitam essa realidade de terem ido além da doutrina de Cristo (v.3) quanto sua humanidade (v. Normalmente se abusava de tal hospitalidade. ele ressalta a verdade como a base e prova da comunhão . O Espírito Santo em Ação Embora a epístola não mencione especificamente o ES. seu ministério é evidente. mas trata-se da personificação de uma igreja local. Os falsos mestres. especialmente aqueles que negavam a encarnação (v.

II. Exortações 5-11 Para amar o próximo 5-6 Para rejeitar o erro 7-11 Conclusão 12-13 Índice 138 .

4). Não se sabe nada sobre o “amado Gaio” ale´m do caloroso tributo que João presta a ele no início desta carta. ele recusou hospitalidade aos missionários viajantes e proibiu os outros de recebê-los. Mensagem a Gaio 2-8 Oração por sua Saúde 2 Recomendação para a adesão à verdade 3-4 Recomendação para sua hospitalidade 5-8 139 . A devoção a ele motiva verdadeiros mestres em seu serviço itinerante (v.29) e em Derbe (At 20. Cristo Revelado João apresenta Jesus como a verdade na qual devemos caminhar. Terceira é Demétrio. especialmente ao permitir que os crentes “caminhem na verdade” e autorizando os missionários itinerantes em seu ministério. Evidentemente. que demonstrou sua fé cristã através de sua generosa hospitalidade. Além disso. nesta carta os genuínos mestres da verdade estão fazendo um circuito de igrejas. ele era líder de alguma igreja na Ásia. Entretanto. na Macedônia (At 19. O Espírito Santo em Ação Esta carta não se refere diretamente ao ES. Gaio era um nome comum no mundo romano. As vidas de Gaio e Demétrio harmonizavam exatamente com a doutrina de Cristo e forneceram forte testemunho ao poder de seu amor.7). excomungando-os quando eles o faziam. A evidência mais forte é que todas as três epístolas de João foram escritas por um mesmo autor. João descreve três personalidades. sugerindo que era mais velho do que os outros cristãos e que seu conhecimento pessoal da fé foi muito além do deles.3º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores Tanto em 2Jo quanto em 3Jo. 1Co 1. Data João era madura tanto em anos quanto em experiências quando escreveu esta carta junto com 2 Jo perto do fim de sua vida por volta de 90 dC. cuja vida exemplificava a fidelidade cristã e era digna de imitação. A primeira é Gaio. João proibiu a hospitalidade para os falsos mestres. João escreveu para estimular Gaio em sua generosidade para repreender Diótrefes por sua conduta nada caridosa. uma pessoa dominante em uma das igrejas.14). Conteúdo Ao cumprir se objetivo.N. Esboço de 3º João Saudação 1 I. o escritor se autodenomina “o ancião”. Esses três homens possuem testemunhos positivos e negativos para relacionamentos adequados entre os irmãos. se opôsse à autoridade de João. O fruto do Espírito é evidente nas vidas de Gaio e Demétrio. aqui ele estimula a hospitalidade. o comportamento de Diótrefes mostra um acentuado contraste com a verdadeira vida em que Cristo deve ser o primeiro em todas as coisas. Ocasião e Objetivo Enquanto em 2 Jo os heréticos itinerantes estavam perturbando a fé dos cristãos. Segunda é Diótrefes. mesmo a estranhos. Não há nenhuma evidência para associar Gaio de 3Jo com qualquer desses homens. Diótrefes. Por outro lado. e o NT menciona um Gaio em Corinto ( Rm 16.23.25 . cujo orgulho egoísta estava rompendo a harmonia da comunhão. Na carta anterior. mas seu ministério é aparente por toda a mensagem.

Elogio a Demétrio 12 Conclusão 13-14 Índice 140 .II. Condenação à arrogância de Diótrefes 9-11 III.

A última referência insinua que os falsos mestres representavam a eles mesmos como aqueles que tinha o Espírito (Mt 7.15). II. Em contrates. os falso mestre são desprovidos do Espírito (19). isto é. e são destinados ao julgamento divino (14. Judas é servo de Cristo. provavelmente o Tiago que era irmão de nosso Senhor e Líder da igreja de Jerusalém (At 15. Assim sendo. na doutrina apostólica (20). pode ter sido em 80 dC. As responsabilidades dos cristão são mais desenvolvidas nos vs. Mc 6. Antecedentes Judas mostrou urgência em seu propósito de advertir uma comunidade desconhecida de cristão contra os falso mestres.3 menciona Judas como um irmão do Senhor. especialmente levando em conta as analogias do AT.12). que circulou como uma advertência contra os falsos mestres.Judas Autor: Judas Data: Cerca de 65—80 dC Autor O autor se identifica como Judas. Gl 1. 20-23 por uma série de exortações práticas. os próprios cristãos devem “batalhar pela fé” (3). os quais buscam destruir a fé do povo de Deus.13. Eles também podem ser os precursores dos heréticos gnósticos que reivindicavam espiritualidade no séc. o Espírito é importante como aquele através do qual Deus preserva os seus do erro mundano (1. de modo que a comunidade cristã seja edificada em sua “santíssima fé”. O balanço da carta expõe. Entretanto. Esboço de Judas Saudação 1-2 I. O Espírito Santo em Ação O ES faz com que a doutrina bíblica tome vida. Os crentes aguardam a bênção futura da “misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo. apesar de quaisquer reivindicações que possam fazer.26 . pervertem a verdade (4). Cristo Revelado A atual atividade do Cristo Vivo é assumida. Eles são chamados “adormecidos” no v. ressaltando a preservação divina (vs 1. Como em 2Pe.24).14).N. embora os falsos mestres o neguem (4).18. ou se 2Pe é dependente de Judas.8 e são expostos por não ter o Espírito no v. ou se ambas as cartas foram tiradas de um terceiro documento.18). “irmão de Tiago”. 2.16. Objetivo A carta começa e termina com uma afirmação de ação graciosa de Deus em nome dos crentes. Como a maior parte de Judas tem paralelos com 2Pe. Data As considerações estabelecendo a data desta carta incluem se Judas é dependente de 2Pe. 21.19. para a vida eterna”(21). que conserva o seu povo (1). Isso se realiza através da oração “no ES” (20). é provável que tenha sido antes de 65 dC. Advertência contra os falsos mestres dentro da comunidade 3-19 Motivo para a advertência 3-4 Lembrete do antigo povo ímpio 5-7 Caráter do julgamento dos falsos mestres 8-19 141 . Se foi escrita depois de 2Pe. a presença secreta de falsos mestres dentro da comunidade.19. como muitos estudiosos acreditam. esse falsos líderes são sensuais (vs 4.22-23).

II. Exortações por perseverança 20-23 Manter a fé 20-21 Resgatar os enganados 22-23 Doxologia 24-25 Índice 142 .

possuem a “marca” do monstro.11.3. composta daqueles que “habitam a terra”.16). Forma Literária Depois do prefácio.9. O dragão. 19.21) como uma carta típica do NT.13.7.11. comercio e cultura secular cristã definitivamente enganosa e sedutora.8). Dentro desta carta está “a profecia” (1. a fim de que possam obedecer-lhe (1.10. bem como a mensagem do livro inteiro (1. De acordo com Paulo. 10. Conteúdo A mensagem central do Ap é que “Deus Todo-poderoso reina” (19. em junho de 68 dC. Ocasião e Objetivo Sob a inspiração do Espírito e do AT. João sem dúvida vinha refletindo os acontecimento horripilantes que ocorriam em Roma e em Jerusalém quando ele recebeu a “profecia” do que estava para acontecer— a intensificação do conflito espiritual confrontando a igreja (1. A segunda. Este tema foi validado na história devido à vitória do cordeiro.22). a prostituta Babilônia (caps 17-18). sendo assim. “o que profetiza fala aos homens para edificação. A Antiga tradição eclesiásticas atribui unanimemente este livro ao apóstolo João. portanto. 22. o livro foi escrito antes da destruição de Jerusalém em setembro de 70 dC.18-19).Apocalipse Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 79—95 dC Autor O autor se refere a si mesmo quatro vezes como João (1. a ideologia (13.6).N. O profeta fala a Palavra e Deus como um chamamento à obediência na situação presente e na situação futura imediata. desafiando e proclamando a esperança cristão garantida e certa.6-7. o Ap começa (1. e é um profecia autêntica sobre o sofrimento continuo e a perseguição dos cristãos. Com base em declarações isoladas pelos patriarca da igreja primitiva. Ele era tão bem conhecido por seus leitores e sua autoridade espiritual era tão amplamente reconhecida que ele não precisou estabelecer suas credenciais.27 . que tornou-se bem mais intensa e severa nos anos seguintes. desenvolver uma trindade forjada a “fazer guerra” com os santos (12. O dragão delega continuamente seu poder restrito e autoridade aos monstros e seus seguidores a fim de enganar e desanimar qualquer pessoa do propósito criativo-redentor de Deus. depois de João ter fugido para Éfeso.3). eles estavam compartilhando o método soberano de Deus de superar totalmente as forças do mal em todas suas manifestações. Embora contenha sete cartas para sete igrejas.1. a filosofia. aqueles que seguem o Cordeiro estão envolvidos em um conflito espiritual contínuo e. a religião anticristã. Essa profecia não deveria ser selada (22. eles forma a sociedade. frustrado por sua derrota na cruz e pelas conseqüentes restrições imposta sobre sua atividade.9).3.14). portanto. A primeira “besta” ou monstro simboliza a realidade do governo anticristão e poder político (13. em Julho de 64 dC. confortando.11-17).4-7) e termina em (22.17). exortação(estímulo) e consolação” (1Co 14. 143 .13). e desesperado para frustrar os propósito de Deus perante seus destino inevitável.10. e seus nomes não estão registrado no “Livro da Vida do Cordeiro”.1-10. Antecedentes e Data As evidências em Ap indicam que foi escrito durante um período de extrema perseguição aos cristãos.4. Segundo esta visão. Juntos. e continuou até seu suicídio.10-12). que possivelmente tenha começado com Nero depois do grande fogo que quase destruiu Roma. Eles. está claro que cada membro deve “ouvir” a mensagem a cada uma das igrejas (2. o Ap fornece um maior discernimento quanto à natureza e tática do inimigo (Ef 6. O Ap também é um apelo evangelístico a todos aqueles que estão atualmente vivendo no reino das trevas para entrar no Reino da Luz (22. em Cristo. 3.17.17). perpetrada pelo estado anticristão e numerosas religiões anti-cristãs. 22. 22.10) por ser relevante aos cristão de todas as gerações. 22. alguns intérprete datam o livro perto do final do reino de Domiciano (81-96 dC). que é “o Senhor dos senhores e Reis dos reis” (17.3. O objetivo desta mensagem era fornecer estímulo pastoral aos cristãos perseguidos. tendo em vista o futuro definitivo.3). Entretanto.29. junto com a garantia de que.6.

Os sinais e símbolos são essenciais porque a verdade espiritual e a realidade invisível deve sempre ser comunicada a seres humanos através de seus sentidos. comunicando a idéia de perfeição. 21. o Ap é um quadro cósmico— uma série de quadros vivos coloridos.5) sugerem seu ministério iluminador. utilizado vinte e oito vezes em Ap.5).15) . que não é um Messias político.1.14. Por exemplo. Como aquele que conquistou.todos aqueles que escolheram “habitar na terra” (3.1). 14. ele não fornece uma ordem cronológica na qual determinados acontecimentos históricos devem acontecer.22). 3.1). 144 . e não uma série de acontecimentos consecutivos. é exaltado no cap. 20.2) presente e futura. Ele é o “Reis dos reis e o Senhor dos senhores” (17. 12.9. o Criador ( 5.1-22. Ele os conhece intimamente. e com um amor incomensuravelmente sagrado. O único que é “digno” para executar o propósito eterno de Deus é o “Leão de Judá”. portanto. Ele habita neles (1. o relato de gafanhotos demoníacos do abismo (9. purificados (5. 21. elaborados.1-12) cria uma impressão vívida e horripilante. A música é semelhante a uma cantata.9-3.5-6).5.2-5). purificador e energizador.12 não é trazida à existência até o cap. ele também é o Senhor da colheita final (14. 19.Método de Comunicação João recebeu essas profecias de uma série de visões vívidas contendo imagens simbólicas e números que ecoam aqueles encontrados nos livros proféticos do AT.1. nos fornece uma revelação multidimensional da posição presente. 11. O Cordeiro é a meta de toda a história (22.3). complexa. combinados com outros temas desenvolvidos.27). todas as quais contém linguagem figurativa que aponta para realidades espirituais em e por trás da experiência histórica. mesmo que os mínimos detalhes não tenham a intenção de ser interpretados.17).4. cujos nomes estão registrados em seu livro da vida (3.7-8. Toda a mensagem é “notificada” (1. Cristo Revelado Quase todos os títulos usados em várias partes do NT para descrever a natureza divino– humana e ao obra redentora de Jesus são mencionados pelo menos uma vez no Ap. disciplina e os desafia.5) e serem simultaneamente os olhos do Cordeiro (5. Através de seu sangue. 2. Entretanto.14. Ele derrama sua ira em julgamento sobre satanás (20.14.10).13). como “um semelhante ao Filho do Homem”.7-9. O Cordeiro está no trono (4.6) significa a trindade una essencial de Deus que se revelou como Pai.4. do ministério contínuo e da vitória definitiva do Cristo exaltado. As “sete lâmpadas de fogo” (4.7. O Cordeiro. O Espírito Santo em Ação A descrição do ES como “os sete Espíritos” de Deus (1.1-3). e eles habitam nele (21. João registra essas visões na ordem cronológica na qual as recebeu.5.12. 4.27). 4. bem como a “ceia das bodas” (19. 7. 22.20.6. terminou completamente sua obra de redenção (1. está sempre no meio de seu povo (1. Como “um semelhante ao Filho do Homem”. ele cuida. acompanhados e interpretados por oradores cantores celestiais. Filho e ES.14. O fato de os sete espíritos estarem diante do trono (1.6).5. “O Cordeiro” é seu título primário. muitas das quais retratam os mesmos acontecimentos através de diferentes perspectivas. 21. o Ap afirma que o Filho de Deus.11-16.1) e restaurar as bênçãos do paraíso de Deus (22. Portanto. mais tarde reintroduzidos. João registra uma série de visões sucessivas. para completar a criação da nova comunidade de seu povo em “um novo céu e uma nova terra” (21. 19. 5.5.13).10). Jesus nasceu no cap.20) para consumar seu plano eterno.5. seus aliados (19. A besta que ataca as duas testemunhas no cap.16) e deve receber a mesma adoração que recebe de Deus. 22. como Cordeiro.7-12) e preso (20. O número sete é um número simbólico.13. os pecadores foram perdoados. Embora o ministério terreno de Jesus seja condensado entre sua encarnação e ascensão em 12.6) é distinta no NT. 5.12-14).14) e sobre os espiritualmente “mortos” (20. ele tem a legítima autoridade e poder de controlar todas as forças do mal e suas conseqüências para seus propósitos de julgamento e salvação (6. que junto com uma série de títulos adicionais. O cordeiro é o Deus que está chegando (1. o ES é manifestado em termos de perfeição de sua atividade dinâmica.1-7. Jesus ressuscitou dos mortos e foi entronado como Soberano absoluto sobre toda a criação (1. Há um segredo para a compreensão das visões.5 e está caminhando em meio às suas igreja no cap.5) e fizeram reis e sacerdotes (1.6. Por exemplo. satanás foi derrotado (12. Todas as manifestações resultantes de sua vitória aplicada baseiam-se em sua obra terminada na cruz. A palavra fala é prosa elevada. mas um Cordeiro morto (5. Repetidamente são introduzidos temas. Os símbolos apontam para o que é definitivamente indescritível. Trata-se de um “habitar “ mútuo de Pessoas sem dissolver as distinções de ser e funções essenciais. qualitativo. mais poética do que nossas traduções indicam.1-5.14-20).11) liberados (1. Eles compartilham totalmente sua vitória presente e futura (17.10).22.12.17. protege.

18 O cenário: O altar dourado 8.6-17 Advertências final e garantia 22.10.5-16.1 I. Os sete selos 4.21 O cenário: O templo do testemunho 15. As sete taças 15.1-20.1). o Espírito penetra na experiência atual daqueles que ouvem com antegozo do cumprimento futuro do Reino.22 II. Os sete sinais 11. 4.1-3 Os espetáculos 17.1-8. Apenas mediante a habilitação do Espírito é permitido que a esposa testemunhe e “suporte pacientemente”.10). As cartas às sete igrejas 1.3-20.21 Índice 145 .5 O Cenário: 20. Toda profecia genuína exige uma resposta.5 Epílogo 22.2.Cada uma das mensagens para as sete igreja é do Senhor exaltado.4 V. mas o membros individuais são incitados a ouvir “o que o Espírito diz” (caps. Portanto.5-16.10).1 As sete taças 16.18 IV. Os sete espetáculos 17.1-5.1-3.14 O cenário 4.2-21 VI. As sete visões da consumação 20.11-22. Portanto .2-6 As trombetas 8.17).4 O cenário: A arca do concerto 11.3 O cenário: Um deserto 17.4 –22. Cada profecia genuína é inspirada pelo ES e presta testemunho a Jesus (19.1-15.6-21 Sete testemunhas de confirmação 22.2-11. “O Espírito e a esposa dizem: Vem!” (22.4-10 As cenas 20.22 O cenário: um semelhante ao Filho do Homem 1.7-11. As visões proféticas são comunicadas e João somente quando ele está “no Espírito” (1.14 Os selos 6.2-3). 21.19-15. O Espírito está operando continuamente em e através da igreja para convidar a entrar aqueles que permanecem fora da Cidade de Deus. Todos ouvem ou se recusam a ouvir esse apelo.9-20 As cartas 2.9-3. O conteúdo dessas visões não é nada menos qo que a “Revelação de Jesus Cristo” (1.1-5. o Espírito é o Espírito da profecia.3 VII.18-20 Bênção 22. Esboço de Apocalipse Prólogo 1.1 III. As sete trombetas 8. O Espírito diz somente o que o Senhor Jesus diz.19 Os sinais 12.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful