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PROTOCOLO atenção basica

PROTOCOLO atenção basica

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  • 1. A CRIAÇÃO
  • 2. PRÉ NATAL DE BAIXO RISCO
  • 2.1. Fluxograma do Pré-natal de Baixo Risco
  • 2.2. Anexo I - Consulta de enfermagem
  • 2.3. Anexo II - Roteiro das consultas das subsequentes
  • 2.4. Anexo III - Alerta às principais queixas
  • 2.5. Anexo IV - Vacinação
  • 2.6. Anexo V - Infecção urinária na gravidez
  • 2.7. Anexo VI - Toxoplasmose
  • 2.8. Anexo VIII - Aleitamento materno
  • 3. PROTOCOLO DE ATENÇÃO A SAÚDE DA CRIANÇA
  • 3.1. Consulta de enfermagem à criança de 0 a 5 anos
  • 3.1.1. Objetivos:
  • 3.1.2. Operacionalização:
  • 3.1.3. Etapas da consulta:
  • 3.1.3.1. Anamnese:
  • 3.1.3.2. Exame físico:
  • 3.2. Indicação de medicamentos de rotina
  • 3.2.1. Profilaxia medicamentosa:
  • 3.3. Queixas mais comuns na infância
  • 3.3.1. Anemia
  • 3.3.2. Escabiose
  • 3.3.3. Pediculose
  • 3.3.4. Dermatite por picada de inseto
  • 3.3.5. Dermatite amoniacal (Dermatite de fralda/ Assadura)
  • 3.3.6. Dermatite seborréica
  • 3.3.7. Intertrigo
  • 3.3.8. Impetigo
  • 3.3.9. Miliária (Brotoeja)
  • 3.3.10. Constipação intestinal
  • 3.3.11. Parasitose instestinal
  • 3.3.12. Diarréia
  • 3.3.13. Cólica do recém-nascido:
  • 3.3.14. Moniliase oral
  • 3.3.15. Coto umbilical
  • 3.3.16. Tosse/ Peito cheio
  • 3.3.17. Febre em crianças
  • 3.3.18. Dor de ouvido
  • 3.4. Anexos
  • 3.4.1. Anexo 1A - sinais de normalidade do desenvolvimento
  • 3.4.1.1. Anexo 1B - Sinais de alerta
  • 3.4.2. Anexo 2A – Ganho Ponderal
  • 3.4.4. Anexo 3 – Plano A
  • 3.4.5. Anexo 4 – Plano B
  • 3.4.6. Anexo 5 - Diluição e preparo de leite artifcial
  • 3.5. Referências Bibliográficas
  • 4. PROTOCOLO DE ATENDIMENTO EM IMUNIZAÇÃO
  • 4.1. Introdução
  • 4.2. Fluxograma de vacinação
  • 4.3. Contra-indicações gerais para vacinação
  • 4.4. Anexo I - Consulta de enfermagem
  • 4.5. Anexo II - Soroterapia
  • 4.5.1. Procedimentos prévios à administração de soros heterólogos
  • 4.5.2. SAT – Soro anti-tetânico
  • 4.5.3. Esquema para profilaxia do tétano
  • 4.5.4. Soro anti-rábico
  • 4.6. Anexo III - indicação de imunobiológico especial
  • 4.8. Anexo V - Informações técnicas sobre vacinas
  • 4.9. Anexo VII - Informações técnicas sobre vacinas
  • 4.11. Referências bibliográficas:
  • 5. PROGRAMA DE SAÚDE DO ADOLESCENTE
  • 5.1. Fluxograma de Saúde do Adolescente
  • 5.2. Anexo I - Recepção
  • 5.3. Anexo II - Enfermeiro
  • 5.4. Anexo III - Atividades de Educação Saúde:
  • 5.5. Bibliografia
  • 6. PROTOCOLO DE ATENÇÃO A SAÚDE DA MULHER
  • 6.1. Consulta de enfermagem à mulher
  • 6.1.1. Fluxograma de Saúde da Mulher:
  • 6.1.2. Etapas da consulta
  • 6.1.2.1. Identificação da paciente:
  • 6.1.2.2. Anamnese:
  • 6.1.2.3. Exame Físico Geral:
  • 6.1.2.3.1. Exame de prevenção do câncer de mama
  • 6.1.2.3.2. Exame Citopatológico de Papanicolaou
  • 6.1.2.3.2.1. Rotina de rastreamento de câncer de colo uterino:
  • 6.1.2.3.2.2. Técnica de realização do exame genital externo e interno:
  • 6.1.2.3.2.2.1. Exame genital externo:
  • 6.1.2.3.2.2.2. Exame genital interno
  • 6.2. Anexo I
  • 6.3. ASSISTÊNCIA AO PLANEJAMENTO FAMILIAR
  • 6.3.1. Fluxograma - Assistência ao planejamento familiar
  • 6.3.2. Métodos anticonceptivos
  • 6.3.2.1. Métodos comportamentais:
  • 6.3.2.2. Métodos de barreira:
  • a) Camisinha Masculina (camisinha ou condom):
  • 6.3.2.3. Métodos hormonais:
  • 6.3.2.4. Dispositivo intra-uterino:
  • 6.3.2.5. Métodos cirúrgicos ou esterilização
  • 6.3.3. Assistência ao climatério
  • 6.3.3.1. Sintomas do período pré e perimenopausa:
  • 6.3.3.2. Diagnóstico:
  • 6.3.3.3. Orientações de Rotina:
  • 6.3.3.4. Reposição Hormonal: ( a critério médico)
  • 6.3.3.5. Anticoncepção:
  • 6.4. Referências bibliográficas:
  • 7. PROTOCOLO DE ENFERMAGEM NA SAÚDE DA FAMÍLIA
  • 7.1. Introdução
  • 7.2. Fluxograma
  • 7.2.1. Anexo I - Cadastramento
  • 7.2.2. Anexo II - Consultas
  • 7.2.3. Anexo III – Outras Atribuições do Enfermeiro
  • 7.3. Referencias bibliograficas:
  • 8. PROTOCOLO DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
  • 8.1. Introdução
  • 8.2. Identificação das síndromes
  • 8.3. 1 Corrimento Uretral
  • 8.3.1.1. Notas do fluxograma de corrimento uretral
  • 8.3.1.1.1. Paciente com queixa de corrimento uretral
  • 8.3.1.2. Tratar clamídia e gonorréia
  • 8.3.1.3. Uretrite gonocócica
  • 8.3.1.4. Uretrite não gonocócica
  • 8.3.2. Corrimentos vaginais
  • 8.3.2.1. Notas do fluxograma de corrimentos vaginais
  • 8.3.2.2. Anamnese (determinação do escore de risco)
  • 8.3.2.3. tratar infecção por clamídia e gonorréia
  • 8.3.2.4. Tratar tricomoníase
  • 8.3.2.5. Tratar vaginose bacteriana
  • 8.3.2.6. Tratar tricomoníase e vaginose bacteriana (ao mesmo tempo)
  • 8.3.2.7. Tratar candidíase
  • 8.3.2.8. Vulvovaginites
  • 8.3.2.9. Vaginose bacteriana
  • 8.3.2.10. Candidíase vulvovaginal
  • 8.3.2.11. Tricomoníase genital
  • 8.3.2.12. Cervicite mucopurulenta
  • 8.3.2.13. Pediculose pubiana
  • 8.3.2.14. Escabiose
  • 8.3.3. Úlceras genitais
  • 8.3.3.1. Notas do fluxograma de úlcera genital
  • 8.3.3.2. Tratar sífilis e cancro mole
  • 8.3.4. Sífilis
  • 8.3.5. Cancro mole
  • 8.3.6. Linfogranuloma venéreo
  • 8.3.7. Donovanose
  • 9. PROTOCOLO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL
  • 9.1.1. Introdução
  • 9.1.2. Anexo 1 - Triagem
  • 9.1.3. Anexo – 2 - Fatores de risco associados
  • 9.1.4. Anexo – 3 - Consulta de enfermagem
  • 9.1.5. Anexo -4 - pós – Consulta médica (ce/cn/cp/cef)
  • 9.2. Bibliografia
  • 10.1. Triagem
  • 10.2. ANEXO I
  • 10.3.1. Classificação
  • 10.3.1.1. Diabete Tipo 1
  • 10.3.1.2. Diabete tipo 2
  • 10.3.1.4. Tratamento
  • 10.3.1.4.1. Principais objetivos do Tratamento
  • 10.3.1.4.2. Diabetico não-insulino dependente (tipo II)
  • 10.3.1.4.3. Dieta
  • 10.3.1.4.4. Atividade Física
  • 10.3.1.5. Educação
  • 10.3.1.5.1. Conteúdo desejável
  • 10.4. Conclusão
  • 10.5. Referências bibliográficas
  • 11.1. ANEXO 01 - Consulta de Enfermagem:
  • 11.2. ANEXO 02 - Quimioprofilaxia:
  • 11.3. ANEXO 03 - Tratamento:
  • 11.4. Anexo 04
  • 11.5. Referencias bibliográficas
  • 12.1. Anexo 01
  • 12.2. Anexo 02 - Tratamento
  • 12.3. Anexo 03 - Casos especiais:
  • 12.4. Referencia bibliográfica
  • 13.1. Definição de casos
  • 13.2. Fluxograma de atendimento ao paciente suspeito de dengue
  • 13.3. Anexo I - Consulta de enfermagem
  • 13.4. Anexo II - notificação
  • 13.5. Anexo III - pacientes em situações especiais
  • 13.6. Anexo IV - tratamento sintomático
  • 13.7. Anexo V - Sinais de Alerta da Dengue
  • 13.8. Referências bibliográficas
  • 14. PROTOCOLO DE ENFERMAGEM – RAIVA
  • 14.1. Instrumentos disponíveis para Controle
  • 14.1.1. Conduta em caso de possível exposição ao vírus da raiva
  • 14.1.1.1. Características do ferimento
  • 14.1.1.2. Características do animal envolvido no acidente
  • 14.1.2. Conduta em caso de possível reexposição ao vírus da raiva
  • 14.1.4. Profilaxia pré-exposição
  • 14.1.4.1. Com a vacina Fuenzalida & Palácios modificada
  • 14.1.4.2. Com a vacina de Cultivo Celular
  • 14.1.4.3. Bases gerais do tratamento
  • 14.2. Sobre o ferimento
  • 14.3. Sobre o animal
  • 14.4. Ações de educação em saúde
  • 14.5. Estratégias de prevenção
  • 14.6. Referência bibliográfica
  • 15. PROTOCOLO DE ENFERMAGEM – SAÚDE DO TRABALHADOR
  • 15.1. ANEXO 1 - População alvo:
  • 15.2. Anexo 2 - CID -10 dos acidentes leves de trabalho
  • 15.3. Anexo 3 - Consulta de Enfermagem
  • 15.4. Anexo 5 - Solicitação de comunicação de - acidente de trabalho
  • 15.5. Conceitos
  • 15.6. Bibliografia

C o n s e l h o R e z i o n a l d e E n f e r ma z e m d e Go i á s

Pr o t o c o I o de Enf e r ma ge m
e m
At e nç ã o à Sa úde de
Go ¡ á s













Goiânia, Goiás
2009
2


Conselho Federal de Enfermagem
Lei 5.905 de 12 de julho de 1973

Conselho Regional de Enfermagem de Goiás
Filiado ao C.I.E. – Genebra

Diretoria
Presidente: Enfª. Maria Salete Silva Pontieri Nascimento
Secretária: Enfª. Marysia Alves da Silva
Tesoureira: A.E. Maria Helena Carvalho Sá

Comissão de Tomada de Contas
Coordenador: T.E. Gilberto Ferreira Rosa
1º Membro: T.E. Irani Tranqueira dos Reis Almeida
2º Membro: Enfª. Luzia Helena Porfírio Berigo

Conselheiros Vogais
Enfª. Marta Valéria Calatayud Carvalho
T.E. João Batista Lindolfo

Delegada Regional
Enfª. Kênia Barbosa Rocha

Conselheiros Suplentes
Enfª. Ana Cecília Coelho Melo
Enfª. Ângela Bete Severino Pereira
Enfª. Huilma Alves Cardoso
Enfª. Laura Maria Isabela Tiago de Barros
Enfª. Maria Alice Coelho
T.E. Irani Batista da Silva
T.E. Irani Castanheira Silva
A.E. Maria Sebastiana Morais
T.E. Marlene Lima de Carvalho
3
P r o t o c o I o d e E n f e r ma g e m e m
A t e n ç ã o à S a ú d e d e G o ¡ á s

Autores
Dra. Ana Lúcia Queiroz Bezerra
Associação Brasileira de Especialistas em Enfermagem (ABESE)

Esp. Arineide Barreto Carneiro
Conselho Estadual de Saúde (CES)

Esp. Aparecida Divina Mendonça
Secretaria Municipal de Saúde (SMS)

Dra. Claci Fátima Weirich
Universidade Federal de Goiás (UFG)

Dra. Lícia Maria Oliveira Pinho
Universidade Católica de Goiás (UCG)

Esp. Luzinéia Vieira dos Santos
Sindicado dos Enfermeiros do Estado de Goiás – SIEG

Ms. Ludmilla de Morais Santos Pires
Programa Saúde da Família / SMS

Esp. Marisa Aparecida de Souza Silva
Secretaria Estadual de Saúde / Superintendência de Políticas de Atenção Integral à Saúde
(SES/PAIS)

Esp. Martha Medianeira Garcez Bicca
Conselho de Secretarias Municipais de Saúde(COSEMS)

Ms. Maria Eliane Liegio Matão
Universidade Católica de Goiás (UCG)

Enfª. Márcia Lúcia Ferreira
Sindicato dos Enfermeiros de Goiás - SIEG

Dra. Nilza Alves Marques Almeida
Universidade Federal de Goiás (UFG)
Esp. Valdivina Mendes Pereira
Secretaria Municipal de Saúde (SMS)
Esp. Rozilda Rodrigues de Oliveira
Na Criação representando o Sindicato dos Enfermeiros de Goiás, atualmente representa o
(SINTFESP) Sindicato dos Trabalhadores Federais e Saúde e Previdência do Estado de
Goiás e Tocantins.
4
Sobre os Autores



Ana Lúcia Queiroz Bezerra
Enfermeira-Professora-Doutora da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de
Goiás. Docente, Pesquisadora e Orientadora do Programa de Pós-Graduação na Área de
Administração em Enfermagem e Educação Permanente.
Arineide Barreto Carneiro
Enfermeira-Especialista em Administração Hospitalar. Coordenadora de Enfermagem do
Hospital das Clinicas da Universidade Federal de Goiás.

Aparecida Divina Mendonça
Enfermeira-Especialista em Metodologia do Ensino, Pesquisa e Assistência em
Enfermagem a Nível Superior. Atua em Saúde Pública na Secretaria Municipal de Saúde
de Goiânia.
Claci Fátima Weirich
Enfermeira-Professora-Doutora em Ciências da Saúde. Docente Adjunto I na área de
Saúde Pública da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás.
Pesquisadora e Orientadora na Área de Gestão Pública de Saúde e Atenção Primária à
Saúde.
Lícia Maria Oliveira Pinho
Enfermeira-Professora-Doutora em Ciências da Saúde. Docente Adjunto I do
Departamento de Enfermagem da Universidade Católica de Goiás. Pesquisadora e
Orientadora na área de Saúde Pública.
Luzineia Vieira dos Santos
Enfermeira-Especialista em Saúde da Família. Presidente do Sindicato dos Enfermeiros do
Estado de Goiás (SIEG).
Ludmilla de Morais Santos Pires
Enfermeira-Mestranda em Enfermagem/Dinâmica das Relações Humanas. Atua na
Estratégia Saúde da Família da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia-GO.
Marisa Aparecida de Souza Silva
Enfermeira-Especialista em Saúde Pública e Enfermagem do Trabalho. Gerente de Gestão
da Atenção Básica da Superintendência de Política de Atenção Integral à Saúde da
Secretaria Estadual de Saúde de Goiás.


5
Martha Medianeira Garcez Bicca
Enfermeira-Especialista em Saúde Pública e Formação Pedagógica em
Enfermagem/PROFAE. Atua em Gestão de Serviços Públicos de Saúde - Secretaria de
Estado de Saúde do Distrito Federal.
Maria Eliane Liegio Matão
Enfermeira-Professora-Mestre-Doutoranda em Psicologia. Professora Assistente I na área
de Saúde da Mulher do Departamento de Enfermagem da Universidade Católica de Goiás.

Márcia Lúcia Ferreira
Enfermeira da Estratégia Saúde da Família na Secretaria Municipal de Saúde/Goiânia-GO.

Nilza Alves Marques Almeida
Enfermeira-Professora-Doutora em Ciência de Saúde. Professora da Faculdade de
Enfermagem da Universidade Federal de Goiás. Docente, Pesquisadora e Orientadora na
área de Saúde da Mulher.
Valdivina Mendes Pereira
Enfermeira-Especialista em Saúde Pública. Membro da Comissão de Gestão e
Planejamento de Materiais da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia. Professora do
Centro de Educação Profissional de Saúde do Estado de Goiás.
Rozilda Rodrigues de Oliveira
Enfermeira-Especialista em Saúde Pública, Saúde da Família e em Formação Pedagógica
em Enfermagem/PROFAE. Atua na Estratégia Saúde da Família do Município de Goiânia.
Membro do Conselho Municipal de Saúde.

6
PREFÁCIO

Este manual é o resultado do esforço, do conhecimento e experiência de
profissionais que atuam em instituições de saúde e de ensino na área da atenção
básica, os quais, unidos aos ideais de qualidade, de segurança profissional,
autonomia e compromisso ético, tornaram possível a sua realização.
É com satisfação que apresentamos à Enfermagem goiana e brasileira o
Protocolo de Enfermagem em Atenção à Saúde de Goiás pelo mérito da
qualidade, pelo seu conteúdo, assim como a importância deste material para a
comunidade de saúde ligada à atenção básica, em conformidade com a política de
saúde do governo federal.
O manual trata de temas de fundamental relevância para a prática clinica
do enfermeiro na atenção básica com o diferencial de contemplar, em forma de
fluxograma, os aspectos que direcionam essa prática. Reúne informações que
serão de grande valia para os gestores por ser um guia da atuação nos locais de
trabalho, por respaldar o desempenho dos enfermeiros e demais profissionais da
equipe de saúde, por orientar as ações de educação permanente no ambiente da
prática além dos estudantes interessados no cuidado em atenção básica.
A adoção desse Protocolo deve ser tomada como um desafio, pois implica,
muitas vezes, em fazer rupturas em práticas e crenças internalizadas partindo
para a competência técnica e política, como sujeitos sociais que somos, dotados
de conhecimento, de raciocínio, de percepção e sensibilidade para as questões da
vida e da sociedade, prontos a intervirmos em contextos de incertezas e
complexidades para fortalecer o Sistema Único de Saúde.
Esperamos que este trabalho, uma construção coletiva entre profissionais
enfermeiros, gestão 2005-2008 e gestão 2008-2011 do COREN Goiás com o
apoio do COFEN sirva de inspiração para o surgimento de outros de igual
qualidade, para que possamos avançar na consolidação da tão almejada
qualidade na assistência de enfermagem.

Maria Salete Silva Pontiéri Nascimento
Presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Goiás
Gestão 2008/2011
7
SUMÁRIO
1. A CRIAÇÃO....................................................................................................... 12

2. PRÉ NATAL DE BAIXO RISCO....................................................................... 15
2.1. Fluxograma do Pré-natal de Baixo Risco................................................... 15
2.2. Anexo I - Consulta de enfermagem............................................................ 16
2.3. Anexo II - Roteiro das consultas das subsequentes................................. 19
2.4. Anexo III - Alerta às principais queixas ..................................................... 19
2.5. Anexo IV - Vacinação................................................................................... 21
2.6. Anexo V - Infecção urinária na gravidez .................................................... 21
2.7. Anexo VI - Toxoplasmose............................................................................ 22
2.8. Anexo VIII - Aleitamento materno............................................................... 23

3. PROTOCOLO DE ATENÇÃO A SAÚDE DA CRIANÇA................................ 28
3.1. Consulta de enfermagem à criança de 0 a 5 anos ................................... 29
3.1.1. Objetivos:................................................................................................... 29
3.1.2. Operacionalização: ................................................................................... 30
3.1.3. Etapas da consulta: .................................................................................. 31
3.1.3.1. Anamnese:............................................................................................. 31
3.1.3.2. Exame físico: ......................................................................................... 31
3.2. Indicação de medicamentos de rotina........................................................ 36
3.2.1. Profilaxia medicamentosa:....................................................................... 37
3.3. Queixas mais comuns na infância .............................................................. 38
3.3.1. Anemia....................................................................................................... 38
3.3.2. Escabiose .................................................................................................. 40
3.3.3. Pediculose................................................................................................. 41
3.3.4. Dermatite por picada de inseto ............................................................... 43
3.3.5. Dermatite amoniacal (Dermatite de fralda/ Assadura) .......................... 44
3.3.6. Dermatite seborréica ................................................................................ 45
3.3.7. Intertrigo..................................................................................................... 46
3.3.8. Impetigo..................................................................................................... 47
3.3.9. Miliária (Brotoeja)...................................................................................... 48
3.3.10. Constipação intestinal .......................................................................... 49
3.3.11. Parasitose instestinal............................................................................ 50
3.3.12. Diarréia................................................................................................... 53
3.3.13. Cólica do recém-nascido:..................................................................... 54
3.3.14. Moniliase oral ........................................................................................ 55
3.3.15. Coto umbilical ........................................................................................ 56
3.3.16. Tosse/ Peito cheio ................................................................................ 58
3.3.17. Febre em crianças ................................................................................ 59
3.3.18. Dor de ouvido........................................................................................ 60
3.4. Anexos........................................................................................................... 61
3.4.1. Anexo 1A - sinais de normalidade do desenvolvimento....................... 61
3.4.1.1. Anexo 1B - Sinais de alerta ................................................................. 61
3.4.2. Anexo 2A – Ganho Ponderal ................................................................... 62
3.4.2.1. Anexo 2B - quadro simplificado de sugestão da alimentação no 1º
ano de vida para criança eutrófica ......................................................................... 62
3.4.3. Anexo 2C – Alimentações para crianças com peso baixo (porções
individualizadas)....................................................................................................... 63
3.4.4. Anexo 3 – Plano A.................................................................................... 65
3.4.5. Anexo 4 – Plano B.................................................................................... 66
8
3.4.6. Anexo 5 - Diluição e preparo de leite artifcial ........................................ 68
3.5. Referências Bibliográficas ........................................................................... 69

4. PROTOCOLO DE ATENDIMENTO EM IMUNIZAÇÃO................................. 71
4.1. Introdução...................................................................................................... 71
4.2. Fluxograma de vacinação............................................................................ 73
4.3. Contra-indicações gerais para vacinação.................................................. 74
4.4. Anexo I - Consulta de enfermagem............................................................ 75
4.5. Anexo II - Soroterapia .................................................................................. 75
4.5.1. Procedimentos prévios à administração de soros heterólogos............ 75
4.5.2. SAT – Soro anti-tetânico.......................................................................... 77
4.5.3. Esquema para profilaxia do tétano ......................................................... 78
4.5.4. Soro anti-rábico......................................................................................... 78
4.6. Anexo III - indicação de imunobiológico especial...................................... 79
4.7. Anexo IV - Conduta frente a alguns eventos adversos comuns a vários
imunobiológicos........................................................................................................ 81
4.8. Anexo V - Informações técnicas sobre vacinas......................................... 87
4.9. Anexo VII - Informações técnicas sobre vacinas ...................................... 89
4.10. Anexo VIII - indicações para uso de imunobiológicos especiais –
normas para os CRIES............................................................................................ 90
4.11. Referências bibliográficas:....................................................................... 92

5. PROGRAMA DE SAÚDE DO ADOLESCENTE............................................... 93
5.1. Fluxograma de Saúde do Adolescente ............................................................. 93
5.2. Anexo I - Recepção......................................................................................... 94
5.3. Anexo II - Enfermeiro..................................................................................... 94
5.4. Anexo III - Atividades de Educação Saúde: ..................................................... 94
5.5. Bibliografia..................................................................................................... 95

6. PROTOCOLO DE ATENÇÃO A SAÚDE DA MULHER................................. 96
6.1. Consulta de enfermagem à mulher ............................................................ 96
6.1.1. Fluxograma de Saúde da Mulher:........................................................... 97
6.1.2. Etapas da consulta................................................................................... 98
6.1.2.1. Identificação da paciente: .................................................................... 98
6.1.2.2. Anamnese:............................................................................................. 98
6.1.2.3. Exame Físico Geral: ............................................................................. 98
6.1.2.3.1. Exame de prevenção do câncer de mama..................................... 99
6.1.2.3.2. Exame Citopatológico de Papanicolaou....................................... 100
6.1.2.3.2.1. Rotina de rastreamento de câncer de colo uterino: ................. 100
6.1.2.3.2.2. Técnica de realização do exame genital externo e interno:.... 101
6.1.2.3.2.2.1. Exame genital externo: ............................................................... 102
6.1.2.3.2.2.2. Exame genital interno ................................................................. 103
6.2. Anexo I......................................................................................................... 104
6.3. Assistência ao planejamento familiar ....................................................... 105
6.3.1. Fluxograma - Assistência ao planejamento familiar............................ 106
6.3.2. Métodos anticonceptivos ........................................................................... 106
6.3.2.1. Métodos comportamentais: .................................................................... 106
6.3.2.2. Métodos de barreira: .............................................................................. 108
a) Camisinha Masculina (camisinha ou condom):...................................................... 108
6.3.2.3. Métodos hormonais: .............................................................................. 110
6.3.2.4. Dispositivo intra-uterino: ....................................................................... 112
6.3.2.5. Métodos cirúrgicos ou esterilização ....................................................... 114
9
6.3.3. Assistência ao climatério ........................................................................... 116
6.3.3.1. Sintomas do período pré e perimenopausa: ............................................ 118
6.3.3.2. Diagnóstico: .......................................................................................... 118
6.3.3.3. Orientações de Rotina:........................................................................... 118
6.3.3.4. Reposição Hormonal: ( a critério médico).............................................. 119
6.3.3.5. Anticoncepção: ...................................................................................... 119
6.4. Referência bibliográfica: ............................................................................... 122

7. PROTOCOLO DE ENFERMAGEM NA SAÚDE DA FAMÍLIA..................... 123
7.1. Introdução..................................................................................................... 123
7.2. Fluxograma ................................................................................................... 125
7.2.1. Anexo I - Cadastramento........................................................................... 126
7.2.2. Anexo II - Consultas.................................................................................. 126
7.2.3. Anexo III – Atribuições do Enfermeiro...................................................... 127
7.3. Referencias bibliograficas: ........................................................................... 128

8. PROTOCOLO DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS.................. 129
8.1. Introdução.................................................................................................... 129
8.2. Identificação das síndromes...................................................................... 130
8.3. 1 Corrimento Uretral ................................................................................... 132
8.3.1.1. Notas do fluxograma de corrimento uretral ...................................... 132
8.3.1.1.1. Paciente com queixa de corrimento uretral .................................. 132
8.3.1.2. Tratar clamídia e gonorréia................................................................ 133
8.3.1.3. Uretrite gonocócica............................................................................. 133
8.3.1.4. Uretrite não gonocócica ..................................................................... 134
8.3.2. Corrimentos vaginais.............................................................................. 136
8.3.2.1. Notas do fluxograma de corrimentos vaginais................................. 136
8.3.2.2. Anamnese (determinação do escore de risco) ................................ 137
8.3.2.3. tratar infecção por clamídia e gonorréia........................................... 137
8.3.2.4. Tratar tricomoníase............................................................................. 138
8.3.2.5. Tratar vaginose bacteriana ................................................................ 139
8.3.2.6. Tratar tricomoníase e vaginose bacteriana (ao mesmo tempo)..... 140
8.3.2.7. Tratar candidíase................................................................................ 141
8.3.2.8. Vulvovaginites ..................................................................................... 142
8.3.2.9. Vaginose bacteriana........................................................................... 142
8.3.2.10. Candidíase vulvovaginal .................................................................... 144
8.3.2.11. Tricomoníase genital .......................................................................... 146
8.3.2.12. Cervicite mucopurulenta..................................................................... 148
8.3.2.13. Pediculose pubiana ............................................................................ 150
8.3.2.14. Escabiose ............................................................................................ 150
8.3.3. Úlceras genitais....................................................................................... 152
8.3.3.1. Notas do fluxograma de úlcera genital ............................................. 153
8.3.3.2. Tratar sífilis e cancro mole................................................................. 153
8.3.4. Sífilis......................................................................................................... 154
8.3.5. Cancro mole............................................................................................ 156
8.3.6. Linfogranuloma venéreo ........................................................................ 157
8.3.7. Donovanose ............................................................................................ 158

9. PROTOCOLO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL............................................. 163
9.1.1. Introdução................................................................................................ 163
9.1.2. Anexo 1 - Triagem................................................................................. 165
9.1.3. Anexo – 2 - Fatores de risco associados ............................................. 167
10
9.1.4. Anexo – 3 - Consulta de enfermagem.................................................. 167
9.1.5. Anexo -4 - pós – Consulta médica (ce/cn/cp/cef)................................ 169
9.2. Bibliografia................................................................................................... 172

10. PROTOCOLO DE ENFERMAGEM PARA CUIDADOS E TRATAMENTO
DE PACIENTES COM DIABETES MELLITUS ..................................................... 173
10.1. Triagem.................................................................................................... 174
10.2. ANEXO I .................................................................................................. 175
10.3. Critérios para o diagnostico de diabetes e de regulação glicêmica
alterada 176
10.3.1. Classificação ....................................................................................... 176
10.3.1.1. Diabete Tipo 1..................................................................................... 176
10.3.1.2. Diabete tipo 2 ...................................................................................... 177
10.3.1.3. Outros .................................................................................................. 177
10.3.1.4. Tratamento .......................................................................................... 178
10.3.1.4.1. Principais objetivos do Tratamento ............................................... 178
10.3.1.4.2. Diabetico não-insulino dependente (tipo II).................................. 179
10.3.1.4.3. Dieta ................................................................................................. 180
10.3.1.4.4. Atividade Física............................................................................... 180
10.3.1.5. Educação............................................................................................. 181
10.3.1.5.1. Conteúdo desejável ........................................................................ 181
10.4. Conclusão................................................................................................ 182
10.5. Referências bibliográficas...................................................................... 183

11. PROTOCOLO DE ENFERMAGEM PARA CUIDADOS E TRATAMENTO
DE PACIENTES COM TUBERCULOSE................................................................ 184
11.1. ANEXO 01 - Consulta de Enfermagem: ............................................... 185
11.2. ANEXO 02 - Quimioprofilaxia: ............................................................... 185
11.3. ANEXO 03 - Tratamento: ....................................................................... 185
11.4. Anexo 04.................................................................................................. 186
11.5. Referencias bibliográficas...................................................................... 186

12. PROTOCOLO DE ENFERMAGEM PARA CUIDADOS E TRATAMENTO
DE PACIENTES COM HANSENÍASE.................................................................... 187
12.1. Anexo 01.................................................................................................. 188
12.2. Anexo 02 - Tratamento ............................................................................ 188
12.3. Anexo 03 - Casos especiais: ................................................................. 189
12.4. Referencia bibliográfica.......................................................................... 189

13. PROTOCOLO DE ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM AO PACIENTE
COM DENGUE........................................................................................................ 190
13.1. Definição de casos ................................................................................. 190
13.2. Fluxograma de atendimento ao paciente suspeito de dengue .......... 191
13.3. Anexo I - Consulta de enfermagem...................................................... 192
13.4. Anexo II - notificação.............................................................................. 193
13.5. Anexo III - pacientes em situações especiais...................................... 193
13.6. Anexo IV - tratamento sintomático........................................................ 193
13.7. Anexo V - Sinais de Alerta da Dengue................................................. 194
13.8. Referências bibliográficas...................................................................... 194

14. PROTOCOLO DE ENFERMAGEM – RAIVA............................................. 195
14.1. Instrumentos disponíveis para Controle............................................... 195
11
14.1.1. Conduta em caso de possível exposição ao vírus da raiva ........... 195
14.1.1.1. Características do ferimento.............................................................. 195
14.1.1.2. Características do animal envolvido no acidente ............................ 197
14.1.2. Conduta em caso de possível reexposição ao vírus da raiva........ 199
14.1.3. Conduta em caso de possível exposição ao vírus da raiva em
pacientes que receberam esquema de pré-exposição ...................................... 200
14.1.4. Profilaxia pré-exposição..................................................................... 205
14.1.4.1. Com a vacina Fuenzalida & Palácios modificada............................ 205
14.1.4.2. Com a vacina de Cultivo Celular ....................................................... 205
14.1.4.3. Bases gerais do tratamento............................................................... 207
14.2. Sobre o ferimento ................................................................................... 207
14.3. Sobre o animal ........................................................................................ 208
14.4. Ações de educação em saúde.............................................................. 209
14.5. Estratégias de prevenção ...................................................................... 210
14.6. Referência bibliográfica.......................................................................... 210

15. PROTOCOLO DE ENFERMAGEM – SAÚDE DO TRABALHADOR ....... 211
15.1. ANEXO 1 - População alvo: .................................................................. 213
15.2. Anexo 2 - CID -10 dos acidentes leves de trabalho........................... 213
15.3. Anexo 3 - Consulta de Enfermagem..................................................... 214
15.4. Anexo 5 - Solicitação de comunicação de - acidente de trabalho..... 215
15.5. Conceitos................................................................................................. 216
15.6. Bibliografia............................................................................................... 218

12

1. A CRI AÇÃO

A idéia de criação de um manual de normas e protocolos de atendimento para os
profissionais de enfermagem foi inspirada na preocupação do Conselho Regional de
Enfermagem do Estado de Goiás em elaborar um roteiro prático, que sirva para nortear as
ações dos profissionais de enfermagem nas instituições de saúde. Assegurando um
atendimento com qualidade e ao mesmo tempo, autorizado pelo órgão competente na
fiscalização das atividades desses profissionais.
Sua elaboração e implantação tornaram-se necessária, visto que o profissional
Enfermeiro, como membro ativo da equipe multiprofissional, precisa desenvolver um trabalho
com autonomia e maior resolutividade, inserido nos programas de saúde pública preconizados
pelo Ministério da Saúde, conforme salienta a Lei 7.498/86 do Exercício Profissional da
Enfermagem.
Considerando que os processos de trabalho desses profissionais, tornam-se cada vez
mais, complexos e os avanços tecnológicos encontram-se cada vez mais intermediando o
saber-ser e o saber-fazer das pessoas, torna-se imperativo a elaboração de protocolos que
orientem, normatizem e proporcionem segurança e qualidade no desempenho das atividades
da enfermagem.
A atual tendência que se tem observado é que as pessoas em qualquer segmento
trabalhem em equipe, incentivando-se a colaboração, o relacionamento harmonioso, a
comunicação e a troca de experiências.
Com esse intuito e para atender a proposta de organizar o trabalho da Enfermagem, o
COREN –GO elegeu um grupo constituído de pessoas, representantes de órgãos de gestão
públicas de saúde e de ensino, com representatividade local para tal finalidade, publicado no
Diário Oficial de 16/03/2003 Portaria COREN-GO 029/2003, composto por enfermeiras
gestoras, assistenciais e docentes, quais sejam:
Ana Lúcia Queiroz Bezerra – Associação Brasileira de Especialistas em
Enfermagem (ABESE)
Arineide B Carneiro – Conselho Estadual de Saúde (CES)
Aparecida Divina Mendonça – Secretaria Municipal de Saúde (SMS)
Claci de Fátima W. Rosso - Universidade Federal de Goiás (UFG)
Lícia Maria O. Pinho – Universidade Católica de Goiás (UCG)
Ludmilla M. S. Pires – Programa Saúde da Família / SMS
Luzineia Vieira dos Santos - Presidente do Sindicado dos Enfermeiros – SIEG
Marisa Aparecida de S. Silva – Secretaria Estadual de Saúde / Superintendência
de Políticas de Atenção Integral à Saúde (SES/PAIS)
Martha M.Garcez Bicca – Conselho de Secretarias Municipais de Saúde(COSEMS)
Maria Eliane Liegio Matão – Universidade Católica de Goiás (UCG)
Márcia Lúcia Ferreira - Sindicato dos Enfermeiros de Goiás
Nilza Alves Marques Almeida – Universidade Federal de Goiás (UFG)
Valdivina Mendes Pereira – Secretaria Municipal de Saúde (SMS)
13
Rozilda Rodrigues de Oliveira – Na Criação representando o Sindicato dos
Enfermeiros de Goiás, atualmente representa o (SINTFESP) Sindicato dos Trabalhadores
Federais e Saúde e Previdência do Estado de Goiás e Tocantins.

O Grupo de Trabalho foi dividido em sub-grupos e para cada um deles foram
distribuídos as temáticas dos protocolos a serem elaborados. Essa distribuição foi por
aproximação local e experiência profissional com o tema, o que contribuiu significativamente
para otimizar o desenvolvimento das atividades.
O período de trabalho foi de fevereiro de 2003 a Julho de 2007. O grupo realizou
reuniões quinzenalmente, na sede do COREN - GO, para discussão dos temas a serem
abordados nos protocolos. A elaboração inicial desses protocolos era em outro momento, a
critério dos responsáveis pelo seu conteúdo. Vale ressaltar que cada conteúdo elaborado no
formato de protocolo, era apresentado ao grupo de trabalho no mínimo duas vezes para
discussão e aprovação.
Os Protocolos elaborados dizem respeito a:
Programa de DST/AIDS
Programa de Hipertensão e Diabetes
Programa de Assistência Integral a Saúde da Criança
Programa a Assistência ao Pré Natal de Baixo Risco
Estratégia Saúde da Família
Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher
Programa de Assistência Integral ao Adolescente
Programa de Assistência á Imunização
Programa de Saúde do Trabalhador
Programa de Combate à Tuberculose e Hanseníase
Programa de Combate à Raiva
Programa de Combate à Febre Amarela
Quanto a avaliação do trabalho elaborado, buscou-se desenvolver um protocolo básico,
respaldado naqueles, regulamentados pelo Ministério da Saúde - MS, mas, que retratasse a
realidade regional, constando de normas, rotinas, e procedimentos ambulatoriais a serem
implementados pelos Enfermeiros em Unidades Básicas de Saúde.
Em casos específicos, foram contempladas, ainda, sobre coleta de exames
laboratoriais, definições de terminologias e informações outras visando facilitar o entendimento
daqueles profissionais, atuantes em locais distantes com dificuldade de acesso às informações.
A logística para implementação dos protocolos elaborados e reuniões foi de
responsabilidade do COREN-GO, que não mediu esforços para atender ás solicitações e
disponibilizar recursos para viabilizar esse trabalho.
Os protocolos elaborados estão em fase de avaliação por especialistas das diversas
áreas, os quais posteriormente serão publicados e divulgados nas instituições de saúde e
entre os profissionais da área de enfermagem.
No nosso entendimento, as expectativas foram atendidas, com referência aos objetivos
propostos, destacando-se a atuação conjunta da equipe de trabalho e do COREN-GO.
14
A iniciativa, de protocolar as atividades do Enfermeiro, é relevante por despertar no profissional
o benefício em legalizar suas ações, proporciona o desenvolvimento de seu fazer com
segurança o que, certamente, resultará em melhoria da qualidade à saúde da população.
15

2. PRÉ NATAL DE BAI XO RI SCO

2.1. Fluxograma do Pré-natal de Baixo Risco



Mulher
Atraso menstrual acima de
10dias e vida sexual ativa
Solicitar
1º BHCG
2º Planotest
BHCG / Planotest
NEGATIVO
1ª Consulta de Enfermagem (Anexo I)
________________________________
Solicitar exames conforme a rotina. Os mais
comuns são: hemograma completo, glicemia,
grupo sanguíneo e fator RH, toxoplasmose,
HbsAg, HIV, Rubéola, VDRL, Parasitológico
de fezes e EAS e colpocitologia (agendar
consulta médica em 30 dias e alternar as
seguintes entre enfermeiro e médico).
Em alguns casos Exames
complementares: Colposcopia,
colpocitologia, teste de coombs
Indereto
1ª Consulta de Enfermagem
(Anexo I)
Agendar consulta subseqüente
Suplementação
e Parasitoses
Consultas subseqüentes
(Anexo II)
Vacinação
e Profilaxia
(Anexo IV)
ALERTA:
Infecção Urinária:
Toxoplasmose
Sífilis, Hepatite B
HIV, Glicemia e
Hipertenção.
Encaminhar para Consulta
Médica Ginecológica

Alerta às
principais
queixas
(Anexo III)
BHCG / Planotest
POSITIVO
16

2.2. Anexo I - Consulta de enfermagem
O pré-natal é o período destinado ao acompanhamento da mulher
durante toda a gestação.
A consulta de enfermagem consiste em assistir a gestante durante
pré-natal de baixo risco, viabilizando seu acesso à unidade de saúde de forma
adequada e eficaz. Objetiva a detecção precoce de agravos que possam
comprometer a gestante e ou feto e seu devido encaminhamento aos serviços
de referencia.

1 - Dados de identificação; registrar a aferição de peso, altura, PA e
inspeção geral da mulher;
2 – Anamnese:
2.1 - Queixa atual;
2.2 - Antecedentes pessoais (Geral Ginecológico e Obstétrico);
2.3 - Antecedentes familiares;
2.4 - Cálculo da DPP e IG a partir da DUM;
2.5 - Verificação da situação vacinal;
3 - Exame Físico:
3.1 - Verificação das mucosas ocular e oral;
3.2 – Ausculta cardio-pulmonar;
3.3 - Avaliação das mamas;
3.4 - Medida da altura de Fundo Uterino (AFU), quando possível;
3.5 - Avaliação do crescimento fetal, quando possível;
3.6 - Ausculta dos batimentos cardio-fetais, (BCF), quando
possível;
3.7 - Exame:
17
3.7.1 - Vaginal: Inspeção;Toque;
3.7.2 – Especular (verificar necessidade de coleta para
citologia oncoparasitária);
3.8 - Avaliação dos membros inferiores (presença de edema e
varizes);
4 – Conduta:
4.1 - Solicitação de Exames de Rotina (conforme teste de triagem
Pré-Natal):
4.1.1 - Hemograma completo;
4.1.2 - Tipagem sanguínea e Fator RH;
4.1.3 - Glicemia de jejum;
4.1.4 - VDRL;
4.1.5 - Anti-HIV;
4.1.6 - EAS;
4.1.7 - Sorologia para Rubéola;
4.1.8 - Sorologia para Toxoplasmose;
4.1.9 - Sorologia para Citomegalovírus;
4.1.10 - Teste de Coombs Indireto;
4.1.11 - HbsAg;
4.1.12 - Hcv;
4.1.13 - Hav;
4.1.14 - Sorologia para Chagas;
4.1.15 - HTLV;
4.2 - Solicitação de exames complementares (a depender das
informações e clínica da gestante):
4.2.1 - Citologia Vaginal;
18
4.2.2 - Parasitológico de fezes;
4.2.3- Ultra-sonografia (entre a décima e décima segunda
semana de gestação);
5 – Promover Orientações quanto:
5.1 - importância do pré-natal;
5.2 - aconselhamento quanto aos exames;
5.3 - alimentação e ganho de peso;
5.4 - vestuário;
5.5 - sono e repouso;
5.6 - gestação e parto;
5.7 - Preparo das mamas e amamentação;
5.8 - possíveis intercorrências: contrações uterinas, sangramento,
perda de líquido, febre;
5.9 - movimentação fetal;
5.10 - atividade física e sexual;
5.11 - Medicamento de rotina:
- Uso de ácido fólico (0,40g% ao dia) no primeiro trimestre;
- Uso de sulfato ferroso (40mg ao dia) a partir do segundo
trimestre;
- A incidência da parasitose intestinal é muito alta, sendo
somente permitido o uso da piperazina nos casos de
enterobíase e ascaridíase. O tratamento adequado se
fará após o parto.
Observação: Caso seja necessário o uso de outros medicamentos,
encaminhar a gestante para o pré-natal de alto risco.
6 - Encaminhar para agendamento;
19
Observação: Antes de encaminhar a gestante para o agendamento, proceder
ao registro de todas as informações no cartão da gestante (com o nº do
SISPRENATAL) e também no prontuário da gestante.

2.3. Anexo II - Roteiro das consultas das subsequentes

1 - Determinação do peso: anotar no gráfico e observar o sentido da
curva para avaliação do estado nutricional da gestante;
2 - Revisão da ficha perinatal e anamnese atual;
3 - Atualização da idade gestacional;
4 - Medida da pressão arterial;
5 - Exames físico, geral e obstétrico (Ver Anexo I );

2.4. Anexo III - Alerta às principais queixas

A gestante pode ter queixas relacionadas aos vários aparelhos, sendo
as mais comuns:
Náusea e vômito - ocorrem especialmente nos primeiros meses de gestação,
causados principalmente pelos altos índices de hCG e fatores psicológicos. O
tratamento consiste no apoio, na alimentação adequada (comer pouca
quantidade por vez, alimentos quentes ou frios) a persistir os sintomas
encaminhar a consulta médica.
Gengivite - suspender ou abrandar o uso de escova e recomendar massagem
na gengiva e agendar atendimento odontológico sempre que possível;
Ptialismo ou sialorréia – é o aumento da salivação. Aconselhar dieta
semelhante à indicada para a náuseas e vômitos.
20
Tontura e vertigem - orientar para que não faça mudanças bruscas de posição
e evitar inatividade; quando de sua ocorrência, sentar-se com a cabeça
abaixada ou deitar-se em decúbito lateral com os MMII ligeiramente elevados.
Pirose ou azia - causada pelo refluxo gastroesofagiano. Neste caso
aconselha-se consumir pequenas quantidades de alimento em um maior
número de refeições.
Cãibras - são mais freqüentes na segunda metade da gestação e acometem
mais os membros inferiores. Deve-se moderar a atividade física, manter uma
boa hidratação e fazer uso de alimentos ricos em Potássio.
Edema - Geralmente motivado pela dificuldade de retorno venoso.
Aconselhado o uso de meias elásticas de média compressão e elevar os
membros inferiores a cada duas horas.
Dor lombar e dor hipogástrica - motivadas pela alteração de postura e pela
presença do útero grávido, sendo em geral suficiente o repouso, se possível
em decúbito lateral.
Polaciúria - sintoma encontrado no início e final da gestação, devido à
compressão da bexiga pelo útero grávido, orientar a não retenção de urina,
procedendo a esvaziamento da bexiga com maior freqüência.
Constipação intestinal - a presença maciça de progesterona reduz a ação de
toda a musculatura lisa. Nestes casos, correção alimentar com fibras e
alimentos laxativos, hidratação e atividade física regular.
Hemorróidas - são vasos do plexo hemorroidário, que podem sangrar ou
mesmo sediar uma trombose. Orientar uma dieta adequada.
Varizes - são dilatações venosas nos membros inferiores. De uma maneira
geral têm caráter predisponente familiar. Aconselhado não permanecer muito
21
tempo em pé ou sentada, repousar ( ± 20 minutos) várias vezes ao dia com as
pernas elevadas e o uso de meias elásticas de média compressão.
Corrimento vaginal – o aumento do fluxo vaginal é comum na gestação. Fazer
o diagnóstico diferencial com DST, as quais devem ser tratadas conforme
protocolo.

2.5. Anexo IV - Vacinação
Podemos classificá-las em dois grupos:
* Grupo 1 - vacinas que podem e devem ser administradas na gestação: dupla
adulto, que engloba toxóide diftérico e tetânico - uma dose de reforço se a
gestante já tiver sido vacinada, há mais de cinco anos ou três no caso de não
ter havido imunização anterior.
* Grupo 2 - Administrada quando a gestante está exposta a moléstias e
epidemias, como por exemplo: contra hepatite B (com antígeno HbsAg), e
contra a raiva (mordeduras) nos casos necessários.
Observação - vacinas que não devem ser usadas na gravidez: vacinas com
vírus vivo, tipo sarampo, antiamarílica, caxumba, rubéola e varicela. É
importante para as mulheres não grávidas receber estas vacinas, somente
após afastar a presença de gravidez.
2.6. Anexo V - Infecção urinária na gravidez
A infecção do trato urinário (ITU) consiste na presença de número
significante (100.000 col/ml ou mais) de bactérias patogênicas no aparelho
urinário, acompanhada ou não de sinais e sintomas.
Nos casos de EAS com flora bacteriana elevada encaminhar para
consulta médica.
22

2.7. Anexo VI - Toxoplasmose

Conceito
Afecção parasitária, causada pelo protozoário Toxoplasma gondi, que
pode ser adquirida através do contato com fezes de felinos, ingestão de
alimentos contaminados (frutas, verduras cruas, carnes mal cozidas ou cruas)
e ainda por via placentária.

Toxoplasmose Congênita
Ocorre na maioria das vezes quando a mulher é infectada durante a
gravidez. A infecção toxoplasmática transplacentária pode resultar em
abortamento, trabalho de parto prematuro, morte fetal e malformações
congênitas, casos esses que devem ser acompanhados.

Forma para detecção
Através de exame de sorologia para toxoplasmose na 1ª consulta:
• Se IgG e IgM negativo mãe não imune. Repetir exame a cada 2 meses.
• Se IgG positivo e IgM negativo considerar imune, para essa gravidez.
• Se IgG positivo e IgM positivo índices elevados, doença na fase aguda.
• Se IgG negativo e IgM positivo encaminhar para tratamento.

Sífilis
A Sífilis Congênita é uma infecção causada pela disseminação
hematogênica do Troponema pallidum, podendo acometer o feto em qualquer
fase de gestação, ocorrendo taxas de contaminação entre 70 a 100%. As
23
conseqüências perinatais são variadas – abortamento, hidropsia fetal,
natimorto sifilítico, sífilis congênita forma precoce e forma tardia.

Rastramento
O rastreamento da sífilis materna é feito através do VDRL (Venereal
disease research laboratory) quantitativo. Considera-se como VDRL positivo
todo título igual ou acima de 1:4. Títulos menores podem significar doença ativa
com títulos ascendentes. Lembrar: VDRL positiva-se cerca de 45 dias após a
fase de cancro; títulos falso-positivos pode ser devido à baixa especificidade do
método utilizado. Nesses casos, reavaliação do quadro clínico e repetição do
VDRL em 1 mês. Persistindo os títulos abaixo de 1:4 solicitar FTA-Abs. O
aumento dos títulos indica doença ativa e necessidade de tratamento.

2.8. Anexo VIII - Aleitamento materno
O leite materno é o melhor alimento para a criança e deve ser exclusivo
até o 6º mês de vida e mantido com alimentos complementares até os 2 anos.
Para amamentar com sucesso, a mulher precisa estar segura e acreditar
que o seu leite é adequado e suficiente para seu filho. Necessita conhecer seu
corpo e as mudanças que irão ocorrer.
Orientada, a mulher se torna capaz e mais confiante ao compreender
melhor as transformações e como isso iniciar o processo de lactação. Para isto,
deverá ser preparada e estimulada a amamentar o mais cedo possível.

Vantagens do Aleitamento Materno
Para a mãe:
• Involução uterina mais rápida pós-parto;
24
• Proteção contra anemia pela menor perda de sangue no pós-parto;
• Menor incidência de câncer de mama;
• Maior interação mãe e filho;
• Economia de dinheiro que pode ser revertido para outros benefícios;
• Fácil acesso: o leite está sempre pronto, fresco e na temperatura certa.

Para o filho:
• É mais nutritivo;
• Proteção contra doenças: infecciosas, alérgicas, desnutrição;
• Maior interação mãe e filho;
• Proteção contra problemas odontológicos e suas conseqüências
maléficas, melhorando o desenvolvimento da arcada dentária.

Para a família, cidade e nação:
• Menor índice de Morb-mortalidade infantil;
• Melhoria no índice de repetência escolar;
• Maior espaçamento entre os filhos;
• Economia;
• Melhoria da qualidade de vida da criança.

Como é o leite materno
O leite humano contém todos os nutrientes que a criança necessita até
os seis meses de idade: proteína, açúcar, gordura, vitaminas e sais minerais.
De acordo com o período de lactação é classificado em:
25
1º colostro: é secretado até aproximadamente 7 dias pós-parto. É amarelo,
protege o bebê contra infecções e é rico em proteínas. É considerado a 1ª
vacina do bebê.
2º Leite de transição: é secretado entre o 7º e o 15º dia após o parto, quando
o colostro se modifica.
3º Leite maduro: é secretado em torno do 15º dia após o parto. É mais claro,
contendo fatores de proteção contra infecções e todos os nutrientes
necessários para o crescimento e bom desenvolvimento do bebê.

Classificação de acordo com o tempo de lactação
1 - Leite Anterior: surge no início da mamada. É rico em proteínas, lactose,
vitaminas e sais minerais.
2 - Leite Posterior: surge no final da mamada. Contém mais gordura,
fornecendo mais da metade da energia do leite materno. A concentração de
gordura é maior de 20 a 30 minutos após iniciada a mamada.

As glândulas mamárias são formadas de lobos que são compostos de
lóbulos (como cachos de uvas) que contém alvéolos (os bagos das uvas).
Nos alvéolos é produzido o leite. Eles são ligados a ductos (canais)
muito finos que se juntam a um ducto principal mais largo e comprido que
termina no mamilo (bico do peito). Antes de chegar ao mamilo, debaixo da
aréola, se dilatam formando ampolas, onde o leite fica depositado no intervalo
das mamadas.
Durante a gravidez, as mamas aumentam de volume e as aréolas e os
mamilos escurecem.

26
Cuidados com a mama
Na gravidez
• Não utilizar cremes hidratantes ou óleos na região areolar;
• Friccionar os mamilos após o banho com toalha, bucha vegetal ou
escova dental com cerdas macias (Alguns estudos desaconselham esta
medida por criar uma solução de continuidade da pele com o meio
ambiente, consequentemente, aumentando a exposição a
microrganismos patogênicos);
• Expor os mamilos ao sol da manhã (entre 07:00 e 10:00 horas)
diariamente por dez minutos;
• Descosturar ou fazer pequeno furo, no sutiã na região dos mamilos;
• Orientar exercícios para exteriorização dos mamilos (Também é
desaconselhado, pois já se sabe que mães com mamilo invertido
conseguem amamentar normalmente e que os exercícios causam stress
materno e desencorajam a amamentação).

1. Apreender a região mamilo-areolar com as pontas dos dedos e
cuidadosamente puxar, torcer e dobrar, suavemente, para a direita, esquerda,
para cima e para baixo, várias vezes de cada lado.
2. Manobras de Hoffman: com os dedos polegares na aréola, puxar a pele
para cima, para baixo cerca de 20 vezes ao dia.

No pós-parto:
• Estimular a mamada precoce;
• Não oferecer ao bebê chás, água e outros leites;
• Não oferecer chupetas.
27

Posicionamento do RN para mamar
• Manter o corpo da mãe ereto, levar o RN a mama e não o contrário;
• Todo o corpo do RN deve estar encostado no corpo da mãe e de frente
para ela (barriga com barriga);
• Não empurrar a cabeça do RN em direção ao peito pois ele terá o
reflexo de afastá-lo. Apenas tocar com o mamilo ou o dedo o canto da
boca do RN que ele se voltará em direção ao toque, abrindo a boca;
• Toda aréola ou maior parte dela deve estar dentro da boca do RN;
• O queixo do RN deve estar encostado na mama;
Observação - a mãe deverá escolher uma posição confortável para
amamentar.
28

3. PROTOCOLO DE ATENÇÃO A SAÚDE DA
CRI ANÇA

Este protocolo foi elaborado para ser um facilitador no momento da
assistência prestada à criança, à família e/ou ao cuidador durante a consulta de
enfermagem, o atendimento a grupos educativos e a visita domiciliar,
respaldados pela Lei do Exercício Profissional Nº 7.498/86 e Resoluções do
COFEN 195/1997, 271/2002, 272/2002.
A atuação do enfermeiro na atenção à saúde da criança, visa à
proteção, à promoção e à recuperação da saúde, conforme as ações
preconizadas pelo Ministério da Saúde.
O Ministério da Saúde, com o objetivo de reduzir a morbidade e
mortalidade de criança de 0 a 5 anos, implantou várias ações e entre elas o
Programa de Assistência Integral à Saúde da criança (PAISC), os Dez passos
da alimentação saudável e Assistência Integral às Doenças Prevalentes na
Infância.
Com isso o Ministério da Saúde propõem um conjunto de ações básicas,
que são as seguintes:
- Acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento (CD);
- Realização do Teste do Pezinho;
- Estímulo e apoio ao aleitamento materno e orientação para
alimentação saudável;
- Diagnóstico e tratamento das doenças prevalentes na infância;
- Imunização.
A saúde da criança nos primeiros anos de vida tem relação direta com o
planejamento familiar, a adequada assistência pré-natal, ao parto e ao
29
puerpério, como também com as medidas de promoção, de proteção e de
recuperação.
O Crescimento é considerado como um dos melhores indicadores de
saúde da criança, em razão de sua estreita dependência com os fatores
intrínsecos (genéticos, metabólicos e malformações) e extrínsecos
(alimentação, ocorrência de doenças, higiene, habitação e saneamento básico,
cuidados gerais e acesso aos serviços de saúde) e por refletir as condições de
vida da criança, no passado e no presente (BRASIL, 2002a).
O Ministério da Saúde propõe o acompanhamento do crescimento e
desenvolvimento (CD) de 0 a 5 anos, pois fazem parte do mesmo processo,
mas exigem abordagens diferentes e específicas para sua percepção,
descrição, avaliação e todas as ações propostas no programa.

3.1. Consulta de enfermagem à criança de 0 a 5 anos

A consulta de enfermagem consiste na avaliação sistemática do
crescimento, estado nutricional, situação vacinal, desenvolvimento psico-motor,
social e psíquico do bebê, terapêutica ou encaminhamento adequado.

3.1.1. Objetivos:
Acompanhar o crescimento e desenvolvimento de criança de 0 a 5
anos;
Estimular os Dez Passos da Alimentação Saudável com orientação
para criança menor de 2 anos (Brasil, 2002b);
Prestar assistência de enfermagem às queixas comuns na infância;
Estimular a formação de grupos educativos de puericultura;
30
Reduzir a morbidade e mortalidade nesta faixa etária. Contemplar os
direitos da criança (estatuto da criança), assim como observar e
denunciar acidentes e violência domestica contra a criança.

3.1.2. Operacionalização:

1. Inscrever no Programa toda criança residente na área de abrangência,
independente da condição de risco o mais precocemente possível;
2. Agendar a consulta de rotina do enfermeiro pelo menos uma vez por mês,
até o 12º mês, se possível na mesma data das vacinas;
O acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento da criança de
0 a 5 anos (Anexo 1A - 1B) deverá ser realizado em consulta de
enfermagem e médica ou através de grupos educativos de acordo com a
realidade epidemiológica da região e/ou em função da presença de
equipe multidisciplinar na Unidade Básica de Saúde;
Agendar consulta médica no 1º mês (preferencialmente nos primeiros
quinze dias, para garantir a coleta e avaliação do teste do pezinho) e
também aos 6 e 12 meses;
Visitas domiciliares para crianças que apresentaram alterações no
estado de saúde e/ou em caso de faltosos às consultas de rotina;

Quadro1. Acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento da Criança
de 0 a 5 anos
Nº de consultas Dia/Mês
1º ano de vida Mensalmente
2º ano de vida Trimestralmente
2º ano ao 5º ano de vida Semestralmente

31
3.1.3. Etapas da consulta:
3.1.3.1. Anamnese:
Apresentação e identificação da criança;
Investigação do antecedente pré-natal (realização de pré-natal, doenças
na gestação, uso de drogas, nº de filhos, problemas psiquiátricos
maternos); tipo de parto; antecedentes neonatais (peso e idade
gestacional ao nascer, outras intercorrências); teste do pezinho (verificar
se foi realizado, caso não encaminhar); vacinação (verificar se a carteira
de vacina está em dia e orientar continuidade);
Queixas (história atual e sintomas);
Alimentação/aleitamento: avaliar o aleitamento materno, a ingestão de
outros alimentos, o consumo de líquidos, o número e tamanho de
porções diárias e a aceitabilidade da dieta pela criança ( Anexos 2A - 2B
- 2C);
Investigar características individuais, hábitos (sono e outros),
convivência familiar e social.

3.1.3.2. Exame físico:
O exame físico deve sempre ser detalhado. Observar hipoatividade ou
abatimento da criança, irritablilidade ou choro excessivo, sinais de maus tratos,
má higiene, abandono ou negligência (em caso de evidências, encaminhar
para o conselho tutelar local).
sinais vitais: temperatura (região axilar no mínimo 3 minutos),
respiração (observar tórax e freqüência respiratória), pulso (tomar
pulso radial ou carotídeo, observando freqüência e amplitude) e
pressão arterial (casos necessários);
32
Observar e registrar no prontuário e cartão da criança;
Cabeça: formato e simetria do crânio e face, integridade do couro
cabeludo.
Fontanelas: anterior (bregmática) 4 a 6 cm ao nascer, fechamento
entre 18 e 24 meses; posterior (lâmbdia) mede de 1 a 2cm , fecha por
volta de 2 meses.
Olhos: aspecto e simetria dos olhos, presença de visão pela
observação de reflexos visuais, constricção visual direta e consensual
à luz, presença e aspecto de secreção, lacrimejamento, fotofobia,
anisocória, exoftalmia, microftalmia, cor da esclerótica, estrabismo.
Ouvidos: forma, alterações, implantação das orelhas. Acuidade
auditiva através dos pestanejamento dos olhos, susto ou
direcionamento da cabeça em resposta ao estímulo sonoro. Em
crianças maiores sussurrar a uma distância de aproximadamente 3
metros.
Nariz: inspeção e palpação, pesquisar desvio de septo nasal e
presença e aspecto de secreção.
Boca e faringe: inspeção dos dentes e gengivas, face interna das
bochechas, língua e palatina, presença de hiperemia e outras
alterações.
Pescoço: inspeção e palpação de gânglios (tamanho, mobilidade,
dor), rigidez de nuca.
Tórax: forma e simetria, sinais de raquitismo e mamilos.
Pulmão: percussão e ausculta, presença de tiragem, expansibilidade
torácica e uso de músculos acessórios, tipo e ritmo respiratório.
33
Coração: ausculta de freqüência, intensidade, ritmo e qualidade; do
batimento; presença de cianose e edema.
Abdômen: Presença de hiperemia e secreção no coto umbilical
(mumificação completa entre 7º e 10º dia de vida), alterações globais
de forma, volume e abaulamento, presença de hérnias umbilicais,
inguinais e ventrais. Observar sinais de alteração na região do fígado e
rins (percutir, auscultar e realizar palpação superficial e profunda),
observar presença de dor e rigidez.
Pele e mucosas: elasticidade, coloração, lesões e hidratação. A pele
do RN, normalmente está lisa, macia, rósea e opaca. A presença de
cor amarelada significa icterícia, é visível após as primeiras 24 horas
de vida.

Alterações que podem ocorrer na pele do RN:
Eritema tóxico – pequenas lesões eritematopópulosos disseminadas que
desaparecem em poucos dias, a causa desconhecida.
Mancha mongólica – mancha arroxeada que se localiza na região dorso
glútea do RN, normalmente relacionada à miscigenação de raça.
Nerus materno – manchas avermelhadas disseminadas, não salientes,
aparecem na fronte, pálpebras, lábios e nuca.
Milium sebáceo – são glândulas sebáceas aumentadas, situadas no queixo,
bochecha, nariz e desaparecem nos 2 primeiros meses de vida.
Descamação fisiológica – ocorre devido à passagem do meio líquido para o
gasoso principalmente nas mãos e pés.
Marca do bico da cegonha – cor rósea, localiza-se na região frontal e nuca,
desaparece até o primeiro ano de vida.
34
Marca vinho do porto – coloração vermelho-púrpura, varia o tamanho, área
afetada e dificilmente desaparece.
Hemangioma – afeta o tecido subcutâneo, são vênulos interligados dando cor
azulada a pele que a recobre e raramente desaparece.

Genitália
Meninos – verificar presença de fimose e testículos na bolsa escrotal
(criptorquidial), observar presença de Bálano (inflamação do prepúcio e
glande, ocorre devido ao estreitamento do prepúcio, fimose ou
contaminação por urina, fezes e sujeiras).
Meninas - hímen e presença de secreção vaginal, pode ocorrer
presença de secreção mucóide ou sanguinolenta nos primeiros dias de
vida.
Observar região anal, perfuração anal, fissuras, outras alterações.
Extremidades: deformidades, paralisias, edemas, alteração de temperatura,
assimetria e marcha, palpação de pulso.
Coluna vertebral: rigidez, postura, mobilidade e curvatura, espinha bífida,
tufos de pelos e hipersensiblilidade.

Avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM):
avaliação dos reflexos:
reação de Moro - deixar o recém-nascido em decúbito dorsal, sobre um
lençol e fazer um movimento brusco puxando o lençol; o RN deverá abrir
e fechar os braços;
35
pressão palmar: colocar o dedo na palma da mão do bebê , e observar
se ele responde com flexão de todos os dedos (desaparece mais ou
menos no 6º mês);
Sucção: ao tocar os lábios com a própria mão da criança, ela responde
com movimento de sucção dos lábios e da língua (presente até 3º mês);
cutaneoplantar (Babinsky): fazer estímulo na região lateral externa do
pé no sentido ascendente (calcanhar para os dedos), a resposta deverá
ser de extensão com ou sem abertura em leque dos dedos;
Marcha: elevar o bebê em suspensão vertical segurando pelas axilas,
sobre uma superfície dura; realizar o contato da planta dos pés com a
superfície; o bebê estenderá os joelhos.
Observação: todos esses reflexos respondem as condições de maturidade dos
centros nervosos e devem ser anotados. No caso de RN prematuro nem todos
os reflexos podem estar presentes.
Evolução do perímetro cefálico esperado do 1º ao 2º ano de vida
1º e 2º mês de vida: 2 cm por mês;
3º e 4º meses de vida: 1,5 cm por mês;
5º ao 12º mês de vida: 0,5 cm por mês;
2º ano de vida: 0,3 cm por mês.

Desenvolvimento pôndero-estatural (DPE): Anexo 2A
Evolução do Peso:
Registrar a aferição de peso e estatura no Cartão da Criança, para
garantir a avaliação e o diagnóstico nutricional, através da curva de percentil. O
Recém-nascido geralmente, perde 10% do peso de nascimento até o 10º dia
de vida, depois ganha de 20 a 30 g/dia durante os 3 primeiros meses de vida e
36
triplica o peso de nascimento até o 12º mês de vida. Considera-se a marcação
de vários pontos na curva (pelo menos três) e avalia-se o traçado como:
Ascendente – satisfatório
Horizontal – sinal de alerta
Descendente – sinal de perigo
. Evolução do crescimento: (estatura)
1º semestre – 15 cm
2º semestre – 10 cm
1 ano – 25 cm
2 anos – 10 a 12 cm
3 a 4 anos – 7 cm
até o início da puberdade – 5 a 6 cm

Dentição:
A boca da criança deve ser limpa desde o nascimento, após cada
mamada e/ou refeição com a ponta de uma fralda de pano ou outro tecido
macio, umedecido em água filtrada. Algumas crianças já nascem com dentes,
outros poderão não tê-los até um ano de idade. Não há consenso sobre o fato
da erupção estar relacionada com picos febris ou diarréia.

3.2. Indicação de medicamentos de rotina
a) Puericultura / Pediatria
Prematuros e Pequenos para a idade gestacional (PIG): encaminhar para
a consulta médica (durante o primeiro mês de vida).


37
3.2.1. Profilaxia medicamentosa:
• Sulfato ferroso – prematuros - devem receber desde o 1º mês –
2mg/kg/dia, durante dois meses, diminuindo-se para 1mg/kg/dia até 24º
mês. (preferencialmente com suco de laranja e orientar o uso de canudinho
para aquelas crianças que já podem utilizar).
RN a Termo – Em aleitamento materno exclusivo: a partir do 6º mês ou
desmame até o 24º mês de vida, 1mg/Kg/dia, (exceto para crianças com
fórmulas infantis fortificadas com ferro).
• Menbendazol – indicar a partir de 1 ano de idade (com mais de 10 kg), com
intervalo mínimo de 6 meses. Dar 100 mg ou 5,0 ml 2 vezes ao dia durante
3 dias.
• Vitamina A administrar para crianças residentes em áreas onde a
hipovitaminose A for endêmica e que não recebam leite materno, ou
em crianças que apresentem sinais de xeroftalmia (cegueira noturna
decorrente da carência de vitamina A) ou desnutrição grave.
VITAMINA A

IDADE Ampola uso oral
(50.000 UI / ampola)
Drágea
(50.000 UI / ampola)
Até 6 meses 1 1
6 a 11 meses 2 2
1 a 4 anos 4 4

Exames de rotina
• Hemograma completo:
a) Solicitar durante a realização da consulta de enfermagem e com dúvidas
em relação ao grau da palidez palmar e mucosas;
b) Em casos de crianças com história anterior de anemia.
38

• Protoparasitológico de Fezes (PPF)
a) Solicitar 3 amostrar, quando: diarréia freqüente; infestações por parasitas
recorrentes; fezes com presença de muco.

3.3. Queixas mais comuns na infância
3.3.1. Anemia
Anemia Ferropriva é o tipo mais comum de anemia, decorrente
condição em que o conteúdo total de ferro orgânico encontra-se inferior ao
nível normal do ferro necessário para a síntese da hemoglobina.



ANEMIA

CONSULTA DO ENFERMEIRO
Palidez palmar grave e/ou Hb <
de 7 g/dl

CONSULTA MÉDICA
Não Sim

Palidez palmar leve e/ou Hb de
10 a 11 g/dl

Seguir orientações e prescrição
de sulfato ferroso de acordo
com a idade e peso.

Melhora do quadro clínico?
Manter acompanhamento conforme proposta do
fluxo de atendimento

Marcar retorno em 14 dias


39
Cuidados de enfermagem:
Avaliar o tipo de aleitamento e aceitação das refeições de sal;
Avaliar alimentação e orientar a mãe para o uso de alimentos ricos
em ferro;
Avaliar antecedentes de criança: prematuridade, baixo peso e
morbidade neonatal;
Associar o Sulfato Ferroso a sucos ricos em vitamina C e administrar
30 minutos antes das refeições;
Orientar o uso de Sulfato Ferroso com canudinho devido à destruição
do esmalte dos dentes;
Alertar para a mudança de coloração das fezes e os cuidados com
os dentes;
Prescrição de Ferro:
Prematuros e Pequenos para a idade gestacional (PIG):
encaminhar para a consulta médica (durante o primeiro mês de vida).

Idade /Peso Sulfato Ferroso
2 a 3 meses ( 4 – 6 Kg ) 3 mg/kg/dia ou 15 gotas ou 0,7 ml ao dia
4 a 11 meses ( 6 – 10Kg) 3 mg/kg/dia ou 30 gotas ou 1,0 ml ao dia
1 a 2 anos (10 – 14Kg ) 3 mg/kg/dia ou 30 gotas ou 1,5 ml ao dia
3 a 4 anos (14 – 19Kg) 3 mg/kg/dia ou 40 gotas ou 2,0 ml ao dia

Observações: Solicitar hemograma completo se durante a realização da
Consulta do Enfermeiro houver dúvida quanto à palidez palmar.

40
3.3.2. Escabiose
Doença de pele, contagiosa, produzida por ácaro parasita,
caracterizada por lesões multiformes (vesículas e/ou pústulas) e pela presença
de irritação e prurido intenso.

Cuidados de enfermagem:

Orientar: sobre transmissibilidade; higiene pessoal; higiene com roupas
pessoais e de cama; prevenção na família; investigar outros casos no núcleo
familiar e escolar.

Prescrição medicamentosa:
Benzoato de benzila 25% ou similar 25%.
ESCABIOSE
CONSULTA DO ENFERMEIRO
Apresenta prurido intenso e
lesões disseminadas?
CONSULTA MÉDICA
Retorno c/ 7ias
Não
Sim

Apresenta prurido intenso,
lesões disseminadas e exudato
purulento?
Cuidados de Enfermagem
Melhora do quadro clínico?
ALTA
41
Aplicar após o banho diluído em água, na proporção de 1:3, por 3 noites
seguidas ou creme permetrina 5% passar nas lesões 1 vez à noite,
durante 6 noites.
Observação: orientar precaução com medicamentos (manter longe do
alcance de crianças e fazer somente uso local).


3.3.3. Pediculose
Dermatose causada pela infestação por piolhos, caracterizada por
prurido intenso e lesões cutâneas

PEDICULOSE

CONSULTA DO ENFERMEIRO
Investigar as causas e
repetir o tratamento
Retorno c/ 5ias
Não Sim

Localização de lêndeas e/ou
parasita no cabelo
Cuidados de Enfermagem
Melhora do quadro clínico?
ALTA
42
Cuidados de enfermagem:
Orientar:
Hábitos de higiene;
Prevenção na família;
Remoção das lêndeas manualmente umedecendo os cabelos com
vinagre morno diluído em água na proporção (1:1); utilizar o pente fino;
Investigar outros casos no núcleo familiar e escolar.

Prescrição medicamentosa:
1 – Monossulfiram e/ou Benzoato de benzila conforme bula:
até 2 anos: diluição 1:3 com água filtrada ou fervida (fria);
2 anos: diluição 1:1 com água filtrada ou fervida (fria);
repetir tratamento após 7 dias
Loção de permetrina a 1%, dose única e repetir tratamento após 7 dias.

43
3.3.4. Dermatite por picada de inseto
Pápulas pruriginosas, em forma de cúpula, com vesículas às vezes
umbilicadas, desaparecendo freqüentemente pela escoriação. É desencadeado
por picada de insetos (uma só picada faz com que surjam inúmeras lesões). As
extremidades e região da cintura pélvica são as mais acometidas.

Cuidados de enfermagem:
Orientar:
Uso de mosquiteiro ou telas nas janelas;
Manter unhas curtas e limpas;
Indicar uso de pasta d´água, amido de milho 3 a 4 vezes ao dia ou chá
de camomila para o banho.
DERMATITE
CONSULTA DO ENFERMEIRO
Apresenta prurido intenso e
lesões disseminadas?
CONSULTA MÉDICA
Retorno c/ 7ias
Não
Sim

Apresenta prurido intenso,
lesões disseminadas e exudato
purulento?
Cuidados de Enfermagem
Melhora do quadro clínico?
ALTA
44
3.3.5. Dermatite amoniacal (Dermatite de fralda/ Assadura)
Erupção inflamatória da área de fralda causada por urina, fricção,
umidade, microorganismos, fezes e irritantes químicos

Cuidados de enfermagem:
Orientar:
Lavar o local com água morna a cada troca de fralda;
Suspender o uso de lenços umedecidos, assim como outros produtos
industrializados (óleos, lavandas, soluções de limpeza de pele);
Usar amido de milho na água do banho e/ou fazer pasta (diluir em água
até obter consistência cremosa) para uso local;
Suspender fraldas descartáveis;
Lavar adequadamente as fraldas e enxaguar com solução de vinagre.
Prescrição medicamentosa:
Usar Nistatina creme após cada troca de fralda por 5 dias;
Usar cremes a base de óxido de zinco (hipoglós).
DERMATITE AMONIACAL
CONSULTA DO ENFERMEIRO
Melhora do quadro clínico?
Cuidados de enfermagem
Retorno em 3 dias
Manter cuidados
Melhora do quadro clínico?
Prescrição medicamentosa
Retorno com 5 dias
Consulta médica
ALTA
Sim Não
Não
Sim
45
3.3.6. Dermatite seborréica

Infecção do couro cabeludo decorrente da hiperatividade das glândulas
sebáceas.


Cuidados de enfermagem:

Orientar:
Passar no couro cabeludo, Vaselina salicilada a 2% (100ml de vaselina
líquida para 2 gramas de AAS) ou óleo vegetal;
Deixar por 1 hora e retirar com escova ou pente fino delicado;
Lavar a cabeça com sabonete neutro.





DERMATITE SEBORRÉICA
CONSULTA DO ENFERMEIRO
Melhora do quadro clínico?
Consulta médica
Apresenta sinais de infecção e/
lesões extensas?
Cuidados de Enfermagem
Retorno em um mês para reavaliação
ALTA
Sim Não
Não
Sim
46
3.3.7. Intertrigo
Lesão hiperemiada de dobras decorrentes de maceração pelo suor excessivo.

Cuidados de enfermagem:
Orientar:
Lavar o local com água e sabonete neutro;
Secar bem o local;
Exposição ao sol pela manhã e final de tarde de 5 a 15 minutos;
Usar roupas que não provoquem suor;
Aplicação do amido de milho diretamente sobre a pele.
Prescrição:
Óleo mineral para hidratar a pele;
Cremes para assaduras.
INTERTRIGO
CONSULTA DO ENFERMEIRO
Cuidados de Enfermagem
Apresenta secreção
purulenta?
CONSULTA MÉDICA
Retorno c/ 3 dias
Não Sim

Melhora do quadro clínico?
NÃO
SIM
ALTA
47
3.3.8. Impetigo
Infecção primária da pele altamente contagiosa, causada por estreptococos ou
por estafilococos, caracterizada por vesículas e bolhas que se rompem e
desenvolvem crostas amarelas.

Cuidados de enfermagem:

Orientar:
Lavar as lesões com água morna e sabão neutro;
Romper as vesículas com cotonete embebido em álcool 70%.






IMPETIGO
CONSULTA DO ENFERMEIRO
Cuidados de Enfermagem
Apresenta lesões em grande
quantidade e exudato ?
CONSULTA MÉDICA
Retorno c/ 2 dias
Não Sim

Melhora do quadro clínico?
NÃO
SIM
ALTA
48
3.3.9. Miliária (Brotoeja)

Lesão eritematosa microvesicular, puriginosa, desencadeada por calor
excessivo e umidade.

Cuidados de enfermagem:

Orientar:
Usar roupas leves;
Banhos freqüentes;
Usar sabonetes neutros;
Enxaguar o bebê após o banho com: 1 litro de água contendo 2 colheres
(de sopa) de amido de milho, 3 vezes ao dia ou aplicar o amido
diretamente na pele como se fosse talco; ou aplicar pasta d´água 3
vezes ao dia, após o banho.



MILIÁRIA
CONSULTA DO ENFERMEIRO
Cuidados de Enfermagem*
Apresenta sinais de infecção?
CONSULTA MÉDICA
Retorno c/ 7dias
Não Sim

Melhora do quadro clínico?
NÃO
SIM
ALTA
49
3.3.10. Constipação intestinal

É a eliminação de fezes de consistência dura, em pequenos volumes,
ocasionando grande esforço por parte da criança e dor, independente do
intervalo entre as evacuações.

Cuidados de enfermagem:

Orientar:
Diminuir alimentos obstipantes (batata, cenoura cozida, banana-maçã e
farináceos);
Oferecer alimentos ricos em fibras (vegetais folhosos e legumes crus,
mamão, laranja, tomates verdes, cenoura crua, farelo de trigo e aveia);
Aumentar a ingestão hídrica;
Oferecer chá de ameixa preta (1 a 2 ameixas de molho em meio copo
com água filtrada);
Exercício e massagem abdominal.
CONSTIPAÇÃO INTESTINAL
CONSULTA DO ENFERMEIRO
Apresenta dor ou distensão
abdominal, fissura anal e
anorexia?
CONSULTA MÉDICA
Retorno c/ 5 dias
Não
Sim

Apresenta febre, vômito, dor ou
distensão abdominal, fissura anal,
anorexia e/ou hemorróida?
Cuidados de Enfermagem
Melhora do quadro clínico?
ALTA
50
Observação:
Em recém-nascidos com amamentação exclusiva pode ocorrer ausência
de evacuação até 8 dias sem a presença de outros sintomas;
Investigar amamentação: se exclusiva, orientar alimentação da mãe e se
for complementar ou artificial, orientar o uso adequado do leite e/ou a
troca do leite.


3.3.11. Parasitose instestinal
Infestação ou infecção do trato intestinal por parasitas.

PARASITOSE INSTESTINAL

Saída de verme
pela
boca ou nariz

Dor periumbilical, cólicas de
repetição, diarréia persistente,
constipação intestinal, dor
náuseas ou vômitos
Cuidados de
enfermagem
Tratar oxiúros ou
ascaris
Solicitar 3 amostras
de PPF (dias
diferentes)

Não
Cuidados de
enfermagem.
Prescrição
conforme o
agente etiológico

Queixa de prunido
anal e/ou saída de
vermes nas fezes

CONSULTA DO ENFERMEIRO
CONSULTA
MÉDICA

Retorno em 30 dias
Melhora do quadro clínico?
Sim
ALTA
51
Cuidados de enfermagem:
Orientar:
Utilizar água tratada ou fervida;
Lavar bem os alimentos e deixá-los de molho em água com Hipoclorito
2% (2 gotas por litro) por 30 minutos;
Comer carne bem cozida ou assada. Nunca comer carne crua;
Manter as mãos sempre limpas, principalmente antes das refeições e
após evacuações e ao preparar os alimentos;
Manter as unhas curtas e limpas;
Proteção dos alimentos contra poeira, mosca e outros animais;
Estar sempre com os pés calçados;
Manter vasos sanitários e fossas sempre cobertas e higienizadas;
Não usar água parada para o banho ou para brincar;
Se for indicado remédio não esquecer de usar conforme foi indicado.


PRESCRIÇÃO:

Parasitoses Substância
Ativa
Esquema terapêutico Observações
Ancilostomíase
Ascaridíase
Enterobíase
Tricocefalíase ou
Tricuríase
Mebendazol






Albendazol
Para <10kg: 10mg/kg72
vezes dia/3dias

Para >10kg: 100mg/2
vezes dia/3dias.


400mg/dia, dose única.
Eficaz em
infestações
múltiplas.
Efeitos colaterais
pouco freqüentes,
ás vezes dor
abdominal e
diarréia.

Semelhante ás do
mebendazol.
Teníase e
Himenolepíase
Albendazol

Mebendazol
400mg/dia/por 3 dias.

200mg/dose/2 vezes ao
dia/4 dias.
Para > de 2 anos.

Boa eficácia.
Giardíase Metronidazol






Tinidazol
15 a 20mg/kg/dia, 2
vezes ao dia/ 5 a 7 dias.





50mh/kg/dose única.
Efeitos colaterais
neurológicos,
gastrointestinais.
Aversão ao álcool e
urticária de contato.

Os mesmo efeitos
colaterais e aversão
ao álcool.
52
Amebíase Metronidazol






Tinidazol
35 a 50mg/kg/dia, 3
vezes ao dia/ 5 a 10
dias.





50mh/kg/dose única, por
3 dias.
Efeitos colaterais
são gastrointestinais
e vertigem.
Aversão ao álcool e
urticária de contato.


Aversão ao álcool
Estrongiloidíase

Albendazol


Tiabendazol
400mg/dia, 3 dias.

50mg/kg/, dose única ou
25mg/, 2 vezes/2dias

Esquistossomose
(S. mansoni)
Tiabendazol 50mg/kg/, dose única ou
25mg/, 2 vezes/2dias


53
3.3.12. Diarréia

Doença caracterizada pela perda de água e eletrólitos, e conseqüente
aumento do volume e da freqüência das evacuações e na diminuição da
consistência das fezes, apresentando algumas vezes muco e sangue
(disenteria).

DIARRÉIA

Apresenta sangue nas fezes?
Alerta, olhos brilhantes, sem
sede, fontanela normal e turgor
da pele preservado.


Classificação do estado de hidratação
Letárgica ou inconsciente,
olhos fundos; não consegue
beber ou bebe mal; turgor da
pele muito diminuído.

CONSULTA MÉDICA
CONSULTA DO ENFERMEIRO
Inquieta, irritada, olhos
fundos, bebe avidamente
com sede, turgor da pele
diminuído.


Diarréia há mais de 14 dias
Não
Não
SEM
DESIDRATAÇÃO
DESIDRATAÇÃO

DESIDRATAÇÃO
GRAVE
Consulta médica
Plano C - Referir
urgentemente ao hospital
para terapia intravenosa.
Anexo 4 -Plano B e
Anexo 5- tratar diarréia
com SRO no Serviço de
Saúde.

Anexo 3 - Plano A -
tratar diarréia em casa

Sim
54
Terapia de reidratação oral
Cálculo do volume de soro a ser administrado:
Volume = 2 x % de perda de peso conforme grau de desidratação x 10 x peso
em kg.
Tempo de reposição = 4 a 6 horas (doses de 50 a 200 ml/h, fracionando em
intervalos de 15 a 20 minutos)





3.3.13. Cólica do recém-nascido:



Aleitamento materno exclusivo?
Consulta do Enfermeiro
Avaliar Orientações e cuidados
de enfermagem
SIM NÃO
- Freqüência e consistência das
evacuações;
- Diluição e preparo do leite;
-Identificar a possibilidade de
resgatar o aleitamento materno
- Seguir a diluição e preparo do leite
artificial (Anexo 5)

Distensão
Abdominal
Choro persistente
Quadro febril
Gemência

Consulta
medica
imediata Retorno em sete dias ou
antes se necessário
CÓLICA DO
RECÉM-NASCIDO
55
Cuidados de Enfermagem:
Orientar:
Colocar a criança em decúbito dorsal apoiada sobre os braços,
massagear o abdome com movimentos circulares e depois aplicar
compressa morna (orientar bem o responsável sobre o uso da
compressa);
Dieta da nutriz (evitar café, chocolate, pimenta, doces);
Não utilizar nenhum medicamento tipo anti-espasmódico ou chás.


3.3.14. Moniliase oral

Infecção na mucosa causada pelo fungo Cândida albicans, resultando
em um tipo característico de secreção em forma de grumos brancos, aderindo
à língua e à bochecha da criança.

Cuidados de enfermagem:
Orientar para evitar o uso de chupeta ou mamadeira;
Orientar a higiene com água e sabão e fervura dos bicos das
mamadeiras, chupetas e objetos de mordedura;
Evitar o beijo próximo aos lábios;
Higiene oral com água bicarbonatada: 1 colher (chá) de bicarbonato de
sódio em 1 copo de água fervida (75 ml) e fria, 4 vezes ao dia. Limpar a
região oral com dedo indicador envolvendo-o em fralda limpa e
umedecida com a solução de água bicarbonatada durante 7 a 10 dias;
56
Prescrever 1,0 ml de nistatina suspensão oral 100.000 UI/ml para uso na
mucosa oral 4 vezes ao dia, dez minutos após higiene com água
bicarbonatada e manter o esquema por no mínimo 3 dias após o
desaparecimento dos sintomas.
Orientar as mães que estão amamentando quanto a higiene rigorosa
das mamas antes e após a amamentação.
Retorno para consulta de enfermagem após o tratamento ou se não
apresentar melhora.



3.3.15. Coto umbilical


COTO UMBILICAL

Sinais de infecção e presença de secreção
Cuidados de enfermagem e encaminhar para
consulta médica imediata

Presença de granuloma
CUIDADOS DE
ENFERMAGEM
CONSULTA DO ENFERMEIRO

Cuidados de enfermagem
Orientação: cauterização com nitrato de Prata
2%, em bastão, 1 vez ao dia durante 1 minuto,
protegendo a região periumbilical
Avaliação do coto umbilical
Apresenta anormalidade?

Sim
Não
Retorno em 2 dias
57
Cuidados de enfermagem:
Orientar:
Higiene diária com água e sabão, enxaguar e secar bem;
Aplicação de álcool 70% após cada troca de fralda;
A mãe ou cuidador quanto aos sinais de infecção;
A necessidade de não usar fralda ou faixas sobre a região;
A não utilização de outros produtos como: pomadas, talcos, moedas etc.



58
3.3.16. Tosse/ Peito cheio

Cuidados de Enfermagem:
Orientar:
Aumento da ingestão hídrica para fluidificar as secreções;
Deixar a criança em decúbito dorsal com cabeceira elevada ao dormir;
Inalação com 3 a 5 ml de Soro Fisiológico 0,9% três vezes ao dia;
Remover a umidade, mofo ou bolor da casa;
Manter a casa ventilada;
Evitar fumar na presença da criança;
Oferecer dieta fracionada;
Caso apresente os sinais de alerta: respiração rápida, tiragens e ruídos
respiratórios, retornar à unidade de saúde;
Controle da temperatura;
Repouso com restrição de atividades físicas diárias.
TOSSE/ PEITO CHEIO
CONSULTA DO ENFERMEIRO
CONSULTA MÉDICA
Não Sim

Presença de tiragem subcostal ou
estridor em repouso e/ou
comprometimento geral?

Encaminhar urgentemente a consulta
médica ou ao hospital
Continuar consulta do enfermeiro
Melhora do quadro
clínico?
ALTA
Não Sim

Cuidados de enfermagem e retorno com 5 dias
Presença da freqüência respiratória aumentada ou
sibilância ou tosse há mais de 30 dias
Não
Sim
59
3.3.17. Febre em crianças


Cuidados de enfermagem:
Orientar:
Vestimentas leves;
Compressas frias nas regiões axilares, abdominal e frontal;
Aumentar ingesta hídrica.
Se a temperatura for > 37,5 ºC: administrar Paracetamol 1 gota/kg ou
Dipirona 500 mg/ml, 1 gota/2kg de 6 em 6 horas (Orientar para não
utilizar ácido acetil salicílico - AAS);
Explicar risco de administração em intervalo menor de 6 horas.
FEBRE EM
CRIANÇAS
CONSULTA DO ENFERMEIRO
Cuidados de Enfermagem:

Foco Infeccioso?
Não Sim

Letargia;
Desconforto respiratório;
Vômito em jato;
Rigidez da nuca;
Abaulamento de fontanela;
Atividade convulsiva;
Exantema;
Petéquias.
Não consegue beber água ou se
alimentar.
Consulta médica urgente ou Continuar Consulta do Enfermeiro
Melhora do quadro clínico?
Retorno em 24 horas ou antes se necessário
Sim Não
CONSULTA MÉDICA
ALTA
Consulta médica

Não Sim
60
3.3.18. Dor de ouvido

Cuidados de enfermagem:
Orientar:
Controle de temperatura e medicar se (temperatura >= 37,5 ºC);
Secar o pavilhão auditivo 3 vezes ao dia com algodão ou gaze e
substituir o chumaço de algodão até quando o pavilhão auditivo estiver
seco;
Fazer compressa morna no período noturno (explicar cuidados com
compressa para evitar queimaduras).

DOR DE OUVIDO
CONSULTA DO ENFERMEIRO

Apresenta secreção
purulenta ou
otoscopia alterada?
Apresenta tumefação
atrás da orelha?

Sim

Encaminhar ao
hospital de
referência
ALTA
Não Não Sim
Cuidados de
Enfermagem
CONSULTA MÉDICA

Melhora do
quadro clínico?

Não Sim

61
3.4. Anexos

3.4.1. Anexo 1A - sinais de normalidade do desenvolvimento

Idade Ação
Recém – nascido Reflexos subcorticais
1 mês Segue a luz
2 meses Sorri, balbucia
3 meses Sustenta a cabeça
4 meses Agarra objetos
5 meses Gira sobre o abdome
6 meses Mantem-se sentado
7 meses Preensão palmar
8 meses Pinça digital
9 meses Põe-se sentado
10 meses Engatinha
12 meses De pé, anda com apoio
14 meses Caminha sozinho
18 meses Fechamento de fontanelas
18 a 24 meses Controle de esfíncteres

3.4.1.1. Anexo 1B - Sinais de alerta

Idade Ação
4 meses Não sustenta a cabeça
7 meses Não senta sem apoio
12 meses Não engatinha
18 meses Não anda










62

3.4.2. Anexo 2A – Ganho Ponderal


3.4.2.1. Anexo 2B - quadro simplificado de sugestão da
alimentação no 1º ano de vida para criança eutrófica

Idade
(meses)
Menores
de 6
meses
Menores
de 6
meses
6 a 7
meses
6 a 7
meses
8 a 11
meses
8 a 11
meses

Período
C/ leite
materno
exclusivo
C/ leite
artificial
C/ leite
materno
C/ leite
artificial
C/ leite
materno
C/ leite
artificial

Pela
manha

livre
demanda

Alimen-
tação
láctea

Leite
materno
Leite de
vaca +
fruta ou
ceral/
tubérculo
Leite
materno +
fruta ou
cereal/
tubérculo

Leite de vaca
+ fruta ou
ceral/
tubérculo
intervalo livre
demanda
Papa de
frutas
Papa de
frutas
Papa de
frutas
Fruta da
época
Fruta da
época



Almoço


livre
demanda


Papa
salgada


Papa
salgada


Papa
salgada
Refeição da
família
adequada
em
consistência
e tempero
Refeição da
família
adequada em
consistência
e tempero

Meio da
tarde

livre
demanda

Papa de
frutas

Papa de
frutas

Papa de
frutas
Leite
materno +
fruta ou
Leite de vaca
+ fruta ou
ceral/
GANHO PONDERAL
RISCO NUTRICIONAL:
entre os percentis 3 e 10
e/ou a curva horizontal ou
descendente
(Gráfico NCHS)

PESO BAIXO:
entre os percentis 0,1 e 3
e/ou a curva horizontal
ou descendente
(Gráfico NCHS)

PESO MUITO BAIXO:
abaixo do percentil 0,1
e/ou a curva descendente
(Gráfico NCHS)

Avaliar e orientar a
alimentação da criança
de acordo com a idade
Investigar possíveis
causas, avaliar e orientar
a alimentação da criança
(anexo 2-C)

Investigar possíveis
causas, avaliar e orientar
a alimentação
complementar adequada
(anexo 1-C)
Consulta Médica
Imediata
Retorno conforme
rotina
Retorno no
máximo c/
intervalo de 15
dias
Retorno no máximo c/
intervalo de 15 dias

Agendar consulta
médica imediatamente
PESO NORMAL/
Faixa de normalidade
nutricional: entre os
percentis 3 e 97 e/ou a
curva ascendente
(Gráfico NCHS)

63
cereal/
tubérculo
tubérculo


Final da
tarde


livre
demanda

Alimen-
tação
láctea
Leite
materno +
fruta ou
cereal/tubé
rculo
Leite de
vaca +
fruta ou
cereal/
tubérculo
Refeição da
família
adequada
em
consistência
e tempero
Refeição da
família
adequada em
consistência
e tempero

À noite
livre
demanda
Alimen-
tação
láctea
Leite
materno
Leite de
vaca
Leite
materno
Leite de vaca
Crianças maiores de 12 meses
C/ leite materno C/ leite artificial
Pela manhã Leite materno + fruta ou
cereal/tubérculo
Leite de vaca + fruta ou
cereal/tubérculo
Intervalo Fruta da época Fruta da época
Almoço Refeição da família Refeição da família
Meio da tarde Leite materno + fruta ou
cereal/tubérculo
Leite de vaca + fruta ou
cereal/tubérculo
Final da tarde Refeição da família Refeição da família
Á noite


OBSERVAÇÕES: Até os seis meses de vida
Amamentar ao peito tantas vezes quantas a criança quiser, de dia e de noite,
pelo menos 8 vezes ao dia em cada 24 horas
Crianças que estão em aleitamento materno exclusivo, não dar nenhum outro
alimento ou líquido
A partir dos 6 meses, oferecer de forma lenta e gradual outros alimentos,
mantendo o leite materno até 2 anos de idade.


3.4.3. Anexo 2C – Alimentações para crianças com peso baixo
(porções individualizadas)

Dieta 1 Dieta 2 Dieta 3
200 ml de leite
líquido integral (1
copo), 2 colheres de
chá de óleo vegetal,
1 colher de sopa de
açúcar e 1 colher de
sopa de abóbora
cozida amassada.
200 ml ou 1 copo de
leite integral, 1
colher de chá de
óleo vegetal, 1
colher de sopa de
açúcar, 4 colheres
de sopa de arroz
cozido.
4 colheres de sopa
de arroz cozido, 1
colheres de chá de
óleo, 1 colher de
sopa cheia de carne
moída, 2 colher de
sopa cheia de
cenoura cozida e
amassada.
64
Dieta 4 Dieta 5 Dieta 6
4 colheres de sopa
de arroz cozido, 4
colheres de sopa de
massa de feijão
peneirado, 1 copo
de caldo de feijão,
1 colheres de chá
de óleo vegetal.
200 ml ou 1 copo de
leite integral, 1
colher de sopa de
açúcar, 1 colher de
sopa de fubá.
1 colher de sopa de
carne moída e
cozida, 4 colheres
de sopa de cenoura
cozida e amassada,
1 e ½ colher de
sopa de Fubá, 1
colher de chá de
óleo vegetal, 1 copo
de água do
cozimento da
cenoura.

OBSERVAÇÃO: o arroz pode ser substituído por fubá, utilizando metade da
quantidade do arroz e cozinhando por 3 a 4 minutos.
*Orientar a mãe/cuidador:
1. Utilização da dieta até o próximo retorno;
2. Variar as dietas para a criança não enjoar;
3. Oferecer 6 vezes ao dia;
4. Garantir que a criança coma de cada vez as quantidades indicadas
• 03 – 05 kg – ½ de copo
• 05 – 10 kg – 2/3 de copo
• 10 – 14 kg – 1 copo
5. Oferecer o peito entre as refeições sempre que a criança solicitar;
6. Retornar imediatamente se a criança recusar a comida.

Recomendações para a alimentação da criança com diarréia persistente
1. Dar líquidos adicionais para combater a dessidratação;
2. Continuar alimentando;
3. Se a criança estiver em aleitamento materno exclusivo, aumentar a
freqüência e o tempo das mamadas de dia e de noite;
4. Se estiver em aleitamento misto:
Substituir com mais aleitamento materno ou
65
Reduzir o volume de leite oferecido em cada refeição, misturando com
igual volume de mucilagem de arroz a 3%, açúcar a 5% e óleo a 3% ou
Substituir, metade do leite por alimentos semi-sólidos ricos em nutrientes
ou
Substituir por produtos com baixo teor de lactose como iogurte, produtos
com soja etc.


3.4.4. Anexo 3 – Plano A

Tratar a Diarréia em Casa

• Dar líquidos adicionais (tanto quanto a criança aceitar)

• Recomendar à mãe:
Amamentar com maior freqüência e por tempo mais longo a cada
mamada;
Se a criança se alimentar de leite materno, pode se dar SRO (Soro de
Reidratação Oral), além do leite materno com colher ou copo;
Se a criança não estiver em regime exclusivo de leite materno, dar 1 ou
mais dos seguintes: Solução SRO, líquidos caseiros (tais como caldos,
água de arroz, soro caseiro) ou água potável.

É especialmente importante dar SRO em casa quando:
Durante esta visita a criança recebeu o tratamento do Plano B ou Plano
C, ou seja, tratamento para desidratação;
66
Se a criança não puder retornar a um serviço de saúde se a diarréia
piorar:
Ensinar a mão/cuidador a preparar a mistura e a dar SRO;
Entregar um pacote ou mais de SRO para a mão/cuidador se
necessário;
Mostrar à mãe/cuidador a quantidade de líquidos adicionais a dar em
casa além dos líquidos habituais:
Até 1 ano – 50 a 100 ml depois de cada evacuação aquosa;
1 ano ou mais – 100 a 200 ml depois de cada evacuação aquosa

• Recomendar à mãe/cuidador:
Administrar pequenos goles de líquidos de uma xícara;
Se a criança vomitar, aguardar 10 minutos e depois continuar, porém
mais lentamente;
Continuar a dar líquidos até a diarréia parar;
Caso esteja amamentando dar o peito sempre que a criança desejar.
• Continuar a alimentar
• Retornar com 24 horas


3.4.5. Anexo 4 – Plano B

Tratar a Desidratação com SRO
As crianças com desidratação deverão permanecer no serviço de saúde até a
reidratação completa. Durante um período de 4 horas administrar, no serviço
de saúde, a quantidade recomendada de SRO.

67
• Determinar a quantidade de SRO a ser administrada durante as
primeiras 4 horas:

IDADE* PESO SRO (ml)
Até 4 meses < 6 kg 200 – 400
4 a 11 meses 6 - < 10 kg 400 – 700
12 a 23 meses 10 - < 12 kg 700 – 900
2 a 4 anos 12 - < 19 g 900 - 1400

* Somente utilizar a idade da criança quando desconhecer o peso. A
quantidade aproximada de SRO necessária (em ml) também pode ser
calculada multiplicando o peso da criança (em kg) por 75.

Se a criança quiser mais SRO do que as quantidades citadas, dar mais.

Demonstrar para a mãe/cuidador como administrar a solução de SRO;
Dar com freqüência pequenos goles de líquidos usando uma colher;
Se a criança vomitar aguardar 10 minutos e depois continuar, porém
mais lentamente;
Continuar a amamentar no peito sempre que a criança desejar.

Após 4 horas:

Reavaliar a criança e classificá-la quanto à desidratação;
Selecionar o plano apropriado para continuar o tratamento;
Se possível, começar a alimentar a criança no serviço de saúde.
Se, em situações excepcionais, a mãe/cuidador precisar ir para casa
antes de terminar o tratamento:
Orientar como preparar a solução de SRO em casa;
Orientar sobre a quantidade de SRO a ser administrada até completar o
tratamento em casa;
68
Entregar uma quantidade de pacotes de SRO suficiente para completar
a reidratação. Entregar também um pacote adicional, tal como
recomendado no Plano A;
Explicar as 3 regras do Tratamento Domiciliar:
1. Dar líquidos adicionais
2. Continuar a alimentar
3. Quando retornar a unidade de saúde


OBSERVAÇÃO: PLANO C é indicado para DESIDRATAÇÃO GRAVE, que
deve ser referida urgentemente ao hospital para tratamento IV (intravenosa) ou
SG (sonda nasográstrica).

3.4.6. Anexo 5 - Diluição e preparo de leite artifcial

Volume e número de refeições lácteas por faixa etária no primeiro ano de
vida
Idade Volume* Nº de refeições
1ª semana a 30 dias 60-120 ml 6-8
2-3 meses 150-180 ml 5-6
3-6 meses 180-200 ml 4-5
7-12 meses 180-200 ml 2-3

* Observação: valores aproximados de acordo com a variação do peso
corporal do lactente nas diferentes idades.
Recomenda-se após os quatro meses oferecer o leite e outros alimentos.
Reconstituição do leite em pó integral e fluido

1. Para constituição do leite 10%: 1 colher das de sobremesa em 90ml de
água fervida;
2. Para constituição do leite 15%: 1 colher das de sopa cheia em 85ml de
água fervida;
Consultar o Plano A quanto aos líquidos
recomendados e consultar o quadro
ACONSELHAR A MÃE OU CUIDADOR
69
3. 2/3 de leite fluido + 1/3 de água fervida (70ml de leite + 30ml de água)

Observação: O leite de vaca integral diluído a 10% ou 2/3 pode necessitar de
acréscimos calóricos pela adição de 5% de açúcar, 3% de amido (farinha de
milho, aveia, arroz) e 3% de óleo vegetal.

3.5. Referências Bibliográficas

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE. PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO
PAULO. Atenção à Saúde da Criança – Protocolo de Enfermagem. São Paulo.
Coordenação do Programa de Saúde da Mulher. 2003.

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE. PREFEITURA MUNICIPAL DE
GOIÂNIA. Normas e rotinas para a atenção básica à saúde. Goiânia. Diretoria
da rede básica. Gráfica Aliança. 2002.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde.
Departamento de Atenção Básica. Saúde da Criança: acompanhamento do
crescimento e desenvolvimento infantil. Série Cadernos de Atenção Básica,
n.11. Série A. Normas e Manuais Técnicos, n. 173. Brasília – DF. 2002a. 100p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde.
Coordenação de Atenção Básica. Organização Panamericana de Saúde. Dez
Passos da Alimentação Saudável: orientação para crianças menores de 2
anos. Orientação para a promoção da alimentação saudável para a criança
menor de dois anos de idade. Um guia para o profissional de saúde na atenção
básica. Brasília – DF. Julho 2002b. 48p.

70
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Área de
Saúde da Criança e Aleitamento Materno. Organização Panamericana de
Saúde. Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância. Avaliar e
Classificar a criança doente de 2 meses a 5 anos de idade. Módulo 2. Brasília
– DF. 1999. 124p.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde.
Departamento de Atenção Básica. Coordenação de Saúde da Criança. Atenção
Integrada às Doenças Prevalentes na Infância. Atendimento à Criança de 2
meses a menos de 5 anos de idade. Atendimento à Criança de 1 semana a
menos de 2 meses idade. Brasília – DF. 1999. 124p.
71

4. PROTOCOLO DE ATENDI MENTO EM
I MUNI ZAÇÃO


4.1. Introdução

O programa de imunização é uma prioridade nacional, e portanto uma
responsabilidade das três esferas gestoras de saúde: Federal, Estadual e
Municipal, onde o desempenho, a eficiência e eficácia pressupõem uma
organização e avaliação técnica das atividades voltadas ao cidadão.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) tem como uma das suas
competências estabelecer normas básicas para a execução das vacinações; e
baseado nessas normas este protocolo está sendo elaborado.
Imunização ativa artificial vacinas: Os processos artificiais de
imunização ativa têm como objetivo proporcionar proteção específica e
duradoura contra doenças transmissíveis – por imitação ao que se observa na
natureza com as infecções naturais, clínicas e subclínicas – estimulando o
sistema linfóide e sensibilizando-o (isto é, dando origem a memória linfocitária,
antes que os indivíduos se exponham ao patógeno responsável pela infecção
natural. Antecipando-se à infecção natural, com a vacinação, é possível evitar a
doença infecciosa, garantindo a imunidade.
Imunização passiva - soros e imunoglobulinas: A imunização passiva
artificial é proporcionada por anticorpos inoculados no organismo do indivíduo
suscetível. Esses anticorpos podem ser obtidos de animais hiperimunizados
(imunoglobulinas heterólogas = soros) ou, então, de seres humanos
previamente vacinados ou que estejam na convalescença da doença em
apreço (imunoglobulinas homólogas = imunoglobulinas humanas).
72
Em emergência, quando não há possibilidades de se aguardar o tempo
de latência necessário para que se estabeleça a imunidade após a vacinação,
recorre-se à imunização passiva artificial. Esta é capaz de conceder proteção
imediata ao receptor de soro ou imunoglobulina humana, a eficácia dessa
proteção é tanto maior quanto mais curto o tempo decorrido entre a exposição
dos anticorpos. Há circunstâncias tais como (viagens a áreas endêmicas,
atividades de alto risco) em que se indica a aplicação de soros ou
imunoglobulina humanas antes que tenha ocorrido a exposição ao agente
infeccioso.
O atendimento ao cliente na Unidade de Saúde segue o fluxograma a
seguir.



























73


4.2. Fluxograma de vacinação

























Cliente procura ou é referendado à Unidade de Saúde para vacinação
Consulta de enfermagem(anexo I)
Vacina não
indicada, orientar o
cliente e encerrar o
caso
Vacina indicada
imediatamente
Vacina indicada
posteriormente.
Orientar o cliente,
adiar ou aprazar,
conforme o caso
Indicação de
imunobiológico especial
anexo II
Encaminhar à sala de
imunização
Administrar o imunobiológico, conforme indicação e
registrar em formulários específicos da Unidade
Carimbar e rubricar no cartão de vacinação
do cliente o imunobiológico aplicado
Arquivar os cartões de controle
Avaliar reações imediatas do cliente e reforçar
quanto às reações adversas tardias
Se não ocorrer reações
adversas, reforçar o retorno do
cliente na data aprazada
Se ocorrer reações
adversas. Anexo III
Compareceu na data
aprazada Sim
Fazer busca ativa dos faltosos quando o
período for superior a 30 dias do agendamento
Segue calendário de
vacinação
Fazer nova busca ativa
Através de telefone,
aerograma e visita
domiciliar
Compareceu a Unidade de Saúde.
Atualizar o esquema vacinal
Não compareceu a Unidades de Saúde
Não
74

4.3. Contra-indicações gerais para vacinação

As vacinas de bactérias ou vírus vivos atenuados não devem ser
administradas, a princípio, em Clientes:
• Com imunodeficiência congênita ou adquirida;
• Acometidas com neoplasia maligna;
• Em tratamento com corticosteróides em esquemas
imunodepressores ou submetidas a outras terapêuticas
imunodepressoras (quimioterapia antineoplásica, radioterapia),
transfusão de sangue ou plasma;
• Em mulheres grávidas, devido ao risco teórico de danos ao
feto, salvo situações de alto risco de exposição a algumas
doenças virais imunopreviníveis, como, por exemplo, febre
amarela.
Deve ser adiada a aplicação de qualquer tipo de vacina em pessoas
com doenças agudas febris graves, sobretudo para que seus sintomas e sinais,
assim como eventuais complicações, não sejam atribuídos à vacina
administrada.
Também deve ser adiada a aplicação de vacinas de bactérias ou vírus
inativados (ou as constituídas por seus produtos ou componentes) em pessoas
submetidas a tratamento com imunodepressores, por causa da possibilidade
de resposta imune inadequada. Em situações epidemiológicas de risco, para
algumas vacinas especiais esta recomendação deve ser avaliada.
As contra-indicações especificas estão descritas no anexo V










75

4.4. Anexo I - Consulta de enfermagem

Durante a consulta de Enfermagem o enfermeiro (a) deve observar as
seguintes condutas:
Verificar se o cliente está comparecendo à sala de vacinação pela primeira
vez ou se é retorno;
• Abrir o Cartão de Vacinação para aqueles clientes que comparecem
pela primeira vez, solicitando as informações necessárias e verificar
as vacinas que devem ser administradas;
• No caso de retorno, verificar quais vacinas devem ser administradas,
consultando o cartão de vacinação e a ficha de registro ou o Cartão
de Controle;
Conversar com o cliente ou acompanhante sobre o estado de saúde da
pessoa a ser vacinada, observando as indicações e possíveis contra-
indicações à administração dos imunobiológicos. Avaliar se há motivo para
adiar a vacinação ou para não aplicar determinada vacina, evitando as
falsas contra-indicações;
Orientar sobre a importância da vacinação e de completar o esquema
básico.
Aprazar a data do retorno do cliente para receber nova dose de vacina,
quando necessário.
Orientar o cliente, estimulando a vacinação de outros membros da família.

4.5. Anexo II - Soroterapia

4.5.1. Procedimentos prévios à administração de soros heterólogos

A administração dos soros heterólogos pode trazer complicações
graves, tais como choque anafilático e a doença do soro. Em função disso, sua
administração só pode ser feita em serviços de saúde preparados para o
tratamento de complicações, o que implica na existência de equipamentos de
emergência e na presença do médico junto à equipe.
76
A avaliação do cliente para determinação da conduta e notificação do
caso será feita pelo enfermeiro (a). Caso haja necessidade do uso de
medicações que previnam reações de hipersensibilidade deverá ser discutido
com o médico da equipe e o mesmo deverá prescrever os anti-histamínicos e
outras medicações necessárias, tal como preconizado pelo Ministério da
Saúde.
É importante considerar que a possibilidade da ocorrência de reações
graves de hipersensibilidade não deve contra-indicar o uso dos soros
heterólogos, desde que sua administração seja realizada de modo correto e
com a assistência adequada.
Antes da indicação do soro heterólogo é de extrema importância uma
anamnese que contemple os antecedentes do cliente e que permita verificar se
o mesmo:
• apresentou, anteriormente, quadros de hipersensibilidade;
• fez uso de imunoglobulina de origem eqüina;
• mantém contato freqüente com animais, principalmente eqüinos,
seja por necessidade profissional, seja por lazer.
No caso de resposta afirmativa a qualquer uma das perguntas,
considerar a possibilidade de substituir o soro heterólogo pelo homólogo
(imunoglobulina hiperimune anti-rábica). Caso não haja esta disponibilidade,
adotar os procedimentos para a prevenção da ocorrência de reações
anafiláticas, conforme orientado a seguir:
• lavar as mãos e preparar o material necessário para prevenir a
anafilaxia (anti-histamínico, corticóide, oxigênio, adrenalina,
aminofilina, soro glicosado e fisiológico, equipos de soro e
material para assistência ventilatória);
77
• instalar soro fisiológico, garantindo adequado acesso venoso e a
manutenção do gotejamento, mesmo após a administração do
soro;
• 10 a 15min antes de iniciar soroterapia, administrar conforme
prescrito pelo médico:
_ maleato de dexclorfeniramina (0,05 mg/Kg) por via intramuscular ou
intravenosa (máximo de 5,0 mg) ou prometazina (0,05 mg/Kg) por via
intramuscular (máximo de 25 mg);
_hidrocortisona (10 mg/Kg) por via endovenosa (máximo de
1.000mg);
_cimetidina (10 mg/Kg) por via intramuscular ou endovenosa
(máximo de 250 mg).
Antes e depois de realizada a soroterapia, fazer controle dos sinais
vitais.
OBS.: A realização do teste de sensibilidade cutâneo foi excluída da
rotina de soroterapia. O valor deste teste é considerado discutível e
imprevisível para as manifestações de hipersensibilidade imediata,
precoce ou tardia.

4.5.2. SAT – Soro anti-tetânico

Sua indicação depende do tipo de ferimento, bem como das informações
acerca do uso do próprio SAT e do número de doses da vacina contra tétano
recebidas anteriormente.
Caso haja história de hipersensibilidade a soros heterólogos ou já tenha
recebido este tipo de soro anteriormente, administrar a Imunoglobulina
Hiperimune Antitetânica (IGHAT).
78
A dose do SAT depende do motivo que justificou sua indicação: se para uso
terapêutico ou profilático. A dose profilática é de 5.000 UI para adultos e
crianças. A dose terapêutica é de 20.000UI.

4.5.3. Esquema para profilaxia do tétano

O soro antitetânico é administrado por via intramuscular, ou, de acordo com
prescrição médica. Em adultos a injeção é feita no deltóide, na face externa
superior do braço, no vasto lateral da coxa ou no glúteo, no quadrante superior
externo. Em criança menor de dois anos, dar preferência ao vasto lateral da
coxa.
Na administração com fins terapêuticos, nos casos graves, metade da dose,
diluída em 100 ml de soro fisiológico, pode ser administrada por via
endovenosa, e a outra metade por via intramuscular, a critério médico.
Ocorrendo qualquer reação, suspender a administração do soro, mantendo
veia aberta com soro fisiológico até nova orientação médica. Preparar nova
solução de SAT, trocar o equipo e subtrair a quantidade já administrada.
Instalar novo SAT e manter o cliente sob rigorosa observação.
Orientar o cliente ou seu acompanhante a procurar o serviço de saúde caso
apareça qualquer reação, principalmente entre o sétimo e o décimo segundo
dia após o recebimento do SAT, como febre, dor muscular, urticária, aumento
de gânglios, etc.

4.5.4. Soro anti-rábico
Indicado para a profilaxia da raiva humana após exposição ao vírus
rábico. Sua indicação depende da natureza da exposição e das condições do
animal agressor.
79
A dose do SAR é de 40 UI para cada quilo de peso. A dose máxima é de
3.000 UI ou 15 ml.
A via de administração é a intramuscular. Caso a região anatômica onde
está localizado o ferimento permita, deve-se infiltrar a maior parte do soro ao
redor da lesão.

4.6. Anexo III - indicação de imunobiológico especial

Desde 1993, mediante a implantação dos Centros de Referência para
Imunobiológicos Especiais (CRIEs), foi iniciada, no país, a oferta de
imunobiológicos indicados para situações especiais, não disponíveis na rotina
dos serviços de saúde.
Mesmo considerando que os produtos chamados especiais têm
indicações mais abrangentes, o PNI estabeleceu algumas prioridades que,
conforme definições da norma para os CRIEs , estão agrupadas em três
categorias de indicações:
Para profilaxia após a exposição a agentes
infecciosos, como no caso da imunoglobulina
antivaricela-zoster;

Para substituição de produtos disponíveis na rede de
serviços, quando estes não podem ser utilizados em
função da hipersensibilidade ou da ocorrência de
eventos adversos, como é o caso do uso da
Imunoglobulina antitetânica;
Para imunização de crianças e adultos com
imunossupressão, como no caso da vacina inativada
contra a poliomielite.

As crianças e adultos incluídas nesta indicação são encaminhados aos
CRIEs, pelo médico ou enfermeiro (do serviço público ou privado), de acordo
com fluxo estabelecido pela Secretaria Estadual de Saúde.
80
São utilizados os seguintes imunobiológicos em situações
especiais:
Vacina de vírus inativados contra a poliomielite;
Vacina contra a infecção pelo pneumococo;
Vacina contra a raiva de vírus inativados;
Vacina contra a difteria, o tétano e a coqueluche
acelular (tríplice bacteriana acelular – DTP acelular);
Vacina de vírus inativados contra a hepatite A;
Vacina contra o vírus influenzae;
Vacina contra a varicela;
Vacina contra a febre tifóíde;
Imunoglobulina Anti-Tetânica (IGHAT): é indicada para o
tratamento dos casos de tétano, em substituição ao soro
antitetânico nos casos de hipersensibilidade ao soro
heterólogo ou história pregressa de alergia ou reação de
hipersensibilidade ao uso de outros soros heterólogos. O
esquema a ser adotado depende do motivo que justificou a
indicação da imunoglobulina humana antitetânica. Para
profilaxia utiliza-se 250 UI para adultos ou crianças; para
uso terapêutico 3.000 UI a 6.000 UI para crianças ou
adultos, ou a critério médico. A via de administração é
exclusivamente intramuscular, ou de acordo com
orientação médica, nos mesmos locais utilizados para
aplicação do soro;
Imunoglobulina Anti-Hepatite B (IGHAHB): é indicada
para pessoas não vacinadas após exposição ao vírus da
hepatite B nos casos em que o recém-nascido tem mãe
com sorologia positiva para HBsAg, acidente com pérfuro
cortantes, contato sexual com pessoa com sorologia
positiva para HBsAg ou vítimas de abuso sexual. A dose da
IGHAHB é única de 0,06 ml/Kg de peso corporal. Para
recém-nascidos a dose é de 100 UI ou 0,5 ml. Deve ser
administrado pela via intramuscular, ou de acordo com a
prescrição médica.
81
Imunoglobulina Anti-Rábica (IGHAR): é indicada em
substituição ao soro anti-rábico nas seguintes situações,
hipersensibilidade ao soro anti-rábico heterólogo ou história
pregressa de alergia ou reação de hipersensibilidade ao
uso de outros soros heterólogos. A dose da imunoglobulina
humana anti-rábica é de 20 UI/Kg de peso. Deve ser
administrada pela via intramuscular.
Imunoglobulina Antivaricela Zóster (IGHAVZ): é indicada
em comunicantes suscetíveis à varicela zóster que se
encontram em condições especiais de risco tais como:
imunodeficiência; recém-nascidos cujas mães tiveram
varicela nos últimos cinco dias da gestação ou até 48 horas
depois do parto; recém-nascidos prematuros, com 28
semanas ou mais de gestação, cujas mães nunca tiveram
varicela; recém-nascidos prematuros, com menos de 28
semanas de gestação, ou com menos de um quilo,
independente da história materna de varicela.

As indicações relativas ao uso de imunobiológicos especiais estão
descritas no anexo V.

4.7. Anexo IV - Conduta frente a alguns eventos adversos comuns a
vários imunobiológicos

As vacinas estão entre os produtos de maior segurança de uso.
Entretanto, é possível que haja reações, até mesmo graves, com a sua
utilização. A orientação a seguir destina-se aos serviços de rotina de
imunização, com os seus recursos habituais. Não é orientação
impositiva, devendo ser adaptada às circunstâncias operacionais e à
experiência e treinamento de cada grupo.

82
I- Manifestações Locais – Podem ocorrer após a aplicação de
qualquer vacina. Os casos de abcesso geralmente estão associados à
infecção secundária e erros na técnica de aplicação.
Notificar e investigar os casos com abcesso ou outras reações
locais muito intensas (edema, e/ou vermelhidão extensos, limitação de
movimentos acentuada e duradoura); notificar também o aumento
exagerado de determinadas reações locais, associadas eventualmente a
erros de técnica ou a lote vacinal (surtos).

Conduta:
Prescrever analgésico, se necessário. Usa-se
habitualmente paracetamol (de preferência) ou
dipirona. Não utilizar os salicilatos;
- Crianças – 01 gota/Kg de 6/6 horas, por via oral
- Adultos – 20 a 40 gotas ou 01 comprimido (500 mg)
de 6/6 horas, por via oral ;
Aplicar compressas frias (temperatura ambiente);
Os abcessos devem ser submetidos a avaliação
médica, para conduta apropriada.
Não há contra-indicação para doses subsequentes

II- Febre – Pode ocorrer logo após a aplicação da vacina ou alguns
dias depois. É possível que se deva a alguma infecção intercorrente ou
desidratação. O cliente deve ser examinado pelo médico quando a febre
for acima de 38º C ou fugir do padrão esperado para o tipo de vacina
aplicada.
Notificar e investigar se detectada febre com intensidade e
freqüência acima do esperado, eventualmente está associada a lotes de
vacina (surtos de febre ou abcessos em locais já esperados).

Conduta:
Manter o cliente em repouso, em ambiente bem
ventilado, administrar água e outros líquidos apropriados,
83
tais como leite materno, TRO. Quando a febre se deve à
vacinação, o quadro é benigno e autolimitado. Não aplicar
gelo, álcool e clisteres gelados;
Administrar antitérmicos, se necessário. Usa-se
habitualmente paracetamol (de preferência) ou dipirona.
Não utilizar os salicitados;
- Crianças – 01 gota/Kg de 6/6 horas, por via oral
- Adultos – 20 a 40 gotas ou 01 comprimido (500 mg)
de 6/6 horas, por via oral
Antitérmico profilático: utilizá-lo quando na dose
anterior ocorreu febre elevada ou convulsão febril.
Administrar no momento da vacinação e depois repetir de
6/6 horas durante 24 a 48 horas. Usar de preferência o
parecetamol, na dose já indicada.
Ficar atento para a possibilidade de infecção
intercorrente, que pode necessitar de tratamento
apropriado, se necessário encaminhar ao médico.
Não há contra indicação para doses subsequentes. Considerar a
conveniência de antitérmico profilático.

III- Convulsão Febril – as convulsões febris são observadas
geralmente entre os seis meses e os seis anos de idade, com maior
freqüência entre os 12 e 18 meses, incidindo em cerca de 3% da
população infantil. São geralmente, de curta duração. Podem, entretanto,
ocorrer crises múltiplas e prolongadas, circunstâncias em que a pesquisa
de doença neurológica, especialmente meningite, é obrigatória. Deve-se
oferecer repetidamente às crianças com febre, sobretudo nos dias muito
quentes, água, leite materno e outros líquidos apropriados.
Notificar e investigar todos os casos;
Conduta:
Colocar o paciente em decúbito lateral e
trendelemburg;
84
Aspirar secreções;
Afrouxar as roupas;
Aplicar anticonvulsivante, conforme prescrição médica;
Oxigênio úmido, se necessário (cianose, mesmo após
aspiração);
É comum a criança dormir, após a crise, mesmo sem
medicação, não se deve acordá-la.
Há contra indicação para doses subseqüentes. Encaminhar o
cliente para o CRIE.
Quando a convulsão for associada à vacina tríplice DTP,
completar o esquema vacinal com DTP acelular.

IV- Reações de Hipersensibilidade:
i - Graves: Choque anafilático (anafilaxia, reação anafilática) – são
reações que ocorrem menos de duas horas após a aplicação da vacina (
ou medicamento), geralmente na primeira meia hora, sendo
extremamente raras em associação com as vacinações, embora possam
ocorrer.
O choque anafilático caracteriza-se por alterações do tônus
muscular e por paralisia parcial ou completa, palidez, cianose, resposta
diminuída ou ausente aos estímulos, depressão ou perda do estado de
consciência, alterações cardiovasculares com hipotensão ou choque,
alterações respiratórias, e, às vezes, parada cardíaca.
A reação anafilática induzida pela aplicação de vacina pode estar
associada a:
Reações ao ovo de galinha, como a vacina de febre
amarela;
Reação ao mercúrio (timerosal) contido em algumas
vacinas, como a tríplice DTP;
Reação à gelatina, usada como estabilizador em
algumas vacinas;
85
Reação a alguns antibióticos contidos em algumas
vacinas;
Reação a alguns dos componentes do próprio
imunógeno.
As manifestações podem ser:
Dermatológicas (prurido, angioedema, urticária
generalizada e/ou eritema);
Cardiocirculatórias (hipotensão, arritmias, choque,
etc.);
Respiratórias (edema de laringe, com estridor,
dificuldade respiratória, tosse, dispnéia, síbilos, etc.);
Neurológicas (síncope, convulsão, alteração de
consciência, etc.);
Notificar e investigar todos os casos.
Há contra indicações para doses subseqüentes de todos os
componentes vacinais do imunobiológico causador
Recomendações:
Toda Unidade que aplique vacina (ou medicamentos)
deve ter um material de reanimação permanente;
É preciso que o pessoal médico e de enfermagem
esteja treinado em relação às condutas para o
tratamento do choque anafilático;
A rapidez do tratamento é fundamental, devendo ser
feito no local do primeiro atendimento.
ii - Reações Moderadas (urticárias, prurido cutâneo, exantema,
petéquias) – são reações que envolvem apenas um sítio / sistema,
ocorrendo mais de duas horas após a vacinação.
Notificar e investigar todos os casos.

Conduta:
* Encaminhar ao médico.
Não há contra indicação para doses subsequentes, mas as doses
devem ser aplicadas com precauções.
86
iii - Reação local grave, consistente com reação tipo Arthus –
notificar, investigar todos os casos e encaminhar ao médico.
Há contra indicação para doses subsequentes. Não administrar
dose de reforço até dez anos depois dessa última dose.
iv - Alergia ao timerosal (merthiolate) – o timerosal pode provocar
dermatite de contato mediada por células ou um discreto aumento do
processo inflamatório local nos primeiros dias após a vacinação.
Notificar, não é necessário investigar e tratar.
Não há contra indicação para doses subseqüentes.
87
4.8. Anexo V - Informações técnicas sobre vacinas

Número de doses Intervalo entre as doses Conservação (*)
Especificações Composição Vacinação
Básica
Reforço
Inicio da
vacinação
(idade)
Recomend. Mínimo Nacional Estadual
Local
Via de
administração
Volume
dosagem
(****)
- Contra a poliomielite Vírus vivo atenuado
tipos I, II e III
03 doses 01 dose aos
15 meses
02 meses 02 meses 30 dias - 20 ºC - 20 ºC + 2 ºC a
+ 8 ºC
Oral 2 gotas
- Contra a tuberculose
BCG-ID
Bactéria viva
atenuada
01 dose 01 dose a
partir dos
06 anos
Ao nascer - - + 2 ºC a
+ 8 ºC
+ 2 ºC a
+ 8 ºC
+ 2 ºC a
+ 8 ºC
Intradérmica
(ID)
0,1 ml
-Contra a difteria, a
coqueluche e o tétano:
Tríplice – DTP
Bactérias mortas e
produtos de
bactérias (toxinas)

-
01 dose aos
15 meses
2ª dose
4 a 6 anos

15 meses de
4 a 6 anos


02 meses


30 dias
+ 2 ºC a
+ 8 ºC
+ 2 ºC a
+ 8 ºC
+ 2 ºC a
+ 8 ºC
Intramuscular
(IM)
0,5 ml
- Contra a difteria e o
tétano: Dupla adulto
(dT)
Produtos de
bactérias (toxinas)
03 doses 01 dose a
cada 10
anos
07 anos p/os
não vac.
DPT
02 meses 30 dias + 2 ºC a
+ 8 ºC
+ 2 ºC a
+ 8 ºC
+ 2 ºC a
+ 8 ºC
IM 0,5 ml

- Contra a raiva

Vírus inativados
cultivo celular
Varia de acordo
com o tipo de
exposição e o
animal agressor

-

-
Depende do
esquema
utilizado

-
+ 2 ºC a
+ 8 ºC
+ 2 ºC a
+ 8 ºC
+ 2 ºC a
+ 8 ºC
IM ou SC
(depende do
laboratório)
1 ml
- Contra a febre
amarela
Vírus vivos
atenuados
01 dose

01 dose cada
10 anos
06 meses - - - 20 ºC - 20 ºC + 2 ºC a
+ 8 ºC
SC 0,5 ml
- Tríplice viral Vírus vivos
atenuados
01 dose
01 reforço
- 12 meses
4 a 6 anos
- - - 20 ºC - 20 ºC + 2 ºC a
+ 8 ºC
SC 0,5 ml
- Contra a Hepatite B Antígeno de
superfície do vírus
da Hep. B
03 doses
-
Ao nascer 01 mês após a 1ª dose
06 meses após a 1ª dose
+ 2 ºC a
+ 8 ºC
+ 2 ºC a
+ 8 ºC
+ 2 ºC a
+ 8 ºC
IM < 11
anos/0,5
ml >
anos/1 ml
88
Continuação do anexo V - Informações técnicas sobre vacinas




Número de doses Intervalo entre as doses Conservação
Especificações Composição Vacinação
Básica
Reforço
Inicio da
vacinação
(idade)
Recomend. Mínimo Nacional Estadual
Local
Via de
administração
Volume
dosagem
- Contra Influenza
(gripe)

Feita somente em
campanhas
3 cepas do
mixovírus influeza
inativados
fracionados e
purificados
01 dose Anual 60 anos - -
+ 2 ºC a
+ 8 ºC
+ 2 ºC a
+ 8 ºC
+ 2 ºC a
+ 8 ºC
IM ou SC 0,5 ml
Contra a Difteria, a
Coqueluche, o tétano e
meningite por
Haemóphilus
Influenzae b:
Tetravalente - (DTP +
Hib)
DTP – bactérias
mortas e produtos
de bactérias
(toxinas)
Hib - polissacarídeo
PRP conjugado a
uma proteína
03 doses 01 dose da
DTP aos 15
meses
01 dose da
DTP dos 4
aos 6 anos
2 meses 60 dias 30 dias
+ 2º C a
+ 8º C
+ 2º C a
+ 8º C
+ 2º C a
+ 8º C
Intramuscular
(IM)

Profunda
0,5 ml

(*) Todos os imunobiológicos, na instância local, devem se conservados entre +2Cº a +8Cº.
(***) Para a prevenção do tétano neonatal, a gestante deverá ser vacinada de acordo com o estado vacinal anterior; o início da vacinação deverá ser o mais precoce possível.
(****) Variável segundo laboratórios produtores.








89
4.9. Anexo VII - Informações técnicas sobre vacinas

Especificações Contra-Indicação específica Eventos adversos Eficácia
Validade após a
abertura do
frasco
Apresentação
Contra a poliomielite Na rotina: diarréia e vômito Pólio pós-vacinal raramente; 1 caso/4,4 a 6,7
milhões de doses aplicadas
90 a 95% após a
3ª dose
5 dias Bisnaga
Contra a tuberculose Peso abaixo de 2.000 g; Síndrome de
imunodeficiência adquirida (AIDS)
Abscessos, úlceras extensas, gânglios
flutuantes e fistulizados
80% nas formas
graves
6 horas Frasco /ampola
-Contra a difteria, a
coqueluche e o tétano:
Tríplice – DTP
Crianças com 7 anos e mais; Doença
neurológica ativa; Reação grave a
doses anteriores
Eventos locais, febre, irritalibilidade, choro
prolongado, convulsão, episódio hipotônico
hiporresponsivo
Dift. 80 a 90%
Coq. 75 a 80%
Tétano aprox
100%
Até o final das
doses do frasco
Frascos com
multidoses
Contra a difteria e o tétano:
Dupla adulto dT
Reação anafilática à dose anterior Dor, enduração, rubor e abscesso no local da
vacina, febre raramente, síndrome de
Guillain Barre, anafilaxia e neuropatia
periférica
Idem Até o final das
doses do frasco
Frasco com uma
ou multidoses
Contra a raiva Não há Eventos locais, cefaléia, febre, náuseas,
adenopatia, dores articulares, reações
neurológicas, tais como: síndrome de
Guillain Barre e encefalites (****).
100% Individual Frasco
Contra a febre amarela Reação anafilática à ingestão de ovo Febre e Eventos locais 95% ou mais 4 horas após a
diluição
Frasco com
liófilo e diluente
Tríplice viral Idem

Idem 95% 8 horas Frasco
Contra a Hepatite B Reação anafilática à dose anterior Febre, mal-estar, eventos locais e raramente
anafilaxia
95% e mais Até o final das
doses do frasco
Frasco
Contra Influenza (gripe)

Feita somente em
campanhas
Reação anafilática à ingestão de ovo.
Reação grave à dose anterior.
S. de Guillain Barre
Eventos locais como dor, hiperemia edema
Eventos sistêmicos com febre, cefaléia, mal
estar, mialgias, e raramente Guillain Barré e
anafilaxia
70% a 90% de
proteção contra a
doença e cerca de
90% de proteção
contra a morte
Depende da
recomendação do
laboratório
Seringa e
ampola
Contra a Difteria, a
Coqueluche, o tétano e
meningite por Haemóphilus
Influenzae b: Tetravalente -
(DTP + Hib)
Crianças com 7 anos e mais; doença
neurológica ativa, reação grave a dose
anteriores; hipersensibilidade a
qualquer componente da vacina.
Eventos locais – dor, hiperemia e edema
Eventos sistêmicos – febre nas 48 horas e
hipersensibilidade raramente;
Choro prolongado, convulsão, episódio
hipotômico hiporresponsivo
Dif. 80 a 90%
Coq. 75 a 80%
Tétano aprox. 100%
Hib aprox. 100%
5 dias
Frasco e
Ampola Hib:
liófilo
DTP: diluente
(****) Encaminhar para o CRIE para tomar a vacina anti-rábica em cultivo de células.



90

4.10. Anexo VIII - indicações para uso de imunobiológicos especiais – normas para os CRIES

IMUNOBIOLÓGICO INDICAÇÕES
Vacina Contra Pólio
Inativada
- Crianças com imunodeficiência (congênita ou adquirida) não vacinadas ou que receberam esquema incompleto de vacinação contra a poliomielite.
- Crianças que necessitem receber vacina contra poliomielite e que são comunicantes domiciliares de indivíduos imunodeprimidos.
- Transplantados de medula óssea.
Vacina Contra a
Pneumococo
- Crianças com dois anos de idade ou mais e adultos, basicamente imunocompetentes, com doença pulmonar ou cardiovascular crônicas graves,
insuficiência renal crônica, síndrome nefrótica, diabetes mellitus insulino-dependente, cirrose hepática e fistula liquórica;
- Crianças com dois anos ou mais e adultos, com asplenia anatômica ou funcional, hemoglobinopatias, imunodeficiência congênita ou adquirida, pessoas
HIV + assintomáticas e doentes com Aids.
Vacina Contra o
Haemóphilus influenzae
tipo b (Hib)
- Crianças com asplenia anatômica (congênita ou esplenectomia) ou funcional (an. Falciforme).
- Crianças com imunodeficiência congênita ou adquirida (neoplasia, HIV, uso de imunossupressores, etc...).
• Transplantados de medula óssea;
• Menores de 18 anos com doença pulmonar ou cardiovascular crônica grave;
• Transplante de medula óssea
P.S.: nos casos de esplenectomia eletiva a vacina deve ser aplicada pelo menos duas semanas antes da cirurgia .
Vacina Contra a
Hepatite B
Pós – exposição
- Exposição sanguínea acidental percutânea ou permucosa;
- Comunicante sexual de indivíduo AgHBs+
• Recém – nascido de mãe AgHBs+
• Vitimas de abuso sexual.
Pré – exposição
- Comunicantes domiciliares de portadores crônicos de AgHBs+;
- Transplantados de medula óssea;
- Doentes hematológicos com risco de transfusões múltiplas;
- Pacientes em uso de hemodiálise;
- HIV positivo ou imunocomprometidos;
- Pacientes transplantados:
- Doador regular de sangue.




91
Continuação do anexo VIII - indicações para uso de imunobiológicos especiais – normas para os CRIES

IMUNOBIOLÓGICO INDICAÇÕES
DTP acelular (DtaP) Eventos adversos graves à DTP celular, exceto encefalopatia e anafilaxia.
Vacina Contra a Varicela - Imunocomprometidos (indicações clássicas da literatura);
• Imunocomprometidos: leucemia linfóide aguda e tumores sólidos malignos em remissão (conforme normas estabelecidas)
• Pessoas suscetíveis a doença e que serão submetidas a transplante (vacinar três semanas antes do transplante sólido)
• Comunicante em enfermaria, pós – exposição;
• Comunicante de imunocomprometidos;
• Na internação de não – expostos, quando houver casos ativos na enfermaria.
Vacina Contra a
Influenza
- Adultos e crianças com 6 meses de idade ou mais, com doença pulmonar ou cardiovascular crônicas graves, insuficiência renal crônica, diabetes
mellitus insulino-dependente, cirrose hepática e hemoglobinopatias;
- Adultos e crianças com 6 meses de idade ou mais, imunocomprometidos ou HIV+ ;
- Pacientes submetidos a transplantes;
- Profissionais de saúde e familiares que estejam e contato com os pacientes mencionados anteriormente.
Vacina contra hepatite A - Hepatopatas crônicos soronegativos para hepatite A
Imunoglobulina anti
tetânica
- Pessoas que devem receber o SAT cujo teste de sensibilidade ao mesmo for positivo( não proceder a dessensibilização).
- Indivíduos com hipersensibilidade a vacina de eqüinos.
Imunoglobulina Anti –
Hepatite B
Pós – exposição
• Acidente percutâneo ou de mucosa, onde o caso índice é AgHBs+ (administração o mais precocemente possível);
• Comunicante sexual (administração até 14 dias do contato);
• RN de mães AgHBs + HIV + (administração até 12 horas após o nascimento);
• Vítima de abuso sexual.
Imunoglobulina Anti-
Rábica
• Pessoas que devem receber o SAR cujo teste de sensibilidade ao mesmo for positivo (sem dessensibilização).
• Imunodeprimidos com indicação de sorovacinação para profilaxia da raiva.
• Indivíduos com hipersensibilidade a proteína de eqüinos
Imunoglobulina
Antivaricela Zóster
- Pessoas que tiveram contato com pacientes com varicela ou herpes zóster dos seguintes grupos:
a) Crianças imunodeprimidas;
b) Grávidas, particularmente no 1º trim. de gestação, que tiveram varicela;
c) RN de mães com varicela que tenha se manifestado nos últimos cincos dias antes até 48 horas depois do parto;
d) RN prematuros > =28 semanas de idade gestacional, hospitalizados, cuja mãe não tenha tido varicela;
e) RN prematuro < 28 semanas de idade gestacional, (ou < 1000 g ao nascimento), hospitalizados, independente de relato de antecedentes
maternos de varicela;
f) Adulto imunodeprimido suscetível, comunicante de varicela.
P.S.: são considerados contatos de risco: 1) contato domiciliar contínuo; 2) permanência com o doente por mais de 1 hora em ambiente fechado; 3)
contato
Hospitalar: pessoas internadas no mesmo quarto do doente ou que tenha mantido com ele contato direto e prolongado
92
4.11. Referências bibliográficas:


BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Capacitação de pessoal
em sala de vacina – manual do monitor. Organizado pela Coordenação de
Imunizações e Auto-Suficiência em Imunobiológicos. 4º ed. rev. e ampl. Brasília: 2001.

___________ .Manual de Procedimentos para Vacinação. Elaboração de Clélia Maria
Sarmento Aranda et al. 4ed. Brasília :2001.
93

5. PROGRAMA DE SAÚDE DO ADOLESCENTE


Adolescer, um momento do processo do crescimento e
desenvolvimento humano, em que observamos rápidos e substanciais mudanças na
vida e nos corpos infantis.
A Organização Mundial de Saúde considera o adolescer a partir da
idade de 10 a 19 anos e o período é caracterizado por intenso crescimento e
desenvolvimento, que se manifesta por transformações anatômicas, fisiológicas,
psicológicas e sociais.

5.1. Fluxograma de Saúde do Adolescente
































(*)Unidade Básica de Saúde
UBS
(*)
Recepção
(Anexo 1)
Consulta do Enfermeiro
(Anexo 2)
Psicólogo Médico

Nutricionista
Grupo de
Adolescente
(Anexo 3)
Serviço Social
Encaminhar
para unidade de
referência com
Herbiatria
94
5.2. Anexo I - Recepção

Preencher o prontuário ou formulário próprio com os dados pessoais e endereço.


5.3. Anexo II - Enf er mei r o

1. Fazer Anamnese;
2. Fazer Exame físico;
3. Solicitar exame de rotina.
- urina tipo 1
- parasitológico
- hemograma completo


5.4. Anexo III - At i vidades de Educação Saúde:

1. Desenvolver junto à unidade um sistema eficiente de captação precoce da
população de adolescente;
2. Registrar as interpretações das informações obtidas frente a um apropriado
padrão de referência;
3. Fazer a busca de fatores explicativos de eventuais deficiências encontradas (no
atendimento);
4. Garantir a manutenção das atividades de acompanhamento do crescimento e
desenvolvimento possibilitando a correção de fatores capazes de comprometê-
los;
5. Organizar conjunto de fichas, tabelas e/ou prontuário para o referido
acompanhamento;
6. Estabelecer um conteúdo padronizado para atividades relativas ao adolescente,
junto a equipe multidisciplinar, educadores. Assim, toda ação educativa deve
persistir em objetivos, com conhecimentos sobre as condições de saúde do
adolescentes;
Essas atividades são:
- acompanhamento do crescimento e desenvolvimento;
- sexualidade;
- saúde bucal;
95
- saúde mental;
- saúde reprodutiva;
- saúde do escolar adolescente;
- prevenção de acidentes;
- abordagem da violência e maus tratos;
- trabalho infantil;
- cultura, esporte e lazer.

5.5. Bibliografia

1. Programa Saúde do Adolescente
Bases Programáticas – 2ª edição
Brasília; Ministério da Saúde, 1996

2. Brasil - Ministério da Saúde
Saúde e Desenvolvimento de Juventude Brasileira. Brasília, DF; 2000

3. Brasil - Ministério da Saúde – ABEN
Adolescer compreender, atuar, acolher – Projeto Acolher – Brasília – ABEN,
2001
96

6. PROTOCOLO DE ATENÇÃO A SAÚDE DA MULHER


Este protocolo foi elaborado com a finalidade de facilitar a condução da
assistência ginecológica à mulher e/ou família pelo enfermeiro durante a consulta
individual, o atendimento a grupos educativos e a visita domiciliar, respaldado pela Lei
do Exercício Profissional Nº 7.498/86, Resoluções do COFEN 195/1997, 223/1999,
271/2002 e 272/2002, Pareceres COFEN n
os
040/95 e 15/97 e nas ações de proteção,
promoção e recuperação a saúde da mulher, preconizadas pelo Ministério da Saúde.
O Ministério da Saúde com a finalidade de organizar a rede assistencial,
normatizou as práticas de saúde através da criação de vários programas, entre eles o
Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM) em 1983.
PAISM que introduz a perspectiva da atenção à mulher em todas as fases de
sua vida (desde a adolescência até a terceira idade), objetivando a assistência integral
à saúde da mulher com consideração de sua individualidade, necessidades e direitos,
sem discriminação de raça e classe social.
Este programa consiste em um conjunto de ações básicas que propõe ao setor
da saúde assumir a promoção de educação em saúde à mulher, com o objetivo de
reduzir a morbimortalidade. As suas práticas educativas envolvem a assistência clínico-
ginecológica (programa nacional de prevenção e controle do câncer cérvico-uterino e
de mama e ao controle das doenças transmitidas sexualmente), a assistência ao
planejamento familiar, o programa de humanização no pré-natal e nascimento
(sisprenatal), a assistência ao parto, a assistência ao recém-nascido e a assistência ao
climatério.

6.1. Consulta de enfermagem à mulher

A consulta clínico-ginecológica de enfermagem consiste na avaliação e no
acompanhamento sistemático da saúde da mulher com enfoque na promoção do
planejamento familiar, na prevenção, detecção precoce e controle do câncer de colo
uterino e de mama e de DSTs e na assistência ao climatério.




97
6.1.1. Fluxograma de Saúde da Mulher:



*Somente para mulheres que realizaram o exame colpocitológico.
MULHER
CONSULTA DO ENFERMEIRO
Anamnese
Sim

Não
UNIDADE DE SAÚDE
Exame Físico Geral
Exame de Mama Exame de genital
externo e interno
Agendar retorno para entrega de
exames conforme a rotina do
serviço*
Inscrição da mulher no Programa de Atenção a Saúde da Mulher
Exame Ginecológico
Retorno anual ou
conforme rotina de
rastreamento de
câncer de mama e
colo uterino
Encaminhar a consulta
médica no serviço de
referência da Unidade de
Saúde:
- Exame de colposcopia
- Biópsia
- Ultrassonografia

ORIGEM DA DEMANDA – Espontânea, Agente Comunitário, Pré-natal, Puerpério
Presença de alterações visíveis ao
exame ou no resultado do
citopatológico
98

6.1.2. Etapas da consulta


6.1.2.1. Identificação da paciente:

Nome, idade, ocupação, residência, escolaridade e estado civil.

6.1.2.2. Anamnese:

Antecedentes gineco-obstétricos: ciclos menstruais, data da última menstruação
(DUM - duração, intervalos, regularidade), dismenorréia, idade da primeira relação
sexual, número de gestações, número de partos, números de abortos, número de
filhos vivos, vida sexual, freqüência urinária e fecal e citopatológico cervical,
mamografia e cirurgias anteriores;
Antecedentes patológicos: doenças crônicas, doenças endêmicas, alergias,
antecedentes familiares;
Anticoncepção (método, tempo de uso, adequação do método);
Reposição hormonal;
Motivo da consulta e queixas da paciente (sinais e sintomas - início e tempo de
duração).

6.1.2.3. Exame Físico Geral:

Iniciar exame físico geral;
Verificar e anotar peso, estatura;
Observar a aquisição e seguir o índice de massa corpórea de Quetelet* (IMC=
PESO (kg)/ALTURA

(m
2
)
*os valores menores que 18,5 Kg/m indicam baixo peso (desnutrição), entre 18,5 e 24,9 Kg/m
indicam massa corpórea normal, entre 25 e 29,9 Kg/m sobrepeso, entre 30 e 34,9 Kg/m obesidade
classe I, entre 35 e 39,9 Kg/m obesidade classe II e acima de 40 Kg/m obesidade classe III (mórbida
) (WHO, 1997 apud Barros et al., 2002)
Inspeção e palpação de cabeça e pescoço;
Ausculta pulmonar;
Ausculta cardíaca;
Manobra de Giordano (investigar infecção do trato urinário);
Inspeção, palpação, percussão e ausculta abdominal;
99
Exame clínco-ginecológico: exame clínico da mama (ECM) e orientação sobre auto-
exame e exame de genitália externa e interna (citopatológico cervical).
Inspeção e palpação de membros inferiores.

6.1.2.3.1. Exame de prevenção do câncer de mama


CONDUTA:
* Anotar em prontuário número, simetria, volume, forma, consistência, contorno, modificações da pele da mama e do mamilo e
número, tamanho, consistência e mobilidade dos glânglios axilares e supra e infraclaviculares.
* Registrar alterações quanto a: localização (quadrante), consistência, tamanho, textura, sensibilidade.
* O ECM é compreendido como parte do atendimento integral à saúde da mulher, devendo ser realizado em todas as consultas,
independente da faixa etária, mas com finalidade de rastreamento do câncer de mama a partir de 40 anos (BRASIL, 2004 C)..
*** Solicitar primeira MMG aos 35 anos, com seguimento a cada dois anos e rastreamento anual para mulheres a partir de 40 anos
(BRASIL, 2004 C).
* ECM e MMG anual, a partir dos 35 anos, para as mulheres pertencentes a grupos populacionais com risco elevado de
desenvolver câncer de mama (mãe, irmã ou filha com câncer de mama abaixo dos 50 anos de idade ou câncer de ovário, em
qualquer faixa etária; história familiar de câncer de mama masculino (BRASIL, 2004 C).

EXAME DAS MAMAS*
CONSULTA DO ENFERMEIRO
Solicitar a mulher que sentada,
tronco desnudo, voltada para
você e a fonte de luz, mantenha
os braços soltos ao longo do
corpo para serem observadas as
mamas e mamilos quanto a:
alterações na cor da pele,
contorno e ou retrações da
mesma; fissuras, descamamento
ou úlceras no mamilo e secreção
mamilar.

Solicitar a mulher que eleve os
braços e depois coloque as
mãos na cintura com braços
erguidos ao máximo,
realizando contratura dos
músculos peitorais, para
tornar nítida alguma pequena
retração e elevação e
alteração na cor da pele;
descamamento ou úlceras no
mamilo e secreção mamilar.

Solicitar a mulher que sentada
apoie o antebraço no examinador,
mantendo o braço bem relaxado.
Examinar a região supra e infra-
clavicular (investigar linfonodos) e
axilar bilateral, assim como toda a
mama e em volta da aréola com a
face palmar dos dedos da mão
dominante. Repetir o exame com
braços elevados e fletidos e com
as mãos sob a nuca e com a
mulher deitada em decúbito dorsal.
PRESENÇA DE ALTERAÇÕES
Sim Não**

Retorno Anual
INSPEÇÃO ESTÁTICA PALPAÇÃO INSPEÇÃO DINÂMICA
Solicitar mamografia (MMG) ***
Agendar e encaminhar para serviço de referência
para consulta médica especializada.
100
6.1.2.3.2. Exame Citopatológico de Papanicolaou

O exame citopatológico de Papanicolaou ou colpocitopatológico é conhecido
pela população como exame de prevenção e controle do câncer de colo uterino. Ele
tem como objetivo coletar esfregaço cérvico-vaginal para realização de exame
citopatológico, buscando o diagnóstico e tratamento precoce de doenças sexualmente
transmissíveis (DSTs) que predispõe a mulher ao câncer de colo uterino e orientação
para prevenção de DSTs. Para tanto, é necessária a realização do exame externo e
interno do órgão genital (BRASIL, 2000; BRASIL, 2006).

6.1.2.3.2.1. Rotina de rastreamento de câncer de colo uterino:


* Conduta:
- Colo sem lesões: aguardar resultado do colpocitopatológico e orientar quanto à
higiene e cuidados prevenção de DSTs/AIDS e câncer de colo uterino.
- Colo com lesões: encaminhar para consulta médica em unidade de referência
(BRASIL, 2000).

EXAME CITOPATOLÓGICO CERVICAL
Registro do exame em
prontuário e em formulário de
encaminhamento do exame
colpocitopatológico e ficha
clínica.
Exame especular*
Presença de alterações
Anexo 01
Consulta Médica
Sim Não
Retorno Anual
CONSULTA DO ENFERMEIRO
Agendar retorno para
entrega de exame
conforme a rotina do
serviço
Busca ativa de
mulheres faltosas
EXAME GENITAL INTERNO EXAME GENITAL EXTERNO
101
6.1.2.3.2.2. Técnica de realização do exame genital externo e
interno:

- Inspeção (exame especular): esclarecer a mulher como será realizado o exame
ginecológico após solicitar esvaziamento da bexiga, em seguida colocá-la em posição
ginecológica para realizar a inspeção do órgão externo e interno (ver fluxogramas
abaixo). Proceder à colocação de luvas, afastar pequenos lábios, localizar intróito
vaginal, introduzir o espéculo (lubrificação com soro fisiológico) com mão direita, de
forma oblíqua, livrando o meato urinário e a fúrcula do contato com o aparelho e depois
proceder à rotação do espéculo no sentido horário para abertura das valvas. Avaliar
canal vaginal e colo do útero.

- Palpação (toque vaginal): com mão dominante enluvada, usar o polegar e o dedo
mínimo ou o seu vizinho para afastar pequenos lábios e com dedo indicador e médio
lubrificados introduzi-los no canal vaginal delicadamente, no sentido posterior, com
pressão uniforme para trás, contra o músculo pubo-retal. Explorar a musculatura
perineal, as paredes vaginais, a cérvix e os fundos vaginais. Com a outra mão, apalpar
o abdome (útero), acima da sínfise púbica, ao mesmo tempo em que se examina o colo
do útero durante o toque vaginal. Durante o exame bimanual, explorar tamanho, forma,
consistência, mobilidade e sensibilidade do útero e anexos.


102
6.1.2.3.2.2.1. Exame genital externo:



* ALTERAÇÕES E CONDUTA:
Se houver sintomatologia importante ou o exame físico for conclusivo para algumas alterações
específicas, tratar segundo o protocolo do Ministério de Saúde e/ou protocolo de enfermagem para
DSTs. Caso contrário, aguardar o resultado.







EXAME GENITAL EXTERNO
CONSULTA DO ENFERMEIRO
Observar e avaliar: tamanho e forma do clitóris; presença de secreção no meato
uretral; simetria, coloração, integridade de tecido e presença de secreções, lesões,
condilomas, pólipos, ulcerações, edema, vermelhidão, tumoração nos grandes e
pequenos lábios; protusão da parede anterior vaginal (cistocele – deslocamento da
bexiga) e protusão da parede posterior vaginal (retocele - deslocamento do reto),
integridade e aspecto da pele e musculatura perineal (rotura); presença de
hemorróidas, fissuras, verrugas e prolapos na região anal.
Avaliar a integridade
da musculatura
perineal externa por
meio da contratura
da musculatura anal.

Presença de alterações
Consulta Médica
Sim*

Não
Retorno Anual
PALPAÇÃO INSPEÇÃO
103
6.1.2.3.2.2.2. Exame genital interno




* ALTERAÇÕES E CONDUTA:
Se houver sintomatologia importante ou o exame físico for conclusivo para algumas alterações
específicas, tratar segundo o protocolo do Ministério de Saúde e/ou protocolo de enfermagem para
DSTs. Caso contrário, aguardar o resultado e encaminhar a consulta médica.










EXAME GENITAL INTERNO
CONSULTA DO ENFERMEIRO
Com mão enluvada, afastar pequenos lábios, localizar intróito
vaginal e introduzir espéculo para avaliar: 1) canal vaginal:
amplitude, comprimento, elasticidade, superfície(menacne -
aspecto rugoso e climatério - aspecto liso), coloração e
integridade do tecido e no colo do útero avaliar forma, volume,
superfície, direção; 2) orifício externo: primípara (circular) e
multípara (em fenda), assim como aspecto das secreções, a
ocorrência de lesões, condilomas e pólipos.
Avaliar através do toque vaginal, a
musculatura perineal, as paredes
vaginais, a cérvix, os fundos vaginais e
também o tamanho, forma, consistência,
mobilidade e sensibilidade do útero
através do exame bimanual.
Consulta Médica
Sim

Não
Retorno Anual
PALPAÇÃO (EXAME BIMANUAL) INSPEÇÃO (EXAME ESPECULAR)
Presença de alterações*

104


6.2. Anexo I

Condutas para laudo de exame colpocitopatológico segundo nomenclatura brasileira
(Brasil, 2006):


1. Inflamação sem identificação de
agente;
2. Resultado indicando metaplasia
escamosa imatura
3. Resultado indicando reparação
4. Resultado indicando atrofia com
inflamação
5. Resultado indicando radiação
6. Resultado indicando achados
microbiológicos

RESULTADOS DO EXAME COLPOCITOPATOLÓGICO
Encaminhar a Consulta médica no
serviço de referência de média e
alta complexidade:
- Exame de colposcopia
- Biópsia

Sem alterações celulares Alterações celulares benígnas Alterações celulares pré-malígnas ou
malígnas

1. Células escamosas atípicas de significado
indeterminado, possivelmente não-neoplásicas
(ASCUS de Bethesda).
2. Células escamosas atípicas de significado
indeterminado em que não se pode afastar
lesão de alto grau (ASC-H - Bethesda)
3. Células glandulares atípicas de significado
indeterminado, tanto para as possivelmente
não-neoplásicas quanto para aquelas em que
não se pode afastar lesão intra-epitelial de alto
grau.
4. Células atípicas de origem indefinida,
possivelmente não neoplásicas e que não se
pode afastar lesão de alto grau.
5. Lesão intra-epitelial de baixo grau
6. Lesão intra-epitelial de alto grau
7. Adenocarcinoma in situ / invasor
8. Lesão de alto grau não podendo excluir
microinvasão ou carcinoma epidermóide
invasor

Acompanhamento na Unidade
Básica para rotina de rastreamento
citológico.

Acompanhamento na Unidade Básica para
rotina de rastreamento citológico.
Encaminhar ao médico da unidade básica
na presença de sintomatologia.

105
6.3. ASSISTÊNCIA AO PLANEJAMENTO FAMILIAR

A Constituição Federal (Lei nº 9263 de 12/01/96), entende o “Planejamento
familiar como direito de todo cidadão, como parte integrante do conjunto de ações de
atenção à mulher, ao homem e/ ao casal, dentro de uma visão de atendimento global e
integral”.
“No contexto da assistência integral à saúde da mulher, a assistência ao
planejamento familiar dever ser organizada para atender as reais necessidades da
população feminina e masculina em idade fértil, através dos conhecimentos técnico-
científicos existentes e dos meios e recursos mais adequados e disponíveis” (BRASIL,
2001).
O programa de planejamento familiar envolve a assistência à anticoncepção
através de atividades educativas, oferecendo ao usuário conhecimento sobre os
métodos contraceptivos disponíveis na rede básica de saúde pública, aconselhamento
para participação ativa do casal e avaliação clínica para averiguar a adequação ao
método, bem como prevenir, identificar e tratar possíveis intercorrências.





















106
6.3.1. Fluxograma - Assistência ao planejamento familiar


6.3.2. Métodos anticonceptivos

Os métodos contraceptivos são classificados segundo o Ministério da Saúde em
(BRASIL, 2001):

6.3.2.1. Métodos comportamentais:

Os métodos comportamentais são Ogino-Knaus, Temperatura basal corporal,
Billing, Sinto-térmico. Eles se baseiam na identificação do período fértil da mulher para
concentrar as relações sexuais nesta fase, caso deseje engravidar ou abster-se de
relações sexuais, caso deseje planejar ou evitar a gravidez.
São métodos benéficos à saúde da mulher pela ausência de efeitos colaterais.
Para utilização correta pela mulher, o profissional de saúde necessita orientá-la sobre a
fisiologia reprodutiva feminina (ciclo ovulatório e menstrual) e as particularidades de
Agente
Comunitário
Demanda
Espontânea

Profissional
de Saúde

GRUPO DE PLANEJAMENTO FAMILIAR
Orientador do Grupo: Orienta o conteúdo proposto, abre a ficha de
Planejamento Familiar, fornece Cartão da mulher e registra no livro de
registro e atende individualmente

ORIGEM DA DEMANDA
CONSULTA DO
ENFERMEIRO
Puerpério

MÉTODOS ANTICONCEPTIVOS
comportamentais

barreira

hormonais Dispositivo intra-uterino
Mirena

Esterilização cirúrgica

- Ogino-Knaus
- Temperatura
basal corporal
- Billing ou do
muco cervical
- Ssinto-térmico
- Camisinha
masculina
- Camisinha
feminina
- Diafragma
- Espermicida
quimíco
- Anticoncepcionais orais e
injetáveis
- Pílula do dia seguinte
- Implante anticoncepcional
- Micro pílula
- Anticoncepcional sem
estrogênio
- Laqueadura
- vasectomia

107
utilização de cada método, permitindo assim a associação dos mesmos. Nesse sentido,
não existem restrições clínicas para o seu o uso. A taxa de falha dos métodos em uso
habitual é em torno de 20%.

a) Método Ogino-Knaus (tabelinha, ritmo ou calendário):

É um método de controle das relações sexuais no período fértil da mulher. O
calculo do período fértil é feito mediante a análise do ciclo menstrual prévio (6 a 12
meses). Consiste em calcular a diferença entre o ciclo mais longo e o mais curto para
saber se o método é adequado para a mulher. Se essa diferença for igual ou maior que
10, não é indicado o uso. Caso o índice seja menor que 10, calcula-se o inicio do
período fértil, diminuindo 18 do ciclo mais curto e o fim do período fértil, diminuindo 11
do ciclo mais longo. Após esse cálculo será determinado o período do ciclo,
considerado fértil e apropriado para a concepção.
Ex.: Início do período fértil = ciclo mais curto (25) –18 = 7º dia
Fim do período fértil = ciclo mais longo (34) –11= 23º dia
Entre o 7º dia e o 23º dia do ciclo da mulher, constado a partir do primeiro
dia da menstruação, tem-se o período fértil.


b) Método da temperatura basal corporal:
Esse método fundamenta-se nas alterações da temperatura basal (em repouso)
que ocorrem na mulher ao longo do ciclo ovulatório e menstrual.
O método baseia-se no fato que, por um ou dois dias próximo da ovulação, a
temperatura em repouso da mulher aumenta um pouco. Esse aumento é resultado da
elevação dos níveis de progesterona, que tem efeito termogênico. O método permite,
portanto, através da mensuração diária da temperatura basal, a determinação da fase
fértil (ovulatória) e infertil (pós-ovulatória).
Para usar esse método, a mulher deve medir e anotar sua temperatura logo de
manhã, todos os dias, antes de comer ou fazer qualquer esforço, e observar os
resultados, durante dois ou mais ciclos. Depois estabelecer qual é a sua variação
normal, e qual o padrão de aumento por volta do 14
o
dia (ovulação) após a
menstruação.


108
c) Método de Billing ou do muco cervical:
Este método baseia-se na identificação do período fértil, através da auto-
observação diária das características do muco cervical e da sensação por ele
provocada na vulva.
O muco cervical no início do ciclo é espesso, grumoso e por isso dificulta a
ascensão dos espermatozóides pelo canal cervical. Na fase ovulatória, com a ação
estrogênica, o muco fica mais elástico, transparente, escorregadio e fluído, semelhante
a clara de ovo, indicando o período de fertilidade. Nesse período, o muco garante
umidade e lubrificação a vulva e ao canal vaginal, facilitando a relação sexual e a
ascensão dos espermatozóides pelo canal cervical.

d) Método sinto-térmico:
Consiste na combinação dos múltiplos indicadores de ovulação (temperatura
basal corporal e muco cervical), com a finalidade de determinar o período fértil com
maior precisão e confiabilidade.

6.3.2.2. Métodos de barreira:

Os métodos de barreira são obstáculos mecânicos ou químicos à penetração
dos espermatozóides no canal cervical, tais como: camisinha masculina, camisinha
feminina, diafragma e os espermicidas químicos.

a) Camisinha Masculina (camisinha ou condom):
Consiste em um envoltório de látex utilizado com o objetivo de recobrir o pênis
durante o ato sexual, para reter o líquido espermático por ocasião da ejaculação,
impedir o contato do mesmo com a vagina e secreções e garantir a proteção contra
doenças sexualmente transmissíveis e o vírus da imunodeficiência humana (HIV).
O índice de falha desse método é em torno de 3% a 14%, mas a sua segurança
depende da técnica de uso e a maneira de utilização durante as relações sexuais.
Como a camisinha é apresentada comercialmente em pacote individual, descartável,
lacrado e com lubrificante, o seu armazenamento é importante para eficiência do
método, assim como a sua colocação antes da penetração do pênis na vagina com
retirada ao término da relação sexual. O seu uso têm contra-indicação clínica para
casos de alergia a látex.
109

b) Camisinha feminina:
O camisinha feminino tem a formato semelhante a camisinha masculina, sendo
de grandes dimensões. Quando é inserida na vagina, recobre suas paredes, deixando
uma abertura voltada para fora, sobre os pequenos e grandes lábios da vúlva. É
lubrificada e descartável. Deve ser colocada antes da penetração do pênis na vagina e
retirada ao término da relação sexual.
O seu Índice de falha é em torno de 1,6% a 21%. Da mesma forma que o
preservativo masculino, também é um método bastante eficiente para reter o líquido
espermático por ocasião da ejaculação, impedir o contato do mesmo com a vagina e
secreções e garantir a proteção contra doenças sexualmente transmissíveis e o vírus
da imunodeficiência humana (HIV).

c) Diafragma:
É um método anticoncepcional de uso feminino, que consiste em anel flexível,
coberto no centro por uma delgada membrana de látex ou silicone em forma de cúpula
que se coloca na vagina cobrindo completamente o colo do útero. É lavável e
reutilizável por diversas vezes, tendo vida útil de três anos. Deve ser lavado com água
e sabão, mergulhado em solução antisséptica (hipoclorito de sódio 1% ou álcool 70%)
por 30 minutos e depois secado e guardado no estojo próprio.
Antes da primeira colocação, o profissional deve fazer um exame especular e
determinar o tamanho do diafragma adequado para a mulher.
Recomenda-se o uso associado com creme espermicida na parte côncava do
diafragma 15 a 20 minutos antes da relação sexual. Ele deve ser colocado algumas
horas antes da relação sexual e retirado entre 6 a 24 horas após, no máximo. O índice
de falha é em torno de 2,1% a 20%.

d) Espermicidas químicos:
Os espermicidas químicos são cremes, supositórios, espumas ou geléias
especiais colocados dentro da vagina e no colo do útero antes da relação sexual.
Os supositórios demoram a dissolver, por isso devem ser colocados cerca de 15
minutos antes da relação sexual. As geléias, cremes e espumas podem ser colocadas
imediatamente antes da relação sexual.
110
De preferência, devem ser usados em conjunto com algum método de barreira.
O seu uso têm contra-indicação clínica para casos de alergia ao produto químico. E o
índice de falha é em torno de 6% a 26%.


6.3.2.3. Métodos hormonais:

Os métodos hormonais são compostos por anticoncepcionais orais (pílulas),
injetáveis ou subcutâneos.

a) Pílula (anticoncepcional oral):

O anticoncepcional anovulatório por via oral é atualmente o método mais popular
de controle da natalidade, com índice de falha em torno de 0.1% a 5%. As pílulas são
hormônios sintéticos similares ao estrógeno e progesterona (hormônios naturais
produzidos pelos ovários) que atuam impedindo a ovulação natural e
conseqüentemente a ocorrência de gravidez.

a.1. Pílulas Monofásicas:
Com apresentação comercial em cartela, todas as pílulas têm a mesma
dosagem hormonal (estogênio a progesterma). A primeira cartela deve ser iniciada do
primeiro ao quinto dia da menstruação até o término. Faz-se um intervalo de sete dias,
aguarda a menstruação acabar e se inicia a próxima cartela.

a.2. Pílulas Multifásicas:
As pílulas da cartela têm dosagens hormonais diferentes, com cores diferentes
de acordo com o ciclo, por isso devem ser tomadas na ordem da cartela. Caso
contrário não terá eficácia.

a.3. Pílulas de baixa dosagem ou minipílulas:
As minipílulas têm dosagens mais baixas e contém apenas um hormônio;
causando menos efeitos colaterais. São indicadas durante a amamentação, como uma
garantia extra para a mulher e consumo diário, sem interrupção, inclusive quando a
mulher voltar a menstruar.

111
Orientações :

• Ingerir um comprimido por dia até a cartela acabar;
• A primeira cartela deve ser iniciada do primeiro até o quinto dia da menstruação,
• Faz-se um intervalo de sete dias.
• Reiniciar no oitavo dia independente do ciclo mestrual.
• Caso haja esquecimento em tomar alguma pílula da cartela, é indicado tomar
duas no dia seguinte e continuar a cartela normalmente;
• Caso haja esquecimento em tomar alguma pílula da cartela, por dois ou mais
dias, é indicado interromper a cartela e aguardar a menstruação. Durante esse
tempo, é indicado a utilização de outros métodos anticoncepcionais de barreira
(camisinha, diafragma, etc.), ou abstenção sexual até iniciar nova cartela no
quinto dia da menstruação.

b) anticoncepcionais injetáveis:

São injeções ou implantações subcutâneas sólidas de hormônios sexuais
femininos, que impedem que a ovulação e conseqüentemente a gravidez. É um método
indicado para as mulheres que não podem tomar anticoncepcional oral, esquecem de
tomar a pílula, ou prefere manter o sigilo do uso de anticoncepcionais. Existem três
tipos de anticoncepcionais injetáveis: Uno-Ciclo e Perlutan, Mesigyna e Cyclofemina, e
Depo-Provera 150. O uso deve seguir a orientação do fabricante. O injetável mensal
(contem dois hormônios) e o trimestral (um hormônio).



c) Pílula do dia seguinte:

São pílulas utilizadas para evitar uma gravidez indesejada dentro de 72 horas
após a relação sexual desprotegida. Também é chamada de “método de contracepção
de emergência”. Deve ser usada logo após a relação sexual desprotegida ou nos casos
em que os outros métodos anticoncepcionais tenham possibilidade de falha
(esquecimento, ruptura da camisinha, desalojamento do diafragma, uso de tabelinha ou
coito interrompido, esquecimento da tomada da pílula por dois ou mais dias e em caso
de estupro).
112
Este contraceptivo contém o levonorgestrel, que é uma progestina. O
levonorgestrel inibe a ovulação, fertilização e implantação do ovo. Também atua
espessando o muco cervical.
Um tablete contém dois comprimidos. O primeiro comprimido deve ser tomado
72 horas após a ocorrência de uma relação sexual desprotegida. O segundo deve ser
tomado 12 horas após o primeiro. Se ocorrer vômito, a dose deve ser repetida. O
índice de falha é em torno de 5% (se usada até 24 horas), 15% (entre 25 e 48 horas) e
42% (entre 49 e 72 horas) após relação sexual.
Esse método não deve ser usado regularmente, como anticoncepcional de rotina
devido aos possíveis efeitos colaterais mais comuns como náuseas, dores abdominais,
fadigas, dor de cabeça, distúrbio no ciclo menstrual, tontura, aumento de sensibilidade
das mamas e acnes.

d) Implante Anticoncepcional:
Implante é uma pequena cápsula contendo etonogestrel (hormônio
anticoncepcional) o qual é introduzida em baixo da pele através de um aplicador
descartável. A duração do implante é de aproximadamente três anos funcionando como
inibidor da ovulação. Reduz a duração do período menstrual e até pode causar o seu
cessamento.

e) Anticoncepcional sem estrogênio:
A pílula sem estrogênio, não tem a maioria dos efeitos colaterais de outras
pílulas, por isso pode ser usada durante a amamentação com índice de falha igual ao
das pílulas combinadas.

6.3.2.4. Dispositivo intra-uterino:

O Dispositivo Intra-Uterino é uma pequena peça com hastes de cobre ou
polietileno que são introduzidas dentro do útero. Existem diversos tipos de DIU, com
formas e ação variada. Ele impede que o óvulo fecundado implante na parede do
útero, e altera o espessamento do muco cervical. O índice de falha é em torno de
0.5%.
O DIU é indicado após exame ginecológico completo. Ele deve ser inserido no
útero, durante o período menstrual, por meio de um aplicador que após retirado
113
permite a expansão do DIU, ficando um fio condutor de nylon para fora como
confirmação de sua presença no útero.
Esse método é indicado para mulher que deseja intervalo maior de dois anos
entre as gestações e pausar o uso de método hormonal. Os DIUs mais modernos
permanecem por 5 a 10 anos no organismo da mulher. Existe um novo método que
combina DIU com hormônio, o Mirena. Não é indicado para mulheres que tem risco
aumentado para DST/HIV (vários parceiros sexuais sem uso de preservativos).

a) Mirena
Trata-se de um DIU (dispositivo de plástico ou de metal), em forma de T, com
hormônio levonogestyre (52 mg). Esse tipo de DIU atua liberando pequena quantidade
de hormônio diretamente da parede interna do útero, continuamente por cinco anos,
com menos efeitos colaterais e índice de falha em torno de 0,1%. Ele também altera o
muco cervical tornando-o mais espesso para impedir a entrada do espermatozóide.
























OPÇÃO POR DIU
Retorno na consulta ginecológica com resultado de ultra-sonografia com 30 dias
Enfermeiro(a) prescreve, orienta e fornece CÓNDON e agenda consulta ginecológica c/ médico
Retornar para inserção do DIU em consulta ginecológica
Retornar em consulta ginecológica 3 meses após última consulta
Retorno de 6 em 6 meses para consulta ginecológica
Inserção do DIU
pelo médico
DIU
114
6.3.2.5. Métodos cirúrgicos ou esterilização

a) Ligaduras de Trompas (LTB)
É um método contraceptivo cirúrgico indicado para mulheres que decidiram não
ter mais filhos. O índice de falha é em torno de 0.4%. Este método consiste em ligar e
cortar as Trompas de Falópio, para impedir que o óvulo seja fecundado e implantado. A
eficácia desse método é muito alta, mas não chega a 100%. Os métodos de realização
da ligadura são o intra-abdominal (abertura da parede do abdômen para acesso às
trompas durante cesareana), o laparoscópico e o intra-uterino, ou por via baixa (via
colo do útero). Embora seja possível realizar a reanastomose tubária, a decisão pela
laqueadura , exige segurança e certeza do casal, pois se trata de um método cirúrgico,
de risco, maior custo.



OBSERVAÇÃO: A indicação de esterilização cirúrgica (laqueadura e vasectomia) deverá atender a normatização da lei de
planejamento familiar (n°9263 12/01/96 art. 10º), sendo permitida para o casal com capacidade civil plena e idade maior que vinte
e cinco anos ou, pelo menos, com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de sessenta dias entre a manifestação
da vontade e o ato cirúrgico com consentimento expresso de ambos os cônjuges; em casos de risco à vida ou à saúde da mulher
ou do futuro concepto e cesarianas sucessivas anteriores (BRASIL, 2001).
GRUPO DE PLANEJAMENTO FAMILIAR

Consulta
Ginecológica
- Avalia o caso e
solicita exames de
pré operatório e de
risco cirúrgico
Serviço Social
- Entrevista o casal
- Emite parecer/laudo após
60 dias
- Providencia solicitação de
contracepção cirúrgica
(SCC) em 2 vias;
Pré Natal
- Avalia risco reprodutivo
- Cesárea + LTB
- Assina a SCC (2 vias)
- Encaminha para Maternidade
- Avaliação de Risco Cirúrgico

Maternidade
- Cesárea + LTB
- Parto normal (+ LTB após
3 meses de pós-parto)
Retorno Consulta Ginecológica
- Assina SCC
UBS- consulta ginecológica
- Consulta Ginecológica
Hospital e/ou Maternidade Pública
Avaliação Cirúrgica
Cirurgia
Contra referência e/ou Sumário de Alta
UBS
- Retirada de pontos
- Registro prontuário
115
b) Vasectomia
É um procedimento cirúrgico conhecido como esterilização masculina, durante o
qual os vasos deferentes (canais que conectam os testículos ao pênis) são cortados,
impedindo a passagem dos espermatozóides e conseqüentemente a gravidez. O
método cirúrgico é simples, dura alguns minutos e geralmente não exige internação. A
anestesia é realizada na parede do escroto, onde é realizado um pequeno corte com o
objetivo de pinçar o canal deferente e secioná-lo dos dois lados. A incidência de
complicações é mínima e os desconfortos são inchaço e dor. O homem deve se abster
de relações sexuais por uma semana, assim como de esportes ou esforços. Depois
disso, pode ter relações sexuais normais, mas protegidas por algum método
contraceptivo, pois o liquido seminal não perde imediatamente, todos seus
espermatozóides. O índice de falha em torno de 0.2%. Em torno de um mês e meio o
casal pode abolir o uso de métodos contraceptivos. Em alguns casos é possível
reverter a vasectomia através da rejunção das pontas cortadas dos vasos deferentes.
Entretanto, a decisão por uma vasectomia deve ser feita com segurança e certeza,
devido a sua reversibilidade não ser garantida.
116































OBSERVAÇÃO: A indicação de esterilização cirúrgica (laqueadura e vasectomia) deverá atender a normatização da lei de
planejamento familiar (n°9263 12/01/96 art. 10º), sendo permitida para o casal com capacidade civil plena e idade maior que vinte
e cinco anos ou, pelo menos, com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de sessenta dias entre a manifestação
da vontade e o ato cirúrgico com consentimento expresso de ambos os cônjuges (BRASIL, 2001).

6.3.3. Assistência ao climatério

O climatério compreende um período da vida biológica feminina que marca a
transição entre o período reprodutivo e não reprodutivo no qual ocorrem
transformações endócrinas. A fase inicial ou precoce do climatério não tem limites bem
definidos, admitindo-se, no entanto iniciar-se aos 35 anos. A média de idade para
ORIGEM DA DEMANDA
Agente
Comunitário
Demanda
Espontânea
Profissional da
Saúde
Puerpério
Casal
Pré Natal
Casal
GRUPO DE PLANEJAMENTO FAMILIAR
Serviço Social
- Entrevista o casal
- Orientações gerais
- Laudo social
- Providenciar solicitação de contracepção cirúrgica (SCC)2 vias

Exames Laboratoriais solicitados pelo Medico ou Enfermeiro
- Hemograma, Glicemia, Urina rotina
Serviço Social
- Confere
documentaç
Cirurgia
- Agendamento retorno pós-cirúrgico
- Emite contra referência para UBS
- Solicita espermograma

UBS
- Registra prontuário
- Viabiliza espermograma
RETORNO
- Resultado de
espermograma
117
climatério é de 50 anos (49

a 51 anos) e para a menopausa (última menstruação)
precoce (<45 anos) e tardia (>55 anos). O climatério é caracterizado pelo
hipoestrogenismo que causa alterações ósseas predispondo a fraturas e osteoporose
(diminuição da densidade óssea), alterações oculares, psiquiátricas, dermatológicas e
cardiovasculares (risco para infarto agudo do miocárdio) (BRASIL, 2001).




CONSULTA DO ENFERMEIRO
Inscrição da mulher no Programa de Atenção a Saúde da Mulher

UNIDADE DE SAÚDE
CLIMATÉRIO
Condutas
Recepção
Solicitação de
exames de rotina
Encaminhamentos: Serviço Social, Médico,
Psicólogo, Nutricionista e outros profissionais
Grupos de terceira
idade
Educação
em Saúde
118
6.3.3.1. Sintomas do período pré e perimenopausa:

Os sintomas são fogachos (do tronco p/ cima; pode ou não ser acompanhado
por cefaléia ou hipertensão), alteração do ciclo menstrual (polimenorragia – aumento da
duração e/ou quantidade e frequência do fluxo menstrual) ou proiomenorréia (redução
do intervalo entre as menstruações), irritabilidade e labilidade emocional.

6.3.3.2. Diagnóstico:

a) clínico: sinais e sintomas e exame físico
Considera-se menopausa (6 meses a 2 anos - média = 1ano após o ultimo ciclo).
b) prova terapêutica com progesterogênio (Conforme prescrição médica)
Observar se há ou não sangramento.
c) sangramento aumentado:
O ovário ainda responde ao hiper estímulo endometral com necrose vascular e
descamação, que resulta em sangramento, porem sem ovulação. Neste caso
considera-se climatério.
d) sangramento diminuído:
Cliente menopausada com ovário em falência, associado a atrofia de
endométrio. Neste caso, pode-se iniciar tratamento.

6.3.3.3. Orientações de Rotina:

Observar se a paciente já realizou exames complementares, tais como:
- USG pélvico/ endovaginal: cavidade uterina, endométrio (na menopausada
aproximadamente 5mm).
- Mamografia: a partir dos 40 anos de 2 em 2 anos; a partir dos 50 anos de 1 em 1 ano;
a primeira mamografia a partir de 35 anos e anualmente em casos de câncer de mama
na família. Orientar a mulher para guardar toda mamografia realizada para ser
comparada os achado com a próxima a ser realizada.
- Papanicolau (colpocitológico): anual e com citobrush pois em menopausadas muitas
vezes ocorre alteração do colo uterino com JEC (junção escamocolunar) endocervical.
- Densitometria óssea: indicada pelo risco aumentado de osteoporose (0.5 a 1% anual)
após a menopausa.
- Laboratoriais: dosagem hormonal em casos de menopausa precoce ou tardia. Não
sendo indicada no climatério devido a variação hormonal.
119
- Outros exames: Hemograma, Glicemia, Trigliceridos, Colesterol(total/ HDL), TSH/ T 3
e T 4, Urina tipo 1, Hemograma Completo.

6.3.3.4. Reposição Hormonal: ( a critério médico)

a) estrogênio + progesterona para pacientes com útero
b) estrogênio para cliente histerectomizada
Vias de administração: VO, gel, óvulos vaginais

6.3.3.5. Anticoncepção:

Observa-se neste período uma diminuição da fertilidade, caracterizada por ciclos
anovulatórios e diminuição da freqüência das relações sexuais. Por isso os métodos
anticoncepcionais são mais eficazes nesta faixa etária. A anticoncepção na
perimenopausa tem grande importância, pois uma gravidez pode aumentar o risco de
mortalidade materna e de anomalias fetais. De outro lado existe a preocupação com
eventuais riscos que os métodos anticoncepcionais possam acarretar ao organismo
feminino neste período de vida. Na presença de sintomas de hipoestrogenismo e/ou
principalmente níveis plasmáticos elevados de FSH, associados a amenorréia de pelo
menos 12 meses, deve-se interromper a anticoncepção.

a) Métodos Comportamentais:

Não devem ser estimulados, pois nesta faixa etária, a irregularidade menstrual é
freqüente.

b) Métodos de Barreira:

Têm a vantagem de não apresentar efeitos sistêmicos e poucos efeitos
colaterais. Apesar de terem eficácia menor que os métodos hormonais e o DIU, como
neste período etário a fertilidade está diminuída, principalmente em mulheres com
ciclos menstruais irregulares, isto resulta em índice de falha menor do que em mulheres
na menacme. O espermaticida, apesar de ter menor eficácia, deve ser usado
conjuntamente com outro método de barreira (diafragma e preservativo masculino),
tendo a vantagem de aumentar a lubrificação vaginal em mulheres que apresentam
120
redução da lubrificação vaginal. O diafragma pode ser utilizado, desde que a mulher
não tenha problemas de estática pélvica, decorrentes de partos anteriores.


c) Dispositivo Intra-Uterino (DIU):

Trata-se de boa escolha contraceptiva reversível para mulheres acima dos 35
anos de idade. Apresenta elevada eficácia neste grupo etário com menores
possibilidades de perfuração, expulsão, remoção, cólica menstrual, gravidez ectópica e
moléstia inflamatória pélvica. Os DIUs de cobre podem permanecer in situ por um longo
período sem alterar a sua eficácia. O DIU com progestogênio têm sua melhor indicação
na mulher climatérica. A desvantagem do método está em aumentar a freqüência de
menorragia em uma fase da vida da mulher, na qual as alterações menstruais são uma
constante.

d) Anticoncepção Cirúrgica:
A laqueadura tubária e a vasectomia são métodos em geral adequados para
casais que estão seguros e desejosos da contracepção permanente. Na realização de
laqueadura tubária, tem-se outra possibilidade que é o diagnostico eventual tratamento
de ginecopatias.

e) Anticoncepção Hormonal:
Injetável Mensal – Os injetáveis mensais atualmente comercializados, oferecem
doses aceitáveis de esteróides sexuais e, por conterem estrogênios naturais, podem
ser usados com segurança na mulher climatérica, desde que observadas as suas
contra-indicações.
Injetável Trimestral – É considerado excelente para mulheres nesta faixa etária
pela grande eficácia, observando-se as contra-indicações. Além disso, oferece proteção
endometrial. Após a injeção inicial, o endométrio se torna atrófico, podendo ser este
efeito benéfico, particularmente em mulheres sem ovulação com endométrios sob efeito
estrogênico não antagonizado, ocorrência extremamente comum durante o climatério.
A principal desvantagem refere-se às modificações do padrão menstrual, entre elas, a
amenorréia (55-60%) e as irregularidades menstruais (20-25%). Tais irregularidades
podem, nesta faixa etária, limitar a aceitação e a continuidade do método e trazer
preocupação pela presença de eventuais anormalidades endometriais.
121

Minipílula – tendo em vista a redução da fertilidade, que se observa nesta faixa
etária, o emprego isolado de progestogênios tem elevada eficácia no climatério, apesar
da mesma ser inferior a dos anticoncepcionais hormonais combinados orais. Seu uso é
restrito aos casos de intolerância e/ou contra-indicações aos estrogênios. Tem como
inconveniente alta freqüência de irregularidades menstruais, que já é comum nessa
faixa etária e a supressão da lipoproteína protetora da arterosclerose.

Anticoncepcional Hormonal Combinado Oral (AHCO) –
Os anticoncepcionais orais podem ser utilizados em mulheres acima de 35 anos,
devendo ser empregados os que contêm desogestrel ou gestodene, com 20 ou 30 mg
de etinilestradiol. Essas associações além de garantir a excelente eficácia, têm melhor
tolerabilidade, reduzindo os fatores de risco.
Não existe exame específico para a seleção de pacientes candidatas a
contracepção hormonal no período do climatério. Os exames devem ser recomendados
com base exclusiva nos programas de atenção primária à saúde da mulher.
O tabagismo em mulheres acima dos 35 anos constitui contra-indicação para os
AHCO. A interrupção do hábito de fumar dever ter ocorrido há pelo menos 12 meses
para se considerar uma mulher como ex-tabagista e permitir o uso destes fármacos.
Além dos benefícios não contraceptivos já referidos genericamente para usuárias
de AHCO, seu emprego em mulheres perimenopáusicas adiciona os seguintes
benefícios que são específicos neste período da vida:
* Ciclos menstruais regulares
* Redução do fluxo menstrual e da dismenorréia
* Redução da anemia
* Manutenção da densidade mineral óssea
* Proteção contra aterosclerose
Atualmente não existe qualquer razão que impeça, em mulheres saudáveis não
tabagistas, o uso dos AHCO de baixa dosagem até a menopausa, obedecendo ao
limite etário máximo de 50 anos.





122
6.4. Referências bibliográficas:


BRASIL. Ministério da Saúde (BR). 2004: Ano da Mulher. Brasília (DF): Ministério da
Saúde; 2004
a
.

BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer. Programa Viva Mulher.
Brasília, 2004
b
.

BRASIL. Ministério da Saúde. Controle do Câncer de mama. Documento consenso.
Abril de 2004
c
[online].

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Instituto Nacional de
Câncer. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Nomenclatura brasileira para
laudos cervicais e condutas preconizadas: recomendações para profissionais de
saúde. 2. ed. – Rio de Janeiro: INCA, 2006 [online].

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde, Departamento de
Ações Programáticas e Estratégicas, Área Técnica de Saúde da Mulher/ Assistência
ao Planejamento Familiar – 4ª ed. Brasília, 2001. 138p.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Nacional de Assistência a Saúde. Instituto
Nacional do Câncer de Controle do Tabagismo, Prevenção e Vigilância do Câncer
(Conprev). Falando sobre câncer do colo do útero. Rio de Janeiro: MS/INCA, 2000.
52 p.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 2815, 29 de maio de 1998. Diário oficial, 2
jun., 1998a. Seção 1. p.47-48.

BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem/Conselho Regional de Enfermagem de
Goiás. Legislação. 1996.

BRASIL. Ministério da Saúde. Ações de informação, educação e comunicação.
Brasília: Projeto Nordeste/Ministério da Saúde, 1996.

BERNE, Robert M.; LEVY, Matthew N. Fisiologia. 4 ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2000. 1034p.

BIGUELINI, CRISTINA POLL et al. Como Elaborar um Protocolo para Enfermeiros
em Saúde Pública: O Relato de uma Experiência. 2ª ed. Francisco Beltrão - PR.
Calgan – Editora Gráfica Ltda, 2002; 371p.

PREFEIRTURA MUNICIPAL DE BETIM. Secretaria Municipal de Saúde,
Coordenadoria Operacional. Protocolo de Assistência ao Planejamento Familiar.
Betim (MG), 2000. 29 p (mimiografado)

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Physical status: the use and inerpretation of
anthropometry. Report of a WHO Technical Report Series. N.854, 1995. In: BARROS
A.L.B.L. et al. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no
adulto. Porto Alegre: Artemed, 2002.

123
7. PROTOCOLO DE ENFERMAGEM NA SAÚDE DA
FAMÍ LI A

7.1. Introdução


A Estratégia Saúde da Família vem se destacando como estratégia para a
reorganização da Atenção Básica, na lógica da vigilância à saúde, representando uma
concepção da saúde centrada na promoção de qualidade de vida. Caracteriza-se pela
assistência integral ao indivíduo dentro do seu contexto familiar e social, econômico e
cultural, sem prejuízo às ações curativas e com a participação da comunidade,
integrando-os aos diversos membros da equipe para um trabalho em conjunto. É uma
nova forma de cuidar da saúde da população.

Objetivo da Estratégia


Melhorar a qualidade de vida da população cuidando da família em todas
as fases da vida, da concepção até a senilidade, conscientizando a comunidade para a
importância de um equilíbrio entre as ações de saúde e o meio ambiente. É de extrema
importância também o conhecimento de todas as questões de saúde e doença dos
indivíduos, como por exemplo, as condições de moradia, trabalho, escolarização, suas
relações com seus parentes, sua história de vida e de saúde. Além disso, é
imprescindível estabeler vinculo de confiança entre as famílias e a equipe.
Outro objetivo da estratégia Saúde da Família é ser a porta de entrada do
sistema de saúde, o que significa que quando um usuário necessitar de um tratamento
especializado, quem o encaminhará deverá ser um dos membros da equipe do E.S.F

Onde se desenvolvem as ações

As ações podem ser desenvolvidas nas unidades de saúde, na comunidade ou no
domicílio.
• nas unidades de saúde: geralmente, são os locais onde realizam-se as
ações curativas. Entretanto, podem ser feitas, além das consultas,
palestras, rodas de conversa, etc.;
124
• Na comunidade: utiliza-se o espaço das creches, escolas, igrejas, centros
comunitários e outros aparelhos sociais presentes em cada comunidade
específica a fim de que todos sejam atores sociais no processo saúde-
doença.
• No domicílio: o domicílio representa o epicentro da maioria dos processos
de saúde-doença que se desenvolvem no indivíduo, na família e na
comunidade. Neste aspecto a visita domiciliar é a ferramenta
indispensável para a efetividade das ações de saúde realizadas nos
centros de saúde e na comunidade.



O Agente Comunitário de Saúde ( ACS)

É comumente chamado de elo entre a equipe e a comunidade. Deve ser
um membro da própria comunidade e tem como objetivo a visita a todas as famílias, no
mínimo uma vez ao mês, o que lhe permite trazer para a equipe as necessidades dos
indivíduos, famílias e comunidade.

Parcerias

O E.S.F. deve estabelecer parceria com a sociedade organizada, ou seja,
associações comunitárias, escolas, creches, polícia local e outros, a fim de que juntos
possam contribuir para melhorar a qualidade de vida.


O trabalho da E.S.F.

Deve ser o mais humanizado possível, com vínculo e responsabilidade
sobre sua área de abrangência. Além disso, as ações da equipe devem ser resolutivas
e ter como intuito o atendimento integral ao indivíduo, família e comunidade, dentro do
seu contexto, sócio, econômico e cultural, ou seja, respeitando suas crenças, seus
mitos, valores, entre outros.



125

7.2. Fluxograma



























Orientar sobre o funcionamento
da Estratégia Saúde da Família,
encaminhando-o para a Unidade
de Saúde pertinente.
Comunidade
Igreja Creche Escola Outros
Cliente
UABSF
Morador da
área
Cadastramento
(Anexo I)
Consulta do Enfermeiro
(Anexo II)
Agendada

Não
agendada
Encaminhamento
Não
Saúde da
Mulher
Hipertensão
Diabetes
Tuberculose
Saúde CD
da Criança
Adolescente Idoso DST/AIDS
Outros
Sim
Triagem
Saúde do
Trabalhador
Médico da equipe
ou outros
profissionais
Triagem
Outras Atribuições do
Enfermeiro (Anexo III)
126

7.2.1. Anexo I - Cadastramento

Cadastramento: É o registro de todos os clientes em formulários específicos. Os ACS
devem cadastrar todos os moradores novos e residentes na área.
Os ACS fazem visitas domiciliares diariamente e cadastram em uma ficha
específica todas as famílias que residam na sua microárea.
Através deste cadastro é feito um diagnóstico das levantados às prioridades de
saúde da região e o planejamento estratégico.


7.2.2. Anexo II - Consultas

Durante a consulta de enfermagem, cabe ao enfermeiro realizar a prescrição de
medicamentos e solicitação de exames de acordo com os protocolos específicos de
Pré-natal, Hipertensão e Diabetes, Tuberculose, Hanseníase e outros constantes neste
Protocolo de Atenção à Saúde Básica ou conforme protocolos estabelecidos nos
programas do Ministério da Saúde.
A consulta de enfermagem pode ser realizada tanto na Unidade de Saúde
quanto no domicílio.

VD - Visita domiciliar do enfermeiro

Permite avaliar uma série de condições que não são percebidas no consultório e
as vezes discordantantes da impressão que temos durante a consulta na unidade.
Torna-se importante:

• Proceder a visita seguindo um objetivo especifico, que deve ficar bem
esclarecido para o cliente e sua família.
• Acompanhar o trabalho dos ACS.
• Auxiliar a família a reconhecer as necessidades de saúde dentro do seu
contexto.
• Identificar junto com a família meios para melhorar a qualidade de vida de seus
membros (família e comunidade)
• Preparar a família para o auto-cuidado
127
• Ajudar a família a descobrir soluções que auxiliem, reduzam/aliviem os
sofrimentos físicos, emocionais e espirituais.
• Incentivar a família para adoção de hábitos saudáveis.
• Encorajar as narrativas de agravos.
• Incentivar relacionamento cooperativo.
• Elaborar planos de cuidados para a família (individual ou coletivo)
• Atuar na conversão de modelo (diretrizes do SUS)
• Fazer planejamentos estratégicos
• Gerar / obter dados e analisá-los, produzindo informações sobre as
necessidades de saúde da população e organizar o processo de trabalho da
equipe de E.S.F., intervindo nas necessidades de saúde.

7.2.3. Anexo III – Outras Atribuições do Enfermeiro

1 – Planejar, gerenciar, coordenar, executar e avaliar ações de Saúde
2 – Executar as ações de assistência integral em todas as fases do ciclo de vida;
criança, adolescente, mulher, adulto e idoso.
3 – Executar ações de vigilância epidemiológica e sanitária;
4 – Realizar ações em diferentes ambientes como na UABSF (Unidade de Atenção
Básica a Saúde da Família), no domicílio e em aparelhos sociais da sociedade
(creches, escolas etc.);
5 – Realizar cuidados diretos de enfermagem nas urgências e emergências clínicas,
fazendo a indicação para a continuidade de assistência prestada;
6 – Realizar as atividades correspondentes as áreas prioritárias de atuação básica,
definido na norma operacional de assistência à saúde – NOAS – 2001. (pág. 60 – guia
básico)
7 – aliar a atuação clinica à pratica de saúde coletiva.
8 – Organizar e coordenar a criação de grupos para a promoção da saúde, como de
hipertensos, diabéticos, saúde metal e outros;
09 – Supervisionar e coordenar ações para a capacitação dos agentes comunitários de
saúde e de auxiliares de enfermagem,com vista ao desempenho de suas funções.
10- Promover parcerias com equipamentos sociais
11- Tabular os dados epidemiológicos
12 - Planejar estratégias para redução de morbimortalidade na comunidade/população
adscrita.
13 - Participar de capacitações e ser disseminador do conhecimento
128
14 - Fazer interação entre o saber científico e popular
15 - Despertar na comunidade a sua noção de cidadania
16 - Participar de eventos, conselhos, comitês que contribuam para melhor articulação
social.
17 - Incentivar hábitos de vida saudáveis na comunidade, saneamento, alimentação,
etc.
18 - Facilitar a articulação Unidade-Comunidade-Equipe.

7.3. Referencias bibliograficas:

1 – Brasil – Ministério da Saúde – Saúde da Família Estratégia para
Reorganização do Modelo Assistencial - Brasília – DF 1997
2 – Brasil – Ministério da Saúde – Guia Prático do programa saúde da
Família – Brasília – DF 2001
3– Brasil –Como Elaborar um Protocolo, em Saúde Pública: O Relato de uma
experiência /Cristina Poll II Biguelini...[et at]-Francisco Betrão: Berzão- Editora-
CALGAN-Paraná-2001
4 – Brasil – Ministério da Saúde-IDS Instituto Para O Desenvolvimento-da Saúde-IDS-
Universidade de São Paulo -USP-Manual de Condutas de Enfermagem-.Brasília-DF-
2002.
129

8. PROTOCOLO DOENÇAS SEXUALMENTE
TRANSMI SSÍ VEI S


8.1. Introdução

O atendimento de pacientes com DST (s) (Doenças Sexualmente
Transmissíveis) tem algumas particularidades. Ele visa interromper a cadeia de
transmissão da forma mais efetiva e imediata possível. Visa, ainda, evitar as
complicações advindas da(s) DST (s) em questão, e a cessação imediata dos sintomas.
O objetivo desse atendimento é tentar prover, em uma única consulta de
Enfermagem (Lei do Exercício Profissional nº. 7.498/86 de 25 de junho de 1986 e
regulamentada pelo Decreto n.º 94.406/87 de 08 de junho de 1987): exames
laboratoriais, diagnóstico, tratamento e aconselhamento adequados (Resolução
COFEN-195/1997).
A conduta, no entanto, não deverá depender de processos demorados de
realização e/ou interpretação dos exames (Abordagem Sindrômica – ANEXO 1). Não
se quer dizer com isto que o laboratório seja dispensável, ao contrário, tem papel
fundamental principalmente em unidades de saúde de maior complexidade, que
servirão como fontes para a definição do perfil epidemiológico das diferentes DST e de
sua sensibilidade aos medicamentos preconizados.
Fluxogramas específicos, já desenvolvidos e testados (MS), são instrumentos
que auxiliarão o profissional que realiza o atendimento na tomada de decisões.
Seguindo os passos dos fluxogramas, o profissional Enfermeiro, ainda que não
especialista, estará habilitado a: determinar um diagnóstico baseado em uma
abordagem sindrômica e implementar o tratamento imediato. Além disso, deverá
realizar aconselhamento para estimular a adesão ao tratamento, para a redução de
riscos, para a convocação, orientação e tratamento de parceiros, promoção de
incentivo ao uso de preservativos, dentre outros aspectos.
Os fluxogramas incluem uma série de polígonos de decisão e ação que contêm
as informações básicas necessárias ao manejo dos pacientes.
O exame físico e a anamnese do paciente e de seus contatos sexuais devem
constituir-se nos principais elementos diagnósticos das DST (s).
Os profissionais Enfermeiros(as) deverão aproveitar o ensejo para incluir na
consulta de enfermagem o exame clínico-genital minucioso. Nesta oportunidade,
130
deverão orientar quanto à necessidade da redução de comportamentos de risco,
cuidados higiênicos, teste anti-HIV e sífilis, aconselhamento e estímulo à adesão ao
tratamento, além da promoção do uso de preservativos, convocação dos parceiros
sexuais e a notificação do caso.
Sempre que possível deverá ser realizada pesquisa e observação de achados
que possam identificar outras doenças, por meio de: inspeção geral, controle de
pressão arterial, palpação de mamas e toque retal. A colpocitologia oncoparasitária
deverá ser realizada quando houver indicação e por ocasião do retorno da paciente.

8.2. Identificação das síndromes

Embora as DST sejam causadas por muitos microorganismos diferentes, estes
apenas determinam um número limitado de síndromes. Uma síndrome é constituída por
um grupo de sintomas referidos pelo paciente e sinais que podem ser observados
durante o exame.
As principais características da abordagem sindrômica são:

classifica os principais agentes etiológicos segundo as síndromes clínicas por
eles causados;
utiliza fluxogramas que ajudam o profissional a identificar as causas de uma
determinada síndrome;
indica o tratamento para os agentes etiológicos mais freqüentes na síndrome;
inclui o tratamento dos parceiros, o aconselhamento e a educação sobre
redução de risco, a adesão ao tratamento e o fornecimento e orientação para
utilização adequada de preservativos;
inclui a oferta da sorologia para sífilis e para HIV.









131

A tabela seguinte explica os sinais e sintomas das principais síndromes de DST e
suas etiologias mais comuns.

Síndrome
Sintomas Mais
Comuns
Sinais Mais Comuns Etiologias Mais
Comuns
Corrimento Vaginal Corrimento vaginal

Prurido
Dor à micção
Dor durante relação
sexual
Odor fétido
Edema de vulva
Hiperemia de vulva
Corrimento vaginal
e/ou cervical
Vulvovaginite
infecciosa:
. Tricomoníase
. Vaginose
Bacteriana
. Candidíase
Cervicite:
. Gonorréia
. Infecção por
Clamidia
Corrimento Uretral Corrimento uretral
Prurido
Estrangúria
Polaciúria
Odor fétido
Corrimento uretral
(se necessário, peça
para o paciente
ordenhar a uretra)
Gonorréia
Infecção por Clamidia
Tricomoníase
Micoplasma
Ureaplasma
Úlcera Genital Úlcera genital Úlcera genital
Aumento de linfonodos
inguinais
Sífilis
Cancro mole
Herpes genital
Donovanose
Desconforto ou Dor
Pélvica na Mulher
Desconforto ou Dor
Pélvica
Dor durante relação
sexual
Corrimento cervical
Dor à palpação
abdominal
Dor à mobilização do
colo
Temperatura > 38ºC
Gonorréia
Infecção por Clamidia
Infecção por germes
Anaeróbios


O principal objetivo da abordagem sindrômica é facilitar a identificação de uma
destas síndromes para então maneja-las de forma adequada.
Como as síndromes são relativamente fáceis de serem identificadas, foi possível
elaborar um “fluxograma” (MS) para cada uma delas. Cada fluxograma conduz as
decisões e ações que precisam ser tomadas, levando à condição ou condições que
devam ser tratadas. Um Enfermeiro bem treinado poderá usar os fluxogramas com
facilidade, tornando possível a assistência aos portadores de DST em qualquer serviço
de saúde, onde ele então terá acesso à orientação, educação, aconselhamento,
oferecimento de testes para sífilis e para o HIV e o tratamento já na sua primeira
consulta.
132

8.3. 1 Corrimento Uretral





8.3.1.1. Notas do fluxograma de corrimento uretral

8.3.1.1.1. Paciente com queixa de corrimento uretral
Este é o quadro de entrada do fluxograma. Nele está representada a principal queixa
do paciente ao se apresentar no serviço de saúde.

133
8.3.1.2. Tratar clamídia e gonorréia

Este quadro de ação orienta para o tratamento concomitante para clamídia e
gonorréia, sendo que quando estiverem ausentes os diplococos intracelulares, deve-se
tratar o paciente apenas para clamídia como indicado no quadro:

CLAMÍDIA GONORRÉIA
Azitromicina 1g, VO, em dose única;
ou
Doxiciclina 100 mg, VO, de 12/12
horas, durante 7 dias; ou
Eritromicina (estearato) 500 mg,
VO, de 6/6 horas, durante 7 dias
mais
Ofloxacina 400 mg, VO, dose única (contra-
indicado em menores de 18 anos); ou
Cefixima 400mg, VO, dose única; ou
Ciprofloxacina 500mg, VO, dose única (contra-
indicado em menores de 18 anos); ou
Ceftriaxona 250 mg, IM, dose única; ou
Tianfenicol 2,5g, VO, dose única.


ATENÇÃO: no retorno, em caso de persistência do corrimento ou recidiva, tratar com:

Eritromicina (estearato) 500 mg, VO, 6/6 horas, por 7
dias
mais Metronidazol 2g, VO, dose
única.




8.3.1.3. Uretrite gonocócica

Tratamento

Ofloxacina 400 mg, VO, dose única (contra-indicado em menores de 18 anos); ou
Cefixima 400mg, VO, dose única; ou
Ciprofloxacina 500mg, VO, dose única (contra-indicado em menores de 18 anos); ou
Ceftriaxona 250 mg, IM, dose única; ou
Tianfenicol 2,5g, VO, dose única.

O critério de cura no homem é basicamente clínico.


134
Observações

Deve-se considerar a existência de infecções associadas por C. trachomatis ou
T. vaginalis. Caso um destes ocorra, será necessário tratamento específico em
conjunto (ver tratamentos nos capítulos correspondentes).
Os pacientes devem se abster de relações sexuais e evitar contaminação dos
olhos, além de bebidas alcoólicas (irritante de mucosa), bem como a expressão da
glande para evidenciação de possível secreção uretral.
Os pacientes devem ser aconselhados e estimulados a encaminhar todas as
parceiras (ou parceiros) sexuais para atendimento médico, pois é elevado o risco de
transmissão (90 a 97%).
É fundamental que todas as parceiras (ou parceiros), com sintomas ou não, de
homens com infecções gonocócicas recebam prontamente o tratamento.

PORTADOR DO HIV
Pacientes infectados pelo HIV, devem ser tratados com os esquemas acima referidos.

8.3.1.4. Uretrite não gonocócica

TRATAMENTO

Azitromicina 1g, VO, dose única; ou
Doxiciclina 100 mg, VO, de 12/12 horas, durante 7 dias; ou
Eritromicina (estearato) 500 mg, VO, de 6/6 horas, durante 7 dias.



135
RECOMENDAÇÕES

Devido à freqüente associação desta infecção com a uretrite gonocócica,
recomenda-se o tratamento concomitante das mesmas.
As parceiras ou parceiros sexuais devem receber o mesmo regime de tratamento
que os pacientes.

PORTADOR DO HIV
Pacientes infectados pelo HIV devem ser tratados com os esquemas acima referidos.


136
8.3.2. Corrimentos vaginais







8.3.2.1. Notas do fluxograma de corrimentos vaginais

PACIENTE COM QUEIXA DE CORRIMENTO VAGINAL OU PRESENÇA DE
CORRIMENTO EM QUALQUER SITUAÇÃO
137
Este é o quadro de entrada do fluxograma. Nele está descrita a principal queixa
da paciente ao se apresentar no serviço de saúde ou, estando a paciente no serviço,
para ser atendida por qualquer outra queixa e for detectada a presença de corrimento.


8.3.2.2. Anamnese (determinação do escore de risco)


ESCORE DE RISCO
parceiro com corrimento uretral = 2
idade menor que 20 anos = 1
sem parceiro fixo = 1
mais de um parceiro nos últimos três meses = 1
novo parceiro nos últimos três meses = 1


8.3.2.3. tratar infecção por clamídia e gonorréia

CLAMÍDIA GONORRÉIA
Azitromicina 1g, VO, em dose
única; ou
Doxiciclina
Doxiciclina 100 mg, VO, de 12/12
horas, durante 7 dias (contra-
indicado em gestantes e nutrizes);
ou
Eritromicina (estearato) 500 mg,
VO, de 6/6 horas, durante 7 dias
Mais
Ofloxacina 400 mg, VO, dose única (contra-
indicado em gestantes, nutrizes e menores de
18 anos); ou
Ciprofloxacina
Ciprofloxacina 500mg, VO, dose única (contra-
indicado em gestantes, nutrizes e menores de
18 anos); ou
Cefixima 400mg, VO, dose única; ou
Ceftriaxona 250 mg, IM, dose única; ou
Tianfenicol 2,5g, VO, dose única.



Gestantes ou Nutrizes:

CLAMÍDIA GONORRÉIA
Amoxicilina 500mg, VO, de 08/08 horas, por 7
dias; ou 500mg, VO, de 08/08 horas, por 7 dias;
ou
Eritromicina (estearato) 500mg, VO, de 06/06
horas, por 7 dias; ou
Eritromicina (estearato) 250mg, VO, de 06/06
horas, por 14 dias (casos de sensibilidade
gástrica); ou
Azitromicina 1 g, VO, dose única.
mais
Cefixima 400mg, VO, dose única; ou
400mg, VO, dose única; ou
Ceftriaxona 250mg, IM, dose única;
ou
Espectinomicina 2g IM, dose única.
2g IM, dose única.



138
Parceiros:

CLAMÍDIA mais GONORRÉIA
Azitromicina 1 g, VO, dose
única.
Ofloxacina 400 mg, VO, dose
única



8.3.2.4. Tratar tricomoníase

Metronidazol 2 g, VO, dose única, ou

Tinidazol 2 g, VO, dose única; ou

Metronidazol 500 mg, VO, de 12/12 horas, por 7 dias; ou

Secnidazol 2 g, VO, dose única.

Gestantes: tratar somente após completado o primeiro trimestre com
Metronidazol 2 g, VO, dose única.


Nutrizes:

Metronidazol Gel a 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 12/12 horas, por 5 dias; ou

Metronidazol 2g, VO, dose única (suspender o aleitamento, diretamente no
peito, por 24 horas. Neste período, a mulher deverá ser orientada quanto a
retirada e armazenamento do leite, a fim de garantir a nutrição do bebê).

Parceiros: tratar sempre, no mesmo período que a paciente, e com o mesmo
medicamento, em dose única.

Portadoras do HIV: devem ser tratadas com os mesmos esquemas recomendados
acima.



139
Observações:
Para alívio dos sintomas, pode-se associar o tratamento tópico com
Metronidazol Gel 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 2 vezes ao dia, por 5 dias.

Durante o tratamento com qualquer dos medicamentos sugeridos acima, deve-
se evitar a ingestão de álcool (efeito antabuse, que é o quadro conseqüente à
interação de derivados imidazólicos com álcool, e se caracteriza por mal-estar,
náusea, tontura e "gosto metálico na boca")

O tratamento tópico é indicado nos casos de intolerância aos medicamentos via
oral, e nos casos de alcoolatria.

A tricomoníase vaginal pode alterar a classe da citologia oncótica. Por isso, nos
casos em que houver alterações morfológicas celulares, estas podem estar
associadas à tricomoníase. Nesses casos, deve-se realizar o tratamento e
repetir a citologia após 2 a 3 meses, para avaliar se há persistência dessas
alterações.

Durante o tratamento, devem-se suspender as relações sexuais.

Manter o tratamento se a paciente menstruar.


8.3.2.5. Tratar vaginose bacteriana

Metronidazol 500mg, VO, de 12/12 horas, por 7 dias; ou

Metronidazol 2g, VO, dose única; ou

Tinidazol 2g, VO, dose única; ou

Tianfenicol 2,5g/ dia, VO, por 2 dias; ou

Secnidazol 2g, VO, dose única; ou

140
Metronidazol Gel 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 2 vezes ao dia, por 5 dias; ou

Clindamicina 300mg, VO, de 12/12 horas, por 7 dias; ou

Clindamicina creme 2%, 1 aplicador à noite, por 7 dias (contra-indicado em
gestantes).

Gestantes:

Metronidazol 250 mg, VO, de 8/8 horas, por 7 dias (somente após completado o
primeiro trimestre); ou
Metronidazol 2 g, VO, dose única (somente após completado o primeiro
trimestre); ou
Clindamicina 300 mg, VO, de 12/12 horas por 7 dias; ou
Metronidazol Gel 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 2 vezes ao dia, por 5 dias
(uso limitado em gestantes, tendo em vista insuficiência de dados quanto ao seu
uso nesta população).

Em caso de gestação de Alto Risco, encaminhar para ginecologista que
acompanha a paciente.

Parceiros: não precisam ser tratados. Alguns autores recomendam tratamento de
parceiros apenas para os casos recidivantes.


8.3.2.6. Tratar tricomoníase e vaginose bacteriana (ao mesmo tempo)

Metronidazol 500mg, VO, de 12/12 horas por 7 dias; ou
Metronidazol 2 g, VO, dose única; ou
Tinidazol 2 g, VO, dose única; ou
Secnidazol 2 g, VO, dose única.

Gestantes: tratar após o primeiro trimestregestacional com Metronidazol 250mg, VO,
de 8/8 horas, por 7 dias

Parceiros: Metronidazol 2g, VO, dose única 2g.
141

8.3.2.7. Tratar candidíase

Miconazol, creme a 2%, via vaginal, 1 aplicação à noite ao deitar-se, por 7 dias;
ou,
Miconazol, óvulos de 200 mg, 1 óvulo via vaginal, à noite ao deitar-se, por 3
dias; ou
Miconazol, óvulos de 100 mg, 1 óvulo via vaginal, à noite ao deitar-se, por 7
dias; ou
Tioconazol creme a 6,5%, ou óvulos de 300mg, aplicação única, via vaginal ao
deitar-se; ou
Isoconazol (Nitrato), creme a 1%, 1 aplicação via vaginal, à noite ao deitar-se,
por 7 dias; ou
Terconazol creme vaginal a 0,8%, 1 aplicação via vaginal, à noite ao deitar-se,
por 5 dias; ou
Clotrimazol, creme vaginal a 1%, 1 aplicação via vaginal, à noite ao deitar-se,
durante 6 a 12 dias; ou
Clotrimazol, óvulos de 500mg, aplicação única, via vaginal; ou
Clotrimazol, óvulos de 100mg, 1 aplicação via vaginal, 2 vezes por dia, por 3
dias; ou
Clotrimazol, óvulos de 100mg, 1 aplicação via vaginal, à noite ao deitar-se, por
7 dias; ou
Nistatina 100.000 UI, 1 aplicação, via vaginal, à noite ao deitar-se, por 14 dias.

Para alívio do prurido (se necessário): fazer imbrocação vaginal com violeta de
genciana a 2%.

O tratamento sistêmico deve ser feito somente nos casos recorrentes ou de difícil
controle; nestes casos, devem-se investigar causas sistêmicas predisponentes. Tratar
com:
Itraconazol 200mg, VO, de 12/12h, só duas doses; ou
Fluconazol 150mg, VO, dose única; ou
Cetoconazol 400mg, VO, por dia, por 5 dias.

142
Gestantes: A candidíase vulvovaginal é muito comum no transcorrer da gravidez,
podendo apresentar recidivas pelas condições propícias do pH vaginal que se
estabelece nesse período. Qualquer um dos tratamentos tópicos acima relacionados
pode ser usado em gestantes; deve ser dada preferência ao Miconazol, Terconazol ou
Clotrimazol, por um período de 7 dias. Não deve ser usado nenhum tratamento
sistêmico.

Parceiros: não precisam ser tratados, exceto os sintomáticos. Alguns autores
recomendam o tratamento via oral de parceiros apenas para os casos recidivantes.

Observações:
Em mulheres que apresentam 4 ou mais episódios por ano, devem ser
investigados outros fatores predisponentes: diabetes, imunodepressão, inclusive
a infecção pelo HIV, uso de corticóides.
Sempre orientar quanto à higiene adequada e uso de roupas que garantam boa
ventilação.

8.3.2.8. Vulvovaginites

Etiologia
Infecções: bacteriana, viral, fúngica.
Infestações: protozoários, metazoários.
Hormonais
Neoplásicas
Alérgicas
Traumáticas
Idiopáticas (psicossomáticas)


8.3.2.9. Vaginose bacteriana

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico da vaginose bacteriana se confirma quando estiverem presentes três dos
seguintes critérios, ou apenas os dois últimos:
corrimento vaginal homogêneo, geralmente acinzentado e de quantidade
variável;
143
pH vaginal maior que 4,5;
teste das aminas positivo;
presença de "clue cells" no exame bacterioscópico, associada à ausência de
lactobacilos.


Tratamento

Metronidazol 500mg, VO, de 12/12 horas, por 7 dias; ou
Metronidazol 2g, VO, dose única; ou
Tinidazol 2g, VO, dose única; ou
Tianfenicol 2,5g/ dia, VO, por 2 dias; ou
Secnidazol 2g, VO, dose única; ou
Metronidazol Gel 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 2 vezes ao dia, por 5 dias; ou
Clindamicina 300mg, VO, de 12/12 horas, por 7 dias; ou
Clindamicina creme 2%, 1 aplicador à noite, por 7 dias (contra-indicado em
gestantes).

Gestantes

Metronidazol 250 mg, VO, de 8/8 horas, por 7 dias (somente após completado o
1º trimestre); ou
Metronidazol 2 g, VO, dose única (somente após completado o primeiro
trimestre); ou
Clindamicina 300 mg, VO, de 12/12 horas por 7 dias; ou
Metronidazol Gel 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 2 vezes ao dia, por 5 dias
(uso limitado em gestantes, tendo em vista insuficiência de dados quanto ao seu
uso nesta população).

Parceiros
Não precisam ser tratados. Alguns autores recomendam tratamento de parceiros
apenas para os casos recidivantes.



144
Observações:
Durante o tratamento com qualquer dos medicamentos sugeridos acima, deve-
se evitar a ingestão de álcool (efeito antabuse, que é o quadro conseqüente à
interação de derivados imidazólicos com álcool, e se caracteriza por mal-estar,
náuseas, tonturas, "gosto metálico na boca").
Tratamento tópico é indicado nos casos de alcoolatria.

8.3.2.10. Candidíase vulvovaginal

Conceito e agentes etiológicos
Os fatores predisponentes da candidíase vulvovaginal são:
gravidez;
diabetes melitus (descompensado);
obesidade;
uso de contraceptivos orais de altas dosagens;
uso de antibióticos, corticóides ou imunossupressores;
hábitos de higiene e vestuário inadequados (diminuem a ventilação e aumentam
a umidade e o calor local);
contato com substâncias alergenas e/ou irritantes (por exemplo: talco, perfume,
desodorantes); e
alterações na resposta imunológica (imunodeficiência), inclusive a infecção pelo
HIV.

observações:
O simples achado de cândida na citologia oncótica em uma paciente
assintomática, não permite o diagnóstico de infecção clínica, e, portanto, não
justifica o tratamento.
Nos casos de candidíase recorrente, a mulher deve ser aconselhada e orientada
a realizar o teste anti-HIV, além de serem investigados os fatores predisponentes
citados anteriormente.





145
Tratamento
Miconazol, creme a 2%, via vaginal, 1 aplicação à noite ao deitar-se, por 7 dias;
ou,
Miconazol, óvulos de 200 mg, 1 óvulo via vaginal, à noite ao deitar-se, por 3
dias; ou
Miconazol, óvulos de 100 mg, 1 óvulo via vaginal, à noite ao deitar-se, por 7
dias; ou
Tioconazol creme a 6,5%, ou óvulos de 300mg, aplicação única, via vaginal ao
deitar-se; ou
Isoconazol (Nitrato), creme a 1%, 1 aplicação via vaginal, à noite ao deitar-se,
por 7 dias; ou
Terconazol creme vaginal a 0,8%, 1 aplicação via vaginal, à noite ao deitar-se,
por 5 dias; ou
Clotrimazol, creme vaginal a 1%, 1 aplicação via vaginal, à noite ao deitar-se,
por 6 a 12 dias; ou,
Clotrimazol, óvulos de 500mg, aplicação única, via vaginal; ou
Clotrimazol, óvulos de 100mg, 1 aplicação via vaginal, 2 vezes por dia, por 3
dias; ou
Clotrimazol, óvulos de 100mg, 1 aplicação via vaginal, à noite ao deitar-se, por
7 dias; ou
Nistatina 100.000 UI, 1 aplicação, via vaginal, à noite ao deitar-se, por 14 dias.

O tratamento sistêmico deve ser feito somente nos casos recorrentes ou de difícil
controle; nestes casos, deve-se investigar causas sistêmicas predisponentes. Tratar
com:
Itraconazol 200mg, VO, de 12/12h, só duas doses; ou Fluconazol 150mg, VO,
dose única; ou
Cetoconazol 400mg, VO, por dia, por 5 dias.

Para alívio do prurido (se necessário): embrocação vaginal com violeta de genciana a
2%.

146
Gestantes
A candidíase vulvovaginal é muito comum no transcorrer da gravidez, podendo
apresentar recidivas pelas condições propícias do pH vaginal que se estabelece nesse
período.
Qualquer um dos tratamentos tópicos acima relacionados pode ser usado em
gestantes; deve ser dada preferência ao Miconazol, Terconazol ou Clotrimazol, por um
período de 7 dias. Não deve ser usado nenhum tratamento sistêmico.

Parceiros
Não precisam ser tratados, exceto os sintomáticos. Alguns autores recomendam
o tratamento via oral de parceiros apenas para os casos recidivantes.

Observações
Em mulheres que apresentam 4 ou mais episódios por ano, devem ser
investigados outros fatores predisponentes: diabetes, imunodepressão, infecção
pelo HIV, uso de corticóides.
Sempre orientar quanto à higiene adequada e uso de roupas que garantam boa
ventilação.



8.3.2.11. Tricomoníase genital

Características clínicas
corrimento abundante, amarelado ou amarelo esverdeado, bolhoso, com mau-
cheiro;
prurido e/ou irritação vulvar;
dor pélvica (ocasionalmente);
sintomas urinários (disúria, polaciúria);
hiperemia da mucosa, com placas avermelhadas (colpite difusa e/ou focal, com
aspecto de framboesa;
teste de Schiller positivo (iodo negativo ou "onçóide").



147
Observações:
Mais da metade das mulheres portadoras de tricomoníase vaginal são
completamente assintomáticas.
O simples achado de Trichomonas vaginalis em uma citologia oncótica de rotina
impõe o tratamento da mulher e também do seu parceiro sexual, já que se trata
de uma DST.
A tricomoníase vaginal pode alterar a classe da citologia oncótica. Por isso, nos
casos em que houver alterações morfológicas celulares, estas podem estar
associadas à tricomoníase. Nesses casos, deve-se realizar o tratamento e
repetir a citologia após 2 a 3 meses, para avaliar se há persistência dessas
alterações.

Tratamento
Metronidazol 2 g, VO, dose única, ou 2 g, VO
Tinidazol 2 g, VO, dose única; ou
Metronidazol 500 mg, VO, de 12/12 horas, por 7 dias; ou
Secnidazol 2 g, VO, dose única.

Gestantes
Tratar somente depois de completado o primeiro trimestre, com Metronidazol 2 g, VO,
dose única.


Nutrizes
Metronidazol Gel a 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 2 vezes ao dia, por 5 dias;
ou
Metronidazol 2g, VO, dose única (suspender o aleitamento, diretamente no
peito, por 24 horas. Neste período, a mulher deverá ser orientada quanto a
retirada e armazenamento do leite, a fim de garantir a nutrição do bebê).

Parceiros
Tratar sempre, ao mesmo tempo em que a paciente, e com o mesmo
medicamento e dose.


148
Observações
Para alívio dos sintomas, pode-se associar o tratamento tópico com
Metronidazol Gel a 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 2 vezes ao dia, por 5 dias.
Durante o tratamento com qualquer dos medicamentos sugeridos acima, deve-
se evitar a ingestão de álcool (efeito antabuse, que é o quadro conseqüente à
interação de derivados imidazólicos com álcool, e se caracteriza por mal-estar,
náuseas, tonturas, "gosto metálico na boca").
O tratamento tópico é indicado nos casos de intolerância aos medicamentos via
oral, e nos casos de alcoolatria.
A tricomoníase vaginal pode alterar a classe da citologia oncótica. Por isso, nos
casos em que houver alterações morfológicas celulares, estas podem estar
associadas à tricomoníase. Nestes casos deve-se realizar o tratamento e repetir
a citologia após 2 a 3 meses, para avaliar se há persistência dessas alterações.
Durante o tratamento, deve-se suspender as relações sexuais.



8.3.2.12. Cervicite mucopurulenta

Tratamento
Dada impossibilidade da realização dos procedimentos diagnósticos no momento da
consulta e à alta prevalência de gonococos e clamídia nas cervicites ou endocervicites,
além da necessidade de se prevenir as seqüelas da DIP, preservando-se assim a
saúde reprodutiva da mulher, justifica-se o tratamento combinado:
Azitromicina, 1g, VO, dose única; ou
Doxiciclina 100 mg, VO, de 12/12 horas por 7 dias (contra-indicado em
gestantes e nutrizes); ou
Eritromicina (estearato) 500 mg, VO, de 6/6 horas, durante 7 dias
mais
Ofloxacina 400 mg, VO, dose única (contra-indicado em gestantes, nutrizes e
menores de 18 anos);ou
Ciprofloxacina 500 mg, VO, dose única (contra-indicado em gestantes, nutrizes
e menores de 18 anos); ou
Cefixima 400 mg, VO, dose única; ou
Ceftriaxona 250 mg, IM, dose única; ou
149
Tianfenicol 2,5g, VO, dose única.


Gestantes

A infecção gonocócica na gestante poderá estar associada a um maior risco de
prematuridade, rotura prematura de membrana, perdas fetais, retardo de crescimento
intra-uterino e febre puerperal. No recém-nascido, a principal manifestação clínica é a
conjuntivite, podendo haver ainda septicemia, artrite, abcessos de couro cabeludo,
pneumonia, meningite, endocardite e estomatite.
A infecção por clamídia durante a gravidez poderá estar relacionada a partos
prematuros, ruptura prematura de membranas, endometrite puerperal, além de
conjuntivite e pneumonias do recém-nascido. O recém-nascido de mães com infecção
da cérvix por clamídia corre alto risco de adquirir a infecção durante a passagem pelo
canal de parto. A transmissão intra-uterina não é suficientemente conhecida.

O tratamento da gestante deve ser feito com:

Amoxicilina 500mg, VO, de 08/08 horas, por 7 dias; ou
Eritromicina (estearato) 500mg, VO, de 06/06 horas, por 7 dias; ou
Eritromicina (estearato) 250mg, VO, de 06/06 horas, por 14 dias (casos de
sensibilidade gástrica); ou
Azitromicina 1 g, VO, dose única.
mais
Cefixima 400mg, VO, dose única; ou
Ceftriaxona 250mg, IM, dose única; ou
Espectinomicina 2g IM, dose única. 2g IM, dose única.


Parceiros:
Azitromicina, 1g, VO, dose única,
mais
Ofloxacina 400 mg, VO, dose única.


150

8.3.2.13. Pediculose pubiana

Tratamento e recomendações
Seguir as mesmas indicações da escabiose.

8.3.2.14. Escabiose

Tratamento

Monossulfiram a 25%:
deve ser diluído em água (para crianças em 3 vezes o volume em água, para
adultos em 2 vezes);
o medicamento deve ser aplicado à noite, após o banho prévio, do pescoço aos
pés, incluindo couro cabeludo e orelhas, quando acometidos e, no homem, a
região genital;
deixar agir por 12 horas, e repetir após 24 horas, num total de 3 aplicações;
pode ser usado mesmo se houver infecção secundária;
não ingerir bebida alcoólica durante seu uso.

Enxofre precipitado a 5 - 10%:
aplicar à noite após banho prévio, do pescoço aos pés, incluindo couro cabeludo
e orelhas, quando acometidos e, no homem, a região genital. Deixar agir por 12
horas, lavar e repetir o processo após 24 horas, num total de 3 aplicações. Mais
indicado para crianças até 5 anos e gestantes;
preparado em creme ou vaselina, é pouco irritante;
pode ser usado mesmo se houver infecção secundária.

Benzoato de benzila a 25%
o medicamento deve ser aplicado à noite, após banho prévio, do pescoço aos
pés, incluindo couro cabeludo e orelhas, quando acometidos e, no homem a
região genital;
deixar agir por 12 horas, e repetir após 24 horas, num total de 3 aplicações;
se houver infecção secundária e/ou eczematização, estas devem ser
previamente tratadas antes da aplicação.

151
Gamabenzeno hexaclorado a 1%:
pode ser usado em loção ou creme, 1 única aplicação. Deve ser evitado em
gestantes e lactentes (absorção sistêmica). Evitar o banho prévio. Retirar com o
banho após 8 a 12 horas da aplicação;
se houver infecção secundária e/ou eczematização, estas devem ser
previamente tratadas antes da aplicação.



Deltametrina (derivado das piretrinas)
o medicamento deve ser aplicado à noite, após banho prévio do pescoço aos
pés, incluindo couro cabeludo e orelhas, quando acometidos e, no homem, a
região genital;
deixar agir por 12 horas, e repetir após 24 horas num total de 3 aplicações.
se houver infecção secundária e/ou eczematização, estas devem ser
previamente tratadas antes da aplicação.


Recomendações

Repetir o esquema 7 dias após.
As roupas de cama e de uso pessoal devem ser bem lavadas, expostas ao sol e
passadas com ferro. Não há necessidade de serem fervidas.
Todas as pessoas que convivem no mesmo ambiente devem ser igualmente
tratadas.


Gestante
Enxofre precipitado a 5-10%: aplicação tópica à noite, por 3 dias, conforme
orientado acima. a 5-10%: aplicação tópica à noite, por 3 dias, conforme
orientado acima.
Benzoato de benzila a 25%: aplicação tópica à noite, por 3 dias, conforme
orientado acima. a 25%: aplicação tópica à noite, por 3 dias, conforme orientado
acima.

152

Portador do hiv
Pacientes imunodeprimidos, pela infecção pelo HIV ou outro motivo, tem maior
risco para infecção dermatológica disseminada (sarna norueguesa). Esses pacientes
devem, portanto, ser referidos para especialistas.


8.3.3. Úlceras genitais







153

8.3.3.1. Notas do fluxograma de úlcera genital

Paciente com queixa de úlcera genital

Este é o quadro de entrada do fluxograma. Nele está representada a principal
queixa do paciente ao se apresentar no serviço de saúde.


8.3.3.2. Tratar sífilis e cancro mole

Como o diagnóstico laboratorial imediato não é conclusivo e nem sempre está
disponível, recomenda-se o tratamento para as duas causas mais freqüentes de úlcera
genital, a sífilis primária e o cancro mole:


SÍFILIS CANCRO MOLE
Penicilina G Benzatina, 2.4
milhões UI, via IM, em dose única
(1,2 milhão UI em cada nádega);
ou
Eritromicina (estearato) 500 mg,
VO, 6/6 horas por 15 dias (para
os pacientes)
comprovadamente alérgicos à
penicilina – ver capítulo específico
sobre alergia à penicilina a seguir)
Mais Azitromicina 1g VO em dose única; ou
Ceftriaxona 250 mg, IM, dose única; ou
Tianfenicol 5g,VO, dose única; ou
Ciprofloxacina 500mg, VO, 12/12 horas, por 3
dias (contra-indicado para gestantes, nutrizes e
menores de 12 anos); ou 500mg, VO, 12/12
horas, por 3 dias (contra-indicado para
gestantes, nutrizes e menores de 12 anos); ou
Doxiciclina 100 mg, VO, de12/12 horas, por 10
dias ou até a cura clínica (contra-indicado para
gestantes e nutrizes); ou
Tetraciclina 500 mg, de 6/6 horas, por 15 dias
(contra-indicado para gestantes, nutrizes); ou
Sulfametoxazol/Trimetoprim (800 mg e
160mg), VO, de 12/12 horas, por 10 dias ou até
a cura clínica; ou
Eritromicina (estearato) 500 mg, VO, de 6/6
horas, por 7 dias.


Gestantes: tratar sífilis e cancro mole respectivamente com:
Penicilina G Benzatina, 2.4 milhões UI, via IM, em dose única,
mais
Eritromicina (estearato) 500 mg, VO, de 6/6 horas, por 7 dias ou até a cura
clínica.
Gestantes: Encaminhar ao gineco-obstetra em caso de diagnóstico de Sífilis
(Alto Risco).

154
LESÕES COM MAIS DE 4 SEMANAS?
Se a lesão ou lesões tiverem mais de 4 semanas é possível que esteja
ocorrendo um quadro crônico compatível com donovanose ou outras patologias, como
neoplasias. Encaminhar para especialista.


8.3.4. Sífilis

TRATAMENTO

Sífilis primária:
• Penicilina Benzatina 2.4 milhões UI, IM, em dose única (1.2 milhão U.I. em
cada glúteo).

Sífilis recente secundária e latente:
• Penicilina Benzatina 2.4 milhões UI, IM, repetida após 1 semana. Dose total de
4.8 milhões U.I.

Sífilis tardia (latente e terciária):
• Penicilina Benzatina 2.4 milhões UI, IM, semanal, por 3 semanas. Dose total de
7.2 milhões U.I.

Gestantes: Encaminhar ao gineco-obstetra em caso de diagnóstico de Sífilis (Alto
Risco).

As gestantes tratadas requerem seguimento sorológico quantitativo mensal
durante a gestação, que poderá ser feito pelo Enfermeiro, devendo ser novamente
tratadas pelo médico se não houver resposta ou se houver aumento de pelo menos
duas diluições na titulação.
As gestantes com história comprovada de alergia à penicilina devem ser
dessensibilizadas. Na impossibilidade, deve ser administrada a eritromicina na forma de
seu estearato; ao utilizar-se esta última não se deve considerar o feto tratado.
É importante observar o capitulo “ALERGIA À PENICILINA”.


155
RECOMENDAÇÕES
Os pacientes com manifestações neurológicas e cardiovasculares devem ser
hospitalizados e receber esquemas especiais de penicilinoterapia, portanto
deverão ser acompanhados pelo médico.
Com o objetivo de prevenir lesões irreversíveis da sífilis terciária, recomenda-se
que os casos de sífilis latente com período de evolução desconhecido, e os
portadores do HIV, sejam tratados como sífilis latente tardia.
Os pacientes com história comprovada de alergia à penicilina (evento raro no
caso da penicilina benzatina) podem ser dessensibilizados ou então receberem
tratamento com eritromicina (estearato ou estolato), 500 mg, VO, de 6/6 horas,
por 15 dias para a sífilis recente, e por 30 dias para a sífilis tardia; a tetraciclina é
indicada na mesma dosagem, porém é contra-indicada em gestantes e nutrizes.
Também pode ser usada a doxiciclina, 100 mg, VO, de 12/12 horas, por 15 dias,
na sífilis recente, e por 30 dias na sífilis tardia; porém estes medicamentos, com
exceção da eritromicina (estearato), são contra-indicados em gestantes e
nutrizes e todas estas drogas exigem estreita vigilância, por apresentarem menor
eficácia.
Após o tratamento da sífilis, recomenda-se o seguimento sorológico quantitativo
de 3 em 3 meses durante o primeiro ano e, se ainda houver reatividade em
titulações decrescentes, deve-se manter o acompanhamento de 6 em 6 meses.
Elevação a duas diluições acima do último título do VDRL, justifica novo
tratamento, mesmo na ausência de sintomas.
É importante observar o capitulo “ALERGIA À PENICILINA”.

Tratamento da sífilis adquirida:

Ver tratamento referido anteriormente no capítulo específico de sífilis.
Reforçar a orientação para que as pacientes, e seus parceiros, evitem relações
sexuais quando em tratamento, e só as tenham usando preservativo.
Realizar controle de cura trimestral por meio do VDRL, considerando resposta
adequada ao tratamento, manutenção ou declínio dos títulos. Após o tratamento
da sífilis, recomenda-se o seguimento sorológico quantitativo de 3 em 3 meses
durante o primeiro ano e, se ainda houver reatividade em titulações
decrescentes, deve-se manter o acompanhamento de 6 em 6 meses. Elevação a
156
duas diluições acima do último título do VDRL, justifica novo tratamento, mesmo
na ausência de sintomas.
Reiniciar o tratamento em caso de interrupção ou se houver quadruplicação dos
títulos do VDRL (ex.: de 1/2 para 1/8).
Mulheres com história comprovada de alergia à penicilina (evento raro no caso
da penicilina benzatina) podem ser dessensibilizados ou então receberem
tratamento com eritromicina (estearato/estolato), 500 mg, VO, de 6/6 horas, por
15 dias para a sífilis recente e por 30 dias para a sífilis tardia; a tetraciclina é
indicada na mesma dosagem e também pode ser usada a doxiciclina, 100 mg,
VO, de 12/12 horas, por 15 dias, na sífilis recente, e por 30 dias na sífilis tardia;
porém estes medicamentos, com exceção da eritromicina (estearato), são
contra-indicados em gestantes e nutrizes e todas estas drogas exigem estreita
vigilância (seguimento dos casos e parceiros), por apresentarem menor eficácia.

8.3.5. Cancro mole

TRATAMENTO
Azitromicina 1g VO em dose única; ou
Ceftriaxona 250 mg, IM, dose única; ou
Tianfenicol 5g,VO, dose única; ou
Ciprofloxacina 500mg, VO, 12/12 horas, por 3 dias (contra-indicado para
gestantes, nutrizes e menores de 12 anos); ou
Doxiciclina 100 mg, VO, de12/12 horas, por 10 dias ou até a cura clínica
(contra-indicado para gestantes e nutrizes); ou
Tetraciclina 500 mg, de 6/6 horas, por 15 dias (contra-indicado para gestantes,
nutrizes); ou
Sulfametoxazol / Trimetoprim (160 e 800 mg), VO, de 12/12 horas, por 10 dias
ou até a cura clínica; ou
Eritromicina (estearato) 500 mg, VO, de 6/6 horas, por 7 dias.

O tratamento sistêmico deve ser sempre acompanhado por medidas de higiene
local.



157

Recomendações:
O paciente deve ser reexaminado 3-7 dias após iniciada a terapia, devendo, ao
fim desse período, haver melhora dos sintomas e da própria lesão.
O seguimento do paciente deve ser feito até a involução total das lesões.
Deve ser indicada a abstinência sexual até a resolução completa da doença.
Tratamento dos parceiros sexuais está recomendado, mesmo que a doença
clínica não seja demonstrada, pela possibilidade de existirem portadores
assintomáticos, principalmente entre mulheres.
É muito importante excluir a possibilidade da existência de sífilis associada pela
pesquisa de Treponema pallidum na lesão genital e/ou por reação sorológica
para sífilis, no momento e 30 dias após o aparecimento da lesão.
A aspiração, com agulha de grosso calibre, dos gânglios linfáticos regionais
comprometidos, pode ser indicada, mas deve ser feita por médico, para alívio de
linfonodos tensos e com flutuação.
São contra-indicadas a incisão com drenagem ou excisão dos linfonodos
acometidos.

Gestante
Aparentemente a doença não apresenta uma ameaça ao feto ou ao neonato.
Apesar disso, permanece a possibilidade teórica. Não se deve esquecer que 12 a 15%
das lesões típicas do cancro mole são infecções mistas com H. ducreyi e T. pallidum.

Tratamento:
Eritromicina (estearato) 500 mg, VO, de 6/6 horas, por 10 dias. Nas pacientes
que não responderem ao tratamento, administrar Ceftriaxona 250 mg, IM, dose
única.

8.3.6. Linfogranuloma venéreo

Tratamento
Doxiciclina 100 mg, VO, de 12/12 horas, por 21 dias; ou
Eritromicina (estearato) 500mg, VO, de 6/6 horas, por 21 dias; ou
Sulfametoxazol / Trimetoprim (160 mg e 800 mg),, VO, de 12/12 horas, por 21
dias; ou,
158
Tianfenicol 500 mg, VO, de 8/8 horas, por 14 dias.

Parceiros
Os parceiros sexuais devem ser examinados e tratados se tiver havido contato
sexual com o paciente nos 30 dias anteriores ao início dos sintomas.

Observações
A antibioticoterapia não apresenta um efeito dramático na duração da
linfadenopatia inguinal, mas os sintomas agudos são freqüentemente
erradicados de modo rápido.
Os antibióticos não revertem as seqüelas, como estenose retal ou elefantíase
genital.
A adequada terapêutica é associada ao declínio dos títulos de anticorpos.
Se não houver resposta clínica após 3 semanas de tratamento, deve ser
reiniciado o tratamento com outro medicamento.
Aqueles bubões que se tornarem flutuantes podem ser aspirados com agulha
calibrosa, que deve ser feita por médico e não devem ser incisados
cirurgicamente.


Gestante
Eritromicina (estearato) 500mg, VO, de 6/6 horas, por 21dias.

8.3.7. Donovanose

Tratamento
Doxiciclina 100 mg, VO, de 12/12 horas, até a cura clínica (no mínimo por 3
semanas); ou
Sulfametoxazol / Trimetoprim (160 mg e 800 mg), VO, de 12/12 horas, até a
cura clínica (no mínimo por 3 semanas); ou
Ciprofloxacina 750mg, VO, de 12/12 horas, até a cura clínica; ou
Tianfenicol granulado, 2,5 g, VO, dose única, no primeiro dia de tratamento; a
partir do segundo dia, 500 mg, VO, de 12/12 horas, até a cura clínica; ou
Eritromicina (estearato) 500mg, VO, de 6/6 horas, até a cura clínica (no mínimo
3 semanas).
159


Observação: não havendo resposta na aparência da lesão nos primeiros dias de
tratamento com a ciprofloxacina ou a eritromicina, recomenda-se adicionar um
aminoglicosídeo, como a gentamicina 1mg/kg/dia, EV, de 8 em 8 horas.


Recomendações
A resposta ao tratamento é avaliada clinicamente; o critério de cura é o
desaparecimento da lesão.
As seqüelas deixadas por destruição tecidual extensa, ou por obstrução linfática,
podem exigir correção cirúrgica.
Devido à baixa infectividade, não é necessário fazer o tratamento dos parceiros
sexuais.


Gestantes
Doença de baixa incidência em nosso meio. Não foi relatada infecção congênita
resultante de infecção fetal.

A gestante deve ser tratada com:
Eritromicina (estearato) 500mg, VO, de 6/6 horas, até a cura clínica (no mínimo
por 3 semanas).

Observação: no tratamento da gestante a adição da gentamicina deve ser considerada
desde o início.


Violência sexual e DST

Cuidados Profiláticos
Durante o aconselhamento, as pacientes devem ser informadas sobre os efeitos
físicos e psicológicos do abuso sexual e da necessidade de:

160
profilaxia da gravidez (nos casos de coito desprotegido em pacientes em período
fértil);
início da antibioticoprofilaxia para DST;
coleta imediata de sangue para sorologia para sífilis e HIV (para conhecimento
do estado sorológico no momento do atendimento para posterior comparação); e
agendamento do retorno para acompanhamento psicológico e realização de
sorologia para sífilis (após 30 dias) e para o HIV (após no mínimo 3 meses).
O atendimento da(o) paciente deve ser multiprofissional.

Prevenção da Gravidez Indesejada

A anticoncepção pós-coital ou de emergência é uma medida essencial no
atendimento de pacientes que sofreram estupro. A possibilidade de ocorrer concepção
em um único coito sem proteção num dia qualquer do ciclo menstrual é de 2 a 4%,
sendo este risco aumentado no período fértil. O método de Yuzpe é o mais utilizado e
consiste na administração oral da associação de estrogênios e progestagênios,
iniciados até 72 horas após o coito desprotegido. Existem no Brasil comprimidos
contendo a associação de Etinilestradiol (0,05 mg) e Levonorgestrel (0,25 mg); utilizar 2
comprimidos a cada 12 horas, em duas doses (dose total de 0,2 mg de Etinilestradiol e
de 1,0 mg de Levonorgestrel). Outra opção é a utilização de 0,24 mg de Etinilestradiol e
1,2mg de Levonorgestrel, divididos em duas doses iguais, iniciando até 72 horas após o
coito. Neste caso, prescrever os contraceptivos hormonais orais contendo 0,03 mg de
Etinilestradiol e 0,15 mg de Levonorgestrel (4 comprimidos a cada 12 horas, em duas
doses).

Observação: em casos de falha, quando do estupro resultar a gravidez, se for desejo
da paciente, o abortamento é previsto em Lei e poderá ser feito pelo Sistema Único de
Saúde (SUS), quando encaminhado por médico.
Quando disponível o laboratório, deverão ser colhidos espécimes de vagina e
endocérvice para exame direto à fresco e corado pelo Gram, para cultura em meio
Thayer-Martin e para imunofluorescência direta; deverão ser colhidos espécimes da
endocérvice e reto para possível detecção de infecção por Neisseria gonorrhoeae e
Chlamydia trachomatis.


161
Profilaxia das DST
Para a maioria das DST não virais:
Ofloxacina 400 mg, VO, dose única, (em gestantes, nutrizes e menores de 18
anos usar Cefixima 400mg, VO, dose única) mais
Azitromicina 1g, VO, dose única (em gestantes e nutrizes usar Amoxicilina 500
mg, VO, de 8/8 h, por 7 dias) mais
Penicilina G Benzatina 2.400.000 UI, IM, dose única mais
Metronidazol 2 g, VO, dose única (em gestantes tratar somente após
completado o primeiro trimestre; em nutrizes suspender o aleitamento por 24
horas).

Para hepatite B:
Iniciar a vacinação no esquema de 3 doses e encaminhar imediatamente para
um infectologista.
O tratamento e feito com gamaglobulina hiperimune (HBIG).

Observações:
Em todos os casos proceder ao aconselhamento, colher sangue para VDRL e
sorologia anti-HIV basais e agendar retorno para realização de VDRL após 30
dias e para sorologia anti-HIV após 3 a 6 meses.
Não existe nenhum estudo na literatura mundial que comprove a eficácia do uso
de qualquer agente anti-retroviral na quimioprofilaxia para o HIV após abuso
sexual. Portanto esta situação não faz parte dos critérios de indicação para
utilização de medicamentos anti-retrovirais do Ministério da Saúde.

Infecção pelo papilomavirus humano (hpv)

Agente etiológico

Associação de 15 tipos de HPV às doenças neoplásicas do colo uterino e seus
precursores.

Classificação em
função da associação
com lesões graves
Tipos de HPV
Associação com lesões cervicais
Baixo risco 6, 11, 42, 43 e 44 20,2% em NIC de baixo grau, praticamente
inexistentes em carcinomas invasores
162
Risco intermediário 31, 33, 35, 51, 52 e 58 23,8% em NIC de alto grau mas em apenas 10,5%
dos carcinomas invasores
Alto risco 16 47,1% em NIC de alto grau ou carcinoma invasor
18, 45 e 56 6,5% em NIC de alto grau e 26,8% em carcinoma
invasor

DIAGNÓSTICO
Nesses casos recomenda-se encaminhar a(o) paciente para o ginecologista/urologista.

O TRATAMENTO DO CONDILOMA DEVERÁ SER FEITO PELO MÉDICO, O ENFERMEIRO
PODERÁ FAZER SEGUIMENTO DOS CASOS DE HPV ASSINTOMÁTICOS.
163

9. PROTOCOLO DE HI PERTENSÃO ARTERI AL


9.1.1. Introdução

A hipertensão arterial é uma doença multicausal e multifatorial. Sua prevenção,
através do diagnóstico precoce e controle através do tratamento adequado, exigem
diferentes abordagens profissionais para que os ensinamentos se processem e sejam
transformados em mudanças de hábitos de vida da população.
Sabe-se que à atuação de equipe multiprofissional tem a vantagem de
proporcionar ações diferenciadas, tais como: visão multidisciplinar do indivíduo,
padronização do atendimento, troca de informações e conhecimentos, e com isso
consegue-se uma maior adesão dos pacientes ao programa de Hipertensão e melhores
resultados no tratamento.
Atualmente, define-se como Hipertensão Arterial é uma pressão arterial
sistólica maior ou igual a 140 mmHg e/ou uma pressão arterial diastólica maior ou igual
a 90 mmHg, em indivíduo adultos que não estão em uso de medicação anti-
hipertensiva (IV Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, ano 2002).
O objetivo primordial do tratamento da Hipertensão Arterial é a redução da
pressão arterial a nível de 140 / 90 mmHg, através de medidas não medicamentosas
isoladas ou associadas a medicamentos anti-hipertensivos.














164
RECEPÇÃO
(Triagem)
(anexo)
P.A. Normal
( < 130 e < 85 mmHg)
sem fator de risco
associado.
Solicitar retorno para nova
aferição
CE – Anual.
P.A. Normal
< 130 e < 85 mmHg com
fator de risco associado.
(Anexo 2)
CE imediata para
avaliação e solicitação
de exames.
(Anexo 3 )
CM para entrega de
resultados de exames.

- Hipertensão estagio 2
Sistólica 160 mmHg
Diastólica 100 mmHg

CM imediata
Pós consulta
CE / CN / CP /
CEF
(Anexo 4)
Retorno semanal (até
normalização da P.A.)
Hipertensão Arterial estagio 1
Sistólica (≥140 – 159 mmHg)
Diastólica (90 – 99 mmHg)
(mmHg)

CE imediata para
avaliação e solicitação de
exames.
CM para entrega de
resultados exames.
Retorno bimestral
para reavaliação.
CM = Consulta Medicina CE = Consulta Enfermagem CEF = Consulta Educação Física CP = Consulta Psicologia
CN = Consulta de Nutrição (alterações no peso; lipídios ou acido úrico, insuficiência renal ou diabetes)
CM* CE * CN *
Cadastro
preconizado
pelo
Ministério da
Saúde (MS)
Cadastro
MS
ECM *
CE * CN *
Resultado Normal
CE Semestral
Resultado
Alterado
CM
165
9.1.2. Anexo 1 - Triagem

São atendimentos realizados preferencialmente pelo enfermeiro ou pelos
profissionais de enfermagem em um formulário próprio (Anexo I), para triagem de
todas as pessoas que procuram o serviço de hipertensão arterial da unidade.
Durante a consulta serão tomadas as medidas antropométricas, e verificados
os pulsos e a pressão arterial (1ª aferição no início da consulta e 2ª ao término da
consulta, registrar os dois valores e considerar o valor pressórico mais alto para o
seguimento do fluxograma). E de acordo com os dados coletados, o paciente será
orientado para retorno bimestral, trimestral, semestral e ou anual, ou poderá ser
inscrito no programa seguindo o fluxograma estabelecido pela equipe.

CLASSIFICAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL (> 18 ANOS)
Classificação Pressão sistólica (mmHg) Pressão diastólica (mmHg)
Normal
Pré hipertensão
< 120
120-139
< 80
80-89
Hipertensão
Estágio 1
Estágio 2
140-159
160
90-99
100
O valor mais alto de sistólica ou diastólica estabelece o estágio do quadro hipertensivo. Quando as pressões sistólica e
diastólica situam-se em categorias diferentes, a maior deve ser utilizada para classificação do estágio.

Fonte:Cadernos de Atenção Básica nº15
Hipertensão Arterial Sistêmica Ano 2006


166
PROGRAMA DE HIPERTENSÃO
TRIAGEM

IDENTIFICAÇÃO DO USUÁRIO
Nome (sem abreviaturas) :

Data Nascimento: Sexo:
M___ F___
Nome da mãe (sem abreviaturas) : Nome do pai:
Raça / Cor: Escolaridade: Profissão: Nacionalidade :
Naturalidade: Estado Civil



DADOS CLÍNICOS
Pressão Arterial Sistólica e Diastólica (1ª Aferição): ______/______ Cintura (cm) _________
Pressão Arterial Sistólica e Diastólica (2ª Aferição): ______/______ Peso(kg) _________
Altura (cm) __________ Glicemia Capilar (mg/dl) ___Em jejum ____Pós-prandial____


Antecedente familiar
Fatores de risco e Doenças concomitantes Não Sim Presença de Complicações Não Sim
Diabetes Tipo 1 AVC
Diabetes Tipo 2 Doença Renal
Tabagismo Doença Vascular Periférica
Sedentarismo Insuficiência Cardíaca
Sobrepeso/Obesidade Infarto do Miocárdio
Hipertensão Arterial
ENDEREÇO
Rua : Qd. Lt.
Bairro: Município:
Telefone: CEP:
Fatores de risco e Doenças concomitantes Não Sim Presença de Complicações Não Sim
Diabetes Tipo 1 AVC
Diabetes Tipo 2 Doença Renal
Sobrepeso/Obesidade Doenças cardiovascular. Qual? Infarto do
Miocárdio

Hipertensão Arterial Insuficiência Cardíaca
167
9.1.3. Anexo – 2 - Fatores de risco associados

Diabetes Mellitus: Glicemia de Jejum > 126 e Glicemia Pós-Prandial > ou =
200 mg/dl ou glicemia casual > ou = 200 mg/dl com sintomas clássicos.
Obesidade: IMC = Peso / Altura x Altura se > ou = a 25 Kg/m
2
.
Tabagismo;
Dislipidemia;
Sexo: Homens, Mulheres pós menopausa;
História familiar de doença cardiovascular em:
- Mulheres < de 65 anos de idade
- Homens < de 55 anos de idade


9.1.4. Anexo – 3 - Consulta de enfermagem

ANAMNESE

Na anamnese do portador de pressão arterial normal com fator de risco
associado ou o hipertenso deve ser considerados os seguintes pontos tópicos:

Hábito de fumar, uso exagerado de álcool, ingestão excessiva de sal,
aumento de peso, sedentarismo, estresse, antecedentes pessoais de:
hipertensão arterial, diabetes, dislipidemias, doença renal, doença cárdio-
cerebrovascular, diabetes mellites e outras doenças associadas, e ainda
história familiar destas doenças ou morte súbita.
Utilização medicamentos que podem interferir no aumento da pressão arterial,
tais como o uso de: anticoncepcionais, corticóides, antiinflamatórios não
hormonais, estrógenos, descongestionantes nasais, anorexígenos (fórmulas
para emagrecimento), ciclosporinas, eritropoetinas, cocaína, antidepressivos
tricíclicos e inibidores da mono-aminooxidase.
Sinais ou sintomas sugestivos de lesões em órgãos-alvo e/ou causas
secundárias de hipertensão arterial.
Tratamento medicamentoso anteriormente realizado e reação às drogas
utilizadas.
168
Deve-se estar atento para algumas possibilidades de causa secundária
de hipertensão arterial – para as quais um exame clínico bem conduzido pode ser
decisivo como;

Pacientes com relato de hipertensão arterial de difícil controle e apresentando
picos tensionais graves e freqüentes, acompanhados de rubor facial, cefaléia
intensa e taquicardia, devem ser encaminhados à unidade de referência
secundária.
Pacientes nos quais a hipertensão arterial surge antes dos 30 anos, ou de
aparecimento súbito após os 50 anos, sem história familiar para hipertensão
arterial, também devem ser encaminhados para unidade de referência
secundária, para investigação das causas, principalmente renovasculares.

O exame físico do portador de H. A. deve avaliar:
Os pulsos carotídeos (inclusive com ausculta) e o pulso dos 4 membros.
A pressão arterial em ambos os membros superiores, com o paciente deitado
e/ou sentado e em pé (ocorrência de doença arterial oclusiva e de hipotensão
postural);
Cadastro no Hiperdia.

Exames laboratoriais

Quando possível, conforme o IV Consenso Brasileiro de HA e IV Diretrizes
Brasileiras sobre Hipertensão Arterial, a avaliação laboratorial complementar
mínima do portador de H. A deve constar dos seguintes exames que poderão ser
solicitados pelo enfermeiro na 1ª consulta. :

Urina (bioquímica e sedimento);
Creatinina sérica;
Potássio sérico;
Glicemia de jejum;
Colesterol total;
Eletrocardiograma de repouso.

169
9.1.5. Anexo -4 - pós – Consulta médica (ce/cn/cp/cef)

As pós-consultas devem ser realizadas pela equipe multiprofissional, de
acordo com o fluxograma apresentado anteriormente ou logo após o atendimento
médico com os pacientes diagnosticados como hipertensos e inscritos no programa.
Serão entregues os medicamentos prescritos pelo médico, reforçarda a importância
do uso correto doe medicamentos à adoção de hábitos saudáveis de vida. Para se
obter um bom controle da pressão e estimular a prevenção e o controle de
complicações. Principalmente em idosos que são mais resistentes a mudança de
hábitos.

ADENDOS:

Estratificação de risco e decisão terapeutica
Risco baixo Risco moderado Risco alto
Ausência de fatores
de risco e ausência
de lesões em órgãos
alvo
Presença de fatores
de risco, mas com
ausência de lesões
em órgãos alvo
Presença de fatores
de risco e presença
de lesões em órgãos
alvo
PA normal Reavaliar em 2 anos . Medidas de prevenção
Pré hipertensão Mudança de estilo de
vida
Mudança de estilo de
vida
Mudança de estilo de
vida*
Estagio 1 Mudança de estilo de
vida (reavaliar em 12
meses)
Mudança de estilo de
vida ** (reavaliar em
6 meses)
Tratamento
medicamentoso
Estagio 2 Tratamento
medicamentoso
Tratamento
medicamentoso
Tratamento
medicamentoso

* Tratamento medicamentoso se insuficiência cardíaca, doença renal crônica ou diabete.
**Tratamento medicamentoso se múltiplos fatores de risco.
Fonte: Caderno de Atenção Básica nº15 - Hipertensão Arterial Sistêmica

Princípios gerais no tratamento da hipertensão arterial

O tratamento da HA inclui as seguintes estratégias: educação em saúde,
modificações dos hábitos de vida, envolvimento do indivíduo no processo
terapêutico e, se necessário, medicamentos deverão ser prescrito pelo médico.
O paciente deve ser continuamente estimulado a adotar hábitos saudáveis
(manutenção de peso adequado, prática regular de atividade física, suspensão do
hábito de fumar, baixo consumo de gorduras saturadas e de bebidas alcoólicas).
170
O tratamento medicamentoso e não medicamentoso dos portadores de H.
A. deve ser individualizado, respeitando-se as seguintes situações:

Idade do paciente;
Presença de outras doenças;
Capacidade de percepção da hipoglicemia e de hipotensão;
Estado mental do paciente;
Uso de outras medicações;
Dependência de álcool ou drogas;
Cooperação do paciente;
Restrições financeiras.

Medida da pressão arterial

1. Explicar o procedimento ao paciente;
2. Certificar-se de que o paciente:
a) Não está com a bexiga cheia.
b) Não praticou exercícios físicos.
c) Não ingeriu bebidas alcoólicas, café, alimentos ou fumou até 30
minutos antes do procedimento. temperatura agradável
d) Ambiente agradável (temperatura, ruídos,etc)
3. Deixar o paciente descansar por 5 a 10 minutos em ambiente calmo com
temperatura agradável;
4. Localizar a artéria braquial para palpação;
5. Colocar o manguito adequado firmemente, cerca de 2 a 3 cm acima da fossa
antecubital, centralizando a bolsa de borracha sobre a artéria branquial;
6. Manter o braço do paciente na à altura do coração;
7. Posicionar os olhos no mesmo nível da coluna de mercúrio ou do mostrador
do manômetro aneróide;
8. Palpar o pulso radial, inflar o manguito até o desaparecimento do pulso para
estimação do nível da pressão sistólica, desinflar rapidamente e aguardar de
15 a 30 segundos antes de inflar novamente.
9. Colocar o estetoscópio nos ouvidos com curvatura voltada para a frente;
171
10. Posicionar a campânula do estetoscópio suavemente sobre a artéria braquial,
na fossa antecubital, evitando compressão excessiva;
11. Solicitar ao paciente que não fale durante o procedimento de medida;
12. Inflar rapidamente, de 10 em 10 mmHg, até ultrapassar 20 a 30 mmHg o nível
estimado da pressão sistólica;
13. Proceder a deflação a velocidade inicial de 2 a 4 mmHg por segundo. Após a
determinação da sistólica aumentar para 5 a 6 mmHg por segundo, evitando
congestão venosa e desconforto para o paciente;
14. Determinar a pressão sistólica no momento do aparecimento do primeiro som
(fase I de Korotkoff) que se intensifica com o aumento da velocidade de
deflação;
15. Determinar a pressão sistólica no desaparecimento do som (fase V de
Korotkoff) exceto em condições especiais. Auscultar cerca de 20 a 30 mmHg
abaixo do último som para confirmar o seu desaparecimento e depois
proceder a deflação rápida e completa;
16. Registrar os valores da pressão sistólica e diastólica, complementando com a
posição do paciente, tamanho do manguito, e o braço em que foi feita a
mensuração. Deverá ser registrado sempre o valor da pressão obtido na
escala do manômetro, que varia de 2 a 2 mmHg, evitando-se
arredondamentos e valores de pressão terminados em 5;
17. Esperar 1 a 2 minutos antes de realizar novas medidas.



172
9.2. Bibliografia

1. IV Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial / Ano 2002.
2. Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – Vol.13 nº1 –
janeiro / fevereiro 2003.
3. I Diretrizes do Grupo de Estudos em Cardiogeriatria da Sociedade Brasileira
de Cardiologia.
4. Plano de Reorganização da Atenção a Hipertensão Arterial e ao Diabetes
Mellitus.
5. Hipertensão – Revista da Sociedade Hipertensão - Vol. 6 nº 1 / 2003.
6. Normas técnicas para o Programa Nacional de Educação e Controle da
Hipertensão Arterial – Ministério da Saúde.
173

10. PROTOCOLO DE ENFERMAGEM PARA CUI DADOS
E TRATAMENTO DE PACI ENTES COM DI ABETES
MELLI TUS


Conceito

O Diabetes Mellitus é uma doença que exige toda uma vida de
comportamentos especiais de auto cuidado para que a glicemia seja mantida o mais
próximo possível da normalidade.
O controle inadequado do diabetes ao longo dos anos é uma doença que
representa ameaça a vida do paciente , pois favorece o risco de doenças
coronarianas , acidentes vasculares cerebrais, retinopatias , nefropatia , insuficiência
vascular periférica, morte prematura , entre outras.
A obtenção do bom controle metabólico ao longo da vida não é fácil , pois o
diabetes é uma doença imprevisível e também porque cada pessoa responde de
maneira diferente ao tratamento, assim sendo , e considerando que a percentagem
dos cuidados diários necessários ao tratamento do diabetes são realizados pelo
paciente ou familiar . A educação assume importância fundamental na terapêutica e
na integração do diabético na sociedade , como recomenda a Organização Mundial
De Saúde.

“A EDUCAÇÃO NÃO É SOMENTE PARTE DO TRATAMENTO DO DIABETES;
É O PRÓPRIO TRATAMENTO.”









174
10.1. Triagem

Consulta de
Enfermagem
Sinais / Sintomas
Condições de Risco
Anexo I (Presentes)
Glicemia Capilar
< 100 mg/dl 100 – 199mg/dl 126 **mg/dl
Glicemia de Jejum *
Diabetes Improvável
140 **
mg/dl
Diabetes
Testar glicemia de jejum a
cada 2 anos se assintomático e
pertencente a grupo de risco
100 – 139 mg/dl
Consulta Enfermagem
Educação
Consulta Médica
Trimestral
175

10.2. ANEXO I

QUANDO SUSPEITAR


Sinais / Sintomas Condições de Risco
Poliúria – Nictúria Idade a 40 anos
Polidipsia – Boca Seca História familiar
Polifagia Obesidade (particularmente do tipo
andróide)
Emagrecimento rápido Presença de doença vascular
aterosclerótica antes dos 50 anos
ou de seus fatores de risco
(hipertensão, dislipidemia, etc.)
Fraqueza – Astenia – Letargia História prévia de diabetes,
hiperglicemia ou glicosúria
Prurido vulvar – Balanopostite Mães de recém-nascidos com mais de 4 Kg
Redução rápida da acuidade visual Mulheres com antecedentes de abortos
freqüentes , partos prematuros , mortalidade
perinatal , poliidrâmnio
Encontro casual de hiperglicemia ou
glicosúria em exames de rotina

Sinais ou sintomas relacionados às
complicações do diabetes:
proteinúria, neuropatia periférica,
retinopatia, ilcerações crônicas nos
pés, doença vascular aterosclerótica,
impotência sexual, paralisia
oculomotora, infecções urinárias ou
cutâneas de repetição, etc.
Uso de medicamentos diabetogênicos
(corticóides , anticoncepcionais , etc. )






176
1 0 . 3 . Critérios para o diagnostico de diabetes e de regulação glicêmica
alterada



Sintomas de diabetes (poliúria, polidipsia, polifagia ou perda de peso inexplicada)
+ glicemia casual e 200mg/dl (realizada a qualquer hora do dia, independemente do horário das refeições);
=OU=
Glicemia de jejum mg/dl*;
=OU=
Glicemia de 2 horas 200 mg/d; no teste de tolerância à glicose*
*Devem ser confirmados com nova glicemia
Fonte: Caderno de Atenção Básica nº16 – Diabetes Mellitus

Interpretação dos resultadados da glicemia de jejum e do teste de tolerância à glicose

Classificação Glicemia em jejum (mg/dl) Glicemia 2h após TTG-75g (mg/dl)
Normal < 110 <140
Hiperglicemia intermediária
Glicemia de jejum alterada
Tolerância á glicose diminuída
110-125
140-199
Diabetes Mellitus 126 200
Fonte: Caderno de Atenção Básica nº16 – Diabetes Mellitus


10.3.1. Classificação


10.3.1.1. Diabete Tipo 1

• Indica destruição da célula beta que eventualmente leva ao estágio de
deficiência absoluta de insulina
• Maior incidência em crianças, adolescentes e adultos jovens
• Início abrupto dos sintomas
• Pacientes magros
• Facilidade para cetose e grandes flutuações da glicemia
• Menor concentração familiar
• Deterioração clínica rápida se não tratado prontamente com insulina

177
* Alguns casos deste tipo podem apresentar uma fase pré-cetótica não-insulino
dependente.



10.3.1.2. Diabete tipo 2

• Há uma deficiência relativa de insulina
• Maior incidência após os 40 anos
• Início insidioso dos sintomas, podendo permanecer assintomático por
longos períodos
• 60% a 90% dos pacientes são obesos
• Cetose somente em situações de estresse; glicemia mais estável
• Concentração familiar freqüente
• Hiperglicemia mantida geralmente na faixa 250-300 mg / dl se não
tratado

** Alguns destes podem comportar-se clinicamente como insulino dependentes pouco
tempo após o diagnóstico.

a. – Diabetes Gestacional
o É a hiperglicemia diagnosticada na gravidez, de intensidade variada;


10.3.1.3. Outros


1. Doenças pancreáticas¹: pancreatite, neoplasias, hemocromatose, fibrose
cística, etc.
2. Doenças endócrinas
2
: feocromocitoma, acromegalia, Cushing,
glucagonoma, etc.
3. Latrogênico
2
: diuréticos, diazóxido, corticóides, contraceptivos, hormônios
tiroidianos, hidantoinatos, aminas simpáticas, betabloqueadores
178
4. Formas raras
2
: anomalias do receptor insulínico (com ou sem acantose
nigricans), doenças autoimunes, síndromes lipoatróficas, síndromes
genéticas

1
Comportamento clínico semelhante ao do insulino dependente.
2
Comportamento clínico geralmente semelhante ao do não-insulino dependente.


10.3.1.4. Tratamento


10.3.1.4.1. Principais objetivos do Tratamento

• Aliviar os sintomas
• Melhorar a qualidade de vida
• Prevenção de complicações agudas e crônicas
• Redução da mortalidade
• Tratamento das doenças associadas


179
10.3.1.4.2. Diabetico não-insulino dependente (tipo II)











Dieta com com restrição de açucares
+
Aumentar atividade física ( se possível)
Bom controle

Controle ruim
Consulta médica
Reavaliação
periódica
180
10.3.1.4.3. Dieta


• O bom controle do diabetes não pode ser atingido sem uma alimentação adequada,
podendo reduzir a hemoglobinaglicada entre 1-2%, e baseia-se nos mesmos princípios
de uma alimentação saudável:
• Manter o peso adequado.
• Os alimentos devem ser distribuídos em 5 ou 6 refeições durante o dia, com horários
regulares;
• Os carboidratos devem fornecer 50-60 % do total calórico, sendo principalmente do
tipo complexo (amidos) e ricos em fibras.
• Baixa ingestão de gorduras saturadas (gorduras animais : banha, toucinho, pele de
aves, etc). Ácidos graxos mono ou poli-insaturados (óleos vegetais, exceto o de coco,
margarina, etc.) podem ser consumidos até 30-35 % do total de calorias, não exceder a
300mg/dia de colesterol.
• Evitar a sacarose para prevenir oscilações acentuadas de glicemia
• Restrição de ingestão de álcool, principalmente nos obesos, hipertensos e
hipertrigliceridêmicos.
• As proteínas não devem exceder 15 % do total de calorias.
• A escolha dos alimentos deve ser orientada por lista com indicações daqueles que :

3. Devem ser evitados ;
4. Podem ser consumidos com moderação;
5. Não têm restrições.

• Os adoçantes artificiais calóricos (sorbitol e frutose, por exemplo) devem ser usados
com moderação. Os não calóricos devem ser preferidos.
• Restrição de ingestão de sal nos indivíduos hipertensos.

10.3.1.4.4. Atividade Física


Atividade física regular é indicada a todos os pacientes com diabetes, melhorando
o controle metabólico reduzindo o uso de hipoglicemiantes, promovendo o
emagrecimento nos pacientes obesos, diminuindo os riscos das Doenças
Cardiovasculares e melhorando a qualidade de vida.
181
• O exercício deve começar de forma gradual, como caminhadas de 5 a 10
minutos, em terreno plano, aumentando semanalmente até 30 a 60
minutos, 5 a 7 vezes por semana;
• Usar calçados adequados e confortáveis, evitando lesões nos pés como
calosidades e rachaduras;
• A intensidade do exercício deve ser aumentada progressivamente até
atingir intensidade moderada ( 60 a 80% da freqüência cardíaca
máxima);
• O exercício deve ser adequado ao quadro de complicações que o
paciente apresenta;
• Incentivar atividades que dêem prazer ao paciente, como danças e
caminhadas;

Para os pacientes com diabetes tipo 1:
• Paciente em uso de insulina deve evitar fazer a aplicação em local que
será muito exercitado, pois pode afetar sua velocidade de absorção.
• Se possível, realizar controle metabólico antes da atividade;
• Ingerir um alimento de carboidrato se a glicemia for inferior a 100 mg/dl;
• Ingerir carboidratos de fácil digestão antes, durante e depois de exercício
prolongado;
• Evitar exercitar-se no pico de ação da insulina;
• Evitar exercícios de intensidade elevada e de longa duração (mais de 60
minutos)
• Estar alerta para sintoma de hipoglicemia durante e após o exercício;
• Carregar consigo um alimentos contendo carboidrato para ser usado em
eventual hipoglicemia.


10.3.1.5. Educação

10.3.1.5.1. Conteúdo desejável

• Educação é essencial para o sucesso do tratamento

• Cada diabético deve saber:
182

1- O que é diabetes?
2- Tipos e objetivos do tratamento?
3- Necessidades individuais da dieta e como planejá-la.
4- Efeitos da ingestão de alimentos, exercícios, stress, drogas hipoglicemiantes
orais e insulina (aplicação e ajuste da dose quando apropriado) sobre a glicemia.
5- Como proceder em emergências (hipoglicemia, hiperglicemia, doença
intercorrente).
6- Sinais, sintomas e principais problemas associados ao diabetes.
7- Automonitoramento e controle domiciliar, significado dos resultados e ações a
serem executados.

10.4. Conclusão


Ao final deste trabalho é importante que a (o) enfermeira (o) obtenha subsídios
para :
Reconhecer a importância do componente educativo no cuidado dos pacientes
diabéticos.
Identificar os principais problemas associados ao uso de medicações.
Utilizar recursos dos pacientes através da consulta de enfermagem e visita
domiciliar.
O serviço de enfermagem da unidade deve encaminhar para consulta medica
mensal os pacientes não aderentes , de difícil controle e portadores de lesões em
órgãos alvo ou co-morbidade.
A enfermeira pode repetir a medicação de indivíduos controlados e sem
intercorrencias.
Solicitar durante a consulta de enfermagem, os exames mínimos estabelecidos
nos consensos e definidos como possíveis e necessários pelo médico da equipe.
Inscrever todos os pacientes no programa de diabetes da unidade básica de
saúde.

183
10.5. Referências bibliográficas


BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Departamento de
Assistência e Promoção à Saúde. Coordenação de Doenças Crônico-
Degenerativas.

Diabetes Mellitus : Guia Básico para Diagnóstico e Tratamento. – Brasília,
1996

84 p

1. Diabetes Mellitus I . Título

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de
Ações Programáticas Estratégicas.
Plano de reorganização da atenção à hipertensão arterial e ao diabetes
mellitus : hipertensão arterial e diabetes mellitus / Departamento de Ações
Programáticas Estratégicas. – Brasília: Ministério da Saúde, 2001.

102 p. : il. – (Série C. Projetos, Programas e Relatórios; n.59)

IISBN 85-334-0432-8

1. Diabetes mellitus. 2. Hipertensão arterial 3. Capacitação de pessoal. I. Brasil.
Ministério da Saúde. II. Brasil. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento
de Ações Programáticas Estratégicas. III. Título. IV. Série

BRASIL. Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Universidade de São Paulo.
Ministério da Saúde. Manual de Enfermagem / Instituto para o Desenvolvimento
da Saúde. Universidade de São Paulo. Ministério da Saúde – Brasília : Ministério
da Saúde, 2001.

250 p. : il. – (Série A Normas e Manuais Técnicos; n. 135)

ISBN 85-334-0446-8

1. Enfermagem – Manuais. 2. Saúde da Família. I. Brasil. Instituto para o
Desenvolvimento da Saúde. II. Universidade de São Paulo. III. Brasil.
Ministério da Saúde. IV. Título. V. Série

BRASIL, Ministério da Saúde, Cadernos de Atenção Básica, nº 16 – Diabetes Mellitus,
Brasília – DF, 2006
184
Sintomático Respiratório
( tosse há mais de 3 semanas)

11. PROTOCOLO DE ENFERMAGEM PARA CUI DADOS E
TRATAMENTO DE PACI ENTES COM TUBERCULOSE
















































Consulta de Enfermagem
(anexo 1)
Baciloscopia Negativa
Pesquisar e realizar
consultas de contatos
Encaminhar
ao médico
Notificar
Indicar quimioprofilaxia,
quando necessário (anexo 2)
Casos especiais encaminhar à
Unidade de Referência (anexo 4)
Indicar tratamento
(anexo 3)
Tratamento completo
Alta por cura
Abandono de tratamento
Busca ativa
Reavaliar e
indicar tratamento
Baciloscopia Positiva
185

11.1. ANEXO 01 - Consulta de Enfermagem:

Anamnese
Exame físico
Solicitação de baciloscopia
Orientação quanto à coleta de escarro
Solicitação, realização e leitura do teste tuberculínico, quando necessário.

11.2. ANEXO 02 - Quimioprofilaxia:

Isoniazida 10mg/kg de peso, com total máximo de 300mg diários, durante 6
meses

11.3. ANEXO 03 - Tratamento:

Instituir e acompanhar o tratamento do paciente com tuberculose pulmonar e
extra-pulmonar
Iniciar e acompanhar tratamento dos casos de tuberculose pulmonar com
resultados de baciloscopia negativa e dos casos de tuberculose extra-pulmonar
quando o diagnóstico for confirmado após investigação em uma Unidade de
Referência
Explicar e aplicar o tratamento diretamente observado (TDO) e indicar o
responsável para a realizar a Supervisão
Solicitar baciloscopia, cultura e teste de sensibilidade para controle do
tratamento
Orientações gerais a respeito do agravo, como por exemplo, em relação à
doença, seus mitos, duração e necessidade do tratamento
Realizar educação sanitária
Aconselhamento e solicitação de teste anti-HIV



186
Medicamentoso:
Esquema de Tratamento e Posologia
Esquema básico (Esquema I) – 2RHZ/4RH
Casos Novos de Todas As Formas de Tuberculose Pulmonar e Extrapulmonar

Até 20Kg
Mais de 20Kg
e até 35 Kg
Mais de 35Kg
e até 45 Kg
Mais de
45 Kg
mg/kg/dia mg/dia mg/dia mg/dia
R 10 300 450 600
H 10 200 300 400
Z 35 1000 1500 2000
R 10 300 450 600
H 10 200 300 400
1 Fase ( 2 meses - RHZ)
2 Fase (4 meses - RH
Peso do cliente
Drogas Fases do tratamento


Siglas: Rifampicina = R; Isoniazida = H; Pirazinamida = Z.

Esquema Básico + Etambutol (Esquema IR) – 2RHZE/4RHE
Casos de Recidiva Após Cura ou Retorno Após Abandono do Esquema I

Até 20Kg
Mais de 20Kg
e até 35 Kg
Mais de 35Kg
e até 45 Kg
Mais de
45 Kg
mg/kg/dia mg/dia mg/dia mg/dia
R 10 300 450 600
H 10 200 300 400
Z 35 1000 1500 2000
R 10 300 450 600
H 10 200 300 400
1 Fase ( 2 meses - RHZ)
2 Fase (4 meses - RH
Peso do cliente
Drogas Fases do tratamento


Siglas: Rifampicina = R; Isoniazida = H; Pirazinamida = Z; Etambutol = E.


11.4. Anexo 04

HIV associado
Casos de recidiva de esquemas alternativos por toxicidade ao esquema I
Casos de falência ao esquema I ou IR
Reações medicamentosas


11.5. Referencias bibliográficas

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção
Básica. Guia para o controle de Tuberculose – Caderno de Atenção Básica n.º 06 – Serie A /
Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Saúde. – 1ª. Edição – Brasília: Ministério da
Saúde, 2002.
187

12. PROTOCOLO DE ENFERMAGEM PARA CUI DADOS E
TRATAMENTO DE PACI ENTES COM HANSENÍ ASE

















































Cliente com lesões de pele
e/ou alterações de
sensibilidade
Consulta de
Enfermagem (Anexo 1)
Encaminhar ao
médico
Notificar
Alta por cura
Indicar BCG, quando necessário
Casos especiais encaminhar ao médico
(Anexo 3)
Abandono de
tratamento
Busca ativa
Reavaliar e indicar
tratamento
Caso de hansen
Não é caso de hansen
Pesquisar e realizar
consultas de contatos
Tratamento Completo
Indicar tratamento
(anexo 2)
188
12.1. Anexo 01

Anamnese
Exame-físico (dermato-neurológico)
Solicitação de baciloscopia

12.2. Anexo 02 - Tr at a ment o

De acordo com o tipo de hanseníase e o grau de incapacidade:

1. Prevenção de Incapacidade – ( Educação em Saúde, indicação de auto-
cuidados, orientação sobre reações, apoio emocional, integração social etc.)
2. Medicamentoso

Esquema Paucibacilar (PB) Pacientes com até 5 lesões de pele
Nesse caso é utilizada uma combinação da rifampicina e dapsona,
acondicionados numa cartela, no seguinte esquema:

• Medicação:

Rifampicina: uma dose mensal de 600 mg (2 cápsulas de 300 mg) com
administração supervisionada,
Dapsona: uma dose mensal de 100mg supervisionada e uma dose diária auto-
administrada;

Duração do tratamento: 6 doses mensais supervisionadas de rifampicina.

Critério de alta: 6 doses supervisionadas em até 9 meses .

Esquema Multibacilar (MP) – Pacientes com mais de 5 lesões de pele
Aqui é usada uma combinação de rifampicina, dapsona e de clofazimina,
acondicionados numa cartela, no seguinte esquema:

Medicação:

189
Rifampicina: Uma dose mensal de 600 mg (2 cápsula de 300 mg) com
administração supervisionada;
Clofazimina: uma dose mensal de 300 mg (3 cápsula de 100 mg) com
administração supervisionada e uma dose diária de 50mg auto-administrada; e
Dapsona: uma dose mensal de 100 mg supervisionada e uma dose diária auto-
administrada;

Duração do tratamento: 12 doses mensais supervisionadas de rifampicina;

Critério de alta: 12 doses supervisionadas em até 18 meses.


12.3. Anexo 03 - Casos especiais:

Crianças;
Necessidade de correção cirúrgica;
Reações medicamentosas;
Reações hansênicas.


12.4. Referencia bibliográfica



Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção
Básica. Guia para o controle de Hanseníase – Caderno de Atenção Básica n.º 10 – Série A /
Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Saúde. – 1ª. Edição – Brasília: Ministério da
Saúde, 2002.
190

13. PROTOCOLO DE ATENDI MENTO DE ENFERMAGEM
AO PACI ENTE COM DENGUE


13.1. Definição de casos

Caso Suspeito de Dengue Clássico – paciente com febre com duração de 01 a
07 dias, acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: cefaléia, dor
retroorbitária, mialgia, artralgia, prostração, exantema.

Caso Suspeito de Febre Hemorrágica do Dengue (FHD) – é todo caso
suspeito de Dengue Clássico, que apresente também manifestações
hemorrágicas, variando desde prova do laço positiva até fenômenos mais
graves como hematêmese, melena e outros.

A ocorrência de manifestações hemorrágicas, acrescidas de sinais e sintomas de
choque cardiovascular (pulso arterial fino e rápido ou ausente, diminuição ou ausência
de pressão arterial, pele fria e úmida, agitação), leva à suspeita de Síndrome do
Choque do Dengue (SCD).
















191
13.2. Fluxograma de atendimento ao paciente suspeito de dengue




































POSITIVA
Encaminhar
a consulta
médica
CASO SUSPEITO
CONSULTA DE ENFERMAGEM (Ver Anexo I)
PROVA DO LAÇO NOTIFICAÇÃO (Ver Anexo II)
Do 1º ao 5º dia da
data do início dos
sintomas
NEGATIVA
Do 7º ao 11º dia da
data do início dos
sintomas
Solicitar
isolamento viral
Solicitar
Sorologia
Pacientes em
situações especiais
especiais (Ver Anexo III)
Iniciar tratamento
sintomático (Ver Anexo IV)
Orientar sinais de
alerta (Ver Anexo V)
Positivo
Confirmar a
Notificação
Negativo
Sem febre,
encerra o caso
Persistindo febre,
encaminhar para
consulta médica
Agendar retorno em 07 dias
Resultado do exame
192

13.3. Anexo I - Consulta de enfermagem

1. Preencher o prontuário ou o formulário de pronto – atendimento contendo todos
os dados de identificação do paciente: nome completo, data de atendimento,
data de nascimento, endereço completo, telefone e procedência;

2. Fazer a anamnese registrando as queixas do paciente (febre, vômitos, diarréia,
tontura, dor abdominal, etc...) e a data do início dos sintomas;

3. Fazer o exame físico – registrar rigorosamente a temperatura, PA em duas
posições (deitado e em pé ou deitado e sentado), freqüência do pulso radial,
prova do laço, grau de hidratação, coloração das mucosas e pele, ausculta
cardiopulmonar e palpação do abdomem (enfatizando a presença de dor e
visceromegalias), assim como a descrição de exantema e manifestações
hemorrágicas ou não.

4. Fazer a Prova do Laço:
Verificar a PA do paciente e anotar a pressão sistólica (máxima) e
diastólica (mínima). Ex.: 120x80 mmHg;
Calcular a pressão média que corresponde a seguinte fórmula: Pressão
Média = PA sistólica + PA diastólica
2
Ex.: 120 + 80 => 200 = 100 mmHg
2
Inflar o manguito do tensiômetro na pressão média (100 mm Hg) e manter nesse
ponto por 03 (três) minutos;
Desinflar o manguito do tensiômetro e retirar do braço do paciente;
Observar o local de pressão se há presença de petéquias;
O teste é considerado positivo quando 20 ou mais petéquias surgem no local de
pressão ou abaixo, em uma área de 2,5 cm correspondente, mais ou menos, a
área de uma polpa digital.


193
13.4. Anexo II - notificação

Se o resultado da prova do laço for negativo notificar à Vigilância Epidemilógica
via formulário impresso.

Se o resultado da prova do laço for positivo notificar à Vigilância Epidemilógica
por telefone dentro de 12 horas.


13.5. Anexo III - pacientes em situações especiais

Gestantes
Idosos (> 65 anos)
Portadores de hipertensão arterial
Portadores de diabetes melitus
Portadores de asma brônquica
Portadores de doença hematológica ou renal crônica
Portadores de doenças severa do sistema cardiovascular
Portadores de doença ácido-péptica ou doença auto-imune


13.6. Anexo IV - tratamento sintomático

1. Prescrever analgésico de 06 em 06 horas. Usa-se habitualmente paracetamol ou
dipirona. Não utilizar medicamentos à base de ácido – acetilsalicílico, pelo
potencial de agravamento do quadro hemorrágico;

• Dipirona:
Crianças – 01 gota/Kg de 06/06 horas (respeitar dose máxima para peso e
dade); até persistirem os sintomas (no máximo 07 dias).
Adultos – 20 a 40 gotas ou 01 comprimido (500 mg) até de 06/06 horas; até
persistirem os sintomas (no máximo 07 dias).

• Paracetamol:
Crianças – 01 gota/Kg de 6/6 horas (respeitar dose máxima para peso e
idade); até persistirem os sintomas (em 07 dias no máximo)
194
Adultos – 20 a 40 gotas ou 1 comprimido (500 mg a 750 mg) até de 6/6 horas.

2. Hidratação por via oral (01 copo de líquido de 01 em 01 hora);
3. Orientar repouso domiciliar (permanecer no leito de 05 a 07 dias);
4. Incentivar alimentação de 02 em 02 horas;

13.7. Anexo V - Sinais de Alerta da Dengue

Dor abdominal intensa e contínua
Vômitos persistentes
Hipotensão postural
Pressão diferencial < 20 mmHg (PA convergente)
Hepatomegalia dolorosa
Hemorragias importantes
Extremidades frias, cianose
Pulso rápido e fino
Agitação ou letargia
Diminuição da diurese
Diminuição repentina da temperatura corpórea ou hipotermia
Aumento repentino do hematócrito.


13.8. Referências bibliográficas

BRASIL. Ministério da Saúde – Fundação Nacional de Saúde. Dengue: Diagnóstico e
Manejo Clínico
Brasília: Fundação Nacional de Saúde, 2002

GOIÂNIA. Secretaria Municipal de Saúde. Divisão de Doenças Transmissíveis. Guia
para Diagnóstico, Assistência Clínica e Terapêutica ao Paciente com Dengue. Goiânia,
2003,
195

14. PROTOCOLO DE ENFERMAGEM – RAI VA

14.1. Instrumentos disponíveis para Controle

A prevenção de raiva humana é direcionada para o tratamento profilático
anti-rábico toda vez que houver suspeita de exposição ao vírus rábico. Após o
início do quadro clínico, não existe tratamento.


14.1.1. Conduta em caso de possível exposição ao vírus da raiva

Em caso de possível exposição ao vírus da raiva é imprescindível a limpeza do
ferimento com água corrente abundante e sabão ou outro detergente, pois essa
conduta diminui, comprovadamente, o risco de infecção. Deve ser realizado, o mais
rápido possível após a agressão e repetida na Unidade de Saúde, independentemente
do tempo transcorrido. A limpeza deve ser cuidadosa, visando eliminar sujidades sem
agravar o ferimento e, em seguida, devem ser utilizados anti-sépticos que inativem o
vírus da raiva (como o livinilpirrolidonaiodo, por exemplo, o polvidine ou gluconato de
clorexidine ou álcool-iodado). Lembrar que essas substâncias deverão ser utilizadas
uma única vez, na primeira consulta e, sempre que possível, posteriormente, ser lavada
a região com solução fisiológica.
Deve se fazer a anamnese completa, utilizando-se a Ficha de Atendimento Anti-
Rábico Humano, visando a indicação correta do tratamento profilático.
Classificar o acidente de acordo com as características do ferimento e do animal
envolvido no acidente.


14.1.1.1. Características do ferimento

Os acidentes causados por animais devem ser avaliados quanto ao:

Local do acidente: acidentes que ocorrem em regiões próximas ao sistema nervoso
central (cabeça, face ou pescoço) ou em locais muito inervados (mãos, polpas digitais e
planta de pés) são graves porque facilitam a exposição do sistema nervoso ao vírus. A
196
lambedura da pele integra não oferece risco, mas a lambedura de mucosas também é
grave porque as mucosas são permeáveis ao vírus, mesmo quando intactas.

Profundidade do acidente: os acidentes devem ser classificados como superficiais
(sem presença de sangramento) ou profundos (apresentam sangramento, ou seja,
ultrapassam a derme). Os ferimentos profundos, além de aumentar o risco de
exposição do sistema nervoso, oferecem dificuldades à assepsia, contudo vale
ressaltar, que os ferimentos puntiformes, são considerados com profundos e algumas
vezes não apresentam sangramento.

De acordo com os critérios acima estabelecidos, as exposições podem ser assim
classificadas.

Acidentes leves:

Ferimentos superficiais, pouco extensos, geralmente únicos, em tronco e membros
(exceto mãos e polpas digitais e planta dos pés), podem acontecer em decorrência de
mordedura ou arranhaduras causadas por unha ou dente;

Lambedura de pele com lesões superficiais;

Acidentes graves

Ferimentos na cabeça, face pescoço, mão, polpa digital e/ou planta do pé;

Ferimentos profundos, múltiplos ou extensos, em qualquer região do corpo;

Lambedura de mucosas;

Lambedura de pele onde já existe lesão;

Ferimento profundo causado por unha de gato;

Qualquer ferimento por morcego.

197
Atenção: o contato indireto, como a manipulação de utensílios potencialmente
contaminados, e a lambedura da pele integra não são considerados acidentes de
risco e não exigem tratamento profilático.


14.1.1.2. Características do animal envolvido no acidente

Cão e gato: as características da doença em cães e gatos, como período de
incubação, transmissão e quadro clínico, são bem conhecidas e semelhantes, por isso,
estes animais são analisados em conjunto. É necessário avaliar:


O estado de saúde do animal no momento da agressão: avaliar se o animal
estava sadio ou apresentava sinais sugestivos de raiva. A maneira como ocorreu o
acidente pode fornecer informações sobre seu estado de saúde. O acidente provocado
(por exemplo, o animal que reage em defesa própria, a estímulos dolorosos ou outras
provocações) geralmente indica uma reação normal do animal, enquanto que a
agressão espontânea (sem causa aparente) pode indicar alteração de comportamento
e sugere que o animal pode estar acometido de raiva. Lembrar que o animal também
pode agredir devido a sua índole ou adestramento.

A possibilidade de observação do animal por 10 dias: mesmo se o animal estiver
sadio no momento do acidente, é importante que seja mantido em observação por 10
dias. Nos cães e gatos, o período de incubação da doença pode variar de alguns dias a
anos, mas em geral, é de cerca de 60 dias. No entanto, a excreção de vírus pela saliva,
ou seja, o período em que o animal pode transmitir a doença, só ocorre a partir do final
do período de incubação, variando entre dois e cinco dias antes do aparecimento dos
sinais clínicos, persistindo até sua morte, que pode ocorrer em até cinco dias após o
início dos sintomas. Portanto, o animal deve ser observado por 10 dias; se em todo
esse período permanecer vivo e saudável não há risco de transmissão de vírus.

A procedência do animal: é necessário saber se a região de procedência do animal
é área de raiva controlada ou não controlada.

198
Os hábitos de vida do animal: o animal deve ser classificado como domiciliado ou
não-domiciliado. Animal domiciliado aquele que vive exclusivamente dentro do
domicílio, não tem contato com outros animais desconhecidos e só sai à rua
acompanhado de seu dono. Desse modo esses animais podem ser classificados de
baixo risco em relação a transmissão da raiva. Ao contrário, aqueles animais que
passam longos períodos fora do domicílio, sem controle, devem ser considerados como
animais de risco, mesmo que tenham proprietário e recebam vacinas, o que animais de
risco, mesmo que tenham proprietário e recebam vacinas, o que geralmente só ocorre
nas campanhas de vacinação.

• Animais silvestres: animais silvestres, como morcego de qualquer espécie,
micos (sagüi e “soin”), macaco, raposa, guaxinin, quati, gambá, roedores
silvestres, etc, devem ser qualificados como animais de risco, mesmo que
domiciliados e/ou domesticados, haja visto que nesses animais a raiva não é
bem conhecida.


Relatos recentes mostram que o risco de transmissão do vírus pelo
morcego é sempre elevado, independentemente da espécie e da gravidade do
ferimento. Por isso, toda agressão por morcego deve ser classificada com grave.


• Animais domésticos de interesse econômico ou de produção: animais
domésticos de produção ou de interesse econômico (bovinos, bubalinos,
eqüídeos, caprinos, ovinos, suínos e outros) também são animais de risco. É
importante conhecer o tipo, a freqüência e o grau do contato ou exposição que
os tratadores e outros profissionais têm com estes animais e a incidência da
raiva na região, para avaliar também a indicação de tratamento pré-exposição ou
de pós-exposição.

• Animais de baixo risco: os seguintes roedores e lagomorfos (urbanos ou de
criação) são considerados como de baixo risco para a transmissão da raiva e,
por isso, não é necessário indicar tratamento profilático da raiva em caso de
acidentes causados por esses animais.

199
Ratazana de esgoto (Rattus norveggicus);
Rato de telhado (Rattus rattus);
Camundongo (Mus musculus);
Cobaia ou porquinho da índia (Carvea porcellus);
Hamster (Mesocricetus auratus); e
Coelho (Oryetolagus cuniculus).

• Observação válida para todos os animais de risco: sempre que possível,
coletar amostra de tecido cerebral e enviar para o laboratório de referência. O
diagnóstico laboratorial é importante tanto para definir a conduta em relação ao
paciente como para se conhecer o risco de transmissão da doença na área de
procedência do animal. Se o resultado for negativo o tratamento não precisa ser
indicado ou, caso tenha sido iniciado, pode ser suspenso.

Todas as características acima são fundamentais para determinar a indicação ou
não da profilaxia anti-rábica de acordo com os esquemas descritos nos Quadros
1 ou 2, da vacina Fuenzalida & Palácios modificada e de cultivo celular,
respectivamente.

14.1.2. Conduta em caso de possível reexposição ao vírus da raiva

Pessoas com risco de reexposição ao vírus da raiva, que já tenham recebido
tratamento pós-exposição anteriormente, devem ser tratadas novamente de acordo
com as indicações do Quadro 3. Para estas pessoas, quando possível, também é
recomendável a pesquisa de anticorpos.

Importante:

1 . Em caso de REEXPOSIÇÃO, com histórico de tratamento anterior completo e
se o animal agressor, cão ou gato for passível de observação, considerar a hipótese de
somente observar o animal.
2. Quando o paciente tiver o esquema de pré-exposição em qualquer momento,
adotar conduta conforme o Quadro 4.

Observações
200

• Em caso de reexposição, com história de tratamento anterior completo, não é
necessário administrar o soro anti-rábico (homólogo ou heterólogo). No entanto,
o soro poderá ser indicado se houver dúvidas ou conforme a análise de cada
caso, especialmente nos pacientes imunodeprimidos que devem receber
sistematicamente soro e vacina. Recomenda-se que, ao final do tratamento,
seja realizada a avaliação sorológica após o 14º dia da aplicação da última dose;

• Devem ser avaliados individualmente os pacientes que receberam muitas doses
de vacina, como por exemplo, os que receberam o esquema completo pós-
vacinação uma ou mais vezes e, os que receberam vários esquemas de
reexposição. O risco de reações adversas às vacinas aumenta
proporcionalmente ao número de doses aplicadas. Nestes casos, se possível,
solicitar a avaliação sorológica do paciente. Se o título de anticorpos
neutralizantes (AcN) for igual ou maior a 0,5 Ul/ml não é necessário indiciar
tratamento ou, caso tenha sido iniciado, pode ser suspenso.

14.1.3. Conduta em caso de possível exposição ao vírus da raiva em
pacientes que receberam esquema de pré-exposição

No Quadro 4 estão indicados os procedimentos a serem adotados para
pacientes que acidentalmente se expuseram ao risco de infecção pelo vírus da raiva e
que tenham recebido tratamento pré-exposição anteriormente.








201
QUADRO 1 – ESQUEMA PARA TRATAMENTO PROFILÁTICO ANTI-RÁBICO HUMANO COM A VACINA FUENZALIDA &
PALÁCIOS MODIFICADA
Condições do Animal Agressor
Cão, Gato sem suspeita de raiva no momento
da agressão
(1)
Cão, Gato clinicamente suspeito de raiva no
momento da agressão
Cão, gato raivoso, desaparecido ou morto:
animais silvestres
(2)
(inclusiva os domiciliados)
animais domésticos de interesse econômico ou
de produção
Tipo de Exposição
Contato Indireto • Lavar com água e sabão
• Não tratar
• Lavar com água e sabão
• Não tratar
• Lavar com água e sabão
• Não tratar
Acidentes Leves

• Ferimentos superficiais, pouco extensos,
geralmente únicos, em tronco e membros
(exceto mãos e polpas digitais e planta dos
pés), podem acontecer em decorrência de
mordeduras em arranhaduras causadas por
unha ou dente
• Lambedura de pela com lesões superficiais

• Lavar com água e sabão.
• Observar o animal durante 10 dias após a
exposição.
• Se o mesmo permanecer sadio, após o
período de observação, encerrar o caso.
• Se o animal se tornar raivoso, morrer ou
desaparecer durante o período de
observação aplicar o tratamento: 1 (uma)
dose diária da vacina até completar 7 (sete),
mais 2 (duas) doses de reforço, sendo uma
no 10º e outra no 20º dia após a última dose
da série.
• Lavar com água e sabão.
• Iniciar o tratamento imediatamente com
1(uma) dose de vacina nos dias 0, 2 e 4.
• Observar o animal durante 10 dias após a
exposição.
• Se a suspeita de raiva for descartada após o
10º dia de observação, suspender o
tratamento e encerrar o caso.
• Se o animal se tornar raivoso, morrer ou
desaparecer durante o período de
observação, aplicar 1(uma) dose diária de
vacina até completar 7 (sete), mais 2 (duas)
doses de reforço, sendo a primeira no 10º e
a Segunda no 20º dia após a última dose de
série.
• Lavar com água e sabão.
• Iniciar imediatamente o tratamento com 1
(uma) dose diária da vacina até completar 7
(sete), mais 2 (duas) doses de reforço, sendo
a primeira no 10º e a Segunda no 20º dia
após a última dose de série.
Acidentes Graves

• Ferimentos na cabeça, face, pescoço, mão,
polpa digital e/ou planta do pé.
• Ferimentos profundos, múltiplos ou
extensos, em qualquer região do corpo.
• Lambedura de mucosa.
• Lambedura de pele onde já existe lesão
grave
• Ferimento profundo causado por unha de
gato.
• Lavar com água e sabão.
• Iniciar o tratamento imediatamente com
1(uma) dose de vacina nos dias 0, 2 e 4.
• Observar o animal durante 10 dias após a
exposição.
• Se a suspeita de raiva for descartada após o
10º dia de observação, suspender o
tratamento e encerrar o caso.
• Se o animal se tornar raivoso, morrer ou
desaparecer durante o período de
observação, aplicar 1(uma) dose diária de
vacina até completar 10 (dez), mais 3 (três)
doses de reforço, sendo a 1ª no 10º, a 2ª 20º
dia e a 3ª no 30º dia após a última dose de
série.
• Lavar com água e sabão.
• Iniciar o tratamento soro
(3)
e 1(uma) dose
diária de vacina até completar 10 (dez),
mais 3 (três) doses de reforço, sendo a 1ª no
10º, a 2ª 20º dia e a 3ª no 30º dia após a
última dose de série.
• Observar o animal durante 10 dias após a
exposição.
• Se a suspeita de raiva for descartada após o
10º dia de observação, suspender o
tratamento e encerrar o caso.
• Lavar com água e sabão.
• Iniciar imediatamente o tratamento com
soro
(3)
e 1(uma) dose diária de vacina até
completar 10 (dez), mais 3 (três) doses de
reforço, sendo a 1ª no 10º, a 2ª 20º dia e a 3ª
no 30º dia após a última dose de série.
1) É preciso avaliar sempre o hábitos e cuidados recebidos pelo cão e gato. Podem ser dispensadas do tratamento as pessoas agredidas por cão ou gato, com certeza, não tem risco de contrair a
infecção rábica. Por exemplo, animais que vivem dentro do domicílio (exclusivamente), não tenham contato com outros animais desconhecidos e que somente saem à rua acompanhados dos seus
donos e que não circulem em área com a presença de morcegos hematófagos. Em caso de dúvida, iniciar o esquema de profilaxia indicado. Se animal for procedente de área de raiva controlada, não
é necessário iniciar o tratamento. Manter o animal sob observação e só indicar o tratamento (soro+vacina) se o animal morrer, desaparecer ou se tornar raivoso.
2) Nas agressões por morcegos deve-se indica a soro-vacinação independente da gravidade, ou indicar conduta de reexposição.
202
3) Aplicação do soro peri-focal na(s) porta(s) de entrada. Quando for possível infiltrar toda a dose, a quantidade estante deve ser aplicada pela via intramuscular podendo ser utilizada o região
glútea. Sempre aplicar em local anatômico diferente do que aplicou a vacina.
QUADRO 1 – ESQUEMA PARA TRATAMENTO PROFILÁTICO ANTI-RÁBICO HUMANO COM A VACINA DE CULTIVO
CELULAR
Condições do Animal Agressor
Cão, Gato sem suspeita de raiva no momento
da agressão
(1)
Cão, Gato clinicamente suspeito de raiva no
momento da agressão
Cão, gato raivoso, desaparecido ou morto:
animais silvestres
(2)
(inclusiva os domiciliados)
animais domésticos de interesse econômico ou
de produção
Tipo de Exposição
Contato Indireto • Lavar com água e sabão
• Não tratar
• Lavar com água e sabão
• Não tratar
• Lavar com água e sabão
• Não tratar
Acidentes Leves

• Ferimentos superficiais, pouco extensos,
geralmente únicos, em tronco e membros
(exceto mãos e polpas digitais e planta dos
pés), podem acontecer em decorrência de
mordeduras em arranhaduras causadas por
unha ou dente
• Lambedura de pela com lesões superficiais

• Lavar com água e sabão.
• Observar o animal durante 10 dias após a
exposição.
• Se o mesmo permanecer sadio, após o
período de observação, encerrar o caso.
• Se o animal morrer, desaparecer ou se
tornar raivoso, administrar 5 (cinco) doses
da vacina (dias 0, 3, 7, 14 e 28).
• Lavar com água e sabão.
• Iniciar o tratamento imediatamente com 2
(duas) dose de vacina nos dias 0e outra no
dia 4.
• Observar o animal durante 10 dias após a
exposição.
• Se a suspeita de raiva for descartada após o
10º dia de observação, suspender o
tratamento e encerrar o caso.
• Se o animal morrer, desaparecer ou se
tornar raivoso, completar o esquema até 5
(cinco) doses. Aplicar uma dose entre 7º e
10º dia e uma dose nos dias 14 e 28.
• Lavar com água e sabão.
• Iniciar imediatamente o tratamento com 5
(cinco) doses da vacina (dias 0; 3; 7; 14 e
28).
Acidentes Graves

• Ferimentos na cabeça, face, pescoço, mão,
polpa digital e/ou planta do pé.
• Ferimentos profundos, múltiplos ou
extensos, em qualquer região do corpo.
• Lambedura de mucosa.
• Lambedura de pele onde já existe lesão
grave
• Ferimento profundo causado por unha de
gato.
• Lavar com água e sabão.
• Observar o animal durante 10 dias após a
exposição.
• Se o mesmo permanecer sadio, após o
período de observação, encerrar o caso.
• Se o animal morrer, desaparecer ou se
tornar raivoso, dar continuidade ao
tratamento, administrando soro
(3)
e
completando esquema até 5 (cinco) doses.
Aplicar um dose entre o 7º e 10º dia e uma
dose nos dias 14 e 28.
• Lavar com água e sabão.
• Iniciar o tratamento soro
(3)
e 5 (cinco)
doses da vacina (dias 0, 3, 7, 14 e 28).
• Observar o animal durante 10 dias após a
exposição.
• Se a suspeita de raiva for descartada após o
10º dia de observação, suspender o
tratamento e encerrar o caso.
• L Lavar com água e sabão.
• Iniciar imediatamente o tratamento com 5
(cinco) doses da vacina (dias 0; 3; 7; 14 e
28).
4) É preciso avaliar sempre o hábitos e cuidados recebidos pelo cão e gato. Podem ser dispensadas do tratamento as pessoas agredidas por cão ou gato, com certeza, não tem risco de
contrair a infecção rábica. Por exemplo, animais que vivem dentro do domicílio (exclusivamente), não tenham contato com outros animais desconhecidos e que somente saem à rua
acompanhados dos seus donos e que não circulem em área com a presença de morcegos hematófagos. Em caso de dúvida, iniciar o esquema de profilaxia indicado. Se animal for
procedente de área de raiva controlada, não é necessário iniciar o tratamento. Manter o animal sob observação e só indicar o tratamento (soro+vacina) se o animal morrer, desaparecer
ou se tornar raivoso.
5) Nas agressões por morcegos deve-se indica a soro-vacinação independente da gravidade, ou indicar conduta de reexposição.
6) Aplicação do soro peri-focal na(s) porta(s) de entrada. Quando for possível infiltrar toda a dose, a quantidade estante deve ser aplicada
pela via intramuscular podendo ser utilizada o região glútea. Sempre aplicar em local anatômico diferente do que aplicou a vacina.
203
CONTROLE DA RAIVA HUMANA






















CLIENTE COM HISTÓRIA DE
AGRESSÃO POR ANIMAL
CONSULTA DO
ENFERMEIRO(A)
ALTA
FICHA DE NOTIFICAÇÃO E INVESTIGAÇÃO E
ORIENTAÇÕES
VACINAÇÃO E SORO
QUADRO I
SALA DE VACINA
PRESCRIÇÃO
ENCERRADA
FALTA
BUSCA DO
CLIENTE
NÃO VACINAÇÃO
ORIENTAÇÃO AO RETORNO EM
ATÉ 10 DIAS
NÃO RETORNO
BUSCA DO
CLIENTE
SE FAVORÁVEL
ALTA
SE NÃO
FAVORÁVEL
TRATAMENTO
QUADRO I
CENTRO
DE DIAGNÓSTICO
NÃO RAIVA
ALTA
SE RAIVA
TRATAMENTO
QUADRO I
BUSCA AO
CLIENTE
204
Considerar as notas de rodapé do Quadro 3 caso o esquema recebido anteriormente tenha
sido incompleto.

QUADRO 3 – ESQUEMAS DE REEXPOSIÇÃO, CONFORME O ESQUEMA E VACINA
PRÉVIOS E A VACINA A SER UTILIZADA POR OCASIÃO E REEXPOSIÇÃO.

Tipo de Esquema Vacina Esquema de Reexposição
Anterior Fuenzalida & Palácios Cultivo Celular



Completo
Fuenzalida & Palácios
modificada
1
a) até 90 dias: não tratar
b) após 90 dias: 3 doses, em
dias alternados
a) até 90 dias: não tratar
b) após 90 dias: 2 doses,
uma no dia 0 e outra no
dia 3
Cultivo Celular
a) até 90 dias: não tratar
b) após 90 dias: 3 doses em
dias alternados.
a) até 90 dias: não tratar
b) após 90 dias: 2 doses,
uma no dia 0 e outra no
dia 3






Incompleto
3
Fuenzalida & Palácios
modificada
(1)
a) até 90 dias: completar o
número de doses.
b) Após 90 dias: ver
esquema de pós-
exposição (conforme o
caso)
a) até 90 dias: completar o
número de doses (de
acordo com o Quadro 5).
b) Após 90 dias: ver
esquema de pós-
exposição (conforme o
caso)
Cultivo Celular
2

c) até 90 dias: vide
observação
d) Após 90 dias: ver
esquema de pós-
exposição (conforme o
caso)
a) até 90 dias: completar o
número de doses (de
acordo com o Quadro 5).
b) Após 90 dias: ver
esquema de pós-
exposição (conforme o
caso)
(1) pelo menos 3 doses de vacina Fuenzalida & Palácios em dias alternados ou 5 doses em dias seguidos;
(2) Pelo menos 3 doses de vacina de Cultivo Celular em dias alternados;
(3) Não considerar o esquema anterior se o paciente recebeu número menor de doses do que aqueles referidos nas notas acima
“1” e “2”.
Observação: Encaminhar o paciente para o Centro de Referência Imunobiológicos Especiais – CRIE, para completar
o esquema de Cultivo Celular.

QUADRO 4 – CONDUTO EM CASO DE POSSÍVEL EXPOSIÇÃO AO VÍRUS DA RAIVA EM
PACIENTES QUE RECEBERAM ESQUEMA DE PRÉ-EXPOSIÇÃO
Sorologia Comprovada Vacina
(titulação) Fuenzalida & Palácios Cultivo Celular
Com comprovação sorológica (título maior ou igual a
0,5 Ul/ml)
3 (três) doses em dias alternados.
Não indicar soro
2 (duas) doses, uma no dia 0
e outra no dia 3
Sem comprovação sorológica ou título inferior a 0,5
Ul/ml
Verificar o Quadro 3, em caso de
esquema vacinal incompleta
Verificar o Quadro 3, em
caso de esquema vacinal
incompleto.
205
14.1.4. Profilaxia pré-exposição

É indicada para pessoas que, por força de suas atividade profissionais ou de lazer, estejam
expostas permanentemente ao risco de infecção pelo vírus da raiva, tais como profissionais e
estudantes das áreas de Medicina Veterinária e de Biologia e profissionais e auxiliares de
laboratórios de Virologia e/ou Anatomopatologia para raiva. É indicada, também, para aqueles
que atuam no campo na captura, vacinação, identificação e classificação de mamíferos passíveis
de portarem o vírus, bem como funcionários de zoológicos.

14.1.4.1. Com a vacina Fuenzalida & Palácios modificada

Esquema: 03 doses
Dias de aplicação: 0, 7, 14.
Via de administração: intramuscular profunda
Local de aplicação: músculo deltóide ou vasto lateral da coxa (não aplicar no glúteo).
Controle sorológico: a partir do 14º dia após a última dose do esquema
Resultados:
Instisfatório: se o título de anticorpos for menor do que 0,5 Ul/ml. Nessa caso,
aplicar uma dose de reforço e reavaliar a partir do 14º dia após o reforço.
Satisfatório: se o título de anticorpos dor maior ou igual a 0,5 Ul/ml.

Observação: O controle sorológico é exigência básica para a correta avaliação de pessoa
vacinada.

14.1.4.2. Com a vacina de Cultivo Celular

Esquema: 03 doses
Dias de aplicação: 0, 7, 28.
Via de administração: intramuscular profunda utilizando dose completa, ou havendo
capacitação técnica, por via intradérmica utilizando a dose de 0,1 ml.
Local de aplicação: músculo deltóide ou vasto lateral da coxa (não aplicar no glúteo).
Controle sorológico: a partir do 14º dia após a última dose do esquema
Resultados:
Instisfatório: se o título de anticorpos for menor do que 0,5 Ul/ml. Nessa caso,
aplicar uma dose de reforço e reavaliar a partir do 14º dia após o reforço.
Satisfatório: se o título de anticorpos dor maior ou igual a 0,5 Ul/ml.
206

Observação: O controle sorológico é exigência básica para a correta avaliação de pessoa
vacinada.

Importante: Deve-se fazer o controle sorológico anual dos profissionais que se
expõem permanentemente ao risco de infecção ao vírus da raiva, administrando-se uma
dose de reforço sempre que os títulos forem inferiores a 0,5 Ul/ml. Repetir a sorologia a
partir do 14º dia, após à dose de reforço.

QUADRO 5 – ESQUEMA PARA COMPLEMENTAÇÃO VACINAL CONTRA A RAIVA COM A
VACINA DE CULTIVO CELULAR NO CASO DE EVENTOS ADVERSOS À VACINA
FUENZALIDA & PALÁCIOS MODIFICADA.

Doses Aplicadas de Fuenzalida
& Palácios
N.º de Doses da Vacina de
Cultivo Celular
Dias de Administração
Até 3 5 doses 0*, 3, 7, 14, 28
De 4 – 6 4 doses 0*, 4, 11, 25
De 7 – 9 3 doses 0*, 7, 21
Antes do 1º reforço 2 doses
Datas previstas para os reforços
de FUENZALIDA &
PALÀCIOS modificada.
Antes do 2º ou 3º reforço 1 dose
Data prevista para o 2º ou 3º
reforço c/ FUENZALIDA &
PALÁCIOS modificada
* data do início da administração da vacina de Cultivo Celular.

As vacinas de cultivo celular estão disponibilizadas, inicialmente, nos Centro de
Referências para Imunobiológicos Especiais (CRIEs) do Programa de Imunizações das
Secretarias de Saúde dos Estados e do Distrito Federal.

Todo caso de evento adverso deve ser investigado e notificado ao Sistema de Vigilância de
Eventos Adversos do Programa de Imunizações das Secretarias Estaduais de Saúde em
formulários próprio.


207
14.1.4.3. Bases gerais do tratamento

A profilaxia contra a raiva deve se iniciada a mais precocemente possível;
Sempre que houver indicação, tratar o paciente em qualquer momento,
INDEPENDENTEMENTE do tempo transcorrido entre a exposição e o acesso à
unidade de saúde;
A história vacinal do animal agressor NÃO constitui elemento suficiente para a
dispensa da indicação do tratamento anti-rábico humano;
Havendo interrupção do tratamento, completar as doses da vacina prescritas
anteriormente e não iniciar nova série;
Recomenda-se que o paciente evite esforços físicas excessivos e bebidas alcoólicas,
durante e logo após o tratamento;
Em caso de acidente por vacina anti-rábica de vírus vivo o paciente deve receber
esquema completo (soro + vacina);
Não se indica o uso de soro anti-rábico para os pacientes considerados imunizados
por tratamento anterior, exceto nos caso de paciente imunodeprimido ou em caso de
dúvidas sobre o tratamento anterior. Em caso de dúvidas indicar o soro;
Nos casos em que se conhece só tardiamente a necessidade do uso do soro-anti-
rábico ou quando há qualquer impedimento para o seu uso, aplicar a dose de soro
recomendada antes da aplicação da 7ª dose de vacina Fuenzalida & Palácios ou até
a 3ª dose da vacina de cultivo celular. Após esse prazo o soro não é mais necessário.

14.2. Sobre o ferimento

Lavar imediatamente o ferimento com água corrente, sabão ou outro detergente. A
seguir, devem ser utilizados anti-sépticos que inativem o vírus da raiva (como o
polvidine, clorexidine e álcool-iodado). Essas substâncias deverão ser utilizadas uma
única vez, na primeira consulta. Posteriormente, lavar a região com solução fisiológica;
A mucosa ocular deve ser lavada com solução fisiológica ou água corrente;
O contato indireto é aquele que ocorre por meio de objetos ou utensílios contaminados
com secreções de animais suspeitos. Nestes casos, indica-se apenas lavar bem o local
com água corrente e sabão;
Em casos de lambedura da pele íntegra, por animal suspeito, recomenda-se lavar o
local com água e sabão;
208
Não se recomenda a sutura do(s) ferimento(s). Quando for absolutamente necessário,
aproximar as bordas com pontos isolados. Havendo necessidade de aproximar as
bordas, o soro anti-rábico, se indiciado, deverá ser infiltrado 1 hora antes da sutura.
Proceder à profilaxia do tétano segundo o esquema preconizado (caso não seja
vacinado ou com esquema vacinal incompleto) e uso de antibióticos nos casos
indicados, após avaliação médica;
Havendo contaminação da mucosa, seguir o tratamento indicado para lambedura da
mucosa.

14.3. Sobre o animal

O período de observação de 10 (dez) dias é restrito aos cães e gatos;
Considera-se suspeito todo cão ou gato que apresentar mudança brusca de
comportamento e/ou sinais e sintomas compatíveis com a raiva tais como: salivação
abundante, dificuldade para engolir, mudança nos hábitos alimentares e paralisia das
patas traseiras.
Sempre que possível o animal agressor, cão ou gato, deverá ser observado. Se durante
o período de observação o animal morrer, ou desenvolver sintomatologia compatível
com raiva, amostras de seu sistema nervoso central (SNC) deverão ser enviadas para
o laboratório de diagnóstico. Se necessário, o animal deverá ser sacrificado. Cuidados
deverão ser observados no manuseio do animal, para evitar acidentes;
A agressão por outros animais domésticos (bovinos, ovinos, caprinos, eqüídeos e
suínos) deverá ser avaliado e, se necessário, deverá ser indicado o tratamento
profilático, lembrando que não se indica a observação desses animais com objetivo de
definir a conduta para o ser humano. Se o animal morrer, sempre que possível, coletar
amostra do tecido do SNC e enviar ao laboratório de diagnóstico.
Está indicado tratamento, sistematicamente, para todos os casos de agressão por
animais silvestres, mesmo quando domiciliados e domesticados.
Não é indicado tratamento nas agressões causadas pelos seguintes roedores e
lagomorfos (urbanos ou de criação);

Ratazana de esgoto (Rattus norveggicus);
Rato de telhado (Rattus rattus);
Camundongo (Mus musculus);
Cobaia ou porquinho da índia (Carvea porcellus);
209
Hamster (Mesocricetus auratus); e
Coelho (Oryetolagus cuniculus).

Nas agressões por morcegos deve-se proceder à soro-vacinação, independentemente
do tipo de morcego agressor, do tempo decorrido e da gravidade de lesão. Em caso de
reexposição, seguir às orientações específicas, conforme cada caso.

Importante:
A imunoflurescência para raiva é uma exame importante, de alta sensibilidade e
especificidade. Quando o diagnóstico laboratorial do animal agressor for negativo pela técnica de
imunoflurescência, o tratamento do paciente, a critério médico, pode ser suspenso aguardando-se
o resultado da prova biológica. Isso não se aplica para eqüídeos (cavalo, burro, jumento), exceto
nos casos em que o material encaminhado para o diagnóstico desses animais tenha sido a
medula.

14.4. Ações de educação em saúde

Orientar o processo educativo no programa de eliminação da raiva urbana e no de controle
da raiva canina, tendo como ferramentas básicas a participação e a comunicação social, devendo
ser necessariamente envolvidos serviços e profissionais de saúde, escolas, proprietários de
animais de estimação e população em geral.

Estimular a posse responsável de animais;
Desmistificar a castração dos animais de estimação;
Adotar medidas de informação/comunicação que levem a população a reconhecer a
gravidade de qualquer tipo de exposição a um animal; a necessidade de atendimento
imediato; as medidas auxiliares que devem ser adotadas às pessoas que foram
expostas e/ou agredidas; a identificar os sintomas de uma animal suspeito;
Divulgar os serviços existentes, desmitificando simultaneamente o tratamento profilático
anti-rábico humano, estimulando a responsabilidade do paciente com o cumprimento do
esquema indicado, visando a diminuição do abandono e risco de ocorrência de casos;
Não valorizar a proteção ao cão errante;
Estimular a imunização anti-rábica animal;


210

14.5. Estratégias de prevenção

O tratamento profilático de pessoas agredidas previne a ocorrência de novos casos. Assim
o tratamento adequado é de suma importância para a eliminação da raiva humana. Lembrar que
pessoas sob risco devem tomar a vacina para evitar a doença.

A vacinação, periódica e rotineira, de 80% dos cães e gatos pode quebrar o elo da cadeia
epidemiológica, impedindo que o vírus alcance a população, interrompendo assim o ciclo urbano
da raiva.
A captura de animais e o envio de amostras ao laboratório ajudam no monitoramento da
circulação do vírus.
A eliminação de 20% da população canina visa reduzir a circulação do vírus entre cães
errantes, já que dificilmente consegue-se vacina-los, tornado-os fundamentais para a persistência
da cadeia de transmissão.



14.6. Referência bibliográfica


*Todas as informações deste protocolo (Raiva) foram retiradas do manual para o controle da raiva
elaborado pelo Ministério da Saúde
211

15. PROTOCOLO DE ENFERMAGEM – SAÚDE DO
TRABALHADOR


Entende-se por Saúde do Trabalhador um conjunto de atividades que se destina,
através das ações de vigilância epidemiológica e sanitária, a promoção, recuperação e
reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos, advindas das
condições de trabalho.
A Unidade Básica Saúde (UBS), tem como objetivo ampliar a assistência aos
trabalhadores, na medida em que passa a olhá-los como sujeitos a um adoecimento específico
que exige estratégias, também específicas de promoção, proteção e recuperação da saúde.























212
FLUXOGRAMA


POPULAÇÃO ALVO
(ANEXO 1)
Unidade Básica
de Saúde (UBS)
Atendimento de
Enfermagem
Verificar os sinais vitais
Encaminha para o atendimento
Agravo relacionado ao trabalho?
sim Não
Consulta Enfermagem
(Anexo 3)
Acompanhamento
médico
Complementação de dados
relacionados à ocupação
Conferência de ficha de
identificação
213
15.1. ANEXO 1 - População alvo:

Toda pessoa que exerça uma atividade de trabalho, podendo estar inserido tanto
no mercado formal ou informal do trabalho , inclusive na forma de trabalho familiar e
doméstico . As ações de saúde devem-se pautar na identificação de risco, com lesões de
natureza leve (anexo2), necessidade, condições de vida de trabalho, que em última instância
determina a forma de adoecer do trabalhador. Morador ou trabalhador na área de abrangência
da UBS.
15.2. Anexo 2 - CID -10 dos acidentes leves de trabalho

• CABEÇA

S00.9 Traumatismo superficial
S01.9 Ferimento
T20.8 Queimadura 1º grau
• PESCOÇO
S10.9 Traumatismo Superficial
S11.9 Ferimento
T20.1 Queimadura 1º
• TÓRAX
S20.8 Traumatismo superficial
S21.9 Ferimento
T21.1 Queimadura 1º grau
• ABDOME, DORSO E PELVE
S30.9 Traumatismo superficial
S31.8 Ferimento
T21.1 Queimadura 1º grau
• OMBRO E BRAÇO
S40.9 Traumatismo superficial

S41.0 Ferimento de ombro
S41.1 Ferimento do braço
T.22.1 Queimadura 1º grau
• COTOVELO E ANTEBRAÇO
S50.9 Traumatismo superficial
S51.0 Ferimento do cotovelo
S51.9 Ferimento do antebraço
T22.1 Queimadura 1º grau
• QUADRIL E COXA
S70.9 Traumatismo superficial
S71.0 Ferimento do quadril
S71.8 Ferimento da coxa
T24.1 Queimadura 1º grau
• PERNA
S80.9 Traumatismo superficial
S81.0 Ferimento do joelho
S81.9 Ferimento da perna
T24.1 Queimadura 1º grau
• PUNHO E MÃO
S60.9 Traumatismo superficial
S61.9 Ferimento
T23.1 Queimadura 1º grau
• TORNOZELO E PÉ
S90.9 Traumatismo superficial
S91.0 Ferimento do tornozelo
S91.3 Ferimento do pé
T25.1 Queimadura 1º grau


214
15.3. Anexo 3 - Consulta de Enfermagem

Notificar o agravo através do instrumento do SUS (anexo 4).
Articular e acompanhar quando necessário a assistência na rede de referência para
prevenção de seqüelas.
Solicitar a empresa a emissão da Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) (anexo 5),
quando for o caso .
Orientar o trabalhador sobre a questão previdenciária
Orientar o retorno quando necessário.

Atribuições: Papel do Enfermeiro na Saúde do Trabalhador
Programar e realizar ações de assistência básica e de vigilância à saúde do trabalhador.
Participar de investigações em ambientes de trabalho e junto ao trabalhador em seu
domicílio.
Investigar o local de trabalho, visando estabelecer relações entre a doença sob
investigação e os riscos/fatores de riscos presente no local de trabalho.
Planejar e participar de atividades educativas no campo da saúde do trabalhador.
Colaborar e participar de atividades educativas com trabalhadores, entidades sindicais e
empresas.
Orientar sobre direitos trabalhistas e previdenciários.
Após a alta hospitalar, realizar acompanhamento domiciliar registrando a avaliação na
ficha D - PSF (anexo6).
215
15.4. Anexo 5 - Solicitação de comunicação de - acidente de trabalho




De UBS: FONE:

Para EMPRESA: FONE:

Solicitamos a emissão da CAT, referente ao acidente ocorrido dia / /
com o trabalhador


Local / /







Assinatura
OBS: Após a empresa preencher a CAT ligar para a UBS (telefone acima) e solicitar retorno
com o médico do primeiro atendimento.






216
15.5. Conceitos

• CIDENTE DE TRABALHO: refere-se a todos os acidentes que ocorrem no exercício da
atividade laboral, ou no percurso de casa para o trabalho e vice-versa, podendo o
trabalhador estar inserido tanto no mercado formal como informal de trabalho; para a
Previdência Social: “acidente que ocorre pelo exercício do trabalho e a serviço da
empresa (fora do local de trabalho), ou durante o trajeto
(residência/trabalho/residência), provocando lesão corporal ou perturbação funcional
que cause a morte, a perda ou redução da capacidade para o trabalho permanente ou
temporária”.

• DOENÇAS OCUPACIONAIS: refere-se a um conjunto de danos ou agravos que
incidem sobre a saúde dos trabalhadores, causados, desencadeados ou agravos por
fatores de risco presentes nos locais de trabalho.

• CAT – COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO: é um formulário que deve ser
preenchido em todo o acidente ou doença do trabalho, permitindo que os serviços de
saúde gerem informações sobre a ocorrência destes agravos, norteando as ações de
prevenção e promoção da saúde dos trabalhadores.

• QUANDO PREENCHER A CAT?

- Em todos os casos de acidentes de trabalho (mesmo com menos de 15 dias de
fastamento, sem afastamento do trabalho e nos acidentes de trajeto).
- Em todos os casos de doença profissional.
- Em todos os casos de suspeita de doença profissional.

• QUEM DEVE PREENCHER A CAT?
O setor de pessoal da empresa deverá comunicar o acidente de trabalho à previdência
social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência, na falta ou omissão da CAT por
parte da empresa, o próprio acidentado pode formaliza-lo ou mesmo seus dependentes, a
entidades sindical competente ou qualquer autoridade publica (poderá faze-lo via Internet-
cadastramento da CAT).

• ENCAMINHAMENTOS DA CAT - é preenchida pela empresa em seis vias:
217
1ª via da CAT – INSS;
2ª via da CAT – SUS * segurar esta via na UBS e encaminhar posteriormente por malote
para Secretaria de Saúde – Programa;
3ª via da CAT – trabalhador;
4ª via da CAT – sindicato da categoria;
5ªvia da CAT – Delegacia Regional do Trabalho;
6ª via da CAT - empresa


OBSERVAÇÕES:

1. A empresa poderá comunicar o INSS via internet, imediatamente após o acidente. Deverá,
a seguir, proceder como o especificado acima.
2. No caso de recusa pela empresa o próprio acidentado, seus dependentes ou o sindicato
de sua categoria poderá preencher a CAT, em seis vias.


QUEM PREENCHER O CAMPO II DA CAT, ATESTADO MÉDICO?
O médico que realizou o primeiro atendimento ao acidentado, não há necessidade do
médico ser credenciado para o atendimento de acidente de trabalho, NEM TER
ESPECIALIDADE EM MEDICINA DO TRABALHO.

PORQUE NOTIFICAR OS ACIDENTES DE TRABLAHO?
Os acidentes devem ser notificados a Unidade de Saúde para obtenção de dados de
agravos à saúde do Trabalhador, através do preenchimento da ficha Individual de
Notificação do Sistema de Informações de Agravos – SINAN (será implantada posteriormente) e
ao INSS.
218
15.6. Bibliografia


MINISTÉRIO DA SAÚDE, Caderno de Atenção Básica nº 5 – Saúde do Trabalhador,
Brasília/2002.

Rocha, Lys Esther(et al) organizadores. Isto é Trabalho da Gente? Vida, doença e trabalho no
Brasil. São Paulo: Editora Vozes, 1993.

Laudine. Manual Instituição para o atendimento de trabalhadores vítimas de acidentes de
trabalho, Paraná/2003.


MINISTÉRIO DA SAÚDE – SAÚDE DO TRABALHADOR, Diretrizes para Atenção Básica –
Versão preliminar, Brasília/2000.

2

Conselho Federal de Enfermagem Lei 5.905 de 12 de julho de 1973 Conselho Regional de Enfermagem de Goiás Filiado ao C.I.E. – Genebra Diretoria Presidente: Enfª. Maria Salete Silva Pontieri Nascimento Secretária: Enfª. Marysia Alves da Silva Tesoureira: A.E. Maria Helena Carvalho Sá Comissão de Tomada de Contas Coordenador: T.E. Gilberto Ferreira Rosa 1º Membro: T.E. Irani Tranqueira dos Reis Almeida 2º Membro: Enfª. Luzia Helena Porfírio Berigo Conselheiros Vogais Enfª. Marta Valéria Calatayud Carvalho T.E. João Batista Lindolfo Delegada Regional Enfª. Kênia Barbosa Rocha Conselheiros Suplentes Enfª. Ana Cecília Coelho Melo Enfª. Ângela Bete Severino Pereira Enfª. Huilma Alves Cardoso Enfª. Laura Maria Isabela Tiago de Barros Enfª. Maria Alice Coelho T.E. Irani Batista da Silva T.E. Irani Castanheira Silva A.E. Maria Sebastiana Morais T.E. Marlene Lima de Carvalho

3

Autores
Dra. Ana Lúcia Queiroz Bezerra Associação Brasileira de Especialistas em Enfermagem (ABESE) Esp. Arineide Barreto Carneiro Conselho Estadual de Saúde (CES) Esp. Aparecida Divina Mendonça Secretaria Municipal de Saúde (SMS) Dra. Claci Fátima Weirich Universidade Federal de Goiás (UFG) Dra. Lícia Maria Oliveira Pinho Universidade Católica de Goiás (UCG) Esp. Luzinéia Vieira dos Santos Sindicado dos Enfermeiros do Estado de Goiás – SIEG Ms. Ludmilla de Morais Santos Pires Programa Saúde da Família / SMS Esp. Marisa Aparecida de Souza Silva Secretaria Estadual de Saúde / Superintendência de Políticas de Atenção Integral à Saúde (SES/PAIS) Esp. Martha Medianeira Garcez Bicca Conselho de Secretarias Municipais de Saúde(COSEMS) Ms. Maria Eliane Liegio Matão Universidade Católica de Goiás (UCG) Enfª. Márcia Lúcia Ferreira Sindicato dos Enfermeiros de Goiás - SIEG Dra. Nilza Alves Marques Almeida Universidade Federal de Goiás (UFG) Esp. Valdivina Mendes Pereira Secretaria Municipal de Saúde (SMS) Esp. Rozilda Rodrigues de Oliveira Na Criação representando o Sindicato dos Enfermeiros de Goiás, atualmente representa o (SINTFESP) Sindicato dos Trabalhadores Federais e Saúde e Previdência do Estado de Goiás e Tocantins.

4

Sobre os Autores

Ana Lúcia Queiroz Bezerra Enfermeira-Professora-Doutora da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás. Docente, Pesquisadora e Orientadora do Programa de Pós-Graduação na Área de Administração em Enfermagem e Educação Permanente. Arineide Barreto Carneiro Enfermeira-Especialista em Administração Hospitalar. Coordenadora de Enfermagem do Hospital das Clinicas da Universidade Federal de Goiás. Aparecida Divina Mendonça Enfermeira-Especialista em Metodologia do Ensino, Pesquisa e Assistência em Enfermagem a Nível Superior. Atua em Saúde Pública na Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia. Claci Fátima Weirich Enfermeira-Professora-Doutora em Ciências da Saúde. Docente Adjunto I na área de Saúde Pública da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás. Pesquisadora e Orientadora na Área de Gestão Pública de Saúde e Atenção Primária à Saúde. Lícia Maria Oliveira Pinho Enfermeira-Professora-Doutora em Ciências da Saúde. Docente Adjunto I do Departamento de Enfermagem da Universidade Católica de Goiás. Pesquisadora e Orientadora na área de Saúde Pública. Luzineia Vieira dos Santos Enfermeira-Especialista em Saúde da Família. Presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Goiás (SIEG). Ludmilla de Morais Santos Pires Enfermeira-Mestranda em Enfermagem/Dinâmica das Relações Humanas. Atua na Estratégia Saúde da Família da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia-GO. Marisa Aparecida de Souza Silva Enfermeira-Especialista em Saúde Pública e Enfermagem do Trabalho. Gerente de Gestão da Atenção Básica da Superintendência de Política de Atenção Integral à Saúde da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás.

Professora da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás. Pesquisadora e Orientadora na área de Saúde da Mulher. Docente. Saúde da Família e em Formação Pedagógica em Enfermagem/PROFAE. Membro da Comissão de Gestão e Planejamento de Materiais da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia. Professora Assistente I na área de Saúde da Mulher do Departamento de Enfermagem da Universidade Católica de Goiás. Márcia Lúcia Ferreira Enfermeira da Estratégia Saúde da Família na Secretaria Municipal de Saúde/Goiânia-GO. . Rozilda Rodrigues de Oliveira Enfermeira-Especialista em Saúde Pública.5 Martha Medianeira Garcez Bicca Enfermeira-Especialista em Saúde Pública e Formação Pedagógica em Enfermagem/PROFAE.Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal. Nilza Alves Marques Almeida Enfermeira-Professora-Doutora em Ciência de Saúde. Membro do Conselho Municipal de Saúde. Valdivina Mendes Pereira Enfermeira-Especialista em Saúde Pública. Maria Eliane Liegio Matão Enfermeira-Professora-Mestre-Doutoranda em Psicologia. Professora do Centro de Educação Profissional de Saúde do Estado de Goiás. Atua na Estratégia Saúde da Família do Município de Goiânia. Atua em Gestão de Serviços Públicos de Saúde .

prontos a intervirmos em contextos de incertezas e complexidades para fortalecer o Sistema Único de Saúde. Reúne informações que serão de grande valia para os gestores por ser um guia da atuação nos locais de trabalho. Maria Salete Silva Pontiéri Nascimento Presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Goiás Gestão 2008/2011 . do conhecimento e experiência de profissionais que atuam em instituições de saúde e de ensino na área da atenção básica. como sujeitos sociais que somos. em fazer rupturas em práticas e crenças internalizadas partindo para a competência técnica e política. por orientar as ações de educação permanente no ambiente da prática além dos estudantes interessados no cuidado em atenção básica. os aspectos que direcionam essa prática. assim como a importância deste material para a comunidade de saúde ligada à atenção básica. uma construção coletiva entre profissionais enfermeiros. pois implica. tornaram possível a sua realização. por respaldar o desempenho dos enfermeiros e demais profissionais da equipe de saúde. os quais. gestão 2005-2008 e gestão 2008-2011 do COREN Goiás com o apoio do COFEN sirva de inspiração para o surgimento de outros de igual qualidade. para que possamos avançar na consolidação da tão almejada qualidade na assistência de enfermagem. em conformidade com a política de saúde do governo federal. de segurança profissional. unidos aos ideais de qualidade. pelo seu conteúdo. Esperamos que este trabalho. É com satisfação que apresentamos à Enfermagem goiana e brasileira o Protocolo de Enfermagem em Atenção à Saúde de Goiás pelo mérito da qualidade. A adoção desse Protocolo deve ser tomada como um desafio. em forma de fluxograma.6 PREFÁCIO Este manual é o resultado do esforço. autonomia e compromisso ético. dotados de conhecimento. O manual trata de temas de fundamental relevância para a prática clinica do enfermeiro na atenção básica com o diferencial de contemplar. de percepção e sensibilidade para as questões da vida e da sociedade. muitas vezes. de raciocínio.

.......... 22 2.......................................................1.............4....... 38 3.... Anexo VIII ...... PROTOCOLO DE ATENÇÃO A SAÚDE DA CRIANÇA...........................1...............2.................................... 50 3.................. Anemia........7............................... Anexo 2B ...........2.........1.......................1.......12.3................................ Anexo II ......... 48 3...........................................sinais de normalidade do desenvolvimento .........................................3................... Objetivos:............ Queixas mais comuns na infância ........................3.... 21 2........ Exame físico: ..... 58 3............3................. 19 2........3...... Dermatite amoniacal (Dermatite de fralda/ Assadura) ........9........................................... Anexo 1A ................ 56 3.................1..... 59 3...............................13....... 45 3.............. 37 3..................................... Escabiose ....................2........... 3.............................. Dor de ouvido ..........Alerta às principais queixas .............................3......2..................................................................................4....................................................... 36 Profilaxia medicamentosa:...................................Aleitamento materno ..........................................1................................................... 44 3..... 31 Anamnese:............... 21 2..........6.....................3.......................................... 54 Moniliase oral ....................................................... Constipação intestinal .......................................................4. 3.................... 16 2............................. 46 3..................Toxoplasmose.......... 15 2...... Dermatite por picada de inseto .................................................................................................. 62 3.....quadro simplificado de sugestão da alimentação no 1º ano de vida para criança eutrófica .......................................................................... 62 3.........2...............................................3..............................4............3.... Anexo IV ................ Consulta de enfermagem à criança de 0 a 5 anos ..................................... 31 3..Vacinação..Consulta de enfermagem ... Miliária (Brotoeja)....... Pediculose ........................... Etapas da consulta: .15.....3.......................8............................ Anexo 4 – Plano B ....Sinais de alerta .................................11...............................Infecção urinária na gravidez .................................4...1............18... 30 3...............16...... 38 3. Cólica do recém-nascido:...................5........... Parasitose instestinal.................. Febre em crianças ................................................................................................ 61 3..........1........................... 53 3..................................... 29 3. Intertrigo.................3....................5........... 3.....1............. Operacionalização: ......3.............. Dermatite seborréica .......... A CRIAÇÃO... Diarréia.......... Impetigo ...............7 SUMÁRIO 1................ 66 ..............................3....... 41 3...... 3.... 55 3.......................3.. 61 3................3.................5............................................................Roteiro das consultas das subsequentes .. Anexo V ........................... PRÉ NATAL DE BAIXO RISCO ...............8............................................. Anexo 1B ...1............. 43 3................... Anexos .........3...3............................................. 40 3.........................4.............................................................. 23 3...................6.........................3. 31 3...........1...........................................................................7...........2.................4.........10........1.... 49 3...........3..................... Fluxograma do Pré-natal de Baixo Risco.......................... 19 2........... 47 3.............................. 65 3..... Anexo 2C – Alimentações para crianças com peso baixo (porções individualizadas)........................ 29 3.......4......................... Anexo I .. Anexo III .......4.................................................................3.... Anexo 2A – Ganho Ponderal ............. 60 3................................3.....1.4.. 15 2..3.........................................................................14...............2................. Coto umbilical.3........................ 61 3.......................................3....2................ Anexo VI ..... 12 2...................... 63 Anexo 3 – Plano A ...................... 28 3..................................................................1......17........................ Tosse/ Peito cheio ......... Indicação de medicamentos de rotina......................4............1.....3..........

................................ Métodos anticonceptivos .......................3..............4.......2.... SAT – Soro anti-tetânico ....................1............................................1.3.........................11... Anexo I .....2.....7........... 74 4....... Dispositivo intra-uterino: ....2...................................................................2..................................2................. Anexo I ...5... 92 5.................. 104 6..2. Referências Bibliográficas .......5.. 98 6.. Exame Físico Geral: ....................................Soroterapia .........3.....2....... 98 6............................3........................2.... 75 4................. Métodos de barreira: ............................ 108 a) Camisinha Masculina (camisinha ou condom):.....2......................................................1......... 69 4.............2............... Fluxograma ... Fluxograma de vacinação.......5.........................2............................................. 108 6.... Contra-indicações gerais para vacinação ...............indicações para uso de imunobiológicos especiais – normas para os CRIES.................... 100 6.......1.....2........................ 106 6............3..............................2...................1....... 75 4..........3.... Esquema para profilaxia do tétano ...............................Informações técnicas sobre vacinas ............... Exame de prevenção do câncer de mama........2...... Identificação da paciente: ..1.......3.. 97 6.....3..............................................Enfermeiro...8....... Referências bibliográficas:........... Técnica de realização do exame genital externo e interno:...2.................................................................. Fluxograma de Saúde do Adolescente ...........3.......................................1.......................... 94 5.............................................. 79 4...........................4.................. 95 6..1.......3.. 87 4......... 102 6...............................6..................2.........4................... Anexo II ............5..................2.............2............................5........................................ PROGRAMA DE SAÚDE DO ADOLESCENTE..............1............Conduta frente a alguns eventos adversos comuns a vários imunobiológicos.......8 3........... Rotina de rastreamento de câncer de colo uterino:........................ Exame Citopatológico de Papanicolaou ... Introdução............................................ Anexo VII ...2.3.......... 94 5. 68 3... 75 4......Consulta de enfermagem ........ 94 5...9....................3..........5......4. 77 4.....................2...................................3.......................10... 110 6.............. Assistência ao planejamento familiar ................................. PROTOCOLO DE ATENDIMENTO EM IMUNIZAÇÃO ...........Assistência ao planejamento familiar......... 106 6.....1......2.......................3.....1.........1............1................5..................... 99 6............Atividades de Educação Saúde:........... Anexo 5 ....3.. Métodos hormonais: ..... Anexo II ..................2.......................... 93 5........... Métodos comportamentais: ........................ 93 5....... Anexo I.................................... Anexo VIII ........................................ ............................ 105 6..........................1............................................ 71 4. Procedimentos prévios à administração de soros heterólogos.......Diluição e preparo de leite artifcial ....................................................... 90 4.......................................3.............. Soro anti-rábico..... 101 6...........1.... Consulta de enfermagem à mulher ......................... Anexo III ...3... 112 Métodos cirúrgicos ou esterilização .2..... 106 6............ 98 6. 114 6.................4. Exame genital interno .....................1..... Anexo IV .......1................... Bibliografia..... Anexo V .................... 81 4............................................... 71 4......................................................................... 78 4..........5........... 73 4.....1.....2...................... Fluxograma de Saúde da Mulher:........................Informações técnicas sobre vacinas................................... Exame genital externo: ........... 78 4.... 100 6.......3.....................................................................................................2........1.... Anamnese:...........................................2. Anexo III .......2.....1....................... Etapas da consulta .... 98 6.. PROTOCOLO DE ATENÇÃO A SAÚDE DA MULHER.......6........... 89 4...............................2.............2..... 96 6.......1..2............... 103 6......................2......3.........1..indicação de imunobiológico especial.................................... 96 6.Recepção ....................

.....3.......Consultas................ 156 8............. 8..............8.......... 142 8...3.............................2...3............ 140 8..5...........14.................3............. 118 6.................... Assistência ao climatério ..........................3...... 146 8.......................2..... Úlceras genitais.......... Tratar vaginose bacteriana ................................................ Notas do fluxograma de corrimento uretral ........2... Vaginose bacteriana ..................................... Anticoncepção:................................4..3....... 126 7.........................4............................................................ Candidíase vulvovaginal ..........1...................................1..10.....Fatores de risco associados ............2....... 118 6......3............ Fluxograma .......3.. Referência bibliográfica: ..... Orientações de Rotina:. 129 8...........................2..... PROTOCOLO DE ENFERMAGEM NA SAÚDE DA FAMÍLIA.. 137 8..3.............. 136 8........................................... 138 8..................................... 127 7................ 132 8.........3.........3.......3.... 9......................9 6..................................... Vulvovaginites ...........................3.... 148 8. Tratar clamídia e gonorréia..... 125 7.............1.3......... 154 Cancro mole ....3.......3............ Anexo I .... Uretrite gonocócica. 123 7..................................................5................1............... Anexo III – Atribuições do Enfermeiro.....................................3......7..4.......... 163 9.....................................Cadastramento ..................................2..3.9................... 163 9..................2....3............................3.......3...2..3...3.....1.... 141 8.........................2................................................................. Introdução.3.2.3......................11...................... PROTOCOLO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL ...............12...................7........Triagem .................................................... 1 Corrimento Uretral ..3..............................3...........3.................1...... Tratar tricomoníase e vaginose bacteriana (ao mesmo tempo)................. 133 Uretrite não gonocócica ....................3............. 118 6........2.........3....................... 158 8.........2..................................3...............................................13.......... 157 Donovanose ............................. 8.2.............. Introdução......... 167 ............................................ 119 6......... 152 8........ 136 8........3... Tratar candidíase ....... 134 8... Sintomas do período pré e perimenopausa: ...... 142 8............. Cervicite mucopurulenta............3................... Diagnóstico: ..........3...................................... Introdução ..........3.............3...............5. 153 8................... Anexo 1 .......................................................2...............1..............................................1.........1...1............................ tratar infecção por clamídia e gonorréia ..2................................... 126 7.......3...6........ 137 8.................3.. Identificação das síndromes.................. Anexo II .....2........... 150 8.........3.................. 144 8............. Tricomoníase genital ..................... Tratar sífilis e cancro mole .............2..... Anamnese (determinação do escore de risco) .......... 132 Paciente com queixa de corrimento uretral ........ 153 8............3...............................................................................................1.........2.....2.........3...... Escabiose ......................................2..... Linfogranuloma venéreo ....................................................................................2.1.. Pediculose pubiana ........................... Notas do fluxograma de corrimentos vaginais.....................................3....... 133 8.......1..........................................1... 129 8....................... 128 8..........................3..................2.....1.......................... Notas do fluxograma de úlcera genital ....... Reposição Hormonal: ( a critério médico).. 130 8.......................1....................................... Sífilis..... 8...1............4.............................. Tratar tricomoníase... 116 6.........3..2....................... 150 8....................................2......2.................................... 139 8.. Referencias bibliograficas: ........................................................... Anexo – 2 ......... 123 7.......... 165 9.........4......3............................... 132 8.................2............. 119 6..... 122 7..................... Corrimentos vaginais......3.........................................................................6..................................................3....................3...................3................1............................... PROTOCOLO DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS..........................................

...............3..........2............. Anexo IV ....1...... 180 10........... 188 12................................ Classificação ...3................ Referencias bibliográficas........... 175 10.. 174 10......................... 176 10.................... Anexo -4 ............4....... ANEXO 03 ........................ 173 10. Referencia bibliográfica.............7..3...............1.....................5.............4....................................... Triagem.................... 180 10...... 194 14.......2......................4........10 9................................ 189 13.1..1.......... ANEXO I ....1................................ 190 13....... Referências bibliográficas..... 193 13.............. Diabete Tipo 1 .......................1............................3..............5.............................2....1.....................Tratamento ....................................... 187 12.... 169 9..4......... Anexo 02 ......3.....................................................2................... 181 10....4............................ Anexo – 3 ............ Bibliografia........................... 178 10...... Educação . 189 12............................................................................5.....................................4............Consulta de enfermagem .4................... Conclusão...........................Consulta de Enfermagem: ..............................................................1.1...8..................................................................3.............................................................................3.........1...............................4..........................1.................. Conteúdo desejável .. Critérios para o diagnostico de diabetes e de regulação glicêmica alterada 176 10............2............................................................................................ 194 13.....................................................1............ Anexo II .............3........................ Dieta ................4...................................... PROTOCOLO DE ENFERMAGEM – RAIVA.......notificação ............................... 186 11..2......................1...........tratamento sintomático ..................3................................... ANEXO 01 ........................................4.................Tratamento: ...........................Sinais de Alerta da Dengue . 178 10..... 191 13... PROTOCOLO DE ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM DENGUE............ 185 11.pacientes em situações especiais . 167 9........3.....3......pós – Consulta médica (ce/cn/cp/cef)..................... 177 10..................... Referências bibliográficas....................................................................................................................................3......1. Anexo I ....................... 181 10..3......3..........Consulta de enfermagem ................. 193 13............................ Diabetico não-insulino dependente (tipo II)........ 195 14............5.... 182 10..................................................................... 185 11........................6.......................................... 192 13........ Principais objetivos do Tratamento .... ANEXO 02 .....1.3. 193 13..... Outros ...................................................1.......1... Anexo V ....................................2.........................Quimioprofilaxia: ... 184 11.......... PROTOCOLO DE ENFERMAGEM PARA CUIDADOS E TRATAMENTO DE PACIENTES COM HANSENÍASE..Casos especiais: ..... Atividade Física ..... 183 11............1... 179 10.................................................................. Anexo 01.......................1... Definição de casos ................4................. Tratamento ..... PROTOCOLO DE ENFERMAGEM PARA CUIDADOS E TRATAMENTO DE PACIENTES COM DIABETES MELLITUS ...................... 177 10...........1. 190 13... 188 12........... 185 Anexo 04..........3........5........................................ PROTOCOLO DE ENFERMAGEM PARA CUIDADOS E TRATAMENTO DE PACIENTES COM TUBERCULOSE .................................................................... Instrumentos disponíveis para Controle ............ Diabete tipo 2 ........... 186 12. 11................ 176 10........... 172 10............................................................................ Fluxograma de atendimento ao paciente suspeito de dengue ................................... Anexo 03 .........5............................................3................... Anexo III .........................................1........................ 195 ....

2...... 208 14.6...............6.........5.............4............5..................... Anexo 3 ...........1..........................1..2..................1...............acidente de trabalho ........1...........2.. Com a vacina Fuenzalida & Palácios modificada................... 14....... 199 14...1..........4..3..........1.....4.............. Anexo 2 ........... 210 14.......11 14............................... Conduta em caso de possível exposição ao vírus da raiva ...........1... 210 15...........1............................ 15................... 213 15.... Características do animal envolvido no acidente ...................... 209 14......3.............................4...2..........................CID -10 dos acidentes leves de trabalho.. 213 15.....................................4........... Bases gerais do tratamento ............ 218 .............................. Sobre o animal ..4... 195 14.............................................1....... 200 14........................................ Estratégias de prevenção .............. Conduta em caso de possível reexposição ao vírus da raiva ..................1.................................3.. Bibliografia..... 207 Sobre o ferimento . Referência bibliográfica........... 207 14................... Anexo 5 ..........................................1......... 215 Conceitos..População alvo: ....... Ações de educação em saúde ....Consulta de Enfermagem........ Com a vacina de Cultivo Celular ............ 205 14........ 211 15............................. Características do ferimento .................... ANEXO 1 ......................................... PROTOCOLO DE ENFERMAGEM – SAÚDE DO TRABALHADOR ................ Profilaxia pré-exposição . 195 14..... 216 15..1...................................................... 197 14.......................... 205 14....1.. 205 14. Conduta em caso de possível exposição ao vírus da raiva em pacientes que receberam esquema de pré-exposição .......................3....2................. 214 15..1.................................Solicitação de comunicação de ........1...........................

precisa desenvolver um trabalho com autonomia e maior resolutividade. o COREN –GO elegeu um grupo constituído de pessoas.Garcez Bicca – Conselho de Secretarias Municipais de Saúde(COSEMS) Maria Eliane Liegio Matão – Universidade Católica de Goiás (UCG) Márcia Lúcia Ferreira . Assegurando um atendimento com qualidade e ao mesmo tempo. Pinho – Universidade Católica de Goiás (UCG) Ludmilla M. como membro ativo da equipe multiprofissional.12 1. quais sejam: Ana Lúcia Queiroz Bezerra – Associação Brasileira de Especialistas em Enfermagem (ABESE) Arineide B Carneiro – Conselho Estadual de Saúde (CES) Aparecida Divina Mendonça – Secretaria Municipal de Saúde (SMS) Claci de Fátima W. Pires – Programa Saúde da Família / SMS Luzineia Vieira dos Santos . normatizem e proporcionem segurança e qualidade no desempenho das atividades da enfermagem. Com esse intuito e para atender a proposta de organizar o trabalho da Enfermagem. visto que o profissional Enfermeiro. publicado no Diário Oficial de 16/03/2003 Portaria COREN-GO 029/2003. inserido nos programas de saúde pública preconizados pelo Ministério da Saúde.Sindicato dos Enfermeiros de Goiás Nilza Alves Marques Almeida – Universidade Federal de Goiás (UFG) Valdivina Mendes Pereira – Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da . com representatividade local para tal finalidade.Presidente do Sindicado dos Enfermeiros – SIEG Marisa Aparecida de S. tornam-se cada vez mais. o relacionamento harmonioso. Silva – Secretaria Estadual de Saúde / Superintendência de Políticas de Atenção Integral à Saúde (SES/PAIS) Martha M. torna-se imperativo a elaboração de protocolos que orientem. Rosso . composto por enfermeiras gestoras. incentivando-se a colaboração.498/86 do Exercício Profissional Enfermagem. assistenciais e docentes. S. A CRIAÇÃO A idéia de criação de um manual de normas e protocolos de atendimento para os profissionais de enfermagem foi inspirada na preocupação do Conselho Regional de Enfermagem do Estado de Goiás em elaborar um roteiro prático. complexos e os avanços tecnológicos encontram-se cada vez mais intermediando o saber-ser e o saber-fazer das pessoas. que sirva para nortear as ações dos profissionais de enfermagem nas instituições de saúde.Universidade Federal de Goiás (UFG) Lícia Maria O. A atual tendência que se tem observado é que as pessoas em qualquer segmento trabalhem em equipe. a comunicação e a troca de experiências. autorizado pelo órgão competente na fiscalização das atividades desses profissionais. conforme salienta a Lei 7. representantes de órgãos de gestão públicas de saúde e de ensino. Considerando que os processos de trabalho desses profissionais. Sua elaboração e implantação tornaram-se necessária.

atuantes em locais distantes com dificuldade de acesso às informações. Os protocolos elaborados estão em fase de avaliação por especialistas das diversas áreas. Essa distribuição foi para otimizar o desenvolvimento das atividades. rotinas. que retratasse a realidade regional. e procedimentos ambulatoriais a serem implementados pelos Enfermeiros em Unidades Básicas de Saúde. destacando-se a atuação conjunta da equipe de trabalho e do COREN-GO. as expectativas foram atendidas. a critério dos responsáveis pelo seu conteúdo. sobre coleta de exames laboratoriais. na sede do COREN .13 Rozilda Rodrigues de Oliveira – Na Criação representando o Sindicato dos Enfermeiros de Goiás. O grupo realizou reuniões quinzenalmente. buscou-se desenvolver um protocolo básico. respaldado naqueles. Vale ressaltar que cada conteúdo elaborado no formato de protocolo. foram contempladas. o que contribuiu significativamente . O período de trabalho foi de fevereiro de 2003 a Julho de 2007. para discussão dos temas a serem abordados nos protocolos. que não mediu esforços para atender ás solicitações e por aproximação local e experiência profissional com o tema. Os Protocolos elaborados dizem respeito a: Programa de DST/AIDS Programa de Hipertensão e Diabetes Programa de Assistência Integral a Saúde da Criança Programa a Assistência ao Pré Natal de Baixo Risco Estratégia Saúde da Família Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher Programa de Assistência Integral ao Adolescente Programa de Assistência á Imunização Programa de Saúde do Trabalhador Programa de Combate à Tuberculose e Hanseníase Programa de Combate à Raiva Programa de Combate à Febre Amarela Quanto a avaliação do trabalho elaborado. O Grupo de Trabalho foi dividido em sub-grupos e para cada um deles foram distribuídos as temáticas dos protocolos a serem elaborados. definições de terminologias e informações outras visando facilitar o entendimento daqueles profissionais. A logística para implementação dos protocolos disponibilizar recursos para viabilizar esse trabalho. com referência aos objetivos propostos. era apresentado ao grupo de trabalho no mínimo duas vezes para discussão e aprovação. No nosso entendimento.GO. mas. regulamentados pelo Ministério da Saúde . Em casos específicos. atualmente representa o (SINTFESP) Sindicato dos Trabalhadores Federais e Saúde e Previdência do Estado de Goiás e Tocantins. A elaboração inicial desses protocolos era em outro momento. os quais posteriormente serão publicados e divulgados nas instituições de saúde e entre os profissionais da área de enfermagem.MS. elaborados e reuniões foi de responsabilidade do COREN-GO. ainda. constando de normas.

proporciona o desenvolvimento de seu fazer com segurança o que.14 A iniciativa. . de protocolar as atividades do Enfermeiro. certamente. é relevante por despertar no profissional o benefício em legalizar suas ações. resultará em melhoria da qualidade à saúde da população.

Rubéola. teste de coombs Indereto Consultas subseqüentes (Anexo II) 1ª Consulta de Enfermagem (Anexo I) Agendar consulta subseqüente Vacinação e Profilaxia (Anexo IV) ALERTA: Infecção Urinária: Toxoplasmose Sífilis. Os mais comuns são: hemograma completo. HbsAg. colpocitologia. grupo sanguíneo e fator RH. Hepatite B HIV. P R É N ATA L D E B A I X O R I S C O 2. HIV. Suplementação e Parasitoses Alerta às principais queixas (Anexo III) .15 2 . Glicemia e Hipertenção. glicemia. Parasitológico de fezes e EAS e colpocitologia (agendar consulta médica em 30 dias e alternar as seguintes entre enfermeiro e médico). toxoplasmose. Fluxograma do Pré-natal de Baixo Risco Mulher Atraso menstrual acima de 10dias e vida sexual ativa Solicitar 1º BHCG 2º Planotest BHCG / Planotest POSITIVO BHCG / Planotest NEGATIVO 1ª Consulta de Enfermagem (Anexo I) ________________________________ Solicitar exames conforme a rotina.1. VDRL. Encaminhar para Consulta Médica Ginecológica Em alguns casos Exames complementares: Colposcopia.

1 .4 .Queixa atual. Objetiva a detecção precoce de agravos que possam comprometer a gestante e ou feto e seu devido encaminhamento aos serviços de referencia.1 . 2.7 . Anexo I . 3.Dados de identificação. 3.2 – Ausculta cardio-pulmonar. 2 – Anamnese: 2.Avaliação das mamas.Verificação da situação vacinal. quando possível.3 . 3.Cálculo da DPP e IG a partir da DUM.4 . 2.5 .3 .Verificação das mucosas ocular e oral.16 2.2 . quando possível. (BCF).Exame: . 1 . 2. 3 . 3. 3.2.Avaliação do crescimento fetal.Exame Físico: 3. viabilizando seu acesso à unidade de saúde de forma adequada e eficaz.Medida da altura de Fundo Uterino (AFU).6 . PA e inspeção geral da mulher.Antecedentes familiares.Consulta de enfermagem O pré-natal é o período destinado ao acompanhamento da mulher durante toda a gestação. altura.Ausculta dos batimentos cardio-fetais. registrar a aferição de peso.5 . 2.Antecedentes pessoais (Geral Ginecológico e Obstétrico). 3. quando possível. A consulta de enfermagem consiste em assistir a gestante durante pré-natal de baixo risco.

7 .1.1 .HTLV.13 . 4.1.Teste de Coombs Indireto. 4.2. 4. 4.1.Sorologia para Citomegalovírus.2 .1.15 .1.Toque. 4.Solicitação de Exames de Rotina (conforme teste de triagem Pré-Natal): 4. 4.Anti-HIV.1.3 . .VDRL.1. 4.1 . 4. 4.Vaginal: Inspeção.6 .10 .7.Sorologia para Chagas.1 .Hemograma completo.17 3.Hav. 4.12 .1.1.8 .Sorologia para Toxoplasmose.14 . 4 – Conduta: 4.11 . 3.9 .1.2 – Especular (verificar necessidade de coleta para citologia oncoparasitária).Avaliação dos membros inferiores (presença de edema e varizes).Sorologia para Rubéola.5 . 4.2 .1.4 .1 .7.Solicitação de exames complementares (a depender das informações e clínica da gestante): 4. 3.Hcv.1. 4.8 .1. 4.EAS. 4.HbsAg.Glicemia de jejum.Tipagem sanguínea e Fator RH.1.Citologia Vaginal. 4.1.

5. 5 – Promover Orientações quanto: 5. 5. 5. 5. 5. . 4.8 .1 . . 5.importância do pré-natal. Observação: Caso seja necessário o uso de outros medicamentos.9 .Encaminhar para agendamento.2. sendo somente permitido o uso da piperazina nos casos de enterobíase e ascaridíase.atividade física e sexual. febre.gestação e parto. .2 .alimentação e ganho de peso. 5. encaminhar a gestante para o pré-natal de alto risco.7 .Parasitológico de fezes. sangramento.Ultra-sonografia (entre a décima e décima segunda semana de gestação).40g% ao dia) no primeiro trimestre. perda de líquido.3.6 .2 .sono e repouso.A incidência da parasitose intestinal é muito alta.vestuário.4 .18 4.Medicamento de rotina: .Uso de ácido fólico (0.Preparo das mamas e amamentação.11 .3 . O tratamento adequado se fará após o parto.2.5 . 5.aconselhamento quanto aos exames. 6 .10 .movimentação fetal. 5.possíveis intercorrências: contrações uterinas.Uso de sulfato ferroso (40mg ao dia) a partir do segundo trimestre. 5.

Anexo II . Ptialismo ou sialorréia – é o aumento da salivação. proceder ao registro de todas as informações no cartão da gestante (com o nº do SISPRENATAL) e também no prontuário da gestante.Alerta às principais queixas A gestante pode ter queixas relacionadas aos vários aparelhos.Medida da pressão arterial. 2. .3.Determinação do peso: anotar no gráfico e observar o sentido da curva para avaliação do estado nutricional da gestante. sendo as mais comuns: Náusea e vômito . geral e obstétrico (Ver Anexo I ).Roteiro das consultas das subsequentes 1 . O tratamento consiste no apoio. Anexo III .Atualização da idade gestacional.ocorrem especialmente nos primeiros meses de gestação.4.Revisão da ficha perinatal e anamnese atual. Gengivite .suspender ou abrandar o uso de escova e recomendar massagem na gengiva e agendar atendimento odontológico sempre que possível. causados principalmente pelos altos índices de hCG e fatores psicológicos. 3 . 5 .Exames físico. Aconselhar dieta semelhante à indicada para a náuseas e vômitos.19 Observação: Antes de encaminhar a gestante para o agendamento. 2. 2 . 4 . na alimentação adequada (comer pouca quantidade por vez. alimentos quentes ou frios) a persistir os sintomas encaminhar a consulta médica.

são dilatações venosas nos membros inferiores. Edema Geralmente motivado pela dificuldade de retorno venoso.a presença maciça de progesterona reduz a ação de toda a musculatura lisa. procedendo a esvaziamento da bexiga com maior freqüência. hidratação e atividade física regular. Polaciúria . Aconselhado não permanecer muito . sendo em geral suficiente o repouso. Hemorróidas .são vasos do plexo hemorroidário. devido à compressão da bexiga pelo útero grávido. Orientar uma dieta adequada. orientar a não retenção de urina. se possível em decúbito lateral. que podem sangrar ou mesmo sediar uma trombose.são mais freqüentes na segunda metade da gestação e acometem mais os membros inferiores. Aconselhado o uso de meias elásticas de média compressão e elevar os membros inferiores a cada duas horas.20 Tontura e vertigem .causada pelo refluxo gastroesofagiano. Dor lombar e dor hipogástrica . Constipação intestinal .motivadas pela alteração de postura e pela presença do útero grávido. Nestes casos. De uma maneira geral têm caráter predisponente familiar. manter uma boa hidratação e fazer uso de alimentos ricos em Potássio. Varizes .sintoma encontrado no início e final da gestação.orientar para que não faça mudanças bruscas de posição e evitar inatividade. correção alimentar com fibras e alimentos laxativos. quando de sua ocorrência. Deve-se moderar a atividade física. Cãibras . Neste caso aconselha-se consumir pequenas quantidades de alimento em um maior número de refeições. sentar-se com a cabeça abaixada ou deitar-se em decúbito lateral com os MMII ligeiramente elevados. Pirose ou azia .

* Grupo 2 .Administrada quando a gestante está exposta a moléstias e epidemias.6. que engloba toxóide diftérico e tetânico . . antiamarílica. tipo sarampo. É importante para as mulheres não grávidas receber estas vacinas. Anexo V .21 tempo em pé ou sentada. Corrimento vaginal – o aumento do fluxo vaginal é comum na gestação.vacinas que não devem ser usadas na gravidez: vacinas com vírus vivo. e contra a raiva (mordeduras) nos casos necessários. Nos casos de EAS com flora bacteriana elevada encaminhar para consulta médica. como por exemplo: contra hepatite B (com antígeno HbsAg). repousar ( ± 20 minutos) várias vezes ao dia com as pernas elevadas e o uso de meias elásticas de média compressão. Fazer o diagnóstico diferencial com DST. somente após afastar a presença de gravidez.vacinas que podem e devem ser administradas na gestação: dupla adulto.Infecção urinária na gravidez A infecção do trato urinário (ITU) consiste na presença de número significante (100. Anexo IV . 2. caxumba. 2. acompanhada ou não de sinais e sintomas.000 col/ml ou mais) de bactérias patogênicas no aparelho urinário.uma dose de reforço se a gestante já tiver sido vacinada. as quais devem ser tratadas conforme protocolo. Observação .5.Vacinação Podemos classificá-las em dois grupos: * Grupo 1 . há mais de cinco anos ou três no caso de não ter havido imunização anterior. rubéola e varicela.

doença na fase aguda. Forma para detecção Através de exame de sorologia para toxoplasmose na 1ª consulta: • • • • Se IgG e IgM negativo mãe não imune. que pode ser adquirida através do contato com fezes de felinos.Toxoplasmose Conceito Afecção parasitária. trabalho de parto prematuro. Se IgG positivo e IgM negativo considerar imune. Toxoplasmose Congênita Ocorre na maioria das vezes quando a mulher é infectada durante a gravidez. A infecção toxoplasmática transplacentária pode resultar em abortamento.22 2. Se IgG positivo e IgM positivo índices elevados. Se IgG negativo e IgM positivo encaminhar para tratamento. para essa gravidez. verduras cruas. podendo acometer o feto em qualquer fase de gestação. causada pelo protozoário Toxoplasma gondi. morte fetal e malformações congênitas. Sífilis A Sífilis Congênita é uma infecção causada pela disseminação hematogênica do Troponema pallidum. Repetir exame a cada 2 meses.7. casos esses que devem ser acompanhados. ocorrendo taxas de contaminação entre 70 a 100%. carnes mal cozidas ou cruas) e ainda por via placentária. ingestão de alimentos contaminados (frutas. As . Anexo VI .

Para isto. Orientada. Vantagens do Aleitamento Materno Para a mãe: • Involução uterina mais rápida pós-parto. Anexo VIII .23 conseqüências perinatais são variadas – abortamento. Necessita conhecer seu corpo e as mudanças que irão ocorrer. Nesses casos. deverá ser preparada e estimulada a amamentar o mais cedo possível. títulos falso-positivos pode ser devido à baixa especificidade do método utilizado. a mulher precisa estar segura e acreditar que o seu leite é adequado e suficiente para seu filho. 2. O aumento dos títulos indica doença ativa e necessidade de tratamento. Rastramento O rastreamento da sífilis materna é feito através do VDRL (Venereal disease research laboratory) quantitativo. Para amamentar com sucesso. Persistindo os títulos abaixo de 1:4 solicitar FTA-Abs. . sífilis congênita forma precoce e forma tardia. reavaliação do quadro clínico e repetição do VDRL em 1 mês. natimorto sifilítico. Considera-se como VDRL positivo todo título igual ou acima de 1:4.Aleitamento materno O leite materno é o melhor alimento para a criança e deve ser exclusivo até o 6º mês de vida e mantido com alimentos complementares até os 2 anos. Títulos menores podem significar doença ativa com títulos ascendentes. Lembrar: VDRL positiva-se cerca de 45 dias após a fase de cancro. a mulher se torna capaz e mais confiante ao compreender melhor as transformações e como isso iniciar o processo de lactação. hidropsia fetal.8.

alérgicas. Melhoria no índice de repetência escolar. Maior espaçamento entre os filhos. Maior interação mãe e filho. melhorando o desenvolvimento da arcada dentária. Proteção contra doenças: infecciosas. Economia. Economia de dinheiro que pode ser revertido para outros benefícios. desnutrição. gordura. Como é o leite materno O leite humano contém todos os nutrientes que a criança necessita até os seis meses de idade: proteína. Maior interação mãe e filho. Para o filho: • • • • É mais nutritivo. Para a família.24 • • • • • Proteção contra anemia pela menor perda de sangue no pós-parto. Menor incidência de câncer de mama. Melhoria da qualidade de vida da criança. Fácil acesso: o leite está sempre pronto. vitaminas e sais minerais. açúcar. cidade e nação: • • • • • Menor índice de Morb-mortalidade infantil. Proteção contra problemas odontológicos e suas conseqüências maléficas. fresco e na temperatura certa. De acordo com o período de lactação é classificado em: .

se dilatam formando ampolas. As glândulas mamárias são formadas de lobos que são compostos de lóbulos (como cachos de uvas) que contém alvéolos (os bagos das uvas). protege o bebê contra infecções e é rico em proteínas. É considerado a 1ª vacina do bebê. 2 . Contém mais gordura. É amarelo. fornecendo mais da metade da energia do leite materno. É rico em proteínas. A concentração de gordura é maior de 20 a 30 minutos após iniciada a mamada. Eles são ligados a ductos (canais) muito finos que se juntam a um ducto principal mais largo e comprido que termina no mamilo (bico do peito).Leite Posterior: surge no final da mamada. debaixo da aréola. Antes de chegar ao mamilo. vitaminas e sais minerais. quando o colostro se modifica. . 3º Leite maduro: é secretado em torno do 15º dia após o parto. as mamas aumentam de volume e as aréolas e os mamilos escurecem. lactose. Nos alvéolos é produzido o leite.Leite Anterior: surge no início da mamada. onde o leite fica depositado no intervalo das mamadas. Classificação de acordo com o tempo de lactação 1 . 2º Leite de transição: é secretado entre o 7º e o 15º dia após o parto.25 1º colostro: é secretado até aproximadamente 7 dias pós-parto. contendo fatores de proteção contra infecções e todos os nutrientes necessários para o crescimento e bom desenvolvimento do bebê. Durante a gravidez. É mais claro.

Apreender a região mamilo-areolar com as pontas dos dedos e cuidadosamente puxar. Não oferecer chupetas. • Expor os mamilos ao sol da manhã (entre 07:00 e 10:00 horas) diariamente por dez minutos. bucha vegetal ou escova dental com cerdas macias (Alguns estudos desaconselham esta medida por criar uma solução de continuidade da pele com o meio ambiente. consequentemente. pois já se sabe que mães com mamilo invertido conseguem amamentar normalmente e que os exercícios causam stress materno e desencorajam a amamentação). Manobras de Hoffman: com os dedos polegares na aréola. para cima e para baixo. água e outros leites. No pós-parto: • • • Estimular a mamada precoce. para baixo cerca de 20 vezes ao dia. Orientar exercícios para exteriorização dos mamilos (Também é desaconselhado.26 Cuidados com a mama Na gravidez • • Não utilizar cremes hidratantes ou óleos na região areolar. suavemente. Não oferecer ao bebê chás. 2. torcer e dobrar. 1. . puxar a pele para cima. no sutiã na região dos mamilos. para a direita. esquerda. Friccionar os mamilos após o banho com toalha. aumentando a exposição a microrganismos patogênicos). várias vezes de cada lado. • • Descosturar ou fazer pequeno furo.

27 Posicionamento do RN para mamar • • Manter o corpo da mãe ereto. Apenas tocar com o mamilo ou o dedo o canto da boca do RN que ele se voltará em direção ao toque. O queixo do RN deve estar encostado na mama. . levar o RN a mama e não o contrário. Todo o corpo do RN deve estar encostado no corpo da mãe e de frente para ela (barriga com barriga). • Não empurrar a cabeça do RN em direção ao peito pois ele terá o reflexo de afastá-lo. • • Toda aréola ou maior parte dela deve estar dentro da boca do RN.a mãe deverá escolher uma posição confortável para amamentar. abrindo a boca. Observação .

com o objetivo de reduzir a morbidade e mortalidade de criança de 0 a 5 anos.Acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento (CD).498/86 e Resoluções do COFEN 195/1997. P RO T O C O L O D E AT E N Ç Ã O A S A Ú D E D A CRIANÇA Este protocolo foi elaborado para ser um facilitador no momento da assistência prestada à criança.Diagnóstico e tratamento das doenças prevalentes na infância. à família e/ou ao cuidador durante a consulta de enfermagem. o atendimento a grupos educativos e a visita domiciliar.28 3 . A atuação do enfermeiro na atenção à saúde da criança.Imunização. que são as seguintes: . 271/2002. os Dez passos da alimentação saudável e Assistência Integral às Doenças Prevalentes na Infância. conforme as ações preconizadas pelo Ministério da Saúde. O Ministério da Saúde. respaldados pela Lei do Exercício Profissional Nº 7. Com isso o Ministério da Saúde propõem um conjunto de ações básicas.Estímulo e apoio ao aleitamento materno e orientação para alimentação saudável. visa à proteção. . a adequada assistência pré-natal. . A saúde da criança nos primeiros anos de vida tem relação direta com o planejamento familiar. ao parto e ao . . implantou várias ações e entre elas o Programa de Assistência Integral à Saúde da criança (PAISC). 272/2002. . à promoção e à recuperação da saúde.Realização do Teste do Pezinho.

O Ministério da Saúde propõe o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento (CD) de 0 a 5 anos. como também com as medidas de promoção.1. pois fazem parte do mesmo processo. terapêutica ou encaminhamento adequado. Estimular os Dez Passos da Alimentação Saudável com orientação para criança menor de 2 anos (Brasil. descrição. desenvolvimento psico-motor. ocorrência de doenças. Estimular a formação de grupos educativos de puericultura. cuidados gerais e acesso aos serviços de saúde) e por refletir as condições de vida da criança. estado nutricional. O Crescimento é considerado como um dos melhores indicadores de saúde da criança. 3. Consulta de enfermagem à criança de 0 a 5 anos A consulta de enfermagem consiste na avaliação sistemática do crescimento. 2002b). em razão de sua estreita dependência com os fatores intrínsecos (genéticos. 2002a). Prestar assistência de enfermagem às queixas comuns na infância. . de proteção e de recuperação. no passado e no presente (BRASIL. social e psíquico do bebê. metabólicos e malformações) e extrínsecos (alimentação. 3. situação vacinal. habitação e saneamento básico.1.1. higiene. avaliação e todas as ações propostas no programa. mas exigem abordagens diferentes e específicas para sua percepção. Objetivos: Acompanhar o crescimento e desenvolvimento de criança de 0 a 5 anos.29 puerpério.

assim como observar e denunciar acidentes e violência domestica contra a criança. 2. Agendar consulta médica no 1º mês (preferencialmente nos primeiros quinze dias.1B) deverá ser realizado em consulta de enfermagem e médica ou através de grupos educativos de acordo com a realidade epidemiológica da região e/ou em função da presença de equipe multidisciplinar na Unidade Básica de Saúde.2.1. Acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento da Criança de 0 a 5 anos Nº de consultas 1º ano de vida 2º ano de vida 2º ano ao 5º ano de vida Dia/Mês Mensalmente Trimestralmente Semestralmente . para garantir a coleta e avaliação do teste do pezinho) e também aos 6 e 12 meses. Agendar a consulta de rotina do enfermeiro pelo menos uma vez por mês. Contemplar os direitos da criança (estatuto da criança). 3. se possível na mesma data das vacinas. Inscrever no Programa toda criança residente na área de abrangência. Visitas domiciliares para crianças que apresentaram alterações no estado de saúde e/ou em caso de faltosos às consultas de rotina.30 Reduzir a morbidade e mortalidade nesta faixa etária. independente da condição de risco o mais precocemente possível. até o 12º mês. Operacionalização: 1. Quadro1. O acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento da criança de 0 a 5 anos (Anexo 1A .

Investigação do antecedente pré-natal (realização de pré-natal. respiração (observar tórax e freqüência respiratória). a ingestão de outros alimentos. vacinação (verificar se a carteira de vacina está em dia e orientar continuidade). Observar hipoatividade ou abatimento da criança. convivência familiar e social. tipo de parto. Etapas da consulta: 3. . Anamnese: Apresentação e identificação da criança.2B . hábitos (sono e outros). teste do pezinho (verificar se foi realizado.31 3. Investigar características individuais.3. caso não encaminhar). irritablilidade ou choro excessivo.2C). Queixas (história atual e sintomas). o consumo de líquidos.2. problemas psiquiátricos maternos).1. Alimentação/aleitamento: avaliar o aleitamento materno. observando freqüência e amplitude) e pressão arterial (casos necessários).1. pulso (tomar pulso radial ou carotídeo. má higiene. doenças na gestação. sinais vitais: temperatura (região axilar no mínimo 3 minutos). 3. Exame físico: O exame físico deve sempre ser detalhado. abandono ou negligência (em caso de evidências. nº de filhos.3. outras intercorrências). encaminhar para o conselho tutelar local). o número e tamanho de porções diárias e a aceitabilidade da dieta pela criança ( Anexos 2A .3.1.1. antecedentes neonatais (peso e idade gestacional ao nascer. sinais de maus tratos. uso de drogas.

face interna das bochechas. pesquisar desvio de septo nasal e presença e aspecto de secreção. língua e palatina. Pescoço: inspeção e palpação de gânglios (tamanho.32 Observar e registrar no prontuário e cartão da criança. Cabeça: formato e simetria do crânio e face. expansibilidade torácica e uso de músculos acessórios. Acuidade auditiva através dos pestanejamento dos olhos. Em crianças maiores sussurrar a uma distância de aproximadamente 3 metros. implantação das orelhas. Nariz: inspeção e palpação. susto ou direcionamento da cabeça em resposta ao estímulo sonoro. fotofobia. . dor). presença de visão pela observação de reflexos visuais. exoftalmia. tipo e ritmo respiratório. fechamento entre 18 e 24 meses. Ouvidos: forma. alterações. estrabismo. rigidez de nuca. presença de hiperemia e outras alterações. Fontanelas: anterior (bregmática) 4 a 6 cm ao nascer. lacrimejamento. Pulmão: percussão e ausculta. Boca e faringe: inspeção dos dentes e gengivas. posterior (lâmbdia) mede de 1 a 2cm . cor da esclerótica. integridade do couro cabeludo. microftalmia. presença e aspecto de secreção. anisocória. Olhos: aspecto e simetria dos olhos. presença de tiragem. sinais de raquitismo e mamilos. fecha por volta de 2 meses. Tórax: forma e simetria. constricção visual direta e consensual à luz. mobilidade.

lesões e hidratação. presença de cianose e edema. bochecha. a causa desconhecida. intensidade. volume e abaulamento. observar presença de dor e rigidez. . rósea e opaca. coloração. A pele do RN. Abdômen: Presença de hiperemia e secreção no coto umbilical (mumificação completa entre 7º e 10º dia de vida). lábios e nuca.33 Coração: ausculta de freqüência. Alterações que podem ocorrer na pele do RN: Eritema tóxico – pequenas lesões eritematopópulosos disseminadas que desaparecem em poucos dias. Pele e mucosas: elasticidade. Marca do bico da cegonha – cor rósea. nariz e desaparecem nos 2 primeiros meses de vida. inguinais e ventrais. alterações globais de forma. Descamação fisiológica – ocorre devido à passagem do meio líquido para o gasoso principalmente nas mãos e pés. não salientes. desaparece até o primeiro ano de vida. macia. pálpebras. aparecem na fronte. Milium sebáceo – são glândulas sebáceas aumentadas. presença de hérnias umbilicais. auscultar e realizar palpação superficial e profunda). Mancha mongólica – mancha arroxeada que se localiza na região dorso glútea do RN. A presença de cor amarelada significa icterícia. normalmente está lisa. ritmo e qualidade. é visível após as primeiras 24 horas de vida. Nerus materno – manchas avermelhadas disseminadas. situadas no queixo. do batimento. Observar sinais de alteração na região do fígado e rins (percutir. normalmente relacionada à miscigenação de raça. localiza-se na região frontal e nuca.

Hemangioma – afeta o tecido subcutâneo. mobilidade e curvatura. espinha bífida. fimose ou contaminação por urina. assimetria e marcha. Genitália Meninos – verificar presença de fimose e testículos na bolsa escrotal (criptorquidial). palpação de pulso. área afetada e dificilmente desaparece. alteração de temperatura. são vênulos interligados dando cor azulada a pele que a recobre e raramente desaparece. paralisias. edemas. Meninas . varia o tamanho. perfuração anal. pode ocorrer presença de secreção mucóide ou sanguinolenta nos primeiros dias de vida. o RN deverá abrir e fechar os braços. tufos de pelos e hipersensiblilidade. fissuras. ocorre devido ao estreitamento do prepúcio. postura.hímen e presença de secreção vaginal. Avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM): avaliação dos reflexos: reação de Moro . Coluna vertebral: rigidez. Extremidades: deformidades. . fezes e sujeiras). outras alterações.34 Marca vinho do porto – coloração vermelho-púrpura. observar presença de Bálano (inflamação do prepúcio e glande. Observar região anal.deixar o recém-nascido em decúbito dorsal. sobre um lençol e fazer um movimento brusco puxando o lençol.

cutaneoplantar (Babinsky): fazer estímulo na região lateral externa do pé no sentido ascendente (calcanhar para os dedos). Desenvolvimento pôndero-estatural (DPE): Anexo 2A Evolução do Peso: Registrar a aferição de peso e estatura no Cartão da Criança. para garantir a avaliação e o diagnóstico nutricional. o bebê estenderá os joelhos. Sucção: ao tocar os lábios com a própria mão da criança. depois ganha de 20 a 30 g/dia durante os 3 primeiros meses de vida e . e observar se ele responde com flexão de todos os dedos (desaparece mais ou menos no 6º mês). perde 10% do peso de nascimento até o 10º dia de vida. 2º ano de vida: 0. a resposta deverá ser de extensão com ou sem abertura em leque dos dedos.5 cm por mês. ela responde com movimento de sucção dos lábios e da língua (presente até 3º mês). No caso de RN prematuro nem todos os reflexos podem estar presentes. Marcha: elevar o bebê em suspensão vertical segurando pelas axilas. realizar o contato da planta dos pés com a superfície.35 pressão palmar: colocar o dedo na palma da mão do bebê . O Recém-nascido geralmente.5 cm por mês. 5º ao 12º mês de vida: 0. Evolução do perímetro cefálico esperado do 1º ao 2º ano de vida 1º e 2º mês de vida: 2 cm por mês. Observação: todos esses reflexos respondem as condições de maturidade dos centros nervosos e devem ser anotados. 3º e 4º meses de vida: 1. através da curva de percentil. sobre uma superfície dura.3 cm por mês.

Evolução do crescimento: (estatura) 1º semestre – 15 cm 2º semestre – 10 cm 1 ano – 25 cm 2 anos – 10 a 12 cm 3 a 4 anos – 7 cm até o início da puberdade – 5 a 6 cm Dentição: A boca da criança deve ser limpa desde o nascimento. umedecido em água filtrada. após cada mamada e/ou refeição com a ponta de uma fralda de pano ou outro tecido macio. Não há consenso sobre o fato da erupção estar relacionada com picos febris ou diarréia. Indicação de medicamentos de rotina a) Puericultura / Pediatria Prematuros e Pequenos para a idade gestacional (PIG): encaminhar para a consulta médica (durante o primeiro mês de vida). . Algumas crianças já nascem com dentes. Considera-se a marcação de vários pontos na curva (pelo menos três) e avalia-se o traçado como: Ascendente – satisfatório Horizontal – sinal de alerta Descendente – sinal de perigo .2.36 triplica o peso de nascimento até o 12º mês de vida. 3. outros poderão não tê-los até um ano de idade.

37 3. (exceto para crianças com fórmulas infantis fortificadas com ferro). • Vitamina A administrar para crianças residentes em áreas onde a hipovitaminose A for endêmica e que não recebam leite materno. .000 UI / ampola) 1 2 4 Drágea (50. durante dois meses. Profilaxia medicamentosa: • Sulfato ferroso – prematuros .1. RN a Termo – Em aleitamento materno exclusivo: a partir do 6º mês ou desmame até o 24º mês de vida. Dar 100 mg ou 5. diminuindo-se para 1mg/kg/dia até 24º mês. 1mg/Kg/dia. com intervalo mínimo de 6 meses. ou em crianças que apresentem sinais de xeroftalmia (cegueira noturna decorrente da carência de vitamina A) ou desnutrição grave.devem receber desde o 1º mês – 2mg/kg/dia. • Menbendazol – indicar a partir de 1 ano de idade (com mais de 10 kg). (preferencialmente com suco de laranja e orientar o uso de canudinho para aquelas crianças que já podem utilizar).0 ml 2 vezes ao dia durante 3 dias. b) Em casos de crianças com história anterior de anemia.2. VITAMINA A IDADE Até 6 meses 6 a 11 meses 1 a 4 anos Ampola uso oral (50.000 UI / ampola) 1 2 4 Exames de rotina • Hemograma completo: a) Solicitar durante a realização da consulta de enfermagem e com dúvidas em relação ao grau da palidez palmar e mucosas.

3. 3. infestações por parasitas recorrentes.38 • Protoparasitológico de Fezes (PPF) a) Solicitar 3 amostrar. Anemia Anemia Ferropriva é o tipo mais comum de anemia. quando: diarréia freqüente. Queixas mais comuns na infância 3. fezes com presença de muco.3.1. CONSULTA MÉDICA Marcar retorno em 14 dias Melhora do quadro clínico? Sim Não Manter acompanhamento conforme proposta do fluxo de atendimento . decorrente condição em que o conteúdo total de ferro orgânico encontra-se inferior ao nível normal do ferro necessário para a síntese da hemoglobina. ANEMIA CONSULTA DO ENFERMEIRO Palidez palmar leve e/ou Hb de 10 a 11 g/dl Palidez palmar grave e/ou Hb < de 7 g/dl Seguir orientações e prescrição de sulfato ferroso de acordo com a idade e peso.

Avaliar antecedentes de criança: prematuridade. Associar o Sulfato Ferroso a sucos ricos em vitamina C e administrar 30 minutos antes das refeições.0 ml ao dia 4 a 11 meses ( 6 – 10Kg) 1 a 2 anos 3 a 4 anos (10 – 14Kg ) (14 – 19Kg) Observações: Solicitar hemograma completo se durante a realização da Consulta do Enfermeiro houver dúvida quanto à palidez palmar. Prescrição de Ferro: Prematuros e Pequenos para a idade gestacional (PIG): encaminhar para a consulta médica (durante o primeiro mês de vida). Avaliar alimentação e orientar a mãe para o uso de alimentos ricos em ferro. Orientar o uso de Sulfato Ferroso com canudinho devido à destruição do esmalte dos dentes.7 ml ao dia 3 mg/kg/dia ou 30 gotas ou 1. . baixo peso e morbidade neonatal. Idade /Peso 2 a 3 meses ( 4 – 6 Kg ) Sulfato Ferroso 3 mg/kg/dia ou 15 gotas ou 0.5 ml ao dia 3 mg/kg/dia ou 40 gotas ou 2.0 ml ao dia 3 mg/kg/dia ou 30 gotas ou 1.39 Cuidados de enfermagem: Avaliar o tipo de aleitamento e aceitação das refeições de sal. Alertar para a mudança de coloração das fezes e os cuidados com os dentes.

Prescrição medicamentosa: Benzoato de benzila 25% ou similar 25%. . Escabiose Doença de pele.3. produzida por ácaro parasita. higiene pessoal. investigar outros casos no núcleo familiar e escolar.2. ESCABIOSE CONSULTA DO ENFERMEIRO Apresenta prurido intenso. caracterizada por lesões multiformes (vesículas e/ou pústulas) e pela presença de irritação e prurido intenso.40 3. contagiosa. lesões disseminadas e exudato purulento? Apresenta prurido intenso e lesões disseminadas? CONSULTA MÉDICA Cuidados de Enfermagem Retorno c/ 7ias Não Melhora do quadro clínico? Sim ALTA Cuidados de enfermagem: Orientar: sobre transmissibilidade. higiene com roupas pessoais e de cama. prevenção na família.

3. durante 6 noites. Observação: orientar precaução com medicamentos (manter longe do alcance de crianças e fazer somente uso local). Pediculose Dermatose causada pela infestação por piolhos.3. por 3 noites seguidas ou creme permetrina 5% passar nas lesões 1 vez à noite. caracterizada por prurido intenso e lesões cutâneas PEDICULOSE CONSULTA DO ENFERMEIRO Localização de lêndeas e/ou parasita no cabelo Cuidados de Enfermagem Retorno c/ 5ias Melhora do quadro clínico? Não Sim Investigar as causas e repetir o tratamento ALTA .3. na proporção de 1:3.41 Aplicar após o banho diluído em água.

Prevenção na família. utilizar o pente fino. Prescrição medicamentosa: 1 – Monossulfiram e/ou Benzoato de benzila conforme bula: até 2 anos: diluição 1:3 com água filtrada ou fervida (fria). . repetir tratamento após 7 dias Loção de permetrina a 1%. Investigar outros casos no núcleo familiar e escolar. Remoção das lêndeas manualmente umedecendo os cabelos com vinagre morno diluído em água na proporção (1:1). 2 anos: diluição 1:1 com água filtrada ou fervida (fria).42 Cuidados de enfermagem: Orientar: Hábitos de higiene. dose única e repetir tratamento após 7 dias.

43 3. Manter unhas curtas e limpas. em forma de cúpula. As extremidades e região da cintura pélvica são as mais acometidas. desaparecendo freqüentemente pela escoriação. com vesículas às vezes umbilicadas. amido de milho 3 a 4 vezes ao dia ou chá de camomila para o banho.4. DERMATITE CONSULTA DO ENFERMEIRO Apresenta prurido intenso. Dermatite por picada de inseto Pápulas pruriginosas. É desencadeado por picada de insetos (uma só picada faz com que surjam inúmeras lesões).3. lesões disseminadas e exudato purulento? Apresenta prurido intenso e lesões disseminadas? CONSULTA MÉDICA Cuidados de Enfermagem Retorno c/ 7ias Não Melhora do quadro clínico? Sim ALTA Cuidados de enfermagem: Orientar: Uso de mosquiteiro ou telas nas janelas. Indicar uso de pasta d´água. .

fricção. Suspender o uso de lenços umedecidos. Suspender fraldas descartáveis. Usar cremes a base de óxido de zinco (hipoglós). fezes e irritantes químicos DERMATITE AMONIACAL CONSULTA DO ENFERMEIRO Cuidados de enfermagem Retorno em 3 dias Sim Melhora do quadro clínico? Manter cuidados Prescrição medicamentosa Não Retorno com 5 dias Não Consulta médica Melhora do quadro clínico? Sim ALTA Cuidados de enfermagem: Orientar: Lavar o local com água morna a cada troca de fralda. . Usar amido de milho na água do banho e/ou fazer pasta (diluir em água até obter consistência cremosa) para uso local.3.5. microorganismos. lavandas. Prescrição medicamentosa: Usar Nistatina creme após cada troca de fralda por 5 dias.44 3. Dermatite amoniacal (Dermatite de fralda/ Assadura) Erupção inflamatória da área de fralda causada por urina. Lavar adequadamente as fraldas e enxaguar com solução de vinagre. soluções de limpeza de pele). assim como outros produtos industrializados (óleos. umidade.

Lavar a cabeça com sabonete neutro.6. Dermatite seborréica Infecção do couro cabeludo decorrente da hiperatividade das glândulas sebáceas.45 3. DERMATITE SEBORRÉICA CONSULTA DO ENFERMEIRO Sim Apresenta sinais de infecção e/ lesões extensas? Consulta médica Não Cuidados de Enfermagem Retorno em um mês para reavaliação Melhora do quadro clínico? Não Sim ALTA Cuidados de enfermagem: Orientar: Passar no couro cabeludo.3. Deixar por 1 hora e retirar com escova ou pente fino delicado. . Vaselina salicilada a 2% (100ml de vaselina líquida para 2 gramas de AAS) ou óleo vegetal.

Aplicação do amido de milho diretamente sobre a pele. Prescrição: Óleo mineral para hidratar a pele. Usar roupas que não provoquem suor. Exposição ao sol pela manhã e final de tarde de 5 a 15 minutos.7. . INTERTRIGO CONSULTA DO ENFERMEIRO Sim Apresenta secreção purulenta? CONSULTA MÉDICA Cuidados de Enfermagem Não Retorno c/ 3 dias NÃO Melhora do quadro clínico? SIM ALTA Cuidados de enfermagem: Orientar: Lavar o local com água e sabonete neutro. Cremes para assaduras. Secar bem o local.46 3. Intertrigo Lesão hiperemiada de dobras decorrentes de maceração pelo suor excessivo.3.

causada por estreptococos ou por estafilococos.8. caracterizada por vesículas e bolhas que se rompem e desenvolvem crostas amarelas.47 3. IMPETIGO CONSULTA DO ENFERMEIRO Sim Não Apresenta lesões em grande quantidade e exudato ? CONSULTA MÉDICA Cuidados de Enfermagem Retorno c/ 2 dias NÃO Melhora do quadro clínico? SIM ALTA Cuidados de enfermagem: Orientar: Lavar as lesões com água morna e sabão neutro.3. Impetigo Infecção primária da pele altamente contagiosa. . Romper as vesículas com cotonete embebido em álcool 70%.

Banhos freqüentes.3. puriginosa.9. Enxaguar o bebê após o banho com: 1 litro de água contendo 2 colheres (de sopa) de amido de milho.48 3. 3 vezes ao dia ou aplicar o amido diretamente na pele como se fosse talco. ou aplicar pasta d´água 3 vezes ao dia. Usar sabonetes neutros. Miliária (Brotoeja) Lesão eritematosa microvesicular. MILIÁRIA CONSULTA DO ENFERMEIRO Sim Apresenta sinais de infecção? CONSULTA MÉDICA Cuidados de Enfermagem* Não Retorno c/ 7dias NÃO Melhora do quadro clínico? SIM ALTA Cuidados de enfermagem: Orientar: Usar roupas leves. desencadeada por calor excessivo e umidade. . após o banho.

laranja. mamão.10. vômito. ocasionando grande esforço por parte da criança e dor. CONSTIPAÇÃO INTESTINAL CONSULTA DO ENFERMEIRO Apresenta febre.49 3. dor ou distensão abdominal.3. Oferecer chá de ameixa preta (1 a 2 ameixas de molho em meio copo com água filtrada). anorexia e/ou hemorróida? Apresenta dor ou distensão abdominal. Aumentar a ingestão hídrica. . Constipação intestinal É a eliminação de fezes de consistência dura. Oferecer alimentos ricos em fibras (vegetais folhosos e legumes crus. cenoura cozida. em pequenos volumes. farelo de trigo e aveia). Exercício e massagem abdominal. fissura anal e anorexia? CONSULTA MÉDICA Cuidados de Enfermagem Retorno c/ 5 dias Não Melhora do quadro clínico? Sim ALTA Cuidados de enfermagem: Orientar: Diminuir alimentos obstipantes (batata. fissura anal. independente do intervalo entre as evacuações. tomates verdes. cenoura crua. banana-maçã e farináceos).

3. orientar o uso adequado do leite e/ou a troca do leite. orientar alimentação da mãe e se for complementar ou artificial.11. cólicas de repetição. Parasitose instestinal Infestação ou infecção do trato intestinal por parasitas. dor náuseas ou vômitos Cuidados de enfermagem Tratar oxiúros ou ascaris Solicitar 3 amostras de PPF (dias diferentes) Retorno em 30 dias Melhora do quadro clínico? Cuidados de enfermagem. diarréia persistente. constipação intestinal. Prescrição conforme o agente etiológico Sim Não ALTA CONSULTA MÉDICA .50 Observação: Em recém-nascidos com amamentação exclusiva pode ocorrer ausência de evacuação até 8 dias sem a presença de outros sintomas. Investigar amamentação: se exclusiva. PARASITOSE INSTESTINAL CONSULTA DO ENFERMEIRO Queixa de prunido anal e/ou saída de vermes nas fezes Saída de verme pela boca ou nariz Dor periumbilical.3.

Tinidazol . Os mesmo efeitos colaterais e aversão ao álcool. PRESCRIÇÃO: Parasitoses Ancilostomíase Ascaridíase Enterobíase Tricocefalíase ou Tricuríase Substância Ativa Mebendazol Esquema terapêutico Para <10kg: 10mg/kg72 vezes dia/3dias Para >10kg: 100mg/2 vezes dia/3dias. Nunca comer carne crua. dose única. mosca e outros animais.51 Cuidados de enfermagem: Orientar: Utilizar água tratada ou fervida. 200mg/dose/2 vezes ao Boa eficácia. Proteção dos alimentos contra poeira. Efeitos colaterais pouco freqüentes. dia/4 dias. Teníase e Himenolepíase Giardíase Albendazol Mebendazol Metronidazol 400mg/dia/por 3 dias. Para > de 2 anos. 50mh/kg/dose única. gastrointestinais. Semelhante ás do mebendazol. principalmente antes das refeições e após evacuações e ao preparar os alimentos. 15 a 20mg/kg/dia. Manter vasos sanitários e fossas sempre cobertas e higienizadas. Não usar água parada para o banho ou para brincar. Albendazol 400mg/dia. neurológicos. 2 Efeitos colaterais vezes ao dia/ 5 a 7 dias. Se for indicado remédio não esquecer de usar conforme foi indicado. Aversão ao álcool e urticária de contato. Manter as mãos sempre limpas. Observações Eficaz em infestações múltiplas. Lavar bem os alimentos e deixá-los de molho em água com Hipoclorito 2% (2 gotas por litro) por 30 minutos. ás vezes dor abdominal e diarréia. Manter as unhas curtas e limpas. Estar sempre com os pés calçados. Comer carne bem cozida ou assada.

2 vezes/2dias Esquistossomose (S. 400mg/dia. Efeitos colaterais são gastrointestinais e vertigem. Aversão ao álcool Tinidazol Estrongiloidíase Albendazol Tiabendazol Tiabendazol 50mh/kg/dose única. 3 dias.52 Amebíase Metronidazol 35 a 50mg/kg/dia. dose única ou 25mg/. dose única ou 25mg/. Aversão ao álcool e urticária de contato. mansoni) . 50mg/kg/. por 3 dias. 2 vezes/2dias 50mg/kg/. 3 vezes ao dia/ 5 a 10 dias.

fontanela normal e turgor da pele preservado.53 3. SEM DESIDRATAÇÃO DESIDRATAÇÃO DESIDRATAÇÃO GRAVE Anexo 3 . Consulta médica Plano C .Referir urgentemente ao hospital para terapia intravenosa. turgor da pele diminuído. não consegue beber ou bebe mal.3. irritada. sem sede. apresentando algumas vezes muco e sangue (disenteria).tratar diarréia com SRO no Serviço de Saúde. . Diarréia Doença caracterizada pela perda de água e eletrólitos. DIARRÉIA CONSULTA DO ENFERMEIRO Diarréia há mais de 14 dias CONSULTA MÉDICA Não Apresenta sangue nas fezes? Sim Não Classificação do estado de hidratação Alerta.12. e conseqüente aumento do volume e da freqüência das evacuações e na diminuição da consistência das fezes. olhos fundos. turgor da pele muito diminuído. bebe avidamente com sede. olhos fundos.Plano A tratar diarréia em casa Anexo 4 -Plano B e Anexo 5. olhos brilhantes. Inquieta. Letárgica ou inconsciente.

54 Terapia de reidratação oral Cálculo do volume de soro a ser administrado: Volume = 2 x % de perda de peso conforme grau de desidratação x 10 x peso em kg. -Identificar a possibilidade de resgatar o aleitamento materno .13. .Seguir a diluição e preparo do leite artificial (Anexo 5) Retorno em sete dias ou antes se necessário Avaliar Distensão Abdominal Choro persistente Quadro febril Gemência Consulta medica imediata . fracionando em intervalos de 15 a 20 minutos) 3.3. Cólica do recém-nascido: CÓLICA DO RECÉM-NASCIDO Consulta do Enfermeiro SIM Aleitamento materno exclusivo? NÃO Orientações e cuidados de enfermagem . Tempo de reposição = 4 a 6 horas (doses de 50 a 200 ml/h.Diluição e preparo do leite.Freqüência e consistência das evacuações.

3.55 Cuidados de Enfermagem: Orientar: Colocar a criança em decúbito dorsal apoiada sobre os braços. Evitar o beijo próximo aos lábios. 4 vezes ao dia. Moniliase oral Infecção na mucosa causada pelo fungo Cândida albicans. . 3. pimenta. Orientar a higiene com água e sabão e fervura dos bicos das mamadeiras. massagear o abdome com movimentos circulares e depois aplicar compressa morna (orientar bem o responsável sobre o uso da compressa).14. chupetas e objetos de mordedura. chocolate. Limpar a região oral com dedo indicador envolvendo-o em fralda limpa e umedecida com a solução de água bicarbonatada durante 7 a 10 dias. Cuidados de enfermagem: Orientar para evitar o uso de chupeta ou mamadeira. Dieta da nutriz (evitar café. Não utilizar nenhum medicamento tipo anti-espasmódico ou chás. resultando em um tipo característico de secreção em forma de grumos brancos. aderindo à língua e à bochecha da criança. Higiene oral com água bicarbonatada: 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio em 1 copo de água fervida (75 ml) e fria. doces).

protegendo a região periumbilical consulta médica imediata Retorno em 2 dias .0 ml de nistatina suspensão oral 100. Orientar as mães que estão amamentando quanto a higiene rigorosa das mamas antes e após a amamentação.3. 1 vez ao dia durante 1 minuto.56 Prescrever 1.000 UI/ml para uso na mucosa oral 4 vezes ao dia. Coto umbilical COTO UMBILICAL CONSULTA DO ENFERMEIRO Não Avaliação do coto umbilical Apresenta anormalidade? CUIDADOS DE ENFERMAGEM Sim Sinais de infecção e presença de secreção Presença de granuloma Cuidados de enfermagem e encaminhar para Cuidados de enfermagem Orientação: cauterização com nitrato de Prata 2%. dez minutos após higiene com água bicarbonatada e manter o esquema por no mínimo 3 dias após o desaparecimento dos sintomas. 3. em bastão.15. Retorno para consulta de enfermagem após o tratamento ou se não apresentar melhora.

A necessidade de não usar fralda ou faixas sobre a região. talcos. Aplicação de álcool 70% após cada troca de fralda. .57 Cuidados de enfermagem: Orientar: Higiene diária com água e sabão. enxaguar e secar bem. A não utilização de outros produtos como: pomadas. A mãe ou cuidador quanto aos sinais de infecção. moedas etc.

Oferecer dieta fracionada. mofo ou bolor da casa. Tosse/ Peito cheio TOSSE/ PEITO CHEIO CONSULTA DO ENFERMEIRO Presença de tiragem subcostal ou estridor em repouso e/ou comprometimento geral? Sim Não Encaminhar urgentemente a consulta Continuar consulta do enfermeiro médica ou ao hospital Presença da freqüência respiratória aumentada ou sibilância ou tosse há mais de 30 dias Não Sim CONSULTA MÉDICA Cuidados de enfermagem e retorno com 5 dias Melhora do quadro clínico? Sim Não ALTA Cuidados de Enfermagem: Orientar: Aumento da ingestão hídrica para fluidificar as secreções. .16. Repouso com restrição de atividades físicas diárias. Caso apresente os sinais de alerta: respiração rápida. Remover a umidade. Deixar a criança em decúbito dorsal com cabeceira elevada ao dormir. tiragens e ruídos respiratórios. Controle da temperatura. Manter a casa ventilada. Evitar fumar na presença da criança. Inalação com 3 a 5 ml de Soro Fisiológico 0.3.58 3.9% três vezes ao dia. retornar à unidade de saúde.

Vômito em jato. Petéquias. 1 gota/2kg de 6 em 6 horas (Orientar para não utilizar ácido acetil salicílico . . Explicar risco de administração em intervalo menor de 6 horas. Não consegue beber água ou se alimentar. Se a temperatura for > 37. Compressas frias nas regiões axilares. Atividade convulsiva.AAS).3.17.5 ºC: administrar Paracetamol 1 gota/kg ou Dipirona 500 mg/ml. Exantema.59 3. Rigidez da nuca. Febre em crianças FEBRE EM CRIANÇAS CONSULTA DO ENFERMEIRO Letargia. Abaulamento de fontanela. Desconforto respiratório. abdominal e frontal. Sim Não Consulta médica urgente ou Continuar Consulta do Enfermeiro Foco Infeccioso? Sim Consulta médica Não Cuidados de Enfermagem: Retorno em 24 horas ou antes se necessário Melhora do quadro clínico? Não CONSULTA MÉDICA Sim ALTA Cuidados de enfermagem: Orientar: Vestimentas leves. Aumentar ingesta hídrica.

18.3. Dor de ouvido DOR DE OUVIDO CONSULTA DO ENFERMEIRO Apresenta secreção purulenta ou otoscopia alterada? Apresenta tumefação atrás da orelha? Sim Não Não Sim Cuidados de Enfermagem Encaminhar ao hospital de referência CONSULTA MÉDICA Melhora do quadro clínico? Não Sim ALTA Cuidados de enfermagem: Orientar: Controle de temperatura e medicar se (temperatura >= 37. Secar o pavilhão auditivo 3 vezes ao dia com algodão ou gaze e substituir o chumaço de algodão até quando o pavilhão auditivo estiver seco. .5 ºC). Fazer compressa morna no período noturno (explicar cuidados com compressa para evitar queimaduras).60 3.

anda com apoio Caminha sozinho Fechamento de fontanelas Controle de esfíncteres Anexo 1B .61 3.4.1.4.Sinais de alerta Ação Não sustenta a cabeça Não senta sem apoio Não engatinha Não anda . Idade 4 meses 7 meses 12 meses 18 meses Ação Reflexos subcorticais Segue a luz Sorri. Anexo 1A .1.sinais de normalidade do desenvolvimento Idade Recém – nascido 1 mês 2 meses 3 meses 4 meses 5 meses 6 meses 7 meses 8 meses 9 meses 10 meses 12 meses 14 meses 18 meses 18 a 24 meses 3. Anexos 3.1. balbucia Sustenta a cabeça Agarra objetos Gira sobre o abdome Mantem-se sentado Preensão palmar Pinça digital Põe-se sentado Engatinha De pé.4.

2. avaliar e orientar a alimentação complementar adequada (anexo 1-C) Consulta Médica Imediata Retorno conforme rotina Retorno no máximo c/ intervalo de 15 dias Agendar consulta médica imediatamente Retorno no máximo c/ intervalo de 15 dias 3.4. Anexo 2A – Ganho Ponderal GANHO PONDERAL PESO NORMAL/ Faixa de normalidade nutricional: entre os percentis 3 e 97 e/ou a curva ascendente (Gráfico NCHS) RISCO NUTRICIONAL: entre os percentis 3 e 10 e/ou a curva horizontal ou descendente (Gráfico NCHS) PESO BAIXO: entre os percentis 0.2.4.1 e 3 e/ou a curva horizontal ou descendente (Gráfico NCHS) PESO MUITO BAIXO: abaixo do percentil 0.1 e/ou a curva descendente (Gráfico NCHS) Avaliar e orientar a alimentação da criança de acordo com a idade Investigar possíveis causas.1.62 3. Anexo 2B . avaliar e orientar a alimentação da criança (anexo 2-C) Investigar possíveis causas.quadro simplificado de sugestão da alimentação no 1º ano de vida para criança eutrófica Idade (meses) Período Pela manha intervalo Menores de 6 meses C/ leite materno exclusivo livre demanda livre demanda livre demanda Menores de 6 meses C/ leite artificial Alimentação láctea Papa de frutas Papa salgada 6a7 meses C/ leite materno Leite materno Papa de frutas Papa salgada 6a7 meses C/ leite artificial Leite de vaca + fruta ou ceral/ tubérculo Papa de frutas Papa salgada 8 a 11 meses C/ leite materno 8 a 11 meses C/ leite artificial Almoço Meio da tarde livre demanda Papa de frutas Papa de frutas Papa de frutas Leite materno + Leite de vaca fruta ou + fruta ou cereal/ ceral/ tubérculo tubérculo Fruta da Fruta da época época Refeição da Refeição da família família adequada adequada em em consistência consistência e tempero e tempero Leite Leite de vaca materno + + fruta ou fruta ou ceral/ .

1 colher de sopa cheia de carne moída. de dia e de noite. 1 colher de chá de óleo vegetal. 2 colher de sopa cheia de cenoura cozida e amassada. 2 colheres de chá de óleo vegetal.3. pelo menos 8 vezes ao dia em cada 24 horas Crianças que estão em aleitamento materno exclusivo. 4 colheres de sopa de arroz cozido. 1 colheres de chá de óleo. não dar nenhum outro alimento ou líquido A partir dos 6 meses. 1 colher de sopa de açúcar e 1 colher de sopa de abóbora cozida amassada. oferecer de forma lenta e gradual outros alimentos. 1 colher de sopa de açúcar.63 cereal/ tubérculo tubérculo Refeição da Refeição da família família adequada adequada em em consistência consistência e tempero e tempero Leite Leite de vaca materno C/ leite artificial Leite de vaca + fruta ou cereal/tubérculo Fruta da época Refeição da família Leite de vaca + fruta ou cereal/tubérculo Refeição da família Final da tarde livre demanda livre demanda Alimentação láctea Leite materno + fruta ou cereal/tubé rculo Leite de vaca + fruta ou cereal/ tubérculo AlimenLeite Leite de tação materno vaca láctea Crianças maiores de 12 meses C/ leite materno Pela manhã Leite materno + fruta ou cereal/tubérculo Intervalo Fruta da época Almoço Refeição da família Meio da tarde Leite materno + fruta ou cereal/tubérculo Final da tarde Refeição da família Á noite À noite OBSERVAÇÕES: Até os seis meses de vida Amamentar ao peito tantas vezes quantas a criança quiser. .4. 200 ml de leite líquido integral (1 copo). 200 ml ou 1 copo de leite integral. mantendo o leite materno até 2 anos de idade. 3. Anexo 2C – Alimentações para crianças com peso baixo (porções individualizadas) Dieta 1 Dieta 2 Dieta 3 4 colheres de sopa de arroz cozido.

Oferecer 6 vezes ao dia. Se estiver em aleitamento misto: Substituir com mais aleitamento materno ou . 2. Dieta 6 OBSERVAÇÃO: o arroz pode ser substituído por fubá. Se a criança estiver em aleitamento materno exclusivo. 4. 4. Dieta 4 200 ml ou 1 copo de leite integral.64 4 colheres de sopa de arroz cozido. 3. Variar as dietas para a criança não enjoar. Oferecer o peito entre as refeições sempre que a criança solicitar. 1 colher de sopa de açúcar. 4 colheres de sopa de cenoura cozida e amassada. Recomendações para a alimentação da criança com diarréia persistente 1. 3. aumentar a freqüência e o tempo das mamadas de dia e de noite. 1 colher de chá de óleo vegetal. 1 e ½ colher de sopa de Fubá. Garantir que a criança coma de cada vez as quantidades indicadas • • • 03 – 05 kg – ½ de copo 05 – 10 kg – 2/3 de copo 10 – 14 kg – 1 copo 5. Dieta 5 1 colher de sopa de carne moída e cozida. 1 copo de água do cozimento da cenoura. 4 colheres de sopa de massa de feijão peneirado. 1 copo de caldo de feijão. 1 colheres de chá de óleo vegetal. utilizando metade da quantidade do arroz e cozinhando por 3 a 4 minutos. 1 colher de sopa de fubá. 6. *Orientar a mãe/cuidador: 1. Retornar imediatamente se a criança recusar a comida. Dar líquidos adicionais para combater a dessidratação. Utilização da dieta até o próximo retorno. Continuar alimentando. 2.

Se a criança não estiver em regime exclusivo de leite materno. produtos com soja etc. Se a criança se alimentar de leite materno. além do leite materno com colher ou copo. pode se dar SRO (Soro de Reidratação Oral). ou seja.4. água de arroz. 3. . açúcar a 5% e óleo a 3% ou Substituir.4. dar 1 ou mais dos seguintes: Solução SRO. metade do leite por alimentos semi-sólidos ricos em nutrientes ou Substituir por produtos com baixo teor de lactose como iogurte. tratamento para desidratação.65 Reduzir o volume de leite oferecido em cada refeição. misturando com igual volume de mucilagem de arroz a 3%. Anexo 3 – Plano A Tratar a Diarréia em Casa • Dar líquidos adicionais (tanto quanto a criança aceitar) • Recomendar à mãe: Amamentar com maior freqüência e por tempo mais longo a cada mamada. soro caseiro) ou água potável. É especialmente importante dar SRO em casa quando: Durante esta visita a criança recebeu o tratamento do Plano B ou Plano C. líquidos caseiros (tais como caldos.

Mostrar à mãe/cuidador a quantidade de líquidos adicionais a dar em casa além dos líquidos habituais: Até 1 ano – 50 a 100 ml depois de cada evacuação aquosa. Caso esteja amamentando dar o peito sempre que a criança desejar. Durante um período de 4 horas administrar. aguardar 10 minutos e depois continuar.4. porém mais lentamente.5. no serviço de saúde. Se a criança vomitar. Anexo 4 – Plano B Tratar a Desidratação com SRO As crianças com desidratação deverão permanecer no serviço de saúde até a reidratação completa. . Continuar a dar líquidos até a diarréia parar. Entregar um pacote ou mais de SRO para a mão/cuidador se necessário. • • Continuar a alimentar Retornar com 24 horas 3. a quantidade recomendada de SRO. 1 ano ou mais – 100 a 200 ml depois de cada evacuação aquosa • Recomendar à mãe/cuidador: Administrar pequenos goles de líquidos de uma xícara.66 Se a criança não puder retornar a um serviço de saúde se a diarréia piorar: Ensinar a mão/cuidador a preparar a mistura e a dar SRO.

Continuar a amamentar no peito sempre que a criança desejar. Demonstrar para a mãe/cuidador como administrar a solução de SRO.< 19 g SRO (ml) 200 – 400 400 – 700 700 – 900 900 . Se. Se a criança quiser mais SRO do que as quantidades citadas. Dar com freqüência pequenos goles de líquidos usando uma colher. em situações excepcionais.1400 * Somente utilizar a idade da criança quando desconhecer o peso. . Se possível. Após 4 horas: Reavaliar a criança e classificá-la quanto à desidratação. começar a alimentar a criança no serviço de saúde.< 10 kg 10 . dar mais. porém mais lentamente. Orientar sobre a quantidade de SRO a ser administrada até completar o tratamento em casa. a mãe/cuidador precisar ir para casa antes de terminar o tratamento: Orientar como preparar a solução de SRO em casa. Se a criança vomitar aguardar 10 minutos e depois continuar.< 12 kg 12 . A quantidade aproximada de SRO necessária (em ml) também pode ser calculada multiplicando o peso da criança (em kg) por 75. Selecionar o plano apropriado para continuar o tratamento.67 • Determinar a quantidade de SRO a ser administrada durante as primeiras 4 horas: IDADE* Até 4 meses 4 a 11 meses 12 a 23 meses 2 a 4 anos PESO < 6 kg 6 .

. 2.6. Continuar a alimentar 3.4. Entregar também um pacote adicional. Para constituição do leite 10%: 1 colher das de sobremesa em 90ml de água fervida. Recomenda-se após os quatro meses oferecer o leite e outros alimentos. Dar líquidos adicionais 2. Explicar as 3 regras do Tratamento Domiciliar: 1.Diluição e preparo de leite artifcial Volume e número de refeições lácteas por faixa etária no primeiro ano de vida Idade 1ª semana a 30 dias 2-3 meses 3-6 meses 7-12 meses Volume* 60-120 ml 150-180 ml 180-200 ml 180-200 ml Nº de refeições 6-8 5-6 4-5 2-3 * Observação: valores aproximados de acordo com a variação do peso corporal do lactente nas diferentes idades. Para constituição do leite 15%: 1 colher das de sopa cheia em 85ml de água fervida. que deve ser referida urgentemente ao hospital para tratamento IV (intravenosa) ou SG (sonda nasográstrica). Quando retornar a unidade de saúde Consultar o Plano A quanto aos líquidos recomendados e consultar o quadro ACONSELHAR A MÃE OU CUIDADOR OBSERVAÇÃO: PLANO C é indicado para DESIDRATAÇÃO GRAVE. Anexo 5 . 3. Reconstituição do leite em pó integral e fluido 1.68 Entregar uma quantidade de pacotes de SRO suficiente para completar a reidratação. tal como recomendado no Plano A.

Organização Panamericana de Saúde. 48p. São Paulo. Normas e rotinas para a atenção básica à saúde. n. Série A.11. 3% de amido (farinha de milho. Departamento de Atenção Básica. Ministério da Saúde. arroz) e 3% de óleo vegetal. Orientação para a promoção da alimentação saudável para a criança menor de dois anos de idade. 100p.69 3. 2003. Goiânia. Julho 2002b. Gráfica Aliança. PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PAULO. Diretoria da rede básica. Série Cadernos de Atenção Básica. aveia. Dez Passos da Alimentação Saudável: orientação para crianças menores de 2 anos. 3. BRASIL. PREFEITURA MUNICIPAL DE GOIÂNIA. Brasília – DF. Referências Bibliográficas SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE. Secretaria de Políticas de Saúde. . Coordenação de Atenção Básica. n. 2/3 de leite fluido + 1/3 de água fervida (70ml de leite + 30ml de água) Observação: O leite de vaca integral diluído a 10% ou 2/3 pode necessitar de acréscimos calóricos pela adição de 5% de açúcar. BRASIL. Um guia para o profissional de saúde na atenção básica. Secretaria de Políticas de Saúde. 173. Normas e Manuais Técnicos. Saúde da Criança: acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil. Ministério da Saúde. 2002. 2002a. SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE.5. Atenção à Saúde da Criança – Protocolo de Enfermagem. Coordenação do Programa de Saúde da Mulher. Brasília – DF.

Brasília – DF. Secretaria de Políticas de Saúde. Ministério da Saúde. Área de Saúde da Criança e Aleitamento Materno. Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância. . Atendimento à Criança de 1 semana a menos de 2 meses idade. 1999. Brasília – DF. Coordenação de Saúde da Criança. Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância. Departamento de Atenção Básica. Ministério da Saúde. Organização Panamericana de Saúde. Atendimento à Criança de 2 meses a menos de 5 anos de idade. Módulo 2. 124p. BRASIL. Secretaria de Políticas de Saúde.70 BRASIL. Avaliar e Classificar a criança doente de 2 meses a 5 anos de idade. 1999. 124p.

garantindo a imunidade. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) tem como uma das suas competências estabelecer normas básicas para a execução das vacinações. clínicas e subclínicas – estimulando o sistema linfóide e sensibilizando-o (isto é. Introdução O programa de imunização é uma prioridade nacional.1. e portanto uma responsabilidade das três esferas gestoras de saúde: Federal. dando origem a memória linfocitária. onde o desempenho. é possível evitar a doença infecciosa. com a vacinação. Imunização ativa artificial vacinas: Os processos artificiais de imunização ativa têm como objetivo proporcionar proteção específica e duradoura contra doenças transmissíveis – por imitação ao que se observa na natureza com as infecções naturais. Estadual e Municipal. . e baseado nessas normas este protocolo está sendo elaborado. P RO T O C O L O D E AT E N D I M E N T O E M IMUNIZAÇÃO 4. então. Imunização passiva . Antecipando-se à infecção natural. de seres humanos previamente vacinados ou que estejam na convalescença da doença em apreço (imunoglobulinas homólogas = imunoglobulinas humanas). a eficiência e eficácia pressupõem uma organização e avaliação técnica das atividades voltadas ao cidadão.71 4 .soros e imunoglobulinas: A imunização passiva artificial é proporcionada por anticorpos inoculados no organismo do indivíduo suscetível. Esses anticorpos podem ser obtidos de animais hiperimunizados (imunoglobulinas heterólogas = soros) ou. antes que os indivíduos se exponham ao patógeno responsável pela infecção natural.

a eficácia dessa proteção é tanto maior quanto mais curto o tempo decorrido entre a exposição dos anticorpos. quando não há possibilidades de se aguardar o tempo de latência necessário para que se estabeleça a imunidade após a vacinação. O atendimento ao cliente na Unidade de Saúde segue o fluxograma a seguir. atividades de alto risco) em que se indica a aplicação de soros ou imunoglobulina humanas antes que tenha ocorrido a exposição ao agente infeccioso. Há circunstâncias tais como (viagens a áreas endêmicas. recorre-se à imunização passiva artificial.72 Em emergência. . Esta é capaz de conceder proteção imediata ao receptor de soro ou imunoglobulina humana.

Atualizar o esquema vacinal Fazer nova busca ativa Através de telefone. orientar o cliente e encerrar o caso Vacina indicada imediatamente Encaminhar à sala de imunização Vacina indicada posteriormente. conforme indicação e registrar em formulários específicos da Unidade Carimbar e rubricar no cartão de vacinação do cliente o imunobiológico aplicado Arquivar os cartões de controle Avaliar reações imediatas do cliente e reforçar quanto às reações adversas tardias Se não ocorrer reações adversas. Anexo III Não Compareceu na data aprazada Sim Fazer busca ativa dos faltosos quando o período for superior a 30 dias do agendamento Segue calendário de vacinação Não compareceu a Unidades de Saúde Compareceu a Unidade de Saúde. aerograma e visita domiciliar .73 4.2. conforme o caso Indicação de imunobiológico especial anexo II Administrar o imunobiológico. Fluxograma de vacinação Cliente procura ou é referendado à Unidade de Saúde para vacinação Consulta de enfermagem(anexo I) Vacina não indicada. Orientar o cliente. adiar ou aprazar. reforçar o retorno do cliente na data aprazada Se ocorrer reações adversas.

em Clientes: • • • Com imunodeficiência congênita ou adquirida. por exemplo. Deve ser adiada a aplicação de qualquer tipo de vacina em pessoas com doenças agudas febris graves. assim como eventuais complicações. Acometidas com neoplasia maligna. Em tratamento com corticosteróides em esquemas imunodepressores ou submetidas a outras terapêuticas imunodepressoras (quimioterapia antineoplásica. a princípio. Em situações epidemiológicas de risco. As contra-indicações especificas estão descritas no anexo V . como. Também deve ser adiada a aplicação de vacinas de bactérias ou vírus inativados (ou as constituídas por seus produtos ou componentes) em pessoas submetidas a tratamento com imunodepressores. devido ao risco teórico de danos ao feto.74 4.3. sobretudo para que seus sintomas e sinais. febre amarela. salvo situações de alto risco de exposição a algumas doenças virais imunopreviníveis. • Em mulheres grávidas. radioterapia). para algumas vacinas especiais esta recomendação deve ser avaliada. não sejam atribuídos à vacina administrada. Contra-indicações gerais para vacinação As vacinas de bactérias ou vírus vivos atenuados não devem ser administradas. transfusão de sangue ou plasma. por causa da possibilidade de resposta imune inadequada.

4.75 4. Procedimentos prévios à administração de soros heterólogos A administração dos soros heterólogos pode trazer complicações graves. Anexo II .Soroterapia 4. evitando as falsas contra-indicações. solicitando as informações necessárias e verificar as vacinas que devem ser administradas.1. Anexo I . Em função disso. Avaliar se há motivo para adiar a vacinação ou para não aplicar determinada vacina. Orientar sobre a importância da vacinação e de completar o esquema básico.5. verificar quais vacinas devem ser administradas. Orientar o cliente. sua administração só pode ser feita em serviços de saúde preparados para o tratamento de complicações. estimulando a vacinação de outros membros da família. . o que implica na existência de equipamentos de emergência e na presença do médico junto à equipe. observando as indicações e possíveis contraindicações à administração dos imunobiológicos. • Abrir o Cartão de Vacinação para aqueles clientes que comparecem pela primeira vez. • No caso de retorno. consultando o cartão de vacinação e a ficha de registro ou o Cartão de Controle. Conversar com o cliente ou acompanhante sobre o estado de saúde da pessoa a ser vacinada.4. Aprazar a data do retorno do cliente para receber nova dose de vacina.5.Consulta de enfermagem Durante a consulta de Enfermagem o enfermeiro (a) deve observar as seguintes condutas: Verificar se o cliente está comparecendo à sala de vacinação pela primeira vez ou se é retorno. quando necessário. tais como choque anafilático e a doença do soro.

. adrenalina. adotar os procedimentos para a prevenção da ocorrência de reações anafiláticas. seja por necessidade profissional. mantém contato freqüente com animais.76 A avaliação do cliente para determinação da conduta e notificação do caso será feita pelo enfermeiro (a). corticóide. anteriormente. principalmente eqüinos. fez uso de imunoglobulina de origem eqüina. desde que sua administração seja realizada de modo correto e com a assistência adequada. Caso haja necessidade do uso de medicações que previnam reações de hipersensibilidade deverá ser discutido com o médico da equipe e o mesmo deverá prescrever os anti-histamínicos e outras medicações necessárias. oxigênio. aminofilina. tal como preconizado pelo Ministério da Saúde. soro glicosado e fisiológico. Antes da indicação do soro heterólogo é de extrema importância uma anamnese que contemple os antecedentes do cliente e que permita verificar se o mesmo: • • • apresentou. No caso de resposta afirmativa a qualquer uma das perguntas. seja por lazer. considerar a possibilidade de substituir o soro heterólogo pelo homólogo (imunoglobulina hiperimune anti-rábica). quadros de hipersensibilidade. Caso não haja esta disponibilidade. equipos de soro e material para assistência ventilatória). É importante considerar que a possibilidade da ocorrência de reações graves de hipersensibilidade não deve contra-indicar o uso dos soros heterólogos. conforme orientado a seguir: • lavar as mãos e preparar o material necessário para prevenir a anafilaxia (anti-histamínico.

_cimetidina (10 mg/Kg) por via intramuscular ou endovenosa (máximo de 250 mg).0 mg) ou prometazina (0. 4. Antes e depois de realizada a soroterapia. garantindo adequado acesso venoso e a manutenção do gotejamento. SAT – Soro anti-tetânico Sua indicação depende do tipo de ferimento.5. _hidrocortisona (10 mg/Kg) por via endovenosa (máximo de 1. bem como das informações acerca do uso do próprio SAT e do número de doses da vacina contra tétano recebidas anteriormente. precoce ou tardia. OBS. . administrar a Imunoglobulina Hiperimune Antitetânica (IGHAT).000mg).05 mg/Kg) por via intramuscular ou intravenosa (máximo de 5.2.05 mg/Kg) por via intramuscular (máximo de 25 mg). O valor deste teste é considerado discutível e imprevisível para as manifestações de hipersensibilidade imediata. Caso haja história de hipersensibilidade a soros heterólogos ou já tenha recebido este tipo de soro anteriormente. fazer controle dos sinais vitais. administrar conforme prescrito pelo médico: _ maleato de dexclorfeniramina (0.77 • instalar soro fisiológico. • 10 a 15min antes de iniciar soroterapia.: A realização do teste de sensibilidade cutâneo foi excluída da rotina de soroterapia. mesmo após a administração do soro.

urticária.3. . Em adultos a injeção é feita no deltóide. dar preferência ao vasto lateral da coxa. dor muscular. diluída em 100 ml de soro fisiológico. Na administração com fins terapêuticos. Instalar novo SAT e manter o cliente sob rigorosa observação. Soro anti-rábico Indicado para a profilaxia da raiva humana após exposição ao vírus rábico. na face externa superior do braço. a critério médico. aumento de gânglios. A dose terapêutica é de 20. nos casos graves. Preparar nova solução de SAT. de acordo com prescrição médica.5. etc. no quadrante superior externo.4.78 A dose do SAT depende do motivo que justificou sua indicação: se para uso terapêutico ou profilático. como febre. metade da dose. pode ser administrada por via endovenosa. Ocorrendo qualquer reação. Esquema para profilaxia do tétano O soro antitetânico é administrado por via intramuscular. Sua indicação depende da natureza da exposição e das condições do animal agressor. no vasto lateral da coxa ou no glúteo. suspender a administração do soro.000UI. Em criança menor de dois anos. trocar o equipo e subtrair a quantidade já administrada. mantendo veia aberta com soro fisiológico até nova orientação médica. Orientar o cliente ou seu acompanhante a procurar o serviço de saúde caso apareça qualquer reação. 4.5. e a outra metade por via intramuscular. 4. principalmente entre o sétimo e o décimo segundo dia após o recebimento do SAT.000 UI para adultos e crianças. A dose profilática é de 5. ou.

. pelo médico ou enfermeiro (do serviço público ou privado). Mesmo considerando que os produtos chamados especiais têm indicações mais abrangentes. como no caso da vacina inativada contra a poliomielite. no país. Para imunização de crianças e adultos com imunossupressão. mediante a implantação dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs). o PNI estabeleceu algumas prioridades que. A via de administração é a intramuscular.6. Para substituição de produtos disponíveis na rede de serviços. a oferta de imunobiológicos indicados para situações especiais. não disponíveis na rotina dos serviços de saúde.000 UI ou 15 ml. quando estes não podem ser utilizados em função da hipersensibilidade ou da ocorrência de eventos adversos. As crianças e adultos incluídas nesta indicação são encaminhados aos CRIEs. foi iniciada. como caso imunoglobulina antivaricela-zoster. Caso a região anatômica onde está localizado o ferimento permita. 4. como é o caso do uso da Imunoglobulina antitetânica. estão agrupadas em três categorias de indicações: Para profilaxia após no a exposição da a agentes infecciosos. de acordo com fluxo estabelecido pela Secretaria Estadual de Saúde. deve-se infiltrar a maior parte do soro ao redor da lesão.79 A dose do SAR é de 40 UI para cada quilo de peso. A dose máxima é de 3. Anexo III . conforme definições da norma para os CRIEs .indicação de imunobiológico especial Desde 1993.

O esquema a ser adotado depende do motivo que justificou a indicação da imunoglobulina humana antitetânica. Vacina contra a febre tifóíde. Para profilaxia utiliza-se 250 UI para adultos ou crianças. Imunoglobulina Anti-Hepatite B (IGHAHB): é indicada para pessoas não vacinadas após exposição ao vírus da hepatite B nos casos em que o recém-nascido tem mãe com sorologia positiva para HBsAg.5 ml. ou de acordo com a prescrição médica. Vacina contra a varicela. ou de acordo com orientação médica. para uso terapêutico 3. acidente com pérfuro cortantes. Imunoglobulina Anti-Tetânica (IGHAT): é indicada para o tratamento dos casos de tétano.000 UI a 6. Vacina contra a infecção pelo pneumococo. Vacina contra a difteria. nos mesmos locais utilizados para aplicação do soro. ou a critério médico.000 UI para crianças ou adultos. Deve ser administrado pela via intramuscular. o tétano e a coqueluche acelular (tríplice bacteriana acelular – DTP acelular). A via de administração é exclusivamente intramuscular. em substituição ao soro antitetânico nos casos de hipersensibilidade ao soro heterólogo ou história pregressa de alergia ou reação de hipersensibilidade ao uso de outros soros heterólogos. Vacina contra a raiva de vírus inativados.80 São especiais: utilizados os seguintes imunobiológicos em situações Vacina de vírus inativados contra a poliomielite. . contato sexual com pessoa com sorologia positiva para HBsAg ou vítimas de abuso sexual.06 ml/Kg de peso corporal. Para recém-nascidos a dose é de 100 UI ou 0. Vacina contra o vírus influenzae. A dose da IGHAHB é única de 0. Vacina de vírus inativados contra a hepatite A.

. independente da história materna de varicela. A orientação a seguir destina-se aos serviços de rotina de imunização. devendo ser adaptada às circunstâncias operacionais e à experiência e treinamento de cada grupo. com a sua utilização. é possível que haja reações. com os seus recursos habituais. com 28 semanas ou mais de gestação. Entretanto. recém-nascidos prematuros.7. com menos de 28 semanas de gestação. recém-nascidos prematuros. Não é orientação impositiva. Imunoglobulina Antivaricela Zóster (IGHAVZ): é indicada em comunicantes suscetíveis à varicela zóster que se encontram em condições especiais de risco tais como: imunodeficiência. 4. Anexo IV . hipersensibilidade ao soro anti-rábico heterólogo ou história pregressa de alergia ou reação de hipersensibilidade ao uso de outros soros heterólogos. As indicações relativas ao uso de imunobiológicos especiais estão descritas no anexo V. recém-nascidos cujas mães tiveram varicela nos últimos cinco dias da gestação ou até 48 horas depois do parto. ou com menos de um quilo. A dose da imunoglobulina humana anti-rábica é de 20 UI/Kg de peso. até mesmo graves.81 Imunoglobulina Anti-Rábica (IGHAR): é indicada em substituição ao soro anti-rábico nas seguintes situações. cujas mães nunca tiveram varicela.Conduta frente a alguns eventos adversos comuns a vários imunobiológicos As vacinas estão entre os produtos de maior segurança de uso. Deve ser administrada pela via intramuscular.

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I- Manifestações Locais – Podem ocorrer após a aplicação de qualquer vacina. Os casos de abcesso geralmente estão associados à infecção secundária e erros na técnica de aplicação. Notificar e investigar os casos com abcesso ou outras reações locais muito intensas (edema, e/ou vermelhidão extensos, limitação de movimentos acentuada e duradoura); notificar também o aumento exagerado de determinadas reações locais, associadas eventualmente a erros de técnica ou a lote vacinal (surtos). Conduta: Prescrever analgésico, se necessário. (de Usa-se ou habitualmente paracetamol preferência)

dipirona. Não utilizar os salicilatos; - Crianças – 01 gota/Kg de 6/6 horas, por via oral - Adultos – 20 a 40 gotas ou 01 comprimido (500 mg) de 6/6 horas, por via oral ; Aplicar compressas frias (temperatura ambiente); Os abcessos devem ser submetidos a avaliação médica, para conduta apropriada. Não há contra-indicação para doses subsequentes II- Febre – Pode ocorrer logo após a aplicação da vacina ou alguns dias depois. É possível que se deva a alguma infecção intercorrente ou desidratação. O cliente deve ser examinado pelo médico quando a febre for acima de 38º C ou fugir do padrão esperado para o tipo de vacina aplicada. Notificar e investigar se detectada febre com intensidade e freqüência acima do esperado, eventualmente está associada a lotes de vacina (surtos de febre ou abcessos em locais já esperados). Conduta: Manter o cliente em repouso, em ambiente bem ventilado, administrar água e outros líquidos apropriados,

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tais como leite materno, TRO. Quando a febre se deve à vacinação, o quadro é benigno e autolimitado. Não aplicar gelo, álcool e clisteres gelados; Administrar antitérmicos, se necessário. Usa-se habitualmente paracetamol (de preferência) ou dipirona. Não utilizar os salicitados; - Crianças – 01 gota/Kg de 6/6 horas, por via oral - Adultos – 20 a 40 gotas ou 01 comprimido (500 mg) de 6/6 horas, por via oral Antitérmico profilático: utilizá-lo quando na dose anterior ocorreu febre elevada ou convulsão febril. Administrar no momento da vacinação e depois repetir de 6/6 horas durante 24 a 48 horas. Usar de preferência o parecetamol, na dose já indicada. Ficar atento que para a possibilidade necessitar de de infecção tratamento intercorrente, pode

apropriado, se necessário encaminhar ao médico. Não há contra indicação para doses subsequentes. Considerar a conveniência de antitérmico profilático. III- Convulsão Febril – as convulsões febris são observadas geralmente entre os seis meses e os seis anos de idade, com maior freqüência entre os 12 e 18 meses, incidindo em cerca de 3% da população infantil. São geralmente, de curta duração. Podem, entretanto, ocorrer crises múltiplas e prolongadas, circunstâncias em que a pesquisa de doença neurológica, especialmente meningite, é obrigatória. Deve-se oferecer repetidamente às crianças com febre, sobretudo nos dias muito quentes, água, leite materno e outros líquidos apropriados. Notificar e investigar todos os casos; Conduta: Colocar o paciente em decúbito lateral e trendelemburg;

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Aspirar secreções; Afrouxar as roupas; Aplicar anticonvulsivante, conforme prescrição médica; Oxigênio úmido, se necessário (cianose, mesmo após aspiração); É comum a criança dormir, após a crise, mesmo sem medicação, não se deve acordá-la. Há contra indicação para doses subseqüentes. Encaminhar o cliente para o CRIE. Quando a convulsão for associada à vacina tríplice DTP, completar o esquema vacinal com DTP acelular. IV- Reações de Hipersensibilidade: i - Graves: Choque anafilático (anafilaxia, reação anafilática) – são reações que ocorrem menos de duas horas após a aplicação da vacina ( ou medicamento), geralmente na primeira meia hora, sendo extremamente raras em associação com as vacinações, embora possam ocorrer. O choque anafilático caracteriza-se por alterações do tônus muscular e por paralisia parcial ou completa, palidez, cianose, resposta diminuída ou ausente aos estímulos, depressão ou perda do estado de consciência, alterações cardiovasculares com hipotensão ou choque, alterações respiratórias, e, às vezes, parada cardíaca. A reação anafilática induzida pela aplicação de vacina pode estar associada a: Reações ao ovo de galinha, como a vacina de febre amarela; Reação ao mercúrio (timerosal) contido em algumas vacinas, como a tríplice DTP; Reação à gelatina, usada como estabilizador em algumas vacinas;

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Reação a alguns antibióticos contidos em algumas vacinas; Reação a alguns dos componentes do próprio imunógeno. As manifestações podem ser: Dermatológicas Cardiocirculatórias etc.); Respiratórias Neurológicas (edema (síncope, de laringe, com estridor, de dificuldade respiratória, tosse, dispnéia, síbilos, etc.); convulsão, alteração consciência, etc.); Notificar e investigar todos os casos. Há contra indicações para doses subseqüentes de todos os componentes vacinais do imunobiológico causador Recomendações: Toda Unidade que aplique vacina (ou medicamentos) deve ter um material de reanimação permanente; É preciso que o pessoal médico e de enfermagem esteja treinado em relação às condutas para o tratamento do choque anafilático; A rapidez do tratamento é fundamental, devendo ser feito no local do primeiro atendimento. ii - Reações Moderadas (urticárias, prurido cutâneo, exantema, petéquias) – são reações que envolvem apenas um sítio / sistema, ocorrendo mais de duas horas após a vacinação. Notificar e investigar todos os casos. Conduta: * Encaminhar ao médico. Não há contra indicação para doses subsequentes, mas as doses devem ser aplicadas com precauções. (prurido, angioedema, arritmias, urticária choque, generalizada e/ou eritema); (hipotensão,

investigar todos os casos e encaminhar ao médico. iv . Não administrar dose de reforço até dez anos depois dessa última dose. Não há contra indicação para doses subseqüentes. Notificar.86 iii - Reação local grave.Alergia ao timerosal (merthiolate) – o timerosal pode provocar dermatite de contato mediada por células ou um discreto aumento do processo inflamatório local nos primeiros dias após a vacinação. Há contra indicação para doses subsequentes. consistente com reação tipo Arthus – notificar. . não é necessário investigar e tratar.

Contra a difteria e o tétano: Dupla adulto (dT) .1 ml 0.Contra a febre amarela . Anexo V .20 ºC + 2 ºC a + 8 ºC + 2 ºC a + 8 ºC Local + 2 ºC a + 8 ºC + 2 ºC a + 8 ºC + 2 ºC a + 8 ºC Via de administração 02 meses - 30 dias - Oral Intradérmica (ID) Intramuscular (IM) IM IM ou SC (depende do laboratório) SC SC IM Volume dosagem (****) 2 gotas 0.Informações técnicas sobre vacinas Número de doses Reforço Especificações . II e III Bactéria viva atenuada Bactérias mortas e produtos de bactérias (toxinas) Produtos de bactérias (toxinas) Vírus inativados cultivo celular Vírus vivos atenuados Vírus vivos atenuados Antígeno de superfície do vírus da Hep. Mínimo Conservação (*) Nacional .8.5 ml 1 ml 06 meses 12 meses 4 a 6 anos Ao nascer - 01 dose 01 dose 01 reforço 03 doses 10 anos - 0.Contra a tuberculose BCG-ID -Contra a difteria.5 ml < 11 anos/0. B Vacinação Básica 03 doses 01 dose 03 doses Varia de acordo com o tipo de exposição e o animal agressor 01 dose aos 15 meses 01 dose a partir dos 06 anos 01 dose aos 15 meses 2ª dose 4 a 6 anos 01 dose a cada 10 anos 01 dose cada Inicio da vacinação (idade) 02 meses Ao nascer Intervalo entre as doses Recomend.Contra a Hepatite B Composição Vírus vivo atenuado tipos I.20 ºC .5 ml 15 meses de 4 a 6 anos 07 anos p/os não vac.Tríplice viral .5 ml 0.Contra a poliomielite .5 ml > anos/1 ml 01 mês após a 1ª dose 06 meses após a 1ª dose .20 ºC + 2 ºC a + 8 ºC + 2 ºC a + 8 ºC Estadual .20 ºC + 2 ºC a + 8 ºC + 2 ºC a + 8 ºC + 2 ºC a + 8 ºC . DPT 02 meses 02 meses Depende do esquema utilizado - 30 dias 30 dias + 2 ºC a + 8 ºC + 2 ºC a + 8 ºC .Contra a raiva .87 4. a coqueluche e o tétano: Tríplice – DTP .20 ºC .20 ºC + 2 ºC a + 8 ºC + 2 ºC a + 8 ºC + 2 ºC a + 8 ºC + 2 ºC a + 8 ºC + 2 ºC a + 8 ºC + 2 ºC a + 8 ºC 0.

.Continuação do anexo V .Contra Influenza (gripe) Feita somente em campanhas Contra a Difteria. Mínimo Conservação Nacional + 2 ºC a + 8 ºC Estadual + 2 ºC a + 8 ºC Local + 2 ºC a + 8 ºC Via de administração Volume dosagem 0. o tétano e meningite por Haemóphilus Influenzae b: Tetravalente . devem se conservados entre +2Cº a +8Cº.(DTP + Hib) Composição 3 cepas do mixovírus influeza inativados fracionados e purificados DTP – bactérias mortas e produtos de bactérias (toxinas) Hib . a Coqueluche. (***) Para a prevenção do tétano neonatal.5 ml (*) Todos os imunobiológicos. (****) Variável segundo laboratórios produtores. na instância local. a gestante deverá ser vacinada de acordo com o estado vacinal anterior.polissacarídeo PRP conjugado a uma proteína Vacinação Básica Número de doses Reforço 01 dose Anual Inicio da vacinação (idade) 60 anos Intervalo entre as doses Recomend. o início da vacinação deverá ser o mais precoce possível.Informações técnicas sobre vacinas 88 Especificações .5 ml - - IM ou SC 03 doses 01 dose da DTP aos 15 meses 01 dose da DTP dos 4 aos 6 anos 2 meses 60 dias 30 dias + 2º C a + 8º C + 2º C a + 8º C + 2º C a + 8º C Intramuscular (IM) Profunda 0.

mialgias. náuseas. febre.4 a 6. 5 dias Frasco e Ampola Hib: liófilo DTP: diluente .4. anafilaxia e neuropatia periférica Eventos locais. enduração. dores articulares. gânglios flutuantes e fistulizados Eventos locais. reações neurológicas. Febre e Eventos locais Idem Febre. anteriores. convulsão. episódio hipotônico hiporresponsivo Dor. hipersensibilidade a Influenzae b: Tetravalente Choro prolongado. convulsão. tais como: síndrome de Guillain Barre e encefalites (****). cefaléia. 80 a 90% Coq. a coqueluche e o tétano: Tríplice – DTP Contra a difteria e o tétano: Dupla adulto dT Contra a raiva Contra-Indicação específica Na rotina: diarréia e vômito Peso abaixo de 2. 100% 4 horas após a diluição 8 horas Até o final das doses do frasco Depende da recomendação do laboratório Frasco com liófilo e diluente Frasco Frasco Seringa e ampola Contra a Difteria. adenopatia.Informações técnicas sobre vacinas Especificações Contra a poliomielite Contra a tuberculose -Contra a difteria. Doença neurológica ativa.9. Anexo VII . febre raramente. mal-estar. reação grave a dose meningite por Haemóphilus hipersensibilidade raramente.7 milhões de doses aplicadas Abscessos. e raramente Guillain Barré e anafilaxia Eficácia 90 a 95% após a 3ª dose 80% nas formas graves Dift. Reação grave à dose anterior. doença Coqueluche. úlceras extensas. rubor e abscesso no local da vacina. síndrome de Guillain Barre. hiperemia edema Eventos sistêmicos com febre. a Eventos locais – dor. 80 a 90% Coq. episódio qualquer componente da vacina. Reação grave a doses anteriores Reação anafilática à dose anterior Eventos adversos Pólio pós-vacinal raramente. Síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS) Crianças com 7 anos e mais. (DTP + Hib) hipotômico hiporresponsivo (****) Encaminhar para o CRIE para tomar a vacina anti-rábica em cultivo de células. hiperemia e edema Crianças com 7 anos e mais. 75 a 80% Tétano aprox 100% Idem Validade após a abertura do frasco 5 dias 6 horas Até o final das doses do frasco Até o final das doses do frasco Individual 89 Apresentação Bisnaga Frasco /ampola Frascos com multidoses Frasco com uma ou multidoses Frasco Não há 100% Contra a febre amarela Tríplice viral Contra a Hepatite B Contra Influenza (gripe) Feita somente em campanhas Reação anafilática à ingestão de ovo Idem Reação anafilática à dose anterior Reação anafilática à ingestão de ovo.000 g. cefaléia. o tétano e Eventos sistêmicos – febre nas 48 horas e neurológica ativa. irritalibilidade. 75 a 80% Tétano aprox. de Guillain Barre 95% ou mais 95% 95% e mais 70% a 90% de proteção contra a doença e cerca de 90% de proteção contra a morte Dif. mal estar. 100% Hib aprox. S. choro prolongado. febre. eventos locais e raramente anafilaxia Eventos locais como dor. 1 caso/4.

Crianças com dois anos de idade ou mais e adultos.Crianças com imunodeficiência (congênita ou adquirida) não vacinadas ou que receberam esquema incompleto de vacinação contra a poliomielite. Pré – exposição .Pacientes em uso de hemodiálise.Comunicante sexual de indivíduo AgHBs+ • Recém – nascido de mãe AgHBs+ • Vitimas de abuso sexual. . diabetes mellitus insulino-dependente. com asplenia anatômica ou funcional. .. Anexo VIII .Crianças com asplenia anatômica (congênita ou esplenectomia) ou funcional (an.S. • Transplantados de medula óssea. IMUNOBIOLÓGICO Vacina Contra Pólio Inativada Vacina Contra a Pneumococo Vacina Contra o Haemóphilus influenzae tipo b (Hib) Vacina Contra a Hepatite B .Transplantados de medula óssea. hemoglobinopatias. . HIV.. uso de imunossupressores.Pacientes transplantados: . .Crianças com dois anos ou mais e adultos. Falciforme).Exposição sanguínea acidental percutânea ou permucosa. .Doentes hematológicos com risco de transfusões múltiplas. Pós – exposição . cirrose hepática e fistula liquórica. com doença pulmonar ou cardiovascular crônicas graves. .indicações para uso de imunobiológicos especiais – normas para os CRIES INDICAÇÕES .Crianças que necessitem receber vacina contra poliomielite e que são comunicantes domiciliares de indivíduos imunodeprimidos.HIV positivo ou imunocomprometidos.Crianças com imunodeficiência congênita ou adquirida (neoplasia. pessoas HIV + assintomáticas e doentes com Aids.90 4. . imunodeficiência congênita ou adquirida. insuficiência renal crônica. basicamente imunocompetentes.Doador regular de sangue. etc. .). .Comunicantes domiciliares de portadores crônicos de AgHBs+. .10. síndrome nefrótica. . • Transplante de medula óssea P.Transplantados de medula óssea.: nos casos de esplenectomia eletiva a vacina deve ser aplicada pelo menos duas semanas antes da cirurgia . . • Menores de 18 anos com doença pulmonar ou cardiovascular crônica grave.

Profissionais de saúde e familiares que estejam e contato com os pacientes mencionados anteriormente. . f) Adulto imunodeprimido suscetível. imunocomprometidos ou HIV+ . . independente de relato de antecedentes maternos de varicela. . hospitalizados. 2) permanência com o doente por mais de 1 hora em ambiente fechado. P.Hepatopatas crônicos soronegativos para hepatite A .Imunocomprometidos (indicações clássicas da literatura).S.: são considerados contatos de risco: 1) contato domiciliar contínuo. b) Grávidas.Adultos e crianças com 6 meses de idade ou mais. cuja mãe não tenha tido varicela. diabetes mellitus insulino-dependente. hospitalizados. d) RN prematuros > =28 semanas de idade gestacional. . Pós – exposição • Acidente percutâneo ou de mucosa. . • Vítima de abuso sexual. (ou < 1000 g ao nascimento). . particularmente no 1º trim.Indivíduos com hipersensibilidade a vacina de eqüinos. comunicante de varicela. • Indivíduos com hipersensibilidade a proteína de eqüinos .Continuação do anexo VIII . • Na internação de não – expostos. • Comunicante sexual (administração até 14 dias do contato).indicações para uso de imunobiológicos especiais – normas para os CRIES IMUNOBIOLÓGICO DTP acelular (DtaP) Vacina Contra a Varicela INDICAÇÕES Eventos adversos graves à DTP celular.Pacientes submetidos a transplantes. onde o caso índice é AgHBs+ (administração o mais precocemente possível). com doença pulmonar ou cardiovascular crônicas graves. e) RN prematuro < 28 semanas de idade gestacional. contato Hospitalar: pessoas internadas no mesmo quarto do doente ou que tenha mantido com ele contato direto e prolongado 91 Vacina Contra a Influenza Vacina contra hepatite A Imunoglobulina anti tetânica Imunoglobulina Anti – Hepatite B Imunoglobulina AntiRábica Imunoglobulina Antivaricela Zóster 3) . exceto encefalopatia e anafilaxia. quando houver casos ativos na enfermaria. • Imunocomprometidos: leucemia linfóide aguda e tumores sólidos malignos em remissão (conforme normas estabelecidas) • Pessoas suscetíveis a doença e que serão submetidas a transplante (vacinar três semanas antes do transplante sólido) • Comunicante em enfermaria. cirrose hepática e hemoglobinopatias.Adultos e crianças com 6 meses de idade ou mais.Pessoas que devem receber o SAT cujo teste de sensibilidade ao mesmo for positivo( não proceder a dessensibilização).Pessoas que tiveram contato com pacientes com varicela ou herpes zóster dos seguintes grupos: a) Crianças imunodeprimidas. c) RN de mães com varicela que tenha se manifestado nos últimos cincos dias antes até 48 horas depois do parto. . • RN de mães AgHBs + HIV + (administração até 12 horas após o nascimento). • Imunodeprimidos com indicação de sorovacinação para profilaxia da raiva. que tiveram varicela. insuficiência renal crônica. pós – exposição. • Comunicante de imunocomprometidos. • Pessoas que devem receber o SAR cujo teste de sensibilidade ao mesmo for positivo (sem dessensibilização). de gestação.

Organizado pela Coordenação de Imunizações e Auto-Suficiência em Imunobiológicos. Elaboração de Clélia Maria Sarmento Aranda et al. Brasília :2001.11. 4ed. Ministério da Saúde.92 4. e ampl. rev. . Fundação Nacional de Saúde.Manual de Procedimentos para Vacinação. Capacitação de pessoal em sala de vacina – manual do monitor. ___________ . 4º ed. Brasília: 2001. Referências bibliográficas: BRASIL.

em que observamos rápidos e substanciais mudanças na A Organização Mundial de Saúde considera o adolescer a partir da idade de 10 a 19 anos e o período é caracterizado por intenso crescimento e desenvolvimento. PROGRAMA DE SAÚDE DO ADOLESCENTE Adolescer. fisiológicas. Fluxograma de Saúde do Adolescente UBS (*) Recepção (Anexo 1) Consulta do Enfermeiro (Anexo 2) Grupo de Adolescente (Anexo 3) Serviço Social Psicólogo Médico Nutricionista Encaminhar para unidade de referência com Herbiatria (*)Unidade Básica de Saúde . 5.1. que se manifesta por transformações anatômicas. vida e nos corpos infantis. um momento do processo do crescimento e desenvolvimento humano. psicológicas e sociais.93 5.

educadores. com conhecimentos sobre as condições de saúde do adolescentes.3. sexualidade. Anexo I . junto a equipe multidisciplinar. saúde bucal. 6. 2. Desenvolver junto à unidade um sistema eficiente de captação precoce da população de adolescente. Fazer Exame físico. 4. . Garantir a manutenção das atividades de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento possibilitando a correção de fatores capazes de comprometêlos. 3.94 5. Essas atividades são: acompanhamento do crescimento e desenvolvimento. Estabelecer um conteúdo padronizado para atividades relativas ao adolescente.R e c e p ç ã o Preencher o prontuário ou formulário próprio com os dados pessoais e endereço. Registrar as interpretações das informações obtidas frente a um apropriado padrão de referência.4.E n f e r m e i r o 1. Fazer Anamnese. urina tipo 1 parasitológico hemograma completo 5.A t i vidade s de Ed u c a ç ã o S a úd e : 1. Fazer a busca de fatores explicativos de eventuais deficiências encontradas (no atendimento). 5. 3.2. Anexo III . tabelas e/ou prontuário para o referido acompanhamento. Solicitar exame de rotina. Organizar conjunto de fichas. 2. Assim. Anexo II . 5. toda ação educativa deve persistir em objetivos.

DF. saúde reprodutiva. Brasil .95 saúde mental. Ministério da Saúde. 1996 2. atuar. Programa Saúde do Adolescente Bases Programáticas – 2ª edição Brasília. Brasil . Brasília.Ministério da Saúde Saúde e Desenvolvimento de Juventude Brasileira. 5. prevenção de acidentes. trabalho infantil. acolher – Projeto Acolher – Brasília – ABEN. cultura. abordagem da violência e maus tratos.5. Bibliografia 1. esporte e lazer. 2001 . 2000 3. saúde do escolar adolescente.Ministério da Saúde – ABEN Adolescer compreender.

detecção precoce e controle do câncer de colo uterino e de mama e de DSTs e na assistência ao climatério. PAISM que introduz a perspectiva da atenção à mulher em todas as fases de sua vida (desde a adolescência até a terceira idade).96 6 . a assistência ao planejamento familiar. sem discriminação de raça e classe social. a assistência ao recém-nascido e a assistência ao climatério. entre eles o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM) em 1983. necessidades e direitos. As suas práticas educativas envolvem a assistência clínicoginecológica (programa nacional de prevenção e controle do câncer cérvico-uterino e de mama e ao controle das doenças transmitidas sexualmente). promoção e recuperação a saúde da mulher. 271/2002 e 272/2002. P R O T O C O L O D E AT E N Ç Ã O A S A Ú D E D A M U L H E R Este protocolo foi elaborado com a finalidade de facilitar a condução da assistência ginecológica à mulher e/ou família pelo enfermeiro durante a consulta individual. Resoluções do COFEN 195/1997.498/86.1. o programa de humanização no pré-natal e nascimento (sisprenatal). 223/1999. . na prevenção. com o objetivo de reduzir a morbimortalidade. objetivando a assistência integral à saúde da mulher com consideração de sua individualidade. Este programa consiste em um conjunto de ações básicas que propõe ao setor da saúde assumir a promoção de educação em saúde à mulher. Pareceres COFEN nos 040/95 e 15/97 e nas ações de proteção. 6. a assistência ao parto. Consulta de enfermagem à mulher A consulta clínico-ginecológica de enfermagem consiste na avaliação e no acompanhamento sistemático da saúde da mulher com enfoque na promoção do planejamento familiar. O Ministério da Saúde com a finalidade de organizar a rede assistencial. preconizadas pelo Ministério da Saúde. respaldado pela Lei do Exercício Profissional Nº 7. o atendimento a grupos educativos e a visita domiciliar. normatizou as práticas de saúde através da criação de vários programas.

Pré-natal. Agente Comunitário.Biópsia .Exame de colposcopia .Ultrassonografia Retorno anual ou de conforme rotina de rastreamento colo uterino câncer de mama e *Somente para mulheres que realizaram o exame colpocitológico. Puerpério CONSULTA DO ENFERMEIRO Inscrição da mulher no Programa de Atenção a Saúde da Mulher Anamnese Exame Físico Geral Exame Ginecológico Exame de Mama Exame de genital externo e interno Presença de alterações visíveis ao exame ou no resultado do citopatológico Sim Agendar retorno para entrega de exames conforme a rotina do serviço* Não Encaminhar a consulta médica no serviço de referência da Unidade de Saúde: .97 6. Fluxograma de Saúde da Mulher: MULHER UNIDADE DE SAÚDE ORIGEM DA DEMANDA – Espontânea. .1.1.

Verificar e anotar peso.5 Kg/m indicam baixo peso (desnutrição). vida sexual. dismenorréia.duração.9 Kg/m sobrepeso.1. 2002) Inspeção e palpação de cabeça e pescoço.98 6.3. percussão e ausculta abdominal. data da última menstruação (DUM ..1. estatura. Ausculta cardíaca. doenças endêmicas.2. intervalos. entre 30 e 34. ocupação. número de filhos vivos. entre 25 e 29. palpação. 1997 apud Barros et al.1.1. 6. Reposição hormonal.2.9 Kg/m obesidade classe I.1.9 Kg/m obesidade classe II e acima de 40 Kg/m obesidade classe III (mórbida ) (WHO. número de gestações. regularidade). Anamnese: Antecedentes gineco-obstétricos: ciclos menstruais. número de partos. . Anticoncepção (método. Manobra de Giordano (investigar infecção do trato urinário). Antecedentes patológicos: doenças crônicas.2. Etapas da consulta 6. Ausculta pulmonar. residência. tempo de uso. entre 35 e 39. Exame Físico Geral: Iniciar exame físico geral. mamografia e cirurgias anteriores. freqüência urinária e fecal e citopatológico cervical.5 e 24. Identificação da paciente: Nome. escolaridade e estado civil. Inspeção.9 Kg/m indicam massa corpórea normal. adequação do método). antecedentes familiares. Observar a aquisição e seguir o índice de massa corpórea de Quetelet* (IMC= PESO (kg)/ALTURA (m 2) *os valores menores que 18.início e tempo de duração). Motivo da consulta e queixas da paciente (sinais e sintomas . números de abortos.2. idade. 6. idade da primeira relação sexual. entre 18. alergias.2.

tornar nítida alguma pequena alteração na cor da pele.1.2. tamanho. * Registrar alterações quanto a: localização (quadrante). 6. assim como toda a mama e em volta da aréola com a face palmar dos dedos da mão dominante. 2004 C). voltada para você e a fonte de luz. 2004 C). Examinar a região supra e infraclavicular (investigar linfonodos) e axilar bilateral. 2004 C). independente da faixa etária. modificações da pele da mama e do mamilo e número.99 Exame clínco-ginecológico: exame clínico da mama (ECM) e orientação sobre autoexame e exame de genitália externa e interna (citopatológico cervical). * ECM e MMG anual. mantendo o braço bem relaxado. com seguimento a cada dois anos e rastreamento anual para mulheres a partir de 40 anos (BRASIL. irmã ou filha com câncer de mama abaixo dos 50 anos de idade ou câncer de ovário. .3.1. para as mulheres pertencentes a grupos populacionais com risco elevado de desenvolver câncer de mama (mãe. consistência. volume. simetria. *** Solicitar primeira MMG aos 35 anos. mas com finalidade de rastreamento do câncer de mama a partir de 40 anos (BRASIL. e elevação máximo. sensibilidade. fissuras. consistência e mobilidade dos glânglios axilares e supra e infraclaviculares. descamamento ou úlceras no mamilo e secreção mamilar. contorno. devendo ser realizado em todas as consultas. Não** PRESENÇA DE ALTERAÇÕES Sim Retorno Anual Solicitar mamografia (MMG) *** Agendar e encaminhar para serviço de referência para consulta médica especializada. história familiar de câncer de mama masculino (BRASIL. Repetir o exame com braços elevados e fletidos e com as mãos sob a nuca e com a mulher deitada em decúbito dorsal. tronco desnudo. da retrações Solicitar a mulher que eleve os braços e depois coloque as mãos na cintura com braços erguidos realizando músculos retração ao peitorais. em qualquer faixa etária. a partir dos 35 anos. CONDUTA: * Anotar em prontuário número. * O ECM é compreendido como parte do atendimento integral à saúde da mulher.. dos para e contratura Solicitar a mulher que sentada apoie o antebraço no examinador. descamamento ou úlceras no mamilo e secreção mamilar. Exame de prevenção do câncer de mama CONSULTA DO ENFERMEIRO EXAME DAS MAMAS* INSPEÇÃO ESTÁTICA INSPEÇÃO DINÂMICA PALPAÇÃO Solicitar a mulher que sentada. consistência. Inspeção e palpação de membros inferiores. mesma. textura. tamanho. forma. mantenha os braços soltos ao longo do corpo para serem observadas as mamas e mamilos quanto a: alterações contorno e na ou cor da pele.

Exame especular* Agendar retorno para entrega de exame conforme a rotina do serviço Busca ativa de mulheres faltosas Não Presença de alterações Anexo 01 Sim Retorno Anual Consulta Médica * Conduta: .2.3.3.2. Rotina de rastreamento de câncer de colo uterino: CONSULTA DO ENFERMEIRO EXAME CITOPATOLÓGICO CERVICAL EXAME GENITAL EXTERNO EXAME GENITAL INTERNO Registro do exame em prontuário e em formulário de encaminhamento do exame colpocitopatológico e ficha clínica. 2000. 2000). BRASIL. . .1.1.100 6.Colo sem lesões: aguardar resultado do colpocitopatológico e orientar quanto à higiene e cuidados prevenção de DSTs/AIDS e câncer de colo uterino. Exame Citopatológico de Papanicolaou O exame citopatológico de Papanicolaou ou colpocitopatológico é conhecido pela população como exame de prevenção e controle do câncer de colo uterino. buscando o diagnóstico e tratamento precoce de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) que predispõe a mulher ao câncer de colo uterino e orientação para prevenção de DSTs.2. Para tanto. 6.2. é necessária a realização do exame externo e interno do órgão genital (BRASIL.Colo com lesões: encaminhar para consulta médica em unidade de referência (BRASIL.1. 2006). Ele tem como objetivo coletar esfregaço cérvico-vaginal para realização de exame citopatológico.

forma.1. a cérvix e os fundos vaginais. consistência. ao mesmo tempo em que se examina o colo do útero durante o toque vaginal. Avaliar canal vaginal e colo do útero. Com a outra mão.2.2. no sentido posterior. Proceder à colocação de luvas. livrando o meato urinário e a fúrcula do contato com o aparelho e depois proceder à rotação do espéculo no sentido horário para abertura das valvas. com pressão uniforme para trás. introduzir o espéculo (lubrificação com soro fisiológico) com mão direita.101 6. em seguida colocá-la em posição ginecológica para realizar a inspeção do órgão externo e interno (ver fluxogramas abaixo). de forma oblíqua. acima da sínfise púbica. explorar tamanho.2.Palpação (toque vaginal): com mão dominante enluvada. mobilidade e sensibilidade do útero e anexos. Explorar a musculatura perineal. Técnica de realização do exame genital externo e interno: . afastar pequenos lábios. contra o músculo pubo-retal. .3.Inspeção (exame especular): esclarecer a mulher como será realizado o exame ginecológico após solicitar esvaziamento da bexiga. Durante o exame bimanual. . usar o polegar e o dedo mínimo ou o seu vizinho para afastar pequenos lábios e com dedo indicador e médio lubrificados introduzi-los no canal vaginal delicadamente. as paredes vaginais. apalpar o abdome (útero). localizar intróito vaginal.

fissuras. protusão da parede anterior vaginal (cistocele – deslocamento da bexiga) e protusão da parede posterior vaginal (retocele .102 6. coloração. ulcerações. integridade e aspecto da pele e musculatura perineal (rotura). Caso contrário.1. integridade de tecido e presença de secreções. vermelhidão. tratar segundo o protocolo do Ministério de Saúde e/ou protocolo de enfermagem para DSTs. presença de hemorróidas. condilomas.1. presença de secreção no meato uretral. lesões. pólipos. Avaliar a integridade da musculatura perineal externa por meio da contratura da musculatura anal.2.2. Exame genital externo: CONSULTA DO ENFERMEIRO EXAME GENITAL EXTERNO INSPEÇÃO PALPAÇÃO Observar e avaliar: tamanho e forma do clitóris. Presença de alterações Não Retorno Anual Sim* Consulta Médica * ALTERAÇÕES E CONDUTA: Se houver sintomatologia importante ou o exame físico for conclusivo para algumas alterações específicas. edema.deslocamento do reto). simetria. aguardar o resultado. . verrugas e prolapos na região anal.2.3. tumoração nos grandes e pequenos lábios.

a musculatura perineal. Não Sim Retorno Anual Consulta Médica * ALTERAÇÕES E CONDUTA: Se houver sintomatologia importante ou o exame físico for conclusivo para algumas alterações específicas.aspecto liso). forma. 2) orifício externo: primípara (circular) e multípara (em fenda). as paredes vaginais.1. condilomas e pólipos.2. superfície. comprimento. tratar segundo o protocolo do Ministério de Saúde e/ou protocolo de enfermagem para DSTs. . Caso contrário. mobilidade e sensibilidade do útero através do exame bimanual. volume. a cérvix.103 6.2.2. consistência.3. afastar pequenos lábios. coloração e integridade do tecido e no colo do útero avaliar forma. localizar intróito vaginal e introduzir espéculo para avaliar: 1) canal vaginal: amplitude. a ocorrência de lesões. direção. Exame genital interno CONSULTA DO ENFERMEIRO EXAME GENITAL INTERNO INSPEÇÃO (EXAME ESPECULAR) PALPAÇÃO (EXAME BIMANUAL) Com mão enluvada. superfície(menacne aspecto rugoso e climatério . Presença de alterações* Avaliar através do toque vaginal. elasticidade. aguardar o resultado e encaminhar a consulta médica. os fundos vaginais e também o tamanho. assim como aspecto das secreções.2.

104 6. Encaminhar ao médico da unidade básica na presença de sintomatologia. 4. 5. 1. Resultado indicando reparação 4.Exame de colposcopia . 2. Adenocarcinoma in situ / invasor 8. Células atípicas de origem indefinida. Lesão intra-epitelial de alto grau 7. Células glandulares atípicas de significado indeterminado. Células escamosas atípicas de significado indeterminado. Resultado indicando metaplasia escamosa imatura 3. tanto para as possivelmente não-neoplásicas quanto para aquelas em que não se pode afastar lesão intra-epitelial de alto grau. Lesão de alto grau não podendo excluir microinvasão ou carcinoma epidermóide invasor Encaminhar a Consulta médica no serviço de referência de média e alta complexidade: . Inflamação sem identificação de agente. Resultado indicando radiação 6.Biópsia . Resultado indicando achados microbiológicos Acompanhamento na Unidade Básica para rotina de rastreamento citológico. Resultado indicando atrofia com inflamação 5. Células escamosas atípicas de significado indeterminado em que não se pode afastar lesão de alto grau (ASC-H . possivelmente não-neoplásicas (ASCUS de Bethesda). Anexo I Condutas para laudo de exame colpocitopatológico segundo nomenclatura brasileira (Brasil.2. Lesão intra-epitelial de baixo grau 6. 2. 1. possivelmente não neoplásicas e que não se pode afastar lesão de alto grau. 2006): RESULTADOS DO EXAME COLPOCITOPATOLÓGICO Sem alterações celulares Alterações celulares benígnas Alterações celulares pré-malígnas ou malígnas Acompanhamento na Unidade Básica para rotina de rastreamento citológico.Bethesda) 3.

oferecendo ao usuário conhecimento sobre os métodos contraceptivos disponíveis na rede básica de saúde pública. O programa de planejamento familiar envolve a assistência à anticoncepção através de atividades educativas. através dos conhecimentos técnicocientíficos existentes e dos meios e recursos mais adequados e disponíveis” (BRASIL. bem como prevenir. 2001). ao homem e/ ao casal. “No contexto da assistência integral à saúde da mulher.3. identificar e tratar possíveis intercorrências. como parte integrante do conjunto de ações de atenção à mulher.105 6. entende o “Planejamento familiar como direito de todo cidadão. dentro de uma visão de atendimento global e integral”. a assistência ao planejamento familiar dever ser organizada para atender as reais necessidades da população feminina e masculina em idade fértil. aconselhamento para participação ativa do casal e avaliação clínica para averiguar a adequação ao método. . ASSISTÊNCIA AO PLANEJAMENTO FAMILIAR A Constituição Federal (Lei nº 9263 de 12/01/96).

Ssinto-térmico barreira .3.Billing ou do muco cervical .Camisinha masculina . Para utilização correta pela mulher. Temperatura basal corporal.Micro pílula . fornece Cartão da mulher e registra no livro de registro e atende individualmente MÉTODOS ANTICONCEPTIVOS comportamentais . Fluxograma .Espermicida quimíco hormonais Dispositivo intra-uterino Mirena Esterilização cirúrgica .Anticoncepcional sem estrogênio . Sinto-térmico. Métodos comportamentais: Os métodos comportamentais são Ogino-Knaus.3.3.2.1. caso deseje engravidar ou abster-se de relações sexuais. Eles se baseiam na identificação do período fértil da mulher para concentrar as relações sexuais nesta fase.Implante anticoncepcional . caso deseje planejar ou evitar a gravidez.Anticoncepcionais orais e injetáveis .Assistência ao planejamento familiar ORIGEM DA DEMANDA Demanda Espontânea Agente Comunitário Profissional de Saúde CONSULTA DO ENFERMEIRO Puerpério GRUPO DE PLANEJAMENTO FAMILIAR Orientador do Grupo: Orienta o conteúdo proposto.2.106 6. o profissional de saúde necessita orientá-la sobre a fisiologia reprodutiva feminina (ciclo ovulatório e menstrual) e as particularidades de .vasectomia 6.Temperatura basal corporal . Métodos anticonceptivos Os métodos contraceptivos são classificados segundo o Ministério da Saúde em (BRASIL.Diafragma . 2001): 6.1.Pílula do dia seguinte .Camisinha feminina . Billing.Ogino-Knaus . abre a ficha de Planejamento Familiar.Laqueadura . São métodos benéficos à saúde da mulher pela ausência de efeitos colaterais.

107 utilização de cada método, permitindo assim a associação dos mesmos. Nesse sentido, não existem restrições clínicas para o seu o uso. A taxa de falha dos métodos em uso habitual é em torno de 20%. a) Método Ogino-Knaus (tabelinha, ritmo ou calendário): É um método de controle das relações sexuais no período fértil da mulher. O calculo do período fértil é feito mediante a análise do ciclo menstrual prévio (6 a 12 meses). Consiste em calcular a diferença entre o ciclo mais longo e o mais curto para saber se o método é adequado para a mulher. Se essa diferença for igual ou maior que 10, não é indicado o uso. Caso o índice seja menor que 10, calcula-se o inicio do período fértil, diminuindo 18 do ciclo mais curto e o fim do período fértil, diminuindo 11 do ciclo mais longo. Após esse cálculo será determinado o período do ciclo, considerado fértil e apropriado para a concepção. Ex.: Início do período fértil = ciclo mais curto (25) –18 = 7º dia Fim do período fértil = ciclo mais longo (34) –11= 23º dia Entre o 7º dia e o 23º dia do ciclo da mulher, constado a partir do primeiro dia da menstruação, tem-se o período fértil.

b) Método da temperatura basal corporal: Esse método fundamenta-se nas alterações da temperatura basal (em repouso) que ocorrem na mulher ao longo do ciclo ovulatório e menstrual. O método baseia-se no fato que, por um ou dois dias próximo da ovulação, a temperatura em repouso da mulher aumenta um pouco. Esse aumento é resultado da elevação dos níveis de progesterona, que tem efeito termogênico. O método permite, portanto, através da mensuração diária da temperatura basal, a determinação da fase fértil (ovulatória) e infertil (pós-ovulatória). Para usar esse método, a mulher deve medir e anotar sua temperatura logo de manhã, todos os dias, antes de comer ou fazer qualquer esforço, e observar os resultados, durante dois ou mais ciclos. Depois estabelecer qual é a sua variação normal, e qual o padrão de aumento por volta do 14o dia (ovulação) após a menstruação.

108 c) Método de Billing ou do muco cervical: Este método baseia-se na identificação do período fértil, através da autoobservação diária das características do muco cervical e da provocada na vulva. O muco cervical no início do ciclo é espesso, grumoso e por isso dificulta a ascensão dos espermatozóides pelo canal cervical. Na fase ovulatória, com a ação estrogênica, o muco fica mais elástico, transparente, escorregadio e fluído, semelhante a clara de ovo, indicando o período de fertilidade. Nesse período, o muco garante umidade e lubrificação a vulva e ao canal vaginal, facilitando a relação sexual e a ascensão dos espermatozóides pelo canal cervical. d) Método sinto-térmico: Consiste na combinação dos múltiplos indicadores de ovulação (temperatura basal corporal e muco cervical), com a finalidade de determinar o período fértil com maior precisão e confiabilidade. 6.3.2.2. Métodos de barreira: sensação por ele

Os métodos de barreira são obstáculos mecânicos ou químicos à penetração dos espermatozóides no canal cervical, tais como: camisinha masculina, camisinha feminina, diafragma e os espermicidas químicos.

a) Camisinha Masculina (camisinha ou condom): Consiste em um envoltório de látex utilizado com o objetivo de recobrir o pênis durante o ato sexual, para reter o líquido espermático por ocasião da ejaculação, impedir o contato do mesmo com a vagina e secreções e garantir a proteção contra doenças sexualmente transmissíveis e o vírus da imunodeficiência humana (HIV). O índice de falha desse método é em torno de 3% a 14%, mas a sua segurança depende da técnica de uso e a maneira de utilização durante as relações sexuais. Como a camisinha é apresentada comercialmente em pacote individual, descartável, lacrado e com lubrificante, o seu armazenamento é importante para eficiência do método, assim como a sua colocação antes da penetração do pênis na vagina com retirada ao término da relação sexual. O seu uso têm contra-indicação clínica para casos de alergia a látex.

109 b) Camisinha feminina: O camisinha feminino tem a formato semelhante a camisinha masculina, sendo de grandes dimensões. Quando é inserida na vagina, recobre suas paredes, deixando uma abertura voltada para fora, sobre os pequenos e grandes lábios da vúlva. É lubrificada e descartável. Deve ser colocada antes da penetração do pênis na vagina e retirada ao término da relação sexual. O seu Índice de falha é em torno de 1,6% a 21%. Da mesma forma que o preservativo masculino, também é um método bastante eficiente para reter o líquido espermático por ocasião da ejaculação, impedir o contato do mesmo com a vagina e secreções e garantir a proteção contra doenças sexualmente transmissíveis e o vírus da imunodeficiência humana (HIV).

c) Diafragma: É um método anticoncepcional de uso feminino, que consiste em anel flexível, coberto no centro por uma delgada membrana de látex ou silicone em forma de cúpula que se coloca na vagina cobrindo completamente o colo do útero. É lavável e reutilizável por diversas vezes, tendo vida útil de três anos. Deve ser lavado com água e sabão, mergulhado em solução antisséptica (hipoclorito de sódio 1% ou álcool 70%) por 30 minutos e depois secado e guardado no estojo próprio. Antes da primeira colocação, o profissional deve fazer um exame especular e determinar o tamanho do diafragma adequado para a mulher. Recomenda-se o uso associado com creme espermicida na parte côncava do diafragma 15 a 20 minutos antes da relação sexual. Ele deve ser colocado algumas horas antes da relação sexual e retirado entre 6 a 24 horas após, no máximo. O índice de falha é em torno de 2,1% a 20%.

d) Espermicidas químicos: Os espermicidas químicos são cremes, supositórios, espumas ou geléias especiais colocados dentro da vagina e no colo do útero antes da relação sexual. Os supositórios demoram a dissolver, por isso devem ser colocados cerca de 15 minutos antes da relação sexual. As geléias, cremes e espumas podem ser colocadas imediatamente antes da relação sexual.

110 De preferência, devem ser usados em conjunto com algum método de barreira. O seu uso têm contra-indicação clínica para casos de alergia ao produto químico. E o índice de falha é em torno de 6% a 26%.

6.3.2.3.

Métodos hormonais:

Os métodos hormonais são compostos por anticoncepcionais orais (pílulas), injetáveis ou subcutâneos. a) Pílula (anticoncepcional oral): O anticoncepcional anovulatório por via oral é atualmente o método mais popular de controle da natalidade, com índice de falha em torno de 0.1% a 5%. As pílulas são hormônios sintéticos similares ao estrógeno e progesterona (hormônios naturais produzidos pelos ovários) que atuam impedindo a ovulação natural e conseqüentemente a ocorrência de gravidez. a.1. Pílulas Monofásicas: Com apresentação comercial em cartela, todas as pílulas têm a mesma dosagem hormonal (estogênio a progesterma). A primeira cartela deve ser iniciada do primeiro ao quinto dia da menstruação até o término. Faz-se um intervalo de sete dias, aguarda a menstruação acabar e se inicia a próxima cartela. a.2. Pílulas Multifásicas: As pílulas da cartela têm dosagens hormonais diferentes, com cores diferentes de acordo com o ciclo, por isso devem ser tomadas na ordem da cartela. Caso contrário não terá eficácia. a.3. Pílulas de baixa dosagem ou minipílulas: As minipílulas têm dosagens mais baixas e contém apenas um hormônio; causando menos efeitos colaterais. São indicadas durante a amamentação, como uma garantia extra para a mulher e consumo diário, sem interrupção, inclusive quando a mulher voltar a menstruar.

ou abstenção sexual até iniciar nova cartela no quinto dia da menstruação. É um método indicado para as mulheres que não podem tomar anticoncepcional oral. Existem três tipos de anticoncepcionais injetáveis: Uno-Ciclo e Perlutan. Deve ser usada logo após a relação sexual desprotegida ou nos casos em que os outros métodos anticoncepcionais tenham possibilidade de falha (esquecimento. Mesigyna e Cyclofemina. diafragma. por dois ou mais dias. ou prefere manter o sigilo do uso de anticoncepcionais. Durante esse tempo. e Depo-Provera 150.111 Orientações : • • • • • • Ingerir um comprimido por dia até a cartela acabar. Reiniciar no oitavo dia independente do ciclo mestrual. Faz-se um intervalo de sete dias. O uso deve seguir a orientação do fabricante. esquecimento da tomada da pílula por dois ou mais dias e em caso de estupro). é indicado a utilização de outros métodos anticoncepcionais de barreira (camisinha. ruptura da camisinha. b) anticoncepcionais injetáveis: São injeções ou implantações subcutâneas sólidas de hormônios sexuais femininos. desalojamento do diafragma.). Caso haja esquecimento em tomar alguma pílula da cartela. esquecem de tomar a pílula. c) Pílula do dia seguinte: São pílulas utilizadas para evitar uma gravidez indesejada dentro de 72 horas após a relação sexual desprotegida. etc. Também é chamada de “método de contracepção de emergência”. O injetável mensal (contem dois hormônios) e o trimestral (um hormônio). uso de tabelinha ou coito interrompido. é indicado interromper a cartela e aguardar a menstruação. A primeira cartela deve ser iniciada do primeiro até o quinto dia da menstruação. Caso haja esquecimento em tomar alguma pílula da cartela. . que impedem que a ovulação e conseqüentemente a gravidez. é indicado tomar duas no dia seguinte e continuar a cartela normalmente.

112 Este contraceptivo contém o levonorgestrel, que é uma progestina. O levonorgestrel inibe a ovulação, fertilização e implantação do ovo. Também atua espessando o muco cervical. Um tablete contém dois comprimidos. O primeiro comprimido deve ser tomado 72 horas após a ocorrência de uma relação sexual desprotegida. O segundo deve ser tomado 12 horas após o primeiro. Se ocorrer vômito, a dose deve ser repetida. O índice de falha é em torno de 5% (se usada até 24 horas), 15% (entre 25 e 48 horas) e 42% (entre 49 e 72 horas) após relação sexual. Esse método não deve ser usado regularmente, como anticoncepcional de rotina devido aos possíveis efeitos colaterais mais comuns como náuseas, dores abdominais, fadigas, dor de cabeça, distúrbio no ciclo menstrual, tontura, aumento de sensibilidade das mamas e acnes. d) Implante Anticoncepcional: Implante é uma pequena cápsula contendo etonogestrel (hormônio anticoncepcional) o qual é introduzida em baixo da pele através de um aplicador descartável. A duração do implante é de aproximadamente três anos funcionando como inibidor da ovulação. Reduz a duração do período menstrual e até pode causar o seu cessamento. e) Anticoncepcional sem estrogênio: A pílula sem estrogênio, não tem a maioria dos efeitos colaterais de outras pílulas, por isso pode ser usada durante a amamentação com índice de falha igual ao das pílulas combinadas. 6.3.2.4. Dispositivo intra-uterino:

O Dispositivo Intra-Uterino é uma pequena peça com hastes de cobre ou polietileno que são introduzidas dentro do útero. Existem diversos tipos de DIU, com formas e ação variada. Ele impede que o óvulo fecundado implante na parede do útero, e altera o espessamento do muco cervical. O índice de falha é em torno de 0.5%. O DIU é indicado após exame ginecológico completo. Ele deve ser inserido no útero, durante o período menstrual, por meio de um aplicador que após retirado

113 permite a expansão do DIU, ficando um fio condutor de nylon para fora como confirmação de sua presença no útero. Esse método é indicado para mulher que deseja intervalo maior de dois anos entre as gestações e pausar o uso de método hormonal. Os DIUs mais modernos permanecem por 5 a 10 anos no organismo da mulher. Existe um novo método que combina DIU com hormônio, o Mirena. Não é indicado para mulheres que tem risco aumentado para DST/HIV (vários parceiros sexuais sem uso de preservativos). a) Mirena Trata-se de um DIU (dispositivo de plástico ou de metal), em forma de T, com hormônio levonogestyre (52 mg). Esse tipo de DIU atua liberando pequena quantidade de hormônio diretamente da parede interna do útero, continuamente por cinco anos, com menos efeitos colaterais e índice de falha em torno de 0,1%. Ele também altera o muco cervical tornando-o mais espesso para impedir a entrada do espermatozóide.

DIU
OPÇÃO POR DIU
Enfermeiro(a) prescreve, orienta e fornece CÓNDON e agenda consulta ginecológica c/ médico

Retornar para inserção do DIU em consulta ginecológica

Retorno na consulta ginecológica com resultado de ultra-sonografia com 30 dias

Inserção do DIU pelo médico

Retornar em consulta ginecológica 3 meses após última consulta

Retorno de 6 em 6 meses para consulta ginecológica

114 6.3.2.5. Métodos cirúrgicos ou esterilização

a) Ligaduras de Trompas (LTB) É um método contraceptivo cirúrgico indicado para mulheres que decidiram não ter mais filhos. O índice de falha é em torno de 0.4%. Este método consiste em ligar e cortar as Trompas de Falópio, para impedir que o óvulo seja fecundado e implantado. A eficácia desse método é muito alta, mas não chega a 100%. Os métodos de realização da ligadura são o intra-abdominal (abertura da parede do abdômen para acesso às trompas durante cesareana), o laparoscópico e o intra-uterino, ou por via baixa (via colo do útero). Embora seja possível realizar a reanastomose tubária, a decisão pela laqueadura , exige segurança e certeza do casal, pois se trata de um método cirúrgico, de risco, maior custo.

GRUPO DE PLANEJAMENTO FAMILIAR

Consulta Ginecológica - Avalia o caso e solicita exames de pré operatório e de risco cirúrgico

Serviço Social - Entrevista o casal - Emite parecer/laudo após 60 dias - Providencia solicitação de contracepção cirúrgica (SCC) em 2 vias;

Pré Natal - Avalia risco reprodutivo - Cesárea + LTB - Assina a SCC (2 vias) - Encaminha para Maternidade

- Avaliação de Risco Cirúrgico

Maternidade - Cesárea + LTB - Parto normal (+ LTB após

Retorno Consulta Ginecológica
Assina SCC

3 meses de pós-parto)

UBS- consulta ginecológica Avaliação Cirúrgica Cirurgia Contra referência e/ou Sumário de Alta

Hospital e/ou Maternidade Pública

- Consulta Ginecológica UBS
- Retirada de pontos - Registro prontuário

OBSERVAÇÃO: A indicação de esterilização cirúrgica (laqueadura e vasectomia) deverá atender a normatização da lei de planejamento familiar (n° 9263 12/01/96 art. 10º), sendo permitida para o casal com capacidade civil plena e idade maior que vinte e cinco anos ou, pelo menos, com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de sessenta dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico com consentimento expresso de ambos os cônjuges; em casos de risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro concepto e cesarianas sucessivas anteriores (BRASIL, 2001).

115 b) Vasectomia É um procedimento cirúrgico conhecido como esterilização masculina, durante o qual os vasos deferentes (canais que conectam os testículos ao pênis) são cortados, impedindo a passagem dos espermatozóides e conseqüentemente a gravidez. O método cirúrgico é simples, dura alguns minutos e geralmente não exige internação. A anestesia é realizada na parede do escroto, onde é realizado um pequeno corte com o objetivo de pinçar o canal deferente e secioná-lo dos dois lados. A incidência de complicações é mínima e os desconfortos são inchaço e dor. O homem deve se abster de relações sexuais por uma semana, assim como de esportes ou esforços. Depois disso, pode ter relações sexuais normais, mas protegidas por algum método contraceptivo, pois o liquido seminal não perde imediatamente, todos seus espermatozóides. O índice de falha em torno de 0.2%. Em torno de um mês e meio o casal pode abolir o uso de métodos contraceptivos. Em alguns casos é possível reverter a vasectomia através da rejunção das pontas cortadas dos vasos deferentes. Entretanto, a decisão por uma vasectomia deve ser feita com segurança e certeza, devido a sua reversibilidade não ser garantida.

116 ORIGEM DA DEMANDA Agente Comunitário Demanda Espontânea Profissional da Saúde Puerpério Casal Pré Natal Casal GRUPO DE PLANEJAMENTO FAMILIAR .Laudo social .3.Agendamento retorno pós-cirúrgico . A fase inicial ou precoce do climatério não tem limites bem definidos. 10º). com dois filhos vivos. 2001). A média de idade para . pelo menos. Urina rotina Serviço Social .Orientações gerais .Emite contra referência para UBS . 6. no entanto iniciar-se aos 35 anos.Providenciar solicitação de contracepção cirúrgica (SCC)2 vias Serviço Social Exames Laboratoriais solicitados pelo Medico ou Enfermeiro Hemograma. admitindo-se. Assistência ao climatério O climatério compreende um período da vida biológica feminina que marca a transição entre o período reprodutivo e não reprodutivo no qual ocorrem transformações endócrinas.Resultado de espermograma .Solicita espermograma Cirurgia RETORNO . desde que observado o prazo mínimo de sessenta dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico com consentimento expresso de ambos os cônjuges (BRASIL. sendo permitida para o casal com capacidade civil plena e idade maior que vinte e cinco anos ou.Confere documentaç .Entrevista o casal .Registra prontuário .Viabiliza espermograma UBS OBSERVAÇÃO: A indicação de esterilização cirúrgica (laqueadura e vasectomia) deverá atender a normatização da lei de planejamento familiar (n° 9263 12/01/96 art.3. Glicemia.

alterações oculares. Médico. O climatério é caracterizado pelo hipoestrogenismo que causa alterações ósseas predispondo a fraturas e osteoporose (diminuição da densidade óssea). 2001). UNIDADE DE SAÚDE Recepção Inscrição da mulher no Programa de Atenção a Saúde da Mulher CONSULTA DO ENFERMEIRO CLIMATÉRIO Condutas Solicitação de exames de rotina Encaminhamentos: Serviço Social.117 climatério é de 50 anos (49 a 51 anos) e para a menopausa (última menstruação) precoce (<45 anos) e tardia (>55 anos). Nutricionista e outros profissionais Grupos de terceira idade Educação em Saúde . Psicólogo. psiquiátricas. dermatológicas e cardiovasculares (risco para infarto agudo do miocárdio) (BRASIL.

a primeira mamografia a partir de 35 anos e anualmente em casos de câncer de mama na família.118 6. . Orientar a mulher para guardar toda mamografia realizada para ser comparada os achado com a próxima a ser realizada. irritabilidade e labilidade emocional. associado a atrofia de endométrio. .USG pélvico/ endovaginal: cavidade uterina.2. pode-se iniciar tratamento.Laboratoriais: dosagem hormonal em casos de menopausa precoce ou tardia. tais como: . Orientações de Rotina: Observar se a paciente já realizou exames complementares. . b) prova terapêutica com progesterogênio (Conforme prescrição médica) Observar se há ou não sangramento. Neste caso considera-se climatério. alteração do ciclo menstrual (polimenorragia – aumento da duração e/ou quantidade e frequência do fluxo menstrual) ou proiomenorréia (redução do intervalo entre as menstruações). Diagnóstico: a) clínico: sinais e sintomas e exame físico Considera-se menopausa (6 meses a 2 anos .5 a 1% anual) após a menopausa.Papanicolau (colpocitológico): anual e com citobrush pois em menopausadas muitas vezes ocorre alteração do colo uterino com JEC (junção escamocolunar) endocervical.1. endométrio (na menopausada aproximadamente 5mm). porem sem ovulação.3.Mamografia: a partir dos 40 anos de 2 em 2 anos. .3.3. que resulta em sangramento. Sintomas do período pré e perimenopausa: Os sintomas são fogachos (do tronco p/ cima. 6. d) sangramento diminuído: Cliente menopausada com ovário em falência. 6. Não sendo indicada no climatério devido a variação hormonal. c) sangramento aumentado: O ovário ainda responde ao hiper estímulo endometral com necrose vascular e descamação. Neste caso. .3.3.3.média = 1ano após o ultimo ciclo).3. pode ou não ser acompanhado por cefaléia ou hipertensão).Densitometria óssea: indicada pelo risco aumentado de osteoporose (0. a partir dos 50 anos de 1 em 1 ano.

Trigliceridos. TSH/ T 3 e T 4. a irregularidade menstrual é freqüente. tendo a vantagem de aumentar a lubrificação vaginal em mulheres que apresentam . Reposição Hormonal: ( a critério médico) a) estrogênio + progesterona para pacientes com útero b) estrogênio para cliente histerectomizada Vias de administração: VO. caracterizada por ciclos anovulatórios e diminuição da freqüência das relações sexuais. isto resulta em índice de falha menor do que em mulheres na menacme. a) Métodos Comportamentais: Não devem ser estimulados. Urina tipo 1. gel. Glicemia. principalmente em mulheres com ciclos menstruais irregulares.3. Anticoncepção: Observa-se neste período uma diminuição da fertilidade.3.3. Colesterol(total/ HDL). Hemograma Completo. O espermaticida. b) Métodos de Barreira: Têm a vantagem de não apresentar efeitos sistêmicos e poucos efeitos colaterais. A anticoncepção na perimenopausa tem grande importância. como neste período etário a fertilidade está diminuída. óvulos vaginais 6.Outros exames: Hemograma. associados a amenorréia de pelo menos 12 meses. Apesar de terem eficácia menor que os métodos hormonais e o DIU. De outro lado existe a preocupação com eventuais riscos que os métodos anticoncepcionais possam acarretar ao organismo feminino neste período de vida.3. pois nesta faixa etária.119 . Na presença de sintomas de hipoestrogenismo e/ou principalmente níveis plasmáticos elevados de FSH. 6. apesar de ter menor eficácia.4. pois uma gravidez pode aumentar o risco de mortalidade materna e de anomalias fetais. deve-se interromper a anticoncepção. Por isso os métodos anticoncepcionais são mais eficazes nesta faixa etária.5. deve ser usado conjuntamente com outro método de barreira (diafragma e preservativo masculino).

decorrentes de partos anteriores. oferecem doses aceitáveis de esteróides sexuais e. entre elas. tem-se outra possibilidade que é o diagnostico eventual tratamento de ginecopatias. expulsão. Os DIUs de cobre podem permanecer in situ por um longo período sem alterar a sua eficácia. Na realização de laqueadura tubária. na qual as alterações menstruais são uma constante. Injetável Trimestral – É considerado excelente para mulheres nesta faixa etária pela grande eficácia. gravidez ectópica e moléstia inflamatória pélvica. Após a injeção inicial. Além disso. desde que a mulher não tenha problemas de estática pélvica. O diafragma pode ser utilizado. A desvantagem do método está em aumentar a freqüência de menorragia em uma fase da vida da mulher. por conterem estrogênios naturais. Apresenta elevada eficácia neste grupo etário com menores possibilidades de perfuração. remoção. . particularmente em mulheres sem ovulação com endométrios sob efeito estrogênico não antagonizado.120 redução da lubrificação vaginal. oferece proteção endometrial. podem ser usados com segurança na mulher climatérica. ocorrência extremamente comum durante o climatério. podendo ser este efeito benéfico. desde que observadas as suas contra-indicações. A principal desvantagem refere-se às modificações do padrão menstrual. nesta faixa etária. a amenorréia (55-60%) e as irregularidades menstruais (20-25%). c) Dispositivo Intra-Uterino (DIU): Trata-se de boa escolha contraceptiva reversível para mulheres acima dos 35 anos de idade. cólica menstrual. limitar a aceitação e a continuidade do método e trazer preocupação pela presença de eventuais anormalidades endometriais. e) Anticoncepção Hormonal: Injetável Mensal – Os injetáveis mensais atualmente comercializados. o endométrio se torna atrófico. O DIU com progestogênio têm sua melhor indicação na mulher climatérica. Tais irregularidades podem. d) Anticoncepção Cirúrgica: A laqueadura tubária e a vasectomia são métodos em geral adequados para casais que estão seguros e desejosos da contracepção permanente. observando-se as contra-indicações.

o emprego isolado de progestogênios tem elevada eficácia no climatério. apesar da mesma ser inferior a dos anticoncepcionais hormonais combinados orais. têm melhor tolerabilidade. o uso dos AHCO de baixa dosagem até a menopausa. Essas associações além de garantir a excelente eficácia. Seu uso é restrito aos casos de intolerância e/ou contra-indicações aos estrogênios. Os exames devem ser recomendados com base exclusiva nos programas de atenção primária à saúde da mulher. seu emprego em mulheres perimenopáusicas adiciona os seguintes benefícios que são específicos neste período da vida: * Ciclos menstruais regulares * Redução do fluxo menstrual e da dismenorréia * Redução da anemia * Manutenção da densidade mineral óssea * Proteção contra aterosclerose Atualmente não existe qualquer razão que impeça. em mulheres saudáveis não tabagistas. Além dos benefícios não contraceptivos já referidos genericamente para usuárias de AHCO.121 Minipílula – tendo em vista a redução da fertilidade. devendo ser empregados os que contêm desogestrel ou gestodene. Não existe exame específico para a seleção de pacientes candidatas a contracepção hormonal no período do climatério. . com 20 ou 30 mg de etinilestradiol. Anticoncepcional Hormonal Combinado Oral (AHCO) – Os anticoncepcionais orais podem ser utilizados em mulheres acima de 35 anos. Tem como inconveniente alta freqüência de irregularidades menstruais. A interrupção do hábito de fumar dever ter ocorrido há pelo menos 12 meses para se considerar uma mulher como ex-tabagista e permitir o uso destes fármacos. O tabagismo em mulheres acima dos 35 anos constitui contra-indicação para os AHCO. reduzindo os fatores de risco. obedecendo ao limite etário máximo de 50 anos. que se observa nesta faixa etária. que já é comum nessa faixa etária e a supressão da lipoproteína protetora da arterosclerose.

Ministério da Saúde. 2. Programa Viva Mulher. 29 de maio de 1998. 2002. Ministério da Saúde. 2ª ed. Ministério da Saúde. 1995. Ministério da Saúde. BRASIL.L. 2000. et al. 2004: Ano da Mulher. Report of a WHO Technical Report Series. BRASIL. BRASIL. N. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer de Controle do Tabagismo. Porto Alegre: Artemed. Falando sobre câncer do colo do útero. BRASIL. Secretaria Municipal de Saúde. 2000. BRASIL. Ministério da Saúde. 371p. Ministério da Saúde. Coordenação de Prevenção e Vigilância. . 1996. Controle do Câncer de mama. Diário oficial. Ações de informação. Secretaria de Atenção à Saúde. Francisco Beltrão . BRASIL. Abril de 2004c [online]. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 1998a.B. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. PREFEIRTURA MUNICIPAL DE BETIM. Brasília: Projeto Nordeste/Ministério da Saúde. 29 p (mimiografado) WORLD HEALTH ORGANIZATION. BRASIL. 52 p. Como Elaborar um Protocolo para Enfermeiros em Saúde Pública: O Relato de uma Experiência.L.47-48. 2000. 2001. Robert M. 2 jun. Brasília. Seção 1. Nomenclatura brasileira para laudos cervicais e condutas preconizadas: recomendações para profissionais de saúde. Instituto Nacional do Câncer. 2004b. Área Técnica de Saúde da Mulher/ Assistência ao Planejamento Familiar – 4ª ed. 2815. 1034p. 2004a. Brasília (DF): Ministério da Saúde. 1996. educação e comunicação. Fisiologia. 2002. Ministério da Saúde (BR). Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. Legislação. Brasília. In: BARROS A. BRASIL. Instituto Nacional de Câncer. Portaria n. Referências bibliográficas: BRASIL. BIGUELINI. 138p.854. CRISTINA POLL et al. Physical status: the use and inerpretation of anthropometry..122 6. LEVY. Rio de Janeiro: MS/INCA. ed.. Betim (MG). Secretaria Nacional de Assistência a Saúde. Conselho Federal de Enfermagem/Conselho Regional de Enfermagem de Goiás. 4 ed. Documento consenso. Prevenção e Vigilância do Câncer (Conprev). p.4. BERNE. 2006 [online]. Secretaria de Políticas de Saúde. – Rio de Janeiro: INCA. Protocolo de Assistência ao Planejamento Familiar. Calgan – Editora Gráfica Ltda. Matthew N. Coordenadoria Operacional.PR.

sem prejuízo às ações curativas e com a participação da comunidade. conscientizando a comunidade para a importância de um equilíbrio entre as ações de saúde e o meio ambiente. representando uma concepção da saúde centrada na promoção de qualidade de vida. É de extrema importância também o conhecimento de todas as questões de saúde e doença dos indivíduos. Além disso.S. além das consultas. na lógica da vigilância à saúde. são os locais onde realizam-se as ações curativas. trabalho. Entretanto. como por exemplo. as condições de moradia. da concepção até a senilidade. escolarização. rodas de conversa. podem ser feitas.123 7 . . econômico e cultural. é imprescindível estabeler vinculo de confiança entre as famílias e a equipe. P ROTO C O LO D E E N FE R MAG E M NA S A Ú DE DA FA M Í L I A 7.1.. quem o encaminhará deverá ser um dos membros da equipe do E. Outro objetivo da estratégia Saúde da Família é ser a porta de entrada do sistema de saúde. Caracteriza-se pela assistência integral ao indivíduo dentro do seu contexto familiar e social. • nas unidades de saúde: geralmente. Objetivo da Estratégia Melhorar a qualidade de vida da população cuidando da família em todas as fases da vida. integrando-os aos diversos membros da equipe para um trabalho em conjunto. suas relações com seus parentes.F Onde se desenvolvem as ações As ações podem ser desenvolvidas nas unidades de saúde. Introdução A Estratégia Saúde da Família vem se destacando como estratégia para a reorganização da Atenção Básica. palestras. sua história de vida e de saúde. o que significa que quando um usuário necessitar de um tratamento especializado. na comunidade ou no domicílio. É uma nova forma de cuidar da saúde da população. etc.

creches.124 • Na comunidade: utiliza-se o espaço das creches. as ações da equipe devem ser resolutivas e ter como intuito o atendimento integral ao indivíduo. Deve ser um membro da própria comunidade e tem como objetivo a visita a todas as famílias. Deve ser o mais humanizado possível.F. sócio. centros comunitários e outros aparelhos sociais presentes em cada comunidade específica a fim de que todos sejam atores sociais no processo saúdedoença. O Agente Comunitário de Saúde ( ACS) É comumente chamado de elo entre a equipe e a comunidade. associações comunitárias. • No domicílio: o domicílio representa o epicentro da maioria dos processos de saúde-doença que se desenvolvem no indivíduo. dentro do seu contexto. ou seja. deve estabelecer parceria com a sociedade organizada. econômico e cultural. a fim de que juntos possam contribuir para melhorar a qualidade de vida. polícia local e outros. Parcerias O E. igrejas. valores. Neste aspecto a visita domiciliar é a ferramenta indispensável para a efetividade das ações de saúde realizadas nos centros de saúde e na comunidade. escolas. com vínculo e responsabilidade sobre sua área de abrangência. o que lhe permite trazer para a equipe as necessidades dos indivíduos. famílias e comunidade.S. . ou seja.S. respeitando suas crenças. O trabalho da E. na família e na comunidade.F. Além disso. entre outros. família e comunidade. seus mitos. escolas. no mínimo uma vez ao mês.

125 7. encaminhando-o para a Unidade de Saúde pertinente. Consulta do Enfermeiro (Anexo II) Outras Atribuições do Enfermeiro (Anexo III) Cadastramento (Anexo I) Triagem Agendada Não agendada Encaminhamento Médico da equipe ou outros profissionais Saúde da Mulher Hipertensão Diabetes Tuberculose Saúde CD da Criança Adolescente Idoso DST/AIDS Saúde do Trabalhador Outros .2. Fluxograma Comunidade Igreja Creche Escola Outros Cliente UABSF Triagem Morador da área Sim Não Orientar sobre o funcionamento da Estratégia Saúde da Família.

Torna-se importante: • • • • • Proceder a visita seguindo um objetivo especifico. Auxiliar a família a reconhecer as necessidades de saúde dentro do seu contexto.Visita domiciliar do enfermeiro Permite avaliar uma série de condições que não são percebidas no consultório e as vezes discordantantes da impressão que temos durante a consulta na unidade. Através deste cadastro é feito um diagnóstico das levantados às prioridades de saúde da região e o planejamento estratégico. Anexo I .Cadastramento Cadastramento: É o registro de todos os clientes em formulários específicos. Os ACS devem cadastrar todos os moradores novos e residentes na área. que deve ficar bem esclarecido para o cliente e sua família. VD . Acompanhar o trabalho dos ACS.2. Identificar junto com a família meios para melhorar a qualidade de vida de seus membros (família e comunidade) Preparar a família para o auto-cuidado . Anexo II . Os ACS fazem visitas domiciliares diariamente e cadastram em uma ficha específica todas as famílias que residam na sua microárea.Consultas Durante a consulta de enfermagem.126 7.1. Hipertensão e Diabetes.2. A consulta de enfermagem pode ser realizada tanto na Unidade de Saúde quanto no domicílio. 7.2. Tuberculose. Hanseníase e outros constantes neste Protocolo de Atenção à Saúde Básica ou conforme protocolos estabelecidos nos programas do Ministério da Saúde. cabe ao enfermeiro realizar a prescrição de medicamentos e solicitação de exames de acordo com os protocolos específicos de Pré-natal.

Anexo III – Outras Atribuições do Enfermeiro 1 – Planejar. intervindo nas necessidades de saúde. Elaborar planos de cuidados para a família (individual ou coletivo) Atuar na conversão de modelo (diretrizes do SUS) Fazer planejamentos estratégicos Gerar / obter dados e analisá-los.. diabéticos. adolescente. como de hipertensos. 8 – Organizar e coordenar a criação de grupos para a promoção da saúde. reduzam/aliviem os sofrimentos físicos. 4 – Realizar ações em diferentes ambientes como na UABSF (Unidade de Atenção Básica a Saúde da Família). 60 – guia básico) 7 – aliar a atuação clinica à pratica de saúde coletiva.S. coordenar. 6 – Realizar as atividades correspondentes as áreas prioritárias de atuação básica.Participar de capacitações e ser disseminador do conhecimento . 09 – Supervisionar e coordenar ações para a capacitação dos agentes comunitários de saúde e de auxiliares de enfermagem. 10. definido na norma operacional de assistência à saúde – NOAS – 2001. executar e avaliar ações de Saúde 2 – Executar as ações de assistência integral em todas as fases do ciclo de vida. gerenciar.127 • • • • • • • • Ajudar a família a descobrir soluções que auxiliem. Encorajar as narrativas de agravos. saúde metal e outros. 3 – Executar ações de vigilância epidemiológica e sanitária. 7.3.2.). Incentivar a família para adoção de hábitos saudáveis. emocionais e espirituais. adulto e idoso. (pág. 13 . Incentivar relacionamento cooperativo. criança. 5 – Realizar cuidados diretos de enfermagem nas urgências e emergências clínicas. mulher.com vista ao desempenho de suas funções.Planejar estratégias para redução de morbimortalidade na comunidade/população adscrita. produzindo informações sobre as necessidades de saúde da população e organizar o processo de trabalho da equipe de E.F.Tabular os dados epidemiológicos 12 .Promover parcerias com equipamentos sociais 11. no domicílio e em aparelhos sociais da sociedade (creches. escolas etc. fazendo a indicação para a continuidade de assistência prestada.

Referencias bibliograficas: 1 – Brasil – Ministério da Saúde – Saúde da Família Estratégia para Reorganização do Modelo Assistencial . alimentação.Participar de eventos. 7.Brasília – DF 1997 2 – Brasil – Ministério da Saúde – Guia Prático do programa saúde da Família – Brasília – DF 2001 3– Brasil –Como Elaborar um Protocolo. conselhos.. em Saúde Pública: experiência /Cristina CALGAN-Paraná-2001 4 – Brasil – Ministério da Saúde-IDS Instituto Para O Desenvolvimento-da Saúde-IDSUniversidade de São Paulo -USP-Manual de Condutas de Enfermagem-.128 14 .Despertar na comunidade a sua noção de cidadania 16 . comitês que contribuam para melhor articulação social.Facilitar a articulação Unidade-Comunidade-Equipe. 17 . 18 .3.Fazer interação entre o saber científico e popular 15 .. etc.Editora- . saneamento.[et at]-Francisco Betrão: Berzão.Brasília-DF2002. O Relato de uma Poll II Biguelini.Incentivar hábitos de vida saudáveis na comunidade.

1. ao contrário. O objetivo desse atendimento é tentar prover. Os fluxogramas incluem uma série de polígonos de decisão e ação que contêm as informações básicas necessárias ao manejo dos pacientes. em uma única consulta de Enfermagem (Lei do Exercício Profissional nº.º 94. tratamento e aconselhamento adequados (Resolução COFEN-195/1997). orientação e tratamento de parceiros. tem papel fundamental principalmente em unidades de saúde de maior complexidade. que servirão como fontes para a definição do perfil epidemiológico das diferentes DST e de sua sensibilidade aos medicamentos preconizados. Fluxogramas específicos. no entanto. . são instrumentos que auxiliarão o profissional que realiza o atendimento na tomada de decisões. não deverá depender de processos demorados de realização e/ou interpretação dos exames (Abordagem Sindrômica – ANEXO 1).406/87 de 08 de junho de 1987): exames laboratoriais. Além disso. Nesta oportunidade. promoção de incentivo ao uso de preservativos. A conduta. deverá realizar aconselhamento para estimular a adesão ao tratamento.498/86 de 25 de junho de 1986 e regulamentada pelo Decreto n. Ele visa interromper a cadeia de transmissão da forma mais efetiva e imediata possível. Não se quer dizer com isto que o laboratório seja dispensável.129 8 . evitar as complicações advindas da(s) DST (s) em questão. 7. Os profissionais Enfermeiros(as) deverão aproveitar o ensejo para incluir na consulta de enfermagem o exame clínico-genital minucioso. ainda que não especialista. Introdução O atendimento de pacientes com DST (s) (Doenças Sexualmente Transmissíveis) tem algumas particularidades. estará habilitado a: determinar um diagnóstico baseado em uma abordagem sindrômica e implementar o tratamento imediato. e a cessação imediata dos sintomas. já desenvolvidos e testados (MS). ainda. P ROTO C O LO D O E N Ç AS SEX U A LM E NTE TRANSMISSÍVEIS 8. Seguindo os passos dos fluxogramas. O exame físico e a anamnese do paciente e de seus contatos sexuais devem constituir-se nos principais elementos diagnósticos das DST (s). para a convocação. Visa. para a redução de riscos. dentre outros aspectos. diagnóstico. o profissional Enfermeiro.

aconselhamento e estímulo à adesão ao tratamento. inclui a oferta da sorologia para sífilis e para HIV. a adesão ao tratamento e o fornecimento e orientação para utilização adequada de preservativos. inclui o tratamento dos parceiros. Sempre que possível deverá ser realizada pesquisa e observação de achados que possam identificar outras doenças. o aconselhamento e a educação sobre redução de risco. controle de pressão arterial. A colpocitologia oncoparasitária deverá ser realizada quando houver indicação e por ocasião do retorno da paciente. cuidados higiênicos. utiliza fluxogramas que ajudam o profissional a identificar as causas de uma determinada síndrome. Identificação das síndromes Embora as DST sejam causadas por muitos microorganismos diferentes. teste anti-HIV e sífilis. . além da promoção do uso de preservativos. indica o tratamento para os agentes etiológicos mais freqüentes na síndrome. estes apenas determinam um número limitado de síndromes.130 deverão orientar quanto à necessidade da redução de comportamentos de risco. por meio de: inspeção geral. convocação dos parceiros sexuais e a notificação do caso.2. palpação de mamas e toque retal. Uma síndrome é constituída por um grupo de sintomas referidos pelo paciente e sinais que podem ser observados durante o exame. As principais características da abordagem sindrômica são: classifica os principais agentes etiológicos segundo as síndromes clínicas por eles causados. 8.

tornando possível a assistência aos portadores de DST em qualquer serviço de saúde.131 A tabela seguinte explica os sinais e sintomas das principais síndromes de DST e suas etiologias mais comuns. Um Enfermeiro bem treinado poderá usar os fluxogramas com facilidade. Vaginose Bacteriana . peça para o paciente ordenhar a uretra) Úlcera genital Aumento de linfonodos inguinais Corrimento cervical Dor à palpação abdominal Dor à mobilização do colo Temperatura > 38ºC Úlcera Genital Desconforto ou Dor Desconforto ou Dor Pélvica na Mulher Pélvica Dor durante relação sexual O principal objetivo da abordagem sindrômica é facilitar a identificação de uma destas síndromes para então maneja-las de forma adequada. oferecimento de testes para sífilis e para o HIV e o tratamento já na sua primeira consulta. Candidíase Cervicite: . aconselhamento. Infecção por Clamidia Gonorréia Infecção por Clamidia Tricomoníase Micoplasma Ureaplasma Sífilis Cancro mole Herpes genital Donovanose Gonorréia Infecção por Clamidia Infecção por germes Anaeróbios Síndrome Corrimento Vaginal Corrimento vaginal Edema de vulva Prurido Dor à micção Dor durante relação sexual Odor fétido Corrimento Uretral Corrimento uretral Prurido Estrangúria Polaciúria Odor fétido Úlcera genital Corrimento uretral (se necessário. Sintomas Mais Comuns Sinais Mais Comuns Hiperemia de vulva Corrimento vaginal e/ou cervical Etiologias Mais Comuns Vulvovaginite infecciosa: . Como as síndromes são relativamente fáceis de serem identificadas. educação. Cada fluxograma conduz as decisões e ações que precisam ser tomadas. onde ele então terá acesso à orientação. . Tricomoníase . Gonorréia . foi possível elaborar um “fluxograma” (MS) para cada uma delas. levando à condição ou condições que devam ser tratadas.

3.1.1. Paciente com queixa de corrimento uretral Este é o quadro de entrada do fluxograma.3.132 8. Nele está representada a principal queixa do paciente ao se apresentar no serviço de saúde.1.1.1. .3. Notas do fluxograma de corrimento uretral 8. 1 Corrimento Uretral 8.

sendo que quando estiverem ausentes os diplococos intracelulares. IM. ou Doxiciclina 100 mg. ou Cefixima 400mg.1. de 6/6 horas. dose única (contraindicado em menores de 18 anos).1. O critério de cura no homem é basicamente clínico. dose única (contra-indicado em menores de 18 anos). por 7 dias mais Metronidazol única. dose única. dose 8. durante 7 dias mais GONORRÉIA Ofloxacina 400 mg. ou Ciprofloxacina 500mg. VO. em caso de persistência do corrimento ou recidiva. 2g. VO. VO. dose única. em dose única. tratar com: Eritromicina (estearato) 500 mg. ou Ciprofloxacina 500mg. VO. Tratar clamídia e gonorréia Este quadro de ação orienta para o tratamento concomitante para clamídia e gonorréia. VO. durante 7 dias. VO. VO.3. dose única. ou Tianfenicol 2. . VO. ou Eritromicina (estearato) 500 mg. dose única (contra-indicado em menores de 18 anos). VO. IM. deve-se tratar o paciente apenas para clamídia como indicado no quadro: CLAMÍDIA Azitromicina 1g. dose única. ou Cefixima 400mg.2. ATENÇÃO: no retorno. VO. VO. de 12/12 horas. 6/6 horas. VO. dose única. ou Ceftriaxona 250 mg. dose única (contraindicado em menores de 18 anos).5g.3. ou Tianfenicol 2.5g.3. dose única.133 8. VO. Tratamento Uretrite gonocócica Ofloxacina 400 mg. ou Ceftriaxona 250 mg.

Os pacientes devem se abster de relações sexuais e evitar contaminação dos olhos.134 Observações Deve-se considerar a existência de infecções associadas por C. durante 7 dias. pois é elevado o risco de transmissão (90 a 97%). 8.1. ou Eritromicina (estearato) 500 mg. bem como a expressão da glande para evidenciação de possível secreção uretral. TRATAMENTO Uretrite não gonocócica Azitromicina 1g.4. trachomatis ou T. com sintomas ou não. ou Doxiciclina 100 mg. Os pacientes devem ser aconselhados e estimulados a encaminhar todas as parceiras (ou parceiros) sexuais para atendimento médico. de homens com infecções gonocócicas recebam prontamente o tratamento. de 6/6 horas.3. além de bebidas alcoólicas (irritante de mucosa). . VO. vaginalis. devem ser tratados com os esquemas acima referidos. será necessário tratamento específico em conjunto (ver tratamentos nos capítulos correspondentes). É fundamental que todas as parceiras (ou parceiros). durante 7 dias. VO. PORTADOR DO HIV Pacientes infectados pelo HIV. dose única. VO. Caso um destes ocorra. de 12/12 horas.

. PORTADOR DO HIV Pacientes infectados pelo HIV devem ser tratados com os esquemas acima referidos.135 RECOMENDAÇÕES Devido à freqüente associação desta infecção com a uretrite gonocócica. recomenda-se o tratamento concomitante das mesmas. As parceiras ou parceiros sexuais devem receber o mesmo regime de tratamento que os pacientes.

3. Notas do fluxograma de corrimentos vaginais PACIENTE COM QUEIXA DE CORRIMENTO VAGINAL OU PRESENÇA DE CORRIMENTO EM QUALQUER SITUAÇÃO .3.1. Corrimentos vaginais 8.2.2.136 8.

137 Este é o quadro de entrada do fluxograma. ou Eritromicina (estearato) 250mg. VO. dose única. dose única. VO. ou Azitromicina 1 g. por 7 dias.2.2. Cefixima 400mg. VO. ou Tianfenicol 2. em dose Ofloxacina 400 mg. VO. VO.3. dose única. durante 7 dias (contraCiprofloxacina 500mg. dose única (contraindicado em gestantes e nutrizes). mais GONORRÉIA Cefixima 400mg. 8. dose única. dose única. . para ser atendida por qualquer outra queixa e for detectada a presença de corrimento. de 08/08 horas. durante 7 dias Ceftriaxona 250 mg. estando a paciente no serviço. VO. dose única. indicado em gestantes. ou Ceftriaxona 250mg. VO. VO. ou Espectinomicina 2g IM. ou Ciprofloxacina Doxiciclina 100 mg. nutrizes e menores de Doxiciclina 18 anos). por 7 dias. IM. ou Eritromicina (estearato) 500 mg. VO. de 08/08 horas. de 06/06 horas. de 6/6 horas. nutrizes e menores de ou 18 anos). dose única. tratar infecção por clamídia e gonorréia CLAMÍDIA Mais GONORRÉIA Azitromicina 1g. 2g IM.5g. IM. ou Eritromicina (estearato) 500mg.3. por 14 dias (casos de sensibilidade gástrica). Gestantes ou Nutrizes: CLAMÍDIA Amoxicilina 500mg.3.2. ou 400mg. VO. Anamnese (determinação do escore de risco) ESCORE DE RISCO parceiro com corrimento uretral = 2 idade menor que 20 anos = 1 sem parceiro fixo = 1 mais de um parceiro nos últimos três meses = 1 novo parceiro nos últimos três meses = 1 8. dose única. de 06/06 horas. dose única. ou VO. ou indicado em gestantes. VO. VO. Nele está descrita a principal queixa da paciente ao se apresentar no serviço de saúde ou. ou 500mg. VO. de 12/12 horas. por 7 dias. dose única (contraúnica.

12/12 horas. diretamente no peito. a fim de garantir a nutrição do bebê).75%. ou Metronidazol 2g. Neste período. por 7 dias. ou Secnidazol 2 g. dose única. dose única. por 24 horas. VO. dose única. VO.138 Parceiros: CLAMÍDIA Azitromicina 1 g. ou Metronidazol 500 mg. a mulher deverá ser orientada quanto a retirada e armazenamento do leite. dose única (suspender o aleitamento. 1 aplicador vaginal (5g).2. dose única. VO. no mesmo período que a paciente. VO.4. Parceiros: tratar sempre. ou Tinidazol 2 g. dose única. dose única 8. Gestantes: tratar somente após completado o primeiro trimestre com Metronidazol 2 g. Nutrizes: Metronidazol Gel a 0. . de 12/12 horas. VO. e com o mesmo medicamento. por 5 dias. Portadoras do HIV: devem ser tratadas com os mesmos esquemas recomendados acima. mais GONORRÉIA Ofloxacina 400 mg. VO. VO. em dose única. Tratar tricomoníase Metronidazol 2 g. VO.3.

Por isso.3. VO. dose única.5g/ dia. de 12/12 horas. ou Tianfenicol 2. por 2 dias. 2 vezes ao dia. por 7 dias. devem-se suspender as relações sexuais. por 5 dias. A tricomoníase vaginal pode alterar a classe da citologia oncótica. náusea. VO. Durante o tratamento com qualquer dos medicamentos sugeridos acima. tontura e "gosto metálico na boca") O tratamento tópico é indicado nos casos de intolerância aos medicamentos via oral. Tratar vaginose bacteriana Metronidazol 500mg. VO. nos casos em que houver alterações morfológicas celulares. devese evitar a ingestão de álcool (efeito antabuse.139 Observações: Para alívio dos sintomas. 8. estas podem estar associadas à tricomoníase. VO.5. deve-se realizar o tratamento e repetir a citologia após 2 a 3 meses. pode-se associar o tratamento tópico com Metronidazol Gel 0.75%. e se caracteriza por mal-estar. ou Metronidazol 2g. dose única. VO. Durante o tratamento. Manter o tratamento se a paciente menstruar. ou Secnidazol 2g. e nos casos de alcoolatria. para avaliar se há persistência dessas alterações. dose única. Nesses casos. 1 aplicador vaginal (5g).2. ou . ou Tinidazol 2g. que é o quadro conseqüente à interação de derivados imidazólicos com álcool.

VO.140 Metronidazol Gel 0. VO. encaminhar para ginecologista que acompanha a paciente. de 12/12 horas por 7 dias. tendo em vista insuficiência de dados quanto ao seu uso nesta população). VO. Alguns autores recomendam tratamento de parceiros apenas para os casos recidivantes. ou Tinidazol 2 g. de 12/12 horas por 7 dias. 1 aplicador à noite. dose única. VO. por 7 dias Parceiros: Metronidazol 2g. VO. por 5 dias. ou Metronidazol 2 g. dose única. ou Clindamicina creme 2%. VO. 8. ou Metronidazol Gel 0.3. VO.75%. por 7 dias (somente após completado o primeiro trimestre). de 8/8 horas.2. 1 aplicador vaginal (5g). Tratar tricomoníase e vaginose bacteriana (ao mesmo tempo) Metronidazol 500mg. Gestantes: tratar após o primeiro trimestregestacional com Metronidazol 250mg. por 7 dias. por 7 dias (contra-indicado em gestantes). de 12/12 horas. ou Metronidazol 2 g. por 5 dias (uso limitado em gestantes. 2 vezes ao dia. Gestantes: Metronidazol 250 mg.75%. VO. 2 vezes ao dia. VO. Em caso de gestação de Alto Risco. 1 aplicador vaginal (5g). .6. ou Secnidazol 2 g. ou Clindamicina 300mg. ou Clindamicina 300 mg. dose única. Parceiros: não precisam ser tratados. dose única (somente após completado o primeiro trimestre). dose única 2g. VO. de 8/8 horas.

VO. óvulos de 100 mg. via vaginal. creme a 2%.5%. ou óvulos de 300mg. ou Isoconazol (Nitrato). à noite ao deitar-se.3. 1 aplicação via vaginal. 1 óvulo via vaginal. 2 vezes por dia. óvulos de 200 mg. só duas doses. ou Clotrimazol. por 7 dias. 1 aplicação via vaginal. aplicação única. ou Tioconazol creme a 6. via vaginal. via vaginal. por 5 dias. dose única. óvulos de 100mg. ou Clotrimazol. à noite ao deitar-se. 1 aplicação via vaginal. por 7 dias. de 12/12h. por 14 dias. ou. 1 aplicação. por 3 dias. óvulos de 100mg. 1 óvulo via vaginal.141 8.7.000 UI. VO. ou Nistatina 100. à noite ao deitar-se. ou Miconazol. Tratar candidíase Miconazol. por dia. creme a 1%. durante 6 a 12 dias. creme vaginal a 1%. devem-se investigar causas sistêmicas predisponentes. Para alívio do prurido (se necessário): fazer imbrocação vaginal com violeta de genciana a 2%. ou Fluconazol 150mg. por 3 dias. 1 aplicação via vaginal. à noite ao deitar-se. à noite ao deitar-se. por 7 dias. VO. 1 aplicação via vaginal. por 5 dias. O tratamento sistêmico deve ser feito somente nos casos recorrentes ou de difícil controle. Miconazol. ou Cetoconazol 400mg. 1 aplicação à noite ao deitar-se.8%. à noite ao deitar-se. à noite ao deitar-se. ou Clotrimazol. via vaginal ao deitar-se. . aplicação única. por 7 dias. ou Terconazol creme vaginal a 0. ou Clotrimazol. nestes casos. óvulos de 500mg.2. Tratar com: Itraconazol 200mg.

metazoários.3. Qualquer um dos tratamentos tópicos acima relacionados pode ser usado em gestantes. fúngica. . inclusive a infecção pelo HIV. por um período de 7 dias.2. Alguns autores recomendam o tratamento via oral de parceiros apenas para os casos recidivantes.3. Hormonais Neoplásicas Alérgicas Traumáticas Idiopáticas (psicossomáticas) Vulvovaginites 8. uso de corticóides. Parceiros: não precisam ser tratados. Sempre orientar quanto à higiene adequada e uso de roupas que garantam boa ventilação.8. viral.9. deve ser dada preferência ao Miconazol. Infestações: protozoários.142 Gestantes: A candidíase vulvovaginal é muito comum no transcorrer da gravidez. geralmente acinzentado e de quantidade variável. Etiologia Infecções: bacteriana. 8. podendo apresentar recidivas pelas condições propícias do pH vaginal que se estabelece nesse período.2. DIAGNÓSTICO Vaginose bacteriana O diagnóstico da vaginose bacteriana se confirma quando estiverem presentes três dos seguintes critérios. Observações: Em mulheres que apresentam 4 ou mais episódios por ano. Terconazol ou Clotrimazol. Não deve ser usado nenhum tratamento sistêmico. devem ser investigados outros fatores predisponentes: diabetes. imunodepressão. ou apenas os dois últimos: corrimento vaginal homogêneo. exceto os sintomáticos.

VO. de 8/8 horas.143 pH vaginal maior que 4. VO. de 12/12 horas. 2 vezes ao dia. Alguns autores recomendam tratamento de parceiros apenas para os casos recidivantes. dose única. Tratamento Metronidazol 500mg. de 12/12 horas. VO. teste das aminas positivo. ou Tianfenicol 2. ou Tinidazol 2g. tendo em vista insuficiência de dados quanto ao seu uso nesta população). ou Metronidazol 2 g. VO. por 5 dias. de 12/12 horas por 7 dias.5. Parceiros Não precisam ser tratados. ou Secnidazol 2g. 1 aplicador à noite. por 5 dias (uso limitado em gestantes. VO. por 7 dias (contra-indicado em gestantes). dose única. associada à ausência de lactobacilos. 2 vezes ao dia. VO. ou Metronidazol Gel 0. VO. . ou Clindamicina 300 mg. ou Metronidazol Gel 0. VO. dose única (somente após completado o primeiro trimestre). ou Clindamicina 300mg.75%. dose única. por 2 dias. presença de "clue cells" no exame bacterioscópico. 1 aplicador vaginal (5g). ou Clindamicina creme 2%. ou Metronidazol 2g. 1 aplicador vaginal (5g). por 7 dias (somente após completado o 1º trimestre).75%. por 7 dias. VO. Gestantes Metronidazol 250 mg. por 7 dias.5g/ dia.

uso de antibióticos. 8.144 Observações: Durante o tratamento com qualquer dos medicamentos sugeridos acima. tonturas. não justifica o tratamento. e. não permite o diagnóstico de infecção clínica. além de serem investigados os fatores predisponentes citados anteriormente. náuseas.2.10. Tratamento tópico é indicado nos casos de alcoolatria. observações: O simples achado de cândida na citologia oncótica em uma paciente assintomática. "gosto metálico na boca"). hábitos de higiene e vestuário inadequados (diminuem a ventilação e aumentam a umidade e o calor local). obesidade. devese evitar a ingestão de álcool (efeito antabuse. e alterações na resposta imunológica (imunodeficiência). perfume. corticóides ou imunossupressores. portanto.3. desodorantes). uso de contraceptivos orais de altas dosagens. que é o quadro conseqüente à interação de derivados imidazólicos com álcool. diabetes melitus (descompensado). a mulher deve ser aconselhada e orientada a realizar o teste anti-HIV. e se caracteriza por mal-estar. Candidíase vulvovaginal Conceito e agentes etiológicos Os fatores predisponentes da candidíase vulvovaginal são: gravidez. inclusive a infecção pelo HIV. Nos casos de candidíase recorrente. contato com substâncias alergenas e/ou irritantes (por exemplo: talco. .

1 aplicação à noite ao deitar-se. à noite ao deitar-se.5%. deve-se investigar causas sistêmicas predisponentes. 1 aplicação via vaginal. via vaginal. 1 óvulo via vaginal. ou Tioconazol creme a 6. ou Cetoconazol 400mg. óvulos de 100mg. via vaginal. por 14 dias. creme a 2%. creme vaginal a 1%. nestes casos. 1 aplicação via vaginal. ou Miconazol. 1 óvulo via vaginal. por 5 dias. à noite ao deitar-se. Miconazol. VO. por dia.145 Tratamento Miconazol. Clotrimazol. à noite ao deitar-se. óvulos de 100 mg.000 UI.8%. 1 aplicação via vaginal. ou Fluconazol 150mg. ou óvulos de 300mg. óvulos de 500mg. via vaginal. 1 aplicação via vaginal. por 6 a 12 dias. por 3 dias. à noite ao deitar-se. aplicação única. ou Isoconazol (Nitrato). 1 aplicação. ou Clotrimazol. à noite ao deitar-se. VO. ou Clotrimazol. ou. . Tratar com: Itraconazol 200mg. por 5 dias. de 12/12h. ou Terconazol creme vaginal a 0. por 3 dias. VO. ou Nistatina 100. O tratamento sistêmico deve ser feito somente nos casos recorrentes ou de difícil controle. à noite ao deitar-se. 1 aplicação via vaginal. por 7 dias. aplicação única. dose única. óvulos de 100mg. óvulos de 200 mg. só duas doses. 2 vezes por dia. por 7 dias. ou Clotrimazol. ou. creme a 1%. Para alívio do prurido (se necessário): embrocação vaginal com violeta de genciana a 2%. via vaginal ao deitar-se. à noite ao deitar-se. por 7 dias. por 7 dias.

com aspecto de framboesa. teste de Schiller positivo (iodo negativo ou "onçóide"). Parceiros Não precisam ser tratados.2. deve ser dada preferência ao Miconazol. exceto os sintomáticos. sintomas urinários (disúria. com maucheiro. polaciúria). devem ser investigados outros fatores predisponentes: diabetes. prurido e/ou irritação vulvar. Tricomoníase genital Características clínicas corrimento abundante. imunodepressão. uso de corticóides. Sempre orientar quanto à higiene adequada e uso de roupas que garantam boa ventilação. amarelado ou amarelo esverdeado. Não deve ser usado nenhum tratamento sistêmico. hiperemia da mucosa. infecção pelo HIV. Alguns autores recomendam o tratamento via oral de parceiros apenas para os casos recidivantes. dor pélvica (ocasionalmente). por um período de 7 dias. Terconazol ou Clotrimazol. 8. podendo apresentar recidivas pelas condições propícias do pH vaginal que se estabelece nesse período. com placas avermelhadas (colpite difusa e/ou focal. .146 Gestantes A candidíase vulvovaginal é muito comum no transcorrer da gravidez. Observações Em mulheres que apresentam 4 ou mais episódios por ano.3. bolhoso. Qualquer um dos tratamentos tópicos acima relacionados pode ser usado em gestantes.11.

147 Observações: Mais da metade das mulheres portadoras de tricomoníase vaginal são completamente assintomáticas. O simples achado de Trichomonas vaginalis em uma citologia oncótica de rotina impõe o tratamento da mulher e também do seu parceiro sexual, já que se trata de uma DST. A tricomoníase vaginal pode alterar a classe da citologia oncótica. Por isso, nos casos em que houver alterações morfológicas celulares, estas podem estar associadas à tricomoníase. Nesses casos, deve-se realizar o tratamento e repetir a citologia após 2 a 3 meses, para avaliar se há persistência dessas alterações. Tratamento Metronidazol 2 g, VO, dose única, ou 2 g, VO Tinidazol 2 g, VO, dose única; ou Metronidazol 500 mg, VO, de 12/12 horas, por 7 dias; ou Secnidazol 2 g, VO, dose única. Gestantes Tratar somente depois de completado o primeiro trimestre, com Metronidazol 2 g, VO, dose única.

Nutrizes Metronidazol Gel a 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 2 vezes ao dia, por 5 dias; ou Metronidazol 2g, VO, dose única (suspender o aleitamento, diretamente no peito, por 24 horas. Neste período, a mulher deverá ser orientada quanto a retirada e armazenamento do leite, a fim de garantir a nutrição do bebê). Parceiros Tratar sempre, ao mesmo tempo em que a paciente, e com o mesmo medicamento e dose.

148 Observações Para alívio dos sintomas, pode-se associar o tratamento tópico com Metronidazol Gel a 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 2 vezes ao dia, por 5 dias. Durante o tratamento com qualquer dos medicamentos sugeridos acima, devese evitar a ingestão de álcool (efeito antabuse, que é o quadro conseqüente à interação de derivados imidazólicos com álcool, e se caracteriza por mal-estar, náuseas, tonturas, "gosto metálico na boca"). O tratamento tópico é indicado nos casos de intolerância aos medicamentos via oral, e nos casos de alcoolatria. A tricomoníase vaginal pode alterar a classe da citologia oncótica. Por isso, nos casos em que houver alterações morfológicas celulares, estas podem estar associadas à tricomoníase. Nestes casos deve-se realizar o tratamento e repetir a citologia após 2 a 3 meses, para avaliar se há persistência dessas alterações. Durante o tratamento, deve-se suspender as relações sexuais.

8.3.2.12. Cervicite mucopurulenta Tratamento Dada impossibilidade da realização dos procedimentos diagnósticos no momento da consulta e à alta prevalência de gonococos e clamídia nas cervicites ou endocervicites, além da necessidade de se prevenir as seqüelas da DIP, preservando-se assim a saúde reprodutiva da mulher, justifica-se o tratamento combinado: Azitromicina, 1g, VO, dose única; ou Doxiciclina 100 mg, VO, de 12/12 horas por 7 dias (contra-indicado em gestantes e nutrizes); ou Eritromicina (estearato) 500 mg, VO, de 6/6 horas, durante 7 dias mais Ofloxacina 400 mg, VO, dose única (contra-indicado em gestantes, nutrizes e menores de 18 anos);ou Ciprofloxacina 500 mg, VO, dose única (contra-indicado em gestantes, nutrizes e menores de 18 anos); ou Cefixima 400 mg, VO, dose única; ou Ceftriaxona 250 mg, IM, dose única; ou

149 Tianfenicol 2,5g, VO, dose única.

Gestantes A infecção gonocócica na gestante poderá estar associada a um maior risco de prematuridade, rotura prematura de membrana, perdas fetais, retardo de crescimento intra-uterino e febre puerperal. No recém-nascido, a principal manifestação clínica é a conjuntivite, podendo haver ainda septicemia, artrite, abcessos de couro cabeludo, pneumonia, meningite, endocardite e estomatite. A infecção por clamídia durante a gravidez poderá estar relacionada a partos prematuros, ruptura prematura de membranas, endometrite puerperal, além de conjuntivite e pneumonias do recém-nascido. O recém-nascido de mães com infecção da cérvix por clamídia corre alto risco de adquirir a infecção durante a passagem pelo canal de parto. A transmissão intra-uterina não é suficientemente conhecida. O tratamento da gestante deve ser feito com: Amoxicilina 500mg, VO, de 08/08 horas, por 7 dias; ou Eritromicina (estearato) 500mg, VO, de 06/06 horas, por 7 dias; ou Eritromicina (estearato) 250mg, VO, de 06/06 horas, por 14 dias (casos de sensibilidade gástrica); ou Azitromicina 1 g, VO, dose única. mais Cefixima 400mg, VO, dose única; ou Ceftriaxona 250mg, IM, dose única; ou Espectinomicina 2g IM, dose única. 2g IM, dose única.

Parceiros: Azitromicina, 1g, VO, dose única, mais Ofloxacina 400 mg, VO, dose única.

150 8.3.2.13. Pediculose pubiana Tratamento e recomendações Seguir as mesmas indicações da escabiose. 8.3.2.14. Escabiose Tratamento Monossulfiram a 25%: deve ser diluído em água (para crianças em 3 vezes o volume em água, para adultos em 2 vezes); o medicamento deve ser aplicado à noite, após o banho prévio, do pescoço aos pés, incluindo couro cabeludo e orelhas, quando acometidos e, no homem, a região genital; deixar agir por 12 horas, e repetir após 24 horas, num total de 3 aplicações; pode ser usado mesmo se houver infecção secundária; não ingerir bebida alcoólica durante seu uso. Enxofre precipitado a 5 - 10%: aplicar à noite após banho prévio, do pescoço aos pés, incluindo couro cabeludo e orelhas, quando acometidos e, no homem, a região genital. Deixar agir por 12 horas, lavar e repetir o processo após 24 horas, num total de 3 aplicações. Mais indicado para crianças até 5 anos e gestantes; preparado em creme ou vaselina, é pouco irritante; pode ser usado mesmo se houver infecção secundária. Benzoato de benzila a 25% o medicamento deve ser aplicado à noite, após banho prévio, do pescoço aos pés, incluindo couro cabeludo e orelhas, quando acometidos e, no homem a região genital; deixar agir por 12 horas, e repetir após 24 horas, num total de 3 aplicações; se houver infecção secundária e/ou eczematização, estas devem ser previamente tratadas antes da aplicação.

após banho prévio do pescoço aos pés. quando acometidos e. a 5-10%: aplicação tópica à noite. a região genital. Benzoato de benzila a 25%: aplicação tópica à noite. e repetir após 24 horas num total de 3 aplicações. As roupas de cama e de uso pessoal devem ser bem lavadas. Deve ser evitado em gestantes e lactentes (absorção sistêmica). Não há necessidade de serem fervidas. Todas as pessoas que convivem no mesmo ambiente devem ser igualmente tratadas. conforme orientado acima. estas devem ser previamente tratadas antes da aplicação. estas devem ser previamente tratadas antes da aplicação. Retirar com o banho após 8 a 12 horas da aplicação. por 3 dias. . conforme orientado acima. 1 única aplicação. por 3 dias. Recomendações Repetir o esquema 7 dias após. conforme orientado acima. no homem. conforme orientado acima. por 3 dias. se houver infecção secundária e/ou eczematização. deixar agir por 12 horas. Evitar o banho prévio. expostas ao sol e passadas com ferro. incluindo couro cabeludo e orelhas. se houver infecção secundária e/ou eczematização. Deltametrina (derivado das piretrinas) o medicamento deve ser aplicado à noite.151 Gamabenzeno hexaclorado a 1%: pode ser usado em loção ou creme. a 25%: aplicação tópica à noite. por 3 dias. Gestante Enxofre precipitado a 5-10%: aplicação tópica à noite.

8. portanto. ser referidos para especialistas. pela infecção pelo HIV ou outro motivo.3.152 Portador do hiv Pacientes imunodeprimidos. Esses pacientes devem.3. tem maior risco para infecção dermatológica disseminada (sarna norueguesa). Úlceras genitais .

de12/12 horas. ou Eritromicina (estearato) 500 mg. nutrizes). 8. de 6/6 horas. ou Sulfametoxazol/Trimetoprim (800 mg e 160mg). via IM. VO. por 7 dias. VO. por 7 dias ou até a cura clínica. Nele está representada a principal queixa do paciente ao se apresentar no serviço de saúde. de 6/6 horas. ou Doxiciclina 100 mg. Tratar sífilis e cancro mole Como o diagnóstico laboratorial imediato não é conclusivo e nem sempre está disponível. IM. VO. 2. por 3 dias (contra-indicado para gestantes. ou Eritromicina (estearato) 500 mg. de 12/12 horas. dose única. ou 500mg. por 10 dias ou até a cura clínica. 6/6 horas por 15 dias (para os pacientes) comprovadamente alérgicos à penicilina – ver capítulo específico sobre alergia à penicilina a seguir) Mais CANCRO MOLE Azitromicina 1g VO em dose única. VO. nutrizes e menores de 12 anos).3. . mais Eritromicina (estearato) 500 mg. ou Tianfenicol 5g.3.2. Gestantes: Encaminhar ao gineco-obstetra em caso de diagnóstico de Sífilis (Alto Risco).4 milhões UI. por 3 dias (contra-indicado para gestantes. por 10 dias ou até a cura clínica (contra-indicado para gestantes e nutrizes). dose única. nutrizes e menores de 12 anos).1.3. Gestantes: tratar sífilis e cancro mole respectivamente com: Penicilina G Benzatina. 2. Notas do fluxograma de úlcera genital Paciente com queixa de úlcera genital Este é o quadro de entrada do fluxograma. 12/12 horas.153 8. 12/12 horas. em dose única (1. ou Ceftriaxona 250 mg. por 15 dias (contra-indicado para gestantes.4 milhões UI. recomenda-se o tratamento para as duas causas mais freqüentes de úlcera genital. via IM. VO.2 milhão UI em cada nádega). VO.VO. em dose única. ou Tetraciclina 500 mg. a sífilis primária e o cancro mole: SÍFILIS Penicilina G Benzatina. de 6/6 horas.3. ou Ciprofloxacina 500mg. VO.

I. É importante observar o capitulo “ALERGIA À PENICILINA”.I. em dose única (1. IM.2 milhão U. Gestantes: Encaminhar ao gineco-obstetra em caso de diagnóstico de Sífilis (Alto Risco).4 milhões UI. Sífilis recente secundária e latente: • Penicilina Benzatina 2. Sífilis TRATAMENTO Sífilis primária: • Penicilina Benzatina 2. em cada glúteo). . repetida após 1 semana. IM. As gestantes com história comprovada de alergia à penicilina devem ser dessensibilizadas.4. devendo ser novamente tratadas pelo médico se não houver resposta ou se houver aumento de pelo menos duas diluições na titulação. Na impossibilidade. como neoplasias. ao utilizar-se esta última não se deve considerar o feto tratado. As gestantes tratadas requerem seguimento sorológico quantitativo mensal durante a gestação. 8.154 LESÕES COM MAIS DE 4 SEMANAS? Se a lesão ou lesões tiverem mais de 4 semanas é possível que esteja ocorrendo um quadro crônico compatível com donovanose ou outras patologias.8 milhões U. Sífilis tardia (latente e terciária): • Penicilina Benzatina 2.3. por 3 semanas.4 milhões UI. deve ser administrada a eritromicina na forma de seu estearato.4 milhões UI. que poderá ser feito pelo Enfermeiro. semanal. IM.2 milhões U. Dose total de 4. Dose total de 7.I. Encaminhar para especialista.

Elevação a duas diluições acima do último título do VDRL. recomenda-se que os casos de sífilis latente com período de evolução desconhecido. e seus parceiros. de 12/12 horas. Realizar controle de cura trimestral por meio do VDRL. recomenda-se o seguimento sorológico quantitativo de 3 em 3 meses durante o primeiro ano e. e por 30 dias para a sífilis tardia. Os pacientes com história comprovada de alergia à penicilina (evento raro no caso da penicilina benzatina) podem ser dessensibilizados ou então receberem tratamento com eritromicina (estearato ou estolato). mesmo na ausência de sintomas. com exceção da eritromicina (estearato). VO. são contra-indicados em gestantes e nutrizes e todas estas drogas exigem estreita vigilância. 500 mg.155 RECOMENDAÇÕES Os pacientes com manifestações neurológicas e cardiovasculares devem ser hospitalizados e receber esquemas especiais de penicilinoterapia. na sífilis recente. e por 30 dias na sífilis tardia. e os portadores do HIV. Reforçar a orientação para que as pacientes. considerando resposta adequada ao tratamento. Tratamento da sífilis adquirida: Ver tratamento referido anteriormente no capítulo específico de sífilis. porém estes medicamentos. evitem relações sexuais quando em tratamento. a tetraciclina é indicada na mesma dosagem. por 15 dias. justifica novo tratamento. porém é contra-indicada em gestantes e nutrizes. se ainda houver reatividade em titulações decrescentes. e só as tenham usando preservativo. Elevação a . 100 mg. É importante observar o capitulo “ALERGIA À PENICILINA”. Após o tratamento da sífilis. Também pode ser usada a doxiciclina. portanto deverão ser acompanhados pelo médico. de 6/6 horas. se ainda houver reatividade em titulações decrescentes. sejam tratados como sífilis latente tardia. VO. por apresentarem menor eficácia. manutenção ou declínio dos títulos. por 15 dias para a sífilis recente. recomenda-se o seguimento sorológico quantitativo de 3 em 3 meses durante o primeiro ano e. deve-se manter o acompanhamento de 6 em 6 meses. Após o tratamento da sífilis. deve-se manter o acompanhamento de 6 em 6 meses. Com o objetivo de prevenir lesões irreversíveis da sífilis terciária.

de12/12 horas. com exceção da eritromicina (estearato). 8. IM. Cancro mole TRATAMENTO Azitromicina 1g VO em dose única. justifica novo tratamento. por 15 dias. ou Eritromicina (estearato) 500 mg. VO. ou Doxiciclina 100 mg. . 12/12 horas. na sífilis recente. ou Sulfametoxazol / Trimetoprim (160 e 800 mg). dose única. 100 mg. por 10 dias ou até a cura clínica (contra-indicado para gestantes e nutrizes). de 6/6 horas. de 6/6 horas. VO. por 15 dias (contra-indicado para gestantes. de 12/12 horas. VO. por 10 dias ou até a cura clínica. ou Ciprofloxacina 500mg. mesmo na ausência de sintomas. VO. nutrizes). por apresentarem menor eficácia.3. de 12/12 horas. VO. Reiniciar o tratamento em caso de interrupção ou se houver quadruplicação dos títulos do VDRL (ex. dose única. são contra-indicados em gestantes e nutrizes e todas estas drogas exigem estreita vigilância (seguimento dos casos e parceiros).5. por 15 dias para a sífilis recente e por 30 dias para a sífilis tardia. ou Ceftriaxona 250 mg. Mulheres com história comprovada de alergia à penicilina (evento raro no caso da penicilina benzatina) podem ser dessensibilizados ou então receberem tratamento com eritromicina (estearato/estolato). VO. 500 mg.VO. por 3 dias (contra-indicado para gestantes. ou Tetraciclina 500 mg. O tratamento sistêmico deve ser sempre acompanhado por medidas de higiene local. de 6/6 horas.: de 1/2 para 1/8). porém estes medicamentos. ou Tianfenicol 5g.156 duas diluições acima do último título do VDRL. nutrizes e menores de 12 anos). e por 30 dias na sífilis tardia. a tetraciclina é indicada na mesma dosagem e também pode ser usada a doxiciclina. por 7 dias.

Não se deve esquecer que 12 a 15% das lesões típicas do cancro mole são infecções mistas com H. É muito importante excluir a possibilidade da existência de sífilis associada pela pesquisa de Treponema pallidum na lesão genital e/ou por reação sorológica para sífilis. Linfogranuloma venéreo Tratamento Doxiciclina 100 mg. . ducreyi e T. para alívio de linfonodos tensos e com flutuação. mesmo que a doença clínica não seja demonstrada. ou Eritromicina (estearato) 500mg. Nas pacientes que não responderem ao tratamento. pode ser indicada. Apesar disso. ou. 8. permanece a possibilidade teórica. VO. devendo. por 21 dias. de 12/12 horas. pela possibilidade de existirem portadores assintomáticos. administrar Ceftriaxona 250 mg. com agulha de grosso calibre. Deve ser indicada a abstinência sexual até a resolução completa da doença. de 6/6 horas. por 10 dias.3. de 12/12 horas. por 21 dias. haver melhora dos sintomas e da própria lesão.157 Recomendações: O paciente deve ser reexaminado 3-7 dias após iniciada a terapia. principalmente entre mulheres. de 6/6 horas. VO. mas deve ser feita por médico. dose única. Tratamento: Eritromicina (estearato) 500 mg.6. Tratamento dos parceiros sexuais está recomendado. dos gânglios linfáticos regionais comprometidos. Gestante Aparentemente a doença não apresenta uma ameaça ao feto ou ao neonato. VO. ao fim desse período. São contra-indicadas a incisão com drenagem ou excisão dos linfonodos acometidos. IM. O seguimento do paciente deve ser feito até a involução total das lesões. ou Sulfametoxazol / Trimetoprim (160 mg e 800 mg). pallidum. por 21 dias. VO. A aspiração.. no momento e 30 dias após o aparecimento da lesão.

que deve ser feita por médico e não devem ser incisados cirurgicamente. a partir do segundo dia. VO. VO. mas os sintomas agudos são freqüentemente erradicados de modo rápido. VO. de 12/12 horas. Parceiros Os parceiros sexuais devem ser examinados e tratados se tiver havido contato sexual com o paciente nos 30 dias anteriores ao início dos sintomas. 500 mg. como estenose retal ou elefantíase genital. VO. Observações A antibioticoterapia não apresenta um efeito dramático na duração da linfadenopatia inguinal. A adequada terapêutica é associada ao declínio dos títulos de anticorpos. deve ser reiniciado o tratamento com outro medicamento. Se não houver resposta clínica após 3 semanas de tratamento. de 12/12 horas. até a cura clínica (no mínimo por 3 semanas). ou Tianfenicol granulado. Donovanose Tratamento Doxiciclina 100 mg. . VO. Aqueles bubões que se tornarem flutuantes podem ser aspirados com agulha calibrosa. de 12/12 horas. no primeiro dia de tratamento. 2. de 6/6 horas.5 g. até a cura clínica. de 12/12 horas. dose única. por 14 dias. ou Sulfametoxazol / Trimetoprim (160 mg e 800 mg). VO. ou Eritromicina (estearato) 500mg.158 Tianfenicol 500 mg.7. VO.3. Os antibióticos não revertem as seqüelas. Gestante Eritromicina (estearato) 500mg. VO. ou Ciprofloxacina 750mg. até a cura clínica. de 8/8 horas. até a cura clínica (no mínimo 3 semanas). de 6/6 horas. 8. até a cura clínica (no mínimo por 3 semanas). por 21dias.

Gestantes Doença de baixa incidência em nosso meio. As seqüelas deixadas por destruição tecidual extensa. de 6/6 horas. como a gentamicina 1mg/kg/dia. Não foi relatada infecção congênita resultante de infecção fetal. não é necessário fazer o tratamento dos parceiros sexuais. A gestante deve ser tratada com: Eritromicina (estearato) 500mg. Observação: no tratamento da gestante a adição da gentamicina deve ser considerada desde o início. o critério de cura é o desaparecimento da lesão.159 Observação: não havendo resposta na aparência da lesão nos primeiros dias de tratamento com a ciprofloxacina ou a eritromicina. as pacientes devem ser informadas sobre os efeitos físicos e psicológicos do abuso sexual e da necessidade de: . Violência sexual e DST Cuidados Profiláticos Durante o aconselhamento. até a cura clínica (no mínimo por 3 semanas). podem exigir correção cirúrgica. VO. Devido à baixa infectividade. recomenda-se adicionar um aminoglicosídeo. Recomendações A resposta ao tratamento é avaliada clinicamente. EV. de 8 em 8 horas. ou por obstrução linfática.

Neste caso.15 mg de Levonorgestrel (4 comprimidos a cada 12 horas.24 mg de Etinilestradiol e 1. iniciados até 72 horas após o coito desprotegido. em duas doses). o abortamento é previsto em Lei e poderá ser feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). sendo este risco aumentado no período fértil. Existem no Brasil comprimidos contendo a associação de Etinilestradiol (0. quando encaminhado por médico. Observação: em casos de falha. utilizar 2 comprimidos a cada 12 horas. deverão ser colhidos espécimes de vagina e endocérvice para exame direto à fresco e corado pelo Gram. iniciando até 72 horas após o coito. Prevenção da Gravidez Indesejada A anticoncepção pós-coital ou de emergência é uma medida essencial no atendimento de pacientes que sofreram estupro. início da antibioticoprofilaxia para DST. para cultura em meio Thayer-Martin e para imunofluorescência direta. . O método de Yuzpe é o mais utilizado e consiste na administração oral da associação de estrogênios e progestagênios.03 mg de Etinilestradiol e 0. O atendimento da(o) paciente deve ser multiprofissional. coleta imediata de sangue para sorologia para sífilis e HIV (para conhecimento do estado sorológico no momento do atendimento para posterior comparação). se for desejo da paciente.25 mg).2mg de Levonorgestrel.2 mg de Etinilestradiol e de 1. e agendamento do retorno para acompanhamento psicológico e realização de sorologia para sífilis (após 30 dias) e para o HIV (após no mínimo 3 meses). prescrever os contraceptivos hormonais orais contendo 0. divididos em duas doses iguais. deverão ser colhidos espécimes da endocérvice e reto para possível detecção de infecção por Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis. quando do estupro resultar a gravidez. A possibilidade de ocorrer concepção em um único coito sem proteção num dia qualquer do ciclo menstrual é de 2 a 4%. em duas doses (dose total de 0.05 mg) e Levonorgestrel (0.160 profilaxia da gravidez (nos casos de coito desprotegido em pacientes em período fértil). Quando disponível o laboratório.0 mg de Levonorgestrel). Outra opção é a utilização de 0.

Observações: Em todos os casos proceder ao aconselhamento. dose única. Portanto esta situação não faz parte dos critérios de indicação para utilização de medicamentos anti-retrovirais do Ministério da Saúde. por 7 dias) mais Penicilina G Benzatina 2. (em gestantes. Infecção pelo papilomavirus humano (hpv) Agente etiológico Associação de 15 tipos de HPV às doenças neoplásicas do colo uterino e seus precursores. dose única mais Metronidazol 2 g. 11. em nutrizes suspender o aleitamento por 24 horas). Não existe nenhum estudo na literatura mundial que comprove a eficácia do uso de qualquer agente anti-retroviral na quimioprofilaxia para o HIV após abuso sexual. VO. Para hepatite B: Iniciar a vacinação no esquema de 3 doses e encaminhar imediatamente para um infectologista.400. VO. dose única) mais Azitromicina 1g. 43 e 44 Associação com lesões cervicais 20.161 Profilaxia das DST Para a maioria das DST não virais: Ofloxacina 400 mg. Classificação em função da associação Tipos de HPV com lesões graves Baixo risco 6. VO. dose única (em gestantes e nutrizes usar Amoxicilina 500 mg. nutrizes e menores de 18 anos usar Cefixima 400mg. colher sangue para VDRL e sorologia anti-HIV basais e agendar retorno para realização de VDRL após 30 dias e para sorologia anti-HIV após 3 a 6 meses. de 8/8 h.000 UI. IM. VO. O tratamento e feito com gamaglobulina hiperimune (HBIG). VO. inexistentes em carcinomas invasores praticamente .2% em NIC de baixo grau. dose única (em gestantes tratar somente após completado o primeiro trimestre. 42.

33. 45 e 56 6.8% em carcinoma invasor DIAGNÓSTICO Nesses casos recomenda-se encaminhar a(o) paciente para o ginecologista/urologista. 51. 52 e 58 23. . 35.8% em NIC de alto grau mas em apenas 10.5% em NIC de alto grau e 26.162 Risco intermediário Alto risco 31.1% em NIC de alto grau ou carcinoma invasor 18. O ENFERMEIRO PODERÁ FAZER SEGUIMENTO DOS CASOS DE HPV ASSINTOMÁTICOS. O TRATAMENTO DO CONDILOMA DEVERÁ SER FEITO PELO MÉDICO.5% dos carcinomas invasores 16 47.

troca de informações e conhecimentos. . ano 2002). padronização do atendimento. Sabe-se que à atuação de equipe multiprofissional tem a vantagem de proporcionar ações diferenciadas. Atualmente. O objetivo primordial do tratamento da Hipertensão Arterial é a redução da pressão arterial a nível de 140 / 90 mmHg. através do diagnóstico precoce e controle através do tratamento adequado. em indivíduo adultos que não estão em uso de medicação antihipertensiva (IV Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. Sua prevenção.1. P ROTO C O LO D E H I PE RTE NS Ã O ART E RI AL 9. e com isso consegue-se uma maior adesão dos pacientes ao programa de Hipertensão e melhores resultados no tratamento.1. tais como: visão multidisciplinar do indivíduo. Introdução A hipertensão arterial é uma doença multicausal e multifatorial.163 9 . define-se como Hipertensão Arterial é uma pressão arterial sistólica maior ou igual a 140 mmHg e/ou uma pressão arterial diastólica maior ou igual a 90 mmHg. exigem diferentes abordagens profissionais para que os ensinamentos se processem e sejam transformados em mudanças de hábitos de vida da população. através de medidas não medicamentosas isoladas ou associadas a medicamentos anti-hipertensivos.

A. CE imediata para avaliação e solicitação de exames. CE imediata para (Anexo 3 ) avaliação e solicitação de exames. lipídios ou acido úrico.A. Normal < 130 e < 85 mmHg com fator de risco associado. Normal ( < 130 e < 85 mmHg) sem fator de risco associado.A. P. CM para entrega de resultados exames. CM imediata Cadastro MS CM para entrega de resultados de exames. insuficiência renal ou diabetes) . (Anexo 2) Hipertensão Arterial estagio 1 Sistólica (≥140 – 159 mmHg) Diastólica (90 – 99 mmHg) (mmHg) .) CN * ECM * CE * CN * CM* CE Semestral CM CE * CM = Consulta Medicina CE = Consulta Enfermagem CEF = Consulta Educação Física CP = Consulta Psicologia CN = Consulta de Nutrição (alterações no peso. Retorno semanal (até normalização da P. Cadastro preconizado pelo Ministério da Saúde (MS) Pós consulta CE / CN / CP / CEF (Anexo 4) Resultado Normal Resultado Alterado Retorno bimestral para reavaliação.Hipertensão estagio 2 Sistólica 160 mmHg Diastólica 100 mmHg Solicitar retorno para nova aferição CE – Anual.164 RECEPÇÃO (Triagem) (anexo) P.

Quando as pressões sistólica e diastólica situam-se em categorias diferentes. Anexo 1 .2. ou poderá ser inscrito no programa seguindo o fluxograma estabelecido pela equipe. o paciente será orientado para retorno bimestral. a maior deve ser utilizada para classificação do estágio.1. E de acordo com os dados coletados. trimestral. semestral e ou anual. e verificados os pulsos e a pressão arterial (1ª aferição no início da consulta e 2ª ao término da consulta. Fonte:Cadernos de Atenção Básica nº15 Hipertensão Arterial Sistêmica Ano 2006 . para triagem de todas as pessoas que procuram o serviço de hipertensão arterial da unidade. Durante a consulta serão tomadas as medidas antropométricas.165 9.Triagem São atendimentos realizados preferencialmente pelo enfermeiro ou pelos profissionais de enfermagem em um formulário próprio (Anexo I). CLASSIFICAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL (> 18 ANOS) Classificação Normal Pré hipertensão Hipertensão Estágio 1 Estágio 2 140-159 160 90-99 100 Pressão sistólica (mmHg) < 120 120-139 Pressão diastólica (mmHg) < 80 80-89 O valor mais alto de sistólica ou diastólica estabelece o estágio do quadro hipertensivo. registrar os dois valores e considerar o valor pressórico mais alto para o seguimento do fluxograma).

DADOS CLÍNICOS Pressão Arterial Sistólica e Diastólica (1ª Aferição): ______/______ Pressão Arterial Sistólica e Diastólica (2ª Aferição): ______/______ Altura (cm) __________ Cintura (cm) _________ Peso(kg) _________ Glicemia Capilar (mg/dl) ___Em jejum ____Pós-prandial____ Fatores de risco e Doenças concomitantes Diabetes Tipo 1 Diabetes Tipo 2 Sobrepeso/Obesidade Hipertensão Arterial Não Sim Presença de Complicações AVC Doença Renal Doenças cardiovascular. Qual? Infarto do Miocárdio Insuficiência Cardíaca Não Sim Antecedente familiar Fatores de risco e Doenças concomitantes Diabetes Tipo 1 Diabetes Tipo 2 Tabagismo Sedentarismo Sobrepeso/Obesidade Hipertensão Arterial Não Sim Presença de Complicações AVC Doença Renal Doença Vascular Periférica Insuficiência Cardíaca Infarto do Miocárdio Não Sim . Município: CEP: Lt.166 PROGRAMA DE HIPERTENSÃO TRIAGEM IDENTIFICAÇÃO DO USUÁRIO Nome (sem abreviaturas) : Nome da mãe (sem abreviaturas) : Raça / Cor: Escolaridade: Naturalidade: Profissão: Data Nascimento: Nome do pai: Nacionalidade : Estado Civil Sexo: M___ F___ ENDEREÇO Rua : Bairro: Telefone: Qd.

tais como o uso de: anticoncepcionais.1. sedentarismo.1.Mulheres < de 65 anos de idade . Utilização medicamentos que podem interferir no aumento da pressão arterial.4. ingestão excessiva de sal. estresse. antidepressivos tricíclicos e inibidores da mono-aminooxidase. e ainda história familiar destas doenças ou morte súbita. Dislipidemia. Obesidade: IMC = Peso / Altura x Altura se > ou = a 25 Kg/m2. anorexígenos (fórmulas para emagrecimento). antecedentes pessoais de: hipertensão arterial. .Consulta de enfermagem ANAMNESE Na anamnese do portador de pressão arterial normal com fator de risco associado ou o hipertenso deve ser considerados os seguintes pontos tópicos: Hábito de fumar. corticóides. estrógenos. cocaína.Fatores de risco associados Diabetes Mellitus: Glicemia de Jejum > 126 e Glicemia Pós-Prandial > ou = 200 mg/dl Tabagismo. Anexo – 3 .3.167 9. Tratamento medicamentoso anteriormente realizado e reação às drogas utilizadas.Homens < de 55 anos de idade ou glicemia casual > ou = 200 mg/dl com sintomas clássicos. ciclosporinas. Mulheres pós menopausa. dislipidemias. diabetes. aumento de peso. História familiar de doença cardiovascular em: . antiinflamatórios não hormonais. Anexo – 2 . 9. Sinais ou sintomas sugestivos de lesões em órgãos-alvo e/ou causas secundárias de hipertensão arterial. Sexo: Homens. doença cárdiocerebrovascular. uso exagerado de álcool. doença renal. diabetes mellites e outras doenças associadas. descongestionantes nasais. eritropoetinas.

também devem ser encaminhados para unidade de referência secundária. devem ser encaminhados à unidade de referência secundária. deve avaliar: Os pulsos carotídeos (inclusive com ausculta) e o pulso dos 4 membros. acompanhados de rubor facial. sem história familiar para hipertensão arterial. A deve constar dos seguintes exames que poderão ser solicitados pelo enfermeiro na 1ª consulta. ou de aparecimento súbito após os 50 anos. com o paciente deitado e/ou sentado e em pé (ocorrência de doença arterial oclusiva e de hipotensão postural). A. . cefaléia intensa e taquicardia. : Urina (bioquímica e sedimento). para investigação das causas. Colesterol total. Glicemia de jejum. principalmente renovasculares. A pressão arterial em ambos os membros superiores. a avaliação laboratorial complementar mínima do portador de H. Creatinina sérica. Eletrocardiograma de repouso. Cadastro no Hiperdia. Pacientes nos quais a hipertensão arterial surge antes dos 30 anos.168 Deve-se estar atento para algumas possibilidades de causa secundária de hipertensão arterial – para as quais um exame clínico bem conduzido pode ser decisivo como. O exame físico do portador de H. Potássio sérico. Pacientes com relato de hipertensão arterial de difícil controle e apresentando picos tensionais graves e freqüentes. Exames laboratoriais Quando possível. conforme o IV Consenso Brasileiro de HA e IV Diretrizes Brasileiras sobre Hipertensão Arterial.

1. Anexo -4 . **Tratamento medicamentoso se múltiplos fatores de risco. prática regular de atividade física. se necessário.169 9. de acordo com o fluxograma apresentado anteriormente ou logo após o atendimento médico com os pacientes diagnosticados como hipertensos e inscritos no programa. Serão entregues os medicamentos prescritos pelo médico. doença renal crônica ou diabete. medicamentos deverão ser prescrito pelo médico. baixo consumo de gorduras saturadas e de bebidas alcoólicas). ADENDOS: Estratificação de risco e decisão terapeutica Risco baixo Risco moderado Ausência de fatores Presença de fatores de risco e ausência de risco.5. envolvimento do indivíduo no processo terapêutico e. suspensão do hábito de fumar. Para se obter um bom controle da pressão hábitos.Hipertensão Arterial Sistêmica Princípios gerais no tratamento da hipertensão arterial O tratamento da HA inclui as seguintes estratégias: educação em saúde. Medidas de prevenção Pré hipertensão Mudança de estilo de Mudança de estilo de vida vida Estagio 1 Mudança de estilo de Mudança de estilo de vida (reavaliar em 12 vida ** (reavaliar em meses) 6 meses) Estagio 2 Tratamento Tratamento medicamentoso medicamentoso Risco alto Presença de fatores de risco e presença de lesões em órgãos alvo Mudança de estilo de vida* Tratamento medicamentoso Tratamento medicamentoso e estimular a prevenção e o controle de complicações. O paciente deve ser continuamente estimulado a adotar hábitos saudáveis (manutenção de peso adequado. Fonte: Caderno de Atenção Básica nº15 .pós – Consulta médica (ce/cn/cp/cef) As pós-consultas devem ser realizadas pela equipe multiprofissional. Principalmente em idosos que são mais resistentes a mudança de * Tratamento medicamentoso se insuficiência cardíaca. mas com de lesões em órgãos ausência de lesões alvo em órgãos alvo PA normal Reavaliar em 2 anos . reforçarda a importância do uso correto doe medicamentos à adoção de hábitos saudáveis de vida. modificações dos hábitos de vida. .

2. 6. deve ser individualizado. Estado mental do paciente. centralizando a bolsa de borracha sobre a artéria branquial. 8. Localizar a artéria braquial para palpação. alimentos ou fumou até 30 minutos antes do procedimento. café. . Uso de outras medicações. inflar o manguito até o desaparecimento do pulso para estimação do nível da pressão sistólica. cerca de 2 a 3 cm acima da fossa antecubital. 5. Deixar o paciente descansar por 5 a 10 minutos em ambiente calmo com temperatura agradável. Manter o braço do paciente na à altura do coração. Capacidade de percepção da hipoglicemia e de hipotensão. 7.etc) 3. c) Não ingeriu bebidas alcoólicas. 9. respeitando-se as seguintes situações: Idade do paciente. Presença de outras doenças. Certificar-se de que o paciente: a) Não está com a bexiga cheia. 4. Restrições financeiras. Cooperação do paciente. temperatura agradável d) Ambiente agradável (temperatura. b) Não praticou exercícios físicos. A. Colocar o estetoscópio nos ouvidos com curvatura voltada para a frente. Colocar o manguito adequado firmemente. Medida da pressão arterial 1. Palpar o pulso radial. Explicar o procedimento ao paciente. desinflar rapidamente e aguardar de 15 a 30 segundos antes de inflar novamente. Posicionar os olhos no mesmo nível da coluna de mercúrio ou do mostrador do manômetro aneróide. Dependência de álcool ou drogas.170 O tratamento medicamentoso e não medicamentoso dos portadores de H. ruídos.

Registrar os valores da pressão sistólica e diastólica. Proceder a deflação a velocidade inicial de 2 a 4 mmHg por segundo. Auscultar cerca de 20 a 30 mmHg abaixo do último som para confirmar o seu desaparecimento e depois proceder a deflação rápida e completa.171 10. até ultrapassar 20 a 30 mmHg o nível estimado da pressão sistólica. que varia de 2 a 2 mmHg. Inflar rapidamente. 16. . evitando compressão excessiva. evitando-se arredondamentos e valores de pressão terminados em 5. 12. de 10 em 10 mmHg. evitando congestão venosa e desconforto para o paciente. Posicionar a campânula do estetoscópio suavemente sobre a artéria braquial. Determinar a pressão sistólica no desaparecimento do som (fase V de Korotkoff) exceto em condições especiais. na fossa antecubital. 14. e o braço em que foi feita a mensuração. 15. 13. Solicitar ao paciente que não fale durante o procedimento de medida. Deverá ser registrado sempre o valor da pressão obtido na escala do manômetro. 11. tamanho do manguito. Após a determinação da sistólica aumentar para 5 a 6 mmHg por segundo. Esperar 1 a 2 minutos antes de realizar novas medidas. Determinar a pressão sistólica no momento do aparecimento do primeiro som (fase I de Korotkoff) que se intensifica com o aumento da velocidade de deflação. complementando com a posição do paciente. 17.

3. . Bibliografia 1. 4. Hipertensão – Revista da Sociedade Hipertensão .172 9. I Diretrizes do Grupo de Estudos em Cardiogeriatria da Sociedade Brasileira de Cardiologia.13 nº1 – janeiro / fevereiro 2003.2. 2. 6 nº 1 / 2003. Plano de Reorganização da Atenção a Hipertensão Arterial e ao Diabetes Mellitus. 5. IV Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial / Ano 2002. 6.Vol. Normas técnicas para o Programa Nacional de Educação e Controle da Hipertensão Arterial – Ministério da Saúde. Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – Vol.

O controle inadequado do diabetes ao longo dos anos é uma doença que representa ameaça a vida do paciente . insuficiência vascular periférica. A obtenção do bom controle metabólico ao longo da vida não é fácil . pois favorece o risco de doenças coronarianas . pois o diabetes é uma doença imprevisível e também porque cada pessoa responde de maneira diferente ao tratamento. É O PRÓPRIO TRATAMENTO. acidentes vasculares cerebrais. retinopatias . como recomenda a Organização Mundial De Saúde.173 1 0 .” . assim sendo . P RO T O C O L O D E E N F E R M A G E M PA R A C U I D A D O S E T R ATA M E N T O D E PA C I E N T E S C O M D I A B E T E S MELLITUS Conceito O Diabetes Mellitus é uma doença que exige toda uma vida de comportamentos especiais de auto cuidado para que a glicemia seja mantida o mais próximo possível da normalidade. entre outras. “A EDUCAÇÃO NÃO É SOMENTE PARTE DO TRATAMENTO DO DIABETES. A educação assume importância fundamental na terapêutica e na integração do diabético na sociedade . e considerando que a percentagem dos cuidados diários necessários ao tratamento do diabetes são realizados pelo paciente ou familiar . nefropatia . morte prematura .

Triagem Consulta de Enfermagem Sinais / Sintomas Condições de Risco Anexo I (Presentes) Glicemia Capilar < 100 mg/dl 100 – 199mg/dl 126 **mg/dl Diabetes Improvável Glicemia de Jejum * 140 ** mg/dl Testar glicemia de jejum a cada 2 anos se assintomático e pertencente a grupo de risco 100 – 139 mg/dl Consulta Enfermagem Educação Diabetes Consulta Médica Trimestral .174 10.1.

etc. ANEXO I QUANDO SUSPEITAR Sinais / Sintomas Poliúria – Nictúria Polidipsia – Boca Seca Polifagia Emagrecimento rápido Condições de Risco Idade a 40 anos História familiar Obesidade (particularmente do tipo andróide) Presença de doença vascular aterosclerótica antes dos 50 anos ou de seus fatores de risco (hipertensão. etc.) Fraqueza – Astenia – Letargia Prurido vulvar – Balanopostite Redução rápida da acuidade visual História prévia de diabetes. mortalidade perinatal . etc. retinopatia. anticoncepcionais . Uso de medicamentos diabetogênicos (corticóides . ) . dislipidemia.175 10. doença vascular aterosclerótica. partos prematuros .2. infecções urinárias ou cutâneas de repetição. hiperglicemia ou glicosúria Mães de recém-nascidos com mais de 4 Kg Mulheres com antecedentes de abortos freqüentes . impotência sexual. poliidrâmnio Encontro casual de hiperglicemia ou glicosúria em exames de rotina Sinais ou sintomas relacionados às complicações do diabetes: proteinúria. paralisia oculomotora. neuropatia periférica. ilcerações crônicas nos pés.

polidipsia. Diabete Tipo 1 •Indica destruição da célula beta que eventualmente leva ao estágio de deficiência absoluta de insulina •Maior incidência em crianças.1. polifagia ou perda de peso inexplicada) + glicemia casual e 200mg/dl (realizada a qualquer hora do dia. Critérios para o diagnostico de diabetes e de regulação glicêmica alterada Sintomas de diabetes (poliúria.176 10. adolescentes e adultos jovens •Início abrupto dos sintomas •Pacientes magros •Facilidade para cetose e grandes flutuações da glicemia •Menor concentração familiar •Deterioração clínica rápida se não tratado prontamente com insulina .3.3.3. =OU= Glicemia de 2 horas 200 mg/d. =OU= Glicemia de jejum mg/dl*.1. no teste de tolerância à glicose* *Devem ser confirmados com nova glicemia Fonte: Caderno de Atenção Básica nº16 – Diabetes Mellitus Interpretação dos resultadados da glicemia de jejum e do teste de tolerância à glicose Classificação Normal Hiperglicemia intermediária Glicemia de jejum alterada Tolerância á glicose diminuída Diabetes Mellitus 126 110-125 140-199 200 Glicemia em jejum (mg/dl) < 110 Glicemia 2h após TTG-75g (mg/dl) <140 Fonte: Caderno de Atenção Básica nº16 – Diabetes Mellitus 10. Classificação 10.1. independemente do horário das refeições).

neoplasias.3. 10. acromegalia. hormônios tiroidianos. corticóides. de intensidade variada.1. glucagonoma. Doenças endócrinas2: feocromocitoma. 10.3.3.177 * Alguns casos deste tipo podem apresentar uma fase pré-cetótica não-insulino dependente. Diabete tipo 2 •Há uma deficiência relativa de insulina •Maior incidência após os 40 anos •Início insidioso dos sintomas. etc. betabloqueadores . contraceptivos. etc. Cushing. hemocromatose. Outros 1. – Diabetes Gestacional o É a hiperglicemia diagnosticada na gravidez. fibrose cística. diazóxido. 2. 3. aminas simpáticas. Doenças pancreáticas¹: pancreatite. podendo permanecer assintomático por longos períodos •60% a 90% dos pacientes são obesos •Cetose somente em situações de estresse.2. hidantoinatos.1. Latrogênico2: diuréticos. a. glicemia mais estável •Concentração familiar freqüente •Hiperglicemia mantida geralmente na faixa 250-300 mg / dl se não tratado ** Alguns destes podem comportar-se clinicamente como insulino dependentes pouco tempo após o diagnóstico.

4.3.1. Comportamento clínico geralmente semelhante ao do não-insulino dependente.1. Formas raras 2: anomalias do receptor insulínico (com ou sem acantose nigricans). 10. síndromes lipoatróficas.178 4.4. • Aliviar os sintomas Principais objetivos do Tratamento •Melhorar a qualidade de vida •Prevenção de complicações agudas e crônicas •Redução da mortalidade •Tratamento das doenças associadas . síndromes genéticas 1 2 Comportamento clínico semelhante ao do insulino dependente. doenças autoimunes.1. Tratamento 10.3.

2.179 10.1.3.4. Diabetico não-insulino dependente (tipo II) Dieta com com restrição de açucares + Aumentar atividade física ( se possível) Controle ruim Consulta médica Bom controle Reavaliação periódica .

etc.1.) podem ser consumidos até 30-35 % do total de calorias.4. Os não calóricos devem ser preferidos. sendo principalmente do tipo complexo (amidos) e ricos em fibras. 4.4. podendo reduzir a hemoglobinaglicada entre 1-2%. • Os carboidratos devem fornecer 50-60 % do total calórico.180 10.4. Devem ser evitados . •Os alimentos devem ser distribuídos em 5 ou 6 refeições durante o dia.3. e baseia-se nos mesmos princípios de uma alimentação saudável: •Manter o peso adequado.1. com horários regulares. •As proteínas não devem exceder 15 % do total de calorias. etc). pele de aves. Ácidos graxos mono ou poli-insaturados (óleos vegetais. por exemplo) devem ser usados com moderação. promovendo o emagrecimento nos pacientes obesos. diminuindo os riscos das Doenças Cardiovasculares e melhorando a qualidade de vida. exceto o de coco. toucinho. Podem ser consumidos com moderação. Não têm restrições. não exceder a 300mg/dia de colesterol. principalmente nos obesos. melhorando o controle metabólico reduzindo o uso de hipoglicemiantes. •Evitar a sacarose para prevenir oscilações acentuadas de glicemia •Restrição de ingestão de álcool. 10. Dieta • O bom controle do diabetes não pode ser atingido sem uma alimentação adequada.3. Atividade Física Atividade física regular é indicada a todos os pacientes com diabetes. •Restrição de ingestão de sal nos indivíduos hipertensos. •Baixa ingestão de gorduras saturadas (gorduras animais : banha. . 5. •A escolha dos alimentos deve ser orientada por lista com indicações daqueles que : 3. hipertensos e hipertrigliceridêmicos. •Os adoçantes artificiais calóricos (sorbitol e frutose.3. margarina.

Carregar consigo um alimentos contendo carboidrato para ser usado em eventual hipoglicemia. aumentando semanalmente até 30 a 60 minutos. Para os pacientes com diabetes tipo 1: • • • • • • • • Paciente em uso de insulina deve evitar fazer a aplicação em local que será muito exercitado. • • O exercício deve ser adequado ao quadro de complicações que o paciente apresenta. Educação 10.1.5. como caminhadas de 5 a 10 minutos.5. como danças e caminhadas. Ingerir carboidratos de fácil digestão antes. Evitar exercitar-se no pico de ação da insulina. A intensidade do exercício deve ser aumentada progressivamente até atingir intensidade moderada ( 60 a 80% da freqüência cardíaca máxima). Ingerir um alimento de carboidrato se a glicemia for inferior a 100 mg/dl. Incentivar atividades que dêem prazer ao paciente. em terreno plano. Evitar exercícios de intensidade elevada e de longa duração (mais de 60 minutos) Estar alerta para sintoma de hipoglicemia durante e após o exercício. 5 a 7 vezes por semana.3. 10.1. evitando lesões nos pés como calosidades e rachaduras.1. realizar controle metabólico antes da atividade. durante e depois de exercício prolongado.181 • O exercício deve começar de forma gradual. pois pode afetar sua velocidade de absorção.3. Se possível. • • Usar calçados adequados e confortáveis. Conteúdo desejável • Educação é essencial para o sucesso do tratamento • Cada diabético deve saber: .

.4. Conclusão Ao final deste trabalho é importante que a (o) enfermeira (o) obtenha subsídios para : Reconhecer a importância do componente educativo no cuidado dos pacientes diabéticos.Automonitoramento e controle domiciliar.Tipos e objetivos do tratamento? 3.Como proceder em emergências (hipoglicemia. doença intercorrente).Sinais. 4. stress. hiperglicemia.Necessidades individuais da dieta e como planejá-la. drogas hipoglicemiantes orais e insulina (aplicação e ajuste da dose quando apropriado) sobre a glicemia. de difícil controle e portadores de lesões em órgãos alvo ou co-morbidade. Identificar os principais problemas associados ao uso de medicações. exercícios.Efeitos da ingestão de alimentos. Utilizar recursos dos pacientes através da consulta de enfermagem e visita domiciliar. 5. os exames mínimos estabelecidos nos consensos e definidos como possíveis e necessários pelo médico da equipe. Solicitar durante a consulta de enfermagem. 7. A enfermeira pode repetir a medicação de indivíduos controlados e sem intercorrencias. Inscrever todos os pacientes no programa de diabetes da unidade básica de saúde.O que é diabetes? 2. 10. 6. O serviço de enfermagem da unidade deve encaminhar para consulta medica mensal os pacientes não aderentes . significado dos resultados e ações a serem executados. sintomas e principais problemas associados ao diabetes.182 1.

Universidade de São Paulo. Título. Cadernos de Atenção Básica. 2006 . Departamento de Assistência e Promoção à Saúde. Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . – (Série C. IV. Brasil. Série BRASIL. 102 p. Diabetes Mellitus I . Ministério da Saúde. Hipertensão arterial 3. V. Brasília – DF. III. Ministério da Saúde. Série BRASIL. : il. Título BRASIL. 250 p. – Brasília: Ministério da Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Saúde da Família. – Brasília. Secretaria de Assistência à Saúde. 2. Ministério da Saúde.5.183 10. 2001. Projetos. 135) ISBN 85-334-0446-8 1. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. IV. n. Manual de Enfermagem / Instituto para o Desenvolvimento da Saúde. : il. 2001. 84 p 1. Ministério da Saúde. III. I. 2. Referências bibliográficas BRASIL. Instituto para o Desenvolvimento da Saúde. Diabetes mellitus. Ministério da Saúde – Brasília : Ministério da Saúde. II. Brasil. Capacitação de pessoal. Secretaria de Políticas de Saúde. n. Plano de reorganização da atenção à hipertensão arterial e ao diabetes mellitus : hipertensão arterial e diabetes mellitus / Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Coordenação de Doenças CrônicoDegenerativas. Universidade de São Paulo. Universidade de São Paulo.59) IISBN 85-334-0432-8 1. 1996 Diabetes Mellitus : Guia Básico para Diagnóstico e Tratamento. II. Título. Brasil. Enfermagem – Manuais. I. Programas e Relatórios. Secretaria de Políticas de Saúde. Brasil. – (Série A Normas e Manuais Técnicos. nº 16 – Diabetes Mellitus. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas.

184 1 1 . P RO T O C O L O D E E N F E R M A G E M PA R A C U I D A D O S E T R ATA M E N T O D E PA C I E N T E S C O M T U B E R C U L O S E Sintomático Respiratório ( tosse há mais de 3 semanas) Consulta de Enfermagem (anexo 1) Baciloscopia Positiva Baciloscopia Negativa Notificar Pesquisar e realizar consultas de contatos Encaminhar ao médico Indicar quimioprofilaxia. quando necessário (anexo 2) Casos especiais encaminhar à Unidade de Referência (anexo 4) Indicar tratamento (anexo 3) Tratamento completo Alta por cura Abandono de tratamento Busca ativa Reavaliar e indicar tratamento .

ANEXO 01 .1.Consulta de Enfermagem: Anamnese Exame físico Solicitação de baciloscopia Orientação quanto à coleta de escarro Solicitação.3. em relação à doença. com total máximo de 300mg diários. cultura e teste de sensibilidade para controle do tratamento Orientações gerais a respeito do agravo. ANEXO 03 .185 11. quando necessário. seus mitos. duração e necessidade do tratamento Realizar educação sanitária Aconselhamento e solicitação de teste anti-HIV . ANEXO 02 . durante 6 meses 11.2. 11.Quimioprofilaxia: Isoniazida 10mg/kg de peso. como por exemplo.Tratamento: Instituir e acompanhar o tratamento do paciente com tuberculose pulmonar e extra-pulmonar Iniciar e acompanhar tratamento dos casos de tuberculose pulmonar com resultados de baciloscopia negativa e dos casos de tuberculose extra-pulmonar quando o diagnóstico for confirmado após investigação em uma Unidade de Referência Explicar e aplicar o tratamento diretamente observado (TDO) e indicar o responsável para a realizar a Supervisão Solicitar baciloscopia. realização e leitura do teste tuberculínico.

Guia para o controle de Tuberculose – Caderno de Atenção Básica n. Pirazinamida = Z. Secretaria de Políticas de Saúde. Referencias bibliográficas Brasil.5.4.RHZ) 2 Fase (4 meses . Ministério da Saúde. . Edição – Brasília: Ministério da Saúde. Esquema Básico + Etambutol (Esquema IR) – 2RHZE/4RHE Casos de Recidiva Após Cura ou Retorno Após Abandono do Esquema I Fases do tratamento Drogas R H Z R H 1 Fase ( 2 meses . Departamento de Atenção Básica.RH Peso do cliente Mais de 20Kg Mais de 35Kg Mais de Até 20Kg e até 35 Kg e até 45 Kg 45 Kg mg/kg/dia mg/dia mg/dia mg/dia 10 300 450 600 10 200 300 400 35 1000 1500 2000 10 300 450 600 10 200 300 400 Siglas: Rifampicina = R.186 Medicamentoso: Esquema de Tratamento e Posologia Esquema básico (Esquema I) – 2RHZ/4RH Casos Novos de Todas As Formas de Tuberculose Pulmonar e Extrapulmonar Peso do cliente Mais de 20Kg Mais de 35Kg Mais de Até 20Kg e até 35 Kg e até 45 Kg 45 Kg mg/kg/dia mg/dia mg/dia mg/dia 10 300 450 600 10 200 300 400 35 1000 1500 2000 10 300 450 600 10 200 300 400 Fases do tratamento Drogas R H Z R H 1 Fase ( 2 meses . Secretaria de Políticas de Saúde. Isoniazida = H. Anexo 04 HIV associado Casos de recidiva de esquemas alternativos por toxicidade ao esquema I Casos de falência ao esquema I ou IR Reações medicamentosas 11.º 06 – Serie A / Ministério da Saúde. 2002. Pirazinamida = Z. – 1ª. Etambutol = E. 11. Isoniazida = H.RH Siglas: Rifampicina = R.RHZ) 2 Fase (4 meses .

quando necessário Encaminhar ao médico Não é caso de hansen Indicar tratamento (anexo 2) Casos especiais encaminhar ao médico (Anexo 3) Tratamento Completo Abandono de tratamento Alta por cura Busca ativa Reavaliar e indicar tratamento .187 1 2 . P RO T O C O L O D E E N F E R M A G E M PA R A C U I D A D O S E T R ATA M E N T O D E PA C I E N T E S C O M H A N S E N Í A S E Cliente com lesões de pele e/ou alterações de sensibilidade Consulta de Enfermagem (Anexo 1) Caso de hansen Pesquisar e realizar Notificar consultas de contatos Indicar BCG.

dapsona e de clofazimina. acondicionados numa cartela.1. Anexo 02 . apoio emocional. no seguinte esquema: • Medicação: Rifampicina: uma dose mensal de 600 mg (2 cápsulas de 300 mg) com administração supervisionada. Duração do tratamento: 6 doses mensais supervisionadas de rifampicina.2. Prevenção de Incapacidade – ( Educação em Saúde. Dapsona: uma dose mensal de 100mg supervisionada e uma dose diária autoadministrada. Anexo 01 Anamnese Exame-físico (dermato-neurológico) Solicitação de baciloscopia 12. acondicionados numa cartela.188 12. Critério de alta: 6 doses supervisionadas em até 9 meses . integração social etc. indicação de autocuidados.T r a t a m e n t o De acordo com o tipo de hanseníase e o grau de incapacidade: 1. Medicamentoso Esquema Paucibacilar (PB) Pacientes com até 5 lesões de pele Nesse caso é utilizada uma combinação da rifampicina e dapsona.) 2. orientação sobre reações. no seguinte esquema: Medicação: . Esquema Multibacilar (MP) – Pacientes com mais de 5 lesões de pele Aqui é usada uma combinação de rifampicina.

Referencia bibliográfica Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. – 1ª.3. Duração do tratamento: 12 doses mensais supervisionadas de rifampicina. Departamento de Atenção Básica. 2002. Reações hansênicas. Critério de alta: 12 doses supervisionadas em até 18 meses. 12. Reações medicamentosas. 12. Necessidade de correção cirúrgica.º 10 – Série A / Ministério da Saúde. Guia para o controle de Hanseníase – Caderno de Atenção Básica n. Edição – Brasília: Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde.Casos especiais: Crianças. Anexo 03 . .4.189 Rifampicina: Uma dose mensal de 600 mg (2 cápsula de 300 mg) com administração supervisionada. Clofazimina: uma dose mensal de 300 mg (3 cápsula de 100 mg) com administração supervisionada e uma dose diária de 50mg auto-administrada. e Dapsona: uma dose mensal de 100 mg supervisionada e uma dose diária autoadministrada.

prostração. pele fria e úmida. artralgia. diminuição ou ausência de pressão arterial. leva à suspeita de Síndrome do Choque do Dengue (SCD). . P RO T O C O L O D E AT E N D I M E N T O D E E N F E R M A G E M A O PA C I E N T E C O M D E N G U E 13.1. que apresente também manifestações mais hemorrágicas. acrescidas de sinais e sintomas de choque cardiovascular (pulso arterial fino e rápido ou ausente. mialgia. acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: cefaléia.190 1 3 . melena e outros. variando desde prova do laço positiva até fenômenos graves como hematêmese. A ocorrência de manifestações hemorrágicas. agitação). Definição de casos Caso Suspeito de Dengue Clássico – paciente com febre com duração de 01 a 07 dias. exantema. Caso Suspeito de Febre Hemorrágica do Dengue (FHD) – é todo caso suspeito de Dengue Clássico. dor retroorbitária.

encerra o caso Negativo Confirmar a Notificação Persistindo febre.191 13. encaminhar para consulta médica .2. Fluxograma de atendimento ao paciente suspeito de dengue CASO SUSPEITO CONSULTA DE ENFERMAGEM (Ver Anexo I) PROVA DO LAÇO NOTIFICAÇÃO (Ver Anexo II) NEGATIVA POSITIVA Do 1º ao 5º dia da data do início dos sintomas Do 7º ao 11º dia da data do início dos sintomas Encaminhar a consulta médica Solicitar isolamento viral Solicitar Sorologia Pacientes em situações especiais especiais (Ver Anexo III) Iniciar tratamento sintomático (Ver Anexo IV) Orientar sinais de alerta (Ver Anexo V) Agendar retorno em 07 dias Resultado do exame Positivo Sem febre.

: 120x80 mmHg. etc.) e a data do início dos sintomas. Fazer o exame físico – registrar rigorosamente a temperatura. dor abdominal. coloração das mucosas e pele.. Desinflar o manguito do tensiômetro e retirar do braço do paciente. diarréia. grau de hidratação. Ex. PA em duas posições (deitado e em pé ou deitado e sentado). prova do laço.Consulta de enfermagem 1.192 13. Fazer a anamnese registrando as queixas do paciente (febre. a área de uma polpa digital.: 120 + 80 => 200 = 100 mmHg 2 Inflar o manguito do tensiômetro na pressão média (100 mm Hg) e manter nesse ponto por 03 (três) minutos. 2. . Preencher o prontuário ou o formulário de pronto – atendimento contendo todos os dados de identificação do paciente: nome completo. data de nascimento. em uma área de 2. telefone e procedência. mais ou menos. assim como a descrição de exantema e manifestações hemorrágicas ou não. vômitos. ausculta cardiopulmonar e palpação do abdomem (enfatizando a presença de dor e visceromegalias).5 cm correspondente. O teste é considerado positivo quando 20 ou mais petéquias surgem no local de pressão ou abaixo. 4. 3. Fazer a Prova do Laço: Verificar a PA do paciente e anotar a pressão sistólica (máxima) e diastólica (mínima).3. data de atendimento. tontura. freqüência do pulso radial.. Anexo I . endereço completo. Calcular a pressão média que corresponde a seguinte fórmula: Pressão Média = PA sistólica + PA diastólica 2 Ex. Observar o local de pressão se há presença de petéquias.

até persistirem os sintomas (no máximo 07 dias).6.193 13. Não utilizar medicamentos à base de ácido – acetilsalicílico.tratamento sintomático 1.notificação Se o resultado da prova do laço for negativo notificar à Vigilância Epidemilógica via formulário impresso. Anexo II . até persistirem os sintomas (em 07 dias no máximo) . • Paracetamol: Crianças – 01 gota/Kg de 6/6 horas (respeitar dose máxima para peso e idade). Anexo III . Se o resultado da prova do laço for positivo notificar à Vigilância Epidemilógica por telefone dentro de 12 horas.pacientes em situações especiais Gestantes Idosos (> 65 anos) Portadores de hipertensão arterial Portadores de diabetes melitus Portadores de asma brônquica Portadores de doença hematológica ou renal crônica Portadores de doenças severa do sistema cardiovascular Portadores de doença ácido-péptica ou doença auto-imune 13. Prescrever analgésico de 06 em 06 horas. • Dipirona: Crianças – 01 gota/Kg de 06/06 horas (respeitar dose máxima para peso e dade). Anexo IV . pelo potencial de agravamento do quadro hemorrágico. 13.5. até persistirem os sintomas (no máximo 07 dias). Adultos – 20 a 40 gotas ou 01 comprimido (500 mg) até de 06/06 horas. Usa-se habitualmente paracetamol ou dipirona.4.

Hidratação por via oral (01 copo de líquido de 01 em 01 hora). Anexo V . 2. Dengue: Diagnóstico e Manejo Clínico Brasília: Fundação Nacional de Saúde. . Referências bibliográficas BRASIL.Sinais de Alerta da Dengue Dor abdominal intensa e contínua Vômitos persistentes Hipotensão postural Pressão diferencial < 20 mmHg (PA convergente) Hepatomegalia dolorosa Hemorragias importantes Extremidades frias. Divisão de Doenças Transmissíveis.8. 4. 2002 GOIÂNIA. 13. 3.7.194 Adultos – 20 a 40 gotas ou 1 comprimido (500 mg a 750 mg) até de 6/6 horas. Guia para Diagnóstico. Secretaria Municipal de Saúde. 13. Incentivar alimentação de 02 em 02 horas. Goiânia. 2003. Orientar repouso domiciliar (permanecer no leito de 05 a 07 dias). cianose Pulso rápido e fino Agitação ou letargia Diminuição da diurese Diminuição repentina da temperatura corpórea ou hipotermia Aumento repentino do hematócrito. Assistência Clínica e Terapêutica ao Paciente com Dengue. Ministério da Saúde – Fundação Nacional de Saúde.

o mais rápido possível após a agressão e repetida na Unidade de Saúde.195 1 4 . Após o início do quadro clínico. 14. Deve se fazer a anamnese completa. polpas digitais e planta de pés) são graves porque facilitam a exposição do sistema nervoso ao vírus. comprovadamente. Conduta em caso de possível exposição ao vírus da raiva Em caso de possível exposição ao vírus da raiva é imprescindível a limpeza do ferimento com água corrente abundante e sabão ou outro detergente. Lembrar que essas substâncias deverão ser utilizadas uma única vez.1. A limpeza deve ser cuidadosa. independentemente do tempo transcorrido. face ou pescoço) ou em locais muito inervados (mãos. visando a indicação correta do tratamento profilático. por exemplo. posteriormente. P RO T O C O L O D E E N F E R M A G E M – R A I VA 14. Classificar o acidente de acordo com as características do ferimento e do animal envolvido no acidente. na primeira consulta e. sempre que possível. visando eliminar sujidades sem agravar o ferimento e. devem ser utilizados anti-sépticos que inativem o vírus da raiva (como o livinilpirrolidonaiodo. Características do ferimento Os acidentes causados por animais devem ser avaliados quanto ao: Local do acidente: acidentes que ocorrem em regiões próximas ao sistema nervoso central (cabeça. Deve ser realizado.1. o polvidine ou gluconato de clorexidine ou álcool-iodado). o risco de infecção.1. ser lavada a região com solução fisiológica.1.1.1. Instrumentos disponíveis para Controle A prevenção de raiva humana é direcionada para o tratamento profilático anti-rábico toda vez que houver suspeita de exposição ao vírus rábico. A . não existe tratamento. utilizando-se a Ficha de Atendimento AntiRábico Humano. pois essa conduta diminui. 14. em seguida.

ou seja. além de aumentar o risco de exposição do sistema nervoso. mão.196 lambedura da pele integra não oferece risco. múltiplos ou extensos. são considerados com profundos e algumas vezes não apresentam sangramento. pouco extensos. Lambedura de pele com lesões superficiais. contudo vale ressaltar. oferecem dificuldades à assepsia. Acidentes leves: Ferimentos superficiais. Lambedura de mucosas. Profundidade do acidente: os acidentes devem ser classificados como superficiais (sem presença de sangramento) ou profundos (apresentam sangramento. podem acontecer em decorrência de mordedura ou arranhaduras causadas por unha ou dente. as exposições podem ser assim classificadas. Acidentes graves Ferimentos na cabeça. mesmo quando intactas. mas a lambedura de mucosas também é grave porque as mucosas são permeáveis ao vírus. Ferimento profundo causado por unha de gato. Ferimentos profundos. em tronco e membros (exceto mãos e polpas digitais e planta dos pés). . Qualquer ferimento por morcego. geralmente únicos. Lambedura de pele onde já existe lesão. que os ferimentos puntiformes. De acordo com os critérios acima estabelecidos. em qualquer região do corpo. polpa digital e/ou planta do pé. Os ferimentos profundos. face pescoço. ultrapassam a derme).

197 Atenção: o contato indireto. se em todo esse período permanecer vivo e saudável não há risco de transmissão de vírus. são bem conhecidas e semelhantes. enquanto que a agressão espontânea (sem causa aparente) pode indicar alteração de comportamento e sugere que o animal pode estar acometido de raiva. é de cerca de 60 dias. o período em que o animal pode transmitir a doença. A procedência do animal: é necessário saber se a região de procedência do animal é área de raiva controlada ou não controlada. transmissão e quadro clínico. mas em geral. o animal que reage em defesa própria. por isso. como período de incubação. Características do animal envolvido no acidente Cão e gato: as características da doença em cães e gatos. No entanto.2. A possibilidade de observação do animal por 10 dias: mesmo se o animal estiver sadio no momento do acidente. É necessário avaliar: O estado de saúde do animal no momento da agressão: avaliar se o animal estava sadio ou apresentava sinais sugestivos de raiva. o animal deve ser observado por 10 dias. estes animais são analisados em conjunto. Nos cães e gatos. a excreção de vírus pela saliva. o período de incubação da doença pode variar de alguns dias a anos. é importante que seja mantido em observação por 10 dias. que pode ocorrer em até cinco dias após o início dos sintomas. e a lambedura da pele integra não são considerados acidentes de risco e não exigem tratamento profilático. ou seja. O acidente provocado (por exemplo. A maneira como ocorreu o acidente pode fornecer informações sobre seu estado de saúde.1.1. variando entre dois e cinco dias antes do aparecimento dos sinais clínicos. . persistindo até sua morte. a estímulos dolorosos ou outras provocações) geralmente indica uma reação normal do animal. só ocorre a partir do final do período de incubação. como a manipulação de utensílios potencialmente contaminados. 14. Portanto. Lembrar que o animal também pode agredir devido a sua índole ou adestramento.

guaxinin.198 Os hábitos de vida do animal: o animal deve ser classificado como domiciliado ou não-domiciliado. • Animais de baixo risco: os seguintes roedores e lagomorfos (urbanos ou de criação) são considerados como de baixo risco para a transmissão da raiva e. mesmo que domiciliados e/ou domesticados. devem ser qualificados como animais de risco. Relatos recentes mostram que o risco de transmissão do vírus pelo morcego é sempre elevado. roedores silvestres. • Animais silvestres: animais silvestres. • Animais domésticos de interesse econômico ou de produção: animais domésticos de produção ou de interesse econômico (bovinos. toda agressão por morcego deve ser classificada com grave. raposa. para avaliar também a indicação de tratamento pré-exposição ou de pós-exposição. devem ser considerados como animais de risco. como morcego de qualquer espécie. mesmo que tenham proprietário e recebam vacinas. micos (sagüi e “soin”). . Por isso. mesmo que tenham proprietário e recebam vacinas. quati. Ao contrário. sem controle. macaco. É importante conhecer o tipo. haja visto que nesses animais a raiva não é bem conhecida. o que geralmente só ocorre nas campanhas de vacinação. ovinos. eqüídeos. caprinos. Desse modo esses animais podem ser classificados de baixo risco em relação a transmissão da raiva. a freqüência e o grau do contato ou exposição que os tratadores e outros profissionais têm com estes animais e a incidência da raiva na região. o que animais de risco. etc. por isso. não é necessário indicar tratamento profilático da raiva em caso de acidentes causados por esses animais. não tem contato com outros animais desconhecidos e só sai à rua acompanhado de seu dono. Animal domiciliado aquele que vive exclusivamente dentro do domicílio. bubalinos. independentemente da espécie e da gravidade do ferimento. suínos e outros) também são animais de risco. gambá. aqueles animais que passam longos períodos fora do domicílio.

Rato de telhado (Rattus rattus). cão ou gato for passível de observação. pode ser suspenso.199 Ratazana de esgoto (Rattus norveggicus).2. 14. caso tenha sido iniciado. Cobaia ou porquinho da índia (Carvea porcellus). quando possível. Conduta em caso de possível reexposição ao vírus da raiva Pessoas com risco de reexposição ao vírus da raiva.1. Todas as características acima são fundamentais para determinar a indicação ou não da profilaxia anti-rábica de acordo com os esquemas descritos nos Quadros 1 ou 2. Hamster (Mesocricetus auratus). Camundongo (Mus musculus). Importante: 1 . • Observação válida para todos os animais de risco: sempre que possível. Para estas pessoas. coletar amostra de tecido cerebral e enviar para o laboratório de referência. Observações . Se o resultado for negativo o tratamento não precisa ser indicado ou. devem ser tratadas novamente de acordo com as indicações do Quadro 3. respectivamente. da vacina Fuenzalida & Palácios modificada e de cultivo celular. O diagnóstico laboratorial é importante tanto para definir a conduta em relação ao paciente como para se conhecer o risco de transmissão da doença na área de procedência do animal. que já tenham recebido tratamento pós-exposição anteriormente. 2. com histórico de tratamento anterior completo e se o animal agressor. Quando o paciente tiver o esquema de pré-exposição em qualquer momento. considerar a hipótese de somente observar o animal. também é recomendável a pesquisa de anticorpos. e Coelho (Oryetolagus cuniculus). adotar conduta conforme o Quadro 4. Em caso de REEXPOSIÇÃO.

seja realizada a avaliação sorológica após o 14º dia da aplicação da última dose. solicitar a avaliação sorológica do paciente.5 Ul/ml não é necessário indiciar tratamento ou. especialmente nos pacientes imunodeprimidos que devem receber sistematicamente soro e vacina. • Devem ser avaliados individualmente os pacientes que receberam muitas doses de vacina. No entanto.200 • Em caso de reexposição. se possível. O risco de reações adversas às vacinas aumenta proporcionalmente ao número de doses aplicadas. como por exemplo. com história de tratamento anterior completo.3.1. os que receberam o esquema completo pósvacinação uma ou mais vezes e. . Recomenda-se que. os que receberam vários esquemas de reexposição. Nestes casos. 14. não é necessário administrar o soro anti-rábico (homólogo ou heterólogo). pode ser suspenso. caso tenha sido iniciado. ao final do tratamento. Conduta em caso de possível exposição ao vírus da raiva em pacientes que receberam esquema de pré-exposição No Quadro 4 estão indicados os procedimentos a serem adotados para pacientes que acidentalmente se expuseram ao risco de infecção pelo vírus da raiva e que tenham recebido tratamento pré-exposição anteriormente. o soro poderá ser indicado se houver dúvidas ou conforme a análise de cada caso. Se o título de anticorpos neutralizantes (AcN) for igual ou maior a 0.

Se o animal se tornar raivoso. morrer ou desaparecer durante o período de observação. não tenham contato com outros animais desconhecidos e que somente saem à rua acompanhados dos seus donos e que não circulem em área com a presença de morcegos hematófagos. Iniciar o tratamento imediatamente com 1(uma) dose de vacina nos dias 0. • reforço. sendo a 1ª no 10º. mais 2 (duas) doses de reforço. suspender o • extensos. sendo a primeira no 10º e a Segunda no 20º dia após a última dose de série. polpa digital e/ou planta do pé. Gato clinicamente suspeito de raiva no momento da agressão 201 Cão. sendo a 1ª no 10º. a 2ª 20º dia e a 3ª exposição. a 2ª 20º dia e a 3ª no 30º dia após a última dose de série. tratamento e encerrar o caso. Acidentes Graves • • • • • 1) 2) Lavar com água e sabão. Podem ser dispensadas do tratamento as pessoas agredidas por cão ou gato. Nas agressões por morcegos deve-se indica a soro-vacinação independente da gravidade. desaparecido ou morto: animais silvestres(2) (inclusiva os domiciliados) animais domésticos de interesse econômico ou de produção • Ferimentos superficiais. mais 2 (duas) doses de reforço. pescoço. Observar o animal durante 10 dias após a exposição. Iniciar imediatamente o tratamento com 1 (uma) dose diária da vacina até completar 7 (sete). • geralmente únicos. desaparecer ou se tornar raivoso. após o período de observação.QUADRO 1 – ESQUEMA PARA TRATAMENTO PROFILÁTICO ANTI-RÁBICO HUMANO COM A VACINA FUENZALIDA & PALÁCIOS MODIFICADA Condições do Animal Agressor Tipo de Exposição Contato Indireto Acidentes Leves • • • • • Lavar com água e sabão Não tratar Lavar com água e sabão. sendo uma no 10º e outra no 20º dia após a última dose da série. Se o mesmo permanecer sadio. doses de reforço. mais 2 (duas) doses de reforço. Se a suspeita de raiva for descartada após o 10º dia de observação. Em caso de dúvida. não tem risco de contrair a infecção rábica. sendo a 1ª no 10º. encerrar o caso. soro(3) e 1(uma) dose diária de vacina até completar 10 (dez). aplicar 1(uma) dose diária de vacina até completar 7 (sete). múltiplos ou • 10º dia de observação. Lambedura de mucosa. • • . ou indicar conduta de reexposição. Iniciar o tratamento imediatamente com • • Iniciar imediatamente o tratamento com 1(uma) dose de vacina nos dias 0. morrer ou • Lambedura de pele onde já existe lesão • desaparecer durante o período de grave observação. em qualquer região do corpo. • • • • Cão. face. podem acontecer em decorrência de mordeduras em arranhaduras causadas por unha ou dente Lambedura de pela com lesões superficiais Lavar com água e sabão Não tratar Lavar com água e sabão. Se o animal se tornar raivoso. mais 3 (três) doses de Observar o animal durante 10 dias após a Ferimentos na cabeça. 2 e 4. no 30º dia após a última dose de série. sendo a primeira no 10º e a Segunda no 20º dia após a última dose de série. É preciso avaliar sempre o hábitos e cuidados recebidos pelo cão e gato. Lavar com água e sabão. em tronco e membros (exceto mãos e polpas digitais e planta dos • pés). Iniciar o tratamento soro(3) e 1(uma) dose diária de vacina até completar 10 (dez). suspender o tratamento e encerrar o caso. iniciar o esquema de profilaxia indicado. aplicar 1(uma) dose diária de Ferimento profundo causado por unha de vacina até completar 10 (dez). morrer ou desaparecer durante o período de observação aplicar o tratamento: 1 (uma) dose diária da vacina até completar 7 (sete). mais 3 (três) gato. Por exemplo. pouco extensos. suspender o tratamento e encerrar o caso. não é necessário iniciar o tratamento. 2 e 4. Se animal for procedente de área de raiva controlada. mão. Gato sem suspeita de raiva no momento da agressão(1) Cão. Observar o animal durante 10 dias após a exposição. mais 3 (três) doses de reforço. com certeza. animais que vivem dentro do domicílio (exclusivamente). Se a suspeita de raiva for descartada após o Ferimentos profundos. Se a suspeita de raiva for descartada após o 10º dia de observação. a 2ª 20º dia e a 3ª no 30º dia após a última dose de série. Observar o animal durante 10 dias após a exposição. Manter o animal sob observação e só indicar o tratamento (soro+vacina) se o animal morrer. • • • • • • • Lavar com água e sabão Não tratar Lavar com água e sabão. • • Lavar com água e sabão. gato raivoso. Se o animal se tornar raivoso.

Lavar com água e sabão. administrar 5 (cinco) doses da vacina (dias 0. encerrar o caso. 14 e 28). Manter o animal sob observação e só indicar o tratamento (soro+vacina) se o animal morrer. 7. animais que vivem dentro do domicílio (exclusivamente). Observar o animal durante 10 dias após a exposição. Lambedura de mucosa. desaparecer ou se tornar raivoso. Se animal for procedente de área de raiva controlada. Quando for possível infiltrar toda a dose. Iniciar imediatamente o tratamento com 5 (cinco) doses da vacina (dias 0. Iniciar o tratamento imediatamente com 2 (duas) dose de vacina nos dias 0e outra no dia 4. Aplicar uma dose entre 7º e 10º dia e uma dose nos dias 14 e 28. Por exemplo. Se o animal morrer. não tenham contato com outros animais desconhecidos e que somente saem à rua acompanhados dos seus donos e que não circulem em área com a presença de morcegos hematófagos. • • L Lavar com água e sabão. Se o mesmo permanecer sadio. Iniciar o tratamento soro(3) e 5 (cinco) doses da vacina (dias 0. Gato sem suspeita de raiva no momento da agressão(1) Cão. mão. desaparecer ou se tornar raivoso. a quantidade estante deve ser aplicada pela via intramuscular podendo ser utilizada o região glútea.3) Aplicação do soro peri-focal na(s) porta(s) de entrada. É preciso avaliar sempre o hábitos e cuidados recebidos pelo cão e gato. dar continuidade ao tratamento. Em caso de dúvida. suspender o tratamento e encerrar o caso. Observar o animal durante 10 dias após a exposição. após o período de observação. Se o animal morrer. 7. 3. em tronco e membros (exceto mãos e polpas digitais e planta dos • pés). a quantidade estante deve ser aplicada pela via intramuscular podendo ser utilizada o região glútea. podem acontecer em decorrência de mordeduras em arranhaduras causadas por unha ou dente Lambedura de pela com lesões superficiais Lavar com água e sabão Não tratar Lavar com água e sabão. administrando soro(3) e completando esquema até 5 (cinco) doses. Observar o animal durante 10 dias após a exposição. Quando for possível infiltrar toda a dose. • geralmente únicos. . desaparecer ou se tornar raivoso. Se a suspeita de raiva for descartada após o 10º dia de observação. Iniciar imediatamente o tratamento com 5 (cinco) doses da vacina (dias 0. Lavar com água e sabão. Se a suspeita de raiva for descartada após o 10º dia de observação. Sempre aplicar em local anatômico diferente do que aplicou a vacina. ou indicar conduta de reexposição. Lambedura de pele onde já existe lesão grave Ferimento profundo causado por unha de gato. • • • • • • • Acidentes Graves • • • • • 4) • • 6) Aplicação do soro peri-focal na(s) porta(s) de entrada. 14 e 28). Lavar com água e sabão Não tratar Lavar com água e sabão. com certeza. Sempre aplicar em local anatômico diferente do que aplicou a vacina. 3. não é necessário iniciar o tratamento. gato raivoso. após o período de observação. Observar o animal durante 10 dias após a exposição. encerrar o caso. face. 3. Gato clinicamente suspeito de raiva no momento da agressão Condições do Animal Agressor Tipo de Exposição Contato Indireto Acidentes Leves • Cão. 7. Nas agressões por morcegos deve-se indica a soro-vacinação independente da gravidade. 202 QUADRO 1 – ESQUEMA PARA TRATAMENTO PROFILÁTICO ANTI-RÁBICO HUMANO COM A VACINA DE CULTIVO CELULAR Cão. 3. múltiplos ou • extensos. Se o animal morrer. 14 e 28). suspender o tratamento e encerrar o caso. Se o mesmo permanecer sadio. iniciar o esquema de profilaxia indicado. desaparecer ou se tornar raivoso. em qualquer região do corpo. pouco extensos. 7. completar o esquema até 5 (cinco) doses. 14 e 28). • polpa digital e/ou planta do pé. desaparecido ou morto: animais silvestres(2) (inclusiva os domiciliados) animais domésticos de interesse econômico ou de produção • • • • • • • • • Ferimentos superficiais. Aplicar um dose entre o 7º e 10º dia e uma dose nos dias 14 e 28. • Ferimentos profundos. 5) • Ferimentos na cabeça. • • Lavar com água e sabão Não tratar Lavar com água e sabão. pescoço. não tem risco de contrair a infecção rábica. Podem ser dispensadas do tratamento as pessoas agredidas por cão ou gato.

CONTROLE DA RAIVA HUMANA 203 CLIENTE COM HISTÓRIA DE AGRESSÃO POR ANIMAL CONSULTA DO ENFERMEIRO(A) FICHA DE NOTIFICAÇÃO E INVESTIGAÇÃO E ORIENTAÇÕES ALTA VACINAÇÃO E SORO QUADRO I SALA DE VACINA NÃO VACINAÇÃO ORIENTAÇÃO AO RETORNO EM ATÉ 10 DIAS NÃO RETORNO SE FAVORÁVEL SE NÃO FAVORÁVEL CENTRO DE DIAGNÓSTICO SE RAIVA TRATAMENTO QUADRO I BUSCA AO CLIENTE ENCERRADA PRESCRIÇÃO FALTA BUSCA DO CLIENTE BUSCA DO CLIENTE ALTA TRATAMENTO QUADRO I NÃO RAIVA ALTA .

em caso de esquema vacinal incompleto. uma no dia 0 e outra no dia 3 Verificar o Quadro 3. (2) Pelo menos 3 doses de vacina de Cultivo Celular em dias alternados. dia 3 a) até 90 dias: completar o até 90 dias: completar o número de doses (de número de doses. Observação: Encaminhar o paciente para o Centro de Referência Imunobiológicos Especiais – CRIE. b) após 90 dias: 3 doses em uma no dia 0 e outra no dias alternados. Não indicar soro Verificar o Quadro 3.5 Ul/ml) Sem comprovação sorológica ou título inferior a 0. acordo com o Quadro 5). para completar o esquema de Cultivo Celular. b) Após 90 dias: ver b) Após 90 dias: ver esquema de pósesquema de pósexposição (conforme o exposição (conforme o caso) caso) a) Fuenzalida & Palácios modificada(1) Incompleto3 a) até 90 dias: completar o até 90 dias: vide número de doses (de observação acordo com o Quadro 5).5 Ul/ml Fuenzalida & Palácios 3 (três) doses em dias alternados. CONFORME O ESQUEMA E VACINA PRÉVIOS E A VACINA A SER UTILIZADA POR OCASIÃO E REEXPOSIÇÃO. (3) Não considerar o esquema anterior se o paciente recebeu número menor de doses do que aqueles referidos nas notas acima “1” e “2”.204 Considerar as notas de rodapé do Quadro 3 caso o esquema recebido anteriormente tenha sido incompleto. . 2 d) Após 90 dias: ver Cultivo Celular b) Após 90 dias: ver esquema de pósesquema de pósexposição (conforme o exposição (conforme o caso) caso) (1) pelo menos 3 doses de vacina Fuenzalida & Palácios em dias alternados ou 5 doses em dias seguidos. c) QUADRO 4 – CONDUTO EM CASO DE POSSÍVEL EXPOSIÇÃO AO VÍRUS DA RAIVA EM PACIENTES QUE RECEBERAM ESQUEMA DE PRÉ-EXPOSIÇÃO Sorologia Comprovada (titulação) Com comprovação sorológica (título maior ou igual a 0. em caso de esquema vacinal incompleta Vacina Cultivo Celular 2 (duas) doses. Tipo de Esquema Anterior Vacina Esquema de Reexposição Fuenzalida & Palácios Cultivo Celular Fuenzalida & Palácios modificada1 Completo Cultivo Celular a) até 90 dias: não tratar a) até 90 dias: não tratar b) após 90 dias: 2 doses. em uma no dia 0 e outra no dias alternados dia 3 a) até 90 dias: não tratar a) até 90 dias: não tratar b) após 90 dias: 2 doses. b) após 90 dias: 3 doses. QUADRO 3 – ESQUEMAS DE REEXPOSIÇÃO.

Local de aplicação: músculo deltóide ou vasto lateral da coxa (não aplicar no glúteo). 14. identificação e classificação de mamíferos passíveis de portarem o vírus. aplicar uma dose de reforço e reavaliar a partir do 14º dia após o reforço. 28. Satisfatório: se o título de anticorpos dor maior ou igual a 0. estejam expostas permanentemente ao risco de infecção pelo vírus da raiva. Observação: vacinada. também.5 Ul/ml.5 Ul/ml.4.1 ml. bem como funcionários de zoológicos. por via intradérmica utilizando a dose de 0. Com a vacina de Cultivo Celular Esquema: 03 doses Dias de aplicação: 0. 14.1. 14. Com a vacina Fuenzalida & Palácios modificada Esquema: 03 doses Dias de aplicação: 0. Controle sorológico: a partir do 14º dia após a última dose do esquema Resultados: Instisfatório: se o título de anticorpos for menor do que 0. Controle sorológico: a partir do 14º dia após a última dose do esquema Resultados: Instisfatório: se o título de anticorpos for menor do que 0. vacinação. 7. Satisfatório: se o título de anticorpos dor maior ou igual a 0.4. Via de administração: intramuscular profunda Local de aplicação: músculo deltóide ou vasto lateral da coxa (não aplicar no glúteo).1.205 14. Nessa caso. ou havendo capacitação técnica. É indicada.5 Ul/ml. por força de suas atividade profissionais ou de lazer. O controle sorológico é exigência básica para a correta avaliação de pessoa .1. para aqueles que atuam no campo na captura. Nessa caso. Via de administração: intramuscular profunda utilizando dose completa.5 Ul/ml. tais como profissionais e estudantes das áreas de Medicina Veterinária e de Biologia e profissionais e auxiliares de laboratórios de Virologia e/ou Anatomopatologia para raiva.2.1. 7. Profilaxia pré-exposição É indicada para pessoas que. aplicar uma dose de reforço e reavaliar a partir do 14º dia após o reforço.4.

28 0*. QUADRO 5 – ESQUEMA PARA COMPLEMENTAÇÃO VACINAL CONTRA A RAIVA COM A VACINA DE CULTIVO CELULAR NO CASO DE EVENTOS ADVERSOS À VACINA FUENZALIDA & PALÁCIOS MODIFICADA. 11. após à dose de reforço. As vacinas de cultivo celular estão disponibilizadas. 25 0*. 7. 4. inicialmente. administrando-se uma dose de reforço sempre que os títulos forem inferiores a 0.5 Ul/ml. Repetir a sorologia a partir do 14º dia. Doses Aplicadas de Fuenzalida & Palácios Até 3 De 4 – 6 De 7 – 9 Antes do 1º reforço N.206 Observação: vacinada. 7. Todo caso de evento adverso deve ser investigado e notificado ao Sistema de Vigilância de Eventos Adversos do Programa de Imunizações das Secretarias Estaduais de Saúde em formulários próprio. 21 Datas previstas para os reforços de FUENZALIDA & PALÀCIOS modificada.º de Doses da Vacina de Cultivo Celular 5 doses 4 doses 3 doses 2 doses Dias de Administração 0*. . 3. nos Centro de Referências para Imunobiológicos Especiais (CRIEs) do Programa de Imunizações das Secretarias de Saúde dos Estados e do Distrito Federal. 14. Data prevista para o 2º ou 3º reforço c/ FUENZALIDA & PALÁCIOS modificada O controle sorológico é exigência básica para a correta avaliação de pessoa Antes do 2º ou 3º reforço 1 dose * data do início da administração da vacina de Cultivo Celular. Importante: Deve-se fazer o controle sorológico anual dos profissionais que se expõem permanentemente ao risco de infecção ao vírus da raiva.

Em caso de dúvidas indicar o soro. A mucosa ocular deve ser lavada com solução fisiológica ou água corrente. Havendo interrupção do tratamento. . A seguir. aplicar a dose de soro recomendada antes da aplicação da 7ª dose de vacina Fuenzalida & Palácios ou até a 3ª dose da vacina de cultivo celular. Após esse prazo o soro não é mais necessário.3. Bases gerais do tratamento A profilaxia contra a raiva deve se iniciada a mais precocemente possível. durante e logo após o tratamento.4. INDEPENDENTEMENTE do tempo transcorrido entre a exposição e o acesso à unidade de saúde. devem ser utilizados anti-sépticos que inativem o vírus da raiva (como o polvidine. sabão ou outro detergente. Nestes casos. recomenda-se lavar o local com água e sabão. lavar a região com solução fisiológica. Sobre o ferimento Lavar imediatamente o ferimento com água corrente. clorexidine e álcool-iodado). exceto nos caso de paciente imunodeprimido ou em caso de dúvidas sobre o tratamento anterior.2. Nos casos em que se conhece só tardiamente a necessidade do uso do soro-antirábico ou quando há qualquer impedimento para o seu uso. O contato indireto é aquele que ocorre por meio de objetos ou utensílios contaminados com secreções de animais suspeitos. Essas substâncias deverão ser utilizadas uma única vez. Recomenda-se que o paciente evite esforços físicas excessivos e bebidas alcoólicas. Sempre que houver indicação. Em caso de acidente por vacina anti-rábica de vírus vivo o paciente deve receber esquema completo (soro + vacina). completar as doses da vacina prescritas anteriormente e não iniciar nova série. por animal suspeito.1. tratar o paciente em qualquer momento. Em casos de lambedura da pele íntegra. na primeira consulta. A história vacinal do animal agressor NÃO constitui elemento suficiente para a dispensa da indicação do tratamento anti-rábico humano. 14. Não se indica o uso de soro anti-rábico para os pacientes considerados imunizados por tratamento anterior. Posteriormente. indica-se apenas lavar bem o local com água corrente e sabão.207 14.

eqüídeos e suínos) deverá ser avaliado e. o soro anti-rábico. Cobaia ou porquinho da índia (Carvea porcellus). deverá ser infiltrado 1 hora antes da sutura. caprinos. Sobre o animal O período de observação de 10 (dez) dias é restrito aos cães e gatos. amostras de seu sistema nervoso central (SNC) deverão ser enviadas para o laboratório de diagnóstico.208 Não se recomenda a sutura do(s) ferimento(s). ovinos. sistematicamente. Ratazana de esgoto (Rattus norveggicus). Havendo necessidade de aproximar as bordas. ou desenvolver sintomatologia compatível com raiva. deverá ser observado. Havendo contaminação da mucosa. dificuldade para engolir. Se o animal morrer. Não é indicado tratamento nas agressões causadas pelos seguintes roedores e lagomorfos (urbanos ou de criação). após avaliação médica. sempre que possível. 14. . Considera-se suspeito todo cão ou gato que apresentar mudança brusca de comportamento e/ou sinais e sintomas compatíveis com a raiva tais como: salivação abundante. Camundongo (Mus musculus). Se necessário. Se durante o período de observação o animal morrer. Cuidados deverão ser observados no manuseio do animal. Está indicado tratamento. o animal deverá ser sacrificado.3. Sempre que possível o animal agressor. aproximar as bordas com pontos isolados. se necessário. mesmo quando domiciliados e domesticados. Rato de telhado (Rattus rattus). para evitar acidentes. se indiciado. mudança nos hábitos alimentares e paralisia das patas traseiras. Quando for absolutamente necessário. coletar amostra do tecido do SNC e enviar ao laboratório de diagnóstico. seguir o tratamento indicado para lambedura da mucosa. para todos os casos de agressão por animais silvestres. deverá ser indicado o tratamento profilático. A agressão por outros animais domésticos (bovinos. cão ou gato. Proceder à profilaxia do tétano segundo o esquema preconizado (caso não seja vacinado ou com esquema vacinal incompleto) e uso de antibióticos nos casos indicados. lembrando que não se indica a observação desses animais com objetivo de definir a conduta para o ser humano.

Importante: A imunoflurescência para raiva é uma exame importante. Adotar medidas de informação/comunicação que levem a população a reconhecer a gravidade de qualquer tipo de exposição a um animal. burro. conforme cada caso. seguir às orientações específicas. o tratamento do paciente.209 Hamster (Mesocricetus auratus). desmitificando simultaneamente o tratamento profilático anti-rábico humano. estimulando a responsabilidade do paciente com o cumprimento do esquema indicado. Desmistificar a castração dos animais de estimação. Não valorizar a proteção ao cão errante. Divulgar os serviços existentes. exceto nos casos em que o material encaminhado para o diagnóstico desses animais tenha sido a medula. Estimular a posse responsável de animais. Em caso de reexposição. de alta sensibilidade e especificidade. escolas. Quando o diagnóstico laboratorial do animal agressor for negativo pela técnica de imunoflurescência. a identificar os sintomas de uma animal suspeito. devendo ser necessariamente envolvidos serviços e profissionais de saúde. jumento). Ações de educação em saúde Orientar o processo educativo no programa de eliminação da raiva urbana e no de controle da raiva canina. 14. as medidas auxiliares que devem ser adotadas às pessoas que foram expostas e/ou agredidas. a critério médico. pode ser suspenso aguardando-se o resultado da prova biológica.4. Estimular a imunização anti-rábica animal. tendo como ferramentas básicas a participação e a comunicação social. do tempo decorrido e da gravidade de lesão. e Coelho (Oryetolagus cuniculus). . Isso não se aplica para eqüídeos (cavalo. independentemente do tipo de morcego agressor. proprietários de animais de estimação e população em geral. visando a diminuição do abandono e risco de ocorrência de casos. a necessidade de atendimento imediato. Nas agressões por morcegos deve-se proceder à soro-vacinação.

de 80% dos cães e gatos pode quebrar o elo da cadeia epidemiológica. Lembrar que pessoas sob risco devem tomar a vacina para evitar a doença. impedindo que o vírus alcance a população. periódica e rotineira. Estratégias de prevenção O tratamento profilático de pessoas agredidas previne a ocorrência de novos casos. 14. A vacinação. interrompendo assim o ciclo urbano da raiva. já que dificilmente consegue-se vacina-los.5. A eliminação de 20% da população canina visa reduzir a circulação do vírus entre cães errantes.210 14. tornado-os fundamentais para a persistência da cadeia de transmissão. Referência bibliográfica *Todas as informações deste protocolo (Raiva) foram retiradas do manual para o controle da raiva elaborado pelo Ministério da Saúde . A captura de animais e o envio de amostras ao laboratório ajudam no monitoramento da circulação do vírus. Assim o tratamento adequado é de suma importância para a eliminação da raiva humana.6.

tem como objetivo ampliar a assistência aos trabalhadores. na medida em que passa a olhá-los como sujeitos a um adoecimento específico que exige estratégias. . proteção e recuperação da saúde. recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos. advindas das condições de trabalho. também específicas de promoção. através das ações de vigilância epidemiológica e sanitária.211 1 5 . P RO T O C O L O D E E N F E R M A G E M – S A Ú D E D O TRABALHADOR Entende-se por Saúde do Trabalhador um conjunto de atividades que se destina. a promoção. A Unidade Básica Saúde (UBS).

212 FLUXOGRAMA POPULAÇÃO ALVO (ANEXO 1) Unidade Básica de Saúde (UBS) Atendimento de Enfermagem Conferência de ficha de identificação Verificar os sinais vitais Complementação de dados relacionados à ocupação Encaminha para o atendimento Agravo relacionado ao trabalho? sim Não Consulta Enfermagem (Anexo 3) Acompanhamento médico .

8 Traumatismo superficial S21.213 15.1 Queimadura 1º grau COTOVELO E ANTEBRAÇO S50.1. podendo estar inserido tanto no mercado formal ou informal do trabalho .CID -10 dos acidentes leves de trabalho • CABEÇA S00.0 Ferimento do tornozelo S91.9 Traumatismo superficial S61.9 Traumatismo superficial S01. Anexo 2 . inclusive na forma de trabalho familiar e doméstico .9 Traumatismo superficial S91.3 Ferimento do pé T25.0 Ferimento de ombro S41. As ações de saúde devem-se pautar na identificação de risco.9 Traumatismo superficial S71.0 Ferimento do quadril S71.1 Ferimento do braço T.9 Traumatismo superficial S51.1 Queimadura 1º grau PERNA S80.8 Ferimento da coxa T24.9 Traumatismo superficial S41. 15.2.9 Traumatismo Superficial S11.9 Traumatismo superficial S81. com lesões de natureza leve (anexo2).9 Ferimento do antebraço T22. condições de vida de trabalho.1 Queimadura 1º grau • OMBRO E BRAÇO S40. Morador ou trabalhador na área de abrangência da UBS.9 Traumatismo superficial S31.1 Queimadura 1º grau • • • • • PESCOÇO S10.População alvo: Toda pessoa que exerça uma atividade de trabalho. DORSO E PELVE S30.1 Queimadura 1º grau TORNOZELO E PÉ S90. necessidade.22.1 Queimadura 1º grau • PUNHO E MÃO S60.1 Queimadura 1º ABDOME. ANEXO 1 .8 Queimadura 1º grau • TÓRAX S20.9 Ferimento da perna T24.9 Ferimento T20.9 Ferimento T20. que em última instância determina a forma de adoecer do trabalhador.1 Queimadura 1º grau .8 Ferimento T21.0 Ferimento do joelho S81.0 Ferimento do cotovelo S51.9 Ferimento T21.9 Ferimento T23.1 Queimadura 1º grau • QUADRIL E COXA S70.

PSF (anexo6).214 15. Orientar o trabalhador sobre a questão previdenciária Orientar o retorno quando necessário. Após a alta hospitalar. Atribuições: Papel do Enfermeiro na Saúde do Trabalhador Programar e realizar ações de assistência básica e de vigilância à saúde do trabalhador. Articular e acompanhar quando necessário a assistência na rede de referência para prevenção de seqüelas. Anexo 3 . realizar acompanhamento domiciliar registrando a avaliação na ficha D . . Planejar e participar de atividades educativas no campo da saúde do trabalhador. quando for o caso . entidades sindicais e empresas. Colaborar e participar de atividades educativas com trabalhadores. visando estabelecer relações entre a doença sob investigação e os riscos/fatores de riscos presente no local de trabalho. Orientar sobre direitos trabalhistas e previdenciários. Solicitar a empresa a emissão da Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) (anexo 5). Participar de investigações em ambientes de trabalho e junto ao trabalhador em seu domicílio. Investigar o local de trabalho.3.Consulta de Enfermagem Notificar o agravo através do instrumento do SUS (anexo 4).

215 15.Solicitação de comunicação de . .acidente de trabalho De UBS: Para EMPRESA: FONE: FONE: / / Solicitamos a emissão da CAT. Anexo 5 . referente ao acidente ocorrido dia com o trabalhador Local / / Assinatura OBS: Após a empresa preencher a CAT ligar para a UBS (telefone acima) e solicitar retorno com o médico do primeiro atendimento.4.

é preenchida pela empresa em seis vias: . • QUEM DEVE PREENCHER A CAT? O setor de pessoal da empresa deverá comunicar o acidente de trabalho à previdência social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência. causados.Em todos os casos de acidentes de trabalho (mesmo com menos de 15 dias de fastamento. podendo o trabalhador estar inserido tanto no mercado formal como informal de trabalho. o próprio acidentado pode formaliza-lo ou mesmo seus dependentes. desencadeados ou agravos por fatores de risco presentes nos locais de trabalho. permitindo que os serviços de saúde gerem informações sobre a ocorrência destes agravos.Em todos os casos de doença profissional. ou durante o trajeto (residência/trabalho/residência). ou no percurso de casa para o trabalho e vice-versa. • CAT – COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO: é um formulário que deve ser preenchido em todo o acidente ou doença do trabalho. Conceitos • CIDENTE DE TRABALHO: refere-se a todos os acidentes que ocorrem no exercício da atividade laboral.5. para a Previdência Social: “acidente que ocorre pelo exercício do trabalho e a serviço da empresa (fora do local de trabalho). a perda ou redução da capacidade para o trabalho permanente ou temporária”. . • DOENÇAS OCUPACIONAIS: refere-se a um conjunto de danos ou agravos que incidem sobre a saúde dos trabalhadores. . na falta ou omissão da CAT por parte da empresa. sem afastamento do trabalho e nos acidentes de trajeto). provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte. • ENCAMINHAMENTOS DA CAT . norteando as ações de prevenção e promoção da saúde dos trabalhadores.Em todos os casos de suspeita de doença profissional. • QUANDO PREENCHER A CAT? . a entidades sindical competente ou qualquer autoridade publica (poderá faze-lo via Internetcadastramento da CAT).216 15.

PORQUE NOTIFICAR OS ACIDENTES DE TRABLAHO? Os acidentes devem ser notificados a Unidade de Saúde para obtenção de dados de agravos à saúde do ao INSS. QUEM PREENCHER O CAMPO II DA CAT. 2ª via da CAT – SUS * segurar esta via na UBS e encaminhar posteriormente por malote para Secretaria de Saúde – Programa. imediatamente após o acidente. A empresa poderá comunicar o INSS via internet. seus dependentes ou o sindicato de sua categoria poderá preencher a CAT. Deverá.217 1ª via da CAT – INSS. em seis vias. 6ª via da CAT . através do preenchimento da ficha Individual de Notificação do Sistema de Informações de Agravos – SINAN (será implantada posteriormente) e . a seguir. 4ª via da CAT – sindicato da categoria. 3ª via da CAT – trabalhador. NEM TER ESPECIALIDADE EM MEDICINA DO TRABALHO. 5ªvia da CAT – Delegacia Regional do Trabalho. Trabalhador.empresa OBSERVAÇÕES: 1. No caso de recusa pela empresa o próprio acidentado. não há necessidade do médico ser credenciado para o atendimento de acidente de trabalho. ATESTADO MÉDICO? O médico que realizou o primeiro atendimento ao acidentado. 2. proceder como o especificado acima.

1993. MINISTÉRIO DA SAÚDE – SAÚDE DO TRABALHADOR. Bibliografia MINISTÉRIO DA SAÚDE.218 15. Diretrizes para Atenção Básica – Versão preliminar. doença e trabalho no Brasil.6. Isto é Trabalho da Gente? Vida. Caderno de Atenção Básica nº 5 – Saúde do Trabalhador. Rocha. Laudine. Manual Instituição para o atendimento de trabalhadores vítimas de acidentes de trabalho. Paraná/2003. Lys Esther(et al) organizadores. Brasília/2002. . São Paulo: Editora Vozes. Brasília/2000.

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